43 de 43 trabalho(s) aceito(s)
Trânsitos risíveis em tempos difíceis: do circo à rua, da rua ao circo
DOMINGOS SÁVIO FARIAS DE ALBUQUERQUE JÚNIOR
Este trabalho busca refletir acerca dos processos de transformação que as artes do circo têm atravessado, bem como das relações que essas podem estabelecer com o universo da rua, em tempos de crise política e de censura às artes. Desta forma, recorre-se à análise histórica do circo no Brasil, considerando, sobretudo, o lugar marginal que o mesmo ocupou/ocupa e as inúmeras formas que as suas linguagens têm se reinventado e sobrevivido, dentro do circo e fora dele. Assim, observa-se a rua como espaço que aceita e abriga artistas circenses, destacando ainda a sua potência de reunir palhaços, malabaristas, acrobatas, etc. Por outro lado, e de modo similar, o circo também abrigou/abriga em seu picadeiro artistas marginais, saltimbancos e “arruaceiros”. Conclui-se, por fim, que a escassez de políticas públicas voltadas às artes circenses e a repressão atual que as artes cênicas de rua têm sofrido parecem dar pistas para o estreitamento dessa relação pelo viés do riso, observadas suas lutas, de perdas e conquistas, de enfrentamento, fortalecimento e resistência.
Palavras-chave: artes do circo,artes da rua,estudos do riso
Oral
Abrir o trabalhoA prática psicogeografica como instrumento à formação do artista de rua
GABRIELA TAROUCO TAVARES
A presente comunicação visa expor a pesquisa em desenvolvimento junto ao PPGARTES/UERJ, na qual formularei uma prática pedagógica a partir dos estudos da psicogeografia. Em que, um estudo teórico e a aplicação prática, através de uma oficina, de jogos catalogados a partir dos escritos dos Situacionistas, serviram de base para a reflexão sobre tal prática na formação do artista de rua. Por fim, desenvolverei uma estrutura teórico-prática dos procedimentos metodológicos explorados durante os encontros e, assim, a tese se formulará em prol de estabelecer a contribuição da psicogeografia aos estudos pedagógicos em arte.
Palavras-chave: Prática pedagógica,Psicogeografia
Oral
Abrir o trabalhoO conceito das Artes Públicas nos contextos Brasileiros e Portugueses - Diálogos entre teatro e arquitetura.
PATRÍCIA CAETANO DE OLIVEIRA ANTHONY
A presente comunicação oral é incialmente um projeto de doutorado enviado para a seleção do doutoramento em Estudos de Teatro na Universidade de Lisboa. O projeto aqui apresentado em forma de comunicação oral pensa o conceito de arte pública ampliando-o também às diversas linguagens artísticas que ocupam o espaço público da rua. Nesse sentido as artes públicas são segundo diretor teatral Amir Haddad “um conceito ainda muito novo e ao mesmo tempo muito antigo. Uma arte que se faz e se produz para todos, sem distinção de classe ou nenhuma outra forma de discriminação, podendo ocupar todo e qualquer espaço, e com plena função social de organizar o mundo, ainda que por instantes, fazendo renascer na população a esperança. Um direito de todo e qualquer cidadão” (HADDAD, 2011). Os raios de focalização deste conceito dentro da perspectiva deste projeto de pesquisa pretende-se ater-se aos contextos históricos da gênese epistemológica e entender como na prática tem sido as implementações das artes públicas no contexto do Brasil e de Portugal. Dialogando entre as areas do Teatro e da Arquitetura.
Seu-Céu: Levando sonhos às nuvens
LUIZ HENRIQUE ALMEIDA CRUZ
CRUZ, H. A. Luiz. Seu-Céu: Levando sonhos às nuvens. Belém: Universidade Federal do Pará. Graduando, Licenciatura em Dança; Dançarino intérprete criador. RESUMO O presente trabalho é uma composição urbana pensada e executada pelo coletivo ao qual faço parte em Belém do Pará (Coletivo RUAR), chamado de “Seu-Céu”, a prática parte da inquietação acerca pergunta “Qual o seu sonho?”. Grande parte das pessoas tem um sonho, sonhos humildes ou ambiciosos, alguns ainda lutam pelos seus, outros desistem de correr atrás e outra parte já se sente realizado o suficiente com seus conquistas, deixando assim até de sonhar. Partindo disso, o coletivo saiu à rua com papéis, canetas e 4 balões de gás hélio em formato de coração, e escrevendo nos papéis os principais sonhos de cada pessoa com quem conversamos individualmente, ao final das das anotações nos reunimos a beira da Baía do Guajará, nas margens Ver-o-Rio, local onde aconteceu toda a composição, com os sonhos amarrados aos balões, levantando os mesmos ao alto, soltamos os balões ao céu, proporcionando uma representação poética do alcance dos sonhos de cada pessoa. Palavras-Chave: Composição Urbana. Sonhos. Céu. ABSTRACT The present work is an urban composition thought and executed by the collective to which I am part in Belém do Pará (Collective RUAR), called "Seu-Céu", the practice part of the restlessness about the question "What is your dream?". Most people have a dream, humble or ambitious dreams, some still fight for their own, others give up running behind and another part already feels fulfilled enough with their achievements, leaving even to dream. From this, the group went out with papers, pens and 4 helium heart-shaped balloons, and writing down the main dreams of each person we talked to individually, at the end of the notes we gathered at the edge of the Bay of Guajará, on the banks of Ver-o-Rio, where the whole composition took place, with dreams tied to the balloons, lifting them up high, letting the balloons to the sky, providing a poetic representation of the reach of each person's dreams. Keywords: Urban composition. Dreams. Sky Modalidade de Apresentação de trabalho: a) Comunicação em fórum temático
Palavras-chave: Composição urbana,Sonhos,Céu
Oral
CICATRIZ: Desmontagem de uma trajetória em teatro de rua
VANÉSSIA GOMES DOS SANTOS; FRANCIMARA NOGUEIRA TEIXEIRA
A experiência de uma atriz como ponto de partida para um estudo teatral. O universo que trata esta pesquisa está amparado em estudos e práticas, resultantes de aprendizados com outros artistas e diferentes pesquisas. É a busca da articulação entre uma trajetória artística, tendo como recorte uma prática de 1998 até os dias de hoje, apresentando como referência o pensamento da cena teatral a partir de pesquisadores teatrais latino-americanos. Este trabalho trata, também, de apresentar as estratégias de construção de uma desmontagem cênica, amparada em processos de criação através de pesquisas e espetáculos nos quais construí minha experiência como atriz. A cidade nordestina de Fortaleza, no Ceará, é a sede do Grupo Teatro de Caretas. Esta é a territorialidade de onde se irradia o trabalho do grupo. O objetivo desta pesquisa é estabelecer um elo entre a construção de minha história como artista de teatro de rua e o mergulho em três criações que integrei, reconhecendo o eco desta pesquisa reverberando em uma nova criação, a desmontagem Cicatriz. Ao longo do processo de investigação a desmontagem cênica foi sendo construída, trabalhando: criação dramatúrgica, encenação e a articulação de materiais sobre a cena contemporânea teatral da América Latina.
Palavras-chave: teatro de rua, experiência, desmontagem cênica
Oral
COMPANHIA CARROÇA DE MAMULENGOS: Cameloturgia, Vida Viva e outras Poéticas de Convivência na trajetória de uma família artista
DANIELA ROSANTE GOMES
RESUMO Este trabalho tem como objetivo compartilhar alguns pontos de uma pesquisa de doutorado sobre a trajetória de uma família que, durante quatro décadas, se dedicou (e segue se dedicando) ao fazer artístico em incontáveis itinerâncias pelos tantos cantos do Brasil: a Companhia Carroça de Mamulengos. Sua história passa pelo contexto das Artes que se faz na rua, nas escolas e comunidades, além de palcos e salões culturais do circuito comercial, podendo ser relacionada com: Teatro de Rua, Artes Circenses, Teatro de Bonecos, Teatro Comunitário, Arte Pública e mesmo com a Arte dos Vendedores Ambulantes que inspiraram a cameloturgia do grupo. Através da metodologia da História Oral (Oralidade), a pesquisa tem evidenciado uma trajetória marcada por toda uma ética nos processos de vivência, convivência e sobrevivência junto a mestres, mestras e artistas das culturas brasileiras, assim como junto ao público e às comunidades envolvidas. Uma história comprometida com as gentes, com a Arte e com a Vida Viva, apesar das inúmeras mazelas e contradições do viver na Arte e da Arte. Um exemplo de resposta a um mundo desencantado, quando Arte e Vida se tornam compromissos inadiáveis. Palavras-chave: Companhia Carroça de Mamulengos. Cameloturgia. Vida Viva. Poéticas de convivência. Oralidade. ABSTRACT This work aims to share some points of a doctoral research on the trajectory of a family that for four decades has dedicated (and continues to dedicate) to making artistic in countless itinerants through the many corners of Brazil: the Company Carroça de Mamulengos. Its history goes through the context of the Arts that is done in the street, in schools and communities, as well as cultural stages and halls of the commercial circuit, and can be related to: Street Theater, Circus Arts, Puppet Theater, Community Theater, Public Art and even with the Art of the Ambulantes Sellers that inspired the cameloturgia of the group. Through the methodology of Oral History (Orality), the research has evidenced a trajectory marked by an ethic in the processes of living, coexistence and surviving with masters and artists of Brazilian cultures, as well as with the public and the communities involved. A history committed to the people, to Art and to Vida Viva, despite the innumerable ills and contradictions of living in Art and from Art. An example of a response to a disenchanted world, when Art and Life become unavoidable commitments. Keywords: Company Carroça de Mamulengos; Cameloturgia; Vida Viva. Poetics of coexistence; Orality. Modalidade de apresentação de trabalho desejada: comunicação em fórum temático.
"Regue-me-se”: presença compartilhada entre performer e espectador
RODRIGO TOMAZ DA SILVA
Neste texto, é abordada a relação entre performer e espectador, buscando compreender a relação entre ambos como sujeitos ativos, visando refletir sobre o compartilhamento do estado de presença durante a ação performática “Regue-me-se”, produção work in process resultante da disciplina Jogo e Cena II, semestre 2018.1, no curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Regional do Cariri. Para tanto, os conceitos de “performance” e “work in progress” de Renato Cohen (2013) norteiam nossa abordagem acerca do processo criativo, no qual analisamos o fenômeno do encontro do performer com o espectador, em seu grau de alteridade, através das noções de “presença” conceituadas por Maíra Coelho (2013) e as aproximações com o “teatro do real”, proposto por André Carreira (2013). Como pesquisa prática e teórica ainda em andamento, ao final, são apresentadas considerações de como a presença do espectador norteia o curso da ação, tornando imprevisíveis aspectos como duração, manipulação das materialidades (regador, água e argila), relações com o espaço (rua, praça, pátio, parque) bem como o potencial narrativo que cada espectador produz junto com o performer através da intimidade do encontro.
Palavras-chave: performance,espectador,presença
Oral
Abrir o trabalho#poreLas
SÂMIA RAMARE DE OLIVEIRA MENDES
MENDES, Sâmia Ramare de Oliveira. #poreLas. Crato-CE. Universidade Regional do Cariri; Graduada; Atriz e Encenadora. RESUMO A encenação “#poreLas” tem início dentro da disciplina Processo de encenação II do curso de licenciatura em teatro da universidade regional do cariri – URCA, no ano de 2017, é resultado de inquietações que surgiram dentro das discussões e reflexões da disciplina. O trabalho busca pensar sobre a violência contra a mulher e nasce pela emergência de falar sobre mim, sobre elas e tantas outras agressões que o corpo feminino sofre. A encenação dialoga com a prática site-specific, bem como estudos relacionados ao espaço urbano. Aproximando-me de autores e autoras como Antônio Araújo (2008), Fabiana Dultra Britto e Paola Berenstein Jaques (2009), André Carreira (2011) e Zalinda Cartaxo (2009). Além desta etapa, realizei uma análise dos cadernos de campo que constituíram os processos de criação estudados. Como contribuição a pesquisa reforça a pertinência do espaço urbano na criação teatral contemporânea, visto que o mesmo constitui-se como dramaturgia. PALAVRA-CHAVE: teatro; espaço urbano; encenação performativa; intervenção urbana; processo de criação. ABSTRACT The "#poreLas" staging begins within the discipline Process of staging II of the licenciatura course in theater of the regional university of cariri - URCA, in the year 2017, is the result of worries that have arisen within the discussions and reflections of the discipline. The work seeks to think about violence against women and is born by the emergence of talking about me, about them and so many other aggressions that the female body suffers. The staging dialogues with the site-specific practice, as well as studies related to the urban space..Bringing together authors such as Antônio Araújo (2008), Fabiana Dultra Britto and Paola Berenstein Jaques (2009), André Carreira (2011) and Zalinda Cartaxo (2009). In addition to this step, I carried out an analysis of the field books that constituted the creation processes studied. As a contribution, this research reinforces the relevance of urban spaces in contemporary theatrical creation, since it constitutes itself as dramaturgy. KEYWORDS: theater; urban space; performative staging; urban intervention; creation process. a) comunicação em fórum temático
(IN) Fluxo
BARBARA LEITE MATIAS
A performance proposta é uma célula do programa (In) Fluxo do Coletivo Arruaça Escoamento(2016). A ação é vestida das várias mulheres que são assassinadas/cotidianamente/delicadamente/brutalmente caladas ou mortas pela sociedade da paz que se encontra no Crato, Fortaleza, Índia, Japão, Inglaterra, América Latina, no norte, sul, leste e oeste. No lar do piso importada e na casa sem teto. A roupa é branca, a alma é branca, o véu é branco, a lingering é branca, a meia é branca, o assassinato é branco, o assassino também é branco, o sistema é branco, o silenciamento é branco. E enquanto isso o sangue escorre ladeira abaixo, perna a baixo, goela a baixo silenciosamente. Morre Maria, Cidcleide, Dandara, Silvani, Barbara, Ana, Tereza, Joana, Dilma, Geanne Leticia, Marielle, Rosa, Albertina. Enquanto morremos pintamos de vermelho sangue do escoamento todas as gaiolas que nos aprisionaram pelo motivo de sermos fêmeas.
Palavras-chave: performance, feminino, sociedade
Oral
Abrir o trabalhoA cadeira do não é sempre branca
ABIMAELSON SANTOS PEREIA
SANTOS, Abimaelson. A cadeira do não é sempre branca. São Paulo: Unesp; Doutorando; Professora Orientadora Carminda Mendes André. Diretor Teatral e Performer. RESUMO O trabalho consiste em uma apresentação prática de intervenção urbana, que trata sobre as seculares explorações do corpo negro na sociedade do desempenho, da automação e da exploração. O trabalho, que parte de uma construção performática no espaço urbano, busca tencionar as questões de classe, de raça e de igualdade na sociedade atual. Perpassa por questões políticas e estéticas atinentes a ideia de território, identidade, memória e subjetividade. Quantos corpos negros ainda hão de morrer, para que se possa pensar e refletir quando a importância da cultura negra na sociedade? Quanto custa a morte de um negro? Qual o lugar do artista negro na sociedade? Como habitar com suas potências os espaços institucionais. Ser negro, ser sujeito. Ser corpo na cidade. Palavras-Chave: Corpo. Negritude. Território. RESUMEN La obra consiste en una presentación práctica de la intervención urbana, que se ocupa de las exploraciones seculares del cuerpo negro en la sociedad de rendimiento, automatización y explotación. La obra, que forma parte de una construcción de rendimiento en el espacio urbano, busca atender las cuestiones de clase, raza e igualdad en la sociedad actual. Impregna los problemas políticos y estéticos con la idea del territorio, la identidad, la memoria y la subjetividad. ¿Cuántos cuerpos negros seguirán muriendo, para que puedas pensar y reflexionar cuando la importancia de la cultura negra en la sociedad? ¿Cuánto cuesta la muerte de un negro? ¿Cuál es el lugar del artista negro en la sociedad? Cómo habitar con sus poderes los espacios institucionales. Ser negro, ser un hombre. Ser un cuerpo en la ciudad. Palabras clave: cuerpo. Oscuridad. Territorio. b) Interferência Artística
Palavras-chave: Arte pública, Teatro,Arquitetura,Brasil,Portugal
Oral
Abrir o trabalhoQue rua é essa? Memória, identidade e sociedade no Teatro de Rua.
ANA KAROLINE VIEIRA DO CARMO
Esta proposta de discussão integra uma pesquisa ainda em desenvolvimento para a elaboração de uma dissertação como resultado final de um Programa de Pós-Graduação em Biblioteconomia, no eixo temático Informação, Cultura e Memória. A pesquisa explora o universo do teatro de rua sob ópticas da biblioteconomia, ao passo que o investiga enquanto criador de uma teia de memórias e significados, capazes de gerar profundas transformações sociais. Este recorte propõe pensar o que caracteriza a rua, através, principalmente, de suas gentes e suas histórias. Desenvolvida através da etnografia, espera, com a experiência do campo, por meio da escuta e da vivência, entender como a ação de fazer e ver o teatro podem ser fundamentais na formação de um pensamento crítico, de um empoderamento social, de uma perspectiva tangível do que é pertencer e ser fundamental em comunidade, além de afirmar o caráter de responsabilidade social que há no fazer artístico, diante, entre outras coisas, do reconhecimento da memória como fundamental à construção das histórias dos povos.
Palavras-chave: Identidade,Memória, Sociedade,Teatro de Rua
Oral
Abrir o trabalhoA antimúsica e o treinamento corporal a partir da Expressividade Caótica
MIRTTHYA MARK LUCENA GUIMARÃES; Antonio Humberto Lopes de Almeida
Este trabalho pretende relatar as consequências da minha pesquisa no mestrado: “O ator na Rua: Uma Expressividade Caótica”, no qual foram explorados jogos e exercício corpóreo-vocal, para o treinamento do ator na rua, com base nas técnicas tradicionais de teatro e na Física Moderna (Física Quântica), sobretudo os elementos do Princípio da Incerteza e do Caos. Durante o processo de montagem do espetáculo Comédia com Farinha, pudemos exercitar todos os exercícios propostos durante o mestrado e surgiram outros, bem como novas nomenclaturas como Caos urbano, antimúsica, e novas matrizes como (o prédio (verticalidade); a criança (o ingênuo); um homem apressado indo ao banco (agilidade); um cadeirante (calma, respiro)). E como esta experiencia está sistematizada em forma de oficina onde pude compartilhar estas experiências com outros grupos de atores, a exemplo do grupo Oficarte, sediado em Russas-CE e com o grupo de formação de atores oferecido pela FUNESC (Fundação de Cultura do Estado da Paraíba) Sobretudo, a grande experiência deste processo não estar só no processo de treinamento, mas na nova forma de aquecimento pré-cena, no qual realizamos um cortejo-aquecimento, que não tem roteiro, ficamos entregues ao acaso e ao Princípio da Incerteza, só estabelecemos o ponto de “Inicio”, o ponto de caos é estabelecido por todos na rua. Neste trabalho também será relatado a pesquisa musical, dentro da estrutura da antimúsica, no qual, Fregtman traz uma provocação pertinente, que também é uma inquietação para a pesquisadora de teatro de rua Jussara Trindade, que entende a cidade como polifônica. No grupo Quem Tem Boca é Pra Gritar a música é muito presente, no cortejo e em todo momento da encenação. Ela não só é utilizada para troca de cenários ou figurinos, mas também exerce a importante função de narrar as histórias, cada vez mais, os grupos vêm se preocupando em compreender a música com atores-músicos, onde se possa brincar com variações e interpretações, sem necessariamente se preocupar com a origem harmônica da música.
Oral
Abrir o trabalhoCinderela: Uma prostipoética da esquina
CAROLINE DE CASSIA SOUSA CASTELO
CASTELO, C. S. Caroline. Cinderela: Uma prostipoética da esquina. Belém: Universidade Federal do Pará. Professora Substituta; Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal do Pará. RESUMO O presente trabalho faz parte da pesquisa em andamento de doutorado intitulada: Nas brenhas do Reduto: uma próstipoética da esquina, cujo objetivo se dá em criar uma poética em dança contemporânea, encenada na rua, a partir das histórias e vivências com as prostitutas que trabalham no centro da cidade de Belém. Contudo, o recorte da pesquisa que trago neste momento, versa sobre a obra Cinderela, ora apresentada em solo, ora em coletivo (coletivo RUAR). Cinderela é o apelido de uma prostituta que trabalhou até os seus sessenta anos de idade na cidade de Belém, ao fim de sua carreira ela relatou que quase morreu enforcada com um cinto por um cliente no último programa que fez. Este foi o principal motivo de seu afastamento da profissão. O depoimento de Cinderela serviu de inspiração para a obra, que leva como título o seu apelido. Neste contexto, eu, dançarina-intérprete-criadora senti a necessidade de dançar o depoimento de Cinderela. A Obra tomou uma proporção que eu não havia premeditado e se encerrou em um tempo delimitado pelos pedestres e não por mim. Palavras-Chave: Dança. Composição Urbana. Prostituição. ABSTRACT The present work is part of the research in progress of doctorate entitled: In the brenhas do Reduto: a corner prosthotype, whose objective is to create a poetics in contemporary dance, staged in the street, from the stories and experiences with the prostitutes who work in the center of the city of Belém. However, the research that I bring at this moment is about the work Cinderella, now presented in solo or sometimes collective (RUAR collective). Cinderella is the nickname of a prostitute who worked until her sixtieth year in the city of Bethlehem, at the end of her career she reported that she almost died hanged with a belt by a client on the last program she did. This was the main reason for his departure from the profession. Cinderella's testimony served as inspiration for the work, which takes its name as the title. In this context, I dancer-interpreter-creator felt the need to dance Cinderella's testimony. The Work took on a proportion that I had not premeditated and ended in a time delimited by the pedestrians and not by me. Keywords: Dance. Urban Composition. Prostitution. Modalidade de apresentação de trabalho: a) comunicação em fórum temático.
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Abrir o trabalhocorpo e memória, uma perspectiva para o treinamento do ator
RENATA KELY DA SILVA
Existem especificidades para a atuação na rua? O treinamento da atriz e do ator no contexto de uma arte pública, requer que pensemos o corpo numa perspectiva política, compreendendo sua dimensão como território de fala. Neste sentido é possivel pensar a memória como elemento capaz de suscitar uma experiência corpórea conectada a história de cada corpo, ao sentido de cada território que envolve tanto as práticas coletivas quanto as corporeidades singulares. A memória do corpo é também um saber de corpo que muitas vezes, frente as matrizes hegemônicas, acaba perdendo sua potência e amalgamando-se as formas mais predominantes de treinamento. Aqui, o treinamento é já uma proposição criativa, é já a busca por uma política de corpo que compreende um corpo político. Desse modo, podemos pensar as brincadeiras da infância, as festas e danças populares, a musicalidade e as marcas sociais como elementos disparadores para um estado cênico próprio. De que é feito o corpo? Quais memórias corpóreas vão compondo nossa singularidade? Como vamos nos constituindo nesse processo chamado vida? Que saberes o corpo possui para potencializar os estados cênicos? Essas são algumas perguntas que norteiam o presente artigo. O exame sobre a memória corporal abre um território onde a experiência do corpo se faz política, agente na ágora teatral que interroga sempre ética e esteticamente sobre o sentido da arte nesses duros tempos.
Oral
Abrir o trabalhoO corpo feminino imaginado para além do caráter acidental da vida
DANIELA ALVES PEREIRA
Neste texto procuro relatar e analisar a presença do corpo feminino na rua a partir da experiência de criação e realização da intervenção artística “Epifanias Urbanas” realizada entre os anos de 2012 e 2016 pelo grupo Cia das Atrizes (e parcerias), na cidade de São Paulo. Numa sucessão de descobertas, na maioria das vezes silenciosas, um coletivo de atrizes-performers, no qual me incluo, criou uma série de ações que mesclam teatro, dança e performance e que tinham como proposta “pausar” o olhar de quem passava pelo turbilhão de informações e acontecimentos que é o centro de uma cidade grande. Acompanharão a análise os pensamentos de Eleonora Fabião, André Lepecki, Christine Greiner e Carla Cristina Garcia.
Palavras-chave: intervenção urbana, corpo,presença
Oral
Abrir o trabalhoOral
Abrir o trabalhoUm Flâneur nas ruas da Cidade: história, rastros, invisibilidade, memória e porosidade na criação dramatúrgica para as artes cênicas de rua.
MÁRCIO SILVEIRA DOS SANTOS
SANTOS, Márcio Silveira dos. Um Flâneur nas ruas da Cidade: história, rastros, invisibilidade, memória e porosidade na criação dramatúrgica para as artes cênicas de rua. Florianópolis: UDESC. Universidade do Estado de Santa Catarina; Doutorado em Teatro; Bolsista CAPES DS; Orientadora Fátima Costa de Lima. Artista-docente-pesquisador. RESUMO Nesta comunicação procuro mostrar parte de uma pesquisa de doutorado, em curso no Programa de Pós-Graduação em Teatro da UDESC – Universidade do Estado de Santa Catarina, que visa contextualizar, descrever e analisar os procedimentos de criação de dramaturgias para as artes cênicas de rua, tendo como recorte de pesquisa quatro textos que escrevi para diferentes grupos de teatro de rua. Para este momento, discorro sobre o processo criativo da dramaturgia As Gineteadas do Valente Toninho Corre Mundo na Estância de Cidão Dornelles, encenado com mamulengos pelo Grupo TIA - Teatro Ideia e Ação, da Cidade de Canoas, no Estado do Rio Grande do Sul. À luz de conceitos de Walter Benjamin, como flâneur e rastros, desenvolvo a escrita como se fosse o ponto de vista de um caminhante que vai descobrindo a cidade a partir de suas ruas, histórias, memórias, rastros, trazendo à tona o que está invisível e coletando questões que possam contribuir na constituição de uma dramaturgia crítica reflexiva. PALAVRAS-CHAVE: Criação Dramatúrgica, Artes Cênicas de Rua, Flâneur, Rastros, Cidade. ABSTRACT In this communication I try to show part of a doctoral research, in course in the Graduate Program in Theater of UDESC – University of the State of Santa Catarina, which aims to contextualize, describe and analyze procedures for the creation of dramaturgies for the street performing arts, having as base for it four texts that I wrote for different groups of Street Theater. For this moment, I talk about the creative process of As Gineteadas do Valente Toninho Corre Mundo na Estância de Cidão Dornelles, performed with mamulengos by the TIA Group - Teatro Ideia e Ação, of the City of Canoas, in the State of Rio Grande do Sul. Based on concepts of Walter Benjamin, such as flâneur and traces, I develop the writing as if it were the point of view of a hiker who is discovering the city from its streets, stories, memories, traces, bringing what is invisible and collecting questions that could contribute to the constitution of a reflexive critical dramaturgy. KEY WORDS: Dramaturgical Creation, Street Performing Arts, Flâneur, Traces, City.
Oral
Abrir o trabalhoPalavras-chave: teatro, espaço urbano,encenação performativa,intervenção urbana,processo de criação
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Abrir o trabalho(IN)Fluxo
EDCEU BARBOZA DE SOUZA; Thiago Florêncio
(IN)Fluxo se efetivou como uma ação performativa em que quatro performers, a partir de quatro mapas diferentes nos quais constam pontos aleatórios gerados por um aplicativo, fazem um passeio pela feira popular da cidade do Crato em busca destes pontos. A ideia foi de encontrar - ou ser encontrado, esse é o jogo do aleatório - por materialidades fortuitas que estavam nesses pontos casuais marcados no mapa. A teoria da deriva parte do pressuposto de que o exercício de caminhar pelas ruas sem um programa ou um trajeto definido a priori pode gerar encontros potentes que ajudam a criar sensibilidades diferenciadas sobre o espaço urbano. Nossa proposta parte desse entendimento. Aliamos à prática do caminhar pela feira do Crato, o uso de novas tecnologias que possibilitam um trabalho mais dinâmico e efetivo com o jogo do aleatório. Nessa relação entre a abstração do mapa e a materialidade inusitada da rua, o abstrato dos pontos aleatórios força a pessoa a jogar o olhar pra fora do que está acostumada a ver, forçando-a a quebrar o olhar viciado sobre o espaço. A partir desse trânsito pela feira cada performer foi conduzido a pensar as diferentes dinâmicas e fluxos do espaço que por fim revelam suas particularidades geo-humanas. Mergulhar na/pela feira como um recorte da cidade provocou no olhar uma ampliação do que se ver, instalando uma cartografia de imagens humanas em relação com múltiplos adornos, riscando os espaços, por vezes inóspitos, de possibilidades de permanência e fluxos perceptíveis.
Oral
Abrir o trabalhoA cidade enquanto plataforma de criação
ABIMAELSON SANTOS PEREIA
SANTOS, Abimaelson. A cidade enquanto plataforma de criação. São Paulo: Unesp; Doutorando; Professora Orientadora Carminda Mendes André. Diretor Teatral e Performer. RESUMO A pesquisa versa sobre a intervenção urbana enquanto prática formativa e que evidência, através de estudos teóricos e práticos, o debate sobre questões como: o lugar da arte contemporânea na cidade e a cidade enquanto plataforma poética, entendendo-a enquanto campos de experiência estética. Assim, por meio de estudos sobre conhecimento em arte, tática urbana e experiência, busca-se localizar a intervenção urbana enquanto uma metodologia de ensino no âmbito do teatro e campo de pesquisa em artes atinente aos discursos, territórios e urgências do contemporâneo. Pensar sobre uma pedagogia da intervenção urbana, neste caso, é lançar um olhar sobre um fazer pedagógico que se encontra assentado nas práticas artísticas urbanas e nos modos operativos de ser cidade, considerando o quando de cidade há na escola e em qual medida a cidade torna-se ambiente de aprendizagem e de experiência estética. Busca-se, portanto, um olhar sobre as artes do corpo e da imagem e suas relações éticas, políticas e estéticas com a urbe, considerando a cidade enquanto plataforma de criação em arte e de conhecimento cultural, geradora de identidades e de experiência, a cidade enquanto território sensível, geradora de percepções e modos de compreensão dos códigos e das linguagens urbanas. Palavras-chave: Cidade. Experiência. Educação. RESUMEN La investigación se ocupa de la intervención urbana como práctica formativa y de la evidencia, a través de estudios teóricos y prácticos, del debate sobre temas como: el lugar del arte contemporáneo en la ciudad y la ciudad como plataforma poética, comprendirlo como Campos de experiencia estética. Así, a través de estudios sobre conocimientos en arte, tácticas urbanas y experiencia, busca localizar la intervención urbana como metodología de enseñanza dentro del teatro y campo de la investigación en Artes relacionadas con los discursos, territorios y urgencias de Contemporáneo. Pensar en una pedagogía de la intervención urbana, en este caso, es poner en marcha una mirada a una práctica pedagógica que se basa en las prácticas artísticas urbanas y en las modalidades operativas de ser una ciudad, teniendo en cuenta la época de la ciudad en la escuela y en qué medida el La ciudad se convierte en un entorno de aprendizaje y experiencia estética. Busca, por lo tanto, un vistazo a las artes del cuerpo y la imagen y sus relaciones éticas, políticas y estética con el urbe, considerando la ciudad como una plataforma de creación en el arte y el conocimiento cultural, generando identidades y experiencia, la ciudad como un territorio sensible, generando percepciones y formas de entender los códigos y Idiomas urbanos. Palabras clave: ciudad. Experiencia. Educación. a) Comunicação em fórum temático
Oral
Abrir o trabalhoA collage como método de composição em site-specific: Um experimento cênico performático
LAURA DE PAULA RESENDE
O objetivo deste trabalho é analisar possibilidades para a criação e composição cênica em espaços urbanos a partir de uma abordagem contemporânea que utilize a linguagem da performance art proposta por Schechner (2006), e da analise dos conceitos de collage, estudado por Cohen (2004), e de site-specific proposta por Carreira (2011). Foi pensada uma metodologia experimental com práticas performáticas que estimulam a criação artística em espaços urbanos. Será apresentado um estudo de caso acerca de duas oficinas realizadas com discentes dos cursos de teatro e pedagogia da Universidade Federal de São João del-Rei. Essas oficinas se materializaram por meio de uma vivência construída a partir de materiais coletados durante a pesquisa e aconteceu, inicialmente, dentro de espaços educacionais. Doravante destas oficinas pode-se pensar em alterações espaciais que contribuam para a criação em site-specific, almejando a ocupação de espaços urbanos como fator capaz de alterar percepções criativas que surgiram nas oficinas. A partir dos experimentos realizados e da investigação teórica dos conceitos abordados e suas potencialidades, este trabalho propõe um método dialógico e ativo aplicável em diferentes contextos espaciais.
Palavras-chave: Collage,Performatividade,Site-specific
Oral
Abrir o trabalhoA intervenção urbana como microespaço de resistência/existência feminina
LIDYA SILVA FERREIRA
O trabalho visa refletir sobre a intervenção urbana como microespaço de resistência/existência feminina, tendo a perspectiva de que essa linguagem artística encontra-se mais perto de uma essência do gênero feminino do que masculino, por emergir de pequenas ações e não de atos espetacularizados. A ação de intervir na urbe acaba por tornar a mulher em cidade e a cidade em mulher, que sempre numa via de mão dupla vão ressignificando uma a outra, criando assim outros modos de existir e resistir.
Palavras-chave: Corpo Feminino,Intervenção Urbana,Cidade
Oral
Abrir o trabalhoA luz também fala: a utilização da transição solar na concepção de iluminação do espetáculo “Manifesto”
TEREZA JÚLIA MARTINS VALÉRIO
Este trabalho é uma análise acerca da concepção de iluminação cênica do espetáculo “Manifesto”, montagem realizada pelo aluno Thiago Gomes durante a disciplina Processo de Encenação III, ministrada pela Profa. Dra. Cecília Maria de Araújo Ferreira no decorrer do primeiro semestre de 2018, que posteriormente tornou-se parte do repertório artístico do Coletivo Dama Vermelha, residente da cidade de Juazeiro do Norte - CE. Tal encenação, na qual participo como intérprete-criadora, utiliza como composição visual e dramatúrgica o artifício da transição da luz do pôr-do-sol para a noite como forma de reafirmar seu discurso cênico: o de mulheres artistas em crise consigo mesmas, com suas criações e com o atual cenário político, que desfavorece cada dia mais o fazer artístico. Discurso este que é embasado nos questionamentos sobre as concepções tradicionais de arte, nos estudos dos Manifestos escritos pelos movimentos de vanguarda europeus do século XX como veículo para a explosão de novos fazeres que vem ocorrendo no século XXI e no conceito de Performance Art como um marco revolucionário para a história da arte. As metodologias utilizadas para a concepção de luz foram baseadas no processo criativo desenvolvido ao longo de quatro meses, em que a escolha de pensar um espetáculo que ocorresse de forma itinerante foi ressignificando a concepção de luz. Remetendo à ideia de ritualização do espaço no instante-presente, a utilização da luz solar ganha um caráter performático que entra em diálogo com a proposta de cena desenvolvida em coletivo durante o processo, pois sendo natural, não há como controlar possíveis adversidades causadas pelo ambiente. A concepção também foi pensada a partir do conceito artaudiano de uma iluminação que ressignifique a atmosfera do espaço, e consequentemente, os estímulos sensoriais causados no/a espectador/a. Assim, surgiu a ideia de iniciar o espetáculo ao pôr-do-sol, criando conexões com o texto que abria a cena e expandido a percepção em relação ao espaço, pois a paleta de cores que o horário escolhido mostrava, reverberava na disposição dos outros elementos trabalhados em cena, proporcionando uma experiência sinestésica e totalmente locada no presente. À medida que o sol se punha e a noite se tornava mais densa, passávamos a utilizar iluminação artificial na composição das cenas. Porém, a transição que a luz do sol fazia ao longo da cena, ia complementando as atmosferas que o espetáculo estava se propondo a causar, sendo assim um dos principais fios que conduziam o nosso discurso-manifesto.
Palavras-chave: luz solar, processo de criação, luz-manifesto
Oral
Abrir o trabalhoInvasão, especificidade e acidente em diálogo
LUCAS GALDINO DA SILVA
A partir das experiências vividas desde o ano de 2017 junto ao projeto de pesquisa "Ocupações artísticas da cidade: centornos e entralidades", surgem alguns questionamento, dentre eles: De que modo aparecem entrelaçadas na investigação atual, com ênfase na encenação intitulada "Duas vezes sem", as noções de Invasão, Especificidade e Acidente? As questões de centro e periferia refletidas no início do processo me provocam também a pensar sobre o risco, seja referente aos nossos corpos considerados marginais na configuração da cidade, ou a partir do olhar do espectador - um corpo marginal perante o outro. As noções apontadas derivam de três termos, habituais no pensamento do teatro contemporâneo e que estão presentes no cotidiano da arte de rua, são elas: O Teatro de Invasão e a ideia de cidade como dramaturgia, originada pelo pesquisador e diretor André Carreira; a Arte Site-specific, cunhada como campo de estudo pelas Artes visuais, porém com inserção no teatro, fazendo com que a cena aconteça, porque o local dialoga inteiramente com o que a/o performer quer dizer; a Recepção Acidental, proposta pela professora e pesquisadora Cecília Lauritzen numa tentativa de traduzir a experiência do pedestre que é interrompido e convidado indiretamente - sem acordos prévios - a ver/observar/assistir o que se passa artisticamente pela cidade.
Palavras-chave: Teatro de invasão,Arte Site-specific,Recepção acidental,Espectador,Risco
Oral
Abrir o trabalhoManifesto: ocupar o inóspito ou sobre a violência do espaço
THIAGO SILVA GOMES
MANIFESTO. Encenação do Coletivo Dama Vermelha. Desenvolvida no ano de 2018 a partir da componente curricular Processo de Encenação III. Curso de Licenciatura em Teatro. Universidade Regional do Cariri – URCA. Dois conceitos norteadores. “Teatro específico ao local”, também conhecido como Site Specific (LEHMANN, 2007). “Violência do espaço” (WILKER, 2015). Uma pergunta. Como criar uma cena em um espaço inóspito? Apropriação de cenografias. Atrizes e espectadores expostos a vulnerabilidade dos espaços. Uma cena em constante deslocamento. Um teatro itinerante. Público convidado à coautoria, cumplicidade nas ações. Passeio performance. Fronteiras se diluem. Espaços inusitados. Ampliação da percepção. Multifocal. O teatro em espaços alternativos. Riscos. MANIFESTO.
Palavras-chave: Manifesto,Coletivo Dama Vermelha,Violência do Espaço,Teatro Específico ao Local
Oral
Abrir o trabalhoO corpo trans enquanto potência performativa: a trajetória da ação “Dandara Vive” pelas ruas em Fortaleza/CE
LEVI MOTA MUNIZ; Luana Adriano Araujo
MUNIZ, Levi. ADRIANO, Luana. O corpo trans enquanto potência performativa: a trajetória da ação “Dandara Vive” pelas ruas em Fortaleza/CE. Fortaleza: Universidade Federal do Ceará. Rio de Janeiro. Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mestrando do Programa de Pós Graduação em Artes. Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Direito. RESUMO Este artigo se debruça sobre a relação entre a cidade e as pessoas trans, tendo como eixo principal o relato de experiência da performance Dandara Vive!, do Coletivo Debandada. A performance é um percurso urbano de travestis com um carrinho de mão, carregando a bandeira Trans, tijolos e um capacete com o nome “Dandara”. A monstruosidade (COHEN, 2000) da performance percorre diferentes âmbitos: o seu assunto transgressor; as músicas utilizadas; a maquiagem exagerada; os capacetes com cores fortes; o carrinho de mão, a grande bandeira trans e mais diversas outras materialidades compõem uma proposta de ação transviada (BENTO, 2016), conectando-se ao proposto por diversos autores, como Furlan e Maio(2016), Fernando Pocahy (2016), e Jacqueline Gomes de Jesus(2012). Não só a performance, mas toda vivência de gênero fora dos padrões sociais é um ato de resistência às normas a partir do seu próprio corpo (FURLAN/MAIO, 2016). O artigo agrega uma pesquisa de metodologia performativa (HASEMAN, 2015), construindo-se em conjunto com a apresentação da performance, que, até 2019, já aconteceu seis vezes em diferentes espaços públicos em Fortaleza, incluindo a Resistência da Vila Vicentina, as ruas próximas ao Centro Cultural Dragão do Mar e a Av. Dom Brígido, durante o 69º Salão de Abril (2017). Palavras chave: Gênero. Travesti. Performance. Cidade. Rua ABSTRACT This article talks about the relation between the city and trans people, having as main axis the experience report of the performance Dandara Vive!, by Coletivo Debandada. The performance is an urban transvestite ride with a wheelbarrow, carrying the Trans flag, bricks and a helmet with the name "Dandara". The monstrosity (COHEN, 2000) of the act goes through different scopes: its transgressive subject; the songs used; the exaggerated makeup; the large trans flag and several other materialities constitute an queer action (BENTO, 2016), connecting to that proposed by several authors, such as Furlan and Maio 2016), Fernando Pocahy (2016), and Jacqueline Gomes de Jesus (2012). Not only the performance, but all gender experience outside the social standards is an act of resistance to norms using their own body (FURLAN/MAIO, 2016). The article aggregates a survey of performative research (HASEMAN, 2015), building together with the presentation of the performance, which, until 2019, has happened six times in different public spaces in Fortaleza, including Resistência Vila Vicentina, the streets near Dragão do Mar Cultural Center and Dom Brígido avenue, during the 69th Salão de Abril (2017). Keywords: Gender. Transvestite. Performance. City. Street.
Palavras-chave: Gênero,Travesti,Performance,Cidade,Rua
Oral
Abrir o trabalhoPerformando Violetas: Uma experiência na escola
BARBARA LEITE MATIAS
RESUMO A escrita apresenta reflexão sobre a experiência performativa vinculada a formação ética e política dos estudante-performe. Essa experiência foi desenvolvida no ano de dois mil e dezoito na E.E.E.P. Maria Violeta Arraes de Alencar Gervaiseau, Crato, CE, através da disciplina de Artes os alunos puderam criar programas de performance e desenvolver explorando diversas questões que lhes afligiam e experimentavam a arquitetura do espaço escolar para além da sala de aula. As experiências vivenciadas geraram uma pequena mostra escolar que teve a presença de alguns performers convidados para refletir juntamente com os alunos sobre seus fazeres. O resultado da experiência demonstrou uma disponibilidade dos adolescentes para com a linguagem, produziram também um diário de bordo virtual com alguns manifestos por eles desenvolvido e imagens. Esse artigo pretende também questionar e apontar possíveis meios para repensar o ensino e possibilitar/noções de fazer arte-contemporânea por meio da performance.
Palavras-chave: Performance,Escola,Criação,Educação
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Abrir o trabalhoPreparando atores/provocadores em espaços fechados e abertos
JOELMA FERREIRA DA SILVA
Desde 2016 venho pesquisando como preparar atores/provocadores de um imaginário na cena teatral às cegas. Desde então investigo esta relação no espaço cênico fechado, porém atualmente estou a buscar como este processo se dar no teatro de rua e neste trabalho proponho-me a fazer algumas comparações entre ambas às preparações. A função do ator/provocador é estimular o imaginário de um espectador por meio dos sentidos remanescentes: tato, olfato, paladar e audição, propondo uma experiência que se passa (quando em espaços fechados) com os espectadores as cegas, onde estes abdicarão da visão para dar vez à imaginação por meios de estímulos sensoriais relacionados aos temas abordados em cada processo de construção cênica, buscando propiciar memórias afetivas, internas colocando o indivíduo em contato consigo mesmo e assim compreender seus desejos e anseios ocultos.
Palavras-chave: atores/provocadores, sensorialidade,teatro de vivênica,sentidos remanescentes
Oral
Abrir o trabalhoTEATRO E LOU(CURA): O teatro de rua como ferramenta potencializadora no tratamento de pacientes do Complexo Psiquiátrico Juliano Moreira.
JOÃO PAULO ARAUJO MACEDO
Como usar de forma terapêutica, o teatro com indivíduos marginalizados e considerados muitas vezes como escoria da sociedade? Na participação de um dos “Encontro da Rede Brasileira de Teatro de Rua (RBTR)”, Amir Addad do grupo de teatro de rua Tá Na Rua da cidade do Rio de Janeiro, defende e dissemina esta forma teatral (arte pública). O teatro é um chamado público, Não é um chamado para a profissão. Não é a mesma coisa você querer fazer teatro - que é uma arte pública - e querer fazer engenharia, medicina - que são carreiras que você pode fazer com procedimentos mais certos. Isto é uma coisa que tem ocupado todas as minhas reflexões nestes últimos tempos da minha vida. Que o teatro... o que eu faço... é arte pública! Na verdade é uma arte, porque todas as artes são públicas. A possibilidade de se expressar livremente é inerente a qualquer ser humano, ao cidadão. (ADDAD, 2011). Partindo desse pressuposto, o contato com a “arte pública”, foi encantador, e a busca para embasamento teórico desse conceito do fazer teatral, tem significado desafios, pois essa linguagem é pouco explorada tanto no campo do teatro como na possibilidade de ferramenta terapêutica. O presente Projeto pretende expor uma experimentação do trabalho terapêutico, a partir da relação híbrida entre o corpo, a voz, e a experimentação de figurinos e adereços. O plúblico alvo são pacientes do Complexo. “Prescrever “oficinas de arte” para tratar as pessoas? Um remédio?” (KRUTZEN, 2008). Com esses questionamentos da Eugênia Krutzen, terei um ponto de partida para o início desse trabalho, e de forma introdutória fazer um estudo acerca da linguagem teatral (Teatro de Rua e Arte Pública) desenvolvida com pacientes internos do Hospital Psiquiátrico Juliano Moreira. Através de oficinas ministradas, busco compreender a relação entre estes pacientes e o teatro, tendo a Arte Pública como fio condutor. Com essa ferramenta teatral, pesquisar a possibilidade de contribuir no tratamento e consequentemente resignificação desses indivíduos. Optei por esse tema e esse espaço, tendo em vista a oportunidade de já trabalhar na Rede de Atenção Psicossocial em saúde mental na cidade de João Pessoa-PB, há quase 9 anos e no Complexo Juliano Moreira, há três anos. No trabalho que já tento difundir no Juliano, o teatro e algumas outras linguagens da arte, como dança e música, são ferramentas relevantes para o melhor aproveitamento nas aulas que serão realizadas.
Palavras-chave: TEATRO DE RUA,TEATRO,SAÚDE MENTAL,ARTE PÚBLICA
Oral
Abrir o trabalho“DUAS VEZES SEM” E O TEATRO DE INVASÃO
PAULO ANDREZIO SOUSA E SILVA
“Duas vezes sem” é um trabalho cênico que surgiu no Projeto de Pesquisa “Ocupações Artísticas da Cidade: o Teatro de Invasão em exercício”, na Universidade Regional do Cariri na cidade do Crato, Ceará. Partimos da ideia de apropriação do espaço da Praça Alexandre Arraes e arredores, motivados pelos estudos em torno da ideia de Invasão e construímos um espetáculo que teve sua estreia em novembro de 2018. Pode-se dizer que o Teatro de Invasão tem considerável relevância dentro deste processo, uma vez que partimos do seu estudo teórico e colocamos em nossa prática de pesquisa por meio da investigação do contexto histórico da praça e de seus entornos. A partir daí passamos a dialogar com espaços específicos como um parque, árvores, bancos, conseguindo nos afetar diretamente com os transeuntes ou ocupantes do espaço, percebendo como nosso corpo reage com as modificações do cotidiano, do fluxo da rua, das pessoas, das chegadas e partidas que se modificam durante o processo de criação. Conforme Carreira (2008, p. 71), essa prática busca “utilizar a lógica da rua, percebendo que o fluxo de energia dos usuários é fundamental na formulação das possibilidades de significação das performances teatrais invasoras”. Resolvemos então nos apropriar desta noção por meio de estudos teórico-práticos, com a ideia de pesquisar e investiga-lo. Ao longo do processo começamos a entender que o teatro invasor não é aquele que chega em um determinado espaço com um roteiro já idealizado, ou que se apropria da rua apenas como cenografia. Sobretudo, entendemos que a noção de invasão nos ajudava a visualizar que os espaços possuem uma carga histórica, antes de se tornar aquele lugar, ou até mesmo depois de ser aquele espaço com seus determinados elementos. Durante esta pesquisa, pudemos perceber que além dos espaços que automaticamente vão se modificando – por moradores, ocupantes ou transeuntes – “o ambiente se modula com uma durabilidade relativa, pois sua dinâmica interna sempre conduz a novas conformações” (CARREIRA, 2008, p. 67). Chegávamos a um determinado estado corporal em um encontro, e em um encontro posterior a este, quando habitado de uma outra maneira, as reações acabavam automaticamente alteradas por estas novas interferências.
Palavras-chave: Teatro de Invasão, Dramaturgia, Espaço Urbano
Oral
Abrir o trabalhoPalavras-chave: corpo,negritude,território
Oral
Abrir o trabalhoAJÉ...
COLETIVO IAMÍS KARIRI; Suzana Carneiro; Lorenna Lima; Carla Hemanuela; Lucivania Lima; Halessa Alencar; Jordlyane Almeida
Coletivo de mulheres negras do Cariri Cearense, agrupadas no intuito de desenvolver trabalhos artísticos com recorte especifico nas questões da mulher negra. Tendo um campo de criação ampliado nas linguagens de arte cênicas, áudio visual e artes visuais. Paralelo à criação artística o coletivo produz ações de outras companhias e/ou grupos que tenham a mulher como enfoque. Visando estimular o protagonismo da mulher negra. AJÉ... É um trabalho performático que coloca em visibilidade a realeza da mulher negra. Inspiradas na ancestralidade das mães Ìyàmi Ajé, trazem consigo o poder feminino e os elementos místicos da mulher em seu duplo aspecto: protetor e generoso, poderoso e destrutivo. As Ìyàmi são zeladoras da existência e guardiãs do destino: por isso, sua boa vontade, essencial à continuidade da vida e da sociedade deve ser cultivada. É seguida dessas referências, que dez mulheres se colocam como rainhas, enfatizando o seu próprio poder e presença na sua força ancestral. Duração: 15 minutos Mulheres: Carla Hemanuela, Lorenna Lima, Suzana Carneiro, Lucivânia Lima, Jaqueline Rodrigues, Maria Macêdo, Jordlyane Almeida, Halessa Alencar, Cléo Zeferino,
Palavras-chave: mulher negra, Iamis
Oral
Abrir o trabalhoBeijo na Boca é coisa do passado
LUCAS GALDINO DA SILVA; Thiago Silva Gomes
A presente ação vem discutir no espaço da rua tabus gerados sobre comunidade LGBTQIA+. As violências que são sobrepostas em formato de camadas sobre marginais da sociedade. Uma festa anuncia o inicio da ação, questões são colocadas em jogo e a atmosfera do espaço se transforma, a música que acompanhava o cortejo "Beijo na boca é coisa do passado" (Furacão 2000) se transforma em macha fúnebre, após o desaparecimento de um corpo. O carrinho que se torna caixão, vai embora deixando o silêncio ensurdecedor.
Palavras-chave: Teatro de Rua,Ação performátiva,Intervenção artística urbana,teatro de invasão
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Abrir o trabalhoCardume na Ágora
LUIZ RENATO GOMES MOURA; Cia. de Teatro Engenharia Cênica; Grupo de Pesquisa Laboratório de Criação e Recepção Cênica - LaCrirCe/URCA
No ano de 2013 foi realizada pela primeira vez a intervenção artístico/urbana Cardume na Ágora, na Praça Padre Cícero, com os estudantes da disciplina Jogo e Cena II do Curso de Licenciatura em Teatro da URCA. A ação consistiu na reunião de um grupo de artistas que desejavam buscar coletivamente as relações possíveis com o espaço de uma praça e suas adjacências. O objetivo principal consistiu em provocar para os próprios artistas, situações que pudessem colocar o corpo em ação com a arquitetura da praça e principalmente com as relações de distância e aproximação com as diversas modalidades de transeuntes. A proposta para a III Reunião Artístico-Científica do GT Artes Cênica na Rua da Abrace, é refazer a ação, a partir de uma chamada de artistas para a formação de uma equipe de 15 pessoas que tenham interesse em investigar o corpo e a improvisação na rua. O local previsto para o acontecimento será novamente na Praça Pe. Cícero na cidade de Juazeiro do Norte. Partindo dos estudos da proxêmica, os artistas serão conduzidos a investigar por meio da improvisação na rua, o corpo em estado de espreita, movido pela atitude e decisão, como instâncias energéticas propulsoras para a busca do risco com o desconhecido. A metáfora escolhida para nortear o grupo será a de uma imagem em movimento de um cardume de peixes. A ágora é um termo grego que quer dizer lugar de reunião, de assembleia, nesse sentido, a Praça Padre Cícero será o oceano de navegação desse grupo. A ação deverá acontecer em um período de 30 minutos. Sendo iniciada no Memorial Padre Cícero e finalizada na Praça Padre Cícero. Os artistas interessados a participar devem se encontrar no Memorial com uma hora e meia de antecedência para que sejam dadas as orientações técnicas da atividade. A proposta de figurino é que seja cotidiana, para que o artista seja confundido entre os transeuntes. É fundamental que todos estejam devidamente calçados com tênis ou sapatos que permitam proteção e segurança. A realização será mediada pela Cia. de Teatro Engenharia Cênica, nas coordenações de Luiz Renato Moura e Cecília Raiffer. Observação: ver anexo com a proposta e fotografias da primeira edição.
Palavras-chave: Teatro de Rua,Engenharia da Cena,Improvisação Urbana
Oral
Abrir o trabalhoCICATRIZ: UM CORTE DA RUA PRA DENTRO
VANÉSSIA GOMES DOS SANTOS; FRANCIMARA NOGUEIRA TEIXEIRA
A desmontagem cênica CICATRIZ: Um corte da rua pra dentro é um material cênico que integra a pesquisa sobre processos de criação da artista Vanéssia Gomes dos Santos, do Grupo Teatro de Caretas. Esta desmontagem é a possibilidade de articular memória, experiência e narração desconstruindo, ou balançando, as estruturas da hierarquia da cena tradicional em um campo que se abre para tratar sobre teatralidade na cena contemporânea. Percebo que a valorização dada a experiência, assim como a busca pela não linearidade, impulsiona uma interpretação crítica que propicia uma aproximação aos fatos e dá sentido a muitos pontos propostos para esta desmontagem cênica. A narrativa apresentada neste material tem como roteiro cenas dos espetáculos CORTEJO DE CARETAS (2010), FINAL DA TARDE (2014), e BOCA AMORDAÇADA? (2018). A desmontagem foi criada a partir destas obras entre outras narrativas, especialmente as ligadas aos modelos das desmontagens latino-americanas que tomo como referências, recolhidos ao longo da pesquisa.
Palavras-chave: Teatro de Rua, Experiência, desmontagem cênica
Oral
Abrir o trabalhoDandara Vive! - Denúncias contra o transfeminicídio no Ceará
LEVI MOTA MUNIZ; Mateus Falcão Silva Silveira
MUNIZ, Levi. FALCÃO, Mateus. Dandara Vive! - Denúncias contra o transfeminicídio no Ceará. Fortaleza: Universidade Federal do Ceará. Mestrando do PPGArtes (UFC). Graduando do Curso de Cinema e Audiovisual (UFC). Performers, interartistas e integrantes dos Coletivos Debandada e Cabeça. RESUMO A performance Dandara Vive!, apresentada pelo Coletivo Debandada desde 2017, tem como intuito evidenciar as relações de violência entre a cidade e pessoas trans, com foco no transfeminicídio cearense. A interferência artística aqui sugerida acontece por meio da ação de duas pessoas trans fazendo um percurso com um carrinho de mão. Dentro do carrinho, uma bandeira trans, tijolos vermelhos e capacetes com os nomes de travestis assassinadas são levados. As performers usam vestidos e também se utilizam dos capacetes nomeados. O percurso é acompanhada pela música Submissa do Sétimo dia, de Linn da Quebrada. Após um trajeto inicial, no qual alguns tijolos são espalhados pelo espaço, ambas as integrantes oferecem tijolos aos(às) presentes, sugerindo que os joguem em um capacete vermelho com o nome “Dandara”. Então, as performers pegam os tijolos do chão e atiram dentro do carrinho, quebrando-os. Prosseguem a ação de ruptura dos tijolos com as mãos estraçalhando-os até que virem pó. Após isso, uma das performers deita-se enquanto a outra a cobre com a bandeira. Ao final, o pó dos tijolos é despejado em cima do corpo velado, e a performer que está em pé olha para todxs xs presentes e sai com o carrinho de mão, voltando pouco tempo depois para auxiliar a outra performer e conversar com o público. Palavras chave: Gênero. Travesti. Performance. Cidade ABSTRACT Dandara Vive!, presented by Coletivo Debandada since 2017, aims to evidence the violence relations between the city and trans people, focusing on transfeminicide in Ceará. The artistic interference here suggested happens through the action of two trans people making a journey with a wheelbarrow. Inside the cart, a trans flag, red bricks and helmets with the names of murdered transvestites are taken. The performers wear dresses and also use the named helmets. The route is accompanied by the song Submissa do Sétimo Dia, by Linn da Quebrada. After an initial journey, in which some bricks are scattered across the space, both members offer bricks to the spectators, suggesting that they should throw them in a red helmet with the name "Dandara" marked. Then the performers pick up the bricks from the floor and shoot into the barrow, breaking them. They continue the action of breaking the bricks with their hands shredding them until dust. After that, one of the performers lies down while the other covers her with the flag. At the end, the powder of the bricks is poured over the veiled body, and the standing performer looks at everyone present and leaves with the wheelbarrow, returning shortly thereafter to assist the other performer and talk to the audience. Keywords: Gender. Transvestite. Performance. City
Palavras-chave: Gênero,Travesti,Performance,Cidade
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Abrir o trabalhoDuas Vezes Sem
CECÍLIA LAURITZEN JÁCOME CAMPOS; Sâmia Ramare de Oliveira; José Cardoso Bezerra de Oliveira Brito; Paulo Andrezio Sousa e Silva; Lucas Galdino da Silva; Joelma Ferreira da Silva
“Assim como a vida, a morte é diária, paga em número de prestações que a gente não sabe ao certo quando termina Por isso a cada dia vivo e morro Tem também aquele sentido mais literal: "fulana morreu de..." Se me perguntassem qual é o lugar da morte, geograficamente eu diria o hospital. Humanamente eu diria AQUI, um aqui que não se mede precisamente, talvez um LÁ onde meu corpo-mente inspira morre e expira vive, é um NÃO é uma despedida é uma paulada contida que não contente permanece é lembrança É ter vivido o início e o fim do início sem seguir em frente” Duas Vezes Sem é fruto da pesquisa desenvolvida pelo Projeto Ocupações Artísticas da Cidade, vinculado ao Grupo de Pesquisa Núcleo Interdisciplinar de Poéticas Artísticas – NIPA/CNPQ, ao longo do ano de 2018. O espetáculo propõe diálogos com o Teatro de Invasão por assimilar os fluxos da cidade no funcionamento da cena, bem como por incorporar à sua dramaturgia fragmentos textuais emitidos pelos lugares onde acontece.
Palavras-chave: teatro de rua,teatro de invasão,espaço urbano
Oral
Abrir o trabalhoImpério Virtual
RAIMUNDO KLEBERSON DE OLIVEIRA BENICIO; Luiz Renato Gomes Moura; Thiago Silva Gomes; José Cardoso Bezerra de Brito
RESUMO: De caráter performativo a encenação híbrida ritualística põe em cena o universo inspirador da Deep Web de forma poética, no qual o corpo é a principal ferramenta disponível para o acontecimento e visualidade do espaço. A encenação possui cenas simultâneas e utiliza de diversos meios tecnológicos para sua potencialização. Dessa forma, a interferência proposta tem como finalidade apresentar em um espaço abandonado próximo ao “giradouro” no triângulo CRAJUBAR. O Trabalho em questão não necessita de iluminação técnica, pois as principais fontes são materiais descartáveis como velas. Dessa forma, essa tentativa de [invasão] em espaço abandonado é uma porta de entrada produtora de teatralidade conferida pelo público.
Palavras-chave: Teatro Performativo, Site specific, Ator-performer , Performatividade
Oral
Abrir o trabalhoLinguagem do Sorriso - Palhaço Pachanga
TAINAH AMARAL DE SIQUEIRA
Linguagem do Sorriso - Palhaço Pachanga Movido pelo coração; entre o sonho e o riso, o palhaço Pachanga traz em seu espetáculo, uma série de brincadeiras e números circenses que são frutos de uma longa jornada pelas ruas e praças da América Latina, atravessada de trocas artísticas socio-culturais. Cativamente partilha e brinca com esse universo de interações, onde vive de arrancar sorrisos e paixões do público-, lembrando-os da importância de acreditar na magia do 'ser' palhaço; seja manipulando objetos, brincando com bixiga, fazendo malabares ou improvisando de acordo com a relação que se cria na brincadeira. Necessidades Técnicas: Como é um espetáculo todo criado na/para rua, só se precisa de uma caixa de som disponível para a trilha de músicas do espetáculo, e a depender do local um microfone de rosto (caso possam conseguir um). Tempo de duração : A depender do tempo disponibilizado. ''O espetáculo de rua é como um jogo de xadrez, onde tu joga e espera a resposta do publico, baseado nessa resposta tu faz tua estratégia de jogo."
Palavras-chave: palhaço; circo; artista de rua; linguagem do riso
Oral
Abrir o trabalhoMANIFESTO
PAULO ANDREZIO SOUSA E SILVA; Cícera da Penha Mendes Ribeiro; Joelma Ferreira da Silva; Taynaria Romão da Silva; Tereza Júlia Martins Valério
O que é ser artista? Qual a função e a importância da arte e do/a artista na sociedade? Para quê, para quem, como, onde, porquê fazer arte? Tais indagações são reverberações que perpassam/perpassaram, de maneira direta ou indireta, o pensamento daqueles/as cuja arte é o seu ofício e seu posicionamento político no mundo. MANIFESTO é um espetáculo teatral que lacera o pensamento de 05 mulheres sobre suas posições políticas, econômicas, sociais, existenciais, filosóficas e criativas enquanto artistas da cena, em diálogo com discursos e ideais oriundos de manifestos vanguardistas do século XX e XXI (Dadaísmo, Surrealismo, Fluxus, dentre outros). A encenação, utilizando-se de uma metalinguagem, revela os anseios, as questões, contradições, impulsos, fragilidades, medos e expõe o que há de mais intrínseco nos imaginários de mulheres artistas, residentes no interior do Ceará, construindo suas trajetórias artísticas e suas poéticas, em relação com estudos, atualizações e aproximações com os contextos de manifestos escritos no século passado e na atualidade. MANIFESTO se realiza a partir do conceito de Site Specific, uma criação desenvolvida para um ambiente e/ou local determinado, onde o meio circundante cria relação e potencializa a obra realizada. Porém, a proposição que se estabelece no espetáculo consiste em um processo de apropriação de cenografias, ou seja, a encenação sempre irá se adequar, e por consequência se atualizar e transformar, a partir da ocupação de espaços e arquiteturas distintas. Para tal, pensou-se a criação de uma obra itinerante que vai transitando pelo espaço ocupando, criando quadros e atmosferas distintas que se entrecruzam e compõe a construção de sentido da obra cênica. A encenação tem como premissa acompanhar o horário transitório do fim de tarde para a noite, tendo como especificidade iniciar pontualmente às cinco e quinze da tarde, tendo uma duração estimativa de 60/65 minutos. A pesquisa cênica surge a partir do estudo de movimentos vanguardistas no século XX, tendo como ênfase a perscrutação dos manifestos oriundo desses. “Vanguarda” é uma palavra originada do francês avant-garde, que significa “linha de frente, o que se localiza a frente de”. No contexto das artes, foram movimentos artístico-literários, surgidos nas duas primeiras décadas do século XX, com a proposição de acepções inovadoras no pensar-fazer artístico, principalmente no que tangia a ruptura com os padrões e tradições do século passado. As vanguardas surgiram para possibilitar a ampliação das perspectivas e probabilidades para as artes e romper com paradigmas tradicionais, permitindo aos artistas criar novos caminhos e novas formas de expressão, a partir da ruptura com as tradições e cânones.
Palavras-chave: Artista, Vanguarda,Manifesto
Oral
Abrir o trabalhoo que vale?
RUBENS VENÂNCIO; Sâmia Ramare
O presente trabalho reflete sobre o rompimento da barragem da mineradora Samarco em Mariana-MG, crime ocorrido em novembro de 2015, e atua contra o apagamento e silenciamento de nossa história. Em formato de deriva a performer traça rotas pela cidade com um balde quase transbordando com um líquido (lama) e, com fotografias projetadas em seu corpo e nos espaços da deriva, cria interferências e uma visualidade que nos leva a uma reflexão atual. A ação faz parte do espetáculo "Duas Vezes Sem" que é fruto da pesquisa desenvolvida ao longo do ano de 2018 pelo Projeto Ocupações Artísticas da Cidade, vinculado ao Núcleo Interdisciplinar de Poéticas Artísticas (NIPA), e é composta pelo ensaio fotográfico “desmedida”, de autoria de Rubens Venâncio, que desde 2015 fotografa áreas atingidas pelo crime em MG e ES.
Palavras-chave: ação , deriva , fotografia
Oral
Abrir o trabalhoPorta-Retrato
LIDYA SILVA FERREIRA
Porta-retrato é um emoldurado de histórias, é o que resta, é o que sobra da existência de inúmeras mulheres que foram mortas por (ex)marido, (ex)namorado, amigo, (des)conhecido, por homens. Porta-retrato é uma instalação sobre feminicídio, que traz uma tensão e contraposição entre um áudio de ligações de denúncias de violência doméstica e uma mesa com porta-retratos de mulheres que foram mortas por essa mesma violência. Porta-retrato é a imagem da mulher no Brasil.
Palavras-chave: Mulher,Violência Doméstica,Porta-Retrato
Oral
Abrir o trabalhoREGUE-ME-SE
RODRIGO TOMAZ DA SILVA
Sinopse: Ação de regar o eu/outro. O espectador é convidado a celebrar a efemeridade do encontro, pondo-se no jogo da presença do aqui e agora. Descrição: Os performers se dispõem em cadeiras com regadores. À frente de cada um, são disponibilizadas cadeiras para um encontro afetivo com o espectador transeunte. A ação é realizada em praças, vias urbanas, pátios, parques ou qualquer espaço de transição cotidiana. Performers: Alice Oliveira, Bruno Tavares, Heliônio Soares, Jeferson Vieira, Josefa Monica, Leidiane Pereira, Norbélia Duarte e Rodrigo Tomaz.
Palavras-chave: PERFORMANCE, REGAR, PRESENÇA
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Abrir o trabalhoSeu-Céu: Levando sonhos às nuvens
LUIZ HENRIQUE ALMEIDA CRUZ
CRUZ, H. A. Luiz. Seu-Céu: Levando sonhos às nuvens. Belém: Universidade Federal do Pará. Graduando, Licenciatura em Dança; Dançarino intérprete criador. RESUMO O presente trabalho é uma composição urbana pensada e executada pelo coletivo ao qual faço parte em Belém do Pará (Coletivo RUAR), chamado de “Seu-Céu”, a prática parte da inquietação acerca pergunta “Qual o seu sonho?”. Grande parte das pessoas tem um sonho, sonhos humildes ou ambiciosos, alguns ainda lutam pelos seus, outros desistem de correr atrás e outra parte já se sente realizado o suficiente com seus conquistas, deixando assim até de sonhar. Partindo disso, o coletivo saiu à rua com papéis, canetas e 4 balões de gás hélio em formato de coração, e escrevendo nos papéis os principais sonhos de cada pessoa com quem conversamos individualmente, ao final das das anotações nos reunimos a beira da Baía do Guajará, nas margens Ver-o-Rio, local onde aconteceu toda a composição, com os sonhos amarrados aos balões, levantando os mesmos ao alto, soltamos os balões ao céu, proporcionando uma representação poética do alcance dos sonhos de cada pessoa. Palavras-Chave: Composição Urbana. Sonhos. Céu. ABSTRACT The present work is an urban composition thought and executed by the collective to which I am part in Belém do Pará (Collective RUAR), called "Seu-Céu", the practice part of the restlessness about the question "What is your dream?". Most people have a dream, humble or ambitious dreams, some still fight for their own, others give up running behind and another part already feels fulfilled enough with their achievements, leaving even to dream. From this, the group went out with papers, pens and 4 helium heart-shaped balloons, and writing down the main dreams of each person we talked to individually, at the end of the notes we gathered at the edge of the Bay of Guajará, on the banks of Ver-o-Rio, where the whole composition took place, with dreams tied to the balloons, lifting them up high, letting the balloons to the sky, providing a poetic representation of the reach of each person's dreams. Keywords: Urban composition. Dreams. Sky Modalidade de Apresentação de trabalho: a) Interferência artística
Palavras-chave: Composição Urbana,Sonhos,Céu
Oral
Abrir o trabalhoVéia Chiquinha...
DANIELA ROSANTE GOMES
A interferência artística propõe uma articulação coerente entre teoria e prática, integrando-se aos princípios que orientam a artista-educadora-pesquisadora em sua vida e em seu doutorado, no qual investiga a encantadora trajetória de uma família itinerante que há mais de 40 anos percorre as entranhas do Brasil fazendo Arte: A Companhia Carroça de Mamulengos! Véia Chiquinha... é uma livre criação sobre uma personagem brincada e cantada no cd Alumiação gravado de forma independente pela companhia em 1996. A música Vovó Chiquinha, composta por Carlos Gomide, pai da família Carroça, fala com muita graça e simplicidade de uma figura bem típica das culturas brasileiras: a vovó benzedeira. Parteira, contadora das histórias dos tempos antigos, também conhecida como curandeira e raizeira, a benzedeira é a média dos sertões e das periferias brasileiras. Mulher entre mulheres, embora totalmente desvalorizada pela medicina institucional das academias e farmácias, a benzedeira é procurada nas situações de doença e emergência por ser aquela que tem poderes que podem interferir de forma direta na cura, na vida e até na morte! Em pleno exercício de licença poética, a artista faz uma brincadeira própria, recriando, em saídas de rua, a senhorinha matuta e sabedoura de muitas cousas, através de improvisações bem ou mal humoradas, a depender dos encontros e desencontros nas itinerâncias de seus próprios caminhos.
Palavras-chave: Companhia Carroça de Mamulengos,Cd Alumiação,Vovó Chiquinha,Interferência Artística,Benzedeira
Oral
Abrir o trabalhoVORAGEM: A ARTE DE DIZER POEMAS DRAMATICAMENTE
PEDRO GONÇALVES DA SILVA; Sâmia Alves; Galdêncio Siqueira; Marfisa Cidrão; Jannyeuda Rodrigues; Carlos Noronha; Cleuton Alexandrino
SILVA, Pedro Gonçalves. ALVES, Sâmia. SIQUEIRA, Galdêncio. CIDRÃO, Marfisa. RODRIGUES, Jannyeuda. NORONHA, Carlos. REIS, Viviane. ALEXANDRINO, Cleuton. Voragem: A arte de Dizer Poemas Dramaticamente. Tauá: IFCE; 3º Semestre; Profa. Dra. Cássia Alves da Silva. RESUMO O Voragem é um projeto poético e teatral voltado para a criação de espetáculos com temas relevantes para a sociedade. A apresentação "Ser mulher é ser livre" está dividida em três eixos temáticos, dentro do universo feminino: romântico, erótico e social. Com textos exclusivos de mulheres, a performance traz a representação da condição feminina na sociedade. Para marcar a mudança de eixo, use uma mudança de cenário durante a encenação. Através deste projeto procuramos construir um espaço democrático e formativo, enfocando as diversas habilidades que formam o tema dentro de um espectro crítico, tendo como objetivos específicos promover a transformação social; proporcionar momentos de ludicidade; e democratizar o acesso à poesia e ao teatro. A apresentação se justifica pela necessidade de se discutir o lugar da mulher na sociedade atual, ainda muito marcada pelo patriarcalismo que a renega a uma condição inferior, sem os mesmos direitos do homem, tanto no que diz respeito ao campo das relações sociais, como no exercício de sua própria sexualidade. Pretende-se com isso contribuir para a construção de uma visão crítica e ao mesmo tempo libertadora do que é ser mulher, sem as correntes do preconceito, visando uma sociedade com igualdade de gênero. Abstract The Voragem is a poetic and theatrical project focused on the creation of shows with themes relevant to society. The presentation "Being a woman is being free" is divided into three thematic axes, within the feminine universe: romantic, erotic and social. With texts exclusive to women, performance brings the representation of the feminine condition in society. To mark the axis shift, use a change of scenery during staging. Through this project we seek to build a democratic and formative space, focusing on the various skills that form the theme within a critical spectrum, with the specific objectives of promoting social transformation; provide moments of playfulness; and democratize access to poetry and theater. The presentation is justified by the need to discuss the place of women in today's society, still very marked by patriarchalism that denies it to a lower condition, without the same rights of man, both in the field of social relations, as in exercise of their own sexuality. The aim is to contribute to the construction of a critical and at the same time liberating vision of what it is to be a woman, without the chains of prejudice, aiming at a society with gender equality. Keywords: Theater, Poetry, Female, Erotic, Social. Interferência Artística.
Palavras-chave: Teatro,Poesia,Feminino,Erótico,Social
Oral
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