36 de 36 trabalho(s) aceito(s)
EU
YASMIN LIMA DA SILVA
O trabalho artístico que tem como título “EU”, foi um trabalho que surgiu inicialmente em uma disciplina ofertada pela matriz curricular do curso de Licenciatura em Teatro, Processo de Encenação I. O processo foi desenvolvido em sala de aula, através de práticas criativas levada pelo anseio de cada aluno. Imersa em questionamentos e pensamentos sobre a busca por o seu EU, essa dramaturgia que une, escritas de diários e cartas, leitura de poemas e livros, procura colocar no corpo, na voz e no canto presentes em cena, sentimentos que se dedicam inteiramente ao despertar do espectador. Um olhar para o espelho, “O que você enxerga através do espelho que reflete o seu eu?”, foi a pergunta escolhida para a busca desse encontro individual e tão profundo em sala de aula, bem como em cena. Tendo também como base de pesquisa o estudo do Psicodrama, pelo médico, psicólogo e dramaturgo Jacob Levy Moreno, “EU” busca e permite dar forma aos pensamentos e emoções, que machucam, mas para além disso mostra a possibilidade para sentir novamente algo que pode ser descrente pelo outro: O AMOR.
Palavras-chave: Cena,Pesquisa,Processo de Encenação,Sentimentos
Apresentação Artística
Abrir o trabalhoMesa de Bar
FRANCISCO ADENIR DUARTE RIBEIRO; ANA BEATRIZ GONÇALVES SANTOS
Mesa de bar é uma releitura do livro O Diário de Clara da autora Bhia Muller, que adaptou para o teatro. A dramaturgia conta a história de Clara, uma mulher problemática com vários vícios e mágoas de uma vida tão sofrida, que chega num bar aleatório e conta sua história para um garçom que só queria fechar o estabelecimento e ir para casa. O enredo também conta com três comadres fofoqueiras, uma travesti homicida e uma mãe mal humorada. Mistura comédia e drama, abordando temas pesados como abuso, alcoolismo, e prostituição. Toda a história, tanto no livro quanto na peça, são baseadas em fatos reais. A história de Maria Goretti, que aqui, se chama Clara. Uma encenação escrita, dirigida e produzida por alunos do curso Licenciatura em Teatro da Universidade Regional do Cariri - Urca, com o apoio do diretor e produtor do Grupo Deixa de Teatro da cidade de Nova Olinda, também discente do curso. A peça tem uma classificação para maiores de 16 anos, por abordar cenas de violência sexual. A proposta inicial é trazer um ensaio aberto, pois a peça ainda está num processo de montagem, logo após, uma roda de conversa com o público. Acreditamos que a opinião, sugestão e considerações da plateia antes da estreia, possa nos ajudar a evoluir o espetáculo, e trazer algo que seja referência ao Centro de artes. A previsão para a estreia é em 2023 na semana de acolhimento ou para a mostra didática.
"Esmiuçar a criação de cenas com animação: dos micros-processos do Macro-progresso. "
JOSÉ CARDOSO BEZERRA DE OLIVEIRA BRITO
Resumo: A criação cênica leva demasiadamente diferentes atenções para cada etapa do processo, ao desejar e se interessar a criar ações cênicas que levam formas outras, que não só o corpo constrói, nos dedicamos a determinadas funções, ações provocando progresso. Desejar formas e prever possíveis materialidades que se adequa/adapta a essa formas, possa ser motivadores retroalimentados da criação com animação. A dramaturgia se faz nas formas, e quais são as formas? A execução de obras e seus processos por vezes necessita de uma ordem cronológica para alcançar o resultado desejado. Mecanismos de movimento preveem determinada atenção na rigidez da mudança, um projeto consciente ou inconsciente, necessidade de vazão para o desejado. Atenção essa como um cálculo matemático para acertar na cena.
Oral
Abrir o trabalhoA IMPORTÂNCIA DO JOGO DRAMÁTICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
KARLA DAYANA PIRES DA SILVA; MÔNICA VIANNA DE MELLO
A IMPORTÂNCIA DO JOGO DRAMÁTICO NA EDUCAÇÃO INFANTIL. Aluna: Karla Dayana Orientadora: Professora Mônica Mello RESUMO: O presente trabalho analisa o jogo dramático na Educação Infantil, a partir da abordagem de Peter Slade e suas contribuições sobre o processo de formação da criança, na primeira etapa da educação básica. Segundo Slade, o ser humano já nasce com o comportamento de representar consigo e essa habilidade natural é denominada por ele Jogo Dramático Infantil. Para o desenvolvimento da pesquisa, considerando a natureza do objeto de estudo, o procedimento inicial mais adequado foi uma revisão bibliográfica, e posteriormente a observação de atividades em uma escola de ensino infantil, durante a qual pode-se ter mais uma clareza de como é realizado o "jogo projetado" e o "jogo pessoal" na referida instituição, sendo ambos conceitos elaborados por Slade. Com essa pesquisa pretende-se buscar um conhecimento mais abrangente sobre a temática, de modo a auxiliar a/o docente de teatro que venha a atuar na Educação Infantil a fazer essa ponte entre o jogo dramático, o lúdico e a arte teatral . PALAVRAS CHAVES: Jogo dramático, Educação Infantil, Peter Slade.
Palavras-chave: Dramaturgia,experimentação,biografia
Apresentação Artística
Abrir o trabalhoSeis Atos que Sonhei
FRANCISCO ADENIR DUARTE RIBEIRO; ALLAN KARDEK COSTA DA SILVA; PEDRO VICTOR SILVA SARAIVA; PALOMA PIANCO DE OLIVEIRA; MONICA VIANNA DE MELLO; JERÔNIMO VIEIRA DE LIMA SILVA
Seis Atos que Sonhei é o resultado de meses de práticas de improvisação gerado nas aulas de teatro para as crianças do Instituto Arte e Vida, no bairro Muriti da cidade de Crato. Essas aulas foram lecionadas pelo professor em formação Adenir Duarte sob a supervisão e orientação do Professor Jerônimo Vieira e da Professora Mônica Mello, através do vínculo da disciplina de estágio II e da Bolsa de Extensão do projeto Improvisando: ação espontânea e criativa. Esse experimento cênico é protagonizado pelas crianças do instituto Arte e Vida e também pelos diretores voluntários que colaboraram para a realização da peça; Pedro Victor, Paloma Piancó e Allan Kardek. Os contos diversos e curtos são como uma antologia de esquetes onde as crianças idealizaram o que poderia acontecer, como uma super-heroína salvando hambúrgueres, possíveis diálogos de comidas estragadas na geladeira ou até mesmo um mistério sobre a morte de um rei importante.
Palavras-chave: protagonismo infantil,antologia,esquetes
Apresentação Artística
Abrir o trabalhoOral
Abrir o trabalhoA Preparação do Corpo para a Cena Contemporânea
BRUNO SILVA DOS SANTOS; Jonas de França das Chagas; Êmilly Victória da Silva; Daniela Alves Pereira
Estamos sendo tirados de nossas zonas de conforto para pôr nossos corpos em movimento. Lançando mãos das nossas matrizes cotidianas, conseguimos trabalhar e investigar nosso corpo enquanto estrutura física, mental e poética. Com disciplina, treino e dedicação, esse corpo resiste com resiliência aos giros, flexões, pulos e adquire a consciência de que é um corpo único, que faz arte, que é político, que dispara, que recua, que repousa. Nosso objetivo é refletir a construção do corpo na cena contemporânea dentro da disciplina Atuação Cênica III. Então, buscamos, através de um treinamento físico, a nossa presentificação manifestada no aqui e agora. Através de exercícios que testam nossa resistência, ressignificamos o “cansaço”, transformando-o em energia ativa em um corpo desperto, atento e presentificado, para fazermos uso dele na composição de pequenas ações performativas. A depender dos rumos do processo, é possível construir um experimento criativo que dialogue com as discussões contemporâneas sobre a o corpo em cena a partir do mergulho na obra “Há Mais Futuro Que Passado”, do catálogo da exposição “Mulheres radicais: Arte latino-americana, 1960-1985” e dos textos de Eleonora Fabião e Tatiana Motta Lima que temos discutido. O corpo necessita de excitação, ser provocado, desafiado e ser colocado para além das salas de ensaio. Nas ruas, nos palcos, nos salões de festa, nos pátios e etc. O corpo bem treinado realizará sempre um bom trabalho e seus resultados serão permanentes.
Palavras-chave: Corpo,Presentificação,Treinamento Físico,Ação,Performance
Resumo Simples
Abrir o trabalhoA PRESENÇA DO ESPECTADOR TEATRAL NO CARIRI CEARENSE
RODRIGO TOMAZ DA SILVA
Este trabalho trata sobre a presença dos espectadores de teatro no Cariri, entre a década de 1980 e os dias atuais. As informações aqui prestadas foram coletadas por meio de entrevista concedida em setembro de 2021 pelo artista e produtor cultural Gilsimar Gonçalves, para o Projeto de Pesquisa Mediação Teatral nos Espaços Culturais do Cariri. Segundo Gonçalves (2021), dentro desse recorte temporal, o primeiro espaço com a presença de espectadores foram as feiras-livres. Nelas, reuniam-se comerciantes e artistas de outras cidades e estados vizinhos com apresentações de bonecos. O segundo espaço, foram os circos de lona itinerantes, que se assentavam nas cidades pequenas, convivendo com o modo de vida local e tornando a comunidade uma espectadora componente dos trabalhos. Outra prática importante foi o teatro nas igrejas, tendo como principais eventos as encenações da Paixão de Cristo. Algumas pessoas desses grupos religiosos também compunham as brincadeiras populares, como o festejo de Malhação de Judas, que pode ser considerado teatral pela estrutura dramática que o compõe. Essas quatros manifestações proporcionaram o contato com o teatro a partir das experiências de fazer e apreciar. Tomando por base essa trajetória e com perspectivas de ampliar os estudos acerca da recepção teatral na região, nossa investigação está em desenvolvimento e tem como principal objetivo compreender o contexto e contribuir, de forma prática, com a expansão do acesso ao teatro no interior do Ceará.
Palavras-chave: Espectador,Mediação Teatral,Cariri cearense
Oral
Abrir o trabalhoA presença na cena teatral
FRANCISCO EDINHO FERNANDES ALVES; Cicera Leandra Rodrigues da Silva; Junior Bezerra de Oliveira
O corpo é o instrumento de trabalho do ator/performer e é por ele que nos expressamos e nos comunicamos com o espectador. É a partir do movimento/ação que levamos aos mesmos a nossa subjetividade, criando percepções e reflexões sobre o que se ver. Dentro da disciplina de Atuação III, ministrada pela professora Ma. Daniela Alves, da Universidade Regional do Cariri- URCA. Nós, discentes Cícera Leandra Rodrigues da Silva, Francisco Edinho Fernandes Alves e Junior Bezerra de Oliveira estamos refletindo e colocando gradativamente em prática o que aprendemos e compreendemos ser necessário para o nosso desenvolvimento na cena como ator/performer e também por meio de nossa pesquisa corporal, na busca por ações inspirada nas obras das artistas do livro Mulheres Radicais: Arte Latino-Americana, 1960-1985, com curadoria de Cecilia Fajardo-Hill e Andrea Giunta (2017). E para a construção cênica, nos referenciamos na dramaturgia de Clarisse Zarvos, Daniele Avila Small e Mariana Barcelos (2018), intitulada, Há Mais Futuro Que Passado: Um Documentário de Ficção. Ao mesmo tempo que questionamos a diferença entre atuação e presentificação na cena contemporânea, buscamos construir cenas que viabilizem a nossa pesquisa corpórea e que dê maior compreensão da cena como artistas pesquisadores.
Palavras-chave: Atuação, Corpo Cênico
Oral
Abrir o trabalhoAções de extensão do Curso de Licenciatura em Teatro da UNIR: das experiências tecnoviviais à convivialidade.
LUCIANO FLAVIO DE OLIVEIRA
Com a suspensão do Calendário Acadêmico na Universidade Federal de Rondônia (UNIR), ocorrida em 18 de março de 2020, devido à pandemia de COVID-19, várias ações de extensão do Departamento de Artes (DArtes), em especial do Curso de Licenciatura em Teatro, ocorreram por meio de experiências tecnoviviais. Durante os quase dois anos de atividades remotas foram executadas inúmeras ações, coordenadas por mim, a partir do Programa de Extensão DArtes [em]Cena: Teatro, Política & Sociedade. A saber: III Mostra de Encenações do DArtes/UNIR; Leitura Dramatizada do Texto Teatral Fegues, a partir do Projeto de Extensão Trupe dos Conspiradores: pesquisa e prática em encenação e em atuação; e Corpos do Prazer: Mostra de Processo Criativo e Defesa de TCC, dentro da Ação de Extensão Coletivo 2x2 – RO. Retomadas as atividades na UNIR, de forma híbrida, no segundo semestre letivo de 2021, realizamos, de forma convivial, a IV Mostra de Encenações do DArtes/UNIR no Teatro Guaporé de Porto Velho, nos dias 15 e 22 de julho de 2022. Já com o retorno presencial das atividades acadêmicas, ocorrido em 29 de agosto de 2022, o DArtes realizou a segunda edição do Evento de Extensão Semana Acadêmica do Curso de Teatro, entre 05 e 07 de outubro. Todas essas experiências serão relatadas por mim à luz de conceitos do filósofo teatral argentino Dubatti (2020), destacando para os ouvintes as metodologias usadas para a execução de tais ações, em que o ensino e a pesquisa caminharam lado a lado com a extensão.
Palavras-chave: Experiência tecnovivial e convivial, Extensão, Encenação, Interpretação, Dramaturgia.
Oral
Abrir o trabalhoCarta a Dioniso
ELANIO BATISTA MOREIRA
Dentro da minha constante pesquisa acerca do Teatro do Absurdo, este trabalho, em processo de criação, se constitui. Os estudos artístico-científicos do tema supracitado, contidos nos de Processo de Encenação I e II estão simultaneamente aqui, no Processo de Encenação III, sendo ainda mais aprofundados. Responsabilidade e ousadia requerem mais espaço. Celebrar o senso de coletivo e comunhão, do qual se faz o teatro desde a Grécia antiga é um dos principais anseios para esse trabalho. Carregado de sensualidade, magia e rito, busco dramatúrgico e cenicamente discutir o coletivo teatral nos dias atuais perante um mundo imediatista. Um coletivo que no palco, se faz, se desfaz, lida com vida e morte e sabem exatamente onde está sua essência. Um estado psicodélico mexe com suas mentes e os guia por um caminho de morte, comunhão, transformação e renovação coletiva. É uma carta cênica, escrita por vozes e ações, entregue a Dioniso em formato de adoração ao teatro e à vida. Aqui, a gama de possibilidades presentes no Teatro Contemporâneo relacionam-se às características do Teatro do Absurdo propostas por Martin Esslin (1918-2002), para possibilitar imagens cênicas de um mundo ilógico e incomunicável que caminha para a degradação de suas relações. “As bacantes” de Eurípedes regam os pensamentos de processo, com irracionalidade, sexualidade, dança e alucinação, decifrando, comungando a magia do teatro pelos olhos de seu deus, Dioniso.
Palavras-chave: Teatro do Absurdo, Ousadia, Comunhão, Possibilidades
Oral
Abrir o trabalhoChá com a Outra em Mim - Comunicação Performativa
CECÍLIA MARIA DE ARAÚJO FERREIRA
A comunicação performática “Chá com a Outra em Mim” é um exercício artístico em desenvolvimento no componente curricular Processo de Encenação III do curso Licenciatura em Teatro da Universidade Regional do Cariri (URCA). Como professora-mediadora, no semestre em curso (2022.01) entrei em jogo criativo com os/as estudantes através da realização do procedimento poético-pedagógico por mim orientado, com o objetivo de aprimorar a prática da criação cênica como metodologia ativa de ensino de Teatro/Encenação. O exercício é configurado como um solo, no qual as funções atriz/encenadora/dramaturga estão em intercessão e polifonia (MOURA Luiz, 2020) e tem como base dramatúrgica o mito das rainhas-irmãs sumérias Inanna e Ereshkigal (CAMPBELL Joseph, 2015; FAUR Mirella, 2020; MARASHINSKY Amy Sophia, 2007). Com base nos estudos sobre psicologia profunda de Carl Gustav Jung (VON FRANZ Marie-Louise, 1985; ZWEIG, Connie e ABRAMS, Jeremiah, 1994), o recorte da pesquisa é o encontro com a sombra no processo de individuação como imagem poética cênica (RANGEL Sônia, 2009; 2019). A cena será apresentada na XXIV Mostra Didática de Teatro da URCA, em janeiro de 2023 ao lado dos trabalhos dos/das estudantes.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoCorpo-imagem no sertão
FRANCISCO EDINHO FERNANDES ALVES
Apresento impressões e reflexões geradas da vivência promovida pelo projeto do PIBIC, Bonito pra chover. Desenvolvido pelo bolsista Edinho Fernandes, participante do grupo de pesquisa BACIA – Busca por Ações na Cena ExpandIdA, URCA. Tem como objetivo repensar as transformações do artista da cena e suas estratégias de intervenção no mundo. Investigando o imaginário e construímos estratégias poéticas que nos levem a ação-onírica em torno desta expressão Caririense, Albuquerque Jr (1996) conta que o sertão é interior, terra estranha, distante, terra do outro. Mas é o outro - o estrangeiro - que o define, me define, desenha sobre mim imagens. A partir dessa proposição e perspectiva performática, busca-se construir uma imagem-corpo que carrega o sertão que sou, dentro de um sistema colonial-capitalista cheio de normas e regras para o bem-estar, nunca para bem-viver. Questionamos o que é feito do nosso corpo nessa paisagem? Foucault (2013), um corpo como ponto zero do mundo, em que os caminhos, sonhos, espaços e a chuva se cruzam. Desenvolvendo cenas audiovisuais que misturam paisagens, ações, histórias e sonhos com estudo na obra de Ribeiro (2019). Imagens do consciente-inconsciente. Real, imaginário e cotidiano. Buscando que uma ação nos leve a outra. Pesquisando a sensação e incorporação do sertão. FOUCAULT, Michel. O Corpo Utópico, as Heterotopias. São Paulo: n-1 edições, 2013. KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
Palavras-chave: Corpo, Imagem, Sertão.
Oral
Abrir o trabalhoDas mulheres que existem em mim
VILANI MARCELINO FERREIRA
O presente trabalho é uma pesquisa artística em processo que faz parte da disciplina de Processos de encenação III, componente obrigatório do curso em Licenciatura em Teatro da Universidade Regional do Cariri - URCA. O tema Feminino e religiosidade foi escolhido com a intensão de pensar o lugar da mulher na sociedade, trazendo questões acerca dessa presença anulada para responder a um modelo de comportamento pré-estabelecido e ao mesmo tempo, uma presença essencial nas práticas paralitúrgicas (SANTOS, 2015). A mulher historicamente foi colocada no lugar da subordinação, da fragilidade, da pecadora, entretanto vem conquistando espaço, sua presença nos vários segmentos da sociedade é maciça e tem sido essencial para o encaminhamento nas mais diversas questões, na família, na social e na política. Observando a presença das mulheres no ritual da renovação do Sagrado Coração de Jesus ampliei minha visão para os demais espaços onde a mulher atua sem aparecer e me perguntei: Em que momento a mulher de fato aparece? Sinopse As mulheres que habitam em mim são várias, cada uma sabe exatamente de onde veio e para onde quer ir, porém das mulheres que habitam em mim, apenas uma delas, você consegue ver.
Palavras-chave: Feminino,Religiosidade,Ritual
Oral
Abrir o trabalhoDO SOM AO MÚSICO: A NARRATIVA MUSICAL COMO FERRAMENTA CULTURAL
ANTÔNIA ROSANA SILVA; Joyce Ferreira Sosa
O artigo apresentado tem por intuito levantar uma breve discussão acerca da intrínseca relação entre música, indivíduo e realidade social, tendo em vista a cada vez mais crescente indústria cultural e a cultura de massas. No período posterior à década de 1940 a recente mídia sonora, o Rádio, passa a dar certa ênfase às produções musicais nacionais. Modalidades como a moda de viola, o coco, embolada e o baião ganham espaço, o que vem a provocar uma nova configuração do cenário musical no país, novos objetos, novos sujeitos, nova identidade. A elaboração de uma identidade nacional ganha ênfase, os meios de comunicação e a arte produzida tornam-se um dos principais propagadores do sentimento nacionalista, entretanto o mesmo é assimilado de diversas maneiras, tendo dentro do nacionalismo, os regionalismos. As regiões cada qual ao seu modo passam a se autoafirmarem enquanto tal. Dentre esses recortes optamos por nos deter às composições referentes a então criada região Nordeste. Um dos objetos que ganham repercussão durante a década de 1940 é o nordestino na imagem do retirante que foge para São Paulo em busca de trabalho, como será retratado nas composições musicais analisadas, tendo como intérprete Luiz Gonzaga do Nascimento, que durante sua carreira canta as vivências do povo nordestino. Tomamos por foco quais as conexões estabelecidas entre as composições e os sujeitos que encontram nelas uma forma de expressão e identificação; qual o impacto cultural e histórico desse estilo
Palavras-chave: música,Sociedade, Brasil, Nordeste,Cultura
Resumo Simples
Abrir o trabalhoDocentes de Teatro e suas metodologias
BEATRIZ NASCIMENTO FERREIRA; DANIELE DOS SANTOS CARVALHO; MÔNICA VIANNA DE MELLO
O projeto em andamento intitulado Possibilidades da Pedagogia Teatral: identificando e caracterizando diferentes metodologias de teatro, do grupo de pesquisa Pedagogias de Teatro no Cariri – PETECA, tem como objetivo identificar as metodologias utilizadas no ensino de teatro por professores (a) da área, para então organizar um catálogo digital com as informações obtidas, a fim de servir como fonte de referência para outros (as) docentes da área. As metodologias de investigação utilizadas são: pesquisa bibliográfica, iconográfica e levantamento de informações por meio de um questionário. O catálogo conterá, então, as informações coletadas nos questionários e textos descritivos sobre cada uma das metodologias, desenvolvidos por cada integrante da pesquisa. Os questionários foram enviados para docentes de várias regiões do país, coletando informações sobre suas metodologias mais utilizadas e seus pontos positivos e negativos. Quanto aos textos desenvolvidos pelas pesquisadoras até então, contemplaram as seguintes metodologias: Drama como método de ensino, Circo e Teatro do Oprimido. O diálogo com os e as docentes que possam colaborar com suas respostas continua, pois o intuito é conseguir reunir o maior número de informações possível para o catálogo. Encontra-se, uma dificuldade neste levantamento, devido a uma ausência de respostas aos e-mails já enviados e a ausência de docentes de teatro nas escolas contactadas.
Palavras-chave: Metodologias,Catálogo,Pedagogia Teatral,Docente de Teatro
Oral
Abrir o trabalhoDRAMATURGIA E TEATRO EM FRAGMENTOS: O QUE VAI FICAR
JOÃO DANTAS FILHO
Este resumo refere-se à criação dramatúrgica: O Que Vai Ficar, de autoria do professor João Dantas Filho. Trata-se de um texto para um ator, uma colagem de fragmentos textuais, composto por oito cenas. Quando a colagem é desenvolvida para a criação teatral podemos utilizar fragmentos dos mais variados textos, que acabam resultando em matéria prima para a encenação. Os recortes que compõem esse texto, não contemplam as ações e temas propostos pelos seus autores em suas dramaturgias originais. Esses recortes foram inseridos em outras situações e suas respectivas ações, de acordo com a proposta da encenação. É um monólogo em que foram inseridos vários trechos extraídos não só de textos dramatúrgicos mas também de poemas e canções de autores e poetas nacionais e estrangeiros: Eurípides: As Bacantes; Chico Anísio: Cidadão da Mata; Nicolau Maquiavel: A Mandrágora; Máximo Górki: Pequenos Burgueses; Anton Tchekhov: As Três Irmãs; Fernando Arrabal: O Arquiteto e o Imperador da Assíria; Cazuza e Roberto Frejat: Milagres e Ideologia, além de um poema de Ronaldo Cunha Lima: O Que Vai Ficar, que acabou intitulando o texto dramatúrgico. Além dos autores, acima mencionados, e seus respectivos escritos, foi extraído um pequeno trecho um site na Internet: O Pensador . O que vai ficar apresenta cenas fragmentadas justapostas e “costuradas” reunindo vários autores em prol da encenação.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoESPAÇOS ALTERNATIVOS ADAPTADOS PARA A CENA TEATRAL DA PEÇA, O QUE VAI FICAR
SEBASTIÃO PAIVA TORQUATO
A montagem teatral O Que Vai Ficar, realizada pelo Grupo de Pesquisa Dramaturgia e Encenação, está realizando quinze apresentações nas zonas urbanas e rurais de Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha e Missão Velha, através do Projeto de Extensão: O Teatro da URCA nas Comunidades do Cariri Cearense, coordenado pelo professor João Dantas Filho, que também assume dramaturgia, figurino, sonoplastia e direção da peça. O referido projeto conta com atuação do bolsista/PROEX William Robert Catallean. Fui convidado a contribuir com a técnica de montagem do espaço cênico, uma vez que nessa trajetória nos deparamos com vários espaços, alguns propensos a uma adaptação. Com isso, assumi as funções de contrarregra e operador de luz. O que deveria ser um problema, como por exemplo, a falta de iluminação adequada, não ter como pendurar uma rotunda e nenhuma estrutura necessária para a parte sonora e de plateia, tudo isso tem se tornado um campo de estudo e aprendizagem ao compreender essas limitações e a necessidade de alterações nos espaços. Utilizando objetos simples do dia a dia, eu e o diretor da peça, somos capazes de adequarmos estruturas eficientes para comportar rotundas, cenário e iluminação. Tudo isso nos faz conceber o teatro como uma ferramenta universal que se comunica com diversos públicos em realidades distintas
Oral
Abrir o trabalhoImprovisando: ação espontânea e criativa
FRANCISCO ADENIR DUARTE RIBEIRO; MONICA VIANNA DE MELLO
O projeto de extensão – Improvisando: ação espontânea e criativa – propõe uma oficina de teatro, realizada semanalmente junto a crianças assistidas pelo Instituto Arte e Vida, organização não-governamental que atua na cidade do Crato, no bairro Muriti e conta com o apoio do grupo de pesquisa Peteca. Seis Atos que Sonhei é o resultado dessa oficina, gerado nas aulas de teatro para as crianças do Instituto. Essas aulas foram lecionadas pelo professor em formação Adenir Duarte sob a supervisão e orientação do professor de Estágio Supervisionado em Teatro II Jerônimo Vieira e da coordenadora do projeto de extensão Professora Mônica Mello. Esse experimento cênico é protagonizado pelas crianças do instituto Arte e Vida e também pelos diretores voluntários que colaboraram para a realização da peça; Pedro Victor, Paloma Piancó e Allan Kardek. Os contos diversos e curtos são como uma antologia de esquetes onde as crianças idealizaram o que poderia acontecer, como uma super-heroína salvando hambúrgueres, possíveis diálogos de comidas estragadas na geladeira ou até mesmo um mistério sobre a morte de um rei importante. O projeto inicialmente abarcou também um outra ação de extensão, Bora de Impro, que consistiu em uma prática de improvisação aberta ao público em geral, sendo também um espaço de aprendizagem para o professor responsável pela oficina com as crianças, Adenir Duarte.
Palavras-chave: Extensão,Improvisação,Improviso,Oficina,Jogos de Improviso
Oral
Abrir o trabalhoInvestigAções do Fazer Artístico na Prática como Pesquisa
DOMINGOS SÁVIO FARIAS DE ALBUQUERQUE JÚNIOR ; Antonia Rebbeca Gonçalves Lima; Lauane Miranda Coêlho
Trata-se de uma pesquisa de iniciação científica em desenvolvimento junto ao grupo de pesquisa Núcleo Interdisciplinar de Poéticas Artísticas (NIPA) da Universidade Regional do Cariri, com apoio do FECOP. Refere-se a um estudo prático-teórico no campo da composição artística, com ênfase na Prática como pesquisa. Esta abordagem envolve experiências que não se acomodam aos modos tradicionais de fazer e de compartilhar pesquisas no que se refere aos elementos da investigação (métodos, resultados, etc.). Dentre os objetivos do trabalho, está a criação de uma obra artística. Para tanto, temos realizado encontros regulares e vivências laboratoriais a partir de práticas corporais imersivas, leituras de textos, debates e depoimentos, pesquisa de campo, além de exercícios de desenhos e de escrita performativa. Neste projeto de experimentação artístico-criativa, temos voltado nossa atenção para aspectos de consciência corporal, composição cênica, autobiografias, histórias de vida e outros elementos pertinentes à criação em artes. Compreendemos, nesse sentido, o processo criativo e a pesquisa de forma indissociável em seus infinitos modos de fazer e no diálogo com diversas linguagens artísticas (cênicas, sonoras e visuais). Por enquanto, podemos afirmar que tais aspectos, em nossa experiência, têm se imbricado de tal modo que o processo criativo e as reflexões que surgem acerca e através do fazer artístico se envolvem a partir de suas naturezas performativas e formativas.
Palavras-chave: Fazer artístico,Prática como pesquisa,Artes performativas
Oral
Abrir o trabalhoLaboratório de Iluminação Cênica - Desafios e Aprendizagens.
AMANDA JAQUELINE RODRIGUES DA SILVA; Elanio Batista Moreira; Luiz Renato Gomes Moura
LABORATÓRIO DE ILUMINAÇÃO CÊNICA DO DEPARTAMENTO DE TEATRO DA URCA: Desafios e aprendizagens AUTORES: Amanda Jaqueline Rodrigues da Silva Elanio Batista Moreira Luiz Renato Gomes Moura RESUMO A presente proposta de comunicação oral tem como objeto de estudo a iluminação cênica e sua importância para a criação cênica teatral. O Laboratório de Iluminação Cênica do Departamento de Teatro da URCA será o ponto central de reflexão, tendo como destaques os desafios e as aprendizagens vivenciadas pelos bolsistas de estágio extracurricular não obrigatório da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis. O compartilhamento será fundamentado nas pesquisas de iluminadores/as teatrais como Cibele Forjaz, Eduardo Tudella e Roberto Gill Camargo, que por meio de suas experiências, problematizam as funções do/a iluminador/a cênico/a. O objetivo principal da comunicação é propiciar um espaço de diálogo que permita expor o modo como são feitas as relações entre técnica, teoria e prática artística com a iluminação cênica nas ações desenvolvidas pelo referido laboratório. Palavras-chave: Iluminação Cênica. Iluminador/a Cênico/a. Laboratório de Iluminação Cênica. Linguagem da luz cênica. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS FORJAZ, Cibele. A linguagem da luz: a partir do conceito de pós-dramático desenvolvido por Hans-Thies Lehmann. In; GUINSBURG, J.; FERNANDES, Sílvia. O pós-dramático: um conceito operativo? Ed. 1. São Paulo: Perspectiva, 2010, 151-171. PAVIS, Patrice. Dicionário de teatro. São Paulo: Ed. Pe
Oral
Abrir o trabalhoMEDIAÇÃO TEATRAL NOS ESPAÇOS CULTURAIS DO CARIRI
RODRIGO TOMAZ DA SILVA; CAMILA PIENEGONDA FABRO; JESSICA LIMA BARBOSA
Com o intuito de trazer o tema da mediação teatral como prática de ensino para o contexto das pesquisas do Departamento de Teatro da URCA, o Projeto de Pesquisa Mediação Teatral nos Espaços Culturais do Cariri busca compreender quais práticas de mediação podem ser incorporadas na formação de espectadoras/es dos espaços culturais da região. Por meio do mapeamento de espaços culturais que recebem obras cênicas, nosso principal objetivo é catalogar práticas de mediação teatral que podem ser inseridas em nosso contexto. Para tanto, nossas referências vêm dos estudos desenvolvidos por Flávio Desgranges (2010), Jacques Ranciere (2012), Ney Wendell Oliveira (2011), Poliana Bicalho, Márcia Pompeo Nogueira (2009) e Marina Henriques Coutinho (2020). Quanto às atividades já desenvolvidas pelo Projeto, foram efetuados estudos por meio de leituras e debates com encontros semanais. Com base nestes estudos, listamos os espaços culturais do Cariri onde podem ser realizadas práticas de mediação teatral. Seguido dessa lista, elaboramos um roteiro de perguntas sobre a produção, circulação, acesso e recepção teatral para realizar entrevistas com gestores, professores e espectadores teatrais. Para as próximas etapas, serão feitas uma coleta de dados por meio das entrevistas e a catalogação de práticas de mediação teatral. O catálogo será compartilhado com os gestores/as e professores/as entrevistados/as, bem como com artistas, pesquisadores/as e espectadores/as.
Palavras-chave: Mediação teatral,Espaços culturais,Acesso,Espectador
Oral
Abrir o trabalhoO CANTEIRO DE OBRAS DAS MULHERES PEDREIRAS - Memórias e narrativa de uma experiência transgressora feminina
MÔNICA MARIA DA SILVA
Como aluna ingressante no ano 2022.1, do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - (UFRN), tenho como eixo norteador para a pesquisa em andamento, um trabalho final dramatúrgico sobre como foi a construção singular da Vila das Mulheres Pedreiras na comunidade de Peixinhos, em Olinda – PE, no ano de 1994. Alguns questionamentos que antecederam este objeto de estudo, passa pelo fato da pesquisadora não ter tido contato com dramaturgias escrita por mulheres ao longo das graduações e também como essa construção reverbera até os dias atuais nestas mulheres que são dramaturgas de si mesmas, escrevendo suas histórias concretas no tempo e no espaço. Dentre os recursos metodológicos, interessei-me particularmente pela mandala dramatúrgica. Ela se configura como auxílio importante na identificação, aprofundamento e organização de conteúdos subjetivos (sentimentos, sensações, emoções, memórias) meus e das mulheres da vila. As narrativas pessoais, femininas, feministas e cotidianas serão fontes primárias em diálogo com fontes secundárias, neste caso, pesquisadoras que já tenham feito este percurso e que darão aporte teórico com suas bases e referenciais bibliográficos para potencializar a escrita das histórias que se tornará um texto ao final do projeto de pesquisa.
Palavras-chave: Dramaturgia, escrita feminia
Oral
Abrir o trabalhoO Feminino no Processo Criativo do Espetáculo (EU)TANÁSIA
LARISSY MARIA RODRIGUES SIMIÃO
O presente trabalho tem como intuito partilhar o processo criativo do espetáculo (EU)TANÁSIA. O espetáculo foi fortemente influenciado pelo projeto A Lírica dos Anjos Transformada em Drama, vinculado ao Grupo de Pesquisa Dramaturgia e Encenação, cujos estudos estão voltados à pesquisa sobre a obra poética de Augusto dos Anjos na cena teatral. (EU)TANÁSIA apresenta uma abordagem contemporânea para as poesias do poeta paraibano Augusto dos Anjos, transformando-as em drama, concebido na perspectiva do teatro Site-Specífic, em uma ruína de uma grande fábrica de alimentos da cidade do Crato (Ceará). O experimento cênico aborda o feminino, a partir da estética soturna e mórbida do poeta Augusto dos Anjos. O eixo temático que caracteriza o espetáculo, parte das discussões problematizadas acerca da fêmea. O trabalho sugere uma nova abordagem das poesias escritas pelo poeta paraibano. O espetáculo ressignifica o discurso dos versos, dramatizados e protagonizados pela figura feminina, construindo cenicamente outras possibilidades de abordagem da obra do escritor. Este resumo visa compartilhar os caminhos percorridos pela diretora do projeto, a estudante de teatro Larissy Rodrigues no processo criativo do espetáculo, que tem como intuito investigar o papel do feminino na obra do poeta paraibano.
Palavras-chave: Augusto dos Anjos,Feminino,(EU)TANÁSIA
Oral
Abrir o trabalhoO Teatro da URCA nas Comunidades do Cariri Cearense
JOÃO WILLYAME PEREIRA DE LIMA
O projeto de extensão, O Teatro Cômico da URCA nas Comunidades do Cariri Cearense, possui como objetivo realizar, de julho a dezembro de 2022, quinze apresentações do espetáculo O Que Vai Ficar, nas zonas urbanas e rurais de Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha e Missão Velha. Essa encenação foi realizada pelo Grupo de Pesquisa Dramaturgia e Encenação, liderado pelo professor João Dantas Filho, que assume direção, dramaturgia, figurinos e sonoplastia e ainda divide o cenário com o Prof. Rodrigo Frota. Além do professor, acima mencionado, contamos com dois estudantes do Curso de Licenciatura em Teatro, sendo um bolsista de extensão/ator e um colaborador/contrarregra/iluminador: João Willyame Pereira de Lima e Sebastião Paiva Torquato, respectivamente. Até outubro foram realizadas nove apresentações. Em Crato: Teatro do CEU do Mirandão, Teatro do Centro de Artes, Terreiro do Coletivo Camaradas/Comunidade do Gesso e Pátio da Pedagogia/Campus Pimenta/URCA. Em Barbalha: Escola Estadual de Ensino Profissionalizante Otília Correia Saraiva/Liceu e Associação dos Trabalhadores do Sítio Riacho do Meio. Na condição de ator/bolsista posso afirmar que, trata-se de uma ótima experiência apresentar essa peça em diferentes espaços, bem como receber os aplausos calorosos de plateias diversificadas. Até o presente, quinhentas e cinco pessoas assistiram O Que Vai Ficar. Com isso, estamos divulgando as atividades práticas do Departamento de Teatro e contribuindo com a extensão da URCA.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoPara pensar o fim do EU
MARIA ODETTE MONTEIRO TEIXEIRA
O resumo apresenta a pesquisa do projeto “A Lírica dos Anjos Transformada em Drama” que visa a criação da Palestra- Performance “Para pensar o fim do EU”, concebida a partir de poesias do livro EU, do poeta paraibano Augusto dos Anjos (1884 a 1914). A poesia desse autor rompe com a romantização clássica do gênero lírico e embora respeite a forma organizada do soneto expõe um conteúdo existencialista no qual a morte e degradação do corpo são protagonistas. A ideia do projeto surgiu a partir do encantamento da discente e atriz Larissy Rodrigues (bolsista do projeto) com a obra do poeta paraibano. O encontro com essa poesia mórbida e pessimista nos levou a estabelecer um paralelo com a realidade brasileira da Epidemia de Covid 19. Nesse período vivemos cercados pela doença e pela morte, fomos alfabetizados por uma linguagem técnica relacionada à enfermidade. Diante dessa situação, resolvemos investigar morbidez do poeta em relação com a realidade trágica da pandemia. Inicialmente íamos trabalhar somente com poemas, no entanto, muitas dúvidas surgiram: Como dialogar com essa obra de modo a ir além da mera declamação? Como construir uma narrativa com os poemas do livro Eu? Após experimentações chegou-se a forma da Palestra-Performance, um experimento cênico com o objetivo de conjugar poesias, prosa e as biografias do poeta e da atriz e performer Larissy Rodrigues, a intenção é que sejam justapostos momentos de lirismo, ficção e realidade.
Palavras-chave: Palestra- performance, Augusto dos Anjos,Pandemia
Oral
Abrir o trabalhoPara pensar o fim do EU
MARIA ODETTE MONTEIRO TEIXEIRA; Larissy Simieão Rodrigues
Palestra- performance criada a partir da obra do poeta paraibano Augusto dos Anjos ((1884 a 1914).O encontro com essa poesia mórbida e pessimista nos levou a estabelecer um paralelo com a realidade brasileira no enfrentamento da Epidemia de Covid 19. Trata-se de uma colagem de poemas e textos referentes à morte e à doença. O experimento cênico de 60 minutos será apresentado no interior da piscina olímpica do Centro de Artes da URCA. A apresentação será protagonizada pela atriz/ discente Larissy Rodrigues Simião. Recomenda-se a faixa etária acima de 12 anos. Roteiro/ Dramaturgia: Maria Odette Monteiro Teixeira/ Larissy Rodrigues Simião Direção: Maria Odette Monteiro Teixeira/ Larissy Rodrigues Simião Figurino: Penha Ribeiro Cenografia: Maria Odette Monteiro Teixeira/ Larissy Rodrigues Simião Iluminação/ Sonoplastia: Elanio Batista
Palavras-chave: Palestra- performance,Augusto dos Anjos, Pandemia
Apresentação Artística
Abrir o trabalhoPERFORMANCE E RELIGIOSIDADE: UMA ANÁLISE SOBRE A TEATRALIZAÇÃO DA FÉ DOS PENITENTES DA ORDEM DA SANTA CRUZ DE AURORA CE
PAULO SÉRGIO DA SILVA SANTOS
Este estudo é uma análise sobre o tripé: performance, religiosidade e historicidade do penitencialismo de Aurora CE. Destarte, os caminhos epistemológicos dessa análise são as vias da história, da teatralização do sagrado e do conceito de performance. Dessa forma, no âmbito da religiosidade dos penitentes é importante uso de conceitos como catolicismo e penintencialismo e para essa conversação será utilizado estudos dos seguintes historiadores dessa seara: Carvalho (2011), Oliveira Filho (2017), Nobre (2003) entre outros. Não obstante, esta pesquisa busca também entender os meandros de simbolismos, histórias e representações dos penitentes perante sua fé, corpos e experiências socioculturais. Todavia, nessa labuta de análise do campo é mister o uso do apoio das discussões do historiador Chartier (2011) e seu conceito de representação. Diante dessas questões, o recorte do tempo presente é uma ferramenta necessária e imponente de acordo com as escolhas teóricas e metodológicas dessa pesquisa ao qual caminha pelo binômio: história e antropologia. Por outro lado, grandes pensadores da teatralização, da performance e do sagrado serão também fundamentais, como: Schechner (2003), Dawsey (2007), Pavis (2003; 2017), Icle (2019) etc. Portanto, essa pesquisa ajudará em dos entendimentos possíveis sobre essas práticas, performances, religiosidade e seus significados. Palavras-chaves: História, performances, penitentes, religiosidade, teatralização.
Palavras-chave: história, performances,penitentes, religiosidade, teatralização
Oral
Abrir o trabalhoPoéticas docentes e Pedagogias do Teatro: Experiências e(m) jogo
DOMINGOS SÁVIO FARIAS DE ALBUQUERQUE JÚNIOR ; Genário Pereira Lopes
Este trabalho está vinculado ao projeto de monitoria de ensino na disciplina de Pedagogias do Teatro I, ofertada para o primeiro semestre da Licenciatura em Teatro da Universidade Regional do Cariri. O componente marca o início dos estudos em Teatro-Educação do referido curso, o que demarca, portanto, a sua importância basilar para a formação das/dos estudantes. Na monitoria, em desenvolvimento, o estudante-monitor acompanha e colabora de modo ativo, regular e sistemático na realização das aulas, que são planejadas em parceria com o professor-orientador. Ademais, o estudante-monitor também acompanha o desenvolvimento dos estudantes matriculados, aplica exercícios e jogos teatrais, tira dúvidas que surgem no decorrer do percurso pedagógico, estimula discussões em sala de aula, bem como reflete sobre a experiência vivenciada no âmbito da docência e da discência universitárias. No final do semestre 2021.2, foram realizadas duas edições de um Aulão de Jogos Teatrais, com participação de público interessado e da própria turma. Nessa atividade, cada estudante da disciplina exercitou a prática de condução de jogos e exercícios previamente planejados e acompanhados pelo professor e pelo monitor, o que contribui – no nosso entendimento – para o desenvolvimento de poéticas docentes das pessoas envolvidas nas atividades do projeto.
Palavras-chave: Pedagogias do Teatro,Jogos teatrais,Formação docente
Oral
PRÁXIS PEDAGÓGICAS COM SUPORTE TECNOLOGIAS DIGITAIS NO ENSINO DE TEATRO NO ENSINO MÉDIO INTEGRADO DO IFRN
MARIA DO SOCORRO AZEVEDO DOS SANTOS; João Francisco de Azevedo Neto
O presente estudo tem a intenção de desenvolver uma pesquisa a partir de uma abordagem qualitativa no campo do ensino de teatro com próposito, de refletir sobre a utilização de aparatos tecnológicos digitais.Assim sendo, quais tecnologias digitais são ideais para desenvolver práticas de corpo e voz no ensino de teatro?Neste contexto, foi realizada uma entrevista com o Professor. Leandro Augusto Silva Cavalcanti do componente curricular Arte - Teatro do Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologias, no qual ficou nítido que os professores precisaram lidar com as ferramentas digitais, sem formação específica alguma para essa mediação virtual, nesse sentido, precisaram repensar, se apropriar e replicar instruções, pensar um planejamento da disciplina para um espaço virtual, afinal de contas, é totalmente diferente desenvolver jogos, exercícios, para fins de estímulos vocais e corporais no espaço online no qual até então, sempre foi desenvolvido em espaço físico, onde era possível ver outros alunos fisicamente.
Palavras-chave: Ensino de Teatro,Praticas Pedagógicas
Resumo Simples
Abrir o trabalhoPROCESSO DE ENCENAÇÃO I
MARIA IZABEL LOPES SILVA
O presente trabalho conta com o compartilhamento oral e expositivo do Processo de Encenação I da estudante Maria Izabel Lopes Silva, cursando o 6º semestre do curso de Licenciatura em Teatro com orientação do professor Luiz Renato Gomes Moura. O processo é uma extensão de uma pesquisa aprofundada pela estudante das relações de memória, sentimentos, cores e Inter pessoalidade com as criações cênicas. Iniciado num projeto chamado Sentimentos em Cores o processo de encenação ainda sem titulação oficial traz dos seus participantes, os integrantes do Coletivo Brave onde a estudante é diretora na cidade de Araripina-PE, as suas relações com as histórias do outro e as suas próprias histórias e como essas se cruzam num mapeamento de referenciais e re-vivência dessas memórias. O processo, com construção ainda em andamento, aborda como tema central as relações que passam por nossa vida e nos marcam ao longo dela. Trazendo um referencial criativo como, músicas, textos pessoais, textos da estudante, cores, autores e figuras marcantes para cada ator e atriz, a dramaturgia assim como a encenação construída coletivamente traz a cara e a marca de cada um que por ela passa e colabora, assim como a metodologia de criação do Coletivo Brave.
Palavras-chave: PROCESSO,CRIAÇÃO,DRAMATURGIA,REFERENCIAL,CONTEMPORANEO
Oral
Abrir o trabalhoSens(ações) em cena
YASMIN LIMA DA SILVA ; Ariel dos Santos Lemos
Explorando a perspectiva do teatro contemporâneo, Eleonora Fabião traz com suas palavras o poder alquímico dessa ramificação artística. Ao adentrar nas propostas de reflexões sobre o corpo cênico e espaço cênico, a autora escreve notas para trabalhar seus pensamentos em cena, nos mesmos relatando em prática novas ideias afloram para maturar experiências no palco. A matriz da cena passa a ser o conjunto de elementos cênicos de forma fluída e metamorfa, onde até mesmo o ator torna-se espectador, e o espectador torna-se ator. Agregando o tempo e o espaço, encontra-se a teoria psicofísica da sensorialidade aberta e conectiva, estando inteiramente ligada ao estado pré-condutor de atenção. Diante deste ponto, o corpo encontra-se entregue, sem dispersão, numa tensão relaxada onde vibra diante de sua dimensão de si com o mundo e do mundo consigo. Além disso, existe o anseio de investigar as sensações e ações empregues na cena, correspondendo à habitação da presença desse corpo. Sendo assim, a colaboração deste entrelaçamento desperta o misto do novo, das memórias, e da imaginação. Com a receptividade, abre espaço para criatividade e invenções psicofísicas quase como numa prática espiritual. Logo, a exploração e a troca de emoções é para Eleonora o fingimento do fingir.
Palavras-chave: Cena,Corpo,Presença,Psicofísico,Sensações
Resumo Simples
Abrir o trabalhoSens(ações) em cena
WANESSA DOS SANTOS LEMOS; Yasmin Lima da Silva
Explorando a perspectiva do teatro contemporâneo, Eleonora Fabião traz com suas palavras o poder alquímico dessa ramificação artística. Ao adentrar nas propostas de reflexões sobre o corpo cênico e espaço cênico, a autora escreve notas para trabalhar seus pensamentos em cena, nos mesmos relatando em prática novas ideias afloram para maturar experiências no palco. A matriz da cena passa a ser o conjunto de elementos cênicos de forma fluída e metamorfa, onde até mesmo o ator torna-se espectador, e o espectador torna-se ator. Agregando o tempo e o espaço, encontra-se a teoria psicofísica da sensorialidade aberta e conectiva, estando inteiramente ligada ao estado pré-condutor de atenção. Diante deste ponto, o corpo encontra-se entregue, sem dispersão, numa tensão relaxada onde vibra diante de sua dimensão de si com o mundo e do mundo consigo. Além disso, existe o anseio de investigar as sensações e ações empregues na cena, correspondendo à habitação da presença desse corpo. Sendo assim, a colaboração deste entrelaçamento desperta o misto do novo, das memórias, e da imaginação. Com a receptividade, abre espaço para criatividade e invenções psicofísicas quase como numa prática espiritual. Logo, a exploração e a troca de emoções é para Eleonora o fingimento do fingir.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoTeatro de Invasão: Procedimentos aplicados no Coletivo Dama Vermelha.
PAULO ANDREZIO SOUSA E SILVA
Abordarei aqui, alguns aspectos do processo de criação da encenação PARTidas em 2019, juntamente com o Coletivo Dama Vermelha na cidade do Crato, que partiu das noções teórico-práticas de “Teatro de Invasão” (CARREIRA, 2019), e “cidade como dramaturgia” (BRITO, 2017), bem como, atualizações que este processo passou a ter a partir do isolamento social devido a pandemia do Covid-19. O compartilhamento da metodologia de criação que eu chamo de “experiênciarua”, ou seja, as intervenções propostas uma vez em encontros presenciais, rascunhos de roteiros de ensaio, a dramaturgia e a cena, as viagens e os encontros, o fluxo e o chão, o pôr-do-sol e o rio com sua efemeridade, dentre outras, pretende contribuir com a reflexão sobre o teatro de invasão enquanto noção que provoca uma abordagem da cidade por um viés dramatúrgico, agora pensando também em “É possível pensarmos/escrevermos/etc em/sobre um teatro que invade a cidade através do rádio?”, não pela busca de uma resposta, mas para entender esse processo que passamos. Sobretudo, entender que a noção de invasão ajuda a visualizar que os espaços além de sua estrutura, possuem uma carga histórica, afetiva e plural e que as pessoas que passam “embrenham-se”, sejam com seus corpos presentes nesses espaços, ou ainda pelos sons/ruídos que dialogam o tempo todo com as histórias que são contadas.
Oral
Abrir o trabalhoTerra Invadida
JULIANA LIMA DA SILVA ; Raimundo Kleberson de Oliveira Benício; Ana Beatriz Gonçalves
O presente trabalho é um compartilhar da pesquisa de iniciação científica em andamento intitulada “Ecocorpo performativo” (2022), desenvolvida na Universidade Regional do Cariri – URCA. A Ecoperformance procura questões da ecologia ambiental como suporte de investigação corporal e crítica a respeito das questões socioambientais. Consideramos que é necessário criar diálogos com a ecologia. Diante disso, nos inspiramos no conceito de Ecoperformance, que são possibilidades de criação de performances, investigando as relações corpóreas com o meio ambiente e denúncia social com seu descaso. Enquanto metodologias, fizemos vivências de campo, encontros mediativos e leituras bibliográficas. Uma de nossas questões foi como poderíamos investigar as tensões, entre o corpo, a ancestralidade e o meio ambiente. Com isso, realizamos investigações corporais em espaços do geossítios do Geopark Araripe, localizado no interior do Ceará. Alguns deles: o Sítio do Fundão, a Cascata e o Vale do Amanhecer, ambas localizadas na cidade de Crato/CE e a trilha do Santo Sepulcro localizada no Horto em Juazeiro do Norte/CE. Tais investigações culminaram nas videoperformances “Terra Invadida” e “Terra Santa.” Ambas em (2022).
Palavras-chave: Ecoperformace,Ecologia,Videoperformace,Investigação,Espaço
Oral
Abrir o trabalhoTerra Santa
ANA BEATRIZ; Raimundo Kleberson de Oliveira Benício; Juliana Lima da Silva
O presente trabalho tem o intuito de compartilhar o desenvolvimento da pesquisa de iniciação científica intitulada "O Sagrado e Místico Corpo Feminino" (2022), desenvolvida na Universidade Regional do Cariri - URCA. A pesquisa visa investigar ações corporais de rituais sagrados. Com isso, aprofundaremos conceitos relacionados ao Corpo Sagrado e Místico Feminino como a ancestralidade, possibilidades essas que irão nos nortear para a criação de performances místicas. Enquanto metodologias, desenvolvemos ações performativas em espaços místicos através das relações que o espaço nos ofereceu, encontros mediativos e leituras bibliográficas. Tais espaços foram: o Vale do Amanhecer, o terreiro de Umbanda “Santa Bárbara de Amor e Fé”, Sítio do Fundão na cidade de Crato/CE, bem como, a trilha do Santo Sepulcro na cidade de Juazeiro do Norte/CE. Tais investigações corporais culminaram nas videoperformances “Terra Santa” e “Terra Invadida” ambas em 2022.
Palavras-chave: FemininoSagrado, Místico, Espaço, Ancestralidade
Apresentação Artística
Abrir o trabalhoYOGA: ITINERÁRIOS DE ESTUDOS NO BRASIL
GABRIELA ALBUQUERQUE DE ALMEIDA SUPRA; Leônidas de Oliveira Neto
RESUMO O presente estudo tem como objetivo a sistematização de alguns itinerários para o estudo do yoga no Brasil. Considera a pertinência e relevância do tema no plano internacional e nacional, em especial, associado à saúde mental e a dança. Trata-se de uma revisão sistemática da literatura. Situa o tema na política de saúde brasileira e sinaliza o estado da arte no país. Verificou-se que na produção acadêmica encontra-se a presença de um grupo de autores que foi se destacando com variadas produções, mais específicas, mas também abrangendo o yoga como uma prática corporal para preparação de bailarinos, assim como, encontram-se publicações (resenhas) que divulgam trabalhos da índia e de origem norte-americana. As produções nacionais seguem em crescimento desde a criação, em 2006, da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde. Contudo, alguns dos autores examinados reconhecem uma carência na literatura brasileira da abordagem do Yoga, ressaltando aspectos científicos, e destacam como necessárias pesquisas, o que sugere que há um caminho aberto para os interessados e estudiosos na perspectiva de ampliar e potencializar o conhecimento acerca do tema no Brasil.
Palavras-chave: Yoga,Saúde coletiva,Dança,Artes
Resumo Simples
Abrir o trabalho