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ATIVIDADE EDUCATIVA SOBRE PROTOCOLO DE SEGURANÇA NA PRESCRIÇÃO, USO E ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS
LEONARDA MARQUES PEREIRA; Lorena Pinheiro Braga; José Gerfeson Alves; Kadson Araújo da Silva; Jayana Castelo Branco Cavalcante de Meneses
INTRODUÇÃO: A segurança do paciente é definida como o ato de evitar, prevenir ou melhorar os resultados adversos ou lesões originadas no processo de atendimento médico-hospitalar e domiciliar. A temática definida constitui um problema de saúde pública em todo o mundo. Nessa perspectiva a ocorrência de riscos que propiciam danos ao paciente tem se ampliado significamente em todos cenários, em especial o hospitalar. Por ser alarmante erros no uso de medicamentos, faz-se necessário a associação na prática do uso do protocolo de segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos, para promover a redução de danos e práticas seguras. OBJETIVO: Relatar a utilização de uma atividade educativa sobre o protocolo de segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência de uma ação educativa sobre o protocolo de segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos, desenvolvida por discentes do curso de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri, membros do Projeto de Extensão Educação para o cuidado seguro: o papel (trans)formador da universidade. A ação foi desenvolvida no dia 14 de setembro de 2018, na Clínica Médica do Hospital Regional de Iguatu, o público-alvo foi à equipe de enfermagem do referido setor. Foi desenvolvido a “Dinâmica dos erros”, utilizando um tabuleiro e figuras, nas quais os participantes iriam selecionar as imagens que representassem os nove certos. RESULTADOS: O uso de dinâmicas educativas no processo de aprendizagem traz consigo um maior interesse do receptor, pois através de atividades lúdicas o conhecimento é adquirido de forma mais satisfatória e eficaz. A dinâmica constituía-se de um tabuleiro com nove espaços e onze imagens nas quais somente nove correspondia as imagens corretas, sendo representada por os nove certos do protocolo de segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos. A atividade foi desenvolvida por três extensionistas com três participantes. Foi instruído que cada integrante escolhesse três figuras nas quais fizessem parte dos nove certos, colocassem no quadro e explicasse qual certo representava cada imagem. Com isso, finalizaria o jogo com os nove certos, sobrando duas imagens que foi inserida no jogo com o intuito de testar o conhecimento das participantes sobre o protocolo. Durante a realização da atividade foi perceptível o interesse, entusiasmo e dúvidas que as participantes expressaram. Ao final, as dúvidas dos participantes foram sanadas com explicações sobre o protocolo. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A utilização dessa dinâmica permitiu motivar os profissionais a seguirem às recomendações do protocolo, bem como favoreceu a troca de conhecimentos a qual foi perceptível durante a ação desenvolvida. Esse tipo de atividade é muito importante na qualificação dos profissionais, pois realizar uma assistência com qualidade exige do profissional conhecimento e habilidade adequados no uso de medicamentos.
LESÃO POR PRESSÃO RELACIONADA A DISPOSITIVOS MÉDICOS NO ÂMBITO HOSPITALAR: RELATO DE EXPERIÊNCIA
ALDINO BARBOSA DOS SANTOS; Teodoro Marcelino da Silva; Viviane Nunes Ferreira; Ana Cristina da Silva Oliveira
INTRODUÇÃO: A Lesão por pressão que ocorre em regiões incomuns, corriqueiramente são ocasionadas mediante o mau uso e/ou a negligência dos profissionais de saúde na manutenção e avaliação dos dispositivos médicos tais como sondas, tubos e cateteres. Desta forma, essas lesões têm gerado inúmeros impactos negativos aos pacientes hospitalizados, bem como seus familiares, em decorrência do agravamento do estado clínico destes pacientes e aumento da morbimortalidade. Diante disso, os protocolos de segurança do paciente constituem práticas seguras para prevenção de lesão por pressão durante o período de internação ou durante a utilização de dispositivos médicos visando a redução dos eventos adversos e propiciar uma prática assistencial segura. OBJETIVO: Relatar as experiências acadêmicas durante o estágio curricular sobre a ocorrência de lesão por pressão relacionada a dispositivos médicos no âmbito hospitalar. MÉTODO: Trata-se de um estudo qualitativo descritivo do tipo relato de experiência acerca das vivências acadêmicas dos estudantes do curso de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri-URCA/Campus Iguatu na prestação dos cuidados práticos e observação direta quanto ao problema de lesões por pressão relacionadas a dispositivos médicos. As vivências aconteceram durante o Estágio Curricular Supervisionado da disciplina Enfermagem no Processo de Cuidar do Adulto em Situações Clínicas e Cirúrgicas. O presente estágio inicou-se no dia 03 de Junho de 2019 e finalizou no dia 21 de Junho do referido ano. O campo de estágios dos pesquisadores ocorreu em uma unidade de terapia de urgência de um hospital de referência, localizado na região do centro-sul do Ceará. RESULTADOS: Percebeu-se durante os estágios que o protocolo de segurança do paciente no que se refere à prevenção das lesões por pressão não estava sendo efetuado de forma preconizada, visto que os pacientes apresentaram lesões em mucosas devido à fixação inadequada dos tubos orotraqueais. Ao longo dos estágios, não foi presenciada uma avaliação de pele e mucosas nos pacientes, curativos de proteção contra as lesões já existentes e nem avaliação da fixação dos dispositivos pelos profissionais de saúde do setor supracitado. Sendo assim, traz impactos negativos para uma assistência segura e de qualidade para o paciente, uma vez que, essas lesões podem ocasionar dor, infecções e retardar o processo de recuperação além se ocasionar eventos irrevesíveis como óbitos. Nota-se a necessidade de uma assistência segura e completa ao paciente objetivando diminuir os riscos dessas lesões, destacando-se, assim, a importância e a necessidade de uma assistência segura, sobretudo da conscientização dos profissionais para aplicabilidade do protocolo de prevenção de lesão por pressão na instituição. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Ficou evidente a importância dos protocolos de segurança do paciente para prevenção dessas lesões por pressão como instrumento fundamental na segurança do paciente e na organização e direcionamento dos serviços prestados. Desta forma, o profissional de enfermagem é de extrema importância na implantação e/ou implementação de estratégias inovadoras de cuidados, procurando desenvolver um cuidado ético com técnicas de habilidades fundamentadas na cultura de segurança, uma vez que são referências nestes protocolos, pois é um indicador da assistência de enfermagem a prevenção e tratamento de lesão por pressão.
DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM FRENTE A UMA PACIENTE VÍTIMA DE QUEDA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
CINTHIA DA SILVA NASCIMENTO; Samuel Carlos Tomaz
INTRODUÇÃO: Um dos acontecimentos frequentes entre idosos internados no leito hospitalar é a ocorrência de quedas que podem causar grandes complicações ao paciente levando, em alguns casos, a morte. O profissional de enfermagem deve estar atento e utilizar estratégias que previnam quedas e que gerem consequentemente, mais segurança e qualidade assistencial, embasado na Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE). OBJETIVOS: Relatar a experiência de identificar uma idosa em situação de queda e os diagnósticos de enfermagem relacionados. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, desenvolvido por acadêmicos de enfermagem da Universidade Regional do Cariri – Campus Iguatu, durante a disciplina de Enfermagem no Processo de Cuidar do Adulto em Situações Clínicas e Cirúrgicas, frente a uma paciente acometida por queda do leito. O período de estudo foi de junho a agosto de 2019, tendo como cenário da pesquisa uma unidade de tratamento de urgência de um hospital da região centro sul cearense. RESULTADOS: Durante o banho no leito foi identificado a presença de grandes hematomas envolvendo os membros superiores e inferiores como também o lado esquerdo da região torácica, abrangendo toda a mama e região pélvica. A paciente encontrava-se consciente, letárgica, taquicárdica, afebril, normotensa, contida ao leito, em uso de oxigenoterapia por Venturi a 31%, com acesso venoso no membro inferior esquerdo, dieta por via oral de pouca aceitação, evidência de edema em membros superiores e em uso de fralda geriátrica. A orientadora havia encontrado a mesma paciente em outro hospital da região em condições mais favoráveis; isto levantou na equipe de estudantes a curiosidade para descobrir o que teria acontecido para que a paciente evoluísse com piora do quadro clínico. Depois de um tempo de investigação foi constatado que a provável causa, seria queda do leito. A partir das condições observadas foi possível obter os seguintes diagnósticos de enfermagem: Síndrome do idoso frágil relacionado a apoio social insuficiente; Déficit no autocuidado para banho relacionado a fraqueza; Mobilidade prejudicada relacionada a resistência diminuída; Integridade da pele prejudicada relacionada a umidade; Risco de quedas e Risco de infecção. CONSIDERAÇÕES FINAIS: É notória a importância da enfermagem e consequentemente da SAE frente aos cuidados de pacientes restritos ao leito. Estabelecer diagnósticos de enfermagem apropriados promove conforto, segurança e assistência adequada e com isso eleva as possibilidades de bom prognóstico para o paciente.
A COMUNICAÇÃO EFETIVA COMO FATOR DETERMINANTE A SEGURANÇA DO PACIENTE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
TAMIRES ALVES DIAS; Maria Jenny de Sousa Oliveira; Mariana Cordeiro da Silva; Francisco Erasmo Alves dos Santos; Marina da Silva dos Santos
INTRODUÇÃO: Problemas envolvendo a segurança do paciente não ocorrem apenas em ambiente hospitalar, sendo relevante ressaltar os incidentes relacionados ao cuidado na Atenção Primária (AP) e suas possíveis causas. Esse serviço atua como porta de entrada para alguns sistemas de saúde, sendo o nível de atenção mais utilizado pela população. Dado isso, é necessário que exista um fortalecimento da cultura de segurança entre os profissionais desse nível de assistência, destacando a comunicação como um importante fator para redução de riscos e melhoria da qualidade na prestação dos serviços. OBJETIVO: Compreender como a comunicação efetiva pode contribuir para a segurança do paciente na Atenção Primária à Saúde. MÉTODO: Trata-se de uma revisão de literatura, realizada em setembro de 2019, através de pesquisa eletrônica realizada por intermédio da base de dados Scientific Eletronic Library Online – SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando descritores: Comunicação, Segurança do Paciente e Atenção Primária à Saúde; foi aplicado o operador booleano AND; e utilizados os seguintes critérios de inclusão: idioma português, disponíveis na íntegra, ano de publicação e tipo de documento artigo, sendo excluídas as literaturas repetidas ou que fugissem do objetivo da pesquisa; resultando em 07 artigos para análises e formulação do estudo. RESULTADOS: A segurança do paciente é alcançada através de um conjunto de ações que definem o comprometimento dos profissionais em melhorar a assistência à saúde prestada, objetivando ofertar um cuidado seguro e resolutivo, que reduza os riscos e danos. Um dos pilares para alcançar esses objetivos é a comunicação efetiva, sendo esta, apontada como o fator contribuinte mais comum para ocorrência de incidentes na AP. O Programa Nacional de Segurança do Paciente criado no Brasil, em 2013, definiu como uma das suas metas a melhoraria da comunicação, considerando os diferentes entendimentos do termo, sendo oral ou escrita, como em referencias e contra referencias, receitas, prontuários e uso de abreviações. Dado isso, ressalta-se que além da comunicação entre os profissionais, é imprescindível que aconteça uma transmissão ao paciente, adaptada ao indivíduo e à situação, considerando o grau de escolaridade, bem como as especificidades culturais e linguísticas. Assim, ações simples e efetivas, como o cumprimento de protocolos específicos e a adoção de barreiras de segurança no sistema da assistência primária, podem prevenir situações de risco e eventos adversos. Para tanto, a notificação de incidentes também precisa ser encorajada, para que esses sejam investigados e promovam um aprendizado contínuo, no sentido de evitar casos futuros. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O tema segurança do paciente na AP vem ganhando maior visibilidade, entretanto ainda existem inúmeros desafios a serem superados. É necessário que ocorra uma sensibilização de gestores e profissionais para prática de segurança do paciente, priorizando uma comunicação efetiva e a diminuição de eventos não esperados a partir do uso de protocolos assistenciais. Recomenda-se a incorporação dessas ferramentas, com enfoque em estratégias que promovam um planejamento de ações com foco na educação, e o incentivo a implementação e adesão do Programa de Segurança do Paciente, reformulando protocolos, de modo que estejam condizentes à realidade da Atenção Primária.
A HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS COMO ESTRATÉGIA NO CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR
MARINA DA SILVA DOS SANTOS; KARINA ELLEN ALVES DE ALBUQUERQUE; KELLY SUIANNE DE OLIVEIRA LIMA; ANTONIO WELLINGTON VIEIRA MENDES; TAMIRES ALVES DIAS
INTRODUÇÃO: A higienização das mãos caracteriza-se como a ação mais eficaz na redução das infecções relacionadas à assistência à saúde, impedindo a transmissão cruzada de microrganismos. Possui um impacto significativo sendo considerado excelente indicador de qualidade para segurança dos pacientes. Aproximadamente, mais de 1,4 milhão de pessoas no mundo são acometidas por infecções evitáveis relacionadas à assistência à saúde. No Brasil, calcula-se que 3% a 15% das pessoas hospitalizadas apresentam algumas infecções relacionadas à assistência à saúde, que pode agravar a saúde do paciente, prolongar a permanência hospitalar, aumentar os custos do tratamento e levar ao óbito. OBJETIVO: Compreender a importância da higienização das mãos no controle de infecção hospitalar. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada no mês de Agosto de 2019. Os dados foram coletados na plataforma da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Utilizando-se os Descritores em Ciências da Saúde “Lavagem de mãos”, “Infecção hospitalar” e “Enfermagem” por meio do operador boleano and, foram encontrados 370 artigos. Utilizou-se como critérios de inclusão: artigos completos, disponíveis e gratuitos, idioma português, no recorte temporal dos últimos cinco anos e tipo de documento artigo. Os critérios de exclusão foram artigos duplicados e que não atendiam a temática proposta. Após a leitura na íntegra, resultaram sete artigos para análise minuciosa. RESULTADOS: Observou-se uma baixa adesão a prática da higienização das mãos, podendo ser devido a inadequações referente a infraestrutura como também a falta de equipamentos e insumos. Dentre as inadequações na infraestrutura destacam-se a falta de lavatórios em todas as enfermarias e a falta de dispensadores de antisséptico (álcool) à beira do leito dos pacientes, que têm como finalidade garantir que os profissionais de saúde higienizem suas mãos nas situações em que a lavagem com água e sabão é dispensável. A ausência desses itens evidencia uma fragilidade na adesão dos profissionais à higienização das mãos influenciando diretamente na propagação das infecções relacionadas à saúde. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Diante do exposto, evidencia-se que para a prevenção e o controle das infecções hospitalares a lavagem de mãos é indispensável e é necessário uma vigilância por parte dos gestores para verificar sua adesão. Nesse contexto, enfatiza-se a necessidade de estimular e sensibilizar a equipe perante a segurança do ambiente, do paciente e do próprio profissional no seu cotidiano hospitalar.
PRATICANDO O CUIDADO SEGURO: REALIDADE POSITIVA EM UM HOSPITAL MATERNIDADE DO CENTRO SUL
VINÍCIUS RODRIGUES DE OLIVEIRA ; Ana Beatriz de Sousa Morais; Solange Kelly Lima Araújo
INTRODUÇÃO: De acordo com Documento de referência para o Programa Nacional de Segurança do Paciente, milhões de pacientes sofrem algum dano dentro das instituições de saúde por erro de identificação, desta forma, o Ministério da Saúde (MS) instituiu o protocolo de identificação correta para diminuir os eventos adversos nessa problemática em saúde. A não identificação ou identificação incorreta podem induzir os profissionais a erros que geram graves consequências, muitas delas irreversíveis ao cliente. Por isso torna-se cada vez mais relevante a discussão sobre essa temática. OBJETIVO: Relatar a importância da implementação do protocolo de identificação correta do paciente em um hospital maternidade do centro sul do Ceará. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência baseado na vivência de acadêmicos do curso de enfermagem da Universidade Regional Do Cariri - URCA/Iguatu, durante o mês de agosto do ano de 2019, período de estágio extracurricular no Hospital Maternidade Zulmira Sedrin de Aguiar (HMZSA), localizado no município de Cedro-CE. O HMZSA absorve a demanda de todo o município, em situações de urgência e emergência, clínicas e cirurgias eletivas, a população cedrense segundo IBGE (2018) era de 25.249 mil habitantes. RESULTADOS: A utilização do protocolo de identificação do paciente tornou o cuidado seguro para toda a população, onde o paciente é identificado através de pulseira e placa de identificação. O protocolo implementado foi efetivo com vistas á capacitação de todos os profissionais de saúde, bem como a conscientização de todo o hospital, além disso também foram realizados investimentos em material para aquisição de placas de leito, pulseiras e equipamentos afins. Percebeu-se a valorização de tais medidas pelos próprios clientes que mostraram-se mais confiantes e tiveram uma boa adesão quanto ao uso da pulseira de identificação, trazendo bons indicadores, qualidade na assistência e redução de riscos envolvendo erros de identificação. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A implantação das medidas de identificação correta do paciente no hospital em questão foram efetivas e de extrema relevância no processo de segurança do paciente isso reafirma a preocupação dos gestores em fornecer uma melhor assistência em saúde aos usuários. Destaca-se ainda a disposição e o empenho da equipe em adotarem e valorizarem as medidas implementadas, tornou-se evidente ainda que a relação estabelecida entre os estudantes e os profissionais do serviço, que mostraram-se acessíveis, favorecendo um melhor ambiente de trabalho. Quanto à experiência de estágio, essa aproximou os estudantes da temática, o que os incentivou na condição de futuros profissionais a atuarem sempre pautados nos princípios de uma assistência segura.
A ABORDAGEM DA SEGURANÇA DO PACIENTE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE: UMA REVISÃO DA LITERATURA
MARIA JANAINA DO Ó VIEIRA ; Juliana Ferreira Carlos; Ana Bianca Lins de Andrade; Aryanne Eduarda Carvalho Oliveira; Gabrielly Martins da Silva
INTRODUÇÃO: A segurança do paciente é, por vezes, vista como um instrumento de medo por parte dos profissionais que se sentem inseguros diante da ocorrência de erros e suas notificações.Desse modo, deve haver qualificação permanente e continuada no serviço de saúde. Promover a segurança é garantir uma assistência qualificada com redução de riscos a um mínimo aceitável. Ao falar em segurança do paciente, a atenção hospitalar recebe destaque na literatura, porém esse nível de atenção deve se estender também para a atenção primária que não está isenta de erros. Explorar a equipe multidisciplinar da unidade básica de saúde quanto a reflexão sobre a implantação de medidas que garantam a segurança está nos planos e princípios de equidade e integralidade da atenção. OBJETIVO:Esse estudo objetivou identificar na literatura cientifica a abordagem da segurança do paciente na atenção primária a saúde. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa com análise descritiva, realizada por meio do Portal da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), nas bases de dados LILACS e MEDLINE. Para análise e discussão foram usados os descritores: atenção primaria à saúde, segurança do paciente e enfermagem, combinados através do operador booleano AND, que direcionou a localização de 118 artigos. Aplicados os critérios de inclusão: artigos completos, disponíveis gratuitamente,relacionados à temática, com período de publicação nos últimos 5 anos, no idioma português, e exclusão: artigos duplicados e que não se adequassem ao tema, resultou em uma amostra de 9 artigos, que após analisados, foram interpretados através da leitura na integra.Estes foram utilizados como base para a construção do presente estudo.RESULTADOS E DISCUSSÃO:Mesmo atualmente sendo um dos assuntos mais populares entre a saúde, a sensibilização pelo tema ainda é mínima, o que se evidencia pela falta de eventos, cursos, pesquisas cientificas e até disciplinas no período da graduação. Contudo, alguns programas no Brasil como o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) contribuem na expansão da discussão sobre a necessidade de se trabalhar, observar e discutir a segurança do paciente em todos os níveis de atenção. Aponta-se para a necessidade de uma abordagem mais complexa e integrada na atenção primária a saúde. Os artigos referem que os cuidados em saúde são passíveis de apresentarem incidentes também no contexto da atenção primária, o que refere um alerta de que os erros acontecem e geram suas consequências ainda na porta de entrada do sistema de saúde.Todavia, se não corrigidos sob o âmbito da segurança do paciente, acabam prejudicando toda uma rede de atenção à saúde do usuário. CONSIDERAÇÕES FINAIS:É fundamental que tanto o meio acadêmico como profissional estejam cientes da necessidade de pesquisar e atuar dentro da segurança do paciente, não somente na atenção hospitalar, mas em todos os níveis de atenção à saúde.
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA SEGURANÇA DO PACIENTE PEDRIÁTRICO NO CENTRO CIRÚRGICO
HANYKELLE ALEXANDRE DE SOUZA; Maria Jeny Sousa de Oliveira; Maria Neliane Saraiva Rabelo; Morgona Vanessa da Silva Santos; Yanca Carolina da Silva Santos
INTRODUÇÃO: Centro Cirúrgico é um ambiente destinado a pacientes submetidos a intervenções cirúrgicas, especialmente nos momentos transoperatório e pós-operatório imediato. A preocupação com a segurança e a qualidade dos serviços prestados à criança e aos adolescentes pelas instituições de saúde tem sido destacada em caráter mundial, principalmente nos erros de medicação e seus eventos adversos provocados pela equipe de saúde. Os profissionais de enfermagem são responsáveis por boa parte das ações assistenciais e, deste modo, encontra-se em posição privilegiada para reduzir a possibilidade de incidentes que atingem o paciente, além de detectar as complicações precocemente e realizar as condutas necessárias para minimizar os danos. A enfermagem tem uma atuação importante durante a hospitalização da criança e do adolescente, para promover ou proporcionar segurança e conforto. OBJETIVOS: Identificar os problemas que surgem nas crianças durante a vivência no centro cirúrgico, descrevendo a assistência de enfermagem a ser adotada frente aos problemas detectados. MÉTODO: Estudo descritivo, do tipo revisão da literatura, com coleta de dados na biblioteca virtual de saúde utilizados Descritores em Ciências da Saúde: “Segurança”, “Criança”, “Centro Cirúrgico”, “Enfermagem”; utilizado operador booleano “and.”. Na busca inicial foram encontrados 15 artigos científicos, no qual foram utilizados os filtros: artigos disponíveis em idioma português, nas bases de dados (BDENF) e (LILACS). Foram excluídos artigos repetidos que não contemplavam a temática. Após a leitura dos artigos na íntegra, selecionou-se 6 artigos para construção do trabalho. RESULTADOS: Os maiores problemas identificados neste estudo foram relacionados a erros de medicação, ausência da família, distúrbios psicológicos e dor, os quais merecem uma reflexão e avaliação acerca da assistência ofertada ao paciente cirúrgico, enfatizando os principais erros e fragilidades que põem em risco a segurança do paciente pediátrico no centro cirúrgico, bem como os instrumentos e estratégias para favorecimento da qualidade na assistência e na segurança do paciente. As condutas da assistência de enfermagem devem ser voltadas à prevenção e à notificação dos acontecimentos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Concluiu-se que é fundamental importância à assistência de enfermagem para a melhoria da segurança do paciente pediátrico no centro cirúrgico, contudo este é um assunto que precisa ser melhor discutido e colocado em prática, com o desenvolvimento de mais estudos com essa abordagem pode contribuir para melhorias na assistência ao paciente pediátrico no centro cirúrgico.
LIGA ACADÊMICA DE ENFERMAGEM EM SITUAÇÕES CLÍNICAS FRENTE A LESÃO POR PRESSÃO
NATALIA KÉCIA BARBOSA DE LIMA; Brenda Pinheiro Evangelista; Luana Aureliano Rodrigues; Iara Ferreira de Araújo; Virgínia Kelly Dezinho Cardoso
INTRODUÇÃO: A lesão por pressão acontece devido a interrupção da circulação em um local do corpo, próximo de uma região óssea, considerada de difícil identificação na unidade hospitalar, sendo a população idosa principalmente acometida. As lesões por pressão são provenientes do aumento da expectativa de vida, sendo os pacientes idosos e com perda de movimentação relacionada a idade e patologias. A Liga acadêmica de Enfermagem em Situações Clínicas caracteriza-se como uma associação de estudantes com atividades de extensão sem fins lucrativos com a finalidade de promover a difusão de conhecimentos acerca da área da saúde, contribuindo para a formação acadêmica e para a sociedade no âmbito da promoção da saúde. OBJETIVO: Relatar a experiência de graduandos de enfermagem na Liga Acadêmica de Enfermagem em Situações Clínicas frente a prevenção da lesão por pressão. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência desenvolvido pelos acadêmicos de enfermagem da Liga Academica de Enfermagem em Situações Clínicas da Faculdade Vale do Salgado no setor da clínica médica do Hospital Regional de Icó Prefeito José Walfrido Monteiro Sobrinho (HRIPJAMS) no mês Maio de 2019, onde os ligantes realizaram intervenções e educação em saúde aos pacientes que estavam hospitalizados com risco de desenvolverem lesão por pressão. Foram realizadas ações realizadas ao conhecimento sobre a avaliação da inspeção da pele e da sua integridade, uso de coxis para evitar o atrito da pele e orientação aos familiares sobre a importância da mudança de decúbito a cada duas horas, hidratação com o óleo de girassol, utilização do colchão casca de ovo e a importância da alimentação para evitar o surgimento de lesões por pressão. RESULTADOS: As atividades da Liga Academica de Enfermagem em Situações Clínicas promoveram o aperfeiçoamento em atividades de educação em saúde e intervenções relacionadas a prevenção da lesão por pressão em pacientes hospitalizados. As ações realizadas foram fundamentais para o conhecimento dos acompanhantes dos pacientes para promoverem o cuidado continuado para os pacientes portadores de patologias que prejudiquem a deambulação e a sensibilidade que gerem incapacidades, sendo que durante as ações, os estudantes avaliaram os fatores de riscos que predispõem a lesão por pressão e traçaram planos de cuidados para evitar o surgimento da lesão por pressão, contribuindo para a segurança do paciente e a qualidade de vida. CONCLUSÕES: Desta forma, a Liga Acadêmica de Enfermagem apresenta estrategias de educação em saúde fundamentais para a prevenção da lesão por pressão em pacientes hospitalizados, promovendo a qualidade de vida, promoção da saúde, segurança do paciente e uma assistência continuada para reduzir os fatores de riscos que contribuem para o surgimento de lesões por pressão no âmbito hospitalar.
Palavras-chave: Segurança do Paciente,Educação em Enfermagem,Erros de Medicação
Oral
Abrir o trabalhoATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA PREVENÇÃO DE ERROS RELACIONADOS À ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS: REVISÃO DE LITERATURA.
ANA KAROLINE ALVES DA SILVA ; MARIA JENY DE SOUSA OLIVEIRA; MARIA LUIZA SANTOS FERREIRA; SARAH LUCENA NUNES; VINÍCIUS RODRIGUES DEOLIVEIRA
INTRODUÇÃO: A administração de medicamentos deve ser norteada por evidências científicas que assegurem a prescrição, aquisição, armazenamento, dispensação, preparo e administração corretos, de modo a prevenir danos à saúde e contribuir para a qualidade da assistência ofertada. O preparo e administração de medicamentos são as principais etapas realizadas pela equipe de enfermagem nos serviços de saúde, o que requer do enfermeiro conhecimentos, habilidades e atitudes direcionadas a prevenção de erros e promoção da saúde. OBJETIVOS: Identificar, conforme a literatura científica, ações do enfermeiro direcionadas a prevenção de erros na administração medicamentosa. MÉTODO: Trata-se de revisão narrativa da literatura realizada em agosto de 2019. A busca ocorreu na Biblioteca Virtual em Saúde, utilizando-se os Descritores em Ciências da Saúde: “Medicamentos”, “Prevenção”, “Enfermeiro”, cruzados com o operador booleano AND. Foram identificados 1297 estudos. Foram analisados artigos disponíveis para dowload gratuito no idioma português. Após leitura prévia dos documentos, foram incluídos estudos que versassem sobre a atuação do enfermeiro na administração de medicamentos. Foram excluídos os duplicados, repetidos e que não respondiam ao objetivo do estudo, restando sete documentos que embasaram a construção desse estudo. Os dados foram organizados e analisados de forma interpretativa-descritiva, sendo discutidos com a literatura pertinente. RESULTADOS: Na prática assistencial, a equipe de enfermagem possui maior contato com o preparo e administração de medicamentos. Os erros nesse processo relacionam-se a fatores humanos, como a falta de atenção, estresse ocasionado pela sobrecarga de trabalho, além da falha na comunicação com os demais profissionais da equipe de saúde. Dessa forma, o enfermeiro é responsável por realizar ações que possam proporcionar uma assistência segura e confiável. Dentre elas citam-se: verificar o preparo e administração de medicamentos, de forma criteriosa e individualizada para cada paciente; desenvolver atividades educativas com a equipe de saúde, a fim de conscientizá-la da relevância da comunicação e escrita, avaliar anotações e registros relacionados ao preparo, aprazamento e administração de medicamentos; monitorar e notificar reações adversas e interações medicamentosas; tomada de decisão, monitoramento e direcionamentos da equipe de enfermagem. CONCLUSÕES OU CONSIDERAÇÕES FINAIS: O enfermeiro enquanto coordenador da equipe de enfermagem desenvolve ações gerenciais, assistenciais e educacionais direcionadas a prevenção de erros frente ao preparo e administração de medicamentos, o que requer qualificação profissional com vistas à qualidade da assistência ofertada.
Palavras-chave: MEDICAMENTOS,ENFERMEIRO, PREVENÇÃO
Oral
Abrir o trabalhoCONHECIMENTO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM SOBRE AS VIAS DE ADMINISTRAÇÃO: RELATO DE EXPERIÊNCIA.
IRENE CUSTÓDIA DA SILVA; Marcos Paulo Sousa Mota; Maria Janaína do Ó Vieira; Glicia Uchôa Gomes Mendonça
INTRODUÇÃO: As vias de administração são as técnicas utilizadas para introduzir os medicamentos no organismo e fazer com que cheguem ao seu destino de ação farmacológica. Podem ser classificadas em enteral (oral, sublingual e retal) e parenteral (intravenosa, intramuscular, subcutânea, respiratória e tópica), sendo necessário o conhecimento sobre as mesmas e sobre os medicamentos mais indicados para cada uma delas por parte da equipe de enfermagem, de modo a evitar a ocorrência de iatrogenias. Uma vez que eventos adversos que envolvem esse processo estão cada vez mais presentes na assistência em saúde, o Ministério da Saúde recomenda o embasamento teórico no protocolo sobre segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos que tem como objetivo promover práticas seguras no uso de medicamentos em estabelecimentos de saúde. Faz-se necessária a realização de ações de divulgação do mesmo. OBJETIVOS: Relatar a experiência da utilização de um jogo educativo com uma equipe de enfermagem sobre as vias de administração de medicamentos. MÉTODO: Trata-se de um estudo do tipo relato de experiência realizado pelos acadêmicos de enfermagem membros do projeto de extensão “Educação para o cuidado seguro: o papel transformador da universidade”, a fim de promover uma atividade lúdica de educação permanente, através de um jogo educativo do tipo verdade ou desafio, realizado com a equipe de enfermagem da clínica médica no Hospital Regional de Iguatu. O embasamento científico para criação do jogo foi o protocolo que trata sobre segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos. Esta ação foi realizada no período de 08 de abril de 2019. RESULTADOS: Inicialmente, o jogo foi apresentado e explicado quanto às suas regras. No desenvolvimento da atividade educativa utilizou-se um dado com as palavras verdade ou desafio, escritas em cada face, além de cartões contendo frases corretas e incorretas sobre as vias de administração de medicamentos, assim como desafios do tipo trava-línguas, música e perguntas para descontrair o jogo, de modo que o tornasse mais divertido e educativo, para que os jogadores se sentissem confortáveis e pudessem participar ativamente. Após o jogo ouve um momento para feedback esclarecendo dúvidas e avaliando pontos positivos e negativos da atividade, posteriormente, esta ação foi discutida em uma reunião do projeto de extensão. Observou-se o quanto os profissionais de saúde interagiram com os membros do projeto durante a atividade em questão, além de aproveitarem a oportunidade para esclarecerem dúvidas e desabafarem sobre sua rotina de trabalho por vezes exaustiva. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A vivência proporcionou a estudantes a profissionais a oportunidade de debater pontos críticos da assistência no que tange à medicação segura de forma leve e descontraída. Ressalta-se a necessidade de estratégias como essas que contribuam para o processo de aprendizagem significativa de profissionais e estudantes.
Palavras-chave: Conhecimento, Cuidados de Enfermagem, Erros de medicação
Oral
Abrir o trabalhoERROS NA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS INJETÁVEIS NO ÂMBITO HOSPITALAR
FRANCEILDO JORGE FELIX; Amaiza Ferreira Batista; Ayane Louise Fernandes de Oliveira; Leile Daynny Lopes Almeida; Doriane Mª da Costa Pereira
NTRODUÇÃO: A administração de medicamentos injetáveis consiste em um procedimento multidisciplinar realizado pelos profissionais da enfermagem, e os principais erros acontecem desde a prescrição médica, na dispensação, no preparo e na administração no paciente. Nesse contexto, surgem os protocolos a serem seguidos de acordo com o conhecimento científico, a habilidade, segurança e atenção em cada etapa das medicações, as quais são oferecidas no tratamento do processo saúde-doença, sendo assim, as táticas dos protocolos devem ser seguidas, usados e divulgados, a fim de reduzir os possíveis erros (SILVIA; SANTANA, 2018). OBJETIVO: Conhecer sobre os erros na administração de medicamentos injetáveis no âmbito hospitalar. METODOLOGIA: O presente estudo trata-se de uma revisão integrativa. Para efetivá-la, foi feito um levantamento bibliográfico a partir de pesquisas indexadas na base de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Análise de Literatura Médica (MEDLINE), e Scientific Electronic Library Online (SCIELO). Para busca de artigos científicos utilizou-se os Descritores Controlados (DeCS) em Ciências da Saúde: erros; administração; medicamentos injetáveis; hospitalar. Utilizou-se como critérios (filtros), os artigos expostos na íntegra nos últimos três anos; com linguagem em português, gratuito, baseado no tema descrito; totalizando uma amostra final de três artigos. RESULTADOS: 100% da amostra foram publicados em periódicos nacionais. Referindo-se ao tipo de delineamento metodológico, evidenciou-se que 40% foram estudos quantitativos. No mais, pela literatura apresentada, os erros no preparo e na administração de medicamentos injetáveis, prima pela atenção dobrada do profissional da saúde ao injetar um medicamento pelas diversas vias, principalmente pela endovenosa, devendo o profissional realizar vários procedimentos e cuidados, desde a identificação no momento do preparo à realização da lavagem das mãos e o uso das técnicas asséptica, pontuando ainda os 10 certos de enfermagem (Prescrição certa, Paciente certo, Medicamento certo, Validade certa, Forma/Apresentação certa, Dose Certa, Contabilidade certa, Orientação ao paciente, Via de administração certa, Horário certo, Tempo de Administração certo, Ação certa, Registro certo) (MENDES, et al., 2018). Outrossim, os autores deixam claro que os erros ocorridos, provém da prescrição médica, interações de medicamentos, interrupções não planejadas, como também a sobre carga da enfermagem ao executar suas atividades de acordo com as metas e os protocolos admissionais para que o paciente tenha segurança e qualidade na assistência de enfermagem. Nesse sentindo, a enfermagem apresenta uma responsabilidade segura na preparação e administração de medicamentos, o qual precisa ter bastante atenção no manuseio correto dos fármacos (SANTOS; ROCHA; SAMPAIO, 2019). CONCLUSÃO: Diferentes expectativas a respeito dos erros na administração de medicamentos injetáveis já são conhecidas, porém, os erros na profissão da enfermagem marcha em conformidade aos preceitos éticos e legais que assegura esta profissão, permanecendo o cuidado centralizado além das ações científicas lhe atribuídas, determinando da enfermagem uma visão holística para que não ocorra mais erros na administração de medicamentos injetáveis no âmbito hospitalar.
Oral
Abrir o trabalhoPRÁTICAS SEGURAS NA UTILIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA
FERNANDA NOGUEIRA DE ANDRADE; Gesiane Pereira Vieira; Luana Alves de Melo; Cícera Bezerra dos S. Alcântara; Rusy Maria Leite Amorim
INTRODUÇÃO: A Organização Mundial de Saúde- OMS aderiu medidas para garantir a qualidade e segurança da assistência realizada nos serviços de saúde, devido a frequência de eventos adversos durante a assistência prestada aos pacientes, ocorrendo em qualquer etapa do processo terapêutico, elevando as despesas no sistema de saúde. No Brasil não há pesquisas que representam estaticamente óbitos relacionados a erros de medicação. Diante os prejuízos ocorrentes a saúde do cliente por erros medicamentosos vê-se a necessidade de metas que previnam os erros, preservando a integridade da saúde, realizando identificação dos possíveis erros para realizar a prevenção evitando assim problemas adversos. Dessa forma viu-se a necessidade de realizar práticas seguras na utilização de medicamentos de uma cliente, no qual foi acompanhada durante o estágio supervisionado I, visando à necessidade de reduzir os danos medicamentosos. OBJETIVOS: Descrever a vivência de uma ação estratégica realizada acerca da administração de medicamentos, durante a adoção familiar. MÉTODO: Trata-se de estudo descritivo, do tipo relato de experiência, embasado na vivência advinda de uma adoção familiar durante o estágio supervisionado I, na atenção primária a saúde do município de Iguatu-CE. Ação realizada no período maio a junho de 2019. Como instrumento foi utilizado: impressões com símbolos, cores representando os horários colocados em depósitos e tabela legível contendo a medicação referente a cada fuso horário. RESULTADOS: Ao longo do estágio supervisionado I ocorreu a adoção familiar, onde durante a realização das visitas houve a percepção de dificuldade e equivoco no uso de horários e medicamentos por parte da paciente e cuidadores, dificultando a efetivação do processo terapêutico onde houve a implementação de ações ativas. Na ação gerou-se a indagação sobre o uso, horários e medicamentos da idosa, onde os membros da família se desorientavam e se confundiram, foi apresentado os recursos, onde houve aceitação da estratégia, utilizou-se depósitos com símbolos e cores referente aos horários, galo referente manhã, sol à tarde e lua a noite, ainda foi implementado tabela com horários e os respectivos momentos em local visível e de fácil acesso para se recorrer em caso de dúvida por parte dos cuidadores. A ação foi intermediada pelo agente comunitário de saúde, que contribuiu para que a mesma se concretizasse. No decorrer da abordagem percebeu-se compreensão por parte dos membros da família, notando-se feedback positivo no decorrer da ação. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Visualiza-se a importância da educação em saúde para identificar fragilidades e traçar metas que irão suprir essas dificuldades, realizando promoções que contribuam com o processo e efeito medicamentoso. A identificação das fragilidades na assistência em enfermagem é um fator motivador para mudança desse cenário, estabelecendo ao estudante senso de criticidade e anseio de melhoria no sistema de saúde.
Palavras-chave: Assistência,Enfermagem,Medicamentos
Oral
Abrir o trabalhoPROMOÇÃO DO CUIDADO SEGURO DURANTE A ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS NO ÂMBITO HOSPITALAR: RELATO DE EXPERIÊNCIA
ALDINO BARBOSA DOS SANTOS; Teodoro Marcelino da Silva; Alisson Bezerra Victor; Renata Francy Lucena Senhor; Karliany Bezerra de Souza
INTRODUÇÃO: O preparo e a administração de medicamentos constituem cuidados essenciais para reintegração da saúde, sendo considerados um desafio quando estes se tratam da construção de uma assistência e/ou prática segura. Desse modo, erros de medicações são caracterizados como qualquer evento evitável que pode ocasionar ou induzir ao uso inapropriado de medicamento ou prejudicar os pacientes. Eventos desta natureza, apesar de serem evitáveis, são muito frequentes no âmbito hospitalar, os quais repercutem negativamente no cuidado, causando custos desnecessários aos serviços de saúde, prolongando o tempo dos pacientes no hospital, além de envolver questões judiciais. Assim, torna-se relevante identificar a natureza e os determinantes dos erros, como forma de direcionar as medidas preventivas, além da adoção de protocolos específicos para prevenção. OBJETIVO: Relatar experiências acadêmicas durante o estágio curricular sobre a promoção do cuidado seguro durante administração de medicamentos no âmbito hospitalar. MÉTODO: Trata-se de um estudo qualitativo descritivo, do tipo relato de experiência, oriundo das vivências acadêmicas dos estudantes do curso de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri- URCA/Campus Iguatu, durante o Estágio Curricular Supervisionado da disciplina Enfermagem no Processo de Cuidar do Adulto em Situações Clínicas e Cirúrgicas. O presente estágio teve inicio no dia 03 de Junho e finalizou dia 21 de Junho de 2019 cumprindo a carga horária de 40 horas semanais. As vivências aconteceram nos setores de clínica médica, cirúrgica, emergência e sala de medicações situados em dois hospitais localizados na região do centro-sul do Ceará. RESULTADOS: Percebeu-se durante os estágios que o preparo e administração dos medicamentos pelos profissionais de saúde, em especial pelas técnicas de enfermagem dos setores mencionados, mantinham e/ou estabeleciam uma assistência segura, já que as mesmas demonstravam atenção em saber qual medicamento foi prescrito, sua funcionalidade, o horário e a via de administração, bem como reconhecer o paciente certo. Salienta-se, que as mesmas identificavam as seringas contendo as medicações com os nomes dos pacientes, leito e horários da administração. Entretanto, as técnicas de enfermagem como os demais profissionais envolvidos, tanto na hora do preparo como na administração, não realizavam a higienização das mãos da forma como é preconizada. Durante todo o processo, essas profissionais estabeleceram uma comunicação efetiva dentro da equipe multiprofissional, entre os preceptores, estagiários e pacientes no repasse de informações sobre os horários dos medicamentos prescritos, objetivando a segurança do paciente e a redução de possíveis eventos adversos. No que concerce as primeiras práticas assitênciais no preparo e administração dos medicamentos pelos estagiários, observou-se que tanto os preceptores como os próprios estagiários estabeleceram uma assitencia segura, semelhante a forma preconizada, visando não apenas a segurança do paciente, como também a integralidade da atenção à saúde. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Diante disso, destaca-se a importância das primeiras vivências acadêmicas no âmbito hospitalar, já que foi possível conhecer a rotina dos serviços e a importância do estabelecimento de uma assistência segura visando a segurança do paciente e a redução de possíveis eventos adversos.
Palavras-chave: Efeitos Colaterais e Reações Adversas Relacionados a Medicamentos,Erros de Medicação, Estudantes de Enfermagem, Segurança do Paciente
Oral
Abrir o trabalhoPROTAGONISMO NA ADMINISTRAÇÃO SEGURA DE MEDICAMENTOS: CUIDADOS DA ENFERMAGEM INTENSIVA
ANTONIO WELLINGTON VIEIRA MENDES; LORENA PINHEIRO BRAGA; KARINA ELLEN ALVES DE ALBUQUERQUE; MARINA DA SILVA DOS SANTOS; GLÍCIA UCHÔA GOMES MENDONÇA
INTRODUÇÃO: A Unidade de Terapia Intensiva é um ambiente propício à ocorrência de Eventos Adversos, por dispor de arsenal tecnológico denso, materiais de alta complexidade e tensões constantes por excesso de trabalho, que comprometem a comunicação entre equipe de Enfermagem, equipe médica e paciente. Especificamente quanto à medicação, os erros associados ao cuidado têm ocorrido em decorrência de: falta de conhecimento sobre medicamentos; falta de informação sobre pacientes; falhas na administração de doses; má compreensão da prescrição; ordens verbais sem prescrição escrita. Vale ressaltar que metade desses eventos são considerados evitáveis, requerendo um cuidado seguro para prevenir incidentes que coloquem em risco o paciente, durante o preparo e a administração de medicamentos. OBJETIVOS: Conhecer os cuidados de enfermagem relacionados à administração segura de medicamentos em unidade de terapia intensiva. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, por meio de busca nas bases de dados eletrônicas BDENF, LILACS e MEDLINE via Biblioteca Virtual em Saúde, realizada no mês de agosto de 2019. Para tal, utilizou-se descritores do vocabulário controlado Descritores em Ciências da Saúde - DeCS: Segurança do Paciente, Erros de Medicação, Unidade de terapia Intensiva e Enfermagem, conectados pelo operador booleano AND. Os critérios de inclusão estabelecidos foram: artigos com texto disponível, no idioma português, publicados entre os anos 2015 a 2019. Foram excluídos os artigos repetidos, restando assim cinco artigos, os quais foram lidos e analisados na íntegra. RESULTADOS: Entre os cuidados de enfermagem a serem realizados na Unidade de terapia intensiva com o intuito de reduzir os danos associados ao preparo e administração de medicamentos apontou-se: supervisão e trabalho em grupo, com foco na comunicação, identificando as dúvidas para esclarecimento; atenção redobrada, sem distrações e com foco no conhecimento de cada fármaco para evitar acidentes na sua aplicação; rotulagem de seringas com o nome e dosagem da medicação, bem como informações do paciente, colocando os medicamentos de cada paciente em bandeja única; identificação correta do paciente; registro correto das medicações realizadas em planilha própria para facilitar o reconhecimento dos cuidados prestados; atenção no armazenamento de fármacos com possuem rótulos semelhantes, de modo a sinalizar a dispensação correta do medicamento. Em suma, a enfermagem em terapia intensiva atuou como protagonista na prevenção de erros, detectando as complicações precocemente e realizando ações para minimizar danos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os cuidados de enfermagem para administração segura de medicamentos neste âmbito se assemelham aos demais setores do hospital. Caso ocorra, o reconhecimento e a notificação do erro são de fundamental importância nesse contexto, para orientar medidas de prevenção, estimulando a segurança do paciente e contribuindo para maior qualidade assistencial. Sugere-se uma reflexão sobre as práticas assistenciais de enfermagem, bem como a realização de capacitações para divulgação de tais cuidados.
Palavras-chave: SEGURANÇA DO PACIENTE, ERROS DE MEDICAÇÃO, UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA,ENFERMAGEM
Oral
Abrir o trabalhoUTILIZAÇÃO DE PROTOCOLOS PARA A ADMINISTRAÇÃO SEGURA DE MEDICAMENTOS EM PACIENTES HOSPITALIZADOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA
ANDRESSA DE ALMEIDA MOREIRA ; Lucilene Alves de Oliveira; José Gerfeson Alves
INTRODUÇÃO: A terapia medicamentosa depende de ações humanas e os erros podem fazer parte dessa natureza. Os profissionais de Enfermagem são os principais responsáveis por garantirem a segurança do paciente relacionada à administração de medicamentos, o que requer cautela, conhecimentos, habilidades e atitudes para evitar possíveis erros. A implementação de um sistema de administração de medicamentos organizado, pautado em evidencias científicas, normas e protocolos validados podem contribuir para a redução da incidência de erros relacionados à administração de medicamentos. OBJETIVOS: Relatar a vivência de acadêmicos de enfermagem acerca da utilização de protocolo para administração segura de medicamentos durante estágio supervisionado em hospital de referência. MÉTODO: Trata-se de relato de experiência desenvolvido por acadêmicos de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri-Unidade Descentralizada de Iguatu relacionado a estágio supervisionado realizado no 4º semestre e vinculado a disciplina de Semiologia e Semiotécnica aplicada à Enfermagem em uma instituição hospitalar da região Centro-Sul. As atividades ocorreram no mês de julho do presente ano, no setor de clínica médica. No período haviam admitidos no setor 13 pacientes, esses receberam assistência de enfermagem, incluindo ações técnicas como a administração de medicamentos. A administração de medicamentos seguiu o protocolo de segurança do paciente na prescrição, uso e administração de medicamentos. Os dados foram expostos de forma descritiva, analisados de forma interpretativa e discutidos com a literatura pertinente. RESULTADOS: Inicialmente observou-se e conferiram-se itens exigidos para prescrição segura, como: nome completo dos pacientes, número da prescrição, data e leito. Posteriormente, no horário indicado na prescrição, deu-se início a preparação dos medicamentos no posto de enfermagem, atentando para a data de validade, apresentação certa, dose certa, possível interação medicamentosa e horário para administração. Atentou-se para reduzir riscos de contaminação dos materiais, utilizando o protocolo de higienização das mãos em serviços de saúde, uso de luvas de procedimento, desinfecção dos materiais, além, atentou-se quanto a diluição correta, seguindo criteriosamente a prescrição médica. As medicações foram identificadas corretamente e direcionadas até o paciente. No leito certificou-se que era o paciente certo, realizou-se orientações sobre via de administração, efeitos terapêuticos, orientou-se em caso de intercorrências e ou dúvidas contatar à equipe de Enfermagem. Ao término foram realizados registros necessários, verificação dos sinais vitais para assegurar a estabilidade hemodinâmica do paciente e avaliação em relação à ação terapêutica esperada. O estágio enquanto estratégia para o processo ensino-aprendizagem permitiu agregar conhecimentos voltados para uma terapia medicamentosa segura e, consequentemente, para a segurança do paciente. Foi possível verificar como a utilização de medidas simples como a dupla checagem e identificação do paciente, podem ser eficientes para proporcionar segurança ao paciente na assistência ofertada, e o quão relevante e imprescindível é a utilização dos 13 certos na administração de medicamentos como parâmetro de redução de erros que poderiam ocasionar danos graves, incapacidade e até óbito. CONCLUSÕES: A vivência permitiu aos discentes articular teoria a prática durante a assistência de enfermagem, ao passo que o estudo e aplicação de protocolos direcionados a administração segura de medicamentos, revelaram-se estratégias eficazes de prevenção de danos a pacientes hospitalizados.
Palavras-chave: Uso de medicamentos, Enfermagem, Segurança do Paciente
Oral
Abrir o trabalhoPalavras-chave: Dispositivos Médicos, Estudantes de Enfermagem, Lesão por Pressão, Segurança do Paciente
Oral
Abrir o trabalhoAÇÕES PARA PREVENÇÃO DE LESÃO POR PRESSÃO EMPREENDIDAS POR ENFERMEIROS: REVISÃO DE LITERATURA
KARINA ELLEN ALVES DE ALBUQUERQUE; Kelly Suianne de Oliveira Lima; Marina da Silva dos Santos; Antonio Wellington Vieira Mendes; Andreza Vitor da Silva
INTRODUÇÃO: A lesão por pressão é resultado de hipóxia celular e consequente necrose tecidual em pele e/ou tecidos moles, consequência de pressão e/ou fricção continuadas sobre proeminências ósseas ou dispositivos médicos. Estas lesões são consideradas um grave problema de saúde pública, além de indicador da qualidade da assistência de enfermagem, que podem ocorrer em diversos contextos da assistência, principalmente no ambiente hospitalar, comprometendo a segurança e a qualidade de vida dos pacientes. Nessa ótica, cabe investigar o que tem sido feito para resolução desta problemática. OBJETIVO: Identificar ações realizadas por enfermeiros para prevenção de lesões por pressão. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada em julho de 2019, utilizando as bases de dados: Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências de Saúde (LILACS), Base de dados em Enfermagem (BDENF) e Sistema Online de Busca e Análise de Literatura Médica (MEDLINE) da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Na busca aos artigos, foram empregados os descritores padronizados pelo vocabulário Descritores em Ciências da Saúde: Lesão por pressão, Cuidados de enfermagem e Segurança do paciente, conectados pelo operador Booleano AND. Obteve-se, inicialmente, 69 publicações, as quais foram submetidas aos critérios de inclusão: artigos com texto disponível na íntegra, no idioma português, publicados entre os anos de 2015 a 2019. Como critérios de exclusão, observou-se: artigos duplicados, do tipo revisões bibliográficas ou que não tratassem do objeto de estudo, o que foi avaliado pela leitura dos títulos e resumos das publicações. Por fim, obteve-se uma amostra de sete artigos, os quais subsidiaram esta revisão. RESULTADOS: Considerando o conforto e recuperação dos pacientes, os enfermeiros desenvolvem diversas estratégias para prevenção de lesões por pressão como mudança de decúbito a cada duas horas; hidratação da pele, com o uso de hidratantes ou óleo mineral; higiene corporal; massagem de conforto; e proteção das proeminências ósseas. Dentre essas a higiene corporal foi considerada pelos profissionais como o cuidado menos importante para diminuir o risco dessas lesões. Ademais, os cuidados executados divergem do protocolo internacional, uma vez que massagens não devem ser realizadas sob o risco de ruptura da pele, além de terem o potencial de causar dor, principalmente em peles frágeis acometidas por processo inflamatório. Óleos minerais devem ser substituídos por ácidos graxos hiperoxigenados, que têm se mostrado eficazes tanto na prevenção quanto no tratamento de lesões por pressão. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Em sua maioria as práticas desenvolvidas para a prevenção de lesões por pressão são adequadas. Atenta-se, no entanto, para os cuidados executados não recomendados por protocolos internacionais, evidenciando desconhecimento teórico sobre o assunto, que pode ter origem na falta de capacitação ou atualização profissional, déficit de recursos humanos e materiais que dão margem a uma assistência de enfermagem inadequada.
Palavras-chave: Cuidados de Enfermagem,Lesão por pressão,Segurança do paciente
Oral
Abrir o trabalhoASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM E ATENÇÃO FARMACÊUTICA EM PACIENTES COM LESÕES POR PRESSÃO NO AMBIENTE HOSPITALAR
LEILE DAYNNY LOPES ALMEIDA ; AMAIZA FERREIRA BATISTA; AYANE LOUISE FERNANDES DE OLIVEIRA; Mª SOLANGE DE SOUSA LEAL; PAULO RENATO DE OLIVEIRA
INTRODUÇÃO: A lesão por pressão são características comuns por atingirem o tecido cutâneo e subcutâneo em pacientes acamados. A enfermagem sempre realiza a inspeção da pele do paciente no início da internação para observar o estado da pele classificando grau de lesões para prevenir a desidratação e desnutrição desses tecidos. Após as identificações das lesões com as classificações de estágios, o farmacêutico também presta atenção farmacêutica clínica com uma boa prática de manipulação e formulação de fármacos semissólidos para reabilitação dessas lesões identificadas. (SOUZA, et al., 2018). OBJETIVO: evidenciar assistência de enfermagem e atenção farmacêutica em pacientes com lesões por pressão no ambiente hospitalar. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão integrativa, onde foram usadas três bases de dados científicas: Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), SCIELO, Sistema Online de Busca e Análise de Literatura Médica (MEDLINE), abordados ao tema citado. Para extrair artigos científicos, utilizou-se os Descritores Controlados (DeCS) em Ciências da Saúde: assistência de enfermagem. atenção farmacêutica. paciente. lesão por pressão. hospitalar. Artigos mencionados na íntegra nos últimos quatros anos; com idioma português, faço acesso, citado tema proposto; totalizando um montante final de três artigos. RESULTADOS: Conforme Castanheira, et al., (2018), essas lesões são entendidas por ferida que danifica a anatomia da pele e suas funções, esses acontecimentos podem ser por causas mecânicas, químicas, injúrias físicas ou térmicas. Isso acontece mais em paciente acamados por algum período hospitalizados nas unidades de terapia intensivas ou tratamento clínico. Conforme a resolução de nº 510 de 2015, discrimina que a enfermagem possui assistência técnica profissional para atuar na classificação, avaliação e tratamento das lesões detectados em várias regiões do corpo do paciente, exercendo como agente de vigilância para prevenir essas lesões e construindo protocolo em parceria com a equipe de saúde, planejando uma nova metodologia na promoção da assistência de enfermagem aos agravos, melhorando a vida dos pacientes (COFEN, 2015). Com novas estratégias de tratamento hospitalar, o farmacêutico clínico pode intervir através das boas práticas de formulações de manipulação semissólidas na farmácia para reabilitação tecidual agredida por lesão sobre pressão ao paciente. Manipulações estas de fácil acesso, aplicação, distribuição e facilidade na remoção com solução fisiológica (SOUZA, et al., 2018). CONCLUSÃO: Observou-se que as lesões sobre pressão, são acometidos em pacientes acamados e que pode ter intervenções dos profissionais supracitadas após avaliações anatômicas usando as ferramentas de uma boa assepsia e dermatológicas de manipulações semissólidas manipulada na farmácia hospitalar, para evitar agravo da pele dos pacientes.
Oral
Abrir o trabalhoCuidados de Enfermagem Frente ao Paciente com Lesão por Pressão em Unidade de Terapia Intensiva
ANDREZA INGRID FERREIRA LIRA; Ana Tamires Ribeiro Justo de Oliveira; Nadiene de Matos Oliveira; Rubens Rodrigues Feitosa
INTRODUÇÃO: As lesões por pressão constituem um grave problema de saúde pública, principalmente em razão do impacto que causam à pessoa doente, sua família e cuidador. São consideradas indicadores de qualidade da assistência em saúde, que requerem a implementação e intervenções para sua prevenção e tratamento. A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é um local ideal para a análise desse indicador, visto que nele esse problema é frequentemente encontrado. OBJETIVOS: Descrever a importância do cuidado multidisciplinar no cuidado de pacientes em Unidades de Terapia Intensiva para prevenção lesão por pressão. MÉTODO: Trata-se de uma Revisão Narrativa de Literatura realizada na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) no período de junho a agosto de 2019. A pesquisa foi realizada utilizando os descritores: Lesão por Pressão; Unidades de Terapia Intensiva e Cuidados de Enfermagem, com o operador boleano AND, resultando em um total de 217 artigos. Foram utilizados como critérios de inclusão: texto completo disponível; nos idiomas: português, inglês e espanhol, ocasionando em 141 artigos. Ainda foram contemplados como citerio de inclusão produções cientificas com a data de publicação dos últimos cinco anos, nas bases de dados Medline, BDEnf (Base de Dados em Enfermagem) e LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde); e tipo de documento artigo; resultando em um total de 82 artigos. A partir da leitura realizada dos titulos dos respectivos artigos seguido de seus resumos, foram utilizados como critérios de exclusão artigos com títulos que fugiam do temática abordada e artigos repetidos, restando um total de 16 publicações, pelas as quais foram usurfruidas para leitura completa da publicação posteriormente empregadas na construção desta revisão. RESULTADOS: Cabe a equipe de saúde ter o olhar critico para o surgimento de lesão por pressão em pacientes que estão na unidade hospitalar, principalmente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que é o setor onde os pacientes têm menor mobilidade física. Deve salientar as ações de prevenção para que esses clientes não sejam atingidos. A equipe de enfermagem é protagonista no que tange a segurança do paciente, ações preventivas como higienização adequada no banho do leito, hidratação provendo a circulação sanguínea e a inspeção em proeminências ósseas em algumas regiões do corpo. É de responsabilidade da equipe multiprofissional a identificação precoce e prevenção do surgimento de lesão por pressão em todos os pacientes, visto que a causa é multifatorial. Mas a equipe de enfermagem tem papel de destaque na assistência direta e continua nessas condutas supracitadas. CONCLUSÕES: Ressalta-se a necessidade da participação ativa e de todos os membros da equipe para uma assistência humanizada no cuidado de pacientes em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Palavras-chave: Lesão por Pressão,Unidades de Terapia Intensiva,Cuidados de Enfermagem
Oral
Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO EM SAÚDE COMO PREVENÇÃO DA LESÃO POR PRESSÃO EM IDOSOS NOS SERVIÇOS DE SAÚDE
ANA VIVIAN ALVES DOS SANTOS; Brenda Pinheiro Evangelista; Breno Pinheiro Evangelista; Luiza Maria Ferreira Silva; Marcos Adriano Mangueira Pastor
. INTRODUÇÃO: A lesão por pressão acontece em virtude de uma pressão prolongada sobre a pele, onde as pessoas com doenças incapacitantes apresentam maior risco, sendo que o crescimento da população idosa no país propicia o aumento de doenças crônicas e incapacitantes relacionadas ao envelhecimento patológico. A prática de educação em saúde está presente no cotidiano da equipe de enfermagem, em que educar é um processo em que se compartilha saberes, assegurando o aprendizado mútuo e melhorando a qualidade de vida OBJETIVO: Analisar junto a literatura a importância da educação em saúde como prevenção da lesão por pressão em idosos nos serviços de saúde. MÉTODO: Trata-se de uma revisão bibliográfica da literatura, realizada no mês de Agosto de 2019, utilizando como bases de dados da BVS (Biblioteca Virtual de Saúde) e SciELO, através dos descritores: ‘’educação em saúde’’, ‘’idoso’’ e ‘’lesão por pressão’’.Inicialmente foram encontrados 364 artigos. Após os filtros restaram 32 destinados à análise, utilizando-se apenas 17, após a aplicação dos critérios de inclusão: os textos disponíveis na integra redigidos em língua portuguesa, texto completo, tipo de documento artigo, compreendidos entre 2014 a 2019. Adotaram-se como critérios de exclusão: estudos duplicados que estavam fora da temática e artigos de revisão. RESULTADOS: A educação em saúde é de suma importância para a prevenção da lesão por pressão no ambiente hospitalar, sendo que a literatura retrata que é mais prevalente na população idosa, onde esse processo de educação é fundamental para orientar os cuidadores e familiares sobre a mudança de decúbito, higienização, fraldas absorvíveis, técnicas para o posicionamento adequado para diminuir a fricção, examinar a pele diariamente, alimentação e hidratação da pele. Desta forma, o acesso a informação para a prevenção necessita de conhecimento e habilidade necessária para realização dos cuidados de forma adequada, sendo que é importante que os profissionais capacitem objetivando segurança e a qualidade de vida das pessoas no ambiente hospitalar. CONCLUSÕES: Mediante os achados, foi possível identificar a lesão por pressão é prevalente em idosos devido às doenças incapacitantes, visto que prestar cuidado à saúde relacionado a educação em saúde resulta em resultados positivos para prevenir a lesão por pressão em idosos acamados, onde a família necessita de informações acerca das medidas preventivas diante desse cenário, onde sugere-se o desenvolvimento de estudos para contribuir com estratégias para reduzir essa problemática.
Palavras-chave: Educação em saúde,idoso,prevenção
Oral
Abrir o trabalhoPOTENCIAL RISCO PARA SURGIMENTO DE LESÃO POR PRESSÃO EM PACIENTES INTERNADOS E AVALIAÇÃO DA ENFERMAGEM
PAULO ANDERSON ALVES CARDONHA; Joselena Fernandes Bezerra da Silva; Maria Tamires Da Costa Maciel; Rebeca da Costa Maciel; Martin Caetano Lopes
INTRODUÇÃO: As Lesões por Pressão (LPP) ou Úlcera de Decúbito (UD) vem sendo alvo de discussões há anos devido ao fato de se desenvolverem com facilidade, principalmente em pacientes acamados, o que traz outras consequências e se mostra uma porta de entrada para infecções além de tornar a recuperação mais demorada. OBJETIVOS: Identificar as principais causas de lesão por pressão em pacientes em internação hospitalar, verificar quais especialidades são mais propensas ao surgimento da LPP e analisar o conhecimento da equipe de enfermagem sobre avaliação e classificação de lesão por pressão. MÉTODO: Trata-se de uma revisão integrativa utilizando as bases de dados MEDLINE, SciELO e LILACS através dos operadores boleanos “or” e “and”. Dos 8 artigos achados, foram utilizados 3 a partir dos critérios de inclusão ano de publicação e coerência com o tema. RESULTADOS: Observou-se uma concordância entre os autores sobre a ocorrência de Lesão por Pressão (LPP) em pacientes internados advindas da redução da mobilidade e da deambulação. Isto porque LPP é resultante da morte tecidual pela pressão não aliviada, fricção ou cisalhamento contínuo principalmente em áreas de proeminência óssea, causadas por fatores como déficit nutricional, idade, alterações circulatórias, sepses, longo período de internação e alterações circulatórias. As principais especialidades com risco potencial para o desenvolvimento de LPP são a cirurgia ortopédica e a terapia intensiva por conta do frequente decúbito dorsal adotado o que facilita as lesões na região sacral e calcâneo, além da geriatria onde as regiões mais afetas são a sacral e ilíaca. Quanto ao conhecimento da equipe de enfermagem percebe-se um déficit principalmente sobre o uso de dispositivos e de reposicionamento. Além disso, os estudos evidenciam uma dificuldade por parte da equipe de enfermagem em avaliar e realizar a classificação de risco da lesão. CONCLUSÃO: O enfermeiro representa um papel fundamental na avaliação do potencial risco de ocorrência de lesão por pressão em pacientes internados. Como essas lesões geralmente surgem a partir de fatores relacionados as condições físicas e motoras, é importante compreender que após cirurgias ortopédicas e em pacientes da terapia intensiva, a deambulação é extremamente diminuía ou inexistente e a mobilidade é prejudicada, o que torna necessário a adesão de longos períodos em decúbito o que causa pressão e fricção em algumas áreas específicas. Já em pacientes da geriatria, deambulação e mobilidade podem ser inexistentes associando-se ao estado nutricional e às condições do tecido da área afetada o surgimento das lesões são ainda mais facilitadas. Dessa forma, conhecer o procedimento para prevenção e cuidado por parte da equipe de enfermagem é essencial para o manejo desses pacientes. Todavia o estudo mostra a dificuldade de classificar e identificar as lesões por parte do enfermeiro o que nos deixa um espaço para estudos futuros sobre como a conduta da enfermagem pode prejudicar o paciente com potencial risco de LPP.
Palavras-chave: Lesão por pressão,Úlcera de decúbito,Risco de lesão,Pacientes acamados,Pacientes internados
Oral
Abrir o trabalhoPROBLEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM FRENTE A PREVENÇÃO DE LESÃO POR PRESSÃO
JÉSSICA MARIA GOMES ARAÚJO; Ana Carolina Oliveira de Freitas; Letícia Alves Marques; Sara Éllen Rodrigues de Lima; Susiany Ferreira de Oliveira
INTRODUÇÃO: A prevalência de lesão por pressão é uma problemática mundial, visto que ocasiona impactos sociais e econômicos, implicando no bem-estar da população e aumentando os índices de morbimortalidade. Neste contexto, observa-se que os pacientes majoritariamente afetados são os hospitalizados, os quais apresentam fatores extrínsecos e intrínsecos, com longa permanência em instituições e/ou domicílios. Contudo, infere-se que os serviços prestados são negligenciados, tendo-se em vista que os profissionais de saúde atuam de forma fragmentada e mecanicista, não visando o cuidado preventivo da lesão por pressão, tornando essencial uma melhor compreensão acerca da temática. OBJETIVO: Compreender a assistência de enfermagem prestada no âmbito da lesão por pressão sob a perspectiva do cuidado integral à saúde. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura com abordagem qualitativa, realizada via Biblioteca Virtual em Saúde, no período de agosto a setembro de 2019, a partir da questão norteadora: “Quais os problemas enfrentados pela assistência de enfermagem diante da prevenção de lesões por pressão?” Foram selecionados os descritores “Lesão por Pressão”; “Cuidados de Enfermagem” e “Serviços de Saúde”, cruzados com o operador booleano AND. Utilizaram-se como critérios de inclusão artigos disponíveis na íntegra, no idioma português, ao passo que foram excluídos os artigos não primários. Após filtragem e leitura dos artigos na íntegra, contabilizaram-se três artigos para compor o presente estudo. RESULTADO: Evidenciou-se que os profissionais apresentavam uma deficiência referente ao estudo continuado sobre a prevenção de lesões por pressão, assim como a carga-horária laboral excessiva dos servidores contribui para a ocorrência de eventos adversos. Dentre esses, elencam-se: negligência do cuidado, falta de mapeamento para pessoas com predisposição ao agravo, bem como a falha de comunicação entre os profissionais no que compete à mudança adequada de decúbito. Outrossim, verifica-se ainda a carência de recursos materiais, a exemplo, coberturas e soro fisiológico, tanto em relação aos órgãos governamentais, quanto a situação econômica do paciente. Destarte, reitera-se a importância da implementação de medidas preventivas, a exemplo o uso de colchões piramidais, utilização de relógios norteadores de mudança de decúbito e avaliação de risco através da escala de Braden, resultando assim na diminuição dessa problemática. CONSIDERAÇÕES FINAIS: É de suma importância a identificação de indivíduos predispostos ao aparecimento de lesões por pressão, com ênfase na prevenção de complicações e agravos. Portanto, é de suma importância que a enfermagem, enquanto protagonista do cuidado, promova uma educação voltada a sensibilização da população/pacientes/cuidadores quanto à grandiosidade e impacto que a lesão por pressão pode ocasionar em todo o contexto familiar, com ênfase em cuidados preventivos domiciliares.
Palavras-chave: Lessão por Pressão, Cuidados de Enfermagem, Serviços de Saúde
Oral
Abrir o trabalhoSUPERFÍCIES ESPECIAIS DE MANEJO DE PRESSÃO NO TRATAMENTO DE LESÕES POR PRESSÃO: REVISÃO DE
LORENA PINHEIRO BRAGA; JOSÉ GERFESON ALVES; LEONARDA MARQUES PEREIRA; ANTONIO WELLINGTON VIEIRA MENDES; GLICIA UCHÔA GOMES MENDONÇA
INTRODUÇÃO: A lesão por pressão é caracterizada por um dano localizado na pele e/ou tecidos moles subjacentes, geralmente, sobre uma proeminência óssea ou relacionada ao uso de algum dispositivo médico. Seu tratamento demanda um conjunto de intervenções tópicas e sistêmicas, com destaque para ações de gerenciamento da pressão, como mudança de posição em tempo que não ultrapasse duas horas e escolha e utilização corretas de superfícies especiais de manejo de pressão que visam redistribuir a pressão nas proeminências ósseas, mantendo a circulação adequada nas áreas de risco ou de lesão por pressão instalada. Para tanto, faz-se necessária a avaliação das evidências sobre estas tecnologias, sobretudo, como elas vêm sendo utilizadas em nosso país. OBJETIVO: Identificar evidências científicas nacionais sobre as superfícies especiais de manejo de pressão disponíveis para tratamento delesão por pressão. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada no mês de agosto de 2019 nas bases eletrônicas BDENF, LILACS, MEDLINE e IBECS da Biblioteca Virtual em Saúde, utilizando os descritores: lesão por pressão e cuidados de enfermagem cruzados por meio do operador booleano AND, obtendo-se amostra inicial de 4028 publicações. Estas foram submetidas à leitura do título e resumo para avaliar a adequação aos critérios de inclusão da revisão: artigos disponibilizados em texto completo, no idioma português e publicados nos últimos 5 anos, perfazendo um total de 84 artigos incluídos. Como critérios de exclusão, adotou-se: artigos repetidos e não pertinentes à temática, obtendo-se uma amostra final de 11 artigos após avaliação na íntegra das publicações. RESULTADOS: Os estudos recomendaram o emprego das superfícies especiais de manejo de pressão visando a eficácia da circulação nas áreas de lesão por pressão, para promover alívio adequado. Foram mencionados desde travesseiros e coxins a colchões especiais à base de diferentes materiais. O colchão piramidal foi apontado pela maioria dos artigos (n=6) como equipamento de alívio de pressão, tendo sido também mencionados o colchão pneumático (n=4), o colchão de ar (n=4), o colchão d’água (n=3) e o colchão de espuma viscoelástica (n=2), o qual tem sido considerado o padrão-ouro no gerenciamento de pressão conforme a literatura internacional. Questiona-se o fato de ele ter sido o menos citado, indagando-se a relação disto com a falta de conhecimento, a falta de recursos econômicos para aquisição ou ambos os motivos. Os artigos ainda apontaram a precária adesão a estes dispositivos na prática assistencial. Vale ressaltar que, a utilização de um determinado tipo de superfície de apoio não dispensa as demais medidas para tratamento da lesão por pressão. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Observou-se que as superfícies especiais de manejo de pressão mais relatadas na literatura nacional não condizem com as mais recomendadas pela literatura internacional. Recomenda-se que se desenvolva mais estudos acerca da temática, sobretudo que façam a análise econômica da utilização desses dispositivos sobre os custos associados à assistência à saúde e sobre o ônus biológico, psicológico e social na vida das pessoas em tratamento de lesões por pressão. PALAVRAS-CHAVE: Cuidados de Enfermagem. Lesão por Pressão. Segurança do Paciente. REFERÊNCIAS: MENDONÇA, P. K; LOUREIRO, M. D. R; FROTA, O. P; SOUZA, A. S. D. Prevenção de lesão por pressão: ações prescritas por enfermeiros de centros de terapia intensiva. Texto & Contexto-Enfermagem, v. 27, n. 4, 2018. SANTOS, R. R; ZAGONEL, I. P. S; SANCHES, L.C; RIBEIRO, E. R; GARBELINI, M. C. D. L. Educação em saúde: conhecimento dos enfermeiros para prevenção da lesão por pressão no domicílio. Espaço para Saúde, v. 19, n. 2, 2018. SOARES, C. F; HEIDEMANN, I. T. S. B. Promoção da saúde e prevenção da lesão por pressão: expectativas do enfermeiro da atenção primária. Texto & Contexto Enfermagem, v. 27, n. 2, 2018
Palavras-chave: CUIDADOS DE ENFERMAGEM,LESÃO POR PRESSÃO,SEGURANÇA DO PACIENTE
Oral
Abrir o trabalhoPalavras-chave: Risco, Acidente por quedas, Saúde do Idoso
Oral
Abrir o trabalhoIMPLEMENTAÇÃO DE PRÁTICAS SEGURAS AO RÍSCO DE QUEDAS: RELATO DE EXPERIÊNCIA
SUYANNE CAVALCANTE BARRETO; Eliene Araújo Lima; Alessa Ranna Pinheiro da Silva; Maria Hermina Ferreira Ricarte; Saskia Rienny dos Reis Gomes
INTRODUÇÃO: O Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), foi elaborado pela portaria n° 529 de abril de 2013, do Ministério da Saúde do Brasil, afim de monitorar e prevenir falhas na assistência em saúde. As quedas estabelecem danos à saúde pública e grande impacto social, os indivíduos da terceira idade estão mais susceptíveis a vulnerabilidades como quedas, presentes tanto em ambientes hospitalares como também em locais de moradia. Diversos fatores intrínsecos, extrínsecos, patologias como demência, osteoporose e métodos terapêuticos como inúmeras prescrições de medicamentos podem elevar o risco de quedas. As Quedas podem ocasionar danos como fraturas, hematomas e sangramentos, gerando impacto negativos, prejuízos na qualidade de vida e mobilidade prejudicada, gerando medo, ansiedade, podendo elevar o risco para quedas futuras e complicações. Diante dos prejuízos do cliente por riscos de quedas analisou-se a necessidade de métodos que previnam quedas, preservando a integridade da saúde dos idosos. OBJETIVOS: Relatar uma ação desenvolvida sobre os riscos de quedas durante a adoção familiar. MÉTODO: Trata-se de relato de experiência com uma abordagem descritiva, no qual foi efetuado a partir da vivência advinda de uma adoção familiar desenvolvida na disciplina de estágio curricular supervisionado 1, na atenção primária a saúde do município de Iguatu-CE, realizado no período maio a junho de 2019. Os instrumentos utilizados foram: as tecnologias leves e meios ilustrativos evidenciado os riscos de quedas. RESULTADOS: No decorrer do estágio do supervisionado I houve a adoção familiar, por meio de visitas domiciliares identificando possíveis riscos recorrentes de um dos membros da família havendo a percepção da dificuldade de locomoção e efetivação de simples atividades no seu cotidiano por parte da paciente prejudicando a qualidade de vida. Na ação realizou-se atividades sobre os causadores de quedas e suas consequências quando ocasionadas, foram utilizados meios ilustrativos facilitando a compreensão por parte da cliente, explicando as imagens e enfatizando quanto as complicações e os cuidados necessários para evitar as quedas, encorajando a paciente na deambulação. Foram esclarecidas dúvidas ao longo do diálogo por meio das tecnologias leves, criando uma confiança entre a equipe e paciente/família, permitindo que os mesmos aceitassem nossas intervenções. Sucedendo a implementação de ações ativas, sendo intermediada pelo agente comunitário de saúde, para a efetivação da assistência de enfermagem. No decorrer da abordagem percebeu-se compreensão por partes dos envolvidos, notando-se feedback positivo no decorrer do diálogo. CONCLUSÕES OU CONSIDERAÇÕES FINAIS: Haja vista a relevância da educação em saúde, traçou-se metas que reduziram os possíveis causadores de danos à saúde da cliente, foram observados fatores que predispõem ao risco de quedas, planejando ações que contribuam com a redução de possíveis quedas e suas complicações. O reconhecimento das fragilidades na assistência em enfermagem é uma condição motivadora para este cenário, determinando ao discente senso de criticidade e anseio de aperfeiçoamento ao sistema de saúde.
Palavras-chave: Assistência,Enfermagem,Quedas,Idoso
Oral
Abrir o trabalhoQUEDA EM IDOSOS: FATORES DE RISCO E ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO
SARA ÉLLEN RODRIGUES DE LIMA; Jéssica Maria Araújo Gomes
INTRODUÇÃO: O processo de envelhecimento da população brasileira resulta em uma maior demanda dos serviços de saúde, uma vez que nessa fase da vida tem-se o aparecimento de alterações fisiológicas, um aumento na utilização de medicamentos, bem como um estilo de vida mais solitário, o que pode vir a comprometer a qualidade dos sentidos e favorecer a ocorrência de quedas. Logo, faz-se necessário compreender os fatores que desencadeiam o aparecimento de quedas em idosos, tendo em vista sua prevenção com o auxílio da assistência de enfermagem. Visto que, trata-se de um problema de saúde pública, dado que em grande parte resulta no surgimento de fraturas, tais aspectos interferem na qualidade de vida, pois comumente esse evento se torna algo traumático para quem a vivência. No contexto da enfermagem, considera-se de extrema relevância a realização de estudos que voltem o olhar para o fenômeno em questão, com vistas à sua redução e aos cuidados necessários. OBJETIVO: Identificar os principais fatores associados ao risco de quedas em idosos com o intuito de ampliar as práticas preventivas pelos profissionais de enfermagem. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura com abordagem qualitativa, realizada via Biblioteca Virtual em Saúde, no período de agosto a setembro de 2019, a partir da questão norteadora por meio dos descritores em ciências da saúde: “Quais as medidas cabíveis da assistência de enfermagem na prevenção de quedas em idosos?”. Foram selecionados os Descritores em Ciências da Saúde “Idosos”; “Queda”; “Saúde”, que foram cruzados com o operador booleano AND. Utilizou-se como critérios de inclusão artigos disponíveis na íntegra publicados no idioma português e disponíveis gratuitamente e, critérios de exclusão outros artigos de revisão. Após a filtragem e leitura dos artigos na íntegra, contabilizaram-se cinco artigos para compor o presente estudo. RESULTADOS: Observou-se que as mulheres idosas apresentam maior predisposição a risco para quedas do que os homens idosos. Além disso, destacam-se como principais fatores de risco de quedas: fazer uso de benzodiazepínico e apresentar doenças crônicas. Somado a isso os artigos evidenciam a extrema importância de ações voltadas à educação em saúde, à qualificação da equipe de Enfermagem e à manutenção de procedimentos avaliativos entre os idosos, como as principais medidas preventivas para o risco de quedas. Infere-se, portanto, que as alterações ocorridas na velhice, como a diminuição da qualidade dos sentidos, prejudicam consideravelmente o equilíbrio nos idosos, tendo como consequência a redução da autonomia, bem como da sua qualidade de vida. CONSIDERAÇÕES FINAIS: As quedas sinalizam a necessidade de ações preventivas que estimulem a responsabilidade do autocuidado e do exercício da autonomia entre esses indivíduos, favorecendo assim a manutenção e a sistematização da rotina das instituições e uma maior interação entre os profissionais de saúde e os idosos. Destarte, faz-se necessário a implementação de ações que visem prevenir e educar os idosos, com o objetivo de informa-los sobre os riscos, assim como impulsiona-los a adaptação de alguns comportamentos vistos como causadores de quedas no ambiente domiciliar, bem como nas atividades corriqueiras.
Palavras-chave: Idosos,Queda, Saúde
Oral
Abrir o trabalhoSEGURANÇA E PREVENÇÃO A QUEDAS DE CRIANÇAS NO ÂMBITO HOSPITALAR
SANTANA AMORIM SILVA; ANA CAROLINA OLIVEIRA DE FREITAS; LUANA TEIXEIRA AMORIM; ANTONIO AUGUSTO MORAIS FEITOSA
EIXO TEMÁTICO: ATENÇÃO AO RISCO DE QUEDAS EM SERVIÇOS DE SAÚDE MODALIDADE DE APRESENTAÇÃO: ORAL SEGURANÇA E PREVENÇÃO A QUEDAS DE CRIANÇAS NO ÂMBITO HOSPITALAR Ana Carolina Oliveira de Freitas1 Luana Teixeira Amorim2 Santana Amorim Silva3 Antônio Augusto Morais Feitosa4 Raimundo Tavares de Luna Neto5 DESCRITORES: Hospitais. Acidentes por Quedas. Crianças. RESUMO INTRODUÇÃO: Muito se discute sobre a importância da garantia dos direitos fundamentais e disposições legais no que tange as crianças no ambiente hospitalar. Nesse contexto, os serviços prestados na assistência de enfermagem possibilitam a identificação de situações relacionadas à violência, risco, vulnerabilidade, segurança e proteção no âmbito hospitalar, visando a integralidade do paciente. Os acidentes originados por quedas podem ocasionar danos como por exemplo, fraturas, hematomas, medo, depressão e até mesmo a morte. Além disso, sabe-se que esses acidentes podem estar relacionados a diversos cenários, sejam eles hospitalares, domiciliares, terapêuticos dentre outros. OBJETIVO: Identificar e descrever as ocorrências de quedas em crianças, visando práticas seguras para proporcionar o bem-estar no âmbito hospitalar. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura com abordagem qualitativa. A pesquisa foi realizada na Biblioteca Virtual em Saúde e Google Acadêmico, no período de setembro de 2019, a partir da questão norteadora por meio dos descritores em ciências da saúde: “Quais as intervenções utilizadas na prevenção de quedas em crianças pela assistência de enfermagem?”. Foram selecionados os Descritores em Ciências da Saúde “Hospitais”; “Acidentes por Quedas”; “Crianças”, cruzados com o operador booleano AND. Foram critérios de inclusão: idioma português, disponíveis gratuitamente e crianças. Como critérios de exclusão: artigos que fossem revisões. Realizou-se a filtragem dos trabalhos através da leitura dos textos integralmente, cominando em três estudos finais. RESULTADOS: A internação eleva o risco de queda, visto que a criança/paciente não está familiarizada com o ambiente. Além disso, algumas crianças apresentam quadros clínicos que aumentam as chances de queda como astenia, deficiência motora, desequilíbrio, depressão, desorientação, tontura e fraqueza muscular dos membros inferiores. Ainda, a ocorrência de episódios de quedas envolvendo crianças pode estar relacionada com a curiosidade em explorar os espaços, bem como os comportamentos desafiadores, pisos molhados e tropeços em objetos deixados no chão. Nesse sentido, fica evidenciado que os acidentes infantis relacionados às quedas têm sido apontados por vários autores como uma das principais causas de atendimento hospitalar e de internação. Desse modo, a primeira medida a ser tomada é identificar os erros e estudar seu padrão de ocorrência para reduzir a probabilidade de eventos adversos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Diante do exposto, intervenções para a prevenção de quedas se mostram altamente necessárias, como manter o leito limpo e organizado; orientar as crianças a utilizarem chinelos antiderrapantes; instruir o responsável para não deixar a criança sozinha, assim como não dormir com elas no colo. Contudo, é importante ressaltar que as notificações de eventuais equívocos devem ter um caráter de aprendizado. Por fim, cabe salientar a supervisão do enfermeiro na atuação direta da equipe, uma vez que ele deve tomar decisões importantes fundamentadas no conhecimento científico, amparadas na legislação, e que consiga promover efetivamente a segurança e proteção da criança além da família. REFERENCIAS: MARTINS, Christine Baccarat de Godoy; ANDRADE, Selma Maffei de. Estudo descritivo de quedas entre menores de 15 anos no município de Londrina (PR, Brasil). Ciência & Saúde Coletiva, v. 15, p. 3167-3173, 2010. SCHATKOSKI, Aline Modelski et al. Segurança e proteção à criança hospitalizada: revisão de literatura. Revista Latino-Americana de Enfermagem, v. 17, n. 3, 2009. BANDEIRA, Larissa Edom e
Palavras-chave: HOSPITAIS, ACIDENTES POR QUEDAS,CRIANÇAS
Oral
Abrir o trabalhoPalavras-chave: Comunicação, Segurança do Paciente,Atenção Primária à Saúde
Oral
Abrir o trabalhoA IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO EFETIVA ENTRE PROFISSIONAIS DE SAÚDE DO ÂMBITO HOSPITALAR: RELATO DE EXPERIÊNCIA
TEODORO MARCELINO DA SILVA; Beatriz Alexandre de Souza; Hallana Clara Macêdo Pereira; Herlys Rafael Pereira do Nascimento; Naiane da Silva Chagas
INTRODUÇÃO: A segurança do paciente constitui um dos grandes desafios dos cuidados em saúde no século XXI, esta é reconhecida mundialmente como a redução, a um mínimo aceitável, do risco de danos desnecessários associado aos cuidados de saúde. Neste contexto, a comunicação efetiva e o trabalho da equipe multiprofissional são compreendidos como determinantes da qualidade e da segurança na prestação de cuidados aos usuários. Salienta-se, que as falhas na comunicação entre os profissionais de saúde, em especial os que atuam no âmbito hospitalar têm sido um dos principais fatores contribuintes para a ocorrência de eventos adversos e, consequentemente, diminuição da qualidade dos cuidados. Diante disso, a comunicação é de fundamental importância, pois através dela dá-se a transmissão de informações sobre os pacientes, compreende-se o que estes estão vivenciando além de favorecer a humanização da assistência. OBJETIVO: Relatar experiências acadêmicas durante o estágio curricular sobre a importância da comunicação efetiva entre os profissionais de saúde do âmbito hospitalar. MÉTODO: Trata-se de um estudo qualitativo descritivo do tipo relato de experiência oriundo das vivências acadêmicas dos estudantes do curso de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri-URCA/Campus Iguatu, durante o Estágio Curricular Supervisionado da disciplina Enfermagem no Processo de Cuidar do Adulto em Situações Clínicas e Cirúrgicas. O presente estágio teve duração de três semanas consecutivas entre o período 03 a 21 de Junho de 2019 cumprindo a carga horária de 40 horas semanais. Os campos dos estágios dos pesquisadores aconteceram em três hospitais e uma políclínica localizados na região do centro-sul do Ceará. As vivências aconteceram no setor da clínica médica, cirúrgica, emergência, unidade de terapia de urgência e centro de referência para tratamento de pé diabético. RESULTADOS: Observou-se durante os estágios que a comunicação entre os profissionais de saúde que atuam nos setores supracitados era uma comunicação clara e efetiva, uma vez que os mesmos mantinham um diálogo e interação frequente não apenas entre si, bem como entre os preceptores e estagiários, desde a admissão dos pacientes, transferências de pacientes entre setores, administração de medicamentos, realização de quaisquer procedimentos, óbitos e alta. Assim, ficou notório que estes profissionais mantem uma comunicação efetiva conforme o que é preconizado o que possibilitou aos acadêmicos a potencialização dos conhecimentos sobre os aspectos associados a segurança do paciente e a importância do desenvolvimento de uma comunicação clara, precisa e completa como estratégia essencial para reduzir a ocorrência de eventos adversos, como também servir de base para a elaboração do plano assistencial aos pacientes. Destaca-se, assim, a importância dessas primeiras experiências aos acadêmicos pois puderam associar o que foi visto em sala de aula na prática analisando os benefícios desta em prol a segurança do paciente. CONSIDERAÇÕES FINAIS: É perceptível, que as experiências acadêmicas foram fundamentais para que os acadêmicos pudessem vivenciar, conhecer e entender a importância e os benefícios da comunicação efetiva entre profissionais de saúde que atuam no âmbito hospitalar como elemento essencial na continuidade a segurança dos pacientes objetivando a humanização e qualidade dos cuidados prestados.
Palavras-chave: Comunicação, Pessoal de Saúde, Segurança do Paciente
Oral
Abrir o trabalhoCOMUNICAÇÃO DEFICIENTE NA PASSAGEM DE PLANTÃO: DIFICULDADES NA ASSISTÊNCIA SEGURA AO PACIENTE
MARIA JENY DE SOUSA OLIVEIRA; Ana Karoline Alves da Silva; Maria Luiza Santos Ferreira; Tamires Alves Dias; Hanykelle Alexandre de Souza
INTRODUÇÃO: No campo da saúde, a comunicação tem potencialidade para subsidiar o cuidado integral e humanizado ao paciente. Nesse contexto, uma das principais ferramentas para a comunicação entre a equipe corresponde à passagem de plantão (PP), posto que as informações repassadas entre os profissionais devem ser relevantes no planejamento de ações e prevenção dos eventos adversos (EA). Assim, para evitá-los é necessário que os profissionais estejam capacitados para construir uma relação estruturada, na qual um conjunto adequado de informações propicie a diminuição dos riscos e favoreça maior segurança e qualidade na assistência. OBJETIVO: Conhecer à luz da literatura científica dificuldades na passagem de plantão e comunicação da equipe que interferem no cuidado seguro ao paciente. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada no mês de agosto do ano corrente. O material para construção da pesquisa, foi obtido através da BVS (Biblioteca Virtual em Saúde) com o cruzamento dos descritores: comunicação, enfermagem e segurança do paciente, sendo disponibilizados 1.035 resultados. Para o refinamento da busca, utilizaram-se critérios de inclusão: texto disponível completo, idioma português, tipo de documento artigo, publicações entre 2015 e 2019 e segurança do paciente como assunto principal. Contabilizaram-se 52 artigos, nestes, foram utilizados critérios de exclusão quanto a incoerência com o objetivo do estudo e artigos duplicados, permanecendo 10 referências para composição da revisão. RESULTADOS: Evidenciou-se que os problemas relacionados à comunicação estão entre as principais causas de EA no contexto da assistência à saúde. Entre esses, destacam-se os referentes à administração incorreta de medicamentos, tardança no tratamento ou falha no momento de sua formulação, bem como reprodução desnecessária de exames e reinternações evitáveis. Os estudos pontuam inúmeras dificuldades de comunicação durante a PP, como a quantidade demasiada ou reduzida de dados; tempo reduzido para questionamentos; informações incongruentes; omissão ou o repasse de informações errôneas; não utilização de métodos padronizados; escritas ilegíveis; falhas relacionadas à linguagem, e, deficiência no processo de formação do profissional. Identificou-se que, os profissionais que antecipam sua saída ou se atrasam para a PP, utilizam equipamentos eletrônicos (celulares) para repassar informações inerentes ao paciente. Destaca-se que o uso desnecessário desses equipamentos no âmbito de trabalho causa distrações e interrupções que prejudicam uma comunicação efetiva, e, consequentemente, a oferta do cuidado seguro ao paciente. Verificou-se também que na maioria dos estudos, apenas a equipe de enfermagem participa da PP, não envolvendo outros profissionais de saúde, prejudicando a assistência multiprofissional. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que a comunicação é essencial para uma assistência de qualidade. E a equipe multiprofissional tem papeis importantes nesse processo, os quais devem ser incentivados e valorizados, na tentativa de minimizar a ocorrência de EA, modificando o cuidado, de forma a torná-lo, sobretudo, centrado na promoção e recuperação da saúde segura ao paciente.
Palavras-chave: Comunicação, Enfermagem, Segurança do Paciente
Oral
Abrir o trabalhoCOMUNICAÇÃO TERAPÊUTICA EM ENFERMAGEM AO PACIENTE HOSPITALIZADO
BRENDA PINHEIRO EVANGELISTA; Dayane Vanessa Santana Custódio; Rayanne de Sousa Barbosa; Karine Nascimento da Silva
INTRODUÇÃO: A comunicação terapêutica é atualmente utilizada pelos profissionais de enfermagem para repassar as pessoas informações de sua importância relacionadas ao processo de internação hospitalar, tornando-se essencial uma boa relação entre profissional e paciente. É um elemento essencial do cuidado de enfermagem e passa aos pacientes e seus familiares que vivenciam um processo de hospitalização a chance de relacionar-se com os profissionais, desenvolvendo também um elo de confiança entre ambos, ajudando-os a diminuir seus medos e esclarecer dúvidas relacionadas a presente situação. Em virtude disso, surge a Política Nacional de Humanização, que torna a assistência mais qualificada. Surge, assim, a seguinte indagação: como a equipe de enfermagem desenvolve a comunicação terapêutica dentro do ambiente hospitalar? OBJETIVO: Compreender como se dá o processo de comunicação no atendimento ao paciente hospitalizado pela equipe de enfermagem. METODOLOGIA: Estudo exploratório, descritivo, com abordagem qualitativa, realizado no Hospital Regional Prefeito Walfrido Monteiro Sobrinho, em Icó – CE, de fevereiro a março de 2018. A pesquisa teve como participantes 20 profissionais de enfermagem atuante na clínica médica e clínica cirúrgica do referido hospital. Utilizou-se como critérios de inclusão os profissionais de enfermagem que aceitassem fazer parte da pesquisa, assinando o termo de consentimento livre esclarecido e pós-esclarecido e que tenham vínculo empregatício com a referida instituição no setor da clínica médica, e os de exclusão foram os profissionais atuantes no setor que se encontrem de férias ou afastados de suas atividades e profissionais que não tenham vínculo fixo empregatício na instituição. Como instrumento do estudo foi utilizado um roteiro de entrevista semiestruturado. O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Faculdade Leão Sampaio, com parecer 2.526.392. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Na categoria Comunicação terapêutica no ambiente hospitalar, averiguou-se que esses profissionais apresentam conhecimento sobre comunicação terapêutica e entendem qual a finalidade da mesma no atendimento com o paciente. averiguou-se que esses profissionais apresentam conhecimento sobre comunicação terapêutica e entendem qual a finalidade da mesma no atendimento com o paciente. Quando questionados, os mesmos relataram de forma direta, clara e concisa respondendo de maneira satisfatória o que lhes foi perguntado. Já a categoria Instrumentos da comunicação utilizados na assistência ao paciente, pode-se verificar que os profissionais conhecem dois tipos principais de comunicação: verbal e não verbal. Na categoria Realização de capacitações profissionais e estratégias para melhorar a assistência em saúde, observou-se que quase todos os profissionais que participaram da pesquisa relataram que nunca tiveram capacitação profissional voltada para a área da humanização. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A comunicação em saúde é um ponto primordial para a assistência de qualidade, devendo essa estar sempre em foco, e os profissionais atentos a sua efetividade e continuidade, procurando sempre fazer um elo com o atendimento humanizado.
Palavras-chave: Assistência integral à saúde,comunicação,segurança do paciente
Oral
Abrir o trabalhoREPERCUSSÕES DE UMA COMUNICAÇÃO DEFICITÁRIA PARA A REALIZAÇÃO DO CUIDADO SEGURO
MORGANA VANESSA DA SILVA SANTOS; HANYKELLE ALEXANDRE DE SOUZA; MARIA JENY DE SOUSA OLIVEIRA; MARIA NELIANE SARAIVA RABELO; YANCA CAROLINA DA SILVA SANTOS
INTRODUÇÃO: Precedentemente as ações globais positivas para a segurança do paciente, grandes autores como Hipócrates e Florence Nightingale já abordavam sobre o dever de não causar danos aos pacientes ou ao menos minimiza-los ao ofertar cuidados à saúde. A comunicação eficiente e o trabalho da equipe multiprofissional são vistos como determinantes de qualidade e segurança ao prestar cuidados aos indivíduos. As lacunas na comunicação entre os profissionais de saúde têm sido um dos grandes fatores que corroboram para a ocorrência de eventos adversos, resultando na diminuição da qualidade dos cuidados. OBJETIVOS: Identificar ações que acarretam em má comunicação entre os profissionais da enfermagem e suas implicações ao cuidado seguro. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura com abordagem qualitativa. Para conduzir esta revisão, foi utilizada a seguinte questão: quais as implicações da comunicação inadequada entre a equipe de enfermagem para a segurança do paciente? A pesquisa foi realizada no mês de julho de 2019, através do banco de dados da Biblioteca Virtual em Saúde, com os descritores: enfermagem, segurança do paciente e comunicação. A partir destes foram obtidos 1.035 resultados. Os critérios de inclusão utilizados foram: artigos disponíveis na íntegra (562 estudos), textos em português (155 referências) e publicações dos últimos cinco anos (30 artigos). Já os critérios de exclusão consistiram em estudos repetidos e que não correspondessem a questão norteadora, resultando em nove referências. RESULTADOS: A pesquisa mostrou que a qualidade e segurança no atendimento prestado está totalmente ligada à comunicação. O preparo e a capacitação dos profissionais é primordial para a estruturação de uma comunicação eficaz, havendo troca de informações de maneira adequada, evitando a ocorrência de falhas. Sabe-se que a existência de inúmeros fatores colaboram para fragilidades nos serviços de saúde, dentre eles, o comportamento do profissional, a inexistência de protocolos institucionais, interrupções durante a passagem de plantão, ausência de registros em prontuários, bem como falha na escuta ativa. No que diz respeito a escuta ativa, acolher as impressões, opiniões e satisfação dos clientes, são fatores associados à qualidade e segurança do atendimento que convertem-se em uma metodologia de gestão necessária, a ser aplicada no planejamento e aperfeiçoamento das ações de saúde. Sabe-se que a adesão a boas condutas assistenciais, bem como positiva cultura de segurança organizacional, compõe-se nos valores, atitudes, competências e comportamentos que determinam o compromisso com o cuidado seguro. CONCLUSÃO: Os estudos evidenciaram que a qualidade da assistência, considerando apenas os quesitos técnicos, não retrata o cuidado seguro. Este não ocorre mediante uma comunicação ineficaz, gerando desfechos desfavoráveis, quais sejam, erros como a suspensão de cirurgias, exames ou procedimentos, falhas na administração de medicamentos, dentre outros. Sendo assim, é imprescindível melhorar a comunicação entre a equipe de enfermagem para que o cuidado ocorra de forma segura.
Palavras-chave: Enfermagem, Segurança do Paciente, Comunicação
Oral
Abrir o trabalhoPalavras-chave: Enfermagem,Infecção hospitalar, Lavagem de mãos
Oral
Abrir o trabalhoADESÃO À HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS PELOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE NO ÂMBITO HOSPITALAR: RELATO DE EXPERIÊNCIA
TEODORO MARCELINO DA SILVA; Hallana Clara Macêdo Pereira; Naiane da Silva Chagas; Herlys Rafael Pereira do Nascimento; Zulmira Correia Lima Neta
INTRODUÇÃO: A Higienização das Mãos (HM) é considerada uma das principais medidas para reduzir a transmissão cruzada de microrganismos nos serviços de saúde. Tal prática constitui como uma medida simples, eficaz e de baixo custo na redução das infecções relacionadas à assistência de saúde (IRAS), esta caracterizada como as infecções adquiridas e relacionadas à assistência em qualquer ambiente. Desse modo, as mãos são consideradas ferramentas essenciais dos profissionais que atuam nos serviços de saúde, pois são as executoras de toda assistência prestada. Assim, a segurança do paciente nesses serviços, em especial no âmbito hospitalar depende da higienização cuidadosa e frequente das mãos destes profissionais. OBJETIVO: Relatar experiências acadêmicas durante o estágio curricular sobre adesão a prática de higienização das mãos pelos profissionais de saúde no âmbito hospitalar. MÉTODO: Trata-se de um estudo qualitativo descritivo do tipo relato de experiência oriundo das vivências acadêmicas dos estudantes do curso de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri-URCA/Campus Iguatu, durante o Estágio Curricular Supervisionado da disciplina Enfermagem no Processo de Cuidar do Adulto em Situações Clínicas e Cirúrgicas. O presente estágio teve duração de três semanas consecutivas entre o período 03 a 21 de Junho de 2019 cumprindo a carga horária de 40 horas semanais. Os campos dos estágios dos pesquisadores aconteceram em três hospitais e uma policlínica localizados na região do centro-sul do Ceará. As vivências aconteceram no setor da clínica médica, cirúrgica, emergência, unidade de terapia de urgência e centro de referência para tratamento de pé diabético. RESULTADOS: Percebeu-se durante os estágios que os profissionais de saúde que atuam nos setores de clínica médica e emergência constituem os profissionais que não realizam com frequência a prática da higienização das mãos antes de quaisquer procedimentos e quando realizam normalmente é após a prestação dos serviços, contudo, de maneira inadequada da que é preconizada. Ficou perceptível que estes profissionais apresentam uma desatenção na hora que vão realizar a prática já que o próprio ambiente expõe cartazes informativos sobre a maneira correta de se higienizar, logo proporcionou aos acadêmicos conhecer a realidade e rotina destes profissionais. Nos setores de clínica cirúrgica, unidade de terapia de urgência e centro de referência para tratamento de pé diabético, observou-se uma melhor adesão dos profissionais destes setores na realização da higienização das mãos, demonstrando a conduta correta antes e após a realização de qualquer procedimento. Destaca-se, assim, a importância dessas vivências aos discentes, pois possibilitou o desenvolvimento do olhar clínico, crítico e reflexivo pois puderam incorporar em suas primeiras práticas clínicas elementos essenciais, inclusive esse para o pleno exercício profissional visando não apenas a segurança do paciente como também a continuidade a integralidade da atenção á saúde. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Portanto, ficou perceptível que as primeiras vivências acadêmicas no âmbito hospitalar foram de suma importância pois possibilitaram aos acadêmicos conhecerem a realidade e rotina dos serviços sobre a adesão à higienização correta das mãos, incorporando elementos fundamentais como esse em sua assistência, fortalecendo assim a prática profissional garantindo a segurança do paciente e profissional.
Palavras-chave: Desinfecção das Mãos, Estudantes de Enfermagem, Pessoal de Saúde, Segurança do Paciente
Oral
Abrir o trabalhoADESÃO À PRÁTICA DE HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS: LIMITAÇÕES E POSSIBILIDADES
LUIZA MARIA FERREIRA SILVA; Brenda Pinheiro Evangelista; Breno Pinheiro Evangelista; Maria Jacielma Alves de Melo Araújo; Michelly Camilo Pereira
INTRODUÇÃO: A prática correta da higienização das mãos é considerada uma ação fundamental para o controle e prevenção da infecção hospitalar. Vale ressaltar que dentre as medidas associadas ao controle de surtos de infecção relacionada à assistência à saúde, a higienização das mãos é uma medida preventiva que apresenta resultados positivos para a segurança do paciente. Mediante aos benefícios da higienização das mãos para o controle da infecção hospitalar surgiu a necessidade em obter uma discussão mais aprofundada com enfoque nas limitações e possibilidades à adesão dessa prática no contexto hospitalar, sendo relevante para o meio acadêmico e profissionais da saúde por apresentar conhecimento acerca da temática. OBJETIVO: Conhecer as limitações e possibilidades para á adesão da prática de higienização das mãos no ambiente hospitalar pelos profissionais da saúde. MÉTODO: Trata-se de uma revisão bibliográfica da literatura, realizada nos meses de Julho e Agosto na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), através dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “cuidados de enfermagem”, ‘’higiene das mãos” e “infecção hospitalar”. Inicialmente com o cruzamento dos descritores constituíram-se 6.248, após os filtros restaram 86 destinados à análise, utilizando-se apenas 15, após a aplicação dos critérios de inclusão: os textos disponíveis na íntegra em língua portuguesa, texto completo, tipo de documento artigo, compreendidos entre 2014 a 2019. E, de como critérios de exclusão: estudos duplicados e artigos de revisão.RESULTADOS: A infecção cruzada, na maioria das vezes é decorrente da contaminação das mãos dos profissionais de saúde que ocorre mediante ao contato direto e indireto com o paciente ou produtos e equipamentos. Principalmente, administração de medicamentos, bombas de infusão, barras protetoras das camas e estetoscópio, onde os profissionais tem a possibilidade de realizar essa prática antes e depois do contato com o paciente hospitalizado, sendo que esse procedimento contribui para a qualidade de vida e, redução da incidência de infecção hospitalar. As limitações associadas a falta de adesão desses profissionais a higienização das mãos é proveniente da sobrecarga de trabalho no ambiente hospitalar, ao reconhecimento da importância desse procedimento, e a falta de recursos disponibilizados. CONCLUSÕES: Em suma, a literatura mostra que a adesão para a higienização das mãos apresenta limitações relacionadas ao desconhecimento da importância desse procedimento e da realização da forma correta. Além disso, a higienização das mãos presenta possibilidades para diminuir os índices de infecção hospitalar, garantindo uma assistência segura ao paciente e de qualidade no âmbito hospitalar, evitando a infecção cruzada.
Palavras-chave: cuidados de enfermagem,higiene das mãos,infecção hospitalar
Oral
Abrir o trabalhoDINÂMICA EDUCATIVA SOBRE O PROTOCOLO DE HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA
LORENA PINHEIRO BRAGA; JOSÉ GERFESON ALVES; LEONARDA MARQUES PEREIRA; ANTONIO WELLINGTON VIEIRA MENDES; JAYANA CASTELO BRANCO CAVALCANTE DE MENESES
INTRODUÇÃO: A Segurança do paciente é definida pela Organização Mundial de Saúde como a redução a um mínimo aceitável, de riscos de danos desnecessários associados aos cuidados à saúde. Durante a prestação do cuidado as mãos dos profissionais de saúde são contaminadas por agentes patogênicos, constituindo-se um dos principais mecanismos de transmissão de microrganismos. As infecções relacionadas à assistência à saúde constituem um relevante problema de saúde pública, ocorrendo em todas as instituições, tanto de países desenvolvidos quanto em desenvolvimento, o que resulta no aumento da morbidade e mortalidade, prolongamento do tempo de internação, incapacitações de longo prazo, maiores resistência de microrganismos a antimicrobianos, elevados custos para pacientes, famílias e sistema de saúde além de óbitos considerados preveníveis. Deste modo, a adesão ao procedimento de higienização das mãos durante a assistência configura-se como práticas seguras do cuidado à saúde e trata-se de uma das principais estratégias para prevenção das infecções relacionadas à assistência à saúde. OBJETIVO: O estudo objetivou relatar a utilização de uma dinâmica educativa sobre o Protocolo de Higienização das Mãos. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência de uma ação educativa sobre o protocolo de higienização das mãos, desenvolvida por discentes do curso de Enfernagem da Universidade Regional do Cariri, membros do Projeto de Extensão Educação para o cuidado seguro: o papel (trans) formador da universidade. A ação foi desenvolivida no dia 31 de agosto de 2018, na Clínica médica do Hospital Regional de Iguatu, o público-alvo foi à equipe de enfermagem do referido setor. Para tanto utilizou-se a dinâmica do repolho, que consistiu em um aglomerado de papéis em formato de repolho contendo informações, curiosidades, perguntas e desafios sobre o protocolo. RESULTADOS: A utilização da dinâmica como um instrumento de aprendizagem, tem como base o processo de incorporar conhecimento e atitudes diferenciadas no sujeito em relação ao conteudo proposto. A dinâmica era constituida de 10 papéis contendo informações, curiosidades, perguntas e desafios a serem desenvolvidos pelos participantes, entre eles a demosntração da técnica de higienização das mãos. Os extensionistas apresentaram a temática de forma breve, posteriormente explicaram de que forma funcionava a dinâmica do repolho. O repolho de papel era conduzido pelos participantes no ritmo de uma música, ao longo do momento a música era pausada e a pessoa que estivesse com o repolho na mão retirava a folha e realizava o solicitado. Durante a ação observou-se a interação e particiação efetiva dos participantes e extensionistas. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A utilização dessa dinâmica viabilizou a participação, interação e troca de conhecimentos entre os profissionais de enfermagem e os extensionistas. Esse tipo de atividade possibilitou identificar o grau de conhecimento e aplicabilidade prática do Protocolo de Higienização das mãos, além de potencial didático para construção e assimilação das informações. PALAVRAS-CHAVE: Segurança do paciente. Higiene das mãos. Educação em saúde. REFERÊNCIAS: ABREU, R. N. D. C; MELO, C. P. L; RODRIGUES, A. M. U; FERREIRA, R. C. Saberes dos discentes de enfermagem sobre segurança do paciente: ênfase na higienização das mãos. Rev. Enfermagem Contemporânea, v. 5, n. 2, p. 193-200, 2016 BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Protocolo de higienização das mãos. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. GOMES, R. K.G; CÃNDIDO, R. L; MANIVA, S.J. C. F; HOLANDA, R.E. Segurança do paciente: higienização das mãos na assistência à saúde pela equipe de enfermagem. Revista Expressão Católica Saúde, v. 2, n. 2, p. 69-75, 2018
Palavras-chave: SEGURANÇA DO PACIENTE,HIGIENE DAS MÃOS,EDUCAÇÃO EM SAÚDE
Oral
Abrir o trabalhoHigienização das mãos: Adesão positiva em um Hospital Maternidade do Centro Sul do Ceará
ANA BEATRIZ DE SOUSA MORAIS; Carolaine da Silva Souza; Josefa Iara Alves da Silva; Nayane Batista de Melo; Vinícius Rodrigues de Oliveira
INTRODUÇÃO: As mãos dos profissionais de saúde representam o principal veículo de transmissão de microrganismos durante assistência em ambiente hospitalar. Esses representam um dos principais fatores determinantes das infecções hospitalares. Por isso, a higienização das mãos não deve ser vista apenas como uma prática opcional, e sim como fundamental para garantir uma assistência segura. A importância da higienização das mãos é facilmente justificada pela capacidade da pele em armazenar microrganismos e, também, devido às intensas interações das mãos com o ambiente, através do contato entre profissionais, artigos, superfícies e pacientes, contribuindo para a transmissão de microrganismos e favorecendo o aparecimento de infecções relacionadas à assistência à saúde. OBJETIVO: Relatar a percepção dos estudantes quanto a prática de higienização das mãos após aplicação de treinamento sobre o protocolo. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência acerca da percepção de acadêmicos do curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Regional do Cariri - URCA/Iguatu, durante estágio extracurricular, realizado no mês de agosto do corrente ano, no Hospital Maternidade Zulmira Sedrin de Aguiar (HMZSA), localizado no município de Cedro-CE, sobre a prática de higienização das mãos realizadas pelos profissionais após receberem treinamento, com profissional capacitado, sobre o protocolo de higienização das mãos. RESULTADOS: Estudos mostram que as capacitações fornecidas aos profissionais de saúde tem grande efetividade e aprimoram o desenvolvimento quanto à temática trabalhada. Partindo desse pressuposto, ocorreu no HMZSA, a capacitação acerca dos seis protocolos de segurança do paciente estabelecidos pelo Ministério da Saúde, com destaque para o protocolo de higienização mãos. Após aplicação de atividade educativa, observou-se, que os profissionais compreenderam a importância e necessidade de adesão ao protocolo supracitado. Esta prática teve efeito positivo na medida em que se percebeu maior preocupação por parte dos profissionais, desde o nível ambulatorial até o nível cirúrgico, em realizar à higienização das mãos e com isso desenvolver um cuidado seguro, contribuindo desta forma, para a prevenção e controle das infecções relacionadas à assistência à saúde. Outro ponto de destaque observado foi à utilização de murais informativos, distribuídos em diversos ambientes do hospital, contendo a técnica correta e os momentos certos para higienização das mãos. Desta forma relembra ao profissional a forma correta de realizar a lavagem das mãos, como também o seu impacto na qualidade da assistência, e ainda permite que o paciente veja que a instituição adota praticas seguras para cuidar da população, o que aumenta a confiança do usuário. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que a implantação das medidas de higienização correta das mãos no hospital em questão fortaleceu as boas práticas do cuidado em saúde. Evidenciou-se também o esforço da equipe em efetivar as medidas que promovem a higienização das mãos de forma adequada. Contudo é pertinente enfatizar que se torna indispensável à realização de novas capacitações a cerca dos protocolos de segurança do paciente para todos os profissionais do hospital, assim será somada mais benefícios para a prática de um cuidado seguro.
Palavras-chave: Segurança do Paciente, Desinfecção das Mãos, Capacitação em Serviço
Oral
Abrir o trabalhoRELATO DE EXPERIÊNCIA: ADESÃO À HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS, UM DESAFIO À SEGURANÇA DO PACIENTE
DÉBORA GOMES LEITE; Aldino Barbosa dos Santos; Ana Cristina da Silva Oliveira; Viviane Nunes Ferreira
INTRODUÇÃO: A higienização das mãos é o método mais simples, eficaz e com um baixo custo benefício no combate/controle de infecções referente à assistência de saúde prestada com excelência aos pacientes. Dessa forma, a higienização das mãos entra como um dos eixos principais da segurança do paciente, pois as mesmas têm como finalidade o contato direto com o paciente, portanto, é o meio fundamental para transmissão de microrganismo patogênicos. Com isso, a má adesão da higienização das mãos interfere diretamente na segurança da assistência prestada com eficácia. Desse modo é de extrema relevância que haja uma quebra nessa barreira de transmissão, através da implementação eficaz do protocolo de segurança do paciente. OBJETIVO: Relatar experiências acadêmicas durante o estágio curricular sobre a adesão dos profissionais de saúde a respeito da higienização das mãos no âmbito hospitalar. MÉTODO: Trata-se de um estudo qualitativo descritivo do tipo relato de experiência, decorrente das vivências acadêmicas dos estudantes do curso de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri-URCA/Campus Iguatu, durante o Estágio Curricular Supervisionado da disciplina Enfermagem no Processo de cuidar do Adulto em Situações Clínicas e Cirúrgicas. O presente estágio teve duração de três semanas consecutivas entre o período 03 a 21 de junho de 2019 cumprindo a carga horária de 40 horas semanais. Os campos de estágios dos pesquisadores ocorreram no hospital da região centro-sul do Ceará, na cidade de Iguatu e Várzea Alegre. RESULTADOS: Constatou-se que a prática da higienização das mãos não foi incorporada de forma satisfatória, visto que, em nenhum momento foi presenciada a realização da mesma perante os profissionais. Dessa forma, a higienização das mãos com água e sabão deve ser realizada quando as mãos estiverem visivelmente sujas. Sempre antes e após o contato com os pacientes devem ser higienizadas com preparações alcoólicas. Destacando-se ainda, a união da higienização das mãos com a implementação da técnica correta, pois somente a lavagem das mãos não é suficiente para minimizar a disseminação de patógenos. Foi identificado que a lavagem das mãos foi por diversas vezes substituída pelo o uso de soluções alcoólicas em diferentes tipos de procedimentos. Por sua praticidade alguns profissionais aderem em não realizar a técnica correta de higienização e executando apenas a fricção alcoólica. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Perante aos aspectos supracitados, tal situação é crítica, pois a não adesão da higienização das mãos pelos profissionais podem ocasionar uma maior incidência de infecções hospitalares, uma vez que os profissionais são propagadores dos microrganismos, podendo principalmente ocorrer a disseminação de microrganismos resistentes, o que afeta diretamente no tratamento dessas infecções e consequentemente em complicações nos pacientes. Diante disso, ressalta a importância de estratégias que devem ser abordadas para conscientização dos profissionais referente a segurança do paciente, pois são fundamentais para incentivá-los a promover uma assistência de qualidade. Essas estratégias contribuem para minimizar a disseminação das infecções hospitalares, garantindo práticas corretas e seguras.
Palavras-chave: Segurança do paciente, lavagem de mãos, Infecção hospitalar
Oral
Abrir o trabalhoSHOW DO PLANTÃO: JOGO EDUCATIVO COMO ESTRATÉGIA DE ENSINO NO PROCESSO DE HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS
KAMILA DE CASTRO MORAIS; ANDREZA VITOR DA SILVA; JOSÉ GERFESON ALVES; KADSON ARAUJO DA SILVA; LORENA PINHEIRO BRAGA
INTRODUÇÃO: A prática de higienização das mãos é reconhecida e considerada como a medida mais importante para a prevenção e vigilância de infecções hospitalares, visando a segurança do paciente, dos profissionais de saúde e de todos aqueles envolvidos no ato de cuidar. Dessa forma, tais especialistas devem proporcionar um cuidado livre de qualquer iatrogenia no decorrer de sua assistência, objetivando uma atenção efetiva e segura. Entretanto, mesmo sabendo da importância do processo de desinfecção, as mãos dos profissionais de saúde continuam sendo a principal fonte de contaminação e disseminação de infecções, devendo ser estimulada a adesão dessa ação tornando-os conscientes da importância de tal hábito. Para isso, é necessária uma estratégia embasada em vários aspectos, como a prática da lavagem das mãos através de jogos educativos para capacitar os profissionais, proporcionando à melhoria da assistência nos serviços de saúde. OBJETIVO: Relatar a experiência durante o desenvolvimento de um jogo educativo como estratégia para higienização das mãos. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência sobre o desenvolvimento de um jogo educativo sobre a prática correta de higienização das mãos, cuja aplicação ocorreu durante um processo seletivo para o Projeto de Extensão “Educação para o cuidado seguro: o papel (trans)formador da Universidade”, em julho do corrente ano na Universidade Regional do Cariri - Campus Iguatu, do qual era composto por 2 momentos: aplicação do jogo educativo e encerramento com uma dinâmica utilizando luz negra. RESULTADOS: No primeiro momento, após a leitura dos protocolos, teve-se a ideia de expor a temática de maneira criativa, sendo elaborado o jogo educativo “Show do plantão” que aborda uma série de perguntas sobre higienização das mãos. Realizou-se também, a delimitação dos pontos mais relevantes do conteúdo para serem abordados nas questões, dentre eles, os tipos de higienização, os momentos corretos para a lavagem, quais os materiais utilizados e uso da técnica correta. Para confecção foram utilizados materiais como cartolinas de cor azul, papel branco, cola, tesoura, figuras, lápis, caneta e pincéis. Ao final, o jogo compreendeu-se por meio de perguntas enumeradas de 1 a 6, das quais para responder os jogadores escolheriam um número por vez. Posteriormente, ao respondê-las, o jogo apresenta uma pergunta surpresa, que permite uma reflexão sobre a maneira como os profissionais realizam esse processo de higienização das mãos. Então, é proposto aos participantes uma dinâmica utilizando uma solução de álcool em gel em conjunto com pigmentos ultravioletas para lavagem das mãos, permitindo visualização dos principais locais com déficit de desinfecção por meio da luz negra, através de um celular, sendo então estes lugares os quais devem-se ter mais atenção durante a higiene. Tal jogo foi criado com o intuito de ser utilizado posteriormente com profissionais das unidades de saúde, a fim de saber o nível de conhecimento dos mesmos sobre essa temática tão importante para a assistência. CONSIDERAÇÕES FINAIS: É imprescindível a utilização de metodologias educacionais no desenvolvimento de ações de educação em saúde e, diante disso, o jogo educativo é uma forma eficiente para educação continuada.
Palavras-chave: Educação em Enfermagem, Desinfecção das Mãos, Segurança do Paciente
Oral
Abrir o trabalho“PINTANDO O CERTO”: AÇÃO EDUCATIVA SOBRE HIGIENIZAÇÃO SIMPLES DAS MÃOS.
FRANCISCO ERASMO ALVES DOS SANTOS; Matheus da Costa Freitas; Thalita Franco Pinheiro Ferreira; Maria do Socorro Oliveira Alves; Karla Joyce Vieira da Silva
INTRODUÇÃO: A prática de higienização das mãos é um cuidado elementar para o processo de manutenção e prevenção da saúde, pois busca diminuir o risco de infecção mediante o contato entre pessoas ou objetos. Essa prática é muito eficiente por agir na prevenção, alinhando-se como uma medida rotineira, de baixo custo, e com um alicerce científico consistente. As mãos contaminadas servem de veículo para muitos microrganismos, sendo que um dos maiores problemas é a infecção cruzada. Vale ressaltar que, a disseminação entre seres humanos é abrangente na perspectiva do contato, por ser um dos meios de interação mais frequentes. OBJETIVO: Relatar atividade de educação em saúde sobre higienização simples das mãos desenvolvida com usuários do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD). MÉTODO: Trata-se de um relato de experiência acerca de uma atividade educativa em saúde sobre higienização simples das mãos desenvolvida por acadêmicos do curso de Enfermagem com pacientes de saúde mental assistidos pelo CAPS AD, em um município do interior cearense, no período de abril de 2019. Utilizou-se como método a dinâmica “Pintando o certo”. Para tanto, os participantes foram orientados a realizar a higienização simples das mãos utilizando tinta guache para simbolizar o sabão, orientando-se que ao concluir a lavagem das mãos, elas deveriam estar completamente pintadas, representando assim uma higienização efetiva. Em seguida, os participantes foram estimulados a retirar a tinta das mãos, colocando em prática o passo a passo de higienização simples das mãos que fora ensinado. Para concluir o momento os participantes foram contemplados com kits de higienização pessoal (creme dental, escova de dente e sabonete) com o intuito de estimular o autocuidado na rotina diária. RESULTADOS: Participaram da atividade 3 pacientes de saúde mental assistidos pelo CAPS AD, os quais mostraram-se receptivos ao convite em participar da ação, demonstrando interesse em adquirir novos conhecimentos para promoção do autocuidado, além de expor o conhecimento prévio que detinham acerca da lavagem das mãos. Corroboraram para a construção da troca de informações e participaram de forma efetiva e ativa no processo de educação em saúde. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os participantes responderam muito bem a esta iniciativa e os resultados alcançados pretendem motivar os acadêmicos a continuarem a implementação deste modelo de educação em saúde. Assim como proporcionou um maior conhecimento dos participantes sobre a temática abordada.
Palavras-chave: Lavagem de mãos, Segurança do paciente,Educação em saúde
Oral
Abrir o trabalhoPalavras-chave: Segurança do paciente,Identificação correta do paciente,Hospitalização
Oral
Abrir o trabalhoDESENVOLVIMENTO DE UM FLUXOGRAMA COMO MÉTODO PARA IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE: RELATO DE EXPERIENCIA
KADSON ARAUJO DA SILVA; José Gerfeson Alves; Kamila de Castro Morais; Tiago Ribeiro dos Santos; Leonarda Marques Pereira
INTRODUÇÃO: Em 2004, a Organização Mundial da Saúde (OMS) promoveu uma aliança mundial com foco na discussão sobre a segurança do paciente, estabelecendo recomendações específicas para garantir a segurança nos serviços de saúde. No Brasil, seguindo os mesmos objetivos foi lançado o Programa Nacional de Segurança do Paciente, em que um dos seus preceitos é a realização correta da identificação do paciente, antes da prestação de cuidados. Para isso, sistemas específicos tem sido utilizados para proporcionar a efetiva identificação de todos os indivíduos, como pulseiras, prontuários e etiquetas expostas nos leitos dos enfermos, especificando dados característicos de cada paciente, sendo um importante meio para no que concerne a segurança do paciente nos serviços de saúde. OBJETIVO: Relatar a experiência durante o desenvolvimento de um fluxograma como método de auxílio para a correta identificação do paciente. MÉTODO: Trata-se de um estudo descrito do tipo relato de experiência, desenvolvido a partir da vivência na confecção de um fluxograma utilizado para uma breve apresentação sobre identificação do paciente, realizada à discentes e docentes participantes do Projeto de Extensão “Educação para o cuidado seguro: o papel (trans)formador da Universidade”, em julho de 2019 na Universidade Regional do Cariri - Campus Iguatu. O material foi elaborado em consonância com artigos pesquisados na Biblioteca Virtual em Saúde e protocolos da Anvisa e Ministério da Saúde (MS). A apresentação foi composta por 3 momentos ímpares, uma breve dinâmica, um quiz interativo, finalizando-se com a exposição do fluxograma. RESULTADOS: Após a leitura dos protocolos realizou-se a marcação dos pontos mais relevantes do conteúdo para expô-los no fluxograma, sendo eles o objetivo do protocolo, momento de aplicação das informações sobre a identificação do paciente, como e onde inserir as identificações, dados básicos e mínimos que devem conter os métodos de uso, os casos de transferência de pacientes, compostura dos profissionais de saúde para a realização de uma essencial identificação, o que não deve-se realizar, e por fim, a conformação da pulseira de identificação, a qual segundo os profissionais de saúde é o método mais eficaz a ser implementado. Durante a produção do projeto foi-se utilizado matérias como isopor, figuras coloridas, pincéis pretos e cartolinas azul, verde e vermelha para um melhor contraste. Já durante a preparação do quiz, construiu-se formas circulares para confeccionar 3 placas expositivas com letras de A a C e formas retangulares para conter as indagações com as alternativas a serem abordadas sobre o mesmo conteúdo. A apresentação do método criado se fez de forma breve, onde os ouvintes mostraram-se interessados especialmente pelo fluxograma, tendo em vista que representa um instrumento didático-interativo para servir como auxílio para uma correta identificação dos pacientes nos serviços de saúde. CONSIDERAÇÕES FINAIS: É essencial o uso de métodos diferenciados que sirvam como auxílio prático e rápido para a identificação do paciente durante a prestação de cuidados, dessa forma, o fluxograma traz esse caminho de praticidade proporcionando um cuidar mais holístico e responsável pela a equipe multidisciplinar, evitando assim a ocorrência de iatrogenias.
Palavras-chave: Sistemas de identificação de pacientes, fluxograma, Segurança do paciente
Oral
Abrir o trabalhoIMPLEMENTAÇÃO DE ESTRATÉGIA PARA IDENTIFICAÇÃO SEGURA DO PACIENTE: RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARIANA CORDEIRO DA SILVA ; Carolaine da Silva Souza; Jayana Castelo Branco Cavalcante de Meneses; Lorena Pinheiro Braga; Tamires Alves Dias
INTRODUÇÃO: A preocupação com a qualidade e a segurança nas instituições de saúde tem ocupado um espaço crescente na área da gestão. A procura de excelência na qualidade assistencial e a necessidade de oferecer um cuidado com riscos reduzidos para os pacientes tornaram-se um grande desafio para as organizações de saúde em todo o mundo. Neste sentido, a identificação correta do paciente se faz imprescindível para assegurar uma assistência qualificada e segura para o paciente. OBJETIVO: Relatar o desenvolvimento e implementação de estratégia para identificação correta do paciente em um hospital de médio porte. MÉTODO: Trata-se de um estudo do tipo relato de experiência realizado no Hospital Regional de Iguatu, localizado na região centro-sul do estado do Ceará. O estudo foi realizado pelos participantes do projeto de extensão “Educação para o cuidado seguro: o papel (trans)formador da Universidade”, da Universidade Regional do Cariri-Unidade Descentralizada de Iguatu, que tem como objetivo realizar ações educativas relacionadas a segurança do paciente nos serviços de saúde, favorecendo a educação permanente dos profissionais. A estratégia adotada foi o desenvolvimento e implementação de placas para identificação do paciente em cada leito. Esta ação do projeto foi realizada no período de março e abril de 2019. RESULTADOS: Inicialmente foram discutidos, com base no protocolo de identificação correta do paciente do Ministério da Saúde, os identificadores necessários para conter na placa de identificação. Portanto, definiu-se que a placa conteria o nome do paciente, data de nascimento, número do leito, dia de internação, e escore de cores para o profissional de saúde demarcar se o paciente tem risco de infecção, risco de quedas e/ou lesão por pressão, alergias e contaminação por agentes transmissíveis. Em seguida, foram produzidas e apresentadas alguns modelos de placas durante encontro dos participantes do projeto de extensão. Posteriormente a placa escolhida foi encaminhada para avaliação da direção do hospital e consequente utilização em seus setores. O primeiro setor a utilizar a placa foi a clínica médica. Observa-se que durante a assistência em saúde, o paciente pode sofrer algum tipo de evento, que pode ser evitado através de estratégias que garantam a sua segurança. A recomendação da identificação correta é uma das metas internacionais para o alcance da segurança e muitos esforços têm sido empregados para garantir esta recomendação. Neste sentido, destaca-se a importância de desenvolver atividades de melhoria da qualidade assistencial nos hospitais e a utilização de recursos que facilitem a identificação correta do paciente, reduzindo dessa forma a ocorrência de danos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Este estudo oportunizou aos participantes do projeto de extensão discutir sobre a identificação segura do paciente, premissa fundamental da qualidade dos serviços de saúde, além de promover a oportunidade de desenvolver uma estratégia em consonância com o protocolo de identificação do paciente do Ministério da Saúde e tê-la aprovada e implementada pela gestão de um hospital de médio porte. Compreende-se que iniciativas como essa, viabiliza o contato dos estudantes com o serviço de saúde, que em contrapartida beneficia-se com o compartilhamento do conhecimento através de experiências como esta.
Palavras-chave: Enfermagem,Segurança do paciente,Promoção da Saúde.
Oral
Abrir o trabalhoPalavras-chave: Atenção primaria à saúde, Segurança do paciente, Enfermagem
Oral
Abrir o trabalhoA ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO E CONTROLE DA INFECÇÃO HOSPITALAR
MARIA ANDRESSA BEZERRA DA SILVA; Maria Edmeia Lopes de Oliveira; Brenda Pinheiro Evangelista; Rafael Bezerra Duarte; Breno Pinheiro Evangelista
INTRODUÇÃO: A infecção hospitalar é definida como qualquer infecção adquirida após admissão do paciente no hospital e que se manifeste durante a internação ou após a alta, bem como infecções manifestadas antes de setenta e duas horas da internação, quando associadas a procedimentos diagnosticados ou terapêuticos realizados depois da mesma sendo relacionada com a internação ou com procedimentos realizados no ambiente hospitalar. Mediante as complicações associadas à infecção hospitalar que interferem na qualidade de vida do paciente, surgiu a necessidade de promover uma discussão sobre a temática, apresentando relevância cientifica para o meio acadêmico e profissionais da saúde. OBJETIVO: Averiguar as principais dificuldades enfrentadas pelo enfermeiro na prevenção e controle da infecção hospitalar. MÉTODO: Trata-se de uma revisão bibliográfica da literatura, realizada nos meses de julho e agosto na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), através dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “cuidados de enfermagem”, ‘’higiene das mãos” e “infecção hospitalar”. Inicialmente com o cruzamento dos descritores constituíram-se 5.498, após os filtros restaram 61 destinados à análise, utilizando-se apenas 11, após a aplicação dos critérios de inclusão: os textos disponíveis na íntegra em língua portuguesa, texto completo, tipo de documento artigo, compreendidos entre 2014 a 2019. Ainda, adotaram-se como critérios de exclusão: estudos duplicados e artigos de revisão. RESULTADOS: A partir da análise feita dos artigos, foi possível perceber que as principais dificuldades enfrentadas pelo enfermeiro na redução das infecções hospitalares estão relacionadas a sobrecarga de trabalho, escasso recurso financeiro das instituições, falta de um comissão de controle de infecção hospitalar efetiva, o desconhecimento e o não aprimoramento de conhecimento por parte dos profissionais envolvidos, a rotina exaustiva que faz com que os profissionais não cumpram a técnica asséptica e a higienização das mãos realizada de forma incorreta, sendo a infecção cruzada, uma das principais problemáticas evidenciadas na literatura. CONCLUSÕES: Foi possível perceber com o estudo que a infecção hospitalar é uma questão de saúde pública e representa um grande desafio a ser cumprido pelos profissionais da enfermagem, visto que para que haja um controle efetivo das infecções é preciso ter normativas sanitárias,comprometimento dos profissionais, capacitações sobre o controle e prevenção da infecção hospitalar e a educação em saúde permanente para contribuir na assistência qualificada.
Palavras-chave: Cuidados de enfermagem,higiene das mãos,infecção hospitalar
Oral
Abrir o trabalhoA IMPORTÂNCIA DA ATENÇÃO FARMACÊUTICA NA SEGURANÇA DO TRATAMENTO FARMACOTERAPÊUTICO EM PACIENTES HIPERTENSOS
RAEMA MENDONÇA ASSUNÇÃO; AMÁLIA ESTEFANY SILVA RODRIGUES; JOSÉ EDVAN ALVES DA SILVA; MARIA AURILANY DE AMORIM MENDONÇA; MARIA JOZIMAR IDELFÔNCIO SILVA
EIXO TEMÁTICO: 08 MODALIDADE: ORAL A IMPORTÂNCIA DA ATENÇÃO FARMACÊUTICA NA SEGURANÇA DO TRATAMENTO FARMACOTERAPÊUTICO EM PACIENTES HIPERTENSOS Raema Mendonça Assunção¹ Amália Estefany Silva Rodrigues² José Edvan Alves da Silva³ Maria Aurilany de Amorim Mendonça4 Maria Jozimar Idelfôncio Silva5 Vicente Saraiva dos Santos Neto6 INTRODUÇÃO: A Hipertensão Arterial Sistêmica é uma doença crônica degenerativa que afeta os níveis pressóricos e acaba influenciando na qualidade de vida do paciente. Sabe-se que a mesma tem se constituído como um grave problema de saúde pública, com elevado índice de prevalência e mortalidade, o que aponta para a necessidade de uma correta identificação do problema e a apropriada abordagem terapêutica. Alguns fatores contribuem para a HAS, dentre eles: a idade, em pessoas acima de 65 anos; etnia que destaca a raça negra como os mais acometidos pela HAS, obesidade, o sedentarismo, o uso exacerbado de bebidas alcoólicas, uma dieta hipercalórica, que consequentemente causarão o aumento da pressão arterial). As mudanças no estilo de vida, assim como a terapia farmacológica do paciente com a doença crônica é fundamental, associando o uso correto da medicação, a prática de atividade física e alimentação saudável. OBJETIVOS: Relatar os benefícios do acompanhamento farmacoterapêutico fornecido pelo profissional farmacêutico a pacientes hipertensos. MÉTODO: Trata-se de uma Revisão Bibliográfica, na qual fica enfatizado o apoio ao Profissional Farmacêutico como parte integrante da equipe multidisciplinar e que este tem o papel fundamental na recuperação da saúde do paciente, quando realiza seu acompanhamento farmacoterapêutico no intuito de melhorar sua qualidade de vida fazendo com que o paciente tenha a adesão correta do tratamento, no que se refere ao uso racional dos medicamentos. RESULTADOS: Observa-se que o profissional farmacêutico é indispensável para o trabalho consciente na recuperação da saúde do paciente, visto que é dotado de uma grande capacidade de formação no que diz respeito aos medicamentos que vai desde a fabricação ate o uso racional, assim sendo, destaca-se como o responsável por realizar o acompanhamento farmacoterapêutico através de visitas, orientações e cuidados com o doente. CONCLUSÃO: Pode-se concluir, diante de todos os argumentos expostos no referente estudo, que o profissional farmacêutico, é fundamental para a realização de um trabalho voltado a atenção farmacêutica a pacientes hipertensos, contribuindo assim, para diminuir os índices da não adesão ao tratamento e colaborando para um trabalho relevante de orientação, informação e educação em saúde. Palavras-chave: Hipertensão Arterial, Atenção Farmacêutica, Acompanhamento Farmacoterapêutico. REFERÊNCIAS: AMBIEL, I. S. S.; MASTROIANNI, P. D. C. Resultados da atenção farmacêutica no Brasil: uma revisão. Revista de Ciências Farmacêuticas Básica e Aplicada, v. 34, n. 4, p. 469-480, 2014. MARCONI, M. A.; LAKATOS, E. M. Técnicas de pesquisa: planejamento e execução de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisas, elaboração, análise e interpretação de dados. 7 ed. São Paulo: Atlas, 2010. SILVEIRA, J.; SCHERER, F.; DEITOS, A.; BOSCO, S. M. D. Fatores associados à hipertensão arterial sistêmica e ao estado nutricional de hipertensos inscritos no programa Hiperdia. Caderno Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v.21, n.2, p.129-34, 2013
Palavras-chave: ACOMPANHAMENTO FARMACOTERAPÊUTICO
Oral
Abrir o trabalhoA IMPORTÂNCIA DO PROFISSIONAL FARMACÊUTICO NA SEGURANÇA DO PACIENTE E NA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR
PAULO RENATO DE OLIVEIRA; DORIANE MARIA DA COSTA PEREIRA; HEILANE DE LIMA ALVES; MARIA JOZIMAR IDELFÔNCIO SILVA; MARIA SOLANGE DE SOUSA LEAL
EIXO TEMÁTICO: 08 MODALIDADE: PÔSTER A IMPORTÂNCIA DO PROFISSIONAL FARMACÊUTICO NA SEGURANÇA DO PACIENTE E NA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR Paulo Renato de Oliveira¹ Doriane Mª da Costa Pereira² Heilane de Lima Alves³ Mª Jozimar Idelfôncio Silva4 Mª Solange de Sousa Leal5 Franceildo Jorge Félix6 INTRODUÇÃO: O farmacêutico é o profissional da saúde responsável por ofertar assistência e atenção farmacêutica para segurança do paciente quanto a utilização de fármacos, inibindo o uso irracional e orientando seu uso seguro (TAVARES, 2017). Junto à equipe interdisciplinar pode proporcionar, efetivamente, prevenção de erros na farmacoterapêutica, monitorar o uso correto desses fármacos, nas patologias, e garantindo a evolução positiva da saúde do paciente (WEGNER et al, 2016). OBJETIVO: Evidenciar a importância do profissional farmacêutico na segurança do paciente junto a equipe multidisciplinar. MÉTODO: Trata-se de uma revisão de literatura, onde foram utilizadas quatro bases de informações científicas: SCIELO, Sistema Online de Busca e Análise de Literatura Médica (MEDLINE), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizou-se os Descritores Controlados (DeCS) em Ciências da Saúde: farmacêutico; segurança do paciente; equipe multidisciplinar. Teve como base três artigos de idioma em português, gratuito, ligados ao tema proposto, compondo uma amostra final de três artigos. RESULTADOS: De acordo com Bortolon (2007) e apontado por Tavares (2017), o profissional farmacêutico é capacitado para orientar o paciente quanto ao uso racional de medicamentos. Conforme Fernandes e Cembranelli (2015), ele é considerado o primeiro profissional a ser procurado, antes dos serviços de saúde, por causa da facilidade de acesso nas farmácias e de modo complementar, também atua de forma clínica acompanhando e monitorando o tratamento farmacológico do paciente, esclarecendo-o sobre indicações, contraindicações, interações entre medicamentos, medicamento-alimento, efeitos colaterais e eventos adversos que podem ocorrer durante a terapêutica. Conforme Wegner et al (2016), nesse processo, o farmacêutico deve trabalhar auxiliando o médico e outros especialistas, discutindo e planejando todos os passos para executar, da melhor forma, a intervenção farmacoterapêutica do paciente, complementando com estudo permanente em saúde e desenvolvendo ações educativas, expondo a importância de cada profissional atuante na promoção, prevenção e terapêutica do paciente assistido, não só na atenção primária, mas também nos outros setores de assistência à saúde. CONCLUSÃO: O farmacêutico está habilitado para realizar intervenções farmacêuticas, no que diz respeito a segurança do paciente, no uso seguro de medicamentos e onde apresentar risco ao paciente em terapêutica. Seguindo essa linha a nova estratégia da formação do farmacêutico está direcionada para a atenção farmacêutica que é o cuidar visando o paciente como um todo, promovendo, prevenindo, recuperando e monitorando sua saúde. Sua inserção na equipe multidisciplinar garante todos esses cuidados e, além disso, maior garantia no sucesso da recuperação do paciente e redução de custos na área da saúde. O novo horizonte caminhado através da parceria entre os profissionais da saúde, colabora para o avanço em massa quando se fala na eficácia do tratamento e na segurança do paciente, outrossim, uma evolução efetiva com os hábitos adotados de uma pedagogia empática no cuidado com o paciente. Palavras-chave: Farmacêutico. Segurança do Paciente. Equipe Multidisciplinar. REFERÊNCIAS TAVARES, A.C. Contribuição do Farmacêutico para a automedicação responsável. Revista Especialize On-line IPOG - Goiânia - Ano 8, Edição nº 14 Vol. 01 dezembros/2017 FERNANDES, W.S. & CEMBRANELLI, J.C. Automedicação e o uso irracional de medicamentos: o papel do profissional farmacêutico no combate a essas práticas. Revista Univap. 2015. 21. 5. 10.18066/revistaunivap. V21i37.265. WEGNER, Wiliam et al. Educação para cultura da segurança do paciente: Im
Palavras-chave: FARMACÊUTICO, EQUIPE MULTIDISCIPLINAR
Oral
Abrir o trabalhoAÇÕES DO ENFERMEIRO PARA PROMOÇÃO DA SEGURANÇA DO PACIENTE NO ÂMBITO HOSPITALAR
HERIKA BRUNA SANTOS BEZERRA; Tiago Ribeiro dos Santos; Kadson Araujo da Silva; Agna Teixeira Braga; Jose Adelmo da Silva Filho
INTRODUÇÃO: O âmbito hospitalar é um espaço com inúmeros riscos, inclusive aos pacientes, dos quais podem agravar o seu estado de saúde. Nesse cenário o enfermeiro emerge como importante profissional dentro de uma equipe multiprofissional a fim de promover um cuidado holístico sem causar dano, de modo a permear a integralidade na assistência. OBJETIVO: Descrever ações de enfermagem realizadas para promoção da segurança do paciente no âmbito hospitalar. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura de caráter descritivo com abordagem qualitativa, da qual a busca foi realizada através da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando-se os seguintes descritores em saúde: Enfermeiros, Promoção da Saúde e Segurança do Paciente, com o uso do operador booleano AND, contemplando as bases de dados LILACS e BDENF. Foram aplicados como critérios de inclusão: disponível, idioma português, publicações dos últimos cinco anos e tipo de documento artigo, resultando em 20 amostras. E em seguida, aplicou-se os critérios de exclusão: artigos repetidos ou que não contemplavam a temática, resultando em 7 referências para leitura na íntegra e construção do presente estudo. RESULTADOS: Com objetivo de cuidar da saúde e bem-estar dos indivíduos, família e comunidade, o enfermeiro age na promoção, proteção e reabilitação da saúde, com vistas a favorecer a segurança do paciente, sobretudo por coordenar a equipe de enfermagem durante o processo assistencial. Nessa perspectiva, a prestação de assistência ao paciente tem exigido da enfermagem a necessidade de qualificação cientifica e comprometimento ético com ações sistemáticas de avaliação e prevenção, além de buscar reduzir desfechos indesejados e garantir a qualidade no cuidado prestado. As ações do enfermeiro inserem-se na gestão e efetivação do cuidado, coordenação de recursos humanos e gerência de recursos materiais, no comando e planejamento da assistência e habilitação da equipe de enfermagem, além da avaliação do conjunto das ações. Destacam-se ainda os cuidados de enfermagem como a higienização das mãos, cuidados no manejo e administração de medicamentos, identificação de riscos, uso de sistemas de informação e aplicabilidade de instrumentos e escalas para avaliar a segurança dos pacientes. Um dos importantes fatores que favorecem realizar essas ações é o suporte da educação continuada por parte dos profissionais, a fim de buscar atualizações que viabilizam boa prestação de cuidados e consequentemente a promoção da segurança do paciente. CONCLUSÃO: O enfermeiro possui destaque no que se refere à segurança do paciente nos mais variados cuidados, representando grande desafio, pois exige trabalho em equipe multiprofissional. Espera-se que a tomada de decisão do profissional de enfermagem vise sempre à segurança do paciente e que possua a prática embasada na pesquisa e em evidências.
Palavras-chave: Enfermeiros,Promoção da Saúde,Segurança do Paciente
Oral
Abrir o trabalhoCIRURGIA SEGURA: ATUAÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM NO PERIOPERATÓRIO
ANDREZA VITOR DA SILVA; ANTONIO WELLINGTON VIEIRA MENDES; KAMILA DE CASTRO MORAIS; KARINA ELLEN ALVES DE ALBUQUERQUE; KELLY SUIANNE DE OLIVEIRA LIMA
RESUMO: INTRODUÇÃO: Nos últimos anos a segurança do paciente tornou-se uma preocupação constante para o setor da saúde em todas as suas dimensões, principalmente no ambiente cirúrgico. Nesse cenário, as atividades desenvolvidas são complexas, interdisciplinares e com forte domínio da atuação individual, tendo em vista que é um ambiente de alto risco para a ocorrência de Eventos Adversos (EA). Monitorar e avaliar a cultura de segurança nas organizações de saúde permite identificar e gerenciar a segurança do paciente no ambiente cirúrgico. O enfermeiro é o profissional que tem mais contato com o paciente, e as intervenções da equipe de enfermagem no período perioperatório são essenciais para identificar complicações cirúrgicas, e auxiliar na recuperação de saúde dos pacientes. OBJETIVO: Conhecer através da literatura como a enfermagem desenvolve a segurança do paciente no período perioperatório. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com uma busca eletrônica na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), realizada no período de agosto de 2019, foi realizado o cruzamento dos seguintes descritores: Enfermagem Perioperatória, Segurança do Paciente e Pesquisa em Enfermagem por meio do operador booleano AND. Foram utilizados como critérios de inclusão: texto disponível, base de dados (BDENF, LILACS e MEDLINE), Idioma (Português), anos de publicação (2015 a 2019) e tipo de documento (Artigo). Os critérios de exclusão foram artigos repetidos e que não se enquadravam à temática, restando assim 06 artigos, os quais foram lidos e analisados na íntegra. RESULTADOS: A assistência do enfermeiro no pré-operatório e no pós-operatório diminui significativamente a frequência de aparecimento de EA como quedas, erros de medicação, lesão por pressão e flebite que são os mais comuns nos pacientes. O enfermeiro juntamente com a equipe determina o melhor posicionamento do paciente na mesa cirúrgica, de acordo com o conhecimento científico das mudanças anatômicas e fisiológicas do paciente, associado ao tipo de anestesia, ao tipo de procedimento e ao tempo cirúrgico a que será submetido, a fim de que o posicionamento seja apropriado e não ocorra complicações pós-operatórias. Para o gerenciamento dos EA, é primordial a participação da equipe de enfermagem, com o objetivo de conscientização sobre as responsabilidades da atuação de cada membro, garantindo a segurança do paciente e a qualidade da assistência prestada. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O estudo evidenciou que os enfermeiros perioperatótios têm uma função importante na segurança de pacientes e que a base para garantir a qualidade dos cuidados de pacientes cirúrgicos é um lugar de trabalho favorável que permita satisfação na assistência e envolvimento profissional, possibilitando uma melhor qualidade da atenção do enfermeiro durante todo o processo perioperatório minimizando os Eventos Adversos na clínica cirúrgica.
Palavras-chave: Enfermagem Perioperatório, Segurança do Paciente, Pesquisa em Enfermagem
Oral
Abrir o trabalhoCOMPORTAMENTO DESTRUTIVO NO TRABALHO EM SAÚDE: UMA ANÁLISE NO BANCO DE TESES E DISSERTAÇÕES CAPES
FELICE TELES LIRA DOS SANTOS MOREIRA; Gabriel Pereira Fernandes; Regiane Clarice Macêdo Callou; Roberta Meneses Oliveira
INTRODUÇÃO: O conceito de comportamento destrutivo no trabalho em saúde é a presença de condutas desrespeitosas adotadas por parte dos profissionais de saúde no ambiente de trabalho, podendo ser manifestada por incivilidade, violência psicológica ou violência física/sexual, implicando negativamente no comprometimento da segurança do paciente, proporcionando sofrimento moral e psíquico, prejuízos laborais para os profissionais, ruptura da comunicação, da colaboração e do trabalho em equipe. OBJETIVO: Analisar a produção científica brasileira, advinda das pós-graduações, sobre comportamento destrutivo no trabalho em saúde. MÉTODO: Pesquisa documental, exploratória e descritiva, com abordagem qualitativa, realizada no período de outubro a dezembro de 2017, através do acesso ao Banco de Teses e Dissertações da CAPES. Foram utilizados como descritores controlados “Enfermagem”, “Relações Interpessoais”, “Comportamento Social”, “Cultura Organizacional” e, a palavra chave: “Comportamento destrutivo no trabalho em saúde”, interligados pelo boleano “AND”. Após as buscas e leituras, apenas 15 tinham relação com a temática, sendo duas teses e 13 dissertações. Os resumos foram selecionados e organizados no programa Libre Office Writer, versão 5.3, onde foi realizada a preparação do material por meio de novas leituras, correções e decodificação da variável fixa. O processamento e a análise de dados foi realizada pelo Programa IRAMUTEQ (Interface de R pour L Analyses Multidimensionnelles de Textes L de Questionnaires), versão 0.7 alfa 2, e para este estudo foi utilizada a nuvem de palavras. O resultado foi apresentado na forma de figura, sendo analisados de forma reflexiva e descritiva. RESULTADOS: Percebeu-se como palavra central “enfermagem”, seguida por “profissional” e “saúde”, enfatizando o foco das publicações que compuseram a amostra do estudo. Emergiram também as palavras “estudo”, “enfermeiro” e “relações interpessoais”, cuja primeira palavra remete aos tipos de estudos das publicações, em relação às outras palavras, retrata que as relações interpessoais podem interferir no processo de trabalho, acarretando a ocorrência do comportamento destrutivo no ambiente hospitalar. Além disso, emergiram com significância as palavras “trabalhador”, “segurança do paciente”, “condições de trabalho” e “ambiente”, apresentando uma associação significativa e compreensível, considerando que de acordo com os estudos analisados, as condições de trabalho as quais os profissionais de enfermagem estão submetidos podem influenciar e comprometer a assistência/segurança do paciente. Nesse sentido, observa-se que diversas situações as quais os/as enfermeiros/as estão expostos podem ocasionar um comportamento destrutivo no trabalho em saúde por parte deles, ou estes podem ser vítimas de colegas de trabalho. Além disso, esses comportamentos não-profissionais podem repercutir em consequências para o profissional, para a instituição e, principalmente para o usuário. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Observou-se que muitos estudos não tinham como foco central o comportamento destrutivo no trabalho em saúde, isto se dê possivelmente, por ser uma temática bem recente no Brasil, expressando-se de forma tímida e ainda pouco conhecida. Assim, a limitação do estudo deu-se justamente em encontrar poucos trabalhos que versassem sobre essa temática no banco de teses e dissertações da CAPES.
Palavras-chave: Enfermagem, Relações Interpessoais, Comportamento Social, Cultura Organizacional, Seguraça do Paciente
Oral
Abrir o trabalhoCONHECIMENTO DA ENFERMAGEM FRENTE A HEMOTRANSFUSÃO: DESAFIOS PARA A SEGURANÇA DO PACIENTE.
MARIA JENY DE SOUSA OLIVEIRA; Yanca Carolina da Silva Santos; Vinícius Rodrigues de Oliveira; Morgana Vanessa da Silva Santos; Herlys Rafael Pereira do Nascimento
INTRODUÇÃO: A transfusão de sangue é um procedimento terapêutico comprovadamente eficaz, que gera benefícios e riscos, já que reações transfusionais podem ocorrer. A hemotransfusão é um método de suma importância e compete a equipe de enfermagem, a realização e acompanhamento de todo o processo transfusional, sendo responsável pelo planejamento, efetivação, coordenação, supervisão e avaliação do processo. Dessa forma os profissionais da enfermagem precisam estar capacitados e habilitados para a execução dessa atividade. OBJETIVO: Compreender a relação entre o conhecimento da equipe de enfermagem em hemotransfusão e as implicações para a segurança do paciente. MÉTODO: Estudo do tipo revisão narrativa, com abordagem qualitativa, realizado no mês de agosto de 2019, através da busca de dados na Biblioteca Virtual em Saúde, Scielo e PubMed, utilizandose os descritores: enfermagem, transfusão de sangue e segurança do paciente, cruzados com o operador booleano AND. A pesquisa gerou 182 referências, sendo 46 na Biblioteca Virtual em Saúde, quatro no Scielo e 132 no Pubmed. Como critérios de inclusão dos estudos, utilizaramse texto completo, disponíveis eletronicamente e no idioma português, permanecendo 43 referências. Posteriormente, foi analisado quanto a coerência e similitude concernente ao objetivo desta pesquisa, excluindo-se os artigos duplicados e impertinentes ao estudo, restando oito referências para a construção da revisão. RESULTADOS: Os estudos analisados apresentaram que, a maioria dos enfermeiros declaram sentirem-se capacitados para assistir ao paciente no processo de hemotransfusão, bem como para intervir nas possíveis reações transfusionais. Mas, parte destes, não participaram de treinamentos ou cursos de capacitação, realizando esse procedimento pela experiência prática. Em relação as reações transfusionais imediatas, os enfermeiros não têm um respaldo satisfatório no que se refere as manifestações clínicas que o paciente pode apresentar e em que período podem ocorrer. A falta de educação continuada tem influência sobre esse resultado. Quanto as condutas que devem ser tomadas diante das reações transfusionais imediatas, poucos conhecimentos estavam coerentes com as orientações do Manual da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, apesar de estarem cientes que a interrupção da transfusão é a primeira conduta a ser realizada frente a uma reação, foi visto que, a verificação dos sinais vitais não recebe a devida importância, uma vez que, as reações imediatas costumam alterá-los. Sabe-se que a atuação da enfermagem tende a garantir a segurança transfusional para que o processo ocorra corretamente. Entretanto, profissionais com pouco conhecimento e sem habilidade suficiente podem causar danos importantes, sendo a maioria das reações atribuídas ao erro humano, podendo ser fatais. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O estudo evidenciou que, a equipe de enfermagem se mostra habilitada para realizar hemotransfusão, apesar do conhecimento deficiente nessa área e por não estar devidamente capacitada.
Palavras-chave: Enfermagem, Segurança do Paciente, Transfusão de Sangue
Oral
Abrir o trabalhoCONTRIBUIÇÕES DA EDUCAÇÃO PERMANENTE DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE PARA A PROMOÇÃO DA SEGURANÇA DO PACIENTE
ANA BEATRIZ ALVES DE OLIVEIRA; Agna Teixeira Braga; Tiago Ribeiro dos Santos; Juliana de Lira Mendes; Herika Bruna Santos Bezerra
INTRODUÇÃO: A educação permanente configura-se como uma tecnologia na área da saúde, a qual não se restringe a equipamentos, mas entende que certos saberes são constituídos para a geração e utilização de produtos e para instituir as relações humanas, pelas quais são prestadas a atenção a saúde. Assim, caracteriza-se como uma tecnologia leve, expressa pela comunicação, pelas relações e vínculos, a qual busca o desenvolvimento do senso crítico dos profissionais para a preservação em detrimento da inovação e transformação no campo da saúde. Essa prática se torna imprescindível para a segurança do paciente que se determina na redução dos riscos e danos desnecessários, por meios de cuidados e/ou tratamento, a fim de oferecer segurança e estabilidade de saúde. OBJETIVO: Descrever as contribuições da educação permanente para a promoção da segurança do paciente. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de caráter descritivo com abordagem qualitativa. A busca foi realizada através da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando os seguintes Descritores em Saúde: Saúde, Segurança do Paciente e Educação Permanente, com uso do operador booleano AND e OR, nas bases de dados LILACS e BDENF, no período de agosto de 2019. Aplicando-se critérios de inclusão, texto disponível, assunto principal segurança do paciente, limite humanos, idioma português, tipo de documento artigo, no corte temporal de 2018 a 2014, resultando em 26 referências. Ao se aplicar critérios de exclusão, artigos repetidos e que não se adequam a temática, resultou em 4 referências para a construção do presente estudo. RESULTADOS: Os estudos apontam que as capacitações dos profissionais de saúde valorizam a atenção aos pacientes e diminuem riscos, pois os mesmos, se encontram instruídos a executarem cuidados que procede na minimização de agravos dos pacientes a fim de proporcioná-los segurança. Todavia, para se estabilizar uma segurança, os profissionais estão vinculados a assistência e gerência, o que trás destaque a enfermagem, possuindo determinada colocação atribuída na linha de frente para melhor desenvolvimento de ações educativas. Destacam-se os projetos terapêuticos, evolução de profissional e visitas multiprofissionais, tudo em assistência exclusiva para prevenção de riscos para o paciente, cuja equipe multiprofissional fornece importância sobre a conscientização e educação em saúde para diminuição dos erros. A conscientização e reconhecimento da importância do acompanhante também é algo valioso para a melhora do paciente, orientando os cuidados ideais para prevenção de riscos para estabilização da segurança do paciente. Acrescenta-se a comunicação entre os profissionais de saúde como uma referente estratégia para alcançar melhores cuidados e diminuição de riscos, além de ser uma ferramenta de humanização. CONCLUSÃO: Os estudos demonstram que a segurança do paciente se consolida com a assistência de fundamentos na comunicação, com foco nas tecnologias leves, empatia, diálogo, e na valorização de estratégias para educação continuada e permanente.
Oral
Abrir o trabalhoCUIDADOS DE ENFERMAGEM AO PACIENTE POLITRANSFUNDIDO PROMOÇÃO DA SAÚDE
FRANCISCO WELINGTON CAVALCANTE DA SILVA; ANNA KAREN LUCAS CAVALCANTE; LETÍCIA CARDOSO ARRAIS
INTRODUÇÃO: A transfusão sanguínea é uma terapia que consiste no processo de adicionar antígenos do sangue de um doador em um receptor, sendo este método utilizado em diversos casos de acidentes graves com grande perca sanguínea, bem como, pessoas que apresentam patologias, tais quais: anemia falciforme, síndromes mielodisplásicas, deficiência nos fatores de coagulação, aplasias medulares, hemofilias e em outras doenças crônicas. OBJETIVO: Investigar a promoção da assistência de enfermagem ao paciente politransfundido com segurança.MÉTODO: Trata-se de um estudo do tipo revisão narrativa da literatura sendo pois, um estudo descritivo exploratório, com abordagem qualitativa. A busca de dados ocorreu no período de abril a agosto de 2019 em publicações indexadas na base de dados BDENF e LILACS. A consulta foi realizada utilizando-se a junção de dois descritores, sendo eles: Assistência de enfermagem AND transfusão sanguínea. Os critérios de inclusão utilizados foram: artigos em português, completos e disponíveis na íntegra publicado na última década; os critérios de exclusão: artigos repetidos nas bases de dados, com acesso restrito ao documento completo e que fugissem ao objetivo proposto no estudo. Foram selecionados 05 estudos para análise. RESULTADOS: No ano de 2012, o Brasil realizou 3.127.957 transfusões de sangue e hemoderivados nos serviços públicos e privados, representando um acréscimo de 4,9% quando comparado aos números do ano de 2013. No ano de 2014 foram apontados 11.247 eventos adversos pertinentes à transfusão de sangue no Brasil, tendo as regiões do Sudeste com 6.203 casos e a região Sul com 2.346 casos da realização da hemoterapia. A análise dos dados apresentou 82,6% dos casos com alta gravidade; 14,3% com gravidade leve; 2,8% com agravos dos casos e 0,3% dos casos resultaram em óbitos (FORSTER F et al, 2018). Um estudo realizado no Hospital Universitário do Triângulo Mineiro, coletou dados de enfermeiros e técnicos de enfermagem com o intuito conhecer à atuação dos mesmos no monitoramento de pacientes politransfundidos. Destes, 66% declararam-se capacitados, 44.44% relataram possuir prévios conhecimentos teóricos e práticos sobre a atuação dos mesmos durante reações transfusionais.CONSIDERAÇÕES FINAIS: Sabendo das possíveis reações transfusionais, cabe a equipe de enfermagem agir de forma rápida, eficaz e objetiva, no intuito de evitar e/ou reduzir possíveis sequelas ao paciente politransfundido. Por fim, para garantir uma boa assistência com qualidade e segurança, é necessário que os profissionais estejam constantemente atualizando os conhecimentos teóricos e técnicos, através de capacitações, cursos, e especializações voltadas a hemoterapia, sendo de responsabilidade tanto dos profissionais, quanto dos bancos de coletas sanguíneas, possibilitando assim, uma assistência de qualidade aos usuários que fazem uso dos centros de hematologia.
Palavras-chave: Assistência”,Enfermagem,Hemoterapia
Oral
Abrir o trabalhoCUIDADOS EM SAÚDE NA SEGURANÇA DO PACIENTE COM TRANSTORNO MENTAL
MILENA SILVA FERREIRA; Leonarda Marques Pereira; Rachel Cardoso de Almeida
INTRODUÇÃO: O paciente com transtorno mental possui sua singularidade resultante do seu estado psíquico. Essas características podem contribuir com alguns comportamentos de risco, como violência, suicídio, e autoagressão, arriscando a segurança, tanto do paciente quanto de quem está ao seu redor. Para sua segurança, a gestão de riscos tem como finalidade a identificação precoce de riscos potenciais, e, dessa forma, diminuir ou eliminar efeitos adversos consequentes do atendimento em saúde, em todas as áreas, incluindo a mental. OBJETIVO: Buscar na literatura aspectos do cuidado em saúde na segurança do paciente com transtorno mental. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura com abordagem qualitativa, realizada na biblioteca virtual em saúde. A busca dos artigos foi feita utilizando o cruzamento dos descritores em ciência da saúde: “Saúde Mental” com “Segurança do paciente” e “Saúde Mental” com “Cuidados em saúde”, cruzados com operador booleano and. Utilizando os critérios de inclusão: estudos completos, idioma em português, tipo de estudo artigo, assunto principal “segurança do paciente” e “saúde mental” e assunto de revista saúde pública, e, dos critérios de exclusão: artigos repetidos e que não se encaixavam com a temática. Encontrou-se um total de 13 artigos, e logo após a utilização dos referidos critérios obteve-se um total final de 4 artigos. RESULTADOS: A publicação dessa temática em saúde mental ainda é escassa, isso pode estar relacionado à individualidade do atendimento do paciente com transtorno mental, que necessita de princípios de segurança, na maioria das vezes, diferenciados. O intuito do tratamento nos serviços comunitários de saúde mental vai além da atividade de apenas desospitalizar, pois consiste em desinstitucionalizar, que versa em desfazer as condutas manicomiais, construindo novas estratégias de atenção em saúde mental contra à cultura hospitalocêntrica. O princípio da segurança do paciente requer reconsiderar os processos assistenciais com o propósito de detectar a ocorrência das falhas antes que provoquem danos aos pacientes. Dessa forma, é considerável refletir e conhecer quais são os processos mais críticos e, assim, com maior possibilidade de ocorrência, para que seja possível desenvolver ações eficazes de promoção e prevenção. Ao se entender a importância e necessidade de desenvolver estratégias e ações direcionadas aos gestores, usuários da saúde e profissionais, sobre segurança do paciente, o Ministério da Saúde, lançou o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), que objetiva ajudar a qualificação do cuidado em todos os estabelecimentos de saúde, incluindo os serviços de saúde mental. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A escassez de publicações no setor da segurança do paciente com transtorno mental acarreta na ausência de implementações e reflexões de políticas para aperfeiçoar a segurança do paciente nessa área, dificultando a projeção de iniciativas de melhoria nas práticas profissionais, focando nas barreiras para a ocorrência de erros. Portanto, devem-se haver garantias, por parte do gestor de riscos, de que se executem a prevenção, detecção, correção de deficiências, registros, sendo indispensável a inclusão de estratégias para redução de falhas, ajudando os profissionais na prevenção de erros por meio de ações que assegurem a qualidade dos processos executados, favorecendo uma saúde mental de qualidade.
Oral
Abrir o trabalhoDIFICULDADES E ESTRATÉGIAS PARA A ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM SEGURA AO PACIENTE HOSPITALIZADO
CAROLAINE DA SILVA SOUZA; Ana Beatriz de Sousa Morais; Mariana Cordeiro da Silva
INTRODUÇÃO: São crescentes as contribuições visando a promoção da segurança e da qualidade na assistência à saúde nos serviços oferecidos à sociedade para a otimização dos resultados e melhores índices em esfera nacional e mundial, visto que a adoção de estratégias simples e efetivas podem prevenir e reduzir riscos e danos nos serviços de saúde por meio do cumprimento de protocolos específicos e à educação permanente. No entanto, apesar dos avanços ocorridos no que se refere aos desafios do tema, a assistência pelas instituições de saúde persiste com baixo grau de confiabilidade, continuando com níveis elevados de ocorrência de eventos adversos de falhas estruturais e processuais do trabalho. OBJETIVO: Identificar as principais dificuldades e estratégias para o desenvolvimento da assistência de enfermagem segura ao paciente hospitalizado. MÉTODO: O presente estudo trata de uma revisão da literatura, onde a coleta de dados foi realizada em setembro de 2019, nas bases de dados: Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Literatura Internacional em Ciências da Saúde (MEDLINE), Banco de Enfermagem (BDENF), por meio dos descritores “Paciente”, “Segurança” e “Estratégias”, identificando 10 artigos. Como critério de inclusão, foram selecionados os artigos completos, disponíveis na íntegra que se adequassem ao tema do proposto, publicados no período de 2015 a 2019 e em língua portuguesa. Foram excluídas dissertações e teses, resultando em oito artigos para leitura na íntegra. RESULTADOS: Foi possível identificar nos estudos que os profissionais de saúde se encontram preocupados com a existência de fatores de risco físicos, químicos e mecânicos que podem atingir a assistência ao paciente, ocasionando insegurança e dificultando a formação de vínculo. Segundo estudos, outra dificuldade enfrentada pelos profissionais relaciona-se à comunicação, podendo ocasionar transtornos no desempenho das atividades em equipe, a saber: falhas, desgaste emocional, atrasos ou omissão, principalmente na administração de medicamentos, podendo agravar a situação de saúde do paciente além de gastos desnecessários às instituições hospitalares. Como estratégia para o desempenho de uma assistência de qualidade e segura, estudos orientaram a utilização de boletins de notificação de eventos adversos, com o objetivo de possibilitar a identificação e promover a construção de um banco de dados referente aos possíveis riscos e situações problema, permitindo a execução das modificações necessárias no processo da assistência, assim como a promoção de momentos de escuta para que a equipe possa discutir e expor sua opinião, sentindo-se parte do processo a fim de que as estratégias consigam o resultado esperado. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O estudo permitiu identificar as principais dificuldades e estratégias para possibilitar o cuidado seguro ao paciente durante os cuidados de enfermagem e a integração de boas práticas na assistência direta ou indireta na instituição.
Palavras-chave: paciente,segurança,estrategia
Oral
Abrir o trabalhoEVENTO ADVERSO E SEGURANÇA DO PACIENTE: RELATO DE EXPERIÊNCIA
FRANCISCA EVANGELISTA ALVES FEITOSA ; Bruna Erilania Vieira de Sousa; Beatriz de Castro Magalhães; Liana Ingrid Cândido Ferreira; Samara Mescia Mendes da Silva
INTRODUÇÃO:Evento adverso é definido como incidente que resulta em dano ao paciente e os fatores contribuintes são circunstâncias, ação ou influência que se pensa ter desempenhado um papel na origem ou desenvolvimento de um incidente, ou aumentar o risco de acontecer um imprevisto, indicando assim, a importância de discutir essa temática em busca de melhorias na assistência. OBJETIVO: Relatar a experiência vivenciada durante um curso de aperfeiçoamento em Segurança do paciente. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência realizado a partir das discussões ocasionadas durante uma discussão em grupo. Esse momento teve duração de duas horas e contou com a participação de 20 participantes que relataram sua experiência sobre a ocorrência dos eventos adversos em diversos locais de assistência à saúde, como Unidades Básicas, de Atenção Secundária e de Pronto Atendimento. O debate contou com a ajuda de duas facilitadoras que incentivaram o grupo a relatar erros já vistos em seus respectivos ambientes de trabalho, bem como incitavam a discussão de estratégias para resolução desses erros. RESULTADOS: A experiência foi de fundamental importância para o estímulo do senso crítico dos participantes com relação aos erros que podem passar despercebidos na prática do dia-a-dia, a exemplo de alguns vícios que os profissionais adquirem ao longo do seu percurso assistencial que podem contribuir de forma significativa para a ocorrência dos eventos adversos. Observou-se dessa forma que os eventos adversos estão bastante intrínsecos na rotina dos profissionais de saúde, seja em momentos que ele é o protagonista ou como observador de um desses eventos. Na maioria das vezes o evento adverso é notado e poderia ser comunicado e explicado a quem sofre, muitas vezes, a ação no caso o paciente/cliente. Porém o medo, ou ainda a soberba e poder de grandeza dos profissionais não os deixam comunicar os fatos. Medo de não ser entendido, julgado ou ainda punido deixam muitas vezes que a situação resolva-se por si só ou passe adiante sem fazer os devidos ajustes, isso acontece principalmente quando o evento não deixa sequelas irreversíveis nos pacientes. CONSIDERAÇÕES FINAIS:Diante da discussão percebe-se a indigência da disseminação da temática de segurança do paciente para ser trabalhados pontos essenciais na assistência ao paciente, adotando protocolos e processos para a diminuição de possíveis erros e falhas na assistência ao paciente que levam ao surgimento de eventos adversos, além do comprometimento dos gestores e adoção de mudanças de conduta nos serviços de saúde.
Palavras-chave: Assistência à saúde, Educação permanente, segurança do paciente
Oral
Abrir o trabalhoEVENTOS ADVERSOS NA ENFERMAGEM E SUAS PRINCIPAIS CAUSAS: REVISÃO DE LITERATURA
MAIARA BEZERRA DANTAS; Sarah Lucena Nunes; Patrícia Alves de Andrade; Erirlândia Alves Magalhães Araújo; Danielle Gomes Felipe
INTRODUÇÃO: A elevada ocorrência de eventos adversos nas instituições de saúde realça a necessidade de discutir suas causas e determinantes, a fim de buscar medidas para sua redução. No Brasil, no ano de 2011 aconteceram em média 844.875 eventos adversos, destes 40% eram evitáveis, estes qualificam-se como um fenômeno que pode causar ou não danos ao paciente, com gênese intencional ou não. Nesse contexto, surge a enfermagem com sua grande participação nos cuidados, e determina-se como fator de modificação desta realidade. OBJETIVOS: Conhecer os principais tipos e causas de eventos adversos no trabalho em enfermagem. MÉTODO: Trata-se de uma revisão de literatura, do tipo narrativa, realizada através da busca na Base de Dados em Enfermagem, na Scientific Eletronic Library Online e na Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde utilizando-se os Descritores em Ciências da Saúde “evento adverso” e “enfermagem”, que foram cruzados com o booleano AND. A pesquisa foi realizada em agosto e setembro de 2019. Considerou-se artigos publicados nos anos de 2014 a 2019, publicados em português e disponíveis como texto completo e, excluiu-se os que não se adequassem à temática, publicações repetidas e outras revisões. Posteriormente à aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram encontrados 145 artigos. Após análise minuciosa dos títulos e resumos, finalizou-se uma amostra de 13 estudos que foram analisados na íntegra e discutidos de acordo com literatura científica pertinente ao tema. RESULTADOS: Destacou-se entre os principais eventos adversos, respectivamente: erros de medicação, falhas de equipamentos e materiais, quedas, erros de identificação, lesão de pele e comunicação entre os profissionais. Este último evento adverso foi constatado também como causa dos demais citados. Identificou-se, ainda, causas como deficiências estruturais e materiais da unidade, falhas na comunicação, distração, realização de procedimentos incorretos, desconhecimento, sobrecarga de trabalho e fatores relacionados ao paciente, como agitação e desorientação. Esclarece-se que os estudos analisados evidenciam maior predominância de efeitos adversos relacionados aos erros de medicação, seguido de eventos relativos a observação do paciente, como a ocorrência de quedas, retirada de conectores e lesões de pele. Todavia, as falhas materiais e estruturais foram as menos identificadas na literatura considerada para este estudo. Concernente às causas, pode-se constatar equipamentos defeituosos, uso errôneo de equipamentos e falhas de comunicação entre a equipe. CONCLUSÕES: Com isso, a implementação de estratégias como a educação permanente e a introdução deste tema nas unidades de saúde, destacando sua relevância desde as menores atividades até aos procedimentos mais complexos podem contribuir para melhorar a segurança do paciente, beneficiando a saúde individual e aperfeiçoamento dos serviços de saúde, reduzindo os eventos adversos.
Palavras-chave: Evento Adverso,Enfermagem,Segurança do Paciente
Oral
Abrir o trabalhoFATORES DESENCADEANTES DO COMPORTAMENTO DESTRUTIVO EM SAÚDE NA ENFERMAGEM
FELICE TELES LIRA DOS SANTOS MOREIRA; Regiane Clarice Macêdo Callou; Gabriel Fernandes Pereira; Roberta Meneses Oliveira
INTRODUÇÃO: O comportamento destrutivo no cuidado em saúde envolve condutas antiprofissionais adotadas no ambiente de trabalho, manifestando-se por meio de incivilidade, violência psicológica e violência física ou sexual, que compromete a segurança do paciente. Sabe-se que alguns fatores podem ser desencadeantes para a ocorrência desse tipo de comportamento, por exemplo, sobrecarga de trabalho, diversidade de equipe, falta de trabalho em equipe, sendo classificados em organizacional, intrapessoal e interpessoal, respectivamente. OBJETIVO: Objetivou-se medir os fatores desencadeantes do comportamento destrutivo no trabalho em saúde. MÉTODO: Trata-se de uma pesquisa transversal analítica realizada em um hospital público de referência, localizado na região do Cariri, no período de abril a setembro de 2018. A amostra consistiu em 189 profissionais da equipe de enfermagem, sendo enfermeiros/as e técnicos/as de enfermagem. A coleta de dados foi realizada por meio de dois instrumentos: questionário Johns Hopkins Disruptive Clinician Behavior Survey (JHDCBS) – Versão Brasileira e um questionário sociodemográfico complementar. Os dados foram tabulados e armazenados em planilha eletrônica do sistema Excel® 2013, processados por meio do Software estatístico IBM SPSS Statistics 23.0. Os dados foram apresentados em tabelas e analisados conforme a literatura pertinente. A pesquisa tem aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa do Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar nº 2.557.282/2018. RESULTADOS: A maioria dos participantes era do sexo feminino (82%), adultos jovens (79,9%), técnicos/s de enfermagem (66,7%), servidor público (88,9%) e com carga horária semanal de trabalho maior que 40 horas (51,9%). Sobre os fatores desencadeantes destacaram-se a pressão por conta do número, volume e fluxo de pacientes (média=2,71) como um dos principais, seguidos por falta de trabalho em equipe (média=2,56), problemas sistêmicos crônicos, não resolvidos (média=2,54), ambiente sobrecarregado (média=2,45) e características pessoais ou questões que impedem o desempenho no trabalho (média=2,45). Observa-se que a instituição no contexto estudado foi quem mais desencadeou esse tipo de comportamento, dada a pressão devido à complexidade da assistência ao paciente, falta de leito, demora nas transferências e altas dos pacientes, além de ser um ambiente sobrecarregado, dentre outros. Atenta-se para o fato da comunicação ineficaz entre os profissionais perpassar por diversos fatores desencadeantes. CONCLUSÕES: Conclui-se que a ocorrência de comportamentos destrutivos pode ser desencadeada por diversos fatores, sejam estes, interpessoais, intrapessoais e organizacionais. Ressalta-se a importância de que os gestores hospitalares devam gerenciar esses pontos de gatilho que acarretam comportamentos destrutivos no trabalho em saúde, tendo em vista a minimização de comportamentos antiprofissionais na instituição e consequentemente suas repercussões para os envolvidos, principalmente a segurança do paciente.
Palavras-chave: Enfermagem,Comportamento social,Atitude do Pessoal de Saúde,Relações interpessoais, Segurança do Paciente
Oral
Abrir o trabalhoIMPLICAÇÕES INTERPROFISSIONAIS PARA EFETIVAÇÃO DO CUIDADO SEGURO NO CONTEXTO OBSTÉTRICO: UMA REVISÃO DA LITERATURA
FRANCISCO ERASMO ALVES DOS SANTOS; Matheus da Costa Freitas; Juliane de Lira Mendes; Ewilleny Galdino da Silva; Rayna Suyanne Oliveira Soares
INTRODUÇÃO: A gravidez, o parto e o período pós-parto são momentos essenciais na vida das mulheres. Nestas situações, exige-se o envolvimento de muitos profissionais, que necessitam de coordenação rigorosa mútua para alcançarem a efetivação do cuidado integrado seguro. Em obstetrícia, a colaboração interprofissional é primordial para estabelecer a segurança do paciente. No entanto, entre as principais causas de eventos adversos, aponta-se a má colaboração e falha na comunicação. Diante deste contexto, embora os estudos apontem melhoria nesse cenário, muitos desafios ainda permanecem quanto atinentes à segurança obstétrica. OBJETIVO: Identificar as implicações interprofissionais para efetivação do cuidado seguro em obstetrícia mediante as evidências disponíveis na literatura. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, desenvolvida em setembro de 2019. A busca se deu a partir do Portal de Periódicos CAPES, utilizando a base de dados PUBMED. Para obtenção de resultados foram cruzados três descritores: “Patient safety”, “Obstetric delivery” e “Nursing”. O cruzamento ocorreu por meio do operador booleano AND, resultando em 67 estudos. Após obtenção dos resultados iniciou-se o processo de filtragem; para critérios de inclusão: texto completo, publicados nos últimos 8 anos, restando 40 estudos. Para critérios de exclusão: artigos duplicados e que não contemplassem à temática proposta, restando 11 estudos. Realizou-se leitura minuciosa dos estudos, resultando assim em 5 artigos para elaboração da pesquisa. RESULTADOS: As distinções entre culturas profissionais podem impactar negativamente a comunicação aberta, confiança mútua, trabalho em direção a objetivos compartilhados e uma percepção clara das tarefas e responsabilidades de cada membro da equipe. Esses são conceitos significativos na colaboração eficaz e, se não estiverem presentes, podem prejudicar a colaboração interprofissional, e, expor o paciente a um risco de danos aumentado. Posto isso, é importante que as ideias sobre as necessidades de assistência ao paciente e as percepções de colaboração entre os profissionais de assistência estejam alinhadas para garantir a segurança do paciente. As práticas de comunicação entre os profissionais de saúde, assim como com os pacientes, podem moldar a tomada de decisão, autonomia e satisfação das mães com a experiência do nascimento. Estudos apontam que muitas mulheres querem saber sobre possíveis complicações antes de concordar com as intervenções realizadas. No entanto, a maioria das mulheres que experimentou intervenções não conhecia as complicações e ficaram assustadas ou impotentes durante o trabalho de parto e parto, sugerindo que o compartilhamento inadequado de informações pode ter consequências emocionais para as mães, o que corrobora para a importância de que haja uma comunicação efetiva. Aponta-se que os profissionais ao envolver efetivamente os pacientes podem prevenir erros assistenciais. Com relação às falhas em comunicação entre os profissionais, na maioria dos casos, esta atribui-se à cultura da organização, por exemplo, hierarquia e falha em funcionar como uma equipe. Neste sentido, em uma equipe obstétrica, todos os profissionais precisam trabalhar juntos em um ambiente de atendimento dinâmico e complexo. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Destarte, a colaboração e comunicação interprofissional são imprescindíveis para a efetivação do cuidado seguro no campo obstétrico, todavia, o alcance destes aspectos apresenta dificuldades, principalmente relacionadas à cultura organizacional do serviço.
Palavras-chave: Segurança do Paciente, Parto Obstétrico, Enfermagem
Oral
Abrir o trabalhoLIGA ACADÊMICA DE ENFERMAGEM EM SITUAÇÕES CLÍNICAS FRENTE A SEGURANÇA DO PACIENTE
NATALIA KÉCIA BARBOSA DE LIMA; Brenda Pinheiro Evangelista; Michelly Camilo Pereira; Kevin Esley Sales Brito; Cicera Gerlânia Bernardo de Araújo
INTRODUÇÃO: A Extensão Universitária articula-se através do ensino e pesquisa relacionada entre a universidade e a sociedade, sendo uma importante ferramenta de ensino. O Liga acadêmica de Enfermagem em Situações Clínicas caracteriza-se como uma ação de extensão sem fins lucrativos com a finalidade de promover a difusão de conhecimentos acerca da área da saúde, contribuindo para a formação acadêmica e para a sociedade no âmbito da promoção da saúde. A segurança do paciente contribui para a qualidade do cuidado e redução dos riscos associados a saúde.OBJETIVO: Relatar a experiência de graduandos de enfermagem na Liga Acadêmica de Enfermagem em Situações Clínicas frente à segurança do paciente. MÉTODO: Trata-se de um relato de Experiência sobre as experiências vivenciadas na Liga Acadêmica de Enfermagem em Situações Clínicas da Faculdade Vale do Salgado em Icó Ceará, no período de Agosto de 2018 a Setembro de 2019. As atividades de extensão acontecem duas vezes por semana em unidades da atenção primária a Saúde, Hospitais e Policlínicas nas Cidades de Icó e Cedro por doze ligantes acadêmicos de enfermagem e supervisionados por um professor orientador da liga. As ações realizadas pelos mesmos enfatizam a promoção da saúde e a qualidade de vida através de estratégias de segurança do paciente para a prevenção de eventos adversos e educação em saúde para evitar o surgimento de doenças. RESULTADOS: As atividades da Liga Acadêmica de Enfermagem em Situações Clínicas promoveram o aperfeiçoamento em traçar estratégias para a segurança do paciente no contexto da atenção primária e hospitalar por meio de ações de prevenção, diagnósticos de enfermagem, exame físico, anamnese e planos de cuidados. Por meio das vivências, os extensionistas conhecem e aprendem diariamente por meio de ações e educação em saúde acerca da identificação correta do paciente, comunicação correta com os profissionais da saúde, bem como nos cuidados durante a prescrição, higienização das mãos, riscos de quedas, lesão por pressão e humanização em saúde para promover uma assistência qualificada ao paciente. CONCLUSÕES: Através da experiência vivenciada, percebe-se que a Liga Acadêmica de Enfermagem em Situações Clínicas é fundamental para a formação dos acadêmicos de enfermagem, despertando o desejo do estudante em pesquisas cientificas relacionadas à temática e no aperfeiçoamento de ações e cuidados acerca da segurança do paciente em diversos contextos com enfoque na promoção da saúde, segurança do paciente e qualidade de vida.
Palavras-chave: cuidados de enfermagem,educação em saúde,segurança do paciente
Oral
Abrir o trabalhoNOTIFICAÇÃO DE EVENTOS ADVERSOS EM HOSPITAL FILANTRÓPICO DE IGUATU-CE
LEONARDA MARQUES PEREIRA; José Gerfeson Alves; Lorena Pinheiro Braga; Glícia Uchôa Gomes Mendonça; Edeiza Ataliba Bastos
INTRODUÇÃO: A ocorrência de incidentes relacionados à assistência à saúde, em particular os eventos adversos, são comuns e afetam significativamente a recuperação da saúde, além de elevar os custos de financiamento dos serviços. A Segurança do Paciente compreende a redução do risco de danos ao paciente nos serviços de saúde. Nesse contexto, destaca-se o Núcleo de Segurança do Paciente como primeira instância a gerir o risco, revendo os processos de trabalho e alinhando-os às práticas de segurança, utilizando a identificação e a notificação de eventos adversos como indicadores da qualidade da assistência. Ressalta-se, portanto, que o conhecimento desses dados é essencial em qualquer contexto de prestação do cuidado à saúde. OBJETIVO: Conhecer o perfil das notificações de eventos adversos em uma instituição hospitalar. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo documental, referente à análise do banco de dados de notificação de eventos adversos de um Hospital de médio porte do município de Iguatu. Este aplica os protocolos do programa nacional de segurança do paciente e possui um núcleo de segurança do paciente, com reuniões mensais para apresentação e discussão dos casos notificados. Os dados coletados já se encontravam consolidados e sem identificação de profissionais envolvidos, datando de junho de 2017, período em que se deu início às notificações, a junho do presente ano. A instituição as obtém a partir de dados de prontuários, evoluções de enfermagem e médica, atas de troca de plantões, informações obtidas junto aos profissionais, diretamente por um membro do núcleo. A autorização para realização da pesquisa foi concedida pela direção da referida instituição. RESULTADOS: Os eventos adversos notificados no período em análise contabilizaram 4 notificações e acometeram, principalmente, pacientes adultos-jovens. Referem-se a erros de cirurgia (75%), envolvendo queimaduras com bisturi elétrico, e casos de lesão por pressão estágio I (25%). Observou-se, também, a ocorrências de Near miss, como os “quase” acidentes por queda, com público idoso significativo associados a sandálias inadequadas, falta de elevação das grades, ida ao banheiro sem companhia e síncope. As notificações se sucederam a partir de capacitações dos profissionais, que estimulavam a prática cotidiana de notificar, além de reforçar a importância das notificações para o progresso do processo assistencial. Cabe ressaltar ainda, que não se descarta a hipótese de subnotificação. CONCLUSÃO: O perfil das notificações aponta erros comumente associados à assistência hospitalar. A análise forneceu subsídios para intervir nos pontos críticos da assistência associados a erros no serviço em questão. Cabe endossar que a realização de registros corretos e completos facilita a investigação e notificação de eventos adversos, favorecendo a evolução dos processos assistenciais nas instituições de saúde, contribuindo para a qualificação da assistência prestada.
Palavras-chave: Segurança do paciente,Eventos adversos,Notificação de acidentes de trabalho
Oral
Abrir o trabalhoO PAPEL DO FARMACÊUTICO NO CONTEXTO DE SEGURANÇA DO PACIENTE
HEILANE DE LIMA ALVES; HAMILTON MELO MOREIRA; CLAUDENÍSIA FÉLIX DA SILVA; NICOLE BEZERRA LIMA ALBUQUERQUE; KARLA LEIDYENE DE SOUSA MOREIRA
EIXO TEMÁTICO: 08 MODALIDADE: COMUNICAÇÃO ORAL O PAPEL DO FARMACÊUTICO NO CONTEXTO DE SEGURANÇA DO PACIENTE Heilane de Lima Alves¹ Hamilton Melo Moreira² Claudenísia Félix da Silva do Vale³ Nicole Bezerra Lima Albuquerque4 Karla Leidyene de Sousa Moreira5 Vicente Saraiva dos Santos Neto6 INTRODUÇÃO: Automedicação é o ato de administração de medicamentos sem orientação ou prescrição médica, que poderá provocar danos à saúde ou vir a ocultar sintomas de doenças mais graves. O uso de medicamentos sem prescrição médica, agregado a falta de informações quanto as consequências que poderão causar, é tido como principal agente tóxico responsável pelas intoxicações humanas registradas no país. O Brasil está na quinta posição na listagem mundial de consumo de medicamentos, primeiro lugar em uso na América Latina, relacionado às 24 mil mortes anuais no Brasil por intoxicação medicamentosa. Atenção Farmacêutica é o conjunto de ações, promovidas por um farmacêutico em parceria com os demais profissionais de saúde, formando assim uma equipe multidisciplinar visando promover o uso racional dos medicamentos e a manutenção da efetividade e segurança do tratamento, detectando, prevenindo Problemas Relacionados aos Medicamentos (PRM), de forma sistemática e contínua, realizando um conjunto de ações tendo como objetivo orientar o uso e restrições aos pacientes. O uso seguro nos processos e utilização de medicamentos reduz os riscos relacionados à segurança do paciente, buscando melhorias da assistência prestada contribuindo para a adesão ao tratamento, minimizando prejuízos, de forma a prevenir e reduzir ocorrências de acidentes e otimizando a cura. OBJETIVOS: O presente trabalho visa demostrar a relevância do profissional farmacêutico no contexto da segurança do paciente e promoção da saúde. MÉTODO: Estudo transversal de revisão narrativa de literatura, com buscas nas bases de dados: Scielo, Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) e Lilacs, sendo escolhidos três artigos pertinentes ao assunto automedicação. CONCLUSÕES: Conclui-se que o papel do profissional farmacêutico é importante para garantir a segurança do paciente quanto ao uso racional de medicamentos. O que se aplica a um paciente não necessariamente é indicado ao outro, conhecimento, acompanhamento e conscientização são necessários para garantir adesão ao tratamento com resultados mais rápidos e satisfatórios. Portanto a ação do farmacêutico como profissional da saúde é importante na promoção do uso racional de medicamentos, agregando conhecimento e habilidades, a fim de orientar e educar, respeitando o indivíduo e tornando-o ativo nesse processo. Então, torna-se necessário que a população esteja bem informada sobre como proceder em relação ao uso de medicamentos, para que estes tenham uma ação efetiva e segura, garantindo assim a segurança do paciente e promoção da saúde. Palavras-chave: Automedicação. Medicamentos. Farmacêutico. REFERÊNCIAS Araújo AL, et al. Estudos brasileiros sobre automedicação: uma análise da literatura. Rev. Bras. Farm. 96 (2): 1178 – 1201, 2015. Arrais PSD, et al. Prevalência da automedicação no Brasil e fatores associados. Rev de Saúde Pública. 2016; 50 (supl 2):13s. Domingues PHF, et al. Prevalência e fatores associados à automedicação em adultos no Distrito Federal: estudo transversal de base populacional. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, 26(2):319-330, abr.-jun. 2017.
Palavras-chave: AUTOMEDICAÇÃO
Oral
Abrir o trabalhoPOLIMEDICAÇÃO: SEGURANÇA DO PACIENTE NO CONTEXTO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
LUIZA MARIA FERREIRA SILVA; Breno Pinheiro Evangelista; Brenda Pinheiro Evangelista; Maria Edmeia Lopes de Oliveira; Michelly Camilo Pereira
INTRODUÇÃO: A polimedicação consiste na utilização simultânea de cinco ou mais medicamentos, predominante principalmente em idosos, uma vez que parte considerável destes é portadora de doenças crônicas não transmissíveis, como o diabetes mellitus, necessitando do uso contínuo de medicamentos, e em associações, em sua maioria. No entanto, essa prática oferece riscos à saúde, como interações medicamentosas e reações adversas. Dessa forma, originou-se a seguinte questão norteadora: como os profissionais da atenção primária à saúde podem atuar na promoção da segurança do paciente polimedicado? A realização do estudo justifica-se pela frequência da polimedicação seus riscos à saúde. Essa pesquisa proporciona melhor direcionamento das ações dos profissionais da atenção primária à saúde diante da polimedicação. Promovendo para a sociedade, esclarecimento de dúvidas sobre o tema. OBJETIVO: Identificar a promoção da segurança do paciente polimedicado no contexto da atenção primária à saúde. MÉTODO: O presente estudo é uma revisão bibliográfica de literatura, onde a busca das produções científicas que foi realizada na base de dados do Portal Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e da Scientific Electronic Library Online (SciELO), utilizando-se os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Atenção primária à saúde”, “Polimedicação” e “Segurança do paciente”. Com o cruzamento desses descritores, consistiram 2.345 publicações, restando 32 após os filtros, considerando os critérios de inclusão: texto completo disponível na íntegra, idioma português, disponíveis entre os anos de 2014 e 2019, e tipo de documento artigo. Como critérios de exclusão, adotaram-se: artigos de revisão ou duplicados. RESULTADOS: Foram selecionados e utilizados 17 para o estudo, dentre eles, percebeu-se que a atuação dos profissionais da atenção primária à saúde na segurança do paciente polimedicado é importante e consiste na identificação da polimedicação, tendo em vista que eles estão mais próximos da comunidade, e no acompanhamento farmacoterapêutico, verificando quais fármacos estão sendo administrados, podendo ser identificado também na visita domiciliar, que facilita a interação dos profissionais com as pessoas. É fundamental, ainda, a revisão da farmacoterapia, verificando quais medicamentos são necessários, mediante a condição clínica do paciente, analisando possíveis danos hepáticos e renais. Pode-se avaliar possíveis interações medicamentosas, conforme abordado pelos estudos, verificando a posologia e orientando o paciente sobre o intervalo necessário de administração dos medicamentos, e identificando uso concomitante com bebidas alcoólicas. Ainda, é necessário verificar a possível dependência química, em virtude da utilização contínua dos medicamentos, e se todos os medicamentos são prescritos por profissionais habilitados e se esses conhecem todos os medicamentos de uso contínuo do paciente. CONCLUSÕES: Portanto, os profissionais da atenção primária são essenciais para promover a segurança do paciente polimedicado, entretanto, ainda é necessário criar estratégias de educação em saúde frente aos riscos à saúde do paciente.
Palavras-chave: Atenção primária à saúde,Polimedicação,Segurança do paciente
Oral
Abrir o trabalhoPOTENCIALIDADES DA RODA DE CONVERSA NA DISCUSSÃO SOBRE SEGURANÇA DO PACIENTE: RELATO DE EXPERIÊNCIA
FRANCISCA EVANGELISTA ALVES FEITOSA ; Bruna Erilania Vieira de Sousa; Beatriz de Castro Magalhães; Liana Ingrid Cândido Ferreira; Samara Mescia Mendes da Silva
INTRODUÇÃO: A segurança do paciente diz respeito a redução do risco de danos desnecessários a um mínimo aceitável, considerado componente constante e intimamente relacionado com o atendimento ao paciente. Apesar dos avanços da área da saúde, a segurança do paciente é comprometida pelas iatrogenias cometidas pelos profissionais, destacando assim, a preocupação da Organização Mundial de Saúde (OMS) em trabalhar a segurança do paciente e a necessidade da educação permanente frente a essa temática com os gestores e profissionais que atuam nos serviços de saúde. OBJETIVO: Descrever a experiência vivenciada durante uma roda de conversa do curso de aperfeiçoamento em Segurança do Paciente. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência realizado a partir das discussões originadas durante uma roda de conversa do curso de aperfeiçoamento em Segurança do Paciente, ofertado pelo programa itinerários do saber da Escola de Saúde Pública do Iguatu. A roda de conversa teve duração de 02:00 horas e foi composta por 18 participantes, que expuseram situações diversas que versavam sobre situações inseguras da prática assistencial e as vivências dos estágios acadêmicos de cada cursista. A discussão foi mediada pelas duas facilitadoras que instigaram a identificação dos erros e a formulação de estratégias para evitar tais eventos adversos. RESULTADOS: Durante a roda de conversa, relatou-se por cada participante uma situação já vivenciada dentro das práticas assistenciais. Com isso, foi visto as falhas ocorridas em contraponto à segurança do paciente, sendo que os principais erros decorriam de procedimentos cirúrgicos e administração incorreta de medicamentos. Durante a discussão percebeu-se que a falta, assim como a disposição e uso incorreto de materiais/insumos são as principais causas dos incidentes que ocorrem durante a assistência hospitalar. Logo se evidencia que os modelos de checklist e protocolos adaptáveis a cada instituição disponibilizados no programa de segurança do paciente para evitar tais erros não são incorporados pelas unidades. Diante de tais eventos adversos, constata-se a falta de capacitação dos profissionais acerca dos protocolos em segurança do paciente. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Mediante discussão notou-se a necessidade da capacitação permanente dos profissionais de saúde vislumbrando profissionais mais sensibilizados no que se refere a segurança do paciente e a prestação de uma assistência resolutiva e de qualidade sem ofertar maiores agravos ao paciente. Além do comprometimento dos gestores com essa temática e sua incorporação nos serviços de saúde.
Palavras-chave: Assistência à saúde, Educação permanente, Segurança do paciente
Oral
Abrir o trabalhoPRÁTICAS DE SEGURANÇA AO PACIENTE IMPLEMENTADAS AO RECÉM-NASCIDO NO CUIDADO IMEDIATO
LETÍCIA ALVES DE OLIVEIRA; Amanda Pinheiro de Alencar; Helena Feitoza de Oliveira Alves; Jessica Alves do Nascimento
INTRODUÇÃO: A segurança do paciente é uma prática necessária e importante no setor da saúde que se desenvolve na perspectiva de minimizar ou reduzir a incidência de eventos adversos provenientes da assistência de saúde. Os Eventos Adversos (EA) consistem em prejuízos físicos ou psicossociais ocasionados por erros ou fragilidades na assistência de saúde, que podem ser de menores proporções ou até mesmo levar a situações de óbito. O Recém-Nascido (RN) está sujeito a vários EA quando encontra-se em uma unidade hospitalar, desde erro de identificação, o que pode levar a troca de bebês, até erros de medicações e de outros procedimentos. Devido a sua imaturidade pequenos erros podem tomar repercussões sistemáticas que podem reverberar por toda sua vida. OBJETIVO: Conhecer as práticas de segurança ao paciente que devem ser implementadas ao recém-nascido nos cuidados imediatos. MÉTODO: Trata-se de um estudo de caráter descritivo-exploratório do tipo revisão de literatura, realizada em agosto de 2019. A busca por subsídios teórico ocorreu por meio da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), empregando-se os seguintes descritores: segurança do paciente e recém-nascido, utilizando-se o booleano and entre os mesmos. Com a busca foram encontrados 1206 artigos que após aplicar os critérios de inclusão que foram: artigos disponível, escritos em português e espanhol, e publicados nos últimos 5 anos, restaram 32 artigos. Já os critérios de exclusão comtemplaram: artigos incompletos, repetidos e que não condiziam com a temática. Após aplicar os critérios de exclusão foram obtidos 11 artigos para embasar a revisão. RESULTADOS: Os cuidados imediatos é o que é feito na primeira hora de vida visando facilitar a fase de adaptação extrauterina do RN e foram encontrados como principais métodos para garantir a segurança do RN neste momento, a Identificação correta por pulseira, a utilização das Lista de Verificação de Segurança e a diminuição do número de profissionais que fazem os primeiros cuidados com o RN. Diminuindo assim risco de erros de medicação, troca de bebês, lesões ocasionadas pela assistência, risco de infecção e entre outros. CONCLUSÃO: Conclui-se que por mais que o tema segurança do paciente venha sendo extremamente bem discutido ainda existe uma carência de medidas sistemáticas voltadas ao RN que é um grupo mais vulnerável, levando em consideração suas fragilidades sistêmicas, semelhanças físicas, a ausência de comunicação verbal e total dependência principalmente de cuidados e para alimentar-se. Se fazendo necessário uma visão mais atenciosa a esse público.
Oral
Abrir o trabalhoPROJETO DE EXTENSÃO EDUCAÇÃO PARA O CUIDADO SEGURO: O PAPEL (TRANS) FORMADOR DA UNIVERSIDADE
JOSÉ GERFESON ALVES; Kamila de Castro Morais; Leonarda Marques Pereira; Lorena Pinheiro Braga; Glícia Uchôa Gomes Mendonça
INTRODUÇÃO: O ensino, a extensão e a pesquisa formam o tripé basilar do processo ensino-aprendizagem no âmbito da universidade. A extensão universitária, particularmente, proporciona ao aluno a capacidade de contribuir com a sociedade, associando teoria à prática. Desse modo, proporciona transformação social, mediante a mudança de hábitos e práticas decorrente da educação na rede assistencial, servindo de meio para novas vivências para acadêmicos direcionadas ao cuidado e à qualificação da atenção à saúde. OBJETIVO: Relatar a experiência de participação em um projeto de extensão durante a formação acadêmica em enfermagem. MÉTODO: Trata-se de um relato de experiência sobre o projeto de extensão Educação para o cuidado seguro: o papel (trans) formador da universidade, vinculado ao Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Regional do Cariri, Unidade Descentralizada de Iguatu, o qual objetiva assessorar equipes de enfermagem no desenvolvimento de uma assistência segura e de qualidade. As ações educativas do projeto estão concentradas no Hospital Regional de Iguatu, com educação permanente à equipe de enfermagem da clínica médica, acerca das metas prioritárias do Programa Nacional de Segurança do Paciente do Ministério da Saúde. As ações adotam como estratégia didática as metodologias ativas de ensino-aprendizagem, com curta duração, uma vez que as atividades educativas são realizadas durante o horário de trabalho do público-alvo e conforme a disponibilidade dos mesmos. Antes das ações, são realizados encontros para planejamento e capacitação dos alunos, mediados pelas professoras coordenadoras do projeto. RESULTADOS: O projeto atualmente constitui-se de vinte extensionistas voluntários, uma bolsista, duas professoras coordenadoras e duas professoras colaboradoras. Dois serviços já foram contemplados, a Policlínica Dr. Manoel Carlos de Gouvêa e Hospital Regional de Iguatu. Até o momento, foram realizadas 38 reuniões para planejamento e capacitações, 12 ações em serviço, perfazendo um total de 24 profissionais de saúde capacitados ou em processo de capacitação. O desenvolvimento do projeto tem permitido observar a importância da garantia do cuidado seguro, com a efetivação de atividades educativas de educação continuada, capacitando os profissionais de saúde para a adoção de práticas seguras, auxiliando na conscientização e adesão à segurança do paciente. O Projeto mostra-se enriquecedor para a formação acadêmica, pois as vivências de cada ação associadas ao preparo científico contribuem para a assistência prestada durante os estágios e como futuros profissionais. A participação no projeto propicia, na visão dos graduandos, um olhar diferenciado para a sua atuação como futuro profissional mediante a possibilidade de vivenciar diferentes atividades assistenciais não vistas em sala de aula, como participação na construção do Plano de Segurança do Paciente de uma instituição, contribuindo na consolidação do conhecimento. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Em suma, acredita-se que as atividades desenvolvidas contribuíram significativamente na qualificação para o desenvolvimento de uma assistência segura. Percebe-se a relevância da prática extensionista no meio acadêmico, favorecendo na formação em enfermagem, dispondo de oportunidades de reflexão e senso crítico acerca dos processos de trabalho na assistência à saúde. Dessa forma, foi possível agregar experiências e conhecimentos, bem como desenvolver habilidades e competências fundamentais no processo de formação pessoal e profissional.
Palavras-chave: Formação Profissional, Promoção da Saúde,Segurança do paciente
Oral
Abrir o trabalhoPROMOÇÃO DA SEGURANÇA DO PACIENTE NO USO DE PLANTAS MEDICINAIS: UMA REVISÃO DE LITERATURA
MARIA ANDRESSA BEZERRA DA SILVA; Brenda Pinheiro Evangelista; Breno Pinheiro Evangelista; Luiza Maria Ferreira Silva; Elyssama Alvarenga Terto Vieira Ramalho
INTRODUÇÃO: O uso de plantas medicinais com finalidades terapêuticas apresenta elevada frequência, tendo em vista a biodiversidade e acessibilidade, integrando-se na prática da medicina popular. Apesar da origem natural, apresentam princípio ativo, assim como os medicamentos alopáticos, além de metabólitos secundários. Assim, tornam-se necessários os cuidados para garantir a segurança do paciente. O presente trabalho tem como problematização: como ocorre a promoção da segurança do paciente por profissionais da saúde no uso de plantas medicinais? O interesse para realização do estudo originou-se diante do uso diverso de plantas medicinais. Esse estudo é relevante para estudantes, profissionais da saúde e meio científico, por abordar a segurança do paciente no uso de plantas medicinais, e para a sociedade, disseminando conhecimentos sobre a temática. OBJETIVO: Identificar, por meio da literatura, como se caracteriza a atuação dos profissionais da saúde na promoção da segurança do paciente no uso de plantas medicinais. MÉTODO: Trata-se de uma revisão bibliográfica de literatura, onde a busca foi realizada na base de dados dos portais BVS, LILACS e SciELO, sendo utilizados os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Assistência integral à saúde”, “Plantas medicinais” e “Segurança do paciente”. Constituíramse 1.465 produções, que foram filtradas, restando 49. Foram utilizados os critérios de inclusão: textos completos, disponíveis na íntegra, em língua portuguesa, disponíveis entre 2015 e 2019, e tipo de documento artigo. Como critérios de exclusão, adotaram-se: artigos de revisão, duplicados ou fora da temática referente ao estudo. RESULTADOS: Dos 49 compreendidos para análise, apenas 19 abordavam a temática referente ao estudo. Para garantir a segurança do paciente no uso de plantas medicinais, os profissionais de saúde devem verificar as condições do seu cultivo e da produção de derivados, no sentido de garantir o controle de qualidade desses vegetais. A análise da posologia é fundamental, em virtude da visão que “natural não faz mal”, todavia, os estudos revelam que parte considerável apresenta efeitos tóxicos, e que as plantas medicinais, se utilizadas em altas doses, podem promover intoxicação. Outro fator importante é a identificação das interações, mediante uso simultâneo com medicamentos. Durante o período gestacional e na amamentação, as plantas devem ser analisadas, uma vez que algumas delas promovem efeitos teratogênicos, abortos e redução do leite. Faz-se necessária a orientação para o uso racional e verificar se estão sendo utilizadas para fins corretos, sem perda da atividade efetiva dos princípios ativos e sem oferecer riscos à saúde do paciente. CONCLUSÕES: Diante do exposto, a atuação dos profissionais da saúde é fundamental para promoção da segurança do paciente no uso de plantas medicinais, onde se sugere o desenvolvimento de estratégias para reduzir os riscos relacionados a essa terapia.
Palavras-chave: Assistência integral à saúde, Plantas Medicinais,Segurança do paciente
Oral
Abrir o trabalhoQUALIDADE DO CUIDADO EM SAÚDE ATRAVÉS DAS DIMENSÕES DA SEGURANÇA DO PACIENTE
HERIKA BRUNA SANTOS BEZERRA; Tiago Ribeiro dos Santos; Kadson Araujo da Silva; Agna Teixeira Braga; Sarah Lucena Nunes
INTRODUÇÃO: O Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) caracteriza-se como um importante instrumento para a promoção de práticas seguras em estabelecimentos de saúde, dessa forma, a segurança é o primeiro domínio da qualidade na assistência à saúde. As dimensões para a promoção da segurança do paciente encontram-se ancoradas em protocolos estabelecidos pela ANVISA e Ministério da Saúde, que fomentam estratégias voltadas aos profissionais afim de uma melhor prestação de cuidados seguros. OBJETIVO: Descrever através das dimensões da segurança do paciente a qualidade do cuidado em saúde. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura de caráter descritivo com abordagem qualitativa. A busca foi realizada através da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), considerando as bases de dados LILACS, BDENF e MEDLINE, utilizando-se os Descritores em Saúde: Saúde, Cuidado e Segurança do Paciente, utilizando-se o operador booleano AND, utilizando como critérios de inclusão: texto disponível na íntegra, assunto principal segurança do paciente, idioma português, publicações dos últimos cinco anos e tipo de documento artigo, resultando em 18 artigos. Aplicando os critérios de exclusão: artigos repetidos ou que não contemplavam a temática, resultando, portanto, em 6 referências para leitura na íntegra e construção do presente estudo. RESULTADOS: A promoção do cuidado seguro tem como base o reconhecimento e capacitação acercada segurança do paciente, para tal, existem protocolos que norteiam e facilitam a disseminação desse conhecimento para os profissionais de saúde, auxiliando na qualidade da assistência. Os protocolos são importantes ferramentas que quando inseridas e utilizadas nas instituições de saúde minimizam e previnem agravos e promovem um cuidado holístico, tendo em vista que abrangem eixos como cirurgia segura; identificação do paciente; prática de higiene das mãos; prevenção de quedas; segurança na prescrição e de uso e administração de medicamentos, comunicação efetiva entre profissionais e lesão por pressão, formando um arcabouço estrutural para a segurança dos usuários do serviço de saúde. O cuidado torna-se mais favorável e mais qualificado quando se utiliza de condutas pautadas na segurança do paciente, o que auxilia na redução do tempo de internação, diminuição dos agravos físicos e psicológicos, maior responsabilidade do profissional para com paciente, recuperação mais rápida e efetiva. CONCLUSÃO: Portanto, é necessário que os profissionais estejam qualificados para a promoção da segurança do paciente, enfatizando a educação continuada como um dos elementos principais para proporcionar o reconhecimento dessa assistência e, com isso promover cuidados qualificados e diferenciados em todas as dimensões ao paciente.
Palavras-chave: Cuidado,Saúde,Segurança do Paciente
Oral
Abrir o trabalhoRELATO DE EXPERIÊNCIA: SEGURANÇA DO PACIENTE NA UNIDADE DE TERAPIA DE URGÊNCIA MEDIANTE ÓTICA ACADÊMICA
ANA CRISTINA DA SILVA OLIVEIRA; Aldino Barbosa dos Santos; Débora Gomes Leite; Teodoro Marcelino da Silva; Viviane Nunes Ferreira
INTRODUÇÃO: A Unidade de Terapia de Urgência (UTU) trata-se de um ambiente crítico na qual são adotados sistemas de monitorização contínua, que beneficiam pacientes em estado potencialmente grave ou em descompensação. Assim sendo, o protocolo de segurança do paciente tem como finalidade promover uma assistência efetiva e completa para com pacientes hospitalizados visando minimizar os riscos e eventos adversos, visto que a mesma integra uma equipe interdisciplinar que lidam diretamente com o mesmo paciente. No âmbito de Unidade de Terapia a segurança do paciente se estende ainda mais, já que o paciente estará crítico e em alguns casos inconsciente, ficando assim sob total responsabilidade dos profissionais que ali atuam. OBJETIVO: Relatar experiências acadêmicas durante o estágio curricular sobre realização do protocolo de segurança do paciente no ambiente de Unidade de Terapia de Urgência. MÉTODO: Trata-se de um estudo qualitativo descritivo do tipo relato de experiência oriundo das vivências acadêmicas dos estudantes do curso de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri-URCA/Campus Iguatu, durante o Estágio Curricular Supervisionado da disciplina Enfermagem no Processo de Cuidar do Adulto em Situações Clínicas e Cirúrgicas. O presente estágio teve duração de três semanas consecutivas entre o período 03 a 21 de Junho de 2019 cumprindo a carga horária de 40 horas semanais. Os campos de estágios dos pesquisadores ocorreram no hospital da região centro-sul do Ceará, na Unidade de Terapia de Urgência, composta por cinco leitos normais e um leito especial para atendimento de doentes com enfermidades contagiosas ou com cuidados especiais. RESULTADOS: Notou-se durante os estágios que realização do protocolo de segurança do paciente é aplicada de maneira insatisfatória, visto que somente alguns pontos do protocolo foram executados. Como identificação do paciente, prescrição de medicamentos, o uso e administração das medicações, e redução do risco de quedas. Os demais pontos do protocolo não foram realizados com eficácia por meio dos profissionais. O protocolo de redução de lesão por pressão não foi desempenhado de forma satisfatória uma vez que o seu surgimento é um parâmetro para avaliação da qualidade da assistência prestada. A assistência não era eficaz em consonância entre a má comunicação dos profissionais. A equipe utilizava luvas para realização de procedimentos, porém, em nenhum momento foi presenciado a higienização das mãos, dando a entender que as luvas substituíam a higienização das mãos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Com base nas experiências relatadas, ficou perceptível a importância da realização efetiva do protocolo de segurança do paciente na Unidade de Terapia de Urgência, visto que os mesmos se encontram em estado crítico e necessitam de uma assistência qualificada e eficaz. Os profissionais necessitam de uma atitude critico-reflexivo perante o seu cuidado, visto que estas possuem impacto direto na saúde do paciente. Fica evidente que a realização do protocolo de segurança em todos os seus eixos diminui de forma considerável o tempo de internação, já que o ambiente influencia diretamente no processo saúde doença, em razão da vulnerabilidade que os pacientes ali se encontram.
Palavras-chave: Segurança do paciente, Equipe de assistência ao paciente, Estágio clínico
Oral
Abrir o trabalhoREPERCUSSÕES DA CARGA DE TRABALHO DOS ENFERMEIROS NA SEGURANÇA DO PACIENTE: REVISÃO DE LITERATURA
KELLY SUIANNE DE OLIVEIRA LIMA; Karina Ellen Alves de Albuquerque; Marina da Silva dos Santos; Antonio Wellington Vieira Mendes; Andreza Vitor da Silva
INTRODUÇÃO: A segurança do paciente e a consequente busca pela qualidade dos serviços ofertados vêm ganhando mais espaço desde o início do século. Seu principal objetivo está focado não só na segurança do paciente assistido, mas na do profissional responsável por promover tal assistência. Desse modo, observa-se que a equipe de enfermagem acaba por assumir inúmeras responsabilidades, tanto assistenciais, quanto administrativas, que nem sempre é coerente com o número de profissionais disponíveis para realização dos serviços. Dessa forma, a carga de trabalho destes profissionais acaba deixando-os em situações e ambientes insalubres, o que pode estar relacionado ao índice de eventos adversos ocorridos em unidades hospitalares, demandando investigações sobre tal contexto. OBJETIVOS: Apontar as relações entre a carga de trabalho dos enfermeiros e a segurança do paciente evidenciadas pela literatura. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), durante o mês de agosto de 2019. Na busca aos artigos, foram empregados os descritores padronizados pelos Descritores em Ciências da Saúde: Segurança do Paciente, Carga de Trabalho e Equipe de Enfermagem, utilizando o Operador Booleano AND. Inicialmente, foram encontradas 53 publicações, as quais foram submetidas aos critérios de inclusão do estudo: artigos disponíveis em texto completo, publicados no idioma português entre os anos 2014 e 2019. Os critérios de exclusão considerados foram: distanciamento do tema, artigos duplicados e revisões da literatura, os quais foram verificados por meio da leitura do título e resumo. Por fim, obteve-se um total de sete artigos que embasaram o desenvolvimento deste estudo. RESULTADOS: Ao avaliar as condições de trabalho, percebeu-se certa insatisfação por parte dos profissionais devido à falta de recursos, tanto materiais, quanto humanos, contribuindo para o desencadeamento de uma assistência insegura. A alta carga de trabalho, somada à complexidade das ações que devem ser executadas, acaba interferindo na dinâmica assistencial, contribuindo para a ocorrência de erros. Notou-se que um dos eventos adversos mais recorrente é o surgimento de lesões por pressão, seguido de erros de medicação e quedas. Em setores como a Unidade de Terapia Intensiva é possível observar a utilização de ferramentas, como a Nursing Activities Score, que mede a carga de trabalho dos profissionais através da análise da prestação de cuidados diretos, suporte familiar e desenvolvimento de atividades gerenciais, calculando o tempo gasto em cada atividade por 24 horas, a qual evidenciou que o maior índice de eventos adversos ocorre nos casos de maior pontuação. Desse modo, recomenda-se o uso de ferramentas desse tipo em todos os setores hospitalares, como uma forma de alertar para a sobrecarga de trabalho e consequente risco à segurança profissional e do paciente. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Mediante o exposto, é nítida a influência das cargas de trabalho excessivas na ocorrência de erros durante a assistência à saúde. A implementação de instrumentos que padronizem o cuidado, tal como escalas e protocolos, surge como uma relevante estratégia para a qualificação da assistência, por facilitarem o planejamento adequado das ações, além do correto dimensionamento de profissionais a depender da complexidade do setor.
Palavras-chave: Segurança do Paciente,Carga de Trabalho,Equipe de Enfermagem
Oral
Abrir o trabalhoSEGURANÇA DO PACIENTE E INVESTIMENTOS FINANCEIROS: SÃO PROPORCIONAIS?
VINÍCIUS RODRIGUES DE OLIVEIRA ; Maria Luiza Santos Ferreira; Ana Karoline Alves da Silva; Maria Jeny de Sousa Oliveira; Antonio Wellington Vieira Mendes
INTRODUÇÃO: O setor financeiro está intimamente ligado aos demais setores de assistência a população de um país, dentre eles o setor saúde. Por muito tempo a população brasileira esteve desamparada em vários aspectos, após a luta para conquistar saúde gratuita, foram surgindo novas tendências universais, dentre elas o cuidado seguro em saúde. A segurança do paciente é uma temática que sempre esteve presente, mesmo que timidamente, nas práticas de cuidado. Porém, sua discussão mais ampla é recente, tendo como marco o relatório do Instituto de Medicina dos Estados Unidos. Na contemporaneidade, a implementação das medidas de segurança do paciente tem ganhado destaque e necessita do engajamento dos profissionais e de investimentos financeiros por parte do governo. OBJETIVO: Objetiva-se analisar como os investimentos financeiros governamentais impactam na prática da assistência segura ao paciente. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada no mês de agosto do corrente ano. A busca de dados deu-se através da Biblioteca Virtual em Saúde com o uso dos descritores: Segurança do paciente, Investimentos em saúde; e Gestão dos serviços de saúde. Aplicaram-se os filtros: Texto disponível, idioma (português e inglês) e ano de publicação (2014 a 2019). Como resultados da busca, após os critérios de elegibilidade, obtiveram-se 07 documentos avaliados na íntegra. A análise pautou-se na questão norteadora: “Como os investimentos financeiros governamentais impactam na prática da assistência segura ao paciente?” RESULTADOS: O Brasil é o país mais rico da América Latina, seu PIB no ano de 2018 foi de 6,8 trilhões de reais. Desse valor foi investido em torno de 8% na saúde, porém quando comparado a outros países, esse valor é ainda inferior. Um estudo realizado em instituições hospitalares de diferentes esferas (federal, estadual e privado) para avaliar o desenvolvimento da segurança do paciente mostrou que o hospital de iniciativa privada teve melhor desempenho, já a instituição estadual foi considerada de menor qualidade, sendo essa realidade justificada devido a sobrecarga de trabalho, falta de insumos e medicamentos. Nesse contexto, torna-se visível que o investimento no setor público é instável, o que gera no profissional desestímulo a implementação de medidas de segurança do paciente. Desse modo, a taxa de efeitos adversos dessa realidade no Sistema Único de Saúde ainda é alta, esses erros muitas vezes irreversíveis acabam acarretando maiores prejuízo ao sistema financeiro e na vida do cliente. Todavia, se houvesse maior investimento na aplicação de medidas de segurança do paciente, como já ocorre nos hospitais privados, os indicadores passariam de negativos a positivos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Diante do exposto, elucida-se a importância dos recursos financeiros na efetivação das práticas de segurança do paciente. Faz-se necessário um maior investimento governamental nos serviços de saúde, seja através da aquisição e/ou manutenção do estoque de materiais que favorecem as práticas seguras, seja investindo na capacitação profissional e diminuição da sobrecarga de trabalho. É valido destacar que apesar de prevalecer um cenário de crise financeira, medidas de segurança do paciente devem ser vistas como investimento e não como gastos.
Palavras-chave: Segurança do paciente, Investimentos em saúde, Gestão dos serviços de saúde
Oral
Abrir o trabalhoSEGURANÇA DO PACIENTE: QUAIS LACUNAS ENCONTRAMOS NAS GRADES CURRICULARES?
YANCA CAROLINA DA SILVA SANTOS ; Hanykelle Alexandre de Souza; Maria Neliane Saraiva Rabelo; Morgana Vanessa da Silva Santos
INTRODUÇÃO: A organização Mundial da Saúde (OMS) define segurança do paciente como sendo a redução a um risco mínimo de danos desnecessário associado à saúde. No Brasil, o marco do compromisso com a assistência segura foi o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), que tem sua implantação articulada com o Ministério da Educação e o Conselho Nacional da Educação, para inclusão do tema nos currículos dos cursos da área da saúde, sejam eles no nível técnico, graduação e/ou pós-graduação. OBJETIVO: O presente trabalho tem por objetivo analisar a abordagem do tema segurança do paciente nas grades curriculares de saúde. MÉTODO: Trata-se de uma revisão da literatura de cunho descritivo onde os dados foram coletados na Biblioteca Virtual em Saúde. Utilizaram-se os descritores em ciência da saúde: “Curso de Enfermagem”, “Currículo”, “Segurança do paciente”, cruzados com o operador booleano and. Aplicaram-se os parâmetros de inclusão e exclusão, nos quais os de inclusão foram: artigos disponíveis e completos publicados entre os anos de 2016, 2017 e 2018, no idioma em português. Foram excluídos documentos pagos vinculados à base de dados internacionais, com texto em língua estrangeira, repetidos e que não possuíam relação com o objeto de estudo. Antes de aplicar os critérios e inclusão e exclusão obteve-se 492 documentos. Após aplicação dos critérios e leitura seletiva restaram 7 artigos para construção do trabalho. RESULTADOS: Após análise dos estudos observou-se que grande parte dos acadêmicos não consegue compreender que a segurança do paciente depende de etapas interligadas. Em um estudo envolvendo acadêmicos da área da saúde, Ilha (2016), verificou que quando questionados acerca da temática “segurança do paciente” a definição que mais predominou foi à administração de medicamentos e os procedimentos cirúrgicos. Verificou-se que existe a necessidade de formação complementar a respeito da temática, pois os discentes se sentem inseguros sobre as ações a serem realizadas, principalmente relacionadas ao risco de erros na assistência. E que esta visão de punição, vigente em diversas instituições de ensino, tem início na formação acadêmica. Essa cultura de punição favorece que erros só sejam relatados após sua ocorrência, dificultando assim a discussão de possíveis falhas. Observa-se que o assunto é abordado de forma fragmentada, limitado a uma única disciplina, reduzindo assim o cenário de aprendizagem. Constatou-se também que, quando discutido sobre segurança do paciente em instituições de ensino a correlação é realizada apenas com a rede hospitalar, apesar da maior parte da assistência ser prestada em nível primário da saúde. CONCLUSÃO: O estudo possibilitou identificar lacunas nas grades curriculares relacionadas à temática, necessitando assim de novos métodos que propiciem estratégias para o desenvolvimento da educação para o cuidado seguro do paciente desde o processo de formação acadêmica.
Palavras-chave: Curso de Enfermagem, Currículo, Segurança do Paciente
Oral
Abrir o trabalhoSEGURANÇA TRANSFUSIONAL: O PAPEL DO ENFERMEIRO NA HEMOVIGILÂNCIA
FRANCISCO WELINGTON CAVALCANTE DA SILVA; ANNA KAREN LUCAS CAVALCANTE; IRYNNA GIOVANNA BEZERRA COSTA; SARAH LUCENA NUNES
INTRODUÇÃO: A transfusão de hemocompo¬nentes e hemoderivados é um procedimento importante para a realização de tratamentos, transplantes, quimioterapias e diversas cirurgias. Durante esse processo podem ocorrer rea¬ções transfusionais que são definidas como agravos ocorridos durante ou após a transfusão sanguínea. Diante disso, a hemovigilância objetiva obter e disponibilizar informações sobre os eventos adversos ocorridos nas suas diferentes etapas, com o intuito de prevenir seu aparecimento ou recorrência e aumentar a segurança do doador e do receptor.A atuação nessa terapia exige profissionais de saúde capacitados, com competência técnica para inibir essas reações sendo que o enfermeiro, em sua prática diária,atua tanto na captação dos doadores de sangue como no atendimento destes nas unidades hemoterápicas no processo de doação. OBJETIVO: Compreender a importância do profissional enfermeiro na segurança transfusional. MÉTODO: Trata-se de um estudo de revisão narrativa da literatura, com abordagem qualitativa, de caráter descritivo. A busca foi realizada na Biblioteca Virtual em Saúde – BVS, nos meses de julho e agosto de 2019 utilizando o cruzamento dos seguintes descritores com os operadores booleanos AND e OR: hemovigilância AND assistência de enfermagem OR segurança transfusional, através das bases de dados LILACS, MEDLINE e BDENF, resultando no total de 962 artigos. Aplicando-se os critérios de inclusão: texto completo disponível, idioma em português, no corte temporal de 2013 a 2018, e como critérios de exclusão adotou-se: artigos duplicados ou inadequados a temática, resultando no total de 9 referências para leitura na íntegra e construção do estudo.RESULTADOS:A segurança na administração do sangue depende de profissionais capacitados e competentes. Os mem¬bros da equipe de enfermagem exercem um papel fundamental na segurança transfusional, além de administrar as transfusões, devem conhecer suas indicações, providenciar a checagem de dados importantes na prevenção de erros, orientar os pacientes sobre a transfusão, detectar, comunicar e atuar no atendimento das reações e documentar todo o processo. A atuação destes pro¬fissionais pode minimizar significativamente os riscos de complicações do paciente que recebe transfusão. Para isto, antes do procedimento, o enfermeiro deverá realizar todo procedimento padrão de identificação do usuário de saúde através de um breve exame físico, da verificação dos sinais vitais e da confirmação da prescrição médica. Durante o período de transfusão, o receptor deverá permanecer em rigorosa observação, particularmente, nos primeiros dez minutos iniciais da transfusão que o profissional deverá permanecer ao seu lado, observando possíveis reações. Em caso da identificação de um ou mais sinais e sintomas de uma reação transfusional, o enfermeiro deverá ser capaz de tomar as medidas cabíveis. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Torna-se evidente, portanto, a importância da atuação do profissional enfermeiro na área da hemoterapia, tendo como foco as reações transfusionais em seu contexto. É importante que os serviços de hemoterapia e os profissionais de saúde que lidam com transfusão sanguínea observem atentamente as manifestações clínicas sugestivas de reações alérgicas, as quais podem apresentar maior gravidade, garantindo assim a segurança do doador e do receptor.
Palavras-chave: Hemovigilância,Assistência de Enfermagem,Hematologia
Oral
Abrir o trabalho“30 HORAS JÁ”: IMPLICAÇÕES DA CARGA DE TRABALHO DA ENFERMAGEM NA SEGURANÇA DO PACIENTE
JULIANE DE LIRA MENDES; Agna Teixeira Braga; Daiana de Freitas Pinheiro; Francisca Evangelista Alves Feitosa; Francisco Erasmo Alves dos Santos
INTRODUÇÃO: As discussões acerca da segurança do paciente se iniciaram a partir do relatório feito na última década do século XX, intitulado: “Errar é humano: construindo um sistema de saúde mais seguro”. Visando a qualidade da assistência e o resultado do cuidado, vem sendo debatido, com um crescente volume de estudos, a associação da carga de trabalho e a segurança do paciente, especialmente sobre a ocorrência de Evento Adversos (EA). No Brasil a taxa de EA é de 8,6%, destes 67% considerados evitáveis, tendo o maior local de ocorrência a enfermaria (48,5%). OBJETIVO: Refletir as implicações da carga de trabalho da equipe de enfermagem no âmbito da promoção de segurança do paciente e levantar o debate acerca da problemática. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo narrativo e descritivo do tipo análise crítico-reflexiva, baseado em artigos científicos que tratam das implicações da carga de trabalho da equipe de enfermagem para a segurança do paciente. Os artigos foram obtidos a partir de uma revisão da literatura com os seguintes descritores: Enfermagem, Segurança do paciente e Carga de trabalho, adicionados ao operador booleano “AND”, através da Biblioteca Virtual da Saúde e da Revista Enfermagem em Foco. RESULTADOS: A partir dos achados teóricos, pôde ser visto que existe a elaboração e implementação de um conjunto de protocolos básicos em instituições de saúde para a segurança do paciente e, consequentemente, para diminuir a ocorrência de eventos adversos. Entretanto, os estudos destacam algumas dificuldades para o sucesso desses protocolos, dentre estas, a ligação direta entre a carga de trabalho de enfermagem e a ocorrência de EA. O desgaste dos profissionais trazem riscos ocupacionais como danos físicos, emocionais e cognitivos, fazendo com que seja um grande gerador de falhas. As consequências dessa sobrecarga à pessoa sob cuidado é maior tempo de internação, sequelas, sofrimento, podendo chegar até o óbito. E, pensando conforme o sistema, ocorrem maiores gastos à gerência da instituições de saúde por efeito do afastamento de profissionais, processos judiciais, dentre outros fatores. Entretanto, é possível transformar essa realidade instituindo a diminuição da jornada de trabalho. Diferente de outras categorias, a enfermagem está submetida à sobrecarga de trabalho de em média mais de 44 horas semanal. A luta pela regulamentação da carga de trabalho semanal para a enfermagem, denominada de “30 horas já”, vem desde 1955. No presente ano, o Projeto de Lei para esta regulamentação está sendo defendido por duas bancadas no Congresso Nacional. Portanto, a pauta ganhou força para a sua concretização, haja vista o apoio inédito. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Tendo visto que existem grandes implicações entre a exaustiva carga de trabalho da enfermagem e o cuidado inseguro à pessoa sob cuidado, torna-se insustentável a não regulamentação da carga horária semanal da categoria por parte do Estado.
Palavras-chave: Enfermagem, Segurança do Paciente,Carga de Trabalho
Oral
Abrir o trabalhoPalavras-chave: Segurança,Criança,Centro Cirúrgico
Oral
Abrir o trabalhoCHECKLIST NO CENTRO CIRÚRGICO: PERMEANDO BENEFÍCIOS E BARREIRAS DA SUA IMPLEMENTAÇÃO
ANTONIO WELLINGTON VIEIRA MENDES; ANDREZA VITOR DA SILVA; LORENA PINHEIRO BRAGA; KELLY SUIANNE DE OLIVEIRA LIMA; VINÍCIUS RODRIGUES DE OLIVEIRA
INTRODUÇÃO: A assistência cirúrgica tem sido um componente importante do cuidado em saúde no Brasil e no mundo, por isso é fundamental pensar em segurança na realização de um procedimento, pois metade das cirurgias realizadas apresentam complicações e morte como principais desfechos, sendo que 50% delas poderiam ser evitadas. Nesse sentido, a Organização Mundial da Saúde (OMS) desenvolveu a Lista de Verificação de Segurança Cirúrgica que teve origem no programa “Cirurgias Seguras Salvam Vidas”, a fim de assegurar uma assistência de qualidade, sendo um instrumento pertinente para utilizar em práticas de segurança cirúrgica. Sugere-se que o checklist seja realizado por toda a equipe, sobretudo pelo enfermeiro, no sentido de qualificar a assistência e primar pela segurança do paciente. OBJETIVO: Conhecer os benefícios e barreiras na implementação do checklist no centro cirúrgico. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com uma busca eletrônica na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), realizada no período de agosto de 2019. Realizou-se o cruzamento dos seguintes descritores: Lista de Checagem, Enfermagem de Centro Cirúrgico, e Segurança do Paciente por meio do operador booleano AND. Foram utilizados como critérios de inclusão: texto disponível, base de dados (BDENF, LILACS e MEDLINE), Assunto Principal (Erros de Medicação, Unidade de Terapia Intensiva e Segurança do Paciente) Idioma (Português), anos de publicação (2015 a 2019) e tipo de documento (Artigo). Os critérios de exclusão foram artigos repetidos e que não se enquadravam a temática, restando assim 04 artigos, os quais foram lidos e analisados na íntegra. RESULTADOS: A implementação do checklist foi efetiva para melhorar a segurança do paciente em diferentes contextos clínicos e produziu efeitos benéficos para o paciente, equipe cirúrgica e serviço de saúde. Se o checklist for realizado de maneira completa e fidedigna proporcionará observação das etapas críticas dos procedimentos cirúrgicos, reduzindo as complicações e o risco de mortalidade, além de prevenir infecções de sítio cirúrgico, erros pertinentes à cirurgia, melhorando a eficiência das equipes e anestesiologia. O uso dessa ferramenta contribui para a melhoria da autopercepção do trabalho em equipe e promove a redução de custos por meio da eficiência da assistência, da prevenção e diminuição de complicações cirúrgicas e da comunicação. A maior dificuldade encontrada para o bom desempenho da implementação do checklist está na própria equipe, sobretudo a resistência e banalização da equipe médica em relação a sua execução, por considerá-la como perca de tempo e por estarem preocupados com a realização rápida do procedimento, além da falta de apoio da administração, falta do compromisso da equipe multidisciplinar, introdução abrupta do checklist em sala cirúrgica, sem planejamento prévio e ausência de educação continuada são barreiras na introdução dessa ferramenta. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Toda a equipe de saúde, sobretudo de enfermagem devem utilizar esse instrumento como algo rotineiro, a fim de garantir a segurança do paciente, da equipe e da qualidade da assistência. Ainda é preciso percorrer um grande caminho para romper obstáculos, utilizando a educação permanente nessa conjuntura, a fim de sensibilizar e fortalecer seu uso.
Palavras-chave: LISTA DE CHECAGEM, ENFERMAGEM DE CENTRO CIRÚRGICO, SEGURANÇA DO PACIENTE
Oral
Abrir o trabalhoDIFICULDADES DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA SEGURANÇA DO PACIENTE NO CONTEXTO CIRÚRGICO
FRANCISCO AYSLAN FERREIRA TORRES; ANA CAROLINA OLIVEIRA DE FREITAS; ANTONIO JOSÉ SILVA DOS SANTOS; SARA ÉLLEN RODRIGUES DE LIMA
RESUMO INTRODUÇÃO: A cultura de segurança é definida como o “resultado das atitudes, percepções e competências, além dos padrões de comportamento e valores de um grupo, que irá determinar o compromisso e a seriedade de uma organização de saúde, e de uma gestão de segurança”. Sendo assim, a segurança do paciente é compreendida como a diminuição, a um valor mínimo considerável, do risco de dano desnecessário ao cliente, relacionado com a assistência de saúde. Nesse contexto, o centro cirúrgico apresenta-se como um dos ambientes hospitalares com maior ocorrência de eventos adversos, cuja causa é multifatorial e atrelada principalmente à complexidade dos procedimentos, envolvimento das equipes multiprofissionais e o trabalho sob pressão. OBJETIVO: Compreender as dificuldades na atuação do Enfermeiro na segurança do paciente em contexto cirúrgico. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com abordagem qualitativa. A pesquisa foi realizada no portal da Biblioteca Virtual em Saúde, no período de agosto a setembro de 2019, a partir da questão norteadora: “Quais as dificuldades enfrentadas pelo profissional de Enfermagem na segurança do paciente em contexto cirúrgico?”. Foram selecionados os Descritores em Ciências da Saúde: “Centro Cirúrgico”; “Cuidados de Enfermagem”; “Segurança do Paciente”, que foram cruzados com o operador booleano AND. Utilizou-se como critérios de inclusão: artigos disponíveis na íntegra, publicados em português, publicados nos últimos cinco anos e disponíveis gratuitamente e, critérios de exclusão: publicações repetidas e outros artigos de revisão. Realizou-se a filtragem dos estudos selecionados através da leitura dos títulos, resumos e, posteriormente, leitura dos artigos na íntegra, resultando em 14 artigos que foram analisados criteriosamente para a construção deste estudo. RESULTADOS: Os estudos apontam que o estresse dos profissionais geralmente dificulta a interação da equipe na assistência cirúrgica, potencializando as causas de danos. Outras dificuldades elencadas foram: a inexperiência com novas tecnologias, a pressa, a desatenção e a fadiga, influenciando diretamente na ocorrência de eventos adversos como infecções do sítio cirúrgico, realização de procedimentos em locais errados do corpo, problemas no ato anestésico, administração incorreta de medicamentos e até mesmo lesões provocadas por descuido da equipe de saúde . Pode-se perceber nos estudos analisados que as cargas horárias elevadas, assim como o duplo vínculo empregatício também dificultam o desenvolvimento de ações que promovam a segurança do cliente. Ademais, compreendeu-se que os profissionais de saúde não se sentem apoiados pela gestão hospitalar no que concerne às educações permanentes e, não são incluídos nas tomadas de decisão, inferindo-se uma fragilidade na comunicação entre os gestores e os profissionais assistenciais. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Diante dos fatos mencionados, torna-se necessário que os gestores promovam a implementação de práticas seguras baseadas em evidências e de protocolos de atendimento. Paralelamente, é crucial a realização de estudos, objetivando a promoção da segurança do paciente, facilitando a compreensão de todos que fazem parte do sistema, além do melhoramento do trabalho em equipe, da comunicação e do aprendizado dos profissionais. Destaca-se a necessidade de educação permanente através de oficinas e palestras com o intuito de promover e sensibilizar os profissionais acerca da segurança do paciente no contexto cirúrgico.
Palavras-chave: CENTRO CIRÚRGICO,CUIDADOS DE ENFERMAGEM,SEGURANÇA DO PACIENTE
Oral
Abrir o trabalhoELABORAÇÃO DE ESTRATÉGIA EDUCATIVA BASEADA NO PROTOCOLO DE CIRURGIA SEGURA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
PALOMA LOIOLA LEITE; Glicia Uchôa Gomes Mendonça; Jayana Castelo Branco Cavalcante de Meneses
INTRODUÇÃO: Evidências científicas apontam a relação entre utilização do Protocolo de Cirurgia Segura com reduções de complicações e diminuição da mortalidade em clientes cirúrgicos. Diante disso, aponta-se a necessidade de estratégias pautadas em metodologias ativas com foco na construção de competências para atividades de educação permanente sobre os pressupostos básicos para cirurgia segura. OBJETIVOS: Relatar a experiência de elaboração de uma atividade educativa para a educação continuada da equipe de enfermagem baseada no Protocolo de Cirurgia Segura. MÉTODO: Trata-se de relato de experiência da elaboração de uma ação educativa a ser implementada nas atividades relacionadas ao Projeto de Extensão “Educação Para o Cuidado Seguro: O Papel (Trans)Formador da Universidade” vinculado à Universidade Regional do Cariri/ Unidade Descentralizada de Iguatu. A atividade foi elaborada no mês de junho do corrente ano, de acordo com critérios elaborados pela comissão de avaliação para ingresso no projeto como extensionista voluntária. Durante a construção considerando-se a necessidade de implementação posterior, foram selecionadas estratégias metodológicas com vistas a promover a interação e facilitar o (com)partilhamento de conhecimento relacionando-os ao Protocolo de Cirurgia Segura. RESULTADOS: A atividade educativa constituiu-se por três etapas sequencias a serem desenvolvidas por cada participante: Etapa 1- identificação de conhecimentos e competências relacionadas à lista de verificação de segurança. Utilizou-se como estratégia a realização de bingo. Etapa 2- Compartilhar conhecimentos sobre o protocolo de Cirurgia Segura com a equipe de enfermagem. Nesta etapa serão analisados os componentes das três fases da lista de verificação de cirurgia segura. Etapa 3- Avaliar e divulgar conhecimentos adquiridos. Nesta etapa criou-se um quebra-cabeça, cuja imagem é a Lista de Verificação, a ser montado e exposto na instituição. O desafio de elaborar uma ação educativa permite ao profissional escolher estratégias que respondam ao critério tempo e criatividade, adequados à realidade da equipe de enfermagem. No processo de elaboração, fez-se necessário pensar no diálogo e interação para articular os diferentes saberes e promover a troca mútua. A utilização de metodologias ativas reforçam o engajamento de todos como sujeitos ativos no processo de ensino-aprendizagem, o que desperta interesse e melhores resultados. Logo, o ensino ultrapassa a mera exposição, e torna-se ativo, interativo, dialógico, atestando o protagonismo de cada um no processo de cuidar, evidenciando a autonomia individual e coletiva dos integrantes da equipe de enfermagem. Neste sentido, desenvolve-se a atividade pautada na aprendizagem significativa, com vistas a promover a emancipação do sujeito por meio do diálogo contínuo entre educador/aplicador e educandos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A vivência possibilitou a aquisição de conhecimentos sobre o Protocolo de Cirurgia Segura, além da proposição de uma estratégia pautada em metodologias ativas para educação permanente, almejando a qualificação da prática assistencial da equipe de enfermagem no contexto perioperatório. Desse modo, possibilitou ao educando protagonizar a construção e disseminação de conhecimentos.
Palavras-chave: Segurança do Paciente,Centro Cirúrgico Hospitalar,Equipe de Enfermagem
Oral
Abrir o trabalhoFATORES RESPONSÁVEIS PELA BAIXA ADESÃO AO CHECKLIST DE CIRURGIA SEGURA: REVISÃO DA LITERATURA
SARAH LUCENA NUNES; Maiara Bezerra Dantas; Ana Karoline Alves da Silva; Tiago Ribeiro dos Santos; Anna Karen Lucas Cavalcante
INTRODUÇÃO: O centro cirúrgico é compreendido como setor de alta criticidade na assistência à saúde. A ocorrência de procedimentos cirúrgicos propiciam a susceptibilidade a eventos adversos devido à complexidade das práticas executadas e o risco habitual de saúde do paciente, bem como a ocorrência de ações ineficientes da equipe multidisciplinar, favorecem a ocorrência de complicações operatórias, evidenciadas por falhas no processo assistencial. Afim de reduzir os altos índices de mortalidade e danos, a Organização Mundial da Saúde desenvolveu a Lista de Verificação de Cirurgia Segura, estratégia para direcionar os profissionais e garantir a segurança do paciente de modo integral durante esse processo. Entretanto a adesão ao protocolo ainda não é realidade efetiva em muitas instituições de saúde. Partindo desse pressuposto, permeou-se o seguinte questionamento: Quais fatores contribuem para a baixa adesão aos checklist de cirurgia segura? OBJETIVOS Identificar na literatura as principais dificuldades para adesão dos checklist de cirurgia segura. MÉTODO Trata-se de revisão narrativa da literatura, com abordagem qualitativa, realizada em agosto de 2019 no portal da Biblioteca Virtual em Saúde, utilizando-se os Descritores em Ciências da Saúde “Segurança do paciente”, “Procedimentos cirúrgicos” e “Enfermagem”, cruzados com o operador booleano AND, nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde e Base de dados em Enfermagem, identificando-se 433 estudos. Após a aplicação dos critérios de inclusão: texto disponível, recorte temporal dos últimos dez anos e estudos publicados no idioma português e, critérios de exclusão: artigos repetidos, outras revisões e artigos que não respondessem à questão norteadora, analisaram-se na íntegra 10 publicações que, posteriormente, foram discutidas com literatura pertinente. RESULTADOS: Identificou-se nos artigos analisados que a falta de conhecimento sobre a segurança do paciente é a causa elementar para o não reconhecimento do instrumento como estratégia de prevenção e redução de eventos adversos, fator que influencia diretamente na baixa qualidade no preenchimento das listas de verificação. Pode-se justificar estes achados devido a falha de envolvimento, participação e comunicação da equipe, falta de sensibilização à necessidade de busca individual por atualização profissional, percepção individual deficiente entre os membros da equipe cirúrgica sobre a importância de cada item do checklist, assim como carência de capacitações e treinamentos para equipes cirúrgicas. Constatou-se que as causas citadas influenciam significativamente na implementação do checklist de cirurgia segura, corroborando com a baixa efetividade na adesão. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que há necessidade de desenvolvimento de ações de educação continuada para habilitar e capacitar os profissionais de saúde estimulando a promoção de melhores práticas, sensibilizando-os que o preenchimento correto e completo desse instrumento deve ser rotina dos centros cirúrgicos para melhorar a comunicação com a equipe cirúrgica e a interação entre paciente e profissionais, proporcionando assistência de qualidade, efetiva e segura.
Palavras-chave: Segurança do paciente, Procedimentos Cirúrgicos,Enfermagem
Oral
Abrir o trabalhoImplementação da Sistematização da Assistência de Enfermagem Perioperatória na Segurança do Paciente: Relato de Experiência
VIVIANE NUNES FERREIRA; Aldino Barbosa dos Santos; Ana Cristina da Silva Oliveira; Teodoro Marcelino da Silva
INTRODUÇÃO: Atualmente, no brasil e no mundo, milhares de pacientes são vítimas de eventos adversos cirúrgicos, podendo levá-los a situações irreversíveis ou até mesmo a morte. o centro cirúrgico é um ambiente crítico e complexo, e deve estar preparado juntamente com seus profissionais técnico e operacionais, sobretudo o enfermeiro. O protocolo de cirurgia segura deve ser instituído e implementado com vistas à diminuição de riscos e eventos adversos, e o enfermeiro assume papel protagonizador nesta temática. A Sistematização da Assistência de Enfermagem Perioperatória (SAEP) é um conjunto de ações, que organiza, orienta e direciona o cuidado com o paciente cirúrgico, assegurando que a equipe de enfermagem possa desenvolver um raciocínio clínico, uma assistência segura e respeitando a individualidade de cada paciente. OBJETIVO: Relatar experiências acadêmicas exitosas durante o estágio curricular sobre aplicação da sistematização da assistência de enfermagem perioperatória, para a segurança do paciente. MÉTODO: Trata-se de um relato de experiência, com observação direta participante, durante o período de estágio supervisionado de enfermagem da Universidade Regional do Cariri, da disciplina processo de cuidar do adulto em situações clínicas e cirúrgicas no período 03 a 21 de Junho de 2019, ocorrido no Hospital e Maternidade Dr. Agenor Araújo, em Iguatu, Ceará. Sendo este um hospital de médio porte de caráter filantrópico, referência em cirurgias eletivas que trabalha efetivamente o programa de segurança do paciente. Observou-se ênfase no protocolo de cirurgia segura através do instrumento SAEP, aplicado individualmente a cada paciente, de acordo com suas peculiaridades, associando o processo de enfermagem ao protocolo de cirurgia segura. RESULTADOS: Percebeu-se durante os estágios que o cumprimento da sistematização da assistência de enfermagem perioperatória direcionou e organizou os cuidados da equipe de enfermagem frente à segurança do paciente cirúrgico, desde sua admissão, pré-operatório até a alta hospitalar. Observou-se que estes profissionais promovem de forma efetiva a implementação da SAEP. Ficou evidente que o instrumento utilizado por esses profissionais é satisfatório no cuidado, além de proporcionar a autonomia, transformando a realidade diante de eventos adversos cirúrgicos, minimizando riscos, e fortalecendo a conscientização de outros trabalhadores da saúde para o cuidado seguro do paciente cirúrgico, de forma direcionada e padronizada. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A experiência vivenciada no campo cirúrgico potencializou os conhecimentos dos acadêmicos acerca do programa de segurança do paciente centrado no protocolo de cirurgia segura, bem como o fortalecimento do processo de ensino e aprendizagem, mediante as aplicações dos conhecimentos teóricos aprendidos em sala de aula e a sua execução na prática, contribuindo assim no aperfeiçoamento enquanto acadêmico e futuro profissional, incorporando em suas primeiras práticas no setor cirúrgico os elementos essenciais para seu exercício profissional.
Palavras-chave: Sistematização da Assistência de Enfermagem Perioperatória,Segurança do Paciente,Centro Cirurgico
Oral
Abrir o trabalhoINFECÇÃO PELAS ROUPAS DOS PROFISSIONAIS NO CENTRO CIRÚRGICO
BRENDA PINHEIRO EVANGELISTA; Breno Pinheiro Evangelista; Luiza Maria Ferreira Silva; Luana da Silva Viana; Lucenir Mendes Furtado Medeiros
INTRODUÇÃO: A infecção no sítio cirúrgico ocorre no local do procedimento cirúrgico, sendo relacionada a complicações no pós-operatório, acarretando consequências para a qualidade de vida do paciente e repercussões financeiras à instituição. Mediante os riscos de infecção no âmbito cirúrgico decorrente das roupas dos profissionais, surgiu a necessidade em obter uma discussão mais aprofundada, implementando a reflexão sobre a necessidade de estudar a temática com enfoque no contexto da saúde e da qualidade de vida. A relevância social e acadêmica na abordagem do tema apresenta-se por meio de compreender os aspectos que envolvem esse problema, buscando estratégias para prevenir as infecções no sítio cirúrgico. OBJETIVO: Identificar os riscos da infecção no centro cirúrgico relacionada ao vestuário utilizado por profissionais. MÉTODO: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura referente à produção científica sobre a infecção pelas roupas dos profissionais no centro cirúrgico, onde a busca dos artigos se deu na base de dados do Portal Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando-se os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “análise de consequências”; “centros cirúrgicos” e “infecção hospitalar”. Inicialmente com o cruzamento dos descritores constituíram-se 2.658, após os filtros restaram 53 destinados à análise, utilizando-se apenas 13, após a aplicação dos critérios de inclusão: os textos disponíveis na íntegra em língua portuguesa, texto completo, tipo de documento artigo, compreendidos entre 2014 a 2019. Adotaram-se como critérios de exclusão: estudos duplicados que estavam e artigos de revisão. Ao final, os artigos resultantes da pesquisa passaram pela análise de Conteúdo de Bardin. RESULTADOS: Mediante aos achados, foi possível estabelecer duas categorias relacionadas a temática, sendo elas: a) Lavagem inadequada e b) Uso e paramentação incorretos. A primeira categoria que concernente aos riscos de infecção no centro cirúrgico pelas roupas dos profissionais aborda que a lavagem incorreta do vestuário utilizado em cirurgias contaminadas que contribuem para a infecção do paciente no sítio cirúrgico. Além disso, a segunda categoria, direciona quanto ao uso inadequado ou falta da paramentação adequada durante as cirurgias, causando também a contaminação do profissional e do ambiente, são acontecimentos evidenciados na literatura, causando as complicações no pós-operatório. Então, a prevenção de infecções decorrentes de roupas contaminadas por esses profissionais acontece mediante a capacitações sobre a importância da lavagem correta e no ambiente adequado, realização da degermação das mãos, uso da paramentação correta durante as cirúrgicas. CONCLUSÕES: Portanto, a lavagem das roupas incorreta durante as cirurgias contaminadas e uso/paramentação inadequados faz necessária a implementação de capacitações e estratégias de educação em saúde continuadas para os profissionais como forma de reverter essa problemática.
Palavras-chave: Análise de consequências ,Centros Cirúrgicos,Infeccção hospitalar
Oral
Abrir o trabalhoREFEXÕES ACERCA DA SEGURANÇA DO PACIENTE NO CONTEXTO OBSTÉTRICO: CHECKLIST DE VERIFICAÇÃO DO PARTO CESÁREO
JOSÉ GERFESON ALVES; Kamila de Castro Morais; Leonarda Marques Pereira; Lorena Pinheiro Braga; Kadson Araujo da Silva
INTRODUÇÃO: Na contemporaneidade, a qualidade do cuidado e a segurança do paciente são motivos de preocupação nas instituições de saúde. Os riscos e os eventos que acarretam danos ao paciente têm crescido gradualmente, principalmente na esfera hospitalar. Nesse sentido, a segurança do paciente é compreendida como a prática de evitar, prevenir ou reduzir a um mínimo aceitável, o risco de dano desnecessário associado ao cuidado de saúde. Para tal, fundou-se em 2013 o Programa Nacional de Segurança do Paciente, tencionando colaboração na qualificação do cuidado em saúde em todos os estabelecimentos de saúde, propondo seis protocolos, sendo um deles a cirurgia segura, que propõem uma lista de verificação. Diante do exposto, em 2015 a Organização Mundial de Saúde divulgou o checklist do parto seguro que sistematiza as condutas essenciais na realização do parto, com o escopo de melhoria da qualidade dos cuidados prestados ao paciente com vistas a diminuir a mortalidade materna e neonatal. OBJETIVO: Identificar as contribuições da lista de verificação do parto seguro mediante as evidências disponíveis na literatura. MÉTODO: Estudo de enfoque qualitativo de revisão narrativa da literatura, realizado no portal de periódicos da CAPES, nas Bases de Dados LILACS e MEDLINE e na biblioteca virtual Scientific Eletronic Library Online (SciELO), nos meses de abril e março de 2019. Utilizou-se o cruzamento dos seguintes descritores MeSH: Patient Safety AND Cesarean Section AND Women's Health, obtendo-se os resultados LILACS (0), MEDLINE (16) e SciELO (1). Os critérios de inclusão foram: disponível na íntegra, idioma português, inglês e espanhol, tipo de documento (artigo), publicados no ano de 2015 a 2019. Excluíram-se os artigos repetidos e não pertinentes à temática, resultando em cinco artigos para compor a pesquisa. RESULTADOS: A aplicabilidade da Lista de Verificação do Parto Seguro corrobora com as repercussões satisfatórias no tocante à diminuição de complicações e riscos cirúrgicos na assistência obstétrica e melhorias para a segurança das pacientes. O checklist, quando implementado nas maternidades, apresenta benefícios significativos cooperando na prevenção das causas de mortes materna e neonatal, uma vez que os profissionais mediante o uso do instrumento, recordam a realização de práticas como higienização das mãos, avaliação de sangramento pós-parto, gerenciamento de infecção e amamentação até uma hora após o nascimento, dentre outros cuidados. Além disso, destaca-se a melhoria na comunicação da equipe, tornando as práticas mais seguras, viabilizando segurança não somente das pacientes, como também dos próprios profissionais. É válido ressaltar que o checklist do parto seguro não substitui o checklist de cirurgia segura, por não enquadrar o transoperatório, ou seja, são complementares e reforçam a cultura de segurança. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Apesar de aparentemente simplista, o checklist assegura benefícios aos pacientes quando empregada de forma eficaz. A abordagem padronizada mostra-se um meio efetivo para prevenção de erros e incidentes associados à assistência à saúde que culminam a um evento adverso, fazendo-se necessária a responsabilização e habilitação dos profissionais. Destarte, promover na cesárea, a segurança cirúrgica implica a obtenção da qualidade da assistência à saúde materna, e, consequentemente, neonatal.
Palavras-chave: Cesárea,Saúde da mulher,Segurança do paciente
Oral
Abrir o trabalhoVERIFIQUE A LISTA: O USO DE CHECKLISTS PARA A REALIZAÇÃO DE CIRURGIAS SEGURAS
GUILHERME ABNER FERREIRA BEZERRA; Anna Karen Lucas Cavalcante; Irynna Giovanna Bezerra Costa; Sarah Lucena Nunes
INTRODUÇÃO:A preocupação com a segurança do paciente vem aumentando devido a números alarmantes de situações que levam a cuidados inseguros, os quais podem deixar marcas irreversíveis na vida de um paciente. O centro cirúrgico é um ambiente de assistência de alto risco por envolver procedimentos invasivos que exigem o uso de tecnologias, além de tratar várias condições clínicas através de procedimentos anestésico-cirúrgicos, muitas vezes, sob condições de pressão e estresse. OBJETIVO: Identificar na literatura a importância do uso de checklist dentro dos centros cirúrgicos para promover segurança ao paciente. MÉTODO:Trata-se de uma revisão de literatura do tipo narrativa, realizada nas bases de dados LILACS, MEDLINE e BDENF através da Biblioteca Virtual em Saúde, nos meses de maço e abril de 2019 utilizando os descritores controlados checklist e segurança do paciente e o descritor não-controlado cirurgia segura mediados pelo operador booleano AND. A questão norteadora definida foi: o que as publicações apontam sobre o uso do checklist nos centros cirúrgicos brasileiros? Obteve-se um total inicial de 40 artigos. Aplicando os critérios de inclusão: texto completo disponível, idioma português, e o corte temporal de 2015 a 2019 e os critérios de exclusão: artigos duplicados ou que não respondiam a questão norteadora, resultaram nove referências para leitura na íntegra e construção desse estudo.RESULTADOS:Os estudos revelaram que quando se trata de cirurgia inúmeros fatores contribuem para a ocorrência de erros e colocam em risco a segurança do paciente. Diante disso, o uso do checklist padroniza as atividades que deverão ser realizadas na sala de cirurgia, auxiliando na memorização de suas etapas e melhorando o desempenho dos profissionais. Eles são aplicados em três momentos: antes da indução anestésica em que são checadas algumas informações com o paciente; antes da incisão cirúrgica quando é realizada a leitura dos itens do checklistem voz alta e antes da saída do paciente da sala de cirurgia para conferência dos materiais utilizados no procedimento, assegurando que nenhum deles ficou retido no paciente. A equipe de enfermagem tem papel essencial na adesão à lista de verificação, pois se responsabiliza pela qualidade e comunicação eficiente, com vistas à melhoria do serviço e à redução de eventos adversos.Para isso, a equipe precisa estar engajada e comprometida individual e coletivamente, de modo a compreender a importância e a necessidade do uso da lista de verificação. Todas essas ações visam à melhoria nos padrões de cuidado mediante comunicação interprofissional segura e redução de danos físicos e psicológicos ao paciente nesse ambiente de saúde. CONSIDERAÇÕES FINAIS:A análise dos estudos mostrou que a utilização da lista de verificação de segurança cirúrgica contribui para os padrões de segurança do paciente, pois favo¬rece o trabalho efetivo em equipe na redução da incidência de eventos adversos, diminuindo a mortalidade em cirurgia. É importante que haja o reconhecimento do checklist por pare dos profissionais como instrumento que incorporado na prática diária, produz resultados positivos não só para o paciente, mas também para o trabalho em equipe.
Palavras-chave: segurança do paciente, cirurgia, enfermagem, checklist
Oral
Abrir o trabalhoPalavras-chave: cuidados de enfermagem,educação em saúde,lesão por pressão
Oral
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