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CUIDADOS DE ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO DE LESÃO POR PRESSÃO
TIAGO RIBEIRO DOS SANTOS; Gizely de Lima Rosa; José Adelmo da Silva Filho
INTRODUÇÃO: O cuidado de pessoas com Lesão por Pressão (LPP) é algo que está presente no cotidiano da enfermagem, pois sempre estão inseridas como principal cuidador a pessoas que possuem essas lesões, estejam elas hospitais ou domiciliadas. A pressão é o principal fator que causa esse tipo de lesão, sendo também associados a intensidade e duração da pressão e tolerância residual, além de fatores intrínsecos e extrínsecos. A avaliação de risco para a LPP é o primeiro passo para se realizar uma intervenção adequada. OBJETIVO: Identificar cuidados de enfermagem ao paciente com risco de lesão por pressão. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de caráter descritivo, realizada no mês de abril de 2019. A busca foi realizada através da Biblioteca Virtual em Saúde, utilizando-se os descritores “Lesão por Pressão”, “Ferimentos e Lesões” e “Enfermagem”, que foram cruzados com o operador booleano AND. Obteve-se 254 achados, que após aplicação dos filtros: artigo completo, idioma português e espaço temporal de 2008 a 2018, restou-se 10 artigos para leitura e construção do estudo. RESULTADOS: Estudos evidenciam a importância da equipe de enfermagem para reduzir o indicie de pessoas com lesão por pressão, através de prevenção e dos fatores de risco. A utilização da escala de Braden é apontada como importante ferramenta para prevenção de lesão por pressão. Cuidados de prevenção de lesão por pressão como mudanças de posição, hidratação e higiene da pele através de produtos que façam ação hidratante, utilização de curativos de prevenção e proteção para áreas de risco, assim como ação educativa com os cuidadores destes pacientes são essenciais na assistência de enfermagem.Estudos apontam a questão do colchão e de AGE como de ação satisfatória para redução dessas lesões. CONCLUSÃO: É necessário que a equipe de enfermagem tenha o conhecimento adequado concernente aos aspectos relativos a prevenção da lesão por pressão, visto que é a profissão que está diretamente ligada aos cuidados prestados ao paciente.
Palavras-chave: Enfermagem,Ferimentos e Lesões,Lesão por Pressão
Oral
Abrir o trabalhoA ENFERMAGEM NA ESF E SEUS REFLEXOS NA INSERÇÃO SOCIAL DE PACIENTES COM TRANSTORNOS MENTAIS
YARA MAILLE DE ARAUJO; Aline do Nascimento Pinheiro; Amanda Pinheiro de Alencar; Irene Custódia da Silva; Leila Araújo da Silva
INTRODUÇÃO: O índice de pessoas com transtornos mentais vem aumentando constantemente na população. Tendo em vista que a falta de cuidados e o sofrimento vivenciados podendo resultar em um possível suicídio. Esse público com transtornos está compreendido sobretudo na Atenção Básica como a Estratégia Saúde da Família (ESF), visto como principal meio de entrada das pessoas que buscam atendimento para suas necessidades de saúde. Sendo que a assistência na ESF não inclui somente os indivíduos com transtornos psíquicos e mentais, inclui várias ações de prevenção e detecção precoce que podem envolver o indivíduo e a família. OBJETIVO: Compreender as principais dificuldades na assistência de enfermagem prestada ao público com transtornos mentais. MÉTODO: Trata-se de um estudo de revisão bibliográfica do tipo qualitativa, realizada no mês de abril de 2019, através da biblioteca virtual em saúde – BVS pelas as seguintes bases de dados: SCIELO, LILACS e BDENF. Os descritores utilizados foram transtornos mentais, assistência de enfermagem, promoção da saúde realizando um cruzamento com o boleano AND dos mesmos. Dentre os critérios de inclusão estão: artigos disponíveis na íntegra, idioma em português, entre os anos de 2014 a 2019. Ao final totalizaram-se três artigos. RESULTADOS: Os profissionais atuantes na ESF tem como papel primordial o acolhimento desses pacientes, porém muitos enfermeiros não se sentem capacitados para trabalhar nesse âmbito em decorrência do pouco treinamento. O que maximiza a existência de barreiras que impedem o desenvolvimento de ações de cuidado voltadas a pacientes portadores de transtorno. Diante disto é indispensável o conhecimento científico do enfermeiro para compreender, acolher e dar o devido apoio ao paciente e família. Onde destaca-se informações e o suporte necessário que contribui para a sua reinserção social. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A integração da equipe de enfermagem tendo por base a atenção primária deve ter uma visão holística pois é onde ocorre um contato subjetivo através da criação do vínculo profissional-paciente, onde deve integrar também familiares e/ou cuidadores para ter um melhor êxito no decorrer do tratamento.
Palavras-chave: Transtornos mentais, Assistência de Enfermagem , Promoção da saúde
Concepções dos idosos acerca da sexualidade na terceira idade: um relato de experiência
LIANA INGRID CANDIDO FERREIRA; Amanda Vilma de Oliveira Lacerda; Francisca Evangelista Alves Feitosa; Joab Gomes da Silva Sousa; Lindalva Maria Barreto Silva
Resumo: O envelhecimento apresenta mudanças biológicas universais e não patológicas que são inerentes ao processo. A expectativa de vida vem aumentando e, espera-se que nos próximos vinte anos a população idosa triplique, necessitando de maior atenção dos profissionais. Esse estudo tem como objetivo entender as concepções dos idosos acerca da sexualidade na terceira idade. Foi realizado um grupo focal com oito idosos do Corpo de Bombeiros, no qual o pesquisador moderador lançou uma questão norteadora Diante dos resultados encontrados, observou-se a importância de conversas com pessoas habilitadas no intuito de somar conhecimento e sensibilizar a clientela acerca da temática em questão. INTRODUÇÃO O envelhecimento do ser humano é um processo natural da vida, que é vivenciado pelas transformações biopsicossociais graduais e irreversíveis, que acontecem como resultado da passagem do tempo (QUEIROZ et. al., 2015). Nas últimas décadas percebe-se com maior nitidez a longevidade entre homens e mulheres. De acordo com dados apontados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2015, a população de idosos, em 2020, será superior a 30 milhões de pessoas. Dentro do grupo etário de 75 anos haverá maior crescimento, sendo 49,3 % dessa população (BRASIL, Atualmente, debate-se bastante sobre o processo de envelhecimento, tendo em vista o crescimento do número de pessoas idosas. É válido destacar que muitos idosos, em pleno século XXI, ainda compreendem o envelhecer como sinônimo de isolamento da sociedade e doenças, sendo que a população mais jovem impõe tabus aos idosos, tirando-lhe o direito de (re)pensar a sexualidade, o corpo, o prazer, a prática do sexo, levando-os a enfrentar diversas dificuldades de adaptação a essa etapa da vida (QUEIROZ et. al., 2015). Para entender a sexualidade na terceira idade, é necessário levar em conta que o comportamento sexual é definido por cultura, religião e educação e nos últimos anos, houve uma revolução no entendimento e na prática da sexualidade, impulsionando o idoso a ser alvo de preconceitos empregados pela sociedade (DANTAS et. al., 2017). Algumas condições influenciaram diretamente esse processo e, entre eles, tem-se a vida sexual que deixou de ter apenas função reprodutora, passando a ser fonte de satisfação e realização pessoal em todo o ciclo vital humano e o aumento considerável e progressivo de pessoas que estão chegando à idade mais avançada com condições psicológicas e físicas satisfatórias (PEREIRA et. al., 2016). Diante do exposto, justifica-se o interesse em relatar a vivência da realização de um grupo focal com idosos do Corpo de Bombeiros, entendendo as concepções deste público acera da sexualidade e compreendendo as fragilidades dos participantes em relação a esta temática. OBJETIVO Objetiva-se entender as concepções dos idosos acerca da sexualidade na terceira idade. MÉTODO Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem qualitativa, desenvolvido com um grupo de idosos. A experiência tem embasamento nos resultados obtidos por meio da técnica de um grupo focal realizado no Corpo de Bombeiros no município de Iguatu - CE. A coleta das informações foi realizada no mês de abril de 2019, com duração de 60 minutos, guiada pela pesquisadora moderadora e quatro observadores, acadêmicos de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri URCA). Inicialmente, foi desenvolvido um roteiro para condução do grupo focal. Posteriormente, em dia e horário previamente acordado com o coordenador do grupo de idosos foi apresentada a pesquisa e o objetivo aos participantes. Durante o momento, a pesquisadora ficou responsável em ser a mediadora entre as questões norteadoras e os idosos, dois observadores ficaram responsáveis por escrever os relatos dos participantes e dois observadores anotaram as expressões não verbais; foi utilizado o gravador e em seguida as falas foram transcritas para Microsoft Word versão 2010. Foi disponibilizado o Termo de Consentimento Livre Esclarecido (TCLE) atendendo aos aspectos éticos da pesquisa com seres humanos, conforme a Resolução 466/2012, informando e esclarecendo o objetivo da pesquisa de maneira que o participante possa tomar sua decisão de forma voluntária, sendo garantido o anonimato sobre a sua participação na pesquisa. Foi disponibilizada também a assinatura a rogo para aqueles que por analfabetismo não consigam assinar (BRASIL, 2012). RESULTADOS O grupo foi composto por oito idosos e quatro alunos da URCA UDI. As entrevistas realizadas no grupo focal foram divididas em cinco questões norteadoras para guiar a discussão entre os idosos. Os participantes do estudo remeteram a sexualidade com a relação entre amigos, os pais, filhos, e alguns idosos ficaram constrangidos, pois, apesar de concordar em participar da pesquisa, não estavam acostumados a falar sobre o assunto ao longo da vida. Freud, uma das maiores referências de pesquisas em sexualidade humana, no ano de 1996, afirmou em seus estudos que esta ocorre nos seres humanos a partir do nascimento e, a prática do sexo entre as pessoas adultas deve ser mais livre do que muitos teóricos acreditavam. Quanto à importância de discutir a sexualidade durante essa fase da vida, no Grupo Focal sobressaíram sentimentos quanto a atualizações no decorrer do tempo e escassez de palestras por pessoas capacitadas. Esta ausência de informações sobre o processo de envelhecimento, assim como as mudanças na sexualidade durante a velhice, tem influenciado para continuidade de preconceitos e, por conseguinte, traz várias restrições às atividades sexuais. Concernente às concepções dos participantes sobre o sexo no envelhecimento, foi exposta a dificuldade de ser idoso em relação à ausência do prazer, por outro lado, foi exposto que é interessante praticar o sexo na velhice por permitir a recordação da fase jovem. Entretanto, estudos afirmam que a idade não estabelece a ausência de relações sexuais, pois o desejo e o prazer continuam existindo apesar do avanço da idade. Quanto aos métodos preventivos, a camisinha foi relatada pela maioria dos participantes. Em contrapartida, alguns idosos apresentaram pouco conhecimento acerca do método mencionado sendo confundida com uma bexiga. Sabe-se que existem muitos obstáculos para o uso desse preservativo na velhice, pois os homens ficam com medo de perder a ereção e acham que o cuidado só é importante em relações com profissionais do sexo, enquanto as mulheres não entendem a necessidade de uso do método pelo fato de não engravidar mais. A AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) foi a única infecção sexualmente transmissível (IST) citada no grupo de forma correta; sendo mencionado de forma errônea como transmissor de IST´s o mosquito Aedes Aegypti. Destarte, a população idosa iniciou a vida sexual antes do surgimento do HIV/ AIDS, não reconhecendo o risco de contrair a infecção e não estar familiarizada com o uso do preservativo, e com isso o número de pessoas idosas diagnosticadas com HIV/AIDS tem aumentado de forma considerável na população mundial. CONSIDERAÇÕES FINAIS O presente trabalho objetivou refletir quanto à importância de ações educativas com idosos para discussão da sexualidade no processo de envelhecimento, por ser ainda um assunto que gera preconceito devido aos mitos que intensificam a ideia do idoso ser assexuado. Esse debate torna-se relevante em qualquer fase da vida e é necessário que os profissionais de saúde prestem a assistência integral considerando a possível existência de alterações sexuais e sempre que surgir a oportunidade interrogar de forma efetiva os pacientes nesta perspectiva, por frequentemente ser questões que passam despercebidas. Como atualmente a expectativa de vida está aumentando cada vez mais, é essencial a implementação de estratégias para diminuir o tabu em relação à vida sexual dos mais velhos.
A RELEVÂNCIA DA EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA PARA O CRESCIMENTO DO ESTUDANTE DE ENFERMAGEM
VINÍCIUS RODRIGUES DE OLIVEIRA ; Letícia Gomes da Silva; Milena Silva Ferreira; Marina Barros Wenes Vieira; Daiana de Freitas Pinheiro
INTRODUÇÃO As ações de extensão são componentes fundamentais da dinâmica pedagógica curricular no processo de formação do enfermeiro. Estas, por sua vez, objetivam estimular a produção do conhecimento e do pensamento crítico dos estudantes envolvidos (NOBRE, et al. 2017). São planejadas de acordo com a necessidade da população alvo, com caráter social, cultural, científico, educativo e tecnológico, configurando estratégias que auxiliem nas necessidades de saúde da comunidade, agregando conhecimento empírico e científico, desenvolvendo ações de promoção da saúde através da construção de novos e diferentes saberes (SIQUEIRA, et al. 2017). Cada grupo social possui uma realidade diferente. Por isso, deve-se entender que a extensão universitária é um processo de diálogo entre a Sociedade e Universidade superando princípios pragmáticos e transformando a realidade encontrada (BRITO, at al. 2018). A articulação da extensão é desenvolvida considerando os eixos dos cursos ofertados por cada instituição e colocadas em prática através de ações de compromisso da universidade com a comunidade interna (docentes e discentes) e comunidade externa (ARAÚJO, et.al. 2017). Desse modo, os discentes motivam-se a integrar um determinado projeto de extensão pelo fato de poder vivenciar uma realidade nova conhecer experiências diferentes, aprender o real significado de trabalhar em equipe, veem na extensão uma oportunidade de escrever artigos, pesquisas e trabalhos e interferir de maneira efetiva aos obstáculos impostos (VIEIRA, et al. 2014). OBJETIVOS Objetiva-se por meio desse estudo identificar na literatura aspectos relevantes da extensão universitária para o crescimento do estudante de enfermagem MÉTODO Refere-se a um estudo bibliográfico, do tipo revisão narrativa da literatura. A busca de artigos que embasaram essa pesquisa deu-se no mês de junho do ano de 2018, a partir da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Utilizaram-se os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “enfermagem”, “extensão universitária” e “educação” que foram cruzados com o operador booleano AND, dessa forma encontraram-se 93 estudos. Com a utilização dos filtros: Texto disponível completo, idioma (português e inglês) e ano de publicação (2013 á 2018) restaram 33 artigos. Posteriormente foram usado critérios de exclusão: artigos pagos, repetidos e que não se adequassem com atemática, restando assim 13 artigos, que foram lidos na íntegra. RESULTADOS/DISCUSSÕES Segundo Araújo (2017), é necessário levar em consideração as dimensões indissociáveis do ser humano, incluindo o acadêmico no contexto social e histórico, para impulsionar o desenvolvimento de competências esperadas para a atuação do profissional de saúde, assim ocorre à formação universitária, associando os conhecimentos específicos da área com os preceitos éticos, sociais e políticos. O papel da extensão universitária é trabalhar juntamente com as políticas sociais para aperfeiçoar o saber popular e contribuir com o conhecimento acadêmico. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional no Brasil (LDB), que trata a educação de nível superior no país, mostra a relevância de incentivar os acadêmicos a vivenciar, através da prestação de serviços a comunidade, o conhecimento do mundo atual. Busca-se também promover à extensão de forma integrada a população, beneficiando tanto os acadêmicos quanto a comunidade, modificando assim a cultura das tecnologias disponibilizadas pela universidade de ensino (FREITAS et al. 2016). As atividades de extensão promovem aproximação a pratica profissional, pois ajuda na construção do conhecimento, contribui para a formação de um ser humano socialmente responsável, com sua identidade profissional e pessoal. Faz-se importante para a disseminação de conhecimentos e informações para uma sociedade consciente, além de assegurar a responsabilidade social da própria Universidade (FERNANDES, et al. 2016). Portanto, a extensão proporciona diversas contribuições, dentre elas está à viabilização de uma formação universitária mais crítica, com experiências de caráter ampliado, fora dos moldes tradicionais da formação profissional, e assim, aplicar essas experiências, futuramente, na atuação em Enfermagem. Existe a tríade do conhecimento que se baseia na pesquisa, ensino e extensão, porém a pesquisa só tem sentido caso se transforme em ensino e em extensão, caso contrário, perde-se o valor, pois uma das suas características é ser útil a sociedade, e a extensão proporciona isso. Dessa forma, a mesma não pode ser julgada como a “parte pratica da universidade”, ela possui embasamento teórico, extraído de pesquisas científicas (FREITAS et al 2016). CONSIDERAÇÕES FINAIS Levando-se em consideração os aspectos abordados, o acadêmico cresce profissionalmente quando inserido na sociedade através da extensão, articulando novas pesquisas, transmitindo conhecimento para o meio social e buscando o cuidado através da prevenção e promoção de agravos. A extensão universitária quebra paradigmas entre sociedade e discentes, mostrando a capacidade dos universitários e expondo todo conhecimento ministrado pelos professores na construção do profissional de qualidade. Destacam-se ainda as atividades de extensão como forma de visibilidade e reconhecimento ao extensionista e universidade, pois através do trabalho desenvolvido promove-se uma manutenção das relações entre meio acadêmico e social. DESCRITORES: Enfermagem. Extensão universitária. Educação. REFERÊNCIAS ARAÚJO, D. C.; SOUZA, C. R.; FARIA, M. S., SOUSA, F. R.; CANESCHI, J. A.; GARCIA, M. A. A. experiência de estudantes de enfermagem atuantes em projeto de extensão universitário. Revista Científica Univiçosa - Volume 9- n. 1 – Viçosa, 2017. BRITO, T. P.; PEREIRA, S. B.; SILVA, E. M. L.; SANTOS, G.; OLIVEIRA, P. H.; PEREIRA, V. G.; ANDRADE, V. M.; BATTISTON, K. M.; PEREIRA, M. S. Extensão universitária: uma análise da construção de um projeto de extensão com as mulheres rurais do bairro Peroba de Itajubá – MG. Revista Conexão UEPG. v.14, n.2, p.195-206, maio-ago. 2018. FERNANDES, D. S. P.; HÜBNERB, G. S. S.; BUFFONC, A.; CEZARD, J.S.; CALILE, L. N.; Cuidado à saúde da mulher na extensão universitária: abordagem de uma experiência. Revista Baiana de Saúde Pública v. 40, n. 3, p. 796-807 jul./set. 2016. FREITAS, T. P.P.; PAULA, C.C.; ZANON, B. P.; MEIRELLES, F. S. C.; WEILLER, T. H.; PADOIN, S. M. M., Contribuições da extensão universitária na formação de acadêmicos de enfermagem. RevEnferm UFSM. 2016. NOBRE, R. S.; MOURA, J. R. A.; BRITO, G. R.; GUIMARÃES, M. R.; SILVA, A. R. V. Vivenciando a extensão universitária através de ações de educação em saúde no contexto escolar. Rev. APS. abr/jun 2017. SIQUEIRA, S. M. C.; JESUS, V. S.; SANTOS, E.N.B.; WHITAKER,M. C. O.; SOUSA, B. V. N.; CAMARGO, C. L. Atividades extensionistas, promoção da saúde e desenvolvimento sustentável: experiência de um grupo de pesquisa em enfermagem. Esc Anna Nery. Rio de janeiro, 2017. VIEIRA, C. S.; LOMBA, G. O.; COSTA, M. A.; BRAGA, P. P.; GESTEIRA, E. C. R.Vivência discente e docente na continuidade do cuidado à criança de risco: relato de experiência. R. Enferm. Cent. O. Min. set/dez 2014.
CENÁRIO BRASILEIRO DA PARTICIPAÇÃO DO HOMEM NO PLANEJAMENTO REPRODUTIVO: REVISÃO INTEGRATIVA
PALOMA LOIOLA LEITE; Antonia Tais Ramos Da Silva; Matheus Da Costa Freitas; Santana Amorim Silva; Francisco Erasmo Alves Dos Santos
EIXO TEMÁTICO: ENFERMAGEM NA SAÚDE DO ADULTO MODALIDADE: COMUNICAÇÃO ORAL CENÁRIO BRASILEIRO DA PARTICIPAÇÃO DO HOMEM NO PLANEJAMENTO REPRODUTIVO: REVISÃO INTEGRATIVA Paloma Loiola Leite Antonia Tais Ramos Da Silva Matheus Da Costa Freitas Santana Amorim Silva Francisco Erasmo Alves Dos Santos Adriana De Moraes Bezerra Resumo: No Planejamento Reprodutivo é visto que a participação feminina é a mais efetiva, evidenciando-se assim, a necessidade de uma maior sensibilização masculina para participação neste processo. Logo, buscou-se compreender por meio da literatura cientifica acerca do cenário brasileiro frente à participação masculina no planejamento reprodutivo. Trata-se de uma Revisão Integrativa da Literatura, realizada no portal da Biblioteca Virtual em Saúde. Foram analisados minuciosamente 6 artigos na íntegra. Percebeu-se a necessidade da inclusão do homem no Planejamento Reprodutivo para tornar-se um processo bilateral para atentar a distribuição de responsabilidades pelo casal. INTRODUÇÃO O termo Planejamento Familiar está sendo modificado por Planejamento Reprodutivo, por ser um termo mais amplo, visto que pode ser realizado em âmbito “extra familiar”; independente de união estável, da opção por ter ou não filhos ou construir família, podendo ser realizado individualmente ou pelo casal (COELHO; PERREIRA; NEPOMUCENO, 2016). O Planejamento Reprodutivo tem diversos benefícios, incluindo: diminuição da mortalidade associada à gravidez, parto e pós-parto; utilização eficaz de métodos contraceptivos, podendo reduzir a mortalidade materna por complicações, pois dá oportunidade às mulheres de adiarem a gravidez, de espaçarem os nascimentos e de reduzirem o número de gravidezes não planejadas, que podem terminar em aborto inseguro (PEDRO et al., 2016). Por aspectos históricos e culturais, as políticas públicas visam principalmente as mulheres, o que acaba fortalecendo o estigma de que estas devem ser as principais envolvidas. Este cenário torna o homem coadjuvante na participação das ações de saúde, reforçando os mitos de uma cultura machista. Assim, incluir a participação masculina no planejamento reprodutivo é um desafio para os gestores e profissionais de saúde, tendo em vista que a concepção/anticoncepção está enraizada culturamente como algo que diz respeito somente à mulher (CASARIN; SIQUEIRA, 2014). Destarte, a concepção é o resultado natural entre homem e mulher, portanto, espera-se que as ações voltadas a anticoncepção também sejam bilateral (SILVA et al., 2013). Com a finalidade de que a paternidade não seja compreendida somente como obrigação legal para prover sustento aos filhos e a companheira, o papel masculino deve ser visto como protagonista juntamente à mulher, através do direito/dever em participar de todo o processo, incluindo a decisão de ter ou não filhos, como e quando tê-los, assim como o acompanhamento da gravidez, parto, pós-parto e da educação da criança (CASARIN; SIQUEIRA, 2014). Diante deste contexto, suscitou a seguinte inquietação: “Como encontra-se o cenário brasileiro frente à participação do homem no Planejamento Reprodutivo?”. Pretende-se a partir desta leitura contribuir para o desenvolvimento de estratégias que possibilitem de fato a inclusão do homem no Planejamento Reprodutivo, fato preconizado pela Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem e para fortalecimento da literatura científica no que concerne à temática em questão. OBJETIVOS Compreender a situação do cenário brasileiro frente à participação masculina no Planejamento Reprodutivo. MÉTODO Trata-se de uma Revisão Narrativa da Literatura, realizada a partir da exploração do portal da Biblioteca Virtual em Saúde. A pesquisa foi desenvolvida no período de setembro a dezembro de 2018, e, para a busca dos artigos foram utilizados os Descritores em Ciências da Saúde: Homem, Saúde Reprodutiva e Planejamento Familiar, que foram cruzados com o operador booleano AND, sendo encontradas 1227 publicações. Posteriormente, realizou-se a seleção dos estudos através dos critérios de inclusão: artigo disponível na íntegra, publicados em idioma português nos últimos 5 anos, e como critérios de exclusão: as publicações que não respondiam a questão norteadora do estudo ora elaborado, duplicadas e outras revisões. Desta forma, analisou-se minuciosamente 6 artigos na íntegra. Destaca-se que para obtenção das informações foi utilizado um formulário de coleta de dados, contendo informações sobre os autores e ano de publicação do estudo; base de dados e periódicos; local de realização e idioma da publicação, objetivos, resultados e conclusões dos estudos. Após seleção dos estudos, os dados foram organizados por meio da elaboração de um quadro com as informações acima citadas e os achados discutidos com base na literatura pertinente ao tema com intuito de responder à questão que norteou este estudo. RESULTADOS/DISCUSSÕES Frente a análise dos estudos selecionados, emergiram-se as categorias: O homem e os fatores limitantes no planejamento reprodutivo e Assistência da equipe de saúde no planejamento reprodutivo. Como ponto de partida, a participação do homem no planejamento familiar é reduzida e existe uma lacuna de programas para saúde sexual e reprodutiva masculina. Três publicações evidenciaram nas falas de mulheres que a responsabilidade sobre a contracepção é predominantemente feminina (PEDRO et al., 2016; MORAIS et al., 2014; SOARES et al., 2014a). Outro estudo traz ideia semelhante quando as mulheres afirmam que as principais formas de colaboração do parceiro na utilização de métodos contraceptivos consiste apenas em provê-los (MORAIS et al., 2014a). Tendo em vista esta realidade errônea, um dos autores explana que existem diversas estratégias para engajar o homem neste processo, como: lembrar o uso quanto aos horários, participar das consultas e/ou pegar o contraceptivo na unidade (MORAIS et al., 2014b). Assim, a responsabilidade de manter o planejamento não se torna exclusivamente feminina. Esta responsabilidade feminina pôde ser evidenciada, quando o casal designa para o homem utilizar um método contraceptivo apenas quando a mulher não pode utilizar um método hormonal devido aos efeitos colaterais, quando “julgam ser uma situação necessária para não engravidar, como no intervalo entre uma cartela de pílula e outra” ou quando há a presença de desconfiança em relação ao uso do método pela mulher (SILVA et al., 2013). Vale destacar que um dos estudos aborda como principal motivo relatado para a não participação masculina no planejamento reprodutivo “a falta de tempo”. Em decorrência desta falta de disponibilidade dos parceiros, a ajuda financeira se sobrepõe, evidenciando a sociedade machista em que o homem historicamente deve prover a família com os bens materiais, enquanto à mulher cabe as funções referentes a casa e os processos inerentes a ela (MORAIS et al., 2014a). Outro aspecto de extrema importância evidenciado em um dos estudos e que merece importante atenção/ação na desconstrução desse estigma, foi o fato de alguns homens citarem como participação masculina a permissão da companheira em ir a uma unidade de saúde (PEDRO et al., 2016). Diante da exposição do cenário brasileiro frente a participação do homem no Planejamento Reprodutivo, salienta-se que este deve ser uma intervenção na saúde da família, porém, o homem parece não conhecer esta conjuntura e considera o planejamento apenas para a mulher, evidenciando uma realidade difícil em que o homem não contribui no Planejamento (MORAIS et al., 2014a). Estes, são uma clientela que pouco acessa os serviços de saúde, pois está imbuído a ideia de ser forte, o que subvaloriza o autocuidado. Nesse sentido, buscar atendimento é demonstração de fraqueza, medo e insegurança, e esses são fatores elencados para a ausência na procura por orientação na Atenção Básica no que diz respeito ao planejamento reprodutivo, além do machismo e preconceito inclusos no pensamento. Percebeu - se também que a necessidade de entrar em filas, bem como, a carência de ações específicas distanciam. Além disso, é preciso considerar que o número de métodos contraceptivos para o homem é deficitária em relação ao número de métodos oferecido à mulher. Dessa forma, é necessário salientar para o homem a importância de conhecer os métodos contraceptivos mesmo que a mulher quem faça uso destes, pois assim estará contribuindo para a continuidade e eficiência do planejamento e, dar suporte pois contribui com a saúde reprodutiva do casal (CASARIN; SIQUEIRA, 2014). Assim, os profissionais de saúde devem compreender os motivos que interferem na busca pelo atendimento, para que estejam capacitados para instruir esse público afim de ter ações direcionadas de forma a buscar a inclusão do homem entendendo suas especificidades e de forma a proporcionar acessibilidade no atendimento. Devido aos padrões de masculinidade e relações de gênero, o diálogo é imprescindível, pois implica nas relações de poder entre homem e mulher. Logo, envolver na discussão e ações ambos os sexos proporciona pessoas mais participativas, cientes da responsabilidade no planejamento de forma bilateral (CASARIN; SIQUEIRA, 2014). Com isso, o enfermeiro estará implementando as premissas da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, as quais recomendam a perspectiva de gênero na assistência às mulheres e o estímulo ao empoderamento feminino, como também a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem que reconhece ao homem a participação no planejamento. Tendo em vista que quando os homens são envolvidos nas questões reprodutivas, os resultados dos programas de saúde que operam nessa área têm melhores resultados, pois estarão cientes sobre o seu papel nas questões contraceptivas (BECKER, 1996). Inferir a necessidade de discussões que envolvam a inserção do homem no contexto reprodutivo para participar ativamente para garantir o exercício dos seus direitos, é necessário, seja nas ações de planejamento, bem como, em pré-natal e puerpério, a fim de equiparar o gênero, já que essa postura coadjuvante do homem na reprodução e na gestação pode ser relacionada ao fator cultural e a um certo desconhecimento quanto aos aspectos e direitos relacionados à saúde reprodutiva. Portanto, todos devem estar esclarecidos dos seus direitos por meio das ações de saúde (COELHO; PERREIRA; NEPOMUCENO, 2016). CONSIDERAÇÕES FINAIS A assistência necessita incluir o homem no Planejamento Reprodutivo para descontruir os padrões de masculinidade que impedem a participação, e ser de fato um processo bilateral para atentar a distribuição de responsabilidades pelo casal, desconfigurando o cenário onde a participação feminina é maior. Com isso, o pronome “eu” usado pela mulher deve ser substituído por “nós” no que se refere as atribuições do planejamento; os dois devem estar cientes que são semelhantes com responsabilidades diferentes. Isso deve ser focal já que foi constatado que o homem tem conhecimentos superficiais de métodos contraceptivos, bem como, do planejamento em si, para que a forma de apoio não seja somente de forma logística. Portanto, as ações de saúde devem ser voltadas para desenvolver o conhecimento sólido neste público afim de possibilitar a participação efetiva e contínua em todos os processos do planejamento reprodutivo. Percebeu-se com esse estudo a escassez de pesquisas publicadas em relação a temática. Entretanto, vale destacar que a pesquisa foi elaborada a nível nacional, o que pode ser identificado como limitação do estudo. Todavia, não se pode minimizar os achados e relevância da pesquisa ora elaborada, visto que a análise foi realizada com importantes publicações nacionais que enfatizam o fortalecimento de ações efetivas que reflitam a participação masculina no planejamento reprodutivo. DESCRITORES Saúde do Homem. Planejamento Familiar. Saúde Reprodutiva. REFERÊNCIAS BECKER, S. Couples and Reproductive Health: A Review of Couple Studies. Stud Fam Plann, n.6, v. 27, nov/dec.1996. CASARIN, S. T.; SIQUEIRA, H. C. H. Planejamento familiar e a saúde do homem na visão de enfermeiras. Esc. Anna Nery, n.4, v.18, out/dez.2014. COELHO, A. C. S.; PEREIRA, A. L.; NEPOMUCENO, C. C. Saberes e práticas de homens perante o planejamento reprodutivo. R. Enferm. Cent. O. Min., n.3, v.6, set/dez.2016. MBOANE, R.; BHATTA, M. Influence of Husbands'shealthcare decision making role on a woman's intention to use contraceptives among mozambican women. Reprod Health, n.36, v.12,2015. MORAIS, A. C. B.; FERREIRA, A. G.; ALMEIDA, K. L.; QUIRINO, G. S. Participação masculina no planejamento familiar e seus fatores intervenientes. Rev Enferm UFSM, n. 3, v.4, jul/set.2014a. MORAIS, A.C.B.; CRUZ, R.S.B.L.C.; PINTO, S.L.; AMORIM, L.T.C.G.; SAMPAIO, K.J.A.J. Participação masculina no planejamento familiar: o que pensam as mulheres?. Cogitare Enferm, n.4, v.19, out/dez.2014b. PEDRO, V. M.; MARIANO, E. C.; ROELENS, K.; OSMAN, N. M. R. B. Percepções e experiências dos homens sobre o planejamento familiar do sul de Moçambique. Physis Revista de Saúde Coletiva, n.4, v.26,2016. SILVA, G. S.; LANDERDAHL, M. C.; LANGENDORF, T. S.; PADOIN, S. M. M.; VIEIRA, L. B.; ANVERSA, E. T. R. Participação do companheiro no planejamento familiar sob a ótica feminina: estudo descritivo. 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A ATUAÇÃO DA REDE DE SAÚDE PÚBLICA NO PROCESSO DE VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA NO BRASIL
FRANCISCA LUANA DE OLIVEIRA SOUSA; Francisca Evangelista Alves Feitosa; Ana karoline Alves da Silva; Letícia Gomes da Silva; Milena Silva Ferreira
Introdução: A problemática se insere no campo da saúde pública em que os serviços obstétricos mostram-se violentos e efetuados em sua maioria, de forma desnecessária e desumana. Evidencia-se algumas dessas práticas abusivas de profissionais, diante das gestantes que necessitam do atendimento público, com uma relação hierarquizada de desrespeito e insensibilidade, que torna a experiência dessas mulheres algo traumático e imensurável. Além disso, o processo de medicalização vai contra os direitos das mulheres e recomendações científicas de organizações importantes. Desse modo, a importância da realização de estudos nessa temática. Objetivo: Analisar como a relação médico-paciente, dentro do sistema público de saúde, pode elevar a violência obstétrica. Método: Consiste na construção de uma revisão narrativa da literatura, elaborada na base de dados da Biblioteca Virtual de Saúde, através dos descritores Parto Obstétrico, Saúde Pública e Procedimentos Cirúrgicos Operatórios, utilizando o operador booleano AND. Os critérios de inclusão foram, artigos disponíveis, nacionalidade, idioma e período. Os critérios de exclusão foram artigos duplicados e que não possuíssem aproximação com a temática. Foram encontrados 120 artigos, e após os critérios de inclusão foram selecionados 20 artigos para leitura prévia dos quais restaram 7 para compor a narrativa. Resultado: Observou-se que uma porcentagem significativa de gestantes sofreram com algum tipo de constrangimento ou agressão, que ia desde a escolha da maternidade à escolha do acompanhante, insultos e provocações, bem como realizações de procedimentos dolorosos e invasivos. Soma-se ainda a essa lista, o número excessivo de cesarianas realizadas sem nenhuma indicação real e necessária, em decorrência da manipulação pelo profissional, do corpo feminino, a favor da intervenção cirúrgica. Além disso, tais episódios contribuíram para uma forma de violência que vai além do físico e atinge o psicológico, acarretando um impacto bastante expressivo na vida das parturientes, pois muitas delas afirmaram que não planejam engravidar novamente, para não passarem mais uma vez por uma situação desagradável. Considerações Finais: Diante do exposto, espera-se externalizar discussões importantes a respeito da violência contra a mulher, em específico sobre a violência obstétrica, trazendo a tona relevantes denúncias sobre procedimentos e relações de hierarquia autoritária sobre as mulheres, principalmente as que passam pelo serviço público de saúde em um cenário brasileiro.O tema em questão, é ainda desconhecido e pouco discutido entre as principais vítimas dessas agressões e a população em geral, sendo de suma importância, a realização de estudos nessa área.
CÂNCER COLORRETAL: ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE ONCOLÓGICO
HERIKA BRUNA SANTOS BEZERRA; Agna Teixeira Braga; Anna Karen Lucas Cavalcante; Tiago Ribeiro dos Santos
INTRODUÇÃO O câncer é definido, segundo o Instituto Nacional do Câncer do Ministério da Saúde (INCA), como um crescimento descontrolado de células malignas que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se para outras regiões do corpo. Configura-se como um problema de saúde pública, e assim como diversas doenças crônicas causam alterações nas vidas de pessoas e na de seus familiares de maneiras diversas, nos diferentes tempos do adoecimento, do diagnóstico ao tratamento e reabilitação. O enfoque principal nesse trabalho será o câncer colorretal (CCR), tumor maligno que acomete o cólon e o reto, sendo o mais comum do tubo digestivo. Epidemiologicamente, esse tipo de câncer é o terceiro mais comum no mundo, acometendo principalmente o sexo feminino, e possui múltiplas origens desde fatores genéticos a ambientais (JACOBY et al, 2017). A cirurgia e a quimioterapia são os tratamentos de escolha no câncer colorretal. Do procedimento cirúrgico pode surgir um estoma para a saída de fezes advindas do intestino grosso (cólon), podendo ser temporário ou definitivo. O tratamento com quimioterapia contribui para o surgimento de efeitos colaterais ou toxicidades (BOTELHO & PEREIRA, 2015). Frente ao diagnóstico desse câncer e do seu tratamento, os domínios biopsicossociais do individuo são completamente afetados rompendo o seu equilíbrio e de sua família. Por esses e outros motivos, pacientes oncológicos merecem uma atenção especializada e centrada em suas necessidades biopsicossociais e são, portanto, a fonte de informações sobre suas percepções e sentimentos relacionados com a doença e ao seu cuidado (JUSTINO et al, 2014). O profissional enfermeiro é o que mais se aproxima e está em contato com o paciente onde irá acompanhar e orientar durante todo o percurso do tratamento e reabilitação. Diante disso, a assistência de enfermagem visa encontrar melhores formas de abordar esse indivíduo com intervenções, que venham a melhorar a relação com si próprio e ajudá-lo a se reinserir na sociedade, além de desenvolver as aptidões do indivíduo para o autocuidado (JUSTINO et al, 2014). Nesse sentido, o presente estudo tem finalidade de elencar informações sobre a assistência de enfermagem mediante todas as alterações que o câncer e o tratamento acarretam no paciente e sua família. Sendo relevante para a disseminação de conhecimentos diante da temática abordada, promovendo e o incentivando uma maior produção de conteúdos sobre a temática em questão. OBJETIVO Identificar na literatura como se dar a assistência de enfermagem ao paciente acometido por câncer colorretal. MÉTODO Trata-se de um estudo de revisão narrativa da literatura, com abordagem qualitativa, de caráter descritivo. A busca foi realizada na Biblioteca Virtual em Saude – BVS, no mês de Outubro de 2018 utilizando o cruzamento dos seguintes descritores com os operadores boleanos AND e OR: câncer colorretal AND assistência de enfermagem OR benefícios, através das bases de dados LILACS, MEDLINE e BDENF, resultando no total de 78.056. Aplicando-se os critérios de inclusão: texto completo disponível, idioma em português, com assunto principal: Neoplasias Colorretais, Enfermagem, Cuidados de Enfermagem e Enfermagem Oncológica, no corte temporal de 2013 a 2018. E critérios de exclusão: artigos duplicados ou que não se adequam a temática, resultando no total de 11 referências para leitura na íntegra e construção do estudo. RESULTADOS/DISCUSSÕES Pacientes com câncer colorretal podem se apresentar assintomáticos com sinais e sintomas suspeitos ou serem admitidos na emergência, a resposta de cada organismo é o que define. Não existem sintomas típicos ou patológicos que confirmem o diagnóstico, os tumores em seu estágio inicial, costumam ser assintomáticos, e os diagnósticos acabam sendo feitos através de achados casuais de rastreamento (MALLMANN, et al., 2017). Os estudos mostram que a revelação do câncer em muitas das pessoas acometidas por ele, relataram negligenciar suas vidas antes da doença, expondo em risco o seu corpo, sua saúde física e mental. A falta de cuidados e aproximação de fatores nocivos foram aspectos importantes para o desenvolvimento do câncer. Por outro lado, há relatos em que expressaram adotar práticas de cuidados para a promoção da saúde, influenciado por doenças pregressas e mesmo assim, adquiriram o câncer (JUSTINO, et al 2014). A marca que envolve o câncer e as preconcepções feitas por experiências observadas durante a vida resulta em receio, medo da doença e da morte. Mas o medo do desconhecido é inevitável, o enfrentamento é difícil, pois o tratamento é longo, doloroso e exaustivo, além de acarretar uma mudança súbita no estilo de vida da pessoa. O impacto inicial causado pelo paciente ser submetido a um tratamento agressivo e longo, aos poucos vai sendo substituído por expectativas de que ele pode ultrapassar essas barreiras. Embora existam os reflexos de uma mudança tão súbita na vida dele, que é tristeza, medo e depressão ao enfrentamento da doença (JUSTINO ET, 2014). No entanto, dentro do enfrentamento para se obter um melhoramento e respostas positivas ao tratamento, é importante manter o autocuidado. Ao longo da vida, as pessoas adquirem hábitos, crenças, costumes cultivados pelas relações sociais, e é preciso considerar esses aspectos como uma interferência aos das práticas educativas, pois a promoção de uma consciência sobre o autocuidado depende da superação das contradições entre os conhecimentos teóricos e as práticas pessoais de cada indivíduo. Por isso, práticas educativas e orientações quanto ao tratamento e autocuidado deve ser transmitidas pelos profissionais da saúde, informações repetidas vezes para evitar que o paciente venha ao esquecimento durante a prática do autocuidado (BONASSA, ET al 2012). Estudos mostraram que o otimismo nos pacientes eleva uma melhor qualidade de vida, visto que o paciente menos otimista acarreta mais estresse familiar, depressão, ansiedade e outras morbidades psicológicas. Tendo um maior enfrentamento de religião nas mulheres do que nos homens. Com isso, os homens possuem uma melhor qualidade de vida e enfrentamento social do que as mulheres (BOTELHO, 2015). Em relação à assistência de enfermagem, é observado em estudos que o otimismo trás resultados positivos na melhora da qualidade de vida do paciente, ao contrario da negatividade que é um sentimento bastante comum na situação do câncer, na qual deve ser trabalhado para que se tenham menos dificuldades na evolução do tratamento. A procura por métodos alternativos, como as terapias complementares fazem parte do cotidiano de muitas pessoas, com isso, a assistência de enfermagem devem esta sempre se qualificando para atender as particularidades de todos, prestando cuidados de qualidade (JUSTINO ET, et al 2014). As orientações de enfermagem são de bastante relevância ao autocuidado dos pacientes, na medida em que os mesmos durante o tratamento desenvolvem ansiedade por não terem passado por nenhuma experiência ou vivencia com a noticia do diagnostico, possuindo informações superficiais sobre as estratégias necessárias para o autocuidado. No entanto, as orientações de enfermagem tornam-se ações educativas, por os pacientes obterem mais conhecimentos, ocorrendo o processo de ensino-aprendizagem (MESQUITA, et al 2016). CONSIDERAÇÕES FINAIS Diante do estudo, conclui-se que o câncer colorretal é uma patologia com métodos de rastreamento e diagnósticos bem estabelecidos e a assistência de enfermagem a essa pessoa durante sua trajetória de acometimento é de suma importância para favorecer suporte e cuidados na viabilização de qualidade de vida e cura da doença. Os enfermeiros desempenham papel de relevância singular, preenchendo necessidades técnicas, físicas, psicossociais e educacionais do paciente e sua família. O foco dos cuidados é reduzir o impacto da doença sobre paciente e família, e também salientar o cuidado com os diversos efeitos colaterais provocados pelas várias modalidades de terapia. Contudo, o objetivo da assistência de enfermagem a esses indivíduos é o de procurar promover e assegurar a sensação de bem-estar do paciente, sob os pontos de vista a que estão expostos como o físico, psicológico, social e/ou espiritual. DESCRITORES: Assistência de enfermagem. Câncer colorretal. Paciente. REFERÊNCIAS BARBA, D. P; BITTENCOURT, L. L. V; KALANKIEWICZ, B. C. A; LORO, M. M. Demandas de cuidados de pacientes oncologicos estomizados assistidos na atenção primária a saúde. Rev enferm UFPE online, Recife, 11(8);3122-9, ago., 2017. BOTELHO, C. S. A; DELGADA, P. S. C; PEREIRA, G. M. Qualidade de vida, otimismo, enfretamento, morbidade psicológica, estresse familiar em pacientes com câncer colorretal em quimioterapia. Estudos de psicologia, 20(1);50-60, jan-mar; 2015. COIMBRA, F. J. F; RIBEIRO, C. E. S. H; TORRES, M. J. O. I conselho brasileiro de tratamento multidisciplinar de metástase hepática e colorretais: modulo 1: avaliação pré-tratamento. ABCD Arq. Bras. Cir. Dig. 28(4); 222-230, 2015. JACOBY, T. J; GUZZON, S; ROESCH, W. F. L; MENDES, H. R. Uso de pré, pró e simbióticos como coadjuvante no tratamento do câncer colorretal. Clin Biomed Res 37(3); 2017. JUSTINO, T. E; MANTOVANI, F. M; KANLINKE, P. L; MOREIRA, C. R; ALBIN, L. A trajetória do câncer contada pela enfermeira: momento de revelação, adaptação e vivência da cura. Escola Anna Nery, Revista de Enfermagem, 18(1); jan-mar, 2014. LUPINACCI, M. R; CO F. F; PERINI, V. M. Manejo atual das metástases hepáticas de colorretal – recomendações do clube do fígado de São Paulo. Rev. Col. Bras. Cir. 40(3);251-260, 2015. MALLAMAM, P. D. G; CECCON, L; FELIX, P. R; DARGEL, A. V; FILLMANN, S. L. Câncer colorretal. Escola de medicina da PUCRS,2017. MEDEIROS, J. M. Relacionamento entre câncer colorretal e indicadores socioeconômicos no município de São Paulo: uso de modelos de regressão espacial. Universidade de São Paulo, faculdade de São Paulo, 2015. MESQUITA, R. E. M; SILVA, P. R. Autocuidado e quimioterapia oral domiciliar: avaliação das praticas dos enfermeiros sob a perspectiva do paciente. Revista Brasileira de Cancerologia, 62(3):237-245, 2016. PEREIRA, L. A. A. Impacto da parada completa do tratamento de primeira linha de pacientes com câncer colorretal metastático: revisão sistemática e meta analise de estudos randomizados. Biblioteca da FMUSP, São Paulo, 2015. VIEIRA, Z. Y; DURÉ, L. C; FILMANN, S. L. Rastreamento e diagnóstico precoce de câncer colorretal.
A ATUAÇÃO DO PROFISSIONAL ENFERMEIRO EM CASOS DE ABUSO SEXUAL INFANTIL
OLÍVIA DE ALMEIDA DUARTE; RAFAEL DA SILVA PEREIRA; RUBIA ALVES BEZERRA; ANA BIANCA LINS DE ANDRADE
INTRODUÇÃO: O abuso sexual infantil é uma problemática complexa tendo em vista que, em muitos casos, é acometido no seio familiar, assim, os sinais muitas vezes, passam despercebidos pelos tutores da criança. Os sinais importantes de violência passam a ser evidenciados apenas quando a criança chega ao serviço e o enfermeiro constata alterações relevantes. Logo, justifica-se a necessidade da realização de estudos voltados para esta temática, a fim de instigar melhores maneiras de como abordar esse assunto. OBJETIVOS: Analisar por meio da literatura a atuação do enfermeiro em casos de abuso sexual infantil. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa de caráter qualitativo e aspecto descritivo realizada em abril de 2019. Utilizou-se como banco de dados a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) através das bases de dados SCIELO, MEDLINE e LILACS. Para obtenção de resultados foram empregados os descritores: saúde da criança, abuso sexual e enfermagem, obtendo 185 artigos. Os critérios de inclusão foram: documentos disponíveis na íntegra, idioma português e publicado entre 2015 a 2017 obtendo 47 artigos disponíveis. Posteriormente, aplicaram-se os critérios de exclusão: artigos duplicados e que não contemplassem a temática, somando 25 excluídos, restando 5 artigos para construção da pesquisa. RESULTADOS/DISCUSSÕES: O preparo do enfermeiro diante do abuso sexual infantil está ligado à percepção e ao cuidado de sinais que a vítima apresenta em um atendimento. O olhar clínico e uma avaliação minuciosa é de grande relevância para a detecção do problema. A criança, muitas vezes, não consegue perceber o abuso, mas dá indicações de que este ocorreu, como a presença de manchas, dores, estímulos sexuais precoces, rubores nas partes intimas e medo. Os enfermeiros tornam-se aptos para detectar possíveis abusos, através de capacitações a respeito do assunto, sobretudo na Estratégia de Saúde da Família (ESF), onde tem maior convívio com a criança. Embora os infantes tenham um entendimento restrito sobre o assunto, essa problemática lhes causa traumas que podem perdurar por toda a vida, o que torna uma questão de saúde pública vivenciada constantemente nos serviços de saúde. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Constata-se a importância de desenvolver estudos referentes a essa temática, pois é essencial a elaboração de um sistema que capacite o enfermeiro e os demais profissionais aos sinais manifestados. Seja de âmbito hospitalar ou na atenção básica, o olhar diferenciado da enfermagem, juntamente com a colaboração de toda equipe multiprofissional, torna mais fácil à detecção do problema e diminui o risco de complicações.
A ESTIGMATIZAÇÃO DA HOMOSSEXUALIDADE INTRÍNSECA AS DOUTRINAS RELIGIOSAS
MARCOS PAULO MOTA SOUSA; Joab Gomes da Silva; Olivia de Almeida Duarte; Rafael da Silva Pereira; Roger Rodrigues da Silva
INTRODUÇÃO A prática religiosa sempre foi um princípio que envolve a maior parte dos indivíduos no planeta, trazendo consigo inúmeras regras impostas conforme cada religião pressupõe individualmente, encaminhando dessa forma uma dificuldade maior na aceitação de certos indivíduos que vão contra a fundamentação religiosa definida (BOTELHO, 2012). Segundo Machado (2013), a religião hegemônica do Brasil se apresenta em uma estrutura horizontal, mas a sua pluralidade interna e sua capacidade de absorver conflitos é também histórica. O líder religioso é exemplo a ser seguido por seus fiéis, aumentando ainda mais a sua responsabilidade quanto a formação de pensamento crítico sobre os fundamentos da doutrina, mas, tais costumes oriundos da religião, se tornaram fragmentados devido a forma de preservação e reprodução de sua fé, principalmente pela oralidade da crença. Natividade (2013) afirma que são existentes variadas formas de preconceito internalizados dentro das doutrinas religiosas, pelo fato de existirem inúmeras denominações para tal. Quando se descobre a homossexualidade de um fiel, cargos e funções eclesiais lhe são retirados,alguns são até excluídos do rol de membros e outros impedidos de frequentar o templo. Para além da impossibilidade de permitirem que homoafetivos frequentem templos religiosos, muitas vezes as pessoas utilizam seus fundamentos religiosos como expressão política, transpassando a discriminação não apenas no âmbito religioso, mas afetando ainda grandes eixos como o da saúde, onde o profissional crente aplica sua visão crítica num paciente homoafetivo que necessita dos cuidados do serviço de saúde, por exemplo, interferindo, dessa forma, de modo direto na vida dessa pessoa (SILVA; PAIVA; PARKER, 2013). Conforme instituído pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5º edição (DSM-5), os pesquisadores do presente estudo exerceram a autonomia de alterar o termo homossexualismo, descrito por alguns autores referenciados, que configura a sentença como uma patologia por decorrência do sufixo ismo. Isto posto, houve a transfiguração da palavra para o termo atual: homossexualidade, objetivando a abstenção de causar constrangimento no público apreciado. Dessa forma, faz-se necessário investigar as implicações que permeiam concepções religiosas e as relações homoafetivas, no intuito de elucidar aspectos inerentes a esse contexto e, por conseguinte, favorecer uma reflexão acerca da temática. OBJETIVOS Identificar a erudição de líderes religiosos acerca de relações homoafetivas dentro de doutrinas religiosas. MÉTODO A pesquisa trata-se de um estudo exploratório descritivo e abordagem qualitativa, de forma a facilitar a compreensão do preconceito enraizado nas doutrinas religiosas pesquisadas. A escolha desta metodologia justifica-se por trabalhar com o levantamento de dados a partir da percepção dos entrevistados atribuindo valor a percepção dessas pessoas acerca do assunto proposto. O cenário foi constituído por quatro instituições religiosas em vigência do município de Iguatu, Ceará, que foram aleatorizadas, tendo em vista inúmeras organizações doutrinárias semelhantes. Esta divisão teve por finalidade atender aos objetivos desta investigação valorizando a diferença pertinente à cada realidade. A coleta de dados ocorreu no período de novembro de 2018. Participaram deste estudo quatro líderes religiosos distintos: um Bispo, um Pastor, um Mediador Espiritual e um Babalorixá, aos quais dispuseram-se em participar da entrevista de livre escolha por questões de interesse pessoal. A coleta foi iniciada após a apresentação do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Para a coleta de dados utilizou-se de entrevistas semiestruturadas que contemplaram questões singulares para norteamento da mesma. O instrumento dispunha de direcionamentos específicos ao objetivo do estudo de maneira clara e concisa, de modo a facilitar a compreensão dos participantes. A análise dos dados esteve pautada na categorização temática. Salienta-se que esse estudo foi realizado em conformidade com as normas éticas e legais contidas na Resolução 466\12 do Conselho Nacional de Saúde. RESULTADOS E DISCUSSÃO Após a análise dos dados obtidos a partir das entrevistas, assomaram quatro categorias distintas, que tratam da visão de cada doutrina religiosa correlacionada a frequentação de homossexuais nas organizações, quais sejam: visão do protestantismo acerca das relações homoafetivas interior a abadia evangélica, perspectiva católica sobre a homossexualidade dentro dos mosteiros, concepção sobre homossexualidade incorporado ao círculo espírita, e percepção de umbandistas acerca de homoafetivos frequentadores da doutrina. A partir da entrevista desenvolvida com o pastor, foi possível observar sua visão acerca da homossexualidade como condenável. Ele se contradiz quando relata que não julga o ser homoafetivo frequentador de sua igreja, todavia, expõe passagens bíblicas que taxam o ser homossexual como impuro. Desta forma, nota-se o desconhecimento quanto a diferença entre tolerância e aceitação. [...] chega um cara aqui e diz que tem o jeitinho, eu não quero mudar o estereótipo do cara, agora, se tem alguma conduta dele que vai contra as escrituras, vamos trabalhar a liberdade que ele diz e vamos expor nosso ponto de vista.A autoridade católica entrevistada se apresentou demasiadamente inteirado sobre o assunto, e assim como a literatura referenciada, vedou a tolerância pertinente a igreja católica no que diz respeito ao vínculo de homossexuais interior a doutrina. Embora a escritura seja muito retalha as relações homoafetivas, a igreja atualmente tem uma certa tolerância, e isso significa respeitar os homossexuais, mas não aceitar a união conjugal. Muita gente acha isso uma contradição, mas é complexo e então se tolera e se compreende hoje pelas ciências humanas, sobretudo a psicologia e psiquiatria que não há uma resposta coerente, unanime ou exata, porque ciências humanas não são como ciências da natureza, então é extremamente complexa a questão [...] E quanto ao acolhimento prestado a pessoas homossexuais, ele afirma: [...] há pastorais que acolhem os homoafetivos, aqui infelizmente não temos (Iguatu), mas no Rio de Janeiro há grupos que são de homossexuais católicos para rezar, para tratar de problemas deles, porque é necessário. Diante das análises feitas acerca da tolerância da doutrina de umbanda, quanto a discriminação para com homoafetivos, constata-se que os mesmos não posicionam julgamentos quanto a relação conjugal destas pessoas, mas, apresentam uma certa resistência ao se depararem com homossexuais de atitudes femininas. Conforme análise do líder umbandista entrevistado, este não relata nenhum tipo de preconceito e/ou desrespeito vivenciado na sua realidade até então. [...] a respeito da umbanda, falo que a nossa religião tem o maior respeito e com certeza é flexível totalmente com relações homoafetivas, pois entendemos que a pessoa é um espírito, e o espírito ele já vem nessa existência já com suas individualidades, com seu caráter, com seu jeito. Então, cada um é responsável por o caminho que segue, cada um é responsável por aquilo que ele é, já trás das suas raízes e dos seus berços.Diante do confronto com a literatura, constata-se a semelhança no discurso do entrevistado com os referenciais estudados. O mediador afirma que as relações homoafetivas são condições particulares, onde a função do espiritismo é acolher e propagar o amor: [...] não discriminamos ninguém, tentamos acolher, tanto é que temos muitos homossexuais que são espiritas. Porque é uma doutrina que acolhe a pessoa, coloca como o ser humano que é limitado e que está inserido na comunidade com uma serie de preconceitos que precisam ser vencidos com muito amor, com muito carinho, na minha fala eu posso até me emocionar. CONSIDERAÇÕES FINAIS Diante dos resultados obtidos, percebe-se que o preconceito está consolidado, de fato, no âmbito religioso como um todo e esta problemática associa-se diretamente com os dizeres instituídos desde os primórdios por ancestrais que a formularam. Assim sendo, não resta dúvidas de que são existentes incontáveis contrariedades enfrentadas por homossexuais em todo contexto psicossociocultural, cabendo aos pregadores do amor, conforme as próprias religiões pregam, um ato de solidariedade e empatia para com o tormento desses indivíduos que buscam o reduto espiritual para amenizar as perturbações que a intolerância proporciona em suas vidas. Ao longo do percurso para construção do estudo, deparamo-nos com mínimas adversidades, visto que o estudo não requereu um custo tão acentuado para sua formulação, tão pouco para consecução dos resultados. Vale ressaltar ainda a valia da parceira disposta a nós no que se refere aos líderes entrevistados, uma vez que estes apresentaram-se imensamente envolvidos e interessados com a disquisição.
A IMPORTÂNCIA DO GRUPO DE PESQUISA NA UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI CAMPUS IGUATU:RELATO DE EXPERIÊNCIA.
DAIANA DE FREITAS PINHEIRO; LETÍCIA GOMES DA SILVA; JULIANE DE LIRA MENDES; MILENA SILVA FERREIRA; FRANCISCA EVANGELISTA ALVES FEITOSA
INTRODUÇÃO:A pesquisa cientifica intervém na formação da vida acadêmica, proporciona a capacitação de recursos humanos para questões de relevância econômica e social, apoia os estudos, estimula a formação de pesquisadores, ampliando o saber e contribuindo para o avanço das fronteiras do conhecimento. O Conselho Nacionla de Desenvolvimento Científico e Tecnológico é visto como o centro do planejamento estratégico da ciência no Brasil, e visa desenvolver a pesquisa científica e tecnológica. Dessa forma,colabora para a valorização da produção científica brasileira e reconhecimento de pesquisadores nacionais, pela comunidade científica. OBJETIVO: Relatar a vivência dos universitários na participação em um grupo de pesquisa Gestão Clínica, Cuidado e Gestão (GPCLIN),na Universidade Regional do Cariri (URCA/UDI). MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem qualitativa, do tipo relato de experiência,vivenciado por acadêmicos do curso de graduação emEnfermagem, integrantes do GPCLIN. O estudo busca relatar a vivência em encontros que ocorreram no período de março a abril de 2019.RESULTADOS: O GPCLIN é um grupo de pesquisa da Universidade Regional do Cariri que se subdivide em eixos.Os autores em questão, fazem parte da temática de violência contra a mulher, e buscam aprimorar seus conhecimentos em relação a pesquisa e a ciência.As reuniões acontecem quinzenalmente, onde ocorrem formações acerca da metodologia da pesquisa e produção de trabalhos científicos, para serem apresentados em eventos científicos. Os integrantes são produtores de artigos, bem como coautores, e estão sob a orientação de três coordenadores do subgrupo. CONSIDERAÇOES FINAIS: É fundamental para a Enfermagem o enaltecimento da produção científica para o avanço de uma prática clínica baseada em evidências, consentindo uma maior visibilidade, reconhecimento e sua consolidação como ciência. Os grupos se caracterizam como importantes estratégias de qualificação da profissão, motivando, os profissionais a terem um pensamento crítico, reflexivo e investigativo, desde sua formação.
Palavras-chave: Pesquisa cientifica,Enfermagem,Aluno
Oral
Abrir o trabalhoA Doença Celíaca: Sintomas, Tratamento e Prevenção.
ANA TAMIRES RIBEIRO JUSTO DE OLIVEIRA ; José Felipe Barbosa Filho; Moziane Mendonça de Araújo
INTRODUÇÃO: A Doença Celíaca, ou Entereopatia Sensível ao Glúten, trata-se de uma patologia crônica autoimune, causada pela ingestão do glúten, uma proteína contida em alguns alimentos como o trigo, a cevada e centeio. Essa leva o indivíduo a apresentar uma reação imunológica, que provoca danos a mucosa do intestino delgado, local comumente afetado. OBJETIVO: Conhecer a partir de uma revisão narrativa os sintomas, o tratamento e a prevenção da doença celíaca. METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa de revisão narrativa, de natureza qualitativa cuja trajetória metodológica apoia-se na leitura exploratório-descritiva do material de pesquisa, e na revisão narrativa de literatura, contribuindo para a produção e análise dos resultados de diversos estudos. A busca foi realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), a partir dos descritores: doença celíaca and sinais e sintomas and terapêutica, com um total de 333 artigos. O levantamento bibliográfico foi realizado no mês de março de 2019, considerando os critérios de inclusão: artigos publicados em periódicos gratuitos e completos 145, idioma português, inglês ou espanhol 136. Após a leitura dos títulos e resumos dos artigos que atenderam aos critérios, foram excluídos os que não se enquadravam na temática e os repetidos, totalizando 30 artigos para realização desse estudo. RESULTADOS: Foi possível evidenciar a partir da literatura estudada que o sintoma mais comum a esta doença é a diarreia, que por sua vez pode ser acompanhada por gases, inchaços na região abdominal, cólicas ou desconfortos, azia, refluxo, vômitos, flatulência, anemia, osteoporose, intolerância a lactose e perda de peso. É importante destacar que esta patologia também pode estar presente, porém de forma assintomática. O único tratamento existente é a mudança nos hábitos alimentares com uma dieta livre de glúten, que irá proporcionar alívio imediato dos sintomas clínicos, e a recuperação da mucosa do intestino delgado, isso pode lecar algum tempo até o resultado esperado. Estudos apontam que a amamentação, o tempo e a forma que o glúten é introduzido na dieta da criança, podem ser relevantes para prevenir ou retardar a ocorrência dessa entereopatia. Em crianças é recomendado que a introdução seja feita de forma ordenada e gradual, evitando seu uso precoce, em crianças abaixo de 4 meses, ou tardia após os 7 meses de idade, e quando administra em conjunto com o aleitamento materno, diminui o risco do desenvolvimento da doença. Estudos recentes, apontaram que a amamentação de modo geral, ou a ingestão do glúten, seja precoce ou tardia não influencia no risco total do desenvolvimento da doença em pessoas sem predisposição genética. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A partir desse estudo se reflete acerca da necessidade em se investigar durante as consultas de enfermagem a existência de sinais e sintomas associados a ingestão do glúten, bem como orientar quanto a forma correta da introdução deste na dieta, principalmente na alimentação da criança. Por isso é de extrema importância o acompanhamento e a educação em saúde para todos os pacientes sobre a patologia e sua manifestação.
A EDUCAÇÃO POPULAR EM SAÚDE COMO INSTRUMENTO PARTICIPATIVO NA PREVENÇÃO DO CÂNCER DO COLO UTERINO
LARISSA PEREIRA DA SILVA; Ana Beatriz de Sousa Morais; Bruna Letícia Olimpio dos Santos; Ingrid Rodrigues Alves; Ronnaby Vicente de Araújo
INTRODUÇÃO: A colpocitologia oncótica ou papanicolaou é um procedimento manual, realizado por profissionais enfermeiros e médicos, que permite a identificação de células sugestivas de pré-invasão até lesões malignas no colo uterino, a partir da coloração multicrômica das células cervicais esfoliadas. O exame é realizado em consultas ginecológicas, de planejamento familiar, pré-natal, e oportunamente nas consultas em gerais deve ser orientada a importância de sua realização, visto que, o câncer cervical está entre os mais incidentes no sexo feminino, ocupando, respectivamente, o segundo e o terceiro lugares no mundo e no Brasil, e a sua detecção precoce permite a identificação de lesões precursoras e em estágios iniciais, antes mesmo do aparecimento dos sintomas. OBJETIVO: Relatar a importância da educação popular em saúde como instrumento participativo na prevenção do câncer do colo uterino. MÉTODO: Trata-se de um relato de experiência, desenvolvido a partir das atividades práticas durante o estágio supervisionado I, o qual utilizou a educação popular em saúde como um instrumento participativo na prevenção do câncer do colo uterino. Estas aconteceram em uma unidade de saúde do município de Iguatu-Ce, durante o mês de abril de 2019, tendo como público as mulheres que compareceram a unidade de saúde para a realização do exame preventivo. As ações foram divididas em três em momentos. No primeiro, foi questionado sobre a importância do exame preventivo, com o objetivo de avaliar o conhecimento prévio das pacientes. No segundo foi exibido através de imagens o aparelho reprodutor feminino, e explanado sobre os fatores de risco para o câncer do colo uterino. No terceiro momento, foi mostrado os materiais que são utilizados na coleta do exame, e em seguida explicado a função de cada um. No quarto e último momento, foi realizado a coleta do exame e foram sanadas as dúvidas sobre o exame preventivo. RESULTADOS: Durante as ações as pacientes se mostraram colaborativas e participativas. Sendo observado que elas possuem um conhecimento prévio sobre a temática abordada, com compreensão da relação entre os fatores de risco e seu aparecimento. Mesmo diante do observado, é indispensável à permanência dessas ações, com foco no estímulo a realização do exame, desfazendo os mitos e tabus associados ao mesmo. CONSIDERAÇÕES FINAIS/ CONCLUSÃO: A atividade foi de grande importância para a formação profissional dos acadêmicos de enfermagem, dando-nos a oportunidade de participar das ações de saúde, interagir com as usuárias, além de facilitar a aplicação do conhecimento teórico. Foi possível evidenciar que a educação popular em saúde como instrumento participativo na prevenção do câncer ginecológico é válido, pois favorece a melhor condução da temática, visando a sua promoção e a prevenção, de forma a reduzir os agravos à saúde e atuar no estímulo a melhoria da qualidade de vida das mulheres.
A ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL DE ATENÇÃO DOMICILIAR: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
FRANCINETE ALVES FELIPE; Alan Felipe Oliveira Alencar; Maria das Dores Aquino Bezerra; Isabelly Lissandra Sobreira da Silva
INTRODUÇÃO: A assistência domiciliar é um serviço que vem se expandindo proporcionando cuidados necessários para o bem estar do paciente e família tratando se de uma alternativa á internação hospitalar, que favorece a redução de custos, potencializa vínculos familiares dando autonomia e conforto ao usuário, seja na atuação da prevenção, recuperação, reabilitação ou paliação. O serviço de Atenção Domiciliar é regulamentado diante da Portaria N° 825, de 25 de Abril de 2016 que redefine a Atenção domiciliar no âmbito do sistema único de saúde (SUS) e atualiza as equipes habilitadas, é um serviço que complementa a assistência prestada na atenção básica e em serviços de urgência, substituindo a internação hospitalar, responsável pelo gerenciamento e operacionalização das Equipes Multiprofissionais de Atenção Domiciliar (EMAD) e Equipes Multiprofissionais de Apoio- EMAP. A atuação do enfermeiro na EMAD é necessária e exerce fundamental relevância no planejamento, implementação e operacionalização das ações, bem como na linha de cuidado no domicílio o profissional estabelece uma escuta qualificada, acolhimento fortalecendo vínculos e dar subsídio para um atendimento holístico e integral. OBJETIVO: Relatar sobre a atuação relevante do enfermeiro na Equipe Multiprofissional de Atenção Domiciliar. METODO: Trata-se de um estudo descritivo, tipo relato de experiência sobre a atuação do enfermeiro na Equipe Multiprofissional de Atenção Domiciliar, durante as visitas realizadas aos usuários inseridos no programa, de janeiro a outubro de 2018. RESULTADOS/DISCUSSÃO: O enfermeiro é o profissional que mais interage com o usuário e o cuidador. Das ações desenvolvidas destacamos as implementadas privativas da categoria aos usuários restritos ao leito como: a troca de sondas vesicais de demora, a troca de sondas nasogástricas, o tratamento das lesões por pressão em todos os estágios. Ressaltamos ainda a escuta qualificada, as orientações prestadas aos cuidadores e familiares com o foco na corresponsabilidade da execução e resultados das ações desenvolvidas dentro do contexto de cada usuário. CONSIDERÇÕES FINAIS: Pode-se inferir que o enfermeiro como parte atuante da EMAD é fundamental a sua atuação para a qualidade da assistência, pois permite a integralidade das ações no âmbito familiar, proporcionando melhores resultados no processo do cuidado.
A INFLUÊNCIA DO CINEMA NA VIVÊNCIA DO AUTISMO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARIA LUIZA SANTOS FERREIRA; Kadson Araujo Silva; Kamila de Castro Moraes; Vinícius Rodrigues de Oliveira; Patricia Pereira Tavares de Alcântara
INTRODUÇÃO: Na extensão universitária, faz-se necessário realizar ações educativas sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e o cinema surge como ferramenta útil para tal. OBJETIVOS: Relatar a experiência dos extensionistas do Projeto CineClube Saúde e sua contribuição para a conscientização dos telespectadores acerca do Autismo. MÉTODO: Estudo descritivo, relato de experiência sobre ações do Projeto de Extensão CineClube Saúde. RESULTADOS/DISCUSSÕES: O cinema permite uma aproximação das superações e vivências do cotidiano dos portadores do Autismo e serve como forma de compreender as necessidades em saúde desta população. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O potencial educativo do cinema promove reflexões na sociedade.
Palavras-chave: TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO,CINEMA,TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
Oral
Abrir o trabalhoARTISTAS DO CUIDAR EM LUZ, CAMERA, AÇÃO! HORA DA HISTÓRIA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
KARINA ELLEN ALVES DE ALBUQUERQUE; KELLY SUIANNE DE OLIVEIRA LIMA; JOSÉ GERFESON ALVES; MILENA SILVA FERREIRA
INTRODUÇÃO A introdução da criança no universo do brincar é tida como indispensável, tendo em vista que esta é uma atividade essencial para o seu desenvolvimento físico e cognitivo, além de contribuir para o desenvolvimento da socialização e construção como sujeito, ao interagir e conhecer novas possibilidades. Entretanto, durante a hospitalização, essa prática pode ser interrompida, o desenvolvimento de atividades lúdicas pode surgir como ferramenta responsável pela continuidade desse processo (NUNES et al., 2013). O lúdico apresenta-se através de brincadeiras, contação de histórias, música e mágica, entre outras ferramentas, que são realizadas com o intuito de reduzir o estresse provocado pela internação. A criança acaba afastando-se abruptamente de sua rotina habitual e das relações afetivas, restringindo-se a um ambiente que lhe causa medo, por constantemente ser submetido a procedimentos dolorosos e desconhecidos, podendo tornar-se uma experiência traumática (CAIRES, ESTEVES, ALMEIDA, 2014). O Projeto de Extensão Artistas do Cuidar tem como objetivo garantir, tanto a crianças, quanto a adultos, o direito de brincar e se divertir mesmo diante de situações adversas, prestando assistência não só aos pacientes, quanto aos acompanhantes. As ações buscam propor, de acordo com a condição clínica do paciente, atividades que despertem o riso e/ou tirem seu foco da doença, seja através da música, da mágica, pintura, contação de histórias, ou até mesmo da oração. A contação de histórias, por sua vez, apresenta-se como uma valiosa ferramenta, pois além de não haver restrições para sua realização e facilitar a interação entre o paciente, o acompanhante e o contador, estimula a imaginação, bem como raciocínio crítico e concentração, tendo em vista que no período de internação as crianças estão afastados do ambiente escolar (NICOLINO et al., 2015). Partindo desse ponto, o trabalho em questão expressa sua relevância ao desenvolver atividades que constituem um papel essencial na redução dos danos provocados pela internação, favorecendo o restabelecimento emocional de crianças submetidas a essa experiência. MÉTODO Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência, executado por oito estudantes do curso de enfermagem, membros do Projeto de Extensão Artistas do Cuidar. A experiência decorreu no mês de junho deste presente ano, com duração de três horas, no Hospital Regional de Iguatu (HRI), no setor de Pediatria. Dos oito participantes, cinco desenvolveram a ação e três realizaram a filmagem. A filmagem aconteceu durante todos os momentos, desde da caracterização ao término da ação. Inicialmente nos caracterizamos, em seguida realizamos uma oração em grupo, momento onde duas pessoas da gravação dirigiram-se para a pediatria percorrendo leito a leito, informando da gravação e colhendo as assinaturas do termo de autorização da imagem. Em sequência, os demais adentraram a pediatria dando início a visita, na qual, transitamos quarto a quarto. A estratégia utilizada como foco central era a contação de história da Chapeuzinho Vermelho com fantoches, porém, diante do quadro de cada criança era realizado uma estratégia diferente, como cantar, dançar, brincar ou rezar. Das 13 crianças presentes na pediatria, apenas 8 consentiram a gravação, mas mesmo assim, as demais crianças foram visitadas. Todas as filmagens foram consentidas pelos acompanhantes, onde assinaram o termo de autorização da imagem e autorizados também pelo hospital para a divulgação das imagens pelo projeto. RESULTADOS O hospital é um ambiente insólito e estranho para as crianças. Estas, durante o processo de internação, por muitas vezes encontram-se tristes e/ou entediadas. Parte desses sentimentos se agravam devido a realização de procedimentos invasivos e dolorosos, nos quais a criança se torna pouco colaborativa e irritada (FIORETE, MANZO, REGINO 2016). A princípio, o grupo encontrava-se nervoso já que a experiência de ser filmados por terceiros, mesmo que integrantes do projeto, era completamente nova. Contudo, logo que chegamos na ala pediátrica do hospital fomos recepcionados por algumas crianças que estavam na brinquedoteca, lembrando-nos do nosso real objetivo. Nos primeiros quartos não foi possível realizar a contação de história, atividade escolhida para o desenvolvimento daquela visita, as crianças estavam muito debilitadas e algumas não queriam nossa presença. Foram realizadas então atividades de musicoterapia que as deixaram um pouco mais animadas e dispostas a participar das brincadeiras propostas. A inserção da musicoterapia no ambiente médico-hospitalar também possibilita a expressão dos sentimentos dos pacientes, além de acolhê-los, propiciando sua recuperação física, mental e emocional, adequando-se às necessidades de cada uma das crianças que se encontram internadas, proporcionando uma assistência humanizada e momentos prazerosos também para os acompanhantes (CUNHA, VOLPI, 2008). No quarto seguinte estavam internados três pré-adolescentes e um grupo de amigos lhes visitava, a priori, estes demonstraram receio em participar das brincadeiras sugeridas, mas suas mães e/ou acompanhantes logo entraram no clima, atraindo a atenção dos mais jovens que acabaram por participar também. Em seguida, contou-se a história da Chapeuzinho Vermelho, utilizando fantoches para maior ludicidade, todos riram muito e se mostraram bastante participativos. Em um outro quarto, contou-se a mesma história, com um detalhe importante, uma das pacientes pediu para participar, ela foi então a vovozinha. A história, visto que é um conto infantil muito conhecido, transcorreu com muita facilidade, e a menina que, ao adentrarmos o ambiente aparentava cansaço, colocou-se alegre e comunicativa, participando ativamente da pequena encenação. A literatura infantil no ambiente hospitalar possui grande significância, já que a permanência nessa esfera gera ansiedade, desconforto e sofrimento para os infantes. A contação de histórias vem como um bálsamo, proporcionando à criança momentos de sonhos e magia, amenizando seu sofrimento, além de possibilitar a descontração, promover o desenvolvimento infantil (GERMANN, 2015). CONSIDERAÇÕES FINAIS Conclui-se que a hospitalização é um momento cercado por inúmeras dificuldades, isto posto, a inclusão do lúdico durante a internação tem papel fundamental, possibilitando meios pelos quais as crianças podem interagir e se expressar. A utilização da música, da mágica, pintura, contação de histórias, e outras ações contribuem para minimizar algumas sequelas emocionais da internação, da doença e todo o sofrimento vivenciado naquele momento. Assim, torna-se necessária uma transformação na maneira de trabalhar o cuidado à criança, levando em consideração sua singularidade e a forma na qual a criança vivencia o adoecimento e a hospitalização. Portanto, devem-se buscar novas formas de cuidar, excedendo os obstáculos do modelo técnico-científico, adicionando afetividade, empatia e amor na experiência vivenciada pela criança. Apesar do nervosismo no início, devido as câmeras, observar as crianças naquele momento nos fizeram lembrar do nosso principal objetivo, levar um pouco de alegria para uma situação tão difícil, e assim desenvolvemos nossa ação da forma que tínhamos planejado. O amor e a felicidade transmitida nos fizeram esquecer que estávamos sendo filmados, e as câmeras já não incomodavam mais. O carinho e a pureza daquelas crianças nos mostraram que apesar da tristeza e sofrimento, um sorriso sempre será capaz de pintar qualquer dor.
HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA COMO FATOR DE RISCO PARA ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO EM IDOSOS
CELENA PEDROSA CAVALCANTE; Camila Soares de Sousa; Daiana de Freitas Pinheiro; karina Alves de Oliveira; Lindalva Maria Barreto Silva
INTRODUÇÃO Atualmente o Brasil está passando por modificações em relação à expectativa de vida das pessoas, onde observa-se redução da fecundidade com consequente aumento da expectativa de vida da população, provocando um envelhecimento populacional célere. Este atual panorama demográfico aponta ao aparecimento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), as quais provocam altos custos para o governo por serem progressivas e necessitarem de maior demanda de ações (LIMA et al.,2015). De acordo, com Plano Nacional de Saúde (2012 a 2015), as DCNTs são as causas principais de mortes notificadas no Brasil com 67% dos casos, sendo a ocorrência maior na terceira idade. Sabe-se que as doenças cardiovasculares, renovasculares, cerebrovasculares, doenças respiratórias, diabetes mellitus e neoplasias são consideradas DCNTs (GROCHOVSKI et al.,2015). No que diz respeito as doenças cerebrovasculares, o acidente vascular encefálico (AVE) apresenta início súbito, ocasionado por uma suspensão do fluxo sanguíneo para áreas focais do encéfalo, podendo acontecer na sua forma isquêmica ou hemorrágica. O AVE isquêmico é decorrente da insuficiência de suprimento sanguíneo cerebral ocasionado especialmente por placas ateroscleróticas. Já o hemorrágico apresenta a hemorragia hipertensiva como causa mais corriqueira da lesão, seguida dos aneurismas saculares malformações arteriovenosas (MEDEIROS et al., 2017). Para a ocorrência do acidente vascular encefálico, há inúmeros fatores de risco, sendo mutáveis e imutáveis. Os mutáveis são passíveis de intervenção, quais sejam, hipertensão arterial sistêmica, taxas séricas elevadas de colesterol, aterosclerose, desordens que acarretam aumento da coagulabilidade sanguínea, diabetes mellitus (DM), obesidade, tabagismo, estresse, sedentarismo, alcoolismo e uso de contraceptivos hormonais. Já os fatores imutáveis são os fatores hereditários e/ou alterações congênitas, bem como a idade e o sexo (BRITO et al., 2011).No que diz respeito a hipertensão arterial sistêmica, esta aumenta três a quatro vezes o risco de desenvolver AVE, sendo considerada responsável diretamente por pelo menos metade dos casos (ARAÚJO; SILVA; PONTE, 2018). Sendo assim, o conhecimento dos fatores de risco que levam ao desenvolvimento do AVE, dentre eles a hipertensão arterial, são de extrema importância, pois sua identificação correta possibilitará aos profissionais da saúde, melhores estratégias para atuar na prevenção e diminuição da ocorrência desta doença e suas complicações. Com relação à população idosa, a identificação torna-se ainda mais importante, por ser o AVE considerado a terceira causa de morte entre idosos (ARAÚJO; SILVA; PONTE, 2018). OBJETIVO Compreender a relação da hipertensão arterial com acidente vascular encefálico em idosos. MÉTODO Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, do tipo descrito-exploratória e abordagem qualitativa, realizada no banco de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), nos meses de março e abril de 2019, com a seguinte questão norteadora: qual a relação da hipertensão arterial sistemica com o acidente vascular encefálico em idosos? Foram utilizados os descritores de assunto controlados indexados no vocabulário estruturado Descritores em Ciências da Saúde” (DeCS) associados conforme a estratégia de busca: “hipertensão” AND “acidente vascular cerebral” AND “idosos”, sendo encontrados 1.592 artigos. Os artigos passaram por critérios de inclusão, a saber: artigos disponíveis e completos (1200 artigos), no idioma português (85 artigos) e publicados nos últimos cinco anos (29 artigos). Foram excluidos os artigos repetidos e que não respondessem a questão norteadora. Após analise criteriosa, selecionaram-se nove artigos para compor o presente estudo. RESULTADOS/DISCUSSÕES O acometimento por AVE ocorre decorrente dos fatores de risco e hábitos de vida. O aumento progressivo da ocorrência do acidente vascular encefálico isquemico de acordo com a faixa etária é previsto, visto que a idade é o principal fator de risco não modificável (MEDEIROS et al., 2017). O AVE apresenta maiores agravos na terceira idade, apresentando incidência crescente pelo próprio declinio funcional inerente ao processo de senescência. O impacto dessa patologia é preocupante, pois produz sequelas que são responsáveis pela exclusão social dos idosos, tornando-os dependentes de cuidados, muitas vezes em domicilio. Dessa forma, é imprescindível realizar um melhor acompanhamento do idoso, prevenindo ou controlando os fatores de risco modificáveis, como a hipertensão arterial sistêmica (SILVA et al.,2015). Sabe-se que a hipertensão arterial sistêmica foi, consideravelmente, o principal fator de risco para o AVC, atingindo principalmente pessoas com nível menor de escolaridade, idade mais avançada e obesidade (LIMA et al., 2015). No que diz respeito a idade avançada, as pessoas idosas possuem diferentes necessidades em comparação com pessoas mais jovens, pela alta prevalência de deficiência física, cognitiva e circunstâncias sociais complexas. Ademais, são frequentemente e agudamente mais doentes, mais propensos a terem uma estadia longa nas unidades de internação ao serem acometidas por AVE (MOURA et al., 2018). Tendo em vista o maior acometimento e complicações relacionados ao AVE em idosos, vê-se a importância de medidas preventivas para HAS, seja por meio de mudança de hábitos ou pela terapêutica medicamentosa apropriada, com o intuito de reduzir a morbimortalidade em idosos devido ao AVE (RODRIGUES et al., 2013). CONSIDERAÇÕES FINAIS Elevados são os números de acometimento do AVE associado a hipertensão arterial. Esses achados denotam o grave problema de saúde pública que essa doença reflete juntamente com a necessidade da implementação de estratégias preventivas, educacionais e de conscientização da população para diminuir a incidência. Dessa maneira, é de grande relevância estabelecer modificações ou melhorias nas estratégias de políticas de saúde em relação ao AVE, como realização de campanhas educativas nos postos de saúde, nas escolas, hospitais, objetivando à conscientização e melhoria da qualidade de vida da população. Além do mais, torna-se imprescindível ampliar conhecimentos sobre a temática através de novos e mais abrangentes estudos científicos para que possa acrescer a margem de conhecimento do AVE.
TERAPIA POR PRESSÃO NEGATIVA EM FERIDAS COMPLEXAS: REVISÃO DE LITERATURA SOBRE SUAS APLICAÇÕES ATUAIS
SABRINA FREITAS NUNES ; Amanda Ferreira de Magalhães Santos; Aurineide Sales Moreira; Kéury Raiane Guedes de Araújo; Laís Karoline Pereira da Silva
INTRODUÇÃO: A terapia por pressão negativa tem como finalidade realizar aproximação das bordas da lesão, dilatar as arteríolas, favorecer a multiplicação celular pela via mitótica, drenar o excesso de líquidos e reduzir a carga bacteriana, com consequente diminuição do edema e aumento da oxigenação e nutrição. Recomenda-se a terapia por pressão negativa para lesões complexas, que acometem áreas corpóreas extensas e têm evolução imprevisível, além de ameaçar a viabilidade do membro ou a própria vida. Para que os profissionais de saúde implementem novas tecnologias para reparo de feridas complexas, é necessário o conhecimento sobre suas indicações e contraindicações atuais. Dessa forma, a motivação para o desenvolvimento desse trabalho consiste na avaliação da aplicabilidade que a terapia por pressão negativa vem recebendo em pesquisas científicas. OBJETIVO: Identificar as aplicações que a terapia por pressão negativa vem recebendo em pesquisas cientificas. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada durante o mês de abril de 2019, através de busca na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), mediante os descritores “Ferimentos e lesões” e “Pressão negativa” conectados pelo operador booleano AND. Os critérios de inclusão foram: publicações dos últimos 10 anos, em idioma português ou espanhol, e que correspondessem à temática, ao passo que foram excluídos os artigos repetidos. Inicialmente, a busca identificou 18 artigos, que, após análise criteriosa de título e resumo, a resumiram-se a uma amostra de 6 artigos. RESULTADOS: Evidenciou-se que a terapia de pressão negativa fornece melhora significativa na evolução cicatricial de feridas de grande extensão e de difícil tratamento por curativos tradicionais. Nesta perspectiva os estudos apontaram que essa terapia é empregada, atualmente, para preparar o leito da ferida no sentido de torná-lo mais vascularizado; auxiliar na diminuição da colonização; garantir granulação em curto prazo para aplicação posterior de retalhos e enxertos cutâneos; lesões traumáticas agudas extensas. Além disso, mostrou-se eficaz no tratamento de feridas dos tipos pé diabético, queimaduras, lesão por pressão e fasceíte necrotizante. Não obstante, algumas complicações foram relatadas pela literatura, como formação de bolhas, maceração da pele e risco de sangramentos, principalmente em casos de lesões agudas. Desta forma, a equipe de saúde deve avaliar aplicabilidade, complicações, custo/benefício e contraindicações para prescrição desta tecnologia com segurança e eficácia. CONSIDERAÇÕES FINAIS: As indicações e contraindicações apontadas pelos artigos analisados não apontam divergências com a literatura clássica sobre o assunto. Ressalta-se, no entanto, que mais estudos são necessários para definirem novas aplicações para esta terapia, tendo em vista seu potencial e os excelentes resultados coletados até então. O estudo traz como contribuição informações sobre avanços tecnológicos para boas práticas de curativos, ratificando a importância de atualização constante quanto às novas tecnologias no cuidado às feridas complexas.
Palavras-chave: Ferimentos e lesões, pressão negativa, cicatrização
Oral
Abrir o trabalhoOral
A SAÚDE MENTAL NA ATENÇÃO BÁSICA: A NECESSIDADE DA “ESCUTA” E OLHAR ATENTOS
BRUNA LETÍCIA OLÍMPIO DOS SANTOS; Francisco José Braga Parnaíba; Neiza Davi da Silva; Ingrid Rodrigues Alves; Larissa Pereira da Silva
INTRODUÇÃO: O enfermeiro é retratado como profissional capaz de entender o ser humano, de uma forma global engajada, solidária, sensível e criadora. Contudo, em função da busca descontrolada pela cientificidade, muito dessa perspectiva se perdeu. Ao longo dos anos, houve muitas transformações no cuidado do doente mental. Nesse novo contexto, para se incluir como profissional de referência, o enfermeiro teve que rever sua prática, gerando novas formas de cuidados, principalmente na atenção primaria onde seus profissionais de saúde e a população criam um enorme vinculo por estarem engajados no cotidiano da comunidade, assim conhecendo todo os indivíduos, famílias e recursos disponíveis nas comunidades. Esse estudo identifica a percepção dos profissionais de saúde no atendimento e as estratégias utilizadas para lidar com a demanda. OBJETIVO: Analisar a percepção do enfermeiro no atendimento em saúde mental na atenção básica. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, produzida entre Janeiro e Fevereiro de 2019, no portal regional da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) e nos repositórios digitais da Literatura Latinoamericana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Scientific Electronic Library Online (SciELO), utilizando como descritores: “Atenção Primaria à Saúde”, “Enfermagem psiquiátrica” e “Saúde mental”. Os critérios de inclusão foram: publicações nacionais disponíveis na íntegra em periódicos eletrônicos, com data de publicação entre 2008 e 2018, sendo excluídas aquelas que não respondiam à temática em questão e estudos duplicados. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Observa-se que o enfermeiro pertence às ações de cuidado direto. Por um lado, a saúde mental é relacionada aos aspectos orgânicos, cuja intervenção poderia se dar, apenas, pela intervenção bioquímica. Por outro lado, o profissional sinaliza a necessidade de se avaliar cada caso individualmente, indicando que há diferenças de “pessoa para pessoa”. Desse modo, demarca-se aqui certa perspectiva de saúde mental que percebe muitas vezes as dores sentidas no corpo e as queixas inicias de um usuário como relacionadas a uma dimensão do sofrimento psíquico, a qual não diz respeito apenas ao indivíduo, mas ao contexto social e familiar nos quais estão incluídos os sujeitos que demandam atendimento. CONSIDERAÇÕES FINAIS/CONCLUSÕES: Fica evidenciado que as ações de saúde mental desenvolvidas na atenção básica não apresentam uniformidade em sua execução. Percebemos que estas execuções das ações de assistência ao doente mental ficam na dependência do profissional ou da decisão política do gestor. Portanto, inovadores dispositivos de tratamento devem ser utilizados, suscitando novas práticas e maneiras que os profissionais devem apropriar-se para desenvolverem uma assistência de maneira integral, rumo à reabilitação psicossocial e à construção de cidadania do doente mental, e ainda buscar conhecimento para dar suporte aos seus familiares.
Palavras-chave: Atenção Primária à Saúde,Enfermagem psiquiátrica,Saúde mental
Oral
Abrir o trabalhoASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA ATENÇÃO PRIMÁRIA NO ATENDIMENTO A PESSOAS EM SOFRIMENTO PSÍQUICO
MARINA DA SILVA DOS SANTOS; Karina Ellen Alves de Albuquerque; Andreliny Bezerra Silva; Kelly Suianne de Oliveira Lima; Mayrla Sales
INTRODUÇÃO: A doença mental é descrita como peculiaridades, desordens do pensamento ou comportamento, desencadeados por fatores estressantes associados ao ambiente externo e ao próprio sujeito. Por longo período, a atenção ao doente mental estava centralizada no hospício, ambiente segregador e excludente. Com o movimento de Reforma Psiquiátrica no final da década de 70 no Brasil, novas formas no tratamento em saúde mental foram adotadas como a alteração dos Hospitais Psiquiátricos por Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e a inserção da Estratégia de Saúde da Família (ESF). Considerando-se a atenção primária um local excelente para desenvolver ações e realizar um cuidado integral em saúde mental, nesse âmbito, o enfermeiro deverá estar apto para atender pacientes com transtornos psíquicos. Frente ao exposto, a realização de estudos nessa temática, fornecem subsídios para a assistência e atualização científica de profissionais. OBJETIVO: Identificar na literatura científica as práticas dos enfermeiros da atenção primária, na assistência em Saúde Mental. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada no mês de março de 2019. Os dados foram coletados na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Utilizando os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) “Assistência de enfermagem”, “Estratégia Saúde da Família” e “Saúde Mental” por meio do operador booleano AND, foram encontrados 1.663 artigos. Utilizou-se como critérios de inclusão: artigos completos, disponíveis e gratuitos, assunto principal Saúde Mental, Estratégia Saúde da Família e Papel do profissional de enfermagem, idioma português, no recorte temporal de 2014 a 2017 e tipo de documento artigo. Os critérios de exclusão foram artigos duplicados e que não atendiam a temática proposta. Após a seleção, restaram 6 artigos para o desenvolvimento do trabalho. RESULTADOS/DISCUSSÃO: Observou-se na literatura, a falta de treinamento, capacitação e preparo dos enfermeiros da atenção primária no atendimento em saúde mental, o que pode ser devido a limitações individuais, deficiências na formação acadêmica, pouca experiência na área, além do obstáculo relativo à estrutura física e funcional da unidade para desenvolver as ações. Mesmo após décadas do início da Reforma Psiquiátrica as mudanças foram poucas referente a prática da assistência, a qual foca-se apenas no atendimento individualizado e na medicalização e não no sofrimento do paciente. Enfermeiros relatam, a ausência de ações específicas para saúde mental, realizando apenas práticas rotineiras, como encaminhamentos aos serviços especializados, aconselhamento e a transcrição de medicações sem a devida avaliação, atitude esta, que leva a dependência em psicofármacos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A prática do enfermeiro na atenção primária torna-se por vezes, insuficiente para contemplar as reais necessidades das pessoas em sofrimento psíquico e para isso é necessário que haja a capacitação e qualificação do profissional na atenção a pessoa com doença mental para que ocorra a inclusão do paciente em grupos e redes de suporte, realizando intervenções psicossociais como terapia grupal, contribuindo assim para a melhoria da qualidade da assistência prestada.
Palavras-chave: Assistência de Enfermagem, Estratégia Saúde da Família, Saúde Mental
Oral
Abrir o trabalhoATUAÇÃO DO ENFERMEIRO FRENTE AO USUÁRIO APÓS TENTATIVA DE SUICÍDIO
CAROLAINE DA SILVA SOUZA; ANTONIO WELLINGTON VIEIRA MENDES; CELENA PEDROSA CAVALCANTE; MARIANA CORDEIRO DA SILVA; STÉFFANE COSTA MENDES
INTRODUÇÃO O suicídio é um grave problema de saúde em nível mundial, com aproximadamente um milhão de pessoas que cometem esse ato por ano, e estimativa de seis pessoas do ambiente diretamente afetadas por cada morte. O impacto social, psicológico e econômico do suicídio na família e na comunidade é imensurável. (NAVARRO; MARTINEZ 2015). A Organização Mundial da Saúde (OMS) relaciona o suicídio como o ato de se matar deliberadamente. A tentativa de comportamento suicida que não causa a morte, encontra-se intoxicação, lesões ou autoagressões, que podem ou não ter uma intenção ou resultado letal, e por fim o comportamento suicida, em que se entende uma diversidade de comportamentos que incluem pensar (ideação suicida), planejar, tentar ou cometer o suicídio propriamente dito. (SANTOS; et al, 2017). A complexidade desse fato remete a vários desafios para o enfermeiro. Tornando indispensável a competência deste para intervir positivamente diante da autoagressão das pessoas que buscam suicidar-se e de seus familiares. Observa-se a necessidade de desenvolver práticas preventivas direcionadas às comunidades e famílias, com introdução de novas formas de intervir, crenças, valores, além de novas possibilidades para mudar a percepção sobre essa temática na sociedade (SANTOS; et al, 2017). O comportamento suicida tem origem multifatorial, com influência de fatores biológicos, socioambientais e psicológicos, cada um com seu peso específico e, possivelmente, nenhum deles, possa ser suficiente para explicar por si só tais comportamentos. Avalia-se que, para cada suicídio consumado, houve 5 hospitalizações e 22 visitas aos serviços de emergência por tentativa de suicídio (NAVARRO; MARINEZ 2015). Foram encontrados poucos dados coletados sobre as tentativas de suicídio em diferentes países, de forma que a real magnitude das tentativas de suicídio não é conhecida. Apesar disso, estima-se que uma parte mínima daqueles que atentam atos suicidas façam contato com um hospital público. Quando o indivíduo não pode tratar sozinho as suas lesões auto cometidas, recorre ao sistema de saúde em busca de ajuda. O profissional de enfermagem do serviço de emergência costuma ser o primeiro contato do paciente com o sistema de saúde, após uma tentativa de suicídio ou episódio de autolesão (NAVARRO; MARINEZ 2015). Uma das principais causas identificadas pelos pacientes de saúde mental para não buscar ajuda sanitária, ou continuar com o tratamento, é o estigma, e consideram a equipe de saúde como um elemento que contribui para o estigma e a discriminação (NAVARRO; MARINEZ 2015). Devido à importância dessa problemática, fez-se necessário obter a análise reflexiva da atuação do enfermeiro com a pessoa em situação de suicídio para contribuir com a prática desse profissional na prevenção, no planejamento de intervenções à pessoa que apresenta comportamentos suicidas, na identificação precoce desses atos. OBJETIVOS Realizar análise reflexiva da atuação do enfermeiro com a pessoa em situação de suicídio. MÉTODO Trata-se de um estudo tipo revisão narrativa, com uma busca eletrônica na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), realizada no período de abril de 2019, utilizando o cruzamento dos seguintes descritores em saúde: Enfermagem, Atuação e Suicídio, por meio do operador booleano AND, seguida da aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, resultando em 9 artigos. Na BVS foram filtrados artigos: disponíveis completos, pesquisa com o presente assunto principal: suicídio, idioma português e últimos 5 anos de publicação. Critérios de exclusão também foram usados publicações que não contribuíssem com o tema do presente trabalho, documentos pagos ou repetidos; ou textos com língua estrangeira. A definição do tema do artigo se deu através da escolha da questão norteadora: qual a atuação do enfermeiro com as pessoas em situação de suicídio? Visto que o índice de mortalidade associado ao suicídio aumentou significativamente nas últimas décadas tornando as pessoas vulneráveis.. RESULTADOS/DISCUSSÕES A Estratégia Saúde da Família (ESF) é onde existe a possibilidade de reconhecimento precoce das pessoas com diversos transtornos mentais, que possivelmente já tentaram contra a própria vida ou pensaram no ato do suicídio. O enfermeiro e os profissionais da saúde têm um campo diversificado de visão e a oportunidade de aplicação das intervenções voltadas às pessoas em situação de suicídio. (SANTOS; et al, 2017). Foi visto que profissionais têm certas dificuldades em lidar com situações que envolvem tentativa e suicídio propriamente dito. A análise continua sendo um desafio para estes trabalhadores e, geralmente, ela é mais importante do que a compreensão da sua causa. O débito de formação profissional nessa área e às vezes, a ausência da disciplina de psiquiatria são dois fatores que podem interferir no atendimento (GOMES; et al, 2017) O atendimento oferecido aos indivíduos que tentam suicídio nas unidades de saúde, na maioria das vezes, é desordenado e demanda grande atenção de toda equipe de saúde. Os profissionais que ali se encontram direcionam sua atenção primária aos cuidados de suporte vital, postergando o atendimento à família do indivíduo que tentou suicídio, deixando-a aflita por informações, ou mesmo, uma palavra de conforto (BURILA; et al,2016). É relevante ressaltar que para prevenir o suicídio, as ações multiprofissionais e intersetoriais, em especial as ações do enfermeiro, têm a intenção de intensificar o atendimento à pessoa que tentou suicídio em toda sua integralidade, como em todos os níveis de atenção, além da garantia do acesso às diferentes terapêuticas (SANTOS; et al, 2017). Assim, como o enfermeiro atua na prevenção, ele deve se aproximar dos familiares, a fim de buscar informações referentes aos comportamentos diários da pessoa que apresente características suicidas. A partir da integração usuário-família, em conjunto com a equipe multidisciplinar, família e a pessoa do cuidado, as estratégias preventivas melhores a serem aplicadas são escolhidas, o que possibilita uma assistência mais adequada (SANTOS; et al, 2017). Estabelecer comunicação terapêutica é posto com o uso de técnicas de comunicação como ouvir reflexivamente, observação atenta do paciente, interpretação das mensagens verbais e não verbais, verbalizar interesse, fazer perguntas, informar e principalmente demonstrar o interesse em ajudá-lo (COELHO; et al, 2015). Além disso, o profissional determina um momento de cuidado, educação, saúde e orientação através de estratégias de prevenção primária a fim de preparar e encorajar a pessoa para a mudança social e comportamental, com vista a afastar as possibilidades de novas tentativas de suicídio (SANTOS; et al, 2017). No que tange à prevenção do suicídio, sentiu-se falta do reconhecimento de fatores de risco pelo profissional enfermeiro, que de fato, direciona para as linhas de cuidados em rede, também na análise dos comportamentos suicidas, que são gênero, idade, etnia, orientação sexual, tentativas prévias de suicídio, mudanças socioeconômicas, métodos utilizados por quem pensa em suicidar-se, transtornos mentais, doenças graves, isolamento social, ansiedade, desesperança/insatisfação, situação conjugal e situação empregatícia (SANTOS; et al, 2017). É importante também a identificação dos fatores estressantes, potenciais suicidas ou homicidas, estado físico e mental para escolhas apropriadas das intervenções. Esse comportamento chama atenção pelo fato de ser multicausal, envolvendo fatores pessoais articulados com fatores externos, como presença de eventos ambientais traumáticos, condições gerais de vida, crises acidentais, condições financeiras, além das peculiaridades de cada faixa etária (SANTOS; et al, 2017). Pesquisas apontam que as alterações comportamentais e sociais são as primeiras manifestações da intenção suicida. De 11 a 13 entrevistas realizadas com 37 profissionais médicos que tiveram contato com 28 pacientes suicidas durante os 3 meses antes da morte identificaram que as razões principais para as tentativas estavam relacionadas à saúde mental (62%), saúde física (22%), e aspectos sociais (14%), sintomas de depressão foram notáveis em 49% dos casos (BURILA; et al,2016). O atendimento adequado e o tempo decorrido entre a tentativa de suicídio e a admissão são fatores bastante relevantes para diminuir a mortalidade das vítimas. É necessária uma capacitação para os profissionais adquirirem mais conhecimento através de treinamentos contínuos no ambiente de trabalho, por exemplo (GOMES; et al, 2017). Outro estudo mostra que em 82,3% dos casos os familiares notaram os suicidas tristes e pensativos, durante a última semana que antecedeu a tentativa, e em 58,8% perceberam-se alterações de conduta. A grande maioria tinha histórico de perdas parentais na infância e adolescência, sendo os principais motivos os problemas amorosos, má saúde física, mental ou ambas (BURILA; et al,2016). Portanto, observa-se a importância de desenvolver propostas preventivas direcionadas para as comunidade e famílias, com introdução de novas crenças, novas práticas, novos valores e novas possibilidades de mudanças na sociedade, o que pode influenciar na interpretação dos eventos que irão ocorrer (BURILA; et al,2016). CONSIDERAÇÕES FINAIS É importante destacar que as capacitações nos serviços de atendimento préhospitalar devem priorizar, além das habilidades para o atendimento precoce e a manutenção da vida das vítimas, o reconhecimento dos casos de tentativa de suicídio, as principais formas de atuação e o preenchimento adequado das fichas de atendimento pré-hospitalar na finalidade de prestar o melhor atendimento e aperfeiçoar o serviço intra-hospitalar nas Unidades de Saúde. O maior efeito no manejo do paciente suicida levaria à redução das taxas de morbidade e mortalidade devidas ao suicídio, e o elemento essencial para consegui-lo é através da capacitação dos profissionais sobre esses comportamentos. Este estudo possibilita tecer as seguintes reflexões: que o suicídio se apresenta ocultamente e silenciosamente, em um drama pessoal, no qual estão inseridos os relacionamentos interpessoais, o ambiente social, político e cultural. Ainda se destaca o fato de o enfermeiro atuar em múltiplos espaços de cuidado. Diante à falta de estudos para formular um protocolo de abordagem a estes grupos de pacientes, há uma carência no desenvolvimento de algumas estratégias de intervenções específicas para as pessoas que tentaram suicídio e chegaram a precisar dos serviços de emergência. A partir dos pensamentos acerca da atuação do enfermeiro nos assuntos relacionados ao suicídio, é possível concluir que a abordagem perante as pessoas com essas atitudes deve ser tratada com caráter emergencial, pronto a detectar esses comportamentos, compartilhar com a equipe multidisciplinar, fazer a referência e contra-referência do indivíduo com os serviços de saúde, além do estabelecimento de estratégias preventivas.
Palavras-chave: Atuação,Enfermagem,Suicídio
Oral
Abrir o trabalhoDEPRESSÃO EM IDOSOS: DIFICULDADES ENFRENTADAS NA ENFERMAGEM
JULIANA FERREIRA CARLOS; MARIA JANAINA DO Ó VIEIRA; ALINE DO NASCIMENTO PINHEIRO; ANA KAROLINE ALVES DA SILVA; AINOÃ DE OLIVEIRA LIMA
INTRODUÇÃO: A depressão tem sido considerada a principal doença psiquiátrica do século, atingindo não somente a população jovem, como também a terceira idade. Devido esse aumento alarmante de casos de depressão em idosos, é indispensável que os profissionais de enfermagem estejam preparados e capacitados para desempenhar um cuidado eficiente a esse público. Fatores que podem desencadear a depressão no idoso envolvem a falta de afeto da família e da sociedade, que tem como consequência o abandono, dificuldades financeiras e a institucionalização em asilos. Desta forma, justifica-se o desenvolvimento de pesquisas nessa área, visando aprofundar conhecimentos do enfermeiro sobre a depressão no idoso. OBJETIVO: Identificar dificuldades enfrentadas pelo profissional de enfermagem na assistência de idosos com depressão. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura de caráter descritivo com abordagem predominantemente qualitativa, realizada no mês de abril de 2019. A busca foi realizada nas bases de dados BDENF, LILACS e MEDLINE. Para a obtenção de resultados foram utilizados os descritores: assistência, depressão e idoso. Foram identificados 7.033 artigos, que após aplicabilidade dos critérios de inclusão: documentos disponíveis na íntegra, idioma português e publicado entre os anos de 2015 a 2018; e os critérios de exclusão: artigos repetidos, que estivessem em outro idioma e não contemplasse a temática proposta, resultou em 5 artigos que foram utilizados para construção do estudo. RESULTADOS: É notório que a assistência ao idoso com depressão é bastante complexa, pois o atendimento tem que ser realizado de forma holística e integral, tanto com o idoso envolvido, como sua família. Essa assistência do profissional de enfermagem a idosos com depressão tem enfrentado algumas barreiras, como a dificuldade de diagnosticar a depressão no idoso, visto que há um preconceito envolvido por parte do idoso e de sua família, também existe um déficit de cuidado com o idoso que procura os serviços de saúde com um possível diagnóstico de depressão e a falta de conhecimento em relação ao cuidado na depressão ao idoso, em decorrência de um déficit na formação profissional. Com isso, o enfermeiro sente-se inseguro para trabalhar com o idoso que apresenta sinais e sintomas de depressão. Diante disso, é indispensável que os profissionais sempre procurem se aprimorar nessa temática, pois a assistência vai muito além de esclarecimentos sobre dúvidas quanto ao método de terapias medicamentosas, mas também envolve a questão de ouvi-los, compreende-los e de repassar orientações pertinentes de forma clara e simples, com o intuito de facilitar a compreensão do idoso e da sua família. CONCLUSÃO: Diante da construção do referente estudo, constata-se que o profissional de enfermagem enfrenta alguns desafios na assistência do idoso com depressão. Dessa forma, é perceptível que a falta de capacitação do enfermeiro transforma a assistência em um obstáculo, assim impossibilitando de ter um acolhimento e uma assistência satisfatória para o idoso com depressão e sua família.
Palavras-chave: Assistência,Depressão,Idoso
Oral
Abrir o trabalhoESTÁGIO EXTRACURRICULAR NA FORMAÇÃO EM ENFERMAGEM NO CAMPO DA SAÚDE MENTAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA
JOAB GOMES DA SILVA SOUSA; ROGER RODRIGUES DA SILVA; JULIANA FERREIRA CARLOS; FRANCISCO ERASMO ALVES DOS SANTOS; LIANA INGRID CÂNDIDO FERREIRA
INTRODUÇÃO: A assistência de Enfermagem no cuidado com o transtorno mental no Brasil teve início desde a inauguração do hospício de Pedro II, dando início às suas atividades em 1852, no Rio de Janeiro. O processo administrativo do hospital era coordenado por pessoas religiosas e assistido por leigos que eram identificados como enfermeiros (BARBOSA et al., 2016). A enfermagem brasileira, em sua trajetória histórica, dedicou-se à prestação de cuidado ao cliente com transtornos mentais, destacando-se inclusive durante a Reforma Psiquiátrica brasileira, marco de luta e movimentos com intuito de modificações do modelo asilar por um modelo centrado no cliente. A partir de então, o movimento da Reforma Psiquiátrica buscou privilegiar o cuidado voltado para uma conjuntura humanizada, com uma equipe multidisciplinar, afetando, assim, a performance e formação do enfermeiro (ALVES et al., 2017; BARBOSA et al., 2016). Assim, atualmente estão sendo criadas no Brasil políticas que visam à prestação de cuidados especializados, reestruturando os serviços de saúde de modo a usar recursos para restabelecer um processo de adoecimento, tratamento, cura e/ou reabilitação para o cliente que vive e convive com problema mental, colocando-o como o alvo central numa conjuntura de sujeito, familiar e comunidade (NEVES et al., 2017). Desde então, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), passaram a ser a principal serviço estratégico para abordagem de pessoa que vive e convive com alguma doença mental (MOTA; COSTA, 2017). A principal finalidade dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) é proporcionar uma assistência com acolhimento, visando à qualidade de vida do usuário ao proporcionar tanto tratamento clínico como possibilidade de estruturar sua vida na totalidade e reinserir o sujeito no contexto da família e sociedade, ainda buscando de volta seus diretos civis (ALVES et al., 2016). Visto que ainda existe grande necessidade de formação dos profissionais, que estão à frente dos serviços de saúde mental, enfatizando principalmente o profissional de enfermagem, que está diretamente ligado ao processo de tratamento dessas pessoas que procura os CAPS, compreendendo a relevância de cada dimensão que envolve a vida cliente, para que possa presta o cuidado em sua integralidade (MOTA; COSTA, 2017). Esse estudo tem como relevância enfatizar a importância do estágio voluntário extracurricular em Enfermagem no âmbito da saúde mental, com o intuito de auxiliar o processo de desenvolvimento de competências no que tange à formação acadêmica do discente em Enfermagem. OBJETIVOS: Relatar sobre a experiência de estágio voluntário extracurricular de discentes em Enfermagem nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). MÉTODO: Este é um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, cujo objetivo foi discorrer sobre o desenvolvimento de atividades teóricas e práticas realizadas por dois discentes em enfermagem nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) da cidade de Iguatu-CE. O estágio ocorreu no período compreendido entre janeiro de 2018 e março do mesmo ano, e contou com rodízios entre o CAPS infantil, CAPS III e finalizando no CAPS AD, totalizando uma carga horária de 130 horas. O estágio foi autorizado pela Secretaria de Saúde do município, no qual foi solicitado pelos serviços, uma declaração, tanto da nossa instituição de ensino, como também da Escola de Saúde Pública do Iguatu-CE e Secretaria de Saúde do Município de Iguatu, como respaldo de nos resguardar como universitários durante o período do estágio. O estágio foi supervisionado pelos enfermeiros dos serviços, que nos acompanharam em todas as atividades técnicas e teóricas, mostrando todo o funcionamento dos serviços, estrutura física e logística. Ainda apresentaram-nos as questões burocráticas, que ficam por conta do coordenador da unidade, que neste caso citado foi o enfermeiro. A busca online se deu a partir da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), utilizando as bases de dados da Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Literatura Internacional em Ciências da Saúde (MEDLINE) e Base de Dados de Enfermagem (BDENF). Os descritores empregados foram: Saúde Mental, Cuidado e Enfermagem. Para o cruzamento dos descritores, apropriou-se do operador boaleano AND. RESULTADOS/DISCUSSÃO: Enquanto estagiários da graduação em Enfermagem, foi possível observar que, durante o período de vivência nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), a abordagem inicial de atendimento ao cliente intencionam identificar os problemas vigentes para solucioná-los adequadamente. Assim, dá-se primeiramente pela triagem e acolhimento geralmente realizados por um enfermeiro da unidade. O acolhimento foi o primeiro contato direto dos discentes com os usuários do CAPS e, através dele, foi possível observar uma disposição para demonstrar interesse e formar vínculo. Ainda, o acolhimento favoreceu tanto a comunicação verbal como a não verbal, através do olhar direcionado ao usuário, atenção redobrada com as primeiras palavras e no modo de expressão, e até mesmo no silêncio durante o choro. No processo de acolher, pôde-se proporcionar liberdade ao usuário para que se posicione mediante o problema vigente. De princípio, alguns usuários demonstraram resistência para se expressar. Assim, nos primeiros dias de estágio, uma estratégia utilizada pelos voluntários foi não impor a presença deles no andamento do serviço, sendo inicialmente necessário observar a dinâmica de trabalho para depois elaborar a melhor forma de abordar o usuário e criar um vínculo entre este e o estagiário. Com isso, pôde-se notar que a maioria dos usuários chegam no serviço angustiados, estigmatizados e, consequentemente, marginalizados. Assim, sentiam a necessidade de expressar o que estavam sentindo e serem ouvidos, seja durante a realização de atividades grupais (como em rodas de conversa) ou até mesmo nas escutas individuais. A partir disso, observou-se que o vínculo com os clientes cresceu gradativamente, evidenciado pela valorização da presença dos estagiários no serviço. Manifestações de confiança e, principalmente, respeito propagado por eles foram de extrema importância para o crescimento acadêmico e pessoal. Em um dos momentos vivenciado no CAPS III, em que uma das usuárias manifestou ansiedade pelo momento com os alunos, demonstrando interesse e carinho reafirmou o desejo dos discentes em permanecerem ali e se dedicarem ao cuidado em saúde mental. Além disso, os profissionais dos serviços CAPS infantil, CAPS III e CAPS AD nos proporcionaram, durante o estágio, um acolhimento inexplicável, fazendo com que a gente percebesse o grau de relevância que nossa presença tinha para o serviço. Enfatizo, ainda, todo o aprendizado repassado pelos profissionais, que se disponibilizaram para está ali todos os dias ensinando um algo novo para todos nós. Outras atividades oportunizadas pelo estágio se referiram ao atendimento aos clientes a nível ambulatorial, realizando administração de medicamentos injetáveis e orais, que proporcionou aprimoramento de conhecimentos em farmacologia e desenvolvimento de habilidades semiotécnicas. Acrescenta-se a isso, as vivências de trabalho em equipe multidisciplinar quando da realização de visitas domiciliares junto com o médico psiquiatra, a assistente social e a técnica de enfermagem, na busca ativa de usuários que deixaram de procurar o serviço ou mediante uma demanda familiar quando um usuário se encontrava em crise. CONSIDERAÇÕES FINAIS: As vivências possibilitadas por esse estágio extracurricular evidenciou a importância da inserção de acadêmicos de Enfermagem nesses serviços, proporcionando condições para correlacionar o conhecimento teórico adquirido durante a graduação com o componente prático vivenciado durante o estágio. Tal relevância é ressaltada ao se considerar que o estágio específico em saúde mental ainda não é contemplado na grade curricular dos discentes desse relato. Assim, considerou-se como notória e significativa a contribuição dessa experiência para a formação pessoal e acadêmica, por favorecer a construção de uma postura crítica enquanto acadêmicos de enfermagem e futuros enfermeiros sensibilizados com o cuidado em saúde mental.
Palavras-chave: Cuidado,Enfermagem,Saude Mental
Oral
Abrir o trabalhoFATORES CONTRIBUINTES PARA O DESENVOLVIMENTO DA SINDROME DE BURNOUT EM PROFISSIONAIS DA ENFERMAGEM
SARAH LUCENA NUNES; Maiara Bezerra Dantas; Ana Karoline Alves da Silva
INTRODUÇÃO O trabalho tem assumido valor central a vida do homem contemporâneo. Além de gerador de bens, serviço e meio de subsistência, o trabalho é via de aquisição de identidade pessoal e determinante para a qualidade de vida e para a construção de valores culturais, sociais e religiosos (CAMPOS; DAVID; SOUZA, 2014). Contudo, a valorização ao trabalho tem afetado a qualidade de vida por múltiplos fatores. Conforme Organização Internacional do Trabalho (OIT), quando o trabalho se adapta às condições do trabalhador, há favorecimento para sua saúde física e mental, desde que os riscos sejam mantidos sob controle. Entretanto os fatores estressores proporcionam má adaptação e a insatisfação profissional (OIT, 2011 apud SILVA et al. 2015) Vasconcelo e De Martino (2017), ressaltaram o frenético ritmo das transformações organizacionais como influência para o adoecimento do trabalhador. A exposição aos estressores resultam no estresse ocupacional, o que favorece ao aumento da exaustão física e emocional e resulta na baixa realização profissional. A Síndrome de Burnout (SB), também conhecida como Síndrome de Esgotamento Profissional, é decorrente do estresse profissional, vista como doença do trabalho e um problema de Saúde Pública. Caracteriza-se em resposta a fontes crônicas de estresse emocional e interpessoal no trabalho, acomete principalmente os profissionais da saúde, possui caráter multidimensional, sendo caracterizada por exaustão emocional (EE), redução da realização pessoal (RP) no trabalho e despersonalização do outro (FERNANDES; NITSCHET; GODOY, 2018) O estudo justifica-se pelo interesse em ampliar conhecimentos em relação a fatores desencadeantes da doença, visto que em revisão de literatura Oliveira, Lima e Vilela (2017) evidenciaram que cerca de 45,6% dos profissionais de enfermagem tem tendência ao desenvolvimento do Burnout. Os profissionais da Enfermagem vivenciam rotineiramente situações conflituosas, presenciam o nascimento e a morte, diagnósticos e prognósticos, estão expostos a dor e o sofrimento de pacientes e familiares outro. O ambiente de trabalho e as atividades desempenhadas podem ser fontes estressoras. Esse profissional ao decorrer da carreira se torna receptor das informações vivenciadas e a capacidade de enfrentar ou não os problemas de ordem pessoal e profissional pode diminuir a qualidade de vida através do sofrimento psíquico (FERNANDES; NITSCHET; GODOY, 2018). A SB, manifesta-se de forma silenciosa, no entanto ao afetar o bem estar do profissional, prejudica a assistência à saúde, repercutindo diretamente no cuidado prestado. Nessa perspectiva, torna-se pertinente identificar os fatores que associam-se a sua ocorrência com vistas a desenvolver estratégias voltadas a promoção da saúde, prevenção de agravos e qualidade de vida no trabalho. OBJETIVOS Identificar, conforme a literatura científica, fatores que predispõem os profissionais da Enfermagem a desenvolver a Síndrome de Burnout. MÉTODO Trata-se de revisão narrativa da literatura, com abordagem qualitativa. Utilizou-se a seguinte questão norteadora: quais fatores estão relacionados a ocorrência da Síndrome de Burnout entre os profissionais de Enfermagem? A pesquisa foi realizada em mês de abril de 2019 na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) utilizando os Descritores e Ciências da Saúde (DeCS) com a seguinte estratégia de busca: Esgotamento Profissional AND Enfermeiros e Enfermeiras AND NOT Estudantes. Foram identificados 1.256 artigos. Aplicou-se os seguintes filtros: texto disponível (obtendo 493 artigos); recorte temporal entre os anos de 2014 a 2018 (248); português (23). Em seguida, foi realizada a leitura dos títulos e resumos dessas das produções utilizando como critério de inclusão estudos com adequação à temática pesquisada que respondessem ao objetivo do estudo. Foram excluídos artigos não disponível para download gratuito, revisões de literatura, repetidos ou duplicados. Ao final, o processo resultou em sete artigos para a leitura na íntegra e construção do estudo bibliográfico. Os dados foram organizados em categorias temáticas, analisados de forma interpretativa após leitura na íntegra, sendo discutidos com a literatura científica pertinente à temática. RESULTADOS/DISCUSSÕES No estudo de Campos, David e Souza (2014) avaliou-se a Síndrome de Burnout em profissionais da UTI sendo evidenciados como fatores de prazer no trabalho a motivação, boa interação com a equipe e boas condições de trabalho. Como fatores negativos e influentes nas doenças ocupacionais, salientou-se o estresse e esgotamento profissional. Acresce-se como fatores relacionados a Síndrome de Burnout a exaustão emocional, a despersonalização e a falta de interação no trabalho (CARLOTTO; PALAZZO, 2006). Diante da estatística de enfermeiros com Síndrome Burnout em um estudo com 91 enfermeiros, onde 15,29% foi diagnosticado, notou-se a associação da depressão com o desenvolvimento da Síndrome, com influência negativa pelas variáveis de idade elevada, trabalhar no turno da noite, bem como número de pacientes atendidos diariamente e a renda, essa estando proporcionalmente relacionada (VASCONCELOS; MARTINO; FRANÇA, 2018). Em seus preditores demográficos, Vasconcelos e De Martino (2017), destacaram a não prática de atividade física, maior ocorrência em mulheres, em relação à carga horária quanto mais extensa, maior os riscos, duplicidade de emprego e duração de férias reduzidas. Silva et al. (2015) realizaram estudo com 130 enfermeiros constatando elevados índices de esgotamento emocional e despersonificação, e prevalência de suspeição para SB expressiva, 55,3%, aos profissionais da Enfermagem intensivista o que revelou influência da organização e da natureza do trabalho nesses resultados, tendo em vista a criticidade do setor. Esses elevados índices indicaram uma deterioração da qualidade de saúde e de vida, ao desgaste emocional e à sensação de falta de energia, mostrando associação inversa com desempenho no trabalho. Nessa dimensão uma estratégia de enfrentamento surge posteriormente aos sentimentos de esgotamento emocional e baixa realização pessoal. Utilizando-se mecanismos, o trabalhador pode se distanciar de si mesmo psicologicamente, tornando-se frio e cínico, de modo a tratar os clientes e colegas como objetos e merecedores dos problemas que possuem afetando assim a pratica clínica (SILVA et al. 2015) Fernandes, Nitsche e Godoy (2018) apresentaram que a maioria dos profissionais de Enfermagem da UTI adulto foi classificada com alto padrão de EE, 19% dos Enfermeiros manifestaram a doença. Prevalentemente os que desenvolveram a SB eram do sexo feminino, casados e adultos jovens. Os profissionais jovens são mais propensos a desenvolver a SB, em virtude da inexperiência não adaptação às condições de trabalho e das organizações, resultando má qualidade do cuidado Sá e colaboradoes (2014) evidenciaram que majoritariamente a equipe de Enfermagem é composta por mulheres, fato que corresponde ao precedente histórico da profissão. Verificou que a maioria possui outro vínculo empregatício, o que significa que esses indivíduos podem estar trabalhando 80 horas por semana. Essa jornada de trabalho excessiva tem impacto no tipo de assistência prestada e também contribui para o desenvolvimento da Síndrome de Burnout. Evidenciou-se insatisfação em relação ao ambiente de físico trabalho, e oportunidades de crescimento, os resultados demonstram que quanto menor é a satisfação em relação a essas questões maior é o desenvolvimento de exaustão emocional. Moreno et al. (2018) retrataram a perspectiva de Enfermeiros nefrologistas, evidenciando que estes convivem com fatores potencializadores de estresse. A sobrecarga dos plantões, carga horaria extensa, falta de recursos, desânimo, o esgotamento e a pouca vitalidade ao final da jornada de trabalho, demanda de profissionais reduzida. Ressalta a afalta de reconhecimento e remunerações escassas, ausência de planos de cargos culminando em uma desvalorização da categoria provocam insatisfação, as enfermeiras ainda relataram que, por vezes, são obrigadas a assumir tarefas e funções que não são de sua responsabilidade. Moreno et al. (2018) também retrataram que dependendo dia os profissionais poderiam apresentar um sentimento melhor em relação ao ambiente. Nos centros de hemodiálise, frequentemente ocorrem intercorrências durante o procedimento, pacientes fragilizados emocionalmente, entre outras dificuldades, assim, sofrem com o medo e a incerteza em não conseguirem suprir as necessidades dos paciente, assumindo elevados níveis de desgaste físico e emocional. CONSIDERAÇÕES FINAIS Com base na literatura analisada as experiências e relações vivenciadas no ambiente de trabalho afetam a vida da equipe de Enfermagem. Fatores organizacionais, pessoais, relacionados à dinâmica e setor de trabalho predispõem a insatisfação profissional, fragilidade emocional, e então o desenvolvimento da Síndrome de Burnout. Logo, identificar fatores de risco que repercutem no desenvolvimento dessa doença torna-se indispensável para intervir de forma precoce, com vistas a garantir a saúde do trabalhador, melhor desempenho profissional e a qualidade da assistência ofertada. É preciso que os gestores de saúde repensem sobre a situação organizacional atual e elaborem medidas pautadas na saúde do trabalhador e qualidade de vida no trabalho. Reorganizar o trabalho dos profissionais de enfermagem de modo que estes se sintam valorizados por suas atribuições, propondo jornadas de trabalhos adequadas e a redução dos demais fatores estressores. Aponta-se como limitações do estudo: recorte temporal, idioma e a restrição a uma única biblioteca de dados.
Palavras-chave: Enfermeiros e Enfermeiras,Esgotamento Profissional,Atenção à saúde
Oral
Abrir o trabalhoIDEAÇÃO SUICIDA EM PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM NO ATUAL CONTEXTO DE SOBRECARGA DE FUNÇÕES
OLÍVIA DE ALMEIDA DUARTE; RAFAEL DA SILVA PEREIRA; JOAB GOMES DA SILVA SOUSA; ANNE ALICE LUCENA ALVES; SIMONY DE FREITAS LAVOR
A OMS compreende como suicídio o ato de matar-se deliberadamente, causando dessa forma um conjunto de fatores ambientais, psicológicos, culturais e sociais que levam ao pensar suicida e idealizar a condição de suicida, abrangendo o núcleo familar e relações socias abaladas por tal ato, salienta-se ainda a depressão como um adjunto da ideação suicida, as variações de humor e comportamento a monotonia que podem desencadear o desencorajamento do viver (SILVA et al., 2015) A correlação da depressão com a ideação suicida remete ao pessimismo, indisposição, afeta a autoestima, a sua relação com o mundo exterior, a afetividade, a atenção e concentração ficam prejudicadas devido a confusão de pensamentos e a falta de foco nos compromissos, e de sentimentos quanto aos acontecimentos ao seu redor (BARBOSA et al., 2012). O bem estar geral de um ser pode ser relacionado aos êxitos na vida, todavia que o sucesso profissional e pessoal esta intimamente ligado a qualidade de vida desse ser, uma vez que o trabalho não oferece um suporte de material, demanda de funcionários e condições salariais adequadas o individuo tende a se sentir desmotivado, levando a uma confusão mental, estresse e incapacidade de sentir realizado e valorizado (GOUVEIA et al., 2017). O desgaste físico e mental dos profissionais enfermeiros esta culminando a altos índices de pensamentos suicidas ou mesmo a realização do suicidio. O convivio constante com doenças e mazelas, o baixo estimulo financeiro, a sobrecarga de funções, tendo em vista que a enfermagem desempenha um trabalho holistico das situações estruturais e ativas de um setor, a preocupação com a clientela e a escassez de recursos é inerente aos casos de suicídio, uma vez que o processo de bem estar fisico e psiquico é negado aos profissionais enfermeiros na prerrogativa de que a enfermagem está para o cuidado e não para ser cuidada (BARBOSA et al., 2012). Partindo desse contexto, destaca-se a importancia de estudos voltados ao cuidado dos profissionais enfermeiros, suas ângustias e seus medos, a compreensão do pensar suicída e o seu inicio, logo visto que quanto mais cedo identificado o problema mais cedo é encontrada a solução.OBJETIVOS: Identificar a partir da literatura a procedência de suicídio em profissionais de enfermagem e os seus prognósticos que os levaram a tal ato. Quais os por quê, que levam e levaram a profissionais de enfermagem cometerem ou tentarem suicidio? MÉTODO: O presente estudo trata-se de uma Revisão Narrativa da Literatura, de caráter descritivo com abordagem qualitativa. Inicialmente traçou-se a seguinte questão norteadora: Qual a motivação que levou os profissionais enfermeiros para a ideação suicída. A partir dessa inquietação se iniciou a busca por resultados. A consulta online se deu, a partir do banco de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), com as bases de dados: LILACS e MEDLINE . A pesquisa foi realizada no período de março e abril de 2019. Na busca aos artigos, foram empregados os descritores padronizados pelos Descritores em Ciências da Saúde (DEC’s): Depressão, Enfermagem, Profissional e Suicidio que foram cruzados com o operador booleano And. Ao se iniciar a pesquisa, foram encontrados 1069 resultados, dos quais estavam disponíveis 130 nas referidas bases de dados. Iniciou-se assim o processo de seleção dos agrupamentos, os quais foram analisados pelos seguintes critérios de inclusão: disponíveis na íntegra; idioma português e inglês; documento do tipo artigo, publicados nos anos de 2012 a 2017, obtendo 81 resultados. Como critérios de exclusão: duplicatas, artigos que não contemplassem a temática proposta e não estivessem disponíveis gratuitamente, obtendo 6 artigos que foram utilizados como base. RESULTADOS/DISCUSSÕES: A crescente taxa de enfermeiros em condições de sobrecarga no trabalho é evidente, plantões exaustivos, competição entre profissionais, baixa remuneração e desvalorização pode levar a desasjustes fisíco e psiquico ocasionando sofrimento ao profissional e patologias fisicas e transtornos mentais (DONATO et al., 2015). Tratando do processo saúde, o profissional enfermeiro é instruido ao cuidado, a busca por o conforto do seu paciente, a sempre estar atento ao seu setor e agir de forma sensata e objetiva, contudo, o enfermeiro é deixado de lado quanto ao seu proprio ensinamento, a rotina os deixa automaticos para se concentrar apenas em seus clientes, mas não em seu colega de profissão que necessita de alguém para ouvi-lo ou até em si mesmo (OLIVEIRA et al., 2017). O acúmulo de funções e responsablidades do enfermeiro gera uma cascata de pensamentos sobre o trabalho que exige tempo e dedicação, sobre a familia que em muitos casos está na ausência de um pai ou mãe, sobre o cuidado com si proprio no reflexo de sua aparência, até mesmo de sua saúde que vai adiando uma dor ou sintoma. A negligência do hospital quanto a percepção dos seus funcionários com o meio de trabalho que eles oferecem, o desconforto e superlotação de setores é um fator que desmotiva o profissinal enfermeiro, o pensamento sobre a solução e não conseguir vislumbrar se torna frustante (REISDORFER et al., 2015). CONSIDERAÇÕES FINAIS: O ambiente no qual o enfermeiro está inscerido, no atual contexto da nossa sociedade é sim um agravante para pensamentos suicidas, a desvalorização do profissional enfermeiro, as suas muitas tarefas tange para o estresse, desgate psicológico e fisico, o que desmotiva para a vida. É preciso um novo olhar sobre a enfermagem voltada a sua saúde mental, voltada aos sentimentos do profissional enfermeiro que nada mais é do que um ser humano, devemos resaltar que todo mundo precisa de apoio, precisa ser ouvida e respeitada. É preciso um grande trabalho voltado para equipe multiprofissional. A relevância deste trabalho se dá pela sensibilização de nossos profissionais que estão cada mais entregues as mazelas de suas proprias angustias, por isso é de suma importancia estudos voltados para a pesquisa e acompanhamento desses profissionais que fazem do cuidar uma arte.
Palavras-chave: depressão, enfermagem,profissional,suicídio
Oral
Abrir o trabalhoINFLUÊNCIA RELIGIOSA E ESPIRITUAL NO PROCESSO DE ADOECIMENTO, TRATAMENTO E CURA DO CLIENTE MENTAL
JOAB GOMES DA SILVA SOUSA; MARIA JANAINA DO Ó VIEIRA; MOISÉS SEBASTIÃO ALVES DA SILVA; OLIVIA DE ALMEIDA DUARTE; RAFAEL DA SILVA PEREIRA
INTRODUÇÃO A religiosidade e a espiritualidade ocupam um papel de grande significância em uma conjuntura presente desde os primórdios da sociedade, de diferentes formas e culturas. Todavia, com maior intensidade sobre a vida do cliente mental que, desde a idade média até os dias atuais, carrega um estigma acerca da influência da religião e espiritualidade (CORRÊA et al., 2017). A Saúde Mental conduz a um estado em que o indivíduo aufere manter-se em equilíbrio consigo e com todas as pessoas que fazem parte de seu ciclo e sociedade, apesar dos obstáculos enfrentados no cotidiano. Entretanto, quando foge desse rótulo, pode ser caracterizada como alguma doença mental (SALIMENA et al., 2016). Nesse contexto, a relevância da ligação entre espiritualidade, religião e saúde mental, só começa a ganhar destaque a partir do final da década de 1980, quando a organização mundial de saúde (OMS), integrando o aspecto espiritual no quesito multidimensional de saúde, inclui todo tipo de prática religiosa que influencie no processo de saúde e doença (ALVES; ASSIS, 2015). Estudos mostram que a espiritualidade, a religião e suas manifestações como forma de expressão, historicamente, estiveram relacionadas a atitudes negativas que comprometiam a evolução do prognóstico do cliente e influenciavam no aumento de sintomas. Hoje, são vertentes que estão diretamente relacionadas ao processo de adoecimento, tratamento e cura do cliente (REINALDO; SANTOS, 2016). Por um longo tempo, o tratamento do cliente mental no Brasil era relacionado apenas a hospitais psiquiátricos. Com a reforma psiquiátrica, muda a forma de tratamento, que passa a ser cuidado integral, com o principal intuito de reinseri-lo de volta à sociedade assim, entendemos que o cliente não só possui um transtorno mental, mas também é um ser humano que tem toda uma história, que é o amor de alguém e que está vivendo num estado de sofrimento. Portanto, podemos relacionar religião e espiritualidade, que andam juntas no processo de adoecimento, tratamento e cura desse indivíduo (STROPPA et al., 2018). Desse modo, é de suma relevância, enfatizar a realização de estudos que ressaltem a extrema influência da religião e espiritualidade no auxílio ao cuidado de pessoas que vivem ou convivem com algum problema de saúde mental, como forma de fornecer embasamento científico aos profissionais que atuam no cuidado direto. OBJETIVOS Compreender, através da literatura, as influências e a dimensão espiritual e religiosa no processo de adoecimento, tratramento e cura do cliente que vive e convive com algum problema de saúde mental. MÉTODO Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de caráter descritivo e abordagem qualitativa. O período de desenvolvimento para a construção da pesquisa ocorreu entre os meses de março e abril de 2019. A busca online se deu a partir da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), utilizando as bases de dados: Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Literatura Internacional em Ciências da Saúde (MEDLINE) e Base de Dados de Enfermagem (BDENF). Os descritores empregados foram: Saúde Mental, Espiritualidade e Religião, cadastrados nos Descritores em Ciêsncias da Saúde, DECs, utilizando ainda o operador booleano AND para cruzamento dos três termos na plataforma online. A princípio, foram empregados os descritores supraditos, obtendo 967 resultados, no entanto, estavam dispostos como disponíveis neste banco apenas 602 documentos. Subsequentemente iniciou-se o processo de filtragem, usando para critérios de inclusão: disposto gratuitamente (345), idioma português (34) e inglês (87), publicados entre os anos de 2013 a 2019 (43), e documentos do tipo artigo (31). Para os critérios de exclusão: artigos repetidos (28) e sem aproximação com a temática proposta (18). Ao final restaram 8 artigos, que foram lidos integralmente e utilizados como subsídio para o referencial cientifico da referida pesquisa. RESULTADOS/DISCUSSÃO A grande influência da religião e espiritualidade produzem efeitos positivos e negativos que estão associados ao processo de adoecimento, recuperação e cura do cliente mental. Apresentam-se, ainda, circunstâncias que sugerem positividade da religião sobre o tratamento do cliente mental, devido ao elo criado entre ele e suas divindades religiosas, fazendo-o aceitar e progredir em sua terapia, de modo geral, provocando um avanço significativo e potencial no tratamento e na melhor qualidade de vida do ciente (NETO et al., 2018). Há uma grande relação entre o cliente mental e as lideranças religiosas, observado que é de extrema importância à conduta de um líder religioso acerca do processo de adoecimento do fiel, pois antes de procurar o serviço de saúde, o cliente tem, primeiramente, um contado com suas lideranças. A partir desse contato, envolvendo cultos de fé, correntes de orações, trabalhos espirituais e rituais, consequentemente aconselhando, ou não, o fiel a procurar os serviços de saúde para auxiliar no tratamento de seu problema de saúde (REINALDO; SANTOS, 2016). A religião e a espiritualidade desempenham um papel fundamental em relação aos determinantes sociais de saúde, que estão diretamente relacionados ao processo de adoecimento, tratamento e cura do cliente mental, podendo ser entendida como uma forma de zelo pelo seu determinado sagrado, assim, afetando de maneira positiva ou negativa (YUNTA, 2018). Estudos evidenciam que a religião, com suas doutrinações, pode afetar, ainda, de uma forma negativa a vida do cliente, quando, em nome de suas crenças espirituais e religiosas, impõem a negação ao tratamento de seu determinado problema mental, alegando que o estado de saúde, como transtorno mental ou tentativa de suicídio, está correlacionado a alguma entidade do mau, gerando sofrimento e constrangimento, ou ainda outros sintomas que agravam o estado de saúde do cliente (REINALDO; SANTOS, 2016). No entanto, se faz necessário compreender esses conceitos, e, sobretudo respeitar a relevância que os cultos e rituais oferecidos a determinado sagrado, são inerentes à essência e à raiz do indivíduo. Todavia estão diretamente interligados ao processo de adoecimento, tratamento e também de cura (YUNTA, 2019). CONSIDERAÇÕES FINAIS Contudo, há uma grande carência em entender as vivências religiosas e espirituais do cliente com necessidades de saúde mental, no que tange à falta de conhecimento dos profissionais que estão à frente dos serviços de saúde mental. Assim, compreender a relevância desse processo que envolve espiritualidade, religião e o próprio cliente mental, enfatiza a extrema dimensão de suas crenças, rituais e cultos, sobretudo, respeitando a ideia de que o sagrado é diferente, mas o cuidado deve ser na mesma proporção em sua integralidade (LEITE; SEMINOTTI, 2013).
Palavras-chave: Espiritualidade,Religião ,Saúde Mental
Oral
Abrir o trabalhoO ESTRESSE ENQUANTO FATOR PREDISPONENTE PARA DOENÇAS PSICOSSOMÁTICAS EM PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM
KADSON ARAUJO DA SILVA; Tiago Ribeiro dos Santos; Anna Karen Lucas Cavalcante; Agna Teixeira Braga
INTRODUÇÃO Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), doenças psicossomáticas são causadas pela instabilidade emocional de um indivíduo, configurando-se em alterações significantes no corpo humano, que se diferenciam das doenças somáticas, tendo em vista que estas não possuem alterações no organismo. A mente e o corpo formam um sistema único e muitos mecanismos inconscientes estão presentes nesta ligação, cujo desequilíbrio nesse conjunto acarreta um acúmulo de fatores que poderão desajustar o estado físico-mental, causando cefaleia, ansiedade, tristeza, dores musculares, dentre outros. (SILVA et al., 2015). A somatória de tais sinais e sintomas ligados às alterações de funcionamento sem origem conhecida, resultam do agrupamento de vários aspectos que interferem no equilíbrio emocional. Esse desequilíbrio surge quando as exigências do meio de trabalho ultrapassam a capacidade de adaptação do profissional, ocasionando a existência de sentimentos amplos de inutilidade e indignação, favorecendo a sensação de adoecimento intelectual, que consequentemente afeta positivamente o comportamento produtivo (BARBARO et al., 2014). Dessa forma, os transtornos mentais comuns como a depressão, ansiedade e estresse são os de maior prevalência na realidade da enfermagem, podendo ser duradouros, transitórios ou recorrentes que se relacionam a sua ocupação profissional e social. Outras condições psicológicas podem estar ligadas aos transtornos mentais graves, que se configuram do estresse, da ansiedade e do estado depressivo do profissional. Neste contexto o profissional de enfermagem em suas diversas áreas de atuação, torna-se uma figura propensa a desencadear doenças psicossomáticas, uma vez que o estresse está presente em seu excesso de responsabilidade e carga horária de trabalho (SUAZO et al., 2014). A relevância desse estudo está pautada na detecção e caracterização do estresse como o principal fator que afeta as condições psicológicas do profissional de enfermagem nas suas diversas áreas de atuação, e elencam os mais conhecidos sinais e sintomas que configuram os transtornos mentais psicossomáticos, trazendo informações acerca de um assunto pouco abordado e trabalhado para fins de prevenção e acometimento. Diante desse cenário é notório a necessidade de disseminar informações sobre a temática a fim de proporcionar conhecimentos que servirão de fomentação para um olhar mais cuidadoso dos profissionais de saúde, em foco a enfermagem. OBJETIVO Identificar por meio da literatura como o estresse enquanto fator predisponente acomete profissionais de enfermagem à doenças psicossomáticas. MÉTODO Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com abordagem qualitativa, de caráter descritivo, realizada no mês de março de 2019. O estudo foi realizado utilizando o banco de dados da Biblioteca Virtual em saúde (BVS), com os seguintes descritores: doenças, enfermeiro e transtornos psicossomáticos, com uso do operador bolleano AND, através das bases de dados MEDLINE e BDENF, resultando em 111 artigos disponíveis, dos quais foram utilizados como critérios de inclusão: idioma português; corte temporal dos últimos cinco anos. Em contrapartida, foram aplicados os seguintes critérios de exclusão: artigos repetidos e que não contemplavam a temática, resultando, portanto, em sete publicações para leitura na integra e construção do estudo. RESULTADOS E DISCUSSÕES O trabalho constitui um dos fatores mais importantes na formação da identidade e pode ser um fator de estresse emocional, principalmente entre os profissionais da área da saúde em geral. A cobrança pela maior produtividade, redução do tempo para realização das atividades e aumento da complexidade das tarefas, pode resultar em tensão, fadiga e esgotamento profissional, caracterizando-se como fatores responsáveis por situações de estresse (VASCONCELOS, 2015). O profissional de enfermagem está inserido em um ambiente de trabalho que apresenta condições propícias para o desenvolvimento de transtornos mentais, o que pode interferir no seu desenvolvimento pessoal e profissional, cujo principal fator está relacionado ao estresse, devido à excessiva demanda de pacientes, de trabalho e de exigências uma vez que podem interferir na qualidade de vida e na sua função profissional (PEREIRA NETO et al., 2015). Assim, como a enfermagem presta assistência direta a pacientes e familiares, acaba sendo uma das equipes mais afetadas em seu processo de trabalho pelo estresse, dessa forma, as sobrecargas emocionais estão presentes no dia-a-dia do profissional, interligadas ao ambiente, relações interpessoais, autonomia, grau de exigência e responsabilidade, podendo levar a alterações fisiológicas, emocionais e comportamentais que favorecem a diminuição da saúde e do bem estar físico-mental (OLIVEIRA et al., 2013). Siqueira e David 2013, destacam que os principais sintomas físicos identificados no ambiente de trabalho são os distúrbios osteomusculares, síndrome da fadiga e desgaste físico. Já os relacionados aos aspectos psicológicos, apresentam depressão, tristeza, raiva, hipersensibilidade emotiva e insônia, onde podem propiciar o desenvolvimento da depressão, interferindo na vida interpessoal e produtiva no trabalho. Vale destacar ainda que o desgaste físico – emocional causado pelo estresse pode levar ao desenvolvimento da síndrome de Burnout, que descreve uma situação de estresse crônico que acometem profissionais que realizam atividades com um grande número de pessoas, exaustivas e com grau elevado de responsabilidade. Com o objetivo de gerar uma renda salarial satisfatória, os profissionais enfermeiros buscam promover diversos vínculos empregatícios, gerando uma jornada de trabalho quase interminável. Essa demanda contínua promove o acúmulo à exposição de riscos, como os já mencionados, além de rotinas em trabalhos noturnos como os plantões, que por sua vez, não proporcionam um tempo de descanso efetivo e de modo correto para um bom desempenho funcional. O excesso da carga horária no desempenho profissional, pode ser o ponto chave para o acometimento das disfunções mentais, uma vez que o enfermeiro realiza múltiplas tarefas no seu cotidiano, como: coordenar toda a equipe, envolver – se no tratamento, promoção e prevenção de doenças, diagnósticos e vivenciando a falta de recursos para a assistência (SIQUEIRA et al., 2016). CONSIDERAÇÕES FINAIS Portanto, o estresse é um fator presente na rotina de trabalho de muitos profissionais de enfermagem, e diante disso, é necessário que se busque medidas que favoreçam a diminuição das condições de estresse no seu âmbito de atuação, incluindo estratégias que minimizem o desgaste físico e emocional, como forma de prevenção de possíveis disfunções mentais entre os profissionais dessa classe. É importante que o enfermeiro reconheça a importância e atue enquanto protagonista na promoção da sua qualidade de vida para um bom desenvolvimento do seu trabalho, diante disso é primordial o seu papel para o reconhecimento de gatilhos que possam causar o desequilíbrio de seu estado psicoemocional. Logo, pode-se utilizar de medidas como: exercícios relaxantes, padrão de sono e descanso adequados, e a melhora do trabalho em equipe, favorecendo um relacionamento interpessoal satisfatório e um ambiente de trabalho harmônico. Percebe-se, então, que é preciso abranger a discussão sobre a temática para a construção de estratégias plausíveis que favoreçam o bem-estar físico e sobretudo mental dos profissionais de enfermagem.
Palavras-chave: Doenças,Enfermeiro,Transtornos Psicossomáticos
Oral
Abrir o trabalhoPRÁTICAS DO ENFERMEIRO NO CUIDADO EM SAÚDE MENTAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA
ROGER RODRIGUES DA SILVA; Joab Gomes da Silva Sousa; Anna Polianna Batista Ferrerira Marques; José Adelmo da Silva Filho; Joãoney Soares Chaves de Lavor
INTRODUÇÃO: A evolução da saúde mental envolve mudanças nas condições culturais e históricas em que os modelos tradicionais psiquiátricos, centralizados na doença, tem sido substituído por um modelo voltado a promoção da saúde, reformulação de práticas e reorganização dos serviços. A atenção à saúde mental na Atenção Primária à Saúde (APS) é realizada visando romper os saberes e as práticas tradicionais da psiquiatria, possibilitando aos profissionais que estão envolvidos neste cuidado uma abrangência nas suas práticas, na busca de habilidades no trabalho em saúde mental, estando aptos a reconhecer o sofrimento do paciente e preparados cientificamente para tratar e diagnosticar os casos, acolhendo e apoiando o paciente e a família em todas as suas necessidades. OBJETIVO: Identificar as práticas do enfermeiro no cuidado em saúde mental na Estratégia Saúde da Família (ESF). MÉTODO: Trata-se de uma pesquisa exploratória de abordagem qualitativa, realizada em campo no período de março a abril de 2017, cujo lócus foi o Município de Iguatu-Ceará. A amostra contou com a participação de dez enfermeiros atuantes nas Estratégias Saúde da Família do referido município. Aplicou-se uma entrevista semiestruturada para obtenção dos dados que foram analisados pelos pressupostos da técnica de análise temática de Minayo. Quanto aos aspectos legais da pesquisa, o estudo seguiu a Resolução N° 466, de 12 de dezembro de 2012, do Conselho Nacional de Saúde, a qual aborda pesquisas que envolvem seres humanos, obtendo o parecer favorável de nº 2.314.817, emitido pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Regional do Cariri (URCA). RESULTADOS/DISCUSSÕES: Os pacientes com transtornos psíquicos quando atendidos na Estratégia Saúde da Família tem o cuidado pautado na medicalização e fragmentação do sujeito, com uma série de obstáculos para um processo de mudança da assistência, tornando difíceis as práticas reabilitatórias, conduzindo cada vez mais o médico como centro do cuidado e valorizando a assistência especializada. As ações a este público são limitadas e faltam ações de promoção e prevenção, visto que a Atenção Primaria à Saúde enfatiza essa assistência. Verificou-se que há necessidade de ações de cuidado e ausência de ações características para esses usuários, ou ainda, diante das queixas apresentadas pelo paciente as ações passam a ser fundamentadas na conversa, orientações e o encaminhamento para outro serviço. Assim, a atenção a esses casos fica subordinada a atenção médica ou especializada, como o caso dos CAPS. No tocante as ações realizadas no serviço, é apontado, mesmo que poucas vezes, o acolhimento, a escuta qualificada e a preocupação com o retorno do usuário à unidade. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Foi perceptível que muitas ações são destinadas ao referenciamento dos pacientes para os serviços especializados e que nem sempre há uma continuidade do cuidado na ESF, deixando de lado a consolidação da assistência dentro da APS, em virtude da não contrarreferência.
Palavras-chave: Saúde Mental,Enfermagem,Estratégia Saúde da Família
Oral
Abrir o trabalhoSAÚDE MENTAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: DIFICULDADES DA ENFERMAGEM
JULIANA FERREIRA CARLOS; RAFAEL DA SILVA PEREIRA; ALINE DO NASCIMENTO PINHEIRO; JOAB GOMES DA SILVA SOUSA; JOSÉ ADELMO DA SILVA FILHO
INTRODUÇÃO: A partir da Reforma Psiquiátrica Brasileira, que teve início na década de 1970, o país vem lutando por mudanças no modo de cuidar e de olhar o indivíduo em sofrimento psíquico. Os avanços proporcionados pelo impulso da reforma psiquiátrica, como a criação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e a busca pela extinção dos manicômios, reorientam o cuidado dentro do Sistema Único de Saúde (SILVA et al., 2017). Com o intuito de estabelecer a integralidade e atender ao requisito da territorialidade do cuidado, como preconizado pelo SUS, ressalta-se o papel dos serviços de Atenção Primária à Saúde para efetuação dos princípios essenciais para a inclusão social, que faz parte da Reforma Psiquiátrica. A Estratégia Saúde da Família, como equipamento dentro da Atenção Primária à Saúde, se estabelece como porta prioritária de entrada dos usuários no sistema de saúde, dessa forma, a criação de vínculo e a responsabilidade com os usuários são compromissos essenciais das equipes de saúde (OLIVEIRA et al., 2017). Os profissionais da área de saúde que operam na ESF, são os que possuem um maior vínculo com as famílias de sua área de abrangência, dessa forma a ESF apresenta-se como importante ferramenta para a promoção da saúde mental e outros problemas de saúde pública que estão cada vez mais agravantes. Consequentemente, a Estratégia Saúde da Família (ESF), incorporada na própria comunidade, é preparada para o desenvolvimento de ações de saúde voltadas para as necessidades da população abrangida, pois vivencia e conhece essa realidade enfrentada diariamente (SILVA et al., 2016). É a partir da ESF que é possível conhecer, interferir e enfrentar os problemas que uma comunidade apresenta. Sua funcionalidade apropria-se de diversos programas sociais e institucionais, visando intervir nas situações que ultrapassam a competência do setor saúde, devido consequências sérias sobre a saúde e as vidas dos indivíduos, famílias e da população em geral que possa ocorrer (OLIVEIRA et al., 2017). Diante disso, a ESF possui um papel de suma importância na atenção da saúde mental da população. A ESF adota uma visão mais ampla da saúde, dessa forma, as percepções dos determinantes do processo saúde-doença ficam mais evidenciadas. Devido a isso, a junção entre os saberes técnicos, conhecimentos empíricos e a movimentação de recursos comunitários e institucionais são fundamentais para combater os possíveis problemas de saúde (ESLABÃO et al., 2017). O trabalho desenvolvido pela ESF direcionado aos indivíduos com transtornos mentais tem como o ambiente de cuidado alguns espaços de vida, como a rua, as instituições da comunidade, o Centro de Atenção Psicossocial, e o próprio território em que o indivíduo está inserido. Nestes ambientes, a necessidade principal é restabelecer maneiras de aproximação, de convívio e de vínculo através da junção entre os profissionais, usuários, serviços e a comunidade. Com isso, as intervenções de cuidados requerem a participação de diferentes atores, tendo como objetivo o cuidado centrado no usuário, nas suas demandas de saúde, suas relações interpessoais e em outros aspectos da vida (SANTOS; NÓBREGA, 2017). OBJETIVO : Identificar o panorama das dificuldades enfrentadas na Estratégia Saúde da Família concernente ao cuidado de enfermagem na saúde mental. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura com análise descritiva. A busca online foi estabelecida por meio do Portal da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), nas bases de dados LILACS (Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), BDENF (Base de Dados de Enfermagem). Para tanto, utilizaram-se os seguintes descritores: “Saúde Mental”, “Estratégia Saúde da Família” e “Enfermagem”, combinadas através do operador booleano AND na busca avançada, que resultou em 79 documentos. Depois de aplicados os critérios de inclusão: artigos completos, disponíveis gratuitamente, relacionados à temática, com período de publicação nos últimos 4 anos, no idioma português, e exclusão: artigos duplicados, resultou assim em uma amostra de 10 artigos, que após explorados, analisados e interpretados através da leitura na íntegra, resultou-se em uma amostra final de 08 artigos para construção do estudo. RESULTADOS/DISCUSSÕES: A Estratégia Saúde da Família abarca uma demanda exorbitante de usuários, acarretando muitas vezes em um déficit na qualidade do atendimento prestado, particularmente quando envolve uma população que é negligenciada pelos profissionais de saúde e comunidade, como os usuários com transtornos mentais (SILVA et al., 2015). Os profissionais da ESF apresentam dificuldade quanto ao acolhimento que deve ser proporcionado ao indivíduo com transtorno mental, gerando assim o repasso imediato desses usuários da ESF para um serviço especializado como a RAPS, muitas vezes, sem necessidade (SANTOS; NÓBREGA, 2017). Dentro da assistência à saúde na ESF, nota-se que não há um planejamento adequado para a inclusão da demanda desses usuários com tais transtornos. Outro aspecto é a carência de profissionais com uma qualificação satisfatória e a falta de experiência dos mesmos para lidar com determinadas situações que envolvem um treinamento especifico, gerando assim uma deficiência do atendimento prestado (BARROS et al., 2015). Essas adversidades concernentes ao cuidado fazem parte da ineficiência da atuação dos profissionais dentro da atenção psicossocial. Tal atuação deve ser embasada nos princípios da Reforma Psiquiátrica Brasileira. Os profissionais devem ter capacitação para desenvolver ações nos diversos campos de atuação em que a saúde mental se encontra presente (SILVA et al., 2017). A assistência em saúde mental dentro da ESF tem como principal objetivo o acolhimento e a criação de vínculo com os portadores de transtornos mentais e seus familiares, pois facilita no suporte que é fornecido pela a ESF que utilizam essas ferramentas como intervenção. É ideal que essa assistência ocorra de maneira humanizada, sempre priorizando a escuta qualificada e a relação profissional/paciente, gerando conforto, aproximação e um comprometimento entre ambos (MERCES et al., 2015). Diante dos pressupostos acima, evidencia-se que existem diversos desafios a serem enfrentados dentro da ESF as pessoas com transtornos mentais, mas isso vem mudando ao logo do tempo, o atendimento em saúde mental vem conquistando seu espaço dentro da APS, implicando assim, numa maior visibilidade dessa temática tão relevante nos dias atuais. CONSIDERAÇÕES FINAIS: É importante qualificar a gestão do cuidado e saúde das equipes que compõem as ESF, instigando-os a buscar conhecimento sobre as áreas de atuação, a fim de que possam construir novos e diversificados arranjos que assegurem acesso e cuidado contínuo em saúde mental em todo território de abrangência da equipe. Ressalta-se o papel do enfermeiro da ESF como fortalecedor estratégico dentro da atenção primária. Tais estratégias possibilitam ampliar o acesso às ações da saúde mental oferecidas à população em busca da integralidade da assistência.
Palavras-chave: Enfermagem,Estrátegia Saúde da Família,Saúde Mental
Oral
Abrir o trabalhoVISITA TÉCNICA AOS CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL E RESIDÊNCIA TERAPÊUTICA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA.
YANCA CAROLINA DA SILVA SANTOS ; HANYKELLE ALEXANDRE DE SOUZA; MARIA NELIANE SARAIVA RABELO; MORGANA VANESSA DA SILVA SANTOS
INTRODUÇÃO Como visto em sala de aula, o modo de tratar os transtornos mentais passou por diversas transformações, se antes o cuidado era de forma única e excludente prestadas por hospitais psiquiátricos, na atualidade o cuidado é ofertado através de uma rede de serviço, tendo como ponto organizado o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Os CAPS são divididos em categorias, o tipo I, II, III conforme a população do município. Ainda conta com outros específicos, o Capsi no qual presta cuidados a crianças e adolescentes e o CAPSad onde seus cuidados é centrado no atendimento de indivíduos com transtornos psiquiátricos oriundo do uso abusivo de álcool e outras drogas. Os CAPS são instituição de característica porta aberta, que tem por finalidade acolher indivíduos com transtornos mentais, estimula novamente o convívio social, cultural, familiar. É considerado um dos grandes aparatos da execução da Política Nacional de Saúde Mental e tem por finalidade ofertar uma assistência mais humanizada, ofertando ao usuário apoio em iniciativas pela busca da autonomia, além de ofertar atendimento médico e psicológico e promover também a inserção do indivíduo na comunidade. A rede de assistência conta ainda com o Serviço de Residência Terapêutica (SRT), que tem como característica a moradia assistida que é inserida de preferência na comunidade. É uma moradia que substitui as internações de pacientes em hospitais psiquiátricos prolongado, com ela o paciente que recebeu alta de hospitais psiquiátricos garante através da residência terapêutica um cuidado continuado, cujo objetivo é a inserção social e resgate da cidadania. O cuidado é centrado em usuários que não contam com suporte social e nem familiar, ou que por alguma outra razão requer cuidados. Almeida (2016) aponta que a Residência Terapêutica deve atuar em parcerias com outros serviços, os Centros de Atenção Psicossocial e outros, possibilitando assim a reinserção social. Diante disso, a residência terapêutica surge de um contexto, conhecido por Reforma Psiquiátrica a partir da portaria 106/2000 do Ministério da Saúde. Onde todo esse contexto é marcado por um conjunto de transformações na tentativa de gerar estratégias de intervenção para um atendimento mais humanizado, capaz de substituir os manicômios. “A Reforma Psiquiátrica caminhou por questões relacionadas à inserção dos loucos no mundo. Tomou como tarefa principal a construção de sua cidadania entendida não mais como atributo formal de características universais, mas, como projeto aberto às singularidades e especificidades de diversas formas de expressão da condição humana.” (BARROS, 2011, p.701). No decorrer do semestre, a grade curricular conta com uma disciplina que se intitula Saúde Mental que é ministrada no sexto período do curso de enfermagem. Ao final da exposição teórica, os discentes vão a campo para conhecer o funcionamento dos Serviços de Atenção à Saúde Mental de Iguatu-Ce. Diante disso, torna-se importante enriquecer a literatura acerca da temática, possibilitando assim novas condutas de futuro profissionais a cerca da assistência à saúde mental. OBJETIVOS Relatar a vivência de acadêmicos de enfermagem da disciplina de Saúde Mental em uma visita técnica aos Centros de Atenção Psicossocial e Residência terapêutica da cidade de Iguatu-Ce. MÉTODO Trata-se de um estudo descritivo, qualitativo, do tipo relato de experiência, desenvolvido por quatro acadêmicos da disciplina de saúde mental do curso de enfermagem do sexto período da Universidade Regional do Cariri-URCA campus Iguatu. A visita aconteceu em Novembro de 2018, nos Centro de Atenção Psicossocial (CAPSad), (CAPSi), (CAPSIII) e Residência Terapêutica (SRT) localizado na cidade de Iguatu/CE. RESULTADOS/DISCUSSÕES A priori a equipe estava receosa em ir para as visitas por ser o primeiro contado depois das aulas teóricas. Porém nos disponibilizamos a conhecer uma realidade que na maioria das vezes não temos a sensibilidade de nos despir de todo julgamento e ir conhecer como é a vida dessa parcela da população. Teve aceitação dos gestores em nos apresentar cada uma das instituições que ali fomos. Enquanto isso na visita na Residência Terapêutica, a coordenadora nos relatou que eles faziam festas comemorativas, e que às vezes levavam seus moradores para se socializar, indo a uma pizzaria, pois era uma forma de mostrar para os mesmo que eles não são apenas uma doença e que merecem estar em sociedade. No CAPS III, a coordenadora disse: “O serviço acaba que se tornando superlotado, pois tem muitas situações clínicas que poderiam ser resolvidas em outros serviços e acabam que os médicos direcionam esses pacientes todos para cá”. ‘’Tentamos explicar a situação, mandamos os mesmos para o PSF, porém na grande maioria das vezes, os médicos retornam esses pacientes novamente’’. “E aí para não estar só mandando o paciente de um lado para outro, a gente acaba que atendendo”. Esse centro conta com um bom espaço propiciando assim a realização das atividades desenvolvidas por eles, tais como a pintura. O espaço físico do CAPSi não é tão favorável para a execução de ações com as crianças, adolescentes e seus pais, pois enquanto é realizadas oficinas com os filhos, o serviço oferece um momento de informações, distrações para os pais com a finalidade de amenizar o estresse e cansaço. A coordenadora expôs suas angustias: “A gente aqui tem uma dificuldade no que diz respeito à quantidade de vagas, pois os pacientes chegam e só tem alta aos dezoito anos”. Temos uma grande dificuldade com a atenção primária, principalmente na adesão ao matriciamento. Sempre somos nós que nos deslocamos até o PSF e nunca acontece o contrário. Marcamos o dia e às vezes ao chegar para por em prática, eles desmarcam’’. O CAPSad na sua estrutura conta com uma sala de oficinas, consultórios, sala de emergência, ou seja o espaço físico consegue contemplar e ofertar o serviço que é função do mesmo. Porém, o coordenador em um dado momento nos relatou que antes o espaço era bem maior e que gostaria que o espaço em que eles utilizam para oferecer as refeições deveria ser maior, pois assim conseguiria ofertar de forma mais confortável as refeições aos seus usuários. Diante disso, percebe-se que em quase todas as falas dos coordenadores dos centros se intensifica a angustia de que ainda há uma grande dificuldade no elo entre os próprios profissionais em reconhecer a função de cada atenção. CONSIDERAÇÕES FINAIS É perceptível que os serviços quando se deparam com um indivíduo com problemas mentais não sabem como ofertar o serviço, encaminhando o mesmo de imediato para os CAPS, em consequência disso acabam superlotando o serviço. Porém, o paciente seja ele em qualquer situação clínica tem por direito o atendimento em todos os centros de saúde. É nítido que as visitas são de grande proveito, porém sem a experiência de nos aproximar e realizar o que nós aprendemos quanto teoria fica muito difícil prestar uma atenção qualificada e humanizada tendo em vista que enquanto prática os discentes só conseguem realizar apenas visitas técnicas. Torna-se de extrema importância, a realização de estudos que avaliem esses serviços, como por exemplo, o estudo de pesquisa de campo, no qual pode contribuir para verificação das reais necessidades importantes desses serviços.
Palavras-chave: ASSISTÊNCIA INTEGRAL,POLÍTICAS DE SAÚDE,SAÚDE MENTAL
Oral
Abrir o trabalhoVIVÊNCIAS ACADÊMICAS NO HOSPITAL INFANTIL ALBERT SABIN: RELATO DE EXPERIÊNCIA.
LETÍCIA GOMES DA SILVA; DAIANA DE FREITAS PINHEIRO; MILENA SILVA FERREIRA; JULIANA DE LIRA MENDES; FRANCISCA LUANA DE OLIVEIRA SOUSA
INTRODUÇÃO: A saúde mental na infância é uma questão importante, pois acarreta diversas conseqüências no desenvolvimento da criança, determinando seu desenvolver em sociedade e seu êxito em relação à produtividade ao se tornar adulto. Atualmente, dispõe-se além do hospital, do Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPSi), onde acolhe crianças e adolescentes com transtornos mentais graves e persistentes e os que fazem uso de álcool, crack, entre outras drogas. OBJETIVO: Relatar a experiência proporcionada durante estágio extracurricular na área de saúde mental. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência, realizado no Hospital Infantil Albert Sabin localizado em Fortaleza – CE, durante um estágio extracurricular no período de fevereiro de 2019. RESULTADOS: O Hospital Infantil Albert Sabin hoje é subdividido em blocos específicos (neonatologia, psiquiatria...). São atendidos em média 150 pacientes por mês que não residem apenas em Fortaleza. São acompanhados até os 17 anos, porém, caso o cliente não esteja estabilizado, permanece no hospital mesmo ao atingir maior idade. São atendidos na segunda feira, casos de autismo de todos os níveis. Na quinta feira, casos em geral de menor gravidade como: déficit cognitivo relacionado a retardo, transtornos de conduta e transtorno alimentar. Na sexta feira, o atendimento se dá a casos mais graves que necessitam de uma maior atenção. Em relação à escolaridade, todos os pacientes observados durante o estágio passam de ano devido o laudo. Porém, é visto que alguns são extremamente manipuladores e não mostram interesse algum em estudar. Evidenciam-se crianças com mãe super protetoras e em certos casos usam esse “dom” manipulador para conseguir o que querem . Além das consultas com psiquiatra, a maioria é acompanhada por outros profissionais como fonoaudióloga e psicólogo. Possuem uma relação muito grande com o celular. Quando se fala na demanda mais grave, muitas vezes, os profissionais se encontram em desespero, pois os problemas não envolvem apenas um paciente, mas a família por completo. A questão da religiosidade influi de maneira significativa no tratamento. As medicações mais prescritas são o haldol e o fenergan pois são de acesso mais fácil. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Por fim, é visto que o estágio foi de grande valia. As experiências obtidas durante o período acarretaram para uma gama de conhecimentos adquiridos para a vida profissional e pessoal. É de suma importância que os acadêmicos busquem saber e vivenciar sobre o que está sendo estudado e pesquisado como também, se necessita de mais investimentos para os estudos acerca da temática para melhoria no trabalho prestado. Intervenção precoce, adulto saudável.
Palavras-chave: Saúde Mental,Criança ,Enfermagem
Oral
Abrir o trabalhoPalavras-chave: Idoso,Qualidade de vida,Sexualidade
Oral
Abrir o trabalhoFATORES DE RISCO CARDIOVASCULARES COMPORTAMENTAIS EM IDOSOS PARTICIPANTES DE UM PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIO
MARTA VALERIA RODRIGUES DE SOUZA; RAY MARTINS DE SOUZA; ROGER RODRIGUES DA SILVA; JOÃONEY SOARES CHAVES DE LAVOR; JULIANA SARAIVA DE ALENCAR
INTRODUÇÃO As doenças cardiovasculares são caracterizadas por distúrbios que acometem o coração e vasos sanguíneos, e caracterizam-se principalmente por defeitos estruturais e acúmulo de placas de gordura nas artérias ao longo da vida, chamadas de aterosclerose, o que dificulta a circulação sanguínea para os órgãos e tecidos do corpo. Assim como as demais doenças crônicas, está associada a fatores de risco modificáveis, dentre eles, a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), tabagismo, alcoolismo, sedentarismo, dislipidemias, Diabetes Mellitus (DM) e a obesidade; e os não modificáveis, que incluem, sobretudo, a idade, raça e a hereditariedade (CHRISSY et al., 2016). Com o aumento acelerado, a nível mundial, do fenômeno de envelhecimento populacional, acontecem modificações em relação ao perfil demográfico e epidemiológico populacional, evidenciado pelo aumentando do número de atendimentos por Doenças Cardiovasculares (DCV), a HAS, o Acidente Vascular Encefálico (AVE), a Insuficiência Cardíaca (IC) e o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), por serem as principais DCV que afetam os idosos (FANTINI, 2015). Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) desde 2005 o Brasil é o sexto país do mundo em número de idosos. Assim, em torno do ano de 2020, teremos 14 milhões de pessoas com mais de 60 anos, o que favorecerá a maiores registros de problemas sociais e de saúde decorrentes do processo de envelhecimento populacional (BRASIL, 2007). Deste modo, faz-se necessário reduzir os problemas evitáveis, oferecendo oportunidades de lazer, socialização e protagonismo humano, assim como a possibilidade de novas práticas de saúde, a partir da garantia de ações e serviços no que tange as necessidades da população idosa, com o intuito de avançar no que diz respeito à promoção em saúde cardiovascular com redução de riscos e agravos associados à sua existência. Para isso, é primordial a identificação de grupos de risco com enfoque no reconhecimento de necessidades em saúde para que assim possam ser traçadas estratégias que promovam melhorias na qualidade de vida desses pacientes com comprometimento cardiovasculares. OBJETIVOS Identificar os fatores de risco cardiovasculares comportamentais em idosos participantes do Projeto de Extensão Universitário Viver Bem na Melhor Idade. MÉTODO Trata-se de um estudo do tipo descritivo exploratório, com abordagem quantitativa. O estudo foi desenvolvido na Universidade Regional do Cariri (URCA) situada no município de Iguatu-CE, no período de setembro a outubro de 2018. A população foi constituída por todos os idosos que participam ativamente do Projeto de Extensão Viver Bem na Melhor Idade, e que apresentavam faixa etária igual ou superior a 60 anos. Para amostra foram selecionados os idosos que atendiam aos critérios de inclusão e exclusão: ter idade igual ou superior a 60 anos, participar ativamente do referido projeto de extensão e não possuir limitações cognitivas para responder aos questionamentos, sendo assim constituída de oito idosos que atenderam aos critérios estabelecidos. A coleta de dados deu-se a partir de um questionário semiestruturado previamente elaborado pelos integrantes do projeto, contendo aspectos sociodemográficos e clínicos, sendo as variáveis sociodemográficas constituídas de sexo, faixa etária, estado civil, nível de escolaridade e profissão, e os aspectos clínicos dos fatores de risco cardiovasculares (FRCV), comorbidades associadas, uso de medicamentos, aferição da pressão arterial (PA), altura, peso, glicemia casual e circunferência abdominal (CA). Para considerar os fatores de risco cardiovascular na população estudada foi observado em relação ao tabagismo e alcoolismo a frequência do hábito registrada durante a coleta, referente ao sedentarismo considerou-se aqueles que referiam não praticar atividade física ou praticarem menos que três vezes por semana. A obesidade foi classificada a partir dos valores de peso e altura, calculados através do Índice de Massa Corporal (IMC), utilizando a fórmula IMC=Peso (Kg) /[Altura]2 (m) e considerou obeso o idoso que apresentou IMC≥30Kg/m2. Para mensuração do peso foi utilizada balança Digital TechSilver PM da marca Pague Menos, com capacidade de até 180kg e graduação de 100g/0,22lb, a qual foi calibrada antes de iniciar a coleta. Para a altura foi utilizada uma fita métrica que foi fixada na parede, em local plano e regular. A Circunferência Abdominal (CA) foi aferida no ponto médio do rebordo costal e da crista ilíaca, com a utilização de uma fita métrica de 1,50 metros, não distensível, para os resultados considerou CA aumentada quando o valor foi ≥94cm para homens e ≥80cm para mulheres. Para avaliação da Pressão Arterial (PA) obtiveram as medidas em três momentos consecutivos e o valor final considerado foi a média das duas últimas aferições utilizando o esfigmomanômetro do tipo DuraShock da marca Welch Allyn e estetoscópio Rappaport Premiun. Os níveis pressóricos foram interpretados conforme os parâmetros estipulados pela Sociedade Brasileira de Hipertensão Arterial (BRASIL, 2016). Após a coleta, os dados foram organizados, digitados e armazenados no programa Microsoft Office Excel 2016. Em seguida foram analisados por meio da frequência absoluta. Esta pesquisa atende aos aspectos éticos e legais da pesquisa com seres humanos, conforme a Resolução 466/2012, do Conselho Nacional de Saúde (CNS). RESULTADOS/DISCUSSÕES Entre os oito idosos entrevistados, evidenciou-se que a maioria era do sexo feminino (62,5%) e do sexo masculino (37,5%). Sobre o estado civil obteve-se que metade eram solteiros, viúvos e/ou divorciados representando o percentil de 50%. Percebeu-se que a representatividade para os solteiros, divorciados e/ou viúvos possui uma paridade entre os casados e com união estável, dessa forma este fator pode contribuir negativamente ou positivamente em relação a qualidade de vida dos idosos uma vez que quando se tornam dependentes a medida em que a idade avança e devido estarem ou não morando sozinhos acabam ficando sem o apoio de cuidadores sejam maridos e/ou filhos. Quanto à escolaridade, apenas um idoso que nunca estudou (12,5%), os que estudaram entre 0 a 4 anos apresentaram percentual de 62,5%, e um idoso não especificou. Segundo os entrevistados, a maioria não completou os estudos devido ao início precoce no mercado de trabalho como forma de ajudar a família, levando em consideração que esses idosos vêm de uma época em que o acesso à educação básica era precário, as vezes de difícil acesso ou até mesmo inexistente. Em relação à profissão, 37,5% eram donas de casa, e o restante exerciam profissão de carpinteiro, doméstica, pintor e/ou padeiro distribuídos no mesmo percentual de 12,5%, porém o predomínio total de renda mensal individual foi de um salário mínimo correspondendo aos 87,5%, enquanto que apenas um (12,5%) não quis declará-la e também não trabalhava, mas que era aposentado. A partir do estudo foi possível evidenciar que o FRCV mais prevalente foi o sedentarismo, estando presente em 100% dos idosos investigados, mesmo sendo considerado um problema evitável. Estudiosos relatam que, a partir dos cinquenta anos de idade, os benefícios da atividade física regular se tornam mais relevantes para evitar e/ou minimizar declínios físicos, psicológicos e sociais. A mudança no estilo de vida requer também a prática regular de atividades físicas, além da ingesta hipocalórica e hipossódica (DINIZ; TAVARES, 2013). Outro fator observado foi a HAS com prevalência em 75% dos participantes, com bons controles pressóricos em decorrência do uso de medicações anti-hipertensivas. O DM também registra uma incidência considerável em idosos, sendo representada por um percentual de 25%, onde estes têm o diagnóstico confirmado e realizam tratamento para o controle glicêmico. Foi identificado também alterações na CA dos participantes, associado ao acúmulo de gordura visceral, o que favorece ao comprometimento da saúde cardiovascular, sendo registrado sua existência em 50% no sexo feminino, e 37,5% no sexo masculino. Esses achados se assemelham ao encontrado em município de médio porte, que devido as alterações hormonais após a menopausa que propiciam uma tendência para o acúmulo de gordura abdominal (DINIZ; TAVARES, 2013). Ao investigar o IMC, ressalta-se que, no estudo, 12,5% dos participantes foram classificados como obesos, 50% estavam com sobrepeso e 37,5% com o peso adequado. Em relação à associação entre o IMC e o sedentarismo, foi evidenciada em outro estudo que houve reduções significativas do IMC após seis meses de atividades física regular (DINIZ; TAVARES, 2013). Observou-se, ainda, como relevante a ausência dos FRCV para etilismo e tabagismo, considerando-os como fator de proteção em relação aos hábitos de vida para a proteção e prevenção de doenças cardiovasculares. Dessa forma, nesse estudo foi possível evidenciar que as idosas são consideradas como grupo mais vulnerável para os FRCV, por apresentarem maior número de medidas com valores acima do recomendado, bem como maior prevalência para os FRCV de HAS, DM, obesidade, sedentarismo e CA aumentada. CONSIDERAÇÕES FINAIS O evidenciado na população estudada assemelha-se ao perfil de idosos brasileiros e de outros países no que diz respeito à distribuição etária e sexo, sendo composta por idosos jovens com predomínio de mulheres. Os resultados obtidos por meio deste estudo levam a necessidade de traçar estratégias para atuar frente aos riscos cardiovasculares comportamentais, visto que muitos dos fatores de riscos registrados são de caráter preventivo. DESCRITORES: Idoso, Fatores de Risco, Doenças Cardiovasculares.
Palavras-chave: Idoso,Fatores de Risco,Doenças Cardiovassculares
Oral
Abrir o trabalhoIMPACTO DO HIV/AIDS NA QUALIDADE DE VIDA DE PESSOAS IDOSAS: UMA REVISÃO DE ESTUDOS
HINGRIDY FERREIRA FERNANDES ; Thiago Nascimento Moura; Tiago Ribeiro dos Santos; Adriana de Moraes Bezerra
INTRODUÇÃO: A prática da atividade sexual perpassa a vida jovem e adulta, adentrando a terceira idade. Destarte, o nível de risco de contaminação por Infecções Sexualmente Transmissíveis é o mesmo nas diferentes fases do ciclo vital. No início da epidemia do HIV/AIDS, idosos não eram considerados como comportamento de risco, porém o aumento da expectativa de vida e o avanço das empresas farmacêuticas tiveram papel fundamental na vida ativa sexual de idosos, aumentando consideravelmente o risco à infecção pelo HIV/AIDS. Indivíduos já diagnosticados podem sofrer isolamento, estigmatização e discriminação passando por eventos traumáticos, afetando diretamente a sua qualidade de vida. OBJETIVO: Investigar por meio da literatura científica a qualidade de vida de pessoas idosas com HIV/AIDS. MÉTODO: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada na Biblioteca Virtual em Saúde, no período de janeiro a março de 2019, utilizando-se os descritores em ciências da saúde Idoso, HIV e Qualidade de vida, que foram cruzados com o operador Booleano AND. Utilizaram-se como critérios de inclusão artigos disponíveis publicados nos últimos cinco anos e, de exclusão os artigos repetidos e revisões. Após a filtragem dos artigos, foram lidos na íntegra 18 estudos. RESULTADOS: Contatou-se que o HIV/AIDS é uma doença que marca fortemente o indivíduo acometido, afetando assim o seu bem-estar físico, social e mental, envolvendo-o em sentimentos negativos de depressão, angústia e medo da morte, intervindo em sua identidade e autoestima. Todavia, a depressão em idosos soropositivos está associada à evidenciação da recente infecção, prelúdio dos sintomas físicos, progressão da doença, assim como agentes oportunistas e limitações impostas pelo adoecimento e problemas de aspectos psicossociais envolvidos. Nas publicações foi evidenciado que a relação sexual pode ficar prejudicada nos indivíduos soropositivos pelo medo da transmissão ao parceiro e receio da negociação do uso do preservativo. Entretanto, idosos com maior tempo de diagnóstico ainda veem HIV/AIDS como problema, mas possuem orientações que os beneficiam e passam a encarar a doença como aprendizado. Nesta conjuntura, ressalta-se que a adesão ao tratamento é uma circunstância indispensável para o controle da doença, com efeitos positivos ligados diretamente a melhora na qualidade de vida do idoso soropositivo. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O impacto pela infecção pode ocasionar mudanças nos aspectos de vida do paciente associada à dificuldade que a condição sorológica instaura em relação à qualidade de vida, o que se torna um desafio para essas pessoas, tendo a necessidade de suporte social, familiar e profissional para o enfrentamento de uma doença estigmatizada e sem cura.
Palavras-chave: Idoso, HIV, Qualidade de Vida
Oral
Abrir o trabalhoINTEGRALIDADE DO CUIDADO DE ENFERMAGEM AO IDOSO NO CONTEXTO DA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA
JULIANE DE LIRA MENDES; Antonia Josyelen Mesquita Lopes; Fernanda Nogueira de Andrade; Francisca Evangelista Alves Feitosa; Nathylle Régia de Sousa Caldas
Resumo: A integralidade representa a ruptura da saúde focada no modelo biomédico. O trabalho objetiva-se em analisar os cuidados de enfermagem dentro do contexto de ESF, sendo visto esse cuidado de forma integral, direcionado ao idoso. Estudo de natureza exploratória, descritiva com abordagem qualitativa, do tipo revisão bibliográfica, produzida entre novembro e dezembro de 2018. A assistência de enfermagem permanece sem considerar as particularidades da idade. A integralidade como princípio do SUS é fortalecido através da educação permanente e reformulações de mecanismos que permitam essa dedicação do enfermeiro para com a saúde integral da pessoa idosa. INTRODUÇÃO O Brasil vem passando por transformações na pirâmide etária populacional, trazendo como fato o crescimento da população idosa, com isso há o aumento das doenças crônica não transmissíveis e as limitações funcionais desta população. Em consonância com a desigualdade social, é visto também dentro dessa população, a desigualdade no uso dos serviços de saúde, de forma que os mais velhos e com menor nível de escolaridade utilizam menos desses serviços. Resultando, assim, uma menor atenção preventiva e integral para idosos com piores condições sociais. (BARBOSA et al., 2017) A integralidade, como um dos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), representa a ruptura da saúde focada no modelo biomédico. De modo que, ao falar em integralidade, seja remetido à interdisciplinaridade, ao cuidado do indivíduo como um todo, ampliando os cuidados de saúde. (COUTINHO et al., 2013) Diante da Estratégia de Saúde da Família (ESF), alinhada aos princípios do SUS, o vínculo e a abordagem humanizada, são ferramentas importantes ao cuidado, de forma ampliada, à população idosa. Tendo em vista o espaço privilegiado para a atenção integral ao idoso, o enfermeiro deve usufruir dessas ferramentas para o melhor cuidado dentro do contexto territorial. (ALBERTI et al., 2014) OBJETIVO Analisar os cuidados de enfermagem dentro do contexto de Estratégia de Saúde da Família, sendo visto esse cuidado de forma integral, direcionado ao idoso. METODOLOGIA Foi realizado um estudo de natureza exploratória, descritiva com abordagem qualitativa, do tipo revisão bibliográfica, produzida entre os meses de novembro e dezembro de 2018, na qual foram utilizadas produções publicadas no banco de dados: BVS (Biblioteca Virtual da Saúde). Foi feito a busca a partir dos descritores em ciências da saúde: Idoso, Cuidados de Enfermagem e Estratégia de Saúde da Família. Na qual foi adicionado o operador booleano: AND. A partir dessa busca, foram encontrados 934 publicações. Os critérios de inclusão foram: texto completo disponível, idioma em português, tendo país/região como assunto o Brasil, com corte temporal de 2013 a 2018 e tipo de documento artigo; obtendo 28 publicações. Com a leitura dos resumos, foi adicionado os critérios de exclusão, que foram: publicações que fugiram da temática abordada, artigos repetidos em bases diferentes e/ou se distanciaram do objetivo do estudo; chegando ao final de 6 artigos que serviram de embasamento para o presente estudo. DISCUSSÕES No ambiente de atenção primária, a Estratégia de Saúde da Família (ESF), enquanto principal política de estruturação do SUS, remonta o modelo assistencial à população. Por meio da integralidade, as ações individuais e coletivas privilegia o vínculo com a lógica de que todo cidadão tem direito de ser atendido por uma equipe de saúde, com projeto terapêutico diretamente ligado as suas demandas. (BARBOSA et al., 2017) A assistência de enfermagem atua desde a coordenação da equipe de enfermagem e de Agentes Comunitários de Saúde (ACS), atividades gerenciais até o cuidado ao indivíduo, através da consulta de enfermagem, visita domiciliar e atividades comunitárias. O ambiente da atenção primária é diverso; são variados os desafios para a enfermagem dentro de um contexto de cuidados à crianças, mulheres gestantes ou em idade fértil e homens, tudo isso diante de doenças crônicas não transmissíveis, infecciosas e agravos, como a violência. No que se refere à atenção da pessoa idosa, de acordo com Oliveira & Menezes (2014), a assistência de enfermagem permanece seguindo normas de atendimento geral, sem considerar as particularidades da idade, secundarizando assim a integralidade do cuidado. Coutinho et al. (2014) corrobora ao analisar a assistência pautada em programas de saúde, visto que, o idoso dentro da ESF é ligado ao programa de HiperDia, que atinge a população hipertensa e diabética, com adultos em qualquer faixa etária, não somente o idoso. Em contrapartida, Mocelin et al. (2017) destaca os avanços feitos através das políticas públicas voltadas ao processo de envelhecimento mais saudáveis e seguro, reconhecendo o crescimento das necessidades dessa população. Entretanto, as principais ações ainda permanecem no cuidado biomédico curativista; refletindo, assim, na ênfase dado pelo enfermeiro na porta de entrada do sistema público de saúde, a ESF. A promoção da saúde integral à pessoa idosa requer conhecimentos específicos. Os enfermeiros tem como discurso principal a dificuldade com o crescimento dessa população, aumentando também a demanda especializada. Mas é visto, em consonância com os obstáculos, a necessidade de educação permanente voltado a essa fase da vida humana, pelo fato de não ter um roteiro apropriado durante as consultas, voltando mais uma vez a atenção ao Programa de HirperDia. Gautério et al. (2013) destaca que o simples fato de quantificar a autonomia e independência da pessoa idosa em desempenhar as atividades cotidianas pode ser uma forma de avaliar a sua saúde e qualidade de vida. Entretanto, para fins de integralidade a sistematização do cuidado é melhor visto. CONSIDERAÇÕES FINAIS Ao analisar a assistência de enfermagem frente à saúde integral da pessoa idosa, as dificuldades enfrentadas no cotidiano são diversas. Apesar do nome atenção “básica”, esse nível de atenção é extremamente complexa em suas necessidades. Visto que, de forma integral, o ser humano sofre influência biológica, cultural, espiritual, social. As particularidades da senilidade e senescência devem ser avaliadas em conjunto, contextualizando as demandas do território assistido pela equipe de ESF. Enquanto enfermeiro da equipe, a assistência deve ser voltada à holística do ser humano respeitando sua faixa etária e suas especificidades. Para aquém, a integralidade como princípio do SUS é fortalecido através da educação permanente e reformulações de mecanismos que permitam essa dedicação do enfermeiro para com a saúde integral da pessoa idosa. DESCRITORES: Enfermagem. Estratégia de Saúde da Família. Idoso. Integralidade em Saúde. REFERÊNCIAS Alberti, G. F. Espíndola, R. B. Carvalho, S. O. R. M. Abordagem ao Idoso na Estratégia de Saúde da Família e as Implicações para a Atuação do Enfermeiro. J. res.: fundam. Care. Online. 2014. Abr./jun. 6(2): 695-702. Disponível em: <http://www.seer.unirio.br/index.php/cuidadofundamental/article/view/3118/pdf_1267> Acesso em: 29 nov. 2018. Barbosa, K. T. F. Oliveira, F. M. R. L. Fernandes, M. G. M. Vulnerabilidade da Pessoa Idosa no Acesso aos Serviços Prestados na Atenção Primária. Rev Eletr Enf. 2017. Disponível em: <https://www.revistas.ufg.br/fen/article/view/40200/24656> Acesso em: 01 dez. 2018. Coutinho, A. T. Popim, R. C. Carregã, K. Spiri, W. C. Integralidade do Cuidado com o Idoso na Estratégia de Saúde da Família: Visão da Equipe. Esc Anna Nery, 2013, out/dez; 17(4): 628-637. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414-81452013000400628&lng=en&nrm=iso&tlng=pt> Acesso em: 28 nov. 2018. Gautério, D. P. Vidal, D. A. S. Barlem, J. G. T. Santos, S. S. C. Ações Educativas do Enfermeiro para a Pessoa Idosa: Estratégia Saúde da Família. Rev Enferm UERJ, Rio de Janeiro, 2013, dez; 21(esp.2):824-8. Disponível em: <http://www.facenf.uerj.br/v21esp2/v21e2a21.pdf> Acesso em: 28 nov. 2018. Mocelin, C. Silva, T. G. Celich, K. Madureira, V. F. Souza, S. S. Colliselli, L. O Cuidado do Idoso Dependente no Contexto Familiar. Rev Fun Care Oline. 2017 out/dez; 9(4): 1034-1039. Disponível em: <http://www.seer.unirio.br/index.php/cuidadofundamental/article/view/5747/pdf_1> Acesso em: 01 dez. 2018. Oliveira, A. M. S. Menezes, T. M. O. A Enfermeira no Cuidado ao Idoso na Estratégia Saúde da Família: Sentidos do Vivido. Rev Enferm UERJ, Rio de Janeiro, 2014, jul/ago; 22(4): 513-8. Disponível em: <http://www.facenf.uerj.br/v22n4/v22n4a13.pdf> Acesso em: 15 nov. 2018.
Palavras-chave: Enfermagem,Estratégia de Saúde da Família,Idoso,Integralidade em Saúde
Oral
Abrir o trabalhoRELATO DE EXPERIÊNCIA ACERCA DE UM PORTIFÓLIO: ENFERMAGEM GERONTOLÓGICA APLICADA A PACIENTE IDOSA COM COMORBIDADES.
ALESSA RANNA PINHEIRO DA SILVA; SUYANNE CAVALCANTE BARRETO; RUSY MARIA LEITE AMORIM; ANA BIANCA LINS DE ANDRADE; FERNANDA NOGUEIRA DE ANDRADE
Ao longo da graduação de enfermagem observa-se a relevância em realizar a construção de trabalhos e pesquisas cientificas. Evidenciou-se que este estudo visou a observação da influência da enfermagem gerontologica, uma vez que está tornando-se cada vez mais necessária, pois vemos a crescente inversão na pirâmide etária brasileira, devido ao desenvolvimento crescente do país, onde o número de idosos tende a crescer ainda mais e a expectativa de vida cresce constantemente.Trata-se de um relato de experência, com abordagem descritiva. A construção do portfólio aconteceu durante a disciplina Enfermagem no Processo de Cuidar em Saúde do Idoso, do oitavo semestre do curso de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri- URCA/ Unidade Descentralizada de Iguatu, no período de agosto a dezembro de 2018. Durante este período foi realizado visitas domiciliares a uma paciente idosa diagnosticada com Depressão. Este trabalho visou a importância da realização do portifólio uma vez que implicou positivamente no processo de enfermagem que promove aos pacientes, mais especificamente na cliente citada, que é acometida por depressão e hipertensão, tendo como intuito a prevenção de agravos que possam surgir ao longo da enfermidade e do tratamento, evitando assim complicações no caso.
Oral
Abrir o trabalhoÚLCERA VENOSA: IMPACTOS E LIMITAÇÕES NA QUALIDADE DE VIDA DA PESSOA IDOSA
MARIA ANDRESSA BEZERRA DA SILVA; Brenda Pinheiro Evangelista; Breno Pinheiro Evangelista; Luiza Maria Ferreira Silva; Marcos Adriano Mangueira Pastor
Resumo: O evelhecimento resulta no surgimento de doenças crônicas, sendo a ùlcera venosa frequente em 4% na população idosa. Objetivo: Analisar a produção cientifica quanto ao impacto e limitações da úlcera venosa na qualidade de vida da pessoa idosa. Método Revisão bibliografica de literatura. Resultados/discussões: As limitações da pessoa idosa em virtude da úlcera venosa estão relacionadas á dificuldade na deambulação e da dor para a realização das atividades diárias, promovendo impactos na qualidade de vida. Conclusiderações finais: Sugere-se intervenções holisticas durante o tratamento da úlcera venosa da pessoa idosa, e a estratégias que auxiliem o desenvolvimento das atividades sociais. INTRODUÇAO: O aumento da expectativa de vida está relacionado ao elevado número de doenças crônicas, com maior prevalência na população idosa, sendo considerada um problema de saúde pública. A úlcera venosa é classificada como uma lesão de borda irregular, no inicio apresenta-se superficial, posteriormente torna-se profunda, com bordas bem definidas e com exsudato amarelado, sendo a dor de intensidade variável, pode ocorrer o surgimento de eritema, descamação, prurido e exsudato, que surge na região inferior da perna em virtude de complicações na insuficiência venosa crônica. A úlcera venosa desenvolve-se mediante ao acúmulo de líquido e a junção de fibrina, interferindo na nutrição adequada dos tecidos superficiais, comprometendo os membros inferiores surgindo úlceras e necroses, entretanto, essa formação também pode estar relacionada à reação entre os leucócitos e moléculas de adesão ao endotélio, através da liberação de citocinas e radicais livres, promovendo a inflamação que poderá gerar danos às válvulas venosas e ao tecido adjacente. A capacidade funcional é relacionada ao ambiente em que o individuo vive, desta forma, a avaliação da capacidade funcional permite identificar a independência que o indivíduo apresenta em realizar atividades autônomas e instrumentais, sendo elas: tomar banho, dirigir, vestir-se, realizar higiene pessoal, andar e alimentar-se sem ajuda das outras pessoas. A incapacidade funcional é caracterizada pela restrição da capacidade do indivíduo para a realização das atividades diárias, sejam elas sociais ou individuais, faz-se necessária a realização da avaliação da capacidade funcional, onde encontram-se intimamente ligada à qualidade de vida dos indivíduos. As ulceras venosas são predominantes em pessoas com idade acima de 65 anos, resultando em 4% da população idosa em virtude do aumento da população relacionada as doenças cronicas provenientes do evelhecimento, causando mudanças significativas no bem estar biológico, psicológico, emocional e social dos idosos. Mediante ao exposto, surgiu-se a seguinte indagação: Quais os impactos na vida do idoso acometido por úlcera venosa? Quais limitações afetam a qualidade de vida da pessoa idosa portadora de úlcera venosa? O interesse da pesquisa surgiu para aprofundar o conhecimento sobre a temática, sendo relevante para o meio acadêmico e de profissionais da saúde e áreas assistenciais, fazendo visível as limitações enfrentadas e os riscos para a qualidade de vida desses pacientes OBJETIVOS: Analisar a produção cientifica quanto ao impacto e limitações da úlcera venosa na qualidade de vida da pessoa idosa. MÉTODO: O presente estudo trata-se de uma revisão bibliográfica de literatura referente à produção científica sobre o impacto das úlceras venosa na qualidade de vida da pessoa idosa, onde a busca dos artigos se deu no Portal de Dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando-se os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): Impactos na saúde; saúde do idoso e úlcera venosa. Inicialmente com o cruzamento dos descritores constituíram-se 834 produções científicas, após os filtros restaram 38, compreendendo 28 artigos para a análise, utilizando-se apenas 08. Para tanto, se utilizou dos seguintes critérios de inclusão: os textos disponíveis na integra em língua portuguesa, tipo de documento artigo, compreendidos entre 2013 a 2019. Adotaram-se como critérios de exclusão: estudos duplicados que estavam fora da temática referente ao estudo. RESULTADOS/DISCUSSÕES: Os idosos portadores de úlcera venosa crônica apresentam dificuldades na deambulação e para a realização das atividades diárias no ambiente domiciliar, ocorrendo o isolamento social, alterações na autoestima e restrição na vida conjugal desencadeando quadros depressivos, sendo algo que altera a vida pessoal e social dos idosos. Em relação aos sentimentos dos idosos acometidos com úlcera venosa, o convívio com a doença acarreta discriminação e, na maioria dos casos, falta de apoio por parte dos familiares e amigos, o que tende a repercutir sobre a qualidade de vida dessa população. No que diz respeito aos impactos na qualidade de vida, a literatura mostra que esses podem ser minimizados através da assistência prestada, pois a alteração na capacidade funcional e dor promovem limitações para a realização de atividades diárias e sociais, viagens e lazer, sendo a sexualidade uma das limitações evidenciadas na literatura em virtude dessa patologia. O sentimento de impotência e alteração na imagem corporal torna-se frquente no idoso acometido por úlcera venosa, além das mudanças do estado emocional, e a dificuldade para a deambulação é algo que contribui para que aconteça o isolamento social, pois esses idosos tendem a ficarem mais tempo sozinhos no ambiente domiciliar, sendo a imagem corporal afetada ao surgimento da cronicidade das feridas. Além disso, a literatura evidencia que as complicações na úlcera venosa como o odor e o exsudato da ferida causam contrangiemto ao idoso para transitarem em locais públicos devido ao contrangimento, necessitando de um tratamento ficaz a essa patologia, desta forma, a dor também é responsavél pelas mudanças no padrão de sono, causando ansiedade e pensamentos depressivos, afetando a qualidade de vida da pessoa idosa e o sistema imúnologico desencadeando mudanças negativas no processo de cicatrização. As alterações na mobilidade física promovem limitações para o desenvolvimento de estratégias para realizar tarefas de em cuidar da higiene pessoal, escolher o vestuário e o calçado e altera o padrão de sono do idoso, onde a vergonha é algo frequente aos resultados negativos dessas atividades. CONSIDERAÇÕES FINAIS: As limitações prevalentes no idoso portador de úlcera venosa estão relacionadas as dificuldades para a realização das atividades diárias e a dor, tendo por consequências o surgimento do isolamento social e familiar, insônia, ansiedade e depressão por consequencia do isolamento, necessitando-se de um olhar diferenciado em virtude da fragilidade relacionada ao processo fisilógico, sendo a pessoa idosa mais propensa ao surgimento de úlceras venosas. Em suma, os impactos proporcionados afetam a qualidade de vida e a capacidade funcional, onde sugere-se a criação de estratégias que resultem em minimizar esses impactos e reduzir as limitações a partir da assistência holística dos profissionais da saúde, incluindo o apoio da família durante o tratamento, orientações sobre o autocuidado e a criação de estratégias de promoção na qualidade funcional, que favoreçam a adaptação, desenvolvendo técnicas que viabilizem a adesão ao regime terapêutico, sendo a realização de curativos fundamentais para o tratamento. DESCRITORES: IMPACTOS NA SAÚDE. SAÚDE DO IDOSO. ÚLCERA VENOSA. REFERÊNCIAS: AGUIAR, A. C. S. A; SADIGURSKY, D.; MARTINS, L. A; MENEZES, T. M. O; REIS, L. A.; SANTOS, A. L. S. Sofrimento vivenciado por pessoas idosas que convivem com úlcera venosa. Revista Cubana de Enfermería, v. 32, n. 4, p. 126-135, 2016. BENEVIDES, J. P.; COUTINHO, J. F. V.; SANTOS, M. C. L.; OLIVEIRA, M. J. A.; VASCONCELOS F. F. Avaliação clínica de úlceras de perna em idosos. Rev Rene, v. 13,n. 2, p. 300-308, 2012. DA SILVA, D. C.; TORRES, G. V.; DE MENEZES, R. M. P.; ENDERS, B. C.; MACHADO, R. C.; DE MEDEIROS, S. M. Aspectos contextuais da assistência ao idoso com úlcera venosa. Rev Enferm UFSM, v. 6, n. 3, p. 454-461, 2016. DIAS, T. Y. A. F.; COSTA, I. K. F.; MELO, M. D. M.; TORRES, S. M. S. G. S. O.; MAIA, E. M. C.; TORRE, G. V. Avaliação da qualidade de vida de pacientes com e sem úlcera venosa. Rev. Latino-Am. Enfermagem, v. 22, n. 4, p. 576-581, Jul-Ago, 2014. DUFFRAYER, K. M. D.; JOAQUIM, F. L.; CAMACHO, A. C. L. F. Orientações em saúde: estratégia de promoção à capacidade funcional nas úlceras venosas. Rev enferm UFPE on line., Recife, v. 12, n. 7, p. 1901-11, jul., 2018. PEREIRA, R. C.; DOS SANTOS, E. F.; QUEIROZ, M. A.; MASSAHUD JUNIOR, M. R.; CARVALHO, M. R. F.; SALOMÉ, G. M. Depressão e bem-estar em individuo idoso com úlcera venosa. Rev. Bras. Cir. Plást., v. 29, n. 4, p. 567-574, 2014. SILVEIRA, I. A.; OLIVEIRA, B. G. R. B.; OLIVEIRA, A. P.; ANDRADE, C. A. Padrão da dor de pacientes com úlceras de perna. Rev enferm UFPE online, Recife, v. 11, n. 2, p. 617-624, fev., 2017. VIEIRA, C. P. B.; DE ARAÚJO, T. M. E. Prevalência e fatores associados a feridas crônicas em idosos na atenção básica. Rev Esc Enferm USP, v. 52, p. 01- 08, 2018.
Oral
Abrir o trabalhoUSO DA TECNOLOGIA POR IDOSOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA
LEONARDA MARQUES PEREIRA; Karina Ellen Alves de Albuquerque; Tamires Alves Dias; Maria Jeny de Sousa Oliveira; Yanca Carolina da Silva Santos
INTRODUÇÃO O gradual desenvolvimento das tecnologias e a constante utilização dessas inovações no dia-a-dia vem transformando a comunicação, interação e o modo de vida da população, sendo fundamental estar sempre atualizado para alcançar as mudanças e adaptar-se às novas rotinas (REIS, 2017). Para atingir a inclusão digital de modo igualitário, é imprescindível incluir a parcela da população que nitidamente possui dificuldade quanto ao acesso a estas tecnologias devido à condição de baixa renda, baixa escolaridade, patologias e, principalmente, idade avançada. Neste último grupo, inclui-se o público idoso, objeto de estudo deste trabalho. O processo de envelhecimento é tanto inevitável, quanto esperado na população. A Organização Mundial da Saúde (OMS) descreve o idoso como aquele indivíduo com mais de 60 anos em países em desenvolvimento como o Brasil, e indivíduos com mais de 65 anos em países desenvolvidos (FARIAS, et. al, 2015). O envelhecimento traz consigo um declínio cognitivo, interferindo assim na qualidade de vida e consequentemente em problemas de saúde. Dessa forma, o idoso pode apresentar dificuldade relacionada a utilização da tecnologia. Esta, por sua vez, está cada vez mais exposta, direta e indiretamente na vida dos idosos, despertando nos mesmos o interesse em aprender e utilizar, de forma a se tornarem ativos e inseridos na sociedade (SANTOS, et. al, 2018). Portanto, partindo do pressuposto do uso de tecnologias por idosos, o Projeto de Extensão Viver Bem Na Melhor Idade trabalha com diversas temáticas dentre elas “O Mundo Digital e Suas Tecnologias”, a qual visa incluir a tecnologia na rotina diária dos idosos. Mediante relatos, há a explanação de que a vivência com filhos, netos e parentes é falha, por ser um público jovem que está sempre conectado às redes sociais. Com isso a introdução do conhecimento da ferramenta computador e em específico, a digitação de texto e acesso à internet, despertou no público atendido total interesse e entusiasmo por ser uma atividade que sempre desejou aprender. OBJETIVO Relatar a vivência do uso de tecnologia (computador) por idosos participantes do Projeto de Extensão Viver Bem Na Melhor Idade. METODOLOGIA Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência, efetivada por cinco discentes do curso de graduação em enfermagem, membros do Projeto de Extensão Viver Bem na Melhor Idade (PEVBMI). A experiência decorreu no mês de outubro de 2018, na Universidade Regional do Cariri, Unidade Descentralizada de Iguatu, no laboratório de informática com nove idosos integrantes do projeto. O referido projeto vem sendo desenvolvido desde 2012 e tem como objetivo assistir integralmente a população idosa, promovendo saúde e bem-estar durante todo o processo da senescência, realizando atividades de promoção à saúde e trabalhando os seguintes eixos temáticos: mundo digital e suas tecnologias; saúde mental na terceira idade; memórias de vida na construção da história e saúde na melhor idade. Neste sentido tem como pressuposto, gerar e difundir o conhecimento na área do envelhecimento, enfatizando o enfrentamento dos aspectos advindos da senilidade. RESULTADOS As reuniões do projeto acontecem às terças e quintas-feiras. A temática Mundo Digital é discutida quinzenalmente. Para identificar as necessidades dos participantes quanto às tecnologias, primeiramente, foi realizado levantamento acerca do conhecimento dos idosos sobre a temática, obtendo respostas vagas, contudo, observou-se um grande interesse em aprender. Após esse debate inicial, eles foram levados ao laboratório de informática, onde foram realizadas atividades do tipo digitação simples e pesquisa na internet. Pode-se observar notoriamente a dificuldade que muitos tinham para realizar tais atividades, alguns revelaram que não sabiam ler e outros nos relataram problemas de visão, entretanto, não houve reclamações ou desistências. A maioria dos idosos que participaram das atividades, relataram gostar, bem como expressaram o interesse em aprender a manusear o computador, muitos manifestavam sentimentos de autonomia, dizendo sentir-se mais jovens pelo fato de utilizarem dispositivos tecnológicos. É sabido que, a tecnologia está cada vez mais presente na vida cotidiana dos idosos, sendo utilizada como instrumento de trabalho, de lazer, como também, fornecimento de informações. Com a utilização desses recursos tecnológicos, criou-se uma nova percepção da imagem da velhice. Idosos participantes da sociedade, não apenas um componente passivo que faz uso de recursos produzidos por outros (SANTOS, et. al, 2018). Segundo Lolli (2015), a inclusão do idoso no meio digital, reflete na melhoria da qualidade de sua vida, pois o idoso interligado ao mundo, se comunicando, pela internet com amigos e familiares, obtendo a informação em tempo real e descobrindo que ainda é capaz de aprender, faz com que ele se fortaleça na sociedade contemporânea, e perceba que o envelhecer é uma fase da vida onde o indivíduo mantém sua capacidade de aprender e adaptar-se às novas situações, tornando-o independente e autônomo. No que diz respeito ao uso do computador, este fortalece laços sociais, o aprendizado e a manutenção da capacidade cognitiva, desta forma, há boa associação entre o uso do computador por pessoas idosas e a independência funcional desses indivíduos. Além de ser uma alternativa de entretenimento e de ampliar as relações sociais, possibilitando ao idoso maior integração e apoio no desenvolvimento de diversas tarefas (REIS, 2017). CONSIDERAÇÕES FINAIS Através desta vivência, percebeu-se que apesar das dificuldades que os longevos manifestam em relação a utilização das ferramentas tecnológicas, o uso do computador revela-se como uma possibilidade de entretenimento e inserção social, oferecendo ao idoso a criação ou o fortalecimento de vínculos. É importante ressaltar que, a idade não é uma justificativa para a exclusão do mundo digital, em vez disso, ela deve ser vista como uma motivação acrescida, visto que, para o idoso a tecnologia e o uso do computador apresentam-se como um meio de adaptar-se à modernidade. Além disso, a sua inserção no mundo tecnológico reduz o isolamento e estimula a parte psíquica e mental, refletindo em uma melhoria na qualidade de vida desta parcela da população. REFERÊNCIAS FARIAS, J. S.; VITOR, T. L.; LINS, P. V.; FILHO, L. E. A. P.; Inclusão digital na terceira idade: um estudo sobre a propensão de idosos à adoção de tecnologias da informação e comunicação (TICS). Revista Gestão & Tecnologia, Pedro Leopoldo, v. 15, n. 3, p. 164-188, set./dez. 2015. LOLLI, M. C. G. S.; Uso da tecnologia por idosos: Perfil, motivações, interesses e dificuldades. ECS, Sinop/MT/Brasil, v.5, n.2, p. 211-223, jul./dez. 2015. REIS, R. L. R.; CRUZ, K. C. T. (2017, abril). Benefícios da inclusão digital na vida da pessoa idosa: revisão de literatura. SANTOS, A. A. S.; SANTOS, A. I. P. S.; LOURENÇO, N. L. R.; SOUZA, M. O.; TEXEIRA, V. P. G.; A importância do uso de tecnologias no desenvolvimento cognitivo dos idosos. GEP NEWS, Maceió, v.1, n.1, p. 20-24, jan./mar. 2018.
Palavras-chave: Geriatria,Internet,Tecnologia da Informação
Oral
Abrir o trabalhoVALORIZAÇÃO DA ESCUTA QUALIFICADA NA TERCEIRA IDADE: RELATO DE EXPERIÊNCIA
ANA BEATRIZ DE SOUSA MORAIS; Ingrid Rodrigues Alves; Larissa Pereira da Silva; Liana Ingrid Cândido Ferreira; Ronnaby Vicente de Araújo
INTRODUÇÃO: Vivenciar a velhice é conviver com modificações corporais, como o aparecimento de rugas, os cabelos brancos, a diminuição da elasticidade da pele, modificações anatômicas que, por sua vez, implicam problemas musculares e encurtamento postural, os problemas de circulação, a desaceleração do metabolismo e dos impulsos nervosos que alteram os sentidos do idoso, enfim, as modificações físicas e fisiológicas do envelhecimento. Deste modo, tem-se a escuta qualificada com a valorização das memórias do idoso como estratégia essencial para proporcionar diálogos intergeracionais, melhor compreensão do envelhecimento e do ser-idoso. OBJETIVOS: Relatar a experiência como membro do Projeto de Extensão Minhas Rugas, Minha História. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, realizado por acadêmicos do curso de graduação em Enfermagem da Universidade Regional do Cariri, Unidade Descentralizada de Iguatu. As ações do Projeto aconteceram por meio de entrevistas, realizadas na própria residência do idoso com roteiro semi-estruturado por meio de questões disparadoras. Os encontros foram realizados no período de Novembro/2018 a Abril/2019. Destaca-se que os momentos foram fotografados e gravados para a elaboração de um book com fotografias, falas e resgates das memórias após autorização por meio do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. RESULTADOS/DISCUSSÕES: Os encontros com os idosos, conforme proposta do Projeto, aconteceram em momentos distintos. No primeiro, houve uma conversa com o idoso, explanando o objetivo do projeto, riscos e benefícios de sua autorização para realização da entrevista. No segundo momento, iniciou-se a entrevista semi-estruturada, com perguntas que norteavam o idoso a resgatar a sua história de vida, desde a infância até os dias atuais, incentivando o participante à valorização de suas memórias e de seu processo de envelhecimento. Ressalta-se que aconteceram 6 encontros, com duração média de 2 horas cada e que em cada um deles houve a gravação das falas. No terceiro momento, a entrevista com o idoso foi concluída de forma afetuosa, onde o regaste das histórias de vida foram re(vivenciadas) por meio de fotografias. Estas foram cedidas como cópias para a construção do book individual. Ademais, durantes os encontros, pode-se observar que o idoso se mostrou colaborativo, participativo e feliz por ter sido escolhido para fazer parte do projeto com a elaboração de um book sobre sua história de vida, bem como compreendeu-se a importância dos diálogos intergeracioais e da escuta qualificada a pessoas da terceira idade, contribuindo para o resgate da memória, qualidade de vida e valorização do ser-idoso. CONSIDERAÇÕES FINAIS: As ações do projeto de extensão objetivam re(significar) a velhice, que não se caracteriza apenas pelos anos vividos, como processo biológico que transparece nas rugas do rosto, no andar mais inseguro, na vista imperfeita dentre outros acontecimentos que fazem parte do processo de envelhecimento; ser-idoso vai muito mais além, significa experiência de vida.
Palavras-chave: Acolhimento, Envelhecimento, Qualidade de vida
Oral
Abrir o trabalhoVALORIZAÇÃO DAS MEMÓRIAS DO IDOSO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DO PROJETO “MINHAS RUGAS, MINHA HISTÓRIA”
LIANA INGRID CANDIDO FERREIRA; Letícia Gomes da Silva; Vinícius Rodrigues de Oliveira
RESUMO INTRODUÇÃO: A população idosa vem crescendo de maneira significativa nas últimas décadas. Atrelado a este aumento populacional e aumento da expectativa de vida brasileira, aumenta-se também a sobrecarga física e emocional, acidentes e condições sociais, contribuindo para o desenvolvimento de inúmeras patologias. Os profissionais e a sociedade podem evitar ou retardar essa situação, buscando estratégias e atitudes onde o objetivo principal é melhorar qualitativamente a saúde deste público. Para conseguir uma melhor qualidade de vida solidifica-se como uma dessas estratégias o enaltecimento de suas memórias e a abertura para que possam se expressar e manifestar seus desejos. OBJETIVO: Relatar a vivência no projeto de extensão “Minhas rugas, minha história” sobre os diálogos com uma idosa. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, realizado por acadêmicos do curso de enfermagem da Universidade Regional do Cariri, integrantes do Projeto de extensão “Minhas rugas, minha história”. As entrevistas aconteceram por meio de um roteiro semiestruturado. Ocorreram no domicílio da idosa no período de outubro de 2018 a março de 2019. RESULTADOS E DISCUSSÃO: O projeto é munido de propósitos que buscam capacitar o estudante de enfermagem para o desenvolvimento do cuidado ao ser-idoso com excelência. Busca promover escuta ativa para esta clientela. Nesta perspectiva, foram estabelecidos meios para que se pudessem alcançar os objetivos desse projeto. Inicialmente ocorreu a indicação do idoso, realização da entrevista, onde os extensionistas foram ao lar do mesmo para realizar a coleta de informações por meio de questões norteadoras. Durante a entrevista, a idosa teve total liberdade para se expressar; houve momentos de emoção em re(viver)as lembrança da infância humilde e a vida simples no campo com a família. Surgiram momentos de riso e empolgação ao falar das brincadeiras de criança e as aventuras da adolescência. A entrevista finalizou-se com sorrisos e agradecimentos. A literatura científica aponta que o idoso apresenta a necessidade de reiterar como sujeito funcionante, sendo a escuta ativa relevante, pois proporciona a esse indivíduo um sentimento de valorização e otimização psíquica. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Torna-se evidente que a experiência foi de grande valia, trazendo impactos positivos para ambos os envolvidos, os estudantes adquiriram conhecimentos para a vida profissional e pessoal, a idosa sentiu-se acolhida, valorizada, demonstrando sentimentos de felicidade. É necessário que os futuros profissionais busquem a valorização do idoso e suas histórias como forma de intensificar a assistência prestada.
Palavras-chave: Enfermagem,História,Idoso
Oral
Abrir o trabalhoPalavras-chave: Enfermagem,extensão universitária, educação
Oral
Abrir o trabalhoPORTFÓLIO COMO ESTRATÉGIA DE APRENDIZAGEM NA MONITORIA DE SAÚDE COLETIVA I: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
IRENE CUSTÓDIA DA SILVA; Vinícius Rodrigues de Oliveira
RESUMO: INTRODUÇÃO: A monitoria pode ser compreendida como um procedimento pedagógico que atende às dimensões política, técnica e humana da prática pedagógica. OBJETIVO: Relatar a experiência dos monitores da disciplina de Enfermagem no processo de cuidar em saúde coletiva I sobre o uso do portfólio temático como estratégia de aprendizagem. MÉTODO: Estudo descritivo, do gênero relato de experiência, acerca da construção de portfólio temático. RESULTADOS E DISCUSSÃO: A idealização do portfólio trás benefícios a ambos os envolvidos, gerando autonomia do monitor com os alunos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O portfólio constitui-se como uma estratégia de ensino-aprendizagem possibilitando aos acadêmicos compartilhar seus conhecimentos prévios com outros discentes. INTRODUÇÃO A monitoria pode ser compreendida como o procedimento pedagógico que atende às dimensões política, técnica e humana da prática pedagógica. O monitor é aquele que contribui para o desenvolvimento da consciência crítica do aluno, permite e facilita a relação de diálogo entre docente-monitor-aluno, favorece a relação ensino-aprendizagem e estabelece um vínculo no qual se fazem sujeitos do seu próprio processo de aprendizado (BRITO et al., 2017). As metodologias ativas caracterizam-se como métodos de ensino que fortalecem a formação de vínculos democráticos na relação entre monitor, discentes e conteúdo, sempre apoiadas e orientadas junto ao docente. Essas metodologias se fundamentam nas concepções pedagógicas crítico-reflexiva e crítico-social dos conteúdos, que permitem que o discente conheça, critique e modifique a realidade, tornando-se uma importante ferramenta para transformar o processo de aprendizagem (KIM., 2018). PARO (2018) relata que a atuação do monitor acreditando que o processo de aprendizagem é ativo e a interação do sujeito com o objeto de estudo é o que garante sua formação, não são os únicos determinantes para o sucesso de uma metodologia ativa de aprendizagem, mas os aprendizes também são autônomos e responsáveis pela construção de seu conhecimento e, por consequência, da própria aprendizagem. Dentre as possibilidades de dinamizar as metodologias de ensino, o portfólio é apontado como uma das mais importantes contribuições para uma avaliação eficaz do ensino difundindo-se no âmbito universitário desde os anos 90, onde tem sido utilizado para qualificar avaliações tanto formativas como somativas, construídos no processo de ação-reflexão-ação e partilhados de forma a darem visibilidade a outros modos de interpretar os caminhos da aprendizagem pelo estudante, permitindo uma autoavaliação sobre as tomadas de decisões, definição de critérios para emitir juízos, além de espaço para dúvidas e conflitos (MORAIS; PINHO.,2017). No Brasil, com o avanço nas discussões sobre educação em saúde e a construção de currículos com base em metodologias ativas de ensino-aprendizagem, os portfólios vêm ganhando espaço e contribuindo para o acompanhamento do progresso individual de estudantes, ainda que de maneira pouco institucionalizada. Ao optar por uma análise acerca do Portfólio, foi necessário construir conexões teóricas entre os campos da Saúde Coletiva, da Filosofia e do Ensino em Saúde (STELET et al., 2017). Considera-se, dessa forma, a relevância na utilização do portfólio no contexto da disciplina Processo de Cuidar em Saúde Coletiva I, entendendo que o seu emprego possibilita uma formação diferenciada aos acadêmicos e aproxima os monitores das práticas pedagógicas no ensino da saúde. OBJETIVO O presente estudo tem por objetivo relatar a experiência dos monitores da disciplina de Enfermagem no processo de cuidar em saúde coletiva I sobre o uso do portfólio temático como uma estratégia de aprendizagem. METODOLOGIA Trata-se de um estudo descritivo, do gênero relato de experiência sobre a prática de dois monitores da disciplina de Saúde Coletiva I, do curso de enfermagem da Universidade Regional do Cariri- URCA, Unidade Descentralizada de Iguatu-UDI, acerca da construção de um portfólio temático. Esse instrumento foi proposto pelo professor como forma de avaliação dos discentes que cursam a disciplina em questão e conta com o auxílio semanal dos monitores da disciplina na construção e no acompanhamento da produção do mesmo. Os portfólios são elaborados por cada aluno de forma individualizada e versa sobre o conteúdo das aulas ministradas, por isso a elaboração se dá processual e gradativamente no decorrer do semestre letivo. Semanalmente, os monitores analisam o trabalho realizado e prestam orientações aos alunos. RESULTADOS E DISCUSSÃO As atividades de monitoria têm a finalidade de estimular e capacitar os discentes para a prática de iniciação à docência, proporcionando-lhes o aperfeiçoamento no aprendizado da disciplina e, consequentemente, na formação profissional. Essa atividade encontra-se regulamentada nas Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Enfermagem, que contempla a necessidade de desenvolver habilidades de educação permanente no enfermeiro em formação, com vistas à troca de conhecimento mútuo e ao fortalecimento do compromisso com a educação das futuras gerações profissionais (BRITO et al., 2017). Na disciplina Processo de cuidar em Saúde Coletiva I do referido curso, o processo de idealização do portfólio se deu através da pactuação entre o docente e os monitores como uma via de mão dupla com benefícios a todos os envolvidos. O mesmo gerou uma maior autonomia do estudante monitor para com os alunos, assim como os alunos se sentiram acolhidos e estimulados por estarem recebendo uma assistência para realização do trabalho proposto. Os estudantes ainda demonstraram um maior interesse na atividade, pois para eles o trabalho com metodologias ativas promovem maior aprendizagem (STELET et al., 2017). KIM (2018) afirma que essas metodologias no ensino superior favorecem a capacitação profissional em processos democráticos, por meio da comunidade de prática que coopera para os sujeitos participantes conhecerem , relacionarem e pensarem o próprio pensamento, em seus limites da realidade individual, grupal e institucional. Por meio de atividades que promovem interação, diálogo entre docente, bolsista e discentes, o uso de metodologias ativas na monitoria permite ao estudante a construção de habilidades pedagógicas que estimulem a reflexão e a criatividade. Durante a concepção da primeira parte do portfólio, surgiram muitos questionamentos sobre como seria feito, o que colocar e como organizar as ideias. Nesse momento, os graduandos recorreram aos monitores para realizar questionamentos que, por sua vez, foram sanados. Ao fim da semana no processo de conferência diagnosticou-se a necessidade de intervir novamente com algumas orientações, para que houvesse uma maior desenvoltura e liberdade. Os monitores estimularam a criatividade dos alunos, realizando provocações que os fizeram refletir sobre uma nova abordagem para o seu trabalho, rompendo com um estilo comum, onde posteriormente em outras atividades os portfólios apresentavam-se mais dinâmicos e criativos. A criatividade é um ponto chave para um projeto de sucesso, ela gera novas possibilidades de aprender e ensinar (MORAIS; PINHO., 2017). Deve-se, portanto, apostar em metodologias de avaliação que sejam formativas e somativas. A principal maneira de concretizar a avaliação formativa é garantindo um feedback efetivo sobre a prática e permitir que o educando revisite o cenário de dificuldades encontradas na direção de aperfeiçoar sua performance, suas habilidades e seu conhecimentos, assim os monitores podem fornecer parâmetros aos docentes para que o mesmo possam compreender as dificuldades e potencialidades da turma e dos alunos (ANDRADE et al., 2018). O uso do portfólio se enquadra muito bem como requisito para aplicação de metodologia ativa através de cinco categorias: 1) avaliar e/ou acompanhar a aprendizagem; 2) avaliar habilidades clínicas; 3) avaliar e/ou documentar competências; 4) possibilitar o desenvolvimento profissional continuado; e 5) estimular a reflexão. Para a monitoria em questão, as categorias 1 e 3 são as que mais se enquadram na construção do portfólio, nas quais se procura avaliar e/ou acompanhar o processo de aprendizagem dos discentes a respeito da monitoria de saúde coletiva I e, concomitantemente, estimular a sua reflexão sobre os conteúdos ministrados em sala (STELET et al., 2017). CONSIDERAÇÕES FINAIS Torna-se evidente que a monitoria constitui-se como um processo de ensino-aprendizagem que possibilita aos acadêmicos a experiencia de compartilhar de seus conhecimentos prévios com outros discentes, e auxiliar ao professor da disciplina em qualquer atividade. Em se tratando da monitoria em Saúde coletiva, essa busca desenvolver nos estudantes um senso crítico e reflexivo sobre todo o processo de criação do Sistema Único de Saúde, as suas características e os contextos em que a saúde se desenvolve. Tudo isso é possibilitado de forma mais dinâmica através de metodologias ativas como o uso do portfólio, permitindo ao estudante se expressar da maneira que lhe for mais conveniente seja através de música, cordel, poema, trazendo o que foi exposto em sala de aula e facilitando a compreensão dos discentes em relação ao conteúdo, tornando a monitoria mais produtiva. DESCRITORES: Ensino Aprendizagem. Metodologias Ativas. Monitoria. Saúde Coletiva. REFERÊNCIAS: ANDRADE, E.G. R. et al . Contribuição da monitoria acadêmica para o processo ensino-aprendizagem na graduação em enfermagem. Rev. Bras. Enferm. Brasília, v. 71, supl. 4, p. 1596-1603,2018 . BRITO, L. S.; RIBEIRO, L. S.; ULISSES, L. O.; ORTIZ, M. F. A.; WHITAKER, C. O. M. Experiência de discentes de enfermagem em metodologias ativas na atividade de ensino docente. Rer baiana enferm. v.31, n.3, 2017. KIM, L. Métodos ativos de ensino: coconstrução subjetiva da capacidade de pensar o próprio pensamento em sala de aula. Revista Brasileira de Psicodrama. v. 26, n. 1, pag.31-40, 2018. STELET, B. P.; ROMANO, V. F.; CARRIJO, A. P. B.; JUNIOR, J. E.T. REFLECTIVE Portfólio: subsídios filosóficos para uma práxis narrativa no ensino médico. Interface comunicação saúde educação. Botucatu, v.21, n.60, pag.165-76, 2017. PARO, C. A.; PINHEIRO, R. Interprofissionalidade na graduação em Saúde Coletiva: olhares a partir dos cenários diversificados de aprendizagem. Interface comunicação saúde educação. Botucatu, v.22, n.2, pag.1577-88, 2018. MORAIS, M.J.S.; PINHO, M.J. Concepções de criatividade no contexto educacional: um novo olhar formativo. Revista Contrapontos - Eletrônica, Vol. 17 - n. 2 - Itajaí, Abr-Jun 2017.
Palavras-chave: Ensino Aprendizagem,Metodologias Ativas,Monitoria,Saúde Coletiva
Oral
Abrir o trabalhoA ENFERMAGEM FRENTE AO MOVIMENTO ANTIVACINAÇÃO: DESAFIOS E PERSPECTIVAS
MARIA JANAINA DO Ó VIEIRA ; Roger Rodrigues da Silva; Juliana Ferreira Carlos; Joab Gomes da Silva Sousa; Aline do Nascimento Pinheiro
INTRODUÇÃO A vacinação é um método de prevenção e redução da morbimortalidade de doenças imunopreveníveis. Consiste na ideia de que a população vacinada protege indiretamente os não vacinados, podendo causar a eliminação da circulação do agente infeccioso e a proteção da comunidade e dos indivíduos mais vulneráveis. Sua credibilidade cientifica contribuiu para normatização das vacinas em diversos países (BARBIERI; COUTO; AITH, 2017). No Brasil, a institucionalização das políticas públicas de vacinação ocorreu com a criação do Programa Nacional de Imunizações (PNI), instituído pela Lei 6.259 3, de 30 de outubro de 1975 (BARBIERI; COUTO; AITH, 2017). O programa nacional de imunizações tem como objetivo o controle de doenças com caráter transversal, tendo como alvo todos os grupos etários, apresentando como proposito central contribuir para a continuidade da erradicação da poliomielite e de outras doenças imunopreveníveis (TAVARES; TOCANTINS, 2015). Nesse contexto, compete ao enfermeiro operacionalizar as diretrizes propostas pelo PNI, assim como da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), que orientam quanto as ações a serem realizadas na atenção em saúde (TAVARES; TOCANTINS, 2015). Para o sucesso da imunização é preciso que não haja apenas uma alta cobertura vacinal, mas um controle epidemiológico, melhoria nas condições sanitárias, práticas de higiene e educação em saúde. Os países desenvolvidos que associaram essas práticas tiveram um rendimento melhor em seus resultados (LESSA; SCHRAMM, 2015). No Brasil, a vacinação é obrigatória e condicionante para que as famílias tenham acesso a programas sociais, como o bolsa-família, assim, alguns estudos trazem que com essa obrigatoriedade as responsabilidades governamentais aumentam ainda mais com as crianças e suas famílias, principalmente no que diz respeito a algum efeito adverso (LESSA; SCHRAMM, 2015). Para que haja uma continuidade nas imunizações, é necessário que as vacinas tenham credibilidade e que as campanhas vacinais produzam resultados nos dados epidemiológicos (LESSA; SCHRAMM, 2015). Salienta-se que na contemporaneidade tem ganhado força o movimento denominado antivacinação, que tem ampliado seu espaço pelo apoio de celebridades e digital influencers que abraçam a causa da não imunização das crianças, ganhando espaço também nas redes de comunicação onde crescem cada vez mais atingindo um público maior. Os pais que optam por não vacinarem seus filhos o fazem com a desconfiança nos efeitos colaterais que as vacinam possam causar, usando as “crenças filosficas” como motivo para não imunizá-las (SILVA; CASTIEL; GRIEP, 2015). Usam também como justificativa o cuidado, afirmando assim o estarem fazendo, indo contra as leis e sendo considerados negligentes, uma vez que é comprovado cientificamente os benefícios à saúde infantil. Os mesmos não acreditam na legitimidade do PNI e ignoram qualquer evidencia cientifica de benefícios, alegando estarem tranquilos quanto a decisão sobre a saúde do filho, mostrando sentirem-se mais seguros ao não vacinarem (BARBIERI; COUTO; AITH, 2017). Alguns estudos apontam que as mães mais jovens, solteiras e de baixa escolaridade, residentes nas vizinhanças pobres de grandes centros tendem a imunizar mais os seus filhos do que as mães de classe média alta, com alto nível de escolaridade e que contam com acesso aos meios de comunicação (SILVA; CASTIEL; GRIEP, 2015). As crescentes manifestações contra a vacinação constituem-se como um problema de saúde pública e coletiva, visto que a população em geral será atingida com tal problemática. Dessa forma, estudar como esse movimento cresce, suas diretrizes e pautas é fundamental para que se possam criar estratégias em saúde a favor da vacinação e contra o movimento antivacina. OBJETIVOS Identificar na literatura científica a construção e o impacto do movimento antivacina frente a saúde coletiva. MÉTODO O presente estudo trata-se de uma Revisão Narrativa da Literatura, de caráter descritivo com abordagem qualitativa. Inicialmente traçou-se a seguinte questão norteadora: Quais os principais fatores do movimento antivacina e o seu impacto a saúde coletiva no Brasil? A partir dessa inquietação, inciou-se o processo para busca de resultados. A consulta online se deu, a partir do banco de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) empregando as bases de dados MEDLINE, BDENF e LILACS. A pesquisa foi realizada no período de março a abril de 2019. Na busca aos artigos, foram empregados os descritores padronizados pelos Descritores em Ciências da Saúde (DEC’s): Movimento Contra Vacinação, Saúde Pública e Vacinação, que foram cruzados a partir do operador booleano AND. Foram cruzados inicialmente os descritores: Vacinação AND Saúde Pública, encontrando 3.480 resultados, dos quais estavam disponíveis 1.505. Iniciou-se assim o processo de seleção dos agrupamentos, os quais foram analisados pelos seguintes critérios de inclusão: disponíveis na íntegra (1.505 resultados); Bases de dados MEDLINE (1.087), LILACS (259) e BDENF (31), resultando em 1377 documentos; idioma português (205); documento do tipo artigo (160 artigos), publicados entre os anos de 2011 a 2017, obtendo 65 artigos. Como critérios de exclusão: duplicatas (12), artigos que não contemplassem a temática proposta (42) e não estivessem disponíveis gratuitamente (11), permanecendo 4 artigos. Subsequentemente, foi aplicado outro cruzamento de descritores, quais sejam: Movimento Contra Vacinação AND Vacinação, obtendo 81 resultados, dos quais estavam disponíveis 57 estudos. Novamente aplicando os critérios de inclusão: disponíveis na íntegra (57 resultados); Bases de dados MEDLINE (50), LILACS (5) e HISA (1); idioma português (4); documento do tipo artigo (3), publicados entre os anos de 2015 a 2018, alcançando 3 artigos. Para critérios de exclusão: artigos que não contemplassem a temática proposta (2), restando 1 artigo. Após a seleção dos artigos filtrados, foi estabelecida a leitura integral dos mesmos, com vistas a reconhecer o assunto oferecido pelos documentos e afinidade com relação a questão norteadora descrita neste estudo. Desta forma, o resultado final foi de 5 artigos aos quais serviram de embasamento científico e referencial para construção da referida revisão. RESULTADOS/DISCUSSÕES Os primeiros movimentos governamentais que surgiram para a vacinação da população tiveram como principal opositor a classe média alta, como na Inglaterra em 1853. Em que os mesmos desaprovaram a medida do governo e as campanhas de imunização. As ações do poder público justiçavam-se pela perspectiva sanitária baseada nos princípios epidemiológicos (SILVA; CASTIEL; GRIEP, 2015). Há controvérsias entre estudos quanto a flexibilidade da vacinação, enquanto alguns dizem que a vacinação deve se dar de forma absoluta para todos os indivíduos, a os que defendem a flexibilidade do calendário, de modo que as doenças que não representem riscos relevantes a saúde pública sejam opcionais quanto a vacinação (BARBIERI; COUTO; AITH, 2017). Mesmo com a segurança das vacinas alguns efeitos adversos podem ocorrer por diversos fatores que podem ou não esta relacionados a própria vacina, dessa forma foi criando no Brasil um sistema de informação dos eventos adversos pós vacinação (SI-EAPV) sendo de muita significância para a identificação e possibilidades de estratégias para a atuação do enfermeiro, sendo relevante não apenas para a enfermagem, mas para a segurança e confiança no programa nacional de imunização, mantendo dessa forma a cobertura vacinal (BISETTO; CUBAS; MALUCELLI, 2011). As políticas públicas de imunização foram as principais contribuíntes para a construção e fortalecimento da cultura de vacinação, promovendo uma alta procura nas unidades de saúde e apoiando na erradicação de algumas doenças imunopreveníveis (BARBIERI; COUTO; AITH, 2017). Os artigos selecionados indicam que não se tem uma causa ou justificativa para o inicio ao movimento antivacina, com as redes sociais essas informações de correlações com o autismo e efeitos adversos foram se espalhando e ganhando espaço e tendo mais pais que escolhem não vacinar e aderem ao movimento. Inicialmente é algo que não tem gerado impacto sobre a saúde pública, entretanto seus efeitos a longo prazo podem gerar um desequilíbrio na luta pela erradicação de algumas doenças imunopreveníveis (SILVA; CASTIEL; GRIEP, 2015). O conflito entre liberdade individual e saúde pública é alvo de debates e questionamentos das pessoas que aderem ao movimento antivacinação, de forma que haja um equilíbrio entre a saúde pública e a liberdade individual (BARBIERI; COUTO; AITH, 2017). Mesmo não tendo estudos científicos para comprovar, os pais “não vacinadores” assim o fazem por mostrarem preocupação com os efeitos ocultos das vacinas, especialmente por acreditarem que tenha uma relação direta com o autismo. Não há embasamento para estas crenças, entretanto os pais assim o fazem (SILVA; CASTIEL; GRIEP, 2015). Em estudo realizado nessa perspectiva, identificou-se que para os casais que selecionaram as vacinas a serem aplicadas, a vacinação é vista como um valor moral, já os pais que não vacinaram, o que se sobressaiu foi o modo de vida, que vê a vacinação infantil sem um sentido e um risco e intervenção desnecessária ao filho saudável (BARBIERI; COUTO; AITH, 2017). Cabe ao enfermeiro realizar as orientações quanto a relevância da vacinação, o incentivo para vacinar, sua importância e necessidade. Direcionadas para as mães, gestantes e população em geral. Em pesquisas os enfermeiros relataram que como estratégia eles utilizaram levar conhecimento ao usuário da unidade, buscando conscientizar a mãe que ela deve levar seu filho para vacinar (TAVARES; TOCANTINS, 2015). Entre as ações dos enfermeiros para a erradicação de doenças imunopreveniveis esta a atualização do cartão de vacina como procedimento e a orientação ao usuário como propósito de evitar agravos e doenças (TAVARES; TOCANTINS, 2015). CONSIDERAÇÕES FINAIS O movimento antivacina pode ainda não ter gerado impacto considerável no Brasil, porém suas consequências começam a aparecer com a morte de crianças por doenças imunopreveníveis nos países vizinhos, com a crescente globalização e a forte influencia das mídias sociais, a influência a ser gerada é algo a ser considerada e prevenida. Os meios de comunicação produzem uma série de informações não verídicas quanto a saúde e por isso se faz necessário promover educação em saúde dentro desses espaços, levando informações adequadas sobre as vacinas, benefícios, importância e necessidade. Diante dos estudos percebeu-se que as mães de classe média alta estão entre as que não vacinam seus filhos o que nos leva a refletir sobre o acesso as unidades básicas de saúde que essas mães não frequentam e onde ocorrem as maiores promoções de saúde frente a imunização por parte da enfermagem. Enquanto as mães de classe baixa são acompanhadas durante o pré-natal e orientadas quanto a necessidade da vacinação, as mães com condições favoráveis em seus planos de saúde optam pela não vacinação. O que sugere que o sistema privado de saúde não efetua uma promoção em saúde de qualidade, tão eficaz quanto o sistema único de saúde, que mesmo resistindo as inúmeras dificuldades permanece sendo o maior provedor de equidade e informação a comunidade. Portanto, é necessário diante dos cenários que se criam e se expandem na sociedade moderna a consolidação da imunização como um serviço de saúde pública, cientificamente respaldado. No que concerne ao movimento antivacina, retroceder não é uma opção e a enfermagem tem um papel imprescindível quanto conscientização da população.
Oral
Abrir o trabalhoA PARTICIPAÇÃO DO HOMEM NO PLANEJAMENTO REPRODUTIVO
ÍNGRID RODRIGUES ALVES; Ana Beatriz de Sousa Morais; Larissa Pereira da Silva; Moziane Mendonça de Araujo; Ronnaby Vicente de Araújo
INTRODUÇÃO: O planejamento reprodutivo ou familiar caracteriza-se por um conjunto de ações que possibilitam a mulher, homem ou casal terem ou não mais filhos. Ainda que este configure-se um espaço para homens e mulheres, é notório que o maior público de participação presente são as mulheres. Isso é explicado pela construção histórica de gênero, social e cultural no qual dar-se a mulher a decisão de conceber ou não. Além disso, o homem quase não reconhece a necessidade de procurar serviços de assistência a sua saúde, por considerar que o cuidado não é uma prática masculina, este só acontecendo em casos de adoecimento por tempo prolongado. Diante do fato de que a concepção seja resultado da relação sexual entre o homem e a mulher, a anticoncepção também deve acontecer mediante esforços do casal, o que evidencia a necessidade da participação do homem no planejamento reprodutivo. OBJETIVO: Conhecer, a partir de um levantamento bibliográfico, a importância da participação do homem no planejamento reprodutivo. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, do tipo descritivo-exploratória com abordagem qualitativa, realizada durante o mês de abril de 2019, através da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), mediante os descritores, “Planejamento familiar”, “Saúde do homem” e “Saúde reprodutiva”, cruzados com o operador booleano AND, ao passo que foram encontrados 941 artigos. Após aplicação dos critérios de inclusão: artigos disponíveis e completos, publicados no período de 2015 a 2018 e no idioma português, sendo excluídos artigos repetidos e que não correspondessem à temática. Totalizaram-se 34 artigos e após a análise criteriosa e leitura na íntegra, foram selecionados cinco artigos para compor o presente estudo. RESULTADOS/DISCUSSÕES: A partir dos achados na análise dos artigos, foi possível evidenciar a necessidade de se estudar e desenvolver pesquisas direcionadas à temática, uma vez que foram encontradas poucas publicações que discutam a participação direita e indireta do homem no planejamento reprodutivo. Isso acontece em virtude da visão socialmente construída que coloca sobre a mulher a responsabilidade da anticoncepção, como também pelo fato dos métodos de contracepção utilizados serem na grande maioria de uso feminino, as mulheres acabam tomando para si esta responsabilidade. O homem pouco participa do planejamento familiar e da escolha do método contraceptivo, não assumindo o seu papel de integrante do processo. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que há na sociedade a necessidade de se construir uma igualdade de gênero até mesmo na escolha do método contraceptivo, visto que as questões de gênero aparecem como um dos fatores da baixa participação dos homens no Programa de Planejamento Reprodutivo. É imprescindível que os serviços de saúde voltem-se para as diferenças de gênero e tracem estratégias que envolvam os homens na saúde reprodutiva e sexual, seja por meio de ações educativas ou facilitando o atendimento destes nos serviços de saúde, disponibilizando horários de atendimento à livre demanda, para que estes possam assim também participar da escolha do método contraceptivo junto as mulheres e trocar experiências e sanar dúvidas diante da assistência ofertada.
Palavras-chave: Planejamento familiar,Saúde do homem,Saúde reprodutiva
Oral
Abrir o trabalhoA UTILIZAÇÃO DA LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS (LIBRAS) NA COMUNICAÇÃO E ASSISTÊNCIA EM ENFERMAGEM
MAIARA BEZERRA DANTAS; Fernanda Nogueira de Andrade; Sáskia Rienny dos Reis Gomes; Gesiany Pereira Vieira; Mariana Andrade de Freitas
INTRODUÇÃO: Cerca de 9,7 milhões de brasileiros tem algum tipo de deficiência auditiva. A comunicação é artificio necessário para a assistência efetiva, podendo também influenciar negativamente no cuidado em enfermagem quando não estabelecida. Salienta-se com isso, a severa dificuldade de comunicação, principalmente, nos serviços de saúde, destacado-se a importância em se conhecer as fragilidades para buscar intervenções. OBJETIVOS: Relatar a experiência da assistência em enfermagem a um usuário com deficiência auditiva. MÉTODO: Estudo descritivo do tipo relato de experiência, embasado na experiência advinda de uma visita domiciliar durante o Estágio na Atenção Primária, na Estratégia de Saúde da Família (ESF), na cidade de Iguatu-Ceará. Foi realizado no mês de abril de 2019. RESULTADOS/DISCUSSÕES: Durante a realização da visita domiciliar, houve inicialmente a dificuldade de compreensão pelo deficiente auditivo, sobre o que os profissionais estavam fazendo na residência, dificultando assim a própria entrada no domicílio. O cliente morava sozinho e não haviam familiares para facilitar a comunicação, o que propiciou instabilidade nos profissionais que tentavam prosseguir a visita. Entretanto, o paciente realizava a leitura de algumas palavras e, a Agente Comunitária de Saúde intermediou a comunicação através da demonstração de imagens, o que diminuiu a dificuldade de compreensão. Através destes aspectos facilitadores, possibilitou-se repassar informações concernentes aos horários de atendimento na ESF e o estimular a buscar estes serviços, para assim propiciar uma assistência mais completa, visto que houve dificuldade para a realização desta. Observa-se a complexidade na efetivação de uma assistência integralizada e voltada para as necessidades do usuário, tornando-se onerosa devido o diálogo deficitário entre profissional e cliente. É notório a grande importância do estudo de Libras na universidade, propiciando a mudança destas condições, como posteriores profissionais de saúde.CONSIDERAÇÕES FINAIS: Visualiza-se assim a importância da educação permanente para os profissionais de saúde, voltadas para as necessidades individuais, centrada também em fatores simples, como a comunicação, para a realização da assistência de enfermagem. Ver-se ainda a necessidade de maior aprofundamento dos acadêmicos ao estudo de Libras, sendo esta já adicionada na grade acadêmica de algumas instituições de ensino. A identificação das debilidades na assistência em enfermagem é fator motivador para a mudança deste cenário, estabelecendo ao estudante senso de criticidade e anseio de melhoria no sistema de saúde.
Palavras-chave: assitência, comunicação em saúde,enfermagem
Oral
Abrir o trabalhoAs dificuldades enfrentadas pelos surdos nos serviços de saúde
ANA KAROLINE ALVES DA SILVA ; Giliarde Andrade Silva; Juliana Ferreira Carlos; Francisca Luana de Oliveira Sousa; Ricardo Oliveira Barros Filho
INTRODUÇÃO: O Sistema Único de Saúde (SUS), criado há 31 anos foi uma grande conquista do povo brasileiro. Consolidado juntamente com a Constituição de 1988 a saúde como “Direito de todos e dever Estado” gerou mudanças que melhoraram a qualidade de vida brasilera, mas apesar de muitos avanços ainda se fazem presentes inúmeras carências tanto nos recursos oferecidos, quanto na qualificação dos profissionais. Tais situações aliadas à falta de equidade fazem com que a pessoa com deficiência tenha dificuldades para adentrar aos serviços de saúde. A exemplo os surdos, que enfrentam sérios problemas ao buscar o Sistema Único de Saúde. OBJETIVOS: Identificas as barreiras comunicacionais entre o profissional da saúde e o surdo. MÉTODO: A análise dos artigos se deu através da busca na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) no mês de abril de 2019, por meio dos descritores “Dificuldades”, “Surdos”, “Serviços de saúde”, cruzados com o operador booleano AND. Com a utilização dos filtros restaram sete documentos que se fizeram de acordo com a temática. RESULTADOS/DISCUSSÕES: No dia-a-dia é notável a falta de profissionais capacitados para se comunicarem com os surdos pela língua de sinais, visto que poucos têm conhecimento sobre a mesma e que muitas vezes não possuem interesse em aprender. Dessa forma, o atendimento a essa população fica cada vez mais difícil, pois há o desconforto mútuo, já que na maioria das vezes os surdos não são interpretados de forma correta durante alguma consulta. A ausência de intérprete nos serviços de saúde e a não utilização de recursos visuais contendo informações necessárias também dificultam a comunicação. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A partir da análise de estudos, pode-se perceber que os surdos enfrentam inúmeras dificuldades nos serviços. Dessa forma, é de suma importância que os profissionais de saúde busquem formas de facilitar o acesso a esse público. Medidas como a utilização de meios visuais, a qualificação por parte de todos os profissionais que constituem a unidade de saúde, através do aprendizado em LIBRAS ou a contratação de um intérprete, assim como a inserção de um surdo na sociedade ouvinte, o que dessa forma vai promover a inclusão e auxiliar o atendimento, podem ser adotadas.
Palavras-chave: Dificuldades, surdos
Oral
Abrir o trabalhoCARACTERIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA EM ENFERMEIROS DE UMA UNIDADE HOSPITALAR
MAIARA BEZERRA DANTAS; Sarah Lucena Nunes; Aline do Nascimento Pinheiro; Farley Pedro Santos da Silva; Francisco Diógenes Lima de Assis
INTRODUÇÃO A violência no trabalho caracteriza-se como resultado da interação de fatores individuais, ambientais, de relação e cultura. Salienta-se nesse espectro, a violência psicológica, determinada por toda ação que coloque em risco ou cause dano a sua saúde mental, física e social, através de atitudes desrespeitosas e discriminantes que causem dano a autoestima e moral de um indivíduo ou grupo (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE, 2009). A violência no trabalho vem apresentando-se como risco ocupacional, onde o setor saúde destaca-se na exposição dos seus trabalhadores, considerado ambiente fecundo para o desenvolvimento de danos para a saúde destes trabalhadores (SPECTOR; ZHOU; CHE 2014). Ressalta-se entre os grupos de profissionais mais propensos a agravos em saúde, a enfermagem, exposta a diversos estressores dentro das unidades de saúde, devido principalmente as múltiplas atividades executadas, que ocasionam a sobrecarga de trabalho e o estresse ocupacional deste público, o que reflete na segurança da assistência ao paciente e o agravo da saúde mental profissional (SILVA; MOURA, 2014). As características da saúde física e mental do profissional de enfermagem são demasiadamente relevantes para a boa sincronia do trabalho em saúde, podendo trazer consequências para o cuidado em enfermagem. Com isso, cabe-se questionar de que modo esta violência caracteriza-se nos serviços de saúde? E que estratégias podem ser traçadas para sua redução? Diante disso demonstra-se a relevância em se conhecer e identificar as situações relativas a violência psicológica no trabalho em saúde, com enfoque no profissional enfermeiro. Torna-se necessário reconhecer o comportamento dos profissionais de enfermagem e de que modo essas ações influenciam no cuidado de enfermagem, e ainda em que situações propiciam a ocorrência destas ações. OBJETIVOS Identificar os principais tipos de violência psicológica no enfermeiro no serviço de saúde, e suas características. MÉTODO Trata-se de um recorte monográfico, caracteriza-se como descritivo, quantitativo, de corte transversal. Realizado em uma unidade hospitalar do estado do Ceará, com 45 enfermeiros. Fez-se uso do Questionário de pesquisa Violência no Local de Trabalho no Setor da Saúde, proposto pela Organização Mundial de Saúde, Organização Internacional do Trabalho e de Serviços Públicos e Conselho Internacional de Enfermagem (DI MARTINO, 2003), traduzido e adaptado para a língua portuguesa (PALÁCIOS, 2002). Avaliou-se as variáveis assédio moral, agressão verbal, sexo, setor de trabalho e providência tomada. O referido estudo é apoiado pela resolução 466 de 2012, e foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Regional do Cariri (URCA). A pesquisa foi realizada no mês de abril de 2018. RESULTADOS/DISCUSSÕES A violência psicológica é compreendida como o uso de poder de modo intencional a um indivíduo ou sua coletividade, determinada a controlar práticas, tomada de decisões, valores e condutas. Ocasionando danos para o desenvolvimento moral, social, físico ou mental do sujeito. Subclassifica-se como: assédio moral, violência verbal, assédio sexual e discriminação racial (VILELA, 2009). Na amostra analisada, 73,3% sofreram algum tipo de violência psicológica. Quanto a suas tipologias, pelo menos 44,4% sofreram assédio moral e agressão verbal, dentre estes houve predominância da agressão verbal, correspondendo a 96,9% dos que referiram ter sofrido algum tipo de violência. Corroborando, em estudo realizado por Lima e Sousa (2015), destacou que a principal categoria que sofre com a violência psicológica dentro da equipe de enfermagem, são os enfermeiros, seguido dos técnicos de enfermagem e auxiliares de enfermagem, destacando os pacientes como principais agressores. A violência verbal apresentou-se como subtipo mais comum. Apesar de números reduzidos de assédio moral na amostra pesquisada, estes por vezes passam despercebidos e não identificados no ambiente de trabalho. Apresenta aspectos adversos com o que é esperado, demarcadas por violência psicológica e encalços entre o agressor e vítima, sendo assim invisibilizadas (SILVA; AQUINO; PINTO, 2017). Dentre as dificuldades enfrentadas pelo assédio moral na enfermagem, o grande desafio encontra-se na identificação precoce dos agravos a saúde dos profissionais, evitando a perpetuação de mais atos entre os pares, evitando a banalização destas práticas pelos profissionais envolvidos (LIMOEIRO et al., 2018). Como violência no trabalho, o assédio moral é caracterizado como ações ou condutas abusivas manifestadas a partir de expressões verbais, físicas, escritas ou sinais que propiciem ou acarretem consequências negativas à individualidade, à dignidade ou à inteireza física ou psicológica do indivíduo, degradando seu ofício ou âmbito laboral (HIRIGOYEN, 2015). Em relação as características destes profissionais, 86,6% são do sexo feminino, onde 30% dessas mulheres relataram não ter sofrido nenhum tipo de violência. Já os seis participantes do sexo masculino relataram ter sofrido ao menos um tipo de violência. Apesar da predominância de enfermeiras do sexo feminino, influenciando os valores elevados de agressão no trabalho imprime-se ainda o fator gênero nos processos de dominação, sendo este influenciador na perpetração da violência psicológica entre o público feminino. O grande numero de mulheres entre as trabalhadores de enfermagem vem se relacionando historicamente ao patriarcado, classificando esta classe como depreciada e estigmatizada. Dentre os desequilíbrios das relações trabalhistas, adentra-se ainda a diferente relação também entre gêneros, em diferentes setores, transcendendo o serviço de saúde, permitindo além da subordinação nas relações hierárquicas (FONSECA et al., 2012). Quanto aos setores com maior predominância deste tipo de violência, destacou-se a clínica médica e a emergência. A alta rotatividade dos enfermeiros no setor cínica médica influencia no resultado adquirido, onde os enfermeiros desta instituição, em sua maioria, atuam em mais de um setor. No que tange a Emergência, infere-se inúmeros fatores determinantes, como a elevada carga de trabalho e a demasiada pressão exercida sobre os profissionais, considerando-se um ambiente instável e multivariado quanto aos públicos atendidos. Estes trabalhadores tem o primeiro acesso com as insatisfações dos clientes e constituem a linha de frente com o usuário (PAI et al., 2015). Estudo realizado por Lima e Souza (2015) apontou em sua pesquisa a emergência como o setor com maior frequência de violência psicológica, registrando 51 % dos casos analisados. O trabalho gerencial e assistencial do enfermeiro desencadeia grandes exigências, se tratando de ambientes que demandam do enfermeiro o planejamento material e humano de recursos, assim como o enfrentamento de situações inesperadas, promovem o interrompimento das ações prestadas, deixando estes profissionais susceptíveis ao estresse e sentindo-se impotentes diante das atividades laborais. Nesse aspecto, influencia-se assim na qualidade da saúde mental do enfermeiro (ARAÚJO, 2016). Diante das agressões sofridas e as providências tomadas, 21,2% do total de agredidos receberam alguma providência em relação as agressões sofridas. Observa-se assim a deficiência da identificação e respostas a este tipo de violência, colaborando desta forma para a sua recorrência. Os comportamentos de violência dentro do trabalho em saúde devem ser rapidamente observadas, a fim de implementar políticas públicas que coíbam essas práticas, visando a melhoria da qualidade de vida dos profissionais de saúde, especialmente da enfermagem (ANDRADE et al., 2015). CONSIDERAÇÕES FINAIS Com a perpetração da violência psicológica dirigida aos profissionais enfermeiros, observa-se a deficiência de estratégias e meios de redução deste problema. Demonstra-se ainda, o desestímulo à denúncia e a explicitação destes atos aos responsáveis na unidade hospitalar, fragmentando ainda mais o processo de enfrentamento pela vítima. Corroborando assim para a elevação de doenças ocupacionais e transtornos mentais advindos de inúmeros e repetitivos episódios, que se acobertam no silêncio dos enfermeiros. Tem-se ainda como limitações, a acessibilidade ao desenvolvimento de novas pesquisas nas instituições de saúde, caracterizando-se como assunto banalizado e incômodo tanto as vítimas, quanto as próprias instituições, dificultando o aprofundamento nas pesquisas. Com isso, torna-se relevante o desenvolvimento de meios e tecnologias que possam contribuir para a identificação e redução da violência proferida a estes profissionais, bem como a motivação pelos serviços de saúde à quebra da mudez pelas vítimas, através da reivindicação de seus direitos enquanto trabalhador de saúde e de suas necessidades, vislumbrando deste modo, uma gestão participativa entre cliente- profissional-administração.
Palavras-chave: enfermagem,serviço de saúde,violência
Oral
Abrir o trabalhoDESCRIÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES ACOMETIDOS PELA HANSENÍASE
GILIARDE ANDRADE SILVA; Celena Pedrosa Cavalcante -; Lindalva Maria Barreto Silva -; Daiana de Freitas Pinheiro -; Ana Karoline Alves da Silva
INTRODUÇÃO A Hanseníase é considerada a doença mais antiga do mundo, um grave problema de saúde pública não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. Mesmo sendo tão conhecida e antiga, mantém alta incidência e prevalência até os dias de hoje. Esta enfermidade é de grande relevância devido ao seu caráter crônico e às sequelas físicas irreversíveis que pode acarretar. Ela também gera grande impacto na qualidade de vida dos pacientes devido às incapacidades e ao preconceito que cerca a doença, as pessoas acometidas pela mesma são geralmente excluídas da sociedade e de suas atividades econômicas, gerando um isolamento social desses indivíduos (PINHEIRO, M.G.C. et al, 2019). Mesmo acometendo tantas pessoas a taxa de mortalidade ainda é baixa, isso se dá pelo fato de a doença não ser a causa direta das mortes na grande parte dos casos. Além disso, o tratamento por meio de Poliquimioterapia (PQT) contribui para cura da doença. No entanto, mesmo com a possibilidade de cura da enfermidade ela ainda possui alto risco de causar lesões irreversíveis nos pacientes, deixando sequelas para toda a vida dessas pessoas, visto isso se faz necessário atentar para tais complicações resultantes em especial as reações hansênicas, o cuidado com estas complicações é necessário devido serem as principais causadoras das limitações físicas que acometem os pacientes, essas reações podem necessitar de cuidados hospitalares, dependendo da gravidade com que se apresentam (BORGES, M.G.L. et al, 2015). Em todo o mundo no ano de 2010 foram notificados 228.474 casos novos de Hanseníase, o Brasil é um dos países com o maior índice de casos de Hanseníase, apresentando no mesmo ano 34.894 novos casos, por isso estão sendo feitos grandes esforços para reduzir o número de casos, entretanto esses esforços ainda não foram suficientes, e a doença ainda é considerada endêmica. As pessoas que apresentam reações, neurites e, por conseguinte deformações motoras e sensitivas, apresentam risco maior de desenvolver deficiências físicas. Tais deficiências provenientes das lesões neurais podem provocar complicações nos mãos, pés e olhos. As deficiências funcionais limitam a vida dos pacientes e a capacidade de estabelecer relações no campo social e ocupacional, esses achados podem influenciar na qualidade de vida dos indivíduos. Quanto a qualidade de vida das pessoas atingidas pela doença ainda não encontra-se cientificamente um instrumento apto para avaliar o bem-estar e a qualidade da população acometida pela Hanseníase. Isso constitui uma grande preocupação, visto que um mecanismo como esse seria de enorme valia para o desenvolvimento de ações terapêuticas e sociais. Essa enfermidade é temida e trabalhosa por causa da sua gravidade e alto potencial incapacitante (SIMÕES, S. et al, 2016). OBJETIVOS Descrever possíveis mudanças na qualidade de vida de pacientes acometidos pela hanseníase. MÉTODO Trata-se de uma narrativa da literatura. A pesquisa foi realizada no banco de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), no mês de março e abril de 2019. Indagou-se a questão que norteou o presente estudo: Descrever como é a qualidade de vida das pessoas acometidas pela hanseníase? Foram selecionados os Descritores em Ciência da Saúde (DeCS): Hanseníase, qualidade de vida, enfermagem que foram cruzados com o operador booleano “AND”. Os artigos passaram por alguns critérios de inclusão tais como: artigos completos, públicados nos últimos cinco anos em português e excluidos: artigos repetidos, artigos de revisão e que não respondessem a questão norteadora. Após analise criteriosa, selecionaram-se dez artigos para compor o presente estudo. RESULTADOS/DISCUSSÕES . Dos artigos encontrados quatro deles são pesquisas quantitativas e seis são pesquisas qualitativas. Quando analisado o perfil dos autores notou-se que sete são Médicos graduados, uma Enfermeira Doutorada pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, um Fisioterapêuta e um Terapêuta Ocupacional. A definição de qualidade de vida é tão vasto quanto o de saúde, visto que é motivado por inúmeros fatores, como bem estar, atividade física, psicológico, nível de independência e relacionamento social. Destaste, a hanseníase pode ser avaliada considerando-se as dimensões psicológicas, espirituais e socioeconômicas que atinge gradativamente os individuos que não estão sendo adequadamente tratados. Os pacientes com hanseníase apresentam deficiências físicas e psicossociais decorrentes da enfermidade comprometendo a sua adaptação à vida social, gerando estigma e isolamento e aumentando o risco de transtornos psiquiatricas, achando-se a depressão o transtorno mais frequente nessa patologia (SIMÕES, S, 2016). Alguns indivíduos idosos podem até apresentar independência funcional, porém alguns estudos realizados com idosos constataram que a maioria deles era dependente, com elevado grau de comprometimento da capacidade funcional quanto às atividades de vidas diarias, esses resultados positivos em relação à independência funcional podem estar associados às características específica da população. A hanseníase pode implicar em altos custos pessoais, sociais e previdenciários, especialmente, para a população mais jovem que reflete o futuro produtivo e econômico do país, dessa forma além da preocupação com a doença e o tratamento da mesma, os pacientes ainda se sentem angustiado com os gastos que a enfermidade pode acarretar. Após o diagnóstico de hanseníase, pacientes relatam que a vida mudou completamente. Essas mudanças estão relacionadas aos resultados indesejáveis do tratamento medicamentoso, tendo, por exemplo, o escurecimento da pele. Em razão de ser uma enfermidade incapacitante, alguns portadores de hanseníase delaram que a doença lhes causa desconforto por todo o corpo, colocando em risco o equilibrio de sua vida, impossibilitando-os e realizar tarefas diárias e trabalhar, estabelecendo limitações às suas atividades, ocasionando mudanças sérias em suas vidas, bem como a redução das atividades sociais de lazer. Como ainda existe muita falta de conhecimento sobre as caracteristicas da doença muitos acometidos sentem-se constrangidos diante do diagnóstico, pondo assim em xeque convivio familiar, e essas condições demanda o desenvolvimento de estratégias para superar os desafios relacionados a estigma, crença e preconceio sobre a doença, bem como elaboração de um plano de cuidados integral, incluindo pessoas próximas ao doente, disposto a esclarecer sobre a doença e aumentar a adesão à terapêutica. Os prejuízos causados pela Hanseníase na vida diária das pessoas e nas relações interpessoais causa sofrimento que transcede a dor e o mal-estar ligados ao prejuízo físico, o que provoca enorme impacto psicológico e social. Tal prejuízo na qualidade de vida está associado de maneira mais importante á doença na sua forma mais grave, como a multibacilar, reação hansênica e incapacidades físicas (PELARIGO, J.G.T, 2014). CONSIDERAÇÕES FINAIS Pode-se perceber que a hanseníase não passa despercebida na vida dos acometidos, ela provoca sequelas emocionais ou fisicas, seja por tempo limitado no decorrer do tratamento ou por um período maior, como no caso das sequelas físicas. Nessa perspectiva, é imprescindível o apoio dos profissionais de saúde a essas pessoas, prestando uma atenção integral e contínua, onde possam escutar esses indivíduos e repassam informações adequadas sobre a doença.
Palavras-chave: Enfermagem, Hanseníase, Qualidade de vida
Oral
Abrir o trabalhoDISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DOS CASOS DE TUBERCULOSE DO MUNICÍPIO DE OURICURI-PE
KADSON ARAUJO DA SILVA; Tiago Ribeiro dos Santos; Gabriel de Lima Pereira; Wêdson Ferreira dos Santos; José Adelmo da Silva Filho
INTRODUÇÃO: A tuberculose é uma doença infectocontagiosa e representa um grave problema de saúde pública no mundo. Em 2017 foi firmado um compromisso com 75 países na busca de tomar medidas urgentes para a erradicação dessa doença. Os métodos de análise espacial podem colaborar para a delimitação de áreas de maior vulnerabilidade, a fim de estabelecer estratégias e intervenção de forma mais localizada. OBJETIVO: Identificar áreas endêmicas para tuberculose no município de Ouricuri – PE nos anos de 2017 a 2018. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo de análise documental, realizado no período de fevereiro a março de 2019. Utilizou-se das fichas de notificação de tuberculose obtidas na Coordenação de Vigilância Epidemiológica do município de Ouricuri-PE para obtenção dos dados. Foram analisados os casos ocorridos na zona urbana entre os anos de 2017 e 2018. Usou-se do georeferenciamento através do Google Earth Pro para mapeamento das áreas endêmicas. A pesquisa respeitou as determinações éticas e legais conforme a resolução 466/12 do CNS. RESULTADOS/DISCUSSÃO: O estudo mostrou que a distribuição espacial da tuberculose não é uniforme, entretanto as regiões periféricas tradicionalmente carentes da cidade mostraram-se com os maiores índices de notificação. O bairro Nossa Senhora de Fátima, historicamente carente e negligenciado, apresentou 07 casos com proximidade significativa entre eles, seguido pelo bairro São Sebastião, que surgiu através do projeto do governo Minha Casa Minha Vida, com 03 casos. Os bairros Santo Antônio, Cohab, Renascença, Ipssep e Santa Maria I e II apresentaram 02 casos cada. Os demais bairros da cidade notificaram 01 ou 0 casos de tuberculose. A tuberculose está intrinsicamente ligada as variáveis de natureza econômica, social e cultura, levando muitas vezes o paciente ao abandono do tratamento ou ao diagnóstico tardio. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Espera-se que este estudo possa contribuir para dar suporte aos gestores na definição de áreas prioritárias para aplicação de recursos e no planejamento de intervenções estratégicas de combate à tuberculose.
Palavras-chave: Condições de vida,Distribuição espacial,Tuberculose
Oral
Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO EM SAÚDE SOBRE INFLUENZA EM UMA ESF: RELATO DE EXPERIÊNCIA
SUYANNE CAVALCANTE BARRETO; Francisco Werbeson Alves Perreira; Sáskia Rienny dos Reis Gomes; Fernanda Nogueira de Andrade; Rusy Maria Leite Amorim
INTRODUÇÃO: Influenza, conhecida popularmente como gripe, é um doença viral aguda.Sua propagação ocorre de forma fácil e rápida, sendo transmitida mais frequentemente por meio de tosse ou espirros. Os sintomas mais comuns são cefaléia, febre, tosse, garganta inflamada, mialgia e respiração dificultada. O Programa Nacional de Imunizações inseriu a vacinação contra este vírus tendo o intuito de prevenção, no qual o objetivo é de prevenir contra a doença, suas complicações e evitar quadros mais graves da mesma.Ao longo da graduação percebe-se a importância do estágio para trabalhar a educação em saúde com a população, forma pela qual ocorre disseminação de informação para os mesmos.OBJETIVOS: Relatar uma ação desenvolvida sobre vacinação contra a influenza. MÉTODO: Este trabalho trata-se de relato de experiência com uma abordagem descritiva, no qual foi efetuado a partir da vivência de uma ação desenvolvida na disciplina de estágio curricular supervisionado na atenção básica.RESULTADOS/DISCUSSÕES: Na campanha de vacinação contra o vírus influenza realizou-se uma palestra, com utilização de cartazes contendo informações decorrentes a tal campanha ,no qual continha explicações com: o que é o vírus influenza; a diferença entre gripe e resfriado; a importância da vacina e sua proteção; sintomas que são ocasionados pela gripe e informações com mitos e verdades sobre a vacina, que continham, mitos: a vacina pode provocar o processo de adoecimento para a gripe? Gestantes não é indicado a vacinação? verdades: esta vacina protege contra a gripe; sua composição é vírus morto e não pode provocar a doença, no qual ao longo da abordagem foram retiradas dúvidas dos pacientes que compareceram a Estratégia Saúde da Família-ESF para a vacinação antes de serem efetuadas a aplicação da vacina.Nota-se a importância em abordar sobre a vacina citada anteriormente, no qual contribuem com o esclarecimento de dúvidas, que contribuem para o encorajamento para se tomar a vacina.CONSIDERAÇÕES FINAIS: Haja vista a importância da campanha de vacinação, no qual o objetivo é proteger contra o processo de adoecimento provocada pela patologia nos clientes da Unidade Básica de Saúde, ressalta-se também a contribuição ao conhecimento teórico/prático aos acadêmicos do supervisionado 1, exposição de informações e esclarecimento de dúvidas aos clientes que compareceram a ESF para a campanha.
Palavras-chave: Vacinação,Influenza humana,Prevenção de doenças
Oral
Abrir o trabalhoHANSENÍASE NA ATENÇÃO BÁSICA: CONDUTAS DE CONTROLE E PREVENÇÃO
LEONARDA MARQUES PEREIRA; Kadson Araujo da Silva; Kamila de Castro Morais; José Gerfeson Alves; Lorena Pinheiro Braga
INTRODUÇÃO Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a hanseníase é uma patologia infecciosa causado pelo Mycobacterium leprae, se caracterizando por ser uma doença neurológica com manifestações dermatológicas, fornecendo um diagnóstico clínico obtido pela presença de lesões sintomáticas hipoanestésicas ou anestésicas em algumas áreas da pele humana, com sinais de hipocoloração visíveis a olha nu. Os bacilos, uma vez estabelecidos em infecção cujas as defesas imunológicas não se fazem suficientes para combatê-los, reagem contra as células cerebrais causando a destruição da bainha de mielina dos neurônios, e por sua vez, levando a alterações dermatológicas que posteriormente, em ausência de tratamento, podem causar o desenvolvimento de acometimentos físicos irreversíveis. Portanto, na consulta deve-se colher o histórico pregresso e atual, realizar exame físico geral utilizando-se a inspeção e palpação, pois são essenciais para avaliação do déficit sensitivo e motor para o fechamento do diagnóstico da enfermidade. Não necessariamente necessita-se de exames adicionais como biópsia e baciloscopia para fechar o diagnóstico de hanseníase, mas devem ser utilizados para classificar quanto o tipo e grau da doença. (PADOVANI et al, 2014). A Atenção Primária à Saúde (APS) é desde a Conferência de Alma-Alta definida como um ponto chave que não deve ser vista como uma antagonista da rede de assistência hospitalar, mas sim uma coordenadora de todos os níveis de assistência à saúde, pois é através desta que a população é encaminhada para os demais níveis de atenção à saúde para promover a resolutividade das demandas sociais de enfermidades (FIGUEIREDO; PADOVESE, 2014). Segundo a Política Nacional de Atenção Básica, a atenção primária é responsável pelo atendimento das principais necessidades em saúde de uma comunidade em um determinado território, realizando ações de promoção, prevenção e proteção de agravos no âmbito individual e coletivo. Porém, pesquisas apontam que existem dificuldades na realização e integração das ações de controle da hanseníase pela unidade básica de saúde, devido à ausência de capacitação dos profissionais referente a temática, como também no meio coletivo de uma comunidade pela falta de ações educativas. Dessa forma, julga-se de suma importância a abordagem de ações educativas referente a hanseníase e suas condutas de controle e prevenção na comunidade e em todos os sítios sociais, utilizando para isso meios para combater o alto índice de prevalência e que devem ser fornecidos pelos profissionais de saúde atuantes na Estratégia de Saúde da Família. OBJETIVO Identificar na literatura as condutas de controle e prevenção da hanseníase na atenção básica. MÉTODO Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com abordagem qualitativa, de caráter descritivo, realizada no mês de março e abril de 2019. O estudo foi realizado através do banco de dados da Biblioteca Virtual em saúde (BVS), utilizando os seguintes descritores: Atenção Básica, Controle e Prevenção, Hanseníase, com uso do operador booleano AND, através das bases de dados MEDLINE e BDENF, resultando em 19.960 artigos disponíveis. Utilizando os critérios de inclusão: Assunto Principal; idioma português; corte temporal de 2014 a 2018, obtiveram-se 45 artigos. Aplicando como critérios de exclusão os artigos repetidos e que não contemplassem a temática, resultou-se em 8 referências para leitura na íntegra e construção do presente estudo. RESULTADOS E DISCUSSÕES Os artigos selecionados indicam que, no passado, a hanseníase era conhecida como lepra, onde indivíduos portadores da doença sofriam rejeição e preconceitos da sociedade e muitas vezes dos próprios familiares, impedidos de retomar a sua vida social e independente devido as incapacitações geradas pela infecção. Atualmente, ela se faz uma das infecções presentes inseridas no contexto social brasileiro, porém com um grande diferencial, possui medidas de combate, de controle, prevenção e também de tratamento. Antes as estratégias de enfrentamento era ligadas a internação compulsória e na ausência de inserção social do indivíduo afetado, hoje a OMS enfatiza novas formas de combater a hanseníase visando sua eliminação, preconceito e reinserção social, levando em pauta questões humanitárias (SIMPSON et al, 2014). Os estudos apontam condições clínicas relacionadas a hanseníase, como: perda de sensibilidade, nódulos, placas, espessamento da derme e, em alguns casos, acometimento de nervos periféricos, que são responsáveis pelas incapacidades nas mãos, nos pés e nos olhos. Essas complicações e seus comprometimentos físicos podem afetar a vida pessoal, social e profissional do indivíduo acometido, dessa forma, seu enfrentamento no processo de saúde-doença encontra-se prejudicado devido as consequentes deformidades que podem vir a provocar um mal desempenho das funções de trabalho, dificuldades nas relações sociais, além dos preconceitos relacionados aos portadores da patologia e suas limitações de desenvolvimento, proporcionando uma sobrecarga psicológica (TAVARES et al, 2014). A OMS relata que o diagnóstico precoce, tratamento adequado e bem executado com poliquimioterapia e a união das ações de controle realizadas pela Atenção Primária em Saúde, são as principais condutas e estratégias utilizadas redução da taxa da doença. O Ministério da Saúde com a implementação dos Agentes Comunitários em Saúde e a Estratégia de Saúde da Família possuem como atividade periódica e principal o diagnóstico, tratamento e a prevenção das incapacidades que devem ser realizadas pela vigilância dos ACS, assim, os mesmos, possuem suma importância no controle da enfermidade com a colaboração das redes secundárias e terciárias de saúde para redução e melhora na qualidade da assistência oferecida (LANA et al, 2014). Simpson et al, 2014, corroboram em relatar que as ações de controle da hanseníase visam a descoberta de novos casos para realizar a poliquimioterapia previamente visando a cura para interromper possíveis cadeias de transmissão do bacilo patológico, assim como a prevenção, atividades de acompanhamento das incapacidades físicas e a reabilitação social. As atividades preventivas e de reabilitação física devem ser realizadas por profissionais de saúde objetivando-se iniciar o tratamento precoce impedindo o acometimento de lesões neurais futuras, sempre incentivando o autocuidado por parte dos próprios pacientes. A introdução da poliquimioterapia pela OMS foi um marco para o tratamento e controle da hanseníase, se mostrando eficaz nas duas formas da doença (paucibacilar e multipabacilar) durante regime ambulatorial, porém não foi suficiente para eliminar o estigma que rodeia a enfermidade, onde ainda existem obstáculos para controlar esses agravos em países em que a carga ainda se é elevada. As atual estratégia de combate a hanseníase aborda sobre o diagnóstico precoce, tratamento por poloquimioterapia, prevenção de incapacidades e vigilância dos contatos domiciliares, uma vez que, é uma doença infecto contagiosa que pode facilmente acometer outros membros familiares (TAVARES et al, 2014). Para avaliar a qualidade de assistência em saúde foi lançado o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ) com o objetivo de expandir e facilitar a oferta qualificada dos serviços de saúde no ambiente da APS do SUS. O PMAQ possui quatro fases – autoavaliação, monitoramento, avaliação externa e recontratualização – que devem ser realizadas em conjunto e avaliando práticas consideradas estratégicas na APS, incluindo a hanseníase como um dos focos. Durante a etapa de autoavaliação a APS busca identificar pontos fortes e frágeis no desenvolvimento das ações de vigilância, diagnóstico e tratamento para acompanhar os casos de hanseníase na localidade de modo a planejar intervenções. Após a primeira etapa, a APS será avaliada quanto seu monitoramento, ou seja, o número de casos de hanseníase atendidos, utilizando um cálculo de diminuição dos casos atendidos por médicos e enfermeiros, pelo número de pessoas com hanseníase diagnosticadas na mesma região e período. Todavia, o valor obtido como resposta não se faz preciso o suficiente para ser considerado unânime, é apenas um indicativo de números para se ter uma noção melhor do controle e taxa de prevalência da patologia (LANA, et al, 2014). Como meio primordial de enfretamento se faz necessário o fortalecimento da APS no desenvolvimento das Ações de Controle da Hanseníase (ACH), onde enfermeiro têm como função essencial o processo de trabalho em hanseníase na APS, uma vez que realiza ações de prestação da assistência a pacientes da Unidade Básica de Saúde, dentre elas, a avaliação dermatoneurológica, administração da dose supervisionada da poliquimioterapia, avaliação e prevenção de incapacidades físicas; bem como cuidados aos contatos domiciliares (LANA et al, 2014). Dessa forma, as ações educativas realizadas por enfermeiros são fundamentais para abordar conteúdos em vista a condutas de prevenção, controle e tratamento da doença em foco, e dessa forma promover conhecimentos originados de cunhos científicos para serem inseridas em uma determinada comunidade acerca do contágio, medidas preventivas e formas de diagnósticos e tratamento precoce visando a cura da hanseníase. O grande desafio continua a ser a integração as redes assistenciais de saúde para focar no combate a hanseníase, onde necessita-se da cooperação de todos os níveis de atenção e não somente a atenção primária, embora a mesma seja a porta de entrada para a avaliação e ações diagnósticas hansênicas (FIGUEIREDO; PADOVEZE, 2014). Dentre as condutas de prevenção e controle da hanseníase vale ressaltar que o autocuidado se faz essencial para o diagnóstico, controle e cura da doença. A teoria do autocuidado de Dorothea Orem se ajusta aos propósitos de educação em saúde de uma sociedade, baseado sempre na premissa de que os pacientes podem se autocuidar ao mesmo tempo em que se tem conhecimentos sobre tal assunto através de educação em saúde ou até mesmo conhecimentos repassados pela própria comunidade. Em casos em que o paciente suspeita decorrente das alterações fisiológicas, neste caso, é quando a atenção primária em saúde, em especial o enfermeiro irá agir iniciando o exame físico geral, diagnóstico, tratamento e medidas de controle para evitar o contágio em comunidade. CONSIDERAÇÕES FINAIS Através do presente estudo conclui-se que é de suma importância a capacitação dos profissionais de saúde quanto a detecção, tratamento e condutas preventivas e de controle relacionados a hanseníase, influenciando ativamente na oferta de ACH nas Unidades da APS, proporcionando desse modo uma assistência qualificada e enfocada na erradicação ou diminuição da taxa de prevalência da doença. O fortalecimento das ações avaliativas do PMAQ e também de educações em saúde realizadas pela atenção básica são altamente relevantes para prevenir e promover o controle epidemiológico de uma comunidade. Logo, também necessita-se de instrumentos melhores para avaliação dos pacientes infectados com o bacilo, uma vez que muitos ainda possuem o estigma de preconceito relacionado as condições sociais e físicas limitadas a infecção, inseridas e perpassadas durante muito tempo pela própria sociedade, e por sua vez, influencia e dificulta a detecção e o enfrentamento do processo de saúde-doença do indivíduo acometido. DESCRITORES: Atenção Básica. Controle e Prevenção. Hanseníase. REFERÊNCIAS BASSANEZE, B; GONÇALVES, A; PADOVANI, C. R. Características do processo de diagnóstico de hanseníase no atendimento primário e secundário. Diagn Tratamento. 2014;19(2):61-7. FIGUEIREDO, R. M; PADOVEZE, M. C. O papel da Atenção Primária na prevenção de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde. Rev Esc Enferm USP. 2014; 48(6):1137-44. LANA, F. C. F; LANZA, F. M; CARVALHO, A. P. M; TAVARES, A. P. N. O estigma em hanseníase e sua relação com as ações de controle. Rev Enferm UFSM. 2014 Jul/Set;4(3):556-565. LANZA, F. M; VIEIRA, N. F; OLIVEIRA, M. M. C; LANA, F. C. F. Avaliação da Atenção Primária no controle da hanseníase: proposta de uma ferramenta destinada aos usuários. Rev Esc Enferm USP. 2014; 48(6):1054-61. LANZA, F. M; VIEIRA, N. F; OLIVEIRA, M. M. C; LANA, F. C. F. Avaliação das ações de hanseníase desenvolvidas na atenção primária: proposta de um instrumento para gestores. Rev Min Enferm. 2014 jul/set; 18(3): 598-605. LANZA, F. M; VIEIRA, N. F; OLIVEIRA, M. M. C; LANA, F. C. F. Instrumento para avaliação das ações de controle da hanseníase na Atenção Primária. Rev Bras Enferm. 2014 mai-jun;67(3):339-46. OLIVEIRA, J. C. F; LEÃO, A. M. M; BRITO, F. V. S. Análise do perfil epidemiológico da hanseníase em Maricá, Rio de Janeiro: uma contribuição da enfermagem. Rev enferm UERJ, Rio de Janeiro. 2014 nov/dez; 22(6):815-21. PINHEIRO, M. G. C; SILVA, S. Y. B; SILVA, F. S; ATAIDE, C. A. V; LIMA, I. B; SIMPSON, C. A. Conhecimento sobre prevenção de incapacidades em um grupo de autocuidado em hanseníase. Rev Min Enferm. 2014 out/dez; 18(4): 895-900.
Palavras-chave: Atenção Básica,Controle e Prevenção,Hanseníase
Oral
Abrir o trabalhoHUMANIZAÇÃO DAS PRÁTICAS DE ENFERMAGEM NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: UMA REVISÃO DE LITERATURA
MARIANA CORDEIRO DA SILVA ; Carolaine da Silva Souza; Stéffane Costa Mendes; Karina Ellen Alves de Albuquerque; Raynne Cristina Gomes Moreira
INTRODUÇÃO: O enfermeiro tem na prática o desafio de implementar o cuidado em enfermagem na construção de relações interpessoais de diálogo, escuta, humanização e respeito. O método de cuidar envolve uma relação entre a pessoa que cuida, sujeito e coletividade. Essa prática pode fortalecer o desenvolvimento de ações interdisciplinares e integrais em consonância com as diretrizes e princípios do Sistema Único de Saúde OBJETIVO: Identificar os cuidados de enfermagem humanizados na Atenção Primária à Saúde com base nos princípios da Política Nacional de Humanização. MÉTODO: Trata-se de um estudo tipo revisão narrativa da literatura. A busca dos artigos foi realizada nas bases de dados eletrônicas utilizando o operador booleanos (AND) : Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Base de dados de enfermagem (BDENF), Literatura Internacional em Ciências da Saúde (MEDLINE), um diretório de revista Scientific Eletronic Librari Online (SciELO) Foram utilizados os seguintes descritores em ciência à saúde: Atenção Primária a saúde, Enfermagem e Humanização da Assistência e para análise, foram incluídos artigos de pesquisa, estudos de caso e teses, e de exclusão relatos de experiências e dissertações filtrando artigos completos e em português, publicados nos últimos 5 anos. Após os critério de inclusão e exclusão, foram lidos na integra e analisados seis artigos de forma descritiva. RESULTADOS/DISCUSSÃOES: Foram identificadas inicialmente 371 publicações sobre o tema, das quais 8 foram selecionadas para integrar a amostra, sendo 5 artigos, 2 teses e 3 estudos de caso. Os estudos foram realizados principalmente com profissionais da área da saúde e usuários, quanto as regiões concentraram-se no Nordeste, Sudeste e Sul. Para avançar na efetivação da humanização na Atenção Primária a saúde é fundamental a implementação dos seguintes dispositivos propostos pela Política Nacional de Humanização: o grupo de trabalho de humanização, colegiado gestor, sistema de escuta qualificada para usuários e trabalhadores, projeto terapêutico singular, programa de formação em saúde do trabalhador e projetos cogeridos de ambiência, entre outros, buscando utilizar esses dispositivos como estratégias para promover mudanças nos modelos de atenção e gestão em saúde. Assim, o profissional de enfermagem oportuniza espaço para o diálogo no momento da consulta, valorizando a história de vida, a crença e a cultura de cada indivíduo. O cuidado é expressivo a partir do momento em que deixa de ser uma função para ser uma ação que proporcione o desenvolvimento de uma assistência de qualidade. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Diante dos obstáculos de ordem ética, política, financeira e a organização do sistema de saúde, faz-se necessário o debate sobre a humanização na APS, questionando o modelo tecnoassistencial e a qualidade da atenção. As práticas de cuidado de enfermeiros devem tanto identificar o caráter objetivo quanto subjetivo dessas práticas. E ainda, aprofundar a compreensão do papel desses profissionais e os sentidos que eles atribuem a tais práticas, possibilitando o estímulo ao autocuidado, compreensão da doença e o fortalecimento dos temas da participação em saúde e dos direitos dos usuários como uma prioridade nos serviços, ampliando a inclusão protagonista e corresponsável dos diferentes sujeitos.
Palavras-chave: Atenção Primária a Saúde, Enfermagem,Humanização da assistência
Oral
Abrir o trabalhoPOSSÍVEIS CONSEQUÊNCIAS QUE OS ENFERMEIROS PODEM DESENVOLVER AO SOFREREM VIOLÊNCIA VERBAL
NATHYLLE RÉGIA DE SOUSA CALDAS; Thiago Nascimento Moura; Juliane de Lira Mendes
EIXO TEMÁTICO: ENFERMAGEM NA SAÚDE COLETIVA/PÚBLICA MODALIDADE: ORAL POSSÍVEIS CONSEQUÊNCIAS QUE OS ENFERMEIROS PODEM DESENVOLVER AO SOFREREM VIOLÊNCIA VERBAL Nathylle Régia de Sousa Caldas 1 Thiago Nascimento Moura 2 Juliane de Lira Mendes 3 John Carlos de Souza Leite 4 Resumo: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura que visa identificar as possiveis doenças que o enfermeiro pode desenvolver ao seofrerem violência verbal ou fisíca. Foi utilizado os descritores em ciências da saúde no portal da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), onde foram obtidos os estudos, sendo analisados mediante descrição para construção do trabalho. Diante dos resultados foi possivel identificar que o Enfermeiro está suceptivél a desenvolver problemas pscicológicos decorrentes da violência sofrida. INTRODUÇÃO A violência no ambiente de trabalho perpetrada contra os profissionais de saúde é considerada um problema de saúde pública no Brasil e no mundo (CASHMORE et. al. 2015; DAL et al. 2015), logo que a mesma ocorre de forma rotineira nos âmbitos em que os profissionais trabalham. A violência é definida por incidentes que o servidor sofre, seja ameaça, ataque ou abuso em condições correlacionadas ao seu trabalho, onde se inclui o trajeto de ida e volta ao próprio, incluindo ameaça implícita ou explícita contra sua segurança, saúde ou bem-estar (LEPPING et al. 2013). A violência que ocorre contra os profissionais da saúde representa aproximadamente um 1 Discente do 6º semestre do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Regional do Cariri – URCA- UDI. Membro do Grupo de Pesquisa Clínica, Cuidado e Gestão em Saúde – GPCLIN e Membro do Projeto de Extensão Jovens Socorristas. Membro do Projeto de Extensão Musicagem. E-mail: regianathylle@gmail.com 2 Discente do 6º do curso de graduação em Enfermagem pela Universidade Regional do Cariri – URCA – UDI. Vice-Coodenador Geral do Centro Acadêmico do Curso de Enfermagem. Monitor Voluntário da disciplina de Microbiologia Humana. Extensionista voluntários dos projetos Capacita ACS e Jovens Socorristas. Membro do Grupo de Pesquisas Clínicas, Cuidado e Gestão em Saúde – GPCLIN. E-mail: thiagonm1974@gmail.com 3 Discente do 9º semestre do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Regial do Cariri – URCA- UDI. Membro do Grupo de Pesquisa Clínica, Cuidado e Gestão em Saúde – GPCLIN. Membro Voluntário na Liga Acadêmica de Doenças Infeciosas e Parasitárias. E-mail: julianeliira@hotmail.com 4 Enfermeiro, Bacharel pela Universidade Regional do Cariri – URCA. Mestre em Saúde da Criança e do Adolescente - CMPSCA/UECE. Docente do Bacharelado em Enfermagem da URCA/UDI. Membro do Grupo de Pesquisa Clínica, Cuidado e Gestão em Saúde – GPCLIN. Especialista em Saúde da Família – FASC. E-mail: johncarlosleite@hotmail.com quarto do total de acontecimentos violentos no trabalho (MARTINO, 2003), os profissionais de enfermagem têm sido apontados como grupo vulnerável à violência no trabalho (EDWARD; OUSE; WARELOW; LUI, 2014), já que são os que mais entram em contato com o cliente durante toda sua assistência. Os serviços de saúde podem ser considerados campos férteis para a exposição dos trabalhadores a diversos agravos à saúde (SPECTOR, 2014; EDWARD; OUSEY; WARELOW; LUI, 2014), pois é um ambiente em que as pessoas estão com suas emoções afloradas, tais como estresse, angustia, raiva, entre outros. Nessa situação os profissionais ficam susceptíveis a sofrer algum tipo de violência, e que o ocorrido pode vir a trazer problemas futuros a sua saúde. Os malefícios da violência podem ser de difícil identificação quando a agressão é verbal não se configurando em repercussões físicas, visto que os profissionais não denunciam as agressões sofridas. No entanto, podem surgir impactos negativos a saúde psíquica dos trabalhadores (DAL et al., 2015; ITZHAKI et al., 2015). A violência contra os enfermeiros traz implicações negativas para sua segurança e saúde, como lesões físicas traumáticas, depressão, síndrome de burnout, transtornos psíquicos menores, insônia, estresse, diminuição da satisfação no trabalho e da qualidade da assistência prestada ao cliente (DAL et al., 2015; ARNETZ et al., 2015; HYLAND; WATTS; FRY, 2016). Embora as agressões verbais e psicológicas sejam os tipos mais predominantes de violência ocupacional, evidencia-se que os abusos físicos têm crescido significativamente nessa população, podendo chegar à prevalência de 58% entre os trabalhadores dos setores de emergência (OMS, 2012). Os autores da violência ocupacional incluem gerentes, colegas de trabalho – profissionais de saúde e de outras áreas –, clientes e familiares (CASHMORE et al., 2012). A inexistência de fontes específicas de dados e a própria característica de invisibilidade do problema nas organizações de saúde vêm dificultando as pesquisas nessa temática (ALMEIDA; FILHO; MARQUES, 2017). OBJETIVOS Identificar através da literatura cientifica quais as possíveis consequncias que os enfermeiros que trabalham nos hospitais podem desenvolver ao sofrerem violência verbal. MÉTODO Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), no período de Março a Abril de 2019, utilizando-se os descritores em ciências da saúde: Violência, Profissionais da saúde, Trabalho, que foram cruzados com o operador Booleano AND, obtendo 984 estudos. Utilizaram-se os critérios de inclusão: idioma português, artigos disponíveis gratuitamente e completos publicados nos últimos cinco anos, visto que são os mais atuais. Os critérios de exclusão foram artigos repetidos, e aqueles que fugiam da temática. Após a filtragem dos artigos, foram lidos na íntegra sete estudos. Os mesmos foram analisados mediante descrição. RESULTADOS/DISCUSSÕES Os resultados obtidos. A maior parte dos estudos se concentrou na região Sul (Três), seguida pela região Sudeste (Dois), Norte (Um) e Nordeste (Um). Em sua maioria são de abordagem qualitativo (Quatro); Artigo de reflexão (Um); Revisão Integrativa (Um). A grande parte dos seus autores são Pós-graduandos (Dez), seguido por Doutores (Cinco), Graduados (Cinco), Mestre (Dois). Os enfermeiros são mais expostos à violência do que outros membros da equipe multiprofissional, já que são os mais próximos ao cliente, pois acompanham toda sua passagem pelo hospital, e que os mesmos tiveram risco de 39% a 53% maior de sofrer violência no local de trabalho do que técnicos de enfermagem (PAI et al., 2018). Além disso, grande parte dos profissionais de enfermagem é do sexo feminino, e as mulheres estão altamente expostas ao risco de violência, a exemplo do assédio sexual, no qual a maioria das vítimas é mulher (BORDIGNON; MONTEIRO, 2016). Outros estudos afirmam que os profissionais que trabalham mais frequentemente com clientes, e que têm contato físico direto com estes, têm risco aumentado de sofrer violência física (PAI et al., 2018). A violência no trabalho da enfermagem tem repercussão na saúde do trabalhador por implicar nas pontuações (menores) de saúde geral, saúde mental e vitalidade, conforme observado em enfermeiros que se sentiam ameaçados (BORDIGNON; MONTEIRO, 2016). Em geral, esse tipo de violência se manifesta por meio de insultos, ameaças e difamações, contudo, tende a ser desvalorizada pela própria equipe, de forma que o episódio dificilmente é registrado pela vítima (ALMEIDA; FILHO; MARQUES, 2017). A dor, entorse, dano à audição, palpitações, desordens no sono, estresse, depressão, medo de pacientes e/ou visitantes e o sentimento de que a profissão não é respeitada estiveram relatados por enfermeiros expostos a violência (BORDIGNON; MONTEIRO, 2016). Além disso, pode causar consequências mais graves, como diminuição do desempenho e insatisfação no trabalho, absenteísmo, transferências, demissões, sentimento de baixa autoestima, ansiedade, fadiga, irritabilidade, distúrbios de alimentação (ALMEIDA; FILHO; MARQUES, 2017). Além de que, as experiências de violência podem favorecer para que os trabalhadores se sintam estressados, irritados e desestimulados para trabalhar, o que influencia o contexto de trabalho. Tais manifestações mostram que a violência ocupacional torna os profissionais de enfermagem psiquicamente vulneráveis, além de fisicamente acometidos (BORDIGNON; MONTEIRO, 2016). Trata-se de uma categoria profissional que recebe grande demanda psicológica da equipe, absorvendo uma sobrecarga emocional de si mesmo, dos pacientes e de seus familiares, muitas vezes sem ter suporte emocional para tal; o que o torna mais cansado, estressado e insatisfeito e mais vulnerável à violência no local de trabalho (ALMEIDA; FILHO; MARQUES, 2017). Sem dúvida, a violência no trabalho em saúde vem transformando-se em um problema de saúde pública, que acarreta prejuízos à saúde dos trabalhadores, suas carreiras e ao cuidado prestado. O fato é que a violência sofrida pelos profissionais de enfermagem no exercício da função tem o potencial de gerar consequências, muitas das quais graves, que repercutem na saúde e vida do trabalhador, assim como na sua relação com o trabalho e instituição de saúde, e podem ser estendidas à sociedade (BORDIGNON; MONTEIRO, 2016). Desta forma, além do risco de agravo à saúde do próprio trabalhador, há um comprometimento no processo do cuidar. CONSIDERAÇÕES FINAIS A classe de enfermagem é a que mais sofre com as violências que ocorrem nas áreas hospitalares. Pois, é a que acompanha com proximidade todo o processo do cliente, desde sua internação até o momento de sua alta. Assim sendo, a equipe traz consigo a cobrança dos familiares e dos clientes sobre uma melhor assistência. Esses trabalhadores estão susceptíveis a terem problemas mentais, como insônia, depressão entre outros. Podem também se sentirem desestimulados a prestar uma assistência adequada, ou em casos mais graves, fazer com que os trabalhadores peçam remoção do seu local de trabalho. Mediante isso, se vê a necessidade de que os enfermeiros recebam apoio psicológico e psiquiátrico. Notou-se que ainda existem poucos estudos relacionados a temática logo que as vítimas da violência não notificam os casos, tornando-se assim ocorrências subnotificadas. O que vem a causar uma invisibilidade, dificultando a produção de estudos. Diante do exposto vê-se a necessidade de que ocorram mais pesquisas acerca da temática. Fazendo então com que aja a produção de estratégias que venham propiciar a diminuição da violência nos âmbitos hospitalares. Tais estrategias devem ser realizadas com os clientes que mais frequentam os hospitais.
Palavras-chave: Profissionais da saúde, Trabalho,Violência
Oral
Abrir o trabalhoRELATANDO UM DEBATE VIRTUAL: UM OLHAR PARA CIPESC
VINÍCIUS RODRIGUES DE OLIVEIRA ; Camila Almeida Neves de Oliveira; Aretha Feitosa de Araújo; Natália Bastos Ferreira Tavares; João Paulo Xavier Silva
RESUMO INTRODUÇÃO: Um “grupo” é um ambiente, físico ou virtual, composto por uma pluralidade de indivíduos com aspirações comuns, gerando-se uma perspectiva de compartilhamento coletivo de conhecimentos e experiências, e, consequentemente estreitamento das relações sociais. Em um contexto acadêmico, os grupos fortalecem ideais, estimulam uma visão crítica e criam métodos que corroboram para um maior nível de aprendizado dos estudantes, assim viabilizam o ensino da saúde em bases bem estruturadas. O Grupo de Estudos e Debates em Saúde Coletiva (GDESCO) da Universidade Regional do Cariri (URCA), é uma iniciativa do curso de Enfermagem, o qual tem como escopo o debate e desenvolvimento de estudos sobre a saúde coletiva brasileira, despertando nos estudantes um senso crítico reflexivo sobre sua atuação enquanto cidadão e futuro profissional de saúde. OBJETIVOS: Relatar um debate realizado entre os participantes de um grupo de estudos e seus impactos na vida do graduando em Enfermagem. MÉTODO: Trata-se de estudo de caráter descritivo, do tipo relato de experiência, sobre um debate ocorrido virtualmente com participantes do GDESCO. De forma a completar esse estudo, buscou-se na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) artigos condizentes com a temática em questão, estabelecendo um recorte temporal entre os anos de 2014 a 2019. RESULTADOS/DISCUSSÕES: Atualmente, o GDESCO conta com 80 alunos do curso de Enfermagem, coordenados por 2 docentes, as reuniões ocorrem presencialmente a cada 15 dias e virtualmente uma vez por semana, em forma de debate, por meio da mídia social whatsapp. No dia 10 do mês de abril de 2019, às 19 horas foi iniciada a discussão sobre a Classificação Internacional das Práticas de Enfermagem em Saúde Coletiva (CIPESC), ao passo que participaram desse momento 23 discentes, sendo dois deles mediadores responsáveis por estimular a conversa. A priori foi encaminhado um artigo e solicitado sua leitura prévia, posteriormente, ao iniciar a discussão foram lançadas informações básicas como: o que é CIPESC, para que serve, como usar. A partir desse momento, alguns estudantes começaram a elencar pontos que achavam relevantes, outros questionam seus colegas sobre determinada colocação, foi nesse momento que surgiram 4 grandes questionamentos inter relacionados: o cuidado holístico, a sobrecarga de trabalho que recai sobre o enfermeiro, o pouco ou nenhum uso dessa ferramenta pelos profissionais e sua abordagem na universidade. A literatura científica em sua grande maioria reafirma a necessidade do uso da taxonomia, pois confere ao profissional muito mais que respaldo científico, posto que auxilia na prestação do um cuidado holístico em saúde. Alguns questionamentos ainda ficaram sem uma resposta definitiva, sendo assim, ficou pactuado que seria realizado um momento presencial a fim de abordar detalhadamente sobre a temática. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Constatou-se que a terminologia em questão aprimora e fortalece o cuidado de Enfermagem em saúde coletiva, porém ainda é pouco explorada tanto pelos profissionais atuantes, quanto na universidade. Os alunos perceberam que a ferramenta mostra o empoderamento da Enfermagem agregando valor em sua assistência. Torna-se evidente ainda as possibilidades criadas por meio do grupo, potencializando o conhecimento e permitindo uma construção coletiva que impactará positivamente na formação profissional. REFERÊNCIAS: CAVALCANTE, M.D.M.A.; LAROCCA, L.M.; CHAVES, M.M.N.; CUBAS, M.R.; PIOSIADLO L.C.M.; MAZZA, V.A. Terminologia de enfermagem como instrumento do processo de trabalho do enfermeiro em saúde coletiva. Rev Esc Enferm USP. 2016. SILVA, E.A. A telessaúde e seus impactos na formação continuada dos profissionais de saúde em rede. Em Rede revista de educação e saúde a distância. 2017. ROSSIT, R.A.S.; SANTOS JUNIOR, C.F.; MEDEIROS, N.M.H.; MEDEIROS, L.M.O.P.; REGIS, C.G.; BATISTA, S.H.S.S. The research group as a learning scenario in/on Interprofessional Education: focus on narratives. Interface (Botucatu). 2018.
Palavras-chave: Estudante de enferagem, Debate, CIPESC
Oral
Abrir o trabalhoTERRITORIALIZAÇÃO EM SAÚDE: VIVENCIA DE ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM EM UMA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA
RUBIA ALVES BEZERRA; Simony de Freitas Lavor; Rubens Rodrigues Feitosa; Nadiene de Matos Oliveira; Ana Tamires Ribeiro Justo de Oliveira
INTRODUÇÃO A territorialização em saúde pode ser explicada historicamente a partir dos conceitos de território e territorialidade, e suas definições no campo da saúde pública e coletiva. O conceito mais amplo de território é aquele que acolhe as necessidades de análises sociais, humanas e política (GONDIM et al., 2008). No âmbito da saúde os territórios delimitam-se por micro aéreas, que se constituem uma rede de serviços multiprofissional que deve ser destinado para todo e qualquer cidadão, reconhecido como direito humano. Sua organização e desenvolvimento no espaço geográfico, é realizado pelo pacto federativo e por instrumentos normativos das diretrizes do sistema de saúde, definidos na Constituição Federal de 1988 (GONDIM et al., 2008). Dentre os profissionais que atuam no território tem-se o enfermeiro, este desenvolve suas atividades a partir da compreensão do meio, como um local onde é possível planejar e desenvolver estratégias para administração do cuidado, concebendo-o como ambiente sócio histórico e ativo em que se caracterizam a vida econômica, política e cultural (CHAVES et al., 2014). Este profissional, visa identificar a natureza do processo de saúde-doença diante a territorialização, considerando os fatores determinantes e condicionantes de saúde, no qual reconhece o território além da extensão geográfica, considera as peculiaridades em saúde das populações, a situação de risco e vulnerabilidade aos quais os indivíduos estão expostos (ALVES; LEANDRO, 2014). Contudo, viu-se a necessidade de analisar o processo de territorialização e seus imapctos na saúde. OBJETIVOS Relatar a experiências de acadêmicos de Enfermagem frente a territorialização em saúde de uma Estratégia de Saúde da Família MÉTODO Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência vivenciado pelos acadêmicos de Enfermagem do 7º semestre da disciplina de Saúde Coletiva II, da Universidade Regional do Cariri-URCA. Este foi realizado em uma Estratégia de Saúde da Família (ESF) do município de Iguatu-CE, no período de dezembro de 2018. A base metodológica utilizada no estudo foi uma roda de conversa com cinco Agentes Comunitários de Saúde da ESF no qual os acadêmicos estavam em estágio, onde eles descreveram as micro áreas, onde foi destacada a presença de esgotos ao céu aberto, terrenos baldios, estabelecimentos comerciais e igrejas; e em seguida, as características da população assistida: doenças prevalentes, ambientes de risco, número de gestantes, diabéticos, hipertensos, pessoas acamadas, pessoas com tuberculose ou hanseníase, crianças menores de 5 anos, entre outros. Após a realização desta, foi feita a visita as micro áreas, com objetivo de identificar as características descritas pelas agentes comunitárias de saúde, o que tornou possível a associação entre o que foi relatado na roda de conversa e o que foi possível visualizar no ambiente de cuidado destas. RESULTADOS/DISCUSSÕES Após a realização da roda de conversa, foi possível identificar que os ACS acompanham um número de pessoas conforme preconizado pela Política Nacional de Atenção Básica (PNAB). A área abrange aproximadamente 956 famílias, sendo que a maioria se encontram em locais de difícil acesso, sem saneamento básico e expostos a pontos de tráfico de drogas. A estratégia de saúde da família supracitada, atende um grande número de hipertensos, diabéticos, pessoas com hanseníase e tuberculose, crianças menores de 5 anos, acamados, adolescentes gestante, e alguns casos de Infecções Sexualmente Transmissíveis, pode-se identificar que esses números tendem a crescer devido à falta de informação e carência da população. O saneamento básico é de fundamental importância para melhorar as condições de vida da população, a falta do mesmo, vem trazendo grandes números de pessoas com arboviroses e crianças com desidratação causada pelo vômito e diarreia. Pode-se identificar áreas com bares, terrenos baldios e pontos de drogas, favorecendo o alcoolismo e dependência química, podendo vir a acarretar sérios problemas a saúde do indivíduo, além de contribuir para o comercio ilegal de drogas que atualmente facilita a violência e homicídios. Diante da análise, pode-se perceber, que todas as áreas se encontram em territórios de risco, que podem ocasionar possíveis problemas de saúde a população, como gripe, dengue, zika, chikungunya, problemas intestinais como diarreia, vômito, desidratação, o alcoolismos e o uso de drogas estão presentes em todos locais que pode vir a acarretar problemas sociais. CONSIDERAÇÕES FINAIS A vivência possibilitou aos discentes uma nova experiência no campo da ESF, uma vez que viabilizou a aproximação dos acadêmicos com os agentes comunitários de saúde e comunidade. Nesse sentido, foi possível perceber a multiplicidade de estratégias de trabalhos onde o profissional enfermeiro pode intervir com ações direcionadas a promoção e prevenção em saúde. Destaca-se assim a necessidade de refletir sobre as possíveis intervenções de saúde nessas áreas, a começar pelo cuidado de enfermagem aos usuários de álcool e drogas, o que inclui atividades terapêuticas, orientações breves e objetivas sobre os riscos, a identificação precoce desses usuários, avaliação do estado de saúde e diagnóstico das necessidades afetadas, aconselhamentos, e promoção da educação em saúde. Ofertar saneamento associado a sistemas constituídos por uma infraestrutura física e fomentar educação para a população acerca da coleta, tratamento e disposição ambientalmente adequada e sanitariamente segura de águas residuais e esgotos sanitários, bem como considerar o controle da poluição ambiental: água, ar e solo. Para os hipertensos, diabéticos, gestantes, crianças, pacientes com hanseníase e/ou tuberculose deve-se monitorar os sinais e sintomas desses pacientes, orientar a necessidade de acompanhamento na unidade de saúde conforme estabelecido pelos critérios estabelecidos nos protocolos de saúde, além de garantir a realização de práticas de educação em saúde e atenção integrada e humanizada a estes indivíduos no território. É importante salientar a relevância desse relato de experiência para a percepção dos acadêmicos e profissionais da saúde, quanto as visitas domiciliares, conhecimento sobre as áreas e a população que a Estratégia de Saúde da Família está inserida, para que possam prestar um atendimento de forma integral e humanizada.
Palavras-chave: Atenção Primária à Saúde,Cuidados de Enfermagem,Saúde Pública
Oral
Abrir o trabalhoUTILIZAÇÃO DA ESCALA COELHO-SAVASSI: RELATO DE EXPERIÊNCIA
BEATRIZ GONZAGA LIMA; Francisco Werbeson Alves Pereira; Antonia Benta Da Silva Pereira; Nara Jéssica Alves De Souza; Neiza Davi da Silva
Introdução: Vários instrumentos podem ser utilizados para elaboração de identificação de risco e situações de risco, em destaque nesse trabalho a escala de coelho-savassi. Objetivo: relatar a utilização da escala de coelho-savassi. Metodologia: É um estudo do tipo relato de experiência realizada durante a disciplina de Enfermagem no Processo de Cuidar em saúde coletiva. Resultados/discussões: a escala foi utilizada em 65 residências, mostrando-se ser um instrumento importante para identificação de risco. Conclusão: Conclui-se que métodos de identificação de risco são indispensáveis para a prática de enfermagem.
Palavras-chave: Enfermagem,Estratégia de saúde da familia,Saúde coletiva
Oral
Abrir o trabalhoPalavras-chave: Saúde do Homem,Planejamento Familiar,Saúde Reprodutiva
Oral
Abrir o trabalhoCOMPROMETIMENTO RENAL EM PACIENTES COM LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO
ANDREZA ALVES DE ABREU; Helvis Eduardo Oliveira da Silva; Juliana Ferreira Carlos; José Adelmo da Silva Filho; Roger Rodrigues da Silva
INTRODUÇÃO: O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença inflamatória autoimune, cujos sintomas relacionados com a doença podem aparecer em diversos órgãos de forma lenta e progressiva. Por ser uma patologia que acomete diretamente o sistema imunológico, o qual tem por principal objetivo trabalhar na defesa e coordenação dos mecanismos do processo inflamatório, essa doença é um catalizador eficaz no processo de comprometimento renal afetando de forma significativa os pacientes. OBJETIVO: Identificar conforme a literatura científica a relação entre Lúpus Eritematoso Sistêmico e a insuficiência renal crônica. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada durante o mês de setembro de 2018. As buscas foram realizadas nas bases de dados MEDLINE e LILACS via Biblioteca Virtual em Saúde, utilizando-se os seguintes descritores: “Insuficiência Renal” e “Lúpus Eritematoso Sistêmico”. Desse modo iniciou-se o processo de filtragem: estudos disponíveis na íntegra, idioma português, inglês e espanhol e tipo de documento artigo. Para a seleção dos artigos empregaram-se os seguintes critérios de inclusão: artigos completos, publicados nos anos de 2014 a 2018, e que tinham como assunto o comprometimento renal em pacientes com o LES. Foram encontrados 1 artigo na base de dados LILACS e 40 na MEDLINE. Foram exclusos 30 artigos a partir da leitura dos títulos que não satisfaziam o objetivo do presente trabalho. Posteriormente, dos 11 estudos escolhidos, apenas 7 estavam disponíveis, sendo que, após leitura dos resumos 1 não atingia o objetivo deste estudo. Por fim, após leitura criteriosa dos artigos, 6 foram inclusos para a realização desta pesquisa. RESULTADOS/DISCUSSÃO: O LES induz o comprometimento renal em mais de 50% dos casos da doença, podendo levar à perda da função renal e do controle imune. Todos os estudos analisados evidenciaram que a melhor forma de preservação da funcionalidade renal é o controle dos imunocomplexos e a atenuação dos efeitos provocados pela terapia farmacológica imunossupressora, sendo esta também crucial para a manutenção dos níveis de creatinina. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que a maioria das pessoas com LES têm chances de desenvolver insuficiência renal crônica devido, principalmente, ao desenvolvimento de imunocomplexos. Desse modo, torna-se importante o controle da doença e tratamento adequado para prevenção e manutenção da função renal adequada.
Palavras-chave: Insuficiência Renal,Lupus eritematoso sistêmico,Doenças crônicas
Oral
Abrir o trabalhoESTÁGIO EXTRACURRICULAR ACERCA DA SEGURANÇA DO PACIENTE: RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARIANA CORDEIRO DA SILVA ; Antonio Wellington Vieira Mendes; José Gerfeson Alves; Leonarda Marques Pereira; Lorena Pinheiro Braga
INTRODUÇÃO No início da graduação, os estudantes sentem as mudanças no ensino e nesse sentido é necessário adequar-se às atribuições estabelecidas pelo ensino superior, tais como a aquisição continuada de conhecimento e a proximidade à prática profissional. Dessa forma, na tentativa de complementar as lacunas curriculares, os estudantes integram-se a grupos de pesquisa e extensão. Para suplementar carências da universidade e atender a questões profissionais, os graduandos envolvem-se em atividades extracurriculares (SOUZA et al., 2016). De fato, o comprometimento do estudante universitário em atividades extracurriculares vem obtendo destaque em pesquisas brasileiras e internacionais como um fator importante a ser considerado no processo de adaptação ao contexto universitário. As atividades extracurriculares, também denominadas complementares ou não obrigatórias, incluem a participação em monitoria, iniciação científica, projetos de extensão, grupos de estudos e pesquisa, nos órgãos de representação estudantil, em congressos e eventos científicos, estágios remunerados ou não remunerados, entre outros (DIAS; SANTOS; OLIVEIRA, 2016). Segundo Dias, Santos e Oliveira, (2016) a literatura científica mostra os benefícios da participação em atividades extracurriculares, tais como menor possibilidade de evasão, mais satisfação com as experiências na universidade, maior integração ao contexto universitário e criação da identidade profissional, elementos importantes para a adaptação acadêmica do estudante. O estágio extracurricular foi viabilizado através do projeto de extensão Educação para o Cuidado Seguro: Papel (trans)formador da universidade, onde a gestão da unidade hospitalar estabelece como pré-requisito, a participação do aluno neste projeto. Importante, pois, seu objetivo é fortalecer a prática de segurança do paciente de forma dinâmica e lúdica nas instituições hospitalares sobretudo com a equipe de enfermagem sempre seguindo os protocolos de segurança do paciente do Ministério da Saúde (BRASIL, 2016). A pesquisa mostra-se relevante por pontuar por proporcionar aos extensionistas a vivência prática com as estratégias para segurança do paciente seguidas pela instituição. Tendo em vista a extrema importância do estágio para a formação profissional do estudante o relato pretende demonstrar quais os benefícios gerados através desta atividade complementar. OBJETIVOS Relatar as vivências dos extensionistas no estágio extracurricular com foco na segurança do paciente, realizado em uma Unidade Hospitalar do município de Iguatu-CE. MÉTODO Trata-se de um estudo do tipo relato de experiência sobre os estágios extracurriculares vivenciados no HMAA- Hospital e Maternidade Agenor Araújo no município de Iguatu-CE com foco central na segurança do paciente adotando como referencial teórico os protocolos de segurança do paciente propostos pelo Ministério da Saúde (BRASIL, 2013). Trata-se de um hospital de médio porte com um total de 73 leitos sendo 63 do Sistema único de saúde (SUS), e que atende as especialidades de clínica médica e cirúrgica. Iniciou-se no mês de agosto de 2018, com um total de 12 estagiários divididos em 3 grupos, perfazendo uma carga horária de quatro horas semanais. O acompanhamento dos alunos é realizado por enfermeiros que estão de plantão no local. Antes de começar os estágios, os acadêmicos foram orientados quanto às estratégias de segurança do paciente já utilizadas no hospital e como implementá-las pela enfermeira do Núcleo de Segurança do paciente (NSP) do hospital. RESULTADOS/DISCUSSÕES A garantia do cuidado seguro é um papel desafiador para as instituições de saúde de qualquer lugar do mundo. Embora o cuidado em saúde promova a melhoria do quadro clínico, observa-se que o paciente está suscetível a riscos enquanto usuário do sistema (RIGOBELLO, 2015). A susceptibilidade do paciente a agravos enquanto usuário devido à negligência de ações ditas simples como, higienizar as mãos, mudar o decúbito a cada duas horas, elevar as grades da cama, administração segura de medicamentos, entre outras que favorecem a assistência e diminui os dias de internação e os gastos aos serviços. Diante disso, o projeto desempenha um papel promotor da educação continuada para conscientizar sobre a consequência de suas práticas e adesão de medidas previstas nos protocolos de segurança do paciente (BRASIL, 2016). Nesse contexto, reafirma-se a relevância da educação continuada para segurança do paciente, sendo a capacitação dos profissionais de saúde uma das principais estratégias para a adoção de práticas seguras (BEZERRA, 2013). O projeto é constituído por doze estudantes, contando com um bolsista e onze voluntários, além da participação de três professoras, uma coordenadora geral, uma coordenadora adjunta e uma professora colaboradora. Este, por sua vez, tem o objetivo de assessorar a equipe de enfermagem na implementação os protocolos básicos de segurança do paciente instituídos pelo Ministério da Saúde dentro das instituições de saúde da cidade de Iguatu-CE, bem como consolidar sua importância de uso cotidianamente nos espaços de trabalho. Os extensionistas implementam e programam as medidas de segurança do paciente, verifica a realização dessas estratégias e promovem educação em saúde com os profissionais, usuários e acompanhantes. A instituição já apresenta métodos como cartazes com passo a passo para higienização das mãos, quadro com os protocolos visivelmente a todos os profissionais, escore de cores com riscos, identificador de leitos contendo nome do paciente, data de nascimento e escore com cores para marcar o risco que aquele paciente apresenta, adesivos com cores para serem fixados nos prontuários, fichas de processo de enfermagem ao paciente internado e ao perioperatório, prescrições digitalizadas, entre outras medidas previstas nos Protocolos do Ministério da saúde. Destaca-se, no entanto, a grande influência que os membros do projeto dentro da unidade hospitalar, pois mesmo que a instituição já trabalhe com os protocolos, os estudantes do projeto atuam para reforçar todas as medidas destacadas, pois se faz presente na maioria dos dias da semana, com isso há uma checagem rotineira dos prontuários e das pulseiras de identificação, por exemplo. Nesta perspectiva, o estágio atua como um suporte para implementação das estratégias assistenciais seguras além de proporcionar a vivência dos extensionistas em um ambiente que busca fomentar a cultura de segurança do paciente e, sobretudo incentivar os profissionais a utilizaram os protocolos adequadamente e assim mitigar o riscos pertinentes a prática assistencial (RIGOBELLO, 2015). CONSIDERAÇÕES FINAIS A experiência neste estágio proporciona, sobretudo, um aprendizado diversificado, por não se tratar apenas de uma prática observacional, mas de ação e intervenção, o que promove a capacidade de decisão e conquista de habilidades pelos membros do projeto nas ações para o cuidado seguro. As intervenções feitas pelos alunos têm o propósito de contribuir para a melhoria do serviço, dentro de suas possibilidades e limitações como a participação dos profissionais para as atividades desenvolvidas pelo projeto devido a demanda da instituição, consolidar aula e estágios enquanto graduando, assim como, compreender os processos que se desenvolvem desde a busca ativa, a notificação, a investigação, a evolução e o acompanhamento de pacientes internados aliando com a produção de estudos na área. Durante o estágio, foi observado que a instituição já tinha como rotina a verificação e a execução dos protocolos do Ministério da Saúde para Segurança do paciente, com isso, o reforço com o apoio dos membros do projeto durante os estágios juntamente com a equipe de enfermagem, espera-se que resulte em melhoria na qualidade da assistência, sendo essencial a realização dos estudos das instituição para conhecimento de suas deficiências para assim propor intervenções para melhoria do serviço. Esta vivência possibilita aos integrantes do projeto adquirir conhecimentos sobre aspectos que envolvem a segurança do paciente em âmbito hospitalar e assim contribuir de forma significativa com o desenvolvimento de habilidades e competências fundamentais a formação de um enfermeiro.
Palavras-chave: Atividades extracurriculares, Enfermagem, Segurança do Paciente
Oral
Abrir o trabalhoPalavras-chave: Gestantes, Violência Obstétrica, Saúde Pública
Oral
Abrir o trabalhoALEITAMENTO MATERNO E A HIPOGALACTIA SOB A PERSPECTIVA DO CUIDADO DE ENFERMAGEM
MARIA MAYSA MACHADO COSA; Irene Custódia Silva; Karen Cristina Sousa Costa; Mayara Targino Tavares; Rayanne Kellen Bezerra Araujo5
RESUMO INTRODUÇÃO: Nos dias atuais, as evidências científicas destacam que o aleitamento materno, período de tempo durante o qual o recém-nascido se alimenta total ou parcialmente do leite materno, protege as crianças contra infecções, implicando positivamente no desenvolvimento infantil. Sobretudo, a hipogalactia, redução ou insuficiência da secreção de leite, caracteriza-se como a causa mais frequente de desmame precoce, cabendo ao enfermeiro a incorporação de ações fundamentadas para prevenção deste agravo e o sucesso da lactação, ainda repleta de crenças e tabus.OBJETIVO: Evidenciar a importância da orientação adequada referente ao aleitamento materno para melhoria dos desfechos perinatais sob a perspectiva da atuação de enfermagem.MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, do tipo descritivo-exploratória com abordagem qualitativa, realizada durante os meses de março a abril de 2019, através de pesquisa na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), mediante os descritores “transtornos da lactação”, “aleitamento materno” e “cuidados deenfermagem”. Os critérios de inclusão foram: artigo disponíveis e completos, publicados nos últimos cinco anos (2014 a 2018) e no idioma português, ao passo que foram excluídos artigos repetidos e que não respondessem à temática.RESULTADOS: Nesta perspectiva, apreendeu-se que é primordial que o enfermeiro reconheça a situação de saúde da comunidade, abrangendo a cultura e comportamentos arraigados socialmente, com vistas a desenvolver suas ações condizentes com as reais necessidades de saúde. Dentre as possíveis causas da hipogalactia tem-se problemas nutricionais maternos, técnicas incorretas de amamentação e a introdução precoce de mamadeiras e outros alimentos na dieta do lactente, sendo todos passíveis de resolução mediante uma conduta adequada do enfermeiro desde a atenção pré-natal. Deste modo, há relatos pelas mulheres de um alto índice de medidas para aumentar a produção de leite baseadas no senso comum, como canjica, fubá e milho, assim, é possível que o enfermeiro estabeleça intervenções precoces e eficazes para o restabelecimento da produção láctea, por meio da relactação, por exemplo, sempre acompanhadas de medidas de apoio à nutriz.CONSIDERAÇÕES FINAIS: Portanto, o enfermeiro, como promotor de saúde, deve estabelecer vínculo com a nutriz e sua família, mediante uma escuta ativa, ao reconhecer os lactogogos utilizados pela comunidade e orientar o seu uso apoiado ao conhecimento científico, com vistas a sanar dúvidas, reduzir o estresse e a ansiedade inerentes desta fase. DESCRITORES: Aleitamento Materno. Cuidados de Enfermagem. Transtornos da lactação. REFERÊNCIAS DIEHL,J.P. et al. Fatores emocionais associados ao aleitamento materno exclusivo e sua interrupção precoce ,ALETHEIA , LILACS, São Paulo ,2014. GAIVA, M.A.M; MEDEIROS, L.S. Lactação insuficiente: uma proposta de atuação do enfermeiro, CIÊNC.CUID.SAÚDE, LILACS , São Paulo , 2015. SILVA, A.I, et al. Traço e estado de ansiedade de nutrizes com indicadores de hipogalactia e nutrizes com galactia normal, REVISTA ESC. ENFERM. USP, MEDLINE , São Paulo , 2014.
Palavras-chave: Aleitamento materno,Cuidados de enfermagem,transtornos da lactação
Oral
Abrir o trabalhoASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM ÀS GESTANTES USUÁRIAS DE DROGAS: REVISÃO DA LITERATURA
MAYERLLY CARDOSO PINHEIRO; Ana Beatriz Alves de Oliveira; Karolina Lima Vale; Karen Cristina Souza Costa; Rayanne Kellen Bezerra Araujo
RESUMO INTRODUÇÃO: O período gestacional é um momento muito importante na vida de uma mulher, pois, é caracterizado pela presença de diversos sentimentos advindos da espera de um filho. Os efeitos acarretados pela ingestão de drogas na gestação interferem diretamente nos fatores biológicos da mãe e no desenvolvimento de complicações no feto. Nessse sentido, o consumo do álcool, pode ocasionar o atravessamento do mesmo pela placenta, provocando a exposição do feto as mesmas concentrações do sangue da mãe. A assistência de enfermagem tem participação crucial no cuidado do paciente\família, pois tem o intuito de promover saúde e prevenir futuros agravos. Desse modo, o cuidado a gestante que é dependente química exige do profissional uma preparação específica para compreender o seu contexto de vida. OBJETIVOS: Compreender, por meio da literatura científica, a assistência de enfermagem à gestantes usuárias de drogas. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada na biblioteca virtual em saúde. A busca dos artigos foi feita utilizando os descritores em ciência da saúde: Gestação, Assistência de Enfermagem e Drogas, cruzados com operador booleano AND, utilizando-se os critérios de inclusão: artigos em português, disponíveis na íntegra, publicado nos últimos cinco anos, e, dos critérios de exclusão: artigos repetidos, indisponíveis e que não se encaixavam com a temática proposta neste estudo. RESULTADOS:Vários fatores de risco estão associados às complicações durante a gravidez e o parto, como o uso de drogas, podendo interferir no processo de saúde da mãe e/ou do filho. Durante o período gestacional, a melhor conduta a ser considerada é a abstinência do álcool, já que ainda não foi definida uma quantidade segura de ingestão do mesmo, visto que, essa substância é prejudicial para a vida da mãe e consequentemente do feto. E entre os efeitos mais agravantes pode-se destacar o retardo do crescimento intra-uterino, alterações musculoesqueléticas, geniturinárias e cardíacas e déficit mental. É por meio da atenção durante o pré-natal que o profissional da saúde irá oferecer ações de promoção da saúde física e mental para redução de agravos. É essencial o vínculo entre a paciente e o enfermeiro para ser esclarecido qualquer dúvida e fornecer as informações necessárias para a conscientização dos riscos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Sendo assim, mediante ao conhecimento de todos os malefícios que são causados à mãe e ao feto, devido ao uso dessas substâncias, é importante que haja um acompanhamento contínuo com os profissionais de saúde para avaliar o progresso da gestação e para a conscientização dos riscos que possam surgir em decorrência do uso de drogas. DESCRITORES:Assistência de Enfermagem. Drogas. Gestação. REFERÊNCIAS RICCI S.S. Enfermagem materno-neonatal e saúde da mulher. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2008. SANFELICE C; SANTOS C.C; WILHELM LA, ALVES C.N; BARRETO C.N; RESSEL L.B. Knowledge and care practices of pregnants of a basic health unit. Journal of Nursing UFPE online. 2013. SOUZA L.H.R.F; SANTOS M.C; OLIVEIRA L.C.M. Padrão do consumo de álcool em gestantes atendidas em um hospital público universitário e fatores de risco associados. Revbrasginecol obstet; v. 34, n. 7, p. 296-303, 2012.
Palavras-chave: Assistência de Enfermagem,Drogas,Gestação
Oral
Abrir o trabalhoATENDIMENTO DE ENFERMAGEM FRENTE A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER NA ESF
ANDRELINY BEZERRA SILVA ; KARINA ELLEN ALVES DE ALBUQUERQUE; KELLY SUIANNE DE OLIVEIRA LIMA; MARINA DA SILVA DOS SANTOS; MAYRLA SALES
INTRODUÇÃO: A violência contra a mulher é um fenômeno sócio histórico global, multifatorial e complexo, relacionado ao poder, privilégios e controle masculino. Esse fenômeno apresenta diferentes níveis de severidade e configura¬-se como um problema de saúde pública, devido à sua magnitude, gravidade, recorrência e consequências negativas sobre a qualidade de vida das vítimas. As mulheres em situação de violência frequentam com assiduidade os serviços de saúde, principalmente os voltados para a atenção primária á saúde sendo o acolhimento por meio da escuta qualificada primordial para a produção do cuidado nessas situações. É dever dos enfermeiros cuidar de forma humani¬zada e integral a partir de uma visão holística, a fim de atender às necessidades biopsicossociais das usuárias que buscam o serviço de saúde. OBJETIVOS: Identificar na literatura cientifica as ações do enfermeiro as mulheres vitimas de violência doméstica na Estrategia Saúde da Família (ESF). MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada no banco de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), durante o mês de abril de 2019, utilizando as bases de dados: Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências de Saúde (LILACS) e Medline (Medical Literature Analysis and Retrieval System Online) onde, aplicados os descritores de saúde, Saúde da Mulher, Violência e Enfermagem com uso do operador booleano and gerando 445 referencias. Usando os critérios de inclusão, trabalhos disponíveis em português e texto completo nos ultimos 5 anos de publicação por serem atuais, obteve-se 54 estudos. Foram aplicados em seguida os seguintes critérios de exclusão: material repetido e distanciamento do tema, restando 12 referências. Os artigos foram analisados de forma descritiva. RESULTADOS/DISCUSSÕES: Ressalta-se aos enfermeiros uma escuta qualificada como uma estratégia de acolhimento a ser integrada ao cuidado clínico e biológico. A partir da escuta, busca-se o empoderamento das mulheres, e não apenas o alívio da dor e tratamento dos agravos gerados pelas consequências da violência, onde elas são encaminhadas para redes de apoio psicologico. Dessa forma, entende-se que os serviços de saúde têm uma importante ação no enfrentamento da violência, uma vez que são estes locais que, muitas vezes, realizam os primeiros cuidados as vítimas. Faz-se necessário também a atuação dos profissionais de enfermagem na identificação dos casos de violência contra a mulher. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A concepção dos enfermeiros acerca da escuta revela que essa prática deve ir muito além do que a mulher relata, é preciso entender as entrelinhas de sua fala, motivando sua narrativa. Entre os limites da prática da escuta, destacaram o tempo limitado, a alta demanda da unidade de ESF, a falta de empatia dos profissionais, além da vigilância constante do agressor. Com isso, constataram a necessidade de aprimorar tecnicamente a escuta e desenvolvê-la em um ambiente seguro para a mulher expor a situação de violência, organizando o atendimento da unidade de ESF a partir da disponibilização de ações de escuta individual e coletiva e trazendo para a unidade as mulheres cuja escuta não pode ser feita no domicílio.
Palavras-chave: ENFERMAGEM, SAÚDE DA ULHER, VIOLÊNCIA
Oral
Abrir o trabalhoCRIMINALIZAÇÃO OU LEGALIZAÇÃO DO ABORTO? IMPACTOS NA SAÚDE DA MULHER
MILENA SILVA FERREIRA; Daiana de Freitas Pinheiro; Juliane de Lira Mendes; Francisca Luana de Oliveira Sousa; Francisca Evangelista Alves Feitosa
RESUMO INTRODUÇÃO: Definido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO), o aborto é a interrupção espontânea ou induzida de um embrião ou feto pesando menos de 500 g e/ou menos de 16,5 cm. O tema envolve direitos fundamentais garantidos pela Constituição Federal, ressaltando-se os direitos à vida, à liberdade e à saúde. Entretanto, a condição de clandestinidade em que abortos são realizados resulta no aumento dos riscos durante o procedimento, sendo que, em circunstâncias legais, seria razoavelmente seguro. OBJETIVO: Compreender por meio da literatura cientifica a temática do aborto e as suas complicações à saúde da mulher ocasionada pela realização de procedimentos clandestinos. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura com abordagem qualitativa, realizada na biblioteca virtual em saúde. A busca dos artigos foi feita utilizando os descritores em ciência da saúde: “Aborto criminoso”, “Aborto Habitual”, “Saúde da Mulher”, cruzados com operador booleano and. Utilizando os critérios de inclusão: estudos publicados nos últimos cinco anos, gratuitos e, dos critérios de exclusão: artigos repetidos e que não se encaixavam com a temática. Inicialmente encontrou-se um total de 8 artigos, e logo após a utilização dos referidos critérios obteve-se um total final de 4 artigos. RESULTADOS/DISCUSSÕES: O aborto encontra-se entre os crimes contra a vida, e de acordo com o atual Código Penal, só existem duas categorias excludentes de injuridicidade, que não se penitencia o aborto executado por médico, são os casos de estupro e quando a vida da gestante corre risco. Em caso de anencefalia não são avaliadas como abortos porque desde a ADPF 54 de 2012 entende-se que não há vida e, portanto, trata-se de antecipação do parto. Entretanto a proibição do aborto não é eficaz, trazendo sérios danos, potenciais ou concretos, tornando-se um atentado à vida e à saúde das mulheres. A penalização do aborto não resguarda a vida das gestantes, sendo a quarta causa de óbito materno no Brasil, tornando-se um grave problema de saúde pública. Em meio às complicações físicas imediatas estão às hemorragias, perfurações de órgãos, infecções, e até mesmo infertilidade, que se juntam aos transtornos pessoais, ao se vivenciar a carga de uma opção difícil em uma situação de culpa e penalização do aborto. Dessa forma, o abortamento efetivado de caráter inseguro, em situações de ilegalidade, provoca sérias implicações, uma vez que afeta a saúde da mulher, com elevada morbimortalidade, sobrecarrega o sistema de saúde, diminui a produtividade, implica em custos, acarreta inúmeras repercussões familiares e estigmatiza a mulher. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que o aborto é um assunto de saúde pública. O que torna importantíssimo a descentralização dos serviços de aborto, com o objetivo de ampliar o acesso das mulheres aos serviços, a conscientização social sobre os direitos humanos das mulheres, e promover atividades de capacitação para profissionais da saúde. Pois discriminar a mulher que busca o aborto seguro é penalizá-la duplamente. A decisão desse ato é de índole pessoal, provocando consequências irreparáveis no campo psíquico físico.
Palavras-chave: Aborto Criminoso, Aborto Habitual,Saúde da Mulher
Oral
Abrir o trabalhoDIFICULDADES DO ENFERMEIRO NA ASSISTÊNCIA À MULHER VÍTIMA DE VIOLÊNCIA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: REVISÃO NARRATIVA
BEATRIZ DE CASTRO MAGALHÃES; PATRÍCIA PEREIRA TAVARES DE ALCÂNTARA; EMANUELLY VIEIRA PEREIRA; JOSÉ GERFESON ALVES; MAIARA BEZERRA DANTAS
Resumo: Objetivou-se identificar dificuldades dos enfermeiros na assistencia à mulher vítima de violência dentro da APS. Revisão narrativa realizada na BVS, BDENF, LILACS e MEDLINE. Identificaram-se 116 estudos. Após critéros de inclusão e exclusão 16 artigos compuseram a amostra. Evidenciaram-se como dificuldades para a assistência: preconceito, deficiência na formação, capacitações e educação continuada, desconhecimento da importância e obrigatoriedade da notificação, subnotifcação de casos e inserção das vítimas na RAS. Há fragmentação da assitência a mulher vítima de violência pela subnotificação de casos e dificuldades na continuidade e integralidade da assistência ofertada, o que requer modificações nos processos formativos em saúde. INTRODUÇÃO A violência contra a mulher caracteriza-se como qualquer ação violenta ou omissão baseada no gênero, que resulte em dano físico, sexual ou psicológico. Essa representa preocupação mundial, decorrente de padrões culturais socialmente aceitos de desigualdades de gênero, que conferem naturalidade à violência (AMBRIZ-MORA; ZONANA-NACACH; ANZALDO-CAMPOS, 2015; VIANA et al., 2018). Destacam-se os danos à saúde individual e coletiva advindos desse fenômeno, bem como elevados índices de morbimortalidade populacionaL (MENEZES et al., 2014). Os dados do estudo de Silva et al. (2017) abordam a predominância de notificação de violência psicológica, seguida das violências física e sexual no Sistema de Notificações e Agravos, onde vale destacar a violência contra a mulher como prioridade de pesquisa no Sistema Unico de Saúde (SUS) (BRASIL, 2018). Nesse contexto, a Atenção Primária à Saúde (APS) se constitui como porta de entrada para o atendimento de mulheres em situação de violência, onde o enfermeiro pauta seu trabalho nos preceitos do SUS e se baseia na integralidade do cuidado, nas intervenções frente aos fatores de risco e necessidades sociais de saúde, na prevenção de doenças e promoção da saúde; o que leva a refletir sobre a relevância desse profissional na assistência à mulher vítima violência (MOREIRA et al., 2014; FERREIRA; PERICO; DIAS, 2018). Em contrapartida, é notório os profissionais dos serviços de saúde revelarem dificuldades quanto ao reconhecimento e manejo da violência, devido seu alto grau de complexidade (SILVA, et al., 2017). Partindo dessa premissa tem-se a questão norteadora “quais as principais dificuldades enfrentadas pelos enfermeiros atuantes na APS para assitência a mulher vítima de violência?”. Pretende-se suscitar discussões acerca dos aspectos inerentes a assistência a saúde da mulher vítima de violência, com vistas a reconhecer as dificuldades para potencializar a melhoria e integralidade da assistência à saúde. OBJETIVO Identificar dificuldades dos enfermeiros na assistência à mulher vítima de violência no contexto da Atenção Primária a Saúde. METODOLOGIA Revisão narrativa da literatura realizada em dezembro de 2018, na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), e nas bases de dados: Base de Dados de Enfermagem (BDENF), Literatura Latino-Americana em Ciências da Saúde (LILACS) e Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE). Foram utilizados os descritores de assunto controlados indexados no vocabulário estruturado Descritores em Ciências da Saúde” (DeCS) associados conforme as estratégias de busca: Violência contra a mulher AND enfermeiro AND Atenção Primária à Saúde; Violência contra a mulher AND Pessoal da saúde AND Atenção Primária à Saúde. Na segunda busca, substituiu-se o DeCS “Enfermeiro” por “Pessoal da saúde” a fim de ampliar a busca, incluindo os estudos que apresentaram dentro da equipe o enfermeiro. Foram identificados 116 estudos, que após leitura de título e resumo foram submetidos aos seguintes critérios de inclusão: artigos originais, que tinham como participantes o enfermeiro, que abordassem as dificuldades do enfermeiro frente a violência contra a mulher; restando 78 produções, dos quais foram excluídas os estudos não disponíveis para download, estudos repetidos e duplicados, restando 16 artigos que foram avaliados na íntegra por meio de fichamentos, categorizados segundo as dificuldades apresentadas pelos enfermeiros; analisados de forma interpretativa e confrontados com a literatura pertinente. RESULTADOS/DISCUSSÃO A principal dificuldade para o enfrentamento à violência contra a mulher referidas por enfermeiros, foi o déficit na abordagem do assunto na formação acadêmica. Outro estudo reforça que a temática de violência contra a mulher não é trabalhada na academia, e quando é, se dá de forma superficial (VISETIN et al., 2015; CORDEIRO et al., 2015). O déficit formativo supracitado pode justificar dificuldades assistencias como deficiência em encaminhamentos, desconhecimento, impotência na articulação e baixa resolutividade das redes de apoio; falta de tempo para atendimento adequado, pois prioriza-se outras situações e falta de habilidade para abordar a temática com o paciente (CANN et al., 2001; VISETIN et al., 2015). Quando o assunto não é abordado na graduação, focam-se em conteúdos técnicos, reforçando um modelo fragmentado de ensino. Além disso, o déficit de capacitação e discussões sobre o assunto acarretam despreparo para a assistência à saúde da mulher vítima de violência, frisando a necessidade de educação permanente multidisciplinar (SALCEDO-BARRIENTOS et al., 2014; CORDEIRO et al., 2015). A assistência à saúde da mulher, por vezes, é restrita a saúde reprodutiva e aspectos curativistas, o que explica dificuldades em intervir na prevenção e quebra do ciclo de violência, enquanto problema de cunho social (ALMEIDA; SILVA; MACHADO, 2015). Nessa perspectiva, expõe-se que um dos erros nas capacitações é desconsiderar experiências vivenciadas pelos enfermeiros e a dualidade de seus papéis; pois deve-se considerar as experiências pessoais, buscando sensibilizar e depois intervir no papel profissional (KIM; MOTSEI, 2002). Além disso, os enfermeiros não sabem diferenciar notificação compulsória e denúncia, resultando em subnotificação dos casos, que pode advir do desconhecimento da temática, ficha de notificação complexa e falta de prática em preencher as fichas (KIND et al., 2013; MACHADO et al., 2017). Os encaminhamento são limitados, na maioria das vezes, a delegacia da mulher ou ao psicólogo, o que restringe o problema a segurança pública e a área de saúde mental. (HASSE; VIEIRA, 2014; ALMEIDA; SILVA; MACHADO, 2014). Corroborando com a premissa anterior, o estudo de Arboit et al. (2017), apresenta dificuldades referentes ao entendimento sobre Redes de Atenção à Saúde (RAS), o que acarreta a desarticulação do serviço APS com a RAS. Nesta perspectiva, a atenção às vítimas de violência requer ações em rede intrasetorial e intersetorial de forma integrada. Este atendimento necessita ser articulado, para assegurar o acolhimento, assistência e os encaminhamentos que se instituírem como necessários tenssionando o desenvolvimento de estratégias efetivas de prevenção de violência (OLIVEIRA; DELZIOVO; LACERDA, 2015). Destacam-se ainda os julgamentos amparados no senso comum e preconceito incumbidos aos profissionais de saúde, como barreiras para esta assistência (SALCEDO-BARRIENTOS et al., 2014). Relatou-se ainda a limitação em intervir em assuntos tidos como íntimos, por medo de retaliações, visto que há o entendimento de que a violência é um assunto exclusivo do casal, além do medo de se envolver em questões legais (ALMEIDA; SILVA; MACHADO, 2014). Assim, muitos desafios persistem, como exemplo, lacunas na for mação/sensibilização sobre diferenças de gênero e acolhimento em saúde; centralização da assistência nos profissionais, ao invés de ser centrado nas mulheres; e falta de vínculo devido a sobrecarga de trabalho (SIGNORELLI; AUAD; PEREIRA, 2013). Destaca-se a necessidade de implementação das ações prioritárias da Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra a mulher para embasamento da assistência de Enfermagem, bem como a criação de estratégias pelos orgãos gestores, sendo elas: difusão da lei Maria da Penha, ampliação dos serviços especializados, fortalecimento das RAS, promoção da segurança e justiça, garantia de direitos sexuais e reprodutivos e garantia da autonomia das mulheres (BRASIL, 2011). CONSIDERAÇÕES FINAIS As dificuldades para a assistência de enfermagem a mulher vítima de violência decorrem de incipientes discussões sobre violência contra a mulher durante a graduação e nos processos formativos em saúde, bem como déficit de capacitações, ações baseadas na influência de aspectos culturais dos próprios enfermeiros e tempo escasso para se dedicar a assuntos banalizados pelos enfermeiros. Destaca-se como limitação a escassez de estudos, a fim de comparações com o que é preconizado pelo Ministério da Saúde, sendo um objetivo sugerido para pesquisas vindouras. Faz-se necessário desenvolver ações de educação permanente com inclusão e ampliação de discussões sobre gênero que desconstruam padrões; e sobre violência contra a mulher nos contextos formativos em saúde que estimulem o senso crítico dos enfermeiros, sensibilizando-os para a integralidade da assistência livre de discriminação e juizo de valor. DESCRITORES: Atenção Primária à Saúde. Enfermeiro. Violência contra a mulher. REFERÊNCIAS ALMEIDA, L.R.; SILVA, A.T.M.C.; MACHADO, L.S. O objeto, a finalidade e os instrumentos do processo de trabalho em saúde na atenção à violência de gênero em um serviço de atenção básica.Interface (Botucatu), Botucatu , v. 18, n. 48, p. 47-60, 2014 . AMBRIZ-MORA MI, ZONANA-NACACH A, ANZALDO-CAMPOS MC. 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Palavras-chave: ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE,ENFERMEIRO, VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
Oral
Abrir o trabalhoEFETIVAÇÃO DA CONSULTA GINECOLÓGICA EM UNIVERSITÁRIAS: DESAFIO CONTEMPORÂNEO PARA A INTEGRALIDADE DO CUIDADO EM SAÚDE
ROGER RODRIGUES DA SILVA; Dayanne Oliveira de Matos; Francisco Erasmo Alves dos Santos; Joãoney Soares Chaves de Lavor; Edilson Rodrigues de Lima
INTRODUÇÃO O câncer do colo de útero (CCU) enquadra-se como uma das principais morbidades de causas evitáveis no mundo, dado o exame preventivo que objetiva a detecção precoce de lesões pré-cancerosas no colo uterino. Esta, por sua vez, vitimiza inúmeras mulheres em todo o mundo, sobretudo em países subdesenvolvidos e em desenvolvimento (ASHTARIAN et al, 2017). No Brasil, o CCU é o terceiro câncer mais prevalente em mulheres, equivalendo 16.400 casos no ano de 2016, com destaque para a região Norte, ao contabilizar um maior índice de mortalidade (23,93 casos por 100.000 mulheres) (OLIVEIRA, 2018). Atualmente o Sistema de Informação de Rastreio do Cancro do Colo do Útero (SISCOLO) sistematiza todos os dados de testes de Papanicolaou efetuados no sistema público de saúde, todavia, a efetividade do programa não se apresenta satisfatória quanto ao rastreio e captação de mulheres para efetuação do exame preventivo em um período de três anos, sendo esta inferior a 70% (COSTA et al, 2018). Como meio de justificativa da problemática, variados aspectos estão envolvidos nesta vertente, pois o Brasil é um país de baixa renda per capita e de grande área territorial, impedindo, por vezes, o alcance de todas as mulheres residentes no país, como também questões educacionais que precedem a incipiência no que se refere a importância da efetuação do exame periodicamente, e ainda adversidades orçamentárias associadas à corrupção de recursos destinados aos serviços pela má gestão (COSTA et al, 2018). Conforme exposto, o presente estudo busca avaliar as principais barreiras para efetivação do exame de Papanicolaou em universitárias de uma cidade no interior do Ceará, bem como realçar a importância da realização do mesmo para prevenção e promoção da saúde da mulher no âmbito sexual e reprodutivo. OBJETIVO Identificar as barreiras sociodemográficas, culturais e institucionais para a não adesão do exame citopatológico de colo do útero em universitárias do interior do Ceará. MÉTODO Trata-se de uma pesquisa de campo, do tipo exploratória de caráter descritivo e abordagem qualitativa. O estudo envolveu acadêmicos de uma Universidade do interior do Ceará, localizada a 388 Km da capital, Fortaleza. A amostra compôs-se de conglomerados, aos quais dispuseram-se de quatro cursos distintos: Enfermagem (46), Educação Física (18), Ciências Econômicas (13) e Direito (18), contabilizando 95 participantes. Nesta perspectiva, a seleção dos envolvidos obedeceu aos seguintes critérios de inclusão: acadêmicos dos cursos de graduação da Universidade Regional do Cariri – Unidade Descentralizada de Iguatu, devidamente matriculados no semestre regular, e estar na classificação de adultos jovens pela Organização Mundial de Saúde, a qual determina a faixa etária de 15 a 24 anos de idade. Do mesmo modo, como critérios de exclusão, definiram-se: menores de idade (inferior a 18 anos) e não responderem ao questionário de forma integral, com exceção das questões subjetivas não obrigatórias. Com vistas a evitar possíveis vieses, optou-se pela aplicação de um instrumento de coleta de dados às acadêmicas em distintos cenários, desde semestres iniciais, intermediários e finais. Uma vez que a amostra foi composta por 95 acadêmicas, no que tange aos cursos de graduação com 10 períodos de duração, exceto o curso de Educação Física, pois são apenas 8 semestres. Os dados foram coletados durante o mês de outubro de 2018. Inicialmente, realizando a adequação aos critérios de inclusão e exclusão pré-estabelecidos, foi entregue o questionário as participantes, o qual era composto por inquirições sociodemográficas, sexuais e reprodutivas. Para melhor organização dos dados e agrupados de informações foram utilizados os programas Microsoft Office Word 2016 e Microsoft Office Excel 2016. Quanto aos aspectos legais da pesquisa, o estudo seguiu a Resolução N° 466, de 12 de dezembro de 2012, do Conselho Nacional de Saúde, a qual aborda pesquisas que envolvem seres humanos, obtendo o parecer favorável de nº 3.089.637, emitido pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Regional do Cariri (URCA). RESULTADOS/DISCUSSÕES Para obtenção das respostas quanto a relação das participantes com a periodicidade e realização do exame preventivo de câncer de colo uterino, o questionário compôs-se das seguintes indagações: Alguma vez já realizou o exame preventivo de câncer de colo uterino ou Papanicolaou?; Se sim, neste ano? A partir das respostas obtidas, constata-se que no curso de Enfermagem 21 (38%) participantes nunca realizaram o exame citopatológico, e 25 (45%) já realizaram; no curso de educação física 15 (43%) participantes nunca realizaram e 3 (9%) já realizaram; no curso de ciências econômicas 11 (44%) participantes nunca realizaram e 2 (8%) já realizaram; e, no curso de direito 15 (44%) participantes nunca realizaram e 3 (9%) já realizaram. É percebida a expressividade no que se refere ao desinteresse quanto a submissão das participantes desse estudo para a efetuação do exame preventivo de câncer do colo uterino. Em confronto com a literatura nacional e internacional, é notória a assemelhação entre os motivos mais prevalentes para o olvidamento da busca pelo método, onde, são distinguidos por questões sociodemográficas, culturais e institucionais (GIBSON et al, 2019). Muitas vezes as mulheres não compreendem que a infecção oncogênica pelo papilomavírus humano (HPV) está mais comumente associada às alterações celulares do colo do útero, dessa forma, não manifestam interesse quanto a prevenção de modo geral com sua saúde sexual e reprodutiva, tais como a vacinação contra o HPV, ou ainda realização de exames de rotina para identificação de potenciais problemas desencadeadores de anomalias venéreas (ZELIHA et al, 2019). Associado também a essas questões, identifica-se que a escolaridade decadente, baixa renda, faixa etária e estado civil corroboram para a deficiência em saber o que é e para que serve o exame de Papanicolaou. Estudos apontam que a aceitação da triagem está fortemente relacionada com a religião e cultura, tendo em vista que estes fatores agem em consonância com a exposição da mulher no momento do exame, onde, em algumas doutrinas, o ato de se despir integralmente não deve ocorrer para indivíduos que não mantenha vínculo matrimonial com a mulher, como em religiões muçulmanas, por exemplo (AL-HAMMADI et al, 2017). Avaliando os resultados desta pesquisa, é possível reconhecer que a grande parcela de participantes expostas e/ou não submetidas ao exame citopatológico uterino reconhecem a importância para sua efetivação, embora prefiram não o realizarem por medo da consulta ginecológica e dor, sensação de que não correm riscos de desenvolver o câncer do colo uterino, superestimam o câncer cervical a partir do medo, taxam-no como uma disfunção irreversível e se sentem constrangidas no ato do exame (OLAZA-MAGUIÑA; DE LA CRUZ-RAMIRES, 2019). Subsequentemente um grande implicador no processo de efetivação do exame são os próprios serviços de saúde, uma vez que dispõem de numerosas dificuldades como falta de insumos, problemas estruturais, dificuldade de acesso, longos períodos de espera para obtenção de resultados, indisponibilidade do próprio serviço, horários incompatíveis entre os serviços que fornecem o atendimento e rotina da mulher, e, ausência de empatia derivada do profissional durante a consulta e procedimento (PRYOR et al, 2017). CONSIDERAÇÕES FINAIS Demasiadas são as restrições para que a estratégia do exame preventivo alcance seu auge, tendo em vista que os motivos que dominam o impedimento do rastreamento das mulheres é uma associação de excessivos condicionantes herdados do próprio público alvo, como ainda dos serviços ofertadores do método. Os resultados exibem a ostensiva deficiência quanto a efetivação do exame preventivo, sobretudo em países pobres, sobrelevando a falta de políticas apropriadas tendentes ao delineamento de condutas que objetivam instruir as mulheres sobre a real importância dos benefícios oriundos deste exame. É de suma importância que estas mulheres reconheçam as prerrogativas que a detecção precoce do câncer do colo de útero possa proporcionar para sua vida sexual e reprodutiva, pois, a partir do diagnóstico precoce, a mulher será assegurada por uma terapêutica conveniente e que não conceba maiores prejuízos à sua vida.
Palavras-chave: Neoplasias do Colo do Útero,Programas de Rastreamento,Recusa de Participação,Teste de Papanicolaou
Oral
Abrir o trabalhoENFERMAGEM NO CUIDADO AS MULHERES COM CÂNCER DE MAMA MASTECTOMIZADAS
RAFAEL DA SILVA PEREIRA; ROGER RODRIGUES DA SILVA; RUBENS RODRIGUES FEITOSA; ANDREZA INGRID FERREIRA LIRA; SIMONY DE FREITAS LAVOR
INTRODUÇÃO: O câncer de mama é um problema de saúde pública, sendo responsável por grande número de óbito entre mulheres adultas. No âmbito nacional brasileiro é o segundo tipo mais frequente e a quinta causa de morte no geral. O câncer de mama não apresenta uma causa especifica, podendo manifestar-se tanto por mutações somáticas ou hereditárias. A idade elevada constitui um fator de risco para o câncer de mama, tornando-se mais preocupante de acordo com o perfil demográfico (NOGUERA, 2017).A mastectomia é uma forma de tratar o câncer de mama que consiste na retirada cirúrgica da mama, além disso, a mastectomia não representa somente uma forma de tratamento para a mulher, ela remete a mutilação do corpo feminino. O câncer de mama transcende o significado patológico, pois atravessa aspectos sociais e psicológicos na vida da mulher, principalmente para as que fazem mastectomia como única alternativa de tratamento (PAIVA et al., 2016). Diante disso, para que a assistência de enfermagem seja realizada satisfatoriamente, é imprescindível que o enfermeiro, enquanto membro de uma equipe multiprofissional, considere todo o processo ao qual a mulher acometida pelo câncer de mama e que realiza mastectomia vivencia, sobretudo os aspectos sociais, psicológicos e culturais que a envolvem, para prestar os cuidados com a saúde de forma holística. Dessa maneira torna-se significativo prestar uma boa assistência de enfermagem desde o descobrimento da doença, e por todo processo de tratamento até o momento da cura. OBJETIVOS: Identificar o cuidado da enfermagem frente as mulheres com câncer de mama que realizam mastectomia. MÉTODO: O presente estudo trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de caráter descritivo realizado no mês de Abril de 2019. A consulta online se deu a partir do banco de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), com as bases de dados: LILACS (Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), MEDLINE (Sistema Online de Busca e Análise de Literatura Médica) e BDENF (Base de Dados de Enfermagem). Para tanto, utilizaram-se os descritores: Assistência de Enfermagem, Mastectomia e Neoplasias da Mama, que foram cruzados com o operador booleano And. Ao se iniciar a pesquisa, foram encontrados 422 resultados, dos quais estavam disponíveis 419 nas referidas bases de dados. Iniciou-se assim o processo de seleção dos agrupamentos, os quais foram analisados pelos seguintes critérios de inclusão: disponíveis na íntegra; idioma português e espanhol; documento do tipo artigo, publicados nos anos de 2015 a 2019, obtendo 19 resultados. Como critérios de exclusão: duplicatas, artigos que não contemplassem a temática proposta e não estivessem disponíveis gratuitamente, obtendo 7 artigos que foram utilizados como base para construção do presente estudo. RESULTADOS/DISCUSSÃO: Perante alta ocorrência de mulheres com câncer de mama, nota-se a importância da assistência de enfermagem diante dessa clientela. Os profissionais de enfermagem possuem um instrumento chamado Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), que é organizada em cinco etapas, que vai auxiliar nos cuidados que devem ser prestados as clientes (SILVA et al., 2018). Mulheres acometidas por câncer de mama acabam se tornando vulneráveis, devido à complexidade da doença, que carece de tratamento doloroso e que gera incerteza sobre sua cura, provocando impacto na vida da mulher, causando problemas psicossocial gerados pelo diagnóstico do câncer (ALMEIDA et al., 2015). A enfermagem está envolvida diretamente em todo o processo de diagnóstico à reabilitação dessas mulheres, atuando de forma integral nos cuidados. A comunicação terapêutica exercita pela enfermagem estabelece vínculo entre profissional-cliente, que consequentemente ameniza os medos e sentimentos negativos que acometem as mulheres (GALDINO et al., 2017). A equipe de enfermagem deve buscar com os demais profissionais por estratégias mais práticas e humanizadas de assistência, não somente para essas mulheres, mas para os acompanhantes e familiares, dando um apoio espiritual e psicológico, assim reduzindo o impacto que irão sofrer com a realização da mastectomia. Nessa percepção, sobressai a função da enfermagem, enquanto forte agente de educação em saúde e estimulador do autocuidado dessas pessoas (NASCIMENTO et al., 2015). O cuidado da enfermagem perpassa pelo diálogo, pela segurança, pela valorização das queixas e apoio familiar. Na assistência prestada, princípios e valores devem prevalecer e nortear a relação entre a enfermagem e a cliente, como o respeito, informações claras e o reconhecimento do outro como individuo único e com desejos próprios (SILVA et al., 2018). CONSIDERAÇÕES FINAIS: Diante da referida pesquisa, nota-se a importância da assistência de enfermagem nas mulheres com câncer de mama, que estão no processo de descoberta e do tratamento da doença. Neste sentido, a enfermagem tem como promover estratégias que amenizem os efeitos negativos do câncer, considerando a mulher nos seus vários aspectos, sejam eles físicos ou emocionais, garantindo um cuidado mais humanizado, colaborando assim para um tratamento menos doloroso.
Palavras-chave: Assistência de Enfermagem,Mastectomia,Neoplasias da Mama
Oral
Abrir o trabalhoFATORES DE RISCO ASSOCIADOS À MORTALIDADE MATERNA: UMA REVISÃO DA LITERATURA
KELLY SUIANNE DE OLIVEIRA LIMA; Karina Ellen Alves de Albuquerque; Andreliny Bezerra Silva; Marina da Silva dos Santos; Raynne Cristina Gomes Moreira
INTRODUÇÃO: A gestação é um processo fisiológico, onde o corpo feminino submete-se à diversas alterações, a fim de adaptar-se à nova condição. Contudo, algumas complicações podem surgir, pondo em risco tanto a vida do feto, quanto a vida da mãe. Nesse contexto, morte materna decorrente de tais agravos pode ocorrer durante a gestação, ou até 42 dias após o parto, por condições provocadas pela gravidez, ou que foram acentuados por esse evento. Em alguns casos, tais acontecimentos poderiam ser evitados através da identificação precoce dos fatores de risco durante as consultas de pré-natal. Desse modo, tendo em vista o número considerável de mortes maternas, por causas evitáveis nos últimos anos, ressalta-se a relevância da realização de estudos nessa área. OBJETIVO: Identificar, com base na literatura, os principais fatores de risco associados à mortalidade materna. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada no banco de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), durante o mês de abril de 2019. Na busca, foram empregados os descritores padronizados pelos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): Mortalidade Materna, Fatores de Risco e Cuidado Pré-Natal, utilizando o Operador Booleano AND. Ao iniciar a pesquisa, foram encontrados 651 resultados, dos quais, após os filtros: disponível, idioma (português) e ano de publicação (2014 à 2019), resultaram em 10 artigos. Aplicou-se então os critérios de exclusão: distanciamento do tema e artigos duplicados, totalizando 5 referências para o desenvolvimento deste trabalho. RESULTADOS/DISCUSSÃO: A partir da análise da literatura, notou-se muitos casos em que as gestantes não recebem orientações adequadas acerca do ganho ponderal de peso, ou de desconfortos decorrentes de cada período gestacional, bem como maneiras de aliviar tais sintomas, chegando desorientadas na assistência hospitalar. Além disso, as Unidades Básicas de Saúde (UBS) não oferecem alguns exames necessários, ou realizam, porém, há muita demora na obtenção dos resultados. Dentre as complicações relacionadas ao óbito materno mais decorrentes, são mencionadas a obesidade, seguida de ameaça de aborto, vaginose bacteriana e problemas cardíacos, como a síndrome hipertensiva da gestação. Referente ao último mencionado, existem relatos em que dores no peito provocadas por tal patologia, são confundidas pelos profissionais como resposta à adaptação da amamentação, indicando a prestação de uma assistência superficial. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Diante do exposto, evidencia-se a importância da realização de um acompanhamento desde o início da gestação, garantindo que as informações necessárias sejam prestadas. Além disso, nota-se a falta de capacitação dos profissionais de saúde, que muitas vezes desconhecem os padrões de normalidade, e consideram algumas queixas referidas pela parturiente como habituais, sem investigar suas causas, sem consequente resolução dos problemas de forma precoce, o que poderia contribuir para a redução dos índices de mortalidade materna.
Palavras-chave: Mortalidade Materna,Fatores de Risco,Cuidado Pré-Natal
Oral
Abrir o trabalhoFERRAMENTA DE APRENDIZADO NA GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM: VIVÊNCIAS DA MONITORIA EM SAÚDE DA MULHER
ANDREZA INGRID FERREIRA LIRA; Beatriz Gonzaga Lima; Rubens Rodrigues Feitosa; Simony de Freitas Lavor; Rafael da Silva Pereira
INTRODUÇÃO: A graduação compreende um período que vem sofrendo uma série de mudanças no que concerne às suas metodologias de ensino. Atualmente, ancora-se não mais somente ao bom desempenho do discente nas disciplinas contidas na grade curricular do curso, bem como em atividades de ensino, pesquisa e extensão, sendo estas consideradas como atividades extracurriculares. Dentre estas atividades, destaca-se a monitoria de ensino, que constitui uma forma de auxílio nas disciplinas com vista a oferecer um suporte maior na compreensão dos conteúdos abordados. Através das aulas de monitorias os discentes não monitores poderão esclarecer dúvidas e aperfeiçoar habilidades mediante conteúdos previamente apreendidos com o docente. OBJETIVO: Relatar vivências de monitoria da disciplina de saúde da mulher como ferramenta de aprendizado na graduação de enfermagem. MÉTODO: Trata-se de um estudo do tipo relato de experiência, de natureza descritiva e com abordagem predominantemente qualitativa, realizada durante os meses de abril de 2019, referente à primeira vigência de monitoria de ensino da discente do VIII semestre do curso de graduação em enfermagem da Universidade Regional do Cariri (URCA) situada no município de Iguatu-CE. RESULTADOS/DISCUSSÕES: Ao longo das aulas de monitoria, em sua maioria expositivas com auxílio do quadro branco e recursos audiovisuais, obtiveram-se resultados que trouxeram benefícios para os discentes,docentes e monitora. A monitora buscou promover uma relação de vínculo com os alunos, de modo que estes expusessem possíveis questionamentos não feitos em sala junto ao docente, assim como desempenhou muitas vezes o papel de interlocutor ao auxiliá-los na execução e planejamento de atividades que melhor atendessem as necessidades dos discentes e auxiliando no direcionamento dos seus estudos. Vale destacar que um ponto relevante dessa vivência também foi obtido pelo melhor desenvolvimento da elocução e desenvoltura em sala de aula por parte da monitoria, auxiliando no seu processo de formação enquanto futuro profissional de enfermagem. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Mediante a realização deste estudo pôde-se compreender a importância da monitoria como ferramenta ímpar no processo de transição da fase de memorização do conteúdo ao longo da disciplina para de fato um conhecimento e compressão sobre o assunto. Percebeu-se que a discente passou a desenvolver suas atividades de ensino com mais maturidade, articulação e gerenciamento do tempo.
Palavras-chave: Monitoria,Ensino,Curso de Enfermagem
Oral
Abrir o trabalhoIMPACTOS DA MASTECTOMIA NO COTIDIANO DE MULHERES EM IDADE REPRODUTIVA: REVISÃO DA LITERATURA
MAYRLA SALES; Raynne Cristina Gomes Moreira; Andreliny Bezerra Silva; Marina da Silva dos Santos; Kelly Suianne de Oliveira Lima
INTRODUÇÃO: A palavra câncer carrega muitos significados e quando se trata do câncer de mama, o medo sobressai, pois é uma parte do corpo valorizada pelas mulheres. Dentre a população feminina, a ocorrência de câncer de mama apresenta grande magnitude no Brasil, e acomete mais frequentemente mulheres na menopausa, em detrimento a população mais jovem. Quando acometidas, muitas jovens sofrem o impacto psicossocial de serem diagnosticadas e apresentam sintomas psicológicos graves na maioria das vezes. Sobretudo, como é considerado pouco frequente em mulheres de idade jovem, o câncer em questão, deve ser enfatizado, tendo em vista a vasta carga de efeitos negativos que podem ocorrer, tornando-se de extrema relevância pesquisas nessa área. OBJETIVOS: Descrever por meio da literatura disponível, os impactos encontrados no enfrentamento da mulher em idade reprodutiva, submetida à mastectomia. MÉTODO: Trata-se de uma revisão da literatura com abordagem qualitativa descritiva. A pesquisa foi realizada no banco de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) no mês de abril, usando os seguintes descritores: “Enfermagem”, "Mastectomia”, “Mulheres” e "Neoplasias da Mama". Foram utilizados como critérios de inclusão: texto disponível, base de dados (MEDLINE, BDENF e LILACS), limite (feminino), Idioma (Português), últimos cinco anos de publicação e tipo de documentos (Artigos). Os critérios de exclusão foram artigos repetidos e que não se enquadravam a temática. Ao final restaram 05 artigos para leitura e discussão final. RESULTADOS/DISCUSSÕES: Os estudos analisados apontaram que o câncer de mama é uma doença que carrega um estigma, com forte repercussão psicológica, e traz uma diversidade de sentimentos negativos, como medo, ansiedade, angústia e sobrecarga emocional, desde o momento do diagnóstico até o fim do tratamento. O aspecto físico das mamas tem relação direta com a sensualidade e vaidade de um corpo bonito, além de desempenhar um papel importante na maternidade, considerado relevante pelas mulheres na sociedade moderna. Desse modo, mastectomia é uma das abordagens terapêuticas experimentadas como a consequente mutilação das mamas e que tem forte repercussão em sua feminilidade, fazendo com que vivenciem diferentes consequências emocionais, físicas e sociais, associadas à imagem corporal. A mesma, causa grande impacto na baixa da autoestima da mulher, fazendo com que ela desenvolva o medo de não ser aceita fisicamente pela sociedade. Mesmo com os avanços das pesquisas em relação ao tratamento, a mulher ainda sente medo da morte, durante toda a trajetória de enfrentamento da doença, o que causa sofrimento devido ao aumento de sua preocupação com questões como autoimagem, vida social, família e outros contextos, principalmente na mulher em idade reprodutiva, sendo de suma importância, uma assistência pautada na integralidade e individualidade do cliente, durante todo o percurso do tratamento. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Assim sendo, a mastectomia causa um impacto negativo considerável na vida de mulheres que passaram pelo procedimento, afetando sua qualidade de vida. Desse modo, se faz necessário a atuação de toda a equipe de saúde nesse contexto, associada a uma maior realização de pesquisas nessa área e condutas baseadas em evidências científicas.
Palavras-chave: Enfermagem, Mulheres, Mastectomia
Oral
Abrir o trabalhoIMPLICAÇÕES NA SEXUALIDADE DURANTE A GESTAÇÃO E PUERPÉRIO: REVISÃO DA LITERATURA
RUBENS RODRIGUES FEITOSA; Rafael da Silva Pereira; Simony de Freitas Lavor; Rúbia Alves Bezerra; Andreza Ingrid Ferreira Lira
INTRODUÇÃO A descoberta da gestação é um acontecimento especial na vida de cada mulher, marcada por constantes transições semelhantes às da puberdade e menarca, períodos já vivenciados, que representam passagens do desenvolvimento do ciclo de vida feminino, com implicações no que tange a sexualidade, distúrbios na autoimagem e relações interpessoais (LIMA; DOTTO; MAMEDE, 2013). O período gravídico é um tempo de desafio na adaptação aos ritmos metabólicos e hormonais vivenciados pela mulher. As mudanças biológicas passam por variações ao nível de secreção hormonal, na estrutura e função dos órgãos do sistema reprodutor feminino. Com isso pode-se acarretar problemas de distúrbios de imagem, como a diminuição da autoestima, incapacidade de sedução e também redução nos movimentos físicos, além da atenção voltada ao bebê, após o seu nascimento. Sabe-se que essa fase é acompanhada de inúmeras modificações corporais que culminam diretamente na sexualidade do casal, deixando um sentimento de culpa e impotência no papel feminino (ENDERLE et al., 2013). Mesmo com a presença de vários debates sobre sexualidade ao longo de todos os anos, ainda assim, não é suficiente no que tange a sexualidade no período gravídico/puerperal, já que nesse período está rodeado de mitos e tabus, influenciado por valores morais e culturais que afetam diretamente no meio sócio-familiar (VIANA et al., 2013). A sexualidade torna-se um ponto de grande relevância, pois está intimamente ligada com o bem-estar do individuo, já que é considerada um dos parâmetros de saúde. A discussão sobre essa temática deve ser constante, como um meio de melhorar e garantir a manutenção das relações humanas afetivas para além da reprodução. Deve-se orientar de maneira adequada enquadrando devidamente, cada etapa de vida do ser humano, assim como também adequando as suas transformações físicas, podendo assim, melhorar o prazer e a qualidade de vida (VETTORAZZI et al., 2012). Na vivência da mulher gestante e puérpera, a sexualidade em alguns casos, pode ser vivida de forma incompleta ou ausente, uma vez que, diversos fatores como: cansaço decorrente da gestação, preocupações maternais, redução da lubrificação vaginal no pós-parto, menor interação entre o casal, devido à demanda de atenção colocada sobre o filho, dentre outros, podem levar a um desequilíbrio considerável nesse aspecto. Para tanto, a participação do profissional de saúde, em especial o enfermeiro, nas discussões e estratégias educativas sobre sexualidade no período gravídico puerperal, é de suma importância, pois corresponde a uma forma de educar e estimular o casal, na busca pela retomada das relações afetivas, do bem-estar e da sintonia entre eles, o que os fortalecerá em todos os momentos da gestação. Por ser um assunto escasso na literatura, torna-se relevante a realização de estudos que busquem um olhar mais amplo e integralizado, referente à assistência obstétrica, subsidiando a prática profissional, por meio de evidências científicas. OBJETIVOS Descrever os desafios vivenciados pela mulher e casal e a importância da assistência de enfermagem na educação sobre sexualidade durante a gestação e puerpério. MÉTODO Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada no mês de Abril de 2019. A busca dos dados foi realizada através da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), com o uso dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): período pós-parto; gestação; sexualidade, que foram cruzados por meio do operador booleano AND. Encontrando um total de 39 artigos. Adotou-se como critérios de inclusão, artigos disponíveis e completos, idioma português, sem recorte temporal, devido à pouca literatura existente, restando apenas 12 artigos. Os critérios de exclusão foram artigos duplicados e que não se adequaram a temática deste estudo. Após a aplicação dos filtros, foram selecionados 08 artigos, para análise e discussão final. RESULTADOS/DISCUSSÃO Os estudos encontrados apontam que um dos fatores que interferem na prática de relações sexuais é a idade. Foi encontrado um número significativo de mulheres gestantes entre 15 e 35 anos, dois extremos etários que marcam uma gravidez de risco, que possuíam insegurança relacionada à sexualidade. O perfil das gestantes com 15 anos está relacionado ao fato de não serem casadas, por esse fato, acabam enfrentaram conflitos familiares, modificações físicas e maturação sexual além da solidificação de valores que a sociedade irá cobrar, dificultando as relações sexuais e afetivas (LIMA; DOTTO; MAMEDE, 2013). Em outro estudo, no tocante ao estado civil, a maioria das mulheres eram casadas ou viviam em união estável, mas foi identificado que as relações sexuais tinham diminuído durante aquela fase e que sempre eram os seus parceiros que procuravam as relações. Há relatos de insegurança com relação ao coito e com o aumento da idade gestacional, a insegurança aumentava, pois acredita-se que o ato sexual machuca o bebê, além da presença de dores durante a penetração (BARBOSA et al., 2011). Outro fator importante observado foi à influência da religião, pois as grávidas que se declararam católicas e evangélicas deixaram claro que a gestação era uma benção e que aquele período deveria ser mais resguardado, não apresentando muitos desejos sexuais. Como um fator de desconforto e perda do interesse sexual a dispareunia foi encontrada como alteração presente no ato sexual durante o período gestacional e puerpério. O desinteresse sexual está intrinsecamente relacionado ao prazer, que por sua vez é afetado devido às modificações hormonais e físicas, precisando assim da adaptação do casal no momento da penetração. O parceiro deve acompanhar a gestante durante as consultas de pré-natal para que essas dúvidas sejam sanadas, principalmente sobre questões como a sexualidade (SERRANO, 2005). Com o passar da idade gestacional a função sexual das gestantes vai sofrendo agravos, essas mudanças podem trazer alterações no que diz respeito à qualidade de vida dessa mulher. Assim é de extrema relevância que os profissionais de saúde da rede pública e privada, que atendem gestantes, estejam de fato preparados para assisti-las e que possam esclarecer dúvidas e diminuir riscos, medos e receios sobre sua atividade sexual, favorecendo assim para uma vivencia saudável e prazerosa tanto à mulher como ao casal (BOMFIM; MELRO, 2014). Sobre a assistência educativa prestada por enfermeiros, ao serem indagadas, algumas gestantes deixaram claro que recebem pouca ou nenhuma informação sobre sexualidade durante as consultas de pré-natal pela enfermagem. Determinadas dúvidas só eram sanadas durante o exame papanicolau, isso quando as próprias gestantes questionavam os enfermeiros sobre tais práticas (TEIXEIRA; SOUZA; BRAGA, 2015). Observou que nas consultas puerperais as informações sobre sexualidade eram mais superficiais do que nas consultas de pré-natal, pois estavam voltadas apenas para o planejamento reprodutivo e cuidados com as mamas durante o período de lactação. Foi relatado que nessas consultas o enfermeiro voltava-se apenas para o recém-nascido. (BARBOSA et al., 2011). Mostrou-se necessário a importância do enfermeiro questionar as gestantes e puérperas sobre a sexualidade, já que esta é uma necessidade fisiológica. É de grande valia uma comunicação simples, clara e de fácil entendimento para essas mulheres, tornando-as empoderadas e donas de sobre seu corpo e desejos. Deve-se levar em consideração aspectos como crenças e valores pessoais, porém, os tabus devem ser desmistificados com embasamento cientifico. Os profissionais de saúde que assistem gestantes e puérperas podem contribuir de forma satisfatória para a vivência plena e saudável da sexualidade, sem risco e receios. De modo a intervir na promoção da qualidade de vida nesses períodos. Portanto sugere-se que sejam feitos novos estudos referente a sexualidade na gestação e no período pós-parto, associados a assistência de enfermagem frente a essa temática (VETTORAZZI et al., 2012). CONSIDERAÇÕES FINAIS A gravidez e puerpério são etapas da vida feminina cercadas por constantes e profundas modificações físicas e psicológicas, que sofrem influencia do meio em que se vive, como cultura e religião e com isso, alterar a respostas frente ao desejo e prática sexual. Notou-se que muitos profissionais que assistem as mulheres no período gravídico/puerperal não estão preparados para falar sobre a sexualidade e por vezes negligenciam esse assunto, o que mostra a necessidade de capacitações e atualizações profissionais nesse contexto. Por ser um momento de compartilhamento entre a família, é de suma importância a participação do parceiro sexual durante as consultas de pré-natal. Cabe ao profissional solicitar a presença do mesmo, sanar todas as dúvidas sobre o assunto, proporcionando autonomia e protagonismo a paciente e família.
Palavras-chave: Gestação,Período Pós-Parto,Sexualidade
Oral
Abrir o trabalhoIMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO PATERNA PARA EFETIVAÇÃO DO ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO
KARLA DANIELY GOMES NOGUEIRA; Bruna letícia Olimpio dos Santos; Cícera Bezerra dos Santos; Larissa Pereira da Silva
INTRODUÇÃO: O Aleitamento Materno (AM) é a forma de alimentação mais eficaz e antiga, posto que atua como o modo mais adequado para o crescimento e desenvolvimento saudável dos lactentes e o único capaz de suprir todas as suas necessidades até os seis meses de vida. Os benefícios, trazidos para a criança, de uma alimentação adequada abarcam vantagens não só para ela como também para a mãe, o pai, a família e tudo que a cerca. Diante do exposto, é nítido que nos últimos anos o conceito de pai sofreu importantes alterações, deixando de ser apenas o provedor da família e ganhando novas atribuições, como companheiro, cuidador, protetor, entre outros predicados. OBJETIVO: Descrever a importância da participação paterna para adesão, continuidade e eficácia do aleitamento materno. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura de caráter qualitativo com abordagem descritiva, realizada em outubro de 2018, mediante o cruzamento dos descritores aleitamento materno, pais e enfermagem, utilizando o operador booleano AND, na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), compreendendo 18 artigos. Os critérios de inclusão foram publicações nacionais disponíveis na íntegra em periódicos eletrônicos, publicados entre 2013 e 2018, e, os de exclusão foram publicações duplicadas ou que fugiam ao escopo da temática abordada. Após a aplicação dos filtros, resultou um total de 03 artigos que serviram como embasamento teórico para esse estudo. RESULTADOS: Verifica-se que a valorização da presença e participação dos pais, desde as consultas de acompanhamento da gestação, é compreendida na atualidade como um mecanismo potencial para a quebra de barreiras de adequação e cuidados ao filho e à parturiente, para contribuição na condução do AM, afastando a possibilidade de uma ablactação prematura. A cooperação paterna, de forma mais assídua, no estágio de organização para a maternidade e o apoio nos cuidados com o filho estimularia à nutriz a amamentar por um período de tempo maior, tornando a concordância do pai um fator crucial para realizar o aleitamento com maior exatidão. O seu conhecimento quanto aos benefícios do aleitamento e o seu apoio diante das tomadas de decisões e o compartilhamento de dúvidas e medos, em conjunto com as mães, podem ser peças de grande relevância no momento em que elas estão ofertando o leite materno aos seus bebês. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que a participação do companheiro é de caráter ímpar durante o processo de amamentação exclusiva e fazem-se necessárias mudanças na abordagem dos profissionais envolvidos na promoção dessas práticas, uma vez evidenciado que o pai pode ser um importante aliado durante o processo de AM exclusivo, torna-se indispensável o estímulo à sua participação.
Palavras-chave: aleitamento materno,enfermagem,pais
Oral
Abrir o trabalhoINTERVENÇÕES OBSTÉTRICAS E A DOR ALÉM DO PARTO: REVISÃO DA LITERATURA
KARINA ELLEN ALVES DE ALBUQUERQUE; KELLY SUIANNE DE OLIVEIRA LIMA; ANDRELINY BEZERRA SILVA; MARINA DA SILVA DOS SANTOS; TAMIRES ALVES DIAS
INTRODUÇÃO Outrora, o parto era um rito exclusivamente femino, um episódio fisiológico, familiar e social. Entretanto, no século XIX, diversas campanhas obstétricas buscavam transfigurar este ritual em algo mecânico e contido. Modelo este, que foi efetivamente adotado em meados do século XX, eliminando o protagonismo e autonomia da mulher ao impor a figura autoritária do médico (COSTA, 2018). Este novo modelo, institucionalizado e mecanicista, recorrente nas casas de saúde, estabeleceu uma forma de violência: a violência obstétrica, caracterizada pela negligência assistencial, discriminação social, agressão verbal, física ou psicológica, além do uso inadequado de tecnologias e manobras no ciclo gravídico-puerperal (OLIVEIRA; MERCES, 2017). Levando em consideração os dados encontrados na literatura, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reuniu, nos últimos 20 anos, informações que expõem as condutas adequadas, além daquelas que dedicam cautela ao serem executadas, e as prejudiciais, que devem ser extintas. Fundamentado nessa premissa, o Ministério da Saúde (MS), funda o Programa de Humanização do Pré-natal e Nascimento (PHPN), que assegura os direitos da mulher durante todo o ciclo gestacional (POMPEU, et al., 2017). Não obstante as políticas já elaboradas, ainda é evidente o baixo investimento realizado em prol da saúde materna, contribuindo para a prestação de uma assistência precária, já que o ambiente apresenta deficiências, tanto estruturais quanto materiais, e por vezes profissional. A formação humanista tem estado em segundo plano no conjunto educacional dos acadêmicos, a relação deixa de ser entre humanos e passa a ser uma relação sujeito-objeto (AGUIAR; D’OLIVEIRA; SCHRAIBER, 2013). Na perspectiva das parturientes, muitas relatam a falta de informação a respeito do que está sendo feito com seus corpos, abandono, privação de alimentos e companhia durante o anteparto, incômodo por conta da ocitocina, nudez indesejada, constrangimentos verbais, partos por conveniência de data, para o médico, pressão emocional para antecipar a parturição, entre outros episódios (OLIVEIRA; PENNA, 2017). A escolha da temática se deu pela afinidade com a mesma e por se tratar de um tema ainda pouco explorado. O presente estudo, é imprescindível para promover, informar, prevenir e alertar futuras parturientes e profissionais, sobre seus direitos, deveres e sobre o que se concretiza violência obstétrica. OBJETIVOS Descrever por meio da literatura científica existente, situações de violência vivenciadas por mulheres em situação anteparto, parto e pós-parto no âmbito da saúde MÉTODO Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de abordagem qualitativa. A consulta online foi realizada em abril de 2018, no banco de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), baseada na seguinte questão norteadora: Quais os principais tipos de violência obstétrica e como a atuação dos profissionais de saúde, interfere nas experiências vividas pelas parturientes? Na busca, foram empregados os descritores padronizados pelos Descritores em Ciências da Saúde: Enfermagem, Parto e Violência, utilizando o operador Boleano AND, resultando em 164 referencias. Em seguida, foram aplicados os critérios de inclusão e exclusão. Os critérios de inclusão dos artigos foram: 1) estar disponível na integra; 2) estudos em português e inglês; 3) publicações dos últimos 05 anos (2013-2018), resultando em 54 estudos. Os critérios de exclusão foram: estudos de revisões, teses, dissertações, monografias, duplicatas e aqueles que se distanciassem do objetivo deste trabalho, totalizando 13 referencias, estas, permaneceram na amostra após passar pelos critérios de identificação e seleção sendo analisadas por meio da leitura na íntegra. Após isto, discutiu-se sobre cada estudo e sua relevância para a pesquisa. RESULTADOS Segundo a OMS (2010), são direitos da parturiente: acesso ao leito fixo, acompanhante de sua escolha, liberdade e autonomia durante ao parto, privacidade, dignidade, alimentação, informação e recusa de procedimentos, a violência obstétrica é a antítese de tudo isso, e abrange tanto a violência física quanto a psicológica, por vezes, também direcionada ao recém-nascido (SANTOS; SOUZA, 2017). Os estudos apontaram que o descaso dos profissionais de saúde para com as mulheres é um dos fatores que corroboram para o aumento da violência obstétrica. Muitos, as encaram como objeto de aprendizagem, realizando procedimentos desnecessários, visando somente a obtenção de conhecimentos técnicos e práticos (CARVALHO; BRITO, 2016). As principais vítimas desse tipo de violência são mulheres negras, nordestinas, pobres, periféricas, presidiarias, adolescentes e de idade avançada. Mulheres desinformadas, de baixa escolaridade, que não reclamam, acreditando que se trata de um favor prestado a elas, aceitando passivamente a violência sofrida (COSTA, 2018). Sobretudo, os estudos evidenciaram que cerca de 25% das brasileiras já se sentiram violentadas física e moralmente, tanto no âmbito publico quanto no privado. Esse dado demonstra que a prática deste tipo de violência não se trata apenas de condições sociais (apesar de mulheres negras e periféricas serem as maiores vitimas), é algo cultural (OLIVEIRA; PENNA, 2017). Segundo Inagaki et al. (2018), uma característica essencial da violência obstétrica são as manobras para “ajudar” durante o parto. Existem danos associados ao uso inapropriado e excessivo dessas intervenções invasivas e potencialmente danosas no parto vaginal, que podem trazer danos físicos e psicológicos. As taxas da realização de episiotomia no Brasil são maiores do que o recomendado pela OMS. Trata-se de um procedimento rotineiro, todavia, estudos apontam para o aumento dos riscos de laceração perineal grave, infecção e hemorragias, além de complicações como incontinência urinária e fecal (MOURA, PRITO, GERK, 2016). As principais manobras que evidenciam violência obstétrica são: a episiotomia, tração do cordão umbilical para extrair a placenta, exame físico sem permissão prévia apresentada pelo profissional, toques vaginais coletivos e repetitivos para a formação técnica, manobra de Kristeller para apressar o nascimento, uso de hormônios sintéticos de forma rotineira e sem critérios claros de indicação, no intuito de acelerar o parto, proibição da escolha da paciente pela melhor posição para o parto e exame físico sem privacidade. Além da realização destes procedimentos hostis, há o desrespeito moral ao referir-se à paciente, pelo leito, patologia, centímetros de dilatação, paridade e não pelo seu nome, discriminação quanto à etnia, atendimento grosseiro, profissionais irritados e xingamentos que constrangem a paciente (INAGAKI, et al., 2018; POMPEU, 2017). As verbalizações violentas são constantes durante a parturição. Elas prejudicam a progressão do parto e a sanidade da mulher, ocasionando por vezes depressão pós-parto, devido a profunda tristeza por não se sentir mulher o suficiente para ter seu filho de maneira “normal” (COSTA, 2018). Cesárias não desejadas, também são constituidas como violência, e aparecem entre as principais reclamações entre as mulheres que desejavam um parto natural. Elas indicam a cirurgia como uma “ferida na alma” uma “violação”, e sentem ainda uma enorme tristeza por não poderem “sentir o parto”. A maioria das cirurgias cesárea são realizadas segundo a conveniência do profissional médico, para que não interfira em sua agenda, visando o lucro e quantidade de nascimentos, sem nenhuma preocupação para com a paciente e o momento que deveria ser singular em sua vida. Já em partos normais, o médico delega sua atuação aos enfermeiros e técnicos de enfermagem, estes por vezes, sem a formação obstétrica específica, realizando o parto de forma rotineira e despreocupada. (OLIVEIRA, PENNA, 2017). CONSIDERAÇÕES FINAIS Constatou-se nesse estudo, as mais variadas formas de violência obstétrica que podem ser vivenciadas por mulheres no período de parto e pós-parto. Nota-se ainda, a presença de uma hierarquia na qual o profissional de saúde domina a mulher, que se submete por medo ou desconhecimento, a procedimentos invasivos e desnecessários. É necessário enfatizar que a falta de empatia dos profissionais, interfere na prestação de uma assistência humanizada, como também, na progressão do parto. Os profissionais devem ter uma abordagem diferenciada durante o trabalho de parto, fazer com que a mulher sinta-se a vontade da forma que ela escolher, seja esta com a presença de um acompanhante, fazendo exercícios (andar, agachar, pular na bola), alimentando-se (moderadamente), realizando terapias como massagens, acupuntura, ou até mesmo a presença de um líder religioso como um xamã, padre ou pastor. Qualquer tratamento que a faça sentir-se a personagem principal daquele momento, que afaste a ideia da dor e que ela sinta a singularidade do momento serão de grande valia para um parto e nascimento saudáveis.
Palavras-chave: ENFERMAGEM,PARTO,VIOLÊNCIA
Oral
Abrir o trabalhoO DIAGNÓSTICO PRECOCE PARA A PROMOÇÃO DE SAÚDE DA MULHER COM DIABETES MELLITUS GESTACIONAL
ANDREZA ALVES DE ABREU; Roger Rodrigues da Silva; Olivia de Almeida Duarte; Joãoney Soares Chaves de Lavor; Rafael da Silva Pereira
INTRODUÇÃO: O Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) está associado as alterações sofridas pelo organismo da mulher neste período, causando deficiência na metabolização de nutrientes e deficiência na secreção de insulina normal, resultando em consequente hiperglicemia. Mais de 200.000 mil casos de DMG foram registradas pelo Sistema Único de Saúde, onde se configura como uma das principais causas de morbimortalidade no Brasil. Desta maneira, é essencial reconhecer a importância do diagnóstico precoce em razão as complicações constituídas pela doença. OBJETIVO: Identificar a importância do diagnóstico precoce e principais complicações inerentes ao processo patológico. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura de caráter descritivo e abordagem qualitativa. O desenvolvimento se deu no período de dezembro de 2017 a fevereiro de 2018 a partir da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) utilizando as bases de dados LILACS e BDENF. Foram empregados os descritores: diabetes gestacional, diagnóstico e saúde da mulher para obtenção de pesquisas. Obteve-se 17 resultados, nos quais estavam disponíveis 10 nas referidas bases de dados citadas. Para critérios de inclusão aplicou-se: documentos disponíveis na íntegra e gratuitos, idioma português, inglês e espanhol e que estivessem entre os anos de 2012 a 2017. Para critérios de exclusão: artigos repetidos e quem não contemplassem a temática proposta, resultando em 7 artigos e 1 manual utilizados como referências para a construção do estudo. RESULTADOS/DISCUSSÕES: No Brasil o Ministério da Saúde preconiza a detecção do diabetes mellitus gestacional na primeira consulta para todas as gestantes. O rastreamento se dá a partir da glicemia jejunal e antecedentes, como histórico familiar, para utilização como parâmetros para fatores de risco. O diagnóstico será positivo quando os valores se apresentarem 92mg/dl, associado aos fatores de risco, caso existam. As principais complicações, caso não haja um controle da doença, são: descompensação metabólica (cetoacidose); infecções urinárias repetidas podendo resultar em pielonefrite aguda; pressão alta constantemente ou em intervalos de tempo muito próximos; abortamento; parto prematuro; e malformações congênitas, que implicarão na continuidade saudável da gravidez, remanescendo ainda disfunções ao feto. Uma vez estabelecido esse diagnóstico precocemente, mais rapidamente será implementado os cuidados tendentes a essa mulher e controle dos níveis glicêmicos durante o período gestacional. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Diante dos dados avaliados, é visível a relevância que o diagnóstico precoce dispõe para tratar o diabetes mellitus gestacional e o reconhecimento de fatores de risco e complicações para um processo gestacional comedido, respaldando melhor possível a saúde da gestante bem como a da própria criança.
Palavras-chave: Complicações do Diabetes,Diabetes Gestacional,Diagnóstico Precoce
Oral
Abrir o trabalhoO ENFERMEIRO FRENTE AO COMBATE DO CÂNCER DE MAMA E DE COLO DO ÚTERO
SIMONY DE FREITAS LAVOR ; Andreza Ingrid Ferreira Lira; Rubia Alves Bezerra; Solange de Freitas Lavor; Olivia de Almeida Duarte
INTRODUÇÃO Câncer é um termo aplicado a mais de 100 patogenias que têm em comum o crescimento alterado de células que adentram tecidos e órgãos, estando sujeitos a sofrer metástase para outros locais do organismo. Essas células dividem-se rapidamente e incontrolavelmente, determinando a formação de tumores que são classificados em benignos ou malignos (INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER, 2019a). O câncer é o de mama se desenvolve através da multiplicação desordenada das células, causando anormalidades celulares que formam um tumor. Há diferentes tipos de câncer de mama, e a doença pode se manifestar de diferentes formas, podendo ser mais lenta ou rápida. A incidência no Brasil é de 29% de novos casos a cada ano, é o tipo de doença mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo (INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER, 2019b). Para seu surgimento são correlacionados diversos fatores de risco, tais como: idade, fatores endócrinos, multiparidade, fatores comportamentais e ambientais e hereditariedade e densidade mamária aumentada (BERNARDES et al., 2019). Paralelo a isso, temos o câncer de colo uterino que está listado como um dos mais prevalentes na população feminina e considerado hoje um sério agravante na saúde pública no país, requerendo atenção especial de enfermeiros que atuam principalmente na atenção primária a saúde (PAULA et al., 2012). Consoante aos dados do Instituto Nacional do Câncer – INCA, o câncer de colo uterino é a terceira patologia com maior ocorrência, sendo considerada a quarta causa que mais mata as mulheres no Brasil (INSTITUTO NACIONAL DO CÂNCER, 2019c). Entre os fatores de risco que predispõem o surgimento do câncer de colo uterino, pode-se citar: infecção pelo HPV, início precoce de prática sexual, multiplicidades de parceiros, tabagismo, uso de contraceptivos por tempos prolongados e higiene intima inadequada (BRITO; GALVÃO, 2010). O interesse pela temática justificou-se a partir da curiosidade dos pesquisadores no que concerne ao papel da enfermagem frente a detecção precoce do câncer de mama e de colo do útero. OBJETIVO A pesquisa tem como objetivo enfatizar o papel enfermeiro no combate ao câncer de mama e câncer de colo uterino. MÉTODO Trata-se de um estudo do tipo revisão de literatura narrativa. Foi realizado na Biblioteca Virtual da Saúde – BVS no período de março e abril de 2019. Através das bases de dados The ScientificElectronic Library Online – SciELO e na Literatura Latino- americana e do Caribe em Ciências da Saúde – LILACS. Como outras fonte para alicercear o estudo, foram utilizados os dados do INCA e o Caderno de Atenção Primária (Controle dos Cânceres do Colo de Útero e Mama nº13) por conter dados significativos. Como estratégia de busca utilizou-se o cruzamento os seguintes descritores de assunto: Cuidados de enfermagem AND neoplasias da mama AND neoplasias do colo do útero, obtendo-se 409 resultados. Diante dos resultados encontrados, aplicou-se os critérios de inclusão: disponível em texto completo, idioma português, inglês e espanhol, tipo de documento artigo, ano de publicação entre 2010 a 2019, os quais resultaram em 121 artigos. Após a aplicação dos critérios de inclusão, procedeu-se a leitura do material selecionado, logo, adotou-se os critérios de exclusão: não disponível gratuito, artigo repetido e não atender a temática do estudo, restando 7 artigos para análise e construção da pesquisa. RESULTADOS As Unidades Básicas de Saúde – UBS são portas de entradas para ofertar assistência a sua população de cobertura, visando ofertar resolutividade e cuidado humanizado. A atuação do enfermeiro no combate a esses tipos de canceres são baseadas nas recomendações do Ministério da Saúde – MS, que é a prevenção e detecção precoce (MENDES, 2016). O MS tem destacado que o principal método preventivo para o câncer de colo uterino é a realização do exame citopatológico. Deve ser realizado em mulheres a partir dos 25 anos, em mulheres que já tenham iniciado experiências sexual, seguido até os 64 anos (BRASIL, 2013). Quando se fala em câncer de mama a estratégia mais eficaz é o reconhecimento dos sinais e sintomas e a procura em tempo hábil aos serviços de saúde. A mamografia é método mais adotado, devendo ser realizado em mulheres que se encaixem na faixa etária dos 50 a 69 anos, com intervalo de dois anos (BRASIL, 2013). A eficácia e qualidade das ações de rastreamento devem ser oriundas de uma sociedade organizada que advém de práticas educativas, é necessário investir em educação em saúde, para que os exames sejam mais aceitos pelas mulheres, e os tabus que circundam sejam desmitificados (MARSIANO; LIMA, 2016). É através dessa disponibilização de conhecimentos que vão se quebrando barreiras e crenças que agem de forma contrária às ações de promoção e prevenção em saúde. A humanização também não deve ser esquecida, pois as mulheres têm expectativas positivas em relação ao enfermeiro que irá realizar o exame e promover a assistência, visto que elas expõem seus sentimentos e corpo ao procedimento (MARÇAL; GOMES, 2013). O enfermeiro, como integrante da equipe multiprofissional e coordenador da equipe de saúde, tem um papel fundamental ao realizar ações de treinamento educativo junto aos Agentes Comunitários de Saúde - ACS. Os ACS são fortes aliados para realizar a captação dessas mulheres até as UBS, por estarem em contato permanente com a comunidade facilitando esse acesso (MARÇAL; GOMES, 2013; SILVA et al., 2013). A importância da realização da busca ativa das mulheres, a criação de vínculos, mecanismos de educação em saúde e intervenções em espaços comunitários, constituem em um importante aliado nas ações de prevenção do câncer de colo do útero e de mama (MARÇAL; GOMES, 2013). CONSIDERAÇÕES FINAIS O enfermeiro atuante da atenção básica é o profissional capacitado e responsável por realizar práticas de rastreamento e combate ao câncer de mama e de colo uterino. Pois ele está inserido na comunidade, onde já tem o contato com a população e está apto a juntamente com a equipe de saúde ESF fazer a busca ativa dessas mulheres que estão em faixa etária de risco, e promover educação em saúde, além do exame Papanicolau e o exame clinico das mamas. Se a tática de educação em saúde for utilizada, as mulheres tendem a prestar mais atenção nos sinais e sintomas que podem ser possíveis alterações no corpo, levando elas a procurar os serviços de saúde, e prevenir possíveis agravos. Além de passar a ter hábitos mais saudáveis, e se prevenir das diversas formas, contra os tipos de câncer.
Palavras-chave: Cuidados de Enfermagem,Neoplasias do colo do útero,Neoplasias da mama
Oral
Abrir o trabalhoTECENDO REFLEXÕES ACERCA DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PRÉ-NATAL SOB A PERSPECTIVA DA GESTANTE
BEATRIZ GONZAGA LIMA; Ana Clara Santos Rodrigues; Antonia Benta Da Silva Pereira; Francisco Werbeson Alves Pereira; Andreza Ingrid Ferreira Lira
Introdução: A perspectiva da gestante acerca das ações recebidas desenvolve uma assistência de enfermagem baseadas em resultados que potencializam a atenção do pré-natal. Objetivo: Identificar a assistência de enfermagem no âmbito do pré-natal sob a perspectiva da gestante. Método: Estudo do tipo revisão narrativa da literatura realizado em março de 2019, mediante busca na Biblioteca Virtual em Saúde –BVS. Resultados: A assistência de enfermagem é bastante satisfatória em diversos aspectos principalmente na humanização, mas que ainda á falha na educação em saúde sob a perspectiva da gestante. Considerações finais: A enfermagem mostra-se competente no pré-natal, contanto necessita de aprimoramento em ações educativas.
Palavras-chave: cuidado pré-natal,Enfermagem,Gestantes
Oral
Abrir o trabalhoPalavras-chave: Assistência de enfermagem,Câncer colorretal,Paciente
Oral
Abrir o trabalhoCUIDADOS PALIATIVOS AO PACIENTE ONCOLÓGICO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
FRANCINETE ALVES FELIPE; Alan Felipe Oliveira Alencar; Maria das Dores Aquino Bezerra; Isabelly Lissandra Sobreira da Silva
INTRODUÇÃO: Os cuidados paliativos se constituem através da assistência prestada por uma equipe multidisciplinar, que traz no seu contexto a melhoria da qualidade de vida do paciente e seus familiares, diante de uma doença que afeta a vida, por meio da prevenção e alívio do sofrimento, da identificação precoce, avaliação e tratamento de dor e sintomas físicos, psicológicos e espirituais, sendo esses cuidados também proporcionados à família para a aceitação do processo da morte. Trata-se de cuidados destinados a toda pessoa afetada por uma doença como as neoplasias malignas, cardiopatias, neurológicas e infecctocontagiosas (HIV/AIDS) seja aguda ou crônica. Os cuidados paliativos assistem as pessoas que estejam em processo de terminaliddae, diante do exposto surgiu a seguinte indagação: Como são realizados os cuidados paliativos em pacinetes oncológicos? O interesse da pesquisa surgiu com a admissão dos pacientes oncológicos no programa Melhor em Casa e para se conhecer mais sobre a temática. A pesquisa apresenta relevância por abordar a importância dos cuidados paliativos em pacientes oncológicos em fase terminal. OBJETIVO: Relatar a experiência dos cuidados paliativos prestados a um paciente oncológico.METODOLOGIA: O presente estudo é de teor descritivo, do tipo relato de experiência. As experiências explanadas foram vevenciadas pela enfermeira do Programa Melhor em Casa no atendimento domiciliar durante as visitas realizadas duas vezes por semana no periodo de Agosto a Novembro de 2018.O paciente foi admitido baseado nos critérios de inclusão do programa com diagnóstico de câncer de Estômago em fase metastática. Durante as visitas foi realizado a anamnese, exame físico, administração de medicamentos para tratar a sintomatologia, e orientações aos familiares sobre os cuidados espirituais. Posteriormente, apoiamos a família no momento de luto e sobre a compreensão do processo da morte. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Os cuidados paliativos foram voltados ao amparo assistencial para o controle dos sintomas e a preservação da qualidade de vida do paciente e da família. As vantagens dos cuidados paliativos proporcionaram o melhor enfrentamento da morte, promovendo sua aceitação, fortalecendo a espiritualidade do paciente e família, visto que, o alvo do tratamento paliativo e ajudar as pessoas a ter uma morte com conforto e dignidade, minimizando o sofrimento físico e psicológico do paciente e de sua família. CONSIDERAÇÕES FINAIS: As vivências no Programa Melhor em Casa e na assistência realizada frente aos cuidados paliativos ao paciente oncológico nos últimos dias de vida do paciente terminal são especiais, pois há possibilidade de realizar acertos e despedidas, visto que, nos proporciona a reformulação de uma assistência qualificada e direcionada para o aprimoramento dos conceitos sobre o processo da morte/morrer e o apoio necessário ao paciente e orientações à família.
Oral
Abrir o trabalhoIMPORTÂNCIA DA ENFERMAGEM NOS CUIDADOS PALIATIVOS
RAFAEL DA SILVA PEREIRA; OLÍVIA DE ALMEIDA DUARTE; RÚBIA ALVES BEZERRA; JULIANA FERREIRA CARLOS; ANNE ALICE LUCENA ALVES
INTRODUÇÃO: Nas últimas décadas o câncer vem se destacando dentre as doenças crônicas não transmissíveis. Quando alcança a forma avançada, o câncer pode progredir para a situação de impossibilidade de cura. Em tal caso, os cuidados prestados aos pacientes deixam de ser curativos e passam a ser paliativos (FREIRE et al., 2018). Os cuidados paliativos é um tratamento que promove qualidade de vida dos pacientes e seus familiares, diante de doenças que ameaçam o seguimento da vida, através de prevenção e de alívio do sofrimento, como também amenizam outros problemas de natureza física, psicossocial e espiritual dos pacientes que estão em estado de terminalidade (MORAIS et al., 2018). É importante lembra que a terminalidade poder ser julgada como a fase mais delicada, difícil para o ser humano enfrentar, onde estes indivíduos passam pelas 5 fases do processo de morte e morrer, que segundo Elisabeth Kubler-Ross, são: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação (CAROPES et al., 2016). A expectativa de um futuro ambíguo experimentado por muitos paciente ao fim da vida é uma razão de exaustão que leva muitas vezes a consumir seus recursos internos, por consequência levados a um estado de vulnerabilidade, as quais contribuem para que a saúde se torne cada vez mais debilitada e a reflexão sobre a morte intensificada (SILVA et al., 2015). Os cuidados paliativos são apontados como a linha de cuidados que possuem como objetivo principal ofertar qualidade e não quantidade aos doentes. Este cuidado exige uma equipe capacitada para conseguir atender todas as dimensões dos pacientes prestando um conforto à medida que a doença progride (PICOLLO; FACHINI, 2018). A assistência aos pacientes em cuidados paliativos é complexa e difícil, pois o câncer causa grande desgaste na vida do paciente e dos profissionais que estão envolvidos em seu tratamento, em especial a equipe de enfermagem que está de forma intensiva envolvida com a família e o indivíduo. OBJETIVOS: Reconhecer a importância da assistência de enfermagem em paciente com câncer em estado terminal. MÉTODO: O presente estudo trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de caráter descritivo realizado no mês de abril de 2019. A busca dos dados se deu através da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando-se das bases de dados: LILACS (Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), MEDLINE (Sistema Online de Busca e Análise de Literatura Médica) e BDENF (Base de Dados de Enfermagem). Utilizou-s os descritores: “Assistência de Enfermagem”, “Cuidados Paliativos” e “Paciente terminal”, que foram cruzados com o operador booleano And. Ao se iniciar a pesquisa, foram encontrados 1.005 resultados, dos quais estavam disponíveis 993 nas referidas bases de dados. Iniciou-se assim o processo de seleção dos agrupamentos, os quais foram analisados pelos seguintes critérios de inclusão: disponíveis na íntegra; idioma português; documento do tipo artigo, publicados nos anos de 2015 a 2019, obtendo 21 resultados. Como critérios de exclusão: duplicatas, artigos que não contemplassem a temática proposta e não estivessem disponíveis gratuitamente, obtendo 6 artigos que foram utilizados como base para construção do presente estudo. RESULTADOS/DISCUSSÃO: Diante da descoberta do diagnóstico de câncer até a fase terminal, cada paciente responde de maneira individual à patologia, no entanto reações como ansiedade, negação, medo e desesperança são comuns entre todos os que são acometidos pela doença. Nesse âmbito a equipe de enfermagem é a mais próxima com um contato de maior período com os pacientes, tornando-a a profissão mais apta a prestar um atendimento mais humanizado durante os cuidados paliativos (ALENCAR et al., 2017). Os cuidados paliativos exigem do profissional de enfermagem um olhar abrangente e humanizado do quadro clínico dos indivíduos acometidos, pois estes apresentam uma instabilidade física, psicossocial e espiritual que exigem do profissional enfermeiro adaptação em todos os momentos (SILVA et al., 2015). Para ofertar um atendimento adequado ao paciente é necessário que a equipe de enfermagem visualize o indivíduo de forma holística. Nesse sentido, olhar o indivíduo em sua totalidade é essencial para a construção de um plano de tratamento que minimize danos e oferte qualidade de vida (PICOLLO; FACHINI, 2018). A enfermagem tem facilidade de interpretar as necessidades relatadas pelo paciente por estar mais envolvida nos cuidados diretos que são prestados, e consequentemente irradiam mais segurança não somente ao paciente, mas também aos seus familiares (PICOLLO; FACHINI, 2018). O olhar da enfermagem volta-se tanto para o paciente quanto para seus familiares. O processo ao qual o paciente com câncer vivencia também traz adoecimento ao familiar, nesse sentindo os cuidados de enfermagem em geral então voltados também às necessidades de uma comunicação mais eficaz e esclarecedora de dúvidas que surgem tanto dos pacientes quanto dos familiares (CAROPES et al., 2016). O cuidar da enfermagem requer que o profissional possua um olhar amplo e humanizado, respeitando os aspectos biopsicossociais do sujeito. A individualidade de cada paciente exige da enfermagem que os cuidados paliativos sejam executados em diferentes ambientes, seja no hospital ou no domicílio, dependendo da necessidade do sujeito e das condições da equipe (SILVA et al., 2015). CONSIDERAÇÕES FINAIS: Através do presente estudo ficou evidente que a assistência de enfermagem em cuidados paliativos é de suma importância para o paciente e seus familiares, que não disponha de possibilidade terapêutica de cura. Por ser a equipe de saúde que permanece por mais tempo ao lado do paciente, são capazes de promover uma assistência integral, segura e humanizada de qualidade.
Palavras-chave: Assistência de Enfermagem,Cuidados Paliativos,Paciente terminal
Oral
Abrir o trabalhoO CUIDAR EM ONCOLOGIA: A IMPORTÂNCIA DO ENFERMEIRO NA HOSPITALIZAÇÃO DO PACIENTE ONCO-HEMATOLÓGICO
ANNA KAREN LUCAS CAVALCANTE; Francisco Welington Cavalcante da Silva; Irynna Giovanna Bezerra Costa; Kadson Araujo da Silva; Tiago Ribeiro dos Santos
INTRODUÇÃO: As neoplasias hematológicas afetam os precursores de células sanguíneas na medula óssea apresentando sinais e sintomas iniciais como fadiga ou fraqueza. Esses tendem a serem negligenciados até serem associados a sangramentos e crescimento de nódulos. Assim, ao buscar assistência médica, o indivíduo é confrontado com o diagnóstico de câncer e necessidade de hospitalização, o que altera sua rotina e gera temor diante da descoberta e tratamento. Em sua trajetória hospitalar ele se encontra enfraquecido físico e emocionalmente, logo, a presença do cuidado constante da equipe multiprofissional, em especial o enfermeiro, e da família se faz imprescindível. OBJETIVO: Destacar a importância do enfermeiro no cuidado ao paciente onco-hematológico hospitalizado. MÉTODO: Trata-se de um estudo de revisão narrativa da literatura, com abordagem qualitativa, de caráter descritivo. A busca foi realizada na Biblioteca Virtual em Saúde – BVS, nos meses de março e abril de 2019 utilizando o cruzamento dos seguintes descritores com o operador boleano AND: cuidado de enfermagem AND hematologia AND câncer, através das bases de dados LILACS, MEDLINE e BDENF, resultando no total de 60 artigos. Aplicando-se os critérios de inclusão: texto completo disponível, idioma em português, no corte temporal de 2013 a 2017, e como critérios de exclusão adotou-se: artigos duplicados ou inadequados a temática, resultando no total de 9 referências para leitura na íntegra e construção do estudo. RESULTADOS: O paciente com doença onco-hematológica é submetido a internações e procedimentos diagnósticos e terapêuticos que prolongam sua permanência hospitalar, com isso e frente a mudanças e emoções que o inicio da doença impõem, o indivíduo é acometido por situações de fragilidade física, emocional e psicosocioespiritual. Nesse processo é importante que o cliente esteja amparado por, em destaque, uma equipe de enfermagem, que têm maior contato com o cliente e seus familiares, com cuidados que vão além do ambiente hospitalar. O enfermeiro deve os ajudar a enfrentar os impactos da quimioterapia permitindo que expressem seus sentimentos, além de fornecer informações a respeito da doença e da importância da continuidade do tratamento. Com relação ao apoio emocional, a equipe deve observar o estado do paciente atentando para fisionomias de dor, preocupação e tristeza. Como forma de diminuir a ansiedade gerada pelo processo vivenciado, a conversa e o esclarecimento das dúvidas são fatores contribuintes para a minimização da mesma. Com isso, o profissional proporciona um ambiente seguro e acolhedor às pessoas fragilizadas implicando nos cuidados diários da enfermagem e diferencia uma assistência mecanizada e indiferente, de uma assistência atenta, focada, comprometida com o bem-estar da clientela. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Torna-se evidente, portanto, a presença fundamental do enfermeiro no processo da assistência ao portador de alterações hematológicas, tendo em vista que esse profissional acompanha ativamente as dificuldades emocionais, sociais, econômicas e culturais que limitam o enfrentamento do câncer pelo o indivíduo. Nessa perspectiva, identificar as demandas e especificidades de cuidado destes pacientes é fundamental para proporcionar uma assistência direcionada as suas necessidades e contribuir, assim, para a resposta do paciente ao tratamento, bem como reduzir os riscos e as complicações.
Palavras-chave: Câncer,Cuidado de Enfermagem,Hematologia
Oral
Abrir o trabalhoRELIGIOSIDADE/ESPIRITUALIDADE NO ENFRENTAMENTO DO CÂNCER: UMA REVISÃO DE ESTUDOS
LUCIANO GUALBERTO SOARES; Maria Leylane de Almeida
INTRODUÇÃO: O câncer atinge altos índices de incidência na atualidade, vitimando diversas pessoas de diferentes classes sociais, configurando-se desta forma, como a segunda maior causa de mortalidade no Brasil. A presença dessa doença altera significativamente a qualidade de vida das pessoas, pois causa sofrimento psíquico, físico e emocional, com isso, as pessoas buscam na religiosidade/espiritualidade uma forma de enfrentamento para o diagnóstico e/ou tratamento, procurando alívio e significado para sua situação de saúde-doença. OBJETIVO: Compreender com base na literatura científica como a religiosidade/espiritualidade exerce influência no enfrentamento do câncer. MÉTODO: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada na Biblioteca Virtual em Saúde, por meio das bases de dados Medical Literature Analysis and Retrieval System Online, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde e Base de Dados de Enfermagem. A busca e análise dos artigos ocorreu no período de dezembro de 2018 a março de 2019. Para a busca, utilizou-se os Descritores em Ciências da Saúde: Câncer, Religião e Qualidade de vida, que foram cruzados com o operador booleano AND. Selecionou-se artigos completos, dos últimos cinco anos e publicados nos idiomas português, inglês e espanhol, para abrangência nacional e internacional da temática. Foram excluídos artigos repetidos, teses e dissertações e outras revisões; totalizando 11 artigos que foram analisados na íntegra. RESULTADOS: Mediante análise dos estudos selecionados, constatou-se que a religiosidade/espiritualidade exerce influência positiva na qualidade de vida, no bem-estar do paciente e no diagnóstico e tratamento do câncer. Todavia, um estudo de caso-controle realizado com pacientes com câncer avançado, encontrou relação da religiosidade com a ideação suicida; porém, é válido destacar que dos estudos analisados apenas este trouxe uma associação negativa. Pode-se constatar também resultados significativamente positivos no que concerne ao uso de medicamentos, sendo evidenciado associação entre a diminuição na prescrição de analgésicos com o aumento da crença em um ser superior e, com pacientes que recebiam apoio de comunidades religiosas. Nesta perspectiva, os indivíduos fortaleceram a consciência de que estavam com doenças terminais, entretanto, exerciam melhor o enfrentamento desta situação. Outro aspecto importante analisado nos estudos selecionados foi o fato de que a maioria dos pacientes considera importante que os profissionais de saúde abordem suas crenças e que, ainda, o apoio espiritual faz-se necessário durante o tratamento. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Diante do exposto, este estudo de revisão reforça que o enfrentamento religioso/espiritual é uma importante estratégia de enfrentamento do câncer e contribui para a compreensão da situação do seu estado de saúde-doença, bem como uma ferramenta útil para o cuidado espiritual, salientando-se que é de grande relevância para o paciente que o profissional de saúde leve em consideração sua religiosidade/espiritualidade.
Palavras-chave: Câncer,Religião,Qualidade de Vida
Oral
Abrir o trabalhoPalavras-chave: abuso sexual, enfermagem, Saúde da criança
Oral
Abrir o trabalhoA CRIANÇA COM DIABETES MELLITUS TIPO 1: PAPEL DA ENFERMAGEM NA POTENCIALIZAÇÃO DO TRATAMENTO
ANDREZA INGRID FERREIRA LIRA; Rafael da Silva Pereira; Rúbia Alves Bezerra; Rubens Rodrigues Feitosa; Simony de Freitas Lavor
INTRODUÇÃO O diabetes mellitus tipo 1 (DM1) é a segunda doença crônica mais frequente na infância, sendo resultante da destruição autoimune das células beta do pâncreas podendo ser parcial ou total, resultando na incapacidade de produzir insulina. Dentre as classes de diabetes, o tipo 1, que está presente em 5% a 10% dos casos, tem como causa a destruição de células beta do pâncreas, mediada em grande parte dos casos por autoimunidade, com consequente deficiência na produção de insulina, que é produzida por essas células. Embora possa surgir em qualquer idade, atinge mais crianças e jovens adultos, com incidência global aumentando cerca de 3% ao ano. A educação em diabetes promove o desenvolvimento de habilidades necessárias para o autocuidado e gerenciamento da doença (QUEIROZ et al., 2016). Diante da magnitude da Diabetes Mellitus entre crianças e adolescentes no mundo e no Brasil, estudiosos apontam a necessidade de seu adequado manejo para o alcance do sucesso do tratamento e da prevenção de complicações a curto e longo prazo. Para se obter um bom resultado, a proposta terapêutica precisa ser inserida à vida cotidiana do doente, implicando em sérias mudanças nos seus costumes. Este ainda é um grande problema para os profissionais da saúde, pois é necessária educação em saúde para que se tenha uma boa aceitação ao plano terapêutico, sendo sempre uma necessidade levar em conta suas crenças culturais que vão influenciar de maneira direta no seu autocuidado (VENANCIO; LA BANCA; RIBEIRO, 2017). Doenças crônico-degenerativas como a DM1 demandam seu tratamento durante toda a vida gerando na familiaridade situações dificultosas para todos os membros, pois a dedicação e o cuidado com a criança requerem excessivos esforços e tempo. Para a garantia da adesão ao tratamento, é imprescindível considerar suas necessidades individuais e biopsicossociais, e as atitudes do paciente frente ao manejo do diabetes. Além do mais, é significativo a formação de uma vinculação entre os profissionais e os familiares, possibilitando uma interação mais eficaz com a equipe de saúde e estimulando a pratica do autocuidado. É de suma importância o entendimento das implicâncias dessas interações que auxiliam na oferta de um cuidado qualificado dos profissionais da enfermagem (RUBIN; AZZOLIN; MULLER, 2011). OBJETIVO Enfatizar o papel da enfermagem na adesão ao tratamento e autocuidado de crianças com DM1. METODOLOGIA O estudo trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada no mês de Abril de 2019. A busca dos dados foi realizada através da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), com o uso dos descritores em ciências da saúde: assistência de enfermagem; autocuidado; diabetes mellitus tipo 1; saúde da criança, que foram cruzados por meio do operador booleano AND. Adotou-se como critérios de inclusão os trabalhos publicados nos últimos 5 anos, em língua portuguesa, disponíveis gratuitamente e completos. Os critérios de exclusão foram artigos fora da área temática e que não condizem com o objetivo deste estudo. Após a aplicação dos filtros foram selecionados 5 artigos, que estavam indexados nas bases de dados. RESULTADOS A enfermagem está mais próxima da criança e de sua família desde a admissão hospitalar até os cuidados prestados a longo prazo nas unidades de saúde, sendo a grande responsável pela continuidade do cuidado, especialmente o enfermeiro, pois consegue identificar as necessidades e preferências da família e sua participação no cuidado da criança (VENANCIO; LA BANCA; RIBEIRO, 2017). O papel da equipe de enfermagem na assistência prestada às crianças com DM1 vai muito além de prover o devido tratamento da doença em si: é instigar os pais e a criança a participar ativamente do seu autocuidado, assim como, estimular a criança e ensinar como se deve ser aplicada a insulina e realizar o teste de glicemia capilar, dessa forma a criança assume o papel de protagonista do cuidado em si de acordo com seu desenvolvimento e capacidade (RUBIN; AZZOLIN; MULLER, 2011). O profissional deve promover na criança um sentimento de orgulho de seu autocuidado, tentando tornar o processo da assistência prestada mais divertida, educativa e interessante, oferecendo segurança e qualidade de vida mais independente a criança e sua família. Os cuidados providos à criança pelos membros da equipe devem ser integrados, ocorrendo intersecção de conhecimentos e proporcionando qualidade e efetividade do processo educativo da criança, fornecendo apoio e informação uns aos outros (VENANCIO; LA BANCA; RIBEIRO, 2017). Deve-se ter como prioridade as necessidades da criança de acordo com sua realidade e visão do mundo, e não focar apenas nas exigências terapêuticas. A equipe de saúde deve ajudar a família a focar no processo educativo, tentando substituir a ansiedade e o estresse por assumir um papel ativo no cuidado da criança. O envolvimento da família na educação da criança é fundamental, pois é a partir deles que a criança receberá ajuda para seu autocuidado. A equipe deve compartilhar o cuidado da criança com a família, estabelecendo uma parceria de sucesso na tríade profissionais-criança-família, desde o momento do diagnóstico da criança, auxiliando a família a incorporar as mudanças de modo efetivo ao seu estilo de vida (OKIDO et al., 2017). CONCLUSÃO A literatura tem apontado as complicações do DM1 como um grave problema e com sérios riscos à vida. Também é válido dizer que estas complicações podem ser evitadas através do monitoramento e a partir da educação em saúde. No cuidado de enfermagem prestado a essa clientela, faz-se necessário a coleta de informações sobre os aspectos envolvidos no diagnóstico, tratamento e autocuidado da criança com DM1, auxiliando na identificação de elementos que fragilizam ou que fortalecem o manejo do diabetes mellitus, contribuindo para assistência de enfermagem qualificada e individualizada. Esse processo de aprendizado que a enfermagem realiza através da educação em saúde resulta na conscientização, na mudança de comportamento e, muitas vezes, no estilo de vida desses sujeitos e suas famílias. Diante desses achados, sugere-se a participação ativa dos profissionais de enfermagem, a fim de estabelecerem vínculo com as famílias e iniciar um processo precoce e contínuo de educação em diabetes com o envolvimento de todos os membros da família, pautados na concepção de cuidado centrado na família. Ressalta-se, ainda, a necessidade de reorganização dos serviços de saúde com o objetivo de garantir uma assistência integral e integrada.
Palavras-chave: Assistencia de Enfermagem,Autocuidado,Diabetes mellitus tipo 1,Saúde da criança
Oral
Abrir o trabalhoASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM HUMANIZADA NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA PEDIÁTRICA: REVISÃO DA LITERATURA
ANTONIO WELLINGTON VIEIRA MENDES; ANDREZA VITOR DA SILVA; TAMIRES ALVES DIAS; CAROLAINE DA SILVA SOUZA; STÉFFANE COSTA MENDES
INTRODUÇÃO A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) surgiu no ano de 1940, nos Estados Unidos, como um espaço para o tratamento de pacientes em situação crítica, que careciam de intervenção clínica e de monitorização contínua. São divididas em UTI adulto, pediátrica e neonatal. Dentre as UTIs, a pediátrica apresenta uma forte demanda por acolhimento às questões subjetivas e emocionais, uma vez que contam com o acompanhamento contínuo de mães e pais ansiosos, vivenciando sentimento de impotência perante o adoecimento e tratamento do filho (PEIXOTO, 2016). Diante da internação na UTI, a família enfrenta o luto pelo filho idealizado, cujos sentimentos de medo, insegurança, culpa, preocupações e dúvidas acerca do prognóstico invadem a vida dos pais. Ademais, além dos pais se depararem com o filho em estado frágil e inábil de sobreviver sem cuidados intensivos, enfrentam também a necessidade de obedecer ao regulamento e rotinas hospitalares. Os pais definem a UTI pediátrica, como um ambiente hostil e, muitas vezes, inacessível, não muito acolhedor, produtor de sentimentos e reações desagradáveis e que exclui os pais do cuidado ao filho. Dessa forma, é indispensável a necessidade em se modificar essa percepção do senso comum, que relaciona o termo UTI à noção de dor e até mesmo à noção de morte e basear o cuidado na concepção de que os pais têm direito a participar dos cuidados do filho (AVILA et al., 2018). Conforme Avila et al. (2018) e Colegari e Rodrigues (2016) a humanização surgiu com o objetivo de implementar mudanças em tais ambientes nos últimos anos, na qual o cuidado passa de técnico-científico para um cuidado que gera acolhimento, afim de modificar a prática de saúde, visando à assistência de qualidade vinculada aos avanços tecnológicos. No ano de 2000 o Ministério da Saúde (MS) regulamentou o Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar, com a proposta de oferecer uma nova forma de atendimento. Em 2003, desejando abranger todos os níveis de atenção à saúde, o MS considerou a humanização não apenas como um programa, mas a intitulou como Política Nacional de Humanização (PNH), regida pelos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS). A Política Nacional de Humanização (PNH) foi elaborada objetivando a melhoria da saúde, com a provisão de um atendimento humano, integral e digno, com profissionais responsáveis e cientes sobre a importância de tais atitudes. A partir de princípios norteadores da PNH, como corresponsabilidade, autonomia e protagonismo, perpassando pela diretriz de acolhimento, a humanização como política transversal instrui a cogestão entre usuários e os trabalhadores do sistema de saúde, que é premissa para a nova cultura de atenção e repercute na assistência de enfermagem (COLEGARI; AMARAL, 2016) Na conjuntura da assistência humanizada, um aspecto que torna as relações humanas dificultosa, pouco pessoais e individualistas é o avanço da tecnologia e da ciência, que influenciam com grande impacto as profissões e as práticas na área de saúde. A implementação desse avanço na realidade do profissional de saúde requer um preparo e domínio por quem o utiliza, para que a técnica seja segura e eficaz, perfazendo os valores humanísticos sobre as práticas tecnicistas (CALEGARI; RODRIGUES 2016). Segundo Calegari e Amaral (2016) a enfermagem é uma profissão conhecida pelo cuidado e é preciso que se tenha respeito com aqueles que recebem o atendimento. Deve-se entender a singularidade de cada paciente que está em inter-relação com seus familiares, os considerando durante a assistência. Dessa maneira, o profissional de enfermagem deve estar apto a realizar os procedimentos técnicos com eficácia, pois as questões tecnológicas são fundamentais, entretanto as questões humanas são intrínsecas à rotina de assistência e o cuidado humanizado é realizado à maneira pessoal, sendo ações individuais e não catalogadas ou padronizada. A pesquisa propiciará maior visibilidade a temática e mostra-se relevante por pontuar sobre a prática humanizada na Unidade de Terapia Intensiva pediátrica e como se desenvolve a humanização nesse ambiente. Tendo em vista as carências de pesquisas sobre a área o estudo justifica-se com o intuito de fortalecer a humanização como um fator imprescindível no cuidado a criança hospitalizada. OBJETIVO Conhecer através da literatura como ocorre a assistência de enfermagem humanizada na Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica. METODOLOGIA Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com busca eletrônica na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), realizada no período de abril de 2019; foram utilizando o cruzamento dos seguintes descritores em saúde: Humanização da assistência, Enfermagem e Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica por meio do operador booleano AND, dessa forma foram obtidos 37 documentos. Na BVS foram enredados: Texto disponível na íntegra, base de dados (BDENF, LILACS e MEDLINE), assunto principal (Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica e Humanização da assistência), artigos em português publicados nos últimos cinco anos restaram 09 artigos, utilizou-se então os critérios de exclusão: (a) artigos repetidos e (b) artigos que não se encaixavam com o tema, restando assim 05 artigos, os quais foram lidos e analisados na íntegra. RESULTADOS É notório que a hospitalização de uma criança, na Unidade de Terapia Intensiva é um período complexo, cujas repercussões refletem na família, em sua estruturação e cotidiano, nos sentimentos de preocupação, estresse e interrogações quanto ao que esperar nesse momento e que criança também sofre consequências em seu desenvolvimento psicológico e emocional e quanto aos vínculos com a sua rede social. Incluir a familiar junto à criança, durante o período de hospitalização, simplifica o modo de aceitação dessa condição, reduzindo o sentimento de abandono, tristeza, medo e angústia que a criança possa vir a sentir (SILVA, NASCIENTO 2017). Silva e Nascimento (2017), elenca em sua pesquisa que os pais consideram a visita a criança importante e avaliam o tempo de visita como insuficiente, porém ao mesmo tempo reconhece que a permanência dos pais no setor é prejudicial por acreditarem na suscetibilidade do ambiente à presença de pessoas externas e ainda descrevem que o tempo é melhor aproveitado quando nesse momento se envolvem no cuidado corporal, na alimentação na observação de alterações físicas e transmitem mais segurança a família. A comunicação dos profissionais com os familiares é de extrema relevância para a qualidade e humanização da assistência. Frente a internação em UTI, é essencial que a comunicação entre família e equipe de saúde seja efetiva, objetivando eliminar as falhas na comunicação, o local de internação deve ofertar apoio para os pacientes e familiares desde o instante da admissão, mencionando as orientações necessárias em relação às regras do setor, horários de visitas e permanência na unidade com explicação e orientação claras, verdadeiras e em linguagem de fácil entendimento sobre a situação clínica do paciente ( AVILA et al., 2018; CALEGARI; AMARAL 2016). De acordo com Calegari e Rodrigues (2016) a ambiência como recurso de humanização da assistência implementada pelos hospitais nas unidades de terapia intensiva resultou em empenho dos serviços para o estabelecimento de ferramentas que proporcionem bem-estar aos pacientes. Incluiu as práticas lúdicas, música, brinquedos, leitura de histórias infantis, avaliação da dor, o cuidado compartilhado com a família, alteração arquitetônica viabilizando privacidade, obtenção de opinião das crianças sobre tema e cores da unidade. O cuidado de enfermagem baseado na relação humana de qualidade é facilitado quando o ambiente está harmônico e alegre, sem agentes estressantes. Evidencia-se a presença de sofrimento e adoecimento dos profissionais no lidar com crianças doentes ou com risco de morte, fazendo aflorar sentimento de perda iminente do vínculo afetivo com a criança findando assim em um cuidado desumanizado. Então compreende-se que o “bem-estar do profissional” gera um momento adequado para a execução de ações humanizadas. A tarefa realizada com sucesso no trabalho de enfermagem, muitas vezes pautada pela manutenção da vida, é o fator que torna esse bem-estar pessoal em coletivo, pois está associado à qualidade do cuidado (PEIXOTO 2016; CALEGARI, RODRIGUES 2016). Colegari e Rodrigues (2016) afirma que em ambientes críticos com a prática mecanizada e especializada, é necessário repensar sobre o sentido real da assistência como uma forma de cuidado, que deve ser exercida juntamente com a humanização, partindo da ideia de que o usuário tem o direito de satisfação com o serviço através do atendimento de qualidade. Já Avila et al., (2018) corroboram relacionando que comportamento do profissional e a atenção dispensada pelos profissionais foram fatores citados por familiares para a realização um cuidado de qualidade, o qual identificou que quando o profissional não atende às expectativas dos familiares, demonstrando descaso ou falta de atenção, o cuidado é interpretado como não humanizado, o que permite perceber que a avaliação do cuidado humanizado está estreitamente relacionada ao comportamento e à atitude dos profissionais. CONSIDERAÇÕES FINAIS Na ótica dos pais o cuidado humanizado emerge pela a presença dos familiares no cuidado, pela relação com os profissionais de saúde, pela a boa comunicação e pela a introdução de práticas lúdicas. Sobretudo foi inegável que a família é elemento fundamental no processo de hospitalização da criança, e é necessário que profissionais ofereçam atendimento com enfoque humanístico, digno, ético, respeitoso e colaborativo, estabelecendo o bom relacionamento com os familiares para suprir suas necessidades e da criança no hospital. O estudo é significativo no momento em que gera uma reflexão sobre a assistência de enfermagem, repensando sobre o cuidado prático, tornando-o mais acolhedor e humanizado enfatizando que esse cuidado não deve ser apenas um conceito, mas uma prática baseada na valorização do humano e da singularidade.
Palavras-chave: Enfermagem,Humanização da Assistência, Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica
Oral
Abrir o trabalhoDESAFIOS DA ENFERMAGEM NA ASSISTÊNCIA À CRIANÇAS SURDAS: REVISÃO DA LITERATURA
MARYZA RODRIGUES DA SILVA; Marianna Magalhães Alves; Larisse Ricarte de Lima; Antonia Yasla Laranda de Oliveira; Thalya Pinheiro Alves
Crianças surdas que frequentam a unidade de saúde encontram em sua maioria profissionais sem preparação para proporcionar um atendimento qualificado concernente à comunicação por meio da Lingua Brasileira de Sinais, comprometendo o relacionamento cliente-profissional. Assim, torna-se necessário identificar alternativas para a garantia de um sistema de saúde acessível. A implantação, avaliação e controle das políticas públicas vigentes podem representar uma ferramenta de gestão e regulação, diminuindo as iniquidades no atendimento em saúde de crianças com deficiência.
Palavras-chave: Deficiência auditiva, Reabilitação,Crianças
Oral
Abrir o trabalhoFatores e impactos associados ao desmame precoce
MARYZA RODRIGUES DA SILVA; Thalya Pinheiro Alves; Antonia Yasla Laranda Oliveira; Marianna Magalhães Alves; Larisse Ricarte de Lima
FATORES E IMPACTOS ASSOCIADOS AO DESMAME PRECOCE INTRODUÇÃO É recomendado que os bebês sejam alimentados exclusivamente pelo leite materno até os seis meses e que a amamentação continue acontecendo complementado por outros alimentos até dois anos ou mais (OPAS/OMS, 2018). O leito materno possui vários benefícios, tendo em vista que é o alimento mais equilibrado e completo, já que contem os nutrientes, sais minerais e as proteínas necessárias para cada fase da vida do recém-nascido, a fim de fortalecer o sistema imunológico, prevenindo alergias e favorecendo o seu crescimento e desenvolvimento. Incluindo também a diminuição do riscode infecções gastrointestinais, aumenta o vínculo entre mãe e filho, proporcionando assim a sensação de bem-estar e realização (WONG, 2014). Portanto, é sabido que o desmame precoce, ou seja, o abandono total ou parcial do aleitamento materno antes do bebê completar seis meses de vida pode acarretar o aumento do risco de predisposição a algumas patologias tais como, diabetes, hipertensão e anemia nos primeiros meses de vida. Mesmo com a grande divulgação sobre as contribuições do aleitamento materno tanto para a mãe quanto para a criança ainda tem ocorrido alto índice de desmame precoce. No Brasil, 67,7% das crianças mamam na primeira hora de vida e a duração média do aleitamento exclusivo é de 54 dias. Aproximadamente 41% das crianças menores de seis meses tiveram alimentação exclusivamente por leito materno no país (BRASIL, 2018). Diante desta tendência, destaca-se a necessidade de acontecer discutir amplamente a importância da prática do aleitamento materno, sobretudo exclusivo até os seis meses de vida do bebê, assim como os fatores que levam ao desmame precoce. OBJETIVOS Destacar os fatores e possíveis impactos ocasionados ao recém - nascido em virtude do desmame precoce. MÉTODO Trata-se de um estudo de revisão narrativa da literatura, com abordagem qualitativa, de caráter descritivo. A busca foi realizada na Biblioteca Virtual em Saúde – BVS, no mês de abril de 2019, utilizando o cruzamento dos seguintes descritores em saúde: Desmame precoce, aleitamento materno e recém-nascido, com o uso do operador booleano AND, totalizando 976 artigos. Aplicando-se os critérios de inclusão: texto completo disponível e no corte temporal de 2015 a 2018, a fim de destacar materiais mais atuais, totalizando 44 artigos. E critérios de exclusão diante de artigos duplicados ou que não se adequam a temática, resultando no total de 14 referências para leitura na íntegra e construção do estudo. RESULTADOS/DISCUSSÕES De acordo com Araújo, “a amamentação não é totalmente instintiva no ser humano, muitas vezes deve ser aprendida para ser prolongada com êxito, considerando-se que a maioria das nutrizes precisa de esforço e apoio constantes. Nesse sentido, as mulheres, ao se depararempela primeira vez com o aleitamento materno, requerem que lhes sejam apresentadas modelos ou guias práticos de como devem conduzir-se nesse processo, que na maioria das vezes tem como primeira referência o meio familiar, as amizades e vizinhança nos quais estão inseridas”. O desvinculo do recém-nascido com o leito materno, vem sendo dotado por grande parte das mulheres, esse fator está sendo diretamente relacionado aos processos de industrializações e formação de grandes centros, pois cobram que as mulheres estejam ingressas no mercado de trabalho para garantir o sustento de sua família e isto na maioria das vezes acaba estimulando o desmame de forma precoce e insersão de uma alimentação extra. Essa atitude acaba afastando a mãe da criança o que prejudica ainda mais o processo de amamentação e vêm a causar grandes impactos negativos como o aumento da taxa de mortalidade infantil, desnutrição e mortalidade materna. A pressão social exercida por parte de pessoas ou grupos específicos nesses ambientes em que vivem as mães influencia de forma brusca nessa problemática também. Outro fator é a subjetividade da mãe na qual ela mesma pode se avaliar e tem autonomia para classificar como bom ou ruim, se é agradável ou desagradável amamentar o seu bebê. O leite humano possui propriedades antimicrobiana, anti-inflamatória, imunomoduladora e grande quantidade de leucócitos que protegem o organismo do lactente, sem a ingesta a criança fica susceptível a doenças, infeções e alergias (GRASSI; COSTA, 2016). O colostro, um dos estágios do leite materno, exerce ação sobre a mucosa intestinal auxilia na maturação dos enterócitos, melhora a absorção dos nutrientes e forma barreira de proteção contra as infecções. A falta do colostro favorece a perda da proteção contra as gastroenterites e infecções respiratórias (ICHISATO; SHIMO, 2016). Além disso, o desmame precoce pode levar à ruptura do desenvolvimento motor-oral adequado, provocando alterações na postura e força dos órgãos fonoarticulatórios (lábios, língua, mandíbula, maxila, bochechas, palato mole, palato duro, soalho da boca, musculatura oral e arcadas dentárias), prejudicando as funções de mastigação, deglutição, respiração e articulação dos sons da fala (NEIVA et al., 2016).A calma e a segurança da mãe favorecem o processo de lactação, sendo uma ferramenta indispensavel neste processo. Porém, a técnica de amamentação incorreta faz com que a criança não consiga sugar o leite suficiente, o que leva a irritação e o choro do bebê, provocando rachaduras nas mamas que causa dor e lesões, deixando a mãe ansiosa, nervosa ensa, sendo outro motivo correlacionado ao desmame precoce, sendo que os prejuizos não atingem só a criança, mas com o desmame precoce, a mãe perde a proteção natural contra a contracepção e o câncer da mama e do ovário (ICHISATO; SHIMO, 2002). Segundo Joca (2005 p. 357), “O desmame precoce e a ablactação podem ser considerados violência contra a criança, uma vez que a deixa exposta ao risco de adoecer e morrer por doenças relacionadas à desnutrição [...]”. Percebe-se que que a ausência ou interrupção da amentação precoce e a introdução de novos alimentos em sua dieta pode ser totalmente danosa á criança , expondo-as a contatos com proteínas estranhas e prejuizos ao processo de digestão. Todas as mães sem distinção podem usufruir do processo de amamentação desde que obtenham informações precisas e necessárias e total apoio dos membros familiares, comunidade, do sistema de saúde e auxílio qualificado de profissionais de saúde treinados, especializados, para aumentar a sua confiança. Argumentos como o “leite está fraco”, “pouco leite” e de que “o leite secou” são comuns entre as mães que decidem introduzir precocemente outros tipos de alimentos devido a aparência do leite, por acreditarem que produzem uma quantidade insuficiente de leite materno e/ou não o suficiente para sustentar o bebê ou por estarem passando por problemas emocionais que interferem na quantidade de leite produzido ou mesmo causando um bloqueio na produção de leite (MARQUES, 2011). CONSIDERAÇÕES FINAIS Sem dúvidas o leite materno é o melhor alimento para o bebê durante seu primeiro ano de vida. É através dele que o bebê estará seguramente bem nutrido na fase inicial de sua vida e no sistema imunológico, fortalecendo-se gradativamente para, assim, o proteger de patologias futuras. Os benefícios não se limitam as crianças, uma vez que a mãe também é protegida de patologias tão comuns como câncer de mamae de útero. Como bem observado nesse estudo, é preocupante os altos índices de desmame precoce, mesmo diante de tantos benefícios. Na maioria dos casos, isso ocorre devido a pouca ou nenhuma informação obtida pela mãe. Sendo assim, é de grande valia a necessidade de fornecer às mães todas as informações precisas sobre a importância do aleitamento, demonstrando-lhe os riscos provenientes do desmame precoce. Conscientes e bem orientadas, desde a gestação pelos profissionais da saúde sobre o aleitamento materno e tudo que engloba o ato de amamentar, a mãe terá conhecimento e prazer em fornecer esse precioso alimento ao seu filho, sabendo que isso repercutirá durante toda sua vida. DESCRITORES: Desmame precoce, aleitamento materno, recém-nascido.
Palavras-chave: DESMAME PRECOCE,ALEITAMENTO MATERNO,RECÉM-NASCIDO
Oral
Abrir o trabalhoIMPACTOS CAUSADOS À CRIANÇA PELO USO DE DROGAS ILÍCITAS NA GESTAÇÃO
CELENA PEDROSA CAVALCANTE; Camila Soares de Sousa; Lindalva Maria Barreto da Silva; Maria Jeny de Sousa Oliveira; Maria Neliane Saraiva Rabelo
INTRODUÇÃO: O uso e abuso de drogas na gestação se tornou, nas últimas décadas, um problema de cunho social e de saúde pública. Diversos estudos têm comprovado resultados perinatais e neonatais prejudiciais em gestantes usuárias de drogas. Entre estas, a mais utilizada na gravidez é a maconha, a qual se sobressai perante as outras, seguida pela cocaína e os opioides, mas o uso diferente dessas substancias é constante. Devido os impactos clínico e socioeconômico, é indispensável que os profissionais de saúde responsáveis pela assistência pré-natal, com ênfase no cuidado de enfermagem, possuam conhecimentos adequados sobre a temática. OBJETIVO: Conhecer os impactos causados à criança pelo uso de drogas ilícitas durante a gestação, mediante análise da produção científica. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada de setembro a outubro de 2018, na Biblioteca Virtual em Saúde. A busca dos artigos foi feita utilizando-se os Descritores em Ciências da Saúde: “crianças”, “mães” , “drogas” e “enfermagem”, cruzados com o operador booleano AND. Após a utilização dos critérios de inclusão: Artigos disponíveis na íntegra, no idioma português; e, como critérios de exclusão: artigos repetidos e revisões. Ao final, analisaram-se sete artigos na íntegra. RESULTADOS: No organismo da gestante a cocaína acarreta grave vasoconstricção e, por penetrar à barreira placentária, estende esse efeito maléfico ao feto, assim, os nascidos-vivos podem apresentar baixo peso, hipóxia, além de outras complicações como acidente vascular cerebral e sequelas neurológicas, que podem persistir por meses e provocar também enterocolite necrosante. As sequelas neurocomportamentais da cocaína são variadas, como dificuldade no sono e na alimentação, modificação na regulação dos estados de consciência, excitabilidade, sinais de estresse, imaturidade motora, reflexo alterados e sinais de abstinência. Inúmeros são os efeitos que as drogas podem causar nessas crianças, algumas apresentam problemas de comportamento e no desenvolvimento cognitivo, complicações neonatais, como por exemplo, desconforto respiratório, icterícia precoce, sepse e distúrbios metabólicos. Não obstante, as gestantes usuárias de drogas são vítimas de preconceito da sociedade, e, isso abrange também a visão dos próprios profissionais de saúde, os quais avaliam seu uso como imoral. Diante disso, muitas acabam não aderindo às consultas pré-natais, sendo esta de suma importância, pois o acompanhamento correto permite a identificação antecipada das situações de risco, prevenindo consequentemente os efeitos negativos na gestação e no período neonatal, como maior morbimortalidade. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O consumo das drogas ilícitas na gravidez tem aumentado de forma significante e, devido às suas graves consequências, é necessário que os profissionais de saúde sejam capacitados e qualificados para o atendimento. À nível primário, as consultas pré-natais, amplamente realizadas por enfermeiros, são de fundamental valor, assim como, as orientações acerca da prevenção/redução do uso de drogas na gestação e no puerpério, posto que estas devem continuar, a fim de promover a sensibilização dessas mulheres sobre as ameaças e impactos causados pelas drogas durante o período gravídico-puerperal.
Oral
Abrir o trabalhoINFLUÊNCIA DO USO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL: PROBLEMATIZAÇÃO PARA SAÚDE
NATHYLLE RÉGIA DE SOUSA CALDAS; Tiago Ribeiro dos Santos; Maydjeferson Tenório Alves; Igor Rafael Ferreira Silva; Hingridy Ferreira Fernades
INTRODUÇÃO: As tecnologias digitais configuram-se como instrumentos que permitem a transformação de qualquer linguagem e vem revolucionando a sociedade. É cada vez mais comum o uso das tecnologias digitais durante a infância, período que ocorre grande parte do desenvolvimento e educação das crianças, facilitando a existência de uma nova cultura durante o processo de crescimento e formação na vida desses indivíduos. O avanço das tecnologias vem contribuindo para a ciência, porém paralelo a isso emerge o isolamento dentro da família e sociedade, é um estar junto, mas separados afetivamente e socialmente. OBJETIVO: Identificar através da literatura as problemáticas de saúde decorrentes do uso de tecnologias digitais no desenvolvimento da criança. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com abordagem qualitativa, de caráter descritivo, realizada no mês de abril de 2019. O estudo realizado utilizando o banco de dados da Biblioteca Virtual em saúde (BVS), com os seguintes descritores: criança; desenvolvimento e tecnologia, com uso do operador bolleano AND, através das bases de dados LILACS, MEDLINE e BDENF, resultando em 322 artigos disponíveis, utilizados como critérios de inclusão: assunto principal desenvolvimento infantil e tecnologias; limite crianças; idioma português; corte temporal de 2014 a 2018. Aplicado como critérios de exclusão os artigos repetidos e que não contemplava a temática, resultou em 5 referências para leitura na íntegra e construção do estudo. RESULTADOS: O âmbito familiar é o primeiro cenário que exemplifica a sociedade que envolve uma pessoa e dessa forma significa dizer que a família é o primeiro grupo social na qual a criança está inserida. Precocemente a criança tem contato com as tecnologias, favorecendo apego ao mundo virtual, favorecendo um maior distanciamento com o ambiente e com as relações sociais. Decorrente dessa distância, o indivíduo se torna vulnerável a incapacidade de empatizar, colocar-se no lugar do outro, timidez excessiva e isolamento social, propiciando a existência e acometimento de transtornos psicológicos. Observa-se que as crianças vivem entre o mundo da realidade e o virtual, que por um lado se revela interessante, oferecendo aventuras e oportunidades, e por outro, perigo e riscos à saúde. Existe disparidade na diferença dos dias atuais quando comparados ao passado, as brincadeiras são outras, os brinquedos são de formato diferente, onde o brincar coletivo perde espaço para o aparato tecnológico, por isso a diminuição na socialização e interação entre as crianças de hoje. Algumas outras adversidades á saúde das crianças podem surgir dessa exposição excessiva, como problemas de visão; distração das tarefas cotidianas, e problemas de socialização, afastamento de outras crianças e de adultos em troca do uso contínuo dos aparelhos digitais, interferindo, sobretudo no seu desenvolvimento. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O exposto traz alerta e reflexão, cabendo aos familiares um olhar cuidadoso e trabalho de promotores de saúde desses indivíduos. Frente a isso, defende-se o uso das tecnologias digitais como ferramentas que exercem o papel facilitador a vida e não de substituição das relações, para que sirvam de instrumentos de auxílio, pois em excesso, fazem com que o processo de desenvolvimento tome direção contrária, prejudicando assim, as crianças.
Palavras-chave: Criança, Desenvolvimento, Tecnologia
Oral
Abrir o trabalhoJOGO EDUCATIVO COMO INSTRUMENTO DE APRENDIZAGEM ACERCA DO AFOGAMENTO NA INFÂNCIA
JOSÉ GERFESON ALVES; Kadson Araujo da Silva; Kamila de Castro Morais; Leonarda Marques Pereira; Lorena Pinheiro Braga
Objetivou-se relatar a aplicação de um jogo educativo como facilitador da aprendizagem sobre afogamento na infância. Estudo descritivo do tipo relato de experiência a respeito de um jogo educativo (trilha), com intuito de revisar e averiguar a compreensão de estudantes sobre afogamento na infância, aplicado a 40 alunos do sexto semestre de enfermagem, da URCA (UDI). Observou-se entusiasmo dos alunos à participação do jogo, executado de forma dinâmica pelos membros da equipe. Mostrou-se como um relevante instrumento para identificação do nível do conhecimento de estudantes, oportunizando construção e consolidação do conhecimento tanto para área proposta, quanto demais áreas do conhecimento.
Palavras-chave: Afogamento,Criança,Tecnologia Educacional
Oral
Abrir o trabalhoNegligência contra crianças: Ações dos profissionais na Estratégia Saúde da Família
THIAGO NASCIMENTO MOURA; Nathylle Régia de Sousa Caldas; Agna Teixeira Braga
A discussão sobre os maus tratos infantis têm aumentado, o abuso a criança ou maus tratos é classificado como toda forma de violência física e/ou emocional, exploração ou negligência. A negligência é caracterizada como uma omissão no que tange as necessidades básicas de um indivíduo que é dependente de outro. É considerado criança todo indivíduo com doze anos de idade incompletos (BRASIL, 2014). A criança que é negligenciada pode se apresentar para os profissionais com aspecto de má higiene, desnutrição por falta de alimentação ou erros alimentares contínuos, o que resulta em dano real ou potencial a saúde, afetando a sobrevivência, desenvolvimento ou dignidade da criança (OMS, 2006; BRASIL, 2016). As consequências causadas pela negligência como ansiedade, angústia e medo acompanham a criança por toda a vida, as mesmas possuem maior propensão a vida criminosa, uso de substâncias nocivas, comportamento suicida e de automutilação. A maioria dessas vítimas busca solucionar suas decepções sociais com o uso de substâncias entorpecentes e até o envolvimento com a criminalidade, o que nutri o ciclo da violência (ALMEIDA, 2010). Como tudo isso afeta diretamente a criança, acaba por infringir o direto delas que é resguardado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). De acordo com o artigo 4° do ECA é atribuição da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público garantir com absoluta prioridade a efetivação dos direitos referente à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e a convivência familiar e comunitária (BRASIL, 2014). Mesmo com todos os direitos resguardados por lei, crianças ainda são negligenciadas por seus responsáveis, o que acaba por ser um grande problema de saúde pública. O serviço de saúde pública oferta cuidados para essas vítimas e uma de suas portas de entrada são as Estratégias Saúde da Família (ESF), as vítimas são acolhidas pelos profissionais da equipe multidisciplinar da unidade onde os mesmos devem identificar e notificarem os casos suspeitos ou já confirmados. O ação de notificar inicia um processo que tem por objetivo a interrupção das atitudes e comportamentos violentos no âmbito familiar e por qualquer agressor (LUNA; FERREIRA; VIEIRA, 2010). Entretanto, ainda é notório uma limitação por parte dos profissionais para lidar com a notificação, incluindo a concepção do profissional sobre a temática e suas causas e as ações a serem desenvolvidas, essa limitação muita das vezes pode estar ligada ao despreparo e a falta de capacitação desses profissionais (MOREIRA et al., 2014). Ainda que o preenchimento da Ficha de Notificação seja obrigatório bem como o seu encaminhamento para o conselho tutelar pelos profissionais e instituições de saúde que atendem no Sistema Único de Saúde(SUS), a subnotificação é uma realidade não muito distante, o que dificulta na resolução dos casos (GARBIN et al., 2015). Portanto, os profissionais que formam a equipe das ESF sendo esses os Enfermeiros e Técnicos, Médicos, Odontologistas e Agentes Comunitários de Saúde devem estar aptos e atentos aos sinais de negligência que chegam as suas unidades, bem como realizarem uma avaliação quanto a realidade desses pacientes, tendo por base as ações preconizadas pelos órgãos públicos que protegem e resguardam os direitos das crianças prestando cuidados nas situações de violência. OBJETIVOS Investigar por meio da literatura científica as ações dos profissionais na Estratégia Saúde da Família em casos de negligência contra a criança. MÉTODO Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), no período de Março a Maio de 2019 utilizando-se os Descritores em Ciências da Saúde (DECS): Criança, Negligência e Estratégia Saúde da Família, que foram cruzados com o operador Booleano AND, obtendo 211 estudos. Utilizaram-se os critérios de inclusão: idioma português, artigos disponíveis gratuitamente e completos publicados nos últimos cinco anos, tendo em vista que é a literatura mais atual. Os critérios de exclusão foram artigos que fugiram do tema, repetidos e revisões. Após a filtragem dos artigos dez se adequaram ao estudo e portanto foram lidos na íntegra. Os mesmos foram analisados de forma descritiva. RESULTADOS/DISCUSSÕES Oito dos dez estudos foram realizados na Região Centro-Oeste, prevalecendo os de abordagem qualitativa, onde os autores em sua maioria eram mestres e doutores, totalizado 20 e 13, respectivamente Os atendimentos das vítimas de negligência são realizados, principalmente, pela ESF, onde a mesma oferece condições favoráveis como insumos, material e qualificação profissional para a construção de práticas voltadas para a violência, o que infelizmente nem sempre acaba acontecendo devido a limitações de cada unidade que varia desde os insumos até a qualificação profissional, deixando essas vítimas mais susceptíveis a continuação do ciclo da violência imposta (MOREIRA et al., 2014). Os desafios encontrados pelos profissionais das ESF atingem tanto o âmbito teórico como prático já que nem sempre o que é visto em campo teórico tem aplicabilidade na área de atuação, o que desmotiva esses profissionais para atuar, efetivamente, no combate dos casos de negligência contra crianças, ocorrendo com mais frequência nas crianças por necessitarem de mais cuidados (LEITE et al., 2016). Com isso, os profissionais acabam sentindo-se desamparados, desconhecendo, assim, os procedimentos que devem ser tomados, como por exemplo a notificação, gerando desgaste físico e emocional, causando o descontentamento com seu próprio trabalho (DESLANDES, 2002). O procedimento de notificação é obrigatório nos casos de violência, onde foi estabelecida por atos normativos e legais, como o ECA, instituído pela Lei n° 8.069/1990 (BRASIL, 1990). A notificação culmina no encaminhamento da ficha de notificação para outras repartições públicas como o Conselho Tutelar, onde ele é mais frequente dentre os serviços do Sistema de Garantia de Direitos (GAWRYSZEWSKI et al., 2009). Os encaminhamentos são de suma importância, já que geram as ações articuladas da Rede de Atenção à Saúde (RAS) que dá seguimento, quebrando o ciclo de violência e rompendo o silêncio das vítimas, entretanto, é importante ressaltar que a segurança desses profissionais que realizam a notificação pode ser afetada podendo eles sofrerem represálias, ameaças e atentados, o que implica diretamente no cotidiano e na qualidade dos profissionais da unidade (SOUZA et al., 2014; LEITE et al., 2016). A relevância do atendimento nos casos de negligência não é limitada apenas dentro das unidades de saúde, já que os profissionais que formam a equipe multidisciplinar podem atuar na visita domiciliar, ações de educação em saúde com foco na prevenção desse tipo de violência, suporte as famílias mais vulneráveis, exame físico qualificado, focando na vítima como um ser complexo. É possível notar que muitos profissionais que formam a equipe das unidades ainda se encontram despreparados e desinformados sobre as políticas públicas de proteção à criança como a Rede Cegonha, Programa Saúde na Escola e a expansão das ESF o que consequentemente prejudica a notificação dos casos suspeitos de negligência que são atendidos nos serviços de saúde (BARBOSA et al., 2009). Para isso é importante salientar e incentivar a capacitação desses profissionais que estão diariamente nas UBS realizando o atendimento das vítimas negligenciadas, sendo essa uma das principais estratégias para a superação dessas barreiras (ALGERI et al., 2007). Além da capacitação é preciso ir adiante, é necessário a implementação de uma RAS, onde ela é formada por três pilares principais, a população, a estrutura operacional e o modelo de atenção à saúde. O conceito de rede diz respeito ao conjunto de serviços que são interligados por objetivos em comum, oferecendo assim uma atenção integral e contínua as vítimas (MENDES, 2010). Apesar de todos os esforços para a garantia de uma saúde integral, de qualidade e profissionais capacitados e seguros, ainda é pouco abordado a questão da reincidência da violência, um complexo contexto multicausal que envolve esse fenômeno (SHAVERS, 2016). O atendimento dispensado do setor da saúde às vítimas de violência é um grande reflexo das gravidades e consequências da negligência como um tipo de violência (SILVA et al., 2018). Para a integralidade da saúde das crianças se faz necessário implementar em uma pauta uma estratégia de capacitação e orientação para os profissionais de saúde que vise a continuidade no atendimento e na articulação das redes de apoio. Tendo em vista que o profissional identifique esse tipo de violência que é a negligência, denuncie e notifique as autoridades competentes, realizando o acompanhamento das vítimas e de sua respectiva família (LEITE, 2016). CONSIDERAÇÕES FINAIS Apesar dos desafios enfrentados pelas equipes das ESF, entre eles a falta de capacitação para os profissionais das unidades, ainda é importante ressaltar sua importância no que tange aos cuidados e atendimentos prestados à população. Esses profissionais acabam sendo julgados por não realizarem nenhuma ação de intervenção, mas o que ocorre é um conjunto de fatores que inviabilizam o trabalho adequado, como o repasse de insumos que não abrange a demanda da unidade, interesse nas intervenções e prevenção desses casos. A negligência é um tipo de violência que merece mais visibilidade, tendo em vista seus impactos na saúde das crianças, que podem afetar de maneira passageira ou permanente a vida dos mesmos, causando consequências graves que poderiam ser evitadas caso os profissionais das ESF desfrutassem de mais planos de atuação e segurança. A negligência como um tipo de violência tem seu engajamento como questão cultural, onde o ciclo da mesma é perpetuado de geração em geração, afetando cada um dos membros do núcleo como com cada vez mais intensidade, gerando em cada indivíduo um impacto diferente. É de extrema importância a criação de políticas públicas para o aperfeiçoamento dos profissionais das ESF, bem como políticas que garantam sua segurança após as medidas tomadas que são preconizadas pelos órgãos públicos.
Palavras-chave: Criança,Estratégia Saúde da Família,Negligência
Oral
Abrir o trabalhoO USO DO BRINQUEDO TERAPÊUTICO NO PÓS-CIRÚRGICO DE APENDICECTOMIA: CONTRIBUIÇÕES À ENFERMAGEM PEDIÁTRICA
FRANCISCA EVANGELISTA ALVES FEITOSA ; LIANA INGRID CÂNDIDO FERREIRA; MARTA VALÉRIA RODRIGUES DE SOUSA; JULIANE DE LIRA MENDES
O Brinquedo Terapêutico (BT) é um brinquedo estruturado a fim de amenizar a ansiedade e o medo da criança causada por experiências atípicas que são ameaçadoras. Tem o objetivo de relatar a experiência de uma sessão de BT com pré-escolar no pós-cirúrgico de apendicectomia. Com a finalidade de atuar como um fator estimulante das relações sociais, o brincar é essencial para a criança hospitalizada, permitindo a manutenção de laços saudáveis e seguros, aproximando-a de sua rotina diária, podemos perceber que o uso de estratégias terapêuticas na assistência à criança, são benéficas tanto para ela quanto para a enfermagem.
Palavras-chave: Criança hospitalizada, enfermagem pediatrica,jogos e brinquedos
Oral
Abrir o trabalhoPercepção dos pais frente ao uso do brinquedo terapêutico
ANA KAROLINE ALVES DA SILVA ; Vinícius Rodrigues de Oliveira; José Gerfeson Alves; Luis Paulo Ferreira Maciel Lima; Sarah Lucena Nunes
INTRODUÇÃO: Ao prestar assistência de saúde a uma criança deve-se levar em consideração os diversos aspectos que envolvem o cuidado a esse público, pois o processo de adoecimento gera grandes conflitos tanto na criança quanto nos familiares. Uma das estratégias que vem se consolidando e ganhando espaço é o uso do lúdico como forma de auxiliar na recuperação da saúde e transmissão de confiança para o párvulo. Dentro dessa modalidade ganha destaque o uso do Brinquedo Terapêutico (BT). OBJETIVO: Analisar a percepção dos cuidadores frente ao uso do brinquedo terapêutico. MÉTODO: Refere-se a uma revisão narrativa da literatura, cujos artigos que embasaram este estudo foram obtidos a partir da consulta na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) no mês de setembro do ano de 2018. Os descritores utilizados foram: “Brinquedo Terapêutico”, “Criança”, “Pais”, cruzados através do operador booleano and, que apresentaram 28 resultados, porém com a aplicação do filtro texto disponíveis completos restaram 20 documentos que ao passarem pelos critérios de exclusão (artigos pagos e repetidos), chegou-se à conclusão que apenas oito deles se fizeram de acordo com a proposta do trabalho. RESULTADOS: Quando há necessidade de realização de um procedimento invasivo na criança, os pais também vivenciam esse processo, e assim veem essas condutas como algo que fere a criança, ainda que sirva para tratá-la, o que causa uma dificuldade para os mesmos. O BT promove um entendimento e aceitação por parte da criança para a realização dos procedimentos, o que consequentemente gera segurança na família. Os pais percebem o uso do BT como algo que tranquiliza a criança e que promove diminuição do sofrimento. CONSIDERAÇÕES FINAIS/CONCLUSÃO: Torna-se evidente a aprovação dos pais ao uso do brinquedo terapêutico, pois há uma compreenssão dos benefícios que o mesmo promove aos seus filhos, tornando o momento de realização dos procedimentos dolorosos, mais tranquilo e menos desconfortável, com diminuição significativa dos anseios dos pais e da criança.
Palavras-chave: Brinquedo terapêutico, criança
Oral
Abrir o trabalhoPROMOÇÃO DA SAÚDE DURANTE O PERÍODO DE ALEITAMENTO MATERNO
RUBENS RODRIGUES FEITOSA; Rafael da Silva Pereira; Rúbia Alves Bezerra; Andreza Ingrid Ferreira Lira; Nadiene de Matos Oliveira
INTRODUÇÃO: O aleitamento materno é um método de sobrevivência para o recém-nascido, alimento ideal para o lactente, rico em nutrientes que atende as necessidades nutricionais, imunológicas e psicológicas para o desenvolvimento ao decorrer de seu primeiro ano de vida. São inúmeros benefícios que a prática do aleitamento materno oferece tanto para o crescimento e desenvolvimento do lactente, como para mãe, criança e família, do ponto de vista biológico e psicossocial. O profissional de saúde deve identificar durante a consulta os conhecimentos, para promover educação em saúde. OBJETIVO: Enfatizar a importância do aleitamento materno como meio de proteção do recém-nascido. MÉTODO: O presente estudo trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de caráter descritivo realizado no mês de Maio de 2019. A seleção se deu a partir análise banco de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), com as bases de dados: Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Literatura Internacional em Ciências da Saúde (MEDLINE) e Base de Dados em Enfermagem (BDENF). Para tanto, utilizaram-se os descritores: Aleitamento Materno, Atenção Primária a Saúde e Promoção da Saúde, que foram cruzados com o operador booleano And. Ao se iniciar a pesquisa, foram encontrados 289 resultados, os critérios de inclusão: disponíveis na íntegra; idioma português; documento do tipo artigo, publicados nos anos de 2015 a 2019, obtendo 15 resultados. Como critérios de exclusão: duplicatas, artigos que não contemplassem a temática proposta e não estivessem disponíveis gratuitamente, obtendo 5 artigos que foram utilizados como base para construção do presente estudo. RESULTADOS E DISCUSSÃO: O aleitamento materno proporciona inúmeros benefícios, além de nutrir a criança é responsável por promover um meio de proteção contra doenças, fornece nutrientes essenciais ao crescimento e desenvolvimento do lactente e garante maior aproximação na relação mãe-filho. Todavia, o que se percebe é que as mulheres não realizam mais essa prática com tanta frequência, devido a interferências familiares, sociais e psicológicas. É necessário que o enfermeiro busque formas de interagir durante a consulta e promova medidas educativas, informando a importância dessa prática de forma que minimize as barreiras existentes no ciclo familiar e social de mulher. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O aconselhamento dos profissionais de saúde é de suma importância, é no momento da consulta que são relatados os benefícios e as dúvidas são sanadas. Ainda é predominante a resistência diante a algumas orientações, por serem constantemente influenciadas por conhecimentos empíricos por parte da família, amigos ou por questões religiosas, tornando desafiador a atuação da enfermagem.
Palavras-chave: Aleitamento Materno,Atenção Primária a Saúde,Promoção da Saúde
Oral
Abrir o trabalhoRELATANDO UMA EXPERIÊNCIA: EDUCAÇÃO EM SAÚDE COMO ESTRATÉGIA DE PREVENÇÃO A VIOLÊNCIA INFANTIL
JOSEFA IARA ALVES BEZERRA ; Vinícius Rodrigues de Oliveira; Ana Beatriz de Sousa Morais; Larissa Pereira da Silva; Ingrid Rodrigues Alves
RESUMO INTRODUÇÃO: A violência contra a criança caracteriza-se como uma preocupação pública que abrange vários setores sociais como saúde, educação e economia. Um dos grandes dilemas acerca da violência infantil é que os protagonistas geralmente são os pais ou cuidadores, e a agressão sofrida pode ocasionar sérios problemas no decorrer da vida. Nesse contexto podem-se remeter as ações de educação em saúde como ferramentas eficazes como estratégia de amenizar ou resolver os problemas da comunidade, principalmente quando trabalhadas com crianças e seus familiares, tendo caráter de promoção a saúde e prevenção de agravos. OBJETIVOS: Relatar uma ação de educação em saúde realizada em uma Unidade Básica de Saúde e sua importância na prevenção de violência física e psicológica. MÉTODO: Estudo de natureza descritiva, do tipo relato de experiência, acerca de uma atividade de educação em saúde sobre violência infantil promovida pelos estagiários e uma enfermeira da Unidade Básica de Saúde (UBS) Pega Avoante no município de Cedro-CE. RESULTADOS/DISCUSSÕES: O grupo de desenvolvimento infantil da unidade de saúde teve origem durante o curso de capacitação dos agentes comunitários de saúde e enfermeira, com finalidade de qualificar o cuidado a criança, o mesmo conta com a participação dos pais da comunidade que tenham filhos de idade entre 2 e 6 anos, sendo conduzido pelos profissionais da equipe de saúde da família e do NASF que são convidados pela enfermeira para participar do grupo. A ação foi a terceira realizada pelo grupo, ocorreu no dia trinta de maio do corrente ano e teve como temática a violência e a percepção dos pais em relação a mesma. De inicio foi solicitado que os presentes se dividissem em grupos logo após apresentou-se figuras que retratavam crianças felizes, sorrindo, brincando com a família, e outras imagens que mostravam a violência infantil através de olhares tristes, bebes agredidos e pais gritando com os filhos, todas essas foram distribuídas aos grupos pediu-se então que relatassem os seus sentimentos ao se depararem com tais imagens esse foi um momento de emoção, confirmado pelas lágrimas, pois os participantes começaram a refletir e externaram a suas vivencias enquanto filhos e enquanto pais e perceberam que a criança é um ser em formação e precisa ser bem cuidada, que a violência seja física ou psíquica pode gerar danos a curto e longo prazo, percebeu-se ainda a importância de demonstrar o afeto ao rebento, e que a conversa e harmonia familiar são potentes ferramentas para uma boa qualidade de vida infantil. Ao final leu-se um texto sobre a importância e abraçar e assim aos abraços, finalizou-se a ação. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A atividade desenvolvida mostrou-se relevante, pois gerou nos cuidadores uma visão sobre atitudes que causam impactos negativos e positivos na vida da criança, além de romperem com um senso comum e errôneo de que só existem as violências física e sexual. Destaca-se ainda o estreitamento dos lações entre cuidador e infante. REFERÊNCIAS: OMS. INSPIRE: Sete estratégias para por fim à violência contra crianças. Washington, D.C.: OPAS, 2017. UNA-SUS/UFMA. Saúde da criança e a saúde da família. Fabrício Silva Pessoa (Org.). São Luís: EDUFMA, 2016
Palavras-chave: Educação em Saúde. Violência Infantil. Atenção Primária á Saúde.
Oral
Abrir o trabalhoUso de atividades lúdicas no cuidado de crianças hospitalizadas
KAROLINA LIMA VALE; Ana Beatriz Alves de Oliveira; Rayanne Kellen Araújo Bezerra; Ana Bárbara de Castro Oliveira; Annivea Nadyne de Oliveira Alves
RESUMO: Nos últimos 20 anos criaram-se grupos de pessoas que, não só no Brasil, mas a nível internacional, vão aos hospitais para levar alegria por onde passam, utilizando diferentes tipos de práticas lúdicas. Objetivou-se, compreender como as atividades lúdicas influenciam no cuidado de crianças hospitalizadas. Estudo narrativo do tipo revisão de literatura cientifica. O uso do brincar na visão do profissional da saúde tem sido marcado como uma habilidade capaz de relacionar a situação entre enfermeiro, criança e família, o qual trouxe benefícios bastante significativos no espaço terapêutico.
Oral
Abrir o trabalhoVULNERABILIDADE E PROCESSO DE CUIDADO DE CRIANÇAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS DE SAÚDE
AGNA TEIXEIRA BRAGA; Tiago Ribeiro dos Santos; Juliane de Lira Mendes; Kadson Araujo da Silva; Thiago Nascimento Moura
INTRODUÇÃO Crianças com Necessidades Especiais de Saúde (CRIANES) são aquelas que possuem ou estão em maior risco de apresentar condição física crônica, toda e qualquer perda ou anormalidade anatômica, fisiológica e psicológica, que impede o seu desenvolvimento natural. Essa condição requer atenção voltada totalmente para cuidados especializados e maior atendimento do que comumente é requerido para outras crianças (NEVES et al., 2015). As CRIANES carecem de cuidados complexos de saúde, contínuos, que podem ser temporários ou permanentes, visto que elas podem passar pelo processo sucessivo de internamento, e que requerem atenção especializada pelos profissionais, mas principalmente no ambiente familiar, por seus cuidadores. Nesse contexto, continuamente os cuidadores enfrentam dificuldades em busca de atendimento especializado, que requerem uma rede de cuidados multiprofissional capaz de instruí-los para melhor atenção a tais crianças (NEVES et al., 2015). Logo, no cenário de cuidados à saúde, as ações dos profissionais se direcionam para a autonomia, amadurecimento e desenvolvimento das crianças com necessidades especiais. A atenção não deve enfatizar apenas as limitações dessas crianças, mas é preciso perceber os cuidados integrais (BITENCOURT, 2014). Existem diversos cenários em que estas crianças estão inseridas, os quais podem impactar diretamente na sua estrutura e qualidade de vida. Em todas as esferas é importante que se obtenha cuidados e a desmistificação de paradigmas que possam dificultar o ambiente dessas crianças, cujas esferas, social, hospitalar e familiar são cenários que se modificam podendo agir positivamente na qualidade de vida das CRIANES. OBJETIVO Identificar por meio da literatura as vulnerabilidades e o processo de cuidado de crianças com necessidades especiais de saúde. MÉTODO Trata-se de um estudo de revisão narrativa da literatura, com abordagem qualitativa, de caráter descritivo. A busca foi realizada na Biblioteca Virtual em Saúde – BVS, nas bases de dados MEDLINE e BDENF, nos mês de abril de 2019 utilizando o cruzamento dos seguintes descritores em saúde: saúde da criança; crianças com deficiência e assistência integral a saúde, com o uso do operador booleano OR, resultando em 392.028 artigos. Aplicando-se os critérios de inclusão: texto completo disponível, assunto principal serviços de saúde da criança e crianças com deficiência, limite criança, idioma português, tipo de documento artigo, no corte temporal de 2013 a 2017. E critérios de exclusão artigos duplicados ou que não se adequam a temática, resultando no total de 14 referências para leitura na íntegra e construção do presente estudo. RESULTADOS E DISCUSSÃO Diante das CRIANES, os estudos trazem as dificuldades do acesso à cuidados especializados nas redes de atenção à saúde para a melhoria de vida das crianças, como um dos eixos mais importantes não colaboradores para melhor qualidade de vida dessas crianças. O Sistema Único de Saúde – SUS garante o direito e o acesso às redes de atenção à saúde de forma igualitária, porém os familiares das crianças encontram diversas barreiras para esse atendimento, como o acesso aos serviços e como falhas no sistema de referência e contra referência (NEVES et al., 2015). Simonasse (2015) corrobora com Costa (2013), no que diz respeito aos impactos familiares das CRIANES, principalmente ao que se refere nas condições financeiras que na maioria das vezes é uma das dificuldades que os familiares enfrentam para ofertarem o suporte adequado às crianças. Quando os familiares se encontram vulneráveis às condições financeiras e sociais, são totalmente dependentes dos serviços públicos de saúde, porém ainda encontram grandes dificuldades, pois os cuidados especializados às CRIANES são de alto custo, como por exemplo a necessidade do uso de medicamento, os quais nem sempre são oferecidos pelo serviço público de saúde. Ainda existe os entraves que a família enfrenta por não terem o conhecimento de até mesmo buscarem uma assistência correta aos seus filhos, para muitas vezes ainda darem início ao tratamento. É notável o quanto há repercussões da vulnerabilidade social no cuidado à criança. Costa et al. (2013) destaca a potencialidade da Estratégia de Saúde da Família (ESF) para o atendimento às crianças, gerando a partir dos seus resultados, o reconhecimento da ESF como apoio para os usuários e principalmente ao público que o presente estudo expõe. Apresenta a facilidade de assistência prestada pelos profissionais que compõem a unidade, devido ao tempo de tratamento já conhecem a criança, sua doença e suas limitações, como também as de seus cuidadores, assim já sabem como está lidando com os mesmos. O estudo apresentou após diversas experiências de serviços de saúde, o cuidado diferenciado pela ESF, principalmente no que se refere a proximidade e interação, basicamente através da figura da ACS e das visitas domiciliares. Os cuidados exigidos pelas crianças, são voltados a atenção integral, que parte dos familiares, profissionais de saúde e sociedade. Porém, a exigência maior de cuidados parte da mãe ou principal responsável pela criança, além do que a maioria das vezes deixam de trabalhar para prestar cuidado contínuo, exigido pelas limitações das CRIANES. Sousa et al. (2013) expõe, corroborando com Costa (2013), o quanto a ESF pode ser importante para prestar apoio também aos cuidadores, mas que para essa assistência, os profissionais de saúde precisam se sensibilizar saber quem é a família dessa criança, conhecer as suas peculiaridades, as formas de enfrentamento, fragilidades e potencialidades. A partir disso, se pode proceder ações de apoio e fortalecimento das famílias. Cruz et al. (2017) remetem às CRIANES como uma batalha diária de vida, uma vez que necessitam de cuidado contínuo e complexo, pois possuem dificuldades que posteriormente podem progredir de forma grave e necessitam de uma assistência intensiva. Ainda retrata como a equipe de saúde pode colaborar no enfrentamento do processo de hospitalização e da sua própria doença, proporcionando interação com o ambiente hospitalar e sua rotina, práticas lúdico-educativas, atividades de acolhimento para que a mesma sinta-se à vontade no ambiente em que se encontra. Com isso, apresentou-se relatos de como esse cuidado contínuo e complexo, pode afetar os profissionais, tanto na sua forma de trabalho, como no desgaste físico e principalmente emocional. Durante o estudo foi apontado cenários importante como reabilitação das CRIANES, o uso de atividades lúdicas como cuidado e promoção da saúde das crianças, foram um desses cenários. Na percepção dos familiares das crianças, é compreensível a melhora do convívio da criança e dos seus próprios cuidadores, visto que depende muito de qual seja a necessidade que a criança possui, elas apresentam melhoras consideráveis e há relatos de mães que mesmo sem nenhuma melhora física, pois a deficiência da criança não permite, sendo importante para manter o quadro clínico do filho, estável. Foram mencionadas melhoras no ganho da capacidade motora, na postura, no equilíbrio, no deslocamento, na disposição de atividades do dia a dia, nos hábitos de alimentação saudáveis, na atenção e concentração, no comportamento como nos aspectos sociais e emocionais (BATAGLION; MARINHO, 2016). Diante do exposto, é notável como os cuidados prestados às crianças com necessidades especais de saúde, afetam positivamente e/ou negativamente na sua qualidade de vida. Visto que as mesmas, exigem cuidados contínuos e complexos para sua melhora, o que acarreta atenção e enfrentamento das esferas, social, profissional de saúde e familiar. CONCLUSÃO As redes de cuidado prestado às CRIANES, parte principalmente dos familiares, independente do seu conhecimento para realizar cuidados adequados, pois é notável o quanto essas crianças necessitam de uma atenção contínua, o que exige tempo e dedicação. É visto, toda dificuldade e enfrentamento que os cuidadores perpassam para conseguirem um tratamento adequado para as crianças, a assistência prestada a elas exige mais atenção do que normalmente é preciso para outras crianças, por isso é exigido tanta dedicação, dos familiares como já citado, mas principalmente dos profissionais de saúde, em que se deve oferecer cuidados adequados e integral. Contudo, ressalta-se a importância desse cuidado continuado que pode ser bem observado e eficaz através da atenção primária, pois é a partir da mesma, que a enfermagem e os demais profissionais conhecem melhor, as limitações e potencialidades das CRIANES e dos seus cuidadores, devendo assim instruí-los e os empoderando para que seja prestada a assistência devida. A vulnerabilidade das crianças com necessidades especiais de saúde é imensa, durante todo o processo de cuidado, é preciso sensibilização para uma atenção diferenciada e humanização para sua melhor qualidade de vida. 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Palavras-chave: Saúde da criança,Crianças com deficiência,Assistência integral a saúde
Oral
Abrir o trabalhoPalavras-chave: Homossexualidade, Religião, Discriminação
Oral
Abrir o trabalhoATIVIDADE SEXUAL NA TERCEIRA IDADE: CONCEPÇÕES DE ENFERMEIROS E MÉDICOS DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA
CAIK FERREIRA SILVA; Anekelle Arrais Barros; Heroína Rakel Alves Fernandes; Grayce Alencar Albuquerque; Adriana de Moraes Bezerra
INTRODUÇÃO: Apesar do avanço da idade e com as limitações anatômicas e fisiológicas sofridas pela pessoa idosa, esta ainda possui a necessidade de afeto e em diversos casos manter o desejo e a atividade sexual. Assim, esta fase do ciclo da vida é limitante devido o surgimento de uma gama de doenças, ausência de estímulos, insatisfação física em decorrência de mudanças corporal ou até mesmo em virtude da intimação que geralmente há por meio do preconceito da sociedade, e por vezes proveniente de profissionais da área da saúde. Dessa forma, em detrimento do processo de envelhecimento ser contínuo e requerer cuidados específicos, os/as idosos/as buscam os serviços de saúde, frequentemente, as Estratégia Saúde da Família (ESF) sendo em sua grande maioria atendidos/as por profissionais médicos/as e enfermeiros/as que precisam estar preparados para atender as necessidades humanas básicas deste público, principalmente, no tocante a sexualidade. OBJETIVO: Entender como os/as médicos/as e enfermeiros/as da Estratégia Saúde da Família elucidam a atividade sexual de idosos/as. MÉTODO: Trata-se de uma pesquisa exploratório-descritiva, realizada nas equipes da ESF, do município de Iguatu, Ceará, Brasil, da qual a partir dos critérios de elegibilidade participaram 3 médicos e 15 enfermeiros, totalizando uma amostra de 18 profissionais. As informações foram coletadas no período de março a maio de 2018, através de um formulário semiestruturado desenvolvido pelos autores, o qual possuía informações referentes à percepção acerca da atividade sexual de idosos. As informações foram analisadas e confrontadas/discutidas de acordo com as publicações científicas disponíveis sobre a temática, no intuito de validar os achados desta pesquisa. Esta obedeceu a Resolução 466/12 obtendo parecer favorável de número 2.684.141 do comitê de ética da Universidade Regional do Cariri para a sua realização. RESULTADOS: Os achados elucidaram que 11 profissionais acreditam que o idoso/a realiza atividade sexual, mas com menor frequência; 07 profissionais apontam que a sexualidade é vivenciada naturalmente na terceira idade e a opção de que o/a idoso/a não tem desejo sexual e/ou vida sexual não foi apontada. Entendendo a atividade sexual como algo inerente ao ser-idoso mesmo com suas particularidades, percebe-se, mesmo que a passos lentos, uma desconstrução da ausência de atividade sexual na terceira idade na visão dos profissionais de saúde. Destaca-se que é de extrema importância que esses profissionais reconheçam que existem alterações decorrentes do processo de envelhecimento, todavia, estas não extinguem o desejo e atividade sexual. CONSIDERAÇÕES FINAIS/CONCLUSÃO: A presente pesquisa demostra que os profissionais médicos/as e enfermeiros/as entendem que no tocante a sexualidade de idosos/as, especialmente no que se refere às atividades sexuais desse público, a esta é desfrutada naturalmente, sendo menos frequente nesse ciclo de vida, se comparada à fase adulta e que o idoso/a assim como qualquer indivíduo possuem desejos sexuais e/ou vida sexual em virtude desses aspectos serem inerente à sexualidade humana, de formas particulares em cada fase do ciclo vital.
Oral
Abrir o trabalhoATRIBUIÇÕES DA ENFERMAGEM NA ASSISTÊNCIA À SAÚDE SEXUAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA
ANNE ALICE LUCENA ALVES; MAYDJEFERSON TENÓRIO ALVES; TIAGO RIBEIRO DOS SANTOS; BEATRIZ DE CASTRO MAGALHÃES; JULIANA SARAIVA DE ALENCAR
INTRODUÇÃO: Tratar de questões referentes à sexualidade nos remete a paradigmas culturais e históricos nos quais se cultua a perfeição do corpo e o aspecto reducionista direcionado apenas ao órgão sexual. A partir do momento em que essas questões são atribuídas às pessoas com deficiências físicas, principalmente no sexo masculino, é possível identificar de forma mais nítida mitos e paradigmas associados a temática, que trazem a formação da ideia que para esses indivíduos, as atividades sexuais fogem dos padrões habituais. Nesse contexto, é preciso compreender que a sexualidade vai além do ato sexual em si, onde deve ser considerado também a subjetividade de cada indivíduo em tudo aquilo que lhe proporciona prazer e desejo. OBJETIVO: Compreender, a partir da literatura, as atribuições da enfermagem frente aos aspectos relacionados à sexualidade da pessoa com deficiência física. MÉTODO: O presente estudo consiste em uma revisão narrativa da literatura com abordagem qualitativa, realizada no mês de abril de 2019. O levantamento bibliográfico foi realizado na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), a partir da utilização dos descritores: Deficiência Física, Sexualidade e Cuidados de Enfermagem, cruzados com o operador booleano AND, resultando em 226 artigos. Como critérios de inclusão, optou-se por artigos disponíveis na base de dados Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde – LILACS ( 57 ARTIGOS), completos e disponíveis (78 ARTIGOS), idioma português (57 ARTIGOS), no período de 2014 a 2019 (22 ARTIGOS). Após análise e leitura, excluindo os repetidos que não contemplassem a temática, resultou em um total de quatro artigos que compuseram o processo analítico deste estudo. RESULTADOS: A partir dos artigos foi possível evidenciar que o indivíduo com deficiência física muitas vezes perde sua identidade como pessoa, e passa a ser percebido por sua limitação, tornando-se a característica central do seu ser. Nesse contexto, o deficiente físico deve-se ser visto de forma humana e integral pelos profissionais da enfermagem, com o objetivo de trabalhar na sua assistência os aspectos ligados à sexualidade, para que durante a abordagem seja possível que eles reconheçam e respeitem as limitações e particularidades que apresentam em decorrência da deficiência. Dessa forma, é importante orientar o pacientes, familiares e parceiro afim de desconstruir juntos estigmas sobre a sexualidade. CONSIDERAÇÕES: É inerente à enfermagem estimular aos indivíduos com deficiência física a participarem de rodas de conversa para a sua ressocialização a fim de instigar ao fortalecimento da independência física e psicológica, favorecendo a compreensão e aceitação de sua nova condição física, minimizando os pensamentos de dúvidas e estigmas, que resultam em sua retração ao convívio social, trabalhando assim temas mais estigmatizados como a questão da sexualidade.
Palavras-chave: CUIDADOS DE ENFERMAGEM, DEFICIÊNCIA FÍSICA, SEXUALIDADE
Oral
Abrir o trabalhoCULTURA DO MACHISMO: UM REFLEXO NA VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES NA CONTEMPORANEIDADE?
TAMIRES ALVES DIAS; Samara Méscia Mendes da Silva; Stéffane Costa Mendes; Antonio Wellington Vieira Mendes; Karina Ellen Alves de Albuquerque
Resumo: Este estudo trata-se de uma revisão narrativa da literatura, que tem como objetivo compreender a influência da cultura do machismo nos índices de violência contra mulheres. Tendo em vista essas questões, há de refletir e analisar acerca dos motivos pelos quais esses números são cada vez mais crescentes, e como essa cultura machista e misógina impregnada pela sociedade acaba refletindo-se na saúde e qualidade de vida desse grupo, abrindo espaço para que o homem exerça sua força e supremacia em detrimento a feminina, e contribuindo para a perpetuação de vários tipos de violência. INTRODUÇÃO Denominar uma determinada prática social de cultura, implica atribuir-lhe uma série de elementos que discorrem essa conduta como corriqueira, destacando a ação como uma atividade comumente praticada por um grupo. Nesse sentido, destaca-se a cultura do machismo, conceito atribuído a um conjunto de características determinadas pela sociedade como padrões de normatividade a serem seguidos, baseando-se na supervalorização das características e domínios masculinos (SOUSA, 2017). Esse processo é resultante da distinção sexual dos sujeitos, ou seja, a diferença sexual e biológica enquanto base para construção de papeis sociais dos indivíduos masculinos e femininos. Assim, desde a infância um conjunto de normas e comportamentos sociais são impostos, e vistos como padrões. Os homens são ensinados a exercer atividades de força física, enquanto as mulheres são figura frágeis, que possuem apenas o dom para as atividades do lar, maternidade e cuidado com as crianças (LÔBO, 2015; OSTERNE, 2011). Nesta perspectiva, grande parte das relações estabelecidas entre homens e mulheres, especificamente as afetivo-sexuais são permeadas pela subordinação e opressão, que o gênero masculino exerce sobre o feminino. Essa desigualdade tem seu início precoce na vida dos indivíduos e abre espaço para que o homem exerça sua força e supremacia em detrimento da figura feminina, contribuindo para a perpetuação de vários tipos de violência (LÔBO, 2015). Paralelamente, cabe frisar que o comportamento histórico dos homens e mulheres são reflexos do machismo e cultura patriarcal impregnado nas relações de gênero. Não podendo desconsiderar que os homens também são vítimas dessa sociedade, que impõe papeis sociais a serem seguidos; a exemplo, não poderem expressar suas emoções ou chorar, pois devem manter-se enquanto uma figura forte, ativa e máscula. Entretanto, é necessário reconhecer que esse aspecto não serve como justificativa para a dominação e violência exercida pelos homens em qualquer forma de expressão e espaço (OSTERNE, 2011; LÔBO, 2015). Nesse contexto, os dados expressos nos números de mulheres vítimas de violência são irrefutáveis e dão a magnitude do fenômeno. De acordo com a pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), publicada em setembro de 2016, no intervalo temporal de 2013-2015 foram registrados 16,9 mil casos de feminicídios no país, crime que se caracteriza pelas mortes violentas de mulheres em decorrência de seu sexo. Esses crimes são resultantes do conflito de gêneros, sobretudo nos casos em que o principal agressor mantém uma relação íntima com a vítima (IPEA, 2016). É importante frisar que esses casos de mortes de mulheres apenas pelo gênero, ou seja, pelo fato de serem quem são, é a expressão máxima da violência, e das condutas machistas enraizadas na sociedade, destacando-se ainda, que na maioria desses casos, o sujeito que a comete é o parceiro ou ex-parceiro da vítima (LÔBO, 2015). Entretanto, a violência contra a mulher, é um fenômeno complexo que pode estar presente em todos os âmbitos, não havendo distinção entre classes, segmentos sociais, cor e etnia, além de manifestar-se sob diferentes formas e circunstâncias. Esse fenômeno se expressa principalmente nos casos de violência sexual, física e psicológica, no entanto, é válido ressaltar que nem sempre deixa marcas visíveis (OLIVEIRA, 2015; SOUSA, 2017). Dados isso, discutir essa problemática é pertinente no território cearense, pois, ainda de acordo com o IPEA (2016) no intervalo temporal de 2013-2015, houve 684 registros de mortes violentas de mulheres no Estado. Sendo uma média de 228 mulheres assassinadas pelo gênero. Já em 2018, estatísticas divulgadas pela Planilha de Doenças de Notificação Compulsória, registraram 447 homicídios dolosos, sendo 26 registros considerados feminicídios. O Ceará foi o segundo Estado onde mais se matou mulheres nesse mesmo ano (IPEA, 2016; BRASIL, 2018). Tendo em vista essas questões, há de refletir e analisar acerca dos motivos pelos quais esses números são cada vez mais crescentes, e como essa cultura machista e misógina impregnada pela sociedade acaba refletindo-se na saúde e qualidade de vida das mulheres. Nesse sentido, a respectiva pesquisa tem como objetivo compreender a influência da cultura do machismo nos índices de violência contra mulheres. METODOLOGIA Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com busca eletrônica na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), no período de abril de 2019. Foi realizado o cruzamento dos seguintes descritores: Violência, Mulher, Gênero e Machismo, por meio do operador booleano AND, seguido da aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, resultando em 09 artigos. A pesquisa também fundamentou-se nos dados de violência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e das Planilhas de Doenças de Notificação Compulsória do Ceará. Na BVS foram enredados: artigos disponíveis na íntegra, pesquisa com o seguinte assunto principal, Violência contra mulher, Gênero e Machismo, no idioma português e últimos 5 anos de publicação. Dentre os critérios de exclusão destacam-se: publicações que não respondessem à questão norteadora e/ou duplicadas. A definição do tema do estudo se deu através da escolha da questão norteadora: Como a cultura do machismo pode influenciar nos índices de violência cometida contra mulheres? Visto que, os índices de mortalidade de mulheres associados a atitudes machistas e violentas, crescem significativamente nas últimas décadas. E deste modo, após processo de elegibilidade, a presente análise foi realizada com 11 publicações. RESULTADOS E DISCUSSÃO O cenário sociocultural no qual todos os indivíduos estão envoltos, é o fruto histórico de uma sociedade culturalmente machista e patriarcal. Nesse sentido, ao se discutir sobre as práticas de violência contra mulheres, é possível perceber como as concepções construídas historicamente pelos sujeitos acabam refletindo nas suas relações sociais e, sobretudo, afetivo-sexuais, por meio dos traços postos ao longo do seu desenvolvimento (LÔBO, 2015). O que se pode observar é que as causas para perpetuação da violência são multifacetadas. No entanto, independente dos motivos apresentados percebe-se que a dominação do homem acaba se sobrepondo à figura da mulher, implicando em danos psicossociais à vítima. Essas condutas exemplificam o modo como os sujeitos estão envoltos na teia machista e heteronormativa, que permeia as relações entre os indivíduos, tanto na esfera pública como na vida doméstica e familiar (SOUZA, 2017). É importante salientar que essas relações desiguais são expressas na divisão do trabalho, onde em alguns casos, mesmo desempenhando atividades iguais, as mulheres continuam recebendo salário inferior aos homens. Todavia, não se pode desconsiderar que essa inserção cada vez maior da figura feminina nos espaços e nas relações de trabalho acaba flexibilizando esse cenário de dependência e subjugação. Entretanto, a tentativa de romper com essa condição passiva, pode ser apontada como um dos fatores que levem a perpetração da violência doméstica e familiar, tendo em vista que a autonomia masculina “acaba sendo ameaçada”. Para o homem, detentor do poder, essa busca por autonomia e independência financeira é uma quebra da hierarquia familiar (BLAY, 2016; MACHADO, 2010). De acordo com Lôbo (2015), existem agressores que atribuem à violência um caráter natural da forma de ser dos homens, ou até mesmo como resposta a determinado comportamento feminino. Nesse sentido, percebe-se vários pretextos atribuídos a violência, destacando-se alegações como o ciúme, dificuldade financeira do homem, dependência química, recusa sexual, desobediência, a saída da mulher da unidade doméstica na busca pela sua inserção do mercado de trabalho, discussões sobre criação de filhos e finanças da casa, divergências quanto aos papéis de homem e mulher, dificuldade em dialogar e principalmente o medo de perder o controle sobre a mulher (OLIVEIRA, 2015). Sob consequência, nos seis primeiros meses de 2018, o Ceará registrou 1.431 denúncias de violência contra mulheres feitas pelo Ligue 180, o número é 13º maior do Brasil e o 5º do Nordeste. Os dados foram divulgados na Planilha de Doenças de Notificação Compulsória, elaborada pela Secretaria da Saúde do Estado. As principais agressões denunciadas são: cárcere privado, violência física, psicológica, obstétrica, sexual, moral, patrimonial, tráfico de pessoas e homicídio (BRASIL, 2018). A violência acarreta uma série de efeitos na vida das mulheres, expressos por meio de uma complexidade de sentimentos, tais como: o trauma emocional, o medo, as sequelas físicas, a insônia, depressão, sentimento de incapacidade, a dificuldade em retomar a vida sexual e reinserção no trabalho, e em alguns casos a morte (BLAY, 2016). A violência nas relações de gênero e, particularmente, a violência sexual e física pode acarretar a ocorrência de diversos problemas, implicando no maior uso dos serviços de apoio e assistência à essas mulheres. Os serviços de saúde, sobretudo as emergências e Delegacias da Mulher, são os mais procurados pelas vítimas de violência sexual e doméstica. Na maioria das vezes, os problemas que não se reduzem em consequências imediatas dos atos vivenciados, mas apresentam interfaces que necessitam de aporte interdisciplinar, como as cicatrizes deixadas na vida sexual, afetiva e psicossocial (BRASIL, 2004; OLIVEIRA, 2015). Nas últimas décadas, o fenômeno da violência doméstica e familiar contra as mulheres tem sido cada vez mais discutido, principalmente com a contribuição do movimento feminista na luta política pelo reconhecimento dos direitos sociais, políticos e civis das mulheres. Essas manifestações se contrapõem às desigualdades sociais estabelecidas nas relações de gênero, em que o homem exerce sua supremacia sobre a mulher, além de não reforçarem o machismo, a misoginia e a naturalização desse tipo de atitude (BLAY, 2016; MACHADO, 2010). A criação da Lei Maria da Penha ratifica esse processo e mostra a magnitude do fenômeno mediante a criação de um mecanismo cuja finalidade é prevenir e coibir as formas de violência. A referida Lei representa uma transformação jurídica do Brasil, referente ao enfrentamento desse fenômeno, muitas vezes, silenciado, e a garantia dos direitos humanos e preservação da dignidade das mulheres (BRASIL, 2006). No entanto, é necessário enfatizar que em muitos casos, as mulheres ainda encontram barreiras de acesso aos serviços de apoio psicossocial, assistência à saúde, segurança pública ou jurídica. O medo em buscar atendimento, por temer o violentador ou os constrangimentos associados serviços assistenciais, pode resultar em impactos significativos na vida das vítimas, a exemplo o aumento dos indices de feminicídios (OLIVEIRA, 2015; SOUSA, 2017). CONSIDERAÇÕES FINAIS O estudo em questão, refletiu sobre aspectos que permeiam as relações desiguais de gênero, sobretudo nos casos em que a cultura machista permeia a base para diversos casos de violência cometida contra mulheres, caracterizando a situação como um problema social e, sobretudo, de saúde pública. Hoje, a violência advinda de atitudes machistas, é um dos principais indicadores de denúncias feitas por mulheres, variando do assédio moral e da violência psicológica até as manifestações extremas de agressão física, sexual e feminicídio. Portanto, para enfrentar essa cultura machista e patriarcal, são necessárias políticas públicas transversais que atuem modificando a discriminação e a incompreensão de que os direitos das mulheres, são direitos humanos. Desse modo, para modificar a cultura da subordinação de gênero é necessária uma ação conjugada, que articule os programas dos Ministérios da Justiça, da Educação, da Saúde, do Planejamento e demais setores. Espera-se que o respectivo estudo, possa contribuir com futuras pesquisas e estratégias de enfrentamento à problemática. Analisar acerca da assistencia prestada à mulher vitima de violência, levanta reflexões sobre a necessidade de um cuidado humanizado, destacando a importância do acolhimento, empatia e formação de vínculo. O atendimento a essa realidade exige do enfermeiro e demais profissionais atuantes nos serviços porta de entrada, capacitações constantes, que visem a garantia de um atendimento integral, utilizando estratégias que podem melhorar a assistência oferecida, informando-as sobre seus direitos e instuindo-as na busca destes. DESCRITORES: Violência. Mulher. Gênero. Machismo. REFERÊNCIAS BLAY, E. A. Violência contra a mulher e políticas públicas. Estudos Avançados, v.17, 2016. BRASIL______. Lei 11.340 de agosto de 2006. Lei Maria da Penha: comentários à lei 11.340/2006 e sua inclusão no ciclo orçamentário., 2006. BRASIL______. Planilhas de Doenças de Notificação Compulsória do Ceará. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde., 2018. BRASIL______. Plano nacional de políticas para as mulheres. Brasília: Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, 2004. IPEA - Instituto de Pesquisa Aplicada. Dados inéditos sobre violêcia contra a mulher. Disponível em: http://www.ipea.gov.br LÔBO, G. A. Gênero, machismo e violência conjugal: perfil societário e cultural dos agressores de violência contra as mulheres. Revista Direito & Dialogicidade, v.6 , n.1, 2015. MACHADO, L. Z. Feminismo em movimento. Revista Francis, 2. ed., 2010. OLIVEIRA, E. M.; et al. Atendimento as mulheres vítimas de violência: um estudo qualitativo. Revista Saúde Pública, 2015. OSTERNE, M. S. F. A violência contra a mulher na dimensão cultural da prevalência do masculino. O público e o privado, n.18, 2011. SOUSA, R. F. Cultura do estupro: prática e incitação à violência sexual contra mulheres. Estudos Feministas, v.25, n.1, 2017.
Palavras-chave: Violência,Mulher,Gênero,Machismo
Oral
Abrir o trabalhoDIFICULDADES DA POPULAÇÃO LGBT QUANTO AO ACESSO À SERVIÇOS DE SAÚDE PÚBLICA
CAROLAINE DA SILVA SOUZA; MARIANA CORDEIRO DA SILVA; RAYNNE CRISTINA GOMES MOREIRA; STÉFFANE COSTA MENDES
INTRODUÇÃO: A saúde, de forma geral, sem diferenciação de raça, cor ou gênero, passou a ser um direito garantido a partir da Constituição Federal de 1988, como reflexo da luta do Movimento da Reforma Sanitária. Porém, mesmo diante dessa conquista, o acesso aos serviços de saúde ainda tem se caracterizado como excludente para alguns grupos minoritários, como a população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT). Por muitas décadas, essa população foi marginalizada, submetidos a diversos tratamentos com a finalidade de reverter sua orientação sexual, compreendida como antinatural, incomum e anormal, o que se perpetua até os dias atuais. OBJETIVO: Analisar como o acesso das Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros (LGBT) vem sendo implementado nos serviços de saúde. MÉTODO: Trata-se de um estudo tipo revisão narrativa. A busca dos artigos foi realizada nas bases de dados eletrônicas: Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Literatura Internacional em Ciências da Saúde (MEDLINE), Banco De Em Enfermagem (BDENF), no mês de abril de 2019, filtrando artigos completos, nacionais, português adotando os descritores: LGBT, Sistema Único de Saúde (SUS) e dificuldades com os descritores em cruzamento foram identificados um total de 10 resultados. Critérios de inclusão foram: publicações de entre os anos de 2017 a 2019 que se adequassem ao tema do trabalho. Os critérios de exclusão foram pesquisas ainda não publicadas, monografias, dissertações e teses. Por fim foram analisados oito artigos na íntegra. RESULTADOS: Considera-se que o processo de modificação da concepção em relação à população LGBT não repousa somente na melhoria do atendimento nas unidades de saúde, mas, essencialmente, no modo de pensar e agir dos profissionais de saúde envolvidos nesse processo. Ressalte-se que o modelo heteronormativo influencia na atenção à saúde LGBT, como uma das mudanças de paradigma está no ensino, na compreensão das especificidades dessa população desde a formação dos profissionais. A qualidade do atendimento ofertado não é uma questão atual, e os usuários podem encontrar na consulta de atendimento um profissional que encara a orientação sexual deles ou sua identidade de gênero como uma anomalia, levando essas pessoas a inibirem sua sexualidade ou apresentar mudanças no comportamento como uma alternativa de encaixar-se nos padrões impostos pela sociedade. Dessa forma, evitam julgamentos e acabam silenciando os verdadeiros motivos que as levaram até a consulta. Percebe-se que, mesmo que as políticas e os programas LGBT mostrem expectativas positivas, sua execução enfrenta grandes dificuldades. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Apesar de muitas dificuldades, as discussões dessa temática estão favorecendo pequenos avanços, ainda que de forma deslocada, que parecem repercutir entre todas as gestoras. Porém é preciso ainda outras estratégias para sensibilizar estes líderes a disseminar no conhecimento da PNSILGBT, para assim compreenderem a importância de uma escuta ativa da população e de suas demandas enquanto grupo, como também a importância de seus papéis enquanto gerentes de serviços de saúde universais.
Palavras-chave: Dificuldades,LGBT,Sistema unico de saúde (SUS)
Oral
Abrir o trabalhoESTRATÉGIAS UTILIZADAS PARA PROMOÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA SEXUAL DE IDOSOS
CAIK FERREIRA SILVA; Anekelle Arrais Barros; Heroína Rakel Alves Fernandes; Grayce Alencar Albuquerque; Adriana de Moraes Bezerra
INTRODUÇÃO: A atenção em saúde frente à qualidade de vida na velhice ganhou notoriedade na modernidade especialmente nas ultimas três décadas. Isso decorre do aumento alarmante de idosos/as no Brasil e do fato de mais longevidade na maioria das sociedades, fazendo emergir a necessidade de estratégias para proporcionar maior qualidade de vida dessa população, especificamente vinculada à vida sexual. Nesse sentido, os profissionais da Estratégia Saúde da Família (ESF) geralmente não possuem o hábito em seu exercício profissional durante as suas consultas indagar/questionar acerca de aspectos ligados à vida sexual de pessoas da terceira idade. Diante disso, essa problemática por vezes se justifica com base na assistência curativista que tem como centro a queixa ou a doença desses indivíduos. OBJETIVO: Identificar as estratégias utilizadas nas consultas de médicos/as e enfermeiros/as da Estratégia Saúde da Família direcionada à promoção da qualidade de vida sexual dos/as idosos/as. MÉTODO: Trata-se de uma pesquisa exploratório-descritiva, realizada nas equipes da ESF, do município de Iguatu, Ceará, Brasil, da qual a partir dos critérios de elegibilidade participaram 3 médicos e 15 enfermeiros, totalizando uma amostra de 18 profissionais. As informações foram coletadas no período de março a maio de 2018, através de um formulário semiestruturado desenvolvido pelos autores, o qual possuía informações referentes à qualidade de vida sexual de idosos. As informações foram analisadas e confrontadas/discutidas de acordo com as publicações científicas disponíveis sobre a temática, no intuito de validar os achados desta pesquisa. Esta obedeceu a Resolução 466/12 obtendo parecer favorável de número 2.684.141 do comitê de ética da Universidade Regional do Cariri para a sua realização. RESULTADOS/DISCUSSÕES: Quanto às estratégias utilizadas por médicos/as e enfermeiros/as visando à promoção da qualidade de vida sexual dos/as idosos/as, percebeu-se que os profissionais enfermeiros entrevistados compreendem a sexualidade de forma subjetiva; foi relatado que ocorre abordagem do tema durante as consultas, prescrição de medicamentos, encaminhamentos e realização de grupos com idosos, dando preferência às dúvidas e questionamentos, atendendo as necessidades desse público por meio de interação e de orientações de promoção, proteção e recuperação da saúde. Por outro lado, as estratégias dos/as médicos/as estavam voltadas para a perspectiva curativa das necessidades dos/as idosos/o referente Por outro lado, as estratégias dos/as médicos/as estavam voltadas para a atenção curativa dos problemas referentes à sexualidade, isto é as necessidades dos/as idosos/o no tocante à reabilitação e recuperação da saúde. CONSIDERAÇÕES FINAIS/CONCLUSÃO: A presente pesquisa demostra que os profissionais enfermeiros/as utilizam de estratégias com enfoque à sexualidade de idosos/as, que impactem positivamente na qualidade de vida sexual desse público. Salienta-se que as estratégias desenvolvidas por enfermeiros se referem especialmente à abordagem de aspectos intrínsecos da sexualidade humana durante as consultas de enfermagem, bem como a realização de grupos com idosos no tocante a promoção da saúde sexual e reprodutiva destes. Sendo que, os profissionais médicos desenvolvem estratégias de caráter curativista.
Oral
Abrir o trabalhoMULHERES LÉSBICAS E BISSEXUAIS: DIREITOS IGUAIS?
STÉFFANE COSTA MENDES; Antonio Wellington Vieira Mendes; Carolaine da Silva Souza; Mariana Cordeiro da Silva; Tamires Alves Dias
INTRODUÇÃO A sexualidade em uma sociedade que mantém o discurso da heteronormatividade como padrão estabelecido, desconstrói outas formas de expressão da sexualidade presentes no cotidiano das pessoas, as descrições de gênero na sociedade contribuem para dar visibilidade ou invisibilidade a grupos sociais (SILVA; PRATA, 2018). As mulheres lésbicas e bissexuais enfrentam inúmeros obstáculos na busca por acesso aos serviços de saúde incluindo desde a invisibilidade da sexualidade feminina, até o preconceito. Observa-se, no entanto, após a popularização de diversos movimentos sociais que surgiram em meados do século XX, com o objetivo de reivindicar a criação de políticas públicas, concedendo maior visibilidade de mulheres lésbicas e bissexuais na procura pelos serviços de saúde e asistência (CABRAL et al., 2019). Para eliminação de barreiras socioculturais, o Programa Brasil Sem Homofobia e a Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (PNSILGBT) objetivam promover a cidadania garantindo os direitos e o atendimento às especificidades de cada um desses grupos (CABRAL et al., 2019). Com a introdução gradual em formulários, documentos e em alguns prontuários sobre a orientação sexual e o reconhecimento do nome social e da identidade de gênero, vem contribuindo para o reconhecimento das mulheres lésbicas enquanto sujeito de direito, abrindo o “olhar” da mesma enquanto cidadã (SILVA; PRATA, 2018). Apesar dos avanços das políticas públicas na saúde da mulher, quando se refere aos direitos das mulheres lésbicas e bissexuais ainda são encontradas algumas barreiras, pois a homossexualidade é uma temática cercada de preconceitos e discriminações (SILVA; PRATA, 2018). Suas especificidades na saúde ainda não são observadas, tornando-as invisíveis dentro do sistema, e consequentemente, mais vulneráveis a fatores de risco a sua saúde quando comparadas a outras mulheres (CRISPIM et al., 2017). O atendimento às mulheres homossexuais é, muitas vezes, fragmentado e descontextualizado, pois não aborda a orientação sexual das mesmas, que são atendidas como heterossexuais. Sendo que, os cuidados e orientações a essas mulheres devem ser adequados aos seus valores e estilo de vida, o que comprova a utilização de técnicas e habilidades específicas na entrevista para garantir atendimento e orientações adequadas (SOUSA et al., 2014). De acordo com o Dossiê Saúde da Mulher Lésbica (2006), a invisibilidade e a ausência de políticas adequadas e efetivas interferem no atendimento, serviços de saúde e na atuação dos profissionais, que na ausência de informações sobre essa população, agem a partir de estereótipos socialmente disseminados e pré-estabelecidos (VALADÃO; GOMES, 2010). Muitas vezes, mulheres lésbicas passam despercebidas nos serviços de saúde, pois a identificação da orientação sexual da lésbica e bissexual é realizada pela identificação de características atribuídas ao gênero masculino, não sendo percebidos tais traços, são invisibilizadas e suas demandas especificas não são identificadas (SILVA; PRATA, 2018). Os profissionais de enfermagem necessitam atentar para seus próprios preconceitos, os quais podem vir a prejudicar a qualidade do cuidado prestado a determinadas populações, em particular no contexto deste estudo, as mulheres lésbicas (SOUSA et al., 2014). No que diz respeito aos princípios integralidade e equidade, no cuidado à mulher lésbica detecta-se uma carência, visto que apesar da visibilidade trazida pelos documentos legais, nos serviços de saúde a assistência ainda é negligenciada, podendo ocorrer condições de sofrimento e agravos à saúde (SILVA; PRATA, 2018). Diante das razões apontadas, faz-se necessário o estudo, por conta de demandas e especificidades de saúde dessa população que são invisibilizadas durante o cuidado, não sendo satisfeitas, acarretadas pelo modelo de saúde pautados na heteronormatividade. OBJETIVO O objetivo do presente trabalho é compreender se os profissionais de enfermagem estão preparados para realizar uma assistência equânime e universal à todas as mulheres independente de sua sexualidade. MÉTODO Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, sendo realizada no período de abril de 2019; foram utilizados o cruzamento dos seguintes descritores em saúde (Decs): Enfermagem, Lésbicas e Bissexuas, por meio do operador booleano AND, seguido da aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, resultando em 8 artigos. Foram Utilizados como critérios de inclusão: artigos disponíveis completos, que estivesse dentro do tema, com idioma português e de exclusão: publicações que não contribuíssem com a formulação do trabalho, documentos repetidos ou pagos; bases de dados internacionais e especializadas ou textos com línguas estrangeiras. RESULTADOS/DISCUSSÕES Os direitos sexuais refletem acerca da vivência plena da sexualidade, com prazer, respeito, segurança e livre de preconceitos, não somente voltada a gays e lésbicas, mas a todas as pessoas. Porém, vimos que a difícil tarefa de incluir a sexualidade no campo dos direitos humanos se torna mais árdua quando o assunto é a homossexualidade. Ainda hoje, vemos dificuldades e silenciamentos ligados à sexualidade e principalmente sobre a homossexualidade feminina, que se reflete nos cuidados e no acesso em relação à saúde dessa população (CARVALHO; CALDERADO; SOUZA, 2013). Percebe-se que o profissional de saúde que está mais próximo da população nos serviços de saúde é o enfermeiro, principalmente na Rede de Atenção Básica. A Atenção Básica de Saúde desenvolve diversos programas, entre eles, o Saúde da Mulher, deve-se realizar na consulta de Enfermagem, independentemente da assistência a ser prestada, a anamnese; no entanto, nesse procedimento, não se abordam as questões sobre a orientação sexual das mulheres, apesar de ser uma necessidade, pois é nesse momento que o profissional deve direcionar os seus cuidados e orientações às demandas específicas de cada mulher (CABRAL et al., 2019). Um fator importante é a necessidade de sensibilização dos profissionais de saúde para a realização do atendimento, pois o desconhecimento, o preconnceito e a discriminação em relação à saúde da população LGBT, contribui significativamente para a qualidade do cuidado (SILVA; PRATA, 2018). A concepção de que as mulheres lésbicas e bissexuais não têm necessidades de orientações sobre a prática do sexo seguro resulta em um grande equívoco, levando a sérios problemas de saúde pública. O Vírus Papiloma Humano (HPV) é transmitido pelo contato de pele com pele ou entre a pele e mucosas; o câncer de mama apresenta uma grande incidência em mulheres nulíparas e que nunca amamentaram; o câncer de ovário, que é bastante agressivo, tem uma maior probabilidade de se desenvolver em mulheres que nunca fizeram uso de anticoncepcionais (CABRAL et al., 2019). O foco seria minimizar um ambiente que visualize a mulher apenas enquanto hétero, mãe e adulta, em detrimento das demais mulheres. O rastreamento para o câncer de mama e de colo de útero deve ser realizado com todas as mulheres, independentemente de sua orientação sexual. No entanto, muitas mulheres que fazem sexo com mulheres e até mesmo alguns profissionais de saúde acreditam de maneira equivocada na invulnerabilidade destas mulheres à infecção pelo HPV. Na parte preventiva, para realização do exame colpocitológico, deve-se observar o tamanho do espéculo, o mesmo deve ser apropriado à prática sexual vivenciada pela mulher (CRISPIM et al., 2017). Segundo o dossiê da Rede Feminista os principais motivos que levam à menor procura dos serviços de saúde são a existência de discriminação, despreparo dos profissionais de saúde para lidar com as especificidades dessa população, dificuldades dessas mulheres de assumirem como homo ou bissexuais e, a negação do risco quanto às doenças sexualmente transmissíveis (SILVA; PRATA, 2018) A importância da enfermagem por meio de sua formação que podem ser disponibilizadas para as lésbicas e bissexuais são relevantes, pois a formação do profissional enfermeiro está pautada em teorias para atuar no cuidado que abrange a diversidade, a cultura e a religião. Assim, a prática ética em enfermagem envolve o saber ouvir e entender as angústias daqueles considerados marginalizados e desconhecidos por causa de inaceitável diversidade. Ressalta-se que os serviços de saúde se caracterizam como o cenário em que o enfermeiro desenvolve uma assistência direcionada a saúde da mulher, podendo criar um ambiente acolhedor a partir do diálogo que aborde as crenças, preocupações e orientações sobre sexualidade. No entanto, é necessário que os enfermeiros conheçam as necessidades desse grupo, a fim de desenvolver uma desconstrução de ideologias e mitos. (SOUSA et al., 2014). As ações de saúde da mulher lésbica, devem ser pautadas no respeito aos direitos humanos contribuindo para a eliminação do estigma e da discriminação decorrentes das homofobias, a promoção da cidadania e da inclusão da população de LGBT por meio da articulação com as diversas políticas sociais, de educação, segrança e trabalho; inclusão da temática de orientação sexual e identidade de gênero nos processos de educação permanente desenvolvidos pelo SUS, incluindo os trabalhadores da saúde, integrantes dos conselhos de saúde e lideranças sociais (SILVA; PRATA, 2018). Dessa forma, dar visibilidade é olhar criticamente para os dispositivos que abordam à saúde das mulheres lésbicas, pensando na consistência das políticas de saúde para o enfrentamento das demandas dessa população.A escassa, ou quase inexistente, produção científica abordando a temática saúde e homossexualidade feminina no Brasil; a inexistência de políticas de saúde consistentes para o enfrentamento das dificuldades e necessidades dessa população; o precário conhecimento sobre suas demandas e a ausência de tecnologias de cuidado à saúde adequadas, aliados à persistência de pré-noções e preconceitos, convertendo-se em desperdício de recursos, constrangimento e atrito nas relações nos serviços de saúde, na assistência inadequada, e provavelmente num contingente de mulheres que não obtiveram seu diagnóstico, nem tratamento. (SILVA; PRATA, 2018). CONSIDERAÇÕES FINAIS O estudo atenta para a necessidade de humanizar o cuidado à saúde das mulheres lésbicas e bissexuais, tornando urgente a necessidade de sensibilizar os profissionais de saúde, a partir da capacitação em relação as especificidades da população LGBT. Neste sentido, é de suma importância que os profissionais de saúde tenham maior proximidade com as demandas apresentadas por estas mulheres, além do conhecimento das políticas públicas, para satisfação das especificidades dessa população (SILVA; PRATA, 2018) Faz-se necessário que os profissionais enfermeiros avaliem sua postura profissional no que diz respeito à assistência a esse grupo, deixem de lado seus preconceitos e busquem conhecimentos através de atualizações, capacitações em saúde que façam menção a essa temática. Assim, estes profissionais poderão ofertar uma assistência de qualidade embasada na escuta qualificada, respeito e acolhimento às mulheres lésbicas e bissexuais (CRISPIM et al., 2017). As concepções sobre sexualidade ainda sofrem dificuldades na sua abordagem, o que compromete a assistência, privando essas mulheres do seus direitos. Dessa forma, afim de despertar criticidade quanto à temática e inquietação a comunidade acadêmica, faz-se necessário mais pesquisas sobre esse tema, por conta do baixo número de publicações (SOUSA et al., 2014).
Palavras-chave: Bissexuais, Enfermagem, Lésbicas
Oral
Abrir o trabalhoREFLETINDO A REDE DE ATENÇÃO A MULHER VÍTIMA DE VIOLÊNCIA: CONHECER PARA TER
FRANCISCA EVANGELISTA ALVES FEITOSA ; DAIANA DE FREITAS PINHEIRO; JULIANE DE LIRA MENDES; FRANCISCA LUANA DE OLIVEIRA SOUSA; LETÍCIA GOMES DA SILVA
A rede de atendimento refere-se à atuação articulada entre as instituições. É imprescindível que em qualquer espaço de atuação, os profissionais enfermeiros estejam aptos. O objetivo de refletir o conhecimento do profissional enfermeiro sobre a rede de assistência a mulher vitima de violência. Trata – se de um estudo descritivo do tipo analise crítico reflexiva. A análise possibilitou a identificação de categorias temáticas: Rede de Assistência a Mulher Vítima de Violência; Desafios enfrentados para o funcionamneto da rede de assistencia a mulher vítima de violência; Importância de ter e conhecer a rede de assistência à mulher vítima de violência.
Palavras-chave: Assistencia a saúde, cr
Oral
Abrir o trabalhoREFLEXÕES ACERCA DO ACONSELHAMENTO CONTRACEPTIVO PARA JOVENS E ADOLESCENTES: UMA REALIDADE OU UTOPIA?
FRANCISCO ERASMO ALVES DOS SANTOS; ROGER RODRIGUES DA SILVA; MATHEUS DA COSTA FREITAS; JOAB GOMES DA SILVA SOUSA; PALOMA LOIOLA LEITE
EIXO TEMÁTICO:GÊNERO E SEXUALIDADE MODALIDADE: APRESENTAÇÃO ORAL REFLEXÕES ACERCA DO ACONSELHAMENTO CONTRACEPTIVO PARA JOVENS E ADOLESCENTES: UMA REALIDADE OU UTOPIA? Francisco Erasmo Alves dos Santos1 Roger Rodrigues da Silva2 Matheus da Costa Freitas3 Joab Gomes da Silva Sousa4 Paloma Loiola Leite5 Camila Almeida Neves de Oliveira6 Resumo: Introdução: O aconselhamento contraceptivo (AC) possibilita o alcance aos meios contraceptivos, utilização correta e efetividade de ação. Objetivo: Compreender a importância do AC para jovens e adolescentes. Método: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura. Resultados: O AC não se deve restringir a consultas exclusivas para a ação. Os profissionais de saúde devem desfrutar das oportunidades e fazê-las em evidência das melhores práticas. Considerações Finais: É reconhecido que os profissionais de saúde devem conhecer esta população e ofertar um cuidado em saúde efetivando suas práticas, haja vista que o AC, assegura que a promoção da saúde seja eficaz. INTRODUÇÃO A saúde sexual e reprodutiva destaca-se como uma temática pertinente, que durante as últimas décadas vem ganhando evidência, apresentando-se como objeto de estudo em discussão permanente, e, sendo aprimorada em decorrência da evolução de conceitos. Entre suas inúmeras vertentes é válido aprofundar-se, no anseio de compreender melhor sobre o que abrange o aconselhamento contraceptivo(AC), sendo este uma conduta indispensável para 1Discente do Curso de Enfermagem - URCA/UDI. Membro do Grupo de Pesquisa Clínica, Cuidado e Gestão em Saúde (GPCLIN). Bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC). Membro dos Projetos de Extensão Educação para o cuidado seguro: o papel (trans)formador da Universidade e Educação em saúde e sexualidade. E-mail: erasmoefm20@gmail.com 2Discente do Curso de Enfermagem - URCA/UDI. Membro do Grupo de Pesquisa Clínica, Cuidado e Gestão em Saúde (GPCLIN). Bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC). E-mail: roger95silva@gmail.com 3Discente do Curso de Enfermagem - URCA/UDI. Membro do Grupo de Pesquisa Clínica, Cuidado e Gestão em Saúde (GPCLIN). Membro dos Projetos de Extensão Artistas do Cuidar e CineClube Saúde: tecendo reflexões sobre saúde através do cinema. E-mail: mcfcosta2017@gmail.com 4Discente do Curso de Enfermagem - URCA/UDI. Membro do Projetos de Minhas Rugas Minha História. Email: joab69016@gmail.com 5Discente do Curso de Enfermagem – URCA/UDI. Membro do Observatório da Violência e Direitos Humanos da Região do Cariri. Monitora de Metodologia da Pesquisa. E-mail: palomaleiteapoio@gmail.com 6Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem na Universidade Federal do Ceará (UFC). Professora do Curso de Graduação em Enfermagem Universidade Regional do Cariri-URCA/Unidade Descentralizada do Iguatu-UDI. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa Clínica, Cuidado e Gestão em Saúde (GPCLIN). Iguatu, CE, Brasil. E-mail: camilaandeoliveira@gmail.com possibilitar o alcance aos meios contraceptivos e sua utilização correta, ampliando a efetividade de ação, especialmente para a população com baixo poder aquisitivo e pouco acesso à informação científica. Nessa perspectiva, os profissionais de saúde - médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos – exercem um papel primordial, posto que, possam propiciar orientações pertinentes, fundamentando essa demanda (SANTOS; VIEIRA, 2008). Recomenda-se que o AC inclua dados gerais acerca da eficiência e dos efeitos colaterais dos métodos, abordando predileções e inquietações específicas do paciente. Especialistas e pesquisadores em saúde de jovens e adolescentes discorrem que o aconselhamento de mulheres jovens é particularmente complexo, posto que, além de garantir a confidencialidade e estabelecer um relacionamento de confiança, os provedores devem respeitar o estágio único de desenvolvimento dos adolescentes, analisando os riscos e benefícios das diversas escolhas contraceptivas, primícias recente da atividade sexual, influências sociais e os obstáculos financeiros e logísticos para aceder o atendimento (BIGGS et al., 2019). Esta revisão explora a importância do aconselhamento contraceptivo para jovens e adolescentes, analisando os elementos e particularidades que contribuem para a efetividade do mesmo. OBJETIVOS Compreender a importância do aconselhamento contraceptivo para jovens e adolescentes mediante as evidências científicas disponíveis na literatura nacional e internacional MÉTODO Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada por via eletrônica na National Library of Medicine and National Institutes of Health (PUBMED), via Portal de Periódicos da CAPES, utilizando os descritores “counseling”, “contraceptive” e “Adolescent Health”, conectados pelo operador booleano “AND”. Utilizaram-se como critérios de inclusão: artigo na íntegra disponível; idioma português, inglês e espanhol; os quais tiveram título e resumo avaliados quanto à pertinência ao objetivo deste estudo. Após processo de elegibilidade, a presente análise foi realizada com 04 publicações. RESULTADOS/DISCUSSÕES O aconselhamento sexual e contraceptivo não se deve restringir a consultas exclusivas para a ação. Os profissionais de saúde que trabalham com adolescentes e jovens devem desfrutar das oportunidades que surgem e fazê-las segundo as evidências das melhores práticas (COUTINHO; MOLEIRO, 2017). Segundo Biggs et al. (2019), recomenda-se uma interpelação de efetividade ordenada ao debater a contracepção com adolescentes, na qual os provedores devem começar inicialmente com informações sobre os métodos mais eficazes na prevenção da gravidez. Coutinho e Moleiro (2017) destacam que para obter êxito no aconselhamento, não deve-se apenas informar sobre os métodos contraceptivos existentes que previnam gravidez ou Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s), visto que, embora esta informação seja de suma importância, tem-se revelado insuficiente para alterar o comportamento dos(as) adolescentes. Nesta perspectiva, outras questões importantes que devem ser tratadas, especificamente: conhecer as razões que influem para que os(as) adolescentes pratiquem sexo, proporcionando-lhes que elucidem as suas aflições e incertezas, avaliar os propósitos no controle da natalidade e das IST, e antes de aconselhar a contracepção escutar os(as) adolescentes acerca dos obstáculos precedentes e a correntes à contracepção, anseios com os efeitos secundários, cogitando as eventuais resistências na aceitação (COUTINHO; MOLEIRO, 2017). Por tratar-se de uma temática relativamente atual e que vem ganhando evidência aos poucos, existe um pequeno número de pesquisas que investiguem o que os jovens e adolescentes desejam do aconselhamento contraceptivo. Alguns estudos indicam que este público prefere abordagens direcionadas ao paciente e um aconselhamento queatenda às suas necessidades específicas de contraceptivos (BIGGS et al., 2019). Mulheres jovens afirmam que o aconselhamento contraceptivo é aceito e eficaz quando não se sentem julgadas ou pressionadas a usar certos métodos e por receberem orientação para selecionar um método, caso seja do seu querer. Referem sentir alívio e alta satisfação quando percebem que o provedor não tem um método pré-determinado e oferece métodos sem pressioná-las (BIGGS et al., 2019). Outro fator importante para a promoção de um aconselhamento efetivo, é a atenção dos profissionais de saúde para reconhecer as diferenças e desigualdades de gênero na vivência da sexualidade e nos comportamentos sexuais, para que possam direcionar as suas recomendações (BRITO et al., 2018). As abordagens de aconselhamento centralizado estão associadas à continuação contraceptiva, uso de métodos contraceptivos mais eficazes e maior satisfação do método (BIGGS et al., 2019). Segundo Brito et al. (2018), o Brasil apresenta-se com altos índices de desigualdade no seguimento socioeconômico e no alcance aos cuidados de saúde. O acesso ao aconselhamento sexual e reprodutivo é inadequado entre mulheres jovens e adolescentes, indicando alta taxa nacional de gravidez na adolescência (19,2% de todas as gestações), com mínimos avanços na última década. Algumas regiões apresentam notificações de gravidezes repetidas entre adolescentes brasileiros constantemente. Além disso, o Brasil destaca-se como o quarto país no mundo com o maior número de mulheres de 20 a 24 anos que deram à luz antes dos 19 anos. Essa situação aponta uma necessidade iminente de progredir no acesso à informação sobre saúde reprodutiva entre os jovens e adolescentes. A expansão do conhecimento e do alcance a métodos contraceptivos é, por certo, uma medida de assegurar a igualdade e a liberdade entre crianças e jovens (BRITO et al., 2018). Nesse contexto, afirma-se a importância do aconselhamento contraceptivo para assegurar a adesão de medidas que visam promover atenção à saúde sexual e reprodutiva, permitindo que os jovens e adolescentes sejam assistidos de forma efetiva. Cabe citar os métodos contraceptivos ofertados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo eles, os injetáveis mensais (acetato de medroxiprogesterona de depósito), pílulas de progestógeno, pílulas combinadas, diafragma, pílulas anticoncepcionais de emergência , dispositivos intrauterinos de cobre e preservativos. Ressalta-se que para adolescentes, o acesso aos contraceptivos é regido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, que preserva a privacidade, a confidencialidade e o consentimento informado como direitos fundamentais (BRITO et al., 2018). Independente do público beneficiado pelo aconselhamento contraceptivo, é igualmente importante assegurar a privacidade e a confidencialidade, criando um ambiente seguro, sem julgamentos e sem pré-conceitos, garantindo o sucesso do aconselhamento (COUTINHO; MOLEIRO, 2017). CONSIDERAÇÕES FINAIS A juventude e adolescência sáo períodos fundamentais de formação da identidade sexual e da cultura em torno da sexualidade do ser, sendo de suma importância compreender quais as compreensões destes acerca da sexualidade. É averiguado que mesmo os jovens e adolescentes tendo acesso a informação, as suas ações mantêm-se inalteradas, constatando-se o uso inadequado de métodos contraceptivos. Torna-se importante que os profissionais de saúde permitam conhecer as particularidades desta população e ofertar um cuidado em saúde visando a efetividade de suas práticas. O aconselhamento contraceptivo visto apartir dessa perspectiva, enquadra-se como uma forma de assegurar que a promoção da saúde e prevenção de agravos seja eficaz, atendendo as necessidades dos jovens e adolescentes, respeitando sua individualidade e mantendo sempre o cuidado centrado no paciente. A enfermagem no que concerne ao aconselhamento contraceptivo, vem se adequando às necessidades impostas pelos usuários, no entanto, faz-se necessário uma maior apropriação acerca da temática, afim de qualificar a assistência prestada à jovens e adolescentes. DESCRITORES: Aconselhamento. Contraceptivo. Saúde do Adolescente. REFERÊNCIAS BIGGS, M. A.; KIMPORT, K.; MAYS, A. et al. Young women's perspectives about the contraceptive counseling received during their emergency contraception visit. Women's Health Issues. v. 29, n. 2, p. 170-175. 2019. BRITO, B. M.; ALVES, F. S. S.; SOUZA, M. Q. et al. Low Level of Knowledge of Contraceptive Methods among Pregnant Teens in Brazil. Journal of Pediatric and Adolescent Gynecology. v. 31, p. 281–284. 2018. COUTINHO, R.; MOLEIRO, P. Aconselhamento sexual e contraceptivo aos adolescentes: a importância do gênero. Adolescência & Saúde. v. 14, n. 1, p. 112-118. 2017. SANTOS, M. A.; VIEIRA, E. M. Contraception counseling: training group for physicians within the Family Health Program. Interface (Botucatu). v.12, n. 26, p. 589-601. 2008.
Palavras-chave: Aconselhamento,Contraceptivo,Saúde do Adolescente
Oral
Abrir o trabalhoREPERCUSSÃO NA SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA DA MULHER VÍTIMA DE VIOLÊNCIA SEXUAL
KAMILA DE CASTRO MORAIS; José Gerfeson Alves; Kadson Araujo da Silva; Lorena Pinheiro Braga; Leonarda Marques Pereira
INTRODUÇÃO A violência sexual é uma problemática bastante atual. Embora existam múltiplas e diferentes delimitações para essa forma de violência, a mesma é cometida quando esta, através de intimidações ou o emprego da força física, é forçada a realizar, permanecer ou presenciar a relação sexual indesejada. Ressalta-se, principalmente, a prevalência desses casos sobre a população feminina em relação à masculina, esse diferencial revela a violência sexual como consequência específica de gênero, como forma de evidenciar a subordinação das mulheres nas relações, na qual se caracteriza como uma cruel violação aos direitos humanos, sexuais e reprodutivos (SCHRAIBER; OLIVEIRA; JUNIOR, 2008). Tal ato é refletido na sociedade como um problema de saúde pública, tanto pela elevada ocorrência, quanto pelos consideráveis efeitos imediatos e tardios na esfera física e emocional da mulher, tornando-as mais vulneráveis e acarretando diversos agravos à saúde dessa população. Nestes eventos, podem ser expressos sintomas físicos e queixas psicológicas e comportamentais, trazendo sequelas para com o convívio desta em meio à sociedade, articulando significados culturais, éticos e morais (VILLELA; LAGO, 2007; SARTI, 2009). Nesse contexto, a Saúde Pública se refere ao aperfeiçoamento das condições de vida das mulheres vítimas desses eventos traumáticos. Sua atenção é voltada a prevenção dos problemas de saúde e a ampliação dos cuidados à saúde e segurança para a comunidade como um todo, atuando através da ação coletiva, com a participação de diferentes setores da saúde, educação, assistência social, justiça e da segurança (AZAMBUJA; NOGUEIRA, 2008). Destarte, os profissionais e serviços de atendimento à saúde têm papel fundamental na interação com a mulher vítima de violência sexual, este devendo ser realizado de forma humanizada e holística, seja através do atendimento aos problemas acarretados pela violência ou fornecimento de orientações sobre os procedimentos a serem adotados para evitar a impunidade do agressor na assistência imediata, visto que quando o atendimento é realizado de maneira adequada, as sequelas decorrentes do evento traumático podem ser minimizadas (OLIVEIRA; CARVALHO, 2006). Portanto, o presente estudo parte do pressuposto que no qual ocorre a carência de pesquisas atuais relacionadas às consequências da violência sexual, caracterizados pelas repercussões negativas do abuso à saúde da mulher, como também a importância da elaboração dos mesmos para assegurar a efetivação da assistência prestada às vitimas. OBJETIVOS Identificar os impactos que ocorrem na saúde sexual e reprodutiva de mulheres vitimas de violência sexual. MÉTODO Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de abordagem qualitativa realizada nos meses de março e abril deste presente ano. Para o levantamento dos artigos na literatura, efetivou-se uma busca por meio da Biblioteca Virtual da Saúde (BVS), nas bases de dados LILACS, BDENF, e MEDLINE, utilizando os seguintes descritores: saúde sexual e reprodutiva, delitos sexuais e mulheres aplicando o operador booleano AND. Esta, realizada de forma ordenada, reduzindo possíveis vieses, nesta etapa. Através dos descritores obteve-se 43 artigos, sendo estes submetidos aos critérios de inclusão: disponibilidade de textos completos, base de dados, disponíveis no idioma português e inglês e tipo de documento (artigo) resultando em 22 artigos. Foi realizada a leitura desses arquivos onde, posteriormente, excluíram-se aqueles não pertinentes à temática objetivada, bem como, os trabalhos repetidos. Desta forma, resultou-se 8 artigos para compor a pesquisa. RESULTADOS/DISCUSSÕES Evidenciou-se através dos estudos que a violência sexual é representada através de toques sem permissão, comentários tormentosos, exposição à/em materiais pornográficos sem autorização, insinuações, comentários constrangedores, ambos realizados sem consentimento. Tais ações, consequentemente, ferem a liberdade humana e sexual da vítima, repercutindo na sua saúde sexual e reprodutiva (BAIGORRIA et al., 2017). É demonstrado através da análise dos resultados que entre as vítimas predominavam-se as de cor branca, entretanto, este fato não significa que essas sejam as mais vitimadas, e sim que estas mulheres são reconhecidas por denunciarem mais as ocorrências. Outro aspecto relacionado é quanto ao baixo grau de escolaridade encontrado, o qual é uma característica em comum entre as vítimas. Salienta-se também, que embora na maioria dos casos não houvesse parentesco entre a vítima e o agressor, homens do convívio íntimo também praticaram o ato violento (AMARIJO et al., 2014). Esses dados revelam que quando se trata da violência sexual fatores macrossômicos como questões culturais, normas sociais, políticas de saúde e educacionais surgem como potencializadores do fenômeno, podendo contribuir para incitar atos violentos, o que permite refletir que há certa correlação entre fatores socioeconômicos e individuais e o risco de sofrer violência sexual (ZAKAR et al., 2012). Segundo Santos (2016), como consequência dessa forma específica de violência, as mulheres relatam o constrangimento à sua imagem ou uma visualização negativa de si mesma, limitando as possibilidades relações afetivas, dificultando o pleno exercício da sexualidade devido aos estigmas da sociedade, dificultando o acesso ao trabalho e a diminuição da autoestima. A violência contra as mulheres têm consequências diretas para a saúde, como lesões, traumas psicológicos ou estresse, e problemas ginecológicos. A relação entre violência e as repercussões na saúde reprodutiva e sexual pode ser atingida por uma variedade de aspectos, como: estresse ou ansiedade. Dentre os principais agravos, os mais referidos são: traumas genitais e extragenitais, complicações na gravidez, consequências ruins no nascimento, ansiedade, isolamento social, disfunções sexuais (MASTERSON et al., 2014). Nesse contexto, a violência aumenta a possibilidade de essas mulheres adquirirem depressão, mediante as manifestações do estresse pós-traumático, episódios mistos de mania, além de risco para o suicídio. Segundo Malta et al. (2008), após a ocorrência as mulheres mencionaram infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), gestações indesejadas, realização de abortos ilícitos, perda da libido, sangramento vaginal, irregularidade menstrual, dismenorreia, irritação vaginal, infecção do trato urinário e dor pélvica que suprimem se não impossibilitam a prática sexual saudável destas mulheres, tais condições, em alguns casos servem como meio de entrada para a utilização de drogas. Diante de gestações indesejadas foi verificados problemas como fadiga, dor abdominal intensa, sangramento vaginal, febre, abortos espontâneos e induzidos e complicações durante o parto. Nas gestações concluídas observaram-se recém-nascidos prematuros, de baixo peso, óbito infantil e incapacidade da mãe amamentar. Além disso, as mesmas destacam dificuldades ao acesso aos serviços de saúde para receber cuidados de saúde reprodutiva devido à distância, transporte, medo de maus-tratos, preocupações de segurança, vergonha e provisão insuficiente de serviços de saúde (DREZETT et al., 2012). Portanto, os profissionais de saúde devem estar em posição estratégica para o diagnóstico e a atuação no problema da violência, em especial quanto à violência contra a mulher. Visto que quando a assistência é realizada de como forma rápida e eficiente, observa-se menores e/ou diminuição das repercussões negativas advindas dessas situações traumáticas. Porém, para que isso ocorra é necessária à realização de inúmeros esforços com o objetivo de modificar a resposta dos serviços de saúde aos casos de violência (FARIA; ARAÚJO, BAPTISTA, 2008). CONSIDERAÇÕES FINAIS Diante do exposto, notou-se que a violência sexual contra mulheres é um dos tipos de violência que mais gera sequelas às vítimas, sendo excepcional a ampliação e implantação de práticas e intervenções para o enfrentamento, prevenção, tratamento e recuperação das vítimas, como forma de reduzir danos físicos e psicológicos que se instalam em ocorrência desses eventos traumáticos. Apesar de um relativo avanço, a garantia de acesso das mulheres que sofreram violência sexual a uma assistência integral e de qualidade ainda representa um grande desafio, visto que para que a mesma ocorra de maneira fácil e sem conflitos é necessária a integração dos setores da saúde e da segurança, sendo estes, muitas vezes, exercidos de forma preconceituosa ou discriminatória. Nesse contexto, destaca-se o papel primordial de uma equipe multidisciplinar, com profissionais sensíveis ao problema, promotores do empoderamento dessas vítimas, prevenindo novos agravos à saúde dessas mulheres. Dessa forma conclui-se que, para que isso ocorra é imprescindível a expansão e a capacitação das redes existentes de atendimento para vítimas de violência sexual, fazendo exercício de um cuidado contínuo, integrado dos diferentes setores da sociedade.
Palavras-chave: Delitos sexuais,Mulheres,Saúde sexual e reprodutiva
Oral
Abrir o trabalhoSEXUALIDADE, FUNÇÃO, PRÁTICAS E POSIÇÕES SEXUAIS NA GESTAÇÃO DE RISCO HABITUAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA
TEODORO MARCELINO DA SILVA
INTRODUÇÃO O período gestacional caracteriza-se por transformações físicas, psicológicas, emocionais, sociais e sexuais vivenciadas pelo casal (MEDEIROS; COSTA; SANTOS, 2013). A mulher vivencia modificações anatomofisiológicas que podem ocasionar dúvidas frequentes sobre alterações corporais, desenvolvimento fetal, sexualidade e comportamento sexual (TEIXEIRA; SOUZA; BRAGA, 2015). A sexualidade da gestante pode ser afetada por oscilações hormonais, desconfortos corporais, alterações na percepção da imagem corporal, fadiga, aumento do peso fetal e volume abdominal, ansiedade e medo com a proximidade do parto, o que pode tornar a atividade sexual pouco atrativa para o casal (MATHIAS et al., 2015), reduzir sua frequência e afetar o comportamento sexual, além de reduzir desejo e interesse sexuais (BONELLI et al., 2018). Acresce-se que tabus, mitos, preconceitos, aspectos religiosos, assim como desconhecimento sobre seus corpos são fatores que podem interferir negativamente no exercício da sexualidade e atividade sexual do casal durante a gravidez, o que requer a realização de educação em saúde e discussões voltadas a esclarecer e orientar casais grávidos a se adaptarem ou experimentarem outras formas de prazer e/ou posições sexuais confortáveis na atividade sexual (GONÇALVES et al., 2013). Culturalmente, falar de sexualidade, práticas e posições sexuais na gestação ainda é alvo de muitos questionamentos, preconceitos, tabus, crenças, dúvidas e medos, sendo frequentes dúvidas sobre complicações fetais durante a atividade sexual penetrativa como aborto e/ou parto pré-termo (TEIXEIRA; SOUZA; BRAGA, 2015). Entretanto, a vida sexual ativa durante a gestação de risco habitual, além de não prejudicar a saúde materna e fetal, contribuem positivamente nas relações afetivas familiares entre o trinômio (mãe-pai-filho), bem-estar, manutenção dos tônus da região pélvica, facilitando o momento do parto varginal. Ademais, propocia prazer, sentimento de ser amada e desejada pelo/a parceiro/a (MEDEIROS; COSTA; SANTOS, 2013). Rocha et al. (2014) evidenciaram que a manutenção da atividade sexual durante a gestação de risco habitual é de suma importância para o bem-estar das mulheres grávidas e não acarreta risco de ruptura prematura de membranas, parto pré-termo, baixo peso ao nascimento ou aumento da mortalidade perinatal. Contudo, Pereira et al. (2018) em estudo de revisão de literatura identificaram que os estudos publicados sobre a temática, quando abordam práticas e posições sexuais o fazem de forma superficial. Sobre esse assunto, Viana et al. (2013) evidenciaram em seu estudo que ausência das informações e/ou orientações sobre o comportamento sexual durante atenção pré-natal culminou sentimentos de inseguras. Ademais, verificou-se que atividades educativas nessas consultas limitavam-se a orientações sobre planejamento familiar e cuidados com recém-nascido (em especial sobre amamentação). Durante as consultas de pré-natal existe uma lacuna na assistência ofertada já que os profissionais responsáveis pelas consultas de pré-natal não orientam acerca do comportamento sexual neste período, ressaltando a necessidade da realização de um pré-natal de qualidade, que esclareça ao casal grávido dúvidas e questionamentos acerca da sexualidade, comportamento sexual e suas possíveis implicações para o contexto familiar e conjugal (ALVES et al., 2018). Este estudo resulta das ações educativas em saúde nas Unidades Básicas de Saúde do município de Iguatu-CE promovidas pelo projeto de extensão intitulado: Sexualidade, Função, Práticas e Posições Sexuais durante a Gestação de Risco Habitual da Universidade Regional do Cariri-URCA/Unidade Descentralizada de Iguatu-UDI. Diante do exposto, torna-se indispensável desenvolver atividades educativas em saúde durante assistência pré-natal acerca da sexualidade e do comportamento sexual tendo como público-alvo gestantes de risco habitual e seus parceiros. É indispensável que os profissionais de saúde em especial dos responsáveis pela atenção pré-natal (enfermeiros e médicos) abordarem questões referentes à sexualidade, função, práticas e posições sexuais na gestação durante o acompanahmento pré-natal almejando minimizar medos e anseios dos casais e favorecer a qualidade de vida. OBJETIVOS Relatar experiência de uma atividade educativa em saúde desenvolvida com mulheres grávidas sobre a sexualidade, função, práticas e posições sexuais na gestação de risco habitual. MÉTODO Trata-se de estudo qualitativo descritivo do tipo relato de experiência de uma atividade educativa em saúde sobre sexualidade, função, práticas e posições sexuais na gestação de risco habitual desenvolvida pelo projeto de extensão intitulado: Sexualidade, Práticas e Posições Sexuais na Gestação de Risco Habitual em uma Unidade Básica de Saúde localizada na zona urbana do município de Iguatu-CE. A atividade aconteceu no dia 27 de Março de 2019 e teve duração de quarenta e cinco minutos. Participaram da ação 12 gestantes de risco habitual presentes na unidade para consulta pré-natal, sendo oito multíparas e quatro primíparas. A ação contou com a presença da orientadora do presente projeto e cinco estagiários do curso de enfermagem da URCA-UDI, os mesmos foram facilitadores da ação. As gestantes foram convidadas a sala reservada para reuniões onde foram dispostas em semi-círculo, sendo realizada apresentação prévia do projeto, interação entre facilitadores e as participantes e explanação sobre objetivos da ação. Utilizou-se dinâmica de elaboração própria sobre “mitos” e “verdades” na qual as gestantes sorteavam um número (1 a 10) que continha uma pergunta sobre o exercício da sexualidade, função, práticas e posições sexuais na gestação de risco habitual visando identificar se para as participantes perguntas tais como: “o ato sexual prejudica o bebê? ”; “quais as posições sexuais mais indicadas durante a gravidez?”; “há casos em que o sexo deve ser evitado? ” consistiam em mitos ou verdades. Após os depoimentos das participantes mediante as perguntas sorteadas realizavam-se explanações acerca da pergunta buscando interação com o público-alvo. Ao final da ação verificou-se que os objetivos da ação foram alçandos com êxito mediante o feedback dos relatos das participantes sobre a atividade educativa. RESULTADOS/DISCUSSÕES Embora todas as mulheres tenham participado do sorteio de perguntas e mantiveram-se atentas nas explicações, ao passo que ia ocorrendo o sorteio, evidenciou-se durante a dinâmica que apresentavam receio de expor e/ou déficit de conhecimento acerca das temáticas, fato observado pela ausência de uma interação dialógica e participativa no momento destinado a compartilhar ideias, saberes, experiências e conhecimentos para construção do saber. Apenas duas participantes se sentiram a vontade para expressarem suas experiências, facilidadese dificuldades sobre sexualidade e práticas sexuais no ciclo gravívio-puerperal. Uma das participantes se destacou por demonstrar interesse pela temática, relatar pesquisas, expor experiências de gestações anteriores sobre comportamento sexual durante o ciclo gravídico e responder corretamente e com coerência as questões sorteadas. Sola et al. (2018) evidenciaram que durante a assistência pré-natal havia necessidade de informações acerca da sexualidade durante a gravidez visto que a educação sexual ofertada pelos profissionais de saúde responsáveis pela atenção pré-natal (médicos e enfermeiros) era limitada, na garnde maioria das vezes só obtinham tais informações se pedissem especificamente. Ademais, notaram-se a falta de detalhes nas informações. Rocha et al. (2014) verificaram que a maioria das participantes do seu estudo nuncam conversaram sobre sexualidade na gravidez com um profissional de saúde na assistência pré-natal, o que resultou em desconhecimento, dúvidas, medos, angústias e anseios. Quando questionadas sobre práticas e posições sexuais na gestação de risco habitual percebeu-se apenas duas verbalizaram e de maneira correta. Neste contexto, uma das gestantes relatou não realizar atividade sexual em virtude dos desconfortos abdominais e respiratórios durante o ato sexual. Ressalta-se que, os facilitadores buscaram estimular a interação realizando questionamentos com base nos relatos favorecendo a discussão, com vistas a compreender e comprementar informações, o que tornou o momento construtivo e enriquecedor para ambos. Durante as discussões emergiram outras temáticas relacionadas à saúde sexual e reprodutiva como o Pré-Natal Masculino. Essa temática também é pouca discutida nas consultas de pré-natais, visto que os serviços de saúde não possibilitam o espaço adequado para o envolvimento consiente do pai durante atenção pré-natal, não há o incentivo por parte dos profissionais de saúde para participação do parceiro/pai nos atendimentos (CARDOSO et al., 2018). Incluir o/a parceiro/a no pré-natal seria o momento oportuno para abordar diversas questões acerca do ciclo gravídico-puerperal, entre elas aspectos inerentes a sexualidade e comportamento sexual (PEREIRA et al., 2018). A participação paterna na assistência pré-natal se reveste de importância no processo de humanização da assistência obstétrica. O envolvimento paterno constitue um fator positivo ao fortalecimento e/ou estabelecimento dos laços afetivos familiares, faz com se sintam importantes e realizados ao poder exercer a paternidade antes do parto. Ademais, carateriza-se como momento proprícico para esclarecimentos e orientações, minimizando medos, anseios, angústias, além favorecer ações e atitudes voltadas ao autocuidado (FEREIRA et al., 2016). Finalizando a atividade educativa as participantes relataram verbalmente que gostaram da ação e no momento dedicado a retirada de dúvidas as mesmas não apresentaram dúvidas sobre a temática exposta, porém solicitaram diretamente aos estagiários outros encontros com temáticas diversificadas que envolvesse questões relacionadas ao trabalho de parto e primeiros cuidados ofertados ao bebê no puerpério. Salienta-se que foram entregues as participantes e facilitadores lembrancinhas de identificação do projeto de extensão. CONSIDERAÇÕES FINAIS Aponta-se a atividade educativa em saúde como perspectiva de integralidade da atenção à saúde sexual e reprodutiva das mulheres grávidas já que foi possível discutir temáticas por vezes não discutidas durante a assistência pré-natal. Desse modo, faz-se necessário desenvolver outras atividades educativas em saúde com esse público para discutir assuntos de relevância social por vezes negligenciados durante a assistência a saúde. Há necessidade dos profissionais de saúde desenvolverem assitencia pré-natal com vistas a integralidade da atenção à saúde considerando todos os aspectos da vida, dentre eles o sexual, o que requer capacitações com os profissionais pré-natalistas (enfermeiros e médicos) para esclarecer aspectos sobre sexualidade e comportamento sexual na gestação, pois além envolver tabus, mitos, preconceitos para o casal grávido ocoasiona dúvidas, medos e anseios passíveis de esclarecimento.
Palavras-chave: Comportamento Sexual,Gestantes,Promoção da Saúde,Sexualidade
Oral
Abrir o trabalhoVIOLÊNCIA DE GÊNERO: PRECISAMOS FALAR SOBRE ISSO!
ANA CLARA SANTOS RODRIGUES; Antonia Benta Da Silva Pereira; Beatriz Gonzaga Lima; Francisco Werbeson Alves Pereira; Nara Jéssica Alves De Souza
Introdução: A violência de gênero deve ser entendida como um problema de sáude púlica. Objetivo: Descrever uma ação desenvolvida no primeiro semestre do curso de Enfermagem Método: Trata-se de um relato de experiência desenvolvido com acadêmicos de enfermagem da Universidade Regional do Cariri-Urca/UDI. Resultados: É necessário maior explanação sobre violência de gênero durante a graduação. Considerações Finais: então é essencial que o profissional de saúde esteja preparado para lidar com essas situações. Seu preparo durante a graduação é fundamental.
Palavras-chave: Gênero e Saúde,Enfermagem,Saúde da Mulher
Oral
Abrir o trabalhoVIVÊNCIAS DA POPULAÇÃO LGBT NA BUSCA PELOS SERVIÇOS DE SAÚDE
IRENE CUSTÓDIA DA SILVA; Karen Cristina Sousa Costa; Leila Araújo da Silva
RESUMO INTRODUÇÃO:Percebe-se a importância das determinações sociais em saúde geradas segundo a orientação sexual e a identidade de gênero. OBJETIVO: Descrever os principais entraves na criação do vínculo profissional e cliente. MÉTODO: Revisão narrativa da literatura, Biblioteca Virtual em Saúde, mês de abril de 2019, descritores em saúde: Assistência de Enfermagem, Público LGBT e Serviços de saúde, booleano “AND”, critérios de inclusão e exclusão, total: seis artigos. RESULTADOS: As equipes de saúde necessitam de capacitação e sensibilização no atendimento à população LGBT. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os profissionais de saúde devem trabalhar de forma humanizada e acolhedora buscando a melhoria na assistência. INTRODUÇÃO A sexualidade têm sido temática central nos mais diversos debates políticos, biomédicos, sociais e antropológicos enfatizando o processo de vulnerabilidade em saúde como um ponto principal na chance de exposição do usuário ao adoecimento por meio de condicionantes individuais, coletivos e contextuais que ocasionam, em maior ou menor grau, suscetibilidade ao adoecer físico e psicológico, tendo em vista que, apesar de muito empenho, na ampliação e discussão da temática, ainda há muito o que se desmistificar. De acordo com o retrato histórico da saúde da população LGBT, percebe-se a importância das determinações sociais em saúde geradas segundo a orientação sexual e a identidade de gênero no processo saúde-doença-cuidado, já que podem aumentar as vulnerabilidades das pessoas e dos coletivos e, nesse contexto, das especificidades de saúde desse público (FERREIRA; PEDROSA; NASCIMENTO.,2018). No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia, na resolução n° 001, de 22 de março de 1999, passou a proibir os psicólogos de realizarem atendimentos às pessoas LGBT com a finalidade de reverter a homossexualidade. A separação entre orientação sexual e patologia rege o posicionamento do Conselho Federal de Medicina desde 1985, quando retirou a homossexualidade da condição de desvio sexual. Em 2004, surgiu a campanha Brasil sem Homofobia, que era um Programa voltado ao Combate à Violência e à Discriminação contra LGBT e de Promoção da Cidadania Homossexual. Foi instituído pelo Conselho Nacional de Combate à Discriminação e teve ampla participação da sociedade, tornando-se um dispositivo disparador da busca pela integralidade da saúde dessa população, estabelecendo diretrizes para o combate à violência e à discriminação, além do respeito às especificidades e da promoção da cidadania (NEGREIROS et al., 2018). Posterior a isso, surge a Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) instituída pela Portaria nº 2.836 de 1º de dezembro de 2011 tem por objetivo promover a saúde integral LGBT eliminando a discriminação e o preconceito institucional, bem como contribuindo para a redução das desigualdades e a consolidação do SUS como sistema universal, integral e equitativo. A Política tem sua marca no reconhecimento de que a discriminação por orientação sexual e por identidade de gênero incide na determinação social da saúde, no processo de sofrimento e adoecimento decorrente do preconceito e do estigma social a que está exposta a população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (SILVA; FINKLER; PIRES.,2019). Esta política reconhece os efeitos da discriminação e da exclusão no processo de saúde-doença destes grupos sociais estabelecendo propósitos concretos a serem implementados em todas as esferas de gestão do Sistema Único de Saúde. Visa também reduzir o preconceito institucional e assegurar o respeito às diferenças, fomentar o acesso aos diferentes pontos da rede de serviços de saúde, garantir uma assistência de qualidade e resolutiva, promover iniciativas voltadas à redução de danos, garantir o uso do nome social e legitimar a participação social desta população em Conselhos e Órgãos Deliberativos de instâncias de cunho social e de saúde (OLIVEIRA et al., 2018). Há discrepâncias pautadas quando nos referimos a população LGBT caracterizadas por um conjunto de intenções e ações capazes de interferir no processo saúde-doença do sujeito, direta ou indiretamente, sendo possível destacar: agressões, torturas, discriminação em órgãos públicos e privados e por autoridades governamentais, discriminação econômica, contra a livre movimentação, privacidade e trabalho, segregação familiar, escolar, científica e religiosa, difamação e preconceito promovido pela mídia, insultos, ou seja, preconceito em sua totalidade (PEREIRA et al, 2017; GOMES et al, 2018). Segundo NEGREIROS e OLIVEIRA (2018) a qualidade no atendimento ofertado à população LGBT não é uma questão contemporânea, e estes usuários podem encontrar na consulta de atendimento um profissional que encara a orientação sexual ou a identidade de gênero como uma anomalia ou perversidade, o que faz com que esse público não tenha suas necessidades de saúde totalmente assistidas por consequência da LGBTfobia levando essas pessoas a aparentar o que não são para não serem julgadas e a silenciar os verdadeiros motivos que as levaram até a unidade de saúde. Ressalta-se que elementos culturais advindos do padrão heterossexual influenciam de modo subjetivo o atendimento dos profissionais da saúde a essa população. Logo, as transformações no modo em que se desenvolve as ações da rede de atenção à saúde na perspectiva de promover um cuidado mais qualificado também dependem das mudanças no modo de pensar e de agir desses profissionais. Considera-se dessa forma que as situações de discriminação e preconceito institucional bem como o despreparo, a falta de conhecimento sobre identidade ou expressão de gênero e orientação sexual, somados ao completo descaso e a ignorância formam o cerne da questão de que muito precisa ser feito para reverter minimamente os efeitos de anos de exclusão e invisibilidade. OBJETIVO Descrever os principais entraves na criação do vínculo entre os profissionais de saúde e a população LGBT. METODOLOGIA Trata-se de um estudo de revisão narrativa da literatura, realizado na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), no mês de abril de 2019 com os descritores em saúde: Assistência de Enfermagem, População LGBT e Serviços de Saúde. Os descritores foram cruzados com o Booleano “AND” na perspectiva de ampliação das buscas. Os artigos submeteram-se a alguns critérios de legibilidade, tais como: encontrar-se nos últimos cinco anos (2015-2019), estarem disponíveis na integra, abordando a temática e priorizando o atendimento e, apresentarem-se no idioma português. Os critérios de exclusão são: artigos que não envolvam o assunto da temática e textos repetidos. Para obtenção dos artigos explanados foram cruzados os três descritores acima citados, resultando em 110 artigos, em seguida foi usado o filtro de texto na íntegra, apresentando-se disponíveis 98, logo após utilizou-se o filtro em relação ao ano de publicação, sendo obtidos 68, e por fim foram selecionados artigos dentro do idioma desejado finalizando em 16. Após análise criteriosa dos artigos obtidos selecionou-se seis, todos presente na base de dados LILACS, que estavam de acordo com os critérios propostos para realização da pesquisa. RESULTADOS E DISCUSSÃO A Política Nacional de Saúde Integral à População LGBT surge como resposta às demandas e especificidades historicamente estigmatizadas, com o intuito de promover equidade e efetivar a garantia de direitos humanos, tendo em vista que, o acesso da população LGBT ao SUS encontra dificuldades de operacionalização por não seguir um padrão heteronormativo, e aquilo que os torna “diferentes” pode acabar sendo usado contra eles nos serviços de saúde. Assim, o usuário LGBT pode criar barreiras no acesso aos serviços de saúde, que podem influenciar na procura por atendimentos de serviços clandestinos, ofertando um maior risco e elevando os padrões de vulnerabilidade (FERREIRA; PEDROSA; NASCIMENTO.,2018). NEGREIROS (2018) destaca que as políticas de saúde voltadas para essa população foram construídas e estimuladas de forma compartilhada com os movimentos sociais. Esse fato trouxe empoderamento a tal questão, já que, mesmo com todos os avanços advindos na área da saúde, o preconceito nos estabelecimentos de saúde e a invisibilidade entre os profissionais ocultaram ainda mais essa população, fazendo dos espaços para promover saúde lugares incapazes de atender às reais necessidades da comunidade LGBT. Acredita-se que o processo de mudança de concepção com relação à população LGBT não repousa somente na melhoria do atendimento nas unidades de saúde, mas, principalmente, no modo de pensar e agir dos profissionais de saúde envolvidos nesse processo. Ressalte-se que o modelo heteronormativo influencia na atenção à saúde LGBT, e um dos cernes dessa mudança de paradigma está no ensino, na compreensão das especificidades da população LGBT desde a formação desses profissionais ate sua atuação nas unidades de saúde (PEREIRA et al., 2017; SILVA; FINKLER; PIRES., 2019) É necessário considerar que, para além da desqualificação profissional e das limitadas oportunidades para acessar o mercado de trabalho, a discriminação e a violência que este segmento populacional sofre repercutem diretamente nas necessidades de cuidado com a saúde. Entre elas se destacam: pressão alta e ansiedade pelo medo de doenças e violência, alcoolismo, infecções sexualmente transmissíveis, efeitos colaterais de hormônios, complicações cirúrgicas, depressão e tentativa de suicídio (OLIVEIRA et al., 2018). A diversidade de gênero se expressa na complexidade do contexto de saúde da população LGBT, considerando a orientação sexual e a identidade de gênero fundamental na determinação social da saúde, o que justifica a construção de interconexões nas quais podem ocorrer ações de promoção da inclusão social, acesso e melhoria da qualidade dos serviços de saúde a fim de combater as iniquidades no Sistema Único de Saúde (SUS). A partir disso, podem compor materiais reflexivos que possibilite aos profissionais da saúde identificar fatores que podem colaborar no processo de saúde no intuito de fornecer contribuições para discussões e elaborações de práticas com enfoque nas necessidades dos indivíduos (FERREIRA; PEDROSA; NASCIMENTO., 2018). Para OLIVEIRA (2018) ainda que nas instâncias do Sistema Único de Saúde venham sendo implementadas medidas concretas para enfrentamento das iniquidades e desigualdades em saúde desta população, sua efetivação requer aperfeiçoamento e sensibilização dos profissionais de saúde para reconhecer e acolher as demandas e necessidades deste grupo. A mudança de algo que seja destoante dos padrões socioculturais, religiosos e educacionais resulta em ações que podem determinar posturas, práticas e discursos e interferir negativamente no processo de trabalho dos profissionais da saúde, desconsiderando os preceitos éticos. Compreende-se, portanto, que as equipes de saúde necessitam de capacitação e sensibilização no atendimento à essa população, a fim de não gerarem barreiras na utilização dos serviços. CONSIDERAÇÕES FINAIS Mesmo com a existência de uma política pública voltada especificamente a população LGBT, muita coisa ainda tem que ser feita. Não adianta a implantação de uma política cujo conteúdo seja desconhecido pelos profissionais de saúde, e cuja as ações não sejam postas em prática. Não adianta usar das questões trazidas por essas e, por outras tantas minorias, se não há nenhuma mudança na assistência, no acolhimento e no respeito a essa população. Com isso torna-se necessários que os profissionais de saúde tenham acesso na graduação a realidade e as questões que envolvem esse público, compreendendo e trabalhando de forma humanizada e acolhedora melhorando, assim, a qualidade da assistência. DESCRITORES: Assistência de enfermagem. Público LGBT. Serviços de Saúde. REFERÊNCIAS: FERREIRA, B. O., PEDROSA, J. I. S., NASCIMENTO, E. F. Diversidade de gênero e acesso ao sistema único de saúde. Revista Brasileira em Promoção da Saúde. vol.31, n.1, pag. 1-10. jan/mar, 2018. GOMES, S. M., SOUSA, L. M. P., VASCONCELOS, T. M., NAGASHIMA, A. M. S. O SUS fora do armário: concepções de gestores municipais de saúde sobre a população LGBT. Revista Saúde e Sociedade, vol.27, n.4, pag.1120-1133, 2018. NEGREIROS, F. R. N.; FERREIRA, B. O.; FREITAS, D. N.; PEDROSA, J. I. S.; NASCIMENTO, E. F. Saúde de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais: da Formação Médica à Atuação Profissional. Revista Brasileira de Educação Médica. v.1, n.43, pag.23-31, jul.2018. OLIVEIRA, G. S.; NOGUEIRA, J. A.; COSTA, G. P. O.; SILVA, F. V.; ALMEIDA, S.A. Acesso de lésbicas, gays, bissexuais e travestis/transexuais às Unidades Básicas de Saúde da Família. Rev Rene. dez/jun.2018. PEREIRA, E. O.; FERREIRA, B. O.; AMARAL, G. S.; CARDOSO, C. V.; LORENZO, C. F. G. Unidades Básicas de Saúde em Teresina-PI e o acesso da população LGB: o que pensam os médicos? Tempus, actas de saúde colet, Brasília. v.11, n.1, pag.51-67, mar, 2017. SILVA, A. L.R.; FINKLER, M.; PIRES, R. O. M. Representações sociais de trabalhadores da atenção básica à saúde sobre pessoas LGBT. Trab. Educ. Saúde. Rio de Janeiro. v.17, n.2, set/jan.,2019.
Palavras-chave: Assistência de Enfermagem,Público LGBT,Serviços de Saúde
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Abrir o trabalhoPMAQ: O REFLEXO DO INCENTIVO FINANCEIRO SOBRE A PRODUTIVIDADE DE PROFISSIONAIS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA
FIDERALINA RODRIGUES DE ALBUQUERQUE; ROSIMEIRE ALVES BEZERRA; BEATRIZ DA SILVA SANTOS
Este relato apresenta resultados satisfatórios dos profissionais médicos e enfermeiros da Atenção Primária, a partir do repasse do incentivo do PMAQ. Tem como objetivo expor que o incentivo financeiro aos profissionais da APS, reflete positivamente em seus resultados. Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência vivenciada no âmbito da Secretaria Municipal da Saúde de Iguatu – Ce, a partir do exercício da Coordenação de Núcleo de PMAQ, utilizando como base os relatórios de e-SUS. Percebe-se que o incentivo financeiro é uma maneira de valorizar o profissional e que isso reflete significativamente na assistência ofertada à população.
Palavras-chave: Incentivo, Produtividade, Atenção Primária.
Oral
Abrir o trabalhoSEGURANÇA DO PACIENTE E A CULTURA PUNITIVA NO CONTEXTO DA ENFERMAGEM: UMA REVISÃO DE LITERATURA
JULIANE DE LIRA MENDES; Daiana de Freitas Pinheiro; Francisca Evangelista Alves Feitosa; Letícia Gomes da Silva; Milena Silva Ferreira
Resumo: Para a segurança do paciente, as iniciativas começaram a partir do relatório feito na última década. Este artigo objetiva-se em refletir a cultura punitiva dentro da segurança do paciente no contexto da enfermagem. Estudo de natureza exploratória, descritiva com abordagem qualitativa, do tipo revisão bibliográfica, entre os meses de outubro e novembro de 2018. Diante dos achados, para a sociedade e, particularmente, para os profissionais da saúde, é disseminada a ideia de que Profissional de Saúde não comete erros. A reflexão sobre a cultura punitiva dentro das instituições de saúde brasileiras, tendo a enfermagem como contexto, se faz necessária. INTRODUÇÃO As discussões acerca da segurança do paciente se iniciaram a partir do relatório feito nos Estados Unidos, na última década do século XX, intitulado: “Errar é humano: construindo um sistema de saúde mais seguro”. Posterior a isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) conceituou segurança do paciente como a redução de riscos de danos ou lesões, associados ao cuidado em saúde, dentro de uma aceitação mínima. Em 2009, foram lançadas seis metas internacionais: identificação correta do paciente, comunicação clara e efetiva, cuidados relativos aos medicamentos considerados de alto risco, aspectos que conferem maior segurança em cirurgias, diminuição dos riscos de infecção e risco de queda do paciente. (SIMAN et al., 2017) No Brasil, o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) faz alusão à Cultura de Segurança do Paciente, na qual todos os trabalhadores da saúde devem assumir uma postura de responsabilidade com sua própria segurança, dos colegas, pacientes e familiares. Assim como, a instituição deve priorizar a segurança acima de metas financeiras e operacionais, encorajando e recompensando a identificação, a notificação e a resolução relacionados à segurança do paciente. (SILVA-BATALHA & MELLEIRO, 2016) Esses danos, atualmente chamados de Eventos Adversos (EAs), são mais susceptíveis a acontecer aos cuidados da enfermagem. Visto que, são estes que passam maior tempo com o paciente e realizam diversas intervenções invasivas. Afim de promover a cultura de segurança do paciente, a enfermagem deve relatar e avaliar as falhas na assistência à saúde, viabilizando, assim, práticas mais assertivas. Para o enfermeiro, porém, esses EAs podem acarretar diversos viés problemáticos, como o psicológico, as normas éticas e punições legais na qual está exposto. (LEMOS et al., 2018) OBJETIVO Refletir a cultura punitiva dentro da segurança do paciente no contexto da enfermagem. METODOLOGIA Foi realizada uma revisão bibliográfica, entre os meses de outubro e novembro de 2018, através do banco de dados Biblioteca Virtual da Saúde (BVS), sendo selecionados os artigos na íntegra, em português e relacionados ao tema proposto. Foram excluídos os artigos repetidos em bases de dados diferentes. Foram utilizados os descritores: segurança do paciente, cultura organizacional e enfermagem; adicionados ao operador booleano: AND. A amostra final foi de cinco artigos que serviram de embasamento teórico para o presente trabalho. DISCUSSÕES Os EAs são danos não intencionais resultantes dos cuidados prestados pelos profissionais da saúde que, em sua maioria, poderiam ser evitados. Passou a ser, portanto, um importante indicador de qualidade dos serviços de saúde. (NUNES, 2014) Para a sociedade e, particularmente, para os profissionais da saúde, é disseminada a ideia de que Profissional de Saúde não comete erros. Desde a graduação existe esse conceito de que para ser um bom profissional, não pode haver falhas. Na visão gerencial, não deve ser feita a organização sem considerar o erro como parte do ser humano; cabendo ao sistema criar meios para que estes não causem danos ao paciente. (BRASIL, 2014) Entretanto, para Lemos et al. (2018), a cultura de aprendizagem deve ser disseminada e incentivada. Mas para isso, a liderança deve estar aberta ao diálogo para que seja fomentado um ambiente propício e desinibido para falar sobre as falhas que podem chegar até o paciente ou, ainda, que já chegaram. Nesse caso, os erros devem ser tratados como oportunidade para aprender. Quanto mais a cultura de aprendizagem é disseminada, mais a cultura punitiva é ultrapassada. E, com maior segurança para assumir erros, também, há maior segurança para questionar atitudes vistas como inseguranças por outros profissionais. A resposta humana, para Silva-Batalha & Melleiro (2016), é encontrar o culpado ao ocorrer um EAs, devendo haver a punição e retratação do ocorrido. Culturalmente, foi construído também esse ambiente punitivo nas unidades de saúde. Um erro refletido na saúde do paciente, os profissionais tendem a reagir com a subnotificação pelo medo de demissão e exposição. Os relatórios de erros são instrumentos importantes, pois contêm informações aprofundadas do serviço; são notificadas em caráter confidencial, fazendo com que as falhas e riscos, antes alvo de punição, sejam indicadores de capacitação da equipe. Segundo Lemos et al. (2018), se houver apenas o arquivamento do sistema de notificações interno da instituição, sem a discussão multiprofissional e sem ações de melhoria, não haverá aprendizado organizacional. Para a OMS, há sempre a necessidade de treinamento sobre os diversos temas, e sobre a segurança do paciente e a qualidade do serviço o treino deve ser exaustivo. Muitos profissionais, por mais que haja treinamento, estão predispostos aos erros pela excessiva carga de trabalho, assim tendendo a trabalhar desatenciosos. A enfermagem possui um respaldo para evitar a sobrecarga através da adequação de recursos humanos na legislação do COREN 293/2004. Entretanto, a grande maioria das instituição de saúde brasileiras violam essa lei de dimensionamento, gerando insuficiência de profissionais e, consequentemente, sobrecarga de trabalho. A sobrecarga de trabalho, o estresse e a fadiga são fatores importantes que podem influir diretamente nas atitudes dos profissionais podendo, assim, gerar erros e insegurança ao paciente. (MATIELLO et al., 2016) CONSIDERAÇÕES FINAIS Diante dos achados, observou-se que a reflexão sobre a cultura punitiva dentro das instituições de saúde brasileiras, tendo a enfermagem como contexto, se faz necessário. Visto que a categoria é a que mais está propícia ao erro pelo maior tempo com o paciente e o maior número de intervenções. Consequentemente, é a que mais necessita da cultura de aprendizagem no cotidiano. Outro ponto percebido, é a desconstrução desde a academia da lenda do profissional de saúde ser o herói, aquele que salva o paciente sem cometer erro algum. Se comete é “apedrejado”. Esse pensamento reflete tanto para pressionar os profissionais, quanto para influenciar na escolha de omitir qualquer falha. Refletindo, a partir dos expostos anteriormente, a possibilidade de melhoras na segurança do paciente e na qualidade dos serviços de saúde é concreta. Esse apontamento é um dos a serem feitos para o avanço, primordialmente, da saúde pública brasileira. DESCRITORES: Cultura Organizacional. Enfermagem. Segurança do Paciente. REFERÊNCIAS BRASIL, M. S. Fundação Oswaldo Chaves. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Documento de Referência para o Programa Nacional de Segurança do Paciente – Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2014. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/documento_referencia_programa_nacional_seguranca.pdf> Acesso em: 25 out. 2018. LEMOS, G. C. AZEVEDO, C. BERNARDES, M. F. V. G. RIBEIRO, H. C. T. C. MENEZES, A. C. MATA, L. R. F. A CULTURA DE SEGURANÇA DO PACIENTE NO ÂMBITO DA ENFERMAGEM: REFLEXÃO TEÓRICA. Revista de Enfermagem do Centro-Oeste Mineiro. 2018; 8:e2600. Disponível em <http://seer.ufsj.edu.br/index.php/recom/article/view/2600/1880> Acesso em: 02 nov. 2018. MATIELLO, R. D. C. LIMA, E. F. A. COELHO, M. C. R. OLIVEIRA, E. R. A. LEITE, F. M. C. PRIMO, C. C. A CULTURA DE SEGURANÇA DO PACIENTE NA PERSPECTIVA DO ENFERMEIRO. Cogitare Enfer. 2016, v. 21, n. esp: 01-09. Disponível em <http://docs.bvsalud.org/biblioref/2016/08/1495/45408-184742-1-pb.pdf> Acesso em: 25 out. 2018. NUNES, F. D. O. BARROS, L. A. A. AZEVEDO, R. M. PAIVA, S. S. SEGURANÇA DO PACIENTE: COMO A ENFERMAGEM VEM CONTRIBUINDO PARA A QUESTÃO? Revista de Pesquisa de Cuidado é Fundamental Online. Rio de Janeiro, v. 6, n. 2, p. 841, abr./jun. 2014. Disponível em <http://www.seer.unirio.br/index.php/cuidadofundamental/article/view/3007/pdf_1297> Acesso em: 29 out. 2018. SIMAN, A. G. CUNHA, S. G. S. BRITO, M. J. M. AÇÕES DE ENFERMAGEM PARA SEGURANÇA DO PACIENTE EM HOSPITAIS: REVISÃO INTEGRATIVA. Rev enferm UFPE on line, Recife, 11 (supl. 2): 1016-24, fev., 2017. Disponível em <https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/13472/16174> Acesso em: 02 nov. 2018. SILVA-BATALHA, E. M. S. MELLEIRO, M. M. CULTURA DE SEGURANÇA DO PACIENTE: PERCEPÇÕES DA EQUIPE DE ENFERMAGEM. HU REVISTA, Juiz de Fora, v. 42, n.2, p. 133-142, jul./ago. 2016. Disponível em: <http://ojs2.ufjf.emnuvens.com.br/hurevista/article/view/2518/872> Acesso em: 15 nov. 2018.
Palavras-chave: Cultura Organizacional, Enfermagem, Segurança do Paciente
Oral
Abrir o trabalhoUTILIZAÇÃO DE PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PADRÔES PARA MONITORIA DE SEMIOLOGIA E SEMIOTÉCNICA APLICADA À ENFERMAGEM
ANNA KAREN LUCAS CAVALCANTE; Ana Beatriz Alves de Oliveira; Andreliny Bezerra Silva; José Gerfeson Alves; Jayana Castelo Branco Cavalcante de Meneses
INTRODUÇÃO Padrão refere-se aquilo que serve de base ou norma para a avaliação, está se refere aos resultados que se pretende alcançar com a ajuda de uma regra verdadeira. No que tange a área da saúde, consiste aos padrões de cuidado, associando-se aos direitos do paciente ser assistido com base em suas necessidades de saúde. Deste modo, a racionalização, em virtude da padronização, propicia maior segurança na realização dos procedimentos (PEREIRA et al., 2018). A padronização dos procedimentos mostra-se como instrumento gerencial que auxilia na tomada de decisão do enfermeiro e sistematiza o serviço de enfermagem. Permite que a equipe forneça cuidados padronizados com embasamento técnicos e científicos, bem como minimiza distorções adquiridas na prática (MONTESCHIO; AGNOLO, 2017). Uma das formas de padronização são os Procedimentos Operacionais Padrões (POPs) que descreve passo a passo a sequência que necessitará ser realizada pelo operador para assegurar o desfecho esperado. Visa sanar dúvidas, orientar quanto à execução de ações, manter-se atualizado sempre que necessário com os princípios científicos,sendo seguidos por todos de forma padronizada (NATAL; SILVA; OLIVEIRA, 2018). Assim, os POPs são relevantes artifícios tecnológicos na prática em saúde, uma vez que podem ser eficazes para modificações com vista a melhoria dos resultados do desempenho dos profissionais, sintetizando informações para melhorar a prática e qualidade assistencial. Destarte, concerne ao enfermeiro, à elaboração dos POPs junto à sua equipe, implementando e promovendo ações assistenciais de enfermagem pela visão de integralidade do paciente (WALTER et al., 2016). O ensino de graduação em enfermagem oportuniza aos acadêmicos vivências nas diversas etapas do ciclo vital, necessitando que estes desenvolvam habilidades na realização de procedimentos teóricos e práticos, necessários para assistência de enfermagem. Nesta perspectiva, as aulas práticas subsidiam a formação profissional através da construção diária de práticas que culminam na tomada de decisões e estimulam o desenvolvimento de um profissional crítico, autônomo e reflexivo. A inserção dos POPs nesta rotina possibilita racionalização das ações, do planejamento, segurança dos procedimentos e aplicabilidade nas ações de enfermagem (OLIVIRA; SILVA, 2018). Mediante a necessidade de garantir a aprendizagem significativa de estudantes de enfermagem na monitoria de Semiologia e Semiotécnica aplicada à Enfermagem implementou-se a utilização de Procedimentos Operacionais padrão para ensino dos procedimentos técnicos inerentes a prática clínica da equipe de enfermagem. OBJETIVO Relatar a experiência de utilização de Procedimentos Operacionais Padrões nas monitorias práticas de Semiologia e Semiotécnica aplicada à Enfermagem. MÉTODO Trata-se de estudo descritivo do tipo relato de experiência acerca utilização do Procedimento Operacional Padrão (POP) durante os meses de março a abril de 2019 nas monitorias práticas para a turma do 4º semestre da disciplina Semiologia e Semiotécnica aplicada à Enfermagem do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Regional do Cariri-Unidade Descentralizada de Iguatu (URCA/UDI). A disciplina mencionada é lecionada por duas docentes e conta com uma equipe de oito discentes monitores regularmente matriculados no curso de graduação em Enfermagem (sendo quatro alunos do 6º período e quatro alunos do 7º período). Os monitores foram agrupados em dois grupos (quatro para cada professora). Cada grupo é responsável por produzir os POPs dos conteúdos ministrados por sua respectiva orientadora que fornece as referências utilizadas para o ensino em aula. Previamente a realização da aula prática, os conteúdos ministrados são subdivididos em tópicos para cada integrante e os documentos construídos no programa Microsoft Word versão 2010 pelos monitores. A construção é embasada na literatura especializada que norteia da disciplina e posteriormente enviada à orientadora via e-mail. Essa faz as correções necessárias e reenvia para estudo e uso de todos na monitoria prática. Foram utilizados para as monitorias do mês de abril os POPs sobre Higiene do Paciente (banho no leito, higiene íntima, higiene oral, higiene do couro cabeludo, higiene ocular, higiene de órteses e próteses oculares); Higienização das mãos (fricção alcoólica, lavagem simples, lavagem cirúrgica, higienização antisséptica); Uso de luvas (procedimento e estéreis); Sinais Vitais e Medidas Antropométricas, Métodos propedêuticos e Exame físico geral. A cada monitoria ministrada os alunos são avaliados quanto à execução das técnicas conforme os POPs disponibilizados. RESULTADOS E DISCUSSÃO Cada monitor acompanha um grupo de cinco alunos. Todos os monitores desenvolvem o treino de habilidades por temática no laboratório de Semiologia e Semiotécnica, semanalmente, norteados pelas mesmas técnicas e sequências para realização dos procedimentos apresentados nos documentos, evitando assim, que haja divergência de ideias entre os grupos. Após a exposição das técnicas os discentes são estimulados e executá-las norteados pelos POPs. Neste sentido, o instrumento norteia desenvolvimento de habilidades para a execução das técnicas e analisa a execução das mesmas pelos discentes, subsidiando o processo avaliativo ao facilitar a identificação de etapas não executadas. De acordo com a Organização Panamericana de Saúde (OPAS), os POPs são instruções detalhadas descritas para alcançar a uniformidade na execução de uma função específica. Cada uma das etapas de elaboração do POP deverá ter a participação da equipe envolvida que poderá avaliar e validar seus procedimentos e se necessário, contratar pessoal especializado para esta função (BARBOSA et al., 2011). O POP é planejado pelos alunos monitores da disciplina de Semiologia e Semiotécnica, de acordo com cada assunto abordado e a medida que as aulas teóricas são ministradas pelas docentes da disciplina, sendo utilizados nas aulas práticas por docentes e monitores para nortear o aprendizado dos discentes. A utilização desses instrumentos nas monitorias facilitou no processo ao ensino-aprendizagem, visto que norteia a condução das aulas práticas, auxiliou na formação de banco de dados, onde o monitor e discentes acessam informações em caso de dúvidas sobre a operacionalização de técnicas, bem como permite o treino de habilidades para o desenvolvimento de competências profissionais. Os POPs possibilitam que qualquer intervenção clínica vista no laboratório seja ensinada uniformemente por todos os monitores, pois o documento citado apresenta as etapas e a ordem de cada procedimento. Cada Protocolo Operacional Padrão (POP) é elaborado seguindo uma relação – padrão, na qual deve conter em seu formato: cabeçalho identificado com título, página, data de emissão, prazo de vigência, data de próxima revisão, versão, área emitente, assunto e logotipo da instituição; corpo da folha seria descrito objetivos, materiais, procedimento e cuidados importantes a cerca do assunto; rodapé com nome do aluno responsável pela elaboração, nome da professora/orientadora que revisou e aprovou, juntamente com a assinatura e data. Em relação ao uso desse instrumento, percebeu-se que a elaboração e implantação do POP contribuem de maneira benéfica na prática diária, dada a base padronizada, servindo de guia para os serviços, proporcionando qualidade e segurança, desse modo se apresentam relevantes (AGOSTINI, 2017). Os dados mostrados supracitados corroboram com os resultados do presente estudo no que se refere aos benefícios da utilização do procedimento nas práticas do cotidiano com vistas à promoção do cuidado seguro. Nota-se que durante a elaboração, essa ferramenta auxilia de forma significativa no processo de aprendizagem, os monitores conseguem fazer uma revisão do conteúdo antes de cada monitoria, apresentando um melhor domínio sobre o assunto e consequente maior confiança e segurança para compartilhar conhecimentos com os alunos. Além de ampliarem seus conhecimentos quando buscam na literatura determinados assuntos, visto que a pesquisa é um importante instrumento na construção do saber (COSTA, 2013). Destaca-se, que o trabalho de desenvolvimento desse instrumento possibilitou aos alunos o aprendizado sobre como confeccionar um POP e como ser mais específico nas descrições das tarefas. Já sua implementação permitiu sistematizar o treino e desenvolvimento de habilidades concernentes aos conteúdos ministrados e facilitar o processo de ensino aprendizagem o que pode ser evidenciado nos relatos e práticas dos discentes. CONSIDERAÇÕES FINAIS Conclui-se que incentivar e estimular o estudante, durante o período da graduação, a seguir práticas padronizadas e embasadas permite desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes, bem como de perfil profissional voltado à segurança, efetividade e eficiência na atenção nos diversos meio de atuação do cuidar. A utilização dos POPS enquanto ferramenta organizacional está sendo uma experiência enriquecedora e positiva, visto que a implementação das práticas acontece de forma igualitária para ambos os grupos, auxiliando nas monitorias, facilitando o entendimento e aprendizados para nós, enquanto monitores, além do processo de ensino-aprendizagem, promovendo a organização das etapas de ensino pelos monitores e professores.
Palavras-chave: Educação em Enfermagem,Materiais de Ensino,Mentores
Oral
Abrir o trabalhoOral
Abrir o trabalhoPalavras-chave: Educação em Saúde, Exame Ginecológico, Promoção da Saúde
Oral
Abrir o trabalhoALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL NA INFÂNCIA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
ANA BEATRIZ DE SOUSA MORAIS; Francisco José Braga Parnaíba; Ingrid Rodrigues Alves; Larissa Pereira da Silva; Ronnaby Vicente de Araújo
INTRODUÇÃO: A alimentação saudável proporciona prazer, fornece energia e nutrientes que o corpo necessita para assegurar o crescimento e desenvolvimento fisiológico, manutenção da saúde e do bem estar do indivíduo, sendo assim imprescindíveis cuidados direcionados a sua prática ao longo da vida. Existem fases no ciclo da vida no qual é essencial uma nutrição equilibrada, como no período da infância. Nesta as crianças estão em fase de crescimento, desenvolvimento, formação da personalidade e principalmente dos hábitos alimentares, o que traz a necessidade de se desenvolver estratégias que visem estimular mudanças no padrão alimentar da criança, de forma a contribuir na sua saúde futura e na prevenção das doenças crônicas não transmissíveis. OBJETIVOS: Relatar a experiência de alunos do Projeto de Extensão Juventude e Saúde sobre a importância da alimentação saudável, após a realização de uma oficina educativa desenvolvida para crianças em idade escolar. MÉTODO: Trata-se de um relato de experiência a partir de uma ação desenvolvida em abril de 2019, em cumprimento as atividades do Projeto de Extensão Juventude e Saúde, na qual foi realizada uma oficina educativa em uma escola pública de ensino fundamental na cidade de Iguatu-Ceará, acerca da importância da alimentação saudável na infância. O público assistido foram crianças de dez a doze anos. A ação foi dividida em três momentos. No primeiro momento, aplicamos um questionário sobre alimentação saudável, com o objetivo de avaliar o conhecimento prévio das crianças. No segundo momento, realizamos a correção do questionário, em seguida, dividimos as crianças em dois grupos, distribuímos para cada grupo uma cartolina e imagens de alimentos, onde eles deveriam colar de um lado da cartolina os alimentos saudáveis e o do outro lado os alimentos não saudáveis. No terceiro momento, realizamos a dança da cadeira, onde cada criança eliminada faria o sorteio de perguntas variadas sobre alimentação saudável e não saudável e as respondiam. Por fim, foram retiradas todas as dúvidas e dada às orientações gerais sobre alimentação saudável. A atividade teve como finalidade contribuir no estímulo a formação de hábitos alimentares saudáveis nos estudantes com vistas ao enfrentamento das vulnerabilidades que interfiram no nesse processo. RESULTADOS/DISCUSSÕES: As crianças mostraram-se colaborativas e participativas durante a ação educativa. Foi possível evidenciar que elas possuem um conhecimento prévio sobre a temática abordada, bem como relacionam os maus hábitos alimentares ao desenvolvimento das doenças crônicas. As utilizações de atividades lúdicas em educação em saúde mostram-se como positivas e perduram para todo o crescimento e desenvolvimento da criança, como também nas demais fases da vida, mas principalmente a infância por ser o período onde ocorre a formação de hábitos alimentares. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Mesmo diante da identificação de um conhecimento prévio sobre a temática abordada, torna-se indispensável o desenvolvimento de novas ações que estimulem e fortaleçam sobre a importância de uma nutrição saudável. Nesse sentido, é primordial considerar o papel da escola como um ambiente formador, que possa proporcionar espaços onde sejam discutidos a relação dos fatores determinantes e condicionantes de saúde, de forma a garantir o crescimento e desenvolvimento ideais.
Palavras-chave: Alimentação saudável, Educação Infantil,Promoção da Saúde
Oral
Abrir o trabalhoASSISTÊNCIA PRESTADA AO PORTADOR DE ANEMIA FALCIFORME NA ATENÇÃO PRIMARIA
FRANCISCO WERBESON ALVES PEREIRA
Objetivou-se Identificar os cuidados relacionados à pessoa com anemia falciforme no âmbito da Atenção Primária à Saúde. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizado na SCIELO e BVS entre fev e abril de 2019. Os descritores utilizados foram: Anemia falciforme; atenção primaria à saúde; padrão de cuidado e qualidade da assistência à saúde, restando 12 artigos para análise. A triagem neonatal já desponta como estratégia primária para a identificação e cuidados a pessoa com anemia falciforme. Massagens de conforto, compressas quentes dentre outras ações são essenciais no cuidado. As ações giram em torno da promoção do cuidado, contudo é necessário maior conhecimento dos profissionais da AP sobre essas ações
Palavras-chave: Anemia falciforme,Atenção primaria à saúde,Padrão de cuidado,Qualidade da assistência à saúde
Oral
Abrir o trabalhoATENÇÃO EM SAÚDE NO PLANEJAMENTO REPRODUTIVO: ATITUDES E PRÁTICAS DE ENFERMEIROS
LARISSA PEREIRA DA SILVA; Ana Beatriz de Sousa Morais; Francisco José Braga Parnaíba; Ingrid Rodrigues Alves; Ronnaby Vicente de Araújo
INTRODUÇÃO: O direito à cidadania, à assistência clínico-ginecológica integral, ao acesso à contracepção, o conhecimento dos métodos por meio de práticas educativas e, em decorrência desse último, a oportunidade da escolha livre e informada, foram conquistas adquiridas por meio do Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM), criado em 1983. Esses alcances do programa foram mantidos e ampliados na Política Nacional de Atenção à Saúde da Mulher (PNAISM) que incorporou a Lei do Planejamento Familiar, nº 9.263/96. Constata-se que a maioria dos profissionais desconhece suas atribuições, inclusive no que tange à orientação do período fértil e condutas adequadas para propiciar a concepção. Entretanto, os déficits de formação acerca do Planejamento Reprodutivo (PR), entre esses profissionais, muitas vezes, são abrangentes. Alguns não estão capacitados para solucionar dúvidas e problemas cotidianos do PR, sendo importante salientar que a capacitação desses profissionais deve ser uma ação centrada no processo e no campo de trabalho e realizada de forma contínua e multidisciplinar. OBJETIVOS: Analisar a atenção em saúde no âmbito do Planejamento Reprodutivo (PR) empregada por enfermeiros. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada durante o mês de abril de 2019, através da Biblioteca Virtual em Saúde, por meio dos Descritores em Ciências da Saúde: “Atenção primária”, “Enfermagem” e “Planejamento familiar”, cruzados com o operador booleano AND. Foram utilizados os seguintes critérios de inclusão: artigos disponíveis na íntegra, publicados nos últimos cinco anos, em inglês e português, ao passo que foram excluídos os artigos repetidos e derivados de revisões. Após a filtragem, analisaram-se na íntegra 8 estudos que compuseram a presente revisão. RESULTADOS/DISCUSSÕES: Um dos objetivos do PR é a assistência à saúde reprodutiva do casal, com a escolha livre e informada na demanda por concepção ou contracepção, o que exige do serviço a disponibilidade diversificada de insumos e tecnologias conceptivas e contraceptivas. Contudo, é notório que a escassez ou falta desses recursos comprometem a eficácia e a qualidade do programa. O enfermeiro, enquanto parte integrante das etapas fundamentais para a efetividade do PR realiza a dispensação dos métodos contraceptivos, tem papel indispensável no processo educativo aos usuários, identifica problemas e intervém em ações e atitudes que podem comprometer a eficácia do método de escolha, buscando conhecer os múltiplos determinantes, sociais, culturais e econômicos envolvidos nas ações de saúde. Portanto, a ausência e/ou o desconhecimento de normas e protocolos institucionais interferem no atendimento integral do PR e na autonomia dos enfermeiros. Com isso, as dificuldades perpassam por problemas de dimensão serviços de saúde e assistencial dos profissionais atuantes. A irregularidade no fornecimento dos métodos, resultando na escassez e falta destes nas unidades de saúde, o que compromete a eficácia e a qualidade das etapas do programa, serviços de saúde e assistência dos profissionais atuantes. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A enfermagem, enquanto categoria necessita articular estratégias de ações que promovam espaços de autonomia para o enfermeiro, mesmo diante da incongruência entre o que revela a política do programa e a prática exercida por esse profissional.
Palavras-chave: Atenção Primária, Enfermagem , Planejamento Familiar
Oral
Abrir o trabalhoBENEFICIOS DA RISOTERAPIA AOS PACIENTES HOSPITALIZADOS
ANA CAROLINA OLIVEIRA DE FREITAS; Francisco Welington Cavalcante de Silva; Giliarde Andrade Silva; Herika Bruna Santos Bezerra; Rayanne Kellen Bezerra Araujo
INTRODUÇÃO: O trabalho com o lúdico é de fácil implantação e baixo custo, e tem o intuito de propiciar melhorias à saúde dos pacientes. A promoção do diálogo facilita aos pacientes externarem seus anseios e angustias, substituindo-as por um sorriso, um abraço, uma palavra de ânimo que lhes auxiliem na superação da doença e na esperança de recuperação precoce. Segundo Patch Adams, o riso aumenta a secreção de endorfinas, com as quais, relaxam as artérias, aceleram o pulso, ocasionando a diminuição da pressão arterial, tendo como resultante a melhora da circulação, beneficiando todo o organismo e a reações imunológicas. OBJETIVO: Apresentar através da literatura os benefícios do lúdico aos pacientes hospitalizados. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura com abordagem qualitativa, realizada na Biblioteca Virtual em Saúde-BVS. A busca dos artigos foi feita utilizando os descritores em ciência da saúde: “Risoterapia”, “Qualidade de Vida” e “ Humanização da Assistência” cruzados com operador booleano AND. Utilizando os critérios de inclusão: artigos em português, disponíveis na integra, publicado nos últimos cinco anos, e, dos critérios de exclusão: artigos repetidos, indisponíveis e que não se encaixavam com a temática proposta neste estudo, foram encontrados 04 artigos e após leitura na íntegra foram utilizados 03 artigos que embasaram a presente pesquisa. RESULTADOS: Notou-se melhoras significativas do estado clínico dos pacientes após a realização das ações com o uso do lúdico, proporcionando aos mesmos o alívio de suas dores e entregando-se ao momento, seja através do uso da música, brincadeiras, danças, mágicas, teatros, pinturas e contações de histórias com fantoches. Vale ressaltar que tais benefícios não se restringem apenas aos pacientes hospitalizados, mas também a seus acompanhantes e profissionais envolvidos no processo do cuidar. As pessoas que se voluntariam para esse campo de atuação reconhecem a necessidade de fornecer segurança, otimismo e conforto ao paciente hospitalizado, visto que os mesmos sentem-se solitários longe de suas famílias e rotinas diárias. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A Risoterapia é uma dentre outras diversas ferramentas que podem ser utilizadas na melhora dos pacientes, com intuito de uma melhor promoção da saúde, proporcionando o alívio de dores, progressão do quadro clínico e aumento do bem estar pessoal do indivíduo atuante de tais ações, fazendo-se necessário a elaboração de mais estudos a respeito dessa temática. DESCRITORES: Humanização da Assistência. Qualidade de Vida. Risoterapia. REFERÊNCIAS: FREITAS, N.A; SILVA, A.L.F; SOUSA, R.R; OLIVEIRA, C.F; MESQUITA, A.M.P; OLIVEIRA, B.N. A prática da terapia do riso na atenção hospitalar: reflexões a partir da vivência interdisciplinar. SANARE, v.12, N.1, p.54-58, jan/jun, 2013. LEMOS, A.C.M. A utilização da risoterapia na assistência de enfermagem ao idoso institucionalizado. Rio de Janeiro, 2015. NÓBREGA, J.N; NASCIMENTO, J.W.C; BRITO, M.A.B; MIRANDA, L.S.M.V; ARAÚJO, M.Z. Educação e saúde: crianças hospitalizadas são beneficiadas com a risoterapia, 2017.
Palavras-chave: Humanização da Assistência,Qualidade de Vida,Risoterapia
Oral
Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO EM SAÚDE E MULHERES NO CLIMATÉRIO
JOSE FIRMINO DA SILVA JUNIOR ; Douglas Batista Custodio; Maria Eudilânia dos Santos; Mikaellen Hayane Peixoto da Silva; Taiane Jussara Batista
INTRODUÇÃO: Climatério é uma fase biológica da vida que acontece com as mulheres com idade entre 48 a 50 anos. As ações de educação em saúde realizada com esse público nesse período, são vistas como uma estratégia que permite os profissionais da saúde ter um conhecimento mais aprofundado nessa decorrência, principalmente, o modo de aceitação a essa nova fase. Assim, com a elaboração dessas atividades, pode-se retirar dúvidas e orientar sobre o assunto. OBJETIVOS: Descrever a experiência dos acadêmicos de enfermagem, durante uma roda de conversa com mulheres no período do climatério na Estratégia Saúde da Família - ESF. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência, no mês de novembro de 2018, na policlínica Dr. Sebastião Limeira Guedes situada no município de Icó-Ce. A experiência aconteceu através de uma ação de extensão realizada por acadêmicos de enfermagem, os quais participam do Projeto de Extensão de Educação em Saúde da Mulher - PEESM, da Faculdade Vale do Salgado - FVS, com mulheres da referida unidade de saúde. A ação foi realizada na sala de reuniões, tendo em vista um espaço propício para a elaboração de atividades. Contendo 12 participantes e duração média de 60 minutos. A metodologia utilizada foi uma roda de conversa com discussões acerca da temática: Período do climatério: trocando conhecimentos e experiências. A ação deu-se mediante os seguintes passos: 1) apresentação do projeto; 2) explanação da temática; 3) troca de saberes; 4) orientações. RESULTADOS/DISCUSSÕES: Com a realização desta atividade de educação em saúde, percebeu-se que poucas mulheres se expressavam, algumas no decorrer da atividade falaram sobre alguns sintomas, como: calafrios e fogachos. Apresentaram estar envergonhadas, respondendo com escassez aos questionamentos que foram feitos. Pôde-se observar a carência de conhecimento sobre o assunto. Neste sentido, os membros do projeto esclareceram detalhadamente como ocorre o período do climatério e término. Os resultados esperados foram conquistados, eram notórias as expressões das participantes durante a roda de conversa, o feedback entre acadêmicos e público. As dúvidas entre as integrantes eram visíveis ao chegarmos no ambiente, mas ao decorrer das explicações começaram a entender que o climatério é uma etapa normal que acontece na vida da mulher e que apresenta curto tempo. A realização desta atividade proporcionou um espaço oportuno para a escuta e interação entre os acadêmicos, profissionais e integrantes, tendo em vista que na maioria das vezes a dificuldade para realização é enorme devido à demanda de atendimentos na ESF. Após a explanação do proposto, as participantes tiveram um tempo para realizar perguntas, sanar dúvidas e contribuir com as declarações de experiências vivenciadas, enriquecendo, portanto, o debate em questão. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Portanto, as práticas de promoção à saúde e educação em saúde são plausíveis para a disseminação do conhecimento sobre saúde, inclusive para mulheres, como forma de orientação e roda de conversa, aumentando o saber, prevenção e autocuidado, tornando-as sujeitos ativos e protagonistas do cuidar de si mesmo. Nesse sentido a realização do conhecimento proporcionou um esclarecimento de dúvidas recorrentes e compartilhamento de aprendizagem, desse modo, ocorre um beneficiamento mútuo na construção do saber.
Palavras-chave: Climatério,Educação em Saúde,Saúde da Mulher
Oral
Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO EM SAÚDE PARA A PREVENÇÃO DE SUÍCIDIO: RELATO DE EXPERIÊNCIA
LORENA PINHEIRO BRAGA; JOSÉ GERFESON ALVES
INTRODUÇÃO O suicídio apresenta-se como um grave problema de saúde pública, sendo um fenômeno complexo que traz intenso sofrimento na vida das pessoas acometidas, seus familiares, amigos e comunidade. Associada à depressão, resulta da interação de fatores biológicos, genéticos, psicológicos, sociológicos, culturais e ambientais, sendo importante indicador da qualidade de vida das populações (REISDORFER et al., 2015). A depressão caracteriza-se pelo prolongamento da tristeza, lentidão nas atividades, desinteresse, redução da energia, apatia, dificuldade de concentração, pensamento negativo e recorrente, com perda da capacidade de planejamento e alteração do juízo de verdade. Estas, são evidências de sofrimento humano que sinalizam para depressão e um possível risco de suicídio (SILVA et al., 2015). O comportamento suicida inclui uma diversidade de pensamentos que incluem: a ideação suicida, o planejamento do suicídio, a tentativa do suicídio até chegar a cometer o suicídio propriamente dito. A educação em saúde apresenta estratégias lúdicas que facilitam a sensibilizações de temas específicos. A linguagem teatral é um meio de aprimorar as relações humanas, comunicação e a assimilação de conhecimentos, é a linguagem humana por excelência, e a mais essencial. Sobre o palco, os atores fazem exatamente aquilo que fazemos na vida cotidiana, a toda hora e em todo lugar (CAMPOS et al., 2012). A intervenção de educação em saúde por intermédio da arte cênica veio despertar o desejo de extrapolar as bases tradicionais do pensar, do fazer e do ser em enfermagem, com o compromisso de articular novos saberes. OBJETIVO Relatar a experiência de uma ação educativa realizada por membros do Projeto de Extensão Educação em saúde e sexualidade em parceira com a disciplina Enfermagem no processo de cuidar em saúde mental, acerca do suicídio. MÉTODO Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência, de uma ação educativa desenvolvida por membros do Projeto de Extensão Educação em Saúde e Sexualidade em parceria com a disciplina de Saúde mental acerca do suicídio. Uma ação alusiva ao setembro amarelo foi realizada ao dia 27 de setembro de 2018, no auditório da Universidade Regional do Cariri, Unidade descentralizada de Iguatu, voltada para discentes de Enfermagem e Educação Física. Os extensionistas desenvolveram uma peça teatral para alertar os índices de suicídio e a importância de atentar-se aos sinais e assim, realizarem apoio as pessoas com comportamentos suicida. Durante o evento foram expostas fotos realizadas pelos integrantes do projeto. As imagens tinham o intuito de retratar diversas temáticas que provocam polêmicas, como: suicídio, abuso sexual, violência contra mulher, homoafetividade, entre outras. A peça era composta por uma narradora que contextualizava a história, uma pessoa com comportamento suicida, e os demais atores representavam a sociedade de modo geral. Ao início da peça, alguns personagens infiltrados na plateia, proferiam mensagens de repressão. A personagem principal, ao não suportar tantos julgamentos e reprovações, sente-se acuada e chega a tentar o suicídio. Nesse momento, apenas algumas pessoas surgem oferecendo apoio. No momento do ato, as luzes se apagam e então fontes de luz e pessoas vestidas de branco surgem dançando e reerguendo aquela que estava caída em uma depressão profunda, representado o apoio, a paz, o amor. Durante a narração foram lidas notícias reais de suicídio. Após a apresentação, iniciou-se um momento de discussão, onde alguns alunos pudessem expor suas experiências relacionadas à depressão e comportamentos suicidas. RESULTADOS/DISCUSSÃO O teatro apresenta-se como estratégia educativa para abordar problemas sociais contemporâneos, como drogas, violência e suicídio. Esse trabalho teatral vem sendo empregado no âmbito de organizações não governamentais, projetos de pesquisa e extensão nas universidades. Os pesquisadores representantes dessa tendência propõem ampliar a discussão de políticas culturais que discutam o papel do Estado, na busca de continuidade e apoio para o tratamento dos problemas sociais contemporâneos, através do teatro e da arte. (CAMPOS et al., 2012). Notou-se através dos relatos dos discentes que participaram do momento o impacto que a ação trouxe ao abordar a realidade cruel, os julgamentos e a falta de conhecimentos e empatia das pessoas para lidar com a depressão e o suicídio. Observa-se um despreparo para atuar durante a circunstancia em questão, e como os sinais de ideação suicida passam despercebidos no nosso cotidiano, ao nosso lado, com pessoas próximas. Diante da repercussão positiva da ação obtivemos o convite para abordar a temática no I Congresso Nacional de Direito Constitucional da Universidade Regional do Cariri. Através da arte tocamos inúmeras pessoas, e alertamos sobre os sinais e sintomas que podem custar a vida de quem amamos. CONSIDERAÇÕES FINAIS O suicídio é entendido como um meio de fuga da realidade, relacionado ao sofrimento e dificuldades cotidianas e decorrente de adoecimento mental, ao mesmo tempo em que representa a resolução de problemas de ordem pessoal, familiar e psicológica. Evidenciou-se a importância das artes cênicas para abordar temas de tamanho impacto social, que são abordados rotineiramente de forma teórica e que por vezes não recebem a devida atenção. A ação educativa permitiu a identificação de comportamentos suicidas e de fatores que exacerbam o risco de suicídio, bem como a utilização de estratégias para a sua prevenção. REFERÊNCIAS ARRUDA, C; CÁSSIA, N; CAPISTRANO, S; MOURA, L. R; AQUINO, M; MARIA, J; MONTEIRO, L. M; ESTELA, M. Reinventando práticas de enfermagem na educação em saúde: teatro com idosos. Escola Anna Nery Revista de Enfermagem, v. 16, n. 3, p. 588-596, 2012. BOTEGA, N. J. Comportamento suicida: epidemiologia. Psicologia Usp, v. 25, n. 3, p. 231-236, 2014. REISDORFER, N; ARAUO, G. M; HILDEBRANDT, L M; GEWEHR, T. R; NARDINO, J; LEITE, M. T. Suicídio na voz de profissionais de enfermagem e estratégias de intervenção diante do comportamento suicida. Revista de Enfermagem da UFSM, v. 5, n. 2, p. 295-304, 2015. SILVA, D. S. D; TAVARES, N. V. S; ALEXANDRE, A. R. G; FREITAS, D. A; BRÊDA, M. Z; ALBUQUERQUE, M. C. D; NETO, V. L. M. Depressão e risco de suicídio entre profissionais de Enfermagem: revisão integrativa. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 49, n. 6, p. 1023-1031, 2015
Palavras-chave: EDUCAÇÃO EM SAÚDE,SUÍCIDIO,EXTENSÃO
Oral
Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO EM SAÚDE PARA A PROMOÇÃO DO ALEITAMENTO MATERNO E ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR: RELATO DE EXPERIÊNCIA
LORENA PINHEIRO BRAGA; JOSÉ GERFESON ALVES; KADSON ARAUJO DA SILVA; KAMILA DE CASTRO MORAIS; LEONARDA MARQUES PEREIRA
INTRODUÇÃO O Aleitamento Materno Exclusivo (AME) ocorre quando a criança recebe unicamente leite materno sem adição de nenhum outro líquido ou sólido, configurando-se como principal fonte de nutrição e defesa para os recém-nascidos. O aleitamento materno oferece inúmeras vantagens para a mãe e bebê. Para a mãe pode ser utilizado como método de anticoncepção, proteção contra o câncer de mama e ovário. Já para o bebê, os principais benefícios incluem a proteção do trato gastrointestinal, das vias respiratórias e imunização contra doenças infecciosas. Fornece ainda ganho de peso adequado, favorecendo um adequado crescimento e desenvolvimento, bem como aumenta o vínculo entre mãe e filho (BRASIL, 2015). A amamentação configura-se como o primeiro contato alimentício do recém-nascido, devendo ser exclusivo até os seis meses de vida, sob livre demanda em frequência e duração. Quando a introdução de alimentos ocorre antes dos seis meses há uma redução na proteção do bebê, devido a imaturidade de seu sistema digestório, corroborando também com o desmame precoce (CIRINO et al., 2016). O Ministério da Saúde (MS) preconiza o AME até os seis meses de vida, com introdução da alimentação complementar a partir dessa faixa etária, mantendo o aleitamento até no mínimo dois anos de idade (BRASIL, 2015). Apesar das inúmeras produções cientificas acerca da importância do aleitamento materno para o desenvolvimento do bebê, muitas mulheres desconhecem informações relevantes para sua prática, como preparo das mamas para amamentação, posicionamento do bebê e pega correta da mama, revelando a necessidade de estratégias educativas para esta orientação (SANTANA et al., 2016). O pré-natal é o momento oportuno para que a equipe de saúde possa orientar e esclarecer dúvidas das gestantes sobre o parto, os cuidados com o bebê, aleitamento materno e alimentação complementar, para que as mulheres possam vivenciar positivamente o parto e puerpério com menores riscos e mais sucesso no cuidado a criança. Já nas consulta de puericultura que visam o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento do bebê, o profissional poderá verificar se a prática do aleitamento materno está sendo realizada de modo correto e fornecer orientações também sobre a alimentação complementar, quando e de que modo introduzir. A introdução da alimentação complementar deve ser baseada em frutas, verduras, e demais alimentos que forneçam todos os nutrientes para o crescimento e desenvolvimento do bebê. Essa introdução deve ser lenta e gradual, de acordo com a aceitação do bebê, intercalada com o leite materno e em porções fragmentadas, evitando-se liquidificar os alimentos e utilizar mamadeiras. Inicialmente esses alimentos podem ser amassados e de acordo com o desenvolvimento do bebê, introduzi-los em pequenos pedaços (BRASIL, 2015). Neste contexto, a Estratégia Saúde da Família (ESF), propicia condições favoráveis para o desenvolvimento de atividades educativas com as gestantes, sendo o enfermeiro agente principal em orientar e realizar tais atividades, incentivando a prática do aleitamento materno e introdução alimentar de modo adequado, fornecendo orientações às gestantes e puérperas (OLIVEIRA et al., 2017). Diante do contexto e a partir do exposto e da análise da enfermeira da ESF sobre a não adesão das mulheres ao aleitamento materno, evidenciou a necessidade da realização de atividades educativas acerca da temática. OBJETIVO Relatar a experiência de acadêmicos de enfermagem na realização de uma ação educativa em saúde sobre aleitamento materno e alimentação complementar. MÉTODO Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência de uma atividade educativa em saúde realizada no mês de dezembro de 2018 em uma Estratégia de Saúde da família, situada no município de Iguatu. A atividade foi proposta na disciplina de Educação em Saúde no 6° semestre do curso de enfermagem da Universidade Regional do Cariri, Unidade descentralizada de Iguatu, a mesma foi desenvolvida por cinco discentes durante o estágio na unidade. Inicialmente os discentes investigaram junto à enfermeira da unidade as demandas de problemas de saúde, sendo a não adesão das mães ao aleitamento materno nos seis primeiros meses de vida, o problema de saúde mais significativo. A partir da identificação do problema, foram levantadas as hipóteses sobre o que poderia levar às nutrizes à falta de adesão ao aleitamento e as possibilidades de intervenções por parte dos discentes. Desse modo, a ação foi marcada no dia da consulta de puericultura, sendo mais fácil o contato com as nutrizes na unidade para exposição de suas experiências. Compareceram à unidade suas mães, que após a consulta de puericultura foram encaminhadas para uma sala específica para realização de atividades educativas. A priori, houve a apresentação dos discentes e nutrizes com explicação do que se tratava a atividade, permitindo às mães relatarem e compartilharem suas experiências com o aleitamento materno e introdução alimentar, resgatando assim o conhecimento prévio. Após os relatos, foram entregues papéis para que as nutrizes opinassem sobre mito ou verdade acerca de inferências sobre o aleitamento materno e introdução alimentar. A cada confronto de respostas, as dúvidas existentes eram esclarecidas pelos discentes. Por fim, foi demonstrada a técnica correta do aleitamento materno, trabalhos os benefícios para mãe e bebê, bem como orientações sobre ordenha principalmente diante do retorno da mãe ao trabalho. Em seguida abordou-se a alimentação complementar oportunizando sempre o diálogo da mãe e sanando suas dúvidas através de um quadro com a quantidade de alimentos e consistência a serem ofertados de acordo com a faixa etária. Ao término foi construído um cartaz juntamente com as mães acerca das temáticas debatidas, promovendo a fixação do conhecimento construído. O material foi fixado e deixado na unidade como material permanente. RESULTADOS/DISCUSSÕES As atividades de educação em saúde devem se fundamentar no princípio da pluralidade de saberes como um dispositivo para troca mútua e a reconstrução do conhecimento (FONSECA-MACHADO et al., 2014). Notou-se interação, cooperação e satisfação das participantes no desenvolvimento da prática, permitindo explanação de suas experiências e angústias vividas durante o processo de amamentação e introdução alimentar. A identificação dos conhecimentos prévios maternos sobre o aleitamento e prática da amamentação configura-se como o ponto de partida para o planejamento e formulação de estratégias de intervenção (SANTANA et al., 2016). As orientações fornecidas acerca da alimentação complementar foram de maior relevância para as participantes, visto que seus bebês já estavam em introdução alimentar. Assim, os discentes abordaram a importância de fragmentar e intercalar a alimentação com o aleitamento materno permitindo que as mães reproduzissem o conhecimento em domicílio. Enfatizou-se ainda a importância de não liquidificar os alimentos, introduzi-los inicialmente amassados e depois em pequenos pedaços para que o organismo do bebê se adaptasse à introdução alimentar de forma saudável. As nutrizes apresentaram um feedback positivo em relação ao conteúdo explanado, relatando não saberem de alguns assuntos e que estes são relevantes para o crescimento e desenvolvimentos de seus filhos. A vivência com as participantes possibilitou para os acadêmicos momentos de grande aprendizado pessoal e profissional, aperfeiçoando assim o conhecimento teórico em relação à prática de aleitamento materno e introdução alimentar, bem como a importância de considerar o conhecimento já existente do público alvo para lançamento de estratégias mais assertivas na promoção da saúde. Como limitações da ação, foi identificada a baixa demanda de participantes no dia do encontro, requerendo sua continuidade para alcance de um maior número de mães. Mesmo com o exposto, os benefícios da ação foram reconhecidos pelos profissionais, nutrizes e discentes, reforçando a importância e continuidade das ações. CONSIDERAÇÕES FINAIS Ações educativas no contexto do aleitamento materno e alimentação complementar impactam de modo positivo a vida de nutrizes e lactentes, pois embora haja difusão de informações, as mães ainda apresentam dúvidas, medo e preocupação em relação à amamentação bem como a alimentação continuada do seu filho. Assim a intervenção educativa possibilita conhecimento para adoção de práticas adequadas e efetividade no processo de promoção à saúde oportunizando autonomia à mulher. Ressalta-se a importância das atividades educativas e orientações durante todo o pré-natal, visita domiciliar puerperal, puericultura e demais momentos oportunos. Que tal abordagem permita as mulheres relatarem suas vivências, dúvidas, angústias e participarem ativamente na construção do conhecimento, sempre considerando conhecimentos prévios, ofertando-lhes informações teóricas e práticas que oportunizem a melhor assimilação dos conhecimentos repassados. REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde da criança: crescimento e desenvolvimento. Brasília: Ministério da Saúde, 2015. Cadernos de Atenção Básica, n. 23. CIRINO, I. P; SOARES, C. C; SOUSA, F. V. O; CIPRIANO, R. R. S; LIMA, L. H. O; OLIVEIRA, E. A. R. Educação em saúde: promovendo o aleitamento materno, um relato de experiência. Revista Interdisciplinar, v. 9, n. 4, p. 181-186, 2017. FONSECA-MACHADO, O. M; PARREIRA, B. D.M; GOULART, B. F; CASTRO, A.C.C; FURLAN, D. A.G; FERREIRA, E.C. S; NASCIMENTO, R. P. Educação em saúde e a prática do aleitamento materno: um relato de experiência. Revista Baiana de Saúde Pública, v.38, n.2, p.466-476, 2014. OLIVEIRA, C. M; SANTOS, T. C; MELO, I. M; AGUIAR, D. T; NETTO, J. J. M. Promoção do Aleitamento Materno: intervenção educativa no âmbito da Estratégia de Saúde da Família. Enfermagem Revista, v. 20, n. 2, p. 99-108, 2017. SANTANA, J. M.; BRITO, S. M.; SANTOS, D. B. Amamentação: conhecimento e prática de VIEIRA, F. S; SOUSA, G. C; COSTA, E. S; OLIVEIRA, T. M. P; NEIVA, M. J. L. M. Educação em saúde para promoção do aleitamento materno: relato de um projeto de extensão. Rev. enferm. UFPI, v. 5, n. 2, p. 80-83, 2016. VIEIRA, F. S; SOUSA, G. C; COSTA, E. S; OLIVEIRA, T. M. P; NEIVA, M. J. L. M. Educação em saúde para promoção do aleitamento materno: relato de um projeto de extensão. Rev. enferm. UFPI, v. 5, n. 2, p. 80-83, 2016
Palavras-chave: ALEITAMENTO MATERNO,ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR,EDUCAÇÃO EM SAÚDE
Oral
Abrir o trabalhoHESITAÇÃO VACINAL: FATORES ASSOCIADOS A NÃO ADESÃO DA POPULAÇÃO ÀS CAMPANHAS VACINAIS
ALINE DO NASCIMENTO PINHEIRO; YARA MAILLE DE ARAÚJO; JOAB GOMES DA SILVA SOUSA; MAIARA BEZERRA DANTAS; JULIANA FERREIRA CARLOS
A vacinação ocupa lugar de destaque nas ações de Saúde Pública através do Programa Nacional de Imunizações (PNI) que tem como objetivo o controle de doenças imunopreveníveis. Implantado em 1973, o PNI busca atingir altas coberturas vacinais no Brasil, no entanto, tal avanço traz consigo desafios inerentes a sua evolução, dentre eles podemos destacar a não adesão da população as campanhas vacinais (VIEGAS et al, 2016). Atualmente as coberturas vacinais apresentam um declínio significativo, podendo ser comprovado pelo surgimento de epidemias de sarampo em alguns estados brasileiros. Alguns fatores podem justificar a heterogeneidade das coberturas vacinais, como por exemplo, aspectos culturais e sociais no que se refere à aceitação das vacinas (TAUIL, 2017). A disseminação de informações de saúde incorretas, principalmente através da era digital também contribui para o crescimento de movimentos anti-vacinas que vem se fortalecendo ao longo do tempo. Outro fator que contribui para a hesitação vacinal é a visão equivocada que a população tem sobre as campanhas, sendo condizentes com a importância das vacinas, porém discordando da quantidade de dosagens estabelecidas pelo PNI, por exemplo. Evidencia-se também a presença de dois grupos, sendo que alguns indivíduos aceitam algumas vacinas e outros não seguem o calendário vacinal, estando totalmente desprotegidos (ROTHBARTH, 2018). Esses comportamentos também podem ser explicados pela falta de comunicação e confiança entre a população e os profissionais de saúde. Desse modo, nota-se a importância da atuação dos profissionais de saúde, em especial os enfermeiros, que estão intimamente ligados com as atividades de promoção e prevenção da saúde (GONTIJO et al, 2017). Nessa perspectiva, torna-se relevante e oportuno analisar a cobertura vacinal e os fatores associados a não vacinação, sendo de grande expressividade, a realização de estudos nessa temática. OBJETIVOS: Identificar a partir da literatura os fatores que interferem na adesão da população as campanhas vacinais.MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa com análise descritiva. A pesquisa foi realizada por meio do Portal da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), nas bases de dados LILACS (Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), BDENF (Base de Dados de Enfermagem), MEDLINE (Sistema Online de Busca e Análise de Literatura Médica) e através da biblioteca eletrônica SciELO (Scientific Eletronic Library Online). Para tanto, utilizaram-se os seguintes descritores: Cobertura vacinal, Saúde Pública e Enfermagem, combinados através do operador booleano AND, que direcionou a localização de 139 artigos. Depois de aplicados os critérios de inclusão: artigos completos, disponíveis gratuitamente, relacionados à temática, com período de publicação nos últimos 5 anos, no idioma português, e exclusão: artigos duplicados, resultou em uma amostra de 33 artigos, que após explorados, analisados e interpretados através da leitura na integra, resultou em uma amostra final de 9 artigos que foram utilizados como base para a construção do presente estudo. RESULTADOS/DISCUSSÕES: A eficácia das vacinas vem sendo comprovada ao longo do tempo pela erradicação e controle de algumas doenças como rubéola, coqueluche e poliomielite, por exemplo. No entanto, tais elementos não foram capazes de evitar a queda significativa nas coberturas vacinais. Tal evento caracteriza-se atualmente como um dos motivos de preocupação entre os pesquisadores e profissionais de saúde. Para que haja a eliminação efetiva dessas doenças, necessita-se primeiramente entender quais fatores exercem influência na adesão às vacinas, sendo eles os aspectos históricos, políticos, socioeconômicos e religiosos, bem como, aspectos individuais (BRAZ, et al, 2016). Evidencia-se também que tais elementos como a falta de confiança no serviço de saúde, o enfraquecimento do vínculo da comunidade com os profissionais, as experiências prévias de cada individuo, como por exemplo, os efeitos adversos pós-vacinação, bem como a falta de informações inerentes às campanhas vacinais são considerados determinantes que influenciam negativamente a aceitação das vacinas (SANTOS; DIAS, 2018). A dificuldade no acesso ao serviço de saúde, a baixa escolaridade da população, e a não realização de práticas educativas com a comunidade intensificam a fragilidade no processo de adesão. A inexistência da busca ativa e o não reconhecimento da comunidade e de suas necessidades são fatores presentes em alguns serviços de saúde. Tal cenário evidencia a falta de preparo de alguns profissionais, principalmente na execução de ações educativas voltadas a vacinação. A disposição de informações e o esclarecimento de dúvidas têm por finalidade dar autonomia ao usuário na sua tomada de decisão (LUBINI, et al, 2018). A falta de conhecimento da população intensifica a disseminação de conteúdos errôneos, tendo como consequência o aumento da resistência às vacinas. Esse processo é resultado da deficiência no modelo assistencial em conjunto com a crença em informações difundidas pela era digital, principalmente. Nota-se que a ausência de conhecimento é considerada como fator pertinente a não vacinação. Desse modo, identifica-se a necessidade em investimentos voltados a capacitação dos profissionais e sensibilização da população acerca da real importância da vacinação (AGUIAR, et al, 2017). Vale ressaltar a necessidade da parceria dos serviços de saúde com outras instituições, como por exemplo, escolas. Tais medidas promovem o reconhecimento da população, principalmente dos grupos prioritários, intensificando assim a cobertura vacinal. Para tanto, demostra-se a real magnitude da atuação dos profissionais de saúde com a adesão da população as campanhas vacinais, excluindo assim qualquer barreira ou estigma que possa interferir na vacinação (IWAMOTO; TEIXEIRA; TOBIAS, 2017). CONSIDERAÇÕES FINAIS: Diante do referido, observa-se que apesar do êxito das campanhas vacinais, ainda há um déficit que deve ser solucionado para que haja uma cobertura vacinal homogênea. Identificam-se ainda fatores que interferem no processo de adesão da população as campanhas vacinais, podendo ser intensificados pela atuação deficiente dos profissionais de saúde. Através da pesquisa espera-se contribuir para maior visibilidade da temática, visto que muitas vezes, não é devidamente reconhecida.
Palavras-chave: cobertura vacinal,enfermagem, saúde pública
Oral
Abrir o trabalhoJOVENS EM SITUAÇÃO DE ESTRESSE NA VIDA ACADÊMICA: OS IMPACTOS PSICOSOCIAIS
TIAGO RIBEIRO DOS SANTOS; Kadson Araujo da Silva; Agna Teixeira Braga; Anna Karen Lucas Cavalcante; Teodoro Marcelino da Silva
INTRODUÇÃO: Gerado pela percepção de estímulos, o estresse, estimula excitação emocional que leva o organismo a disparar alterações caracterizadas pelo aumento da secreção de adrenalina, impondo a necessidade de adaptações. Configura-se como estado de ajuste do corpo e da mente, decorrente de excessos e pressão psicológica, possibilitando uma diminuição da concentração, do rendimento e da produtividade e até mesmo acometimentos por depressão, ansiedade e pânico. OBJETIVO: Identificar na literatura os impactos psicossociais de jovens acadêmicos em situação de estresse na vida universitária. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com abordagem qualitativa, de caráter descritivo, realizada no mês de Maio de 2018. O estudo foi realizado utilizando o banco de dados da Biblioteca Virtual em saúde (BVS), com os seguintes descritores: estudante, jovens e impactos psicossociais, com uso do operador bolleano OR, através das bases de dados LILACS e BDENF, resultando em 234 artigos disponíveis, utilizados como critérios de inclusão: assunto principal saúde mental, qualidade de vida e transtornos mentais; idioma português; corte temporal de 2013 a 2017. Aplicando como critérios de exclusão os artigos repetidos e que não contemplava a temática, resultou em 6 referências para leitura na integra e construção do estudo. RESULTADOS: Os fatores estressores inerentes ao processo de formação acadêmica, como cobrança, pressão e acúmulo de conteúdos, são potenciais desencadeadores de transtornos mentais, caracterizados pelos sintomas de esquecimento, dificuldade na concentração, insônia, irritabilidade e fadiga, assim como queixas de cefaleia, falta de apetite e má digestão. A carga horária excessiva deixa o jovem frente ao comprometimento da sua vida social e bem estar físico, afetando dessa forma sua qualidade vida e visão de interação social fora do âmbito acadêmico. O estudante é bombardeado por transformações afetivas, interligadas a figura da família, ausência dos amigos, retirada do seu ciclo social, na qual provoca mudanças psicológicas e sociais, deixando-o propício ao surgimento de transtornos mais agressivos que podem se prolongar por toda sua trajetória profissional. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A formação acadêmica, é fator predisponente para o adoecimento mental e redução da qualidade de vida, acarretando inúmeros impactos na vida desses jovens, diante disso o reconhecimento do nível de estresse e o conhecimento de suas consequências na vida acadêmica, tem grande importância para se trabalhar na identificação e prevenção desses episódios. Faz-se necessário dentro da universidade, profissionais que deliberem ações para promoção da saúde, com base na escuta ativa e olhar cuidadoso, visando promover o autocuidado e redução dos impactos psicossociais durante a formação profissional.
Palavras-chave: Formação acadêmica, Impactos psicossociais,Jovens
Oral
Abrir o trabalhoMÍDIAS DIGITAIS E SUAS IMPLICAÇÕES PARA À SAÚDE: VACINAS
FRANCISCO WERBESON ALVES PEREIRA; Ana Clara Santos Rodrigues; Antonia Benta Da Silva Pereira; Beatriz Gonzaga Lima; Lucas Teixeira Cavalcante
Introdução: as tecnologias da informação desempenham uma importante papel no nosso dia a dia. Objetivo: identificar o impacto das mídias sociais na vacinação. Método: Estudo do tipo revisão narrativa da literatura realizado em março de 2019 na biblioteca virtual de saúde – BVS. Resultados: Os resultados apontam que a desinformação mais a acessibilidade de divulgação de conteúdo, muitas vezes não verídico, contribuem para uma baixa cobertura vacinal e reaparecimento de doenças. Considerações Finais: é necessário ampliar as divulgações sobre os benefícios e utilizar dos meios da informação para combater as Fake News.
Palavras-chave: Mídias sociais,Saúde,Vacinas
Oral
Abrir o trabalhoOS EFEITOS DA RISOTERAPIA NAS UNIDADES HOSPITALARES: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
LARISSE RICARTE DE LIMA; Thalya Pinheiro Alves; Maryza Rodrigues da Silva; Antonia Yasla Laranda Oliveira
OS EFEITOS DA RISOTERAPIA NAS UNIDADES HOSPITALARES: RELATO DE EXPERIÊNCIA ARTISTAS DO CUIDAR INTRODUÇÃO A risoterapia (ou terapia do riso) tem como principal função incentivar a cura por meio da alegria e tem se mostrado cada vez mais eficaz na luta contra diversas doenças, tanto mentais quanto físicas. Estudos mostram que por meio do riso, nossas defesas imunitárias aumentam, auxilia na reativação de funções organicas além de reduzir o estresse e as tensões musculares devido à liberação de endorfina. (ONG HOSPITALHAÇOS, 2013) O presente relato é baseado na vivência de quatro acadêmicas de enfermagem ao programar a partir de uma capacitação o processo de risoterapia em ambientes hospitalares na qual abrangem os setores da pediatria e de enfermarias. Por meio de atividades simples, de caráter lúdico, como a dança, a música, pintura, brincadeiras e orações, obtém-se risos, alegria e melhoria no bem estar biopsicossocial, trazendo qualidade de vida para os pacientes atravás do olhar humanitário. Sabendo-se que é bastante difícil encarar esses ambientes, a angústia e o medo muitas vezes provocados pela situação clínica, essas atividades acabam por aliviar essas emoções e ajudar os mesmo a enfrenta-los. As capacitações são de extrema importância durante as visitas, pois através delas, o voluntario do projeto se sente mais seguro e preparado para as realizações das atividades propostas. Através das visitas de risoterapia, podemos perceber nitidamente que a rotina do hospital se torna mais dinâmica e menos dolorosa tantos para os pacientes como também para seus acompanhantes. As brincadeiras buscam resgatar as crianças para seu ambiente natural e relembrando assim sua rotina diária fora dali, as orações traz fortalecimento para aqueles corações tristes e ansiosos. A quebra na rotina hospitalar desperta então encorajamento, força de vontade, por parte dos acamados para superar as dificuldades, medos e anseios. Uma vez que a hospitalização é um acontecimento humano que pode gerar sentimentos diferentes podendo ser prolongado ou curto. A transferência de carinho e afeto faz com que haja um aumento na recuperação dos enfermos, além do mais, essas atividades também contribuem para os acadêmicos de modo que faz com estes tenham uma visão humanitária do processo saúde-doença. E assim acaba por agregar a estes, conhecimento e crescimento no âmbito profissional e pessoal. OBJETIVOS Relatar as experiências vivenciadas através da risoterapia aplicada no ambiente de internação. MÉTODO Trata-se de um estudo descritivo, exploratório, com abordagem qualitativa, do tipo relato de experiência, realizado no Hospital Regional de Iguatu e no Hospital e Maternidade Agenor Araújo, ambos localizados na cidade de Iguatu, no período de novembro de 2018 a abril de 2019. O relato foi baseado na experiência de quatro acadêmicas de enfermagem pertencentes a Universidade Regional do Cariri, unidade descentratizada de Iguatu, os quais são participantes do Projeto de Extensão Artistas do Cuidar. Antes de se iniciarem atividades os acadêmicos tiveram de passar por uma seleção, composta por duas etapas um em grupo na qual lhes foram dados uma situação e outra individual, nesta os participantes tinham de estar caracterizado, apresentar seus personagens e realizar algum número simples, como cantar, dançar, tocar, entre outros. Logo após a seleção, os aprovados passaram por uma capacitação, ao término dessas, os integrantes foram divididos de acordo com seus horários disponíveis, para a realização de visitas a indivíduos em unidades de internação hospitalar. As atividades acontecem na pediatria do Hospital Regional e nas enfermarias do Hospital e Maternidade Agenor Araújo, com os rostos pintados e roupas coloridas buscamos levar alegria, através da música e da dança, realizamos rodas de conversa e orações. Buscamos sempre o respeito e a solidariedade para com os pacientes, acompanhantes e profissionais, sendo assim, somos retribuídos com sorrisos estampados nos rostos destes. RESULTADOS/DISCUSSÕES Ao criar um ambiente mais favorável e descontraído, é possível perceber que a recuperação dos pacientes é positiva diminuindo o sofrimento e desconforto dos mesmos e assim o tempo de internação. É notório isso devido ao esforço que os mesmo fazem para participar das brincadeiras, para cantar, dançar, pintar, podendo assim este paciente que estar ali reprimido, apreensivo, com medo e sem controle muitas vezes de suas emoções se refugiar desse cotidiano através do riso. Além do mais a participação no projeto agregou conhecimentos aos integrantes que puderam aprender o significado de trabalho em equipe e conseguiram ter um olhar mais humanitário em relação ao próximo. Uma vez que sabemos que o acolhimento, o afeto e o carinho são de extrema importância para o bem estar físico e mental, é convincente dizer que estes são indispensáveis no requisito saúde. Nesse contexto, a participação dos acadêmicos e a integração da risoterapia como terapêutica acabam sendo de grande relevância para a restauração da saúde. CONSIDERAÇÕES FINAIS Através da utilização das atividades lúdicas dos Artistas do Cuidar, é possível notar que existe um resultado positivo na qualidade de vida do paciente, proporcionando assim a ele um bem estar psicossocial. Portanto, o grupo acaba promovendo saúde por meio da humanização e de atividades simples das quais estão incluídas a alegria, a dança, a música em entre muitas outras. DESCRITORES RISOTERAPIA; PACIENTE; BEM ESTAR.
Palavras-chave: RISOTERAPIA,PACIENTE,BEM ESTAR
Oral
Abrir o trabalhoPROMOÇÃO DO USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS POR IDOSOS NA ATENÇÃO BÁSICA
MARIA ANDRESSA BEZERRA DA SILVA; Breno Pinheiro Evangelista; Brenda Pinheiro Evangelista; Marcos Adriano Mangueira Pastor; Luiza Maria Ferreira Silva
INTRODUÇÃO: A promoção do uso racional de medicamentos é um dos principais desafios dos profissionais da atenção básica, tendo em vista que a automedicação é uma prática com frequência na contemporaneidade. Dentre os usuários, destacam-se os idosos, que se comumente utilizam medicamentos de forma irracional, consistindo em um problema de saúde pública. Dessa forma, essa automedicação promove sérias consequências, potencializando-se em idosos, principalmente pelas alterações fisiológicas relacionadas ao envelhecimento. O presente trabalho tem como problematização: quais ações podem ser adotadas na atenção básica frente à automedicação? O interesse para a pesquisa surgiu mediante a frequência da automedicação, e é relevante para o meio acadêmico, científico e social no sentido de acrescentar conhecimento sobre a temática. OBJETIVOS: Identificar na produção científica sobre as intervenções da equipe multiprofissional de saúde na promoção do uso racional de medicamentos por idosos. MÉTODO: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, com abordagem qualitativa, em que a busca das produções científicas foi realizada na base de dados do Portal Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando-se os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Assistência a idosos”, “Atenção Primária” e “Automedicação”. Com o cruzamento desses descritores, obteve-se 1.144 publicações, que foram filtradas. Após os filtros, restaram 28 artigos, utilizando-se 07, considerando os critérios de inclusão: textos disponíveis na íntegra, completos, em língua portuguesa, disponíveis entre 2014 e 2019. Adotaram-se como critérios de exclusão: artigos em revisão, duplicados ou fora da temática. RESULTADOS/DISCUSSÕES: Por meio da leitura dos artigos, foram criadas as seguintes categorias: Fatores para automedicação em idosos e Intervenções dos profissionais da atenção básica para promoção do uso racional de medicamentos por idosos. A primeira categoria destaca que a maioria dos idosos desconhece os riscos da automedicação, principalmente quanto se trata de fitoterápicos, dificuldades na leitura e interpretação da bula, falta de tempo para ir aos estabelecimentos de saúde, experiências anteriores com os medicamentos e indicação de terceiros. Já a segunda categoria aborda que os profissionais da atenção básica devem informar sobre os riscos que a automedicação proporciona, como as interações entre fármaco, orientar quanto ao uso correto de medicamentos, identificar os fatores que levam a essa prática. Assim, é necessária a disponibilidade do profissional em escutar, acolher e orientar, objetivando a resolução dos problemas farmacoterapêuticos. Outra intervenção é a visita domiciliar que permite uma maior observação e orientação para os cuidadores sobre a medicação, onde surge a necessidade da realização de campanhas e palestras de prevenção do uso irracional de medicamentos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Mediante os resultados, os profissionais da atenção básica apresentam intervenções fundamentais para a promoção do uso racional de medicamentos, onde tornam-se necessária a criação de estratégias de educação em saúde para melhor combate ao problema da automedicação.
Oral
Abrir o trabalhoUTILIZAÇÃO DO CINEMA COMO METODOLOGIA ATIVA NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM
HINGRIDY FERREIRA FERNANDES ; Francisco Werbeson Alves Pereira; Maria Luiza Lima Cavalcante; Igor Rafael Ferreira Silva; Patrícia Pereira Tavares de Alcântara
1. Introdução O cinema é uma das artes que mais se faz presente em nossa sociedade. Por meio dele, histórias são contadas, e muitas vezes, leva-nos a um processo de reconhecimento e projeção de nossas vidas com o que há na tela (AQUINO, 2011). Os filmes fazem representações sociais e influenciam comportamentos, pois são um poderoso meio de comunicação por aproximar os expectadores de um contexto vivo que por muitas vezes é mediado por situações de intenso conflito que são pouco discutidos (DUIM et al., 2007; GUILHEM et al., 2007). O cinema altera a realidade mediante a associação entre a imagem, linguagem, som e movimento. A realidade cinematográfica possui recursos que permitem que as relações entre os filmes e o imaginário social se efetivem, pois é provável identificar uma ligação entre a vida fictícia e a real, já que os filmes trabalham com a imaginação, proporcionando as características de conduzir nossos desejos e sentimentos a lugares desconhecidos e assim nos permitem sentir uma variação de sensações (AQUINO, 2011; SILVA; SANTOS, 2009). A linguagem cinematográfica possibilita uma aproximação profunda, contudo sensível, da realidade. Todavia, o cinema proporciona a possibilidade de compreender o outro de maneira holística, já que possibilita a compreensão dos valores de outra cultura e das diferenças sociais, permitindo a abertura subjetiva em relação ao outro e a si (DINIZ; SUGUAI, 2008; PAIVA, 2005). Portanto, o meio cinematográfico pode ser utilizado como um atenuante do processo ensinoaprendizagem, principalmente, quando se trata de entender a subjetividade humana. Já que os filmes podem representar um eficaz recurso pedagógico, na medida em que, tornam mais compreensível o aprendizado (AMANDA et al., 2014; BLASCO, 2010). Acredita-se que esse recurso pedagógico, vem a acrescentar na colaboração do preparo do aluno, para adquirir experiência e habilidade de comunicação com as pessoas, ouvir histórias, reconhecer e expressar sentimentos. Além do que proporcionam a busca de diálogos com os grupos excluídos e as lutas sociais (AMANDA et al., 2014; FASANELOO; NUNES; PORTO, 2018). Assim sendo, espera-se que o meio cinematográfico possa ser utilizado com maior frequência como um recurso pedagógico, afim de enriquecer o processo de ensino-aprendizagem dos alunos e incentivar a reflexão e a discussão de diversos temas. Faz-se necessário investigar acerca dessa temática, objetivando construir conhecimentos no que se refere ao cinema como metodologia ativa no processo ensino-aprendizagem. 2. Objetivo Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), no período de Abril de 2019, utilizando-se dos Descritores em Ciências da Saúde: Filmes Cinematográficos, Metodologia e Aprendizagem, que foram cruzados com o operador Booleano AND, obtendo 38 estudos. Utilizaram-se os critérios de inclusão: idioma português, artigos disponíveis gratuitamente, completos publicados nos últimos cinco anos. Os critérios de exclusão foram artigos repetidos e de revisão. Após a filtragem dos artigos, foram lidos na íntegra 17 estudos. Os memos foram analisados de forma descritiva. 4. Resultados e Discussão Os alunos passam a enxergar de maneira empática as atitudes, sentimentos e intenções dos indivíduos ou situações apresentadas, facilitando dessa forma a união do conhecimento teórico com a prática (NICOLAU, 2014). É notória a importância do incentivo para a melhor absorção de conteúdo repassado através do ensino, por meio deste, o aluno busca adquirir novos conhecimentos, uma vez que proporcionará uma qualidade maior na aprendizagem dos discentes, levando em consideração não apenas a aula ministrada, mas também a sua aprendizagem adquirida. A exposição de filmes na educação contribui de forma positiva para uma prática e conduta profissional mais humanizada, levando em consideração sempre os indivíduos em seu contexto holístico, ou seja, como um todo, levando em consideração seus aspectos físicos, psicológicos, espirituais e sociais (MUNIZ, LINS, MENEZES, 2018). No contexto saúde eles podem vir à abrir espaço para debates e condutas profissionais, sempre estingando para que os alunos possam desenvolver seu pensamento crítico-reflexivo. Trabalhar de forma enfática durante a graduação a utilização de filmes como metodologia ativa possibilita o desenvolvimento de profissionais com maior senso crítico e amplia suas tomadas de decisões perante as situações que possam vim a aparecer no decorrer de sua vida profissional. É por isso que os referenciais metodológicos precisam estar em constante renovação visando à ampliação do conjunto de linguagens e sentidos comunicativos. Nas sociedades contemporâneas, onde são evidentes as fortes desigualdades sociais, as mídias de maior influência tendem a serem ferramentas de opressão sobre as classes mais vulneráveis, a serviço das classes de maior domínio. (FASANELOO; NUNES; PORTO, 2018). O meio cinematográfico vem sendo utilizado como recurso pedagógico, tanto no ensino médio como na graduação. Os benefícios educativos do cinema, como meio de comunicação e compreensão, ultrapassam o espaço curricular acadêmico, e se prolongam no aprendizado do cotidiano, fazendo com que o aluno apresente atitudes reflexivas. Estas atitudes proporcionam a expansão, a criação e o descobrimento de novas possibilidades de enxergar o mundo (NETO et al., 2005; JULLIER; MARIE,2009; MARIAN, 2011; LIMA et al., 2011). Os artigos demonstram o impacto positivo e sua relevância da utilização de filmes no qual auxiliam o processo ensinoaprendizagem, sempre fazendo as associações necessárias entre teoria e prática, ou utilizado de forma que possa criar uma empatia dos alunos por uma situação ou público alvo. O cinema é um importante instrumento para uma visualização e compreensão, pois esse recurso tem a capacidade de estar promovendo uma reflexão e consequentemente uma abrangência do que será exposto. Frente a tamanhos desafios, indubitavelmente complexos e inconstantes, faz-se necessária a utilização de performances mais sensíveis e criativas no processo ensino-aprendizagem a fim de possibilitar vínculos entre os indivíduos, proporcionando assim, uma troca de saberes mais efetiva. (FASANELOO; NUNES; PORTO, 2018). 5. Considerações finais O estudo revela que o cinema é um importante facilitador para a visualização e compreensão do sujeito como um todo, pois esse recurso tem a capacidade de promover a reflexão e consequentemente, a compreensão de pessoa a pessoa por projeção de si no outro, gerando um processo de identificação. Esse mecanismo é capaz de desenvolver sentimentos como empatia e solidariedade pelo bem-estar do outro, buscando formas de abordar assuntos de cunho social através das exibições e debates. A linguagem cinematográfica possibilita, também, de maneira holística uma percepção abrangente dos alunos em relação aos conhecimentos que serão desenvolvidos na sua vida profissional. Essa reflexão se remete ao contexto que o indivíduo está inserido e suas possibilidades de transformar realidades ao seu redor. Nesse sentido, o cinema, como instrumento norteador para o pensamento crítico-reflexivo das condições em saúde da comunidade e suas dimensões políticas e econômicas, possibilitando intervenções terapêuticas em relação ao paciente, mostrou-se como um elemento indispensável no reconhecimento desse sujeito como cidadão, pois, por meio dele, é possível ultrapassarmos barreiras como, a intolerância, o preconceito e o desrespeito pela diferença.
Palavras-chave: Aprendizagem, Filmes Cinematográficos,Metodologia
Oral
Abrir o trabalhoVIVÊNCIAS DE MONITORES EXTENSIONISTAS OPORTUNIZADAS PELO PROJETO DE EXTENSÃO ARTISTAS DO CUIDAR: RELATO DE EXPERIÊNCIA
GILIARDE ANDRADE SILVA; José Gerfeson Alves; Agna Teixeira Braga; Thaynara Duarte do Vale; Maryza Rodrigues da Silva
INTRODUÇÃO A internação é uma experiência desagradável que gera diversos sentimentos, como medo e ansiedade, sentimentos que afetam tanto os pacientes quanto os seus acompanhantes. Quando os pacientes são crianças, o principal motivo do desconforto é a mudança da rotina, pois passam a não poder brincar e realizar outras atividades típicas da infância, além de serem submetidas a procedimentos invasivos e dolorosos sem a possibilidade de escolha, já em pessoas adultas pode haver agravos ainda mais significativos como a depressão em pacientes idosos (MARQUES et al., 2013; NÓBREGA et al., 2017). Neste sentido, tratar esses indivíduos vai bem além de sanar as suas queixas físicas. O cuidado deve abranger também os aspectos psicológicos e sociais, para isso os profissionais precisam estar aptos a transmitir sentimentos de compaixão e amizade. Visando alcançar este objetivo a risoterapia surge como uma forma de humanizar a assistência. Criada pelo médico americano Hunter Adams, conhecido como “Patch” Adams, utiliza a arte do riso como terapia complementar proporcionando interação e entretenimento entre pacientes e profissionais de saúde (FREITAS et al., 2013; NÓBREGA et al., 2017). A prática da risoterapia tem se mostrado eficaz no cuidado de pacientes internados, pois ajuda na adaptação ao ambiente hospitalar e reduz a ansiedade e o medo. Além disso, o riso aumenta a liberação de endorfina, o que relaxa as artérias, o que por sua vez aumenta o pulso, reduz a pressão, melhora a circulação e traz benefícios para a resposta imunológica. Os benefícios da terapia do riso não se resumem apenas aos pacientes, a comunidade hospitalar também é beneficiada por essa prática que ainda proporciona a inserção dos acompanhantes e familiares no processo de tratamento (FREITAS et al., 2013; NÓBREGA et al., 2017). No Brasil esta prática foi instituída por grupos como os Doutores da Alegria. Outros grupos também se propõem a realizar a risoterapia, entre eles o Projeto de Extensão Artistas do Cuidar da Universidade Regional do Cariri URCA/UDI, realizando visitas hospitalares no Hospital Regional de Iguatu (HRI) e no Hospital e Maternidade Agenor Araújo (HMAA), visando proporcionar conforto e bem-estar utilizando atividades lúdicas com terapia complementar juntamente com a medicina tradicional. Este estudo mostra-se relevante pois busca expor os benefícios proporcionados aos pacientes pelas práticas realizadas pelo Projeto Artistas do Cuidar por meio da Risoterapia, realizando atividades lúdicas junto aos pacientes internados, seus acompanhantes e os profissionais de saúde. Os monitores do projeto desempenham um importante papel na formação e capacitação dos novos membros, orientando os novatos com suas experiências e vivências visando permitir que os mesmos desempenhem suas atividades de forma eficiente e qualificada, além de facilitarem à adaptação às praticas desenvolvidas pelo projeto. OBJETIVOS Relatar as experiências possibilitadas pelo projeto de extensão Artistas do Cuidar. MÉTODO Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, que busca relatar a vivência dos monitores extensionistas do projeto de extensão Artistas do Cuidar, realizadas no Hospital e Maternidade Agenor Araújo (HMAA), Hospital Regional de Iguatu (HRI), Universidade Regional do Cariri (URCA-UDI) e demais instituições que frequentemente nos solicitam, como o Hemocentro da cidade de Iguatu, Estratégias de Saúde da Família (ESF), eventos, escolas, e aonde nos for solicitado, desde que tenhamos a disponibilidade e recursos para nos fazer presente. Os monitores integram o projeto desde setembro de 2017, através de um processo seletivo como um dos critérios em destaque, a experiência dentro do projeto, pois é a partir dela que nos tornamos capacitados para orientar os futuros integrantes. São contemplados pelas ações indivíduos de todas as faixas etárias. Dentre as estratégias que são utilizadas, está a risoterapia, musicoterapia, brinquedoterapia, entre outras que visam proporcionar o maior bem estar dos indivíduos. RESULTADOS/DISCUSSÕES O projeto artistas do cuidar tenciona utilizar o riso e a arte como instrumentos no cuidar da enfermagem na assistência a crianças e adultos hospitalizados e em atividades de educação em saúde de forma lúdica e terapêutica fazendo da alegria um componente essencial do cuidado à saúde. As visitas ocorrem em hospitais públicos no Município de Iguatu-Ce, no Hospital e Maternidade Agenor Araújo (HMAA) e no Hospital Regional de Iguatu (HRI) no setor da pediatria e participamos de ações em eventos, cursos, escolas, creches, na Estratégia de Saúde da Família e onde mais for solicitado. O projeto é composto por 28 extensionistas voluntários, destes 08 são monitores, todos acadêmicos de enfermagem da Universidade Regional do Cariri (URCA) e um professor coordenador do projeto da referida universidade. O público-alvo são crianças, jovens, adultos e idosos hospitalizados, profissionais, acompanhantes, estudantes e comunidade em geral. Antes da realização das atividades os membros selecionados passam por capacitações com duração de um mês e após as mesmas, os alunos são divididos em grupos e são alocados no decorrer da semana de segunda a sexta de forma aleatória nos dois lócus das visitas. Todo mês ocorre uma reunião para avaliação, relatos, reflexões e comunicados. As estratégias utilizadas nas visitas nos hospitais são danças, músicas, bolhas de sabão, balões, desenhos, pinturas, brinquedos diversos, contação de histórias, fantoches, mágicas e orações sendo que outras estratégias poderão ser utilizadas para o desenvolvimento das atividades conforme o quadro e necessidade do paciente. Fora do ambiente hospitalar realizamos acolhidas com músicas e danças, brincadeiras, peça teatral e correio do amor que se resume em motivar os sorrisos e bem estar das pessoas, possibilitando elas escreverem cartinhas para alguém e assim proporcionar um relação harmoniosa com todos. As ações têm uma duração média de duas horas, atendemos 8 a 15 pacientes, por equipe, diariamente e em média 200 pessoas ao final do mês. Os monitores por já terem tido a oportunidade de uma experiência anterior de um ano, orientam os novatos quanto à realização das ações do projeto. A princípio nos caracterizamos, posteriormente direcionamos para o ambiente da ação e percorremos quarto a quarto e de acordo com o estado do paciente é realizado uma estratégia diferente. A cada visita, é vivida uma experiência diferente, onde nos exige equilíbrio e boas energias. Os monitores são de extrema importância para que elas aconteçam de maneira equilibrada, pois nos fazemos presentes para orientar os novatos, apoiar e oferecer ajuda. Com isso o monitor assume importante papel de liderança, visando em organização e orientação que a partir da disponibilidade para com os integrantes, de escutá-los e podendo assim, observar e concluir quais a dificuldades e ideias que os mesmos possam vir a ter, instrui-los e acolher de modo à prepara-los para as ações. As experiências que as visitas nos permitem viver, ecoa de maneira grandiosa nos integrantes deste projeto, nos permitindo sentir empatia, vendo com humanidade e atenção as pessoas que são atendidas por nós. A monitoria no projeto, traz relevância em todos os aspectos, onde é preciso olhar e enxergar o que pode ser conveniente para ser realizado nos devidos momentos e trazer juntamente com os demais, ideias para melhorar e tentar prover as necessidades internas de cada pessoa. A cada experiência é aprendido algo que possa contribuir nas visitas futuras. É notável o impacto de algumas experiências em que, na maioria das vezes, não estamos preparados para vivenciá-las, mesmo o grupo sendo preparado e sendo aperfeiçoado com o passar do tempo às diversas realidades que são encontradas nos âmbitos hospitalares. É frequente os entraves que ocorrem devido às situações delicadas, onde cada momento tem suas particularidades e nos desafia a enfrentar a dor do paciente, mesmo que por alguns instantes, e apoiá-lo de alguma forma. Por diversas vezes, nos encontramos à compartilhar dos sentimentos que vieram à mercê, tentando não absorver e tentando buscar algo que possa ser aprendido, recuperando gradualmente as energias e dando continuidade a visita. No entanto, é perceptível o quanto é enriquecedor vivenciar experiências que frequentemente estamos susceptíveis a conhecer a partir dos artistas do cuidar, onde o objetivo é levado com tanta atenção e cuidado. À cada pessoa acolhida, é notável no sorriso ou gestos de agradecimentos, o quanto se faz necessário prestar uma atenção diferenciada, o quanto os pacientes, acompanhantes, profissionais e todos que se encontram no ambiente hospitalar, carecem ser acolhidos diante de todo adoecimento e sobrecarga que lhe acometem. CONSIDERAÇÕES FINAIS Contudo, às ações apontam vários resultados positivos na amenização da vivência da hospitalização dos pacientes e acompanhantes, uma vez que minimiza as implicações emocionais e o sofrimento devido à doença. Ressalta-se uma melhor relação entre profissionais, paciente e seu acompanhante, os encorajando a vivenciar de forma mais amena todo o processo de enfrentamento da doença no ambiente hospitalar. A monitoria traz consigo responsabilidades e oportunidades únicas, como o trabalho em grupo e o pensamento coletivo ao planejar cada ação pensando no melhor caminhamento do projeto e uma visita cada vez mais satisfatória. É através da promoção de sorrisos, motivado pelos integrantes do projeto, desde a sua caracterização até todas as ferramentas lúdicas trabalhadas, proporcionam a liberação de endorfina agindo diretamente no bem-estar físico e psíquico dessas pessoas. Sendo assim, se faz necessário um maior entendimento sobre todos os benefícios trazidos com a risoterapia proporcionada por estas visitas à cada pessoa, o quanto é positivo essa interação, pois traz consigo aplicações do lúdico na aprendizagem das crianças, estimula o desenvolvimento cognitivo através de desenhos, música e histórias, além de fazer com que todos se sintam importante através da valorização de cada sorriso por meio deste projeto.
Palavras-chave: HUMANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA, PROMOÇÃO DA SAÚDE, RISOTERAPIA
Oral
Abrir o trabalhoOral
Abrir o trabalhoASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA ATENÇÃO PRIMÁRIA A PACIENTE COM PARALISIA CEREBRAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA
BEATRIZ DE CASTRO MAGALHÃES; MARIA DENISE CAVALCANTE CARDOSO; MARIA ALCIDES SAMPAIO DE OLIVEIRA
INTRODUÇÃO: A paralisia cerebral é uma doença física neurológica congênita que afeta varias crianças em todo o mundo, cujas manifestações dependem da localização, extensão e magnitude da lesão no sistema nervoso central. A assistencia de enfermegem se mostra de extrema importancia nos cuidados adequados a serem prestados, inovação das habilidades tecnicas e científicas, assistência humanizada como um suporte para a família; tendo em vista o diagnóstico que oferece limitações ao paciente e que requer um tratamento adequado com exigências e atenção integral. O presente estudo é baseado no relato de experiência acerca da assistência de enfermagem prestada ao paciente portador de paralisia cerebral e sua família. OBJETIVO: Descrever a assistência de enfermagem prestada a nível domiciliar a um paciente com paralisia cerebral durante o estágio supervisionado na Atenção Básica. METODOLOGIA:Trata-se de relato de experiência, com abordagem qualitativa de assistência de enfermagem domiciliar desenvolvida por 3 graduandos em enfermagem durante o estágio supervisionado, no periodo de agosto a novembro de 2018 a um paciente com paralisia cerebral assistido por uma Unidade Básica de Saúde localizada na zona urbana do município deguatu- CE. O acompanahmento deu-se através de 6 visitas domiciliares. Foram analisados dados do histórico por meio do prontuário, mediante autorização dos responsáveis do paciente e da instituição, exame físico geral e preenchimento de um formulário que continha dados sociodemográficos, de identificação, histórico familiar, nome das medicações e quantidade, avaliação da visita e a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), sendo preenchidas a cada visita domiciliar para identificar os diagnósticos de enfermagem, elaborar e orientar plano de cuidados. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Os principais diagnósticos de enfermagem identificados foram: Perfusão tissular periférica ineficaz evidenciado por alteração na função motora; Mobilidade física prejudicada evidenciado por força muscular diminuída; Risco de infecção relacionados a alterações da integridade da pele e evidenciado por doença crônica e Controle da saúde familiar ineficaz relacionado a complexidade do regime terapêutico, evidenciado por não atingir as metas de saúde. Mediante as visitas e intervenções aplicadas ao paciente e o dialogo com os familiares, pode-se notar as dificuldades do acesso a um tratamento adequado, as adaptações ao novo estilo de vida e o quão impactante é o diagnóstico para os pais bem como sua aceitação. Evidenciou-se necessidade de tratamento psicológico e estratégias de enfrentamento para família e aceitação do diagnóstico de paralisia cerebral, onde os pais como principais cuidadores possam buscar intervenções eficazes para uma melhor qualidade de vida do paciente. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A assistência de enfermagem ofertada a pacientes com paralisia cerebral deve ser holística, visando apoiar a familiar e considerar o estado emocional como um importante ponto para intervenções eficazes e humanizadas.
Palavras-chave: paralisia cerebral, assistência de enfermagem, processo de enfermagem
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Abrir o trabalhoDESAFIOS PARA IMPLEMENTAÇÃO DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM UTILIZANDO O PROCESSO DE ENFERMAGEM
ANNE ALICE LUCENA ALVES; JULIANA FERREIRA CARLOS; OLÍVIA DE ALMEIDA DUARTE; RAFAEL DA SILVA PEREIRA; ROGER RODRIGUES DA SILVA
INTRODUÇÃO A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) e a implementação do Processo de Enfermagem (PE) são atividades privativa do enfermeiro de acordo com a Resolução do Conselho Federal de Enfermagem n° 358/2009 e a Lei do Exercício Profissional nº 7.498/86. A SAE é responsável por organizar o trabalho profissional quanto ao método, já o PE é a ferramenta metodológica utilizada para tornar a assistência de Enfermagem sistêmica e organizada em fases, proporcionando a operacionalização da SAE (COREN, 1987; COFEN, 2009; SILVA, 2017). A implantação da SAE e do PE devem ser estabelecidas em todas as instituições públicas e privadas, a fim de organizar e agilizar a assistência de enfermagem. No entanto, existem muitas dificuldades para sua implementação nos serviços de saúde, por exigir competências teórico-práticas, recursos, além de tempo para executá-la (SILVA, 2017). As experiências cotidianas evidenciam que a SAE exige que o enfermeiro embase-se em suporte teórico, ou seja, uma teoria que esteja condizente com a realidade da clientela atendida no seu ambiente de trabalho, contribuindo, dessa maneira para a sustentação do PE (ALCÂNTARA et al., 2011). Frente à importância da efetivação do PE e da SAE para a reabilitação da pessoa sob o cuidado e ainda respaldo científico para construção de conhecimentos de enfermagem, o estudo justifica-se por evidenciar dos principais aspectos que interferem para o delineamento metodológico desses nos sistemas nos serviços de saúde. Desse modo, contribuirá com discussões com base nas dificuldades a serem evidenciadas em relação à temática em estudo, o que servirá de estímulo para os profissionais desenvolverem estratégias de enfrentamento, além de dar maior visibilidade a essa ferramenta na assistência. OBJETIVO Investigar, a partir da literatura científica, desafios para a implementação da Sistematização da Assistência de Enfermagem nos serviços de saúde utilizando o Processo de Enfermagem. MÉTODO Trata-se de revisão narrativa da literatura de caráter descritivo e abordagem qualitativa. Inicialmente traçou-se a seguinte questão norteadora: Quais os desafios encontrados para implementação da SAE com uso do PE nos serviços de saúde? A partir da seguinte inquietação, se iniciou a busca de estudos que contemplassem a temática. Realizou-se a busca online na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) utilizando como bases de dados BDENF, MEDLINE e LILACS no período de abril e maio de 2018. Na busca aos artigos foram empregados os descritores padronizados pelos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): Atenção a saúde, Enfermagem e Processo de Enfermagem. Esses foram cruzados utilizando o operador booleano AND. Inicialmente foram alcançados 172 resultados. Posteriormente, iniciou-se o processo de filtragem: disponível na íntegra (91 resultados), Idioma português (30), que estivessem sido publicados entre os anos de 2012 a 2017 (30), e tipo de documento artigo (21 artigos) obtendo 21 artigos; Posteriormente, empregou-se os critérios de inclusão: artigos dispostos gratuitamente e publicados nas referidas bases de dados. Como critérios de exclusão: artigos repetidos (5) e artigos que não contemplassem a temática proposta (6). Após esse processo foram selecionados 10 estudos que compuseram a amostra. Conforme leitura e análise dos artigos selecionados foi possível categorizar os estudos em três eixos temáticos. Os dados foram analisados de forma interpretativa e discutidos com a literatura científica pertinente.. RESULTADOS/DISCUSSÕES Os resultados foram construídos com base na análise de 10 artigos de predominância qualitativa e publicados entre os anos de 2012 a 2017. As principais barreiras observadas dividem-se em aspectos organizacionais, educacionais e operacionais. Em aspectos organizacionais, destacam-se: carência de enfermeiros qualificados, sobrecarga de trabalho dos profissionais e priorização de assuntos gerenciais; questões educacionais: inapropriação dos objetivos do PE e SAE; e, operacionais: impossibilidade da agregação dos métodos citados, tendo em vista a resistência dos demais membros da equipe multiprofissional (CAMPOS et al., 2017; PAIANO et al., 2014). Cinco artigos ostentam que a falta de tempo, a sobrecarga de trabalho e a dificuldade de relacionamento interpessoal, contribuem para que os profissionais tenham dificuldades em implementar a SAE na prática profissional (GIEHL et al., 2016; TAVARES et al., 2013; MOREIRA et al., 2012; CAMPOS et al., 2017; ADAMY; TOSATTI, 2012). Três artigos tratam do receio e da incerteza dos profissionais quanto a operacionalização da SAE, a resistência a novas propostas, falhas na uniformização das condutas entre os enfermeiros do mesmo setor e a falta de correlação entre as fases do processo de enfermagem (MARIA et al., 2012; SCHMITZ et al., 2016; PAIANO et al., 2014). Dois artigos evidenciam que a não aceitação e a falta de apoio das próprias instituições levam a insatisfação e desmotivação dos profissionais da enfermagem (CAMPOS et al., 2017; MANGUEIRA et al., 2012). É notório que a função do enfermeiro, por vezes, prevalece sob os assuntos gerenciais do setor no qual este atua, olvidando as práticas assistencialistas e metodológicas privativas do mesmo. É indispensável estabelecer correlação da SAE e do PE para implemento das condutas de enfermagem no setor. Estes métodos, por sua vez, encontram-se impossibilitados por variáveis condicionantes, desde a exacerbada jornada de trabalho que o impede de por em prática os protocolos do PE por focalizar preferencialmente às questões burocráticas. Junto a este problema, encontra-se a resistência da equipe multiprofissional que age enquanto impedimento com o enfermeiro (MARIA et al., 2012; PAIANO et al., 2014). O deficit em salientar a relevância da SAE e do PE ainda durante a graduação faz com que os profissionais de enfermagem tenham dúvidas quanto a real eficácia dos mesmos, juntamente com isso é possível observar a falha em padronizar condutas de enfermagem e a dificuldade da equipe de enfermagem em correlacionar às cinco fases do PE no atendimento ao cliente. Diante disso é de suma importância que os profissionais busquem formação contínua dentro do seu campo de atuação. A resistência dos profissionais a inovações e novas tecnologias para o setor, geram uma enorme barreira à implementação da SAE e do PE (SCHMITZ et al., 2016; TAVARES et al., 2013). Devido à indispensabilidade de aumento do número de profissionais pela maior demanda de tempo que o PE requer, as instituições de saúde, por vezes, não dão o merecido apoio aos profissionais enfermeiros para a efetivação da SAE, isso faz com que ocorra maior insatisfaçao e desmotivação da equipe, comprometendo assim a execução da SAE e do PE (GIEHL et al., 2016; ADAMY; TOSATTI, 2012) CONSIDERAÇÕES FINAIS Evidenciou-se, conforme a literatura científica, que os profissionais de enfermagem reconhecem à importância do uso da SAE intrínseca a assistência, porém, a falta de recursos das próprias instituições e a desvalorização do Processo de Enfermagem são fatores que desmotivam os mesmos a realizarem a aplicarem o PE e sistematizarem a assistencial no cotidiano de trabalho. Ressalta-se que a SAE ainda encontra resistências organizacionais, educacionais e operacionais. Conforme exposto as inseguranças na aplicação da SAE barram os profissionais quanto à efetivação da assistência de modo integral, o que pode impactar diretamente na qualidade da assistência ofertada nos serviços de saúde. Dentro do estudo, houve também dificuldades em explanar sobre essa temática, devido a uma escassez de estudos publicados contemplando esse assunto, o que pode ser resultado das restrições do processo de busca e seleção dos estudos.
Palavras-chave: ATENÇÃO A SAÚDE, ENFERMAGEM,PROCESSO DE ENFERMAGEM
Oral
Abrir o trabalhoIMPORTANCIA DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM DIRECIONADA AS MULHERES MASTECTOMIZADAS
MARIA JANAINA DO Ó VIEIRA ; Juliana Ferreira Carlos; Simony de Freitas Lavor; Ana Karoline Alves da Silva; Naiane Alexandre de Souza
INTRODUÇÃO: O câncer de mama é a doença mais devastadora entre mulheres no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Existem diversos métodos usados para tratar essa patologia, como: fármacos, quimioterapia, radioterapia e a mastectomia, realizada em última instância. A mastectomia é um procedimento cirúrgico que consiste na retirada parcial ou total da mama ocasionando um impacto negativo na vida da mulher. Diante disso, a enfermagem tem um papel fundamental de efetuar a Sistematização da Assistência de Enfermagem para que a mulher possa ter um suporte adequado no momento impar de sua vida. OBJETIVO: Exteriorizar a importância da implementação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), direcionada para mulheres mastectomizadas. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura de caráter descritivo com abordagem qualitativa, realizada no período de fevereiro e março de 2018. A pesquisa foi constituída utilizando as bases de dados BDENF, LILACS e MEDLINE. Para a obtenção de resultados foram utilizados os descritores: mastectomia, mulher e cuidados de enfermagem, que foram cruzados através do operador booleano AND, resultando em 66 documentos. Foram utilizados como critérios de inclusão: documentos disponíveis na íntegra, idioma português e publicados entres os anos de 2013 a 2016, restando assim 11 artigos. Posteriormente, aplicou-se como os critérios de exclusão: artigos repetidos e que não comtemplassem a temática proposta, resultando em 5 artigos para análise e construção da pesquisa em questão. RESULTADOS: Para implementação da assistência de enfermagem é necessário que o enfermeiro utilize seu respaldo científico para aplicabilidade de práticas e ações direcionadas a essas clientes. Os cuidados devem ser realizados em todos os âmbitos assistências possíveis, primário, secundário e terciário, seja ele de caráter público ou privado. Para o delineamento de intervenções o profissional conta com instrumentos de trabalho essenciais para sua desenvoltura correta, utilizando principalmente os sistemas de classificação de diagnóstico de enfermagem (NANDA), classificação das intervenções de enfermagem (NIC), classificação dos resultados de enfermagem (NOC) e classificação internacional para a prática de enfermagem (CIPE). Utilizando essas ferramentas, o profissional pode prestar um cuidado diferenciado, a fim de promover ações que beneficiem o estado de saúde da paciente, pois esse cuidado requer um laço de confiança entre ambos. Com a confiança conquistada, o profissional de enfermagem poderá realizar o seu processo de trabalho que engloba as multidimensionalidades, possibilitando assim intervenções essenciais que possam influenciar o modo de viver dessas mulheres. Desta forma, a partir desse suporte científico o enfermeiro situa-se como capacitado para oferecimento de estratégias que visem o tratamento retilíneo dessa paciente, como ainda fatores associados que amparem seu sofrimento. CONCLUSÃO: Diante da construção do referente estudo, constata-se que a implementação da sistematização da assistência de enfermagem no amparo da mulher mastectomizada é de suma importância, pois prioriza o cuidado de qualidade e integral da mesma, tendo como prioridade o bem-estar biopsicossocial de cada mulher que passa por essa situação difícil, tornando assim o atendimento singular e mais humanizado em todos os âmbitos.
Oral
Abrir o trabalhoPalavras-chave: HOSPITALIZAÇÃO,JOGOS E BRINQUEDOS,LUDOTERAPIA,MUSICOTERAPIA
Oral
Abrir o trabalhoELABORAÇÃO DE PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS PADRÃO NA MONITORIA DE SEMIOLOGIA E SEMIOTÉCNICA APLICADA À ENFERMAGEM
SARAH LUCENA NUNES; Lorena Pinheiro Braga; Kelly Suianne de Oliveira Lima; Cícero Washington Moreira Palácio; Emanuelly Vieira Pereira
INTRODUÇÃO A monitoria acadêmica está inserida no contexto de ensino, extensão e pesquisa, e sua relevância reside nas oportunidades geradas através da ampliação de experiências para o estudante. A nível nacional, foi documentada pela Lei nº 5540/1968, que culminou na criação da atividade de monitor pelas universidades, estimulando a seleção de acadêmicos que demonstrassem capacidade de desempenho em atividades técnico-didáticas de disciplinas curriculares (ABREU et al., 2014). A disciplina Semiologia e Semiotécnica aplicada à Enfermagem é tida como basilar para o desenvolvimento da prática clínica, tendo em vista que a partir dela os discentes começam a desenvolver o raciocínio clínico necessário para realização e interpretação de exames físicos indispensáveis para identificação de problemas e prestação da assistência adequada, bem como têm o primeiro contato com procedimentos técnicos (SILVA, HARTER, 2017). A padronização de tais procedimentos nessa fase é extremamente relevante, uma vez que a compreensão sistemática de como desenvolve-se todo o processo é ofertada. Nesse sentido, a criação de Protocolos Operacionais Padrão (POPs) torna-se pertinente um vez que, com base na literatura e diretrizes em vigor, as ações são apresentas por meio de etapas simples e precisas, padronizando o ensino entre os professores e monitores da disciplina e facilitando a aprendizagem (OLIVEIRA, SILVA, 2018). OBJETIVOS Relatar a experiência de monitores na elaboração de POPs a serem usados na disciplina Semiologia e Semiotécnica apliacada à Enfermagem. MÉTODO Trata-se de estudo descritivo do tipo relato de experiência sobre a construção de POPs para guiar a realização de procedimentos durante as aulas práticas, realizado por monitores da disciplina de semiologia e semiotécnica aplicada à Enfermagem do curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Regional do Cariri, Unidade descentralizada de Iguatu, sob supervisão das docentes da mesma. Para construção dos instrumentos, os discentes foram divididos em dois grupos de quatro pessoas cada, de modo a buscaram na literatura atualizada informações referentes aos conteúdos ministrados. Posteriormente, os POPs foram elaborados coletivamente, com base nessas informações, e avaliados pelos professores, sendo encaminhados aos discentes da disciplina para orientação nas aulas práticas e monitorias. RESULTADOS/DISCUSSÕES A partir do dia 20 de março iniciou-se a construção dos POPs, progressivamente, conforme os conteúdos iam sendo ministrados pelos docentes. A sistemática da disciplina inclui uma aula prática para cada conteúdo teórico ministrado. Finalizado cada módulo teórico, as docentes da disciplina selecionam os conteúdos base e enviam aos monitores para que iniciem a elaboração dos POPs. Já foram elaborados e estão disponíveis os POPs intitulados: “Higienização simples e cirúrgica das mãos”, “Higiene corporal”, “Sinais vitais”, “Exame físico geral e propedêutica semiológica”, “Exame físico respiratório”. A elaboração do material busca expor as condutas a serem desempenhadas de forma direta e esclarecedora. Em sua construção estão contidas as seguintes informações: objetivos, materiais utilizados e procedimento. Neste último, é descrito o passo a passo da técnica que será desempenhada e toda abordagem ao paciente que antecede e procede o momento da mesma. Ressalta-se que a falta de tempo, a exaustão e as atividades repetitivas são os motivos alegados por profissionais para justificarem a dificuldade de aderirem aos POPs. Portanto, o incentivo desse instrumento é fator intrínseco durante a graduação, por compreender que as adaptações na trajetória acadêmica capacitarão o estudante para o exercício da profissão de modo satisfatório (BOTELHO et al., 2015). Segundo o manual de padronização de POPs da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), estes instrumentos são considerados documentos indispensáveis para a execução de atividades que demandem eficiência e qualidade, necessitem do cumprimento de fundamentos e embasamento nas diretrizes e legislação das referidas áreas, e constitui meio informativo que permitirá que os procedimentos sejam realizados com segurança a quem executa (EBSERH, 2014). De acordo com Botelho et al. (2015), o avanço constante dos conhecimentos e tecnologias favorece a complexidade das instituições de saúde, fato que requer dos profissionais maiores competências e que essas objetivem o bom êxito, destacando a necessidade de padronizar os procedimentos, afim de qualificar o conhecimento e a utilização de tecnologias adequadas para proporcionar assistência segura ao paciente. Ademais, os POPs construídos pelos monitores da disciplina Semiologia e Semiotécnica aplicada à Enfermagem se propõem a, além de facilitar o entendimento dos discentes por evitar divergências nas informações repassadas, proporcionar experiências e práticas assistenciais e docentes aos monitores, como um vislumbre de suas atribuições futuras. Quanto às dificuldades e limitações vivenciadas, estas se referiram a divergências entre as literaturas pelas frequentes atualizações dos procedimentos pelas evidências cientificas recentes, tornando alguns materiais didáticos de referência desatualizados. Após aprovação do corpo docente, cada POP tem vigência de um ano. Periodicamente, esses instrumentos serão revisados, atualizados e então novamente disponibilizados aos discentes. Isso permite que os estudantes em formação se mantenham atualizados e distantes de executar técnicas obsoletas, que conduzam ao erro e coloquem em risco a segurança do paciente. Durante as atividades de monitoria, evidenciou-se a curto prazo que a implementação desse instrumento possibilitou a redução na ansiedade e melhor enfrentamento diante dos processos avaliativos da disciplina. Aos monitores, foi notório o amparo e segurança fornecidos pelos POPs durante todo processo educativo, além de relatarem maior envolvimento no programa de iniciação à docência. Em síntese o material teve forte aceitação por todos os envolvidos. CONSIDERAÇÕES FINAIS A monitoria consiste em uma ferramenta de potencialização do processo de ensino-aprendizagem e precisa estar sempre atualizada e cientificamente respaldada para o bom andamento deste processo. Tal processo pode ser fortalecido pelos POPs, que são excelentes ferramentas para uniformização de práticas, a fim de que não ocorram divergências no ensino. O processo elaborativo permitiu que os monitores envolvidos fossem protagonistas a construção do conhecimento, sendo perceptível o aprofundamento desses na literatura e a busca por materiais concisos, desenvolvendo assim o senso crítico. Desse modo, o processo de elaboração gerou subsídios para o desempenho da atividade de monitoria com maior fluidez. Portanto, a elaboração dos POPs constituiu experiência única de ensino-aprendizagem para monitores e docentes, ao passo que esclareceu dúvidas e promoveu desenvolvimento pessoal e profissional.
Palavras-chave: Educação em Enfermagem,Materiais de Ensino,Mentores,Semiologia e Semiotécnica
Oral
Abrir o trabalhoFORMAÇÃO PROFISSIONAL E DESENVOLVIMENTO DO SENSO CRÍTICO A PARTIR DA UTILIZAÇÃO DO JURI SIMULADO
RONNABY VICENTE DE ARAÚJO ; Ana Beatriz de Sousa Morais; Ingrid Rodrigues Alves; Larissa Pereira da Silva; Mônica Jorge da Silva
INTRODUÇÃO: O processo de formação em saúde vem se tornando cada dia mais desafiador. A necessidade em se formar profissionais que realizem uma assistência com base no acolhimento, na humanização e na resolutividade vem sendo muitas vezes complexo e distante da realidade. A assistência à saúde tem como porta de entrada o sistema básico de saúde e perpassa por inúmeros serviços, que exige dos profissionais o desenvolvimento de habilidades para um planejamento e implementação de cuidados conforme o contexto social, familiar e cultural. Diante desse contexto, o júri simulado vem sendo usado como uma metodologia ativa e tem ganhando espaço no meio acadêmico e se tornando uma alternativa de escolha que auxilia e fortalece a formação de uma visão crítica dos alunos a partir da dinâmica social que vivenciam. OBJETIVO: Relatar a experiência após a utilização do júri simulado com alunos do curso de enfermagem acerca da formação profissional e desenvolvimento do senso crítico. METODO: Este é um estudo descritivo, tipo relato de experiência, realizado com os alunos do curso de enfermagem do sétimo período da Universidade Regional do Cariri, durante o mês de abril de 2018, a partir da utilização de uma metodologia ativa: júri simulado. Para a efetivação do júri foi considerada a temática descriminalização do aborto. Onde após a definição da temática, os alunos foram divididos em grupos que representaram: acusação, defesa, testemunhas, conselho de sentença, juiz, segurança e escrivães, após essa divisão colocou-se em pauta o processo de planejamento e construção do estudo para embasamento do assunto e posterior processo de julgamento no ato em questão. RESULTADOS: Foi possível evidenciar que o júri simulado é uma excelente estratégia para construção e reconstrução de conceitos, ideias, conhecimento e aprimoramento destes, visto que instiga o senso crítico, a participação e o processo reflexivo, facilitando assim a tomada de decisões e o empoderamento do educando. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A grade curricular deve ser um elemento constantemente avaliado nas universidades, bem como a busca por metodologias ativas que auxiliem os formadores no processo do educar, com a finalidade de desenvolver alunos e profissionais críticos, dispostos a procurar alternativas grupais, multiprofissionais e intersetoriais para discutir e traçar estratégias para os problemas vivenciados.
Oral
Abrir o trabalhoMETODOLOGIAS ATIVAS: O CINEMA COMO FERRAMENTA PEDAGÓGICA NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM NA SAÚDE
FRANCISCO AYSLAN FERREIRA TORRES; MATHEUS DA COSTA FREITAS; SARA ÉLLEN RODRIGUES DE LIMA
INTRODUÇÃO A educação superior em saúde passa por transformações com o intuito de atender as mudanças na formação acadêmica dos estudantes, mudanças nas quais tem o objetivo de implementar estratégias pedagógicas de ensino de maneira centrada no acadêmico como promotor de sua própria ação educativa, de forma que esse estudante transite da dependência do professor à autonomia, elaborando seu próprio conhecimento nas atividades educativas. (MACEDO et al., 2018). A metodologia ativa baseia-se numa forma de educação crítico-reflexiva inserindo o educando na busca pelo conhecimento, modificando o processo de ensino-aprendizagem. A partir de metodologias ativas observa-se o método da construção de uma situação problema, a qual proporciona uma reflexão crítica, mobilizando o estudante para buscar conhecimento a fim de solucionar a problematização anteriormente estabelecida (ACOSTA et al., 2018). Esse tipo de metodologia problematizadora fundamenta-se no referencial teórico de Paulo Freire, na qual é pautada em uma educação libertadora, conscientizadora, reflexiva, dialógica, transformadora e acima de tudo crítica, na qual os problemas são baseados diante da realidade cotidiana (SILVA et al., 2018). As tecnologias apresentam uma relevante importância na tentativa de implementar metodologias ativas no processo de ensino-aprendizagem, já que estas funcionam como diferentes formas de apresentação da realidade de maneira mais dinâmica, possibilitando uma melhor compreensão da realidade e consequentemente o desenvolvimento das habilidades e atitudes dos acadêmicos diante de situações rotineiras (MORAN, 2007). Dentre essas tecnologias citadas anteriormente, pode-se utilizar do cinema como ferramenta educacional no processo de aprendizagem do estudante, pois este realiza uma conexão, direta ou indireta, com acontecimentos relevantes para a sociedade contemporânea. As experiências diante da utilização do cinema como ferramenta pedagógica podem provocar emoções e pensamentos baseados numa reflexão sobre questões morais que apresentem relevância para a sociedade (CEZAR; GOMES; BATISTA, 2010). As experiências vivenciadas através da utilização do cinema, no contexto educacional, demonstram resultados significativos acerca de novas perspectivas na formação acadêmica, nas quais apresentam a oportunidade de desenvolvimento de um espaço para um diálogo amplo e multitemático, sobre questões que ocupam e preocupam o estudante, questões essas que nem sempre encontram espaço no modelo acadêmico tradicional para serem abordadas (MORETO et al., 2005). A implementação de metodologias ativas no processo de ensino-aprendizagem na área da saúde emerge da necessidade e da importância de transformar a maneira de educação considerada ultrapassada, pautada em um conhecimento biologicista, fragmentado e em um modelo assistencial cartesiano, que deve ser desencorajado, na tentativa de promover a formação de profissionais qualificados, capazes de observarem as situações cotidianas de uma forma mais abrangente, abordando aspectos biopsicossociais dos pacientes (LOPES et al., 2017). Objetiva-se com esse estudo analisar a implementação de metodologias ativas, sobretudo o cinema, no processo de ensino-aprendizagem na área da saúde. MÉTODO Trata-se de uma revisão narrativa da literatura com abordagem qualitativa. Para a realização dessa pesquisa foram selecionados artigos baseando-se nos seguintes critérios de inclusão: artigos com idioma português, disponíveis gratuitamente na BVS (Biblioteca Virtual em Saúde) e Google Acadêmico e que responderam a seguinte questão norteadora: “Qual a contribuição do cinema como metodologia ativa no processo ensino- aprendizagem? ”. E os seguintes critérios de exclusão: artigos pagos, muito antigos e exclusão por título. Utilizaram-se os seguintes descritores: Cinema, Ensino, Metodologias e Saúde. Aplicou-se a esses descritores o operador boleano AND. O estudo foi realizado de março a abril de 2019 no munícipio de Iguatu-CE. Realizou-se a filtragem dos artigos, leitura dos títulos e resumos e leitura dos artigos na íntegra. RESULTADOS O cinema é um importante exemplo de metodologia ativa por ser utilizado como importante recurso pedagógico para a discussão de diversos temas, podendo ser utilizado em todas as disciplinas, contribuindo desta forma para que os alunos tenham espaço propício para debates e construção de conceitos. Tendo-se isso em vista, é de extrema necessidade buscar uma interação entre o conhecimento teórico-científico e o humanístico, ultrapassando o cientificismo que o ensino superior está praticando e ensinando (CEZAR et al., 2010). Os achados demonstram que o ensino através do cinema proporciona que o estudante possua reflexões e emoções, ao permitir a exploração de situações muito próximas da sua realidade, que muitas das vezes não é vivenciada presencialmente, mas permite vislumbrá-las por meio da imaginação, o que consequentemente leva a construção do conhecimento, fazendo-os rever posturas e considerar outras hipóteses (MORAES et al., 2010). Considera-se que o cinema aumenta as possibilidades de vivências, ampliando o repertório de experiências dos sujeitos. Enfatizando o uso do cinema como um recurso de educação em atitudes humanas, levando em conta, as virtudes e os valores inerentes a cada sujeito. Todavia, cabe ao professor socializar os discentes durante as discussões, a fim de criar um ambiente harmônico e produtivo para todos (MARÍAS, 1992). Por conseguinte, conforme identificado na literatura, nota-se que com o auxílio das metodologias ativas o ensino tradicional é rompido, deixando de lado estruturas de disciplinas isoladas e a formação fragmentada em lugar ocorre uma dinâmica diferente de aprendizagem, mas para isso o professor precisa estar preparado, indubitavelmente, envolve uma série de planejamentos complexos e domínios de competências pedagógicas, além das cognitivas (GAETA; MASETTO, 2010). Nesse contexto, é consensual que o docente precisa enriquecer o conteúdo das aulas, dominar estratégias e técnicas que permitam alcançar o seu objetivo de ensino com qualidade. É uma troca mutua e efetiva entre aluno e professor, ocorrendo a troca de ideias e experiências de ambos os lados, no qual, o professor por diversas vezes se oportuniza a se colocar no lugar do aluno (GAETA; MASETTO, 2010). DISCUSSÃO Salienta-se que entre as ferramentas disponíveis como recurso didático, apresentam-se o uso de vídeos e filmes como instrumentos inovadores. Estes facilitam a aprendizagem, possibilitando com que o estudante descubra uma forma interessante e motivadora de entender e debater sobre o assunto trabalhado. Durante quaisquer fases da graduação estas metodologias podem ser utilizadas, seja para exposição de conteúdos programáticos de disciplinas, em ações extensionistas ou atividades complementares (MORAIS et al., 2015). Destarte, os autores inferem que o uso do cinema se expõe de suma importância como estratégia pedagógica e educacional para o progresso de ensino e aprendizagem, para além da apresentação dos conteúdos exigidos na escola, abrangendo também a instrução do caráter constituinte do indivíduo (BARROS; GIRASOLE; ZANELLA, 2013). Ressalta-se que o cinema, sintoniza-se com o universo do estudante, na qual domina um conhecimento da emoção e da ilustração, tem um confidencial aproveitamento instrutivo (BLASCO, 2010). Sendo o cinema capaz de atingir profundamente bases criteriosas e importantes para o ensino e aprendizado, não deve-se selecionar um filme e repassá-lo de uma forma aleatória, é necessário conhecê-lo em sua intenção, envolvendo linguagem e contextos sociológicos e psicológicos, para que haja capacitação qualificada, possibilitando associar as características mais importantes desses canais de comunicação, em conjunto com o campo que pretendemos alcançar em conteúdo de conhecimento (BARROS; GIRASOLE; ZANELLA, 2013). Sobretudo, é relevante afirmar que o emprego do cinema, como metodologia de ensino e aprendizado manifestou-se eficaz, mas em eventualidade alguma deverá ser meramente ilustrativa, como também jamais substituir a função do professor, caracterizando-se como um momento crítico e reflexivo de aperfeiçoamento do assunto abordado (NICOLAU et al., 2014; MORAIS et al., 2015). CONSIDERAÇÕES FINAIS A partir das discussões acerca das metodologias inovadoras chega-se a conclusão que o aluno necessita dessa ferramenta para adquirir uma postura ativa frente a sua aprendizagem. O resgate da abrangência e complexidade do aprender, que traz consigo o desenvolvimento de habilidades e atitudes, aumenta as áreas cognitivas e afetivas do aluno, supera a transmissão, reprodução e acúmulo de informações, fazendo com que ocorra uma mudança radical no processo de ensino aprendizagem, colocando alunos e professos em situação de aprendizes. Conclui-se que por meio da adoção de metodologias ativas no processo ensino- aprendizagem nos cursos de saúde, os discentes podem debater, trocar informações e retirar objetivos de aprendizagem para aprofundamento e construção do conhecimento, fazendo com que o aprendizado não se torne exaustivo e irritante, mas prazeroso e atrativo, garantindo uma visão mais complexa e ampliado para o paciente, com agregação de novos saberes, não calcado apenas no conhecimento técnico.
Palavras-chave: CINEMA,ENSINO,METODOLOGIAS,SAÚDE
Oral
Abrir o trabalhoO impacto da tecnologia e suas contribuições na vida cotidiana e na atuação profissional
ELIENE ARAUJO LIMA; Warley Ramon Nobre Pereira; Landson Victor Gomes de Almeida; José Alison Nogueira Gomes; Ana Karina Sousa de Farias
Objetivou-se identificar e discutir as possíveis contribuições das tecnologias na vida cotidiana e na atuação profissional. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada, no mês de abril de 2019, com base em 13 literaturas. Diante dos resultados é possível afirmar que, o uso de ferramentas digitais, oportunizou novas possibilidades, e se tornou um método essencial e relevante na atuação profissional, uma vez que corrobora para melhor aperfeiçoamento do mesmo e consequentemente, aumento da produtividade. Conclui-se que esses recursos tem conformado nossas vidas, alterando diversas funções e criando outras, podendo contribuir com as atividades humanas, sejam elas quais forem.
Palavras-chave: Tecnologia,Cotidiano,Trabalho
Oral
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