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FEIÇÕES RUINIFORMES NA DEPRESSÃO PERIFÉRICA DO CARIRI E ADJACÊNCIAS: SUBSÍDIOS PARA O DESENVOLVIMENTO DE AULAS DE GEOMORFOLOGIA NO ENSINO MÉDIO.
JOSE ADAILSON DE ALBUQUERQUE PEREIRA; Ruth Ribeiro Rocha Brito
O presente trabalho almeja expor o projeto de pesquisa intitulado: Feições ruiniformes na Depressão Periférica do Cariri e adjacências: subsídios para o desenvolvimento de aulas de geomorfologia no ensino médio. Compreendendo que o ensino de geomorfologia no ensino médio necessita extrapolar os limites dos muros escolares e celebrar as possibilidades geomorfológicas presentes nos arredores, através de aulas de campo, tornando o ensino de tal temática mais atrativo e eficiente. Para tanto, a presente pesquisa, objetiva analisar a evolução geomorfológica das feições ruiniformes presentes Depressão Periférica do Cariri e adjacências, identificando, no ambiente atual, os elementos estruturais que exerceram controle no processo evolutivo, subsidiando a elaboração de um roteiro de aula de campo. Para isso, o Cariri cearense se apresenta como um verdadeiro laboratório a céu aberto, devido ao seu conjunto de características naturais tornando-o uma paisagem de exceção no contexto do semiárido (Guerra, 2020). Sendo a Depressão Periférica do Cariri um elemento de relevância para o entendimento da evolução geomorfológica da Bacia Sedimentar do Araripe, onde os morros testemunhos, ali presentes, em diferentes estágios evolutivos são uma espécie de arquivo dos processos evolutivos, aos quais esta pesquisa pretende desvendar. Visando cumprir os objetivos propostos, faz-se necessário a execução de algumas etapas, que são elas: levantamentos bibliográficos e materiais cartográficos; aplicação de técnicas de geoprocessamento e tabulação, espacialização e análise de dados. Simultaneamente aos levantamentos bibliográficos, serão realizados levantamentos cartográficos. Serão utilizados produtos de sensoriamento remoto, com ênfase para os dados do Shuttle Radar Topography Mission – SRTM (Missão Topográfica de Radar Transportado) disponíveis no site da National Aeronautics and Space Administration – NASA, com resolução espacial de 30 metros. De posse das representações cartográficas e dos produtos do sensoriamento remoto, com o auxílio de softwares de geoprocessamento como QGIS (Versão 3.34.7), ArcGis (Versão 10.5) serão elaborados mapas temáticos e modelos tridimensionais e extração
Palavras-chave: Feções ruiniformes,Evolução geomorfológica,Depressão Periférica do Cariri,Ensino de Geografia
A CIDADE E CARTOGRAFIA TÁTIL: ADAPTAÇÃO DE RECURSOS DIDÁTICOS PARA A INCLUSÃO DE ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA VISUAL NO ENSINO DE GEOGRAFIA
JAQUELINE PINHEIRO
A cidade é uma das manifestações mais complexas do espaço geográfico. Ela concentra as interações humanas em sua forma mais intensa, sendo palco de processos econômicos, sociais, políticos e culturais que refletem as dinâmicas da própria sociedade. De acordo com Lefebvre (1968) o espaço urbano não é uma construção natural e não é uma estrutura, é um produto social, ou seja, é algo resultante das ações, decisões, conflitos e consensos entre os indivíduos. A Geografia, que pauta-se no estudo do espaço geográfico, buscando compreender as dinâmicas espaciais, as nuances e os entrelaces das relações sociais e o seu impacto no espaço, exerce papel fundamental para a compreensão das complexidades presentes nos espaços urbanos. Para o processo de ensino-aprendizagem dos estudantes com deficiência visual no ensino de Geografia para este cenário complexo de relações, a adaptação de recursos didáticos é basilar. Explorando os outros sentidos, como o tato, a audição, a cinestesia e o olfato. As maquetes táteis podem auxiliar e criar condições para que os estudantes compreendam os conceitos geográfico de forma significativa e contextualizada com a realidade em que estão inseridos. Tem-se como percurso metodológico: a) levantamento bibliográfico; b) confecção da maquete; c) aplicação da atividade de construção da maquete tátil da cidade; d) análise dos dados. O levantamento bibliográfico estruturou-se nos conceitos basilares: Ensino de Geografia (CASTELLAR, 2020; CAVALCANTI, 2013, 2020); Inclusão Escolar (CAIADO,2014; MANTOAN, 2016); Cidades (CAVALCANTI, 2012); Cartografia Tátil (ALMEIDA, 2014; COSTA, 2017; LOCH, 2008; VASCONCELLOS, 1993). Posteriormente foi realizado uma sondagem com os estudantes de quais equipamentos urbanos deveriam ter na cidade. Com a produção de uma “maquete montável” e a orientação dos pesquisadores os estudantes distribuíram os elementos urbano de acordo com as suas percepções. Ao longo da organização de acordo com as suas percepções, foi possível identificar que alguns espaços se tornavam centrais para eles, como praças, igrejas e escolas, lugares, que de acordo com os participantes, eram mais frequentados cotidianamente. No decorrer da atividade, f
Oral
Abrir o trabalhoAPONTAMENTOS INICIAIS SOBRE OS IMPACTOS DO NOVO ENSINO MÉDIO NO ENSINO DE GEOGRAFIA NA EEM PLÁCIDO ADERALDO CASTELO NO MUNICÍPIO DE CARIRIAÇU-CE
IRLANE DA COSTA SILVA
Este trabalho parte da problemática evidenciada a partir da reforma educacional que instituiu um Novo Ensino Médio no país, através da Lei 13.415/2017. Os caminhos para a sua aprovação repentina e sem uma ampla participação popular resultou em manifestações contrarias a sua implementação, uma vez que esta fez importantes modificações na estrutura curricular, desobrigando o ensino de algumas disciplinas e favorecendo as que são parâmetros nas avaliações em larga escala. Dito isso, o objetivo principal deste trabalho é verificar se houve impactos para a disciplina de Geografia com a flexibilização posta, para isso, utilizamos autores como Callai (2011); Cavalcanti (2007); Girotto (2017); Libânio (2016); Castellar (2010); Pontuschka, Paganelli e Cacete (2017); Freitas (2018) que trazem importantes contribuições acerca do ensino de Geografia e das políticas públicas educacionais. Logo, buscou-se analisar criticamente os interesses políticos e econômicos e a quem interessa, de fato, a reforma. Para isso, partimos de uma abordagem qualitativa a fim de compreender os aspectos subjetivos dos sujeitos envolvidos, utilizando como instrumento para coleta de dados a entrevista semiestruturada por possibilitar uma maior interação entre o pesquisador e o entrevistado da realidade que nos propomos a investigar. Enquanto resultados, pudemos perceber o potencial de adaptação dos professores e a ausência de formação na implementação da reforma.
Oral
Abrir o trabalhoCARTOGRAFIA INCLUSIVA: UMA EXPERIÊNCIA NO TERRITÓRIO DO BAIXIO DAS PALMEIRAS EM CRATO, NO CEARÁ
CARLOS JEFFERSON GOMES DA SILVA; Claudiana Sales Pinto; Antônia Carlos da Silva
Este trabalho discute as possibilidades pedagógicas da Cartografia tátil como material didático para inclusão de pessoas com Deficiência Visual – DV. A proposta foi realizada em outubro de 2023 na Casa de Quitéria localizada no território da comunidade Baixio das Palmeiras, área rural do município de Crato, no Ceará. O nome do espaço cultural Casa de Quitéria faz alusão a uma ilustre moradora da comunidade, Quitéria Ferreira Nobre uma liderança que enfrentou uma sociedade rural patriarcal e marcada pela dominação da figura masculina no território. A oficina tratou de conteúdos relacionados à Cartografia inclusiva, buscando discutir formas de ações coletivas para inclusão de pessoas com DV. De modo geral, o objetivo da oficina foi discutir a potencialidade didática do uso e criação de mapas táteis no contexto do ensino não formal, enquanto ferramenta de inclusão e de análise da espacialidade, atentando para a necessidade de um olhar voltado para a inclusão. Especificamente tivemos como propósitos: possibilitar condições para que as pessoas conheçam os elementos espaciais do seu cotidiano; propiciar práticas para montagem em grupo/equipe de mapas táteis possibilitado a socialização na exploração de tais recursos; e produzir mapas táteis com materiais reaproveitáveis e com texturas diversas. O trabalho foi sistematizado a partir de levantamento bibliográfico em autores como Almeida (2001); Loch (2008); Freire (2014); Gohn (2011); Nobre (2005); Arroyo (2004) e outros. Consideramos como fio norteador do trabalho as seguintes problematizações: Como a Cartografia Tátil pode contribuir para o entendimento espacial dos sujeitos da comunidade do Baixio das Palmeiras? Quais materiais didáticos podem auxiliar na educação, orientação e mobilidade dos sujeitos com DV? Nesse percurso, para desenvolvimento da oficina, optamos pelos seguintes procedimentos: (a) delimitação do recorte espacial a ser mapeado; (b) escolha dos materiais adequados de baixo custo; (c) elaboração dos Mapas Táteis com as pessoas da comunidade; e (d) socialização do material inclusivo elaborado. Ressaltamos a relevância da ação pedagógica na Casa de Quitéria.
Palavras-chave: Cartografia Tátil; ,Inclusão; ,Casa de Quitéria; ,Território.
Oral
A CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DOCENTE NO PROGRAMA RESIDÊNCIA PEDAGÓGICA
ALLISON SILVA DO NASCIMENTO; KELLY RAYANE SILVA COSTA
O Programa Residência Pedagógica (PRP) é uma iniciativa que integra a Política Nacional de Formação de Professores do Ministério da Educação, visando intensificar a formação prática nos cursos de licenciatura e promover a integração entre a Educação Básica e Educação Superior. O objetivo central do trabalho é analisar como o programa residência pedagógica contribui para a construção da identidade docente, destacando a integração entre a teoria acadêmica e as práticas pedagógicas vivenciadas no cotidiano escolar. Nesse sentido, para a construção da identidade docente, foram analisadas as percepções vivenciadas durante a participação no programa, realizada de fevereiro de 2024 a abril de 2024, com foco no processo formativo e na interação entre a teoria adquirida na academia e a prática na escola Juvêncio Barreto, localizada no Bairro Batateiras em Crato-CE. Os instrumentos de coleta de dados incluíram: observações participativas nas aulas e atividades escolares e a análise do relatório produzido durante as práticas na referida escola. Diante disso, foi observado que o Programa Residência Pedagógica foi um importante espaço de formação docente, proporcionando a oportunidade de vivenciar a prática pedagógica de forma contextualizada e reflexiva. O mesmo possibilitou aproximar teoria e prática, aplicando conceitos aprendidos em sala de aula na prática educativa; desenvolver uma postura crítica-reflexiva, essencial para a construção de uma identidade docente sólida e consciente; enfrentar desafios reais da sala de aula, como a gestão do comportamento dos alunos e a adaptação dos planos de aula a diferentes contextos e aprimorar habilidades pedagógicas, como planejamento, avaliação e uso de metodologias ativas. A experiência no Programa de Residência Pedagógica contribuiu significativamente para a construção da identidade docente. A vivência da prática pedagógica, acompanhada de reflexões sistemáticas sobre a própria atuação, proporcionou uma formação integral, permitindo enxergar a profissão docente como um processo dinâmico que vai além do simples repasse de conteúdos.
Palavras-chave: Formação de Professores; Ensino de Geografia; Residência pedagógica
Oral
Abrir o trabalhoA TECNOLOGIA NA APRENDIZAGEM ESCOLAR: IMPACTOS E INFLUÊNCIA NA SAÚDE EMOCIONAL DOS ALUNOS.
LOHANY FERREIRA ALENCAR ; Maria Aparecida dos Santos Felipe; Maria Jucicleide da Silva Lopes
RESUMO: A sociedade contemporânea tem a presença marcante da tecnologia nos mais diversos segmentos com avanços significativos nas comunicações, no trabalho e na educação. Viver conectado é uma condição indispensável para muitos usuários e isso tem repercutido na aceleração de trocas de informação, na circulação de mercadorias, na aproximação entre os lugares, dentre outros. Nesse campo de estudo é salutar indagar sobre os possíveis impactos na vida das pessoas. Paul France (2022) destaca a necessidade de “que lembremos de nos perguntar por que estamos usando a tecnologia e garantir que ela esteja tornando o aprendizado pessoal, ampliando e não limitando nossa humanidade”. Considerando esse contexto, questiona-se: qual tem sido a repercussão do uso das tecnologias para aprendizagem dos estudantes nas aulas de Geografia? Como a tecnologia tem influenciado na saúde emocional dos alunos? O presente estudo busca analisar os impactos que a tecnologia pode causar na aprendizagem e na saúde emocional dos alunos na escola. O atendimento a esse propósito considera como procedimentos metodológicos o levantamento e análise bibliográfica relacionada ao tema. A pesquisa encontra-se em fase inicial porém sabe-se que o grande desafio da atualidade é tentar conseguir separar o mundo digital do mundo real, as tecnologias são ferramentas essenciais para ajudar no desenvolvimento dos alunos, graças a ela, tarefas que eram executadas de forma demorada tornaram-se mais rápidas e possibilitam o acesso a um mundo de informações. Contudo, o que tem gerado preocupação para alguns estudiosos é o excesso de exposição às telas, a vulnerabilidade diante de informações veiculadas que não tem uma legislação específica e nem regras para acompanhar. O acesso à internet tem modificado as formas de relacionamentos, interação e convivência entre as pessoas; Além disso, o uso excessivo dos recursos disponíveis e a utilização crescente de sites e aplicativos que facilitam, produzem trabalhos e disponibilizam respostas, gera sujeitos passivos e sem autonomia nos estudos, tornando os jovens depressivos, ansiosos e antissociais.
Palavras-chave: Tecnologia , aprendizagem, saúde mental
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoOral
A IMPORTÂNCIA DA FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA A INCLUSÃO ESCOLAR
PEDRO HENRIQUE PEREIRA LOPES ; Pedro Henrique Pereira Lopes, pedro.lopes13@urca.br; Antonio Felipe Beserra; Felipenew9528@outlook.com
Este resumo tem o objetivo de apresentar o artigo "A Importância da Formação de Professores para a Inclusão Escolar" tem como objetivo investigar a relevância da formação docente, tanto inicial quanto continuada, para a efetivação da inclusão escolar, essencial para a criação de ambientes educacionais equitativos e acessíveis. Além disso, a pesquisa adota uma abordagem qualitativa, fundamentada em análise documental e revisão de literatura, incluindo referências a políticas internacionais como a Declaração de Salamanca e a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Ademais, os principais resultados indicam que a formação adequada dos professores é essencial para adaptar currículos, métodos de ensino e avaliações às diversas necessidades dos alunos, promovendo a inclusão por meio de estratégias pedagógicas como o Desenho Universal para a Aprendizagem, ensino colaborativo e o uso de tecnologias assistivas. No entanto, o estudo também aponta desafios consideráveis, como a resistência a mudanças, a falta de recursos e a desconexão entre teoria e prática nos programas de formação docente. Por fim, a pesquisa ressalta a necessidade de um compromisso institucional e políticas educacionais consistentes para superar esses obstáculos, visando a capacitação contínua dos educadores e a transformação das escolas em espaços verdadeiramente inclusivos, no qual todos os alunos possam desenvolver seu potencial máximo.
Palavras-chave: Formação de Professores, Inclusão Escolar, Educação Inclusiva, Políticas Educacionais, Desenho Universal para a Aprendizagem.
Oral
Abrir o trabalhoOs desafios no processo de ensino e aprendizagem de estudantes com autismo: aproximações de uma licencianda em Geografia
LAUDENIRA PEREIRA DA SILVA
RESUMO Esse estudo monográfico problematiza a inclusão de estudantes com Transtornos do Espectro Autista na Escola Santa Bárbara, em Farias Brito- CE, com foco nos desafios enfrentados pelos professores de Geografia. O interesse pela temática surge a partir das experiências docentes observadas durante a disciplina Estágio Supervisionado II na escola supracitada. Nela foi possível perceber as dificuldades em adaptar os conteúdos geográficos para alunos com autismo. Como procedimentos metodológicos, destacamos a pesquisa de caráter bibliográfico, as observações das aulas e os dados levantados junto a coordenação pedagógica da escola. Da revisão da literatura, situamos a temática sobre o autismo, abordando a origem do termo, os estudos de Bleuler, Leo Kanner e Hans Asperger, além da definição do autismo como um transtorno global do desenvolvimento com alterações nas áreas de interação social, comunicação e comportamental. Ampliando essas ideias, foram discutidas as primeiras intervenções educacionais para crianças autistas e a concepção de inclusão educacional, com destaque para a Declaração de Salamanca. É mencionada a legislação brasileira em relação ao autismo e a necessidade de políticas educacionais para garantir a inclusão educacional. É abordado, também, sobre o desafio do ensino de Geografia no processo de inclusão educacional, destacando a necessidade de mudanças e investimentos para efetivar a educação inclusiva. Foram apontadas questões como a falta de uma formação continuada dos professores e a inadequação do currículo e do ambiente escolar para lidar com alunos com deficiência. Reconhecemos que as práticas pedagógicas são fundamentais para garantir uma educação de qualidade para os alunos, levando em consideração suas necessidades e habilidades individuais. Ressaltamos a importância da formação continuada dos professores e da atenção às especificidades de cada aluno para promover uma educação inclusiva efetiva.
Oral
Abrir o trabalhoPROJETO PEDAGÓGICO DA ESCOLA GOVERNADOR ADAUTO BEZERRA: UMA ANÁLISE DOCUMENTAL EM BUSCA DE INDICATIVOS PARA UMA PROPOSTA DE ERRD
ANTÔNIA CARLOS DA SILVA; Sofia Luanda Freitas Alves; Cícera Letícia do Nascimento Souza; Yanara Maria Vilar dos Santos
Este trabalho apresenta uma análise do Projeto Político Pedagógico – PPP 2023 - 2026 da Escola Governador Adauto Bezerra, como uma das referências documentais de pesquisa do Projeto de Iniciação Científica "Educação para Redução de Riscos de Desastres (ERRD) na área de risco 'Seminário' em Crato". Na pesquisa, partimos da seguinte problematização: Quais os fundamentos do projeto pedagógico que apontam indícios para implementação da ERRD na escola? É com esse questionamento que norteamos o objetivo do nosso estudo que é identificar nos documentos oficiais assuntos relacionados a temática desastre ambiental e estabelecer articulação com uma proposta de ERRD. Delimitamos como procedimentos metodológicos as seguintes ações: aprofundamento teórico sobre o tema em estudo; análise do PPP da escola; delimitação de concepções e objetivos para possível abordagem da ERRD e sistematização do texto com os resultados obtidos. Quanto aos resultados da pesquisa documental, identificamos no PPP alguns indicativos de direcionamento: (i) nas Metas Mediatas, destaca “usufruir dos bens da natureza, minimizando os danos à mesma”; (ii) na Aprendizagem, aponta a necessidade de “uma aprendizagem significativa com vínculos entre os conteúdos e os conhecimentos prévios do educando”; (iii) na Relação Escola – Comunidade, enfatiza “o conhecimento do contexto social de sua vizinhança e da clientela a que serve”; e (iv) na Proposta Pedagógica, ressalta a necessidade de “conhecer os processos naturais e o cuidado com o ambiente como valor vital, efetivo e estético”. Ao permear esses indicativos situarmos os/as estudantes no âmbito das questões ambientes e temos a possibilidade de apontar caminhos para construção de conhecimentos sobre como as pessoas são afetadas e como podem intervir frente aos riscos de desastres nas áreas sujeitas a desastres ambientais. Consideramos que as indicações do PPP apontam caminhos importantes para uma abordagem no campo da ERRD na realidade escolar, pois explicita concepção, objetivo e proposta para compreensão e o aprofundamento no que diz respeito ao desenvolvimento pedagógico com possíveis percursos para prevenção de risco de desastres.
Oral
Abrir o trabalhoUNIDADES CURRICULARES ELETIVAS-UCE DA ESCOLA GOVERNADOR ADAUTO BEZERRA NA PROPOSIÇÃO DE PRÁTICAS VOLTADAS À ERRD
ANTONIO MARCOS GOMES DA SILVA; Ruth Ribeiro Rocha Brito; João Paulo Ferreira da Anunciação; José Victor Araújo de Sá
O texto nasce da necessidade de pensarmos um ensino de Geografia contextualizado, tendo como problemática investigação o documento “Catálogo de Unidades Curriculares Eletivas – UCE 2024” da Escola Governador Adauto Bezerra, em Crato no Ceará. As proposições curriculares das UCE dispõem de contéudos que possibilitem uma Educação para Redução de Riscos de Desastres? A análise deste documento é uma das ações metodológicas do projeto de Iniciação Científica PIBIC-CNPq-EM “Educação em Redução de Riscos de Desastres (ERRD) na área de risco ‘Seminário’ em Crato-CE”, que encontra-se em desenvolvimento da referida escola. A análise se destina a identificar nos documentos oficiais que norteiam a escola os conteúdos que se relacionam às temáticas de riscos ambientais e sua articulação com a ERRD. Para esse propósito foram sitematizados os seguintes procedimentos metodológicos: a)leitura dos documentos oficiais, b)identificação dos conteúdos geográficos com especificação para aqueles relacionados as questões ambientais e c)sistematização do texto com a discussão dos dados coletados. Na análise do sumário identificou-se que os assuntos relacionados a ERRD distribuem-se nas seguintes áreas do conhecimento: Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, Ciências da Natureza e Formação Profissional. As UCE estão organizadas em blocos, onde se explica como funcionam, onde se aplicam e como se relacionam com o cotidiano dos/as alunos/as. Diante disso, podemos exemplicar a unidade curricular Educação Ambiental que está contida na área de Ciências da Natureza. Nela, seus principais objetivos apontam para necessidade de entender as questões que afetam a vida dos seres humanos e do planeta, e ampliar habilidades relacionadas à conservação ambiental, atuação ambiental e problemas ambientais na comunidade. Consideramos que a análise documental contribuiu para um melhor aprofundamento nos conteúdos das eletivas, no que diz respeito às Ciências Humanas, especicamente, com a Geografia e a temática meio ambiente. As especificações identificadas no documento, revelam importantes proximidades com as questões ambientais, e a partir delas, torná-se possível reconhecer e estabelecer uma linha de plane
Oral
Abrir o trabalhoVIOLÊNCIA NO ÂMBITO ESCOLAR: UMA ABORDAGEM INTERDISCIPLINAR
DANIEL OLIVEIRA DOS SANTOS ; Pedro Henrique Pereira Lopes/ pedro.lopes13@urca.br; Lohany Ferreira Alencar/ lohany.ferreira@urca.br
A violência no âmbito escolar é algo recorrente, e que demanda uma análise interdisciplinar, que envolve outras áreas de estudos, por exemplo, a psicologia, sociologia, direito, etc. A violência escolar tem múltiplas dimensões, as mais comuns são, bullying, cyberbullying, agressões físicas e psicológicas. É importante destacar que a violência escolar não é um problema isolado, mas sim como um reflexo de dinâmicas sociais mais amplas, como a desigualdade socioeconômicas questões de gênero e sexualidade e a influência da cultura digital, vale ressaltar que essas violências causam um impacto psicológico, acadêmico e sociais. A proposta de uma abordagem interdisciplinar é extremamente fundamental para desenvolver estratégias eficazes de prevenção e intervenção. A colaboração entre psicólogos, educadores, assistentes sociais e a comunidade é essencial para criar um ambiente escolar seguro e acolhedor. Também é importante discutir a formação continua dos profissionais da educação, capacitando-os a reconhecer e saber como abordar em situações de violência no âmbito escolar. A compreensão da violência escolar sob uma perspectiva interdisciplinar é crucial para o desenvolvimento de soluções sustentáveis e efetivas, visando a construção de um ambiente escolar mais saudável e seguro para todos os estudantes.
Palavras-chave: EDUCAÇÃO. VIOLÊNCIA ESCOLAR. PREVENÇÃO
Oral
Abrir o trabalhoCONCEPÇÕES E ESTRATÉGIAS DE FUTUROS PROFESSORES NO ENFRENTAMENTO AO BULLYING:RELATO DE EXPERIÊNCIA NA UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI-URCA
MARÍA ELARYCE DE ARAUJO CLEMENTE
Este trabalho se configura em um relato de experiência a partir das atividades realizadas no projeto de iniciação científica “Concepções e estratégias de futuros professores no enfrentamento ao Bullying”fomentado pela Fecop,na Universidade Regional do Cariri.O mesmo objetiva investigar as concepções e as estratégias de enfrentamento ao bullying dos estudantes dos cursos de licenciatura da Universidade Regional do Cariri–URCA,na cidade do Crato–CE.Para a coleta de dados foi elaborado um questionário com 12 questões que versaram sobre as dificuldades dos futuros professores em relação ao bullying e sobre a percepção da contribuição da Universidade neste aspecto.Responderam ao questionário 130 alunos dos cursos de licenciatura dos cursos de pedagogia (n =70),história(n =4),geografia (n =16),educação física (n=9),química(n =3),letras (n =13),ciências sociais (n=5) e ciências biológica (n=10). A coleta de dados foi realizada de forma virtual através da plataforma Google forms.Os resultados evidenciam que o bullying tem sido pouco discutido na universidade:40,8% dos participantes informaram que o tema nunca foi abordado na universidade,34,6% que foi abordado raramente,20,8% que foi abordado eventualmente e 3,8% que foi abordado com frequência. Isso se reflete na avaliação dos estudantes sobre a contribuição da universidade,pois apenas 13 estudantes(10%)a consideraram satisfatória.Observamos também que os alunos conhecem o termo bullying, mas que é um conhecimento limitado, onde destacaram apenas algumas de suas características e como pode ser manifestado. Algumas maneiras citadas foram: a violência verbal, física e psicológica. Quando questionados sobre o quanto se sentem preparados para lidar com situações de Bullying em sua futura atuação como docente. As respostas demonstram que uma minoria se sente suficientemente preparada para lidar com essa questão, indicando se sentir muito(11,5%)ou totalmente preparado (0,8%).A maioria indicou se sentir mais ou menos preparada(43,1%),enquanto (36,9%)sentem-se pouco preparados e(7,7%)nada preparados.Sendo assim, compreendemos da demanda de que a universidade contribui pouco com essa questão.
Oral · Pôster/Banner
Abrir o trabalhoELETIVA DE GEOGRAFIA E MÚSICA NA ESCOLA ESTADO DA BAHIA, POSSIBILIDADES METODOLÓGICAS
DEIVID BATISTA DE SOUZA
Este trabalho surde da necessidade em compreender o currículo escolar público, considerando as recentes reformulações curriculares na legislação brasileira, bem como no estado do Ceará. As recentes mudanças, alteraram significativamente os conteúdos a serem ensinados, desde o aumento da carga horária e, a mudança no perfil das escolas que passaram, muitas delas, a serem de Tempo Integral. Neste sentido, este trabalho tem como recorte de pesquisa a Escola Estado da Bahia em Crato, e privilegia a empiria a disciplina eletiva de Geografia e música. A Geografia no contexto educacional das práticas pedagógicas no Escola Estado da Bahia, torna-se essencial na compreensão da realidade urbana dos menos favorecidos economicamente, em Crato-CE. Os procedimentos metodológicos partem da análise curricular, a partir dos documentos LDB 9.394/1996; Medida Provisória 746/2016; LDB 13.415/2017 e BNCC; Projeto Político Pedagógico e ementa da disciplina eletiva Geografia e Música. A partir desta análise realizamos uma prática utilizando as músicas de como Djonga, Racionais, Edson Gomes para abordagens de assuntos como racismo estrutural e institucional, preconceito, questões de gênero, luta de classes na sociedade contemporânea. Para discutir sobre o ensino de geografia e música baseamo-nos em Ferreira (2012), Holgado (2016), tratando sobre dinâmicas do ensino com base em Garcia (2014). Os resultados apontam que a arte proporciona um raciocínio da realidade com criticidade e questionamentos, sustentando assim que a música pode ser um material didático pertinente para o ensino geográfico.
Palavras-chave: Geografia,Música, Metodologias,Ensino
Oral
Abrir o trabalhoESTÁGIO E GEOGRAFIA ESCOLAR NO ENSINO MÉDIO: PARTILHANDO EXPERIÊNCIAS
CÍCERA JAÍSSE FERREIRA ALVES; MARIA SOARES DA CUNHA
O presente trabalho visa relatar o processo de realização do estágio na etapa do ensino médio, que faz parte da disciplina de Estágio Supervisionado IV, Curso de Licenciatura em Geografia da Universidade Regional do Cariri (URCA). O estágio contribui à qualificação do futuro profissional, permitindo aos licenciandos a oportunidade de ainda no período da graduação ter contato com o ambiente escolar. Contribui para que se reflita sobre a prática docente e a profissão, percebendo e lidando com as dificuldades que englobam o trabalho de ensinar e aprender, de forma colaborativa e coletiva. Os momentos teórico-práticos foram vividos numa zona de fronteira entre a Universidade e as escolas. A regência de sala aconteceu entre março e maio de 2023, totalizando 100 horas de atividades. Aconteceu em duas instituições públicas de ensino médio: E.E.M.T.I Juvêncio Barreto, situada em Crato, nas turmas de 1° ano A e B, turno manhã, na qual atuei como residente no Programa de Residência Pedagógica (URCA). As atividades também foram realizadas na escola Getúlio Vargas, localizada em Farias Brito/CE, nas turmas de 1° e 2° ano, turnos tarde e noite. Através das experiências obtidas nesta fase do curso, licenciandas/os se identificam com a profissão docente. Também acontece o contrário: ajuda na decisão de não se envolver com esse trabalho. A disciplina Geografia, apesar de suas contribuições no processo educativo, a muito vem sendo questionada acerca de sua importância e relevância. O estágio pode ser uma oportunidade de ampliar nos estudantes a satisfação em aprender o saber geográfico. Durante essa vivência na escola Juvêncio Barreto, localizada no bairro Gizelia Pinheiro Crato/CE, foram exploradas estratégias, como a maquete para trabalhar o tema: formas de relevo, ajudando na maior participação das alunas e alunos da turma 1° ano B. Com relação a escola Getúlio Vargas, o planejamento e exposição das aulas se deram com o auxílio do livro didático. Desenvolver as atividades do trabalho docente como estagiária não foi simples, exigindo preparação, problematização do que já sabia, o diálogo respeitoso com os dois supervisores das escolas e com orientadores da URCA. O desafio maio
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoGEOGRAFIA DAS DESIGUALDADES E RESISTÊNCIA NA MÚSICA DE DJONGA
LUIZ PATRÍCIO DE SOUSA NETO
Esse trabalho trata sobre o estudo da relação entre Geografia e a música, discutindo caminhos que sejam viáveis trabalhar os conteúdos disciplinares, de tal forma que agregue uma abordagem crítica e reflexiva no âmbito do ensino na disciplina de Geografia na escolar. Entendemos que essa abordagem é relevante pois busca atender percursos metodológicos numa perspectiva ativa e dinâmica, valoriza a sua utilização em sala de aula e ressalta a música como um recurso didático que instiga debates. Assim, como inquietação inicial nessa pesquisa, destacamos: De que forma a música pode contribuir com os percursos de aprendizagem geográfica dos alunos? Qual gênero de música pode apontar para uma linguagem que atenda ao universo de experiências dos alunos? Nesse sentido, delimitamos como objetivo entender as interconexões entre espaço, poder, racismo estrutural e desigualdades a partir da dissecação de uma música do rapper Djonga: “Conversa com uma menina branca”. Os procedimentos metodológicos constam das seguintes etapas: levantamento bibliográfico para aprofundamento da temática; contextualização da vida do interprete Djonga e do álbum em que a canção está inserida; análise da letra da música identificando as ideias principais e os conceitos abordados; sistematização das informações levantadas e estabelecimento de relação com as necessidades do currículo da escola. A pesquisa está em fase inicial, mas destacamos dessa etapa a sistematização das estrofes da canção acima especificada e a relação com o estudo da Geografia, possibilitando relacionar com questões sociais e culturais relevantes. Reconhecemos que é viável integrar a música no ensino de Geografia, atualizando as discussões e os debates de temas pertinentes à disciplina. Essas percepções foram evidenciadas, por exemplo, na letra que afirma: “Na conversa com uma menina branca eu disse que não era sobre ela, que se fosse individual existia uns barraco e não tinha favela.” Nesse trecho, Djonga aborda o racismo estrutural, enfatizando que a questão não se limita ao indivíduo (ela), mas sim a sociedade brasileira como um todo.
Oral
Abrir o trabalhoIDEIA LEG: PROPOSIÇÕES METODOLÓGICAS PARA A EDUCAÇÃO DE RISCOS E DESASTRES SOCIOAMBIENTAIS PELA LINGUAGEM DA CHARGE
BRUNO DE SOUZA BEZERRA; CICERA DAIENE MENEZES DA SILVA; PEDRO HENRIQUE PEREIRA LOPES; FRANCISCA ÉRICA ALEXANDRE DE OLIVEIRA; SIMONE AGOSTINHO DO NASCIMENTO
Na educação geográfica, é comum a assertiva de que o ensino dos conceitos deve-se dar a partir da utilização de diversas linguagens. Uma pergunta que surge, então, é: quais são as linguagens mais comuns utilizadas no ensino da Geografia? E mais: até que ponto a charge, um gênero textual com forte apelo visual e crítico, pode ser uma ferramenta eficiente para o ensino de Geografia e para a compreensão das dinâmicas socioespaciais? O objetivo desse texto diz respeito a compreender a pertinência do planejamento da ação Ideia Leg quanto ao uso do gênero textual charge no ensino de Geografia para alunos do ensino médio. Os temas da Geografia, os conceitos, como espaço, lugar, território, região e paisagem estão à compreensão do ser no mundo, considerando as áreas de risco e desastres ambientais em Crato. Desta feita, pela concepção da linguagem da charge que tem apelo eminentemente visual, essa linguagem que se alimenta da novidade, tem poder de comunicação verbal e não verbal significativa, ao trazer personagens no enredo, pela figura de linguagem da ironia. A charge, do ponto de vista da Geografia e, do seu ensino na escola, é um retrato do que ocorre no cotidiano. As ações dividiram-se em dois momentos. O primeiro momento foi para definição do estudo das áreas de risco no Crato, através da charge e, no segundo momento, o estudo sobre o gênero textual charge, no seu sentido e significado. Para Vasconcellos 2002, o ato educativo diz respeito a uma ação estruturada, isto é, planejada, pensada e concretizada, que indica, antes de tudo, um ensino a partir da pesquisa, neste sentido, o planejamento da atividade Ideia Leg, na Escola Estado da Bahia, com uso da linguagem da charge: permitiu desenvolver a apropriação dos conceitos inerentes à oficina, tais como áreas de risco, charge, desastres socioambientais, buscando adequá-los ao cotidiano escolar do aluno e suas experiências. Consideramos, que a prática no espaço escolar é imersa na atividade do planejamento, fundamental no percurso da formação docente em Geografia.
Palavras-chave: Charge, Área de risco, Ensino de Geografia, Planejamento, Ideia Leg
Resumo Simples
Abrir o trabalhoLEITURA LEG: UMA AÇÃO FORMATIVA PARA CULTIVAR O HÁBITO DE LER A VIDA E O MUNDO
ANTÔNIA CARLOS DA SILVA; Pedro Henrique Pereira Lopes; Elmy Rodrigues de Brito; Dheysi Lara Gomes Agostinho
Este trabalho discute as atividades referentes a Ação Formativa LEITURA LEG que vem sendo implementada por professores/as e estudantes pesquisadores/as do Laboratório de Ensino de Geografia desde abril de 2024. A ação tem o intuito de incentivar a leitura com a promoção de encontros mensais para debater obras literárias numa abordagem educativa crítica, reflexiva e transformadora. O Leitura LEG agrega procedimentos metodológicos envolvendo o planejamento, que trata das discussões para selecionar a obra a ser lida considerando temáticas socialmente relevantes; a realização, correspondente aos encontros para socializar as ideias centrais abordadas no livro; a avaliação, expressada pelo debate e as contribuições para nossa formação pessoal e a socialização, voltada à divulgação e visibilidade dos mundos possíveis construídos pela incorporação da leitura. Nesse período inicial, atuamos no levantamento e seleção das obras, aprovação dos livros, agendamento dos encontros, leitura prévia dos livros, debate das ideias dos autores e sistematização escrita das ideias construídas pelo grupo participante. Os livros selecionados e discutidos foram “Antes que o café esfrie” de Toshikasu Kawauchi e “A metamorfose” de Franz Kafka. Os debates das obras selecionadas evidenciaram que os leitores se sentiram instigados a pensar a realidade cotidiana e a estabelecer relações com outras obras literárias e fílmicas com repercussões positivas no crescimento intelectual e na formação humana. Além disso, os participantes demonstraram evolução quanto à leitura do primeiro para o segundo livro apresentado, refletindo sobre o contexto das obras, estabelecendo relações entre os livros, expondo ideias e reconhecendo situações pertinentes com o contexto de vida e da formação docente. Com a ampliação das ações do LEITURA LEG, mediado pela valorização do hábito da leitura, esperamos contribuir com o desenvolvimento pessoal e intelectual dos licenciandos em Geografia e expandir perspectivas diversas para ler e viver o mundo.
Oral
Abrir o trabalhoLugares Encantados: Educação Geográfica e Histórica através do Patrimônio Indígena na Aldeia dos Cariris de Poço Dantas-Umari em Crato-CE
LIZIANA CONSTANTINO DA COSTA
Este artigo apresenta uma proposta interdisciplinar de educação geográfica e histórica, centrada no patrimônio cultural indígena dos Cariris de Poço Dantas-Umari, no município de Crato, Ceará. A pesquisa foi desenvolvida a partir do meu trabalho de mestrado, “Poéticas da Memória Museal no Ensino de História: A Casa da Memória dos Povos Indígenas de Poço Dantas-Umari em Crato-CE” onde abordo a Lei nº 11.645/08, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena na educação básica. Para tanto, utilizei entrevistas com membros da comunidade Cariri, observações de campo e revisão de literatura sobre práticas educativas e processos de territorialização. Esse trabalho resultou na criação do site “Casa da Memória Cariri”. Esse site inclui uma página intitulada “Sequências Didáticas”, que oferece atividades voltadas para a educação básica, inicialmente focadas em história, mas com espaço aberto para propostas de outras disciplinas. Os resultados indicam que a utilização dos “lugares encantados” – locais importantes e sagrados para os indígenas Cariris – como recursos didáticos pode enriquecer significativamente o ensino de geografia e história A criação de um “museu vivo” no território dos Cariris não só fortalece a identidade étnica da comunidade, mas também serve como uma ferramenta educativa poderosa, promovendo um entendimento mais profundo da geografia local e da história indígena, além de contribuírem diretamente para a aplicação da Lei nº 11.645/08, fornecendo materiais e atividades que facilitam o ensino da temática indígena de forma prática e envolvente. Conclui-se que a implementação de práticas educativas que envolvam a comunidade e utilizem o território como recurso didático pode contribuir para a preservação cultural e histórica, ao mesmo tempo em que enriquece o currículo escolar com uma abordagem interdisciplinar.
Oral
Abrir o trabalhoMETODOLOGIAS DE ENSINO EM GEOGRAFIA NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO
JUAN MARCELINO FERREIRA COSTA ; Erico Durval Furtado
O estágio é um momento de importância fundamental no processo da formação docente, onde envolve momentos de experiências e convivências, caracterizando-se em uma atividade que possibilita ao graduando a oportunidade de colocar em análise todas as ideias passadas, comparando teoria com a realidade. A partir do estágio surge a oportunidade de observar diferentes metodologias e linguagens de perto, se consegue observar o papel do ensino de geografia dentro do estágio supervisionado, onde a geografia vai ser fundamental na formação dos estudantes, proporcionando uma compreensão abrangente sobre o espaço geográfico, as interações sociais, culturais e ambientais. As diferentes linguagens utilizadas nesse processo vão variar de mapas, gráficos, imagens, vídeos e textos acadêmicos, onde todos esses recursos são essenciais para tornar o conteúdo mais acessível e dinâmico. O uso dessas linguagens permite ao professor desenvolver aulas mais interativas e contextualizadas, promovendo o aprendizado significativo. Na educação básica, a aplicação dessas ferramentas auxilia os alunos a relacionar os conceitos teóricos com a realidade cotidiana. Para um futuro professor de geografia, é importante dominar essas diferentes linguagens, a fim de atender às diversas formas de aprendizado presentes nas salas de aula. As linguagens geográficas nem sempre são adeptas a aplicação, onde com isso se enfrenta desafios, especialmente na educação básica onde algumas vezes, a falta de recursos tecnológicos nas escolas dificultam o uso eficiente de ferramentas digitais. Além disso, há a diversidade de perfis dos alunos, o que exige adaptações para atender às diferentes formas de aprendizagem, mas para um futuro professor, essas dificuldades podem ser superadas com a busca por formação continuada e criatividade no uso de metodologias. É fundamental também estabelecer uma relação prática entre as linguagens e o cotidiano dos alunos, tornando o ensino mais acessível e significativo.
Palavras-chave: Estagio,Formação,Metodologia,Educação,Linguagem
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoOLÍMPIADA BRASILEIRA DE GEOGRAFIA (OBG): VIVÊNCIAS E O PROCESSO DE APRENDIZAGEM NA EEF FRANCISCO CASTELO DE CASTRO, FARIAS BRITO-CE
JESSE LOPES DE SOUZA
O presente trabalho, visa relatar a experiência adquirida no âmbito da Olimpíada Brasileira de Geografia (OBG-2024), como professor orientador, na EEF Francisco Castelo de Castro, Nova Betânia, Farias Brito – CE. A OBG, em sua 9ª edição, integra o bojo das olimpíadas científicas, comumente chamada de olimpíadas do conhecimento. Embora se constitua praxe o viés de competição em eventos dessa natureza e isso seja um aspecto de questionamento sobre a notoriedade das olímpiadas escolares, os objetivos da OBG diferem desse contexto, uma vez que buscam valorizar a ciência geográfica na escola, elucidando toda relevância da Geografia enquanto ramo de conhecimento para entender as complexidades da sociedade contemporânea e, concomitante, alvitrar soluções plausíveis que possam contribuir para a formação cidadã e da responsabilidade social. As questões trazidas pela olímpiada, além de propor a geração de conhecimento, contribui para o desenvolvimento de habilidades e do raciocínio geográfico, ao passo que instiga pensar sobre os diferentes fenômenos geográficos que permeiam esta ciência. A perspectiva metodológica que desencadeou o presente relato de experiência esteve pautado em uma abordagem qualitativa, tendo em vista as análises e estudos de provas das edições anteriores da OBG, as vivências que foram marcadas por encontros presenciais e virtuais e as percepções construídas durante o processo de orientação da equipe na escola. Elencamos como resultado do presente estudo, um maior interesse dos alunos pela Geografia, não somente das turmas “olímpicas”, em específico o 9º ano, mas de turmas que ainda não podem participar devido critérios próprios da comissão organizadora. Nota-se ainda, que os discentes obtêm uma vasta aprendizagem sobre os diferentes temas mencionados aqui, inclusive nós professores coadunamos com isso, visto que as diferentes questões trazidas pairam desde abordagens conceituais do espectro social, físico a análises e discussões de fenômenos geográficos contemporâneos. Medalhas, bolsas científicas Jr e a entrada de estudantes em curso superior de instituições parceiras das olímpiadas escolares, são outros resultados que o aluno olímpico pode galgar.
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoPráticas cotidianas urbanas e cidadania na educação geográfica : desafios e possibilidades na experiência de estágio em Geografia na escola Adauto Bezerra, Crato/CE
GABRIELI MARTINS DA SILVA; Maria Soares da Cunha
A Geografia tem importante papel no entendimento do espaço geográfico. A partir das possibilidades de articulação com outras ciências, é possível analisar o espaço no qual estamos inseridos, assim como a nossa inserção como cidadãos no mundo. Apesar de seu potencial enquanto saber colaborativo para a vivência como cidadão no espaço social, a disciplina Geografia ainda é pouco reconhecida no âmbito educacional, visto muitas vezes como enfadonha e até desnecessária, sem ligação com as vivências dos alunos e até mesmo dos docentes, como por exemplo, ao se desconsiderar os saberes sobre o próprio bairro da escola. E a (s) cidade(s) é (são) locus de vivências e aprendizados. Nesse contexto, estudar nas aulas dessa matéria, as práticas cotidianas da e na cidade, precisa ser uma meta. O trabalho se apresenta na perspectiva de relacionar os conhecimentos geográficos da escola com as atividades rotineiras do aluno na cidade, incentivando-os a entender como a ciência geográfica está intimamente ligada ao que eles já conhecem e fazem. A pesquisa empírica realizou-se em 2021, quando vivenciamos o papel de estagiária e residente na escola Adauto Bezerra, escola pública, de ensino integral. A experiência aconteceu com turmas do ensino médio. A pesquisa tem abordagem qualitativa, apoiando-se em autores como Alves, Callai, Castellar e Cavalcanti, tendo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) também como uma de suas referências. Foram realizadas entrevistas pré-estruturadas com os dois professores de Geografia da instituição, de forma remota, assim como questionário, enviado através da plataforma Google forms para alunos, ambos com perguntas referentes a Geografia e cidadania. Outro ponto importante do trabalho foi a entrevista, realizada em formato remoto com um membro do programa Nós Propomos! Saber sobre o programa que valoriza essa relação entre o cotidiano e a Geografia foi um momento que ajudou a fortalecer a ideia central. Professores e estudantes possuem uma noção, mesmo que básica, do conceito de cidadania e como ela está atrelada ao dia a dia. Eles entendem sua importância na formação e mudança do espaço.
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoRELATO DE EXPERIÊNCIA: A COSTRUÇÃO DO PENSAMENTO SUSTENTAVEL, ATRAVÉS DA CANÇÃO GONZAGIANA “XOTE ECOLÓGICO".
EDINALDO FILHO MOREIRA NASCIMENTO; Joana Cristina Gomes Ferreira
O presente trabalho trata-se de um relato de experiência de uma prática docente que objetivou desenvolver um pensamento sustentável com mais críticidade nos discentes do colégio Municipal Bárbara de Alencar em Exu-PE, a partir da figura musical de Luiz Gonzaga, visto que a cidade de Exu carrega uma herança cultural, voltado, principalmente, na figura do Rei do Baião, a utilização dos seus feitos para o ato educacional torna-se muito pertinente e de bom alcance já que a maioria dos naturais da cidade se interessam pela sua história. O presente estudo justifica-se pela importância da disponibilização de formas de ensino interdisciplinares na educação básica que contemplem diferentes áreas do saber, com o foco de transmitir um conteúdo, como a cultura, o conhecimento ambiental e a arte musical, neste caso. Os processos metodológicos da referida prática partiram desde do planejamento até a proposição de uma atividade diagnostica, após a escuta atenta da música “Xote ecológico” de Luiz Gonzaga que traz uma visão crítica sobre como a população está relacionando-se com o planeta causando severos danos ao meio natural, objetiva-se com este relato, demonstrar uma metodologia pautada na canção “Xote ecológico” de Luiz Gonzaga trazendo para o ensino um olhar mais crítico sobre as atividades que estão destruindo o planeta, Os resultados alcançados foram satisfatórios e surtiram o efeito esperado, causando uma maior preocupação nos discentes sobre as consequências das ações humanas, e um maior entendimento sobre práticas sustentáveis que a longo prazo podem auxiliar a melhorar a relação sociedade e natureza. Concluísse assim a eficácia da utilização de personagens culturais da localidade para a utilização de metodologias educacionais, já que se mostrou fundamental para os discentes se enxergarem representados, assim como, a canção que norteou todo esse enclave do discussão.
Palavras-chave: Metodologias,Cultura,Música,Geografia,Ensino
Resumo Expandido · Oral
Abrir o trabalhoANÁLISE DO LIVRO DIDÁTICO DE GEOGRAFIA UTILIZADO NO CENTRO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS MONSENHOR PEDRO ROCHA DE OLIVEIRA – CEJA CRATO/CE: APRESENTAÇÃO INICIAL DA PESQUISA
LEILA NOEMIA ALENCAR LEITE
RESUMO: O presente trabalho integra pesquisa em desenvolvimento no programa de Mestrado Profissional em Rede Nacional em Ensino de Geografia – PROFGEO, da Universidade Regional do Cariri-URCA, que tem como objetivo avaliar o ensino de Geografia no contexto do CEJA Crato/CE a partir do material didático utilizado nessa escola. Trata-se de um estudo de caso, que busca realizar uma análise da realidade no qual a pesquisadora está inserida. Diante deste contexto, somada às particularidades e necessidades que envolvem a Educação de Jovens e Adultos (EJA), partiu-se do questionamento: o livro didático utilizado na escola está realmente contribuindo para a aprendizagem dos conteúdos de Geografia? O público da EJA é formado por pessoas que não tiveram a oportunidade de acesso ou continuidade de seus estudos na idade considerada adequada, sendo composto por um grupo diversificado que inclui jovens, adultos e idosos, oriundos tanto da zona urbana como da zona rural. Tal investigação se faz necessária pois, tanto a educação geográfica como o livro inerente a essa disciplina, devem estar pautados e comprometidos com uma proposta pedagógica fundamentada no ensino contextualizado e crítico, considerando as características dos discentes da EJA, no sentido de que esses estudantes consigam perceber de fato a contribuição da Geografia no entendimento de aspectos da sua realidade. No que se refere à metodologia, atualmente vem sendo realizados levantamentos bibliográficos, em livros, artigos, dissertações e teses que tratam da temática. Também serão aplicados questionários à docentes e entrevistas juntos aos alunos. De antemão, aponta-se que o material didático intitulado “Tempo, espaço e cultura”, da Coleção Viver Aprender (PNLD, 2014-2016), da editora Global, apresenta consideráveis limitações. Alguns assuntos, como o capítulo que trata sobre os movimentos de contestação na América Latina na década de 1990, dificultam a contextualização com o cotidiano dos alunos; a maioria dos temas são ultrapassados e não despertam o interesse dos estudantes, e determinados conteúdos, como os que tratam sobre a população brasileira e mundial, apresentam dados desatualizados.
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoCatalogação dos tipos de atividades culturais relacionadas ao vaqueiro no município de Serrita - PE
DANIEL BATISTA ROMÃO
CATALOGAÇÃO DOS TIPOS DE ATIVIDADES CULTURAIS RELACIONADAS AO VAQUEIRO NO MUNICÍPIO DE SERRITA-PE Daniel Batista Romão Universidade Regional do Cariri daniel.batista@urca.br Peluzio Ferreira Martins Universidade Regional do Cariri peluzio.martins@urca.br RESUMO: O presente trabalho tem como abordagem a catalogação das atividades culturais que envolve a cultura do vaqueiro no munícipio de Serrita, em Pernambuco. Através desta pesquisa buscamos compreender a diversidade de atividades ligadas ao vaqueiro e aos aspectos envolvidos como a religião, a poesia, a formação humana, formação do espaço, a caracterização da cultura do vaqueiro por meio de suas indumentárias e a relação humana-animal. O objetivo deste trabalho é estudar e sistematizar as manifestações culturais envolvendo a figura cultural do vaqueiro e as alterações na paisagem cultural e memória coletivas da população nesses eventos no semiárido. Os procedimentos metodológicos foram divididas em 3 momentos: primeiramente houve a apresentação do projeto e o planejamento das atividades com o foco na literatura básica para tratar da figura do vaqueiro e da sua importância no contexto local; o segundo momento constou da coleta de dados em sites da Secretária de Cultura de Serrita, grupos de WhatsApp, redes sociais no geral e por último, configurou-se na análise e documentação dos dados levantados buscando fortalecer a figura cultural do vaqueiro. A pesquisa está em fase de andamento, e destacamos como resultados parciais a reafirmação da contribuição do vaqueiro, da construção dos eventos culturais e até ritualísticos na formação do território semiárido. A partir dos dados levantados podemos observar alguns resultados referentes a variedade de categorias de práticas em que o vaqueiro de Serrita está envolvido, indo além das pegas de boi. Outras categorias foram detectadas como: (I) novenários, (II) cavalgadas, (III) bolões pé de porteira, (IV) missas do vaqueiro, (V) São João do vaqueiro, (VI) vaquejadas, (VII) solta e (VIII) pé-de-porteira.
Oral
Abrir o trabalhoMOVIMENTA LEG: AÇÕES FORMATIVAS NO CURSO DE LICENCIATURA EM GEOGRAFIA DA URCA
ANTONIO MARCOS GOMES DA SILVA
O “Movimenta LEG”, é uma ação formativa promovida pelo Laboratório de Ensino em Geografia da Universidade Regional do Cariri-URCA. Há espaços do Cariri propícios ao estudo do meio, que versam sobre Geografia física, Geografia humana, das análises da formação geológica da Chapada do Araripe até as questões religiosas em Juazeiro do Norte-CE. A 4ª edição do Movimenta LEG, objeto deste relato de experiência, deu-se na Colina do Horto em Juazeiro do Norte-CE e partiu das indagações de como esse espaço pode ser útil ao ensino de Geografia, considerando a xilogravura e o cordel? Essa edição proporcionou a percepção da cidade pelas artes da xilogravura e do cordel, a primeira relacionada à semiótica e a segunda à imagem poética. O objetivo dessa edição foi identificar as imagens poéticas e iconográficas da Colina do Horto, como possibilidades de entendimento da cultura do cordel em Juazeiro do Norte. Assim, metodologicamente, estruturamos o nosso estudo à conexão com os conteúdos: Via Sacra Rua do Horto; Cruzeiro do Horto; Igreja do Horto e Casarão e Estátua do Padre Cícero. Foram pertinentes as contribuições de Chico Bruno (2014); Devocionário do Sagrado Coração de Jesus sobre a Via Sacra (2024); Cristo Rei (2012), e José Bernardo da Silva (2012). Consideramos que essa edição do Movimenta LEG na Colina do Horto em Juazeiro do Norte, possibilitou aos professores em formação inicial, o entendimento da cidade pelo caminho sensível da arte. As imagens da Via Sacra em forma de xilogravura, conecta quem as observa em contato com o sagrado, ao passo que revela a integração deste sagrado, pela arte peculiar do lugar, isto é, a xilogravura, que se ressignifica quando transpostas das pranchas de madeira aos murais, ela passa a ser a própria cidade. As imagens poéticas produzidas pelos cordelistas conectam quem as leem com as particularidades de Juazeiro, como a sombra da planta do juazeiro e, de modo peculiar à localidade do Horto, espaço sagrado aos romeiros e que os cordelistas adotam com perspicácia, fazem deste espaço um lugar santo, mítico e místico, todavia, tem na imagem do Padre Cícero a pungência poética.
Oral
Abrir o trabalhoO CAFÉ DO SANTO: A INTERFACE ENTRE A GEOGRAFIA DA RELIGIÃO E A GEOGRAFIA DOS SABORES.
MARILENE FERREIRA LOBO
O presente trabalho foi desenvolvido dentro da geografia humanista cultural e geografia da religião, atendendo as perspectivas fenomenológica. O resumo aqui apresentado está recheado com contribuições da geografia dos sabores no intuito de tornar a leitura mais atrativa e saborosa. A escrita foi embasada nas narrativas dos sujeitos de Juazeiro do Norte-CE acerca da renovação ao Sagrado Coração de Jesus (SCJ). O café é um produto extremamente popular no Brasil e no mundo. O ciclo do café foi um período significativo na história da econômica brasileira, sua produção foi por muito tempo a principal economia brasileira durante a República Velha. Principalmente na fase conhecida como "república dos oligarcas" (1894-1930). Paralelo a esse período, no sertão do Ceará, o Padre Cicero Romão Batista incentivava o consumo do café após a reza da renovação ao SCJ, uma vez que se tratava de um produto acessível para a população que habitava o pequeno lugarejo conhecido como “Vila Tabuleiro Grande”, o que veio mais tarde se tornar o município de Juazeiro do Norte-CE.
Oral
Abrir o trabalhoO CONCEITO DE LUGAR E O ENSINO DE GEOGRAFIA: UMA ANÁLISE A PARTIR DO BAIRRO SEMINÁRIO NO CRATO CEARÁ.
RUTH RIBEIRO ROCHA BRITO ; José Adailson de Albuquerque Pereira
: Este trabalho surge da necessidade de desenvolver uma educação geográfica que seja significativa para os alunos na escola. Esse texto sintetiza a proposta do projeto de pesquisa intitulado “O conceito de lugar e o ensino de geografia: uma análise a partir do Bairro Seminário no Crato Ceará”, desenvolvido para sistematização e elaboração de dissertação para o Programa de Mestrado Profissional em Ensino de Geografia (PROFGEO) do curso de licenciatura em Geografia da Universidade Regional do Cariri (URCA). Houve ao longo das últimas duas décadas um aumento significativo de pesquisas na área de Ensino de Geografia, que mostram as várias metodologias de ensino, com vistas a aprendizagem conceitual geográfico e, ao mesmo tempo, como professora de Geografia, faço os seguintes questionamentos: de que modo os aluno da Escola Governador Adauto Bezerra em Crato-CE, compreendem o conceito de lugar e como eles estabelecem a partir do seu lugar de vicêncial a sua prática. É possível compreender as práticas sociais, políticas, econômicas e culturais que se estabelecem cotidianamente a partir da análise do lugar nas aulas de Geografia? É possível estudar o conceito de lugar a partir do estudo do meio? Foi a partir desse questionamento que elaboramos os objetivos da pesquisa que é desenvolver a educação geográfica na Escola Governador Adauto Bezerra a partir do conceito de lugar, para compreensão espacial do Bairro Seminário. Como procedimentos metodológicos utilizamos as seguintes etapas no percurso da investigação: (i) levantamento e revisão de referências sobre o conceito de lugar, bairro, cidade, ensino de Geografia e estudo do meio; (ii) Faremos ainda uma pesquisa sobre o bairro Seminário em Crato, tanto bibliográfica quanto atravéz da aplicação de questionários e entrevistas com alunos e comunidade. Do ponto de vista dos procedimentos técnicos realizaremos uma pesquisa-ação baseados nas orientações de Thiollent(1986) adotaremos uma abordagem qualitativa por acreditar que o nosso objetivo está relacionado com a profundidade do que está sendo estudado, aplicaremos a técnica das entrevistas com alunos e pessoas da comunidade e o estudo do meio. Assim, nas discussões t
Oral
Abrir o trabalhoO GÊNERO FANZINE COMO FERRAMENTA DE APRENDIZAGEM INTERDISCIPLINAR PARA OS ALUNOS DA EJA: UMA EXPERIÊNCIA NO CENTRO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS MONSENHOR PEDRO ROCHA DE OLIVEIRA - CEJA CRATO/CE
LEILA NOEMIA ALENCAR LEITE; Profa. Ma. Diana de Meneses Lima; Profa. Ma. da Penha Sousa Lima; Profa. Ma. Irismã Libório Góes
RESUMO: O presente texto apresenta um relato de experiência interdisciplinar através da produção de Fanzine, envolvendo as disciplinas de Geografia e Língua Portuguesa. O Fanzine é uma produção subjetiva e independente, elaborado a partir de um tema, seja este de qualquer origem. Esse gênero textual é considerado uma atividade criativa e lúdica, pois é realizada a partir de recorte e colagem, permitindo assim o desenvolvimento de habilidades diversas: coordenação, pesquisa, criticidade, estética, leitura, escrita, entre outras. Tendo em vista que a educação de jovens e adultos tem um público diversificado, composto por pessoas que já possuem vivências e visões de mundo mais estabelecidas, o Fanzine consiste em uma possibilidade de explorar e estimular a capacidade criativa e crítica desses estudantes, bem como de provocar reflexões acerca da realidade em que estão inseridos. A oficina de Fanzine desenvolvida teve como objetivo trabalhar a linguagem e o conhecimento geográfico. A temática escolhida para a produção do Fanzine foi sobre o Aquecimento Global e as Mudanças Climáticas, assunto bastante relevante na contemporaneidade. As atividades iniciaram com a exposição através do uso de slides, abordando o gênero textual Fanzine e, em seguida, um debate acerca da temática. O segundo momento da oficina envolveu a pesquisa em revistas/jornais e produção de fanzines. Percebemos que os discentes conseguiram aprofundar seus conhecimentos em relação ao tema tratado e realizaram produções com criatividade, linguagem apropriada e apresentando uma visão crítica acerca da temática trabalhada.
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoOS DESASTRES SOCIOAMBIENTAIS NA GEOGRAFIA ESCOLAR: CONTEÚDOS E REPRESENTAÇÕES NOS LIVROS DIDÁTICOS DO ENSINO FUNDAMENTAL II
MARÍLIA GABRIELLA DIONIZIO ALVES ; Marília Gabriella Dionizio Alves/mariliagabriella.dionizio@urca.br; Antônio Marcos Gomes da Silva/antoniomarcos.gomes@urca.br
Este trabalho de iniciação científica, intitulado “Os Desastres Socioambientais no Currículo Escolar de Geografia: Tendências de Conteúdos, Representações e Proposições nos Livros Didáticos”, faz parte das atividades do Laboratório de Ensino de Geografia (LEG) da Universidade Regional do Cariri (URCA). O estudo visa analisar como os desastres socioambientais são abordados nos livros didáticos de Geografia do 6º ao 9º ano, correlacionando com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e explorando formas de reduzir riscos em sala de aula. O foco é entender as indicações e representações dos conteúdos socioambientais e verificar a abordagem desses temas nos livros e sua relação com os conteúdos da BNCC. A pesquisa envolve análise de documentos como os livros didáticos “Araribá Conecta Geografia” e a BNCC, além de encontros de estudo e eventos sobre a temática socioambiental. Os resultados preliminares indicam que os livros didáticos são bem estruturados e oferecem potencial formativo para aumentar a resiliência e promover conhecimento sobre riscos e desastres socioambientais, estabelecendo conexões com áreas de risco próximas às escolas. A pesquisa ainda está em andamento.
Palavras-chave: Desastres Socioambientais, Livro didático, Geografia Escolar, Educação Ambiental.
Oral
Abrir o trabalhoPRÁTICAS EDUCATIVAS PARA UMA CULTURA DE PREVENÇÃO DE DESASTRES AMBIENTAIS EM ESCOLAS PÚBLICAS NA ÁREA DE RISCO “SEMINÁRIO” EM CRATO, NO CEARÁ
CICERA DAIENE MENEZES DA SILVA; ANTÔNIA CARLOS DA SILVA
Este trabalho apresenta uma proposição de ações extensionistas voltadas à Educação para Redução de Riscos de Desastres - ERRD em escolas públicas localizadas nas áreas de risco “Seminário” localizadas em Crato, no Ceará. As atividades têm o propósito de envolver a comunidade escolar em procedimentos de observação e monitoramento de eventos pluviométricos extremos; desenvolver conceitos e procedimentos relacionados à gestão de risco de desastre; e propiciar a criação de um plano de ação para efetivação da ERRD na escola e na comunidade. A metodologia assumiu uma perspectiva de caráter participativo (por envolver os(as) estudantes no reconhecimento dos problemas ambientais da comunidade, nas discussões sobre os riscos ambientais e nas proposições de intervenção); investigativo (por ter como suporte os procedimentos de pesquisa para construção do conhecimento escolar) e educativo (por destacar o conhecimento como um caminho de pensar a realidade, de sentir-se participante e agente de transformação). Os estudos realizados evidenciaram que ações que envolvem efetivamente os estudantes expressam maior participação, engajamento e atuação, como foi evidenciado com a proposta dos “Detetives de Sinais e Monitoramento”. Além disso, promovem maior interesse pela temática abordada, o reconhecimento da necessária conscientização das pessoas para ERRD e engajamento na construção de proposições pertinentes e adequadas à realidade dos estudantes.
Oral
Abrir o trabalhoVIVÊNCIAS E APRENDIZADOS: IMERSÃO NAS ATIVIDADES DO LABORATÓRIO DE ENSINO DE GEOGRAFIA – LEG
KAWANNE RIBEIRO DE BRITO
O presente trabalho busca apresentar um relato da vivência e aprendizados dentro do Laboratório de Ensino de Geografia – LEG da Universidade Regional do Cariri – URCA. Diante desta, apresento como é significativo a participação dentro dos laboratórios do curso de Licenciatura em Geografia nos semestres iniciais. O LEG é lugar de formação, onde dedica-se aos parâmetros do ensino, pesquisa e extensão a partir das ações que são trabalhadas para o fortalecimento no processo profissional e pessoal diante a formação acadêmica dos docentes de Geografia e demais cursos da Instituição. São realizadas ações que valoriza elementos da prática de ensino e a didática perante aos saberes docentes nas experiências que são articuladas as ações dos Projetos de Iniciação Cientifica, de Extensão e de Monitoria; além disso, o espaço tem um acervo de livros da biblioteca e acontece reuniões de estudo, organização de trabalho, e de participações em eventos, também atende estudantes de escolas visitantes e do curso de licenciatura em Geografia. A delimitação para escrita deste trabalho, é resultantes do trabalho como voluntária e depois bolsista extracurricular. O foco principal é apresentar a importância da atuação dentro do Laboratório de Ensino de Geografia – LEG, no desenvolvimento cognitivo nos semestres iniciais, como discente do curso de Licenciatura em Geografia. Para debatemos os momentos formativos no decorrer de processo, tem como referência Tardif (2002) que alega que o processo profissional está ligado ao desenvolvimento cognitivo nas experiencias em lugares, momentos e etapas de construção. Ressalto assim que a construção de saberes, vem a partir das experiências das práticas vivenciadas no cotidiano, que são ligados da mesma forma no desenvolvimento do ensino-aprendizagem. O relato das experiências no LEG provém do seguinte procedimento metodológico: estudos das atividades realizadas durante os anos como voluntária e bolsista do LEG. As atividades realizadas no LEG proporcionaram significativas aprendizagens a partir das convivências com os membros; proporcionou maior segurança e autoconfiança.
Oral
Abrir o trabalhoVIVÊNCIAS FORMATIVAS NO LABORATÓRIO DE ENSINO DE GEOGRAFIA-LEG
PEDRO HENRIQUE PEREIRA LOPES ; Pedro Henrique Pereira Lopes, pedro.lopes13@urca.br; Marília Gabriella Dionizio Alves, mariliagabriella.dionizio@urca.br; Antonio Marcos Gomes da Silva, antoniomarcos.gomes@urca.br
Este trabalho apresenta um relato das nossas experiências como estudantes vinculados/as ao Projeto de Estágio Extracurricular no Laboratório de Ensino de Geografia – LEG da Universidade Regional do Cariri - URCA. O LEG valoriza os parâmetros da prática de ensino e da didática, intencionando a promoção de saberes docentes voltados para experiências que conectam o tripé ensino, pesquisa e extensão para formação do licenciando em Geografia com Projetos de Iniciação Científica, Estágio Extracurricular, Monitoria e Extensão. Como procedimentos metodológicos delimitamos as seguintes atividades: os encontros do Grupo de Estudo e Trabalho em Ensino de Geografia - GESTEGEO, que ocorrem quinzenalmente às quintas-feiras tratando de temáticas relevantes no âmbito da educação geográfica; as sessões do CINELEG, que ocorrem quinzenalmente as terças-feira com a exibição de filmes e realização de debates, visando enriquecer o ambiente educacional que abordam temas cativantes; o acolhimento de visitantes do próprio curso e de escolas da região; a participação em eventos acadêmicos; a organização da biblioteca setorial do LEG, que é um espaço de referência para empréstimo de livros técnicos e didáticos e a produção de relatórios das atividades realizadas. Consideramos que essas atividades proporcionam condições de aprimoramento para formação do licenciando em Geografia, pois no GESTEGEO temos o aprofundamento teórico e prático de questões voltadas para Geografia escolar; no CINELEG, temos entretenimento e um tempo catalisador para debates construtivos e trocas de ideias, reflexão sobre questões relevantes e apreciação cinematográfica; na recepção dos visitantes exercitamos a oralidade e o uso adequado do tempo nas exposições realizadas com posturas condizentes com o ambiente formativo; na participação em eventos científicos vivenciamos os ritos dos trabalhos acadêmicos atentando para estrutura do trabalho escrito e da forma de apresentação, normas e coerência científica
Palavras-chave: Educação geográfica, Estágio extracurricular, Geografia escolar, Formação docente.
Oral
Abrir o trabalho