31 de 31 trabalho(s) aceito(s)
Eu sou Neguinha?
MARIA LUCIVANIA DE LIMA BARBOSA
RESUMO DA PROPOSTA: O solo “Eu sou Neguinha?”, da artista Lucivania Lima, foi criado em 2012 na Associação Dança Cariri-ADC, o mesmo teve a colaboração criativa do coreógrafo Alysson Amâncio. Naquele momento o trabalho foi construído para ser apresentado na “Mostra de Afetos”, uma mostra de dança da ADC, que acontece anualmente, e é desenvolvida pelxs alunxs e professorxs da escola. Naquele período, Lucivania Lima, como professora, experimentou a criação de um solo em dança com temática sobre a negritude e para isso utilizou a música “Eu sou Neguinha?”, do compositor e cantor Caetano Veloso. O trabalho ainda foi mostrado ao público algumas vezes ao longo daquele ano, e agora volta à cena, numa perspectiva de construção de uma dança que faz uso de outras narrativas, conectadas com o discurso atualizado da artista, como mulher negra.
Apresentação Artística
Abrir o trabalhoLIXO
FRANCISCO WAGNER RIBEIRO CABRAL JÚNIOR; Diana Ares Norões
LIXO trata-se de uma crônica literária de teor cômico, que faz parte de uma coletânea de outros textos de mesmo gênero, reunidos no livro O Melhor das Comédias da Vida Privada, edição de 2011, do escritor gaúcho de Porto de Alegre – RS, Luis Fernando Verissimo, nascido a 26 de setembro de 1936. O referido texto cômico foi livremente adaptado para o teatro por Francisco Wagner Ribeiro Cabral Junior (Wagner Petrolli), graduado em Licenciatura em Teatro pela Universidade Regional do Cariri – URCA, com o intuito de exercitar as suas práticas do trabalho de atuação no que diz respeito à interpretação e a direção teatral, direcionadas para a comicidade. O texto já mencionado não foi alterado, sendo optado o seu uso na íntegra, porém, foi ajustado com uma dramaturgia, contemplada com rubricas e indicações das ações físicas destinadas para um ator e uma atriz, representarem seus papeis no palco. O referido texto, agora teatral, aborda em seu contexto a história de um homem e uma mulher que moram em apartamentos vizinhos e que de vez em quando ambos discretamente observam o lixo um do outro. Após um encontro casual, para deixar o seu lixo, os dois iniciam pela primeira vez um diálogo que permite revelar bastantes casos e acasos sobre ele e ela, a partir do que ambos jogam fora.
Balada ou sobre as desilusões que te fazem dançar e chorar à espera do amor que não vem ou sobre a descoberta de que tudo não passa de uma doce mentira e você está só
THIAGO SILVA GOMES; Cicera da Penha Mendes Ribeiro; Kelliane Ferreira da Silva; Larissy Maria Rodrigues Simião; Paulo Andrezio Sousa e Silva; Taynaria Romão da Silva
O espetáculo acontece em/como uma festa. Atores e atrizes recepcionam os espectadores e conversam, fazem perguntas, ora, em primeira pessoa, ora, sob a voz das personagens; dançam, bebem, observam. Esse cenário abre margem à cenas-acontecimentos que irrompem a ilusão de uma balada e revelam situações de violências. A encenação tenciona os limites entre o real e o ficcional. Ao adentrar o espaço cênico, o espectador depara-se, por um determinado tempo, com pessoas dançando, conversando aleatoriamente, contando histórias, bebendo, cantando, chocando a expectativa por um acontecimento imediato e instigando este a interagir com a cena-festa. Os atores e atrizes convidam os espectadores a dançar e instauram o ambiente de uma balada. Em dado momento, situações cênicas entre os atores e atrizes disparam entre as músicas e os movimentos da balada. Nessa fissura, revelam-se acontecimentos sobre a busca incessante do amor, sobre as violências de relações tóxicas, sobre abandonos, sobre assédios, sobre as repressões da sexualidade, sobre situações tão pessoais e universais, paradoxalmente, que o individual explode como uma responsabilidade coletiva. E a pergunta: o que estamos fazendo nesse espaço? A partir de tal, a balada que antes divertida, colorida e iluminada, transforma-se em um espaço silencioso, escuro, de emoções dúbias e de reflexões acerca da espera por um amor que não vem. E que, talvez, nunca virá. Grupo: Coletivo Dama Vermelha. Duração: 60 minutos Classificação: 18 anos.
Palavras-chave: Teatro, Coletivo Dama Vermelha,Encenação Performativa,Balada
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Abrir o trabalhoCATALOGAÇÃO, ORGANIZAÇÃO E EXPERIMENTAÇÃO DE EXERCÍCIOS PRÁTICOS.
COSMO MARTINS BARBOZA
MARTINS, Cosmo. Catalogação, organização e experimentação de exercícios práticos. Crato: Urca. Urca; PIBIC CNPQ. Ator. RESUMO O grupo PETECA – Pedagogias de Teatro no Cariri, orientado pela Prof.ª Dr.ª Mônica Mello, vem realizando o projeto “Pedagogia de Ator e Pedagogia de Teatro em diálogo: contribuições de Jerzy Grotowski” que visa, principalmente, a ampliação das possibilidades metodológicas no ensino de teatro. Com essa intenção, em primeiro momento os pesquisadores se dedicaram a uma catalogação de exercícios dos livros: Em Busca de um Teatro Pobre de Jerzy Grotowski e Jerzy Grotowski de James Slowiak e Jairo Cuesta. Finalizando o trabalho de catalogação, organizamos os exercícios em fichas, procurando entender a proposta de cada exercício, trazendo, quando necessário, para uma linguagem na qual os pesquisadores pudessem se apropriar melhor na hora da prática de experimentação. Com o trabalho de revisão bibliográfica concluído, os pesquisadores, partiram para um trabalho prático, passando por um processo de experimentação dos exercícios. Este experimento na prática foi essencial para que nós, atores-pesquisadores, pudêssemos ter um conhecimento mais amplo acerca de cada técnica proposta, desenvolvendo uma metodologia de ensino e pesquisa individual. Este desenvolvimento, está proporcionando a nós pesquisadores uma ampla experiência na formação acadêmica enquanto docentes.
Palavras-chave: Pedagogía de Ator,Pedagogía de Teatro,Metodologia de Pesquisa
Oral
Abrir o trabalhoO rap como instrumento para o ensino da linguagem teatral
JÁRDLA MARIA DOS SANTOS PINTO DE MACÊDO; Luzinete Alencar da Silva
EU SOU HOJE, O QUE FUI ONTEM
BRUNO TAVARES MACIEL
O Trabalho intitulado “Eu sou hoje o que fui ontem”, tem como objetivo encenar de forma poética, minhas memórias ou a falta delas. Irei desenvolver na disciplina Processo de Encenação III, com a orientação da Profa. Dra. Cecília Maria, uma narrativa inspirada em memórias e lembranças que recordo, personagens reais que fizeram parte da minha vida, histórias da minha infância e uma “pitada” de ficção poética, utilizando a poesia, a literatura de cordel e as frases e falas que marcaram o meu passado, que me faz o que sou hoje.
Palavras-chave: Memória Particular,Dramaturgia poética,Processo Cênico,Autobiografia
Oral
Abrir o trabalhoExperimentações Cênicas e Pedagógicas a partir da Brincadeira do Cavalo Marinho
FLÁVIA CRISTIANA DA SILVA
Este trabalho é um relato que sintetiza uma pesquisa de mestrado sobre um processo de investigação artística, fundamentada nas experiências geradas pelo encontro com a brincadeira do Cavalo Marinho da zona da mata norte de Pernambuco (OLIVEIRA, 2006). O objetivo foi identificar elementos presentes neste folguedo que pudessem contribuir para a minha investigação laboratorial em experimentações cênicas. Para isso, fez-se necessário conhecer mais profundamente a brincadeira e o seu contexto numa intensa troca entre pesquisadora, brincadores e pessoas que participam direta e indiretamente do Cavalo Marinho. Paralelamente, dediquei-me a um processo laboratorial individual, que tentou identificar, na interface entre teatro e Cavalo Marinho, algumas características que estariam no elo entre a brincadeira e o jogo (HUIZINGA, 2010) no meu fazer artístico, o que chamo de Atriz-Brincante.
(PIPA) A FORMAÇÃO DE UM GRUPO DE PALHAÇARIA NA UNIVERSIDADE.
DAVID BRITO SILVESTRE
O presente trabalho tem como objetivo relatar as experiências na construção do grupo (PIPA) Processo de Investigação em Palhaçaria dentro da Universidade Regional do Cariri - URCA. O grupo de estudos foi fundado pelo professor Domingo Sávio Farias Albuquerque, tendo como bolsista o aluno David Brito Silvestre que durante o decorrer de quatro meses mediou oficinas e auxiliou na mediação das mesmas direcionadas para o estudo de palhaçaria. O surgimento do grupo (PIPA) é resultado de uma oficina de duração de dois dias no mês anterior a sua fundação devido a demanda e procura dos universitários. Durante os encontros práticos e teóricos foram realizamos a leitura do texto: A transgressão na máscara do palhaço de ANDRE LUIZ RODRIGUES FERREIRA e o do livro O elogio da bobagem de ALICE VIVEIROS DE CASTRO. O processo de investigação ainda não está concluído devido a suspensão provisória dos encontros semanais, todavia até o final do semestre construiremos um experimento prático para apresentar na Mostra Didática, o título sugerido do experimento é A Opereta de Augusto.
Oral
Abrir o trabalhoA INVISIBILIDADE FEMININA POR TRÁS DAS PALAVRAS
RANIELLE FERREIRA LESSA
LESSA, Ranielle. A Invisibilidade Feminina Por Trás das Palavras. Crato-Ce: Universidade Regional do Cariri – URCA; Bolsista PIBIC-FUNCAP; curso em andamento; orientadora: Andreia Aparecida Paris. RESUMO A pesquisa tem como principal fonte de estudo a atriz, vedete e sambista Marquise Branca. Serão analisadas notícias de jornais pesquisados na Hemeroteca Digital Nacional Brasileira que tratam tanto de Marquise Branca quanto da Companhia que carregava seu nome. O objetivo é analisar os discursos em torno de uma mulher que foi atriz em meados do século XX. Visto que ao longo da História discursos de desigualdade foram reproduzidos e legitimados na nossa sociedade invisibilizando o papel da mulher em várias áreas do conhecimento, inclusive no teatro. Ser atriz, nesse período, era sinônimo de prostituição e diante disso, pretende-se refletir o papel da mulher no teatro como um ato político, tendo como referências para esta pesquisa Ângela Reis, autora que busca compreender o papel da mulher no teatro; Carla Cristina Garcia, que diz que o feminismo é uma tomada de consciência das mulheres como um coletivo humano; Simone de Beauvoir filósofa que analisou a opressão da mulher em várias instâncias e Virginia Woolf que escreveu alguns ensaios feministas. A pesquisa reforçará a importância da representatividade da vedete Marquise Branca enquanto mulher de teatro para o povo caririense, ao mesmo tempo que dá voz a uma atriz que poucos têm conhecimento de sua existência.
Palavras-chave: Luis Fernando Verissimo,LIXO, Dramaturgia, Comicidade
Apresentação Artística
Abrir o trabalhoBANDA TRILHOS
DANYLLO CORDEIRO CAMILO ; Emanuel Canuto; Emanoel Siebra
TRILHOS concretiza o encontro de vários estilos musicais, tais como MPB, blues, reggae, pop, pop rock, xote e baião, a partir de uma nova roupagem nas músicas popularmente conhecidas, que agrega a influência do trabalho individual de cada artista integrante do projeto, propondo, assim, uma viagem em músicas nacionais e internacionais, que caminham de Luiz Gonzaga à Anitta, com arranjos simples, misturas de cores, resultando numa experiência musical com poética visual, sonora e sentimental única.
Palavras-chave: Banda,TRILHOS,Música,Show
Apresentação Artística
Abrir o trabalhoEspecial de Natal
ANDREIA APARECIDA PARIS; Gabriel Angelo; Jordlyanne Almeida; Josefa Mônica; Ranielle Lessa; Maria Gisele
Especial de Natal é um espetáculo teatral do coletivo teatral RiTmAR criado pelo Projeto de Pesquisa O Ritmo do Ator e da Atriz na Cena Teatral, coordenado pela pesquisadora e Profa. Dra. Andréia Paris. A pesquisa é desenvolvida no Centro de Artes da Universidade Regional do Cariri, no Crato-CE, e explora ações pedagógicas para o ator e a atriz perceberem, entenderem e comporem ritmos em seu trabalho de atuação. O projeto iniciou em 2016 com estudos sobre os conceitos de ritmo e percepção, se desenvolvendo, em 2018, para a elaboração de exercícios cênicos a partir da obra do autor pernambucano Marcelino Freire. Essas composições rítmicas e sensoriais, em 2019, dão origem a Especial de Natal, que agora apresentamos ao público. Sinopse: É noite de natal e quem não quer comemorar esse grande dia com a família unida, roupas novas, muita comida, festa e troca de presentes? Será que todos têm a mesma oportunidade? Quatro personagens mostram um pouco de sua rotina, seu trabalho, sua luta diária por dignidade e amor. Elenco: Gabriel Angelo, Jordlyanne Almeida, Josefa Mônica, Ranielle Lessa. Direção: Andréia Paris.Produção: Maria Gisele.Designer gráfico: Charles Lessa.Concepção de Iluminação: Andréia Paris. Criação dos elementos de iluminação: Alex de Souza. Concepção de Figurino e cenário: Andréia Paris.Dramaturgia: Livremente inspirado nos contos de Marcelino Freire. Montagem: 3 horas. Desmontagem: 1h30. Faixa etária: acima de 16 anos. Espaço: Porão do Auditório do Centro de Arte
Oral
MATA
TAYNARIA ROMÃO DA SILVA; Taynaria Romão; Julia M.Valerio
A partir da adaptação do texto "Mata teu Pai" de Grace Passô, e uma releitura da figura centrada da mulher, especialmente pela figura de Medeia, entendendo ainda a diversidade de Medeias existentes/diferentes. O espetáculo MATA é gerado em torno da temática do patriarcado, estupro, machismo, paixão, desejo, maternidade e fala de mulheres de diversos lugares do mundo. Medeia é um pouco de nós. Medeia somos nós. Mulheres. Sobreviventes!
Oral
Um Teto Todo Delas
RANIELLE FERREIRA LESSA; Jordlyane de Almeida Dias; Josefa Mônica Barbosa de Oliveira; Julia M. Valério; Taynaria Romão
Um Teto Todo Delas é um espetáculo iniciado no segundo semestre de 2018, apresentado primeiramente como resultado da disciplina de Processo de Encenação III, na Mostra Didática do Curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Regional do Cariri – URCA. É uma adaptação de um Teto Todo Seu de Virgínia Woolf, e uma criação coletiva, que surgiu com as seguintes inquietações: como falar de mulheres no século XXI? Que lugar as mulheres ocupam/ocuparam no teatro? Como falarmos de nós sem sermos a vítima? Cena é pensamento e é através dela que tais questionamentos nos foram/são respondidos. Diante de uma sociedade marcada por heranças dos séculos passados percebemos a necessidade de darmos continuidade com o Processo de Criação de Um Teto Todo Delas, que se constitui como um espetáculo feminista, no qual as atrizes por meio do texto, sonoplastia e cenário questionam o papel da mulher no teatro. Visto que, é necessário falar do nosso lugar no teatro, uma vez que dentro da academia, na universidade, esse lugar é pouco evidenciado.
Apresentação Artística
Abrir o trabalhoXpace
JANDERSON FELIX ALVES; Franklin Wendell; Leah Daniele
Xpace é um trio de música eletrônica/pop cearense da cidade de Juazeiro do Norte, a performance traz muita dança e teatralidade que ao conversarem com as músicas re-significam as fronteiras entre as linguagens artísticas da dança do teatro e da musica. Surgindo com a proposta de ressaltar essa mistura de diferentes culturas do nosso país, mesclando o pop mainstream com ritmos brasileiros, como o funk carioca e o brega nordestino; buscando também re-significar as fronteiras entre as linguagens artísticas, e fortalecer os laços entre si (respeitando as especificidades de cada uma das linguagens). Inspirados por Richard Wagner, compositor alemão do período romântico que acreditava numa "Obra de arte total" ou "Gesamtkunstwerk", que é um conceito estético referente à conjugação de música, teatro, canto, dança e artes plásticas, em uma única obra de arte; e a cena expandida, uma diluição entre as linguagens artísticas que vão se contaminando, gerando obras híbridas, tendo a performance como motor principal do trabalho. O grupo Xpace surgiu da necessidade de se fazer música pop no interior do estado ceará, e dar visibilidade a vozes que comumente são marginalizadas pela sociedade, sendo assim uma grande representatividade para a região do Cariri por possuir uma cantora trans, a Leah que ocupa o vocal principal; Kin como rapper/coreógrafa trazendo a força do movimento negro e das danças urbanas e Flor, uma DragFada rapper, que é backing vocal e a Dj que produz as músicas.
Palavras-chave: Performance. Musica. Teatro. Dança.
Oral
Abrir o trabalhoO PIBID Artes, da Universidade Regional do Cariri -URCA, é um Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência, que busca preparar o acadêmico para a atuação em sala de aula. Iniciamos a nossa experiência na Escola Estado da Bahia na cidade do Crato e desenvolvemos um trabalho que fazia a junção do Rap, “gênero de música popular, urbana, que consiste numa declamação rápida e ritmada de um texto, com alturas aproximadas" , com o Teatro. Para chegarmos até esse projeto observamos a turma e através de diálogos, percebemos que praticamente todos tinham uma paixão pelo estilo musical, mas o principal objetivo do nosso trabalho é passar as técnicas e jogos teatrais segundo a proposta da autora Viola Spolin e por meio das músicas de rap trabalhar também questões sociais já que esse estilo, trazem em suas letras significados importantes sobre luta, resistência e igualdade de direitos entre classes e raças. Iniciamos os trabalhos com os jogos mais simples do fichário da citada autora e aos poucos fomos avançando. Depois introduzimos nesses jogos as músicas de rap, o nosso objetivo foi formar curtas cenas partindo das músicas trabalhadas em sala de aula. Por fim objetivamos apresentar no desenvolvimento deste trabalho a relação que o Rap tem com o teatro e as atividades realizadas entre nós, bolsistas do PIBID, CAPES e os alunos da referida escola, desenvolvendo um diálogo entre o meio acadêmico e o preparo que a bolsa oferta com a vivência prática dentro da sala de aula.
Oral
Abrir o trabalhoPARADOXO: DO SABER AO APRENDER
LARISSY MARIA RODRIGUES SIMIÃO; Bruna Barbosa de Oliveira
O presente artigo é o resultado do começo de uma jornada experienciada dentro do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência-PIBID, numa prática que buscou trabalhar as técnicas de improvisação de Viola Spolin e Augusto Boal até chegar à técnica do Teatro do Oprimido, e nesse translado de idéias motivar os adolescentes distanciados da arte, por consequência de uma sociedade que aprisiona a mesma. O trabalho está sendo desenvolvido com estudantes dos primeiros e segundos anos do ensino médio, na instituição de ensino EEMTI Estado da Bahia. A utilização dos jogos teatrais, método usado como forma de ensino igualitário e humano respeitando as limitações dos presentes e instigando neles o fazer teatral. Nos tempos difíceis que vivemos, sentimos a necessidade de levar um tema provedor de senso crítico-político como o T.O, e desta forma adotamos a abordagem proposta pela pioneira em arte-educação e educadora brasileira, Ana Mae Barbosa (2010), a sistematizadora da Proposta Triangular, que por sua vez nos dilata o olhar à uma nova maneira de ensino e aprendizagem que busca acoplar a apreciação, a contextualização e a prática. Neste período em que lecionamos colocamos em prática oficinas e palestras que serviram de inspiração para o nosso executar das aulas. O desafio tem sido mútuo para manter uma conexão de diálogo acerca das diferentes realidades entre o acadêmico e o ensino básico. No entanto é notório o envolvimento do grupo e as discussões sobre utilidade pública,
Palavras-chave: Improvisação; Interação,Crítico-Político
Oral
Abrir o trabalhoPIBID TEATRO: EXPERIÊNCIA COMPARTILHADA
MAXWELL HENRIQUE BERNARDINO DOS SANTOS; Danyllo Cordeiro Camilo
PIBID TEATRO: EXPERIÊNCIA COMPARTILHADA Danyllo Cordeiro Camilo Maxwell Henrique Bernardino dos Santos Orientadora: Patrícia Caetano de Oliveira Anthony RESUMO Neste trabalho, relataremos as experiências práticas vivenciadas pelos autores deste artigo, bolsistas CAPES, no PIBID (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência), na E.E.M.T.I Estado da Bahia (Crato/CE), relacionando teoria e prática acerca da teatralidade presente no RPG (Rolling Play Game), destacando as características do jogo e sua funcionalidade no processo de criação teatral de personagens, cenários, figurinos e roteiro. Utilizamos, inicialmente nas aulas, jogos de criação com uma imagem prévia dos personagens existentes no anime televisivo “Ano Hi Mita Hana no Namae o Bokutachi wa Mada Shiranai”, mais conhecido como Ano Hana, para que os estudantes tivessem uma referência próxima como base criativa. Na pesquisa realizada, encontramos também as animações inspiradas em peças teatrais, por exemplo, o anime "Zetsuen no tempest", inspirado na obra "A tempestade" de William Shakespeare, e "Romeu X Juliet" inspirado na obra "Romeu e Julieta" também de Shakespeare, que nos auxiliaram no planejamento. Caminhando por esta mesma perspectiva da conexão entre a turma e explorando formas de apresentar conteúdos, mais precisamente o RPG, relacionamos as obras televisivas que tiveram como matrizes as características do jogo.
Palavras-chave: criação teatral,RPG,Jogo,Anime,Experiência
Oral
Abrir o trabalhoPlanejamento das oficinas de Teatro do Faça Teatro com o Peteca
GENÁRIO PEREIRA LOPES
RESUMO: O PETECA - Pedagogias de Teatro no Cariri, grupo orientado pela Prof.ª Dr.ª Mônica Mello, realiza ação extensionista que consiste na oficina Faça Teatro com o PETECA, integrando o projeto de pesquisa Pedagogia de Ator e Pedagogia de Teatro em diálogo: contribuições de Jerzy Grotowski. O referido projeto de extensão nos possibilita atuar como docentes de teatro de jovens alunos das comunidades próximas e para tal, nos organizamos em dois encontros semanais. No primeiro fazemos o planejamento das aulas que serão ministradas e às quartas-feiras ministramos aulas na oficina. Para o planejamento das aulas, todos os bolsistas e voluntários do projeto trazemos exercícios e jogos, com os quais já tivemos contato, seja no âmbito universitário ou extracurricular. Selecionamos, descrevemos e experimentamos esses exercícios e jogos. Após a catalogação e experimentação dos exercícios, coletivamente discutimos a sequência mais lógica e fluida, visando a conexão de cada etapa da aula. Só assim, depois da catalogação, experimentação, sequenciamento realizados é que essa aula é aplicada na oficina. Posteriormente, os planos de aula ficam disponíveis para todos da equipe, facilitando assim sua utilização, na oficina de extensão e para uso fora da URCA. Essa prática tem proporcionado ao pesquisadores uma ampliação de suas opções como docentes.
Oral
Abrir o trabalhoReflexão sobre dramaturgia autobiográfica no espetáculo Cardinal.
BARBARA LEITE MATIAS
Esse artigo analisará os rastros da construção da escritura do espetáculo Cardinal a partir dos documentos utilizados no processo criativo. Problematizaremos as reflexões sobre iniciativas de estudos voltadas para as dramaturgias autobiográficas feministas no nordeste. Tais leituras aglomeram-se quando se trata de escrituras nessa linhagem que são enfocadas em espetáculos que se encontram no eixo Rio de Janeiro e São Paulo, já os espetáculos que compõem esse tipo de dramaturgia nordestina sofrem com a ausência de trabalhos acadêmicos que considerem o seu fazer, para preencher parte da ausência, esta escrita pretende ser um representativo por meio de um processo criativo de espetáculo de teatro da cidade de Crato – CE. Pensaremos a fricção que se dá no entre experiência (atriz), corpo, performatividade, discurso e figura. Como é catalogada essa experiência através de um monologo em que a atriz que atua compôs a dramaturgia? Como pedagogicamente dimensionamos o encontro entre ambas às praticas. Pretende também possibilitar a sistematização de modos de criação dramatúrgica que tem por essência os desdobramentos de duas ou mais funções, aqui o trabalho da atriz intrínseco ao trabalho da escrita dramática consolidada numa encenação. A partir da pesquisa do espetáculo, percebem-se as identidades como fluidas e dinâmicas na pós-modernidade, repensando os padrões estéticos do teatro nordestino, organizando materiais sobre modos de pensar dramaturgia para o teatro da região e do país.
Palavras-chave: Processo Criativo Dramaturgia. Feminismo. Teatro nordestino
Oral
Um corpo fragmentando-se
DANIELE DOS SANTOS CARVALHO
CARVALHO, Daniele. Um corpo fragmentando-se. Crato: Urca; primeiro semestre em teatro; Cecília Ferreira. RESUMO Ensaio feito sobre a óptica de estudante de teatro. A gênese é explicada desde o sangue O positivo que circula nas minhas veias artísticas. Teatral desde o drama quando a mãe falava não, musical desde o choro formando uma sequência com espaço, ritmo e tempo. Não procurei, encontrei-o perdido depois de três cidades mortas, e lá estava ele vivo. Me escolheu e salvou-me da carência. Sem espaço, ensaio, produção e elenco descobrir o meu corpo desenhando formas geométricas. Sentimentalista melancólica. Senti isso ao subir no palco pela primeira vez. Um jogo de trocas de energias sintonizaram no meu corpo arrepiando os meus pelos. Uma vontade de multiplicar se expandiu. Por isso escolhi acorda as 5 da manhã, caminhar 2,5 km para enfrentar o prazer de aprender e ensinar outras pessoas. Sinto cede de arte nos contextos político, social, cultural e humano. Sem coordenação motora, alongando, inspirando e expirando até a última respiração. Sigo. Eu. Ele. Máscaras. Plateia. Luzes. Dúvidas sem pontos. Insisto, mas sempre teatralizando. Oficio: Posso ser um corpo fragmentado?
Palavras-chave: Corpo,carência, jogo, oficio,fragmentado
Oral
Abrir o trabalhoOral
Abrir o trabalhoMeu Eu
LEIDIANE PEREIRA DA SILVA
Sou Leidiane Pereira da Silva estudante do curso em licenciatura em Teatro na Universidade Regional do Cariri - URCA estou cursando a disciplina de Processo de Encenação III, com a professora Maria Cecília Raifer, onde estou desenvolvendo um processo de encenação que se chama “MEU EU”, onde vou trazer um pouco de mim, falar também um pouco da dança, dos movimentos da dança, onde vou dançar, me descobri no palco enquanto corpo gordo. E também quero deixar as perguntas sobre a dança para as pessoas pensarem um pouco sobre essas perguntar e refletir sobre o que pode realmente ser uma dança. Aqui é só algumas ideias do meu processo de encanação, e que ao longo do processo pode mudar ou não mudar, pois é um processo em andamento ainda, um processo que não está pronto. Aqui deixo minhas ideias do meu projeto, que esta em processo.
Oral
Abrir o trabalhoO CORPO GORDO DO ATOR NO PROCESSO DE ENCENAÇÃO: Uma Reflexão Gordurosa
MISTER WARLEY GALDINO DANTAS
Este trabalho tem por objetivo trazer à tona uma reflexão sobre o corpo gordo na arte teatral contemporânea tomando como base as experiências artísticas dentro da disciplina de processo de encenação I, II, III realizado na Universidade regional do Cariri- URCA. Como uma reflexão e analise do corpo gordo com o mundo e com a linguagem teatral. Onde busca ser colocado o corpo gordo como ponto de novos diálogos dentro do processo de encenação, desmistificando e descaracterizando estereótipos desses corpos na cena. Já que temos o corpo como um instrumento base para grandes discussões reflexivas.
Palavras-chave: Corpo gordo,Teatro, Processo de Encenação
Oral
Abrir o trabalhoOS EXERCÍCIOS CÔMICOS NO ESQUETE TEATRAL LIXO
FRANCISCO WAGNER RIBEIRO CABRAL JÚNIOR
A presente pesquisa se destina a abordar os exercícios técnico teatrais, voltados para uma interpretação cômica, para a encenação do esquete teatral LIXO. Texto retirado de uma coletânea de crônicas literárias, presente no livro O Melhor das Comédias da Vida Privada, do escritor Luis Fernando Verissimo (1936) e adaptado para o teatro. Foram trabalhados na sala de ensaios os princípios técnicos do clown no que diz respeito: trabalho com objetos, tempo e ritmo, foco da ação, e a dupla de clown: a relação entre os parceiros. Tudo isso baseado nos exercícios desenvolvidos pelo LUME, no livro A arte de não interpretar como poesia corpórea do ator. A referida pesquisa se objetiva como um conjunto de ferramentas pertencentes ao treinamento e processo criativo para atores.
Palavras-chave: LIXO,Exercícios cômicos,Comicidade,Clown
Oral
Abrir o trabalhoOs exercícios teatrais ministrados nas oficinas do Grupo de Pesquisa PETECA
DIANA ARES NORÕES
No projeto de pesquisa "Pedagogia de Ator e Pedagogia de Teatro em diálogo: contribuições de Jerzy Grotowski", orientado pela professora Dr.ª Mônica Mello, todos os participantes colocam em prática a ministração de aulas em oficinas de teatro, nas quintas-feiras à tarde, no projeto de extensão "Faça Teatro com o PETECA”. Desde que entrei como bolsista em abril de 2019 já desenvolvi bastante minhas habilidades de ministrar as oficinas. No grupo fazemos os planejamentos dessas oficinas a partir de práticas de jogos de improvisação que já tivemos ao longo das nossas experiências com teatro, dentro e fora da URCA e também práticas catalogadas do livro de Jerzy Grotowski. Na rotina da pesquisa, além de planejarmos tudo coletivamente, dividimos as ministração dos jogos e exercícios entre os estudantes pesquisadores presentes no momento da oficina. Apesar de estar colocando isso em prática apenas há cinco meses, sinto agora uma maior segurança quando estou ministrando as oficinas, além de perceber a segurança também dos outros bolsistas. Um dos aspectos conclusivos do trabalho trata da nossa formação como professores de teatro e do quanto às práticas realizadas em conjunto e devidamente orientadas são essenciais nesse processo.
Palavras-chave: PETECA,Ministração de oficinas, Pedagogias de Ator,Pedagogia de Teatro
Oral
Abrir o trabalhoSonhAlice, Sonha Alice com um país mais acessível.
JOELMA FERREIRA DA SILVA
Sonha Alice. Sonhou Alice. Sonhava Alice com o país das maravilhas o qual todos se respeitavam e davam um jeito para viverem em igualdade, mas a Rainha Vermelha, a sua mãe, tinha o poder de criar regras que iam contra o que os habitantes daquele país precisavam. Mal sabia Alice que esse país poderia existir e que ela já pertenceu a este. O que se descobre é que em um belo dia a Rainha vermelha deu a luz a uma garota cega que foi exilada, devido a uma lei que a mesma havia escrito nesta afirmava que não era permitido nenhum ser com alguma deficiência morasse naquele lugar maravilhoso. Após ser afastada de sua bebê cega a Rainha vermelha vive com transtorno de personalidade, fazendo com que todos a temam ou a faça de palhaça. Nessa perspectiva surge em 2019 SonhAlice na disciplina Processo de Encenação III no curso de Licenciatura em Teatro da Urca, com o propósito de pensar a falta de acessibilidade e Inclusão no espetáculo, desta forma os personagens e atores escolhidos para essa montagem deveriam seguir um padrão de atitudes comportamentais que iriam contra as regras estabelecidas naquele país. Além de colocar o espectador no lugar de reflexão de que país é esse? Será que é só o país das maravilhas que não tem acessibilidade? O que é acessibilidade e inclusão? Porque a Alice é cega? Porque eu não sei ler em Braille, porque não respeitamos as diferenças? entre outras. E como referencial teórico me apoiei nos escritos do Sanches, Nóbrega, Le Breton, Desgranges e Augusto Boal.
Oral
Abrir o trabalhoToque-Me: uma alegoria das frágeis relações humanas na pós contemporaneidade
JANDERSON FELIX ALVES
ALVES, J. F. Toque-Me: uma alegoria das frágeis relações humanas na pós contemporaneidade. Juazeiro do Norte: Universidade Regional do Cariri; Graduando do 3º semestre em teatro; Performer. RESUMO Ao entendermos que a sociedade é um tecido vivo que passa por mudanças ao decorrer da história, definir o que é arte na pós contemporaneidade é um desafio passível de nunca ser vencido. "Toque-me" é um espetáculo performativo reflexo direto desse fluxo de metamorfose contemporânea, seja das relações humanas fragilizadas de afeto, ou da transubstanciação das linguagens artísticas entre si, e como vida e arte estão ligadas de forma direta. Inter disciplinando o conceito de liquidez de Bauman com as pesquisas em performance de Cohen juntamente da dança-teatro de Bausch, o presente artigo aventura-se a aclarar o labor do processo criativo do “Toque-me” e como sua recepção — uma espécie de discernimento íntimo no espectador ou uma repulsa imediata ao se deparar com a crueza do cotidiano em cena — tornou-se um processo de aprendizado para os atores-performers. A cada nova apresentação se ressignificava a prática, o por quê e o como fazer a partir das conversas afetivas que ocorriam com o público ao fim das apresentações. O espetáculo não assumia o caráter de estar terminado, mas sim um estado de constante transformação, que acontece apenas no momento da presença, do aqui-agora, do efêmero, do encontro. Palavras chaves: Performance.Espetáculo performativo.Processo criativo.Dança-Teatro
Oral
Abrir o trabalhotraumas e os demonios que nos tomam o ser.
MATHEUS MACIEL CRUZ
Eu Hugo Matheus do curso de licenciatura em teatro da URCA- Universidade regional do cariri, irei desenvolver um processo de encenação III, com a orientação da professora Cecilia Raifer. A ideia é montar um espetáculo fragmentado com temas como traumas e os demônios que nos tomam conta do ser, vai se tratar de uma viagem a acontecimentos traumáticos no passado, de como isso nos modifica e nos reflete enquanto pessoas indiretamente, refletindo também sobre questões sociais, como por exemplo o abuso moral, negligencia e entre outros. Em cena irei trazer o animalesco do homem, a repulsa, a provocação, a sujeira da sociedade que esta cada vez mais deformada e as provocações de todos nos, diante dos medos e desafios, quero trazer também na cena a questão da maternidade não romantizada e a possibilidade de enxergar no outro o que me é semelhante, e assim criarmos laços.
Oral
Abrir o trabalhoUm estudo sobre a magia do teatro de animação.
JOSEFA MONICA BARBOSA DE OLIVEIRA
OLIVEIRA, Josefa. Um estudo sobre a magia do teatro de animação. Crato-Ce: Universidade Regional do Cariri – URCA; Bolsista PIBIC-FECOP; curso em andamento; orientadora: Andreia Aparecida Paris. RESUMO A pesquisa tem como principal fonte o teatro de formas animadas buscando compreender e descobrir sobre cada forma do teatro de animação, aprofundando no teatro de bonecos, onde busco um elo entre a confecção do boneco a criação e o trabalho técnico da atriz bonequeira. Um dos principais desafios artísticos cênicos especificamente nessa pesquisa é compreender o papel da atriz-animadora a qual é capaz de dominar as técnicas de animação do boneco e se apropriar dessas técnicas de manipulação. Tem como principal objetivo atingir uma unidade, ou seja, aquele momento que já não é possível distinguir o boneco da atriz, mas que naquele instante atingiu-se um lugar de união onde atriz e boneco são um só. Essa sintonia significa encontrar gestos adequados para as ações cênicas a serem realizadas pelo boneco. O mais importante é que, seja qual for a forma de animação ou do material que foi usado essa forma de fazer teatro tem como objetivo a ilusão. A pesquisa discute também a introdução das formas animadas nas escolas e como esse fazer teatral funciona nas práticas pedagógicas.
Palavras-chave: Teatro de bonecos,Confecção, trabalho técnico,Processo Criatico
Oral
Abrir o trabalhoURBEX ART: Paraíso de um artista urbano
LUCAS GALDINO DA SILVA
O presente trabalho foi desenvolvido no semestre 2018.1, resultante da disciplina Processo de Encenação III do curso de Licenciatura em Teatro. O mesmo visa buscar explorar espaços não habitados por manifestações de pessoas e artísticas,a cena foi pensada para o espaço, com o espaço e no espaço, metodologia pensada por estudiosos da Arte Site-specific, que compreende assim uma melhor criação de laboratório possível. Esse lugar de novos fazeres artísticos foi o Hospital Regional Manoel de Abreu, Crato - CE, que se encontra desativado. Na cena, fala-se sobre os tipos de mortes de pessoas, de lugares, de almas, do mundo. Fala-se das maneiras que essas mortes são causadas, em diversas linguagens. Em uma poética punk-hard-contemporânea transmitimos sensações nos espectadores que através de um caminho de áudio e luzes, percorrem e ocupam um espaço urbano abandonado artisticamente. Prática de URBEX ART(2019) que dialoga com o espaço inóspito e as formas didático-visuais-estéticas do medo, do precário, do choque, do inacabado, da não-arte, do proibido, do risco. A cena é um grito dos que ainda vivem perambulando pelo espaço que transmite dor. Três meses de encontros, visitas, ensaios, negociações e apresentações deram vida e continuidade em pesquisas sobre o espaço, Site-specific (2011), URBEX, encenação performativa (2007), teatro e performance. É enfático além do espaço a dramaturgia que em sua especificidade evoluída, contribuiu com o processo colaborativo entre pessoas artistas.
Palavras-chave: Encenação Performativa,Site-specific,Urbex Art,Corpo Pensante,Processo Criativo
Oral
Abrir o trabalhoWILZA CARLA - MUITO MAIS QUE UMA GORDUCHA
DAVID BRITO SILVESTRE
O presente trabalho tem como objetivo apresentar os recursos e métodos utilizados na construção do texto dramático WILZA CARLA “Da Verdade a Fantasia” uma obra biografemática. Segundo o sociólogo francês ROLAND BARTHES o conceito de biografema pode ser apresentado como a biografia que flerta com a ficção, que não se restringe a uma vida histórica cronológica, mas que sede espaço para a potência de uma nova vida através de traços biografemáticos, distante de um retrato totalizante, a biografema oferece ao biografado sempre um olhar superficial, disperso e fragmentário uma espécie de biografia em estado precário, em eterna construção, da existência que está sendo escrita, ou transcrita capturando os detalhes e traços que mais interessam e encantam o biógrafo. Wilza Carla perpassa entre a figura da vedete sensual voluptuosa do teatro de revista, a jocosa jurada de roupas exageradas em programas de TV e a gorda caricata das chanchadas do cinema nacional. A sua representatividade carrega consigo o ideal de resistência ao corpo padrão imposto pela cultura de massa. Sua carreira transparece a figura feminina de uma mulher autônoma de personalidade imponderada, personificada em sessenta páginas. Concebida como uma dramaturgia biografemática a obra WILZA CARLA “Da Verdade a Fantasia” traz em seus embasamentos biográficos fragmentos de revistas, entrevistas e materiais audiovisuais.
Oral
Abrir o trabalhoPalavras-chave: Marquise Branca, Representatividade, Feminismo
Oral
Abrir o trabalhoAMÉLIA: A Cena Teatral do Cariri Cearense em Conexão com a Dramaturgia Cômica Brasileira do Século XIX
JOÃO DANTAS FILHO
DANTAS FILHO, João. AMÉLIA: A Cena Teatral do Cariri Cearense em Conexão com a Dramaturgia Cômica Brasileira do Século XIX. Crato – CE: Universidade Regional do Cariri . Professor e pesquisador. RESUMO Aborda o projeto que está sendo desenvolvido pelo Laboratório Teatral Cômico – LATECO, uma linha de pesquisa do Grupo de Pesquisa Dramaturgia e Encenação. Com dramaturgia de França Júnior (1838/1890), a proposta atual da encenação de Amélia foi iniciada com o processo de adaptação textual que aconteceu no mês de dezembro de 2018, pelo professor João Dantas Filho, a partir de várias leituras da comédia Dois Proveitos em um Saco, cognominado de Amélia, do comediógrafo acima citado. Para isso, a ação foi transportada da cidade de Petrópolis - RJ do século XIX para a um povoado fictício localizado na Chapada do Araripe - CE, do século XXI. Para esse procedimento foi necessário revisar o vocabulário do texto e adaptar algumas ações. A equipe será formada por professores e estudantes do Curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Regional do Cariri. Podemos dizer que, a cena teatral do Ceará se fortalece na medida que sua comicidade é tida como inerente ao povo cearense.
Oral
Abrir o trabalhoRelembrando os fazeres da Fé com o Teatro
MARIA GISELE SANTOS OLIVEIRA
Esse resumo trata de minha participação no grupo de pesquisa RiTmar (estudos sobre o ritmo no trabalho de artistas da cena). No grupo trabalho na produção do espetáculo Especial de Natal, compartilhando na montagem e desmontagem do cenário e aprendendo a inscrever em editais. Além disso nos encontros semanais fazemos treinamento corporal e vocal como um laboratório do corpo e ritmo. No meu projeto de pesquisa, que ainda estou buscando, me nasce de um interesse em desenvolver um estudo voltado à bruxaria, para a ancestralidade da mulher, fazendo um apanhado histórico com a caça às bruxas na Idade Média, alguns mitos, como a história de Medusa, culturas matriarcais e especificamente, um recorte local voltada para as mezinheiras, curandeiras e rezadeiras no Crajubar que reservam essas sabedorias e fé. Gostaria de vivenciar esses conhecimentos e conceitos por meio de performances-peças com o intuito, talvez, relembrar a memória coletiva dessa riqueza ancestral.
Oral
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