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A SAÚDE MENTAL DOCENTE E OS FATORES DE INFLUÊNCIA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
RAÍZA ADNA DE ARAÚJO LIMA; Vitória Oliveira Gomes; Joyce Maria Leite e Silva; Isabela Rocha Siebra
INTRODUÇÃO: As condições de saúde mental são influenciadas por diversos fatores, dentre eles, o trabalho. Dessa forma, a saúde do trabalhador envolve um campo de práticas e de conhecimentos interdisciplinares e interinstitucionais, os quais podem provocar doenças e agravos. Logo, o professor é uma categoria profissional com elevados índices de sofrimentos psíquicos e transtornos mentais, sendo assim, uma profissão de risco. Vale salientar, que a pandemia da COVID-19 intensificou os fatores e as situações estressoras, as quais prejudicam a saúde mental. A promoção da saúde pode ser realizada em diversos locais, incluindo o ambiente de trabalho, pois influencia no bem-estar físico, mental, econômico e social dos indivíduos. OBJETIVO: Identificar os fatores que influenciam na saúde mental dos professores. MÉTODO: O presente estudo trata-se de uma revisão integrativa da literatura de abordagem qualitativa, realizada no período de junho de 2024, através das bases de dados Biblioteca Virtual da Saúde e Scielo, utilizando os Descritores em Ciência da Saúde: “Saúde mental”; “Docentes”; “Saúde do trabalhador”, que foram cruzados simultaneamente através dos operadores booleanos “OR” e “AND”, ao final obteve-se 18 artigos. Os critérios de inclusão utilizados foram: textos completos, gratuitos, com idioma português, e indexados em bases de dados de 2021 a 2024, foi utilizado o recorte temporal pois após a pandemia da COVID-19 alguns processos de trabalhos passaram por modificações, a exemplo da profissão docente. Os critérios de exclusão utilizados foram artigos duplicados e que não atenderam a temática pesquisada. Restando assim 6 artigos. RESULTADOS: Os estudos mostram que os professores estão agregados a condições laborais e relacionamento interpessoal estressor com outros docentes, juntamente a isso o ambiente de trabalho também é um fator estressante para a saúde do trabalhador. 50% dos professores apresentam sintomas de depressão e 37,4% sintomas de ansiedade, esses dados alertam que os facilitadores enfrentam condições nas quais afetam a saúde mental. A sobrecarga de trabalho e desvalorização da profissão também prejudica e gera desgaste e descaso entre os mesmos, atingindo as condições psicossociais do educador. Além disso, a síndrome de Burnout alcança a classe de professores, com as transformações no contexto de ensino os profissionais apontam altos níveis de desgaste psíquico e culpa por estarem integrados dentro da profissão docente. Com esses indicadores e dados expostos, os docentes apresentam adoecimento não somente mental como também físico, isso proporciona um conjunto de obstáculos para exercerem com êxito a profissão. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Nesse conjunto de circunstâncias, a classe profissional de formadores vem sofrendo diferentes estímulos que geram desgaste na saúde mental, indicando que o ambiente de trabalho não é adequado e seguro igualmente, sobretudo período pós-pandemia. Com isso, torna-se necessário a construção de instrumentos e espaços voltados para recepção desses docentes, com o intuito de acolher e melhorar suas condições de trabalho, atribuindo assim melhor para saúde desses trabalhadores.
FATORES DE RISCO E COMPLICAÇÕES DA SEPSE POR CONTAMINAÇÃO CRUZADA EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
NILENE AMORIM SILVA ; Bruna Pedrosa Vieira; Emanuele Lopes Oliveira Alencar; Lívia Alves de Oliveira; Laura Helena Alves Vieira; João Emanuel Pereira Domingos
INTRODUÇÃO: A sepse é a principal causa de mortalidade em unidade de terapia intensiva, considerada uma síndrome, que manifesta sinais como febre muito alta, aumento da frequência cardíaca, respiração acelerada ou sintomas como confusão, alteração do nível de consciência, dificuldades para respirar, diminuição da quantidade de urina e pressão baixa. A sepse é causada devido à infecção do paciente com microrganismos patogênicos, por vezes, multirresistentes. A infecção acontece principalmente dentro do ambiente hospitalar, sendo a contaminação cruzada a forma mais recorrente de transmissão. Os principais fatores associados ao agravamento da sepse foram: idade superior a 65 anos, maior tempo médio de internação na UTI, elevada frequência de comorbidades e a utilização de procedimentos invasivos. OBJETIVO: Identificar na literatura científica os fatores de riscos e complicações da sepse recorrentes de contaminações cruzadas em unidade de terapia intensiva. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada mediante busca nos bancos de dados da Scientific Electronic Library Online (SCIELO) e pela Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), que buscam enfatizar a contaminação da sepse em unidade de terapia intensiva(UTI), a pesquisa será limitada em artigos publicados nos últimos dezesseis anos, escritos em português e inglês. Foram utilizados como descritores para a busca de artigos: fatores de risco, sepse e unidade de terapia intensiva. Foram selecionados estudos sobre fatores de risco e as complicações associadas à sepse decorrente de contaminação cruzada em UTIs. Além disso, na seleção dos artigos utilizados, teve uma maior preferência por estudos que abordam os fatores de risco relacionados à sepse em unidade de terapia intensiva, e houve o descarte de pesquisas que não são específicas de UTIs. RESULTADOS: Concluídos principais fatores de risco de sepse decorrente de infecção cruzada incluem procedimentos invasivos, uso e permanência de dispositivos médicos e comprometimento imunológico dos pacientes. As complicações da sepse, como falência de órgãos e choque séptico, são agravadas por contaminações cruzadas. Compreender esses fatores é essencial para melhorar as práticas de prevenção de infecções e reduzir a incidência e gravidade da sepse em ambientes hospitalares. Os fatores de risco mais significativos que foram avaliados para a ocorrência de infecção relacionada ao cateter uretral; por cateter nasogástrico; cateter venoso central; e a ventilação mecânica respectivamente. CONCLUSÃO: Em suma, a sepse é a principal causa de morte dos pacientes em UTI , sua prevenção requer uma abordagem complexa , incluindo medidas rigorosas de controle de infecção, vigilância ativa e educação contínua da equipe médica e de enfermagem. Essas medidas são essenciais para garantir a segurança dos pacientes e reduzir as complicações associadas à sepse nesse ambiente crítico. A conscientização sobre os fatores de risco e a rápida intervenção são fundamentais para melhorar os resultados clínicos e diminuir a taxa de mortalidade dos pacientes que se encontram em UTIs.
Palavras-chave: Docente,Saúde mental,Saúde do trabalhador
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Abrir o trabalhoABORDAGEM CLÍNICA DO ENFERMEIRO AO PACIENTE COM PÉ DIABÉTICO À LUZ DA TEORIA DE IMOGENES KING
LAURA TABITA DE QUEIROZ MAGALHÃES MARQUES ; Alice Guedes Alexandre Bezerra; Amanda Aires Pinheiro Carnaúba; Camila Corrêa Sousa Silva; Leonardo Luís Pinheiro Alves; Saulo Isaias Vieira de Oliveira; Milena Silva Ferreira; Glauberto da Silva Quirino
Esse resumo busca analisar a abordagem clínica do profissional enfermeiro ao paciente acometido com pé diabético, Dessa forma, ressalta-se a assistência holística, a adaptação do paciente perante as compexidades da doença, a prevenção e a promoção de bem-estar. Ademais, urge salientar que estudo foi baseado na Teoria do Alcance de Metas de Imogine King, enfocando assim na colaboração enfermeiro-paciente para obter uma boa resolução do probema
Palavras-chave: pé diabético,assistência de enfermagem,teoria do acance de metas
Oral
Abrir o trabalhoAÇÃO “DIA MUNDIAL SEM TABACO” E PREVENÇÃO ACERCA DAS INFECÇÕES ATRAVÉS DO COMPARTILHAMENTO DE CIGARROS
HENRIQUE JOSÉ DE SOUZA ; Sabrina de Sousa Lima; Vitória de Araújo Bezerra; Anna Beatriz dos Santos Bezerra; Ana Carolina de Morais Almeida; Ana Livia Batista Alves; Francisco Ayslan Ferreira Torres
INTRODUÇÃO: O uso frequente do cigarro é explicado pela dependência da nicotina, presente nos produtos derivados do tabaco, levando ao desenvolvimento de várias doenças, principalmente pulmonares. Isso representa um desafio para a saúde pública, com alta frequência de fumantes e mortes relacionadas ao tabaco. O Dia Mundial Sem Tabaco, em 31 de maio, promove eventos e campanhas para conscientizar sobre os danos do tabagismo, visando conscientizar também a importância da prevenção do compartilhamento de cigarro e reduzir as infecções por ele transmitidas. OBJETIVO: Relatar a experiência de discentes do curso de Enfermagem membros da Liga Acadêmica de Doenças Infecciosas e Parasitárias (LADIP), na realização de uma ação educativa sobre "Dia Mundial sem Tabaco” e prevenção acerca das infecções através do compartilhamento de cigarros na cidade de Iguatu-CE. MÉTODO: A atividade foi realizada no dia 31 de maio de 2023 no Centro de Convivência do Campus Multi-Institucional Humberto Teixeira, em Iguatu-Ceará, no período matutino e noturno. O público-alvo da ação incluiu discentes da Universidade Regional do Cariri e Universidade Estadual do Ceará, bem como servidores técnico-administrativos das duas instituições de ensino superior. Estima-se a participação de 40 pessoas nesta ação. A estratégia utilizada foi a exposição de um banner informativo para sensibilização das pessoas presentes no local. Também foi realizada a aferição da pressão arterial (PA) dos ouvintes, finalizando a ação com um jogo de perguntas sobre a temática abordada. RESULTADOS: Durante a realização da atividade, os extensionistas apresentaram os efeitos prejudiciais do tabaco nos diferentes sistemas do organismo. O banner incluiu informações sobre cigarros convencionais e cigarros eletrônicos, além de comunicar sobre fumantes passivos, efeitos no cérebro e no feto durante a gestação e as mortes geradas por seu uso. Além disso, a aferição da Pressão Arterial (PA) dos participantes foi ofertada como uma atividade complementar. Ademais, para tornar a exposição mais interativa, realizou-se um jogo de perguntas relacionadas ao conteúdo apresentado, foram utilizados balões que continham perguntas, os participantes estouraram e ganharam um brinde ao acerto da pergunta. Assim, mostrou-se uma oportunidade valiosa para conscientizar e engajar os ouvintes sobre os riscos associados ao tabagismo e realizar o esclarecimento de dúvidas da comunidade acadêmica. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Dessa forma, é evidente os benefícios adquiridos após a realização da ação em saúde em prol da conscientização do uso do tabaco. A ação foi de grande importância e relevância tanto para comunidade acadêmica quanto para os funcionários da mesma, pois a partir desta ação foi possível se aprender mais sobre os malefícios da utilização do tabaco e com isso se elucidar sobre a temática.
Palavras-chave: Educação em saúde, Redução do Consumo de Tabaco,Conscientização Pública
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Abrir o trabalhoAÇÕES PREVENTIVAS NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA PARA A COMPREENSÃO E DETECÇÃO PRECOCE DO CÂNCER DE MAMA.
HYRLLA MURIEL OLIVEIRA DANTAS ; Josênaria Bezerra da Silva; Ana Cristina Henrique de Souza; Helvis Eduardo Oliveira da Silva; Kaline Nayanne de Souza Oliveira; Antonio Germane Alves Pinto
INTRODUÇÃO: A compreensão e a detecção precoce do câncer de mama são pilares fundamentais na luta contra esta doença. Nesse contexto, a Estratégia Saúde da Família (ESF) desempenha um papel crucial para que aconteça a implementação de ações educativas e preventivas para a saúde da mulher. Nesse sentido, pode-se citar o outubro rosa como uma das ações de grande importância para a elucidação e detecção precoce da doença. OBJETIVO: Relatar a experiência de uma acadêmica de enfermagem na implementação de ações de promoção à saúde da mulher durante campanhas para a compreensão sobre o câncer de mama na ESF. MÉTODO: Trata-se de um relato de experiência que foi conduzido no mês de outubro de 2023, como parte do projeto de extensão MobilizaSUS , vinculado ao curso de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri. A atividade consistiu na criação e divulgação de postagens no Instagram e em sala de espera na Unidade Básica de Saúde Terra Bela, em Iguatu, Ceará, com foco na percepção e prevenção do câncer de mama. Além disso, incluiu a produção de panfletos com informações sobre o câncer de mama, abrangendo definições, tratamentos e outras informações relevantes, foram estes distribuídos durante as atividades. Na ação, ocorreu a interação com mulheres presentes, proporcionando um espaço para discussão e esclarecimento de dúvidas sobre o tema. A participação da equipe da Unidade, usuários e dos discentes envolvidos na extensão universitária contribuiu para o sucesso da ação . Antes da realização da atividade, foram conduzidas reuniões com a bolsista, coordenador e colaboradores do projeto de extensão para planejamento, definição das estratégias, garantindo a efetividade das ações planejadas. É importante ressaltar que a pesquisa foi submetida ao comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Regional do Cariri, sob o número do parecer 5.875.360. RESULTADOS: Verificou-se que as iniciativas implementadas para compreensão e detecção precoce do câncer de mama na Estratégia de Saúde da Família resultaram positivamente na promoção da saúde das mulheres. Houve forte adesão das mulheres atendidas, demonstrando engajamento comunitário na busca por informações e cuidados preventivos. A parceria com a equipe de saúde permitiu uma integração eficaz das atividades nos serviços de atenção primária. A busca por exames preventivos aumentou significativamente, refletindo a eficácia das iniciativas educativas. A participação ativa das mulheres proporcionou esclarecimento de dúvidas e compartilhamento de experiências, contribuindo para uma maior elucidação sobre a importância da prevenção do câncer de mama. Esses resultados destacam a relevância das ações na Estratégia de Saúde da Família para a saúde das mulheres. CONSIDERAÇÕES FINAIS/CONCLUSÃO: Deste modo, a realização dessas atividades corroboram para a compreensão sobre o câncer de mama nessa Unidade Básica de Saúde, além de possibilitar a integração entre atividades acadêmicas e a comunidade através da promoção da saúde. Destacando resultados positivos obtidos dentre os quais participação efetiva, e a colaboração de profissionais, usuários.
Palavras-chave: Câncer de mama, prevenção ,estratégia saúde da família
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Abrir o trabalhoAGOSTO DOURADO: UMA CARTILHA EM PROL DO ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO PARA MÃES QUE TRABALHAM
KARINA ELLEN ALVES DE ALBUQUERQUE; Beatriz Soares Costa; Beatriz Pereira do Nascimento; Samara Klyssia Fortunato Bandeira; Breno Pinheiro Evangelista
INTRODUÇÃO: No Brasil, estudos demonstram que grande parte das crianças não são amamentadas até os dois anos de idade, algumas ainda não recebem o leite materno exclusivamente até os seis meses, conforme preconiza o Ministério da Saúde, essa situação de saúde costuma estar atrelado ao fato de mulheres desconhecerem seus direitos como mães e mulheres trabalhadoras. Optando por desmamar precocemente a criança para um retorno rápido ao trabalho. OBJETIVO: Construção de uma cartilha educativa em prol do aleitamento materno exclusivo para auxiliar mães que trabalham. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência. A proposta da atividade foi desenvolvida durante a Semana do Aleitamento Materno da cidade Iguatu-CE, ocorrida no período de 28 a 31 de agosto de 2023, com parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde de Iguatu e uma equipe multiprofissional de Residentes em Saúde da Família e Comunidade da Escola de Saúde Pública do Ceará, turma X. Foi realizado um levantamento bibliográfico pelos profissionais-residentes, escrita do texto técnico cientifico, construção e formatação da cartilha. RESULTADOS: O material construído possui 40 páginas, com design claro, leitura simples e concisa, mantendo o texto fluído e coeso. Seus capítulos discorrem sobre os direitos das mulheres como mães trabalhadoras, técnicas de amamentação, ordenha e armazenamento do leite e rede de apoio. Após a finalização, o material foi apresentado às mães e Agentes Comunitários de Saúde presentes no evento, sendo bem recebido por todos(as). O mesmo foi distribuído via whatsapp, em formato PDF. para os coordenadores e demais profissionais que compõe as Unidades Básicas de Saúde do município, para que eles pudessem trabalhar a cartilha em seus atendimentos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A partir do conhecimento e acesso da lactante a informações e equipamentos que promovam serviços de acolhimento, orientação e atendimento sobre cuidados necessários intrínsecos à amamentação amplia-se as possibilidades de construção de estratégias para a promoção do aleitamento. A elaboração da cartilha buscou materializar este acesso, sendo uma experiência desafiante e recompensadora ao permitir através de uma metodologia pautada nas tecnologias leves aproximar-se e informar o público o qual ela se destina.
Palavras-chave: ALEITAMENTO MATERNO,EDUCAÇÃO EM SAÚDE,TECNOLOGIA CULTURALMENTE APROPRIADA
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Abrir o trabalhoANÁLISE DAS EVIDÊNCIAS DE VALIDADE DE E-BOOK PARA O ENSINO-APRENDIZAGEM DE SEMIOLOGIA E SEMIOTÉCNICA: QUASE-EXPERIMENTO
MARCOS RYAN LOIOLA LIMA; Pedro Lucas Ferreira Mota; Anne Giselly da Silva Sousa; Vitória Kamile Verissimo Diógenes; Raiane Moura Silva; Nayara Santana Brito; Emanuelly Vieira Pereira; Lucas Dias Soares Machado
INTRODUÇÃO A graduação de enfermagem possui uma matriz curricular ampla, que objetiva o desenvolvimento de competências para o cuidar de enfermagem baseado no pensamento crítico reflexivo. Diante disso, a disciplina de Semiologia e Semiotécnica aplicada à Enfermagem se concretiza em atividades teóricas, teórico-práticas e práticas, a fim de desenvolver a capacidade de investigação de sinais e sintomas (semiologia), bem como as variadas técnicas que viabilizam essa investigação e a prestação da assistência de enfermagem (semiotécnica) (Melo et al., 2019). No entanto, é preciso pontuar que o modelo tradicional de ensino-aprendizagem se torna insuficiente, pois não estimula o raciocínio clínico, a articulação filosófica, teórica e metodológica do cuidado. Diante da importância da disciplina supracitada, se faz necessário o desenvolvimento de ferramentas alternativas, modernas e instigantes para potencializar o processo de ensino-aprendizagem. Frente ao exposto, realizou-se o desenvolvimento e a validação com especialistas de um livro eletrônico (e-book) do tipo hipermídia (SEMIOPOP), que contempla os Procedimentos Operacionais Padrões de Semiologia e Semiotécnica aplicada à Enfermagem. Através desse-book, os acadêmicos têm acesso ao passo a passo e às orientações gerais sobre a realização de técnicas de procedimentos e avaliações de Enfermagem, facilitando a compreensão e entendimento de cada conduta, através de elementos textuais e imagens. Assim, viabiliza-se o ensino-aprendizagem por meio das mídias digitais, inserindo os envolvidos em um processo ativo de construção do saber. Para tanto, reconhece-se a necessidade de validação externa dessa tecnologia construída, atestando a potencialidade do seu uso como recurso didático para disciplina. Portanto, objetivou-se analisar as evidências de validade, relacionadas a validação externa, do e-book SEMIOPOP no processo ensino-aprendizagem de Semiologia e Semiotécnica aplicada à Enfermagem. MÉTODO Trata-se de um estudo quase-experimental com abordagem quantitativa, do tipo grupo-controle não-equivalente de séries temporais antes-depois, com presença de grupo intervenção e grupo controle, não randomizada e implementada a partir da mensuração do escore antes e após a aplicação da intervenção. A pesquisa foi realizada no período de agosto de 2020 a julho de 2021, com acadêmicos do curso de enfermagem de uma universidade pública da Região centro-sul do Ceará, Brasil. O curso em questão estrutura-se em 10 semestres letivos em turno integral, onde a disciplina de Semiologia e Semiotécnica aplicada à Enfermagem é ministrada no 4º semestre da graduação. Tal disciplina organiza-se em 256 horas teóricas e 92 horas práticas, ministrada por três professores e nove monitores, discentes responsáveis pela problematização do ensino aprendizado teórico-prático. Considerou-se como grupo controle os alunos pertencentes à disciplina em questão no segundo semestre de 2020, enquanto o grupo intervenção foi considerado aqueles que cursaram a disciplina no primeiro semestre de 2021. Definiu-se como critérios de inclusão: estar regularmente matriculado na disciplina de Semiologia e Semiotécnica aplicada à Enfermagem, ter mais de 18 anos e ter acesso à internet. Foram excluídos os indivíduos que preencheram de forma indevida ou incompleta os instrumentos ou não o devolveram em tempo oportuno, conforme solicitações realizadas em três ciclos com diferença de dez dias entre estes. No primeiro tempo, 54 estudantes compuseram o grupo-controle e 26 o grupo intervenção, respondendo a um instrumento pré-teste com cada grupo anteriormente ao início das aulas. Houve perda de seguimento de 22 participantes, no segundo tempo, para o grupo-controle e cinco para o grupo intervenção, considerando a não resposta ao pós-teste realizado após o encerramento dos conteúdos da disciplina. Ao final, 53 discentes participaram do estudo, nos dois tempos. No grupo controle se utilizou como apoio a disciplina o livro-texto, slides das aulas e POPs de avaliações e procedimentos básicos da enfermagem, enquanto no grupo intervenção utilizou-se do livro-texto, slides das aulas e do SEMIOPOP. O instrumento aplicado foi elaborado no Google Forms, contemplando questões sociodemográficas e, posteriormente, 30 questões de múltipla escolha baseadas no conteúdo do SEMIOPOP. Sendo assim, contava com questões sobre cuidados de enfermagem na antissepsia das mãos, calçamento de luvas, higiene, antropometria, sinais vitais, curativos, administração de medicamentos, cateterismo vesical, sondagem nasogástrica e nasoentérica, oxigenoterapia, aspiração de vias aéreas e cuidados pós-morte; e avaliação de pele e anexos, cabeça e pescoço, sistema respiratório, cardiovascular, digestório, geniturinário e neuromuscular. Os dados dos questionários foram salvos em planilhas eletrônicas do Microsoft Office Excel versão 2016 e a análise estatística realizada no Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 25. As variáveis foram descritas em frequências absolutas e relativas. Para averiguar diferenças estatísticas significativas na relação entre as variáveis sociodemográficas e os acertos no pré e pós-teste, calculou-se a média e desvio-padrão e a significância por meio dos testes de Mann-Whitney e Kruskal-Wallis, conforme o reconhecimento de ausência de normalidade na distribuição deste desfecho pelos testes de Kolmogorov-Smirnov e Shapiro-Wilk. Para reconhecer as diferenças no pré e pós-teste, em ambos os grupos, utilizou-se o teste de McNemar. Por fim, para analisar o efeito do uso do SEMIOPOP, considerou-se o acerto das questões do instrumento nos momentos pré e pós-teste, bem como o nível de conhecimento geral resultado da soma total de acerto dos indivíduos de cada grupo, comparados pelo teste t de Student. Considerou-se significativos os valores de p<0,05. Por fim, utilizou-se o delta de Glass para calcular o tamanho de efeito da intervenção. O estudo atentou-se para as recomendações éticas e legais de pesquisas com seres humanos, sendo operacionalizada a partir de aprovação ética pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Regional do Cariri nº 4.048.615. RESULTADOS Participaram do estudo 53 discentes de enfermagem em curso da disciplina Semiologia e Semiotécnica aplicada à Enfermagem. A maioria dos participantes era do sexo feminino (94,3%, n=50), com idade média de 20,68 anos (DP= 1,46), solteiras (92,5%, n=49), de religião católica (64,3%, n=34) e de cor parda (67,9%, n=36). Prevaleceram a residência em zona urbana (81,1%, n=43), renda familiar de meio até um salário-mínimo (54,7%, n=29) e residência com mais de três pessoas (62,3%, n=33). Na avaliação da relação entre o número de acertos e os dados sociodemográficas dos participantes do grupo intervenção, detectou-se significância estatística na obtenção de maior número de acertos no pós-teste de estudantes com renda de um ou dois salários mínimos quando em comparação com os demais discentes (H(3)=12,725, p<0,05). Observou-se diferenças estatisticamente significativas no pré e pós-teste dos grupos controle e intervenção, respectivamente, para os temas; avaliação da temperatura corporal (p=0,019; p<0,001), exame neurológico das funções mentais (p=0,021; p<0,001), nervos cranianos (p=0,004); p=0,008), inspeção da pele (p<0,001; p<0,001), padrão respiratório (p=0,004; p=0,003) e orientações aos cuidados pós-morte (p=0,002; p<0,001). Também foram observadas diferenças nos acertos referentes à métodos propedêuticos (p=0,021) no grupo controle e orientações de enfermagem (p=0,031) e turgor cutâneo (p=0,016) no grupo intervenção. Nestes temas foi perceptível aumento no número de acertos entre pré e pós-teste. De modo semelhante, nos temas referentes a procedimentos de enfermagem, identificou-se diferença com significância estatística entre pré e pós-teste, respectivamente, dos grupos controle e intervenção nos temas higiene das mãos (p=0,039; p=0,006), oxigenoterapia (p<0,001; p=0,002), aspiração de vias aéreas (p=0,008; p=0,021) e tamponamento dos orifícios nos cuidados pós-morte (p=0,039; p=0,016). Já no grupo controle, reconheceu-se diferenças em antissepsia cirúrgica das mãos (p=0,013). Por sua vez, para o grupo intervenção, detectou-se diferença entre o número de acertos sobre materiais utilizados no cateterismo vesical (p<0,001). Nestes casos também houve aumento no número de acertos dos participantes. Onze temas obtiveram 100% de acerto no pós-teste pelos participantes que utilizaram o SEMIOPOP, grupo intervenção, em relação a um único tema com aproveitamento máximo no grupo controle. Nos temas aferição da pressão arterial, avaliação da temperatura via retal, focos de ausculta cardíaca, desinfecção de utensílios e sonda nasogástrica, identificou-se, ainda que na ausência de significância estatística, redução no número de acertos nos discentes do grupo controle. Em contraste, apenas o item referente a avaliação clínica da audição apresentou menor número de respostas pelos participantes do grupo intervenção no pós-teste em relação ao pré-teste. Por fim, testou-se a diferença entre a média de acertos pré-teste e pós-teste entre os grupos controle e intervenção, onde o grupo que fez uso do SEMIOPOP. Verificou-se incremento de 9,09 acertos em relação ao grupo controle com incremento de 5,78 acertos, com tamanho de efeito muito grande (delta de Glass= 2,86; IC95% 2,00-3,60). DISCUSSÃO As condições socioeconômicas apresentam relação direta com o rendimento acadêmico no ensino superior, posta a maior idade alcançada antes ou durante a graduação e as responsabilidades financeiras associadas, com ênfase para a dependência financeira da família e/ou necessidade de trabalhar para prover o sustento próprio e/ou familiar, o que implica em menos horas de estudo extraclasse (Medeiros et al., 2019). Nesta senda, as políticas de assistência estudantil, como as bolsas universitárias, podem contribuir com a renda familiar, bem como oportunizar experiências no ensino, pesquisa e extensão que refletem sobre o rendimento acadêmico e devem ser defendidas e fomentadas e que cada vez mais possam alcançar um maior número de universitários. Diversos recursos têm sido desenvolvidos e aplicados ao ensino em semiologia e semiotécnica, com vistas a sobreposição da fragmentação e caráter reducionista predominantes na disciplina, dos quais destacam-se os Objetos Virtuais de Aprendizagem (OVA). Trata-se de material didático variado, tais como vídeos, imagens, textos e hiperlinks, que conectam a tecnologia ao processo ensino-aprendizagem, dinamizando-o, sendo importante para o progresso de capacidades e competências para a prática de ações e atividades (Gadioli et al., 2018). Sob esta perspectiva, o SEMIOPOP foi desenvolvido e validado por especialistas, afirmando ser uma tecnologia educacional, do tipo hipermídia, válida para auxiliar no processo ensino-aprendizagem da disciplina de Semiologia e Semiotécnica aplicada à Enfermagem. Para fins de atestar sua validação externa, junto aos discentes de enfermagem, operacionalizou-se esse estudo quase-experimental com dois grupos. De modo distinto, o SEMIOPOP contribuiu para o conhecimento dos discentes do grupo intervenção quando em comparação com o grupo controle, reafirmando a contribuição de intervenções educativas na melhoria do conhecimento. Entretanto, destaca-se que o objetivo de novas estratégias e recursos no processo ensino-aprendizagem deve transcender o aumento do conhecimento, contemplando caráter psicomotor e afetivo, bem como proporcionando agradabilidade ao estudar e aprender, complementando e acompanhando aulas teóricas, práticas, simulações e estágios supervisionados para o desenvolvimento do pensamento crítico e criativo dos discentes (Carvalho et al., 2020). Enquanto que o estudo realizado com acadêmicos de enfermagem acerca do conhecimento sobre higienização simples das mãos, mensuração da pressão arterial, punção venosa periférica com cateter agulhado e sonda vesical de demora masculina, demonstrou que os discentes apresentaram baixa porcentagem de acerto, principalmente quanto a verificação da pressão arterial e punção venosa. A higiene simples das mãos foi o único dos temas investigados com 100% de acertos (Melo et al., 2017). CONCLUSÃO O SEMIOPOP demonstrou-se como tecnologia educativa de fácil acesso, baixo custo, adequada aos objetivos de aprendizagem da disciplina e com efeitos positivos sobre o conhecimento dos acadêmicos de enfermagem, apresentando-se como estratégia contributiva para o processo ensino-aprendizagem. Embora tenha se preocupado em atender o rigor metodológico pertinente ao quase-experimento com grupo-controle e grupo-intervenção, reconhece-se que um ensaio clínico randomizado possibilitaria o controle de possíveis variáveis confundidoras e mediadoras do desfecho conhecimento na disciplina de Semiologia e Semiotécnica aplicada à Enfermagem, permitindo afirmações mais robustas. Nesta senda, pode ser relevante também a aplicação e avaliação desta tecnologia com os acadêmicos de enfermagem de outras instituições. Por seu caráter instrutivo da realização processual das condutas do Enfermeiro para avaliação dos indivíduos e realização de procedimentos adequados as respostas humanas diagnosticadas, defende-se o potencial do SEMIOPOP em contribuir também para a dimensão prática da disciplina. Assim, estimula-se a realização de estudos que averiguem sua possível contribuição para o desenvolvimento de aspectos psicomotores. Referências Gadioli, B; Fulquini, F.L.; Kusumota L; Gimenes F.R.E.; Carvalho E.C. Construction and validation of a virtual learning object for the teaching of peripheral venous vascular semiology. Esc Anna Nery. V. 22, n. 4, 2018. DOI: 10.1590/2177-9465-EAN-2018-0043. MEDEIROS FILHO, A.E.C.; RODRIGUES Y.S.; LOPES, J.M.; PONTES JUNIOR, J.A.F. Fatores associados ao desempenho discente no Exame Nacionaal de Desempenho dos Estudantes (ENADE): uma revisão integrativa. Rev. Expr. Catól. V. 8, n. 1, 2019. DOI: 10.25190/rec.v8i1.2543. MELO, E.B.M.; LEITE M.C.F.; FILETTI, F.M.; OLIVEIRA, E.R.A.; FURIERI, L.B.; FIORESI, M. Use of technology in the teaching of nursing semiology aand semiotechnique. Rev baiana enferm. V. 33, e33859, 2019. DOI: 10.18471/rbe.v33.33859. Melo, G.S.M.; Tibúrcio, M.P.; Freitas, C.C.S.; Vasconcelos, Q.L.D.A.Q.; Costa, I.K.F.; Torres, G.V. Semiology and Semiology of Nursing: evaluation of undergraduate students’ knowledge on procedures. Rev Bras Enferm. V. 70, n. 2, p. 249-256, 2017. DOI: 10.1590/0034-7167-2016-0417. Rocha, M.R.; Vale, H.S., Moreira T.M.M.; Borges J.W.P.; Machado A.L.G.; Silva A.R.V. Validation of na educational booklet: effect on the knowledge about prevetion of metabolic syndrome in adolescentes. Texto Contexto Enferm. V. 31, e20210074, 2022. DOI: 10.1590/1980-265X-TCE-2021-0074.
Palavras-chave: Educação em Enfermagem, Materiais de Ensino, Tecnologia Educacional,Multimídia, Estudantes de Enfermagem
Oral
Abrir o trabalhoATIVIDADE EDUCATIVA SOBRE ADMINISTRAÇÃO SEGURA DE MEDICAMENTOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA.
GABRIEL HANRY DE LIMA SOARES; Antônia Mylena Carmem de Lima; Bianca da Silva Lourenço; Kauanny Kelly Aires Silva; Andrielle Firmino da Silva
INTRODUÇÃO: O projeto de extensão “Educação para o cuidado seguro em ambiente hospitalar”, promove assessoramento da equipe de enfermagem, com ênfase na segurança do paciente, a partir da realização de atividades educativas que versam sobre temas importantes para um cuidado seguro e livre de danos, além de proporcionar a participação dos acadêmicos e discussão junto aos profissionais resultando em melhores práticas de saúde. OBJETIVO: relatar a experiência de acadêmicos de enfermagem na aplicação de uma atividade educativa com a equipe de enfermagem sobre administração segura de medicamentos. MÉTODO: trata-se de relato de experiência de uma atividade extensionista desenvolvida no Hospital Regional de Iguatu-CE, no setor da Clínica Cirúrgica, no mês de maio de 2023. Participaram do momento educativo duas técnicas de enfermagem e uma enfermeira. A estratégia usada foi uma dinâmica com exposição de sentenças, que seriam julgadas pelas profissionais, através de placas de verdadeiro e falso, ofertadas no momento da ação, para promover interatividade. Em seguida, as respostas eram discutidas pela equipe, com o relato de suas vivências e principais dilemas encontrados no que diz respeito ao tema abordado. RESULTADOS: diante da participação das profissionais, o momento desenvolveu-se satisfatoriamente, houve questionamentos e justificativas a cada resposta, de forma descontraída e dinâmica, ocorrendo troca de saberes entre acadêmicos e profissionais. Observou-se que as participantes detinham o conhecimento acerca da relevância da administração segura de medicamentos. Sabe-se que a rotina do serviço e o ambiente hospitalar estão envoltos a adversidades, constituindo fatores determinantes para a ocorrência de erros, no entanto, a equipe demonstrou ter como prioridade a segurança do paciente durante o processo de medicação, destacando as ações de maior atenção nesse momento. CONCLUSÃO: Conclui-se que a ação atingiu os objetivos propostos no planejamento, que incluíam: resgate da temática com os profissionais e o uso de metodologias ativas, que permitiu o envolvimento maior dos participantes e a troca de experiência com os acadêmicos, ressaltando o feedback positivo das profissionais ao final demonstrando potencial de contribuição para a qualidade no cuidado ofertado.
Palavras-chave: Segurança do paciente,Enfermagem, Educação continuada em enfermagem
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Abrir o trabalhoATIVIDADE EDUCATIVA SOBRE HIGIENIZAÇÃO CORRETA DAS MÃOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA
BIANCA DA SILVA LOURENÇO; Andrielle Firmino da Silva; Antônia Mylena Carmem de Lima; Gabriel Hanry de Lima Soares; Kauanny Kelly Aires Silva; Glícia Uchôa Gomes Mendonça
INTRODUÇÃO: O projeto de extensão “Educação para o cuidado seguro em ambiente hospitalar”, promove educação continuada através do assessoramento da equipe de enfermagem sobre temáticas relacionadas à segurança do paciente. Neste caso, higienização das mãos, um cuidado fundamental para mitigar infecções relacionadas à assistência em saúde e que ainda é, muitas vezes, uma prática negligenciada no cotidiano hospitalar. OBJETIVO: Relatar a vivência dos discentes de enfermagem em uma atividade de extensão abordando a higienização correta das mãos. MÉTODO: O presente estudo decorre da ação realizada no setor de clínica cirúrgica do Hospital Regional de Iguatu-CE, realizada no mês de maio de 2023. Participaram da dinâmica três técnicas de enfermagem e uma enfermeira. Abordou-se a higienização correta das mãos, a partir da adaptação do método de comunicação “show me”. A equipe recebeu orientações sobre o objetivo e desenvolvimento da dinâmica. Em sua realização usou-se luvas e tintas. Enquanto uma profissional guiava os passos da lavagem, as demais seguiam as instruções e a executavam. O momento seguinte foi utilizado para discussão entre os discentes e a equipe de enfermagem. RESULTADOS: Observou-se interesse em adquirir/reforçar o conhecimento, interação entre as participantes, adesão a ação e contribuição para a produtividade da atividade educativa. Ao fim do momento, constatou-se que apesar de bem executada a lavagem, no que se refere à cobertura completa das mãos para a limpeza, as profissionais apresentaram um pouco de dificuldade na memorização do passo a passo. A rotina e o próprio ambiente hospitalar se mostraram como potenciais empecilhos para a prática adequada, pela carência de insumos e tempo. Entretanto, mesmo com as adversidades, a equipe enfatizou a importância do tema, tanto para a segurança dos pacientes, quanto para a segurança dos profissionais. CONSIDERAÇÕES FINAIS/CONCLUSÃO: Conclui-se que a equipe prioriza a segurança do paciente e que o uso das metodologias ativas possibilitam a interação dos profissionais com os discentes de forma construtiva, além de permitir que estes conheçam um pouco mais da rotina dos serviços, através dos relatos das profissionais, resultando em uma ação produtiva e transformadora.
Palavras-chave: Segurança do paciente, Educação continuada, Desinfecção das mãos
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Abrir o trabalhoAtuação da Enfermagem em casos de pré-eclâmpsia e eclampsia: uma revisão narrativa
LAURA TABITA DE QUEIROZ MAGALHÃES MARQUES ; Gabriele Castro da Silva; Alice Guedes de Alexandre Bezerra; Saulo Isaias Vieira de Oliveira; Renata Alencar Nascimento
Esse resumo busca discutir sobre a atuação do enfermeiro perante casos de pré-eclâmpsia e eclampsia, um distúrbio hipertensivo que acomete várias gestantes. Dessa forma, esse estudo reúne desde ações preventivas até métodos utilizados em casos emergenciais. Ressaltando os melhores fármacos, os probemas da assistência de enfermagem hodierna e importância do papel do profissional enfermeiro perante essas enfermidades.
Palavras-chave: Assistência de enfermagem,pré-eclâmpsia,eclampsia
Oral
Abrir o trabalhoBenefícios da prática de atividade física para a saúde mental no projeto "cabeça de gelo".
ANA PAULA DA SILVA ISIDORO DOS SANTOS; Fabrícia Maria da Silva
Na atualidade, saúde mental é entendida como ausência de doenças mentais, entretanto, implica para além disso. Muitas vezes, o cenário que somos inseridos, como escolas, universidades e trabalho, nos causa estresse. Essa complicação afeta diretamente na vida social, acadêmica e do trabalho, que provoca perda de produtividade nesses deveres. Com isso, a prática de atividades físicas é uma das sugestões não farmacológicas mais eficazes e recomendadas pelos profissionais durante o tratamento de transtornos mentais, pois, quando se ocupa a mente com outras atividades ajudam a minimizar os problemas rotineiros. No projeto de extensão “CABEÇA DE GELO”, criado pelos discentes do curso de Educação Física, da Universidade Regional do Cariri (URCA), é um projeto de esportes com raquetes desenvolvido para a melhoria da saúde mental, acadêmica e populacional. É utilizado por meio de jogos e brincadeiras ações que visam contribuir para ganhos positivos e descarte de emoções negativas por intermédio das práticas de exercício físico. A partir de uma pesquisa realizada pelos criadores do projeto juntamente com o NIAP, foi visto que os discentes do curso de Enfermagem são os que mais procuram o atendimento psicológico. O funcionamento das atividades de extensão funcionam nos horários após as aulas vespertinas na quadra poliesportiva do CAMPUS MULTI-INSTITUCIONAL HUMBERTO TEIXEIRA na cidade de Iguatu, possibilitando a participação de toda a população. As atividades vivenciadas pelas discentes da enfermagem na quadra poliesportiva da URCA, tinham o intuito de sair do sedentarismo e diminuir um pouco a carga acadêmica. Durante a semana essas aulas são realizadas nos dias de segunda-feira à quinta-feira no horário 17 HORAS até 18:30min na quadra poliesportiva do CAMPUS MULTI-INSTITUCIONAL HUMBERTO TEIXEIRA da cidade de Iguatu. Conclui-se que a prática de exercício físico proporciona benefícios essenciais para o bem-estar mental e físico. Mediante o exposto, o esporte é de suma importância dentro da universidade, por isso se faz necessário o incentivo e a responsabilidade de cada um procurar primeiramente um profissional da psicologia para fazer acompanhamento e realizar atividades físicas para obter um melhor desempenho. O projeto de extensão “CABEÇA DE GELO”, por sua vez, tem sua importância dentro do ambiente da universidade para que os discentes pratique atividade física na faculdade diminuindo o estresse do dia a dia.
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Abrir o trabalhoCOMPETÊNCIAS FORMATIVAS NA GRADUAÇÃO DE ENFERMAGEM PARA PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL:RELATO DE EXPERIÊNCIA
MILENA MACEDO SILVA; Josênaria Bezerra da Silva; Ana Cristina Henrique Souza; Cicero Damon Carvalho de Alencar; Mirely de Souza Teixeira; Jeissiane de Sousa Gomes
INTRODUÇÃO: No processo formativo de profissionais da área saúde, as competências (conhecimento, habilidade e atitude) desenvolvidas na graduação apresentam potencialidades, com a finalidade de formar profissionais comprometidos com a qualidade do trabalho prestado à população. Neste âmbito, as ações de promoção da saúde são estratégias que permitem a aprimoração dessas competências. No contexto da saúde mental, o cuidado deve acontecer de forma holística, pois possui impacto positivo na qualidade de vida dos indivíduos, o que pode potencializar a resolução dos transtornos ou o surgimento de novos. OBJETIVO: Descrever um relato de experiência na graduação em enfermagem na promoção da saúde mental por meio de competências formativas . MÉTODO: Trata-se de um relato de experiência de uma ação realizada por um grupo de discentes do curso de enfermagem na disciplina de saúde mental, da Universidade Regional do Cariri-URCA, conduzida por nove alunos. Realizada em Maio de 2023 na Policlínica Aderson Tavares Bezerra, em Crato-CE. Para realização da ação a docente responsável obteve contato prévio com a policlínica para obter autorização da realização da atividade com os usuários. O planejamento da ação ocorreu por meio de discussão entre os discentes e o docente, no qual foram elencados os temas a serem abordados durante a ação. A mesma teve uma estimativa de participação de cerca de 100 usuários. Nessa ação foi realizada uma dinâmica na sala de espera, onde se passava uma caixa com palavras e frases com assuntos relevantes na saúde mental,como alguns transtornos por exemplo ansiedade e suas causas, as questões sortidas eram discutidas entre usuários e profissionais. RESULTADOS: Observou-se que a ação implementada para promoção da saúde mental na policlínica obteve resultados positivos para os usuários presentes. Os mesmos demonstraram uma aceitável adesão e colaboração com a dinâmica, assim se mostraram engajados na busca por mais informações sobre a saúde mental e sua relevância na sociedade atual, elencando o conhecimento prévio e o conteúdo debatido pelos discentes. Vale pontuar positivamente a parceria com a equipe da unidade, no qual permitiu uma integração eficaz da atividade realizada. O envolvimento dos usuários possibilitou o esclarecimento de algumas dúvidas e o compartilhamento de experiências pessoais entre usuários e discentes, as quais corroboram com a elucidação sobre o assunto e efetivação da atividade proposta da ação. CONSIDERAÇÕES FINAIS/CONCLUSÃO: Dessa forma, a realização da ação desenvolvida contribui para uma melhor compreensão da saúde mental entre os participantes. Destacou-se a importância da pauta promoção em saúde mental, para trabalhar as competências formativas na graduação de enfermagem diante da necessidade de ampliar conceitos e abordagens e diminuir estigmas nesse aspecto, enfatizou-se a colaboração e adesão dos usuários, o que fomentou resultados positivos e elucidação no assunto. Permitindo, assim, a integração entre as atividades acadêmicas e a comunidade.
Palavras-chave: Saúde mental,Promoção da saúde,Educação Baseada em Competências
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Abrir o trabalhoCUSTOS DE INTERNAÇÃO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA EM UM MUNICÍPIO DO CENTRO SUL CEARENSE
MARINALVA DE LIMA GUEDES; Pedro Lucas Ferreira Mota; Karine Freitas Ricarte; Amábile Aires Pinheiro Carnaúba; Mirely de Souza Teixeira; Lucas Dias Soares Machado
Introdução: A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é crucial para o atendimento de pacientes graves, demandando altos custos operacionais e profissionais. É essencial uma gestão eficiente dos recursos de saúde, baseando-se na análise dos custos de internação. Objetivo: analisar os custos de internação em UTI no município de Iguatu-CE, em 2023. Método: O estudo realizado em maio de 2024 é transversal, descritivo e quantitativo, utilizando dados do Sistema de Internação Hospitalar (SIH) via Tabnet/Departamento de Informática do SUS. As variáveis incluem município, internação em UTI e valor total das Autorizações de Internação Hospitalar (AIH). Os dados foram analisados com Microsoft Excel© 2016 e SPSS versão 25. Resultados: Em 2023, 6.830 pacientes foram internados, com um custo total de R$ 6.781.897,95. Os meses de maior custo: outubro, junho e setembro. Menor custo: março. Fevereiro e janeiro apresentaram os custos médios por paciente mais altos, R$ 1.061,63 e R$ 1.094,22, respectivamente. Os diagnósticos com maiores custos foram septicemia por Streptococcus pneumonia, parada cardíaca não especificada e doença hepática tóxica. Conclusão: A análise financeira revela que os custos são elevados e variam conforme o mês e a condição clínica do paciente, com maior investimento no segundo semestre. Esta avaliação orienta os gestores na alocação de recursos humanos, tecnológicos e financeiros, ajudando na elaboração de estratégias para redução de custos conforme o cenário.
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Abrir o trabalhoDESAFIOS ENFRENTADOS POR PACIENTES COM LESÃO MEDULAR
MARIA FERNANDA DE OLIVEIRA ALVES; Ana Júlia Máximo Mendes; Maria do Socorro Ferreira dos Santos; Rafaella da Costa Ribeiro; Thayná Milena dos Santos
O Brasil possui mais de 45 milhões de pessoas com deficiência, incluindo mais de 13 milhões com deficiência física, muitas causadas por acidentes de trânsito. Lesões medulares trazem grandes desafios físicos e emocionais, afetando a saúde mental dos indivíduos e de seus entes próximos. Este estudo visa esclarecer as complicações dessas lesões. Enquetes em redes sociais coletaram opiniões sobre acessibilidade, preconceito, saúde mental e direitos de saúde, buscando soluções para os desafios enfrentados. Os resultados mostram que a aceitação da lesão é lenta e difícil, gerando tristeza, medo, depressão, ansiedade e dependência de terceiros, além de enfrentar preconceito e infraestrutura inadequada. Conclui-se que é essencial validar o luto dessas pessoas, fortalecer políticas de reabilitação e promover uma inclusão efetiva na sociedade.
Palavras-chave: Lesão medular,Deficiência física,Inclusão social
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Abrir o trabalhoDESEMPENHO DE ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM BRASILEIROS NO ENADE SEGUNDO ASPECTOS SOCIODEMOGRÁFICOS E ACADÊMICOS
JANAÍNA RODRIGUES LIMA; Pedro Lucas Ferreira Mota; Marcos Ryan Loiola Lima; Guilhermi da Silva Maia; Raiane Moura Silva; Andrielle Firmino da Silva; Vitória Kamile Veríssimo Diogenes; Lucas Dias Soares Machado
INTRODUÇÃO As Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) dispõem sobre a estruturação dos projetos pedagógicos e currículos dos cursos de graduação, estabelecendo um perfil de competências e outros eixos que são responsáveis pela formação dos acadêmicos. Na graduação em enfermagem o estabelecimento das DCN é pautado nas políticas de educação e saúde com o intuito de que essa formação seja espelhada no Sistema Único de Saúde (SUS), capacitando profissionais para atuar frente às políticas de saúde com o intuito de promover o acesso universal e equitativo ao cuidado de qualidade (Ximenes et al., 2020). É importante considerar que a realidade heterogênea e continental brasileira influencia diretamente na formação em enfermagem, reconhecendo dificuldades acadêmicas que fragilizam a formação, como a falta de um corpo docente adequado, ausência de infraestrutura e oportunidades adequadas, aspectos de fixação discente no curso e dificuldades pessoais/relacionais interferem ativamente no desempenho dos discentes (Amorim et al., 2019). Diante desse cenário, na avaliação do desempenho de estudantes de cursos de ensino superior no Brasil instituiu-se o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE), componente curricular obrigatório aos cursos de graduação. A realização dessa avaliação é uma importante ferramenta na busca da garantia da qualidade da formação e da prática profissional, sendo pertinente a consideração dos aspectos sociodemográficos e acadêmicos para a avaliação da equidade e inclusão, identificação de necessidades específicas e para refletir a efetividade das políticas públicas (Lima et al.,2019). Sendo assim, o ENADE apresenta-se como relevante oportunidade de investigação de como as variáveis sociodemográficas e acadêmicas podem influenciar o rendimento acadêmico, ofertando subsídios para as políticas públicas de educação com foco na ampliação do potencial dos estudantes de enfermagem e melhoria nas condições de seu processo formativo. Logo, objetivou-se analisar o desempenho dos acadêmicos de enfermagem brasileiros no ENADE segundo aspectos sociodemográficos e acadêmicos. MÉTODO Estudo transversal, de abordagem quantitativa, que fez uso dos dados secundários do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE), aplicado aos acadêmicos de Enfermagem em 2019 e divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) em 2021. A escolha por esse banco de dados justifica-se ao considerar esse como o último agrupamento de dados referentes aos cursos de Enfermagem divulgados. Os dados foram organizados em planilhas do Microsoft Office Excel 2016, considerando a nota geral (composta por média ponderada entre o componente geral e o componente específico) enquanto variável dependente de interesse, representativa do desempenho acadêmico no exame. Como variáveis independentes selecionou-se: idade, sexo, estado civil, moradia, horas de estudos semanais, estado, região, administração da Instituição de Ensino Superior (IES), organização acadêmica da IES, ingresso por meio de políticas afirmativas e sociais, bolsa permanência, bolsa acadêmica e turno de estudo. Foram considerados para análise os instrumentos considerados completos e com respostas válidas. Os dados foram processados com auxílio do Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 25, segundo estatística descritiva – frequência absoluta, frequência relativa, média e desvio padrão – e estatística inferencial. A priori, identificou-se a ausência de normalidade da variável dependente por meio do teste Kolmogorov-Smirnov (p<0,001). Assim, adotou-se a comparação dos escores a partir das categorias de uma mesma variável independente segundo teste de Mann-Whitney e Kruskal-Wallis. Utilizou-se significâncias assintomáticas (teste de dois lados), considerando-se 0,05 como nível de significância. Os valores de significância foram ajustados pela correção de Bonferroni para múltiplos testes. Os dados foram sistematizados em gráficos e tabelas. Por tratar-se de dados secundários de acesso público, protegidos pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais através de codificações e compressões, o estudo não demanda apreciação pelo Comitê de Ética em Pesquisa. Buscou-se atender os princípios éticos e recomendações da Resolução Nº 510, de 07 de abril de 2016. RESULTADOS E DISCUSSÃO Participaram do ENADE, com respostas completas e válidas ao exame, 38.250 estudantes de graduação em enfermagem. Dentre os participantes a idade média foi de 29,27 anos (±7,6). A maioria era do sexo feminino (85,1%; 32553), solteira (68,9%; 26303) e residia com os pais ou parentes (52,5%; 20089). Tabela 1 – Desempenho de acadêmicos de Enfermagem no ENADE 2019 segundo variáveis sociodemográficas e acadêmicas. Iguatu, CE, Brasil, 2024 (n=38250) Variáveis Desempenho / Nota geral p-valor % n µ DP Sexo Masculino 14,9 5697 39,07 13,12 0,001 Feminino 85,1 32553 38,39 12,87 Estado civil Solteiro(a) 68,9 26303 39,52 13,09 <0,001 Casado(a) 22,5 8579 36,37 12,18 Separado(a)/divorciado(a) 4,4 1672 35,59 12,25 Viúvo(a) 0,4 159 30,90 11,85 Outro 3,8 1461 37,08 12,21 Moradia Sozinho 8,1 3082 36,24 12,66 <0,001 Com pais ou parentes 52,5 20089 39,93 12,99 Com cônjuge e/ou filhos 33,5 12810 36,05 12,12 Com outras pessoas 4,8 1855 43,24 13,79 Em alojamento universitário 0,2 94 48,93 13,67 Em outros tipos de habitação 0,6 244 38,93 13,19 Bolsa permanência Nenhuma 71,3 35554 37,98 12,66 <0,001 Auxílio moradia 1,7 212 45,71 14,03 Auxílio alimentação 8,9 531 47,83 13,04 Auxílio moradia e alimentação 10,0 279 47,56 13,64 Auxílio permanência 5,8 881 48,56 13,54 Outro tipo de auxílio 2,2 717 39,79 13,96 Bolsa acadêmica Nenhuma 83,0 31682 37,13 12,22 <0,001 Bolsa de iniciação científica 4,5 1728 51,39 12,45 Bolsa de extensão 2,6 998 47,73 13,21 Bolsa de monitoria/tutoria 2,8 1061 48,43 12,54 Bolsa PET 0,7 250 52,00 13,98 Outro tipo de bolsa acadêmica 6,4 2455 37,76 12,65 Horas de estudo por semana Nenhuma, apenas assiste as aulas 2,7 1030 34,68 12,50 <0,001 De uma a três horas 47,0 17929 36,47 12,13 De quatro a sete horas 29,8 11380 39,77 12,95 De oito a doze horas 11,8 4509 41,31 13,46 Mais de doze horas 8,7 3325 42,54 13,88 Ingresso por políticas afirmativas Não 71,3 27227 37,34 12,58 <0,001 Critério étnico-racial 1,7 667 41,81 13,67 Critério renda 8,9 3416 38,03 12,65 Egresso de escola pública ou particular com bolsa de estudos 10,0 3835 42,46 13,15 Sistema que combina dois ou mais critérios 5,8 2208 46,69 12,69 Sistema diferente dos anteriores 2,2 821 36,25 11,42 Administração da instituição <0,001 Privada 86,4 33066 36,94 12,19 Pública 13,6 5184 48,35 13,04 Organização acadêmica da instituição Centro universitário 29,2 11185 37,59 12,18 Faculdade 31,3 11960 35,17 12,08 <0,001 Instituto Federal 0,1 40 44,01 12,33 Universidade 39,4 15065 41,78 13,29 Turno Manhã 3,6 1365 41,38 13,36 Tarde 1,0 366 38,76 11,95 <0,001 Integral 80,9 30956 38,77 13,04 Noite 13,4 5116 36,69 11,78 Fonte: elaboração própria. Comparações pairwaise revelaram significância estatística nas relações entre viúvo e separados/divorciados, casados, solteiros e outros; entre separados/divorciados e casados e outro; entre solteiros e casados e outro. Acadêmicos viúvos apresentaram menor desempenho em relação aos demais estados civis, o que pode estar associado ao maior nível de estresse, responsabilidades e falta de motivação desses estudantes (Oliveira, 2012). De modo semelhante, os estudantes separados/divorciados apresentaram médias menores que os solteiros (H(4)=11,999; p<0,001) e com outro estado civil (H(4)=-3,538; p=0,004). Os solteiros apresentaram maiores escores que os casados (H(4)=18,574; p<0,001) e com outro tipo de estado civil (H(4)=6,544; p<0,001). É importante ressaltar que, os estudantes solteiros possuem menos responsabilidades extra-acadêmicas, se comparados aos estudantes casados que, em sua maioria, para além dos estudos contam com os deveres matrimoniais, como as despesas financeiras, responsabilidades familiares e a necessidade de equilibrar o tempo entre o lar e os estudos (Porreca, 2019). Reconheceu-se significância estatística entre o rendimento acadêmico no ENADE a partir das diferentes moradias, sendo maior entre os estudantes que residiam em alojamento universitário, reforçando a ideia de que um ambiente de estudos adequado e que possivelmente possui menos distrações, colabora com um melhor desempenho acadêmico (Lacerda et al., 2018). Em seguida, destaca-se o rendimento acadêmico daqueles que moravam com outras pessoas, com os pais ou parentes, em outros tipos de habitação, sozinhos e com cônjuge e/ou filhos, respectivamente (p<0,05). Identificou-se significância estatística entre os escores dos acadêmicos com bolsa PET e bolsa de extensão (H(5)=-3,586; p<0,001), outro tipo de bolsa acadêmica (H(5)=-14,725; p<0,001) e nenhuma bolsa (H(5)=-16,087; p<0,001), sendo maiores entre os bolsista PET. Em seguida, os bolsistas de iniciação científica apresentaram-se com maiores escores e significância estatística em comparação com as demais bolsas. Os estudantes que afirmaram não ter recebido nenhuma bolsa ao longo da graduação demonstraram escores menores que os demais. Tal significância, atribuída a alunos com bolsa PET, está associada ao ingresso dos estudantes na tríade de ensino, pesquisa e extensão, além disso, a disposição de bolsas estudantis funciona como um estímulo significativo para a melhoria do desempenho acadêmico (Tosta et al., 2006). O desempenho acadêmico dos estudantes foi crescente tal qual o número de horas semanais de estudo, sendo maior entre aqueles que estudavam mais de doze horas e menor entre aqueles que apenas assistiam às aulas (p<0,001). Por fim, estudantes com jornada de graduação diurna apresentaram maiores médias em relação àqueles que estudavam em regime integral (H(3)=7,089; p<0,001), a tarde (H(3)=3,057; p=0,13) e a noite (H(3)=11,459; p<0,001), respectivamente, o que revela que alunos que seguem o ciclo circadiano natural e estudam pelo período da manhã podem conseguir uma melhor concentração e desempenho cognitivo, em contrapartida aos que optam por outro horário. Demonstra-se a clara relação entre a quantidade e o horário de estudos e os resultados acadêmicos (Silva et al.; 2022). CONCLUSÃO Conclui-se mediante a análise do desempenho dos acadêmicos no ENADE em relação aos aspectos sociodemográficos e acadêmicos que o estado civil possui evidentemente um grande papel no desempenho acadêmico e pode influenciar nos resultados do ENADE por diversos fatores, como o aumento das responsabilidades e a diminuição do tempo dedicados ao estudo, que já se enquadra em um fator negativo para tal desempenho. Para além disso, a graduação diurna e o auxílio de bolsas estudantis demostraram estatisticamente favorecem o desempenho na prova, sendo assim reforça-se a necessidade de implementar políticas e apoio adequados com o intuito de garantir de maneira equânime que os estudantes tenham mais oportunidades de melhoria acadêmica o que por conseguinte resultaria em melhores resultados no ENADE. garantir que todos os graduandos tenham oportunidades iguais de sucesso acadêmico.
Palavras-chave: Desempenho Acadêmico,Estudantes de Enfermagem,Avaliação Educacional
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO CONTINUADA NA ATENÇÃO BÁSICA SOB PERSPECTIVA DA SEGURANÇA DO PACIENTE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
GABRIELY FERREIRA DOS REIS ; Aline Morais de Lima; Amanda Ferreira Lima; Edyna Silva dos Santos; Nathaly Almeida de Lima; Karla Correa Lima Miranda; Samyra Paula Lustoza Xavier
Introdução: A organização mundial de saúde (OMS) define segurança do paciente como a redução do risco de danos desnecessários a um mínimo aceitável, considerando componente constante e intimamente relacionado com o atendimento ao paciente. Objetivo: Relatar a experiência das ações desenvolvidas, a partir da curricularização da extensão, na disciplina de Saúde do Adulto da graduação de Enfermagem. Metódo: Trata-se de um relato de experiência das atividades realizadas no primeiro período letivo de 2023, a partir de um projeto de extensão da disciplina Saúde do adulto que foi realizado em 5 temáticas distintas conforme conteúdos programáticos. Resultados: essas temáticas foram abordadas com a utilização de metodologias ativas direcionadas ao público-alvo, proporcionando o compartilhamento de experiências, discussão e reflexão dos conteúdos abordados. Ademais, a participação dos envolvidos proporcionou uma melhor experiência e aproveitamento do projeto. Conclusão: o presente relato contribuiu para o cuidado com o cliente e sua segurança, ao descrever a importância de intervenções direcionadas ao público na unidade de saúde e atendimento domiciliar proporcionado conhecimento a respeito da temática e prevenindo danos desnecessários ao cliente.
Palavras-chave: Segurança do Paciente,Atenção Básica,Assistência em Saúde
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoEducação em Saúde na pediatria para a prevenção de parasitoses intestinais: Realato de experiência
MARIA SANDY MOURA SOUZA; Emanuele Lopes Oliveira Alencar; Sabrina de Sousa Lima; Sherline Alves Pereira; Isy Kaylane dos Santos Silva; Estefane Gabriela Peira Viana; Luanna Gomes da Silva
As parasitoses intestinais são infecções causadas por agentes etiológicos helmintos ou protozoários, que se instalam no sistema digestório e provocam uma série de modificações patológicas no organismo, podendo desencadear graves consequências ao crescimento e desenvolvimento físico e cognitivo das crianças, bem como levar à morte a depender da evolução da infecção (Soares, 2020). As crianças são as mais propícias a serem acometidas pelos parasitas intestinais, pois são as mais expostas a esses patógenos e possuem dificuldades nas práticas de higienização. Quando há uma baixa adesão à higiene e aos hábitos saudáveis ou estes não são executados corretamente, cria-se uma porta de entrada para os parasitas, pois são transmitidos pela via fecal-oral a partir da ingestão de água ou alimentos contaminados e pela penetração através de ferimentos na pele (Bragagnollo et al., 2018). Trata- se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, elaborado a partir da vivência de acadêmicas de Enfermagem, atuantes como extensionistas do projeto de extensão “Promoção da saúde na pediatria- PROPED”, vinculado a Universidade Regional do Cariri- URCA. A ação educativa conduzida pelas acadêmicas de enfermagem foi desenvolvida em três momentos. Inicialmente, foi realizado o acolhimento com a apresentação das extensionistas e a professora supervisora, bem como exposta a temática da ação intitulada: “prevenção de parasitoses intestinais”, com a finalidade de estabelecer uma interação inicial com os participantes. Por conseguinte, em forma de contação de história, foi abordada a prevenção das parasitoses, sendo apresentada a importância de beber água tratada ou fervida, tomar banho, andar calçado, lavar bem os alimentos antes de comer, cuidados quando ao tomar banho de rio e manter as mãos e unhas limpas. As crianças demonstraram um conhecimento prévio sobre o tema, destacaram a importância dessas ações preventivas e que relataram realizar algumas dessas práticas no cotidiano. No entanto, foi possível identificar a partir dos relatos que ainda há uma resistência na adesão a essas medidas de proteção como por exemplo: andar descalço e não aceitar cortar as unhas, ressaltando assim o quanto é necessário que os benefícios resultantes dessas ações sejam mais propagados. Em seguida, foi realizado um jogo da memória contendo imagens ilustrativas de profilaxia contra as parasitoses. A cada carta retirada as crianças relataram o que visualizaram nas imagens e se aquela ação estava correta, em alguns momentos compartilharam vivências em relação a imagem da carta, se tinham o hábito de realizar ou não determinado cuidado profilático.
Palavras-chave: Doenças Parasitárias, EDUCAÇÃO EM SAÚDE ,ENFERMAGEM PEDIÁTRIA
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoEducação em Saúde na pediatria para a prevenção de parasitoses intestinais: Relato de experiência
MARIA SANDY MOURA SOUZA; Emanuele Lopes Oliveira Alencar; Sabrina de Sousa Lima; Sherline Alves Pereira; Isy Kaylane dos Santos Silva; Estefane Gabriela Pereira Viana; Luanna Gomes da Silva
As parasitoses intestinais são infecções causadas por agentes etiológicos helmintos ou protozoários, que se instalam no sistema digestório e provocam uma série de modificações patológicas no organismo, podendo desencadear graves consequências ao crescimento e desenvolvimento físico e cognitivo das crianças, bem como levar à morte a depender da evolução da infecção (Soares, 2020). As crianças são as mais propícias a serem acometidas pelos parasitas intestinais, pois são as mais expostas a esses patógenos e possuem dificuldades nas práticas de higienização. Quando há uma baixa adesão à higiene e aos hábitos saudáveis ou estes não são executados corretamente, cria-se uma porta de entrada para os parasitas, pois são transmitidos pela via fecal-oral a partir da ingestão de água ou alimentos contaminados e pela penetração através de ferimentos na pele (Bragagnollo et al., 2018). Trata- se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, elaborado a partir da vivência de acadêmicas de Enfermagem, atuantes como extensionistas do projeto de extensão “Promoção da saúde na pediatria- PROPED”, vinculado a Universidade Regional do Cariri- URCA. A ação educativa conduzida pelas acadêmicas de enfermagem foi desenvolvida em três momentos. Inicialmente, foi realizado o acolhimento com a apresentação das extensionistas e a professora supervisora, bem como exposta a temática da ação intitulada: “prevenção de parasitoses intestinais”, com a finalidade de estabelecer uma interação inicial com os participantes. Por conseguinte, em forma de contação de história, foi abordada a prevenção das parasitoses, sendo apresentada a importância de beber água tratada ou fervida, tomar banho, andar calçado, lavar bem os alimentos antes de comer, cuidados quando ao tomar banho de rio e manter as mãos e unhas limpas. As crianças demonstraram um conhecimento prévio sobre o tema, destacaram a importância dessas ações preventivas e que relataram realizar algumas dessas práticas no cotidiano. No entanto, foi possível identificar a partir dos relatos que ainda há uma resistência na adesão a essas medidas de proteção como por exemplo: andar descalço e não aceitar cortar as unhas, ressaltando assim o quanto é necessário que os benefícios resultantes dessas ações sejam mais propagados. Em seguida, foi realizado um jogo da memória contendo imagens ilustrativas de profilaxia contra as parasitoses. A cada carta retirada as crianças relataram o que visualizaram nas imagens e se aquela ação estava correta, em alguns momentos compartilharam vivências em relação a imagem da carta, se tinham o hábito de realizar ou não determinado cuidado profilático. É possível apontar que a educação em saúde sobre as parasitoses intestinais com uso de estratégias lúdicas é uma relevante ferramenta para o cuidado de enfermagem ofertado ao público infantil, pois ao estabelecer uma boa comunicação entre criança-enfermeiro, fortalece o estímulo do autocuidado e o entendimento das medidas de profilaxia, visando o bem-estar e melhor qualidade de vida para as crianças. Diante da experiência vivenciada, é evidente a importância de implementar ações educativas no hospital para um cuidado humanizado e integral na assistência à saúde da criança. Para tanto, espera-se que essa vivência favoreça a sensibilização dos profissionais de enfermagem para implementação dessa prática, com abordagem de diferentes temáticas da saúde.
Palavras-chave: Doenças Parasitárias,Educação em Saúde,Enfermagem Pediátrica
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Abrir o trabalhoESPIRITUALIDADE E SAÚDE: UMA ANÁLISE SOB A ÓTICA DA TEORIA TRANSPESSOAL DE JEAN WATSON
MIRELY DE SOUZA TEIXEIRA; Ana Cristina Henrique de Souza; Milena Macedo Silva; Helvis Eduardo Oliveira da Silva
INTRODUÇÃO: A Teoria Transpessoal de Jean Watson, estabelece que a dimensão espiritual é capaz de potencializar a cura e o bem estar, transcendendo o físico, alcançando o cliente em sua totalidade corpo-mente-alma. Esta teoria se alicerça em 10 fatores do cuidado: sistema de valores humanístico-altruísta; fé e esperança; cultivo da sensibilidade para si e para o outro; desenvolvimento de confiança no processo cuidado; promoção/aceitação da expressão de sentimentos positivos e negativos; uso sistemático e criativo da ciência; ensino-aprendizagem transpessoal; provisão de um ambiente de apoio mental, social, espiritual; satisfação das necessidades humanas; e abertura à dimensão existencial-fenomenológica. Sendo assim, o cuidado espiritual é visto como aspecto essencial da assistência holística em enfermagem, onde o ser cuidado tem suas inquietações acolhidas e é incentivado a compreender o sentido daquele processo, juntamente com a essência da vida, de forma subjetiva. OBJETIVO: Analisar a espiritualidade e sua interface com a saúde, sob a ótica da Teoria Transpessoal de Jean Watson. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa, com busca realizada em maio de 2024. Para a pesquisa foram utilizadas as bases de dados SciELO e LILACS. Os critérios de inclusão foram: textos disponíveis na íntegra, escritos em português, inglês e espanhol, publicados nos últimos cinco anos, excluindo-se aqueles que não apresentavam relações com a temática e duplicados. A amostra final é composta por 3 artigos. RESULTADOS: Com a análise dos dados, ficou perceptível como a espiritualidade é vista como promotora de saúde, contribuindo para a redução do estresse, melhora do bem-estar emocional, e apoio no enfrentamento de doenças. Segundo Jean Watson, a espiritualidade possibilita no âmbito da saúde o desenvolvimento de ambientes de cura: criando espaços que promovam a paz, a reflexão e a espiritualidade, respeitando as crenças dos pacientes. Assim, fornecendo uma assistência mais holística, através do encorajamento à expressão espiritual, por meio de práticas religiosas, meditação, arte ou outras formas de demonstração pessoal. No entanto, os desafios práticos e a rotina de trabalho muitas vezes dificultam a implementação efetiva dessas abordagens. A espiritualidade muitas vezes foi confundida com a religiosidade, o que se explica pela realidade de que muitos profissionais não tenham estudado em sua formação acadêmica, entretanto não interferiu no pensamento de representatividade da dimensão humana e elemento de promoção da saúde. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Embora a falta de formação específica possa representar um obstáculo, à compreensão da espiritualidade, como um elemento intrínseco à promoção da saúde se mantém inabalável. Destaca-se como estratégias eficazes na Sistematização da Assistência de Enfermagem, a inclusão da anamnese espiritual, diagnósticos específicos e intervenções planejadas e avaliadas, visando um plano de cuidado que integre a espiritualidade do paciente. Assim, este estudo corrobora a importância de integrar a espiritualidade no contexto da saúde, reforçando a necessidade de uma abordagem inclusiva e sensível às necessidades do ser humano em sua totalidade, tendo em vista o cuidado espiritual como uma prática fundamental no contexto da assistência à saúde.
Palavras-chave: Espiritualidade,Cuidado de Enfermagem,Teoria de Enfermagem
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Abrir o trabalhoFUNÇÕES E PRÁTICAS SEXUAIS DE ESTUDANTES DE ENFERMAGEM
VITÓRIA KAMILE VERÍSSIMO DIOGENES ; Anne Giselly da Silva Sousa; Guilhermi da Silva Maia; Marcos Ryan Loiola Lima; Raiane Moura Silva; Andrielle Firmino da Silva; Janaina Rodrigues Lima
INTRODUÇÃO: A saúde sexual requer uma abordagem positiva e respeitosa com a sexualidade e relacionamentos sexuais, bem como a possibilidade de ter experiências sexuais prazerosas, seguras, livres de coerção, discriminação ou violência. Dessa forma, considerando ser o período de graduação marcado por novas experiências, compreensão da sua própria sexualidade e reconhecimento e respeito a identidade de gênero, a sexualidade de estudantes torna-se um aspecto central à saúde do universitário.OBJETIVO: Analisar as funções e práticas sexuais de estudantes de enfermagem MÉTODO: Estudo transversal, realizado entre janeiro e maio de 2022, junto a estudantes de enfermagem de uma universidade pública do centro-sul do Ceará. A amostra caracterizou-se como intencional não probabilística, estimando-se uma população de aproximadamente 400 discentes e obtendo-se adesão de 33,75%. Os dados foram coletados via Google Forms a partir de instrumento com 1) questões sociodemográficas e acadêmicas; e 2) Escala de Quociente sexual para homens e mulheres, composta por 20 itens (10 para cada) com possibilidade de resposta do tipo likert de seis pontas (sempre/nunca). Os dados analisados quanto a estatística descritiva (média, desvio-padrão, frequência absoluta e relativa) com apoio do SPSS versão 25. O estudo foi aprovado sob parecer nº 4.122.095. RESULTADOS: Participaram do estudo 135 discentes de graduação em Enfermagem, sendo a maioria do sexo feminino (76,3%; 103), na faixa etária de 19 a 25 anos (90,4%; 122), solteiros (89,6%; 121), de raça parda (58,5%; 79) e religião católica (60,7%; 82). Prevaleceu a participação de discentes residindo com a família (73,3%; 99), em zona rural (88,9%, 120) e sem renda (54,8%; 74). Quanto a identidade de gênero, 92,6% (125) declarou-se cisgênero. Sobre a orientação sexual, 80,7% declararam-se heterossexual (109), seguido da participação de homossexuais (8,9%; 12) e bissexuais (7,4%; 10). Sobre os aspectos sexuais, a maior parte apontou ter vida sexual ativa (75,6%; 102) e se sentir a vontade de falar sobre o assunto (86,6%; 116). 33,3% (45) apontou nunca ter ido a uma consulta ou buscar se informar sobre função e prática sexual. Em relação ao Quociente Sexual, identificou-se média de 76,55 (±18,7) entre as mulheres e 66,76 (±27,04) entre os homens, sendo classificados como um desempenho sexual de regular a bom. Em resposta aos itens, a maior parte das mulheres respondentes relataram sempre sentirem-se estimuladas pelas preliminares a continuar a relação sexual (71,8%), atingir o orgasmo nas relações sexuais a maioria das vezes (35,6%) e nunca sentir dor durante a penetração vaginal (39,6%). Por sua vez, grande parte dos homens apontaram sempre conseguir chegar ao orgasmo (41,3%), controlar a ejaculação para que o ato sexual se prolongue na maioria das vezes (41,9%) e tem o desempenho sexual variando na maioria das vezes conforme sua/seu parceira/o é capaz ou não de se satisfazer durante o ato sexual (44%). CONSIDERAÇÕES FINAIS/CONCLUSÃO: Conhecer as funções e práticas sexuais de universitários mostra-se relevante a orientação de políticas e propostas educacionais no contexto da formação em enfermagem, contribuindo para uma abordagem integral, holística e inclusiva no cuidado da saúde sexual e reprodutiva.
Palavras-chave: Sexualidade, Estudantes de enfermagem, Promoção da Saúde
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Abrir o trabalhoIMPLEMENTAÇÃO DE FERRAMENTA DE SEGURANÇA DO PACIENTE EM UMA UNIDADE HOSPITALAR: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
LETÍCIA MIRELLY FAGUNDES XAVIER ; Nayanne Vieira Lima; Sabrina de Alencar Ribeiro; Maria Fernanda de Oliveira Alves; Thayná Milena dos Santos; Ana Júlia Máximo Mendes; João Carlos Henrique Cordeiro
INTRODUÇÃO A segurança do paciente tem se tornado uma prioridade para as organizações de saúde por ser considerada fundamental para a qualidade assistencial, a satisfação do cliente e o cuidado livre de danos (Siman; Cunha; Brito, 2017). No Brasil, o Ministério da Saúde (MS) instaurou, por meio da Portaria MS/Gabinete do Ministro (GM) nº 529, de 1º de abril de 2013, o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), que tem como objetivo geral qualificar o cuidado em saúde em todos os estabelecimentos de saúde do território nacional – público ou privado, e como objetivos específicos promover e implantar iniciativas voltadas à segurança do paciente, com a criação do Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) nos estabelecimentos de saúde (Brasil, 2013). A assistência de enfermagem busca promover a saúde e o conforto, a preservação e a proteção da vida, implicando em ações tanto diretas quanto indiretas desenvolvidas para a recuperação e segurança do paciente (Magalhães, et al., 2019) Assim, este relato de experiência visa descrever a implementação de uma ação de educação em saúde em uma unidade hospitalar em Iguatu, Ceará, Brasil. A ação aborda a temática da segurança do paciente, com o intuito de conscientizar sobre as práticas que podem representar riscos aos pacientes. MÉTODO Trata-se de estudo descritivo, do tipo relato de experiência. Considerado um tipo de pesquisa que possibilita valorizar a explicitação descritiva, interpretativa e compreensiva de fenômenos, circunscrita num tempo histórico dos coletivizados os mais singulares. Na perspectiva epistemológica, o relato de experiência pode ser um importante produto científico na contemporaneidade, uma vez que se refere a uma construção teórico-prática que se propõe ao refinamento de saberes sobre a experiência em si, a partir do pesquisador em um determinado contexto (Daltro; Faria, 2019). A ação foi desenvolvida nos meses de fevereiro e março de 2023, por meio de abordagem prática e interativa, seguindo os passos de planejamento e preparação; apresentação da ferramenta para equipe de enfermagem; interação e feedback; implementação, o quadro foi deixado para uso contínuo no setor, com a promessa de acompanhamento e ajustes conforme necessários. Participaram da vivência, ao todo, seis acadêmicas do 5º semestre do curso de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri (URCA), Campus Avançado de Iguatu, que estavam vivenciando o módulo de graduação, integrando teoria e prática na formação dos futuros enfermeiros. RESULTADOS E DISCUSSÃO Em primeiro momento, os discentes realizaram uma visita ao setor da Clínica Médica (CM) do Hospital Regional de Iguatu (HRI), para a identificação da problemática para construção da ferramenta. Depois de conversa inicial com a equipe de enfermagem, foi possível mapear os desafios enfrentados no dia a dia da prática profissional e pelos pacientes daquela unidade. Como resultado, foi desenvolvido um instrumento de verificação de segurança do paciente intitulado “Quadro de Verificação de Segurança do Paciente”. Esta ferramenta foi projetada para ser prática e visual, assegurando a implementação consistente de práticas de segurança nos cuidados de saúde. Esse quadro tem o intuito de ser utilizado pelos profissionais de enfermagem e outras equipes de saúde em ambientes hospitalares, e inclui uma série de verificações sistemáticas que cobrem diversos aspectos críticos do cuidado ao paciente. Sendo um recurso dinâmico que exige a participação ativa de toda a equipe de saúde, abordando várias áreas críticas para garantir a segurança do paciente. Na administração de medicamentos, inclui a verificação precisa dos medicamentos corretos, suas doses, vias de administração e horários, seguindo a prescrição médica, além de uma checagem dupla por dois profissionais de saúde para evitar erros, com destaque para a identificação de medicamentos de alto risco. A monitorização de sinais vitais envolve a determinação dos intervalos de tempo para monitoramento e a análise de parâmetros críticos como pressão arterial, frequência cardíaca, temperatura e saturação de oxigênio. Na prevenção de quedas, avalia o risco de queda dos pacientes para a implementar medidas preventivas, como barreiras laterais na cama e calçados antideslizantes. Também foi incluído o gerenciamento de sondas e cateteres, que é uma parte essencial, garantindo que sejam inseridos, datados, manipulados e mantidos conforme os padrões de segurança, prevenindo infecções associadas a esses dispositivos. A prevenção de infecções é assegurada por protocolos rigorosos de higienização das mãos, uso adequado de equipamentos de proteção individual (EPIs) e descontaminação de equipamentos médicos. Ademais, foi conversado com a equipe de enfermagem sobre a importância da comunicação efetiva, que é promovida pela estruturação da passagem de plantão e pela manutenção de registros detalhados e precisos. Por fim, na educação do paciente e da família, fornecer informações claras sobre o plano de cuidados e orientações detalhadas para cuidados domiciliares após a alta hospitalar. A utilização regular desta ferramenta não apenas ajuda a garantir a segurança do paciente, mas também promove uma cultura de responsabilidade compartilhada e compromisso com a excelência no cuidado em saúde. Como destacado por Pedreira (2009), fornecer os cuidados adequados, no momento oportuno, da forma correta e para a pessoa certa, visando obter os melhores resultados possíveis, são princípios que fundamentam a qualidade da assistência. Esses princípios orientam a prática dos enfermeiros dedicados a prestar um atendimento ético e respeitoso, centrado nas necessidades do paciente e da família, na excelência clínica e na melhor evidência científica disponível. A implementação dessa ferramenta pode reduzir a incidência de erros e aumentar a segurança do paciente, alinhando-se com as melhores práticas recomendadas na literatura. CONSIDERAÇÕES FINAIS A utilização de ferramentas práticas e visuais, como o “Quadro de Verificação de Segurança do Paciente”, é crucial para a promoção de um ambiente de cuidado mais seguro e eficiente. A experiência relatada serve como um exemplo inspirador para outras instituições de saúde que buscam melhorar a qualidade da assistência e garantir a segurança de seus pacientes. A ação proporciona uma experiência prática valiosa para as discentes, promovendo o desenvolvimento de habilidades essenciais para a prática profissional. O feedback é um método de grande utilidade, simples e prático de ser usado, pois a partir da visão de profissionais que atuam no setor é possível traçar e desenvolver materiais mais práticos e de maior utilidade, uma vez que, dessa forma, pode ser construído para ser incorporado e adaptado a rotina desses profissionais.
Palavras-chave: Segurança do Paciente,Enfermagem,Educação em Saúde
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Abrir o trabalhoNOVEMBRO AZUL: AÇÕES DE PROMOÇÃO À SAÚDE DO HOMEM NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA
HYRLLA MURIEL OLIVEIRA DANTAS ; Josênaria Bezerra da Silva; Ana Cristina Henrique de Souza; Helvis Eduardo Oliveira da Silva; Kaline Nayanne de Souza Oliveira; Antonio Germane Alves Pinto
INTRODUÇÃO: O Novembro Azul é um período dedicado à conscientização sobre a saúde do homem, com ênfase na prevenção do câncer de próstata e outras questões relacionadas. Esse período visa educar, sensibilizar, conscientizar e engajar os homens na busca por uma melhor qualidade de vida, destacando o papel essencial da Estratégia Saúde da Família (ESF) nesse processo. OBJETIVO: Relatar a experiência de uma acadêmica de enfermagem quanto à implementação e efetividade das ações de promoção à saúde do homem durante o Novembro Azul na Estratégia Saúde da Família. MÉTODO: Trata-se de um relato de experiência realizado durante o mês de novembro de 2023, através de ações de extensão do projeto MobilizaSUS, vinculado ao curso de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri, campus Iguatu no Ceará. Essa experiência se deu com a produção e inserção de postagens na rede social Instagram e em sala de espera, todas focadas na prevenção do câncer de próstata, apresentando como contexto a Unidade Básica de Saúde Terra Bela em Iguatu, Ceará. Essa ação contou com a participação da equipe da unidade, dos usuários e dos estudantes envolvidos na extensão universitária, foi realizado reuniões com a bolsista, coordenador e colaboradores do projeto, para alinhamento a respeito da ação a ser desenvolvida. Esses encontros foram fundamentais para definir estratégias, distribuir responsabilidades e garantir a efetividade das atividades planejadas. A pesquisa foi submetida ao comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Regional do Cariri, sob o número do parecer 5.875.360. RESULTADOS: Verificou-se que as ações desenvolvidas pelo projeto contribuíram de forma positiva para a promoção da saúde do homem, uma vez que houve um bom engajamento do público masculino nas atividades realizadas. Isso ocorreu devido à abordagem empática da equipe de enfermagem e à relevância das informações fornecidas, as quais foram bem recebidas pelos usuários. Além disso, a parceria colaborativa com a equipe de saúde da UBS Terra Bela permitiu a realização eficaz das atividades na sala de espera da unidade. A procura significativa do público masculino por consultas e sua satisfação com a dinâmica desenvolvida foram fatores que tornaram essa ação positiva. Os usuários participaram ativamente, engajando-se, respondendo perguntas e buscando mais a unidade para consultas. Esses fatores demonstram a eficácia das ações, enfatizando a importância do trabalho em equipe e do envolvimento comunitário na prática da enfermagem. CONSIDERAÇÕES FINAIS/CONCLUSÃO: Dessa forma, as ações realizadas tiveram impactos positivos para os usuários da Unidade Básica de Saúde. Assim ampliando a conscientização da comunidade acerca de práticas preventivas à saúde masculina, por meio de estratégias de promoção da saúde. Permitindo, assim, uma integração efetiva, através do projeto Mobilizasus, entre ensino, serviço e comunidade.
Palavras-chave: Saúde do homem, promoção da saúde, estratégia saúde da família
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Abrir o trabalhoNUTRINDO VÍNCULOS: A CONEXÃO PROFUNDA ENTRE AMAMENTAÇÃO, ALIMENTAÇÃO E SAÚDE MENTAL
NATHALY ALMEIDA DE LIMA ; Aline Morais De Lima; Edyna Silva Dos Santos; Gabriely Ferreira Dos Reis; Karla Correa Lima Miranda; Angelica Isabely De Morais Almeida; Samyra Paula Lustoza Xavier
os primeiros dois anos de vida de um indivíduo necessitam de uma nutrição adequada para que este alcance um crescimento saudável, bem como o desenvolvimento cognitivo ideal. Método: trata-se de um estudo descritivo com abordagem qualitativo do tipo relato de experiência das atividades realizadas a partir de um projeto de extensão dos componentes curriculares obrigatórios denominados "Enfermagem no processo de cuidar da criança e do adolescente", "Enfermagem no processo de cuidar em saúde mental" e "Educação em saúde". Resultados e discussão: Os resultados revelaram uma alta satisfação, alcançando uma média de 9,8 em relação a todos os pontos abordados, conforme feedback das quatro participantes envolvidas na atividade. Conclusão: durante a ação implementada pelos discentes pode-se agregar conhecimentos prévios das participantes e conhecimentos adquiridos na ocasião, a fim de efetivar um vínculo entre a academia e a comunidade.
Palavras-chave: Aleitamento Materno,Segurança Alimentar,Saúde Mental
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Abrir o trabalhoO papel da enfermagem na redução dos estigmas associados à transtornos mentais em idosos: um estudo de revisão
JOSÉ RONALD LAURENTINO SILVA; Amábile Aires Pinheiro Carnaúba; Amanda Aires Pinheiro Carnaúba; Laura Helena Alves Vieira; Mariana Yasmim Bezerra Vieira; Rhayla Venâncio Terto
Introdução: A enfermagem desempenha papel crucial nos cuidados a pessoas idosas e na redução dos estigmas relacionados a essa faixa etária associados aos transtornos mentais e demais condições que podem ou não ser naturais do envelhecimento. Metodologia: O estudo trata de uma revisão de literatura, fundamentada em pesquisas e artigos, coletados nos bancos de dados da Biblioteca Eletrônica Científica Online (SCIELO) e pela Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), os quais relatam bem os desafios que a população idosa enfrenta com os estigmas implantados. Resultados: É perceptível a atuação da enfermagem em relação à redução desses estigmas, suas atividades de intervenções na busca de promover uma melhora na qualidade de vida das pessoas idosas. Conclusão: Torna-se necessário investir mais em programas de atenção à pessoa idosa e em políticas de valorização da classe enfermeira, a qual é fundamental nessa busca pela melhora na qualidade de vida desta faixa etária.
Palavras-chave: Saúde mental,Envelhecimento populacional,Estigma,Idoso,Assistência do idoso
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Abrir o trabalhoPARA ALÉM DA FALA: COMUNICAÇÃO EM ENFERMAGEM COM PACIENTES PEDIÁTRICOS
FRANCISCO RAEL CAMPOS ALVES; Maria Lorhana Venancio da Silva; Laiza Maria Cavalcante de Azevedo
A comunicação eficaz é fundamental para os cuidados pediátricos, especialmente dadas as necessidades únicas das crianças em desenvolvimento. Este estudo revisou a literatura para avaliar as técnicas de comunicação mais utilizadas neste contexto. Foram identificadas diversas estratégias verbais e não verbais de interação com as crianças durante o cuidado. Além da comunicação verbal, técnicas como expressões faciais positivas, posturas corporais relaxadas, toque sutil e o uso de brinquedos ou música também são consideradas eficazes na redução da ansiedade e na promoção da cura. Técnicas de avaliação da dor, como pontuação numérica e facial, também são consideradas essenciais. Concluiu-se que a atenção à comunicação além da fala é essencial para garantir um cuidado humanizado e eficaz às crianças em atendimento pediátrico, contribuindo para a redução do estresse e da ansiedade e para o sucesso do tratamento.
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Abrir o trabalhoPROMOÇÃO DA PRÁTICA DE EXERCÍCIOS FÍSICOS NA INFÂNCIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
SHERLINE ALVES PEREIRA ; Emanuele Lopes Oliveira Alencar; Larissa Cristina Alves da Silva; Maria Sandy Moura Souza; Mayra Tauane David Araújo; Sabrina de Alencar Ribeiro; Josefa Nayara de Lima; Luanna Gomes da Silva
INTRODUÇÃO: A infância é uma fase importante para a estimulação do hábito da prática de exercícios físicos, como através das brincadeiras, pois são atividades nas quais a criança se movimenta usando esqueleto e músculos para gastar energia. Desse modo, é fundamental a condução de ações junto ao público infantil no intuito de promover tal prática e colaborar na saúde da criança. OBJETIVO: Relatar ação educativa utilizando estratégia lúdica para a promoção da prática de exercícios físicos na infância. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, elaborado com base na vivência de acadêmicos de enfermagem participantes de um projeto de extensão. A ação educativa ocorreu em Novembro de 2023, na brinquedoteca de uma clínica pediátrica de hospital localizado no estado do Ceará, Brasil. Participaram três crianças entre 3 a 7 anos, acompanhadas por suas mães. A estratégia utilizada foi a prática de exercícios físicos correlacionados com brincadeiras e músicas infantis. RESULTADOS: A ação teve a participação positiva das crianças, com uma comunicação efetiva com os extensionistas, demonstraram uma boa absorção e compreensão dos conteúdos expostos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Destarte, o enfermeiro pode abordar essa temática em ações educativas na sua prática nos diversos cenários de cuidado à criança, utilizando do lúdico, pois é para a criança uma forma divertida de se aprender como cuidar da saúde.
Palavras-chave: Criança,Educação em saúde,Exercício Físico
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Abrir o trabalhoSOFRIMENTO MENTAL E ESTRESSE ENTRE GRADUANDOS DE ENFERMAGEM: ESCORES E RELAÇÕES
GUILHERMI DA SILVA MAIA; PEDRO LUCAS FERREIRA MOTA; ANNE GISELLY DA SILVA SOUSA; MARCOS RYAN LOIOLA LIMA; VITÓRIA KAMILE VERÍSSIMO DIÓGENES; ANDRIELLE FIRMINO DA SILVA; JANAINA RODRIGUES LIMA; LUCAS DIAS SOARES MACHADO
INTRODUÇÃO Hodiernamente é perceptível o aumento de sofrimento mental nas instituições de ensino superior derivado da exacerbação dos estresses acadêmicos, sobretudo no contexto formativo das ciências da saúde (Fauzi., et al, 2022). Corriqueiramente os cursos voltados à saúde são conhecidos pelo alto grau de complexidade, sendo necessário anos de estudos e treinamentos persistentes, com cargas horárias extensas de disciplinas teóricas, teórico-práticas e práticas. Acarreta-se dessa forma um maior nível de estresse aos discentes (Chattu., et al, 2020; Fauzi., et al, 2022) Além da inserção em um ambiente tão complexo e estressante como a academia, os discentes da área da saúde precisam alcançar excelência acadêmica, desenvolver competências clínicas e adquirir boas capacidades interpessoais (Fauzi., et al, 2022). Desse modo, as constantes cobranças de terceiros e dos próprios para se tornarem profissionais qualificados e as altas responsabilidades podem levá-los a um estado de sofrimento mental (Fauzi., et al, 2022; Gundim., et al, 2022) Nesse sentido, os discentes de Enfermagem estão expostos a um ambiente favorável ao desenvolvimento de doenças e sofrimentos mentais, sejam pelas exigências curriculares e o gerenciamento de tempo ineficaz para as relações interpessoais, bem como as pressões relacionadas as demandas e adversidades encontradas nos serviços de saúde e questões ligadas ao contexto da profissão de enfermagem (Silva., et al, 2019). Diante do exposto, faz-se necessário reconhecer o nível de estresse e o acometimento por sofrimento mental dos discentes de Enfermagem, pois o agravamento desses problemas pode resultar no adoecimento e seu conhecimento permite o planejamento efetivo de intervenções em saúde, assertivas e orientadas as condições reconhecidas. Dessa maneira, o estudo faz-se relevante para subsidiar propostas de melhoria à gestão acadêmica, buscando melhor assistir a comunidade discente, contribuído para seu estado de higidez e, concomitantemente, na melhoria da qualidade de vida. Sob essa perspectiva, objetivou-se analisar os escores de estresse e sofrimento mental e a relação desses com as variáveis sociodemográficas e acadêmicas em discentes do curso de Enfermagem. MÉTODO Estudo epidemiológico de corte transversal e abordagem quantitativa, realizado entre junho e agosto de 2023, junto a discentes de graduação em enfermagem de uma universidade pública do centro-sul cearense. A coleta de dados deu-se a partir de instrumento estruturado em: 1) questões sociodemográficas e acadêmicas; 2) Teste SRQ 20, que avalia o sofrimento mental; e 3) Escala de percepção de estresse-10 (EPS-10), que avalia sentimentos e pensamentos relacionados ao estresse. O teste SRQ 20 classifica o indivíduo como em sofrimento mental quando esse pontua ao menos sete itens. Ao passo, o EPS-10 considera o nível de estresse crescente tal qual o escore pontuado. A população foi estimada considerando a duração do curso em 10 semestres, a oferta de 40 alunos por turma e a taxa de 15% para abandono/evasão. Assim, a população estimada era de 340 e amostra calculada para população finita considerando distribuição homogênea, erro amostral de 5% e nível de confiança de 95%, foi de 143 discentes. Os dados foram organizados em planilha do Microsoft Excel 2016 e analisados quanto a estatística descritiva (média, desvio-padrão, frequência absoluta e relativa) e inferencial bivariada (testes de Kruskal-Wallis e Mann-Whitney) por meio do SPSS versão 25. Os valores de significância foram ajustados pela correção de Bonferroni para múltiplos testes. O estudo obteve aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Regional do Cariri sob o parecer nº 5.459.126. RESULTADOS E DISCUSSÃO Participaram do estudo 142 discentes de graduação, sendo a maioria do sexo feminino (79,6%; 113), com idade média de 20,52 anos (±2,01), solteiros (94,4%; 134), de raça parda (55,6%; 79), católicos (62%; 88) e residindo com a família (33,1%; 47). Em estudos semelhantes realizados com estudantes de graduação em Enfermagem, são evidenciadas a prevalência das variáveis referentes ao sexo, média de idade, estado civil, raça e condição de moradia (Gundim., et al, 2022; Oliveira., et al, 2020; Jardim; Castro; Ferreira-Rodrigues, 2020). Cabe ressaltar que não foram encontrados dados referentes a religião. Sobre as variáveis acadêmicas, a maioria cursava o 6º semestre (21,8%; 31), não trabalhava (89,4%; 127) e não possuía bolsa (86,6%; 123). Um estudo realizado no Rio de Janeiro com discentes de graduação em Enfermagem evidencia que 88,2 % da amostra não possuía vínculo empregatício (Oliveira., et al, 2020)., indo ao encontro dos achados da pesquisa em questão. Outrossim, foi comprovado em uma pesquisa realizada em Pernambuco com estudantes de quatro cursos da saúde que a maioria dos discentes não possuía nenhum tipo de bolsa social (Jardim; Castro; Ferreira-Rodrigues, 2020). Observou-se uma média de estresse percebido de 24,4 pontos (±5,5) e SRQ-20 de 10,1 (±4,26), sendo 80,3% dos graduandos classificados como em sofrimento mental (114), indo ao encontro dos resultados para estresse descobertos em estudo brasileiro uma média de 22,85 pontos em discentes de enfermagem (Jardim; Castro; Ferreira-Rodrigues, 2020). O índice de sofrimento mental desvela significância, pois, é um dado preocupante visto que se encontra superior aos estudos nacionais e da enfermagem (Gundim., et al, 2022; Oliveira., et al, 2020; Jardim; Castro; Ferreira-Rodrigues, 2020) Variáveis Sofrimento mental p-valor Estresse percebido p-valor µ (DP) µ (DP) Sexo 0,001* <0,001* Masculino 7,90 (4,21) 21,24 (5,05) Feminino 10,78 (4,09) 25,30 (5,33) Raça/cor <0,001* 0,733 Branca 8,55 (4,35) 23,82 (4,96) Parda 10,59 (3,98) 24,70 (5,48) Preta 13,46 (2,88) 25,77 (7,63) Religião 0,653 0,407 Católica 10,42 (4,39) 24,89 (5,52) Evangélica 9,61 (3,76) 23,67 (4,51) Espírita 9,50 (9,19) 21,00 (1,41) Candomblé/Umbanda 8,00 (-) 19,00 (5,77) Sem religião 10,03 (4,26) 24,69 (5,98) Estado civil 0,048* 0,055 Solteiro/a 10,09 (4,27) 24,70 (5,44) Separado/a 4,00 (-) 17,00 (-) Casado/a 13,00 (2,65) 21,14 (5,67) Local de residência 0,087 0,664 Com a família 10,75 (3,86) 24,69 (5,52) Sozinho ou com amigos 9,30 (4,78) 24,19 (5,57) Quarto alugado, sozinho 8,00 (-) 23,00 (-) Habitação coletiva 2,00 (-) 19,00 (-) Trabalho 0,073 0,397 Sim 12,50 (4,47) 26,07 (6,12) Não 9,93 (4,20) 24,32 (5,45) Bolsa da universidade 0,064 0,244 Iniciação científica 7,33 (5,75) 23,17 (7,36) Extensão 9,33 (4,50) 22,33 (5,05) Monitoria 4,00 (1,41) 18,00 (7,07) Apoio administrativo 13,67 (7,57) 23,67 (4,04) Não possui bolsa 10,33 (4,03) 24,67 (5,42) Fonte: Autores Identificou-se significância estatística na relação entre os escores de sofrimento mental e sexo (U= 2.303,00; z=3,375; p=0,001), raça (H(3)=19,923; p<0,001) e estado civil (H(3)=6,088; p=0,048). Nessa perspectiva, um estudo realizado com graduandos de enfermagem na Bahia, foi possível notar a relação de significância estatística entre a variável sexo com o sofrimento mental, em contrapartida nesse mesmo estudo, a raça em que se obteve maior significância foi a indígena (Gundim., et al, 2022). À comparações pairwaise, reconheceu-se que o escore de sofrimento mental é maior entre estudantes de enfermagem do sexo feminino (p=0,001), pardos em relação a brancos (H(3)=-21,879; p=0,20) e pretos em relação a brancos (H(3)=-49,804; p=0,001). Quanto ao estado civil, não foi reconhecida significância a comparações par a par. Quanto aos escores de estresse percebido, esses foram estatisticamente significativos em relação ao sexo (U=2,340,5; z=3,560; p<0,001), sendo maiores entre as discentes de enfermagem. Identificou-se ainda significância estatística na relação entre os níveis de estresse e ter sofrimento mental, sendo maior nesses discentes (U=2.258,00; z=3,402; p=0,001). CONCLUSÃO O estudo possibilitou reconhecer o estresse e sofrimento mental entre estudantes de graduação em enfermagem, sendo que 80,3% estavam em sofrimento mental, apresentando escore igual ou superior a sete, e com média de 24,4 pontos de estresse. A relação entre as variáveis sexo, raça e estado civil e o sofrimento mental apresentaram significância estatística, ao passo que a variável sexo mostrou influência sobre os níveis de estresse.
Palavras-chave: Sofrimento mental,Estresse,Estudantes de Enfermegem
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Abrir o trabalhoA IMPORTÂNCIA DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM À MULHER COM CÂNCER DE MAMA: UM RELATO DE CASO
NÁGILA DA SILVA TEIXEIRA; APARECIDA TAMIRES PEREIRA DO NASCIMENTO; FRANCISCA THIÁLITA SILVA DE ARAÚJO; LETÍCIA SILVA DOS SANTOS; LUIS EDUARDO SANTIAGO HOLANDA; MARIA LUZIANY DE OLIVEIRA ALMEIDA; THIAGO NASCIMENTO MOURA
O presente trabalho tem como finalidade relatar o caso de uma paciente diagnosticada com um carcinoma mamário, ressaltando a importância da atuação dos profissionais de enfermagem no processo do cuidado. O relato de caso refere-se a paciente M. Z. T. L., 81 anos de idade, do sexo feminino. Há 14 anos, a paciente fez o rastreamento e diagnóstico precoce, identificando o câncer de mama. Realizou mastectomia simples e tratamento quimioterápico, seguiu com acompanhamento clínico, sem indícios de recidiva. Trata-se de uma pesquisa de natureza qualitativa, do tipo estudo de caso. A pesquisa permite a compreensão de informações fundamentais desse tipo de neoplasia maligna e sobre a saúde da mulher, destacando também a imprescindibilidade dos profissionais de enfermagem durante todo o processo da doença.
Palavras-chave: Câncer de Mama, Neoplasia Maligna, Saúde da Mulher, Assistência de Enfermagem
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Abrir o trabalhoA IMPORTÂNCIA DA VISITA DOMICILIAR NA ASSISTÊNCIA À SAÚDE DA FAMÍLIA NO PERÍODO GRAVÍDICO-PUERPERAL
AMANDA AIRES PINHEIRO CARNAÚBA; Amábile Aires Pinheiro Carnaúba; Ana Carolina de Morais Almeida; Bianca da Silva Lourenço; Thayane Almeida de Sousa; Samyra Paula Lustoza Xavier
INTRODUÇÃO: Dentre as diversas atividades realizadas na Estratégia Saúde da Família a visita domiciliar é uma importante estratégia para prevenção de riscos e promoção à saúde da família, especialmente no período gravídico-puerperal. Na ocasião, tem-se a oportunidade de sanar dúvidas referentes à gravidez e ao puerpério, contribuindo para que os pais ou as pessoas envolvidas estejam aptos a cuidar da mãe e da criança (De Lima, C. S. 2021). OBJETIVO: Evidenciar a importância das visitas domiciliares na redução de complicações durante a gravidez e no pós-parto. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada a partir de buscas na Biblioteca Virtual da Saúde (BVS) e na Biblioteca Eletrônica Científica Online (SCIELO), com as seguintes palavras chave: Visita domiciliar; Atenção primária à saúde; Enfermeiro e gravídico-puerperal. Foram resgatados 06 documentos, os quais foram refinados a partir da aplicação dos filtros (idioma em português, formato completo e disponível para download) e pela leitura na íntegra, resultando em uma amostra final de 03 estudos componentes neste corpus analítico. Ao analisar uma busca no Google, houve o direcionamento para uma cartilha disponível no Ministério da Cidadania. RESULTADOS: No processo gravídico-puerperal, as visitas domiciliares são estratégias de grande importância, já que elas permitem que a equipe de saúde conheça as singularidades da família que está sendo assistida e trace estratégias individuais de acordo com as necessidades percebidas. Tal prática favorece aos profissionais a possibilidade de ofertar um cuidado integral mais próximo ao conceito ampliado de saúde, ao passo em que permite a intervenção nas vulnerabilidades em saúde, abordando os anseios, identificando fragilidades e potencialidades. Ademais, é um momento oportuno para a realização de ações educativas em saúde com ênfase nas orientações acerca dos cuidados com a gestante e com o bebê após o nascimento, ofertando informações sobre os tipos de parto, aleitamento materno, cuidado com higiene e segurança, verificação de sinais vitais que contribuem para uma melhor avaliação em saúde do binômio mãe-filho, além da análise das subjetividades relativas a acolhida da criança naquele contexto familiar. (Brasil, 2020). CONSIDERAÇÕES FINAIS: Mediante o exposto, evidencia-se que as visitas domiciliares, são estratégias fundamentais para acompanhamento individual e especializado de cada grupo familiar, especialmente no ciclo gravídico-puerperal. Tem-se, portanto, a necessidade de fomentar recursos humanos e materiais que viabilizem a realização de visitas domiciliares de forma mais frequente e efetiva nos âmbitos da ESF.
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Abrir o trabalhoA TEORIA DO CUIDADO TRANSPESSOAL DE JEAN WATSON: ROMPENDO A BOLHA DO MODELO BIOMÉDICO
LUIS EDUARDO SANTIAGO HOLANDA; Nágila da Silva Teixeira
INTRODUÇÃO: O enfermeiro desenvolve uma função insubstituível na execução da assistência, considerando que o cuidado direto desses profissionais nas diversas fases do adoecimento perpassam o plano terapêutico, onde a gerência de cuidados são direcionados para as necessidades que envolvem dimensões holísticas, assim como o planejamento e a implementação de ações pautadas na humanização, com foco na singularidade e subjetividade do cuidado, ultrapassando assim os limites do cuidado baseado no modelo biomédico, que visa a explicação unicausal, biologicista da doença e a sua fragmentação. Nesse sentido, Jean Watson enfatiza na sua Teoria do Cuidado Transpessoal que o cuidado é constituído por dimensões biopsicossocioespirituais, que precisam ser percebidas, cuidadas e respeitadas, para assim, haver melhorias no bem-estar desses pacientes. OBJETIVO: Compreender o cuidado à luz da Teoria Transpessoal para além do modelo biomédico. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada na Biblioteca Virtual em Saúde, no período de Abril a Maio de 2024, utilizando-se os descritores em ciências da saúde Teoria do Cuidado Humano, Jean Watson e Enfermagem, que foram cruzados com o operador Booleano AND. Utilizaram-se como critérios de inclusão artigos disponíveis, publicados nos últimos cinco anos e, de exclusão, os artigos repetidos e revisões. Após a filtragem dos artigos, foram lidos na íntegra 5 estudos. RESULTADOS: Watson defende que a efetividade de cuidado se dá no modo da valorização das dimensões que vão além do campo concreto, enfatizando a percepção e a subjetividade do outro. Na busca da evolução do cuidado transpessoal a autora cria o processo denominado Clinical Caritas, que significa tratar com carinho, nutrir, dar atenção especial, apreciar, ser sensível. Orientado por valores humanísticos, o processo Clinical Caritas permite ao enfermeiro romper com o paradigma biologicista ao indicar um caminho para alcançar a transpessoalidade na assistência a partir de uma relação singular de cuidado fundamentada na confiança, no vínculo e na intencionalidade, exigindo desse profissional, além de muita atenção, zelo e carinho, conhecimentos e habilidade para perceber, acolher e comunicar. CONSIDERAÇÕES FINAIS: As teorias de enfermagem são ferramentas que buscam a qualificação da assistência, orientando os profissionais quanto ao cuidado em sua forma integral e singular. A Teoria do Cuidado Transpessoal traz consigo o verdadeiro sentido do cuidar da enfermagem, que apesar de enxergarem e tratarem o modelo biomédico, também vão além, buscam enxergar o paciente em sua totalidade biopsicossocioespiritual, trazendo assim, conforto, diante do sofrimento e desgaste emocional que o processo de adoecimento os faz passar.
Palavras-chave: Teoria do Cuidado Humano,Jean Watson,Enfermagem
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Abrir o trabalhoAÇÃO DE EXTENSÃO ACERCA DA PREVENÇÃO AO SUICIDIO E ORIENTAÇÕES SOBRE ISTs: RELATO DE EXPERIÊNCIA
KAUANNY KELLY AIRES SILVA; Ana Júlia Máximo Mendes; Ana Vitória Pereira Caetano; Cínthia Nayara Lemos Coelho; Maisa Araujo Duarte
INTRODUÇÃO: O suicídio tem sido considerado um problema de saúde pública, exigindo intervenções urgentes. No Brasil, o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) mostra que o suicídio é a segunda principal causa de morte entre adolescentes de 15 a 19 anos e jovens de 20 a 29 anos. A adolescência é uma fase única, caracterizada pela busca do jovem por independência, pelo desenvolvimento de habilidades e pela experiência da sexualidade. Nesta fase, a necessidade de informações é crucial, principalmente devido aos desejos e às constantes mudanças físicas e emocionais que ocorrem. Portanto torna-se necessário disseminar conhecimentos sobre as questões relacionadas a prevenção do suicídio e Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). OBJETIVO: Relatar a experiência de integrantes da Liga Acadêmica de Doenças Infecciosas e Parasitárias (LADIP), em uma ação educativa, utilizando metodologias ativas como forma de debater informações sobre o Setembro Amarelo e orientações acerca das ISTs. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência sobre uma ação realizada por integrantes da LADIP com alunos do 3° ano de uma escola de ensino médio na cidade de Iguatu-CE em setembro de 2023. A ação foi desenvolvida através de metodologias ativas, seminário com uso de caixa de som e microfone e gamificação analógica, caracterizada pelo uso de jogos no ambiente, em vez de plataformas digitais. Inicialmente foi abordado sobre o setembro amarelo, havendo uma discussão sobre prevenção ao suicídio, depois um diálogo entre os mediadores e o publico sobre ISTs, como sífilis, hepatite B e C e o uso adequado do preservativo interno e externo. Posteriormente, foi realizada uma dinâmica de torta na cara com perguntas objetivas sobre o assunto. Para este fim, houve a divisão do grupo em duas equipes iguais, um integrante de cada equipe era selecionado para correr e quem tocasse primeiro na mão do mediador teria a oportunidade de responder a pergunta. A equipe vencedora foi a com maior número de acertos. RESULTADOS: A ação de prevenção ao suicídio e ISTs, teve um impacto positivo entre os participantes. Através da discussão e atividades educativas, foi possível abordar de forma objetiva temas sensíveis e importantes, como a saúde mental e ISTs na adolescência. Os participantes demonstraram uma compreensão efetiva do conteúdo, engajando-se ativamente na dinâmica e respondendo às perguntas de maneira correta. Essa ação é relevante à medida que proporciona a sensibilização e o diálogo para alertar e reforçar questões como essas, especialmente entre os jovens, que enfrentam desafios e dúvidas nesse período de transição. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A prevenção ao suicídio e a promoção da saúde sexual são temas que devem ser abordados de maneira multidisciplinar. A realização de ações como esta contribui para a construção de uma cultura de cuidado e prevenção, estimulando a busca por soluções conjuntas para os desafios enfrentados pelos jovens em relação à saúde mental, ISTs e o uso adequado do preservativo. Logo, as ações implementadas por meio de metodologias ativas promovem um ambiente didático e enriquecedor para que os ligantes possam contribuir com a sociedade apresentando e reforçando essas temáticas.
Palavras-chave: Infecções sexualmente transmissíveis, Prevenção do suicídio, Saúde do adolescente
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Abrir o trabalhoALÉM DO MODELO BIOMÉDICO: ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO EM CASOS DE VIOLÊNCIA INFANTIL
LUIS EDUARDO SANTIAGO HOLANDA; Nágila da Silva Teixeira; Vitória Andrade Lins
INTRODUÇÃO: A violência infantil é toda ação ou omissão que prejudique o bem-estar, a integridade física, psicológica, a liberdade e o crescimento e desenvolvimento das vítimas. Desvendar a violência infantil ainda é um desafio, considerando que ela ocorre na esfera privada e doméstica, resguardada pelo silêncio. Por conta da sua complexidade, faz-se necessário que os cuidados e o suporte adequado sejam realizados por profissionais de saúde capacitados, entre eles podemos dar ênfase ao enfermeiro, profissional este presente na porta de entrada dos diversos níveis de saúde, aliado da equipe multiprofissional. É necessário que o cuidado e o suporte sejam realizados de maneira humanizada a vítima e sua família, valorizando o bem-estar biopsicossocial, identificando e intervindo em suas necessidades e vulnerabilidades, deixando de lado o modelo biomédico mecanicista. OBJETIVO: Compreender as atribuições do enfermeiro nos casos de violência infantil para além do modelo biomédico. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada na Biblioteca Virtual em Saúde, no período de Março a Abril de 2024, utilizando-se os descritores em ciências da saúde Violência Infantil, Enfermagem e Cuidados, que foram cruzados com o operador Booleano AND. Utilizaram-se como critérios de inclusão artigos disponíveis, publicados nos últimos cinco anos e, de exclusão, os artigos repetidos e revisões. Após a filtragem dos artigos, foram lidos na íntegra 6 estudos. RESULTADOS: A prática dos cuidados de enfermagem pode ser definida pela sua singularidade, perpassando entre a necessidade de cuidados e a atuação profissional. As ações em saúde nos serviços devem ser baseadas em evidências científicas, porém, específicas e singulares a cada paciente e suas necessidades. Dentre os cuidados, é possível citar como parte deles a anamnese, o exame físico, diagnóstico de enfermagem e a notificação como peças fundamentais para um atendimento individualizado e de qualidade. Apesar disso, existe uma grande deficiência de conhecimentos e estudos publicados no manejo de cuidados das vítimas de violência, enfermeiros já atuantes, mesmo quando detêm conhecimento devido a sua prática cotidiana no setor, limitam-se a serviços burocráticos, já que não se sentem plenamente preparados para atender as vítimas por falta de habilidades e/ou prática. Tais deficiências se devem, em sua grande maioria, aos currículos acadêmicos da área da saúde desatualizados perante as mudanças relacionadas às políticas públicas voltadas a violência, colaborando assim com a formação profissionais presos ao modelo biomédico. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A violência infantil por si só é destrutiva e seu ciclo vicioso está profundamente enraizado na população. Se faz necessário que o modelo biomédico mecanicista seja deixado de lado, mas para isso é preciso que o tema tenha visibilidade, que seja debatido e amplamente exposto e principalmente, que seja inserido nas grades curriculares dos cursos da área da saúde, dando ênfase ao curso de enfermagem, profissão essa que está na porta de entrada de todos os serviços de saúde em seus diversos níveis. É preciso que os serviços de saúde acolham e apoiem as vítimas, ao invés de se tornarem mais um obstáculo para elas.
Palavras-chave: Violência Infantil,Enfermagem,Cuidados
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Abrir o trabalhoANSIEDADE, ESTRESSE, DEPRESSÃO E INSÔNIA EM UNIVERSITÁRIOS DA REGIÃO CENTRO-SUL CEARENSE
ANA BEATRIZ PEREIRA SOUSA ; Sara Barbosa Silva; Mikaelle Cordeiro Bezerra; Joyce Maria Leite e Silva
INTRODUÇÃO: O ambiente universitário pode estar associado ao impacto negativo na qualidade de sono, por vezes, insônia, bem como a potencialização dos fatores estressores (ansiedade, depressão e estresse) ocasionado pelas mudanças comportamentais durante o período da graduação. OBJETIVO: Comparar os níveis de intensidade de ansiedade, estresse e depressão com a presença de insônia em universitários. MÉTODO: pesquisa transversal com 611 universitários da região centro-sul cearense de ambos os sexos (243 homens e 368 mulheres) com média de idade 21,5±4,2 anos. Como critérios de exclusão: não responder os questionários de forma completa. Foi aplicado o questionário de triagem dos aspectos psicossociais da dor crônica (Cardoso, Sarchis e Britto, 2021) contendo perguntas acerca da presença e intensidade dos sintomas de estresse, ansiedade e depressão. E ainda, um questionário sociodemográfico com perguntas sobre estilo de vida, destas sobre a qualidade do sono. A pesquisa foi aprovada no CEP/UNISUAM nº 64320222.5.0000.5235. Para análise estatística utilizou-se o software JASP com objetivo de comparar a intensidade dos níveis de ansiedade, estresse e depressão conforme seus pontos de corte com a presença de insônia admitindo p<0,05. RESULTADOS: Dos 611 universitários, 455 (74,4%) relataram sofrer de insônia, 464 (75,9%) foram classificados com presença de ansiedade, 354 (57,9%) com estresse e 165 (27%) com depressão, conforme ponto de corte do instrumento utilizado. O teste t independente mostrou em média que quanto mais elevado o nível na escala para ansiedade), estresse e depressão houve significância estatística (p<0,001; cohen’d 0,532) com a prevalência de insônia. CONCLUSÃO: o estudo contribui de forma significativa principalmente para a comunidade acadêmica, assim como um alerta para a necessidade de estudo dos fatores psicológicos e qualidade do sono para um melhor. sugerindo a necessidade de acompanhamento terapêutico, hábitos de vida saudáveis, aumento do nível de atividade física, cuidados e higiene do sono. Tornando assim, os universitários conscientes dos problemas que podem ser acarretados devido ao descuido da saúde física e mental, tendo em vista que já sofrem com uma alta carga acadêmica constante.
Palavras-chave: Ansiedade , Estresse Psicológico , Estudantes,Sono
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Abrir o trabalhoAPLICAÇÃO DE UM BINGO EDUCATIVO COM IDOSOS ACERCA DA PRÁTICA SEXUAL SEGURA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
SARAH CALDAS DOS SANTOS SILVA; Amanda da Silva Oliveira; Karine Freitas Ricarte; Roger Teixeira da Silva; Vitória Oliveira Gomes; Jocileudo Marcos Varela; Bruna Stephanie Bernardo da Silva; José Geraldo de Alencar Santos
INTRODUÇÃO: A educação sexual na terceira idade desempenha um papel crucial na promoção do bem-estar e na prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Essas, muitas vezes, negligenciada devido a estigmas sociais e culturais, além da ausência de informações, há uma percepção errônea de que os idosos não são ou não deveriam ser sexualmente ativos. No entanto, a saúde sexual dos idosos é um componente para o envelhecimento saudável. Ainda assim, a falta de orientação e os estigmas associados à sexualidade na velhice podem aumentar o risco de IST. Nesse contexto, a educação em saúde para os idosos é uma ferramenta essencial para a disseminação de informações e prevenção de doenças. OBJETIVO: Relatar a experiência dos acadêmicos do curso de Enfermagem, na realização de uma atividade educativa acerca da prática sexual segura entre idosos. MÉTODO: Estudo descritivo, do tipo relato de experiência, elaborado com base nas vivências de acadêmicos de enfermagem durante ação de extensão desenvolvida pela Liga Acadêmica de Doenças Infecciosas e Parasitárias (LADIP). A ação foi realizada no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município de Iguatu, Ceará, e a temática foi “Sexualidade na Terceira Idade”. 30 pessoas participaram da ação. A atividade foi dividida em três momentos, iniciou-se com o acolhimento, visando estabelecer um vínculo inicial e criar um ambiente de abertura para discussão. Posteriormente, houve uma explanação sobre sexualidade na terceira idade, abordando aspectos físicos, psicológicos e sociais. Ao final, para maior interação e aprendizado de forma lúdica, foi realizado um bingo educativo com perguntas relacionadas à saúde sexual, na cartela, o uso de imagens facilitaram a visualização do grupo, seja por limitações visuais decorrentes da idade, seja por a taxa de analfabetismo alta, promovendo com uma metodologia ativa a prevenção de IST e educação sexual saudável e segura na terceira idade. RESULTADOS: A experiência evidenciou que informações voltadas à saúde sexual na terceira idade são frequentemente vistas como irrelevantes a ser tratada no serviço de saúde, o que implica diretamente na transmissão de IST. O uso de preservativos durante o ato sexual é tratado como desnecessário, contribuindo para a propagação de doenças. Os estigmas sociais e culturais contribuem para o adoecimento e a inativação de uma prática fundamental para a saúde durante o envelhecimento. Muitas idosas, por não estarem mais na idade reprodutiva, acreditam que não precisam fazer o uso do preservativo, aumentando os riscos de contrair infecções. A implementação de metodologias ativas com o público idoso auxilia na transmissão de informações, proporcionando um ambiente em que se sentem à vontade para esclarecer dúvidas. Essas metodologias incentivam a participação, promovendo uma maior conscientização sobre a importância da saúde sexual e a prevenção de IST. CONCLUSÃO: Ao explanar o tema de forma aberta e educativa, os idosos ganham maior compreensão e aceitação da própria sexualidade, os ajudando a prevenir riscos futuros com uma vida sexual saudável e confortável. Dessa forma, com êxito, os idosos se empoderam e quebram estigmas. Conclui-se que ações como essa são cruciais para garantir um envelhecimento ativo e saudável.
Palavras-chave: Educação em saúde, Saúde sexual, Saúde do idoso
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Abrir o trabalhoAS PICS E A ABORDAGEM HUMANIZADA NO CUIDADO DE ENFERMAGEM: REVISÃO INTEGRATIVA
SABRINA DE SOUSA LIMA ; Ana Vitória Costa Lima; Marcela Lethice Lacerda de Almeida; Maria Sandy Moura Souza; Paulo Cesar Delmondes Cordeiro; Rebeca Jenyffer Silva Nascimento; Vitória de Araújo Bezerra; Isabela Rocha Siebra
INTRODUÇÃO: Às Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) têm emergido como uma abordagem significativa na humanização do cuidado de enfermagem. Estudos recentes evidenciam que a aplicação das PICS contribui para um atendimento mais holístico, centrado no paciente, eficaz na promoção do bem-estar e que incentiva o autocuidado. Contudo, há desafios na implementação dessas práticas, incluindo a necessidade de maior capacitação profissional e a carência de conhecimento sobre tais e sua política. OBJETIVO: Conhecer os benefícios das PICS para uma abordagem humanizada no cuidado de enfermagem, a partir da literatura. MÉTODO: Trata-se de uma revisão integrativa, realizada no período de maio de 2024. A busca de dados ocorreu de forma pareada e realizada na biblioteca virtual Scientific Electronic Library Online (SciELO), na National Library of Medicine (PubMed) e na base de dados indexadas na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS): Literatura Internacional em Ciências da Saúde (MEDLINE), Base de Dados de Enfermagem (BDENF), Base de Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS). Utilizou-se os Descritores em Ciência da Saúde (DeCS): Cuidados de Enfermagem, Humanização da Assistência, Terapias Complementares, e o Medical Subject Headings (MeSH): Nursing Care, Humanization of Assistance, Complementary Therapies, juntamente foi utilizado o operador booleano AND. Os critérios de inclusão foram: textos completos, gratuitos, idiomas português e inglês, totalizando 306 artigos. Foram excluídos os duplicados e que não atenderam à temática. Ao final restaram 6 artigos para a amostra. RESULTADOS: O uso das PICS tem efeitos positivos em diversas abordagens. Em estudo realizado com pacientes que convivem com doenças pulmonares, o uso da música tornou os momentos de atividade física mais leves e reduziu a recusa à atividade, gerando uma melhora na saúde e qualidade de vida. Do mesmo modo, o uso da música em pacientes idosos com AVC, surtiu grandes benefícios e melhorias na saúde dos mesmos, a utilização das canções no tratamento elevou os níveis de autoestima, autoeficácia e recordações do passado através das músicas lançadas na sua juventude. Ademais, o uso da ioga como atividade integrativa demonstrou ser eficaz na redução da fadiga em pacientes com doenças psicológicas, como ansiedade e depressão, e doenças crônicas, como o câncer. Além de diminuir a fadiga, a prática regular de ioga contribui para a melhora do bem-estar geral, reduz o estresse, melhora a qualidade do sono e aumenta a resiliência emocional. Esses benefícios tornam a ioga uma intervenção valiosa tanto para a saúde mental quanto para a recuperação física em diversas condições de saúde. Outrossim, a utilização de palhaços no contexto hospitalar, em uma unidade de cuidados paliativos promoveu intervenções de humor eficazes e promissoras para os pacientes, reduziu a tensão, ansiedade, desgaste físico e emocional causados pelo ambiente e elevou o nível de alegria, evidenciando assim o potencial terapêutico dessa estratégia lúdica. CONCLUSÃO: Os benefícios das PICS revelam a capacidade de desencadear um progresso significativo ao bem-estar psicossocial, e desse modo ocasiona uma adesão otimizada e consequentemente uma resposta mais satisfatória no cuidado de enfermagem.
Palavras-chave: Cuidados de Enfermagem,Humanização da Assistência,Terapias Complementares
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Abrir o trabalhoATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA PREVENÇÃO DE PNEUMONIA POR VENTILAÇÃO MECÂNICA NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA.
BEATRIZ MOREIRA BARRETO ; Estefane Gabrielly Pereira Viana; Francisca Isnaia Nascimento Lima; Letícia Mirelly Fagundes Xavier; Marcos Ryan Loiola Lima; Luanna Gomes da Silva
INTRODUÇÃO: Os ventiladores mecânicos são comumente usados nas unidades de terapia intensiva (LUO; XING; WANG, 2021), pois são responsáveis por manter os pacientes respirando eficientemente quando seu corpo não é mais capaz de realizar esse processo efetivamente. Nesse contexto, os cuidados efetuados pelo enfermeiro podem contribuir para reduzir consideravelmente o risco e a incidência de infecções relacionadas à ventilação mecânica, favorecendo um melhor prognóstico na recuperação do paciente (XIAO; CHEN; WAN, 2021). OBJETIVO: Identificar pela literatura científica o papel do enfermeiro na prevenção de infecções por ventilação mecânica na Unidade de Terapia Intensiva. MÉTODO: Trata-se de uma Revisão Narrativa da Literatura, realizada em junho de 2024 utilizando a estratégia de busca [(“controle de infecção”) AND (“ventilação mecânica”) AND (“unidade de terapia intensiva”) AND (enfermagem)] nas bases de dados BDENF, LILACS e Medline. Os critérios de inclusão dos estudos foram: artigos com texto completo disponível no sistema open access, publicados no período dos últimos cinco anos e nos idiomas inglês, português e espanhol. Os critérios de exclusão foram: artigos duplicados nas bases de dados e que não atenderam ao objetivo da revisão. RESULTADOS: Foram incluídos três artigos na amostra desta revisão. Identificou-se que alguns procedimentos básicos e específicos da enfermagem na prevenção de infecções são: sucção fechada, aplicação de bomba de pressão anti-trombo branco, elevação da cabeceira do leito em 35°-45°, monitorização da pressão do balonete (cuff), gerenciamento da tubulação da máquina de respiração, suporte nutricional enteral e observação de retenção para prevenir a aspiração do paciente, monitoramento da pressão do manômetro de gás, umidificação das vias aéreas e uso de máquina de desinfecção de ar ou gabinete de desinfecção para gerenciamento ambiental (XIAO; CHEN; WAN, 2021; LOURENÇONE et al., 2019). Além disso, o aumento da frequência da higienização das mãos em cincos momentos críticos e a frequência ideal da higienização bucal com gluconato de clorexidina 0,2% ou 0,12% também traz benefícios relacionados à prevenção de infecções (SAFAVI et al., 2023). Os pacotes de cuidados (care bundles) possuem o objetivo de desenvolver uma série de esquemas de enfermagem direcionados contra uma doença específica com base na medicina baseada em evidências, através de medidas de enfermagem contínuas para elevar o efeito de enfermagem. Eles proporcionam um tempo de ventilação mecânica e internação hospitalar mais curtos, bem como está relacionado a melhora de índices dos gases sanguíneos, saturação de oxigênio e efeito de recuperação prognóstica (XIAO; CHEN; WAN, 2021). CONSIDERAÇÕES FINAIS: Tendo em vista os aspectos expostos no presente estudo, compreende-se que os “care bundles” da Enfermagem são relevantes ações para um cuidado eficaz que favorece a prevenção de infecções como a pneumonia, associadas ao uso da ventilação mecânica na Unidade de Terapia Intensiva, sendo comprovado a contribuição para redução do tempo de internação dos pacientes. Portanto, faz-se necessária a implementação de diretrizes direcionadas a assistência do enfermeiro, sendo esses os pacotes de cuidados para a prevenção e redução da incidência de pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV).
Palavras-chave: Controle de infecção, Enfermagem, Unidade de Terapia Intensiva, Ventilação Mecânica
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Abrir o trabalhoBOAS PRÁTICAS OBSTÉTRICAS POR ENFERMEIRAS PARA A ATENÇÃO AO PARTO HUMANIZADO: REVISÃO NARRATIVA
ASHELEY DINIZ FERNANDES; ANNA VITÓRIA ALVES LIMA PIANCÓ; ANDRESSA TEIXEIRA DIAS; JOYCE MARTINS RODRIGUES DE OLIVEIRA; RAISSA DOS SANTOS SÁ
Entende-se a relevância teórica e prática acerca das boas práticas obstétricas realizadas por enfermeiras para a atenção ao parto humanizado. Nesse sentido, o tema aborda uma necessidade crítica na gestão de saúde moderna, valoriza o papel das enfermeiras e tem o potencial de gerar benefícios significativos tanto para as pacientes quanto para o sistema de saúde, com o propósito de aprimorar as práticas de enfermagem, fugindo das práticas do cotidiano e estimulando a humanização no processo de assistência ao parto. Diante disso os objetivos desse estudo é identificar na literatura a realização das boas práticas obstétricas por enfermeiras para a atenção ao parto humanizado. Método: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, definida como uma metodologia de pesquisa que subsidia teoricamente todas as demais metodologias investigativas, que requerem estudos exploratórios ou descritivos uma vez que permite uma ampla visão da problemática que medeia e conduz a investigação proporcionando também a construção literária de novas pesquisas que envolve o objeto examinado, a permitindo fortalecer a reflexão sobre a temática abordada e gerar a resposta à seguinte questão norteadora: Quais boas práticas são realizadas por enfermeiras durante a atenção ao parto humanizado?. Resultados: foram encontradas as principais práticas utilizadas pelas enfermeiras em seu cuidado com as parturientes: métodos não farmacológicos para alívio da dor, oferta de líquidos por via oral durante o trabalho de parto, direito a acompanhante preservado, entre outros. Conclusão: Através do trabalho desenvolvido, foi identificado a necessidade da aplicação das boas práticas durante o parto. Além disso, verificou-se também que as enfermeiras são fundamentais no reconhecimento, abordagem e cooperação nas práticas mencionadas.
Palavras-chave: Boas práticas, Parto humanizado, Assistência de enfermagem
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Abrir o trabalhoDOZE SEMANAS DE TREINAMENTO DE FORÇA NO TRATAMENTO DA ARTRITE REUMATOIDE: um estudo de caso
EVERTON DE LIMA SILVA ; Állison Winslon de Luna Coêlho; Antonia Graziela Mendonca Alves; Juliany Gonçalves Luciano; Sara Barbosa Silva; Cleene Tavares de Souza; Joyce Maria Leite e Silva; Ligia Raianne da Silva Moura
INTRODUÇÃO: A artrite reumatoide (AR) é uma condição inflamatória crônica de natureza autoimune, designada por sintomas como inflamação articular que afetam o sistema musculoesquelético, causando dor e fadiga, contribuindo para a incapacidade funcional e tendo efeitos prejudiciais na qualidade de vida das pessoas acometidas. Com isso, o treinamento de força apresenta-se como uma possibilidade de reabilitação no processo de tratamento da AR, uma vez que sua prática pode reduzir perda de massa muscular, melhor autonomia funcional, regulação do corpo geral, performance física, recuperação de lesões e crescimento da massa muscular. OBJETIVO: Analisar o efeito de 12 semanas de treinamento de força nos sintomas de dores musculoesqueléticas e ganho de força em um indivíduo com artrite reumatoide. MÉTODO: um estudo de caso, quantitativo, quase experimental de caráter longitudinal. O indivíduo do sexo feminino com artrite reumatoide diagnosticada. Foram aplicados a anamnese, questionário de dor e desconforto, questionário de RAID para identificação das limitações da artrite reumatoide, escala visual analógica de dor (EVA), escala subjetiva de esforço (BORG), percentual de gordura corporal (%G) por dobras cutâneas (7 dobras), perímetros corporais, testes submáximos de força (1RM) e a periodização do treinamento com três mesociclos utilizando o método ondulatório. Os dados foram analisados no Software Estatístico JASP versão 0.16.4.0. As análises descritivas das variáveis contínuas e nominais foram apresentadas em tabelas com os valores reais das medidas em pré e pós intervenção. A pesquisa foi aprovada no CEP/UNIFSM com o número de parecer: 6.494.097. RESULTADOS: Houve diminuição de desconfortos/dor da região cervical, costas-superior, costas-média, costas-inferior, ombros, cotovelos, antebraços, punhos, mãos, tornozelos e pés. Aumento da força de MMSS e MMII, com aumento +100kg no leg press 45°, +60kg na elevação pélvica, +50kg na cadeira extensora, na cadeira abdutora, na cadeira adutora, na panturrilha leg 180°, +25kg na extensão quadril no cabo, +20kg na puxada aberta alta, remada baixa, pack deck, tríceps pulley, agachamento com barra, cadeira flexora, sumô smith, +15kg desenvolvimento máquina e +10kg na rosca direta e supino reto. Diminuição do nível dor (-4 pontos), deficiência funcional e cansaço (-6), sono (-8), bem-estar físico (-9), bem-estar emocional (-10) e enfrentamento da doença (-5), e obteve na somatória pós (4 pontos) e na classificação pós (0,72 pontos). Assim, 12 semanas de treinamento de força parece ter efeitos positivos para a reabilitação de individuo com AR, podendo apresentar benefícios em termos de bem-estar físico, bemestar emocional, sono, redução da dor e desconforto, aumento dos níveis de força dos membros superiores e membros inferiores, perda de peso e melhora na classificação do percentual de gordura corporal. CONSIDERAÇÕES FINAIS: esses métodos poderão servir como base para prescrição do treinamento de força para esse público. Há limitações no estudo quanto ao uso de questionário autorreferido de dor, por ser um estudo de um caso, não sendo possível externar e por não haver controle do ciclo menstrual. Sugere-se a realização de estudos de coorte sobre a temática, que atendam as limitações acima mencionadas.
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Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO EM SAÚDE PARA PROMOÇÃO DA VACINAÇÃO NA INFÂNCIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
SABRINA DE SOUSA LIMA ; Ana Nivia Bessa de Souza; Sherline Alves Pereira; Estefane Gabrielly Pereira Viana; Isy Kaylane dos Santos Silva; João Ygor de Oliveira; Luanna Gomes da Silva
INTRODUÇÃO O Programa Nacional de Imunizações do Brasil tem avançado ano a ano para proporcionar melhor qualidade de vida à população com a prevenção de doenças. Tal como ocorre nos países desenvolvidos, o Calendário Nacional de Vacinação do Brasil contempla não só as crianças, mas também adolescentes, adultos, idosos, gestantes e povos indígenas. No total, são disponibilizadas, na rotina de imunização, 19 vacinas cuja proteção inicia ainda nos recém-nascidos, podendo se estender por toda a vida (Brasil, 2023). As vacinas são substâncias com vírus ou bactérias inativadas, ou microrganismos inteiros vivos, porém atenuados, que ao serem introduzidos no organismo de uma pessoa estimulam o sistema imune a desenvolver anticorpos, que irão produzir uma defesa contra os microrganismos que provocariam a doença. Hoje, a vacinação é uma das principais estratégias para o combate às doenças infecciosas, tendo um número consideravelmente elevado de vacinas novas obtidas, que são mais eficazes e seguras devido aos avanços científicos ocorridos no mundo (Sousa et al., 2012). A educação em saúde é uma estratégia para prevenção e promoção de saúde por meio de ações e interações ocorridas na comunidade. A educação em saúde é apoiada em um processo de conhecimento e de desenvolvimento, que auxilia a população a ter autonomia no cuidado, visando alcançar um estado de bem-estar e melhorar a qualidade vida (Gonçalves et al., 2021). Com base nisso, a educação em saúde pode auxiliar também no combate de notícias falsas, conhecidas por Fake News, buscando-se formas de conscientizar e construir conhecimentos oriundos de fontes seguras e oficiais e definindo-se estratégias para o combate ao movimento antivacina (Gonçalves et al., 2021). Com base nisso, o enfermeiro desempenha função ativa na promoção à saúde, utilizando para isso a educação em saúde, e também participa de programas e atividades, visando a melhoria da saúde do indivíduo, da família e da população em geral. O enfermeiro é o profissional que usa as palavras e os gestos como instrumento de trabalho nesta luta coletiva. Assim, a educação em saúde engloba todas as ações de saúde, deve estar inserida na prática diária do enfermeiro (Da Costa et al., 2020) Nesse sentido, é necessário e prudente abordar e enfatizar a importância da vacinação e com isso a promoção de saúde pública, visando contribuir para prevenção e controle de doenças infecciosas em toda a sociedade. Portanto, o presente trabalho, tem como objetivo relatar a experiência sobre uma atividade de educação em saúde para sensibilizar as crianças e adolescentes acerca da importância da vacinação. MÉTODO Trata-se de um relato de experiência, elaborado com base nas vivências de acadêmicos de enfermagem durante as atividades do projeto de extensão “Promoção da Saúde na Pediatria-PROPED”, vinculado à Universidade Regional do Cariri no Nordeste brasileiro. Ação foi realizada no dia 27 de outubro de 2023, no turno da tarde na brinquedoteca da clínica pediátrica de um hospital regional, localizado na região Centro-Sul do estado do Ceará, Brasil. O desenvolvimento da ação ocorreu da seguinte forma: os extensionistas foram em cada leito convidando as crianças e adolescentes presentes para que pudessem se dirigir para a brinquedoteca para a realização da ação, também foi explicado do que se tratava a apresentação. A estratégia lúdica utilizada foi a contação de história com o tema de a importância da vacinação. Para isso, foram utilizados fantoches, seringas e desenhos para ilustração. A ação teve duração de 50min e contou com a participação de três crianças e uma adolescente. RESULTADOS E DISCUSSÃO Durante a ação foi realizada uma abordagem sobre a importância da vacinação e, também foi apresentado como ela age no corpo humano. Foi utilizado uma história para avaliar o conhecimento das crianças e dos responsáveis sobre a imunização. Os acadêmicos usaram representações em forma de fantoche dos vírus e dos anticorpos, e ainda usaram seringas sem agulha para ilustrar a técnica de aplicação. A ação foi realizada de modo que primeiro aconteceu um diálogo entre o vírus, os anticorpos e a vacina, segue o diálogo: - Olá! Eu sou o vírus, e causo muitas doenças nas pessoas, elas ficam muito mal e até hospitalizadas por vários dias. - Oi pessoal, eu me chamo anticorpo ou célula de defesa, eu fico dentro do corpo de vocês, para quando esses vírus do mal invadirem o corpo, nós possamos defendê-lo. Mas para que nós consigamos vencê-los, precisamos saber como eles são, e é nessa parte que a nossa amiga vacina nos ajuda. - Olá gente! Eu sou a vacina, o meu trabalho é proteger vocês de várias doenças, e hoje eu vou dizer como eu faço isso. Primeiro eu pego um pedacinho desse vírus, ele pode estar vivo ou morto, então os profissionais de saúde vão e me aplicam dentro de vocês, eu sei que essa parte dói, mas é muito importante que vocês sejam corajosos para aguentar essa dor. Bom, depois que entro dentro do corpo de vocês eu coloco o pedacinho do vírus dentro e as células de defesa vêm e lutam com ele, como era só um pedacinho elas conseguem vencer a luta, e quando vencem elas guardam a lembrança daqueles vírus, então quando ele entrar de verdade no seu corpo as suas células já saberão quem é e vão estar preparadas para lutar contra eles e vencê-los. Em seguida, foi realizada a vacinação nos bonecos pelas crianças, e como forma de avaliação, os estudantes perguntavam o porquê de eles estarem tomando a vacina e a criança explicava que era para eles (os bonecos) não ficarem doentes ou para o vírus não os causar adoecimento. As crianças se mostraram animadas para praticar nos bonecos, e ao serem questionadas pelos acadêmicos se gostavam de tomar vacinas todas elas relataram não gostar. A vacina é um fator primordial para a saúde de uma população, pois ela proporciona tanto a proteção individual quanto coletiva, sua função consiste na prevenção de doenças infectocontagiosas. Conhecidamente, as vacinas já erradicaram doenças como a poliomielite e varíola e trouxeram um decréscimo nas situações de morbimortalidade, (Martim; Santos; Alvares, 2019). Porém, desde o início, o processo de vacinação sofreu dificuldades para aceitação por parte da população, um exemplo disso, foi a Revolta da Vacina em 1904. Atualmente, o movimento antivacina ganhou força através da sociedade midiatizada na qual os discursos fortalecem de forma equivocada os riscos das vacinas (Vasconcellos-Silva; Castiel; Griep, 2015). É imprescindível que a população esteja informada sobre as consequências de não aderir a vacinação ou não seguir o calendário de vacinação corretamente, pois a não adesão ao tempo correto das doses pode prejudicar a eficácia da vacina. Existem alguns fatores que influenciam na vacinação, são eles: o sistema de imunização, estrutura das distribuições das vacinas, atitude e conhecimento dos pais, comunicação e informações, e características familiares (Morais; Quintilio, 2021). Diante o exposto, fica evidente que o enfermeiro atua ativamente no processo de imunização, já que a equipe de enfermagem é responsável pelo preparo da sala de vacinação, armazenamento das vacinas, registro da temperatura da geladeira, aplicação das vacinas e orientar sobre a importância do seguimento do calendário vacinal e as possíveis complicações. Além da equipe de saúde, também fica a cargo dos gestores municipais promover ações de incentivo a população e da distribuição correta dos repasses das vacinas (Morais; Quintilio, 2021). Portanto, essa ação trouxe um amplo conhecimento para a formação acadêmica dos estudantes de enfermagem, pois trabalhar com educação e saúde no âmbito infantil é um desafio, mas a utilização de estratégias lúdicas é uma ferramenta de suporte para que o profissional consiga repassar as informações e orientações da forma de melhor entendimento para esse público (Paula et al., 2019). CONSIDERAÇÕES FINAIS A ação possibilitou informar sobre a importância da vacinação, de forma que as crianças pudessem conhecer como é feita a vacina e a sua utilidade, induzindo o envolvimento dos participantes durante o processo. As estratégias lúdicas trouxeram leveza para o processo de educação em saúde, proporcionando um melhor entendimento entre os extensionistas e público infantil. Além disso, trouxe mais tranquilidade à criança hospitalizada, já que esse é um ambiente estressor para ela. Em suma, evidencia-se a relevância da temática trabalhada com o público infantil em todas as unidades de saúde e até escolas, buscando-se conscientizar a população da eficácia e importância que a imunização tem para uma sociedade.
Palavras-chave: Vacina,Saúde da Criança,Enfermagem,Educação em Saúde
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Abrir o trabalhoEFEITOS DO TREINAMENTO DE FORÇA NA FUNCIONALIDADE DO JOELHO PÓS-LESÃO MENISCAL EM “ALÇA DE BALDE” EM UM INDIVÍDUO PRATICANTE DE KARATÊ: um estudo de caso
JULIANY GONÇALVES LUCIANO; Michely Oliveira Carneiro; Antonia Graziela Mendonca Alves; Everton de Lima Silva; Wesley Barreto; Cleene Tavares de Souza; Joyce Maria Leite e Silva; Ligia Raianne da Silva Moura
Lesões Esportivas são resultantes de traumas diretos associados ao esforço repetitivo em atividades atléticas, e sendo as artes marciais caracterizadas por movimentos inesperados e rápidos, o indivíduo praticante está exposto a incidentes. No Karatê os membros inferiores são locais bastante acometidos por esses danos músculo articulares, e um exemplo disso é a lesão meniscal em alça de balde, porém, a própria pratica de exercícios físicos de forma especializada pode ser utilizada no processo de reabilitação destas lesões. OBJETIVO: verificar quais os efeitos do treinamento de força para MMII na lesão meniscal em alça de balde em um praticante de karatê. MÉTODO: um estudo de caso, longitudinal e quantitativo, realizado com um atleta de 48 anos, praticante de karatê a 36 anos, acometido por lesão meniscal em alça de balde. Como critério de inclusão, o indivíduo deveria apresentar quadro de lesão meniscal em alça de balde. Não houveram critérios de exclusão. Foi aplicado o Teste Submáximo de 1 RM Estimado, com objetivo de calcular a força do indivíduo, além da perimetria e protocolo de 7 dobras cutâneas, para avaliar o nível de hipertrofia e percentual de gordura corporal, respectivamente. O questionário Lysholm foi aplicado com objetivo de verificar o nível de dor de forma geral, e a escala EVA para o nível de dor durante o exercício. A intervenção foi organizada através de um sistema de treinamento periodizado, com duração de três meses. Os dados foram organizados e tabulados no Excel 2010 e posteriormente transportados para o Software Estatístico JASP versão 0.16.4.0. As análises descritivas das variáveis contínuas e nominais foram apresentadas em tabelas com os valores reais das medidas em pré e pós intervenção. A pesquisa foi aprovada no CEP/UNIFSM com o número de parecer: 5.739.552. RESULTADOS: Os resultados obtidos demonstraram diminuição do percentual de gordura corporal, que foi de 24,8% a 19,7%. Aumento da secção transversa do músculo quadríceps, sendo os valores iniciais de 50,0 cm (coxa direita) e 47,0 cm (coxa esquerda), e finais de 54,0 cm (coxa direita) e 50,0 cm (coxa esquerda). E diminuição de dor na região do joelho, onde o resultado no estágio pré-intervenção saiu de 71 pontos (regular) para 90 pontos (bom) no pós intervenção. Assim, o treinamento de força parece ter efeitos positivos para a reabilitação de individuo com lesão meniscal em alça de balde. CONSIDERAÇÕES FINAIS: sugere-se novas pesquisas sobre reabilitação de joelho focando em lesões incomuns, tais como a meniscal em alça de balde, e os efeitos do treinamento de força como aprofundamento dos objetivos aqui tratados, bem como, um programa de intervenção com um número maior de sessões e de amostra, para possibilitar às pessoas acometidas pelo problema a não obrigatoriedade de intervenção cirúrgica.
Oral
Abrir o trabalhoINFECÇÃO POR STAPHYLOCOCCUS COAGULASE NEGATIVO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL:UMA REVISÃO NARRATIVA.
MARIA VIVIANE PEREIRA DE SOUSA; Isy Kaylane do Santos Silva; Sayla Silva Gomes; Victória Uchôa Amorim; Bruna Pedrosa Vieira; João Emanuel Pereira Domingos
INTRODUÇÃO: O grupo de bactérias Staphylococcus coagulase-negativo é a principal causa de bacteremia adquirida em ambiente hospitalar, especialmente em pacientes internados em unidades de terapia intensiva neonatal. Esses microrganismos representam um alto risco potencial de bacteremia nosocomial em recém-nascidos de baixo peso, que são imunologicamente imaturos e frequentemente ocasionados por procedimentos invasivos para administração de substâncias nutritivas e medicamentosas. O grupo dos Staphylococcus coagulase-negativos possui grande relevância, sendo identificado como principal agente de infecção. OBJETIVO: Identificar na literatura científica o perfil de infecção por Staphylococcus Coagulase Negativo em unidade de terapia intensiva neonatal. MÉTODO: Trata-se de um estudo do tipo revisão narrativa da literatura, de caráter descritivo, com abordagem qualitativa. A busca na literatura foi realizada em maio de 2024, no banco de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Biblioteca Eletrônica Científica Online (SCIELO), que procuram enfatizar a infecção por Staphylococcus coagulase negativo nas UTIs neonatais. Utilizando os Descritores em Ciências da Saúde para a busca dos artigos: Staphylococcus, Unidades de Terapia Intensiva Neonatal, Infecção e Neonatal, utilizando o operador booleano AND. Foram selecionados artigos originais publicados nos últimos vinte e um anos, no idioma português com texto completo disponível. Ainda mais, foi realizada a seleção dos artigos abordados no estudo, com preferência por pesquisas que falem sobre os fatores de risco associados à contaminação de recém-nascidos pelo grupo de bactérias Staphylococcus coagulase negativo. RESULTADOS: Foram analisados dois artigos. Observa-se na literatura que as principais infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) em neonatos, ocorrem por infecção Staphylococcus coagulase negativo, atingindo 16% dos recém-nascidos principalmente prematuros, de baixo peso ao nascer e do sexo masculino. Em relação às condições patológicas, são neonatos que já possuem alguma comorbidade,como pacientes imunodeprimidos, mas a patologia de base principal é a cardiopatia congênita. Ainda foi possível observar uma resistência aos antibióticos usados em ambiente hospitalar, sendo as principais: Penicilina e à ampicilina. CONCLUSÃO: Foi possível identificar que o staphylococcus coagulase negativo acomete mais os recém nascidos prematuros e com patologias de base,pois possui o sistema imunológico mais debilitado e órgãos imaturos. Prevenção mais eficaz com as gestantes ainda no pré-natal se fazem necessárias, além de uma maior percepção desses fatores de risco. Desta forma, é possível perceber também a necessidade e importância de capacitação profissional acerca dessas medidas preventivas de infecção e manejo terapêutico.
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Abrir o trabalhoMAPEAMENTO DE INTERVENÇÕES (NIC) E RESULTADOS (NOC) RELACIONADOS AO DIAGNÓSTICO DE ENFERMAGEM INSÔNIA EM UNIVERSITÁRIOS
PEDRO LUCAS FERREIRA MOTA; Raiane Moura Silva; Marcos Ryan Loiola Lima; Guilhermi da Silva Maia; Andrielle Firmino da Silva; Anne Giselly da Silva Sousa; Janaína Rodrigues Lima; Lucas Dias Soares Machado
INTRODUÇÃO Sono e repouso consistem em um processo orgânico de prevenção da exaustão, com vistas a recuperação corporal, considerando gastos energéticos e bioquímicos correspondentes aos períodos de atividade. Ao passo, o repouso inadequado e a má qualidade do sono repercutem negativamente na saúde e bem-estar dos indivíduos, com efeitos sob a memória, energia cerebral, aprendizagem e desempenho acadêmico (Carone et al., 2020). Nesse contexto, os universitários experienciam desequilíbrio sob o padrão de sono e repouso, principalmente na forma de insônia, advinda de aspectos acadêmicos capazes de influenciar as necessidades humanas básicas em suas dimensões psicobiológicas, psicossociais e psicoespirituais, demandando cuidado de enfermagem (Cheloni et al., 2020). O cuidado em saúde holístico, efetivo e integral, capaz de transpassar barreiras estruturais dos serviços de saúde e indo ao encontro dos indivíduos em seus locais de vida e trabalho, como a universidade, exige da enfermagem a mobilização de competências concernentes com os preceitos legais da profissão e implementação do Processo de Enfermagem subsidiado em teorias, modelos teóricos e padronização de sistemas de linguagem. Assim, a organização do processo de enfermagem direcionado a universitários com o diagnóstico de enfermagem (DE) Insônia requer o seu reconhecimento junto a esse público, bem como a delimitação de intervenções que orientem a assistência de enfermagem e a definição de desfechos desejáveis ao cuidado. A proposição de interligações entre diagnóstico de enfermagem, intervenções e resultados fornece alicerce para a prática orientada de enfermagem, adequando o cuidado e tornando-o mais assertivo. Nesse sentido esse estudo pode exemplificar esse processo, tratando-se especificamente do diagnóstico de enfermagem Insônia, fomentado a implementação do cuidado e a reprodução dessa prática com outros diagnósticos, públicos e contextos. Sob este prisma objetivou-se mapear as intervenções (NIC) e resultados de enfermagem (NOC) relacionados ao diagnóstico de enfermagem Insônia (NANDA-I) em universitários. MÉTODO Estudo descritivo, do tipo mapeamento cruzado, fundamentado na teoria das necessidades humanas básicas de Horta. O método de mapeamento cruzado é procedimento destinado à otimização da prática e raciocínio clínico de enfermagem (González-Soto et al., 2023) por intermédio da ligação de palavras semelhantes ou iguais associadas a tomada de decisão, indução e/ou dedução (Tannure; Pinheiro, 2021). Dessa forma, o desenvolvimento desse estudo se ancorou em quatro etapas, sendo elas: 1) avaliação das características definidoras do DE insônia (00095) em universitários; 2) identificação dos resultados sensíveis ao DE por meio da taxonomia NOC (6ª edição); 3) identificação das intervenções sensíveis ao DE por meio da taxonomia NIC (7ª edição); 4) apresentação das ligações NNN estabelecidas de acordo com os fundamentos de Horta. Na primeira etapa, foi realizado um estudo transversal, de abordagem quantitativa, direcionado a análise das características definidoras do DE insônia (00095) em universitários de uma Instituição de Ensino Superior (IES) pública, situada em um município do Ceará, no ano de 2023. Para a coleta de dados, aplicou-se um instrumento de construção própria, fundamentado nas características definidoras do DE Insônia segundo a NANDA-I. Participaram universitários devidamente matriculados, convidados a participação através de amostragem aleatória por conveniência. A amostra foi delimitada considerando população estimada a partir do número de matriculados no período, considerando homogeneidade da amostra, erro amostral de 5% e confiança de 95%. Os dados foram organizados no Microsoft Office Excel 2016© e analisados Statistical Package for Social Science (SPSS) segundo estatística descritiva –frequência absoluta e relativa- e medidas de dispersão. O estudo foi apreciado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) sob parecer de nº 5.759.554. Na segunda etapa, foram mapeados os resultados sensíveis às cinco características definidoras mais frequentes, a partir da taxonomia NOC. Na terceira etapa, foram selecionadas as intervenções de enfermagem conforme consulta na NIC, com seleção de intervenções sensíveis as características definidoras do DE em questão e dos resultados desejados ao planejamento de enfermagem. Por fim, realizou-se o agrupamento e avaliação dos resultados e intervenções segundo o diagnóstico em estudo, bem como estabeleceu-se o processo de enfermagem de acordo com os preceitos teóricos de Horta. RESULTADOS E DISCUSSÃO A aplicação do processo de enfermagem é sustentada pelo uso das teorias. Nesse sentido, a teoria das necessidades humanas básicas de Wanda de Aguiar Horta foi desenvolvida fundamentada nas leis do equilíbrio (homeostase), da adaptação e do holismo. Para a teórica, as necessidades humanas básicas estão relacionadas à saúde física, psíquica e espiritual, e sua manifestação está associada ao desequilíbrio homeostático. Portanto, a enfermagem deve direcionar suas ações para a manutenção desses aspectos (Tannure; Pinheiro, 2021). Interrelacionando o objeto de estudo com os preceitos teóricos, sobretudo com os metaparadigma de Horta, o universitário é visto como pessoa reflexiva e autêntica em um universo dinâmico, cujo ambiente de inserção é desfavorável e predispõe o fenômeno insônia enquanto necessidade de sono e repouso. Nesse sentido, a enfermagem é crucial para a promoção, auxílio e recuperação do equilíbrio dinâmico no tempo e espaço (Marinho et al., 2020). O processo de enfermagem foi retratado a seguir, como representação dos resultados obtidos. Avaliação de enfermagem A avaliação de enfermagem é uma etapa destinada ao mapeamento de dados e informações relevantes à saúde e doença do paciente, realizada por meio de técnicas como a coleta subjetiva e exame físico. Considerando a prevalência do fenômeno insônia no percurso de graduação, essa etapa se subsidiou na aplicação do instrumento balizado nas características definidoras do DE insônia, a fim de consolidar as perspectivas de 325 universitários, de onze cursos de graduação. Em sua maioria, os participantes eram do sexo feminino (69,3%; 226), com 21,9 ± 4,6 anos de idade, de raça/cor parda (56,4%; 184), solteiros (92,9%; 303), católicos (66,9%; 218) e residindo em casa ou apartamento, com a família (77,3%; 252). Diagnóstico de enfermagem Os diagnósticos de enfermagem refletem o julgamento clínico e crítico frente as respostas humanas passíveis de cuidado. Para tanto, balizado na NANDA-I, domínio quatro – atividade e repouso -, selecionou-se diagnóstico insônia (00095) -nível de evidência 2.1- definido como um “distúrbio na quantidade e qualidade do sono que prejudica o desempenho normal das funções diárias da vida” (Herdman; Kamitsuru, 2021). Dentre as características definidoras, foram frequentes nos universitários humor alterado (54,8%; 178), acordou cedo demais (47,5%; 155), expressa insatisfação com o sono (47,5%; 155), tem expressado esquecimento (47,1%; 153) e atenção alterada (46,3%; 150), sendo fundamento para a construção das demais etapas. Intervenções e resultados de enfermagem A etapa de planejamento articula os resultados esperados e as intervenções a serem implementadas para a minimização da problemática e adequação do estado de saúde (Tannure; Pinheiro, 2021). Desse modo, se estabelece um processo crítico, com base nas informações obtidas na avaliação de enfermagem e interpretada por meio do diagnóstico de enfermagem, possibilitando a intersecção entre a taxonomia NOC e NIC. A ligação das taxonomias relacionadas as características definidoras mais frequentes estão dispostas no quadro 1. Evolução de enfermagem A evolução de enfermagem envolve uma avaliação sistemática e contínua do cuidado direcionado ao indivíduo. Para o universitário com insônia, é fulcral que o enfermeiro avalie a efetividades das ações destinadas, uma vez que as experiências e predisponentes são singulares e sensíveis ao indivíduo. Quadro 1 – Interseções NIC e NOC às características definidoras do DE insônia frequentes em universitários. Iguatu, CE, Brasil, 2024 Diagnóstico de enfermagem (NANDA-I) Resultados esperados (NOC) Intervenções (NIC) Insônia Repouso (0003) Sono (0004) Estado de conforto (2008) Fadiga: efeitos deletérios (0008) Aconselhamento (5240) Melhora do sono (1850) Controle do humor (5330) Características definidoras Resultados esperados (NOC) Intervenções (NIC) Acordou cedo demais Períodos de sono consistentes durante toda a noite (000418) Acordado nos horários adequados (000410) Monitorar/registrar o padrão de sono do paciente e o número de horas dormidas Promover aumento do número de horas de sono. Encorajar o paciente a estabelecer uma rotina de hora de dormir, para facilitar a transição da vigília para o sono Estabelecer metas Atenção alterada Qualidade do sono (000404) Energia diminuída (000803) Monitorar/registrar o padrão de sono do paciente e o número de horas dormidas Promover aumento do número de horas de sono. Manter uma programação de rotina que inclua um equilíbrio entre tempo estruturado (p. ex., atividades físicas e não físicas) e tempo de descanso Auxiliar o paciente a identificar os pontos fortes e reforçá-los. Tem expressado esquecimento Qualidade do sono (000404) Memória prejudicada (000818) Monitorar/registrar o padrão de sono do paciente e o número de horas dormidas Promover aumento do número de horas de sono. Treinamento da memória Expressa insatisfação com o sono Qualidade do repouso (000303) Horas de sono (000401) Qualidade do sono (000404) Eficiência do sono (000405) Energia restaurada após o repouso (000309) Monitorar/registrar o padrão de sono do paciente e o número de horas dormidas Promover aumento do número de horas de sono, conforme necessário. Ajustar o ambiente (p. ex., luz, barulho, temperatura, colchão e leito) para promover o sono Encorajar o paciente a estabelecer uma rotina de hora de dormir, para facilitar a transição da vigília para o sono Orientar o paciente a evitar alimentos e bebidas que interfiram no sono Ajustar o esquema de administração de medicamentos para sustentar o ciclo de sono/vigília do paciente Humor alterado Padrão de sono (000403) Relata sono adequado (120404) Demonstra humor estável (120402) Monitorar/registrar o padrão de sono do paciente e o número de horas dormidas Promover aumento do número de horas de sono. Auxiliar o paciente a manter um ciclo normal de sono/vigília (p. ex., tempos de descanso programados, técnicas de relaxamento, medicamentos sedativos, limitar a cafeína) Fonte: elaboração própria. CONCLUSÃO As conexões NNN estabelecidas nesse trabalho representam um roteiro potente ao direcionamento do cuidado de enfermagem ao universitário com o diagnóstico de enfermagem insônia. Contudo, sublinha-se a necessidade de estudos destinados a avaliação das evidências de validade, seja através de especialistas ou aplicação prática. Descritores: Processo de Enfermagem, Teoria de Enfermagem, Distúrbios do Início e da Manutenção do Sono, Estudantes, Terminologia Padronizada em Enfermagem REFERÊNCIAS CARONE, C,M.M.; SILVA, B.D.P.; RODRIGUES, L.T.; TAVARES, P.S.; CARPENA, M.X.; SANTOS, I.S. Fatores associados a distúrbios do sono em estudantes universitários. Cad. Saúde Pública. v.36, n.3, 2020. CHELONI, I.G.; SILVA, J.V.S.; SOUZA, C.C. Necessidades humanas básicas afetadas em pacientes oncológicos: revisão integrativa da literatura. HU Rev. n.46, 2020. HERDMAN, T. H.; KAMITSURU, S.; LOPES, C. T. Diagnósticos de Enfermagem da NANDA-I: Definições e Classificações - 2021-2023. 12ª ed. Porto Alegre: Artemed, 2021. MARINHO, C. L. A.; OLIVEIRA, A. S.; SILVA, R. S.; OLIVEIRA, J. F.; LEITE, A. M. C. Necessidades humanas básicas de pessoas em hemodiálise sob à luz da teoria de Wanda Horta. Cienc Cuid Saude, v. 19, p. e47832, 2020. TANNURE, M. C.; PINHEIRO, A. M. SAE: Sistematização da Assistência de Enfermagem: Guia Prático. 3ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2021.
Palavras-chave: Processo de enfermagem, Teoria de enfermagem, Distúrbios do Início e da Manutenção do Sono, Estudantes,Terminologia Padronizada em Enfermagem
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoMODELO DE PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL EM UNIVERSITÁRIOS REFERENCIADO NA TEORIA DE NOLA PENDER
PEDRO LUCAS FERREIRA MOTA; Lucas Dias Soares Machado; Marcos Ryan Loiola Lima; Guilhermi da Silva Maia; Ana Suelen Pedrosa Cavalcante; Nayara Santana Brito
INTRODUÇÃO A experiência universitária é um período complexo, único, transitório e transformador, que pode predispor à adoção de comportamentos de propensão e/ou de risco à saúde, sobretudo à dimensão psicológica/mental (Barros; Peixoto, 2022). Nessa dimensão pode-se destacar o desenvolvimento de transtornos mentais, tais como ansiedade, reconhecidos em cerca de 25% desse público (Noronha Júnior et al., 2015). Sob esse prisma, a enfermagem é categoria essencial ao cuidado ao universitário, dado a sua competência para o emprego de técnicas e atividades de promoção, prevenção e educação em saúde mental. Como eixo de condução e organização da assistência, recorre-se ao Processo de Enfermagem (PE) fundamentado na aplicação prática das Teorias de Enfermagem (TE), cuja finalidade reside em explicar, orientar e/ou prescrever cuidados consolidados à fenômenos que envolvem respostas humanas (Taffner et al., 2022). Ao considerar a promoção da saúde como estratégia modificadora do comportamento, o Modelo de Promoção da Saúde de Nola Pender, enquanto Teoria de Médio Alcance (TMA), se estabelece como subsídio à enfermagem para a compreensão de comportamentos saudáveis e construção de ações que promovam a qualidade de vida (Cardoso et al., 2022). Apresenta assim estrutura capaz de alicerçar a descrição e explicação da promoção da saúde mental em estudantes universitários, sendo fundamento e modelo dinâmico para entendimento e aplicação de cuidados pela enfermagem em promoção da saúde. Assim sendo, objetivou-se modelar o processo de promoção da saúde mental para universitários por meio do Modelo de Promoção da Saúde de Nola Pender. MÉTODO Estudo exploratório e teórico, com abordagem qualitativa, que se apropriou de técnicas de análise conceitual, grupo focal e modelagem (Cardoso et al., 2022), realizado entre outubro de 2023 e maio de 2024. A operacionalização do estudo considerou inicialmente a análise do conceito comportamento de saúde propenso a risco em universitários, com a finalidade de reconhecimento dos aspectos psicológicos e de saúde mental pertinentes ao contexto universitário que expõem a saúde dos estudantes a riscos. Para tanto adotou-se o referencial metodológico de Walker e Avant (2019), com mapeamento do uso do conceito e seus elementos a partir de revisão integrativa da literatura, executada através da equação de busca (“Health Risk Behaviors” OR “Comportamento de risco à saúde”) AND (“Students” OR “Estudantes” OR “Universities” OR “Universitários”), nas bases de dados National Library of Medicine and National Institutes of Health (MEDLINE/PubMed), Scopus, PsycInfo, Latin American and Caribbean Health Sciences Literature (LILACS), Bases de Dados em Enfermagem (BDENF) e Índice Bibliográfico Espanhol em Ciências da Saúde (IBECS). A busca resultou em 2.614 estudos, dos quais 135 compuseram a amostra final. Em seguida deu-se a etapa qualitativa, que teve como lócus uma Instituição de Ensino Superior (IES) pública do estado do Ceará. Adotou-se como população participante estudantes universitários, segundo amostra intencional não probabilística. Participaram do estudo 30 universitários, sob elegibilidade de matrícula ativa na IES e disponibilidade para participação da coleta. A coleta de dados deu-se através de grupo focal, com estruturação entre seis e dez estudantes/grupo e condução por meio de um moderador e um observador. Esses foram realizados em ambiente privado, com gravação digital média de 36 minutos cada e norteado por questionamentos que instigassem as reflexões comportamentais, especialmente de saúde mental. Os dados foram transcritos por intermédio do Google Colaboration, revisado por dois pesquisadores e organizados no Microsoft Word 2013® de acordo com a análise de conteúdo segundo Bardin (2016). Para tanto, extraiu-se as unidades de registro e contexto relacionadas a dimensão psicológica. O estudo foi apreciado e aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa (CEP) sob parecer de nº 6.774.511. Por fim, dado o reconhecimento do fenômeno na literatura e junto a população de interesse, deu-se a modelagem. Os modelos são representações dinâmicas e observáveis, utilizadas como instrumentos para elucidar, explorar e tecer possibilidades de compreensão à fenômenos. Nesse ínterim, para subsidiar o desenvolvimento do Modelo de Promoção da Saúde Mental de Universitários (MPSMU), recorreu-se às prerrogativas de Nola Pender, em complementação e/ou contraposição aos elementos representativos do fenômeno de interesse. O Modelo foi construído por intermédio da abstração, cruzamento dos resultados e disposto a partir de diagrama. RESULTADOS E DISCUSSÃO O conceito comportamento de saúde propenso a risco em universitários foi refinado utilizando a interpretação de 135 estudos, especialmente observacionais do tipo transversal (95,5%), de nível de evidência VI (95%), sem restrição de curso de graduação. Em definição, delineou-se como uma tendência à adoção de hábitos prejudiciais à saúde e bem-estar de caráter voluntário, negativo, desfavorável e/ou destrutivo. Abrange efeitos e resultados comprometedores a saúde e vida, seja de modo direto e/ou indireto, para si ou para os outros, apresentando potencialidade para a ocorrência de resultados adversos, impactos na aprendizagem, danos físicos, emocionais, econômicos e sociais. Como elementos predisponentes e consequentes, mapeou-se 19 dimensões. Em associação ao objetivo desse estudo, destaca-se a dimensão psicológica e da saúde mental comprometida, agrupadas intencionalmente, e dispostas como “os desequilíbrios do estado mental, psicológico e cognitivo, com reflexos negativos às atividades de vida. Envolve o sofrimento psicológico, ansiedade, depressão, isolamento, solidão, desesperança, baixa autocompaixão, baixa satisfação com a vida, sentimento de insegurança, sentimento de desamparo, baixa autoestima, tristeza, introversão, necessidade de autoafirmação, autoconfiança insuficiente, tédio, baixo senso de controle, situações traumáticas, estresse, compulsão alimentar, pensamento suicida, esgotamento mental, esgotamento emocional, ideação suicida, transtornos mentais, autolesão não suicida, falta de expectativa com o futuro, baixo nível de felicidade, tentativa de suicídio, baixa satisfação corporal e irritabilidade”. Junto a população universitária, as dimensões psicológicas e a saúde mental foram reconhecidas nos discursos de 30 estudantes universitários participantes dos grupos focais. Em sua maioria, os participantes eram do sexo feminino (22; 73,3%), com idade média de 21 anos (σ= 1,524), de raça/cor parda (12; 40%) e com renda familiar entre 1 e 2 salários mínimos (16; 53,3%). Estavam devidamente matriculados nos cursos de graduação em Enfermagem (20; 66,7%) e Direito (10; 33,3%), cursando, principalmente, o 9º semestre (11; 36,7%) em turno integral (20; 66,7%). Dentre os discursos dos universitários relacionados aos processos mentais, destacam-se: E1: “O ingressar na faculdade trouxe prejuízos, sobretudo a minha saúde mental, psicológica. Eu sempre tive alguns problemas, porém, a faculdade foi um propulsor muito forte dessas problemáticas, a ansiedade, o ambiente acadêmico, que exige muito do aluno, causando uma ansiedade muito forte”. E17: “Tenho ansiedade em relação a universidade. Essa última semana que eu sei que vai começar as aulas, já é uma semana muito estressante (universitária chora) e que eu posso entrar em pânico a qualquer momento”. E22: “A faculdade me causa ansiedade, sensação de ser incapaz de conseguir o que eu quero”. As perspectivas mencionadas se alinham com os resultados de um estudo correlacional de corte transversal, que revela uma associação negativa entre as experiências universitárias e a vulnerabilidade psicológica, majoritariamente, evidenciada por sinais de ansiedade e sensação de incapacidade relacionada ao ambiente acadêmico (Ariño; Bardagi, 2018). Assim, elaborou-se o MPSMU, considerando o subsídio teórico às práticas de promoção da saúde pautados na saúde mental de universitários mediadas por enfermeiros (Figura 1). A formulação de ações em promoção da saúde demanda a interrelação de conhecimentos, habilidades e atitudes direcionadas as necessidades da população de interesse (Machado et al., 2021). Nesse sentido, ao utilizar o MPSMU enquanto fundamento de implementação do PE, o enfermeiro deve orientar suas ações buscando o equilíbrio e a manutenção da saúde mental ao longo da graduação, por meio da sensibilização do universitário à motivação, disposição e compromisso com o plano de modificação de comportamentos prejudiciais à saúde mental. Para tal, é essencial que o universitário compreenda suas fragilidades pessoais e as barreiras do processo, de modo a intensificar os desejos de mudança e adquirir os benefícios dessas ações, especialmente no que diz respeito ao bem-estar mental. Além disso, sugere-se um olhar perceptivo às influências interpessoais e situacionais, haja vista a dualidade de seus efeitos de positivação ou negativação das ações adotadas. É crucial reconhecer que a promoção da saúde mental no ambiente universitário representa um desafio complexo, exigindo um esforço multidisciplinar e colaborativo. Ressalta-se que as atividades de promoção da saúde devem estar alinhadas aos comportamentos pregressos e aos fatores pessoais dos estudantes, uma vez que estes potencializam a ocorrência de desequilíbrios na efetivação do cuidado à saúde mental do universitário. Figura 1 – Diagrama representativo do Modelo de Promoção da Saúde Mental de Universitários. Iguatu, CE, Brasil, 2024 Fonte: elaboração própria. CONSIDERAÇÕES FINAIS A versão inicial do MPSMU é uma ferramenta inovadora e poderosa para fundamentar o processo de enfermagem no cuidado ao universitário, pois abrange a multidimensionalidade do fenômeno, explicando-o e orientando as ações de saúde com base em uma teoria consolidada e reconhecida na prática de enfermagem. De modo complementar, ao avaliar o contexto de descredibilização dos instrumentos próprios da enfermagem e supervalorização das práticas imediatistas e biomédicas, essa proposição reflete o interesse dos autores em contribuir com o fortalecimento da enfermagem enquanto ciência em desenvolvimento e incentivar estudantes e pesquisares a se apropriarem e construírem modelos conceituais e teóricos para orientação do cuidado na categoria. Descritores: Teoria de enfermagem. Promoção da saúde. Saúde mental. Estudantes. Processo de enfermagem. REFERÊNCIAS ARIÑO, D.O.; BARDAGI, M.P. Relação entre fatores acadêmicos e a saúde mental de estudantes universitários. Revista psicologia em pesquisa, v. 12, n. 3, 2018. BARDIN, Laurence. Análise de Conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2016. BARROS, R. N. DE.; PEIXOTO, A. DE L. A. Integração ao ensino superior e saúde mental: um estudo em uma universidade pública federal brasileira. Avaliação: Revista da Avaliação da Educação Superior (Campinas), v. 27, n. 3, p. 609–631, set. 2022. CARDOSO, R. B. CALDAS, C. P.; BRANDÃO, M. A. G.; SOUZA, P. A. DE.; SANTANA, R. F. Healthy aging promotion model referenced in Nola Pender’s theory. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 75, n. 1, p. e20200373, 2022. JUNIOR, M. A. G. N.; BRAGA, Y. A.; MARQUES, T. G.; SILVA, R. T.; VIEIRA, S.D.; COELHO, V. A. F.; GOBIRA, T. A. A. Depressão em estudantes de Medicina. Revista Médica Minas Gerais, v. 25, n. 4, p. 562-567, 2015. MACHADO, L. D. S.; XAVIER, S. P. L.; LEITE, P. L.; MOREIRA, M. R. C.; SILVA, M. R. F.; MACHADO, M. de F. A. S. Competências em promoção da saúde: conformações e recursos mobilizados na residência multiprofissional. Escola Anna Nery, v. 26, p. e20210089, 2022. TAFFNER, V. B. M.; PIMENTEL, R. R. DA S.; ALMEIDA, D. B. DE.; FREITAS, G. F. DE.; SANTOS, M. J. DO. Teorias e Modelos de Enfermagem como referenciais teóricos para teses e dissertações brasileiras: um estudo bibliométrico. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 75, n. 4, p. e20210201, mar, 2022. https://dx.doi.org/10.1590/0034-7167-2021-0201 WALKER, L.O.; AVANT, K.C. Strategies for theory construction in nursing. 6. ed. Boston: Pearson Prentice Hall, 2019.
Palavras-chave: Teoria de enfermagem, Promoção da saúde,Saúde mental,Estudantes,Processo de enfermagem
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Abrir o trabalhoMULHERES ESTOMIZADAS: CUIDADOS DE ENFERMAGEM PARA OS IMPACTOS NA SEXUALIDADE
JANAÍNA RODRIGUES LIMA; Ana Valéria Oliveira da Silva
INTRODUÇÃO: A estomia ou ostomia é uma comunicação das vísceras com o meio externo, realizada por meio de intervenção cirúrgica. Essa condição pode impactar a vida dos indivíduos em virtude de transformações que afetam a multidimensionalidade humana, especialmente os aspectos físicos, emocionais e sociais, incluindo a sexualidade. OBJETIVO: Identificar na literatura científica evidências sobre as contribuições da enfermagem para a sexualidade das mulheres com estomia intestinal. MÉTODO: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, que buscou reunir e sintetizar as evidências científica sobre o tema investigado. A formulação da questão da pesquisa foi realizada com base na estratégia PVO, sendo ela “Quais as contribuições de enfermagem para sexualidade feminina após a intervenção cirúrgica de estomia intestinal?”. A busca ocorreu nas bases de dados: LILACS, MEDLINE, CINAHL, BDENF, IBECS, acessadas por meio do Portal de Periódicos da CAPES. Foi empregada uma equação de busca com os MeSh: “Women Surgical Stomas", “Nursing” e "Sexuality", conectados pelos operadores booleanos OR e AND. A busca resultou em 2.190 artigos, que foram filtrados e excluídos conforme critérios de elegibilidade: artigos repetidos, duplicados, que não se enquadravam no delineamento do estudo. RESULTADOS: O estudo possibilitou a construção de uma síntese de conhecimento a respeito dos impactos das estomias intestinais na vida das mulheres. Observou-se que os temas predominantes nos artigos foram: Impactos na sexualidade; Comportamentos sexuais dos (as) parceiros (a); e Contribuições da Enfermagem. A concepção que cada indivíduo tem do seu corpo definem as diferentes respostas às mudanças após a estomização. Entre os principais impactos apontados, estão a diminuição na libido, seguido do controle de desejos, como a objeção ao toque e ao carinho antes e após as relações, bem como a mudança no vestuário para esconder a estomia e a dificuldade de despir-se na frente do espelho e do(a) parceiro(a). Lista-se também a dificuldade da manutenção dos relacionamentos, como também de iniciá-los, e a sensação de perda do poder de sensualidade e atração. Os estudos apontam a importância das estratégias de promoção do autocuidado das mulheres estomizadas e apontam o importante papel da enfermagem. Identificaram-se como contribuições da enfermagem para o fortalecimento da sexualidade de mulheres estomizadas, as orientações oferecidas no pré-operatório e pós-confecção não apenas com os cuidados da estomia, mas também sobre o risco de disfunção sexual e as medidas para a garantia da autoestima das mulheres no processo de adaptação. CONSIDERAÇÕES FINAIS/CONCLUSÃO: O estudo demonstra que embora existam orientações sobre o cuidado com a estomia, são muitos os impactos na vida das mulheres. Assim, é necessário que a mulher seja orientada a valorizar o senso de normalização, para que seja capaz de ter uma vida saudável e de qualidade, cuidando do seu corpo e vivenciando a sua sexualidade. Portanto, é evidente a necessidade de estudos que abordem a sexualidade feminina após a estomia, além da necessidade de desenvolvimento de tecnologias educacionais que auxiliem aos profissionais as orientações com a adaptação, para possibilitar maior conhecimento dos profissionais sobre o tema e proporcionar melhor qualidade de vida para as pacientes.
Palavras-chave: Mulher,Estomia,Enfermagem,Sexualidade
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Abrir o trabalhoNÍVEIS DE DOR, SINTOMAS DE ESTRESSE, ANSIEDADE, DEPRESSÃO EM UNIVERSITÁRIOS DA REGIÃO CENTRO-SUL CEARENSE
MIKAELLE CORDEIRO BEZERRA ; Sara Barbosa Silva; Juliany Gonçalves Luciano; Ana Beatriz Pereira Sousa; Cleene Tavares de Souza; Ligia Raianne da Silva Moura; Joyce Maria Leite e Silva
INTRODUÇÃO: O ambiente universitário está relacionado a um espaço gerador de sintomas psicológicos como estresse e ansiedade aliado à carga de trabalho acadêmico e incertezas de carreira ao final da graduação, bem como estímulos depressivos que podem contribuir para potencialização dos fatores inerentes à dor musculoesquelética. OBJETIVO: Identificar a intensidade de dor musculoesquelética, sintomas de ansiedade, estresse e depressão em universitários da região sul-cearense. MÉTODO: estudo transversal realizado com 611 universitários da região centro-sul cearense de ambos os sexos, sendo 243 indivíduos do sexo masculino e 368 do sexo feminino com média de idade 21,5±4,2 anos. Como critérios de elegibilidade: regularmente matriculados nos cursos da Universidade Regional do Cariri em Iguatu e responder os questionários. Foi aplicado o questionário de triagem dos aspectos psicossociais da dor crônica (Cardoso, Sarchis e Britto, 2021) contendo perguntas acerca da presença e intensidade dos sintomas de estresse, ansiedade e depressão. Para identificar a intensidade de dor musculoesquelética foi utilizada a Escala Visual Analógica de dor. A pesquisa foi aprovada no CEP/UNISUAM nº 64320222.5.0000.5235. Utilizou-se o software JASP para análise e uso do teste t independente para comparar os sintomas de ansiedade, estresse, depressão e dor entre os sexos considerando p<0,05. RESULTADOS: Quando comparadas as intensidades dos sintomas psicológicos ansiedade (5.33±3.2;7.0±2.8), estresse (5.486±3.1; 7.185±2.7), depressão (4.0±3.3; 5.5±3.3) e dor (2.321±2.2; 3.277±2.1) respectivamente entre os sexos masculino e feminino, o teste t independente mostrou-se em média significante estatisticamente (p<0,01) observando a tendência do sexo feminino referir maiores intensidades de dor, bem como maiores níveis de sintomas de estresse, ansiedade e depressão. CONSIDERAÇÕES FINAIS: os achados estão em consonância com a literatura trazendo suporte para presença de dor musculoesquelética em universitários. Entretanto, se faz necessário realizar pesquisas longitudinalmente paraavaliação desta população, bem como compreender melhor as relações e influências destes fatores especialmente considerando as diferenças entre os sexos e seu contexto de inserção, tais como o ambiente, demandas e desempenho acadêmicos.
Palavras-chave: Ansiedade,Estresse psicológico,Depressão,Dor,Estudantes
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Abrir o trabalhoO papel da enfermagem como facilitador do autocuidado em pacientes com doenças crônicas: Revisão Narrativa
CAROLA LIMA BEZERRA; Raissa dos Santos Sá
A prestação de cuidados à pessoa com doença crônica passa seguramente por garantir que esta consiga melhorar o seu autocuidado, envolvendo-a na tomada de decisão. Ademais, o enfermeiro presta cuidados a pessoa como um ser funcional biologicamente, simbolicamente e socialmente e que apresenta condições no autocuidado universais e de desenvolvimento associadas a desvios de saúde. Além disso, autocuidado é um processo dinâmico que depende da vontade da pessoa cuidada e dos seus conhecimentos relativamente à doença. Logo o assunto abordado busca entender a sua relevância teórica e prática acerca da influência da enfermagem como promotor para pacientes com doenças crônicas, o tema aborda uma necessidade crítica na gestão de saúde moderna, valoriza o papel dos enfermeiros e tem o potencial de gerar benefícios significativos tanto para os pacientes quanto para o sistema de saúde como um todo, com o intuito de aprimorar a assistência em enfermagem, fugindo das práticas do cotidiano e estimulando o autocuidado dos pacientes. Objetivo: Compreender qual é o papel da enfermagem como facilitador do autocuidado em pacientes com doenças crônicas. Método: Para realização do estudo, utilizou-se o método de pesquisa bibliográfica desse modo, realizou-se o levantamento bibliográfico e, em seguida, a coleta de informações, dados, fatos contidos nos materiais selecionados, definiu-se a metodologia de revisão narrativa da literatura de forma a garantir e consolidar a reflexão sobre a temática abordada e gerar a resposta à seguinte questão norteadora: Qual o papel da enfermagem como facilitador do autocuidado em pacientes com doenças crônicas?. Resultados e discussão: Em síntese, foi encontrado que a enfermagem desempenha um papel crucial como facilitador do autocuidado em pacientes com doenças crônicas, atuando como um elo fundamental entre o paciente e a gestão eficaz de sua condição de saúde. Os enfermeiros fornecem educação contínua e personalizada, orientando os pacientes com conhecimentos essenciais sobre suas doenças, tratamentos e hábitos saudáveis, com isso garantido a continuidade do cuidado. Considerações finais: Diante disso, é indispensável a atuação da equipe de enfermagem como facilitador da promoção do autocuidado em pacientes acometidos com doenças crônicas, visto que, a equipe de enfermagem auxilia os pacientes na criação de planos de cuidado personalizados e estratégias para melhorar o processo de tratamento, tendo assim menos efeitos e consequentemente uma maior qualidade de vida.
Palavras-chave: Autocuidado, Papel da Enfermagem,Doenças Crônicas
Resumo Expandido · Oral
Abrir o trabalhoO PAPEL DO ENFERMEIRO COMO EDUCADOR EM SAÚDE NO CONTEXTO DO ALEITAMENTO MATERNO
NAYANNE VIEIRA LIMA; Sabrina de Alencar Ribeiro; Letícia Mirelly Fagundes Xavier; Thayná Milena dos Santos; Maria Fernanda de Oliveira Alves; Ana Júlia Máximo Mendes
INTRODUÇÃO O Aleitamento Materno (AM) é uma prática que oferece benefícios significativos tanto para a saúde da mãe quanto para a criança e deve ser incentivada, especialmente durante a gestação, uma vez que desempenha um papel fundamental na promoção do crescimento saudável, no desenvolvimento infantil e no fortalecimento do vínculo entre mãe e bebê. A prática não apenas fornece uma nutrição rica para a criança, mas também promove um ambiente propício para o desenvolvimento saudável da microbiota intestinal, do cérebro e para a prevenção da obesidade, contribuindo para a adoção de hábitos alimentares saudáveis (Silva et al., 2021). Segundo a Organização Mundial da saúde (OMS), a amamentação deve começar na sala de parto desde as primeiras horas de vida, permanecendo assim na forma de aleitamento materno exclusivo (AME), sem adição de nenhum tipo de alimento sólido/semissólidos ou líquido nos 6 meses iniciais de vida e, a partir desse momento, introduzir alimentação complementar adequada, mantendo também AM por 2 anos ou mais (Costa, 2014). A prática do AM traz benefícios para a saúde da mulher que amamenta, essa prática é associada à menor incidência de diabetes mellitus tipo II entre mulheres sem história de diabetes mellitus gestacional, proteção contra aparecimento de câncer de mama, e menor risco de cânceres de ovário e de endométrio (Silva et al., 2021). Além disso, o ato de amamentar proporciona contato direto entre a mãe e o bebê, constituindo-se em uma oportunidade de interação que favorece o estabelecimento de vínculos afetivos. Esses vínculos são indispensáveis para o desenvolvimento afetivo, emocional e social ao longo de toda a infância (Costa, 2014). Os profissionais de saúde desempenham um papel essencial na promoção e no apoio à amamentação, sendo fundamental que possuam conhecimentos específicos sobre a prática do aleitamento, bem como habilidades para educar em saúde, orientar e apoiar a mãe e a família. Em todos os casos, inclusive aqueles em que o aleitamento materno direto ao seio não é possível, é crucial que a equipe de enfermagem instrua a mãe sobre os cuidados com a mama, como massagem e ordenha, para a prevenção de ingurgitamento e a proteção do leite (Shimoda; Silva, 2010). Sendo assim, o presente trabalho tem como objetivo tecer reflexões sobre o papel do enfermeiro como educador em saúde no contexto do aleitamento materno. MÉTODO Trata-se de um estudo de revisão bibliográfica do tipo integrativa, que permite análise crítica, discussão e interpretação de estudos científicos conforme as seguintes etapas: 1) Construção da questão norteadora da revisão; 2) Pesquisa e escolha dos estudos primários em concordância com a questão norteadora; 3) Coleta de dados dos estudos observados, utilizando ferramenta validada; 4) Análise crítica dos estudos primários inseridos na revisão; 5) Compilação dos resultados da revisão e 6) Exposição do método utilizado (Mendes; Silveira; Galvão, 2019). Diante disso, construiu-se a seguinte questão norteadora: “Como se dá a atuação da enfermagem frente à estratégia de educação em saúde no contexto do aleitamento materno?” A pesquisa foi realizada em dezembro de 2022. A busca foi realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), selecionando-se as bases de dados eletrônicas: Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências e Saúde (LILACS) e Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE/PubMed). A busca foi realizada a partir do cruzamento dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Aleitamento materno”, “Educação em saúde” e “Saúde da mulher”, cruzados com o operador booleano AND. A seleção dos descritores deu-se em consonância com a questão de pesquisa que balizou este estudo. Utilizou-se como critérios de inclusão os seguintes filtros: texto completo disponível, idiomas português e inglês e como critérios de exclusão artigos que não atendessem ao objetivo do estudo. Incluíram-se estudos originais, gratuitos e que respondessem à pergunta norteadora, alcançando uma amostra final de sete referências. RESULTADOS E DISCUSSÃO Posterior ao uso dos filtros, permaneceram 393 trabalhos para análise de título e abstract. Destes, 75 artigos foram escolhidos após leitura dos títulos e foram excluídos 56 artigos após leitura dos resumos, resultando em 19 publicações. Em seguida, após leitura na íntegra, 12 trabalhos foram excluídos por não preencherem os critérios de elegibilidade do presente estudo, resultando na inclusão de 07 trabalhos para apreciação. Os resultados identificados direcionam para a compreensão de diversas ações de educação em saúde, onde os enfermeiros desempenham papel assistencial e educador essencial nas intervenções educativas do aleitamento materno. No que se refere às práticas de saúde ofertadas, o cuidado humanizado para cada mulher e a educação em saúde precisa estabelecer reflexão, discussão e aprendizagem no processo do aleitamento materno. Para Castro et al. (2019), as primíparas podem demonstrar dificuldades significativas em relação à amamentação por não apresentarem experiências precedentes, logo, no pré-natal e puerpério imediato faz-se necessário maior suporte e orientação. Atrelado a isso, em seu estudo, Schultz et al. (2020) encontraram a predominância de multíparas e a maioria delas indicou que não houve problemas na amamentação de seus filhos anteriores. A experiência prévia na amamentação interfere na segurança para amamentar o seu próximo bebê e essa interferência pode ser positiva ou negativa. Assim sendo, Schultz et al. (2020) afirmam que fatores como mamas ingurgitadas, mamilos planos, invertidos, lesionados ou doloridos, preocupações maternas com a qualidade e quantidade de leite, estresse e ansiedade interferem negativamente no aleitamento materno. Além disso, fatores como fadiga, insegurança, excesso de café, chá, refrigerante, cigarro, uso de drogas como sedativos e diuréticos, alimentação inadequada e doenças maternas como hipotireoidismo, uso de mamadeiras e introdução precoce de outros alimentos à criança são prejudiciais à amamentação exclusiva (Costa, 2014) Shimoda e Silva (2010) ressaltam a importância do profissional atender às diversas necessidades de saúde das mulheres que amamentam, incluindo alimentação adequada, equilíbrio entre trabalho e estudo, tempo para si, sono adequado, boa saúde mental, condições favoráveis para a amamentação, manejo de intercorrências, acesso a serviços de saúde, orientação pré-natal, apoio profissional e familiar, e se sentir segura em relação à amamentação. De acordo com Batista et al. (2017), muitas mulheres enfrentam dificuldades em lidar com os momentos que vão além da técnica, mas sim, abrangem as emoções relacionadas ao puerpério e ao processo de aleitamento materno. Neste contexto, a continuidade de atendimento com o mesmo profissional é importante para estabelecer vínculo e confiança. Ter um contato prévio com a mulher facilita essa relação, e sistemas de saúde que oferecem cuidado continuado atrelado ao processo de educação em saúde por enfermeiros promovem a criação desse vínculo. A promoção do aleitamento materno por meio da estratégia de educação em saúde precoce deve começar no pré-natal, onde o enfermeiro identifica conhecimentos, experiências e crenças da gestante para educá-la sobre a importância da amamentação. O enfermeiro deve possuir habilidades específicas e comunicação eficiente para auxiliar na tomada de decisão da gestante, sem preconceitos. Diante desta conjuntura, o papel do enfermeiro é crucial na promoção da amamentação, melhorando os índices de aleitamento materno, reduzindo problemas de saúde infantil e diminuindo custos com saúde (Santos et al., 2021). Para Batista et al. (2017), é necessária uma aprendizagem que promova a curiosidade contínua, valorize saberes pessoais e explore a realidade e os contextos sociais dos envolvidos. A discussão deve ligar os aprendizados à vida e experiência social dos sujeitos. Para impactar os índices de morbimortalidade infantil no contexto do aleitamento materno, esse conhecimento deve ser construído socialmente com as mulheres, considerando suas histórias e autonomia, permitindo-lhes ressignificar o aleitamento materno como uma prática individual. Além disso, a criação de grupos de gestantes, rodas de conversas e círculos de cultura podem ser desenvolvidos com o objetivo de complementar a assistência e contribui de maneira significativa na sensibilização sobre os mais diversos temas que a gestação engloba, além de favorecer um espaço para o compartilhamento de experiências e vivências entre as participantes, consequentemente, diminuindo a ansiedade, medos e insegurança que se faz muito presente no período gravídico (Silva et al., 2021) Conclui-se que é essencial respeitar e atender aos anseios e particularidades de cada puérpera, valorizando o investimento em políticas de saúde que enfatizem o cuidado humanizado. A educação em saúde deve promover reflexão, discussão e aprendizado, transcendendo o aspecto biológico. CONSIDERAÇÕES FINAIS O aleitamento materno é fundamental para o bebê e a mãe, exigindo que os profissionais de saúde instruam a mãe sobre seus benefícios para o desenvolvimento físico, nutricional e afetivo. A atuação do enfermeiro como educador é crucial nesse processo, necessitando de conhecimentos técnicos, habilidades específicas, comunicação eficiente e abordagem empática e humanizada. A continuidade do atendimento e a criação de vínculos de confiança entre o profissional de saúde e a puérpera são essenciais para o sucesso da amamentação. Sendo assim, a atuação de uma equipe multiprofissional, com destaque para o papel do enfermeiro, é vital para fornecer ações educativas e humanizadas, promovendo a amamentação exclusiva nos primeiros meses de vida.
Palavras-chave: Aleitamento materno,Educação em saúde,Saúde da mulher
Oral
Abrir o trabalhoO USO DO LÚDICO NA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM À CRIANÇA COM CÂNCER: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
SABRINA DE ALENCAR RIBEIRO; Natália Lima da Silva; Nayanne Vieira Lima; Josefa Nayara de Lima; Angélica Isabely de Morais Almeida
INTRODUÇÃO O câncer infantil é uma doença grave que atinge crianças de 0 a 12 anos, caracterizada por um crescimento descontrolado de células malignas que podem se espalhar para órgãos próximos e distantes (Brasil, 2023). Isso impacta profundamente a vida das crianças e suas famílias, interferindo em suas rotinas diárias e relações sociais. Durante o tratamento, as crianças enfrentam desafios emocionais e físicos, como restrições à escola, dificuldades de interação com amigos e procedimentos médicos dolorosos, o que pode gerar medo e sofrimento (Dias; Silva, 2018). A equipe de enfermagem desempenha um papel crucial na assistência às crianças que enfrentam doenças como o câncer, visando reduzir os impactos causados pela enfermidade e o processo terapêutico. Para alcançar esse objetivo, podem ser empregadas estratégias eficazes, como o uso de atividades lúdicas (Dias; Silva, 2018). Dessa forma, há diversas opções dessas atividades disponíveis para as crianças, incluindo brincadeiras, desenhos, músicas, jogos, fantoches, teatro, contação de histórias e brinquedo terapêutico (Freitas et al., 2020). O uso do lúdico é um recurso valioso na prática de enfermagem, contribuindo para a eficácia do cuidado ao facilitar o estabelecimento da comunicação e do vínculo entre a equipe de enfermagem e a criança, fortalecer a relação de confiança e promover uma maior adesão ao tratamento (Dias; Silva, 2018; Silveira; Piccolo, 2020). Além disso, permite que as crianças vivenciem experiências próprias da infância, contribuindo para o seu bem-estar integral, pois o ato de brincar durante o período da infância promove o desenvolvimento de diversas habilidades psicomotoras, sociais, físicas, cognitivas e emocionais. O brincar permite que a criança expresse seus sentimentos, desfrute de momentos de diversão e relaxamento, e, consequentemente, sinta-se mais segura no ambiente de cuidado em saúde (Silveira; Piccolo, 2020). Nesse contexto, dada a extensão do envolvimento e acompanhamento da equipe de enfermagem no processo terapêutico de crianças com câncer, é essencial que atuem de forma a proporcionar um cuidado centrado na criança, adotando estratégias que visem a minimização de traumas e preocupações. Para alcançar esse objetivo, é fundamental que esses profissionais reconheçam e apliquem o potencial terapêutico do brincar, que contribui significativamente para o bem-estar integral da criança, promovendo uma assistência humanizada (Oliveira et al., 2020). Portanto, o presente estudo tem como objetivo identificar, por meio da literatura científica, o uso das estratégias lúdicas na assistência de enfermagem à crianças com câncer. MÉTODO Trata-se de uma pesquisa do tipo Revisão Integrativa da Literatura, de caráter exploratório e descritivo, com abordagem qualitativa. Na qual possibilita o levantamento e análise na literatura, com finalidade de contribuir para a integração do conhecimento e aprofundamento da temática investigada. Para a construção da pergunta de pesquisa da revisão, empregou-se a estratégia PICo, onde P = População (Criança com câncer); I = Interesse (Estratégias lúdicas); Co = Contexto (Assistência de Enfermagem). Sendo assim, a pergunta norteadora da revisão foi: Como as estratégias lúdicas são utilizadas na assistência de enfermagem à criança com câncer? A busca pareada na literatura foi realizada em agosto de 2023, nas bases de dados Scopus, Medical Literature Analysis e Retrieval System Online (MEDLINE), Base de Dados de Enfermagem (BDENF) e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS). Para a busca, foram utilizadas estratégias de busca compostas por Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) e Medical Scientificit Health (MeSH), cruzados pelo operador booleano AND. Para Scopus e MEDLINE: Child AND Play and Playthings AND Pediatric Nursing; Child AND Neoplasms AND Play and Playthings. Para a BDENF e LILACS: Criança AND Jogos e brinquedos AND Enfermagem pediátrica; Criança AND neoplasias AND Jogos e brinquedos AND Enfermagem pediátrica. A seleção dos artigos foi determinada por meio da verificação dos critérios de inclusão: artigos originais, publicados nos idiomas português, espanhol e inglês, não foi realizado o recorte temporal. Foram excluídos os artigos duplicados nas bases de dados, que não retrataram a temática e com texto completo indisponível no sistema open access. RESULTADOS E DISCUSSÃO Nesta revisão, foram identificados nas bases de dados um total de 932 artigos. Na triagem, 420 artigos duplicados foram excluídos, 389 excluídos pela leitura do título e 68 pelo resumo, em seguida na elegibilidade foram excluídos 46 pela leitura do texto na integra, sendo selecionados nove artigos para inclusão na amostra da revisão. A Figura 1 apresenta as estratégias lúdicas utilizadas pela enfermagem na assistência à criança com câncer, quanto aos tipos, cenários, benefícios e dificuldades vivenciadas pela enfermagem. Diversos tipos de estratégias lúdicas foram identificados nos estudos, com destaque para o brinquedo terapêutico e os fantoches. Esses recursos foram utilizados principalmente em ambientes hospitalares, como ambulatórios e setores de internação. Foram identificados diversos benefícios para crianças com câncer, incluindo desde diversão, redução de ansiedade, medo e dor, ao mesmo tempo resulta em melhor adaptação, compreensão e adesão aos procedimentos médicos, fortalecendo o vínculo de confiança com a equipe de enfermagem. No entanto, também foram observadas dificuldades enfrentadas pela equipe de enfermagem na implementação dessas estratégias, principalmente falta de tempo e sobrecarga de trabalho. As variadas estratégias lúdicas detêm um valor terapêutico, tornando-se necessário ser incorporada no processo de cuidar da criança, principalmente por se tratar de recurso com expressivos benefícios. Dessa forma, a resolução do Conselho Federal de Enfermagem no seu primeiro artigo nº. 546/ 2017 atribui a equipe de enfermagem atuante na área da pediatria, a competência para a utilização da técnica do brinquedo/ brinquedo terapêutico na assistência à criança e família hospitalizada, sendo necessária ser supervisionada pelo enfermeiro (Sá; Silva, 2020). Quanto ao uso das estratégias lúdicas principalmente no hospital, de fato o processo de hospitalização é uma experiência complexa e traumática para o público infantil, podendo desencadear inúmeras reações negativas, e a ocorrência desses problemas intensificam quando os profissionais não estão aptos para promover um cuidado individualizado à criança. Assim, a inserção das estratégias lúdicas no cenário hospitalar permite a ressignificação da internação, viabilizando a construção de um ambiente terapêutico facilitador para o processo de recuperação da criança (Silva et al.,2018; Souza et al., 2022). Embora existam inúmeras dificuldades para a equipe de enfermagem implementar as estratégias lúdicas no cuidado de crianças com câncer, não se justifica a privação da criança do seu direito de brincar, pois através desse recurso, a criança consegue aceitar melhor os procedimentos que são dolorosos, possibilitando verbalizar os seus medos e sentimentos, como também contribui para a redução da dor, medo e ansiedade, propiciando melhor autonomia e protagonismo do infante no contexto de cuidado (Canêz et al., 2020). CONSIDERAÇÕES FINAIS Esta revisão destaca o uso de estratégias lúdicas na enfermagem pediátrica oncológica, como o brinquedo terapêutico, fantoches, jogos, desenhos, palhaço terapia e bambolê, especialmente em contextos hospitalares. Essas abordagens oferecem benefícios significativos para a criança e a equipe de enfermagem, promovendo uma assistência mais humanizada ao atender às necessidades físicas e emocionais da criança, e facilitando a adesão ao tratamento. No entanto, a implementação dessas estratégias é desafiadora para a equipe de enfermagem devido há diferentes obstáculos. Contudo, a evidência positiva do uso do lúdico na assistência à criança com câncer, ressalta a importância dessa prática pela enfermagem, sugerindo a necessidade de mais pesquisas sobre seu uso em diferentes ambientes de cuidado pediátrico oncológico.
Resumo Expandido · Oral
Abrir o trabalhoPERFIL DE MORTALIDADE EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA DE UM MUNICÍPIO DO CENTRO SUL CEARENSE
KARINE FREITAS RICARTE; Pedro Lucas Ferreira Mota; Amábile Aires Pinheiro Carnaúba; Mirely de Souza Teixeira; Marinalva de Lima Guedes; Lucas Dias Soares Machado
INTRODUÇÃO: A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é delineada como um espaço de assistência contínua, tecnológica e multidisciplinar ao paciente com disfunções orgânicas graves, de risco e tratáveis. Assim, estrutura-se como ponto da rede de atenção de alta complexidade e custos em saúde, bem como associa-se a altas taxas de mortalidade. A análise epidemiológica da mortalidade em UTI oferta subsídios ao planejamento e o cuidado em saúde, apresentando-se como essencial a integralidade. OBJETIVO: Descrever o perfil de mortalidade em unidade de terapia intensiva no município de Iguatu, Ceará do ano de 2023. MÉTODO: Estudo transversal, descritivo com abordagem quantitativa, realizado em maio de 2024, com dados extraídos das fichas de Autorização de Internação Hospitalar (AIH) por intermédio do Sistema de Internação Hospitalar (SIH) via Tabnet/Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde. As variáveis contempladas foram: município; óbitos em UTI; sexo; faixa etária; mês de óbito; e diagnóstico principal. Os dados foram organizados em planilhas eletrônicas do Microsoft Excel© 2016 com dupla checagem e analisados segundo estatística descritiva – frequência relativa e absoluta, medida de tendência central (média) e medida de dispersão (desvio padrão) e taxa de mortalidade- no software SPSS versão 25. Por se tratar de uma pesquisa com dados secundários, não se fez necessário a apreciação pelo Comitê de Ética em Pesquisa. RESULTADOS: Durante o ano de 2023 foram registrados n=452(100%) óbitos em UTI no município de Iguatu, com taxa de mortalidade de 66,17/1000 pacientes internados. No perfil de mortalidade, reconheceu-se correspondência nos óbitos de acordo com o sexo masculino e feminino (n=226; 50%), com maior frequência em pacientes idosos (n=328; 72,6%), com idade média de 68,32 (σ = 19,90), de cor parda (n=240; 53,1%), durante o mês de dezembro (n=43; 9,5%). Os diagnósticos primários de maior ocorrência foram respectivamente, septicemia não especificada (n=70; 15,5%), outras septicemias especificadas (n=58; 13,1%), pneumonia não especificada (n=40; 8.8%) e pneumonia bacteriana não especificada (n=27; 6%). CONCLUSÃO: O monitoramento da mortalidade em UTI desperta para as principais causas de morte, permitindo a adequação equitativa da atenção à saúde, bem como possibilita reconhecer as especificidades do público em maior risco de morrer, como sexo e faixa etária. Assim, faz-se necessário a reavaliação do cuidado intensivo e técnico, cuja inadequabilidade se associa aos altos índices de septicemia enquanto maior taxa de mortalidade reconhecida no contexto em estudo.
Palavras-chave: Unidade de Terapia Intensiva,Epidemiologia,Saúde Pública
Resumo Simples
Abrir o trabalhoPROCESSO DE ENFERMAGEM NO CUIDADO AO UNIVERSIÁRIO COM ANSIEDADE: INTERSECÇÕES NANDA, NIC E NOC
RAIANE MOURA SILVA; Pedro Lucas Ferreira Mota; Marcos Ryan Loiola Lima; Guilherme da Silva Maia; Andrielle Firmino da Silva; Anne Giselly da Silva Souza; Vitória Kamile Veríssimo Diogenes; Lucas Dias Soares Machado
INTRODUÇÃO A universidade é um ambiente multifacetado que não apenas transmite conhecimento acadêmico, mas também molda aspectos fundamentais da vida dos estudantes, incluindo seus comportamentos e emoções. Os estudantes universitários enfrentam uma série de desafios emocionais e psicológicos que podem afetar seu desempenho acadêmico e bem-estar geral, sendo a ansiedade um dos problemas mais prevalentes (Beiter et al., 2015).A ansiedade é um fenômeno psicológico complexo e comum na sociedade contemporânea, caracterizado pela antecipação apreensiva de um perigo ou desgraça futuros, acompanhada por um sentimento de disforia ou sintomas somáticos de tensão (American Psychiatric Association, 2013, p. 189). Os comportamentos ansiosos não comprometem apenas a saúde mental dos estudantes, mas também pode levar ao abandono dos estudos e a outras complicações de saúde a longo prazo (Oliveira et al., 2019). Dessa forma, é crucial que as instituições de ensino superior desenvolvam estratégias e intervenções eficazes para identificar e tratar a ansiedade entre seus alunos, promovendo um ambiente acadêmico mais saudável e sustentável (Santos et al., 2018). Em soma, a atuação dos profissionais de saúde, incluindo enfermeiros, desempenha um papel essencial na identificação precoce, avaliação e intervenção nos sintomas. A assistência de enfermagem no contexto universitário desafia os profissionais a entenderem e atenderem às complexas necessidades de saúde dos estudantes, especialmente no que diz respeito à ansiedade. A utilização dos sistemas de classificação NANDA, NIC e NOC se mostra essencial para a organização e efetividade do processo de enfermagem, permitindo uma avaliação precisa das necessidades do paciente, o planejamento de intervenções personalizadas e a avaliação dos resultados alcançados (Moorhead et al., 2018). Sob este prisma objetivou-se mapear as intervenções (NIC) e resultados (N0C) relacionados ao diagnóstico de enfermagem Ansiedade (NANDA-I). MÉTODO Estudo descritivo, do tipo mapeamento cruzado. O método de mapeamento cruzado é procedimento destinado à otimização da prática e raciocínio clínico de enfermagem (González-Soto et al., 2023) por intermédio da ligação de palavras semelhantes ou iguais associadas a tomada de decisão, indução e/ou dedução (Tannure; Pinheiro, 2021). Dessa forma, o desenvolvimento desse estudo se ancorou em quatro etapas, sendo elas: 1) avaliação das características definidoras do DE ansiedade (00146) em universitários; 2) identificação dos resultados sensíveis ao DE por meio da taxonomia NOC (6ª edição); 3) identificação das intervenções sensíveis ao DE por meio da taxonomia NIC (7ª edição). Na primeira etapa, foi realizado um estudo transversal, de abordagem quantitativa, direcionado a análise das características definidoras do DE ansiedade (00146) em universitários de uma Instituição de Ensino Superior (IES) pública, situada em um município do Ceará, no ano de 2023. Para a coleta de dados, aplicou-se um instrumento de construção própria, fundamentado nas características definidoras do DE Ansiedade segundo a NANDA-I. Participaram universitários devidamente matriculados, convidados a participação através de amostragem aleatória por conveniência. A amostra foi delimitada considerando população estimada a partir do número de matriculados no período, considerando homogeneidade da amostra, erro amostral de 5% e confiança de 95%. Os dados foram organizados no Microsoft Office Excel 2016© e analisados Statistical Package for Social Science (SPSS) segundo estatística descritiva –frequência absoluta e relativa- e medidas de dispersão. O estudo foi apreciado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) sob parecer de nº 5.759.554. Na segunda etapa, foram mapeados os resultados sensíveis às cinco características definidoras mais frequentes, a partir da taxonomia NOC. Na terceira etapa, foram selecionadas as intervenções de enfermagem conforme consulta na NIC, com seleção de intervenções sensíveis as características definidoras do DE em questão e dos resultados desejados ao planejamento de enfermagem. RESULTADOS E DISCUSSÃO O processo de enfermagem é uma abordagem sistemática e organizada utilizada para garantir cuidados eficientes e de qualidade aos pacientes. Cada uma das fases é essencial para a identificação das necessidades de saúde dos pacientes, a definição de intervenções apropriadas e a verificação da eficácia dos cuidados prestados (Potter et al., 2018). O uso das terminologias NANDA, NIC e NOC no processo de enfermagem tem um papel crucial na padronização e na melhoria da qualidade dos cuidados, por se tratar de uma ferramante que busca facilitar a comunicação entre os profissionais de saúde, melhora a documentação dos cuidados e contribui para a pesquisa e a educação em enfermagem (Carpenito-Moyet, 2013) Avaliação de enfermagem Identifica-se a avaliação de enfermagem como o primeiro passo para o diagnóstico de enfermagem, no qual o enfermeiro coleta dados sobre o estado de saúde do paciente para identificar problemas potenciais e reais ( Potter et al, 2017). Considerando a prevalência do fenômeno ansiedade em estudantes universitários, essa etapa se subsidiou na aplicação do instrumento balizado nas características definidoras do DE ansiedade, a fim de consolidar as perspectivas de 325 universitários, de onze cursos de graduação. Em sua maioria, os participantes eram do sexo feminino (69,3%; 226), com 21,9 ± 4,6 anos de idade, de raça/cor parda (56,4%; 184), solteiros (92,9%; 303), católicos (66,9%; 218) e residindo em casa ou apartamento, com a família (77,3%; 252). Diagnóstico de enfermagem O diagnóstico de ansiedade é encontrado no domínio 9 do NANDA-I, que abrange os problemas de saúde mental. Sob este domínio, o diagnóstico específico de Ansiedade é identificado como NANDA-I 00146, descrito como um possível sinal de alerta que avisa sobre um perigo iminente e permite que o indivíduo tome medidas para enfrentar a ameaça (Herdman & Kamitsuru, 2018) Dentre a características definidoras mais prevalentes em universitários, destacaram-se: Expressam preocupação (57,5%; 187), Sinais de insegurança (49,8%; 160), Tensão (45,4%; 148), Sinais de angústia (44,8%; 146). Intervenções e resultados de enfermagem A etapa de planejamento articula osresultados esperados e asintervenções a serem implementadas para a minimização da problemática e adequação do estado de saúde (Tannure; Pinheiro, 2021). Desse modo, se estabelece um processo crítico, com base nas informações obtidas na avaliação de enfermagem e interpretada por meio do diagnóstico de enfermagem, possibilitando a intersecção entre a taxonomia NOC e NIC. Evolução de enfermagem A evolução de enfermagem envolve uma avaliação sistemática e contínua do cuidado direcionado ao indivíduo. Para o universitário com ansiedade, é crucial que o enfermeiro avalie a efetividades das ações destinadas, uma vez que as experiências e predisponentes são singulares e sensíveis ao indivíduo. CONCLUSÃO A utilização dos sistemas de classificação NANDA, NIC e NOC na assistência ao estudante universitário com ansiedade é fundamental para proporcionar um cuidado de enfermagem eficaz e baseado em evidências. Entretanto, é essencial que os enfermeiros estejam capacitados para aplicar essas ferramentas de forma adequada, garantindo uma assistência holística e integrada aos estudantes que enfrentam desafios emocionais durante seu percurso acadêmico.
Oral
Abrir o trabalhoPROMOÇÃO DA HIDRATAÇÃO NA INFÂNCIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
ESTEFANE GABRIELLY PEREIRA VIANA; Ana Nivia Bessa de Souza; João Ygor de Oliveira; Máyra Tauane David Araújo; Nayanne Vieira Lima; Sabrina de Alencar Ribeiro; Luanna Gomes da Silva; Josefa Nayara de Lima
INTRODUÇÃO: A água desempenha um papel fundamental na manutenção da saúde humana, sendo essencial para diversos processos fisiológicos, como o transporte de nutrientes, a eliminação de resíduos e a regulação da temperatura corporal. A desidratação é preocupante em crianças devido à sua menor capacidade de expressar sede, transpiração subdesenvolvida e maiores perdas de água. A hidratação inadequada compromete a função cognitiva, afetando a memória, a atenção e a concentração, impactando o desempenho escolar. Estudos indicam que a boa hidratação melhora a função cognitiva e o desempenho esportivo. Devido à imaturidade do mecanismo da sede nas crianças, o consumo adequado de água é prioritário para garantir seu desenvolvimento cognitivo e bem-estar. Portanto, é crucial desenvolver estratégias para assegurar uma ingestão hídrica adequada. OBJETIVO: Relatar a realização de uma ação para a promoção da hidratação na infância. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, realizado pelos acadêmicos de enfermagem durante as ações do projeto de extensão “Promoção da Saúde na Pediatria - PROPED”. Os participantes presentes na unidade de internação pediátrica de um hospital da região centro-sul do estado do Ceará foram três crianças, com idade entre 3 e 12 anos. Os extensionistas utilizaram como estratégia a apresentação de um vídeo musical sobre a hidratação na infância, a partir do qual se desenvolveu uma conversa com linguagem lúdica para envolver as crianças. A estratégia avaliativa foi o uso de figurinhas sobre a hidratação. A ação teve duração de 30 minutos. RESULTADOS: A ação foi dividida em três momentos, o primeiro foi a apresentação do vídeo que se tratava de uma música sobre a importância da hidratação, após o vídeo os estudantes realizaram perguntas sobre a música e as explicações sobre a importância da ingesta hídrica e colocaram novamente a música, para que as crianças interpretassem dentro da música as informações dadas. E por último, como método avaliativo, foram mostradas figuras de desenhos sobre a ingesta hídrica e era perguntado às crianças se aquela imagem era correta ou não sobre a hidratação, ao final elas pintaram os desenhos. Visto isso, a educação em saúde de forma lúdica pode contribuir para uma melhor compreensão,pois, ao trazer os desenhos e músicas para abordar a temática, colabora diretamente na simplificação de conceitos, além de ajudar na memória das crianças. O momento causou uma grande diversão para eles, reduzindo toda a tensão e ansiedade, além de ser um momento de aprendizagem sobre a ingestão adequada de líquidos, estimulando assim o ponto de vista sobre o que é correto e errado sobre a temática. CONCLUSÃO: A ação colaborou para envolver as crianças em seu processo de autocuidado e a estimular a participação nas medidas para prevenir a desidratação. As estratégias usadas mostraram-se com potencial para induzir a participação das crianças nas atividades de educação em saúde. Portanto, ao ter sido utilizado os métodos lúdicos, como as músicas e desenhos, foram capazes de transmitir conceitos complexos de maneira simples e acessível, garantindo assim um ambiente saudável para a aprendizagem.
Palavras-chave: Criança,Hidratação , Educação em saúde
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Abrir o trabalhoQUEBRANDO PARADIGMAS SOBRE SEXUALIDADE NO PRÉ-NATAL: REVISÃO NARRATIVA ACERCA DA IMPORT NCIA DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
MARIA LORHANA VENÂNCIO DA SILVA; Laiza Maria Cavalcante de Azevedo; Francisco Rael Campos Alves
INTRODUÇÃO: A saúde sexual pode ser conceituada como a capacidade que um indivíduo tem de expressar a sexualidade durante todas as fases do ciclo da vida. Ainda pode estar relacionada com o bem-estar físico, mental e social. Durante o pré-natal, é essencial oferecer educação sexual abrangente às gestantes e a seus parceiros, pois contribuem para que ambos vivenciem a gestação de forma prazerosa e saudável. Neste contexto, o pré-natal consiste em procedimentos e intervenções assistenciais para acompanhar e cuidar da mãe, do feto e do parceiro durante a gestação. Seu objetivo é assegurar uma gravidez saudável, promovendo a qualidade de vida em todos os aspectos. OBJETIVO: Identificar na literatura científica evidências sobre a importância da assistência de enfermagem relacionadas à sexualidade durante as consultas de pré-natal. MÉTODO: O presente estudo trata-se de uma revisão narrativa da literatura desenvolvida através de uma busca na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS),no mês de maio do presente ano, que incluiu as bases Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Base de Dados de Enfermagem (BDENF). Utilizou-se como estratégia de busca os descritores “gestação”, “sexualidade”, “enfermagem”, combinados ao operador booleano “AND” e filtros de busca (gestação, sexualidade e enfermagem) para delimitar os artigos aos tipos pretendidos neste estudo. Considerou-se inicialmente o uso dos descritores supracitados para a busca, totalizando 234 artigos. Como critério de inclusão, optou-se por incluir aqueles que estavam dentro do recorte temporal dos últimos cinco anos, artigos nacionais e internacionais (inglês) que apresentassem foco principal sobre assistência de enfermagem e a sexualidade durante o pré-natal, totalizando 17 artigos. Para a delimitação da pesquisa, fez-se uso dos critérios de exclusão, sendo excluídos aqueles em discordância a temática central deste estudo e aqueles incompletos, duplicados e os que possuíam acesso restrito, contabilizando-se 13 artigos selecionados para análise. RESULTADOS: Após a leitura minuciosa dos 13 artigos, foi possível analisar a importância da educação sexual durante as consultas de pré-natal, pois promovem comportamento sexual saudável e a prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (Ist’s). Além disso, a abordagem de questões relacionadas às mudanças no desejo sexual e nas práticas sexuais durante a gravidez ajudam a reduzir ansiedades e mitos, promovendo uma vivência mais segura e satisfatória da sexualidade nesse período. Além disso, As consultas de pré-natal são destinadas para prestação de assistência de forma humanizada e integral, que envolve uma escuta qualificada, como também prestação de serviços de acordo com a necessidade de cada mulher e que não se configure apenas como papel de assistência à saúde reprodutiva. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Assim, é possível concluir que a assistência de enfermagem relacionada à sexualidade durante as consultas de pré-natal é fundamental para a promoção da saúde integral das gestantes. Além disso, a abordagem sobre a sexualidade no pré-natal contribui para auxiliar na compreensão relacionada às mudanças que a gestação acarreta. Dessa forma, os profissionais devem dedicar-se a escutar a gestante e o/a parceiro/a, transmitindo apoio necessário e confiança, para que o casal possa desfrutar de um período gestacional tranquilo e prazeroso.
Palavras-chave: Enfermagem,Gestação,Sexualidade
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Abrir o trabalhoQUESTIONÁRIO DE MENSURAÇÃO DO COMPORTAMENTO DE SAÚDE PROPENSO A RISCO EM UNIVERSITÁRIOS (Q-CompSPRU): DELIMITAÇÃO DAS DIMENSÕES REPRESENTATIVAS E SUAS DEFINIÇÕES
ANDRIELLE FIRMINO DA SILVA; Pedro Lucas Ferreira Mota; Adriana de Moraes Bezerra; Maria Sinara Farias; Nayara Santana Briito; Lucas Dias Soares Machado
Introdução: A inserção no ensino superior é delineada como uma experiência singular associada a adaptações e desafios que adjuram do universitário a adoção de comportamentos de promoção e/ou propensão de risco a saúde. Nesse sentido, o Q- CompSPRU surge como uma ferramenta de mensuração do fenômeno capaz de reunir evidências e fundamentar o cuidado em saúde ao universitário. Objetivo: Identificar as dimensões representativas do comportamento de saúde propenso a risco em universitários e suas definições. Método: Estudo metodológico, desenvolvido entre os meses de outubro de 2023 e fevereiro de 2024, segundo as proposições da American Psychological Association, American Educational Research Association e National Council on Measurement in Education para a análise das evidências baseadas no conteúdo do teste, especialmente para construção do modelo teórico. Para a formulação desse, recorreu-se a análise do conceito comportamento de saúde propenso a risco em universitários, segundo o referencial de Walker e Avant, como estratégia de identificação, aproximação e construção das macrodefinições dos elementos representativos do traço latente. A análise do conceito apoiou-se nas evidências científicas resultantes de uma revisão integrativa da literatura realizada entre setembro e novembro de 2023, por intermédio da equação de busca (“Health Risk Behaviors” OR “Comportamento de risco à saúde”) AND (“Students” OR “Estudantes” OR “Universities” OR “Universitários”); nas bases MEDLINE/PubMed, Scopus, PsycInfo, LILACS, BDENF e IBECS. Resultados: A análise conceitual contemplou a avaliação de 135 estudos e compreendeu o comportamento de saúde propenso a risco em universitários, em síntese, como uma tendência à adoção de hábitos prejudiciais à saúde e bem-estar de caráter voluntário, negativo, desfavorável e/ou destrutivo, demarcado por 11 dimensões representativas do construto, sendo estas: desenvolvimento pessoal (processo contínuo de autodescoberta, formação e desenvolvimento dos diversos domínios da vida); individual (habilidades e percepções relacionadas a si mesmo); relacional (conexões, interações e influências de/com indivíduo e/ou coletividade); familiar (conexões, sentimentos, comunicação, relações e influências com as unidades que compartilham laços de parentesco e/ou convivência); psicológica (compreende os desequilíbrios do estado mental, psicológico e cognitivo, com reflexos negativos às atividades de vida); socioeconômica (conjunto de fatores econômicos e sociais que influenciam nos comportamentos humanos); ambiental(ambiente/estrutura de interação, relação e vivência do indivíduo); formativa (compreende as habilidades de gerenciamento das atribuições, valores, atitudes, responsabilidades acadêmicas e os impactos advindos do ensino); extracurricular (atividades e experiências externas ao currículo acadêmico); cuidado em saúde (conjunto de práticas e ações adotadas ou não pelo indivíduo, com capacidade de promover ou impactar os comportamentos de promoção, prevenção e recuperação da saúde); e comportamental (conjunto de comportamentos de risco adotados pelo indivíduo com capacidade de predizer outros comportamentos). Conclusão: A dimensionalidade inicial do construto, bem como a definição de cada uma das dimensões elucidam suas características, possibilitando a elaboração de itens mais assertivos e específicos para a mensuração do fenômeno. Esse processo demonstrou-se essencial à elaboração do Q- CompSPRU, oferecendo visão ampla do traço latente para os pesquisadores e especialistas que realizarão a apreciação desse a posteriori.
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Abrir o trabalhoRELAÇÃO ENTRE QUALIDADE DE VIDA E AMBIENTE EDUCACIONAL DE UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA
ANDRIELLE FIRMINO DA SILVA; Pedro Lucas Ferreira Mota; Anne Giselly da Silva Sousa; Guilhermi da Silva Maia; Raiane Moura Silva; Vitoria Kamille Verissimo Diogenes; Janaina Rodrigues Lima; Lucas Dias Soares Machado
Qualidade de vida é definida pela Organização Mundial da Saúde (OMS, 1998) como um reflexo da percepção do indivíduo acerca da sua inserção na vida, assim como o estabelecimento da sua relação com o meio, suas preocupações, expectativas, objetivos e seu contexto cultural. Desse modo, a qualidade de vida pode ser modificada em diferentes momentos e contextos da vida, como o período universitário. O ingresso no ensino superior representa uma mudança no estilo de vida e na rotina dos jovens, sendo este momento marcado por processos de adaptações ao novo ambiente, alterações sociais e culturais que impactam significativamente no comportamento de acadêmicos (Lima et al., 2013). Além disso, a graduação infere maior nível de exigências e responsabilidade, assim como períodos de estudos mais extensos, contribuindo para o adoecimento dentro do ambiente das universidades (Matta; Lebrão; Heleno, 2017). Nesse contexto, a qualidade de vida está relacionada com as escolhas dos indivíduos, ou seja, há diferentes formas de vivenciar determinada situação causando impacto distinto a cada pessoa, podendo ser positivo ou negativo (Diez; Lopes, 2017). Outrossim, com as novas demandas o estilo de vida é modificado de forma significativa influenciando no desempenho acadêmico e no processo saúde-doença do indivíduo (Oliveira et al., 2020). Sob este prisma, faz-se relevante investigar em que medida o ambiente universitário influencia a qualidade de vida de estudantes, considerando a influência potencial do ambiente universitário sobre o indivíduo, sua qualidade de vida e bem-estar físico, mental e social (Freitas et al., 2023). Nessa perspectiva, objetivou-se analisar a relação entre qualidade de vida de acadêmicos e o ambiente educacional de uma universidade pública do Ceará. MÉTODO Estudo transversal, realizado entre agosto de 2022 e janeiro de 2023, junto a discentes de graduação de cinco campi de uma universidade pública do estado do Ceará. Para o período, estimou-se um quantitativo de 6809 regularmente matriculados segundo consulta ao Departamento de Tecnologia da Informação da instituição. A amostra foi calculada com auxílio do software G*power, considerando erro amostral de 5%, nível de confiança de 95% e distribuição homogênea da população, totalizando a participação desejável de 238 estudantes. Adotou-se como critério de inclusão estar devidamente matriculado e apresentar desempenho cognitivo condizente com a resposta ao questionário. Foram excluídos questionários respondidos de modo inadequado ou incompleto. Para a coleta de dados utilizou-se de instrumento estruturado em questões sociodemográficas e acadêmicas, o Dundee Ready Educational Environment Measure (DREEM) e o VERAS-Q. O DREEM objetiva avaliar a percepção do estudante em relação a qualidade de seu ambiente de ensino, estando constituído por 50 itens distribuídos em cinco dimensões que analisam a percepção do aprendizado, percepção sobre os docentes, desempenho acadêmico, ambiente de aprendizagem e relações sociais. Por sua vez, o VERAS-Q, é composto por 45 itens e busca avaliar a qualidade de vida do estudante, através de uma escala likert. Ambos apresentam escore total calculado a partir da somatória das questões. A aplicação deu-se via Google Forms, amplamente divulgado nas redes sociais, e por via impressa, aplicada presencialmente por dois discentes de graduação em Enfermagem. Os dados foram organizados em planilha eletrônica do Microsoft Office Excel 2016, sob dupla checagem, e analisados com auxílio do Statistical Package for Social Science (SPSS) versão 25. Utilizou-se de estatística descritiva (frequência absoluta e relativa, média e desvio-padrão); inferencial bivariada, por meio dos testes de Mann-Whitney, Kruskal-Wallis e correlação de Spearman; e inferencial multivariada através de regressão linear múltipla. Para o teste de Kruskal-Wallis realizou-se ajustes de Bonferroni para múltiplos testes. O estudo foi aprovado sob número de parecer 5.759.554 pelo Comitê de ética em Pesquisa da Universidade Regional do Cariri. Os pesquisadores fizeram uso de Termo de Consentimento Livre e Esclarecido com vistas alcançar os princípios éticos da pesquisa com seres humanos. RESULTADOS E DISCUSSÃO Participaram do estudo 325 estudantes de graduação de onze cursos ofertados pela instituição analisada. Desses, observou maior participação de acadêmicos do sexo feminino (69,3%; 226), com idade média de 21,9 anos (± 4,6), raça/cor parda (56,4%; 184), solteiros (92,9%, 303), religião católica (66,9%; 218) e residindo com a família (77,3%; 252). A maioria apontou não trabalhar (72,1%; 235). Dados semelhantes aos encontrados nesta pesquisa foi constatado por Barros e colaboradores (2017) em uma pesquisa realizada na cidade de São Paulo, na qual 85% eram do sexo feminino e solteiros correspondendo a 79% dos estudantes. A expressiva presença feminina nas universidades segue uma tendência também apresentada no ensino médio, sendo justificada pela precoce entrada de homens no mercado de trabalho (FONAPRACE, 2019). Em relação as características acadêmicas, prevaleceu a participação de estudantes do curso de enfermagem (41,7%; 136), em curso do 3º semestre (15,6%; 51) e matriculados em curso de formação integral (46%; 150). A maioria não recebia nenhum tipo de bolsa (60,4%; 197). Dentre os que recebiam bolsa universitária destacaram-se as bolsas de extensão (14,7%; 48) e iniciação científica (14,4%; 47). Identificou-se um escore médio de qualidade de vida do estudante universitário de 139,18 (±22,77), sendo esse maior entre os homens (144,23 ± 23,91), estudantes amarelos (143,5 ± 4,95), de religião de matriz africana (174), solteiros (139,53 ± 22,36) e que residem em quarto ou cômodo sozinhos (145 ± 13,66). Quanto ao curso, observou-se maiores escores entre os estudantes de medicina (179 ± 14,14), seguido dos discentes de história (149,59 ± 21,07) e educação física (148,11 ± 18,92). Os melhores resultados entre os estudantes de medicina podem ter relação com as recomendações das Diretrizes Curriculares Nacionais de Graduação em Medicina que preconizam que os acadêmicos aprendam a cuidar da própria saúde. Entretanto, Chazan, Campos e Portugal (2014), ao realizarem um estudo semelhante acerca da qualidade de vida de estudantes de medicina em uma universidade do Rio de Janeiro, averiguaram que há fatores físicos, emocionais e socioculturais que interferem tanto no desempenho acadêmico, quanto na integração com o meio social e sua qualidade de vida. A comparação de médias entre as categorias das variáveis demonstrou significância estatística entre o escore de qualidade de vida do estudante universitário e sexo, sendo maior no masculino (U=11.064,00; z=2,455; p=0,014), e curso de graduação, com diferença entre os discentes de educação física e direito, com maiores escores no primeiro curso (H(10)=75,920; p=0,022). Em estudo realizado por Oliveira e colaboradores (2021), observou-se oscilação da qualidade de vida a depender do sexo, sendo pessoas do sexo masculino as que apresentam melhores níveis de qualidade de vida em comparação com pessoas do sexo feminino. Em relação ao ambiente universitário, maiores escores de qualidade de vida do estudante universitário foram observados nas dimensões ambiente de aprendizagem (27,50), percepção do aprendizado (26,88 ± 7,20) e percepção sobre os docentes (26,43 ± 8,14), estando a dimensão relações sociais mais fortemente correlacionada ao escore total (r = 0,680; p<0,001). Ao passo, realizou-se uma regressão linear múltipla com a finalidade de investigar em que medida as dimensões do ambiente universitário (aprendizado, professores, acadêmico, atmosfera e social) impactavam os níveis de qualidade de vida do estudante universitário. Os resultados ilustram influência significativa entre essas dimensões e a qualidade de vida no contexto estudado (F(5, 263)=57,905; p<0,001; R² ajustado=0,515). A tabela 1 apresenta os coeficientes para todos os preditores. A dimensão relações sociais apresentou mais impacto sobre a qualidade de vida de estudantes universitários, ao passo que as dimensões percepção do aprendizado e percepção sobre os docentes não apresentaram significância estatística. Tabela 1 – Variáveis do ambiente universitário preditoras de qualidade de vida de estudantes universitários. Crato, CE, Brasil, 2023 (n=325) Preditores Coeficiente padronizado t p-valor Beta Constante - 16,467 0,000 D1 – Percepção do aprendizado -0,084 -1,023 0,307 D2 – Percepção sobre os docentes 0,035 0,504 0,614 D3 – Desempenho acadêmico 0,188 2,872 0,004 D4 – Ambiente de aprendizagem 0,176 2,320 0,021 D5 – Relações sociais 0,519 10,085 0,000 Fonte: elaboração própria. Estudo desenvolvido por Cardoso e Ávila (2023) demonstrou também que o domínio relações sociais obteve maior pontuação em todos os momentos de coleta. Entende-se que a habilidade para lidar com críticas, elogios e questionários por exemplo é essencial, e a falta dessa habilidade pode levar a dificuldades no processo de aprendizagem. CONSIDERAÇÕES FINAIS/CONCLUSÃO Os homens apresentaram maior escore de qualidade de vida, associado ao fator morar sozinho e ser solteiro. Em relação ao curso, notou-se maior escore entre os acadêmicos do curso de medicina, seguido pelos cursos de história e educação física. Identificou-se ainda que as relações sociais apresentaram maior influência na qualidade de vida dos participantes. Por fim, reconhece-se uma limitação da temática, sendo essa ainda pouco explorada. Portanto, sugere-se mais estudos a fim de identificar o perfil dos estudantes e sua relação com o meio e assim traçar estratégias de melhoria da qualidade de vida no ambiente universitário Descritores: Qualidade de vida. Universidades. Meio ambiente. Estudantes. Referências BARROS, M.J.; BORSARI, C.M.G.; FERNANDES, A.O.; SILVA, A.; FILONI, E. Avaliação da qualidade de vida de universitários da área da saúde. Revista Brasileira de Educação e Saúde[internet], v. 7, n. 1, p. 16-22, 2017. CARDOSO, L.G.S.; AVILA, L.K. Impacto do estilo de vida na qualidade de vida de estudantes de ciências da saúde. Rev. De Enfermagem e Atenção à Saúde [online], v. 12, n.2, e202380, 2023. CHAZAN, A.C.S.; CAMPOS, M.R.; PORTUGAL, F.B. Qualidade de vida de estudante de medicina da UERJ por meio do Whoqol-bref: uma abordagem multivariada. Ciência & Saúde Coletiva [online], v. 20, n. 2, p. 547-556, 2015. DIAS, A.C.G.; CARLOTTO, R.C., OLIVEIRA, C.T.; TEIXEIRA, M.A.P. Dificuldades percebidas na transição para a universidade. Rev Bras Orientac Prof, Florianópolis, v. 20, n.1, p.19-30. DIEZ, O.J.; LOPEZ, R.N.O. Estudiantes universitarios y el estilo de vida. Rev. Iberoamericana de Produccion Academica y Gestion Educativa. México, v. 4, n. 8, p. 1-15. 2017.
Palavras-chave: Qualidade de vida, universidades, meio ambiente, estudante.
Oral
Abrir o trabalhoSUTURA SIMPLES PELO ENFERMEIRO NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: CUIDADOS E EVIDÊNCIAS PARA A PRÁTICA.
JEISSIANE DE SOUSA GOMES ; Ana Cristina Henrique de Souza; Helvis Eduardo Oliveira da Silva; Antonio Germane Alves Pinto
INTRODUÇÃO: As suturas simples são utilizadas para a junção da pele em feridas corto-contusas acidentais e superficiais e/ou para a fixação externa de dispositivos sob a pele. No âmbito da Estratégia Saúde da Família (ESF) a sutura simples é uma habilidade essencial, pois permite que os profissionais de saúde ofereçam atendimento primário abrangente e de qualidade, promovendo assim a saúde e o bem-estar das comunidades atendidas. OBJETIVO: Descrever as evidências, para a prática de sutura simples realizada pelo enfermeiro, no contexto da Estratégia Saúde da Família (ESF). MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo do tipo revisão narrativa da literatura, realizado em maio de 2024. Utilizando as bases de dados LILACS, BDENF e as resoluções do COREN e COFEN. Foram utilizados para a pesquisa os seguintes descritores: Estratégia Saúde da Família, Cuidado de Enfermagem e Suturas. Os critérios de inclusão foram: Textos disponíveis na íntegra, escritos em português, inglês e espanhol, publicados nos últimos cinco anos, resultando em 11 artigos. Exclui-se aqueles que não apresentavam relações com a temática e duplicados. Após a leitura dos artigos por título e resumo foram escolhidos para a amostra final 3 artigos. Os dados foram analisados a partir da interpretação do conteúdo, com ênfase na indicação para a prática. RESULTADOS: Nesse contexto, com a regulamentação da sutura simples pela resolução 731/2023 do COFEN, os enfermeiros foram autorizados a realizar suturas simples e aplicar anestésicos locais em pequenas lesões na pele, anexos e mucosas, desde que sigam protocolos institucionais aprovados. A realização de suturas simples pelo enfermeiro na ESF representa um marco positivo no cuidado eficaz aos pacientes, pois proporcionará uma participação mais ativa no processo de cicatrização de ferimentos superficiais, maior autonomia profissional, um cuidado mais integral e melhoria do acesso aos cuidados. Além disso, ao permitir que enfermeiros realizem suturas simples, a ESF ganha flexibilidade na gestão de lesões superficiais, agilizando o atendimento e otimizando recursos, anteriormente reservados para médicos. Contudo, há desafios, como a necessidade de treinamento específico para garantir técnicas adequadas, acesso restrito a materiais e equipamentos adequados, falta de tempo e sobrecarga de trabalho. CONCLUSÃO: Diante disso, entre os resultados obtidos, embora a mudança nas atribuições dos enfermeiros seja benéfica, destaca-se a necessidade de uma atenção especial à capacitação desses profissionais. O treinamento adequado e contínuo é crucial para garantir que estejam aptos a realizar os procedimentos com segurança e competência. A promoção da educação continuada em saúde emerge como um elemento crucial, para assegurar a qualidade do cuidado prestado pelos enfermeiros nesse novo contexto de responsabilidades.
Palavras-chave: Estratégia Saúde da Família,Cuidado de Enfermagem,Suturas
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