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AÇÃO EDUCATIVA INTERINSTITUCIONAL PARA A PESSOA IDOSA SOBRE DEMÊNCIA E ALZHEIMER: RELATO DE EXPERIÊNCIA
ANA KAROLINA BEZERRA DA COSTA ; Vanessa Carlos Santos; Lara Ellen Brandão Batista Lima; Mikaelle Batista da Silva; Beatriz de Sa Barreto Vieira; Adriana de Moraes Bezerra
:A demência, especialmente o Alzheimer, é uma condição neurodegenerativa que afeta significativamente a população idosa, provocando perdas de memória, alterações comportamentais e redução da autonomia nas atividades diárias. Nesse contexto, a educação em saúde surge como ferramenta essencial para promover bem-estar, estimular funções cognitivas e orientar a pessoa idosa sobre estratégias de cuidado que favoreçam a manutenção da autonomia e da saúde funcional. Relatar a experiência de uma ação educativa interinstitucional voltada à educação em saúde para a pessoa idosa, abordando as temáticas demência e Alzheimer, desenvolvida no contexto da extensão universitária, com enfoque na promoção da saúde, estímulo cognitivo e hábitos de vida saudáveis. Relato qualitativo realizado em setembro de 2025, em uma instituição social parceira do projeto de extensão Minhas Rugas, Minha História, da Universidade Regional do Cariri. A ação foi conduzida por bolsistas do projeto, com foco na educação em saúde para idosas, abordando aspectos teóricos sobre Demência e Alzheimer, bem como hábitos de vida, socialização e estímulo cognitivo. As estratégias incluíram atividades participativas, como “Quem sou eu?” e “Bingo da Memória Ativa”, promovendo interação, estímulo à memória e reflexão sobre hábitos de vida. A ação com duração média de 1h30 e participação média de 65 idosas ampliou o conhecimento das participantes sobre demência e Alzheimer, relacionando essas condições à alimentação, exercícios físicos e socialização. As participantes engajaram-se ativamente em “Quem sou eu?” e no “Bingo da Memória Ativa”, estimulando memória, atenção e expressão de identidade. O diálogo participativo, com perguntas e indagações, permitiu que refletissem sobre si mesmas, reconhecessem informações e adquirissem conhecimento, promovendo aprendizado ativo, interação e autonomia. A experiência evidenciou que ações educativas interinstitucionais são eficazes para promover conhecimento sobre demência e Alzheimer, estimular hábitos saudáveis e memória, favorecer reflexão e aquisição de saberes, reforçando a importância da extensão universitária na promoção da saúde integral.
Palavras-chave: demencia,idoso,alzhaimer,educação em saude
Roteiros Culturais pelas Trilhas Urbanas: extensão e educação patrimonial no território do Geopark Araripe
FÁTIMA LETÍCIA FREITAS FREIRE LEÃO ; Lucas Pereira Barreto
O programa “Roteiros Culturais pelas Trilhas Urbanas: ações no território do Geopark Araripe” consiste na criação de percursos dentro das cidades do território do Geopark, que destacam elementos históricos e patrimoniais da região. Esses roteiros desenvolvem atividades voltadas aos moradores, com o propósito de promover o conhecimento, a valorização dos saberes locais e o reconhecimento da identidade cultural da região. Uma das atividades realizadas pelo programa foi as oficinas de bens culturais em Barbalha, voltadas à educação patrimonial. As atividades envolveram as comunidades locais e instituições de cultura e educação, com foco na escuta de memórias, registros fotográficos, documentos antigos e o mapeamento dos lugares reconhecidos pelas comunidades. O objetivo da oficina vai além da preservação arquitetônica e histórica dos edifícios, buscando valorizar os significados pessoais e afetivos atribuídos pelos moradores. O processo de escuta das memórias e emoções com as comunidades é essencial para construção da mandala coletiva. A elaboração da mandala foi estruturada a partir de cinco eixos temáticos: saberes, celebrações, edificações, lugares e objetos, tendo a cultura como eixo central. A comunidade participou de forma ativa na oficina, onde foram distribuídas folhas e pincéis para que os participantes registrassem, sob sua própria perspectiva, elementos considerados significativos. Em seguida, cada registro foi associado ao respectivo eixo e compartilhado coletivamente, promovendo a troca de experiências e memórias. As oficinas integrarão o relatório técnico a ser encaminhado à Secretaria de Cultura, servindo como base para o processo de tombamento do sítio histórico de Barbalha pela COPAN. Ressalta-se que as oficinas não representam o tombamento em si, mas uma etapa participativa, voltada à manifestação dos anseios e percepções dos moradores sobre os bens culturais passíveis de reconhecimento. Dessa forma, o programa Roteiros Culturais contribui para a valorização do território em articulação com as comunidades locais, fortalecendo os sentidos de identidade e pertencimento. A participação dos bolsistas nas oficinas contribuiu para a formação cidadã e acadêmica, como também fortaleceu o compromisso com a preservação cultural. Com isso, o programa atende diretamente à meta 11.4 do ODS nº 11 da Agenda 2030, ao mesmo tempo em que colabora de forma indireta para o alcance dos demais objetivos propostos por essa Agenda.
A EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA NO COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: REFLEXÕES A PARTIR DO PROJETO “EDUCAR PARA IGUALDADE” NA CIDADE DE IGUATU-CE
AMANDA FERREIRA DE SOUSA ; José Davi do Nascimento; Natália Viana Nogueira; Fernando Menezes Lima
O enfrentamento à violência doméstica contra a mulher exige ações que ultrapassem o âmbito jurídico e alcancem a dimensão educativa e social, promovendo conscientização e transformação de mentalidades. A extensão universitária, nesse contexto, constitui um espaço privilegiado de diálogo e troca de saberes entre universidade e comunidade, permitindo a construção coletiva de estratégias de prevenção e de fortalecimento da cidadania. O objetivo deste trabalho é discorrer acerca do papel da extensão universitária no enfrentamento à violência doméstica, a partir das percepções identificadas no grupo de extensão “Educação para a Igualdade de Gênero: conhecer, viver e aplicar a Lei Maria da Penha nas escolas”, desenvolvido pela Universidade Regional do Cariri (URCA). As atividades realizadas nas escolas públicas de Iguatu-CE, como oficinas, debates e rodas de conversa, possibilitaram reflexões sobre igualdade de gênero, respeito, empatia e direitos humanos. Por meio dessas práticas, observou-se o engajamento de estudantes e educadores em discussões sobre formas de violência, meios de denúncia e a importância da educação para a prevenção. A experiência revelou que a atuação extensionista amplia a consciência social, fortalece o protagonismo juvenil e contribui para o rompimento de estereótipos de gênero que sustentam a desigualdade. Conclui-se que o enfrentamento à violência contra a mulher no Ceará exige a continuidade de políticas públicas articuladas com iniciativas educativas e extensionistas, capazes de romper ciclos de silenciamento e promover uma cultura de paz, igualdade e cidadania.
Palavras-chave: Violência Doméstica, Extensão Universitária, Igualdade de Gênero, Educação
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Abrir o trabalhoOficina comunitária de digitalização, Organização e acondicionamento do acervo Fotográfico da Fundação Casa Grande -Memorial do Homem Kariri
JOERICKA CRISTINE ALVES PIRES DO PRADO; Heloísa Bitú do Santos
Resumo:A oficina comunitária de Digitalização, Organização e Acondicionamento do Acervo Fotográfico da Fundação Casa Grande-Memorial do Homem Kariri, propõe uma ação em conjunto com as crianças da Instituição, que visa promover o desenvolvimento e a inclusão delas na gestão dos acervos de memória e cultura, o acervo é uma ferramenta prática de ações de conscientização, reunindo contextos de memória arquitetônica e restaurativa da Casa Grande. Este projeto teve como objetivo a preservação da memória histórica da Fundação Casa Grande. Para atingir essa meta, foi ordenado e organizado o conteúdo físico do acervo fotográfico analógico da instituição. Realizamos a identificação do quantitativo geral dos itens que compõem o inventário, posteriormente, fizemos o levantamento bibliográfico dos procedimentos de organização e documentação. por fim, organizamos os dados descritivos (como: título da coleção, dimensão material, marcas e informações) para cada item. RESULlO projeto resultou na catalogação e organização de 635 itens do acervo fotográfico analógico e o seu acondicionamento seguro. Foi possível identificar os mesmos na coleção e estabelecer um padrão de metadados para a descrição, resultando em um produto final de um inventário digital, disponível em formato Excel que diminui o tempo de localização dos documentos e assegura a prevenção física do acervo. A catalogação e a organização do acervo, que resultaram no inventário digital de 635 itens, confirmam a relevância da intervenção arquivista na Fundação Casa Grande. A criação de um padrão descritivo e a identificação de coleções específicas garantem a acessibilidade e diminui os riscos de degradação e perda do material, cumprindo o objetivo primário de preservação da memória histórica e documental da Instituição. Conclui-se que o projeto estabeleceu as bases essenciais para gestão contínua e a futura disponibilização pública desse Patrimônio.
Palavras-chave: Acervo Fotográfico. Patrimônio. Catalogação. Fundação Casa Grande.
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Abrir o trabalhoATUALIZAÇÃO E AVALIAÇÃO DOS INVENTÁRIOS DOS GEOSSÍTIOS DO ARARIPE GEOPARQUE MUNDIAL UNESCO, COM BASE NA PLATAFORMA GEOSSIT DO SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL (SGB)
MAYNARA PAULA MACIEL DO NASCIMENTO; Jhenifer Klébia Estrela Veríssimo; Caíque Leandro do Nascimento; Francisco Idalécio de Freitas
A geoconservação propõe um conjunto de ações sistemáticas, denominadas estratégias de geoconservação, voltadas à proteção e valorização dos elementos do patrimônio geológico. Dentre essas estratégias, o inventário constitui a etapa inicial, possibilitando identificar e avaliar o potencial de uma região com base em seus valores científicos, educacionais, turísticos e no risco de degradação associado. Nesse contexto, o presente trabalho tem como objetivo apresentar as atividades desenvolvidas pelo Setor de Geoconservação do Araripe Geoparque Mundial da UNESCO, voltadas à atualização dos inventários dos seus geossítios. Para a elaboração do novo inventário, foram realizadas avaliações qualitativas e quantitativas, baseadas em levantamento bibliográfico, visitas de campo e na aplicação dos critérios de quantificação referentes aos valores científico, educacional e turístico, bem como ao risco de degradação, conforme metodologia adotada pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB), por meio da plataforma Geossit. Até o momento, foram visitados quatro geossítios: Ponte de Pedra, Pedra Cariri, Cachoeira de Missão Velha e Floresta Petrificada do Cariri, localizados, respectivamente, nos municípios de Nova Olinda, Santana do Cariri e Missão Velha. De acordo com as avaliações realizadas no Geossit, os geossítios Pedra Cariri e Floresta Petrificada do Cariri apresentaram relevância internacional quanto ao valor científico, e relevância nacional nos aspectos educativo e turístico. Já os geossítios Ponte de Pedra e Cachoeira de Missão Velha obtiveram relevância nacional para todos os valores considerados (científico, educativo e turístico). No que se refere ao Risco de Degradação, todos os quatro geossítios avaliados apresentaram risco médio, o que indica a necessidade de implementação de medidas preventivas em médio prazo. Dessa forma, evidencia-se a importância da utilização de uma ferramenta nacional padronizada e robusta para a análise e atualização dos inventários, como o Geossit, uma vez que ela possibilita compreender o potencial científico, educacional e turístico, além do nível de vulnerabilidade de cada geossítio. Esses dados são fundamentais para subsidiar o planejamento estratégico de gestão e conservação do patrimônio geológico do Geopark Araripe UNESCO.
Palavras-chave: Geoconservação,Inventário,Geossit,Geopark Araripe
PROTAGONISMO JUVENIL E INTERSETORIALIDADE: EXPERIÊNCIAS DO PROJETO ‘FORTALECE PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA
BIANCA SILVA MOREIRA; Bruna Oliveira Rodrigues; Iris de Oliveira Bezerra; Joyce Martins Rodrigues de Oliveira; Maria Vitória Bezerra Souza; Olga Maria de Alencar; Mirna Neyara Alexandre de Sá Barreto Marinho
O Programa Saúde na Escola (PSE), configura-se como uma política pública para a promoção da saúde e da educação em contextos de vulnerabilidade social, demandando estratégias de qualificação e integração intersetorial. O projeto ‘Fortalece PSE’ surgiu com o intuito de potencializar a gestão do programa em todo o país, promover o protagonismo juvenil e reduzir desigualdades em escolas prioritárias. Nesse sentido, objetivou-se descrever as experiências proporcionadas pelo Momento Formativo 1 (MF 1) - etapa inicial do curso de extensão do projeto ‘Fortalece PSE’. Trata-se de um relato de experiência acerca da participação das bolsistas no MF 1 do projeto nacional ‘Fortalece PSE’ com vinculação à Universidade Regional do Cariri - Campus Multi-Institucional Humberto Teixeira, instituição formadora que representa o projeto no estado do Ceará, realizado integralmente de forma virtual. A formação ocorreu durante 13 semanas, dos meses de junho a setembro de 2025, por meio de webinários temáticos com especialistas, docentes e jovens mobilizadores, acesso a materiais pedagógicos na Biblioteca Virtual Arandu e atividades desenvolvidas no Ambiente Virtual de Aprendizagem, tendo o Caderno do Protagonismo Juvenil elaborado como uma ferramenta central de reflexão. Entre as temáticas estudadas, destacam-se: autonomia dos adolescentes e jovens no PSE, promoção da saúde, ciência, cultura, arte e cidadania, além do uso de metodologias ativas, como sala de aula invertida e fóruns para debates. Essas atividades foram organizadas em eixos temáticos, permitindo uma abordagem integrada dos conteúdos, favorecendo a aprendizagem ativa e o diálogo entre diferentes realidades regionais, uma vez que o projeto articula indivíduos de todo o território nacional, ao tempo em que potencializa a atuação intersetorial. A formação proporcionou um olhar crítico das cursistas, contemplando a cultura de paz, a autonomia juvenil e a consolidação das redes de apoio, configurando-se como espaço de construção coletiva para os Projetos Saúde-Escola. Conclui-se que o ‘Fortalece PSE’, sobretudo pelo MF1, é uma experiência formativa que reforça o protagonismo universitário e juvenil em ações educativas.
Palavras-chave: Saúde escolar, Protagonismo juvenil, Formação, Metodologias ativas, Intersetorialidade
CONSIDERAÇÕES SOBRE O PROGRAMA “CAPACITAÇÃO EM GEOTECNOLOGIAS DA URCA” A PARTIR DE CURSOS DE QGIS BÁSICO
MIGUEL LIMA SOARES MADEIRA; Thiago Alves de Carvalho; Maria de Lourdes Carvalho Neta; Paula alves Tomaz
O presente texto apresenta duas ações do Programa de extensão “Capacitação em Geotecnologias da URCA”, vinculado ao Laboratório de Geoprocessamento (LABGEO) do curso de Geografia da URCA, que é desenvolvido com o apoio da Pró-reitoria de Extensão (PROEX/URCA). Estas ações foram realizadas em formato de curso, nos meses de maio e setembro do corrente ano. Os cursos de QGIS básico aconteceram com o objetivo de apresentar na teoria e na prática as funcionalidades básicas do programa e, permitir a inserção dos participantes no mundo das geotecnologias. O QGIS é um dos principais programas gratuitos que permite a elaboração de representações cartográficas e a organização de dados em ambiente de Sistema de Informação Geográfica (SIG). Possui uma interface amigável e conta com uma ampla comunidade de usuários e colaboradores, o que facilita a troca de informações e esclarecimentos de dúvidas. Os cursos contaram com a participação de 58 (cinquenta e oito) pessoas, envolvendo estudantes e professores da URCA, da Universidade Federal do Cariri e do Instituto Federal do Ceará/ Unidade Crato, oriundos de diferentes campos de formação/ atuação, a saber: Biologia, Enfermagem, Música, História e Geografia. Como resultados, elaboraram-se mapas básicos e de diferentes temáticas, tais como: distribuição espacial de espécies e de doenças, distribuição de casos de homicídios em área urbana, organização territorial do Ceará ao longo dos anos, entre outros. Os mapas foram elaborados individualmente pelos cursistas, tendo como fontes principais a base de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (IPECE), da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará e do Ministério da Saúde (DATASUS). Segundo a avaliação dos cursistas (disponibilizado via formulário ao final do curso), identificou-se um alto nível de satisfação em relação à metodologia e à aplicabilidade da ferramenta. Os participantes destacaram ainda a importância de novas capacitações para aprimorar o uso do QGIS em seus projetos acadêmicos e profissionais, além do caráter colaborativo e acessível das ações. Dessa forma, consider
Palavras-chave: Extensão universitária,Capacitação em Geotecnologias,QGIS
A EXTENSÃO COMO PILAR UNIVERSITÁRIO: ATUAÇÃO ADMINISTRATIVA DA PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO DA URCA
ROSANA MARQUES FEITOSA; Genilson dos Santos Silva; Sara Ferro de Melo; Luiz Carlos Carvalho Siqueira
A Pró-Reitoria de Extensão (PROEX), como uma unidade administrativa de apoio à gestão universitária, tem como objetivo acompanhar as atividades extensionistas devidamente cadastradas, bem como difundir resultados das experiências, realizadas por meio de projetos, programas, eventos, cursos e prestação de serviços. A Resolução CNE/CES Nº 07/2018 e a Resolução Nº 16/2022-CEPE/URCA, trouxeram impactos significativos com a curricularização da extensão, reforçando a indissociabilidade do tripé ensino-pesquisa-extensão na qual a Universidade deva estar amparada. Com as Resoluções, as ações extensionistas puderam ter um alcance maior na perspectiva Universidade/discentes/sociedade, provocando relações de trocas entre os saberes acadêmicos e a prática das atividades desenvolvidas, fortalecendo a formação acadêmica e profissional. A extensão universitária, ocorre por meio de metodologias ativas, em que os estudantes são protagonistas do seu aprendizado e geram, por meio de suas ações, impacto nas comunidades. As ações extensionistas da URCA são, obrigatoriamente, cadastradas na Pró-Reitoria de Extensão (PROEX), que vem implementando estratégias para aprimorar a difusão das informações, os processos de avaliação e a adoção de métodos cada vez mais precisos. Nesse movimento de modernização, a PROEX está desenvolvendo o Sistema de Extensão (SIEX), com o propósito de sistematizar a coleta de dados de forma simultânea e integrada, atendendo com mais eficiência aos indicadores nacionais de extensão. Por meio do SIEX, será possível realizar levantamentos quantitativos e qualitativos das atividades extensionistas, gerando relatórios detalhados com informações sobre o número de pessoas beneficiadas, áreas temáticas envolvidas, municípios atendidos e outros dados relevantes. O objetivo é captar com mais profundidade a realidade extensionista da URCA, oferecendo subsídios para um planejamento mais eficaz e alinhado às demandas sociais. Além disso, a PROEX conta com uma bolsa voltada ao serviço de design, que contribui para a apresentação visual dos dados de forma clara, acessível e atrativa — fortalecendo a comunicação institucional e o impacto das ações junto à comunidade.
Palavras-chave: Universidade, Extensão, Sociedade
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A EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO FERRAMENTA PARA O ENSINO DE BIOLOGIA: CONSTRUÇÃO E MANUTENÇÃO DA SALA VERDE EM AMBIENTE ESCOLAR COM FOCO NA SUSTENTABILIDADE E CONSERVAÇÃO.
FRANCISCA DÁVILA DE SOUSA; Cleiton Araújo Da Silva; Ana Cristina Cantuário Daniel
A Educação Ambiental é um instrumento essencial para despertar a consciência ecológica e promover atitudes sustentáveis no ambiente escolar e na comunidade em geral. Este trabalho apresenta um relato das atividades de extensão realizadas no âmbito do Projeto Sala Verde, na EEMTI Dona Maria Amélia Bezerra, localizada em Juazeiro do Norte – CE. As ações desenvolvidas permitiram vivenciar a Educação Ambiental por meio de práticas educativas voltadas para a sustentabilidade e o fortalecimento da relação entre o homem e a natureza. As atividades foram planejadas e executadas com base nas diretrizes da Extensão Universitária, que preconizam a interação dialógica, a interdisciplinaridade, a indissociabilidade entre ensino e pesquisa, o impacto social e a formação cidadã. Dessa forma, buscou-se promover um espaço de aprendizado coletivo e participativo, onde a comunidade escolar, extensionistas e voluntários pudessem ser protagonistas na construção de conhecimentos e na valorização do bioma Caatinga, característico da região do Cariri cearense. O objetivo do trabalho foi desenvolver o Projeto Sala Verde com foco na Educação Ambiental e sustentabilidade por meio do bioma Caatinga. A metodologia adotada baseou-se em atividades de caráter participativo e interdisciplinar, integrando diferentes estratégias de ensino-aprendizagem. Uma das principais atividades foi a elaboração de um site contendo todas as espécies cultivadas na escola, e a elaboração de placas que foram afixadas, trazendo a identificação dessas espécies, sendo seu acesso livre e guiado por qr code, Entre outras atividades destaca-se a criação e execução de um cronograma envolvendo ações de manutenção das áreas verdes da escola. A vivência no projeto revelou-se enriquecedora, fortalecendo o vínculo entre universidade e escola, além de promover a integração entre os saberes acadêmicos e populares. Os alunos participaram ativamente das dinâmicas, demonstrando maior engajamento e interesse pelas questões ambientais. Observou-se um avanço na conscientização ecológica e na valorização da biodiversidade local, consolidando o Projeto Sala Verde como instrumento de transformação humana. Conclui-se que as ações desenvolvidas contribuem significativamente para a formação de uma consciência ambiental crítica e para o desenvolvimento de práticas sustentáveis no ambiente escolar, evidenciando o papel transformador da educação na construção de uma sociedade mais sensível e comprometida com a preservação da natureza.
Oral
Abrir o trabalhoBOLETIM DE MERCADO DE TRABALHO E CONJUNTURA ECONÔMICA: FORMAÇÃO DISCENTE E IMPACTO SOCIAL NA PERSPECTIVA DA EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA
LUÍS HENRIQUE MARTINS RIBEIRO ; Fabrícia Jóisse Vitorino Carvalho; Soraia Araujo Madeira; Anderson Alcântara Medeiros
Resumo: O projeto de extensão “Boletim de Mercado de Trabalho e Conjuntura Econômica”, desenvolvido no Departamento de Economia da Universidade Regional do Cariri (URCA), fundamenta-se na premissa de que a vida social é profundamente influenciada por determinantes econômicos, muitas vezes pouco compreendidos pela população em geral. Em um contexto marcado por transformações estruturais e pela necessidade de informações acessíveis sobre a economia e o mercado de trabalho, o projeto busca traduzir indicadores macroeconômicos em linguagem clara, promovendo a democratização do conhecimento e fortalecendo a interação dialógica entre a universidade e a sociedade. A iniciativa concretiza um canal de comunicação que beneficia tanto a formação discente quanto o público externo. O objetivo do projeto é fornecer subsídios para a compreensão de aspectos conjunturais do mercado de trabalho e da economia brasileira, em níveis nacional, estadual e regional. A metodologia envolve formação técnica, análise sistemática de dados e produção colaborativa. A análise conjuntural é realizada trimestralmente, com a participação do bolsista e alunos voluntários, docentes e colaboradores externos, assegurando pluralidade de perspectivas. O boletim é elaborado com linguagem acessível, incluindo glossário de termos técnicos, e conta com um design editorial que facilita a leitura e a compreensão. Entre os resultados, destacam-se a produção e divulgação regular de boletins trimestrais; o estabelecimento de parcerias com grupos de pesquisa internos e externos. A iniciativa evidencia a interdisciplinaridade inerente à análise econômica, integrando conhecimentos de estatística, geografia, administração e políticas públicas. A interação dialógica se concretiza na tradução do conhecimento acadêmico em linguagem acessível, permitindo que diferentes segmentos sociais, desde gestores públicos até pequenos empresários e cidadãos, apropriem-se das informações para tomada de decisão. Na formação discente, o projeto oferece uma experiência prática que vai além da sala de aula, desenvolvendo competências técnicas e críticas essenciais para a atuação profissional.
Palavras-chave: Mercado de Trabalho,Economia Brasileira,Economia Regional,Trabalho,Sustentabilidade
Resumo Simples
Abrir o trabalhoCICLO DE FORMAÇÃO EM MEIO AMBIENTE, TERRITÓRIO, TRABALHO E SUSTENTABILIDADE: INTERDISCIPLINARIDADE E FORMAÇÃO EM CIÊNCIAS ECONÔMICAS
DOGIVAN SILVA SANTOS ; Rafael Vieira de Sousa; Anderson da Silva Rodrigues; Valéria Feitosa Pinheiro; Adriana Correia Lima Franca
O projeto de extensão “Ciclo de Formação em Meio Ambiente, Território, Trabalho e Sustentabilidade” surge em um contexto de crise socioambiental e transformações globais, marcadas pela reestruturação produtiva, precarização do trabalho e esgotamento dos recursos naturais. Tais fenômenos exigem uma abordagem crítica e interdisciplinar, capaz de articular as dimensões econômicas, sociais e ambientais. A iniciativa busca promover uma reflexão coletiva sobre esses temas e o objetivo geral do projeto é atuar junto à sociedade, fornecendo subsídios para uma reflexão crítica sobre as temáticas de meio ambiente, território, trabalho e sustentabilidade. A metodologia adotada é participativa, baseada em oficinas interativas, minicursos, sessões de filmes e documentários, e visitas técnicas a sistemas produtivos locais. A construção dos conteúdos é realizada de forma colaborativa com os participantes, garantindo que as metodologias sejam adaptadas às realidades locais e às demandas emergentes no decorrer do projeto. Entre os resultados esperados, destacam-se: a promoção de espaços de discussão sobre problemas ambientais, laborais e dinâmicas territoriais e a produção de conteúdo para redes sociais sobre as temáticas em destaque. Para os estudantes de Ciências Econômicas, espera-se o desenvolvimento de uma visão mais ampla e crítica sobre a relação entre economia, sociedade e natureza, superando abordagens tradicionais fragmentadas. A iniciativa evidencia a interdisciplinaridade como elemento central para a compreensão de fenômenos complexos, integrando conhecimentos da economia, sociologia, geografia e ecologia. A interação dialógica entre universidade e comunidade permite que os saberes acadêmicos e populares se complementem, enriquecendo tanto a formação discente quanto as estratégias de intervenção social. O projeto reforça, ainda, o impacto social da extensão ao estimular a participação cidadã e a demanda por políticas públicas mais justas e sustentáveis. Para os estudantes, a experiência prática em contextos reais amplia sua capacidade analítica e seu engajamento ético, preparando-os para atuar em prol de um desenvolvimento regional mais inclusivo e ambiental.
Palavras-chave: Ciclo de Formação,Meio Ambiente,Território,Trabalho,sustentabilidade
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Abrir o trabalhoENTRE O ACOLHIMENTO E A PERMANÊNCIA: A EXPERIÊNCIA DO NIAP (NÚCLEO INTERDISCIPLINAR DE APOIO PSICOPEDAGÓGICO) NA URCA (UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI) COMO POLÍTICA INSTITUCIONAL DE CUIDADO ESTUDANTIL.
VICTOR MANOEL DE LIMA XAVIER; Rosa Maria de Medeiros Marinho Dias
A permanência dos estudantes em uma instituição de ensino pode ser visto como um desafio para as universidades, especialmente no cenário pós-pandêmico, onde é perceptível a dificuldade que as pessoas possuem de lidar e encarar novas possibilidades, por sinal ao se inserir em uma graduação é comum que os mesmos passem por situações de pressão, estresse, irritabilidade, ansiedade, e incluindo adversidades de contextos relacionados a questões sociais de vulnerabilidade. O Núcleo Interdisciplinar de Apoio Psicopedagógico (NIAP) da Universidade Regional do Cariri (URCA) surge precisamente como um espaço de acolhimento, escuta e orientação, atuando de forma integrada com docentes, a gestão do Campus e discentes. O projeto de extensão tem como objetivo compreender e fortalecer as ações do NIAP enquanto política institucional de cuidado estudantil, contribuindo para a continuação do ingresso e o bem-estar dos universitários através de planos desempenhados no decorrer do semestre. No ano de 2025 o núcleo pôde produzir uma nova visão e criação de propostas a serem aplicadas ao longo do ano, temáticas interligadas ao auxílio emocional que poderam ter mais visibilidade na instituição de ensino, envolvendo rodas de conversa, atendimentos psicológicos, oficinas temáticas e acompanhamento individual, além de participação ativa em eventos e reuniões realizadas pela URCA, sempre em articulação interdisciplinar. Os resultados observados incluem maior procura espontânea pelos serviços, relatos de redução de sofrimento psíquico, ampliação das estratégias de enfrentamento acadêmico e fortalecimento do vínculo dos estudantes com a universidade, as ações executadas mostram e evidenciam que iniciativas extensionistas como esta ampliam a integração entre pesquisa e extensão, ao mesmo tempo em que respondem a demandas sociais do público universitário. Conclui-se que a experiência do NIAP reafirma o papel da URCA como instituição comprometida com a inclusão, a cidadania e a transformação social, em harmonia com as diretrizes da Extensão Universitária.
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Abrir o trabalhoGEOCAST ARARIPE E O COMUNICAR SOBRE UM TERRITÓRIO: OS MESTRES DA CULTURA
ANTÔNIO RUANDERSON DOS SANTOS GONÇALVES ; Maria Elaryce de Araújo Clemente
Resumo: O GeoCast Araripe: Memórias de um Território, propõe-se a ser uma ferramenta de podcast, categorizada no âmbito das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), que visa divulgar as riquezas presentes no território do GeoPark Araripe Mundial da UNESCO, compreendido entre os patrimônios tangíveis e intangíveis, dos quais serão selecionados sujeitos que estejam vinculados a temática central em tela, delimitada pela escolha de tema de interesse, a serem entrevistados. As entrevistas serão realizadas em temporadas, cuja primeira temporada se dedica a divulgar e celebrar os “Tesouros Vivos da Cultura Cearense”, reconhecidos pela Lei Estadual 13.842, de 27 de novembro de 2006. A abordagem para o desenvolvimento do projeto, estrutura-se em algumas etapas: levantamento bibliográfico sobre a utilização do Podcast como ferramenta de comunicação, seleção dos mestres, realização das entrevistas, edição, publicação e divulgação, transformando informações técnicas, acessíveis para um público diversificado. O projeto encontra-se em fase de execução sendo realizadas as entrevistas com os mestres da cultura. Assim espera-se que o GeoCast se torne uma importante ferramenta para divulgar às riquezas culturais inseridas no território do GeoPark Araripe Mundial da Unesco. Palavras-chave: Geopark Araripe. Patrimônio. Pertencimento. Podcast. Território. Agradecimentos: Agradeço a Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico(FUNCAP), por financiar a pesquisa, ao Laboratório de Espaço Memória e cultura Aplicado a Educação-LEMCAE e a Universidade Regional do Cariri-URCA pelo espaço de pesquisa, à voluntária pelo auxilio e ao Prof. Dr. Paulo Wendell Alves de Oliveira pela orientação e apoio na realização das atividades.
Palavras-chave: Geopark Araripe,Patrimônio,Pertencimento,Podcast,Território
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Abrir o trabalhoJogos de Palhaçaria - A brincadeira na Cena
CLAIRTON DANIEL DA SILVA
O NIPA – Núcleo Interdisciplinar de Poéticas Artísticas da Universidade Regional do Cariri (URCA), sob coordenação da Prof.ª Dr.ª Andréia Aparecida Paris, desenvolve ações que integram práticas artísticas e pesquisa teórica. No âmbito de suas atividades de extensão, destaca-se o Grupo de Jogos de Palhaçaria - A brincadeira na Cena, que reúne professores, estudantes e artistas com o objetivo de investigar e vivenciar a linguagem do palhaço por meio de jogos, brincadeiras, números e improvisações. Essas práticas destacam elementos como o riso, o erro, a espontaneidade e o corpo como ferramenta expressiva, promovendo o desenvolvimento da criatividade, da presença cênica, da expressividade corporal e da autoconfiança. Atualmente, os encontros do grupo têm explorado jogos mágicos com cartas e números, inspirados na leitura da obra Palhaços, de Mário Fernando Bolognesi, aprofundando as relações entre a teoria e a prática no universo da palhaçaria. palavras chaves: Palhaçaria, Jogos, Improvisação, Brincadeiras.
Palavras-chave: Jogos,Palhaçaria,brincadeira,improvisaçao
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Abrir o trabalhoO IMPACTO DOS CURSOS DE IDIOMAS DO NUCLIN/URCA NA FORMAÇÃO ACADÊMICA E PROFISSIONAL DOS ALUNOS
JOSÉ WILSON MAIA PEREIRA JÚNIOR ; Jennifer Ferreira Chagas
Resumo: O presente trabalho tem como objetivo analisar de que forma os cursos de idiomas do Nuclin contribuem para o desenvolvimento acadêmico e profissional dos alunos, fortalecendo competências comunicativas, ampliando horizontes culturais e favorecendo novas oportunidades no mercado de trabalho.O Núcleo de Línguas (Nuclin) é um programa de extensão universitária vinculado à Universidade Regional do Cariri (URCA) que tem se consolidado como um espaço de aprendizado, inclusão e transformação social. Por meio dos cursos gratuitos de inglês, espanhol e Libras, o programa promove o acesso ao conhecimento linguístico e cultural de forma acessível e de qualidade, beneficiando estudantes da universidade e a comunidade externa.A metodologia baseou-se na observação das práticas pedagógicas e na análise das experiências vivenciadas pelos participantes, com base nas atividades realizadas ao longo do projeto. Os resultados demonstram que o aprendizado de novas línguas estimula o crescimento pessoal, melhora o desempenho acadêmico e contribui para a formação de cidadãos mais críticos e preparados para os desafios da sociedade contemporânea. Além disso, o Nuclin adota uma metodologia comunicativa e dinâmica, com uso de recursos multimídia e abordagem interativa, o que torna as aulas mais envolventes e eficazes. O programa também se destaca pelo compromisso com a inclusão e a equidade, oferecendo ensino gratuito e de qualidade a todos, independentemente de condição social ou identidade de gênero. Conclui-se que o Nuclin/URCA exerce um papel fundamental na formação integral dos estudantes, unindo ensino e cidadania, e evidenciando a relevância da extensão universitária na transformação social e educacional da região do Cariri.
Oral
Abrir o trabalhoO PROJETO “ECOS DA CIÊNCIA: CONECTANDO PESQUISADORES, EDUCAÇÃO E SOCIEDADE” COMO INSTRUMENTO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA
XAIANE GONÇALVES PINHO; Josefa Nunes Pinheiro
O projeto “Ecos da Ciência: conectando pesquisadores, educação e sociedade” está vinculado ao Laboratório de Pesquisas em História Cultural (LAPEHC), do Departamento de História da URCA, e cadastrado junto à Pró-Reitoria de Extensão como ação de divulgação científica. Seu objetivo é democratizar o acesso ao conhecimento, estimular o pensamento crítico e valorizar o papel social da pesquisa, promovendo o diálogo entre ciência e comunidade. Para isso, desenvolve atividades como palestras, oficinas e, especialmente, a produção de um podcast, que busca aproximar estudantes e professores dos processos de internacionalização do ensino superior. A primeira temporada reúne entrevistas com pesquisadores brasileiros e portugueses, que compartilham suas histórias de vida, trajetórias acadêmicas, objetos de pesquisa e experiências em programas de mobilidade. As entrevistas, gravadas presencialmente, são transcritas, analisadas e transformadas em roteiros por professores e estudantes, articulando aspectos teóricos e narrativos. Na construção dos episódios, são mobilizados autores como Thomas Kuhn, Karl Popper e Paul Feyerabend, para refletir sobre o conhecimento científico, e Walter Benjamin, Bell Hooks, Angela Davis e Lélia Gonzalez para pensar a potência das narrativas que emocionam e engajam. Com base em Farias e Meneses (2022), entende-se que a produção científica não se limita a um único método, sendo a incorporação das tecnologias digitais uma forma ativa de alcançar novos públicos. Os resultados parciais demonstram que o podcast é um meio eficaz de divulgação científica, fortalecendo redes entre alunos, professores e instituições, e contribuindo para a circulação de saberes entre o local e o global. Palavras-chave: Podcast. Divulgação Científica. Formação Continuada. Agradecimentos: Agradeço a Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Regional do Cariri - URCA, a Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento científico e Tecnológico - FUNCAP, ao Departamento de História e ao Lapehc pelo apoio ao projeto, aos entrevistados pela confiança e comprometimento com a ciência e produção do Podcast, além da Universidade Estadual do Vale do Acaraú, Universidade de Lisboa e Universidade Nova de Lisboa e Universidade Federal do Ceará e Universidade Federal de Uberlândia pela contribuição com o projeto.
Palavras-chave: Podcast,Divulgação Científica ,Formação Continuada
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Abrir o trabalhoPLANTAS MEDICINAIS NA MEDICINA PREVENTIVA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA EXTENSIONISTA INTERDISCIPLINAR EM ESCOLA DE ENSINO MÉDIO
ANA LÍVIA ALCÂNTARA; Aila Gomes Lima; Antonio Thiago Beserra; Larissa Silva Clementino; Julianna de Souza Santiago; Carlos Vinicius Barros Oliveira; Isabelita Rodrigues de Alencar
As plantas medicinais são utilizadas desde a antiguidade e continuam a desempenhar papel importante na promoção da saúde, unindo tradição cultural, acessibilidade e potencial terapêutico. Na medicina preventiva, o uso racional dessas plantas favorece o autocuidado e aproxima o conhecimento científico do saber popular. As atividades extensionistas têm papel essencial nesse processo, ao promoverem o diálogo entre universidade e comunidade. Nesse contexto, destaca-se a relevância da interdisciplinaridade entre os cursos da área da saúde para consolidar práticas integrativas e seguras. O presente trabalho objetiva relatar a experiência de um projeto de extensão universitária desenvolvido em 2025, voltado à promoção do uso racional de plantas medicinais na medicina preventiva, realizado por estudantes e docentes dos cursos de Medicina e Enfermagem em uma escola pública de ensino médio. O projeto foi executado entre março e setembro de 2025, em uma escola pública de ensino médio. Participaram 68 estudantes da instituição, além de discentes e docentes dos cursos de Medicina e Enfermagem de uma universidade pública. As atividades incluíram oficinas temáticas, rodas de conversa, identificação de espécies medicinais regionais e elaboração de cartilhas informativas sobre o preparo e uso seguro das plantas. Aplicaram-se questionários antes e após as ações, para avaliar o impacto das intervenções. Os dados foram analisados de forma quantitativa (percentuais de acertos e mudanças de percepção) e qualitativa (relatos e observações das interações durante as atividades). Os dados quantitativos apontaram aumento de 58% no conhecimento sobre o uso seguro de plantas medicinais e 73% dos participantes relataram maior interesse em práticas preventivas orientadas por profissionais da saúde. Nos resultados qualitativos, observou-se fortalecimento do vínculo entre universidade e comunidade escolar, valorização dos saberes tradicionais e maior engajamento dos estudantes universitários em práticas integrativas. As oficinas possibilitaram trocas significativas de conhecimento e estimularam a reflexão crítica sobre o uso racional das plantas medicinais.
Palavras-chave: Plantas terapêuticas,Medicina preventiva,Interdisciplinaridade,Extensão universitária,Práticas integrativas
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Abrir o trabalhoPROJETO DE EXTENSÃO “RECONSTRUINDO A CONVIVÊNCIA NAS ESCOLAS”: PRÁTICAS E REFLEXÕES NO CONTEXTO EDUCACIONAL
WADSON ALENCAR DE OLIVEIRA ; Ellery Henrique Barros da Silva
O presente trabalho apresenta relato das ações desenvolvidas no projeto de extensão “Reconstruindo a Convivência nas Escolas”, concebido como uma iniciativa educativa voltada ao fortalecimento das relações interpessoais no contexto escolar, com base nos princípios da Comunicação Não Violenta (CNV). O projeto tem como objetivo promover a cultura de paz e o respeito mútuo, por meio de ações formativas que incentivam o diálogo, a mediação de conflitos e o desenvolvimento de vínculos saudáveis nas escolas rurais, contribuindo para a construção de ambientes educativos mais empáticos, colaborativos e humanizados. A metodologia é de abordagem qualitativa, sendo de nível descritivo e classificado como relato de experiência. O local de realização do projeto foi na Escola de Ensino Médio Francisco Miguel de Andrade – FMA, situada no Sítio Queimadas, zona rural de Campos Sales/CE. A base teórica apoiou-se em Rosenberg (2006), Pelizzoli (2019), dentre outros, que abordam a CNV como ferramenta de transformação de conflitos e de promoção da cultura de paz. Dentre as principais atividades desenvolvidas foram: as rodas de conversa e oficinas de mediação de conflitos. Os resultados evidenciaram mudanças significativas na percepção dos estudantes acerca da convivência escolar, com destaque para a ampliação do diálogo, a compreensão das emoções e o fortalecimento da empatia, além da redução de tensões e melhoria das interações cotidianas, uma vez que, os conflitos ocasionavam em situações de violência no cotidiano da escola. Além disso, as atividades desenvolvidas no projeto reafirmam o papel da extensão universitária como um espaço de integração entre teoria e prática, contribuindo para o desenvolvimento humano e social em alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030. Conclui-se que a Comunicação Não Violenta (CNV), enquanto prática pedagógica, configura-se como um instrumento eficaz na reconstrução das relações escolares, na prevenção de conflitos e na promoção da cultura de paz, em consonância com os princípios da educação inclusiva, democrática e cidadã.
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Abrir o trabalhoREVISTA DIREITO & DIALOGICIDADE: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE BOLSA EM DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA NO ANO DE 2025
YASMIN ARAUJO DOS SANTOS ; Carlos Thierry de Lima Rabelo
Introdução: A extensão universitária articulada à cultura local é um importante mecanismo de transformação social. Nesse contexto, a revista foca em temas voltados às necessidades da região, respondendo ao chamado para enfrentar o “desafio de relevância” (BUSTOS-GONZÁLES et al., 2021) e garantindo que as agendas de pesquisa atendam às prioridades sociais. A manutenção de um periódico aberto com essas diretrizes fortalece o ciclo de ensino acadêmico e cumpre um papel ético na produção do conhecimento. Objetivo: O projeto visa auxiliar o funcionamento da Revista Direito & Dialogicidade, fortalecendo a interação entre pesquisadores, estudantes e comunidade e promovendo a ciência aberta como ferramenta de extensão. Especificamente, busca aproximar a população da produção acadêmica, incentivar a participação em debates, expandir a presença digital da revista (mídias sociais, eventos, indexadores) e consolidar canais de diálogo entre autores, revisores e comunidade. Metodologia: O projeto realizou trabalhos contínuos de apoio e manutenção, abrangendo desde a gestão da base de dados do periódico até a atuação em mídias sociais. Com base em Nascimento e Junqueira (2023), utilizou-se o potencial das tecnologias de informação e das redes sociais para ampliar o alcance da divulgação científica. Resultados: Verificou-se crescimento no número de acessos ao site e engajamento nas redes sociais, principalmente no Instagram e e-mail. A revista consolidou a atividade de 32 pareceristas, cadastrou 15 novos colaboradores, incluiu o periódico em 3 novos indexadores digitais e obteve um aumento expressivo de trabalhos submetidos, impulsionado pela integração com o congresso jurídico da Universidade Regional do Cariri – URCA. Discussões: A análise das atividades evidencia que a integração entre eventos acadêmicos, gestão editorial e estratégias digitais potencializa a disseminação científica regional. Os avanços observados refletem o aprimoramento estrutural do periódico e seu impacto positivo na formação acadêmica, na democratização do conhecimento jurídico e na promoção de práticas inovadoras de divulgação científica. Conclusão: O ambiente digital consolidou-se como ferramenta central para a pesquisa e a divulgação científica, permitindo que periódicos regionais ampliem sua visibilidade. O projeto de extensão mostrou-se eficaz na manutenção, aprimoramento e divulgação do periódico, promovendo maior interação entre autores, pareceristas, estudantes e a comunidade externa.
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Abrir o trabalhoTURISMO PALEONTOLÓGICO E DESENVOLVIMENTO LOCAL: O PARQUE DOS PTEROSSAUROS EM SANTANA DO CARIRI – CE
ADRIANO SISNANDO RIBEIRO JUNIOR; Antony Thierry de oliveira Salu; Francisco Pinheiro da Silva Junior
O turismo paleontológico representa uma importante vertente do desenvolvimento sustentável, integrando preservação científica, educação ambiental e valorização cultural. O presente estudo analisa a contribuição do Parque dos Pterossauros, localizado em Santana do Cariri – CE, para o fortalecimento do turismo e o desenvolvimento socioeconômico local. O objetivo é compreender de que forma a presença do parque influencia a economia, a geração de emprego e renda, e a conscientização ambiental da comunidade. A metodologia baseia-se em pesquisa bibliográfica, observação de campo e entrevistas com gestores, visitantes e moradores, buscando identificar os impactos diretos e indiretos da atividade turística. Os resultados preliminares apontam que o parque exerce papel relevante na promoção da identidade paleontológica da região, estimulando o fluxo turístico e a dinamização de setores como hospedagem, alimentação e artesanato. Contudo, foram observadas fragilidades relacionadas à falta de investimentos institucionais e de infraestrutura adequada para ampliar a capacidade de atendimento e potencializar a experiência educativa. Conclui-se que o turismo paleontológico, quando articulado a políticas públicas e à gestão participativa, pode funcionar como vetor de desenvolvimento local, unindo conservação do patrimônio geológico e valorização da história natural do Cariri cearense.
Palavras-chave: Turismo paleontológico,Desenvolvimento sustentável,Parque dos Pterossauros,Patrimônio científico,Desenvolvimento local
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Abrir o trabalhoResumo Simples · Pôster/Banner
Artesanias cosmopolitas:literatura, cinema, artes, dança e outras criações na tessitura da saúde e no combate às iniquidades sociais.
YSLANI SANTOS MOURA; Kauanne Cleo Rodrigues Otaviano; Djair Oliveira Silva; Joyce Ferreira de Sousa; Fabrícia Maria da Silva; Alef Diogo da Silva Santana
A arte é compreendida nesse trabalho enquanto um meio de promoção à saúde coletiva e de transformação social. OBJETIVO: valorizar expressões culturais diversas, revelando suas especificidades e fortalecendo a formação crítica de estudantes do Campus Multi-institucional Humberto Teixeira, e da população do município de Iguatu. METODOLOGIA: As ações acontecem a partir de rodas de miolagem e de conversas, cinemáfrica, intervenções artísticas culturais, pedagogias das travestilidades e freirianas. Estas acontecem sempre ao fim do mês e focam na multiplicidade e transversalidade de debates inerentes à produção de saúde. Populações indígenas, LGBTI+, negras, PCD, com doenças raras etc., são convidadas para a construção de momentos culturais e políticos no campus. RESULTADOS: Entre as atividades realizadas destacam-se: exibição de documentário sobre cultura indígena; a apresentação de casos de transfobia no Ceará; a exposição de faixa em apoio ao Dia Internacional da Luta contra a LGBTQIAPN+fobia; realização do seminário “Ocupar, Pertencer, Resistir”; e a participação no seminário “Iguatu: Transicionando Saberes”. DISCUSSÃO: Observa-se que o projeto materializa a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, assim como a interdisciplinaridade, ao articular práticas artísticas com investigações acadêmicas. Os estudantes se tornam protagonistas de sua própria formação, desenvolvendo reflexões sobre novos saberes. Destaca-se o impacto social e a interação dialógica, já que as ações realizadas com a comunidade externa da URCA promovem uma troca contínua de saberes, contribuindo para a transformação social e o fortalecimento do senso crítico. Nesse sentido, o projeto potencializa a formação dos estudantes, ampliando a reflexão sobre questões sociais, fortalecendo competências técnico científicas e consolidando uma postura cidadã. CONCLUSÃO: o projeto contribui para a formação de profissionais socialmente engajados, para a valorização das diferenças e da diversidade cultural e para a consolidação do papel da extensão universitária como agente de enfrentamento às iniquidades sociais.
Palavras-chave: extensão,universidade,cultura,saúde,artes
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Abrir o trabalhoCASA DE ENCONTRO, ACOLHIDA E DIÁLOGO DA NAÇÃO ROMEIRA
GABRIEL FERNANDES DA SILVA
O seguinte resumo apresenta uma ação da Pró Reitoria de Extensão (PROEX) efetuada pelo Centro de Pesquisa da Religião Irmãs Annette e Ana Teresa em Juazeiro do Norte – CE entre os meses de abril e outubro de 2025, cujo objetivo foi examinar o fenômeno das romarias e sua influência para o desenvolvimento econômico e sociocultural da cidade de Juazeiro. O projeto visa criar um espaço de acolhimento e diálogo contínuo com os romeiros, estabelecendo práticas coletivas de saberes, artes e devoções populares para a preservação da memória das tradições sertanejas e no protagonismo da identidade cultural e religiosa da nação romeira, buscando desenvolver um espírito de acolhimento com os devotos através de encontros no período de romarias e nos serviços prestados pela Sala de Informação ao Romeiro. A metodologia utilizada apresenta uma união de abordagens qualitativas e quantitativas ao colocar em primeiro plano a contribuição dos devotos para a manutenção da tradição romeira, e ao realizar um mapeamento do perfil socioeconômico e regional dos participantes, através da criação de estatísticas possibilitada pela coleta de dados na Sala de Informação ao Romeiro. Nesse interim é que a presença e a participação ativa dos estudantes no fenômeno das romarias e sua influência no imaginário popular contribui para a valorização das expressões regionais de religiosidade, de cultura e estética. O contato do estudante com a riqueza do universo romeiro reforça o vínculo entre ação social comunitária, formação profissional e o exercício da cidadania e evidencia a articulação entre pesquisa e extensão que permeia todo o projeto. Aí está uma demonstração da complementariedade entre o ensino, a ação extensionista e o processo de inserção e integração das romarias às atividades do centro de pesquisa. Trata-se de dois polos complementares que se retroalimentam. A ação do projeto tem se mostrado efetiva na tentativa de ressaltar a riqueza cultural e religiosa da região, além de ajudar na continuidade do espírito romeiro ao trazer essa realidade para mais perto das novas gerações.
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Abrir o trabalhoCINEMA BRASILEIRO NO SÍTIO: RELATO DE EXPERIÊNCIA NO SÍTIO CALDEIRÃO – CAMPOS SALES-CE
ANTONIEL DOS SANTOS GOMES FILHO; Jandson Negreiros Alencar; Ana Jéssica Alencar Matos; Ives kalleby de Andrade; Gilvan da Costa e Silva; Maria Larissa Souza; Daniel de Souza Santos
Introdução: O cinema é uma prática social, que pode apresentar-se como: entretenimento, produção de narrativa e evento cultural. Atualmente no Brasil segundo a Agência Nacional do Cinema, existem 3.478 salas de cinema registradas no país, onde no ano de 2024, 121,08 milhões de pessoas frequentaram as salas de cinema. Mesmo esse número expressivo, deve-se destacar que no Brasil há uma desigualdade no acesso à cultura e lazer. Em relação ao cinema, pesquisas mostram que 54% dos brasileiros nunca foram ao cinema. Objetivo: Realizar sessões de cinema de filmes nacionais nas comunidades da zona rural do município de Campos Sales-CE. Metodologia: No mês de outubro de 2025, houve a exibição de um filme popular brasileiro no Sítio Caldeirão no município de Campos Sales-CE. Houve inicialmente um contato com as lideranças comunitárias para organização da montagem dos equipamentos de áudio e vídeo. Resultados e Discussão: A sessão de exibição iniciou as 18h30mim com término as 21h00. A exibição aconteceu no espaço público da praça central do Sítio Caldeirão, onde a comunidade se reuniu para exibição do filme: O auto da compadecida (2000), do diretor Guel Arraes. Após a exibição dos filmes, os membros do projeto agradeceram a comunidade pela participação no projeto, e houve uma conversa sobre o filme exibido e sua relação com a cultura nordestina. Ao final a equipe do projeto guardou os equipamentos que foram solicitados junto a universidade e realizar sua devolução. Conclusão: A experiência relatada (de)mostra como o cinema faz parte da cultura brasileira, e como uma parte significativa da população ainda não tem acesso a essa forma de prática social e de entretenimento. Assim, o projeto de extensão mostrou-se positivo no que tange as articulações entre universidade e comunidade, através das telas de cinema.
Palavras-chave: Cinema ,Zona Rural ,Campos Sales-CE
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Abrir o trabalhoCRATO TÊNIS CLUBE, EDIFICANDO A MEMÓRIA SOCIAL DO CRATO
JHOANDERSON ALVES DIAS; Ana Cleide Pereira Ribeiro; Giovanna Garces Freire; Sara Ferro de Melo
As edificações são as principais formas físicas da memória de uma sociedade, e o Crato Tênis Clube é um exemplar dessa memória. O prédio está no imaginário coletivo dos moradores, despertando lembranças sobre a expansão urbana da cidade, como ponto de encontros sociais, é o local onde germinou a Expocrato. O programa de patrimonialização da urca, com foco na preservação do patrimônio edificado do Crato, realiza um estudo interdisciplinar, com alunos da Arquitetura e História, onde os primeiros realizam levantamento e projeção gráfica dos prédios, e os segundos buscam compreender o contexto de construção de alguns imóveis do Crato, percebendo como estes podem ajudar na compreensão da história da cidade. O trabalho dessa extensão se dá em duas frentes, uma é a pesquisa histórica, seja pela busca de fontes bibliográficas, iconográficas ou fonte primária, mas o principal método adotado é a fonte oral, obtido pela entrevistas de memorialistas, proprietários e moradores do entorno das edificações, dessa forma evidencia-se aspectos sentimentais e de pertencimento que a comunidade possa ter com cada um dos prédios estudados, a segunda é a arquitetônica, por meio de levantamentos e medições, evidenciando nas construções estudadas características de vários períodos históricos e estilos artísticos, que ajudam a compreender a História da cidade. O Clube de Tênis do Crato, foi um dos prédios estudados, nele podemos perceber alguns indicativos da urbanização do Crato, sendo um dos primeiros empreendimentos do antigo sítio Pimenta, hoje bairro, influenciando outras casas em estilo Neocolonial, também pode-se perceber a importância cultural do espaço para a cidade, sendo local onde ocorreram várias festividades e bailes, local de recepção de personalidades importantes, o Clube sediou algumas atrações das primeiras edições da Expocrato, ficando assim marcado no imaginário popular. Como resultado o programa de patrimonialização destaca o grande valor do patrimônio edificado do Crato, e ressalta a necessidade de preservação dele, seja pela preservação das características arquitetônicas como também pela relevância histórica e social que essas edificações representam.
Oral
Abrir o trabalhoCULTURA EM MOVIMENTO: AÇÕES URBANAS NO TERRITÓRIO DO GEOPARK ARARIPE
LUCAS PEREIRA BARRETO; Fátima Letícia Freitas Freire Leão; Rafael Celestino Soares; Helena Mendes de Sousa
Reconhecido como um programa de desenvolvimento socio-regional sustentável pelo Estado do Ceará - Brasil, o Geopark Araripe Mundial da UNESCO – Araripe UGGp valora a geodiversidade e a pluralidade cultural, herança de um processo histórico marcado pela miscigenação. Um dos desígnios do Setor de Cultura do programa, denominado “Roteiros Culturais pelas Trilhas Urbanas: ações no território do Geopark Araripe”, desenvolve ações voltadas aos moradores e visitantes a fim de promover o conhecimento associado aos saberes locais. Inicialmente, é delimitado um circuito urbano considerando o conteúdo histórico, cultural e político da região. A partir disso, a ideia é enriquecer os conteúdos de maneira colaborativa com os participantes, do ponto de vista material e imaterial. Abrem-se, assim, espaços para discussões sobre memórias afetivas, identidade e suas percepções do ambiente urbano, por exemplo, comparando o Crato do passado com o do presente, quando a arquitetura popular rica em detalhes e símbolo cultural da região perde espaço para uma arquitetura mais minimalista e de fins comerciais; sobre a banalização desse espaço frente ao cotidiano das pessoas; e, ainda, sobre a necessidade de políticas públicas que resguardem os edifícios históricos da localidade. A abordagem metodológica utilizada é a Análise SWOT (sigla traduzida para Força, Fraqueza, Oportunidade e Ameaça), ferramenta que possibilita detectar os pontos positivos e negativos diante do cenário da trilha, sendo peça chave para o momento. Nesse sentido, o projeto surge como forma de promover a integração e de validar o olhar dos indivíduos sobre o meio urbano, visando apresentar trajetos e aspectos culturais que ornamentam o processo histórico de formação das cidades, que além de ressaltar as belezas locais, constroem criticidade sobre problemas estruturais relacionados, bem como as possíveis soluções. Então, objetiva-se, no viés pedagógico das trilhas e explanações realizadas, protagonizar a visão do público sobre o espaço urbano e sua carga cultural. Portanto, o programa Roteiros Culturais promove a valoração territorial de maneira integrada com as comunidades, reforçando os sentidos de identidade e pertencimento. Assim, cumpre-se diretamente a Agenda 2030, no exercício da ODS N°11, meta 11.4, ao tempo em que se colabora indiretamente para o cumprimento dessa Agenda como um todo.
Palavras-chave: Trilha Urbana,Integração,Comunidades
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Abrir o trabalhoCura Tradicional: A Transformação dos Saberes das Mezinheiras em um Material Didático para as Comunidades dos Baixios
PEDRO IVAN DOS SANTOS LIMA; Mariana Amorim Smith
Mezinheira é um termo que se refere à uma mulher que tem a prática de receitar mezinhas, bastante populares no interior nordestino. Essas mulheres desempenham um papel importantíssimo na medicina popular, através de tratamentos e medicamentos baseados em fitoterápicos, esse conhecimento ao longo do tempo contribuiu para que menos pessoas morressem acometidas por enfermidades que poderiam também ser tratadas facilmente com a medicina tradicional, porém com o difícil acesso a esse privilégio nas pequenas cidades do interior em épocas passadas, a fitoterapia era a única alternativa. Hoje em dia, com o advento das tecnologias e a maior acessibilidade da medicina, muitas práticas passaram a ser questionadas e deixadas de lado, dentre essas práticas, encontra-se a fitoterapia. O Objetivo deste projeto é alcançar a valoração de práticas consideradas saberes, fazeres populares, perpetuadas por comunidades tradicionais, que replicam e reproduzem essas práticas de geração em geração através da oralidade. Além disso, também objetiva-se a construção de um material de base para somar na biblioteca do ponto de cultura Casa de Quitéria. De início, partimos de um levantamento bibliográfico para trabalho de gabinete sobre temas relacionados à espaço, memória, cultura e comunidades tradicionais do recorte dos 6 municípios do Geopark Araripe. Logo após, daremos início à uma série de pesquisas de campo, entrevistas, rodas de conversas e processos criativos com comunidades tradicionais. Com isso, espera-se que a criação e circulação desse material didático, possa fazer com que as práticas cultivadas pelas mezinheiras, seja visto e conhecido pelas gerações vindouras, público alvo do projeto, ou seja, alunos da rede básica de ensino. Também é esperado que esse projeto incentive a produção de outros parecidos, para em conjunto, ser construída uma espécie de acervo dos Baixios. Por fim, o projeto mostra desempenhar importante papel na construção de um material permanente que no futuro servirá de guia para estudar o passado dos Baixios, além de no presente, servir para apresentar práticas populares e tradições aos mais novos, fazendo com que ao crescerem tendo conhecimento dessas práticas das comunidades tradicionais, tenham maior sensibilidade com temas relacionados.
Palavras-chave: Cultura,Tradiciona,Fitoterápicos,Conhecimento
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Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO PARA O PATRIMÔNIO: TOMBAMENTO DO CENTRO HISTÓRICO E RURALIDADES COMO PONTO DE APOIO DA MEMÓRIA DO MUNICÍPIO DE BARBALHA
MATTUS DANTAS SANTOS ; Joyce Teles de Menezes Santos
O município de Barbalha, no Cariri Cearense, possui um valioso patrimônio cultural que se manifesta de duas formas interligadas: a material, presente em seu centro histórico com edificações seculares, e a imaterial, expressa nas tradições, festejos e saberes de origem agrária e rural. Este projeto parte do entendimento de que essas duas faces da cultura são inseparáveis, onde os casarões, ruas e praças servem como cenário vivo para as manifestações culturais, como a Festa de Santo Antônio. A pesquisa se justifica pela crescente pressão urbana e comercial que ameaça tanto as construções antigas quanto a continuidade dessas tradições, tornando urgente a criação de ações para proteger e fortalecer a identidade local, promovendo uma consciência sobre a importância de preservar essa herança de forma integrada. Por isso, o objetivo central é realizar atividades de educação patrimonial que fortaleçam a salvaguarda das expressões culturais de Barbalha, em sintonia com o processo de tombamento de seu centro histórico. Para fazer isso, o método de trabalho promove a integração entre ensino, pesquisa e extensão, articulando teorias da geografia cultural e história com a pesquisa de campo, onde os estudantes se tornam protagonistas de sua formação. Isso acontece por meio de uma interação dialógica com a comunidade, através do mapeamento participativo de territórios culturais, da coleta de narrativas de mestres e brincantes e da realização de oficinas, promovendo uma rica troca de saberes entre a universidade e a sociedade. Com este trabalho, espera-se constituir um acervo valioso da memória local e produzir roteiros didáticos que gerem impacto na formação dos estudantes, desenvolvendo suas competências técnicas e cidadãs, e que também possuam grande impacto social, colaborando com políticas públicas e com a transformação da realidade local ao fortalecer a memória coletiva. Reforçando a interdisciplinaridade do projeto, conclui-se que a pesquisa reforça a relação inseparável entre a cultura material e imaterial, demonstrando que ações educativas são fundamentais para a elaboração de políticas de sustentabilidade cultural que garantam a preservação da identidade regional.
Palavras-chave: Educação Patrimonial,Tombamento,Lugares de memória
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Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO, CULTURA E RESISTÊNCIA: EXPERIÊNCIAS DO PIBID NO ABRIL INDÍGENA
DÉBORA ALVES SANTOS ; Jeferson Matheus Pereira Amaro; Francisco Egberto de Melo; Caio Victor Semião Alexandre
Relato de experiência do Subprojeto de História do PIBID/URCA realizado em abril de 2025 na EEEP Professor Moreira de Sousa (Juazeiro do Norte‑CE), no âmbito do “Abril Indígena”. A ação articulou formação dos bolsistas com visita à comunidade Poço Dantas Umari (povo Kariri) e oficinas para turmas do 2º e 3º anos, sob supervisão do professor Caio Victor Semião. O problema pedagógico enfrentado foi o apagamento e a folclorização de saberes indígenas nas práticas escolares. O referencial dialoga com Ailton Krenak e literatura sobre saberes tradicionais e cuidados ancestrais, além de estudos sobre pintura corporal indígena. Metodologicamente, desenvolveram‑se duas oficinas: (I) “Chás Indígenas”, contextualizando práticas de cura e ancestralidade e promovendo manuseio e degustação de ervas como dispositivos de memória; (II) “Pinturas Indígenas”, com exposição‑dialogada sobre significados e diversidade de grafismos e prática de pintura corporal com tintas naturais (urucum, carvão, açafrão), respeitando sentidos simbólicos. Encerramento em roda de conversa abordou história e luta dos Kariris por reconhecimento territorial e escola indígena, incluindo impactos do Cinturão das Águas, com apoio na dissertação de Joedson Kariri. Resultados observados: maior engajamento discente, reconhecimento de heranças indígenas no cotidiano, problematização de estereótipos e fortalecimento de vínculos entre território, identidade e currículo. Conclui‑se que experiências sensoriais mediadas por memória e oralidade potencializam a aprendizagem histórica e a valorização de saberes indígenas.
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Abrir o trabalhoENTRE LINHAS E XILOS: A LIRA NORDESTINA COMO TRADIÇÃO, INOVAÇÃO E LABORATÓRIO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA
MARIA EDUARDA BARBOSA FEBRÔNIO ; Luiz Carlos Carvalho Siqueira
O presente trabalho apresenta resultados das experiências formativas vivenciadas no Programa Mediação Cultural – Lira Nordestina da Universidade Regional do Cariri (URCA), que congrega os projetos “Guardião da Memória: Salvaguarda e Valorização do Patrimônio da Lira Nordestina”, “Oficinas de Cordel e Cidadania: educação para a paz e os direitos humanos”, circuito “Turismo Cultural e Memória Gráfica do Cariri”, residência artística e educativa “Impressões do Futuro: juventude, patrimônio e sustentabilidade” e o projeto “Mulheres da Xilo: memória, arte e protagonismo feminino”. O Programa tem como propósito central a preservação, catalogação e difusão do acervo gráfico da Lira Nordestina, composto por xilogravuras, clichês e folhetos de cordel, como expressão viva da memória cultural do Cariri. O objetivo deste trabalho é apresentar as ações que buscam articular práticas educativas e ações culturais que, de forma integrada, promovam o ensino, a pesquisa e a extensão, favorecendo a interação dialógica entre estudantes, comunidade e pesquisadores (as). A metodologia contemplou levantamento, higienização e catalogação do acervo, digitalização de materiais, realização de oficinas formativas e encontros com o grupo de mulheres da Lira Nordestina, configurando práticas de interação dialógica que estimulam a produção artística contemporânea a partir da tradição gráfica local. Essa experiência reafirma a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, ao integrar práticas de aprendizagem, geração de conhecimento e transformação social. Ela evidencia a interdisciplinaridade e a interprofissionalidade, ampliando a percepção dos (as) participantes sobre o papel social da cultura e fortalecendo o diálogo com a comunidade. Assim, as ações realizadas contribuem tanto para formação acadêmica da discentes bolsista, mas a faz perceber-se como para percepção do compromisso com a preservação cultural e a promoção de mudanças sociais. Conclui-se que o programa preserva um patrimônio rico, histórico e único, assim como, contribui com a produção partilhada de saberes, reforçando a Lira Nordestina como espaço de diálogo, memória e expressivamente favorável à inovação cultural.
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Abrir o trabalhoPROJETO CANDEIAS CARIRI: ARTESÃS DA TRADIÇÃO
LEANDRO RIBEIRO GOMES ; Aline Hercínia Araújo; Geysilane Pereira dos Santos; Rondenelly Braz Longuinho; Txai Costa e Mendes; Andrea Rabinovici
O Projeto Candeias Cariri: Artesãs da Tradição é uma iniciativa voltada à valorização dos saberes e fazeres femininos no território do Cariri cearense, promovendo a integração entre ensino, pesquisa e extensão e consolidando a participação das estudantes e acadêmicos como protagonistas de sua formação. O projeto é fruto dos projetos de extensão Elabora Cultura e Empreende Cultura, que se articulam para fortalecer o protagonismo feminino, o empreendedorismo criativo e a preservação das expressões culturais locais. A pesquisa objetiva compreender como o projeto contribui para a preservação do patrimônio imaterial, para o fortalecimento da autonomia econômica das participantes e para a construção de vínculos sociais, articulando a formação acadêmica a práticas comunitárias transformadoras. Metodologicamente, adota abordagem qualitativa, combinando estudo de caso, análise documental, observação direta e entrevistas com artesãs e mestras da cultura popular. Os resultados evidenciam que o Candeias Cariri funciona como uma rede colaborativa, estimulando o intercâmbio de saberes, a transmissão intergeracional de ofícios tradicionais como bordado, cerâmica e trançado e fortalecendo a autonomia das mulheres envolvidas. A interação dialógica entre comunidade e universidade promove aprendizado mútuo, construção coletiva de conhecimento e amplia o impacto social das ações, contribuindo para a formação crítica, técnica e cidadã dos estudantes. O projeto expressa um modelo interdisciplinar e sustentável de extensão universitária, em que cultura e educação se articulam para promover o desenvolvimento humano, a igualdade de gênero e a valorização das tradições populares como instrumentos de transformação social. Dessa forma, o Candeias Cariri reafirma a relevância da universidade no cumprimento da Agenda 2030, demonstrando que ações acadêmicas podem gerar impacto direto na sociedade e fortalecer a relação entre saber científico e saber popular.
Palavras-chave: artesanato,mulheres,tradição,sustentabilidade,culturapopular
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Abrir o trabalhoVivências dialógicas: resgate de histórias em terreiros do Cariri.
TAINÁ GOMES DOS SANTOS ; Patrícia Gomes de Mello; Amilton dos Santos Soares; Gabriel Anastácio Teixeira
Este trabalho tem como objetivo analisar entrevistas realizadas com moradores de comunidades da zona rural, buscando compreender como a oralidade contribui para a construção da identidade individual e coletiva. A partir das narrativas das pessoas entrevistadas, observa-se a presença de múltiplas vozes e a articulação entre experiências pessoais, memória familiar e práticas culturais. A análise fundamenta-se nos conceitos de polifonia, dialogismo e cronotopo de Bakhtin (2010) e o círculo como também discute questões de memória e identidade Hall (2019) entre outros autores que evidenciam como cada relato é atravessado por discursos anteriores e, ao mesmo tempo, suscita novas interpretações. Os resultados indicam que a oralidade não apenas registra acontecimentos, mas preserva tradições, transmite valores e reforça o sentimento de pertencimento comunitário. Percebe-se também uma tensão produtiva entre tradição e mudança, já que os entrevistados valorizam os saberes herdados e, simultaneamente, reconhecem a importância da educação formal para os jovens. Assim, a pesquisa demonstra que a memória coletiva se constrói e se renova no diálogo entre passado, presente e futuro, revelando a força da linguagem na preservação cultural e na orientação das novas gerações. O projeto, desenvolvido no âmbito do PROEX, nasce do encontro entre universidade e da comunidade; pois, mais do que observar, busca dialogar com os saberes ancestrais das comunidades, valorizando os saberes locais e construindo conhecimento de forma compartilhada. Essa troca coloca em prática a interdisciplinaridade, ao articular estudos da linguagem, história, cultura e educação, e reforça a integração entre ensino, pesquisa e extensão.
Palavras-chave: Oralidade, polifonia, dialogismo, memoria coletiva, comunidade
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Abrir o trabalhoA JUSTIÇA RESTAURATIVA NA CONSTRUÇÃO DA CULTURA DE PAZ NAS ESCOLAS DO MUNICÍPIO DO CRATO
EMANUEL ALVES SANTANA
O Projeto de Extensão Justiça Restaurativa na Educação em Direitos Humanos, realiza atividades voltadas à construção da cultura de paz a partir dos círculos de justiça restaurativa no ambiente escolar, desenvolvidos no município do Crato em escolas municipais e estaduais. Neste resumo compartilha-se as ações do projeto de extensão como uma ferramenta eficaz para a construção de uma cultura de paz no local de ensino, observando a realidade enfrentada em cada escola, surgindo como meio alternativo para a solução do conflito partindo de uma percepção freireana de uma pedagogia libertadora. Com o intuito de promover um espaço aberto para a construção do diálogo, partindo de uma relação dialética, procura-se tornar a escola um espaço democrático e aberto ao diálogo e ao autoconhecimento, desenvolvendo em cada um dos participantes o pensamento crítico. Há congruência com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4 e 10 da agenda 2030, que buscam assegurar, a educação de qualidade e a redução das desigualdades, em que o projeto busca ajudar as instituições a tratar temáticas como bullying, respeito e preconceito, através dos meios apresentados pela justiça restaurativa, formar alunos que contribuam para a sociedade como cidadãos conscientes. O objetivo é incentivar a ambiência restaurativa nas instituições escolares e comunitárias, fomentando a implantação de um sistema de práticas restaurativas voltadas para a defesa, proteção e promoção dos direitos fundamentais. A metodologia aplicada é de natureza qualitativa, baseando-se nas experiências obtidas em cada círculo realizado, desenvolvido com problemáticas levantadas pelas próprias escolas atendidas. O avanço das atividades apresentou que é possível construir em conjunto com as instituições de ensino um ambiente mais propício ao diálogo e as práticas restaurativas. Percebe-se que a atividade potencializa o diálogo, a empatia e a construção coletiva de soluções, cumprindo com o que o projeto se propõe a fazer. No entanto, os resultados também apontam desafios significativos, como a resistência de adolescentes, influência de questões de gênero na participação, fatores externos que também fazem parte do cotidiano de cada aluno, além de limitações estruturais das escolas. Conclui-se que os círculos de justiça restaurativa são uma ferramenta promissora para a construção da cultura de paz, desde que desenvolvidos entendendo as particularidades de cada indivíduo.
Palavras-chave: Direitos Humanos,Cultura de Paz,Círculos,Justiça Restaurativa,Educação
Resumo Simples
Abrir o trabalhoACESSIBILIDADE, INCLUSÃO E O FAZER DA GESTÃO ESCOLAR
JOSÉ GUSTAVO GONÇALVES DE OLIVEIRA
Este trabalho é fruto das experiências formativas vivenciadas no Projeto de Extensão “Gestão Escolar na Contemporaneidade: temas e práticas”, desenvolvido como parte das atividades do componente curricular de Estágio Supervisionado em Gestão da Educação Básica, do curso de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Regional do Cariri (URCA). Fundamentado nos estudos de Libâneo (2017), Prado (2012), Toledo (2013). Adota-se aqui uma abordagem qualitativa, de caráter descritivo e reflexivo, orientada pela observação participante e pelos registros produzidos no cotidiano do estágio. O objetivo é analisar, a partir do olhar de um estudante, os temas e práticas que configuram a gestão escolar nos dias atuais, contexto em que a escola-campo do estágio-extensão ainda apresenta limitações expressivas quanto a acessibilidade, especialmente no que diz respeito à mobilidade de estudantes com deficiência física e visual, à adequação dos banheiros e à insuficiência de cuidadores para atender às demandas individuais. Essas percepções, ainda pontuais e preliminares, evidenciam que a inclusão escolar depende não apenas de ajustes físicos, mas também de uma gestão participativa que promova o diálogo entre diferentes setores da escola, famílias e comunidade. Nessa perspectiva, a experiência formativa vivida no estágio reafirma os princípios da Extensão Universitária: a interação dialógica emerge nas trocas entre universidade e escola, rompendo a lógica hierárquica do saber e valorizando os conhecimentos locais; a interdisciplinaridade e interprofissionalidade se expressam na necessidade de envolver pedagogos, gestores, cuidadores, arquitetos e profissionais da saúde em ações conjuntas de inclusão. Ao mesmo tempo, a ação extensionista no estágio se mostra como espaço de impacto na formação do estudante, pois estimula o olhar crítico e ético sobre a gestão educacional, fortalecendo a consciência do futuro pedagogo acerca de seu papel social. Do ponto de vista da transformação social, as reflexões produzidas, embora iniciais, contribuem para repensar a escola como território de direitos, acessibilidade e cuidado, provocando novas perguntas e indicando caminhos para ações mais inclusivas e emancipatórias.
Palavras-chave: Extensão,Gestão Escolar,Acessibilidade,Inclusão,Formação Docente
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoAÇÕES E PERCEPÇÕES SOBRE A CASA DA MULHER CEARENSE NA REGIÃO DO CARIRI
RAISSA TEIXEIRA MACIEL SIMPLICIO; Nadyan Chayn Alves; Cecilia Sousa Pereira; Maria Eduarda dos Passos de Carvalho
A violência contra a mulher apresenta elevada taxa de ocorrência, especialmente em regiões misóginas, como o Nordeste, com destaque para a região do Cariri. Nessa localidade, mulheres em situação de violência contam com o serviço de apoio e acolhimento a Casa da Mulher Cearense, equipada com profissionais especializados para um atendimento eficaz e humanizado. No entanto, para maior resolutividade das ações, faz-se necessário compreender as percepções de mulheres militantes e profissionais de saúde acerca do atendimento ofertado, a fim de direcionar melhor suas estratégias de atuação. Assim, objetivou-se relatar a realização de um grupo focal com mulheres militantes e profissionais de saúde sobre o funcionamento da Casa da Mulher Cearense. Trata-se de um relato de experiência, por meio da realização de um Grupo Focal em agosto de 2025, com representantes do movimento de mulheres e profissionais de saúde, da região do Cariri, promovido pelo Observatório da Violência da Universidade Regional do Cariri em parceria com o Programa Cientista Chefe. Participaram 20 representações, sendo a maioria mulheres. Representantes do movimento de mulheres da zona rural relataram ter conhecimento da existência da Casa, porém desconheciam sua estrutura e funcionamento, o que evidencia fragilidades no alcance de serviços às áreas rurais. De modo semelhante, alguns profissionais de saúde conheciam a Casa, mas não tinham informações detalhadas sobre seu funcionamento. Com base nessa análise, identificou-se uma lacuna de comunicação entre os municípios da região do Cariri, os serviços de saúde e a Casa da Mulher, o que pode contribuir para a subnotificação da violência. Além disso, foram apresentadas propostas para o aprimoramento do serviço, como a divulgação da estrutura da Casa nas áreas rurais; a criação de um sistema unificado de informações para facilitar o acesso das mulheres em localidades mais afastadas; e a capacitação de profissionais para a realização dos atendimentos. Portanto, o grupo Focal e o Observatório possibilitaram a construção de diferentes olhares sobre o funcionamento da Casa da Mulher Cearense, evidenciando suas potencialidades e lacunas, bem como apontando caminhos para o fortalecimento de sua atuação na rede de proteção às mulheres.
Palavras-chave: Casa, Profissionais, Mulher, Violencia
Resumo Simples
Abrir o trabalhoCÍRCULOS DE PAZ: UMA EXPERIÊNCIA RESTAURATIVA NO CENTRO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
LUIZA MOREIR CRUZ
O projeto de extensão “Construindo a Paz por meio de Círculos de Justiça Restaurativa” busca difundir a cultura de paz por meio de práticas restaurativas em ambientes educativos. No âmbito dessa proposta, foi realizado um círculo de diálogo no Centro de Educação de Jovens e Adultos (CEJA), com o tema “Preconceito”, voltado à reflexão sobre as diversas manifestações discriminatórias e o papel de cada pessoa no enfrentamento dessas práticas. O objetivo da ação foi estimular o reconhecimento de atitudes preconceituosas e promover a empatia e o diálogo como instrumentos de transformação social. A metodologia consistiu na realização do círculo do tipo menos complexo, conduzido pelo facilitador e voluntários do projeto. Foram postos elementos no centro do círculo para criar um ponto de referência, de modo que o globo terrestre, a casa de madeira, a flor e o coração representaram diversidade, acolhimento e renascimento interior. O encontro foi estruturado em momentos de partilha e reflexão, orientados por perguntas norteadoras, como “o que é preconceito para você?” e “como combatemos o preconceito em nós?”. Dessa forma, os jovens e adultos puderam compartilhar vivências de racismo e bullying, preconceito contra tatuagens e até medos cotidianos baseados em estereótipos. Embora nem todos os participantes tenham se manifestado verbalmente, observou-se uma escuta atenta e abertura gradual ao diálogo, evidenciando a formação de um espaço seguro. Conclui-se que a Justiça Restaurativa propõe uma nova forma de compreender o conflito, partindo da ideia de que ele representa uma violação das pessoas e de seus relacionamentos. O projeto de extensão expressou a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, pois articulou fundamentos teóricos da Justiça Restaurativa com a prática do círculo, criando um espaço dialógico em que os participantes puderam compartilhar vivências e reconhecer responsabilidades. Dessa forma, percebe-se o impacto social ao despertar a consciência coletiva na troca de experiências com um grupo de idades e realidades distintas, fortalecendo a formação cidadã ao proporcionar a construção de uma cultura de paz. Assim, o Círculo de Construção de Paz mostrou-se um exercício de humanidade, onde cada relato se tornou semente para uma convivência mais justa, empática e restaurativa.
Palavras-chave: Justiça Restaurativa, Preconceito, Educação, Cultura de paz
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoCONCIENTIZAÇÃO DA LEI MARIA DA PENHA NO ÂMBITO ESCOLAR: RELATO DE EXPERIÊNCIA
EDINALRIA FERREIRA; ANTONIA MILENA PINHEIRO; DANIELLE BEZERRA COSTA
A violência doméstica e familiar está presente em todos os âmbitos e em todas as classes sociais. No entanto, nem todos possuem acesso ao efetivo conhecimento da lei e de como ela assegura direitos, de modo que, não sabem os tipos de violências e suas caracterizações. Por isso, o projeto de extensão é uma forma de levar à sociedade o conhecimento sobre o assunto, pois proporciona experiência e o contato com a comunidade. Além de oportunizar, no caso do Projeto de Extensão “Educar para igualdade”, o entendimento da lei, como funciona e quem pode ser amparado por ela. Participar do projeto de extensão e ter a oportunidade de apresentá-lo a outras pessoas nos proporcionou uma experiência enriquecedora, mostrando que estávamos fazendo parte de uma rede de conscientização sobre os direitos das mulheres e prevenção à violência, repassando de maneira acolhedora, por meio dos conhecimentos adquiridos na faculdade. Desde os primeiros diálogos com as crianças, torna-se evidente o quão pouco são informadas sobre o cotidiano e os acontecimentos que as cercam, tornando o cultural a base dos conhecimentos que possuem. Desse modo, a extensão proporcionou a experiência no âmbito escolar, tendo contato direto com os alunos do 6º (sexto) ano do ensino fundamental e apresentado sobre as propriedades da lei Maria da Penha. Nesse sentido, notou-se um desconhecimento acerca do assunto, uma certa dificuldade para entender do que realmente se tratava a Lei Maria da Penha. Então, utilizamos como metodologia aulas didáticas, instigando a participação ativa dos alunos com perguntas e respostas, e ao final, um resumo geral sobre todo o assunto discutido, dando todo o espaço para que eles mesmos pudesse falar e exemplificar certos casos, já identificando de acordo com o que era trabalhado em sala. Assim, deixando evidente a necessidade da existência desse e demais projetos no ambiente escolar, para reforçar a formação educacional e perceber que, de fato, a informação é uma ferramenta poderosa de proteção e empoderamento, para compor uma sociedade mais igualitária. Em síntese, foi possível perceber que os alunos tinham pouco conhecimento acerca da lei maria da penha, mas demonstraram expressa vontade de aprender. A experiência possibilitou a propagação de conhecimento sobre a violência doméstica e familiar, atingindo a sociedade como um todo, visto que os alunos se tornaram disseminadores das informações recebidas, levando aprendizado e conscientização para suas famílias e comunidades,
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Abrir o trabalhoCONSTRUINDO A PAZ POR MEIO DE CÍRCULOS DE JUSTIÇA RESTAURATIVA NO CEJA
SAMUEL DO NASCIMENTO ALVES
O projeto de extensão “Construindo a Paz por meio de Círculos de Justiça Restaurativa” tem como propósito difundir a cultura de paz e promover espaços de escuta, diálogo e corresponsabilidade em ambientes educativos, integrando ensino, pesquisa e extensão. O círculo realizado em 18 de agosto de 2025, constituiu a primeira vivência prática do grupo extensionista com os alunos da Escola Ceja, reunindo participantes de diversas idades, gêneros e localidades. O objetivo foi refletir sobre a importância da comunicação empática na convivência social e no fortalecimento dos vínculos comunitários. A metodologia adotada baseou-se na prática restaurativa do círculo de diálogo, iniciada pela leitura do texto motivador “Escutatória”, seguida de perguntas norteadoras que estimularam o compartilhamento de experiências pessoais sobre escuta, acolhimento e relações interpessoais. Os resultados revelaram forte envolvimento do público, que compartilhou histórias de superação, desafios familiares e aprendizados sobre a importância de ouvir e ser ouvido. A diversidade dos participantes e o ambiente acolhedor favoreceram a interação dialógica entre universidade e comunidade, promovendo aprendizado mútuo e a construção coletiva de saberes. A discussão evidenciou o impacto social do projeto ao proporcionar um espaço seguro de expressão e empatia, fortalecendo a formação cidadã dos estudantes envolvidos e a consciência coletiva da comunidade escolar. Conclui-se que a experiência representou um exercício prático de interdisciplinaridade, diálogo e transformação, reafirmando o compromisso ético e social da Universidade Regional do Cariri – URCA com a construção de uma sociedade mais justa, humana e restaurativa.
Palavras-chave: Justiça Restaurativa, Cultura de Paz, Escuta, Educação, Extensão Univesitária
Oral
Abrir o trabalhoCotas: um diálogo afirmativo entre a universidade e as escolas estaduais e municipais de Iguatu-CE.
CLICIA ELYDA PINHEIRO DE FREITAS; Mathias Cavalcante do Nascimento; Lucas Moreira de Souza
As políticas afirmativas e as cotas raciais têm desempenhado papel fundamental na ampliação do acesso de estudantes negros ao ensino superior. Contudo, ainda persistem desafios no fortalecimento das trajetórias educacionais desses jovens, especialmente entre egressos do ensino médio público. Nesse contexto, torna-se essencial promover ações que reflitam a equidade e inclusão desses jovens no ensino superior a partir das políticas afirmativas. O objetivo do projeto é fortalecer o senso de pertencimento e identidade por meio do diálogo entre a universidade e a comunidade escolar, utilizando metodologias participativas baseadas na educação popular de Paulo Freire, incluindo rodas de conversa, oficinas, exibições de filmes, músicas e produção de materiais educativos. O projeto é realizado quinzenalmente na escola EEMTI Filgueiras Lima, situado no município de Iguatu com alunos do Ensino Médio. Baseado nos saberes freirianos, as ações do projeto priorizam o diálogo e a construção coletiva do conhecimento, considerando as questões abordadas pelos estudantes. Os encontros são planejados para serem momentos de reflexão e criação que buscam, por meio do aprendizado mútuo, a transformação da realidade escolar. Durante a realização das ações, há um diálogo qualificado entre os estudantes do ensino médio e os extensionistas sobre o racismo à brasileira (Gonzalez, 1988), processo histórico de escravização, ausência de políticas públicas para pessoas negras, e como essa realidade se relaciona com as políticas afirmativas. É possível observar, assim, a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão nas ações extensionistas desenvolvidas, evidenciada pela articulação de saberes provenientes das áreas da Enfermagem, das Ciências Sociais e da Educação. O impacto social do projeto reflete-se na transformação do ambiente escolar em espaço mais inclusivo e no estímulo ao acesso à educação superior, principalmente pelo estímulo ao debate e conhecimento sobre a importância das cotas raciais. A interdisciplinaridade promove o desenvolvimento sustentável e democrático dos estudantes por meio de uma abordagem integral, que une saúde, direitos humanos, justiça social e educação.
Palavras-chave: Políticas afirmativas, Cotas raciais, Universidade, Equidade, Justiça social
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Abrir o trabalhoDIREITOS HUMANOS COMO PONTE PARA O DIÁLOGO: RECONSTRUINDO O RESPEITO E O VÍNCULO EM UMA ESCOLA ESTIGMATIZADA
MARIA EUGÊNIA MELO DE LAVOR ; Yasmin do Carmo Batista
O presente resumo trata das ações do projeto de extensão Vozes Pela Igualdade, um projeto de direitos humanos que mantém parceria com escolas públicas de ensino médio do município de Iguatu–CE, especialmente aquelas que possuem alunos marginalizados e são estigmatizadas, localizadas em bairros que são marcados por pobreza, violência e criminalidade. Essas instituições são frequentemente estigmatizadas e menosprezadas pela sociedade como ambientes que abrigam “vagabundos”, “burros” e “pessoas sem futuro”, percepções extremamente negativas que influenciam diretamente a visão e o comportamento dos estudantes, principalmente dos que ingressam, gerando alto nível de desinteresse, evasão escolar e desrespeito aos professores e demais colegas. Apesar desses desafios, a escola ainda se mostra como um pilar essencial, oferecendo segurança, alimentação e oportunidades para o desenvolvimento pessoal e profissional dos alunos. O principal objetivo do projeto de direitos humanos nas escolas é fazer com que esses estudantes se reconheçam como pessoas que possuem direitos e ampliem suas perspectivas acerca dos estudos e do futuro. Para isso, são abordados temas como direitos humanos, movimentos sociais, história e política, promovendo o desenvolvimento de uma visão crítica e humana da atualidade. As atividades nas salas são realizadas por meio de: aulas expositivas de assuntos em alta relacionados com o tema debatido, debate entre alunos, uso de filmes, músicas, criação de cartazes conscientizadores, rodas de conversa, nos quais os extensionistas atuam como mediadores, e os estudantes como protagonistas. Em comparação com o início da atuação do projeto, observa-se um maior engajamento dos estudantes em relação a temas sociais e acadêmicos, além do fortalecimento das relações, resultando em maior respeito entre extensionistas, professores e alunos. Por meio da convivência contínua, é perceptível que os comportamentos e opiniões dos alunos refletem suas realidades sociais e que suas percepções são negativamente influenciadas pelos estigmas que enfrentam dentro e fora da escola. Para que o projeto cumpra seu papel, é preciso estimular a inclusão e a participação desses estudantes, fortalecendo a cidadania e combatendo a exclusão e a violência. Dessa forma, o projeto Vozes Pela Igualdade possui caráter transformador no ambiente escolar, construindo uma ponte entre escola e universidade, além de fomentar o diálogo, o respeito e a inclusão, desempenhando um papel essencial jun
Palavras-chave: direitos humanos,estigmatização,Iguatu-CE,extensão
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Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO ANTIRRACISTA NA UNIDADE PRISIONAL FEMININA DO CRATO: O PAPEL DA EDUCAÇÃO
BÁRBARA VITÓRIA DA SILVA EUGÊNIO FERREIRA; Ana Maria de Jesus Silva
: O presente projeto de extensão intitulado “Educação Antirracista na Unidade Prisional Feminina do Crato – CE” faz parte de uma iniciativa que reconhece o sistema de justiça criminal como um marcador social atravessado pelo racismo institucional e machismo estrutural. Além disso, o projeto, que vem sendo desenvolvido no âmbito do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação, Gênero, e Relações Étnico-Raciais, obtém parceria da Unidade Prisional Feminina de Crato – CE. Com isso, o objetivo do projeto se baseia na proposta de auxiliar na análise crítica e na compreensão das interações étnicoraciais dentro do sistema carcerário brasileiro, propulsionando a educação antirracista e o letramento racial na Unidade Prisional Feminina de Crato – CE. Justifica-se esse objetivo pela necessidade de uma educação que aborde temas de raça, gênero e classe por meio do fornecimento de um diálogo respeitoso com as vivências e experiências dessas mulheres, configurando-se como um instrumento necessário, capaz de transformar a realidade vivenciada no cárcere. O projeto se alinha às diretrizes de extensão universitária ao integrar ensino, pesquisa e extensão, inserindo o bolsista na realidade social e prisional brasileira e contribuindo para sua formação. Além disso, promove o debate sobre discriminação racial, atendendo aos princípios de interação dialógica e interdisciplinaridade. Como instrumento metodológico, foram desenvolvidas as atividades de pesquisa e levantamento de dados; oficinas e dinâmicas; monitoramento contínuo, avaliação participativa e colaboração com organizações externas. Conclui-se, então, que se faz necessário quebrar a lógica de punição inserida no imaginário da sociedade, a começar pelas próprias mulheres inseridas nesse sistema. Para isso, surge a Educação Antirracista, que, levando em consideração os marcadores sociais que o sistema prisional brasileiro carrega, considera a pessoa da mulher em situação de cárcere
Palavras-chave: Sistema penintenciário brasileiro,Educação Antirracista,Direitos Humanos,Racismo Institucional
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Abrir o trabalhoEXTENSÃO EM DIREITOS HUMANOS: SEMEANDO RESPEITO E COMBATENDO A VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS DE ENSINO MÉDIO DE IGUATU/CE
LETÍCIA VARELO BATISTA DA SILVA ; Moádylla Gabriella Sobreira de Oliveira; Mariana Lacerda Cervantes de Carvalho
A violência no ambiente escolar representa um desafio significativo para o sistema educacional brasileiro, manifestando-se de diversas formas, como bullying, assédio, racismo, homofobia e, em casos extremos, apologia a ideologias de ódio. Em Iguatu/CE, escolas públicas de ensino médio enfrentam desafios semelhantes, essas condutas não apenas ferem a dignidade humana e os princípios democráticos, mas também criam um clima de medo e de insegurança, prejudicando o desempenho acadêmico e o bem-estar dos alunos. A problemática central reside na persistência e na diversidade das manifestações de violência em escolas públicas de ensino médio em Iguatu/CE, que comprometem o direito à educação e à cultura de paz. As atividades de intervenção incluem: oficinas e palestras sobre direitos humanos, combate ao bullying, racismo, homofobia e aos discursos de ódio, incentivando a conscientização e a ação transformadora; criação de materiais educativos produzidos pelos próprios alunos A prática extensionista busca promover a cultura de direitos humanos e combater as diversas formas de violência em escolas públicas de ensino médio na cidade, por meio de atividades de conscientização e engajamento da comunidade escolar. O projeto "Direitos Humanos nas Escolas" exemplifica a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão ao mesclar os conhecimentos acadêmicos sobre direitos humanos e violência escolar com a prática extensionista. Seu impacto social é evidente na transformação das realidades das escolas públicas da cidade, combatendo violências presentes na esfera escolar e promovendo uma cultura de paz que vai além dos muros da universidade. A interação dialógica é o ponto central da metodologia freiriana adotada, na qual há a universidade de saberes, sem hierarquização, a escola se transforma em um local onde extensionistas e alunos são iguais. A interdisciplinaridade se manifesta na abordagem multifacetada do projeto, que mobiliza diferentes áreas do conhecimento para compreender e para intervir nas diversas formas de violência. Em suma, o projeto demonstra um impacto significativo na formação acadêmica e humana dos estudantes, capacitando-os como agentes de transformação. Essa iniciativa reafirma o papel essencialmente transformador da extensão universitária, promovendo ativamente os direitos humanos e consolidando a formação de uma cidadania crítica, fundamental para a construção de uma sociedade justa e a defesa do Estado Democrático de Direito.
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Abrir o trabalhoJOVENS VOLUNTÁRIOS PELA PAZ: REALISTAS ESPERANÇOSOS PELA AMÉRICA LATINA
ANA THEREZA PAMPLONA DAMACENA
Este trabalho constitui um relato de experiência acerca da formação-ação dos pesquisadores do projeto de extensão do curso de Direito da Urca “Justiça Restaurativa na Educação em Direitos Humanos” no programa “Jovens Voluntários e Voluntárias pela Paz” promovido pelo Departamento de Paz do Instituto Universitário para Democracia, Paz e Segurança da Universidade Autônoma de Honduras (IUDPAS-UNAH) em parceria com o Conselho Latino Americano pela Paz (CLAIP). Busca-se nesta comunicação, ressaltar as conexões conceituais e metodológicas fomentadas no programa com a agenda de atividades do projeto. Pontua-se que ambos adotam uma metodologia dialógica. As ações realizadas e compartilhadas no âmbito do programa acrescentam métodos significativos: jogos de tabuleiro, leituras rituais, intervenções cênicas e sensoriais. Aliadas aos círculos de construção de paz do projeto de extensão, compreende-se que iniciativas pela cultura de paz são múltiplas, mas em comum, partilham a convicção de que há de acontecer uma mudança de paradigma na forma como os conflitos são tratados. Assim como a violência não é um comportamento inato, mas uma ação deliberada, a paz também deve ser construída e sobretudo fomentada por uma rede consciente de colaboradores. Unindo teoria e prática, o programa propõe uma educação dialogada com as realidades específicas de cada território, através dos conceitos chave de leitura: triângulo das violências - direta, estrutural e cultural, paz negativa e paz transformadora. Dessa perspectiva, fomenta-se uma práxis crítica: empoderar os sujeitos com ferramentas de tratamento aos conflitos que entendem-se próprios da convivência social e pesquisar a paz como uma estratégia discursiva, motor de transformação. Por isso, reivindicamos a paz como uma esperança engajada que, conforme a proposta de Paulo Freire, nos afasta do desespero e nem por isso se torna ingênua, nos convida a caminhar. Assim, entoamos com o Ariano Suassuna, nem pessimistas ou otimistas, realistas esperançosos.
Palavras-chave: Voluntários, Paz transformadora,Justiça Restaurativa,Esperança,Educação
Oral
Abrir o trabalhoLEI MARIA DA PENHA E O PAPEL DA REDE DE APOIO: IMPORTÂNCIA DA ATUAÇÃO CONJUNTA DE DELEGACIAS ESPECIALIZADAS, CENTROS DE REFERÊNCIA, DEFENSORIA PÚBLICA, MINISTÉRIO PÚBLICO E ONGS.
ANTONIA MILENA PINHEIRO; CARLOS SERGIO DE OLIVEIRA COURAS
A violência doméstica é um problema social de grande relevância, que afeta mulheres de todas as idades e classes sociais. Diante dessa realidade, a Lei Maria da Penha (LMP) surge como um instrumento fundamental de proteção, sendo eficaz quando articulada com a atuação conjunta de delegacias especializadas, centros de referência, Defensoria Pública, Ministério Público e organizações da sociedade civil. Este trabalho busca analisar a importância dessa rede de apoio integrada na prevenção, proteção e assistência às vítimas. As Delegacias da Mulher têm um grande destaque nesta proteção, pois elas têm um foco principal e um atendimento já especializado para os casos, no entanto, há cidades em que elas não funcionam 24h e nem todos os dias, sendo, essencial, que as delegacias de polícia estejam prontas para receberem e acolherem as ocorrências, com servidores preparados para um atendimento humanizado. Além disso, o Ministério Público, detentor da fiscalização da lei, desenvolve um papel essencial, pois além da busca pela justiça e cumprimento da lei, pode receber diretamente denúncias de mulheres que sofreram algum tipo de violência. Ainda, a Defensoria Pública exerce a função de assistente gratuito das vítimas, representando-as judicialmente. As ONGs e os Centros de Referência vão atuar ativamente no cuidado com essas mulheres, buscando maneiras de prevenir e conscientizar a sociedade, prestar apoio direto à comunidade e fornecer apoio psicossocial. Com isso, o trabalho conjunto de todos esses órgãos e com pessoal preparado, proporciona um atendimento integral, eficiente e humanizado, gerando melhores resultados e mais eficazes, deixando às vítimas mais seguras e confiantes para denunciar. A pesquisa adota uma abordagem qualitativa, procedimento bibliográfico e documental e análise interpretativa crítica a partir das ações práticas desenvolvidas pelo projeto de extensão - Educar para igualdade: Lei Maria da Penha e o enfrentamento à violência de gênero nas escolas de Iguatu-CE. Portanto, o enfrentamento da violência doméstica exige a atuação conjunta e integrada entre Estado e sociedade civil, garantindo proteção e amparo efetivo às vítimas. O objetivo desta pesquisa reforça a relevância da atuação integrada entre Delegacias Especializadas, Centros de Referência, Defensoria Pública, Ministério Público e ONGs.
Palavras-chave: Lei Maria da Penha, Atuação conjunta,Rede de apoio
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Abrir o trabalhoLEITURAS ESSENCIAIS: EXTENSÃO, PESQUISA E DIÁLOGO PELA AGENDA 2030
LARA RAÍSSA BRANCO RODRIGUES VERISSÍMO
O projeto de extensão Leituras Essenciais, vinculado ao Grupo de Estudos e Pesquisa em Direitos Humanos Fundamentais (GEDHUF) da Universidade Regional do Cariri (URCA), constitui uma iniciativa de comunicação científica que alinha produção acadêmica e ação extensionista à temática “Universidade e Sociedade na Agenda 2030”. Iniciado em 2020, o projeto contribui de forma específica com a implementação de dois Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): o ODS 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes), ao qualificar o debate público e fomentar a reflexão crítica sobre o acesso à justiça e a efetividade das instituições democráticas; e o ODS 4 (Educação de Qualidade), ao criar um recurso educacional informal e acessível que promove a difusão do saber acadêmico para além dos muros da universidade. Com 26 episódios já publicados e um alcance que ultrapassa 300 seguidores em suas principais plataformas digitais (YouTube/Spotify), o projeto demonstra uma ampla abrangência geográfica, superando barreiras físicas por meio de seu formato online. A metodologia promove a interação dialógica em entrevistas com especialistas de atuação relevante na área. Toda a execução da produção e pós-produção é de responsabilidade integral da bolsista e dos estudantes voluntários, assegurando o protagonismo discente e impactando diretamente sua formação. Como resultados, evidencia-se o impacto social do projeto ao contribuir para uma cidadania mais informada. Conclui-se que a iniciativa fortalece o compromisso social da universidade ao articular, na prática, os princípios da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, da interdisciplinaridade e da interação dialógica, consolidando-se como um meio eficaz de implementação da Agenda 2030.
Palavras-chave: Direitos Humanos, Extensão universitária, Comunicação acadêmica, Interdisciplinaridade, Agenda 2030
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Abrir o trabalhoPROMOÇÃO DA PAZ POR MEIO DA UNIVERSIDADE PÚBLICA: o projeto de extensão em Justiça Restaurativa e a construção de um novo ambiente escolar
MARCOS GABRIEL DE OLIVEIRA LIMA; Francisca Edineusa Pamplona Damacena
Este trabalho visa à análise dos impactos do projeto de extensão de Justiça Restaurativa nas escolas do município de Crato - Ceará, através do elemento extensão na tríade universitária: ensino, pesquisa e extensão. A pesquisa fundamenta-se na Resolução de nº 225/2016, do Conselho Nacional de Justiça, do Plano Municipal de Educação do Município de Crato e no aporte teórico de Howard Zehr (2015). Com o objetivo de verificar a importância da formação em direitos humanos no currículo acadêmico, por meio da extensão universitária, esta pesquisa caracteriza-se em uma pesquisa-ação e pesquisa participante, com abordagem qualitativa, aliada ao procedimento de pesquisa bibliográfica, com revisão de literatura pertinente ao tema. Os resultados da pesquisa apontam para a confirmação da hipótese de que a inserção da educação em direitos humanos na extensão universitária serve como instrumento de fortalecimento do currículo acadêmico nos sistemas públicos de ensino, em seus níveis superior e fundamental. Conclui-se que o fortalecimento dos projetos de extensão voltados à promoção da cultura de paz e da educação em direitos humanos auxiliam na consolidação da tríade universitária, contribuindo para a humanização da educação e das instituições de ensino.
Palavras-chave: Educação, Extensão, Direitos Humanos
Oral
Abrir o trabalhoRESULTADOS PRÁTICOS ACERCA DA APLICAÇÃO DO PROJETO DE EXTENSÃO “EDUCAR PARA IGUALDADE: LEI MARIA DA PENHA E O ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA DE GÊNERO NAS ESCOLAS DE IGUATU-CE”, EM 2025
FRÔ DE MANDACARU DE SENA CÂNDIDO; Andressa Araújo de Sousa; Antônia Milena Pinheiro; Danielle Bezerra Costa; Edinalria Ferreira da Silva; Évila Sales Rodrigues; Natália Viana Nogueira; Fernando Menezes Lima
O projeto de extensão “Educar para Igualdade: Lei Maria da Penha e o Enfrentamento à Violência de Gênero nas Escolas de Iguatu-CE” tem como objetivo promover a conscientização acerca da Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), destacando sua relevância no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher e sua contribuição para a formação cidadã de estudantes da educação básica. Ao reconhecer a escola como espaço privilegiado de construção de saberes e de valores, o projeto busca desenvolver ações educativas voltadas à promoção da igualdade de gênero, da cultura de paz e da justiça social. No ano de 2025, segundo ano de aplicação, observou-se impacto significativo nas escolas participantes, comprovado por devolutivas positivas das comunidades escolares, consolidando a importância da extensão universitária como ferramenta de combate às desigualdades de gênero. A proposta parte do pressuposto de que a educação para os direitos humanos deve iniciar-se ainda na infância e adolescência, contribuindo para a formação ética, crítica e reflexiva dos sujeitos. A Lei Maria da Penha constitui um marco jurídico no ordenamento brasileiro, sua difusão em ambientes escolares é estratégica para a construção de relações interpessoais mais equitativas, respeitosas e livres de opressões. Dessa forma, o projeto tem desenvolvido, nas escolas públicas e comunidades, espaços permanentes de diálogo e reflexão, com vistas a aprofundar o entendimento dos estudantes sobre os direitos das mulheres, os mecanismos de proteção legal e a importância do respeito à diversidade. A abordagem metodológica é fundamentada na pedagogia participativa e dialógica, utilizando-se de múltiplas linguagens e estratégias. As ações realizadas incluem oficinas temáticas interativas sobre gênero e direitos humanos; debates orientados com base em situações-problema; dramatizações e jogos educativos, que favoreçam a empatia e o pensamento crítico; produção de materiais didáticos acessíveis (cartilhas, cartazes, vídeos); campanhas de conscientização no âmbito da comunidade escolar; produção de murais, e outros materiais feitos pelos próprios alunos do ensino fundamental e médio. Além disso, o projeto conta com a colaboração de profissionais das áreas do Direito, Psicologia e Serviço Social, assim como parcerias com outros entes da assistência social, saúde, educação e segurança pública, promovendo uma abordagem interdisciplinar e sensível às múltiplas dimensões da violência.
Palavras-chave: Extensão Universitária,Igualdade de Gênero,Lei Maria da Penha,Educação em Direitos Humanos
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Abrir o trabalhoVOZES EM EXTENSÃO NO ENSINO MÉDIO PÚBLICO DE IGUATU/CE: DESAFIOS E POTENCIALIDADES DA EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS NA FORMAÇÃO DE NOVAS CIDADANIAS
MOÁDYLLA GABRIELLA SOBREIRA DE OLIVEIRA ; Maria Eugênia Melo de Lavor; Mariana Lacerda Cervantes de Carvalho
A educação em direitos humanos desempenha um importante papel na formação de indivíduos conscientes e engajados na luta por melhorias – principalmente quando os direitos das minorias e os direitos conquistados são ameaçados. O Projeto em Direitos Humanos atua na cidade de Iguatu, localizada no interior do Ceará, onde a realidade local colide com a garantia de direitos humanos, desde remédios que não estão disponíveis nas unidades básicas de saúde, até casos em que alunos renunciaram aos estudos para trabalhar e sustentar a casa e os pais. Este trabalho se justifica pela urgência em aprofundar a compreensão sobre como a extensão universitária pode atuar como um catalisador para a emancipação social e para a promoção da justiça social e da cultura de paz. A prática extensionista, ao atravessar espaços silenciados e dar voz a "vozes invisibilizadas", permite que a universidade se reinvente e aprenda com as comunidades. O presente resumo parte de uma análise exploratória, fundamentada em um percurso histórico e conceitual para analisar os desafios e as potencialidades da extensão universitária em direitos humanos, além de consistir em um relato de experiência de duas extensionistas do Projeto “Direitos Humanos nas Escolas”. Inspirado na pedagogia de Paulo Freire, a abordagem busca afirmar o binômio de saberes: professor e estudantes são detentores de conhecimento, devendo ser praticada, portanto, uma educação comunitária, em que não há hierarquização de saberes. O projeto "Direitos Humanos nas Escolas" demonstra a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão ao analisar a precariedade dos direitos humanos no âmbito escolar em Iguatu/CE e capacitar estudantes da Universidade Regional do Cariri para atuar na Educação em Direitos Humanos (EDH). Seu impacto social reside em dar voz a grupos marginalizados, emponderando-os e contribuindo para a transformação social. A interação dialógica é fundamental para a troca de conhecimentos entre a universidade e as comunidades, produzindo saberes que promovem novas cidadanias. A interdisciplinaridade é inerente à EDH, que aborda questões complexas de forma simples e abrangente. O projeto demonstra um impacto significativo na formação dos estudantes, que são capacitados a se tornarem agentes de resistência ativa contra estruturas de opressão.
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Abrir o trabalho“Dos nós que nos prendem aos Fios que nos Unem”: A fotografia como meio de reflexão sobre a violência contra a mulher
NADIANY CHAYN ALVES ; Beatriz de Castro Magalhães; Lilian de Carvalho Araújo; Grayce Alencar Albuquerque
O trabalho se trata de um relato de experiência na semana de enfermagem da urca, o qual foi planejado e executado uma exposição de fotos com uma linguagem artística sobre a temática: violência contra a mulher, a ideia foi construída com o intuído de sair da imagem tradicional da violência, ,como mulheres com marcas no corpo e machucadas, mas trazer uma ideia disruptiva e crítica, mostrando a coletividade e sororidade feminina com um conceito mais reflexivo e sensível sobre a temática. O momento foi feito em parceria com a coordenadora do projeto de extensão da Universidade Regional do Cariri, Urca, o A.C.O.L.H.A , e as profissionais do Centro de Referência da mulher, mais duas estagiárias de psicologia, as quais foram fotografadas. A exposição contou com um total de 33 fotos escolhidas, juntamente com música e poesia. Esse momento proporcionou uma intersecção entre arte e resistência, proporcionado uma olhar mais atento ao cuidado e mostrando que mulheres podem ser acolhimento para outras mulheres.
Palavras-chave: Violência contra a mulher,fotografia, sororidade feminina
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Abrir o trabalhoA GESTÃO ESCOLAR COMO PRÁTICA COLETIVA NO CONTEXTO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO
ANAIANE JUCA DA SILVA
O presente trabalho nasce das experiências formativas vividas no componente curricular de Estágio Supervisionado em Gestão da Educação Básica, no curso de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Regional do Cariri (URCA). Mais do que uma exigência acadêmica, o estágio se revelou um espaço de escuta, observação e aprendizado sobre o sentido humano que habita a gestão escolar. O objetivo foi compreender, à luz das reflexões de Boccia e Dabul (2013), Libâneo (2017), Paro (2016), Pimenta e Lima (2012), Prado (2012) e Toledo (2013), como a prática gestora pode se constituir como um ato coletivo, ético e transformador. A metodologia adotada, de natureza básica sob abordagem qualitativa que permitiu uma aproximação mais sensível com o cotidiano das escolas, destacando as relações, os afetos e as formas de organização que dão vida à comunidade educativa. Os resultados apontam que a gestão participativa, quando construída com diálogo e corresponsabilidade, torna o processo educativo mais leve, prazeroso e significativo. Percebeu-se que, ao envolver toda a comunidade escolar nas decisões e nas ações, o espaço escolar se torna mais democrático, aberto às diferenças e comprometido com a formação integral de seus sujeitos. Essa vivência reafirma que gerir uma escola é mais do que administrar tarefas: cuidar de pessoas, tecer laços, sustentar sonhos coletivos. Conclui-se que a gestão participativa é caminho fecundo para uma educação de qualidade, que acolhe, escuta e transforma: uma gestão que, ao reconhecer o outro, também se reinventa como prática de humanidade.
Palavras-chave: Gestão escolar,Gestão democrática,Gestão pedagógica
Oral
Abrir o trabalhoA GESTÃO ESCOLAR NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: APRENDIZAGENS PARA MUDANÇA SOCIAL
ANA CARLA RIBEIRO DE OLIVEIRA ; Rosa Carolina Medeiros Duarte; Cicero Guilherme Pereira da Silva; Luiz Carlos Carvalho Siqueira
O presente trabalho reflete sobre as especificidades da evasão escolar na Educação de Jovens e Adultos (EJA), tema que emergiu das vivências no Projeto de Extensão Gestão Escolar na Contemporaneidade: temas e práticas, vivenciado no Estágio Supervisionado em Gestão da Educação Básica, do curso de Pedagogia da Universidade Regional do Cariri (URCA). O estudo, de caráter formativo e exploratório, baseou-se em observações participantes, análise documental e revisão bibliográfica, apoiada em autores como Pimenta e Lima (2012), Paro (2016) e Libâneo (2017). Durante a experiência formativa do estágio-extensão, observou-se que os (as) educandos (as) apresentam trajetórias e desafios singulares, distintos daqueles vividos pelos estudantes em outras etapas da educação básica. Embora políticas públicas como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96) assegurem o direito à educação, a EJA ainda enfrenta altos índices de abdicação, revelando lacunas entre o discurso legal e a realidade cotidiana das escolas. Os resultados revelam também o papel central da gestão escolar na construção de estratégias de permanência que valorizem a escuta ativa, o diálogo e o fortalecimento dos vínculos com a escola. Tais constatações, ainda pontuais e preliminares, apontam para a necessidade de investigações e envolvimento da universidade e demais setores da sociedade com a EJA. Assim, as experiências extensionistas vivenciadas permitiram compreender que a gestão de forma ampliada, e que quando pautada pela sensibilidade e pelo compromisso ético, pode transformar a EJA em um espaço dialógico, interdisciplinar, interprofissional, de acolhimento e esperança, reafirmando a potência da educação (para além da escolarização) como caminho de reconstrução de vidas, sentidos e sentimentos de pertencimentos.
Palavras-chave: Gestão Escolar, Formação Docente, Transformar
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Abrir o trabalhoA PRÁTICA DA ATIVIDADE FÍSICA COMO PROMOTORA DA FUNÇÃO EXECUTIVA DE PRÉ-ESCOLARES EM VULNERABILIDADE SOCIAL
LUCAS FERREIRA DE ARAÚJO; Jéssica Garcia de Oliveira; Vitória Lima da Silva Pereira; Anastácio Neco de Souza Filho; Thaynã Alves Bezerra
Introdução: A primeira infância é marcada por intensos processos de maturação cerebral e alta plasticidade neural, o que favorece o desenvolvimento de habilidades físicas, cognitivas e socioemocionais. Nesse contexto, a prática da atividade física se mostra uma importante ferramenta para estimular as funções executivas — atenção, memória de trabalho, controle inibitório e flexibilidade cognitiva — fundamentais para a aprendizagem e a auto regulação infantil. Objetivo: O presente relato de experiência tem como objetivo descrever as ações do projeto de extensão Neuroplay, vinculado ao Programa Institucional de Bolsas de Extensão (PIBEX) do curso de Educação Física da Universidade Regional do Cariri (URCA). Metodologia: Este relato de experiência apresenta as ações do projeto de extensão Neuroplay, vinculado ao Programa Institucional de Bolsas de Extensão (PIBEX) do curso de Educação Física da URCA, Campus Humberto Teixeira, em Iguatu-CE. O projeto envolve 25 crianças de 3 a 5 anos em situação de vulnerabilidade social, incluindo crianças com deficiência, e tem como propósito promover o desenvolvimento integral por meio da cultura corporal do movimento. As atividades ocorrem três vezes por semana, com duração de uma hora, no ginásio poliesportivo da universidade. Os conteúdos abordados incluem Futsal, Jogos e Brincadeiras, Atletismo, Ginástica e Lutas, cada um desenvolvido ao longo de um mês. O eixo de Lutas foi composto por dez aulas que utilizaram jogos e brincadeiras inspiradas no judô e em práticas cooperativas, com foco na autonomia motora, na consciência corporal e no estímulo das funções executivas. Resultados: Inicialmente, observou-se dificuldade das crianças em manter a atenção e seguir instruções, mas, com a continuidade das atividades, houve avanços significativos no comportamento, na concentração e na compreensão das regras. A repetição de tarefas contribuiu para o fortalecimento da memória de trabalho e da autorregulação. Conclusão: As experiências demonstraram que o movimento, aliado à ludicidade, potencializa o desenvolvimento motor, cognitivo e socioemocional, promovendo valores como respeito, cooperação e disciplina, além de fortalecer o papel da atividade física como instrumento de inclusão e formação cidadã.
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Abrir o trabalhoA RELAÇÃO COM O SABER COMO PRÁXIS ANTIRRACISTA: A INTERDISCIPLINARIDADE NOS CÍRCULOS DE CULTURA DO PREVEST-URCA
JOSÉ IVO FERREIRA DE SOUZA; Paulo Tiago Oliveira Alves; Eliaquim Bezerra de Sousa; Sophia Moreira da Silva
O programa de Extensão PREVEST-URCA, no campus Iguatu, alinhado aos ODS 4 e 10 da Agenda 2030, iniciado em 2017 seu compromisso com a inclusão social, marco fortalecido em 2025 com sua integração à rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP) ligado ao ministério da Educação (MEC). A problemática central emerge de como a interdisciplinaridade pode, para além da articulação de conteúdos, forjar uma pedagogia antirracista. Este estudo objetiva analisar como os "Círculos de Cultura em Ciências Humanas e Temáticas Contemporâneas" se constituem como lócus desta práxis, a partir da teoria da Relação com o Saber de Bernard Charlot. A investigação adota uma metodologia qualitativa, centrada na análise das percepções de discentes, extensionistas e coordenadores. Este trabalho apresenta os resultados preliminares desta experiencia pedagógica, desenvolvida ao longo do ano de 2025. A condução dos Círculos é influenciada pela trajetória dos seus coordenadores, onde destaco que, partindo da Educação Física, com aproximações dos saberes das ciências humanas, ações afirmativas, com ênfase na educação em direitos humanos para consolidar uma perspectiva de educação antirracista. Como resultados, percebe-se que os encontros, ao dialogarem com os saberes, estamos construindo escrevivências, dissertando a partir da práxis, transformando nossas relações com os saberes: o conhecimento deixa de ser um objeto distante a ser consumido e passa a ser uma ferramenta de leitura e intervenção crítica no mundo. Os Círculos de Cultura, nessa perspectiva freireana, tornam-se o espaço onde a teoria da relação com o saber ganha corpo e compromisso político. Conclui-se que a potência do programa com articulação singular, onde a interdisciplinaridade se faz práxis antirracista, modificando a relação dos sujeitos com o conhecimento e consigo mesmos, instrumentalizando-os não apenas para o acesso, mas para a permanência e para modificação do que conhecemos enquanto ensino superior, ampliando as bases epistemológicas da extensão universitária nesta universidade, a qual carrega em seu nome, a etnia de povo indígena Cariri e que por anos a fio, sequer foram mencionados neste espaço de construção de pensamentos.
Oral
Abrir o trabalhoAPRENDER O TERRITÓRIO, VALORIZAR A HISTÓRIA: INTERVENÇÃO EDUCACIONAL NO GEOSSÍTIO PONTAL DA SANTA CRUZ
MARIA DE FÁTIMA DUARTE RIBEIRO; Maria Eduarda Duarte Xavier; Antony Thierry de Oliveira Salú
A Escola Municipal de Ensino Infantil e Tempo Integral (EMEITI) José Gomes Brasil, fundada em 1983, está situada no entorno do Geossítio Pontal da Santa Cruz, um dos principais pontos do Araripe UNESCO Global Geopark (UGGp), no município de Santana do Cariri, reconhecido pela Lei nº 13.674, de 27 de setembro de 2005, como Capital Cearense da Paleontologia. A instituição atende aproximadamente 50 alunos das séries iniciais, envolvendo também a participação ativa de pais, responsáveis e da gestão escolar. Apesar de estar inserida em um dos mais relevantes depósitos fossilíferos do período Cretáceo no mundo, observa-se uma lacuna significativa quanto à apropriação desse patrimônio geológico pela comunidade local. Diante disso, a presente proposta de intervenção teve como objetivo fomentar o sentimento de pertencimento territorial entre os estudantes, promovendo a valorização da paleontologia de forma intergeracional e comunitária. A ação foi composta por atividades lúdicas adaptadas às faixas etárias das crianças, professores e gestores, incluindo palestras, jogos e dinâmicas sobre paleontologia, fossilização, geodiversidade e patrimônio. Através de parceria com a Secretaria Municipal de Educação, foi realizada uma visita ao Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens (MPPCN), proporcionando aos alunos a vivência prática dos conteúdos abordados. As atividades foram bem acolhidas e geraram resultados positivos na percepção dos estudantes e de seus familiares. Como forma de avaliação, os alunos produziram desenhos e textos, permitindo analisar tanto a criatividade quanto o desenvolvimento do sentimento de pertencimento ao território e à sua herança paleontológica.
Palavras-chave: Paleontologia, Educação,Geossítio,Patrimônio
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Abrir o trabalhoARTICULAÇÃO ENTRE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES: DESAFIOS E PERSPECTIVAS
MARIA KELLYANY CORREIA FERREIRA
O presente estudo discute a integração entre ensino, pesquisa e extensão na formação inicial e continuada de professores, destacando sua importância para a construção de práticas pedagógicas reflexivas e contextualizada (Tardif, 2014; Nóvoa, 2017). O objetivo é analisar os desafios e perspectivas dessa articulação, evidenciando seu papel no desenvolvimento de competências teóricas e práticas (Freire, 1996; Gadotti, 2008). A metodologia utilizada consistiu em estudo teórico-reflexivo, baseado em revisão bibliográfica de autores clássicos e contemporâneos da formação docente, considerando experiências de integração universidade-escola. Os resultados apontam que a articulação favorece a relação entre conhecimento acadêmico e realidade escolar, embora enfrente desafios como planejamento integrado, formação continuada e barreiras institucionais (Tardif, 2014). Discute-se que metodologias participativas, projetos de pesquisa aplicada e ações extensionistas fortalecem essa integração, promovendo a formação de professores críticos, inovadores e comprometidos com a qualidade educacional (Nóvoa, 2017). Conclui-se que a articulação entre ensino, pesquisa e extensão é estratégica para a formação docente, sendo essencial superar obstáculos institucionais e adotar práticas que integrem teoria e prática na educação básica.
Palavras-chave: Formação docente ,Ensino,Pesquisa e extensão ,Educação crítica ,Práticas pedagógicas
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Abrir o trabalhoAudiovisualidades: Poéticas da Imaginação
GABRIELE ALVES DE SOUSA ; Rubens Venâncio
O projeto foi configurado como um programa de formação continuada em arte e acessibilidade objetiva realizar cursos de formação em artes visuais, com ênfase no audiovisual, para públicos diversos, como pessoas videntes e não videntes, ouvintes e não ouvintes, mantendo o foco nas práticas de acessibilidade dentro de uma perspectiva educativa, juntamente ao Núcleo de acessibilidade da Urca - NUARC. Tais práticas desdobram-se desde o momento de seleção do público, onde metade das vagas destinam-se para pessoas com deficiência. Foram realizados dois cursos, um com duração de cem horas, e outro com trinta e duas horas, divididos em alguns módulos. No primeiro foram apresentados aos participantes cinco módulos, sendo eles: Introdução à linguagem visual, Roteiro, Paisagem sonora, Produção audiovisual e Acessibilidade para audiovisual: audiodescrição de imagens em movimento e janela de libras, sendo cada um destes essencial para a prática, que resultou na produção de dois curta-metragens. Já no segundo, com a participação da turma do Curso de Licenciatura em Educação Especial Inclusiva-PARFOR Equidade/URCA, foram apresentadas as noções sobre fotografia e linguagem visual, o desenvolvimento da percepção sonora, percepção corporal do som e a conexão dos cinco sentidos em um processo sinestésico. Dentro desse contexto, os dois cursos fortaleceram trocas de experiências, diálogos e discussões e na produção de materiais artísticos na confluência entre arte e acessibilidade.
Palavras-chave: Arte,Acessibilidade,Audiovisual
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Abrir o trabalhoCAMINHOS PARA A EDUCAÇÃO INCLUSIVA: O ENSINO E APRENDIZAGEM DE ESTUDANTES COM VISÃO MONOCULAR E BAIXA VISÃO NO ENSINO FUNDAMENTAL II EM CAMPOS SALES - CE
JOSILÂNDIA RODRIGUES DE SOUSA ; Alessandra Alves Bezerra
A inclusão educacional de estudantes com deficiência visual, em especial aqueles com baixa visão e visão monocular, ainda representa um desafio no contexto escolar, exigindo ações de formação docente e produção de recursos acessíveis. O presente projeto de extensão tem como objetivo promover a formação continuada de professores da rede municipal para fortalecer as práticas pedagógicas inclusivas e consolidar uma cultura escolar equitativa. A metodologia adotada é formativa, colaborativa e reflexiva, integrando atividades teóricas, rodas de conversa, oficinas práticas e acompanhamento pedagógico. O diagnóstico inicial, realizado por meio de questionários e entrevistas com 20 docentes, revelou carência de formação específica, ausência de materiais adaptados e dificuldades na articulação entre o ensino regular e o Atendimento Educacional Especializado (AEE). Diante desse cenário, o projeto promoveu rodas de conversa com gestores e professores, oficinas de produção de materiais acessíveis (como textos ampliados, jogos táteis e recursos visuais contrastantes) e experimentação de tecnologias assistivas. As ações resultaram em maior engajamento docente, fortalecimento das práticas pedagógicas e ampliação da compreensão sobre acessibilidade educacional. Observou-se que a formação prática e o acompanhamento contínuo possibilitaram mudanças efetivas na postura dos professores e no desempenho dos estudantes público alvo da Educação Especial. A experiência demonstra que a integração entre universidade, escola e comunidade é essencial para a consolidação da inclusão educacional, reafirmando o compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4 e 10, contribuindo para a redução das desigualdades educacionais e para a efetivação de uma educação equitativa e de qualidade para estudantes com deficiência visual.
Palavras-chave: Educação Inclusiva,Formação Docente, Acessibilidade Educacional,Tecnologias Assistivas
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Abrir o trabalhoCINE C.O.P.A: CINEMA E POLÍTICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA
ALLANNA LARISSA SILVA MACEDO
A conexão entre Universidade, Educação Básica e Cinema possibilita a constituição de uma complexa arte de tecer identidades humanas; e a fruição das capacidades lógico-cognitivas, estético-expressivas e ético-morais. Nesse viés, o Projeto Cine C.O.P.A, utilizando-se da dinâmica educativa, combina cinema e consciência política como base para gerar lucidez crítica e política, sobre assuntos que são propícios à sociedade e pouco discutidos nela. Dessa forma, o objetivo do projeto se pauta na reflexão crítica da escola municipal pública José Ferreira de Menezes, em Juazeiro do Norte/CE, beneficiando diretamente 140 alunos, professores e colaboradores, por meio da exibição de curtas, seguido de debate coletivo, pautando o avanço de uma leitura crítica da realidade a partir de uma perspectiva sensível do cenário que a comunidade está inserida. Além de possibilitar pela linguagem do cinema um diálogo problematizador e inovador, focando e temáticas de resistência, como a luta de raças. De início foram realizadas conversas com a direção da escola, a fim de analisar quais principais temáticas e problemas sociais que a escola estava enfrentando, após essa análise, era feita a escolha dos curtas-metragens a serem exibidos para as turmas do Ensino Fundamental II. Aos anos iniciais foi exibido o curta “Dudu e o Lápis cor-de-pele”, a fim de tratar sobre racismo sociológico dentro da escola, enquanto nas séries finais, foi tratado sobre carreiras e planos de vida, a fim de fazer com que os alunos possam ter uma perspectiva de vida diferente da realidade em que estão inseridos. Portanto, o projeto Cine C.O.P.A: Cinema e Política trabalha sobre questões políticas, mas também sociais, a depender da necessidade do local de aplicação do projeto, tendo em vista o tripé – ensino, pesquisa e extensão – onde busca ampliar o acesso ao conhecimento produzido e sistematizado na academia e dissemina-lo para além dos muros da Universidade Regional do Cariri. Assim, o projeto demonstra a capacidade do audiovisual enquanto ferramenta pedagógica, capaz de articular os saberes acadêmicos, demandas sociais e experiências escolares num movimento dialético coletivo e de reflexão social, crítica e política. Ao promover debates que atravessam os muros da universidade, encontrando a escola pública, o projeto não apenas amplia o vínculo entre universidade e comunidade, mas também reafirma o compromisso da Extensão Universitária com a formação de sujeitos conscientes, sensíveis e éticos.
Palavras-chave: Cinema,Política,Educação Básica,Educação
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Abrir o trabalhoCINEGEA: O CINEMA COMO INSTRUMENTO PEDAGÓGICO PARA FORMAÇÃO DE PROFESSORES E PROFESSORAS DE GEOGRAFIA.
MICHEL GOMES LIMA ; Anderson Camargo Rodrigues Brito
O CINEGEA é um projeto que visa fortalecer o ensino de geografia através do uso de recursos audiovisuais, revelando que o cinema permite discutir os problemas do campo brasileiro e caririense, permitindo o aluno refletir sobre o que vê e o que se vive (seu quotidiano), bem como sobre possíveis soluções. Utilizamos o uso de documentários e pequenos vídeos com fins educativos e de disseminação da consciência crítica dos impactados pelo projeto. Para tanto, objetiva-se realizar exibições de acesso livre que tratem de temas relacionados a geografia agrária como, reforma agrária, luta pela água, resistência indígena, soberania alimentar, etc. incentivando discussões produtivas dentro da universidade, na rede básica de ensino e comunidades rurais, além de produzir um levantamento rico e necessário na ampliação da divulgação e da valorização das produções locais. Caminhando junto ao Grupo de Estudos e Pesquisas em Geografia Agrária-GEA, vinculado ao Laboratório de Geografia Agrária-LABGEA da Universidade Regional do Cariri-URCA, o projeto desenvolve-se com uma carga metodológica construída em atividades do grupo que vai desde as categorias artísticas que contribuem para a exibição de produções cinematográficas com caráter educativo refletindo sobre a questão agrária brasileira e caririense. O Projeto estende-se para além das escolas, indo até as comunidades, transformando os espaços em cinemas populares abertos ao público como é realizado na Aldeia Indígena Cariri Poço Dantas-Umari, município de Crato/CE. Também atuando em eventos como na XVII Semana de Geografia da URCA, socializando o conhecimento de áudio e vídeo para os alunos do curso de licenciatura sobre a abordagem da verdadeira construção social do país de forma didática. Desse modo, entende-se a necessidade dessa ferramenta pedagógica na democratização do acesso ao cinema e no despertar da aprendizagem sobre temáticas de geografia agrária, além dos muros da nossa IES, buscando promover dialogo com professores da educação básica e estimular o interesse e o desejo de alunos para cursar geografia.
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Abrir o trabalhoCÍRCULOS DIALÓGICOS DE ALFABETIZAÇÃO: UMA PERSPECTIVA FREIRIANA NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
GABRIELA REGINA OLIVEIRA DOS SANTOS ; Joilson Silva de Sousa
O projeto de extensão universitária intitulado: “Formação docente e alfabetização de adultos/as em Juazeiro do Norte: uma parceria com a Associação Comunitária Amigos de Dom Bosco” (ACADB), é desenvolvido pela Universidade Regional do Cariri (URCA) e acontece às segundas e quartas-feiras, na sede da ACADB. Este tem por objetivo promover a alfabetização de moradores da comunidade, atendendo principalmente idosos. O projeto atende atualmente 18 alfabetizandos, que ou não tiveram a oportunidade de ingressar na educação básica ou tiveram que abandonar os estudos, motivados de modo geral por necessidades da própria condição socioeconômica. As aulas, na perspectiva freiriana, chamadas “Círculos Dialógicos de Alfabetização” têm por foco, alfabetizar a partir da leitura de mundo e de modo prazeroso, estimulando a formação do pensamento crítico. O principal desafio da EJA do ponto de vista didático é promover a cultura letrada de maneira não infantilizada, já que os materiais didáticos que chegam ao nosso uso são quase que em sua totalidade, destinados às crianças. Atualmente o projeto conta com 15 alfabetizadores, distribuídos em 7 grupos, os círculos acontecem a partir de um cronograma pré-estabelecido nos “Círculos de Planejamento”, que são realizados antes do início de cada ciclo de atividade. As ações didático-pedagógicas, são sempre dinâmicas e lúdicas, buscando fugir da educação tradicionalista (a qual muitos deles já tiveram acesso pelo menos uma vez na vida) buscando sempre envolver a todos. Como resultado já é possível perceber a assiduidade do grupo, o pertencimento, o afeto entre a turma e entre alunos e professores, o desenvolvimento do pensamento crítico, a participação nas atividades, a melhoria no diálogo, além de progressos significativos na alfabetização em si (reconhecimento de letras, palavras, escrita do nome). O projeto está em pleno desenvolvimento, contribuindo para a formação docente da bolsista e colaboradores, promovendo um ambiente educacional diversificado, levando adultos mesmo cansados de suas atividades laborais a estarem presentes todas as noites.
Palavras-chave: eja, alfabetização, formação
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Abrir o trabalhoCONSTRUÇÃO DE UM HERBÁRIO ESCOLAR COMO ESTRATÉGIA PEDAGÓGICA NA ALFABETIZAÇÃO BIOLÓGICA EM BOTÂNICA
ADRIELEN VIEIRA SANTOS; Maria Eduarda de Lima Silva; Elizangela Beneval Bento; Patric Anderson Gomes da Silva; Clérison Albanizio Pio Santos
O ensino de Botânica é frequentemente percebido como abstrato e de difícil assimilação. Essa percepção decorre da predominância de abordagens teóricas, que contribuem para a “impercepção botânica” da diversidade vegetal e das relações ecológicas que compromete a motivação e a compreensão dos conteúdos. Nesse contexto, práticas pedagógicas que articulam teoria-prática tornam-se essenciais no ato pedagógico – atividade sistemática cuja finalidade é a transformação social. O estudo objetiva relatar a experiência de aprendizagem científica e biológica desenvolvida por meio da construção de um herbário escolar voltado ao reconhecimento das espécies vegetais regionais. Como procedimento metodológico, adotou-se o relato de experiência. A atividade pedagógica desenvolvida com alunos do 1º ano do ensino médio de uma escola de tempo integral em Barbalha, Ceará – Brasil, compreendeu três momentos articulados: discussões teóricas, observação em campo e prática de montagem do herbário. O herbário biológico configura-se como uma coleção de exsicatas (plantas secas e prensadas) destinada ao uso em atividades de ensino e pesquisa. Sua construção envolve técnicas sistematizadas de coleta, prensagem, secagem e catalogação dos exemplares, além de incentivar a pesquisa, o registro detalhado das características morfológicas e a valorização da biodiversidade local, promovendo a alfabetização científica e biológica dos estudantes. Constata-se que as exposições teóricas abordaram temas como classificação vegetal, importância dos herbários e técnicas de documentação científica. Em seguida, foram realizadas saídas de campo no entorno da escola para coleta de folhas, flores e caules, aplicando procedimentos de manuseio e preservação das amostras, além do registro da nomenclatura popular e das características morfológicas das espécies. Posteriormente, os alunos organizaram a montagem dos exemplares, consolidando os conhecimentos teóricos e desenvolvendo habilidades práticas de catalogação, observação e registro científico. No desenvolvimento da atividade prática, observou-se progresso na alfabetização biológica, evidenciado pela compreensão dos conteúdos e pela percepção ampliada da diversidade vegetal. O herbário biológico, como estratégia pedagógica, pode promover aprendizagem significativa, reflexão crítica e a formação de sujeitos capazes de relacionar teoria-prática de modo dialético, desenvolvendo postura analítica frente aos desafios ambientais, didático-pedagógicos e sociais.
Palavras-chave: ensino de Ciências,ensino de Biologia,ensino de Botânica, ferramenta pedagógica,atividade prática
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Abrir o trabalhoDA ADMINISTRAÇÃO À TRANSFORMAÇÃO SOCIAL: A GESTÃO ESCOLAR COMO PARTICIPAÇÃO
ALINE FERREIRA VIEIRA ; Ana Vitória Bezerra Barbosa; Paloma Dias Ribeiro; Thais Alessandra Santos de Morais
Este trabalho é fruto das experiências formativas vivenciadas no Projeto de Extensão “Gestão Escolar na Contemporaneidade: temas e práticas”, desenvolvido como parte das atividades do componente curricular de Estágio Supervisionado em Gestão da Educação Básica, do curso de Pedagogia da Universidade Regional do Cariri (URCA). O objetivo deste estudo é compreender as responsabilidades que influenciam a permanência dos jovens na escola, destacando como condições socioeconômicas e demandas externas afetam o direito à educação. A evasão escolar se apresenta como um dos maiores desafios no contexto educacional brasileiro, particularmente observado durante o estágio na região do Cariri Cearense. Fundamenta-se nos estudos de Boccia e Dabul (2013), Libâneo (2017), Paro (2016), Pimenta e Lima (2012), Prado (2012) e Toledo (2013), Batista, Souza e Oliveira (2009), que abordam aspectos relacionados à gestão escolar e à formação para educação básica. A metodologia adotada consistiu em revisão de literatura, complementada por registros reflexivos das experiências do referido estágio. Os resultados evidenciam que a necessidade de inserção precoce no mercado de trabalho é o principal fator de evasão entre os jovens, especialmente do sexo masculino, enquanto fatores como gravidez, responsabilidades familiares e sobrecarga doméstica se destacam entre as jovens mulheres. Além disso, as experiências de estágio mostraram que a presença das Diretrizes da Extensão Universitária se faz evidente: a interação dialógica entre estudantes, famílias e equipe escolar fortalece o vínculo educativo; a interdisciplinaridade e a interprofissionalidade surgem na articulação de diferentes saberes e práticas; e a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão se manifesta na criação de estratégias para reduzir a evasão e promover a permanência escolar. Essas práticas refletem diretamente no desenvolvimento integral dos estudantes e na transformação social da comunidade escolar. Conclui-se que compreender essas dinâmicas reforça a importância de políticas e práticas educativas capazes de inspirar mudanças significativas, atuando como rede transformador na vida dos estudantes e na comunidade.
Palavras-chave: Gestão escolar, Formação docente, Extensão universitária, Gestão da Educação Básica
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Abrir o trabalhoDESCOBRINDO O PATRIMÔNIO: EDUCAÇÃO PATRIMONIAL NO ENSINO FUNDAMENTAL CRATENSE
ANA CLARA BEZERRA DE MENEZES; Josefa Nunes Pinheiro; João Mateus De Farias Gadeas
Apesar da riqueza cultural, histórica, geológica e ambiental do município do Crato, muitos estudantes do ensino fundamental desconhecem a história e os bens culturais da própria cidade. O projeto de extensão “Fortalecer sentimentos identitários por meio da Arte e da Educação Patrimonial nos anos iniciais do Ensino Fundamental no Cariri cearense” busca enfrentar esse desafio fomentando reflexões sobre o Ensino de História e destacando sua importância na formação da identidade e cidadania dos alunos. O projeto visa desenvolver práticas interdisciplinares que integrem ações artísticas e temas transversais, com ênfase em Educação Patrimonial, Meio Ambiente e Direitos Humanos, no contexto do ensino de História. Para tanto, propõe-se a promover leitura e discussão de textos, realizar levantamentos sobre experiências de educação patrimonial no Cariri, exibição de filmes, visitas guiadas, oficinas com Professores e construção de materiais didáticos, envolvendo discentes do ensino fundamental e docentes de várias escolas municipais. Até o momento, o grupo tem realizado reuniões semanais para leituras, debates, levantamento de experiências que venham subsidiar a elaboração das propostas pedagógicas, além de um Cine Debate e do mapeamento de iniciativas afins. Espera-se que, ao longo do projeto, os participantes desenvolvam maior consciência crítica sobre a importância do patrimônio local, fortaleçam os vínculos escola–comunidade e contribuam para a preservação e difusão da memória caririense. O projeto reforça o compromisso da Universidade Regional do Cariri com a comunidade, oferece formação complementar aos bolsistas e proporciona experiências de extensão integradas ao ensino e à pesquisa.
Palavras-chave: Educação patrimonial; Patrimônio cultural, histórico e natural; Educação para emancipação.
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Abrir o trabalhoDesengavetando a lei 16.712
FABIANA ELLEN SANTANA DA SILVA
O seguinte Projeto de Extensão, tem como propósito se alinhar à missão institucional de promoção da cidadania e transformação social e tem como objetivo central a produção e distribuição de cardápios em Braille para restaurantes e estabelecimentos comerciais de forma totalmente voluntária e gratuita. Esta iniciativa visa cumprir de forma efetiva as Leis n.º 16.712/2018 e n°13.146 (Lei Brasileira de Inclusão) que estabelecem a obrigatoriedade desses recursos para garantir a plena autonomia comunicacional e inclusão de pessoas com deficiência visual na sociedade, reafirmando o direito da pessoa com deficiência ao lazer e comunicação, pois geralmente as mesmas não têm seus direitos atendidos. A ação extensionista ultrapassa a mera aplicação técnica, configurando-se como um processo educativo, cultural e científico que articula as dimensões de ensino, pesquisa e extensão da universidade com as demandas da sociedade, contribuindo para a construção de um ambiente mais justo, acessível e inclusivo. O projeto integra a produção dos cardápios em braille com as atividades de ensino e pesquisa. A participação do estudante de graduação em um curso de Licenciatura é central e a relevância social do programa é incontestável, pois atua diretamente na eliminação de uma barreira comportamental e comunicacional que restringe a participação plena de pessoas com deficiência visual no lazer e consumo em seu dia a dia. O projeto contribui para a transformação social ao conscientizar a comunidade externa (proprietários e funcionários dos estabelecimentos) sobre a importância da acessibilidade e ao promover o cumprimento de leis de inclusão.
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Abrir o trabalhoDESENVOLVENDO AS HABILIDADES MOTORAS FUNDAMENTAIS DE PRÉ ESCOLARES EM VULNERABILIDADE SOCIAL.
JÉSSICA GARCIA DE OLIVEIRA; Vitória Lima da Silva Perreira; Lucas Ferreira de Araújo; Thais da Silva Couras; Ana Myrella Almeida Alves; Anastacio Neco de Souza Filho; Thaynã Alves Bezerra
O desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais na primeira infância constitui uma base para o crescimento físico, cognitivo, socioemocional e escolar das crianças. Movimentos como correr, saltar, equilibrar-se e manipular objetos permitem autonomia, confiança corporal e maior interação com o meio, além de favorecer a percepção espacial, temporal e a construção de noções de causa e efeito. Em contextos de vulnerabilidade social, a escassez de espaços, materiais lúdicos e acompanhamento pedagógico limita essas experiências, reforçando a importância de projetos de extensão universitária. Este relato apresenta a atuação dos bolsistas do Programa PIBEX da Universidade Regional do Cariri – URCA, Campus Iguatu-Ce, do curso de Educação Física. Intitulado Neuroplay, o projeto é voltado ao desenvolvimento das habilidades motoras fundamentais de 25 pré-escolares de três a cinco anos de idade. As atividades, planejadas considerando idade, potencialidades individuais e inclusão de crianças neurodivergentes, englobaram jogos, circuitos, exercícios de equilíbrio e manipulação de objetos com materiais acessíveis como bolas, cones, cordas, bambolês e colchonetes. Observou-se progresso significativo na coordenação grossa e fina, aumento da autoconfiança, participação social e engajamento nas brincadeiras. Para os bolsistas, o projeto constituiu experiência formativa relevante, promovendo desenvolvimento pedagógico, empatia, criatividade e capacidade de adaptação às necessidades individuais. A integração entre ludicidade, planejamento intencional e inclusão evidencia que práticas motoras estruturadas podem contribuir para o desenvolvimento integral infantil e para a formação de futuros educadores sensíveis e preparados para atuar em contextos diversos.
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Abrir o trabalhoDILEMAS DA GESTÃO EDUCACIONAL: A (DES)PROFISSIONALIZAÇÃO DOCENTE EM CONTEXTO RURAL E O LUGAR DA EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA?
ANA VITÓRIA BEZERRA BARBOSA ; Aline Ferreira Vieira; Paloma Dias Ribeiro; Thaís Alessandra Santos de Morais
A experiência vivenciada no âmbito do Projeto de Extensão “Gestão Escolar na Contemporaneidade: temas e práticas”, desenvolvido como parte das atividades do Estágio Supervisionado em Gestão da Educação Básica do curso de Pedagogia da Universidade Regional do Cariri (URCA), permitiu um mergulho sensível na realidade de uma escola localizada na zona rural, onde os desafios da gestão educacional se confundem com dinâmicas políticas e sociais do município. Metodologicamente, o estudo baseou-se em observações diretas, diálogos com professores e análise da rotina escolar, o que permitiu compreender como a gestão escolar lida (ou deixa de lidar) com as fragilidades estruturais e formativas do corpo docente. Os resultados apontam que, embora o cenário revele carências, ele também provoca reflexões sobre o papel social da escola e sobre a urgência da valorização docente, destacando o impacto da formação pedagógica na transformação da prática e na reconstrução da confiança da comunidade. Observou-se que o acesso ao trabalho na escola, muitas vezes, não decorre da formação docente, mas de vínculos políticos e compromissos eleitorais que fragilizam a qualidade do ensino e desvalorizam a profissão. Em sua maioria, os profissionais são da própria comunidade, mas muitos não possuem formação específica em Pedagogia, atuando em áreas distintas, como Ciências Contábeis ou Medicina Veterinária, o que reflete um descompasso entre a função docente e a formação necessária para exercê-la. A observação revelou também a ausência de práticas pedagógicas significativas e a falta de preparo para lidar com a indisciplina e os conflitos cotidianos, comprometendo o processo de ensino-aprendizagem e o desenvolvimento das crianças. A partir dessa vivência, reafirma-se o compromisso da Extensão Universitária com a interação dialógica, que se expressou nas conversas com gestores, professores e alunos, permitindo compreender a escola como espaço de escuta e partilha de saberes. Do mesmo modo, a interdisciplinaridade e a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão se concretizaram quando a teoria estudada na universidade dialogou com a realidade escolar, ressignificando conceitos de gestão, prática docente e valorização profissional.
Palavras-chave: Gestão escolar, Formação docente, Transformar
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Abrir o trabalhoDO FAMILIAR AO DESCONHECIDO: A RIQUEZA DEDOS MOLUSCOS NA COLEÇÃO ZOOLÓGICA DO PROJETO “SERTÃO VAI VIRAR MAR”
INGRIDY RAQUEL FERREIRA BEZERRA; Davi Wesley Nogueira Dos Santos; Kailane Avilar Da Silva; Lidiana De Sousa Rodrigues; Maria Dandara Cidade Martins; Maria Das Graças Ferreira Alcantara; Carlos Eduardo Rocha Duarte Alencar
O Filo Mollusca representa um dos grupos de invertebrados mais populares, sendo reconhecidos como caracóis, mariscos, lesmas, lulas e polvos. Trata-se também de um dos grupos mais diversificados, o que faz com que muitas de suas Classes sejam menos familiares ao público em geral. Nesse contexto, é importante promover o acesso ao conhecimento, favorecendo a compreensão da diversidade deste filo e estimulando a sua valorização, conscientizando de sua importância ecológica. Para isso, o projeto de extensão “O Sertão Vai Virar Mar”, uma iniciativa do Grupo de Pesquisa MacroDecapoda (CNPq) junto ao Laboratório de Crustáceos do Semiárido (LACRUSE) e Universidade Regional do Cariri (URCA), com foco no ensino, na pesquisa e na extensão, buscando aproximar a comunidade acadêmica e o público geral aos organismos marinhos. Nosso objetivo foi levantar e documentar a diversidade de classes do Filo Mollusca presentes na coleção zoológica didática do projeto de extensão “O Sertão Vai Virar Mar”. Os exemplares foram obtidos por meio de doações da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Desenvolvemos uma análise quantitativa do inventário do Filo Mollusca presente na coleção zoológica didática. A coleção possui lotes registrados das classes: Gastropoda (n = 283), Polyplacophora (n = 61), Bivalvia (n = 32), Scaphopoda (n = 32), Monoplacophora (n = 4), e Cephalopoda (n = 2), totalizando 390 lotes. As únicas classes que não estão presentes na coleção são as classes Caudofoveata e Solenogastres. Identificamos exemplares que apresentam potencial para serem utilizados em atividades de ensino/divulgação científica e extensão, com base no seu estado de conservação, como conchas integrais e estruturas morfológicas visíveis a olho nu. Dentre eles, a Classe Gastropoda se destaca pela sua grande quantidade de exemplares que junto com as classes Bivalvia e Polyplacophora possuem conchas resistentes, com diversos tamanhos e formas. Tais achados são pertinentes, uma vez que esses lotes serão utilizados tanto em aulas práticas de zoologia em universidades quanto na rede municipal, estadual e em atividades de extensão. A coleção
Palavras-chave: Curadoria, Diversidade, Projeto de Extensão, Divulgação Científica.
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Abrir o trabalhoECONOMIA NAS ESCOLAS PÚBLICAS DE IGUATU
JOSÉ JOHNATA LOPES MEDEIROS; Damião Henrique Rodrigues Teixeira; Érico Robsom Duarte de Sousa; Lara Maria Alves Bezerra; Wellington Alves Teixeira
O projeto de extensão "Economia nas Escolas" transcende a educação financeira, capacitando estudantes de Iguatu a usar a economia como ferramenta para compreender a conjuntura da vida, incluindo suas complexas relações pessoais, financeiras e sentimentais no território em que vivem. O objetivo é apresentar os conceitos da ciência econômica de forma simples e prática para os estudantes nas escolas públicas da cidade de Iguatu, ampliando a visão de mundo dos jovens, conectando teoria econômica as experiências cotidianas. A abordagem dos estudantes de ensino médio das instituições: Escola de Ensino Médio em Tempo Integral Filgueiras Lima e Escola de Ensino Médio em Tempo Integral LICEU Dr. Jose Gondim, se baseou em apresentações lúdicas e participativas, utilizando situações reais para ilustrar como conceitos econômicos moldam as escolhas e relações do dia a dia. A avaliação do impacto na visão dos participantes através da aplicação de questionário mediu a ressonância da nova perspectiva apresentada. O projeto se ancora na aplicação da teoria econômica à vida cotidiana utilizando os conceitos de macroeconomia, matemática financeira e sustentabilidade apresentados não como abstrações, mas como chaves para entender a dinâmica pessoal e comunitária. O impacto da abordagem é visível na alta receptividade dos 85 participantes. A criação de um clima favorável à discussão (89,4% ótimo/bom) e a objetividade (87,1% ótimo/bom) permitiram que os alunos se sentissem à vontade para conectar o conteúdo às suas vidas. O fato de o assunto ser uma novidade para 56,5% e a alta percepção de relação com o currículo (70,6% ótimo) indicam que o projeto abriu uma nova perspectiva, revelando a relevância da economia para além das finanças. A satisfação geral (84,7% ótimo/bom) reflete o sucesso em oferecer uma ferramenta útil para a compreensão da própria realidade. O projeto foi bem-sucedido ao deslocar o foco da educação financeira para uma compreensão econômica da vida. A alta satisfação e o interesse despertado pela ciência econômica demonstram que os estudantes valorizaram a nova lente para analisar suas circunstâncias pessoais e socioeconômicas. A experiência valida o papel da extensão universitária em formar cidadãos mais críticos e conscientes da realidade em que vivem.
Palavras-chave: extensão, sociedade,universidade,economia,educação
Oral
Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO AMBIENTAL COM BASE PARA A COMPREENSÃO DE JUSTIÇA SOCIAL E CIDADANIA EM ESCOLAS DO ENSINO MÉDIO DE CAMPOS SALES, CEARÁ
EVA KEMILY BARBOSA
Os recursos naturais no Brasil são distribuídos de forma desigual, refletindo um modelo de desenvolvimento baseado em padrões de consumo e exploração insustentáveis. Nesse cenário, a educação ambiental surge como ferramenta essencial para a construção de uma sociedade mais consciente e comprometida com a sustentabilidade. Este estudo buscou refletir sobre a importância da educação ambiental crítica na formação de indivíduos socialmente responsáveis. A pesquisa foi desenvolvida na Escola Estadual de Educação Profissional Presidente Médici, em Campos Sales. Inicialmente houve contato com a instituição, apresentação do projeto e aplicação de questionários sobre percepção de renda, desigualdade, sustentabilidade, consumo e cidadania. Em seguida, foram abordados conteúdos sobre justiça social, sustentabilidade e consumo, seguidos de novas entrevistas e reaplicação dos questionários. Os dados coletados foram analisados com auxílio de softwares para a construção de nuvens de palavras, que facilitaram a visualização das representações sociais dos alunos. A pesquisa ocorreu mediante aceite e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) pelos pais ou responsáveis. Participaram 100 alunos do 1° ano, com idades entre 15 e 17 anos, sendo 47% do sexo feminino e 53% masculino. A maioria reside em casas com quatro a oito moradores. Sobre a renda familiar, 38% indicaram agricultura, 14% comércio, 19% serviço público, 18% trabalho informal e 11% outras atividades. Quanto a benefícios sociais, 77% afirmaram que algum membro da família recebe auxílio, principalmente Bolsa Família e programas municipais. Os resultados apontam dificuldade em conceituar justiça social, embora a associassem à igualdade de direitos. Ao analisarem imagens de problemas ambientais e sociais, destacaram termos como poluição, pobreza e fome, evidenciando desafios enfrentados e a necessidade de maior conscientização e propostas de desenvolvimento sustentável. A pesquisa demonstrou que a abordagem crítica da educação ambiental favorece a cidadania ativa, o engajamento social e o pensamento crítico.
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Abrir o trabalhoEducação Fiscal para Professores dos Anos Finais do Ensino Fundamental
MARIA SÂMIA QUINDERÉ SILVA ; Maísa Cidrão Justino
Este trabalho apresenta os resultados parciais da realização de um minicurso de Educação Financeira, com foco na temática da Educação Fiscal, destinado a professores dos Anos Finais do Ensino Fundamental, fundamentado na Teoria da Objetivação de Luís Radford. A proposta teve como objetivo desenvolver processos reflexivos sobre práticas financeiras socialmente relevantes. O minicurso ocorreu na Escola EMEF Generosa Amélia da Cruz, em Santana do Cariri, Ceará, com a participação de três professores de Matemática da rede municipal de ensino. A formação contou com três encontros, no primeiro, discutiu-se sobre a influência de trends para o consumo de produtos como Labubu, Morango do Amor e Boobie Goods que viralizam nas redes sociais. A reflexão levou à classificação de produtos como desejos ou necessidades, estimulando a consciência crítica sobre consumo. No segundo encontro, a atividade envolveu planejamento orçamentário em um cenário fictício de uma “Cidade Estudantil” com orçamento para melhorias sociais, permitindo refletir sobre prioridades, limites financeiros e equidade na distribuição de recursos públicos. E, no terceiro, os docentes elaboraram propostas de atividades para sala de aula, relacionando o tema às vivências dos estudantes. Embora com poucos participantes, o minicurso mostrou resultados positivos: engajamento, debates críticos, valorização da temática e reconhecimento da importância da Educação Financeira na formação cidadã. As atividades foram registradas em vídeo, com consentimento, gerando material para análise que será realizada pelo método multimodal, considerando os meios semióticos utilizados pelos participantes. A experiência revelou potencial para fortalecer a prática docente e integrar o tema ao cotidiano escolar de forma crítica e contextualizada. Outras edições do minicurso estão previstas para a rede municipal de ensino de Crato, Ceará, incluindo uma escola da rede estadual de ensino.
Palavras-chave: Educação Fiscal, Teoria da Objetivação, Formação Continuada, Ensino Fundamental
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Abrir o trabalhoENTRE O ESTÁGIO E A EXTENSÃO: OLHARES SOBRE A EVASÃO E AS PRÁTICAS DE GESTÃO ESCOLAR
ANA MARIA DE JESUS SILVA
A evasão escolar continua sendo um dos desafios mais persistentes da educação pública brasileira, revelando, por trás dos números, trajetórias interrompidas e histórias de vidas atravessadas por desigualdades e vulnerabilidades. Em vista disso, este trabalho busca compreender as múltiplas causas que levam estudantes a deixarem a escola e refletir sobre o papel da gestão escolar na construção de estratégias de permanência. A experiência nasceu do Projeto de Extensão Gestão Escolar na Contemporaneidade: temas e práticas, desenvolvido como parte das atividades do componente curricular Estágio Supervisionado em Gestão da Educação Básica, do curso de Pedagogia da Universidade Regional do Cariri (URCA). Apoiado em autores como Boccia e Dabul (2013), Libâneo (2017), Paro (2016), Pimenta e Lima (2012), Prado (2012) e Toledo (2013), o estudo fundamenta-se na observação participante, em diálogos com a equipe gestora e em registros reflexivos produzidos ao longo do estágio, o que possibilitou uma leitura sensível do cotidiano escolar. Os resultados revelam que a evasão não é fruto de uma única causa, mas de uma trama de fatores financeiros, familiares, psicológicos e estruturais. Histórias como a de uma aluna que abandonou os estudos para cuidar da mãe enferma ilustram a urgência de uma gestão escolar mais empática, capaz de ouvir e agir com sensibilidade. As ações extensionistas promoveram uma interação dialógica entre saberes e sujeitos, reafirmando a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão e fortalecendo o impacto formativo dos estudantes, ao estimular um olhar crítico e humano sobre a escola. Discutir a evasão, portanto, exige práticas interdisciplinares e interprofissionais que articulem escola, família e comunidade na busca de soluções compartilhadas. Conclui-se que o estágio, enquanto espaço de vivência e reflexão, reafirma o sentido transformador da extensão universitária, convidando futuros educadores a enxergarem a escola como território de acolhimento, permanência e esperança.
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Abrir o trabalhoESCREVIVÊNCIAS NA SALA DE AULA: A POTÊNCIA DA LITERATURA NEGRA PARA UMA PEDAGOGIA LIBERTADORA
ANA BEATRIZ DA SILVA; Fabia Yhasmin Gomes de Sousa; Evelyn Soares dos Santos; Joyce Mayra Correia; Leidiane dos Santos Pereira; Itamara Freires de Meneses
Herdeiro de uma matriz colonial, o sistema educacional brasileiro, ao privilegiar uma perspectiva eurocêntrica, perpetua desigualdades sociais, raciais e de gênero. O projeto de extensão “Leia Mulheres Negras: Por uma educação inclusiva, multicultural e libertadora”, desenvolvido na Escola Adauto Bezerra (Juazeiro do Norte – CE), busca valorizar produções acadêmicas e literárias de mulheres negras e ampliar o repertório crítico de estudantes do ensino médio. Pautado na indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, o projeto adota abordagem qualitativa e prática pedagógica participativa. As ações vêm sendo desenvolvidas com em turmas do 2º ano, envolvendo a leitura e o debate de obras de autoras como Djamila Ribeiro, Conceição Evaristo e Cida Bento, além da realização drodas de conversa. Os resultados parciais revelam uma transição do estranhamento inicial para maior engajamento e reflexão crítica, indicando o potencial transformador da proposta. A inserção do pensamento de mulheres negras no currículo mostra-se essencial para uma educação antirracista e libertadora, capaz de formar sujeitos conscientes e atuantes na transformação social.
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Abrir o trabalhoEscrevivências: A educação em movimento
KAREN KATYLLEN BATISTA TELES
O presente trabalho nasce das vivências tecidas no Projeto de Extensão “Educação em Movimento: Saberes e Conhecimentos Insurgentes das Relações Universidade-Escola”, tendo a escrevivência, cunhado pela escritora Conceição Evaristo, para expressar a escrita que nasce da experiência, da memória e da ancestralidade, como fio que costura experiências e saberes. No contexto do referido projeto, a escrita de si surge, aqui, como ponto de encontro entre docentes e discentes, espaço onde as histórias pessoais, sociais e emocionais se transformam em aprendizagem e partilha. O objetivo foi reconhecer na escrevivência uma prática formativa capaz de fortalecer a formação continuada de professores e ampliar as possibilidades de expressão e reflexão dos estudantes do ensino médio. A metodologia se constituiu por meio da realização de Círculos Culturais freireanos, oficinas, em escolas públicas dos municípios de Crato, Juazeiro e Caririaçu. Nessas vivências, o diálogo com os (as) alunos (as) foi mediado pela interação dialógica, escuta sensível e pela composição de textos como forma de ressignificar suas realidades. Os resultados evidenciaram a potência dessa prática para despertar o interesse pela leitura e pela escrita, aproximando o conhecimento acadêmico das experiências cotidianas mais sensíveis e profundas. A interação dialógica e a interdisciplinaridade se manifestaram na troca entre áreas, sujeitos e territórios, reforçando a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. Discutir a escrevivência nesse contexto é reconhecer que ela ultrapassa o texto e se faz existência, formando sujeitos conscientes de si e de seu lugar no mundo. Conclui-se que, ao escrever suas próprias histórias, professores (as) e estudantes constroem pontes de saber que impactam não apenas sua formação, mas também a transformação social que a educação é capaz de promover quando enraizada na vida real.
Palavras-chave: Escrevivência,Memória,Narrativas de vida,Resistência,Extensão
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Abrir o trabalhoEXECUÇÃO DE UM PRÉ-VESTIBULAR ONLINE DE FÍSICA E MATEMÁTICA PARA URCA CAMPUS DE CAMPOS SALES
MANOEL JEFERSON DE SOUZA LIMA
Como introdução, descrevemos que o presente projeto tem como objetivo contribuir para a realização do sonho de muitos estudantes que cursaram ou cursam o Ensino Médio: ingressar em uma Universidade Pública. Com foco na Universidade Regional do Cariri – URCA, especialmente no campus de Campos Sales que é um polo de licenciaturas em Ciências Biológicas, Letras e Matemática, o projeto visa aproximar os alunos da realidade Universitária e estimular a participação no vestibular, mesmo antes da conclusão do Ensino Médio. Diante do impacto da URCA em cidades cearenses como Araripe, Campos Sales e Salitre, o objetivo do projeto viabilizar informações acessíveis e direcionadas na preparação para o vestibular podem ajudar as pessoas a terem um material de estudo disponível para qualquer horário e dia, a partir do que já está disponibilizado no site da URCA, como lista de conteúdos, provas e gabaritos de processos seletivos anteriores. Nesse contexto, a metodologia empregada no projeto foi a criação de um ambiente virtual personalizado pelo Google Classroom, no qual apenas o bolsista e o orientador têm permissão para publicar materiais, garantindo organização e foco nos conteúdos exigidos no vestibular da URCA, nas disciplinas de Física e Matemática. A iniciativa envolveu visitas às escolas públicas desses municípios, com apresentações do projeto a coordenadores e estudantes. Após a adesão dos interessados, foram coletados e-mails para inserção no ambiente virtual. A partir daí, como resultado, o bolsista passou a atuar como protagonista na produção de vídeos curtos e explicativos, resolução de questões em PDF e seleção de conteúdos com base em metodologias que utilizam recursos tecnológicos, sempre com o suporte do orientador, que auxilia nas dúvidas e na parte técnica. Quanto à discussão do projeto é que sua execução tem seguido o que foi planejado. A produção e disponibilização dos materiais, aliados ao compromisso dos envolvidos, tem gerado impacto positivo nos estudantes, estimulando-os ao estudo e ao fortalecimento do vínculo com a universidade. Como conclusão, espera-se que esse trabalho contribua significativamente para o êxito dos partici
Palavras-chave: Ensini, Tecnologia
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Abrir o trabalhoEXPERIÊNCIAS FORMATIVAS NA DOCÊNCIA DE QUÍMICA E SOBRE O COMPROMISSO SOCIAL DA UNIVERSIDADE
JOÃO ALYSSON PAZ DE MELO
O presente trabalho apresenta um relato de experiência desenvolvido no âmbito do Programa de Extensão PREVEST URCA – Iguatu, iniciativa da Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) da Universidade Regional do Cariri (URCA). O PREVEST tem como principal objetivo preparar estudantes para o ingresso no ensino superior, oferecendo apoio educacional gratuito e de qualidade. Assim, o programa, conduzido por docentes-coordenadores (as) em colaboração com discentes de diferentes cursos de graduação, representa um espaço de inclusão social e de ampliação das oportunidades de acesso à universidade pública. O relato fundamenta-se nas vivências do bolsista responsável pelas aulas de Química, que envolveram o planejamento e execução de conteúdos, a elaboração de materiais didáticos, o acompanhamento individualizado dos estudantes e a constante adequação das ações às demandas do programa. Essa experiência possibilitou articular teoria e prática no ensino de Química, favorecendo a participação dos alunos e alunas, a melhoria no desempenho escolar e o fortalecimento do compromisso coletivo com a educação socialmente referenciada. Observou-se um número expressivo de aprovações em processos seletivos, evidenciando o impacto social e educacional do programa. A vivência como bolsista revelou-se profundamente formativa, ao desenvolver competências pedagógicas, sensibilidade para identificar dificuldades dos estudantes e capacidade de criar ambientes de aprendizagem dinâmicos e colaborativos. Desse modo, a experiência concretiza as Diretrizes da Extensão Universitária ao favorecer o diálogo entre universidade e comunidade, integrar saberes de diferentes áreas e articular ensino, pesquisa e extensão em práticas que geram impacto formativo positivo na vida/experiência profissional e social. Esse movimento se traduz tanto na transformação das trajetórias dos alunos quanto no fortalecimento da identidade docente em construção. Conclui-se que o PREVEST URCA reafirma o papel transformador da universidade ao fortalecer o vínculo com a comunidade e promover a educação como prática de inclusão, emancipação e esperança.
Palavras-chave: PREVEST, EDUCAÇÃO INCLUSIVA, TRANSFORMAÇÃO SOCIAL, ENSINO DE QUÍMICA
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Abrir o trabalhoEXTENSÃO UNIVERSITÁRIA COMO POLÍTICA DE REPARAÇÃO HISTÓRICA: IMPACTOS DA INSERÇÃO DO PREVEST URCA NA REDE NACIONAL DE CURSINHOS POPULARES
SOPHIA MOREIRA DA SILVA; Eliaquim Bezerra de Sousa; Paulo Tiago Oliveira Alves
O PREVEST URCA é um programa de extensão universitária que aproxima egressos e estudantes da rede pública ao ensino superior por meio de aulas gratuitas ministradas por bolsistas. O programa de extensão PREVEST URCA, alinhado às diretrizes da extensão universitária e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, representa uma práxis de enfrentamento às desigualdades educacionais. Sua recente integração, em 2025, à Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP), eleva o programa da condição de projeto de acesso à de política de permanência e reparação, ao viabilizar suporte técnico e financeiro a estudantes em vulnerabilidade, com especial atenção às questões étnico-raciais. A problemática central que orienta este estudo é: de que maneira a articulação com a CPOP reconfigura a trajetória acadêmica e as perspectivas de futuro dos estudantes, notadamente negros e indígenas? O objetivo é analisar criticamente os impactos sociais, econômicos e subjetivos desta nova fase do programa, compreendendo-a como uma ação política de combate às barreiras estruturais que limitam o acesso à universidade pública. A metodologia, de natureza qualitativa, se baseia na análise de narrativas e percepções dos estudantes, interpretadas sob um referencial teórico que articula os conceitos de educação como prática de liberdade de Paulo Freire com a perspectiva interseccional de bell hooks. Os resultados preliminares apontam não apenas para a constatação objetiva do perfil de baixa renda da maioria dos participantes, mas, sobretudo, para a dimensão subjetiva do impacto, observada no fortalecimento da identidade dos estudantes, no maior senso de pertencimento e na elevação da motivação dos participantes do programa. Ao mensurar os efeitos significativos do PREVEST URCA sobre a vida de discentes da rede pública, considerando as desigualdades econômicas e os atravessamentos de etnia, gênero, sexualidade e classe social, concluímos que a análise aprofundada desta experiência é fundamental para a produção de conhecimento sobre políticas extensionistas como ferramentas de justiça social, capazes de incidir diretamente na democratização do ensino superior a partir de uma perspectiva antirracista e galgadas na justiça social.
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Abrir o trabalhoEXTENSÃO UNIVERSITÁRIA SOB A ÓTICA DE ESTUDANTES DO PROJETO ''GESTÃO ESCOLAR NA CONTEMPORANEIDADE: TEMAS E PRÁTICAS"
VITÓRIA LETÍCIA TOMAZ LIMA
O presente trabalho aborda as concepções de extensão a partir das percepções de estudantes do componente curricular de Estágio Supervisionado em Gestão da Educação Básica, do curso de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Regional do Cariri (URCA), vinculados ao Projeto de Extensão “Gestão Escolar na Contemporaneidade: temas e práticas”. O estudo tem por objetivo compreender como esses (as) discentes significam a extensão universitária. Para tanto, foi adotada uma abordagem qualitativa, ancorada na aplicação de um formulário de percepção inicial junto a 43 discentes, após a formalização do estágio, ou seja, no momento posterior à assinatura do Termo de Compromisso e do Plano de Atividades, conforme preconiza a Lei nº 11.788/2008 (Brasil, 2008). A análise do material deu-se através de uma leitura sensível e interpretativa dos relatos dos (as) estudantes, compreendidos como narrativas que desvelam modos de ser e aprender no contexto da formação docente. Os resultados apontaram que 45,9% dos (as) discentes compreendem a extensão como prática intelectual e compromisso social da docência universitária, associando-a à produção de saberes, à pesquisa e à transformação social; 8,1% a percebem como atividade assistencialista, prática ou complementar, ainda vinculada à aplicação do conhecimento; 10,8% expressam uma visão mista, que combina ambas as perspectivas; e 35,1% apresentaram respostas ambíguas ou genéricas, indicando fragilidade conceitual. Esses dados revelam que, embora a maior parte reconheça a extensão como dimensão formativa e emancipadora, ainda há desafios quanto à consolidação teórica desse entendimento. Os achados reafirmam a importância de fortalecer o debate sobre a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, consolidando o estágio supervisionado como espaço de experimentação e reflexão, onde a prática educativa se transforma em campo de diálogo, compromisso ético e construção coletiva de saberes.
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Abrir o trabalhoFORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA O ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO (AEE): FORTALECENDO A EDUCAÇÃO INCLUSIVA EM CAMPOS SALES, CEARÁ
ALESSANDRA ALVES BEZERRA; Josilândia Rodrigues de Sousa
A implementação do Atendimento Educacional Especializado (AEE) constitui um dos principais desafios para a consolidação da educação inclusiva no município de Campos Sales, Ceará. O diagnóstico inicial revelou a ausência de salas de recursos multifuncionais, o número reduzido de docentes especializados e a inexistência do atendimento no contraturno, contrariando o Decreto nº 6.571/2008 e as diretrizes da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Diante desse cenário, o projeto de extensão, desenvolvido pela Universidade Regional do Cariri (URCA), tem como objetivo capacitar professores da rede municipal para atuar no AEE, promovendo práticas pedagógicas inclusivas e o fortalecimento da cultura escolar equitativa. A metodologia adotada é formativa, colaborativa e reflexiva, fundamentada em uma abordagem dialógica e participativa que integra diagnóstico, formação teórica, oficinas práticas e acompanhamento pedagógico. As ações envolveram 40 professores e compreenderam rodas de conversa, estudos de caso e oficinas voltadas à elaboração de Planos de Ensino Individualizados, produção de materiais acessíveis e uso de tecnologias assistivas. As formações permitiram aos docentes compreender o AEE como serviço complementar ao ensino regular e reconhecer a importância da articulação entre ambos para garantir o direito à aprendizagem dos estudantes público-alvo da Educação Especial. Como resultados, observou-se maior engajamento dos professores na adaptação curricular, melhoria na comunicação entre profissionais do ensino regular e do AEE, e o início do planejamento para implantação das primeiras salas de recursos multifuncionais no município. As discussões também contribuíram para sensibilizar gestores e famílias sobre o papel do AEE no desenvolvimento dos estudantes, fortalecendo a rede de apoio escolar. O projeto reafirma o compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 4 e 10, ao promover uma educação inclusiva, equitativa e de qualidade, reduzindo desigualdades e consolidando um modelo de atendimento especializado eficiente e humanizado.
Palavras-chave: Atendimento Educacional Especializado, Formação Docente, Educação Inclusiva, Acessibilidade Pedagógica
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Abrir o trabalhoFORMAÇÃO DOCENTE E RESPONSABILIDADE SOCIAL NO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: A INTERPRETAÇÃO E A COMPREENSÃO COMO EIXOS FORMATIVOS
BRENER DA SILVA PEREIRA; Soraia Araújo Madeira; Luiz Carlos Carvalho Siqueira
Este trabalho foi desenvolvido no âmbito do Programa de Extensão PREVEST URCA – Iguatu, uma iniciativa da Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) da Universidade Regional do Cariri (URCA), cujo objetivo primordial é preparar, gratuitamente e com qualidade, estudantes da região do centro-sul e cariri cearenses para o ingresso no ensino superior, reafirmando o compromisso da aludida Universidade no que concerne à inclusão educacional e à sua universalização. Nesse sentido, o presente relato centra-se nas experiências do bolsista-discente responsável pelas aulas de Língua Portuguesa, evidenciando a interpretação e a compreensão textual como eixos fundamentais do processo de aprendizagem. Nesse processo, as atividades propostas tiveram como propósito central minimizar as lacunas interpretativas apresentadas pelos alunos, promovendo, assim, um ensino que ultrapassasse a mera preparação para vestibulares. A experiência buscou evidenciar o domínio da leitura como instrumento de formação crítica e cidadã. Nessa perspectiva, essa experiência permitiu reconhecer o estudo da Língua Portuguesa como base estruturante para o desenvolvimento das demais áreas do conhecimento. Além disso, o estudo da língua e da gramática mostrou-se como basilar para o aprimoramento da escrita e da capacidade argumentativa, fortalecendo a criticidade e autonomia dos alunos na escrita de textos, por exemplo. Nesse ínterim, tornou-se evidente a existência de lacunas significativas na formação linguística de muitos estudantes, especialmente no campo da interpretação textual e da produção escrita. Para que tais óbices fossem superados, exigiu-se sensibilidade, escuta atenta e a elaboração de estratégias didáticas que aproximassem o conhecimento gramatical da realidade dos discentes, tornando o aprendizado mais dinâmico. Sendo assim, o projeto desempenha seu papel social de aproximar o contexto universitário da sociedade, transformando a sala de aula em um espaço de diálogo e construção coletiva do saber. Os resultados alcançados, expressos em um número crescente de aprovações, evidenciam o impacto educacional e social do programa.
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Abrir o trabalhoFormação e transformação em continuidade: o impacto social do NUCLIN no ensino de línguas no Cariri
ELIS MARINA RIGONI PERLINI
O presente trabalho apresenta a proposta de desenvolvimento de material didático próprio para os níveis Intermediário 1 e 2 do curso regular de Inglês ofertado pelo Núcleo de Línguas (NUCLIN) da Universidade Regional do Cariri (URCA). O curso é ofertado de forma gratuita tanto para a comunidade acadêmica quanto para a comunidade externa, fortalecendo o compromisso da universidade com a democratização do acesso ao ensino de línguas. O projeto articula a prática pedagógica ao desenvolvimento de pesquisas em ensino-aprendizagem de línguas e ao processo criativo de produção de material, considerando os estudantes não apenas como receptores, mas como protagonistas ativos em sua formação, consolidando a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. Os impactos sociais manifestam-se na ampliação das oportunidades de aprendizagem de língua inglesa, contribuindo com a inclusão social, a qualificação profissional e a inserção cultural dos participantes, repercutindo de maneira abrangente para toda a comunidade participante dos cursos. Quanto ao impacto na formação dos estudantes, a elaboração e utilização do material didático em elaboração pelo núcleo contribui para a formação dos discentes envolvidos, estimulando práticas reflexivas, técnicas e críticas. A proposta ancora-se ainda na interação dialógica, estabelecendo uma troca efetiva entre universidade e sociedade, ao integrar demandas sociais contemporâneas, com o acesso à comunicação internacional, oportunidades educacionais e o processo formativo universitário, fomentando a construção de uma sociedade mais justa, democrática e ética. O caráter interdisciplinar do projeto revela-se na interlocução entre linguística aplicada, pedagogia, design gráfico, tecnologia e políticas educacionais, articulando saberes diversos de maneira coerente com o desenvolvimento social, cultural e científico. Assim, o material em elaboração visa não apenas reduzir custos e atualizar conteúdos, mas também consolidar o papel do NUCLIN(URCA) como agente de transformação social, pedagógica e humana, reafirmando a centralidade da extensão universitária no processo formativo.
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Abrir o trabalhoFUTSAL NA PRÉ-ESCOLA: ESPORTE COMO FERRAMENTA DE INCLUSÃO E DESENVOLVIMENTO INTEGRAL DE PRÉ-ESCOLARES EM VULNERABILIDADE SOCIAL
VITORIA LIMA DA SILVA PEREIRA ; Lucas Ferreira de Araújo; Jessica garcia de Oliveira; Thaynã alves bezerra; Anastacio Neco de Souza Filho
Introdução: O presente trabalho, apresenta a elaboração de um projeto de extensão, desenvolvido por discentes da Universidade Regional do Cariri (URCA)- Campus Iguatu. Este projeto, o Neuroplay, tem como público-alvo crianças de escolas públicas e busca promover o desenvolvimento integral dessas crianças através do esporte, utilizando o futsal como ferramenta pedagógica. Objetivo: O presente relato, aborda a experiencia vivenciada pelos bolsistas e discente no qual tem como objetivo promover o desenvolvimento das habilidades das crianças pré-escolar, em vulnerabilidade social, utilizando o esporte como uma ferramenta de pedagógica e de inclusão. Metodologia: trata-se de um relato de experiência, dos bolsistas de PIBEX do projeto Neuroplay. O projeto teve início no dia 5 de maio, no ginásio do Campus Humberto Teixeira, no horário das 17h às 18h, sendo 3h semanal. o projeto tem 25 crianças, todas as crianças de pré-escola pública com a faixa etária de 3 á 5 anos o projeto foi um processo acadêmico de suma importância para a formação dos discentes, O planejamento pedagógico das atividades foi realizado pelos bolsistas, com elaboração de planos de aula com as atividades levando em consideração a individualidades e potencialidades de cada criança. O futsal foi trabalhado de forma lúdica por meio de jogos e brincadeiras, trabalhando os fundamentos do esporte. No projeto foi possível trabalhar a inclusão e equidade, pois no projeto há crianças com transtornos mentais, onde foi um desafio e uma experiência transformadora para os bolsistas do projeto. Resultados: Acreditamos que os objetivos do projeto foram alcançados com sucesso e ainda superados, uma vez que a inclusão foi feita com todas as crianças. Além disso, o futsal foi trabalhado pelos bolsistas de uma maneira universal e usado de maneira pedagógica. Conclusão: Diante disso conclui-se que o projeto proporcionou uma experiencia enriquecedora tanto para as crianças como para os bolsistas do projeto, através do futsal foi possível promover todo um desenvolvimento melhor das habilidades motoras, e por fim para os acadêmicos a vivência do projeto proporcionou uma importante oportunidade de aprimorar a profiss
Palavras-chave: Futsal, Coordenação motora, vivência
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Abrir o trabalhoGESTÃO ESCOLAR DEMOCRÁTICA: ENTRE O DISCURSO LEGAL E A PRÁTICA AUTORITÁRIA NAS ESCOLAS PÚBLICAS
WILLYANY HONORATO DE LIMA ; Antônia Conceição Marculino
Este trabalho reflete sobre a gestão escolar democrática como princípio orientador das escolas públicas brasileiras, entendida não apenas como um modelo administrativo, mas como uma forma de viver a escola a partir do diálogo, da transparência e da construção coletiva. Ele é fruto das experiências formativas vivenciadas no Projeto de Extensão “Gestão Escolar na Contemporaneidade: temas e práticas”, desenvolvido como parte das atividades do componente curricular Estágio Supervisionado em Gestão da Educação Básica do curso de Pedagogia da Universidade Regional do Cariri (URCA), O objetivo é compreender de que maneira os princípios da gestão democrática se materializam nas práticas de uma escola estadual em Juazeiro do Norte-CE, favorecendo a descentralização das decisões e o fortalecimento da participação coletiva nos processos pedagógicos e administrativos. A pesquisa, de abordagem qualitativa e natureza exploratória, apoiou-se em referenciais como Libâneo (2017), Prado (2016), Toledo (2013), Luck (2006), Minayo (2001) e Freire (2011), que discutem a administração escolar sob a perspectiva do diálogo e da emancipação. Os resultados evidenciam que, embora a gestão democrática esteja assegurada pela Constituição Federal de 1988, sua implementação ainda se depara com barreiras concretas, manifestas em práticas autoritárias e na centralização do poder decisório. No entanto, a experiência no Projeto de Extensão demonstrou que a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão oferece aos estudantes uma formação crítica, sensível às demandas reais das escolas e capaz de fortalecer a interação dialógica entre universidade e comunidade. A gestão democrática, portanto, revela-se antes de tudo como um compromisso ético e coletivo: não é um conceito estático, mas uma prática que se constrói diariamente, no cotidiano escolar, por meio do diálogo, da escuta ativa e da colaboração entre todos os atores. É nesse exercício constante que a escola se transforma em espaço de participação verdadeira, inclusivo, aberto ao aprendizado compartilhado e capaz de gerar impacto social concreto.
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Abrir o trabalhoGESTÃO ESCOLAR E EJA: DESAFIOS E ESTRATÉGIAS PARA ORGANIZAÇÃO DA INSTITUIÇÃO
KATHLEEN BEZERRA LEITE ; Raianny Alves Sousa; Jessyca Monteiro; Ana Raiane Soares de Sousa; Luiz Carlos Carvalho Siqueira
O presente trabalho resulta das experiências formativas vivenciadas no Projeto de Extensão “Gestão Escolar na Contemporaneidade: temas e práticas”, desenvolvido como parte das atividades do componente curricular de Estágio Supervisionado em Gestão da Educação Básica, do curso de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Regional do Cariri (URCA). A partir desse percurso, buscamos compreender o papel da gestão escolar na permanência dos educandos da Educação de Jovens e Adultos (EJA), reconhecendo nessa modalidade um espaço singular de reconstrução de saberes e de reafirmação de trajetórias interrompidas. A EJA, embora marcada por sua potência transformadora, enfrenta desafios persistentes — como a evasão escolar, a escassez de materiais didáticos e, sobretudo, a falta de professores —, questões que exigem da gestão um olhar sensível e estratégias de ação que garantam a continuidade e a qualidade do processo educativo. O estudo foi desenvolvido com base em pesquisa bibliográfica e nas vivências construídas no campo de estágio, dialogando com autores como Libâneo (2017), Paro (2016), Pimenta e Lima (2012), Prado (2012) cujas reflexões ajudaram a analisar as situações observadas no cotidiano escolar. As discussões emergidas desse percurso evidenciam que a ausência de docentes repercute diretamente na motivação dos estudantes, afetando não apenas o vínculo com a escola, mas também a confiança na própria capacidade de aprender. Essas percepções, ainda que pontuais e preliminares, indicam caminhos para uma maior integração entre Universidade e Escola, ao promover ações coparticipantes, favorecem a interdisciplinaridade e Interprofissionalidade na formação inicial de professores/as. Reconhecemos, assim, que as reflexões aqui apresentadas constituem apenas o início de uma investigação que merece ser aprofundada, tanto no âmbito teórico quanto prático, para fortalecer o compromisso social da educação e ampliar os horizontes de formação docente e humana.
Palavras-chave: Gestão Escolar,Educação de Jovens e Adultos, Evasão Escolar
Oral
Abrir o trabalhoGESTÃO ESCOLAR E TRANSFORMAÇÃO SOCIAL: A EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA COMO PONTE ENTRE ESCOLA E COMUNIDADE
VICTOR KAUÊ DOS SANTOS SOUZA TOMAZ ; Maria Gislayne Borges Maia
O presente trabalho apresenta reflexões e resultados do Projeto de Extensão “Gestão Escolar na Contemporaneidade: temas e práticas”, desenvolvido como parte das atividades do Estágio Supervisionado em Gestão da Educação Básica do curso de Pedagogia da Universidade Regional do Cariri (URCA). O estudo parte do reconhecimento de que a gestão da educação pública no Ceará enfrenta desafios persistentes, como a evasão escolar, a recomposição das aprendizagens e o fortalecimento da Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI). Nesse contexto, o projeto surge como uma ação articulada entre ensino, pesquisa e extensão, comprometida com a formação de educadores capazes de intervir criticamente nos processos de gestão. Com abordagem qualitativa e fundamentada na pesquisa-ação, foram aplicadas metodologias participativas, como a construção de diagnósticos colaborativos, a utilização da matriz FOFA e o desenvolvimento de atividades formativas com gestores e professores da rede pública. As experiências vivenciadas possibilitaram identificar potencialidades e fragilidades nos espaços escolares, estimulando o diálogo intersetorial e a construção conjunta de estratégias voltadas ao enfrentamento da evasão, à recomposição das aprendizagens e à criação de ambientes mais acolhedores e democráticos. Os resultados confirmam, na prática, as Diretrizes da Extensão Universitária, expressas na interação dialógica, na interdisciplinaridade e na indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. Evidenciam, ainda, o impacto formativo e social dessas ações, ao revelar a potência transformadora da universidade quando caminha junto às escolas, partilhando saberes, construindo soluções e fortalecendo vínculos que renovam o sentido público e coletivo da educação.
Palavras-chave: Evasão escolar, Recomposição das aprendizagens,Educação de Jovens,Adultos e Idosos,Diagnóstico Participativo Escolar
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Abrir o trabalhoIMPLICAÇÕES DO ENSINO DE REDAÇÃO NO PREVEST URCA – IGUATU
GIOVANA MARIA AZEVEDO GOMES ; Soraia Araújo Madeira; Luiz Carlos Carvalho Siqueira
Este trabalho apresenta reflexões sobre as experiências formativas vivenciadas no Programa de Extensão PREVEST, da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Regional do Cariri (URCA), a partir das ações realizadas na disciplina de Redação, ministrada por uma extensionista. O Programa busca ampliar o acesso ao ensino superior e reafirmar o compromisso social da universidade pública, promovendo a educação como instrumento de inclusão e emancipação. As atividades da disciplina foram estruturadas de modo a articular o domínio técnico da escrita com a formação política e sensível dos (as) estudantes. As aulas combinaram momentos expositivos e dialogados, oficinas de produção textual, correções comentadas e práticas de reescrita, explorando temas de relevância social, cultural e científica. Essa dinâmica, sustentada por uma relação horizontal entre discentes e extensionistas, favoreceu o desenvolvimento de competências linguísticas e argumentativas, ao mesmo tempo em que estimulou a reflexão sobre o papel transformador da linguagem. Os resultados observados, ainda que parciais e oriundos de percepções pontuais, indicam avanços expressivos na capacidade de interpretação, organização textual e argumentação dos (as) participantes. As atividades de simulação dos exames permitiram identificar dificuldades individuais e delinear estratégias de acompanhamento personalizadas, refletindo em melhorias consistentes nas produções escritas e em um número crescente de aprovações, especialmente na própria URCA. Tais experiências reforçam o caráter formativo e interdisciplinar da extensão, que articula ensino, pesquisa e prática social em diálogo permanente com a comunidade. Para além de uma preparação para o vestibular, o PREVEST URCA configura-se como um local de trocas, escuta e construção coletiva do conhecimento, um espaço em que cada aula se torna exercício de cidadania e transformação. As reflexões aqui apresentadas, embora iniciais, sinalizam a necessidade de investigações mais sistematizadas e aprofundadas sobre os impactos educacionais e sociais do programa, reafirmando a extensão como caminho vital para uma universidade comprometida com a vida e com o futuro.
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Abrir o trabalhoINDISSOCIABILIDADE ENSINO–PESQUISA–EXTENSÃO COMO PRINCÍPIO FORMATIVO NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM GESTÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA
JULIANA HONORATO SOARES
O presente trabalho emerge de uma das atividades do Projeto de Extensão “Gestão Escolar na Contemporaneidade: temas e práticas”, vivenciado no componente curricular de Estágio Supervisionado em Gestão da Educação Básica do curso de Pedagogia da Universidade Regional do Cariri (URCA). Aqui, objetivamos apresentar a percepção de estudantes sobre a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão vivenciada no processo de aproximação com a escola-campo do estágio. Para tanto, a metodologia adotada neste trabalho partiu de uma abordagem qualitativa, ancorada em aplicação de um formulário de percepção inicial junto a 43 discentes, após a formalização do estágio, ou seja, no momento posterior à assinatura do Termo de Compromisso e do Plano de Atividades do Estágio, conforme preconiza a Lei no 11.788/2008 (Brasil, 2008). A análise do material deu-se através da leitura/escuta sensível e interpretativa dos relatos dos (as) estudantes, compreendidos como narrativas que desvelam modos de ser e aprender no contexto da formação docente. As respostas revelam que a experiência do Estágio Supervisionado em Gestão da Educação Básica desperta nos discentes um reconhecimento crescente da extensão universitária como parte viva da formação docente. A maioria dos (as) discentes associam a extensão à aproximação com a comunidade, à transformação social e ao diálogo entre universidade e escola, e endossam a necessidade de maior interação dialógica e a interdisciplinaridade na formação inicial docente, conforme estabelece a Resolução no 7/2018 acerca das Diretrizes para a Extensão na Educação Superior Brasileira (Brasil, 2018). Apesar de a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão ainda surgir como um conceito abstrato, em construção, o processo formativo demonstra impacto significativo na percepção dos (as) estudantes, sobretudo pela vivência em gestão escolar como espaço de aprendizagem coletiva. Assim, a extensão e o estágio, nesse sentido, consolidam-se como processos de encontro entre saberes, abrindo brechas para a autonomia intelectual e para a prática social crítica da realidade educacional.
Palavras-chave: Gestão Escolar,Formação Docente,Extensão Universitária,Gestão da Educação Básica
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Abrir o trabalhoJOGO DE TABULEIRO NO AUXÍLIO DO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM DE ECDYSOZOA NO ENSINO SUPERIOR
HELEN PAULINO GONÇALVES
O ensino da Zoologia é de grande importância para a formação de futuros profissionais bem embasados, tanto teoricamente quanto criticamente, levando em consideração o tamanho continental do país em que vivemos e suas possíveis áreas de interesse. Como por exemplo, a disciplina de Ecdysozoa, que tem foco em um clado particular dentre os filos invertebrados. Entre eles está a família responsável por mais de 80% de toda polinização mundial e, também, vários representantes desse clado com funções igualmente importantes. Contudo, sistemas de categorização taxonômicas se tornam muito mecânicos e deveras convolutos, trazendo à tona uma clara dificuldade de discernimento dos discentes, especialmente aqueles que ainda não conseguiram se adaptar à rotina da Universidade. De modo a facilitar esse entendimento, e promover dinamismo ao ensino-aprendizagem, foi aplicada uma atividade de monitoria, em formato de revisão de conteúdo, na turma de 2025.1, da disciplina de Ecdysozoa, do curso de Ciências Biológicas – Bacharelado, da Universidade Regional do Cariri. A atividade consistiu em um jogo de tabuleiro, onde cada casa possuía uma pergunta objetiva relacionada à ecologia e morfologia geral dos clados ecdisozoários, variando em dificuldade de acordo com a cor da mesma (verde: perguntas fáceis; amarelo: médias; e vermelhas: difíceis), referente ao conteúdo programático oferecido para primeira avaliação geral da disciplina: Introdução a Ecdysozoa, Clado Scalidophora e Clado Nematoidea. Os discentes foram instruídos a se dividirem em equipes de até três integrantes, e a responder da maneira que mais lhes fosse confortável, visando seu próprio aprendizado, e buscando desenvolver, da melhor forma possível, os conceitos básicos apresentados em aula. No somatório final de pontos, a equipe que respondeu às perguntas do modo mais correto foi recompensada com um presente pelo esforço e motivação para buscar mais conhecimento. Após a aplicação da dinâmica, identificamos: (a) melhora atitudinal dos discentes quanto a proatividade na busca para esclarecer dúvidas, tanto sobre o conteúdo, quanto sobre a disciplina no geral; (b) melhora no desempenho, em notas e qualidade das respostas das
Palavras-chave: Aprendizagem Lúdica,Dinamismo de Ensino,Ensino de Zoologia
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Abrir o trabalhoJOGO DIDÁTICO COMO MÉTODO ATIVO NO LETRAMENTO FINANCEIRO: EVIDÊNCIAS QUASE-EXPERIMENTAIS NO ENSINO MÉDIO
FRANCISCO CARLOS HENRIQUE DE OLIVEIRA LEITE ; ANA LÍCIA FELIPE BEZERRA LUZ; MATHEUS OLIVEIRA DA SILVA; RENAN PEREIRA ABREU
Metodologias ativas, como jogos, têm ganhado espaço por favorecerem engajamento e transferência de conhecimento para contextos reais. Em educação financeira, onde decisões envolvem trade-offs, jogos oferecem um ambiente seguro para experimentar escolhas e discutir consequências, complementando aulas expositivas. Assim, o objetivo da presente pesquisa é analisar o efeito de um jogo financeiro sobre o desempenho de estudantes do ensino médio do Ceará em conteúdos básicos de finanças. A metodologia partiu de uma intervenção pedagógica que combinou uma aula dialogada com um jogo didático. Este jogo, desenvolvido em plataforma digital gratuita, simula situações realistas envolvendo dinâmicas como seleção de despesas, impactos da inflação, empreendedorismo e elementos de sorte. Para testar a eficácia da intervenção, adotou-se um desenho quasi-experimental com grupo de Controle (N=17) e de Tratamento (N=36), no qual apenas o segundo grupo utilizou o jogo antes de um questionário de avaliação. Os dados foram analisados com estatística descritiva e testes de inferência. O grupo de Tratamento alcançou uma média de acertos de 79,2%, significativamente superior aos 57,6% do grupo de Controle, sendo que a superioridade também se refletiu na mediana (80% vs. 60%). A análise distributiva revela que o primeiro quartil do grupo de Tratamento (70%) se equivaleu ao terceiro quartil do grupo de Controle (70%), indicando um deslocamento positivo de toda a curva de aprendizado. A diferença foi estatisticamente significativa (t de Welch, p < 0.001), de grande magnitude prática (Cohen’s d = 1,16), e a robustez do achado foi confirmada por um teste não paramétrico (Mann-Whitney, p < 0.001). Tais achados, mesmo com a limitação de uma amostra pequena, indicam que a estratégia de gamificação favorece a compreensão ao transformar conceitos em situações praticáveis. Isso dialoga com a realidade de jovens que, ao receberem recursos de programas como o Pé-de-Meia, precisam tomar decisões responsáveis. Conclui-se que o uso do jogo elevou o desempenho dos estudantes, gerando evidências robustas do seu ganho pedagógico; da mesma forma, o projeto integrou o tripé ensino-pesquisa-extensão.
Palavras-chave: Educação Financeira,Gamificação,Letramento Financeiro,Ensino Médio
Oral
Abrir o trabalhoJOGOS MATEMÁTICOS: UMA FORMA DIVERTIDA DE APRENDER SOBRE MEDIDA DE TEMPO NO 2º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
FABIANA GONÇALVES DE SOUZA; GENECIA MARCELINO DE SOUSA
A matemática, frequentemente é considerada pelos estudantes um componente curricular que possui conceitos difíceis de aprender. Muitas vezes, tal estranhamento é decorrente de um ensino pautado na memória, aulas expositivas, exercícios de fixação, em que se tinha como foco a transmissão de conteúdo. (D’Ambrósio, 1989; Nacarato, et.al,2009). Com as tendências matemáticas para o ensino, temos os jogos matemáticos como recursos que favorecem a compreensão dos conceitos matemáticos, especialmente para crianças da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental, foco deste trabalho. Assim, o objetivo deste estudo consiste em compreender que o uso de jogos possibilita a aprendizagem de medida de tempo por estudantes do 2º ano do ensino fundamental. A metodologia foi organizada em três etapas: a primeira foi uma revisão bibliográfica, focando em leituras direcionadas aos conceitos matemáticos de grandezas e medidas e a pesquisa de jogos como recursos para favorecer a aprendizagem; a segunda foi a produção desses recursos didáticos, adaptando a aprendizagem das habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Por fim, a fase da exposição e socialização dos recursos criados em uma escola pública da rede municipal do município de Juazeiro do Norte-Ce. Os resultados esperados, é que os conceitos sobre medidas de tempo, sejam compreendidos pelos estudantes de forma dinâmica e significativa, considerando que os jogos favorecem a aprendizagem ao mesmo tempo que possibilitam a criança desenvolvimento da ludicidade enquanto brinca.
Palavras-chave: Jogos matemáticos,ensino e aprendizagem de matemática,grandezas e medidas
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Abrir o trabalhoLABORATÓRIO DE MATEMÁTICA ITINERANTE: ESPAÇO DE FORMAÇÃO INICIAL DE ESTUDANTES DO CURSO DE PEDAGOGIA DA URCA
ANA JESSICA DE SALES ; José Aurilo Bezerra da Silva; Bianca Maria Alencar do Nascimento
As atuais políticas públicas para a educação ainda não foram suficientes para superar os resultados negativos e excludentes na aprendizagem de Matemática. Percebe-se em relação ao ensino de Matemática, que as formações docentes, continuada e inicial, muitas vezes inviabilizam a mobilização de distintos saberes que são necessários ao exercício da docência, fragmentando as áreas de conhecimento para atuação do pedagogo. Estudos como Nacarato, Mengali e Passos (2009) e Silva (2024), assinalam que as universidades brasileiras nem sempre asseguram a qualidade do processo formativo inicial do pedagogo, pois as propostas curriculares ofertam poucas disciplinas para trabalhar com as fragilidades conceituais dos professores que ensinam matemática, oriundas em sua grande maioria, de suas trajetórias como estudantes. Diante deste cenário, foi pensado o Projeto de Extensão que propõe a execução de um laboratório de matemática itinerante, em uma escola do município do Crato – CE, no qual duas estudantes do curso de Pedagogia da Universidade Regional do Cariri, atuam como bolsistas na criação de propostas de jogos matemáticos direcionados a aprendizagem de estudantes do 2º ano do ensino fundamental. O projeto, ainda em andamento, tem contribuído na formação inicial das futuras pedagogas. Os resultados têm sido vistos na evolução da organização prévia e intencional dos planejamentos, nos estudos realizados, na execução das aulas por meio de jogos e no interesse e participação dos estudantes quando as atividades do Laboratório de Matemática são realizadas. Tornou-se um espaço formativo para além dos muros da Universidade, em que o conhecimento matemático se estabelece no intercâmbio da teoria e das práticas pedagógicas, possibilitando o desenvolvimento da aprendizagem de matemática das estudantes de pedagogia, dos estudantes do 2º ano e do professor regente da sala de aula.
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Abrir o trabalhoLABORATÓRIO DE MATEMÁTICA ITINERANTE: ESPAÇO DE APRENDIZAGEM PARA ESTUDANTES DOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
BIANCA MARIA ALENCAR DO NASCIMENTO ; José Aurilo Bezerra da Silva; Ana Jéssica de Sales
O presente trabalho apresenta o Projeto de Extensão, em andamento, que tem como objetivos identificar os conceitos matemáticos que os estudantes do 2º ano do ensino fundamental precisam aprender e desenvolver jogos de matemática que favoreçam o interesse e participação coletiva, mediados pela ação intencional e planejada de duas estudantes do curso de Pedagogia da URCA. Sabe-se que o ensino e aprendizagem de Matemática tem sido um dos focos das políticas públicas e avaliações externas nacionais, desde 1990. Documentos oficiais apresentam os baixos índices no desempenho dos estudantes, apontando a necessidade de novos caminhos e discussões para este componente curricular. O fato é que, mesmo com o direcionamento das políticas públicas mais recentes, especialmente no Brasil, o ensino de Matemática ainda apresenta um distanciamento entre como se pratica e se aplica no mundo, tratando na maioria das vezes os conceitos de forma complexa e abstrata, por meio de transmissão de conteúdos e desenvolvimento de habilidades, que na maioria das vezes, serve como um treino para responder às avaliações externas. O projeto acontece em uma escola municipal do Crato-CE, atende 25 estudantes 2º ano do Ensino Fundamental. Divide-se em quatro etapas: exploratória; planejamento; itinerante; e avaliação. Até o momento, foram realizados cinco jogos em sala de aula, abordando os conceitos de figuras e sólidos geométricos, multiplicação, adição e subtração. As estudantes bolsistas recebem os conteúdos do professor regente, estudam os conceitos matemáticos, planejam as ações pedagógica, criam os jogos, executam em sala de aula e depois, entrevistam os estudantes para compreender a sua aprendizagem e ter um redirecionamento para reiniciar a primeira etapa. O projeto tem oportunizado um espaço de interação e formação entre a universidade e a escola, favorecendo análise e reflexão sobre o ensino e aprendizagem de Matemática.
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Abrir o trabalhoLeia Mulheres Negras: Por uma educação inclusiva, multicultural e libertadora
ANNA JULITA BATISTA FREIRE AGAPTO ; Jéferson Leandro de Oliveira; João Pedro de Araujo Silva; Sabrina de Sousa; Maria Estefene Moreira Souza; Cícera Eduarda da Silva de Alencar
O projeto de Extensão “Leia Mulheres Negras: Por uma educação inclusiva, multicultural e libertadora” tem como meta primordial o combate ao racismo e ao sexismo no ambiente educacional. A estrutura formal de ensino, em muitos casos, contribui para a perpetuação de desigualdades ao negligenciar debates essenciais sobre essas questões. Diante desse cenário, o projeto se propõe a incentivar o reconhecimento e a disseminação das produções acadêmicas e literárias de mulheres negras, com o intuito de expandir o acervo intelectual e cultural dos(as) estudantes. A iniciativa foi aplicada em uma escola onde os(as) alunos(as) demonstraram um desconhecimento prévio sobre a literatura produzida por escritoras negras, bem como sobre os conceitos de racismo e sexismo. Essa constatação reflete uma realidade preocupante da formação educacional brasileira. A metodologia adotada incluiu o Clube do Livro, a realização de oficinas interativas, leituras direcionadas e rodas de conversa, atividades pensadas para abordar essas temáticas de forma aprofundada e estimular a reflexão crítica. Como resultado, observou-se uma receptividade e cooperação notáveis por parte dos(as) alunos(as). Eles(elas) se mostraram dispostos(as) a aprender e a participar ativamente de todas as etapas do projeto, evidenciando um aumento significativo em seu interesse pela literatura negra feminina e pela discussão de questões raciais e de gênero. Essa colaboração valida a relevância do tema abordado e a eficácia da abordagem pedagógica empregada. A discussão sobre os achados reforça a necessidade de projetos de extensão como este para suprir as lacunas existentes na educação formal, promovendo um aprendizado mais inclusivo e crítico. Em conclusão, o projeto “Leia Mulheres Negras” demonstrou ser um instrumento valioso para a formação de uma consciência antirracista e antissexista, ao introduzir e valorizar a produção intelectual de mulheres negras. A experiência reforça a importância de incorporar essas pautas de forma contínua no currículo escolar, visando a construção de uma educação verdadeiramente multicultural e libertadora.
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Abrir o trabalhoLEITURA VERBIVOCOVISUAL DE LIVROS ILUSTRADO NAS AULAS DE TURMA BÁSICA DO NUCLIN
ROBSON FERNANDES COSTA
O trabalho analisa o uso do livro ilustrado digital ergódico ("Sima and Siza" da Book Dash) para expandir a competência leitora e cultural de alunos do nível básico de inglês no NUCLIN-URCA. A abordagem foca na leitura verbivocovisual e na tradução intersemiótica, alinhando-se às diretrizes de Extensão por meio do Impacto Social e da Interdisciplinaridade (Estudos Culturais, Semiótica). A ação da prática de leitura se alinha com as diretrizes da URCA: a) Indissociabilidade entre Ensino, Pesquisa e Extensão: Prática pedagógica (Ensino) sustentada pela teoria da semiótica e literatura ergódica (Pesquisa). b) Impacto Social: Uso de material de licença aberta (Book Dash), democratizando o acesso ao conhecimento e à literatura africana. c) Impacto na Formação dos Estudantes: Desenvolvimento de uma leitura crítica (linguística, visual, digital), essencial na formação docente. d) Interação Dialógica: Troca de saberes entre comunidade acadêmica (NUCLIN) e sociedade (Book Dash, literatura do Sul Global). e) Interdisciplinaridade: Convergência de Linguística Aplicada, Estudos Culturais, Semiótica e Literatura Digital. Concluímos que a leitura do texto verbivocovisual e ergódico representa uma via contemporânea e crítica para a ampliação da competência leitora em Língua Inglesa.
Oral
Abrir o trabalhoLEVEL UP FINANCEIRO: PERFIL DOS ESTUDANTES E DESEMPENHO EM LETRAMENTO FINANCEIRO
MATHEUS OLIVEIRA DA SILVA ; Francisco C. H. de O. Leite; Ana Licia F. B. Luz; Renan P. Abreu
A educação financeira tem se consolidado como um tema central nas discussões sobre desenvolvimento econômico e inclusão social, mas estudos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revelam um déficit significativo de conhecimento financeiro entre os jovens, especialmente no Brasil. Diante dessa lacuna, o presente trabalho objetiva avaliar o desempenho em letramento financeiro de estudantes do ensino médio do Ceará, após participar de uma oficina do projeto "Level Up”. Para tal, a metodologia envolveu a realização de uma oficina com aula dialogada e a aplicação de um jogo de tabuleiro digital, seguida por um questionário estruturado com uma amostra de 53 estudantes, cujas respostas foram tratadas por meio de análises descritivas e explorações complementares de associação entre perfil e acertos por item. A análise de perfil dos estudantes revela que a maioria concentra seus meios de pagamento em Pix (62%); que possuem algum tipo de renda, com predominância em auxílio/bolsa (60%); e que a renda familiar majoritária se situou entre 1-2 salários-mínimos (49%). Os resultados sobre letramento financeiro revelam que os discentes conseguiram compreender inflação e retorno real (86%–89% de acertos); apresentaram desempenho intermediário em liquidez e poupança (72%–73%); e maiores dificuldades nos tópicos de custo de oportunidade e reserva de emergência (67%-43%). Diferenças de conhecimento por gênero ou renda se mostraram pouco consistentes e estatisticamente insignificantes, sugerindo que a estratégia pedagógica foi universal. Tais achados reforçam a pertinência do projeto, visto que jovens beneficiários de programas como o Pé-de-Meia necessitam de suporte para decidir entre consumo imediato e a construção de uma reserva. A abordagem pedagógica, que une teoria e gamificação, mostrou-se universalmente eficaz, traduzindo conteúdo abstrato em situações práticas e dialogando diretamente com as diretrizes da extensão: a interação dialógica entre universidade e escola; o impacto social, ao fomentar o uso consciente de recursos com efeito multiplicador nas famílias; e o impacto na formação discente, ao posicionar os universitários como protagonistas na mediação do conhecimento. Conclui-se que o projeto cumpre seu papel extensionista de forma eficaz, gerando dados que retroalimentam a própria prática acadêmica e promovem autonomia financeira na comunidade. Como próximos passos, prevê-se ampliar a amostra e disponibilizar os materiais educativos e
Palavras-chave: Educação Financeira,Gamificação,Letramento Financeiro
Oral
Abrir o trabalhoLITERATURA INFANTIL: LEITURA E CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS PARA AS INFÂNCIAS
ALAN CORDEIRO DA SILVA
O trabalho ora apresentado objetiva relatar e compartilhar algumas ações efetivadas no projeto de extensão “Literatura Infantil: Leitura e Contação de Histórias paras as Infâncias”, com o intuito de suscitar a importância da literatura infantil e seu valor como arte e potente educador e formador das infâncias que, para além de seu caráter humanizador, propicia às crianças entretenimento, atividade lúdica e brincadeira. A literatura infantil gera aprendizagens existenciais significativas na medida em que aborda temas libertadores, questionadores das normas hegemônicas, dando-lhes chance para que representem a realidade como ela entende (Abramovich, 1997, Lisboa, 2010). Nesse sentido, a criança deixa de ser um leitor passivo que só recebe instruções e ensinamentos e passa a ser um leitor crítico do mundo e da palavra (Freire, 1982). O projeto teve como objetivo geral, oferecer às crianças de creches, pré-escolas, escolas de ensino fundamental da rede pública municipal das cidades de Juazeiro do Norte - CE, Crato - CE e Santana do Cariri - CE oportunidades de apreciar obras de literatura infantil na perspectiva contemporânea que tem dado destaque à pluralidade cultural, sexualidade, responsabilidade planetária, acolhimento das deficiências, condições sociais, cor de pele e etnias. As instituições contempladas foram: Centro de Educação Infantil Ailza Gonçalves Felício, no Crato/CE, Escola de Ensino Fundamental de Tempo Integral Tabelião Expedito Pereira em Juazeiro do Norte/CE e a Escola de Educação Infantil e Ensino Fundamental José Homem de Sousa Filho, em Santana do Cariri/CE. As crianças demonstraram entusiasmo e alegria, apreciando as seguintes histórias: “O Lobo Voltou!”; “A Revolta das Princesas”; “Até as Princesas Soltam Pum”; “O Desfile dos Bichos” e “O Sanduíche da Maricota”. Outrossim, o projeto integrou o Artefatos da Cultura Negra de 2025, apresentando duas histórias: Olelê: Uma Cantiga da África, de Fábio Simões (2015); Uma Princesa Diferente, de Cristina Sousa (2018). A partir dessa perspectiva, apontamos a necessidade de uma literatura infantil que se constitua como ação humanizadora, atentos aos perigos de uma história única, caminhando na contramão de narrativas que invisibilizam a diversidade e a complexidade das pessoas e culturas (Adichie, 2009).
Palavras-chave: Literatura Infantil,Formação das Infâncias,Leitura e Contação de Histórias
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Abrir o trabalhoLiteratura, Memória e Produção Textual no território de Dona Bárbara de Alencar
RAMOM DA SILVA RIBEIRO
Este projeto compreende o desenvolvimento de grupos de leitura na biblioteca da ECEIBA (Estação de Cultura Ecopedagógica e Instituto Bárbara de Alencar), no município de Campos Sales-CE. O projeto surgiu da necessidade de criarmos e promovermos momentos dedicados à leitura literária por prazer e fruição, bem como a leitura compartilhada, estimulando as crianças e adolescentes a adentrarem ao universo da literatura (brasileira, mundial e local). A literatura é um campo do conhecimento que se faz presente na história da humanidade em todas as épocas, para muitos autores é considerada como um direito de todos, já que não existe formação humana desvinculada da fabulação. Diante disso e da capacidade que a leitura de obras literárias tem em contribuir para a formação dos indivíduos para o exercício da cidadania, é que nos colocamos à disposição da comunidade para inserir os estudantes nesse mundo letrado, onde a literatura muitas vezes é deixada à margem até mesmo dentro das escolas em prol da construção de outras habilidades e da aprendizagem de outros conteúdos, promovendo também a interdisciplinaridade. Compreendemos, portanto, que a leitura literária possui, além do papel formador e humanizador, a função de favorecer a aprendizagem das habilidades de escrita, análise linguística, capacidades discursivas, argumentação, dentre outras, e por isso, o projeto tem uma relevância social para o território onde é desenvolvido e para a formação dos estudantes que participam das atividades dialógicas de leitura. A leitura prazerosa, compartilhada, estimula o desenvolvimento da competência comunicativa, da interação e faz com que os estudantes estejam sempre em busca de mais conhecimentos, formando-os enquanto seres capazes de agir no seu meio social de forma crítica.
Palavras-chave: Leitura ,escrita,socieadade,cidadania
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Abrir o trabalhoMONITORIA DA DISCIPLINA DE FISIOLOGIA HUMANA APLICADA A EDUCAÇÃO FÍSICA: UM RELATO DE EXPERIENCIA
VITÓRIA LÍLIAN SOUSA FIDELIS ; João Marcos Ferreira de Lima Silva; Hudday Mendes da Silva
A monitoria acadêmica se apresenta como uma oportunidade enriquecedora para o desenvolvimento acadêmico, permitindo ao monitor vivenciar o processo de ensino e aprendizagem de forma mais profunda e colaborativa. Na disciplina de Fisiologia Humana Aplicada à Educação Física, ministrada no primeiro semestre de 2025, a experiência foi desafiadora por envolver conteúdos amplos e complexos. Esse relato tem a finalidade de compartilhar os desafios, as estratégias e as contribuições da monitoria para o aprendizado dos alunos. A disciplina possui 7 créditos com uma carga horária de 126 horas/aula, distribuídos em dois encontros semanais, exigindo planejamento constante e metodologias diversificadas. Durante o período da monitoria, busquei adaptar as atividades às necessidades dos alunos, com base na observação das aulas, nas discussões em sala e no acompanhamento contínuo do desempenho da turma. Em parceria com o professor responsável, elaborei trabalhos e provas específicas, além de conduzir momentos presenciais de revisão e orientação, que contribuíram para o esclarecimento de dúvidas e reforço dos conteúdos. Para facilitar a comunicação e ampliar o suporte, utilizamos um grupo de WhatsApp, espaço que se tornou essencial para troca de informações, lembretes e discussões rápidas sobre os temas abordados. Ao longo dos nove meses de atuação, observei que muitos, alunos apresentavam dificuldades em relacionar os conteúdos da fisiologia com a prática profissional da Educação Física, especialmente ao compreender como aplica-los à saúde e ao cotidiano. Ainda assim, houve avanços significativos na compreensão teórica e na melhora das notas, reflexo da dedicação e participação dos alunos nas atividades propostas. A experiência como monitora proporcionou crescimento pessoal e acadêmico e, contribuiu para tornar o aprendizado mais acessível, dinâmico e integrado, incentivando os alunos a desenvolver uma visão mais crítica e aplicada sobre os conteúdos da disciplina.
Palavras-chave: monitoria,fisiologia humana,educação física,ensino superior,extensão universitária
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Abrir o trabalhoMOTIVAÇÃO E DESEMPENHO: FATORES QUE INFLUENCIAM A PERMANÊNCIA DOS ALUNOS NO PREVEST
RAMON DAVI PEREIRA BERNARDO ; Lucas do Nascimento Alves; Emerson Robert Andrade da Silva; Fabio Alexandre Santos
O Programa Pré-Universitário da Universidade Regional do Cariri (PREVEST) constitui uma ação de extensão voltada à inclusão social e educacional de jovens e adultos oriundos da rede pública de ensino, oferecendo preparação gratuita para o ingresso no ensino superior. Este trabalho tem como objetivo analisar os fatores de motivação e desempenho que influenciam a permanência dos estudantes no programa. A metodologia adotada combinou abordagens qualitativas e quantitativas, por meio da aplicação de questionários a diferentes turmas, realização de entrevistas com docentes e coordenação, e análise documental de registros acadêmicos. Os resultados indicaram que o desempenho dos alunos é afetado por limitações econômicas, carga horária de trabalho e acesso restrito a recursos didáticos, enquanto a motivação está associada ao acolhimento institucional, ao apoio pedagógico e à construção de vínculos de pertencimento. A discussão evidencia que a permanência estudantil depende da integração entre apoio psicossocial, estímulo acadêmico e práticas inclusivas, destacando o impacto social e formativo do programa. Conclui-se que o PREVEST, ao articular ensino, pesquisa e extensão, cumpre papel essencial na formação crítica e cidadã dos participantes, configurando-se como espaço de transformação social e democratização do acesso ao conhecimento.
Palavras-chave: Extensão universitária. Inclusão socialPermanência estudantil.
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Abrir o trabalhoNESSA ESCOLA TEM COTISTA: EDUCAÇÃO RACIAL E DIREITOS SOCIAIS - CRATO
MARIA APARECIDA DAS CHAGAS FURTADO; Maria Telvira da Conceição
O presente trabalho foi formulado a partir dos relatos de experiências do projeto de extensão NESSA ESCOLA TEM COTISTA: EDUCAÇÃO RACIAL E DIREITOS SOCIAIS - CRATO, de autoria e coordenação da professora Maria Telvira da Conceição - Departamento de História/URCA, desenvolvido em 2025. A proposta extensionista, surgiu como resposta às dificuldades enfrentadas pela Universidade Regional do Cariri – URCA no tocante à implementação das políticas afirmativas, incluindo fraudes no acesso às cotas e à falta de informações e esclarecimentos sobre a temática nas escolas públicas de ensino médio. O projeto busca conscientizar alunos e educadores sobre a importância das ações afirmativas e combater preconceitos raciais enraizados na nossa sociedade, destacando a necessidade dessas ações como forma de reparação histórica. Para isso, foram promovidos momentos formativos, no formato de oficinas, em escolas do Crato, tendo como referência a metodologia do projeto. As formações dos bolsistas foram realizadas em abril de 2025, fundamentadas em leituras críticas e discussões sobre legislação e desafios das políticas de cotas, incluindo resistências sociais, o papel das comissões de heteroidentificação, o colorismo e a estrutura racista do Brasil. A execução do projeto envolveu a inscrição de 4 escolas interessadas e a realização das formações, iniciadas em maio, por meio de divulgação virtual disponibilizada na página do Núcleo de História Africana e Afro-indigena/NIAFRO-URCA, e contou com ampla participação de estudantes e professores. Ao todo, 314 (trezentas e quatorze) pessoas foram beneficiadas. Durante as atividades, questões como a necessidade das cotas e os efeitos do racismo estrutural foram discutidas, gerando reflexões importantes, identificação com as realidades dos estudantes presentes e o reconhecimento de si como pessoas negras. O trabalho reforça a relevância das ações afirmativas na promoção da equidade educacional, ressaltando a importância de um diálogo contínuo sobre racismo e justiça social.
Palavras-chave: políticas afirmativas, cotas raciais, educação, crato-ce
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Abrir o trabalhoNESSA ESCOLA TEM COTISTA: EDUCAÇÃO RACIAL E DIREITOS SOCIAIS – JUAZEIRO DO NORTE
JOÃO PEDRO DA SILVA TELES
O presente trabalho foi formulado a partir dos relatos de experiências do projeto de extensão NESSA ESCOLA TEM COTISTA: EDUCAÇÃO RACIAL E DIREITOS SOCIAIS – JUAZEIRO DO NORTE, de autoria e coordenação da professora Maria Telvira da Conceição - Departamento de História/URCA, desenvolvido em 2025. A proposta extensionista, surgiu como resposta às dificuldades enfrentadas pela Universidade Regional do Cariri – URCA no tocante à implementação das políticas afirmativas, incluindo fraudes no acesso às cotas e à falta de informações e esclarecimentos sobre a temática nas escolas públicas de ensino médio. O projeto busca conscientizar alunos e educadores sobre a importância das ações afirmativas e combater os racismos enraizados na nossa sociedade, destacando a necessidade dessas ações como forma de reparação histórica. Para isso, foram promovidos momentos formativos, no formato de minicursos formativos, em escolas do Juazeiro do Norte, tendo como referência a metodologia do projeto. As formações dos bolsistas foram realizadas em abril de 2025, fundamentadas em leituras críticas e discussões sobre legislação e desafios das políticas de cotas, incluindo resistências sociais, o papel das comissões de heteroidentificação, o colorismo e a estrutura racista do Brasil. A execução do projeto envolveu a inscrição de 3 (três) escolas interessadas e a realização das formações, iniciadas em maio, por meio de divulgação virtual disponibilizada na página do Núcleo de História Africana e Afro-indígena/NIAFRO-URCA, e contou com ampla participação de estudantes e professores. Ao todo, 192 (cento e noventa e duas) pessoas foram beneficiadas. Durante as atividades, questões como a necessidade das cotas e os efeitos do racismo estrutural foram discutidas, gerando reflexões importantes, identificação com as realidades dos estudantes presentes e o reconhecimento de si como pessoas negras. O trabalho reforça a relevância das ações afirmativas na promoção da equidade educacional, ressaltando a importância de um diálogo contínuo sobre racismo e justiça social.
Palavras-chave: Políticas afirmativas,Cotas raciais,Educação,Juazeiro do Norte-Ce
Oral
Abrir o trabalhoO CORPO HUMANO DE PERTO: UMA ESTRATÉGIA PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS NA EDUCAÇÃO BÁSICA
WYTALLO CARVALHO BARRETO; Antônio Dalison Pinheiro Sousa; Geslayne Lima Feitosa; Antônia Yasmim Pereira Duarte; Eline Rodrigues de Souza
Introdução: O ensino do corpo humano na educação básica é essencial para que os estudantes compreendam sua estrutura, funcionamento e transformações. Na Adolescência, marcada por intensas mudanças físicas e hormonais, surgem dúvidas frequentes sobre o próprio corpo, exigindo uma abordagem clara e acessível. Nesse cenário, a extensão universitária promove o diálogo entre universidade e escola, aproximando o conhecimento científico da realidade dos alunos por meio de metodologias ativas e recursos didáticos. Objetivo: Relatar a experiência de um projeto de extensão que buscou apresentar conteúdos de Anatomia e Fisiologia Humana a estudantes do Ensino Fundamental, utilizando metodologias ativas e modelos anatômicos para favorecer aprendizagem significativa e estimular práticas de saúde. Metodologia: O projeto foi realizado em uma escola pública de Iguatu-CE, com visitas mensais de cinco graduandos, orientados por docente. As etapas incluíram: (1) reunião com a gestão escolar; (2) planejamento das ações; (3) execução das visitas; (4) aulas expositivo- dialogadas com peças sintéticas do acervo da Universidade Regional do Cariri; (5) atividades práticas de demonstração de movimentos corporais. A participação ativa e a integração entre teoria e prática foram priorizadas. Resultados: As ações envolveram alunos do 8º ano, favorecendo a aproximação universidade e a comunidade. Observou-se engajamento, questionamentos e interesse nos conteúdos, evidenciando que metodologias ativas e materiais concretos ampliaram a compreensão do corpo humano e estimularam reflexões sobre hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada e atividade física. A experiência também contribuiu para a formação dos graduandos, fortalecendo competências didáticas e responsabilidade social. Conclusão: O projeto evidenciou que metodologias ativas em contexto escolar favorecem aprendizagem participativa e inclusiva, ampliando o entendimento dos adolescentes sobre seu corpo. A experiência fortaleceu o vínculo universidade e a escola e se relaciona diretamente com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, especialmente o ODS 3 (Saúde e BemEstar) e o ODS 4 (Educação de Qualidade).
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Abrir o trabalhoO Direito ao Alcance de Todos: cidadania e educação jurídica no ambiente escolar
MARIANNA OLIVEIRA FREITAS
O principal intuito do Direito ao Alcance de Todos é fornecer conteúdos voltados à formação cidadã, promovendo o entendimento prático da Constituição e dos direitos e deveres, a fim de estimular a participação cidadã no cotidiano escolar. O projeto busca colocar em prática as diretrizes da Extensão Universitária, aproximando o conhecimento do dia a dia dos jovens e mostrando como o Direito está presente em situações simples. O objetivo é despertar nos participantes a consciência sobre como agir com cidadania ativa, compreendendo deveres e direitos enquanto integrantes da sociedade. A metodologia utilizada baseia-se em exposições dialogadas e dinâmicas participativas, que incentivam a troca de experiências e o aprendizado coletivo. Durante as atividades, dialogamos sobre diversos direitos sociais, mas também destacamos os deveres dos jovens como cidadãos, mostrando a importância de cumpri-los, especialmente no que se refere ao estudo, como forma de ampliar o conhecimento e construir um caminho mais seguro para a realização de seus sonhos. Tudo isso é feito com exemplos práticos do cotidiano, o que torna as conversas mais próximas da realidade e facilita o entendimento. Os resultados mostram que os alunos têm compreendido melhor os temas tratados e desenvolvido atitudes voltadas ao respeito, à igualdade e à responsabilidade social. No fim, é possível perceber que o Direito ao Alcance de Todos realmente cumpre o papel de levar o saber jurídico para fora da sala de aula, transformando conhecimento em prática e contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes.
Palavras-chave: Educação, Direitos, Deveres, Cidadania ativa, Aprendizado coletivo
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Abrir o trabalhoO PERIGO DE UMA HISTÓRIA ÚNICA: REFLEXÕES SOBRE NARRATIVAS E A EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA NO PROJETO DE EXTENSÃO Q-ERER
DENISE CAVALCANTE SARAIVA; Maria Lizandra Moreira de Souza; Joilson Silva de Sousa
O projeto de extensão universitário intitulado: “Q-ERER: (des)construindo saberes e epistemologias”, vinculado à Universidade Regional do Cariri (URCA) e ao Núcleo de Estudos em Educação, Gênero e Relações Étnico-Raciais (NEGRER/URCA), desenvolve ações formativas voltadas à Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER) e à construção de uma educação antirracista e anticolonial por meio de encontros que metodologicamente funcionam em formato de clube do livro/de leituras e que ocorrem periodicamente de forma remota, via plataforma Google Meet, reunindo professores/as e estudantes da Educação Básica e do Ensino Superior em um espaço que propicia diálogo e reflexão por meio de leituras orientadas. O projeto tem como objetivo promover reflexões críticas sobre o racismo estrutural e o epistemicídio, tensionando e transformando práticas educativas por meio da valorização de saberes e epistemologias produzidas por autorias negras e indígenas, em articulação com a educação antirracista e o cumprimento das Leis 10.639/03 e 11.645/08. Entre as atividades realizadas, destaca-se a discussão teórica do livro/palestra “O perigo de uma história única”, de Chimamanda Ngozi Adichie (2019), que propiciou reflexões sobre o poder das narrativas na formação de identidades e na manutenção de estereótipos sobre povos e culturas subalternizadas. A atividade provocou a reflexão crítica sobre às visões únicas e reducionistas da história e da cultura de determinados povos, promovendo a valorização de múltiplas vozes e saberes, especialmente se referindo a mulheres negras e povos não ocidentais. O projeto se encontra em desenvolvimento e observa-se que os debates propiciados contribuíram de forma significativa para os participantes e voluntárias na medida em que favoreceram para o conhecimento de epistemologias não eurocêntricas, a ampliação do olhar crítico sobre o racismo estrutural e a valorização das identidades plurais presentes no contexto social, e sobretudo possibilitando a reflexão sobre a prática docente voltada à diversidade e à justiça social. Assim, o projeto reafirma o papel da extensão universitária como um espaço de diálogo, pesquisa, reconstrução de epistemologias plurais e a transformação social.
Palavras-chave: Educação antirracista, ERER, Epistemologias plurais, Formação crítica
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Abrir o trabalhoO USO DE FERRAMENTAS DIGITAIS PARA AULAS INCLUSIVAS NO ENSINO DE CIÊNCIAS PARA SURDOS
NARCELIO MOREIRA SANTOS
Diante das transformações culturais e tecnológicas contemporâneas, o ensino de Ciências para estudantes surdos ainda enfrenta obstáculos significativos, mesmo com a presença de intérpretes e recursos digitais. A ausência de materiais acessíveis, o uso restrito da Libras nos processos pedagógicos e as dificuldades na compreensão e execução de protocolos experimentais comprometem a participação ativa desses estudantes. Este trabalho, oriundo de pesquisa em andamento, tem como objetivo analisar a relevância metodológica da integração de ferramentas digitais mediadas pela Libras no ensino de Ciências para discentes surdos. Adotou-se como procedimento a pesquisa bibliográfica com enfoque em metodologias ativas, a partir da revisão de livros e artigos científicos disponíveis em bases nacionais como a LDB, a Lei 10.436/2002-Lei de Libras, o decreto 5.636/2005 e a LBI Lei nº 13.146/2015, utilizando os descritores “tecnologias digitais”, “ensino de Ciências em Libras” e “recursos tecnológicos”. Os dados evidenciam que o uso pedagógico de recursos digitais favorece o desenvolvimento cognitivo, amplia o engajamento e melhora o desempenho na aprendizagem. Conclui-se que a adoção de estratégias acessíveis mediadas pela Libras constitui elemento essencial para a construção de práticas educacionais mais inclusivas e equitativas, demandando políticas públicas permanentes e formação docente específica na área.
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Abrir o trabalhoO VALENTE NÃO É VIOLENTO: UMA AÇÃO EDUCATIVA SOBRE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
MARIA CLARICE AGUSTINHO ALVES ; Bianca Gabryelle Araujo dos Santos; Mateus Sampaio de Oliveira; Ashiley Isadora Alves Ferreira; Tarcilândia Vieira Gomes Brito; Vivian Cavalcante de Oliveira
A trajetória das mulheres, no decorrer da história, revela longos anos de submissão e violação de direitos. Atualmente, o crime de violência contra a mulher ainda configura-se como uma ameaça que acompanha milhares de mulheres por toda a vida. Essa problemática é decorrente principalmente da desigualdade de gênero e por isso a educação torna-se uma ferramenta fundamental na desconstrução de estereótipos e na reformulação de comportamentos que reforçam a violência. Objetivou-se, portanto, relatar a experiência de acadêmicos do curso de enfermagem no desenvolvimento da atividade educativa “O valente não é violento”, acerca do enfrentamento da violência contra a mulher. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência que buscou envolver prioritariamente adolescentes do sexo masculino mas contou também com a presença de adolescentes do sexo feminino. A ação aconteceu em outubro de 2025 em uma escola estadual de ensino técnico no município de Crato e contou com a participação de 44 alunos do curso de informática e a contribuição de quatro facilitadores, sendo três acadêmicos do curso de enfermagem e uma enfermeira. Para a discussão da temática, foram usados elementos audiovisuais e pedagógicos como cartolinas onde os alunos puderam responder a duas perguntas levantadas: “ O que a mulher deve fazer?” e “ O que o homem deve fazer?”, a fim de entender as suas percepções e trabalhar a desmistificação de estigmas disfuncionais que reforçam a desigualdade de gênero. Apesar de a temática ter sido elaborada visando o público masculino com enfoque na conscientização acerca de falas e comportamentos que corroboram com a perpetuação da violência contra a mulher, as adolescentes do sexo feminino participaram do momento desfrutando dos conhecimentos sobre os tipos de violência, a identificação de comportamentos abusivos e os direitos que abrangem essa parcela da sociedade. Além disso, a turma apresentou grande engajamento, levantando questionamentos e dúvidas pertinentes que contribuíram para um melhor aproveitamento da atividade. Conclui- se que a educação exerce um papel imprescindível no combate a violência contra a mulher e os adolescentes por estarem em um importante momento de construção de valores e pensamento crítico, constituem um grupo com grande potencial de influenciar mudanças sociais. Nesse sentido, ações educativas como esta não apenas fornecem conhecimento, mas também incentivam a reflexão e a transformação de comportamentos.
Palavras-chave: Educação,Violência contra a mulher,Enfrentamento
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Abrir o trabalhoOS DESAFIOS DA INTERDISCIPLINARIDADE DOS CÍRCULOS DE CULTURA DA MATEMÁTICA E DAS CIÊNCIAS DA NATUREZA: EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA NO PREVEST URCA IGUATU
ALINE ALVES DE OLIVEIRA; Joyce Maria Leite e Silva; Soraia Araújo Madeira
O PREVEST URCA é um programa de extensão voltado para a preparação de estudantes da região do Cariri e Centro Sul cearense para os exames de acesso ao ensino superior. Sua proposta se alinha ao conceito de extensão definido pelo Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras (FORPROEX), que a entende como um processo educativo, cultural e científico que articula ensino e pesquisa, estabelecendo uma relação transformadora entre universidade e sociedade. Considerando tais aspectos, o objetivo deste trabalho é apresentar as experiências das coordenadoras de área dos círculos de cultura da matemática e das ciências da natureza do PREVEST URCA Iguatu. Para cumprir tal finalidade, torna-se importante ressaltar que o público participante desse Programa é formado, majoritariamente, por jovens e adultos egressos de escolas públicas, integrantes do Cadastro Único (CadÚnico) e pessoas negras/pretas/pardas, o que evidencia o compromisso e responsabilidade social da iniciativa ao contemplar grupos historicamente excluídos do acesso ao ensino superior. A experiência de coordenação destes círculos de cultura revelou alguns desafios, dentre eles destacam-se a heterogeneidade do público, com diferentes níveis de conhecimento e ritmos de aprendizagem, a promoção de diálogos efetivos entre as áreas de conhecimento, já que é comum tratar essas disciplinas de forma fragmentada e principalmente contextualizar os conteúdos complexos (típicos de vestibular) à realidade e ao repertório dos estudantes que chegam com lacunas formativas. Em resposta a esses obstáculos, foram implementadas algumas ações como, encontros periódicos entre os coordenadores e facilitadores de área, utilizando metodologias ativas para o planejamento de aulas e outras formas de abordar o conteúdo, como gincanas, atividades de revisão e simulados. Houve também um esforço na busca da interdisciplinaridade, para permitir conexões entre a matemática e as ciências da natureza na resolução de questões. Apesar dos desafios, os resultados das ações foram, maior compreensão dos conteúdos, segurança na resolução de provas, e motivação para a continuidade dos estudos. Apesar dos avanços, permanecem desafios como a adaptação dos conteúdos à realidade dos estudantes e a busca pela interdisciplinaridade entre os círculos de cultura. Dessa forma, o PREVEST URCA se afirma não apenas como um espaço de preparação para o ingresso no ensino superior, mas também como um projeto de inclusão social.
Oral
Abrir o trabalhoOS MEIOS QUE OCORREM A EDUCAÇÃO NA SOCIEDADE
JOEL GONÇALVES DE OLIVEIRA
Este trabalho tem como objetivo fazer uma análise sobre as principais questões que envolvem a educação, abordando suas temáticas. O contexto escolar é um processo amplo e, muitas vezes, desafiador, sobretudo quando se trata da aprendizagem. O ensino escolar é o elemento mais tradicional, pois, nele, o professor, junto com os alunos, desenvolve suas atividades escolares, determinando, assim, a prática escolar. Existem outros meios que compõem o meio educacional; dentre eles, destacam-se o ensino online, o presencial, as palestras, as universidades públicas ou particulares e outras atividades, como as esportivas, que também são educativas. Entre elas, destacam-se o futebol, o basquete, o vôlei, a corrida, entre outras modalidades. A educação tem papel importante na constituição e no desenvolvimento do cidadão; por isso, é fundamental o apoio dos professores e demais profissionais, para que, assim, se construa um futuro melhor na sociedade, com a ampliação do conhecimento, aliada à disciplina e ao respeito por todos os cidadãos.
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PALAVRAS DE COR: A LITERATURA NEGRA NA EDUCAÇÃO BÁSICA E A FORMAÇÃO DE LEITORES NA ESCOLA MARIA VIRGEM, COMUNIDADE QUILOMBOLA DO CARCARÁ, POTENGI-CE
WEDSON ALENCAR DE OLIVEIRA ; Tiago da Silva Morais; Laís Antônia de Oliveira Alves
O projeto de extensão “Palavras de Cor: a literatura negra na Educação Básica” vem sendo desenvolvido na Escola Maria Virgem da Silva, situada na comunidade quilombola do Carcará, município de Potengi-CE, com o propósito de fortalecer práticas pedagógicas antirracistas e interculturais. A iniciativa busca valorizar a cultura e a identidade quilombola no espaço escolar, em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola e as Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008. Com início em março de 2025, o projeto encontra-se em andamento, envolvendo alunos do 7º ao 9º ano do Ensino Fundamental em círculos de leitura e mediações literárias de obras da literatura negra. A metodologia adotada é qualitativa e de base etnográfica, com encontros semanais planejados coletivamente com a gestão e o corpo docente da escola. As atividades incluem visitas à comunidade, rodas de conversa, pesquisa bibliográfica, mediações literárias e produções criativas dos estudantes. Até o momento, a turma do 7º ano realizou a leitura das obras “Eu, você e a capoeira”, “Alfrabeto, “Os tesouros de Monifa” e “O Pequeno Príncipe Preto”. Já as turmas do 8º e 9º anos concluíram a leitura do livro “As Cores da Escravidão” e deram início a uma nova obra, mantendo-se ativas as discussões literárias e as produções autorais. Observa-se uma evolução significativa no engajamento dos alunos, no desenvolvimento da oralidade, da interpretação e do gosto pela leitura, além do fortalecimento da identidade e da autoestima quilombola. Conclui-se que o projeto, vem contribuindo como uma experiência transformadora no processo de formação de leitores críticos, conscientes de sua ancestralidade e protagonistas de sua própria história.
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Abrir o trabalhoPATRIMÔNIO CULTURAL NEGRO DO BAIRRO BATATEIRAS, DO CRATO-CE: UMA REFLEXÃO SOBRE AS MULHERES DO COCO
BARBARA NOBRE ALENCAR MONTEIRO
Essa pesquisa é um desdobramento do Projeto de Extensão “Patrimônio cultural negro do bairro Batateiras, do Crato-Ce: reflexões para a educação”. Ressaltamos que esse projeto fundamenta-se nos princípios da Extensão Universitária, a saber: Indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, tendo em vista o diálogo permanente entre a universidade e a comunidade e a realização de pesquisas sobre a complexidade cultural local; Impacto social, considerando a participação ativa da comunidade através da realização de ciclos formativos; Impacto na formação das(os) estudantes, em razão da promoção de uma formação crítica e consciente das demandas sociais; Interação dialógica, tendo em consideração o contato com o bairro e a construção de conhecimentos sobre as africanidades; e Interdisciplinaridade, vide a relação do patrimônio cultural com as várias áreas de produção do conhecimento. Como parte do patrimônio cultural negro da Batateiras temos a Dança do Coco. Assim, o escopo principal desse trabalho foi evidenciar a existência e a relevância dessa dança para a manutenção das memórias negras. Desenvolvemos essa pesquisa sob o fundamento do método da afrodescendência (Cunha Junior, 2006), tendo como procedimentos metodológicos uma revisão de literatura, através de autorias negras como Querino (1918), Cunha Junior (2006, 2001) e Silva (2023). Também realizamos percursos afrourbanísticos no bairro em questão, onde trabalhamos com a historiografia oral. A Dança do Coco surgiu do ofício de quebrar o coco e da prática social de pisar o barro para a feitura das casas de taipa. Na Batateiras, a Dança do Coco se solidificou em forma de um grupo formado por mulheres, entre essas, donas de casa, rezadeiras, meizinheiras, lavadeiras, parteiras, professoras, que enfrentaram diversas dificuldades e preconceitos, mas que não desistiram e resistiram para manifestar a cultura que aprenderam com seus ancestrais. A partir das observações feitas sobre a história desta dança, a observação da história do surgimento do bairro, sua estrutura e composição, sua classificação como bairro negro, compreendemos essa manifestação como cultura afrodescendente, que guarda as memórias e ensinamentos das africanidades na região do Cariri cearense, mantendo viva e ardente a chama ancestral dentro do território.
Palavras-chave: Dança do Coco,Afrodescendência,Bairro Batateiras
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Abrir o trabalhoPERIÓDICO DE EXTENSÃO DA URCA: RELATO SOBRE COTIDIANOS DE BOLSISTAS EXTENSIONISTAS
MARIA DA CONCEIÇÃO DUARTE; Anna Dávilla Rocha do Nascimento; Cicero Magerbio Gomes Torres; Dioginys Cesar Felix de Lima.
Resumo: O presente trabalho relata as vivências de estágio no primeiro semestre de 2025 junto à Revista Científica de Extensão da Universidade Regional do Cariri (URCA), destacando a importância da rotina editorial e das normas ABNT para a formação acadêmica e o desenvolvimento profissional. A atuação foi contínua, centrada no fluxo de trabalho para publicação, que envolveu o atendimento a professores e alunos pesquisadores e a organização de demandas de submissão. As atividades rotineiras abrangeram a organização e o direcionamento de artigos para avaliação ad hoc, cobrindo as diversas áreas temáticas de extensão, como Educação, Comunicação, Saúde, Meio Ambiente, Trabalho, Justiça Social e Direitos Humanos. A imersão neste ambiente proporcionou um significativo desenvolvimento pessoal e profissional. Adquirimos a capacidade de sistematizar informações, organizar o fluxo de trabalho e gerenciar múltiplas demandas, competências cruciais para a futura atuação na pesquisa e na extensão. Como resultado concreto, o trabalho resultou na publicação da edição v.4, n. 1, de jan. - jun. de 2025, que contempla 26 artigos que abarcam a contribuição e os impactos sociais do âmbito extensionista. Essa edição demonstrou a ampla representatividade e a forte conexão acadêmica da URCA com as comunidades da região do Cariri, reforçando o papel transformador da extensão universitária. Dentre as próximas atividades, espera-se que até o final do ano de 2025 possamos publicar mais uma edição da REVEXT, contribuindo para a divulgação das ações realizadas no âmbito da extensão da URCA.
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Abrir o trabalhoPODCAST PALAVRA VIVA: DIÁLOGO ENTRE A DOCÊNCIA E AS ORALITURAS URBANAS
MARIA SAMILLY SOUSA DO NASCIMENTO; Luciano Barbosa Apolinário
O projeto de extensão Podcast Palavra Viva: Diálogo entre a Docência e as Oralituras Urbanas é desenvolvido no âmbito do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação, Gênero e Relações Étnico-Raciais (NEGRER), em parceria com os coletivos Vozes da Quebrada e Original Rap Cariri, com apoio da Pró-Reitoria de Extensão da URCA. O projeto tem como propósito criar um espaço de diálogo entre a universidade e a comunidade, aproximando a prática docente das expressões culturais urbanas, como o rap, o slam, o repente e projetos comunitários de incentivo à leitura. Baseado na união entre ensino, pesquisa e extensão, o projeto valoriza os saberes populares e estimula o protagonismo dos estudantes na construção de uma educação mais crítica e participativa. O principal objetivo é mostrar como as linguagens das ruas podem contribuir para o ensino, tornando-o mais significativo e conectado às realidades sociais e culturais dos estudantes. A metodologia consiste na produção de episódios mensais em formato de podcast, com duração aproximada de uma hora, divididos em blocos que apresentam entrevistas, relatos de experiências e exemplos de práticas pedagógicas que utilizam as oralituras no ambiente escolar. Os episódios são divulgados em plataformas digitais e redes sociais, ampliando o alcance das ações e o contato com o público. Entre os resultados observados, estão o fortalecimento do vínculo entre a universidade e a comunidade, o desenvolvimento de habilidades comunicativas e reflexivas nos estudantes e a valorização das culturas locais. Conclui-se que o projeto contribui para uma formação docente mais sensível às diversidades e reforça o papel da universidade pública na promoção de uma educação transformadora e socialmente comprometida.
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Abrir o trabalhoPRÁTICA DOCENTE E IMPACTO SOCIAL: RELATO DE ATUAÇÃO NO ENSINO DE LÍNGUA INGLESA NO PREVEST DA URCA EM IGUATU
VITÓRIA SILVA
O PREVEST URCA é um projeto de extensão universitária que tem como objetivo preparar estudantes para o ingresso no ensino superior, oferecendo educação gratuita e de qualidade. Essa iniciativa é essencial para garantir acessibilidade e igualdade de oportunidades, permitindo que pessoas de diferentes contextos sociais concorram em condições mais justas aos vestibulares. O presente relato tem como propósito compartilhar minha experiência como bolsista de língua inglesa no programa, destacando os aprendizados, desafios e contribuições para minha formação docente. Durante o projeto, desenvolvi atividades voltadas à elaboração e aplicação de aulas de inglês com metodologias dinâmicas, inclusivas e acessíveis, buscando despertar o interesse dos alunos e favorecer a construção do conhecimento. Além das aulas, realizei atendimentos pedagógicos individuais e coletivos, oferecendo apoio nos estudos e incentivo à autonomia. Essa vivência foi fundamental para o aprimoramento da minha prática docente, permitindo compreender as dificuldades dos alunos e adaptar estratégias de ensino mais eficazes. A evolução dos estudantes em termos de compreensão, raciocínio e segurança foi evidente, refletindo-se em maior engajamento e relatos positivos. Apesar dos desafios, como o tempo reduzido e a diversidade de níveis de conhecimento, o PREVEST demonstrou ser um espaço transformador, fortalecendo a relação entre universidade e comunidade. Assim, a experiência contribuiu significativamente para o desenvolvimento acadêmico, pessoal e profissional dos bolsistas e alunos, reafirmando a importância do projeto como instrumento de inclusão e transformação social.
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Abrir o trabalhoPRESERVAR PARA CONHECER: AÇÕES EDUCATIVAS SOBRE FÓSSEIS NO CARIRI CEARENSE
MARÍLIA DA SILVA GOMES ; Allysson Pontes Pinheiro; Antony Thierry Oliveira Salu; Francisco Pinheiro da Silva Junior
A região do Cariri, localizada no interior do Ceará, é amplamente reconhecida por sua grande riqueza fossilífera e pela forte presença cultural. Apesar dessa importância científica e histórica, o tráfico ilegal de fósseis ainda é um problema que ameaça a preservação desse patrimônio e dificulta o avanço das pesquisas na área da Paleontologia. Diante dessa realidade, foi desenvolvida uma iniciativa voltada à conscientização da população local sobre o valor dos fósseis e a necessidade de protegê-los como parte essencial da história e da identidade regional. A primeira etapa do projeto foi realizada na comunidade do Sítio Mororó, em Santana do Cariri (CE), com foco em estudantes de 11 a 15 anos da escola local, ao todo, participaram 51 jovens. Para compreender o nível de conhecimento prévio sobre o tema, foi aplicado um questionário com perguntas básicas sobre Paleontologia. Os resultados mostraram que 73% dos alunos possuíam noções básicas sobre o assunto, enquanto 27% afirmaram ter pouco ou nenhum conhecimento. Com base nesses dados, foram organizadas atividades educativas tanto na escola quanto fora dela. Entre as principais ações, destacou-se a visita ao Museu de Paleontologia de Santana do Cariri, onde os estudantes puderam conhecer de perto os fósseis e compreender melhor sua importância científica e histórica. Além disso, foram realizadas oficinas de criação e pintura de réplicas de fósseis, o que proporcionou uma vivência prática e despertou o interesse dos alunos pela preservação do patrimônio natural da região. Após as atividades, um novo questionário foi aplicado para avaliar o aprendizado obtido, os resultados foram muito positivos, 95% dos estudantes afirmaram ter ampliado seus conhecimentos sobre Paleontologia e compreenderam a importância da conservação dos fósseis, apenas 5% ainda apresentaram algumas dúvidas, o que mostra o impacto significativo das ações educativas. Atualmente, o projeto segue em andamento e tem como meta alcançar também os adultos da comunidade, especialmente aqueles que trabalham com a extração do calcário laminado, uma atividade comum na região que frequentemente se relaciona com a descoberta de fósseis. O objetivo é fortalecer a conscientização coletiva, unindo educação, ciência e cultura local para garantir a preservação desse patrimônio natural e histórico que faz do Cariri um dos mais importantes polos paleontológicos do país.
Palavras-chave: Paleontologia,Educação,Preservação
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Abrir o trabalhoPREVEST - IGUATU: CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DOCENTE ATRAVÉS DO ENSINO DE LITERATURA PARA ESTUDANTES PRÉ-VESTIBULANDO
NATAN GOMES LIMA; Luiz Carlos Carvalho Siqueira
O PREVEST URCA é um programa de extensão que prepara estudantes para exames de acesso ao ensino superior, estabelecendo uma relação transformadora entre a universidade e a sociedade. O objetivo deste trabalho é relatar a experiência de um bacharelando bolsista como facilitador da disciplina de Literatura, enfocando a construção da identidade docente em um contexto não tradicional. O ensino de Literatura no pré-vestibular demandou o equilíbrio entre o domínio do conteúdo canônico (Classicismo ao Modernismo) e o desenvolvimento da competência leitora crítica. Minha metodologia priorizou a interdisciplinaridade e a intertextualidade, utilizando materiais didáticos próprios, recursos audiovisuais e reforço da contextualização histórica para promover a participação ativa dos alunos. Apesar de minha formação em Direito e da inexperiência prévia em docência, a vivência possibilitou uma rica articulação entre teoria e prática pedagógica. Os resultados práticos incluíram o aumento no desempenho dos alunos em Linguagens e Redação, culminando em um número significativo de aprovações. Este relato demonstra o potencial transformador da Extensão Universitária, tanto para a comunidade — ao instrumentalizar os alunos com aparato crítico — quanto para a academia e minha formação profissional. O projeto evidencia a integração orgânica entre ensino, pesquisa e extensão, e reitera o poder do PREVEST - URCA como um espaço de capacitação mútua e inserção real da universidade.
Palavras-chave: Pré-vestibular, Literatura,Comunidade
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Abrir o trabalhoPREVEST URCA 2025: ATUAÇÃO COMO BOLSISTA DO PREVEST E CONTRIBUIÇÃO NA APROVAÇÃO DOS ALUNOS CLASSIFICADOS
SABRINA FERREIRA LIMA ; Soraia Araújo Madeira; Luiz Carlos Carvalho Siqueira; Marlon Anunciato Lima
Resumo: O Prevest é um projeto extensionista voltado para a aprovação de alunos egressos do ensino médio que sonham em conquistar uma vaga na universidade pública, sendo este mundo acadêmico geralmente o alvo tão desejado por muitos estudantes. A iniciativa busca o oferecimento de um cursinho gratuito que gere acesso às comunidades desprovidas de tal participação, favorecendo assim inclusão social à todos os interessados com inseguranças financeiras. Relato minha experiência como bolsista do projeto de extensão pré-vestibular e sua influência no progresso docente, trata-se de um relato vivenciado pela minha trajetória/experiência como bolsista do projeto PREVEST. A elaboração das atividades teve início em março de 2025, tendo como iniciativa a publicidade do cursinho para atrair o público alvo, despertando interesses e direcionando às inscrições posteriormente. Esse percurso proporcionou desenvolver-me na estrada do autoconhecimento profissional, sendo o lecionar prática central da minha atuação, percalços foram inevitáveis evidentemente, tempos reduzidos quanto às horas de estudo pessoal, ampla dedicação pelo domínio e compreensão percorridos até chegar em certa exatidão para repassar todo entendimento, á saber com certeza o que seria propagado, ensinado, se com veracidade, responsabilidade e compromisso. Indubitavelmente, os reflexos de tamanho esforço creio sem dúvidas terem sido promissores, de uma satisfação pessoal, crescimento nos valores fundamentais, desenvolvimento em tarefas pedagógicas, melhora do desempenho acadêmico, elucidação na identidade, apoio acadêmico, rompimento com barreiras intelectuais, acesso a mais informação quanto ao amparo dos mais limitados, com deficiências ou necessidades de tratamento especial. Sendo assim, vale-se levantar o enriquecimento, contentamento com todos os resultados provenientes da ação em conjunto dos bolsistas e coordenação, resumindo-se no número gratificante de aprovados em diversos cursos na Universidade Regional do Cariri. Conclui-se que o projeto executou plenamente o esperado, contribuindo para o desenvolvimento de todos os envolvidos.
Palavras-chave: PREVEST URCA, EDUCAÇÃO INCLUSIVA, EXTENSÃO,DOCÊNCIA
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Abrir o trabalhoPREVEST URCA/CPOP: FORTALECENDO SABERES E PRÁTICAS QUE TRANSFORMAM VIDAS
HORTÊNCIA SILVA OLIVEIRA ; Diego Gonçalves Freitas da Silva
O PREVEST URCA é um programa de extensão universitária que busca democratizar o acesso ao ensino superior por meio de aulas gratuitas ofertadas a estudantes da rede pública e ministradas por educadores extensionistas da Universidade Regional do Cariri. Posto isso, nosso objetivo é relatar a experiência formativa vivenciada como bolsistas do PREVEST URCA – Iguatu/CE, destacando os aprendizados, desafios e contribuições desse percurso para nossa formação acadêmica e pessoal. Participar do projeto tem sido uma vivência que ultrapassa os limites da sala de aula — um exercício constante de integrar formação acadêmica e profissional, ensino e sensibilidade. Nosso relato nasce do cotidiano de atuação como monitores assistentes, acompanhando turmas, apoiando os facilitadores, organizando atividades e, sobretudo, dialogando com os estudantes. Contamos com o apoio da Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP), que orienta e qualifica metodologicamente cada ação, ajudando-nos a refletir sobre nossa prática. Ao longo dessa caminhada, aprendemos que ensinar também é aprender, que ouvir é tão importante quanto falar e que a educação popular transforma realidades quando nasce do encontro entre universidade e comunidade. Percebemos o quanto o diálogo e a empatia fortalecem os vínculos e ampliam a compreensão das desigualdades sociais que atravessam o acesso à universidade. A interdisciplinaridade esteve presente em cada momento, conectando saberes da educação, da sociologia, da psicologia e das linguagens, tornando a experiência ainda mais transformadora. Assim, o PREVEST URCA possibilita experimentar práticas que permitem compreender o papel da universidade pública como espaço de formação cultural, política, cientifica ancorados no compromisso social e pertencimetno territorial. Essa vivência nos ensina que a educação é um ato de esperança, e que cada estudante que acredita em seu potencial reafirma a força transformadora da extensão universitária.
Palavras-chave: PREVEST,Educação Inclusiva, Papel Social
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Abrir o trabalhoPREVEST URCA: A EXTENSÃO COMO CAMINHO DE INCLUSÃO E TRANSFORMAÇÃO SOCIAL
MARIA DO SOCORRO LIMA DA SILVA ; Soraia Araújo Madeira; Luiz Carlos Carvalho Siqueira
O presente trabalho apresenta as experiências formativas desenvolvidas no Programa de Extensão PREVEST URCA, iniciativa que se propõe a ampliar o acesso ao ensino superior e fortalecer a educação como instrumento de transformação social. O programa oferece aulas preparatórias voltadas a pessoas de diferentes idades e contextos, aproximando a universidade da comunidade e reafirmando o papel da extensão como prática de inclusão e cidadania. As ações foram desenvolvidas por meio da preparação e organização de aulas baseadas em estudo aprofundado dos conteúdos programáticos, aliadas a atividades expositivas, exercícios de fixação, simulados e aulões de revisão, que visaram potencializar o aprendizado e o desempenho dos (as) estudantes nos processos seletivos. Os resultados observados apontaram um expressivo engajamento dos (as) participantes, melhoria na compreensão dos conteúdos e significativa evolução ao longo do percurso formativo. A realização de simulados permitiu identificar dificuldades individuais e promover estratégias personalizadas de reforço, contribuindo para o sucesso de muitos alunos e alunas aprovadas em vestibulares, especialmente na Universidade Regional do Cariri (URCA). Essas conquistas evidenciam a efetividade do programa e reafirmam as Diretrizes da Extensão Universitária, expressas na interação dialógica, na interdisciplinaridade, na indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão e no impacto formativo e social. A vivência no PREVEST URCA favorece o desenvolvimento de habilidades interprofissionais, interdisciplinares (pedagógicas), consolidando-se como espaço de aprendizagem mútua entre bolsistas, coordenadores (as) e comunidade externa. Conclui-se que o programa reafirma a relevância da extensão universitária ao possibilitar formação para o ingresso de estudantes no ensino superior e ao fortalecer a educação como prática emancipatória e socialmente referenciada.
Palavras-chave: Extensão Universitária , PREVEST,Educação , Inclusão Social
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Abrir o trabalhoPrevest urca: Experiências Formativas na construção do Ser Docente
VIVIANE DA SILVA AMORIM
O presente trabalho apresenta um relato de experiência vivenciado no âmbito do Programa de Extensão PREVEST URCA, iniciativa que oferece apoio educacional gratuito e de qualidade à comunidade, com o propósito de preparar estudantes para o ingresso no ensino superior e promover a inclusão social por meio da educação. A proposta insere-se nas ações de extensão universitária da Universidade Regional do Cariri (URCA), que articulam ensino, pesquisa e compromisso social. As atividades tiveram início em março de 2025 e envolveram a elaboração e o planejamento de aulas, o apoio pedagógico aos estudantes e o atendimento às demandas organizativas e formativas do programa. A experiência como bolsista possibilitou vivenciar à docência em sua dimensão prática e reflexiva, estimulando o aprimoramento das competências pedagógicas, comunicacionais e de gestão do processo de ensino. A participação na elaboração de aulas que integravam teoria e prática favoreceu maior engajamento dos (as) alunos (as), melhoria no desempenho acadêmico e a construção de um ambiente de aprendizagem dinâmico e colaborativo. Entre os desafios enfrentados, destacaram-se o tempo reduzido para planejamento, as dificuldades na apropriação de conteúdos e a necessidade de identificar as demandas específicas dos (as) estudantes, fatores que impulsionaram a busca por novas estratégias didáticas e por constante aprofundamento teórico. Os resultados evidenciaram o impacto social e educacional do Programa, refletido nas conquistas de diversos alunos e alunas aprovadas em processos seletivos, especialmente na própria URCA. Essa experiência reafirma as Diretrizes da Extensão Universitária ao materializar, no cotidiano das práticas formativas, a interação dialógica entre universidade e comunidade, a interdisciplinaridade nas ações pedagógicas e a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão. Por meio dessa vivência, o impacto formativo e social se concretiza tanto na aprendizagem dos (as) estudantes do ensino superior quanto na transformação das realidades em que o programa atua. Conclui-se que o PREVEST URCA representa uma experiência formativa ampla e multifacetada, capaz de articular prática pedagógica, compromisso social e reflexão crítica sobre o papel do (a) educador (a), fortalecendo o sentido público, inclusivo e transformador da universidade.
Oral
Abrir o trabalhoPROJETO DE EXTENSÃO: DIVERTIR, INTERAGIR E JOGAR SEM CELULAR
HELLEN CHRISTINE SOARES SOUSA ; Herick Aquino de Abreu; Cleene Tavares de Souza; André Luis Façanha Da Silva; Ligia Raianne da Silva Moura
As práticas extensionistas desempenham um papel importante na integração entre universidade e comunidade. Considerando a crescente dependência da tecnologia, o tempo ocioso e as dificuldades de socialização entre os jovens, surgiu a proposta do projeto de extensão Divertir, Interagir e Jogar sem Celular, iniciado em abril 2025, em uma Escola Estadual de Ensino Médio em Tempo Integral, em Iguatu – Ceará. Tendo como objetivo integrar turmas de ensino médio através de atividades temáticas, corporais e culturais, estimulando a participação, socialização, aprimoramento das habilidades motoras, cognitivas e sociais, bem como a inclusão e respeito às diferenças. O projeto ocorreu em duas fases: na primeira, foram efetuadas gincanas mensais com temas específicos, no horário intermediário, guiadas por reuniões com a comunidade escolar (gestão, professores e líderes de turma) além da divulgação dos cronogramas. Participaram cerca de 200 alunos, com idades entre 15 e 18 anos, além de professores, orientadores e bolsistas do curso de Educação Física. Na segunda, diante da baixa participação, o horário intermediário passou a ser livre e foram inseridas atividades com os alunos do Atendimento Educacional Especializado (AEE), voltadas para o desenvolvimento das habilidades e a interação entre eles. Os resultados mostraram um maior envolvimento dos alunos no intermediário, após a flexibilização do período. Além disso, os alunos do AEE participaram de forma ativa nas atividades, reforçando a cooperação e inclusão. A experiência evidenciou a importância da escuta ativa e a adaptação das práticas de acordo com a realidade da escola e dos alunos. Como desafio, houve dificuldade inicial em mobilizar os alunos e garantir uma participação constante. A limitação mais evidente foi a baixa adesão às gincanas no formato original, o que exigiu uma reestruturação. Ainda assim, a ação reforçou o papel da extensão universitária na construção de experiências transformadoras.
Oral
Abrir o trabalhoPROJETO DIVERSAS: LEITURAS DE GÊNERO E SEXUALIDADE NOS ESPAÇOS EDUCATIVOS ESCOLARES E NÃO ESCOLARES DO CARIRI/CE
MARIA MANUELA DE SOUZA FIGUEIREDO
Este trabalho almeja refletir sobre as práticas educativas do projeto de extensão universitária DIVERSAS: Leituras de Gênero e Sexualidade, em desenvolvimento na região do Cariri cearense, estando vinculado ao Núcleo de História Oral, Memória e Diversidades (NHISTAL), do Departamento de História da URCA. Contando com o apoio e financiamento da Pró-Reitoria de Extensão desta IES, o projeto vem sendo operacionalizado a partir do acervo da Biblioteca Comunitária Célia Guabiraba, existente na sede da Associação Retratores da Memória de Porteiras, no município de Porteiras-CE. O DIVERSAS tem como objetivo geral promover ações de formação de leitores sobre questões de gênero e sexualidades dissidentes a partir dos debates sobre obras antirracistas, feministas e queer. Iniciado em 2023, baseado na metodologia dos Círculos de Leituras fundamentada na proposta de Educação Popular de Paulo Freire, e tendo como público-alvo adolescentes e jovens estudantes das escolas públicas e comunidades pobres, o projeto realiza círculos de leitura dialogando com as categorias interseccionalidade, gênero, sexualidade e comunidade, mediante os debates apresentados por Chimamanda Adichie, bell hooks e Guacira Lopes Louro, dentre outras. Nesse ano de 2025, as formações vêm ocorrendo mediante debates do livro “Sejamos Todos Feministas”, de Chimamanda Adichie. A partir da análise do caderno de campo, dos relatórios, textos e imagens das ações educativas, é possível inferir que, de março a setembro de 2025, o DIVERSAS alcançou 1.168 pessoas.
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Abrir o trabalhoPromoção da alimentação saudável entre adolescentes no ambiente escolar: relato de experiência do projeto de extensão “saúde na escola: adolescer com saúde”
VANESSA CARLOS SANTOS; Ana Karolina Bezerra da Costa
A alimentação saudável desempenha um papel fundamental na promoção da saúde e prevenção de doenças, especialmente durante a adolescência — fase marcada por intensas mudanças físicas, emocionais e sociais, nas quais os hábitos alimentares têm grande influência no crescimento, desenvolvimento e bem-estar geral. No entanto, muitos adolescentes apresentam práticas alimentares inadequadas, caracterizadas pelo alto consumo de alimentos ultraprocessados e refeições irregulares. Diante dessa realidade, a extensão universitária atua como importante estratégia de educação em saúde, promovendo espaços de diálogo e aprendizado voltados à adoção de hábitos alimentares mais saudáveis.Nesse contexto, o projeto de extensão“Saúde na Escola: Adolescer com Saúde”, da Universidade Regional do Cariri, desenvolve ações educativas com foco em alimentação saudável e outras temáticas em escolas públicas da região do Cariri. Trata-se de um relato de experiência realizado a partir das vivências de estudantes extensionistas, no mês de setembro de 2025, em uma escola de ensino médio. As atividades envolveram rodas de conversa, dinâmicas interativas, construção coletiva da pirâmide alimentar, e momentos de escuta ativa com os adolescentes, possibilitando uma abordagem participativa e acolhedora.Observou-se grande interesse dos estudantes em temas relacionados a escolhas alimentares, saúde corporal e autoestima. Muitos relataram dificuldades em manter uma rotina alimentar equilibrada devido à influência da mídia, falta de tempo e hábitos familiares. A intervenção possibilitou a desconstrução de mitos alimentares, o fortalecimento do pensamento crítico e a valorização de práticas simples, como realizar lanches mais saudáveis e reduzir alimentos pouco nutritivos no seu dia e reduzir o consumo de refrigerantes.Os resultados apontam que as ações de extensão universitária, ao aproximar o ambiente acadêmico da comunidade escolar, favorecem a construção de conhecimentos significativos e contribuem para o construção dos adolescentes em relação às suas escolhas alimentares. Conclui-se que a extensão universitária junto a escola representa uma ferramenta potente para a promoção da alimentação saudável.
Palavras-chave: Alimentação saudável, adolescência, educação em saúde
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Abrir o trabalhoPROPOSTA DE CRIAÇÃO DE ACERVO DE LEITURA NO CENTRO ACADÊMICO LIVRE DE GEOGRAFIA - CALIGEO
LETICIA KAUANA ALVES DE SOUZA; Michel Gomes Lima; Ana Clara Clemente Silvino Daniel
O projeto de criação do acervo surge como uma campanha de arrecadação de livros para consolidar uma biblioteca setorial no espaço físico do Centro Acadêmico Livre de Geografia (CALIGEO), Professor João Ludgero Sobreira Neto, e virtual, por meio de plataformas que facilitem o acesso às leituras. O Centro Acadêmico, espaço de representação dos estudantes em formação, dentro do curso de Licenciatura de Geografia. Tem garantido engajamento político dos estudantes na construção do curso, ao passo que, outro ganho significativo diz respeito à autoformação sólida, do ponto de vista dos saberes docentes, destes profissionais. Este trabalho tem por objetivo apresentar a proposta da criação do acervo do CALIGEO, transformando suas dependências em um espaço dinâmico e acolhedor para leituras diversas, incentivando grupos de estudo democratizando o acesso ao conhecimento. A iniciativa busca oferecer aos discentes materiais essenciais ao desenvolvimento acadêmico, fortalecendo sua formação teórica e epistemológica em Geografia. A criação da biblioteca baseia-se, sobretudo, em doações. Para isso, foram definidos pontos fixos de coleta de livros, como o Centro Acadêmico (CA), o Departamento de Geociências (DEGEO) e os laboratórios de pesquisa do curso. No ambiente virtual, haverá seleção e catalogação de títulos didáticos e paradidáticos, organizados em uma pasta no Drive e divulgados pelas redes sociais do CALIGEO. Para viabilizar a catalogação e organização dos livros no meio virtual, faz-se necessária a utilização de equipamentos e recursos adequados. Entre eles, destacam-se: um computador para o gerenciamento do acervo e criação de planilhas do Excel, além de impressora multifuncional com scanner para digitalização de livros. Considera-se também fundamental a realização de cursos de formação básica em catalogação e gestão de acervos, em parceria com a bibliotecária da Biblioteca Central da Universidade Regional do Cariri (URCA), garantindo maior rigor técnico ao processo. Ademais, prevê- se a participação de estudantes voluntários no apoio às atividades de digitalização, inserção de dados e manutenção do acervo, de modo a fortalecer o caráter colaborativo da proposta. Espera-se que a iniciativa alcance impactos positivos na formação dos estudantes e, com a aderência do incentivo às doações, tornar possível a ampliação da diversidade de conhecimento, fortalecendo o vínculo entre os discentes e o estímulo à inovação e à criatividade.
Palavras-chave: Centro Acadêmico,Formação,Biblioteca,Acervo
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Abrir o trabalhoProtagonismo Juvenil e Educação Geográfica no projeto Nós Propomos! Cariri
MARIA APARECIDA DOS SANTOS FELIPE ; Lohany Ferreira Alencar
O projeto Nós Propomos teve início em Portugal, em 2012, na Universidade de Lisboa, idealizado pelo Prof. Sérgio Claudino. A iniciativa possibilitou a criação de uma rede internacional e parceria com a Universidade Regional do Cariri (URCA) construindo uma ponte entre universidades e escolas. O projeto promoveu a participação das escolas da região do Cariri totalizando mais de 130 alunos no ano de 2024, promovendo o protagonismo juvenil acerca dos problemas locais de suas determinadas escolas e bairros. No ano de 2025 o Nós propomos- Cariri! Faz colaboração com cinco escolas da rede básica pública, duas escolas de fundamental e três de ensino médio nos municípios de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha. Para fundamentar teoricamente as propostas, foi realizado um levantamento bibliográfico a partir de obras como; Nós Propomos! Ressignificar o ensino na educação geográfica (Mafalda Nesi, Ana Cláudia e Geliane Toffolo) e Juventude e Territórios (Victor Hugo Nedel e Melissa de Mattos), e Arte e Criatividade em Geografia (Emerson Ribeiro). O uso das Instalações geográficas, metodologia de ensino criada pelo Prof. Emerson Ribeiro (2014), se agregou ao Nós Propomos no ano de 2025, para a representação por meio de símbolos e signos dos problemas abordados em cada projeto desenvolvido nas escolas. Portanto, o projeto mostra que a escola é um espaço de transformação, onde aprender também significa questionar, criar e agir. Ao colocar os jovens como protagonistas de suas próprias histórias e de suas comunidades, o projeto incentiva a prática da cidadania e fortalece valores que ajudam na construção de uma sociedade mais justa, democrática e solidária.
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Abrir o trabalhoQUANDO O CINEMA TRANSFORMA: NOTAS SOBRE UMA EXPERIÊNCIA DE EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS NA EEMTI DONA MARIA AMÉLIA BEZERRA (JUAZEIRO DO NORTE, CE - 2025)
DAVID KAUAN LOPES DA SILVA
O presente trabalho sistematiza e problematiza alguns aspectos de um projeto realizado em uma parceria entre a Universidade Regional do Cariri (URCA) e a Escola de Ensino Médio em Tempo Integral Dona Maria Amélia Bezerra (EMMTI), localizada em Juazeiro do Norte – CE. Este trabalho tem como objetivo utilizar o cinema como ferramenta pedagógica na abordagem dos direitos humanos na educação de jovens na EMMTI. A partir da exibição de filmes que tratam de temas como desigualdade social, racismo, violência e cidadania, o cinema é proposto não apenas como exibição, mas como uma potente ferramenta didática, capaz de sensibilizar, provocar e estimular o pensamento crítico nos estudantes. As sessões semanais ocorreram nas disciplinas eletivas “Memória, Verdade e Justiça” e “Cinema e Sociologia”. Algumas etapas ou fases envolveram os processos de planejamento e realização, tais como: a) leituras de caráter teórico e metodológico sobre a linguagem do cinema; b) aplicação de questionário virtual para traçar o perfil socioeconômico dos estudantes; c) leituras de caráter histórico e contextual sobre o surgimento e a linguagem dos direitos humanos, a exemplo de A invenção dos direitos humanos: uma história, da historiadora estadunidense Lynn Hunt; d) seleção de filmes de longa-metragem e curta-metragem, priorizando-se produções brasileiras e o livre acesso. Abordando temáticas relacionadas às violações dos direitos humanos, como regimes autoritários, exploração sexual e desigualdade socioeconômica, foram exibidas diversas produções cinematográficas. Dentre elas, destaco o filme Ainda Estou Aqui (2024), uma produção brasileira que sensibiliza os alunos ao retratar, por meio do cinema, o período da ditadura e a luta de Eunice Paiva por justiça. Ao mostrar sua persistência, o longa reforça a importância de lembrar a história para que tais acontecimentos não se repitam. Outro destaque é o filme Sonhos Roubados(2009), também brasileiro, que apresenta protagonistas que enfrentam a falta de acesso à educação, empregos e oportunidades. A obra evidencia a desigualdade no Brasil e como a ausência de políticas públicas e de acesso à educação dificulta a realização de sonhos e perspectivas de uma vida melhor. As exibições despertaram nos alunos um olhar mais crítico sobre temas ligados aos direitos humanos presentes em seu cotidiano. Assim, observarmos o potencial transformador do cinema enquanto ferramenta pedagógica.
Palavras-chave: Cinema,Direitos Humanos,Educação
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Abrir o trabalhoRELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE O PROJETO PIC NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
NEVILLY SAIANNY DA SILVA FERREIRA ; João Alves Soares Filho; Patrícia Gomes de Mello
Este referente trabalho consiste em um relato de experiência respectivo ao período de observação e desenvolvimento do projeto de extensão Professores Itinerantes do Cariri – PIC em parceria com a modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA) que está situado na EEF. Joaquim Gonçalves Ribeiro no município de Missão Velha-CE. O projeto foi idealizado pela Prof.ª Dra. Patrícia Gomes e desenvolvido pela bolsista Névilly Saianny e pelo voluntário João Alves, ambos estudantes do curso de letras da Universidade Regional do Cariri-URCA. O projeto tem como propósito associar a teoria vista na universidade com a prática docente por meio de ações de ensino, pesquisa e extensão, voltadas para a realidade do EJA. Essa modalidade atende estudantes de diferentes faixas etárias com realidades de vida e dificuldades educacionais diversas. No decorrer das atividades foram desenvolvidas estratégias metodológicas que facilitaram o aperfeiçoamento da leitura e escrita, promovendo, assim, a participação ativa dos discentes em sala de aula. As ações envolveram diferentes metodologias ativas, desde a observação de aulas, até a realização de atividades planejadas, produção de materiais didáticos e reflexões entre a bolsista, voluntário e professores da instituição parceira. Portanto, a itinerância docente promovida pelo projeto possibilitou a troca de saberes entre universidade e escola, que, consequentemente, fortaleceu nossa formação acadêmica como educadores, contribuindo para a melhoria da prática pedagógica no desenvolvimento educacional de jovens e adultos das comunidades assistidas.
Palavras-chave: Alfabetização,Jovens e Adultos,Projeto,Extensão
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Abrir o trabalhoSERTÃO CIENTÍFICO NAS ROMARIAS: CIÊNCIA EM PRAÇA PÚBLICA E ESCOLAS DO CARIRI
GISELE DO NASCIMENTO SOUSA; Helem Hevylly Cândido Rodrigues; Francisca Varla Felix da Silva
O projeto de extensão SerTão Científico nas Romarias: ciência em praça pública tem como objetivo contribuir para o ensino de Ciências por meio de atividades interativas em espaços públicos, especialmente na Praça Padre Cícero, durante as Romarias, promovendo articulação entre a Universidade Regional do Cariri- URCA e comunidade. Busca-se estimular o interesse de jovens por carreiras científicas, incentivar a participação de meninas e mulheres na Física, aproximar a comunidade da universidade de forma lúdica e interativa, levar experimentação científica ao espaço público e desenvolver materiais didáticos conectando ciência e cultura local. Enquanto as Romarias ocorrem, entre o final de outubro e início de novembro, visitas às escolas são realizadas e algumas instituições já visitaram a URCA, fortalecendo o diálogo entre estudantes, professores e comunidade. Até o momento, mais de 200 alunos já participaram das atividades. A pesquisa segue a abordagem qualitativa em Educação em Ciências, considerando percepções, interações e significados atribuídos à ciência no cotidiano. Notas de campo documentam as interações e aprendizagens, permitindo análise interpretativa do impacto das ações. O projeto valoriza o ensino contextualizado e dialógico, integrando Ciências da Natureza, História da Ciência e Tecnologia, e reforça a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, em conformidade com as diretrizes do FORPROEX. Espera-se, assim, fortalecer a popularização da ciência na região do Cariri, estimular o interesse dos jovens pelas Ciências e por carreiras científicas, valorizar saberes locais, democratizar o acesso ao conhecimento científico, divulgar os cursos de Licenciatura e Bacharelado em Física da URCA e contribuir para a formação inicial e continuada de professores. Além disso, o projeto prevê a publicação de um artigo científico relatando a experiência, ampliando o impacto social e acadêmico da iniciativa.
Palavras-chave: Popularização da ciência,extensão universitária,divulgação científica
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Abrir o trabalhoSINONÍMIA: UMA PROPOSTA DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL
ANA CAROLINA DA SILVA ; Maria Emanuella ribeiro carvalho; Aparecida Patrícia Rodrigues Souza; Francisco Tadeu Teófilo Arrais⁴
X SEMANA UNIVERSITÁRIA DA URCA XXVIII SEMANA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA URCA 10 a 14 de NOVEMBRO de 2025 Tema: “UNIVERSIDADE E SOCIEDADE NA AGENDA 2030” SINONÍMIA: UMA PROPOSTA DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL Ana Carolina da Silva¹, Maria Emanuella Ribeiro Carvalho², Aparecida Patrícia Rodrigues Souza³, Francisco Tadeu Teófilo Arrais⁴ RESUMO: O presente trabalho apresenta uma sequência didática sobre o ensino da sinonímia, a partir das aulas de laboratório e práticas de semântica. Essa proposta foi desenvolvida com a turma do 6º ano da Escola de Ensino Fundamental João Rodrigues da Fonseca. O estudo apresenta como problemática a dificuldade dos alunos em identificar e utilizar sinônimos em textos, de modo a produzir textos coesos. Esse estudo tem como objetivo elaborar e aplicar uma sequência didática, tendo em vista a ampliação do vocabulário e a compreensão de palavras com significados semelhantes, contribuindo, dessa forma, para o aprimoramento da interpretação e produção textual. Quanto ao percurso metodológico, esta pesquisa é de natureza qualitativa, do tipo pesquisa-ação, de caráter explicativo e interventivo, tendo como lócus a escola citada. Buscou-se aporte teórico em Cançado (2012), (2011), Ferrarezi (2008) e Base Nacional Comum Curricular (2019).Os resultados dessa pesquisa evidenciaram dificuldade inicial em identificar pares corretos de palavras, mas houve progressos significativos na compreensão e aplicação prática dos sinônimos. Conclui-se que os alunos compreenderam que a sinonímia é a relação de semelhança ou proximidade de sentido entre palavras, ampliando o vocabulário e favorecendo o desenvolvimento linguístico. Palavras-chave: Sinonímia. Sequência didática. Ensino Fundamental. ¹Universidade Regional do Cariri, email: ²Universidade Regional do Cariri, email: Emanuella.carvalho@urca.br ³Universidade Regional do Cariri, email: Patricia.rodriguessouza@urca.br ⁴ Universidade Regional do Cariri, email: tadelarrais@gmail.com
Oral
Abrir o trabalhoTEATRO NA COMUNIDADE: INICIAÇÃO TEATRAL COM O PÚBLICO INFANTOJUVENIL NA EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA.
FRANCISCO JOSÉ GOMES JORGE DOS SANTOS; Tereza Lobo Xavier; Maria Gisele Santos Oliveira
O presente trabalho relata as ações que estão sendo desenvolvidas no Programa de Extensão Teatro na Comunidade. O objetivo principal desta comunicação é descrever e refletir acerca das atividades realizadas pelas bolsistas, em espaços de ensino não formal, a saber: Instituto Arte e Vida, Projeto Nova Vida e Coletivo Camaradas, localizados na cidade do Crato-CE. A finalidade das atividades do referido Programa é proporcionar experiências pedagógicas por meio da prática teatral, com ênfase no desenvolvimento de habilidades cognitivas, motoras e criativas dos participantes, além de explorar a importância de um ambiente seguro para a experimentação artística nas comunidades atendidas. Inicialmente foi realizado um levantamento das instituições disponíveis para atender ao projeto. Cada bolsista realizou contato com os espaços para firmar a parceria e tem trabalhado com metodologias próprias, alinhadas a uma perspectiva comum nas aulas: exercícios de aquecimento, seguindo para jogos teatrais e também cenas improvisadas. A partir das experiências dos bolsistas percebe-se o compartilhamento do conhecimento teatral, as trocas de saberes e os vínculos estabelecidos, além do desenvolvimento do foco, cooperação, consciência corporal dos estudantes atendidos e o fortalecimento do senso de coletividade, reforçando o papel fundamental das práticas teatrais na construção de afetividade e de expressão a partir da escuta e do diálogo. Por fim, destacamos que as ações do Programa têm impactado de maneira significativa na formação docente das bolsistas, especialmente pelos desafios enfrentados e pelas descobertas que emergem da prática extensionista.
Palavras-chave: Ensino de teatro, Teatro na comunidade, Pedagogias do teatro, Corpo e criatividade, Extensão universitária
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Abrir o trabalhoTECNOLOGIAS AFRICANAS E EDUCAÇÃO: A DESCOBERTA POR TRÁS DA “VERDADE” NÃO EUROCÊNTRICA NO PROJETO DE EXTENSÃO Q-ERER
MARIA LIZANDRA MOREIRA DE SOUZA ; DENISE CAVALCANTE SARAIVA; JOÍLSON SILVA DE SOUZA
O projeto de extensão “Q-ERER: (Des)construindo Saberes e Epistemologias”, vinculado à Universidade Regional do Cariri (URCA), tem como objetivo promover a Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER) e levar para as escolas o cumprimento das Leis 10.639/03 e 11.645/08. A letra (Q), simboliza o “querer” educar para transformar, reafirmando o compromisso com uma educação não eurocêntrica e desmistificar os saberes coloniais. O projeto integra o Núcleo de Estudos em Educação, Gênero e Relações Étnico-Raciais (NEGRER/URCA) e ocorre em formato metodológico de clube de leitura, com encontros quinzenais aos sábados, das 09h30 às 11h30, via Google Meet. O projeto reúne professores(as) e estudantes, sobretudo das licenciaturas e da Educação Básica e Superior, além de docentes já atuantes. Os encontros levam consigo uma abordagem de rodas de conversa e a partir das leituras realizadas se transformam em espaços de partilha de vivências, dores e experiências, indo além da discussão das obras, alcançando também participantes de outros Estados/Países. Entre as atividades, destaca-se o estudo da obra “Tecnologias Africanas e Educação”, de Henrique Cunha Júnior (2023), que permitiu refletir sobre as contribuições africanas para o desenvolvimento da ciência, tecnologia e arquitetura do país e do mundo, mas que por muitos não é reconhecida. As discussões possibilitaram a análise do epistemicídio e das narrativas eurocêntricas que invisibilizam os saberes não ocidentais, promovendo a valorização das epistemologias africanas em áreas como metalurgia e construção, reafirmando a complexidade das civilizações africanas. O projeto em seu andamento tem se mostrado como uma fonte de sabedoria e de partilha para os participantes, onde é possível perceber a construção de sua identidade como algo transformador, então, cada encontro, é visto pelos participantes como ambientes de reflexão seja ela crítica ou afetiva, onde os mesmos se reconhecem como sujeitos históricos e produtores de saberes onde carregam consigo o desejo de levar para o chão da escola e da sociedade o compromisso com uma educação não eurocêntrica, buscando não apenas uma única verdade, mas sim o percurso de cada história.
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Abrir o trabalhoTocando Com os Olhos: Fotografia e Acessibilidade
CICERA LEANDRO DA SILVA; Rubens Venâncio
O projeto aspira promover a inclusão e a acessibilidade no campo das artes visuais, por meio da fotografia, desenho, modelagem e outras poéticas e materiais diversos. Considerando a presença dessas linguagens nas experiências de ensino/aprendizagem, o projeto foi desenvolvido a partir de dois itinerários formativos. No primeiro, em parceria com o Núcleo de Acessibilidade da URCA - NUARC, recebemos uma formação voltada para docentes, discentes e outras pessoas interessadas, com perspectivas educacionais inclusivas, onde foram trabalhadas as práticas de acessibilidade voltadas para produções audiovisuais, como janela de libras e audiodescrição de imagens dinâmicas. No segundo, ofertamos formações em artes visuais para docentes e discentes do NUARC e outras pessoas interessadas, onde o público teve acesso à técnicas, materiais e poéticas do campo das artes visuais, além do debate de temas sociais, políticos e culturais - essas formações foram organizadas através de um Ciclo Formativo. O projeto busca fortalecer um sistema educacional inclusivo pautado por práticas de acessibilidade comunicacional e física; estimular a produção artística e comunicacional entre pessoas com e sem deficiência; fortalecer as ações entre ensino, pesquisa e extensão; e ampliar a presença da universidade pública na sociedade. As vivências mostraram maior engajamento do/as participantes para práticas acessíveis, além de resultar em produções artísticas que revelaram o potencial criativo de diferentes pessoas e reforçaram que a arte também pode ser um meio potente de diálogo e transformação educacional e social.
Palavras-chave: Acessibilidade,Inclusão,Fotografia,Educação
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Abrir o trabalhoUM RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE O PROJETO DE EXTENSÃO “INTRODUÇÃO AOS ESTUDOS CLÁSSICOS” NO CAMPUS CARIRI DA URCA/MISSÃO VELHA – CE
MARIA DAS GRAÇAS INÁCIO DOS SANTOS ; Alice Sales; Cícera Viviany Samara da Silva Monteiro
Neste relato de experiência, discutiremos acerca do projeto de extensão Introdução aos Estudos Clássicos, coordenado pelo professor Dr. Adílio Souza, que foi contemplado com bolsa de estudos através da Chamada Pública N.º 11/2024 – Projetos Bsocial/FECOP da Universidade Regional do Cariri – URCA, para vigência durante todo o ano de 2025, e foi implantado no campus Cariri – URCA/Missão Velha-CE. O objetivo central do projeto é o de promover e fomentar o debate sobre a Literatura Clássica, abordando as fontes primárias dos maiores modelos literários dos Estudos Clássicos, com destaque para obras de autores greco-romanos que tratem de mitologia, história e cultura antiga, tais como Homero, Hesíodo, Eurípides, Ésquilo, Sófocles, Aristófanes, Virgílio, etc. Problematizamos temas pertinentes à formação clássica de estudantes do curso de Letras da URCA, bem como abrimos espaço para o debate amplo com a participação de estudantes de outros cursos, tais como história e filosofia e, também, a participação de alunos de outras instituições de ensino superior. Entre os principais teóricos selecionados, listam-se Aristóteles (2020) e Horácio (2020), somam-se ainda a visão de outros autores modernos, tais como: Brandão (2021), Malhadas (2003), Grimal (2019) e Allan (2024). As reuniões remotas ocorrem quinzenalmente via plataforma digital Google Meet e são realizadas mediante leituras prévias de textos e obras selecionadas pelo coordenador. Uma lista anual foi disponibilizada, favorecendo a organização das leituras. Os textos são direcionados para os debates. Acreditamos que o acesso aos textos clássicos da Antiguidade, pode favorecer a compreensão da cultura, da história, da política e de aspectos sociais de povos que ainda hoje despertam curiosidade de pesquisadores. O mundo grego e romano de deuses imortais, monstros e heróis ainda é muito relevante na atualidade, ainda mais quando se fala de Homero. Evidentemente que as epopeias, tragédias, comédias, poemas e demais fontes são encaradas como o ponto de partida e a fonte principal para os estudos e debates. Defendemos o contato direto com tais obras, algo que deve nortear este projeto para todos os encontros vindouros.
Palavras-chave: Estudos Clássicos, Literatura Clássica, Literatura, Ensino
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Abrir o trabalho“O PROFESSOR ME FAZ SENTIR HUMANO”: PLANEJAMENTO, ENVOLVIMENTO E ENTUSIASMO NO SENTIDO DA EDUCAÇÃO
FRANCISCO DOUGLAS CARDOSO SOBRAL ; Cícera Vitoria Almeida Da Costa; Maria Paula Jacinto Cordeiro
Este trabalho integra o projeto de pesquisa “Qual o papel da escola? O sentido da educação na vida de jovens do ensino médio”, vinculado ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC/URCA). O estudo busca compreender os fatores que influenciam o envolvimento e o sentido atribuído pelos estudantes à escola e à educação em suas trajetórias de vida. As atividades que foram realizadas entre março e outubro de 2025 envolveram acompanhamento de planejamentos e observações de aulas nas Escolas Prefeito Antônio Conserva Feitosa e José Bezerra de Menezes, localizadas no município de Juazeiro do Norte (CE). A metodologia que foi adotada teve sua base na observação direta e no registro das práticas pedagógicas, relações em sala de aula e interações entre professores e alunos. As observações revelaram contrastes entre turmas e escolas: enquanto algumas demonstraram entusiasmo, participação e forte vínculo afetivo com o docente, outras apresentaram dispersão e desmotivação, reflexos de desafios estruturais e pedagógicos. Notou-se, no entanto, que o planejamento cuidadoso das aulas e o uso de metodologias baseadas no diálogo e na escuta, acolhedoras e integradoras favorecem o envolvimento e o engajamento dos estudantes. Conclui-se que compreender o papel humano do professor sob o paradigma educacional ecossistêmico possibilita repensar as relações entre ensino e sensibilidade, valorizando o entusiasmo e o sentimento de pertencimento como fundamentos de uma educação mais viva e significativa.
Palavras-chave: Escola,Paradigma educacional ecossistêmico,Planejamento,Envolvimento dos estudantes,Pertencimento
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Abrir o trabalho A ESCOLA COMO CURADORA DA TECNOLOGIA: FORMAÇÃO DOCENTE, INCLUSÃO DIGITAL E CIDADANIA CRÍTICA NA ERA DA DESINFORMAÇÃ
MOEMA COUTO PINHEIRO ALMEIDA
O avanço das tecnologias digitais redefine continuamente o modo como se produz, compartilha e consome informação, impondo à escola o desafio de atuar como mediadora crítica diante da cultura digital. Este estudo tem como objetivo discutir a formação docente e a necessidade de um letramento midiático que favoreça o desenvolvimento do pensamento crítico e da cidadania digital dos estudantes. A metodologia adota uma abordagem bibliográfica de caráter qualitativo, fundamentada em Vilaça e Gonçalves (2022), Moran (2018) e Almeida (2019), que refletem sobre o papel pedagógico das tecnologias e a curadoria docente no ambiente escolar. Os resultados esperados apontam para a ampliação da competência midiática de professores e alunos, estimulando a análise ética e consciente das informações digitais. A discussão evidencia que a ausência de formação adequada e as restrições institucionais ao uso de dispositivos, como o celular, dificultam a integração crítica da tecnologia ao ensino. Conclui-se que fomentar a formação digital e reflexiva do professor é condição essencial para promover práticas educativas que desenvolvam o pensamento autônomo, a responsabilidade informacional e a consciência cidadã em uma sociedade marcada pela desinformação e pela superexposição tecnológica.
Palavras-chave: Formação docente,Inclusão Digital ,Cidadania Digital,Pensamento Crítico ,curadoria Tecnológica
Oral
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Abrir o trabalhoCONSCIENTIZAÇÃO SOBRE O DESCARTE E RECICLAGEM DE LIXO ELETRÔNICO EM UMA ESCOLA DA REDE PÚBLICA DE MISSÃO VELHA, CEARÁ
JOSEFA AUDILAN FURTADO DO NASCIMENTO ; Cícero Wellington de Souza Almeida; Paula Lais Luciano dos Santos
Os resíduos eletroeletrônicos, também conhecidos como lixo eletrônico ou elixo, correspondem a equipamentos e componentes em fim de vida útil ou obsoletos, que quando descartados de forma inadequada liberam substâncias tóxicas, como chumbo, mercúrio e cádmio, trazendo sérios riscos ao meio ambiente e à saúde pública. Diante desse cenário, o presente trabalho teve como objetivo conscientizar a comunidade escolar do município de Missão Velha sobre o que é lixo eletrônico e a importância do conhecimento do descarte correto desses tipos de resíduos de modo a prevenir impactos negativos à saúde e ao meio ambiente. A realização da campanha de conscientização foi realizada por meio da participação dos alunos bolsistas e voluntários com uma estação de exposição na feira de ciências da escola de ensino médio Monsenhor Antônio Feitosa, por meio da exposição de banner explicativo sobre o tema e materiais didáticos para a classificação dos tipos de e-lixo e um jogo da memória educativo para a participação do público mais ativamente e fixação das explicações feitas sobre os tipos de lixo eletrônico. A interação da comunidade escolar durante o evento da escola foi expressiva com significativa participação de alunos e professores. Além disso, percebeu-se que o tema “lixo eletrônico” era algo desconhecido da maioria do público participante. Dessa forma, as informações abordadas permitiram que o público ampliasse seus conhecimentos sobre esse tipo de resíduo, os impactos ambientais causados, o descarte e a reciclagem. A aplicação de material didático (jogo da memória do e-lixo) promoveu um bom engajamento entre os participantes. Portanto, a experiência demonstrou que ações educativas no espaço escolar são eficazes na sensibilização da comunidade, permitindo que estudantes se tornem agentes multiplicadores no processo de conscientização e responsabilidade socioambiental. Dessa maneira, o projeto contribuiu para o aumento do conhecimento da comunidade acadêmica sobre o que é e-lixo e quais malefícios ele traz ao meio ambiente e para a saúde, fortalecendo o papel da escola como espaço de formação cidadã e de compromisso social em prol da sustentabilidade.
Palavras-chave: E-lixo,Educação ambiental,Descarte correto,Saúde pública
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Abrir o trabalhoCONSERVAÇÃO DE SERPENTES (REPTILIA: OPHIDIA) DA BIORREGIÃO DO ARARIPE, CEARÁ, BRASIL, REGIÃO NEOTROPICAL
RAIMUNDO ANDRÉ DA SILVA
As serpentes são animais classificados no grupo dos répteis, grupo este, que pode ser encontrado ocupando vários hábitats em ambientes naturais quanto em áreas com diferentes níveis de interferência antrópica. No estado do Ceará são conhecidas 66 espécies. Dessas espécies, praticamente quatro, são frequentemente associadas a registros de acidentes ofídicos. Mesmo as serpentes representando uma grande importância para a medicina e para os ecossistemas, elas ainda são vistas como um grande risco para a saúde humana. No presente projeto, os objetivos foram i) Demonstrar que as serpentes são imprescindíveis elementos dos ecossistemas para a manutenção do mesmo e seu respectivo equilíbrio; ii) Desmistificar o valor e o simbolismo negativo que historicamente é atribuído as serpentes, tanto as que possuem veneno quanto as que não possuem; e iii) Realizar oficinas e palestras para aumentar o conhecimento sobre a real biologia desses animais para diminuir o número de acidentes ofídicos e consequentemente a morte do animal. Para isso, foi revisado extensivamente a literatura sobre a biologia das serpentes, na qual foram compilados os dados e montado o conteúdo para a aplicação nas oficinas. A primeira oficina foi realizada no campus da URCA, em Missão Velha, no dia oito de outubro, aberta para toda comunidade. Durante a atividade, foram apresentados conteúdos sobre a importância das serpentes para o equilíbrio dos ecossistemas e também para a área da medicina, mostrando como o veneno desses animais é utilizado na produção de medicamentos. Além disso, foram compartilhadas informações sobre as espécies encontradas no Brasil e no Ceará, com explicações sobre identificação, cuidados e formas de evitar acidentes. Na oficina foi utilizado exemplares de oito espécies de serpentes que podem ser encontradas no território nacional, esse recurso possibilitou aos alunos observar de perto e analisar a morfologia desses animais. Pelo exposto, conclui-se que a educação ambiental é fundamental para a conservação das serpentes, vez que possibilita reconhecer sua importância para o equilíbrio dos ecossistemas, desconstruir simbolismos negativos historicamente atribuídos a esses animais, promover ações informativas que reduzam acidentes ofídicos e, ainda, demonstrar que a convivência entre humanos e serpentes é possível e necessária para a manutenção ambiental.
Palavras-chave: Ophidia,Chapada do Araeipe, Conaervação da Biodivercidade
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Abrir o trabalhoDIAGNÓSTICO E PLANEJAMENTO DA PAISAGEM PARA O CAMPUS URCA - JUAZEIRO DO NORTE
JOAQUIM ALLISSON DE SOUSA SANTOS
As universidades brasileiras enfrentam conquistas lentas e fragmentadas devido a influências políticas, sociais e econômicas, que dificultam seu pleno desenvolvimento e impacto na infraestrutura. Essa situação evidencia a necessidade de repensar o planejamento dos espaços acadêmicos, incorporando princípios do paisagismo para melhorar e valorizar as áreas livres. No campus da Urca-CRAJUBAR em Juazeiro do Norte-CE, essa questão é evidenciada pela sua ocupação e uso inadequado, que não aproveitam todo o potencial paisagístico e não atendem às necessidades da comunidade. A pesquisa, baseada em estudos bibliográficos, análise de projetos anteriores e oficinas com a comunidade acadêmica, identificou as principais necessidades do espaço e propôs intervenções para readequar áreas ociosas e melhorar o ambiente. Essas ações, resultado de uma abordagem coletiva, serão apresentadas na comunidade universitária e à gestão do campus, visando promover mudanças que tornem o espaço mais acolhedor, inclusivo e sustentável, alinhando-se ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 11.
Palavras-chave: Paisagismo,Campus,Projeto Participativo
Oral
Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO AMBIENTAL E SABERES DO TERRITÓRIO: CONECTANDO A COMUNIDADE ESCOLAR AO GEOPARK ARARIPE
RONALDO SILVA DUARTE; Bárbara Rayanne da Silva Teles; Rosiane Deodato Lima; Iara Ferreira de Lima; Eliana Ribeiro Beserra; Antônia Eliene Duarte
O Geopark Araripe está localizado no sul do Ceará, na região Nordeste do Brasil, considerada o coração do Cariri. Com sede na cidade do Crato, abrange os municípios de Barbalha, Crato, Juazeiro do Norte, Missão Velha, Nova Olinda e Santana do Cariri. Sua missão é salvaguardar o patrimônio tangível e intangível do território, inspirando, a partir do tripé educação, conservação e promoção, o desenvolvimento regional sustentável. Objetivou-se, com este projeto, despertar, na E.E.M.T.I. Figueiredo Correia, em Juazeiro do Norte, a integração entre saberes populares e científicos no contexto do Geopark Araripe, por meio de práticas educativas e participativas, fundamentadas nas metodologias dialógicas de Paulo Freire e Vygotsky. A metodologia baseou-se em abordagens ativas de aprendizagem, que estimulam a formação crítica e colocam o estudante como protagonista do processo educativo. Participaram 81 alunos do ensino médio em tempo integral (1º, 2º e 3º anos) e cinco professores. Entre abril e junho de 2025, as atividades foram divididas em três etapas: aulas e palestras sobre a fauna e flora; aplicação da sala de aula invertida; e uso da gamificação com quiz educativo. Também ocorreram atividades em grupo sobre os geossítios e espécies nativas, além de visita técnica à sede do Geopark, fortalecendo a relação entre teoria e prática. Como produtos, os alunos elaboraram mapas ilustrativos, jogos educativos e participaram de rodas de conversa sobre sustentabilidade. Por fim, foram confeccionados dois painéis integrativos apresentados na culminância das eletivas da escola, reafirmando o compromisso com a divulgação científica. O projeto contribuiu para formar uma consciência crítica e reflexiva sobre a conservação ambiental, transformando a percepção da comunidade escolar e fortalecendo a valorização do território e da identidade local.
Palavras-chave: Patrimônio,Interdisciplinariedade,Sustentabilidade,Protagonismo estudantil
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Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO AMBIENTAL: O SOLDADINHO-DO-ARARIPE EM MISSÃO VELHA-CE
FRANCISCO RAFAEL ANASTACIO AMARO; Maria Paula dos Santos Dantas
Resumo: A diversidade biológica deve ser tratada com seriedade como recurso global, para ser registrada, usada e, acima de tudo, preservada frente à crise ambiental vigente e que traz extinção biológica e desequilíbrios ecológicos. A importância da biodiversidade pode melhor ser transmitida por meio da educação ambiental que ajuda na conservação de espécies como o Soldadinho-do-Araripe. Está ave é endêmica da Chapada do Araripe, encontrada nas encostas da chapada e com ocorrência em Missão Velha-CE. Objetivou-se com este trabalho promover o conhecimento e conscientizar sobre a importância da conservação ambiental por meio do Soldadinho-do-Araripe, espécie endêmica, carismático e bandeira ameaçada de extinção. Para isto, foi realizada uma palestra educativa nas instalações da Universidade Regional do Cariri (URCA) – Campus Missão Velha. Participaram da ação duas turmas, uma do sétimo e do oitavo ano do ensino fundamental, da Escola de Ensino Fundamental Stênio Dantas do município de Missão Velha. A palestra teve o tema “O Soldadinho-do-Araripe: um tesouro em Missão Velha-CE”. O conteúdo abordou conceitos sobre a espécie, habitat, seu endemismo, ameaças a espécie e aos ecossistemas locais e a importância de projetos que auxiliam na conservação ambiental. Foram utilizados recursos audiovisuais, como slides com fotos e áudio com o canto do soldadinho-do-Araripe, com o intuito de tornar o conteúdo mais dinâmico. Ao final da palestra, foi realizado um jogo de perguntas e respostas que dividiu o auditório em dois grupos: alunos do 7º ano e do 8º ano. Foram feitas 21 perguntas sobre o tema e todos alunos participaram e responderam corretamente as questões. Com isso, percebesse que houve interesse dos educando e até relataram terem gostado do muito do momento de aprendizado.
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Abrir o trabalhoENTRE MUDANÇAS CLIMÁTICAS HÁ SABERES INDÍGENAS: MAPEAMENTO DAS ESTRATÉGIAS ANCESTRAIS DE CONSERVAÇÃO DA ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DO HORTO DE PADRE CÍCERO
MARIA NAYARA DA SILVA; Francisca Ranielly de Brito Macedo; Priscila Orlandini; Maria Raynara de Brito Macedo; Francisco Joedson da Silva Nascimento; Cassio Expedito Galdino Pereira; Rayane de Tasso Moreira Ribeiro
O projeto de extensão em Juazeiro do Norte-CE visa fortalecer a gestão territorial sustentável e a conservação da Área de Proteção Ambiental (APA) do Horto de Padre Cícero, resgatando os saberes indígenas da Serra do Catolé. Em um contexto de crise ambiental e avanço urbano desordenado, que ameaça a biodiversidade local, o projeto busca valorizar a "ciência" milenar indígena sobre a convivência harmoniosa com a natureza. A metodologia inclui: 1. Observação participante e rodas de conversa sobre percepção ambiental, mudanças climáticas e biodiversidade com moradores; 2. Produção de mapas mentais sobre as percepções ambientais. 3. Análise e digitalização das produções cartográficas para gerar um mapa social que será compartilhado com a comunidade escolar, promovendo a resiliência climática e contribuindo com os ODS. Os resultados preliminares evidenciam a riqueza dos saberes indígenas sobre a medicina popular e artesanato que, apesar de marginalizados pelo crescimento urbano, são essenciais para uma gestão democrática e participativa da APA e para a mitigação das mudanças climáticas na região.
Palavras-chave: Biodiversidade, Percepções Ambientais, Mapas Mentais
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Abrir o trabalhoIncentivando o Conhecimento Científico no Ensino de Ciências: As Aranhas do Campus Pimenta-URCA
TATIANY DA SILVA GONÇALVES ; João Paulo de Brito; Ana Vitória Silva de Souza; Ana Clara Alves Neves; Marcos César Freitas Rodrigues Ferreira
É de suma importância romper com o modelo tradicional de ensino, onde o estudante se encontra passivo na construção do conhecimento. Desse modo, o presente projeto sugere que o conhecimento sobre as aranhas pode ser realizado de forma ativa, prática e lúdica, através de aulas práticas e de jogos didáticos. O presente estudo teve como objetivo ensinar os alunos, a biologia das aranhas, despertando a curiosidade e a consciência ambiental sobre esses aracnídeos. As visitas escolares foram realizadas no Laboratório de Ecologia de Mamíferos (LEM), da Universidade Regional do Cariri (URCA), no período de março a agosto de 2025. Foram atendidos 128 alunos do Ensino Fundamental e Médio de três instituições: Escola de Ensino Fundamental Estado da Paraíba (6º ano), Escola de Ensino Médio em Tempo Integral Wilson Gonçalves (1º e 2º anos) e Escola de Educação Infantil e Ensino Fundamental São Francisco (3º e 7º anos). Os alunos participaram de uma aula teórica interativa, com diversos recursos e materiais didáticos, como teatro de fantoches, jogo do tabuleiro, caça-palavras, bingo e pinturas. Em seguida, foi realizada uma atividade prática de campo nas dependências da universidade. Nesta atividade, os alunos realizaram procura ativa e puderam observar as aranhas. Cerca de 95% dos estudantes demonstraram alto interesse pela temática, destacando a atividade de campo como a mais envolvente. Concluímos que, a disseminação de informações corretas sobre os riscos e a importância da manutenção das aranhas podem resultar em redução de acidentes, ao mesmo tempo em que cultiva uma cultura de responsabilidade ambiental dos alunos em relação a sociedade em que vivem. Com este projeto pudemos unir manutenção da biodiversidade, sustentabilidade e cidadania, em consonância com as diretrizes da Extensão Universitária. Tivemos também, a possibilidade de diálogo com a comunidade Cratense e de exercer a indissociabilidade entre comunidade-pesquisa-ensino-extensão.
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Abrir o trabalhoO PROGRAMA DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA URCA (PEAM) E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE E COLETA SELETIVA.
ANA LICA FREIRES DE OLIVEIRA; ESCHILLY MARIA BARBOSA VIDAL; LARA NELICE MAGALHAES LUNA; MARIA ARLENE PESSOA DA SILVA
O Programa de Educação Ambiental da Universidade Regional do Cariri (PEAM) é uma ação de extensão que visa sensibilizar a comunidade acadêmica e a população em geral sobre o consumo consciente e a destinação adequada de resíduos, alinhando-se ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 12 (Consumo e Produção Responsáveis) da Agenda 2030. O programa articula ensino, pesquisa e extensão com o objetivo de reduzir o desperdício de papel e outros materiais por meio da coleta seletiva, oficinas, palestras, tendas e divulgação de práticas sustentáveis nas redes sociais, estimulando mudanças de hábitos individuais e coletivos. A metodologia envolve a coleta semanal de papel nos diversos setores da universidade, com destinação à Associação de Catadores do Crato, além da realização de palestras, oficinas e tendas educativas. Durante essas ações, são aplicadas enquetes com uso de jogos educativos para promover a conscientização sobre a importância da separação e reciclagem de resíduos. Também são realizadas coletas de pilhas e baterias e visitas domiciliares nos bairros Pimenta e Sossego, com o intuito de informar e engajar a população quanto à correta destinação dos resíduos sólidos. Como resultados, destacam-se a coleta de 672 kg de papel e papelão, 24 kg de plásticos e 58 kg de latinhas. Ademais, foi ministrada uma palestra sobre Educação Ambiental na EEMTI Alaíde Silva Santos (Juazeiro do Norte – CE), uma oficina sobre compostagem com materiais recicláveis, e a publicação de conteúdos informativos no perfil do programa no Instagram (@peam_urca). O impacto social do PEAM se manifesta na valorização do trabalho dos catadores e no incentivo à economia circular; na formação dos estudantes, que vivenciam práticas sustentáveis e desenvolvem compromisso social; e na promoção do diálogo entre universidade e sociedade por meio de ações educativas participativas. O programa também se destaca pela parceria com iniciativas de gestão de resíduos na região, como o projeto REGENERA Cariri. Dessa forma, o PEAM fortalece a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, contribuindo para a preservação ambiental, a formação cidadã e o desenvolvimento sustentável no cariri cearense.
Palavras-chave: Consumo consciente,Desenvolvimento sustentável,Resíduos
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Abrir o trabalhoPlano de Ação para o controle do Caramujo-africano (Achatina fulica) no Campus Pimenta da URCA: Educação ambiental
JOÃO PAULO DE BRITO; Ana Vitória Silva de Souza; Tatiany da Silva Gonçalves; Ana Clara Alves Neves; Marcos Cesar Freitas Rodrigues Ferreira; Gabriela Paise
O caramujo africano (Achatina fulica) é uma espécie exótica invasora considerada uma das 100 piores pragas do mundo e amplamente distribuída no Brasil. Sua proliferação descontrolada pode gerar desequilíbrios ecológicos e favorecer a transmissão de doenças. O presente estudo teve como objetivo conscientizar estudantes do Ensino Fundamental e Médio sobre os riscos do contato com este animal e os impactos ambientais decorrentes de sua presença. As visitas escolares foram realizadas no Laboratório de Ecologia de Mamíferos (LEM), da Universidade Regional do Cariri (URCA), no período de março a agosto de 2025. Foram atendidos 127 alunos do Ensino Fundamental e Médio de três instituições: Escola de Ensino Fundamental Estado da Paraíba (7º e 8º anos), Escola de Ensino Médio em Tempo Integral Wilson Gonçalves (1º e 2º anos) e Escola de Educação Infantil e Ensino Fundamental São Francisco (9º ano). Os alunos participaram de uma aula teórica interativa, com diversos recursos e materiais didáticos, como jogo do tabuleiro, caça-palavras, bingo e pinturas. Em seguida, foi realizada uma atividade prática de campo nas dependências da universidade. Nesta atividade, os alunos, devidamente equipados com luvas, realizaram procura ativa e observaram o caramujo africano. Cerca de 95% dos estudantes demonstraram alto interesse pela temática, destacando a atividade de campo como a mais envolvente, especialmente pela oportunidade de identificar os locais onde os moluscos foram encontrados. Concluímos que, promover ações educativas de prevenção e controle são fundamentais para reduzir a disseminação desta espécie invasora. Com este projeto pudemos unir saúde pública, sustentabilidade e cidadania, em consonância com as diretrizes da Extensão Universitária. Tivemos também, a possibilidade de diálogo com a comunidade Cratense e de exercer a indissociabilidade entre comunidade-pesquisa ensino-extensão.
Palavras-chave: Escolas públicas,Saúde pública,Espécies invasoras
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Abrir o trabalhoplano de manejo do caramujo africano(achatina fulica)no campus pimenta
ANA VITÓRIA SILVA DE SOUZA; João Paulo de Brito; Tatiany da Silva Gonçalves; Ana Clara Alves Neves; Marcos Cesar Freitas Rodrigues Ferreira; Gabriela Paise
O caramujo africano (Achatina fulica) é molusco exótico e invasor que ameaça a biodiversidade, a agricultura e a saúde pública por atuar como hospedeiro intermediário de parasitas causadores de doenças. No Campus Pimenta da Universidade Regional do Cariri (URCA), sua alta densidade populacional representa riscos ambientais e sanitários, exigindo estratégias de manejo sustentáveis. Este estudo teve como objetivos elaborar um plano de manejo e um manual informativo voltados à realidade da instituição, com base em revisão bibliográfica e análise de práticas já aplicadas no Brasil. A metodologia incluiu levantamento de publicações em bases científicas, sistematização de métodos de controle e a produção de um manual informativo para subsidiar ações da comunidade acadêmica. Os resultados demonstraram que os métodos biológicos e químicos apresentam limitações técnicas e riscos ambientais, enquanto os controles físico e cultural mostraram-se mais eficazes, seguros e acessíveis. O plano de manejo e o manual informativo propõem a catação manual periódica, eliminação de criadouros e campanhas educativas, favorecendo a participação estudantil e a conscientização coletiva. A discussão sobre o tema evidencia que experiências semelhantes em diferentes regiões do Brasil reforçam a importância da integração entre educação ambiental, vigilância contínua e práticas de saneamento ambiental. Conclui-se que a combinação dos controles físico e cultural representa a estratégia mais adequada para o contexto da URCA, articulando saúde, sustentabilidade e cidadania, em consonância com as diretrizes da Extensão Universitária, ao promover a interdisciplinaridade, a formação cidadã e o engajamento social da comunidade acadêmica.
Palavras-chave: saude publica,campus universitario,saneamento ambiental
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Abrir o trabalhoPLANTAS MEDICINAIS DA CHAPADA DO ARARIPE: USO E CUIDADOS
JHENNIFER KELLY BARBOSA DE SOUZA SILVA ; Valéria da Silva Sampaio; Isabella Hevily Silva Torquato; Antonio Carlito Bezerra dos Santos
Uma ampla variedade de espécies vegetais é utilizada com fins medicinais, representando uma alternativa terapêutica complementar ao tratamento de diversas doenças. Quando usadas de forma racional e adequada, essas plantas podem trazer benefícios significativos à saúde. No entanto, seu uso também pode acarretar efeitos adversos, especialmente quando empregado de maneira inadequada, de forma crônica, isoladamente ou em associação com medicamentos convencionais, outras plantas ou fitoterápicos. Diante disso, pesquisas que investigam os benefícios e os riscos do uso de plantas medicinais são fundamentais para embasar ações de educação e promoção da saúde. Nesse contexto, a divulgação científica por meio de uma linguagem acessível torna-se essencial, configurando este projeto como uma ferramenta importante para informar sobre o uso consciente das plantas medicinais nativas da Chapada do Araripe. A iniciativa busca esclarecer a comunidade local sobre as formas de uso, possíveis efeitos adversos e os cuidados necessários para evitar o uso indevido dessas espécies. Com base em literatura especializada, foi realizado um levantamento das espécies vegetais medicinais utilizadas na Chapada do Araripe. Foram identificadas 116 espécies, das quais 40 são nativas de biomas como Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica; as demais são exóticas, cultivadas ou naturalizadas no Brasil. Das espécies nativas selecionadas, três estavam identificadas apenas em nível de gênero e uma não apresentou registros sobre sua composição ou atividade biológica e, por isso, não foram consideradas na análise. Entre as 33 espécies com estudos sobre composição química e atividade biológica (farmacológicas e toxicológicas) comprovadas, destacam-se Anacardium occidentale L. (antioxidante e hipoglicemiante), Hancornia speciosa Gomes (antioxidante), Commiphora leptophloeos (Mart.) J.B.Gillett (antioxidante e antimicrobiano), Croton grewioides Baill. (antibacteriano e antioxidante), Astronium urundeuva (M.Allemão) Engl. (antibacteriana e antioxidante), Mimosa tenuiflora (Willd.) Poir. (antioxidante e antibacteriana), todas com potencial toxico e/ou citotóxico. Spondias tuberosa Arruda (antioxidante), Lippia origanoides Kunth (antifúngica, antibacteriana e antimicrobiana), sem atividade tóxica relatada. Os resultados evidenciam a necessidade de intensificar os estudos relacionados à composição química e ao potencial farmacológico das espécies nativas, bem como ampliar as pesquisas in vitro e in vivo.
Palavras-chave: Espécies nativa, Composição química,Atividades biológicas
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Abrir o trabalhoVIVÊNCIA EXTENSIONISTA: APLICAÇÃO DE TESTES CLÍNICO-FUNCIONAIS PARA AVALIAÇÃO DO RISCO DE QUEDAS EM IDOSOS
BEATRIZ DE SA BARRETO VIEIRA ; Lo-Ruama Silva do Nascimento; Andreza Gysllaynny Delmondes Saraiva; Ana Karolina Bezerra da Costa
As quedas configuram-se como um importante problema de saúde pública, especialmente na população idosa, por estarem associadas a perdas funcionais, dependência e redução da qualidade de vida. Diante disso, torna-se fundamental o desenvolvimento de estratégias educativas que favoreçam a autonomia, o autocuidado e a segurança. Objetiva-se relatar a experiência extensionista da Liga Acadêmica de Gerontologia da Universidade Regional do Cariri em parceria com o Projeto de Extensão Minhas Rugas, Minha História na utilização de testes clínico-funcionais para avaliação do risco de quedas em pessoas idosas. A atividade foi realizada com idosas participantes da Universidade Aberta à Terceira Idade (UNATI da referida Instituição, contou com a participação de 15 idosas e foi estruturada em dois momentos. Inicialmente, realizou-se uma abordagem dialogada sobre os principais fatores de risco para quedas, consequências e sobre a adoção de práticas de autocuidado voltadas à promoção da saúde, autonomia e segurança no envelhecimento. Em seguida, foram aplicados testes clínico-funcionais: Índice de Tinetti, Timed Up and Go, Teste de "sentar e levantar" e medidas antropométricas, como peso corporal e circunferência da panturrilha, com o intuito de rastrear sinais de sarcopenia e fragilidade, condições que impactam diretamente a funcionalidade e a qualidade de vida. As participantes demonstraram grande interesse e engajamento durante o encontro, reconhecendo a relevância das informações compartilhadas. Além disso, a realização das avaliações permitiu ampliar a percepção das idosas acerca da importância da manutenção da força muscular e da autonomia. Conclui-se que a ação contribuiu significativamente para a promoção da saúde e prevenção de quedas, evidenciando a importância de integrar atividades educativas e avaliações clínicas no cuidado à pessoa idosa.
Palavras-chave: idoso,educação em saúde, acidentes por quedas
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Abrir o trabalhoA EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA E O USO DO LÚDICO NO CUIDADO A CRIANÇA HOSPITALIZADA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
ANTONIA NATIELY DA SILVA PEREIRA ; Aline Barbosa Cavalcante Silva; Anna Vitória Alves Lima Piancó; Evanuelli Alves Leal; Maria Larissa dos Santos Lima
Resumo: A hospitalização na infância pode ser traumática, afetando o convívio familiar e social, gerando medo e isolamento, Nesse contexto, as atividades lúdicas no ambiente hospitalar são essenciais para amenizar os impactos da internação, promovendo o desenvolvimento infantil e o equilíbrio emocional, social e cognitivo. O brincar humaniza o hospital, traz alegria, criatividade e melhora a qualidade de vida e recuperação. Portanto, deve ser valorizado por pais e profissionais como ferramenta de desenvolvimento e aprendizagem. Relatar a importância da extensão universitária com o uso do lúdico no cuidado a criança hospitalizada. Este é um relato de experiência qualitativa e descritiva, baseado na observação participativa de crianças hospitalizadas e seus responsáveis. A ação ocorreu em 12 de junho de 2025, realizada por quatro discentes de Enfermagem da URCA, integrantes do projeto de extensão "Artistas do Cuidar". Foram desenvolvidas atividades como pintura, uso de giz de cera e massinha, além de caracterização dos acadêmicos com tintas faciais, cantigas infantis e interação com as crianças. As reações foram registradas verbalmente, visualmente e por fotos sem exposição dos rostos. Os resultados mostraram que as atividades lúdicas contribuíram significativamente para o bem-estar emocional das crianças, promovendo interação e transformando o ambiente hospitalar em um espaço mais acolhedor. A arte se mostrou eficaz na comunicação e humanização do cuidado, aliviando o estresse. A experiência foi enriquecedora para as crianças e para os extensionistas, demonstrando o potencial do lúdico e da extensão universitária na promoção da humanização e do bem-estar nos serviços de saúde.
Oral
Abrir o trabalhoA INFORMATIZAÇÃO DO SUS NO CUIDADO, PREVENÇÃO E RASTREIO DE PATOLOGIAS GESTACIONAIS: EXPERIÊNCIAS NO PET-SAÚDE
NATHALY MENDONÇA DE MORAIS
A informatização do SUS tem se mostrado uma ferramenta fundamental para qualificar a atenção à saúde no Brasil e no cuidado pré-natal, esse processo contribui para a prevenção de patologias gestacionais e auxilia no registro organizado de dados das gestantes. O programa Pet-Saúde: informação e saúde digital, tem por um dos seus objetivos a inovação na telessaúde na atenção à saúde da mulher. O programa conta com a atuação de bolsistas, profissionais de saúde e orientadores de serviço, que tem como objetivo desenvolver sistemas tecnológicos integrados ao SUS, aproximando a academia das demandas reais dos serviços de saúde. Diante desse cenário, surge a questão central: como a informatização do SUS contribui para o cuidado, prevenção e rastreio de patologias gestacionais pelos profissionais de saúde? para respondê-la, foi conduzida uma revisão de literatura na base de dados PubMed, utilizando os descritores “health information AND pregnancy AND screening”. Foram aplicados filtros para meta-análises, publicadas nos últimos cinco anos, em português e inglês, com texto completo disponível. Após a aplicação dos critérios, obteve-se um total de 110 artigos, dos quais 10 foram incluídos na análise final. Os estudos destacaram que os sistemas digitais favorecem a classificação de riscos, a melhoria na tomada de decisão clínica e o fortalecimento da prevenção de complicações materno-fetais, como visto por exemplo nas visitas guiadas ao Centro de saúde da Mulher e as Unidades Básicas de Saúde. Além disso, recursos como o rastreamento digital e as intervenções por mensagens de texto ampliam a adesão a práticas recomendadas, promovem o autocuidado e contribuem para melhores resultados maternos e neonatais. Neste contexto, as ações do programa PET-Saúde evidenciam o potencial transformador da integração entre formação acadêmica e prática social, permitindo que estudantes participem ativamente na construção de soluções inovadoras que dialogam com a comunidade e ampliam a qualidade do cuidado, essa atuação interdisciplinar (enfermagem, biologia, educação física, medicina, economia e sistemas de informação) insere os estudantes diretamente nos serviços de saúde e na universidade. Ao articular diferentes áreas do conhecimento e incentivar o desenvolvimento de novas tecnologias, o programa fortalece o SUS e reafirma o desempenho dos estudantes e servidores como essencial para o retorno à comunidade.
Palavras-chave: SUS,Informatização,Pet-Saúde,Patologias Gestacionais
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Abrir o trabalhoA INTERSETORIALIDADE COMO FERRAMENTA DE PROMOÇÃO DA CIDADANIA NA ESCOLA: ARTICULAÇÃO ENTRE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA, SAÚDE E EDUCAÇÃO BÁSICA
ANTONIA LETICIA BENIGNO DE OLIVEIRA
A intersetorialidade tem se consolidado como estratégia essencial para a efetivação de políticas públicas e para a promoção da cidadania, especialmente em espaços formativos como a escola. Nesse sentido, a presente proposta apresenta a experiência de um projeto de extensão universitária que articula a Universidade Regional do Cariri – URCA, a rede de educação básica e o setor saúde, com o intuito de fortalecer práticas educativas integradas e emancipadoras. O objetivo foi destacar as estratégias de articulação entre universidade, saúde e escola na perspectiva da promoção da cidadania e do desenvolvimento integral de crianças e adolescentes. A metodologia adotada foi de natureza qualitativa, do tipo relato de experiência das ações desenvolvidas pelo Projeto de Extensão Saúde e Cidadania na Escola( PESCE) e como esse processo tem acontecido entre universidade, escola e saúde. Os resultados indicaram que a aproximação entre universidade e comunidade escolar favoreceu a construção de saberes interdisciplinares, a problematização de questões sociais e de saúde relevantes ao contexto local, além de promover maior engajamento dos sujeitos envolvidos quando, fundamentada em rodas de conversa, oficinas temáticas, ações de promoção da saúde e atividades lúdico-pedagógicas realizadas em escolas públicas do município, envolvendo estudantes, professores, profissionais da saúde e extensionistas. Observou-se ainda que a intersetorialidade potencializou a inserção da extensão universitária como prática formativa, contribuindo para a efetivação das diretrizes nacionais da extensão, em especial a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, a formação cidadã e a transformação social. A discussão evidencia que a integração entre setores amplia as possibilidades de intervenção e de formação crítica, uma vez que permite que os sujeitos compreendam a escola como espaço de construção coletiva e de exercício da cidadania. Conclui-se que o trabalho intersetorial, ancorado na extensão universitária, fortalece vínculos comunitários e institucionais, amplia o acesso a direitos e reafirma a escola como território de promoção da vida, da saúde e da cidadania.
Oral
Abrir o trabalhoA VALORIZAÇÃO DA VIDA COMO ESTRATÉGIA PARA PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL DOS ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS
EDYNA SILVA DOS SANTOS; Aline Morais de Lima; Gabriely Ferreira Dos Reis; Nathaly Almeida de Lima
Resumo: Introdução: A saúde mental dos estudantes universitários é marcada por desafios que vão além das exigências intelectuais. Nesse contexto, a valorização da vida revela-se como abordagem fundamental para a promoção de resiliência frente aos desafios e demandas da academia. Ao constatar a integralidade dos sujeitos e suas individualidades, cria-se também um ambiente mais acolhedor e empático. Em virtude disso, propostas com ações sobre valorização da vida tornam-se estratégias relevantes para a promoção da saúde mental no espaço universitário. Objetivo: Relatar a experiência de uma ação educativa sobre saúde mental na vivência universitária. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência desenvolvido a partir de uma vivência no Projeto de Extensão Universidade Saudável da Universidade Regional do Cariri, em setembro de 2025, com ações voltadas à promoção da saúde na comunidade acadêmica. A atividade foi planejada e executada com 22 discentes, relacionada ao tema “Valorização da Vida” em alusão ao setembro amarelo. Discussão: A ação educativa foi realizada a partir de uma dinâmica com a seguinte questão disparadora: porquê a vida valia a pena? Todos os participantes da ação, de início, ficaram pensativos quando foram abordados e quase todos precisaram de um tempo para organizar os pensamentos. Resultados: Obteve-se respostas como: “Eu posso amar e ser amado” e “Eu posso ver o mundo”. Entretanto, essa dinâmica apresentou a importância de dar pausas e refletir sobre o presente, principalmente no contexto universitário onde o tempo para lazer e reflexão se tornam reduzidos. Conclusão: Conclui-se que a ação realizada com os estudantes universitários, obteve respostas positivas que os fizeram refletir sobre a importância da sua vida, promovendo mais possibilidades de diálogos entre os pares e bem estar mental.
Palavras-chave: Saúde mental,Estudantes,Promoção da saúde
Oral
Abrir o trabalhoABORDAGEM DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA PARA AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE: RELATO DE EXPERIÊNCIA DO PROJETO ACOLHA
MARIANA LIMA CARDOSO; Vitória Sales de Alencar; Livia; Raissa; Natália; Vitória Oliveira; Beatriz de Castro Magalhães
O enfrentamento da violência doméstica contra a mulher permanece como um desafio na saúde pública, exigindo sensibilidade e acolhimento da equipe multiprofissional. Nesse contexto, destaca-se o papel do Agente Comunitário de Saúde (ACS), que, por manter vínculo próximo com as famílias, torna-se elo fundamental na identificação de situações de violência e no cuidado às mulheres. Este trabalho tem como objetivo relatar a experiência na condução de ações educativas sobre a violência doméstica contra a mulher, desenvolvidas com Agentes Comunitárias de Saúde no âmbito do Projeto A.C.O.L.H.A – Atenção, Cuidado, Orientações, Luta, Humanização e Acolhimento. Trata-se de um relato de experiência, de caráter descritivo e qualitativo, baseado na vivência de duas extensionistas em quatro ações educativas realizadas em uma Unidade Básica de Saúde, entre junho e julho de 2025. Utilizaram-se metodologias participativas, como rodas de conversa, dinâmicas reflexivas e momentos de escuta ativa. No primeiro encontro, apresentou-se o projeto e acolheram-se as percepções iniciais das ACS sobre a temática, emergindo desafios vivenciados na prática. No segundo, com menor número de participantes, observou-se maior engajamento e o reconhecimento da necessidade de capacitação sobre a ficha de notificação compulsória da violência doméstica, tema do terceiro encontro. Nesse momento, as extensionistas conduziram uma formação teórico-prática, destacando a importância da notificação e realizando simulações do preenchimento da ficha, o que favoreceu o esclarecimento de dúvidas e a construção de estratégias conjuntas de enfrentamento. O quarto encontro teve caráter avaliativo e reflexivo, consolidando os aprendizados e reforçando o papel da extensão universitária como espaço de interação dialógica entre universidade e comunidade. A experiência contribuiu para a formação crítica das discentes, articulando teoria e prática, e ampliando as estratégias de enfrentamento à violência doméstica contra a mulher nos territórios.
Palavras-chave: Violência Doméstica , extensão universitária , atenção primária , agentes comunitários , cuidado em saúde
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Abrir o trabalhoABORDAGEM EDUCATIVA SOBRE INCONTINÊNCIA URINÁRIA NA TERCEIRA IDADE: RELATO DE EXPERIÊNCIA PROMOVENDO QUALIDADE DE VIDA.
JULIANA DO NASCIMENTO FARIAS; Capricy Batista Sousa; Ana Cecilia Pontes Ribeiro Moreira; Adriana de Moraes Bezerra
O Programa Universidade Aberta à Terceira Idade exerce um papel de extrema relevância social, promovendo diversas atividades que fortalecem vínculos socioculturais e afetivos, além de ações voltadas diretamente à saúde e à qualidade de vida. Neste contexto, a Incontinência Urinária representa um significativo desafio de saúde pública. No grupo central desta ação educativa, composto pela população idosa, essa condição se configura como fator determinante no comprometimento da autonomia, da participação social e, sobretudo, da qualidade de vida dos indivíduos. A escassez de informações preventivas contribui para o desconhecimento sobre a condição, dificultando o diagnóstico e favorecendo o isolamento social das pessoas que convivem com ela. O estudo visa fazer um relato de experiência sobre uma ação educativa inovadora, voltada ao esclarecimento da Incontinência Urinária, executada no contexto da extensão universitária. Como metodologia, a ação educativa foi realizada por meio de um encontro presencial nas dependências da Universidade Regional do Cariri (URCA), em 13 de agosto de 2025, no período vespertino, das 14h às 16h, contando com a participação de 15 idosas. A atividade foi planejada para promover debate e troca de saberes sobre a Incontinência Urinária, sendo estruturada em duas etapas: inicialmente, ocorreu a exposição teórica sobre os fundamentos, tipos, causas, formas de tratamento e medidas preventivas relacionadas à incontinência urinária e fecal, seguida da realização de exercícios práticos de fortalecimento do assoalho pélvico. Durante o encontro, foi realizada uma dinâmica final interativa de perguntas e respostas com o objetivo de avaliar a compreensão das participantes e a eficácia da metodologia, estimulando o aprendizado, a proatividade e o autocuidado. Os resultados evidenciaram que a ação se configurou como uma estratégia de educação em saúde de grande efetividade, promovendo aumento do conhecimento sobre a temática e incentivando práticas de autocuidado. Conclui-se que a experiência consolidou-se como uma ferramenta eficaz para a promoção de informação e qualidade de vida.
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Abrir o trabalhoAÇÃO EDUCATIVA DA LIGA ACADÊMICA DE ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO COMBATE À VIOLÊNCIA SEXUAL INFANTIL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
HERCILIANNY ZELIA PEDROSA SANTIAGO; Rayssa Braga Vidal de Brito; Bárbara Emilye de Oliveira; Maria da Glória Soares Gomes; Alice Silva Grigório; Samilly Batista de Oliveira
A violência sexual infantil refere-se a atos sexuais impostos a crianças por coação, manipulação ou abuso de poder, causando danos físicos, emocionais e sociais, sendo frequentemente praticada por pessoas do convívio familiar, sua identificação e denúncia tornam-se difíceis. Entre 2015 e 2021, o Brasil registrou 202.948 casos notificados, revelando a gravidade do problema e a urgência de medidas preventivas. O presente relato de experiência descreve uma ação educativa promovida pela Liga Acadêmica de Assistência de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri, campus Iguatu, voltada à conscientização e prevenção da violência sexual infantil. A ação ocorreu em uma escola pública de Iguatu, em 21 de maio de 2025, com a participação de 35 alunos do 9º ano, e foi estruturada em três etapas: dinâmica com os cartazes “Segura” e “Perigosa”, apresentação dialogada sobre abuso, sinais de alerta, canais de denúncia e rede de apoio, e ao final, uma caixa anônima para dúvidas e relatos. Percebeu-se ampla participação da professora e dos estudantes, que contribuíram nas discussões, embora alguns mostrassem timidez ao se manifestar. Durante a atividade, foi identificada uma denúncia anônima por meio da caixa de mensagens, demonstrando a importância de espaços seguros de escuta e confiança, onde crianças e adolescentes sintam-se acolhidos para relatar situações de risco. Após a ação, notou-se o fortalecimento do vínculo entre estudantes e a equipe extensionista, refletido na interação contínua e no interesse em aprofundar o tema. Os resultados mostraram maior compreensão sobre o assunto, fortalecimento da confiança entre escola e alunos e a valorização da denúncia como ato de proteção. A manutenção de espaços de diálogo permanentes em ambiente escolar mostrou-se fundamental para a promoção da saúde emocional, prevenção de violências e fortalecimento da rede de apoio. Conclui-se que ações de extensão universitária pautadas em metodologias participativas e dialógicas são fundamentais para promover a saúde pública, incentivar a cultura de proteção e combater a violência sexual contra crianças e adolescentes, reforçando o papel transformador da universidade junto à comunidade.
Palavras-chave: Violência sexual infantil,Educação em saúde, Extensão universitária,Enfermagem
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Abrir o trabalhoAÇÕES DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA PARA O DESENVOLVIMENTO DA AUTONOMIA EM SAÚDE E CIDADANIA NA ESCOLA
ANTÔNIA MYLENA CARMEM DE LIMA
As ações de extensão universitária fortalecem a integração entre ensino, pesquisa e comunidade, aproximando o conhecimento acadêmico das necessidades sociais. O interesse pela temática partiu das experiências vivenciadas no Projeto de Extensão Saúde e Cidadania na Escola (PESCE) que promove atividades educativas voltadas à promoção da saúde, cidadania e prevenção de agravos entre crianças e adolescentes, especialmente em contextos de vulnerabilidade social. Objetiva-se discutir, a partir da literatura científica, a importância das ações de extensão universitária com crianças e adolescentes no contexto escolar. Trata-se de uma revisão de literatura, realizada nas bases SciELO, LILACS e Google Acadêmico, utilizando os descritores: extensão universitária, saúde escolar, cidadania e vulnerabilidade social. Foram incluídos artigos publicados entre 2022 e 2024, em português, que abordassem práticas extensionistas com foco na promoção da saúde e educação cidadã no ambiente escolar. Os estudos analisados indicam que as ações de extensão com crianças e adolescentes favorecem a construção de vínculos entre universidade e comunidade, ampliando o acesso à informação em saúde e estimulando a reflexão sobre direitos, autocuidado e cidadania. As atividades lúdicas e educativas promovem diálogo, autoestima e senso de pertencimento, especialmente entre jovens em contextos de vulnerabilidade. Para os extensionistas, a vivência contribui para o desenvolvimento da empatia, da responsabilidade social e da visão crítica sobre o papel da Enfermagem na sociedade. Conclui-se que as ações de extensão, assim como as realizadas pelo PESCE, reforçam a importância da universidade como instrumento de transformação social, fortalecendo a cidadania e promovendo uma formação mais humana e participativa para os futuros profissionais de saúde.
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Abrir o trabalhoAMAMENTAURCA: AMBULATÓRIO DE ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM ALEITAMENTO NO CONTEXTO HOSPITALAR
MARIA JESSYCA CALOU DA CRUZ
Resumo: O aleitamento Materno Exclusivo (AME) é considerado o melhor e mais completo alimento para o recém-nascido, o Ministério da Saúde recomenda que seja ofertado de maneira exclusiva até os seis meses de vida. A amamentação traz inúmeros benefícios para o binômio mãe-filho, e o principal momento de estabelecê-la é no puerpério imediato. O presente projeto de extensão tem como objetivo realizar assistência de enfermagem em aleitamento materno à mulher que amamenta no contexto hospitalar e desenvolver ações de promoção e apoio em aleitamento materno em serviços de saúde do município de Crato-CE. Trata-se de uma atividade acadêmica que promove interação entre a universidade e comunidade, promovendo assistência semanal de segunda a sexta, no alojamento conjunto do Hospital São Camilo, localizado em Crato/CE. Estudantes extensionistas acompanhados dos enfermeiros colaboradores e/ou professores, aplicam conhecimentos adquiridos para o atendimento especializado em aleitamento materno, com o intuito de promover saúde, prevenir doenças e conscientizar sobre a importância do aleitamento materno, e principalmente com foco na assistência ao binômio mãe-filho em processo de amamentação para manejo das intercorrências que podem estar afetando o estabelecimento da amamentação, como posicionamento e pega incorretos, mamilos planos ou invertidos, bebê que não suga ou tem sucção fraca, demora na “descida do leite”, ingurgitamento mamário, dor e traumas mamilares e mastite. Todos os colaboradores e voluntários agem de acordo com sua função, seja de capacitação de novos extensionistas do projeto, educação em saúde com gestantes em Unidades Básicas de Saúde e através de escala de atendimento no alojamento conjunto do referido Hospital. O projeto favorece a adesão ao estabelecimento precoce do aleitamento materno exclusivo em ambiente hospitalar, contribui para redução dos índices de desmame precoce, fomenta a integração do ensino-serviço gerando o retorno social à comunidade ao favorecer a saúde materno-infantil, além de fortalecer o vínculo entre comunidade e universidade, promovendo a formação acadêmica, desenvolvendo responsabilidade social e comunicação com a sociedade.
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Abrir o trabalhoBRINCAR LIVRE EM CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARIA VICTÓRIA VIANA ALVES; Heloisa Navlidi Góes de Sousa; Mírian Cecília Silva Matias; Alícia Ralhemylle Rodrigues Tomaz
O brincar livre na qual a criança é protagonista de suas escolhas, é fundamental no desenvolvimento infantil, estimulando a autonomia, criatividade, habilidades sociais e emocionais, além de favorecer a resolução de conflitos e a construção de novos conhecimentos. No caso de crianças com autismo, o brincar livre atua como ferramenta terapêutica, promovendo a comunicação, interação social, exploração sensorial, desenvolvimento cognitivo, respeitando o tempo e o interesse de cada criança. Objetiva-se relatar a experiência vivenciada no Ambulatório do Brincar com as crianças atípicas, evidenciando os efeitos do brincar livre no desenvolvimento infantil. A intervenção ocorre semanalmente no Centro Integrado de Atenção em Saúde da Família (CIASF) na URCA, com crianças de forma individual pertencente ao município do Crato, por acadêmicos do curso de enfermagem, de forma voluntária uma vez por semana, esse estudo é de caráter descritivo e abordagem qualitativa, do tipo relato de experiência. Durante as sessões, é propostas atividades buscando estimular o foco, o raciocínio lógico, a comunicação verbal e não verbal, interação social, coordenação motora, são utilizadas brincadeiras como: blocos de montar, atividades de pintura e escrita, quebra-cabeças, jogos com bola, brinquedos musicais. As famílias relataram melhorias significativas no comportamento, na rotina escolar das crianças e na comunicação, sendo possível observar avanços na socialização na escola e com a família, das crianças que antes apresentavam resistência ao contato físico e visual, passando a interagir de maneira mais afetiva e espontânea, houve melhora na escrita, um exemplo foi uma família relatar que a criança passou a conseguir escrever de lápis, melhorando na coordenação motora fina, e redução da ansiedade ao longo das sessões. Também foi possível observar a construção de vínculos afetivos entre os acadêmicos e participantes. Conclui-se que a experiência no Ambulatório do Brincar evidenciou que o brincar livre é uma prática eficaz no desenvolvimento das crianças com autismo. Além disso, fortalece a formação humanizada dos acadêmicos de enfermagem, ao unir teoria, prática e cuidado inclusivo.
Palavras-chave: Brincar Livre, Transtorno do Espectro Autista, Desenvolvimento Infantil
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Abrir o trabalhoCADERNETA DE SAÚDE DA PESSOA IDOSA COMO ALIADA AO CUIDADO INTEGRAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE AÇÃO DE EXTENSÃO
GABRIEL HANRY DE LIMA SOARES; Bianca da Silva Lourenço; Hyrlla Muriel de Oliveira Dantas; Jeissiane de Sousa Gomes; Kauanny Kelly Aires Silva; Mirna Neyara Alexandre de Sá Barreto; Moziane Mendonça de Araújo
A Caderneta de Saúde da pessoa Idosa é um instrumento necessário para o controle da saúde, reunindo informações sobre condições clínicas, vacinação, hábitos de vida e uso de medicamentos. No entanto, muitas pessoas idosas ainda não possuem conhecimento adequado para usá-la da forma correta, o que evidencia a importância de ações educativas direcionadas a este público. Objetivou-se relatar a experiência de uma ação de educação em saúde realizada com o grupo de pessoas idosas do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). Trata-se um relato de experiência sobre uma ação realizada em julho de 2025 por estudantes de Enfermagem do projeto de extensão “Viver Bem na Melhor Idade”, da Universidade Regional do Cariri (URCA), com pessoas idosas atendidas pelo CRAS III, em Iguatu-CE. A ação possibilitou promover a educação em saúde, incentivando o uso da caderneta como instrumento de acompanhamento e cuidado contínuo na atenção à saúde. Durante as conversas, observou-se que os participantes não possuíam conhecimento sobre a caderneta e sua finalidade. A abordagem participativa facilitou o processo de aprendizagem, promovendo interação dialógica entre os envolvidos e criando um espaço para o compartilhamento de saberes, permitindo que expressassem seus questionamentos. A ação mostrou-se como uma importante estratégia para a promoção da saúde desse público e ainda, o fortalecimento do autocuidado, destacando a necessidade de um cuidado integral a partir da compreensão de hábitos de vida adequados. A Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa foi ressaltada como um instrumento essencial para o acompanhamento contínuo e integral, considerando sua abordagem acerca de diversos aspectos da vida, permitindo uma maior comunicação entre os profissionais, a construção de um cuidado personalizado e maior participação da pessoa idosa no que tange a sua saúde. Ademais, a ação demonstrou a relevância da extensão universitária por desenvolver competências necessárias à formação do estudante, como o planejamento, trabalho em equipe comunicação, além do fortalecimento de ações envolvendo a comunidade externa, apontando a potencialidade da universidade para a sociedade.
Palavras-chave: Saúde da Pessoa Idosa,Educação em Saúde,Extensão Universitária
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Abrir o trabalhoCINECLUBE SAÚDE EM ALUSÃO AO SETEMBRO AMARELO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
JOYCE FERREIRA DE SOUSA ; Camila Corrêa Sousa Silva; Kawan de Matos Nogueira; Maria Vitória Bezerra Souza; Sara Braga de Souza
Resumo: O projeto de extensão Cineclube Saúde tem como propósito utilizar produções audiovisuais como recurso educativo e reflexivo para a promoção da saúde. Inserido no contexto do Setembro Amarelo, uma das ações do projeto buscou promover o diálogo sobre sentimentos, emoções e prevenção do suicídio entre discentes do curso de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri (URCA). Este relato de experiência,de caráter qualitativo e descritivo, refere-se a uma ação realizada em setembro de 2025, no período da manhã, em sala de aula do Campus Multi-Institucional Humberto Teixeira, em Iguatu-CE, com alunos do sexto semestre, conduzida pelas facilitadoras do projeto, em parceria com o Núcleo Interdisciplinar de Apoio Psicopedagógico (NIAP).Durante a ação, exibiu-se o curta-metragem “O Menino que Engoliu o Choro”, acompanhado de pipocas, seguido de uma discussão dialogada sobre as percepções dos participantes. Em seguida, realizou-se uma dinâmica com balões e cartões contendo palavras que representavam sentimentos e emoções. Os participantes colaram os cartões em balões e os estouraram, simbolizando a libertação das emoções. A ação evidenciou um forte potencial de sensibilização e escuta, favorecendo o reconhecimento das próprias emoções e o fortalecimento de vínculos entre os estudantes. O curta-metragem atuou como disparador reflexivo, permitindo associações entre a narrativa e experiências pessoais, enquanto a dinâmica contribuiu para a externalização simbólica de angústias, medos e tristezas, promovendo alívio e bem-estar coletivo.Constatou-se que o uso de recursos lúdicos e audiovisuais, aliados ao debate crítico, potencializa a participação ativa estimulando a valorização do cuidado em saúde mental na formação acadêmica. Conclui-se que experiências como essa ultrapassam o âmbito acadêmico, tornando-se vivências significativas que fortalecem tanto a formação profissional quanto o crescimento humano. Conforme a Organização Mundial da Saúde(2023), “cuidar da saúde mental é promover vida, esperança e possibilidades”, princípio refletido de forma simbólica e prática nesta ação extensionista.
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Abrir o trabalhoCineclube Saúde: Extensão Universitária em Alusão ao Setembro Amarelo
KAWAN DE MATOS NOGUEIRA; Camila Corrêa Sousa Silva; Joyce Ferreira de Sousa; Maria Vitória Bezerra Souza; Sara Braga de Souza
O projeto de extensão Cineclube Saúde utiliza curtas e filmes como ferramenta educativa para promoção da saúde. No mês de setembro, as atividades focam na saúde mental, com vistas à prevenção do suicídio e promoção do bem-estar. Desse modo, o Cineclube adota a cinematografia como recurso potencial na educação em saúde mental. Objetiva-se relatar a experiência de uma ação do Cineclube Saúde em alusão ao Setembro Amarelo. Trata-se de um relato de experiência sobre uma ação na Rodoviária de Iguatu-Ceará, em 15 de setembro de 2025, pela manhã, com o objetivo de criar um espaço de escuta e diálogo sobre sentimentos, emoções e prevenção do suicídio. A atividade foi conduzida pelos extensionistas, começando com uma acolhida aos usuários e trabalhadores do local. Apresentou-se o projeto Cineclube, contextualizando o Setembro Amarelo e reforçando a importância de falar sobre saúde mental. Em seguida, exibiu-se o curta “O Menino que Engoliu o Choro”, explicando que, após a exibição, haveria um momento de interação. Posteriormente, debateu-se o tema em uma roda de conversa, incentivando os participantes a expressarem seus sentimentos de forma livre e respeitosa. A dinâmica "Cartas do Cuidado" foi o ponto alto. Papéis e canetas foram distribuídos para que os participantes escrevessem mensagens de apoio para si ou para alguém em um momento difícil. As mensagens foram recolhidas e distribuídas aleatoriamente. A ação possibilitou vivências afetivas e reflexões coletivas, promovendo a empatia como eixo central. A atividade foi encerrada com a divulgação de serviços de apoio, como o Centro de Valorização da Vida - CVV, o Centro de Atenção Psicossocial - CAPS de Iguatu e a rede local de saúde mental. A experiência demonstrou como o cinema, aliado a ações interativas, pode fortalecer vínculos, sensibilizar a população e ampliar o acesso à informação em saúde. Realizar a atividade em um espaço público mostrou a importância de levar a universidade até a comunidade, valorizando seus saberes e ampliando o cuidado. Conclui-se que iniciativas como essa são essenciais para promover saúde mental e cidadania de forma acessível, criativa e transformadora.
Palavras-chave: Cinema, Saúde mental, Educação em saúde, Setembro amarelo, Extensão universitária
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Abrir o trabalhoCINECLUBE SAÚDE: O CINEMA COMO FERRAMENTA DE ACOLHIMENTO E TRANSFORMAÇÃO SOCIAL NO AGOSTO LILÁS
SARA BRAGA DE SOUZA ; Camila Corrêa Sousa Silva; Joyce Ferreira De Sousa; Kawan De Matos Nogueira; Maria Vitória Bezerra Souza; Beatriz de Castro Magalhães; João Paulo Xavier Silva
O Projeto de Extensão Cineclube Saúde, da Universidade Regional do Cariri tem se consolidado como espaço de diálogo e educação em saúde por meio da arte cinematográfica, favorecendo a integração entre universidade e comunidade. Um desses momentos ocorreu durante a campanha Agosto Lilás, dedicada nacionalmente à conscientização. Objetivou-se relatar a experiência de uma ação temática do projeto Cineclube Saúde no contexto do Agosto Lilás. Trata-se de um estudo qualitativo, do tipo relato de experiência, acerca de uma ação conduzida por extensionistas do projeto supracitado, no mês de agosto de 2025 no auditório da Unidade Básica de Saúde Dr. Ernani Barreira no município de Iguatu-Ceará. A ação ocorreu em parceria com o Projeto de Extensão Acolha e com os residentes multiprofissionais da Escola de Saúde Pública. contando com a participação de oito mulheres da comunidade local. O momento incluiu a exibição do minidocumentário Sinal Verde, seguida da dinâmica interativa flores que fortalecem: sinal verde, desenvolvida com o intuito de promover um momento de reflexão sobre o recomeço e a valorização da mulher. Durante a atividade, cada participante recebeu uma pétala de papel colorido e escreveu uma palavra que simbolizasse o recomeço, como esperança, coragem, liberdade e amor. Em seguida, as pétalas foram coladas ao redor de um cartaz com o título Sinal Verde para Recomeçar, formando uma flor coletiva que representou a união e a força feminina. Como facilitadores, vivenciamos a ação de forma significativa, percebendo o envolvimento e a sensibilidade das participantes diante da proposta. A experiência possibilitou aprendizado, empatia e fortalecimento, reafirmando o potencial da extensão universitária em articular saberes acadêmicos e populares e fortalecer redes de apoio. Conclui-se que a ação proporcionou aos facilitadores uma vivência de acolhimento e empoderamento, evidenciando o cinema como ferramenta pedagógica potente para gerar reflexões sobre temáticas sensíveis e invisibilizadas, como a violência contra a mulher, contribuindo para o debate e a sensibilização social.
Palavras-chave: Extensão universitária, cinema em saúde, empoderamento feminino, violência de gênero
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Abrir o trabalhoCONHECER PARA EXIGIR: O PROJETO VIVERSUS NA CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE OS DIREITOS EM SAÚDE DA POPULAÇÃO
LUYANNE CAVALCANTE DA SILVA; José Ronald Laurentino Silva; Rafael Cesar Barreto; Francisca Nalanda Miranda Souza; Renata Alencar Nascimento
A educação em saúde busca promover a consciência, autonomia e participação da população, permitindo que exerçam seus direitos, adotem práticas de autocuidado e participem das decisões sobre sua saúde. Nesse contexto, a Carta dos Direitos dos Usuários da Saúde é um instrumento essencial para garantir os direitos do cidadão nos serviços de saúde. Apesar da sua importância, a Carta ainda é pouco divulgada, limitando sua eficácia como ferramenta de fortalecimento social. Diante disso, o projeto Vivências Educacionais na Realidade do SUS (ViverSUS) propõe ações educativas acessíveis, para divulgar a carta e facilitar a compreensão de seus conteúdos, aproximando os usuários dos seus direitos e deveres em saúde. Este trabalho objetiva relatar a experiencia de uma ação educativa do projeto ViverSUS, sobre a Carta dos direitos dos usuários da saúde. Trata-se de um relato de experiência descritivo e qualitativo, realizado por cinco extensionistas, com os trabalhadores da rodoviária de Iguatu-CE, em junho de 2025, com duração aproximada de uma hora e trinta minutos. A atividade iniciou com a contextualização do tema, orientada pela pergunta “O que são os direitos em saúde e por que são importantes?”. A roda de conversa abordou a saúde como um direito constitucional, os princípios que regem o SUS e pontos centrais da Carta dos direitos dos usuários de saúde. O conteúdo foi abordado de forma interativa, utilizando dinâmica para reforçar o aprendizado e destacar o papel da população como protagonista da defesa de seus direitos e deveres. A abordagem possibilitou revisar o conteúdo de forma leve, gerando interesse e facilitando a fixação das informações. Observou-se a participação ativa dos trabalhadores, que em todos os momentos dialogaram, expressaram opiniões, compartilharam experiências e dúvidas. O acesso a informações mostrou-se essencial para ampliar o conhecimento, fortalecer a cidadania e autonomia. A experiência reforça que ensinar também é aprender, e que o saber da comunidade fortalece o saber acadêmico. Além disso, realizar a ação em um espaço não convencional, como a rodoviária, ampliou o alcance das informações, aproximando o conhecimento da realidade cotidiana.
Palavras-chave: Carta dos direitos dos usuários da saúde,Extensão universitária,Direitos e deveres
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Abrir o trabalhoCONTRIBUIÇÕES DE UMA LIGA ACADÊMICA DE ENFERMAGEM NA CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE DOAÇÃO DE ÓRGÃOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA
KAYLANE GOMES BEZERRA SILVA; Aparecida Kamilly Sousa dos Passos; Larissa Barros de Oliveira Silva; Antonia Jussara Olinda Oliveira
A doação de órgãos é um tema de grande relevância para a saúde pública e demanda estratégias educativas. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 30 mil vidas são salvas anualmente no Brasil, o que torna o país detentor do maior programa público de transplante de órgãos e tecidos do mundo, garantindo acesso universal por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Neste contexto, a Liga Acadêmica de Enfermagem em Emergência e Terapia Intensiva (LAEETI) assume papel protagonista ao promover um evento de extensão universitária voltado à conscientização sobre a doação de órgãos. O objetivo deste estudo é descrever a experiência da LAEETI na promoção da conscientização sobre doação de órgãos e tecidos por meio de ações de extensionistas. Trata-se de um relato de experiência descritivo, de abordagem qualitativa, realizado no mês de setembro de 2025. A ação extensionista consistiu em uma mesa redonda intitulada: “VI Setembro Verde: Desafios e Novas Fronteiras para a Doação de Órgãos” com duração de quatro horas, composta por três palestrantes e um público de 60 participantes. O evento contou com intensa interação e sorteio de brindes ao final como estímulo à participação, contribuindo para a mobilização social e para a formação de graduandos e profissionais comprometidos com a humanização e a promoção da saúde pública. Observou-se a adesão de 98% dos inscritos evidenciando participação ativa e interesse do público. Houve valorização da enfermagem na educação em saúde, reconhecimento das ligas como agentes transformadores da extensão, ampliação da visibilidade da temática dentro da comunidade acadêmica, sensibilização quanto aos protocolos de acolhimento, captação de órgãos e segurança ao paciente e à família, além de estímulo à busca de informações, diálogo com familiares e amigos e feedbacks favoráveis, fortalecendo a extensão como eixo fundamental na formação em enfermagem. Iniciativas como esta reforçam o protagonismo da enfermagem na educação em saúde e na promoção da doação de órgãos, contribuindo para a formação acadêmica crítica e para a mobilização social em defesa da valorização da vida.
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Abrir o trabalhoDESENHANDO MEMÓRIAS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA COM ARTETERAPIA E MUSICOTERAPIA NA TERCEIRA IDADE
ANA VICTORIA FERNANDES DIAS ; ANA RAFAELE LIMA OLIVEIRA; MARIA YASMIN SILVA ALCANTARA; SAULO ISAIAS VIEIRA DE OLIVEIRA
O envelhecimento populacional exige estratégias para um envelhecimento ativo e com qualidade de vida. Neste cenário, a arteterapia e a musicoterapia surgem como intervenções não farmacológicas que estimulam as dimensões física, cognitiva e socioemocional do idoso. A arteterapia utiliza a arte para a expressão de emoções, enquanto a musicoterapia emprega a música para fins terapêuticos, ambas promovendo o bem-estar. Este trabalho relata a experiência de um projeto de extensão da Liga Acadêmica de Assistência em Enfermagem – LAAENF da Universidade Regional do Cariri – URCA, que articula essas práticas com as necessidades da comunidade. O objetivo é descrever a aplicação de uma oficina de arteterapia e musicoterapia que foi realizada com a participação de 48 idosos que fazem parte de um grupo em um serviço local, do Iguatu-CE. A metodologia foi um estudo descritivo, no formato de um relato de experiência. As oficinas de arteterapia usaram pintura a partir de um traço pré-definido para estimular a criatividade e a expressão de sentimentos com desenhos. As sessões de musicoterapia, com um repertório de músicas populares brasileiras, visaram estimular a memória afetiva e a interação social. Os resultados foram positivos, com a arteterapia fortalecendo vínculos sociais, a autoestima e a coordenação motora, e a musicoterapia evocando memórias, melhorando o humor e promovendo a socialização. A Interdisciplinaridade se deu pela integração de conhecimentos da Saúde do Idoso e Saúde Mental. A Indissociabilidade Ensino-Pesquisa-Extensão foi vivenciada, pois a prática (extensão) serviu como aprendizado (ensino) e fonte de dados para pesquisas futuras (pesquisa). Conclui-se que as oficinas de arteterapia e musicoterapia na extensão universitária são ferramentas potentes para a promoção da saúde integral do idoso, fortalecendo o vínculo entre o saber acadêmico e a comunidade.
Palavras-chave: Arteterapia,musicoterapia, saude do idoso, saude mental
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Abrir o trabalhoDIAGNÓSTICO COMO PRINCÍPIO PARA AÇÕES PROMOTORAS DE SAÚDE: EXPERIÊNCIA DO OBSERVATÓRIO DE PROMOÇÃO DA SAÚDE
LÍVIA CARVALHO; Carlos Henrique da Silva Costa; Carola Lima Bezerra; Lucélia Aparecida Oliveira; Pedro Lucas Ferreira Mota; Raí da Silva Maia
Introdução: A promoção da saúde requer o reconhecimento das condições e necessidades dos territórios como base para ações efetivas. Nesse contexto, o diagnóstico em saúde é uma ferramenta essencial para orientar intervenções qualificadas e sustentáveis. O OPS-CE atua integrando ensino, pesquisa e extensão, e este trabalho apresenta a experiência do Observatório no fortalecimento da capacidade de realizar diagnósticos voltados a ações promotoras de saúde. Objetivo: Descrever a experiência do Observatório de Promoção da Saúde no fortalecimento da capacidade de realização de diagnósticos voltados a ações promotoras de saúde. Método: Relato de experiência do projeto de extensão Observatório de Promoção da Saúde, que visa diagnosticar condições de saúde relevantes, monitorar e avaliar indicadores, além de desenvolver ações promotoras nos territórios. O estudo descreve o reconhecimento de condições e necessidades em saúde por meio de diagnósticos com base em análises espaciais e temporais, entre maio e agosto de 2025. Resultados: Foram realizados nove encontros formativos, com participação de 22 pessoas, entre membros do projeto e público externo, incluindo profissionais de saúde, estudantes de graduação e pós-graduação. A formação capacitou para análise de indicadores de saúde a partir de sistemas de informação, utilizando o GEODA (análise espacial) e o Joinpoint Regression (análise temporal). Os participantes, organizados em duplas, desenvolveram diagnósticos sobre temas como câncer de mama, mortalidade por sepse hospitalar, sífilis congênita, bronquiolite infantil e arboviroses em populações indígenas. As atividades remotas, com tutoria, mostraram-se eficazes no desenvolvimento de competências essenciais às boas práticas em promoção da saúde. Conclusão: A experiência demonstrou efetividade na capacitação técnica e crítica, promovendo diagnósticos mais precisos e aprimorando práticas em promoção da saúde.
Palavras-chave: Promoção em Saúde,Educação em Saúde,Indicadores de Saúde
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Abrir o trabalhoDIMENSÕES DA EXTENSÃO NO PROJETO A.C.O.L.H.A: EXPERIÊNCIAS FRENTE A ABORDAGEM DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
NATALIA VIANA NOGUEIRA; Vitória Sales de Alencar; Brenda Louane de Araújo Lima; Rachel Cardoso de Almeida; Vitória Oliveira Gomes; Lilian de Carvalho Araújo
A extensão universitária é um instrumento hábil para abordagem da violência contra a mulher, pois permite ações de formação dos extensionistas para desenvolvimento de competências acerca da temática. Nesse contexto, surge o projeto A.C.O.L.H.A., intencionando a promoção de ações educativas e de cuidado para enfrentamento da violência doméstica contra a mulher. Objetiva-se descrever as dimensões da extensão através das experiências do projeto A.C.O.L.H.A na abordagem a violência contra a mulher. Trata-se de um relato de experiência, descritivo e qualitativo, realizado através das experiências de quatro professoras, das seguintes áreas: Enfermagem (n=2), Psicologia (n=1) e Direito (n=1), uma colaborada da Enfermagem e uma bolsista da Enfermagem; na elaboração e execução da proposta extensionista. O público-alvo é constituído por mulheres sobreviventes da violência, comunidade em geral e por profissionais da rede de enfrentamento do município de Iguatu. As atividades do projeto iniciaram em março de 2025 e permanecem até a presente data, contando com 1 bolsista e 5 extensionistas voluntárias. As experiências foram analisadas com base nas diretrizes da extensão universitária. Assim, emergiram as seguintes categorias: i) indissociabilidade ensino-pesquisa-extensão, contemplada através do planejamento e execução de formações sobre as temáticas do projeto, estímulo à pesquisa científica para ações baseadas em evidências e alocação das extensionistas nos serviços e na comunidade para execução das ações; ii) impacto social, em que percebe-se um potencial para estimular a autorreflexão e reconhecimento das situações de violência no público abordado; iii) impacto na formação das extensionistas, contemplada pela possibilidade de praticarem a formação do vínculo, do trabalho interprofissional e da identificação e resolução de problemas frente a violência contra a mulher; iv) interação dialógica, a qual ocorre tanto
Palavras-chave: Extensão universitária,Violência contra a mulher,Impacto social
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoDinâmica de abordagem da violência contra a mulher: Um relato de experiência.
GEOVANNA TEIXEIRA DA SILVA ; Lívia Esli de Lima Soares; Vitória Sales de Alencar; Natalia Viana Nogueira; Vitória Oliveira Gomes; Rachel Cardoso de Almeida; Beatriz de Castro Magalhães
A violência contra a mulher cresce diariamente, tornando-se um grande desafio tanto para a sociedade, quanto para os serviços públicos de saúde. Tal problemática compromete negativamente a qualidade de vida e rotina das mulheres sobreviventes. Partindo disso, o projeto A.C.O.L.H.A visa promover ações educativas e de cuidado para enfrentamento da violência doméstica contra a mulher, o que requer abordagens dinâmicas e interativas para cativar o público-alvo. O presente trabalho tem como objetivo descrever a experiencia com uma dinâmica para abordagem da violência aplicada em uma ação com Agentes Comunitários de Saúde. Trata-se de um estudo do tipo relato de experiência, descritivo e qualitativo, experienciado por duas extensionistas do projeto A.C.O.L.H.A., em uma Unidade Básica de Saúde do interior Cearense no dia 11/06/2025. A ação em questão foi planejada com antecedência e teve duração de uma hora. A abordagem da temática violência com os Agentes Comunitários de Saúde foi realizada por meio do seguinte roteiro: breve apresentação das extensionistas e do projeto A.C.O.L.H.A., disposição de uma roda de conversa dialógica, seguida de uma dinâmica intitulada “mãos que cuidam”, que objetivou estimular pensamentos reflexivos sobre o acolhimento nas situações de violência. Nesta dinâmica, utilizamos materiais como: folha A4 e canetas. Durante a execução, convidamos os participantes a desenharem sua mão no papel e, na palma, escreverem maneiras de acolher e ajudar as mulheres em situação de violência. Durante esse momento, conseguimos compreender como essa assistência funciona na prática, como podemos implementar uma escuta ativa, como podemos proceder em suspeitas de violência, bem como, as barreiras que podemos encontrar na comunidade. Além disso, essa interação nos permitiu também, compreender a importância de estarmos preparadas para atuar com responsabilidade e humanidade. A vivência proporcionada pelo planejamento e aplicação da ação e das dinâmicas, permitiu a reflexão nas extensionistas sobre a importância de momentos interativos com participação ativa do público-alvo. Ações assim são marcadas não apenas pela troca de conhecimentos, mas também pela escuta sensível e pelo fortalecimento de vínculos. A realização da ação mostrou o quanto é necessário abrir espaços de diálogo, onde cada experiência e questionamento encontram acolhimento e respeito.
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Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO EM SAÚDE BUCAL INCLUSIVA: EXPERIÊNCIA EXTENSIONISTA NA APAE DE IGUATU
MARIA VIVIANE PEREIRA DE SOUSA; Beatriz Moreira Barreto; Bruna Pedrosa Vieira; Isy Kaylane dos Santos Silva; Luanna Gomes da Silva; Samyra Paula Lustoza Xavier; Amanda Soares
A saúde bucal é um elemento essencial do bem-estar e deve ser promovida desde a infância. Porém, pessoas com deficiência podem enfrentar barreiras no acesso a informações sobre os cuidados com a saúde bucal. Nesse contexto, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), é uma instituição privilegiada para desenvolver ações de educação em saúde, que favorecem a adoção de hábitos saudáveis de forma inclusiva. Esse é um dos cenários de atuação do Projeto de Extensão Saúde e Cidadania na Escola (PESCE), que aproxima a universidade da comunidade por meio de práticas educativas. Este estudo objetivou relatar a experiência de extensionistas no desenvolvimento de ação educativa voltada à promoção da saúde bucal de estudantes com deficiência. Trata-se de um relato de experiência de acadêmicas de Enfermagem do PESCE, da Universidade Regional do Cariri (URCA). Realizada em junho de 2024, na APAE de Iguatu, a atividade foi planejada e conduzida pelas extensionistas com o apoio dos professores. Durante a ação, foi exibido um vídeo, com linguagem acessível, explicando de forma clara as etapas da escovação e o uso do fio dental. Em seguida, foi utilizada uma maquete em formato de boca, criada pelos extensionistas do projeto, com dentes e língua, acompanhada de uma escova de dente e fio dental em tamanho ampliado. Os alunos participaram ativamente, praticando a escovação e o uso do fio dental na maquete, o que possibilitou um aprendizado interativo. A atividade promoveu um engajamento inclusivo dos alunos que demonstraram entusiasmo durante a ação. A metodologia ativa favoreceu a compreensão, reprodução correta da escovação e melhor absorção das orientações. Nesse sentido, a interação entre os alunos e as extensionistas gerou vínculo, proporcionando adesão às atividades e autonomia dos participantes, resultando em conhecimento compartilhado, inclusão e bom desempenho acadêmico. A ação demonstrou a importância da extensão na promoção da saúde de forma acessível e adaptada às necessidades do público. A estratégia utilizada mostrou-se eficaz para despertar o interesse e facilitar o aprendizado, reforçando que a educação em saúde deve considerar a diversidade de formas de comunicação. A vivência proporcionou aos extensionistas a oportunidade de desenvolver competências relacionadas à empatia e adaptação da linguagem, reforçando o papel da universidade na promoção da saúde, da cidadania e do cuidado humanizado, fortalecendo o vínculo entre ensino e comunidade, evide...
Palavras-chave: Educação em saúde , Saúde bucal, Inclusão, Extensão universitária, Pessoas com deficiência
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Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO EM SAÚDE COM GESTANTES SOBRE CONTRACEPÇÃO NO PUERPÉRIO: RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARIA TAISSA DA SILVA; Jayne Lima Bezerra; Kauanny Kelly Aires Silva; Bianca da Silva Lourenço; Estefane Gabrielly Pereira Viana; Sayla Silva Gomes; Josiliane Pâmela da Silva; Josefa Nayara de lima
o puerpério corresponde à fase que se inicia com a dequitação placentária e se estende até a restauração completa das condições fisiológicas e anatômicas pré-gestacionais. Durante esse intervalo, ocorrem múltiplas adaptações orgânicas que demandam atenção contínua e integral à saúde da mulher. Objetiva-se relatar a experiência de extensionistas acerca de um momento de educação em saúde com gestantes em uma Unidade Básica de Saúde sobre os métodos contraceptivos no período puerperal. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência. A ação de extensão ocorreu no dia 24 de setembro de 2025, no turno matutino, sendo realizada em uma Unidade Básica de Saúde, localizada na região Centro-Sul do Estado do Ceará. As participantes da ação foram 05 gestantes, presentes na Unidade no momento da atividade educativa, antecedente as consultas de pré-natal, não havendo especificação de tempo devido à proposta da atividade. As ferramentas utilizadas foram folders acerca da temática abordada, para contribuir de forma visual e para uma melhor fixação de informações. Diante disso, as gestantes mostraram interesse em esclarecer dúvidas sobre métodos contraceptivos e principalmente sobre a relação entre amamentação e uso de anticoncepcionais. Dúvidas como o “tempo ideal” para reiniciar a vida sexual, amamentação exclusiva como forma suficiente para prevenir uma nova gestação e quais seriam os riscos da pílula anticoncepcional combinada, foram esclarecidos. Após as orientações e esclarecimentos de dúvidas, as gestantes relataram maior clareza sobre os métodos contraceptivos e adequados para o período puerperal, além do conhecimento acerca da nova lei de laqueadura. Os resultados evidenciam que abordagens de educação em saúde no pré-natal são fundamentais, pois as gestantes apresentaram receptividade as orientações relacionadas a prevenção de uma nova gestação não planejada, além de esclarecer determinadas dúvidas que as mesmas tinham. Mediante ao exposto, a metodologia da ação educativa utilizada pelos extensionistas mostrou-se efetiva e alcançou os resultados esperados, a qual permitiu o repasse de informaçõesfundamentais para promover a autonomia e controle sobre a saúde reprodutiva das participantes, criando um ambiente seguro e favorecendo o empoderamento feminino. Por fim, essa ação contribuiu tanto para as extensionistas, como para as participantes, pois possibilitou uma articulação coletiva para promover conhecimento e escolhas.
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Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO EM SAÚDE COMO INTERVENÇÃO ESTRATÉGICA NA ADAPTAÇÃO DE PACIENTES COM ESTOMIAS DE ELIMINAÇÃO
CICERA HELLEN DA SILVA ; Maria Gabriela Izidio Rodrigues; Lucas Mateus Figueiredo Nascimento; Nathylle Regia de Sousa Caldas
As estomias de eliminação podem ser classificadas como colostomia, ileostomia e urostomia, as mesmas são confeccionadas cirurgicamente para exteriorizar parte do trato gastrointestinal ou urinário em decorrência de diversas patologias. A confecção de uma estomia provoca mudanças significativas na vida dos pacientes, abrangendo tanto aspectos físicos quanto psicológicos. Nesse contexto, a enfermagem exerce papel essencial por meio da educação em saúde, favorecendo a autonomia da pessoa com estomia e a participação de sua rede de apoio nesse processo adaptativo. Objetivou-se relatar a experiência de uma liga acadêmica de enfermagem em estomaterapia na realização de atividades educativas com pessoas com estomia em acompanhamento ambulatorial. Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência desenvolvido por acadêmicos de enfermagem, em um ambulatório de enfermagem em estomaterapia localizado na macrorregião do Cariri - Ceará. A liga atua na sala de espera do ambulatório de estomaterapia da Universidade Regional do Cariri (URCA), promovendo orientações a pacientes e acompanhantes por meio de conversas, panfletos ou jogos que estimulam a troca de saberes e a identificação de dúvidas. Essas estratégias didáticas fortalecem o vínculo entre paciente, acompanhante/cuidador e profissionais, proporcionam acolhimento e facilitam o esclarecimento de questionamentos. As orientações incluem cuidados com o estoma e sua higienização, tricotomia dos pelos perístomas, corte do equipamento coletor, alimentação adequada, ingestão hídrica e prevenção de complicações, sendo fundamentais para a adaptação positiva a estomia, bem como, a segurança no autocuidado e a melhoria da qualidade de vida. Para os estudantes, a vivência possibilita contato direto com a prática profissional, estimulando o desenvolvimento de competências técnicas, científicas e humanas. Assim, a integração entre ensino, pesquisa e extensão se concretizam, aproximando teoria e prática e evidenciando o impacto social das ações da liga acadêmica. Conclui-se que essa atuação contribui significativamente para a adaptação das pessoas com estomias, ao mesmo tempo em que enriquece a formação dos estudantes, reforçando a importância da educação em saúde como instrumento de transformação para a boa adaptação dos pacientes as suas novas condições de vida.
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Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO EM SAÚDE SOBRE PRIMEIROS SOCORROS PARA CRIANÇAS ESCOLARES: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
FRANCISCO PEREIRA ALVES; Larissa Barros de Oliveira; Isley de Sousa Sales; Helena Victória Pereira Gonçalves; Rayanne de Souza Silva; José Hiago Feitosa de Matos
A extensão universitária possibilita espaços de atividades educativas que atendam às reais necessidades da comunidade, o que contribui para uma formação acadêmica dialógica e protagonista. Essa interação se dá por diferentes modalidades temáticas, destacando-se o ensino de Primeiros Socorros, cujo conhecimento é essencial para salvar vidas e prevenir complicações, todavia, é deficiente na população em geral. O ambiente escolar é um importante espaço para orientações, uma vez que as crianças se tornam multiplicadoras do conhecimento. Nessa perspectiva, objetivou-se, relatar uma ação educativa sobre suporte básico de vida para crianças escolares. Trata-se de um relato de experiência de acadêmicos de enfermagem, voluntários da Liga Multidisciplinar de Trauma do Cariri, vinculada ao Departamento de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri, em parceria com o projeto social SAMUZINHO do Núcleo de Educação de Urgências da região do Cariri. A ação ocorreu em uma escola do município de Crato, Ceará, com 40 crianças, de cinco a sete anos de idade, para promoção do ensino de primeiros socorros em situações de Parada Cardiorrespiratória (PCR) e Obstrução de Vias Aéreas por Corpo Estranho (OVACE). Utilizou-se, como recursos, personagem lúdico e manequins para instruir técnicas de Ressuscitação Cardiopulmonar e manobra de Heimlich para desobstrução das vias aéreas. A experiência contou com abordagens lúdicas adaptadas à faixa etária, o que permitiu maior interação das crianças. Após a exposição teórica, houve a demonstração prática. O momento foi oportuno para sanar dúvidas e permitir que as crianças praticassem as técnicas. Logo, entrou em cena o personagem lúdico Samuzinho, tornando o momento divertido e com maior receptividade das crianças. Considerou-se esta experiência enriquecedora não só para a comunidade escolar, mas para os acadêmicos, pois puderam desenvolver competências em educação em saúde com o público infantil. A ação educativa colabora com a política nacional de atenção às urgências, no que diz respeito à promoção da saúde e prevenção de agravos e, ainda, fortalece as políticas públicas que se voltam à capacitação de Primeiros Socorros nas escolas.
Palavras-chave: educação em saude,criança,primeiros socorros
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Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO LÚDICA PARA PREVENÇÃO DE INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS NA INFÂNCIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
ANA CAROLINA MOREIRA DA SILVA ; FRANCISCA VITÓRIA ELIZIÁRIO CARNEIRO; INSNARA RAIANE LEONÇO CAMILO; MARIA LUZIANY DE OLIVEIRA ALMEIDA; STEPHANY KAINÃ FERREIRA DOS SANTOS
As infecções respiratórias agudas (IRA) são doenças que afetam o trato respiratório superior e inferior, causadas por vírus e bactérias como Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae. No Brasil, essas infecções representam uma das principais causas de internações hospitalares pediátricas, especialmente em crianças menores de quatro anos. Entre os agentes etiológicos mais comuns estão os vírus influenza A e B, o vírus sincicial respiratório e o rinovírus. A higienização das mãos é uma medida preventiva essencial, mas frequentemente negligenciada devido à imaturidade cognitiva infantil e à fragilidade da educação em saúde no ambiente familiar. Diante desse cenário, torna-se fundamental implementar ações educativas voltadas para crianças e seus cuidadores, com foco na lavagem correta das mãos como estratégia de prevenção das IRA. O objetivo deste estudo foi relatar as atividades e experiências vivenciadas por acadêmicas de Enfermagem durante uma ação educativa realizada em ambiente hospitalar pediátrico, com foco na prevenção das IRA na infância. Trata-se de um relato de experiência vinculado ao projeto de extensão “Promoção da Saúde na Pediatria – PROPED”, da Universidade Regional do Cariri. A atividade ocorreu em 23 de maio de 2025, no Hospital Regional de Iguatu, envolvendo seis crianças internadas e seus responsáveis. A ação foi adaptada para ocorrer nas enfermarias e teve como tema “Mãos Limpas, Pulmões Protegidos!”. A metodologia incluiu explanação teórica sobre infecções respiratórias, demonstração prática da lavagem correta das mãos com livro ilustrativo, teatro educativo com personagens lúdicos, dinâmica interativa sobre hábitos de higiene e distribuição de panfletos informativos. Os resultados mostraram alto engajamento dos participantes em todas as etapas, com destaque para a interação durante o teatrinho e o jogo “Combate ao vírus!”. A abordagem lúdica facilitou a compreensão das crianças e seus cuidadores sobre os mecanismos de transmissão das IRA e as medidas preventivas. Conclui-se que é possível promover educação em saúde de forma significativa mesmo em contextos desafiadores. A experiência contribuiu para a formação das acadêmicas, reforçando a importância de práticas simples como a higienização das mãos e evidenciando o impacto positivo de estratégias educativas criativas na promoção da saúde infantil.
Palavras-chave: Infecções respiratórias agudas.Educação em saúde. Higienização das mão
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Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO SEXUAL EM ESPAÇOS COMUNITÁRIOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE UMA ATIVIDADE EDUCATIVA SOBRE SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA NO EXPOCRATO
BRUNA PEDROSA VIEIRA; Amanda Soares; BEATRIZ MOREIRA BARRETO; ISY KAYLANE DOS SANTOS SILVA; MARIA VIVIANE PEREIRA DE SOUSA
A educação sexual ainda é pouco discutida como estratégia de prevenção para gravidez na adolescência e Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Essa problemática se agrava com a iniciação sexual precoce e a falta de conhecimento. Este resumo tem como objetivo relatar a experiência vivida durante a realização de uma oficina educativa com foco na saúde sexual e reprodutiva. Trata-se de um relato de experiência desenvolvido a partir de atividade educativa realizada em 13 de julho de 2025, durante a Feira de Exposição do ExpoCrato, no Parque Pedro Felício Cavalcanti, em Crato – CE. A ação contou com a participação de seis acadêmicas do curso de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri (URCA) e das coordenadoras do Projeto de Extensão “Saúde e Cidadania na Escola” (PESCE). A oficina teve duração aproximada de cinco horas e foi previamente agendada, possibilitando planejamento adequado e integração das extensionistas com o público. A atividade abordou saúde sexual e reprodutiva, prevenção de ISTs e métodos contraceptivos. Iniciou-se com explanação dialogada e, em seguida, realizou-se uma dinâmica com papéis contendo afirmações sobre o tema, nas quais os participantes identificavam mitos e verdades. A maioria demonstrou conhecimento prévio e interesse, proporcionando bom diálogo e troca de saberes. A oficina representou uma experiência significativa para as participantes, tanto pelo aprendizado quanto pela vivência da extensão em novo contexto. Ao levar as ações desenvolvidas nas escolas de Iguatu para outra cidade, foi possível apresentar o PESCE a um público diverso e reforçar a importância de abordar a temática dentro e fora do ambiente escolar. A presença no evento ampliou a visibilidade do projeto e fortaleceu os vínculos entre universidade e comunidade. A ação promoveu espaço de diálogo, reafirmando a educação em saúde como instrumento de transformação social e promoção da cidadania. A experiência proporcionou compreensão mais lúdica e assertiva sobre a temática, destacando a relevância de atividades educativas interativas que favorecem a desconstrução de tabus, o autocuidado e a formação de acadêmicos e cidadãos.
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Abrir o trabalhoELABORAÇÃO DE INSTRUMENTO DO PROJETO SAÚDE-ESCOLA A PARTIR DO ‘FORTALECE PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA’: RELATO DE EXPERIÊNCIA
BRUNA OLIVEIRA RODRIGUES ; Bianca Silva Moreira; Iris de Oliveira Bezerra; Maria Vitória Bezerra Souza; Joyce Martins Rodrigues de Oliveira; Leidy Dayane Paiva de Abreu; Mirna Neyara Alexandre de Sá Barreto Marinho
O Projeto de Fortalecimento do Programa Saúde na Escola (Fortalece PSE), desenvolvido pelos Ministérios da Saúde e Educação, tem como finalidade potencializar as ações do PSE, ampliando a integração entre saúde e educação a partir do protagonismo juvenil. O projeto integra a Rede de Extensão ‘Formação de agentes de promoção da saúde, ciência, cultura e cidadania nas escolas e planejamento participativo em saúde/educação’, com três Momentos Formativos (MF) voltados a diferentes públicos. Objetivou-se relatar a experiência de elaboração de instrumento de acompanhamento dos projetos ‘Saúde-Escola’ para o protagonismo juvenil. Trata-se de um relato de experiência construído a partir da participação das bolsistas da Universidade Regional do Cariri – Campus Multi-Institucional Humberto Teixeira, instituição formadora que representa o projeto no Ceará. A elaboração do instrumento foi elucidada no MF 1, entre junho e setembro de 2025, sendo ferramenta de apoio ao planejamento, implementação, avaliação e divulgação das ações escolares. O processo ocorreu de forma coletiva e participativa, envolvendo coordenadores, bolsistas, voluntários, professores, gestores e profissionais de saúde. As atividades ocorreram em webinários e reuniões virtuais, promovendo trocas, apresentação de propostas estaduais, discussões e construção coletiva de sínteses. O instrumento abrangeu o levantamento do perfil das escolas e territórios, a identificação das demandas em saúde e educação e a organização de estratégias de intervenção, baseando-se em cinco eixos: promoção da saúde e participação social juvenil; direitos humanos, antirracismo e igualdade de gênero; saúde mental, arte e cultura; saúde sexual e reprodutiva; e promoção da saúde, ciência e cidadania. A experiência evidenciou que a elaboração participativa do instrumento ultrapassa a dimensão técnica, transformando dados em ação, escuta em mobilização e juventude em protagonismo, configurando-se como espaço pedagógico e formativo que valoriza vozes estudantis, articulando teoria e prática, ensino e extensão, fortalecendo vínculos entre universidade, escola e comunidade.
Palavras-chave: Fortalece Programa Saúde na Escola,Diagnóstico participativo, Projeto saúde-escola, Protagonismo juvenil,Extensão universitária
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Abrir o trabalhoEMBRIOPOP: TRANSFORMANDO CONHECIMENTO CIENTÍFICO EM LINGUAGEM DIGITAL E INCLUSIVA
PABLO HENRIQUE COELHO DE FREITAS; Ana Karillany Mendes Viana; Cristiano Nobre da Silva Júnior; Débora Bento de Araújo; Antônia Fábia Alves Andrade; Kawan de Matos Nogueira; Joedna Cavalcante Pereira
O projeto EmbrioPop – Dando Play na Vida foi concebido como uma iniciativa inovadora voltada à promoção e à educação em saúde por meio de recursos digitais acessíveis. Reconhecendo a importância do conhecimento em embriologia para compreender os processos de desenvolvimento humano e prevenir agravos, o projeto utiliza vídeos informativos como principal ferramenta educativa. Seu propósito é promover a divulgação científica e a democratização do conhecimento, ampliando o acesso a informações sobre saúde sexual e reprodutiva por meio da publicação de vídeos educativos nas plataformas Instagram e TikTok. A iniciativa busca aproximar a Universidade Regional do Cariri – URCA da comunidade, fortalecendo o diálogo entre saber acadêmico e popular, em consonância com as diretrizes da Extensão Universitária, como a interação dialógica, a interdisciplinaridade, a formação cidadã e o impacto social. As atividades envolvem pesquisa bibliográfica e científica, roteirização, gravação, edição e divulgação de vídeos produzidos pelos extensionistas, utilizando linguagem acessível, criativa e adequada ao público adolescente. Além dos vídeos, o projeto promove interações diretas com os seguidores por meio de caixas de perguntas, enquetes e comentários, que orientam a definição dos temas e fortalecem o vínculo entre público e universidade. As métricas das redes sociais registram 12.024 visualizações, 69 comentários, 72 compartilhamentos e 294 interações diretas, alcançando cerca de 12 mil pessoas, apenas nos últimos meses, majoritariamente jovens de 18 a 24 anos, sendo 67,6% mulheres. Observou-se maior interesse feminino por temas como reprodução, menstruação e prevenção, enquanto apenas 8% dos homens buscaram conteúdos sobre saúde reprodutiva, revelando desigualdades de engajamento que indicam a persistência de tabus culturais e lacunas na educação sexual masculina. O projeto, ao despertar o interesse científico e fomentar a reflexão crítica entre adolescentes e jovens, reafirma o papel transformador da universidade como agente de mudança social. Conclui-se que o EmbrioPop cumpre papel educativo e emancipador ao disseminar ciência de forma participativa, acessível e socialmente comprometida, consolidando-se como ferramenta de inclusão, empoderamento e promoção da saúde, além de contribuir para a formação integral e cidadã dos estudantes extensionistas.
Palavras-chave: Educação Sexual,Saúde Reprodutiva,Engajamento Digital,Divulgação Científica,Embriologia
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Abrir o trabalhoEPIDEMIOLOGIA DIGITAL: RELATO DE EXPERIÊNCIAS DO LABORATÓRIO DE VIGILÂNCIA E ANÁLISES QUANTITATIVAS EM SAÚDE
CARLOS HENRIQUE DA SILVA COSTA; Lucélia Aparecida Oliveira; Carola Lima Bezerra; Esther Eloi Pinhero; Livia Carvalho Pinheiro Melo; Pedro Lucas Ferreira Mota; Lucas Dias Soares Machado; N/I
Introdução: O uso de indicadores em saúde é essencial para subsidiar decisões estratégicas e orientar ações de promoção da saúde. Contudo, a limitação de competências na análise quantitativa dos dados compromete a efetividade das políticas públicas. Assim, foi criado o Laboratório de Vigilância e Análises Quantitativas em Saúde (Labviq), com o objetivo de integrar ensino, pesquisa e extensão, capacitando estudantes de enfermagem e oferecendo suporte técnico-científico às secretarias municipais. A iniciativa buscou desenvolver competências técnicas e críticas para decisões em saúde baseadas em evidências. Objetivo: Descrever a experiência formativa desenvolvida no âmbito do Labviq. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência vinculado à implantação do Labviq, com participação de estudantes de enfermagem em atividades formativas, consultorias técnicas e oficinas práticas. Como eixo central, foi desenvolvido o curso “Epidemiologia Digital”, com ênfase em bioestatística, análise espacial e temporal, visando aprofundar conhecimentos em vigilância em saúde e no uso de ferramentas quantitativas. A formação ocorreu de modo interdisciplinar e interprofissional, incluindo a devolutiva dos resultados das análises às secretarias de saúde e à comunidade local. Resultados: O curso contou com 24 participantes, entre estudantes de enfermagem, membros de grupos de pesquisa, pós-graduandos em Saúde da Família e representantes da comunidade externa. Durante a formação, aplicaram-se ferramentas como georreferenciamento, epidemiologia digital, bioestatística e softwares de análise espacial e temporal, aproximando teoria e prática. Ao final, os estudantes foram organizados em duplas para elaborar artigos científicos baseados nos conteúdos desenvolvidos, consolidando a integração entre ensino, pesquisa e extensão e estimulando a produção acadêmica em saúde coletiva. Conclusão: O Labviq configurou-se como estratégia inovadora ao articular formação acadêmica e demandas reais do sistema de saúde, fortalecendo competências analíticas e promovendo a vigilância baseada em evidências, contribuindo para a qualificação das ações em saúde no território.
Palavras-chave: Vigilância em Saúde, Saúde Coletiva, Indicadores de Saúde
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Abrir o trabalhoETAPAS DE ESTRUTURAÇÃO DE UM MANUAL SOBRE PREVENÇÃO DE LESÕES POR FRICÇÃO NA PESSOA IDOSA
ANA LUIZA ARAUJO DOS SANTOS; Nathylle Régia de Sousa Caldas; Giovana Dias Anjos; Geizimayra Campos Pereira; Patrícia Dias dos Santos; Lucas Mateus Figueiredo Nascimento
Úlceras crônicas são feridas de difícil cicatrização, devido a fatores intrínsecos e extrínsecos que retardam o processo cicatricial. Este processo inclui uma série de mecanismos, como coagulação, inflamação, proliferação celular e remodelação da matriz. Para a regeneração do tecido, é necessário que o paciente esteja em boas condições clínicas e o leito da ferida possua tecido viável (granulação) para a cicatrização. Assim, curativos e agentes medicinais são usados para reduzir a inflamação e facilitar a cicatrização. A fitoterapia é utilizada na promoção desse processo de modo eficaz, apresentando efeitos terapêuticos satisfatórios, sendo usada como tratamento alternativo na clínica. Objetivou-se analisar a importância do uso de plantas medicinais no tratamento de feridas crônicas. Realizou-se uma revisão narrativa da literatura, a partir dos Descritores em Ciências da Saúde “cicatrização de feridas”, “fitoterapia” e “reparo tecidual” com o operador booleano “AND”, com busca no portal da Biblioteca Virtual de Saúde e SciELO. Foram incluídos artigos sobre o uso de fitoterápicos como prática complementar ao tratamento de úlceras crônicas, e excluídos artigos duplicados. A amostra final foi composta de 3 artigos. A avaliação da eficácia considerou critérios como eritema, edema, aparência da ferida, tipo de secreção, necrose, bordas e presença de infecção. Um dos estudos relacionou os efeitos adversos dos fitoterápicos, onde das 15 plantas utilizadas, 4 relataram efeitos adversos, 9 não observaram eventos e 2 não informaram a ocorrência. Espécies que se destacaram incluem Aloe vera, Achillea millefolium, Hypericum perforatum e Calendula officinalis, apresentando efeitos adversos menores quando comparados à fármacos tipicamente utilizados durante o tratamento. Em outros estudos que compararam o potencial de cicatrização do óleo-resina de copaíba, foi evidenciado que durante os testes in vivo mostrou-se eficaz no processo de contração das bordas perilesão, reduzindo o tamanho da ferida. Conclui-se que a utilização terapêutica de plantas no tratamento de feridas é uma alternativa viável se bem aplicada, tendo em vista que o mal uso desses recursos podem agravar o quadro da ferida. Portanto, a fitoterapia deve ser um meio de tratamento alternativo em que suas propriedades medicinais sejam comprovadas, por meio de pesquisas in vitro, in vivo e clínicas, sendo necessária a participação de um profissional capacitado para realizar o cuidado contínuo do paciente.
Palavras-chave: Fitoterapia,Cicatrização de feridas,Reparo tecidual.
Oral
Abrir o trabalhoExperiência da Equipe de Aprendizagem Ativa do Ceará por Meio do Projeto de Fortalecimento do Programa Saúde na Escola
JOYCE MARTINS RODRIGUES DE OLIVEIRA; Bruna Oliveira Rodrigues; Iris de Oliveira Bezerra; Bianca Silva Moreira; Maria Vitória Bezerra Souza; Aretha Feitosa de Araújo; Mirna Neyara Alexandre de Sá Barreto Marinho
O projeto Fortalece PSE, desenvolvido pelos Ministérios da Saúde e da Educação, tem como propósito fortalecer a integração entre o setor educacional e o de saúde, enfrentando desafios históricos do Programa Saúde na Escola (PSE), especialmente os relacionados à articulação intersetorial e ao protagonismo juvenil. A iniciativa busca reorganizar e qualificar os Grupos de Trabalho Intersetoriais, promovendo a participação ativa de instituições formadoras, equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) e comunidades escolares, com o objetivo de ampliar a adesão das escolas prioritárias e valorizar o papel dos estudantes na promoção da saúde. No estado do Ceará, a experiência foi conduzida pela Equipe de Aprendizagem Ativa (EAA) da Universidade Regional do Cariri, que atuou no Momento Formativo 1 (MF1), realizado entre junho e setembro de 2025. Nessa etapa, docentes e estudantes foram qualificados e desenvolveram reflexões sobre temas como promoção da saúde, protagonismo juvenil e necessidades dos escolares. O processo envolveu a elaboração de um diagnóstico participativo em três etapas: definição de informações sobre escolas e territórios; coleta de dados primários e secundários; e sistematização por meio de quadros comparativos, mapas conceituais e linhas do tempo. As atividades ocorreram em webinários e reuniões virtuais, possibilitando trocas entre diferentes estados. A experiência demonstrou que uma formação participativa e dialógica potencializa o desenvolvimento de competências entre os extensionistas e resulta na construção de materiais que fortalecem as práticas do PSE, promovendo uma atuação mais integrada e transformadora nas comunidades escolares.
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Abrir o trabalhoEXPOSIÇÃO DE DISPOSITIVOS MÉDICOS-HOSPITALARES UTILIZADOS EM VIAS AÉRA AVANÇADA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
LETÍCIA SILVA DOS SANTOS ; LEVY HELLER RODRIGUES DE OLIVEIRA; KAUÃ DA SILVA MOREIRA DE MOURA; LUIS EDUARDO SANTIAGO HOLANDA; KARINE FREITAS RICARTE; RAYANE MOREIRA DE ALENCAR; JOÃO EMANUEL PEREIRA DOMINGOS
A realização de treinamento prático no contexto universitário é considerado um componente essencial para a formação, uma vez que promove o aprimoramento de habilidades técnicas e científicas. No cuidado com o paciente crítico destaca-se as intervenções voltadas ao manejo avançado das vias aéreas, cuja vivência prática favorece a qualificação profissional e a segurança assistencial. O presente estudo tem como objetivo relatar a experiência vivenciada por acadêmicos de enfermagem durante uma mostra acadêmica de dispositivos utilizados no manejo das vias aéreas em pacientes críticos. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, desenvolvido a partir das vivências de quatro acadêmicos de enfermagem, integrantes do projeto de extensão sob supervisão da coordenadora da Liga Acadêmica de Cuidados Intensivos (LAESCI). A atividade ocorreu durante a II Mostra de Ensino, Pesquisa e Extensão da XVIII Semana da Enfermagem da Universidade Regional do Cariri (SEURCA), realizada no turno da manhã, em maio de 2025. Na ocasião foram expostos materiais utilizados nos procedimentos de Intubação Orotraqueal e Ventilação Mecânica, entre eles: máscara de ventilação mecânica, bolsa-válvula-máscara, umidificador, fluxômetro, lâmina de laringoscópio, filtro HMEF, sistema de aspiração fechado, bougie e fio-guia. Os extensionistas organizaram um espaço interativo, com demonstrações práticas acerca do uso dos dispositivos. A ação teve ampla adesão e despertou grande interesse dos visitantes, que buscaram esclarecimentos sobre o procedimentos e seus possíveis riscos. A experiência proporcionou aos extensionistas aprendizado técnico e prático, fortalecendo conhecimentos sobre segurança do paciente, comunicação e trabalho em equipe, contribuindo de forma significativa para sua formação profissional e o desenvolvimento de competências essenciais diante da atuação em cuidados intensivos. A atividade integrou ensino, pesquisa e extensão, promoveu troca de saberes entre extensionistas e visitantes. Assim, a vivência na mostra acadêmica contribuiu de forma expressiva para a formação dos participantes, fortalecendo o compromisso ético com a segurança e o cuidado humanizado.
Palavras-chave: MANEJO DE VIAS AÉREAS,EXTENÇÃO UNIVERSITÁRIA,PACIENTE CRÍTICO,SEGURANÇA DO PACIENTE
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Abrir o trabalhoEXTENSÃO E SAÚDE MENTAL DO TRABALHADOR NA UNIVERSIDADE – UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
ANA LÍVIA BATISTA ALVES ; Geovanna Teixeira da Silva; Vitória Camile Félix Oliveira; Henrique José de Souza; Moziane Mendonça de Araújo; Delmo de Carvalho Alencar; Mirna Neyara Alexandre de Sá Barreto Marinho
A saúde mental no ambiente de trabalho é um fator imprescindível para o bem-estar e produtividade dos trabalhadores, influenciandono desempenho de suas atribuições e relações interpessoais. Nesse sentido, a extensão universitária possui um papel relevante para o campo da saúde do trabalhador. Objetivou-se com esse estudo relatar a experiência de uma ação de extensão de saúde mental do trabalhador na universidade. Relato de experiência realizado no Campus Multi-Institucional Humberto Teixeira, a partir de ação planejada e organizada pelo projeto‘Cuidado Integral à Saúde do Trabalhador: Promovendo bem-estar na Universidade’. A atividade foi desenvolvidaem alusão ao ‘Setembro Amarelo’, com duração de 40 minutos e participação de sete colaboradores de diferentes setores, com a temática ‘Saúde mental no ambiente de trabalho’.Realizou-se apresentação sucintado tema e da proposta, seguindo-se de uma dinâmica denominada “explosão de alívio”, em que os participantes eram convidados a estourar balões que indicavam sentimentos proporcionados pelo ambiente de trabalho. Os extensionistas apresentaram a importância do cuidado à saúde mental no trabalho, dialogando com os trabalhadores práticas no cotidiano que as favoreçam. À medida que cada um inseria-se na dinâmica e sentia-se confortável para relatar questões conflitantes e difíceis no ambiente de trabalho, a participação dos demais ampliava-se. Ocorreu também desacordo com relação a algumas situações mencionadas, favorecendo assim o debate a partir de olhares distintos, inclusive, ao final da ação, solicitaram momentos semelhantes ao proporcionado. Evidenciou-se a relevância da promoção da saúde mental no trabalho, a partir de um ambiente seguro e oportuno para que os trabalhadores possam expressar angústias, medos e discordâncias, muitas vezes silenciados no ambiente laboral. Destarte, o projeto demonstra sua relevância ao fortalecer o vínculo com este público e ainda, ampliando competências entre os estudantes, a exemplo do trabalho em equipe, planejamento e comunicação.
Palavras-chave: Saúde Mnetaç, Trabalhador, Universidade
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Abrir o trabalhoEXTENSÃO UNIVERSITÁRIA COMO FERRAMENTA DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE: RELATO DE EXPERIÊNCIA DO PROJETO “DE MÃO EM MÃO”
LAURA HELENA ALVES VIEIRA
A extensão universitária é um espaço de integração entre o saber científico e as demandas sociais, permitindo aos acadêmicos de enfermagem vivenciarem experiências concretas de educação em saúde. O projeto “De Mão em Mão” surgiu com a finalidade de promover o fortalecimento da adesão à higiene das mãos, reconhecida como medida essencial na prevenção de infecções e na segurança do paciente. Teve-se como objetivo relatar a experiência de acadêmicos de enfermagem na realização de uma ação educativa sobre higiene das mãos, desenvolvida em ambiente universitário. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, construído a partir das vivências de oito extensionistas vinculados ao projeto, sob supervisão docente. A ação ocorreu durante a II Mostra de Ensino, Pesquisa e Extensão da XVIII Semana da Enfermagem da Universidade Regional do Cariri (URCA), em maio de 2025. As atividades foram realizadas por meio de estratégias lúdicas e participativas, incluindo o jogo “Certo ou Errado”, quiz com dados e demonstrações práticas da técnica correta de higienização das mãos conforme preconizado pela Organização Mundial da Saúde. A ação despertou o interesse do público, estimulando a reflexão sobre práticas seguras e o papel do profissional de saúde na prevenção de infecções. A vivência contribuiu para o aprimoramento de habilidades educativas, comunicativas e técnicas dos extensionistas, reafirmando o compromisso ético da enfermagem com a promoção da saúde e a segurança assistencial. Assim, o projeto reforça a importância da extensão universitária como instrumento de formação crítica, humanizada e transformadora.
Palavras-chave: Higiene da mãos, segurança do paciente,prevenção de infecções,enfermagem
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Abrir o trabalhoEXTENSÃO UNIVERSITÁRIA COMO MECANISMO DE HUMANIZAÇÃO DO CUIDADO A IDOSOS HOSPITALIZADOS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARIA TAINARA RODRIGUES DE LIMA ; Ana Caroline Costa de Carvalho; Fabrícia Maria da Silva; Péterson Cauan Bezerra Alencar; Renata Alencar Nascimento
A hospitalização, especialmente em idosos, costuma ser acompanhada de sentimentos de medo e solidão, exigindo um cuidado que vá além do tratamento clínico e biomédico. A humanização do cuidado, nesse contexto, configura-se como um elemento essencial que garante o respeito a individualidade e dignidade humana. O acolhimento e humanização são práticas que devem ser implementadas pela equipe de enfermagem visando uma assistência efetiva e de qualidade. O objetivo do estudo foi relatar a experiência vivenciada pelos extensionistas do projeto de extensão Artistas do Cuidado a idosos hospitalizados. No que se refere a metologia trata-se de um relato de experiência que possui caráter qualitativo que descreve a ação do projeto de extensão “Artistas do Cuidar”, do curso de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri, voltada à humanização hospitalar. A atividade ocorreu na clínica médica do Hospital Regional de Iguatu, com cinco extensionistas e cerca de cinco pacientes por sala. Durante aproximadamente uma hora, os estudantes realizaram pintura facial, dinâmicas lúdicas, como charadas, e conversas individuais, estimulando interação, raciocínio e acolhimento. As experiências foram registradas e discutidas pelo grupo, evidenciando impacto positivo tanto na formação acadêmica quanto na satisfação e engajamento dos pacientes. As vivências foram registradas em anotações e discutidas pelo grupo para reflexão sobre os impactos da ação. O resultado durante as ações, observou-se que os idosos se mostram descontraídos, prestaram atenção nas perguntas, discutiram entre se e com os estudantes, se sentiram motivados e instigados acertarem as charadas sorriam após a explanação dos extensionista. O momento possibilitou o relaxamento e divertimento dos idosos, o que certamente também irá cotribuir com a melhoria do quadro clínico. Conclui-se que diante do exposto, aponta-se que os extensionistas do projeto artistas do cuidar proporcionam momentos interativos e de bem-estar para os pacientes, para que o ambiente hospitalar não seja visto como algo triste e impessoal, mas sim, um ambiente acolhedor.
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Abrir o trabalhoGAMIFICAÇÃO COMO FERRAMENTA DE PROMOÇÃO DA SAÚDE EM PACIENTES COM FIBROMIALGIA NO INTERIOR DO CEARÁ: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
ANA LIZ ARRAIS DE SOUSA; Larissa Silva Clementino; Larissa Rolim de Oliveira; Aretha Feitosa de Araújo
Fibromialgia (FM) é uma síndrome clínica caracterizada por dores crônicas, alterações de memória, fadiga e humor. Embora seja uma das doenças reumáticas mais comuns na prática clínica, a falta de conhecimento sobre esta doença pela população geral ainda proporciona estigmas e desinformação. Portanto, objetivou-se relatar uma atividade extensionista sobre FM, realizada em um serviço municipal de saúde no interior do Ceará. Para a dinâmica foi utilizado o princípio da gamificação na educação em saúde. Os alunos extensionistas desenvolveram um jogo composto por 20 perguntas, que eram apresentadas aos usuários do serviço presentes. Estes deveriam julgá-las em “mito” ou “verdade”, após uma breve discussão e consenso entre si. A partir das respostas, os extensionistas desenvolveram saberes à medida em que aproveitaram o conhecimento trazido pela comunidade numa verdadeira construção coletiva. Um fato notável foi a existência de um participante que era portador de FM e, se voluntariou a comentar aspectos práticos da sua vivência e percepção enquanto paciente na rede de saúde. Ao final da dinâmica foi construído um mural contendo os assuntos discutidos, que ficou exposto para que profissionais e usuários do serviço pudessem ter acesso ao produto da ação de extensão. Portanto, educação em saúde ainda é uma ferramenta potente de combate à estigmatização, desinformação e promoção de saúde no contexto do Sistema Único de Saúde e da extensão universitária, sobretudo, quando se trata de doenças crônicas não transmissíveis como a FM.
Palavras-chave: Fibromialgia,Relato de Experiência,Educação em Saúde
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Abrir o trabalhoGERENCIAMENTO DO PROGRAMA DE DISFUNÇÃO DO ASSOALHO PÉLVICO EM UM AMBULATÓRIO DE ESTOMATERAPIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARIA EDUARDA GONÇALVES DE OLIVEIRA; Lucas Mateus Figueiredo Nascimento
O gerenciamento de atividades é fundamental para a desempenho eficiente dos projetos, devendo ser realizado de forma contínua e eficaz, onde, a integração de estudantes no gerenciamento torna-se um importante elo no quesito da interação, ensino, pesquisa e extensão, preparando-os para integrar-se a sociedade e desenvolver um pensamento crítico no mercado de trabalho. Nesse contexto, torna-se imprescindível o manejo adequado do Programa de Disfunção do Assoalho Pélvico (DAP), a fim de aprimorar a resolutividade das demandas cotidianas. Esse trabalho objetiva relatar a experiência dos acadêmicos de enfermagem no gerenciamento do programa de disfunção do assoalho pélvico em um ambulatório de enfermagem em estomaterapia. Trata-se de um relato de experiência, quanto as atividades desenvolvidas entre os meses de março a setembro de 2025, no Ambulatório de Enfermagem em Estomaterapia da Universidade Regional do Cariri. A partir da vivência durante esses meses na gestão do programa de DAP, foram atendidos pacientes residentes em 7 municípios da região do Cariri, totalizando 196 agendamentos podendo ser organizados semanalmente, quinzenalmente, mensalmente ou anualmente dependendo da necessidade do paciente, dentre eles, 135 consultas foram realizadas. Além disso, foram desenvolvidas atualizações da ficha de avaliação, controle e manutenção dos equipamentos utilizados, verificando armazenamento e funcionamento adequado. Controle das solicitações de materiais e transporte do município para pacientes que possui dificuldades para locomoção, e declaração de comparecimento nas consultas, também é realizado mensalmente o levantamento de dados para mapear os indicadores do programa, e organizados capacitações relacionadas as atividades desenvolvidas. Dessa maneira, conclui-se que a participação ativa dos discentes no gerenciamento do serviço por meio da gestão direta, contribui significativamente na formação acadêmica, impulsionando estes a desenvolver suas habilidades para lidar com situações adversas, trabalho em grupo e multiprofissional, tornando-se essencial para a sua formação.
Palavras-chave: Organização e administração,Enfermagem,Distúrbios do Assoalho Pélvico
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Abrir o trabalhoIMPLEMENTAÇÃO DE CONSULTAS DE ORIENTAÇÕES PARA FAMILIARES E CUIDADORES DE PESSOAS COM ESTOMIAS DE ELIMINAÇÃO: RELATO DE EXPERIÊNCIA
LUCAS MATEUS FIGUEIREDO NASCIMENTO; Maria Gabriela Izidio Rodrigues; Nathylle Régia de Sousa Caldas; Cicera Hellen da Silva; Ana Camila Matos Figueiredo; Levi Santos da Paixão
A educação em saúde constitui-se em um instrumento de construção dialógica do conhecimento, bem como de estímulo à autonomia, participação popular e protagonismo dos sujeitos no seu próprio cuidado. O desenvolvimento de atividades de educação em saúde são uma importante ferramenta para construção do conhecimento, o despertar da autonomia, o envolvimento da comunidade e impulsionar a participação do paciente na realização do autocuidado. Nesse contexto, a Liga de Enfermagem em Estomaterapia da Universidade Regional do Cariri (LAENFE) é fundamental e uma importante aliada ao Ambulatório de Enfermagem em Estomaterapia da Universidade Regional do Cariri para continuidade na assistência aos pacientes. Este estudo tem como objetivo relatar a experiência da parceria entre o Ambulatório de Enfermagem em Estomaterapia da Universidade Regional do Cariri e a LAENFE na implementação de consultas de orientações para familiares e cuidadores de pessoas com estomias de eliminação. Trata-se de um relato de experiência acerca da implementação das consultas de orientações no mês de setembro de 2025. A idealização das consultas exclusivas para realização de orientação aos cuidadores e familiares surgiu a partir da discussão da necessidade de complementar e dar continuidade a assistência para além dos consultórios, já que, foi percebido que a partir das atividades de educação em saúde na sala de espera, os acompanhantes e familiares demonstraram o interesse de sanar dúvidas. Diante disso, ocorreu o planejamento prévio de como essas consultas de orientação aconteceriam. No mês de setembro foram implementadas as consultas de orientações realizadas por enfermeiros pós-graduando em enfermagem em estomaterapia vinculados ao ambulatório, bem como, colaboradores da LAENFE junto dos ligantes. Nestas consultas, são abordadas diversas orientações que englobam a vivência dos familiares e cuidadores das pessoas com estomias de eliminação como recomendações para cuidados com o equipamento coletor, com a pele periestoma, maneiras para encorajar o paciente para realização do autocuidado, uso adequado do equipamento coletor e adjuvante (quando indicados para o paciente), apoio social, vivência da sexualidade, entre outros. Desse modo, essas consultas são de extrema importância que complementam os conhecimentos dos familiares e cuidadores, repercutindo significativamente nos cuidados em domicílio possibilitando diminuição de agravos e melhor aceitação do paciente pelo apoio familiar.
Palavras-chave: Estomaterapia, educação em saúde, estomia,enfermagem
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Abrir o trabalhoIMPORTÂNCIA DO BORA SALVAR: EDUCAÇÃO EM PRIMEROS SOCORROS PARA USUÁRIOS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM 2025
PAULO ERMESON FERREIRA DUTRA
Os primeiros socorros são caracterizados pelas assistências iniciais, prestados rapidamente a uma vítima de acidentes ou mal súbito, cujo estado de saúde represente risco à vida, tendo como finalidade preservar e manter as funções vitais e evitar o agravamento do quadro clínico até a chegada do atendimento especializado. Nessa perspectiva, é importante o conhecimento e as prática em primeiros socorros, visando aumentar as chances de sobrevida. O estudo objetivou-se demostrar a importância do projeto de extensão BORA SALVAR: Educação em primeiros socorros para usuários da atenção primaria (APS). O Bora Salvar consiste em uma iniciativa prática voltada para a educação em primeiros socorros, destinada aos usuários APS, buscando capacitar a população para reconhecer situações de emergência e agir de maneira adequada até a chegada do atendimento qualificado, atuando durante todo o ano, de forma contínua na unidade básica de saúde (UBS) Senobelina Peixoto de Carvalho e no posto de saúde Marta Nascimento da Silva, no município do Crato-Ce. Atualmente, o projeto conta com um bolsista, tendo o seu desenvolvido em parceria com o Programa de Extensão Atendimento Pré-Hospitalar na Comunidade, da Universidade Regional do Cariri, no qual são escalados conforme um cronograma previamente estabelecido, entretanto, as atividades educativas foram registradas a partir de setembro. Os temas foram: Obstrução das vias aéreas por corpo estranho, parada cardiorrespiratória, convulsão, queimaduras, crise hipertensiva, ferimentos, hemorragias e acidentes com animais peçonhentos. Entre esse período, foram atendida um total de 85 usuários das UBS. Tais ações contribuem para a redução de complicações e aumento da sobrevida, além de fortalecer a promoção da saúde e a prevenção de agravos. Assim, a extensão universitária se mostra um instrumento eficaz para integrar ensino, serviço e comunidade. Portanto, nota-se a importância do projeto de extensão BORA SALVAR, pois demonstra como o ensino de primeiros socorros pode preparar a comunidade no reconhecimento e nas condutas corretas mediante de um paciente que necessita de primeiros socorros, aumentando a segurança e fortalecer a APS.
Palavras-chave: BORA SALVAR,Primeiros Socorros,Educação em saúde
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Abrir o trabalhoINTEGRAÇÃO DISCENTE NO AMBULATÓRIO DE ENFERMAGEM EM ESTOMATERAPIA DA URCA: ATUAÇÃO NO PROGRAMA DE FERIDAS
ANNA REBECA LIMA MONTEIRO; Lucas Mateus Figueiredo Nascimento; Nathylle Régia de Sousa Caldas; Cicera Hellen da Silva
A extensão universitária visa unificar o conhecimento teórico com a prática assistencial. Desta maneira, o Ambulatório de Enfermagem em Estomaterapia da Universidade Regional do Cariri – URCA potencializa a consolidação dos saberes teóricos, aprimoramento de competências técnicas e comunicativas, fomento de pensamento crítico e o compromisso social, favorecendo a articulação entre teoria e prática no cuidado a pessoas com feridas agudas e aquelas de difícil cicatrização. Objetivou-se descrever a atuação discente no Programa de Feridas do Ambulatório de Enfermagem em Estomaterapia da URCA e refletir sobre suas contribuições para a formação profissional e para a melhoria da assistência prestada. O presente estudo trata-se de um relato de experiência descritivo realizado durante atividades extensionistas desenvolvidas no período de fevereiro a outubro do ano de 2025 no ambulatório, com observação participante, registro de atendimentos, envolvimento em rotinas de gestão e desenvolvimento de melhorias nos setores assistenciais e administrativos do serviço. Pode-se observar que os acadêmicos participaram de momentos como acolhimento, triagem, realização de curativos complexos sob supervisão, orientações em educação em saúde, gerenciamento da lista de espera, organização de fluxos de atendimentos e controle de insumos; também colaboraram na elaboração e adaptação de protocolos internos. Essas práticas favoreceram o desenvolvimento de competências técnicas, comunicativas e gerenciais, refletindo no aumento da autonomia e no aprimoramento do pensamento crítico. A experiência evidenciou desafios relacionados à adesão terapêutica e a limitações materiais e socioeconômicas dos usuários, exigindo abordagens educativas individualizadas e soluções criativas por parte da equipe discente e técnica. A inserção dos acadêmicos alinhou-se às diretrizes da Extensão Universitária ao promover interação universidade-comunidade, prestação de serviços gratuitos e contínuos e formação cidadã, contribuindo para a integralidade do cuidado e para a qualificação do serviço. Conclui-se que, a atuação discente no Programa de Feridas fortalece a formação profissional, enriquece o serviço de estomaterapia e beneficia a comunidade. Recomenda-se a continuidade das ações extensionistas, investimentos em capacitação permanente e articulação intersetorial para superar barreiras assistenciais, promovendo qualidade de vida ao público atendido.
Palavras-chave: Estomaterapia,Feridas,Integração Comunitária,Capacitação Profissional
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Abrir o trabalhoJUNHO VIOLETA: RELATO DE EXPERIÊNCIA EDUCATIVA POR MEIO DO PROJETO VIVERSUS
RAFAEL CESAR BARRETO; Francisca Nalanda Miranda Souza; José Ronald Laurentino Silva; Luyanne Cavalcante da Silva; Renata Alencar Nascimento
A violência contra a pessoa idosa representa desafios crescentes, comprometendo dignidade, autonomia e a qualidade de vida, configurando-se como um grave problema de saúde pública. Para ampliar a conscientização, foi criada a campanha Junho Violeta, que alerta a sociedade sobre formas de violência e promove respeito e dignidade aos idosos. Diante disso, o ViverSUS realizou uma ação educativa para ampliar acesso a informações, sensibilizar a população e fortalecer a rede de apoio. Este trabalho objetiva relatar a experiência de uma ação educativa do Projeto ViverSUS, sobre o junho Violeta. Trata-se de um relato de experiência descritivo e qualitativo, desenvolvido por cinco extensionistas, com o grupo de idosos do Centro de Referência de Assistência Social- CRAS do bairro João Paulo II, em julho de 2025, com duração aproximada de uma hora e trinta minutos. A atividade iniciou com acolhida e contextualização do tema, orientada pelas perguntas “O que é violência contra o idoso?” e “O que você acha que é violência?”. A roda de conversa abordou os tipos de violência e os direitos da pessoa idosa, incluindo explicação do Estatuto da Pessoa Idosa (Lei 10.741/2003), da Política Nacional do Idoso (Lei 8.842/1994) e dos canais de denúncia e apoio disponíveis. O conteúdo foi abordado de forma interativa, utilizando dinâmica para fortalecer os conhecimentos sobre a temática e a relevância das leis de proteção. Observou-se a participação ativa dos idosos, que em todos os momentos dialogaram, expressaram opiniões, compartilharam experiências e dúvidas. O acesso a informações mostrou-se essencial para ampliar o conhecimento, fortalecer a cidadania e autonomia. Esses momentos vão além da transmissão de saberes, permitindo aprender com a comunidade e reconhecer que o saber popular contribui para a formação acadêmica, fortalecendo o vínculo entre a universidade e comunidade. Momentos como esse devem ser incentivados, pois favorecem a compreensão da realidade social, das demandas e necessidades da população, reforçando o compromisso conjunto da sociedade e da universidade.
Palavras-chave: Violência contra o idoso,Junho Violeta,Direitos da pessoa idosa,Extensão universitária
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Abrir o trabalhoLEGO® TERAPIA NO AMBULATÓRIO DO BRINCAR, INOVAÇÃO EM SAÚDE NO CUIDADO COM CRIANÇAS AUTISTAS: RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARIA LÍVIA DE BRITO LIMA; Maria Jordanna dos Santos Silva; Mírian Cecília Silva Matias
A LEGO® Terapia, foi descrita inicialmente por Daniel LeGoff a partir da observação de crianças com autismo brincando com LEGO®, essa intervenção é uma abordagem que visa estimular o desenvolvimento socioemocional de crianças. No âmbito da Universidade Regional do Cariri, a prática da LEGO® terapia é ofertada no Ambulatório do Brincar, espaço de extensão, que atende a crianças com autismo, configurando-se como uma ação social inovadora em saúde. Objetiva-se relatar a experiência com a LEGO® terapia como estratégia acessível, inclusiva e transformadora. A metodologia adotada envolve encontros semanais conduzidos por LEGO® terapeutas com o auxílio de estudantes voluntárias e bolsistas, em atividades em grupo que, conta-se com a construção de cenários LEGOs® para estimular a criatividade, habilidades motoras, interação social, raciocínio lógico e autoconfiança. Dessa forma, tem-se a percepção do brincar como uma estratégia acessível, onde são utilizadas peças LEGO®, que não exigem habilidades complexas para usar, estimulando assim a coordenação motora e o engajamento nas atividades propostas entre as crianças. Ainda, a ação se mostrou uma atividade inclusiva, dado que, a LEGO® terapia permite que crianças com diferentes habilidades, necessidades e ritmos participem de forma ativa. Ao mesmo tempo, é possível notar o brincar como uma tecnologia transformadora, porque promove mudanças significativas no desenvolvimento socioemocional das crianças, estimula a comunicação, imaginação e ajuda na resolução de conflitos. Sua aplicação demonstra potencial não apenas no contexto terapêutico, mas promove uma interação de troca entre universidade e comunidade, impactando positivamente o público atendido, quanto à formação das discentes ao unir ensino, aprendizado ganho com a prática da LEGO® terapia, e a pesquisa, ao registro de dados para a realização de atividades como artigos e/ou trabalhos de conclusão de curso. Os achados reforçam a capacidade do brincar como ferramenta terapêutica e social, uma vez que, promove engajamento espontâneo, interação social e comunicação. Estudos anteriores, como o de LeGoff, já afirmavam o potencial inclusivo da atividade, o qual é evidenciado
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Abrir o trabalhoLIGA DE ENFERMAGEM EM NEUROCIÊNCIA: UM ESTUDO DESCRITIVO
MARIA JAQUELYNE RODRIGUES DOS SANTOS; Esther Máysa de Sousa Alves; Mariana Ribeiro Pinheiro
Introdução: A Liga de Enfermagem em Neurociência (LieNeuro) é um programa de extensão universitária com ênfase na área da neurociência, atuando há 6 anos, com enfoque nas ações de extensão que levam o conhecimento para a comunidade, sejam em espaços públicos como em escolas e unidades básicas ou locais que são gerenciadas pela própria comunidade. Além disso, são feitos momentos de ensino para que o conhecimentos dos discentes sejam fortalecidos e as ações de extensão tenham embasamento teórico, e para que as pesquisas sejam realizadas com um vasto conhecimento do obtido durante os momentos de ensino. Objetivo: Descrever a importância da LieNeuro para a formação acadêmica dos estudantes e no conhecimento da população. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo com abordagem qualitativa, que busca informar as ações desenvolvidas na LieNeuro. Diante disso, as ações de extensão com a educação em saúde tem como eixo explicar e demonstrar como reconhecer situações que agravam a vitalidade do cérebro e o seu bom funcionamento, conhecimento levado especialmente em locais como escola e unidades básicas de saúde, onde se encontram públicos de diversas faixas etárias. Ainda, os momentos de ensino e aprendizagem entre os integrantes da liga corrobora para que o conhecimento se torne amplo, a fim de ser somatizado e posteriormente repassado nas ações com a comunidade, da mesma forma que aplicado em pesquisas. Resultados: A atividades realizadas na LieNeuro, contribuíram na formação acadêmica dos estudantes que participam do programa, pois permitem expandir os conhecimento em relação a neurociência, desenvolver habilidades comunicativas e sociais, como também atua integrando um olhar humanizado com foco no cuidado. Bem como, proporciona um conhecimento fidedigno e esclarecido para a população auxiliando no reconhecimento de agravos à saúde do sistema nervoso. Discussão e Conclusão: As ações permitem uma troca de saber entre os universitários e outras as pessoas, pois a maioria das atividades são feitas como uma roda de conversa para que seja possível desenvolver um vínculo e fortalecer a ciência das pessoas envolvidas, seja essas atividades de ensino, pesquisa e extensão.
Palavras-chave: Enfermagem, Neurociência, Educação em saúde, Ensino
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Abrir o trabalhoMENOS ESTRESSE, MAIS VIDA: A EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA COMO FERRAMENTA DE PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL
TEREZA INGRIDY DA SILVA COSTA ; Isabelle Bento Mendes Siqueira; Analice Peixoto Alves; Rayssa Braga Vidal de Brito
A promoção da saúde tem ganhado destaque diante do aumento dos casos de estresse e ansiedade na sociedade e nos ambientes acadêmicos. Nesse contexto, o projeto de extensão “- Estresse + Saúde na Comunidade” busca sensibilizar a população sobre a importância do autocuidado para a melhoria da qualidade de vida. Esse trabalho tem como objetivo relatar a experiência de uma ação do projeto de extensão que buscou promover o bem-estar e a redução do estresse aos estudantes e servidores da comunidade acadêmica. Trata-se de um relato de experiência, de abordagem descritiva e qualitativa, sobre uma ação educativa realizada por 20 acadêmicos de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri (URCA). A ação “Menos Estresse, Mais Vida” ocorreu em 24 de setembro de 2025, no Campus Multinstitucional Humberto Teixeira, na sala de multimeios, com a participação de 10 servidores do campus e 20 alunos da URCA. As atividades foram estruturadas em etapas para promover bem-estar e autocuidado, incluindo momentos de acolhida, aromaterapia e uma roda de conversa sobre os impactos do estresse na saúde mental e uma dinâmica de encerramento voltada à integração e reflexão. A execução da ação evidenciou impactos significativos e positivos tanto no cotidiano dos alunos quanto no dos servidores. As atividades desenvolvidas proporcionaram momentos de acolhimento, relaxamento e bem-estar entre os participantes, favorecendo um ambiente propício à promoção da saúde mental e à valorização do autocuidado. Além disso, a experiência representou uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional, permitindo compreender de forma mais ampla a relevância das práticas integrativas e complementares no contexto da Enfermagem. Ademais, possibilitou uma reflexão crítica acerca da importância da adoção de hábitos saudáveis e do manejo adequado do estresse no cotidiano acadêmico e laboral. Concluindo-se assim, a ação evidenciou a importância de iniciativas extensionistas voltadas à promoção do bem-estar e à saúde mental na comunidade, demonstrando que atividades educativas e lúdicas podem contribuir significativamente para a redução do estresse, o incentivo ao autocuidado e a melhoria da qualidade de vida. Além de beneficiar os participantes, a experiência proporcionou aos estudantes de Enfermagem o desenvolvimento de competências práticas, como comunicação, empatia e educação em saúde, fortalecendo a articulação entre ensino, extensão e ações de promoção do bem-estar.
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Abrir o trabalhoMÍDIAS SOCIAIS COMO FERRAMENTA DE EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE: EXPERIÊNCIA EXTENSIONISTA NA CAPACITAÇÃO DE ACS SOBRE O TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
MARÍLIA IASMIM VIANA COSTA; Carla Vitória Lourenço de Castro; Gisele Pedroza da Costa; Luiza Clares de Macedo Neta; Rafaella da Costa Ribeiro; Sayla Silva Gomes; Delmo de Carvalho Alencar
O uso das Tecnologias da Informação e Comunicação na educação permanente em saúde constitui uma estratégia essencial para fortalecer os processos formativos, a partir da problematização dos processos de trabalho. Essas ferramentas favorecem a socialização do conhecimento e a ampliação do acesso à informação. Assim, a integração de recursos tecnológicos às práticas educativas revela-se indispensável para o avanço da educação permanente em saúde. O objetivo foi relatar a experiência de acadêmicos de Enfermagem quanto ao uso das mídias sociais como recurso de educação permanente para Agentes Comunitários de Saúde (ACS), na área do Transtorno do Espectro Autista(TEA). Trata-se de um relato de experiência, com acadêmicos do Projeto de Extensão intitulado “Mídias Sociais na Capacitação de Agentes Comunitários de Saúde no contexto da assistência às pessoas com Transtorno do Espectro Autista”, da Universidade Regional do Cariri, Campus de Iguatu. Os extensionistas realizaram a criação de vídeos educativos para as mídias sociais (Instagram e YouTube), com o intuito de divulgar informações científicas de maneira simplificada, voltadas ao TEA. O material foi construído de maneira lógica e organizada, com três temáticas, a saber: "Os marcos do desenvolvimento infantil", "Os sinais de alerta do TEA” e “O papel dos ACS na identificação precoce dos sinais de TEA”. Para a elaboração dos conteúdos, foi realizado levantamento bibliográfico em bases de dados e repositórios institucionais, organizados roteiros em linguagem simples, e posteriormente realizada a gravação e edição dos vídeos. O material produzido foi postado nas mídias digitais do projeto para atender as necessidades de informações dos ACS e demais profissionais, comunidade acadêmica e público em geral. Até o momento, registrou-se mais de 2000 visualizações, com feedbacks positivos dos seguidores do projeto. O uso das mídias sociais como estratégia de educação na saúde proporcionou aos extensionistas o desenvolvimento de habilidades, como comunicação efetiva, criatividade e aprimoramento de uma comunicação mais efetiva e de fácil compreensão. Dessa forma, a divulgação de informações confiáveis proporcionará aos profis
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Abrir o trabalhoMINICURSO SOBRE SIMULAÇÃO CLÍNICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
LÍVIA KAREN FERREIRA COSTA AGUIAR; Alexandre Cordeiro Rodrigues; Maria Letícia de Oliveira Silva; Amanda Sousa Rodrigues
Introdução: A simulação clínica emerge como uma estratégia pedagógica promissora, capaz de associar os conhecimentos teóricos e práticos em cenários e ambientes controlados, possibilitando o aprendizado seguro, aproximando o discente de enfermagem com a complexidade do cuidado esperada na prática clínica. Objetivo: Relatar a experiência de discentes na aplicação de um minicurso teórico-prático sobre simulação clínica. Método: Trata-se de um relato de experiência baseado na vivência dos extensionistas em um minicurso sobre simulação clínica realizado no mês de maio, em parceria com curso de enfermagem de uma instituição de ensino superior privada localizada na região do Cariri. O minicurso foi promovido pelo Laboratório de Estudo e Inovação em Simulação Clínica e Realidade Virtual no Ensino em Saúde e foi desenvolvido pela coordenadora-orientadora, um bolsista e voluntários. Resultados: O minicurso foi estruturado em duas etapas: a primeira etapa, de caráter teórico, voltada à fundamentação sobre a temática, abordando os tipos de simulação e cenários; a segunda etapa, de caráter prático, consistiu na vivência de uma simulação clínica, em que foi reproduzida uma consulta de enfermagem de um paciente com doença arterial periférica, a qual possibilitou a integração entre teoria e prática, além do desenvolvimento de competências clínicas, técnicas e de comunicação ao público-alvo, estudantes de enfermagem. Discussão: A experiência com o minicurso possibilitou a aproximação entre universidade e comunidade, favorecendo a troca de saberes sobre a prática da simulação clínica, ao mesmo tempo que proporcionou aos discentes vivenciar de forma direta o planejamento e a condução da simulação. A atividade também integrou diferentes áreas do conhecimento, combinando aspectos teóricos, técnicos e científicos, proporcionando uma experiência interdisciplinar e enriquecedora aos estudantes. Conclusão: O minicurso evidenciou a importância da simulação clínica como estratégia inovadora de aprendizagem, com favorecimento ao desenvolvimento do pensamento crítico e um cuidado de enfermagem fundamentado em evidências científicas, assegurando o fortalecimento da profissão como ciência.
Palavras-chave: Simulação clínica,Estratégia pedagógica,Assistência de enfermagem
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Abrir o trabalhoO BRINCAR ESTRUTURADO COMO RECURSO LÚDICO NO ESTÍMULO AO DESENVOLVIMENTO INFANTIL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARIA JORDANNA DOS SANTOS SILVA; jordanna.silva@urca.br; livia.brito@urca.br; mirian.matias@urca.urca
O brincar lúdico configura-se como uma abordagem que estimula a criatividade, a socialização e o desenvolvimento holístico da criança, por meio da imaginação e coordenação. Nessa perspectiva, o brincar estruturado, com a LEGO® Terapia, utiliza blocos de encaixe de forma sistemática, possibilitando o avanço biopsicossocial por meio da ludicidade. Na Universidade Regional do Cariri (URCA), a terapia baseada em LEGO® é ofertada pelo projeto de extensão Ambulatório do Brincar, cujos protagonistas são crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), de 4 a 12 anos. Objetiva-se relatar a experiência prática do brincar estruturado como recurso lúdico de promoção ao desenvolvimento infantil, favorecendo a evolução de aptidões cognitivas, sociais e emocionais. A metodologia baseia-se em encontros semanais conduzidos por enfermeiros(as) (LEGO®terapeutas), com o apoio de acadêmicas de Enfermagem, incluindo bolsistas e voluntárias. As sessões utilizam blocos LEGO® em construções progressivas, com níveis de complexidade ajustados às habilidades das crianças. Dessarte, a percepção do brincar estruturado com peças LEGO®, revela-se uma ferramenta eficaz para desenvolver competências motoras, intelectuais e sociais, favorecendo a socialização, a autonomia e a capacidade de resolver problemas, demonstrando que a intervenção divertida configura-se como uma estratégia relevante para o crescimento integral das crianças. Nessa conjuntura, o ato aponta progresso contínuo na interação social, evidenciado pela maior disposição em pedir ajuda, pelo aprimoramento da coordenação e destreza na manipulação das peças e pelo avanço na resolução de obstáculos, articulando diferentes saberes de forma integrada. As descobertas indicam que a LEGO® Terapia no Ambulatório do Brincar, ao utilizar recursos estimulantes e agradáveis, favorece o florescimento biopsicossocial infantil. Outrossim, evidência a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, pois contribui para a formação das acadêmicas de enfermagem, gera dados que patrocinam produções científicas a partir das sessões e solidifica o elo com a comunidade por intermédio da prática extensionista. Portanto, a experiência com a LEGO®
Palavras-chave: LEGO®. Desenvolvimento. Infantil. Ludicidade. Brincar.
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Abrir o trabalhoO IMPACTO NA FORMAÇÃO DE ESTUDANTES DE MEDICINA SOBRE O CUIDADO HUMANIZADO NOS AMBIENTES DE UTI: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
GUSTAVO DE FIGUEIREDO; Alisia Fernandes Silva; Anna Cristyna Marinheiro Ferreira; Sabrina Franco Silva; João Antônio Ravache de Alencar Rodrigues
As Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) são ambientes voltados ao cuidado de pacientes em estado crítico e exigem dos profissionais conhecimento técnico sólido e abrangente em medicina intensiva para reverter situações de risco à vida. A abordagem dos Cuidados Paliativos possibilita ações que priorizam a qualidade de vida de pacientes e familiares, ao mesmo tempo em que humaniza o cuidado prestado. O projeto de extensão “Cinema nas UTIs – Humanizando o Cuidado” contribui para a transformação social e para a formação acadêmica humanizada dos extensionistas. Este trabalho tem como objetivo relatar o impacto das vivências de cuidado humanizado na formação de estudantes de Medicina em ambiente de UTI. Trata-se de um relato de experiência descritivo e qualitativo, elaborado a partir das atividades desenvolvidas nos estágios do projeto. A iniciativa ocorreu ao longo do ano com visitas semanais de estudantes da URCA sob supervisão médica. Em cada visita, os alunos aplicaram o instrumento institucional anamnese biográfica para entender o paciente, reconhecendo suas particularidades e compreendendo-o como indivíduo com valores e crenças. Essa prática os ensina a enxergar o paciente além da doença, favorecendo uma recuperação mais integral. Entre os principais aprendizados destaca-se a empatia e a humanização do cuidado. O acompanhamento durante as sessões, com programação audiovisual personalizada, ensina os estudantes a lidar com a vulnerabilidade humana, mostrando que gestos simples, como assistir a um filme ou ouvir uma música favorita, podem impactar positivamente o bem-estar. Assim, o projeto reforça a importância de um olhar humanístico, essencial ao ensino médico, promovendo o amadurecimento pessoal e profissional dos estudantes e evidenciando que técnica e humanização se complementam no exercício da medicina.
Palavras-chave: Cuidados paliativos, Cuidado Humanizado, Ensino Médico,Medicina intensiva
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Abrir o trabalhoOFICINA EDUCATIVA PARA ESTUDANTES DE ENSINO MÉDIO SOBRE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARIA HARYADYA PEREIRA DEODATO
A violência contra a mulher é um fenômeno social complexo que causa impactos significativos nos aspectos psicológico, moral e físico das vítimas. Nesse contexto, o projeto de extensão “Conhecimento para enfrentamento à violência contra a mulher: ações educativas nas escolas”, tem como objetivo promover atividades educativas para os jovens, estimulando a compreensão sobre a violência de gênero, contribuindo para a conscientização e a redução desse fenômeno no ambiente escolar. Assim, objetivou-se relatar as experiências junto à adolescentes com a realização da oficina, “Quebrando o Silêncio: Juventude Contra a Violência de Gênero”. Um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, baseado nas atividades realizadas pelo projeto “Conhecimento para enfrentamento à violência contra a mulher: ações educativas nas escolas”, dentre as atividades realizadas, qualificaram-se 48 alunos do 3º ano, do Colégio José Bezerra em Juazeiro do norte – CE, desenvolvido no mês de agosto de 2025, com o foco no reconhecimento de situações de violência contra as mulheres, suas causas e consequências para as mesmas. Durante a oficina foram apresentados e discutidos os direitos das mulheres, canais de denúncia, estratégias para romper o ciclo da violência e os tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha. Para realização da ação educativa utilizou-se slides e panfletos como recursos materiais. Em seguida, houve a realização de uma atividade prática em grupos para discutir casos fictícios de violência contra a mulher, a fim de identificar qual seria a melhor forma de ajudar a vítima, com base nos aprendizados da oficina. A dinâmica possibilitou intensa participação, estimulando o debate e a reflexão crítica. Ao final, os alunos compartilharam relatos sobre casos de violência contra a mulher que presenciaram na família, e mostraram envolvimento, trazendo soluções que destacaram a importância da denúncia, do apoio social e da responsabilidade coletiva no enfrentamento da violência. A experiência adquirira ao longo do projeto ressalta a relevância de manter as visitas nas escolas, assegurando o acesso à saúde e suporte para as mulheres que vivem em situação de violência.
Palavras-chave: Violência contra a mulher,Educação de saúde, Oficina
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Abrir o trabalhoOFICINA NEUROBEMESTAR: RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARIANA YASMIM BEZERRA VIEIRA ; Luis Eduardo Santiago Holanda; Gabriel Batista da Silva; Stephany Kainã Ferreira dos Santos; Nágila da Silva Teixeira
A vida acadêmica impõe desafios emocionais que frequentemente comprometem o equilíbrio psicológico dos estudantes da área da saúde, exigindo estratégias de cuidado que favoreçam o bem-estar e o autocuidado. A extensão universitária, nesse contexto, constitui um espaço de integração entre ensino, pesquisa e sociedade, possibilitando práticas educativas e terapêuticas voltadas à saúde mental. O projeto “Neurobemestar” foi idealizado com o propósito de estimular a consciência corporal e emocional por meio de experiências sensoriais integradas. Teve-se como objetivo relatar a experiência de acadêmicos de enfermagem durante a realização da oficina Neurobemestar, desenvolvida com foco na promoção do bem-estar discente. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, construído a partir das vivências de extensionistas do curso de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri (URCA), sob supervisão docente. A atividade foi realizada em maio de 2025, durante a II Mostra de Ensino, Pesquisa e Extensão da XVIII Semana da Enfermagem da URCA, em Iguatu-CE. Participaram, em média, 30 estudantes, distribuídos em grupos de seis integrantes por rodada. As vivências envolveram estímulos táteis, auditivos, olfativos e gustativos, conduzidos por facilitadores previamente capacitados, com os participantes de olhos fechados para intensificar a percepção sensorial. Os resultados demonstraram sensação de relaxamento, leveza, melhora emocional e reflexão sobre o cuidado de si frente à sobrecarga acadêmica. A oficina foi avaliada de forma positiva, sendo considerada acolhedora e essencial para o equilíbrio mental discente. Conclui-se que intervenções multissensoriais simples, aplicadas em contextos acadêmicos, podem contribuir significativamente para a saúde emocional e devem ser incorporadas às práticas pedagógicas e extensionistas na formação em enfermagem.
Palavras-chave: Extensão Universitária,Saúde Mental, Autocuidado
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Abrir o trabalhoPAPEL DA LIGA ACADÊMICA SOBRE DOENÇAS NEGLIGENCIADAS NO CONTEXTO UNIVERSITÁRIO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARIA DO SOCORRO GISELLY ALVES LIMA ; Heloisa Mendes Sátiro Xenofonte; Ana Beatriz Alves do Nascimento; Yvinna Marina Santos Machado
As ligas acadêmicas exercem um impacto positivo na formação dos discentes, pois, por meio das atividades desenvolvidas, possibilitam o aprimoramento e o fortalecimento dos componentes curriculares, além de favorecerem a interação entre colegas e a aproximação com a prática profissional.Relatar a relevância de membros de uma liga acadêmica sobre doenças negligenciadas no contexto universitário. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência, que aborda a importância da Liga Acadêmica de Doenças Negligenciadas (LIDONE), vinculada à Universidade Regional do Cariri (URCA). A liga reúne estudantes dos cursos de Enfermagem e Medicina, sendo a mais antiga do curso de Enfermagem da instituição, fundada em 2015. A LIDONE desenvolve atividades de ensino, pesquisa e extensão, contribuindo para a promoção da saúde e para a assistência à comunidade. Ao longo dos semestres, foram realizadas diversas ações, entre elas atividades de educação em saúde, capacitação para acadêmicos, divulgação de informações por meio das redes sociais e estabelecimento de parcerias com a Rádio Livre Universitária. Resultados: Por meio de capacitações, palestras, eventos e atividades extramuros, a LIDONE promoveu uma importante troca de conhecimentos e sensibilização sobre ações em saúde, incluindo oficinas e atividades de educação junto à comunidade. As capacitações e oficinas abordaram temas como diagnóstico precoce, prevenção e manejo da hanseníase e da tuberculose. Esses são voltados aos acadêmicos da área da saúde e profissionais da rede. Já as ações educativas foram direcionadas a pacientes e à comunidade em geral. Essas ações resultaram no fortalecimento da educação continuada, na integração multiprofissional e no protagonismo estudantil no ambiente universitário. Além disso, contribuíram para o desenvolvimento de práticas voltadas à prevenção, à promoção da saúde e ao enfrentamento das doenças negligenciadas e de seus estigmas, evidenciando a relevância da liga acadêmica na formação crítica e socialmente comprometida dos futuros profissionais de saúde. Conclusão: Desse modo, a liga acadêmica mostrou-se uma ferramenta eficaz de formação no contexto universitário, ao fortalecer a integração entre ensino, pesquisa e extensão. Suas ações contribuíram para ampliar e aprimorar as habilidades e os conhecimentos dos discentes sobre as doenças negligenciadas e seus impactos sociais, evidenciando sua relevância na formação crítica e comprometida dos futuros profissionais de saúde.
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Abrir o trabalhoPELE PROTEGIDA, INFÂNCIA SAUDÁVEL: RELATO DE UMA AÇÃO EDUCATIVA.
GISELE PEDROZA DA COSTA; Beatriz Moreira Barreto; Emanuele Lopes Oliveira Alencar; Estefane Gabrielly Pereira Viana; Isy Kaylane dos Santos; Angélica Isabely de Morais Almeida; Luanna Gomes da Silva
A pele é o maior órgão do corpo humano e exerce funções essenciais como aproteção mecânica, a regulação da temperatura e a vigilância imunológica. Na infância,há maior sensibilidade da pele a fatores externos devido às características próprias dessafase, sendo fundamentais cuidados específicos para manter a sua integridade. Nessecontexto, a enfermagem atua na realização de ações educativas em saúde junto às criançase seus responsáveis, visando à partilhar orientações para a proteção da pele na infância.Este estudo objetivou relatar a experiência de uma ação educativa lúdica voltada àpromoção da proteção da pele na infância. Trata-se de um relato de experiência, baseadonas vivências de acadêmicas do Curso de Enfermagem da Universidade Regional doCariri, durante as ações do projeto de extensão “Promoção da Saúde na Pediatria-PROPED”. A ação foi realizada em 25 de junho de 2025, com duração de 40 minutos, naclínica pediátrica do Hospital Regional de Iguatu, Ceará, Brasil. Participaram seiscrianças com idades entre 4 e 7 anos, cujos responsáveis permitiram e foram convidadosa acompanhar a ação. Um plano de ação foi elaborado previamente, visando planejar atemática, objetivo e método. No desenvolvimento da ação, foram utilizadas estratégiaslúdicas, que incluiu a contação de história com fantoches abordando atitudes inadequadascomuns no cuidado com a pele, além do ensino de boas práticas, jogo da memóriatemático, com cartas ilustrativas com frases e imagens relacionados aos principaiscuidados com a pele infantil abordados e, por fim, desenhos de colorir para fixação doconteúdo. As estratégias utilizadas mostraram-se eficazes para promover a compreensãosobre a importância da proteção da pele, especialmente quanto à hidratação e ao usocorreto de produtos para prevenção de agravos dermatológicos. A vivência proporcionouimpacto social positivo ao estimular o autocuidado e práticas preventivas entre o público.Além disso, essa ação oportunizou as acadêmicas o desenvolvimento de habilidades decomunicação e criatividade que são essenciais para a formação acadêmica e cidadã,reforçando a importância da associação entre ensino e extensão. Assim, é fundamental opapel da enfermage
Palavras-chave: Educação em Saúde, Saúde da Criança, Cuidados com a pele, Enfermagem
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Abrir o trabalhoPERCEPÇÃO REFERENCIADA DO DESEMPENHO FÍSICO E ASPECTOS PSICOSSOCIAIS RELACIONADOS COM A SAÚDE DE EXTENSIONISTAS DA MODALIDADE GINÁSTICA DE CONDICIONAMENTO FÍSICO DA ACADEURCA
LILITH MARIA DOS SANTOS; Juliana Vicente da Cruz; Aparecida Bezerra Sousa
Resumo: Introdução: a prática da ginástica de condicionamento físico, tem proposto melhorias para a manutenção do bem-estar físico e mental. Objetivo: analisar a percepção referenciada dos níveis de aptidão física relacionados à saúde e aspectos psicossociais de extensionistas da modalidade ginástica de condicionamento físico da ACADEURCA. Metodologia: pesquisa de caráter descritivo, qualitativo, realizada em N=14 indivíduos que foram submetidos a um formulário on-line (Google Forms) com informações sobre tempo de prática, frequência semanal, percepção de desempenho físico e aspectos psicossociais relacionados à prática. A análise dos dados foi feita por meio de estatística descritiva, considerando frequências relativas e absolutas das respostas obtidas. Resultados: em relação ao tempo de prática, 35,7% treinam há menos de 3 meses; 28,6% entre 3 e 6 meses, 14,3% de 6 meses a 1 ano e 21,4% há mais de 1 ano. A frequência semanal mostrou que 78,6% praticam quatro ou mais vezes por semana. Quanto à prática de outras atividades, 50% realizam outras modalidades, 35,7% praticam apenas as aulas; na resistência cardiorrespiratória, 42,9% a consideram boa e 14,3% muito boa. Em relação à força muscular, 64,3% relataram grande melhora após o início das aulas. Na composição corporal, 78,6% perceberam redução de gordura e ganho de massa magra. Em relação à resistência ao esforço, 50% relataram cansaço moderado, enquanto 35,7% conseguem realizar 6 minutos de atividade contínua com facilidade. Nos testes físicos, 57,1% realizam entre 10 e 20 abdominais em 1 minuto, e 42,9% sustentam a prancha por 30 a 60 segundos. Quanto aos aspectos perceptivos, 78,6% notaram melhora na coordenação e equilíbrio, 50% relataram aumento significativo da energia diária, 78,6% afirmaram que o funcional reduziu o estresse e a ansiedade, 71,4% perceberam melhora na autoestima e confiança, e 85,7% relataram melhora no humor e na qualidade de vida. Discussão: os achados indicaram que a prática regular da ginástica de condicionamento físico favorece a melhoria global da aptidão física e dos aspectos psicossociais, confirmando seu potencial como ferramenta de promoção da saúde. Conclusão: a prática regular da ginástica de condicionamento físico mostrou-se eficaz para aprimorar a aptidão física e os aspectos psicossociais, reforçando sua importância como estratégia preventiva e de promoção da saúde física e mental.
Palavras-chave: Aptidão física; Saúde; Ginástica de condicionamento físico. Educação Física
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Abrir o trabalhoPREVENÇÃO DA VIOLÊNCIA SEXUAL NO AMBIENTE ESCOLAR: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
ISY KAYLANE DOS SANTOS SIVA; AMANDA SOARES
A violência sexual constitui um grave problema de saúde pública e uma violação dos direitos humanos que atinge pessoas de todas as idades, gêneros e classes sociais. No contexto infantojuvenil, causa impactos profundos no desenvolvimento físico, emocional e social, podendo gerar consequências duradouras. A escola, por ser um espaço de convivência, aprendizagem e formação cidadã, torna-se um ambiente estratégico para a promoção de ações educativas voltadas à prevenção e ao enfrentamento dessa violência. Nesse sentido, o presente relato tem como objetivo descrever a experiência de acadêmicos do curso de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri, extensionistas do Projeto de Extensão Saúde e Cidadania na Escola (PESCE), na realização de uma atividade educativa sobre violência sexual em uma escola de ensino fundamental. A ação foi desenvolvida no dia 10 de junho de 2025, na Escola Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, com alunos dos 8º e 9º anos do ensino fundamental. A oficina incluiu explanação teórica sobre o tema, abordando conceitos, formas de manifestação, fatores de vulnerabilidade, consequências físicas e emocionais, estratégias de prevenção e a importância da denúncia e da rede de apoio. Em seguida, realizou-se uma dinâmica interativa baseada na resolução de casos fictícios, permitindo aos estudantes refletirem sobre situações cotidianas e discutirem soluções coletivas. Por fim, foram distribuídos folders informativos com orientações complementares. A participação dos estudantes foi expressiva, evidenciada pelo envolvimento, interesse e compartilhamento de experiências pessoais, demonstrando a necessidade de espaços de escuta e acolhimento. A atividade proporcionou um ambiente seguro de diálogo, contribuindo para a conscientização, o fortalecimento do autocuidado e o reconhecimento de situações de risco. Assim, a ação reafirma a relevância da extensão universitária como instrumento de transformação social, fortalecendo o papel da escola como espaço de proteção, prevenção e promoção da cidadania.
Palavras-chave: SAÚDE, EDUCAÇÃO, PREVENÇÃO,CIDADANIA
Oral
Abrir o trabalhoPROJETO A.C.O.L.H.A: RELATO DE EXPERIÊNCIA DAS AÇÕES EXTENSIONISTAS FRENTE À VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER
VITÓRIA SALES DE ALENCAR ; Mariana Lima Cardoso; Geovana Teixeira da Silva; Vitória Oliveira Gomes; Natália Viana Nogueira; Lilian de Carvalho Araújo; Beatriz de Castro Magalhães
A violência doméstica contra a mulher constitui grave problema de saúde pública e social, exigindo sensibilização e desenvolvimento de competências nas equipes multiprofissionais, além de estratégias interdisciplinares e territorializadas de enfrentamento. Nesse contexto, destaca-se o papel dos projetos de extensão universitária. Este trabalho objetiva descrever as ações educativas e de cuidado desenvolvidas em um projeto de extensão, evidenciando metodologias e parcerias. Trata-se de um relato de experiência, descritivo e qualitativo, baseado na vivência da bolsista e extensionistas voluntárias do projeto A.C.O.L.H.A – Atenção, Cuidado, Orientações, Luta, Humanização e Acolhimento, vinculado à Universidade Regional do Cariri, em parceria com o Centro de Referência da Mulher de Iguatu (CRMI), com participação de docentes e discentes de Enfermagem, Direito e Psicologia. O projeto iniciou-se em março de 2025 e permanece em execução, realizando ações formativas, educativas e de cuidado com mulheres e profissionais da rede, contemplando o tripé ensino-pesquisa-extensão. Entre as ações destacam-se: acolhimento inicial com dinâmicas entre extensionistas e profissionais do CRMI; apresentação do projeto na Mostra de Extensão da Semana de Enfermagem com metodologia interativa; minicurso sobre abordagem interdisciplinar da mulher em situação de violência com dramatização inspirada no teatro jornal; educação permanente com Agentes Comunitários de Saúde; participação em plantões noturnos com residentes da Escola de Saúde Pública; ação “Acolhendo quem acolhe”, voltada às profissionais do CRMI; atividades nas campanhas Agosto Lilás e Setembro Amarelo, promovendo reflexões sobre autocuidado e gênero. Essas vivências favoreceram o desenvolvimento de competências de planejamento, comunicação e aplicação de metodologias ativas, estimulando análise crítica e diálogo sobre a violência contra a mulher com enfoque na equidade de gênero.
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Abrir o trabalhoPROJETO VIVERSUS EM AÇÃO SOBRE SAÚDE MENTAL NA RODOVIÁRIA DE IGUATU
FRANCISCA NALANDA MIRANDA SOUZA ; Rafael Cesar Barreto; Luyanne Cavalcante da Silva; Renata Alencar Nascimento; José Ronald Laurentino Silva; João Paulo Xavier Silva
Resumo: A saúde mental é um tema que enfrenta obstáculos na saúde pública, o preconceito na sociedade historicamente construído, dificulta a procura de pessoas em sofrimento mental por ajuda clínica e suporte emocional. Por isso, a campanha Setembro Amarelo, realizada desde 2015 no Brasil, busca sensibilizar a população sobre a valorização da vida e o cuidado mental sob uma perspectiva educativa. Os profissionais, estudantes de Enfermagem e instituições de saúde prestam serviços, acolhimento e atendimento especializado. Assim, o projeto de extensão ViverSUS encontra na ação comunitária a possibilidade de diálogo e troca de informações sobre saúde mental. Objetivou-se relatar a experiência acerca de uma ação sobre saúde mental desenvolvida pelos estudantes de Enfermagem do projeto de extensão ViverSUS. Trata- se de um relato de experiência de caráter descritivo qualitativo. A ação foi realizada no dia 8 de setembro de 2025, junto aos funcionários da rodoviária de Iguatu-CE, com duração média de uma hora e meia . As atividades foram expositivas e dialógicas sobre a campanha Setembro Amarelo, utilizando panfletos informativos, rodas de conversa e orientações sobre os serviços de saúde mental. Foi percebido que os trabalhadores se sentiram acolhidos, prestaram atenção nas informações e tiraram dúvidas. Além disso, foram apresentadas políticas públicas garantidas pelo SUS, como a Lei 13.819/2019 Política Nacional de Prevenção da Automutilação e do Suicídio, a Lei 10.216/2001 Proteção e os direitos das pessoas e a Portaria nº 3.088/2011 – Rede de Atenção Psicossocial, visando disseminar uma boa compreensão sobre garantias assistenciais no campo da saúde mental. Ao final, foi disponibilizado um momento para esclarecimento das dúvidas e para o compartilhamento das adversidades do dia a dia. Para os estudantes da área da saúde, contribuiu para a formação de conhecimentos e experiências. Para o público-alvo, proporcionou acolhimento, incentivando a expressão de emoções, reconhecimento de sinais de sofrimento psíquico e o combate ao preconceito. A ação comunitária na rodoviária demonstrou a importância de iniciativas educativas para a promoção da saúde mental, evidenciando o papel das ações de extensão na saúde pública.
Palavras-chave: Ação comunitária, Saúde mental, Enfermage, Sus
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Abrir o trabalhoPROJETO VOLEIBOL NA URCA: DA INICIAÇÃO AO ALTO RENDIMENTO
ZAQUEU MEDEIROS AMARO; Rauan Oliveira dos Santos; Luiz Fernando Santos da Silva; Fábio Anthony Albuquerque de Oliveira
O Voleibol na URCA: da iniciação ao alto rendimento é um projeto de extensão aprovado pela PROEX, vinculado ao Departamento de Educação Física - DEF, parte do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde – CCBS, com a temática de saúde, cultura e educação, com o intuito de promover a prática esportiva da modalidade de voleibol na universidade mas, principalmente para estudantes de escolas públicas do Crato. Possuímos como objetivo central: fortalecer a base do voleibol regional; além disso buscamos assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todas e todos, em todas as idades; assegurar a educação inclusiva e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todas e todos. Metodologia: os treinos dos iniciantes são baseados em um misto de métodos parciais e educação esportiva, já as atividades das categorias com cunho competitivo e avançado são feitas com foco nos métodos analítico-sintético e global. As práticas avançadas acontecem nas segundas e quartas-feiras e as da iniciação nas terças e quintas-feiras. Resultados: o projeto recebe crianças, adolescentes, jovens e adultos de diferentes municípios do Cariri para suas atividades no Ginásio Poliesportivo da Universidade Regional do Cariri e na EEMTI Wilson Gonçalves. Rapidamente espalhou-se a existência de um projeto gratuito e os números de inscritos e participantes não para de crescer. Discussão: o projeto trouxe oportunidades para participação e aprofundamento da formação acadêmica dos alunos da URCA, oferecendo no campo do ensino a chance dos discentes colocarem à prova o que veem na disciplina de voleibol e no campo da pesquisa um ambiente com muitas possibilidades de levantar e testar hipóteses, com a participação de grupos de pesquisa do DEF. Conclusão: a melhora do nível do esporte dos participantes do projeto é notório, com participantes subindo de categoria para grupos mais avançados, após aferimento da melhora dos fundamentos técnicos e táticos e do entendimento mais complexo e aperfeiçoado da dinâmica do jogo. Os participantes do projeto já integram equipe de voleibol de base na disputa de campeonatos internos, locais e participação em competição estadual. Concomitantemente, tanto os monitores como os estudantes matriculados na disciplina de voleibol, participam da preparação e aplicação dos treinos como forma de experimentar/aplicar a docência a partir das práticas pedagógicas esportivas vinculadas aos objetivos do projeto.
Palavras-chave: Educação, esporte, treinamento,alto-rendimento
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Abrir o trabalhoPROMOÇÃO DA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL NA INFÂNCIA: RELATO DE AÇÃO EXTENSIONISTA
MARIA LUZIANY DE OLIVEIRA ALMEIDA ; Ana Carolina Moreira da Silva; Francisca Vitória Eliziário Carneiro; Isnara Raiane Leonço Camilo; Luanna Gomes da Silva; Josefa Nayara de Lima
Resumo:A alimentação saudável na infância é essencial para o crescimento e prevenção de doenças. Contudo, o consumo de ultraprocessados favorece a obesidade e outros agravos. Ações educativas lúdicas são importantes para estimular hábitos alimentares adequados desde cedo. O estudo objetivou relatar a experiência de extensionistas na realização de ação educativa lúdica sobre alimentação saudável na infância. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, realizado por três acadêmicas de Enfermagem do projeto “Promoção da Saúde na Pediatria”, vinculado à Universidade Regional do Cariri (URCA). A ação ocorreu em julho de 2025, no período matutino, na Clínica Pediátrica do Hospital Regional de Iguatu, Ceará, com a participação de três crianças (dois meninos e uma menina). Foram usadas estratégias lúdicas previamente planejadas, como o “Jogo da Escolha” com cartões ilustrados, montagem de pratos saudáveis com figuras de alimentos e pintura de desenhos temáticos, tornando a abordagem participativa e acessível. Durante a ação o espaço da brinquedoteca foi preparado para acolher as crianças com segurança. Elas conversaram sobre alimentos preferidos, participaram do “Jogo da Escolha” com cartões de alimentos saudáveis e não saudáveis, montaram “pratinhos saudáveis”, coloriram desenhos temáticos e receberam certificados, promovendo aprendizado lúdico e interação. A experiência mostrou que abordagens educativas simples e lúdicas podem favorecer a formação de hábitos alimentares saudáveis, tornar o ambiente hospitalar mais acolhedor e promover socialização, aprendizado e bem-estar. Os achados reforçam a importância da extensão universitária na promoção da saúde e acesso à informação. Conclui-se que a ação educativa lúdica favoreceu o aprendizado sobre alimentação saudável na infância, sendo eficaz para abordar o tema e promover interação dialógica com as crianças.
Palavras-chave: Alimentação saudável, Ludicidade, Saúde da criança, Educação em saúde, Extensão universitária
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Abrir o trabalhoPROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL E ATENÇÃO PSICOSSOCIAL NO AMBIENTE UNIVERSITÁRIO: RELATO DE EXPERIÊNCIA
NICOLE BATISTA SOUSA ; Ruth Emilly Silva Torres
A atuação da liga Acadêmica de Saúde Mental (LISAME) na universidade destaca-se como uma experiência transformadora, integrando educação, acolhimento e promoção do bem-estar psíquico de estudantes, especialmente os da Enfermagem. Consciente de que a formação universitária, particularmente na área da saúde, impõe desafios emocionais, pressões acadêmicas e exposição a situações de sofrimento humano, a Liga assumiu o compromisso de criar espaços permanentes de cuidado e reflexão em saúde mental. Nesse contexto, o objetivo do trabalho consiste em relatar a experiência dos membros da LiSame quanto às ações voltadas para o autocuidado dos estudantes, destacando seu papel na construção de um ambiente universitário mais acolhedor e preventivo. Utilizou-se do Relato de Experiência a partir de diário de campo com anotações sobre as vivências desde a elaboração até a execução das atividades. Desenvolveu-se ações educativas como rodas de conversas realizadas no ambiente universitário, abordando temáticas sobre ansiedade, depressão, manejo do estresse, equilíbrio entre vida pessoal e acadêmica, inteligência emocional e estratégias de enfrentamento. Utilizou-se espaço seguro de escuta, troca de experiências e apoio mútuo, fortalecendo vínculos entre os estudantes e reduzindo o estigma em torno do sofrimento psíquico. Paralelamente, grupos de escuta e acolhimento foram implantados em períodos críticos, como semanas de provas e estágios, possibilitando suporte emocional e encaminhamentos para serviços especializados. Essa experiência demonstrou que, ao vivenciarem práticas de autocuidado, os acadêmicos ampliam sua consciência sobre a própria saúde mental e desenvolvem competências socioemocionais essenciais para a Enfermagem. Ao integrar conhecimento teórico, prática e sensibilização para o cuidado pessoal, a iniciativa fortaleceu o bem-estar psíquico e contribuiu para a construção de uma cultura de prevenção, acolhimento e empatia. Assim, reafirma-se o papel transformador da Liga ao mostrar que o investimento em saúde mental no ambiente acadêmico é decisivo para formar profissionais resilientes e preparados para o cuidado integral. Palavras-
Palavras-chave: saúde mental, autocuidado, estudantes de enfermagem
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Abrir o trabalhoPROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL NO CONTEXTO ESCOLAR: RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE DEPRESSÃO E ANSIEDADE
BEATRIZ MOREIRA BARRETO ; BRUNA PEDROSA VIEIRA; ISY KAYLANE DOS SANTOS SILVA; MARIA VIVIANE PEREIRA DE SOUSA; SAMYRA PAULA LUSTOZA XAVIER; AMANDA SOARES
Os problemas de saúde mental configuram-se como um dos maiores desafios da saúde pública. No Brasil e no mundo, a incidência de quadros como depressão e ansiedade é alarmante, sobretudo entre crianças e adolescentes, que enfrentam intensas transformações fisiológicas e sociais. Nesse contexto, a escola constitui um espaço privilegiado para a promoção da saúde mental por meio de ações educativas, possibilitando o desenvolvimento do autocuidado e do bem-estar emocional dos estudantes. O presente trabalho objetiva relatar a experiência das extensionistas do Projeto de Extensão Saúde e Cidadania na Escola (PESCE) na realização de uma ação educativa sobre depressão e ansiedade para estudantes do ensino fundamental. Trata -se de um relato de experiência desenvolvido por acadêmicas de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri, no dia 18 de junho de 2024, na Escola de Ensino Fundamental João Paulino de Iguatu-CE, com 80 alunos do oitavo e nono ano. A atividade, com duração de 40 minutos, abordou conceitos, sintomas e causas dos transtornos, utilizando linguagem acessível, roda de conversa e dinâmicas interativas, de acordo com as demandas das turmas. Entre as estratégias, realizou-se a dinâmica da caixa contendo um espelho, para que cada aluno se olhasse com mais carinho, fortalecendo as qualidades e a autoestima. Posteriormente, foi realizada a gincana dos sentimentos, em que os participantes escreveram e descartaram de forma simbólica papéis contendo sentimentos negativos, representando o ato de libertar emoções e promover o equilíbrio emocional. A ação promoveu diálogo, escuta e aprendizado entre os extensionistas e os estudantes, promovendo maior compreensão sobre a temática e engajamento dos participantes. A experiência demonstrou que ações educativas voltadas à saúde mental no contexto escolar são eficazes para promover conscientização, reduzir estigmas e incentivar a busca por apoio emocional e profissional. Entretanto observou-se que muitos alunos apresentavam interpretações equivocadas sobre os transtornos, associando-os a fraqueza emocional ou tristeza passageira, o que reforça a necessidade de atividades educativas contínuas que contribuam para a desmistificação da temática e o fortalecimento do autocuidado. Conclui-se que a ação educativa desenvolvida proporcionou discussão e reflexão sobre ansiedade e depressão com os alunos, possibilitando abordar temas sensíveis em saúde mental e desmistificá-los, fortalecendo o papel extensão universitária na
Palavras-chave: Saúde Mental, Depressão, Ansiedade, Educação em Saúde, Extensão Universitária
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Abrir o trabalhoPROMOÇÃO DA SAÚDE POR MEIO DA ATIVIDADE FÍSICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA EXTENSIONISTA
PAULO HENRIQUE SILVA DE ALENCAR; Ana Luisa Rodrigues Gonçalves; Daniel Sousa de Oliveira; Jaqueliny Rodrigues Soares Guimarães
A atividade física regular é reconhecida como fator protetor contra agravos crônicos, contribuindo para a melhoria de marcadores cardiometabólicos e funcionais e para a redução do sedentarismo. Nesse contexto, intervenções breves no âmbito da Atenção Primária à Saúde podem favorecer mudanças comportamentais em grupos vulneráveis, alinhando-se ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 3 (Saúde e Bem-Estar). Este relato de experiência descreve uma ação de educação em saúde voltada à promoção da atividade física em comunidade vulnerável do território do Geopark Araripe. O estudo foi realizado na Unidade Básica de Saúde da Família Betolândia MCMV, em Juazeiro do Norte–CE, envolvendo 22 participantes com idades entre 18 e 65 anos, de ambos os sexos, com predominância feminina. A ação, conduzida por três bolsistas do Programa URCA na Comunidade, teve duração aproximada de 90 minutos e foi organizada em quatro momentos: exposição dialogada sobre benefícios e recomendações de atividade física; oficina prática multicomponente (mobilidade, força com peso corporal, equilíbrio e caminhada guiada); prescrição breve orientada pelo princípio FITT (frequência, intensidade, tempo e tipo), adaptada ao contexto local; e suporte comportamental com metas SMART e estratégias para superação de barreiras. Observou-se elevada adesão, participação ativa e aumento do conhecimento sobre prática segura de exercícios, além da formação espontânea de pares de caminhada e do mapeamento de rotas seguras no entorno da unidade. A experiência demonstrou que estratégias de baixo custo, centradas no território e articuladas entre educação, prática guiada e prescrição breve, fortalecem a adesão a um estilo de vida ativo e saudável. Recomenda-se oficinas periódicas discutindo a temática e estimulando a prática regular de atividade física em comunidades vulneráveis, contribuindo para a promoção da saúde e prevenção das doenças crônicas não transmissíveis.
Palavras-chave: Promoção da saúd, Atividade física, Extensão universitária, Comunidade, Atenção primária à saúde
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Abrir o trabalhoPROMOÇÃO DA SEGURANÇA DO PACIENTE E CAPACITAÇÃO EM PRÁTICAS HOSPITALARES: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
LIVIAN GABRIELE GALDINO GONÇALVES ; Raimundo Domiciano de Souza Neto; Aline da Silva Ribeiro; Elis Regina de Sousa Alves; Letícia Vitória Rodrigues de Souza; Milleny Sampaio da Silva
A formação do enfermeiro requer o desenvolvimento de competências que ultrapassam o domínio técnico-assistencial, abrangendo habilidades em gestão, liderança, comunicação e trabalho em equipe. A participação em eventos científicos e de extensão configura-se como um importante instrumento para o aprimoramento dessas competências, proporcionando experiências práticas que consolidam a formação profissional. Este relato tem como objetivo descrever a experiência acadêmica de uma bolsista de extensão da Liga Acadêmica de Cuidados de Enfermagem em Saúde do Adulto em Ambiente Hospitalar (LACESAH) na organização da 4ª Semana de Capacitação em Práticas Hospitalares para a Enfermagem (SECAPHE) e do 3º Simpósio de Segurança do Paciente. Trata-se de um relato de experiência descritivo, fundamentado na vivência de uma bolsista durante as etapas de planejamento, execução e avaliação das atividades realizadas em outubro de 2025, no município de Crato – CE. As ações desenvolvidas compreenderam reuniões estratégicas para definição da programação, contato com palestrantes, elaboração de materiais gráficos e organização logística. As atribuições da bolsista incluíram elaboração de memorandos institucionais, controle de inscrições, apoio na organização dos trabalhos científicos e gerenciamento das redes sociais. Durante o evento, atuou no acolhimento dos participantes, coordenação de apresentações e suporte nas oficinas e palestras. Os resultados da experiência evidenciam o desenvolvimento de competências gerenciais, comunicacionais e organizacionais, essenciais à prática profissional do enfermeiro. Além disso, o envolvimento com a comunidade acadêmica e com profissionais da área reforçou a importância da educação permanente e do trabalho colaborativo. Conclui-se que a participação na organização do presente evento representou uma oportunidade formativa expressiva, permitindo à bolsista integrar teoria e prática, fortalecer habilidades de liderança e consolidar o compromisso ético com a qualidade da assistência. As ações extensionistas mostraram-se fundamentais na formação crítica e reflexiva, promovendo o protagonismo estudantil e a integração entre ensino, pesquisa e extensão.
Palavras-chave: Extensão Universitária,Formação Profissional,Enfermagem Hospitalar
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Abrir o trabalhoPROMOÇÃO DO ANTIRRACISMO NO AMBIENTE ESCOLAR: RELATO DE EXPERIÊNCIA A PARTIR DO PROJETO ‘FORTALECE PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA’
IRIS DE OLIVEIRA BEZERRA ; Bianca Silva Moreira; Bruna Oliveira Rodrigues; Maria Vitória Bezerra Souza; Joyce Martins Rodrigues de Oliveira; Olga Maria de Alencar; Mirna Neyara Alexandre de Sá Barreto Marinho
O projeto de Fortalecimento do Programa Saúde na Escola (Fortalece PSE), visa promover a formação de agentes promotores da saúde, ciência, cultura e cidadania em escolas da rede pública, implementando e avaliando projetos, buscando o fortalecimento da intersetorialidade e o empoderamento juvenil, envolvendo diversos atores em todo o país. Ancora-se em cinco eixos temáticos, tendo o II ‘Promoção da saúde, direitos humanos, antirracismo e igualdade de gênero’, a proposta de identificar e intervir nas desigualdades estruturais presentes no cotidiano educacional, com ações integradas para a construção de territórios justos e inclusivos. Objetivou-se descrever a experiência de elaboração de instrumento diagnóstico do eixo II do Fortalece PSE. Relato de experiência, desenvolvido pelas estudantes bolsistas do projeto da Universidade Regional do Cariri – Iguatu, representante da proposta no estado. O projeto contempla três Momentos Formativos (MF), em que a elaboração do instrumento foi elucidada no MF1, entre junho e setembro de 2025. A utilização de metodologias participativas, como rodas de conversa, oficinas e análise de documentos em grupo, oportunizou a compreensão de que existem práticas discriminatórias naturalizadas, com fragilidades nas abordagens pedagógicas, e ainda, ausência de protocolos efetivos nas escolas. A formação proporcionou escuta ativa e valorização de experiências vivenciadas por estudantes negros, bem como o engajamento de professores/gestores na construção de estratégias pedagógicas interseccionais. Assim, elaborou-se um instrumento com propostas concretas de ações educativas antirracistas, galgando articulações sólidas entre escolas, unidades de saúde e comunidades, apontando caminhos para a transformação dos territórios escolares em espaços justos, diversos e saudáveis. Reafirma-se a importância da atuação intersetorial e da formação crítica de educadores e estudantes para a construção de uma escola comprometida com os direitos humanos, com continuidade e aprofundamento por meio da educação permanente, almejando o protagonismo juvenil e articulação com outras políticas públicas que garantam o direito à saúde, educação e equidade para todos.
Palavras-chave: Fortalece Programa Saúde na Escola, Antirracismo, Educação, Saúde, Extensão universitária
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Abrir o trabalhoRELAÇÃO DO PROGRAMA DE EXTENSÃO RAÍZES DA MEDICINA: HISTÓRIA, SAÚDE E PRÁTICAS POPULARES SEGURAS PARA O BEM-ESTAR COLETIVO COM AS DIRETRIZES DA EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA
JOÃO EMMANUEL DE SOUSA LOPES; Antonio Thiago Beserra; Breno Rocha de Moura; Davi Aquino Dantas; Joyce da Silva Costa, Urca
Introdução: a história da medicina foi construída pelos saberes de comunidades tradicionais ao longo dos séculos, contudo esses conhecimentos ainda são negligenciados nos espaços acadêmicos, embora muitas práticas tenham origem na transmissão oral de saberes. Objetivo: relatar experiências do Projeto de Extensão Raízes da Medicina, que busca estimular nos estudantes a conexão com a historicidade das práticas médicas e o reconhecimento dos saberes dos povos originários e das comunidades locais, promovendo uma formação em saúde mais humanizada. Metodologia: trata-se de um estudo descritivo-exploratório, de abordagem qualitativa, do tipo relato de experiência, baseado nas vivências de membros ativos do projeto. Resultados: foram realizados encontros mensais sobre a história de especialidades médicas, que favoreceram autonomia intelectual e integração acadêmica. Destaca-se a participação na Expocrato, com estande dedicado às práticas ancestrais de cuidado. Também houve visita à aldeia indígena dos Povos Cariris, permitindo contato direto com saberes locais. O projeto manteve ainda presença ativa nas mídias digitais, divulgando conteúdos educativos sobre medicina e saúde. Discussão: as ações revelam o potencial da extensão universitária em integrar ciência e saberes tradicionais, fortalecendo a formação crítica e humanizada dos discentes e ampliando a compreensão da saúde como prática social e cultural. Conclusão: as experiências vivenciadas pelo Projeto Raízes da Medicina contribuíram para a formação ética dos extensionistas e para o fortalecimento do compromisso social da universidade.
Palavras-chave: História da medicina, Formação médica ética, Saberes populares, Extensão universitária,Povos originários
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Abrir o trabalhoRELATANDO UMA AÇÃO DO CINECLUBE NO ESPAÇO ESCOLAR: UM OLHAR SOBRE A REALIDADE LOCAL
MARIA VITÓRIA BEZERRA SOUZA; Camila Corrêa Sousa Silva; Joyce Ferreira de Sousa; Kawan de Matos Nogueira; Sara Braga de Souza; João Paulo Xavier Silva
A participação de jovens em ações de educação em saúde é algo fundamental para promover reflexão crítica e cidadania. Nesse contexto, a exibição de produções audiovisuais e rodas de conversa constitui uma estratégia efetiva para estimular o diálogo e a conscientização sobre diversos temas relevantes. No espaço escolar, o projeto de extensão Cineclube Saúde encontra terreno fértil para desenvolvimento crítico e intelectual dos estudantes por meio do cinema. Assim, este trabalho tem como objetivo descrever a experiência extensionista de mediação e debate promovida pelo Projeto Cineclube Saúde junto a alunos do ensino fundamental. A ação foi realizada pelo Projeto de Extensão Cineclube Saúde da URCA em junho de 2025, em uma escola pública municipal e contou com a participação de aproximadamente 25 alunos do oitavo ano. Foi exibido o Mini Documentário Rua Beira Rio, produzido pela comunidade local, que apresenta relatos de descaso estrutural vivenciado pelas famílias residentes daquela localidade, seguida de uma dinâmica de grupo e roda de conversa. Durante a atividade, os extensionistas apresentaram-se e explicaram o objetivo do projeto, enquanto a professora preparou os alunos para participação. Na dinâmica, um pote com perguntas circulava entre os alunos, promovendo debates e reflexões coletivas sobre o tema abordado, sem respostas certas ou erradas. Observou-se grande interesse e engajamento por parte dos estudantes, que reconheceram espaços retratados no minidocumentário e compartilharam vivências pessoais, enriquecendo o diálogo. Ao final, a atividade reforçou a importância da escuta qualificada, do papel ativo dos jovens e da atuação interdisciplinar, unindo saberes da saúde, educação e cidadania, evidenciando que iniciativas extensionistas contribuem tanto para a formação crítica dos acadêmicos quanto para o fortalecimento da consciência social na comunidade escolar.
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Abrir o trabalhoRELATO DE EXPERIÊNCIA: OFICINA DE DECOUPAGEM COMO ESTRATÉGIA DE PROMOÇÃO DO BEM-ESTAR NA TERCEIRA IDADE
ANA CECÍLIA PONTES RIBEIRO MOREIRA; Juliana do Nascimento Farias; Capricy Batista Sousa; Adriana de Moraes Bezerra
A realização de atividades manuais e artísticas configura-se como uma estratégia relevante para a promoção do envelhecimento ativo e saudável, uma vez que contribui para o bem-estar biopsicossocial da pessoa idosa. A utilização de práticas criativas, como a decoupagem, estimula a coordenação motora fina, a concentração e a socialização, além de favorecer o fortalecimento da autoestima e a manutenção das capacidades cognitivas. Assim, a arte torna-se um recurso terapêutico que auxilia na preservação da autonomia e na melhoria da qualidade de vida dessa população. O presente estudo tem como objetivo relatar a experiência vivenciada durante uma oficina de decoupagem, realizada no dia 17 de setembro de 2024, por meio do projeto de extensão Universidade Aberta à Terceira Idade (UNATI), da Universidade Regional do Cariri (URCA), localizada no município do Crato-CE. A atividade foi conduzida sob a supervisão da orientadora responsável pelo programa e contou com a participação de acadêmicas do curso de Enfermagem e Direito, que desempenharam o papel de facilitadores no desenvolvimento das práticas junto ao grupo de idosos. Durante a oficina, os participantes foram instruídos sobre as etapas da técnica de decoupagem, incluindo seleção de materiais, recorte, colagem e acabamento das peças. O momento foi caracterizado por elevado engajamento e interação entre os idosos, que demonstraram entusiasmo, interesse em aprender e satisfação com os resultados obtidos. Observou-se, ainda, a troca de experiências, a colaboração das participantes e a valorização do processo criativo, aspectos que favoreceram o fortalecimento dos vínculos interpessoais e a inclusão dessa classe. A experiência evidenciou o valor terapêutico e social da arte, pois promoveu a integração entre os idosos e os acadêmicos, fortalecendo vínculos e favorecendo o aprendizado mútuo. Ademais, reforçou a importância de ações extensionistas que unem ensino, cuidado e convivência, contribuindo tanto para o desenvolvimento pessoal dos idosos quanto para a formação humanizada dos futuros profissionais. Conclui-se que a oficina de decoupagem foi uma prática significativa, capaz de proporcionar benefícios físicos, emocionais e sociais aos idosos participantes. Dessa forma, evidencia-se a importância de exaltar e implementar programas semelhantes UNATI, reconhecendo a relevância das atividades lúdicas e criativas na promoção da saúde, autonomia e qualidade de vida da população idosa.
Palavras-chave: Envelhecimento ativo, Atividades lúdicas, Promoção de saúde, Qualidade de vida
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Abrir o trabalhoSAÚDE MENTAL: UM DIREITO FUNDAMENTAL DOS PROFESSORES DA ATENÇÃO BÁSICA
ALINE MORAIS DE LIMA ; Ana Lívia Batista Alves; Antonia Mylena Carmem de Lima; Edyna Silva dos Santos; Gabriely Ferreira dos Reis; Nathaly Almeida de Lima
Resumo: Introdução: Professores, na figura daqueles que compartilham conhecimento, história e cuidado no ambiente escolar, são também sujeitos que têm demandas, cansaço e necessidades. Nesta senda, muito tem se discutido sobre a saúde mental dos indivíduos de forma que esta passa a ser vista como um pilar essencial no contexto do bem-estar integral, garantindo uma boa qualidade de vida e saúde. Objetivo: Relatar a experiência de uma ação de promoção em saúde mental como direito fundamental na saúde dos trabalhadores da educação básica. Metodologia: O presente estudo caracteriza-se como um relato de experiência desenvolvido a partir de uma vivência no Projeto de Extensão Saúde e Cidadania na Escola, da Universidade Regional do Cariri. Foi realizada a elaboração e a aplicação de uma Educação em Saúde sobre a temática “Saúde Mental” para 16 profissionais de uma escola municipal de nível fundamental, na cidade de Iguatu-CE. Resultados: A ação foi dividida no compartilhamento de vivências e realização de dinâmicas, dentre elas, a do espelho onde o indivíduo se vê no espelho e é convidado a refletir sobre aquela imagem retratar a pessoa mais importante da sua vida. Além disso, foram realizadas práticas de relaxamento com finalidade na redução do estresse. Discussão: Todos puderam compartilhar seus sentimentos, angústias e emoções. Portanto, foi um momento que suscitou diálogos sobre a importância do autocuidado. Conclusão: A saúde mental deve ser vista de todos os ângulos. Assim, é notório a importância da abordagem deste tema com todos os funcionários de uma instituição. Tentando prevenir e identificar possíveis problemas e desafios, garantindo também uma abordagem holística em todas as dimensões.
Palavras-chave: professores escolares, saúde mental,promoção da saúde
Oral
Abrir o trabalhoSETEMBRO AMARELO: RELATO DE AÇÃO EXTENSIONISTA DO PROJETO VIVERSUS
JOSÉ RONALD LAURENTINO SILVA; Francisca Nalanda Miranda Souza; Rafael Cesar Barreto; Renata Alencar Nascimento; Luyanne Cavalcante da Silva
O mês de setembro é marcado pela campanha Setembro Amarelo, dedicada à prevenção do suicídio e à valorização da vida. A iniciativa destaca sinais de alerta para sofrimento mental e reforça a importância de buscar ajuda profissional. Nesse contexto, o SUS e a equipe de Enfermagem têm papel importante no acolhimento, orientação e encaminhamento dos indivíduos. O estudo tem como objetivo de relatar a experiência dos extensionistas sobre uma ação educativa durante o Setembro Amarelo, voltada à prevenção do suicídio e à promoção de políticas públicas de saúde junto à comunidade. Trata-se de um relato de experiência sobre uma ação desenvolvida pelos membros extensionistas do projeto de extensão ViverSUS (Vivências educacionais na realidade do Sistema Único de Saúde), em parceria com o projeto de extensão A.C.O.L.H.A (Atenção, Cuidado, Orientações, Luta, Humanização e Acolhimento no contexto da violência doméstica contra a mulher), junto aos moradores da ocupação do Altiplano, na cidade de Iguatu (CE), em setembro de 2025, com duração de uma hora. A ação buscou promover o engajamento da população em dois momentos: uma roda de conversa, para troca de experiências e reflexão sobre o tema, seguida de uma prática de aferição de pressão arterial, que funcionou como atividade educativa e espaço de interação com a comunidade. A ação contou com a participação de cerca de 11 moradores da ocupação e iniciou com a apresentação dos extensionistas e participantes, seguida de uma roda de conversa sobre o Setembro Amarelo, em linguagem acessível, abordando a importância da campanha, marcos legais, políticas públicas, sinais de alerta e o papel do SUS e da Enfermagem na prevenção do suicídio. Os moradores puderam compartilhar opiniões e experiências, promovendo diálogo e troca de saberes. Ao final, foram entregues panfletos com canais de ajuda e realizada aferição de pressão arterial, permitindo maior aproximação com a comunidade, escuta de demandas e orientações. Observou-se engajamento e boa receptividade do público. Conclui- se que, a ação alcançou o objetivo proposto, promovendo uma maior sensibilização sobre a temática e a importância da saúde mental. Com o engajamento e participação dos moradores demonstrou que o diálogo e as atividades educativas favoreceram o acolhimento e reflexão, além de que a experiência fortalece e reforça o papel da enfermagem e da extensão universitária com meios de comunicação fundamentais em territórios vulneráveis para promoção do cuidado.
Palavras-chave: Setembro Amarelo, Saúde Mental,Enfermagem,Extensão Universitária
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Abrir o trabalhoVIOLÊNCIA DE GÊNERO E SEUS IMPACTOS NA SAÚDE MENTAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA
ANNA VITÓRIA ALVES LIMA PIANCÓ; AMANDA DE SOUZA CUNHA; JOYCE MARTINS RODRIGUES; MARIA VITÓRIA BEZERRA SOUZA; RACHEL CARDOSO DE ALMEIDA
A violência de gênero é uma situação persistente que atravessa gerações, afetando principalmente mulheres e pessoas LGBTQIAPN+. Sustentada por normas sociais patriarcais e por práticas discriminatórias, essa forma de violência compromete tanto a saúde física quanto a mental das pessoas atingidas. Assim, esse trabalho tem como objetivo descrever a experiência extensionista de conscientização sobre violência de gênero e seus impactos na saúde mental. Desenvolveu-se uma ação de extensão universitária com o objetivo de discutir a violência de gênero e seus impactos psicológicos junto à comunidade de Iguatu-CE. A iniciativa, promovida pela Liga Acadêmica de Saúde Mental da URCA em julho de 2025 ocorreu em espaços públicos movimentados, como a Praça Gonçalves de Carvalho e o Mercado Público da cidade de Iguatu, com distribuição de folders informativos e conversas diretas com a população. A experiência revelou o interesse dos participantes, que acolheram o diálogo e compartilharam vivências, ressaltando a importância de espaços seguros de escuta. Ao mesmo tempo, observou-se que parte da comunidade desconhece os mecanismos formais de denúncia, o que aponta fragilidades no acesso à informação. A ação contribuiu para a formação crítica dos acadêmicos, permitindo o desenvolvimento de empatia, escuta qualificada e reforçou que o enfrentamento da violência de gênero deve ser considerado um compromisso da saúde pública. Além disso, evidenciou caráter interdisciplinar, ao articular saberes da saúde, educação e direitos humanos na construção de estratégias de prevenção e enfrentamento.
Palavras-chave: ViolÊncia de genero,saúde mental, extensão universitária , direitos humanos
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Abrir o trabalhoVIVÊNCIAS ACADÊMICAS EM UMA AÇÃO EDUCATIVA SOBRE DOENÇAS RESPIRATÓRIAS EM CRIANÇAS: RELATO DE EXPERIÊNCIA
RHAYLA VENANCIO TERTO; Beatriz Moreira Barreto; Isy Kaylane dos Santos Silva; Karine Freitas Ricarte; Letícia Silva dos Santos; Rayane Moreira de Alencar
As doenças respiratórias figuram entre as principais causas de morbimortalidade infantil e de internações hospitalares, especialmente em crianças menores de dois anos, devido à imaturidade imunológica e às condições ambientais. Diante dessa realidade, tornam-se essenciais ações voltadas à promoção da saúde e prevenção de agravos, com foco na conscientização comunitária e na melhoria da qualidade de vida infantil. Este estudo tem como objetivo relatar a experiência de acadêmicos de Enfermagem em uma atividade educativa sobre doenças respiratórias em crianças. Trata-se de um relato de experiência, baseado nas vivências de quatro integrantes da Liga Acadêmica de Enfermagem e Saúde em Cuidados Intensivos (LAESCI),vinculada à Universidade Regional do Cariri. A ação intitulada “Doenças Respiratórias em Crianças”, com ênfase em bronquiolite e pneumonia, ocorreu em junho de 2025,na Unidade Básica de Saúde Vila Centenário, em Iguatu-CE, e contou com a participação de 15 pessoas. A escolha do local se deu pela alta incidência dessas doenças na região, reforçando a relevância do tema e a importância de ampliar estratégias de promoção da saúde infantil. A atividade iniciou-se com a entrega de panfletos informativos e uma explanação sobre fatores de risco, sinais, sintomas e medidas preventivas. Em seguida, realizou-se uma dinâmica interativa com perguntas, nas quais os participantes respondiam “cuidado” ou “perigo”, reforçando práticas corretas e prevenindo condutas inadequadas. A experiência proporcionou aos acadêmicos o aprimoramento de habilidades educativas e comunicativas, fortalecendo sua formação profissional, ao mesmo tempo em que favoreceu à comunidade um maior entendimento sobre as doenças respiratórias. O diálogo estabelecido promoveu troca de saberes, engajamento e assimilação do conteúdo. Assim, a ação reafirma a importância da extensão universitária como elo entre ensino e comunidade, contribuindo para a promoção compartilhada da saúde, da educação e do cuidado integral à criança.
Palavras-chave: Doenças respiratórias, Promoção da saúde, Saúde Infantil
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Abrir o trabalhoVIVÊNCIAS DE ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM NO DESENVOLVIMENTO DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARIA GABRIELA IZIDIO RODRIGUES; Cícera Hellen da Silva; Levi Santos da Paixão; Lorena Leite Pires da Silva; Lucas Mateus Figueiredo Nascimento; Nathylle Régia de Sousa Caldas
A educação em saúde constitui uma estratégia fundamental para fortalecer o cuidado, promover a autonomia e melhorar a qualidade de vida de pessoas em uso de estomias, drenos, fístulas e feridas complexas. Nesse contexto, o projeto de extensão “Sala de Espera” busca transformar o tempo de permanência no ambulatório de enfermagem em estomaterapia em uma oportunidade de aprendizado, troca de saberes e diálogo entre pacientes e familiares/cuidadores. Buscou-se relatar a experiência extensionista voltada para a educação em saúde em uma sala de espera de um ambulatório de estomaterapia. Trata-se de um relato de experiência do tipo descritivo desenvolvido por discentes do curso de Enfermagem no período de março a setembro de 2025 em um ambulatório de estomaterapia de uma universidade pública do interior do Ceará. As atividades consistiram orientações educativas e uso de materiais como vídeos, panfletos e folder, abordando cuidados com estomas, feridas e incontinências, com foco na prevenção de complicações, manejo de dispositivos, realização de curativos, promoção da higiene e orientações nutricionais aos pacientes e familiares. As ações promoveram maior compreensão sobre o autocuidado, favoreceram a troca de experiências entre usuários e acompanhantes e contribuíram para o vínculo entre a equipe de enfermagem e comunidade atendida. O projeto possibilita aos estudantes vivências no ensino, pesquisa e extensão, aplicando conhecimentos teóricos e prática assistencial, promovendo impacto social ao transformar o tempo de espera para consulta em um espaço educativo e acolhedor, oferecendo informações sobre autocuidado e prevenção de complicações, contribuindo para a autonomia e qualidade de vida da comunidade atendida. A participação dos discentes favorece o desenvolvimento acadêmico, técnico e cidadão, aprimorando habilidades comunicativas, éticas e de resolução de problemas, enquanto a interação dialógica com pacientes e familiares possibilitou a construção de conhecimentos compartilhados e o enfrentamento de questões complexas do cuidado em saúde. O caráter interdisciplinar da ação reforçou o compromisso com o crescimento social e científico, demonstrando que a extensão universitária pode articular saberes múltiplos e promover práticas de saúde humanizadas e transformadoras. O projeto Sala de Espera configura uma ação inovadora e efetiva, capaz de fortalecer a extensão universitária e contribuir para a construção de práticas de saúde mais empáticas e renovadoras.
Palavras-chave: Estomaterapia, Educação em saúde, Enfermagem
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Abrir o trabalho“SAÚDE EM CENA”: RELATANDO UMA EXPERIÊNCIA COMUNITÁRIA ATRAVÉS DO PROJETO CINECLUBE SAÚDE
CAMILA CORRÊA SOUSA SILVA
O cinema tem sido cada vez mais utilizado no contexto da promoção e educação em saúde, tendo em vista seu caráter dialógico e sensível. Nessa perspectiva, o projeto de extensão Cineclube Saúde propõe sua utilização para criar na comunidade um espaço de reflexão crítica sobre os determinantes sociais da saúde, articulando arte, educação e mobilização comunitária. O presente texto objetiva relatar a experiência de uma ação de extensão comunitária do projeto Cineclube Saúde. Trata-se de um estudo qualitativo, do tipo relato de experiência, desenvolvido pela bolsista do referido projeto em uma ação conduzida no mês de setembro de 2025 em um conjunto habitacional popular situado na cidade de Iguatu-CE. Para tanto, utilizou-se o cinema comunitário como ferramenta de intervenção social, por meio da exibição do Mini Documentário Rua Beira Rio, que retrata os impactos das enchentes recorrentes e o abandono estrutural enfrentado por famílias que vivem próxima à Ponte do município. Participaram em média 60 pessoas da comunidade, incluindo crianças, jovens e adultos. O território em questão é marcado por vulnerabilidades sociais históricas e profundas desigualdades no acesso a direitos básico, por esta razão durante o debate após a exibição os participantes se identificaram imediatamente com as situações apresentadas. A exibição serviu como um catalisador emocional e político, transcendendo a mera exposição de um problema local e promovendo uma análise sistêmica. A roda de conversa possibilitou um espaço de educação popular em saúde, onde conceitos como "determinantes sociais", "equidade" e "direito à cidade" foram debatidos de forma contextualizada. A ação evidenciou que o cinema ultrapassa o papel artístico, tornando-se uma ferramenta potente de educação em saúde, de denúncia social e de fortalecimento da coesão comunitária. O projeto demonstrou que a universidade deve sair de seus muros, não apenas para levar conhecimento, mas, sobretudo, para aprender com as comunidades sobre suas estratégias de resistência e suas prioridades em saúde. Conclui-se que iniciativas como esta são essenciais para enfrentar as iniquidades em saúde, promover cidadania ativa, visibilizar realidades negligenciadas e reafirmar que a garantia de uma vida digna e saudável é uma responsabilidade coletiva que deve mobilizar toda a sociedade, exigindo o compromisso ético e político da academia.
Palavras-chave: Cinema, Determinantes sociais da saúde, Extensão universitária, Cidadania.
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DIÁLOGOS EXTENSIONISTAS SOBRE A CHINA E SEU DESENVOLVIMENTO
PAULO MORAIS DE NEGREIROS ; Raniely Felipe dos Santos; Francisco Herbet Nogueira dos Santos; Patric Anderson Gomes da Silva; Kátia Regina Rodrigues Lima; João Luís do Nascimento Mota; Emmanoel Lima Ferreira
O desenvolvimento político e socioeconômico chinês tem se projetado, no contexto da atual disputa geopolítica, como um mecanismo de reposicionamento hegemônico global. Nesse contexto, o presente estudo tem como objetivo relatar as ações extensionistas do projeto “China: Economia e Desenvolvimento” que contribui diretamente para o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS), Meta 9 - Indústria, Inovação e Infraestrutura. O procedimento metodológico adotado pelo projeto consiste na divulgação das ações e no estabelecimento de parcerias; na definição das temáticas quinzenais a serem debatidas pela plataforma Google Meet e, posteriormente, na disponibilização, de forma antecipada, do material de estudo (livros, artigos, vídeos, entre outros) que dará suporte aos debates. O projeto promoveu 12 encontros, realizados quinzenalmente aos sábados, no período da tarde, das 15h às 17h, contando, em média, com 16 a 17 participantes, incluindo alunos de graduação, profissionais da sociedade civil e professores universitários, evidenciando o caráter interdisciplinar das discussões sobre o desenvolvimento asiático; o desenvolvimento Chinês; a economia política chinesa; China, a crise e o socialismo de mercado; o papel geopolítico e a natureza socialista da China contemporânea que apresenta um padrão de crescimento claro e indubitável, diferentemente do Brasil que se encontra estagnado há mais de 40 anos, devido às fragilidades políticas, econômicas e sociais e ao fato de ter aderido ao Consenso de Washington. O Projeto de Extensão, a partir de análises críticas e reflexões fundamentadas, tem contribuído para que os praticantes sociais tenham uma compreensão do atual estado da economia chinesa. O desenvolvimento chinês está alicerçado na intervenção estatal, no planejamento, no controle da conta de capitais, no monopólio do comércio exterior, na existência de bancos estatais, de fortíssimos investimentos em pesquisa básica, etc. Em suma, o Projeto de extensão universitária configura-se como um espaço formativo, de diálogo entre a universidade e a sociedade, fortalecendo sua função social.
Palavras-chave: China,Crescimento Econômico,Desenvolvimento
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Abrir o trabalhoMAPEAMENTO COLABORATIVO COM JOSM: REFLEXÃO DE AÇÃO DO PROGRAMA “CAPACITAÇÃO EM GEOTECNOLOGIAS DA URCA”
THIAGO ALVES DE CARVALHO; Miguel Lima Soares Madeira; Paula Alves Tomaz; Maria de Lourdes Carvalho Neta
O Programa de Extensão “Capacitação em Geotecnologias da URCA”, desenvolvido pelo Laboratório de Geoprocessamento (LABGEO) do curso de Geografia, tem como propósito divulgar conhecimentos sobre geotecnologias e ampliar o acesso a elas. As ações de extensão são realizadas em formato de cursos, oficinas, palestras e eventos. Este trabalho apresenta a capacitação de ‘Mapeamento Colaborativo com o Java OpenStreetMap Editor (JOSM)’, fruto da parceria com a União de Mapeadores Brasileiros da OpenStreetMap (UMBRAOSM). O mapeamento colaborativo consiste no processo de produção e atualização de informações geográficas de maneira coletiva, frequentemente por meio de plataformas digitais abertas. Neste, diversos usuários contribuem voluntariamente para a construção de bases cartográficas, registrando elementos como edificações, vias de circulação e formas de uso do solo. Tal abordagem democratiza a cartografia, diversifica os dados e possibilita sua aplicação em pesquisas, planejamento urbano e políticas públicas. O JOSM é um software livre, desenvolvido em Java, destinado à edição de dados na plataforma OpenStreetMap (OSM). Ele permite importar, criar e modificar feições espaciais em diferentes formatos, com o suporte de imagens de satélite e extensões (plugins). Sua robustez e flexibilidade o tornam amplamente utilizado em projetos de mapeamento colaborativo. Por sua vez, a OSM é uma plataforma desenvolvida por uma comunidade voluntária de mapeadores que fornece dados abertos para inúmeros sites e dispositivos. A ação em questão contou com a participação de 16 cursistas, que resultou no mapeamento de edificações e atualização informações de nomes de vias dos bairros Pimenta e Centro - cidade do Crato, além de estimular o desenvolvimento de projetos semelhantes em diferentes territórios. Os cursistas demonstraram interesse em aprofundar seus conhecimentos, prosseguir no uso de dados abertos e compreender a importância social do mapeamento colaborativo. Assim, considera-se que a ação contribuiu para articular teoria e prática, consolidar novas parcerias e reforçar o compromisso da universidade com a formação de cidadãos críticos e socialmente engajados.
Palavras-chave: Mapeamento colaborativo , JOSM , OpenStreetMap , Geotecnologias
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Abrir o trabalhoCONSULTORIA ESPECIALIZADA PARA MICROEMPREENDEDORES INDIVIDUAIS DO SETOR DE ALIMENTOS E BEBIDAS DA CIDADE DO CRATO/CE
LUCAS LIMA DE OLIVEIRA; Cícero Lourenço da Silva
O setor de Alimentos e Bebidas tem assumido papel importante na economia da cidade do Crato, onde os microempreendedores individuais enfrentam desafios relacionados à gestão, competitividade e sustentabilidade de seus negócios. Assim, o presente projeto tem como objetivo, oferecer consultoria especializada a microempreendedores do setor de Alimentos e Bebidas, identificando fragilidades, pontos de melhorias, estratégias de crescimento e contribuindo para o fortalecimento dos negócios. Quanto a metodologia, este estudo adota uma abordagem quantitativa, de caráter exploratória e descritiva, com o intuito de compreender como a consultoria financeira pode promover a sustentabilidade das microempreendedoras individuais lideradas por mulheres no município do Crato/CE. Nesse sentido, foram aplicados 86 questionários estruturados com 7 questões de múltipla escolha. A amostra foi definida por meio de amostragem intencional, com critério de participação voluntária de 86 microempreendedoras de diferentes segmentos (artesanato, moda, alimentos e bebidas) da Feira "Elas por Elas". Essa fase foi necessária para o levantamento de dados sobre o perfil das microempreendedoras individuais, estrutura do negócio, práticas de gestão, controle financeiro, conhecimento em finanças e as principais dificuldades enfrentadas. Cabe ressaltar que no projeto inicial o universo da pesquisa eram microempreendedores individuais do setor de A&B, entretanto, diante do número inexpressivo (18), considerou incluir os demais segmentos (68) para uma pesquisa mais consistente e robusta. Ainda para a execução da consultoria financeira serão desenvolvidas quatro etapas principais: diagnóstico, aplicação da consultoria, capacitação das microempreendedoras e avaliação dos resultados. Essa abordagem garante propostas ajustadas à realidade de cada negócio e possibilita a troca de conhecimentos entre universidade e comunidade. Posteriormente, os dados serão analisados com auxílio do software Excel e SPSS, utilizando estatística descritiva (frequências, médias, variações percentuais). Os resultados parciais evidenciam que diferentemente das informações iniciais, a maioria (65) das microempreendedoras individu
Palavras-chave: Consultoria,Microempreendedores Individuais,Alimentos e Bebidas
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Abrir o trabalhoNÚCLEO DE EMPREENDEDORISMO DA URCA: UMA ANÁLISE DE RESULTADOS E IMPACTOS CAUSADOS NO IGUATU E REGIÃO
DAMIÃO HENRIQUE RODRIGUES TEIXEIRA ; Rayane Vinuto da Silva; Clarice Alves Aquino; Luiz Fabiano Alves da Silva; Antônia Guadalupe Vieira Barbosa
O presente estudo busca analisar e divulgar as atividades desenvolvidas e os resultados obtidos pelo Núcleo de Empreendedorismo da URCA , evidenciando seu impacto na comunidade acadêmica e na sociedade local, com vistas a fortalecer sua atuação na região, e o seu desenvolvimento para a universidade. No ano de 2025, o Núcleo de Empreendedorismo da Urca (NEU) desenvolveu diversas ações voltadas ao fortalecimento do empreendedorismo local. Realizou-se a análise de atividades de Microempreendedores Individuais (MEI), visando potencializar sua atuação na cidade. Em maio, ocorreu a Semana do MEI em parceria com o Sebrae, com foco no atendimento e na capacitação de pequenos empreendedores da região. Em setembro, foi promovida a Feira das Profissões, ocasião em que a comunidade externa conheceu os resultados e atribuições do projeto, reforçando o papel da comunidade acadêmica como agente de desenvolvimento. Destaca-se, ainda, a parceria com a Empresa Júnior Iguatuense de Consultoria Econômica (EJICEC), que possibilitou a integração de atividades em um espaço compartilhado. O projeto também passou a integrar o programa “Selo de Referência em Empreendedorismo” do Sebrae, que, por meio de capacitações e treinamentos, reconhece salas de empreendedorismo com excelência no Estado.
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Abrir o trabalhoO PAPEL DAS FEIRAS AGROECOLÓGICAS LOCAIS NA SUSTENTABILIDADE E SEGURANÇA ALIMENTAR EM CRATO/CE
JOSÉ DE SOUSA CASTRO; Glória Maria Frasão Alves; Pryscila Araújo da Silva
A agricultura familiar é essencial para garantir a segurança alimentar e a sustentabilidade, além de garantir alimentos saudáveis, ela fortalece a economia local. A Feira de Produtos da Agricultura Familiar dos Moradores do Sítio Corujas e Adjacências, fundada em 2016, reúne cerca de 12 feirantes semanalmente na Praça Alexandre Arraes, localizada no centro da cidade do Crato/CE. Seus principais produtos são: legumes, hortaliças, frutas e seus derivados, além de produtos artesanais e refeições. O projeto de extensão, “Feiras livres: Estimulando a agricultura familiar e suscitando o desenvolvimento rural no município de Crato/CE”, tem como objetivo apoiar a agricultura familiar, fortalecendo o espaço das feiras de produtos agrícolas locais. Utilizou-se como metodologia o diagnóstico participativo para conhecer as demandas do grupo, compreender a sua dinâmica e em seguida propor meios para o fortalecimento da feira em específico. Os resultados obtidos, permitiram conhecer o perfil dos feirantes, que em sua maioria, têm de 48 à 59 anos, são de predominância do gênero masculino. Em relação à educação, o percentual dos que têm o ensino fundamental incompleto se equipara com os que concluíram o ensino médio. Destaca-se também que 50% dos feirantes participam da feira desde a sua fundação. Vale ressaltar que, a principal demanda dos feirantes é de melhorias na divulgação. A troca de saberes com os feirantes, possibilitou que a comunidade acadêmica conhecesse a vivência da feira, o dinamismo econômico, social e a resistência e resiliência dos agricultores familiares do município. Dessa forma, esse intercâmbio de conhecimento, permitiu que o conhecimento adquirido na universidade, viesse a contribuir com o fortalecimento e valorização da feira. Foi feita uma divulgação por meios digitais e serão desenvolvidas mais ações em parceria com outras instituições. A importância da feira relaciona-se com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, 2 e 12, visto que a produção atende as necessidades de consumo alimentar da família produtora e oferece produtos de origem 100% orgânica, contribuindo para a segurança alimentar e para a sustentabilidade ambiental.
Palavras-chave: Segurança alimentar,Sustentabilidade,Feiras agroecológicas
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Abrir o trabalhoPERFIL DOS EMPREGADOS DA FÁBRICA GRENDENE S/A, NO MUNICÍPIO DO CRATO-CE
MAIARA MARIA DA SILVA
A indústria Grendene no Ceará consolidou-se a partir de uma longa tradição artesanal, marcada pelo uso do couro e pela habilidade manual de sua população, elementos que, aliados às políticas de incentivos fiscais e creditícios, favoreceram a instalação de grandes plantas industriais no interior do Ceará na década de 1990. Nesse processo, a chegada da Grendene ao município do Crato, em 1996, constituiu um marco na interiorização produtiva e no fortalecimento da economia regional, ao gerar milhares de empregos formais e dinamizar a economia local. Este estudo tem como objetivo analisar o perfil sociodemográfico, ocupacional e socioeconômico dos empregados da unidade em 2021, com base em pesquisa de campo realizada por meio da aplicação de questionários a uma amostra de 95 trabalhadores, complementada por dados secundários do CAGED, RAIS, IBGE e IPECE. Os resultados evidenciam predominância de jovens adultos entre 21 e 30 anos, em sua maioria pardos, solteiros, sem filhos e com escolaridade de nível médio completo. As mulheres correspondem a 54,7% da força de trabalho, o que reflete a seletividade de gênero presente no setor industrial. A estrutura ocupacional concentra-se em funções operacionais, sobretudo ajudantes de produção, com reduzida presença em cargos elevados. A remuneração revela forte concentração em torno de um salário mínimo, sendo recorrente a permanência em funções de baixa mobilidade ao longo de 10 a 20 anos de trabalho. O regime predominante é de 44 horas semanais, com maior presença no turno A (6h às 13h30), e o deslocamento ao trabalho ocorre, em grande parte, a pé, dado o predomínio da residência no bairro Seminário, onde a fábrica está localizada. Além do salário, os empregados recebem benefícios como cesta básica, serviços médicos e acesso a farmácia e banco dentro da unidade, além de atividades sociais anuais. O estudo conclui que a instalação da Grendene em Crato exemplifica o duplo efeito da política de atração industrial: de um lado, dinamiza a economia local e reduz o desemprego; de outro, perpetua padrões de precariedade típicos do ramo, com baixos rendimentos e limitada ascensão ocupacional.
Palavras-chave: Indústria calçadista,Emprego formal,incentivos industriais,Perfil socioeconômico,Crato-ce
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Abrir o trabalhoPREVISÕES DE SÉRIES TEMPORAIS DO VALOR DAS EXPORTAÇÕES DE BENS DO ESTADO DO CEARÁ
TANIELE SOBRAL DE OLIVEIRA ; Marcus Aurelius de Vasconcelos Coutinho
Resumo: Na conjuntura econômica, as exportações são um componente importante para o crescimento e o desenvolvimento regional, criando oportunidades de negócios, gerando divisas e contribuindo para o aumento da competitividade da região no cenário internacional. Consequentemente, o setor exportador é peça fundamental para a manutenção do emprego e da renda dos trabalhadores locais. O presente trabalho teve como objetivo estimar e validar um modelo que aplica econometria de séries temporais para prever da série de exportações de bens do estado do Ceará no curto prazo (nos próximos seis meses). Os dados utilizados possuem frequência mensal, são secundários e provenientes do Sistema Gerenciador de Séries Temporais do Banco Central (SGS), abrangendo o período de janeiro de 2005 a agosto de 2025, totalizando 248 observações. Inicialmente, a série foi dividida em uma base de treino com 197 observações e uma base de teste com 51 observações. Preconizando a métrica mais comum da literatura para um banco de dados com o número de observações da série estimada. Foram estimados seis modelos candidatos usando o software RStudio: Suavização Exponencial Simples (SES), Holt, Holt- Winters Aditivo, Holt-Winters Multiplicativo, Modelo de Erro, Tendência e Sazonalidade (ETS) e Modelo Autorregressivo Integrado de Médias Móveis (ARIMA). Para a seleção do melhor modelo preditivo, foi considerado aquele com maior acurácia, de acordo com a estatística MAPE (Erro Percentual Absoluto Médio). O modelo da família ETS apresentou a melhor performance, com um MAPE de 1,146231%. O modelo ótimo especificado foi um ETS(M,N,A), que revelou características importantes da série, como a presença de erros multiplicativos, ausência de componente de tendência e a existência de sazonalidade aditiva. Para validar o modelo, foi realizado o teste de Ljung-Box (p-valor > 0,05), que atestou a ausência de autocorrelação nos resíduos, confirmando que o modelo capturou de modo eficiente a estrutura de dependência temporal dos dados e que os erros são um ruído branco. As previsões indicaram que o valor das exportações de bens do estado do Ceará deve permanecer constante nos próximos seis meses, sem indicar mudanças relevantes na trajetória do setor no curto prazo.
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