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PERCEPÇÃO DOS ENFERMEIROS SOBRE O USO DE PLANTAS MEDICINAIS NA SAÚDE DA CRIANÇA
CÍCERO DAMON CARVALHO DE ALENCAR; Giovana Mendes de Lacerda Leite; Maysa de Oliveira Barbosa; Isaac Moura de Araújo; Marta Regina Kerntopf
A primeira infância é considerada um momento fundamental para o desenvolvimento do ser humano, visto que, muito além da evolução biológica, essa etapa da vida envolve, também, os aspectos cognitivos, cultural e emocional, ou seja, o ser humano em sua totalidade. Nesta perspectiva, o presente trabalho teve por objetivo, conhecer as percepções dos enfermeiros sobre o uso de plantas nos cuidados à saúde da criança. Trata-se de um estudo do tipo descritivo-exploratório, de abordagem quanti-qualitativa, sendo adotada a estratégia metodológica de construção do Discurso do Sujeito Coletivo – DSC. A pesquisa foi realizada com as enfermeiras das Unidades Básicas de Saúdes – UBS da zona urbana do município de Mauriti – Ceará (Brasil), no período de agosto de 2017 a maio de 2018. É importante ressaltar que a pesquisa seguiu todos os aspectos éticos requisitados para pesquisas com seres humanos, sendo aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Regional do Cariri sob o parecer de n.º 2.684.508. Para obtenção dos dados do estudo duas perguntas foram direcionadas as enfermeiras: - 1. Qual sua opinião sobre o uso de plantas para situações de saúde na primeira infância?; e 2. Os cuidadores de crianças na primeira infância conversam ou já conversaram com você sobre o uso de plantas? Se sim, conte como foi. Se não, por que você acha que isso acontece? -. Desta forma, seguindo a metodologia proposta pelo DSC, para pergunta 1, três Ideias Centrais (IC) foram estabelecidas: 50% das enfermeiras disseram “Eu acredito ser um recurso terapêutico válido”, além de relatarem no discurso que é uma prática interessante, porém destacaram a falta de conhecimento científico sobre a temática e que todo conhecimento que apresentavam era de cunho empírico; 33,30% ressaltaram que “É necessário conhecimento e orientação para a utilização de plantas como recurso terapêutico para tratar crianças”; e 16,70% disseram “Eu não acredito ser um recurso terapêutico válido para tratar crianças”, ideia que pode estar relacionada a pouca apropriação científica da temática, pois muitos destacaram não ter contato com este assunto durante a trajetória acadêmica. Já para pergunta 2 foram identificadas duas Ideias Centrais onde 50% disse que “Sim, os cuidadores conversam ou já conversaram sobre o uso de plantas” e destacam no discurso uma preocupação com misturas de plantas que as (o) cuidadoras (o) tendem a fazer como é o exemplo dos lambedores; no entanto outros 50% relataram que “Não, os cuidadores não conversam ou não costumam conversar sobre o uso de plantas” demostrando a necessidade de se estabelecer uma melhor comunicação entre cliente e profissional, o que certamente facilitará no processo de cuidado. Desta forma, reflete-se a necessidade de apropriação do profissional enfermeiro sobre as práticas integrativas e complementares em saúde, como é o caso das plantas medicinais, bem como a importância de um contato bem estabelecido entre as partes (Cliente-Profissional). Percebe-se, também, que há a necessidade de uma maior abordagem na graduação sobre esse contexto, para que assim os (as) enfermeiros (as) possam orientar a população de maneira correta quanto a utilização segura dos produtos naturais.
24 HORAS VIVENCIANDO DIFICULDADES ENFRENTADAS POR PACIENTES ESTOMIZADOS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
FELIPE PAULINO DA SILVA; Tays Pires Dantas; Tatyelle Bezerra Carvalho; Francisca Clarisse de Sousa; Loiana Priscila Gouveia Justino
As palavras ostomia, estoma ou estomia, significa boca ou abertura que indica no corpo humano a exteriorização de qualquer víscera oca no corpo, uma vez que é mais comuns em pacientes que sofrem agravo à saúde, no qual necessitam submeter-se a um procedimento cirúrgico que implicam em mudanças nos padrões de eliminação de efluentes, em nível de urina e/ou conteúdo fecal através da parede abdominal, a depender da etiologia da doença, o cirurgião responsável indica a realização de uma ostomia temporária ou definitiva. Objetiva-se relatar a vivência de um estudante de enfermagem com o uso de uma bolsa de colostomia por um período de 24 horas. Trata-se de uma pesquisa com abordagem qualitativa, exploratória e descritiva, que teve como amostra de pesquisa um graduando de enfermagem da Universidade Regional do Cariri– URCA, e como objeto de experiência o uso de uma bolsa de colostomia, demarcada e fixada por uma equipe especializada. A experiência ocorreu entre as 15h00 do dia 10 de maio às 15h00 do dia 11 de maio de 2019, vivenciada nos municípios de Crato e Juazeiro do Norte, interior do estado do Ceará. A amostra de pesquisa relatou que com a bolsa de colostomia necessitou de mudanças quanto aos hábitos de higiene para adaptar-se ao uso do equipamento, especialmente no horário do banho. Em soma, relatou que o peso da bolsa junto com o do material inserido incomodou durante o período de experiência, ele ressaltou ainda que enfrentou dificuldades psicológicas quanto um sentimento repugnante em relação a si mesmo, pois sentiu o impacto da feição e maneira negativamente de como as pessoas o olhavam na rua. Enquanto futuro profissional enfermeiro, o discente pontua o conhecimento ampliado do assunto abordado, dando ênfase no autocontrole emocional e mental. Dessa forma, através da vivência descrita, pode-se presumir que as pessoas colostomizadas têm sua percepção de vida alterada, principalmente pela imagem corporal negativa, devido à presença do estoma associado ao dispositivo coletor, sendo ela temporária ou definitiva.
Iliostomia,Assistência de Enfermagem,Saúde Pública
A FAMÍLIA E O CUIDADO À CRIANÇA COM TDAH: REVISÃO INTEGRATIVA
EMANUEL MESSIAS SILVA FEITOSA; SIMONE SOARES DAMASCENO; ALESSANDRA APARECIDA DE SOUZA KLAFKE MACEDO; JOÃO CRUZ NETO
Introdução: Os transtornos mentais na infância têm sofrido alarmante crescimento e diversidade. Dentre os transtornos mentais na infância, destaca-se o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) no qual se evidencia nos primeiros anos de vida e que é responsável por graves problemas para os indivíduos, sua família e comunidade. Quando não identificado precocemente, o TDAH pode trazer diversas consequências na vida da criança, como dificuldade no aprendizado, no convívio familiar e escolar. Tendo em vista que a família se constitui elo principal entre serviço e usuário e a importância das ações efetuadas pela família para o cuidado domiciliar à criança com TDAH, levou à reflexão sobre quais estratégias de cuidado estão relatadas na literatura sobre esta temática. Objetivo: Identificar o conhecimento disponível na literatura sobre a convivência familiar junto a criança com TDAH e conhecer as possibilidades de intervenção junto a família. Método: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, seguindo as etapas as propostas por Mendes, Silveira e Galvão (2008). A busca na literatura ocorreu de março a maio de 2017, de acordo com os seguintes critérios de inclusão: produções em português, inglês ou espanhol publicadas no período de janeiro de 2012 a dezembro de 2016, contemplando textos disponíveis na íntegra gratuitamente. As bases de dados pesquisadas foram: Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS); Public Medline (PUBMED) e SCOPUS, utilizando os Descritores: TDAH, crianças, família. Resultados: Obteve-se uma amostra final de 17 artigos, e os resultados apresentados em 3 categorias temáticas: 1- Demandas dos familiares geradas pela convivência com criança com TDAH; 2- Estilos Parentais e cuidado a criança com TDAH e; 3- Experiências de Intervenções para o cuidado a criança com TDAH. Revelou-se que a família vivencia muitas dificuldades no convívio com a criança com TDAH e necessita de apoio e intervenções por toda equipe de saúde, bem como a parceria junto à sociedade e a escola. Sobre as relações de parentalidade, a família que possui dificuldades sociais e financeiras possuem filhos com TDAH com quadros de maior gravidade. Evidenciou-se que as relações familiares quanto ao cuidado e desempenho de atenção e ensino de comportamentos adequados a criança, bem como quanto ao uso de disciplina autoritária e física proporcionam maior agravamento sendo evidenciado pela maior agressividade e pior desenvolvimento escolar por parte dos filhos. Quanto as intervenções junto à criança e cuidadores familiares, o estudo revelou a importância de parcerias entre profissionais da educação junto as crianças e sua família, bem como na parceria entre profissionais de saúde e o familiar no ensino de técnicas de aprendizagem ao lidar com o próprio transtorno e na ação-reação dos pais frente ao comportamento dos filhos. Conclusão: É necessário abordagem multiprofissional direcionada à família da criança com TDAH, pois esta apresenta dificuldades em lidar com o transtorno da criança e demanda por conhecimento e técnicas para lidar e atuar na mudança de comportamento do seu filho, seja nas relações familiares, sociais ou educativas.
A IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO AO PACIENTE COM O PÉ DIABÉTICO: RELATO DE EXPERIÊCIA
JEFFESON DIEGO ALENCAR SILVA; Uilna Natércia Soares Feitosa Pedro; Itamara da Costa Sousa; Juliana Aureliano Dias
INTRODUÇÃO: A extensão universitária tem propiciado a formação profissional para além do desenvolvimento de habilidades, mas também da aquisição de competências. Os atributos, que retratam o conhecimento apoiado nas habilidades do profissional para resolver problemas, analisar situações e para comunicação possibilitam o reconhecimento dos padrões de competência da prática profissional e sucesso acadêmico. OBJETIVO: Relatar a experiência de acadêmicos vinculados a um projeto de extensão quanto ao desenvolvimento de competências para promoção da saúde do paciente diabético relacionado ao cuidado com os pés. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo, qualitativo do tipo relato de experiência acerca do projeto de extensão Ciranda dos pés: um encontro para prevenir, educar e cuidar da Faculdade de Medicina Estácio de Juazeiro do Norte, no cuidado integral dos pacientes com diabetes mellitus. As ações de extensão ocorreram com os discentes do curso de enfermagem, fisioterapia, no período de agosto a dezembro de 2018, com carga horária de 20 horas/semanais, distribuídas em planejamento e execução. Os discentes foram divididos em 2 grupos e direcionados pela supervisora. O projeto se propunha orientar às pessoas com DM sobre o cuidado com os pés; estabelecer como rotina a realização do exame dos pés e os aspectos avaliados; estabelecer atividades de educação para as pessoas com DM. RESULTADOS: O grupo recebeu treinamento prévio sobre as recomendações para prevenção do pé diabético e complicações; confeccionou-se um álbum com as principais alterações dos pés para facilitar o entendimento de pacientes e profissionais acerca dos cuidados com os pés, e de um totem com demarcação dos locais para aplicação de insulina destacando a importância do rodízio. Dieta e mudanças no estilo de vida também foram abordadas. As ações foram realizadas em uma Equipe de Saúde da Família no município de Juazeiro do Norte. O grupo realizou ainda avaliação dos pés quanto à perda da sensibilidade protetora com utilização de monofilamento 10g, no ambiente domiciliar. As atividades foram bem produtivas, com impacto direto na promoção da saúde dos pacientes com diabetes proporcionando um cuidado mais humano e integral. O conjunto de atividades desenvolvidas variou em complexidade, exigindo aquisição de competências, a saber: comunicação, atenção à saúde, tomada de decisão, liderança, administração, gerenciamento, educação permanente e avaliação. CONCLUSÕES: O Projeto possibilitou a oportunidade de formação acadêmico/profissional aos discentes envolvidos, com desenvolvimento de competências que contribuem para reorientação da formação da graduação em saúde, na linha da integralidade da atenção e do cuidado, e da interdisciplinaridade e, para responsabilização de serviços de qualidade.
A IMPORTÂNCIA DO ALEITAMENTO MATERNO NOS PRIMEIROS DIAS DE VIDA DO RN: RELATO DE EXPERIÊNCIA.
MAÍSA OLINDA SILVA SANTOS GONÇALVES; MARIA ELIANE MACIEL DE VASCONCELOS
INTRODUÇÃO: O aleitamento materno (AM) é a única forma natural de suprir todas as necessidades nutricionais dos recém-nascidos (RNs) e de essencial importância para o desenvolvimento do mesmo e também favorecer a interação mãe-bebê. Durante a mamada é criado um vínculo que aumenta a duração do aleitamento materno exclusivo. As mães que estão amamentando necessitam de suporte emocional ativo, informações precisas, para que se sintam mais confiantes na amamentação, e os profissionais que desejam apoiar devem estar aptos para atender as necessidades de cada mulher, sempre tornando-as protagonistas desse processo. O Ministério da Saúde Preconiza que o aleitamento materno exclusivo seja até o sexto mês de vida do bebê. OBJETIVO: Apresentar informações sobre a importância do aleitamento materno e fomentar o conhecimento de mães/puérperas relativo ao desenvolvimento e crescimento saudável da criança. METODOLOGIA: Relato de experiência baseado em observações de graduandos em enfermagem vinculados ao projeto de extensão “Orientação e Apoio às Mães/Puérperas no Banco de Leite do Hospital Municipal São Lucas”, da Estácio - Faculdade de Medicina de Juazeiro do Norte. Promoveu-se uma ação de educação em saúde com mães/puérperas do referido Hospital, em Juazeiro do Norte-Ce, no dia 09 de maio de 2019. Contou-se com a participação de 12 mães/puérperas que participaram do momento educativo de forma voluntária, sendo realizada no setor de alojamento do Hospital. RESULTADOS Os graduandos de enfermagem participaram da atividade, dando início às orientações sobre aleitamento materno, desenvolvendo-se educação em saúde com ênfase na importância dos temas citados. Tendo o diálogo e aconselhamento como papel fundamental na interação com os indivíduos presentes. A cerca da amamentação, abordou-se sobre os principais benefícios do aleitamento materno: desenvolvimento muscular, desenvolvimento cognitivo, prevenção de patologias do trato intestinal, respiratório e anemias. Tratando-se de leite materno é o alimento mais completo e equilibrado, pois atende a todas as necessidades de nutrientes e minerais da criança até os seis meses de vida. CONCLUSÃO: A atividade proporcionou uma vivencia de observação aos estudantes através da promoção da saúde materna, evidenciando a importância do aleitamento materno que é o alimento mais completo e equilibrado, pois atende a todas as necessidades de nutrientes e sais minerais da criança até os seis meses de vida. Obtendo-se de forma significativa o interesse do público por meio da participação e satisfação pelo conhecimento adquirido, o que comprova que a ação foi produtiva alcançando as metas desejadas.
A INTRODUÇÃO DE AULAS PRÁTICAS NO CAMPO DA ATENÇÃO EM SAÚDE MENTAL INFANTO JUVENIL: RELATO DE EXPERIÊNCIA
VITHÓRIA RÉGIA TEIXEIRA RODRIGUES; Alessandra Aparecida de Souza Klafke Macedo
INTRODUÇÃO: O atual quadro de adoecimento psíquico na infância e juventude tem sido alarmante, fomentando a necessidade de equipe multiprofissional habilitada para abordagem à criança na esfera de seu desenvolvimento bem como a sua família. Nessa conjuntura vislumbra-se a formação de qualidade do profissional enfermeiro na atuação nos serviços especializados em saúde mental. OBJETIVO: Relatar o desenvolvimento de aulas práticas realizadas com acadêmicos de enfermagem no campo de atuação de enfermagem em saúde mental infanto-juvenil. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência, realizado através da organização de aulas práticas no CAPSi do Juazeiro do Norte, elaborado por enfermeira e Supervisora do Estágio da disciplina Enfermagem no Processo de Cuidar da Criança e do Adolescente no mês de abril e maio de 2019. RESULTADOS: Realizou-se no primeiro momento, o plano de aula referente às aulas práticas em campo, descrevendo as ações a serem desenvolvidas pelos alunos, materiais a serem utilizados e formas de avaliação. Os grupos de alunos tiveram inicialmente a oportunidade de conhecer a estrutura e rotina de funcionamento do serviço, bem como o aparato de profissionais do serviço. Os alunos desempenharam atividades lúdicas em grupo com as crianças que envolviam a avaliação quanto a aprendizagem, a socialização, a atividade motora e a linguagem. Também foram desenvolvidas atividades de educação e saúde com grupos de mães de crianças autistas; atividades de educação em saúde com crianças abordando higiene física e atividade com trabalhadores da saúde mental. As atividades deram-se de forma participativa, no intuito de desenvolver no aluno habilidades de comunicação, oratória e iniciativa. A proposta era promover interação entre os membros do grupo e a agregação do conhecimento teórico apreendido em sala de aula nas atividades desenvolvidas em campo de prática. Foram utilizados materiais lúdicos com o uso de músicas, brinquedos, cartazes com informações e materiais didáticos realizados através de pinturas. Ao final das aulas práticas de cada grupo de estágio propôs-se a avaliação do estágio, onde os acadêmicos podiam refletir sobre o aprendizado, a metodologia e fazer uma auto-análise bem como uma avaliação do serviço sugerindo intervenções para o seu melhoramento. CONCLUSÃO: percebe-se ainda dificuldades na execução das aulas práticas nesse campo de estágio devido a persistência dos estigmas sobre a doença mental, o uso habitual de tecnologias duras pelo enfermeiro, bem como a dificuldade em perceber as funções a serem desempenhadas pelo enfermeiro em conjunto com outros profissionais do serviço. Acredita-se que o acadêmico precisa de aporte teórico-prático na abordagem em grupo no exercício da educação em saúde com o público infantil, bem como a ênfase nos aspectos do desenvolvimento infantil para a assistência adequada às crianças e suas famílias, com intuito de diminuir o impacto dos transtornos mentais na vida adulta e entorno familiar. A aplicação do processo de enfermagem e inovações em educação em saúde apropriadas para esse público e seus cuidadores são essenciais para a formação de enfermagem nesse campo de atuação.
A RESSIGNIFICAÇÃO DA VIDA APÓS A EXPERIÊNCIA DE QUASE MORTE: UMA INTERFACE COM A RELIGIOSIDADE
VANDERLÂNIA MACÊDO COELHO MARQUES; Maria Letícia Cezário Galdino; Joice Fabrício de Souza; Antônio Germane Alves Pinto
INTRODUÇÃO: A Experiência de Quase Morte, é caracterizada como um conjunto de sensações que acontecem em pacientes em estado terminal e sobreviventes de morte clínica. OBJETIVO: O escopo deste trabalho visa descrever uma vivência de uma enfermeira, especialista em Urgência e Emergência, com um familiar vítima de Experiência de Quase Morte. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo, de abordagem qualitativa, caracterizado como um relato de experiência, vivenciado por uma enfermeira especialista em Urgência e Emergência, um uma Instituição Hospitalar Privada, de grande porte, com referência nas áreas de cardiologia e neurologia, localizado na capital do estado de São Paulo , Brasil, um um paciente diagnosticado de má formação arteriovenosa congênita, desencadeado por uma fístula arteriovenosa, no período de fevereiro a maio de 2017. RESULTADOS: Após a Experiência de Quase Morte narrada pela vítima, pôde-se perceber os efeitos posteriores comuns a qual abrange menor medo da morte e sentimentos de compaixão além de uma ânsia grande de viver, de fazer coisas que antes não fazia, ressignificam a vida, contudo surge um olhar diferenciado sobre a vida, o viver e a possibilidade de tornar possível a realização e concretização de objetivos, a vontade de viver e tornar possível o sentido da vida e as coisas boas que podem ser vivenciadas. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A experiência possibilitou o fortalecimento da vida espiritual e religiosa da pesquisadora e do sujeito do estudo, além de permitir maior aproximação e desejo de aprofundar-se na temática. É notório a importância da religiosidade no campo, da saúde, no que tange a saúde mental, em especial na Experiência de Quase Morte, uma vez que esta corrobora com o fortalecimento em situações de aproximação da morte propriamente dita.É importante os profissionais valorizarem os relatos dos pacientes, buscar fortalecimento da vida espiritual daqueles que creem, não fazer juízo de valor diante dos relatos e situações vivenciadas, visto que muitas vítimas de Experiências Quase morte, internalizam seus relatos por sentirem-se rejeitados por profissionais de saúde, haja vista que muitos se importam apenas com os sinais e sintomas clínicos da doença da doença em si, dando menos importância a subjetividade, enfraquecendo dessa forma a saúde mental, a qual deveria ser mais trabalhada no campo hospitalar.Diante da pesquisa, verificou-se que há necessidade em investir em pesquisa relacionadas a temática, visto que, as produções científicas ainda são escassas. (Desejo concorrer a premiação).
Experiência de quase Morte,Experiência fora do corpo
A SISTEMATIZAÇÃO DE ENFERMAGEM A FAMILIA FRENTE AO SOFRIMENTO PSÍQUICO NA INFÂNCIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
SARA TEIXEIRA BRAGA; Gessica Raiana Gomes de Viveiros; Maria Izabela Barbosa; Maria Do Socorro Neta Gerônimo; Yasmin Ventura Andrade Carneiro
Introdução: A abordagem ao impacto das ações que asseguram o crescimento e o desenvolvimento da população infantil brasileira é significativo, expressando-se na redução da mortalidade infantil e dos índices de desnutrição constante nas últimas décadas. No entanto, estima-se que de 10 a 20% das crianças sofram com transtornos mentais e, dessas, 3 a 4% requeiram tratamento intensivo. Nessa população, são mais frequentes: a deficiência mental, o autismo, a psicose infantil e os transtornos de ansiedade. Nessa perspectiva tem-se o enfermeiro na atuação nos serviços de saúde mental propostos pela reforma psiquiátrica brasileira. Objetivo: Relatar à atuação do acadêmico de enfermagem a partir do uso da sistematização de enfermagem à família frente ao sofrimento psíquico infantil. Método: Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência, realizado através de aulas práticas no CAPSi do Juazeiro do Norte, elaborado por acadêmicas de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri- URCA com o apoio da Supervisora do Estágio da disciplina Processo de Cuidar da Criança e do Adolescente no mês de abril de 2019. Resultados e Discussão: Realizou-se no primeiro momento, o conhecimento sobre a rotina do serviço, práticas de educação em saúde através de atividades lúdicas, bem como ocorreu a avaliação de enfermagem com algumas crianças e abordagem ao cuidador, envolvendo questões acerca da rotina da criança e suas reações iniciais diante do diagnóstico médico bem como frente as mudanças pessoais, sociais e profissionais ocorridas no convívio familiar. Os acadêmicos identificaram na criança dificuldades nas áreas como aprendizagem, linguagem, socialização e comportamento. Fizeram orientações ao cuidador quanto a busca de tratamento multiprofissional, inclusive avaliaram quanto ao seu aspecto emocional, evidenciado pela presença de sentimentos de ansiedade, angústia, medo e incertezas quanto ao futuro da criança, seguido do desafio de conhecer o transtorno. Os acadêmicos avaliaram que o processo de enfermagem se apresenta com uma tecnologia para alicerçar a prática clínica do enfermeiro, pois subsidia o estabelecimento das intervenções de enfermagem. Conclusão: os acadêmicos perceberam ausência de estratégias de apoio para a assistência adequada às famílias, com intuito de diminuir o impacto resultante da tarefa de cuidar de criança com transtorno mental. A aplicação da SAE e técnicas de educação em saúde apropriadas para as crianças e seus cuidadores foi considerada essencial no cuidado de enfermagem nesse campo de formação de enfermagem.
A VIVÊNCIA DA SEXUALIDADE SOB O OLHAR DA PESSOA IDOSA
ANA CAROLINE PEIXOTO SANTOS; Izabel Cristina Santiago
Eixo: Enfermagem Geriátrica e Gerontológica Tema: A VIVÊNCIA DA SEXUALIDADE SOB O OLHAR DA PESSOA IDOSA Autor¹ Ana Caroline Peixoto Santos (Discente do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Regional do Cariri – URCA). Autor² Jaqueline Alves Silva Torquato (Enfermeira pela Universidade Regional do Cariri – URCA, membro do grupo de Pesquisa em Saúde Coletiva – GRUPESC). Autor³ Izabel Cristina Santiago (Mestre, Professora Assistente – URCA, Coordenadora do PRÒSS – Quilombolas Extensão). Introdução: O envelhecimento é um fenômeno que atinge todos os seres humanos, independentemente de sua condição biopsicossocial. Sendo caracterizado como um processo dinâmico, progressivo, irreversível e não patológico. Estima-se que a expectativa de vida da população brasileira poderá alcançar os 75,5 anos e será formada por 7,7% de idosos, ou seja, 16,2 milhões de pessoas acima dos 60 anos em 2020. O interdito de que o idoso não vivencia sua vida sexual, corrobora com o não reconhecimento desta população como vulnerável e a importância desse tema, tornando assim muitas vezes uma temática que os profissionais de saúde torna dispensável sua abordagem, pelo próprio tabu imposto socialmente que a terceira idade não vivencia a sexualidade, o que dificulta a implementação de ações de promoção da saúde sexual. Diante disso questiona-se: Como acontece a vivência da sexualidade na perspectiva da pessoa idosa? Objetivo: Analisar a vivência da sexualidade sob o olhar de pessoas na terceira idade. Método: Tratar-se-á de um estudo do tipo exploratório, descritivo, com abordagem qualitativa. A abordagem qualitativa responde a questões muito particulares. Ela se preocupa com um nível de realidade que não pode ser quantificado. O estudo será desenvolvido na Estratégia Saúde da Família Salesianos I composta por três equipes (15, 25, 38). No município de Juazeiro do Norte, justifica-se a escolha por ser este o bairro com maior população idosa do município segundo o IBGE, Serão considerados como critérios de inclusão: Estar na faixa etária de 60 anos ou mais, estar cadastrado e ser acompanhado pela equipe da ESF Salesianos I. Farão parte dos critérios de exclusão: Idosos que sofrem de desorientação alopsíquica e/ou autopsíquica; de transtornos psiquiátricos que inviabilizem sua compreensão da realidade, tais como: neuroses, esquizofrenia, distúrbios maníaco-depressivo e usuários sob efeito de substâncias psicoativas que causem alterações em maior ou menor grau em funções cognitivas e/ou mentais, e idosos atendidos pela ESF, unicamente na modalidade SAD. Para a coleta de dados utilizar-se-á um roteiro de entrevista semiestruturado. A análise categorial temática funcionará em etapas, por operações de desmembramento do texto em unidades e em categorias para reagrupamento analítico posterior. Resultados esperados: Conhecer e analisar o estado da saúde e vivência sexual dessa população, visando à manutenção do bem estar físico e mental na terceira idade. Considerações finais: A diminuição do desejo e da atividade sexual não está exclusivamente relacionada ao envelhecimento, pois o individuo de qualquer idade ou gênero pode manter os padrões sexuais que tiveram ao longo da vida até o fim da mesma, ou até que surja uma patologia efetivamente deteriorante que os impeçam de vivenciar tais praticas. Ter uma vida sexual saudável, satisfatória e rica em experiências é essencial para manutenção da autoestima. Decs: Serviços de Saúde para Idosos, Assistência Integral a Saúde, Sexualidade. Apoio/ Auxilio financeiro: Os recursos financeiros da proposta serão de inteira responsabilidade da autora² do estudo.
ABORDAGEM DA SAÚDE DO TRABALHADOR POR MEIO DE UM VÍDEO EDUCACIONAL INCLUSIVO: RELATO DE EXPERIÊNCIA
ALÉCIA HERCIDIA ARAÚJO; Nadilânia Oliveira da Silva; Lydia Maria Tavares; Alissan Karine Lima Martins
INTRODUÇÃO: De acordo com a Portaria nº 1.823, de 23 de agosto de 2012, todos os trabalhadores, independentemente de sua localização, de sua forma de inserção no mercado de trabalho, de seu vínculo empregatício, são sujeitos da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora. A disseminação destas informações, principalmente de forma ilusiva é relevante para que os trabalhadores tenham seus direitos assegurados. OBJETIVO: Descrever a experiência vivenciada através da construção de um vídeo inclusivo sobre a saúde do trabalhador. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência, realizado a partir de uma visita ao Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST), localizado no município de Juazeiro do Norte-CE, no qual resultou na produção de um vídeo educacional inclusivo com apoio do Núcleo de Acessibilidade da Universidade Regional do Cariri (NUARC). A atividade ocorreu no mês de fevereiro do ano de 2019, sendo desenvolvida por discentes do curso de graduação em Enfermagem da Universidade Regional do Cariri (URCA), na disciplina de Enfermagem no Processo de Cuidar em Saúde Coletiva I. RESULTADOS: A visita foi conduzida pela enfermeira do CEREST, na qual apresentou a estrutura do centro e sua dinâmica de funcionamento. A partir de um questionário previamente elaborado foi possível identificar as atividades realizadas pelos profissionais do CEREST, sua importância para a região, o quadro de profissionais, perfil do público atendido e seu itinerário terapêutico. Ao final da visita a enfermeira aceitou participar de um vídeo, na oportunidade abordou, resumidamente, as informações repassadas anteriormente. Dessa forma, por meio das informações obtidas foi montado um roteiro para a composição do restante do vídeo, primeiramente foram abordados alunos, com intuito de saber seus conhecimentos relacionados ao CEREST, sendo evidenciado, de fato, o desconhecimento dos mesmos quanto a existência do centro. Posteriormente, foi encenada uma situação onde uma profissional ministrava uma palestra em uma fábrica de calçados acerca da importância do uso de EPIs, alongamento e postura correta durante o desenvolvimento das demandas do trabalho. Além disso, foi solicitado ao NUARC uma interprete de libras para que o vídeo se tornasse acessível a toda a população que tivesse acesso ao mesmo. Em suma o vídeo inicia-se com a abordagem aos alunos, seguida da explicação dada pela enfermeira do CEREST acerca do mesmo; ademais, uma repórter acompanhava a palestra na fábrica de calçado. O vídeo é de 4 minutos e 43 segundos, finaliza salientando a importância do trabalhador cuidar da sua saúde, sendo o mesmo apresentado à turma que está a cursar a disciplina de Saúde Coletiva I. CONCLUSÃO: A experiência mostrou-se produtiva tanto pelo aprimoramento do conhecimento voltado à saúde do trabalhador e aproximação com o Centro Regional de Referência em Saúde do Trabalhador, quanto pela oportunidade de transmitir essas informações fundamentais à população de uma forma interativa e inclusiva proporcionando a acessibilidade. Portanto, nota-se que essa vivência foi exitosa, pois permite que o acadêmico compreenda a integralidade da assistência à saúde em seus múltiplos contextos.
AÇÃO EDUCATIVA SOBRE A PREVENÇÃO DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA DURANTE A GESTAÇÃO: RELATO DE EXPERIÊNCIA
ALICIANE SOBREIRA LIMA; Teodoro Marcelino da Silva; Ingrid Mikaela Moreira de Oliveira; Jayana Castelo Branco Cavalcante de Meneses
INTRODUÇÃO: A Incontinência Urinária caracteriza-se pela perda involuntária de qualquer quantidade de urina pela uretra, apresentando etiologia multifatorial. As causas durante a gravidez não são totalmente esclarecidas, contudo, aponta-se como predisponentes fatores anatomofisiológicos que afetam a micção, e podem impactar negativamente na saúde psicossocial, física e sexual, o que pode afetar, a qualidade de vida. O medo de perder urina durante o ato sexual ou interromper a relação sexual para urinar pode representar obstáculo para a realização de práticas sexuais, satisfação sexual e ocasionar frustação, depressão e isolamento social, o que ressalta a necessidade de ações educativas voltadas à discussão dessa temática. OBJETIVO: Relatar a experiência de uma ação educativa acerca da prevenção da incontinência urinária durante a gestação. MÉTODO: Trata-se de relato de experiência acerca de uma atividade educativa sobre a prevenção da incontinência urinária durante o período gestacional, realizada com grupo de gestantes assistidas por uma equipe da Estratégia Saúde da Família, localizada na zona urbana do município de Iguatu-CE. A atividade ocorreu em fevereiro de 2019, com duração de noventa minutos. Participaram da atividade 11 gestantes e dois profissionais da equipe de atenção primária e um discente de enfermagem. Utilizou-se como metodologia de trabalho, a roda de conversa, que se orienta pelo referencial teórico-metodológico da Educação Popular de Paulo Freire. RESULTADOS: As participantes foram organizadas em círculo e convidadas a expressar seus conhecimentos e experiências em relação à incontinência urinária, no que se refere à prevenção, autocuidado, sinais e sintomas, diagnóstico e tratamento, sendo instigadas com perguntas, cujas respostas geravam discussões sobre as repercussões no comportamento sexual e na qualidade de vida. A estratégia metodológica utilizada durante ação permitiu aos facilitadores perceber o déficit de conhecimento das participantes sobre autocuidado, medidas preventivas e diagnósticos, bem como implicações no comportamento sexual, mediante os relatos verbais notando-se constrangimento em abordar o assunto. As questões norteadoras utilizadas para condução da ação possibilitaram perceber por meio dos relatos verbais das gestantes que durante à assistência pré-natal não foram realizadas orientações acerca das incontinências urinárias, dentre outros aspectos inerentes à saúde sexual e reprodutiva na gestação. Desse modo, a discussão contemplou aspectos pouco abordados durante assistência pré-natal. Quando questionadas sobre a importância dos exercícios físicos específicos durante a gravidez, três participantes verbalizaram terem realizado durante o início da gestação objetivando prevenir e/ou minimizar as disfunções do assoalho pélvico, com vistas a reduzir as incontinências urinárias, melhorar a qualidade de vida e atividade sexual. As participantes demonstraram interesse pela temática, parabenizando a iniciativa e solicitando o desenvolvimento de outras ações com temas pertinentes ao ciclo gravídico. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A atividade educativa foi de suma importância já que foi possível sanar dúvidas das gestantes e discutir temáticas por vezes não discutidas durante a assistência pré-natal. Faz-se necessário ampliar ações como essa, referentes à saúde sexual e reprodutiva com vistas a integralidade da assistência pré-natal.
Acidentes por picada de cobras no Brasil: revisão narrativa
CLARA LIZ MACÊDO ISIDORO; Nadilânia Oliveira da Silva; Flavia Maria Matias de Oliveira; Aluizio Rodrigues Guimarães Junior; Rayane Moreira de Alencar
Introdução: Acidente ofídico é o quadro de envenenamento advindo da inoculação de uma peçonha através do aparelho inoculador de serpentes. Os acidentes estão divididos em quatro tipos: botrópicos, crotálicos, laquéticos e elapídico. Os envenenamentos por animais peçonhentos e suas consequências constituem um problema de Saúde Pública, inclusive pediátrica, em muitos países. No Brasil, durante o ano de 2013, foram registrados 158.002 casos de envenenamentos por animais peçonhentos, destes, a maioria (123.128 casos) causada por serpentes, escorpiões e aranhas. Conhecer aspectos dos acidentes por animais peçonhentos contribui para esclarecimento do evento e planejamento de medidas de intervenção e proteção. Objetivo: Analisar aspectos e padrões da ocorrência de acidentes por picadas de cobras no Brasil. Método: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada com os dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) em abril de 2019. Foi executado um cruzamento com operador booleano AND para associação dos descritores como busca: acidentes AND animais AND peçonhentos. Os artigos foram submetidos a uma filtragem de quatro etapas, sendo: texto completo disponível, últimos cinco anos de publicação, idioma português, tipo de documento artigo, sendo selecionados oito artigos que atenderam ao objetivo da pesquisa. Resultados: A literatura revela que os acidentes com serpentes ocorrem em todas as regiões e estados brasileiros e que as pessoas mais acometidas são os homens, sendo a faixa etária de maior incidência de 20 a 59 anos de idade. Quanto à zona de ocorrência dos acidentes, constatou-se que as serpentes atacam prevalentemente trabalhadores da zona rural. Quanto ao segmento corporal, cerca de 15% das picadas atingem mãos ou antebraços. Os acidentes por picada de cobras acontecem mais nas proximidades das habitações e/ou áreas de cultivo. Dados do Ministério da saúde mostram que ocorrem em média 20.000 acidentes ofídicos por ano. De acordo com o Manual de Diagnóstico e Tratamento de Acidentes por Animais Peçonhentos em 16,34% das 81.611 notificações analisadas o gênero da serpente envolvida não foi informado. O maior índice de letalidade é na faixa etária a partir de sessenta anos de idade. Considerações finais: É necessário investimentos em educação em saúde a fim de conscientizar a população sobre cuidados para prevenir acidentes com serpentes, orientando os mesmos quanto ao uso de botas de cano alto ou perneira de couro, botinas e sapatos, bem como usar luvas para manipular certos materiais. Destaca-se ainda a importância do treinamento dos profissionais de saúde para identificar e tratar acidentes por animais peçonhentos, reduzindo o tempo no processo de tomada de decisão e consequentemente o número de morte e sequelas.
ANÁLISE DO PERFIL DO AGRESSOR DE MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA NO INTERIOR DO CEARÁ
PEDRO YAN ALEXANDRE BARBOSA KENNEDY; LARISSIA CÂNDIDO CARDOSO; FRANCISCA TAMIRIS PEREIRA DE SOUZA; MARIA DO SOCORRO NETA GERÔNIMO; ROANA BÁRBARA DE ALMEIDA GOUVEIA
INTRODUÇÃO: A violência contra a mulher é algo que se perpetua pelo tempo e se mantém presente de modo corriqueiro. Assim, o patriarcado sempre preponderou no meio social e com isso proporcionou a discriminação e a inferiorização feminina, acarretando em inúmeras formas de violência. Diante disso, conhecer o perfil do agressor é indispensável para traçar característica e proporcionar uma possível intervenção. Nesse seguimento, Observatório da Violência e Direitos Humanos no Cariri realiza um monitoramento de dados que abarcam questões de violência contra a mulher, além de outros pontos. OBJETIVOS: Identificar o perfil do praticante de violência contra a mulher. MÉTODO: Trata-se de um estudo quantitativo e bibliográfico, no qual foram analisados um total de 416 casos, por meio de boletins de ocorrência, inquéritos e flagrantes referentes ao ano de 2018, usando como base de dados os arquivos da Delegacia da Mulher de Crato. Os dados foram coletados por meio de um check list, tabulados em frequências absolutas e relativas e analisados à luz da literatura pertinente. RESULTADOS: Dentre os agressores, no que se refere a faixa etária, se tem 38% (n=157) indivíduos situados na fase adulta (29-60 anos), entretanto, 28,3% (n=118) dos casos tal informação é tida como ignorada. Logo, no que se refere a ocupação de tais indivíduos, a maioria dos casos são omissos, registando-se 37% (n=151) agressores com tal informação ignorada. Em relação ao vínculo com a vítima dividem-se os números mais expressivos em 26% (n=107) indivíduos conjugues, 31,7% (n=132) ex-cônjuges, e 15% (n=35) ex-namorados. Ademais, no que tange ao horário de ocorrência das agressões, 23,7% (n=94) dos casos ocorreram pela manhã, 31,2% (n=130) aconteceram no período da tarde e 39% (n=162) se desenvolveram a noite. Além disso, é importante salientar que em 97% (n=404) dos casos, a agressão foi praticada somente por um indivíduo. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A maioria dos dados frente ao perfil do agressor se encontram ignorados. Diante do exposto, faz-se importante ter acesso a estas informações que devem ser usadas como base norteadora de delimitação do público alvo de possíveis intervenções, para que seja possível a interferência através de políticas públicas com teor educacional, assim, será possível combater a perpetuação e tal cultura que viola diretamente os direitos fundamentais assegurados pela Carta Magna vigente.
Palavras-chave: Violência contra a mulher,Agressor,Observatório da Violência e Direitos Humanos do Cariri,Delegacia de Defesa da Mulher
ANSIEDADE DE ESCOLAR HOSPITALIZADA COM ENCEFALITE AUTO-IMUNE ATRAVÉS DO DESENHO: ESTUDO DE CASO CLÍNICO
MARIA DA PAZ CASTELO LINS; Najara Araújo Soares de Veras; Alícia Ralhemylle Rodrigues Tomaz
A encefalite auto-imune trata-se de uma patologia que representa uma forma especifica de auto-imunidade contra o sistema nervoso central, o processo pode alterar os níveis de memória, a cognição e o comportamento. A ansiedade pode mostrar-se aumentada em crianças com encefalite auto-imune e, por isso, orienta-se medí-la adequadamente. O instrumento o ChildDrawing Hospital Manual (CD:H)consiste em um instrumento útil para identificar a ansiedade da criança durante a hospitalização. A identificação da ansiedade da criança com o uso do CD:H se dá pela avaliação através das três partes do instrumento na qual a parte A são avaliados aspectos relativos à figura humana desenhada (ação, posição, tamanho, expressão fácil, cor predominante, número de cores utilizadas, localização no papel, tipo de traço), na parte B são avaliados aspectos presentes ao ausentes no desenho e na parte C, avalia-se o desenho como um todo tendo e sua relação com o estágio de desenvolvimento da criança (CLATWORTHY, SIMON E TIEDEMAN, 1999). O escore final define se a criança ansiedade e qual o nível, a saber: muito baixo (menor que 43), baixo (44-83), médio (84-129), acima da média (130-167) e muito alto (maior que 168). Trata-se de uma estudo de caso clínico realizado com uma criança em idade escolar (9 anos) em um hospital de Crato – CE no mês de março de 2019. A criança em idade escolar foi hospitalizada duas vezes em menos de um mês, onde na primeira internação apresentou um quadro de pneumonia e na segunda, encefalite auto-imune. A ansiedade pôde ser identificada em 3 desenhos nas duas ocasiões. Os escores de ansiedade foram 33, 106, 155 e mostram-se aumentados, gradativamente. Os parâmetros que contribuíram para o aumento foram aspectos relativos à expressão fácil, cores utilizadas, qualidade do traço, omissão de parte/s do corpo, exagero de parte/s do corpo distorção e sombreamento. Conclui-se que o CD:H auxilia na identificação da ansiedade do escolar hospitalizado por encefalite auto-imune.
Palavras-chave: ansiedade,encefalite,saúde da criança
APLICABILIDADE DO QUESTIONÁRIO DE STRESS OCUPACIONAL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
TAYS PIRES DANTAS; João Emanuel Pereira Domingos; Raiane Pereira de Souza
INTRODUÇÃO: Na perspectiva global, evidencia-se um mercado cada vez mais competitivo, em que as empresas solicitam de seus trabalhadores crescentemente desempenho e disponibilidade, fatores que podem resultar em danos que comprometam diretamente à saúde do trabalhador. As constantes mudanças que ocorrem nas organizações públicas e privadas e que acabam intensificando as exigências laborais, apresentam-se como potenciais ameaças e causas de insegurança, fatores que contribuem para amplificar os níveis de estresse dos colaboradores. Assim, o estresse ocupacional implica na adoção de comportamentos de risco que prejudicam a qualidade de vida do trabalhador e que se associam a insatisfação, ansiedade, desinteresse e exaustão física e emocional. Um dos instrumentos utilizados para avaliação do estresse é o questionário de Stress ocupacional que tem como objetivo avaliar as principais fontes de estresse, o mesmo é composto por 24 perguntas, organizadas em 7 subescalas. OBJETIVO: Descrever a experiência da aplicação do Questionário de Stress Ocupacional – Versão Geral (QSO-VG) em um servidor público de uma Instituição de Ensino Superior. METODOLOGIA: Trata-se de estudo descritivo, de abordagem qualitativa, do tipo relato de experiência sobre a aplicação do Questionário de Stress Ocupacional em um servidor público de uma universidade localizada na região do Cariri, no interior do estado do Ceará, realizada no dia 30 de outubro de 2018. O questionário foi aplicado no ambiente de trabalho, com duração de 15 minutos. Com a soma dos itens de cada dimensão foi obtida a pontuação e após isso, dividido os valores encontrados pelo total da subescala. Através do relato, o autor ordena e sistematiza o processo vivenciado. Os aspectos éticos foram respeitados conforme a resolução 510/2016. RESULTADOS: Foi aplicado o instrumento em M. L. C., 45 anos, sexo feminino, residente em Crato-CE, casada, 2 filhos, auxiliar de serviços gerais de uma IES. De fácil e rápido preenchimento, a entrevistada relatou que foi possível identificar as principais fontes de estresse relacionadas às atividades laborais e quais dimensões poderiam estar interferindo em sua saúde mental. A entrevistada foi bem colaborativa durante a aplicação do instrumento, o qual não apresentou dificuldades em compreender a linguagem do instrumento. Os dados revelaram que a subescala de problemas familiares foi a mais afetada com pontuação 4, seguindo de carreira e remuneração (3,25), condições de trabalho (3), excesso de trabalho (2,5), relação com utentes (2,5), relação com chefias (2,33), relação com colegas (2). CONCLUSÃO: Dessa forma, se torna evidente a necessidade de se utilizar o devido instrumento para avaliar as fontes de estresse nos diferentes contextos de atividades laborais. Ainda, a simples linguagem e organização do mesmo, facilita a compressão e preenchimento sem grande demanda de tempo.
APROPRIAÇÃO DOS CÍRCULOS DE CULTURA POR ESTUDANTES DE ENFERMAGEM COMO INSTRUMENTO PARA PROMOÇÃO DA SAÚDE
YVINNA MARINA SANTOS MACHADO; Helvis Eduardo Oliveira da Silva; Bruna Pereira de Andrade; Taiane Rodrigues da Costa; Gislaine da Silva Rocha
O círculo de cultura é uma proposta pedagógica libertadora de ensino e aprendizagem desenvolvida por Paulo Freire, cuja finalidade consiste em propor uma educação diferenciada, na qual a horizontalidade é um mecanismo essencial na relação educador-educando, considerando a importância da valorização da cultura e do protagonismo de cada indivíduo, através de metodologias geradoras de um senso crítico fundamentado no respeito às diferenças. Assim, essa metodologia é formada de valores filosóficos relevantes, sendo um catalizador para a promoção da saúde e para a formação de profissionais com um olhar voltado para uma atenção à saúde libertadora, horizontal e inclusiva. Desse modo, o objetivo do presente estudo é descrever a vivência de graduandos de Enfermagem na participação de uma discussão e apropriação da temática Círculos de Cultura à luz de Paulo Freire. Trata-se de um relato de experiência vivenciada por acadêmicos de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri (URCA), a partir de encontros para discussão do método do projeto de extensão “Prevenção do Uso de Drogas no Ambiente Escolar: Uma Abordagem com Educadores e Educandos de Escolas Públicas”. As atividades do grupo pautam-se no método de Paulo Freire, portanto torna-se importante a apropriação do método antecedendo a aplicação das oficinas no âmbito escolar. Nos encontros teóricos, foram utilizados uma didática por meio de instrumentos disparadores. No primeiro momento, foi realizada uma exposição de um vídeo, enfatizando a história de Paulo Freire, e no segundo momento, partiu-se para discussão acerca do vídeo, relacionando palavras-chave, como por exemplo: humanização, educação, diálogo, conscientização. A partir de um encontro entre os estudantes, foi utilizado como base o método idealizado por Paulo Freire, através do uso de um instrumento disparador, onde foi possível obter um diálogo amplo sobre os conceitos de Educação defendidos por esta metodologia, onde os estudantes puderam familiarizar-se com o tema Círculos de Cultura, tendo em vista que o encontro foi desenvolvido de acordo com o método do mesmo, possibilitando assim, a apropriação dos conceitos de horizontalidade, cultura, escuta ativa e educação como objeto libertador. Além disso, foi possível obter um olhar crítico sobre a relação entre a promoção da saúde e a ideologia Freiriana como ferramenta de capacitação do profissional de saúde. Em síntese, esse processo incentiva o censo crítico e busca a identificação da linha progressista como método de compartilhamento de conhecimentos entre os acadêmicos e os adolescentes na prática, onde a horizontalidade de pensamentos e opiniões são respeitados em prol da qualificação enquanto sujeito da comunidade, a partir da apropriação teórico metodológica para a promoção da saúde por meio de uma abordagem problematizadora qualificada.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A UM PACIENTE HIPERTENSO ACOMETIDO POR ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL.
LARA PEREIRA LEITE ALENCAR ; JOSÉ EDUARDO PEREIRA ALCÂNTARA; THAMIRES BEZERRA ALMEIDA BRITO
INTRODUÇÃO: As doenças cardiovasculares afetam o coração ou os vasos sanguíneos, prejudicando o funcionamento da circulação. Apesar de todo o conhecimento anatômico e fisiológico do sistema circulatório, como também os modernos diagnósticos e tratamentos para as doenças circulatórias, estas representam ainda um elevado nível de morbidade e mortalidade no Brasil e no mundo. Dentre estas se pode citar a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), doença crônica não transmissível que se caracteriza por elevados níveis de pressão sanguínea nas paredes arteriais, acarretando maior demanda sobre o coração. Essa patologia pode levar o paciente a desenvolver uma cardiopatia, sendo também considerada fator de risco para o desenvolvimento do Acidente vascular hemorrágico, este se configura pela ruptura vascular devido à alta pressão exercida no interior do vaso. OBJETIVO: Descrever um plano de cuidados de enfermagem a um paciente hipertenso e cardiopatia, acometido por Acidente Vascular Encefálico. MÉTODO: Trata-se de um relato de caráter descritivo da construção de um plano de cuidados de enfermagem a um paciente com Hipertensão Arterial Sistêmica e cardiopatia, acometido por Acidente Vascular Encefálico. De acordo com o quadro clínico do paciente, obtido por anamnese, dados secundários e exame físico, especificaram-se os principais diagnósticos, intervenções e metas a serem alcançadas. Os dados logrados foram analisados tendo-se como referências as taxonomias da Associação Norte-Americana de Diagnósticos de Enfermagem e da Classificação das Intervenções de Enfermagem. RESULTADOS: Os diagnósticos elaborados para a assistência ao paciente foram: Comunicação verbal prejudicada relacionada ao Acidente Vascular Encefálico, evidenciada por disfasia; Mobilidade física prejudicada relacionada à diminuição do tônus muscular evidenciada por alterações da marcha; Risco de perfusão tissular cardíaca diminuída relacionado à hipertensão; Deglutição prejudicada relacionada ao Acidente Vascular Encefálico, evidenciado por postura corporal; Risco de aspiração relacionado a diminuição dos reflexos glóticos. Intervenções: adotar técnicas alternativas que facilitem a comunicação; instruir os familiares a utilizarem outros meios de comunicação; manter o corpo do paciente em alinhamento correto durante os movimentos; auxilia-lo durante o processo deambulação; monitor sinais vitais; assistir o paciente durante a alimentação; manter a cabeceira da cama elevada. Metas em curto prazo: estabelecer processo de comunicação; restabelecer a mobilidade; apresentar deglutição eficaz. Metas em médio prazo: reduzir a possibilidade de interrupção do fluxo sanguíneo. Através do acompanhamento será possível observar se as intervenções e metas traçadas estão conforme as necessidades do indivíduo. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Na elaboração de um plano de cuidados de enfermagem é de suma importância que sejam vistos as necessidades singularidades do paciente, no intuito de proporcionar acompanhamento eficaz e humanizado. A reavaliação do mesmo deve ser constante, sendo guiada por uma anamnese e exame físico embasado em evidências científicas.
ASSISTÊNCIA DA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL DE SAÚDE A PACIENTES EM CUIDADOS PALIATIVOS NA EMERGÊNCIA HOSPITALAR
ANA PAULA AGOSTINHO ALENCAR; JOSÉ HIAGO FEITOSA DE MATOS; VITÓRIA DE CÁSSIA FÉLIX REBOUÇAS; ROCHDALLY DE ALENCAR BRITO SANTOS; SARAH DE LIMA PINTO
INTRODUÇÃO: Ao se falar em cuidados paliativos, reconhece-se o limite da vida, e o objetivo da terapêutica passa a ser o cuidar e não o curar. Isso não significa a suspensão de tratamentos e nem o aceleramento da morte, mas sim uma assistência visando a qualidade de vida do paciente e de seus familiares integrando os aspectos físicos, psicológicos e espirituais ao tratamento dos sintomas e o controle da doença, quando possível. OBJETIVO: identificar na literatura o modo de assistência da equipe multiprofissional de saúde a pacientes em cuidados paliativos no setor de emergência. METODOLOGIA: Realizou- se uma revisão integrativa da literatura, utilizando-se os descritores (DECS/MESH) “palliative care”, “emergency department” e “patient care team”. Foram realizados dois cruzamentos: palliative care AND emergency department; palliative care AND emergency department AND patient care team. A busca dos estudos foi realizada junto ao Portal de Periódicos da CAPES, adotando- se como critérios de inclusão: artigos originais disponíveis em textos completos na forma de artigos, nos idiomas português, inglês e espanhol entre os anos de 2013 a 2018 que abordassem sobre a assistência da equipe multiprofissional de saúde a pacientes em cuidados paliativos na emergência hospitalar. Foram excluídas pesquisas relacionadas a assistência a paciente em cuidados paliativos no ambiente pré- hospitalar, outros setores do hospital, revisões em geral, teses e/ou monografias. Constituindo no total de 10 artigos para amostra final. O levantamento do material ocorreu nos meses de agosto a novembro de 2018. RESULTADOS: Os resultados evidenciaram que os pacientes com doença em estágio avançado internados na emergência hospitalar, muitas vezes não recebem o cuidado esperado ou desejado. A maioria dos estudos (9) evidenciou profissionais emergencistas despreparados para reconhecer o paciente em cuidados paliativos e desenvolver a conduta adequada visando a qualidade de vida dele e de seus familiares. Além disso, os estudos trazem aspectos abordando falta de treinamento sobre cuidados paliativos mostrando ser esta reflexo da formação da equipe multiprofissional emergencista, uma vez que é treinada para o gerenciamento de aspectos agudos e urgentes de doença e lesão, considerando muitas vezes que cuidados paliativos estão fora da sua prática ou mesmo em desacordo com os princípios da emergência. CONCLUSÃO: Conclui- se que os cuidados paliativos nos prontos-socorros constituem uma nova área em evolução e uma abordagem que todo paciente com doença limitadora da vida merece. Embora ainda haja conhecimento clínico insuficiente sobre esses cuidados para implementação na emergência, que compreende- se por meio das evidências, é responsabilidade dos profissionais que atuam na emergência fornecerem um atendimento centrado no paciente e uma diminuição nas abordagens invasivas.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM À CRIANÇA AUTISTA EM CRISE ASMÁTICA NA EMERGÊNCIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
ANTONIO COELHO SIDRIM; Airla Eugênia dos Santos Bacurau; Emanuel Messias Silva Feitosa; João Cruz Neto; Letícia Moraes Leite Pinheiro
Introdução: O transtorno do espectro autista (TEA) caracteriza-se por alterações no neurodesenvolvimento e associa-se à primeira infância, suas manifestações relacionam-se à dificuldade de comunicação e interação social até comportamentos restritivos e repetitivos/estereotipados. Em alguns casos, o TEA é encontrado associado ao transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), o que manifesta na criança aspectos relacionados à desatenção, impulsividade, inquietude e dificuldade para atividades que envolvam raciocínio lógico. Na emergência hospitalar os sintomas tendem a ser exacerbados e se necessita de cuidados específicos para cada patologia, contudo, os transtornos psiquiátricos ainda dificultam a identificação de outros problemas de saúde devido à dificuldade de comunicação. Objetiva-se relatar experiências de acadêmicos de enfermagem no atendimento a uma criança com TEA e TDAH durante prática hospitalar em unidade de pronto-socorro pediátrica. Método: Trata-se de um relato de experiência sobre a vivência de atividade hospitalar a partir de estágio realizado na disciplina de enfermagem no processo de cuidar da criança e do adolescente, no mês de abril de 2019 em uma unidade hospitalar de referência pediátrica no interior cearense. Prestou-se assistência a uma criança que chegou ao pronto-socorro com crise asmática e diagnóstico de TEA e TDAH, relatado pela mãe. Os atendimentos realizados foram a comunicação terapêutica e nebulização. Resultados: Durante o atendimento observou-se que no decorrer da estadia do paciente acompanhado de sua mãe no ambiente foi necessário uma abordagem terapêutica diferenciada, em que se atentou para as necessidades da criança, visando principalmente a segurança dos procedimentos frente ao comportamento hiperativo apresentado pelo mesmo. Fez-se necessário um processo de conquista frente às situações que envolveram procedimentos repetitivos e estressores, como a nebulização, que apesar de ser um procedimento relativamente simples gerou ansiedade alta na criança, grande impaciência e inquietação. Após uma abordagem flexibilizada, humanizada e direcionada com uso de brinquedo terapêutico para exemplificação do procedimento, foi possível trabalhar a comunicação, meio importante para a interação entre profissional e paciente, principalmente para a criança em questão. A criança, após ver o boneco sendo medicado, sentiu-se à vontade na presença dos demais membros da equipe e a interação melhorou o processo de atendimento das necessidades da mesma. A mãe, consciente do processo, relatou as experiências vividas com o escolar, que pela associação entre as patologias, apresentava hiperatividade e impaciência. Entretanto, a abertura quanto a fatos de vida relatada pela criança, revelam inteligência e boa memória. Conclusão: A experiência prática permitiu um olhar sobre a relação assistência e cuidado à criança; possibilitou a reflexão e o pensamento crítico na resolução de problemas reais ou potenciais ligados a saúde desse público em específico; ampliou o conhecimento sobre os fatores de risco para o desenvolvimento de agravos relacionados a associação entre as patologias e estimulou o desenvolvimento de intervenções de enfermagem que podem ser aplicadas no âmbito hospitalar e domiciliar. A assistência de enfermagem frente a crise possibilitou aos acadêmicos a vivência de situações práticas dentro do ambiente hospitalar que corroboram com os ensinamentos teóricos
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A UM PACIENTE COM AVC HEMORRÁGICO INTRAPARENQUIMATOSO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
TAMILLES PALÁCIO SILVA; Gabriel Fernandes Pereira; Ana Raelly Gois da Costa; Amanda Alcântara de Sousa
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a perda súbita da função encefálica secundária a um distúrbio no fluxo sanguíneo, pode ser isquêmico ou hemorrágico, dependendo da fisiopatogenia, sendo o hemorrágico o mais letal. Pode ocorrer para dentro do cérebro ou tronco cerebral (acidente vascular cerebral hemorrágico intraparenquimatoso) ou para dentro das meninges (hemorragia subaracnóidea). A Hemorragia Intraparenquimatosa (HIP), é o subtipo mais comum de hemorragia cerebral, acometendo cerca de 15% de todos os casos de AVC. Devido à alta incidência e complexidade dessa patologia, é imprescindível que a assistência seja realizada por equipe capacitada para a qual a sistematização da assistência de enfermagem tem se mostrado ferramenta de grande valor. Objetivo: Relatar a experiência da assistência de enfermagem frente ao paciente com diagnóstico médico de AVC hemorrágico intraparenquimatoso internado em um hospital de referência. Método: Trata-se de um relato de experiência de caráter descritivo, com abordagem qualitativa. O estudo foi desenvolvido em abril de 2019 durante estágio curricular de graduandos do décimo semestre do curso de enfermagem em um hospital de referência na região do Cariri Cearense. Para a classificação dos diagnósticos e intervenções de enfermagem utilizou-se a taxonomia da American Nursing Diagnosis Association (NANDA) e a Classificação das Intervenções de Enfermagem (NIC). A resolução 510/2016 quanto aos aspectos éticos foi seguida. Resultado: O paciente é do sexo masculino, com 46 anos de idade, sem histórico de outras morbidades. Foi admitido no setor de reanimação com rebaixamento do nível de consciência, convulsão e respiração inadequada. A Tomografia Computadorizada de Crânio (TCC) evidenciou Hematoma Intraparenquimatosa à esquerda (AVE Hemorrágico), com inundação ventricular e desvio das estruturas da linha média de 1,7 cm. Não havendo recomendação de intervenção neurocirúrgica, foi adotado o tratamento conservador em relação a hemorragia encefálica e sedoanalgesia. Após o levantamento dos dados através do histórico foram identificados, como principais, os seguintes diagnósticos: Padrão respiratório ineficaz; comunicação verbal prejudicada; desobstrução ineficaz das vias aéreas; risco de infecção; risco de aspiração e risco de integridade da pele prejudicada. Dentre as principais intervenções estão: oferecer suporte de oxigênio, aspiração orotraqueal sempre que necessário, controle rigoroso de sinais vitais; elevação da cabeceira a 30º; vigilância e prevenção de intercorrências. Conclusão: Desta experiência emergiram reflexões acerca das condutas de enfermagem mais apropriadas para promoção da assistência de enfermagem com qualidade a pacientes vítimas de AVC hemorrágico. Percebeu-se a necessidade de estudos mais aprofundados que contribuam com a NANDA, NIC e NOC no sentido de colaborar para a melhora da sistematização da assistência de enfermagem ao paciente acometidos por esta afecção. A sistematização da assistência de enfermagem é instrumento de trabalho de suma importância para a sua autonomia do enfermeiro e qualidade da assistência prestada.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE NO PÓS-OPERATÓRIO DE TRATAMENTO CIRÚRGICO PARA FRATURA DE FÊMUR
HELVIS EDUARDO OLIVEIRA DA SILVA; Maria Vitória Ribeiro da Silva; Maria Gisleide Penha de Lima; Raiza Amanda Gonçalves de Souza; Bruna Pereira de Andrade
O tratamento cirúrgico para as fraturas de fêmur compreende, principalmente, a osteossíntese, a fixação por placa e as artroplastias parcial e total. Nesse ínterim, destaca-se que o momento cirúrgico engloba três períodos distintos: pré-operatório, intra-operatório e pós-operatório. No que tange ao período pós-operatório, relativo ao tratamento cirúrgico para fraturas de fêmur, o foco do enfermeiro é direcionado para o alívio da dor e do desconforto e a prevenção de complicações, tais como choque, tromboembolismo e infecções. Desse modo, o objetivo do presente estudo é relatar as vivências de acadêmicos de enfermagem no cuidado ao paciente em pós-operatório de cirurgia de fêmur, evoluindo com infecção do sitio cirúrgico, elencando os principais diagnósticos, mediante a aplicação do processo de enfermagem (PE). Trata-se, portanto, de um estudo com abordagem qualitativa, do tipo relato de experiência, desenvolvido no mês de março de 2019, por acadêmicos de enfermagem da Universidade Regional do Cariri (URCA), durante o estágio da disciplina Enfermagem no Processo de Cuidar do Adulto em Situações Clínicas e Cirúrgicas, em um hospital público do município do Crato (CE). No primeiro momento, foi realizado um levantamento sobre o quadro cínico do paciente no pós-operatório, tendo como instrumento auxiliar um modelo do histórico de enfermagem. Para embasar a elaboração do plano de cuidados foi usado o NANDA-I (2018-2020), permitindo traçar os principais diagnósticos, metas e as intervenções factíveis no contexto hospitalar de cuidados prestados ao paciente. Durante o levantamento, destacaram-se algumas comorbidades de relevância clínica, tais como: hipertensão e diabetes. Além disso, o paciente apresentava foco de infecção pós-operatória de Fêmur e lesão por pressão em estágio I. Assim, após realização do histórico e discussão com os membros da equipe, alguns diagnósticos de enfermagem traçados foram: Integridade da pele prejudicada relacionado à pressão sobre saliência óssea evidenciada por lesão no tecido epidérmico; Integridade tissular prejudicada relacionada a procedimento cirúrgico evidenciado por fratura e infecção do fêmur; Risco de lesão por pressão relacionado a período prolongado de imobilidade sobre a superfície do leito e dor relacionada à fratura, dessa forma, foram realizadas as intervenções com base nos diagnósticos de enfermagem, tais como: realizar e anotar a troca de curativos em pequenas lesões, proteger pele das proeminências ósseas de calcâneos com auxílio de um acolchoado posicionar o membro de maneira adequada, imobilizar o osso fraturado, e administrar analgésicos conforme prescrição médica .Em síntese, o PE no pós-operatório de tratamento cirúrgico para fratura de fêmur mostrou-se relevante, considerando que as complicações em tais contextos clínicos e as comorbidades relatadas podem representar complicações imediatas e tardias, necessitando de um cuidado sistematizado e alicerçado no pensamento crítico-reflexivo. Desse modo, foi enriquecedor para o grupo observar, de maneira prática, o valor do PE enquanto ferramenta da sistematização da assistência, culminando em ações de cuidar diretivas, eficazes e holísticas.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO MANEJO DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA EM ADULTOS.
MARIA ISABEL CAETANO DA SILVA; RAUL RORISTON GOMES DA SILVA; LYDIA MARIA TAVARES; SIMONE MARCELINO LOPES
Introdução: Incontinência urinária é uma condição na qual ocorre a perda involuntária de urina, pode ser provocada por modificação fisiológica do sistema urinário ou por alguma patologia como a hiperplasia prostática benigna em homens. Para o funcionamento adequado da continência urinária, nervos e músculos precisam trabalhar em conjunto, sendo que, qualquer alteração nessas estruturas leva ao escape urinário involuntário. A equipe de enfermagem desenvolve ações de cuidado voltadas para atender as necessidades dos pacientes com diferentes patologias, nesse caso, atua realizando comumente o controle da ingesta hídrica, a higiene e a passagem do cateter vesical, atividade efetuada pelo enfermeiro. Objetivo: Identificar como ocorre o cuidado de enfermagem ao paciente com incontinência urinária. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, onde a busca de dados foi realizada na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) nos meses de fevereiro e março de 2019. Para obtenção dos artigos foi feito um cruzamento utilizando o operador booleano AND entre os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): Enfermagem; Cuidado de Enfermagem; Incontinência Urinária. Foram empregados os filtros: texto completo disponível; Bases de dados Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), Base de dados de Enfermagem (BDENF), Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS); tipo de documento artigo; idiomas português, inglês e espanhol; período de 2009 a 2018, referente aos anos com mais publicações sobre o assunto. Obtiveram-se um total de 268 artigos, que após a leitura do título e resumo, foram selecionados 35 para a leitura dos artigos na íntegra. Após esse processo, apenas 9 atenderam ao objetivo dessa pesquisa. Resultados: As estratégias para tratamento de incontinência urinária efetuadas pela enfermagem, incluem exercícios físicos com o propósito de promover o fortalecimento da musculatura pélvica, terapia comportamental, modificações no estilo de vida, cuidados com a pele prevenindo dermatites a partir da redução do contato direto com substância irritante como a urina e do uso prolongado de fraldas. Além disso, realização de grupos de orientações e esclarecimento sobre a doença e ações técnicas de conservação e manutenção do cateter urinário. Conclusão: Dessa forma, o cuidado oferecido pela enfermagem a pessoas com incontinência urinária é individualizado e leva em consideração alguns aspectos como queixas dos pacientes, capacidade para o autocuidado e as dificuldades para o enfrentamento da doença. Assim, a realização do plano assistencial de acordo com a condição individual mostrou-se ser algo positivo e de bom impacto para o tratamento dessa morbidade, deixando evidente também a importância e o papel da enfermagem como membro da equipe de saúde.
Assistência de Enfermagem no parto normal e aspectos da humanização: Revisão Narrativa
KAROLAYNE MARIA DE SOUZA; Talita Oliveira Figueiredo Morais; Maria Izadora Oliveira Batista; Tayná de Souza Alencar da Silva; José Eduardo Pereira Alcântara
INTRODUÇÃO: O termo humanização é um conceito amplo e assume uma concepção de cuidado em relação ao processo de assistência, na busca de criar novas práticas, com bases e evidências científicas disponíveis. No Brasil, a atenção à saúde durante a gestação e parto permanecem como um grande desafio para a assistência, no que se refere à qualidade e aos princípios filosóficos do cuidado, que ainda é centrado em um modelo medicalizante, hospitalocêntrico e tecnocrático. A assistência à mulher para a humanização do parto normal e nascimento deve transcender uma prática biomédica, sendo o enfermeiro um profissional relevante na consolidação deste cuidar. OBJETIVO: Identificar na literatura a assistência de enfermagem à mulher para a humanização do parto e nascimento. METODOLOGIA: Revisão narrativa da literatura realizada em maio de 2019, por meio da Biblioteca Virtual de Saúde a partir da busca avançada nas bases da Literatura Latino-Americana do Caribe em Ciências da Saúde, Índice Bibliográfico Espanhol em Ciências da Saúde, Sistema Online de Busca e Análise de Literatura Médica e Base de Dados de Enfermagem, através dos descritores: Enfermagem Obstétrica AND Humanização do Parto AND Parto Normal, onde foram encontrados 97 produções. Os critérios de inclusão foram artigos empíricos disponíveis gratuitamente na íntegra, publicados em inglês, português e espanhol. Excluíram-se aqueles que se encontravam repetidos ou duplicados, restando 65 publicações. Após leitura de título e resumo obteve-se uma amostra de 19 artigos para leitura na íntegra a fim de analisar a adequação ao objeto de estudo, restando um quantitativo final de 12 evidências a serem analisadas a luz da literatura atual. RESULTADOS: Muito se tem sido discutido sobre a atuação do enfermeiro no parto e nascimento humanizado, contudo as condutas no intra-hospitalar não consolidam esse diálogo. Visando a superação de um cuidado mecanicista, a assistência de enfermagem deve respeitar à natureza do ser humano, voltando-se para sua essência, singularidade, totalidade e subjetividade, adequando-se à cultura, crenças, valores e diversidades. O enfermeiro deve favorecer e estimular a mulher para uma participação ativa, uma participação de cidadania, deve ainda buscar a autonomia da mulher, o seu direito a um parto respeitoso e extinção de intervenções invasivas desnecessárias e danosas no processo de nascimento. Toda a equipe deve atentar-se sobre as práticas abusivas e sem evidência científica, abolindo circunstâncias de violência e constrangimento. Destaca-se ainda a necessidade do enfermeiro proporcionar conforto e bem estar ao acompanhante. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Ao considerar toda a singularidade da mulher no processo de cuidado ao parto e ao nascimento, respeitando a fisiologia do evento e o protagonismo da cliente durante as condutas realizadas, o enfermeiro fortalece a vivência de experiências de uma assistência humanizada, que fortalece a dignidade e os direitos humanos.
ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR A PACIENTE COM TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO
TAYNÁ DE SOUSA ALENCAR DA SILVA; Matria Izadora Oliveira Batista; Thamires Bezerra Almeida Brito; Giovanna Sales de Oliveira; Rayane Moreira de Alencar
INTRODUÇÃO: O traumatismo cranioencefálico tem se configurado como grave problema de saúde pública, acarretando em grande comprometimento físico, que pode ocasionar incapacidade intelectual, transtornos de mobilidade física e da cognição, podendo haver reversão ou não deste quadro. Por ser considerado uma situação crítica é de suma importância que haja um atendimento da equipe multiprofissional ágil com rapidez e prioridade em caso de traumatismo cranioencefálico para que se evite possíveis complicações. Com isso, seguir padrões e condutas permite que o atendimento a ser prestado seja de qualidade que é de substancial importância nesses casos. OBJETIVO: Descrever as condutas a serem realizadas para o atendimento pré hospitalar ao paciente com traumatismo cranioencefálico. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo realizado em abril de 2019 sobre as condutas realizadas a vítimas de traumatismo cranioencefálico com base no protocolo do Suporte Básico de Vida, sendo verificadas quais as principais condutas a serem realizadas no suporte a vítima de traumatismo cranioencefálico, tendo como base a análise do Protocolo BT5 do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência 102 em Emergências Traumáticas no Suporte Básico de Vida. RESULTADOS: De acordo com o protocolo BT5 do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência 192 em questão, a conduta para atendimento ao paciente com trauma cranioencefálico é seguida por 7 passos: 1- Realizar avaliação primária (estabilização da coluna cervical, garantir permeabilidade da via aérea, oferecer O2, monitorar oximetria de pulso, e avaliar escala de coma de Glasgow); 2- Considerar ventilação sob pressão positiva com bolsa válvula-mascara com reservatório, caso não mantenha oxigenação ou ventilação adequadas; 3- Controlar sangramentos externos; 4- Realizar avaliação secundária (avaliação da reação pupilar, repetição seriada da escala de coma de glasgow, aferição dos sinais vitais, exame da cabeça e coluna); 5- história de SAMPLA (S- verificação dos sinais vitais A- história de alergias, M- medicamentos em uso e /ou tratamentos em uso, P- passado médico, L- horário da última ingestão de líquidos ou alimentos, A- ambiente do evento) realizar imobilização correta e empranchamento sem atraso para o transporte; 6- Realizar contato com a Regulação médica e passar os dados de forma sistematizada; 7- Aguardar orientação da regulação médica para procedimentos e/ou transporte para unidade de saúde. CONCLUSÃO: Diante disso é visto que a prioridade do atendimento pré-hospitalar ao paciente com trauma cranioencefálico e a diminuição do tempo de atendimento hospitalar visando a diminuição do agravamento causado pela lesão, sendo esta consideravelmente grave para o estado clínico do paciente.
ATRIBUIÇÕES DO PROFISSIONAL ENFERMEIRO FRENTE À CLASSIFICAÇÃO DE RISCO EM URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
LUYSLYANNE MARCELINO MARTINS; Ana Claudia Tavares Cadeira; Janyle Kéllen Duarte de Sales; Luis Fernando Reis Macedo; Flávia Maria Matias de Oliveira
Introdução: O acolhimento e classificação de risco, objetiva a estabilização do quadro de pacientes acometidos por agravos, sejam eles em acidentes de trânsito, doenças cardiovasculares, doenças crônicas entre outras, diminuição no tempo de atendimento onde essa assistência seja prestada de forma humanizada para com o paciente. Objetivo: Narrar mediante produções científicas as atribuições da enfermagem diante da classificação de risco em urgências e emergências. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa, sendo utilizados como banco de dados LILACS e Scientific Electronic Library Online (SciELO). Os artigos encontrados na busca submeteram-se a uma filtragem, sendo selecionados aqueles que atendem ao objetivo do presente estudo. Resultados e Discussões: O acolhimento é um processo ético no qual não designa um profissional específico para realiza-lo, já a classificação de risco é avaliação primária do paciente, pois é nele que consiste a estabilização do quadro e designa o setor para suas necessidades no serviço de saúde, é desenvolvido pelo profissional enfermeiro capacitado. Existem algumas ferramentas que nos permite a utilização para obter um direcionamento quanto aos sinais e sintomas apresentados pelo cliente, uma dessas é o protocolo de Manchester adotado por algumas unidades hospitalares, esse utiliza as cores para a classificação da necessidade do paciente naquele momento, são subdivididas em azul, verde, amarelo, laranja e vermelho. Onde azul são casos de baixa complexidade, que podem ser encaminhados para outro serviço ou aguardar atendimento em até 240 minutos, o verde é pouco urgente e pode também ser encaminhado para outros serviços, seu tempo de espera é de até 120 minutos, amarelo é urgente com necessidades de atendimentos rápidos, seu tempo é de até 60 minutos para atendimento, a cor laranja evidencia casos muito urgentes e apresenta risco de morte do paciente seu tempo de espera na unidade é de até 10 minutos, os vermelhos estão caracterizando uma situação que o cliente possui um risco iminente de morte e não pode aguardar, seu tempo de espera é 0 minutos, obtendo atendimento imediato. Conclusão: O atendimento requer uma abrangência de conhecimentos do profissional enfermeiro com capacitação, pois o mesmo deve deter uma responsabilidade e competência altíssima para avaliação do quadro dos pacientes, além desses fatores um atendimento humanizado. Sendo possível destacar a importância desta atribuição do profissional. Haja vista que além de suas competências o responsável deve sempre estar em constate atualização quanto aos conhecimentos dos protocolos utilizados nas unidades de sua atuação, para prestar um serviço de qualidade para a comunidade
AVALIAÇÃO CLÍNICA DESENVOLVIDA DURANTE AS AÇÕES DO PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA NO ESTADO DO CEARÁ
GÉSSICA RAIANA GOMES DE VIVEIROS; Samyra Paula Lustoza Xavier; Ana Gabriela Diógenes Férrer de Macêdo; Maria Rosilene Cândido Moreira; Andreza de Lima Rodrigues
Introdução: Desde o início da década de 1990, com a implantação do Sistema Único de Saúde, a saúde pública no Brasil tem buscado adotar medidas governamentais que organizem e fortaleçam a Atenção Básica em Saúde. Dentre os programas e ações desenvolvidas na Estratégia Saúde da Família com vistas a melhorar e garantir o acesso à informação e assistência à saúde, têm-se o Programa Saúde na Escola, que tem como componentes a avaliação nutricional, clínica, promoção da alimentação saudável, avaliação oftalmológica, dentre outros aspectos. Nesse sentido, o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade se apresenta como estratégia para alcançar a melhoria na qualidade da assistência prestada aos usuários do Sistema Único de Saúde. Com propósito de ampliar o acesso, fornecer padrões de boas práticas em saúde e melhorar a qualidade de vida e saúde da população em todo o país. Objetivo: Fazer um comparativo das ações de avaliação clínica desenvolvidas pelo PSE no primeiro e segundo ciclos do PMAQ-AB no estado do Ceará. Método: Trata-se de um estudo transversal, descritivo de desenho quantitativo, realizado no período de maio a agosto de 2017. Os dados foram extraídos dos microdados do PMAQ, disponibilizados pelo Ministério da Saúde por meio do sítio virtual do Departamento da Atenção Básica. Entre os itens avaliados no processo de avaliação externa foram selecionados aqueles voltados as ações de avaliação clínica do PSE, com destaque para as variáveis calendário vacinal, detecção precoce de hipertensão arterial, detecção de agravos negligenciados, avaliação oftalmológica, avaliação auditiva, avaliação nutricional, avaliação de saúde bucal e a não realização de ações de avaliação. Os dados foram organizados em planilhas do Excel (2015) e processadas através de uma análise estatística descritiva, por meio de teste não paramétrico do tipo qui-quadrado, a partir da utilização do software Statistical Package for Social Sciences (SPSS Inc, Chicago, Estados Unidos, versão 19.0). Resultados: De acordo com os dados analisados, pode-se observar uma associação significativa em relação as atividades desenvolvidas no 1º e 2º ciclo do PMAQ, representado pelo valor p <0,0001 em todos os itens estudados, sendo o 2º ciclo, o de maior representatividade nas ações desenvolvidas. Quanto as atividades de avaliação clínica realizadas pelas equipes de saúde da família, a atualização do calendário vacinal foi a ação de maior impacto, com 87,6%, seguida das ações de detecção de agravos negligenciados (86,4%), avaliação nutricional (81,4%), avaliação da saúde bucal (75,7%), avaliação oftalmológica (71,6%) e a detecção precoce de hipertensão arterial sistêmica (66,3%). Ainda nesse item, duas atividades tiveram maior impacto quanto a não realização das ações, dentre elas, a avaliação auditiva, com 51,4% e a não realização de ações de avaliação com 91,3%.Considerações finais: O resultado acerca da avaliação clínica comparando o 1º e o 2º ciclo do PMAQ reflete um maior acesso das crianças e adolescentes à avaliação clínica da saúde, possibilitando a identificação precoce de agravos em saúde, realizando os encaminhamentos, as orientações e o tratamento adequados à cada situação.
AVALIAÇÃO DA CULTURA DE SEGURANÇA DO PACIENTE NO SERVIÇO HOSPITALAR
MARIA LETÍCIA CEZÁRIO GALDINO; Iara Maria de Lima Laurindo; Joice Fabrício de Souza; Silvia Letícia Ferreira Pinheiro; Thalita Mayara Lima Cavalcante
INTRODUÇÃO: A cultura de segurança do paciente é classificada como um produto de valores individuais e de grupo, atitudes, modelo de comportamento que indicam o compromisso com a segurança de uma organização. Diante das constantes mudanças nos modelos de prestação de assistência à saúde, tal deve gerar novos desafios de que almejem transformações das ações de saúde através dos eixos assistencial e educacional, promovendo a promoção da saúde, por seguinte criando ambientes de prestação de serviços de saúde mais seguros. A cultura de segurança do paciente, torna-se um componente essencial para as organizações de saúde, na medida que a mesma proporcione uma cultura de segurança que espelhe uma consistência coletiva relacionadas com valores, competências, atitudes e comportamentos que proporcionem a segurança do paciente. Deve-se destacar a relevância em propagar a cultura de segurança do paciente positiva, pois a sua carência pode elevar a ocorrência de incidentes relacionado a assistência à saúde. OBJETIVO: Identificar na literatura estudos acerca da avaliação a cultura de segurança do paciente no serviço hospitalar. METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa bibliográfica cuja fonte primária de consulta foi a base de dados da Biblioteca Virtual em Saúde – BVS por meio de acesso a Literatura Latino-Americana e do Caribe (LILACS) e Scientific Electronic Library Online (SciELO), Literatura Internacional em Ciências da Saúde (MEDLINE), U. S. National Library of Medicine (PUBMED) e no Portal de Periódicos da CAPES. A busca de artigos foi realizada através de DeCS - Descritores em Ciências da Saúde: “Segurança do Paciente”, “Cultura Organizacional”, “Avaliação em Saúde” e os MeSH- Medical Subject Headings: “Patient Safety”, “ Organizational Culture”, “Health Evaluation”. A pesquisa foi realizada no período de Janeiro a Abril de 2019, sendo utilizados apenas artigos em português e com data de publicação entre o período de 2005 a 2017 e que estivesse disponível gratuitamente e na íntegra. Foi encontrado um total de 38 artigos, porém apenas 21 atenderam os critérios de inclusão, compondo assim a amostra final. RESULTADOS E DISCUSSÃO: No decorrer do estudos sobre a avaliação da Cultura de Segurança do Paciente (CSP), torna-se um elemento essencial para traçar um diagnóstico inicial e posteriormente delinear intervenções que almejem mudanças, com intuito de diminuir as incidência de Eventos Adversos (EA) e empoderando os profissionais de saúde, visando assim a melhoria na assistência segura prestada ao usuário.No processo de avaliação CSP, verificou-se que os instrumentos mais utilizados foram: Safety Attitudes Questionnaire (SAQ) sendo traduzido com o título Questionário Atitudes de Segurança, e o Hospital Survey on Patient Safety Culture (HSOPSC), que encontra-se validados e adaptados na língua portuguesa. CONCLUSÃO: Analisar a cultura de segurança do paciente torna-se um elemento indispensável nas organizações de saúde fornecendo uma análise criteriosa do serviço, delineando um diagnóstico inicial identificando quais as áreas que possui pontos forte e frágeis com a finalidade de formular estratégias que fortaleçam essa cultura e com intuito de amenizar a incidência de eventos adversos.
CAPACITAÇÃO SOBRE HANSENÍASE PARA AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE: RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARIA LUCILÂNDIA DE SOUSA ; Tainá Araújo Rocha; Nicácia Gomes da Silva; Suzete Gonçalves Caçula; Gledson Micael da Silva Leite
INTRODUÇÃO: O Agente Comunitário de Saúde (ACS) desempenha papel de mediador entre os saberes técnicos e populares, entre equipe de saúde e comunidade. Ao definir o ACS como peça fundamental para o sistema de saúde faz-se necessário evidenciar que eles precisam ser reconhecidos e valorizados pelo papel exercido na Estratégia Saúde da Família (ESF). Contudo, a capacitação destinada a esses atores é insuficiente e deficitária, não os preparando devidamente para atuar nos problemas que deparam durante o exercício de seu trabalho. OBJETIVOS: Relatar a experiência vivenciada por bolsistas do Programa de Educação Tutorial (PET) Enfermagem da Universidade Regional do Cariri sobre uma atividade de educação em saúde realizada pelos mesmos com Agentes Comunitários de Saúde (ACS) sobre a hanseníase. METODOLOGIA: Trata-se de um relato de experiência sobre uma atividade de educação em saúde realizada através de uma capacitação sobre hanseníase promovida por bolsistas do programa de educação tutorial do curso de enfermagem da Universidade Regional do Cariri em parceria com a secretaria de saúde da cidade de Crato-CE, realizada no dia 27 de novembro de 2018 na Universidade Regional do Cariri, contando com a presença de 91 ACSs. Foram utilizadas estratégias dinâmicas realizadas em duas atividades. Em um primeiro momento foi apresentada uma esquete teatral elaborada pelos bolsistas sobre a importância do agente comunitário de saúde no processo de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento da hanseníase. Em seguida, houve explanações dos bolsistas sobre a temática, abrangendo pontos específicos como o controle da doença, a detecção precoce, notificação compulsória e completa dos casos, contextualizando a importância do profissional ACS nesse processo. Logo depois, os ACS puderam tirar dúvidas, expressar suas dificuldades e experiências vivenciadas em suas rotinas de trabalho em relação à doença. RESULTADOS: Na capacitação pôde-se observar as limitações dos ACSs em relação ao conhecimento científico da doença, bem como a dificuldade em lidar com os casos e as famílias que convivem com a hanseníase, no que diz respeito ao enfrentamento da doença por essas pessoas. A partir destes aspectos, os bolsistas puderam direcionar a discussão garantindo o empoderamento dos ACSs, sensibilizando-os a refletirem criticamente, para que contribuam no processo de desconstrução de tabus relacionados a essa doença tão estigmatizada socialmente. CONCLUSÃO: A ação tem aspecto relevante perante a sociedade, já que foi capaz de propagar o conhecimento e fomentar a busca ativa, diagnóstico precoce e tratamento adequado da hanseníase. Também é possível salientar a importância da interação entre Universidade e servidores públicos da Atenção Primária à Saúde, uma vez que o grupo de bolsistas teve a oportunidade de ampliar sua formação acadêmica, e colaborar significativamente com a educação continuada dos ACS.
CAPACITAÇÕES EM SUPORTE BÁSICO DE VIDA PARA OS ESCOLARES: RELATO DE EXPERIÊNCIA
ALINE SAMPAIO ROLIM DE SENA; Sara Teixeira Braga; Kyohana Matos De Freitas; Yasmin Ventura Andrade Carneiro; Raul Roriston Gomes Da Silva
O processo de capacitação é tornar-se apto e hábil em realizar uma tarefa, toda pessoa leiga é capaz de evoluir seus saberes, e a escola é um molde prioritário para a propagação desses conhecimentos e práticas. O Suporte Básico de Vida (SBV) fundamenta a abordagem inicial à vítima em situações emergenciais, através de um conjunto de técnicas adequadas tem o intuito de contribuir para a hemodinâmica dos sinais vitais do indivíduo, possibilitando reconhecer os riscos iminentes a vida e de quando se deve chamar o serviço especializado, só devendo ser realizado por pessoas capacitadas e com devido conhecimento teórico-prático, para a melhor abordagem a vitíma. Descrever a experiência das capacitações em Suporte Básico de Vida para escolares. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, das vivências de educação e saúde em capacitar adolescentes do ensino médio de uma escola pública do município de Juazeiro do Norte-CE, com intervenções em SBV através do projeto de extensão APH(Atendimento Pré- Hospitalar) na comunidade no qual integra 20 discentes, 2 docentes e 6 colaboradoras enfermeiras, ambos do curso de bacharelado em enfermagem da Universidade Regional do Cariri-URCA. As capacitações ocorrem de acordo com um cronograma determinado pelo coordenador da escola, com datas e horários fixos, com duração de 60 minutos para não interferir nas atividades escolares dos alunos, realizado três vezes ao mês com temáticas previamente programáticas. As intervenções tiveram início no mês de outubro de 2018. Antes do início das ações com os estudantes, foram realizadas capacitações entre os discentes, para uma melhor adesão de conhecimentos, esses são divididos por grupos de seis indivíduos e acompanhados por um colaborador ou docente. Já foram trabalhadas temáticas em Avaliação da Cena; Obstrução das vias aéreas por corpo estranho OVACE; Parada Cardiorrespiratória PCR e Controle de Hemorragias. Os adolescentes se mostram bastante proativos e envolvidos pelas intervenções, trocando experiências vividas, dúvidas e realizando as práticas. Durante as intervenções os alunos relatam experiências exitosas diante de situações que necessitaram utilizar os conhecimentos aprimorados e/ou adquiridos durante as intervenções educativas promovidas pelo referido projeto. A escola é um ambiente de disseminação de conhecimentos, educação e cultura, através dela é possível habilitar estudantes para situações emergenciais que são ocorridas cotidianamente, contribuindo assim com equidade para uma sociedade mais humanizada, no auxílio dos serviços especializados, como o SAMU e no salvamento de uma vida.
CARTAS PARA SIMONE: EXPERIÊNCIA DE UMA ACADÊMICA DE ENFERMAGEM COMO PROTAGONISTA NO PROCESSO DE APRENDER
LOIANA PRISCILA GOUVEIA JUSTINO; Samires Soares de Oliveira; Raquel Linhares Sapaio; Daniele Pereira da Silva
Os livros e textos eram vistos como único e efetivo meio no processo de captação de conhecimento no ensino-aprendizagem. No momento contextual a qual o ser está inserido, torna-se necessário o desenvolvimento de novos formatos no aprender, um formato significativo, ativo, com percepção e atuação em todo o processo do educando, onde suas vivências pessoais tenham sentido. Para isso, o uso de tecnologias de informação e comunicação se permeia como facilitadoras na aprendizagem significativa. Neste sentido, objetiva-se relatar a experiência da construção de uma tecnologia como facilitadora do processo de ensino-aprendizagem. Trata-se de um Relato de Experiência acerca da elaboração de um diário de experiências denominado “Cartas para Simone” das aulas expositivas-dialogadas na disciplina de tópicos especiais em enfermagem, do curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Regional do Cariri (URCA), durante os meses de agosto a dezembro de 2018. A construção do diário se deu através da criação de um portfólio crítico-reflexivo, proposto pela docente da referida disciplina. Para tanto, a estudante utilizou como ferramentas para sua elaboração a plataforma digital Blogger, disponível no Google, empresa multinacional que presta serviços online, os programas CANVA e MASTER, disponíveis para download em aparelhos eletrônicos, além da criatividade em suas ilustrações e narrativas das aulas, as quais tinham o intuito de promover a reflexão dos assuntos discutidos. Desta forma, a dinâmica aplicada para este feito, foram cartas virtuais remetidas a um personagem criado, sendo que o blog, a cada semana era atualizado com os escritos, possibilitando que os leitores acompanhassem o desenrolar dos enredos e construíssem seu conhecimento sobre temas relevantes na enfermagem. Os resultados desse trabalho se referem sobre a contribuição dessa tecnologia no processo de ensino. Portanto, inúmeros aspectos podem ser destacados em relação a aprendizagem como uma atividade social. Esta permite a autonomia, a reinvenção do trabalho pedagógico e proporciona a expressão de opiniões. Destarte, as aulas e, posteriormente o processo de elaboração dessa tecnologia possibilitou uma rede de saberes e criatividade, além de ser uma ferramenta de uso fácil. O portfólio reflexivo possibilitou à elaboração do pensamento crítico-reflexivo, a transformação no processo de ensino e o estímulo à liberdade criativa, transformando a autodinâmica do aprender. Verificou-se que as aulas permitiram um novo processo de pensamento, em que as experiências foram compartilhadas, possibilitando a associação do aprender com outras tecnologias.
CARTILHA SOBRE PLANTAS MEDICINAIS PARA COMUNIDADE REMANESCENTE DE QUILOMBO: USO TERAPÊUTICO RACIONAL
JOSÉ EDUARDO PEREIRA ALCÂNTARA; Cristiane da silva Nascimento; Cícero Aldemir da Silva Batista; Laís Barreto de Brito Gonçalves; Dailon de Araújo Alves
INTRODUÇÃO: O uso de plantas por comunidades tradicionais para o tratamento de doenças, associado ou não ao tratamento farmacológico convencional, traz inúmeros benefícios e uma discussão mais humanizada, focada na assistência integral ao paciente. Nesse ínterim, a produção de cartilhas educativas tem o potencial de contribuir, não apenas com a preservação e valorização do saber tradicional, como também, na divulgação de informações acerca do uso terapêutico racional das plantas medicinais, mediante uma linguagem didática e acessível. OBJETIVO: Descrever o desenvolvimento de uma cartilha sobre o uso terapêutico racional de plantas medicinais destinada a moradores de uma comunidade remanescente de quilombo (CRQ). METODOLOGIA: O material foi elaborado como parte das ações do projeto de extensão: Promoção da Saúde e Sustentabilidade em Comunidades Quilombolas/ PROSS-Quilombolas, para ser explanado na segunda atividade do cronograma, prevista para realização no mês de maio de 2019, na CRQ Sítio Arruda. A cartilha foi elaborada pelos voluntários, membro de apoio técnico e coordenadora do PROSS-Quilombolas. O conteúdo abordado foi dividido em tópicos relacionados ao nome popular da espécie; às indicações na medicina popular; às partes utilizadas; ao modo de usar e aos cuidados relacionados ao uso. O período para elaboração e confecção compreendeu aproximadamente 40 dias. Para a construção da cartilha foi realizada uma seleção das espécies mais utilizadas pelos moradores da CRQ Sítio Arruda, a partir de um levantamento etnobiológico conduzido na comunidade, como parte do estudo Pesquisas Etnobiológicas em Comunidades Tradicionais no Estado do Ceará. A pesquisa foi aprovada por Comitê de Ética (nº: 1367311), sendo cadastrada no Sistema Nacional de Gestão do Patrimônio Genético e do Conhecimento Tradicional Associado, (A52C550). RESULTADOS: Após indicação das espécies mais relevantes no contexto da HAS para a comunidade, foi realizado levantamento bibliográfico em artigos científicos e manuais do Ministério da Saúde, considerando ainda a Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (RENISUS). O segundo passo foi a elaboração do texto da cartilha, buscando aliar o conteúdo técnico analisado nas fontes consultadas a uma linguagem didática e objetiva, com base também nos preceitos de valorização cultural e princípios da etnoenfermagem. O terceiro passo foi a seleção das ilustrações, trazendo a linguagem não-verbal no tópico relativo aos cuidados relacionados ao uso das espécies descritas, sendo um recurso valioso para a compressão do conteúdo educativo. Frisa-se que as ilustrações foram selecionadas a partir do uso de softwares e aplicativos específicos para essa finalidade. O produto final foi confeccionado em tamanho de papel A3, em 15 páginas, com o título: “Sitio arruda: plantas utilizadas para tratamento da hipertensão”. CONCLUSÃO: Considera-se fundamental proporcionar informações sobre a prevenção de doenças e promoção da saúde. Nesse sentido, o material educativo impresso tem grande relevância, auxiliando na promoção do conhecimento, podendo, assim, produzir impacto no autocuidado, além de servir como material de suporte para o desenvolvimento das ações de educação em saúde. Destaca-se, também, no contexto específico das CRQ, a relevância da cartilha como forma de registro do conhecimento tradicional, materialização da valorização cultural e formação de elos para o cuidado assistencial.
CINEMÁTICA DO TRAUMA E ABORDAGEM DE VÍTIMA DE TRAUMA EM ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR:UM RELATO DE EXPERIÊNCIA.
MELINA EVEN SILVA DA COSTA; ÉRICA RODRIGUES FERNANDES SILVA; CLEITON FELIX DE SOUSA; JOSÉ HIAGO FEITOSA DE MATOS
INTRODUÇÃO: O curso de extensão “Atendimento pré-hospitalar: suporte básico de vida” promove conhecimento e desenvolvimento de habilidades na prestação de um atendimento pré-hospitalar seguro e eficaz. Além disso, uma das primeiras coisas a serem realizadas durante o atendimento é a avaliação primária que tem por base atualmente realizar o controle de hemorragias exsanguinantes seguida de controle da coluna cervical e vias aéreas, ventilação, circulação, realizar avaliação neurológica e por último exposição e ambiente. Quando há tempo também pode ser realizada a avaliação secundária, que pode ser feita no momento de transporte, onde avalia-se sintomas, alergias, medicamentos em uso, passado médico e horário da última ingestão de líquidos. Dessa forma, se faz necessário o esclarecimento e treinamento da população para o atendimento em situações de urgência e emergência, podendo assim prestar atendimento básico, se possível, impedindo a manipulação incorreta da vítima evitando agravar ainda mais o quadro. OBJETIVO: Objetivou-se relatar a experiência de acadêmicos sobre uma aula prática de avaliação primária e secundária no Atendimento Pré-Hospitalar de um curso de extensão em suporte básico de vida no ambiente extra-hospitalar. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, realizado a partir da vivência de acadêmicos em uma aula do curso de Atendimento Pré-Hospitalar: suporte básico de vida, promovido pela Pró- Reitoria de Extensão da Universidade Regional do Cariri. A aula foi realizada em dois momentos. Inicialmente, ocorreu uma abordagem teórica sobre biossegurança, cinemática do trauma, avaliação primária e secundária e transporte de vítima de trauma em atendimento pré-hospitalar ministrada por professores capacitados em atendimento pré-hospitalar. Em seguida, houve a aula prática onde os alunos puderam colocar em prática o que havia sido abordado na teoria. RESULTADOS: A aula prática contou com a presença dos professores e monitores do curso. A turma foi dividida em grupos e os professores juntamente com os monitores apresentaram e ensinaram como manusear alguns equipamentos utilizados no atendimento pré-hospitalar, tais como: dispositivo bolsa-válvula- máscara, cânula de Guedel, colar cervical, prancha rígida, tirantes, headblocks e talas moldáveis. Em seguida, os alunos treinaram algumas técnicas, tais como: montar uma prancha, com rolamento 90°, 180° e a cavaleira e também os tipos de transportes de vítimas de trauma. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Dessa forma, a aula possibilitou uma vivencia teórico prática aos alunos de como realizar uma de abordagem pré-hospitalar e como manusear alguns equipamentos. Durante o desenvolvimento da aula foi perceptível que grande parte dos alunos mesmo que tenham conhecimentos básicos de atendimento pré-hospitalar, apresentaram déficits ao conteúdo citado. Portanto, é importante que o profissional da saúde se especialize e aprimore suas técnicas para serem utilizadas de forma eficiente em vitimas que necessite de atendimento pré-hospitalar, pois são constantes os desafios enfrentados no cotidiano.
CÍRCULOS DE CULTURA COMO MÉTODO PARA EDUCAÇÃO EM SAÚDE COM ADOLESCENTES: UMA REVISÃO NARRATIVA
LUCAS MATEUS FIGUEIREDO NASCIMENTO; Mikaelle Ysis da Silva; Amanda da Costa Sousa; Ana Paula da Silva Gonçalves; Maria Edwirgens Primo de Araújo Oliveira
A Organização Mundial da Saúde considera adolescência como a faixa etária entre 10 a 20 anos incompletos, caracterizada como uma fase de transição e descobrimento. No qual, envolve aspectos biológicos, psicológicos e sociais, que na ausência de orientação adequada possibilitam a vivência do adolescente em experiências arriscadas como o uso de drogas. A aplicabilidade do método dos Círculos de Cultura desenvolvido por Paulo Freire permeia o processo de ação-reflexão-ação, em específico aos adolescentes, amplia o senso crítico, torna-os criadores do próprio pensamento para tomada de decisões, lhes propiciando uma posição alheia as influências. Dessa forma, o presente trabalho objetivou analisar através de publicações o método dos Círculos de Cultura como uma ferramenta no processo de educação em saúde com adolescentes. Trata-se de uma pesquisa de revisão da literatura do tipo narrativa, realizada através do banco de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) por meio do cruzamento: “Educação em saúde AND Adolescente AND Círculos de Cultura”, resultando em 18 estudos. No qual submeteram-se aos critérios de inclusão: Estudos publicados em português, inglês ou espanhol; Estudos publicados nos últimos cinco anos; Estudos que envolvam a temática de educação em saúde com adolescentes. Critérios de exclusão: estudos de revisão. Como amostra final foi quantificado quatro estudos. Os estudos abordaram as temáticas drogas; HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) /AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), e violência. Evidenciou-se que por meio da organização dos participantes em círculos e através do diálogo dinâmico, que promove a problematização do tema trabalhado com intuito de gerar reflexão, oportuniza um caminho viável na interação e troca de conhecimento, diante da oportunidade de obter uma visão horizontal entre todos os participantes. Promovendo maior participação dos envolvidos e consequente melhor resultado no desenvolvimento do senso crítico dos mesmos. Os círculos de cultura identificado nos estudos foram desenvolvidos com adolescentes de diferentes escolas públicas e jovens usuários de drogas acompanhados para tratamento em comunidades terapêuticas. Onde, através do método foi geradas discussões que oportunizavam a participação dos adolescentes a refletirem de forma crítica sobre a temática abordada. Dessa forma, identifica-se que a metodologia permite conhecer os principais assuntos que devem ser discutidos. Em síntese, a partir da análise dos estudos o método freiriano dos Círculos de Cultura mostrou-se como um importante instrumento na promoção da saúde com adolescentes, no qual, favorece um melhor proveito na transmissão do conhecimento.
COMO ELABORAR UM PROJETO DE PESQUISA: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE ACADÊMICAS DE ENFERMAGEM
AIRLA EUGÊNIA DOS SANTOS BACURAU; JESSICA LIMA DE OLIVEIRA; ALINE RANY JORVINO DA COSTA; DANIELLE DE NOROES MOTA
Os grupos de pesquisa vinculados as universidade auxiliam no desempenho do aluno de graduação, incentivando-o em um processo de ensino aprendizagem eficiente, inserindo-o no campo da pesquisa e extensão. Diante desse contexto é imprescindível que o acadêmico compreenda acerca da importância da pesquisa para o seu desenvolvimento profissional e da contribuição social dos estudos realizados, podendo apresentar novos vieses para a solução de determinados problemas. Nota-se, então, que é de extrema importância que os estudantes aprendam a desenvolver projetos de pesquisa sobre diversos temas, para dar início a novas investigações. Pois, os resultados encontrados nos estudos estimulam o estudante a desenvolver um pensamento crítico-reflexivo, contribuindo também para vida profissional deste que poderá atuar no ensino, pesquisa, assistência e gestão do cuidado. Relatar uma experiência pedagógica vivenciada por acadêmicas de Enfermagem acerca do tema como elaborar um projeto de pesquisa. Trata-se de um relato de experiência de uma oficina ministrada por acadêmicas de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri, desenvolvida através da metodologia ativa “Aprendizagem Baseada em Equipes-ABE” no período de abril de 2019. O conteúdo da apresentação teve como tema “Como elaborar um projeto de pesquisa?”. A dinâmica se deu no contexto da reunião mensal do Grupo de Pesquisa Clínica, Cuidado e Gestão em Saúde, tendo como público os integrantes do grupo. A atividade iniciou-se com a afixação dos materiais que seriam utilizados na metodologia ativa, seguida da explicação de como aconteceria esse momento. Os ouvintes foram convidados a formarem grupos e se dirigirem a um dos cinco pontos que compõem um projeto de pesquisa, são eles: resumo, problematização, justificativa, objetivos e metodologia. Após os grupos descreverem cada ponto o qual eles ficaram responsáveis conforme os seus conhecimentos, as estudantes que estavam à frente da aula iniciaram uma discussão sobre o que tinha sido colocado pelas equipes, explicando e acrescentando o que era necessário. Após o tema ser bastante debatido pelas acadêmicas e o esclarecimento de todas as dúvidas dos participantes foi iniciado um momento de devolutiva, em que todos puderam expressar se a dinâmica contribuiu para a aprendizagem significativa deles. Conclui-se que foi um momento de ensino aprendizado bastante significante para os ouvintes, que foram instigados a rememorar informações acerca do tema e tiveram um papel principal na consolidação desse conhecimento. Mas também, foi um momento de empoderamento para as acadêmicas, trabalhando as habilidades didáticas, de comunicação e exercício de liderança das mesmas. Dessa forma, tratou-se de um momento de contribuição múltipla de conhecimentos em diversos aspectos.
CONCEITUANDO A SÍNDROME DE BURNOUT: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA.
THAIS GABRIELLE PEREIRA DE MACÊDO ; Ednanita Alves Arraes; Fabíula de Sousa Moraes
A Síndrome de Burnout foi descrito pela primeira em 1974 pelo Médico Herbert Freudenberger (ALVES, 2017). É considerado um distúrbio psíquico de caráter depressivo, caracterizado pelo esgotamento físico, mental e psíquico, se resume a sensação de extrema exaustão (mesmo após longos períodos de descanso). O transtorno se desenvolve quando o profissional atinge um nível máximo de estresse devido uma dedicação exagerada ao trabalho. Afeta profissionais de todas as áreas, dentre eles: da educação, saúde, segurança, advogadas e mulheres devido a dupla jornada de trabalho. Relatar a experiência vivenciada durante a apresentação de um seminário sobre a Síndrome de Burnout para Acadêmicos de Enfermagem na disciplina de Saúde do Trabalhador, na Universidade Regional do Cariri - URCA. Estudo descritivo, do tipo relato de experiência, atividade apresentado sob forma de seminário por meio de uma metodologia ativa, tendo por finalidade a construção de um mapa conceitual sobre a temática Síndrome de Burnout com acadêmicos do VIII semestre de enfermagem no período de 13 de setembro de 2018. A temática foi trabalhada através de uma dinâmica denominada “Batata Quente,” representada por balões, no seu interior haviam informações sobre a síndrome e conforme tocava uma música estes eram repassados e estourados pelos alunos, em seguida, deveriam associar o texto com uma palavra-chave presente no mapa para completá-lo e, assim, construir conceitos básicos acerca do tema trabalhado. Através da dinâmica e construção do mapa conceitual foi possível a discussão da temática no que diz respeito ao conceito, estágios da síndrome, profissionais afetados, sintomas físico e emocionais, causas, diagnóstico e, por fim, o tratamento. Tratar desse assunto possibilitou aos estudantes de enfermagem a condição de identificação dos principais sinais e sintomas da síndrome e, o desenvolvimento de habilidades fundamentais para manter o equilíbrio entre o trabalho, lazer, família, vida social e atividades físicas, evitando deste modo o esgotamento profissional não somente em sua classe profissional, mas de todas as outras que fazem parte da sociedade. A dinâmica realizada proporcionou o desenvolvimento de uma metodologia ativa que facilitou a interação entre os participantes durante todo o processo, além disso, facilita o processo de aprendizagem significativa, uma vez que muitos associam com maior frequência aquilo que lhes pareceu mais útil e importante sobre o assunto e, assim, constroem seu próprio saber sobre o assunto exposto.
Oral
CONFECÇÃO DE FOLDER EDUCATIVO SOBRE DIABETES MELLITUS PARA UMA COMUNIDADE REMANESCENTE DE QUILOMBO
SANTANA ALVES DE QUEIROZ ; Yasmin Ventura Andrade Carneiro; Maria Clara Barbosa e Silva; Julianne Duarte de Souza; Vitória de Oliveira Cavalnte
As doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT) representam atualmente um dos principais desafios de saúde que ameaçam a qualidade de vida de milhões de pessoas. O Diabetes Mellitus (DM) vem atingindo grande parcela da população, em todas as idades, em ambos os sexos, trazendo consigo graves repercussões no que se refere às incapacitações e mortalidade prematura. Pacientes com DM necessitam de suporte para educação e cuidados para autogestão da doença, em especial considerando as comunidades em situação de vulnerabilidade, com dificuldades no acesso aos serviços de saúde convencionais. Nessa perspectiva, é relevante a intervenção educacional, utilizando material didático-pedagógico que possibilite abordar diversos aspectos inerentes à complexidade dessa enfermidade. Relatar o processo de construção de um folder educativo sobre DM para uma comunidade remanescente de quilombo (CRQ). Trata-se de um estudo descritivo, tipo relato de experiência, elaborado no contexto da promoção da saúde para uma CRQ localizada na cidade de Araripe-CE. O material foi elaborado por acadêmicos de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri - URCA, membros do projeto de extensão: Promoção da Saúde e Sustentabilidade em Comunidades Quilombolas (PROSS-Quilombolas). Em relação ao conteúdo do material, foi abordada a temática DM, contemplando desde as definições diagnósticas até o tratamento recomendado, bem como cuidados necessários. O processo foi composto por 4 etapas, sendo essas: a sistematização do conteúdo, a escolha das ilustrações, a adaptação do conteúdo e a aprovação do folder pela coordenação do grupo de extensão. A sistematização do conteúdo deu-se a partir de consulta bibliográfica e posterior seleção das informações essenciais, tomando por base artigos e materiais elaborados pelo Ministério da Saúde (MS). Posteriormente, a escolha das ilustrações ocorreu mediante auxílio de softwares a aplicativos específicos, considerando ainda a necessidade do material ser autoexplicativo, pois muitos moradores das CRQ são não-escolarizados. Assim, a seleção das ilustrações foi um trabalho minucioso, atentando-se para aspectos didáticos inerentes e para os padrões de formatação necessários à natureza do material didático produzido. Seguiu-se, antão, para a adaptação textual do conteúdo, convertendo informações com alto teor técnico-cientifico, para uma abordagem mais didática, concisa e acessível à comunidade, além do auxílio visual correspondente ao texto, em cada tópico considerado (O que é diabetes?; Fatores de Risco; Sinais de Alerta; Complicações; Tratamento e Reduzir Riscos). Para finalizar, o material foi apresentado à coordenação do projeto, bem como para membros de apoio técnico, sendo aprovado na íntegra para utilização nas ações relacionadas ao DM na referida CRQ. O auxílio de materiais de apoio didático em ações de educação em saúde mostra-se relevante para informar e difundir conhecimentos acerca de patologias crônicas complexas. Assim, a construção do folder educativo possibilitou ao grupo ampliar seus conhecimentos acerca da DM, considerar as necessidades de saúde e abordagens eficazes para comunidades em situações de vulnerabilidade, servindo ainda como um material de apoio para as ações extensionistas do grupo PROSS-Quilombolas.
CONHECIMENTO DE AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE ACERCA DA HANSENÍASE
TAINÁ ARAÚJO ROCHA; Suzete Gonçalves Caçula; Nicácia Gomes da Silva; Gledson Micael da Silva Leite
A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa, sendo transmitida por meio de gotículas nasais e orais durante contato próximo e frequente com uma pessoa que tem a doença. Quando não tratada devidamente, a doença pode lesar nervos e gerar incapacidades. Se torna importante o conhecimento sobre a doença e principalmente dos seus sinais e sintomas, a fim de que diagnósticos precoces sejam feitos antes do aparecimento de incapacidades e antes que mais pessoas sejam afetadas, quebrando assim sua cadeia de transmissão. O profissional Agente Comunitário de Saúde acaba sendo peça fundamental ao realizar ações individuais ou coletivas de prevenção de doenças e promoção da saúde, auxiliando desde o processo de diagnóstico precoce da doença e informando a família em suas visitas domiciliares sobre a doença, desde o acompanhamento dos casos em tratamento, reforçando a tomada correta dos medicamentos e o autocuidado destes. Objetivou-se identificar o conhecimento dos Agentes Comunitários de Saúde acerca da Hanseníase. Realizou-se uma pesquisa quantitativa com 91 ACSs do município de Crato – CE, que responderam a um questionário estruturado que elencava questionamentos em relação a Hanseníase de múltipla escolha para assinalar. Perguntados se faziam acompanhamento domiciliar a pessoas com Hanseníase em suas áreas 58% responderam que sim, 36% que não e outros 6% não responderam à pergunta. Sabendo assim que todos os ACSs devem participar ativamente do acompanhamento domiciliar de casos de Hanseníase presentes em suas respectivas microáreas. O ACS é o principal mediador entre a comunidade e a equipe de saúde da atenção básica, sendo assim, faz-se necessário que ele tenha um nível de conhecimento adequado a fim de reduzir e detectar novos casos da doença. Dentre as perguntas relativas ao modo de transmissão da doença, quase metade (44%) acham que a doença pode sim ser transmitida pelo toque, beijo, relação sexual, uso de talheres, uso de toalhas, entre outros. Importante destacar que as informações erradas que eles informaram são as mesmas informações repassadas como forma de educação em saúde para a comunidade, informações estas que podem até está sendo repassadas erroneamente. Mesmo com grandes avanços em relação ao nível de informação acerca da hanseníase, nota-se que ainda há uma certa precariedade de conhecimento, principalmente se tratando da forma de transmissão da doença. Com isso, evidencia-se a importância das capacitações como educação permanente para minimizar ainda mais esse déficit existente nos ACS.
Palavras-chave: Hanseníase,Saúde pública,Doenças negligenciadas
CONHECIMENTO E PERCEPÇÃO PATERNA SOBRE AMAMENTAÇÃO
THAÍS ISIDÓRIO CRUZ BRÁULIO; Maria de Fátima Esmeraldo Ramos de Figueiredo; Nicácia Gomes da Silva; Rachel de Sá Barreto Luna Callou Cruz; Simone Soares Damasceno
A percepção do pai quanto a importância do aleitamento materno proporciona influências na adesão e continuidade da amamentação, podendo promover e estimular a persistência materna nesse processo, contudo existem vários fatores que podem interferir no aleitamento materno, dentre eles está a falta de conhecimento sobre os seus benefícios. O presente estudo tem como objetivo investigar o conhecimento e a percepção paterna quanto à amamentação. Trata-se de uma revisão sistemática da literatura a partir do cruzamento dos descritores: aleitamento materno e pai. A busca nas bases de dados foi realizada via Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), após a combinação de descritores obteve-se um total de 297 artigos, onde ao realizar a filtragem dos mesmos, selecionando somente aqueles publicados na BDENF, LILACS e MEDLINE, que apresentavam texto completo disponível, publicados nos últimos cinco anos, nas línguas portuguesa, inglesa e espanhola, restaram um total de 77 artigos. Após a análise do título e resumo foram excluídos 45 por não se adequarem ao objeto de estudo desta revisão, totalizando 32 artigos a serem analisados. Foi evidenciado a fragilidade paterna com relação ao conhecimento sobre a importância do aleitamento, como também a carência de ações para promover a inserção do pai nesse processo. Observou-se o distanciamento paterno no que se refere à promoção de informações sobre esta temática, que se justifica, em parte, por fatores associados à sua ausência nas consultas de pré-natal e puericultura. Foi identificado também nos estudos que o parceiro acreditava que alimentar a criança através da mamadeira seria uma atividade em que ele poderia participar de forma ativa, auxiliando a mãe e proporcionando-lhe uma sensação de maior intimidade com o recém nato. Além disso, para eles, a utilização da fórmula melhorava o padrão de sono do bebê, proporcionava maior liberdade materna na realização de outras atividades e dava-lhes maior exatidão do quanto estava sendo oferecido de alimento para seu filho. Apesar dos fatores que dificultam a inclusão e a percepção paterna sobre a temática, observa-se, nos estudos, o interesse paterno em obter maior conhecimento referente à amamentação, requerendo assim maiores iniciativas dos profissionais em envolvê-los, já que representam peça chave no apoio à puérpera e incentivo ao aleitamento materno. Percebeu-se a necessidade de promover a inserção do pai no processo da amamentação, desenvolvendo ações de promoção da saúde que visem a ascensão do conhecimento paterno referente a temática, visto que, sua percepção influencia diretamente na participação mais efetiva no cuidar ao binômio mãe-filho.
CONSELHO LOCAL DE SAÚDE E ACADEMIA: UMA APROXIMAÇÃO NECESSÁRIA
LETÍCIA MORAES LEITE PINHEIRO; RAQUEL LINHARES SAMPAIO; SILVÂNIA MIRANDA DA SILVA; NADILÂNIA OLIVEIRA DA SILVA
INTRODUÇÃO: Os conselhos de saúde constituem um mecanismo formal de participação social no planejamento e execução dos serviços de saúde no Brasil, tendo como capacidade a avaliação e fiscalização de serviços e recursos em saúde, em nível federal, estadual e municipal, sendo essa participação garantida pela Lei Federal nº 8.142/1990. Os conselhos locais de saúde são facilitadores para a prática do controle social devido às proximidades entre os gestores, profissionais e usuários. OBJETIVO: Relatar a experiência de acadêmica de Enfermagem na participação em um Conselho Local de Saúde. MÉTODO: Trata-se de um estudo qualitativo descritivo, do tipo relato de experiência, realizado a partir das vivências nas atividades do Programa de Educação Tutorial – PET, do curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Regional do Cariri (URCA), no Conselho Local de Saúde de uma Estratégia Saúde Família - ESF em um distrito de Crato-CE, ocorrido no mês de abril de 2019. RESULTADOS: A participação no Conselho Local de Saúde - CLS proporcionou uma percepção ampla do Sistema Único de Saúde – SUS, pela possibilidade de interação da academia com profissionais da área da saúde e com a comunidade para a abordagem de situações concernentes à saúde daquela região. A reunião contou com a participação de profissionais da ESF, enfermeira e agentes comunitários de saúde, e com cinco usuários de saúde da região. Foi feito uma roda de conversa para melhor interação entre as pessoas e utilizou-se de slides e cartolinas para facilitar a discussão e abordagem dos temas. Houve a reflexão acerca dos pontos positivos e negativos que promovem e afetam a saúde, respectivamente; estratégias e pautas para a promoção da saúde na região e resolução dos problemas; e a necessidade de participação deles no Conselho Municipal de Saúde. A reunião do CLS promoveu a participação da comunidade e dos profissionais em buscar melhorias à região, pois deu voz à população e permitiu que eles tivessem papel ativo na tomada de decisões, já que o CLS reforça a importância do empoderamento na comunidade. A participação da academia foi ressaltada, em que se destacou a importância deste momento para a consolidação futura do profissional em saúde. CONCLUSÃO: A participação no CLS foi capaz de proporcionar à acadêmica de enfermagem o crescimento enquanto discente, por ser uma experiência positiva sobre entender a função, o objetivo e a importância dos CLS para a saúde da comunidade e o serviço de saúde, além de despertar o interesse em auxiliar nesse processo.
Palavras-chave: Participação social,Sistema Único de Saúde,Estudantes de enfermagem
CONSELHOS DE SECRETÁRIOS MUNICIPAIS DE SAÚDE COMO ATORES DA CONSTRUÇÃO COTIDIANA DA ATENÇÃO BÁSICA
SAMIRES SOARES DE OLIVEIRA ; Maria Leonaira Luna Sampaio; Daniele Pereira da Silva; Karoline Alves Oliveira; Loiana Priscila Gouveia Justino
A Atenção Básica, ordenadora de toda a Rede de Atenção a Saúde deve ser fortalecida através dos Colegiados e da Regionalização em Saúde. Para tanto, o processo de descentralização da gestão em saúde deve ter como finalidade a democratização e o protagonismo dos municípios. Neste sentido, os Conselhos de Secretários Municipais de Saúde (COSEMS), contribuem para o fortalecimento da municipalização, sendo que o seu principal objetivo é diminuir a fragmentação do sistema de saúde. Desta forma, debater essas questões possibilita a qualificação gerencial para um melhor planejamento e cuidado em saúde. Objetiva-se relatar a experiência de acadêmicos de enfermagem como congressistas em um congresso do COSEMS. Estudo descritivo, do tipo relato de experiência sobre a participação de estudantes do curso de Enfermagem no XVIII Congresso de Secretários Municipais de Saúde, tendo como tema central “Atenção Básica e Regionalização: Desafios e Perspectivas”. Para tanto, seguindo uma das atividades da disciplina Gestão das Ações e Serviços de Saúde e Enfermagem, ocorreu a elaboração de resumos sobre a experiência dos estudantes como participantes em reuniões da Comissão Intergestora Regional e de Conferências Municipais de Saúde nos munícipios que compõem o interior do Cariri Cearense. Posteriormente, estes trabalhos foram selecionados para a apresentação no referido evento, o qual contou com a apresentação de trabalhos científicos e principalmente, as discussões sobre a Atenção Básica. Os resultados desse trabalho, se referem a participação no congresso, sendo que dentre as fragilidades e facilidades identificadas verificou-se: a) Nervosismo dos estudantes no momento da apresentação de trabalhos, perante a presença de gestores no decorrer das apresentações, além da importância da sua representatividade em um congresso de nível estadual, no entanto, os mesmos perceberam que alguns participantes foram despreparados quanto à exibição do seu material, visto que o evento não possibilitou um modelo de apresentação oral; b) Os alunos estavam fomentos de conhecimento proporcionados pelos debates sobre a Atenção Básica, no entanto, percebia-se que muitos gestores não davam a devida importância a temática; c) Foi evidente a importância de se debater estratégias para a ampliação do acesso e serviços na Atenção Básica, além da oportunidade de atualização sobre as medidas para o financiamento, regionalização, com vistas em evitar as desigualdades; d) Através da pergunta geradora: “Para que temos um Sistema de Saúde?”, lançada em um dos momentos da fala do palestrante ocorreu a interação entre os participantes, sendo que o intuito da referida palestra era trabalhar a relevância da promoção e prevenção a saúde, por meio da mediação e diálogo permanente entre o profissional da saúde e o usuário. Verificou-se que, o COSEMS tem um importante protagonismo para efetuar a estratégia de regionalização e o aprimoramento da atenção básica. Ademais, momentos como este,fortalecem o conhecimento dos estudantes sobre os interesses da saúde e o papel do gestor do Sistema Único de Saúde (SUS), o qual é capaz de agir para amplificar o acesso da população aos serviços, principalmente aqueles ofertados pela Atenção Básica.
CONSTRUÇÃO DE UM PORTFÓLIO COMO METODOLOGIA DE ENSINO APRENDIZAGEM EM SAÚDE COLETIVA
VIRNA SUYANE PONTES DUARTE; Ana Beatriz Alves Domingos; Melina Even Silva da Costa; Ana Luiza Rodrigues Santos; Vitória de Oliveira Cavalcante
INTRODUÇÃO: O portfólio acadêmico é uma forma de abordagem didática orientada para os registros de experiências ou habilitações individuais dando enfoque na aprendizagem, pois possibilita o estudante atuar de forma ativa nas suas competências podendo assim vivenciar e experimentar o trabalho em equipe. Contudo, a construção tem por objetivo anexar os produtos a serem usados como instrumento de avaliação do aluno e do desenvolvimento da disciplina a qual busca proporcionar conhecimento sobre as temáticas trabalhadas, visto que esse método facilita o processo de ensino e aprendizagem. OBJETIVO: Descrever a experiência dos acadêmicos de enfermagem na construção de um portfólio como metodologia de ensino aprendizagem em saúde coletiva. METODOLOGIA: O presente estudo caracteriza-se por um relato de experiência sobre a construção de um portfólio enquanto metodologia ativa de ensino/aprendizagem da disciplina Enfermagem no Processo de Cuidar em Saúde Coletiva I, do curso de Enfermagem na Universidade Regional do Cariri. A construção do portfólio teve início em fevereiro de 2019 seguindo até o término da disciplina. As atividades foram divididas por produtos e distribuídas, igualmente, por todos os cinco integrantes do grupo para realizarem a produção de acordo com suas habilidades e capacidades. As atividades se iniciaram com a confecção de um portfolio e com a produção dos produtos através de uma descrição das práticas e vivências nas discussões de temas em sala de aula, visitas e ações realizadas. RESULTADOS: As atividades para construção do portfólio foram realizadas conforme a divisão dos produtos, a partir disso, foi feita a confecção do mesmo e após cada produto, foi realizado um mural criativo para expor os assuntos em que se tratava cada um. Para a realização do trabalho em equipe, foram distribuídas tarefas de acordo com as afinidades de cada membro com a atividade a ser realizada, podendo-se observar características ímpares a cada membro do grupo de acordo com a realização da sua função. Com essa experiência pode-se ver que uma atividade como essa requer um forte engajamento da equipe, exigindo muito esforço e condições econômicas para que o mesmo atingisse o resultado esperado, entretanto, construí-lo possibilitou adquirir uma melhor visão quanto aos assuntos que foram estudados, sendo que o portfólio nos ajudou a construir melhor nossos conhecimentos de forma alternativa e criativa. Sendo assim, a construção pela primeira vez de um portfólio foi um tanto desafiadora, como também, interessante e dinâmica a ser feita. Cada produto é dividido ente os integrantes da equipe e construído através de uma descrição de cada atividade realizada e ao final de cada produto é feita uma analise critica, de forma consensual de todo o grupo, sobre o aprendizado. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Percebeu-se que esta experiência promoveu maior conhecimento a partir do desenvolvimento dessa metodologia ativa possibilitando uma melhor compreensão dos assuntos e ações realizadas no decorrer dos produtos, o que facilita o aprendizado acerca das temáticas estudadas na disciplina. Ademais, deve-se levar em consideração a dinâmica enriquecedora da realização de um trabalho em equipe.
CONTRIBUIÇÃO DA HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS PARA A SEGURANÇA DO PACIENTE CRITICO: REVISÃO NARRATIVA
ALUIZIO RODRIGUES GUIMARÃES JUNIOR ; FLAVIA MARIA MATIAS DE OLIVEIRA; CLARA LIZ MACEDO ISIDORO; NADILANDIA OLIVEIRA DA SILVA; RAYANE MOREIRA DE ALENCAR
INTRODUÇÃO: A higienização das mãos destaca-se entre as medidas de prevenção e controle das infecções relacionadas à assistência em saúde, devido a sua praticidade, baixo custo e superior benefício. Na Unidade de Terapia Intensiva, considerando sua complexidade, essa medida é determinante para a segurança do paciente, considerando a vulnerabilidade a patógenos que o mesmo se encontra. Contudo a adoção de tal prática ainda apresenta-se em processo de consolidação, visto que diversos profissionais de saúde não aderem a tal medida na sua rotina laboral, sendo assim relevante refletir sobre tal temática. OBJETIVO: Analisar as evidências científicas determinantes na adoção das práticas de higienização das mãos, bem como sua eficácia no campo de atuação profissional. METODOLOGIA: Revisão narrativa realizada em abril de 2019 por meio de consulta na Biblioteca Virtual de Saúde usando o operador booleano AND para cruzamento dos descritores, tendo como busca higienização das mãos AND Unidade de Terapia Intensiva e posteriormente desinfecção das mãos AND importância. Os artigos foram submetidos a uma filtragem em quatro etapas, sendo: texto completo disponível, período de publicação de 2008 a 2018, idioma português e tipo de documento artigo, sendo selecionados sete trabalhos que atenderam ao objetivo da pesquisa. Procedeu-se uma análise descritiva dos dados. RESULTADOS: A higienização das mãos em Unidade de Terapia Intensiva mostra-se como uma das principais práticas responsáveis pela redução dos índices de infecções hospitalares, reduzindo o declínio do quadro clínico e consequentemente o tempo de internação. Os protocolos, informes, quadros de avisos e demais métodos para potencializar a realização dessa prática mostram-se como determinantes na sua ampliação. A higienização das mãos no setor em questão é adotada, porém a adesão encontra-se muito aquém do desejado, mesmo com sua notória contribuição no processo assistencial. Constatou-se que a falta de infraestrutura adequada para tal prática compromete a sua realização. Ressalta-se que muitos casos nos quais a prática não é realizada relacionam-se a má hábitos profissionais, o que potencializa a exposição do paciente crítico a mais processos patológicos. Além da baixa adesão tem-se a má execução, advinda de déficits na formação do profissional e ausência de atualizações. CONCLUSÃO: O método de higienização das mãos representa importante ação na redução das infecções relacionadas à assistência em saúde na Unidade de Terapia Intensiva. Apesar de suas contribuições, ainda apresenta número insatisfatório de adeptos, fazendo-se assim necessário a implementação de ações educativas e permanentes a fim de promover a difusão de práticas e técnicas corretas, como também se faz essencial à promoção de uma infraestrutura e ambientes adequados.
CONTRIBUIÇÕES DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO CUIDADO AO PACIENTE COM PÉ DIABÉTICO: RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARIA GISLEIDE PENHA DE LIMA; Maria Vitória Ribeiro da Silva; Helvis Eduardo Oliveira da Silva; Raiza Amanda Gonçalves de Souza; Bruna Pereira de Andrade
O Diabetes mellitus (DM) consiste em um grupo de distúrbios metabólicos, que apresentam em comum taxas elevadas de glicose sérica, ou hiperglicemia, ocasionando, não raramente, danos secundários em múltiplos sistemas, com sensível relevância epidemiológica. Desse modo, frisa-se a necessidade dos cuidados de enfermagem no tratamento dos indivíduos com diagnóstico de DM na implementação de cuidados assistenciais diretos e resolutivos, promovendo orientações, prevenindo complicações e proporcionando conforto. Portanto, o presente trabalho tem por objetivo relatar a vivência de acadêmicos sobre as contribuições da assistência de enfermagem no cuidado ao paciente com pé diabético. Trata-se de um relato de experiência com abordagem descritiva, realizado por acadêmicas da Universidade Regional do Cariri (URCA), a partir de situações vivenciadas no estágio curricular da disciplina Enfermagem no processo de cuidar do adulto em situações clínicas e cirúrgicas. O estágio ocorreu em uma unidade hospitalar de referência na Região do Cariri (CE), no mês de março de 2019. Inicialmente, buscou-se coletar dados para a evolução, elencando os achados para definir as abordagens necessárias relacionadas à assistência de enfermagem, com foco para as queixas apresentadas. Assim, evidenciaram-se os seguintes diagnósticos prioritários: Integridade tissular prejudicada relacionada ao pé diabético evidenciada por dano tissular e o aparecimento dos tendões, tendo como intervenção realizada: fazer troca de curativo – realizando limpeza da lesão com soro fisiológico (SF) 0,9%,debridamento mecânico com gaze e SF 0,9%, utilizando como cobertura primária fibras de carboximetilcelulose sódica em áreas em que foram realizadas drenagem e desarticulação dos artelhos e gaze seca como cobertura secundária e fixação por atadura –; Deambulação prejudicada relacionada à lesão no pé evidenciada por incapacidade de deambular sem auxilio, sendo implementadas as intervenções: incentivar o uso de muletas para deambulação, orientar sobre a necessidade de evitar colocar o coto da amputação em posição de flexão e de solicitar ajuda durante o caminhar; e Risco de perfusão tissular periférica ineficaz relacionado ao diabetes mellitus, tendo como intervenções: verificar o tempo de enchimento capilar (<2s), avaliar edema periférico e pulsos. Dessa forma, enquanto acadêmicas, percebemos de forma prática a imprescindibilidade dos cuidados de enfermagem no manejo ao paciente com pé diabético, orientando acerca dos agravos secundários, promovendo conforto e proporcionando uma assistência individualizada, segura e eficaz, pautando-a na aplicação do processo de enfermagem.
CONTRIBUIÇÕES DA ENFERMAGEM TRANSCULTURAL NA FITOTERAPIA
ANA VLÁDIA FERREIRA DE FREITAS; Maria Joelyne Santos Monteiro; Ciências Biológicas e da Saúde; Especialista em Urgência e Emergência; Enfermeira; Universidade Regional do Cariri – UR; George Pimentel Fernandes; Ciências Humanas; Doutor em Educação; Professor; Universidade Regional do Cariri – URCA; pimentelcrato@gmail.com; Ana Cristina Albuquerque da Silva; Ciências Biológicas e da Saúde; Especialista em Farmacologia; Biomédica; Centro Universitário Leão Sampaio – UNILEÃ; Dailon de Araújo Alves; Ciências Biológicas e da Saúde; Mestre em Enfermagem; Enfermeiro; Universidade Regional do Cariri – URCA; dailon.araujo12@gmai
O uso de plantas medicinais vem sendo empregado desde os tempos primórdios no tratamento de diversas doenças. Junto a isso, a etnobotânica vem se destacando cada vez mais no campo cientifico, o que denota um despertar de interesse em áreas que abrangem plantas fitoterápicas. Diante desse cenário, tem-se que a cultura pode atuar como um interventor dessa pratica, logo, o estudo de comunidades com uma expressiva expressão cultural pode proporcionar o entendimento da relação existente entre plantas e a cultura. Nessa pesquisa objetivou-se promover atuações da enfermagem transcultural referente ao uso de plantas medicinais. Tratou-se de um estudo etnobotânico, realizado na comunidade localizada no Sitio São Vicente, bairro Vila Lobo, no Município de Crato-CE. Para a seleção de informantes utilizou-se a técnica bola de neve (snow ball). Na coleta de dados foi empregada a entrevista semiestruturada, formada por perguntas socioeconômicas junto a questões sobre o uso de plantas e a cultura envolvida. Para a análise dos dados qualitativos empregou-se o guia proposto por Leininger e Mcfarland (2006), e no exame das informações quantitativas foram utilizados os cálculos da Importância Relativa (IR) e Valor de Uso (VU). Várias plantas medicinais foram mencionadas no tratamento de distintas patologias. As espécies vegetais que mais se sobressaíram no estudo foram selecionadas afim de promover atuações da enfermagem transcultural coerentes com a cultura da população analisada em relação a utilização de ervas medicinais, promovendo a ratificação desta pratica terapêutica nesse local. Essa pesquisa evidenciou que os elementos culturais se relacionam de forma favorável ao uso de espécies vegetais, uma vez que, a comunidade analisada possui uma expressiva hibridização cultural que veio desde a formação da doutrina religiosa que envolve o cenário pesquisado. A percepção da enfermagem transcultural abrange o holismo considerando o indivíduo como um todo, principalmente no que se refere aos seus valores culturais, isso faz com que essa teoria proporcione um elo entre o tratamento e o indivíduo, possibilitando uma maior adesão deste ao regime terapêutico instituído. Essa pesquisa contribui no quesito da assistência integral, através de condutas da enfermagem transcultural direcionadas o uso de plantas medicinais, visto que, pode subsidiar novos estudos e achados nesse âmbito.
CRENÇAS E ATITUDES SOBRE EPILEPSIA INFANTIL ENTRE USUÁRIOS DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA
RAIZA AMANDA GONÇALVES DE SOUZA ; Luanna Gomes da Silva; Izabel Cristina Santiago Lemos; Gyllyandeson de Araújo Delmondes; Paulo Felipe Bandeira
Introdução: A epilepsia é o distúrbio neurológico crônico mais comum na infância, associado à expressiva conotação psicossocial negativa alicerçada em crenças e atitudes inadequadas, as quais fortalecem o estigma social e causam profundas limitações na vida diária da criança acometida. Desse modo, torna-se relevante conduzir estudos que abordem as crenças e atitudes acerca da epilepsia infantil propagadas pela população brasileira, especialmente no contexto da Estratégia Saúde da Família, visto a carência de estudos comprometidos em investigar a temática nesse nível de atenção. Objetivo: Analisar as crenças e as atitudes a respeito da epilepsia infantil entre usuários da Estratégia Saúde da Família. Método: Delineou-se este estudo por meio da abordagem quantitativa. Participaram 300 usuários de três unidades da Estratégia Saúde da Família, localizadas no município de Crato, Ceará. Na seleção da amostra foram estabelecidos critérios de inclusão: Possuir idade entre 18 e 59 anos e ser alfabetizado (a). Mediante aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa Nº 2.895.570, realizou-se a coleta dos dados entre setembro e outubro de 2018, com aplicação do questionário socioeconômico e a versão brasileira do instrumento The Epilepsy Beliefs and Atitudes Scale – Adult Version. A análise foi realizada mediante a estatística descritiva (valores absolutos e relativos), utilizando-se o software JASP. Resultados: Houve predominância do grupo etário entre 26-35 anos (29,7%), sexo feminino (82,7%), estado civil de solteiro (51,7%), ensino médio completo (42,7%), religião católica (69,3%) e renda até um salário mínimo (66,0%). Ressalta-se que 90,7% já ouviram ou leram sobre epilepsia, alguns conheciam como “ataque” (5,3%), “convulsão” (5,0%), “piripaque” (0,3%), “passamento” (0,3%), “trimilica” (0,3%), “bloqueio de artéria” (0,3%), “desvio cerebral” (0,3%) e “desmaio se batendo” (0,3%). 62% presenciaram alguém tendo crise epiléptica, 1% possuía epilepsia, 22,7% tinham parentes com epilepsia e 44,3% conheciam outras pessoas acometidas. A maioria dos participantes esboçou crenças e atitudes adequadas diante da epilepsia infantil, como acreditarem que o médico é o melhor profissional para cuidar da criança com epilepsia (95,4%), a criança pode ter epilepsia decorrente de anormalidade no cérebro (86,7%), lesão no nascimento (67,7%) ou origem genética (64,7%), além da fé em um poder maior ajudar enfrentar a doença (86,6%) e a criança poder participar de todas as atividades físicas na escola (87,0%). Entretanto, grande representatividade dos participantes demonstrou crenças e atitudes inadequadas, principalmente relacionadas à etiologia e manejo da doença, como: as crises epilépticas na criança podem ser causadas por mudanças climáticas (46,7%) ou nas fases da lua (33,3%), a epilepsia é uma doença mental (59,1%) e um líder espiritual oferece a melhor ajuda (49,0%). Alguns acreditaram que uma criança tem epilepsia porque está possuída por espírito mau (11,4%), que é contagiosa (6,6%), associam a sua origem à vontade de Deus (27,7%), ofertar líquidos pode parar uma crise epiléptica (18,1%) e deve-se manter a criança afastada das outras pessoas (10,3%). Conclusão: Crenças e atitudes inadequadas diante da epilepsia estão presentes no contexto cultural brasileiro estudado e a identificação destas propicia contribuir para a implantação de ações direcionadas à educação em epilepsia, desmistificação e promoção da saúde de crianças com epilepsia.
CUIDADO A PACIENTES ADULTOS SEM POSSIBILIDADES TERAPÊUTICAS EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
THAMIRES BEZERRA ALMEIDA BRITO ; AMANDA SALGADO NUNES; FERNANDA GUEDZYA CORREIA SATURNINO; JOSÉ EDUARDO PEREIRA ALCÂNTARA; LARA PEREIRA DE ALENCAR
INTRODUÇÃO: A Unidade de Terapia Intensiva é um setor intra-hospitalar destinado a admitir pacientes críticos e de alta complexidade que necessitam de assistência continua, além de equipamentos e recursos humanos especializados. Atualmente, a internação nessa unidade retrata incertezas quanto ao tratamento e recuperação, transparecendo por vezes para o paciente e familiar um mau prognóstico e considerável risco de morte. Nesse âmbito, quando o paciente encontra-se em situações de fim de vida, principalmente aquelas em que o mesmo é considerado fora de possibilidades de cura, a equipe necessita reorganizar sua dinâmica assistencial a fim de adequar-se a aquele contexto. OBJETIVO: Apresentar os principais cuidados a serem prestados pelos profissionais da Unidade de Terapia Intensiva a pacientes adultos fora das possibilidades terapêuticas. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão bibliográfica. A busca de dados deu-se nas bases LILACS, Medline e IBECS, via Bireme. Inicialmente foram encontrados 154 artigos a partir dos descritores Cuidados paliativos and Unidades de terapia intensiva and Assistência ao paciente. Foram selecionados artigos a partir dos critérios de inclusão, sendo eles artigos empíricos disponíveis gratuitamente em texto completo no idioma inglês, português e espanhol, com enfoque em pacientes adultos. Excluíram-se publicações duplicadas e repetidas. RESULTADOS: As oito evidências inclusas no estudo indicam que os cuidados paliativos têm como objetivo promover a qualidade de vida do paciente e de seus familiares através da prevenção e alívio do sofrimento, além de sintomas sociais, psicológicos e espirituais. Nesse sentido, os profissionais que atuam em Unidade de Terapia Intensiva devem prestar cuidados a ambas as partes através da promoção do conforto, incorporando uma avaliação regular para controle da dor, bem como outros sintomas, estabelecendo uma comunicação clara da equipe multiprofissional com pacientes e familiares, limitação ou suspensão de procedimentos terapêuticos fúteis, apoio interdisciplinar às famílias durante a doença crítica e, às famílias dos pacientes que vem a óbito na unidade, no período de luto. É necessária a implementação de cuidados humanizados, centrados na qualidade de vida e no controle dos sintomas, promovendo conforto. Tem-se ainda um espectro de condutas possíveis, mais ou menos invasivas, a depender do estado clínico do paciente. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A assistência prestada a pacientes adultos fora das possibilidades terapêuticas devem respeitar os direitos humanos e as diretrizes que regem o cuidado, cuidado esse que pode levar a melhor qualidade do atendimento nesses setores. Destaca-se a importância do treinamento dos profissionais para a implantação de cuidados paliativos nas Unidades de Terapia Intensiva.
CUIDADOS DE ENFERMAGEM A PACIENTES COM CETOACIDOSE DIABÉTICA: REVISÃO NARRATIVA
AMANDA SALGADO NUNES; JOSÉ EDUARDO PEREIRA ALCÂNTARA; MARIA IZADORA OLIVEIRA BATISTA; TAYNÁ DE SOUSA ALENCAR DA SILVA; THAMIRES BEZERRA ALMEIDA BRITO
INTRODUÇÃO: A cetoacidose diabética (CAD) é mais comum em pessoas que tem a Diabetes Mellitus (DM) tipo 1, porém pode acontecer em casos de pacientes diabéticos do tipo 2. Trata-se de uma complicação com caráter de emergência, na qual o paciente pode evoluir até um quadro de choque. Esta complicação acontece quando os níveis de glicose no sangue estão muito elevados, acompanhada também do aumento das cetonas nos níveis séricos. Os principais fatores precipitantes da CAD são os estados infecciosos, distúrbios psiquiátricos em conjunto com a má condução da dieta ou no uso incorreto de insulina. OBJETIVO: Esclarecer os principais aspectos da assistência do enfermeiro (a) em casos de cetoacidose diabética em âmbito hospitalar. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, tendo como questão norteadora: como é realizada a assistência de enfermagem em casos de cetoacidose diabética no intra-hospitalar?. Utilizou-se a Biblioteca Virtual de Saúde a partir da busca avançada para extrair as produções nas bases da Literatura Latino-Americana do Caribe em Ciências da Saúde, Sistema Online de Busca e Análise de Literatura Médica e Base de Dados de Enfermagem, através dos descritores: Cuidados de Enfermagem AND Cetoacidose diabética onde foram encontrados 113 artigos. Os critérios de inclusão foram artigos empíricos disponíveis gratuitamente na íntegra, publicados em inglês, português e espanhol. Excluíram-se aqueles que se encontravam repetidos ou duplicados. Após leitura de título e resumo e posterior leitura na íntegra para ver a adequação ao objeto de estudo restaram 15 publicações a serem analisadas a luz da literatura atual. RESULTADOS: As evidências revelam que o enfermeiro (a) deve ter um olhar minucioso, através da anamnese e métodos propedêuticos, sobre os sinais e sintomas da cetoacidose diabética para que os diagnósticos de enfermagem sejam prioritários. Destaca-se que esse profissional deve avaliar constantemente a hiperglicemia, hiperosmolaridade, desidratação, glicosúria, diurese osmótica e perda de fluidos e eletrólitos. Através dos estudos coletados, os diagnósticos de enfermagem têm como metas a manutenção das vias respiratórias, correção da desidratação, insulinoterapia, identificar ou corrigir distúrbios hidroeletrolíticos e principalmente identificar o fator precipitante. O atraso no início do tratamento da acidose e da desidratação pode evoluir para choque hipovolêmico e óbito. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O papel do enfermeiro é de suma importância no atendimento ao paciente com cetoacidose diabética, visto o contato primário e constante. A atuação ancorada em evidências científicas é primordial para diminuir os índices de morbidade e mortalidade, bem como prevenir algumas das complicações através da promoção de saúde no manuseio correto da insulinoterapia, automonitoramento e orientação para os familiares/educadores e ao próprio paciente, juntamente com uma integração entre a equipe multiprofissional para um diagnóstico precoce.
CUIDADOS DE ENFERMAGEM AO ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO EM CRIANÇAS COM FISSURA LABIOPALATINA: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
DANIELE PEREIRA DA SILVA; Josivaldo Macêdo Silva; Loiana Priscila Gouveia Justino
A enfermagem tem papel fundamental no encorajamento, incentivo, fornecimento de informações e orientações essenciais ao aleitamento materno exclusiva (AME) de crianças com fissura labiopalatina, pois pode ser um desafio tanto para as mães quanto para os bebês devido engasgo, dificuldade de deglutição, refluxo nasal do alimento e pressão intraoral ineficaz à sucção. Em recente revisão Cochrane, a América Latina desponta como uma das regiões com mais estudos sobre AME. O objetivo desse trabalho foi Realizar uma revisão bibliográfica sobre os cuidados de enfermagem relativos à amamentação materna exclusiva em crianças com fenda labial, palatina ou ambas. Trata-se de um estudo tipo revisão bibliográfica. Desenvolvido no período de 18 de abril a 8 de maio de 2019 nas bases de dados LILACS através das bibliotecas Scielo e BVS utilizando os descritores “enfermagem” “cuidado da criança” “fissura labial” e “fenda palatina. ”Os critérios de inclusão foram todos os tipos de artigos relativos ao tema, disponíveis em português na íntegra. Não houve critérios de exclusão. Na busca foram encontrados 18 artigos, dos quais apenas cinco foram revisados. Foram analisados 5 artigos do tipo antigo original, revisão integrativa e estudo de caso; dos anos de 2019, 2018, 2015, 2014 e 1999; publicados nas revistas da Escola de Enfermagem da USP, de Pesquisa Cuidado é Fundamental Online, de Enfermagem da UFPE Online, Rene e Escola Anna Nery; todos publicados no Brasil. Dois trabalhos analisados tiveram como resultado que as orientações de enfermagem em relação ao aleitamento exclusivo são mais efetivas quando iniciadas o mais precoce possível, ainda no pré-natal, devendo permanecerem trabalhadas após o nascimentos até o cumprimento da amamentação, ainda foi evidenciando a importância de conduzir o recém-nascido ao seio materno logo após o nascimento. Além disso, outros dois trazem a importância dos profissionais de enfermagem se capacitarem de forma a possuir conhecimento e habilidade para assistir essa população específica, devendo trabalhar este tema de forma mais acentuada na educação continuada e permanente. Todos os artigos resgataram a importância dos enfermeiros no cuidados de crianças com fenda labiopalatina sendo este o profissional referenciado para prestar orientações e assistência necessária para se ter o processo de amamentação de forma eficaz. O cuidado e orientações para se efetivar o aleitamento materno exclusivo de crianças com fenda labiopalatina devem ser executados o mais precoce possível e por profissionais de enfermagem que estão em constante atualização.
enfermagem, cuidado da criança, fissura labial, fenda palatina
Depressão na terceira idade, fatores associados e intervenções de enfermagem: revisão integrativa
ALYCE BRITO BARROS; Angélyca Brito Barros
Introdução: De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde, a depressão é o transtorno mental que mais acomete pessoas no mundo. Pode-se considerar que o grupo social mais afetado são os idosos, o que se dá tanto a aspectos biológicos como sociais, tendo como influência a idade, doenças crônicas, relação com os familiares, situação financeira, percepção de si mesmo perante a sociedade e a dependência de medicamentos - bastante comum na terceira idade -, ou seja, o histórico de vida do indivíduo está diretamente relacionado ao diagnóstico da depressão que pode originar em mais patologias. Neste contexto, o profissional de enfermagem deve atentar aos sinais e sintomas a fim de ter o diagnóstico precoce englobando os fatores físicos e emocionais para evitar a origem de outras enfermidades ou aliviar as enfermidades pré-existentes. Objetivo: Analisar a depressão na terceira idade, fatores associados e intervenções de enfermagem. Método: Trata-se de um estudo descritivo, realizado por meio de uma revisão integrativa da literatura, nas bases de dados Medical Literature Analysis and Retrieval Sistem On-line (MEDLINE/PUBMED), na Literatura Latino-Americana e do Caribe (LILACS) e no diretório de revistas Scientific Eletronic Library Online (SCIELO), utilizando os descritores em ciências da saúde (DeCS) “Depressão, atenção à saúde do idoso e saúde mental”, com associação do operador Booleano AND em única estratégia de cruzamento. Foram incluídos: artigos originais disponíveis de forma completa e gratuita, publicados entre os anos de 2013 a 2019, nos idiomas português, inglês e espanhol. Foram excluídos estudos que se mostravam inconclusos e/ou repetitivos. Resultados: Foram encontrados 137 estudos, dos quais utilizaram-se 08 que atenderam os critérios. Na terceira idade, a depressão é facilmente acometida por fatores que vão além da sua situação biológica, que, com o agravo de uma patologia ou simplesmente pela presença de uma, pode influenciar a aparecimento da depressão, mas da forma como muitas vezes sentem-se perante à sociedade e às pessoas, sua questão financeira, familiar, até mesmo pelo sentimento de incapacidade sentido por muitos idosos. Conclusão: Portanto, a depressão em idosos demonstrou-se relacionada a diversos determinantes como percepção de si mesmo perante a sociedade, doenças pré-existentes e dependência de medicamentos, onde a enfermagem deve ofertar um cuidado planejado, tendo em vista suas necessidades físicas e psíquicas e atentar para ações que visem a terapia, seja em coletivo ou individual.
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DESAFIOS PARA FORNECER CUIDADOS PALIATIVOS NO SETOR DE EMERGÊNCIA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
MARIA EMÍLIA BARBOSA SALATIEL CAMPOS; JOSÉ HIAGO FEITOSA DE MATOS; VITÓRIA DE CÁSSIA FÉLIX REBOUÇAS; ROCHDALLY DE ALENCAR BRITO SANTOS; ANA PAULA AGOSTINHO ALENCAR
INTRODUÇÃO: As unidades de cuidados paliativos no Brasil ainda são insuficientes para atender a demanda existente. Muitos pacientes em condição paliativa dão entrada na emergência hospitalar e podem permanecer nesse ambiente. Dessa forma, necessitam de uma equipe capacitada e estrutura adequada para tais cuidados. OBJETIVO: Identificar na literatura os desafios para prestação de cuidados paliativos na emergência hospitalar. METODOLOGIA: Realizou- se uma revisão integrativa da literatura, utilizando-se os descritores (DECS/MESH) “palliative care”, “emergency department” e “patient care team”. Foram realizados dois cruzamentos: palliative care AND emergency department; palliative care AND emergency department AND patient care team. A busca dos estudos foi realizada junto ao Portal de Periódicos da CAPES, adotando- se como critérios de inclusão: artigos originais disponíveis em textos completos na forma de artigos, nos idiomas português, inglês e espanhol entre os anos de 2013 a 2018 que abordassem sobre os desafios evidenciados pela equipe de saúde a pacientes em cuidados paliativos na emergência. Foram excluídas pesquisas relacionadas a assistência a paciente em cuidados paliativos no ambiente pré- hospitalar, revisões em geral, teses e/ou monografias. Constituindo no total de 10 artigos para amostra final. O levantamento do material ocorreu nos meses de agosto a novembro de 2018. RESULTADOS: Evidenciou- se nos estudos que embora a emergência esteja fisicamente bem situada para prestar cuidados paliativos, bem como facilitar o acesso dos pacientes a unidades específicas, a falta de atitude e capacitação dos profissionais emergencistas sobre essa temática impedem que os pacientes elegíveis de cuidados paliativos tenham acesso precoce a essa abordagem terapêutica permanecendo assim na emergência e muitas vezes necessitando dessa abordagem para diminuição do sofrimento. Além disso, identificou-se uma escassez de estudos que apresentem critérios usados para triagem de pacientes carentes de cuidados paliativos no setor de urgência e emergência. Com isso, observou-se a necessidade de melhor padronização de ferramentas de triagem para serem usadas com esse público no departamento de emergência. CONCLUSÃO: Os estudos evidenciaram que o cenário caótico e acelerado de uma emergência hospitalar nem sempre é propício ao planejamento do fim da vida, à comunicação e ao conforto do paciente, porém, independente do setor, habilidades e atenção especial podem ser necessárias para superar esses obstáculos e garantir as condições mais favoráveis para o paciente próximo ao fim da vida, bem como a sua família.
DESENVOLVIMENTO DAS POLÍTICAS NACIONAIS DE SAÚDE MENTAL PARA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA: POTENCIALIDADES E FRAGILIDADES
LUYSLYANNE MARCELINO MARTINS; Andreza Alves de Lima; Ana Claudia Tavares Cadeira; Gilberto dos Santos Dias de Souza; Janayle Kéllen Duarte de Sales
Introdução: De modo geral, as políticas de saúde mental existentes estão relacionadas aos problemas da população adulta. Na população de crianças e adolescentes, os tipos de transtorno, principais fatores de risco e de proteção, estratégias de intervenção e organização do sistema de serviços têm especificidades que não podem ser contempladas, pela simples extensão das estratégias de cuidado da população adulta à população infantil e juvenil. Com o objetivo de superar esta delegação silenciosa e os problemas assistenciais que lhe são inerentes, existem hoje ações em direção à implantação de uma política de saúde mental para infância e adolescência, como um plano específico, integrado à política geral de saúde mental do SUS. No anseio de identificar quais são as potencialidades e fragilidades já apontadas em estudos científicos sobre a temática, a revisão integrativa teve como base a seguinte questão norteadora: Qual é o conhecimento científico que está sendo produzido sobre as potencialidades e fragilidades do desenvolvimento das políticas nacionais de saúde mental no cuidado a criança e ao adolescente? Objetivo: Identificar o conhecimento científico que está sendo produzido sobre as potencialidades e fragilidades das políticas nacionais de saúde mental para a infância e adolescência. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, a qual possibilita identificar marcos conceituais ou teóricos e mostrar o estado da arte da produção científica sobre um determinado tema, que reuniu o acervo da Biblioteca Virtual em Saúde Enfermagem (BVS), Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), onde os estudos selecionados foram encontrados através do cruzamento dos seguintes descritores: saúde mental, SUS, saúde pública. E entre cada descritor foi utilizado o operador booleano “AND”. A busca foi realizada com um recorte temporal de 10 anos. Resultados: Esse estudo identificou que na última década, a ação de intervenções terapêuticas vem sendo comprovada para condições debilitantes na população infantil e juvenil, assim como a efetividade de estratégias comunitárias, psicossociais e familiares, particularmente em situações de risco, o que representa a potencialidade do desenvolvimento das políticas públicas nessa área. Entretanto, como ponto de fragilidade, há ainda um significativo hiato a ser recoberto quanto ao desenvolvimento de modalidades de intervenção para o cuidado à saúde mental de crianças e adolescentes que sejam aplicáveis a diferentes contextos. Conclusão: Há uma limitação importante que diz respeito ao fato de grande parte dos dados compilados e discutidos serem originados de fontes governamentais, refletindo, portanto, uma perspectiva específica. Deriva desta limitação um desafio complementar ao campo da saúde mental infantil, comum à saúde mental de adultos e a várias outras políticas públicas: a necessidade de construção de um sistema eficaz de monitoramento e avaliação para o conjunto das ações e diretrizes que constituem o escopo dessas políticas, e o da saúde mental da infância e adolescência em especial.
DIFICULDADES ENCONTRADAS PELOS ENFERMEIROS PARA GESTÃO DA CLÍNICA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: REVISÃO NARRATIVA
ALINE RANY JORVINO DA COSTA ; Bruna Pereira de Andrade; Antonio Germane Alves Pinto
Introdução: A gestão da clínica é um conjunto de tecnologias de microgestão, realizada com o intuito de atender o usuário a partir de práticas integrais, em conformidade com os princípios do Sistema Único de Saúde. O processo de gerenciamento da clínica deve ser seguro, ter custos otimizados e ser baseado em evidências, fornecendo, assim, assistência qualificada. Isto posto, a Atenção Primária à Saúde (APS) torna-se instigante para inserção desse modelo de gerenciamento, tendo o profissional enfermeiro como apto para realizar essa implementação, em virtude da sua habilidade de liderar equipes. Entretanto, nota-se que nas experiências assistenciais há dificuldades para instalação desse modelo de gestão. Objetivos: Descrever os desafios da gestão da clínica enfrentados pelos enfermeiros na Atenção Primária à Saúde. Método: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura de abordagem qualitativa, tendo como questão norteadora: Quais os desafios da gestão da clínica enfrentados pelos enfermeiros na atenção básica? A busca foi realizada nas bases de dados eletrônicas: Scientific Electronic Library Online (ScIELO), Banco de Dados em Enfermagem (BDENF) , no período de março a abril de 2019. Utilizou-se os Descritores em Ciências da Saúde: Gestão, Clínica, Atenção primária e Enfermeiro que foram cruzados com o operador booleano AND. Obteve 30 resultados, que após seleção com base nos títulos e resumos, resultou em 17 artigos para construção do estudo. Resultados: Tornou-se evidente que as dificuldades encontradas pelos enfermeiros para realizar uma gestão da clínica eficiente são diversas, ultrapassando os limites de que somente uma estrutura física adequada é o único ponto necessário para que se tenha assistência qualificada, a partir do modelo de gestão da clínica. É notório que além do suporte físico ineficiente, aponta-se também a deficiência nas estruturas de atenção primária e escassez de insumos necessários para uso de tecnologias em saúde; outros aspectos como a sobrecarga de trabalho do enfermeiro, a falta de capacitação da equipe multiprofissional que o enfermeiro lidera e a grande burocracia imposta ao enfermeiro assistencialista-gerenciador também são aspectos apontados como dificultosos para inserção da gestão da clínica. Conseguinte a esses aspectos, surge o desprovimento de treinamentos voltados especificamente para o desenvolvimento de pensamento crítico/reflexivo, direcionado à transformação de contextos reais do trabalho em saúde. Conclusão: Os enfermeiros da APS apresentam dificuldades para a gestão da clínica que podem ser minimizados através da criação de projetos baseados em estratégias fortificadas pelos gestores para investimentos na melhora das estruturas físicas da APS, qualificação para os profissionais através de educação permanente, uma melhor distribuição de enfermeiros quanto a quantidade correta de pacientes, com o objetivo de reduzir a sobrecarga de trabalho e consequentemente potencializar a promoção de serviços de saúde de qualidade.
DISFUNÇÃO SEXUAL NO PERÍODO PÓS-PARTO
TAINÁ MARANHÃO DE OLIVEIRA; Brehnda Maria Caldeira; Tayenne Maranhão de Oliveira; Nayara Santana Brito
As disfunções sexuais são problemas que ocorrem em uma ou mais das fases do ciclo de resposta sexual, por falta, excesso, desconforto e/ou dor na expressão e no desenvolvimento dessas fases, manifestando-se de forma persistente ou recorrente. No período puerperal, a presença de dor gera dificuldades para o exercício da maternidade e o desenvolvimento das atividades cotidianas, como o autocuidado, a amamentação e o cuidado ao recém-nascido, além de interferir no sono, no repouso, na movimentação, na micção, na evacuação e no apetite da puérpera. Essas dificuldades podem causar importantes problemas físicos, psicológicos, emocionais e sexuais que colaboram para experiências negativas no pós-parto. O estudo objetivou estimar a prevalência de disfunção sexual em puérperas que tiveram parto vaginal e cesárea. Trata-se de um estudo com delineamento transversal e abordagem quantitativa, realizado na cidade de Juazeiro do Norte, localizada no interior do estado do Ceará, durante o período de Abril a Setembro de 2018. Neste estudo, a população foi constituída por dois grupos estratificados de mulheres no período do pós-parto cesariano e vaginal, que fizerem parte da área de abrangência das 67 Equipes de Saúde da Família da Cidade de Juazeiro do Norte – CE, resultando em uma amostra de 351 mulheres. A coleta de dados foi realizada nas 67 equipes das estratégias de saúde da família da cidade, foram utilizados três questionários que a pesquisadora aplicou a cada mulher participante do estudo, onde o primeiro trazia dados sociodemográficos e obstétricos da mulher, o segundo avaliava a função sexual e o terceiro avaliava a qualidade geral do desempenho e satisfação sexual. A amostragem foi por conveniência de forma consecutiva. Os dados foram organizados no Microsoft Office Excel e Microsoft Word, agrupados e analisados no software estatístico Rstudio, a taxa de prevalência da disfunção sexual nas participantes foi calculada de acordo com o número de casos existentes, dividido pelo número total da população estudada, multiplicada pela constante. O projeto recebeu aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Regional do Cariri com o parecer nº 2.525.920/2018. A prevalência de disfunção sexual, segundo a via de parto, foi de 96,2% para o parto cesariano, enquanto o de parto vaginal foi de 96,4% sem diferença estatística entre os estratos (p>0,05), indicando que a disfunção está presente independente da via de parto. Portanto, este estudo fornece um panorama da situação da disfunção sexual no município e pode ser utilizado como subsídios para intervenções específicas e eficientes na melhoria da atenção à saúde das mulheres, principalmente no que se refere às disfunções sexuais no período pós-parto.
EDUCAÇÃO EM SAÚDE SOBRE A IMPORTÂNCIA DA HIGIENIZAÇÃO BUCAL DURANTE A GESTAÇÃO: RELATO DE EXPERIÊNCIA
ALICIANE SOBREIRA LIMA; Hallana Clara Macêdo Pereira; Herlys Rafael Pereira do Nascimento; Moziane Mendonça de Araújo; Teodoro Marcelino da Silva
INTRODUÇÃO: O período gestacional constitui um momento peculiar na vida da mulher. Caracteriza-se por transformações, anatomofisiológicas, psicoemocionais, sociais, hormonais e sexuais. Neste contexto, a saúde bucal durante a gestação tem relação direta com a saúde geral da mulher gestante, podendo influenciar negativamente no bem-estar fetal. No decorrer da gestação, algumas gestantes tornam-se mais susceptíveis à cárie pela dificuldade em manter a higiene bucal, devido a enjoos matinais, vômitos e ao desejo por alimentos açucarados, aumentando o número de microrganismos. Desta forma, ressalta-se a importância de desenvolver atividades educativas acerca destas questões, objetivando diminuir a incidência de possíveis problemas periodontais. OBJETIVO: Relatar a experiência de uma atividade educativa em saúde sobre a importância da higienização bucal durante a gestação. MÉTODO: Trata-se de um relato de experiência acerca de uma atividade educativa em saúde sobre a importância da higienização bucal durante a gestação com grupo de gestantes assistidas por uma equipe da Estratégia Saúde da Família, da zona urbana de Iguatu-CE. A atividade aconteceu no dia 25/02/2019 com duração de quarenta e cinco minutos. Participaram da ação, 11 gestantes, uma dentista, uma auxiliar bucal e um discente de enfermagem sendo os três últimos os facilitadores da ação. Utilizou-se como metodologia de trabalho, a roda de conversa, orientada pelo referencial teórico-metodológico da Educação Popular de Paulo Freire. Foram utilizados cartazes informativos acerca da importância da higienização bucal e das etapas para a realização da mesma. RESULTADOS: Percebeu-se que a grande maioria das participantes apresenta um déficit de conhecimento acerca da importância da higienização bucal, fato evidenciado nos relatos verbais das mesmas, contudo uma participante relatou que a escovação dental diária constitui numa ação para prevenção das cáries. Quando questionadas sobre a maneira correta da higienização bucal, verificou-se que todas as participantes demonstraram a técnica correta. Elas expressaram que os enjoos, vômitos são fatores impossibilitantes para a realização de uma escovação dental adequada, posto que muitas vezes o mal hálito se torna muito frequente, bem como os restos alimentares. As gestantes foram indagadas sobre o número de escovações por dia, as mesmas responderam realizá-las de duas a três vezes por dia. Salienta-se ainda que elas relataram não consumir uma alimentação saudável, pois já no início da gestação tiveram desejo de consumir diversos carboidratos, sendo que uma das participantes estava diagnosticada com diabetes gestacional em decorrência de maus hábitos alimentares. Ao final da ação, as gestantes proferiram que gostaram da atividade educativa, onde foi possível esclarecer diversas dúvidas acerca da saúde bucal e solicitaram mais encontros. Para verificação de aprendizagem foram feitas perguntas acerca da temática e todas responderam corretamente e com coerência. Ademais, verificou-se que os objetivos da atividade educativa foram alcançados com êxito. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Portanto, se faz necessária a continuidade das atividades educativas acerca da prevenção e promoção de saúde bucal nos grupos de gestantes da atenção básica à saúde, objetivando reduzir a incidência dos problemas periodontais e favorecendo uma integralidade da atenção à saúde a essa clientela, além de possibilitar uma melhor qualidade de vida.
EDUCAÇÃO EM SAÚDE SOBRE HANSENÍASE EM UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE: RELATO DE EXPERIÊNCIA
TAINÁ ARAÚJO ROCHA; Samires Soares de Oliveira
A educação em saúde é um importante meio de levar informação, sendo fundamental a ser aplicada em diversos ambientes, com possibilidade de abordar temas diferentes a públicos diversos. Os grupos de Extensão das Universidades, através de suas ações, buscam promover a promoção da saúde da população, abordando temáticas relevantes como por exemplo a Hanseníase, doença infectocontagiosa que se não tratada adequadamente pode evoluir e acometer nervos e troncos nervosos gerando incapacidades. Objetivou-se relatar a experiência de uma atividade de educação em saúde realizada em Unidade Básica de Saúde (UBS). Estudo descritivo, do tipo relato de experiência referente a uma atividade de educação em saúde sobre Hanseníase, realizada em Crato-CE, no turno da tarde do dia 21 de novembro de 2018, em uma sala de espera da UBS. Participaram da atividade nove usuários da comunidade e dois membros da Liga Acadêmica de Doenças Negligenciadas (LIDONE), da Universidade Regional do Cariri (URCA). Utilizou-se como estratégia para realização da educação materiais como fôlderes sobre Hanseníase, um jogo com dado e um painel com perguntas enumeradas referentes à hanseníase, tais como: O que é hanseníase? Como é a forma de transmissão da hanseníase? Como sei que estou com hanseníase? Existem sintomas que não aparecem na pele? A hanseníase tem cura? Como se dar o tratamento?. Para realização dessa atividade, os usuários presentes na sala de espera da UBS foram convidados a participar do jogo. Inicialmente, os membros da liga realizaram uma breve explanação sobre a hanseníase. A ação se iniciou por meio do jogo de dado com o painel. A cada jogada do dado os usuários tentaram responder à pergunta descrita de acordo com o número da questão correspondente no painel. Durante a atividade educativa, houve o esclarecimento sobre a hanseníase por meio da elucidação das dúvidas verbalizadas pelos usuários, assim como bem possibilitou a construção do conhecimento sobre a doença. As dúvidas mais frequentes eram relacionadas a forma de transmissão da doença bem como a dúvida se após o tratamento existia realmente a cura. A ação de educação em saúde permitiu a integração entre os integrantes da liga e os usuários, evidenciando a importância da utilização de metodologias ativas para este momento.A partir da utilização do jogo, foi possível contar com a participação ativa dos usuários. Foram tidos como principais esclarecimentos forma de transmissão e com quanto tempo de tratamento não se transmitia mais a doença. Ademais, após todas as questões serem respondidas, foram entregues os fôlderes sobre Hanseníase. Portanto, sendo a Hanseníase endêmica nessa região, torna-se fundamental o desenvolvimento de práticas de educação em saúde em sala de espera e o uso de tecnologias que possibilite a participação ativa, garantia do acesso e a informação sobre a doença. Além de permitir que os usuários possam fazer uma reflexão crítica sobre as doenças prevalentes em seus contextos de vida.
EDUCAÇÃO EM SAÚDE SOBRE HIPERTENSÃO EM UMA COMUNIDADE REMANESCENTE DE QUILOMBO
MICAELLE DE SOUSA SILVA; Laís Barreto de Brito Gonçalves; Cristiane da Silva Nascimento; José Eduardo Pereira Alcântara; Vitória da Silva Andrade
Atividades de Educação em Saúde estimulam a prevenção de doenças e têm o objetivo de ampliar conhecimentos sobre questões relevantes. Essas atividades propõem um suporte de entendimento para que as populações tenham autonomia e habilidades para resolver seus problemas de saúde, enfatizando sua participação. Muitos autores têm apontado a grande relevância de ações nesse âmbito que contemplem grupos étnicos específicos, tal como ocorre nas Comunidades Remanescentes de Quilombos (CRQ). De acordo com Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), nas CRQ encontramos grupos étnicos predominantemente constituídos de população negra, rural ou urbana, que se auto definem a partir das relações específicas com a terra, o parentesco, o território, a ancestralidade, as tradições e as práticas culturais próprias. Desse modo, o presente trabalho tem como objetivo relatar uma intervenção educativa sobre uso de plantas e de medicações para o tratamento da hipertensão arterial sistêmica (HAS) em uma CRQ, com foco para as noções de autocuidado. Assim, o presente estudo é descritivo, do tipo relato de experiência, com abordagem qualitativa. A atividade de educação em saúde foi realizada na CRQ Sítio Arruda, localizada no município de Araripe (CE), no dia 11 de maio de 2019, sendo desenvolvido por discentes do curso de enfermagem e farmacêuticos do Programa Multiprofissional de Residência em Saúde Coletiva da Universidade Regional do Cariri (URCA), no contexto das ações do Projeto de Extensão: Promoção da Saúde e Sustentabilidade em Comunidades Quilombolas (PROSS-Quilombolas), com anuência da Secretária de Saúde de Araripe, bem como dos líderes da CRQ. Destaca-se ainda que todas as temáticas das ações foram consolidadas mediante consulta aos membros da comunidade, a partir das suas necessidades expressas de saúde. A ação teve como estratégia a apresentação de um vídeo com animação sobre a HAS e em seguida uma roda de conversa com os profissionais farmacêuticos, para que todos pudessem participar e tirar suas dúvidas, permitindo a integração dos saberes. Assim, no primeiro momento, foi realizada a explanação do curta-metragem, que abordava de maneira didática as consequências da HAS quando não há adesão terapêutica, realidade observada entre alguns membros da comunidade. No segundo momento, os residentes realizaram uma roda de conversa, na qual abordaram assuntos relacionados à utilização de plantas medicinais, assim como o modo certo de utilizar fármacos para HAS. Os moradores presentes à roda de conversa, que faziam tratamento para HAS, levaram seus medicamentos, e citaram quais plantas utilizavam. Desse modo, os farmacêuticos puderam, com maior precisão, guiar sobre o uso racional das plantas, abordando aspectos sobre associação e interação farmacológica. Para finalizar a ação, houve um jogo de perguntas sobre o conteúdo abordado, no qual os moradores presentes respondiam se era verdadeiro ou falso, finalizando a ação de forma lúdica e interativa. Portanto, no âmbito das dificuldades para o acesso às orientações e aos serviços de saúde convencionais, realidade vivenciada por muitas CRQ, frisa-se a relevância de ações de educação em saúde para essas comunidades, considerando a necessidade do conhecimento para o empoderamento e o autocuidado da população.
EDUCAÇÃO EM SAÚDE SOBRE TUBERCULOSE NA COMUNIDADE: RELATO DE EXPERIÊNCIA
TACYLA GEYCE FREIRE MUNIZ JANUARIO; Alécia Hercídia Araújo; Carla Andréa Silva Souza; Maria Lucilândia de Sousa; Kleyton Pereira de Lima
INTRODUÇÃO: A tuberculose é uma doença infectocontagiosa causada por uma microbactéria Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch. Geralmente, está associada às sociedades carentes e na representação social possui aspecto estigmatizante, sendo necessário a adoção da educação em saúde como ferramenta de propagação de informações referentes ao que é tuberculose, seu modo de transmissão, sinais e sintomas, exames para diagnósticos e a importância do tratamento correto e contínuo. OBJETIVO: Descrever a experiência da educação em saúde sobre tuberculose na comunidade. MÉTODO: Trata-se de um relato de experiência sobre uma ação de educação em saúde utilizando um instrumento educativo acerca da tuberculose, realizada no dia 29 de março de 2019, na cidade do Crato - Ceará, como atividade alusiva ao dia “D da tuberculose”. Contou com a participação de membros da Liga Acadêmica de ensino, pesquisa e extensão sobre as Doenças Negligenciadas (LIDONE) em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde. A atividade educativa foi dispensada aos transeuntes na encosta do bairro Seminário. Para isso construiu-se uma TV educativa com uma caixa de papelão e canos de PVC. Nessa foram dispostas 14 imagens coloridas retiradas da internet e impressas em folhas A4, contendo frases sobre os principais aspectos da tuberculose. A linguagem utilizada foi simples e objetiva, com o intuito de facilitar o entendimento por todas as faixas etárias. Os resultados serão apresentados em dois quadros: potencialidades e dificuldades. RESULTADOS: Durante a realização da ação educativa, a comunidade se mostrou bastante participativa e interessada sobre o assunto. Faziam a leitura das figuras e frases com o auxílio dos membros da LIDONE, interagindo com a equipe e retirando dúvidas pertinentes ao tema. Neste momento, os aspectos enfatizados englobavam desde o que é tuberculose, seu modo de transmissão, sinais e sintomas, os exames para diagnósticos, como também a importância do tratamento correto e contínuo. A população participou ativamente de forma autônoma e reflexiva na construção dos seus próprios conhecimentos acerca da temática, quebrando estigmas, tabus e tirando suas principais dúvidas acerca da doença. Identificou-se como dificuldades o pouco conhecimento referente à transmissão da tuberculose e as formas de diagnósticos. Baseando-se nisso, os acadêmicos utilizaram o instrumento construído para explicitar cientificamente as dúvidas, objetivando o esclarecimento acerca da temática. CONCLUSÃO: A atividade educativa proporcionou uma maior interação entre os universitários e a população. Além disso, a educação em saúde possibilitou ao público alvo a obtenção de conhecimentos e informações sobre a tuberculose através do lúdico, fazendo com que a absorção do conteúdo seja autônoma e participativa, facilitando a aprendizagem acerca da temática.
Educação em saúde sobre tuberculose por membros da liga de doenças negligenciadas: Relato de Experiência.
LARA PEREIRA LEITE ALENCAR ; RAIZA AMANDA GONÇALVES DE SOUZA; GLEDSON MICAEL DA SILVA LEITE; EDILMARA TAVARES GONDIM
Introdução: A tuberculose ainda se mantém como um importante problema de saúde de âmbito nacional, frente a todo cenário sociocultural que envolve a doença e o adoecer com tuberculose tem-se uma situação de estigma e necessidade de acesso à informação. Para que possa haver um maior esclarecimento a respeito do processo de adoecimento desta patologia. Objetivo: Relatar a experiência de educação em saúde promovida por Liga Acadêmica de doenças negligenciadas (LIDONE), numa ação prática de conscientização da comunidade cratense, acerca da temática: Tuberculose: transmissão, tratamento e cura, mitos e verdades. Metodologia: trata-se de um relato de experiência de uma ação educativa realizada pela LIDONE com apoio da secretaria de saúde do município de Crato-CE, na localidade ao longo da encosta no bairro Seminário no município, no dia 29 de Março de 2019. Dentre as atividades desenvolvidas, o grupo foi ao encontro das pessoas que estavam aleatoriamente na localidade, com uso de ferramenta de intermediação como: jogos e panfletos educativos. Foi estabelecido o diálogo direto com a comunidade sobre o tema em questão, e estimulou-se a participação com os conhecimentos empíricos das pessoas, sobre tuberculose: transmissão, tratamento e cura, mitos e verdades. Resultados: estima-se que a maioria das pessoas que foram abordadas, das mais diversas faixas etárias e instrução, dispostos a contribuir com a nossa atividade, já tiveram ou têm contato com pessoas que já passaram ou estão passando pelo processo de adoecimento por tuberculose. Identificou-se que a população tem certo conhecimento sobre a tuberculose. Houve uma troca de conhecimentos entre o grupo LIDONE e as pessoas alvo da ação, no diálogo estigma, medo e dúvidas. Essas foram desenvolvidas de maneira descontraídas e produtiva. As questões que geraram mais esclarecimentos foram: 1: Esquema terapêutico. 2: Efeitos colaterais. 3: Interação do tratamento com hábitos do cotidiano, como etilismo. 4: veículos de transmissão. 5: Disponibilidade do tratamento pelo Sistema Único de Saúde. Conclusão: Identificou-se que o método de abordagem direta, descontraída e confortável, por meio do uso de jogos e panfletagem, favoreceu uma melhor participação da população. Percebe-se, que a população abordada ainda apresenta muitos estigmas em relação a tuberculose, sendo dessa forma, importante o acesso a informação e educação em saúde individual e coletiva sobre a doença, ainda tão prevalente em nossa sociedade. Sendo dessa forma necessária a realização de mais ações como esta.
Tuberculose, Saúde pública, Educação em saúde
ESCUTA TERAPÊUTICA NO CUIDADO A PACIENTE COM TRANSTORNO DE HUMOR: RELATO DE EXPERIÊNCIA
CAMILA ACIOLI LINS FILGUEIRA; Tays Pires Dantas; Maria Clara Barbosa e Silva; Vithória Régia Teixeira Rodrigues
A escuta terapêutica refere-se a um método que auxilia na exposição e compreensão das preocupações pessoais através do relacionamento interpessoal. É um evento ativo e dinâmico que exige do ouvinte uma habilidade de leitura acerca de aspectos verbais e não verbais expressas durante a interação. Segundo Skilbeck e Payne (2003) apud Mesquita e Carvalho (2014), o uso apropriado de habilidades de comunicação é a base do cuidado emocional do indivíduo e da família que vivenciam estresse psicológico e emocional, dessa forma, a aplicação dessa estratégia no cuidado a indivíduos com depressão e transtorno de humor é essencial no que se refere ao alcance de melhorias na assistência ao publico alvo. Objetivou-se relatar a experiência adquirida por acadêmicas de enfermagem em um CAPS destacando a importância da escuta terapêutica no cuidado a uma paciente com transtorno de humor. Trata-se de um estudo qualitativo descritivo, do tipo relato de experiência, realizado durante as atividades de aulas práticas da disciplina de Enfermagem no Processo de Cuidar em Saúde Mental, do curso de graduação em enfermagem da Universidade Regional do Cariri (URCA), que se deu entre os meses de abril a maio de 2019, em um CAPS III situado em um município do interior do Estado do Ceará. Segundo Maynart et.al., 2014, formas inovadoras de cuidado têm sido desenvolvidas, com destaque para a escuta qualificada, tecnologia leve que envolve relações do tipo diálogo, vínculo, acolhimento. Foi nesse contexto, em que durante o estágio no CAPS III, foi possível o acompanhamento de uma paciente que apresentava um quadro de depressão e transtorno de humor. A intervenção se deu mediante visualização do prontuário, e posteriormente, foi dado início a escuta terapêutica. Inicialmente foram feitas algumas perguntas, deixando livre o tempo de resposta; com o intuito de que a mesma se sentisse acolhida. O uso da escuta qualificada ajudou no vínculo entre acadêmicas-paciente, possibilitando o conhecimento, por parte das estudantes, do real quadro clínico da paciente. Além disso, notou-se como o direcionamento do saber ouvir contribuiu para uma melhor interação entre as partes, com a consequente melhora no direcionamento do cuidado terapêutico para a assistência profissional. Através do uso desse método, pôde-se notar ainda, como agregou para melhores, expressões de medos, anseios e vivências da paciente. A escuta qualificada possui um potencial terapêutico, pois para a pessoa em sofrimento mental, significa resolução de problemas, disponibilidade, compreensão, confiança, respeito (MAYNART et.al., 2014). Além disso, expressa-se sua importância, pois favorece para uma prática mais humanizada da assistência; vendo o indivíduo de forma holística. Entretanto, mesmo diante de evidências científicas acerca da importância do saber ouvir, notou-se que ainda é escasso o conhecimento de estratégias de comunicação por parte dos profissionais de saúde. Assim, fica evidente que a escuta terapêutica é importante em todos os âmbitos do cuidar, porém, nos centros de atenção à saúde mental, esta, se torna indispensável, devendo ser abordada e praticada na formação acadêmica do enfermeiro.
ESTRATÉGIAS PARA PRÁTICA DO CUIDADO DE ENFERMAGEM EM SAÚDE MENTAL NO ACOMPANHAMENTO DE UM PRÉ-ESCOLAR
ANDREZA DE LIMA RODRIGUES; Aline Sampaio Rolim de Sena; Francisca Clarisse De Sousa; Maria Jucilene Nascimento dos Santos; Mikaelle Ysis da Silva
Objetiva-se relatar experiência da utilização de estratégias para prática do cuidado de enfermagem durante o acompanhamento de um pré-escolar com ênfase a saúde mental. Trata-se de um relato de experiência, de abordagem qualitativa e caráter descritivo, realizado a partir da vivência do estágio da disciplina de Enfermagem no Processo de Cuidar em Saúde Mental da Universidade Regional do Cariri (URCA), no período de Abril a Maio de 2019 em uma unidade básica de saúde localizado no interior do Estado do Ceará. A experiência contou com cinco discentes, uma mestranda em enfermagem e a docente da disciplina em questão. Para escolha e aplicação das estratégias de cuidado foi elaborado um cronograma, por os alunos, mestranda, docente e enfermeira da unidade. Diante do cronograma elaborado, as práticas definidas foram: visita domiciliar, Sistematização da Assistência em Enfermagem (SAE), Genograma e Ecomapa, e Projeto Terapêutico Singular (PTS), de forma que foram aplicadas respectivamente. Os resultados foram apresentados um em tópico intitulado: 1. Estratégias utilizadas no cuidado de enfermagem como um meio potencial na garantia assistencial. Com três subtópicos descritos como: 1. 1 Visita Domiciliar e Sistematização da Assistência de Enfermagem; 1.2 Genograma e Ecomapa; 1. 3 Projeto Terapêutico Singular. Com a visita domiciliar juntamente ao levantamento do histórico foi possível identificar que, o pré-escolar, é uma criança introspectiva diagnosticada com autismo, e hipótese diagnóstica conforme atendimento médico de esquizofrenia. O mesmo demonstra dificuldade de interação social e comunicação, apresenta-se indiferente a terceiros, e vive em baixas condições socioeconômicas. Posterior a esse processo, seguiu-se com a realização do Genograma e Ecomapa, com a finalidade de identificação de suas redes e relação familiares, como também dos processos de relações sociais. Como terceira etapa deu-se a construção do PTS, onde foi possível identificar os principais problemas que estão relacionados as questões sociais no que diz respeito a dificuldade de comunicação e interação social, como também a vulnerabilidade socioeconômica. De acordo com os principais agravos identificados foi traçado um plano terapêutico como alternativa para minimizar e/ou tratar a problemática, que envolveram a participação dos profissionais de saúde e da própria família do menor. Foram desenvolvidas atividades junto ao menor e sua genitora que se dispuseram em uma atividade de educação em saúde, que teve como temática os principais transtornos prevalentes na infância, sendo que o momento contou com a participação de outras mães e menores vinculadas a UBS, estabelecendo um compartilhamento de vivências relatadas por elas. Em outros momentos, foram ainda utilizadas técnicas lúdicas, para falar sobre a importância da alimentação adequada, na busca da diminuição da resistência aos alimentos, proporcionar a maior interação social do menor e um meio para facilitar o processo de comunicação. A utilização de ferramentas para prática do cuidado em enfermagem mostrou-se como uma experiência exitosa, à medida que propiciou estratégias para identificação, reflexão sob as problemáticas apontadas, e a busca por resoluções para o caso, tanto no âmbito biológico e psíquico, quanto no sentido social. Trazendo consigo a relevância da utilização de dispositivos que auxiliem no desenvolvimento do cuidado.
ESTRATÉGIAS PARA PROMOÇÃO DA EQUIDADE EM SAÚDE
AMANDA SALGADO NUNES; FERNANDA GUEDZYA CORREIA SATURNINO; GABRIELA DUARTE BEZERRA; SUZETE GONÇALVES CAÇULA
INTRODUÇÃO A equidade, um dos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), possui uma relação direta com a igualdade e justiça social. Além disso, considera que a as diferentes condições de vida, habitação, trabalho, renda e o acesso a educação, lazer, cultura e serviços públicos afeta diretamente na saúde de cada cidadão ou grupo social. OBJETIVO: Identificar estratégias para promoção da equidade em saúde. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo do tipo revisão integrativa, com coleta de dados realizada no mês de abril de 2019. Seguiram-se as seguintes etapas: formulação do problema, coleta, avaliação, analise e interpretação dos dados coletados e apresentação dos resultados. A coleta de dados deu-se nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Sistema Online e Busca e Análise de Literatura Médica (MEDLINE), Base de Dados de Enfermagem da Biblioteca Virtual e Saúde (BDENF/BVS). Foram utilizados como critérios de inclusão: publicações no período entre 2015 e 2018, estudos originais, em idiomas português, inglês ou espanhol. Critérios de exclusão: estudos duplicados e não ter aderência ao objetivo do estudo. Através das filtragens foram encontrados 60 artigos, primeira filtragem pelo ano (2015, 2016, 2017 e 2018) obteve-se 29 artigos, segunda filtragem pelo idioma (Espanhol, Inglês e Português) alcançou-se 29 artigos, terceira filtragem pelo banco de dados (MEDLINE, LILACS e BDENF) resgatou-se 28 artigos e na quarta filtragem por serem textos completos obteve-se 22 artigos. Após aplicação dos critérios de exclusão 5 artigos foram selecionados para a pesquisa, ressalta-se que nos cruzamentos dos descritores foram utilizados o operador Booleano “AND”. RESULTADOS: Os achados mostram a iniciativa à pesquisa como ponto principal para desenvolver uma melhor compreensão sobre os comportamentos de cuidados de saúde da população, o que é fundamental para o desenvolvimento de estratégias bem-sucedidas de prevenção e intervenção. Estratégias de cuidados de saúde para pais centrados na família incluindo planejamento de promoção e prevenção da saúde para crianças que envolvam o sistema escolar e educar os pais afim de modelar comportamentos saudáveis para seus filhos. Além disso, os determinantes sociais da saúde têm um grande impacto no acesso a saúde da população que enfrenta dificuldades socioeconômicas, incluindo acesso reduzido a serviços de saúde, pior qualidade de atendimento e resultados médicos e comportamentais mais desfavoráveis. CONCLUSÃO: A promoção da equidade é de grande importância para tentar minimizar as distinções evitáveis no estado e serviços de saúde, entre os diferentes níveis sociais. Para isso, faz-se necessário o fortalecimento da educação do paciente, abordar os determinantes sociais da saúde, melhorar a política de saúde pública, reduzir o estigma da saúde mental e desenvolver abordagens centradas na família para o envolvimento na saúde.
EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS SOBRE AS INDICAÇÕES DO USO DO COLAR CERVICAL EM VÍTIMAS DE TRAUMA.
LAIS BARRETO DE BRITO GONÇALVES; Maria Augusta Vasconcelos Palácio; Danielle Elias Gonçalves; Dimayara Teles Conrado; Wédila Renata Oliveira Grangeiro Romeu
INTRODUÇÃO: O atendimento pré-hospitalar a vítima politraumatizada é precedido de alguns critérios e condutas que visam garantir e assegurar a saúde. Afim de evitar agravos das lesões, a restrição da cervical se caracteriza como uma das ações primordiais que se procede durante o suporte prestado. Atualmente, algumas vertentes são analisadas quanto ao potencial benefício de uma imobilização segura sem riscos adicionais. OBJETIVO: Analisar, com base na literatura, as evidências sobre uso do colar cervical em vitimas de trauma. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de caráter descritivo exploratório, realizado no mês de abril de 2019. O levantamento da literatura fora realizado no portal da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), nas bases de dados MEDLINE E LILACS, utilizando os descritores traumatismos da medula espinhal; serviços médicos de emergência e imobilização, e o operador booleano AND. Com isso, resultaram em 56 artigos , desses, apenas 23 estavam disponíveis, e ao aplicar o filtro ‘’artigos’’, totalizou em 21 artigos. Seguindo o critério de artigos publicados nos últimos cinco anos, com idioma em inglês, espanhol e português, resultou em dez artigos para análise. Desses, sete não estavam disponíveis para o acesso público, e apenas dois estavam disponíveis. Com o objetivo de se obter mais resultados, fora realizado uma nova busca incluindo o descritor primeiros socorros, sem delimitação dos anos de publicação, resultou num total de sete artigos e apenas um não estava disponível. RESULTADOS: A amostra final desta revisão foi constituída por seis artigos científicos, selecionados de acordo com o objetivo da pesquisa. Com ênfase sobre o país de publicação, maior parte dos estudos foram publicados nos Estados Unidos da América (EUA) (33,3%), seguidos das publicações no Brasil, Canadá, Índia e Suíça com 16,4%. Os estudos em sua maioria consideram a imobilização da cervical com o colar um dispositivo importante no atendimento a vítima politraumatizada capaz de proporcionar maior estabilidade biomecânica da imobilização, desde que usado de forma racional. Em contrapartida, estudos também evidenciaram o colar cervical como um dispositivo que possui malefícios quando mal indicado. Como por exemplo, a exacerbação da lesão medular ao invés de proteger contra um mecanismo secundário de lesão, bem como riscos relacionados ao manejo inadequado, seja na forma de colocação ou no tamanho, ficando muito reduzida a capacidade de estabilização cervical desejada e aumentando o risco lesões secundárias. CONCLUSÃO: Desta forma, o colar cervical ainda é considerado como um dispositivo importante para a imobilização e proteção da médula espinhal cervical, mas que deve ser avaliado quanto a sua real necessidade, por se tratar de um dispositivo que pode trazer malefícios além de ocasionar o efeito contrário do seu objetivo, considerando que algumas imobilizações são possíveis e benéficas quando utilizados outros equipamentos.
EXPECTATIVA DOS CALOUROS DE ENFERMAGEM DO PRIMEIRO SEMESTRE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
CICERA VIVIANE PEREIRA; Nicácia Gomes da Silva; Raquel Linhares Sampaio; Tainá Araújo Rocha
Ao adentrar no ambiente universitário, os calouros se deparam com uma nova realidade a qual necessita de adaptação. Esse novo ciclo da vida adulta exige amadurecimento e traz consigo inúmeras expectativas. Nesse contexto, é muito importante que a universidade realize momentos de acolhimento que proporcione aos calouros, perspectivas das novas responsabilidades assumidas. Entendendo tal importância, o Programa de Educação Tutorial Enfermagem da Universidade Regional do Cariri desenvolve ações que visam o acolhimento dos calouros e o esclarecimento das principais dúvidas relacionadas à universidade. Objetivou-se relatar a experiência de bolsistas do programa de educação tutorial frente ao acolhimento aos discentes do curso de enfermagem do primeiro semestre. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, realizado na modalidade de roda de conversa, através da aplicação de uma dinâmica de acolhimento aos calouros do curso de enfermagem da Universidade Regional do Cariri, no inicio do semestre letivo 2018.1. A dinâmica realizada objetivou descobrir as principais expectativas para o semestre. Inicialmente foi entregue a cada aluno papel em branco e pincel, para que demonstrassem, sob a forma de desenho, suas expectativas para o período letivo que se iniciava e após cada minuto, a folha era encaminhada para outro aluno até que retornasse ao seu ponto de origem, sendo a cada rodada, lhe acrescentadas novos desenhos. Participaram da dinâmica 25 discentes, com faixa etária de 17 a 21 anos de idade, a sua maioria mulheres. Entre os principais desenhos feitos pelos calouros destacaram-se as palavras: bolsa, nota boa, não reprovar, amizade, tempo de lazer, além do desenho coração que representava o amor. Assim com as expectativas citadas pelos discentes, evidenciou-se a participação em grupos de pesquisa e extensão, o que foi de certa forma surpreendente, pois muitos discentes entram na universidade sem conhecimento desta realidade. Isso é importante, pois além de serem atividades exigidas pela academia, permitem ao discente conhecer novas realidades, identificando problemas que atingem sua comunidade e intervindo sobre os mesmos. Apareceram como expectativas o desejo de um bom desempenho na graduação com boas notas. Ainda, tempos de lazer e diversão foram citados, apontando-se a importância do equilíbrio das atividades para a saúde mental. A partir da atividade realizada foi possível perceber que os calouros possuem expectativas à universidade, com muitas dúvidas e receios. Por isso a importância de promover atividades como essas, que permitam o acolhimento e a integração desses discentes, para que esses possam reconhecer desde o princípio a importância do protagonismo durante sua formação.
EXPERIÊNCIA ACADÊMICA SOBRE FATORES DE RISCO CARDIOVASCULAR EM ADOLESCENTES ESCOLARES
ANA CAMILA GONÇALVES LEONEL; Antonia Elizangela Alves Moreira; Ygor Cleiton de Oliveira Sampaio; Célida Juliana de Oliveira
O aumento substancial no número de óbitos decorrentes de agravos e doenças não transmissíveis em diversos países está presente nas evidências de diversos estudos epidemiológicos nas últimas décadas, com destaque para as doenças cardiovasculares, que podem estar associadas a diversos fatores de risco, como: sedentarismo, consumo elevado de alimentos ricos em gorduras saturadas, açúcares e sódio, excesso de peso, entre outros. Estes acometem as diversas faixas etárias, com crescimento, sobretudo nos últimos anos, na população jovem, contribuindo de forma negativa para o aumento dos índices das doenças cardiovasculares em fases cada vez mais precoce. Objetivou-se relatar experiência de acadêmicos de Enfermagem durante o levantamento de dados sobre fatores de risco cardiovascular em adolescentes escolares. Trata-se de um relato de experiência de discentes de enfermagem sobre a vivência de atividade de pesquisa a partir de coleta de dados sobre fatores de risco em adolescentes de uma escola da rede pública do município de Crato-CE. Foram avaliados os adolescentes de ambos os sexos que cursam o 1º e 2º ano do Ensino Médio no período de agosto/2017 a junho/2018. O progresso do estudo possibilitou aos pesquisadores o conhecimento do estilo de vida dos adolescentes e o modo como compreendem a importância de hábito de vida saudável. Notou-se bom rendimento, no que se diz respeito ao interesse dos adolescentes sobre seus hábitos e como eles se caracterizam enquanto fatores de risco na saúde cardiovascular. Os alunos tiveram uma participação cooperativa, o que favoreceu a coleta efetiva dos dados, eles apresentaram curiosidade nítida sobre quais fatores de riscos são mais prevalentes e como poderiam modificá-los. A experiência em pesquisa, um dos pilares da formação acadêmica, permitiram aprendizado e elevaram à qualidade da formação dos discentes envolvidos e pesquisadores em Enfermagem, além do fortalecimento acadêmico, possibilitando o empoderamento do saber, descobrimentos e resolução a problemas reais na saúde cardiovascular da comunidade. Houve dificuldades na realização da pesquisa, como a busca de ajustar os horários para implementação do projeto, já que a proposta da instituição era de as atividades serem desenvolvidas em conjunto com a disciplina Educação Física. O convívio com os adolescentes, por meio do projeto, permitiu: Experiência significativa ao que diz respeito ao pensamento crítico na resolução a problemas reais e/ou potenciais no âmbito da saúde cardiovascular na comunidade; Ampliou o conhecimento sobre os fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares em indivíduos ativos e relativamente saudáveis; Estimulou o desenvolvimento de intervenções de Enfermagem que possam ser aplicadas no local de convivência dessa população a posteriori.
EXPERIÊNCIA ACADÊMICA SOBRE O USO DA SIMULAÇÃO REALÍSTICA COMO MÉTODO DE ENSINO DO ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR
ANTONIO COELHO SIDRIM; Mariane Ribeiro Lopes; José Hiago Feitosa de Matos
Os incidentes de trânsito são atualmente uma das principais causas de morte, estando o Brasil em quarto lugar no mundo, entre os países com maior número de mortes no trânsito, ficando atrás somente da China, Índia e Nigéria. Nesse sentido, o atendimento imediato e adequado pode ser crucial na sobrevida dos pacientes. Portanto, é importante que sejam trabalhadas metodologias ativas para fortalecer o ensino de estudantes e profissionais da área da saúde para prestarem uma assistência fundamentada e de qualidade. Objetivou-se relatar a experiência da monitoria de acadêmicos de enfermagem na utilização da metodologia de simulação realística como ferramenta para o ensino do atendimento pré-hospitalar no suporte de vítimas de acidentes de trânsito. Trata-se de um relato de experiência da vivência de acadêmicos de enfermagem em uma simulação realística de acidentes de trânsito realizada no curso de extensão “Atendimento pré-hospitalar: suporte básico de vida” na Universidade Regional do Cariri em parceria com o Centro de Ensino e Treinamento em Urgência e Emergência-CETUE. Os acadêmicos são monitores do curso pela Pro-reitoria de Extensão da URCA e membros do CETUE. A metodologia foi aplicada com 54 estudantes da área da saúde, compreendendo o nível técnico ou superior de enfermagem e medicina, no dia 30 de março de 2019, em uma cidade do interior do Ceará. A simulação teve a participação voluntária de 12 pessoas para a formação das cenas com vítimas, as quais foram maquiadas e preparadas pra simularem traumas cranioencefálicos, abdominais, torácicos e musculoesqueléticos, havendo fraturas, hemorragias e parada cardiorrespiratória. Os estudantes foram divididos em grupos e acompanhados pelos professores instrutores e acadêmicos monitores do curso devidamente treinados e capacitados em atendimento pré-hospitalar (APH). Foram preparados cenários diferentes, onde os estudantes atuaram como socorristas executando práticas de avaliação, tratamento e transporte de vítima no suporte básico de vida. Durante a simulação, notou-se maior empenho dos estudantes em realizarem o atendimento por se sentirem em uma situação real, em que tiveram que trabalhar em equipe, avaliar a segurança da cena, identificar a vítima, prestar assistência e transporte de maneira rápida e eficaz. A prática foi acompanhada pelos monitores que observaram as fragilidades e as potencialidades da sequência de cada atendimento, dando um feedback final. À medida que ocorria a problematização e contextualização do cenário, os alunos eram estimulados quanto ao conhecimento científico e a intervenção mais adequada. Notando-se que alguns apresentaram dificuldade na construção da reflexão crítica e até mesmo no desenvolvimento das técnicas de atendimento abordadas no curso. O momento foi um importante espaço para os alunos treinarem, tiraram dúvidas e compreenderam como se dá a atuação do socorrista em situação real. Conclui-se que o uso dessa metodologia de ensino além de aproximar a teoria e a prática em situações reais simuladas, proporcionou maior aprendizado e empoderamento ao aluno para discutir de forma crítica e reflexiva e realizar as intervenções necessárias de acordo com a vítima apresentada. A simulação realística fortalece a relação ensino aprendizagem e contribui para a melhoria da prática profissional.
Experiência no uso de metodologias ativas na disciplina de saúde do trabalhador para aprendizagem
YGOR CLEITON DE OLIVEIRA SAMPAIO; Antônia Jussara Olinda Oliveira
A área da saúde é um dos ramos que necessita de total aprofundamento no que diz respeito aos estudos por se tratar de uma área que tem como foco principal o cuidado com o ser humano. Os sujeitos trabalhadores merecem atenção quando falamos em saúde, pois são um grupo propenso a maiores riscos, sejam esses ambientais, físicos ou psicológicos. Focando-se na sala de aula, o professor enfermeiro deve estar a todo momento estimulando os alunos a se sentirem motivados a aprender por meio de métodos de ensino e uma aposta da atualidade são as metodologias ativas. A metodologia ativa é uma forma de tornar o aluno o próprio protagonista do seu aprendizado, uma proposta que vem em contrapartida à metodologia tradicional, onde esse sujeito é passivo no seu aprendizado. Dessa forma, retomando a lógica de maior aprofundamento na área de saúde do trabalhador, o aluno consegue aprender e ao mesmo tempo expor seu conhecimento e experiências, agregando ainda mais saber para essa área. Objetiva-se nesse trabalho descrever a experiência no uso metodologias ativas na disciplina de saúde do trabalhador. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, realizado a partir da vivência de aulas da disciplina de Processo de Cuidar da Saúde do Trabalhador do curso de enfermagem da Universidade Regional do Cariri, Crato, Ceará. As atividades aconteceram durante o mês de novembro de 2018 e foram realizadas pelos alunos matriculados na disciplina. Foram desenvolvidas atividades por cinco grupos de alunos a partir de temas distribuídos previamente pelo preceptor da matéria. Cada grupo se utilizou de metodologias diferentes para abordar os temas como seminários, roda de conversa, jogos como “batata quente” e casos clínicos fictícios para análise. Tais metodologias foram de cunho ativo por permitirem que, tanto os alunos preceptores como receptores pudessem expor suas ideias, dúvidas e conclusões a respeito das temáticas e dessa forma tornarem as apresentações mais interativas e sem aspecto de monotonicidade. Foi perceptível o quanto as aulas foram proveitosas, propiciando maiores conhecimentos, experiências e competências como organização e incentivo à inovação no que diz respeito ao planejamento das atividades. Dessa forma, portanto, percebe-se o quão importante se torna o uso das metodologias ativas no ambiente acadêmico, propiciando um ambiente fértil para mais saberes e ideias entrelaçadas nas evidências científicas, principalmente na área da saúde, quando se está trabalhando com a vida de uma pessoa e o ser enfermeiro/estudante de enfermagem precisa portar imensa bagagem científica para pôr em prática seu objeto de estudo, o cuidar, de forma resolutiva.
FATORES QUE CONTRIBUEM PARA REINCIDÊNCIA DA GESTAÇÃO NA ADOLESCÊNCIA
JESSICA LIMA DE OLIVEIRA; Mara Kilvya Nunes da Silva; Rauana dos Santos Faustino; José Adelmo da Silva Filho
INTRODUÇÃO: A gravidez na adolescência é uma ocorrência que tem prevalência no contexto brasileiro, como revelou um estudo realizado em 2000, onde a reincidência da gestação teve alta incidência (61%) entre as adolescentes. O conhecimento dos fatores relacionados à gravidez na adolescência constitui um importante caminho para a implementação de intervenções que possam modificar esse quadro, principalmente no tocante da atenção à saúde oferecida pela Estratégia Saúde da Família. OBJETIVOS: Identificar fatores que contribuem para reincidência da gestação na adolescência. MÉTODO: Trata-se de um estudo exploratório, descritivo com abordagem qualitativa. Realizado em uma Equipe de Saúde da Família do município de Iguatu-Ceará no período de agosto a setembro de 2016. Participaram do estudo 20 mulheres que passaram pela experiência da repetição da gestação com idade entre 10 a 19 anos. Os dados foram coletados através de uma entrevista semiestruturada e foram analisados pelos pressupostos da técnica de análise de conteúdo. A pesquisa obedeceu aos preceitos éticos da pesquisa envolvendo seres humanos, sendo aprovada sob parecer de número 1.827.740 pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Regional do Cariri. RESULTADOS: Evidenciaram-se que na reincidência da gestação na adolescência os fatores que contribuem estão relacionados com uma assistência ineficiente à adolescente, prestada pela Estratégia Saúde da Família, como a falta de orientações sobre o planejamento reprodutivo e familiar e o uso de métodos contraceptivos; como também os fatores relacionados as questões econômicas e sociais, como o casamento ainda na adolescência e a pouca escolaridade, que inclui também a pouca instrução sobre a sexualidade, o baixo nível socioeconômico, a mudança de parceiro e o desejo de engravidar novamente. CONCLUSÃO: Conclui-se que é preciso enfoque maior na questão da recorrência da gravidez na adolescência, principalmente nas questões assistenciais e socioeconômicas, para minimizar o quadro de reincidência de gestação na adolescência. Pois, entende-se que esse é um problema de saúde pública, e devido a isso devem ser criadas políticas de saúde voltadas principalmente para a prevenção de gestação precoce. Visto que, oferece risco a vida da mãe e do bebê, risco à saúde mental desses adolescentes e principalmente interfere em todo contexto familiar dos mesmos. Portanto, nota-se a importância de falar sobre essa temática para esclarecer à esse público todas as dúvidas a fim de promover a saúde.
Palavras-chave: Gravidez na adolescência,Estratégia Saúde da Família,Adolescente
FORÇA DE PREENSÃO MANUAL: PREVENINDO A INCAPACIDADE FÍSICA EM IDOSOS COM MULTIMORBIDADE
BRUNA PEREIRA DE ANDRADE; Aline Rany Jorvino da Costa; Antonio Germane Alves Pinto
INTRODUÇÃO: A força de preensão manual (FPM) é um teste realizado para identificar a diminuição da força muscular nos idosos, sendo preditor do estado geral de força. A diminuição da força normalmente está atrelada as deficiências nas atividades de vida diária, como também está associada a mortalidade e invalidez, principalmente nos idosos que possuem multimorbidade. Diagnosticar precocemente a diminuição da força previne os riscos e proporciona a busca de uma melhor qualidade de vida. OBJETIVO: Identificar a importância do diagnóstico precoce da diminuição da força de preensão na prevenção da incapacidade física em idosos com multimorbidade. MÉTODO: Este estudo consiste de uma revisão narrativa da literatura, de caráter descritivo com abordagem qualitativa. A pesquisa foi realizada nos mês de abril de 2019 nas bases de dados: Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde, Base de Dados de Enfermagem e Literatura Internacional em Ciências da Saúde, utilizando os Descritores em Ciências da Saúde: multimorbidade, idosos e qualidade de vida, que foram cruzados com o operador booleano AND. Utilizou-se como critérios de inclusão: artigos originais, publicados nos últimos cinco anos nos idiomas inglês, português e espanhol. Obteve 30 estudos, dos quais foram excluídos aqueles que não tinham relação com a temática em estudo com base em uma leitura criteriosa dos títulos e resumos, e eliminados os artigos repetidos, assim ao final foram obtidos 22 artigos para a construção do estudo. RESULTADOS: A enfermagem aparece como a profissão de maior importância para realização desse teste nas Unidades Básicas de Saúde, buscando identificar precocemente a diminuição da força muscular para prevenir a incapacidade física, e que diagnosticar tardiamente significa risco a saúde representado pela incapacidade funcional e isolamento social. Investigar a FPM é fundamental para identificar condições clínicas em idosos, buscando articular planos voltados para a gestão da fragilidade apresentada por essa população. Apesar da prevalência da multimorbidade em idosos ser um fator associado a diminuição da FPM, existem estratégias para diminuir a fragilidade apresentada por eles, bem como prevenir maiores complicações. A prática de exercícios físicos na academia é uma estratégia que demostra melhores resultados comparada as demais modalidades de exercícios físico, por resultar em uma maior aptidão física, e consequentemente essa maior aptidão contribui em uma maior força muscular. CONCLUSÃO: Em síntese, o teste para diagnosticar precocemente a diminuição da força muscular permite intervir celeremente sobre as atividades de vida diária dos idosos, e estimular as práticas em saúde para os longevos com multimorbidade, em que muitas vezes quando a diminuição da força de preensão está presente é responsável pela invalidez e morte.
GENOGRAMA E ECOMAPA COMO FERRAMENTAS DE ABORDAGEM DE FAMÍLIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
RAQUEL LINHARES SAMPAIO; Julianne Duarte de Souza; Sidneia Lima Brasil; Rosângela Rodrigues Moura; Karen Jeniffer Carlos Mateus
Dentre as ferramentas utilizadas para abordagem familiar na Estratégia de Saúde da Família, estão: o genograma e o ecomapa. O primeiro se refere à construção de um gráfico representativo do ciclo familiar e as relações ali envolvidas; o segundo está pautado nas relações do indivíduo e família com outros setores sociais. Neste sentido, essas ferramentas tornam o cuidado pontual e efetivo, visto que permitem uma visão sistêmica da dinâmica familiar, dos problemas que a rodeiam e de suas relações com o coletivo. Sendo assim, o presente trabalho tem por objetivo descrever as percepções de acadêmicos de enfermagem acerca de sua experiência na utilização de genograma e ecomapa durante atividade prática em uma Estratégia de Saúde da Família. Trata-se de uma pesquisa do tipo relato de experiência sobre as percepções de acadêmicos de enfermagem no que tange a utilização de ferramentas de abordagem familiar em uma Unidade de Saúde da Família de uma cidade do Cariri Cearense. A experiência ocorreu durante atividade prática da disciplina Enfermagem no Processo de Cuidar em Saúde Coletiva II, no mês de fevereiro de 2019. As ferramentas utilizadas foram genograma e ecomapa. A escolha do sujeito para aplicação das ferramentas foi de maneira espontânea. A usuária foi orientada quanto à importância e o porquê da aplicação de tais ferramentas. Após o consentimento verbal realizamos uma entrevista, ao mesmo tempo em que construíamos o genograma e o ecompama propriamente dito. A cliente que participou da pesquisa estava grávida, com 36 semanas de gestação, encontrava-se em sua quarta gravidez, tendo sofrido um aborto e duas gestações ectópicas. Tem 19 anos, não trabalha e possui uma relação estável com seu companheiro. A construção do genograma permitiu visualizar 18 pessoas que formavam o seu ciclo familiar, os óbitos identificados foram: tanto da avó materna quanto à paterna são falecidas (não sendo indetificadas as causas pela adolescente) e uma irmã que foi a óbito ainda recém nascida, por asfixia. Dentro do ciclo familiar percebe-se boa relação com seu pai, no entanto com sua mãe os laços são “estremecidos”, a mãe a abandonou quando criança aos cuidados do pai, juntamente com suas irmãs. Em relação ao ecomapa, a adolescente relatou não frequentar à igreja, parou os estudos no 2º ano do ensino médio devido à gravidez, possui boa relação com o hospital e a UBS, uma vez que procura com frequência esses serviços e suas principais atividades de lazer são: ficar em casa e assistir televisão. Dessa forma foi possível perceber que é preciso pensar no usuário como um ser integrante de um núcleo familiar e social, sendo assim a utilização de instrumentos como o genograma e o ecomapa nos possibilita a percepção ampliada e sistematizada dos processos de saúde doença e interação entre os familiares. Além de permitir o desenvolvimento de um cuidado individualizado, com maior resolutividade frente as suas necessidades de saúde.
IMUNIZAR É PRECISO: COBERTURA VACINAL EM CRIANÇAS MENORES DE UM ANO DE VIDA
JACIELITON MARTINS TELES DA SILVA MORAIS; Ana Kalina Tenório Ventura Gonçalves
INTRODUÇÃO: O controle e erradicação de muitas doenças transmissíveis foi e é, ainda, algo difícil de se concretizar, todavia, através do Programa Nacional de Imunização foi adicionado ferramentas para obter sucesso, como por exemplo, a vacinação em massa que acaba por constituir uma barreira efetiva para a interrupção da transmissão de doenças que podem ser prevenidas. Os dados da cobertura vacinal são estimados pela fórmula: número de doses aplicadas dividido pela população estimada em menores de um ano. OBJETIVO: Mostrar os resultados obtidos pelo Programa Nacional de Imunização na Cidade de Fortaleza. MÉTODO: É um estudo do tipo quantitativo exploratório, realizado durante os meses de agosto a dezembro de 2018, o qual utilizou dados obtidos na vigilância epidemiológica do município de Fortaleza, no estado do Ceará. Foram coletados os dados referentes aos anos de 2007 a 2017, os quais tabulados e reproduzidos graficamente para melhor visualização e interpretação. Por se tratar de dados da vigilância epidemiológica, o estudo respeita todos os aspectos éticos por não haver menção a nenhum conceito pessoal da população e por utilizar dados públicos, apenas reproduzindo os mesmos e interpretando, segundo o Artigo 1º da resolução 510/2016 do Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Regional do Cariri, parágrafo único. RESULTADOS: Nos últimos dez anos a situação vacinal em crianças menores de um ano de vida no município de Fortaleza-CE, se consolidou com os seguintes resultados: com relação a 1º dose da BCG, a meta de cobrir mais de 95% dos menores de um ano foi cumprida. A meta de cobertura de 90% contra o rotavírus (VORH) vinha melhorando gradativamente, entretanto desde 2014 essa meta não está sendo atingida. A cobertura da Vacina inativada da poliomielite e da Vacina oral da poliomielite, entre 2010 e 2013 a taxa ficou abaixo do esperado, em 2017 essa taxa foi de apenas 85,7% tornando-se assim a menor cobertura dos últimos dez anos. A vacina contra a Hepatite B só conseguiu bater a meta de cobertura nos anos de 2009, 2015 e 2016 tendo seu ápice em 2016. No período de 2011 a 2014 a cobertura da vacina pentavalente não atingiu a sua meta, em 2016 ela obteve cobertura de 100%, e seu pior percentual ocorreu em 2017, cobrindo apenas 83% da população. As vacinas pneumocócica 10 Valente e meningocócica C tem meta de vacinar 95% das crianças, desde 2015 os valores se mantem acima do esperado. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A Imunização em menores de um ano é feita com o intuito de acompanhamento e de promoção da saúde dos indivíduos suscetíveis às doenças transmissíveis. É de suma importância que os profissionais de saúde façam o acompanhamento desses dados, como também realizem a educação em saúde a fim de melhorar o conhecimento e a aceitação da população sobre o ato de imunizar, pois ainda se espalham muitas falácias acerca da eficácia dos imunobiológicos, o que ocasionam a diminuição da procura da população para o ato da imunização.
INCIDÊNCIA DE INTERNAÇÕES HOSPITALARES PARA TRATAMENTO DE CHOQUE CIRCULATÓRIO NO BRASIL
MAURO MCCARTHY DE OLIVEIRA SILVA; ANTÔNIA NILDERLÂNIA PEREIRA DE AMORIM; JULIANNE RODRIGUES VIANA; CHESLA DE ALENCAR RIBEIRO; ANTONIA MARCELLA BEZERRA HOLANDA
Introdução: O Choque circulatório, caracteriza-se pela incapacidade do coração e vasos sanguíneos de irrigar os tecidos do corpo com oxigênio e energia suficiente, dentre os diferentes tipos de choque destacam-se o anafilático, cardiogênico e hipovolêmico. Para obter uma visão holística do adoecimento perante essas patologias faz-se necessário um conhecimento amplo de dados epidemiológicos. Dispor dessas informações viabiliza planejamentos de políticas públicas para o atendimento desses pacientes, demonstrando através de uma representação numérica os riscos, além da elaboração de protocolos específicos para o atendimento rápido e eficaz. Objetivo: Realizar um levantamento quantitativo das internações hospitalares para tratamento de choque circulatório, encontrados nos registros nos sistemas de informações em saúde, no período de 2014 a 2018. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo de casos de choques anafiláticos, cardiogênicos e hipovolêmicos no Brasil. Os dados foram colhidos através de uma observação sistemática no DATASUS utilizando registros do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS). O objetivo da busca foram as internações para tratamento dos três tipos de choques com os códigos 0303060050, 0303060069 e 0303060077, respectivamente, na janela temporal de 01/01/2014 a 31/12/2018. Foram observados dados referentes ao ano do atendimento, local, tipo de choque e investimentos financeiros para o tratamento. O manuseio e a análise dos dados foram realizados com o apoio do software Excel 2010 respeitando as normas da resolução n°510/2016. Resultados: No Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS) foram registradas 42.881 internações hospitalares para tratamento dos três tipos de choques, sendo que o choque cardiogênico demonstrou maior prevalência com 53% dessas internações. Esses números referem a todos os estados, sendo uma incidência maio em São Paulo, estado mais populoso do Brasil, onde ocorreram 11.113 casos notificados. Quanto ao período, o ano de 2018 deteve 22% das internações, com o maior quantitativo de casos por ano. Ao todo foram gastos 96.048.953,44 reais com tratamentos específicos, todo esse investimento foi pactuado pelas ações do Sistema Único de Saúde. Conclusão: As Internações hospitalares por essa causa específica são alarmantes e onerosas. Essas informações formulam o quadro nacional referente as patologias confrontadas e atuam como material de pesquisa para profissionais de diversas categorias e dispor delas viabiliza um aprimoramento do serviço espelhando o número de casos a serem atendidos.
INCIDÊNCIA DE INTERNAÇÕES HOSPITALARES PARA TRATAMENTO DE POLITRAUMA NO HOSPITAL REGIONAL DO CARIRI
ANTONIA MARCELLA BEZERRA HOLANDA; MAURO MCCARTHY DE OLIVEIRA SILVA; CHESLA DE ALENCAR RIBEIRO; RENATA PEIXOTO DE OLIVEIRA; JOICY WINNE BATISTA FERRO
Introdução: O politraumatismo é um conjunto de lesões ou feridas mais ou menos extensas, produzidas por ação violenta, de natureza física ou química, externa ao organismo, porém normalmente assemelha-se esse termo a traumas físicos. Essas lesões são responsáveis por 3,2 milhões de óbitos por ano em todo o mundo. Para obter uma visão holística do adoecimento perante essas patologias faz-se necessário um conhecimento amplo de dados epidemiológicos. Dispor dessas informações viabiliza planejamentos de políticas públicas para o atendimento desses pacientes, demonstrando através de uma representação numérica os riscos, além da elaboração de protocolos específicos para o atendimento rápido e eficaz. Objetivo: Realizar um levantamento quantitativo das internações das internações para tratamento cirúrgico em politraumatizados encontrados nos registros nos sistemas de informações em saúde, no período de 2013 a 2018. Metodologia: Trata-se de um estudo quantitativo-descritivo de internações hospitalares para tratamento cirúrgico de pacientes politraumatizados no Hospital Regional do Cariri – Ceará. Os dados foram colhidos através de uma observação sistemática no DATASUS utilizando registros do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS). O objetivo da busca foram as internações para tratamento cirúrgico de poli traumas com o código 0415030013, na janela temporal de 01/01/2013 a 31/12/2018. O manuseio e a análise dos dados foram realizados com o apoio do software Excel 2010 respeitando as normas da resolução n°510/2016. Resultados: No Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS) foram registradas 485 internações hospitalares específicas para esse tipo de tratamento cirúrgico, sendo a 6ª unidade hospitalar com maior índice de cirurgias para politraumatizados no estado do Ceará. Esses números equivalem a 2,11% dos procedimentos cirúrgicos do estado, no período estudado, onde ocorreram 22.939 casos notificados. Quanto ao período, o ano de 2014 deteve 79% das internações, com o maior quantitativo de casos por ano. Ao todo foram gastos 993.722,48 reais com tratamentos específicos, todo esse investimento foi pactuado pelas ações do Sistema Único de Saúde. Conclusão: As Internações hospitalares por essa causa específica são alarmantes e onerosas. Essas informações formulam o quadro da unidade referente as patologias confrontadas e atuam como material de pesquisa para profissionais de diversas categorias e dispor delas viabiliza um aprimoramento do serviço espelhando o número de casos a serem atendidos.
INDICADORES EPIDEMIOLÓGICOS POR NEOPLASIA DA MAMA NA 21ª REGIÃO DE SAÚDE JUAZEIRO DO NORTE
ELIZABETE SANTOS GONÇALVES; Lohaine Tais Domingos de Melo; Rannykelly Basílio de Sousa; Francisco Costa de Sousa; Rauana dos Santos Faustino
O câncer de mama é considerado o segundo tipo de câncer com maior incidência em mulheres no Brasil. Entende-se como o crescimento desordenado de células do organismo que sofreram mutações genéticas, passando a expressar características desordenadas propiciando o aparecimento de nódulos que podem ser indolores, irregulares, e apresentar consistência branda bem definida. Tendo em vista a necessidade da realização de exames periódicos para o diagnóstico precoce da doença. Objetiva-se descrever os indicadores epidemiológicos sobre neoplasia mamaria e sua ocorrência na 21ª Região de Saúde/Juazeiro do Norte. O presente estudo é do tipo descritivo, retrospectivo com abordagem quantitativa, baseado em dados secundários. O levantamento de dados foi realizado no Departamento de Informática do SUS (DATASUS), referentes aos registros de morbidades anuais por residência e internação por neoplasia mamária na 21ª região de saúde Juazeiro do Norte, no estado do Ceará – Brasil. Foram analisados dados referentes ao sexo, faixa etária e cor/raça, distribuídos entre os anos 2014 e 2018. Dentre os 887 indivíduos da população estudada, foi possível compreender que o município de Barbalha apresenta os principais índices quanto ao sexo, cor/raça e faixa etária por local de internação. O sexo feminino é o principal acometido, com taxa de 98,98% (878), quanto a faixa etária os maiores índices estão entre mulheres de meia idade de 40 a 49 anos apresentado percentual de 20,85% (185). Já em relação a cor/raça é possível inferir que os indivíduos autodeclarados pardos compõem a população mais afetada com índices de 87,82% (779). No que se refere ao local de residência, os 626 casos notificados referentes ao sexo, cor/raça e faixa etária, tiveram predominância na cidade de Juazeiro do Norte, com notificações de 98,88% (619) relativas ao sexo feminino. Quanto a cor/raça é possível observar que há uma prevalência de 88,17% (552) para pardos. No que diz respeito a faixa etária percebesse-se que as mulheres de 40 a 49 anos são mais suscetíveis com porcentagem de 20,76% (130). Diante o exposto podemos deduzir que há uma elevada taxa dos indicadores epidemiológicos relacionando o câncer de mama as mulheres pardas de meia idade. Esses dados reafirmam a importância de campanhas educacionais que as estimulem a prevenção através do auto-reconhecimento da própria mama, bem como, a procura por informações e exames clínicos, melhorando o vínculo com a Estratégia de Saúde da Família, a fim de haver a detecção precoce, evitando assim o desenvolvimento da neoplasia.
INDICADORES EPIDEMIOLÓGICOS RELACIONADOS AOS ÓBITOS DECORRENTES DE INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO NA REGIÃO DE SAÚDE JUAZEIRO DO NORTE
RAYNARA AUGUSTIN QUEIROZ; Francisco Costa de Sousa; Maria Eduarda de Oliveira Alencar; Elizabeth Santos Gonçalves; Rannykelly Basílio de Sousa
INTRODUÇÃO:O perfil nacional epidemiológico das doenças modificou-se durante os últimos anos, apontando as doenças do sistema circulatório como responsáveis pelas principais causas de óbitos no Brasil. Dentre essas, o Infarto agudo do miocárdio (IAM) ou ataque cardíaco é definido como a obstrução das artérias coronárias por oclusão ou rompimento, levando a uma perturbação na homeostasia do fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco, quando prolongado o período de ausência do oxigênio ocasiona lesão e/ou necrose tecidual. Sendo considerada uma das urgências médicas mais recorrentes no pronto atendimento, isso se deve principalmente ao estilo de vida social,fatores ambientais e os hábitos alimentares difusos nos últimos anos pela sociedade, incluindo o uso de aditivos e conservantes nas comidas especialmente enlatadas desencadeando vários problemas de saúde.OBJETIVO: Apresentar os indicadores epidemiológicos sobre o Infarto Agudo do Miocárdio e sua ocorrência na região de saúde/Juazeiro do Norte. METODOLOGIA: O presente estudo é do tipo descritivo, retrospectivo com abordagem quantitativa, baseado em dados secundários. O levantamento de dados foi realizado através do Departamento de Informática do SUS (DATASUS), referentes aos registros de óbitos anuais por internação e residência nos últimos cinco anos ocasionados pelo Infarto Agudo do Miocárdio na 21ª região de saúde Juazeiro do Norte, no estado do Ceará – Brasil. Na qual, foram analisados dados referentes ao sexo, faixa etária e cor/raça, distribuídos entre os anos 2013 a 2018. RESULTADOS:Dentre os 313 indivíduos da população estudada, foi possível compreender que o município de Barbalha apresenta os principais índices quanto ao sexo, cor/raça e faixa etária por local de internação. com relaçao ao sexo, o feminino é o principal acometido, com taxa de 51,75% (162) dos casos notificados,quanto a faixa etária os maiores índices estão entre mulheres idosas de 70 a 79 anos apresentado percentual de 32,90%(103). Já em relação a cor/raça é possível inferir que os indivíduos pardos compõem a população mais afetada quando relacionado ao local de internação 64,85% (203). No que se refere ao local de residência, os 178 casos notificados referentes ao sexo, cor/raça e faixa etária, tiveram predominância na cidade de Juazeiro do Norte-CE, com notificações de 52,80% (94) relativas ao sexo feminino. No que se diz respeito a faixa etária percebe-se que as mulheres de 70 a 79 anos também são as mais suscetíveis correspondendo a um porcentual de 35,39% (63). Quanto a cor/raça é possível observar que há uma prevalência de 52,24% (93) para pardos. CONCLUSÃO: os dados epidemiológicos expostos reafirmam a importância dos conhecimentos entre os profissionais da área saúde sobre os fatores de riscos, os sinais e sintomas e possíveis agravos que caracterizam a doença, a fim de que possam utilizar na assistência á saúde e através estratégias educacionais possam instruir a sociedade como um todo a conhecer a respeito dos agravantes e dos fatores de risco do infarto do miocárdico, bem como estimular as pessoas à adotarem estilos de vida saudáveis, efetivando assim a promoção da saúde e contribuindo positivamente na qualidade de vida das pessoas .
ÍNDICE DE INTERNAÇÃO POR SEPTICEMIA NA REGIÃO DO JUAZEIRO DO NORTE: ESTUDO DESCRITIVO
FLÁVIA MARIA MATIAS DE OLIVEIRA; Aluízio Rodrigues Guimarães Júnior; Clara Liz Macêdo Isidoro; Rauana dos Santos Faustino; Arlete de Sá Barreto
INTRODUÇÃO: A septicemia, conhecida também como sepse, caracteriza-se como um evento grave, visto que é uma infecção generalizada que pode evoluir para falência múltipla de órgãos e óbito. Nos últimos 30 anos, a incidência mundial de sepse aumentou a uma razão de cerca de 13,7% ao ano. Assim, estima-se que, a cada ano, mais de 18 milhões de pessoas sofram sepse, e mais de 5 milhões delas faleça. Destaca-se que é de grande relevância estudos acerca o assunto, devido à gravidade da patologia, bem como os altos custos da internação pela mesma. Há campanhas internacionais, como a Surviving Sepsis Campain, com o objetivo de desenvolver diretrizes para reduzir a mortalidade por sepse em 25%, em cinco anos. OBJETIVO: Identificar as tendências por internação por septicemia na 21º região de Juazeiro do Norte, Ceará. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo de carácter quantitativo, onde foram utilizados dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS) do Departamento de Informática do SUS (DATASUS), foram analisados os dados epidemiológicos do período dos de 2015 a 2018 acerca da internação por septicemia da 21º (vigésima primeira) Região de Juazeiro do Norte, que inclui as cidades de Barbalha, Caririaçu, Granjeiro, Jardim, Juazeiro do Norte e Missão Velha. Os dados obtidos nos registros disponibilizados no sistema foram organizados e analisados no programa Microsoft Excel 2013 por estatística simples. Foi utilizado para referencial teórico a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), usando o operador booleano AND para cruzamento dos descritores, tendo como busca septicemia AND internação. Os artigos foram submetidos a uma filtragem em quatro etapas, sendo: texto completo disponível, últimos cinco anos de publicação, idioma português e tipo de documento artigo, sendo selecionados cinco trabalhos que atenderam aos objetivos da pesquisa. RESULTADOS: Foi visto que a faixa etária mais acometida pela internação por septicemia é a de 80 anos ou mais, sendo 60 casos notificados, e a menos acometida é a de 1 a 4 anos, sendo 5 casos notificados. Analisando os dados pôde-se notar que o sexo masculino é o mais acometido, sendo 1 192 casos notificados, enquanto o sexo feminino há 948 casos notificados. CONCLUSÃO: Tendo em mente os conhecimentos adquiridos em relação à septicemia, podem-se identificar os grupos mais vulneráveis, guiando os processos de planejamento da assistência na região em questão. Constata-se que a septicemia caracteriza-se como uma ocorrência de relativa gravidade, devido ao risco de morte, geração de sequelas, gastos equipamentos hospitalares e terapêutica médica.
INFECÇÕES DO TRATO RESPIRATÓRIO EM CRIANÇAS: TRATAMENTO TRADICIONAL EM COMUNIDADE QUILOMBOLA NO ESTADO DO CEARÁ
MARIA GISLEIDE PENHA DE LIMA; Cícero Aldemir da Silva Batista; Luanna Gomes da Silva
O uso de plantas para o tratamento de infecções respiratórias agudas em crianças é uma prática difundida em diversas comunidades tradicionais, em especial entre as populações em situação de maior vulnerabilidade e com dificuldades no acesso aos serviços de saúde convencionais, sendo uma temática de interesse para os profissionais de saúde no sentido de aliar um cuidado efetivo e culturalmente competente. Dessa forma, a presente pesquisa teve por objetivo realizar um levantamento acerca das plantas utilizadas por moradores de uma comunidade quilombola para o tratamento de infecções respiratórias agudas em crianças, com foco para os sintomas associados, sendo um recorte do estudo Pesquisas Etnobiológicas em Comunidades Tradicionais no Estado do Ceará. A pesquisa ocorreu na comunidade quilombola do Sítio Arruda, estado do Ceará, Brasil, entre janeiro de 2017 a março de 2018. A população do estudo foi composta por 19 participantes. Foi aplicado um formulário sociodemográfico e um roteiro de entrevista semiestruturado. Para análise dos dados foi empregada a estatística descritiva (frequência simples e percentual) e a Relative Frequency of Citation (RFC). A pesquisa foi aprovada por Comitê de Ética, sob nº 1367311, sendo cadastrada no Sistema Nacional de Gestão do Patrimônio Genético e do Conhecimento Tradicional Associado, com acesso nº: A52C550. Portanto, a partir da análise dos dados, foram identificadas 28 espécies de plantas utilizadas pelos moradores entrevistados para o tratamento de infecções respiratórias agudas em crianças, direcionando a sintomatologia por cruzamento simples para: tosse, garganta inflamada, congestão nasal, febre, cansaço, dentre outros sintomas. As espécies mais citadas com os respectivos nomes populares foram: Eucalyptus globulus L., Eucalipto; Ocimum gratissimum L., Alfavaca; Allium cepa L., Cebola-branca; Mentha spicata L., Hortelã; Allium sativum L., Alho; Punica granatum L., Romã; Waltheria indica L., Malva-do-reino; Citrus aurantifolia (Christm.) S., Limão. Os RFC oscilaram entre 0,68 e 0,21, com o maior número de citações concentrandose na faixa etária de 50 a 70 anos. Aproximadamente 89% dos participantes referiram o conhecimento das espécies através da tradição oral, mediante avós, mães, benzedeiras e rezadeiras. As partes mais utilizadas foram as folhas e os preparos tradicionais mais citados foram: lambedor, chás, principalmente por infusão e sumo das sementes. Entre as espécies com maior representatividade constam efeitos antimicrobianos em estudos farmacológicos, tais como o Eucalipto, a Alfavaca e a Cebola-branca. Estabelecer o diálogo entre os tratamentos alopáticos e os tratamentos tradicionais, inclusive no que concerne ao uso de plantas, é um dos focos da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, buscando estabelecer novas alternativas terapêuticas e valorizando e/ou ressignificando os saberes tradicionais instituídos.
INSATISFAÇÃO SEXUAL NO PUERPÉRIO
BREHNDA MARIA CALDEIRA; TAINÁ MARANHÃO DE OLIVEIRA; ROSANE SHIRLEY SARAIVA DE LIMA
O puerpério é o período do ciclo gravídico-puerperal em que as modificações locais e sistêmicas, provocadas pela gravidez e parto no organismo da mulher, retornam à situação do estado pré-gravídico. Essa etapa inicia-se uma hora após a saída da placenta e tem seu término imprevisto, pois durante a amamentação há modificações hormonais que alteram o retorno dos seus ciclos menstruais completamente à normalidade. A diminuição do desejo e do prazer sexual e a alteração dos padrões de atividade sexual são mudanças verificadas após o nascimento da criança, e estes problemas podem persistir mesmo depois dos cuidados pós-natais habituais. Objetiva-se com este estudo analisar os motivos da insatisfação sexual de mulheres no puerpério. Tratar-se-á de uma pesquisa exploratória com abordagem qualitativa que integra o projeto intitulado: “Disfunção sexual no período pós-parto: causas e fatores associados”, a mesma foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Regional do Cariri sob o número do parecer nº 82506017.0.0000.5055. A pesquisa será realizada na cidade de Juazeiro do Norte, Ceará, Brasil, com mulheres no período do pós-parto cesariano e vaginal, pertencentes à área de abrangência das equipes da ESF do referido município. Terá como critérios de inclusão puérperas assistidas na área de abrangência das 79 equipes de saúde da família da cidade de Juazeiro do Norte – CE e que tenham participado do estudo: “Disfunção sexual no período pós-parto: causas e fatores associados”. Além disso as mesmas devem ter respondido à questão: “Durante as últimas quatro semanas, qual foi o grau de satisfação na relação sexual com seu parceiro? ” do instrumento Female Sexual Function Index (FSFI), que avalia função sexual da mulher, com a alternativa “moderadamente insatisfeita” ou “ muito insatisfeita”, ou à questão: “A forma como o(a) meu(minha) parceiro(a) satisfaz as minhas necessidades sexuais” do instrumento Nova Escala de Satisfação Sexual (NSSS) com a alternativa “pouco satisfeita” ou “nada satisfeita”. Serão excluídas as mulheres que não forem localizadas. Para a coleta de dados será utilizada técnica de entrevista individual semiestruturada com o auxílio de um roteiro e as entrevistas serão gravadas. Os dados serão organizados e digitados utilizando-se o Microsoft Office Word versão 2013 e serão analisados através da forma de análise de conteúdo de Minayo. Sabendo-se da importância do bem-estar sexual para a saúde em geral, busca-se contribuir e subsidiar as práticas de cuidados de enfermagem para que beneficiem a saúde das mulheres, a partir da construção de novos saberes, uma vez que esse conhecimento fornece um novo modo de visão aos profissionais de enfermagem, para que possam ofertar uma assistência holística e eficiente a suas clientes.
INTERNAÇÕES URGENTES POR QUEIMADURAS NA MACRORREGIÃO DO CARIRI.
KYOHANA MATOS DE FREITAS CLEMENTINO; YASMIN VENTURA ANDRADE CARNEIRO; ALINE SAMPAIO ROLIM DE SENA; FLÁVIA MARIA MATIAS DE OLIVEIRA; SARA TEIXEIRA BRAGA
As queimaduras são lesões decorrentes de agentes, tais como a energia térmica, química ou elétrica, capazes de produzir calor excessivo que danifica os tecidos corporais e acarreta a morte celular. Lesões por queimaduras são situações corriqueiras que podem levar a debilitação ou até mesmo a óbito, representando um grave problema de saúde pública. Sendo assim, faz-se necessário que todos tenham o conhecimento adequado acerca do atendimento inicial a vítima de queimaduras, para que mais danos não sejam causados a mesma, além de educação em saúde em atividades preventivas. Dessa forma, o presente trabalho objetivou identificar a incidência de internações de urgência por queimadura na Macrorregião do Cariri, no período de 2015 a 2019, bem como o sexo, microrregião e faixas etárias mais acometidas. Trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo, com abordagem quantitativa, utilizando dados do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS) do Departamento de Informática do SUS (DATASUS), referentes às taxas de internações urgentes por queimaduras mediante o local de residência, segundo a faixa etária, microrregião e sexo, na Macrorregião do Cariri. Após a captação, os dados foram categorizados em tabelas a partir do programa Excel versão 2013 para Windows® e analisados segundo a frequência absoluta e porcentagem. No período estudado, foram registradas 351 internações de urgência por queimaduras. Dessas internações, as faixas etárias mais acometidas foram a de 30 a 39 anos com 63 casos (17,94%), 1 a 4 anos com 56 (15,95%) e 20 a 29 anos com 49 (13,96%). Ademais, dentre os 351 indivíduos comprometidos, 247 (70,37%) eram do sexo masculino e as maiores incidências registradas foram na 20° Região do Crato com 125 casos (35,61%) abrangendo principalmente os municípios Crato e Assaré, respectivamente, sendo que o município com mais internações foi Juazeiro do Norte, com 66 casos (18,80%). Diante do que foi exposto, nota-se que as maiores taxas de internação ocorrem na faixa etária entre 30 a 39 anos, na microrregião do Crato e a prevalência de indivíduos do sexo masculino são superiores durante todo o período analisado. Por conseguinte, é primordial que a população seja capacitada para que haja corretamente nessas situações, de forma que os mitos relativos à prestação de socorro sejam extintos, de tal maneira que não aumentem o risco de infecções, dificultem o processo de cicatrização e recuperação funcional, outrossim, devem ser traçadas estratégias de prevenção na educação em saúde.
Palavras-chave: Queimaduras,Promoção de Saúde,Primeiros Socorros
JOGO DE TABULEIRO COMO TECNOLOGIA DE APRENDIZAGEM EM UMA EDUCAÇÃO EM SAÚDE SOBRE TUBERCULOSE
SAMIRES SOARES DE OLIVEIRA ; LÍVIA MARIA DOS SANTOS; GLEDSON MICAEL DOS SANTOS
A tuberculose é uma doença mundialmente preocupante devido ao diagnóstico tardio o qual pode levar a morte. Dessa forma, o acesso a informação e a realização de atividades de educação em saúde configuram-se como uma importante experiência de aprendizagem, que tem como intuito facilitar a troca de conhecimento entre o mediador e o aprendiz sobre a doença. Objetiva-se relatar a experiência do uso de um jogo educativo sobre tuberculose em uma educação em saúde. Trata-se de um estudo de caráter descritivo do tipo relato de experiência, acerca de uma atividade proposta pela Liga Acadêmica de Doenças Negligenciadas (LIDONE) e do Projeto de Habilidades Práticas em Saúde Coletiva (PRO-HPSC) no dia "D" de combate a Tuberculose, em parceria com a Secretaria de Saúde do município de Crato-CE. A ação foi realizada na Encosta no Seminário, no período vespertino, momento em que o público realiza atividades físicas no local. A ação contou com a participação de 10 membros da LIDONE, 02 membros do HPSC, cinco profissionais de saúde e a coordenadora dos projetos supracitados. Para a educação em saúde utilizou-se de panfletos, banners e tecnologias de ensino, como uma televisão ilustrativa e um jogo de tabuleiro sobre a sintomatologia, transmissão e forma de tratamento da tuberculose. Este último foi confeccionado por um dos membros do projeto, o qual continha 15 estações. No percurso o jogador deparava-se com perguntas subjetivas sobre a tuberculose e pegadinhas com duas possibilidades de respostas: verdadeiro ou falso. Para iniciar a partida era necessário jogar um dado, permitindo dessa forma, avançar as casas. Participaram da ação 26 pessoas, sendo que a maioria era do sexo feminino. Na análise de cada jogada permitiu detectar as dificuldades e facilidades dos participantes sobre o conhecimento prévio da referida doença por meio da desconstrução dos mitos e o fortalecimento das informações verdadeiras sobre a tuberculose. Dentre as dificuldades vistas no decorrer dessa atividade foram: a. Recusa de alguns transeuntes abordados pelos membros para participarem do jogo, por se sentirem envergonhados e/ou não ter conhecimento prévio sobre a tuberculose; b. Muitos não sabiam responder as perguntas acerca da tuberculose, porém, esta dificuldade possibilitou que os facilitadores, através do jogo de tabuleiro, estimulassem o interesse em conhecê-la, proporcionando a participação ativa, esclarecimento de dúvidas. Ao final, foram distribuídos panfletos e utilizou-se de banners para fortalecimento do que fora discutido no jogo. Sendo assim, cada participante ganhou um panfleto sobre tuberculose, levando consigo um conhecimento adquirido, para que possa ser multiplicadores sobre a doença. A educação em saúde sobre tuberculose com o uso de metodologias de ensino permitiu revelar a necessidade do processo de ensino-aprendizagem e da integração entre os membros da liga, do projeto HPSC, dos profissionais da saúde presentes e do usuário, despertando o interesse e entendimento sobre a doença, além da possibilidade de análise crítica e reflexiva sobre os pontos abordados sobre a tuberculose.
MAQUETE COMO FERRAMENTA DE APRENDIZAGEM NO SABER SOBRE REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA
CAMILA DA SILVA PEREIRA; Cícero Damon Carvalho de Alencar; Jessica Lima de Oliveira
INTRODUÇÃO: A Rede de Atenção Psicossocial é habitualmente utilizada por pessoas com sofrimento ou transtorno mental e necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde. Assim, para facilitar a compreensão dos discentes, ainda na graduação, acerca dessa rede e dos seus pontos de atenção, é necessário o uso de ferramentas de aprendizagem. Dentre essas alternativas a construção da maquete estimula o estudante a participar ativamente do processo didático em sala integrando complexidades teóricas e práticas. OBJETIVO: Relatar a experiência de acadêmicos de enfermagem acerca da utilização de uma maquete envolvendo os principais pontos da Rede de Atenção Psicossocial. MÉTODO: Trata-se de um relato de experiência de acadêmicos de enfermagem da Universidade Regional do Cariri, a construção da ferramenta se deu no período de março de 2019 no contexto da disciplina de Enfermagem no Processo de Cuidar em Saúde Coletiva 1, do semestre 2018.2. RESULTADOS: A construção da maquete teve início a partir da pesquisa dos discentes acerca de sua estruturação ideal, está estabelecida na literatura pela portaria nº 3.088, de 23 de dezembro de 2011 do Ministério da Saúde, a qual elenca os principais constituintes da Rede de Atenção Psicossocial. Nesse sentido, os discentes estudaram essa portaria e a partir dela configuraram seus pontos de atenção pensando e organizando o fluxo no qual o usuário se deslocaria. A montagem da maquete culminou na apresentação expositiva da tecnologia, onde os alunos puderam expor em sala de aula que a rede temática ideal é constituída pelos pontos de atenção básica em saúde, atenção psicossocial estratégica, atenção de urgência e emergência, atenção residencial e transitória, atenção hospitalar, estratégia de desinstitucionalização e estratégia de reabilitação, abordando durante a apresentação o percurso que o usuário faria desde a entrada pelos Centros de Atenção psicossocial que poderia estar presente num determinado município ou pela unidade básica de saúde onde muitas pessoas tem acesso e muitas dessas a vêem como porta de entrada. CONCLUSÂO: Em virtude da relevância que a experiência trouxe, percebe-se o quanto significou em termos de aprendizado para os acadêmicos a utilização da maquete, uma vez que possibilitou o ensino acerca da estruturação ideal aos usuários de forma didática e criativa, acentuando conhecimento sobre a Rede de Atenção Psicossocial onde muitos profissionais enfermeiros atuam.
Palavras-chave: acadêmicos, aprendizagem,saúde coletiva,psicossocial
MITOS E VERDADES ACERCA DA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
JULIANNE DUARTE DE SOUZA ; Raquel Linhares Sampaio; Maria José Feitosa Rodrigues; Karen Jeniffer Carlos Mateus; Rosângela Rodrigues Moura
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença crônica não-transmissível, caracterizada por níveis elevados e sustentados da pressão arterial com valores iguais ou superiores a 140 x 90 mmHg. Diante dasgraves consequências relacionadas à HAScomo a incapacidade e o aumento da mortalidade, vê-se a necessidade de promover educação em saúde junto aos usuários, enquanto ações preventivas para o controle deagravos.Assim, o estudo teve como o objetivo relatar avivência de graduandos de enfermagem acerca deuma atividade de educação em saúde sobre hipertensãona atenção primária. Trata-se de um estudo do tipo relato de experiência na educação em saúde sobre hipertensão arterial em sala de espera.Realizado em uma Unidade Básica de Saúde da zona rural de um município do interior do Ceará, com 12 pessoas que ali estavam para atendimento, a partir de um encontro realizado no mês de Março de 2019, durante atividade prática de seis acadêmicos da disciplina Enfermagem no Processo de Cuidar em Saúde Coletiva II. A dinâmica utilizada foi a de“Mito ou Verdade”com questionamentos e pontos relacionados à hipertensão. Em um primeiro momento, placas com as palavras “Mito” e “Verdade” foram entregues aos participantes. Eles foram orientados a levantarem a primeira placa (mito), caso discordassem e a segunda placa(verdade), caso concordassem com a informação em foco. As questões levantadas pelas acadêmicas foram: Hipertensão tem cura? A hipertensão pode ser prevenida apenas com a eliminação do sal da alimentação? Para quem é hipertenso o consumo de bebidas alcoólicas faz mal?A pressão arterial aumenta com estresse? A hipertensão dificilmente apresenta sintomas?Alimentação balanceada e exercício físico são capazes de controlar a pressão arterial sozinhos? Infarto é uma das complicações que a hipertensão pode causar?Conforme os questionamentos foram realizados e de acordo com as respostas dos participantes, as acadêmicas esclareciam as argumentações e ainda sanavam dúvidas que surgiram no decorrer da atividade. Foi visível o interesse dos mesmos em relação ao tema, visto que haviam hipertensos no local ou a maioria tinha algum familiar com hipertensão. As indagações levantadas por eles foram quanto à medicação, o que causava a elevação da pressão e em relação aos alimentos que poderiam ser consumidos. Foi realizada a sensibilização dos indivíduos enquanto à fatores de risco modificáveis e não-modificáveis e ainda quanto a formas de prevenção e controle da doença tais como: manter uma alimentação equilibrada, eliminar o consumo de álcool, praticar exercícios físicos, e fazer uso de terapia medicamentosa nos horários corretos quando prescrito pelo médico. Dessa forma, pode-se perceber a importância de atividades de educação em saúde na atenção básica para possibilitar aos usuários informações relevantes e pertinentes sobre a HAS e seus impactos visando sensibilizá-los quantoao cuidado apoiado,para que sejam protagonistas na prevenção e no controle do processo saúde-doença.
MODELOS DE INTEGRAÇÃO DE CUIDADOS PALIATIVOS NA EMERGÊNCIA HOSPITALAR: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
MARIA EMÍLIA BARBOSA SALATIEL CAMPOS; JOSÉ HIAGO FEITOSA DE MATOS; VITÓRIA DE CÁSSIA FÉLIX REBOUÇAS; ROCHDALLY DE ALENCAR BRITO SANTOS; ANA PAULA AGOSTINHO ALENCAR
INTRODUÇÃO: O termo Cuidado Paliativo não diz respeito a cuidado institucional, mas trata-se, fundamentalmente, de uma abordagem que pode ser utilizada em diferentes contextos e instituições, inclusive na emergência. OBJETIVO: Identificar na literatura modelos de integração de cuidados paliativos na emergência hospitalar. METODOLOGIA: Realizou- se uma revisão integrativa da literatura, utilizando-se os descritores (DECS/MESH) “palliative care”, “emergency department” e “patient care team”. A busca dos estudos foi realizada junto ao Portal de Periódicos da CAPES, adotando- se como critérios de inclusão: artigos originais disponíveis em textos completos na forma de artigos, nos idiomas português, inglês e espanhol entre os anos de 2013 a 2019 que abordassem a integração dos cuidados paliativos na emergência hospitalar. Foram excluídas pesquisas relacionadas a assistência a paciente em cuidados paliativos no ambiente pré- hospitalar, revisões em geral, teses e/ou monografias. Constituindo no total de 10 artigos para amostra final. O levantamento do material ocorreu nos meses de agosto a maio de 2019. RESULTADOS: Identificou-se que a integração dos cuidados paliativos no setor de emergência hospitalar é uma nova área de especialização. Em um estudo, quatro integrações clínicas foram sugeridas. A primeira é um modelo tradicional de consulta, onde o médico da emergência consulta um especialista em cuidados paliativos. A segunda é chamada integração básica. Nesse modelo, o departamento de emergência e o setor de cuidados paliativos trabalham juntos em algumas metas e objetivos. O terceiro, a integração avançada, requer que o médico emergencista e o paliativista trabalhem juntos em processos e protocolos. O modelo final é um programa avançado que foca na emergência hospitalar. Ele precisa de um médico com certificado de especialização em cuidados paliativos. Os estudos, ainda trazem, os benefícios desses modelos, tais como: melhoria da qualidade de vida do paciente e de sua família durante o período de internação, bem como redução de custos e menor invasividade. CONCLUSÃO: Os estudos tornaram possível observar que apesar da existência desses modelos de integração, cada setor de emergência deve ser organizado considerando os recursos de cuidados de saúde no país e os tipos de serviço de cada hospital. Dessa forma, os métodos podem ser diferentes, mas o objetivo deve se fundamentar na alta qualidade de atendimento para pacientes em cuidados paliativos na emergência.
Cuidados paliativos, Serviços médicos de emergência,Equipe de assistência ao paciente
MONITORIA ACADÊMICA EM ENFERMAGEM PARA O PROCESSO DE APRENDIZAGEM DE DISCENTES: RELATO DE EXPERIÊNCIA
ANA KAROLINE DE ALMEIDA LIMA ; Aline Rany Jorvino da Costa
A monitoria acadêmica trata-se de uma ferramenta pedagógica para discentes bem como proporciona ao aluno, que atua como monitor, formação de conhecimentos compartilhados que podem impactar, com êxito, em sua formação profissional. Nos cursos de graduação em enfermagem, as disciplinas de conteúdo teórico-prático, podem requerer a presença de monitor, em que esse torna-se mediador do processo de ensinoaprendizagem, para com os demais acadêmicos e fortalece saberes e experiências com o docente. Para o exercício das atividades de enfermagem, é necessário o domínio de conteúdos teóricos e desenvolvimento de habilidades específicas. Dessa forma, a formação de um profissional de enfermagem, com conhecimentos, habilidades e formação qualificada; a monitoria acadêmica é ferramenta essencial nesse processo. Esse estudo tem como objetivo relatar a importância da monitoria acadêmica nas práticas da disciplina de semiologia e semiotécnica para o processo ensino-aprendizagem dos discentes do curso de graduação em enfermagem. Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem qualitativa, do tipo relato de experiência, concretizado a partir das vivências entre monitores e discentes, que compõe o IV semestre do curso de graduação em enfermagem pela Universidade Regional do Cariri entre o período de fevereiro a março de 2019. Todas as atividades de monitoria acadêmica foram fundamentadas em literaturas especializadas e conduzidas com a utilização de Procedimento Operacional Padrão (POP), que contém técnicas específicas constituídas de etapas referentes as práticas e habilidades de enfermagem. As estratégias usadas durante as monitorias envolviam aulas expositivas-dialogadas, resoluções de questões e simulações de situações práticas. Tais atividades proporcionaram aos alunos, o desenvolvimento do raciocínio crítico, além do cuidado voltado às necessidades humanas básicas. Tornou-se evidente que a relação construída entre monitor e aluno deve ser flexível e harmônica, o que por conseguinte, aumenta o rendimento acadêmico e ainda, proporciona a criação de vínculos afetivos, visto que os laços afetivos podem criar condições favoráveis ao processo ensinoaprendizagem. Além disso, a comunicação adotada pelo monitor pode ser útil na construção desse processo. Reconhece-se que a monitoria permite ainda a permuta de saberes entre docentes, alunos e monitores; na tentativa de promover a qualificação de enfermeiro de forma ética e habilitada. Assim, é notável que as atividades de monitorias são essenciais para o processo ensino-aprendizagem dos discentes, visto que a presença de um monitor oportuniza o aprimoramento e revisão de conteúdos ministrados pelos professores. Portanto, a monitoria acadêmica é de grande significância, possibilita aos próprios monitores, o aperfeiçoamento de habilidades quanto ao aspecto de ministrar aulas/práticas, auxiliando-os no processo de formação e favorecendo a relação harmoniosa entre a tríade professor-monitor-aluno. Esta ferramenta é eficaz para os alunos ao promover a transformação em nível cognitivo e intelectual, sendo propício para a formação de um profissional-enfermeiro eficiente que atenda às necessidades humanas básicas a partir de práticas realizadas com responsabilidade, autonomia e liderança.
MULTIDISCIPLINARIDADE NOS TRANSTORNOS ALIMENTARES: ANOREXIA E ORTOREXIA
ANA CLARA LACERDA CERVANTES DE CARVALHO; Cícera Laryssa Marinho Batista; Cicero Rafael Lopes da Silva
INTRODUÇÃO: Os transtornos alimentares são doenças graves, caracterizadas por comportamentos obsessivos sobre alimentação. É papel do nutricionista e da equipe multidisciplinar de saúde, intervir nos diferentes transtornos existentes, promovendo o cuidado integral ao paciente, tratando-o como um ser biopsicossocial para uma melhor compressão da doença e garantia de um tratamento adequado. A anorexia nervosa é definida pela restrição alimentar com justificativa de perca de peso, sendo desencadeada por inúmeros fatores, o que proporciona uma imagem distorcida do próprio corpo, enquanto a ortorexia nervosa é caracterizada pela obsessão alimentar doentia, causando restrições alimentares, evasão extrema de corantes, conservantes, alimentos geneticamente modificados, alimentos com excesso de sal ou açúcar, acontecendo uma busca pelo alimento “limpo”. OBJETIVO: Analisar a atuação da equipe multidisciplinar no tratamento da anorexia nervosa e da ortorexia nervosa. MÉTODO: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura nas bases de dados LILACS e SCIELO. As buscas foram realizadas no mês de maio de 2019, por meio de descritores associados ao operador booleano (AND): Anorexia. Ortorexia. Tratamento multidisciplinar. Os critérios de inclusão foram estudos disponíveis em português, publicados entre os anos de 2011 a 2018. Foram excluídos da pesquisa, artigos que não abordassem a temática. RESULTADOS: Inicialmente, foram selecionados 14 artigos, mas após a aplicação dos critérios previamente estabelecidos, restaram 6 artigos para a construção do estudo. Os transtornos alimentares podem apresentar aspectos semelhantes quanto à sintomatologia, porém, cada um deve possuir abordagens especificas no tratamento. Os pacientes anoréxicos necessitam de uma abordagem nutricional que consiste em recuperação do peso, cessação dos comportamentos compulsivos, melhora na conduta alimentar e desenvolvimento no estado psicológico e emocional, devendo realizar a inclusão do tratamento psicodinâmico no intuito de ajudar o paciente com transtorno alimentar a entender o significado dos sintomas manifestados por meio da psicoterapia grupal, orientados por psicanalistas e psicólogos. Na consulta médica é oportunizada a identificação e manejo dos sintomas através de técnicas cognitivo-comportamentais, como o diário alimentar, de forma individualizada e a avaliação da necessidade de medicação com auxílio de enfermeiros na coleta dos dados e administração das dosagens. Dos psicotrópicos, os antidepressivos são as que possuem maior aplicabilidade, ocorrendo após a recuperação do peso restabelecido. A ortorexia nervosa ocasiona uma dieta pobre em certos nutrientes devido às restrições alimentares. Este comportamento obsessivo-patológico exige uma equipe multidisciplinar, envolvendo médicos, psicólogos, nutricionistas e enfermeiros, devendo existir uma investigação médica e nutricional que favoreça um consenso sobre uma alimentação equilibrada e confortável. O psicólogo e o nutricionista devem intervir após a correção dos distúrbios provocados pelos déficits de nutrientes, principalmente de vitaminas e minerais, uma vez que determinadas complicações podem implicar em internamentos hospitalares. Em casos mais graves é necessário o tratamento farmacológico no âmbito da psiquiatria e auxílio da enfermagem com manipulação do sistema serotoninérgico, embora possa haver uma rejeição inicial a essa abordagem, devido à obsessão com a pureza do corpo. CONCLUSÃO: A atuação do nutricionista juntamente com a equipe multidisciplinar é imprescindível para o tratamento dos transtornos alimentares, visando uma abordagem que respeite as particularidades de cada doença.
NÚCLEO INTERDISCIPLINAR DE APOIO AO SERVIDOR: A SAÚDE DO 1TRABALHADOR EM EVIDÊNCIA
ALICIA RALHEMYLLE RODRIGUES TOMAZ; Rosely Leyliane dos Santos; Andreza de Lima Rodrigues
A saúde do trabalhador implica em todos os setores da sociedade. É por meio da Política Nacional de Saúde do Trabalhador (PNST) instituída pelo Sistema Único de Saúde (SUS) que são desenvolvidas ações de promoção da saúde do trabalhador de forma integral. Nesse sentido, existem algumas instalações que realizam essas práticas de forma a beneficiar os servidores, um exemplo deles é o Núcleo Interdisciplinar de Apoio ao Servidor (NIAS) que prioriza um atendimento holístico. Objetivou-se relatar a experiência de uma visita ao Núcleo Interdisciplinar de Apoio ao Servidor (NIAS). Trata-se de um relato da experiência vivenciada no mês de Outubro de 2018 no NIAS localizado na Universidade Regional do Cariri – URCA, em Crato - CE. A experiência ocorreu em um turno de funcionamento do núcleo, sendo conduzida por um bolsista. O turno foi dividido em dois momentos: primeiro momento deu-se com o repasse das informações sobre o funcionamento, equipe de profissionais atuantes, e serviços ofertados aos trabalhadores; o segundo momento decorreu da exposição da estrutura física do núcleo. O NIAS funciona três turnos por dia, de segunda a sexta e é organizado por equipes de saúde que contam com diversos profissionais. A equipe fixa composta por um fisioterapeuta, também professor e coordenador do núcleo, um enfermeiro assistencial, um clínico geral e três bolsistas da graduação em enfermagem, sendo esta equipe a coordenadora de todas as práticas desenvolvidas, além de realizarem atendimento clínico especifico de suas atribuições profissionais. Conta também com a equipe vinculada a Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva, formada por a Fisioterapia, Nutrição, Educação Física, Enfermagem, Farmácia e Biologia, que operam ações educativas e de promoção de saúde de forma conjunta e também atendimento individualizado nas suas respectivas áreas. Há ainda a equipe das Práticas Integrativas e Complementares (PIC) que é composta por um acupunturista e por seis bolsistas que possuem formações distintas em auriculoterapia, reike e massoterapia. Os atendimentos efetuados são agendados previamente, e todos os servidores da URCA e bolsistas institucionais podem requisitar os serviços. A partir da primeira assistência prestada é aberto um prontuário para o indivíduo, onde contém seu histórico e queixas principais, e é feito uma triagem básica com o enfermeiro assistencial ou um dos bolsistas de enfermagem. A estrutura física é composta por uma sala de recepção e escritório onde é realizado o atendimento inicial, os agendamentos e os armários, que são armazenados os prontuários multiprofissionais. A outra sala é onde ocorre o atendimento em si, que possui materiais e insumos necessários para cada assistência prestada. De acordo com os agendamentos vistos, o número de profissionais que buscam esse serviço mostra-se em uma quantidade expressiva e a grande maioria busca por mais de um atendimento. Com a experiência, foi possível perceber que o NIAS é um órgão de suma importância para preservação e manutenção da saúde do trabalhador no campus, sendo um núcleo multiprofissional e interdisciplinar que oferta diversos serviços de saúde de forma integral para todos os servidores, evidenciando-se a relevância deste para a melhoria da qualidade de vida do trabalhador.
O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE E A INTEGRALIDADE DA ASSISTÊNCIA AOS PARKINSONIANOS
KLEYTON PEREIRA DE LIMA; MARIANY FERNANDES DA SILVA
INTRODUÇÃO: Sistema Único de Saúde (SUS), foi aprovado na Constituinte de 1988, garantindo a saúde como direito de todos e dever do estado, tendo como princípios doutrinários a universalidade, a integralidade e a equidade, devendo ser assegurado a todos os brasileiros. A doença de Parkinson é uma patologia neurodegenerativa, crônica e gradativa do sistema nervoso, a progressão dos sinais e sintomas limitam os portadores da DP, tornando-os cada vez mais dependentes de uma assistência integral e multidisciplinar. Diante disso, esse estudo traz a indagação: Se os princípios do SUS são realidade na vida dos parkinsonianos? OBJETIVO: Analisar e verificar a integralidade da assistência aos parkinsonianos de acordo com a literatura publicada. METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, onde foram analisados estudos em um recorte temporal de 2012 a 2019 nas bases de dados (Medline, SciELO PubMed e ARCA), além da busca em sites de referência e leis que medeiam o assunto. Foram selecionados artigos através dos descritores: Sistema Único de Saúde, Integralidade de Assistência à saúde, Associações Parkinsonianas e Doença de Parkinson. Os artigos foram selecionados a partir da leitura de seus títulos e resumos, resultando na disponibilidade de 15 estudos. RESULTADOS: A integralidade como princípio do sus, deve atender aos problemas de saúde de todos os grupos populacionais, e por isso, os parkinsonianos, como um grupo específico, precisa de programas e políticas de saúde diferenciadas que possam atender as suas necessidades. Tendo amparo na Lei 605/15, que garante atenção integral aos parkinsonianos no âmbito do Sistema Único de Saúde, assim como o Protocolo Clínico e Diretriz Terapêutica do SUS para pessoas com Doença de Parkinson, criado em 2002 e atualizado em 2017, que garante o recebimento de medicamentos gratuitos, o benefício de programas terapêuticos de reabilitação, envolvendo fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, suporte psicológico e familiar, também conta com tratamentos cirúrgicos quando necessário. Apesar disso, a literatura expõe que na realidade isto não é concretizado, pois muitas vezes é necessário um processo judicial para garantia da aquisição aos medicamentos, os centros de reabilitação são em sua maioria centralizados nas grandes cidades o que dificulta o acesso e mobilidade dos pacientes, não garantindo assim a continuidade da assistência e dos cuidados necessários para uma melhor qualidade de vida dos pacientes com DP, desvinculando assim o princípio da integralidade do SUS. CONCLUSÃO: Conclui-se que garantir uma assistência de qualidade aos parkinsonianos que transite de acordo com os princípios do SUS trata-se de uma tarefa bastante complicada, já que oferecer uma assistência integrada em todos os níveis de complexidade exige expressivo investimento de recursos financeiros e humanos, o que ainda não se observa na realidade do país. Mas que algumas conquistas vêm sendo implementadas e os autores sempre incentivam buscar cada vez mais essa consolidação dos princípios do SUS, destacando que a integralidade não é apenas uma diretriz do SUS e sim uma bandeira de luta, um enunciado das características desejáveis do sistema de saúde.
O TRABALHO DA EQUIPE DE OPERAÇÕES AÉREAS EM ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR E RESGATE: RELATO DE EXPERIÊNCIA.
SARA TEIXEIRA BRAGA; Aline Sampaio Rolim de Sena; Kyohana Matos de Freitas Clementino; Simone Marcelino Lopes; Yasmin Ventura Andrade Carneiro
Introdução: A Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (CIOPAER) tem o intuito de garantir a segurança e policiamento da população em território cearense, assim como atuar em salvamento, resgate e remoção aeromédica, em parceria com o Serviço Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), sendo referência em operações aeromédicas do Brasil. Objetivo: Apresentar um relato de experiência vivenciado em visita técnica realizada a CIOPAER, base em Juazeiro do Norte-CE. Método: Trata-se de um relato de experiência, do tipo descritivo, de uma visita técnica a CIOPAER, realizada no mês de Abril pelos discentes do curso bacharelado de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri (URCA), com o apoio do Grupo de Extensão APH na comunidade. Resultados e Discussão: Através da visita foi possível compreender e conhecer mais intimamente o brilhante trabalho dos profissionais atuantes em busca, salvamento e resgate aéreo. Nesta visita obtiveram-se informações sobre a origem das operações aéreas no Ceará, assim como de sua evolução. Foi possível dialogar com o médico e enfermeiro sobre a atuação deles em serviço de emergência pré-hospitalar aéreo, no que diz respeito ao perfil destes profissionais e os caminhos de preparação técnico-prático-científico para atuar neste cenário, bem como foi possível realizar visita guiada e informativa a UTI aérea. As primeiras atividades da CIOPAER foram introduzidas nos anos 80 com a compra de um helicóptero pelo então chefe do poder executivo do Estado, a Companhia Energética do Ceará (COELCE), possibilitando a realização de atendimentos emergenciais e resgates, além de ajudas humanitárias a vítimas de enchentes. A partir de várias operações exitosas, sua atuação foi se consolidando cada vez mais no Estado, integrando outros serviços como o Corpo de Bombeiros Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). A CIOPAER conta com uma equipe extremamente capacitada para agir com eficiência e qualidade em suas missões, buscando sempre a forma mais eficaz e segura para salvar e preservar vidas. Tornou-se referência internacional em transporte de recém-nascidos, sendo palco de capacitações para profissionais de outros países. Conclusão: Assim esta instituição serve o povo cearense sempre prezando pela excelência operacional e a segurança para os profissionais e usuários envolvidos. Um destaque para esta visita foi à possibilidade de dialogar sobre a atuação do médico e enfermeiro que integra a equipe no estado do Ceará, observando que este é mais um campo de atuação para o profissional enfermeiro, requerendo conhecimento técnico-científico, habilidade e trabalho em equipe.
OFICINA SOBRE AUTOESTIMA E SAÚDE MENTAL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA.
EDNANITA ALVES ARRAES; Fabíula de Sousa Moraes; Raiane Pereira de Souza; Socorro Batista de Melo
É durante a adolescência que o jovem passa por um período de crise, porém, ocorre de forma construtiva e favorece seu amadurecimento, tanto físico quanto mental. Seria, portanto, um período crucial no desenvolvimento do indivíduo. É nessa fase que as ações educativas e de orientação favorecem a redução de problemas e danos que o adolescente esteja a enfrentar e, assim, atue como suporte nessa fase. Relatar a experiência de aplicação de uma oficina voltada para autoestima e saúde mental com adolescente da rede pública de ensino, no município de Crato-CE. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, desenvolvido após aplicação de dinâmicas a uma turma de 1º ano do ensino médio, composta por 45 alunos. As dinâmicas foram aplicadas no dia 08 de maio de 2019, por 4 membros do PENSE (Projeto de Extensão Saúde na Escola), no Colégio Estadual Wilson Gonçalves no período matutino entre as 9:10h e 10:50h, horário disponibilizado pelo Diretor do serviço. Inicialmente a sala foi disposta em círculo afim de organizar os alunos e promover a interação. A primeira dinâmica aplicada foi a “Dinâmica do Espelho,” os participantes receberam uma caixa onde foi dito que dentro dela havia a foto de alguém muito importante para aquele grupo de estudantes e, que quem à abrisse não poderia revelar o que havia dentro da caixa, apenas, descrever características, habilidades ou qualquer outro ponto positivo que a pessoa possuísse, em seguida ela deveria fechar a caixa e passar adiante para o colega. O intuito desta dinâmica consiste na valorização e reconhecimento das características positivas que o indivíduo apresenta como forma de fortalecer sua autoestima. A segunda dinâmica desenvolvida foi “Correio das Frases,” a turma permaneceu disposta em círculo, uma caixa de correio foi passada entre eles para que cada um recebe sua correspondência, em seguida cada um deveria refletir e explicar para os demais o que havia entendido sobre a mensagem. A partir da aplicação dessa oficina foi possível uma aproximação com esses adolescentes, a entrada em seu espaço social e a formação de um ambiente seguro e aberto às suas indagações, possibilitando aos mesmos a retirada de dúvidas e a exposição sobre assuntos que em outros momentos ou com uma outra abordagem não seria possível. Para os membros do projeto, a experiência de contato com esse público tão vulnerável, contribuiu para nossa formação diferencial enquanto futuro profissional, além de possibilitar a participação na construção e modulação das características desses escolares de forma a incentivar e valorizar seus pontos positivos, ressaltando que os mesmo não devem viver em função de padrões impostos pela sociedade e, sim, ressaltar o que há de positivo em cada um. Diante do exposto, podemos ressaltar a importância da realização de atividades desse tipo e nessa faixa etária, pois, permitem ao profissional em formação o contato com a realidade social, o desenvolvimento de habilidades e estratégias para subsidiar sua prática, a construção de um ambiente seguro e dinâmico onde estes adolescentes possam retirar suas dúvidas e expressar suas opiniões e, ainda, fomentar a possibilidade de intervir positivamente na construção e reconstrução da identidade destes escolares, além de promover saúde e prevenir agravos.
OFICINA SOBRE AUTOMEDICAÇÃO PARA IDOSOS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARIA EDWIRGENS PRIMO DE ARAÚJO OLIVEIRA; Maria do Carmo Araújo de Oliveira; Maria Josélia de Menezes; Martiliana Ferreira; Raul Roriston Gomes da Silva
OFICINA SOBRE AUTOMEDICAÇÃO PARA IDOSOS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA INTRODUÇÃO: A automedicação entre idosos tem sido algo frequente e preocupante no contexto atual, acarretando agravos a sua condição de saúde e progredindo a malefícios frente ao seu uso concomitante e indiscriminado. OBJETIVO: Relatar a experiência proveniente de oficinas de promoção e prevenção a saúde, direcionada a idosos, acerca da automedicação. MÉTODO: Estudo descritivo e exploratório, com abordagem qualitativa, do tipo relato de experiência. O mesmo foi realizado no Centro de Referência em Assistência Social, do bairro Vila Alta, município de Crato-CE, em abril de 2019. A ação desenvolvida, contou com a participação de 30 idosos, na faixa etária entre 60 a 65 anos, e que residiam na área de abrangência do referido Centro; sendo implementada por acadêmicos do Curso de Graduação em Enfermagem da URCA. RESULTADOS: A oficina foi realizada em duas segundas-feiras consecutivas. No primeiro encontro, por meio de uma explanação geral da temática e com os participantes distribuídos em círculo, houve uma discussão sobre a automedicação e suas implicações para a saúde, por meio da utilização de pequenas tarjetas com ilustrações que faziam alusão ao tema abordado. Ao passo que as informações estavam sendo colocadas para o grupo, os idosos respondiam conforme o seu entendimento adquirido ao longo da vida, e em seguida, suas respostas iam sendo aprimoradas pelos discentes, justificando os malefícios e consequências de condutas consideradas inadequadas e perigosas a saúde. Visto que os participantes se sentiram instigados pela temática, e mediante o surgimento de novos questionamentos e dúvidas por parte do grupo, deu-se seguimento a uma continuidade da oficina, em momento posterior e no qual foi abordada as diferenças entre medicamentos genéricos, similares e de referência, além da classificação segundo a funcionalidade e atuação terapêutica. Foi ressaltado também, ao longo da oficina, a importância do acompanhamento com a equipe de saúde da Estratégia Saúde da Família, principalmente em situações de comorbidades crônicas, uma vez que a polifarmácia pode oferecer muitos riscos aos usuários idosos, quando não for prescrita e orientada da maneira adequada. CONCLUSÃO: Diante do exposto, ressalta-se a importância de atividades de promoção em saúde, uma vez que elas fortalecem o vínculo entre os discentes do curso de enfermagem com a comunidade, propiciando ações educativas que interagem com temáticas atuais. PALAVRAS-CHAVES: Promoção a saúde, idoso, enfermagem em saúde comunitária. REFERÊNCIAS: OLIVEIRA, M.A.; FRANCISCO, P.M.S.B.; COSTA, K.S.; BARROS, M.B.A. Automedicação em idosos residentes em Campinas, São Paulo, Brasil: prevalência e fatores associados. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 28(2):335-345, fev, 2012. Disponível em: https://www.scielosp.org/pdf/csp/2012.v28n2/335-345/pt. Acesso em: 10 Mai. 2019. PEREIRA, F.G.F.; ARAÚJO, M.J.P.; PEREIRA, C.R.; NASCIMENTO, D.S.; GALIZA, F.T.; BENÍCIO, C.D.A.V. Automedicação em idosos ativos. Rev enferm UFPE on line., Recife, 11(12):4919-28, dec., 2017. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/viewFile/22289/25307. Acesso em: 10 Mai. 2019. SOUZA, M.S.; MACHADO, J.M.H.; FENNER, A.L.D.; LIMA, A.S.G.; KNIERIM, G.S.; CORRÊA, V.S. Educação, Promoção e Vigilância em Saúde: Integração entre Saberes e Práticas com Movimentos Sociais Camponeses. Com. Ciências Saúde. 2017; 28(2):168-177. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/periodicos/ccs_artigos/educacao_%20vigilancia_saude.pdf. Acesso em: 10 Mai. 2019.
OLHAR HOLÍSTICO EM VISITA TÉCNICA DE ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM EM UTI NEONATAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA
VITÓRIA ALVES DE MOURA; Antonia Elizangela Alves Moreira; Cosmo Alexandro da Silva de Aguiar; Valeska Edith Lucas Leal
Introdução: Recém-nascidos que apresentem características de risco, como prematuridade, malformação congênita e entre outras complicações, necessitam de cuidados especiais e de unidades de acordo com suas necessidades, tendo também a participação dos pais e orientação dos profissionais quanto aos cuidados especializados. Este cuidado especial é definido por Parecer Jurídico nº 930 de maio de 2012 como unidades de terapia intensiva neonatal. A visita técnica na unidade de terapia intensiva neonatal abrange um olhar da importância de um cuidado qualificado para os recém-nascidos de alto risco. Objetivo: O objetivo desse estudo foi relatar a vivência de acadêmicos de enfermagem em uma unidade de terapia intensiva neonatal. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência, que ocorreu em hospital de um município da região do Cariri-Ceará, no mês de abril do ano de 2019, através do estágio da disciplina Enfermagem no processo de cuidar da criança e do adolescente. Resultados: A vivência possibilitou aos acadêmicos de enfermagem refletir sobre a importância da assistência de enfermagem na unidade de terapia intensiva neonatal, o papel do profissional enfermeiro na promoção do bem-estar e na avaliação do quadro clínico dos neonatos, bem como na diminuição do estresse através da redução de ruídos sonoros e da realização dos procedimentos de forma agrupada. Incluindo também a orientação a família para os cuidados pós-alta, e sua participação no processo saúde doença dentro da unidade. Foram evidenciados os cuidados com as incubadoras no tocante ao o controle da temperatura adequada para aquecer e evitar a perda de calor do recém-nascido, o tempo e a técnica de banho e preparo de material e do recém-nascido para os procedimentos necessários, e com a redução das infecções hospitalares relacionadas a assistência de saúde, por meio do uso individual dos instrumentos utilizados na assistência e troca periódica das incubadoras para a higienização e desinfecção. Conclusão: Observou-se a relevância do apoio psicoemocional e orientação técnica para alguns procedimentos necessários após alta hospitalar para com as mães dos neonatos internados, pois as mesmas necessitam acompanhar os filhos dentro do setor e quanto o próprio enfrentamento do diagnóstico de seu filho. Portanto a visita técnica contribuiu para uma visão holística e qualificada da assistência de enfermagem prestada aos recém-nascidos internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal.
Palavras-chave: Unidade de Terapia Intensiva Neonatal,Recém-Nascido, Assistência de Enfermagem, Enfermagem Neonatal
PALESTRA SOBRE CIPA, PPRA E PCMSO: RELATO DE EXPERIÊNCIA
FABIULA DE SOUSA MORAIS; Ednanita Alves Arraes; Socorro Batista de Melo
A CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) regulamentada pela NR 05 é uma das mais importantes formas de prevenir acidentes de trabalho. De acordo com sua norma regulamentadora toda empresa que tenha mais de 20 funcionários ou possua ao menos um funcionário em regime de Consolidação das Leis Trabalhistas - CLT deverá cumpri-la. Em algumas empresas a CIPA é constituída por uma comissão formada por funcionário e empregador que serão treinados para exercer as normas, em outras empresas pode ser apenas um funcionário que receberá treinamento adequado para o cumprimento da norma. Para que a comissão ou o designado possam trabalhar de forma correta é necessário que a empresa tenha o PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) regido pela NR 09, versa diretamente sobre o ambiente e como esse pode influenciar na saúde do trabalhador através da avaliação e reconhecimento da ocorrência de riscos ambientais existentes, antecipando e interferindo no agravante. Já o PCMSO (Programa de Saúde Médico Ocupacional), regulado pela NR 07 possui caráter preventivo rastreando e diagnosticando agravos à saúde advindas do trabalho, sejam subclínica, danos irreversíveis ou doenças profissionais. Relatar a experiência vivenciada durante palestra ministrada a discentes da disciplina saúde do trabalhador, tendo como foco passar informações referentes a segurança do trabalho. Trata-se de um estudo descritivo, tipo relato de experiência que tem como meio de investigação a observação, ocorrido no dia 25 de outubro de 2018, na sala do VIII semestre de enfermagem Universidade Regional do Cariri – URCA, durante uma palestra ofertada aos 36 discentes que cursão a disciplina de saúde do trabalhador. A palestra foi acompanhada pela docente responsável pela disciplina e por 2 bombeiros, foram trabalhados assuntos pertinentes a segurança, ministrada por um engenheiro que enfatizou pontos como: CIPA regida pela NR05, PPRA regida pela NR 09 e a PCMSO regida pela NR 07. A palestra visou trazer informações claras e suscitas sobre assuntos que são de suma importância para profissionais em formação, assim como contribui para complementar os assuntos já explanados na disciplina. A aquisição de conhecimento sobre os temas trouxe aos discentes possibilidades de identificar e prevenir agravos relacionados ao trabalho, tanto de forma coletiva como individual, no tocante ao coletivo pode-se observar que o emprego das normas tanto em empresa como em um ambiente de saúde trazem formas diferentes de olhar o ambiente, e esse olhar diferente proporciona identificar situações e condições que muitas vezes passam despercebidas e acabam por trazer prejuízo a saúde do coletivo, no tocante ao individual esse conhecimento favorece ao trabalhador segurança na hora de exercer a profissão. Durante a palestra observou-se como é de suma importância os temas abordados para a vida profissional, contribuído para conscientização além de despertar o interesse dos discentes acerca dos riscos existentes nos ambientes de trabalho, e como preveni-los.
PARTICIPAÇÃO DO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO TUTORIAL EM CONSELHO LOCAL DE SAÚDE: RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARIA LUCILÂNDIA DE SOUSA ; Tainá Araújo Rocha; Nicácia Gomes da Silva; Maria Izadora Oliveira Batista
INTRODUÇÃO: O Conselho Local de Saúde tem por objetivo permear um diálogo entre os trabalhadores de saúde, administradores e usuários a fim de realizar o acompanhamento e monitoramento das políticas públicas de saúde, em busca da melhoria da saúde coletiva. Tendo em vista que uma das atribuições do Programa de Educação Tutorial é à atuação dentro da comunidade, a participação dos bolsistas nesses conselhos torna-se primordial para que conheçam a realidade da população e atuem junto à equipe, promovendo saúde e buscando solucionar as suas principais demandas locais. OBJETIVO: Descrever a experiência da participação acadêmica de Enfermagem do Programa de Educação Tutorial em um Conselho Local de Saúde. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência acerca da participação de uma acadêmica de Enfermagem bolsista do Programa de Educação Tutorial da Universidade Regional do Cariri no Conselho Local de Saúde de uma Estratégia Saúde da Família da cidade de Crato, Ceará. O encontro ocorreu no mês de março de 2019 e contou com a presença de uma enfermeira, uma médica, quatro agentes comunitários de saúde, uma representante da comunidade, a presidente da associação e uma acadêmica. RESULTADOS: A reunião iniciou com a apresentação dos conselheiros que estavam presentes e da bolsista, que explicou a sua participação enfatizando a disponibilidade para contribuir com a equipe nas demandas que forem possíveis. No encontro foram discutidas as principais demandas da comunidade e como poderiam ser solucionadas. Quantos aos principais problemas enfrentados estão à falta de materiais odontológicos, problemas com o esgoto e a capinação do espaço da unidade de saúde, presença de animais soltos em especial os cachorros que são responsáveis pelo aumento dos casos de Leishmaniose e a dificuldade com a adoção do novo sistema de tele agendamento. Posteriormente foi relatado pela presidente da associação que falta o engajamento e participação da população para cobrarem melhorias e soluções de problemas da comunidade. Para solução dessas demandas foram levantadas as possíveis propostas como reunião com a comunidade para enfatizar a importância de eleger um membro para participar do Conselho Municipal de Saúde, cobrar a participação em reuniões na câmara e solicitar a castração dos animais soltos. A presença da academia na reunião propiciou o despertar da importância do espaço deste colegiado, de forma que empodera a população na busca e garantia de seus direitos. Tal experiência deve ser estimulada na academia, aproximando-se cada vez mais o futuro profissional da saúde para as demandas sociais. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Percebeu-se com essa experiência a importância da participação da academia no Conselho Local de Saúde para conhecer a realidade da comunidade, suas principais dificuldades e demandas, e a partir desse contato prévio realizar estudos e planejamentos de ações que poderão ser realizadas junto à equipe de saúde, promovendo saúde na comunidade.
PERCEPÇÃO DOS IDOSOS SOBRE A ASSISTÊNCIA DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE DIANTE DO USO DE PLANTAS MEDICINAIS
ANA KAROLINE DE ALMEIDA LIMA ; Giovana Mendes de Lacerda Leite; Marta Regina Kerntopf; Bruna Beatriz de Sousa Pereira; Gyllyandeson de Araújo Delmondes
O uso de plantas para fins medicinais constitui um recurso empregado pelo homem há milhares de anos. Nos tempos atuais, embora o avanço das tecnologias de saúde quanto ao desenvolvimento de fármacos cada vez mais potentes e a estratégias de acesso a esses recursos, plantas medicinais é um método de tratamento de escolha para muitas pessoas, principalmente para população idosa. Diante disso, o presente trabalho teve por objetivo, conhecer a percepção dos idosos sobre a assistência de profissionais de saúde, diante do uso de plantas medicinais. Trata-se de um estudo do tipo descritivo-exploratório, com abordagem quanti-qualitativa, realizada com idosos residentes do distrito de Anauá, pertencente ao município de Mauriti/CE, Brasil, no período de janeiro de 2018 a novembro de 2018. Na ocasião das entrevistas, tendo em vista o atendimento aos requisitos da pesquisa com seres humanos e o parecer de aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), da Universidade Regional do Cariri- URCA, n° 1.367.311, os idosos responderam a três perguntas: 1. O sr. (sra.) faz ou já fez uso de plantas para tratar doenças? 2. Em algum momento, chegou a conversar com um profissional de saúde, sobre o uso de plantas no tratamento de doenças? Conte como foi. 3. Algum profissional de saúde (médico, enfermeiro, dentre outros) já orientou, durante a realização de consultas, o uso de plantas para o tratamento de doenças? Conte como foi. O conteúdo das entrevistas foi analisado segundo a estratégia do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC). Foram entrevistados 19 idosos (13 mulheres e 6 homens), em que 84,21% fazem uso de plantas para tratamento de enfermidades, 10,53% utilizam e indicam para outras pessoas e 5,26% usam, mas com cuidado para não fazer mal a saúde. Questionados sobre conversarem com algum profissional da saúde em relação a utilização de plantas medicinais, 89,47 % mencionaram nunca dialogarem a respeito, por considerarem que os profissionais não buscam saber essas informações e 10,53% não quiseram responder. Por fim, para a terceira pergunta, 73,68 % dos informantes disseram nunca terem sido orientados no momento da consulta, por qualquer profissional, sobre as plantas para fins medicinais. Apenas 26,32% relataram ter sido orientados alguma vez, inclusive recebendo indicações de uso. Analisando-se os discursos, de maneira geral, notou-se que os idosos não se sentem confortáveis em expressarem a presença das plantas na conduta dos cuidados com a saúde. No entanto, as plantas medicinais são consideradas uma terapia complementar de grande relevância, para população do estudo. Dessa forma, reflete-se a importância da presença profissional na atenção em saúde voltada a essa questão, de maneira ativa, visando-se a promoção da saúde dessas pessoas e assegurando o uso seguro desses recursos.
PERCEPÇÃO MATERNA SOBRE A PARTICIPAÇÃO DO PAI NA AMAMENTAÇÃO
THAÍS ISIDÓRIO CRUZ BRÁULIO; Maria de Fátima Esmeraldo Ramos de Figueiredo; Nicácia Gomes da Silva; Rachel de Sá Barreto Luna Callou Cruz; Simone Soares Damasceno
Na percepção das mães, o conhecimento paterno quanto à amamentação pode promover atitudes benéficas que as auxiliam no iniciar e na manutenção da prática do aleitamento, bem como a participação ativa do pai quanto aos cuidados voltados ao bebê, a realização de atividades domésticas e o apoio emocional em todo o processo do aleitamento materno. De acordo com estudos, a taxa de aleitamento materno é aumentada de acordo com o envolvimento dos pais nesse processo e a satisfação das mães quanto a participação do pai auxilia na eficácia do aleitamento. O referido estudo tem como objetivo avaliar a percepção materna quanto a participação do pai na amamentação. Trata-se de uma revisão sistemática da literatura a partir do cruzamento dos descritores: aleitamento materno e pai. A busca nas bases de dados foi realizada via Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), após a combinação de descritores obteve-se um total de 297 artigos, onde ao realizar a filtragem dos mesmos, selecionando somente aqueles publicados na BDENF, LILACS E MEDLINE, que apresentavam texto completo disponível, publicados nos últimos cinco anos, nas línguas portuguesa, inglesa e espanhola, restaram um total de 77 artigos. Após a análise do título e resumo foram excluídos 45 por não se adequarem ao objeto de estudo desta revisão, totalizando 32 artigos a serem analisados. Foi evidenciado que a baixa escolaridade paterna, a fragilidade no convívio com a mãe, falta de participação e apoio paterno são fatores relatados pelas puérperas que interferem na cooperação do pai nesse processo, pois mães que recebiam apoio paterno e tinham uma boa relação com o companheiro, amamentaram por um período mais longo, já que o sentimento de segurança era transmitido para a genitora, constituindo como um motivo para o sucesso do aleitamento. Percebeu-se também o relato de desamparo e a ausência da tomada de decisão na assistência a companheira, por haver um distanciamento do pai nessa etapa. Para as mães o apoio emocional constitui-se como essencial, visto que a presença do pai não só estimula a decisão de amamentar, mas da suporte às dificuldades vivenciadas no ato de aleitar, estabelecendo também uma relação de companheirismo entre o parceiro e a progenitora, fortalecendo cada vez mais a interação e a formação do vínculo entre os envolvidos nesse processo. Percebeu-se que o encorajamento diante das dificuldades e a conscientização sobre a importância do aleitamento são práticas que devem ser reforçadas não só para as mães, mas especialmente para os homens-pai, no tocante a sua participação no processo de aleitamento materno, com o intuito de promover além de maior conhecimento, o fortalecimento do vínculo entre o bebê, mãe e pai e a motivação para que haja a continuidade da amamentação.
PERFIL DE AGRESSORES DE MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA ATENDIDAS EM DELEGACIA ESPECIALIZADA EM JUAZEIRO DO NORTE
ROANA BÁRBARA DE ALMEIDA GOUVEIA; Francisca Tamiris Pereira de Souza; Pedro Yan Alexandre Barbosa Kennedy; Maria do Socorro Neta Gerônimo; Gabriel Fernandes Pereira
O panorama alarmante do Brasil frente as violências voltadas às mulheres é preocupante, sendo perceptível o crescente rol dos tipos de agressões perpetradas contra a mulher onde inclui-se as ameaças, a violência física, moral, virtual e patrimonial. Destaca-se que a grande parcela dos agressores é do sexo masculino, com vínculo com a vítima. Isto posto, se faz necessário identificar o perfil destes acometedores afim a tal tipo de violação dos direitos humanos. O Observatório da Violência e Direitos Humanos da Região do Cariri possui um papel importante no monitoramento deste e outros agravos. O objetivo deste estudo foi traçar o perfil de agressores de mulheres vítimas de violência na região do sul do Ceará. Trata-se de um estudo quantitativo, no qual foram analisados dados referentes aos boletins de ocorrências registradas pela Delegacia de Defesa da Mulher do município de Juazeiro do Norte, Ceará. Os dados foram coletados entre janeiro a dezembro de 2018 através de um checklist. Após obtenção, os mesmos foram tabulados utilizando a planilha eletrônica Microsoft Office Excel em frequências absolutas e relativas, e analisados à luz da literatura pertinente. O estudo teve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa com parecer 2038188. Foram analisados dados de 1.285 boletins de ocorrência na referente delegacia. Em relação ao sexo 85,52% (n=1.099) são homens. Sobre a idade dos agressores 98,91% (n=1.271) dos dados encontra-se ignorado. Pertinente a ocupação 98,21% (n=1.262) dos dados são ignorados. No tocante ao consumo de álcool 22,49% (n=289) realizam o consumo, contudo 75,48% (n=970) desse dado é ignorado. Referente ao vínculo com a vítima 37,97% (n=488) eram ex-namorados. Quanto ao horário de agressão 31,90% (n=410) foram pela noite e relativo a quantidade de agressores 95,64% (n=1.229) foram somente um. Os dados indicam que acerca da idade dos agressores pouco é datado assim como suas ocupações, no entanto mostrou que a maioria possui vínculo afetivo/sexual com as vítimas, consumem álcool, ou seja, possuem um comportamento de risco que impacta na vida de suas companheiras e tem a conduta de perpetrar a violência sozinhos mais comumente durante a noite. Conclui-se que os agressores são homens com forte vínculo com as vítimas onde as violentam sozinhos durante um período onde a delegacia de defesa de mulher se encontra fechada e que são usuários de bebidas alcoólicas. Tais dados se mostram importantes para que as instituições de segurança possam encaminhar a vítima e assegurar a aplicabilidade das leis dentro da rede de enfretamento para uma resolução eficaz e definitiva.
PERFIL DE MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA ATENDIDAS EM DELEGACIA ESPECIALIZADA EM JUAZEIRO DO NORTE
ROANA BÁRBARA DE ALMEIDA GOUVEIA; Francisca Tamiris Pereira de Souza; Pedro Yan Alexandre Barbosa Kennedy; Maria do Socorro Neta Gerônimo; Gabriel Fernandes Pereira
A realidade do Brasil frente as violências voltadas às mulheres, se estampa como alarmante sendo perceptível o crescente índice dos diversos tipos de agressões perpetradas contra a mulher onde inclui-se as ameaças, a violência física, moral, virtual e patrimonial, podendo ser evidenciadas por mídias, redes sociais e dados adquiridos em delegacias especializadas. Isto posto, pertinente às mulheres violentadas se faz necessário identificar o perfil destas na esfera de violação dos direitos humanos. O Observatório da Violência e Direitos Humanos da Região do Cariri possui um papel importante no monitoramento deste e outros agravos. O objetivo deste estudo foi traçar o perfil de mulheres vítimas de violência na região do sul do Ceará. Trata-se de um estudo quantitativo, no qual foram analisados dados referentes aos boletins de ocorrências registradas pela Delegacia de Defesa da Mulher do município de Juazeiro do Norte, Ceará. Os dados foram coletados entre janeiro a dezembro de 2018 através de um checklist. Após obtenção, os mesmos foram tabulados utilizando a planilha eletrônica Microsoft Office Excel em frequências absolutas e relativas, e analisados à luz da literatura pertinente. O estudo teve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa com parecer 2038188. Foram analisados 1.285 boletins de ocorrência da delegacia referente. No tocante a idade das vítimas 54,63% (n=702) foram idade adulta de 30 a 59 anos. Referente a cor 99.84% (n=1.283) desse dado foi ignorado. Quanto a escolaridade 99,92% (n=1.284) foram ignoradas. A respeito da maternidade 19,98% (n=253) dizem ter um filho(a), no entanto 46,69% (n=600) desse dado foi ignorado. Pertinente a ocupação 99,84% (n=1.283) foi ignorado. Referente a renda 100% (n=1.285) desse dado foi ignorado. Quanto a moradia 87,7% (n=1.127) são de zona urbana. Relativo ao estado civil 38,05% (n=489) são separadas. No que se refere ao tipo de violência sofrida 68,32% (n=878) foram ameaças e 20,93% (n=269) violência física. A respeito do tempo de relacionamento 38,21% (n=491) relataram duração de mais de 48 meses. Os dados apontam que a maioria das mulheres atendidas estão na fase adulta da vida, são mães e separadas, não há dados sobre cor, renda, ou ocupações, porém vivem em zona urbana. Não obstante, sofreram violências física e ameaça. Conclui-se que a maioria das vítimas são mulheres adultas de zona urbana que vivem uma situação de violência e risco de vida, embora muitos dados estejam ignorados. Esses dados se mostram importantes para que as instituições de segurança possam encaminhar a vítima e assegurar a aplicabilidade das leis dentro da rede de enfretamento para uma resolução eficaz e definitiva.
PERFIL DOS CRIMES SEXUAIS NO CEARÁ DURANTE O ANO DE 2018
PEDRO YAN ALEXANDRE BARBOSA KENNEDY; FRANCISCA TAMIRIS PEREIRA DE SOUZA; GABRIEL FERNANDES PEREIRA; LARISSIA CÂNDIDO CARDOSO; ROANA BÁRBARA DE ALMEIDA GOUVEIA
INTRODUÇÃO: Devido ao atual arranjo brasileiro, nota-se uma crescente e considerável taxa de violência no país, e uma das mais assustadoras vertentes deste ato tão desumano são os crimes de cunho sexual. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2018, o Ceará destaca-se como sendo o terceiro estado mais violento de todo país, acumulando um total de 59,1 mortes por cem mil habitantes no ano de 2017, e não seria diferente ter-se um índice de crimes sexuais tão elevado no estado respectivamente. OBJETIVO: Caracterizar o perfil de crimes sexuais no estado do Ceará. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo, quantitativo, realizado por fontes secundárias, em que a coleta de dados das mortes violentas ocorreu através do acesso aos registros concedidos pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará no ano de 2018. Os dados obtidos foram tabulados e analisados à luz da literatura pertinente e o estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética de n° 2.038.188. RESULTADOS: Ao desenvolver-se o estudo, logrou-se o quociente de 1.844 crimes sexuais durante o ano de 2018 no estado cearense, sendo o mês de Outubro o período com maior ocorrência desse delito, fechando um total de 193 crimes (10,46%). Também obteve-se o dia da semana e o turno diário em que mais ocorrem este tipo de violência, sendo domingo o superior aos demais dias com aproximadamente 387 casos (21%), e o período matutino (06:00h a 11:59h) o de maior incidência, totalizando aproximadamente 581 ocorrências (31,5%). No que diz respeito aos locais de maior incidência desses crimes, a Secretaria de Segurança Pública divide estes lugares em Áreas Integradas de Segurança. Assim, aferiu-se que em Fortaleza, houveram 446 crimes sexuais (24,18%) durante esse período, e a Área Integrada de Segurança do interior que mais sofreu com estes delitos foi a 19, que comporta justamente a região do Cariri e seus municípios limítrofes, somando-se 221 crimes (11,73%). CONCLUSÃO: Com base nesse estudo verifica-se que durante o final da semana é justamente quando há mais indicativos dessa prática delituosa, e que o lapso temporal do dia mais perigoso é durante a manhã, em que pode haver uma maior distração da vítima devido a correria e frenesi deste período. No tangente aos locais, a capital se destaca no número de casos, consequência do seu alto contingente populacional, porém o mais preocupante se mostra na região interiorana e respectivamente o Cariri, a qual, mesmo com um número de habitantes reduzido, se comparado com a capital, mostra um alto grau de crimes sexuais, atingindo praticamente a metade dos números da metrópole.
PLANO DE CUIDADOS DE ENFERMAGEM A UM PACIENTE USUÁRIO DE ÁLCOOL E DROGAS: RELATO DE EXPERIÊNCIA
ALICIA RALHEMYLLE RODRIGUES TOMAZ; Maria da Paz Castelo Lins
O uso abusivo de drogas e álcool é um dos relevantes problemas de saúde pública em todo o mundo. Calcula-se que 185 milhões de pessoas acima de quinze anos já ingeriram drogas ilícitas, ou seja, 4,75% da população mundial. O Brasil está dentro da faixa média mundial em relação ao número de usuários de drogas ilícitas. Cerca de 10% da população dos centros urbanos de todo o mundo utilizam abusivamente substâncias psicoativas, independentemente da idade, sexo, nível de instrução e poder aquisitivo, cenário que se encontra o Brasil. Em 2001 foi criada a Lei 10.216 que redireciona o modelo de atenção em saúde mental no Brasil, surge também uma modalidade específica de Centro de Apoio Psicossocial (CAPS), o CAPS ad, destinado a cuidar de pessoas que fazem uso de álcool e outras drogas. Objetiva-se construir um plano de cuidados de enfermagem frente a um paciente usuário de álcool e drogas. Trata-se de um relato de experiência de caráter descritivo da construção de um plano de cuidados de enfermagem a um paciente usuário de álcool e drogas acompanhado por um CAPS ad situado no interior do Ceará, o mesmo foi elaborado em outubro de 2018. Com base no quadro clínico do paciente elencaram-se os principais diagnósticos, intervenções e metas a serem alcançadas. Os dados obtidos foram analisados segundo as taxonomias da Associação Norte-Americana de Diagnósticos de Enfermagem, Classificação dos Resultados de Enfermagem e da Classificação das Intervenções de Enfermagem. Os diagnósticos de enfermagem elaborados para assistência ao paciente foram: Ansiedade relacionada a abuso de substâncias evidenciado por entusiasmo excessivo; Risco de confusão aguda relacionada ao abuso de substâncias. As intervenções traçadas: Instigar na participação dos grupos terapêuticos; Orientar sobre os efeitos negativos do álcool no organismo; Encorajar o aprendizado de técnicas de enfrentamento; Monitorar adesão ao tratamento medicamentoso. Metas em médio prazo: Usar uma abordagem calma e segura com o paciente; Encorajar a verbalizar sobre seus sentimentos. Ressalta-se que o quadro clínico do paciente deve estar em constante avaliação para assim atentar-se a necessidade de mudança de diagnósticos, intervenções e metas traçadas. Na construção de um plano de cuidados de enfermagem ao paciente usuário de álcool e drogas consideram-se suas particularidades e direciona-se assistência prestada, corroborando para um atendimento mais digno, humanizado e resolutivo para as necessidades do paciente. O Processo de Enfermagem é um recurso facilitador, pois é a partir dele que ocorre a padronização da assistência de enfermagem, conhecendo os possíveis diagnósticos e intervenções para cada situação.
PLANTAS MEDICINAIS E SUAS CONTRAINDICAÇÕES: PERCEPÇÃO DE UMA COMUNIDADE, NO MUNICÍPIO DO CRATO-CE.
ANA VLÁDIA FERREIRA DE FREITAS; Maria Joelyne Santos Monteiro; Ciências Biológicas e da Saúde; Especialista em Urgência e Emergência; Enfermeira; Universidade Regional do Cariri – UR; George Pimentel Fernandes; Ciências Humanas; Doutor em Educação; Professor; Universidade Regional do Cariri – URCA; pimentelcrato@gmail.com; Ana Cristina Albuquerque da Silva; Ciências Biológicas e da Saúde; Especialista em Farmacologia; Biomédica; Centro Universitário Leão Sampaio – UNILEÃ; Dailon de Araújo Alves; Ciências Biológicas e da Saúde; Mestre em Enfermagem; Enfermeiro; Universidade Regional do Cariri – URCA; dailon.araujo12@gmai
A utilização de plantas medicinais no tratamento de enfermidades vem sendo praticada por diversas pessoas com diferentes patologias. Esse fato, evidencia uma preocupação, pois, grande parte das plantas medicinais não possuem um estudo aprofundado a respeito de seus efeitos tóxicos no organismo humano, o que pode acarretar envenenamentos e outros danos, como afetar as funções de um órgão, ou até ocasionar a morte do indivíduo. Além disso, a maioria da população que faz o uso de plantas medicinais não conhecem as suas possíveis reações indesejadas. Estas pessoas consideram a planta como algo natural, isenta de qualquer nocividade ao homem. Logo, pesquisas que evidenciem o conhecimento das contraindicações de espécies vegetais pelas pessoas que a utilizam são muito relevantes. Esse estudo teve como objetivo identificar as plantas medicinais que são consideradas toxicas pela comunidade analisada. Tratou-se de um estudo etnobotânico, realizado em uma comunidade localizada no Sitio São Vicente, no município de Crato-CE. Para a seleção de informantes utilizou-se a técnica bola de neve (snow ball). Na coleta de dados foi empregada a entrevista semiestruturada, formada por perguntas socioeconômicas junto a questões sobre o uso de plantas e a cultura envolvida. Para a análise dos dados qualitativos empregou-se o guia proposto por Leininger e Mcfarland (2006). Algumas plantas foram contraindicadas pelos informantes especialistas. Estas contraindicações se direcionavam a alguns grupos mais propensos a riscos como crianças e gestantes. As espécies consideradas toxicas foram confrontadas com a literatura cientifica e depois correlacionada com os relatos dos entrevistados. Esse estudo evidenciou que a comunidade analisada possui um certo conhecimento a respeito das contraindicações de espécies vegetais. O que contribui para a diminuição de envenenamentos por ingestão de plantas medicinais nessa população. Quando confrontados com outras pesquisas foi perceptível que a maioria dos efeitos colaterais relatados foram congruentes com dados científicos, apenas um efeito toxico mencionado não foi observado na literatura. Diante desse quadro, é visível a relevância do assunto abordado. Uma vez que, essa pesquisa poderá servir de dados para outros estudos semelhantes e atua como incentivo em ações de promoção a saúde visando a informação a população dos cuidados adequados no uso de plantas fitoterápicas.
PRÁTICAS HUMANIZADORAS NA ASSISTENCIA A PACIENTES EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: REVISÃO NARRATIVA
SIMONE MARCELINO LOPES; Maria Isabel Caetano da Silva; Raul Roriston Gomes da Silva; Rayane Moreira de Alencar; Sara Teixeira Braga
Em uma Unidade hospitalar as Unidades de Terapias Intensivas (UTI) exercem um papel fundamental, tendo em vista serem locais de cuidados especializados de alta complexidade com pacientes que precisam de monitorização continua por meio de avançadas tecnologias. Nesta perspectiva, muitos pacientes vivenciam experiências de morte iminente bem como limitações em relação ao seu corpo de modo que os profissionais que lá estão são os responsáveis pela integralidade dos cuidados. Nesse sentido, tais ambientes tornam-se locais propensos a situações de tensão, sofrimento, angustia e dor. Essa constatação induziu a preocupação do Ministério da Saúde com a maneira com que esses cuidados são promovidos instigando a criação da Politica Nacional de Humanização (PNH) em 2003. Sua finalidade é mitigar a precarização dos cuidados prestados, enfatizando-se a importância da qualidade por meio de uma assistência baseada em evidências bem como no olhar holístico para com o paciente. Objetiva-se apresentar aspectos da prática profissional frente à necessidade de humanização na assistência a pacientes críticos. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura cuja coleta de dados foi realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) no mês de maio de 2019. Estabeleceu-se o tema: práticas humanizadoras a pacientes em cuidados críticos e a questão norteadora: como estão representadas na literatura as práticas profissionais de humanização na assistência a pacientes adultos em cuidados críticos? Como critérios de inclusão determinou-se a escolha de artigos originais publicados entre os anos 2015 e 2018 disponíveis em português e de livre acesso. A partir disso recuperou-se 72 artigos, destes, excluiu-se 60, por não estarem em conformidade com a temática; e quatro por estarem repetidos, restando para análise criteriosa oito. A implantação da Politica Nacional de Humanização lançou a discussão da importância da manifestação do respeito bem como da formação de vinculo entre paciente, família e profissional da saúde. Esta reflexão parte do pressuposto de que uma assistência com ênfase nas necessidades biopsicossocioespirituais é relevante no processo de recuperação. Nesse sentido difundiu-se um novo conceito de assistência à saúde, sendo a comunicação, a principal ferramenta utilizada pelos profissionais para alcançar tal objetivo já que reforça a exteriorização de sentimentos e formação de vínculos. Apesar disso, essas práticas são difíceis de serem executadas em virtude das condições e rotinas de trabalho extenuantes a que os trabalhadores da saúde estão expostos afetando negativamente a qualidade do cuidado prestado. Além disso, o excesso de tecnologia, também configura-se como um fator de distanciamento nas relações interpessoais. Conclui-se que a necessidade de humanizar é uma demanda atual já que proporciona o melhoramento do estado de saúde geral do paciente ainda que existam dificuldades a serem enfrentadas, cabendo aos gestores e a equipe de saúde estabelecerem a implementação desta prática no cotidiano hospitalar bem como pleitearem também humanização relacionado ao meio de trabalho
PREVALÊNCIA DE ANEMIA NUTRICIONAL NA MACRORREGIÃO DO CARIRI, 2015 A 2018.
DELMAIR OLIVEIRA MAGALHÃES LUNA FILHA; Raynara Augustin Queiroz; Isabella Lins da Silva; Rauana dos Santos Faustino
INTRODUÇÃO: A anemia nutricional é definida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a condição na qual o conteúdo de hemoglobina no sangue está abaixo do normal, como resultado da carência de um ou mais nutrientes essenciais, seja qual for a causa dessa deficiência. Apesar da anemia ser uma patologia de fácil tratamento e de existirem medidas de prevenções e controle acessíveis, esta continua sendo um grande problema de saúde pública, visto que, é perceptível altos índices de internamentos, agravos e até mesmo óbitos. A mesma possui grande significância, pois tem sido considerada o principal problema carencial do país, sem apresentar muitos contrastes geográficos atingindo de modo equivalente toda a extensão nacional. Logo, é um fenômeno relevante, tanto de interesse científico quanto em objeto de programas de intervenção para que haja um aprimoramento ainda maior da assistência de saúde, para diminuir os agravos e consequências das anemias nutricionais. OBJETIVO: Analisar a prevalência de casos de anemias nutricionais na Macrorregião de Saúde do Cariri, Ceará. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo, com abordagem quantitativa utilizando dados do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS) do Departamento de Informática do SUS (DATASUS), com distribuição entre os anos 2015 e 2018, referentes a taxa de internações e óbitos por anemia nutricional segundo raça, sexo e faixa etária na Macrorregião de Saúde do Cariri, Ceará. Após extração, os dados foram categorizados em gráficos a partir do programa Excel versão 2010 e analisados segundo prevalência, apresentados pela porcentagem e frequência absoluta. RESULTADOS: No período estudado foram registradas 2.210 internações ocasionadas por anemia nutricional. Sendo o público feminino o mais acometido, com 55,6%, correspondendo a 1230 casos, a raça/cor predominantemente afetada foi a parda com 55,2%, equivalendo a 1222 casos e a faixa etária mais prejudicada está entre 60 a 79 anos, sendo 29,8% correspondente a 659 casos do total. A região de saúde com o maior número de registros foi a de Juazeiro do Norte e a de menos registros, foi a região de saúde de Iguatu. Quanto aos índices de mortalidade, registrou-se 112 óbitos, na qual, os dados de sexo, faixa etária e cor/raça possuem proporções equivalentes aos dados de internamento. As regiões de saúde se diferenciam das de internamento, sendo a região de saúde do Crato com mais casos de óbitos e a região de saúde do Iguatu com menos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Torna-se necessário um aprimoramento das estratégias de intervenções e de medidas preventivas existentes no sistema de saúde, de modo que se realizem de forma eficaz para os grupos acometidos por anemias nutricionais, uma vez que trata-se de uma patologia de fácil controle e tratamento bem como pode proporcionar melhor custo benefício, visando melhorias tanto para o governo que administra estes recursos quanto para os pacientes, evitando os transtornos decorrentes das internações hospitalares. Dessa forma, a integração e capacitação dos profissionais envolvidos na assistência da saúde é de suma importância pois através de um olhar crítico podem intervir e evitar agravos por consequências de anemias nutricionais.
PREVENÇÃO DE INFECÇÕES RELACIONADAS À ASSISTÊNCIA EM SAÚDE POR MEIO DA ADESÃO DOS PROFISSIONAIS A HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS
HERCULES PEREIRA COELHO; ISABELLY RAYANE ALVES DOS SANTOS; CAMILA MARIA DO NASCIMENTO; ANA BEATRIZ LINARD DE CARVALHO; JANAYLE KÉLLEN DUARTE DE SALES
Introdução: Frente à prevenção de Infecções Relacionadas à Assistência em Saúde (IRAS), a Higienização das Mãos (HM) dos profissionais de saúde é uma das práticas mais relevantes, visto a possibilidade de impedir a transmissão cruzada de microrganismos. O cuidado em saúde deve ser pautado na ética, responsabilidade e compromisso com o paciente, de modo a zelar sempre pelas boas práticas assistenciais, visando à segurança e a redução de riscos, ao mínimo aceitável. Objetivo: Avaliar a taxa de adesão à higienização das mãos dos profissionais de enfermagem atuantes em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e sua relação com a prevenção de Infecções Relacionadas à Assistência em Saúde. Método: Trata-se de um estudo observacional não participante, transversal, com abordagem quantitativa, realizada em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal de referência para o município de Crato, Ceará. A amostra foi composta pela equipe de enfermagem atuante no setor, e a coleta de dados foi realizada a partir da observação direta dos profissionais, mediante o uso do formulário de observação e cálculo do Manual de Referência Técnica para a Higiene das Mãos, do Ministério da Saúde. Resultados: A pesquisa contou com 661 oportunidades de HM, sendo estas: 13,01% (86) para enfermeiros, e 86,99% (575) para técnicos de enfermagem. Para os enfermeiros foi perceptível a adesão em 79,07% (68) às práticas de higienização das mãos, sendo que, somente 20,93% (18) não aderiram às mesmas, ao passo que diante da classe dos técnicos de enfermagem houve uma adesão de 83,13% (478), e a não adesão de 16,86% (97). Dados estes que quando analisados sob a ótica do Índice de Positividade de Carter, que avalia a qualidade da assistência em saúde dispendida aos pacientes, apresenta-se na categoria limítrofe (70-79%), e seguro (80-89%), respectivamente. Resultado este satisfatório, haja vista a comparação com estudos recentes acerca desta temática. Conclusão: Deste modo é evidente que a prática de higienização das mãos atua como uma barreira protetora contra as IRAS e microrganismos multirresistentes, podendo esta atuar como um bloqueio epidemiológico. Assim, ressalta-se a necessidade de que as instituições hospitalares promovam medidas que motivem seus profissionais a realizar a HM, e a compreender o risco de transmissão cruzada de microrganismos inerente a não observância desta prática, cabendo ainda favorecer subsídios para o desenvolvimento técnico-científico e autônomo dos profissionais de saúde.
PROBLEMAS DE SAÚDE INFANTIL DECORRENTES DA INTERRUPÇÃO PRECOCE DO ALEITAMENTO
TAYS PIRES DANTAS; Nicácia Gomes da Silva; Maria de Fátima Esmeraldo Ramos de Figueiredo; Simone Soares Damasceno; Rachel de Sá Barreto Luna Callou Cruz
INTRODUÇÃO: Segundo estudo de avaliação de risco, no mundo em desenvolvimento, 1,47 milhões de vidas poderiam ser salvas por ano, se a recomendação de aleitamento materno exclusivo por seis meses e complementado por dois anos ou mais fosse cumprida. É uma prática de extrema importância para o que o desenvolvimento infantil seja de acordo com o esperado e aguardado. OBJETIVO: Objetivou-se analisar a predisposição para o surgimento de problemas de saúde infantil decorrentes da interrupção precoce do aleitamento. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão de literatura construída a partir do cruzamento dos descritores aleitamento materno, desmame, fatores de risco e comportamento materno. A busca de dados foi feita na Biblioteca Virtual de Saúde, a qual disponibilizou 83 artigos, publicados entre os anos de 2013 a 2018, escritos em inglês e/ou português. Após leitura de títulos e resumos utilizou-se apenas 20 artigos que se encaixaram na temática aleitamento materno e desmame precoce. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Durante a lactação, a criança desenvolve ações capazes de fortalecerem a cavidade bucal e o desmame precoce pode influenciar negativamente nesse quesito, levando à ruptura do desenvolvimento motor-oral adequado, podendo prejudicar as funções de mastigação, deglutição, respiração e articulação dos sons da fala, ocasionar má-oclusão dentária, respiração bucal e alteração motora-oral. É rotineiro o consumo de alimentos não saudáveis por crianças menores de dois anos de idade, e além dessa introdução precoce prejudicar a continuidade do aleitamento materno, existem os prejuízos futuros para a criança, pois o consumo desses alimentos pode contribuir para o desenvolvimento de sobrepeso e obesidade e algumas doenças crônicas, tanto a curto como médio e longo prazo, além disso, a ingestão de outra alimentação complementar que não seja o leite materno antes dos seis meses, pode acarretar um elevado risco do uso de alimentos contaminados pela administração inadequada, contribuindo assim com a ocorrência de doenças diarreicas e desnutrição. RESULTADOS: Ressalta-se que a ingesta precoce de alimentos complementares pode fazer com que o lactente perca a proteção adquirida com o leite materno, já que o leite humano é insubstituível comparado a outras fontes de alimentação artificial, pois possui propriedades indispensáveis, além de ser rico em nutrientes e atuar no combate a doenças, além dos riscos elevados do aparecimento de doenças crônicas não transmissíveis em outras fases da vida.
Palavras-chave: Aleitamento materno, Desmame precoce, Fatores de risco
PROCESSO DE ENFERMAGEM A PACIENTE COM INFECÇÃO DE PARTES MOLES: RELATO DE EXPERIÊNCIA
BRUNA PEREIRA DE ANDRADE; Maria Gisleide Penha de Lima; Helvis Eduardo Oliveira da Silva; Maria Vitória Ribeiro da Silva; Raiza Amanda Gonçalves de Souza
INTRODUÇÃO: Infecção de partes moles envolve os tecidos subjacentes, como o tecido subcutâneo, fáscia e músculo, e normalmente acontece por infecções bacterianas ou secundário a um procedimento cirúrgico. Portanto, o processo de enfermagem direcionado para esse paciente compreende uma assistência individualizada por meio da sistematização das cinco etapas do processo das atividades do enfermeiro/a. OBJETIVO: relatar a experiência da elaboração do processo de enfermagem a cuidar de um paciente com infecção de partes moles. MÉTODO: Trata-se de um relato de experiência com abordagem descritiva, realizado pelos discentes do quinto semestre de enfermagem da Universidade Regional do Cariri, decorrente do estágio da disciplina enfermagem no processo de cuidar do adulto em situações clínicas e cirúrgicas, em um hospital de referência em fraturas da região do Cariri, durante o mês de março do corrente ano. No primeiro contato com o paciente aplicou-se uma entrevista semiestrutrada, guiada pelo histórico de enfermagem, realizando a anamnese e exame físico respiratório, abdominal, neurológico e da pele, verificando também a data do acesso venoso periférico. Ainda, ao acessar o prontuário, levantaram-se outras informações necessárias, estabelecendo-se alguns diagnósticos prioritários, com auxílio do NANDA-I, 11a edição, 2018- 2020, para alcançarem-se as metas ao cuidar desse paciente e também desenvolver as outras etapas do processo de enfermagem. RESULTADOS: O paciente é referido por D.P.S, masculino, encontrava-se no 12º de internação hospitalar, com história de asma, hipertensão arterial e de fratura do fêmur esquerdo há dois meses antes da atual hospitalização, associado a esse procedimento, desencadeou a complicação de infecção no local da incisão cirúrgica. Dispunha de tratamento medicamentoso por meio do uso de antibiótico, realização de curativos diariamente e anticoagulante. Os diagnósticos priorizados para o paciente foram: integridade da pele prejudicada relacionada ao processo infeccioso envolvendo as partes moles caracterizada pela lesão na perna esquerda; risco de queda relacionado à condição patológica que dificulta a deambulação evidenciada pela deambulação com auxílio; risco de trombose relacionado a pouca mobilidade física. As intervenções traçadas para resolver cada diagnóstico proposto foram: realizar curativo na lesão do membro inferior esquerdo; administrar anticoagulantes conforme prescrição médica; deixar as grades da cama elevadas e orientar o acompanhante a ajudar o paciente na deambulação. Além disso, fez-se a troca do acesso venoso periférico do paciente por ultrapassar o uso das 72 horas recomendadas pela instituição. Ressalta-se que em virtude do curto período na unidade, não foi possível realizar todas as intervenções, bem como, avaliá-las. CONCLUSÃO: Em síntese, o cuidado a esse paciente envolve uma equipe multiprofissional, destacando-se a assistência do ortopedista, médico infectologista, da enfermeira e dos técnicos de enfermagem. Portanto, a assistência de enfermagem sistematizada e individualizada é importante no tratamento do paciente por meio do estabelecimento de metas, possibilitando conhecer melhor o paciente e focar em um plano de cuidados baseado nas necessidades do mesmo.
PROMOÇÃO DA SAÚDE VEICULADA NA CAMPANHA OFICIAL CONTRA HIV/AIDS: ANÁLISE DE IMAGEM
JOÃO CRUZ NETO
O preservativo masculino constitui uma barreira física de proteção contra as infecções sexualmente transmissíveis e a gravidez. Entretanto, mesmo com a popularidade do método contraceptivo existem problemas quanto à baixa ao seu uso sob diferentes justificativas. No Brasil, a detecção de HIV entre homens de 20 a 24 anos cresceu 133% entre 2007 e 2017, fato que motivou o ministério da saúde a lançar uma nova abordagem dentro da campanha de combate a AIDS no Carnaval de 2019. Objetivou-se a análise de imagem de embalagem alusiva do preservativo da campanha de prevenção ao HIV/AIDS no Carnaval. Trata-se de um estudo com dados qualitativos do tipo topical survey e de análise de imagem realizado através da análise de embalagem do preservativo do Programa Nacional de Combate a AIDS. O corpus textual compreendeu a embalagem do preservativo masculino lançado em 2019. A análise não pressupõe submissão do CEP por se tratar de cartazes disponíveis publicamente. Os signos plásticos identificados foram duas ilustrações na cor branca que ocupam lugar central e no entorno da embalagem. Os signos icônicos identificados foram um semi-círculo e um preservativo masculino. Os signos linguísticos foram os termos “Se liga” e Use” localizados nas margens superiores e inferiores da embalagem. A abordagem se dá pelo método alusivo da prevenção combinada, tendo em vista a promoção da saúde por meio de informações oficiais governamentais. Os símbolos fazem referência à prevenção do HIV/AIDS, estes ainda geram insegurança e medo na população que não veem medida efetiva de preservação ,todavia, as palavras de ordem perpassam uma visão que torna o interlocutor passivo da ação e não um protagonista no ato da preservação e cuidado com a saúde. Os signos plásticos são círculos quase fechado e um preservativo apontando para fora do espaço aberto do semicírculo e, acima dele, o termo “SE LIGA”, previamente representado pelo símbolo de exclamação. A imagem faz alusão a equipamentos eletrônicos e às novas mídias, ao qual remete a quebra de barreiras por idiomas representando o que seria anteriormente o “on/off”, em uma antiga versão “standbay”. Quanto aos signos linguísticos, a frase “Vista-se”, em amarelo, é modificada pelo “Se liga. Use” em azul neon, trazendo uma linguagem informal e acessível ao público-alvo dando olhar de luz dentre a escuridão. Utilizou-se o preto e o branco fluorescente o que denota a transição da ideia de reclusão para o de obscuridade frente a doença pois, o preto, culturalmente, representa a tristeza, o medo e o luto facilmente identificado nas situações que envolvem perdas ou incapacidades. Neste caso, faz alusão a doença e ao seu processo de enfrentamento. Os recursos utilizados no cartaz colocam o interlocutor na forma de paciente por meio da utilização de termos imperativos. Já a camisinha aproxima a embalagem do grupo focal da campanha e utiliza de termos mais acessíveis a esta população, fomentando a promoção da saúde e o alerta da doença. O processo de comunicação utilizado,aproxima-se de conhecimentos relativos à morte e ao medo da morte (e não à vida ou à promoção da saúde).
PROMOÇÃO DO CONHECIMETO ACERCA DA HIPERTENSÃO EM UMA COMUNIDADE REMANESCENTE DE QUILOMBO
CICERO ALDEMIR DA SILVA BATISTA; Airla Eugênia dos Santos Bacurau; Maria Clara Barbosa e Silva; Santana Alves de Queiroz; Yasmin Ventura Andrade Carneiro
INTRODUÇÃO: Segundo o Ministério da Saúde, a Hipertensão Arterial sistêmica é uma das doenças mais prevalentes na população de ancestralidade negra. A HAS é um agravo de etiologia multifatorial e tem se destacado como o mais importante contribuinte dentre as causas modificáveis de morbidade e mortalidade cardiovascular precoce.Então uma ferramenta de suma valia para a prevenção e controle da HAS é a educação em saúde, uma prática interdisciplinar, que possibilita a construção de um vínculo entre as pessoas e os profissionais de saúde, para fins de estabelecimentos de metas com vista às mudanças de comportamento promovendo a saúde e o bem-estar proporcionando uma melhoria na qualidade de vida, utilizando-se de estratégias que integram saberes científicos e saberes populares. OBJETIVO: Relatar a experiência de uma atividade realizada pelo projeto de extensão “Promoção da Saúde e Sustentabilidade em Comunidades Quilombolas”. MÉTODO: Trata-se de um relato de experiência sobre uma ação de promoção e prevenção sobre as Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT), desenvolvida em uma Comunidade Remanescente de Quilombo (CRQ) localizada no município do Araripe – CE, realizado no mês de março de 2019. As atividades foram desenvolvidas no prédio da associação de moradores, contando com um total de 34 participantes, entre idosos e adultos de ambos os sexos que residiam na comunidade. RESULTADOS: A ação se deu em dois momentos, o primeiro momento direcionado a prevenção à saúde, como aferição e avaliação da pressão arterial, glicemia e mensuração das medidas antropométricas. Fora realizado orientações a acerca do impacto que as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) possuem sobre a qualidade de vida, bem como as principais medidas de controle e prevenção dos agravos. Com o intuito de esclarecer dúvidas acerca do autocuidado e melhorar a compreensão dos moradores sobre a temática abordada, o segundo momento fora destinado a entrega de um folder educativo, contendo os sinais de alerta, fatores de risco, formas de prevenção e imagens autoexplicativas sobre as condições que predispõem para a elevação dos níveis da pressão arterial sistêmica. CONCLUSÃO: As ações desenvolvidas com a comunidade possibilitaram a interação dos saberes e promoção do conhecimento acerca da HAS. Baseando-se no princípio da integralidade do sujeito e na valorização dos aspectos culturais que predominam na comunidade referida, a experiência permitiu a comunidade expressar suas percepções, dúvidas e anseios sobre o processo de adoecimento que envolve a HAS. Com isso, percebe-se a relevância de se efetivar as práticas de educação em saúde em comunidades que possuem pouco acesso a informação, uma vez que, tais ações impactam positivamente na qualidade de vida e no processo de mudança dos hábitos de vida dos indivíduos.
PROTOCOLO PARA PREVENÇÃO DE LESÃO POR PRESSÃO NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: UMA REVISÃO NARRATIVA
WELLIGTON NOGUEIRA DE OLIVEIRA PEREIRA ; TAYS PIRES DANTAS
A Lesão Por Pressão (LPP) configura-se como um evento adverso no processo de atenção à saúde. A mesma, é definida como injúria que acomete a pele e os tecidos subjacentes geralmente em uma área de proeminência óssea. O desenvolvimento deste tipo de ferida pode culminar inúmeras consequências negativas que afetam o paciente e sua família, resultando no sofrimento físico e emocional, além de elevar o risco de complicações e comorbidades a curto, médio e longo prazo. Já para o sistema de saúde, resulta custos elevados devido à necessidade da permanência prolongada no serviço de saúde tais como em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), bem como maior investimento de recursos materiais e humanos de assistência ao paciente. Diante disto, destacam-se os protocolos assistenciais como estratégia para o auxílio no tratamento e prevenção das LPPs. Objetivou-se realizar um levantamento teórico sobre a importância da implantação do protocolo para a prevenção de LPP na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Trata-se de uma pesquisa descritiva do tipo revisão narrativa da literatura. A busca foi realizada durante o mês de maio de 2019 no portal da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) contemplando as bases de dados BDENF e LILACS. Foram utilizados os seguintes descritores e operadores booleanos: “Prevenção” AND “lesão por pressão” AND “terapia intensiva” sendo identificados 25 publicações. Após a aplicação dos critérios de inclusão (artigos nos idiomas português ou inglês, publicados nos últimos anos e disponíveis na íntegra para leitura gratuita) e de exclusão (estudos sem relação com o tema, teses e artigos repetidos) foram selecionados três artigos. O protocolo preventivo inclui a avaliação periódica da adesão às medidas propostas, aplicação de indicadores clínicos, educação continuada, comprometimento com a qualidade e/ou melhoria de questões estruturais, organizacionais, de recursos humanos e materiais. A prevenção de LPP constitui a sexta meta entre as metas internacionais para segurança do paciente. Tendo em vista que a ocorrência de LPP está geralmente associada a um conjunto de fatores extrínsecos como: pressão, fricção, cisalhamento e umidade, e intrínsecos como: déficit nutricional, presença de edema, idade, imobilidade e patologia de base; o protocolo visa à prevenção exatamente agindo pontos. A UTI merece atenção especial para implantação do protocolo, uma vez que a longa permanência dos pacientes nesta localidade dificulta a mobilidade dos mesmos, o que, consequentemente, pode levar a um caso de isquemia dos tecidos, inclusive nos locais com protuberâncias ósseas que, em longo prazo, resulta em uma LPP. A equipe de enfermagem é de suma importância para a construção, implantação e efetividade do protocolo, pois a mesma presta cuidados diretos com o paciente com pouca mobilidade. Deste modo, é responsabilidade da equipe de enfermagem prevenir as LPP por meio de estratégias válidas como o protocolo, pois pode auxiliar na prevenção de LPP.
REDE DE CUIDADOS À PESSOA COM DEFICIÊNCIA: UTILIZAÇÃO DE MAQUETE COMO ESTRATÉGIA DE ENSINO-APRENDIZAGEM
CARLA ANDRÉA SILVA SOUZA ; ÉRICA RODRIGUES FERNANDES SILVA; LUCAS VIEIRA DE ARAUJO; ALINE RANY JORVINO DA COSTA; PAULA HORTÊNCIA DE FIGUEIREDO CAROLINO
A Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência busca de forma articulada e ampliada garantir o acesso à saúde para todas as pessoas portadoras de deficiência, seja ela física, visual, auditiva, intelectual, ostomia ou em múltiplas deficiências, através de pontos de atenção que possam atender à essas exigências no âmbito do Sistema Único de Saúde. Dessa forma, é necessário a apropriação desses conhecimentos pelos profissionais de saúde a fim de oportunizar ações capazes de garantir o acesso da população. Relatar a vivência acerca da utilização de uma maquete como estratégia de ensino-aprendizagem abordando os dispositivos de saúde que compõem a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência. Relato de experiência vivenciada por alunos do curso de Enfermagem durante a disciplina Enfermagem no Processo de Cuidar em Saúde Coletiva I sobre a utilização de uma maquete demonstrando a rede de cuidados à pessoa com deficiência destacando os pontos de atenção que a compõem. A organização da atividade contou com momento prévio de pesquisa da Portaria nº 793, de 24 de abril de 2012 e demais documentos para conhecimento de como se dá a organização dos pontos da rede e estruturação da maquete ressaltando a porta de entrada e sistema de referência e contarreferência. Em seguida, houve a apresentação em sala, em março de 2019, tendo como público-alvo a turma do quarto semestre do curso. A maquete foi empregue como técnica de ensino-aprendizagem para discutir a respeito dos aspectos da rede de cuidados à pessoa com deficiência, que até então era uma temática desconhecida pela maioria da turma, apresentando como finalidade possibilitar o conhecimento dos discentes acerca da temática. Durante a apresentação foi exposto, a partir da exemplificação na maquete, os três níveis de atenção bem como dos dispositivos de saúde que integram a rede de atenção, sendo eles: a Atenção Básica, a qual têm como pontos de atenção as Unidades Básicas de Saúde; Atenção Especializada em Reabilitação, que têm como pontos de atenção os estabelecimentos de saúde habilitados em apenas um serviço de reabilitação, Centros Especializados em Reabilitação e Centros de Especialidades Odontológicas; e a Atenção Hospitalar e de Urgência e Emergência. A partir disso foi evidenciado a necessidade desses componentes estarem articulados entre si de forma a garantir a integralidade do cuidado e o acesso regulado a cada ponto de atenção e/ou aos serviços de apoio. Percebeu-se com a abordagem teórico-prática do funcionamento da rede a grande relevância do trabalho integrado dos pontos de atenção a fim de promover uma assistência eficaz para a pessoa com deficiência. Com isso, a demonstração da rede através da maquete possibilitou aos acadêmicos o acesso a conhecimentos novos e atualizados e melhor compreensão do serviço prestado pela rede aos portadores de deficiência, sendo capazes de disseminar o aprendizado com a população.
REGISTROS DE DOENÇAS CARDIOCIRCULATÓRIAS NOS SISTEMAS DE INFORMAÇÕES EM SAÚDE
MAURO MCCARTHY DE OLIVEIRA SILVA; Eduarda Brennda Ferreira Gonçalves de Lima; Antonia Marcella Bezerra Holanda; Richard Medeiros Lopes; Chesla de Alencar Ribeiro
INTRODUÇÃO: O delineamento histórico das doenças cardíacas referentes a diagnósticos e mortes por essas causas, no Brasil e no mundo, vem sofrendo alterações bruscas no decorrer dos anos. Essas alterações necessitam ser analisadas de forma singular, pois, tais mudanças refletem novas preocupações com a saúde pública nacional e estilos de vida adotados pela população. No Brasil a incidência de cardiopatias é inespecífica, porém, existe uma média estipulada segundo registros notificados em bases de dados nacionais do Sistema Único de Saúde (SUS) relacionados a cardiopatias, podendo ser consultado através do Sistema de Informações sobre Internações Hospitalares (SIH/SUS) e no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), onde tratam, de respectivamente, sobre os internações hospitalares e mortalidade. Estudos revelam que as doenças cardiocirculatórias caracterizam a maior causa de mortalidade no mundo. Esses números, quando aproximados na realidade brasileira, continuam assustadores. O conhecimento envolto ao conteúdo para profissionais de diversas áreas de assistência em saúde ainda é escasso quando se trata de dados epidemiológicos. Dispor dessas informações viabiliza planejamentos de políticas públicas especificas para o atendimento desses pacientes, demonstra através de uma representação numérica os riscos correspondentes a esse tipo de patologia, conscientiza sobre o preenchimento correto de dados para bancos de dados e reforça a realização de testes específicos para diagnósticos precoces .OBJETIVO: Realizar um levantamento quantitativo da ocorrência de casos de doenças cardiocirculatórias com desfecho em óbitos ou internações, registrados nos sistemas de informações em saúde do Brasil, no período de 1980 a 2018. MÉTODO: Trata-se de uma pesquisa descritiva, bibliográfica com estudo de relação de variáveis e quantitativa. Os dados foram colhidos através do DATASUS nos registros do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS) e Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), referentes a janela temporal de 01/01/1980 a 30/06/2018, tendo os óbitos e as internações com a causa primordial registradas no capítulo VII da CID-9 e capítulo IX da CID-10. RESULTADOS E DISCUSSÃO: O mapeamento de mortalidade por problemas cardíacos no Brasil é alarmante. Em uma análise do crescimento dos números dos casos registrados em banco de dados e separados por décadas podemos demonstrar o quanto esses valores são representativos. No SIM, observou-se a totalidade de 9.794.087 óbitos referentes a doenças cardiocirculatórias, entre 1980 e 2016, predominantes na região sudeste e sexo masculino. No SIH/SUS denota-se uma redução numérica de internações hospitalares de 2008 a 2017 com uma média de 636.225. Mesmo com a redução das internações os gastos com tratamentos das doenças cardiocirculatórias vêm aumentando. CONCLUSÃO: O quantitativo de óbitos e internações hospitalares são alarmantes e oneroso para o país. Essas informações formulam o quadro nacional referente às patologias confrontadas e atuam como material de pesquisa para profissionais de diversas categorias e gestores.
RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE VIVÊNCIAS PEDAGÓGICAS POR ACADÊMICOS NA DISCIPLINA DE GESTÃO DE AÇÕES E SERVIÇOS DE ENFERMAGEM
LOIANA PRISCILA GOUVEIA JUSTINO; Shayanne Késia dos Santos Clemente; Samires Soares Oliveira
A enfermagem é uma profissão que possui importante compromisso social ao interagir diretamente com a comunidade e obter com isso o conhecimento de suas necessidades e mazelas sociais contribuindo na formação crítico, analítico e emancipatório dos futuros enfermeiros. A Instituição de Ensino Superior é um importante elo entre esses futuros profissionais e a sociedade não apenas dentro do contexto assistencial, mas dentro de todos os componentes do processo de trabalho entre estes gerenciais e educativos. Esse trabalho tem como objetivo relatar as vivências pedagógicas dos acadêmicos do VIII semestre de enfermagem. Trata-se de um estudo descritivo, de natureza qualitativa, do tipo relato de experiência sobre a vivência pedagógica na disciplina de Gestão de Ações e Serviços de Enfermagem pelos discentes dentro do ambiente acadêmico. As aulas promoveram dinâmicas em grupo, discussões e debates a qual mediaram à construção do exercício para uma vivência profissional posterior. Percebeu-se através deste trabalho que as aulas e atividades realizadas dentro da disciplina durante o período de janeiro a maio do ano de 2019 pela turma do 8° semestre do curso de Enfermagem apresentaram resultados que foram para além dos limites físicos do ambiente educacional proporcionando para os alunos a oportunidade de construção do saber-fazer da enfermagem dentro da área de gestão através da participação e atuação dos acadêmicos como futuros profissionais Enfermeiros dentro de Conferências Municipais de Saúde, em Reuniões da Comissão Intergestores Regional (CIR) e com apresentações de trabalhos científicos em Congresso Norte e Nordeste. Essas iniciativas comprovam que o ambiente educacional pode funcionar como uma ferramenta de transformação social e política e, além disso, fomentar a formação de profissionais com perfil crítico e autônomo, protagonista do próprio processo de ensino-aprendizagem. Nessa perspectiva, a disciplina de Gestão promoveu mudanças acerca do aprendizado dentro da sala de aula, consolidando novos formatos e concepções de ensino-aprendizagem. Desenvolvendo um aprimoramento das habilidades e competências para atuação profissional, enquanto futuro gestor das unidades de saúde. As atividades realizadas durante todo processo de construção do conhecimento nas aulas da disciplina de Gestão de Ações e Serviços de Enfermagem despertaram nos acadêmicos um resgate teórico, além de contemplarem a ressignificação da Gestão enquanto área de atuação do profissional de enfermagem.
Palavras-chave: Competência profissional, Gestão de pessoal em saúde, Educação em enfermagem
RELATO DE EXPERIÊNCIA: ATIVIDADES LÚDICAS DESENVOLVIDAS COM CRIANÇAS HOSPITALIZADAS
RAYNARA AUGUSTIN QUEIROZ; Isabella Lins da Silva; Delmair Oliveira Magalhães Luna Filha
INTRODUÇÃO: O brincar aplicado como recurso terapêutico tem sido reconhecido cada vez mais por suas funções benéficas na medida em que promovem modificações comportamentais, no ambiente e estimulam o desenvolvimento intelectual da criança. Além de, modificar sua condição psicológica e das pessoas que lhes acompanham durante essa fase de tratamento hospitalar. Nessa perspectiva, as atividades lúdicas desenvolvidas no contexto hospitalar, surgem como tentativa para minimizar as tensões emocionais adquiridas pela criança durante o processo de hospitalização, uma vez que a internação hospitalar afasta a criança de sua vida cotidiana e do seu contexto familiar. OBJETIVO: Destacar a importância de atividades lúdicas no contexto da hospitalização pediátrica. MÉTODO: Consiste em um trabalho descritivo do tipo relato de experiência realizado através da participação de discentes do curso de enfermagem da universidade regional do cariri (URCA), campus pimenta como voluntárias do protejo de extensão universitária intitulado: Atividades Lúdicas um Remédio Sinérgico para o Tratamento de Crianças Hospitalizadas. Desenvolvido no setor pediátrico do Hospital São Camilo na cidade do Crato-CE no período de julho a novembro de 2018. RESULTADOS: Dentre as diversas atividades lúdicas desenvolvidas, destacaram-se: as danças, peças com fantoches, pinturas, contação de histórias, atividades de recorte, dentre outras, as quais proporcionaram às crianças momentos de descontração e diversão, bem como possibilitaram aos acompanhantes um momento diferenciado e redução do estresse, visto que crianças hospitalizadas tendem a não compreender o motivo de estarem ali, gerando também uma tensão entre familiares. Além disso, a experiência despertou nas voluntárias do projeto uma curiosidade sobre os efeitos positivos da aplicação de atividades lúdicas na assistência de enfermagem nos hospitais, uma vez que os profissionais de enfermagem são essenciais, pois, trabalham de forma direta e constante com os pacientes. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Dessa forma, o aprimoramento da utilização de atividades lúdicas pela equipe de enfermagem no contexto hospitalar, é de grande valia, uma vez que possibilitam às crianças hospitalizadas um bem estar físico e mental, contribuindo de forma significativa no seu quadro clínico, logo, transforma a realidade negativa associada aos traumas vivenciados pelas crianças durante o processo de internamento, promovendo assim a efetividade de todas as variáveis que compõem o processo saúde-doença.
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RELATO DE EXPERIÊNCIA: ABORDAGEM DE ENFERMAGEM A USUÁRIOS DE SERVIÇO SAÚDE MENTAL
COSMO ALEXANDRO DA SILVA DE AGUIAR; Vithória Régia Teixeira Rodrigues; Santana Alves de Queiroz
Os transtornos mentais são caracterizados como um conjunto de sinais e sintomas que prejudicam e alteram o nível de consciência, o afeto, o comportamento e a memória dos indivíduos acometidos. Tais transtornos ocupam importante espaço entre as doenças crônicas a nível global, podendo afetar as pessoas em qualquer período de sua vida, independentemente de gênero, raça ou condição financeira. Há estimativas de que estes transtornos atinjam cerca de 25% da população mundial, representando uma proporção de uma a cada quatro pessoas. Diante dessa configuração, torna-se notório a necessidade de qualificação profissional para o atendimento desta clientela. Pretendeu-se relatar a experiência de acadêmicos do curso de enfermagem na abordagem a usuários de um serviço especializado em saúde mental. Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência vivenciados por discentes do curso de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri (URCA) a partir das atividades desenvolvidas em aulas práticas da disciplina de Enfermagem no Processo de Cuidar em Saúde Mental nos meses de abril a maio de 2019. Os acadêmicos planejaram e desenvolveram atividades em grupo envolvendo educação em saúde com as temáticas sobre alimentação saudável, depressão e autoestima. Também ocorreu a abordagem individual com alguns usuários, realizando-se a entrevista de enfermagem. As atividades desenvolvidas dentro do serviço, bem como o contato individual com os usuários e profissionais do serviço, possibilitaram aos acadêmicos conhecer a importância do Centro de Atenção Psicossocial para a população usuária do mesmo. A convivência com os clientes evidenciou a reiteração de questões quanto ao estigma social, bem como proporcionou aprendizagem quanto às suas condições clínicas. A partir da abordagem aos usuários pode-se correlacionar os assuntos das aulas teóricas com as evidencias produzidas através de observações e escuta aos usuários, sendo apreendido diversos sinais clínicos psiquiátricos como: lapsos de memória, contradição de ideias, alucinações áudio-visuais e história de agressividade, além de apresentarem tristeza, dificuldades de interação social e na esfera da comunicação. Conclui-se que as aulas práticas realizadas no Centro de Atenção Psicossocial possuem grande importância para o acolhimento e acompanhamento de pessoas acometidas com transtornos mentais e que as aulas práticas da disciplina produzem consolidação do conhecimento clínico proporcionando uma abordagem holística e humanizada para os pacientes diagnosticados com transtornos mentais.
RELATO DE EXPERIÊNCIA: OFICINA SOBRE GENOGRAMA E ECOMAPA PARA ATENÇÃO PRIMÁRIA A SAÚDE
MARIA APOLIANA COSTA DOS SANTOS; Alessandra de Sousa Silva; Giovanna Sales de Oliveira; Alissan Karine Lima Martins; Duciele Araújo Pinheiro Bione
INTRODUÇÃO: As dificuldades enfrentadas pelos profissionais de atenção à saúde que atuam com as famílias é identificar os tipos de relacionamentos e qualificar o que seria ou não um vínculo familiar. Por isso faz necessário um bom entendimento por parte do profissional sobre essas interações familiares e o relacionamento entre indivíduo e comunidade. O genograma e ecomapa, são instrumentos que auxiliam o profissional durante a coleta de dados viabilizando informações sobre o núcleo familiar, o convívio entre si e com a comunidade. O genograma é a representação gráfica do núcleo familiar, expressada por símbolos que descrevem os relacionamentos e a dinâmica familiar durante três gerações. Ecomapa assim como o genograma também é uma representação gráfica, utilizado para abordar tanto o indivíduo como a família, de maneira a tentar identificar sua estrutura de apoio social e familiar. É um esquema das relações entre a família e a comunidade. OBJETIVO: Relatar a experiência vivenciada por integrantes do programa de educação pelo trabalho para a saúde – PET, com a capacitação sobre genograma e ecomapa. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo, baseado em uma experiência vivenciada a partir de uma capacitação realizada no dia 26 de abril de 2019 para os alunos que fazem parte do PET - Saúde da Universidade Regional do Cariri – URCA. RESULTADOS: Na primeira parte da capacitação, com a explanação teórica a respeito do genograma e ecomapa, os discentes do curso de biologia, enfermagem e educação física puderam compreender a importância das contribuições dessas ferramentas para uma melhor análise e desenvolvimento de um projeto terapêutico singular. Posteriormente houve uma prática, onde foi entregue para os alunos dados de um caso clínico fictício para criação do genograma e ecomapa. Foram confeccionados pequenos cartazes utilizando papel ofício para a apresentação das informações do paciente, o exemplo da estrutura familiar seguido pela identificação das relações e ligações do indivíduo com a comunidade. Todo o processo de construção conjunta dessas duas ferramentas facilitou a aprendizagem quanto a formação e atuação do acadêmico em relação a aproximação integral com o paciente, evidenciando a importância de os pesquisadores conhecerem a estrutura da família e como eles interagem entre si e na comunidade. CONCLUSÃO: A realização da oficina promoveu uma aproximação dos acadêmicos com essas ferramentas, estimulando o trabalho em equipe de maneira interprofissional e visando um bom desenvolvimento desse recurso na atenção básica em saúde.
RODA DE CONVERSA COM AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE: IMPORTÂNCIA DO PAPANICOLAU EM MULHERES IDADE FÉRTIL
FERNANDA KELLE RODRIGUES GREGORIO ; Antonia Jussara Olinda Oliveira; Ygor Cleiton de Oliveira Sampaio; Lydia Maria Tavares; Karla Danielle Vasconcelos Vieira Duarte
Objetivou-se relatar a experiência da execução de uma roda de conversa com os Agentes Comunitários de Saúde de uma Estratégia Saúde da Família. Trata-se de um relato de experiência descritivo, realizado com os Agentes Comunitários de Saúde de uma unidade básica de saúde da Estratégia Saúde da Família do município de Juazeiro do Norte-Ceará durante a disciplina Estágio Supervisionado I do curso de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri, no período abril de 2019. Visto que a demanda de preventivos na unidade estava baixa, resolveu-se desenvolver uma atividade de educação em saúde com oito Agentes Comunitários de Saúde. A apresentação ocorreu de forma expositivo/dialogada pela equipe de estágio e utilizou-se folder explicativo como instrumento para nortear a apresentação, tratando da importância de se realizar o exame preventivo de câncer de colo de útero, definição do exame, dados epidemiológicos, fatores de riscos, manifestações clínicas, rastreio junto ao exame clinico das mamas, rede de apoio, busca ativa e preparo pré-exame. Os profissionais se mostraram participativos e interessados em sanar suas dúvidas além de debater estratégias pertinentes a fim de atrair mulheres para realização do exame. Esses tiveram a todo momento total direito de participação e opinião no decorrer da atividade. Durante a experiência, deu-se uma discussão conjunta, conduzindo a reflexões e construção de saberes pelas partes envolvidas, a partir da interação alunos e participantes, tornando a prática reflexiva, onde estes cooperaram ativamente compartilhando suas experiências, relatando que as mulheres não procuram fazer a avaliação por vergonha, medo, insegurança, por achar que o resultado demora ou por simplesmente não achar que é importante pra si. Ao final do momento, os profissionais levaram consigo convites formais para serem entregues as mulheres e convidá -las a realizarem o preventivo, desmistificando questões que venham impedir as pacientes realizarem o exame. Tal experiência fornece artifícios para estimular cuidados com a saúde, assim como garantir uma cobertura adequada do preventivo. Além disso, esse estudo pode estimular a prática de atividades nessa linha, visto que ainda se percebe falta de adesão por parte de muitas mulheres na realização de exame Papanicolau.
Promoção da saúde, Exame papanicolau, Agente comunitário de saúde
SABERES E PRÁTICAS DOS ENFERMEIROS FRENTE AO PROCESSO DE TRANSLACTAÇÃO
MARIA LETÍCIA CEZÁRIO GALDINO; Edyvania Cordeiro Siebra; Joice Fabrício de Souza; Maria Eduarda de Andrade Eliodório; Vanderlânia Macêdo Coelho Marques
INTRODUÇÃO: O leite materno é o alimento ideal para o crescimento e o desenvolvimento da criança, promove a saúde física mental e psíquica da criança e da mãe. A translactação além de auxiliar na transição da alimentação por sonda gástrica para o seio materno, também contribui para o aumento da produção de leite em mães com baixa produção láctea, estimulando a decida do leite. OBJETIVO: Analisar os saberes e práticas dos enfermeiros do Alojamento Conjunto (AC), Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Canguru (UCINCo) e Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) frente ao processo de translactação junto aos Recém-Nascidos prematuros (RN´s). METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa de natureza descritiva, exploratória com abordagem qualitativa, para coleta de dados foi utilizado entrevista semiestruturada, com os enfermeiros do (AC), do (UCINCo) e da (UTIN) um hospital e maternidade público de referência para o município de Juazeiro do Norte-CE. Durante o período de agosto de 2017 a Julho de 2018. Sendo utilizado como instrumento de análise segundo o conteúdo de Bardin, de acordo com dados coletados durante a entrevista.O estudo seguiu todos os aspectos Éticos e Legais da Resolução Nº 466/12, sendo enviada ao CEP do Centro Universitário Doutor Leão Sampaio para a sua avaliação e aprovação. RESULTADOS E DISCUSSÃO: A amostra foi composta por sete enfermeiros que aceitaram voluntariamente participar da pesquisa. Em relação a faixa etária dos entrevistados, possuíam idades entre 28 a 44 anos. Sendo na sua maioria do sexo feminino e somente um do sexo masculino. Em relação ao tempo de serviço, tem-se 42,86% que trabalham entre 1 ano à 1 ano e 2 meses, 28,58% que trabalham 6 anos, 14,28% que trabalham 3 anos e 14,28% que trabalham 9 anos. Apenas um entre os entrevistados relatou ter participado de capacitação sobre o processo de translactação. Todos os participantes revelaram ter interesse em aprender mais sobre a técnica de translactação. As falas obtidas foram classificadas em categorias de maneira a colaborar com uma análise das informações estabelecendo uma ligação comparativa entre os dados alcançados e os referenciais teóricos que embasam esse estudo, com o intuito de corroborar as hipóteses e atingir os objetivos propostos desde a formação do projeto de pesquisa. No decorrer do estudo os resultados apontaram que a apesar dos enfermeiros demonstrarem ter um conhecimento adequado sobre o aleitamento materno, apenas dois enfermeiros já possuíam conhecimento e empregava a técnica de translactação. Percebeu-se que a técnica só é utilizada na UTI Neonatal e na UCINCo, constatando que apenas os três participantes desses setores tinham uma ciência sobre a técnica em relação aos demais. CONCLUSÃO: No presente estudo sobre o processo de translactação, foi possível perceber que é uma temática que precisa ser mais explorada e estudada pelos profissionais de saúde, visto que nas instituições hospitalares e de nível superior, normalmente não abordam essa temática. Os enfermeiros que trabalham diretamente com recém-nascidos e prematuros, precisam ser capacitados, pois teriam um manejo adequado para cada caso.
SABERES RELACIONADOS AO USO DE RECURSOS NATURAIS NO TRATAMENTO DE DOENÇAS NA INFÂNCIA.
CICERO ALDEMIR DA SILVA BATISTA; Luanna Gomez da Silva; Jênifa Cavalcante dos Santos Santiago; Marta Regina Kenrtopf; George Pimentel Fernandes
Introdução: O uso de recursos naturais, como plantas e/ou animais, no tratamento de enfermidades infantis tem grande predominância. Por isso, torna-se relevante o conhecimento de como esse saber é instituído e os aspectos pertinentes ao uso desses recursos. Objetivo: Tomar conhecimento referente aos saberes de uma dada comunidade tradicional de um município da região do cariri cearense, acerca de recursos naturais utilizados para o tratamento de doenças prevalentes na infância. Materiais e Métodos: Pesquisa descritiva realizada com 54 participantes de uma comunidade da zona rural de uma cidade pertencente à região do cariri cearense. Os dados foram analisados por meio da estatística descritiva e o teste de hipóteses, através de técnicas não- paramétricas descritivas e de inferencial. O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Regional do Cariri, sob parecer nº 705.497. Resultados: Com a pesquisa, foi possível evidenciar que uma parcela significativa dos entrevistados relatou utilizar frequentemente plantas e/ ou partes de animais para tratar e prevenir doenças (27%). Além disso, de acordo com os informantes, a forma de transmissão de conhecimento mais recorrente foi a oral, tendo os familiares (76%) como difusores protagonistas desse processo, em especial as mães, as avós e os pais. Quando utilizado o teste do qui-quadrado e a razão de verossimilhança para comparar o conhecimento esboçado entre homens e mulheres referente ao uso de recursos naturais, percebeu-se uma significância estatística real apenas quando se considerou o número de espécies citadas por ambos os sexos para as doenças diarreicas na infância (p = 0,041). Aplicando os mesmos testes estatísticos para comparar o conhecimento entre os informantes mais velhos e mais jovens da amostra, só houve associação significativa entre a idade e o número de espécies citadas quando consideradas as IRA (p = 0,000). Um dado significativo foi o fato dos idosos da comunidade não terem tido representação no grupo de citação que envolve um número igual ou superior a 9 espécies diferentes relatadas para as IRA. Os idosos figuraram preponderantemente no grupo de citação que compreende de 3-5 espécies, sendo que 40% dos idosos entrevistados na faixa etária de 76-90 anos mencionaram apenas um número de espécies diferentes igual ou inferior a 2. Conclusão: A consideração de cuidados culturalmente aceitos pode ser encarada como uma ponte segura para o estabelecimento de uma melhor comunicação, com potencial para direcionar todo o curso terapêutico da doença. Nesse sentido, reflete-se que os aspectos e práticas do saber popular podem ser um importante aliado na busca por uma assistência mais eficaz à saúde da criança, emergindo alternativas diversas. Quando esses aspectos culturais se tornam desconhecidos ou negligenciados pelos profissionais de saúde, durante as consultas ou visitas domiciliares, eles podem configurar-se em uma barreira intransponível, que prejudica a adesão ao plano terapêutico e, consequentemente, as condições gerais de saúde e de restabelecimento da criança.
SEGURANÇA E SAÚDE NO AMBIENTE DE TRABALHO: RELATO DE EXPERIÊNCIA
LYDIA MARIA TAVARES; Antônia Jussara Olinda Oliveira; Ygor Cleiton de Oliveira Sampaio; Maria Isabel Caetano da Silva; Woneska Rodrigues Pinheiro
Introdução: Os agravos à saúde ocasionados no ambiente laboral estão habitualmente relacionadas as condições perigosas que existem no local de trabalho. Alinhado a isso, têm-se os cuidados básicos de atendimento em casos de emergências que são denominados de primeiros socorros Nesse sentido, cabe pontuar a necessidade de ampliar os olhares para essa problemática Para a disciplina de Enfermagem no Processo de Cuidar em Saúde do Trabalhador, faz-se importante aproximar temáticas inerentes ao cuidado na perspectiva da integralidade em saúde. Para tanto, a realização de workshop pode permitir que a discussão de temáticas afins à saúde e segurança laboral. Objetivo: Relatar a vivência de uma atividade educativa acerca da temática saúde do trabalhador na ambiência laboral. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência realizado com alunos do curso de graduação em enfermagem da Universidade Regional do Cariri, no mês de outubro de 2018. A ação ocorreu por meio de workshop, em um único encontro, com duração de cerca de três horas e contou com a participação de profissionais bombeiros e de um engenheiro especialista em segurança ocupacional. A intervenção transcorreu em três etapas: inicialmente com a explanação do engenheiro acerca dos conceitos da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), Norma Regulamentadora-32 (NR-32). No segundo momento, os bombeiros discorreram sobre Primeiros Socorros e Atendimento Pré-Hospitalar em locais de trabalho. O terceiro momento foi direcionado para os questionamentos e/ou dúvidas referentes aos conteúdos abordados. Resultados: Os conceitos apresentados despertaram interesse entre os acadêmicos, pois são relevantes para sua atuação profissional. A principal meta da CIPA é tornar o ambiente de trabalho adequado aos princípios humanização, preservação da integridade física e psicológica dos trabalhadores. Outro conceito estabelecido foi de PPRA que possui característica multidisciplinar, com particularidade na prevenção de riscos ambientais de natureza química, física ou biológica. Já o PCMSO possui caráter obrigatório e está relacionado com o diagnóstico precoce de possíveis complicações decorrentes do ambiente de trabalho. A NR-32 objetiva salvaguardar a proteção e segurança à saúde do trabalhador, propõe a garantia da assistência, em todos os níveis de complexidade. Além do mais, estabelece e ratifica as normas postas no PPRA e no PCMSO. No que concerne aos primeiros socorros, salienta-se a importância de capacitar os profissionais das diversas áreas, essas ações podem ser executados por todo indivíduo desde que esteja capacitado para prestar os cuidados iniciais em situações emergencial. Pode-se inferir que a disseminação de práticas seguras frente a essas situações deve permear os mais diversos ambientes. Conclusão: Portanto, a preservação da vida do indivíduo perpassa pela prevenção de agravos que depende da colaboração de múltiplos contextos e esferas da sociedade. É imprescindível que o ambiente de trabalho esteja adequado e adaptado às normas de segurança para preservação da vida dos servidores. Outra significativa contribuição diz respeito a transversalidade desses conceitos e a necessidade de apropriação dos mesmos.
SÍNDROME DE BURNOUT EM PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM HOSPITALISTAS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
SIMONE MARCELINO LOPES; Lydia Maria Tavares; Raul Roriston Gomes da Silva; Maria Isabel Caetano da Silva; Sara Teixeira Braga
Os profissionais da saúde, em especial a equipe de enfermagem, são habilitados para atuarem, com qualidade e eficiência, no campo da promoção, prevenção, tratamento e reabilitação, no que concerne a questões relacionada a saúde da população. Contudo o ambiente de trabalho tem exposto com frequência esses trabalhadores a circunstâncias que podem comprometer seu bem-estar físico e psicológico, assim como sua qualidade de vida. Situações como: demanda eleveda de pacientes, carga-horaria de trabalho exaustiva, ameaças penais e civis por erros, e percas de pacientes em virtude de óbitos constituem-se elementos estressores suficientes para o estabelecimento de doenças ocupacionais como a Síndrome de Burnout. Objetiva-se com esse estudo analisar a produção científica sobre a Síndrome de Burnout em profissionais de enfermagem. Trata-se de um estudo de revisão integrativa, de caráter descritivo com abordagem qualitativa cuja finalidade fundamenta-se em reunir o conhecimento científico já existente sobre a temática. O estudo foi desenvolvido no mês de maio de 2019 na Biblioteca Virtual em Saúde ( BVS). Lançando-se mão da busca avançada, executou-se um cruzamento dos descritores: Sindromee de Burnout e profissional de enfermagem com o operador boleano AND, resultando em 128 referencias disponíveis em texto completo. Após aplicar os critérios de inclusão os quais foram, artigos originais completos, publicados em português entre os anos de 2015 a 2019, obteve-se 39 artigos. Após leitura de título e resumo houve a exclusão de periódicos cujas pesquisas eram fora do ambiente hospitalar, os que não eram originais e que estavam em duplicidade. Seguiu-se com 9 artigos recuperados, os quais atendiam a proposta do estudo, sendo criteriosamente analisados. A Síndrome de Burnout caracteriza-se por um conjunto de sintomas ocasionados em virtude das condições de trabalho. Esta problemática relaciona-se intimamente com percepção que o profissional tem de si, tendo em vista que tal patologia envolve três pontos cruciais, sendo eles: exaustão emocional (fadiga extrema e falta de energia), despersonalização (atitudes negativas de isolamento dos demais colegas de trabalho, insensibilidade nas relações interpessoais) e redução da realização profissional (o profissional sente-se insatisfeito com o trabalho que realiza). Atualmente essa síndrome é considerada um problema de saúde pública causando impactos tanto para os profissionais quanto para as instituições devido aos afastamentos e licenças para tratamentos médicos. Apesar de qualquer grupo ocupacional estar predisposto a sua aquisição a Organização Internacional do Trabalho (OIT) considera os profissionais da saúde como os mais vulneráveis em especial a equipe de enfermagem por estar em constante contato com o paciente. Diante do exposto conclui-se importante a reflexão sobre a Síndrome de Burnout dos profissionais de enfermagem de forma a caracterizar seus fatores de risco bem como intervindo de maneira eficaz.
SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A PACIENTE ETILISTA COM DIAGNÓSTICO DE DEPRESSÃO: RELATO DE EXPERIÊNCIA
FERNANDA KELLE RODRIGUES GREGORIO ; Raiane Pereira de Souza
O Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas é um dispositivo que compõe a rede de saúde mental, no qual, dentre suas finalidades, pode-se citar a de proporcionar atendimento aos seus usuários através de atividades terapêuticas e de prevenção. O enfermeiro tem como uma de suas competências nesse dispositivo não só o atendimento prestado ao usuário, mas também de assistir a família, auxiliando-os a compreender as necessidades do paciente e os apoiando nesse processo, de modo que se tenham uma relação de confiança e cooperação entre usuário, família e profissional de saúde. O trabalho pautado na busca da abstinência mostra-se como um desafio para o enfermeiro, considerando o impacto e problemática que cerca o uso de álcool e outras drogas. Objetiva-se relatar a experiência do desenvolvimento da Sistematização da Assistência de Enfermagem a um paciente com sofrimento psíquico e em uso de substância lícitas e ilícitas acompanhado pelo Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas. Trata-se de um relato de experiência advindo do estágio curricular da disciplina Enfermagem no Processo de Cuidar em Saúde Mental do quinto semestre do curso de graduação em Enfermagem da Universidade Regional do Cariri. Foi realizada uma entrevista guiada por roteiro de avaliação psiquiátrica e a partir disso foram identificadas as necessidades do paciente e assim elaborado um plano de ações seguidas de diagnósticos de enfermagem, metas e intervenções baseadas nessas necessidades, melhorando desse modo à qualidade da assistência. Utilizaram-se as taxonomias da Associação Norte-Americana de Diagnósticos de Enfermagem e da Classificação das Intervenções de Enfermagem, estabelecendo metas e intervenções. Ao traçar a sistematização da assistência, dentre os resultados do estudo podem-se citar alguns diagnósticos, como: Processos familiares disfuncionais; insônia; controle emocional instável; risco de violência direcionada a si mesmo; risco de identidade pessoal perturbada; ansiedade e risco de suicídio. As metas foram estabelecidas conforme os diagnósticos em curto, médio e longo prazo. As intervenções se voltaram para encorajar o paciente para se expressar, ajudar no manejo dos sentimentos, desenvolver tarefas para alívio de sentimentos negativos, implementar escuta qualificada e sensível as necessidades do mesmo, oferta de espaços calmos e confortáveis, controlar estressores externos, apoiar na tomada de decisão, monitorar sinais e sintomas e abordar comportamentos de risco. A realização da entrevista colaborou para a criação de um vínculo entre o paciente usuário do serviço e as pesquisadoras enquanto futuras profissionais enfermeiras. Foi possível identificar ainda, mediante coleta de dados, como o uso do álcool afeta diretamente a qualidade de vida do paciente e a das pessoas que o cercam. Por meio desta experiência e conhecimentos obtidos, prestou-se uma assistência de enfermagem mais adequada com base científica e visão holística. Porém, compreendeu-se que nesse campo profissional ainda há muito a ser estudado, pesquisado e avaliado. Acredita-se que a sistematização da assistência de enfermagem possa vir a contribuir para a melhoria do paciente e diminuição do seu comprometimento mental/emocional e também despertar outros estudantes e profissionais da área a programá-la e desenvolve-la nos serviços de saúde.
SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE ACOMETIDO COM SEPSE: RELATO DE EXPERIÊNCIA
AMANDA ALCANTARA DE SOUSA; Ana Raelly Gois da Costa; Gabriel Fernandes Pereira; Tamilles Palácio Silva
Introdução: A sepse é um grave problema de saúde pública com elevada morbimortalidade, que vem afetando milhões de pessoas em todo o mundo. A mortalidade nos hospitais públicos brasileiros para sepse e choque séptico é de 44,2% e 72,9%, respectivamente. Assim, seu reconhecimento precoce e tratamento adequado são fundamentais para a mudança deste cenário. Considerando que, a equipe de enfermagem é a que permanece maior parte do tempo junto ao paciente, estes devem estar aptos para identificar sinais e sintomas e planejar a assistência de enfermagem de acordo com as necessidades de cada um. Objetivo: Relatar a implementação do processo de enfermagem ao paciente acometido por sepse. Método: Trata-se de um relato de experiência, de caráter descritivo e abordagem qualitativa, realizado no município de Juazeiro do Norte-CE por discentes de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri (URCA), durante o Estágio Curricular Supervisionado na Rede Hospitalar, no período de abril de 2019. Foram utilizadas a nomenclatura de diagnósticos da North Amarican Nursing Diagnosis Association (NANDA-I), edição 2018-2020, intervenções da Nursing Interventions Classifications (NIC) e resultados esperados conforme National Ocupation Classification (NOC). Resultados: A coleta de dados evidencia V. F. N., 80 anos, sexo masculino, com história pregressa de Hipertensão Arterial Sistêmica, celulite infecciosa e gota. Admitido no dia 07/04/2019, com dispneia, fazendo uso de musculatura acessória, hiperemia em MIE e febre alta. Apresentava-se consciente, responsivo, normocorado, com frequência cardíaca de 115bpm, pressão arterial de 118/75 mmHG, abdome globoso, distendido e extremidades edemaciadas. Abriu-se o protocolo de sepse, constatando sepse com foco em partes moles. Os diagnósticos de enfermagem prioritários identificados foram: risco de choque relacionada a sepse, com meta de prevenção de choque; padrão respiratório ineficaz relacionado a fadiga da musculatura respiratória evidenciada por dispneia, com meta de melhora no padrão respiratório. A implementação dos cuidados diante o contexto clínico do paciente visou contemplar as principais necessidades do paciente, objetivando a estabilização do seu quadro e o reestabelecimento de sua situação de saúde. Dentre as intervenções, destaca-se, monitorização e avaliação da pressão arterial, principalmente a pressão arterial média, frequência cardíaca, frequência respiratória, saturação de oxigênio, nível de consciência, débito urinário, gasometria arterial e lactato, observar perfusão periférica, ofertar O2 suplementar e reposição volêmica, quando necessário e manter paciente em decúbito elevado a 30º-45º, se não houver contraindicação. Conclusão: O processo de enfermagem é imprescindível para organização e eficiência dos cuidados prestados ao paciente, possibilitando uma Sistematização da Assistência de Enfermagem, baseada em evidências científicas, garantindo um cuidado integral e de qualidade.
SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM APLICADA A UMA PUÉRPERA COM PRÉ- ECLAMPSIA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
RAIANE PEREIRA DE SOUZA; Fernanda Kelle Rodrigues Gregório; Fabiula de Sousa Morais; Ednanita Alves Arraes; Socorro de Melo Batista
A pré-eclâmpsia é uma condição específica da gestação que acontece quando a hipertensão arterial surge após a 20ª semana de gestação, durante o parto e até 48 horas depois, associada à proteinúria, podendo levar a falência de diversos órgãos. É uma das principais causas de óbitos maternos no Brasil e em outros países. A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) é um método que organiza o trabalho de enfermagem e possibilita a implementação do Processo de Enfermagem, contribuindo para direcionar o cuidado e melhorar a qualidade da assistência. Relatar a experiência de acadêmicos de enfermagem a respeito da realização da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) a uma puérpera com diagnóstico de pré-eclâmpsia.Trata-se de um estudo qualitativo, descritivo, do tipo relato de experiência realizado por discentes do curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Regional do Cariri – URCA, campus Pimenta, Crato – CE. O estudo foi realizado durante as práticas da disciplina de Enfermagem no Processo de Cuidar em Saúde da Mulher, em uma maternidade da região do Cariri, durante o mês de maio de 2018. A puérpera se encontrava em quinto dia de pós operatório (cesárea) e a coleta de dados se deu por meio de prontuário, entrevista e exame físico. Quanto à análise dos dados, seguiu-se baseada nas cinco etapas do Processo de Enfermagem: Histórico; Diagnóstico; Planejamento; Implementação e Avaliação, embasados pelas taxonomias: NANDA 2015 - 2017, NIC - 2008 e NOC - 2010. Os diagnósticos foram agrupados conforme a ordem de prioridade: Diagnóstico de Enfermagem 1: Volume de líquidos excessivo relacionado a mecanismo regulador comprometido, evidenciado por edema e alteração na pressão sanguínea. Resultados Esperados: Volume de líquidos adequado. Intervenções: Elevar membros inferiores; Manter avaliação de cacifo; Realizar balanço hídrico e Administrar medicações conforme prescrição. Diagnóstico de Enfermagem 2: Risco de resposta alérgica relacionado a uso de agente farmacológico (Sulfato de Magnésio). Resultados Esperados: Não se tornar um diagnóstico real. Intervenções: Monitorar sinais vitais, os reflexos patelares, a diurese e manter o Gluconato de Cálcio próximo ao leito da paciente. Diagnóstico de Enfermagem 3: Risco de lesões relacionado a possível convulsão. Resultados Esperados: Não se tornar um diagnóstico real. Intervenções: Manter grades laterais do leito elevadas; Proteger grades do leito com almofadas e Administrar medicações conforme prescrito. Com base na identificação das principais necessidades da cliente que foram percebidas a partir da aplicação da SAE, percebe-se como a utilização do Processo de Enfermagem contribui de forma considerável para a melhora da qualidade da assistência. Através dos estágios da disciplina e realização desse estudo, foi possível perceber a importância da aplicação da Sistematização da Assistência de Enfermagem, enquanto método científico que possibilita a identificação das reais necessidades do cliente e direciona as intervenções, melhorando dessa forma, a qualidade da assistência e contribuindo também para evitar possíveis agravos a saúde inclusive nos casos de pré-eclâmpsia.
SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO ÂMBITO INTRA HOSPITALAR PEDIÁTRICO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARTILIANA FERREIRA; MARIA DO CARMO ARAUJO DE ARAUJO; MARIA EDWIRGENS PRIMO DE ARAUJO; MARIA JOSÉLIA DE MENEZES FERREIRA; MARIA JUCILENE NASCIMENTO DOS SANTOS
INTRODUÇÃO: No âmbito hospitalar os cuidados de enfermagem também abrangem a promoção em saúde do cliente. Neste sentido temos o importante papel da enfermagem na identificação e abordagem de alterações na deglutição. O déficit progressivo da função motora e sensorial relacionado a uma lesão intracraniana em expansão provoca no paciente debilidade progressiva, fala prejudicada, mudança de personalidade ou um déficit sensorial. A fraqueza é classificada como um sinal motor negativo, bem como ataxia e apraxia. OBJETIVO: Relatar uma abordagem clínica realizada á uma adolescente com hipótese diagnóstica de déficit motor progressivo. METODOLOGIA: Trabalho descritivo e exploratório, com abordagem qualitativa, estudo do tipo relato de experiência. O mesmo ocorreu no dia 8 de maio de 2019 em um Hospital Infantil no município de Juazeiro do Norte (CE). Participaram da vivencia acadêmicos de enfermagem da Universidade Regional do Cariri (URCA), a Preceptora, a adolescente e a sua genitora. RESULTADOS: A abordagem clinica foi realizada tendo em vista a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE). Na construção do histórico de enfermagem utilizou-se um instrumento validado para anamnese pediátrica e exame físico. Verificou-se que a adolescente passou 04 meses internadas numa outra unidade hospitalar infantil especializada, sob tratamento devido complicações neuromotoras, uma vez que há alguns anos iniciou com disfagia, disfonia, paresia de MMSS e paraplegia. Neste período foi submetida a uma gastrostomia e atualmente faz acompanhamento pediátrico mensal além de terapia diariamente com outros profissionais como fonoaudiólogo, fisioterapeuta e nutricionista. A mesma foi levada ao hospital local com queixa principal de comprometimento na gastrostomia, conforme relato de sua genitora, o que comprometeu sua alimentação enteral e ingesta hídrica por um período de até 30 horas. Após avaliação elencamos os principais diagnósticos de enfermagem apresentados segundo a NANDA (North American Nursing Diagnosis Association), em seguida planejou-se as intervenções conforme as demandas. Em relação aos cuidados implementados tivemos a correção do agravo em cateter vinculado a gastrostomia restabelecendo a nutrição e hidratação da adolescente, além da orientação quanto à higienização das mãos, risco de infecção, mudança de decúbito, a mesma seguiu de alta médica para residência. RESULTADOS: A implementação da SAE através do Processo de Enfermagem possibilita uma evolução clinica completa e detalhada do cliente. O que possibilita um manejo clinico e terapêutico organizado, lógico e por etapas o que é fundamental para restauração do bem-estar e saúde do cliente que necessita do cuidado sistematizado.
TAXA DE MORBIMORTALIDADE POR CARCINOMA DE COLO UTERINO NA MACRORREGIÃO DO CARIRI ENTRE 2015-2018
RAUAN DE ALCANTARA ALEXANDRE; Maria Eduarda Oliveira de Alencar; Mariane Ribeiro Lopes; Paula Fernanda da Silva Ramos; Rauana dos Santos Faustino
INTRODUÇÃO: O carcinoma de colo uterino apresenta-se como a segunda neoplasia mais prevalente na população feminina em todo o mundo. O tumor de colo uterino é uma mutação causada por oncogenes advindos do papilomavírus humano (HPV). No entanto, o HPV não é suficiente para conduzir o proces¬so neoplásico. A importância dessa pesquisa consiste em contribuir no campo da produção de conhecimento na área temática de neoplasias cervicais na macrorregião do Cariri, por meio de análise da incidência desse tipo de câncer ao considerar as campanhas vacinação em prevenção ao HPV e logo, para o direcionamento à prevenção. OBJETIVOS: Analisar os dados epidemiológicos de morbimortalidade dos casos de câncer cérvico-uterino na Macrorregião de Saúde do Cariri, Ceará. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem quantitativa, utilizando dados do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS) do Departamento de Informática do SUS (DATASUS), referentes a taxas de internações anuais por neoplasias malignas do colo de útero, segundo a idade e cor/raça, com distribuição entre os anos 2015 e 2018. Após extração, os dados foram categorizados em tabelas a partir do programa Excel versão 2010 Windows® e analisados com estatística descritiva. RESULTADOS E DISCUSSÃO: No período estudado foram registradas 896 internações de câncer de cérvice das quais o ano de 2016 houve mais internações (contabilizando 235 internações; cerca de 26% do total); maior prevalência na faixa etária entre 40 e 49 anos com 415 internações (cerca de 46% do total) e na cor parda com 753 internações (84% do total). Foram registrados 21 óbitos, com maior número no ano de 2018 com 7 óbitos (30% do total); maior dominância na faixa etária entre 60 e 69 anos com 6 óbitos (cerca de 28% do total) e na cor parda com 18 óbitos (cerca de 86% do total). CONCLUSÃO: Observa-se que o público que mais necessita da atenção são as adultas entre 40 e 49 e 60 e 69 anos, cujo índice de neoplasias cérvico-uterinas e óbitos são mais alarmantes, respectivamente. Entre possíveis implicações podem estar o diagnóstico tardio e a falta de informação acerca das manifestações clínicas da doença. O Papanicolau, um exame preventivo de rotina que serve para identificar as alterações do útero é uma eficiente forma de promoção à saúde, como também, o desenvolvimento de vacinas contra o HPV para adolescentes de até 12 anos de idade, dado que a exposição ao vírus pode ocorrer após esse período. Logo, é de suma importância a disseminação do conhecimento para a população por meio de intensificação de campanhas de vacinação, programas de prevenção e diagnóstico.
TECNOLOGIAS RELACIONAIS NA PRODUÇÃO DO CUIDADO AO HIPERTENSO NA EQUIPE DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA
GEANNE MARIA COSTA TORRES; INÊS DOLORES TELES FIGUEIREDO; JOSÉ AURICÉLIO BERNARDO CÂNDIDO; MARIA ANELICE DE LIMA
Introdução: A produção do cuidado deve permear os diferentes espaços construídos em diferentes momentos de atuação dos profissionais que trabalham na Estratégia Saúde da Família, na perspectiva de valorização das subjetividades singulares e coletivas, substancial para potencializar as práticas de saúde por meio de relações mais acolhedoras, humanizadas e horizontalizadas. Sendo a comunicação uma ferramenta importante no processo de produção da saúde, necessário se faz que os profissionais que trabalham na Estratégia Saúde da Família (ESF) apropriem-se, adequadamente, do uso das tecnologias leves para que as relações interpessoais se estabeleçam de forma efetiva e eficaz. Objetivo: Analisar as tecnologias relacionais na produção do cuidado ao hipertenso na equipe da Estratégia Saúde da Família. Métodos: Estudo descritivo, com abordagem qualitativa, realizado em um Município do interior do Estado do Ceará, no período de abril a maio de 2016. Para esta investigação, participaram 14 hipertensos e dois profissionais da ESF: o médico e a enfermeira. Os dados foram coletados por um checklist para observação sistemática não participante, subsidiado por um diário de campo para registro das informações referentes às observações e outras anotações percebidas nas relações interpessoais, sendo tratados pela Análise de Conteúdo Temática. A pesquisa foi realizada mediante parecer favorável do Comitê de Ética em Pesquisa, da Universidade Estadual do Ceará (UECE), sob o n° 1.506.165. Resultados: Na análise do agrupamento dos dados, construiu-se a categoria: “Tecnologias leves nas relações interpessoais”, revelando nas práticas do cuidado o acolhimento, a escuta e o diálogo, permeadas pela empatia, respeito mútuo, vínculo, confiança e acompanhamento do hipertenso nas suas reflexões. Nas observações, estas práticas ainda estão centradas na doença, necessitando fortalecer o diálogo no campo das tecnologias relacionais para aprimorar a produção do cuidado e desenvolvimento de relações interpessoais construtivas, que favorece a ampliação sobre a visão do cuidar. O potencial dessas tecnologias em consonância com o trabalho vivo em ato é alicerce fundamental à produção do cuidado, sendo substancial no processo do trabalho em saúde para que as relações se tornem mais acolhedoras, humanizadas e integralizadas, influenciando, positivamente, no estado de saúde dos usuários, da família e da comunidade. Conclusão: Percebeu-se a necessidade de impulsionar as tecnologias leves na ESF que instrumentalizam novas habilidades direcionadas à comunicação, à subjetividade e à produção do cuidado. Diante disso, estes dispositivos devem ser dissecados por todos que atuam na Saúde da Família, pois possibilitam maior eficiência nas ações e serviços ofertados. Avançar na utilização dessas tecnologias possibilita ganhos promissores nas ações da ESF rumo à constituição de espaços acolhedores e humanizados que fomentam vínculos de confiança no cuidado à saúde. O reconhecimento da importância dessas tecnologias potencializa o atuar e o fazer na saúde.
TIPOS DE PARTOS REALIZADOS EM MUNICÍPIOS DA 20ª REGIONAL DE SAÚDE NO PERÍODO DE 2008-2018
LUIS PEREIRA DE MORAIS; GABRIELA LUCENA CALIXTO; DÉBORA DE MENEZES DANTAS; CICERO PEDRO DA SILVA JUNHO; DAYANNE RAKELLY DE OLIVEIRA
INTRODUÇÃO: O modelo de assistência ao parto, no Brasil, é caracterizado por excesso de intervenção, o que tem contribuído para o aumento de cesáreas e a morbimortalidade materna. As taxas brasileiras de cesariana correspondem a 52%, chegando a 88% na rede privada, números muito superiores ao limite máximo de 15% proposto pela Organização Mundial da Saúde. Em relação ao parto vaginal, o Brasil tem taxa de 68,5% e aparece em segundo lugar dentre os países da América, ficando atrás da Nicarágua cuja taxa é de 69,1%. OBJETIVO: Analisar a incidência dos tipos de partos ocorridos em municípios que compõem a 20ª Coordenadoria Regional de Saúde do Ceará, no período 2008-2018. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo, com abordagem quantitativa, utilizando dados do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS) do Departamento de Informática do SUS (DATASUS), referentes às taxas de tipos de partos, em cinco municípios adscritos à Coordenadoria Regional de Saúde- Crato (Araripe, Campos Sales, Crato, Farias Brito e Várzea Alegre), nos últimos dez anos. O levantamento de dados foi realizado em abril de 2019. Foram excluídos os municípios que não dispunham de estrutura para realização da cesariana, visto a natureza dessa investigação. Os dados foram categorizados em tabelas a partir do programa Excel versão 2010 para Windows®, sendo analisados segundo a frequência absoluta e porcentagem. RESULTADOS: Observou-se que a taxa de cesariana aumentou, chegando a ultrapassar o número de partos por via vaginal em alguns municípios. Em Araripe, as taxas de partos vaginais se mantiveram superiores aos partos cesáreos, entretanto, esses dados precisam ser avaliados criteriosamente diante da possibilidade de falhas nas notificações, já que no período de 2011 a 2015 foram encontrados apenas informações referentes aos partos normais. Em Campos Sales e Farias Brito, nos últimos três anos, os partos cirúrgicos foram predominantes. A cidade de várzea alegre, apesar de mostrar um aumento de cesarianas, em nenhum dos dez anos ultrapassou o número de partos normais. As informações mais preocupantes são as relacionadas ao Crato, que obteve a incidência de cesarianas, desde 2010, acima dos valores de partos normais, sendo superior a 60 % nos últimos oito anos. Esse fato talvez possa ser explicado por este município ser o único entre os cinco municípios que possui maternidade de referência para partos de alto risco, recebendo parturientes de municípios circunvizinhos. CONCLUSÃO: Diante do exposto, evidencia-se o aumento do número de partos cesarianos em municípios caririenses, e por vezes ultrapassando o número de partos por via vaginal. É preciso superar a medicalização do parto, facilitar o acesso das mulheres aos meios e serviços de saúde e estimular o fortalecimento de ações educativas, principalmente junto à atenção básica, com o intuito de incentivar e encorajar as gestantes a optarem pelo parto vaginal.
VACINA-AÇÃO: UMA PROPOSTA DE ATIVIDADE EDUCATIVA SOBRE A IMPORTÂNCIA E EFEITOS DA VACINAÇÃO JUNTO A ADOLESCENTES ESCOLARES
VIRNA SUYANE PONTES DUARTE; Ana Luiza Rodrigues Santos; Melina Even Silva da Costa; Vitória de Oliveira Cavalcante; Maria Clara Barbosa e Silva
INTRODUÇÃO: A vacinação é um dos meios de prevenção e controle de doenças mais eficazes que existem na saúde pública, sendo assim, é notória a sua importância na fase de adolescência, em que esses indivíduos se encontram ainda em processo de fortalecimento do sistema imune. Diante disso, o Programa Saúde na Escola tornou-se um relevante instrumento para educação em saúde e um método alternativo de conscientização da importância da vacinação para adolescentes, visto que são oferecidas vacinas para imunização contra graves doenças, por exemplo o HPV. OBJETIVO: relatar experiência de educação em saúde para adolescentes estudantes de uma escola pública sobre a importância e efeitos da vacinação. MÉTODO: estudo do tipo relato de experiência ocorrido em escola de ensino fundamental na cidade de Juazeiro do Norte-CE durante as práticas da disciplina enfermagem no processo de cuidar em saúde coletiva em parceria com o programa saúde na escola do referido município. As atividades foram conduzidas por discentes do curso de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri, junto a 90 adolescentes do 6º ano, em que, utilizou-se de linguagem lúdica sobre a importância e efeitos da vacinação para adolescentes dos sextos ano. As atividades ocorreram em três salas no horário da tarde com a permissão da diretoria escolar, em que se constituiu em uma pequena dramatização e um jogo semelhante ao de tabuleiro com um dado, nomeado “Vacina-Ação”. RESULTADOS: As atividades educativas foram desenvolvidas em três salas com alunos de sexto ano, primeiramente, foi trazida a temática sobre a vacinação de modo geral, em que foi possível pecerber um conhecimentobásico dos alunos. No segundo momento, a dramatização acerca dos efeitos, importância e reações da vacinação, possibilitou o ganho da atenção dos alunos. No último momento, seguiu-se com o jogo de tabuleiro, no qual o proposito foi testar os conhecimentos prévios que os estudantes já possuíam, além reforçar e disseminar novas informações acerca da vacinação, e as principais doenças que a vacina previne. No início as acadêmicas tiveram dificuldade, pelo motivo de ser o primeiro contanto com este público, além do obstáculo de repassar informações de uma maneira que os adolescentes conseguissem compreender e participar. Apesar da dificuldade, foi muito relevante para que houvesse o desenvolvimento de habilidades comunicativas, que será de grande aproveitamento para fazer promoção da saúde. Além disso, percebeu-se também, que os alunos devido ao uso da linguagem lúdica, tiveram um grande engajamento, fato esse, evidenciado pela participação de um aluno deficiente auditivo, que demonstrou uma grande satisfação com a dinâmica. Ao finalizar, foi entregue um cartão que continha todas a vacinas que devem ser tomados no período da adolescência. CONCLUSÃO: percebeu-se a relevância que a experiência trouxe para a formação profissional dos acadêmicos, uma vez que possibilitou a interação entre universidade e comunidade, através de ações educativas em saúde, alertado os adolescentes sobre a importância e os efeitos da vacinação. Pode-se dizer também, que a ação educativa desenvolvida proporcionou conhecimento ao público alvo sobre um dos dos programas do SUS, que é o Programa Nacional de Imunização – PNI.
VIOLÊNCIA AUTOPROVOCADA: PERFIL DE VÍTIMAS ATENDIDAS PELO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE NO INTERIOR DO CEARÁ
MARIA DO SOCORRO NETA GERONIMO ; Aparecido Daniel Lino da silva; Larissia Cândido cardoso; sáskya Jorgeanne Barros Bezerra; pedro Yan Alexandre Barbosa Kennedy
Introdução. O suicídio é um ato de violência definido como um ato intencional para acabar com a própria vida. Comportamentos suicidas não fatais aparecem sob a forma de ideação suicida, quando há pensamentos que fomentam o desejo de dar fim à existência e se agrava quando acompanhados de um plano suicida sobre o método de auto aniquilamento. A lesão autoprovocada é a violência que a pessoa inflige a si mesmo, podendo ser subdividida em comportamento suicida e em autoagressão no impacto da saúde dessas vítimas tendo em vista que qualquer forma de violência é de grande impacto de vida. Objetivo. Identificar o perfil de mulheres vítimas de violência autoprovocada atendidas em hospitais do Sistema Único de Saúde no interior do Ceará. Método. Trata-se de um estudo quantitativo, no qual foram analisados dados referentes as fichas de notificações registrado no Sistema Único de Saúde de um município do interior do Ceará. Os dados foram coletados de janeiro a dezembro de 2018, através de um checklist. Após coleta, eles foram tabulados em frequência absoluta e relativas e analisados à luz da literatura permanente. O estudo teve aprovação do comitê de ética em pesquisa com parecer 2038188. RESULTADOS. Foram analisados dados de 64 fichas de notificação, no qual foi possível analisar a forma mais comum de agressão, idade das vítimas, relação conjugal, raça, escolaridade, meio de violência autoprovocada, dentre outros. Do total de 64 casos, a idade mais prevalente foi de 18 a 29 anos (35,93%), a raça das vítimas mais presente foi a parda (46,87%), a situação conjugal foi predominantemente solteira (37,5%), e o grau de escolaridade foi ignorado em sua maioria (62,6%). Quanto à presença de deficiência, o número referente as que não possuíam ou que tiveram o dado ignorado 34,37%. Além disso, o local da ocorrência da violência teve predominou na própria residência da vítima (89,06%). O horário que essa violência aconteceu foi ignorado (68,75%). Por fim, o número mais substancial de violência autoprovocada foi o envenenamento/intoxicação (71,87%). Conclusão. Mulheres jovens em sua maioria provocam em si lesões. A violência interpessoal e autoprovocada é um agravo de grande importância para o setor de saúde pela magnitude com que atinge toda a sociedade, sem distinção de idade, sexo, classe social, raça, pelas consequências negativas advindas dos casos de violência. Faz-se necessário o encaminhamento, notificação, monitoramento, para reconhecer e realizar busca ativa com apoio multidisciplinar para minimizar suas consequências de forma efetiva
VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER EM JOGOS ONLINE
SÁSKYA JORGEANNE BARROS BEZERRA; Regiane Clarice Macedo Callou; Felice Teles Lira dos Santos Moreira; Jameson Moreira Belém
A violência contra a mulher é definida como qualquer ato baseado no gênero, podendo levar à morte, agravo ou sofrimento à mulher, tanto na esfera pública como na privada. Quando se fala em violência contra a mulher, sabe-se que este agravo pode se manifestar em diversos meios, dentre eles, àqueles vinculados aos recursos tecnológicos. Especificamente aos games, sua cultura carrega um viés digital machista desde a sua criação na indústria de entretenimento. Objetivou-se identificar os tipos de violência que ocorrem em jogos online. Trata-se de um estudo transversal, descritivo e de abordagem qualitativa, realizada de julho a outubro de 2018, com mulheres que jogam algum tipo de jogo online e que sofreram/sofrem violência em jogos virtuais. A técnica de recrutamento das participantes da pesquisa foi definida como bola de neve. Utilizou-se uma entrevista semiestruturada para coleta, que foi finalizada por saturação. Os dados foram analisados à luz da literatura pertinente. A referida pesquisa, foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Regional do Cariri (CEP/URCA), com parecer 2.821.626. Durante a pesquisa, participaram 13 mulheres, a maioria das participantes possuía orientação sexual heterossexual (n=09), eram estudantes (n=10), com idade entre 18 e 23 anos (n=12), paritariamente da cor branca e parda (n=12), solteiras (n=13), sem filhos (n=13), agnósticas (n=06), sem renda (n=06) e residiam com os pais (n=10). Quanto aos tipos de violência que ocorrem em jogos online foram classificados em dois tipos: a violência psicológica e a violência sexual/ abuso sexual. A violência psicológica é a mais relatada durante os discursos (n=20), já a violência sexual/abuso é citada oito vezes. De acordo com as jogadoras, a violência psicológica em ambiente online surge de forma rotineira, a partir dos estereótipos de gênero e xingamentos, questionando-se a posição em que jogam. Já a violência sexual/abuso é perpetuada através da objetificação do corpo feminino nos jogos e dos constantes assédios através de flertes inconvenientes e pedidos para que estas exponham partes corpóreas, principalmente àquelas vinculadas à atributos sexuais, como os seios. Assim, muitas vezes a jogadora acaba silenciando o jogo para evitar ocasiões inconvenientes. Observa-se que o gênero feminino ainda sofre bastante preconceito em ambientes de jogos virtuais e grande parte acontece pela inserção de uma cultura machista, onde o sexo oposto é predominante neste universo.
Palavras-chave: Violência, Mulher,Jogos
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: REGISTROS EM UMA DELEGACIA CIVIL DO INTERIOR DO CEARÁ.
MARIA DO SOCORRO NETA GERONIMO ; Aparecido Daniel Lino da silva; Larissia Cândido cardoso; sáskya Jorgeanne Barros Bezerra
Introdução. A Organização Mundial de Saúde reconhece a violência doméstica contra a mulher como uma questão de saúde pública, que afeta negativamente a integridade física e emocional da vítima. Violência é praticada quase sempre por homens da família que exercem relações de poder sobre as vítimas e, ao serem protegidos pelos laços afetivos, podem levar ao extremo as relações de dominação, originadas na cultura patriarcal que ainda se perpetua. Dada sua magnitude, a violência física, entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal; a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica, a violência patrimonial, entendida como qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total bens, documento direitos ou recursos econômicos; a violência moral, entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria. se faz necessário identificar o perfil dessas mulheres e o tipo de violência que mais comumente sofrem. O Observatório da Violência e Direitos Humanos da Região do Cariri possui um papel importante no monitoramento deste agravo. Objetivo Identificar o perfil da mulher vítima de violência registrados em uma delegacia civil do interior do Ceara. Método. Trata-se de um estudo quantitativo, no qual foram analisados dados referentes aos boletins de ocorrência registrados pela Delegacia Civil de um município no interior do Ceará que não possui delegacia especializada no atendimento de mulheres vítimas de violência. Os dados foram coletados de janeiro a dezembro de 2018, através de um checklist. Após coleta, eles foram tabulados em frequência absoluta e relativas e analisados à luz da literatura permanente. O estudo teve aprovação do comitê de ética em pesquisa com parecer 2038188.RESULTADOS. Foram analisados dados de 177 registros de boletins de ocorrência. Os dados apontam que a maioria das vítimas tinham idade de 30 a 59 anos (54,80%). No que se refere a raça/cor das vítimas a maior parte dos dados foi ignorado (81,35%) e o mesmo ocorreu com a escolaridade (70,62%). sexo masculino se mostrou como perpetrador e grande parcela da agressão foi realizada pelo ex-companheiro (35,02%), onde os casos ocorreram na própria residência da vítima (92,65%), sendo as ameaças (51,97%) o principal tipo de violência, praticado a noite (33,89%) como revela os dados coletados. Conclusão. Mulheres jovens são as maiores vítimas de violência. Torna-se necessário que instituições de segurança possam encaminhar a vítima para uma resolução eficaz e definitiva para resolver os agravos referente a violência doméstica e ressalta-se a necessidade de medidas eficazes para solução destes agravos.
VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA EM MULHERES QUE PROVOCARAM O ABORTO: REVISÃO INTEGRATIVA
MARIA IZABELA BARBOSA; Maria Isabel Caetano da Silva; Sara Teixeira Braga; Gessica Raiana Gomes de Viveiros
Introdução: Aborto é a eliminação do produto da concepção até a 20ª ou 22ª semanas, ou ainda, quando o concepto pesa menos de 500 gramas e seu comprimento é menor que 16 centímetros. A violência obstétrica ocorre quando a equipe de saúde negligencia a assistência, agindo com discriminação social, tratamento abusivo, ameaças, humilhação e por violência física, não utilizando medicação analgésica na realização de procedimentos que se faz necessário. Objetivo: Investigar na literatura, a violência obstétrica entre mulheres que provocaram o aborto. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa, realizada na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) nos meses de março e abril de 2019. Os Descritores em Ciências da Saúde (DECS) foram: Aborto; Violência; Mulheres. Foi realizado o cruzamento entre os descritores, utilizando-se o operador booleano AND, totalizando 276 estudos. Após aplicação dos filtros: Texto completo disponível; Bases de dados Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Base de Dados em Enfermagem (BDENF); assunto principal: aborto induzido; tipo de documento artigo; idiomas português, inglês e espanhol; nos anos de 2006 a 2017. Restaram 19 artigos. Ao final da leitura de títulos e resumos, 10 artigos foram selecionados para realização da leitura na íntegra, mas apenas dois atenderam ao objetivo da pesquisa. Resultados: Observou-se que quando a mulher chega ao serviço de saúde com necessidade de atendimento e, é descoberto que ela provocou o aborto, a equipe algumas vezes, nega-se a prestar os cuidados necessários, prolongando o tempo de espera para o atendimento, realizando procedimentos dolorosos sem anestesia, como se fosse uma punição pela atitude cometida. Ademais, foram reveladas por mulheres práticas discriminatórias, tratamento com ameaças de denúncia à polícia, uso de linguagem grosseira e violação da privacidade e confidencialidade. Conclusão: O processo de aborto em si é muito doloroso para a mulher, afetando aspectos físicos e emocionais, independentemente de ter sido espontâneo ou induzido pela mulher. Assim, faz-se necessário uma assistência de qualidade pelos profissionais de saúde, tratando as mulheres que estão nessa condição com respeito, dignidade e buscando minimizar o sofrimento que elas passam.
Palavras-chave: Aborto,Violência,Mulheres
VISITA DOMICILIAR A UM PACIENTE COM DIAGNÓSTICO DE TRANSTORNO MENTAL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
FABIULA DE SOUSA MORAIS; Ednanita Alves Arraes
A visita domiciliar no contexto dos serviços de saúde é um instrumento de intervenção fundamental da Estratégia de Saúde da Família - ESF, utilizada como forma de conhecer as condições sociais, econômicas e vulnerabilidades aos agravos e doenças que acometem o indivíduo. Tal caracterização facilita intervenções adequadas e direcionadas para cada indivíduo ou grupo. Descrever a experiência da visita domiciliar vivenciada durante o estágio curricular da disciplina de Saúde Mental do curso de enfermagem da Universidade Regional do Cariri - URCA. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência desenvolvido após visitas domiciliares a um paciente diagnosticado com transtorno mental, durante o estágio curricular na disciplina de saúde mental ocorridos em uma Estratégia de Saúde da Família – ESF no bairro Belmonte em Crato-CE. As visitas foram realizadas em outubro de 2017, no período matutino, durante quintas e sexta feira. Foram realizadas um total de três visitas ao paciente, a primeira teve como intuito conhecer e levantar dados sobre sua história de vida, dentro desses relatos foi possível observar situações de traumas, que o levaram a desenvolver um comportamento mais retraído, e de afastamento do convívio social. Por meio dessas informações foram traçados diagnósticos e intervenções de enfermagem para resolução dos problemas encontrados. A segunda visita teve como finalidade colher informações para elaboração de Genograma e Ecomapa. No Genograma o propósito foi identificar como ocorre as interações familiares, o papel de cada membro dentro do contexto familiar, dando maior enfoque ao papel do paciente portador do transtorno, enquanto o Ecomapa teve a finalidade de observar como se dá a interação dos membros da família e do paciente com os outros sistemas sociais. Ambos os recursos utilizados durante as visitas, serviram como base para detecta pontos fortes e fracos nas relações familiares e sociais, como também foram úteis para elaboração de intervenções que fortalecessem a dinâmica entre família e paciente no contexto social. A terceira e última visita, teve como propósito aplicar as intervenções elaboradas para o paciente e sua família. Após a realização dessa vista domiciliar ficou clara a importância do profissional de saúde dentro do contexto familiar, uma vez que amplia a visão sobre o mundo em que vive o paciente, possibilitando uma assistência direcionado para aquele indivíduo ou família. A visita domiciliar fornece, ainda, ao profissional a oportunidade de visualizar o problema dentro do ambiente e produzir intervenções que se adequem a sua realidade e de fato solucionem os problemas.
VIVÊNCIA ACERCA DE ATIVIDADES LÚDICAS REALIZADAS COM CRIANÇAS HOSPITALIZADAS:UM RELATO DE EXPERIÊNCIA.
MELINA EVEN SILVA DA COSTA; ÉRICA RODRIGUES FERNANDES SILVA; CICERO ALDEMIR DA SILVA BATISTA; VITÓRIA DA SILVA ANDRADE; GLEDSON FERREIRA MACEDO
INTRODUÇÃO: O projeto de extensão “Atividades lúdicas um remédio para o tratamento de crianças hospitalizadas na região do Cariri” busca através do lúdico promover a continuidade do desenvolvimento infantil e possibilitar o restabelecimento físico e emocional, tentando tornar a hospitalização menos traumatizante. Dessa forma, torna-se primordial para a enfermagem, uma maneira mais adequada de se aproximar da criança, sendo uma possibilidade de ver e compreender o mundo com os olhos dela e estabelecer vínculos de amizade e confiança, o que auxiliara no tratamento. OBJETIVO: Relatar a experiência das atividades do Projeto de extensão: atividades lúdicas um remédio sinérgico para o tratamento de crianças hospitalizadas na região do Cariri. MÉTODO: Trata-se de um relato de experiência da vivência dos acadêmicos da Universidade Regional do Cariri, que teve inicio no dia 14 de agosto de 2018, no Hospital São Camilo-Crato. As atividades eram realizadas em grupos compostos por quatro alunos, os quais, uma vez por semana, visitavam a enfermaria pediátrica do referido hospital, levando atividades lúdicas como jogos, desenhos e música, a fim de reduzir o medo e a ansiedade das crianças durante o processo de internação hospitalar, auxiliando assim no tratamento. RESULTADOS: Inicialmente eram perceptíveis os olhares de interesse das crianças com a nossa chegada, pois geralmente somente recebem visitas de familiares e da própria equipe do hospital para a realização de procedimentos, diante disso era realizado uma abordagem inicial através de uma conversa, sob supervisão e consentimento dos responsáveis, no leito do hospital a fim de gerar um vínculo com as crianças, e reduzir a timidez e o medo, e caso houvesse restrições à saída da criança para a brinquedoteca as dinâmicas eram feitas no leito. Na brinquedoteca, por ser um espaço maior, foram realizados mine teatro, dança e jogos de adivinhações, na busca de estimular o lado criativo das crianças, buscando respeitar as limitações e desejos de cada um. Com as crianças restritas ao leito as atividades eram feitas de acordo com a restrição do paciente, e nesse caso, praticava-se atividade como desenho, pintura e leitura de histórias. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Percebeu-se com esta experiência a importância de realizar atividades lúdicas com as crianças hospitalizadas na buscar de aliviar a dor e sofrimento de uma internação. Pois se sabe que brincar reduz tensão, medo, conflito e ansiedade, e funciona como um vínculo entre a criança e o profissional, facilitando assim a assistência e auxiliando as intervenções estabelecidas para a recuperação da criança.
VIVÊNCIA DE ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM EM UMA REUNIÃO DA COMISSÃO INTERGESTORA REGIONAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA
KAREN JENIFFER CARLOS MATEUS; ROSÂNGELA RODRIGUES MOURA; MARIA JOSÉ FEITOSA RODRIGUES
INTRODUÇÃO: A Comissão Intergestora Regional (CIR) se configura como instância de gestão compartilhada em um espaço regional com finalidade de construir uma relação permanente e continua de tomada de decisão, pactuações entre os gestores municipais e o estado para a gestão das ações e serviços em uma rede regionalizada. Entendendo que a regionalização é uma orientação constitucional, vale ressaltar a importância da integração dos gestores públicos, para a discussão dos desafios da saúde e elaboração de estratégias que busquem uma melhor forma de operar as ações e serviços na esfera regional. Cabe ainda a CIR, assessorar o estado na disposição dos serviços pelo SUS, para se fazer cumprir os princípios da universalidade, da integralidade e da equidade de acesso aos serviços de saúde dentro das regiões do Estado. OBJETIVO: Descrever a vivência de alunos do curso de Enfermagem, em uma reunião da Comissão Intergestora Regional-CIR para Pactuação das Ações e Serviços de Saúde (PGASS) da Região de Saúde de Juazeiro do Norte. MÉTODO: Trata-se de um relato de experiência, com abordagem qualitativa, realizado na Região de Saúde de Juazeiro do Norte, Ceará. Os participantes do estudo foram os representantes do Estado e os gestores dos seis municípios que compõem a RS de Juazeiro do Norte (Barbalha, Caririaçu, Granjeiro, Jardim, Juazeiro do Norte e Missão Velha). Além destes representantes estavam presentes oito técnicos das secretarias municipais, a preceptora e os alunos do oitavo semestre de Enfermagem, O estudo se deu em duas etapas, onde a primeira foi a participação dos docentes na reunião e a segunda etapa a busca de artigos em bases de dados na literatura. RESULTADOS: Verificou-se que a reunião apresentou fragilidades e avanços. Como fragilidade observou-se a dificuldade dos secretários em expor os quantitativos dos procedimentos necessários para garantir a assistência ambulatorial e hospitalar dos seus munícipes inviabilizando a pactuação, e a falta de um técnico habilitado para responder prontamente as demandas solicitadas com relação ao Sistema. E como avanços a abertura de negociação entre os participantes, no momento em que foi consensuado que primeiramente os técnicos e secretários fariam a análise das planilhas e em seguida fariam a pactuação. CONCLUSÃO: Diante do exposto verificou-se a efetivação do planejamento ascendente previsto na Lei Orgânica da Saúde e o cumprimento do Decreto 7.508/2011 que prevê a PGASS. A pesar da fragilidade de entendimento e da limitação de alguns técnicos e gestores quanto à importância deste momento na instancia regional, realizou-se a programação entre o colegiado.
VIVÊNCIA DE ESTUDANTES DE ENFERMAGEM NO CUIDADO A UM PACIENTE COM CAVERNOMA TUMORAL
HELVIS EDUARDO OLIVEIRA DA SILVA; Talita de Oliveira Figueiredo; Bruna Pereira de Andrade; Ana Camila Gonçalves Leonel; Karolayne Maria de Souza
O cavernoma tumoral é uma patologia congênita e relativamente rara, caracterizada por uma mal formação nos vasos que irrigam o sistema nervoso, onde se encontram emaranhados formando um enovelado vascular de parede fina e irregular, fato esse que possibilita maior suceptividade para hemorragias. Pode ser encontrado na forma assintomática ou em situações mais crônicas, sintomáticas, onde atinge com frequência o encéfalo na forma isolada ou com múltiplas lesões desencadeando os principais sinais e sintomas do angioma tumoral que são crises epiléticas, cefaleia súbita e dano neurológico progressivo. Desse modo, o objetivo do presente estudo é relatar a vivencia dos cuidados de enfermagem prestados ao paciente com carvenoma tumoral. Trata-se, portanto, de um Estudo de natureza descritiva do tipo relato de experiência baseado na vivencia de acadêmicos de enfermagem da Universidade Regional Do Cariri com um paciente diagnosticado com Angioma cavernoso. Através dos estágios obrigatórios da disciplina enfermagem no processo de cuidar do adulto em situações clínicas e cirúrgicas se pode ter um contato com procedimentos específicos no cuidado de um paciente com esse tipo de diagnostico. No primeiro contato e consulta de enfermagem foram feitos o levantamento do histórico do paciente através da análise dos exames realizados, sendo constatado que se tratava de um paciente jovem, do sexo masculino, e que havia dado entrada no hospital com quadro de cefaleia súbita ,alterações de comportamentos, vômitos e episódio convulsivos, sendo submetidos a uma angiorressonância arterial e venosa do crânio, além de tumografia,onde foi evidenciado uma lesão volumosa na parte frontal direita de 6cm com acentuado efeito de massa, presença de haloedema, hematoma e sangrenta com mal formação arteriovenosa. Dessa forma de imediato foi identificado alguns diagnósticos prioritários como dor aguda relacionado a cefaleia intensa evidenciado por escala de dor de 8/10, bem como risco de lesão relacionado com atividade convulsiva e distúrbio do padrão do sono relacionado a ambiente externo barulhento caracterizado por queixas de dificuldades para adormecer. Assim, foram administradas medicações, conforme prescrição médica como anticonvulsionantes durante as crises, administração de analgésico para dor e avalia-la quanto à localização, frequência e duração, sempre analisar a eficácia das medidas de controle da dor , além disso vigiar decúbito elevado em 30°, bem como registrar e monitorar o padrão do sono e quantidade de horas dormidas proporcionando um ambiente calmo e seguro. Foi identificado pelos estudantes que o tamanho do angioma era bem maior do que foi visto na literatura, aumentando o risco de complicações e tendo assim um cuidado diferenciado a esse paciente. Em síntese, a experiência mostrou-se valiosa, visto que possibilitou acrescentar conhecimentos teóricos e práticos, acerca dessa patologia, adquirido importante aprendizado para a carreira profissional, sobretudo nos principais cuidados e condutas de enfermagem, além disso possibilitou a todos os estudantes observar as manifestações clinicas da doença, prestando uma assistência individualizada, focada nas principais necessidades do indivíduo.
VIVÊNCIAS INICIAIS PARA O TRABALHO COLABORATIVO NA VIGILÂNCIA EM SAÚDE
ANTONIA ELIZANGELA ALVES MOREIRA; Jessica Lima de Oliveira; Pedro Carlos Silva de Aquino; Vitória Alves de Moura; Sandra Mara Pimentel Duavy
A territorialização é um processo metodológico de identificação da situação de vida e de saúde de uma população numa determinada área. Configura-se como um dos primeiros passos para a prática de vigilância em saúde sendo uma ferramenta utilizada pela equipe de Saúde da Família (eSF) para o planejamento estratégico situacional dos serviços a serem prestados à comunidade. Tal estratégia norteia as ações de atenção, assistência e vigilância em saúde de acordo com as diversas realidades do território. As atividades de campo exercidas por acadêmicos de diferentes formações (Enfermagem, Biologia e Educação Física) acompanhadas por profissionais da Estratégia Saúde da Família (ESF) são práticas importantes na contribuição interprofissional para a consolidação da territorialização e do Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo desse trabalho foi relatar a experiência de acadêmicos inseridos no Programa de Educação pelo Trabalho para Saúde interprofissionalidade (PET-Saúde/Interprofissionalidade), no contato inicial com as atividades desenvolvidas no território adscrito de uma ESF. Trata-se de um relato de experiência acerca de uma atividade desenvolvida por acadêmicos da Universidade Regional do Cariri (URCA), que ocorreu no território pertencente a uma ESF do município do Crato-CE, de abril a maio de 2019. A vivência no território foi realizada em conjunto com os residentes multiprofissionais em saúde coletiva da URCA e agentes comunitários de saúde (ACS). No primeiro momento ocorreu a aproximação e conhecimento do território de uma micro-área que será campo da territorialização. Esse contato direto com os riscos em que a população está exposta como ruas pavimentas de esgoto a céu aberto, água acumulada em recipientes, exposição e acumulo de lixo em espaço inapropriado proporcionou uma visão real da qualidade de vida em que os indivíduos se encontram. No segundo momento foram conhecidos o roteiro e a ferramenta tecnológica que são utilizados pelos residentes para a territorialização e georreferenciamento das ruas, e que posteriormente os acadêmicos também utilizarão. Atualmente estão acontecendo discussões semanais entre acadêmicos, profissionais da eSF do município e profissionais/tutores da URCA sobre os aspectos políticos que envolvem a análise do território e os produtos que essa vigilância podem gerar para a comunidade como por exemplo o conhecimento dos determinantes sociais e de saúde.Portanto, a vivência contribuiu para uma reflexão da importância da territorialização qualificada a fim de conhecer as necessidades sociais e de saúde da população.
“GANHEI UM RIM. TÔ CURADO?” ASPECTOS REFERENTES À QUALIDADE DE VIDA DE TRANSPLANTADOS RENAIS.
RAFAELA OLIVEIRA SANTANA; CÍCERA LUANA DOS SANTOS
“GANHEI UM RIM. TÔ CURADO?” ASPECTOS REFERENTES À QUALIDADE DE VIDA DE TRANSPLANTADOS RENAIS. Rafaela Oliveira Santana¹, Cícera Luana dos Santos², Lívia Parente³. INTRODUÇÃO: O transplante renal é o método mais indicado para tratamento da IRC porque envolve menor custo econômico e oferece melhor qualidade de vida ao indivíduo. Entretanto, os pacientes submetidos ao transplante têm o pensamento que a vida deles voltará ao “normal” após esse procedimento. Contudo, essa crença não se mantém por muito tempo, pois o sujeito se depara com a questão da manutenção do tratamento, já que necessita continuar com as restrições alimentares e físicas, além da dependência da medicação (imunossupressores). Nesse caso, o paciente se vê diante da doença renal e suas limitações gerando um novo processo de luto pela vida que imaginou recuperar após o transplante. OBJETIVOS: Analisar os impactos na qualidade de vida de pacientes com insuficiência renal crônica submetido ao transplante renal. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, desenvolvido a partir das vivências de acadêmicas de enfermagem com um paciente renal crônico em uma UBS do Bairro Limoeiro, localizado no município de Juazeiro do Norte- CE. A experiência ocorreu no mês de abril de 2019 como parte das atividades da disciplina de Estágio Supervisionado em Saúde Coletiva do Curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade de Medicina de Juazeiro do Norte (FMJ). Os dados foram obtidos através de uma atividade voltada para exploração do diálogo com o paciente acerca da história de sua doença. RESULTADOS: Através do relato da trajetória do paciente percebeu-se que a perda da função renal e o transplante repercutiram drasticamente em sua qualidade de vida. O paciente relatou acreditar que o transplante seria a cura para sua doença. Após dez anos em uma lista de espera, quando finalmente foi transplantado, sua vida mudou completamente; a restrição alimentar, a rotina e a dependência medicamentosa são exemplos de algumas mudanças ocorridas. “Se o seu próprio rim pode parar, quem dirá o de outra pessoa”, através dessa fala evidenciou-se que a preocupação com a falência renal e a necessidade de submeter-se ao tratamento hemodialítico novamente provoca sentimentos de medo, angústia, ansiedade e frustração. Ao decorrer da conversa foi questionado quanto à medicação utilizada e o paciente queixou-se de disfunção sexual, cansaço, náuseas, insônia e cefaleia, efeitos colaterais dos medicamentos utilizados para rejeição do enxerto. Com isso, identificaram-se outras mudanças ocorridas na vida dos transplantados renais que se apresentam como prejuízos no relacionamento social, trabalho e lazer. CONCLUSÃO: O cuidado dispensado ao paciente acometido pela insuficiência renal crônica submetido a transplante renal deve vislumbrar o indivíduo e seu contexto multidimensional, buscando melhora na qualidade de vida, auxiliando- lhes no ajustamento da harmonia de sua condição psicológica, biológica, física, social e espiritual, afetada pelas imposições da doença e o tratamento na vida dessas pessoas. Descritores: “Insuficiência Renal”, “Qualidade de vida”, “Transplante Renal”. ¹ Graduando de enfermagem Faculdade de Medicina de Juazeiro do Norte- FMJ. Email: rafaelasantana1997@hotmail.com ² Graduando de enfermagem Faculdade de Medicina de Juazeiro do Norte- FMJ. Email: luana199517@hotmail.com ³ Docente do Curso de Graduação em Enfermagem da Faculdade de Medicina de Juazeiro do Norte- FMJ. Email: liviappt@hotmail.com
Palavras-chave: Saúde da Criança,Plantas Medicinais,Terapias Complementares
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