103 de 103 trabalho(s) aceito(s)
A ARTE COMO FERRAMENTA DE PROMOÇÃO DA SAÚDE DA PESSOA IDOSA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
FRANCISCO MARCELO LEANDRO CAVALCANTE; Ana Beatriz Oliveira do Nascimento; Francisca Erandielly Lopes Sousa; Layse Fernandes Queiroz Vasconcelos; Maria Pereira Cassimiro; Andrea Carvalho Araújo Moreira
O envelhecimento envolve diversas experiências e mudanças nos contextos social, familiar e biológico, que podem contribuir para a ocorrência de vulnerabilidades à saúde da pessoa idosa. Isso destaca a necessidade de se ampliar as ações de promoção da saúde dessa população para oportunizar a prevenção do declínio funcional, de síndromes geriátricas e agravos à saúde. Objetivou-se relatar a experiência de acadêmicos de enfermagem no desenvolvimento de oficinas de arte para a promoção da saúde de idosos. Trata-se de um relato de experiência construído através das atividades de extensão realizadas por acadêmicos de enfermagem junto a um grupo de idosos, no período de outubro a novembro de 2019. Utilizou o referencial teórico da Teoria da Intervenção Práxica da Enfermagem em Saúde Coletiva (TIPESC) para condução da intervenção, por meio do qual seguiram-se as etapas: captação da realidade; interpretação da realidade; intervenção; e reinterpretação da realidade. Na captação da realidade dos idosos, realizada por intermédio de rodas de conversas e dinâmicas, identificou-se um grupo ativo a mais de 30 anos, com forte engajamento religioso e em ações sociais na comunidade. Elucidou-se, dentre as principais vulnerabilidades dos sujeitos: a capacidade funcional diminuída, a deterioração do estado de saúde devidos a presença de comorbidades, o inadequado suporte familiar e a baixa escolaridade. Frente a isso, a partir da interpretação dessa realidade, estabeleceu-se como prioritário o desenvolvimento de intervenções voltadas a promoção da capacidade funcional, sendo realizados cinco momentos grupais baseados em oficinas de arte, denominadas de: bingo dos idosos; voltando aos tempos de criança; oficina de porta retratos; caixa de histórias e outras brincadeiras; e oficina de natal. Nesses momentos foram utilizados materiais de papelaria, tintas para pintar, revistas para recortar, jogos de memória, fotos pessoais, dentre outros, com o objetivo de promover a realização de trabalho manual, estimular os sentidos, a coordenação tátil e motora, favorecer o resgate de memórias e fortalecer da expressividade, linguagem, cognição e comunicação. Diante do exposto, conclui-se que o desenvolvimento das oficinas através do referencial teórico escolhido possibilitou conhecer melhor a realidade dos idosos, promover o engajamento e participação ativa deles no planejamento e desenvolvimento das atividades e intervir de forma lúdica e criativa sobre suas principais necessidades deles.
PSICOLOGIA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA A SAÚDE: O OLHAR DE AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE NO SUDOESTE-BAHIA
IAN PEREIRA ASSUNÇÃO; Laryssa Vieira Guimarães de Souza; Polyana Arruda dos Santos; Tatiane Tavares Reis
INTRODUÇÃO A Atenção Primária a Saúde (APS), é a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), que tem por objetivo ser um conjunto de ações no âmbito individual e coletivo que abrangem a promoção e proteção da saúde, prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação e manutenção da saúde. O Ministério da Saúde (MS) publicou em 2006 a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), a qual fez uma revisão das diretrizes e normas para a organização da Atenção Primária a Saúde (APS) como “estratégia nacional” e não mais como “programa”. (BRASIL, 2006, 2011). Com o fortalecimento da Atenção Primária como eixo de orientação da assistência à saúde e em sintonia com os princípios preconizados pelo SUS, registrou-se a entrada oficial da Psicologia nesse nível de assistência quando ocorreu sua integração às equipes do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF). Criado por meio da Portaria n.º 154 de 24 de janeiro de 2008 e descontinuado em janeiro de 2020, ele expressava o engajamento do MS para o fortalecimento da Atenção Primária. O NASF foi reconfigurado para o Núcleo Ampliado de Saúde e Atenção Básica. E a psicologia da saúde tem muito à contribuir com o trabalho a ser desenvolvido pelas equipes multiprofissionais neste nível de atenção primária. Tendo o psicólogo, papel fundamental para um atendimento integral à saúde da comunidade assistida e da própria equipe de saúde ,apesar de não ser obrigatória sua inserção na equipe mínima. Nesse sentido, a Psicologia integrada às equipes de saúde na atenção básica, têm se configurado enquanto desafio tanto para os psicólogos quanto à equipe de saúde, já que estudos apontam o desconhecimento do fazer psicológico na atenção primária, e de seu papel nas práticas de saúde, contribuindo com um olhar diferenciado sobre os indivíduos e expandindo as ações de prevenção/promoção à saúde. Este estudo foi motivado por vivências durante as disciplinas cursadas por estudantes do curso de Psicologia que fomentavam as discussões sobre as dificuldades de inserção da Psicologia nestes espaços, sobretudo, devido a hegemonia do saber médico. Foi então construído um projeto de extensão com intuito de adentrar e compreender o cenário das unidades básicas e as particularidades das demandas de saúde mental. OBJETIVO Compreender o trabalho do profissional psicólogo na Atenção Primária no município de Jequié-BA, especificadamente, identificando as demandas trazidas pela comunidade quanto à saúde mental e as dificuldades encontr
A educação alimentar e nutricional como ferramenta promotora de hábitos alimentares saudáveis em crianças um estudo de revisão
RENATO GONDIM DE OLIVEIRA; PABLO RAMON DA SILVA CARVALHO; ANDREZA HALAX REBOUÇAS; HELDER MATHEUS ALVES FERNANDES
A alimentação tem um papel importante na manutenção da saúde, mas com a crescente modernização urbana, os hábitos alimentares vêm sofrendo significativas mudanças, que podem acarretar o surgimento de comorbidades. Tendo em vista isso a educação alimentar e nutricional é um processo de transformação dos hábitos alimentares infantis, pois tem característica de ser promocional e preventiva. O objetivo deste estudo foi analisar se a educação alimentar e nutricional é realmente capaz de despertar nas crianças o interesse na formação e manutenção de hábitos alimentares saudáveis. Tratando-se de um estudo de revisão bibliográfica de caráter descritivo com abordagem exploratória, o levantamento bibliográfico foi realizado nas bases de dados indexadas ao portal de dados eletrônico Biblioteca Virtual da Saúde (BVS), no período de setembro a novembro de 2020. Fica evidente que a educação alimentar e nutricional pode ser usada como ferramenta para trabalhar na criação e manutenção de hábitos alimentares mais saudáveis. Conclui-se que a execução nas escolas concretizou e reafirmou o compromisso destas atividades na modificação e formação de bons hábitos alimentares das crianças em idade escolar.
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoA VISÃO BIOPSICOSSOCIAL DA MORTE E OS DESAFIOS DO PSICÓLOGO HOSPITALAR EM CUIDADOS PALIATIVOS
LARISSA FERREIRA DA SILVA ; Nathalia de Sousa Sampaio; Leila Rodrigues Feio
ASSISTÊNCIA DE SAÚDE REALIZADA A POPULAÇÃO INDÍGENA
JOAO EDUARDO GOMES DE OLIVEIRA ; BÁRBARA GOMES DE OLIVEIRA; MARLISON DIEGO MELO DA SILVA; EUDES JOSÉ BRAGA JUNIOR; KALINE SILVA MENESES
A população indígena apresenta maneiras distintas de reconhecer o processo saúde-doença e de realizar intervenções terapêuticas, necessitando de uma atenção à saúde diferenciada. Assim, tornou-se fundamental a criação dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), como um subsistema do Sistema Único de Saúde (SUS), que estabelecem atenção à saúde de forma específica. Descrever a assistência de saúde realizada a população indígena. Trata-se de uma revisão da literatura. Baseou-se nos dados de Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) que teve como questão norteadora: “O que a literatura aborda sobre a assistência de saúde realizada a população indígena?”. Foram utilizados os descritores: “equidade em saúde”, “assistência ao indígena” e “saúde das populações indígenas”, como critério de inclusão foram considerados: texto completo, idioma português, espanhol e inglês, que retratassem a temática em estudo, publicados nos anos 2017 a 2021, e como critério de exclusão: textos duplicados, incompletos e que não focaram no tema exposto. Os descritores foram cruzados através do operador booleano “and” para busca simultânea dos assuntos. Foram encontrados 60 artigos, porém, após aplicar os critérios de elegibilidade restringiram-se a 18 obras. Ao final das análises, 9 artigos foram incluídos na revisão, porque melhor se enquadraram no objetivo proposto. A população indígena mundial é composta por aproximadamente 370 milhões de pessoas – em torno de 5% do total mundial – e constitui mais de um terço das 900 milhões de pessoas que vivem em extrema pobreza em áreas rurais do mundo. Para compreender essa demanda, é necessário que se entenda o processo de entrada do paciente indígena no sistema de saúde, o agente de saúde indígena dá início ao acompanhamento realizando orientações de saúde nas aldeias e se o problema de saúde não for solucionado, o agente encaminha o paciente para o polo base do município. Os povos indígenas vêm experimentando mudanças no estilo de vida que têm repercutido na emergência das doenças crônicas não transmissíveis, a destacar: dislipidemias, diabetes mellitus, hipertensão arterial, doenças cardiovasculares, neoplasias, doenças psiquiátricas e alcoolismo. Conclui-se que a DSEI são responsáveis pelos serviços de saúde adaptados às demandas da população indígena, garantindo equidade e humanização no atendimento à saúde, assim a realização de um tratamento eficaz.
A FEBRE CHIKUNGUNYA NO MUNICÍPIO DE MOSSORÓ-RN: PARA ALÉM DO ASPECTO CLÍNICO
TATIANE APARECIDA QUEIROZ; Weslley Misael Bezerra Damasio; Leilane Alice Moura da Silva; Lara Candice Costa de Morais Leonez; Alfredo Marcelo Grigio; Francisca Patrícia Barreto de Carvalho
A febre chikungunya é causada pelo vírus Chikungunya, contudo, sua disseminação acontece pela proliferação ambiental do seu vetor. Assim, a doença não possui causa apenas biológica, mas engloba as diversas dimensões da vida em sociedade. O objetivo deste trabalho é descrever e analisar os aspectos epidemiológicos, clínicos e geográficos da febre chikungunya na área urbana de Mossoró-RN. Foi realizado em duas Unidades de Pronto Atendimento do município. A população correspondeu a 4.777 indivíduos atendidos entre janeiro 2015 a dezembro de 2017, notificados como caso de febre chikungunya. Para a obtenção dos dados clínicos e epidemiológicos calculou-se uma amostra aleatória estratificada que correspondeu a 497 indivíduos. Para os dados espaciais, optou-se por trabalhar com a população total de casos atendidos. A coleta de dados foi realizada em três etapas: obtenção dos dados clínicos e epidemiológicos; dos endereços dos indivíduos e visitas in loco nos bairros com maior número de casos da doença. Para análise dos dados utilizou-se o software estatístico Statistical Package for Social Sciences versão 25.0. A localização do endereço dos pacientes foi realizada através do uso do Geocode Cells. O protocolo de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte sob CAEE nº 82980418.8.0000.5294 e parecer nº 2.567.204. A maioria dos indivíduos estão compreendidos na faixa etária de 21 a 40 anos (40,04%, n= 199), são do sexo feminino (50,91%, n=253), havendo predomínio de trabalhos formais (24,14% n=120). O maior número de casos de febre chikungunya aconteceu em 2016 (71,43%, n=355) e a artralgia (81,49%, n=405) foi o principal sintoma apresentado. Em relação a distribuição espacial da doença, houve uma maior incidência nos bairros Santo Antônio, Barrocas, Bom Jardim, Paredões, Boa Vista, Lagoa do Mato, Alto da Conceição, Belo Horizonte e Aeroporto, que apresentam problemas sociais e ambientais, como saneamento precário, descarte inadequado de resíduos sólidos, problemas com abastecimento de água, entre outros, que contribuem diretamente para a reprodução do mosquito vetor. Dessa forma, o estudo mostra que as estratégias de combate à doença vão muito além dos aspectos clínicos, sendo necessário atentar para o desenvolvimento de políticas públicas mais efetivas que contemplem as vulnerabilidades sociais e ambientais as quais a população está exposta, bem como, ações de educação em saúde.
A ATUAÇÃO DOS AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE NA ATENÇÃO AOS MEMBROS DA COMUNIDADE LGBTQIA+
BRUNA MENDES CARVALHO; Izabelle Alves Mendes de Oliveira; Lorena Rodrigues Souza; Caroliny da Cruz Araujo; Matheus de Araújo Melo; Cláudia Cerqueira Graça Carneiro
A saúde em seu conceito ampliado, não somente como assistência médico-sanitária, está garantida na Constituição Federal do Brasil. As ações do Sistema Único de Saúde (SUS) visam a qualidade de vida da população através de intervenções seguindo os seus princípios fundamentais, dando enfoque aos determinantes sociais da saúde e da doença. Ainda assim, esses determinantes têm sido negligenciados, tal qual o preconceito institucional contra a população LGBTQIA+, sigla para Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transgêneros, Queer, Intersexo, Assexual e outros. O descaso no cuidado e acolhimento com essa minoria sexual e de gênero é perceptível em todo mundo, por isso, é necessário conhecer a forma com que atuam os profissionais de saúde brasileiros. Em função disso, o objetivo deste trabalho foi analisar, na literatura atual, a atuação dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) no atendimento à população LGBTQIA+. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura. As buscas foram feitas na PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde. Os descritores em ciências da saúde utilizados foram “Minorias Sexuais e de Gênero” AND “Agentes Comunitários de Saúde”, os critérios de inclusão foram artigos publicados em periódicos nos últimos 10 anos, em português, espanhol e inglês, e relacionados ao tema proposto. Foram encontrados 8 artigos. Os profissionais da saúde recebem pouca qualificação sobre essa temática. Os ACS são profissionais que tendem a não se envolver com os processos de cuidado à população LGBTQIA+, têm concepções tradicionais e normativas, imperando em seus discursos mais senso comum do que perspectivas ético-políticas que norteiam o SUS e o “fazer” dos profissionais da saúde. Há ausência da noção dos direitos das minorias. Percebe-se a necessidade de se pensar metodologias educativas que possibilitem o debate de crenças e valores pré-estabelecidos, alinhando a teoria com a prática cotidiana de trabalho dos agentes, incentivando a reflexão sobre os LGBTQIA+. A educação continuada sobre a saúde dessa população, pode ter um papel fundamental no combate ao preconceito institucional dentro do serviço de saúde.
Minorias Sexuais e de Gênero, Agentes Comunitários de Saúde, Assistência Integral à Saúde
Resumo Simples
Abrir o trabalhoO USO DE MANDALAS COMO METÁFORA PARA DESENVOLVIMENTO DA RESILIÊNCIA DURANTE A PANDEMIA
YASMINE QUEIROZ WANDERLEY; Tereza Raquel Dantas Araújo Oliveira; Amanda Carolina Claudino Pereira
O grupo de Leituras Feministas e Psicologia (GLFP) da Faculdade Católica do Rio Grande do Norte é uma extensão universitária que teve início em 2018 por iniciativa de discentes da faculdade, caracterizou-se por proporcionar um ambiente seguro para que suas participantes, em suma mulheres, pudessem partilhar sentimentos e vivências que as atravessam. Esse espaço de confiança construído entre as coordenadoras e participantes causou um significativo impacto na vida das mesmas, uma vez que se tornou perceptível a evolução, ao decorrer das reuniões, dos pensamentos, críticas e atitudes no dia a dia. No entanto, o advento da pandemia de COVID-19 impôs a suspensão de atividades coletivas e a necessidade de isolamento social como medida de segurança sanitária. Em vista desta situação, este trabalho vem relatar a experiência de adaptação do modelo de reuniões do GLFP para o modelo remoto, tendo escolhido o tema da primeira reunião remota, a oficina de mandalas, como tema desta discussão. O objetivo deste trabalho é apresentar a construção de mandalas como uma ferramenta para ajudar as participantes no processo de desenvolvimento da resiliência neste novo momento histórico, de pandemia e isolamento social, em que vivemos durante o ano de 2020. O método utilizado foi a observação participante, o que nos permitiu compartilhar das mesmas experiências e construir este relato. Ao fim, percebeu-se que o grupo se caracterizou como um espaço seguro para acolhimento, trocas de experiências e partilhas, facilitados pelo uso da mandala como ferramenta terapêutica.
Palavras-chave: psicologia,resiliência,grupo
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoPRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES: O QUE DIZEM AS POLÍTICAS DOS ESTADOS E DISTRITO FEDERAL BRASILEIRO?
VINICIUS PEREIRA DE CARVALHO; Bruna Helena Ribeiro Araújo dos Santos; João Felipe Oliveira Santos Prazeres; Vinícius Gabriel Batista Ferreira; Lorena Souza Rocha; Paula Rosat Osório de Lima
As Práticas Integrativas e Complementares são visualizadas como um dos caminhos para tencionar a diversidade cultural na saúde. Essas práticas foram institucionalizadas no Sistema Único de Saúde com a publicação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares. Desde então, diferentes políticas públicas têm sido criadas para a implementação das Práticas Integrativas. Apesar disso, nota-se que são poucos os estudos que visam o exame dessas políticas. Acreditamos que investigações desse tipo podem oferecer subsídios para compreensão da conjuntura de institucionalização e reconhecimento da arte e cultura na saúde. Diante disso, objetivou-se analisar comparativamente as Políticas de Práticas Integrativas e Complementares criadas no Distrito Federal e em estados brasileiros. Trata-se de uma pesquisa documental, exploratória, comparativa e de abordagem qualitativa. A busca foi feita em sítios eletrônicos de pesquisa e bases de dados acadêmicos no primeiro semestre de 2021, utilizando-se do termo “Política de Práticas Integrativas e Complementares” associado ao nome dos 26 estados brasileiros/Distrito Federal. As políticas localizadas e disponíveis gratuitamente como arquivos eletrônicos foram incluídas: Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. Utilizou-se a técnica de análise categorial, definindo-se sete categorias de análise. As regiões centro-oeste, nordeste e sudeste se destacaram na produção de políticas de Práticas Integrativas. Em relação às datas de publicação, somente em 2009 houve a edição de mais de uma (duas) política, sendo os outros anos (uma política em cada): 2011, 2013, 2014, 2015, 2019 e 2021. Apesar de haver certa convergência nas concepções de Práticas Integrativas e Complementares presentes nas políticas, algumas singularidades foram percebidas. Também foram observadas diferenças nos processos de construção das políticas e, além disso, verificou-se que em algumas houve a integração de práticas não abrangidas na Política Nacional, a exemplo das vivências lúdicas integrativas no Rio Grande do Norte. Desse modo, apontamos a necessidade de maior investigação do processo de implementação das Práticas Integrativas em nível regional. A ausência da análise de outros documentos (eletrônicos e físicos) configurou-se como um limite deste estudo. Portanto, novas investigações são necessárias para descrever mais profundamente a presença dessas práticas no território brasileiro.
Palavras-chave: Práticas Integrativas e Complementares,Sistema Único de Saúde,Políticas Públicas de Saúde
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoUMA REVISÃO INTEGRATIVA ACERCA DA ARTETERAPIA COMO INSTRUMENTO DE PROMOÇÃO E PREVENÇÃO DE SAÚDE MENTAL
JÉSSICA FRANÇA MENDONÇA; Jônatas Alves da Silva; Hemanuelle Gomes Venceslau; Alana Gomes Martins; Bianca Silva Araújo
A arteterapia é a modalidade terapêutica que busca reunir arte e saúde mental, essa terapia oferece, sobretudo, bem estar-emocional em pessoas e grupos humanos, ajudando a diminuir sensações de angústia e ansiedade, assim como, “enjoo” do ser, proporcionando maior confiança pessoal, autoestima e clareza interna. O presente estudo busca apreender e analisar a influência do uso terapêutico da arte expressiva, bem como, sua finalidade no âmbito da saúde mental, e a relevância do uso desse método terapêutico com o intuito de garantir uma melhor qualidade de vida. A presente pesquisa utilizou-se de revisões bibliográficas, em que, para coleta de dados, buscou-se artigos da literatura científica fazendo uso dos periódicos disponíveis nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), Portal de Periódicos Eletrônicos de Psicologia (PePSIC) e Google Acadêmico. Os critérios de inclusão utilizados foram: artigos nos idiomas português, inglês e espanhol, publicados no período de 2015 a 2021 e que apontassem para o tema em questão. Como critérios de exclusão foram descartados os artigos que apresentaram um público diferente do preterido na presente pesquisa, bem como, aqueles que estavam duplicados. Após análise dos artigos foram observadas melhorias no contexto psicológico dos clientes, promovidas pela arte expressiva. A reflexão pesquisada postula que a arteterapia é uma técnica capaz de conduzir e modificar questões da vida consequências do adoecimento mental, uma vez que se institui como um meio de expressão da subjetividade humana possibilitando acessar conteúdos internos e trabalhá-los. Portanto, essa revisão literária possibilitou maiores esclarecimentos para que pudéssemos analisar e compreender um pouco mais da percepção das atividades artísticas diante das intervenções terapêuticas. Além disso, pode-se identificar através dos estudos o funcionamento desse importante instrumento utilizado no ofício do psicólogo, viabilizando a humanização, promoção e prevenção da saúde mental e bem-estar integral. Dessa forma, esse estudo se torna relevante para compreensão das mudanças dos clássicos recursos terapêuticos na área da psicologia, e o aprimoramento de conhecimentos na área e estudos posteriores propiciando assim conhecimento sobre o assunto.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoPalavras-chave: Psicologia; Sistema Único de Saúde; Atenção Primária a Saúde; Agente comunitário de Saúde; Saúde Mental.
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoA CORRELAÇÃO DA DIABETES MELLITUS E DA HIPERTENSÃO ARTERIAL
KAYQUE GABRIEL RODRIGUES FERREIRA; Tamires De Alcantara Medeiros; Rodrigo Araújo Silva; Yngrid Yvini Calou Diniz; José Wilder de Sousa Caldas; Petrucya Frazão Lira
As doenças crônicas não transmissíveis ainda é um problema sério na saúde pública da população mundial. Os exemplos mais marcantes dessas patologias são o Diabetes Mellitus (DM) e a Hipertensão Arterial (HA). Esses agravos possuem múltiplos fatores de risco e estão relacionadas com deficiências e incapacidades físicas e funcionais nos sujeitos acometidos. No Brasil, elas apresentam como parte do aumento de adoecimento e óbito e a situação é mais preocupante quando estão envolvidas no mesmo paciente. O objetivo desse estudo é enfatizar s correlação da DM com a HA pode ocasionar na saúde pública. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa. A construção teórica-cientifica se deu na biblioteca virtual de saúde (BVS), utilizando como base de dados: LILACS, MEDLINE e na BDENF - Enfermagem, utilizando os descritores que foram encontrados no DECS “Diabetes Mellitus”, “Hipertensão Arterial” e “Prevalência” e o operador booleano AND. Os critérios de inclusão foram artigos publicados no idioma Português e que tenham sidos escritos nos últimos 05 anos. Foram excluídos estudos duplicados, ou que apresentaram está inconclusivo ou incoerentes. No final da pesquisa, foram encontrados 124 artigos, porem apenas 15 atenderam aos critérios de inclusão e contribuiu para a construção cientifica da temática abordada. Nota-se que a Atenção Primária é a porta de entrada preferencial da rede de atenção à saúde, acolhendo usuários e promovendo a vinculação e responsabilização pela atenção a suas necessidades de saúde. Mas, mesmo com esses mecanismos, os números de casos de pacientes que são diagnosticados com as duas patologias continuam crescentes, juntamente com as taxas de mortalidade e internação por HA e DM. Sentem-se as consequências humanas, sociais e econômicas das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) por todos os países, mas são particularmente devastadoras em populações pobres e vulneráveis. Além do mais, os fatores de risco encontrados incomum nas duas doenças são o tabagismo, sedentarismo, sobrepeso/obesidade e história familiar de doença cardiovascular. Por último, é encontrado que às complicações ocasionadas pela junção das duas doenças são coronariopatias, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e doença renal. Dessa forma, conclui que investimentos e mudanças na atuação da Atenção Primária ajudariam na reduzir as hospitalizações e óbitos causados pelo DM e pela HA, sobretudo, nas populações mais carentes.
Palavras-chave: diabetes,hipertensão,correlação
Oral
Abrir o trabalhoA CORRELAÇÃO ENTRE O DIABETES E A DOENÇA DE ALZHEIMER
YNGRID YVINI CALOU DINIZ; Grazielle Botelho Dantas Alves Figueiredo; Evilani de Souza Silva; Kayque Gabriel Rodrigues Ferreira; Rodrigo Araújo Silva; Petrucya Frazão Lira
O Diabetes Mellitus é uma síndrome metabólica decorrente da baixa produção ou má absorção de insulina. Pesquisas recentes, trazem o DM como um possível fator de risco para o desenvolvimento da Doença de Alzheimer, que é uma doença neurodegenerativa, progressiva e sem cura, podendo levar o paciente a dependência total e incapacitação devido à deterioração das funções cognitivas. O objetivo deste estudo é apresentar as inter-relações existentes entre o Diabetes e a Doença de Alzheimer. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa. A construção teórica-cientifica se deu na biblioteca virtual de saúde (BVS), utilizando como base de dados: LILACS, MEDLINE utilizando os descritores que foram encontrados no DECS “Diabetes Mellitus” AND “Resistência à insulina” AND “Doença de Alzheimer”. Os critérios de inclusão foram artigos publicados no idioma Português e Inglês e que tenham sidos escritos nos últimos 05 anos. Foram excluídos estudos duplicados, ou que apresentaram está inconclusivo ou incoerentes. No final da pesquisa, foram encontrados 101 artigos, porem apenas 10 atenderam aos critérios de inclusão e contribuiu para a construção cientifica da temática abordada. Nota-se que o Diabetes Mellitus (DM) e a Doença de Alzheimer (DA), são doenças crônicas onde são desenvolvidas comumente com o envelhecimento, o DM vem apresentando fortemente características semelhantes a DA, dentre elas está a resistência ou insuficiência à insulina. O paciente quando desenvolve a DA mostra sinalização insuficiente da insulina, com isso pode acelerar o envelhecimento do cérebro e possivelmente vir a desenvolver a neurodegeneração. O cérebro processa carboidrato para produzir energia na forma de adenosina trifosfato, usando exclusivamente glicose para desenvolver energia e com a incapacidade de metabolizar a glicose o cérebro já não consegue proteger as sinapses, resultando em alterações cognitivas. A hipoglicemia é uma das condições associadas a diabetes, onde acontece quando os níveis açúcar do sangue estão baixos, além disso a hipoglicemia também contribui com a neurodegeneração. Evidencia-se, portanto, que o Diabetes tem sido fortemente associado ao declínio cognitivo e ao risco aumentado de desenvolver demência, incluindo a doença de Alzheimer, devido ao déficit de insulina que está associada a ambas.
Palavras-chave: Diabetes Mellitus, Resistência à insulina,Doença de Alzheimer
Resumo Simples
Abrir o trabalhoA ESPIRITUALIDADE NO DESPERTAR DO CUIDAR INTEGRAL: A EXPERIÊNCIA DA AALEGREES
FERNANDO LUIZ RIBEIRO DE FREITAS NERY ALVES; GEORGE LUIZ NERIS CAETANO; ALINE SILVA ZIEHE
A educação em saúde persiste atravessada por demandas biomédicas e tecnicistas. Em resposta a esse prejuízo na formação em saúde, a Associação Acadêmica de Ligas e Grupos de Estudo em Espiritualidade e Saúde (AALEGREES) vem dialogando com as várias interfaces pertencentes à espiritualidade em saúde, fomentando novas racionalidades médicas no ensino, pesquisa e extensão formativos. Assim, este relato pretende partilhar a experiência discente presente na gestão da AALEGREES interseccionando à prática nos cenários/territórios promotores de atenção à saúde. Congregando múltiplas ações formativas, com ênfase na abordagem integral ao paciente, a AALEGREES faz uso de metodologia mista, contando com aulas expositivas, reuniões mensais, encontros temáticos, disposição de conteúdo midiático e mentoria ofertada por discentes com formação e prática avançada em espiritualidade em saúde, bem como os docentes conselheiros e consultores associados. O fortalecimento que a AALEGREES engendra práticas humanizadas no cenários de prática formativa, além de evidências científicas consistentes sobre os benefícios dos instrumentos e ferramentas associados à espiritualidade na prática terapêutica. As inúmeras ações coletivas presentes na AALEGREES miram suprir a lacuna acerca do aspecto espiritual do indivíduo, por meio de instrumentos validados para anamneses e rastreios durante consultas, por exemplo, ou no aprimoramento do olhar para o acolhimento sensível às subjetividades e contextos inerentes no complexo processo de adoecimento e cura. Destaca-se que a AALEGREES vem corroborando para a construção coletiva de espaços/territórios saudáveis, com a implementação de projetos interinstitucionais em múltiplas parcerias e interfaces presentes nos territórios e cenários. Assim, a manutenção de uma associação centrada na temática saúde e espiritualidade representa o sopro de novos ventos, a boa-venturança de epistemologias do sul na ressignificação de racionalidades biomédicas, ainda eurocentristas e excludentes das abordagens decoloniais que os territórios e cenários à margem forjam no cotidiano, na construção de paradigmas e enovelamento de aspectos culturais, sociais e antropológicos. O fortalecimento de movimentos como a AALEGREES enaltece a dialógica por uma formação/prática conectada ao pluralismo de narrativas libertadoras e participativas.
Palavras-chave: Espiritualidade,Educação Médica,Atenção Primária à Saúde
Resumo Simples
Abrir o trabalhoA IMPORTÂNCIA DA APLICAÇÃO DO PROTOCOLO DE PAV EM PACIENTES SUBMETIDOS À INTUBAÇÃO ENDOTRAQUEAL
VINÍCIUS ALVES DE FIGUEREDO; Iandra de Morais Silva; Cícero Wendel de Sousa Pereira; Ana Vitória Bento Alves Silva; Rafaela Gonçalves Duarte; José Rômulo Cavalcante Prata Júnior
As infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) são consideradas como um problema de saúde pública. Sabe-se que em unidades de terapia intensiva (UTI) pacientes intubados estão susceptíveis a desenvolverem pneumonia associada à ventilação mecânica, uma infecção das parênquima pulmonar que são diagnosticadas após 48 horas da intubação endotraqueal e do início da ventilação mecânica invasiva (VMI) ou após 72 horas de uma extubação. Entretanto, destacam-se como causadores das PAV, acumulações de secreções nas vias aéreas respiratórias superiores, em cima do balonete do tubo endotraqueal, ou no espaço entre o balonete e a parede da traqueia, realizações de aspirações traqueais, inalações ou nebulizações com materiais contaminados, e refluxos gastrointestinais. Com isso, foi elaborado um protocolo com conjuntos de medidas baseadas em evidências para promoção, prevenção e redução destas infecções, dentre essas instruções recomenda-se: higienização das mãos dos profissionais de saúde, decúbito elevado em 30° a 45° graus, adequação do nível de sedação, aspiração endotraqueal, higienização oral com clorexidina 0,12%, monitoração da pressão do cuff, troca do filtro bactericida, e evitar reitubações. Este estudo tem como objetivo abordar a importância da aplicação do protocolo de PAV em pacientes submetidos à intubação endotraqueal. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa. A construção teórica-cientifica se deu na biblioteca virtual de saúde (BVS), utilizando como base de dados: BDENF e a LILACS, os descritores empregados foram: “Pneumonia associada a respirador mecânico” “Ventilação mecânica” “Protocolo de tratamento”. Os critérios de inclusão foram artigos publicados no idioma português, e que tenham sido escritos nos últimos 10 anos. Foram excluídos estudos duplicados, ou que se apresentavam inconclusivos ou inconsistentes metodologicamente. Após a aplicação dos critérios de inclusão, foram encontrados 05 artigos na biblioteca virtual de saúde, onde 04 atenderam aos critérios propostos, e contribuiu para a construção científica da temática abordada. Nota-se que o emprego desses cuidados, garante uma assistência qualificada e segura, diminuindo incidências e reduzindo morbimortalidade. A aplicação do protocolo de PAV na assistência clínica, e o trabalho integral da equipe multiprofissional, evidenciaram minimização, prevenção e controle das incidências e infecções relacionadas à assistência à saúde.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoA MANIFESTAÇÃO DE PSICOPATOLOGIAS DURANTE A PANDEMIA DO COVID-19 E SEUS EFEITOS EVIDENCIADOS NA SÍNDROME PÓS-COVID-19: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
IANDRA DE MORAIS SILVA; VINÍCIUS ALVES DE FIGUEREDO; ANA VITÓRIA BENTO ALVES SILVA; CÍCERO WENDEL DE SOUSA PEREIRA; BRUNA AMARAL RAFAEL; JOSÉ RÔMULO CAVALCANTE PRATA JÚNIOR
A pandemia provocada pela infecção por SARS-CoV-2 demandou diversas medidas de enfrentamento, de modo a destacar o isolamento social. Com isso, foi evidenciado o aparecimento de variados distúrbios psicológicos em considerável parcela da população, principalmente em indivíduos que apresentaram COVID-19 em sua fase aguda. À vista disso, analisa-se as repercussões neuropsicológicas desencadeadas, sustentadas ainda após a recuperação da doença, que se enquadram no contexto do que se tem sido estudado como Síndrome Pós-COVID-19, considerando as implicações expostas pelo contexto social dos indivíduos. Este estudo objetiva avaliar de forma descritiva as afecções neuropsicológicas decorrentes do período de infecção por COVID-19. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, na qual os estudos de base foram extraídos do Google Acadêmico, Science Direct e da base eletrônica SciELO, utilizando as palavras-chave “COVID-19”, “Psicopatologia” e “Síndrome Pós-COVID-19". Os critérios de inclusão foram: artigos nos idiomas português, espanhol e inglês, publicados nos anos de 2020 e 2021. Foram excluídos artigos repetidos, inconclusivos e que não atendiam aos critérios de elegibilidade. Foram encontrados 38 estudos, dos quais 5 atenderam aos critérios de elegibilidade. Logo, observou-se que os estressores multidimensionais evidenciados durante o processo pandêmico irromperam em sofrimento psíquico, o que é mostrado através do crescimento dos números de casos de suicídio, depressão e ansiedade e maior risco de desenvolvimento de estresse pós-traumático, Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) e agorafobia, cenário que só é piorado mediante estratégias de enfrentamento ineficazes e para grupos a que se associa o baixo nível de escolaridade e/ou poder aquisitivo. Ademais, notou-se que quadros de transtornos mentais, demências e transtornos de bipolaridade também foram piorados. Nesse âmbito, ao verificar a persistência de sinais e sintomas em pessoas que apresentaram a fase aguda da infecção por SARS-CoV-2, percebeu-se a persistência de mal-estar psicológico, problemas emocionais e considerável afetação psiconeurocognitiva. Em síntese, são muitos os possíveis resquícios deixados pela infecção por COVID-19 na maioria dos recuperados, a enfatizar os neuropsicológicos, o que denota, portanto, a primordialidade de atenção à temática, para que a mesma seja melhor estudada, possibilitando a prevenção e o tratamento adequados para minorar o efeito sobre os indivíduos.
Palavras-chave: COVID-19,Psicopatologia,Síndrome Pós-COVID-19
Resumo Simples
Abrir o trabalhoATIVIDADE EDUCATIVA COM GESTANTES DE ALTO RISCO SOBRE OS CUIDADOS DE PREVENÇÃO AS INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS
CYNTHIA MELO MORAIS; Suênia Évelyn Simplício Teixeira; Paloma Fonseca Silva; Suelem Dias Monteiro Oliveira; Sabrina Rodrigues Aragão; Brena Maria Custódio Mendes
O acompanhamento de gestante de alto risco é de vital importância para prevenção de agravos e mortalidade materna e infantil, a cidade de Sobral tem em sua rede de assistência, o Centro de Especialidades Médicas (CEM), onde se realiza à avaliação por médicos obstetras e a vinculação delas com a maternidade de referência para internação, parto e pós parto. Devido aos altos índices de contaminação pelo covid-19 e da influenza, sabendo sobre os possíveis agravos à saúde que esses vírus podem causar as gestantes e recém-nascidos, as residentes pertencentes a Residência Multiprofissional de Neonatologia (REMUNE) desenvolveram durante sua vivência no CEM atividades de orientação para prevenção de infecções respiratórias pela covid-19 e influenza. Trata-se de um relato de experiência sobre atividades rotineiras de orientação para as gestantes de alto risco sobre prevenção de infecções respiratórias, que ocorreu em janeiro de 2022. Foi discutido com as gestantes recomendações, como: higienização regular das mãos com água e sabão ou álcool em gel, distanciamento social e uso de máscara ao sair de casa. É recomendado também quando alguém de seu convívio familiar estiver apresentando sinais gripais, que permaneça com o uso da máscara em casa, e o quanto antes procurarem o Agente Comunitário de Saúde ou Centro de Saúde da Família de sua localidade para iniciarem ou completarem o esquema vacinal e uso de medicações apenas após avaliação de um profissional de saúde. Durante as atividades, tanto as residentes quanto as gestantes, estavam utilizado máscaras e em uma distância mínima de um metro e meio. Além disso foi possível perceber um interesse das gestantes pelo tema, algumas mostravam-se apreensivas com relação ao crescimento no número de casos e internação de conhecidos. Portanto, foi possível observar que essas atividades possibilitaram uma conversa mais dinâmica acerca dos cuidados de prevenção e propiciaram um momento educativo entre as consultas buscando a melhoria da qualidade de vida do binômio mãe-filho.
Palavras-chave: Educação em Saúde, Gravidez de Alto Risco,Infecções Respiratórias
Resumo Simples
Abrir o trabalhoATUAÇÃO DA FARMACÊUTICA RESIDENTE NO HOSPITAL REGIONAL DO CARIRI: RELATO DE EXPERIÊNCIA
FERNANDA LEITE SIEBRA DE BRITO; Lis Maria Machado Ribeiro Bezerra; Fernanda Alencar Tavares
Este relato de experiência tem como objetivo descrever as atividades desenvolvidas pela farmacêutica residente no programa de Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva da Universidade Regional do Cariri (URCA), que teve como campo de atuação o Hospital Regional do Cariri (HRC), nas clínicas traumato ortopedia e clínica cirúrgica II. A farmacêutica residente desenvolveu o trabalho de análise de prescrição diária, identificação da Reação Adversa a Medicamento (RAM), Daily Huddle, atendimento a pacientes vítimas de acidentes com animais peçonhentos e orientação de alta. O farmacêutico clínico através das suas ações na farmácia hospitalar trabalha em conjunto com a equipe multiprofissional assegurando uma terapia mais adequada através das intervenções farmacêuticas e a atuação multiprofissional enriqueceu a prática farmacêutica já que a abordagem passou a ser ao paciente e não ao medicamento. A Residência Multiprofissional possibilitou o aprendizado na prática clínica sob supervisão de profissionais experientes neste campo suprindo a lacuna deixada pela graduação.
Palavras-chave: Assistência farmacêutica,Serviço de farmácia clínica,Equipe multiprofissional
Oral
Abrir o trabalhoAURICULOTERAPIA EM PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM DURANTE PANDEMIA DO COVID-19: RELATO DE EXPERIÊNCIA
BIATRIZ BEZERRA CASTELO CARDOSO CRUZ; Caroline Melo Batista
No final de 2019, notícias espalharam-se internacionalmente, relatado a descoberta de um vírus altamente contagioso denomidado de COVID-19. Com isso os profissionais de saúde, em especial os de enfermagem, ficaram sob constante pressão física e psicológica, devido a escassez de equipamentos de proteção individual, alto índice de contaminação de outros colegas de trabalho resultando em exaustivas horas de atividade diária, além do alto risco de contagio. Diante de tal cenário, muitos profissionais adoeceram emocionalmente e foi com o intuito de diminuir os efeitos alusivos a ansiedade e estresse que iniciou-se a realização da prática integrativa e complementar da auriculoterapia. Esta consiste em estimular o pavilhão auricular por meio de sementes, com o intuito de diminuir alguns sinais e sintomas. A pesquisa objetivou avaliar os efeitos da auriculoterapia nos profissionais de enfermagem que desenvolveram crises de estresse e ansiedade por conta da pandemia do COVID-19. Tratou-se de uma pesquisa descritiva com abordagem quantitativa, realizada com profissionais de enfermagem do município de Icapuí, que apresentavam sinais de estresse e ansiedade. A pesquisa deu-se com 14 profissionais, sendo 7 enfermeiros e 7 técnicos de enfermagem de diversas unidades de saúde do município. O estudo foi realizado seguindo os princípios éticos da Resolução nº 466 de 2012 doConselho Nacional de Saúde, com aprovação, sob o CAAE 36774820.2.0000.5037 do Comitêde Ética em Pesquisa da Escola de Saúde Pública do Ceará – ESP/CE. O estudo demonstrou que cinco profissionais desenvolveram nível moderado a grave de ansiedade. Devido ao ambiente insalubre, falta de materiais e alta pressão colocada sobre eles. A pesquisa mostrou que a técnica de auriculoterapia reduziu em 100% os sinais e sintomas das crises de ansiedade dos profissionais. A auriculoterapia contribui na sistematização dos benefícios no tratamento da ansiedade, que para um município de pequeno porte como Icapuí, pode ampliar as possibildades de linhas de cuidados que não se foquem apenas no tratamento com fármacos. É importante que práticas integrativas sejam implementadas nas agendas dos serviços de saúde dos municípios para o atendimento tanto dos profissionais de saúde quanto dos usuários do SUS.
Palavras-chave: enfermagem, covid-19, auriculoterapia, ansiedade
Resumo Simples
Abrir o trabalhoCUIDADO HUMANIZADO EM UTI: PRIMORDIALIDADE DE UMA EDUCAÇÃO HUMANIZADA PARA CONSTRUÇÃO DE UM ATENDIMENTO ACOLHEDOR
ARY WITTOR FREIRE MIRANDA ANGELIM AGRA; Cristhiano Charles de Castro Bezerra Filho; Maryldes Lucena Bezerra de Oliveira
INTRODUÇÃO: A Unidade de Terapia Intensiva – UTI – é um local que possibilita uma assistência em saúde que visa atender os pacientes no momento mais crítico da vida. Desse modo, a inserção de recursos tecnológicos, seja material, seja imaterial, foi um processo natural para uma assistência mais eficiente. Contudo, tal processo, também, representou fragilizações de aspectos relacionados ao acolhimento e, sobretudo, ao cuidar humanizado, porquanto o processo educacional dos profissionais em UTI, no geral, pouco se preocupou em entender a repercussão da inserção de máquinas para a dessensibilização dos profissionais. Assim, é essencial a construção de uma educação em saúde que rompa com o cuidar robotizado, de outro modo, que não aceita o paciente como um sujeito que deve ter respeitadas às dimensões de sua existência, o que significa respeito à sua dignidade e aos seus direitos. Por isso, é primordial instigar o auxílio empático e a construção de profissionais éticos, benévolos e outros pilares que respeitem a existência humana. OBJETIVO: Salientar a significância de uma educação que incita uma assistência humanizada para profissionais de saúde na UTI. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura de fundo qualitativo. Buscou nas bases de dados da Biblioteca Virtual de Saúde – BVS – com os descritores relacionados ao estudo. Os critérios de inclusão foram os estudos de 2012 a 2022, disponíveis, gratuitos e textos completos, totalizando 27 estudos e, desses, 5 foram incluídos. RESULTADOS: Entende-se que as fragilidades no cuidar humanizado e no acolhimento são problemas a serem superados, por isso uma formação humanizada se torna essencial. Justamente porque tal formação, baseando-se no amparo humanizado, isto é, um conjunto de conhecimentos, práticas e tomadas de decisões que visam à promoção e recuperação da saúde dos pacientes internados, pode romper com essa problemática e, ademais, acorrer prognósticos favorecedores e melhores resultados esperados, a partir de uma assistência acolhedora e humanizada. CONCLUSÃO: Infere-se, portanto, que oferecer uma formação profissional humanizadora é importante por influenciar positivamente no tratamento e na recuperação do paciente. Isto é, valorizar subjetividade e integralidade do indivíduo, tornando benévolo todo contato humano, associando o uso das tecnologias a todo processo de cuidado humanizador, permitindo que os pacientes possam voltar a viver com respeito à totalidade de suas potencialidades.
Palavras-chave: Humanização da Assistência, Unidades de Terapia Intensiva, Educação em Saúde
Resumo Simples
Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO EM SAÚDE COM ADOLESCENTES SOBRE A PREVENÇÃO DE IST
NARA LUANA TRAJANO AGUIAR; SUÊNIA ÉVELYN SIMPLÍCIO TEIXEIRA; CARLOS ROMUALDO DE CARVALHO E ARAÚJO; LAÍS MARIA GERMANO CANUTO SALES; VANESSA ARAÚJO VIANA; ANDRESSA TARGINO RODRIGUES
O Flor do Mandacaru é uma das Estratégia do Trevo de Quatro Folhas que proporciona um espaço de escuta, atendimento e reflexão acerca dos assuntos relacionadas às questões de sexualidade, saúde sexual e reprodutiva de adolescentes entre 10 e 19 anos, pertencentes ao município de Sobral-CE. O Flor do Mandacaru foi convidado a participar de uma conversa com os Jovens Aprendizes para mostrar as ações realizadas por eles, bem como o serviço do Trevo, por ser uma estratégia inovadora e que não existe no município de origem deles. A Residência Multiprofissional em Neonatologia juntamente com o Trevo nos possibilitou momentos de educação em saúde com esse público, realizado por meio virtual. Trata-se de um relato de experiência, com a participação 18 adolescentes, no período de dezembro de 2021, com a temática de saúde sexual e reprodutiva. Iniciamos apresentando o serviço do Flor do Mandacaru, e posteriormente como prevenir infecções sexualmente transmissíveis (IST) e sexualidade na adolescência. Ao final, foi disponibilizado um link com um jogo virtual de verdade ou mentira sobre o assunto explanado. Ao decorrer da aula, foram surgindo dúvidas sobre a camisinha masculina, dispositivo intrauterino (DIU), as pílulas anticoncepcionais, injetáveis mensais e trimestrais, manifestações clínicas que podem aparecer ao se infectar, quando procurar o serviço de saúde, quais as vacinas disponíveis e a eficácia dos métodos contraceptivos. O público adolescente apresentou-se participativo, mostrando interesse acerca do tema exposto. Não percebemos tabus ou desconfortos pela turma, mas sim, que estavam bem a vontade para falar sobre saúde sexual e reprodutiva. Apesar de ser um mês em que os serviços de saúde gostam de proporcionar momentos para disseminação de prevenção e promoção a saúde, o Flor do Mandacaru torna-se uma estratégia diferenciada porque consegue abordar assuntos tão relevantes como este o ano todo, com o maior número de adolescentes que conseguem abranger. Principalmente nas escolas, onde os encontramos em maior número. Portanto, em alusão ao mês, torna-se indispensável o diálogo em toda a rede de saúde sobre o assunto para tentarmos minimizar os casos de IST tão recorrentes pelos serviços de saúde. Pois, acreditamos que a nova geração de adolescentes possa trazer frutos positivos a longo prazo pelo acesso a informação, conhecimento e tecnologias leves ao seu alcance.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO EM SAÚDE COMO ESTRATÉGIA PARA ADESÃO À CAMPANHA NOVEMBRO AZUL: UM RELATO DE CASO
JOSEMARIA DE MEDEIROS BATISTA; REDIANNE MEDEIROS DA FONSECA
RESUMO INTRODUÇÃO: O câncer de próstata é o tipo que mais atinge homens brasileiros, representando 29,2% dos casos da doença. O Novembro Azul é um movimento que visa reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata. Pesquisas criticam a forma fragmentada que as campanhas e políticas de saúde do homem são conduzidas. A Política Nacional de Atenção Integral a Saúde do Homem foi lançada para promover a saúde integral do homem, levando em consideração os comportamentos por eles assumidos nas relações sociais. As ações de promoção à saúde necessitam utilizar estratégias tragam o homem até as unidades de saúde e despertem a importância da prevenção e promoção da saúde, porém o que normalmente se vivencia na prática, são ações pouco atrativas e como pouca interação com os participantes. A educação em saúde surge como proposta de promoção à saúde dos indivíduos no âmbito da Atenção Primária à Saúde. A alta incidência de câncer de próstata no Brasil, além da baixa adesão à campanha Novembro Azul, impôs que fossem criadas estratégias para aumentar a adesão à campanha. O objeto de pesquisa deste trabalho é a educação em saúde como ferramenta de promoção à saúde, sendo relevante para reorganizar os processos de trabalho e fomentar a presença dos homens nos serviços de saúde. OBJETIVO: Relatar a experiência de uma Equipe de Saúde da Família , utilizando a educação em saúde como ferramenta para aumentar a adesão dos homens à Campanha Novembro Azul no município de São José do Seridó R/N. MÉTODO: Estudo descritivo, tipo relato de experiência, sobre a vivência da equipe de Saúde da Família utilizando a educação em saúde para aumentar a adesão dos homens à Campanha Novembro Azul. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Constatou-se um aumento significativo dos atendimentos realizados durante as ações do Novembro Azul após as ações de educação em saúde. A formação voltada para a especialização do cuidado, contribui para a consolidação de um modelo de atenção à saúde fragmentado e dificulta as atividades que demandem um olhar para além da patologia, sendo importante o investimento em educação permanente para que as ações de educação em saúde, sejam implementadas. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Percebe-se a educação em saúde como uma ferramenta de promoção à saúde, sendo necessário investir em atividades de educação permanente para capacitar profissionais para o planejamento e execução de ações, alinhadas às necessidades dos usuários.
Palavras-chave: Educação Permanente,Educação em Saúde,Saúde do Homem
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO INTERPROFISSIONAL E O TRABALHO EM EQUIPE NO SUS:ENSAIO TEÓRICO
CLARISSA DANTAS DE CARVALHO; Leticia Alexandre Lima; Érica Carine Rodrigues Pedrosa; Ananda Caroline Vasques Dantas Coelho; José Maria Ximenes Guimarães
O artigo busca mobilizar reflexões sobre trabalho em equipe no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) na perspectiva da educação interprofissional (EIP). Objetiva apresentar as contribuições da educação interprofissional para atuação de trabalhadores da saúde de equipes em serviços do SUS. Estudo teórico do tipo ensaio teórico contém três eixos: educação interprofissional, trabalho em equipe no SUS e as contribuições da EIP para atuação de equipes trabalhadores da saúde no SUS. Constatamos que integração da EIP no SUS, permite aos profissionais da saúde articular conhecimentos relacionados ao trabalho em equipe, sobre a rede de atenção, através do desenvolvimento de competências deste modo refletindo positivamente em assistência integral e humanizada.
Palavras-chave: educação interprofissional, equipe de saúde sistema único de saúde.
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO PERMANENTE E CONSULTA DE ENFERMAGEM EM SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA: REFLEXÕES NA ESF.
CAROLINE BATISTA MELO; Biatriz Bezerra Castelo Cardoso Cruz
Considerando uma sociedade que ainda rejeita a sexualidade feminina, a consulta de enfermagem em saúde sexual e reprodutiva (SSR) é uma oportunidade de potencializar a autonomia das mulheres ou negligencia-las, a depender da conduta e conhecimento do profissional no atendimento às usuárias. A Educação Permanente em Saúde (EPS) é crucial para melhorar o processo de trabalho atual no Sistema Único de Saúde (SUS), sendo uma estratégia que emerge a partir dos impasses vividos no exercício profissional daqueles que são a força de trabalho do SUS. Elencou-se, a partir disso, a questão de pesquisa: Há relação entre a EPS e a consulta de enfermagem em SSR? A pesquisa teve como objetivo refletir sobre a relação entre a consulta de enfermagem em SSR e a EPS na Estratégia de Saúde da Família (ESF) do município de Icapuí (CE). Tratou-se de uma pesquisa qualitativa, de natureza descritiva e interpretativa com dados coletados através de entrevistas semiestruturadas, analisadas e representadas através da análise de discurso com enfermeiras (os) do município de Icapuí. Participaram do estudo 7 das 10 enfermeiras (os) que atuam na ESF do município durante o período de coleta de dados, novembro e dezembro de 2020. Devido a pandemia da COVID-19, todas as etapas deste estudo (apresentação do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, questionário sócio demográfico e entrevista conduzida por meio de um roteiro semiestruturado) foram realizadas virtualmente. O estudo foi realizado seguindo os princípios éticos da Resolução nº 466 de 2012 do Conselho Nacional de Saúde, com aprovação, sob o CAAE 38060820.0.0000.5037 do Comitê de Ética em Pesquisa da Escola de Saúde Pública do Ceará – ESP/CE. “Eu acho que talvez uma dificuldade que a gente tem, pelo menos quanto profissional, seria a falta de educação/formação continuada com relação a isso. Eu acho bem pobre essa questão de capacitação mesmo”. Diante do exposto nas entrevistas, a relação feita pelas enfermeiras é que a ausência de momentos de EPS fornecidos pelo município é um fator desfavorável a prática do que as mesmas definiram como uma boa consulta de SSR. As enfermeiras sentem-se inseguras diante de algumas situações sociais ou fisiopatológicas que podem surgir no decorrer de suas práticas profissionais. Conclui-se que efetivar a EPS é essencial e resulta na melhoria da qualidade de trabalho, no aprimoramento do acesso e do cuidado ofertado as usuárias do SUS e em acordo com o saber científico e social vigente.
Oral
Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO PERMANENTE: AÇÕES EDUCATIVAS NO TRABALHO DE ENFERMAGEM
GEALINE MONTEIRO BEZERRA
Introdução: A educação permanente tem sido considerada como instrumento para mudanças e transformações sociais e educacionais. No âmbito da educação e da saúde, a acumulação de conhecimento tendo influência a organização no trabalho, trazendo novas habilidades aos trabalhadores de forma dinâmica. Ações educativas expressam em diferentes atividades como na formação dos profissionais de enfermagem, sendo, treinamentos capacitações da equipe de enfermagem e um atendimento em todo processo de trabalho junto com toda equipe multiprofissional. Objetivo: Citar ações educativas na assistência de enfermagem. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa de revisão narrativa da literatura, na qual foram analisados 26 artigos, destes 10 foram eliminados por não corresponderem aos objetivos, permanecendo 16 destes. A Busca foi realizada na bases dados LILACS e na biblioteca eletrônica SCIELO, seguindo os critérios: disponível na íntegra, brasileiro, língua portuguesa e publicados entre os anos de 2015 a 2019. Resultados: A equipe de enfermagem tem o papel importante na educação permanente por meio das ações educativas desenvolvidas durante a assistência de enfermagem á usuários da saúde. No entanto, o enfermeiro é a peça fundamental nessas ações educativas que permeiam todo processo de trabalho assistencial. Tendo funções e ações como: treinar, capacitar e educar sua equipe através de campanhas educativas visando aprimorar o conhecimento e melhor atendimento aos pacientes, assim tornando um ambiente de trabalho mais qualificado. Conclusão: Conclui-se que a educação permanente é muito importante no ambiente de trabalho, e essas ações educativas permitem que o processo de trabalho seja valorizado a assistência. Tendo em vista que o enfermeiro tem o papel importante de educador para contribuir com a construção de instrumentos que contemplem o exercício de enfermagem proporcionando uma melhoria significativa da assistência prestada e no atendimento com mais qualidade de vida.
Palavras-chave: ASSISTÊNCIA,EDUCAÇÃO,ENFERMAGEM
Resumo Simples
Abrir o trabalhoENSINO DA COMPETÊNCIA EDUCAÇÃO PERMANENTE NA FORMAÇÃO EM ENFERMAGEM: UMA REVISÃO NARRATIVA
SHAYANNE KESIA DOS SANTOS CLEMENTE; DANIEL FERNANDES PEREIRA; GABRIEL FERNANDES PEREIRA; ANA RAELLY GOIS DA COSTA; ALINE SAMARA DANTAS SOARES
Nos últimos anos o desenvolvimento de debates a reflexões em torno das questões de trabalho e da Educação na Saúde são frequentes. Nesse cenário surge o modelo de educação baseado no desenvolvimento de competências, entre elas a Educação Permanente, para a capacitação de profissionais cada vez mais conscientes e capazes de observarem a realidade local e proporem respostas transformadoras a ela, através do e pelo trabalho em Saúde, o que permite a efetivação da lógica da Regionalização prevista no SUS, e vai ao encontro da Descentralização em Saúde preconizada pela lei que regulamenta o referido Sistema. Teve-se como objetivo geral conhecer o que a literatura especializada em saúde, traz a respeito das concepções e ensino da competência Educação Permanente nos cursos de Enfermagem de nível superior, no Brasil. Este estudo trata-se de uma Revisão Narrativa de Literatura. A busca dos artigos ocorreu nos bancos de dados da Biblioteca Virtual em Saúde, refinado pelas fontes de dados da Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde LILACS, US National Library of Medicine - MEDLINE e a Base de Dados em Enfermagem – BDENF, publicados entre os anos de 2015 a 2020. De 15 artigos selecionados para a leitura na íntegra cinco enquadraram-se e passaram a compor o corpus do presente estudo. Para realização da análise dos dados foi utilizado o software Atlas ti., um programa de computador desenvolvido para a análise e codificação de produções qualitativas. Foram observadas fragilidades no desenvolvimento do ensino da competência Educação Permanente nos cursos de Enfermagem de nível superior no Brasil, entre elas a lacuna que existe no campo da pesquisa científica com relação a temática, o modelo pedagógico tradicional vigente que alicerçado em bases hegemônicas se torna um obstáculo no processo efetivo de ensino-aprendizagem voltado a Educação Permanente, assim como a visão reducionista e utilitarista do conceito de competências essenciais que molda o profissional para as demandas do modelo competitivo do mercado de trabalho em detrimento do processo de emancipação e autonomia que deveria existir quanto à aprendizagem profissional em Saúde. Por fim este estudo aponta que apesar das lacunas e fragilidades existentes, faz-se necessária a persistência dos atores do ensino, docentes e discentes, no sentido de busca efetiva de conhecimentos pedagógicos que qualifiquem o profissional frente a problematização da realidade.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoESTRATÉGIA DE PROMOÇÃO À SAÚDE MENTAL EM UMA UAPS DE FORTALEZA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
KETIANE VANDERLEI BARROS; Cicera Brena Calixto Sousa Borges; Thays Silva de Souza Lopes; Pedro Henrique Capaverde; Luiz Henrique Sampaio Martins
A Unidade de Atenção Primária à Saúde (UAPS) é o contato preferencial dos usuários com o Sistema Único de Saúde (SUS), o centro de comunicação com toda a Rede de Atenção à Saúde (RAS). Ela deve localizar-se próxima de onde as pessoas moram, trabalham, estudam e vivem e, com isso, desempenhar um papel central na garantia de acesso da população a uma atenção à saúde de qualidade. Destarte, objetiva-se relatar a experiência ocorrida no percurso de rede da residência multiprofissional em Saúde Mental Coletiva de Fortaleza, turma VII, da Escola de Saúde Pública do Ceará, em uma UAPS da Atenção Primária à Saúde (APS), durante o período de maio a julho de 2021. A unidade conta com atendimento médico, odontológico, enfermagem, psicologia, serviço social, fisioterapia, realização de coleta de exames laboratoriais, ambulatório, prevenção de câncer de boca e ginecológico, dispensação de medicamentos, teste rápido de HIV e sífilis; prestando acompanhamento prioritário para os usuários com hipertensão, diabetes, hanseníase, tuberculose, HIV, gestantes, puérperas, idosos, pessoas com deficiência física e com transtornos mentais. No decurso das atividades desenvolvidas no serviço observou-se algumas demandas de saúde mental dos usuários, porém, na maior parte, essas eram solucionadas com uma conduta prescritiva, com renovação de receitas, ou encaminhamento para o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Alguns profissionais da UAPS apresentavam dificuldade em saber como conduzir casos de usuários com transtornos mentais e, para dar uma resposta imediata, ofereciam um conselho ou faziam alguma prescrição medicamentosa. Assim, visando auxiliar na melhoria do serviço, os residentes propuseram realizar um acolhimento especializado em saúde mental, para acolherem as demandas e as reais necessidades apresentadas pela população. Desta forma, ao chegarem pacientes solicitando renovação de receita de uso controlado, eles eram encaminhados para serem acolhidos pelos residentes. Implementar uma escuta qualificada nessa unidade foi algo enriquecedor, o simples ato de ouvir os usuários que apresentavam algum tipo de transtorno mental foi inovador e nos possibilitou acolher as demandas e encaminhá-los a outros serviços de saúde mental, conforme a necessidade, não se restringindo a conduta apenas prescritiva de renovação de receita, mas auxiliando-os a serem corresponsáveis pelo seu tratamento de saúde e pela sua vida, melhorando assim a resolubilidade de problemas de saúde mental.
Palavras-chave: Atenção Primária à Saúde, Saúde Mental, Residência
Resumo Simples
Abrir o trabalhoESTUDO DE DEMANDAS EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE SITUADA NO MUNICÍPIO DE CRATO-CE
BRUNA SUELLEN PEREIRA; Ágna Retyelly Sampaio de Souza; Águida Raquel Sampaio de Souza; Valdília Ribeiro de Alencar Ulisses; Keila Formiga de Castro
A unidade básica de saúde (UBS), é considera porta de entrada para o sistema único de saúde, devendo prestar atendimento conforme as necessidades dos usuários. O objetivo desse estudo é descrever as demandas da unidade básica de saúde, situada no município do Crato-CE. Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo e de campo. Participaram do estudo trinta e nove pessoas, a maioria constituída por mulheres, na faixa etária de 20 a 65 anos de idade que frequentaram a (UBS) no dia da entrega dos questionários. A coleta de dados, foi feita em dezembro de 2021, a partir de um questionário contendo doze questões abertas e fechadas, que foi distribuído entre as três unidades básicas de saúde coberta pela equipe de saúde da família, as perguntas foram organizadas a fim de analisar quais as principais demandas do público alvo que frequenta a UBS. Foi possível verificar com base nas respostas analisadas, quando questionados com que frequência procuram a UBS, 28,6 % responderam que sempre, 16,3 % que raramente e 55,1 % que as vezes. Ao avaliarem a sua necessidade no atual dia e o motivo da procura por atendimento, 24,5 % dos investigados consideraram sua necessidade urgente e 75, 5 % não urgente, relatando que poderiam aguardar para receber atendimento. Ao ser perguntado quais os motivos da procura por atendimento, estes relataram ser: receita, agendamento, vacina, medicamento, prevenção, consulta odontológica, consulta de enfermagem, consulta com nutricionista, consulta com psicóloga e, outros motivos. A maior parte, cerca de 80 % responderam que os motivos da procura seria atendimento médico. Ao fim das consultas, os participantes foram convidados a avaliar o atendimento recebido pelos profissionais. Destes, 01 respondeu neutro, 15 responderam muito satisfeito, 23 respondeu satisfeito, nenhum pesquisado se mostrou insatisfeito com o atendimento ofertado. Em relação as sugestões podem-se destacar como principais respostas: “Disponibilidade de mais materiais para as consultas”; “Estou satisfeita”, “melhorar os medicamentos”. Os dados refletem a necessidade de um atendimento baseado na humanização e construção de vínculos, rompendo o modelo biomédico e fortificando a autonomia dos sujeitos envolvidos e a garantia do reconhecimento e valorização de todos os profissionais da saúde envolvidos no processo saúde/doença.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoEXPERIÊNCIA DE RESIDENTES MULTIPROFISSIONAIS EM SAÚDE MENTAL NA GESTÃO MUNICIPAL DE FORTALEZA
PEDRO HENRIQUE CAPAVERDE; THAYS SILVA DE SOUZA LOPES; CICERA BRENA CALIXTO SOUSA BORGES; KETIANE VANDERLEI BARROS; LUIZ HENRIQUE SAMPAIO MARTINS
Objetiva-se relatar a experiência ocorrida durante a residência interprofissional em Saúde Mental Coletiva de Fortaleza-CE, da Escola de Saúde Pública do Ceará. A equipe de residentes atua nos Centros de Atenção Psicossocial, mas a experiência deu-se na gestão municipal de saúde entre agosto e setembro de 2021, a fim de fomentar o conhecimento dos profissionais sobre processos de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) e a interface com a prática dos serviços onde atuam, como parte do programa de residência. Em nossa vivência aprendemos que a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) é o órgão máximo na gestão do SUS a nível municipal e conta com diversas coordenadorias e células para que seja possível planejar e executar todas as ações de saúde na cidade do modo mais eficiente possível. Durante nossa atuação na SMS, fomos apresentados ao fluxograma da mesma, às suas coordenadorias de vigilância em saúde, assistência farmacêutica, educação permanente, atenção primária, atenção hospitalar, o Conselho Municipal de Saúde, entre outras. Observou-se diversas categorias profissionais atuando igualmente, o que demonstra que em nível de gestão não há preocupação com a divisão do trabalho entre saberes profissionais, pois a competência para o exercício da função depende do cargo, da experiência e da disponibilidade, devendo cada profissional buscar a capacitação para o aperfeiçoamento de suas capacidades para melhor atender as necessidades da função. Notou-se também a complexidade dos procedimentos que acontecem anteriormente à realidade nos serviços, desde o planejamento da alocação dos recursos, seleção dos profissionais, elaboração de normativas, etc. Consideramos assim que a atuação nesse cenário foi extremamente enriquecedora para nosso desenvolvimento de competências para o trabalho enquanto profissional de saúde, na medida em que nos trouxe um olhar diferenciado sobre o porquê de determinadas decisões e dos motivos que dificultam ou impedem as mudanças. A experiência nos possibilitou conhecer melhor os meios de reivindicar, e nos trouxe um pouco de indignação pela extrema burocracia e lentidão em alguns processos. Por fim, crê-se que a inclusão desta vivência nos currículos de residências em saúde é extremamente relevante, pois foi possível compreender como funciona a gestão das políticas públicas de saúde a nível municipal e esta experiência marcou nossas trajetórias profissionais e será lembrada como referência sempre que estivermos atuando em serviços do SUS.
Palavras-chave: gestão do SUS, residência multiprofissional, educação em saúde
Resumo Simples
Abrir o trabalhoExtensão Universitária e Covid-19: Experiências adquiridas na II Jornada Multidisciplinar de Neurociências
PEDRO MANOEL OLIVEIRA LOPES; Gabriela Garcia de Carvalho Laguna; Beatriz Souza Martins; Gabriela Romão Queiróz Araújo; Clara Faria Souza Mendes dos Santos; Patrícia da Silva Oliveira
É vista a importância das neurociências na sociedade, em que o âmbito científico está bastante empenhado em estudar o sistema nervoso e as suas relações com o meio. Considerando o contexto de adaptação e de produção científica pós COVID-19, as neurociências mostram-se como uma ferramenta de interação entre diferentes áreas do conhecimento em prol do melhor entendimento e combate ao novo coronavírus. Destarte, as atividades extensionistas desenvolvidas pela Liga Acadêmica de Neurociências atuam como facilitadoras do acesso à informação e educação permanente, trazendo como atividade mais recente a II Jornada Multidisciplinar de Neurociências: evidências da COVID-19. Assim, esse trabalho visa relatar a experiência de planejamento e culminância do evento, ressaltando a importância da disseminação de informações sobre a temática para a comunidade nesse contexto. A organização da Jornada virtual demandou seleção de equipe organizadora, definição do conteúdo teórico abordado, contato com palestrantes e parceiros; reorganização das redes sociais para comunicação, aptidão para uso de plataformas de transmissão e secretariado. Objetivou-se com essa ação difundir conhecimento atualizado à comunidade acadêmica, multiprofissional e externa, em âmbito nacional, sobre as novas evidências no combate à pandemia, por isso a gratuidade das inscrições. A jornada ocorreu em novembro de 2021, em 2 dias, e o tema central foi contemplado por palestras com os subtemas “Alterações neurológicas relacionadas”, “Manifestações gastrointestinais”, “Desafios na abordagem da COVID-19 na vigência de comorbidades na atenção primária”, “Avanços técnicos e científicos na reabilitação de pacientes pós-COVID” e “Apoio psicológico e enfrentamento do luto na vigência da pandemia”. O evento atingiu um grande público, com diversidade nas áreas de estudo, nível de escolaridade e regiões do país, reflexo da acessibilidade do meio virtual e dos esforços de divulgação. A interação com os palestrantes foi crucial para o sucesso da ação, que foi avaliada positivamente pelos participantes. A jornada favoreceu o desenvolvimento de habilidades como planejamento, organização, resolução de problemas e comunicação, fundamentais para a formação profissional; abordou ainda as neurociências de forma integrada e atual. Além disso, o intercâmbio científico promovido contribuiu para uma melhor harmonização dos saberes e educação continuada, com possíveis reflexos na melhor execução das equipes multiprofissionais.
Palavras-chave: Neurociências,Educação,Educação em Saúde
Resumo Simples
Abrir o trabalhoFORMAÇÃO MÉDICA, COMO PENSAR FORMAS DE CUIDADO
MIRIAN TERESA DE SÁ LEITÃO MARTINS; Maycom Maia de Mello
Desde a produção da Reforma Sanitária no Brasil, os movimentos sociais, como os dos trabalhadores da saúde e os membros da sociedade civil estiveram presentes para que fosse ampliada o conceito de cidadania e sua aplicação para o cuidado de todos e todas (COSTA, 1989). Pensar no cuidado numa perspectiva da cidadania, como um direito e a partir de uma perspectiva ética, é promover uma formação de médico(a)s que primem por essa reflexão. Conceitos que definem a Saúde e a Doença não foram únicos ao longo da história, nem tão pouco o significado de cuidado e o papel da Universidade na formação médica. Como nos lembra Luz (2010) há uma insuficiência de conteúdos e competências ao longo do processo da formação médica, no que diz respeito ao atendimento e cuidado do ser humano. Há formas de vidas que são “corpos sem órgãos”, se “encontram” na dinâmica do cuidado e escapam ao paradigma biomédico da relação médico/paciente Através de um encontro afetivo para permitir a entrada do diverso, se dará uma ‘aprendizagem de criação de formas de vida” (Ceccin,2019). Esse “encontro” ocorre entre corpos que não são apenas biológicos, mas são produção da existência, uma condição de vida (Ceccin, 2019). Deve-se pensar a Educação Médica como um “dispositivo” e perceber que é este que produz mudanças, no sentido de promoção do “encontro” entre subjetividades tão diversas, que vão balizar a construção do entendimento do que é o “cuidado” (Franco, 2019). Buscamos com esse trabalho analisar outras formas de aprendizagem do “cuidado” na formação médica. Trata-se de um estudo descritivo com base em estudos bibliográficos e de natureza qualitativa. Resultados: A aprendizagem médica ocorre a partir de uma experiência baseada na cognição, somada aos processos de subjetivação. A aprendizagem deve ser entendida como um dispositivo de intervenção dialógica onde possa se dar no processo de ensinar, nos quais é possível produzir conhecimentos. Conclusão: A modelagem das práticas médicas tomando como referencial- patologização do corpo biológico, podem ser revistas quando ocorre um outro universo educativo, como estratégia de resistência e criação na qual se possa encontrar não mais o que é cogniscível, mas as necessidades de saúde do indivíduo. Os “coletivos” (Ceccin, 2019) de aprendizagem e contextualizados comprometidos com a defesa da dignidade humana, possibilitam reflexão e mudanças, ao acolher e cuidar do que é diverso, da multiplicidade de “formas de vida”.
Palavras-chave: cuidado,formação,medicina
Oral
Abrir o trabalhoFORMANDO PROFISSIONAIS PARA ATUAR COM MASSOTERAPIA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
GIOVANNA CELY MIGUEL DE ALMEIDA ; Maria Aubecivania de Moura Rodrigues; Murilo Rocha Pereira Junior; Francisco Elizaudo de Brito Junior
As práticas integrativas e complementares em saúde -PICs estão cada vez mais próximas da nossa realidade, ocupando espaços públicos junto ao Sistema Único de Saúde- SUS. Diante desse período de pandemia a procura por terapias integrativas se tornou frequente, decorrente dos vários fatores que esse novo contexto trouxe para o cotidiano da população. A saúde mental e emocional, antes não vista por uma grande parte do ocidente, mostrou-se precisando de cuidado e encontrou auxilio nas PICs. Dentre as diversas terapias reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde - OMS, está a massoterapia, uma técnica natural oriunda das civilizações antigas do oriente. Na Grécia e Roma antiga através da aplicação da força ou vibração sobre partes do corpo, como tecidos macios, a fim de estimular a circulação sanguínea, a mobilidade, a elasticidade ou alívio de determinadas dores corporais, traumas físicos e aliviar tensões psicológicas. Essa terapia pode ser aplicada com auxilio de objetos como bambus, cremes e óleos para proporcionar uma facilidade no deslizamento das mãos. Pensando nesse contexto e na atuação do Núcleo Interdisciplinar de Apoio ao Servidor – NIAS da Universidade Regional do Cariri – URCA, esse estudo teve como objetivo relatar a experiência sobre a formação em Massoterapia básica realizada pelo Grupo de Extensão em Práticas Integrativas e Complementares em Saúde – GEPICS e ofertada para os profissionais que atuam no NIAS, para assim atender uma maior demanda de servidores com essa pratica nos ambulatórios da instituição. A formação teve duração de 40 horas teórico-prática onde foram abordados diversos assuntos importantes para a formação do profissional, como história e o conceito da terapia, a funcionalidade da massagem, as técnicas das mãos, como fazer a anamnese e a evolução do paciente, além das precações e contraindicações para se tornarem terapeutas capacitados e responsáveis no ato de cuidar. Esse curso é de extrema importância por formar profissionais que irão atuar com essa prática terapêutica nos ambulatórios do NIAS, promovendo saúde e bem estar para os servidores da instituição que tanto precisam de cuidado
Resumo Simples
Abrir o trabalhoFORMANDO PROFISSONAIS PARA ATUAR COM VENTOSATERAPIA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
MAURÍCIO LIMA DA SILVA; Murilo Rocha Pereira Junior; Francisco Elizaudo de Brito Junior
As práticas integrativas e complementares em saúde - PICs estão cada vez mais próximas da nossa realidade, ocupando espaços públicos junto ao Sistema Único de Saúde - SUS. Sabe-se que nesse período de pandemia a procura por terapias integrativas se tornou frequente, decorrente dos vários fatores que esse novo contexto trouxe para o cotidiano da população. A saúde mental e emocional, antes não vista por uma grande parte do ocidente, mostrou-se precisando de cuidado e encontrou auxilio nas PICs. Dentre as diversas terapias reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde - OMS, está a Ventosaterapia, uma técnica natural, chinesa e milenar que consiste em criar pressões negativas na pele em pontos específicos do corpo, utilizando-se de instrumentos como ventosas de vidro, acrílico, plástico e/ou bambu. Pensando nesse contexto e na atuação do Núcleo Interdisciplinar de Apoio ao Servidor – NIAS da Universidade Regional do Cariri – URCA, esse estudo teve como objetivo relatar a experiência sobre a formação em Ventosaterapia básica, realizada pelo Grupo de Extensão em Práticas Integrativas e Complementares em Saúde – GEPICS e ofertada para os profissionais que atuam no NIAS, para assim atender uma maior demanda de servidores com essa prática nos ambulatórios da instituição. A formação teve duração de 40 horas teórico-prática onde foram abordados diversos assuntos importantes para o profissional, como história e conceito da terapia, as funcionalidades das ventosas, uma breve explicação sobre os meridianos da medicina chinesa, tipos de ventosas, formas de aplicação, sangria, como fazer a anamnese e a evolução do paciente, além das precauções e contraindicações para se tornarem terapeutas capacitados e responsáveis no ato do cuidar. Esse curso é de extrema importância por formar profissionais que irão atuar com essa prática terapêutica nos ambulatórios do NIAS, promovendo saúde e bem estar para os servidores da instituição que tanto precisam de cuidado.
Palavras-chave: Ventosaterapia,Saúde holística,Terapias complementares, Medicina integrativa e complementar
Resumo Simples
Abrir o trabalhoIMERSÃO DE RESIDENTES MULTIPROFISSIONAIS NO PROJETO 4 VARAS
THAYS SILVA DE SOUZA LOPES; Pedro Henrique Capaverde; Cicera Brena Calixto Sousa Borges; Ketiane Vanderlei Barros; Luiz Henrique Sampaio Martins
O MISMEC 4 Varas trata-se de um projeto interdisciplinar e transcultural do Departamento de Saúde Comunitária da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal do Ceará, que realiza atividades de Práticas Integrativas e Complementares voltadas para a população de forma gratuita, localizado na cidade de Fortaleza-CE. O presente trabalho é um relato de experiência de residentes multiprofissionais em saúde mental coletiva da Escola de Saúde Pública do Ceará, do período de imersão no projeto, que ocorreu de novembro a dezembro de 2021 e teve duração de 30 dias. As categorias profissionais participantes foram enfermeiro e assistente social. Objetiva-se através desse relato de experiência registrar, sob o olhar dos residentes, a forma como o projeto influencia na vida das pessoas da comunidade e o quão importante foi essa imersão para a construção profissional dos residentes de saúde mental. A imersão no 4 Varas possibilitou um contato e imersão intensos no campo das Práticas Integrativas e Complementares (PIC’s), que são reconhecidas pelo Sistema Único de Saúde como recursos terapêuticos que buscam prevenção de doenças e recuperação da saúde. As práticas que são realizadas no local envolvem ventosaterapia, massoterapia, escalda pés, ioga, reiki, terapia de redução de estresse, hipnose clínica individual e coletiva, acupuntura, musicoterapia, resgate da autoestima, cuidado holístico, dentre outras. Durante o período, observou-se como a população sentia-se bem naquele ambiente, era frequente ouvir relatos positivos do local e da experiência de recuperação da saúde. Ver a promoção da saúde acontecer dentro do território, com tecnologias leves, em um ambiente aconchegante, em contato direto com a natureza, foi extremamente enriquecedor. Identificou-se também que muitos usuários do equipamento também eram pacientes dos diversos Centros de Atenção Psicossocial. Para os residentes de saúde mental, vivenciar essa experiência influenciou de forma positiva em nossa formação como especialista em saúde mental, e nos fez repensar sobre as práticas integrativas com um olhar mais maduro, visando proporcionar um cuidado holístico e preventivo aos pacientes, especialmente contribuindo com a assistência prestados aos usuários do SUS. Trazer à comunidade científica a experienciação desse local é importante para que outros profissionais conheçam serviços que ofertam as PICs e para que as mesmas sejam difundidas em meio as orientações de cuidados em saúde.
Palavras-chave: Terapias Complementares,Equipe Multiprofissional,Saúde Mental
Resumo Simples
Abrir o trabalhoIMPORTÂNCIA DO DESENVOLVIMENTO DO AUTOCUIDADO NO TRATAMENTO DE PACIENTES PORTADORES DE DIABETES MELLITUS TIPO 2.
VANESSA FAUSTINO FERNANDES; Vinícius Alves de Figueredo; Erika da Silva Bezerra; José Wilder de Sousa Caldas; Tamires de Alcantara Medeiros; Petrucya Frazão Lira
O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é uma Doença Crônica Não Transmissível caracterizada pela deficiência na produção de insulina pelas células beta pancreáticas, o que leva ao aumento da glicemia sanguínea. Além do que, é considerada um problema de saúde pública, visto a sua alta prevalência e o aumento expressivo no que tange aos termos morbidade e mortalidade. Por se tratar de uma patologia de alta complexidade e que possui múltiplos fatores associados ao tratamento, como: alimentação adequada, prática regular de atividade física, cuidados específicos com os pés, administração medicamentosa e acompanhamento da glicemia, torna-se necessário o desenvolvimento do autocuidado, que consiste na capacidade própria de realizar ações que objetivam promover saúde e bem-estar. O presente estudo tem por objetivo enfatizar a importância do desenvolvimento do autocuidado em pacientes portadores de Diabetes Mellitus tipo 2. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa. A construção teórica-científica se deu na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), delineado nas bases de dados LILACS e MEDLINE, e na Scientific Electronic Libary Online – SciELO. A busca por evidências científicas foi realizada em novembro de 2021, utilizando os descritores: “autocuidado”, ‘tratamento” e “diabetes”. Os critérios de inclusão foram estudos disponíveis em português, publicados nos últimos 05 anos, excluindo da pesquisa os artigos duplicados, ou que se apresentavam inconclusivos ou inconsistentes metodologicamente. Inicialmente foram encontrados 67 artigos, no entanto, após a aplicação dos critérios previamente estabelecidos permaneceram 7 evidências científicas, compondo assim amostra final da revisão. Nota-se que a adesão do autocuidado requer mudanças de hábitos, que quando bem elucidadas e efetivamente praticadas conglobam em qualidade de vida. Em adição, tais mudanças comportamentais culminam na efetividade dos resultados provenientes das orientações multiprofissionais. Logo, o autocuidado no tratamento da DM2 configura-se como uma alternativa de agrega significativamente no prognóstico, melhorando a qualidade de vida e mitigando as possíveis complicações de uma diabetes não tratada. Evidencia-se, portanto, que o desenvolvimento do autocuidado no tratamento da DM2 destaca-se como um fator indissociável ao bem-estar biopsicossocial. Além de tornar o sujeito ativo e consciente de que o ato de cuidar-se corrobora com a atenuação das diversas implicações da doença.
Palavras-chave: Autocuidado, Tratamento, Diabetes
Oral
Abrir o trabalhoINTERVENÇÃO NA ATUAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE FRENTE A ASSISTÊNCIA DE DIABÉTICOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA
VALÉRIA PINTO RODRIGUES; INGRID DA CONCEIÇÃO RIBEIRO; EUDES JOSÉ BRAGA JUNIOR; JOÃO PAULO NASCIMENTO DOS ANJOS; LORRANE TEIXEIRA ARAÚJO; RUHAN DA CONCEIÇÃO SACRAMENTO
A diabetes mellitus é uma doença crônica ocasionada pela produção insuficiente de insulina do pâncreas ou o corpo não utiliza a insulina sintetizada de maneira eficiente. Esse déficit acarreta aumento na concentração de glicose no sangue levando um estado hiperglicêmico crônico com maiores complicações. Tendo em mente que o diabetes mellitus é uma doença crônica, com evolução silenciosa, dificilmente diagnosticada e com dificuldade na adesão ao tratamento, cabe aos profissionais de saúde o desafio de encontrar soluções para diminuir essas barreiras, logo vê-se a importância de uma educação permanente em saúde para a melhoria na qualidade dos serviços e para a equidade no cuidado. Esse trabalho teve como objetivo capacitar profissionais da atenção primária na assistência de usuários diabéticos, para intervir na autoadministração de insulina e guias alimentares. Trata-se de um trabalho descritivo do tipo Relato de Experiência, no qual a ação contou com alguns materiais didáticos para serem utilizados durante a atividade, como folder ilustrativo das principais vias de administração da insulina, boneco anatômico mais seringa de insulina de 1ml e folder com guia alimentar. Inicialmente, houve um acolhimento para apresentação dos mediadores juntamente ao público alvo, bem como a temática que seria abordada. Após isso, o folder das vias de administração foi entregue para que todos pudesse está observando. Os mediadores se dividiram para que um pudesse estar demonstrando as vias de administração no boneco anatômico, enquanto os outros distribuíam os materiais de injetáveis entre os participantes, para que praticassem após a explicação. E por fim, o folder com o guia alimentar foi entregue para cada participante, explicando a importância de hábitos alimentares saudáveis, para que os mesmos aconselhassem os seus usuários. Infere-se a partir dos resultados obtidos que o método utilizado teve um bom aproveitamento, nos quais foram colocadas em práticas as informações obtidas, tendo assim um retorno positivo dos usuários. Observou-se que durante as atividades, os profissionais demonstraram interesse perante a temática, realizando perguntas e contando relatos pessoais de experiência profissional, ressaltando a importância do tema. Espera-se a partir desse trabalho sejam fomentadas mais ações de educação permanente, já que é fundamental o empoderamento e segurança do profissional na hora de repassar as informações aos usuários.
Palavras-chave: Diabetes Mellitus, Atenção primária á saúde, Capacitação de equipe
Resumo Simples
Abrir o trabalhoMEDIAÇÃO TUTOR/DOCENTE NO INTERMÉDIO DE COMPETÊNCIAS PARA O TRABALHO COLABORATIVO E INTERPROFISSIONAL EM RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL
NEÍRES ALVES DE FREITAS; Jameson Moreira Belém; Mirna Neyara Alexandre de Sá Barreto Marinho; Maria Rocineide Ferreira da Silva; Viviane Oliveira Mendes Cavalcante; Mikaele Alves Freitas
A experiência de construção do conhecimento no âmbito da formação profissional em serviço, atentando para não reproduzir uma dicotomia entre teoria-prática no campo da formação em residências, constitui elemento essencial para compreender sua contribuição nas práticas interprofissionais. Nesse sentido, há esforços de produção que constrói a superação do binarismo entre teoria e prática, sim, valorizam-se as descobertas possibilitadas por releituras de teorias e reformulação de saberes articulados, aproximação de disciplinas no fazer saúde e produção do cuidado em saúde. Objetivou-se com esse estudo relatar a experiência da docência enquanto mediação de competências para o trabalho colaborativo e interprofissional na Residência Multiprofissional em Sobral, Ceará. Trata-se de um relato de experiência, realizado a partir da vivência enquanto docente da Residência Multiprofissional da Escola de Saúde Pública de Sobral. O acompanhamento ocorreu junto às práticas formativas na Escola de Saúde Pública do Município (ESP), à gestão municipal e a uma equipe de residentes composta por um enfermeiro, uma farmacêutica, uma assistente social e um profissional de educação física que encontravam-se alocados em dois Centros de Saúde da Família (CSF), e cumpriam carga horária teórico-prática de 60h. A residência é constituída de abordagens que não se configuram como dissociadas/dicotômicas, ou como atividades meramente quantitativas ou qualitativas. No processo de ensino e avaliação no Programa de Residência em Saúde da Família, apresentam-se como ponto benéfico a contrapartida municipal do financiamento da tutoria, a preceptoria e, ainda, como o reconhecimento do programa da residência a nível nacional, a atuação mediada por uma atuação colaborativa no ensino, em que a aprendizagem dá-se em ato, com o movimento até da sala de aula invertida, com metodologias de ensino que sejam participativas, inclusivas e diferenciadas. O programa de residência apresenta tanto apoio de núcleo de saber, com a preceptoria, e aporte de campo, com a presença do docente/tutor, no território. Esse apoio institucional e pedagógico em serviço a uma equipe multidisciplinar, favoreceu o desenvolvimento de competências essenciais para o trabalho interdisciplinar, com ênfase na clínica ampliada, e a construção de práticas colaborativas, como o aprimoramento de habilidades como o de gerenciar casos, produção de práticas de cuidado com foco nos indivíduos e coletividades.
Oral
Abrir o trabalhoNOVEMBRO ROXO: EDUCAÇÃO EM SAÚDE EM ALUSÃO A PREMATURIDADE
SUÊNIA ÉVELYN SIMPLÍCIO TEIXEIRA; Cynthia Melo Morais; Paloma Fonseca Silva; Suelem Dias Monteiro Oliveira; Sabrina Rodrigues Aragão; Brena Maria Custódio Mendes
O Centro de Especialidades Médicas (CEM) é um serviço ofertado pelo município de Sobral, Ceará que acompanha gestantes de alto risco e precisam da atenção especializada para acompanhamento com o Médico Obstetra no decorrer da pré-natal (PN). A Residência Multiprofissional de Neonatologia (REMUNE) vivencia um período no serviço para realizar atividades de educação em saúde com as gestantes, visto a fomentar conhecimentos pertinentes a saúde materna e neonatal. Essas mulheres que denominados de gestante de alto risco estão inseridas no público com maior probabilidade de ter um parto prematuro (antes de 37 semanas completas), devido apresentar fatores e/ou comorbidades de risco ao binômio mãe e filho. A REMUNE juntamente com CEM nos possibilitou momentos de educação em saúde com esse público, realizados por meio de sala de espera. Trata-se de um relato de experiência, com a participação de em média 10 gestantes, no período de novembro de 2021, com o tema relacionado a prevenção da prematuridade. Foram discutidos assuntos que as fizessem refletir sobre como está seu processo de cuidado no PN, se estão tomando as medicações da forma correta, vindo as consultas, tendo uma alimentação adequada e realizando prática de atividade física quando possível. Por conseguinte, afim de garantir o que é proposto pela Rede Cegonha, colocamos de forma expositiva fotos do local em que elas vão parir, a Maternidade Santa Casa de Misericórdia, instituição que recebe gestante de alto risco. O período de pandemia fez com que essa oportunidade fosse interrompida pelo risco de contaminação. Acreditamos que ao apresentar desde o seu acolhimento até o momento da alta, proporcionem mais segurança para as mães que ainda não conhecem o serviço e os fluxos do Hospital. Além do mais, o nosso foco foi a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, ambiente para bebês em estado grave que necessitam diariamente da presença da mãe. Contudo, também foram discutidos que não é um período fácil, exige saúde emocional por parte dos pais e bastante dedicação, devido à instabilidade clínica do bebê. Logo, juntamente com os profissionais de saúde, promovem a recuperação e desenvolvimento mais saudável, tranquila e acolhedora. Portanto, ao promover a conscientização e a dimensão da importância dos cuidados da mãe e as orientações repassados pelos profissionais da saúde durante o PN são decisivos para a qualidade de vida do bebê e da genitora, além de tentar prevenir um parto antecipado e possíveis danos.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoO CONGRESSO BRASILEIRO DE SAÚDE INTEGRATIVA E ESPIRITUALIDADE NA DIALÓGICA INTERPROFISSIONAL DO CUIDADO INTEGRAL
GEORGE LUIZ NERIS CAETANO; Diane Maria Scherer Kuhn Lago; Beatriz Pereira Vilela; Mariana André Honorato Franzoi
A grade curricular obrigatória da maioria dos cursos da saúde não prevê disciplinas sobre a Saúde Integral e a Espiritualidade. Quando presentes, são disponibilizadas como disciplinas optativas ou módulo livre, evidenciando a necessidade de ampliar a discussão dessas temáticas no ensino, pesquisa e extensão, na busca por novas racionalidades médicas. Dessa forma, cumpre fortalecer a experiência discente na organização do Congresso Brasileiro de Saúde Integrativa e Espiritualidade (CONBRASIE) 2021 em difundir conhecimentos em saúde integrativa, especialmente sobre espiritualidade em saúde, saberes tradicionais e populares. Apresenta-se como metodologia a estrutura de um evento de nível nacional, inserido como projeto de extensão na Universidade de Brasília, tendo por pilar a democratização de acesso ao ensino, pesquisa e extensão da Saúde Integral e Espiritualidade. O evento foi planejado para ser totalmente gratuito e utilizou plataformas abertas, como Instagram e WhatsApp, para comunicação com discentes (ligas acadêmicas) de todo o Brasil, sensibilizando o público congressista para o debate acerca de outras formas de promover cura. O corpo discente contribuiu na construção coletiva de debates acerca da Saúde Integral e Espiritualidade no que tange ao fortalecimento do SUS. O evento dispôs de 14 palestras síncronas-remotas que abordaram a defesa do SUS e da busca por outras racionalidades médicas, com média de 7 mil acessos simultâneos on-line. Realizou-se ainda a Mostra Científica, pós-congresso, com apresentação de 185 trabalhos aprovados para publicação em Anais na Revista Health Residencies Journal (HRJ) da Escola Superior de Ciências da Saúde do Distrito Federal. O CONBRASIE 2021 simbolizou uma ação contundente de sensibilização discente, ao permitir a partilha dialógica do como fazer, quando fazer e porque fazer o tripé ensino, pesquisa e extensão na Saúde Integrativa e Espiritualidade. Ainda, o CONBRASIE fomentou debates acerca do ensino antirracista, decolonial e anti hegemônico, evidenciando a ausência de diálogo entre teoria e prática nos cenários e territórios formativos. A participação discente na organização do CONBRASIE possibilitou o contato com outras estratégias de extensão universitária, principalmente para o período pandêmico, apresentando a Saúde Integral e Espiritualidade no auxílio à formação em saúde no período trans e pós-pandêmico.
Palavras-chave: Educação Médica,Medicinas Tradicionais,Espiritualidade
Resumo Simples
Abrir o trabalhoO PAPEL DA EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE NA PANDEMIA DA COVID-19
ANA CAROLINE DOS SANTOS DE MOURA ; Paloma Silva Melo; Maria Dhescyca Ingrid Silva Arruda; Amanda Pinto Fonseca; Victor Rafael da Silva Leite; Bianca Silva Araujo
A pandemia causada pela SARS-COV 2 (COVID-19), a partir do final de 2019, trouxe a necessidade de novas intervenções com objetivos de propor educação no campo da saúde, para a construção de estratégias de combate à pandemia. Os dispositivos de saúde, desencadeiam um papel crucial para esse enfrentamento de forma eficiente. Sendo assim, o Sistema Único de Saúde (SUS) atua de forma vital, ao propor e efetivar ações de promoção e educação na saúde. O presente trabalho tem o objetivo de sintetizar a estratégia político-pedagógica de formação em saúde adotada para o enfrentamento da pandemia da COVID-19, considerando a reorganização do trabalho dos profissionais da saúde. Trata-se de uma revisão bibliográfica, desenvolvida por meio de artigos indexados nas bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Google Acadêmico. Os descritores foram combinados utilizando o operador booleano “AND”, sendo esses: “COVID-19”, “Educação Permanente” e “Educação Continuada em Enfermagem”. Foram usados como critérios de inclusão: artigos publicados entre 2017 e 2022, nos idiomas português, inglês e espanhol e a presença dos descritores no título ou resumo. Enquanto que foram excluídos artigos que não abordavam o tema intencionado. A educação permanente em saúde demonstrou-se essencial para o aprimoramento de conhecimentos dos profissionais de saúde, tendo em vista que a alta demanda de pacientes internados em unidades de terapia intensiva levou a necessidade de mais profissionais especializados em lidar com a COVID-19. Devido a doença causada pelo novo coronavírus ser de natureza inédita, os profissionais de saúde precisaram atualizar-se acerca de métodos de cuidados que fossem benéficos aos pacientes. Nesse contexto, em uma situação cujo distanciamento social faz-se necessário, a internet desempenhou um papel fundamental possibilitando o compartilhamento de informações e a atualização dos profissionais e estudantes da área da saúde. A atualização constante de conhecimento por parte dos profissionais, portanto, mostrou ser uma aliada essencial na luta contra uma doença de pouco conhecimento inicial para a prática profissional. Diante dos apontamentos supracitados, percebe-se que a educação permanente em saúde no contexto da pandemia é de extrema relevância para a capacitação dos profissionais atuantes na pandemia, de modo que irá resultar em uma assistência de qualidade e proporcionará uma melhor e maior qualidade de vida para os pacientes acometidos pela Sars-Cov-2.
Palavras-chave: COVID-19,Educação Permanente,Educação Continuada em Enfermagem
Resumo Simples
Abrir o trabalhoOFICINA SOBRE VISITA SEGURA E AFETIVA PARA AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE DE UMA UBS
FERNANDA RIBEIRO DA SILVA; Yolanda Rakel Alves Leandro Furtado; Arycelle Alves de Oliveira; Maria Anelice de Lima; Izabela Macêdo Alves; Érika Roméria Formiga de Sousa
A atenção primária representa o primeiro contato dos indivíduos, da família e da comunidade com o Sistema Único de Saúde. Nesse contexto, a visita domiciliar é uma importante ferramenta capaz de contribuir para as práticas em saúde, promovendo qualidade de vida, focando na promoção, prevenção e reabilitação. Diante do exposto, a visita segura e afetiva surge como uma ação de cuidado com objetivo de promover uma maior interação assistência e afetividade durante a realização da visita domiciliar como possibilidade de continuidade do cuidado para os pacientes mais vulneráveis, a fim de garantir a integralidade do acesso à saúde. O presente trabalho tem como objetivo relatar a experiência da formação sobre visita segura e afetiva para as agentes comunitárias de saúde de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no interior do Ceará. Trata-se de um relato de experiência, a qual as residentes em saúde coletiva vinculadas a UBS realizaram uma oficina para expor o projeto, e a partir disso introduzir as ideias e demandas das ACS. Iniciamos com uma dinâmica: “mural de sentimentos” para partilhamos as sensações diante do contexto de pandemia ao qual estamos inseridos. Logo após, apresentamos a proposta através de slides discorrendo sobre: covid-19 e principais aspectos; orientações para a visita domiciliar; visita segura e afetiva no contexto da pandemia; critérios para realização da visita e medidas de segurança no domicílio. Com isso, ficou acordado entre os profissionais que os pacientes acamados, cadeirantes e com dificuldade de locomoção entrariam nos critérios elegíveis para receberem a visita. Além disso, foi estipulado medidas de segurança no domicílio para receber a equipe de saúde, como por exemplo, uso de máscaras, lavagem das mãos, distanciamento social, cômodos higienizados, além de outros. Como forma de reduzir contaminação e evitar propagação do coronavírus é realizada apenas uma visita por dia, e nenhum dos membros da equipe ou familiares devem apresentar sintomas gripais. Por fim, elaboramos alguns checklists para disponibilizar para a família e as ACS, bem como confeccionamos o prontuário afetivo com indagações pessoais sobre música preferida, definição de felicidade, passatempo preferido e outros quesitos considerados relevantes, fazendo com que a visita se torne mais afável e menos tecnicista. Ao fim, produzimos um E-book sobre Visita Segura e Afetiva disponibilizado de forma online para os interessados em aprofundar sobre o projeto.
Palavras-chave: Atenção Primária à Saude, Visita Domciliar, Pandemia, Integralidade em Saúde
Resumo Simples
Abrir o trabalhoPANORAMA DO ENSINO DE GÊNERO E SEXUALIDADE NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM NO BRASIL
JAMESON MOREIRA BELÉM; Ana Cristina Santos de Lima; Emanuelly Vieira Pereira; Maria Juscinaide Henrique Alves; Neíres Alves de Freitas; Maria Rocineide Ferreira da Silva
A discussão e a reflexão de temáticas relacionadas a gênero e sexualidade ao longo da formação acadêmica do enfermeiro constitui dimensão importante para que os estudantes desenvolvam competências a partir de conhecimentos, habilidades e atitudes que permitam a oferta de um cuidado integral e humanizado na sua prática profissional. Desse modo, objetivou-se apresentar um panorama acerca do ensino de gênero e sexualidade nos cursos de graduação em enfermagem das Instituições de Ensino Superior públicas brasileiras. Trata-se de pesquisa documental com abordagem quantitativa, cujas informações foram coletadas a partir de Projetos Políticos Pedagógicos e ementas coletadas dos sites das instituições de 146 cursos no período agosto a outubro de 2018 por meio de instrumento de elaboração própria. A apresentação dos dados ocorreu por meio de quadros e síntese descritiva. Foram identificadas 61 disciplinas em 42 cursos, entretanto apenas 36 possuíam informações disponíveis na íntegra, perfazendo a amostra. Ao se analisar a distribuição das instituições que ofertavam disciplinas sobre a temática gênero e sexualidade, conforme localização e caracterização, observou-se maior quantidade nas universidades federais (n=16) com maior concentração no Nordeste (n=13), predominantemente nos cursos tipificados com grau bacharelado (n=29). Entre os estados que tiveram maior quantitativo de disciplinas, destacaram-se Rio Grande do Norte (n=05) e São Paulo (n=05) seguido pelo estado do Ceará (n=04). Em relação a carga horaria das disciplinas ofertadas observou-se grande variação entre 15 h/a à 304 h/a e média de 75,58 h/a. Houve prevalência de disciplinas ofertadas em caráter optativo (n=24), sendo que nestas a carga horária variou de 15 h/a à 72 h/a, média de 46,12 h/a, e identificou-se uma disciplina na modalidade teórico-prática. Entre as disciplinas com caráter obrigatório (n=12), a carga horária apresentou variação entre 30 h/a à 304 h/a, com média de 134,5 h/a, sendo que seis eram ofertadas na modalidade teórico-prática. Esses resultados evidenciam a pouca quantidade de disciplinas que abordam gênero e sexualidade na formação de enfermeiros, a grande variação na carga horária das disciplinas e a predominância de oferta em caráter optativo e na modalidade teórica que, em conjunto, podem resultar em uma formação deficitária e futuramente dificuldades em abordar e lidar com questões no cotidiano assistencial/profissional.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoPlanejamento estratégico em saúde na Atenção Primária a Saúde
KEILA FORMIGA DE CASTRO; Ágna Retyelly Sampaio de Souza; Bruna Suellen Pereira; Valdilia Ribeiro de Alencar Ulisses; Celida Juliana Oliveira
A matriz SWOT(FOFA) é uma ferramenta complementar ao planejamento estratégico que fornece uma visão ampla sobre o que afeta tanto o serviço e quanto as ações na Atenção Primária a Saúde. Possui as seguintes variáveis: Forças (Strengths), Fraquezas (Weaknesses), Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats). O presente trabalho se propõe a relatar a experiência do uso da Matriz SWOT/FOFA durante uma oficina de planejamento estratégico em saúde junto a uma equipe de saúde da família. Trata-se de um estudo qualitativo, descritivo e de campo, do tipo relato de experiência. Foi realizada uma oficina de planejamento estratégico em saúde com o uso da Matriz SWOT/FOFA, em janeiro de 2022 junto aos profissionais de uma equipe de Saúde da Família no município de Crato-CE. Participaram: a enfermeira, 05 agentes comunitárias de saúde e 02 residentes em saúde coletiva. Os participantes foram divididos em grupos para discussão e posterior construção dos eixos. Como Forças Internas foram identificadas: vínculo com a comunidade; resolução das demandas; a atenção multiprofissional no cuidado ao paciente; acolhimento da comunidade em relação aos projetos desenvolvidos na ESF. As oportunidades externas: Parcerias com a Secretaria e a Universidade Regional do Cariri; escuta qualificada; Apoio da residência, trocas de conhecimento. As Fraquezas internas identificadas: falta de empatia com usuários por parte de alguns funcionários; falha na comunicação entre a equipe; fragilidade na organização do fluxo de demandas; melhorar o compartilhamento dos casos dos pacientes (PTS), debater sobre os casos de forma multi e interprofissional. Ameaças externas reconhecidas: Falta de medicamentos; A retirada do farmacêutico do programa de residência; Falta de entendimento da comunidade nos processos de trabalho; Vacina contra a COVID-19; Falta de empatia da comunidade com os funcionários. Como ações a serem realizadas: Realizar reuniões semanais para consolidar as informações a serem informadas ao ministério da saúde; Realizar avaliações quadrimestrais; realizar capacitações sobre e- SUS AB; Acompanhar as inconsistências mensalmente. O planejamento estratégico participativo deve ser incorporado ao processo de trabalho das equipes e profissionais da APS, de modo a agregar valor e obter resultados mais efetivos.
Palavras-chave: Planejamento estratégico,; Atenção Primária a Saúde,Processo de trabalho
Resumo Simples
Abrir o trabalhoPROCESSOS COGNITIVOS, INSTITUCIONAIS E USO DE TECNOLOGIAS NO ENSINO REMOTO EMERGENCIAL NA ÁREA DA SAÚDE
MARLISON DIEGO MELO DA SILVA; Luiz Eduardo Rocha; Anderson Italo Aquino Silva de Souza; Marcelino Maia Bessa; João Eduardo Gomes de Oliveira
Haja vista as restrições sociais impostas pela pandemia da covid-19, ocorreram modificações nos processos cognitivos, institucionais e no uso das tecnologias no ensinar-aprender. Frente a esta realidade, este estudo consiste em refletir sobre o ensino remoto emergencial e desenvolvimento dos processos cognitivos, institucionais e tecnologias em cursos da área da saúde em execução no formato remoto. Trata de um estudo teórico-reflexivo a partir do levantamento bibliográfico e a performance discente e docente dos autores. A aplicação do ensino remoto emergencial trouxe uma dependência de tecnologias, a exemplo, dos smartphones, notebooks, aplicativos, ambientes virtuais, que trouxeram implicações para o ensinar aprender no que se refere a necessidade por parte de docentes e discentes de disponibilização/busca de materiais didáticos (textos, livros, estudos dirigidos, slides) de forma online. Nas aulas ministradas, ainda que de modo remoto, necessitou-se adotar e desenvolver atividades que possibilitassem aos alunos por potencializarem/desenvolverem uma linguagem teórico/prática para com os usuários dos serviços de saúde que estes manterão contato, o raciocínio crítico em relação ao processo saúde-doença, através de momentos de práticas de laboratório virtual com estudos de caso. Mesmo diante a uma realidade fora da sala de aula física, foi preciso pensar o processo de construção do conhecimento para além da subjetividade individual dos alunos que desenvolviam seus estudos no domicílio, uma vez que o ser humano aprende com/junto ao outro, com a utilização de seminários no formato virtual, fóruns on-line enquanto atividades de grupo, que terminam, favorecendo a construção do conhecimento em coletivos. Os processos institucionais também sofreram mudanças em virtude do distanciamento presencial da figura da instituição enquanto espaço físico do ensinar-aprender, sendo que a mesma foi incentivada a transparecer e exercitar ainda mais para com docentes e discentes certa cautela no status de superioridade para com a comunidade acadêmica, proporcionando relações que caminha para tomadas de decisões considerando a opinião docente e discente no pensar coletivamente sobre como se conduziria o processo de ensino-aprendizagem. A reflexão sobre o desenvolvimento dos processo cognitivos, institucionais e tecnológicos no ensinar-aprender remoto continua em construção uma vez que pós pandemia mostra-se como uma tendência de ensino.
Palavras-chave: Capacitação de recursos humanos em saúde,ensino,aprendizagem
Resumo Simples
Abrir o trabalhoPROJETO DE VIVÊNCIAS E ESTÁGIOS NA REALIDADE DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE: RELATO DE EXPERIÊNCIA
GUSTAVO CORINGA DE LEMOS
O presente relato de experiência apresenta as atividades desenvolvidas no Projeto de Vivências e Estágios na Realidade do Sistema Único de Saúde (VER-SUS), na cidade de Macaíba/RN, que contou com a participação de 2 facilitadores e 10 viventes, sendo as atividades realizadas durante 10 dias de vivência, onde pode ser visitado os equipamentos de saúde da zona urbana e rural do município supracitado. A equipe foi composta por acadêmicos de cursos de graduação e técnico superior, sendo estes: Biomedicina, Odontologia, Enfermagem, Educação Física, Farmácia, Serviço Social, Fisioterapia, Psicologia e Técnico em Enfermagem, sendo estes oriundos de instituições federais e privadas, estando estas localizadas nos municípios de Mossoró/RN e Natal/RN. Vivenciar a realidade do Sistema Único de Saúde (SUS) durante 10 dias, além da oportunidade de se aproximar ainda mais da realidade do nosso SUS, é uma forma de adquirir experiências que podem servir de influência na nossa vida pessoal e profissional. O VER-SUS possibilita que possamos dialogar com gestores, com profissionais de diversas áreas da saúde, com usuários do sistema e com participantes do projeto, acarretando a possibilidade de reflexão sobre o funcionamento do sistema e sobre os desafios e metas a serem alcançadas, para que assim possamos construir um sistema de saúde cada vez melhor, que atenda às necessidades da sociedade e que continue sendo um patrimônio de todos. A vivência proporcionou o desenvolvimento de uma visão mais ampla sobre o que é saúde pública, saúde coletiva, e o que realmente é o SUS. Poder conversar e debater com outros profissionais da área da saúde sobre a nossa atuação dentro do sistema, faz de nós, profissionais e futuros profissionais cada vez mais preparados para atuar de acordo com as necessidades e demandas deste. Percebe-se que ainda durante a graduação, há a carência de ensino e abordagem do SUS nas universidades, sendo esse um grande problema enfrentado pelos profissionais ao serem inseridos na prática. Diante disso, é necessário falar e lutar pela inserção do ensino sobre o SUS nas universidades de forma mais ampla, possibilitando aos acadêmicos uma nova visão sobre este, além de prepará-los para a prática profissional. Assim, percebe-se que os profissionais e futuros profissionais da saúde, munidos desse conhecimento, poderão atuar de forma ampla na prevenção e promoção da saúde.
Palavras-chave: Sistema Único de Saúde,Educação em Saúde,Práticas Interdisciplinares,Saúde Pública
Resumo Simples
Abrir o trabalhoRECONHECIMENTO DAS PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES NA PROMOÇÃO DO CUIDADO DURANTE O CICLO GRAVÍDICO-PUERPERAL
LARISSA AMANDA DE SALES ROCHA; CLARISSA DANTAS DE CARVALHO; JULIANA MACIEL DE MESQUITA; MARIA ROCINEIDE FERREIRA DA SILVA
Este trabalho apresenta o relato de experiência de uma Acupunturista na assistência ao Parto Humanizado. O intuito deste resumo é reafirmar a necessidade de popularizar a interprofissionalidade para promoção do cuidado integral à parturiente. Segundo Alvarenga et al., (2013) apud Araújo et al., (2017), a fragmentação do cuidado é comum na multiprofissionalidade, a qual seria a justaposição de disciplinas distintas, em que os saberes especializados balizam a atuação profissional. Já a interprofissionalidade vincula-se à noção do trabalho em equipe de saúde, marcado pela reflexão sobre os papéis profissionais, a resolução de problemas, a negociação em processos decisórios, a partir da construção de conhecimentos, de forma dialógica e com respeito às singularidades dos diversos saberes e práticas profissionais. A Acupunturista relata que sua prática clínica com Práticas Integrativas e Complementares em Saúde - PICS durante o ciclo gravídico-puerperal promove excelente plausibilidade biológica, corroborando com recomendações da Organização Mundial de Saúde-OMS e da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS - PNPIC. Contudo apesar de existir publicações sobre a eficácia e segurança da Acupuntura em diversas áreas, a Acupunturista relatou que é evidente o desconhecimento dos profissionais de saúde no que se refere a utilização da Medicina Tradicional Chinesa e outras PICS na prevenção de agravos e da promoção, manutenção e recuperação da saúde baseada em modelo de atenção humanizada e centrada na integralidade do indivíduo (PNPICS, 2015). Diante desse contexto, é possível concluir que estudos em Saúde Coletiva devem estimular a formação e a atuação interprofissional, uma vez que desse modo é possível tratar pacientes respeitando suas singularidades, observadas na prática do cuidado integral.
Palavras-chave: Interprofissionalidade, Parto Humanizado
Resumo Simples
Abrir o trabalhoRELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE EDUCAÇÃO EM SAÚDE PARA GESTANTES: ORIENTAÇÃO SOBRE USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS.
PALOMA FONSECA SILVA ; Cynthia Melo Morais; Suênia Évelyn Simplício Teixeira; Suelen Dias Monteiro Oliveira; Sabrina Rodrigues Aragão; Brena Maria Custódio Mendes
Trata-se de uma experiência de ações em saúde voltadas para gestantes realizadas no Centro de Especialidades Médicas (CEM), local esse que é um serviço público do município de Sobral. Para alcançar um nível adequado de saúde, as pessoas precisam saber identificar e satisfazer suas necessidades básicas, então foi realizado orientações e aconselhamento sobre o uso racional e correto das medicações por meio de rodas de conversas em sala de espera com as gestantes que estão sendo acompanhada no pré-natal de alto risco.
Oral
Abrir o trabalhoSUPORTE BÁSICO DE VIDA PARA LEIGOS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
ANA BEATRIZ DA SILVA ; Alrivânia Moura Guimarães; Fernanda Letícia da Costa Bezerra; Pedro Vinicius Souza Almeida; Luis Felipe Lopes Fernandes; Johny Carlos de Queiroz
O Suporte Básico de Vida (SBV) é o conjunto de medidas e procedimentos técnicos que objetivam o suporte de vida à vítima. Alguns países, visando a redução de danos, vêm treinando leigos em SBV, e no Brasil as estatísticas permanecem inespecíficas, no entanto, se identifica a necessidade de produzir e aprofundar conhecimento científico sobre o tema. Nesse sentido, o presente estudo visa relatar a experiência de discentes e docente do curso de enfermagem da Faculdade de Enfermagem (FAEN) da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) acerca de uma ação realizada sobre SBV e primeiros socorros com servidores da prefeitura municipal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Nota-se a relevância do estudo para o público-alvo, uma vez que por meio do conhecimento adquirido acerca dos primeiros socorros, é possível que acidentes possam ser prevenidos e diminuídos tanto no local de trabalho quanto nas ruas. A atividade ocorreu no dia 09/10/2021, das 8:30 às 11:00 horas, no auditório da FAEN/UERN e abordou-se o SBV e as principais medidas de primeiros socorros em ocorrências do trânsito. O público-alvo foi composto por motoristas, e os assuntos foram tratados de forma teórico/prático, assim elencados: conceitos e diretrizes do SBV, biossegurança, desmaios, convulsões, choque elétrico, hemorragias e queimaduras. Após a exposição teórica foram desenvolvidas simulações enfatizando as situações de parada cardiorrespiratória, engasgos, desmaios, convulsões e hemorragias, bem como foi explicado como proceder nesses casos, sempre enfatizando as medidas de biossegurança de forma a proteger os socorristas no momento de socorrer a vítima. Ao término da ação, os participantes descreveram a experiência, avaliando a metodologia utilizada, e contribuíram com sugestões para as próximas capacitações. É importante ressaltar o interesse dos participantes, pois demonstraram-se ávidos, assíduos e interativos. Foi possível perceber a relevância do assunto para a vida pessoal e profissional, uma vez que as dúvidas foram sanadas, conceitos repensados e curiosidade esclarecidas. As principais dificuldades encontradas estão relacionadas à pandemia da COVID-19, que fez com que muitos servidores não pudessem estar presentes, reduzindo o número de participantes, porém, não interferiu que houvesse uma participação ativa dos sujeitos, tornando o momento objetivo, dinâmico e rico em aprendizagem.
Palavras-chave: Suporte Básico de Vida, Primeiros Socorros, Leigos
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoTELEMEDICINA E A CONTINUIDADE DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE AOS DIABÉTICOS NA PANDEMIA DO COVID-19
TAMIRES DE ALCANTARA MEDEIROS; José Wilder de Sousa Caldas; Francisca Arlivian Ferreira de Sousa; Vanessa Faustino Fernandes; Evilani de Souza Silva; Petrucya Frazão Lira
As orientações de distanciamento fornecidas pelos órgãos de saúde durante o período da pandemia do COVID-19 modificaram a rotina de toda a população, bem como dos diversos pacientes com doenças crônicas que necessitam de cuidados e monitorização contínuos, como é o caso dos portadores de Diabetes Mellitus (DM). Os pacientes com diabetes apresentaram dificuldades para manter o controle glicêmico durante o confinamento, o que aumenta significativamente os riscos de desenvolver complicações crônicas a curto e longo prazo. Desse modo, surge como um problema a dificuldade nos atendimentos de saúde, uma alternativa encontrada foi à prestação de serviços à distância por meio da tecnologia de telecomunicações. Nesse contexto, o presente estudo tem como objetivo analisar a continuidade da assistência aos diabéticos acompanhados pela atenção primária à saúde durante a pandemia do COVID-19. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa. A pesquisa foi estruturada utilizando como descritores “Atenção primária”, “Diabetes Mellitus”, “Telemedicina” por meio da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), utilizando como base de dados: LILACS e a MEDLINE. Os critérios de inclusão envolveram artigos completos, publicados nos idiomas português, inglês e espanhol, publicados entre os anos de 2019 a 2021. Foram excluídos estudos duplicados, ou que se apresentavam inconclusivos ou inconsistentes metodologicamente. Após aplicação dos critérios previamente estabelecidos foram encontrados 34 estudos dos quais apenas 6 compuseram essa amostra. A telemedicina mostrou-se um meio eficaz no acompanhamento e monitoramento glicêmico de pacientes com DM, quando atuando de forma complementar, que pode melhorar o acesso aos pacientes que moram em áreas rurais ou geograficamente ruins. No entanto, nem todos os pacientes têm acesso à internet ou são familiarizados com tecnologias. Ademais, a percepção de que a qualidade do atendimento online é inferior ao atendimento presencial também se apresentou como uma barreira para a adesão ao atendimento online. Assim, é notório que os cuidados oferecidos aos pacientes com DM nesse período precisam ser otimizados a fim de minimizar os riscos e agravos associados à hiperglicemia. Outrossim, é fundamental compreender e intervir nas barreiras do atendimento da telemedicina para sua implementação bem sucedida em larga escala.
Palavras-chave: Atenção primária, Diabetes Mellitus, Telemedicina
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoTENDA DO CONTO NA AVALIAÇÃO DAS APRENDIZAGENS NO ESTÁGIO EM FISIOTERAPIA
MATHEUS MADSON LIMA AVELINO; Jeane Caroline Dantas Ferreira; Lilian Araújo Guimarães; Richard Ramon de Medeiros
Relatamos a experiência da utilização da Tenda do Conto (TC) como método de avaliação das aprendizagens no estágio da graduação em fisioterapia, partindo do entendimento de que o processo de aprender no serviço não compreende somente a prática de habilidades e técnicas profissionais, mas todo o processo de subjetivação que atravessa a experiência sentida pelo corpo durante a experiência. A TC ocorreu com os preceptores de estágio e discentes do 8º período curso de Fisioterapia da Faculdade Católica do Rio Grande do Norte (FCRN) ao fim do período de inserção nos campos de estágios que compreenderam atenção básica e serviços ambulatoriais em dezembro de 2020. Estes foram convidados a levarem para o encontro um objeto que marcasse sua experiência durante os estágios e compartilhar na roda sua trajetória neste período, o que foi positivo e mais desafiador e como se sentiu diante das situações. Anteriormente às narrativas foi conduzido pelos preceptores exercícios respiratórios para harmonização e centramento dos participantes. O encontro ocorreu nas dependências da FCRN em dois momentos, sendo um com a turma da manhã e outro com a turma da noite, com média de 24 alunos cada. Durante as narrativas os participantes contaram sua trajetória nos campos de estágios ressaltando os desafios pessoais e coletivos que encontraram diante das situações vividas nos serviços e narraram também como superaram estas dificuldades e a potência de cada campo de estágio, o que aprenderam e, sobretudo como aprenderam. Estiveram muito presentes as histórias dos usuários atendidos em cada serviço e como a relação com estas pessoas em seu processo de reabilitação as tocou de alguma forma e desafiou seus conhecimentos. Os discentes trouxeram diversos significados para o que é o cuidado para além das tecnologias duras, assim como expuseram as dificuldades de se trabalhar com necessidades de saúde que ultrapassavam a esfera biológica, contando casos das pessoas atendidas nos equipamentos do Sistema Único de Saúde que estavam em vulnerabilidade social. Assim observamos a potência da tenda do conto na avaliação das aprendizagens dos estágios no sentido de colocar em jogo o processo de aprender focando não no que se aprende, mas em como se aprender. A TC nos ajudou a entender o processo de formação em serviço não como um lugar de reproduzir técnicas aprendidas previamente, mas como um espaço de produção e de invenção de si mesmo através do encontro afetivo histórias de vida reais.
Palavras-chave: Formação em Saúde, Ensino em Fisioterapia,Tenda do conto.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoUMA HERANÇA POSSÍVEL DE SUPERAR: RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE AS PERCEPÇÕES DO TRABALHO EM EQUIPE
RAFAELA GOMES DA SILVA; José Jailson de Almeida Júnior
Trata-se de um relato de experiência sobre o trabalho em equipe vivenciado no PET-Saúde Interprofissionalidade. Em uma das instituições vinculada a esse programa, estudantes, professores e profissionais de saúde de quatro diferentes áreas constituíram um grande grupo. A finalidade do projeto foi de conhecer e colocar em prática os pressupostos da educação interprofissional e da interprofissionalidade. Nesse sentido, são apontadas, neste relato, as percepções acerca de como se deu o trabalho em equipe durante o período do projeto. Essa discussão foi dividida a partir de três eixos: divisão de tarefas, comunicação, e potencialidades. No eixo da divisão de tarefas é debatida a forma pela qual os estudantes se dividiam para a realização das atividades; na comunicação discute-se as dificuldades e implicações relacionadas à essa competência e os efeitos no trabalho equipe; por fim, no eixo das potencialidades, destacam-se os elementos positivos desenvolvidos a partir do PET-Saúde Interprofissionalidade. Compreende-se, nessa perspectiva, que o trabalho em equipe permanece sendo uma competência que enfrenta dificuldades para ser efetiva. Por outro lado, a partir da proposta da educação interprofissional, a herança das práticas individualizadas pode ser superada pelo desenvolvimento de competências e habilidades para o trabalho em equipe. Espera-se, a partir das reflexões apresentadas, fortalecer a discussão acerca dessa temática.
Oral
Abrir o trabalhoEntende-se que a finitude humana faz parte do ciclo vital, é um acontecimento inelutável, mas é separado do meio social, onde falar sobre ainda é um tabu, mesmo no contexto hospitalar que é constantemente cercado por perdas, essa realidade é reflexo não só da sociedade como também da graduação, onde pouco se discute e os acadêmicos muitas vezes não estão preparados para lidarem com a morte na prática profissional, passam a vê-la como um fracasso e não como um processo natural, por isso há uma grande necessidade social de abordar esse tema com uma visão mais integral. A contribuição científica consiste em abranger a temática, oferecendo uma compreensão repleta de novas perspectivas, visto que nas plataformas científicas não há trabalhos que unem as questões aqui presentes. A proposta que norteou a revisão foi constatar qual a importância de compreender a finitude humana frente aos desafios do psicólogo hospitalar nos cuidados paliativos? Sendo assim, é essencial discutir os aspectos da finitude humana dentre os desafios do psicólogo hospitalar nos cuidados paliativos. Para guiar a elaboração do artigo foi escolhido o método indutivo, pois possui características necessárias para delinear o estudo, o procedimento de coleta de dados foi realizado através da revisão bibliográfica por meio eletrônico. Foram utilizados materiais publicados no período de 1998 a 2020. Constatou-se que a finitude humana normalmente é percebida quando o indivíduo se encontra doente ou alguém próximo está em um processo de adoecimento, a forma como a pessoa visualiza e entende a finitude possui influência direta a respeito da compreensão da própria existência e do seu estilo de vida, por isso é necessário ter a compreensão desse processo, pois negar a morte só propicia mais sofrimento. A psicologia hospitalar é administrada como uma ferramenta em cuidados paliativos, essencial e necessária, proporciona ao indivíduo um morrer digno a partir de um cuidado humanizado, o desafio do psicólogo nesse ambiente vai além de auxiliar o usuário nos cuidados voltados ao corpo, se trata de criar um contexto em que o indivíduo possa encontrar a melhor forma de viver, resolvendo problemas pendentes, se conhecendo e permitindo, mesmo com um diagnóstico que o aproxime da morte, viver com dignidade e qualidade de vida. Por fim, a psicologia pode contribuir de maneira significativa ao promover um cuidado e uma atenção especial sobre o indivíduo, à sociedade e ao ser humano diante da vivência do morrer.
Palavras-chave: Morte,Cuidados Paliativos,Finitude Humana,Psicologia Hospitalar
Resumo Simples
Abrir o trabalhoABORDAGEM DA PROTEÇÃO E HIGIENE CORPORAL REALIZADA PELA RESIDÊNCIA EM SAÚDE DA FAMÍLIA NO PSE.
MURILO CAMILO CHAGAS CARDOSO; Juliana Cardoso da Silva Bigonha; Bárbara Valéria de Souza Santos Nascimento; Ana Eliza Correr Rodrigues; Lincoln Yoshiharu Abe; Kécia Costa
Os residentes do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família da Universidade Estadual de Londrina (UEL) em parceria com a Residência de Medicina de Família e Comunidade da Autarquia Municipal de Saúde de Londrina, alocados em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) na região sul do município, realizaram em novembro de 2021 ações de educação em saúde previstas no Programa Saúde na Escola (PSE). Foram realizados encontros em período matutino e vespertino, a fim de alcançar todos os estudantes matriculados na escola municipal do território. A atividade teve como objetivo a orientação e desmistificação da importância do cuidado com o corpo, sendo abordada a higiene corporal com o foco de prevenção de doenças e a identificação de violência sexual. De forma didática e lúdica, uma personagem foi apresentada às crianças de 05 a 14 anos. Inicialmente a mesma se encontrava descaracterizada e à medida que as orientações eram abordadas, características correspondentes foram acrescentadas ao seu corpo. Desta forma, foram dadas orientações de higiene como lavagem de cada parte do corpo para evitar proliferação de doenças como a pediculose e patologias transmitidas por contato direto como Influenza e Covid-19, enfatizando o uso de álcool em gel e máscaras. Para as orientações de higiene bucal, foi utilizado um macro modelo para demonstrar técnicas de escovação e uso do fio dental, visando a prevenção de cárie dentária, gengivite e mau hálito, sendo ressaltada a importância da escovação com supervisão dos responsáveis. Respeitando a faixa etária das crianças, foi apresentado em linguagem acessível a importância de se proteger e prevenir de situações de abuso. Ao final da ação foram distribuídos kits de higiene bucal para todos os alunos. A atividade surgiu como demanda da escola, além de ser um tema essencial do PSE. Houve apoio mútuo em todas as etapas, desde a elaboração até conclusão, o que contribuiu para estreitamento de vínculos entre escola e UBS. Os principais desafios foram a utilização de uma metodologia que captasse a atenção das crianças, linguagem acessível, compatibilidade de agenda entre os profissionais e a escola. A experiência de realizar encontros fora da UBS foi um ponto positivo, proporcionando o retorno gradual de atividades coletivas suspensas devido à pandemia. A atenção multiprofissional permitiu o cuidado integral dos estudantes, o desenvolvimento do trabalho em equipe e a propagação do conhecimento adquirido na escola para casa.
Palavras-chave: Promoção da saúde em ambiente escolar , Equipe multiprofissional
Oral
Abrir o trabalhoACOLHIMENTO NA SALA DE ESPERA EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
ÁGNA RETYELLY SAMPAIO DE SOUZA ; Águida Raquel Sampaio de Souza; Bruna Suellen Pereira; Maria Anelice de Lima; Valdília Ribeiro de Alencar Ulisses; Keila Formiga de Castro
A atenção primária á saúde (APS), como porta de entrada ao Sistema único de saúde (SUS), deve ofertar atendimento humanizado de forma a fortalecer o vínculo entre usuário e profissional. As políticas de educação em saúde devem ser priorizadas a fim de resolver problemas e dar voz a população, por meio de uma escuta qualificada e acolhedora. O objetivo desse estudo foi descrever uma experiência realizada na sala de espera de uma UBS no município do Crato- CE por residentes em saúde coletiva. Trata-se de um estudo qualitativo, descritivo e de campo. Participaram desse estudo cerca de cem pessoas que aguardavam atendimento na Unidade. Os participantes eram de ambos os sexos, na faixa etária de 20 a 70 anos de idade. A prevalência se deu para o sexo feminino com idade superior a 50 anos. Após a triagem, os participantes foram convidados a participar de uma roda de conversa, onde foram tratados temas importantes e atuais recorrentes na comunidade. No momento que a população estava à espera do atendimento, diversas atividades foram realizadas, como, educação em saúde, dança, alongamentos e relaxamento. A proposta principal desse momento foi acolher o usuário e fortificar os vínculos com a comunidade.Os profissionais de saúde se mostraram atenciosos com a comunidade, proporcionando um atendimento acolhedor, escuta qualificada e assistência do cuidado humanizado. Ao término das atividades os participantes relataram melhora na ansiedade, sensação de revigoramento, bem-estar e felicidade. Dúvidas recorrentes foram sanadas possibilitando maior entendimento sobre temas diversos. As atividades foram bem aceitas pela comunidade e pela enfermeira da UBS, que se colocou a disposição da comunidade em momentos de educação e saúde e escuta qualificada, havendo trocas significativas de acolhimento, melhorando a qualidade de espera, pelo atendimento dos demais profissionais de saúde da UBS.
Palavras-chave: Acolhimento,Sala de espera,Profissionais de saúde
Resumo Simples
Abrir o trabalhoCONHECIMENTO POPULAR DA FITOTERAPIA NO TRATAMENTO DA ANSIEDADE
ANTONIO RONY DA SILVA PEREIRA RODRIGUES
O uso da medicina tradicional e o uso de fitoterapia, em países em desenvolvimento, tem sido amplamente utilizado para a manutenção das condições de saúde. Os transtornos ansiosos são caracterizados como um conjunto de doenças que provocam consequências a vida do individuo e a dos seus familiares, esses transtornos são classificados como um problema de saúde pública, visto, que a ansiedade pode ocasionar outras doenças. O conhecimento popular sobre métodos fitoterápicos para o tratamento de ansiedade se tornou uma alternativa cada vez mais estudada para descobrir meios viáveis para controlar ou tratar transtornos ansiosos. Trata-se de um estudo de abordagem qualitativa, realizado através de uma revisão integrativa de literatura, que permite a identificação, síntese e a realização de uma análise ampliada da literatura. De modo geral, a pesquisa foi realizada obedecendo 5 fases: identificação do problema e elaboração da questão norteadora; busca e seleção das publicações; avalição dos dados; análise dos dados e apresentação dos resultados. A pesquisa por artigos foi feita através dos termos: “anxiety’’ and “phytotherapy’’ and “popular knowledge’’, junto ao operador booleano and. No levantamento bibliográfico foram obtidos 391 artigos. Sendo 30 coletados na PubMed, 361 na Science Direct, 129 trabalhos fora selecionados apos a leitura de títulos e resumos, 1 excluido por duplicação e 128 foram lidos na íntegra, sendo 14 selecionados para integrara a revisão. Piper methysticum (kava), Passiflora edulis (maracujá), Valeriana officinalis (erva-de-são-jorge ou erva-de-gato) e a Melissa officinalis (erva-cidreira), são plantas mais citadas na literatura e já são conhecidas da população pelos efeitos calmantes e sedativos, observou-se que a combinação de diferentes espécies pode resultar em efeitos mais eficazes ao tratamento da ansiedade. Após a análise dos resultados desta RI, foi possível observar que inúmeras plantas medicinais são aplicáveis para auxiliar no tratamento e controle de transtornos de ansiedade. Vê-se que o desenvolvimento de estudos clínicos e experimentais para comprovar o conhecimento popular, possíveis efeitos adversos, dosagem e análises fitoquímicas das plantas medicinais se veem necessário, para assegurar o uso. Desse modo, o presente trabalho contribui para o aprofundamento e desenvolvimento de novas reflexões acerca do uso de plantas medicinais como método alternativo no tratamento e controle de transtornos de ansiedade.
Palavras-chave: Conhecimento Popular,Fitoterapia,Ansiedade
Resumo Simples
Abrir o trabalhoCONSTRUÇÃO DE INSTRUMENTO EDUCATIVO E ENCONTROS DIALOGADOS NO COMBATE A OBESIDADE INFANTIL: RELATO DE EXPERIÊNCIA
LARISSA GABRIELLY DA SILVA MORAIS; LETÍCIA EMILLY DA SILVA MORAIS; ANA BEATRIZ DA SILVA; LÍVIA NATANY SOUSA MORAIS; KALIDIA FELIPE DE LIMA COSTA
A obesidade, é uma problemática de relevância pública no cenário mundial atual. Isto se deve a alta incidência de casos que tem ocasionado uma espécie de epidemia preocupante nos últimos anos. Neste cenário, pode-se destacar a obesidade infantil, contabilizando taxas de crianças acima do peso com idade inferior a cinco anos, em 2011 no Brasil, somando mais de 42 milhões de casos. O estudo tem como objetivo relatar vivências de discente em estágio supervisionado do curso de enfermagem da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte em uma Unidade Básica de Saúde do município de Mossoró no Estado do Rio Grande do Norte. As vivências no serviço permitiu identificar a problemática de altos índices de obesidade infantil e preocupação com a alimentação das crianças locais. Buscando intervir sobre, foi criada uma cartilha educativa alimentar visando trazer orientações aplicáveis e acessíveis, facilitando o autocuidado e promovendo conhecimento de maneira dinâmica. Trata-se de um relato de experiência, descritivo de cunho qualitativo. A construção do instrumento foi norteada através da utilização da metodologia problematizadora, tendo como referência o Método do Arco, de Charles Magueres, uma vez que permite a participação ativa da população. Sua implementação ocorreu durante cinco semanas almejando a apresentação da cartilha e do seu conteúdo nos atendimentos individuais, nas consultas de acompanhamento do crescimento e desenvolvimento e pré-natal. Como também, a implementação pode ocorrer por meio de momentos coletivos dialogados e dinâmicos com pais e crianças que frequentam os equipamentos sociais escolares presentes na área de cobertura desta unidade. A proposta metodológica alcançou seu objetivo principal ao promover a conscientização da importância da prevenção e controle da obesidade infantil em pais e crianças através de momentos dialogados tendo como base direcional a cartilha quanto material metodológico.
Palavras-chave: Educação em Saúde, Obesidade Infantil, Atenção à Saúde
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoCONTRIBUIÇÃO DO ENSINO REMOTO EM PERIODO DE PANDEMIA: REALIDADE DA LIGA DE ENFERMAGEM EM CARDIOLOGIA
TATIANE DE SOUSA PAIVA ; Ingrid Kelly Morais Oliveira; Keila Maria de Azevedo Ponte Marques
As ligas acadêmicas consistem em organizações multidisciplinares sem fins lucrativos, visando o aprendizado e promoção e prevenção a saúde para a população. Logo, é relevante, que o processo educativo das ligas seja contínuo e ininterrupto. Entretanto, em março de 2020 a Organização Mundial de Saúde decretou pandemia Mundial, devido vírus Covid-13. Nesse interim, o setor de educação pronunciou medidas de restrições para barrar a disseminação do vírus, adotando em caráter excepcional, a substituição das aulas, plantões, encontros e extensão presencial para promoção a saúde por utilização de meias tecnologias de informações e comunicação. Assim posto, o presente trabalho tem por objetivo relatar e descrever as contribuições da liga de enfermagem em Cardiologia (LECARDIO) para promoção a saúde da comunidade de forma remota. Trata-se de um relato de experiência, descritivo, realizado a partir da vivência da liga sobre o novo método de ensino remoto, ocorrido no período janeiro 2021 a dezembro de 2021. As atividades ocorreram em horários extracurriculares, de forma remota, sendo utilizado como recurso para ensino o Google Meet, sendo escolhido devido a todos os recursos disponíveis a interação entre aluno professor e comunidade, ao vivo e em tempo real, onde pode-se fazer estudos sobre saúde cardiovascular e estabelecer metas para prática de promoção e prevenção a saúde de forma online para a população. Logo, ocorreu postagem educativas em redes sociais sobre a saúde cardiovascular com intuído de atingir a comunidade para educação popular em saúde. Além disso, a liga ofereu cursos e eventos sobre temáticas estudadas para estudantes e população geral. Portanto, as atividades remotas contribuíram para a continua formação acadêmica dos alunos participantes da liga, sem que ocorrera a paralização das aulas, e adaptado como forma de extensão atividades com postagem nas redes sociais, nas quais poderem atingir públicos de todas as localidades, podendo promover educação em saúde cardiovascular de forma mais ampliada, sendo possível alcançar um maior público e contribuindo para a democratização do conhecimento. No atual cenário da pandemia da Covid-19, com o isolamento e distanciamento social, a LECARDIO trabalhou e se dedicou para continuar com suas atividades e a difusão do conhecimento aos membros da liga e comunidade.
Oral
Abrir o trabalhoDIÁLOGOS SOBRE HIGIENE PESSOAL E A PREVENÇÃO DE DOENÇAS: METODOLOGIA ATIVA PARA PROMOÇÃO DA SAÚDE
INGRID KELLY MORAIS OLIVEIRA; Tatiane de Sousa Paiva; Luis Fernando Osterno
Com a pandemia do novo coronavírus os cuidados básicos de higiene como lavar as mãos corretamente, passaram a ser evidenciados no cuidado a saúde e a população buscou ser mais consciente e ter mais cuidado. No entanto, as boas práticas de higiene pessoal, são importantes para a prevenção de outras doenças que são também prejudiciais à saúde. Por isso, torna-se necessário conscientizar a população quanto a importância destas. Relatar sobre o uso de uma metodologia ativa acerca da higiene pessoal e prevenção de doenças com pessoas com transtornos mentais. Trata-se de um relato de experiência, elaborado a partir das vivências do internato em enfermagem da Universidade Estadual Vale do Acaraú. As vivências ocorreram em um centro de atenção psicossocial (CAPS) localizado no interior do estado do Ceará, e foram desenvolvidas por uma interna de enfermagem do 9° período, sob supervisão da equipe de enfermagem do serviço. As vivências ocorreram durante os meses de outubro e novembro de 2021, e consistiu em uma intervenção educativa com os pacientes do CAPS que participam do grupo de educação em saúde. Uma das estratégias utilizadas durante o tratamento nos CAPS é a participação em grupos, que acontecem no serviço semanalmente, como um espaço para que os pacientes possam se expressar e interagir. Entre esses grupos, destaca-se o grupo de educação em saúde, que objetiva promover a autonomia dos usuários a partir da educação em saúde sobre diferentes temáticas. Um dos temas abordados foi “Práticas de Higiene Pessoal e a Prevenção de Doenças”, para trabalhar esta temática utilizou-se de uma tecnologia educativa leve-dura, um jogo da memória com associação de imagens e texto, como por exemplo higienizar as mãos, escovar os dentes, manter os ambientes limpos, lavar os alimentos. Com a utilização do jogo os participantes puderam participar de forma ativa da educação em saúde, um a um eles iam até as peças do jogo e tentavam encontrar os pares, a cada par encontrado, o participante era questionado sobre a prática, como por exemplo, “você realiza essa prática diariamente?, “você considera uma prática importante para a saúde?”, a partir disso era realizada a educação em saúde. Dessa forma, a educação em saúde tornou-se efetiva, visto que os pacientes participaram de forma ativa e assim compreenderam sobre a importância da higiene pessoal bem como sobre a forma correta de realizá-la. Isto posto, torna-se relevante a utilização de metodologias ativas para a promoção da saúde.
Palavras-chave: Higiene,Promoção da saúde,Tecnologia educacional
Resumo Simples
Abrir o trabalhoDICAS ERGONÔMICAS PARA AMAMENTAÇÃO DURANTE O MÊS DE AGOSTO DOURADO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
ALINE BEZERRA DIAS; Yolanda Rakel Alves Leandro Furtado; Maria Anelice de Lima; Ana Lígia Neves da Luz Luna; Arycelle Alves de Oliveira; Fernanda Ribeiro da Silva
As alterações sofridas durante a gravidez são mantidas durante algum tempo após o parto. Assim, a falta de força abdominal poderá comprometer a postura durante o desempenho das atividades de vida diária, como por exemplo, segurar o bebê no colo, dar banho e amamentar, e quando realizada de maneira incorreta pode desencadear uma má postura da mãe, e consequentemente dores nas costas, pescoço e membros. Diante disso, o mês de agosto (Agosto Dourado) simboliza a luta pelo incentivo à amamentação e seus benefícios, entretanto, sabemos que não é uma tarefa fácil para as mães. Dessa forma, o objetivo do trabalho é relatar a experiência de uma ação realizada no agosto dourado para mães em período de amamentação. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, em que a ação ocorreu em uma Unidade de Saúde da Família (USF) localizada no interior do Ceará, realizada por uma fisioterapeuta residente em saúde coletiva pela Universidade Regional do Cariri (URCA). As palestras e interconsultas durante a puericultura aconteciam nas terças-feiras do mês de agosto com a participação de vinte mulheres. Durante a consulta compartilhada com a enfermeira preceptora, fazíamos a entrega de folders informativos sobre a importância da amamentação e explicávamos que a amamentação, por vezes, pode apresentar um desafio inicial para as mães, sendo comum apresentarem queixas dolorosas nos braços, ombros e coluna após segurarem o bebê por um longo período de tempo, sendo que muitas esse quadro álgico está relacionado a compensações musculares repetitivas, como elevação dos ombros, aumento da inclinação e curvatura do tronco para suportar o bebê enquanto está a amamentar. Então, a fisioterapeuta repassava dicas e exercícios para auxiliar nesse processo, como sentar-se em local confortável, manter ombros em posição correta, intercalar a posição do bebê durante a mamada e sentar-se de modo que não aumente ou retifique a lordose lombar e prescrição de alongamentos globais. Ao final, as participantes relataram a importância de mais momentos teórico-práticos sobre a temática em questão, devido à alta prevalência de dor lombar nessa população, bem como fraqueza muscular, diástase abdominal, dentre outros quesitos relevantes.
Palavras-chave: Fisioterapia , aleitamento materno
Resumo Simples
Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO EM SAÚDE E INTEGRALIDADE DO CUIDADO NA PREVENÇÃO DA OBESIDADE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARINA DE JESUS PAIVA; ANA BEATRIZ DE OLIVEIRA FERNANDES; MARIA GABRIELA DA SILVA OLIVEIRA; ALESSANDRE DANIELLE DE LIMA AZEVEDO; BEATRIZ MIRELLY DE ARAÚJO CARLOS; MIRELLA OLIVEIRA SILVA
A educação em saúde é uma importante ferramenta do Sistema Único de Saúde (SUS) para promoção, prevenção e recuperação da saúde, uma vez que é capaz de transformar hábitos de vida (PEREIRA et al., 2016). O componente curricular Seminários Integradores Ensino Serviço e Comunidade V, do curso de enfermagem, tem como objetivo integrar os alunos à comunidade através do ensino e pesquisa, diante disso, o semestre letivo 2021.1 mirou na promoção da educação em saúde, abordando a temática do Dia Mundial da Obesidade e Dia Nacional da Prevenção da Obesidade, visando conscientizar a população sobre a importância da sua prevenção e seu diagnóstico precoce. No dia 11 de outubro propõe-se a conscientização e alerta à população sobre o assunto e uma reflexão/discussão sobre diagnóstico, prevenção, promoção à saúde, incentivo de bons hábitos alimentares e estímulo a prática de exercícios físicos, já que a obesidade pode acarretar danos à saúde e ser um fator de risco pendor para uma série de doenças. A atividade foi desenvolvida na sala de espera da Unidade Básica de Saúde Francisco Marques da Silva, do município de Mossoró-RN. Momento educativo e lúdico, com dinâmicas de mito x verdade e cartazes, discorreu-se sobre sua relevância, com ápice rico de participação e interação. Execução desafiadora, devido ao período de ensino remoto, fazendo com que os discentes deliberassem agenda através de ferramentas online e tomando distância da vivência em ambientes sociais. O curto prazo entre a elaboração e o ato da prática educativa também foi um obstáculo vencido. O tema foi trabalhado em reunião na UBS e a timidez inicial foi dissipada e o interesse do público em nossa ação promotora e preventiva da saúde foi despertado mesmo com todas as dificuldades e limitações enfrentadas, conseguimos elaborar um bom trabalho, com um conteúdo importante e também conseguimos conquistar a atenção do nosso público. Portanto, o uso das práticas educativas como estratégia social no combate e prevenção da obesidade é importante na educação do usuário, e serve de auxílio no seu processo de mudança no estilo de vida, se tornando ferramenta construtora de sua autonomia para prevenção de doenças e agravos. E refletindo sobre nossa prática enquanto enfermeiro, elucida-se a relevância das ações mais próximas da comunidade. Estimulando no discente a capacidade de análise da realidade para formulação de suas intervenções de maneira convergente.
Palavras-chave: EDUCAÇÃO EM SAÚDE, OBESIDADE, PREVENÇÃO
Oral
Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO POPULAR EM SAÚDE: ESTRATÉGIAS PARA DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÕES SOBRE AS VACINAS CONTRA A COVID-19
CAIO SANTOS CONCEIÇÃO; SHAUAN KEVEN ROCHA FONTES; PALOMA LOPES MARINHO; RENATA CONCEIÇÃO DEMETRIO; DEJEANE DE OLIVEIRA SILVA
Com a pandemia de COVID-19, muitas são as narrativas e informações falsas e equivocadas propagadas para a população, o que pode resultar em não adesão à vacinação. Com isso, a educação em saúde desponta como uma estratégia para popularizar informações e orientação adequadas para a prática e desenvolver o senso coletivo da importância de se vacinar para proteção e controle da pandemia. Trata-se de um relato de experiência da ação “Saúde em Comunidade”, promovida pelo Movimento O Povo e o SUS, entidade sem fins lucrativos e apartidária do sul da Bahia, em outubro de 2021, na comunidade da Sapetinga, no município de Ilhéus, respeitando as medidas de segurança sanitária de prevenção à COVID-19. A divulgação se deu a partir do uso de plataformas digitais, além de canal televisivo regional. A ação promoveu uma exposição dialogada com a comunidade, trazendo informações referentes à segurança e eficácia das vacinas, a vacinação como estratégia coletiva e a importância de retornar aos serviços de saúde para completar esquema vacinal. Para isso, foi utilizado um “varal” com placas que traziam informações que nortearam o diálogo e no decorrer da ação foi promovida uma oficina de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) em parceria com o Laboratório de PICS da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). A exposição no varal foi mediada por discentes de enfermagem da UESC e membros voluntários do movimento, que convidavam a população a ouvir as informações e dialogavam sobre os temas. Observa-se que a falta de informação sobre a vacinação e o Sistema Único de Saúde (SUS) pode ser uma das principais causas da frequente propagação de ''fake news'', da evasão vacinal e da tentativa de desmonte do SUS. Consoante a isso, conteúdos relacionados ao tema foram publicados nas redes sociais por meio da plataforma "Instagram". Assim, a ação contribuiu com a popularização de informações relacionadas às vacinas contra a COVID-19 e o SUS, com divulgação de informações e acesso da população a conhecimentos atualizados, capacitando-a a convencer mais pessoas a aderirem às estratégias de vacinação e defender o SUS como política pública. Durante o processo, a maior dificuldade foi a definição do espaço para a realização da ação, considerando os protocolos sanitários de prevenção a COVID-19. Como ponto positivo, destaca-se o retorno, mesmo que gradual, de ações no formato presencial, rompendo com os limites impostos pelo acesso às plataformas digitais.
Palavras-chave: Educação popular,Educação em saúde, vacinas,imunização,controle social
Oral
Abrir o trabalhoGINÁSTICA LABORAL NA PROMOÇÃO DA SAÚDE DE PROFISSIONAIS DA ATENÇÃO PRIMARIA
LÁZARO RANIERI DE MACEDO ; Silvânia Miranda da Silva; Talita Leite Beserra
A prática de exercícios físicos regular possibilita uma qualidade de vida melhor, os profissionais de saúde muitas vezes por conta de sua jornada de trabalho intensa não realizam essas atividades, por já se sentirem desgastados pelo trabalho. A Organização Mundial de Saúde recomenda no mínimo 30 minutos diários de práticas exercícios físicos para combater o sedentarismo. A Ginástica Laboral (GL) é composta por uma série de exercícios físicos realizados no ambiente de trabalho, a sua prática, possibilita vários benefícios aos trabalhadores, dentre eles: a melhora do funcionamento dos sistemas respiratório e esquelético; o aumento da consciência corporal; a prevenção de doenças ocupacionais; a redução da fadiga e socialização dos profissionais. No cenário atual, vivenciamos a pandemia provocada pela COVID 19, e muitos profissionais tem apresentado tensão, exaustão mental e ansiedade. A prática de exercícios físicos pode colaborar diretamente na prevenção e controle desses problemas de saúde. Desse modo, esse trabalho apresenta a promoção da saúde de profissionais da Atenção Primaria à Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), utilizando a prática de exercícios físicos através da ginástica laboral. Trata-se de um estudo qualitativo, desenvolvido através de relato de experiência, realizado por uma equipe de Residentes Multiprofissionais em Saúde Coletiva da Universidade Regional do Cariri (URCA) na UBS Veronica Maria -Belmonte, localizada no Distrito Belmonte, no município de Crato-CE. A prática da GL foi realizada duas vezes por semana, com duração de 20 a 30 minutos com exercícios leves, realizados no início da jornada de trabalho, durante 3 meses. Os materiais utilizados foram: cabos de vassoura, bexigas, bolas, elásticos, garrafas PET, bambolês, cadeiras e mesas. Participam das atividades assiduamente, 12 profissionais de saúde da UBS, possibilitando: apoio na saúde física e mental da equipe de profissionais; combate ao sedentarismo e promoção de um ambiente de trabalho mais leve e saudável. Portanto, esse trabalho apresentou a GL como meio de prática de atividade física e de socialização e fortalecimento interpessoal do grupo. Os profissionais participaram efetivamente das atividades por considerarem muito importante para seu bem estar e interação social e de descontração no ambiente de trabalho. Assim, os exercícios físicos para profissionais da saúde é uma estratégia de prevenção de doenças e melhoria do bem estar dos trabalhadores do SUS.
Palavras-chave: Educação,Educação e Saúde, Ginastica,Atividade fisica
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoHÁBITOS E SUBSTITUIÇÕES POSSÍVEIS PARA DRIBLAR A OBESIDADE: um relato de experiência.
ANA BEATRIZ DE OLIVEIRA FERNANDES ; Benta Mirelle Borburema Pereira; Caroline Braga da Silva; Marina Freira da Silveira Oliveira; Sinval Sadraque Honorato Gomes da Silva; Marina de Jesus Paiva
O sobrepeso e a obesidade são os fatores principais para a carga global de morbidade. Dados globais mostram altos índices de adultos com sobrepeso e obesidade. O que a princípio era um problema apenas de países de alta renda, desde os anos 2000 a obesidade passou a crescer com maior velocidade nos países de baixa e média renda, como o Brasil (SILVA et al., 2021). Nessa perspectiva esse trabalho tem como objetivo relatar a experiência de um grupo de discentes do curso de enfermagem, em uma sala de espera na Atenção Primária, sobre os hábitos e substituições possíveis para minimizar e prevenir o sobrepeso e a obesidade. A ação levou em consideração uma visita in loco, da docente do componente, a fim de buscar um tema que se adequasse a necessidade e a realidade daquela Unidade. No momento, após conversa com alguns profissionais da equipe, e levando por base a programação nacional de combate a obesidade – dia 11 de outubro – foi definido que esse seria o tema a ser abordado junto a comunidade. O momento aconteceu de acordo com a proposta do componente curricular Seminários Integradores Ensino Serviço e Comunidade, que tem como objetivo, a partir da análise in loco da Unidade de Saúde, realizar uma ação de educação em saúde, além de inserir o discente de enfermagem no serviço de saúde para exercitar o processo de ensino-aprendizagem baseado na teoria e prática, bem como desenvolver as competências e habilidades adquiridas no tocante da educação em saúde e educação popular. O momento aconteceu na Unidade Básica de Saúde Francisco Marques da Silva, localizada no município de Mossoró-RN, em outubro de 2021. De acordo com a realidade local e a proposta de discutir o Dia Mundial do Combate a Obesidade, os discentes, sob orientação da docente da disciplina, realizaram uma ação na sala de espera. Utilizou-se materiais lúdicos, como cartazes e dinâmicas interativas, além da distribuição de um sachê de sal de ervas e algumas receitas práticas e acessíveis, ao final do momento, com vista de minimizar o consumo de sal e açucares. O momento contou com expressiva participação dos usuários, além dos profissionais da UBS. Os objetivos da ação foram atingidos, além de ser evidenciado a importância da discussão dessa temática e mostrar para população que é possível alimentar-se bem e ter hábitos saudáveis de maneira fácil, eficaz e que não demande grandes custos.
Oral
Abrir o trabalhoIMPACTO DA AMPUTAÇÃO DO PÉ DIABETICO NO MUNDO
ELLYAN VICTOR FERREIRA DOS SANTOS ; Tatiana Indiana da Silva; Karolayne Carvalho Silva; Matheus Emanuel Souza Araújo Vieira; Joel Azevedo de Menezes Neto
Diabetes Mellitus é uma patologia crônica crescente, manifestando-se como um grave problema de saúde pública, devido a sua alta prevalência e incidência no mundo. Inicialmente é caracterizado pela infecção, ulceração e destruição dos tecidos. A presença de úlcera é a causa da grande morbidade, mortalidade e alto custo afetando anualmente cerca de 26 milhões de pessoas no mundo. Sem os cuidados necessários, úlceras podem levar a hospitalização, amputação e morte. Assim, a cicatrização da úlcera no PD é de suma importância globalmente. Com isso, objetivou-se identificar na literatura científica os impactos que as amputações do PD apresentam para o mundo. É uma revisão bibliográfica, onde o levantamento foi realizado nas bases de dados da LILACS, PUbMEd, e na Biblioteca virtual de saúde-BVS, onde foi coletado artigos entre os anos de 2016 à 2020. Utilizando os Descritores (DeSC) e o acrômio PCC onde P: Diabéticos, C: Impacto pela amputação do PD, C: Amputação dos membros inferiores e foi formulado a pergunta norteadora: Quais as evidências da literatura científica contextualizam à respeito do impacto do PD no mundo?; Foram incluídos artigos completos, com aderência ao estudo, nos idiomas português e inglês. Foram excluídos artigos que não cumpriram os critérios supracitados. Foram analisados 8 artigos completos, sendo selecionados 5 artigos que compuseram a amostra final. Os estudos mostram que os custos da saúde são cinco vezes maiores em indivíduos com diabetes e úlceras no pé, quando comparados com a ausência de úlceras, se tornando uma preocupação mundial. Esses custos estão principalmente relacionados às hospitalizações, o tratamento e acompanhamento de pacientes ambulatoriais. A prevalência de úlceras nos pés atinge boa parte das pessoas diabéticas, e majoritariamente, as amputações não traumáticas acontecem nesses pacientes. Os cuidados devem ser redobrados, demandando mais tempo da equipe, e atenção da família para o paciente, com o propósito de uma cicatrização eficaz, prevenção de novas úlceras e consequentemente uma segunda amputação. Pois, a perda e impossibilidade de reabilitação social afeta diretamente a vida do indivíduo. Verificou-se que o impacto mundial está relacionado aos custos financeiros, repercutindo também o impacto psicológico. Concluindo que esse processo está associado com elevada morbidade, mortalidade e custos significativos para os pacientes, suas famílias e a sociedade.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoOBESIDADE INFANTIL: DIÁLOGOS E VÍNCULO ENTRE SAÚDE E EDUCAÇÃO
BÁRBARA VALÉRIA DE SOUZA SANTOS; Paola Garcia Pereira; Rafaella Aparecida de Almeida Ribeiro; Jacqueline Danesio de Souza
A experiência de educação alimentar e nutricional aconteceu em uma escola municipal da zona Sul de Londrina/PR, inserida no Programa Saúde na Escola (PSE). Ocorreu nos meses de novembro e dezembro de 2021, tendo como objetivo central realizar orientação sobre alimentação saudável. Como objetivos específicos, destaca-se: criar vínculo entre crianças, pais, escola e Unidade Básica de Saúde (UBS), e conhecer a situação dos envolvidos. Para alcançar os objetivos propostos, foi aplicado questionário semiestruturado, contendo questões sobre hábitos alimentares, atividade física, saúde mental, sono e condições socioeconômicas. As ações foram realizadas pela nutricionista do programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e 10 estudantes de nutrição da UEL. A avaliação inicial contou com a participação de 511 alunos, onde foram realizadas medidas antropométricas de peso, altura e classificação do estado nutricional através do Índice de Massa Corporal (IMC). Dentre os avaliados, foram classificados como obesos 120. Diante do achado, foi realizada a convocação dos pais e/ou responsáveis dos alunos com obesidade para participarem de uma roda de conversa. Compareceram ao encontro 27 responsáveis. No primeiro momento foi realizada atividade diagnóstica através do preenchimento do questionário pelos responsáveis/pais e alunos. Depois realizou-se uma roda de conversa, com apresentação da equipe e realização de perguntas disparadoras para iniciar a discussão, no decorrer da conversa foram abordados fatores que influenciam a alimentação saudável e dadas orientações sobre montagem de cardápio de baixo custo. Ao final do encontro, foi possível esclarecer dúvidas sobre saúde, alimentação e nutrição, identificar demandas e realizar encaminhamento para diferentes especialidades como, clínico geral, neurologista, endocrinologista e psicólogo da UBS, para garantir a continuidade do cuidado. Como potencialidade observada, evidencia-se a escola como local de referência para pais e alunos, onde é possível um diálogo mais descontraído, diferente do que ocorre na UBS em atendimento clínico individual. A roda de conversa é uma estratégia de educação participativa, na qual o educador não é visto como superior, sendo possível ocorrer troca mútua de conhecimentos sobre a temática discutida. Como limitações, destaca-se a baixa adesão e ausência dos responsáveis nas atividades.
Palavras-chave: Obesidade,Educação Alimentar e Nutricional,Programa Saúde na Escola
Oral
Abrir o trabalhoORIENTAÇÃO À UM GRUPO DE ADOLESCENTES SOBRE OS PRINCIPAIS MÉTODOS CONTRACEPTIVOS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
RAIANE MELO DE OLIVEIRA; Maria Lizandra Delfino Alves; Esuite de Abreu Neto; Laura Beatriz Macêdo Figueiredo; Beatriz Gonçalves Rodrigues; José Duanne Benevides de Lima
Abordar o tema da sexualidade na adolescência e na juventude é de fundamental importância. Nesse momento da vida, muitas dúvidas aparecem relacionadas às mudanças corporais e psicológicas e às primeiras experiências sexuais. Os métodos mais utilizados pelos adolescentes são os preservativos masculinos, contraceptivos orais e em menor frequência adesivo semanal, e injetável, esses métodos se mostram com baixas taxas de aderência. O objetivo desse trabalho é de relatar a experiência de uma atividade educativa sobre orientação dos principais métodos contraceptivos durante a adolescência. Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência realizado com 25 adolescentes de faixa etária de 14 a 17 anos estudantes da Escola de Ensino Médio Liceu Lili Feitosa na Cidade de Tauá – CE. Iniciamos a atividade nos apresentando, dividindo a turma em dois grupos: meninos e meninas. E como quebra gelo fizemos a dinâmica do círculo fechado. Conclui-se que ainda há muita dúvida sobre métodos contraceptivos na fase da adolescência, com isso é papel dos profissionais de saúde conquistar esse público na atenção básica de saúde, implementando ações que atendam às particularidades dessa população, promovendo um atendimento com atenção nas informações necessárias e esclarecimento de dúvidas.
Palavras-chave: MÉTODOS CONTRACEPTIVOS,ADOLESCENCIA,SAÚDE
Oral
Abrir o trabalhoPALESTRA SOBRE ESTRESSE PARA GESTANTES: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARIA LIZANDRA DELFINO ALVES; Raiane Melo de Oliveira; Esuite de Abreu Neto; José Duanne Benevides de Lima; Marília Machado Matos; Rute Vieira de Sousa
A gravidez é marcada por alterações emocionais, desenvolvidas por fatores sociais e psicológicos, influenciando na gestação, como também no bem-estar e saúde materno-infantil. Pesquisas apontam que mais de 75% das gestantes apresentam sinais significativos de stress em algum nível, e a média de eventos estressores desenvolvidos por meio desses fatores durante a gestação é de cinco eventos por gestante e o quadro pode se agravar no contexto familiar se houver situação econômica difícil, violência doméstica, uso de drogas, depressão, pânico e complicações pré-natais. Quando o stress é de natureza crônica e a gestante não consegue se adaptar a ele, pode resultar em outros distúrbios, como ansiedade e depressão. O objetivo do presente trabalho é de relatar a experiência de transferência de informação para gestantes acerca dos possíveis acometimentos gerados pelo estresse gestacional. Trata-se de um estudo descritivo, observacional com abordagem qualitativa desenvolvido em uma unidade de internação de um hospital terciário na cidade de Fortaleza-CE, realizado no dia 17 de agosto de 2021. Foi respeitado todos os aspectos éticos previsto na Resolução 510/16 do Conselho Nacional de Saúde. A atividade iniciou-se com exercícios de alongamentos para gestantes com uma música de fundo, guiado por fisioterapeutas. Posteriormente foi abordado a temática, sendo feito explicações teóricas sobre o estresse e suas consequências, tanto para a mãe como para o bebê. Finalizou-se com uma dinâmica de jogo da velha, onde foi feito perguntas sobre a temática explicada, caso acertasse, a gestante se colocaria no lugar onde desejaria colocar a peça, pois as próprias gestantes eram as peças do jogo. Foi entregue panfletos explicativos com técnicas de relaxamento e alongamento para gestantes juntamente com um pequeno hidratante para ser usado nas técnicas demonstradas no panfleto. O estado emocional de uma gestante repercute imensamente na saúde materno-infantil, podendo vir a refletir em doenças como depressão e ansiedade. A informação acerca desse assunto deve ser mais tratada em grupos gestacionais, tendo em comparação a pouca instrução das gestantes observadas.
Palavras-chave: saúde materno infantil,saúde mental,estresse
Oral
Abrir o trabalhoPLANTANDO SAÚDE, COMPARTILHANDO SABERES: A MEDICINA POPULAR E A FITOTERAPIA NO BELMONTE, CRATO/CE.
ADEMAR MAIA FILHO; MARIA ANELICE DE LIMA
Neste estudo, buscamos conhecer os saberes populares sobre plantas medicinais e fitoterapia, da comunidade atendida pela Unidade de Saúde da Família (USF) Verônica Maria Couto Pinheiro, pertencente ao Território Belmonte II, no município de Crato/CE. Utilizamos como ferramenta o Mapeamento Socioambiental do Território para reconhecer as Potencialidades e Desafios locais, acerca do uso de plantas medicinais, visando a composição de jardins medicinais comunitários. O estudo é fundamentado na pesquisa qualitativa, utilizando-se de entrevista semiestruturada, visita de campo, grupo focal, e educação popular em saúde, considerando a memória coletiva da comunidade. A população pesquisada foi definida tendo como critérios as relações com as plantas medicinais; os quintais produtivos; as mesinheiras presentes; e as práticas em medicina popular e fitoterapia. Constatamos que cerca de 92% dos entrevistados conhecem 3 espécies de plantas e seus usos. A maioria dos entrevistados são mulheres com faixa etária entre 35 e 65 anos. Todos os entrevistados reconhecem o potencial curativo das plantas medicinais. A memória coletiva da população reconstrói a história das relações entre a comunidade e as plantas, onde denotam que desde a infância os familiares mais velhos fazem uso de plantas no tratamento de enfermidades como gripes, diarreias, coceiras, cólicas e dores, e afirmam que ainda hoje fazem uso de plantas em compostos como chás, lambedores, emplastros e géis, em tratamentos diversos, compartilhando os saberes com seus descendentes, revelando o sentimento que estimula a medicina popular, e o aspecto geracional sobre a confiabilidade na eficácia sobre o uso de plantas fitoterápicas. No geral, foram citadas 28 espécies de plantas com propriedades fitoterápicas e aromáticas, com diversos métodos de utilização em tratamentos, cultivadas em quintais e pequenos jardins. Os principais desafios apontados foram: a falta de incentivos e de ações que promovam a medicina popular e fitoterápica entre os mais jovens. O trabalho realizado identificou as principais plantas com uso na medicina popular e fitoterapia, e os métodos de cultivo e aplicação, bem como os desafios enfrentados. O estudo traz uma importante contribuição para a valorização do saber tradicional sobre plantas medicinais e fitoterapia, enriquecendo os aspectos socioambientais da população. As informações servirão de base para a composição dos jardins medicinais comunitários, a partir da USF Verônica Couto.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoPRÁTICAS INTEGRATIVAS COMO RECURSO DE SAÚDE FÍSICA E MENTAL EM PROFISSIONAIS DA ATENÇÃO BÁSICA
YOLANDA RAKEL ALVES LEANDRO FURTADO; Maria Anelice de Lima; Ana Lígia Neves da Luz Luna; Camilla Ytala Pinheiro Fernandes; Francisco Idelfonso de Sousa; Francisco Elizaudo de Brito Júnior
Em tempos de pandemia de Covid-19 a qual estamos inseridos, os profissionais da APS por formarem uma linha de frente, e em contato com pacientes infectados, constituem um grupo de risco para a Covid-19, à vista disso, a situação da pandemia resultou em problemas mentais, como ansiedade, estresse, sintomas depressivos, insônia, raiva, negação e medo, que afeta não apenas a atenção ao indivíduo, mas principalmente efeitos duradouros em seu bem-estar geral. O estudo tem como objetivo principal descrever a experiência do projeto Cuidando do Cuidador (experiência de cuidado voltado para profissionais de saúde) realizado com trabalhadores da Unidade de Saúde da Família (USF) Doutor Fábio Pinheiro Esmeraldo, no bairro Seminário, na cidade de Crato-CE. Trata-se de um relato de experiência do Projeto Cuidando do Cuidador, desenvolvido em 2021, com 24 trabalhadores e profissionais da Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva da Universidade Regional do Cariri-URCA. No geral, são realizados encontros mensais, que teve início no mês de agosto de 2021, em que foram discutidas e aplicadas práticas integrativas e complementares em saúde, a saber: massagem relaxante, reiki, reflexologia podal, auriculoterapia e ventosaterapia. Os participantes das duas ESF frisaram sensações de relaxamento global, liberação de pontos de tensões, melhorias no rendimento ocupacional, devido a um cuidado com responsabilidade, além de solicitarem realização das ações com mais frequência ao longo do mês. Foi possível detectar que a realização dessa experiência mobilizou de forma satisfatória as equipes a refletirem sobre estratégias para o cuidado com os trabalhadores por meio de tecnologias leves e das PICS que, de fato, vem demonstrando resultados positivos diante dos relatos evidenciados para a saúde e qualidade de vida dos atores envolvidos nas ações.
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoPRÁXIS MULTIPROFISSIONAL COMO ESTRATÉGIA DE PROMOÇÃO DE SAÚDE NA ATENÇÃO BÁSICA
PEDRO VICTOR LANDIM RIBEIRO; José Thiago Alves de Sousa; Ana Paula Pinheiro da Silva; Hedilene Ferreira de Sousa; Ana Rachel Vieira Amorim; Bruno Alves da Rocha Lira
Educação Popular tem sido solo fértil para diversas experiências no cotidiano dos serviços e das ações em saúde, as quais revelam o componente transdisciplinar onde se produz, além de cuidado com a saúde, e um bom exemplo disso é a disseminação de informações/ações educativas que impactam o estilo vital das pessoas, podendo gerar melhorias na qualidade de vida. O presente estudo tem por objetivo relatar a experiência vivenciada por Residentes Multiprofissionais em Saúde Coletiva na fomentação de Educação em Saúde na Unidade de Saúde da Família (USF), por meio de sala de espera educativa. Trata-se de um relato de experiência sobre ações de promoção e educação em saúde, ancorado no método qualitativo e de caráter descritivo. As ações de Educação em Saúde ocorreram para gestantes e puérperas, crianças na primeira e segunda infância, e população geral. Como parte das ações desenvolvidas, as palestras buscaram trazer a realidade dúvidas e sugestões de melhoria de saúde para o cotidiano. As rodas de conversas ocorreram de forma dinâmica envolvendo os participantes, que foram protagonistas de diversas falas e dúvidas sobre as temáticas apresentadas, tornando cada momento rico de experiência entre a população e os residentes, onde é possível analisar que uma orientação ou um encaminhamento no serviço pode salvar vidas e propagar o conhecimento para a comunidade volvendo a responsabilidade compartilhada. Evidenciou-se que a participação da equipe multiprofissional de residentes em conjunto com a equipe de profissionais da USF é fundamental no desenvolvimento de ações de Educação em Saúde, pois a multiprofissionalidade e interdisciplinaridade tornam o processo formativo mais proveitoso, além de ampliar o alcance do direcionamento de informações essenciais para a manutenção da saúde e qualidade de vida da comunidade.
Palavras-chave: Atenção Primária à Saúde,Educação em Saúde,Saúde Coletiva
Oral
Abrir o trabalhoTERAPIA REIKI: ENTRELAÇANDO CUIDADOS NO OUTUBRO ROSA NO CONTEXTO DA PANDEMIA DE COVID-19
MARIA ANELICE DE LIMA; Camilla Ytala Pinheiro Fernandes; Maria Alice Alves; Yolanda Rakel Alves Leandro Furtado; Ademar Maia Filho; Francisco Elizaudo de Brito Júnior
Diante do atual cenário da pandemia de COVID-19, com o aumento dos casos de ansiedade, insônia, depressão, entre outros sintomas, percebe-se a relevância das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) na promoção do bem estar físico, mental e espiritual. As PICS são práticas de saúde baseadas no modelo de atenção humanizada, centrada no indivíduo em seu contexto biopsicossocial. Atualmente, são 29 PICS reconhecidas pelo Sistema Único de Saúde, dentre estas, o Reiki, sendo apontado como uma nova perspectiva do cuidado em saúde. Dessa forma, o presente estudo teve como objetivo relatar a experiência da aplicação de sessões de Reiki em usuárias do SUS em uma Estratégia Saúde da Família- ESF durante ações do Outubro Rosa do ano de 2021. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, que traz a vivência de uma Enfermeira aluna da residência Multiprofissional em Saúde Coletiva da Universidade Regional do Cariri - URCA na aplicação de sessões de Reiki em usuárias do SUS durante ações do Outubro Rosa, a experiência ocorreu em uma UBS da zona urbana do município de Crato. Um primeiro momento foi orientado para o convite e explicação sobre a terapia Reiki, ao compreender e aceitar receber a terapia, a usuária era conduzida para o espaço reservado às PICS da unidade de saúde, desse modo, ocorria o segundo momento, que corresponde ao próprio atendimento com o Reiki. Em resumo, a experiência vivenciada apresentou dois fenômenos: 1) o desconhecimento sobre a Terapia Reiki pelas usuárias; 2) satisfação e sensações das usuárias após o término da sessão. Portanto, constata-se a importância de ampliar a divulgação sobre as PICS para usuários do SUS, como também necessário abordar temáticas sobre as PICS nas graduações e em cursos de educação continuada, para alinhar o conhecimento de profissionais e futuros profissionais sobre as opções terapêuticas acessíveis para os usuários do SUS e seus benefícios, possibilitando uma assistência no cuidado à saúde mais integral.
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoUTILIZAÇÃO DA TERAPIA REIKI EM AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
MURILO ROCHA PEREIRA JUNIOR
As terapias alternativas estão ganhando cada vez mais espaço no âmbito social, sendo assim presente no nosso cotidiano. O ministério da saúde por meio da Política Nacional de Praticas Integrativas e Complementares – PNPIC reconhece e oferece no Sistema Único de Saúde – SUS essas formas alternativas de tratamento. Dentro da classificação de terapia alternativa encontra-se o Reiki, uma terapia holística de imposição de mãos que consiste em observar e equilibrar todos os campos do paciente (espiritual, físico, emocional e mental), diagnosticando e tratando desequilíbrios energéticos em um destes âmbitos. Esse estudo tem caráter descritivo do tipo relato de experiência. O Núcleo Terapêutico de Reiki – NUTRE, foi chamado pela Secretaria de Saúde do Crato – CE para se fazer presente em um momento de comemoração no dia do Agente Comunitário de Saúde – ACS no Parque Recreativo Granjeiro em Crato no dia 04/10/2017. Realizando uma vivência com reiki para estes profissionais terem contato com essa terapia e assim desfrutar de seus benefícios. Inicialmente explanamos a terapia e realizamos uma dinâmica, o corredor de reiki. Os profissionais passaram no meio deste corredor, onde de ambos os lados tem reikianos aplicando a terapia. Posteriormente formou-se um grande círculo para realizar uma ciranda, onde os reikianos ficaram de fora emanando a energia. Finalizando as atividades com distribuição de água energizada, tendo em vista que o reiki pode ser utilizado de várias formas. Após as atividades realizadas pelo grupo, pode-se observar através dos relatos destes profissionais, a diminuição do stress, sentimento de bem-estar, mãos quentes (simbolizando a atuação da energia) e muitos destes profissionais chegaram a emocionar-se, sendo uma forma que a energia utiliza para desbloquear e expurgar as energias acumuladas no emocional e equilibrar o mesmo. Também se observou um aumento do “Rapport” dentre os colegas de trabalho, tendo em vista que muitos grupos que estavam dispersos antes da aplicação e dinâmicas, posteriormente se reuniram. Esses profissionais chegaram a relatar o índice enorme de ansiedade e dores de cabeça e que perceberam melhoras significativas espontaneamente após as aplicações. Através desses relatos, pode-se perceber o quanto exaustivas estavam essas pessoas e o quanto as práticas integrativas e complementares é importante e ajudam na saúde do trabalhador.
Palavras-chave: Terapias Complementares,Toque Terapêutico, reiki,Saúde do Trabalhador
Resumo Simples
Abrir o trabalhoResumo Simples
Abrir o trabalhoPOVOS INDÍGENAS E O ACESSO AO DIREITO VACINAL CONTRA A COVID-19: O CASO DA BAHIA
JOÃO GABRIEL LIMA MODESTO PEREIRA; Ueslei Jardiel Rêgo Silva
A pandemia de COVID-19 afetou povos e comunidades indígenas. Até 20 de janeiro de 2022, 57.703 mil pessoas indígenas foram contaminadas pelo novo coronavírus, e 860 delas faleceram. O presente estudo se dedicou a investigar a cobertura vacinal de indígenas na Bahia. Dentre as 305 etnias distribuídas no Brasil, cerca de 26 se encontram nessa unidade federativa. A relevância desta pesquisa se justifica pelo agravamento das condições de vida das populações indígenas, devido à vulnerabilidade imunológica, aos efeitos do novo coronavírus e às violências anti-indígenas praticadas por inúmeros atores sociais e pelo Estado brasileiro. Para analisar o cenário de cobertura vacinal, realizou-se um estudo espacial e temporal envolvendo municípios baianos mediante coleta de dados, referentes à vacinação contra a COVID-19, disponibilizados na plataforma de acesso livre da Secretaria de Saúde da Bahia, no período de janeiro a agosto de 2021. Os resultados preliminares demonstram que, no período de 17 de janeiro a 31 de agosto de 2021, de um total de 417 municípios na Bahia, somente 65 vacinaram indígenas, o que corresponde a 15%. De maneira geral, houve celeridade na vacinação em municípios baianos, contudo, a falta de imunobiológicos e o negacionismo atrasaram esse processo. Para que pudessem ter acesso a direitos constitucionais e originários durante a pandemia, organizações e movimentos sociais indígenas, indigenistas e sanitários tiveram que se mobilizar, reivindicando-os junto ao Supremo Tribunal Federal, através da a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 709/2021. O direito à vacinação das 896,9 mil pessoas indígenas, residentes em comunidades rurais e urbanas, foi uma das reivindicações feitas, resultando na adoção do segmento populacional à lista de grupos prioritários pelo Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a COVID-19. A gestão baiana acatou a decisão, buscando minimizar os entraves citados. Entretanto, menciona-se que o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena, componente do Sistema Único de Saúde, responsável por oferecer atenção à saúde diferenciada aos povos originários, atende apenas usuários situados em territórios delimitados pelos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas, conferindo limitações de acesso aos serviços de saúde indígena. Conclui-se que as estratégias anti-indígenas dificultam a cobertura vacinal contra a COVID-19 e o acesso universal à saúde pelos povos indígenas no Brasil e na Bahia.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoVULNERABILIDADE DA POPULAÇÃO INDIGENA BRASILEIRA NO CONTEXTO DA PANDEMIA DA COVID-19: UMA REVISÃO DE LITERATURA
LUCIANA CARVALHO DOS SANTOS; Stephany anisia teles de miranda vitoria
Os povos indígenas originários do Brasil vêm sendo profundamente impactados com a pandemia da COVID-19. Esse problema de saúde pública vem acentuando diversas situações de vulnerabilidade a que essa população está exposta, situações estas que ultrapassam o campo da patologia e que, associadas a diversas disfunções preexistentes que abrangem esferas sociais, políticas, ambientais e culturais tornam os nativos brasileiros um grupo de risco ainda mais suscetível a uma série de mortes evitáveis. Visando analisar a vulnerabilidade da população indígena brasileira mediante o cenário epidemiológico da COVID-19 essa revisão integrativa da literatura foi sintetizada por meio de uma busca bibliográfica realizada através dos descritores em ciências da saúde (DeCS):Indígenas e COVID-19. A procura foi realizada nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), National institutes of Health (NCBI), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Scientific Electronic Library Online (SCIELO) e ScienceDirect com a finalidade de responder ao questionamento acerca de como a pandemia tem afetado os povos indígenas brasileiros. Foram utilizadas publicações nos idiomas português brasileiro e inglês, e todos os textos que não se encaixaram nos parâmetros estabelecidos não foram utilizados. Por intermédio dos DeCS foram encontrados 131 periódicos, dentre os quais 42 foram analisados quanto à aplicabilidade na proposta da revisão e 4 foram utilizados para a composição do texto. Através da leitura dos artigos tornou-se evidente que a crise provocada pela pandemia de COVID-19 apenas amplificou uma situação já preexistente de precariedade que os povos indígenas brasileiros têm enfrentado. É perceptível a dificuldade de acesso aos serviços de saúde e a inadequação que os mesmos possuem para atender a essa população, fato esse, que associado a questões políticas atuais vem se manifestando em indicadores sociais e de saúde e contribuindo para o adoecimento e a morte do povo indígena que já apresenta um histórico preocupante em relação a epidemias. Em suma, conclui-se que os povos nativos brasileiros vivem em uma situação de extremo risco frente a pandemia do novo coronavírus, situação que apenas amplificou a situação de vulnerabilidade que esses povos estão submetidos, ressaltando, dessa forma, a necessidade de políticas públicas com a finalidade de proteger os nativos brasileiros do extermínio.
Palavras-chave: Indígenas,COVID-19,Pandemia
Resumo Simples
Abrir o trabalhoResumo Simples
Abrir o trabalhoAPLICAÇÃO DO PROCESSO DE ENFERMAGEM ÀS AÇÕES DE EDUCAÇÃO PERMANENTE SOBRE VACINAÇÃO CONTRA A COVID-19
SHAUAN KEVEN ROCHA FONTES; Nayara Mary Andrade Teles Monteiro; Andréa Evangelista Lavinsky
Como consequência da pandemia de COVID-19, medidas sanitárias foram estabelecidas para conter a disseminação do vírus e, nos serviços de saúde, mesmo com todo esforço das equipes, houve deficiência no conhecimento e prática adequada na prevenção e controle da pandemia. Com isso, esse estudo objetivou analisar a aplicação do processo de enfermagem em uma ação de educação permanente em saúde. Trata-se de um estudo exploratório, de abordagem qualitativa, do tipo estudo de caso, da aplicação do processo de enfermagem em uma ação de educação permanente de profissionais da saúde para a vacinação contra a COVID-19, desenvolvida por um projeto extensionista. A coleta de dados foi realizada a partir de registros de observações, o que permitiu definir a formulação do problema, definição da unidade-caso, para posterior coleta de dados, avaliação e análise de dados. Com isso, o Núcleo de Educação em Enfermagem da Universidade Estadual de Santa Cruz, a partir da atuação de discentes e docentes de Enfermagem, aplicam o processo de enfermagem às ações de educação permanente. Após uma investigação com base em comentários nas plataformas digitais, notas técnicas e manuais, foi definido o diagnóstico educacional “Conhecimento deficiente sobre as vacinas e procedimentos e técnicas para a vacinação”. A partir disso, foi produzido um material educativo virtual intitulado “Orientação para a vacinação contra a COVID-19: Manual para profissionais de saúde”, além de publicações para as redes sociais, com orientações sobre os imunizantes disponíveis no Brasil, os grupos prioritários na vacinação, técnicas de administração, conservação e descarte dos resíduos resultantes, além de trazer informações sobre acolhimento e anamnese, fluxos de atendimento, registro dos vacinados e técnicas de educação e comunicação em saúde. As ações foram organizadas pelos discentes, revisadas pelos docentes e produzidas por meio da plataforma “Canva”. A plataforma “Trello” foi utilizada para o gerenciamento da equipe e a divulgação foi realizada a partir de publicações nas plataformas digitais “Instagram”, “Facebook” e “Twitter”. A avaliação foi constante e não sistematizada, a partir de comentários nas plataformas digitais e da equipe. Com isso, observou-se que a aplicação do processo de Enfermagem às ações de educação permanente, pode contribuir para a melhoria da prática profissional nas campanhas de vacinação atendendo às necessidades educacionais com clareza e embasamento científico.
Palavras-chave: Educação permanente, vacinação,covid-19,processo de enfermagem
Resumo Simples
Abrir o trabalhoASSISTÊNCIA MULTIPROFISSIONAL NO PROGRAMA HIPERDIA DA ATENÇÃO BÁSICA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
GLEIDIANE ALMEIDA DE FREITAS; Daniele do Nascimento Costa; Evillyn Rannyara Silvino Pereira de Melo; Rebeca Maria de Oliveira Marinho Ramos; Ruhanny Cristinne Lima de Araújo; Sarah Mikaelly Ferreira e Silva
O programa HiperDia passou a ser uma ferramenta de grande importância, tornando-se essencial para que se pudesse operacionalizar o atendimento aos usuários com Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e/ou Diabetes Melitus (DM). Nesse contexto, o objetivo é relatar uma experiência desenvolvido pela equipe de residentes do Programa de Residência Multiprofissional em Atenção Básica, Saúde da Família e Comunidade da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Os encontros foram realizados na Unidade Básica de Saúde Vereador Lahyre Rosado, localizada no bairro Sumaré em Mossoró/RN e teve como público alvo os usuários hipertensos e diabéticos acompanhados pelo programa Hiperdia dessa unidade. A equipe se reuniu para planejar o cronograma de atividades e definir as ações de educação em saúde que seriam trabalhadas com o público alvo, a equipe concordou que os encontros com o grupo deveriam ser contínuos, pois entende-se que essa atividade promoveria uma troca de saberes entre usuários e profissionais, deixando o processo mais dinâmico, facilitando a promoção da saúde e tornando o indivíduo autônomo para o cuidado em saúde. O convite aos usuários se deu por meio dos Agentes Comunitários de Saúde e pelas redes sociais da UBS. Os encontros iniciavam com um acolhimento coletivo, depois cada usuário era atendido de forma individual para a realização dos procedimentos de aferição da pressão arterial, teste de glicemia capilar, avaliação antropométrica incluindo a classificação do IMC (Índice de Massa Corporal) e orientações nutricionais individualizadas a depender de cada situação. Os usuários descompensados foram devidamente encaminhados para atendimento médico quando necessário. Os encontros foram realizados na área externa da UBS, como estratégia para evitar aglomerações, adotadas as medidas de prevenção e controle para evitar a disseminação do coronavírus. As ações se encerravam com o convite para continuidade dos próximos encontros e com a oferta de um lanche saudável. As práticas de educação em saúde, associadas ao controle dos níveis pressóricos e glicêmicos, o compartilhamento de informações a respeito das praticas de atividade física e adoção de uma alimentação saudável são instrumentos importantes que fortalecem a autonomia do sujeito e o autocuidado frente ao seu quadro clínico. A atividade realizada na UBS previu criar um plano de ação para melhorar o controle dos pacientes com essas doenças e, assim, diminuir sua incidência e complicações.
Oral
Abrir o trabalhoCOVID-19 E DIABETES MELLITUS DIANTE DA NECESSIDADE DE UMA ABORDAGEM NUTRICIONAL ADEQUADA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA
DANIELE DO NASCIMENTO COSTA; Paloma Katlheen Moura Melo; Fernanda da Silva Ferreira; Mayna de Araújo Rodrigues; Dariany Guedes Nogueira; Cristiane Souto Almeida
Diante da coexistência da diabetes mellitus e do novo coronavírus causador da covid-19, os cuidados nutricionais e uma alimentação adequada para o controle glicêmico passou a ser uma das principais recomendações para os grupos de risco. Considerando a magnitude da pandemia, o objetivo do presente estudo foi verificar evidências científicas disponíveis sobre as abordagens nutricionais em pacientes com diabetes mellitus que ajudam a reduzir o risco de complicações do novo coronavírus. Trata-se de uma revisão sistemática da literatura, realizada no mês de janeiro de 2021 nas bases de dados da PubMed, Bireme, Science Direct, Wiley Library e Google Scholar nos idiomas português, inglês e espanhol. O protocolo das etapas de construção da revisão foi registrado na PROSPERO, com número de registro CRD42020187962. Duas pesquisadoras realizaram a busca de forma independente, o processo ocorreu mediante pesquisa, identificação, extração e avaliação da qualidade dos estudos a partir de procedimentos ordenados e etapas sistematizadas. A revisão incluiu estudos com delineamento transversal, longitudinal e experimental, com adultos ≥18 anos, com diabetes tipo 1 ou 2, em uso ou não de hipoglicemiantes ou insulina. 11 estudos atenderam aos critérios de inclusão e totalizaram 5.700 participantes. Os estudos mostraram que a idade avançada foi mais frequente em diabéticos e foi um dos fatores associados a piores desfechos de covid-19, como aumento de hospitalização e mortalidade. Além disso, os diabéticos apresentavam marcadores nutricionais alterados, biomarcadores relacionados à infecção e testes de glicemia com resultados inadequados diante da ausência de cuidados nutricionais; quando dois grupos de participantes receberam intervenções envolvendo informações e aconselhamento dietético sobre alimentação saudável e estilo de vida ativa por meio de uma plataforma web gratuita houve grande melhora dos parametos antropometricos e laboratoriais. Apenas um estudo encontrou resultados positivos em relação aos aspectos nutricionais e IMC, albumina e níveis de proteína total mantiveram associação negativa com os desfechos em mais de um estudo. Portanto, estratégias inovadoras de incentivo a uma alimentação saudável, nutritiva e balanceada, bem como a inserção do nutricionista na atenção multiprofissional ao paciente diabético, é imprescindível no contexto da pandemia da covid-19.
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoESPIRITUALIDADE/RELIGIOSIDADE NA POPULAÇÃO BRASILEIRA DIANTE DA PANDEMIA COVID-19
WALDECY LOPES JUNIOR; Josiane Leandra Chaves Guersoni Romancini Anicéto; Vânia Regina Bressan; Isabelle Cristinne Pinto Costa; Eliane Garcia Rezende
O cenário de pandemia pelo novo Coronavírus (COVID-19) mostra a crise sanitária que impacta a humanidade e expõe a interdependência entre saúde humana e os sistemas naturais. A zoonose gerou alteração impactante na saúde e nas relações humanas, influenciando diretamente a saúde e bem-estar dos seres humanos. Nesse sentido, medidas restritivas em prol do controle e prevenção da doença repercutiram em um caos na vida das pessoas, tanto nos aspectos econômicos, como nos emocionais, psicológicos e sociais. Para ordenar o caos, as pessoas, muitas vezes, recorrem à espiritualidade ou à religiosidade. A religião é como um sistema cultural que desempenha papel ordenador do mundo em que vivemos dando-lhe significado e sentido. Além disso, a promoção da saúde espiritual auxilia a minimizar danos psicológicos à população, derivados da pandemia que está em curso. Por conseguinte, este estudo objetiva investigar o uso do coping espiritual/religioso pela população brasileira, diante da pandemia da COVID-19, correlacionado com a qualidade de vida. É um estudo transversal, realizado nos últimos meses de 2020, momento com restrição social devido à pandemia COVID-19. A pesquisa foi provada pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) com parecer CAAE: 35742120.8.0000.5142. Os dados foram coletados através de respostas aos instrumentos WHOQOL-Bref e o WHOQOL-SRPB, recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de forma on line, por meio do Google Forms (formulário Google). Método de amostragem não probabilístico do tipo bola de neve (snowball sampling), em que os participantes iniciais do estudo indicam novos participantes, totalizando 99,6% de aceites e 948 respostas. Os dados foram tabulados por meio do software Microsoft Excel (2019). Nos resultados obtidos constatou-se melhor relação entre os domínios saúde psicológica, independência, meio ambiente e espiritualidade/religiosidade/crenças pessoais dos participantes que possuem religião em comparação àqueles que se denominaram sem religião. No entanto, não houve diferença estatisticamente significativa para os domínios saúde física e relações sociais. Ainda são poucos os estudos que possuem foco na temática Espiritualidade/religião e saúde. Em suma, destaca-se a importância do desenvolvimento de novos estudos para compreender com mais veemência a relação entre o coping espiritual/religioso e qualidade de vida das pessoas, tanto no contexto da pandemia, como em outros contextos.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoESTRATÉGIAS DE CONTROLE DA DENGUE NA APS EM TEMPOS DE PANDEMIA DA COVID-19
MARIA ALICE ALVES; Maria Anelice de Lima
A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que metade da população mundial possui o risco de desenvolver a Dengue. Nas Américas, cerca de 500 milhões de pessoas estão susceptíveis a contrair a doença em decorrência da predominância do clima tropical, circulação dos sorotipos, expansão de áreas urbanas e semiurbanas, além da presença marcante do estado de vulnerabilidade socioeconômico em determinadas regiões. Desse modo, tendo em vista a capacidade da APS em desenvolver ações de prevenção e promoção em saúde, através da identificação, rastreamento e execução de ações que visam o controle de doenças, e em consideração à ressurgência da Dengue ano após ano na cidade de Crato-CE, este estudo propõe relatar sobre as estratégias no controle da Dengue na APS. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência baseado na vivência de uma fisioterapeuta residente multiprofissional em Saúde Coletiva, em conjunto com a equipe de saúde da família e a equipe de residentes multiprofissionais, no desenvolvimento de ações de controle da Dengue em uma Estratégia de Saúde da Família da zona urbana do município de Crato-CE, no período de Março de 2020 a Fevereiro de 2021. A saber, não houve submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa por se tratar de um relato de experiência do próprio autor, em que não há apropriação e/ou exposição de dados de seres humanos. O relato de experiência identifica os processos de trabalho executados na APS, na qual foi possível identificar três fenômenos sobre as ações voltadas para a Dengue: 1) os agentes comunitários de saúde (ACS) como qualificadores do processo de vigilância e atenção; 2) a reorganização da APS diante ao enfretamento da COVID-19; 3) a força tarefa de residentes multiprofissionais para a vigilância e atenção em saúde no território. As atividades de rastreamento dos casos confirmados e contatos com os usuários possibilitaram a ESF conhecer a realidade do território em que atua. Mesmo em um período marcado pela pandemia foi possível fornecer educação em saúde, assim como colaborar para a identificação de pontos de risco de desenvolvimento de focos da Dengue.
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoUSO DE MEDICAÇÕES INEFICAZES PARA TRATAR OU PREVENIR A COVID-19: UMA ANÁLISE DOCUMENTAL
MARINA NASCIMENTO BRITO; Shauan Keven Rocha Fontes; Andréa Evangelista Lavinsky
A COVID-19 é uma doença infectocontagiosa causada pelo SARS-Cov-2 e, com o avanço do contágio e dos índices de mortes, o mundo inteiro direcionou esforços para estudos, a fim de desenvolver métodos de tratamento e profilaxia contra a doença. No segundo semestre de 2020, a ivermectina passou a ser apontada como um método de tratamento e profilaxia para a COVID-19 nas redes sociais, supostamente fundamentada em estudos in vitro, que exigiam altas doses da medicação, ultrapassando o perfil de segurança estabelecido. Esse estudo objetivou descrever e analisar materiais publicados sobre uso de medicações ineficazes para prevenir ou tratar a COVID-19 em um município do sul da Bahia. Trata-se de um estudo exploratório, descritivo retrospectivo, de abordagem qualitativa, do tipo análise documental, no qual foram verificados decretos, portarias e documentos relacionados ao uso de medicações ineficazes para prevenir ou tratar a COVID-19, publicados no diário oficial do referido município, no período de agosto de 2020 a dezembro de 2021. Dentre todas as publicações, a edição de Nº 2.501 de 03 de agosto de 2020, publica um suposto “Protocolo para uso da ivermectina durante a prevenção e tratamento da COVID-19” e uma portaria que designa médico específico para a prescrição da medicação. A partir dessa publicação, a prefeitura recomenda o uso da medicação Ivermectina, administrada em doses diferenciadas para pacientes assintomáticos, testados positivos ou negativos. Além disso, recomenda o uso da medicação associado a polivitamínicos, zinco e azitromicina em pacientes sintomáticos ou com teste positivo. O protocolo traz em anexo termo de consentimento que deveria ser assinado pela população, além de referências contraindicadas pelas sociedades científicas. A atitude faz com que recursos públicos e recursos humanos sejam empregados de forma ineficiente e irresponsável, dando uma falsa sensação de segurança à população, consequentemente levando os munícipes a não aderirem às medidas reconhecidamente eficazes, além de não garantirem o direito à autonomia dos cidadãos, que não detêm todas as informações necessárias para a tomada de decisão. Com isso, pode-se observar que o uso indiscriminado da ivermectina e outros medicamentos para tratar ou prevenir a COVID-19 foi adotado como estratégia pelo município, em contraposição às evidências científicas.
Palavras-chave: COVID-19, TRATAMENTO PRECOCE, Ivermectina
Resumo Simples
Abrir o trabalhoResumo Simples
Abrir o trabalhoA EFICÁCIA DA IMPLEMENTAÇÃO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS PARA AS MULHERES PRIVADAS DE LIBERDADE
ALEX PEREIRA MARQUES; AMANDA PINTO FONSECA; MONALYSA ANDREZZA DOS SANTOS RIBEIRO; BEATRIZ SANTOS DE ALMEIDA
As mulheres em situação de privação de liberdade sofrem fatores específicos relacionados ao gênero, portanto, discutir o encarceramento feminino é entender que elas constituem um grupo especialmente vulnerável, principalmente no que tange a saúde. Reconhecendo tal problemática, em 2014, foi instituída a Política Nacional de Atenção às Mulheres em Situação de Privação de Liberdade e Egressas do Sistema Prisional (PNAMPE) que pretende reformular as práticas do sistema prisional brasileiro. O presente trabalho tem o objetivo de discutir, através de uma revisão bibliográfica, a eficácia da implementação de políticas públicas em saúde para as mulheres privadas de liberdade. Trata-se de uma revisão bibliográfica, desenvolvida por meio de artigos indexados nas bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Google Acadêmico. Os descritores foram combinados utilizando “AND”, sendo esses: “Prisioneiros” e “Saúde da Mulher''. Foram tidos como critérios de inclusão: artigos publicados entre 2017 e 2022, nos idiomas português, inglês e espanhol e a presença dos descritores no título ou resumo. Enquanto que, foram excluídos artigos que não abordavam a temática intencionada. A título de complementação bibliográfica, também foram acrescidos documentos oficiais do Ministério da Saúde e teses científicas. A PNAMPE vem com metas para incentivar a promoção da efetivação dos direitos fundamentais no âmbito dos ambientes prisionais, considerando as peculiaridades de cada grupo. Para tal, ela destaca o direito ao acesso à saúde, observados os princípios e as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS). Porém, a realidade das mulheres encarceradas mostra-se contrária a idealizada pela PNAMPE, os relatos da literatura abordam a falta de recursos básicos de higiene, como absorventes, roupas íntimas e banheiros adequados, além de um ambiente que tende a produzir, desencadear ou agravar problemas de saúde. Portanto, os obstáculos ao acesso à saúde para esse grupo são notórios, o que ocorre devido a escassez dos recursos, investimento e profissionais qualificados. Diante dos apontamentos supracitados, percebe-se que o acesso a serviços de saúde é essencial, entretanto, no que tange às mulheres em situação de privação de liberdade é perceptível a ineficiência das políticas públicas em garantir com dignidade a execução de seus direitos, de forma a desenvolver cenários adversos a mulher presa, com o mínimo de atenção para os problemas encontrados na situação de cárcere.
Palavras-chave: Prisioneiros, Saúde da Mulher
Oral
Abrir o trabalhoA PREVALÊNCIA DA TUBERCULOSE NA POPULAÇÃO PRIVADA DE LIBERDADE
LANNA DO CARMO CARVALHO; Ronize Peruzzi Damião; Frederico Augusto Oliveira Teixeira; Ricardo Olavo de Carvalho Teixeira; Valmir Queiroz Mariano Filho; Lara Cândida de Sousa Machado
A tuberculose (TB) é uma patologia infectocontagiosa e endêmica. Acomete em especial os pulmões, mas possui caráter multissistêmico, ou seja pode afetar qualquer parte do corpo. A doença possui elevada morbimortalidade, e os grupos vulneráveis são os portadores de HIV, imunodeprimidos, contatos de acometidos por TB, profissionais de saúde e principalmente os cidadãos privados de liberdade. O relevante desafio na alta incidência de TB em pessoas privadas de liberdade é muito alta, sendo relatada como um alarmante agravo de saúde pública em muitos países. A prevalência mundial de TB em carcerários alcança níveis superiores às médias nacionais, e logo remete a seguinte dúvida: quais fatores contribuem para a suscetibilidade da TB na população privada de liberdade? O seguinte estudo visa descrever as razões da alta incidência de TB em carcerários. Trata-se de uma revisãobibliográfica,explicativa e qualitativafundamentada nas plataformas do SciELO, LILACS, UNA-SUS e Ministério da Saúde. Foram selecionados os artigos com linguagem clara e direta, baseados em evidências e que atendiam ao objetivo proposto, descartando se os demais que não tinham pertinência com o tema escolhido. Foi analisado que a tuberculose é um problema de saúde pública, e o confinamento prisional possui baixa aeração e luminosidade, pouco espaço para muitas pessoas, condições precárias de higiene, a qual favorece a infectividade por TB. Simultaneamente, o carcerário muitas vezes é tabagista, etilista, acometido por doenças crônicas, utiliza drogas ilicitas, prática sexual sem proteção e privação aos serviços de saúde. E simultaneamente, ao adentrar em um ambiente, a qual é considerado normal o desrespeito e falta de cuidado com a vida do indivíduo em prol de sua situação social, esses condicionantes tendem a se manter e até exponenciar e resultar na alta porcentagem de carcerários infectados por tuberculose. Não e uma doença restrita ao presídio, mas também por comprometer a população geral, pois o presidiu possui um fluxo ativo de pessoas externas, tais como os funcionários que lá atuam, visitantes e qualquer indivíduo que frequente o âmbito prisional
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoACOMETIMENTO DA POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA POR TUBERCULOSE EM UM MUNICÍPIO DO SUL DA BAHIA
LAÍS ANDRADE DA SILVA ; Larayne Gallo Farias Oliveira; Júlio César Novais Silva; Jadson Gesteira Almeida; Davidson Monteiro de Almeida; Shauan Keven Rocha Fontes
A tuberculose é uma doença respiratória infecciosa que adoece mais de 74 mil pessoas por ano no Brasil. Sua ocorrência está relacionada a fatores biológicos, como desnutrição, infecção por HIV ou faixa etária; e fatores sociais, como pobreza, habitação lotada e inadequada, condições de trabalho inadequadas, insegurança alimentar e acesso desigual aos serviços de saúde. O Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose identifica a população em situação de rua como uma das consideradas vulneráveis à doença. Buscou-se descrever a prevalência da tuberculose na população em situação de rua em um município do Sul da Bahia. Trata-se de um estudo descritivo, epidemiológico, de abordagem quantitativo, realizado a partir de dados secundários no Sistema de Informação de Agravo de Notificação (SINAN/DATASUS), analisando as variáveis ocorrência de casos confirmados no município, ocorrência de casos confirmados na população em situação de rua, faixa etária, sexo, raça, coinfecção por HIV e evolução dos casos. A coleta de dados foi realizada de 5 a 7 de janeiro de 2022. Os dados foram tabulados e analisados através do programa Excel. De janeiro a dezembro de 2020, o município de Ilhéus notificou a ocorrência de 116 casos confirmados da doença, o município da microrregião de saúde de Ilhéus com maior percentual (67,8%) e incidência com um valor aproximado de 6,29 a cada 10.000 habitantes. Destes, 3 casos (2,5%) são de pessoas em situação de rua, sendo 2 com idade entre 20 e 39 anos e 1 com idade entre 40 e 59 anos, todos do sexo masculino, com raça parda, tendo a forma pulmonar da doença. Em relação ao uso de álcool, todos referiram fazer uso. Do total de casos nesse público, 2 (66,7%) resultado negativo para o vírus HIV e 1 (33,3%) não foi testado. Além disso, 1 evoluiu para cura, 1 abandonou o tratamento e 1 foi transferido. Percebe-se que a tuberculose na população vivendo em situação de rua é um grave problema de saúde pública, tendo em vista a taxa de incidência, assim como o abandono do tratamento de alguns pacientes, o que pode ser justificado pela vulnerabilidade social em que se encontram, que dificulta a adesão e continuidade ao tratamento. Notou-se que os casos são em sua maioria do sexo masculino e que muitos relataram consumir álcool, o que coincide com estudos que retratam este cenário quanto a não adesão aos cuidados de saúde na população masculina. É necessário atenção para aplicação de políticas públicas relacionadas a a educação em saúde.
Palavras-chave: Pessoas em Situação de Rua, Tuberculose,Saúde Pública
Oral
Abrir o trabalhoAS CONSEQUÊNCIAS CAUSADAS PELO ABANDONO AFETIVO INVERSO: UMA REVISÃO DE LITERATURA
TAISLÂNDIA OLIVEIRA ARAUJO ; Elayne da Silva de Oliveira; Thainara Leticia da Silva; Jéssica França Mendonça; Jônatas Alves da Silva
Atualmente, configura-se como abandono afetivo inverso a inação de afeto, ou mais precisamente, a não permanência do cuidar, dos filhos para com os genitores de regra idosos, quando o cuidado tem o seu valor jurídico imaterial servindo de base fundante para o estabelecimento da solidariedade familiar e da segurança afetiva da família. É denominado inverso porque assim como os pais possuem o dever de cuidar e assistir os filhos menores, agora há inversão dessa responsabilidade. Este artigo objetiva analisar, os impactos causados pelo abandono afetivo inverso e como isso afeta diretamente na relação entre pais e filhos. A presente pesquisa utilizou se de artigos, em que, foi realizado levantamento de dados na literatura científica fazendo uso dos periódicos disponíveis nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), Portal de Periódicos Eletrônicos de Psicologia (PePSIC) e Google Acadêmico. Os critérios de inclusão utilizados foram: artigos nos idiomas português, inglês e espanhol, publicados no período de 2016 a 2022 e que apontassem para o tema em questão. Como critérios de exclusão foram descartados os artigos que apresentaram um público diferente do preterido na presente pesquisa, bem como, aqueles que estavam duplicados. Como resultados da pesquisa, observou-se que na contemporaneidade, muito se fala sobre abandono afetivo dos pais para com os filhos, e como tal fato pode gerar graves danos para a formação das crianças e adolescentes que sofrem esse tipo de situação. No entanto, essa ideia de que o abandono afetivo acontece apenas com crianças está equivocada, sendo assim, é necessário a conscientização dos filhos para com os pais já idosos, configurando assim o abandono afetivo inverso. Para a responsabilização considera-se que a falta de convivência, atenção e afeto dos filhos para com o idoso, pode afetar o seu psicológico, causando diversas doenças, alterando drasticamente o envelhecimento natural e saudável. Dessa forma, aqueles que não prestam os devidos cuidados aos pais quando idosos, podem ser penalizados e compelidos a pagar indenizações.
Palavras-chave: Abandono afetivo inverso,consequências
Resumo Simples
Abrir o trabalhoASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM À POPULAÇÃO LGBTQIAP+ NA ATENÇÃO PRIMÁRIA DE SAÚDE.
HEMANUELLE GOMES VENCESLAU ; Ana Karla Santos Moura; Irene Sousa Ribeiro; Luana Rodrigues da Cunha; Júlya de Araujo Silva Monteiro; Symara Abrantes Albuquerque de Oliveira Cabral
A população LGBTQIAP+ enfrenta desafios diários no seu cotidiano, sobretudo para manter o autocuidado orientado, visto que integra as minorias sociais com menor acesso aos seus direitos e serviços de saúde, de modo que não recebem a devida assistência, dentre outros fatores, pelos julgamentos de profissionais dos serviços de saúde. Tem-se, portando, que a discriminação, além de estar presente em diversos espaços da sociedade, é vivenciada também pela população LGBTQIAP+ nas instituições de produção do cuidado. Diante disso, estabelecida a relevância dessa temática, o presente estudo objetiva identificar na literatura a assistência que o profissional de enfermagem pode ofertar à população LGBTQIAP+ na Atenção Primária à Saúde. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de cunho descritivo e exploratório, realizada nas bases de dados: Base de Dados em Enfermagem ( BDENF), Literatura Latino-Americana do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e na biblioteca Scientific Electronic Library Online (SciELO). Para o levantamento dos artigos foram utilizados os descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Minorias Sexuais e de Gênero”; “Enfermagem de Atenção Primária”; “Atenção Primária à Saúde”, agrupados pelo operador booleano “AND”. A partir da análise dos estudos, evidenciou-se que o profissional de enfermagem tem papel indispensável na garantia de um cuidado digno e humanizado à população LGBTQIAP+. Essa assistência deve ser iniciada desde a atenção primária até o setor de alta complexidade, desse modo, o profissional de enfermagem deve ofertar assistência de qualidade, com respeito às diferenças, o que é imprescindível para promoção de saúde integral humanizada. Para tanto, é preciso que o profissional esteja qualificado para uma abordagem aberta e ampla às pessoas que buscam o cuidado. Portanto, conclui-se que as singularidades e políticas de saúde direcionadas à população LGBTQIAP+ são determinantes para a oferta de uma assistência integral que reconheça os contextos de vulnerabilidade e exclusão a que essa população está exposta. Embora ainda existam desafios a serem vencidos na atenção à saúde, o profissional de enfermagem possui papel primordial para a garantia do cuidado humanizado e proteção aos direitos da comunidade LGBTQIAP+.
Palavras-chave: População LBTQIAP+, assistência de enfermegem
Resumo Simples
Abrir o trabalhoATENÇÃO À SAÚDE DA POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA: FALHAS E BARREIRAS
ANTONIA ALINE ROCHA DE SOUSA; Paloma Ramos Meneses Rangel Farias; Antônia Kelly Paz Dourado Santos; Lara Fábia Melo Fortes; Gleiciane Maria dos Santos da Silva; Maria Alana Rocha de Sousa
A população de rua convive com condições sociais e de saúde bastante deficientes, carecendo de um olhar holístico do Estado e dos Serviços de Saúde para aprimorar o atendimento a esse grupo. Deste modo, os estudos nesse campo são essenciais para identificar e resolver as falhas e barreiras na saúde pública dessa parte da população carente de moradia, para viabilizar um melhor cuidado e garantir acesso a uma saúde de qualidade. A pesquisa tem por objetivo identificar as falhas e as barreiras acerca da atenção à saúde das pessoas em situação de rua. O presente estudo trata-se de uma revisão integrativa, realizada de acordo com as bases de dados eletrônicas BDENF, MEDLINE e LILACS, por meio da aplicação dos descritores “Acesso aos Serviços de Saúde”, “Atenção à Saúde”, “Pessoas em Situação de Rua”, retirados do vocabulário, Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), com base nos critérios de inclusão: artigos completos, nos idiomas inglês e português dentro do recorte temporal de 10 anos; e exclusão: artigos indisponíveis na íntegra e sem correlação com o tema. A busca e coleta de dados foram realizadas entre os dias 14 a 16 de janeiro de 2022. O resultado mostrou-se uma quantidade de estudos no que concerne à temática, satisfatória. Sendo encontrados 404 artigos, desses 181 aderiram aos critérios, após a análise de títulos 27 foram selecionados, porém, somente 6 mostraram-se mais relevantes. Os estudos evidenciam que a população em situação de rua procura os serviços de saúde somente em casos emergenciais, isso demostra a necessidade e a falta da busca ativa pelos profissionais a essas pessoas. Ora que, sofrem com estigmas e preconceitos na sociedade, essa que, as julgam como integrantes de classes pobres marginalizadas, favorecendo ações negativas e interferindo no comportamento dos profissionais inviabilizando um cuidado integral, humano e de qualidade. Um outro aspecto importante, é a alta prevalência de transtornos mentais presentes nessa categoria, principalmente, em decorrência do uso de drogas lícitas e ilícitas. Entretanto, isso evidencia falhas no atendimento psicossocial, visto que poucos recebem algum tipo de assistência dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Contudo, essas barreiras como o preconceito e o estigma, assim como as falhas descritas anteriormente corroboram para um atendimento exíguo e ineficaz dessa face da população contribuindo para uma maior desigualdade no acesso à saúde pública pelos grupos minoritários na sociedade.
Palavras-chave: Acesso aos Serviços de Saúde, Atenção à Saúde,Pessoas em Situação de Rua
Resumo Simples
Abrir o trabalhoAUSCULTA NA COMUNIDADE ATRAVÉS DA DISCIPLINA DE ESTÁGIO DE PSICOLOGIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
ISAAC LEVI AGOSTINHO PINHEIRO ; JOÃO VITOR ALVES DO NASCIMENTO; LIVIA MARIA LOULA PESSOA; CAMILLA YTALA PINHEIRO FERNANDES; ALINE MUNIZ TAVARES CRUZ; AMANDA CORDEIRO DE OLIVEIRA CARVALHO
A proposta da ausculta psicológica social na comunidade pede uma visão crítica e ampla do campo de atuação, dispondo de uma abordagem preventiva. Ingressar em um território desconhecido faz surgir questionamentos e visões triviais do local, e cabe a tentativa de não reduzir determinada população a características limitadas. Os estereótipos atribuídos atravessam não somente a subjetividade da população, como também a saúde coletiva da comunidade que está refém do descaso e da invisibilidade social. O trabalho tem a intenção de identificar as principais problemáticas e potencialidades da comunidade. Trata-se de um relato de experiência, descrevendo o contato direto de estudantes do curso de Psicologia do Centro Universitário Doutor Leão Sampaio (UNILEÃO) com a localidade, os encontros aconteceram durante a disciplina de Estágio Básico I, com os moradores da comunidade do João Cabral, na cidade de Juazeiro do Norte, Ceará. Utilizando-se de um instrumento constituído de perguntas pré-definidas, direcionadas para a população local abordada através de entrevistas realizadas pelos discentes. Desenvolver a psicologia social imerso na comunidade se mostra como uma vivência complexa, uma experiência rica e repleta de desafios, tornando-se importante para a formação profissional. Mediante o contato com a comunidade é possível visualizar os impactos negativos causados pelos estereótipos e como existe uma realidade distorcida, sobre o local, no imaginário daqueles que não conhecem o território. Por meio de relatos pode-se constatar a falha nos serviços de saúde ofertados para a população, que sofre sem o atendimento básico necessário, com dispositivos sucateados e esquecidos pela gestão da cidade, que faz vista grossa para esse povo que se encontra na margem do município, precisando deslocar-se quilômetros para conseguir atendimento médico. Logo, é de extrema importância a participação do profissional de psicologia em comunidades, visando não apenas trabalhar as questões que emergem das pessoas. Esse estudo mostra como o bem estar e a saúde de uma população também está relacionado com o social e o simbólico de um espaço. O descaso político assegura a vulnerabilidade das comunidades e é uma patologia que deve ser cada vez mais problematizada. Afiançar políticas públicas e viabilizar o trabalho dos dispositivos de saúde é de extrema importância para melhores condições de vida dos moradores, que já sofrem tanto com uma realidade injusta.
Palavras-chave: COMUNIDADE,SAÚDE COLETIVA,ESTEREÓTIPOS,POLÍTICAS PÚBLICAS
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoDESAFIOS ENFRENTADOS PELA POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA PARA O ACESSO À SAÚDE
ANA KARLA SANTOS MOURA ; Hemanuelle Gomes Venceslau; Júlya de Araujo Silva Monteiro; Alana Gomes Martins; Irene Sousa Ribeiro; Symara Abrantes Albuquerque de Oliveira Cabra
A população em situação de rua (PSR) configura uma problemática global, já que esses indivíduos vivem em condições de extrema pobreza, não possuindo recursos para atender às suas necessidades básicas e enfrentando diversas situações de privações, miséria e violência. Apesar de um dos princípios Sistema Único de Saúde (SUS) ser a universalidade, que visa garantir um acesso igualitário, integral e imparcial a todos, a PSR enfrenta dificuldades de acesso aos serviços de saúde e não se vê a garantia desse direito a mesma, já que na realidade existe um acesso seletivo às unidades de saúde. Diante da relevância dessa temática, o presente estudo objetiva analisar na literatura os desafios enfrentados pela população em situação de rua para o acesso aos serviços de saúde. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de cunho descritivo e exploratório, realizada nas bases de dados:Base de Dados em Enfermagem (BDENF), Literatura Latino-Americana do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e na biblioteca Scientific Electronic Library Online (SciELO), tendo a busca ocorrida no mês de janeiro de 2022, utilizando os seguintes descritores extraídos dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Pessoas em Situação de Rua”, “Acesso aos Serviços de Saúde’’ e “Barreiras ao Acesso aos Cuidados de Saúde”. Emergiram um total de 21 artigos, e apenas 5 foram selecionados para compor o estudo. A partir da análise dos estudos, evidenciou-se que o preconceito e a descriminação, por parte dos profissionais, devido à condição física e social desses indivíduos é uma das principais barreiras vivenciadas por eles ao acessar um dispositivo de saúde. É possível associar essa situação ao despreparo dos profissionais em atender a PSR, já que muitos demonstram indiferença e insatisfação quando se trata do atendimento a essas pessoas. Além disso, a burocracia no atendimento e o fato de não serem atendidos de acordo com suas necessidades, são fatores que dificultam o acesso às unidades, pela PSR, fazendo com que muitos procurem apenas os serviços de urgência e emergência quando julgam necessário. Foi possível concluir que embora os serviços tenham a obrigação de prestar o acesso universal, equânime e integral, a todas as pessoas, esse direito não é assegurado a PSR, pois esses indivíduos muitas vezes têm acesso negligenciado, portanto existe a necessidade da implementação de políticas públicas eficazes que levem em conta a complexidade da PSR e que visem à construção de uma cidadania plena.
Palavras-chave: Pessoas em Situação de Rua,Acesso aos Serviços de Saúde, Barreira ao Acesso aos Cuidados de Saúde
Resumo Simples
Abrir o trabalhoDESAFIOS PARA O ACESSO À ATENÇÃO PRIMÁRIA ENFRENTADOS PELA POPULAÇÃO LGBTQIAP+
PALOMA SILVA MELO ; Ana Karla Santos Moura; Daiane de Matos Silva; Irene Sousa Ribeiro; Victória de Souza Nery; Mariana Leite Barroso
Apesar de terem vários direitos conquistados, no decorrer do tempo, sendo um deles a Política Nacional de Saúde Integral de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (PNSILGBT), que visa assegurar a essa população o direito a saúde, sem discriminação ou preconceito institucional, por não se encaixar nos padrões heteronormatividade, impostos pela sociedade, a população LGBTQIA+ ( Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Travestis, Queer, Intersexo e Assexuais+) sofre com preconceito e exclusão e essa realidade reflete nas condições para acesso à saúde. Devido a tal realidade, essas pessoas acabam recebendo um tratamento pejorativo, excludente e injusto nas instituições de saúde e por isso, muitas vezes, têm seus direitos negligenciados. O estudo tem por objetivo identificar por meio da literatura científica os principais desafios para o acesso à saúde da população LGBTQIAP+ na atenção primária. Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, realizada nas bases de dados LILACS, MEDLINE, BDENF, tendo a busca ocorrida no mês de janeiro de 2022, utilizando os seguintes descritores extraídos dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Minorias Sexuais e de Gênero”, "Atenção Primária à Saúde" e “Assistência”. Emergiram um total de 89 artigos, e apenas 10 foram selecionados para compor o estudo. O preconceito e a visão estereotipada dos profissionais de saúde acerca da população LBGTQI+ demonstrou-se como o mais evidente obstáculo para a plena utilização dos serviços ofertados na Atenção Primária por essas pessoas. O estudo constatou que a falta de conhecimento por parte dos profissionais da atenção básica acerca da PNSILGBT, a presença de conceitos estereotipados e a falta de ações de educação permanente em saúde eficientes são obstáculos enfrentados pela população LGBTQIA+. Conclui-se, portanto, que os profissionais reconhecem a necessidade de equidade para o público vulnerável, entretanto esse público enfrenta, na porta de entrada do Sistema Único de Saúde, óbices para usufruir de uma saúde com equidade, integralidade e universalidade. Isso ocorre devido a falta de preparo para o atendimento da população em questão, que se dá devido a formação de profissionais sem preparo algum para lidar com as necessidades específicas da população LGBTQIAP +. Os profissionais de saúde, devem, obrigatoriamente, realizar o acolhimento envolvendo uma relação cidadã e humanizada de escuta qualificada, visando à adequação do serviço às necessidades dos usuários.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoDESEMPENHO MOTOR E QUALIDADE DE VIDA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SERVIÇO DE ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL
LUANA DA SILVA SANTOS; Mariana Callil Voos
O acolhimento institucional é uma tomada de decisão em caráter excepcional. Quando o vínculo entre a família e criança/adolescente é rompido, podem existir interferências no desenvolvimento sensório-cognitivo-motor-emocional. Tais interferências dependem do período em que acontece a ruptura do vínculo e do tempo no qual se estenderá. Além disso, a qualidade de vida da criança/ adolescente em acolhimento institucional pode se deteriorar, em decorrência do risco psicossocial (histórico de abuso, problemas de saúde mental, participação social reduzida, separação de membros da família). Esse estudo visou avaliar o desempenho motor e a qualidade de vida de crianças e adolescentes institucionalizados e comparar os resultados das faixas etárias. A pesquisa teve aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, CAAE: 31087120.9.0000.5482. Trata-se de um estudo primário transversal do tipo exploratório no qual residentes de serviços de acolhimento institucional para crianças e adolescentes (SAICA) foram avaliados (n=24). Para avaliação do desempenho motor, foi utilizada a Bateria de Avaliação de Movimento para Crianças - 2° edição (MABC-2) e a qualidade de vida foi baseada no autorrelato do Inventário Pediátrico de Qualidade de Vida (PEDSQL). Nossa amostra foi composta por crianças e adolescentes sem experiência precoce da institucionalização. Portanto, em seu período crítico de sinaptogênese e mielinização, estavam em seu contexto do lar, em nossos resultados sobre o desempenho motor não apresentaram diferenças estatísticas significantes em nenhuma dimensão da MABC-2. A qualidade com que o SAICA acolhe é um fator importante, pois impacta na formação das crianças e dos adolescentes, por mais que o SAICA realize adequadamente os cuidados físicos, para cada necessidade básica de sobrevivência (alimentação, higiene, vestuário, acesso à escola e aos serviços de saúde) a qualidade de vida de acordo com o autorrelato do PEDSQL houve diferença estatística significativa, exceto no aspecto social, entre crianças e adolescentes. O desempenho motor das crianças e dos adolescentes apresentaram bons resultados, sem diferenças significativas entre as faixas etárias, em relação a qualidade de vida apresentou redução significativa, principalmente entre adolescentes residentes no serviço de acolhimento institucional.
Palavras-chave: Desempenho Psicomotor,Qualidade de vida,Fatores Socioeconômicos
Resumo Simples
Abrir o trabalhoDIFICULDADES PARA A MANUTENÇÃO DO BEM-ESTAR DE PESSOAS LGBTQIAP+ HIV POSITIVAS NA PANDEMIA DA COVID19
STEPHANY ANISIA TELES DE MIRANDA VITORIA; LUCIANA CARVALHO DOS SANTOS
A população LGBTQIAP+ HIV positiva é um dos grupos mais vulneráveis da sociedade hodierna, tendo questões graves a serem resolvidas mesmo antes da pandemia do vírus Sars-CoV-2. Com a chegada da crise global ocasionada pelo surto pandêmico, esse grupo passou a sofrer com ainda mais obstáculos para a boa manutenção de sua saúde e bem-estar, sendo necessária a promoção de pesquisas que embasem as devidas intervenções a serem realizada com o fito de amenizar a conjuntura a qual esses indivíduos estão vivenciando. Assim, o objetivo desse estudo é evidenciar as dificuldades para a manutenção do bem-estar (e saúde) da população LGBTQIAP+ HIV positiva durante o período de pandemia do vírus da COVID19. Constituiu-se uma revisão integrativa da literatura realizada por meio da análise de periódicos retirados dos principais bancos de dados e bibliotecas virtuais: LILACS; MEDLINE; ScienceDiect; BVS e Scielo. Para a busca dos artigos foram utilizados os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) “tratamento”, “HIV” e “COVID19”. Foram incluídos ao banco de análise os trabalhos que foram publicados entre os anos 2020 e 2022, que estavam escritos nos idiomas português ou inglês, que estavam disponíveis na íntegra gratuitamente e que abordavam um conteúdo adjacente ao tema proposto. Excluíram-se os estudos duplicados, as teses, as revisões, os comentários e as dissertações. Ao todo foram encontrados durante o processo de pesquisa 676 artigos, no entanto, apenas 5 foram escolhidos por melhor se enquadrarem à contextualização geral do tema proposto. A literatura aponta que já havia dificuldades para dar continuidade ao acompanhamento da saúde e bem-estar de pessoas LGBTQIAP+ HIV positivas, sendo um desafio ainda mais acentuado após o surgimento em escala global do vírus Sars-CoV-2. Ademais, os sistemas de saúde superlotaram durante um longo período na pandemia, e, por conta disso, a falta de profissionais para atendê-los foi se intensificando com o passar do tempo. Dessa forma, pode-se concluir que é imprescindível a adaptação dos serviços de saúde, a fim de satisfazer as necessidades exclusivas de cada pessoa. É importante destacar, inclusive, o papel da educação em saúde para a promoção do autocuidado entre o grupo LGBTQIAP+ HIV positivo. Por fim, a realização de novas pesquisas em torno do assunto se mostra substancial para embasar as novas intervenções, a fim de desenvolvê-las e aplica-las de maneira eficiente e otimizada.
Palavras-chave: Tratamento, HIV, COVID19
Resumo Simples
Abrir o trabalhoENFRENTAMENTOS DA MULHER NEGRA LÉSBICA AO ACESSO INTEGRAL À SAÚDE PÚBLICA BRASILEIRA
JARDEL GOMES DA SILVA LEMOS; Kévla Mabel Gomes Fonseca; Amanda Carolina Claudino Pereira
O Brasil é um país que desde o processo de colonização do território, a sua população predominantemente nativa indígena, recebeu influências da população portuguesa e da sua cultura, incluindo os costumes tradicionais do patriarcado e o conservadorismo, marginalizando várias camadas populares que fugiam dos padrões estabelecidos, incluindo a população negra feminina e LGBTQIA+, interferindo na garantia de seus direitos, dentre eles o direito à saúde. Desse modo, o presente artigo de revisão de literatura, com abordagem qualitativa, buscou realizar uma pesquisa bibliográfica dos principais estudos brasileiros sobre a temática do acesso à saúde por parte das mulheres negras lésbicas. Foram utilizadas as bases Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Biblioteca Eletrônica Científica Online (SCIELO) para a consulta dos estudos, assim como o uso de descritores “Saúde das Minorias Étnicas”, “Minorias Sexuais e de Gênero” e “Saúde da Mulher Negra”, após consulta nos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), ao final, foram estabelecidos critérios de inclusão e exclusão para melhor seleção. Como resultado da pesquisa, encontraram-se o total de 25 artigos e selecionaram-se apenas 11, pois cumpriam com os critérios alinhados. Os estudos evidenciaram que apesar das lutas dos movimentos sociais por várias décadas e as conquistas políticas obtidas, como a criação de documentos, como a Constituição federal em 1988, a Política Nacional de atenção integral à saúde da Mulher em 2004 e a Política Nacional de atenção integral à saúde da população LGBT em 2009, ainda estão presentes nas instituições públicas, como as unidades básicas de saúde (UBS) e os grandes hospitais, condutas racistas e excludentes por parte dos profissionais envolvidos, principalmente no atendimento ginecológico, pois o cuidado à saúde das mulheres ainda se mantêm centralizado na lógica reprodutiva e, com isso, questões relativas à orientação sexual não têm sido consideradas na rotina do profissional ginecologista, sendo assim é salientado que a invisibilidade da orientação sexual e o racismo institucional são os principais fatores que ainda geram fragilidade na assistência a essas mulheres. É ressaltada a necessidade de educação continuada e a capacitação aos profissionais da área de saúde, tanto da rede pública como da rede privada, para um atendimento humanizado.
Oral
Abrir o trabalhoIMERGÊNCIA A INTERSETORIALIDADE DA REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA
CICERA BRENA CALIXTO SOUSA BORGES; Ketiane Vanderlei Barros; Luiz Henrique Sampaio Martins; Pedro Henrique Capaverde; Thays Silva de Souza Lopes
A Policlínica constitui unidades especializadas de apoio diagnóstico, com serviços de consultas clínicas com diferentes especialidades que são definidas com base no perfil epidemiológico da população. Isso garante mais resolutividade nos cuidados básicos com a saúde e evita que pacientes busquem hospitais com casos que podem ser solucionados ambulatorialmente. Para assegurar a acessibilidade e a resolutividade do cuidado e o tratamento das pessoas com transtorno mental é preciso trabalhar em rede, isso para conseguir um resultado maior do que se trabalhar de forma isolada. Este escrito objetiva relatar a vivência de enfermeiras residentes da turma VII em Saúde Mental Coletiva da Escola de Saúde Pública do Ceará do município de Fortaleza, ocorrida entre os meses de outubro a dezembro de 2021, vivenciada na Policlínica, equipamento de intersetorialidade de saúde mental do Município. Na Policlínica observou-se o Enfermeiro bastante atuante no local, e através do relato dos próprios pacientes é notório o quão ricas são as consultas de Enfermagem, porém a situação requer, sobretudo, o aumento do número de enfermeiros e melhor qualificação, permitindo que retomem seu papel central na atenção especializada à saúde, principalmente quando se trata de saúde mental. Foi notório a ausência de enfermeiros qualificados em saúde mental, restringindo a atenção à saúde especializada para essa população, nas especialidades de Terapia Ocupacional, Psicologia e Fonoaudiologia. Ademais, se tornou exitoso, vivenciar a RAPS acontecendo, e o cuidado integrado sendo realizado. Esse momento tornou-se ainda mais rico, pois os profissionais da própria Policlínica tiraram várias dúvidas sobre como era o acompanhamento do paciente quando o mesmo retornava para os serviços de saúde mental, realizando uma troca de saberes extremamente proveitosa. Algumas competências que desenvolveram-se de forma explícita foram o olhar de saúde integral, a visão multiprofissional e a ampliação de conhecimento sobre possibilidades terapêuticas. Desta maneira, pode-se concluir que a vivência na Policlínica possibilitou a compreensão de parte do funcionamento da rede especializada, bem como dos serviços ofertados na unidade. Embora limitada, foi possível conhecer também um pouco da atuação da equipe multiprofissional neste ponto da rede e enxergar o potencial que a categoria tem para ofertar, mas que devido a falta de oportunidades não acontecer.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoINSÍGNIA DA FRAGILIZAÇÃO DA CIDADANIA: VULNERABILIDADE EM SAÚDE PARA POPULAÇÃO EM SITUAÇÃO DE RUA
CRISTHIANO CHARLES DE CASTRO BEZERRA FILHO ; ARY WITTOR FREIRE MIRANDA ANGELIM AGRA; Maryldes Lucena Bezerra de Oliveira
INTRODUÇÃO: A População em Situação de Rua consiste em um segmento social vítima de signos desumanizadores que justificam as iniquidades sociais e a vulnerabilização das dimensões sociais desses indivíduos. Dessa forma, suas cidadanias são inferiorizadas, ou seja, a concretude de direitos intrínsecos a existência humana, como à saúde, para esse setor, é dificultada. Nessa perspectiva, em 2009, foi criada a Política Nacional para a População em Situação de Rua que reforçou, no âmbito da saúde, as diretrizes de igualdade e de universalidade. Contudo, a realidade é contrastada por profissionais de saúde que relutam em ofertar um atendimento qualificado, e, sobretudo, respeitoso. Logo, é fundamental compreender as dimensões que inviabilizam a concretude do direito à saúde para esses indivíduos. OBJETIVO: Evidenciar os principais entraves que vulnerabilizam o direito à saúde para a População em Situação de Rua. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão de literaturas, com abordagem qualitativa, advinda de pesquisa de artigos referentes ao tema proposto na plataforma da Biblioteca Virtual de Saúde – BVS. Assim, gerou-se um total de 13 artigos, dos quais, após a leitura dos resumos, foram selecionados 4 que respaldaram o objetivo do estudo. RESULTADOS: Compreende-se que a vulnerabilidade em saúde para a População em Situação de Rua é multidimensional, porquanto é constituída por: pouco conhecimento quanto aos seus direitos; compreensão de saúde enquanto um estado de não existência de patologias, isto é, inviabilização do entendimento holístico de saúde e da prevenção em saúde; dificuldade de acesso ao atendimento em unidades de saúde; preconceito durante o atendimento; pouco acolhimento e pouca receptividade. CONCLUSÃO: Infere-se, portanto, que a População em Situação de Rua é vítima de uma superestrutura desumanizadora que, no geral, compromete o seu direito à saúde. Isso porque, não raro, é estigmatizada por signos sociais de inferioridade e, por isso, é compreendida como um sujeito indesejável por parte dos profissionais de saúde que, antes de tudo, deveriam aceitar os sujeitos, independentemente de suas posições sociais, como seres humanos e, portanto, dignos do respeito às suas necessidades, às suas especificidades e, sobretudo, às suas dignidades. Destarte, esse status quo representa não somente um processo de resistência ao cuidado em saúde, mas, principalmente, à cidadania dessa população e, por isso, é uma insígnia de desumanização que deve ser superada.
Palavras-chave: Vulnerabilidade em Saúde, Pessoas em Situação de Rua, Enfermagem
Resumo Simples
Abrir o trabalhoMULHERES RURAIS: DESIGUALDADES SOCIAIS, BIOÉTICA E RESILIÊNCIA
BRUNO NEVES DA SILVA; Sandy Yasmine Bezerra e Silva; Erika Simone Galvão Pinto
Os contextos rurais são permeados por diversas desigualdades e iniquidades, resultantes de processos históricos e de questões de gênero que foram incorporadas às estruturas sociais e se cristalizaram. Nesse âmbito, as mulheres travam resistência diária contra a violência doméstica, o patriarcado e a divisão sexual do trabalho, sendo importante considerar a inserção de pressupostos filosóficos nos quais as políticas de saúde possam ancorar-se para planejar as ações de cuidado às mulheres que vivem nesse meio, como é o caso da bioética. Nesse âmbito, refletir ainda sobre a resiliência dessas mulheres também é premente, visto que tal processo se torna um fator determinante na resistência travada diariamente. Dado o exposto, o presente estudo objetivou refletir sobre o contexto das desigualdades que permeiam o cotidiano da mulher rural à luz da bioética e da resiliência. Trata-se de um estudo reflexivo desenvolvido a partir de duas categorias de análise: Bioética, desigualdades sociais e mulheres rurais; e A resiliência e o cotidiano das mulheres rurais. Ante às desigualdades e iniquidades analisadas, urge a reorganização social do ambiente rural para que as mulheres possam ter seu trabalho reconhecido, não sofram mais com a violência, tampouco com a influência do patriarcado no seu âmbito familiar, e possam, dessa forma, ter liberdade e autonomia para trilhar seus caminhos. Para que essa reorganização social seja alcançada, alguns alicerces, como é o caso da bioética e da resiliência, podem ser considerados para formular políticas que cheguem até os processos de resistência travados diariamente pelas mulheres rurais. Se separados, esses alicerces já auxiliam na ressignificação da trajetória das mulheres rurais, a sinergia entre ambos pode ser o caminho a ser trilhado pelas intervenções que visem o alcance da justiça social no cenário rural.
Oral
Abrir o trabalhoOS IMPACTOS DE UMA SOCIEDADE HETERONORMATIVA NAS VIVÊNCIAS DE PESSOAS LGBTQIAP+
FLÁVIA KAMILA REINALDO DA SILVA; JORDANA FEITOSA DA CÂMARA; GEORGIA JANINE OLIVEIRA ROSADO ALVES; GABRIEL AZEVEDO DE CARVALHO
O presente trabalho pretende discutir os impactos na saúde mental de pessoas LGBTQIAP+ em uma sociedade heteronormativa, sobretudo ao que se refere aos preconceitos e discriminação sofridos por esses sujeitos. Esse trabalho procura, também, compreender como a ausência dessa discussão interfere na construção de vínculos desses sujeitos em relação ao outro. Além disso, compreender quais as ressonâncias que uma vivência em sociedade heteronormativa apresentam na saúde mental dessas pessoas. Por fim, pretende investigar alternativas que possibilitem uma vivência não marcada apenas pela heteronormativodade e suas nuances; oportunizando uma experiência para além dos sofrimentos causados pela discriminação e violência. Nesse sentido, a relevância desse tema está pautada nos crescentes casos de adoecimento mental desses sujeitos, tendo em vista a violência cotidiana que sofrem. Assim, o presente trabalho fundamenta-se na necessidade de evidenciar essa população e suas necessidades. Para alcançar os objetivos, essa pesquisa se utiliza da abordagem qualitativa enquanto método para análise, possuindo natureza exploratória e descritiva. Para fins de organização foi desenvolvida uma revisão bibliográfica de literatura. A análise permitiu compreender a complexidade que a vivência em sociedade heteronormativa adoece substancialmente a população LGBTQIAP+; na medida que invisibiliza suas questões e violenta seus corpos. Dessa forma, entende-se que o não reconhecimento desses sujeitos geram impactos negativos em suas relações com o mundo e enfraquece suas formas de expressões particulares. Ao investigar como ocorre essa dinâmica de repreensão apresentada através da discriminação e preconceito, o trabalho em questão possibilitou conceber de que maneira esses impactos são orientados e estabelecidos socialmente, levando em consideração a construção social que restringe outras formas de existência que se distancia da norma estabelecida, sendo fator que potencializa a causa do adoecimento mental desses sujeitos. Portanto, uma das alternativas encontradas como meio viável para cessar essas formas de violência, com pretensão de oportunizar experiências positivas para os sujeitos, se debruçou na investigação de como se sustentam essas normas e de que forma elas poderiam ser transformadas.
Palavras-chave: Vivências,Heteronormatividade, Saúde Mental, LGBTQIAP+,Impactos
Resumo Simples
Abrir o trabalhoPAPEL DA ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO DE INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS NA POPULAÇÃO LGBTQIAP+
DAIANE DE MATOS SILVA; ANA KARLA SANTOS MOURA; HEMANUELLE GOMES VENCESLAU; IRENE SOUSA RIBEIRO; JOSÉ VICTOR LIMA BRAGA; SYMARA ABRANTES ALBUQUERQUE DE OLIVEIRA CABRAL
As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) são doenças adquiridas durante relações sexuais desprotegidas. Estima-se que há mais de 30 agentes causadores de IST e que mais de um milhão de pessoas são infectadas diariamente, de modo a configurar um problema de saúde pública no mundo, sobretudo para população LGBTQIAP+. O enfermeiro desempenha papel fundamental na promoção de ações voltadas à prevenção. O estudo tem por objetivo analisar o papel da enfermagem na prevenção de infecções sexualmente transmissíveis na população. Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, realizada nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Medical Publications (PUBMED) e biblioteca Scientific Electronic Library Online (SCIELO), através dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Enfermagem”, “Prevenção & Controle”, “Doenças Sexualmente Transmissíveis” e “Minorias Sexuais e de Gênero”. A partir da busca inicial foram encontrados 180 estudos, dos quais foram selecionados 3 estudos para compor a revisão. Os estudos indicam que as IST constituem um grave problema de saúde pública. Desse modo, buscar estratégias que venham a diminuir os riscos de pessoas infectadas é uma importante ferramenta. Nesse contexto, é indispensável mencionar a relevância do profissional enfermeiro na Atenção Primária, já que a consulta de enfermagem constitui uma ferramenta imprescindível no enfrentamento às IST. É a partir dessa consulta que o enfermeiro passa a ter uma visão mais detalhada e sucinta das condições em que o indivíduo se encontra, da sua história clínica, pessoal e social e, dessa forma, elaborar um plano de cuidado e assistência, de acordo com as necessidades dos indivíduos. Existem lacunas conceituais que demanda avanço sobre a temática, além de intervenções voltadas à conscientização e métodos que ressaltem a importância do enfermeiro na promoção de ações efetivas, sobretudo para as minorias. Ainda que a Política Nacional de Saúde LGBTQIAP+ tenha por objetivo identificar as necessidades de saúde da referida população, é notória a necessidade de ampliação de estudos, sobretudo na Enfermagem, que tracem o perfil desse grupo populacional no que diz respeito não apenas ao campo das necessidades biológicas, mas também que possam definir o perfil sociodemográfico desta população e a determinação social de sua saúde, além dos aspectos psíquicos e emocionais.
Palavras-chave: Enfermagem, Prevenção & Controle,Doenças Sexualmente Transmissíveis, Minorias Sexuais e de Gênero
Resumo Simples
Abrir o trabalhoREFLEXÕES SOBRE A SAÚDE MENTAL DA POPULAÇÃO LGBTQIAP+
LUAN DUARTE ROMÃO ; Clyvia Maria Vieira Borges
Desde o nascimento, a sociedade apresenta normas e regras que os indivíduos devem seguir. Quando há um desvio dos padrões culturais estabelecidos os sujeitos são considerados errantes e esquisitos por não agirem como o esperado. Um desses grupos é a comunidade LGBTQI+, já que não se adequam a heteronormatividade que lhe foi imposta, sofrendo inúmeras formas de preconceito e discriminação. Ao considerar as formas de tratamento da sociedade com tal grupo, essa pesquisa tem como objetivo investigar e refletir sobre a saúde mental da comunidade LGBTQIAP+ atualmente. A pesquisa consiste em uma revisão de literatura com produções científicas dos últimos cinco anos que abordam a temática. O estudo tem sua relevância devido aos agravos do estado psíquico desses indivíduos na pandemia e a falta de trabalhos acadêmicos que trazem essa questão. Além da violência física e simbólica, são inúmeros os impactos acometidos ao psíquico da comunidade. Em 2020, um estudo realizado pelo coletivo #VoteLGBT, em parceria com a empresa Box1824, apontou uma piora na saúde mental em mais de 50% dos usuários entrevistados. Corroborando a isso, Mello, Silva e Melo (2019), apontam que existe uma resistência do grupo em buscar dispositivos de saúde, devido ao despreparo dos profissionais e situações constrangedoras nesses ambientes, comprometendo ainda mais a saúde mental destes. Em detrimento das medidas restritivas implementadas no atual cenário pandêmico, com as rotinas diárias e o acesso a serviços de saúde mental sendo restrito, seria possível definir como um momento de extrema vulnerabilidade para a saúde mental da população LGBTQAPI+. Suen et al (2020) nos traz que a reclusão ao lar, ambientes que podem ser extremamente tóxicos a esse grupo, podem influenciar fatores de estresse e suportes como terapia são dificultados pela diminuição de privacidade. Considerando esses dados, portanto, é possível perceber que a saúde mental das minorias sexuais e de gênero se torna vulnerabilizada pelos entraves já citados. Sendo essa problemática uma questão de extrema complexibilidade, urge a necessidade de desenvolvimentos de pesquisas que possam se aprofundar nessa temática, evidenciando os diversos grupos vulnerabilizados dentro da própria comunidade LGBTQIAP+ e os efeitos de suas vivências sobre a saúde mental em cada um dos grupos.
Palavras-chave: saúde mental, lgbtqiap+,psíquico
Resumo Simples
Abrir o trabalhoRELATO DE EXPERIÊNCIA DE UMA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR EM UMA UNIDADE ESPECIALIZADA DE TUBERCULOSE
FRANCISCO JOSÉ DE ALMEIDA NETO; Andressa Nascimento Matos da Silva; Angélica Barreira Pinheiro; Ticiane Gomes de Siqueira; Kelly Cristine Silva Pereira; Bárbara Cavalcante Menezes
A tuberculose (TB), conhecida no século XIX como peste branca, causou a morte de centenas de milhares de pessoas em todo o mundo. Apenas a partir da metade do século XX, houve acentuada redução da incidência e da mortalidade, sobretudo pela melhoria das condições de vida das populações, estando mais prevalente em populações vulneráveis. Com 50 anos de história, o Hospital São José funciona como referência em doenças infecciosas no Estado do Ceará, integrante da rede SUS - Sistema Único de Saúde. Esse estudo objetiva relatar a experiência de um grupo de residentes multiprofissional em uma unidade especializada em tuberculose. Trata-se de um relato de experiência que ocorreu na cidade de Fortaleza-CE no Hospital São José de Doenças Infecciosas (HSJ) em uma unidade especializada em TB, denominada “unidade E” durante o mês de janeiro de 2021. A mesma possui 16 leitos de internamento, que funcionam 24h por dia, 07 dias da semana. Sendo 04 deles específicos de isolamento por aerossóis. A unidade possui uma equipe multiprofissional atuante em diferentes turnos, prestando assistência médica, fisioterapêutica, enfermagem, nutrição, terapia ocupacional, farmacêutica e outros. Durante todo o mês de janeiro, a equipe multiprofissional de residentes composta por enfermeiro, fisioterapeuta, psicólogo, farmacêutico e assistente social realizou uma vivência na unidade E do HSJ. Todos os dias eram realizadas visitas com esta equipe, conhecendo cada caso de cada paciente internado por TB, bem como a realização de atendimento multiprofissional buscando atender todas as condições holísticas do paciente. Durante esses 30 dias foi observado que a unidade que disponha de 16 leitos, obteve uma rotatividade alta, com número de pacientes maior que a sua capacidade. Também foi observado a extrema vulnerabilidade em que as pessoas com TB estão inseridas, bem como o agravamento do quadro clínico devido as co-infecções, como por exemplo, o HIV. Ao adentrar no serviço, os residentes puderam vivenciar a dinâmica de funcionamento da unidade, bem como conhecer a importância que cada profissional da equipe de saúde tem no tratamento e reabilitação de cada paciente com TB. Apesar de ser uma doença bastante antiga e com tratamento eficaz, a TB ainda causa muitos óbitos e complicações atualmente, principalmente porque cada paciente responde ao tratamento de uma forma diferente.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoRELATOS DE EXPERIÊNCIAS DE ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM DURANTE PRIMEIRO CONTATO COM POPULAÇÃO PRIVADA DE LIBERDADE
SAFIRA RIBEIRO DA SILVA SOUSA; CIANNY XIMENES RODRIGUES SILVA; STEPHANY SOUSA SILVA; RENATA RIBEIRO DE SÁ
Ações de educação em saúde aplicado as pessoas privadas de liberdade (PPL) deveriam ser direcionadas a durante a graduação, iria assim capacitar e dar experiência ao acadêmico, desenvolvendo neste, competências e habilidades técnicas que devem ser utilizadas durante a prática profissional, entretanto, existe uma deficiência quanto a isto (LEITE, 2013). A sociedade, construiu uma opinião negativa, formada pelos meios de comunicação, que alimentam o preconceito e estigma a essa população. A partir disso, o acadêmico ao entrar em contato direto com o apenado muitas vezes sente o peso dos preceitos pregados pela sociedade (PINTO; HIRDES, 2006; SOARES et al., 2019). Compreender os sentimentos e reflexões de acadêmicos durante a graduação é de suma importância para o enriquecimento da comunidade sobre a temática, além de produzir um reflexo de possíveis mudanças a serem realizadas no contexto educacional (ALBUQUERQUE; CAVALCANTE; FERREIRA, 2020). O objetivo deste resumo será apresentar as experiências relatadas por acadêmicos de enfermagem ao ter o primeiro contato com a PPL. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, em que aplicou-se um questionário com perguntas abertas e fechadas a um grupo de acadêmicos de Enfermagem da Universidade Estadual do Tocantins – UNITINS, a respeito de suas experiências ao executarem uma ação sobre o Novembro Azul em 2021 na Cadeia Pública de Augustinópolis-Tocantins. Ao responderem o questionário, alguns acadêmicos relataram que ficaram entusiasmados, porém apreensivos, quando foram convidados a participar da ação. O acadêmico 1 relata: “[...]. Fiquei um pouco assustada no início, porém admito que fiquei bastante nervosa e pensativa, como eu vou falar com eles? Que palavras eu vou utilizar? foi um mix de sentimentos! [...]”. Quanto ao público da palestra, a postura dos ouvintes os surpreendeu? De forma unânime todos citaram que ficaram surpresos quanto à atenção e participação do público. O acadêmico 5 relata que “[...]os mesmos estavam muito concentrados e anotando tudo que era falado. [...]”. Foi questionada a reação dos universitários, quanto à passagem pelos corredores das celas, dentre as respostas divergentes onde foram citados sentimentos como de tranquilidade, medo, tristeza, surpresa [...]. Foi tudo uma surpresa, pois nunca havia estado em um ambiente como esse em específico! [...], comenta o Acadêmico 7. Conclui-se, portanto, que compreender esses sentimentos fazem com que os professores ofereçam suporte aos acadêmicos, torn
Palavras-chave: Educação em Saúde, Emoções, População privada de liberdade
Resumo Simples
Abrir o trabalhoRESIDENTES MULTIPROFISSIONAIS ATUANDO EM UMA UNIDADE DE ACOLHIMENTO: RELATO DE EXPERIÊNCIA
INGRID ALMEIDA ALVES; Maria Bruna Madeiro da Silva; Germana Nogueira de Souza Silva; Ana Paula de Jesus Araújo; Wellitânia Maia de Queiroz Ferreira
O Acolhimento Institucional é uma medida protetiva assegurada pela Lei Federal 8.069/90, adotado quando o direito da criança à vida familiar e comunitária sofrem algum tipo de violação. As medidas de acolhimento integram os Serviços de Proteção Social de Alta Complexidade do Sistema Único de Assistência Social (Suas). Identificar demandas e necessidades dos acolhidos na Unidade de Acolhimento e realizar atividades de educação/assistência em saúde, através da ludicidade, para o desenvolvimento do protagonismo e participação no autocuidado à saúde. Trata-se de um estudo descritivo, na modalidade de relato de experiência, acerca encontros noturnos realizados por profissionais residentes multiprofissionais. Dado início no mês de outubro e término em dezembro de 2021. O local possui oito acolhidos, podendo admitir no máximo vinte crianças e/ou adolescentes. Conta com o apoio de: uma assistente social, duas cuidadoras, uma psicóloga, uma coordenadora, um educador físico, dois vigias e uma cozinheira. Realizamos um primeiro contato com a equipe, onde fizemos o reconhecimento do espaço e as possibilidades de atuação. Posteriormente começamos a execução dos encontros com os acolhidos, visando estabelecimento de vínculo e coleta de temas pertinentes para eles. Foram realizados sete encontros, onde foi possível trabalhar aspectos relacionados à empatia, senso de coletividade, responsabilidade afetiva, sexualidade, autoconhecimento/ autocuidado, importância das emoções e criação do cantinho da leitura, através de recursos lúdicos: dinâmica do repolho, contação de histórias, cine pipoca, atividades manuais, dinâmica ação e reação. O planejamento foi realizado contemplando as necessidades apresentadas pelos acolhidos e profissionais da unidade de acolhimento, assim o tornando mais efetivo. No decorrer das ações, utilizamos metodologias ativas adaptadas ao perfil dos mesmos. Os encontros mostraram-se eficazes no que diz respeito ao vínculo, acolhimento, apoio e informações transmitidas. Os maiores desafios certamente são: adaptação das atividades para a idade dos abrigados e linguagem adequada facilitando a compreensão. Trabalhar com população em estado de vulnerabilidade carrega complexidade, dirimidas a partir de planejamento e foco no fortalecimento da equidade e integralidade que tanto almejamos no Sistema Único de Saúde (SUS). Identifica-se a necessidade de continuidade e expansão do protagonismo dos sujeitos.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoSAÚDE SEXUAL: DISSMINAÇÃO DE IST´S E PRECARIEDADE ASSISTENCIAL EM SAÚDE A MULHERES PRIVADAS DE LIBERDADE
MARIA GICELI MARTINS DA SILVA; ESTEFANI ALVES MELO; LUANA ALVES DE MELO; DAVID EDERSON MOREIRA DO NASCIMENTO
Diante do cenário critico em que muitos indivíduos se encontram dentro do sistema prisional, é notório a carência de cuidados, métodos e prevenções de saúde voltados a assistência feminina, principalmente no que diz respeito a saúde sexual e reprodutiva. Mulheres privadas de liberdade ficam expostas há fatores de risco, por mais que o sistema governamental ofereça cuidado em saúde, este ainda se encontra limitado, principalmente quando se trata da disseminação das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Objetiva-se através desse estudo, investigar a importância da prevenção e promoção da saúde para mulheres que se encontram em situação de cárcere, bem como, as relações com a saúde sexual e reprodutiva. Tratou-se de um estudo exploratório e descritivo,do tipo Revisão Integrativa da Literatura (RIL), realizada entre os meses de dezembro a janeiro de 2021, mediante a busca dos descritores: saúde da mulher; sistema prisional; e saúde feminina. Como critérios de inclusão, determinou-se: recorte temporal de 5 anos, artigos originais publicados em língua portuguesa e que atendam a temática. Foram excluídos artigos duplicados e que compunham o leque da literatura de caráter cinzento. Inicialmente foram encontrados 37 manuscritos, onde, após a filtração, restaram 15 que foram submetidos a apreciação na íntegra. Após análise, foram selecionados 5 artigos para compor o presente estudo. Um dos principais fatores contribuintes para a disseminação de IST e complicações na saúde sexual, se relaciona às condições inadequadas de vida. A falta de recursos e métodos preventivos, a ausência de estratégias de promoção da saúde, condutas sexuais de risco, múltipla parceria, e a dificuldade de acesso às consultas ginecológicas contribuem para o agravamento da situação. Apesar de o sistema prisional tentar intervir, as intervenções não conseguem ser totalmente efetivadas, desse modo, contradizendo a Constituição Federal do Brasil de 1988 e a Lei de Execução Penal brasileira de 1984, que reconhecem o direito das pessoas privadas de liberdade terem acesso à saúde de qualidade. A partir da educação em saúde, prevenção e promoção da saúde será possível proporcionar a redução dos índices de contágio e transmissão de doenças infectocontagiosas, a exemplo das IST, que possuem alta taxa de incidência e prevalência na população carcerária. Desse modo, fica evidenciado que essa população necessita de cuidados profissionais que irão assegurar a efetivação do conceito de saúde na prática
Palavras-chave: saúde da mulher,sistema prisional,saúde feminina
Resumo Simples
Abrir o trabalhoSISTEMA CARCERÁRIO E PANDEMIA: IMPACTOS NA VIDA DA POPULAÇÃO PRIVADA DE LIBERDADE
TAIS LAYANE DE SOUSA LIMA; Ana Karla Santos Moura; Eudes José Braga Junior; Janaina Alencar Freitas; Matheus Marques Prates; Fabiano Fernandes de Oliveira
O mundo enfrenta, atualmente, um desafio sanitário, neste contexto destaca-se a transmissibilidade de COVID-19 no sistema penitenciário brasileiro, considerado um problema de Saúde Pública, já que as condições vivenciadas pela População Privada de Liberdade (PPL), são precárias e propícias para a disseminação da doença, ocasionada por celas superlotadas, pouco ventiladas e com acesso mínimo a água e saneamento básico. Apesar da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional ter sido criada com o objetivo de garantir o acesso da PPL ao cuidado integral no Sistema Único de Saúde, existem diversas unidades prisionais sem módulo de saúde. Diante da relevância desse tema, o presente estudo objetiva analisar na literatura o impacto da pandemia na vida da população privada de liberdade. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de cunho descritivo e exploratório, realizada nas bases de dados: Base de Dados em Enfermagem, Literatura Latino-Americana do Caribe em Ciências da Saúde e na biblioteca Scientific Electronic Library Online, tendo a busca ocorrida no mês de janeiro de 2022, utilizando os seguintes descritores extraídos dos Descritores em Ciências da Saúde: “Direitos dos Prisioneiros” , “COVID-19” , “Prisões”. A seleção foi feita a partir do recorte temporal de 2020 a 2021, norteada pelo protocolo de busca elaborado previamente e pela leitura minuciosa dos artigos disponíveis gratuitamente em português, inglês e espanhol. Emergiram um total de 22 artigos e apenas 4 foram selecionados para compor o estudo. A partir da análise dos estudos, evidenciou-se que as PPL podem estar mais vulneráveis ao vírus do que a população em geral, devido às condições de confinamento em que vivem. Tal realidade persiste devido a ausência de debates públicos sobre a necessidade de mudanças no sistema penitenciário que visem o enfrentamento da COVID-19. Conclui-se, portanto, que a pandemia chegou ao país em um momento que o sistema penitenciário encontrava-se sobrecarregado, facilitando assim o surgimento de novos casos de COVID-19 e mortes pela doença. Por tudo isso, essa situação é desafiadora e necessita de uma abordagem, que envolva toda a sociedade e governo, para que sejam implementadas medidas eficazes para o combate da doença no sistema carcerário do país. O planejamento é uma medida essencial para desenvolver uma resposta de saúde satisfatória e ambientes prisionais confortáveis, seguros e humanizados.
Palavras-chave: Direitos dos Prisioneiros,COVID-19,Prisões
Resumo Simples
Abrir o trabalhoVIVÊNCIAS DA EQUIPE DE ENFERMAGEM SOBRE O PROCESSO DE MORTE E MORRER DE PACIENTES EM MATERNIDADE.
JUSSARA EVILA PINHEIRO BASTOS; Karine Lima de Sousa; Elizângela Conrado de Oliveira Alves; Edeane Rodrigues Cunha; Ana Lúcia Maciel dos Santos; Antônia Lucibete Silva do Nascimento
Costumeiramente a maternidade estar relacionado ao processo de nascer, com a expectativa de chagada de um novo ente, envolto de um místico sentimento de bem-estar, satisfação, realização pessoal e extremos de felicidades. Os profissionais que trabalham em maternidade estão acostumados à esse cenário otimista e por vez ou outra nos deparamos com a morte ou com casos extremamente graves, pacientes que quebram o curso fisiológico da gestação e acabam sendo o palco de outras vivências da gestação e do nascimento, marcadas por experiências negativas, quando ocorre uma perda gestacional, morte fetal e até perdas maternas. Estudos revelam que os profissionais de saúde encontram dificuldades para abordar e até para empreender os cuidados necessários à paciente com perda gestacional. Objetivamos relatar a experiência de profissionais de enfermagem que atua em maternidade frente ao processo de morte e morrer e a necessidade de educação permanente em serviço. O estudo é do tipo relato de experiência que ocorreu em uma maternidade do Ceará. A população foi a equipe de enfermagem que atendeu as puérperas internadas da instituição no período de outubro de 2021 a dezembro de 2021. Seguimos aspectos éticos que conduzem pesquisas com seres humanos. Habitualmente os profissionais dessas instituições apresentam poucas experiências com o processo de morte e as capacitações nessa área são de difíceis ocorrências e o tema pouco discutido. Por vezes, nos deparamos comprofissionais apresentando manuseio discordante com a política de humanização, com os aspectos de tanatologia e por vezes desrespeitosas ao se depararem com a morte, sem prover uma abordagem acolhedora à situação. A tanatologia merece ser discutida e na equipe de enfermagem e se faz necessário educação permanente em serviço para orientar o agir desses profissionais. Precisa-se sensibilizar a equipe sobre os aspectos psicológicos das mães que perdem os filhos e ficam extremamente sensibilizadas e acolher as famílias que perdem as mulheres e sobre as suas repercussões sociais. A morte permeia todos os espaços da saúde, faz parte do ciclo de vida do ser humano, não pode ser um tema negligenciado, mesmo se tratando de uma instituição que lide com o nascimento como é o caso das maternidades. Acolher essa família nessa dualidade de sentimento é de fundamental importância para uma elaboração fisiológica do luto por parte da família. Estudos relacionados à tanatologia são escassos e o tema precisa ser mais discutido.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoVULNERABILIDADES DA SAÚDE DA MULHER PRIVADA DE LIBERDADE
KALINE SILVA MENESES; Simone Santos Souza; Eudes José Braga Júnior; João Eduardo Gomes de Oliveira
No Brasil o crescimento da população feminina carcerária se dá de forma mais acelerada do que a masculina, aumentando assim o risco para a transmissão de doenças. Dessa forma, as condições do confinamento representam um fator determinante das condições de saúde. Diante deste contexto, em 2014 foi promulgada a Politica Nacional de Atenção às Mulheres em Situação de Privação de Liberdade e Egressas do Sistema Prisional (PNAMPE) para garantir a humanização da assistência e dar acessibilidade a alguns direitos básicos a essas mulheres, embora alguns estudos demonstram que a realidade é um pouco diferente. Este trabalho então tem como objetivo de identificar as principais vulnerabilidades que interferem na saúde da mulher privada de liberdade. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada nas bases de dados da BVS e Pubmed, entre 2012 a 2022. Foram cruzados os descritores “população privada de liberdade”, “saúde da mulher” e “vulnerabilidades”, incluindo artigos em português e inglês, que respondessem a questão de pesquisa e excluindo os artigos duplicados, teses, dissertações e carta ao leitor. Utilizando essa estratégia de pesquisa foram encontrados 60 artigos, após aplicar os critérios de inclusão e exclusão foram selecionados 3 artigos para compor a pesquisa. Após análises das pesquisas ficou evidente a partir do depoimentos das mulheres privada de liberdade, que após o isolamento elas referiram um aumento ou perda de peso pela alimentação precária, uso do cigarro, assim como o desenvolvimento de comorbidades como hipertensão, diabetes, problemas cardíacos, patologias respiratórias, depressão e queixas alérgicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis como sífilis, HIV/AIDS, também foi constatado que nenhuma mulher referiu ter feito exame ginecológico ou de mamografia em 2014 em determinado sistema prisional. Notou-se também a escassez da oferta de serviços visando a educação e lazer que atuam promovendo a saúde no ambiente de isolamento. Tendo em vista os aspectos mencionados é notória a situação precária de saúde das mulheres privadas de liberdade, evidenciando a necessidade de reforçar pontos já existentes na PNAMPE por meio de ações de saúde com a finalidade de promover uma assistência de qualidade, assim como o incentivo a pesquisas para poder identificar os problemas de saúde na população carcerária feminina que mais afligem cada região do país.
Palavras-chave: Saúde da Mulher,Vulnerabilidade em Saúde,Prisioneiros
Resumo Simples
Abrir o trabalho