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A EDUCAÇÃO PERMANENTE COMO ATENUADOR DE DESAFIOS EM EQUIPE MULTIPROFISSIONAL
KARLA GABRIELLA OLIVEIRA PEIXOTO; Marivânia Monteiro Alves; Anádia de Moura Oliveira; Itayany Pereira Tavares; Maria Leni Alves Silva
A educação permanente em saúde implica na estruturação do conhecimento no ambiente de trabalho, onde aprender e ensinar se integram às organizações e mecanismos de trabalho. Nesse sentido, existem diferentes projetos que visam reestruturar o processo de composição dos recursos humanos para a área da saúde, objetivando a integração, ensino, serviços e comunidade, para o desenvolvimento de um trabalho coletivo que rompam estigmas e desafios que impedem a equipe multiprofissional de progredir no ambiente de trabalho, tais como: dificuldades com liderança, falhas de comunicação, falta de acesso às informações que podem comprometer o atendimento ao paciente, e a falta de capacitação e atualização profissional. Objetiva-se analisar como a interação da equipe multiprofissional pode melhorar a oferta de assistência à saúde. Trata-se de uma revisão integrativa realizada nas bases de dados: SCIELO e LILACS, utilizando os descritores: “Equipe de Assistência ao Paciente" AND "desafios" AND "saúde". Os critérios de inclusão foram: artigos na íntegra e publicados nos últimos 3 anos, nos idiomas: português e espanhol. E foram excluídos textos duplicados e/ou inconclusivos, teses ou que não correspondiam ao objetivo. Evidenciou-se um total de 17 artigos, onde após aplicabilidade dos critérios restauram 16 artigos que foram incluídos no presente estudo. É notório que há um empenho das partes em gerar aperfeiçoamento profissional voltado ao cuidado com o paciente, através de qualificação, desenvolvimento de atitudes, que visam aprimorar o serviço prestado em uma assistência integralizada, efetiva e segura. Destaca-se que os profissionais da saúde devem sempre estar em busca do rompimento de conflitos gerados em equipe, principalmente com as fragilidades de comunicação e profissionais não cooperativos, o que pode vir a comprometer a abordagem a assistência do paciente. É de suma importância que haja um comprometimento com planejamento e ações com foco na melhoria da saúde dos clientes.
Palavras-chave: Equipe de Assistência ao Paciente,desafios,saúde
Resumo Simples
Abrir o trabalhoLIVES EDUCATIVAS, UM IMPORTANTE INSTRUMENTO PARA EDUCAÇÃO EM SAÚDE NA PANDEMIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA.
SHAYANNE KESIA DOS SANTOS CLEMENTE; Cícera Ruth de Souza Machado; Deborah da Conceição Justino Nunes Brasil; Duciele Araújo Pinheiro Bione; Francisco Gilberto Oliveira; Vera Lúcia Soares e Silva
A educação em Saúde é antes de tudo um veículo de transformação social, corroborando assim com o desenvolvimento de uma conscientização individual e coletiva do “fazer saúde”, bem como com a autonomia da comunidade enquanto participantes ativos dos processos de Saúde. Entretanto mediante o novo cenário mundial, com a pandemia de COVID-19, novas estratégias e metodologias tiveram que ser formuladas para viabilizar de forma eficaz e acessível uma articulação entre a comunidade e o serviço. Nesse sentido o grupo V do Programa de Educação pelo Trabalho (PET) Saúde Interprofissionalidade em articulação com a Secretaria Municipal de Saúde -SMS do Crato, elaborou uma agenda de “Lives educativas”, viabilizando através das Tecnologias de Informação e Comunicação- TIC’s novos métodos de ensinar o cuidado em saúde. Objetivou-se neste trabalho relatar a experiência vivida no desenvolvimento de Lives educativas, no período de pandemia, pelo Coronavírus. O estudo trata-se de um relato de experiência, com abordagem descritiva, sobre encontros virtuais, realizados por meio da plataforma digital do Google meet, que teve como participantes alunos, pais e professores de cinco escolas públicas do município do Crato inclusas no Programa Saúde na Escola- PSE em articulação com a SMS do Crato. O calendário dos eventos transcorreu do período de Julho a Setembro de 2020 e foi articulado pela coordenação da Atenção Básica e PSE da SMS- Crato em comunicação com a coordenação das escolas selecionadas. Foi adotada como metodologia dos encontros uma exposição dialogada, com recursos áudio visual e ao final da atividade um tempo destinado para o esclarecimento das dúvidas dos participantes. Por meio das Lives foi possível fortalecer ações para o enfrentamento da pandemia, através da abordagem de temáticas pertinentes como: "Saúde Mental em tempos de pandemia", assim como possibilitou um nova dinâmica de contato entre os bolsistas do PET e a comunidade, favorecendo experiências de aprendizado e reflexão que repercutem diretamente no desenvolvimento de competências comuns e colaborativas desses futuros profissionais. Dessa forma, pode se observar a incorporação das TIC's sob uma nova perspectiva, que possibilita acessibilidade a informação em saúde, assim como facilita e potencializa a articulação entre o ensino-serviço-comunidade, indo de encontro consequentemente aos preceitos que consolidam o Sistema Único de Saúde- SUS.
A INTERPROFISSIONALIDADE E SEUS DESAFIOS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
THAYNÁ DUARTE DO VALE; Mariana Mendes Coleta Moreira; Natália Rodrigues Oliveira; Anne Karuline Maciel Rodrigues; Thaynara Duarte do Vale; John Carlos de Souza Leite
INTRODUÇÃO: No contexto da Atenção Primária à Saúde (APS) o trabalho em equipe se configura como estratégia facilitadora no cuidado integral a saúde da população territorial. A crescente complexidade das necessidades de saúde dos usuários/população, as mudanças do perfil demográfico e de morbimortalidade com o envelhecimento e aumento das doenças crônicas aponta para um novo perfil profissional caracterizado pela colaboração interprofissional. Contudo, observa-se que ainda há dificuldades nas interações entre os profissionais de saúde na APS, que pode vir a fragilizar o cuidado holístico prestado aos clientes. Sob este prisma, se faz relevante compreender quais os entraves para efetivação da interprofisisonalidade dentro das APS. OBJETIVO: Evidenciar na literatura científica quais os desafios da consolidação da interprofissionalidade dentro da APS. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), no período de janeiro a fevereiro de 2021, utilizando-se os Descritores em Ciências da Saúde: Enfermagem, Atenção Primária a Saúde e Equipe de Assistência ao Paciente que foram cruzados com o operador booleano AND, obtendo 20 estudos. Utilizaram-se os critérios de inclusão: artigos disponíveis gratuitamente e no corte temporal dos últimos cinco anos e idioma português. Os critérios de exclusão foram os artigos repetidos e aqueles que fugiam da temática. Foram lidos três artigos utilizados para a realização do presente estudo. RESULTADOS: O aumento da complexidade das necessidades de saúde requer profissionais capacitados para trabalhar em conjunto comprometidos com o cuidado à saúde. A prática interprofissional colaborativa se refere à articulação entre diferentes profissionais de saúde, onde o cuidado em saúde promova a integração das ações. Contudo, a experiência de trabalho interprofissional nos serviços de saúde na APS apresenta-se, em princípio, como fácil de ser operacionalizada, porém, desenvolver a colaboração e a integração entre diversos núcleos de saberes e práticas é constantemente um desafio posto para os profissionais de saúde. CONCLUSÃO: Em suma, é necessário que os profissionais que compõem a APS estejam alinhados com a lógica de cuidado integral, na interprofissionalidade, que exige um esforço para além de suas formações acadêmicas básicas, sendo necessário o desenvolvimento de competências colaborativas para a superação do individualismo da profissão e hierarquizado na assistência.
INTERSETORIALIDADE EM REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL: CONTEXTUALIZANDO OS AMBULATÓRIOS EM REDES DE SAÚDE MENTAL
LUANA MARIA ANGELO DOS SANTOS; Maria Luzimar Angelo dos Santos
Os serviços públicos de atenção a saúde estão articulados (organizados) em redes de atenção, em um modo de organização piramidal, em qual na base existe um conjunto de serviços responsáveis pela atenção primária (básica): podemos citar, como um desses serviços, as redes de atenção a saúde mental. Desse modo, a partir das articulações produzidas para responder às demandas de cuidados, um dispositivo de saúde mental assume funções sociais em um determinado contexto, levando em consideração o individo, a família e a sociedade. Objetiva-se aprofundar a discussão em torno das diretrizes de funcionamento dos ambulatórios, de sua função na rede de saúde mental e da sua inserção na Estratégia de Atenção a saúde mental e o meio biopsicossocial. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, descritiva. O presente estudo foi cofeccionado através de uma pesquisa minuciosa e bastante seletiva nas bases de dados SciELO (Scientific Electronic Library Online) e LILACS (Literatura Latino-americana e do caribe em ciências da saúde). Foi executado durante o ano de 2021. Os resultados da pesquisa objetivaram contextualizar o papel dos ambulatórios nas redes de atenção em saúde mental. Encontrou-se 64 artigos, após serem filtrados foram selecionados 13 artigos que contribuíram para confecção do estudo, antes mesmo da confecção dos resultados, já havia compreensão do papel dos ambulatórios nas redes de atenção a saúde mental, levando em consideração os trabalhos que tinham o mesmo tema e a publicação ser nos últimos três anos. O estudo foi composto por pesquisas realizadas entre os anos de 2017 a 2020. Os ambulatórios foram criados como maneira de intervir (com serviços e equipamentos) e reinserir socialmente as pessoas portadoras de transtornos mentais, que foram secularmente estigmatizadas, criticados e excluídas socialmente, sendo incluídos outros estabelecimentos, como associações, cooperativas e variados espaços das cidades. Além disso são tidos como instrumentos para reabilitação psicossocial.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoA IMPORTÂNCIA DO PET-SAÚDE NA FORMAÇÃO PROFISSIONAL DO BIÓLOGO
LARISSA DA SILVA
O Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde) é um projeto desenvolvido na Universidade Regional do Cariri – URCA em parceria com a Secretaria Municipal e a 20° CRES da cidade do Crato, que trabalha a interprofissionalidade de modo a integrar a formação em saúde sob uma perspectiva da educação interprofissional, com ênfase no trabalho em equipe, na integração ensino-serviço-comunidade, do desenvolvimento da liderança e autonomia em saúde. Com isso, o programa torna possível que os estudantes de saúde da Universidade reconheçam os possíveis cenários de práticas no campo da saúde e assuma um papel de sujeito transformador na construção de uma visão mais ampliada da saúde. Nessa perspectiva, o objetivo do presente trabalho é relatar a importância do PET-Saúde na formação profissional do Biólogo a partir do exercício da interprofissionalidade e do trabalho colaborativo. A produção deste trabalho se deu a partir de reflexões acerca das experiências proporcionadas pelo PET-Saúde Interprofissionalidade. Como método de trabalho têm-se a formação de cinco grupos tutoriais divididos em três eixos temáticos, composto por coordenadores, tutores e estudantes dos cursos de saúde da Universidade, sendo eles Biologia, Educação Física e Enfermagem, distribuídos em diferentes unidades de Saúde do Crato. Apesar da Resolução nº287/98 do CNS reconhecer a atuação do profissional Biólogo na saúde, a sua formação acadêmica muitas vezes não se encontra alinhada as exigências do mercado em saúde e por isso é de suma importância que seja dada a oportunidade aos alunos do curso de Biologia de conhecerem a rede de saúde e os desafios encontrados na prática para que assim possam ser elaboradas estratégias de superação. A interprofissionalidade trabalhada dentro do programa promoveu uma maior compreensão sobre trabalho em equipe e ajudou os Biólogos em formação a reconhecerem seu espaço na saúde e os desafios encontrados desde a formação acadêmica até o exercício da profissão. Portanto, é necessário uma avaliação da grade curricular do curso de Biologia da URCA para que esteja alinhada ao trabalho interprofissional em saúde. Em suma, o programa PET mostrou-se como uma oportunidade única na formação do profissional Biólogo, proporcionando experiências exitosas, reconhecimento de papéis e como se tornar protagonista de sua carreira dentro de suas competências.
A DOR DA PERDA NA PANDEMIA: ERROS DE IDENTIFICAÇÃO E TROCAS DE CORPOS NO COVID-19
ANDERSON XAVIER DA SILVA ; Alessandra Gomes Cunha; Ana Luiza Andrada de Melo; Bruno Rodrigues Alencar; Carina Silva de Carvalho Oliveira; Lydia de Brito Santos
O objetivo deste resumo é elucidar através da investigação de casos noticiados na mídia, relacionados a erros de identificação do paciente e trocas de corpos, quais os fatores que levaram ou contribuíram para as ocorrências de não – conformidades relacionadas a essa problemática, para elencar estratégias preventivas, colaborando assim para Segurança do Paciente. A pandemia do novo coronavírus ou SARS-CoV-2, causador da doença COVID-19, foi declarada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 11 de março de 2020 e desde então tem causado impactos devastadores em todas as esferas, sejam elas, econômicas, políticas e sociais ao redor do mundo, com destaque para os sistemas de saúde e sobretudo para pessoas que perderam pacientes, vítimas da pandemia, que além para além de enfrentar a perda, ter que se deparar com a dor pela falta do contato físico e da incerteza de estar sepultando de fato aquela pessoa. De acordo com Kovács (2020) “o luto não elaborado pode gerar várias formas de adoecimento, desejo de morrer, comportamentos autodestrutivos e suicídio. O Não reconhecimento desses movimentos psíquicos causa sofrimento adicional quando se exigem, mudanças, superação e força.” Um reflexo das condições encontradas na pandemia é a quantidade exacerbada de casos envolvendo a troca de corpos nas unidades de saúde observados na mídia, ocorridos em todo o país. Em virtude do aumento súbito do número de mortes e particularidades do manejo de corpos das pessoas vítimas do coronavírus, haja vista a necessidade de sepultar o corpo em caixão lacrado, em caso de infecção suspeita ou confirmada. Neste sentido, há um cenário propenso a erros na identificação dos corpos, que inicia desde a verificação documental, do reconhecimento do corpo (com interferência das condições emocionais do responsável/referência familiar responsável pela execução da tarefa), além de procedimentos operacionais dos necrotérios, funerárias dentre outros. A correta identificação do paciente é uma das metas internacionais de Segurança do Paciente, definida como a “redução, a um mínimo aceitável, do risco de dano desnecessário associado ao cuidado de saúde” (BRASIL, 2013). O Ministério da Saúde, em documento elaborado para o manejo de corpos no contexto do COVID recomenda identificar o corpo “com nome, número do prontuário, número do Cartão Nacional de Saúde (CNS), data de nascimento, nome da mãe e CPF, utilizando esparadrapo, com letras legíveis, fixado na região torácica” (BRASIL, 2020). RESULTADOS
A IMPORTÂNCIA DO SI-PNI PARA A COLETA DE DADOS EM SAÚDE NA ATENÇÃO BÁSICA
ANÁDIA DE MOURA OLIVEIRA; Viviane de Oliveira Cunha; Itayany Pereira Tavares; Karla Gabriela Oliveira Peixoto; Marivania Monteiro Alves; Maria Leni Alves Silva
O SI-PNI é um sistema desenvolvido para possibilitar aos gestores envolvidos no Programa Nacional de Imunização, a avaliação dinâmica do risco quanto à ocorrência de surtos ou epidemias, a partir do registro dos imunobiológicos aplicados e do quantitativo populacional vacinado, que são agregados por faixa etária, período de tempo e área geográfica. A incorporação de novas tecnologias, como sistemas informatizados para o registro de vacinação com dados nominais, é fundamental para a manutenção da boa qualidade do programa. Esses sistemas são ferramentas úteis para o agendamento de vacinas, identificação e busca de faltosos e monitoramento das coberturas vacinais. A finalidade do presente estudo é o gerenciamento de coleta de dados através dos sistemas informatizados sobre imunização em relação à avaliação de coberturas vacinais. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados MEDLINE, LILACS e DATASUS. Para busca dos estudos foram usados os descritores SI-PNI, atenção básica e coleta de dados com o uso do operador booleando AND. Foram estabelecidos alguns critérios de inclusão e exclusão dos estudos. Dentre os critérios de inclusão, estudos em português entre os anos de 2015-2020, disponíveis de maneira completa, gratuita e com abordagem da temática de maneira específica. Como critérios de exclusão foram retirados estudos repetidos, inconclusivos e outros estudos de revisão de literatura. Dos estudos foram extraídas informações como autor, ano, objetivo do estudo, principais resultados e desfecho. Foram reconhecidos 361 artigos com os descritores selecionados, onde após os critérios de inclusão e exclusão selecionou-se apenas 11 estudos. De acordo com os artigos analisados, pôde-se perceber que o PNI conta com um sistema informatizado denominado de Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização, os SII fornecem dados mais consistentes do que as estimativas baseadas em doses aplicadas para a avaliação de coberturas vacinais, tornando-se importantes para o planejamento e avaliação das ações em um contexto de ampliação de número de vacinas. A utilização da SI-PNI é o melhor meio para a realização da coleta de dados para atenção básica, que fornece estratégias de integração de bases nominais de indivíduos brasileiros, possibilitando o sistema informatizado abrangente e do cuidado integrado de saúde, que é de muita importância para suprir demandas de um programa de imunização complexo.
A INTERPROFISSIONALIDADE SOB O OLHAR DE ACADÊMICOS DE NUTRIÇÃO: ATUAÇÃO NO PROJETO DE CLÍNICA ESCOLA
IANA DA CUNHA BARROSO DOS REIS; Andréa Martins Gomes de Lima; Luiza de Sousa Cardoso; Mikaelly Magalhães dos Santos; Mikaele Marques Sousa; Juliana Braga Rodrigues de Castro
O princípio da interprofissionalidade é fundamental na orientação das equipes multiprofissionais para atuar na Atenção Primária a Saúde - APS. No entanto, a ação profissional, parece ser organizada por um fluxo caracterizado pela delimitação estreita de territórios de cada categoria, conformando um quadro de disputa entre as lógicas contraditórias da profissionalização e da interprofissionalidade. A interprofissionalidade se faz essencial para o processo de trabalho focado em saúde, envolvendo a interdisciplinaridade, afeto e atenção. È sabido que durante o processo formativo há a necessidade de evidenciar para os acdêmicos certos processos que serão vivenciados em suas práticas profissionais, afim de contribuir com o seu crescimento e desenvolvimento não só com relação ao embasamento teórioco, mas também vivencial. Diante disso este trabalho teve como cenário a Clínica Escola de uma Instituição Privada de Ensino Superior no município de Itapipoca-Ceará, que buscou ampliar o conhecimento dos acadêmicos do curso de Bacharelado em Nutrição, através da realização de atendimentos destinados a comunidade, tendo como critérios de inclusão, que os mesmos já tivessem sido acometidos por COVID-19 e que já não apresentassem mais sinais e sintomas, para assegurar a integridade de todos os envolvidos. Foi oportunizado a comunidade externa a possibilidade de agendamento para consultas multiprofissionais, contemplando as categorias de Nutrição, Enfermagem e Fisioterapia, estas consultas eram acompanhadas por um professor-preceptor, que tinha como apoio os acadêmicos de cada curso. A organização do trabalho se deu da seguinte forma, atendimentos nos turnos manhã e tarde, sendo 2 dias de atendimento, atendimentos estes que ocorreram quinzenalmente. Os pacientes passavam por todos os profissionais, onde recebiam o atendimento necessário, ao final de cada consulta era agendado o retorno, para dar continuidade ao acompanhamento. Durante a semana de atendimentos, um dia era destinado para discussão dos casos clínicos, neste momento era debatido as condutas aplicadas por cada categoria profissional, possibilitando a troca de saberes e ampliação da proposta do trabalho em equipe, baseando-se na empatia e sensibilidade com outro. Com este trabalho, evidenciou-se a importância da troca de saberes, entre as categorias, na construção do profissional em formação.
Palavras-chave: Interprofissionalidade, cuidado, nutrição
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoCOMPETÊNCIAS COLABORATIVAS POR MEIO DE METODOLOGIA ATIVA
AGOSTINHO PORFIRIO DOS SANTOS; ROSELY LEYLIANE DOS SANTOS
A educação interprofissional em saúde abrange o processo de trabalho e as especificidades da formação. Neste contexto, as competências colaborativas em saúde destacam-se por permear a potencialidade do trabalho em equipe. Contudo, podem haver dificuldades na assimilação destas competências. Assim, justifica-se a realização deste estudo no sentido de descrever como as competências colaborativas podem ser vislumbradas nos processos de trabalho. Este estudo é relevante por contribuir para a proposição de estratégias de ensino, nos serviços de saúde, por meio dessas competências. Objetivou-se relatar a experiência da utilização de metodologia ativa em educação no serviço sobre competências colaborativas. Trata-se de estudo do tipo relato experiência com a utilização de estratégia metodológica do tipo Aprendizagem Baseada em Problema, que pode ser utilizada para potencializar a formação em saúde por meio de discussões grupais. O cenário do estudo foi uma equipe da Estratégia Saúde da Família do Nordeste brasileiro. A facilitadora disparou o tema central e solicitou a formação de grupos. A atividade ocorreu durante uma capacitação em serviço. Havia cerca de 15 participantes, entre profissionais e estudantes. Foram organizados dois grupos. A situação-problema relacionava a necessidade de resolução a minimizar à ocorrência de dengue. Observou-se que os participantes discutiram a importância da interdisciplinaridade e das competências colaborativas para o trabalho na saúde. As competências colaborativas mais evidenciadas para o enfrentamento da dengue na comunidade foram construção de plano de cuidados compartilhados entre a população, gestão e serviços de saúde e assistência social. A competência liderança colaborativa foi destacada pelo papel ativo do Agente Comunitário de Saúde e comunidade. A comunicação interprofissional foi enfatizada pela comunicação entre indivíduos, comunidades e profissionais de saúde de forma ágil e responsável à promoção e prevenção da saúde. A seguir, a facilitadora conduziu a discussão em que destacou a importância das competências colaborativas para a (re)adequação no modelo de formação e prática em saúde que atenda às necessidades da população, a exemplo das doenças emergentes, como a dengue. Os participantes avaliaram o uso da metodologia ativa como indutora na formação em saúde sobre competências colaborativas. Ademais, possibilitou evidenciar competências específicas para minimizar agravos de saúde da população.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoCONDUTAS INTERPROFISSIONAIS NO ENFRENTAMENTO AO CORONAVÍRUS EM UM HOSPITAL MUNICIPAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA
EDNANITA ALVES ARRAES; ANTONIO GERMANE ALVES PINTO
Em 2019 a Organização Mundial da Saúde foi alertada sobre as infecções ocasionadas pelo novo Coronavírus emergente em Wuhan - China. No Brasil, o primeiro caso registrado da doença ocorreu dia 26 de fevereiro de 2020, sendo registrada a primeira morte no mês subsequente. Desde então, o país contabiliza 4.657.702 de casos e 139.808 óbitos. A pandemia revelou as mazelas e espalhou uma sensação de insegurança ao apontar as fragilidades do sistema de saúde. Entretanto, também abre oportunidades para novos processos como a Educação Interprofissional em Saúde (EIS). Nessa perspectiva, os aspectos que envolvem o trabalho em saúde devem ser avaliados como estratégia para o enfrentamento da COVID-19 entrando em acordo com a literatura que afirma que através das condutas interprofissionais, podem ocorrer redução na taxa de incidência. Ante o exposto, objetivou-se relatar as experiências vivenciadas acerca das condutas interprofissionais realizadas no atendimento de pacientes confirmados ou suspeitos de Coronavirus em um hospital da região centro-sul do estado do Ceará. Trata-se de um estudo do tipo relato de experiência sobre as condutas interprofissionais realizadas no atendimento de pacientes confirmados ou suspeitos de Coronavirus em um hospital municipal da rede pública. O lócus de ação deste relato foi extraído do cotidiano profissional da autora mediante a experiência assistencial realizada na linha de frente do combate a pandemia no período de Julho de 2020 a Janeiro de 2021. Descreveu-se as experiências com o fluxo operacional do serviço e quais condutas foram modificadas para realização do atendimento, a reutilização de equipamentos de proteção individual e a importância das condutas interprofissionais realizadas no setor. O estudo mostrou o quão desafiador pode ser a reestruturação das ações em saúde, mas também revelou a força modificadora que o trabalho em equipe pode proporcionar em tempos tão obscuros. Tendo em vista que os estudos referentes a temática são recentes e que os protocolos e recomendações sofrem mudanças constantes, enfatiza-se, o valor das discussões para o meio acadêmico e científico. Ademais, a capacitação profissional aliada a educação interprofissional mostrou-se extremamente importante e eficaz, pois foi a partir dela que houveram melhorias no acolhimento, atendimento e comunicação entre paciente e equipe indispensáveis durante o cenário de pandemia.
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO INTERPROFISSIONAL EM SAÚDE: A PÓS-GRADUAÇÃO E SUA INTERFACE NOS CENÁRIOS DA ATENÇÃO PRIMÁRIA
LIS MARIA MACHADO RIBEIRO BEZERRA; Luciana Nunes de Sousa; Cícera Luana de Lima Teixeira; Antonia Elizangela Alves Moreira
A prática profissional colaborativa passou por diversas mudanças no contexto do ensino-serviço para reforçar a relevância das relações interprofissionais em saúde, apresentando um cenário desafiador na formação multiprofissional. O estudo justifica-se pela predominância de uma formação para a saúde ainda uniprofissional resultando em fragmentação e desarticulação da prática profissional. Neste estudo, averiguou-se como o ensino da pós-graduação em cenário de prática da Atenção Primária à Saúde pode estabelecer espaço de aprendizagem interprofissional, por meio da análise do significado de sua experiência na formação de profissionais da saúde. Pesquisa desenvolvida em universidade pública do sul do Ceará, com dados qualitativos coletados por questionário semiestruturado através da ferramenta Google forms, com estudantes e egressos (n=36) de 6 profissões da saúde que participaram de uma experiência de educação interprofissional. Resultados mostraram que práticas de ensino vivenciadas com discentes, docentes, profissionais do serviço de saúde de diversas áreas e com usuários, promoveram momentos de aprendizagem com o compartilhamento de experiências, acolhimento e cuidado integral, escuta, percepções, atitudes propositivas no processo de trabalho e diferentes saberes, auxiliaram no desenvolvimento de atividades realizadas em unidades básicas de saúde. A educação tutorial em pequenos grupos no lócus da Atenção Primária fortaleceu a experiência de educação interprofissional. Aprendizagens pertinentes ao reconhecimento e valorização dos papéis de cada profissão na equipe e ao desenvolvimento de habilidades de comunicação foram evidenciadas. O período curto da experiência foi um desafio reconhecido pelos profissionais para promover a integração do ensino-serviço. Interações entre estudantes de diferentes profissões em atividades práticas de ensino na Atenção Primária estimularam aprendizagens colaborativas na pós-graduação, suscetíveis de apoiar habilidades de cooperação no trabalho em equipe e de atenção integral à saúde.
Oral
Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO INTERPROFISSIONAL – EIP COMO UM SISTEMA COMPLEXO: UM ESTUDO REVISONAL
MAURÍCIO LIMA DA SILVA; Mateus Pereira Santana; Ana Thais Silva de oliveira; Ana Lígia Neves da Luz Luna; Monalyza Queiroz Peixoto; Gabriela Paise
Sistemas complexos são definidos como dinâmicos, não lineares, onde ocorrem interações mútuas entres as partes do sistema, na medida que se modificam, aprendem, evoluem, adaptam-se e produzem comportamentos não emergentes e não determinísticos. Na saúde a complexidade se apresenta na forma de interações entre o ambiente e o indivíduo, suas relações interpessoais e a dinâmica interna de seu próprio corpo. Possui uma capacidade de superar a fragmentação e limitações impostas ao diagnóstico e tratamento da doença, o que se aproxima do referencial de saúde da OMS, quando se refere às dimensões biológica, sociais, mentais, espirituais e não apenas à mera ausência de doença. Dessa forma objetivamos apontar a Educação Interprofissional – EIP como uma ferramenta para se trabalhar a complexidade na saúde. Trata-se de um estudo de cunho revisional, crítico-reflexivo. Na complexidade há interação, inter-relacionamento e interconectividade entre os elementos de um sistema e do sistema e seu ambiente, produzindo comportamentos emergentes e resultados não dedutíveis de forma analítica. O olhar da complexidade permite avaliar fatores em vários níveis e suas relações, o que pode confundir a relação entre objeto central (causa) de interesse e o resultado final. O olhar interprofissional se aproxima desse referencial por favorecer uma análise que considera o processo saúde-doença como um todo e não apenas o biológico, tendo em vista que fatores isolados não podem determinar um efeito (doença), mais que a soma de distintos fatores influenciam no resultado final (adoecimento). Dessa forma a EIP surge como uma importante ferramenta para formação e superação do modelo biomédico, ao passo que trabalha desde a base (graduação) para uma prática colaborativa. É na prática profissional colaborativa que podemos vislumbrar um olhar multifocal, destinado não somente ao quesito biológico/fisiológico da doença, mais nos fatores somadores que interferem no processo de adoecimento, uma vez que o todo é mais relevante do que a soma das partes. Conclui-se que é necessária uma prática de EIP que considere a complexidade da formação em saúde, que traga elementos que contemplem a integralidade do cuidado, de forma horizontal, e não apenas a soma de saberes aplicados individualmente.
Palavras-chave: Complexidade, Interprofissionalidade, Educação interprofissional em saúde
Resumo Simples
Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO PARA A SUSTENTABILIDADE: REFLEXÕES NO ATUAL DO CONTEXTO DA PANDEMIA DA COVID-19
TAYRONNE DE ALMEIDA RODRIGUES; João Leandro Neto; Tainnã de Almeida Rodrigues Carvalho; Francisca Laudeci Martins Souza
A Covid-19, doença causada pelo Coronavírus foi identificada pela primeira vez na China, em dezembro de 2019. No final de janeiro a Organização Mundial da Saúde declarou que a epidemia constituía uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional e em 11 de março de 2020, uma pandemia. A pandemia global gerada pelo Covid-19 e as consequentes medidas obrigatórias de confinamento da população implicam imprevistos e desafios para os sistemas educacionais. O objetivo desta pesquisa é refletir sobre essa questão de uma perspectiva da sustentabilidade. Assim questiona-se quais são e devem ser as funções da escola, em face a sustentabilidade, no contexto da atual pandemia de Covid-19; bem como em supostas futuras ondas de doenças emergentes e reemergentes? Busca-se discutir a importância e os desafios para a inserção de propostas em Educação para a Sustentabilidade no ambiente escolar. Estas questões estão no centro dos debates da Educação Sustentável e, desse modo, este trabalho visa a refletir sobre esse assunto a partir de uma abordagem educacional e de sustentabilidade. Para isso, as funções dos sistemas educacionais indicados pela sustentabilidade na Educação, bem como suas repercussões e significados em termos de desenvolvimento ambiental, social e da saúde (pessoal ou coletiva). A pesquisa foi conduzida por meio de revisão de literatura e discussão teórica. Sendo a sustentabilidade a capacidade de um sistema humano, natural, ou misto de resistir ou se adaptar à mudança interna e externa por tempo indeterminado. Os resultados corroboram que a pandemia, ao provocar um grave problema de saúde mundial, estendendo-se, também, uma crise econômica global, levou o planeta a uma grande recessão que ameaça diretamente a conquista dos objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Dessa maneira, cabe à Educação, seja a distância nesse contexto de distanciamento/isolamento social, ou ainda posteriormente a esse cenário de modo presencial, incluir uma agenda de conteúdos transversais sobre sustentabilidade nos currículos de todos os sistemas, modalidades e esferas de ensino no Brasil.
Palavras-chave: Sustentabilidade, Educação,Covid-19
Resumo Simples
Abrir o trabalhoMETODOLOGIAS ATIVAS NA FORMAÇÃO PROFISSIONAL EM SAÚDE: EXPERIÊNCIAS DO PET-SAÚDE INTERPROFISSIONALIDADE
TYSON ANDRADE MIRANDA ; CÍNTIA DA SILVA SOUZA; JACQUELINE OLIVEIRA FREITAS; RODRIGO NARCISO DE NOVAIS; MARIA DA CONCEIÇÃO DOS SANTOS OLIVEIRA; SILVANIA SALES DE OLIVEIRA
Introdução: O uso de metodologias ativas é um recurso muito útil ao processo de educação interprofissional (EIP), promovendo formação crítica e reflexiva. A aplicação de metodologias ativas leva o discente a refletir sobre o seu processo de trabalho e a transformar a sua realidade, beneficiando-a. Neste sentido, o objetivo deste trabalho é relatar o uso de metodologias ativas no PET- Saúde/Interprofissionalidade. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência sobre a utilização de metodologias ativas no processo de ensino-aprendizagem, por um grupo tutorial do PET-Saúde/ Interprofissionalidade, composto por seis discentes de cursos diferentes, quatro preceptores e três tutoras. Resultados e Discussão: Durante o período de abril de 2019 a dezembro de 2020 foram produzidas as seguintes atividades com uso de metodologias ativas: mapas mentais, mapas conceituais e fluxogramas; jogos produzidos a partir da leitura de documentos oficiais (Política Nacional de Atenção Básica, Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Farmácia); construção de um cordel intitulado "O gigante consolidado" retomando elementos da história do Sistema Único de Saúde e expressando a necessidade de seu fortalecimento. Também foram realizados um podcast com abordagem temática sobre Interprofissionalidade no contexto da pandemia de Covid-19; oficinas temáticas com atividades práticas e questões prévias para reflexão e crítica; atendimento ao paciente, análise de casos reais, role-playing (tomada de decisões e demonstração de competências) envolvendo situações no contexto da Interprofissionalidade; e a utilização de filmes, documentários e séries de televisão. Essa experiência da utilização de diferentes estratégias para aprendizagem ativa foi um recurso didático positivo, que facilitou a reflexão coletiva, a prática colaborativa, melhorou o trabalho em equipe, a liderança, aprimorou o processo de comunicação. Conclusão: As metodologias ativas constituem uma ferramenta poderosa no processo de ensino aprendizagem, capaz de estimular a postura crítico-reflexiva do estudante, tornando-o um agente ativo no processo, consolidando aprendizagens significativas, o que implica o fortalecimento da formação de profissional em saúde.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoPRÁTICAS COLABORATIVAS DE ESTUDANTES NA GRADUAÇÃO: REVISÃO NARRATIVA
ANA PAULA DA SILVA GONÇALVES; Rannykelly Basílio de Sousa; Cícera Aline Pereira da Silva; Natan Oliveira Lima; Izabel Cristina Santiago Lemos de Beltrão; Hudday Mendes da Silva
Há evidências de que a aprendizagem ativa produz melhores resultados educacionais para os acadêmicos, uma vez que promove engajamento estudantil ao trabalharem juntos visando atingir metas de aprendizagem compartilhada. Este estudo tem por objetivo descrever a partir da literatura as práticas colaborativas desenvolvidas por estudantes na graduação e resultados alcançados a partir da adoção dessas práticas. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de natureza qualitativa com busca de dados nas bases LILACS, MEDLINE e BDENF, por meio da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), cruzando os descritores: Práticas Interdisciplinares, Estudantes e Universidade, com operador booleano AND. A busca resultou em 65 artigos que foram submetidos à análise dos dados por meio da leitura flutuante de títulos e resumos, dos quais foram selecionados 5 artigos para realizar a leitura dos textos completos, sendo destacadas informações que contemplaram o objetivo do estudo. Após análise pode-se apontar como resultados que as práticas colaborativas permeiam-se por iniciativas educacionais de projetos de pesquisa e de extensão, nos quais é possível a integração de discentes, preceptores, docentes, profissionais e população. A aprendizagem colaborativa é adotada principalmente pelas profissões de saúde, possibilitando integrar o conhecimento adquirido em sala de aula com a realidade dos recursos materiais e humanos para implementação de atividades. Evidenciou-se também, que as práticas colaborativas executadas de forma interprofissional contribuem para a formação acadêmica e profissional, pois se compartilha de aprendizagens, experiências, vivências, conhecimento, normas e valores, que, à medida que se trabalha em grupo, tende a convergir para o aprendizado coletivo e a aquisição de competências que serão utilizadas no cotidiano de trabalho. Assim, as práticas colaborativas desenvolvidas por meio dos programas de extensão universitária contribuem para o aprendizado de forma ativa e interprofissional, colaborando para a formação de profissionais mais conscientes das realidades de trabalho. Portanto, essas práticas são cruciais para uma boa formação, por integrar teoria e prática, ensino e serviço, formar indivíduos reflexivos e criativos, capazes de transformar a realidade social. Dessa forma, é importante que as universidades atentem-se aos temas que determinam e repercutem na formação dos profissionais de saúde, capaz de transformar seu meio.
Palavras-chave: Práticas Interdisciplinares, Estudantes, Universidade
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Abrir o trabalhoPROJETO DE TANATOLOGIA: PERSPECTIVAS E ESTRATÉGIAS NA FORMAÇÃO MÉDICA.
MARCELLO LUIS BRITO DE OLIVEIRA; Antônio Barreto Couto Neto; Lorenna Maria Tavares Ferreira; Jackelinne Jadna Silva Oliveira; Joice Fabricio de Sousa; Djailson Ricardo Malheiro
Introdução: No cotidiano da prática médica é comum o profissional se deparar com o desafio de comunicar uma má notícia, seja ela sobre a morte, seja de um diagnóstico que impõe sequelas ou risco à vida. Além disso, outro desafio é a forma como o profissional irá processar aquela situação em seu íntimo. Por isso há a necessidade preparar esse futuro médico adequadamente em sua formação, contudo nem sempre há espaço para as discussões sobre tanatologia no currículo das faculdades de medicina. Objetivo: Relatar a experiência de um estudante de medicina, membro do projeto de extensão “Projeto de Tanatologia” da Faculdade de Medicina Estácio de Juazeiro do Norte (ESTÁCIO - FMJ). Métodos: Relato de experiência produzido por um acadêmico do 8º semestre de medicina, em um projeto de extensão de uma faculdade privada, localizada no município de Juazeiro do Norte-CE. O Projeto de Tanatologia é um projeto de extensão da Estácio - FMJ que acolhe alunos de cursos da saúde que funcionam na instituição supracitada. Nele, os estudantes desenvolvem diversas atividades voltadas ao aprendizado e o aprofundamento da Tanatologia. Dentre essas atividades podemos destacar a “Tenda do Luto”, onde é montada uma tenda no campus da Estácio – FMJ e todos os alunos da instituição podem escrever em “post-its”, de forma anônima, suas histórias de luto, para posterior discussão entre os membros do projeto. Outra atividade relevante é um encontro de mães em luto, que promove bastante conhecimento para os participantes. Além disso, há apresentações de seminários com temas envolvendo a Tanatologia, bem como análise de vídeos e filmes, com compartilhamento de opiniões. Resultados e Discussão: As diversas atividades promovidas e vivenciadas pelo projeto de extensão são estratégias que permitem um contato ímpar dos estudantes com um tema tão delicado, e que, ao mesmo tempo, será cobrado posteriormente na prática profissional, cabendo ao individuo assumir uma postura adequada para as diferentes situações que possam surgir. Além disso, o projeto desponta também como uma oportunidade de suprir uma carência no currículo de formação médica, que, na maioria das vezes, não abre espaço para essas discussões. Considerações finais: Diante disso, pode-se afirmar que a experiência de participar do Projeto de Tanatologia enriquece a formação médica, por meio do embasamento teórico e prático sobre educação sobre educação para a morte e amplia as perspectivas de boas condutas dos seus participantes.
Palavras-chave: Tanatologia, Estratégias, Perspectivas, Formação Médica
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Abrir o trabalhoUSO DE SÉRIES COMO METODOLOGIA PARA APRENDIZAGEM DAS COMPETÊNCIAS INTERPROFISSIONAIS EM SAÚDE
MONISE QUEIROZ BRITO DE SOUZA; Matheus Sousa Santos; Sheila dos Santos Silva; Tatiane de Oliveira Silva Alencar; Neuza Santos de Jesus Silva; Jamiley Dias Santana
Introdução: A educação interprofissional (EIP) em saúde utiliza de vários recursos metodológicos visando a formação de competências para o trabalho interprofissional. Um desses recursos é o uso de séries de televisão e cinema que abordam temas de saúde. Neste sentido, este trabalho tem como objetivo apresentar uma análise de um grupo tutorial do Pet-Saúde Interprofissionalidade sobre a utilização de séries de televisão como recurso metodológico para favorecer a EIP. Metodologia: Fundamentou-se em subgrupos e na seleção de duas séries que envolvem equipes de saúde em espaços distintos, sendo selecionadas quatro cenas da série Unidade Básica e duas cenas da série Grey's Anatomy. A primeira tratou de questões que envolvem a equipe de saúde da família, e tem como cenário uma Unidade de Saúde da Família; a segunda teve como cenário o ambiente hospitalar. Dos episódios selecionados, foram identificadas cenas que retratassem a aplicação ou não de competências do trabalho interprofissional e o comportamento das equipes de saúde. Associado à seleção dos momentos, o episódio foi assistido em grupo através de uma plataforma digital, sendo possível debater de forma simultânea as cenas. A discussão em grupo foi guiada por meio de um roteiro, o qual foi apresentado para todo o grupo tutorial. Resultados: O uso das séries permitiu inserir os estudantes no contexto das discussões referentes aos serviços de saúde, possibilitando uma análise no que diz respeito a elementos da EIP, tais como: linguagem, comunicação entre os sujeitos, prática colaborativa, trabalho em equipe, liderança, esclarecimento e interação de papeis. Além disso, considerando o contexto da pandemia, foi um importante recurso metodológico para manter as atividades mesmo fora dos cenários de prática do grupo. Considerações finais: A utilização de séries de cinema é uma ferramenta que traz cenários reais e auxilia na formação de competências para o trabalho interprofissional. Dentre as vantagens, destaca-se por ser uma metodologia dinâmica e lúdica, excelente recurso que favorece o aprendizado, tornando a atividade mais prazerosa. No entanto, não representa necessariamente a realidade dos serviços de saúde, apresentando até mesmo uma versão romantizada da realidade, especialmente em relação à atenção básica. Além disso, poucas séries abordam temas voltados à interprofissionalidade, de modo que a discussão gira em torno do que poderia ter sido desenvolvido na cena e não do que realmente ocorreu.
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Abrir o trabalhoVIVÊNCIA INTERPROFISSIONAL DA APRENDIZAGEM BASEADA EM PROBLEMAS: INTERPROFISSIONALIDADE EM FOCO
JOÃO PAULO MUNIZ DE SOUZA; Antonia Elizangela Alves Moreira; Maria Eduarda Xenofonte Carvalho; Alissan Karine Lima Martins
A interprofissionalidade é um tema debatido, incorporado e trabalhado nos últimos anos em diversos locais. No entanto, faz necessário a abordagem deste conceito desde a graduação de modo contextualizado às situações encontrada no cotidiano das práticas em saúde em equipe, com intuito de fomentar a reflexão quanto à prática colaborativa com ênfase na solução de problemáticas em saúde de indivíduos, famílias ou comunidades de forma efetiva. Objetiva-se relatar a experiência interprofissional sobre o uso da Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) para o aprendizado da interprofissionalidade em saúde. Trata-se de um relato de experiência ocorrida em fevereiro de 2021 como parte das atividades do projeto de pesquisa “Prática Colaborativa em Saúde na Aplicação das Ferramentas de Abordagem Familiar na Atenção Básica”, financiado pela Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNCAP). Estão vinculados ao projeto cinco estudantes dos cursos de Enfermagem, Biologia e Educação Física da Universidade Regional do Cariri - URCA. A experiência seguiu os passos da ABP: apresentação e apropriação da Situação Problema (SP); Delimitação dos problemas;Elaboração das hipóteses explicativas; Formulação das questões norteadoras;Busca qualificada individual; Compartilhamento e síntese dos achados. Na experiência interprofissional vivenciada pelos bolsistas de diferentes cursos com a ABP, identificou-se além dos problemas, as hipóteses de possíveis motivos pelos quais foram gerados, as questões norteadoras além do fomento à capacidade de busca e reflexão sobre o tema da interprofissionalidade. A partir da ABP, percebeu-se uma estratégia que pode otimizar o aprendizado dos estudantes, pois apesar de ser um problema hipotético, traz situações possíveis de acontecer na realidade, e de serem discutidas estratégias para solucionar. A ABP foi analisada de modo eficaz, para a resolução das situações abordadas a partir do desenvolvimento de estudos sobre a atuação interprofissional com foco maior nas experiências vivenciadas por cada indivíduo. Portanto, percebeu-se que com a ABP, a forma de identificar, refletir e propor soluções sobre problemas a partir de um modelo hipotético, permitiu um aprendizado significativo. A maneira com que os estudantes comportam-se frente aos problemas, proporciona a todos um conhecimento mais aprofundado, alcançando os pressupostos da interprofissionalidade, qual seja, aprender com os outros e entre si.
Palavras-chave: Educação Interprofissional ,Aprendizagem Baseada em Problema ,Comunicação Interdisciplinar
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Abrir o trabalhoPalavras-chave: Lives Educativas ,Programa de Educação pelo Trabalho em Saúde, Educação em Saúde
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Abrir o trabalhoA EXPERIMENTAÇÃO DO VER-SUS POR UMA RESIDENTE EM SAÚDE DA FAMÍLIA E COMUNIDADE.
PAULA JORDANIA PAIXÃO DE SOUZA; Itanna Vytoria Sousa Serra; Maria de Fátima Pereira de Sousa Galvão; Maria Rocineide Ferreira da Silva
INTRODUÇÃO: Com a proposta de (re)pensar a formação dos futuros profissionais de saúde das diversas categorias, por meio de vivências e diálogos, o projeto VER-SUS (Vivência e Estágios na realidade do Sistema Único de Saúde), realizado em Fortaleza/Ce, obteve apoio dos residentes da Escola de Saúde Pública do Ceará. OBJETIVO: Relatar a experiência enquanto Residente Multiprofissional em Saúde da Família e Comunidade imersa no VER-SUS Fortaleza. MÉTODO: Trata-se de estudo descritivo tipo relato de experiência, a partir da participação da autora como facilitadora do VER-SUS, realizado no período 24 de janeiro à 01 fevereiro de 2015, no município de Fortaleza. O diário de campo da autora foi utilizado como fonte de pesquisa. RESULTADOS e DISCUSSÃO: Conhecer o contexto real da Comunidade Indígena e do Acampamento do Movimento Sem Terra, me permitiu vivenciar a aproximação com a cultura, bem como a me apropriar de um território tão distinto, onde já existe uma rede de atenção intersetorial na qual me faz refletir quanto às práticas profissionais, que as pessoas são pouco sensíveis a essa realidade, uma vez que demanda conhecimentos específicos que vão além da formação acadêmica. Vivenciei, também, o Centro de Referência para População em Situação de Rua, onde os sujeitos têm acesso a cadastro único, ao documento oficial, atividades artísticas e socioeducativas. Visitei o Hospital de Saúde Mental o e Espaço de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). Inicialmente conheci o hospital, referência terciária para o atendimento em psiquiatria no estado, atendendo casos de dependência química e transtornos mentais severo, que passa pela transição no seu modelo de atenção. Ainda é notório a existência de algumas práticas que remetem ao modelo manicomial. Já o espaço das PICS é um local de práticas populares no cuidado, centrado na saúde e não na doença. Com essa proposta, participamos do “corredor do cuidado”, facilitado por cirandeiros e educadores populares. CONCLUSÃO: Construir e vivenciar o VER-SUS me fez refletir cotidianamente a produção de saúde a partir do território e o quanto eles precisam ser desbravados. Portanto, percebi nesta imersão a possibilidade de mudança e/ ou quebra de paradigmas na forma de cuidado a população, nos diversos territórios percorridos, a partir das práticas que priorizam a cidadania e autonomia destes sujeitos, em que o foco não é a doença e sim o sujeito, suas subjetividades e o seu contexto.
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Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA A ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
MARIANA MENDES COLETA MOREIRA ; Thayná Duarte do Vale; Anne Karuline Maciel Rodrigues; Natália Rodrigues Oliveira; Thaynara Duarte do Vale; John Carlos de Souza Leite
INTRODUÇÃO: Na assistência à saúde da população, a enfermagem possui papel importante como parte da equipe multiprofissional. Suas atribuições não se restringem apenas ao enfoque curativo, mas também está baseado na educação e promoção da saúde, proporcionando assim, um cuidado integral. O Ministério da Saúde, através da portaria GM/MS n° 1996 de 20 de Agosto de 2007, dispõe sobre as diretrizes para a implementação da Política Nacional de Educação Permanente nas instituições de saúde, como uma nova estratégia de aperfeiçoamento dos profissionais da saúde. Sob este prisma, observa-se como relevante a compreensão da Educação Permanente em Saúde (EPS) e suas contribuições na assistência de enfermagem. OBJETIVO: Identificar na literatura científica como a educação permanente em saúde pode colaborar para o exercício da profissão de enfermagem. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), no período de janeiro a fevereiro de 2021, utilizando-se os Descritores em Ciências da Saúde: Enfermagem, Aprendizado e Educação permanente que foram cruzados com o operador booleano AND, obtendo 291 estudos. Utilizaram-se os critérios de inclusão: artigos disponíveis gratuitamente, no corte temporal dos últimos cinco anos e idioma português. Os critérios de exclusão foram os artigos repetidos e aqueles que fugiam da temática. Foram lidos três artigos utilizados no presente estudo. RESULTADOS: A enfermagem, por muitas vezes, é atingida por diversos fatores que podem vir a interferir na qualidade do trabalho prestado, como, por exemplo, jornadas extensas de trabalho, número de funcionários reduzidos, forte carga emocional, baixa remuneração e falta de autonomia e motivação, o que pode culminar na fragilidade de busca de qualificação profissional. Com isso, a EPS busca a construção de novas práticas em saúde e Enfermagem representando uma estratégia que pode ser usada na melhoria da gestão do conhecimento, da qualidade da assistência e da satisfação do atendimento ao cliente à comunidade e serviços onde atuam. CONCLUSÃO: Em suma, com base no referencial promovido pelas EPS, propicia a formação e atuação dos profissionais de enfermagem na assistência o desenvolvimento de habilidades para um trabalho mais dinâmico e participativo com as suas equipes de trabalho, com ênfase na abertura para a escuta, o compartilhamento dos saberes, a divisão do poder instituído e a possibilidade de coautorias no processo formativo.
Palavras-chave: Educação Permanente em Saúde, Enfermagem,Aprendizado
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Abrir o trabalhoINTERPROFISSIONALIDADE NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE: EXPERIÊNCIAS INTEGRADAS DA EDUCAÇÃO FÍSICA E FISIOTERAPIA
CLAUDIANY GOMES DE LIMA RODRIGUES; Victor Hugo Santos de Castro; Lucélia Rodrigues Afonso
A Residência Multiprofissional em Saúde, da Escola de Saúde Pública do Ceará, possibilita vivências integradas entre as ênfases: Saúde Mental Coletiva e Saúde da Família e Comunidade, sendo a primeira o campo de atuação da Educação Física e a segunda da Fisioterapia. A interprofissionalidade é essencial para a atuação no Sistema Único de Saúde (SUS), uma vez que amplia o olhar sobre o cuidado dos usuários dos serviços de saúde. Dentre as diversas intervenções realizadas em conjunto, destacam-se as executadas no âmbito hospitalar e nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). O objetivo deste estudo foi relatar as vivências integradas da Educação Física e Fisioterapia no âmbito do SUS, no município de Eusébio-Ceará. Quanto ao método, identificou-se que no hospital municipal, um dos cenários de prática dos profissionais, existia um Posto de Coleta de Leite Humano, cujo objetivo era minimizar a mortalidade infantil, orientar as mães sobre os benefícios da amamentação e conscientizar quanto à doação do leite materno. Observou-se que a demanda de doações era considerável, porém havia um baixo estoque de recipientes adequados para o armazenamento de leite materno. Assim, iniciou-se uma campanha em todas as UBS da cidade, com cartazes e salas de espera sobre a importância da amamentação e de disponibilizar os frascos de vidro com tampa plástica para o banco de leite. No final do mês todos os recipientes disponibilizados em cada UBS eram recolhidos e encaminhados ao hospital. Esta campanha ocorreu no segundo semestre de 2016. A enfermeira responsável pelo Posto de Coleta de Leite Humano e os profissionais das UBS mencionaram que a iniciativa foi de suma importância para as coletas de leite materno, contribuindo para que inúmeras crianças tivessem acesso ao alimento, sobretudo recém-nascidos de baixo peso, internados em unidades neonatais do Ceará. Este estudo conclui que o exercício da atuação profissional em sintonia, fortalece os campos de saberes e práticas no campo da saúde coletiva, apontando novos arranjos e ideias que corroboram com as modificações nos processos de trabalho e formação. Recomenda-se que as parcerias iniciadas entre os serviços de saúde sejam mantidas.
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Abrir o trabalhoPLANO DE CONTINGÊNCIA PARA PREVENÇÃO DE PERDAS DAS VACINAS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
BRUNA PEREIRA DE ANDRADE; Islane Bem Pereira; Epaminondas Trigueiro Santos; Cicera Ruth de Souza Machado; Hércules Tobias de Alencar Soares; Anna Florença Araújo Pinho
A Educação Interprofissional em Saúde deve ser tema prioritário quando o assunto é saúde pública. Durante esse período de isolamento social decorrente da pandemia, várias atividades foram desenvolvidas no sentido de fortalecer as ações do grupo responsável pela Educação Permanente, vinculado ao programa PET Saúde interprofissionalidade da Universidade Regional do Cariri. Dentro desse contexto, uma importante atividade realizada pelo grupo foi a participação em um plano de contingência para os profissionais da assistência, sobre a prevenção de perdas de vacinas. Objetiva-se relatar a experiência sobre a participação no plano de contingência para prevenção de perdas de vacinas. Trata-se de um relato de experiência, de caráter descritivo e abordagem qualitativa, dos membros do grupo da Educação Permanente do Programa de Educação pelo Trabalho. A atividade foi realizada em três etapas. A priori, realizou-se a leitura do manual do Ministério da Saúde sobre a rede de frios, pontuando os principais tópicos sobre a prevenção de perdas dos imunobiológicos como: armazenamento, temperatura e iniciativa frente à falta de energia. Em seguida, realizou-se a leitura do plano de contingência do município de Crato- CE para detectar possíveis necessidades de ajuste. Vale salientar que esse plano de contingência foi elaborado pelos Residentes em Saúde Coletiva da Universidade Regional do Cariri, considerando a realidade dos vários municípios da nossa regional de saúde. Realizou-se uma capacitação no formato virtual, para profissionais de saúde que trabalham com vacinas, sob a orientação de uma enfermeira com expertise no tema, ilustrando como proceder adequadamente na sala de vacinas e como se impor frente as situações imprevistas. Desta forma, consideramos que a atividade foi de suma importância não só para o grupo, mas principalmente para os profissionais de saúde que tiveram a oportunidade de participar e aprender sobre o manejo, conservação e cuidado com os imunobiológicos, ficando aptos para agora por em prática, nesse momento crucial da chegada das novas vacinas do COVID- 19.
Palavras-chave: PET- Saúde,Interprofissionalidade,Formação
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Abrir o trabalhoPROGRAMA DE RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM SAÚDE COLETIVA DA UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI EM TEMPOS PANDÊMICOS
PAULO RICARDO BATISTA; SARA TAVARES DE SOUSA MACHADO
As pós-graduações em Saúde apontam para à capacitação dos profissionais para atuação na atenção em saúde, ensino e pesquisa. Nesse sentido, o Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva da Universidade Regional do Cariri (PRMSC/URCA) integra graduados em seis áreas da Saúde. Considerando as contribuições do programa para o sistema de saúde local e para comunidade científica no quesito publicações, o presente estudo tem por objetivo revisar a literatura científica a fim de caracterizar o panorama de publicações científicas associadas ao PRMSC/URCA. Trata-se de uma revisão integrativa realizada no Google Scholar (GS), Scientific Electronic Library Online (SciELO) e Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Portal de Periódicos da CAPES), tendo por perguntas norteadoras: Quais as linhas de investigação dos estudos publicados associados ao programa? Há alguma relação entre estes estudos e a pandemia da COVID-19. Os descritores utilizados foram: Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva e Universidade Regional do Cariri. Foram incluídos: artigos completos de livre acesso associados ao programa, publicados de 2020 a 2021 no idioma português. Em contrapartida, não foram incluídos: estudos sem vínculo com o programa, repetidos e duvidosos. Os dados foram coletados entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021 e a análise realizada de forma qualiquantitativa. A busca primária retornou sete estudos (GS=6, SciELO=0 e Portal de Periódicos da CAPES=1), após a aplicação dos critérios de elegibilidade, a amostra final compôs-se de dois estudos. Duas categorias temáticas foram identificadas, a saber: investigação de níveis de estresse psicossocial em discentes do PRMSC/URCA e do grau de vulnerabilidade vinculado ao novo coronavírus em famílias associadas a duas Estratégias Saúde da Família e intervenções preventivas. Ainda, 50% da amostra correspondeu a expectativa, evidenciando relação com o contexto pandêmico. Por conclusões, constatou-se incipiência de estudos relacionado à temática o que pode ser justificado pela configuração dos critérios de elegibilidade estabelecida para esta revisão e pela dificuldade de produção científica provenientes de pesquisas em campo devido a pandemia. A literatura indica estudos externos e internos ao programa, um aspecto interessante que vincula a saúde da comunidade acadêmica do programa e da comunidade local atendida pelas atividades do mesmo.
Palavras-chave: Área Multiprofissional , Área da Saúde , Ensino Superior
Oral
Abrir o trabalhoPROMOÇÃO DA ATIVIDADE FÍSICA NA ACADEMIA DA SAÚDE: EXPERIÊNCIAS INTERPROFISSIONAIS
VICTOR HUGO SANTOS DE CASTRO; Claudiany Gomes de Lima Rodrigues; Lucélia Rodrigues Afonso
A fim de fortalecer as práticas que contribuem para a qualidade de vida da população, o Ministério da Saúde implementou o programa Academia da Saúde. Trata-se de ambientes dotados de infraestrutura, equipamentos e profissionais de saúde, dentre eles, os da categoria de Educação Física, que buscam incentivar a adoção de um estilo de vida ativo e hábitos saudáveis. Neste contexto, foi desenvolvido um programa intitulado Pilatamente, caracterizado por exercícios de pilates solo, executados pelo profissional de Educação Física (ênfase Saúde Mental Coletiva), em parceria com a Fisioterapeuta (ênfase Saúde da Família e Comunidade), da Residência Multiprofissional em Saúde, da Escola de Saúde Pública do Ceará. O objetivo deste estudo foi relatar as vivências do programa em questão na Academia da Saúde e os impactos no bem-estar dos participantes. Quanto ao método, os exercícios eram desenvolvidos uma vez por semana, com início em março de 2016 e término em junho do mesmo ano. A intervenção tinha duração de cinquenta minutos e era dividida em quatro momentos, a saber: exercícios respiratórios; exercícios de pilates solo; relaxamento; avaliação das práticas pelos integrantes. Participaram do programa apenas mulheres, apesar do convite para a prática não ter limitação quanto ao gênero. Ressalta-se que o diário de campo foi o instrumento utilizado para o registro das informações. Os resultados apontam que nas rodas de conversa para avaliar as práticas realizadas, foi mencionado pelas participantes que as intervenções lhes proporcionavam maior disposição física e controle da respiração, melhor flexibilidade e equilíbrio, além da sensação de bem-estar após as práticas, assim como disposição para outras atividades da vida diária, corroborando para a qualidade de vida. O estudo conclui que a Academia da Saúde é um espaço para o autocuidado e deve ser explorada pela comunidade, assim como pelos profissionais da Atenção Básica à Saúde, primando pela perspectiva ampliada de saúde e minimizando fatores de risco das Doenças Crônicas Não Transmissíveis, como a inatividade física.
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Abrir o trabalhoTROCANDO SABERES E FAZERES – RELATO DE EXPERIÊNCIA DE EDUCAÇÃO PERMANETE NO CAPS AD EM CRATO – CE
DEBORAH DA CONCEIÇÃO JUSTINO NUNES; ANDREA MARIA FAÇANHA VENÂNCIO; ANNA FLORENÇA ARAÚJO PINHO; DANIELE NORÕES MOTA; DUCIELE ARAÚJO PINHEIRO BIONE
O presente trabalho, é um relato de experiência na realização de educação permanente interprofissional no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas - CAPS AD em Crato, durante 2020, contemplando a descrição do vivido, mas buscando superá-la, através da concepção enquanto estudo qualitativo, caracterizado por uma grande variedade de opções teóricas e metodológicas; e valorizando a explicitação descritiva, interpretativa e compreensiva de fenômenos. Assim, tem como objetivo partilhar a experiência de troca de saberes e fazeres entre os profissionais no CAPS AD, enquanto atividade de Educação permanente no cotidiano de trabalho, fundamental para o funcionamento dos serviços e refletir sobre os cuidados na Rede de Atenção Psicossocial - RAPS do município de Crato – CE, além de reafirmar o potencial da Educação Permanente como constitutiva e qualificadora do processo de trabalho em saúde mental através de oportunidades de intervenções mais comprometidas, reconhecendo a realidade social para melhor interagir, na perspectiva da consolidação de direitos. Dessa forma, compreendemos que a formação em Saúde Pública tem cotidianamente o desafio de contribuir para a criação e efetivação de redes possibilitando que a produção do cuidado aconteça com ativa participação de todos os envolvidos, desde o planejamento até a execução das Políticas Públicas de Saúde. Entendemos, ainda, que a ideia de Adorno esclarece o objetivo da Educação Permanente em Saúde - EPS, pois esta é uma atividade educativa de caráter contínuo, cujo eixo norteador é a transformação do processo de trabalho, centro privilegiado de aprendizagem. Diante do exposto, reconhecemos, através das atividades de EPS, que o grande desafio é a construção e efetivação dos fluxos de atendimento e da RAPS, de forma a possibilitar transformações nas ações desde a gestão, até o cuidado direto ao paciente, com a inclusão da equipe multiprofissional (Psiquiatra, Clínico- Geral, Enfermeiro, Assistente Social, Psicólogo, Terapeuta Ocupacional, Farmacêutico, Educador Físico, Artesão, Músico, Agente Administrativo) na construção coletiva de estratégias e no controle social das políticas públicas de Saúde, refletindo sobre nossa práxis, os limites e possibilidades da nossa realidade vivenciada cotidianamente no CAPS AD do Crato.
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Abrir o trabalhoPalavras-chave: Atenção Primária a Saúde,Interprofissionalidade,Desafios
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Abrir o trabalhoDESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS INTERPROFISSIONAIS EM UM GRUPO TUTORIAL DO PET-SAÚDE
ANTONIA ELIZANGELA ALVES MOREIRA; Fernanda Guedzya Correia Saturnino; Renata Torres Pessoa; Pedro Carlos Silva de Aquino; Tayana Tavares de Macedo; Sandra Mara Pimentel Duavy
A Educação Interprofissional é uma estratégia de qualificação e formação de profissionais para o trabalho em saúde, que estimula o trabalho coletivo e colaborativo de várias profissões de saúde com o foco no cuidado integral ao usuário do serviço. O presente estudo tem como objetivo relatar a experiência de integrantes de um programa tutorial de iniciação ao trabalho em saúde para o desenvolvimento de competências interprofissionais. Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência com abordagem qualitativa. O presente trabalho apresenta um relato de experiência vivenciado por um grupo tutorial do Programa de Educação para o Trabalho em Saúde (PET-Saúde) vinculado à Universidade Regional do Cariri (URCA). Formado por 6 estudantes e 2 docentes dos cursos de graduação de Ciências Biológicas, Educação Física e Enfermagem da (URCA) e 4 profissionais do serviço de saúde da Secretaria de Saúde de Crato/CE. O trabalho desenvolvido deu-se na execução de atividades de territorialização, georreferenciamento e estratificação de risco no uso de geotecnologias para ações de vigilância em saúde entre 2019-2020, na Unidade de Saúde da Família (USF), do bairro Parque Grangeiro II, Crato/CE. Tais atividades foram divididas em dois cenários, parte I em 2019, e II em 2020, devido a pandemia da Covid-19. Em 2019, as práticas desenvolvidas no campo de trabalho proporcionam desafios para o desenvolvimento de competências, devido ao momento inicial do programa, em que todos os integrantes pautaram sua formação numa estrutura uniprofissional. Após encontros para estudos sobre EIP, a clareza de papéis foi desenvolvida no decorrer das atividades realizadas. Já em 2020, em meio a pandemia da Covid-19, Assim, um desafio foi encontrado, articular maneiras de trabalhar na perspectiva da interprofissionalidade a distância em formato remoto. A comunicação nesse momento foi essencial. Com isso, a comunicação interprofissional e a liderança colaborativa foram competências que os integrantes buscaram soluções para as problemáticas em campo, e em equipe de forma virtual. Diante do trabalho desenvolvido pelo grupo tutorial, as práticas colaborativas e interprofissionais em saúde, nortearam o desenvolvimento de competências, que fortaleceram a dinâmica do trabalho em saúde e as relações entre os profissionais, reconhecendo o papel e a importância do outro no processo de trabalho em saúde.
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoMAPEAMENTO DOS CASOS DE DENGUE EM UMA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA DURANTE PANDEMIA DA COVID-19
PEDRO CARLOS SILVA DE AQUINO; Renata Torres Pessoa; Sandra Mara Pimentel Duavy
A dengue é uma doença infecciosa sistêmica e endêmica no Brasil. Em decorrência das precipitações pluviométricas precoces e abundantes no primeiro semestre do ano de 2020, foi relatado um elevado número de casos no município do Crato/CE. Diante do isolamento social da pandemia da Covid-19, o uso de ferramentas tecnológicas na saúde contribuiu para o trabalho das equipes de saúde no território. A pesquisa teve como objetivo construir um mapa dos casos de dengue de uma Estratégia Saúde da Família (ESF). Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência com abordagem quantitativa. Para a construção do mapa foi utilizada a ferramenta do Google My Maps, que através de coordenadas geográficas permite o mapeamento e armazenamento de dados referentes ao território selecionado. A atividade foi desenvolvida entre março a julho de 2020, realizada pelos bolsistas do Programa de Educação para o Trabalho em Saúde (PET-Saúde/Interprofissionalidade), residentes em saúde coletiva da Universidade Regional do Cariri e pela equipe da ESF do Parque Grangeiro II. Em seguida, realizou-se o geoprocessamento a partir das fichas de cadastro familiar e as fichas epidemiológicas dos pacientes disponibilizadas pelas Agentes Comunitárias de Saúde (ACS). O mapa foi construído com demarcações em microáreas do território, com ícones em azul e amarelo para 1 e 2 casos confirmados, respectivamente. No total, foram georreferenciados e geoprocessadas as informações de 85 casos nas 5 microáreas que compõem a ESF. Foram considerados os dados de nome, endereço, tipo de diagnóstico para a doença e dados socioeconômicos do paciente. Constatou-se um maior número de casos na microárea Vila Nova. Prevaleceram pacientes do sexo feminino e a faixa etária predominante foi entre 30-60 anos. Ainda baixo nível de escolaridade. Sem trabalho formal e renda mensal menor que 1 salário mínimo nos indivíduos acometidos pela doença. Diante do cenário pandêmico, o mapa possibilitou a realização do trabalho de vigilância à saúde no contexto da dengue, possibilitando desenvolver estratégias com ACS e agentes de endemias para a promoção de atividades de educação em saúde na prevenção da dengue e promoção do cuidado ao paciente/usuário do território estudado.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoO LIXO SOB A ÓPTICA INTERPROFISSIONAL EM UMA UBS DO BAIRRO SEMINÁRIO, CRATO-CE
MATEUS PEREIRA SANTANA; Maurício Lima da Silva; Ana Thais Silva de Oliveira; Monalyza Queiroz Peixoto; Ana Lígia Neves da Luz Luna; Gabriela Paise
A Pela lei brasileira 12.305/10, o lixo ou resíduos sólidos engloba todos os resíduos gerados pela atividade humana variando desde os recicláveis e orgânicos até o entulho. A legislação vigente mostra de forma clara que o descarte desse resíduo é de responsabilidade de toda a sociedade. No entanto, o lixo nas ruas ainda é uma realidade. Nesse sentido, o presente trabalho busca relatar a experiência de geoprocessamento e análise interprofissional dos pontos de lixo em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Seminário, município do Crato. A coleta de dados ocorreu durante o ano de 2019 abrangendo 7008 usuários em duas Estratégias de Saúde da Família (ESF) da UBS Dr. Fábio Pinheiro Esmeraldo. Sob essa égide, com a base de dados construída pela Residência multiprofissional de saúde coletiva, realizou-se o geoprocessamento do território, através do Google Earth pro, o que permitiu localizar os pontos de acúmulo irregular de lixo nas ruas e calçadas, e estabelecer sua localização no mapa, dando subsídio para a análise qualitativa por parte dos estudantes de graduação ligados ao PET-Saúde interprofissionalidade, que conta com 1 estudante de Ciências Biológicas, 1 de Enfermagem e 1 de Ed. Física, participantes do programa na Universidade Regional do Cariri- URCA com auxílio de tutores da Universidade e preceptores do serviço do município. Outrossim, foram localizados ao todo 39 pontos de lixo na rua, representados principalmente por entulho, lixo orgânico e possíveis recicláveis. Na primeira ESF foram identificados 17 pontos de lixo na rua, já na segunda ESF catalogou-se 22 ocorrências de lixo. Visto as ocorrências, foram levantados diversos fatores que poderiam trazer danos à saúde da população, dentre eles o aumento da prevalência dos casos de dengue, já que esses resíduos possibilitam o acúmulo de água e servem como reservatórios do mosquito vetor da dengue, poluição do solo e fontes de água no local e danos a acessibilidade, evidenciado pelo acúmulo de entulho nas calçadas. Portanto, conclui-se que o lixo é um problema grave na área adscrita à UBS já que toda a sociedade civil é responsável pelo descarte correto desse resíduo. Os lixos não deveriam estar nas ruas e calçadas. E um olhar interprofissional é primordial para a identificação dos problemas correlacionados a essa problemática. Acreditamos que a educação ambiental poderá modificar o comportamento da população envolvida.
Palavras-chave: Resíduos Sólidos,Georreferenciamento,PET-Saúde
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Abrir o trabalhoPET SAÚDE -VIVÊNCIA DE UMA EQUIPE INTERPROFISSIONAL QUANTO À VIGILÂNCIA EM SAÚDE
HELVIS EDUARDO OLIVEIRA DA SILVA; Cláudio Gomes dos Santos; Nayra Thaislene Pereira Gomes; Rannykelly Basílio de Sousa; Nelyse de Araújo Alencar
A necessidade de uma abordagem interdisciplinar e uma intervenção interprofissional das questões de saúde são evidentes e de extrema relevância dentro do Sistema Único de Saúde. Assim, o uso de novas tecnologias dentro da atenção em saúde tem por objetivo fortalecer a equipe em saúde e promover a centralidade do serviço ao usuário frente a vigilância em saúde. Objetiva-se relatar a vivência interprofissional de uma equipe de PET SAÚDE com foco na utilização de ferramentas tecnológicas no processo de vigilância em saúde no município do Crato-CE. Trata-se de um relato de experiência vivenciado por um grupo do programa Pet-saúde no município do Crato-CE, em uma Unidade Básica de Saúde. Para auxiliar no processo de interprofissionalidade o grupo é composto por alunos dos cursos de graduação de educação física, biologia e enfermagem, por um tutor e um coordenador (docentes da Universidade Regional do Cariri - URCA), e quatro preceptores (profissionais de saúde da família do município). A dinâmica de trabalho compreende um encontro mensal com todos os grupos tutoriais para a realização da devolutivas das atividades desenvolvidas na URCA, na UBS, e uma semanal, em campo com os preceptores e alunos, com duração média de quatro horas e elaboração de estratégias por meio de ferramentas tecnológicas como: mapeamento, georeferenciamento e estratificação de risco como meio de obter informações do território. O que possibilitou a troca de saberes servindo de base para o desenvolvimento de planos de ação com objetivo de promover a saúde e prevenir doenças, trabalhando em equipe e gerando um fortalecimento do grupo. As etapas utilizadas foram observação, identificação de problemas, reflexão, teorização, hipótese de solução e propostas de intervenção na realidade para a resolução de problemas que iam surgindo. Utilizou-se também a matriz de planejamento estratégico FOFA, e traçaram-se as fortalezas, oportunidades, fraquezas e ameaças, de acordo com a orientação científica afim, quanto às perspectivas de resolução dos problemas encontrados. Dessa forma, a vivência relatada permitiu o desenvolvimento de projetos com finalidade de obter aprendizagem do trabalho interprofissional, com a valorização dos processos de interação, diálogo e troca de conhecimentos para melhorar a qualidade de vida dos usuários.
Palavras-chave: Vigilância em saúde,Práticas Interdisciplinares,Interprofissionalidade
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Abrir o trabalhoPRINCÍPIO DE BERNOULLI E SUA RELAÇÃO COM A SAÚDE HUMANA
ANA PAULA PINHEIRO DA SILVA; Lillian Luana Torquato Lucena; José Thiago Alves de Sousa; Maria Geanne Costa Torres; Maria Anelice de Lima; Francisco Idelfonso de Sousa
O sistema vascular humano, como o da maioria dos animais, atua sob uma pressão que impulsiona a dinâmica do fluido sanguíneo nos vasos e, assim, irriga com nutrientes todos os órgãos. Nesse sentido, qualquer alteração no contexto da sistemática supramencionada poderá acarretar disfunções e malefícios à saúde. Diante disso, o presente estudo objetiva discutir as implicações do comportamento do fluido sanguíneo sob o prisma do Princípio de Bernoulli. Para tal, recorreu-se a uma revisão sistemática, de natureza qualitativa e descritiva. Na primeira etapa, buscou-se em Periódicos Capes obras similares ao da temática investigada por esta pesquisa mediante aos descritores “princípio de Bernoulli”; “pressão arterial” e “biofísica do fluido sanguíneo”. Sendo inclusas obras com ênfase nos estudos em humanos, respeitando a Resolução 466/12 – CNS. Excluiu-se trabalhos com publicação inferior ao ano de 2015, restando (n=5) artigos. Para a análise de dados utilizou-se da metodologia de Bardin (2011), dispostas em três fases: exploração do material; tratamento dos resultados obtidos e interpretação. Diante dos achados, infere-se que quando se tem um fluxo contínuo e essencialmente laminar, ou seja, sem agitação, a implicação é de que o fluido se direciona em camadas paralelas, e essa relação inversa entre a pressão e a velocidade em um ponto em um fluido é chamada de princípio de Bernoulli. Na movimentação do sangue as hemácias tendem a acumular-se, deixando uma porção de plasma praticamente livre de hemácias, por isso, algumas ramificações vasculares apresentam sangue de hematócrito diminuído. O princípio de Bernoulli se relaciona com a biofísica do sangue, no sentido de que, a parede do vaso é comprimida mediante a pressão do líquido contido nele, ou seja, quanto maior for a pressão de dentro do vaso, maior será a tensão da parede. Assim, os efeitos da dilatação em regiões de estenose (diminuição da parede do vaso) tornará mais lenta a passagem do fluxo, o que aumentará a pressão sanguínea do local (efeito Bernoulli). Esse entendimento ajudou a observar como um vaso pode sofrer hiperdilatação e levar a aneurismas, por exemplo. Ademais, para um melhor aprofundamento do tema explorado, faz-se necessário pesquisas com maior abrangência para que se obtenha resultados ainda mais precisos, contribuindo assim para a elaboração de um panorama de possibilidades profiláticas para diversas patologias inerentes ao segmento em questão.
Palavras-chave: Princípio de Bernouuli,Fluido sanguíneo,Pressão arterial
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Abrir o trabalhoUM BREVE HISTÓRICO SOBRE O PROCESSO DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE NO SUS
MÔNICA ALENCAR SUCUPIRA; Nelyse de Araújo Alencar
A Vigilância em Saúde constitui um processo contínuo e sistemático de coleta, consolidação, análise e disseminação de dados sobre eventos relacionados à saúde, visando o planejamento e a implementação de medidas de saúde pública para a proteção da saúde, prevenção, controle de riscos, agravos e doenças, bem como para a promoção da saúde da população. As ações abrangem toda a população brasileira e envolvem práticas de trabalho voltados para a detecção oportuna e adoção de medidas adequadas para resposta às emergências de saúde pública. O objetivo do estudo foi realizar uma breve síntese sobre o surgimento das ações de vigilância em saúde no Brasil. Diante da análise de textos sobre o assunto constatamos que a interprofissionalidade e a intersetorialidade vem nos ajudar nesse processo ressaltando que as ações colaborativas e troca de experiência entre os profissionais de diversas áreas e setores interligados auxiliam para desenvolvimento de um trabalho mais completo e eficaz. No Brasil por volta dos anos 70 devido ao intenso processo de transições epidemiológicas e demográficas decorrentes do desenvolvimento da industrialização, o conceito de vigilância e seus métodos de coleta e análises de dados se expandiram e foram aperfeiçoados graças as descobertas e transformações da ciência em saúde. Nesse processo, a instituição do SUS foi muito importante na criação de novos arranjos institucionais e organizacionais como a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS, Decreto n° 4.726/2003, MS, 2003). Anteriormente a vigilância epidemiológica, ambiental e sanitária eram trabalhadas de forma separadas. A VS engloba todos os fatores contribuintes para o surgimento de enfermidades como os sociais, econômico, culturais, étnico raciais, psicológicos e comportamentais, tornando-se assim uma importante ferramenta de defesa da saúde e melhoria de condições de vida, integrando práticas coletivas e individuais, exercendo a promoção, prevenção e recuperação da saúde. Conclui-se que a Vigilância em Saúde é um processo contínuo e sistemático sobre eventos relacionados à saúde e para sua efetiva realização é importante a construção de políticas públicas de atuação intersetorial e interprofissional. Entretanto essa proposta necessita de maior reflexão conceitual e metodológica a fim de discutir o significado e operacionalização de tais ações no planejamento e implementação de medidas de saúde pública para a proteção e promoção da saúde da população.
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Abrir o trabalhoResumo Simples
A INTERPROFISSIONALIDADE NO CUIDADO A PACIENTES DIAGNÓSTICADOS COM CORONAVIRUS NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
TARLIENE TEIXEIRA LIRA; Thalia Oliveira Santos; Camila Lima Ribeiro; Ana Letícia Torres dos Santos; Joice Fabrício de Souza
Introdução: No que tange o contexto de pandemia de Coronavírus, a interprofissionalidade atua de forma conjunta e resolutiva na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), singularizando o cuidado e dinamizando as práticas em saúde. Objetivo: Relatar as experiências de uma fisioterapeuta durante atendimentos com pacientes diagnosticados com Coronavírus em uma UTI adulto. Métodos: Relato de experiência, desenvolvido com uma fisioterapeuta em um hospital filantrópico de médio porte, localizado no município de Barbalha, Ceará, Brasil. As ações foram realizadas com pacientes diagnosticados com Coronavírus, internados na UTI Adulto. A experiência perfez uma carga horária de 12h/semanais, o que compreendeu os meses de outubro e novembro de 2020. Dentre as ações realizadas, destaca-se: atendimento de fisioterapia na prática de aspiração em pacientes hipersecretivos, modificação de parâmetros na ventilação mecânica de acordo com a hemodinâmica do paciente e fisioterapia motora, além do trabalho colaborativo com a equipe multiprofissional da unidade com caráter interprofissional. Resultados e Discussão: As ações assistenciais realizadas, possibilitou experienciar um misto de sentimentos, que perpassavam as fronteiras do cuidado, levando em consideração o contexto atípico de atravessamento da pandemia de Coronavírus, através de um olhar clínico, escuta sensível, o que permitiu sentir as experiências vividas do outro e o contexto vivenciado. Verificou-se a importância do trabalho multiprofissional com caráter interprofissional, visto que a equipe era formada por médicos, técnicos em enfermagem, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, assistente social e fisioterapeutas. Notou-se o quanto era importante o estabelecimento de vínculos entre pacientes, principalmente com os que podiam se comunicar de forma verbal e encontravam-se desesperançosos, o que permitiu traçar um plano de cuidado voltado para as necessidades biopsicossociais de cada paciente, o que singularizava os atendimentos. Desafios também foram vivenciados, entretanto cada desafio era analisado como uma oportunidade e cada possibilidade como uma potencialidade. Considerações finais: A experiência permitiu reconhecer a importância das relações interprofissionais no cuidado a pacientes com Coronavírus, assim favoreceu o crescimento pessoal, no resgate da autonomia, no exercício da liderança e na tomada de decisões.
Palavras-chave: COVID-19,Unidade de Terapia Intensiva,Equipe Interdisciplinar de Saúde
Oral
Abrir o trabalhoDESAFIOS DA INTERPROFISSIONALIDADE EM UM HOSPITAL REFERÊNCIA PARA A COVID-19 (RELATO DE EXPERIÊNCIA)
RAIZA AMANDA GONÇALVES DE SOUZA ; Maria Thamylle Ramos Nery
Introdução: A interprofissionalidade é um desafio para a assistência a saúde mais integral e equânime, está sendo amplamente debatidos na academia, mais na prática assistencial sofre resistência, em especial quando direciona-se o olhar para a atenção hospitalar. O novo contexto pandêmico evidenciou a necessidade da integração dos papéis profissionais com nova arquitetura logística, física e profissional para se adaptar a esse novo cenário, necessitando da colaboração de todos os envolvidos. Objetivo: Relatar a experiência profissional vivida na pratica diária em um hospital de referência para a COVID-19 com enfoque para os desafios e potencialidades da interprofissionalidade nesse contexto. Metodologia: Trata-se de uma reflexão baseada no relato de experiência profissional na atuação no hospital de referência para a COVID-19, realizada de fevereiro de 2020 a janeiro de 2021 no interior cearense. Resultados e Discussão: Ocorreram mudanças na estrutura organizacional, no quadro de pessoal, na dispensa de EPIs, e alterações emocionais dos colaboradores, no que tange aos desafios cita-se a capacidade de adaptar-se a um momento de crise, controle da infecção nos profissionais e pacientes. Relativo à potencialidades destaca-se a gestão interprofissional com respostas positivas no controle da crise, trabalho em equipe e organização da imunização dos profissionais. Em meio a tantas mudanças dentro e fora do hospital, a interprofissionalidade se tornou uma ferramenta imprescindível nessa restruturação, desde a valorização e articulação de todos quanto equipe atuando na assistência direta como técnicos, enfermeiros, médicos, fisioterapeutas, assim como a articulação com o serviços gerais, setores de apoio, manutenção e transporte, para que todo o fluxo pudesse se concretizar da melhor forma. Conclusão: O relato discorreu sobre as mudanças no contexto da pandemia, desafios e potencialidades, fazendo uma alerta no tocante à saúde mental dos colaboradores, sugerindo educação continuada e enfatizando a significância da interprofissionalidade nos serviços de saúde.
Palavras-chave: Interprofissionalidade,Atenção hospitalar,COVID-19
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoDESAFIOS DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA
DAVI DE ALCANTARA SARAIVA; CAMILA ABRANTES SILVA; IAGO GIOVANNI OLIVEIRA SILVEIRA DE BRITO; CAMILA FAGUNDES MARTINS; MANOEL BOMFIM LEITE NETO; HUDDAY MENDES DA SILVA
Garantido pela Constituição Federal, o direito à saúde é assegurado a todos os cidadãos. Com isso, a Atenção Primária refere-se ao primeiro contato, buscando garantir prevenção, atenção e reabilitação com as ações oferecidas de forma multiprofissional. Entre os profissionais que compõe a equipe que podem atuar na atenção primária, encontra-se o profissional de Educação Física (PEF), que assim como os demais devem estabelecer uma ação conjunta afim de criar ações para melhor atender os usuários da Estratégia de Saúde da Família. Com isso, o presente estudo possui o objetivo de realizar uma investigação na literatura e discutir os desafios que podem surgir frente a atuação do PEF na Atenção Primária. Trata-se de uma revisão narrativa, ao qual utilizou-se das bases de dados PubMed, SciELO e Google Acadêmico para pesquisa a partir dos termos de busca: “Atenção Primária”; “Educação Física. Os artigos selecionados foram aqueles que após a leitura completa se encaixavam no eixo temático, e considerados relevantes para a construção deste texto. Os estudos apontaram para a deficiência na formação acadêmica, dispondo de pouca atenção para disciplinas voltadas para o exercício da profissão na saúde pública, não estabelecendo perspectiva na área de atuação após a graduação, e não preparando o profissional para desempenhar suas atividades e cumprir com os objetivos da Atenção Primária. Além disso, foi verificado uma infraestrutura inadequada e/ou deficiente, assim como, materiais e equipamentos que limitam as possibilidades de ações para o profissional de Educação Física. E, a forma como a gestão organizacional estabelece sua relação com os profissionais, o que pode prejudicar não havendo a valorização e merecimento de seus potenciais. Dessa forma, pode-se concluir que aspectos como a formação acadêmica, estrutura organizacional e de infraestrutura podem dificultar a inserção do profissional de Educação Física na Estratégia de Saúde da Família, assim como na equipe multiprofissional que atuam na atenção primária, e ainda, naqueles inseridos, dificultam ações pertinentes aos usuários.
Palavras-chave: Atenção Primária,Educação Física,Promoção à saúde
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoEntraves no Trabalho interprofissional no cenário da Pandemia de Coronavírus na Estratégia Saúde da Família.
THALIA OLIVEIRA SANTOS; Tarliene Texeira Lira; Camila Lima Ribeiro; Ana Letícia Torres dos santos; Joice Fabrício de souza
Introdução: A Estratégia Saúde da Família (ESF) possibilita, por meio da articulação entre os saberes e olhares multiprofissionais o desenvolvimento de ações centradas nas necessidades dos pacientes, em um caráter interprofissional, que possibilite a colaboração eficaz e resolutiva no processo de cuidar, entretanto, diversos são os entraves que envolvem essa prática no contexto de atravessamento da pandemia de Coravírus. Objetivo: Relatar as experiências de uma estudante de graduação em enfermagem durante o estágio extracurricular supervisionado na atenção básica em saúde, frente ao atendimento de pacientes com Síndrome gripal leve no cenário da pandemia de Coronavírus. Métodos: Relato de experiência desenvolvido com uma estudante de Enfermagem de uma faculdade privada do interior do Ceará, durante um estágio extracurricular supervisionado, vinculado a Estratégia-ação do Ministério da Saúde, Programa Brasil Conta Comigo, onde foi realizado em um serviço de atenção básica, localizado no município de Crato, Ceará, Brasil. O estágio foi desenvolvido em uma ESF e compreendeu o período de julho a dezembro de 2020. Resultados e Discussão: As atividades desenvolvidas e vivenciadas pela estudante, demonstraram os desafios que permeiam a interprofissionalidade na ESF no contexto da pandemia de Coronavírus, decorrentes da mudança da rotina, alterações no processo de trabalho, inclusão de novos protocolos e a carência de insumos, além do despreparo dos profissionais e ruídos de comunicação entre a equipe, o que dificultou a elaboração e execução de atividades, haviam entraves que envolviam o desenvolvimento dessas atividades, principalmente por parte de profissionais médicos e profissionais antigos do serviço, que demonstravam resistência quanto a aceitação de estratégias para implementação das ações e práticas de cuidado. No entanto, apesar dos entraves que permearam o estágio e as relações interprofissionais, a vivência contribuiu na formação, na gestão e trabalho em equipe, formação da identidade profissional, tomada de decisões, resolução de conflitos, além de tudo, possibilitou à estudante oportunidades de vivenciar experiências no contexto da pandemia de Coronavírus. Considerações Finais: O estágio extracurricular supervisionado favoreceu o crescimento pessoal, no resgate da autonomia, no exercício da liderança, na tomada de decisão, além do reconhecimento e valorização da colaboração interprofissional nas ações e práticas de cuidado.
Palavras-chave: Covid-19,Equipe interdisciplinar em saúde, Formação profissional em saúde
Oral
Abrir o trabalhoLESÕES DE PELE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: POTENCIALIDADES E DESAFIOS PARA A INTEGRALIDADE DO CUIDADO
MARIA KAROLAYNE DE ARAÚJO PEREIRA; João Caio Silva Castro Ferreira; Henrique Rafael Pontes Ferreira
A Atenção Básica (AB) é considerada a principal porta de entrada e um dos pilares essenciais de sustentação do Sistema Único de Saúde (SUS), possuindo um poder de resolutividade focado na longitudinalidade e coordenação do cuidado. Por se tratar de um serviço muito procurado para o manejo de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), a AB é também responsável pela eficácia e eficiência dos tratamentos envolvendo feridas crônicas em populações que são mais acometidas, como os idosos. Objetivou relatar o acompanhamento do manejo clinico de tratamento de feridas crônicas em duas pacientes idosas, usuárias da AB, a partir do estágio supervisionado em enfermagem. O estudo possui caráter qualitativo, descritivo, voltado para relato de experiência. Foi construído a partir da vivência em estágio supervisionado desenvolvido em uma Estratégia Saúde da Família (ESF) do município de Pedro II durante os meses de setembro a dezembro de 2020. Durante o período de estágio, ocorreu o acompanhamento de duas pacientes idosas, ambas com feridas crônicas, sexo feminino, de 74 anos e 71 anos, denominadas aqui como P1 e P2, respectivamente. P1, hipertensa, se apresentou com duas feridas, uma em cada membro inferior, com características: indolor, bordas bem delimitadas, com sinais de inflamação e profundidade de aproximadamente 2cm, o que foi confundida inicialmente com Leishmaniose cutânea, porém, na realização de exames diagnósticos foi descartada essa possibilidade. A P2, com histórico de tratamento de diabetes há aproximadamente 6 anos, se apresentou com 5 feridas, também em membros inferiores, com características típicas de feridas diabéticas e segundo os registros de glicemia capilar da caderneta da idosa, era notável que a mesma não tinha controle dos índices glicêmicos. Nesses dois casos foi necessário a organização da equipe interdisciplinar da ESF, possibilitando uma análise através da visão de nutricionista, psicólogo, médico e equipe de enfermagem. Apenas P1 concluiu todo o tratamento com êxito para o fechamento das feridas, P2 abandonou o tratamento 2 vezes. Foi observado, durante esse período, o trabalho exitoso da equipe multiprofissional no manejo/tratamento das idosas para a cicatrização das feridas, com essa abordagem foi possível planejar intervenções adequadas, desenvolver um cronograma para o acompanhamento da evolução das pacientes e envolver uma visão holística necessária em cada usuária.
Palavras-chave: Atenção Primária à Saúde, Equipe Intersiciplinar de Saúde
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Abrir o trabalhoO PAPEL DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE NO DESAFIO DAS FAKE NEWS DA COVID-19
MARIA ANELICE DE LIMA; Geanne Maria Costa Torres; Inês Dolores Teles Figueiredo; José Auricélio Bernardo Cândido; Ana Paula Pinheiro da Silva; Francisco Idelfonso de Sousa
No campo da saúde, as notícias falsas, enganosas ou imprecisas como ameaça à saúde pública, já é visto em estudos anteriores à pandemia da COVID-19, pela busca cada vez maior de informações sobre saúde na internet. No contexto da pandemia, várias fake news como terapêuticas farmacológicas contra a COVID-19 sobre tratamento e cura, criação e não utilização dos hospitais de campanha pela população, caixões enterrados vazios e ataques as vacinas são disseminadas nas redes sociais. As notícias falsas em torno da pandemia refletem na intenção maculosa de confundir as pessoas, sendo importante o papel dos profissionais de saúde na conscientização adequada à população. Objetivou-se analisar as fake news sobre as vacinas para COVID-19 propagadas no Brasil. Realizou-se pesquisas documental, cujo delineamento baseou-se no processo de busca na mídia nacional, sites e páginas oficiais do Ministério da Saúde e bibliográfica, sendo selecionados seis artigos nacionais publicados entre 2019 e 2020 nas bases de dados da Literatura Latino Americana e do Caribe de Informações em Ciências da Saúde (LILACS) e da Scientific Electronic Library Online (SciELO), usando os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): vacinas, rede social, fake news, e o termo operante lógico “and” entre as palavras-chave para melhor delineamento das buscas, realizada em janeiro de 2021. O estudo dispensou a necessidade de apreciação ética, mas obedeceu-se aos preceitos preconizados pela Resolução nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde. Os resultados apontam que as notícias falsas disseminadas à população desencadeiam a credibilidade no que é veiculado, incitando a adoção de práticas danosas à saúde, como a automedicação e o uso de misturas falsamente apontadas como eficazes para o combate da COVID-19. Dentre a propagação de fake news sobre as vacinas está como não seguras, causadoras de autismo, alteram o DNA e produzidas pelas células de fetos abortados que, juntamente com as teorias da conspiração, são infundadas e se contrapõem à ciência e à divulgação dos órgãos governamentais. Evidenciou-se ser imprescindível que os meios de comunicação em massa sejam mecanismos de identificação e combate às fake news, cabendo aos órgãos governamentais e profissionais de saúde esclarecer matérias verdadeiras, divulgando pesquisas científicas para que os leitores, motivados pela competência da informação e aprendizagem interprofissional, desenvolvam a capacidade crítica para o bem da ciência e da população.
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Abrir o trabalhoPalavras-chave: Troca,Corpos,Pandemia
Oral
Abrir o trabalhoA FALHA DE DIÁLOGO ENTRE PROFISSIONAIS PODE GERAR RISCOS PARA A SEGURANÇA DO PACIENTE
ITAYANY PEREIRA TAVARES; Anádia de Moura Oliveira; Marivania Monteiro Alves; Karla Gabriela Oliveira Peixoto; Maria Leni Alves Silva
Nos serviços de Saúde prioriza-se a segurança do paciente em busca de reduzir riscos e danos a saúde dos clientes, garantindo assim a qualidade da assistência. A comunicação entre os profissionais de Saúde são umas das metas para evitar eventos adversos aos pacientes, mantendo uma boa interação harmônica entre a equipe multiprofissional. Dessa forma, vale a pena frisar que a transmissão de mensagem no ambiente hospitalar é um item básico e mais do que importante. A finalidade do presente estudo é avaliar como a falta de diálogo entre os profissionais pode gerar riscos a segurança do paciente. Trata-se de uma revisão integrativa na qual foram utilizados busca de artigos na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) utilizando os descritores: “segurança”, “profissionais e diálogo”, através das bases eletrônicas SCIELO, Lilacs e Medline. Foram utilizados os seguintes critérios de inclusão: artigos nos idiomas em português e inglês, publicados entre os anos de 2017 a 2021. De exclusão: artigos inconclusivos que não atendiam aos critérios de elegibilidade. Foram encontrados 220 estudos, dos quais 09 atenderam aos critérios de inclusão. Assim constatou-se que os principais motivos que levam a ocorrer a falha na segurança do paciente são decorrentes de várias ocorrências como falta de treinamento e capacitação profissional, contratações sem experiência, insatisfação com relação aos recursos e materiais disponíveis, falta de comunicação entre os profissionais, delegação de cuidados sem a supervisão adequada e a sobrecarga de trabalho, troca de informações nos processos de identificação do paciente, incidência de infecção relacionada aos cuidados de saúde. Em suma, muitos são os fatores que levam a colocar em risco a segurança do paciente, porém dá-se destaque a falha na comunicação entre os profissionais, pois é importante que a cultura de segurança organizacional adotem medidas eficazes que possam auxiliar a equipe na prevenção de erros em diversos níveis e setores dos cuidados de saúde, promovendo promoção de uma assistência segura e de qualidade.
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Abrir o trabalhoASSISTÊNCIA PSICOLÓGICA A CRIANÇAS COM CÂNCER E SUAS IMPLICAÇÕES NA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL DOS CUIDADOS PALIATIVOS
HELENO PEREIRA NUNES; Ariane Medeiros da Silva; Crisleide Carla da Costa; Viviane Cândida do Nascimento Costa Nogueira; Robson Aparecido da Costa Silva; Adathiane Farias de Andrade
Os cânceres infantis são doenças com altíssimos riscos à vida, universalmente angustiantes e potencialmente traumáticas para crianças e, consequentemente, para suas famílias. Até entre os profissionais de saúde que lidam com os cuidados paliativos ocorrem reverberações psicossociais passíveis de desencadear sofrimentos psíquicos e/ou psicossomáticos em decorrência de questões contratransferências durante os processos de cuidado e acolhimento das crianças com câncer em estágio de terminalidade. Tento em vista esse cenário, o presente estudo buscou realizar uma revisão sistemática de literatura a partir de artigos científicos de alto impacto nas plataformas de indexação bibliográfica da SciELO, BVS, Pubmed, Cochrane, PsycINFO e SCOPUS, bem como, em teses e dissertações no site da CAPES, publicados nas língua portuguesa e inglesa, com recorte temporal entre os anos de 2015 a 2020, tendo como finalidade: compreender a assistência psicológica de crianças em fase de terminalidade por câncer e suas implicações na equipe multiprofissional dos cuidados paliativos. Os critérios de exclusão foram: Artigos científicos com qualis inferior a A1; estudos publicados em espanhol, francês, alemão ou italiano ou que tangenciavam o objetivo geral desta pesquisa. Na busca por artigos foram encontrados 152 artigos, dos quais, 25 foram rigorosamente selecionados para integrar a amostra; já entre as teses e dissertações foram encontradas 70, das quais 05 compuseram o recorte amostral; os descritores utilizados nas buscas foram: cuidados paliativos + crianças com câncer / assistência psicológica + crianças + terminalidade / Equipe multiprofissional + crianças com câncer / Equipe multiprofissional + implicações psicossociais. Enquanto resultado, evidenciasse que: existem poucos estudos que se detém a pensar os processos da assistência psicológica nos cuidados paliativos de crianças com câncer; que a triagem psicológica desde a investigação do diagnóstico de câncer na infância é o primeiro passo para se presumir riscos, potencialidade e determinar a necessidade de avaliações e tratamentos adicionais durante todo o processo de cuidado e acolhimento, inclusive em fase de terminalidade; e, por fim, constata-se que os cuidados psicológicos para com a equipe multiprofissional dos cuidados paliativos necessitam ser contínuos, assim como, os espaços de fala e escuta.
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Abrir o trabalhoCUIDADO INTERPROFISSIONAL NA SAÚDE EM TEMPOS DE PANDEMIA DA COVID-19
GEANNE MARIA COSTA TORRES; Inês Dolores Teles Figueiredo; José Auricélio Bernardo Cândido; José Adelmo da Silva Filho; Maria Rocineide Ferreira da Silva; Antonio Germane Alves Pinto
A Covid-19 por ser uma doença nova, altamente contagiosa e considerada gravíssima, necessitou de reorganização nos serviços de saúde e da colaboração interprofissional para ampliar as ações na produção do cuidado. Dessa forma, na Atenção Primária à Saúde trilhar um caminho direcionado para o trabalho interprofissional no contexto da pandemia contribuiu para melhorar a assistência prestada à população. O estudo teve como objetivo relatar a experiência vivenciada na reorganização do cuidado interprofissional na saúde durante o período pandêmico da Covid-19. Trata-se de um relato de experiência, com abordagem qualidade, das vivências dos profissionais das equipes de Saúde da Família e profissionais de apoio (psicólogo, farmacêutico, educador físico, fisioterapeuta, biomédico, nutricionista e assistente social) em um Município no interior do Ceará, nos meses de março a dezembro de 2020, período em que se contabilizou 416 casos confirmados de Covid-19, com nove óbitos. Dada a significância das ações propostas no Plano Municipal de Contingência para Enfrentamento da Covid-19, reestruturou-se o fluxo de atendimento à população, adotando estratégias para a garantia na integralidade da assistência, com ênfase nas práticas integradas e colaborativas nos territórios da saúde. Contou, ainda, com o cumprimento de decretos municipais e criação de barreiras sanitárias para dirimir a acentuada vulnerabilidade social que dificulta o enfretamento da doença. As reflexões acerca da vivência se traduziram de forma positiva no contexto da assistência à saúde, contribuindo para melhoria na dinâmica do processo de trabalho, na atenção eficaz e integral, na qualidade da comunicação e no olhar ampliado para um cuidado interprofissional. Concluiu-se que esse cuidado, de forma reorganizada, permitiu o enfrentamento dos diversos desafios enfrentados pelas equipes da Estratégia Saúde da Família, melhorando os processos de trabalho em saúde, fortalecendo o vínculo e o acolhimento nos diversos espaços de atendimento, com garantia da biossegurança e maior integração entre os profissionais na produção de uma assistência integral.
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoDIÁLOGOS: MATRICIAMENTO EM SAÚDE MENTAL SENDO FORTALECIDO NA REDE DE ATENÇÃO NO MUNICÍPIO DE BANABUIÚ
BRUNO EDUARDO ROCHA ALENCAR; Régia Carla Nogueira Torres Gomes; Igor Torres Ferro; Emerson Gonçalves Parente; Aleide Barbosa Viana; Cícero Tiago Fernandes Pereira
O Matriciamento (MAT) em Saúde Mental (SM) é uma articulação que surgiu como meio de garantir o cuidado ampliado à saúde do usuário com sofrimento psíquico, que de acordo com o Ministério da Saúde (MS), consiste em um arranjo organizacional que visa outorgar suporte técnico-pedagógico em áreas específicas às equipes responsáveis no desenvolvimento de ações básicas de saúde para a população, integrando a saúde mental ao cotidiano das práticas da Estratégia Saúde da Família (ESF). Destarte, o matriciamento se constrói e se firma num diálogo junto às comunidades, nos territórios, pelas propostas de encontros produtivos, sistemáticos e interativos entre equipes da ESF e equipe de saúde mental do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Em Banabuiú, o matriciamento em saúde mental estruturou-se com capacitações intituladas de “Diálogos”, reunindo individualmente equipes da ESF e CAPS, a fim de trazer luz às dificuldades das dinâmicas e fluxos nas práticas desse cuidado. Objetivou-se relatar a dinâmica das capacitações do MAT em SM no município de Banabuiú, como ferramenta de integração das equipes da ESF e CAPS implementando a clínica ampliada no cuidado psíquico.Trata-se de um relato de experiência, executado no mês de fevereiro de 2021, com equipes da ESF, com aproximadamente 90 profissionais: médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, agentes comunitários de saúde, e equipe multriprofissional. Assim como, equipe em SM: médico psiquiatra, assistente social, profissional de educação física, farmacêutica, psicóloga, técnica de enfermagem e coordenação do CAPS, sendo organizadas em nove reuniões individuais, de acordo com o número de equipes da ESF, sendo uma implementação do matriciamento já existente no município. As principais dificuldades das equipes de ESF, desveladas nos diálogos, foram: implantação de PTS, além de dificuldades para a realização de psicoterapia na própria UBS, já que o suporte profissional oferecido pela equipe multiprofissional ocorre poucas vezes ao mês, dificuldades para lidar com as demandas pela sobrecarga de atendimentos nas UBS, dentre outros Os diálogos entre equipes da ESF e CAPS com base no matriciamento em SM evidenciaram inúmeras dificuldades, sobretudo no que tange à integração, organização de fluxos, entendimento de uma emergência em SM, agenda compartilhada para discussão e elegibilidade dos casos mais complexos para o PTS, que foram dirimidas nas capacitações.
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Abrir o trabalhoINTERPROFISSIONALIDADE E PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO COM A MATRIZ SWOT COMO FERRAMENTA NA TOMADA DE DECISÃO
MAYARA MACEDO LIMA; MARIA VITÓRIA RIBEIRO DA SILVA; JESSIKA GOMES DE MATOS DUARTE; LIZZIANE PINHO BEZERRA; KEILA FORMIGA DE CASTRO; FRANCISCO ELIZAUDO DE BRITO JUNIOR
A prática interprofissional exige colaboração entre os agentes que compõem o serviço de saúde, em busca da realização de um trabalho em equipe voltado à atenção integral. A matriz SWOT (FOFA) é uma ferramenta de planejamento estratégico que fornece uma visão ampla para a equipe sobre o que afeta tanto o serviço, quanto as ações. Diante disso, esta contém as seguintes variáveis: Forças (Strengths), Fraquezas (Weaknesses), Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats). Este estudo possui o objetivo de relatar a experiência sobre o exercício da interprofissionalidade durante o planejamento estratégico com a matriz de FOFA. Para melhor domínio do assunto, o PET-Saude Interprofissionalidade URCA/MS/SMS, realizou uma oficina de qualificação sobre a matriz FOFA para que os participantes pudessem implementar o processo de trabalho na prática. O planejamento das ações foi realizado em junho de 2020 com 19 participantes, dentre eles profissionais e estudantes da enfermagem, educação física, biologia, nutrição e fisioterapia, ocorrendo através da ferramenta online Google Meet. Participaram do processo tutores, preceptores e petianos do grupo 1, Eixo: Territorialização, georreferenciamento e estratificação de risco com o uso de tecnologias de vigilância em saúde, além de contar com a participação dos residentes da Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva, da UBS Fabio Pinheiro Esmeraldo localizada no município de Crato-CE. Com base no conhecimento prévio do território da unidade básica e o trabalho em equipe, tornou-se possível elaborar através da análise de SWOT estratégias que tornassem as ações mais específicas e efetivas no combate à Dengue, elencando potencialidades e fragilidades do território, sempre com olhar interno à unidade básica e externo na comunidade, no qual os membros seguiam categorizando de forma que todos pudessem contribuir e agregar no processo. Os dados indicaram que existem situações desde a coleta de lixo e abastecimento de água até comunicação entre a equipe de saúde e a iniciativa dos gestores, que podem influenciar no combate à dengue. Portanto, o uso da análise SWOT proporcionou uma visibilidade maior de fatores que interferiam tanto no processo de trabalho dos profissionais de saúde quanto na comunidade, permitindo a elaboração de estratégias na tomada de decisão dos profissionais de saúde e o trabalho colaborativo fomentando a interprofissionalidade no processo de trabalho da equipe.
Palavras-chave: Saúde coletiva, Educação interprofissional, Planejamento estratégico
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Abrir o trabalhoVIVÊNCIAS INTERPROFISSIONAIS NO TERRITÓRIO
VITÓRIA ALVES DE MOURA; Milena Paulino Silva; Valderi Teotonio da Silva Júnior; Ana Rachel Viera Amorim; Mônica Alencar Sucupira; Ticiana Maria Gomes Guedes
A prática interprofissional entendida como atuação de profissionais de diferentes áreas de forma integrada e colaborativa, tem sido apontada como uma estratégia inovadora e reorientadora dos modelos de atenção e formação em saúde. Nessa prática o cuidado é centrado no paciente, família, comunidade e na qualidade da assistência prestada. O trabalho em equipe constitui umas das formas de trabalho interprofissional, sendo a comunicação e a colaboração entre os membros da equipe essenciais na realização do trabalho de qualidade, especializado e eficaz. A discussão da prática interprofissional nos espaços de formação em saúde são aspectos importantes para a integração do ensino-serviço-comunidade. Dessa forma, objetiva-se relatar a experiência de acadêmicos da enfermagem, educação física e ciências biológicas, integrantes do Programa de Trabalho pela Saúde PET- Saúde Interprofissionalidade, na prática interprofissional na Estratégia Saúde da Família (ESF). Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, de caráter qualitativo, realizado no período de março de 2019 a fevereiro de 2021, no município do Crato. Inicialmente os integrantes do pet participavam de capacitações sobre trabalho interprofissional e colaborativo, determinantes sociais de saúde, classificação de risco baseada na escala de Coelho e Savassi, georreferenciamento com o uso de aplicativos Sw maps e Google Earth. A partir de então os alunos do PET- Saúde Interprofissionalidade desenvolviam as ações dentro do território da ESF, com a participação dos alunos da Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva, profissionais de saúde da equipe, preceptores, coordenador e tutor do pet. Destacando-se a realização do georreferenciamento e classificação de risco familiar a partir dos dados da ficha do e-sus, monitoramento dos casos de dengue e ações de educação em saúde sobre plantas medicinais, dengue e covid 19. Essas experiências foram importantes para a construção de um capitulo de livro e dos conceitos teórico-prático sobre trabalho interprofissional, comunicação em equipe e ações em saúde, contribuindo para a qualificação tanto da formação em saúde, quanto da assistência à saúde. Assim, a experiência no trabalho interprofissional qualifica os futuros profissionais a uma nova dinâmica de atuação, colocando em foco a assistência especializada ao paciente, oferecendo também novas experiências acadêmica.
Palavras-chave: Trabalho Interprofissional,Estratégia Saúde da Família,Comunicação em equipe
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Abrir o trabalhoPalavras-chave: Coleta de dados,Atenção Básica,SI-PNI
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Abrir o trabalhoAÇÃO DE PREVENÇÃO DE QUEDAS E ACIDENTES DOMÉSTICOS REALIZADOS PELO PET-SAÚDE INTERPROFISSIONALIDADE: RELATO DE EXPERIÊNCIA
ALESSANDRA GOMES CUNHA; LYDIA DE BRITO SANTOS; KARLA SOUZA SANTOS RIOS; ITAYANY DE SANTANA JESUS SOUZA; GEOVANNA DA SILVA CAMPOS CONCEIÇÃO
Introdução: Acidentes domésticos são um desafio, à medida em que representam um problema multifatorial, com diferentes implicações e abordagens conforme a faixa etária da vítima (FIOCRUZ, 2019). Estudos mostram que a maioria dos acidentes domésticos podem ser evitados com medidas simples e eficazes, tais como mudança de comportamento, adequação de disposição de móveis, e remoção de barreiras no ambiente, para a promoção e prevenção deste evento. Com a pandemia do novo coronavírus, houve a necessidade do isolamento social no domicílio, e com este, o aumento do número de casos de acidentes domésticos. Desta forma, é necessário elaborar, reproduzir e divulgar orientações para minimizar os riscos de acidentes nas áreas residenciais. Objetivo: Relatar a experiência da construção e divulgação de ações de prevenção de acidentes domésticos produzidas pelo Grupo Tutorial 02 do Pet-Saúde Interprofissionalidade da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS). Descrição da Experiência: Após a busca da literatura sobre o tema, foi elaborado um material educativo em forma de vídeo a ser compartilhado pelas redes sociais. Devido ao fato de que a maior incidência de quedas é em idosos, foi convidada uma senhora para participar da produção do material, após esclarecê-la sobre a natureza do trabalho e obter seu consentimento para uso da imagem. Em seguida, foi esclarecido sobre o roteiro de gravação, explicando a importância do tema, solicitando que ela mostrasse as medidas a serem tomadas em casa, com o vestuário, calçado, principais barreiras no domicílio como tapetes, escadas, banheiros dentre outros. Após gravação e tratamento do vídeo, o mesmo foi divulgado nas redes sociais Instagram do PET Saúde UEFS e Instagram e canal do Youtube da PROEX da mesma Universidade, com boa aceitação e resposta positiva, com aproximadamente 800 visualizações ao todo. Ter uma pessoa pertencente ao grupo alvo como apresentadora, tornou o material mais acessível e dinâmico, além disso, foi uma oportunidade para desenvolver o trabalho, com inovação da produção do cuidado. Considerações Finais: O PET contribuiu com as ações de prevenção e promoção da saúde individual e coletiva da população alvo, através do desenvolvimento da educação interprofissional e da prática colaborativa. O vídeo elaborado como material educativo pode ser utilizado para estimular à população a tomar os cuidados necessários para a prevenção de quedas e acidentes domésticos.
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Abrir o trabalhoCONFECÇÃO DE FOLDER EDUCATIVO SOBRE CONVULSÕES NA INFÂNCIA PARA UMA COMUNIDADE REMANESCENTE DE QUILOMBO
YASMIN VENTURA ANDRADE; Izabel Cristina Santiago Lemos de Beltrão; Marta Regina Kerntopf
Aproximadamente 10% da população mundial tem a possibilidade de apresentar episódios convulsivos agudos ou recorrentes, dos quais 50% ocorrerão na infância e na adolescência. As manifestações clínicas atreladas aos episódios convulsivos são potencialmente dramáticas para familiares e amigos. Estudos indicam que, principalmente em comunidades rurais ou tradicionais, faltam ações efetivas que busquem elucidar aspectos característicos das crises convulsivas em crianças. O objetivo do presente estudo é relatar o processo de construção de um folder educativo sobre convulsões para uma comunidade remanescente de quilombo (CRQ). Trata-se de um estudo descritivo, tipo relato de experiência. A necessidade de construção do folder foi identificada mediante a realização da pesquisa de doutorado intitulada: Estudo etnobiológico sobre o uso de plantas para o tratamento de convulsões em crianças. A construção do folder foi dividia em três etapas: sistematização das informações, ajuste do conteúdo e seleção do design (artes e ilustrações). A sistematização do conteúdo para produção textual deu-se a partir de consulta bibliográfica e atualizações da League Against Epilepsy (ILAE), procedendo com a conversão de informações técnicas para uma abordagem mais didática e compreensível. Nessa fase, foi preponderante o contato prévio estabelecido com a comunidade durante meses, conhecendo termos e compreensão da comunidade sobre as convulsões e formas de manejos típicos para os quadros convulsivos. Após a construção do texto-chave, procedeu-se com a seleção de ilustrações padronizadas, mediante aquisição de licença para uso de software específico. Em relação ao conteúdo do material, foram consolidados os seguintes tópicos: definição e características das convulsões (O que são convulsões?); etiologia (Por que crianças têm convulsões?); primeiros socorros (Como identificar convulsões em crianças e o que você pode fazer?); e tratamentos (Precisa de tratamento?). O folder será utilizado no contexto das ações do projeto de extensão: Promoção da Saúde e Sustentabilidade em Comunidades Quilombolas (PROSS-Quilombolas) desenvolvido em uma CRQ localizada na cidade de Araripe-CE. A construção de folder educativo, ao retratar temática tão complexa e tecnicista, tendo como público-alvo uma população tradicional, foi uma experiência enriquecedora, que nos mobilizou, enquanto profissionais da saúde, a buscar diálogos, interseções e possibilidades em contextos específicos de saúde.
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Abrir o trabalhoCUIDANDO DO CUIDADOR: PRÁTICAS DE RELAXAMENTO E ESCALDA PÉS, NO CONTEXTO DAS CIÊNCIAS BIOLÓGICAS.
MARIA AUREA SOARES DE OLIVEIRA; Maria do Socorro Costa; Francisco Gilberto Oliveira
O serviço de saúde exerce papel fundamental na prestação de serviço e assistência das populações, uma vez que frequentemente os profissionais que trabalham neste campo estão sobrecarregados com demandas do serviço. E isso muitas vezes coloca em risco sua saúde física e mental, pois as atividades diárias não permitem que tenham determinado cuidado com sua individualidade. Por conseguinte, e levando em conta que o excesso de atividade para os profissionais aponta para a necessidade imediata de propiciar suporte na tarefa de cuidar e oferecer uma redução da sobrecarga e a acessibilidade de conhecimentos, buscou-se relatar a experiência sobre a vivência do momento “Cuidando do Cuidador, realizado com profissionais de saúde em Unidade Básica de Saúde-UBS, através de práticas relaxantes, enfatizando pontos voltados para as Ciências Biológicas e da saúde. O momento foi realizado em uma tarde, na UBS do Parque Grangeiro II, localizada na cidade de Crato-CE. Em primeiro momento foi feito o “Corredor do Cuidado”, uma prática de carinho e afeto, através de um corredor humano as pessoas expressam formas afetivas para com o outro. Posteriormente realizamos a prática de “Relaxamento com Visualização”, sendo lido um texto reflexivo que permitia que os participantes fossem imaginando alguns momentos. Para finalizar foi feito o escalda pés, técnica baseada em água morna e plantas medicinais aromáticas, como a citronela (Cymbopogon nardus (L.) Rendle) e o eucalipto (Eucalyptus ssp.). Durante toda a ação introduzíamos um óleo aromático de Hortelã (Mentha piperita) a partir da fricção das mãos, para aguçar o olfato dos participantes. A prática contava também com uma música ambiente tornando o momento mais tranquilizador. Partindo do princípio que cuidar do outro é cuidar de mim e cuidar de mim é cuidar do outro, esse momento teve um feedback bem positivo. Ao final cada participante expressou seu sentimento sobre a vivência, através de um mural de palavras, dessa forma os depoimentos foram bem significantes. Podemos perceber que esses momentos são de extrema relevância e que além de ajudar a qualidade de vida também melhora os processos de trabalho. Esta atividade também propiciou à ampliação e a divulgação em uma ampla escala do conhecimento científico, sendo possível também compreender as diferentes áreas frentes as Ciências Biológicas. Podendo perceber a multidisciplinaridade ao passo que é possível realizar ações visando sempre às relações homem, ambiente e a saúde.
Palavras-chave: Saúde, Cuidar,Trabalho
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Abrir o trabalhoELABORAÇÃO COMPARTILHADA DE MAPAS CONCEITUAIS PARA APROPRIAÇÃO DOS CONCEITOS DA ABORDAGEM FAMILIAR: RELATO DE EXPERIÊNCIA
PAULA FERNANDA DA SILVA RAMOS; Camila Batista de Sousa; Vitória Alves de Moura; Álissan Karine Lima Martins
A abordagem familiar assume caráter essencial no trabalho na Estratégia Saúde da Família (ESF), remetendo ao conhecimento dos membros da família e dos seus problemas de saúde pela equipe de saúde. As ferramentas de abordagem familiar são úteis e assertivas nesse contexto, permitindo a criação de vínculos entre o profissional de saúde e a família. Nesse sentido, os mapas conceituais se colocam como importante ferramenta de ensino aprendizagem para apropriação dos conceitos da abordagem familiar e quanto ao funcionamento de ferramentas para adequada aplicação. Assim, objetiva-se relatar a elaboração compartilhada de mapas conceituais para apropriação dos conceitos da abordagem familiar na atenção básica. Trata-se de um relato de experiência vivenciada pela equipe do projeto de pesquisa “Prática Colaborativa em Saúde na Aplicação das Ferramentas de Abordagem Familiar na Atenção Básica”, para fim de apropriação de conceitos da abordagem familiar na ESF. Os participantes foram cinco bolsistas estudantes dos cursos de enfermagem, ciências biológicas e educação física. A atividade foi proposta pela orientadora e os acadêmicos integrantes foram divididos em duplas de diferentes categorias profissionais para a elaboração dos mapas conceituais. Em momento posterior, em uma reunião online, via Google Meet, foi explicado como se deu a construção e como funciona cada ferramenta de abordagem familiar. O momento deu oportunidade para a troca de saberes e apropriação dos conceitos importantes para aplicação no contexto de futura prática na ESF. Foram citados o A.P.G.A.R. familiar, genograma, ecomapa, PRACTICE, F.I.R.O., ciclo vital e entrevista familiar, estratégias que permitem a classificação das famílias considerando suas particularidades. Para além das estratégias citadas, o conceito, particularidades e dificuldades dessas práticas também foram citadas, onde a principal delas é a participação familiar em todo o contexto de cuidado e confiança construída entre família e profissional de saúde. O mapa conceitual serviu como ferramenta de compilado e organização das temáticas abordadas, analisando a importância na aplicação de cada estratégia na construção de atividades para uma abordagem familiar eficaz. Conclui-se, assim, que o uso de mapas conceituais foi uma estratégia importante para a apropriação das ferramentas utilizadas na abordagem familiar, numa construção compartilhada entre diferentes categorias, com estímulos a uma prática e educação colaborativa em saúde.
Palavras-chave: Abordagem Familiar,Estratégia Saúde da Família,Mapas Conceituais
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Abrir o trabalhoESTUDO DE CASO: TERAPIA NUTRICIONAL EM PACIENTE COM EMBOLIA PULMONAR E PNEUMONIA ADQUIRIDA NA COMUNIDADE
JOSÉ THIAGO ALVES DE SOUSA; FRANCISCO IDELFONSO DE SOUSA; PEDRO VICTOR LANDIM RIBEIRO; ANA PAULA PINHEIRO DA SILVA
A alimentação hospitalar é reconhecida por sua relação com a melhoria do tratamento aos pacientes, em conjunto com outros cuidados de saúde. O estado nutricional do paciente hospitalizado é diretamente influenciado pela conduta nutricional implementada, juntamente com os cuidados dos demais profissionais. A embolia aguda pulmonar (EAP) ocorre como consequência de um trombo, formado no sistema venoso profundo, que se desprende e, atravessando as cavidades direitas do coração, obstrui a artéria pulmonar ou um de seus ramos, daí o termo adotado por muitos grupos de doença venosa tromboembólica. A pneumonia adquirida na comunidade (PAC) é definida por uma doença inflamatória aguda do parênquima pulmonar, de natureza infecciosa, caracterizada pelo aparecimento de sintomas respiratórios agudos associados ou isoladamente. O objetivo desse trabalho foi avaliar os efeitos da terapia nutricional na recuperação da paciente acometida com embolia aguda pulmonar e pneumonia adquirida na comunidade. A pesquisa foi desenvolvida no Hospital Regional da cidade de Pombal-PB nos meses de agosto a setembro de 2019. De acordo com a estimativa na necessidade energética e da distribuição dos macronutrientes, foi elaborado um plano alimentar individualizado. A dieta foi pensada de acordo com os costumes e classe social e caracterizou-se como hiperproteíca, normoglicídica e normolipídica, evitando o excesso de alimentos em determinadas refeições e de grandes intervalos entres as mesmas, seguido de orientações nutricionais. Foi proposta a inserção de uma maior diversidade dos grupos alimentares, sendo sugeridas algumas preparações diversificadas, enriquecidas com vitaminas e minerais, a fim de obter um bom aporte de nutrientes. A paciente apresentou uma excelente melhora no quadro de saúde, evoluindo de uma dieta liquida pastosa para uma dieta branda. Devido ao recebimento de alta logo após a alteração de dieta via oral, não foi possível realizar uma segunda avaliação antropométrica para comparação de dados. Porém, foi possível observar que a paciente teve boa evolução e que aceitou bem as alterações em sua alimentação, o que contribui para uma recuperação mais rápida. Diante do exposto, a conduta dietoterápica escolhida é de grande importância na manutenção e recuperação do estado nutricional, seus cuidados devem ir desde a via de escolha de administração da dieta, cálculos das necessidades nutricionais até os ajustes das particularidades de cada paciente.
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Abrir o trabalhoHIDROGINÁSTICA COMO TERAPIA EM GRUPO NO PROJETO TERAPÊUTICO SINGULAR EM SAÚDE MENTAL DO SERTÃO DE BANABUIÚ
REGIA CARLA NOGUEIRA TORRES GOMES; Bruno Eduardo Rocha Alencar; Igor Torres Ferro; Emerson Gonçalves Parente; Aleide Barbosa Viana; Cícero Tiago Fernandes Pereira
A singularidade na construção do Projeto Terapêutico Singular (PTS), advém de um compartilhar coletivo por meio do arranjo do apoio matricial, numa concepção de sujeito, que contemple aspectos biopsicossocial, cultural e espiritual, para que o cuidado seja ampliado. A partir do diálogo multiprofissional em saúde, objetivou-se uma intervenção para um grupo de usuários com sofrimentos psíquicos tais como: depressão, ansiedade e tentativas de suicídios, por meio da atividade física, utilizando as potencialidades do território, no caso o rio, com práticas de hidroginástica. O cenário foi no sertão de Banabuiú, na localidade de Rinaré, lugar agreste do município. As aulas acontecem num pequeno rio, a cada 15 dias, onde proporcionam além do condicionamento físico, bem estar psicológico por meio do lazer, relaxamento e momentos de diálogo e amizade entre os participantes, tendo ainda a dificuldade por parte da Equipe de Saúde da Família (ESF), torná-las mais frequentes. Objetivou-se relatar a experiência do PTS em saúde mental para um grupo com sofrimento psíquico.Trata-se de um relato de experiência, que vem sendo executado desde outubro de 2019, por meio da ESF: médico, enfermeira, agentes comunitários de saúde e equipe multriprofissional, com de oito usuários. O PTS foi elaborado, tendo como uma das estratégias a formação de um grupo, com aulas de hidroginástica no açude local, potencialidade do território, tendo em vista a falta de espaços para promoção da saúde na localidade, tais como: quadras, piscinas ou academias. A aulas acontecem a cada quinze dias, com uma hora de duração, tendo a Profissional de Educação Física da equipe multiprofissional como interventora. Observa-se que as aulas desenvolvem condicionamento cardiorrespiratório, força, flexibilidade, relaxamento e coordenação motora, e vão além. Por serem animadas, com música e em grupo, as aulas têm benefícios psicológicos importantes. Intervir da terapêutica em saúde mental requer desafios que vão além de estruturas físicas, mas com atitudes de boa vontade e decisão de cuidar é possível vencer. Nesse grupo, o PTS foi exitoso, até o período da pandemia, pois as aulas precisaram parar por conta do distanciamento social, mas já estão agendas para retorno. A alegria e o bem estar dos participantes sobrepujam as dificuldades de locomoção, ampliação da frequência das aulas, e demais barreiras que estão sendo transmutadas em afeto e cuidado de maneira simples e leve, como a vida deve ser.
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Abrir o trabalhoPREVALÊNCIA DA BAIXA AUTOESTIMA EM GESTANTES UTILIZANDO A ESCALA DE AUTOESTIMA DE ROSENBERG
FRANCISCO IDELFONSO DE SOUSA; MARIA ANELICE DE LIMA; GEANNE MARIA COSTA TORRES; ANA PAULA PINHEIRO DA SILVA; JOSÉ THIAGO ALVES DE SOUSA; GRAYCE ALENCAR ALBUQUERQUE
A gestação é um evento fisiológico na vida das mulheres, na qual modificações fisiológicas, sociais e emocionais estão presentes. Essas alterações impactam na saúde mental da gestante, com implicações negativas, como a baixa autoestima, levando à insatisfação com o ciclo gravídico. O objetivo desse estudo foi verificar a prevalência de baixa autoestima em gestantes e associação com variáveis sócio-econômicas. Estudo descritivo, com abordagem quantitativa, realizado em um centro de referência para pré-natal de alto risco, instituição de saúde na atenção secundária no município de Barbalha, Ceará, durante os meses de fevereiro a novembro de 2018. A amostra foi constituída por 50 gestantes que realizavam o acompanhamento de pré-natal de alto risco, selecionadas após critérios de inclusão: gestantes em todos os períodos gestacionais e com idade igual ou maior a 18 anos. Excluíram-se da pesquisa gestantes que tinham algum distúrbio psíquico. Foram utilizados como instrumentos de coleta de dados o roteiro de formulário e a Escala de Autoestima de Rosenberg. O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário Doutor Leão Sampaio, com número de parecer: 3.007.054. Verificou-se que a autoestima média (escore 15-25) foi a mais evidente, com um percentual de 72%. Em contrapartida, deve-se ficar em alerta para as gestantes que obtiveram autoestima baixa (escore <15), com 26% de toda a amostra. Com relação à situação conjugal durante a gestação, observou-se que uma parte era casada (38%), com união estável (34%), seguida das não casadas (22%), e frente à variável ocupação, a maioria era dona do lar (68%), outros (20%) e a condição autônoma foi o menor percentual encontrado (12%). Obteve-se que a menor autoestima foi encontrada nas mulheres não casadas (22%) e donas do lar (68%). Diante dos dados, para que a gestante possua uma qualidade mental e física, deve-se existir uma humanização no contexto do pré-natal, seja ele de risco ou não. Deixa claro que o parceiro é fonte de apoio para a gestante, sendo possível deixá-la feliz e segura por meio do acompanhamento desde o início da gestação, inclusive nas consultas de pré-natais até o parto. Cabe ressaltar que as instituições de saúde, em especial as que oferecem atendimento a gestante, devem enfatizar o pressuposto da humanização, visto que é um assunto bastante falado, mas que infelizmente, é pouco praticado.
Palavras-chave: Gravidez, Autoimagem,Saúde Mental
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Abrir o trabalhoTECNOLOGIA LEVE ALIADA AO CUIDADO HUMANIZADO NO ÂMBITO DE ACOLHIMENTO E ESCUTA
MARIVÂNIA MONTEIRO ALVES; Karla Gabriella Oliveira Peixoto; Anádia de Moura Oliveira; Itayany Pereira Tavares; Maria Leni Alves Silva
A tecnologia classificada como leve, de Merhy e Franco, caracteriza-se por ser um conhecimento científico das relações baseado no acolhimento, vínculo e autonomização. A tecnologia em questão, torna-se indispensável na associação da humanização no campo do acolhimento e da escuta. A finalidade do presente estudo é analisar a relevância da tecnologia leve aliada aos instrumentos do cuidado humanizado. Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, foi utilizado o modelo descrito por Mendes, Silveira e Galvão, para avaliar o nível de evidência dos artigos. A busca se deu na base de dados da plataforma Google Scholar ,da Web of Science, através dos descritores de Saúde (DeCS): Tecnologia leve, Humanização, Acolhimento e Escuta. Como critérios de inclusão: período estabelecido artigos publicados entre 2019 a 2021, nos idiomas português, inglês e espanhol, disponíveis gratuitamente e na íntegra. Foram excluídos: teses, dissertações, monografias, artigos duplicados e que não atenderam ao objetivo traçado. Foram encontrados 3730 artigos, porém apenas 10 artigos atenderam aos critérios de elegibilidade. Após análise observou-se que os dados apontam para dificuldade de profissionais conseguirem trabalhar com esse tipo de tecnologia, porém sendo relatado como vantajoso aliado aos instrumentos basilares para o cuidado na melhora do quadro clínico do paciente. Outra questão que merece destaque é que os trabalhadores devem possuir certeza em relação a conceitos e descritores a fim de realizar um tratamento tecnológico e humanizado melhor com os instrumentos citados. Por fim, pode-se afirmar que o conhecimento tecnológico em união com o acolhimento e a escuta contribui fortemente para um cuidado mais humanizado ao paciente. Salienta-se então, a mister relevância de estudos e implementação no cotidiano hospitalar e de áreas básicas de saúde da tecnologia das relações juntamente com o instrumentos basilares do cuidado com o fito de proporcionar ao paciente um melhor tratamento.
Palavras-chave: Humanização,Instrumentos basilares do cuidado,Tecnologia leve
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Abrir o trabalhoTECNOLOGIAS DO CUIDADO EM SAÚDE MENTAL, INDIVIDUAL E COLETIVO, NA ATENÇÃO BÁSICA
MARIA LUZIMAR ANGELO DOS SANTOS; Luana Maria Angelo dos Santos
A forma tradicional de produção da assistência da atenção em saúde mental pautada no saber médico-psiquiátrico e um cuidado baseado apenas na internação e uso de medicamentos, tornou-se não eficaz, em razão disso criou- se novas tecnologias que irão inverter esse quadro, com foco na reabilitação biopsicossocial, que abrange não só o indivíduo, assim como sua família e o coletivo (a sociedade). Objetiva-se elencar e explicar tecnologias utilizadas para a reabilitação biopsicossocial no contexto individual, familiar e social/coletivo, na atenção básica (primária). Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, descritiva. O presente estudo foi realizado através de uma pesquisa minuciosa nas bases de dados SciELO (Scientific Electronic Library Online) e LILACS (Literatura Latino-americana e do caribe em ciências da saúde). Foi executado durante o ano de 2021. Os resultados objetivaram contextualizar as tecnologias usadas em saúde mental para a reabilitação biopsicossocial na atenção básica. Encontrou-se 56 artigos, após serem filtrados, levando em consideração os trabalhos que tinham o mesmo tema e o ano em que foi publicado, foram selecionados 12 artigos que contribuíram para confecção do estudo, antes mesmo da confecção dos resultados, já havia compreensão do papel dos ambulatórios nas redes de atenção a saúde mental. O estudo foi composto por pesquisas realizadas entre os anos de 2017 a 2020. O trabalho em Saúde Mental não pode ser expresso apenas nos equipamentos e nos saberes tecnológicos estruturados, pois suas ações mais estratégicas configuram-se em processos de intervenção. Para o cuidado em Saúde Mental destacam-se as Tecnologias Leves, ou seja, Tecnologias de relação, de acesso, acolhimento, produção de vínculo, de encontros de subjetividades, levando ao sujeito autonomia e cidadania. A sociedade deve respeitar o individuo portador de um transtorno mental como ser humano e cidadão, trabalhando no sentido de incluí-lo no conjunto de respostas à saúde, com direito e garantia de assistência.
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Abrir o trabalhoUM ESTUDO SOBRE A DEPRESSÃO INFANTIL NA PERSPECTIVA PSICANALÍSTICA COM INTERVENÇÃO DE PSICÓLOGOS E A EQUIPE MULTIPROFISSIONAL
ADATHIANE FARIAS DE ANDRADE ; Heleno pereira Nunes; Maria Letícia de Andrade; Sheila Monick Lopes de Oliveira; Robson Aparecido da Costa Silva
A depressão infantil é um mal que está afetando cada vez mais a sociedade, tendo em vista que sua prevenção é essencial para o desenvolvimento da criança. Neste meio, surge o estudo da psicossomática visando um novo olhar para o trato deste transtorno mental, que consequentemente possibilita o estudo de suas patologias diante da relação corpo e mente do indivíduo. Sendo assim, o presente estudo teve como objetivo geral discutir o fenômeno dos sintomas psicossomáticos diante da depressão em criança. Para tanto foi necessário analisar a contextualização da psicossomática diante da literatura existente, compreender o fenômeno da depressão e seu impacto no desenvolvimento da criança devido aos transtornos psicossomáticos e depressivos; e esclarecer como o psicólogo e a equipe multiprofissional atua intervindo nos casos de depressão infantil com sintomas psicossomático. A perspectiva metodológica deste estudo foi pesquisa bibliográfica e de natureza exploratório-descritiva, a fim de se obter informações e dados relevantes no campo da psicologia e áreas afins sobre os principais achados das doenças psicossomáticas e da depressão infantil na perspectiva psicanalítica. Tento em vista esse cenário, o presente estudo realizou uma revisão sistemática de literatura a partir de artigos científicos de alto impacto nas plataformas de indexação bibliográfica da SciELO, BVS, Pubmed, Cochrane, PsycINFO e SCOPUS, bem como, em teses e dissertações no site da CAPES, publicados nas língua portuguesa e inglesa, com recorte temporal entre os anos de 2015 a 2020. Após análise de dados, percebeu-se dentre os 29 artigos selecionados que os sintomas psicossomáticos devem ser observados pelos psicólogos e a equipe multiprofissional, uma vez que alguns deles são clinicamente inexplicáveis, cabendo ao processo terapêutico em uma abordagem multidisciplinar, externalizar as causas deste sofrimento. Buscando um psicodiagnóstico realizado através da análise dos transtornos afetivos, que são na grande maioria das vezes as causas do desenvolvimento da depressão. Por fim, a sintomatologia da depressão em crianças deve ser observada a fundo, pois a interrelação entre os fatores psíquicos, físicos, familiares, ambientais e sociais afetam a qualidade de vida das crianças. Apontando-se assim a importância do psicólogo e da equipe multiprofissional no trato da depressão, uma vez que as crianças não têm um total entendimento de suas emoções e necessitam de profissionais capacitados para ajudá-las a
Oral
Abrir o trabalhoUSO DE TECNOLOGIAS NO PROCESSO DE TRABALHO DAS ENFERMEIRAS (OS) DO CENTRO DE MATERIAL E ESTERILIZAÇÃO (CME)
JOSEFA CALIANE DE JESUS GONÇALVES; ANTONIO EVANILDO CARDOSO DE MEDEIROS FILHO
O estudo tem como objetivo identificar na literatura científica as potencialidades e limitações no uso das tecnologias relacionadas ao processo de trabalho das enfermeiras (os) do Centro de Material e Esterilização (CME). Para o presente estudo foi adotado o método de revisão integrativa, o qual se configura como uma análise por meio de síntese e explanação de estudos significativos sobre uma determinada problemática. As produções científicas foram selecionadas por meio dos seguintes sítios eletrônicos: Scientific Eletronic Library Online (Scielo), Bases de Teses e Dissertações (BDTD) e repositório Google Acadêmico com a data de publicação entre 2010 e 2020. Foram utilizadas como palavras-chave as seguintes expressões junto com os operadores booleanos AND e OR: CME, Enfermagem, Centro de Esterilização, tecnologia, desafios, estratégias, aprendizagens. É importante elucidar que o estudo atende às normas éticas da Resolução n° 510/16 do Conselho Nacional de Saúde - CNS. A partir da leitura dos títulos e dos resumos foram selecionados 30 trabalhos. Após a leitura na integraram restaram 6 (seis) para análise qualitativa final. Destacamos que entre os estudos excluídos estavam os que se tratavam de algum tipo de revisão de literatura sistematizada e os estudos meramente teóricos. Como potencialidades os estudos sinalizam a importância das tecnologias na qualidade e agilidade dos serviços prestados por estes profissionais, como exemplo, segurança nas etapas do processamento dos materiais, tendo como foco a prevenção de infecção hospitalar, influenciando positivamente na qualidade dos serviços prestados pela assistência direta ao cliente/paciente. Por outro lado, os estudos indicam como limitações o pouco conhecimento dos profissionais para o uso adequado das tecnologias, a escassez de recursos materiais, os riscos inerentes ao processo de trabalho e a inadequação da estrutura física, o que pode gerar sobrecarga de trabalho, estresse e dificuldades de relacionamentos. Diante desse cenário, alertamos para a necessidade de formação continuada, visando à qualificação e atuação desses profissionais, uma vez que os resultados dos trabalhos desenvolvidos no CME impactam diretamente na qualidade da assistência aos usuários. No mais, sugerimos o compartilhamento de saberes e conhecimentos entre os profissionais das diferentes unidades assistenciais e das unidades de apoio.
Palavras-chave: Enfermagem, CME,Tecnologia, Interprofissionalidade
Resumo Simples
Abrir o trabalhoUTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS AUDIOVISUAIS PARA EDUCAÇÃO EM SAÚDE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA.
ANTONIO RAFAEL DA SILVA; Hyllary Mota Silva; Taisa Freire Mororó de Sá; Kallyny Marques Linhares; Keila Formiga de Castro; Raquel Lino de Menezes
A educação em saúde torna-se indispensável no contexto do SUS, especialmente no cuidado e nas ações de prevenção e promoção à saúde. A estratégia saúde da família, apresenta uma conjuntura privilegiada para a prática de ações educativas, em decorrência da proximidade com a comunidade adscrita. É notório observar, que a utilização de tecnologias de informação e comunicação em saúde tem sido ampliado nos últimos anos, com a inserção de ferramentas que dinamizam o fluxo das informações, por exemplo, as mídias sociais. O objetivo deste trabalho é evidenciar o uso das ferramentas tecnológicas como suporte para os processos de trabalho na atenção primária. Este estudo é descritivo, do tipo relato de experiência, delineado a partir das percepções e vivências de educação em saúde na atenção primária por meio de ferramentas audiovisuais, com o desenvolvimento de dois projetos denominados:“Conexão Saúde” e “Hora da Saúde”, que tinham como objetivo levar informações a comunidade com temáticas relacionadas à saúde através de ferramentas de áudio e vídeos. Nesta perspectiva, a atenção primária é um grande pilar para o desenvolvimento de ações em educação saúde, com a pandemia da Covid-19, este espaço teve que adotar medidas estratégicas para continuar ofertando esses tipos de ações, uma vez que, rodas de conversas, palestras e eventos com grandes aglomerações nas unidades básicas de saúde não estavam sendo realizadas. Esta necessidade de inserir novas ferramentas tecnológicas no âmbito do SUS surgiu em 2007. O Ministério da Saúde institui o programa Nacional de Telessaúde Brasil em redes através da portaria nº 35 e posteriormente é expandido através de uma nova portaria de nº 2.546 em outubro de 2011, que define e especifica ferramentas tecnológicas de informação e comunicação. Foi possível observar que os recursos tecnológicos são de grande importância para educação em saúde, pois permite uma aprendizagem coletiva promovendo uma maior interação da equipe de saúde com a comunidade. Promover saúde com auxilio de ferramentas tecnológicas é um novo paradigma de organização social de um vasto campo de conhecimentos, permitindo o acesso a materiais educativos em saúde e consequentemente a informação.
Palavras-chave: Educaçãoe em Saúde, Atenção Primária, Tecnologia
Oral
Abrir o trabalhoVocê Já Foi Cancelado?Estratégias Educativas para a Saúde Mental
JACKELINE KEROLLEN DUARTE DE SALES; Erica Rodrigues Fernandes Silva; Jessica Lima de Oliveira; Rauana dos Santos Faustino; Antonio germane Alves Pinto
A cultura do cancelamento remete-se à exclusão digital de um sujeito, mediante suspensão das atividades de sua conta em uma determinada rede social, como forma de punição por um comportamento não aceito pelos demais usuários, acredita-se que isso acontece como forma de justiça social. Contudo, tem-se questionado sobre as injustiças deste movimento ocasionadas pela repressão e diversos desfechos alarmantes, onde os cancelados têm sofrido repercussões negativas em sua vida, que vão desde a perca do emprego até mesmo o suicídio, isso é o resultado da opressão ocasionada por demasiada opressão nas redes sociais. Nesse contexto objetiva-se descrever estratégias para a saúde mental no enfrentamento do cancelamento digital. Trata-se de um estudo descritivo realizado mediante a leitura e análise de notícias vinculadas a sites de jornais, relacionadas ao tema "cultura de cancelamento" visando a descrição de estratégias para o enfrentamento, sob a ótica da saúde mental. As estratégias para enfrentar o cancelamento buscam tirar o foco do problema e aprender com o erro, mediante as seguintes estratégias: Reflita sobre os erros, questionando-se onde errou, o que você pode aprender com esse momento; Converse com amigos e familiares sobre o ocorrido e busque apoio; Lembre-se que a vida não se resume às redes sociais, invista em momentos para conviver com a família e com amigos; Planeje-se para fazer atividades de lazer e recreações, que podem ser desde a leitura até mesmo fazer sessões de cinema em casa; Inclua a prática da atividade física na sua rotina; e caso haja necessidade Procure ajuda profissional. As estratégias para enfrentar a cultura do cancelamento, permite que os sujeitos envolvidos desenvolvam autonomia no seu processo de autocuidado em saúde mental, e sejam capazes de reduzir os efeitos/impactos dessa exclusão digital à curto e longo prazo. Integrar os sujeitos, em seus saberes e práticas nos contextos familiar, comunitário e assistencial é uma potencialidade para a reconstrução da convivência social.
Palavras-chave: Cultura, Cancelamento,Saúde Mental
Oral
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