80 de 80 trabalho(s) aceito(s)
A importância da assistência de enfermagem a mulher em trabalho de parto
ANDRÉ DE SANTANA CAMPOS ; sayla silva gomes; Angélica Isabely de Morais Almeida
INTRODUÇÃO: Parto humanizado é um tema muito debatido hoje. Essa humanização visa promover uma assistência integral, respeitando e amparando a parturiente nas dimensões espiritual, psicológica, biológica e tornando o parto mais fisiológico, reduzindo intervenções desnecessárias e introduzindo práticas que reduzam o desconforto emocional e físico. As equipes de saúde têm papel fundamental nas operações de parto humanizado. Segundo a organização Mundial da saúde (OMS), as gestações de baixo risco podem ser acompanhadas por uma enfermeira obstetrícia, também indicada para essa função. OBJETIVO: Relatar por meio da revisão bibliográfica a importância da assistência do enfermeiro no trabalho de parto. METODOLOGIA: O estudo trata-se de uma revisão de bibliográfica, em que foi coletado artigos públicos nas plataformas do SciELO e no Sciene.gov, Google Acadêmico com base em sete artigos que teve o processo de inclusão e exclusão que restou apenas três artigos. A inclusão foi baseada em documentos que apresentavam informações relacionado ao tema e o objetivo do trabalho, seguia os idiomas em português e inglês em relação a exclusão, foi com base em artigos que não seguia o objetivo do trabalho, não abordava sobre o tema, difícil compreensão e não eram do idioma escolhido. RESULTADO: O reconhecimento do próprio enfermeiro da sua importância na assistência a mulher no trabalho de parto incentiva o seu aprimoramento de conhecimentos para realizar uma contribuição de qualidade e com base cientifica. Perante o exposto, é o enfermeiro que fica responsável por reduzir a ansiedade da gestante e parturiente, proporciona coragem, conforto, segurança, orientação, evita complicações e incentiva na hora do parto isso são fatores que demostram o cuidado na assistência humanizada do profissional. Com a demonstração de capacidade, habilidade, autoconfiança e experiência o profissional de enfermagem vai construindo uma marca na história isso desenvolve benefícios principalmente para as gestantes e valorização dos enfermeiros. CONCLUSÃO: Pode-se acreditar então que este estudo permitiu esclarecer o significado do parto humanizado. Como implicações do estudo, pondera-se que esta pesquisa pode servir de subsídio para que outros profissionais de saúde e os próprios gestores sejam instigados em relação às mudanças necessárias no cenário de parturição, para promover a sua humanização.
Palavras-chave: Humanização do Parto, Enfermagem, Saúde da Mulher, Enfermagem Obstétrica, Parto Normal.
Resumo Simples
A IMPORTÂNCIA DA CONSULTA DE ENFERMAGEM NO ACOMPANHAMENTO DE PRÉ-NATAL - RELATO DE EXPERIÊNCIA.
ALICE ALVES TIBURCIO; GILDIANA FERREIRA DE CARVALHO; NICOLLE TEIXEIRA DE MATOS; CAMILA ALMEIDA NEVES DE OLIVEIRA
INTRODUÇÃO: A assistência no pré-natal é fundamental para uma gestação e nascimento saudável, é através desse acompanhamento que passos são tomados, promovendo saúde física e mental para a gestante e o bebê. A assistência ao pré-natal deve iniciar ainda no primeiro trimestre da gestação, com consultas de rotina e seguindo as recomendações do manual do Ministério da Saúde. Diante disso, destaca-se importante a reflexão sobre esse acompanhamento completo. OBJETIVO: relatar a vivência universitária frente à consulta de pré-natal. Trata-se de um relado de experiência desenvolvido durante o estágio na Atenção Básica do município de Iguatu-CE. METODOLOGIA: Utilizando o método observatório no acompanhamento das consultas de pré-natal junto a enfermeira no período de agosto a setembro de 2022. RESULTADOS: Observou-se durante a experiência, que cerca de 60% das gestantes iniciam as consultas ainda no primeiro trimestre, onde o pré-natal é iniciado. Na primeira consulta, exames laboratoriais são solicitados, calendário gestacional é iniciado, vitaminas prescritas, como ácido fólico, e se necessário, encaminhamento para outros profissionais. Diante disso, foi percebido que a porcentagem que não inicia no período indicado, ainda é significativa, pois não atenderá os números de consultas recomendadas e dificultará a intervenção de intercorrências. Percebe-se também que a falta de informação social ainda é uma problemática, levando as gestantes a procurarem a unidade após 20 semanas de gestação, além da qualidade de vida irregular e uso de substâncias, como álcool e drogas. A experiência do acompanhamento nas consultas de pré-natal foi válida para colocar em prática os conhecimentos teóricos e compreender a importância do mesmo. CONCLUSÃO: Conclui-se que é necessário desenvolver educação em saúde nas unidades básica e orientar sobre a importância de um planejamento familiar. Sendo assim, essas ações poderão contribuir para um acompanhamento satisfatório e uma gestação saudável.
Palavras-chave: ASSISTÊNCIA,ORIENTAÇÕES, PLANEJAMENTO FAMILIAR
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoA INTERSETORIALIDADE NAS REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE NA PERCEPÇÃO DOS ACADÊMICOS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
JANILANE FELIPE DA SILVA; Luana Alves de Melo; Raianne Alves de Carvalho; Roziela Carvalho da Silva; Vanessa de Morais Braga
INTRODUÇÃO: A intersetorialidade em saúde tem como princípio básico a articulação entre setores, de forma que as distintas instituições e equipamentos de saúde comunicam-se numa rede colaborativa. A colaboração de múltiplos saberes e setores permite um olhar mais amplo sobre os determinantes sociais de saúde e o planejamento de ações mais assertivas na resolução das demandas que emergem. Sob essa perspectiva, a intersetorialidade tem sido reconhecida como fator importante para a melhoria das condições de saúde da população. Contudo, ainda se constitui um desafio na esfera das políticas públicas. OBJETIVO: Relatar a experiência de um grupo tutorial do PET-Saúde acerca da intersetorialidade dentro da Rede de Atenção à Saúde do Sistema Único de Saúde. MÉTODO: O presente resumo trata-se de um relato de experiência de um grupo tutorial do PET-Saúde, envolvendo estudantes de Enfermagem e Serviço Social, fruto de um processo de territorialização. A territorialização foi realizada em alguns equipamentos da saúde, a saber: UBS, UPA, CRAS e CAPS AD, do município de Iguatu - CE, no período entre setembro e dezembro de 2023. O processo de territorialização possibilitou aos estudantes identificarem as possibilidades e fragilidades de cada equipamento. RESULTADOS: Participaram 11 acadêmicos de cursos e semestres distintos entre Enfermagem e Serviço Social. Onde nos primeiros dias de territorialização com a imersão dentro dos serviços e a partir das entrevistas realizadas com profissionais foi observado a fragilidade da intersetorialidade dentro dessas unidades, já que se observou que essa comunicação é precária e que é um problema comum dentro da rede que pode ser superado. Assim a partir dessa visão viu se a necessidade da intersetorialidade ser melhorada e fortalecida, uma vez que é a partir dela que a rede dialoga com objetivos em comum, como promover a articulação de conhecimentos e recursos, estimular a colaboração entre setores, criar um ambiente diálogo e entre outros que permite o funcionamento da rede. CONCLUSÃO: Dentre as observações e conversas com profissionais oportunizadas em campo e com as discussões realizadas em reunião confirmou-se essa fragilidade intersetorial dentro do território, pensando em um projeto de intervenção junto às unidades de saúde visitadas.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoAÇÃO EDUCATIVA SOBRE PREVENÇÃO CONTRA INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
VITÓRIA OLIVEIRA GOMES; SARAMA PEREIRA LOPES; ANA COROLINE ANICETO FELIPE; ÉRIKA CRYS BEZERRA LUCAS; ÉRIKA APARECIDA TEIXEIRA LEITE; RACHEL CARDOSO DE ALMEIDA
INTRODUÇÃO: As infecções sexualmente transmissíveis se configuram entre um dos problemas de saúde pública, em todo o mundo, ainda que com todo o avanço científico, tecnológico, preventivo e curativo. Abrangendo uma série de síndromes clínicas, que se disseminam por meio do contato sexual desprotegido. O que favorece o organismo humano mais vulnerável a infecções. OBJETIVO: Relatar a experiência de estudantes do curso de enfermagem, na realização de uma atividade educativa sobre prevenção das infecções sexualmente transmissíveis. METODOLOGIA: Relato de experiência sobre uma ação educativa “blitz da saúde” que aconteceu em alusão ao carnaval e para prevenção de IST. Além disso, foi possível um momento de fortalecimento da integração do ensino-serviço-comunidade. A ação foi realizada dia 16 de fevereiro de 2023 por estudantes do curso de enfermagem, da Universidade Regional do Cariri, juntamente com a equipe de Estratégia de Saúde da Família do bairro Cocobó na cidade de Iguatu-CE. O momento foi realizado na praça do bairro, onde a população compareceu a convite dos Agentes Comunitários de Saúde. No total 20 pessoas participaram. Para desenvolvimento da atividade utilizamos como material didático banners e panfletos, acerca das temáticas: O que são infecções sexualmente transmissíveis, Sinais e Sintomas, Tratamento e Prevenção. Com a abordagem do indivíduo fazíamos a educação em saúde, entrega de preservativo interno e externo, e posteriormente o convite para realização de teste rápido na unidade básica de saúde, os testes disponibilizados pela unidade eram de: hepatite C e B, sífilis e HIV. Essa opção de testagem possibilita agilidade no diagnóstico. Os testes foram realizados na unidade no dia anterior, mantendo todos os cuidados necessários e o sigilo profissional. RESULTADOS: Através disso observou-se o quanto a ação foi produtiva para as estudantes, assim como para população, onde notou-se uma grande adesão no que diz respeito a participação de maneira ativa, com retirada de dúvidas e realização dos testes disponibilizados pela unidade de saúde, proporcionando um vínculo entre universidade-comunidade, com compartilhamento de saberes. A união da equipe com as estagiárias gerou bons frutos, a fim de que a ação fosse possível. Vale ressaltar o empenho das ACS que fizeram busca no território e o convite a toda a comunidade. E como resultado vimos que nossa ação teve um grande impacto para população. CONCLUSÃO: Contudo, a importância de falar sobre as infecções sexualmente transmissíveis, as formas de prevenção, alertando os possíveis riscos e agravos na saúde sexual e reprodutiva é de suma importância, para o acolhimento e a comunicação efetiva no território com público, fortalecendo os serviços que são disponibilizados pela unidade de saúde.
Palavras-chave: EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA,EDUCAÇÃO EM SAÚDE,ENFERMAGEM,INFECÇÕES TRANSMISSÍVEIS
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoACESSO DE ADOLESCENTES QUE EXPERENCIARAM A GRAVIDEZ A AÇÕES DE SERVIÇO DE SAÚDE NO BRASIL
ANNE GISELLY DA SILVA SOUSA; GUILHERMI DA SILVA MAIA; MARCOS RYAN LOIOLA LIMA; PEDRO LUCAS FERREIRA MOTA; ROCINEIDE FERREIRA DA SILVA; LUCAS DIAS SOARES MACHADO
INTRODUÇÃO A adolescência é compreendida como um período de transição da infância para vida adulta, marcado pelo desenvolvimento social, físico, emocional e busca da autonomia, com modificações significativas no modo de sentir, pensar, tomar decisões e interagir com o mundo. Dessa forma, compreendendo que essa fase é fundamentada na construção da subjetividade, é frequente ao público a experimentação de novos contextos, o que predispõe a situações de vulnerabilidades como a gravidez na adolescência, problemática de saúde pública geradora de desafios para gestores e formuladores de políticas públicas (MELO; SOARES; SILVA, 2022; PINTO et al., 2022). Sob este prisma, aponta-se que mais de 21 milhões de adolescentes entre 15 e 19 anos engravidam no mundo, sendo cerca de metade destas gravidezes não planejadas. Tratando-se do Brasil, entre 2010 e 2019, registraram-se aproximadamente 5,2 milhões de nascimentos de mães na adolescência (PINTO et al., 2022). Gestar precocemente surge como uma complexidade à mulher, uma vez que apresenta potencial de comprometimento da visão de futuro dessas e seus filhos. Para além dos aspectos subjetivos e individuais, a gravidez evidencia, em sua maioria, panoramas vulneráveis, fundamentados nas desigualdades sociais e propagação da pobreza, gerando repercussões maternas e neonatais desfavoráveis (ASSIS et al., 2022). Nesse contexto, as ações de saúde, sobretudo o pré-natal, surge como estratégia de acompanhamento e desenvolvimento seguro da gestação. Contudo, as gestantes na adolescência apresentam barreiras na integração do cuidado e assistência, assim comprometendo a asseguração das informações recebidas (MELO; SOARES; SILVA, 2022). Sob essa perspectiva, o Programa Saúde na Escola (PSE) assume um papel fulcral na integração do cuidado a adolescente, por meio de ações de prevenção e promoção produzida pelos setores da saúde e da educação, atuando de modo a contribuir para melhoria da qualidade de vida dessa parcela populacional (ANUNCIAÇÃO et al., 2022). Destarte, buscar reconhecer as individualidades e potencialidades de uma população é fundamental para atender e resolucionar um evento (MARTINS et al., 2019). Dessa maneira, a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) surge como mecanismo de monitoramento de fatores de risco e situações pertinentes a saúde do adolescente escolar, disponibilizando dados nacionais que possibilitam a avaliação e análise de um contexto, de modo a propiciar a construção de mecanismos de enfrentamento. Assim sendo, objetivou-se analisar o acesso de adolescentes que experenciaram a gravidez a ações de serviço de saúde no Brasil em 2019. MÉTODO Estudo transversal, com abordagem quantitativa, com delineamento nacional, utilizando os microdados daPeNSE edição 2019. A PeNSE surge por meio de parceria com o Ministério da Saúde e o Instituto Brasileiro Nacional de Geografia e Estatística (IBGE), e auxílio do Ministério da Educação. Dentre suas atribuições, objetiva-se analisar os fatores preditores de risco a saúde do adolescente. A população contemplada envolve discentes do 9º ano do ensino fundamental das escolas públicas e privadas brasileiras. A amostragem foi fundamentada no censo geográfico, mantendo as esferas e extratos geográficos (CONDESSA et al., 2019). A população do estudo contemplou 80.788 mulheres adolescentes escolares do 9º ano do ensino fundamental, de escolas públicas e privadas nacionais em 2019. A amostra foi composta por 1.609 mulheres adolescentes escolares que já engravidaram alguma vez. O estudo considerou já ter engravidado alguma vez como variável dependente e como variáveis independentes as variáveis sociodemográficas, idade, raça/cor e região; e as escolares, ano/turma, localização da escola e administração escolar. Foram considerados ainda questionamentos quanto ao recebimento de orientações na escola sobre prevenção de gravidez e obtenção gratuita de camisinha. Para avaliar o acesso aos serviços de saúde, analisou-se as respostas ao questionamento pela busca por serviço ou profissional de saúde para atendimento a própria saúde considerando o último ano, o local desta busca e os objetivos de buscar no serviço de saúde por métodos contraceptivos e/ou teste para Infecções Sexualmente Transmissíveis, tais como HIV, Sífilis e/ou Hepatite B. Os dados foram organizados em planilhas do Microsoft Office Excel 2016 e processados no StatisticalPackage for the Social Sciences (SPSS) 8versão 25. Utilizou-se de análise descritiva, a partir de medidas de frequência absoluta e relativa, e inferencial, a partir do teste Qui-quadrado de Pearson. A escolha do teste adequou-se frente a ausência de distribuição normal dos dados detectada pelos testes de Kolmogorov-Smirnov e Shapiro-Wilk. Utilizou-se o limite de 0,05 para atestar a significância dos testes. A pesquisa seguiu as normativas da Resolução n° 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde (MALTA et al., 2022), com aprovação pelo Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP), sob parecer nº 3.249.268/2019. RESULTADOS E DISCUSSÃO Participaram do estudo 1609 adolescentes escolares que já engravidaram alguma vez, caracterizadas, em sua maioria, por serem pardas (871; 54,1%), com idade entre 16 e 17 anos (710; 44,1%) e residindo na região Nordeste (618; 38,4%). As adolescentes estudavam, a maior parcela, em escolas de zona urbana (1449; 90,1%), de administração pública (1426; 88,6%) e cursando o 3º ano do ensino médio (418; 26%). Realizou-se testes de qui-quadrado de independência para averiguar a relação entre ter engravidado alguma vez e as variáveis sociodemográficas e escolares, com significância estatística para todas as relações analisadas (p<0,05). As adolescentes da região Nordeste apresentaram maiores chances de ter engravidado (χ2(4)=84,734; p<0,001), assim como mulheres pardas (χ2(6)= 210,759; p<0,001) e com idade entre 16 e 17 anos (χ2(4)= 2563,574; p<0,001). Quanto as variáveis escolares, apresentaram mais chances de ter engravidado ao menos uma vez as adolescentes escolares de instituições públicas (χ2(1)= 912,369; p<0,001), da zona urbana (χ2(1)= 77,964; p<0,001) e cursando o 3º ano do ensino médio (χ2(10)= 797,014; p<0,001). Identificou-se prevalência entre as participantes de orientações recebidas na escola quanto a prevenção de gravidez (1183; 73,5%; p<0,001) e como conseguir camisinha gratuitamente (1268; 78,8%; p<0,001). Quanto a procura por serviços de saúde, a maioria das participantes relatou ter buscado por serviço ou profissional de saúde para atendimento relacionado a própria saúde no último ano (1103; 68,6%; p<0,001), sendo maior a busca pela Unidade Básica de Saúde (535; 33,3%; p<0,001). Apenas 2,2% (35; p<0,001) das adolescentes buscou o serviço de saúde para obter métodos contraceptivos (preservativos, anticoncepcional, pílula do dia seguinte, DIU etc.) e 0,7% (11; p<0,001) para realizar teste para HIV, Sífilis ou Hepatite B. Evidencia-se por meio dos dados que a gravidez na adolescência assume um papel desproporcional, dado que meninas de classe social baixa são afetadas de modo intenso refletindo as vulnerabilidades. Assim, as repercussões do problema se direcionam ao cotidiano, atuando de modo negativo por meio das alterações biológicas, econômicas, familiares e educacionais (PONTES et al., 2023). A gravidez na adolescência apresenta repercussões nos modos de viver e ter saúde da adolescente, do recém-nascido e seus familiares, cabendo ressaltar o aumento na evasão escolar com perpetuação da faixa de pobreza devido a baixa escolaridade, redução de oportunidade de empregos e manutenção de iniquidades sociais (PINTO et al., 2022). . É válido ressaltar que os dados não devem ser subalternados, tendo em vista que a gestação nessa fase impacta a continuidade da vida, seja pela predisposição intrínseca a fatores de risco como pré-eclâmpsia e outras infecções, ou pelos aspectos relacionados a estabilidade de relacionamentos, instabilidade psicossocial, violência ou rejeição (ASSIS et al., 2022). O acesso universal a reprodutividade é considerado um direito fundamental à mulher. Destarte, a saúde reprodutiva deve ser garantida e assegurada mediante contato aos serviços seguros e apropriados de saúde fornecendo à mulher subsídios para o processo de gestar com segurança. Enfatiza-se que muitas são as barreiras para controle e amenização do contexto. Contudo, a educação assume um papel clarificador dos agravos relacionados a área, na forma que fornece subsídios para prevenção e promoção da saúde (PONTES et al., 2023). Observa-se que a escola tem cumprido seu papel social de preparar o adolescente para vida fora da instituição, a partir da oferta de informações referentes a gravidez, sua prevenção e obtenção de preservativo. Entretanto, reforça-se a necessidade de fortalecer suas contribuições ao envolver os adolescentes em atividades participativas, adequadas a realidade social vivenciada e com propósito de empoderar estimulando a autonomia. Para tanto, é imprescindível a colaboração intersetorial entre educação e saúde, com desenvolvimento de ações efetivas para a saúde do adolescente pelos profissionais de saúde, em especial da atenção básica. Destaca-se ainda a necessidade de criar e defender oportunidades de encontro entre os profissionais de saúde e os adolescentes, com espaços na agenda, proposição de grupos educativos e fomento a participação social; assim como entre estes profissionais e a escola, por meio de parceria com objetivos, planejamento, implementação e avaliação em comum e sinérgicos. Estas reflexões são relevantes para enfermagem uma vez que esta profissão se responsabiliza multiprofissional e interdisciplinarmente pela atenção ao pré-natal e planejamento sexual e reprodutivo, destacando variáveis a serem consideradas na atenção ao público adolescente. CONCLUSÃO Observou-se maiores chances de ter engravidado alguma vez para adolescentes da região Nordeste, de raça parda e com idade entre 16 e 17 anos, assim como para aquelas cursando o 3º ano do ensino médio, de instituições públicas e da zona urbana. A maior parte das adolescentes relatou ter recebido orientações na escola quanto a prevenção da gravidez e como conseguir camisinha gratuitamente. A busca por serviços ou profissionais de saúde deu-se pela maioria das participantes, sendo a Unidade Básica de Saúde o local mais acessado. A alta proporção de meninas que não informaram sobre já ter engravidado alguma vez, omitindo esta informação, apresenta-se como uma fragilidade às inferências, posto a possibilidade de subestimativas. A não investigação de fatores mediadores ou confundidores pode ser apontada como uma fragilidade, desvelando possibilidades para outras pesquisas sobre este objeto. REFERÊNCIAS ANUNCIAÇÃO, L. L.; CARVALHO, R. C. DE.; SANTOS, J. E. F.; MORAIS, A. C.; ALMEIDA, V. R. S. DE.; SOUZA, S. DE L. Violência contra crianças e adolescentes: intervenções multiprofissionais da Atenção Primária à Saúde na escola. Saúde debate, v. 46, n. spe3, p. 201–12, 2022Nov. Doi: https://doi.org/10.1590/0103-11042022E315 ASSIS, T. DE S.C.; MARTINELLI, K. G.; GAMA, S. G. N. DA.; SANTOS, N. E. T. DOS. Reincidência de gravidez na adolescência: fatores associados e desfechos maternos e neonatais. Ciênc saúde coletiva. v. 27, n. 8, p. :3261–71, agosto, 2022. Doi: https://doi.org/10.1590/1413-81232022278.00292022 CONDESSA, L. A.; CHAVES, O. C.; SILVA, F. M.; MALTA, D. C.; CAIAFFA, W. T.. Sociocultural factors related to the physical activity in boys and girls: PeNSE 2012. Revista De Saúde Pública, n. 53, v. 25. 2019. Doi; https://doi.org/10.11606/S1518-8787.2019053000516 MARTINS, M. M. F.; AQUINO, R.; PAMPONET, M. L.; PINTO JUNIOR, E. P.; AMORIM, L. D. A. F. Acesso aos serviços de atenção primária à saúde por adolescentes e jovens em um município do Estado da Bahia, Brasil. Cadernos De Saúde Pública, v.35, n.1, p. e00044718, 2019. Doi ;https://doi.org/10.1590/0102-311X00044718 MELO, M. M. DE .; SOARES, M. B. O.; SILVA, S. R. DA. Fatores que influenciam a adesão de gestantes adolescentes às práticas recomendadas na assistência pré-natal. Cadernos Saúde Coletiva, v. 30, n. 2, p. 181–188, abr. 2022. PINTO, I. R.; SILVA, J. A. da.; PARRA, P. C.; WERNET, M.; FONSECA, L. M. M.; RUIZ, M. T.; Gestações na adolescência e adesão à consulta puerperal. Rev Latino-Am Enfermagem, v. 30, n. (spe), p. :e3703, 2022. Doi: https://doi.org/10.1590/1518-8345.6269.3703 PONTES, B. F.; QUITETE, J. B.; CASTRO, R. C.; FERNANDES, G.C.; JESUS, L.; TEIXEIRA, R. C. Fatores relacionados a gravidez na adolescência: perfil reprodutivo de um grupo de gestantes . R Pesq Cuid Fundam. 2023. Doi: https://doi.org/10.9789/2175-5361.rpcfo.v15.11972 Agradecimentos Ao Fundo de Combate à Pobreza – FECOP, pelo financiamento das bolsas de extensão e iniciação científica da Universidade Regional do Cariri.
Palavras-chave: GRAVIDEZ, SAÚDE DA MULHER,SAÚDE DO ADOLESCENTE
Oral
Abrir o trabalhoAÇÕES DE ENFERMAGEM NA ASSISTÊNCIA AO IDOSO NO ÂMBITO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: REVISÃO INTEGRATIVA
JAQUELINE DA SILVA PINHEIRO ; Brunna Teixeira Moreira; Maria Valeska Almeida de Bezerra; Gabrielly Martins da Silva; Larissa Ellen Moreira de Lima; Adriana de Moraes Bezerra
INTRODUÇÃO: O aumento na expectativa de vida no Brasil é o resultado de uma série de fatores, como melhoria de vida, condições de saúde, redução de doenças crônicas e abrangência da cobertura vacinal. Dessa maneira, no país, o modelo prioritário da Atenção Básica é uma estratégia importantíssima na efetivação dessas boas práticas, bem como na implementação de ações de promoção, prevenção e educação na saúde do idoso, que fortalecem a resolutividade de integralidade por meio de atividades que protagonizam o enfermeiro e toda sua equipe. OBJETIVO: Identificar por meio da literatura científica, as ações de enfermagem na assistência ao idoso no âmbito da Atenção Primária. METODOLOGIA: Foi realizada uma pesquisa de revisão integrativa da literatura, com abordagem qualitativa, no Portal Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e nas bases de dados Scientific Eletronic Library Online (SciELO) e Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS). Foi utilizada a seguinte equação de busca, utilizando-se os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) “Enfermagem” AND “Saúde do Idoso” AND “Atenção Básica”. Os critérios de inclusão foram artigos científicos gratuitos que abordassem a temática e publicados nos últimos cinco anos. Os critérios de exclusão, por sua vez, foram os estudos que não responderam ao objetivo e os duplicados. Com o cruzamento dos descritores, foi possível identificar 139 estudos, que foram submetidos aos critérios de elegibilidade citado anteriormente. Desta forma, após leitura de títulos, resumos e leituras na íntegra, 07 estudos compuseram a amostra de artigos selecionados na literatura científica para serem discutidos. RESULTADOS: Os resultados apontam para a importância de reconhecer o território de atuação para identificação do perfil de idosos que necessitam de assistência individualizada. Foi possível identificar que as ações de saúde que o profissional de enfermagem realiza incluem a educação em saúde para prevenção de agravos, a análise para avaliar a evolução de determinadas doenças que estão relacionadas aos idosos, realizar cuidados em domicílio e prestar assistência em várias dimensões, atuando com os demais profissionais de saúde e também a família. Destaca-se que é na Atenção Primária à Saúde que se faz a promoção e prevenção de agravos, onde há orientações para preservação da saúde, com intuito de promover a capacidade de independência dos pacientes, fortalecendo o desenvolvimento da responsabilidade individual e incluindo a família no cuidado para uma melhor qualidade de vida. CONSIDERAÇÕES FINAIS/CONCLUSÃO: A assistência de enfermagem deve garantir a segurança do idoso, promovendo a prevenção de doenças e lesões, a identificação precoce de sinais e sintomas de doenças e alterações funcionais, o tratamento adequado, o uso dos recursos disponíveis e a orientação quanto às medidas de prevenção. Devese proporcionar ao idoso o cuidado individualizado e personalizado, levando em consideração os hábitos, as crenças, o estilo de vida e as características individuais. Por isso, deve-se enfatizar a educação em saúde, que deve ser acessível, compreensível e atendendo às necessidades e interesses do idoso. Além disso, também é importante que os enfermeiros realizem atividades práticas, como visitas aos pacientes, provendo a rede de suporte social e apoio a família.
Palavras-chave: Enfermagem. Saúde do Idoso Atenção Básica.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoACOLHIMENTO NO COTIDIANO DAS EQUIPES DE SAÚDE DA FAMÍLIA EM IGUATU, CEARÁ.
JEISSIANE DE SOUSA GOMES ; Kaline Nayanne de Souza Oliveira; Beatriz de Castro Magalhães; Milena Macedo Silva; Mirely de Souza Texeira; Antonio Germane Alves Pinto
INTRODUÇÃO A Atenção Primária à Saúde (APS) se configura como porta de entrada ao Sistema Único de Saúde, coordenadora e ordenadora da Rede de Atenção à Saúde e tem como serviço prioritário a Estratégia Saúde da Família (ESF), a qual deve contar com profissionais capacitados para garantir a integralidade do cuidado, tanto em sua vertente vertical, considerando o ser humano como um ser holístico, como em sua vertente horizontal, garantindo o acesso do paciente a todos os campos e níveis de cuidado (BRASIL, 2017; CARVALHO, 2006). Nesse contexto, cabe citar o acolhimento como uma das estratégias para melhorar o acesso da comunidade na ESF e para facilitar a garantia da integralidade do cuidado. O acolhimento trata-se de uma postura profissional, um modo de operar a ética e a humanização da assistência através da escuta qualificada e formação de vínculo. Além disso, é um instrumento facilitador da classificação de risco, avaliação de necessidade de saúde, análise de vulnerabilidades e resolução de problemas (MELO et al., 2022). É válido ressaltar que quando o acolhimento não é efetivado, problemas como filas de espera enormes, insatisfação da comunidade e sobrecarga profissional são bastantes comuns (VIANA; LIMA, 2018). Dessa forma, é importante dar visibilidade para benefícios do acolhimento na ESF, refletindo-se sobre estratégias que facilitem sua implementação. Tendo isso em vista, o presente estudo objetivou analisar o acolhimento como atributo da integralidade do cuidado no cotidiano das equipes da Estratégia Saúde da Família em Iguatu, Ceará. MÉTODO Pesquisa exploratória, qualitativa, desenvolvida no município de Iguatu, Ceará, Brasil, com 24 coordenadores das equipes de Saúde da Família (eSF). Os critérios de inclusão: exercer cargo de coordenação/gerência de eSF há pelo menos seis meses, ter nível superior. Excluídos os que estavam afastados por motivos de saúde e por extrapolar o máximo de cinco tentativas de contato para agendamento da entrevista. As entrevistas aconteceram no período de agosto a dezembro de 2021. Pela escolha no participante, a forma presencial, se deu nas Unidades de Saúde ou na Secretaria Municipal de Saúde, em sala reservada e com os cuidados necessários para evitar a transmissão de covid-19; modo virtual, por sala virtual no Google Meet®. Todas foram as entrevistas foram gravadas para facilitar as transcrições. A análise e interpretação do conteúdo das entrevistas se deu à luz da hermenêutica dialética (MINAYO, 2006). Obteve aprovação junto ao Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Regional do Cariri (URCA), com o parecer nº 4.498.440. RESULTADOS E DISCUSSÃO Foram entrevistados vinte e quatro coordenadores das equipes de saúde da família do município de Iguatu. Todas/os enfermeiras/os, com predominância do sexo feminino (87,5%); casadas/os (62,5%); com idade entre 25-45 anos de idade (66,6%). Dos participantes, dezesseis trabalhavam na zona urbana e oito na zona rural. A ESF consolidou-se como principal política da APS no país, fortemente alicerçada em seus atributos essenciais: atenção ao primeiro contato, longitudinalidade, integralidade e coordenação (STARFIELD, 2002; BRASIL, 2017; GIOVANELLA et al., 2021). Nesse contexto, o acesso de primeiro contato é ofertado pelo acolhimento da demanda espontânea na ESF, por meio da instituição de mecanismos de escuta da população (BARBOSA et al., 2022a). Para reorganizar e harmonizar as relações entre a equipe de saúde e o usuário, foi instituída a Política Nacional de Humanização. Essa estabelece o acolhimento como uma de suas diretrizes, caracterizado por uma postura ética que implica na escuta do usuário em suas queixas, no reconhecimento do seu protagonismo no processo de saúde e adoecimento, e na responsabilização pela resolução, com ativação de redes de compartilhamento de saberes (BRASIL, 2010). “(...) eu acho importante que o paciente além de se sentir acolhido, ele tenha confiança na equipe (...). (E15) Os participantes reconheceram que o ato de acolher nos serviços de saúde é um compromisso dos profissionais, pautado pelo estabelecimento de relações de confiança, respeito e vínculo, com o intuído de responder às necessidades dos cidadãos que os procuram. Configura-se mais como uma postura do que como um serviço, onde a escuta deve ser valorizada para o alcance de um cuidado integral. “(...) o mais importante para a integralidade do cuidado é [...], justamente, dar ao paciente toda a confiança necessária para que ele procure o posto quando precise, mas principalmente, ele ter certeza de que vai encontrar um profissional que vai estar ali pronto para ouvir, fazer com que se sinta seguro e acolhido [...]. Às vezes, eles querem só serem realmente ouvidos.” (E11) Há o reconhecimento de que o acolhimento contribui para o estabelecimento de vínculo entre profissionais e usuários da ESF, por meio de uma escuta qualificada, baseada na humanização e no cuidado resolutivo às demandas de saúde dos usuários, assim como mostra o estudo de Barbosa et al., 2022b. ” Considero importante a oferta de um cuidado humanizado, em todas as fases da vida dos indivíduos que estão sob os cuidados da equipe(...)” (E23) O cuidado ao usuário transcende o resultado do processo técnico-científico. Engloba a relação com o outro pautada pela ética e contribui para construção de relações subjetivas e transformadoras. Traduzidas em atitudes, como tratamento digno e respeitoso, com qualidade, acolhimento e vínculo (PINHEIRO, GUIZARDI, 2006; LOPES et al., 2020). O acolhimento pode ser realizado por qualquer profissional. Cada membro da equipe terá suas responsabilidades definidas de acordo com o cargo que executa na ESF, respeitando as limitações e competências profissionais individuais (BRASIL, 2017). Faz-se necessário estabelecer estratégias para o envolvimento de todos os profissionais de saúde da ESF, com a realização de capacitações, reuniões de equipe periódicas (TESSER; NORMAN; VIDAL, 2018), como demonstra o relato: “(...) toda a equipe deveria ser treinada para que pudessem anteder o paciente de uma forma mais humanizada, pois muitas vezes, isso não acontece (...) (E8) Os profissionais da APS enfrentam incontáveis desafios na execução de seus trabalhos. Entretanto identificam que o acolhimento é uma ferramenta primordial para a harmonização das relações entre profissionais de saúde e usuário. É fundamental identificar as fragilidades e fortalezas dos membros da equipe, de maneira a construir um processo de trabalho coeso, garantindo acesso oportuno e continuidade do cuidado ao usuário para o fortalecimento da APS (MOURA et al., 2022). “(...) a gente tem que conquistar o paciente pra ter acesso a demanda dele e tentar resolver junto com a secretaria de saúde o que não conseguimos revolver.” (E2) Reconhece-se que é um desafio incluir a prática do acolhimento na rotina de trabalho da ESF. Um dos motivos é a dificuldade de conceituação e do reconhecimento de sua importância na gestão do cuidado, por parte da equipe. Dessa forma, buscar meios de descobrir as potencialidades e fragilidades para a sua execução de maneira efetiva, pode beneficiar todos os envolvidos. Ao passo que contribui para a organização da demanda, resolutividade e, consequentemente, da integralidade do cuidado. CONSIDERAÇÕES FINAIS/CONCLUSÃO Conforme as percepções dos participantes desse estudo o acolhimento é uma ferramenta favorável à formação de vínculo e confiança com o paciente, por meio dos quais o usuário se sente seguro em buscar a assistência e escuta qualificada sempre que precisar. Apesar do reconhecimento da importância do acolhimento, também foram apontados desafios para sua implementação, requerendo-se que os profissionais sejam constantemente treinados e capacitados para que possam identificar e lidar com as reais demandas do paciente. Esse estudo evidenciou que há uma necessidade em se trabalhar essa temática nas equipes de saúde, especialmente da ESF, para que essas possam organizar suas demandas e ofertarem um atendimento de qualidade e integral do usuário.
Palavras-chave: Acolhimento,Estratégia Saúde da Família, Integralidade
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoACOMETIMENTO E CONSEQUÊNCIAS DO COVID-19 NO SISTEMA NEUROLÓGICO: REVISÃO NARRATIVA
SAYLA SILVA GOMES ; Emanuele Lopes Oliveira Alencar; Maria do Socorro Ferreira dos Santos; Maria Fernanda de Oliveira Alves; Thayná Milena dos Santos; Camila Fonseca Bezerra
INTRODUÇÃO: No final do ano de 2019 na China, houve o surgimento do novo coronavírus humano (SARS- CoV-2), que levava a quadros de síndrome respiratória aguda grave. Pesquisas demonstraram que o vírus também possui a capacidade de infectar diferentes células do corpo humano, com destaque para as células do sistema nervoso central que podem ser infectadas juntamente com sistema respiratório. Estudos comprovam também a existência de sintomas neurológicos em pacientes com COVID-19, tais como: cefaleia, anosmia, déficit de concentração, disgeusia, tontura e consciência prejudicada. OBJETIVO: Revisar na literatura científica a relação existente entre o vírus da COVID-19 e os impactos neurológicos associados. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo do tipo revisão narrativa, tendo como estratégia de busca nas bases de dados em saúde BDENF, SCIELO, PubMed e LILACS. Foram selecionados estudos de 2020 a 2023, os descritores em Ciências da Saúde foram: Covid-19 AND Brasil AND Manifestações Neurológicas e seus correspondentes respectivos na língua portuguesa. Foram encontrados 27 artigos e após os critérios de inclusão e exclusão foram selecionados 20 artigos. RESULTADO: De acordo com estudos a SARS-CoV-2 pode infectar o sistema neurológico de duas formas: por infecção das células do endotélio vascular, que expressam receptores da enzima conversora da angiotensina 2 (ECA2), sendo o vírus transportado através do endotélio para as células do SNC, nomeadamente neurônios e células da glia ou alternativamente, por infeção dos leucócitos com capacidade para atravessar a barreira hematoencefálica e infetar o SNC, também pode desenvolver infecção no SNP. Consequentemente, o indivíduo infectado terá anosmia, disgeusia, afasia, problema de memória, limitação motora, cefaleia de forma frequente e entre outros sintomas. CONCLUSÃO: Mediante o que foi apresentado, nota-se que a Covid-19 é uma doença que a população deve ter cautela, pois desenvolve diversas complicações por causa da infecção como foi mencionado, por isso que a vacinação é extremamente importante para evitar ou minimizar as sequelas visto que não será extinta.
Palavras-chave: Covid-19,Manifestações Neurológicas,Brasil
Resumo Simples
Abrir o trabalhoADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS: CONHECER ERROS E ESTRATÉGIAS QUE POSSAM MELHORAR A SEGURANÇA DO PACIENTE.
LAIZA MARIA CAVALCANTE DE AZEVEDO; Andrielle Firmino da Silva; Paloma Loiola Leite; Vivian Viana de Andrade; Moziane Mendonça de Araújo; Glícia Uchôa Gomes Mendonça
INTRODUÇÃO A Organização Mundial da Saúde (OMS) define segurança do paciente como a redução do risco de danos desnecessários a um mínimo aceitável (WHO, 2009a). No Brasil, o Ministério da Saúde instituiu, em abril de 2013, o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) com o objetivo de executar medidas educativas e assistenciais voltadas à segurança do paciente em diferentes áreas da atenção, gestão e organização dos estabelecimentos de saúde do território nacional. A preocupação com a segurança já se mostra implícita no modelo brasileiro de atenção à saúde que é “pautado na defesa da vida” (RUNCINAM, 2009). Sabe-se que falhas na segurança do paciente desencadeiam custos relevantes ao sistema de saúde. E mesmo com o aumento considerável de estudos voltados para a segurança do paciente, mostra-se necessário estratégias voltadas para redução de erros no preparo e administração de medicamentos. A OMS define os erros de medicação como qualquer evento evitável que possa causar ou levar ao uso inadequado de medicações ou até mesmo causar danos aos pacientes e não importa se o medicamento se encontra sob o controle de profissionais de saúde, do paciente ou do consumidor (WHO, 2021). Objetivou-se, portanto, verificar as evidências disponíveis na literatura acerca da segurança na administração e preparo de medicações. MÉTODO O presente estudo trata-se de uma revisão narrativa da literatura desenvolvida através de uma busca na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), que incluiu as bases Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Base de Dados de Enfermagem (BDENF). A revisão narrativa constitui uma análise de publicações de forma mais ampla com o intuito de descrever determinado assunto, sob a holística teórica, sendo, portanto, uma interpretação e análise do próprio autor (ROTHER, 2007). Utilizou-se como estratégia de busca os descritores “erros de medicação”, “enfermagem”, “segurança do paciente”, combinados ao operador booleano “AND” e filtros de busca (erros de medicação, segurança do paciente e enfermagem) para delimitar os artigos aos tipos pretendidos nesse estudo. Considerou-se inicialmente o uso dos descritores supracitados para a busca, totalizando 575 artigos. Como critério de inclusão, optou-se por incluir aqueles que estavam dentro do recorte temporal dos últimos cinco anos, artigos nacionais e que apresentassem foco principal na prevenção de erros na medicação, totalizando 65 artigos. Para a delimitação da pesquisa, fez-se uso dos critérios de exclusão, sendo excluídos aqueles em discordância a temática central deste estudo e aqueles incompletos, contabilizando-se 7 artigos selecionadas para análise. RESULTADOS E DISCUSSÃO Sete artigos foram selecionados para este estudo, o número de participantes variou de sete a 139 profissionais, em dois estudos a coleta de dados foi realizada no prontuário através da análise de doses e prescrições, sendo 751 doses e 556 prescrições, respectivamente. O local de pesquisa foi Hospital (71,42%), e Unidade de Pronto Atendimento (UPA) (28,57%), em cinco dos estudos foi realizada com a Equipe de Enfermagem (71,42%) e em dois estudos não deixou claro quem foram os participantes (28,57%). Os riscos e incidentes envolvendo a terapia medicamentosa são atribuídos não somente às falhas individuais, mas também situações que envolviam processos organizacionais e estavam relacionadas ao número elevado de atendimentos e de procedimentos realizados, traduzidos em sobrecarga de trabalho que expõe a equipe ao risco da ocorrência de falhas na assistência (SANTOS; ROCHA; SAMPAIO, 2019). No que se refere às falhas na etapa da prescrição, são elencadas: prescrição médica realizada de forma manuscrita, contribuindo para erros de medicação relacionados à dificuldade de compreensão da medicação prescrita, por motivo de ilegibilidade ou ausência de itens necessários; ausência de controle na seleção e dispensação do medicamento a ser administrado; existência de estoque de medicamentos no setor, o que impõe riscos à segurança do paciente relacionados à seleção e ao fracionamento dos medicamentos pela equipe de enfermagem (SANTOS; ROCHA; SAMPAIO, 2019). Na etapa de monitoramento pós-administração de medicamentos, as reações adversas também foram destacadas pelos trabalhadores de enfermagem, o que as evidencia como fatores contribuintes para a ocorrência de outros eventos, como incidentes envolvendo quedas (SANTOS; ROCHA; SAMPAIO, 2019). Os erros no preparo dos medicamentos são, principalmente, relacionados à desinfecção de ampola; higienização das mãos; desinfecção da bancada; inspeção do medicamento e associação de medicamentos (LIMA; VALENTTE; SOUZA, 2022). No que diz respeito ao preparo e administração de medicamentos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), os fatores que interferem na etapa de preparo, são a estrutura física e o armazenamento das medicações, além da ausência de técnica asséptica, como a não realização de higienização ou desinfecção das mãos, com álcool a 70%, bem como das bandejas e ampolas, e o uso da mesma agulha no preparo de medicamentos diferentes (SILVA et al., 2018). Já na etapa de administração, podem ser citados a organização do fluxo de trabalho e erros relacionados à via de administração de medicamentos (RIBEIRO et al., 2021). Outros erros encontrados dizem respeito a falta de informação sobre o medicamento administrado, falhas na identificação do paciente e na verificação de alergia medicamentosa, falta de rigor quanto a administração dos Medicamentos Potencialmente Perigosos (MPP). Em relação à checagem, as falhas identificadas foram a ausência do horário e identificação do profissional (LIMA; VALENTTE; SOUZA, 2022). Para Silva et al. (2018) há aspectos que acentuam a ocorrência do erro, como a prescrição ilegível; a sobrecarga de trabalho; a alta complexidade do setor; deficiências na formação ou capacitação profissional; a falta de atenção devido a conversa paralela no ambiente, setor tumultuado devido ao grande número de acadêmicos, internos, residentes e estagiários da área da saúde. Nesse estudo, foram observados erros de dosagem, erro de horário, omissão da dose, dosagem errada e falta de orientação ao paciente sobre sua terapia medicamentosa. No estudo de Maia et al. (2020) as principais práticas que podem comprometer a segurança do paciente foram: distribuição coletiva de cloreto de potássio injetável concentrado e insulina que são considerados MPP, falta de etiquetas de alerta, ausência de farmacêutico no atendimento da maior parte das prescrições no turno da noite, dupla conferência inexistente e fontes de interrupção/distração como conversas paralelas e uso de aparelho celular durante a dispensação. Alguns participantes formam questionados sobre as implicações do erro de medicação na segurança do paciente, eles destacaram compreender o erro associado a alergia ao medicamento; a problemas relacionados ao estado de saúde do paciente e até ao risco de levar o paciente à óbito (SILVA et al., 2018). Por isso, é necessário pensar em estratégias que favoreçam a segurança do paciente e evitem complicações decorrentes dos erros, demonstrando a necessidade de melhorar os processos de trabalho (MAIA et al., 2020). Frente as falhas na dispensação, preparo e administração de medicamentos, algumas estratégias podem ser utilizadas visando aumentar a segurança do paciente, quais sejam, padronização de protocolos pela instituição; implementação da dupla checagem da prescrição; implementação de identificação do paciente alérgico na folha de prescrição; colocar pacientes homônimos em leitos distantes; evitar rotinas mecanizadas; adotar uma comunicação efetiva entre o prescritor e o profissional que administra o medicamento; informar ao paciente a medicação que será administrada incluído em um projeto terapêutico; e implementar de forma sistematizada a conferência das validades dos medicamentos (CAMERINI et al., 2022). Através de treinamentos (treinamento/educação permanente da equipe bem como treinamento sobre o uso de equipamentos como bombas infusoras), inserção de tecnologias de barreiras (uso de cores diferentes para a identificação dos medicamentos, instalação de dispositivos sinalizador nas salas de preparo de medicação com o objetivo de evitar interrupções, implementar prontuários, aprazamentos eletrônicos e prescrições digitalizadas com o objetivo de minimizam os erros de compreensão referentes aos medicamentos, utilizar software que no ato da prescrição apresente um "travamento" impossibilitando que o prescritor prescreva doses inadequadas ou medicamentos caso o paciente apresente alergia, e também a sinalização/ identificação de medicamentos potencialmente perigosos), de protocolos e padronizações, atuação e dimensionamento de profissionais, relativas à atuação da farmácia, gerenciais e estruturais (CAMERINI et al., 2022). Santos, Rocha e Sampaio (2019) pontuam como estratégias a implantação de pulseiras para identificação do paciente. implantação de pulseiras coloridas para identificação de riscos, identificar risco de alergia a medicamentos, checagem de todos os itens de segurança, elaborar protocolos institucionais, educação em serviço, informatização da prescrição médica, reestruturar local de armazenamento de medicamentos, contratação de um profissional farmacêutico, lista com medicamentos padronizados e suas possíveis interações, esclarecimento ao paciente sobre a medicação a ser administrada, vigilância quanto a medicamentos potencialmente perigosos ou de alta vigilância. No que diz respeito a estratégias relacionadas ao profissional, há necessidade estar mais atento (92%); no tocante a gestão, é necessário treinamento ou a capacitação como fatores essenciais para que diminuam os erros envolvendo a administração de medicamentos (84%). Assim, a capacitação da equipe de enfermagem mostra-se necessária, principalmente quando busca guiar os profissionais para o desenvolvimento, não somente em relação ao aprendizado de habilidades e destrezas, mas, sobretudo, de um aprendizado que gere novas atitudes, soluções, ideias, conceitos e que modifiquem seus hábitos e comportamentos (SIMAN et al., 2021). A Educação Permanente (EP); o uso de etiquetas para identificar os medicamentos; e a realização da notificação dos eventos adversos também são estratégias de melhorias na segurança do paciente (SILVA et al., 2018). Mesmo com o uso de um sistema computadorizado para prescrição eletrônica padronizada, o que diminui o risco de interpretação errada da prescrição, ainda pode acontecer erros em decorrência de abreviações, por isso, há a necessidade de um sistema informatizado mais completo com informações, que alertem sobre as interações medicamentosas significativas, alergias e informações pertinentes à segurança do processo medicamentoso (RIBEIRO et al., 2021). CONSIDERAÇÕES FINAIS/CONCLUSÃO Conclui-se a partir dos resultados obtidos que os erros relacionados a administração de medicamentos não decorrem apenas dos erros individuais, mas correlacionam-se a sobrecarga trabalhista, ilegibilidade de prescrições médicas, ausência de assepsia realizada de forma correta e falha na comunicação. Contudo, compreende-se que a gestão tem papel importante na promoção de treinamentos e padronização seguindo um protocolo institucional aplicado a realidade do atendimento cabendo ao profissional mais atenção durante o processo. Em consonância a isso, capacitações para o desenvolvimento e aperfeiçoamento de habilidades e competências necessárias ao serviço, as quais, segundo estudos, viabilizam a eficiência do trabalho, a minimização de erros e o controle das medicações.
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoALTERAÇÕES PULMONARES CAUSADAS PELO CORONAVÍRUS (COVID- 19): REVISÃO NARRATIVA
MARIA FERNANDA DE OLIVEIRA ALVES; Emanuele Lopes Oliveira Alencar; Sayla Silva Gomes; Thayná Milena dos Santos; Ana Júlia máximo Mendes; Camila Fonseca Bezerra
INTRODUÇÃO: A Coronavirus Disease (COVID-19) ou Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavirus 2 (SARS-CoV-2) é uma doença causada por um vírus zoonótico da família a do Coronavírus conhecida por gerar infecções respiratórias. O espectro clínico da infecção por coronavírus é extremamente amplo, de forma que o paciente pode ser assintomático, ou apresentar sintomas que variam entre um simples resfriado até mesmo uma pneumonia grave, a qual demanda diagnóstico e manejo em Unidade de Terapia Intensiva. Houve registro da transmissão entre pessoas por meio de contato direto e de gotículas contaminadas expelidas pela tosse e espirros. O período de incubação do SARS-CoV-2 é em média sete dias e os principais sintomas são: febre, tosse, dor de cabeça e falta de ar. O diagnóstico de SARS-COV-2 pode ser feito pela morfologia microscópica, o método considerado padrão é a detecção de ácido nucléico em zaragatoa nasal, amostras da garganta ou amostra do trato respiratório. OBJETIVO: O presente trabalho tem como objetivo abordar as consequências do SARS-CoV-2 no sistema pulmonar. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão de literatura narrativa realizada nas bases de dados: PubMed, Medline e Wiley Online Library. Selecionou-se estudos publicados entre 2020 a 2023, foram encontrados 59 artigos, destes 21 foram selecionados, utilizou-se os descritores em Ciências da Saúde: Covid-19 AND Capacidade Pulmonar Total AND Lesão Pulmonar Aguda. RESULTADOS: O SARSCOV 2 modifica os centros respiratórios: como tronco cerebral e medula oblonga (bulbo) esses órgãos sendo lesionados o paciente pode perder a respiração autonômica, ocasionada falha respiratória. A forma grave da doença causa danos pulmonares, podendo resultar em insuficiência respiratória. Posteriormente, esses pacientes podem evoluir com fibrose pulmonar, uma consequência do processo de reparação da lesão pulmonar. Muitas vezes os pacientes mais graves necessitam de suporte respiratório que pode variar da oxigenoterapia à ventilação mecânica invasiva prolongada. Com a internação prolongada, que pode acompanhar esses cuidados intensivos, os pacientes podem evoluir com prejuízos sistêmicos mais graves. Apesar das sequelas pós-COVID-19 sejam mais comuns em pacientes que desenvolveram a forma grave, indivíduos com doença moderada e que não necessitam de hospitalização também podem ter algum grau de comprometimento funcional. CONCLUSÃO: Diante das consequências apresentadas relacionadas ao sistema pulmonar foi visto as complicações que o vírus pode trazer para o sistema pulmonar, provocando sequelas que em alguns casos podem ser irreversíveis, ou seja, podendo levar ao óbito. Covid-19, Lesão Pulmonar Aguda,Capacidade Pulmonar Total
Resumo Simples
Abrir o trabalhoALTERAÇÕES PULMONARES CAUSADAS PELO CORONAVÍRUS (COVID- 19): REVISÃO NARRATIVA
SAYLA SILVA GOMES ; Emanuele Lopes Oliveira Alencar; Thayná Milena dos Santos; Ana Júlia Máximo Mendes; Camila Fonseca Bezerra
INTRODUÇÃO: A Coronavirus Disease (COVID-19) ou Severe Acute Respiratory Syndrome Coronavirus 2 (SARS-CoV-2) é uma doença causada por um vírus zoonótico da família a do Coronavírus conhecida por gerar infecções respiratórias. O espectro clínico da infecção por coronavírus é extremamente amplo, de forma que o paciente pode ser assintomático, ou apresentar sintomas que variam entre um simples resfriado até mesmo uma pneumonia grave, a qual demanda diagnóstico e manejo em Unidade de Terapia Intensiva. Houve registro da transmissão entre pessoas por meio de contato direto e de gotículas contaminadas expelidas pela tosse e espirros. O período de incubação do SARS-CoV-2 é em média sete dias e os principais sintomas são: febre, tosse, dor de cabeça e falta de ar. O diagnóstico de SARS-COV-2 pode ser feito pela morfologia microscópica, o método considerado padrão é a detecção de ácido nucléico em zaragatoa nasal, amostras da garganta ou amostra do trato respiratório. OBJETIVO: O presente trabalho tem como objetivo abordar as consequências do SARS-CoV-2 no sistema pulmonar. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão de literatura narrativa realizada nas bases de dados: PubMed, Medline e Wiley Online Library. Selecionou-se estudos publicados entre 2020 a 2023, foram encontrados 59 artigos, destes 21 foram selecionados, utilizou-se os descritores em Ciências da Saúde: Covid-19 AND Capacidade Pulmonar Total AND Lesão Pulmonar Aguda. RESULTADOS: O SARSCOV 2 modifica os centros respiratórios: como tronco cerebral e medula oblonga (bulbo) esses órgãos sendo lesionados o paciente pode perder a respiração autonômica, ocasionada falha respiratória. A forma grave da doença causa danos pulmonares, podendo resultar em insuficiência respiratória. Posteriormente, esses pacientes podem evoluir com fibrose pulmonar, uma consequência do processo de reparação da lesão pulmonar. Muitas vezes os pacientes mais graves necessitam de suporte respiratório que pode variar da oxigenoterapia à ventilação mecânica invasiva prolongada. Com a internação prolongada, que pode acompanhar esses cuidados intensivos, os pacientes podem evoluir com prejuízos sistêmicos mais graves. Apesar das sequelas pós-COVID-19 sejam mais comuns em pacientes que desenvolveram a forma grave, indivíduos com doença moderada e que não necessitam de hospitalização também podem ter algum grau de comprometimento funcional. CONCLUSÃO: Diante das consequências apresentadas relacionadas ao sistema pulmonar foi visto as complicações que o vírus pode trazer para o sistema pulmonar, provocando sequelas que em alguns casos podem ser irreversíveis, ou seja, podendo levar ao óbito.
Palavras-chave: Covid-19,Capacidade Pulmonar Total,Lesão Pulmonar Aguda
Resumo Simples
Abrir o trabalhoANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DE ÓBITOS POR SÍFILIS GESTACIONAL EM FORTALEZA, NO PERÍODO DE 2007 A 2021
MARIA VITÓRIA BEZERRA SOUZA; ALÍCIA SILVA DANTAS; RAIMUNDO TAVARES DE LUNA NETO
INTRODUÇÃO: A sífilis é uma infecção bacteriana transmitida geralmente pelo contato sexual, e durante a gravidez ela apresenta sérios riscos tanto para a mãe quanto para o bebê, como, abortos, parto prematuro, morte fetal, entre outros. Os óbitos por sífilis em gestantes é um problema fatal, resultante de entraves na assistência de saúde, somado a fatores sociais, e veemente recorrente devido à ausência de informações verídicas. OBJETIVO: Analisar os dados epidemiológicos dos óbitos por sífilis em gestantes na capital do estado do Ceará, Fortaleza, no período de 2007 a 2021, atribuindo-lhes os principais entraves que designam essa enfermidade como um agravo na saúde pública cearense. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo transversal epidemiológico e de caráter documental, com dados obtidos no Portal Regional da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e no Portal da Saúde DataSUS, durante o mês de fevereiro de 2023, sem necessidade de comitê de ética. A busca encontrada no Portal da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) foi fundamentada utilizando-se os critérios de inclusão: artigos em formato de trabalho completo; no idioma português, inglês e espanhol; e com três resultados possíveis, sendo dois com texto completo. Ademais, a busca das informações estatísticas encontrada no DataSUS foi baseada na seguinte sequência, linha utilizou-se “município de residência”; coluna utilizou-se “evolução” e conteúdo utilizou-se “casos confirmados”, no período de 2007 a 2021 em Fortaleza, no estado do Ceará. RESULTADOS: Os dados obtidos mostram que ocorreram 14.572 casos confirmados de sífilis gestacional no estado do Ceará, com uma única cura. Em decorrência disso, foram analisados 5.087 casos confirmados e óbitos de gestantes com sífilis em Fortaleza. Isso mostra que o índice de mortalidade desse agravo em Fortaleza é alarmante e atribui diversas falhas tanto no sistema de saúde, quanto na qualidade de vida oferecida à população. Os estudos apontam como causas a negligência dos profissionais da saúde acerca dos cuidados que devem ser observados desde o início do pré-natal nas gestantes somado a falhas na assistência de saúde pública desde o início da gestação. Dessa maneira, a sífilis torna-se considerada um agravo para a gestação e a gestação um agravo para a enfermidade, dos quais podem-se citar abortos e partos prematuros. Consonantemente, a ausência do tratamento do parceiro o transforma em transmissor da infecção para a gestante, fator que, somado à uma vida em condições sociais desfavoráveis e em situações de vulnerabilidade pode resultar em um aumento da doença, pois com ambientes insalubres, a proliferação de diversas enfermidades é inevitável no meio coletivo. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Desta forma, conclui-se que a sífilis no contexto gestacional, é detectada como um problema de saúde pública e coletiva, em que fatores como insalubridade de vida, desinformações e falta de prevenção são portas de entrada para a manifestação dessa infecção que se mostra mortal na cidade de Fortaleza, no Ceará.
Palavras-chave: Sífilis, Gestacional, Óbitos
Resumo Simples
Abrir o trabalhoANÁLISES SOBRE A FALTA DE ACESSO À SAÚDE VIVENCIADA POR POPULAÇÕES EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE
ALÍCIA SILVA DANTAS; ALICE SILVA GRIGÓRIO; MARIA VITÓRIA BEZERRA SOUZA; MARIA NAIANE ROLIM NASCIMENTO
INTRODUÇÃO Vulnerabilidade é um conceito bastante usado para apoiar discussões voltadas para desigualdades em saúde, e é evidente que esse termo tem um peso em diálogos em diferentes quadros de discussões em todo o mundo. Visto que iniciativas voltadas para essa parcela da população estão a cargo dos governos dos grandes centros urbanos de diferentes países. É de extrema importância levar em consideração a relação de vulnerabilidade social e saúde, na qual essas pessoas vulneráveis sofrem extremo preconceito e julgamento ao buscar um direito universal, que é o atendimento igualitário sem discriminação e sem privilégios (OLIVEIRA, 2018). Atualmente, o mundo passa por um período em que as pessoas sofrem com a desigualdade e fragilização dos direitos humanos e sociais, os mais prejudicados são aqueles inseridos em contextos de vulnerabilidade. Em suma, as causas das pessoas em vulnerabilidade não serem atendidas corretamente ao buscar um serviço de saúde igualitário são inúmeras, das quais, pode-se citar, o preconceito relacionado à cor e raça, que fomenta ainda mais o racismo estrutural sistêmico, a situação financeira escassa, e a desfavorável posição na sociedade que contribui majoritariamente para a exclusão e negação de direitos básicos garantidos na Constituição Federal de 1988 (moradia digna, acesso universal à saúde e à educação), e a orientação sexual do indivíduo (CESTARI; FLORÊNCIO; PESSOA; MOREIRA, 2022). Dessa forma, objetiva-se com esse estudo analisar de que forma as pessoas em posição fragilizada na sociedade contemporânea não estão recebendo o acesso adequado à saúde de qualidade, e expor as razões potenciais que acarretam ao mau funcionamento da rede de saúde ao tratar dessas minorias populacionais. MÉTODO Trata-se de uma Revisão Narrativa, caracterizada por artigos de publicações amplas, apropriadas para descrever e discutir o desenvolvimento ou o “estado da arte” de um determinado assunto, sob ponto de vista teórico ou contextual. As revisões narrativas, geralmente, não informam as fontes de informação utilizadas, a metodologia para busca de referências, nem os critérios utilizados na avaliação e seleção dos trabalhos (ROTHER, 2007). A presente pesquisa realizou-se no período de agosto de 2022. A questão de pesquisa foi: “De que forma populações em vulnerabilidade social não possuem acesso à saúde de qualidade?”. O Descritor em Ciências da Saúde (DeCS) selecionado foi “vulnerabilidade social”, e as palavras-chave “saúde”, “vulnerabilidade social” e “acesso”. A busca foi realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), sendo selecionadas as bases de dados LILACS, MEDLINE, BDENF-Enfermagem e Sec. Est. Saúde SP. Foi utilizada estratégias de busca, intercalada pelo operador booleano AND: vulnerabilidade social and saúde and falta de acesso. Para determinação da elegibilidade dos estudos, utilizaram-se os critérios de inclusão: artigos em formato de trabalho completo; no idioma português, inglês e espanhol; sem delimitação de escopo temporal e com 85 resultados possíveis, sendo 79 com texto completo. Os artigos que apresentavam conformidade com os critérios foram avaliados na íntegra, com livre escolha pelo tipo de revisão, com os quais realizou-se análise descritiva simples. RESULTADOS E DISCUSSÃO Com base nos levantamentos realizados a partir da presente pesquisa, observou-se que a falta de acesso à saúde universal, inclusiva, integral e de qualidade conforme estabelece os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), se dá principalmente devido à política de hegemonia no Brasil. Apesar de ser implantado a inclusão de uma política de assistência social na Constituição Federal de 1988, a população mais pobre continuou, ainda, sofrendo diretamente os impactos do modo capitalista de produção. Isso, revela que a hegemonia possui importante papel nessa descrição. O conceito de Processo de Estratégia de Hegemonia (PEH), de Antônio Gramsci, representa uma contribuição central para compreender o jogo de forças políticas que compõe as instituições sociais, públicas ou privadas. Nessa analogia, o Processo de Estratégia de Hegemonia permite desvelar e analisar o modo como os fatores estruturais incidem sobre fatores conjunturais e locais, como ocorre no escasso acesso à saúde por determinada camada da população brasileira (SOUZA; MEXKO; BENELLI, 2022). Além disso, a desigualdade socioeconômica também está atrelada, uma vez que a falta de moradia implica na questão do atendimento adequado em uma Unidade Básica de Saúde, por exemplo. E, em decorrência dessa situação, a falta de documentação correta também implica na obtenção de medicamentos e outros procedimentos de origem médica, o que corrobora ainda, significativamente, no escasso atendimento básico de saúde que essas minorias deveriam ser garantidas pelo Estado. Nessa ótica, a questão da pobreza se relaciona à falta de acesso ao sistema de saúde por pessoas em situação vulnerável, uma vez que essas pessoas não possuem a assistência adequada para buscar os direitos básicos, como acesso à saúde pública sem discriminação ou preconceito. Dessa forma, muitos recursos ficam inacessíveis às pessoas que não possuem meios para acessar os serviços da rede de saúde, tornando-se assim, marginalizadas bruscamente à sociedade (VALLE; FARAH, 2020). Observa-se, também que a ausência de saúde pública e de qualidade pela população periférica afeta principalmente a população negra e confirma o racismo estrutural, à medida que a cor, cultura ou origem étnica influenciam pejorativamente em como essas pessoas são tratadas dentro de unidades e redes de saúde. De forma simplória, o racismo institucional é definido como o fracasso coletivo de uma organização para prover um serviço apropriado e profissional para o coletivo. O racismo institucional pode ser visto ou detectado em processo, atitudes e comportamentos que totalizam em discriminação por preconceito involuntário, ignorância, negligência e estereotipação racista, que causa desvantagens às pessoas de minorias étnicas (BATISTA; VARGA, 2016). O presente estudo, também mostra que outras mazelas são afetadas, como a população LGBTQIAP+, a partir do momento em que os profissionais da saúde não estão preparados e não possuem a devida sensibilidade e capacitação para atender de forma inclusiva essa comunidade. Em síntese, sob a visão da enfermagem, é imprescindível ações de saúde em território de extrema pobreza, ações dotadas de coerência, responsabilidade social e sensibilidade aos problemas locais, adotando medidas sustentáveis para o enfrentamento com capacidade resolutiva. Dessa maneira, identifica-se a responsabilidade social coletiva estabelecida pela equipe multiprofissional de saúde diante da urgência de se promover um esforço que integre todos os setores na resolução dos problemas apontados, e que possa ser fomentado a reorientação do Sistema Único de Saúde e da equidade no direito ao acesso à saúde de qualidade brasileira (COSTA; MANGANELLI; MORAES; CANO-PRAIS; RIBEIRO, 2022). CONSIDERAÇÕES FINAIS Conclui-se, que a falta de acesso à saúde por pessoas em vulnerabilidade social é uma consequência de diversos aspectos presentes atualmente. Em retrospectiva, a falta de empatia e sensibilidade dos profissionais de saúde, o racismo, a situação de pobreza juntamente com a desigualdade social são fatores a contribuir para essa contínua exclusão ao direito à saúde. Observa-se que para o atendimento igualitário sem discriminação como resultante, é imprescindível uma mudança conformacional em como as pessoas vulneráveis são vistas dentro da sociedade e dentro dos ambientes de saúde. Portanto, consonantemente, é necessária uma modificação no sistema moderno capitalista que marginaliza constantemente essa parcela do corpo social em relação ao acesso à saúde de qualidade.
Palavras-chave: Saúde, Vulnerabilidade social, Acesso
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoAPLICAÇÕES DA ANTROPOLOGIA PARA A PROFISSÃO DO ENFERMEIRO: REVISÃO NARRATIVA
NILENE AMORIM SILVA ; Ana Júlia Máximo Mendes; Maria do Socorro Ferreira dos Santos; Francisca Raiane Ferreira Alves; Maria Fernanda de Oliveira Alves; Angélica Isabely de Morais Almeida
APLICAÇÕES DA ANTROPOLOGIA PARA A PROFISSÃO DO ENFERMEIRO: REVISÃO NARRATIVA Nilene Amorim Silva Ana Júlia Máximo Mendes Maria do Socorro Ferreira dos Santos Francisca Raiane Ferreira Alves Maria Fernanda de Oliveira Alves Angélica Isabely de Morais Almeida INTRODUÇÃO: A antropologia tem um desenvolvimento relacionado ao ser humano, por meio do seu comportamento, das suas interações e contribuição na sociedade. Diante disso, a importância da antropologia na área da enfermagem é significativa, porque ela vai ajudar o profissional a se acostumar e respeitar os indivíduos com suas crenças. Além disso, a aplicação dessa ciência fornece benefícios para sociedade e a profissão da enfermagem, em que as suas informações sobre saúde e doenças vai disponibilizar estratégias para atender todas as classes sociais, por meio dos conhecimentos tradicionais, comprovados cientificamente que trazem benefícios para a melhora do paciente e também, possibilita que o profissional da saúde seja flexível sobre os aspectos socioculturais e entre outros benefícios. OBJETIVO: Apreender sobre a antropologia como uma ciência aplicada por profissionais de enfermagem. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo narrativo, que consiste em relatar a antropologia dentro da enfermagem. Com tudo, foi utilizado a Scielo e o Google acadêmico como base para a coleta de pesquisa, onde foi avaliado artigos antigos para fazer comparação com alguns estudos atuais, somando no total de 8 artigos e no final foi utilizado três, onde retrata os conceitos e definições do estudo em questão que passaram por processo de inclusão, em que foi utilizado publicações dos últimos 10 anos, conteúdos relacionados ao tema, idioma inglês e português, por fim, na exclusão artigos acima de 10 anos não foram utilizado e com idioma diferente do que foi estabelecido. RESULTADOS: O saber tradicional é um saber adquirido ao longo dos anos por descendentes de comunidades indígenas e comunidades locais, que são saberes passados de geração em geração. Isso mostra, o quanto é importante o saber científico, para a medicina, e para a população geral, pois através dele que a medicina diminui muitos anos de estudos para descobrir a cura de alguma doença, e o remédio para tal doença. A Antropologia tem um alto valor em conhecimentos aonde podemos ter informações e valores sendo passados de geração para geração, ela veio para demostrar todos os comportamentos sobre o indivíduo e a sociedade, por isso é tão vasta e abre caminhos para várias discussões. CONCLUSÃO: Mediante ao que foi apresentado, como as outras ciências, a Antropologia tem uma grande importância através das suas informações, principalmente por se propor a estudar um campo tão complexo e cheio de incompreensão como o ser humano e suas relações com a sociedade, dessa forma, disponibiliza informações variáveis para cientistas e indivíduos que disfrutam desses saberes. Descritores: Antropologia. Enfermagem. Humanização da Assistência REFERÊNCIAS DA SILVA, Tarciso Feijó et al. Enfermagem Brasil, CONTRIBUIÇÕES DA ANTROPOLOGIA PARA AS CIENCIAS DA SAUDE E PARA COMPREENSÃO DO PROCESSO SAÚDE-DOENÇA. Enfermagem Brasil, v. 17, n. 5, p. 542-551, 2018 Disponível em: https://portalatlanticaeditora.com.br/index.php/enfermagembrasil/article/view/2331/4159 Acesso em: 2023-05-04 DE LIMA, Jenifer Thaís Dantas; CAVALCANTE, Maria Clara Wanderley; JÚNIOR, Alcides Leão Santos. A ANTROPOLOGIA DA SAÚDE NA FORMAÇÃO DO ENFERMEIRO. Tópicos em Ciências da Saúde Volume 20, p. 38. Disponível em: https://editorarealize.com.br/editora/anais/conbracis/2016/TRABALHO_EV055_MD1_SA4_ID3599_31052016174429.pdf Acesso em: 2023-05-04 LEMOS Izabel Cristina Santiago, KERNTOPF Marta Regina, FERNANDES George Pimentel. CONTRIBUIÇÕES DA ANTROPOLOGIA PARA A PRÁTICA ASSISTENCIAL EM SAÚDE: CONSIDERAÇÕES E REFLEXÕES. Disponível em: https://periodicos.uniarp.edu.br/index.php/ries/article/view/826/428 Acesso em: 2023-05-05
Palavras-chave: AntropologiaEnfermagem. Humanização da Assistência
Resumo Simples
Abrir o trabalhoApresentação da Temática: Câncer de Colorretal e do Colo do Útero, Através da Ferramenta Instagram
VALÉRIA SILVA ARAÚJO ; Francisca Isnaia Nascimento Lima; Maisa Araújo Duarte; Natália Bastos Ferreira Tavares
INTRODUÇÃO: O câncer é visto como um problema de saúde pública no país, assim torna-se imperioso uma discussão sobre a prevenção, promoção e recuperação, além dos fatores etiológicos e sintomatológicos. Nessa perspectiva, prevenir o câncer consiste em limitar ao mínimo ou extinguir a exposição aos agentes carcinogênicos, e para este feito a população deve ser informada sobre os fatores de risco, os sinais de alerta e uma satisfatória educação em saúde. No se refere ao câncer de colorretal, trata-se de um tumor maligno localizado no intestino grosso no cólon ou em sua região final, o reto e os sintomas estão presentes apenas em casos avançados. Nesse seguimento, o câncer do colo do útero, é causado pela infecção persistente do Papiloma Vírus Humano através dos seus tipos oncogênicos, podendo ocorrer alterações celulares precursoras, que podem evoluir ou não para uma neoplasia maligna. Sob esse viés, torna-se imprescindível na contemporaneidade ferramentas que levem conhecimentos ao público, para conceituar determinadas situações de saúde, como neoplasias. Nesse sentido, faz-se necessário ressaltar as tecnologias da informação e comunicação, responsáveis pela dissipação dos conhecimentos, além de tornar a aprendizagem um processo mais participativo, reflexivo e com ampla criticidade. OBJETIVO: Promover educação em saúde acerca do câncer de colorretal e câncer do colo do útero, com o uso da ferramenta Instagram, através de uma live utilizada como recuso para formação de debates e exposição da temática. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo do tipo Relato de Experiência. O Instagram, a partir de uma Live, foi usado como recurso para debate, contando com 4 participantes no dia 06/04/2023, a partir da integração dos projetos de extensão: Canal Saúde Online no Cuidado Educativo com as Juventudes, associado com Desmitificando o Câncer, da Universidade Regional do Cariri Campus Avançado de Iguatu, promovendo uma educação em saúde com auxílio de tecnologias sobre cânceres específicos. Vale ressaltar, que o método adotado para abordar esse assunto ocorreu por meio de uma roda de conversa, com a divisão das temáticas em dois momentos, primeiramente foi fomentado uma explicação a respeito do Câncer Colorretal e posteriormente, em um segundo período, detalhamento do Câncer de Colo do Útero. RESULTADOS: A interação com público a partir da Live permitiu um dinamismo e compreensão do tema, corroborando para um entendimento de definições, sinais e sintomas, fisiopatologia, tratamento e prevenção dos respectivos processos oncológicos. Ademais, esse momento permitiu que além da retirada de dúvidas, uma explanação sobre o papel do profissional na conduta oncológica, destacando a enfermagem, como categoria essencial para atuar na educação em saúde e na prevenção, fomentando hábitos de vida saudáveis, rastreamento precoce e imunização. CONCLUSÃO: Mediante ao que foi citado, percebeu-se que a roda de conversa desenvolvida permitiu um aprendizado coletivo para todos que estavam presentes, possibilitando nesse encontro uma escuta ativa e informação para os participantes. Faz-se mister salientar, que essa ação possibilitou verificar a importância da extensão na realização de atividades em conjunto, corroborando para conhecimentos com diferentes abordagens e interligação do público-alvo de cada projeto.
Palavras-chave: Neoplasias,Promoção da Saúde,Tecnologias em Saúde
Resumo Simples
Abrir o trabalhoAROMATERAPIA: PRÁTICAS ALTERNATIVAS E COMPLEMENTAR PARA ALÍVIO DA DOR DURANTE O TRABALHO DE PARTO
ANA VALÉRIA OLIVEIRA DA SILVA; Susiany Ferreira de Oliveira; Mara Danielly Barbosa de Sousa; Amanda da Silva Oliveira; Amanda Ferreira Lima; Nayara Santana Brito
INTRODUÇÃO: A dor durante o trabalho de parto é uma percepção subjetiva, que envolve fatores pessoais, ambientais e sociais. Diante disso, é essencial a utilização das Práticas Integrativas e Complementares, dentre elas, a aromaterapia para amenizar as percepções dolorosas e psicológicas, bem como promover uma assistência acolhedora e humanizada. OBJETIVO: Identificar, na literatura científica, os benefícios da aromaterapia no alívio da dor no parto. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada entre os meses de abril a maio de 2023. A busca deu-se na Biblioteca Virtual em Saúde, nas bases de dados LILACS, BDENF, MEDLINE, aplicando-se os filtros: textos completos gratuitos, idiomas (português, inglês e espanhol) e recorte temporal (2018-2023). Utilizou-se os Descritores em Ciência da Saúde: “Aromaterapia, “Parto”, "Dor", que foram cruzados simultaneamente com operador booleano “AND”. Inicialmente a busca obteve 47 artigos, que após a aplicação dos filtros resultaram em 20 artigos, destes, foram excluídos os repetidos e os não disponíveis para download. Ao final, cinco artigos compuseram a amostra deste trabalho. RESULTADOS: A literatura aponta que a aromaterapia é uma técnica alternativa e complementar utilizada no trabalho de parto e parto, podendo ser manuseada pelos profissionais e/ou parturientes de três formas: aromática, tópica e interna. Este método é responsável por reduzir a percepção da dor no momento da parturição devido às suas propriedades calmantes e relaxantes que auxiliam em uma vivência positiva do trabalho de parto. O aroma dos óleos essenciais atua no sistema límbico, ativando as células nervosas olfativas e liberando neurotransmissores que atuam na frequência cardíaca, na respiração e auxiliam na redução da ansiedade e da percepção de dor no trabalho de parto. Os Óleos Essenciais ajudam a acelerar a progressão do trabalho de parto e parto, e consequente na descida do feto, a implementação dos óleos deve seguir os três estágios do trabalho de parto. Ademais, os estudos apontam que a essência de lavanda quando usada no parto favorece o sentimento de relaxamento, tranquilidade e diminuição do nível de dor para a mulher. CONCLUSÃO: Dado o exposto, é indubitável que a aromaterapia funciona de forma positiva no alívio da dor e ansiedade durante o trabalho de parto e parto, favorecendo a sensação de conforto para a mulher nesta nova fase em sua vida, fazendo-se necessário assim o conhecimento dos profissionais da enfermagem sobre esse e outros métodos não farmacológicos para o alívio da dor e sua implementação na prática clínica.
Palavras-chave: Aromaterapia, Parto,Dor
Resumo Simples
Abrir o trabalhoASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM FRENTE AO IDOSO ACAMADO: REVISÃO DE LITERATUR
JAQUELINE DA SILVA PINHEIRO ; Brunna Teixeira Moreira; Maria Valeska Almeida de Bezerra; Gabrielly Martins da Silva; Larissa Ellen Moreira de Lima; Adriana de Moraes Bezerra
INTRODUÇÃO: O cuidar em enfermagem se propõe a desenvolver atitudes que possam contribuir para a melhoria da qualidade de vida e promoção da saúde, a partir da avaliação, diagnóstico, planejamento, implementação e avaliação dos cuidados de enfermagem. Frente a atenção de idosos acamados, a enfermagem torna-se de extrema importância em garantir o bemestar e cuidado adequado desses pacientes, proporcionando ações de segurança e higiene, prevenção de doenças e agravos, procedimentos técnicos, educação em saúde e avaliações constantes, onde dessa forma seja possível promover autonomia e independência desse público. OBJETIVO: Conhecer por meio da literatura científica como ocorre a assistência de Enfermagem frente ao idoso acamado METODOLOGIA: Realizou-se uma pesquisa de revisão bibliográfica da literatura, com abordagem qualitativa, no Portal Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), selecionando-se as bases de dados Scientific Eletronic Library Online (SciELO) e Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS). Foram utilizados os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) e o cruzamento: “Assistência de Enfermagem” AND “Saúde do Idoso” AND “Saúde do Idoso Institucionalizado”. Os critérios de inclusão foram artigos científicos que abordassem a temática e publicados gratuitamente nos últimos cinco anos. Os critérios de exclusão, por sua vez, foram estudos que não responderam ao objetivo ou que estavam duplicados. Com o cruzamento dos descritores, foi possível identificar 118 estudos primários, que após passarem pelos critérios de seleção e elegibilidade: leitura de títulos e resumo, obteve-se uma amostra de seis estudos que foram analisados na íntegra e discutidos com aprofundamento. RESULTADOS: Foi identificado que a assistência de enfermagem tem papel fundamental na manutenção e recuperação da saúde do idoso; na prevenção de agravos, promovendo uma assistência qualificada, como também orientando e capacitando a família, pois trata-se de um cuidado mútuo e integral. É essencial que se tenha a 1Estudante de graduação em Enfermagem. Universidade Regional do Cariri, e-mail:jaqueline.pinheiro@urca.br 2Estudante de graduação em Enfermagem. Universidade Regional do Cariri, e-mail:brunna.teixeira@urca.br 3Estudante de graduação em Enfermagem. Universidade Regional do Cariri, e-mail:maria.valeska@urca..br 4Estudante de graduação em Enfermagem. Universidade Regional do Cariri, e-mail: e-mail:gaby.martins@urca.br 5 Estudante de graduação em Enfermagem. Universidade Regional do Cariri, e-mail: larissa.lima2312@urca.br 6 Enfermeiro. Docente do curso de Enfermagem. Universidade Regional do Cariri, e-mail: adriana.bezerra@urca.br participação da equipe multidisciplinar, visto que o idoso acamado traz consigo necessidades, potencialidades e limitações específicas. A equipe de enfermagem precisa também estar em constante atualização sobre os cuidados a pessoa idosa acamada para se obter uma assistência adequada, promovendo planos de assistência ao cuidado individual e holístico. O enfermeiro também precisa fortalecer as medidas de cuidados já existentes, visando sempre priorizar, que mesmo acamado, o idoso possa ter autonomia baseada em suas condições e preferências. Métodos de comunicação também se fazem essenciais. A exemplo, cita-se a utilização de escalas descritas na literatura, que podem auxiliar o idoso acamado a referir suas vontades, como exemplificado a escala de dor. CONSIDERAIS FINAIS/CONCLUSÃO: Para proporcionar os devidos cuidados aos pacientes acamados, é necessário proporcionar o maior conforto para o paciente, enfatizando-se a humanização do cuidado e inserindo a família no processo terapêutico, pois dessa forma o paciente se sentirá mais seguro e confiante com a rede de apoio. Ademais, é primordial que o enfermeiro esteja preparado e capacitado para promover uma assistência adequada de acordo com as necessidades e características de cada indivíduo, de modo que os idosos possam ter uma probabilidade maior de manter a estabilidade de sua saúde e independência funcional.
Oral
Abrir o trabalhoASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NOS PRIMEIROS SOCORROS NO CONTEXTO DA SAÚDE DO TRABALHADOR
FRANCISCO WELINGTON CAVALCANTE DA SILVA; Vitória Emile Lins de Andrade; Emanuel Gomes de Lima; Antonio Saymo Pereira Alves; Millena Batista de Sousa; José Evaldo Junior
INTRODUÇÃO A enfermagem do trabalho atua na prevenção de acidentes e doenças laborais, e também participa no acompanhamento dos que necessitam passar por um restabelecimento da saúde. Por isso, é uma categoria que vem realizando dentro das organizações, cuidados e promoções preventivas de acidentes de trabalho (ROLOFF et al., 2017). Aos poucos então a sociedade vem compreendendo que o cuidado com o trabalhador é uma necessidade, uma vez que é por meio de sua ação direta que se dá o crescimento e fortalecimento das organizações que se utilizam de sua mão de obra (MATOS; SILVA; LIMA, 2017). Na legislação brasileira, os riscos ocupacionais são classificados como físicos, químicos e biológicos presentes no ambiente de trabalho que, dependendo da natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição, são susceptíveis de causar danos aos trabalhadores (JESUS et al., 2017). Através do trabalho árduo desses profissionais a Incidência e letalidade dos acidentes do trabalho apresentaram queda nos últimos anos, de 2013 a 2019, número de óbitos teve redução de 23% (MINISTÉRIO DO TRABALHO E PREVIDÊNCIA, 2021). Ainda, de acordo com o Ministério do Trabalho e Previdência (2021), durante o período analisado, os óbitos passaram de 2.841 para 2.184, o que representa uma queda positiva comparada a anos anteriores. Como os casos de acidente no trabalho se tornaram comuns, apesar da diminuição de casos, pode-se destacar a importância de treinamentos, ações voltadas para prevenção desses acidentes. Portanto as ações preventivas em saúde do trabalhador propostas por enfermeiros, juntamente com as Normas Reguladoras, têm um papel importante para que se evite que trabalhadores comprometam a sua saúde a sua vida devido ao trabalho e que se houver alguma intercorrência não ser um caso subnotificado (ROSA et al.,2020). Estratégias vêm sendo desenvolvidas a fim de driblar os problemas causados pela subnotificação, uma delas é a Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (RENAST), criada em 2002, aliada ainda à notificação compulsória do AT pelas unidades de saúde cadastradas na Rede Sentinela de Notificação Compulsória de Acidentes e Doenças Relacionados ao Trabalho, que tem por objetivo monitorar indicadores importantes que servirem como alerta prematuro para o sistema de vigilância em saúde do trabalhador (LIMA et al., 2018). Dentro das organizações a presença do enfermeiro do trabalho permite que os funcionários tenham maior segurança e melhor desempenho em suas funções, uma vez que devem ser acompanhados, e devem adquirir a confiança de que, ali, podem contar com um enfermeiro do trabalho que estará sempre à disposição para atendê-los quando necessário, bem como orientá-los a respeito dessas questões (MATOS; SILVA; LIMA, 2017). Sabe-se que dentro do local de trabalho podem ocorrer situações mais complexas em relação à saúde dos funcionários, temos como exemplos algum caso de AVC, as dores precordiais de um Infarto, acidente com perfuro cortantes, queimaduras de 2º ou 3º grau, entre outros exemplos. Em casos de Emergências de maior complexidade a empresa não possui estrutura suficiente para o trabalhador afetado. Mesmo com todos os possíveis treinamentos e ações realizadas, os protocolos padronizados para esse tipo de ação não são indexados a empresa por não existirem uma padronização do que ser feito. Nesse sentido, a realização desta produção, emergiu do pressuposto das carências de estudos e divulgação atuais sobre assunto, atrelado a falta de protocolos padronizados para essas situações em específico. Ademais partiu também do interesse particular da equipe sobre o tema tendo em vista que empresas de grande porte apresentam profissionais capacitados para agir nesses momentos e mesmo assim ocorrem acidentes com uma incidência muito alta e como finalidade realizar uma reflexão acerca do tema abordado, tendo em vista a necessidade de compreensão e obtenção teórico-cientifico. Outrossim, é importante destacar que a contribuição de materiais de apoio, com foco na temática abordada neste trabalho, como por exemplo estudos e/ou ferramentas padronizadas, protocolos que fundamentem a práxis no contexto ocupacional, podem contribuir para efetivação da segurança do trabalhador em seu ambiente laboral. Percebe-se que, para o meio social, a difusão dos assuntos abordados nas temáticas de segurança do trabalhador implica deste modo em sua saúde, consequentemente em seu desempenho, visto que, as informações disseminadas afetariam a rotina de serviço, a saber, seu “modus operandi”. No âmbito acadêmico, o objetivo é romper literaturas cuja sua origem seja suprimir a carência na literatura referente a assistência de enfermagem em primeiros socorros na saúde do trabalhador, portanto, estabelecer a importância da atuação da enfermagem, pontuando principalmente, a não apropriação de técnicas por falta de compreensão da importância desses saberes. Objetiva-se com esse estudo descrever os padrões de primeiros socorros dentro da empresa bem como funciona a assistência de Enfermagem nesses casos. MATERIAIS E MÉTODO Realizou-se uma revisão bibliográfica sobre a temática “Assistência de enfermagem nos primeiros socorros no contexto da saúde do trabalhador”, fundamentada em leitura exploratória e seletiva realizada no mês de março de 2022. A metodologia desse estudo se constituiu em pesquisas feitas em livros, artigos, revistas e sites eletrônicos, trazendo um maior entendimento teórico sobre o assunto. Como estratégia para conseguir uma busca mais objetiva dos assuntos, foram utilizados os seguintes descritores ‘‘Saúde do trabalhador’’ AND “Enfermagem do trabalho” AND “Primeiros socorros’’ AND “Acidentes de trabalho” nas bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Scientific Electronic Libraryt Online (SciELO). Os artigos foram analisados e passaram pelos os seguintes filtros artigos completos, idioma em português e dos cinco últimos anos (2017/2022). Utilizou-se também materiais especializados sobre o tema indicados por especialistas na área. Depois de retirar artigos repetidos e que não se encaixavam no tema a ser abordado, restaram no total de 9 artigos para contemplar o artigo em questão. RESULTADOS E DISCUSSÕES Primeiros Socorros são os cuidados iniciais que devem ser prestados rapidamente auma pessoa, vítima de acidentes ou de mal súbito, cujo estado físico põe em perigo a sua vida, com o fim de manter as funções vitais e evitar o agravamento de suas condições, aplicando medidas e procedimentos até a chegada de assistência qualificada. (ANDRADE. 2020). A atuação da enfermagem na saúde do trabalhador é de grande relevância para a educação no sentido de contribuir para melhorias nas condições de trabalho essenciais para assim, alcançar a qualidade de vida dos trabalhadores. A NR-5 – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA, tem como objetivo a prevenção de acidentes e doenças recorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador. A CIPA tem por atribuições, identificar os riscos do processo de trabalho e elaborar o mapa de riscos, com a participação do maior número de trabalhadores com assessoria do Serviços Especializados em Segurança e Medicina do Trabalho - SESMT. Outra ação é participar da implementação e do controle de qualidade das medidas de prevenção necessárias, divulgar aos trabalhadores informações relativas à segurança e saúde dos trabalhadores, além de divulgar e promover o cumprimento das Normas Regulamentadoras (PINTO, et al, 2010). É de responsabilidade da empresa a proteção dos empregados/trabalhadores, garantindo o cumprimento das normas de segurança e de programas de emergência, bem como sua atualização periódica e treinamento dos trabalhadores para seu entendimento e cumprimento, além da informação de riscos e acidentes. As consequências dos acidentes de trabalho envolvem as perdas financeiras, mas seu impacto vai além do âmbito organizacional, pois reflete nas fatalidades, lesões e doenças diretamente relacionadas à vítima, sua família e sociedade (CAVALCANTI et al., 2021). Apesar das capacitações relacionadas à saúde do trabalhador estarem contempladas no âmbito das políticas públicas, é possível que elas não tenham se efetivado de forma plena nos serviços. A maioria dos profissionais considera que não foi capacitado para identificar e notificar de forma correta os agravos relacionados à saúde do trabalhador, e que a estratégia de qualificação adotada não foi capaz de suprir a demanda por informações identificadas desde o tempo da graduação (FERREIRA et al., 2017). A vigilância em saúde do trabalhador toma como objeto o processo saúde doença na relação com o trabalho no qual se articulam o individual e o coletivo, o biológico e o social, o técnico e o político, o particular e o geral (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2018). Por vezes, a ausência da notificação pelos profissionais está associada à não apropriação de conhecimentos específicos o que sugere o não entendimento da sua importância, podendo gerar dificuldades ou mesmo evidenciar a sua não obrigatoriedade, desconsiderando seu objetivo e gerando subnotificação do agravo. A subnotificação reflete a escassez de conhecimentos específicos dos profissionais de saúde diante de uma situação de AT e do correto preenchimento da ficha de notificação (FERREIRA et al., 2017). Além dos treinamentos fornecidos pelo Enfermeiro do Trabalho, é importante salientar que não pode ser feito muita coisa no espaço da empresa, em casos de urgência e emergência. Portanto a prestação dos primeiros socorros, se torna limitada, podendo ser feito tratamentos de baixa ou média complexidade, tais como curativos, imobilizações e outros (SOUSA et al.,2021). Constata-se nesses casos, pela a enfermagem do trabalho, a realização de procedimentos que venha a estabilizar o paciente antes da transferência para o âmbito hospitalar, realizada pela equipe de profissionais da urgência e emergência. Não foram encontrados em registros algo que comprove a existência de algum material que padronize os casos de emergências de alta complexidade dentro da empresa, o que deixa nítido a inexistência de normas e regulamentos para tais procedimentos internos. A existência das NRs e regulamentos se referem a prevenção dos mesmos em questão.CONCLUSÃO As ideias expostas nesse estudo levam a conclusão de que a atuação do enfermeiro do trabalho é sim de extrema importância para a promoção da saúde e bem-estar do trabalhador, já que o mesmo tem o conhecimento técnico e pode atuar tanto na prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. Verifica-se a importância do treinamento dos empregados/trabalhadores em primeiros socorros, o que deve ser feito periodicamente e seguindo as atualizações vigentes para os profissionais de Enfermagem. Constata-se ainda a relevância em se criar uma padronização para as emergências que possam vir a ocorrer no local de trabalho dos mesmos, para que assim haja uma assistência melhor, dentro do possível das empresas. É notória a necessidade de mais estudos a respeito dessa temática, pois só assim será possível desenvolver um aprendizado estendido da atuação do enfermeiro como um profissional do trabalho.
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NAS BOAS PRÁTICAS DE ATENÇÃO AO PARTO NORMAL
LANNA KALINA OLIVEIRA MENESES; Luanna Gomes da Silva; Kéury Raiane Guedes de Araújo; Jéssica Maria Gomes Araújo; Natália Bastos Ferreira Tavares; José Wagner Martins da Silva
O parto vaginal é um desfecho natural do corpo humano, que nos primórdios eram realizados por mulheres, que tinham algum conhecimento ou experiência sobre o nascimento. Porém, com o tempo o parto passou a ser institucionalizado e considerado uma doença, tornando-se então uma técnica mecanizada. (PEREIRA et al., 2016). A partir do século XX com os avanços da medicina e estudos voltados a área da saúde da mulher, a hospitalização do parto foi cada vez mais intensificada, deixando a mãe em um papel vulnerável e submisso a sistematização da assistência, diminuindo o papel e protagonismo dela no processo parturitivo (MOURA et al., 2007). Com o aumento notório no número de complicações e óbitos maternos, os países em desenvolvimento passaram a enxergar essas mães desprotegidas como um grave problema de saúde pública. A partir disso, os governos começaram a buscar oferecer uma assistência mais humanizada para essas mulheres, no Brasil o Ministério de Saúde implementou o CPN (Centro de Parto Normal) ao campo do SUS (Sistema Único de Saúde) incluindo o papel do enfermeiro que ainda está em construção e contestações (FERREIRA JÚNIOR et al, 2020). As atribuições impostas à equipe de enfermagem estão entre, oferecer e garantir o bem-estar da mulher durante o processo do parto como também acolher sua família durante o processo, garantindo confiança e estimulando o vínculo familiar (PEREIRA et al.,2016). Assim, objetiva-se identificar as práticas claramente úteis, prejudiciais e usadas de modo inapropriado na assistência de enfermagem ao trabalho de parto e parto normal, segundo orientações da OMS e MS.Trata-se de um estudo descritivo e exploratório, com abordagem quantitativa, que investigou as boas práticas durante a assistência de enfermagem no Centro de Parto Normal sob a ótica das puérperas (CPN). O estudo teve como cenário o CPN, localizado no município de Iguatu, na Região Centro Sul do estado do Ceará, Brasil. O período do estudo foi entre os meses de julho de 2022 e fevereiro de 2023. A população da pesquisa foi constituída por puérperas assistidas no CPN, escolhidas mediante os critérios de inclusão: puérperas assistidas no centro de parto normal, no pós-parto imediato e mediato; com idade superior a 18 anos e ser alfabetizada. Em contrapartida, não participaram da pesquisa as puérperas que não estavam em condições emocionais, com desorientação psíquica ou transtornos psiquiátricos. A amostra foi selecionada utilizando a técnica de amostragem não probabilística por conveniência, sendo incluindo na amostra final 29 puérperas. O questionário foi composto por três partes: A- Perfil sociodemográfico (idade, município de residência, cor de pele, estado civil, nível de escolaridade, profissão e renda familiar); B- Dados obstétricos (paridade, número de abortos, número de consultas pré-natal, se houve orientações sobre o parto no pré natal); C- Práticas obstétricas: práticas claramente úteis e que devem ser estimuladas (oferecimento de dieta, presença de acompanhante, liberdade de movimentação, métodos não farmacológicos para alívio da dor, contato pele a pele imediato e amamentação na primeira hora), práticas claramente prejudiciais ou ineficazes e que devem ser eliminadas (enema, tricotomia, posição “deitada de costas com as pernas levantadas’’ na hora do parto e manobra de Kristeller) e práticas usadas de modo inapropriado no momento do TP e parto (amniotomia, infusão de ocitocina, analgesia e episiotomia). Os dados obtidos através da utilização do questionário foram analisados mediante a estatística descritiva clássica (valores absolutos e relativos). Foi realizada a tabulação dos dados no Excel e análise no o programa soft e Jasp. O estudo foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Regional do Cariri (URCA), tendo parecer favorável sob o número 5.496.469. RESULTADOS E DISCUSSÃO Foi possível observar mediante as práticas claramente úteis e que devem ser estimuladas, que a maioria das puérperas relataram não ter sido ofertada dieta durante o TP (55,2%), além disso, (82,2%) foram incentivadas a liberdade de movimento e posição para parir, (58,6%), não receberam os MNF para alívio da dor durante o TP, e que (93,1%) puderam ficar em contato pele a pele com o filho após o nascimento e (72,2%) realizaram a amamentação na primeira hora de vida do filho Ademais, todas tiveram o direito à presença de acompanhante durante o trabalho de parto. Já com relação às práticas claramente prejudiciais ou ineficazes e que devem ser eliminadas, a maior proporção de puérperas afirmou que não foi realizado enema no preparo para o parto (82,8%), bem como, não foi realizada tricotomia (93,1%). Outrossim, (79,3%) das puérperas relataram que foram posicionadas de costas e com as pernas elevadas para o parto e (86,2%) não vivenciaram a manobra de Kristeller. Nas práticas usadas de modo inapropriado no momento do TP e parto, para a maioria das puérperas não foram realizadas intervenções de amniotomia (44,8%), infusão de ocitocina (65,5%), analgesia para redução da dor (82,8%) e episiotomia (89,7%). Ainda se tratando das práticas obstétricas claramente úteis e que devem ser estimuladas durante a assistência, a maioria das puérperas (58,6%), referem ausência do uso de métodos não farmacológicos para alívio da dor durante o TP e parto. Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), é essencial a exploração dos métodos não farmacológicos para alívio da dor, pois acarretam menos intervenções desnecessárias e garantem mais segurança; assim como asseguram o caráter fisiológico do parto vaginal e a autonomia da mulher. Dentre as principais alternativas não farmacológicas, inclui-se: hidroterapia, deambulação e mudança de posição, exercícios de relaxamento, aromaterapia, massagem, musicoterapia, técnicas de respiração, bola de parto, estimulação elétrica transcutânea e acupuntura (SANTOS et al., 2020B). Em relação às práticas claramente prejudiciais ou ineficazes que devem ser eliminadas (enema, tricotomia, Kristeller), assim como as usadas de modo inapropriado (episiotomia, analgesia, ocitocina sintética) são pouco aplicáveis conforme foi informado pelas puérperas (GOSCH; PEREIRA; MUNDOCO, 2020). Apesar da manobra de Kristeller representar apenas 13,8% das experiências das puérperas, o estudo de Gosch, Pereira e Mundoco (2020) apresenta uma relação direta entre paridade e a prática da manobra, sendo as primíparas as mais susceptíveis a manobra por apresentarem trabalhos de parto mais longos, estando sujeitas a intervenções. Ainda na categoria relacionada às práticas ineficazes para progressão do parto, 79,3% das puérperas relataram estar unicamente em posição ginecológica durante o trabalho de parto, parto e nascimento. É necessário refletir sobre esse dado, pois aponta-se que a posição ideal para parir é a que garanta conforto e auxilie durante o processo. Contudo, ainda há influência histórica e cultural no incentivo à posição ginecológica, o que impossibilita por vezes as gestantes optarem por outra posição, seja por não saber ou não ser estimulada a nenhuma outra (GOMES et al., 2020; SILVA et al., 2019). Silva et al. (2019) trazem que as percepções dos profissionais de saúde acerca da posição para parir, corroboram com a vista na literatura, onde a posição vertical, de joelhos ou na cadeira, é mais confortável para a parturiente no período expulsivo, visto que tem a gravidade a seu favor. Além de reduzir o tempo do período expulsivo, a posição não supina favorece a regularidade das contrações em relação à sua forma e ritmo, permite melhor oxigenação do feto e contribui para menor prevalência de episiotomia. No que concerne às práticas inapropriadas presentes no estudo, percebe-se que dentre as participantes, baixa quantidade foram submetidas a procedimentos como analgesia, episiotomia e ocitocina. No entanto, 44,8% foram submetidas a amniotomia, sendo este um procedimento não recomendado de forma rotineira com vistas à prevenção de atraso no trabalho de parto (PEREIRA et al., 2019). Acrescenta-se que, dentre as práticas inapropriadas, a de maior frequência é a utilização da ocitocina, onde a OMS não recomenda para acelerar o trabalho de parto, a menos que o atraso tenha sido diagnosticado. A OMS afirma ainda que, quando a intervenção precoce com ocitocina é utilizada antes da confirmação do atraso no trabalho de parto, pode haver um risco aumentado de hiperestimulação uterina e mudanças na frequência cardíaca do feto (PEREIRA et al., 2019; NUCCI; NAKANO; TEIXEIRA, 2019). Quanto à episiotomia, ocorre sua utilização de forma inapropriada, principalmente em primíparas, com o pretexto de reduzir o dano causado pela laceração natural do períneo; prevenir incontinência urinária e fecal; proteger o neonato. Entretanto, nenhuma evidência constatou os riscos e os benefícios dessas condutas (CARNIEL; VITAL; SOUZA, 2019). CONCLUSÃO Conclui-se que a assistência de enfermagem ao trabalho de parto e parto no CPN inclui as boas práticas conforme recomendações da Organização Mundial de Saúde e do Ministério da Saúde, sendo as práticas claramente úteis executadas em sua maioria, é reduzido o número de práticas claramente prejudiciais ou ineficazes e inapropriadas. Os dados obtidos refletem que a assistência vivenciada pelas puérperas no CPN caminha para melhor qualidade do atendimento ao estimular as boas práticas já desempenhadas, assim como eliminar práticas que ainda são executadas sem benefícios científicos; e reduzir práticas utilizadas de forma indiscriminada e sem indicação real.A visão da parturiente sobre o seu ciclo gravídico-puerperal não somente aponta a eficiência (ou não) do atendimento ofertado, mas também reforça a necessidade de educação em saúde e atuação multiprofissional durante esse período, compreende as etapas desse ciclo como uma cadeia interligada de causa e efeito, onde cada etapa exige medidas pautadas em humanização, atenção, cuidado, acolhimento e escuta ativa; que serão ímpares durante o trabalho de parto, tanto na redução de intercorrências como nos efeitos benéficos da gestante protagonista.
Palavras-chave: Parto normal; Assistência de enfermagem
Oral
Abrir o trabalhoBENEFÍCIOS DA PARTICIPAÇÃO PATERNA NAS CONSULTAS DE PRÉ-NATAL
MORGÂNICA DA SILVA; Susiany Ferreira de Oliveira; Mara Danielly Barbosa de Souza; Ana Carolina Oliveira de Freitas; Natália Bastos Ferreira Tavares
INTRODUÇÃO: O período pré-natal é um momento de preparação física e psicológica para o parto, paternidade e maternidade. Assim, a figura do homem/pai mostra-se ser um fator relevante nas consultas de pré-natal para a consolidação ativa e efetiva da paternidade e criação de vínculo entre o trinômio pai-mãe-filho. OBJETIVO: identificar, na literatura, os benefícios da participação paternas nas consultas de pré-natal. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com abordagem qualitativa realizada entre os meses de abril e maio de 2023. A busca ocorreu nas bases de dados na National Library of Medicine (MEDLINE), Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Base de Dados em Enfermagem (BDENF). Utilizaram-se os descritores em ciências da saúde (DeCS/MeSH): “Paternity”, “Prenatal care”, “Pregnancy”, cruzados simultaneamente com o operador booleano AND. Identificou-se 513 estudos. Após a aplicação dos filtros: texto completo, idioma (português, espanhol e inglês) e recorte temporal (2019-2023), resultando em 144 referências. Excluíram-se 108 por não responderem ao objeto deste estudo. Para a amostra final, seis referências foram selecionadas. RESULTADOS: Evidenciou-se que os benefícios da participação do pai nas consultas de pré-natal são inúmeros, destacando-se: melhor compreensão do parceiro sobre o processo da gestação, trabalho de parto, parto e nascimento; aquisição de conhecimentos sobre os cuidados com o binômio mãe-filho, bem como apoio social, emocional paterno e vínculo familiar. Além disso, a gestante refere maior satisfação com a presença do parceiro nas consultas, refletindo positivamente nas relações afetivas dos cônjuges, como também proporciona segurança, tranquilidade e confiança para a mulher vivenciar o período gravídico. Destaca-se ainda, que o acompanhamento paterno nas consultas de pré-natal, auxilia na preparação emocional do homem para exercer a paternidade. CONCLUSÃO: Infere-se assim que a participação paterna durante o período gestacional como um todo acarreta efeito positivo na promoção da saúde da mulher, portanto estimular esse processo pode ser fundamental para o bem-estar biopsicossocial da família, sendo o pré-natal o momento oportuno e propício para isso.
Palavras-chave: Paternity,Prenatal care, Pregnancy
Resumo Simples
Abrir o trabalhoBIOSSEGURANÇA E ENFERMAGEM: MANUSEIO ADEQUADO DE ANTINEOPLÁSICOS PARA REDUÇÃO DE RISCO OCUPACIONAL
ANTONIO JOSÉ SILVA DO SANTOS; Ayslan Ferreira Torres; Aryanne Eduarda Carvalho Oliveira; Samyra Paula Lustoza Xavier
INTRODUÇÃO Dentre as atividades que oferecem riscos ocupacionais específicos aos trabalhadores da saúde, tem-se a manipulação de drogas para tratamento quimioterápico, que se refere a medicamentos antineoplásicos utilizados em pacientes acometidos com câncer (MELO, 2020). A exposição do enfermeiro a estas substâncias pode ocorrer por contato direto da pele durante seu preparo, administração, pelo derramamento, pela inalação de aerossóis, retirada de ar da seringa, bem como durante seu descarte (SILVA, BRITO; SAMPAIO, 2015). A contaminação do profissional durante o manuseio destas drogas pode trazer efeitos adversos indesejados leves, como: irritação na pele, alergias, cefaleia, vertigens, vômitos, alopecia, hiperpigmentação na pele e em casos mais graves predispõe a carcinogênese, efeitos mutagênicos e teratogênicos, os quais são observados em grande maioria em profissionais que não conhecem os riscos destas drogas, bem como não se atentam ao uso de equipamentos de proteção individual (EPI´s) (SOUZA, 2023). Nesse interim, a relevância e justificativa deste estudo se ancoram na necessidade de discutir sobre biossegurança, com vistas a minimizar os riscos ocupacionais dos trabalhadores e qualificar sua assistência. Tem-se, portanto, como objetivo identificar na literatura científica, as medidas de biossegurança utilizadas pela equipe de enfermagem durante a administração de antineoplásicos. MÉTODO Trata-se de uma revisão narrativa da literatura com abordagem qualitativa. A pesquisa foi realizada em abril de 2023. A busca foi realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), selecionando-se as bases de dados eletrônicas:(LILACS), (MEDLINE/PubMed), (BDENF) e Scopus. A busca foi realizada a partir do cruzamento dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Riscos ocupacionais”, “Cuidados de enfermagem”, “Antineoplásicos”. Também, utilizaram-se alguns termos alternativos sugeridos pelo DeCS “Risco profissional” e “Agente anticâncer”, com auxílio dos operadores booleanos AND e OR. A seleção dos descritores deu-se em consonância com a questão de pesquisa que balizou este estudo: “Quais ações de biossegurança utilizadas pela equipe de enfermagem durante a administração de antineoplásicos, visando minimizar os riscos ocupacionais aos quais estes profissionais estão expostos?”. Utilizou-se como critérios de inclusão artigos disponíveis na íntegra, nos idiomas português, inglês e espanhol, disponíveis gratuitamente, e como critérios de exclusão artigos duplicados. As buscas resultaram em 84 artigos, dos quais, na primeira etapa do refinamento, que deu-se em função da leitura de títulos e resumos, 56 foram excluídos por não se tratarem de textos completos. Na segunda etapa de refinamento, 28 artigos que foram lidos na íntegra, dos quais 15 foram excluídos porque não respondiam à questão norteadora. A amostra final foi composta por 13 artigos que foram analisados criteriosamente para a construção deste estudo. RESULTADOS E DISCUSSÃO A nível mundial, há organizações internacionais, como a National Institute for Occupational Safety and Health (NIOSH) e a Occupational Health and Safety Administration (OSHA), que determinam as medidas de segurança objetivando a redução de risco ocupacional dos profissionais como: instalação de protocolos para manuseio das drogas, cabines de fluxo laminar para o preparo, sistemas fechados para administração e utilização de EPI´S visando a diminuição dos riscos (SILVA, HOLNDA; SILVA, 2019). No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) determina pela Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) n° 220/2004 (BRASIL, 2004) a regulamentação de normas de manipulação, transporte e administração de drogas antineoplásicas bem como seu descarte. Dentre elas, destacam-se a lavagem das mãos de forma rigorosa antes e após a colocação das luvas, utilização de avental, campo descartável, máscara de com carvão ativado, observar todas as conexões dos sistemas de infusão para verificar vazamentos, bem como a implementação de protocolos de administração pela equipe de enfermagem (SOUZA, 2023). Diante da contaminação por contato direto na pele deve ser feita lavagem da pele ou mucosa contaminada e encaminhamento do profissional para a medicina do trabalho. Deve-se também acondicionar as roupas e fracos em recipientes adequados e identificados. Identificar a droga manuseada, volume derramado e após essas etapas o acidente de trabalho deve ser notificado (MELO, 2020). Além disso, pode ocorrer o derramamento dos antineoplásicos causando contaminação ambiental. Na ocorrência deste acidente as medidas a serem tomadas imediatamente são: identificar o tipo de derramamento, aproximar o kit de derramamento, restringir o acesso a área, lavagem do local caso seja atingido, retirar o paciente do local para um ambiente seguro e iniciar a limpeza com água e sabão (FILHO et al., 2021). Rodrigues et al., (2021), fala sobre a importância da educação continuada na prevenção de risco ocupacional, pois, através dela há o desenvolvimento profissional, melhora nas habilidades técnicas e aquisição de novos conhecimentos, além de garantir melhoria na qualidade dos serviços prestados e na segurança e saúde ocupacional. A existência de protocolos para administração dos antineoplásicos, padronizam e orienta o profissional sobre os riscos químicos que a exposição aos quimioterápicos pode trazer para sua saúde, bem como orientação quanto ao manejo caso o acidente ocorra. Além disso, o enfermeiro também é responsável pela elaboração e implementação destes protocolos para garantir segurança em sua pratica assistencial (FERREIRA et al., 2022). CONSIDERAÇÕES FINAIS É evidente que o uso de EPI´s, a instalação de protocolos institucionais e a educação continuada torna-se uma tríade relevante na proteção do profissional de enfermagem que entra em contato com substancias que colocam em risco sua saúde. Salienta-se que apesar do pequeno número de estudos encontrados, ficou claro os riscos que os profissionais estão expostos e quais medidas devem ser seguidas para prevenção e controle dos acidentes de trabalho e proteção da saúde.
Palavras-chave: Cuidados de enfermagem,Riscos ocupacionais,Antineoplásicos
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoBOAS PRÁTICAS DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NOS CUIDADOS IMEDIATOS AO RECÉM-NASCIDO
GILDIANA FERREIRA DE CARVALHO; ALICE ALVES TIBÚRCIO; NICOLLE TEIXEIRA DE MATOS; CLAUDENISA MARA DE ARAÚJO VIEIRA
INTRODUÇÃO O nascimento é um momento singular para o Recém-Nascido (RN) caracterizado por mudanças adaptativas que visam a adequação ao meio extrauterino, sendo algumas dessas mudanças o padrão respiratório, a atividade cardiovascular e o equilíbrio ácido básico. Sendo assim, ressalta-se a importância da adoção de cuidados com o mínimo de intervenções possíveis e que ofereçam conforto, segurança e contato pele a pele entre o binômio mãe-filho, na tentativa de preservar a fisiologia do trabalho de parto e proporcionar uma assistência qualificada (LEDO et al., 2020). Nesse contexto, os cuidados imediatos são aqueles realizados logo após o nascimento, que envolver o contato pele a pele, o clampeamento oportuno do corsão umbilical realizado entre 1 a 3 minutos ou após a suspensão da pulsação do cordão, o estímulo a amamentação precoce, realização do índice do Apgar no 1º no primeiro e quinto minutos, identificação do RN, verificação das medidas antropométricas e aspiração das vias aéreas quando necessário, sendo anotadas no prontuário após os cuidados imediatos da criança para o direcionamento ao alojamento conjunto (REZER; FAUSTINO, 2022). A assistência perinatal no Brasil é marcada por práticas intervencionistas desnecessárias e, possivelmente, danosas a vida da mãe do bebê. Em 2000, foi instituído o Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento (PHPN) visando melhorias na assistência ao parto, puerpério e neonatal de qualidade. A adoção de ações humanizadas voltadas a assistência obstétrica, corrobora, consequentemente, para a adoção de boas práticas e segurança neonatal (TELES; DE LOURENZI BONZILHA; TRONCO, 2019). Nessa perspectiva, a assistência neonatal deve ser oportuna, integral e qualificada, visando reduzir a morbimortalidade dessa população, promover uma assistência pautada nas evidências cientificas, livre de danos que interfiram no processo fisiológico da adaptação do RN e no desenvolvimento saudável da saúde da criança (LEDO et al., 2020). O presente estudo tem como objetivo conhecer as boas práticas na assistência de enfermagem nos cuidados imediatos ao recém-nascido. MÉTODO Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de abordagem qualitativa que descreve e discute determinado assunto, sob um ponto de vista teórico e de caráter amplo (ROTHER, 2007). A busca dos dados ocorreu no mês de abril de 2023 na Biblioteca Virtual da Saúde (BVS) onde utilizou-se os Descritores em Ciências da Saúde (DESC): “Recém-Nascido”, “Cuidados de Enfermagem” e “Assistência Perinatal” em associação com o booleano AND. Adotou-se como critérios de inclusão: apresentar texto completo, está disponível gratuitamente, idioma português e estudos atuais publicados nos últimos cinco anos. Por outro lado, foi utilizado como critérios de exclusão: estudos duplicados e aqueles que não responderam ao objetivo do estudo. Após o cruzamento dos descritores foram encontrados 2.611 artigos que após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão restaram 68 artigos. Para o refinamento desses, foi utilizado a leitura dos títulos, excluindo os que explicitamente não se adequavam a temática referida resultando em 17 artigos e após uma leitura crítica e minuciosa, foram selecionados 7 artigos aptos para compor a amostra desse estudo. RESULTADOS E DISCUSSÃO Entre os cuidados de enfermagem que colaboram para a adoção de boas práticas relacionadas ao RN, destaca-se o contato pele a pele é um dos cuidados indispensáveis para uma boa adaptação extrauterina, pois favorece o vínculo entre mãe-bebê, a regulação da temperatura, estimula a amamentação precoce na primeira hora após o parto, auxilia no controle dos batimentos cardíacos e possibilita estímulos sensoriais por meio do contato, cheiro e sons, contribuindo para um maior êxito na amamentação (SOUZA et al, 2020). O clampeamento oportuno do cordão umbilical assegura a completa transição de sangue da mãe para o RN e o aumento dos níveis séricos de ferro até os seis meses de idade, sendo considerada uma boa prática assistencial. Ademais, sua cobertura tem sido limitada, apesar das suas recomendações em relação a esta prática (REZER; FAUSTINO, 2022). A amamentação precoce logo após o parto estimula a sucção na primeira hora de vida e assegura que o RN receba o colostro, que garante energia, nutrientes essenciais e anticorpos responsáveis pelo fortalecimento imunológico do bebê (LEDO et al., 2020). A identificação do RN é considerada a primeira meta internacional de segurança do paciente e auxilia no direcionamento da criança até o alojamento conjunto, com o intuito de evitar troca ou desordem, facilitando o encaminhamento da mãe e da criança para o quarto (SOUZA et al, 2020). A equipe de enfermagem deve estabelecer a permeabilidade das vias aéreas e o controle adequado da temperatura por meio da secagem com campos aquecidos durante as primeiras horas de vida e realizar o exame físico simplificado, além de procedimentos assistenciais, como a realização da vitamina K, vacina de hepatite B e BCG e aplicação do nitrato de prata, quando necessário (DA SILVA LIMA et al, 2020). Outro fator relevante está associado aos cuidados de enfermagem na assistência ao recém-nascido, esses profissionais funcionam como facilitadores do vínculo entre mãe e bebê durante a transição do mundo intrauterino e extrauterino. Estudos mostraram que a equipe de enfermagem possui um bom conhecimento científico, contribuindo para o aumento de boas práticas neonatais (SOUZA et al, 2020). O uso de práticas que não respeita o processo de parturição é marcado por falta de conhecimentos dos profissionais e por uma rotina assistencial fragmentada pautada em uma assistência tecnicista e não humanizada, sendo um desafio para a adoção de boas práticas. Ademais, quanto menos intervenções desnecessárias, melhor para o bebê, ou seja, o processo de parto e nascimento respeita a fisiologia da parturição e promove o melhor cuidado possível ao recém-nascido. (LEDO et al., 2020). CONSIDERAÇÕES FINAIS Diante dos achados, foi possível identificar como boas práticas durante o parto, o contato pele a pele entre a mãe e o bebê, o início precoce do aleitamento materno e o clampeamento oportuno do cordão umbilical. Alguns fatores acabam influenciando positivamente ou negativamente sobre os cuidados ao recém-nascido, como o tipo de parto e o vínculo da mãe com os profissionais de saúde. Ademais, foi encontrado, majoritariamente, estudos relacionados a assistência à mulher com uma abordagem superficial sobre os cuidados com ao recém-nascido. Diante disso, foi identificado limitações relacionadas a temática, visto que poucos estudos são produzidos acerca dos cuidados ao recém-nascido após o nascimento, tornando necessário a ampliação de pesquisas nesse âmbito. Assim, tornar-se necessário a capacitação e a sensibilização dos profissionais para a incorporação dessas condutas na prática clínica.
Palavras-chave: Recém-Nascido,Cuidados de Enfermagem,Assistência Perinatal
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoBULLYING RELACIONADO À ORIENTAÇÃO SEXUAL DE ADOLESCENTES ESCOLARES: PANORAMA BRASILEIRO
PEDRO LUCAS FERREIRA MOTA; Marcos Ryan Loiola Lima; Guilhermi da Silva Maia; Anne Giselly da Silva Sousa; Naanda Kaanna Matos de Souza; Lucas Dias Soares Machado
INTRODUÇÃO O adolescer é compreendido como uma etapa vital entre 10 e 19 anos, demarcado por transformações biológicas, psicológicas, sociais e culturais complexas (LEITE et al., 2022). Nesse contexto, é frequente a busca pela autonomia, independência familiar e experimentação de novas atividades e comportamentos, o que predispõe a inserção do adolescente no âmbito da sexualidade, nos campos amorosos, de modo a proporcionar interações genitais, homo ou heterossexuais (MALTA et al., 2021). A compreensão do comportamento sexual e reprodutivo é complexa, uma vez que envolve a análise multidimensional, contextualizada, e sofre influência direta da cultura patriarcal, o que conflitua a distinção e abordagem frente as diferenças entre gêneros. No Brasil, a temática é abordada por meio de tabus, refletindo as fragilidades do ensino conservador sobre a saúde sexual (COSTA et al., 2022). A fase da adolescência é fulcral para as descoberta e afeições a orientação sexual. Contudo, ao referenciar divergências com o padrão heteronormativo social, os impactos negativos imergem o contexto do indivíduo por meio da estranheza e discriminação, fenômeno esse denominado homofobia, mecanismo de condenação de atitudes que fogem do padrão heterocentrista (ALBUQUERQUE; SOUZA, 2022). A homofobia se insere em todos os contextos sociais, inclusive dentro do ambiente escolar, espaço de formação e aprendizagem, responsável por receber o indivíduo na maior parte do dia, e que deveria ser sinônimo de segurança (MALTA et al., 2021; ALBUQUERQUE; SOUZA, 2022). Assim, é comum nesses ambientes a prática de bullying como estratégia de repreensão do heteronormatizado, o que promove na vítima alterações na autoestima, evasão escolar, conflitos internos e prejuízos na saúde (MALTA et al., 2021). Nessa conjuntura, a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) assume um papel essencial na avaliação do panorama nacional acerca das práticas de bullying relacionado a orientação sexual de adolescentes escolares, fornecendo subsídios para avaliação, monitoramento e construção de estratégias enfrentamento do problema (MALTA et al., 2022). Assim sendo, objetivou-se analisar os fatores associados ao bullying quanto a orientação sexual de adolescentes escolares brasileiros. MÉTODO Estudo transversal, com abordagem quantitativa, com delineamento nacional, utilizando os microdados da PeNSE edição 2019. Ao que concerne às especificidades, a PeNSE atua na vigilância dos fatores de risco e proteção das doenças crônicas do Brasil por meio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), fundamentado pelo Ministério da Saúde (MS). Os dados disponibilizados permitem avaliar os fatores que predispõe riscos à saúde do adolescente. Na edição 2019, considerou a amostragem de estudantes de 13 a 17 anos de idade, fundamentado pelo censo geográfico, mantendo as esferas e os estratos geográficos - Brasil, grandes regiões, unidades da federação, municípios das capitais e Distrito Federal - (MALTA et al., 2022). A população do estudo contemplou estudantes do 9º ano do ensino fundamental de escolas públicas e privadas nacionais do ano de 2019. O estudo avaliou a prática de bullying considerando como variável dependente o motivo/causa dos colegas terem “esculachado”, “zombado”, “zoado”, “caçoado”, “mangado”, “intimidado” ou humilhado os participantes nos 30 dias anteriores a pesquisa. Foram consideradas as respostas para “minha orientação sexual” enquanto desfecho. Como possíveis fatores associados, analisou-se as variáveis independentes sociodemográficas de sexo, faixa etária, raça/cor e região, e as variáveis escolares de localização da escola, dependência administrativa e ano/turma. De modo complementar, buscou-se identificar a interdependência entre a variável dependente e a frequência com que a mãe, pai ou responsável entendeu seus problemas e preocupações; a frequência que os colegas de escola o trataram bem e/ou foram prestativos; a frequência com que os colegas praticaram as ofensas ao ponto de os adolescentes sentirem-se magoados, incomodados, aborrecidos, ofendidos ou humilhados; e a frequência em que o bullying culminou em violência física. Os dados foram organizados em planilhas do Microsoft Office Excel 2016 e processados no Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 25. Utilizou-se de análise descritiva, a partir de medidas de frequência absoluta e relativa, e inferencial, a partir do teste de Qui-quadrado de Pearson (independência). A escolha do teste adequou-se à ausência de distribuição normal dos dados detectada pelos testes de Shapiro-Wilk e Kolmogorov-Smirnov. Utilizou-se o limite de 0,05 para atestar a significância dos testes. A edição PeNSE 2019 seguiu as normativas da Resolução n° 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde (MALTA et al., 2022), com aprovação pelo Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP), sob parecer nº 3.249.268/2019 (PINTO et al., 2018). RESULTADOS E DISCUSSÃO Dentre os participantes, prevaleceram as práticas de bullying quanto a orientação sexual direcionadas a adolescentes pardos (657; 44%), do sexo masculino (769; 51,5%), com idade entre 13 e 15 anos (53,3%) e residentes na região Nordeste (36,3%). Em relação aos aspectos escolares, a maioria estudava em escolas da zona urbana (1435; 96,2%), de administração pública (823; 55,2%) e cursava o 1º ano do ensino médio (288; 19,3%). Foi encontrada uma associação significativa entre sofrer bullying quanto à orientação sexual e às variáveis sociodemográficas, onde adolescentes do sexo masculino (2(2)=6,161; p=0,04) e com idade entre 13 e 15 anos (2(4)=33,403; p<0,001) apresentaram chances maiores de sofrer bullying por esta causa, quando comparados a outras raças e faixas etárias. Em relação as variáveis escolares, foram encontradas diferenças estatisticamente significativas em relação a administração da escola, onde alunos de escola pública têm mais chances de ser vítimas de bullying devido sua orientação sexual (2(1)=9,569; p=0,002); assim como estudantes da zona urbana (2(1)=5,222; p=0,022) e cursando o 1º ano do ensino médio (2(10)=30,138; p=0,001). Os adolescentes participantes apontaram, em sua maioria, que sua mãe, pai ou responsável nunca entendeu seus problemas e preocupações (429; 28,8%, p<0,001) e que na maioria das vezes seus colegas de escola o trataram bem e/ou foram prestativos (489; 32,8%; p<0,001). Identificou-se que os colegas de escola “esculacharam”, “zoaram”, “intimidaram” ou “caçoaram” dos participantes por conta de sua orientação sexual ao ponto de estes sentirem-se magoados, incomodados, aborrecidos, ofendidos ou humilhados em uma frequência de duas ou mais vezes em 30 dias (957; 64,1%; p<0,001). A maior parte dos casos não chegou ao nível de violência física (1016; 68,1%; p<0,001), tendo esta acontecido em 31,7% dos casos (473). Como evidenciado ao longo dos resultados, as práticas de bullying se direcionam em grandes proporções ao sexo masculino. Tal perspectiva corrobora com um estudo semelhante, em que as implicações no homem se associam com o início sexual precoce como estratégia de luta pela independência e coragem sexual, sendo um mecanismo de validação da masculinidade. Logo, quando esse preceito não assume as expectativas, este é posto em caráter de zoação e insegurança pela não adequação no contexto esperado. Além disso, o público masculino apresenta limites no que se refere a tolerar as diversidades sexuais. Dessa forma, vê-se como algo aceitável aqueles que se fundamentam em comportamentos tradicionalmente masculino. Assim, ao se deparar com divergências dessa concepção, atitudes rechaçadas são aplicadas por eles, e tidas como justificativa para a violência (COSTA et al., 2022). A ascensão do bullying durante o ensino médio também é evidenciada por estudo semelhante, demonstrando que os impactos negativos apresentam um grau superior aos demais, uma vez que se subsidia no sofrimento psicológico e das relações em ambiente escolar. Ainda, o estudo reitera que tal prática compromete a frequência escolar, as notas e predispõe o indivíduo a depressão e utilização de substâncias ilícitas (JOMAR; FONSCECA; RAMOS 2022). Entendendo os impactos relacionas a saúde do indivíduo e compreendo a essencialidade das modificações na escola por meio da prevenção de agravos e promoção da saúde, implementou-se junto ao ambiente educacional o Programa Saúde na Escola (PSE), como iniciativa para manutenção e garantia da saúde do escolar, de modo a empoderar, modificar os determinantes para viver e incentivar a cultura de paz (ANUNCIAÇÃO et al., 2022). Deste modo, a articulação efetiva entre escola e serviços de saúde contribui para práticas promotoras de saúde, concernentes a cultura de paz, desmistificação de preconceitos e fortalecimento da autonomia dos adolescentes, devendo ser estimulada. Pensar a saúde do adolescente considerando o bullying em suas nuances, em especial referente a orientação sexual, converge para superação de vulnerabilidades e contemplação dos determinantes sociais em saúde. O espaço escolar precisa ser fortalecido como um espaço seguro para desenvolvimento cognitivo, psicomotor e afetivo dos adolescentes, acolhendo suas demandas e atendendo suas necessidades de modo singular. Assim, este estudo contribui para a prática de enfermagem ao subsidiar assistência ao adolescente, a partir dos fatores que influenciam diretamente as práticas de bullying, fomentando a integralidade, atenção adequada a realidade e equidade. CONCLUSÃO Identificou-se que os fatores sociodemográficos sexo e faixa etária, assim como fatores escolares de série/turma, administração e localização da escola, estão estatisticamente relacionados ao bullying devido orientação sexual entre adolescentes escolares brasileiros. Na ocasião, reconheceu-se que adolescentes do sexo masculino, com idade entre 13 e 15 anos, cursando o 1º ano do ensino médio, de escolas na zona urbana e/ou de escolas públicas apresentam mais chances de ser vítima por esta condição. O reconhecimento de fatores associados às práticas de bullying auxilia na proposição de estratégias promotoras de saúde, intersetoriais e integrais, alinhadas as proposições da cultura de paz defendida pela Política Nacional de Promoção da Saúde e Programa Saúde na Escola. Aponta-se como limitações deste estudo a não identificação do efeito de cada variável sobre o desfecho e o não reconhecimento de variáveis confundidoras e mediadoras do fenômeno, representando possibilidades para estudos futuros. REFERÊNCIAS ALBUQUERQUE, P. P. DE.; SOUZA, D. A. A.; “Relembrando os tempos de escola”: a homofobia na perspectiva de estudantes universitários. Revista de Psicologia, v. 13, n. 1, p. 17 - 29, 1 jan. 2022. Doi: https://doi.org/10.36517/revpsiufc.13.1.2022.2 ANUNCIAÇÃO, L. L.; CARVALHO, R. C. DE.; SANTOS, J. E. F.; MORAIS, A. C.; ALMEIDA, V. R. S. DE.; SOUZA, S. DE L. Violência contra crianças e adolescentes: intervenções multiprofissionais da Atenção Primária à Saúde na escola. Saúde debate, v. 46, n. spe3, p. 201–12, 2022Nov. Doi: https://doi.org/10.1590/0103-11042022E315 COSTA, S. F. DA . MORAES, C. L. de. TAQUETTE, S. R.; MARQUES, E. S. Vulnerabilidades sociais e iniciação sexual entre 10 e 14 anos em estudantes do município do Rio de Janeiro, Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, v. 27, n. 7, p. 2763–2776, 2022. Doi: https://doi.org/10.1590/1413-81232022277.20892021 JOMAR, R. T.; FONSECA, V. A. O.; RAMOS, D. O. Effects of sexual orientation-based bullying on feelings of loneliness and sleeping difficulty among Brazilian middle school students. J Pediatr (Rio J).v. 97, n. 2, p.:233-241. 2021 Mar-Apr doi: 10.1016/j.jped.2020.03.005. LEITE P. L.; TORRES, F. A. F.; PEREIRA, L. M.; BEZERRA, A. de M.; MACHADO, L. D. S.; SILVA, M. R. F da. Construção e validação de podcast para educação em saúde sexual e reprodutiva de adolescentes. Revista Latino-Americana de Enfermagem, v. 30, n. Rev. Latino-Am. Enfermagem, 2022 30(spe), p. e3706, 2022. DOI: https://doi.org/10.1590/1518-8345.6263.3706 MALTA, D. C.; PRATES, E. J. S.; FERREIRA, A. C. M.; FREITAS, P. C. DE.; OLIVEIRA, P. P. V. DE.; GOMES, C. S.; MACHADO, I. E.; RIOS-NETO, E. L. G. Consumo e exposição a bebidas alcoólicas entre adolescentes brasileiros: evidências das pesquisas nacionais de saúde do escolar de 2015 e 2019. Reme : Rev. Min. Enferm., Belo Horizonte , v. 26, p. e-1473, 2022. Doi: http://dx.doi.org/10.35699/2316-9389.2022.38495. MATTA T. F.; TAQUETTE, S. R.; SOUZA, L. M. B. DA M.; MORAES, C. L. DE. Diversidade sexual na escola: estudo qualitativo com estudantes do Ensino Médio do Município do Rio de Janeiro, Brasil. Cad Saúde Pública. v. 37, n. 11, p.:e00330820, 2021. Doi: https://doi.org/10.1590/0102-311X00330820 PINTO, I. V.; BARUFALDI, L. A.; CAMPOS, M. O.; MALTA, D. C.; SOUTO, R. M. C. V.; FREITAS, M. G DE. OLIVEIRA, P. P. V. DE.; GOMES, C. S. MACHADO, I. E.; RIOS-NETO, E. L. G. Tendências de situações de violência vivenciadas por adolescentes brasileiros: Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2009, 2012 e 2015. Rev bras epidemiol., v. 21, p.:e180014. 2018. Doi: https://doi.org/10.1590/1980-549720180014.supl.1. Agradecimentos Ao Fundo Estadual de Combate à Pobreza pelo apoio às atividades de pesquisa e extensão na Universidade Regional do Cariri, através do financiamento das bolsas de iniciação científica e extensão.
Palavras-chave: Bullying,Comportamento Sexual,Saúde do Adolescente
Oral
Abrir o trabalhoCONSTRUÇÃO DE PORTFÓLIO PARA ACOMPANHAMENTO DO IDOSO: VIVÊNCIAS PRÁTICAS NA GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM
MARIA GICELI MARTINS DA SILVA; NEUMA CUNHA MEDEIROS; ADRIANA DE MORAES BEZERRA
CONSTRUÇÃO DE PORTFÓLIO PARA ACOMPANHAMENTO DO IDOSO: VIVÊNCIAS PRÁTICAS NA GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM INTRODUÇÃO O estudo da saúde do idoso, aspectos geriátricos e gerontológicos remetem um estudo global sobre aspectos físicos, psíquicos, sociais e patológicos. A enfermagem é responsável por prestar o cuidado ao ser humano em estágio de senescência, considerando o atendimento humanizado, qualificado, digno, reconhecendo preferências e limitações de cada paciente. O envelhecimento está proporcionalmente relacionado a diversas alterações onde associada à idade podem ser positivas, outras resultam em declínio em função dos sentidos e atividades da vida cotidiana e aumento da suscetibilidade ao adoecimento frequente, fragilidades ou incapacidades (MONTEIRO et al., 2022). No ensino em saúde do idoso, práticas e experiências proporciona aos estudantes a compreensão de que a autonomia desta população é um dos principais fatores que devem ser preservados para que se obtenha qualidade de vida, construindo o cuidado de maneira conjunta entre pacientes, familiares e profissionais. A imersão prática leva aos estudantes a vivência clínica, crítica, e reflexiva sobre o conhecimento necessário para a realização de uma assistência de qualidade, considerando os aspectos geriátricos e gerontológicos, compreensão das diversas demandas existentes, e entendimento de que o processo do envelhecimento ocorre de diferentes formas de acordo com a realidade cultural, religiosa, econômica, genética e estilo de vida de cada ser humano (MANSUR et al., 2022). A busca por elementos que podem auxiliar a autonomia dos idosos é uma meta a ser alcançada na Enfermagem, bem como o aumento da autoestima, orientação social positiva, desenvolvimento de atributos e estratégias de enfrentamento, que visam a qualidade de vida, adaptação fisiológica, habituação psicológica e mental. Logo, algumas estratégias precisam ser desenvolvidas durante a graduação para que os acadêmicos idealizem e executem a prática clínica e assistencial de qualidade. Em face ao exposto, a construção de materiais e o uso de metodologias ativas são excelentes ferramentas de ensino que integram o desenvolvimento educacional por meio de atividades práticas que viabilizem o contato dos acadêmicos com a comunidade (FERREIRA et al.,2020), sendo o portfólio de acompanhamento do idoso, proposto na disciplina “Enfermagem no processo de cuidar em Saúde do Idoso”, uma das ferramentas utilizadas para favorecer o vínculo entre os idosos e os estudantes de Enfermagem, contribuindo com a assistência prática que é realizada durante todo o acompanhamento. Portanto, o objetivo deste trabalho consiste em descrever a experiência de duas acadêmicas de Enfermagem frente a construção de um portfólio de acompanhamento do idoso durante a disciplina “Enfermagem no processo de cuidar em saúde do idoso”. MÉTODO Relato de experiência desenvolvido durante os meses de março e abril de 2023, mediante a experiência de duas acadêmicas em Enfermagem no cumprimento das atividades da disciplina de Enfermagem no processo do cuidar em saúde do idoso, da Universidade Regional do Cariri, Campus Avançado de Iguatu. O portfólio foi construído através de visitas domiciliares realizadas a uma idosa residente na cidade de Iguatu, Ceará, constituído da associação teórico-prática do conteúdo apreendido durante a disciplina e avaliação patológica e funcional, além de considerar a avaliação global, utilizando-se as escalas de Pfeffer, Katz, Escala Geriátrica de Depressão e Avaliação geriatrica ampla. Para o levantamento do corpus literário a aprofundamento da discussão foram utilizadas as bases de dados eletrônicas Scientific Eletronic Library Online (SciELO) e base de dados em enfermagem (BDENF), utilizando as palavras-chave: Avaliação, Acompanhamento, Idoso, Escalas. RESULTADOS E DISCUSSÃO As atividades práticas têm a finalidade de levar o estudante a aperfeiçoar a técnica sobre conhecimentos de uma determinada disciplina teórica. Logo, consiste em inserir o discente em instituições de saúde para que neste local, acompanhado constantemente pelo docente, aprenda realizar procedimentos, técnicas e possa ver casos reais de estudos, até então vistos somente na teoria. Esse contato com os pacientes é imprescindível e deve permear a formação do profissional de enfermagem (LEITE, 2023). Para a criação do portfólio de acompanhamento do idoso a turma foi dividida em equipes, na qual cada equipe ficou responsável por acompanhar um idoso e realizar a avaliação frequente do seu estado de saúde por meio da utilização de um instrumento padronizado. Foram realizadas visitas domiciliares, desenvolvimento da Sistematização da Assistência de Enfermagem, identificação de diagnósticos de Enfermagem, acompanhamento da história de vida, e análise de todos os sistemas corporais, compreendendo as síndromes geriátricas, saúde mental, sistema cardiovascular, geniturinário, gastrintestinal, renal, desenvolvimento motor e neurológico. Ao final da disciplina o material foi apresentado e avaliado para que fosse possível perceber por meio das experiências compartilhadas como se deu o contato dos acadêmicos com o público alvo. Nessa perspectiva, o cenário da prática em saúde do idoso proporcionou às acadêmicas uma visão enriquecedora do manejo e da especificidade do cuidado quanto à saúde da população geriátrica. Foi um momento ímpar de troca de experiências e conhecimentos entre os estudantes e os idosos acompanhados. Dessa forma, as atividades desenvolvidas pela criação do portfólio executado durante as visitas domiciliares configurou-se como um importante instrumento de acompanhamento ao idoso, e proporcionou o desenvolvimento de competências para as acadêmicas para melhor atuarem futuramente na vivência profissional na área do cuidado ao idoso. Reitera-se a valorização e importância da inserção e do vínculo do acadêmico com o paciente, família e comunidade, de forma a conferir autonomia e oportunidade ao aluno para colocar em prática os conhecimentos teóricos advindos da sala de aula. Outrossim, a experiência permitiu identificar na prática as necessidades e especificidades que permeiam o cuidado ao paciente idoso, através da avaliação geriátrica ampla, permitindo aos discentes desenvolver competências para avaliar não somente o estado de saúde do idoso por meio da aplicação de escalas e exame físico, mas, sobretudo um olhar crítico para questões como avaliação ambiental, dinâmica familiar e rede de apoio, questões econômicas e culturais e principalmente evidenciou a importância de um acolhimento holístico, que leva em consideração todas as queixas apresentadas pelo idoso, descartando a premissa que alguns problemas “são normais no envelhecimento”. A oportunidade de aplicar a Sistematização da Assistência de Enfermagem em um caso “real” com a elaboração de um plano de cuidados específico elaborado pelas discentes a partir das demandas identificadas no idoso, possibilitou aprimorar o raciocínio e julgamento clínico.. Ademais, foi um cenário importantíssimo para pôr em prática o processo de educação em saúde e sensibilizar os longevos sobre o autocuidado e adoção de hábitos saudáveis em relação a sua saúde, bem como ações de prevenção de doenças e agravos. Compreendendo que a abordagem do envelhecimento na formação universitária dos profissionais de Enfermagem vem sendo mais indagada, sobretudo no que se refere aos conteúdos e práticas considerados relevantes à formação, a elaboração de um portfólio para aproximar os discentes da realidade da assistência ao público geriátrico foi uma ferramenta indispensável para formação acadêmica, pois essa aproximação entre teoria e prática desenvolveu um maior senso crítico por parte dos discentes. Considerando a importância do cuidado e da promoção de saúde dos idosos, e que a enfermagem tem um papel relevante no tocante à identificação de particularidades que ocorrem em consequência do processo de envelhecimento, além de buscar envolver a família no cuidado e atuar junto a outros profissionais na resolução dos problemas de saúde promovendo saúde a esses idosos, contribuindo para o envelhecimento ativo e saudável, devem ser estimuladas as práticas de aprimoramento dessas competências desde a graduação, e as atividades de extensão é um instrumento que contribui substancialmente para essa prática (DIAS et al., 2021). Dessa forma, há um longo caminho a ser percorrido para alcançar o modelo de assistência ideal. É preciso repensar o planejamento do cuidado ao idoso desde o processo formativo, com ênfase no indivíduo e suas particularidades. Isso trará benefícios não somente à população da terceira idade, mas também qualidade e resolutividade a todo o sistema de saúde brasileiro (DE OLIVEIRA et al., 2021) CONCLUSÃO Essa experiência permitiu contribuir para reflexão e discussões a respeito da importância de atividades práticas para o desenvolvimento das habilidades clínicas em Enfermagem, sendo essenciais para a formação crítico-reflexiva do enfermeiro na área de cuidados à saúde do idoso, que requer competências e habilidades técnicas e científicas para compreender as demandas específicas desse público e profundo conhecimento sobre os aspectos biopsicossociais e culturais sobre o envelhecimento. Desse modo, o interesse e a maior aproximação dos acadêmicos na atenção à saúde integral do idoso, foi alcançado de forma efetiva. A metodologia facilitou o processo de integração teórico-prática, assim contribuindo no aperfeiçoamento do arcabouço teórico dos estudantes, que conseguiram pôr em prática e compreender melhor esse vasto campo que é a saúde da pessoa idosa. REFERÊNCIAS DE OLIVEIRA, M. C. C. et al. Importância da atenção e promoção à saúde frente ao processo de cuidado da pessoa idosa. Brazilian Journal of Health Review, v. 4, n. 1, p. 1151-1163, 2021 DIAS, D. E. M. et al. Ações de Enfermagem na Promoção da Saúde de Idosos Institucionalizados: uma revisão integrativa. Brazilian Journal of Health Review, v. 4, n. 1, p. 674-685, 2021 FERREIRA, G. S. et al. Avaliação do perfil da resiliência e fatores associados em idosos comunitários. Revista Enfermagem UERJ, v. 28, p. 51659, 2020. LEITE, N. O. G. A relevância do Estágio Curricular Supervisionado na Formação Docente. Diversitas Journal, v. 8, n. 1, 2023. MANSUR, A. J. et al. Cardiologia prática.Revista da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo SOCESP, v. 32, n. 2, 2022. MONTEIRO, M. C. D.; MARTINS, M. M; SCHOELLER, S. D. Consenso de escalas para um instrumento de avaliação interdisciplinar em saúde da população idosa. Revista Rene, v. 23, p. 5, 2022.
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoCONTRIBUIÇÕES DA LUDICIDADE PARA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
ENÉAS VIANA; Gisely Torres De Alencar; Hanna Grazielli Silva; João Ygor De Oliveira; weslânia Rodrigues Pinheiro; Me. João Paulo Xavier Silva
O processo de hospitalização infantil se trata de uma experiência desconfortável, afetando não só a criança como toda a dinâmica familiar. Dessa forma, vale ressaltar a atuação da enfermagem nesse contexto, por ser a categoria profissional que lida diretamente com a assistência, e pode se utilizar de subsídios e recursos da ludicidade e do brinquedo terapêutico, como um método para amenizar o desconforto gerado pela internação. OBJETIVO: Analisar através da literatura científica quais as contribuições da ludicidade para assistência de enfermagem em pediatria. METODOLOGIA: Trata-se de uma Revisão Integrativa de Literatura (RIL), realizada entre os meses de agosto e setembro de 2022, utilizando as bases de dados indexadas na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), sendo elas: MEDLINE, BDENF- Enfermagem e LILACS, através dos descritores em ciência da saúde (DeCS): Jogos e Brinquedos; Criança Hospitalizada e Cuidados de Enfermagem, utilizando AND como operador booleano para a busca pareada cruzada entre os descritores. Foram identificados 2.114 artigos na busca livre, após aplicação dos filtros a primeira busca resultou em um total de 77 artigos, sendo utilizado apenas 05. Na segunda busca, foram encontrados 75 artigos, sendo utilizado apenas 04. Na terceira busca obteve-se 327 estudos, que resultou em apenas 02 artigos. Dessa forma, a somatória final da busca pareada totalizou 11 achados como resultado final. RESULTADOS: É notório identificar nos estudos que a inclusão de práticas lúdicas no ambiente hospitalar tem realizado benefícios com a criança hospitalizada. O lúdico age positivamente no que diz respeito aos efeitos negativos que o processo de hospitalização gera ao indivíduo, estimulando bem-estar e tranquilidade perante a utilização de brincadeiras. Essa prática ainda não é utilizada no cotidiano pela equipe de enfermagem, mesmo entre os profissionais que possuem o conhecimento acerca dos benefícios da ludicidade. É importante que o enfermeiro e toda a sua equipe conheçam sobre esses benefícios e aplique esse cuidado à criança hospitalizada, a fim de melhorar a qualidade prestada na assistência. CONSIDERAÇÕES FINAIS: As evidências mostram os resultados positivos do uso dessas estratégias lúdicas, e como elas agem diretamente no comportamento das crianças hospitalizadas. Apesar dos inúmeros artigos científicos que comprovam essa abordagem, ainda se torna persistente a dificuldade e resistência encontrada por porte de alguns profissionais e instituições.
Palavras-chave: jogos e brinquedos,Criança hospitalizada,Enfermagem
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoCONTRIBUIÇÕES DA TEORIA DO DÉFICIT DE AUTOCUIDADO NA ENFERMAGEM: REVISÃO DE LITERATURA
PALOMA LOIOLA LEITE; JAYANA CASTELO BRANCO CAVALCANTE DE MENESES; ADRIANA DE MORAES BEZERRA; NAYARA SANTANA BRITO
INTRODUÇÃO As Teorias de Enfermagem são o conjunto de conceitos e princípios da ciência da Enfermagem e objetivam descrever, explicar, diagnosticar e prescrever o cuidado de Enfermagem com respaldo científico, o conhecimento gerado pelas Teorias tirou a condição da Enfermagem de ocupação e a levou para profissão, o que exigiu o desenvolvimento de um saber próprio e específico (TAFFNER; FREITAS, 2022). É necessário tornar aspectos filosóficos e de ampla abstração muito mais próximos da realidade da enfermagem contemporânea (ARAÚJO; SILVA, 2019). As práticas podem ser aprimoradas mediante a aplicabilidade de teorias da Enfermagem, contribuindo para atender as necessidades de autocuidado apresentadas pelos pacientes e familiares, pois permite ao profissional ter maior capacidade reflexiva e interpretativa das situações do seu campo de atuação, bem como, planejar e implementar cuidados, que refletirão na qualidade da assistência (GUARDIA et al., 2021). Assim, neste estudo objetiva-se descrever os principais pressupostos da Teoria do Déficit de Autocuidado na Enfermagem. MÉTODO O presente estudo consiste em uma revisão narrativa da literatura. Realizou-se busca nos bancos de dados das principais bases de dados e diretórios de pesquisa, utilizando as palavras-chaves: Teoria de Enfermagem e déficit de autocuidado, durante os meses de agosto e setembro de 2022. A seleção inicial foi realizada sem restrições quanto ao desenho do estudo ou período de publicação, tendo em vista a necessidade de uma revisão abrangente, por fim, as principais informações foram organizadas, apresentadas e discutidas. Conforme a Resolução nº 466/2012 e 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde, por se tratar de uma revisão da literatura, o estudo não necessitou ser submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa. RESULTADOS E DISCUSSÃO Para o desenvolvimento da Enfermagem enquanto profissão, as teorias de Enfermagem são temas dominantes e nos últimos 40 anos uma das teorias mais citadas é a Teoria do Déficit de 1Estudante de graduação em Enfermagem. Universidade Regional do Cariri, e-mail: paloma.leite@urca.br 2Enfermeira. Doutoranda. Universidade Federal do Ceará, e-mail: jayanacastelobranco@hotmail.com 3Enfermeira. Docente do curso de Enfermagem. Universidade Regional do Cariri, e-mail: adriana.bezerra@urca.br 4Enfermeira. Docente do curso de Enfermagem. Universidade Regional do Cariri, e-mail: nayara.brito@urca.br Autocuidado na Enfermagem (TDAE) de Dorothea Elizabeth Orem, com sua primeira edição em 1971 e a sexta em 2001 (QUEIRÓS; VIDINHA; FILHO, 2014). Para a Teórica, o autocuidado pode ser definido como a prática de atividades desenvolvidas com o objetivo de preservar a vida e o bem-estar pessoal. Orem considera a TDAE uma teoria geral composta por três teorias inter-relacionadas, que são: 1) a Teoria do Autocuidado, que descreve o porquê e como as pessoas cuidam de si próprias; 2) a Teoria do Déficit de Autocuidado, que descreve e explica o porquê as pessoas podem ser ajudadas através da enfermagem; e 3) a Teoria dos Sistemas de Enfermagem, que descreve e explica as relações que têm de ser criadas e mantidas para que se produza enfermagem (OREM, 2001). Orem postula como requisitos do autocuidado: 1) o fator a ser controlado ou gerido para manter a saúde e o bem-estar pessoal e 2) a natureza da ação requerida. Nos requisitos universais do autocuidado tem-se que é necessário a prevenção de riscos e a promoção do desenvolvimento humano nos grupos sociais de acordo com o potencial, limitações e necessidades humanas. Ou seja, considerar o indivíduo respeitando a sua singularidade e complexidade, observando todo o seu contexto, assim como a Atenção Primária à Saúde faz (RODRIGUES et al., 2018). Os requisitos de autocuidado existem para pessoas que estão doentes ou lesionadas, ou seja, tem o desvio do autocuidado, e os cuidados para satisfazer essas exigências do desvio devem ser transformadas em componentes de ação para cuidar. A Teoria de Orem a partir de seus preceitos orientam a Enfermagem no desenvolvimento do seu processo de trabalho por ajudar a manter, solucionar ou compensar a necessidade de autocuidado e reduzir ao máximo as complicações que possam surgir através da promoção e manutenção da saúde (JAPÓN; GUARACA, 2020). A Teoria dos Sistemas de Enfermagem de Orem sugere que a Enfermagem é ação humana, e os sistemas são formulados por profissionais através do exercício da sua atividade para pessoas com limitações de autocuidado, com operações de diagnóstico, prescrição e regulação. Sua teoria vai ao encontro do postulado na Resolução COFEN 358/2009, que dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem e a implementação do Processo de Enfermagem, cujo processo tem cinco etapas: coleta de dados, diagnóstico, planejamento, implementação e avaliação (COFEN, 2009). A Teoria do Déficit de Autocuidado aponta que há condições necessárias para a atuação da Enfermagem, são condições para atêm de limitações com a saúde ou com os cuidados relacionados à saúde, e essas limitações interferem quer seja de forma completa ou parcial nos cuidados reguladores de si próprios. A teoria sugere que as orientações dos profissionais de Enfermagem aconteçam, pois direciona as pessoas para entender as situações em saúde, assim é possível traçar planos mais eficazes (RODRIGUES et al., 2018). A Teoria do Autocuidado considera que o cuidado consigo é uma função humana reguladora, deve ser aprendida e executada continuamente em conformidade com as necessidades do indivíduo. A necessidade de autocuidado terapêutico deve 1) descrever fatores do doente para manter a saúde e bem-estar, e 2) possuir grau conhecido de eficácia derivada de escolha de tecnologias para utilização na mudança dos fatores do doente. A atuação de enfermagem enquanto Enfermeiros deve ser com uma relação interpessoal para agir, saber e cuidar para satisfazer as suas necessidades de autocuidado terapêutico e/ou orientar o desenvolvimento da atividade de autocuidado do doente (OREM, 2001). Como método de ajuda sugerido para auxiliar as pessoas a empreenderem ações para regular o funcionamento do próprio corpo, tem-se: atuar ou fazer por outrem, orientar, fornecer apoio físico e psicológico, proporcionar e manter um ambiente que apoie o desenvolvimento pessoal, e ensinar (OREM, 2001). A Teoria de Orem é relevância para a práxis de Enfermagem por permitir identificar as necessidades, possibilitando soluções através da capacitação para o autocuidado, dessa forma, a apropriação dessa teoria tem impactos positivos para o processo de trabalho da Enfermagem (SILVA et al., 2021). CONSIDERAÇÕES FINAIS Conhecer a Teoria do Déficit de Autocuidado na Enfermagem possibilita maior respaldo científico nos cenários de atuação da Enfermagem, para efetivar seu uso na prática e ir para além do campo teórico. A enfermagem deve apoderar-se cada vez mais das Teorias, e assim se fortalecer enquanto ciência. REFERÊNCIAS ARAÚJO, A.A.C.; SILVA, G.R.F. Office on theory of nursing: successful experience of integration between graduating and post-graduate. Rev Enferm UFPI, v.8, n.1, p.78-82, jan/mar, 2019. COFEN. Conselho Federal de Enfermagem. Resolução 358/2009. Dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem e a Implementação do Processo de Enfermagem. Brasília-DF, out. 2009. GUARDIA, A.N. et al. APLICABILIDADE DAS TEORIAS DE ENFERMAGEM PELO DOCENTE NO ENSINO PROFISSIONALIZANTE: RELATO DE EXPERIÊNCIA. Revista de Trabalhos Acadêmicos, v.1, n.5, 2021. JAPÓN, S. A. S.; GUARACA, J. A. M. Teoría de Dorothea Orem aplicada al cuidado durante el embarazo. 2020. 20f. Monografia (Licenciatura em Enfermagem) – Faculdad de Ciencias de la Salud, Universidade Nacional de Chimborazo, Riobamba/Ecuador, 2020. OREM, D. E. Nursing: Concepts of practice. 6 ed. - St. Louis, MO, 2001. QUEIRÓS, P.; VIDINHA, T.; FILHO, A. Self-care: Orem´s theoretical contribution to the Nursing discipline and profession. Revista de Enfermagem Referência, v. 4, n. 3, p. 157– 164, 12 dez. 2014. RODRIGUES, J. DA C. et al. Dificuldades relacionadas ao autocuidado do portador de Hanseníase: à luz da Teoria de Dorothea Orem. Revista da FAESF, v. 2, n. 1, p. 1–4, 2018. SILVA, K.P.S. et al. Autocuidado a luz da teoria de Dorothea Orem: panorama da produção científica brasileira. Brazilian Journal of Development, Curitiba, v.7, n.4, p.34043-34060, abr. 2021. TAFFNER, V.B.M.; FREITAS, G.F. Posibilidades, desafios y recomendaciones para la enseñanza de las teorías de enfermeira. Cult. cuid., v.26, n.63, p.1-14, 2022.
Palavras-chave: Teoria de Enfermagem,Déficit do Autocuidado,Enfermagem
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoCONTRIBUIÇÕES DO PET-SAÚDE PARA A FORMAÇÃO DO PERFIL PROFISSIONAL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARIA SANDY MOURA SOUZA; LUANA ALVES DE MELO; ANTONIA JOICE BENTO DE BRITO; ADRIANA DE MORAES BEZERRA; HERLYS RAFAEL PEREIRA DO NASCIMENTO
INTRODUÇÃO: O Programa de Educação pelo Trabalho para Saúde (PET- Saúde) surgiu por meio da portaria interministerial n° 1.802 de 26 de agosto de 2008, envolvendo os Ministérios da Saúde e Educação visando fomentar a articulação entre ensino e serviço na área da saúde. O programa busca preparar os profissionais de saúde para o enfrentamento das diferentes realidades existentes da população brasileira e apresenta como diferencial o olhar multiprofissional, que possibilita um mundo de aprendizado. Dessa forma, entende-se a relevância do programa para a formação pessoal e profissional, pois permite ampliar o conhecimento para além da graduação. OBJETIVO: Relatar vivências de participantes do Programa de Educação pelo Trabalho para Saúde (PET-Saúde) - Iguatu, Ceará, com enfoque em suas contribuições para a formação do perfil profissional. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo qualitativo, do tipo relato de experiência, referente às contribuições do programa para a configuração profissional, partindo do processo vivenciado enquanto estudantes de Serviço Social e Enfermagem e participantes do projeto no período de agosto de 2022 a maio de 2023. RESULTADOS: A proposta inicial do PET-Saúde foi conhecer o território por meio do processo de territorialização, momento no qual pôde-se identificar as fragilidades e potencialidades dos equipamentos de saúde. Para tanto, fez-se necessário o amadurecimento de um olhar restrito para uma visão mais ampliada, crítica e reflexiva sobre a realidade das comunidades, capacitando-nos para, futuramente, atuar em frente às reais necessidades da população. Posteriormente, foi proposto a construção de um projeto de intervenção, com o intuito de atenuar as fragilidades encontradas. Esta atividade, em particular, foi bastante desafiadora, na qual pudemos aperfeiçoar aptidões, como a escrita e leitura científica e a criatividade para a construção de um projeto respaldado cientificamente, convidativo e resolutivo. Além disso, vale salientar que o programa é composto por acadêmicos de diferentes áreas, como serviço social, enfermagem e educação física. Desta forma, ele atua sob uma perspectiva multiprofissional, proporcionando aos participantes o desenvolvimento de habilidades para o trabalho em equipe, com ênfase na criticidade, humanização do trabalho e análise da totalidade de cada caso com olhar de três vertentes profissionais que se complementam. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Infere-se que o PET-Saúde representa um relevante instrumento transformador para a construção do perfil profissional, visto que proporciona a integração ensino-serviço-comunidade a partir da territorialização e o aprimoramento do conhecimento para além da teoria, posto que é indispensável reconhecer as diversas realidades existentes. Ademais, propiciou aperfeiçoamento da multiprofissionalidade, com o intuito de assistir os usuários de forma integral e satisfatória.
Palavras-chave: Sistema Único de Saúde,Saúde Coletiva,Educação Superior,Equipe multiprofissional
Resumo Simples
Abrir o trabalhoCUIDADOS DE ENFERMAGEM A PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
SABRINA DE ALENCAR RIBEIRO; ANTÔNIO JOSÉ SILVA DOS SANTOS; LETÍCIA MIRELLY FAGUNDES XAVIER; NAYANNE VIEIRA LIMA; ADRIANA DE MORAES BEZERRA
INTRODUÇÃO A insuficiência cardíaca (IC), é o resultado de problemas estruturais ou funcionais que afetam a capacidade de enchimento ou de ejeção de sangue dos ventrículos, é caracterizada por sinais e sintomas de sobrecarga hídrica ou perfusão tissular inadequada. Disfunções sistólicas e diastólicas, levam a uma diminuição do débito cardíaco (DC), a diminuição crônica do DC causa aumento do trabalho cardíaco, e consequentemente hipertrofia de ventrículo e resistência no enchimento do coração (HINKLE, CHEEVER, 2020). No Brasil, estima-se que 6,4 milhões de brasileiros são acometidos pela IC, e somam cerca de 4% das internações hospitalares e atingem 31% quando se trata de internações por doenças cardiovasculares, sendo a hipertensão arterial e a cardiopatia isquêmica crônica suas mais importantes etiologias (COELHO et al., 2023). Seus principais fatores de riscos são idade avançada, sexo masculino, hipertensão arterial, diabetes, infarto agudo do miocárdio, dislipidemia, tabagismo e obesidade. Além disso quando associados a outras comorbidades como fibrilação atrial, insuficiência renal, hiponatremia e doenças respiratórias caracterizam um mal prognóstico (POLONIA, GONÇALVES, 2020). O sintoma mais comum levando ao maior número de internações hospitalares é a dispneia, podendo apresentar também dispneia paroxística noturna e ortopneia. Outros sintomas incluem fadiga, cansaço e sintomas digestivos, como distensão abdominal, anorexia, e diarreia em casos de congestão visceral ou isquemia (DESTRO, SILVA, PEREIRA, 2022). Com o entendimento dos fatores de risco e dos sinais e sintomas, o cuidado de enfermagem surge como princípio necessário à promoção da prática terapêutica através do enfoque educativo e terapêutico para evitar a readmissão hospitalar. O enfermeiro como protagonista no processo de educação em saúde deve possuir, além do conhecimento prático-cuidativo, um embasamento teórico-científico para promover a compreensão da IC atendendo a complexidade do cuidado para evitar complicações e reduzir as reinternações hospitalares (SILVA, CARVALHO, GUEDES, 2020). Diante disto, o presente estudo teve como objetivo apresentar os principais cuidados de enfermagem prestados pelos profissionais de saúde aos portadores de insuficiência cardíaca. MÉTODO Trata-se de uma revisão narrativa da literatura com abordagem qualitativa. A pesquisa foi realizada em abril de 2023. A busca foi realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), selecionando-se as bases de dados eletrônicas: Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências e Saúde (LILACS), Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE/PubMed), Banco de dados Bibliográficos Especializado na Área de Enfermagem do Brasil (BDENF) e Scopus. A busca foi realizada a partir do cruzamento dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Cuidados de Enfermagem”, “Insuficiência Cardíaca", “Processo de Enfermagem". Cruzados com o operador booleano AND. A seleção dos descritores deu- se em consonância com a questão de pesquisa que balizou este estudo: “Quais cuidados de enfermagem são realizados em pacientes com Insuficiência Cardíaca?”. Utilizou-se como critérios de inclusão os seguintes filtros: texto completo disponível, idiomas português, inglês e espanhol, e como critérios de exclusão artigos duplicados. Incluíram-se estudos originais, gratuitos e que respondessem à pergunta norteadora. Após a aplicação dos filtros, as buscas resultaram em 69 artigos. Destes, 21 artigos foram lidos na íntegra, e 12 artigos foram analisados criteriosamente para a construção deste estudo. RESULTADOS E DISCUSSÃO Os cuidados de enfermagem frente ao paciente com IC vão desde o aconselhamento do paciente a evitar esforços físicos, esportes competitivos e exercícios isométricos. Além disso, o enfermeiro realiza avaliação constante do paciente e realiza os registros os distúrbios do sono em decorrência da dispneia, verifica a presença de edema, turgência jugular, alteração do estado mental, atividades de vida diária principalmente aquelas que causam fadiga (HINKLE, CHEEVER, 2020). Dentre os cuidados já destacados ressalta-se ainda, a avaliação física do paciente realizando a avaliação respiratória: auscultar os pulmões para detectar estertores e sibilos. Documentar a frequência e a profundidade das respirações, realizar avaliação cardíaca para procura de bulhas cardíacas como a B3 que já indica uma falha no coração de pacientes com IC. Examinar também as extremidades do corpo do paciente verificando a perfusão, realizar balanço hídrico para detectar possível oligúria ou anúria, pesar diariamente o paciente e fazer os registros de enfermagem (MOTA et al., 2020). No aspecto da alimentação, o controle dietético por meio de hábitos como estímulo à alimentação saudável é constantemente incitado para a melhoria da qualidade de vida. Orientações de enfermagem como evitar alimentos enlatados, industrializados e condimentados são algumas recomendações importantes que podem ser fornecidas aos pacientes. Além do mais, permanecendo no aspecto nutricional, a manutenção e controle do peso corporal, por meio da monitorização diária, auxilia no manejo da insuficiência cardíaca (SILVA, CARVALHO, GUEDES, 2020). As descompensações da IC são evitáveis, pois geralmente ocorrem devido à má adesão ao tratamento farmacológico ou higiene/nutrição, ou quando há tratamento farmacológico inadequado. E quando se trata do manejo da doença, muitas vezes requer uma série de medicamentos e mudanças significativas no estilo de vida, com ênfase em exercícios e alimentação saudável. Entretanto, a complexidade e o grau da IC podem prejudicar a compreensão do tratamento e, consequentemente, reduzir a adesão individual ao tratamento (SILVA et al., 2020). Aliado a isso, o cuidado de enfermagem ao paciente com insuficiência cardíaca torna-se necessário tendo em vista a importância do foco educativo e terapêutico diretamente com enfrentamento da condição promovendo uma melhoria no autocuidado objetivando o alcance de uma melhor qualidade de vida. O enfermeiro como protagonista no processo de educação em saúde deve buscar alternativas para promover a compreensão da IC atendendo a complexidade do cuidado evitando complicações e reduzindo as reinternações hospitalares (SILVA, CARVALHO, GUEDES, 2020). CONSIDERAÇÕES FINAIS Pontua-se, com a presente revisão, que as principais orientações de enfermagem voltadas às pessoas com insuficiência cardíaca foram identificadas na literatura científica. Os estudos expõem uma relação direta da prática adequada do autocuidado com redução considerável com taxas de internamentos e desequilíbrios clínicos da condição. O papel do enfermeiro é fundamental no processo educativo e terapêutico, visando à melhoria da qualidade de vida dos pacientes por meio do autocuidado e redução das complicações.
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoCUIDADOS E ORIENTAÇÕES DE ENFERMAGEM EM PACIENTES COM CARDIOPATIAS
JOÃO CARLOS HENRIQUE CORDEIRO ; Andrielle Firmino da Silva; Saulo Isaias Vieira de Oliveira; Maria Eduarda da Silva Oliveira; Maria do Socorro Ferreira dos Santos; José Evaldo Gomes Júnior
Compreende-se as doenças cardiovasculares com um conjunto de enfermidades que reduzem a capacidade do sistema cardiovascular exercer plenamente sua função fisiológica, acometendo pessoas de diferentes faixas etárias, culminando na limitação e redução da qualidade de vida. Podendo ser desenvolvida por fatores socioambientais, ou por causas congênitas (DUTRA, 2006). Em virtude dos elevados índices de pessoas acometidas por cardiopatias, o serviço de saúde pública utiliza-se de ações de educação em saúde como um importante indicador para o repasse de informações e conscientização do público (ROUILLER, 2019). A falta de acesso ou até mesmo a deficiência dessas ações leva à fragilidade das estratégias de intervenções que são desenvolvidas para a promoção da saúde e a prevenção de agravos (SILVA, 2015). Proporcionar saúde é um processo que aumenta a autonomia e padrão de bem-estar dos indivíduos e necessita de que os profissionais de enfermagem possuam conhecimento de competências específicas dirigidas ao atendimento do público (CESTARI et al., 2016). Para isso o planejamento é necessário envolver a comunidade para além das unidades de saúde. A partir dela é possível viabilizar a recuperação e a melhora da qualidade de vida desses pacientes, visto que, há relação entre problemas de saúde e as condições sociais que permeiam a sociedade desde os primórdios (ACHUTTI, 2012). Nesse âmbito, a equipe de enfermagem desenvolve papel relevante no que tange o cuidado a pessoa cardiopata, desde o aconselhamento até o acompanhamento dessas pessoas, atuando como agente promotor da saúde no desenvolvimento de autonomia e a continuidade da mudança de hábitos melhorando a qualidade de vida reduzindo agravos (WESTLAND, et al 2017). Portanto, estudos que foquem na melhoria na qualidade de vida dessas pessoas são de suma relevância. Desta forma, o presente estudo busca analisar as estratégias desenvolvidas pela equipe de enfermagem na promoção a saúde de pessoas cardiopatas.
Palavras-chave: Cardiovasculares, Assistência de Enfermagem, Promoção da Saúde, Educação em Saúde, Atenção Primária a Saúde
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoDESAFIOS DA ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO FRENTE À CRIANÇA/ADOLESCENTE VÍTIMA DE VIOLÊNCIA SEXUAL: REVISÃO NARRATIVA
LUANA TEIXEIRA AMORIM; Jéssica Maria Gomes Araújo; Ana Carolina Oliveira de Freitas; Sara Ellén Rodrigues de Lima; Susiany Ferreira de Oliveira5; Josefa Nayara de Lima
INTRODUÇÃO De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punindo perante a lei qualquer atentado, por ação ou omissão, que interfira em seus direitos fundamentais (BRASIL, 1990). Considerada um problema de saúde pública complexo que atinge milhares de vítimas de maneira silenciosa, a violência sexual acomete todas as classes sociais, independente do gênero, raça, etnia, religião ou aspectos culturais, estruturando-se a partir de dinâmicas arbitrárias entre agressores, crianças e adolescentes, envolvendo famílias e desestruturando tecidos sociais (MIRANDA et al., 2020). A violência sexual caracteriza-se pela estimulação sexual de uma criança ou adolescente cujo agressor é mais velho ou possui o desenvolvimento psicossexual superior ao da vítima. Pode envolver relações homossexuais ou heterossexuais e ocorrer em situações como violação, incesto, assédio e exploração sexual, pornografia, pedofilia, manipulação dos genitais, seios ou ânus, ou mesmo penetração sexual, intimidade forçada, exibicionismo, jogo sexual, além de pornografia não consensual e forçada (MIRANDA et al., 2020). Segundo o Fundo Internacional de Emergência das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) entre 2017 e 2020 foram reportados 179.277 casos de estupro, dentre eles 62 mil são crianças até 10 anos, um equivalente a um terço do total destes quatro anos (UNICEF, 2021). Destaca-se que os dados epidemiológicos estão baseados em casos notificados, dessa forma, não abrangem a totalidade de ocorrências, tendo em vista que, muitas das vezes estes casos não chegam a serem notificados, por diversos motivos. Dentre eles estão o medo do agressor ou até mesmo o fato deste ser um membro da família, bem como o sentimento de culpa muitas vezes imposto pela sociedade (UNICEF, 2021). Evidencia-se que os impactos da violência infantil vão para além das repercussões sexuais, como também podem vir a apresentar problemas psicológicos a longo prazo, dentre eles: a depressão e ansiedade. Além de problemas físicos como a laceração, sangramento vaginal e anal, gravidez, infecções sexualmente transmissíveis (IST’s) e rompimento do hímen (CRUZ et al., 2021). Desse modo, percebe-se que a repercussão do trauma, devido a esses abusos na infância e na adolescência trará um grande impacto para a vida dessas crianças e é nesse momento que o enfermeiro deve se atentar em saber agir da forma correta e na hora certa, pois a negligência tende a aumentar o sofrimento dessa criança (LEITE et al., 2016). Logo, o enfermeiro por ser o profissional de primeiro contato, que lida com questões de saúde pública, deve possuir o conhecimento necessário sobre a violência sexual em crianças e adolescentes para prestar assistência de qualidade e implementar de forma resolutiva planos de cuidado às vítimas e famílias (SILVA, et al., 2021). Sendo assim, a problemática do presente estudo fundamentou-se na seguinte questão norteadora: quais os desafios enfrentados por enfermeiros durante a sua atuação frente à violência sexual em crianças e adolescentes? Por conseguinte, o presente estudo teve como objetivo: identificar os principais desafios enfrentados pelo enfermeiro durante sua atuação no atendimento a crianças/adolescente vítima de violência sexual. MÉTODO Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com abordagem qualitativa, cuja coleta de dados foi realizada no mês de maio de 2023, nas bases de dados SciELO, MEDLINE e CINAHL as quais foram identificadas a partir da utilização dos seguintes Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): violência contra a mulher; abuso sexual na infância e papel do profissional de enfermagem, cruzados simultaneamente através do booleano “AND”. Foram estabelecidos como critérios de inclusão: artigos originais, nos idiomas inglês, português e espanhol, que versassem sobre a temática do estudo e que respondessem à questão norteadora desta pesquisa. Quanto aos critérios de exclusão: foram excluídos artigos duplicados e que não apresentavam texto completo e disponível para download. A busca identificou, inicialmente 56 artigos. Após a leitura dos títulos dos artigos, notou-se que alguns deles se repetiram nas diferentes bases e outros não preenchiam os critérios deste estudo. Dessa forma, foram selecionados 13 artigos para a leitura na íntegra e excluídos os que não diziam respeito ao propósito deste estudo, sendo a maior quantidade das exclusões referentes à prevalência de outros tipos de violência e/ou não implicam diretamente as intervenções de enfermagem. Após a leitura, foram selecionados apenas 5 artigos, que preenchiam os critérios inicialmente propostos. RESULTADOS E DISCUSSÃO No processo de análise de dados emergiram duas categorias relacionadas aos desafios e dificuldades da atuação dos profissionais de saúde em relação à violência sexual na infância e adolescência, desenvolvidas a seguir: Falta de treinamento/capacitação e Despreparo para notificar os casos e receio de envolvimento judicial. FALTA DE TREINAMENTO/CAPACITAÇÃO: Os estudos evidenciaram manifestações advindas dos profissionais de enfermagem quanto à necessidade de serem treinados e capacitados periodicamente com o conhecimento específico para este tipo de atendimento, tendo em vista, a prestação de um atendimento individualizado de forma a ajudar no restabelecimento e na melhoria da evolução do prognóstico da vítima de violência sexual (VIEIRA et al., 2015). Os autores Santos et al (2019), apontam que em muitos casos esses profissionais não se sentem capacitados para lidar com as situações de violência sexual. Para tanto, expressam o desejo e a necessidade de receber instruções específicas, para saber lidar com essas situações, a qual exigem o aperfeiçoamento do conhecimento com relação aos aspectos legais visando uma assistência eficaz e eficiente quanto às necessidades humanas. Outro estudo corrobora com esses dados, ao identificar as dificuldades dos profissionais no manejo da violência contra crianças e adolescentes, em grande parte devido à ineficiência dos serviços de saúde, que vão desde a falta de treinamento e protocolos até a falta de procedimentos específicos de fiscalização. Em relação à educação continuada dos profissionais de saúde após a formação, o Ministério da Saúde oferece cursos online gratuitos de especialização e aperfeiçoamento para capacitar equipes para o atendimento a essas vítimas de violência sexual. As unidades de saúde devem fornecer incentivos para a conclusão desses cursos, a fim de fornecer cuidados consistentes e satisfatórios (SILVA et al., 2021). Os autores Maia et al (2020), enfatizam que o atendimento às vítimas de abuso sexual e seus familiares precisa ser aprimorado, principalmente com a implementação de orientações mais efetivas e capacitação dos profissionais para melhorar a qualidade dos serviços prestados. Além disso, a atuação deve ser interdisciplinar e intersetorial. Destaca-se que, o treinamento dos profissionais é considerado requisito para elegibilidade ao atendimento e tem relevância direta para outros órgãos que também atendem vítimas e seus familiares, sendo importante que todos os órgãos atuem de forma igualitária. DESPREPARO PARA NOTIFICAR OS CASOS E RECEIO DE ENVOLVIMENTO JUDICIAL: A identificação e notificação dos casos de violência sexual são de responsabilidade da equipe de saúde. No entanto, estudos evidenciam que muitas das vezes não é o que ocorre, pois, alguns profissionais apresentam dificuldades para notificar os casos de violência sexual, além de desconhecerem o que notificar e possuir receio de envolvimento judicial (SOUZA et al., 2015). Em alguns casos de violência sexual infantil, há o envolvimento de familiares, dificultando a identificação do agressor e levando os profissionais a não denunciar, por medo do envolvimento e descrença na resolução das ocorrências, muitas das quais não são legais. Com isso, muitas ocorrências acabam sendo arquivadas por falta de base legal e policial satisfatória para investigar e apurar os fatos (EGRY et al., 2018). Segundo o relatório da Agência de Direitos Fundamentais da União Europeia (2015), a maioria dos profissionais falha em reconhecer, compreender e cumprir as notificações devido à dificuldade de reconhecer sinais de abuso e violência sexual contra crianças, sugerindo uma forte necessidade de capacitação. Um estudo brasileiro que avaliou um sistema de indicadores de atendimento à violência revelou grandes deficiências na sistematização do atendimento e registro dos casos acompanhados pelos conselhos tutelares e secretarias municipais de saúde, educação e assistência social. Embora sejam registrados em prontuários, os dados brutos impossibilitam o acesso rápido às informações. Isso sugere baixa qualidade dos registros institucionais devido à cultura institucional que não valoriza os registros e à necessidade de capacitação dos profissionais da rede de atenção (DESLANDES et al., 2014). A busca evidencia que ainda são escassos os estudos recentes que discutem os desafios da atuação do profissional de enfermagem frente à violência sexual contra crianças e adolescentes. Nesta vertente, esse trabalho contribuirá para que haja mais informações acerca da temática e dessa forma proporcionar para os profissionais de saúde, pacientes e familiares maiores conhecimentos e segurança frente à essas questões. CONSIDERAÇÕES FINAIS Por meio desse estudo, foi possível identificar que os desafios na atuação do enfermeiro no atendimento a crianças e adolescentes vítimas de violência sexual consistem na falta de treinamento, medo, receio, despreparo e falha no reconhecimento da violência. Além disso, a notificação é entendida como uma das principais etapas do processo de resposta à violência contra a criança, pois a partir da notificação emergem ações nas redes de atenção e proteção para promover, prevenir a reincidência e estabelecer planos de cuidados em situações de violência. Conclui-se, por conseguinte, que os resultados encontrados com a análise estimulam novos ideias e conceitos sobre os mecanismos da violência sexual e a implementação de planos de atendimentos para as vítimas e suas famílias. Portanto, é necessário mais apoio governamental, por meio de capacitações e treinamentos, para que os profissionais de enfermagem possam se sentir mais seguros ao atuar nesses casos.
Palavras-chave: violência contra a mulher, abuso sexual na infância, papel do profissional de enfermagem
Oral
Abrir o trabalhoDESMISTIFICANDO O CÂNCER NA COMUNIDADE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
VITÓRIA KAMILE VERÍSSIMO DIOGENES ; Guilhermi da Silva Maia; Emanuel Gomes de Lima; João Carlos Henrique Cordeiro; Myrlla Araújo Lucena; Naanda Kaanna Matos de Souza
INTRODUÇÃO: O Câncer é visto como um sério problema de saúde mundial, pois a incidência de seu diagnóstico vem crescendo periodicamente, além de possuir uma alta taxa de mortalidade e ser uma doença de caráter progressivo, firmando-se como um problema de relevância epidemiológica e clínica. Nesse contexto, cerca de 80% dos casos estão associados a fatores extrínsecos, isto é, ambientais. São alguns dos principais fatores de risco ambientais: tabagismo, alcoolismo, práticas alimentares, ausência de atividade física, radiação solar, evidencia-se também as infecções carcinogênicas. Desse modo, é importante realizar ações educativas com intuito de sensibilizar a população acerca dos fatores de risco ambientais que acarretam o desenvolvimento da doença. OBJETIVO: Sob essa perspectiva, objetiva-se relatar as experiências advindas do desenvolvimento de atividades do projeto de extensão “Desmistificando o câncer: ações de promoção da saúde para a comunidade”, da Universidade Regional do Cariri, no município de Iguatu, Ceará. MÉTODO: Trata-se de um relato de experiência, fundamentado nas vivencias do projeto de extensão, desenvolvidas no período de julho de 2022 a fevereiro de 2023. Inicialmente, foram realizadas reuniões com o corpo constituinte, extensionistas e coordenador (7), nessas eram discutidas as temáticas, as metodologias e os locais para o desenvolvimento das ações no período supracitado. Outrossim, o projeto utiliza-se da plataforma digital Instagram para subsidiar a disseminação do conhecimento por intermédio de posts informativos abordando os diversos tipos de câncer e os fatores de risco modificáveis. Assim, definiu-se como estratégia de relato a descrição das experiências vivenciadas. RESULTADOS: Dentre as atividades desenvolvidas, destacam-se a realização de panfletagem no centro da cidade de Iguatu, que aconteceu em dois momentos distintos, e no campus da Universidade Regional do Cariri. A primeira ação tinha como finalidade desmitificar a crença de ligação da doença somente a fatores genéticos, apresentando os fatores de risco modificáveis e como a mudança de hábito poderia melhorar a qualidade de vida dos indivíduos. Ademais, a mesma temática foi trabalhada dentro das dependências do campus, com a abordagem dos discentes. Posteriormente, no centro da cidade, trabalhou-se com as campanhas de outubro rosa e novembro azul, prevenção ao câncer de mama e próstata, respectivamente, com fito de incentivar a realização dos exames diagnósticos, além disso foi evidenciada a importância da detecção precoce de modo a esclarecer que há possibilidade de cura. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Mediante a realização das ações, notou-se a relevância em abordar o câncer e, principalmente, os fatores de risco modificáveis, pois conforme acontecia o repasse de informações surgiam dúvidas básicas. Desse modo, é de suma importância a realização de atividades de educação em saúde, a fim de sensibilizar a população e torná-la apta e detentora do conhecimento necessário para participarem no seu processo de saúde.
Palavras-chave: Promoção da saúde, Câncer, Fatores de risco
Resumo Simples
Abrir o trabalhoDIMENSÕES DA INTEGRALIDADE NA ÓTICA DE ENFERMEIROS DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: UMA REVISÃO NARRATIVA.
JEISSIANE DE SOUSA GOMES ; Ana Cristina Henrique de Souza; Helvis Eduardo Oliveira da Silva; Mirely de Souza Texeira; Milena Macedo Silva; Antonio Germane Alves Pinto
INTRODUÇÃO: A integralidade surge como princípio e direito, no âmbito da Estratégia Saúde da Família (ESF), todavia, encontra dificuldades à sua efetivação, em virtude das práticas restritas aos cuidados e à desarticulação dos serviços de saúde. Nesse sentido, é fundamental que o enfermeiro, atuante nesse processo, reconheça sua contribuição para a qualidade da assistência prestada e compreenda que além das tarefas de cuidado físico ou técnico, deva atuar de forma integral e holística na aplicação da integralidade em suas práticas de cuidado aos usuários do sistema de saúde. OBJETIVO: Descrever as dimensões da integralidade na ótica de enfermeiros da Estratégia Saúde da Família disponíveis na literatura. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo do tipo revisão narrativa, realizado no mês de abril de 2023. Utilizando para a pesquisa dos artigos as bases de dados LILACS, PUBMED e a Biblioteca Virtual em Saúde, com os seguintes Descritores em Ciência da Saúde: Integralidade em saúde, Estratégia saúde da família e Enfermeiro. Os critérios de inclusão foram: textos disponíveis na íntegra, escritos em português, publicados nos últimos 5 anos, resultando em 10 artigos. Exclui-se aqueles que não apresentavam relação com a temática e duplicados. Após a leitura dos artigos por título e resumo foram escolhidos para a amostra final 5 artigos. RESULTADOS: Com base nos estudos encontrados foi possível verificar qual a visão dos enfermeiros sobre o princípio da integralidade na estratégia de saúde da família, os quais enfatizaram a necessidade de estabelecer uma rede de apoio entre os setores para facilitar no atendimento quando se envolvem instâncias fora do setor de saúde. Os mesmos também relatam que há uma fragilidade no sistema, e isso deixa o profissional sem acompanhar integralmente o paciente. Outro fator importante mencionado é a dificuldade de abordar a integralidade e distinguir esse princípio da Universalidade. Além disso, os enfermeiros também apontam dificuldades para conciliar a assistência com as diversas ações gerais que realizam, pois estas requerem mais tempo para serem realizadas, assim interferindo na qualidade do cuidado prestado. Verificou-se uma fragilidade na implementação da integralidade, relacionada à uma lacuna na formação profissional, advinda de uma assistência direta. CONCLUSÕES/RECOMENDAÇÕES: Portanto, observou-se ́ que os obstáculos enfrentados pelos enfermeiros no dia a dia, compreendem as dificuldades na efetivação da integralidade enfrentando, dessa forma, desafios importantes para a sua implementação de forma coerente. Descritores: Integralidade em saúde. Estratégia Saúde da família. Enfermeiro. REFERÊNCIAS DE SOUZA, A. P.; REZENDE, K.; MARIN, M. J.; TONHOM, S. Estratégia Saúde da Família e a integralidade do cuidado: percepção dos profissionais. Revista Baiana de Enfermagem, [S. l.], v. 34, 2020. DOI: 10.18471/rbe.v34.34935. Disponível em: https://periodicos.ufba.br/index.php/enfermagem/article/view/34935. Acesso em: 4 maio. 2023. DE SOUZA, Aline Pereira et al. Tecendo a integralidade do cuidado na Estratégia de Saúde da Família, interior paulista. Atas CIAIQ2019, v. 2, p. 1268-1276, 2019. Disponível em: https://proceedings.ciaiq.org/index.php/CIAIQ2019/article/view/2273/2194 Acesso em: 4 maio. 2023. LIMA, Silvânia Gonçalves da Silva; SPAGNUOLO, Raquel Sampaio; JULIANI, Carmen Maria Casquel Monti; COLICHI, Rosana Maria Barraco. Nursing consultation in the Family Health Strategy and the nurse’s perception: Grounded Theory. Revista Brasileira de Enfermagem., Brasília, v.75, n.4, e20201105, 2022. DOI: https://doi.org/10.1590/0034-7167-2020-1105 Acesso em: 4 maio. 2023. MATEUS, Lharissa Cristina et al. Gerenciamento na Estratégia Saúde da Família: percepção de enfermeiros. Revista Enfermagem UERJ, v. 29, n. 1, p. 57262, 2021. Disponível em: https://www.epublicacoes.uerj.br/index.php/enfermagemuerj/article/view/57262. Acesso em: 4 maio. 2023. SILVA E LIMA, S. G. et al. Nursing consultation in the Family Health Strategy and the nurse’s perception: Grounded Theory. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 75, n. 4, p. e20201105, 2022. Acesso em: 4 maio. 2023. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0034-7167-2020-1105 Acesso em: 4 maio. 2023
Palavras-chave: Integralidade em saúde, Estratégia Saúde da Família, Enfermeiro
Resumo Simples
Abrir o trabalhoDISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA MORTALIDADE MATERNA DA REGIÃO SERTÃO CENTRAL DO CEARÁ, 2011-2021
JANAÍNA RODRIGUES LIMA; Anne Giselly da Silva Souza; Marcos Ryan Loiola Lima; Nayara Santana Brito
INTRODUÇÃO: A mortalidade materna é reconhecida como um problema de saúde pública que ocorre essencialmente em países emergentes e caracteriza-se pelo número de mortes femininas ao longo da gestação e até 42 dias após o parto, ocasionadas por fatores relacionados a agravantes da gravidez e seu manejo, sendo descartado os óbitos maternos que tenham causas acidentais ou incidentais. Indubitavelmente, o Brasil integra esse cenário sendo evidenciado pela razão de mortalidade materna que em 2021 alcançou 107.53 óbitos a cada 100 mil nascidos vivos. Outrossim, de acordo com os dados obtidos a nível de macrorregião de saúde, na região Sertão Central, no Ceará, nos anos de 2011 a 2021, houve um acréscimo de 82 casos de óbitos de mulheres em idade fértil e óbitos maternos. Dessa forma, este estudo fundamenta-se no reconhecimento da distribuição espacial da mortalidade materna com o intuito de disseminar informações que favoreçam a identificação e mitigação dos óbitos maternos. OBJETIVO: Compreender o panorama espaço temporal da mortalidade materna da região do Sertão Central, Ceará. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo ecológico, do tipo série temporal, com abordagem quantitativa, realizada em abril de 2023, na qual considerou se o espaço temporal de 2011 a 2021. Foram utilizados dados de domínio público, oriundos do Sistema de Informação de Mortalidade, via Tabnet/Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde. As variáveis contempladas foram: óbitos de mulheres em idade fértil (10 a 49 anos); capítulo XV do CID-10; número de nascidos vivos e a macrorregião cearense Sertão Central. Os dados foram organizados em planilhas eletrônicas do Microsoft Excel© 2016, com dupla checagem e analisados mediante estatística descritiva através da distribuição de frequências relativas e absolutas. Tratando-se de uma pesquisa 1Estudante de graduação em Enfermagem. Universidade Regional do Cariri, e-mail: janaina.rodrigues@urca.br 2Estudante de graduação em Enfermagem. Universidade Regional do Cariri, e-mail: annegiselly.sousa@urca.br 3Estudante de graduação em Enfermagem. Universidade Regional do Cariri, e-mail: marcos.ryan@urca.br 4Estudante de graduação em Enfermagem. Universidade Regional do Cariri, e-mail: pedro.lucas@urca.br 5Enfermeira. Docente do curso de Enfermagem. Universidade Regional do Cariri, e-mail: nayara.brito@urca.br que utiliza dados secundários, não foi necessário a apreciação pelo Comitê de Ética em Pesquisa. RESULTADOS: Os municípios com maiores taxas de mortalidade foram Ibaretama (325,13) Madalena (258,96) e Senador Pompeu (180,23). Nos anos de 2011 e 2017 foram registrados os maiores índices de mortalidade materna, já entre os anos de 2015 a 2017 observou-se um declínio desse índice, nota-se uma progressão acentuada na cidade de Quixeramobim no ano de 2017. Os municípios de Caridade, Choró e Ibicuitinga apresentaram entre os anos de 2011 e 2021 os índices de mortalidade materna zerados, o que pode estar relacionado com seu menor coeficiente populacional, enquanto os municípios com maior número de óbitos Quixeramobim e Quixadá comportam um maior coeficiente populacional, consequentemente de nascimentos. Os números se estabilizaram em alta no período de 2020 e 2021, uma associação direta a pandemia, visto que no decorrer do ano de 2020 o Brasil registrou 549 mortes maternas, que ocorreram em sua maioria durante a gravidez, sendo o covid-19 em mulheres grávidas associado a taxas mais elevadas de cesarianas e mortalidade. CONCLUSÃO: O estudo clarificou a distribuição espacial da mortalidade materna na macrorregião do sertão central, trazendo subsídios a assistência à saúde dessa população de maneira equitativa. Além disso, foi possível perceber na dimensão temporal o impacto que a pandemia trouxe. Descritores. Mortalidade materna. Saúde da mulher. Saúde pública. REFERÊNCIAS Guimarães, RM, Reis, LGC, de Souza Mendes Gomes, Freitas, CMCM, Portela, MC. Rastreamento do excesso de mortes maternas associadas à COVID-19 no Brasil: uma análise nacional. BMC Gravidez Parto 23, 22 (2023). https://doi.org/10.1186/s12884- 022-05338-y Observatório Obstétrico Brasileiro. OOBr Óbitos de Gestantes e Puérperas, 2022.Disponível em https://observatorioobstetrico.shinyapps.io/obitos-grav-puerp . Tabnet.datasus.gov.br/tabnet/tabnet.htm. Disponível em: <http://www.datasus.gov.br>.https://books.scielo.org › pdfPDF
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO EM SAÚDE ACERCA DA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL NO CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL INFANTIL
MAISA ARAÚJO DUARTE ; Francisca Isnaia Nascimento Lima; Valéria Silva Araújo; Claudenisa Mara de Araújo Vieira; Adriana de Morais Bezerra
INTRODUÇÃO: O consumo de alimentos saudáveis e locais constitui uma prática essencial em todas as etapas da vida, especialmente na infância, fase marcada pelo crescimento e desenvolvimento, sendo altamente influenciado pelos hábitos de vida. Primordialmente, é válido salientar que a construção de uma alimentação rica com verduras, frutas e legumes, possui associação direta aos determinantes sociais, culturais e econômicos, ressaltando ainda, espectros na saúde relacionados à seletividade na dieta. Sob esse viés, torna-se necessário frisar que a família tem papel indispensável no combate a recusa de determinados alimentos, por meio da adoção de um ambiente dinâmico e estimulante para inserção nutritiva. Outrossim, a equipe de saúde multidisciplinar na realização das práticas de promoção e educação ao núcleo familiar, é imprescindível para identificar o poder de compra e adaptar a dieta perante essa realidade. Logo, no que tange os profissionais que trabalham com o público voltado à saúde mental, como o Centro de Atenção Psicossocial Infantil, existe uma demanda a mais que é discernir comportamentos incomuns evidenciados por sinais de síndrome, para assim implementar um tratamento holístico e presente o mais precocemente possível no cotidiano daquele indivíduo. OBJETIVO: Relatar as experiências de extensão universitária acerca da alimentação saudável no Centro de atenção psicossocial infantil. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiencia de uma ação de extensão universitária das disciplinas de saúde da criança, saúde mental e educação em saúde. Após a explanação do conteúdo expositivo sobre como ter uma alimentação saudável e nutritiva, a oficina “compras divertidas” foi implementada, no qual as crianças realizavam compras sozinhos de acordo com que entenderam ser saudável ou maléfico a saúde. Assim, serviu como recurso avaliativo para estimar o nível de informação obtido pelos infantes. A ação foi desenvolvida no dia 17 de fevereiro de 2023, contando com 5 usuários e 4 responsáveis. Durante a ação foi utilizado fantoches para tornar o momento mais lúdico. RESULTADOS: A ação possibilitou um dinamismo, proporcionando um ambiente comunicativo e propicio para o repasse de informações. Mediante a isso, as crianças conquistaram uma maior autonomia frente as escolhas alimentares e uma melhor compreensão de como manter uma alimentação saudável, visto que, no final da ação eles escolheram os alimentos de acordo com as orientações explanadas. Entretanto, é valido ressaltar que os condicionantes e determinantes sociais da saúde implicam para uma não possível mudança integral das práticas alimentares. CONCLUSÃO: Logo, em decorrência do que foi mencionado, percebeu-se que através da oficina desenvolvida o público-alvo compreendeu os pontos da temática abordada, e assim teve-se à construção de novos saberes no que concerne as práticas alimentares. Nessa conjuntura, a educação em saúde implementada através do projeto de extensão expôs-se efetiva no que tange os conhecimentos obtidos pelas crianças e por seus responsáveis. Descritores: Crianças. Alimentação Saudável. Educação em Saúde. Saúde mental. REFERÊNCIAS: CIRINO, C. A. P. et al. Educação Infantil e Suas Práticas Educativas: A Importância da Alimentação Saudável e Consciente. Revista Ibero Americana de Humanidades, Ciências e Educação- REASE, São Paulo, v. 8, n. 1, p. 241-251, jan. 2022. Disponível em: < https://periodicorease.pro.br/rease/article/view/3778 >. Acesso em: 01 mai. 2023. MELO, N. K. L. et al. Aspectos influenciadores da introdução alimentar infantil. Revista Distúrbios da Comunicação, São Paulo, v.33, n. 1, p. 14-24, mar. 2021. Disponível em: <https://revistas.pucsp.br/index.php/dic/article/view/48739>. Acesso em: 01 mai. 2023. SAMPAIO, A. B.M. et al. Seletividade alimentar: uma abordagem nutricional. Jornal Brasileiro de Psiquiatria, São Paulo, v. 62, n. 2, p. 164-170, jun. 2013. Disponível em: < https://www.scielo.br/j/jbpsiq/a/XMDX3Wc8Xn7XbcYvRfjdSpd/?lang=pt >. Acesso em: 01 mai. 2023. ¹Estudante de graduação em enfermagem. Universidade Regional do Cariri, e-mail: maisa.araujoduarte@urca.br 2Estudante de graduação em enfermagem. Universidade Regional do Cariri, e-mail: isnaia.lima
Palavras-chave: Criança, Alimentação saudável, Educação em saúde, Saúde mental
Resumo Simples
Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO SEXUAL APLICADA A PREVENÇÃO DE GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
VIVIAN VIANA DE ANDRADE; Jocileudo Marcos Varela; Laiza Maria Cavalcante de Azevedo; Patrícia Kaline Macedo Sousa; Vitória Bizerra da Silva; Nayara Santana Brito
INTRODUÇÃO: A gravidez na adolescência é considerada um problema de saúde pública, em virtude das diversas consequências que acarreta a vida do adolescente e na sociedade. Tornando-se um desafio a ser enfrentado por todos os envolvidos, devido a sérias implicações que os adolescentes são submetidos, como abandono escolar, conflitos familiares, risco para feto e para a gestante. Assim, as ações de educação sexual são ferramentas fundamentais para prevenção e conscientização dos jovens, rompendo tabus e preconceitos relacionados a essa temática. A enfermagem, por sua atuação nas ações de educação em saúde, tem o papel fundamental para o desenvolvimento de ações voltadas a promoção da saúde sexual e reprodutiva. OBJETIVO: Objetivou-se relatar a experiência de acadêmicos de enfermagem, sobre a realização de uma ação de educação sexual desenvolvida com turmas do fundamental II de uma escola municipal de Iguatu, Ceará. METODOLOGIA: Trata-se de um relato de experiência de uma atividade de extensão realizada no dia 03 de março de 2023, no Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (CAIC), em Iguatu, Ceará, intitulada “Prevenção da gravidez na Adolescência”. A ação foi dividida em dois momentos, onde no primeiro foi utilizado a metodologia tradicional, para abordar o tema de modo que os alunos absorvessem o conteúdo, assim foram apresentadas informações sobre a saúde sexual e a prevenção da gravidez. Já no segundo momento, utilizou-se a metodologia ativa, onde o público participou de um jogo de tabuleiro com perguntas relacionadas ao conteúdo abordado. Desse modo, conseguindo usar o jogo como uma forma de avaliação do conhecimento adquiridos na ação. RESULTADOS: A experiência mostrou-se exitosa, por proporcionar a troca de conhecimento entre universitários e adolescentes, onde foi possível esclarecer diversas dúvidas acerca da saúde sexual. Foi observado que durante a ação, em um primeiro momento, houve alguns alunos que se mostraram dispersos, porém, a grande maioria se interessou pelo tema proposto. No momento seguinte, onde foram chamados a participar de um jogo de tabuleiro, todos se mostraram participativos e com conhecimento adquirido sobre a gravidez na adolescência. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A universidade atua na ampliação do saber, operando no processo ensino-serviço-comunidade. Portanto, a contribuição de ações com enfoque na educação sexual na adolescência tem se tornado uma necessidade de saúde pública. A formação acadêmica proporciona aos discentes a oportunidade de vivenciar realidades, aperfeiçoar práticas e conhecer as diferentes formas de comunicação, por meio desta, é possível agir no seio das fragilidades presentes nesse estágio da vida.
Palavras-chave: Gravidez na adolescência,Adolecente,Educação sexual,Enfermagem
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoENFERMAGEM NA INOVAÇÃO DE PRÁTICAS DO AUTOCUIDADO NA SAÚDE DO ADOLESCENTE: REVISÃO DE LITERATURA
NATALY GOMES PEREIRA ; Isadora Magalhães Fernandes; Millena Batista de Sousa; Tainara Silva; Vitória de Araújo Bezerra; Rachel Cardoso de Almeida
INTRODUÇÃO: Ao mencionar os grupos de pessoas que são acompanhadas nos serviços de saúde, temos os adolescentes com uma faixa etária que carece de uma maior atenção, pois é um público que não costuma se interessar e buscar por práticas de cuidado. Visto isso, a enfermagem deve assumir um papel de inovação na sua assistência visando uma maior adesão desse público jovem na busca pelas práticas de promoção e prevenção a saúde. OBJETIVO: A pesquisa objetivou identificar na literatura qual o papel da enfermagem na inovação de práticas de cuidado em saúde do adolescente. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo bibliográfico do tipo revisão narrativa da literatura realizada em bases indexadas na Biblioteca Virtual de Saúde (LILACS e BDENF) no mês de junho de 2022 . Cruzaram-se os descritores “enfermagem”, “saúde do adolescente” e “tecnologia” com operador booleano AND que totalizaram 204 artigos na busca inicial, aplicou- se recorte temporal dos últimos 5 anos, exclusão de estudos duplicados, estudos que não agregam a temática e apenas na língua portuguesa, totalizando uma amostra de 16 artigos que compuseram essa revisão. RESULTADOS: O público adolescente carece de cuidados em saúde que tragam dinamicidade, integratividade e linguagem conveniente para que seja aderido às informações e cuidados prestados. Sendo necessário algumas inovações, usando da criatividade, tecnologias informais e demais mecanismos contemporâneos. Essas ferramentas contribuem para promover o conhecimento em saúde desde a prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças. As tecnologias agregadas à educação em saúde contribuem no papel da enfermagem, como aplicador dessas inovações o enfermeiro favorece o vínculo desses adolescentes com os profissionais e serviços de saúde. O uso de aplicativos, softwares, demais dinâmicas e jogos, somados a presença do enfermeiro no espaço escolar e ambientes favoráveis ao ensino, incentivam o empoderamento da juventude quanto aos cuidados em saúde, aderindo o autocuidado e promoção da saúde. CONCLUSÃO: Ressalta-se, portanto, que é oportuno estabelecer uma prática em saúde inovadora que seja capaz de instituir um novo olhar sobre a adesão de práticas e ferramentas tecnológicas que possam somar no cuidado prestado aos adolescentes, superando o modelo tradicional e potencializando o fazer da enfermagem com base nos novos planos de cuidado, de modo a integrar e contemplar todas as dimensões envolvidas por esse público.
Palavras-chave: Enfermagem, saúde do adolescente,tecnologia
Resumo Simples
Abrir o trabalhoEPIDEMIA DA CESÁREA RELACIONADA ÀS SUAS INDICAÇÕES: UM COMPARATIVO COM O PARTO NORMAL
NICOLLE TEIXEIRA DE MATOS; Alice Alves Tibúrcio; Gildiana Ferreira de Carvalho; Luana Alves de Melo; Camila Almeida Neves de Oliveira
INTRODUÇÃO Outrora, o processo de parir e nascer era vivenciado de modo diferente do que se tem visto nos dias atuais. Os partos aconteciam em domicílio, de forma natural e sem intervenções médicas invasivas, muitas vezes com o auxílio de parteiras. A partir do século XX, com o avanço da obstetrícia, as práticas de atenção ao parto sofreram mudanças e este passou a ser institucionalizado. Aliado a isso, teve como avanço o incremento da assistência médica e de enfermagem e a diminuição dos indicadores de morbimortalidade materna e perinatal (ALGARVES; LIRA, 2019). Apesar dos benefícios, essa institucionalização fortaleceu o parto coberto de intervenções desnecessárias, com o uso rotineiro de ocitocina para indução e a episiotomia sem embasamento científico, além da realização de cesarianas sem indicação, expondo a mulher e o feto ao risco de morbimortalidade. A assistência prestada ao binômio mãe-bebê no momento de parturição deve ter como objetivo manter a segurança e a integridade destes, enfatizando a autonomia da mulher. Deveria ser realizada com o mínimo de intervenções, apenas se a condição ou urgência obstétrica os colocasse em risco. Porém, o que tem se observado no cotidiano assistencial à saúde é o aumento das cesáreas com indicações clínicas sem evidências, de forma a amedrontar as gestantes, colocando em seus imaginários que o parto por meio da cesárea é a forma mais segura de parir em todas as circunstâncias (OLIVEIRA et al., 2019). Os autores supracitados delineiam ainda que as cesáreas sofrem influências sociais, culturais, econômicas e de preferências médicas. Muitas mulheres veem o parto normal como sinônimo de dor e sofrimento, passível de complicações. O fato deste ser imprevisível em relação a sua evolução, as deixam inseguras e faz com que haja preferência pela cesárea, quando pior, marcam de forma eletiva antes mesmo de entrarem em trabalho de parto. Os estudos mostram que os recém-nascidos provenientes de cesariana programada sem ter iniciado o trabalho de parto e sem indicação, tem uma maior chance de apresentar desconforto respiratório neonatal e taquipneia transitória. Orientação essa, que se disseminada desde o pré-natal, poderia mudar e diminuir as crescentes taxas de cesárea na contemporaneidade. O fator econômico influencia diretamente nessa escolha, não é à toa que os serviços de saúde privados detêm o maior número de partos cirúrgicos, com 86% do total no ano de 2014 e estão concentrados em maior quantidade nas regiões sul, sudeste e centro-oeste, locais considerados mais desenvolvidos e com maior poder aquisitivo do país (SETTI et al., 2019). Em relação à preferência médica, infelizmente essas estão atreladas a mercantilização da cesárea. Pois para alguns profissionais, é mais interessante realizar cesáreas que demandam menos tempo e geram maior lucratividade, do que a qualidade da assistência prestada, que envolve acolhimento e indicações reais pautadas em evidências, as quais corroboram para melhores desfechos maternos e neonatais (OLIVEIRA et al., 2019). Apesar do serviço privado dominar as taxas de cesárea, os hospitais públicos ainda possuem uma alta taxa de cesariana e vem crescendo progressivamente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as taxas de cesárea não deveriam ultrapassar 10-15%, pois acima disso não se observam benefícios ou diminuição da mortalidade materna e perinatal. Considerando as características das mulheres brasileiras, a taxa de referência para o Brasil seria aproximadamente de 25-30%. Entretanto, a incidência da cirurgia tem ido além dessas taxas e vem cada vez mais crescendo, tornando-se uma epidemia de cesáreas (ALGARVES; LIRA, 2019). A cesárea expões a mulher a riscos como: hemorragia pós-parto, infecções puerperais e complicações de anestesia, além de predispor a longo prazo o recém-nascido a doenças crônicas. Visando evitar esses riscos, o parto normal deve ser sempre a primeira escolha, quando for também a escolha da mulher e ela tiver condições viáveis para isso. Diversas são as razões para o parto normal: recuperação puerperal mais rápida, maior vínculo com o bebê desde o primeiro minuto de vida, amamentação facilitada pela liberação da ocitocina desde as contrações e fortalecimento do sistema imunológico do bebê (ALGARVES; LIRA, 2019). Portanto, esse trabalho tem como objetivo identificar os motivos que levam as altas taxas de cesariana no Brasil e apontar os benefícios do parto vaginal, quando comparado a cesárea. MÉTODO Utilizou-se do método de revisão narrativa da literatura, sendo produzida entre os meses de abril a maio de 2023, com abordagem qualitativa. O presente estudo foi orientado pela adaptação das etapas propostas por Mendes, Silveira e Galvão (2008), seguido pela escolha do tema, determinação dos critérios de inclusão e exclusão, investigação dos artigos científicos, análise dos estudos escolhidos para compor a amostra, discussão relacionados aos principais achados e apresentação da revisão por meio dos estudos selecionados. O levantamento bibliográfico ocorreu mediante busca na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS). Os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) utilizados foram: “cesárea” e “trabalho de parto”, combinados entre si pelo operador booleano AND. Os critérios de inclusão foram: artigos completos, disponibilizados no idioma português, publicados nos últimos cinco anos. Os critérios de exclusão foram determinados a partir de: artigos duplicados e que não se encaixavam à temática e aos objetivos propostos por esta pesquisa. Após leitura criteriosa dos títulos, resumos e dos estudos na íntegra, foram selecionados 16 artigos para compor a amostra final. RESULTADOS E DISCUSSÃO A análise das 16 produções resultantes da busca sobre as altas taxas de cesárea e as razões para o parto vaginal, apontaram que de fato a cesárea pode ser considerada uma epidemia e que este é um problema de saúde pública, segundo dados do inquérito nacional Nascer no Brasil. Além de que, apesar da cesárea salvar vidas quando bem indicada e com real necessidade, o parto normal segue sendo a primeira escolha de via de parto para a maioria das mulheres (REIS et al., 2020). Um dado que comprova a exacerbação de cesarianas no país é que este, segundo a OMS, apresenta a segunda maior taxa da cirurgia do mundo, com 55%, ficando abaixo apenas da República Dominicana, que lidera com 56%. Apesar do sistema privado deter da maior parte dessas cesáreas (87,7% em 2014), o serviço público ainda possui uma quantidade alarmante, com 42,9% em 2014. Diante do exposto, é possível notar que o preconizado pela OMS tem se distanciado e as cirurgias têm sido realizadas de maneira indiscriminada, fazendo urgente a tomada de providências para a melhoria da atenção obstétrica no Brasil (SILVA et al., 2021). Diversas estratégias e políticas públicas foram criadas com a finalidade de reduzir as taxas de cesáreas e incentivar o parto normal, como a Rede Cegonha, a implantação das Casas de Parto Normal e o Projeto Ápice On - Aprimoramento e Inovação no Cuidado e Ensino em Obstetrícia e Neonatologia, os quais visam diminuir essa via de parto quando não indicada e estimular o uso da Classificação de Robson (CR), para monitoramento das razões que levam a cirurgia. CR é recomendada globalmente pela OMS e deveria ser utilizada como padrão para avaliar as indicações clínicas utilizadas para as cesarianas e servir como subsídio comparativo dessas taxas, de acordo com diferentes características obstétricas. Infelizmente, mesmo diante dessas e outras estratégias desenvolvidas, a situação é preocupante. Em 2016, o Sistema Único de Saúde (SUS), obteve um número de 2.400.000 parto e dentre estes, mais de metade foram partos proveniente de cesáreas (REIS et al., 2020; SILVA et al., 2021). Atualmente, tem ocorrido um distanciamento da naturalidade do processo de parir. A mulher mesmo tem uma visão errônea do que é o parto vaginal e acaba associando este, a experiências negativas de outras mulheres que sofrem violência obstétrica, por exemplo. Outrossim, a maior parte acredita ser a recuperação mais rápida do parto normal a única vantagem ou as vezes a única conhecida. A cesárea se tornou tão comum, que muitas mulheres não dizem mais que irão parir e sim que irão ser “operadas”. Um processo cirúrgico que era pra ser exceção, virou rotina para a maioria. Isso demonstra que as práticas biomédicas ainda permanecem e as tecnologias médicas estão superando a fisiologia própria da parturiente (RISCADO et al., 2021). Foi encontrado na literatura, uma contradição. As mulheres que mais recorrem a cesariana, principalmente de forma eletiva, são aquelas com maior poder socioeconômico e maior escolaridade, as quais deveriam ser esperadas as menores taxas. Alguns motivos que as levam para isso, é teoricamente a praticidade da cesárea, por poder encaixá-la em suas rotinas e na do médico obstetra escolhido previamente, de modo a evitar imprevistos relacionados ao trabalho, falta de vaga ou feriado. Porém, essa questão da instrução e condições financeiras melhores é questionável, pois em alguns países desenvolvidos isso não acontece. A exemplo da Holanda, país Europeu, as taxas de cesarianas são relativamente baixas, com 15,1% em 2004 e 17% em 2010 (DAMACENO; MARCIANO; ORSINI, 2021. REIS, et al., 2020). É importante frisar que a percepção e desejo das mulheres sobre a via de parto e sua relação com as altas taxas de cesariana, pois a decisão acerca do parto deve ser compartilhada entre o profissional e a parturiente, a qual deve ter o direito de escolha de forma esclarecida dos riscos e benefícios informados pelos profissionais de saúde. Quando essa conduta não é cumprida, pode-se considerar como violência obstétrica (PEREIRA, et al., 2022). Diante dos dados obtidos na literatura, foi possível identificar que o motivo que mais leva à cirurgia é o histórico de cesárea prévia das multíparas. A indicação de cesárea nas gestações subsequentes de mulheres com esse histórico é quase que absoluta por parte dos médicos, que receiam pelo risco de ruptura da cicatriz uterina. Porém, essa indicação tem trazido como consequência uma reação em cadeia de cesarianas de repetição. Em consonância a isso, o número de cesarianas em primíparas também tem se elevado, tornando cumulativo o processo de parturição por cesárea das mulheres com a cirurgia prévia. Essa indicação de forma isolada é falha, pois diversas evidências trazem que o parto vaginal pós cesárea ou Vaginal Birth After Cesarean (VBAC) é seguro para a maioria das mulheres. As taxas de parto vaginal pós-cesárea que evoluíram positivamente varia de 60-80%, caindo para 50% quando ocorre a indução do parto. A VBAC está associada a diminuição da morbidade materna e a redução de complicações em gestações futuras (SILVA et al., 2021). Outro fator associado ao aumento das taxas de cesárea é a admissão hospitalar precoce, antes do início do trabalho de parto ativo. Outrossim, a internação das parturientes ainda na fase latente também está relacionada a mais intervenções injustificadas e desnecessárias, como indução do parto com ocitocina e analgesia. Segundo a literatura especializada, as enfermeiras obstétricas têm se destacado na atenção ao parto, estando ligadas a práticas humanizadas e a redução de intervenções e cesarianas, por promoverem o protagonismo das mulheres e incentivarem o parto normal com diversos métodos não farmacológicos para alívio da dor. Outro agente provedor que poderia solucionar esse quadro, seria uma melhor qualificação da assistência ao pré-natal (TERTO et al., 2021). Além disso, a indução do parto também tem favorecido e levado a maiores taxas de cesariana, mesmo sem indicações clínicas. A indução do parto, realizada rotineiramente de forma indevida apenas para acelerar o parto, só deveria ser aplicada quando a gestante estivesse na 41º semana sem doença obstétrica, em caso de doenças maternas ou fetais, gestações pós-termo ou ruptura prematura das membranas a termo. Um fato intrigante encontrado nos estudos, é que a maioria das mulheres que realizaram cesariana estava com a gestação a termo e o bebê em posição cefálica, o que colaboraria para que o parto se tornasse vaginal em muitos casos (OLIVEIRA et al., 2019). Em consequência desse aumento alarmante das taxas de cesárea, justifica-se a necessidade de mostrar mediante a literatura, a importância de entender os motivos que têm levado a esse aumento pelo procedimento cirúrgico, tornando a assistência à saúde da mulher mais segura e confiante de que o parto vaginal pode ser a melhor escolha para a mãe-bebê quando recomendada e possível. É de extrema importância o estudo do tema, pois envolve a saúde materno-infantil e está associado a desfechos negativos do futuro, caso continue ocorrendo essa epidemia de cesáreas. CONSIDERAÇÕES FINAIS Diante dos achados na literatura, é possível perceber que a epidemia da cesárea muito está relacionada a suas indicações desnecessárias e que só tendem a trazer prejuízos para o binômio mãe-bebê, pois quando ocorrem desse modo e sem evidências científicas, não há outro desfecho possível. É preciso haver uma mudança na postura de profissionais que apoiam essas práticas, assim como a implementação de serviços que amparem o parto vaginal e a presença do enfermeiro obstetra, ator que tem tido relevância na obstetrícia e na assistência ao parto normal. A limitação do estudo foi encontrar artigos que abordassem os benefícios do parto normal.
Palavras-chave: Cesárea, Trabalho de Parto, Parto vaginal
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoESTÁGIO EXTRA CURRICULAR: RELATO DE EXPERIENCIA DE FORMAÇÃO DE PROFISSIONAL DE ENFERMAGEM EM MEIO A PANDEMIA DA COVID-19
CARLOS DIEGO LEITE CAZÉ; JOSÉ WAGNER MARTINS DA SILVA
INTRODUÇÃO: Com o surgimento da pandemia da COVID-19, o ensino de modo geral passou por modificações abruptas, como a substituição da modalidade presencial para remota. Esta mudança teve um impacto significativo na formação de profissionais da área da saúde, visto que, além do componente teórico, as práticas são fundamentais para uma formação de qualidade. OBJETIVO: Este estudo, visa relatar experiência vivenciada em estágio extra curricular de enfermagem na rede hospitalar. Evidenciando a importância de alternativas que enriqueçam a formação acadêmica. METODOLOGIA: O estágio aconteceu em plantões alternativos de 24 e 48 horas no Hospital Municipal de Catarina, após acordo com a direção do hospital houve a cortesia da equipe de enfermagem que sempre acolheu gentilmente o estagiário. A vivencia aconteceu nos setores de emergência, clínica médica e ambulatório. Foram apresentados documentos e orientações sobre registros e manuseio do sistema de regulação de leitos. RESULTADOS: Diante das vivencias e individualidades de cada plantão pôde se viver a prática, que na graduação foram suspensas por um período devido a pandemia. Além disso, pôde ser apreciado desde a teoria organizacional e gerencial, até cuidados diretos de enfermagem onde os profissionais acompanhavam as condutas exercidas em estágio nos diferentes setores. CONCLUSÃO: Em síntese, tais experiências somam na formação profissional, visto que adentrar no meio profissional como alternativa diante da pausa das práticas acadêmicas no período vivenciado, pôde engrandecer conhecimentos e práticas que ao final da graduação findará na garantia de profissionais capacitados e prontos para o mercado de trabalho. No mais, esta experiencia pode oferecer momentos que muitas vezes podem não acontecer no estágio curricular, seja por horários em setores diferentes que não permitem uma vivencia completa ou por questões burocráticas como acesso a sistemas e setores.
Palavras-chave: Estágio extra curricular,Pandemia COVID-19,Formação academica
Resumo Simples
Abrir o trabalhoESTRATÉGIAS DE PROMOÇÃO DA SAÚDE DO ADOLESCENTE SOBRE HANSENÍASE.
FRANCISCA ISNAIA NASCIMENTO LIMA; Valeria Silva Araújo; Maisa Araújo Duarte; Lucas Dias Soares Machado
INTRODUÇÃO: Hanseníase é uma patologia que afeta indivíduos de qualquer faixa etária e sexo, possuindo predominância em regiões que os habitantes se encontram em vulnerabilidade socioeconômica. É válido ressaltar, que no panorama atual, os adolescentes diagnosticados com essa doença sofrem com os aspectos físicos-biológicos, como as características clínicas da doença, e concomitantemente com os estigmas e preconceitos da hanseníase, afetando assim o cotidiano desses indivíduos e acarretando em impactos psicossociais e emocionais graves. Nesse sentido, faz-se necessário um aumento no desenvolvimento de estratégias que promovam saúde e propaguem informações verídicas, no que concerne a temática da hanseníase com a finalidade de reduzir esses estigmas e preconceitos. OBJETIVO: Identificar estratégias de promoção da saúde sobre hanseníase voltadas à adolescentes. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão narrativa, na qual foi realizada levantamento bibliográfico sobre o assunto da promoção da saúde para adolescentes sobre hanseníase. As seguintes bases de dados foram utilizadas: Sistema Online de Busca e Análise de Literatura Médica (MEDLINE), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e a Base de dados em Enfermagem (BDENF), através do Portal Regional da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS); assim como a Scientific Electronic Library Online (SciELO). Foram incluídos quatro artigos para análise que tratavam sobre estratégias de promoção da saúde com foco no público adolescente e abordando a temática de hanseníase. RESULTADOS: Verificou-se que as práticas promotoras de saúde estão sendo viabilizadas através de ações educativas sobre hanseníase com estudantes da rede pública de ensino do nível fundamental. Em um dos estudos, tais realizações acontecem por intermédio de uma tecnologia educacional lúdica elaborada e validada, um jogo de tabuleiro de baixo custo intitulado de “Mitos e Verdades” e nos outros três, por oficinas em que ocorrem a aplicação de dinâmicas, conduzidas por discentes de graduação em enfermagem. De forma geral eles discutiam com os escolares sobre o conceito e classificação da doença, sinais e sintomas, transmissão, diagnóstico, prevenção, tratamento e desmistificações de mitos e estigmas a partir das perspectivas dos adolescentes, levando em consideração seus saberes e experiências prévias. Ao final dos trabalhos, os autores trazem um consolidado em relação a ampliação do nível de conhecimento sobre a doença que os estudantes apresentavam após a execução dessas atividades. Em todos eles há um resultado positivo, sendo apontados a participação e interação. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Desse modo, reforça-se que existem meios que promovam saúde e elucidem dúvidas a respeito dessa temática, destinadas a um público negligenciado no que tange ao assunto. Englobar o público adolescente contribui na expansão das práticas para abranger outros contextos, como o comunitário e familiar. Assim, é fundamental uma amplificação no que se refere a produção de pesquisas relacionado a esse tema visto, a escassez na literatura, sendo que a partir destas é possível expandir informações na sociedade. Descritores: Promoção da saúde. Adolescente. Hanseníase. REFERÊNCIAS: SILVEIRA, M. G. B. et al. Portador de hanseníase: impacto psicológico do Diagnóstico. Psicologia & Sociedade, Minas Gerais, v. 26, n. 2, p. 517-527, ago. 2014. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/psoc/a/RPBTmY3rsvg7BBZXQMxK83h/?lang=pt>. Acesso em: 01 mai. 2023. FIGUEIREDO, M. B.; SILVA, I. S.; VIEIRA, T. N.; Hanseníase e a adolescência. DêCiência em Foco, v. 2, n. 2, p. 86-98, dez. 2018. Disponível em: <https://revistas.uninorteac.com.br/index.php/DeCienciaemFoco0/article/view/213>. Acesso em: 01 mai. 2023. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Articulação Estratégica de Vigilância em Saúde. Guia de Vigilância em Saúde. Brasília, DF, 2022. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_vigilancia_saude_5ed_rev_atual.pdf> . Acesso em: 01 mai. 2023.
Palavras-chave: Promoção da saúde , Adolescente , Hanseníase
Resumo Simples
Abrir o trabalhoESTUDO DE CASO: CÂNCER PULMONAR
REBECA JENYFFER SILVA NASCIMENTO; ANGÉLICA DE MORAIS BEZERRA
ESTUDO DE CASO: CÂNCER PULMONAR Rebeca Jenyffer Silva Nascimento1 Enfermeira, Angélica de Morais Bezerra2 INTRODUÇÃO. O Câncer é um desenvolvimento tipificado pela progressão de alterações celulares que reprogramam a célula para uma divisão celular descontrolada, formando, tumores. (Oliveira, 2016). No Brasil a incidência de câncer evolui com passar dos anos, modificando a situação em saúde pelas mutações ambientais, novos padrões de vida, os fatores de risco como os hábitos alimentares não saudáveis, obesidade, e o excesso no consumo de bebidas alcoólicas. Em 2002 foram 10 milhões de casos novos com 6 milhões de óbitos, em 2022 foram 117.512 mil mortes sexo masculino e no sexo feminino foram 108.318 mil de óbitos, 28,220 (4.7%) dos quais, foram casos de neoplasia maligna primária de pulmão (INCA, 2022). Há tipos de câncer predominantes no sexo masculino, de próstata, pulmão, estômago, cólon e reto, no sexo feminino é evidente os tumores de mama, colo do útero, cólon, reto e pulmão. (BARBOSA. et al. 2016) Pode-se afirmar que, o câncer pulmonar é mais comum em adultos acima dos 50 anos, tornando-se fortemente em razão do consumo indiscriminado do tabaco, amplifica em 90% as chances do desenvolvimento do câncer de pulmão, o tabaco se enquadra no carcinógeno químico, diferenças biológicas sexuais estão relacionadas, os homens têm predisposição a desenvolver um câncer do que a mulher, (American. Câncer Society, 2019). É importante enfatizar sobre os sinais e sintomas do câncer de pulmão, que se destaca: tosse persistente, falta de ar, dor no peito, perda de peso inexplicável e fadiga. No entanto, muitas vezes esses sintomas são ignorados ou atribuídos a outras causas, o que torna o diagnóstico tardio (American Câncer Society, 2019). Devido o rastreamento da doença, pode ser detectado precocemente, fatores genéticos, incluindo parentescos de primeiro grau que tenha casos na família de câncer, mas não apresentam sintomas (COELHO. et al. 2016). O diagnóstico precoce de câncer para os variados tipos de tumores está associado a um tratamento mais simples, assim como, probabilidade maior de cura, muitas vezes sem manifestação de sintomas, tem o propósito de facilitar o diagnóstico definitivo precedente com a possibilidade de uma terapia efetiva com incidência menor de morbidade e mortalidade (COELHO. et al. 2016). O enfermeiro precisa ser o protagonista na detecção precoce do câncer, as principais condutas incluem: avaliação, durante a anamnese, é colhida as informações importantes, incluindo histórico médico e familiar, exame físico e coleta investigando a sintomatologia do câncer, triagem, pode a ajudar os usuários que estão com risco de câncer, realização de exames, a enfermagem deve realizar exames como o exame clínico de mamas e cito patológico e saber interpretar uma tomografia computadorizada que ajudam a detectar câncer inicial, coleta de amostras de sangue e urina e outros fluidos corporais para análise laboratorial, o enfermeiro deve estar atento as reações adversas monitorando as medicações e orientando para reduzir os sintomas (SBEO. 2018). OBJETIVO. Descrever os enfrentamentos e vulnerabilidades vivenciado por uma pessoa vítima de câncer pulmonar. METODOLOGIA. Trata-se de um estudo qualitativo descritivo, referente a disciplina: enfermagem e o processo de cuidar em 1 Estudante de graduação em Enfermagem. Universidade Regional do Cariri, e-mail: rebeca.nascimento@urca.br 2 Enfermeiro. Docente do curso (Enfermagem). Universidade Regional do Cariri, e-mail: angelica.almeida@urca.br oncologia, onde foi proposto um estudo de caso; o acadêmico selecionaria um paciente oncológico para colher os dados necessários e desenvolver o estudo clínico, foram coletadas as seguintes informações pessoais: paciente J.E.C de 69 anos, idoso jovem, sexo masculino, natural de Várzea Alegre - CE, agricultor aposentado, tem duas filhas a esposa é dona de casa, possui cadastro no bolsa família, entretanto, o paciente é o principal provedor, precisou parar com atividade laboral durante o tratamento. Este estudo de caso é classificado como pesquisa qualitativa, pois permite que se possa investigar o indivíduo com profundidade, analisando variáveis importantes, como: desenvolvimento do objeto de estudo, planejamento de cuidados a serem propostos e evolução do caso (Bocchi, Meneguin, & Santi,1996). RESULTADOS E DISCUSSÃO. O processo de colhimentos de dados do caso clínico intercorreu por meio de um diálogo com um familiar do paciente no dia 11/02/2023, foi mencionado o exame de imagem, tomografia computadorizada do tórax do enfermo, seguindo uma biópsia do líquido que foi detectado através dessa tomografia, resultando em câncer de pulmão no ano de 2022. Durante a entrevista com o familiar E.J.F, sucedeu o seguinte questionamento, os hábitos de vida do paciente se ele era elitista ou se fumava e algumas comorbidades que o mesmo poderia ter, entretanto, todas as respostas foram negativas segundo o entrevistado, a profissão do paciente provém da agricultura, os agricultores costumam no mês de setembro ''brocar'' as terras para plantar no inverno, durante as queimadas os produtores precisam utilizar EPI’s, máscara, bota, luva e capacete, a não utilização desses equipamentos de proteção gera riscos físicos que podem ser queimaduras, acidentes com arremesso de cascalho, e químicos que são: monóxido de carbono, dióxido de enxofre, ozônio, aldeídos, hidrocarbonetos policíclicos aromáticos HPAs e material particulado fino PM2.5, principalmente durante as ''brocas'', são as queimadas durante o período de seca, essas queimadas geram fumaças que são tóxicas, ao serem inaladas por um longo período pode causar câncer, (BRAUER. et al. 2016). No que se refere ao tratamento, o médico optou por realizar dez seções de radioterapia e seis seções de quimioterapia, tratamentos invasivos que causam edema, déficit de marcha, neuropatia, descondicionamento, cardiotoxicidade, alterações do sistema nervoso central periférico e alterações de pele (VIANA. 2016. p. 49), esse tratamento gerou um custo, toda via, o paciente contou com ajuda do seu núcleo familiar, contribuindo com uma certa quantia de dinheiro para o tratamento, dessa maneira, o mesmo não se preocuparia com dinheiro da sua aposentadoria que era destinado para compras básicas da família, similarmente essa doação ajudaria nos gastos com medicações, alimentação e na sua deslocação para o local, tendo em vista, que o paciente mora em Várzea Alegre - CE e o tratamento foi realizado em Juazeiro do Norte -CE, sendo assim, a rede de apoio familiar é um fator primordial para a recuperação do paciente. O primeiro contato com tratamento hostil, paciente apresentou cefaleia, vertigem e alopecia, desenvolveu episódios de depressão e ansiedade, afetando sua saúde mental de formar voraz, do mesmo modo aqueles que fazem parte do convívio familiar, gerando conflitos internos e medo da morte. Há diferentes tratamentos para o câncer, contudo, depende do tipo de câncer e estágio da patologia, aos tipos de tratamento são: cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapia-alvo e imunoterapia, portanto, a vulnerabilidade psicológica precisa ser tratada ou reduzida para dar a continuidade há prática assistencialista sem mais complicações, a equipe de enfermagem criando vínculo respaldado no cuidado para com os pacientes e seus familiares representa um significante desafio, posto isso, o enfermeiro é o profissional, experiente e acessível para apadrinhar e orientar o enfermo e a família no processo da doença. Como enfermeiros, é imperioso saber lidar com estas situações, assim como, o princípio que deve ser seguido, a manutenção da vida com qualidade, conforto e respeito. Por isso, visando um aperfeiçoamento para melhor qualidade da assistência prestada ao paciente oncológico, o profissional precisa ter preparo psicológico e físico para lidar com essa situação, promovendo segurança do cuidado e do amparo que está recebendo dos profissionais. (Rocha. 2016 p.45). Gravidade do adoecimento tal qual, alta complexidade do tratamento dos diversos tipos de câncer, assim, como o impacto da experiência tanto para os pacientes e seus familiares como para os profissionais envolvidos, é evidente a necessidade de cooperação de saberes e disponibilidades, do mesmo modo a importância de laços solidários entre a equipe e a rede social dos usuários. Segundo, (MELO. 2016) o acompanhamento psicológico é imprescindível, pois, guiará todas as fases que o paciente vive, a fase da crise, a fase do tratamento em si, fase crônica e fase terminal, cada uma dessas etapas é necessária, abordagens distintas, compreendendo o que paciente vive no momento, contribuindo para uma qualidade de vida em casa fase, orientar sobre os desafios que poderá passar, minimizando complicações inesperadas. CONSIDERAÇÕES FINAIS/CONCLUSÃO. Essa pesquisa proporciona um raciocínio reflexivo de que o câncer é um problema de saúde pública, visto que, os altos índices de descoberta da patologia no Brasil se acentuam, citada na introdução desse estudo, com passar dos anos, as limitações são existentes, há muitas informações sobre como prevenir a doença, mas o acesso a essas informações são restritas devido às vulnerabilidades existentes como, renda baixa, familiares que já possuem atipias mentais, escolaridade inadequada, e profissionais da agricultura em consonância com a doença gera gradativamente a mortalidade. É necessário a continuação na disseminação de informações sobre a promoção e prevenção do câncer, as mídias de comunicação como: televisão, rádios, e as mídias sociais, são meios de grande audiência e que ajudaria na distribuição de saberes de como prevenir um câncer no futuro, portanto, adotar medidas preventivas para reduzir as incidências de queimadas diminuindo seus impactos na saúde humana a promoção de práticas agrícolas sustentáveis e a educação ambiental para as comunidades (SOUZA et al. 2020. p. 140- 155). Descritores: Neoplasias Pulmonares. Vulnerabilidade Social. Oncologia. Vulnerabilidade em Saúde. Enfermeiros. REFERÊNCIAS BARBOSA, MARIA BERNADETE ALVES. et al. Ações de enfermagem para o controle do câncer. 3. Ed. Rio de janeiro. CDEC.2008. Câncer de pulmão. Instituto nacional do câncer. 2022. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/pulmao. Acesso em: 01 maio. 2023. Detecção precoce do câncer. Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica.2018. Disponível em: https://sboc.org.br/. Acesso em: 02 maio. 2023. SILVA, A. M. C. DA et al. Material particulado (PM2.5) de queima de biomassa e doenças respiratórias no sul da Amazônia brasileira. Revista brasileira de epidemiologia [Brazilian journal of epidemiology], v. 13, n. 2, p. 337–351, 2010. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1415-790X2010000200015. Acesso em: 04 maio.2023. VIEIRA, SABAS CARLOS. et al. Livro noções básicas em oncologia para profissionais 1.ed. Teresina Piauí. EDUFPI.2016. Agradecimentos Agradecemos ao entrevistado e ao paciente pela colaboração como também, futuro leitor desse resumo expandido
Palavras-chave: Neoplasias Pulmonares, Vulnerabilidade Social, Oncologia, Vulnerabilidade em saúde,Enfermeiros
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoEXPERIÊNCIA DE AÇÃO EDUCATIVA EM SAÚDE ACERCA DO PROCESSO DE DOAÇÃO VOLUNTÁRIA DE SANGUE
ANTÔNIA GISELE VIEIRA ALBUQUERQUE; MARIA LORHANA VENÂNCIO DA SILVA; TEODORO MARCELINO DA SILVA; NATALIA BASTOS FERREIRA TAVARES
INTRODUÇÃO: A doação voluntária de sangue ainda constitui uma problemática de interesse a nível mundial, posto que o sangue ainda é uma substância insubstituível. Neste contexto, as recomendações ministeriais recomendam que o ideal seria que cerca de 3% a 5% da população fossem doadores de sangue. Todavia, no Brasil apenas 1,8% da população são doadores, número esse muito abaixo do recomendado. Desse modo, as ações educativas se tornam necessárias visto que podem promover a discussão acerca da doação voluntária de sangue, visando a sensibilização do público-alvo de se tornarem doadores voluntários de sangue. OBJETIVO: Relatar a experiência de ação educativa em saúde acerca do processo de doação voluntária de saúde. MÉTODO: Trata-se de relato de experiência. Ação educativa foi realizada no dia 12 de julho de 2022 durante o turno vespertino nas dependências do Campus Multi-Institucional Humberto Teixeira, tendo como duração duas horas. Os participantes foram dois extensionistas do projeto de Extensão: Doe Sangue e Salve Vidas: A Universidade como Protagonista no Processo de Doação Voluntária de Sangue, os quais foram os facilitadores; e vinte e quatro discentes de enfermagem matriculados regulamente no segundo semestre do semestre 2021.2. A ação foi operacionalizada mediante uma dinâmica educativa intitulada: “Passa e Repassa”, que tinha como finalidade lançar perguntas norteadoras acerca da doação voluntária de sangue. Salienta-se que se utilizou como metodologia de trabalho, a roda de conversa fundamentada nos pressupostos da Educação Popular de Paulo Freire. Ação foi finalizada mediante o encerramento da dinâmica e o feedback positivo sobre a importância dos estudantes universitários se tornarem doadores voluntários de sangue. RESULTADOS: Inicialmente a dinâmica educativa proporcionou identificar que os líderes das ambas equipes detinham conhecimento sobre as etapas necessárias para a realização da doação voluntária de sangue, assim como seus benefícios ao doador e receptor. Isso proporcionou aos facilitadores o interesse pela continuidade da operacionalização da dinâmica educativa. A discussão levantava pelos facilitadores acerca dos mitos e verdades sobre a doação voluntária de sangue, oportunizou a participação ativa dos líderes, identificando que os eles detinham conhecimento sobre o assunto. Posto a isso, a ação educativa viabilizou aos discentes a sensibilização sobre a importância de se tornarem doadores voluntários de sangue, isso foi evidenciado mediante os relatos verbais dos estudantes durante a roda de conversa. Desse modo, a realização da ação educativa proporcionou aos facilitadores o crescimento acadêmico-profissional e ampliação de seus saberes. CONCLUSÃO: A ação educativa mediante operacionalização da dinâmica educativa sobre o processo de doação voluntária de sangue foi de fundamental importância, pois viabilizou a discussão sobre esse gesto solidário e sua importância assistencial de forma lúdica e integrativa, onde pode sensibilizar os estudantes de enfermagem sobre a necessidade de se tornarem doadores voluntários.
Palavras-chave: DOAÇÃO DE SANGUE, PROMOÇÃO DA SAÚDE, ESTUDANTES DE ENFERMAGEM
Resumo Simples
Abrir o trabalhoEXTENSÃO UNIVERSITÁRIA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: USO DE METOLOGIA ATIVA EM SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA
NICOLLE TEIXEIRA DE MATOS; Alice Alves Tibúrcio; Gildiana Ferreira de Carvalho; Taís da Silva Batista; João Emanoel Pereira Lacerda; Camila Almeida Neves de Oliveira
INTRODUÇÃO: As infecções sexualmente transmissíveis (IST) ainda se encontram em um panorama epidemiológico progressivo, sendo consideradas como um problema de saúde pública mundial. Muitas pessoas são afetadas pelas infecções e não apresentam sintomas, podendo-se dizer que estas são silenciosas e por isso dificultam a sua identificação, além de contribuírem para o aumento da transmissibilidade e não adesão ao tratamento. Diante disso, destaca-se a importância da promoção da saúde aliada às metodologias ativas como provedora da saúde sexual e reprodutiva, de modo a colaborar para a implementação de medidas de prevenção e controle das IST’s. OBJETIVO: Relatar a vivência de extensão universitária, frente à elaboração de uma metodologia ativa em sala de espera da atenção primária, com ênfase em saúde sexual e reprodutiva. METODOLOGIA: Trata-se de um relato de experiência, baseado em ação de promoção de saúde realizada pelo projeto de extensão: “Planejar com consciência e autonomia”. Utilizou-se um dado confeccionado pelos extensionistas, contendo uma pergunta em cada lado, relacionadas ao HPV, sífilis, HIV/Aids e candidíase. Em um dos lados do dado, continha um símbolo de interrogação, para dissolução de dúvidas pelos participantes. Ademais, foi desenvolvido um folder informativo para entrega aos participantes, com orientações sobre higiene íntima e prática de sexo seguro. RESULTADOS: A ação ocorreu na sala de espera de uma Unidade Básica de Saúde do município de Iguatu-CE em agosto de 2022, com a participação de três extensionistas e 10 pessoas que aguardavam a realização do exame citopatológico, no período noturno de atendimento. No decorrer da ação, o lado do dado que mais se repetiu foi o da interrogação, portanto, os participantes puderam esclarecer várias dúvidas e manifestaram abertura para conversa dialogada com os extensionistas. As perguntas mais recorrentes buscavam saber se as ISTs tinham cura e tratamento, os sintomas e qual a diferença entre HIV e Aids. Foi possível contar com a participação dos parceiros e das filhas das mulheres que esperavam a realização do exame, tornando o momento ainda mais proveitoso, por abranger diferentes públicos. Outrossim, realizou-se compartilhamento de orientações através dos panfletos e da construção do vínculo de modo lúdico e dinâmico, acerca do uso dos métodos de barreira como proteção dupla para IST’s e gravidez, da importância da vacinação contra o HPV e hepatites virais, assim como aconselhamento sobre higiene íntima e sua correlação com infecções oportunistas como a candidíase. CONCLUSÃO: Diante do exposto, conclui-se que o uso de metodologias ativas se faz essencial para promover a saúde sexual e reprodutiva da população, contribuindo de forma significativa na aprendizagem. Através desta estratégia dinâmica, foi possível tornar o momento mais leve, distante de tabus e anseios que permeiam esse tema no cotidiano de vida e saúde da população. Evidencia-se a necessidade de mais intervenções nesta linha, ao contribuir com a disseminação de informações adequadas, redução das taxas de IST’s e fortalecimento da prática do sexo seguro.
Palavras-chave: Promoção de Saúde,Atenção primária à saúde,Infecções Sexualmente Transmissíveis
Resumo Simples
Abrir o trabalhoFATORES DE RISCO PARA O CÂNCER PRESENTES NO ESTILO DE VIDA ADOLESCENTE: REVISÃO DE LITERATURA
JOÃO CARLOS HENRIQUE CORDEIRO ; Marcos Abimael Vieira Campos; Adriana de Moraes Bezerra; John Carlos de Souza Leite; Naanda Kaanna Matos de Souza
O câncer é um conjunto de mais de 100 tipos de neoplasias malignas, que tem como características comuns o crescimento desordenado e a invasão de diversos tecidos do corpo (INCA, 2022a). É uma das principais problemáticas de saúde do mundo, a mortalidade e incidência do câncer estão cada vez maiores obtendo números epidemiológicos cada vez mais alarmantes, e isso pode ser explicado pelo crescimento populacional e envelhecimento das pessoas, como também pela distribuição e exposição aos fatores de risco (BRAY et al., 2018). O termo “fator de risco” refere-se ao conjunto de fatores associados ao risco de uma pessoa sadia desenvolver uma doença. Esses fatores podem ser ambientais ou hereditários e um mesmo fator pode ser de risco para várias doenças. As primeiras manifestações do câncer podem levar anos para aparecerem após uma exposição única ou contínua, como exemplo a exposição solar infantil que pode gerar câncer de pele na fase adulta (INCA, 2022b). O surgimento de muitas doenças na fase adulta pode ter como origem os hábitos de vida adquiridos na infância e adolescência, fases consideradas vitais para o desenvolvimento. À medida que as pessoas envelhecem, os hábitos saudáveis tendem a cair no esquecimento. O exercício físico e uma dieta rica em frutas e vegetais são apenas alguns exemplos de hábitos que se tornam menos comuns com o avançar da idade. (MARQUES et al, 2020). Portanto, os estudos que foquem nos principais fatores de risco que esta população está exposta são de grande importância, podendo assim ter conhecimento das principais demandas de saúde da população no contexto do câncer. Assim, este estudo tem com objetivo identificar os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer que a população adolescente está exposta.
Palavras-chave: Fatores de risco,Câncer, Educação em Saúde
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoFATORES RELACIONADOS A DECISÃO DA MULHER PELA VIA DE PARTO
ISABELA RAQUEL ANDRADE MOTA ; ANDRESSA NEVES DOS SANTOS; ANTÔNIA NÁDIA NOGUEIRA MARTINS; CAMILA FONSECA BEZERRA
INTRODUÇÃO: O processo de parturição é transpassado por questões sociais e culturais que influenciam diretamente na escolha da mulher por determinado tipo de parto. Vários fatores estão envolvidos no processo de decisão da mulher para a escolha da via de parto que incluem, experiências anteriores, informações concebidas ao longo da vida, inclusive durante a assistência pré-natal, além de outros mecanismos individuais, coletivos e institucionais. A gravidez é um momento de grande destaque na vida da mulher, configura-se como uma experiência transformadora e impactante. Portanto, as decisões da gestante devem ser respeitadas. O seu empoderamento e independência durante todo o processo, inclusive no momento do trabalho de parto e parto, é importante para que haja a vivência de forma ativa e participativa. OBJETIVO: Identificar os fatores que influenciam a mulher na decisão pela via de parto. METODOLOGIA: O presente estudo trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa de caráter exploratório, priorizando a escolha dos artigos nas bases de dados: LILACS, SCIELO e BDENF, nos últimos cinco anos. Foram encontrados 78 artigos e 24 artigos foram utilizados para a pesquisa utilizou-se os descritores em Ciências da Saúde: Cesárea AND Saúde da Mulher AND Tomada de Decisão Compartilhada. RESULTADO: A escolha pela via de parto ocorre desde o pré-natal até o momento do parto em si. Entretanto, muitos profissionais de saúde ainda repassam informações tendenciosas para as mulheres e, na maioria das vezes, tendem para a realização da cesárea. O medo indiscriminado da dor durante o parto vaginal leva as gestantes a optarem pelo parto cirúrgico, pois a dor pode ser aliviada com o uso de anestesia. O medo cria uma visão distorcida entre as mulheres de que a cesariana é mais rápida e menos dolorosa e, ainda, não se informem sobre a recuperação no pós-parto cirúrgico. CONCLUSÃO: Independente da preferência da via de parto, diante do conflito da decisão, o profissional de enfermagem pode atuar efetivamente no compartilhamento de informações sobre os riscos e benefícios do parto normal e da cesariana e na construção do vínculo desde o pré-natal até o puerpério. Sabe-se que os profissionais podem contribuir positivamente nas escolhas da mulher e, por isso, é preciso que os mesmos estejam dispostos a torná-la corresponsável nesse processo, consciente de todos os possíveis desfechos e exercendo o real protagonismo do parto.
Palavras-chave: CESÁREA,SAÚDE DA MULHER,TOMADA DE DECISÃO
Resumo Simples
Abrir o trabalhoFATORES RELACIONADOS À SINDROME DO IDOSO FRÁGIL:REVISÃO DA LITERATURA
ANA CAROLINA OLIVEIRA DE FREITAS; Susiany Ferreira de Oliveira; Sara Éllen Rodrigues de Lima; Luana Teixeira Amorim; Jessica Maria Gomes Araújo; Adriana de Moraes Bezerra
INTRODUÇÃO A transição demográfica está relacionada com o envelhecimento da população. Seu início vem da redução das taxas de mortalidade e, após algum tempo, queda das taxas de natalidade, provocando as alterações na estrutura etária da população. O ciclo de envelhecimento não significa necessariamente que o indivíduo irá adoecer. É fundamental investir em ações de prevenção ao longo de todo o curso de vida (OLIVEIRA, 2019). Com o envelhecimento acelerado e desordenado da população em países em desenvolvimento como o Brasil, a fragilidade no processo de envelhecimento passa a ser um tema cada vez mais relevante. Podendo a fragilidade ser definida como um estado de vulnerabilidade que se manifesta por meio da perda de força muscular, perda de mobilidade, diminuição da resistência e aumento do risco de quedas (RIBEIRO et al., 2019). Destarte, a fragilidade é um processo que afeta diversos domínios da vida da pessoa idosa, como o físico, biológico, psicológico e social. Isso resulta em um desequilíbrio nas reservas homeostáticas do corpo e aumenta a vulnerabilidade a estressores, o que pode gerar diversas consequências prejudiciais para a saúde e qualidade de vida da pessoa idosa (CLÓRIS et al., 2019). Entre as estratégias que podem ser adotadas pelos profissionais de saúde para prevenir ou minimizar a fragilidade em idosos estão: atividade física regular, alimentação saudável e adequada, prevenção e tratamento de doenças crônicas, estimulação cognitiva e atenção à saúde mental. Almejando com essas estratégias, sobretudo, a prevenção de consequências mais comuns na pessoa idosa, como quedas, incapacidades e limitações, além de institucionalização, hospitalização e comorbidade, e mortalidade (CHAVES et al., 2021). Diante disso, é importante que haja uma sensibilização crescente sobre a fragilidade na pessoa idosa e que sejam adotadas estratégias preventivas e de tratamento para minimizar os efeitos negativos da fragilidade na vida da pessoa idosa. Para oferecer um atendimento especializado e contínuo aos idosos frágeis, é necessário que o enfermeiro esteja capacitado e atualizado em relação aos conhecimentos e técnicas específicas para o cuidado dos idosos (RIBEIRO et al., 2019). Logo, o enfermeiro pode desempenhar diversas atividades para identificar e cuidar dos idosos frágeis, como a realização de avaliações geriátricas abrangentes para detectar e avaliar a fragilidade e os fatores de risco associados, o desenvolvimento e implementação de planos de cuidados individualizados, a oferta de educação e aconselhamento aos pacientes e familiares sobre estratégias de prevenção e manejo da fragilidade, o monitoramento contínuo da saúde do paciente e o trabalho em colaboração com outros profissionais de saúde para coordenar os cuidados e garantir que o paciente receba atendimento especializado e contínuo em todos os níveis de atenção à saúde (CHAVES et al., 2021). Nesta conjuntura, a presente pesquisa buscou identificar na literatura científica os fatores associados à Síndrome do Idoso Frágil. MÉTODO Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com abordagem qualitativa, cuja coleta de dados foi realizada no mês de maio de 2023, nas bases de dados Biblioteca Eletrônica Científica Online e Biblioteca Virtual em Saúde Brasil as quais foram identificadas a partir da utilização dos seguintes Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): Idoso fragilizado, Enfermagem e Fatores de risco, que foram cruzados simultaneamente através do booleano “AND”. Foram estabelecidos como critérios de inclusão artigos originais, nos idiomas inglês, português e espanhol, que versassem sobre a temática do estudo e que respondiam à questão norteadora desta pesquisa. Quanto aos critérios de exclusão foram excluídos artigos duplicados e que não apresentavam texto completo e disponível para download. Após a somatória das bases de dados, foram encontrados 137 artigos. Posteriormente à análise por meio dos critérios de elegibilidade, através da leitura dos títulos, resumos e leitura na íntegra, 10 artigos compuseram a amostra o corpo de estudos para discussão aprofundada sobre os fatores associados à síndrome do idoso frágil. RESULTADOS E DISCUSSÃO Durante a análise minuciosa dos estudos, constatou-se diversos fatores que estão relacionados à síndrome do idoso frágil. A fragilidade está associada à idade avançada, consistente com dados demonstrados em ambientes comunitários e hospitalares (SOUZA et al., 2023), o que também foi encontrado no estudo de Santos et al. (2020) evidenciando que a variável idade é frequentemente associada ao declínio funcional e às doenças não transmissíveis A ocorrência de dependência funcional também foi verificada nas pesquisas como um fator potencial para a síndrome da fragilidade, impactando diretamente nas atividades de vida diária. Pela análise das referências, foi possível identificar que as quedas são um dos maiores problemas de saúde pública na faixa etária de maiores que 70 anos, que trazem repercussões diretas na fragilização dos longevos, predispondo à diminuição da capacidade funcional, fraturas, síndrome de imobilização, hospitalização e comprometimento da marcha (LIMA, 2021). Além disso, de acordo com GRDEN et al. (2019), a incontinência urinária está associada a idosos frágeis e a um risco aumentado de declínio funcional, o que afeta diretamente a qualidade de vida, a independência e a autonomia. É nesta conjuntura que muitas idosos deixam de realizar suas atividades cotidianas e sociais por vergonha, chegando a isolar-se socialmente e desenvolver solidão e sintomas depressivos. A característica de possuir distúrbios do padrão do sono também foram referenciadas no texto como queixas recorrentes que levam ao aumento da sonolência diurna e alterações comportamentais, além do aumento das complicações induzidas pela fragilidade (DALLA et al., 2021). Outrossim, os desequilíbrios nutricionais são causados por muitas variáveis que interferem na ingestão alimentar, como: anorexia fisiológica decorrente do envelhecimento; alterações sensoriais; perda dentária; isolamento social; depressão e baixo nível socioeconômico (ANDRADE, 2020). Sabe-se que as doenças crônicas são patologias que impulsionam a uma grande preocupação para a população idosa por serem condições associadas ao envelhecimento e alvo de diversos outros determinantes que podem levar a uma série de outras comorbidades e contribuir para maior fragilidade nesses indivíduos. A doença crônica causa limitações, reduz a produtividade, afeta a função e a qualidade de vida, e tem sido descrita como um grave problema de saúde pública (FREIRE, et al., 2017). Outro fator associado à fragilidade diz respeito ao uso exacerbado e sem prescrição de fármacos no domicílio pelos idosos. Durante o envelhecimento, os efeitos deletérios cumulativos de doenças crônicas ou medicamentos comórbidos podem ser fatores de risco para fragilidade (DUARTE, et al., 2021). Cita-se a capacidade de deambular prejudicada e a diminuição da força muscular como acontecimentos do processo de envelhecimento devido a alterações fisiológicas que podem reduzir a capacidade de exercício em idosos. A mobilidade física prejudicada afeta progressivamente a funcionalidade em idosos, pois aumenta a incidência de quedas, hospitalizações e consumo de medicamentos (RIBEIRO et al., 2019). A associação da fragilidade com ser viúvo também foi identificada nos estudos, podendo o estado civil estar relacionado aos desafios ou estresse causado pela perda do ente querido, que aumenta a vulnerabilidade para os domínios emocional, espiritual e fisiológico da fragilidade (JESUS et al., 2018). Neste ínterim, a importância dada pelos idosos às relações conjugais, demonstra que ser casado é um fator protetivo para a fragilidade. Nesse sentido, ao destacar as síndromes de fragilidade geriátrica, o enfermeiro aprimorará o cuidado, pois revelará as especificidades observadas na escolha das intervenções de enfermagem, implicando, assim, um cuidado individualizado e sistematizado ao idoso frágil. CONSIDERAÇÕES FINAIS Os resultados deste estudo mostram que os principais fatores associados à fragilidade do idoso são desequilíbrios nutricionais, distúrbios no padrão de sono, doenças crônicas não transmissíveis, polifármacos, incontinência urinária, limitação física e ser viúvo. Prevenir ou identificar precocemente esses fatores é de suma importância para precaver a fragilidade dos idosos. Esses dados sugerem a necessidade de mais atenção a essa população.
Palavras-chave: Idoso fragilizado,Enfermagem, Fatores de riscos
Oral
Abrir o trabalhoFISIOLOGIA NA ENFERMAGEM – ENTRE A EXPECTATIVA E A REALIDADE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA.
FRANCISCA MIRIA KELE ALVES DA SILVA; GISLAINE ALVES DE OLIVEIRA
FISIOLOGIA NA ENFERMAGEM – ENTRE A EXPECTATIVA E A REALIDADE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Francisca Miriakele Alves da Silva Gislaine Alves de Oliveira INTRODUÇÃO: De acordo com a matriz curricular do curso de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri (URCA), Campus Iguatu, a disciplina de Fisiologia deverá ser cursada no segundo semestre acadêmico. A importância dessa disciplina no contexto das profissões em saúde se dá por explicitar o funcionamento homeostático do corpo humano, evidenciando também sua complexidade. Em decorrência disso, alguns discentes de semestres posteriores generalizam as experiências negativas que obtiveram com a disciplina, provocando angústia e ansiedade naqueles que estão por cursá-la. OBJETIVO: Esse resumo objetiva descrever as experiências vividas durante as aulas de Fisiologia por uma acadêmica do curso de graduação em Enfermagem, traçando um paralelo com as expectativas da acadêmica ao iniciar a disciplina. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo qualitativo de caráter descritivo do tipo relato de experiência, realizado a partir da vivência discente na referida disciplina no período de Outubro de 2022 a Março de 2023, na URCA, Campus Iguatu. RESULTADOS: No início do período letivo supracitado, a universitária ouvia os rumores de alunos que achavam a disciplina dificultosa pela quantidade de assuntos e complexidade destes. No entanto, com o início das aulas e as várias estratégias que foram utilizadas pela docente para apresentar ou revisar, o conteúdo se tornou fácil e dinâmico. Durante as aulas a docente utilizava poucos slides, sendo esses apenas com imagens que não podiam ser reproduzidas no quadro. Isso foi crucial para a memorização efetiva dos assuntos expostos. Além disso, também foram utilizados: pontuação por participação, jogos educativos e atividades que incentivavam a busca por querer saber cada dia mais, motivando os discentes à terem uma postura pesquisadora. Somado a isso, ainda foram propostos exercícios que visavam o trabalho em grupo, oportunizando o aprendizado por pares. Isso proporcionou exitosos resultados, já que o desempenho da turma aumentou juntamente ao sentimento de coletividade. Como estratégia pessoal de aprendizado, a discente estabeleceu um plano de estudos. Esse consistia em buscar, após cada aula, livros para estudar o assunto abordado, bem como videoaulas confiáveis que ajudassem na fixação de determinado conteúdo. Além disso, os meios de estudo utilizados por alguns discentes e compartilhados com os demais e a ajuda dos colegas ao ensinar temas discutidos em sala foram importantes para o sucesso coletivo. Assim, a utilização de todas essas estratégias de ensino-aprendizagem demonstraram que a Fisiologia pode ser excitante e, portanto, o problema não é a disciplina, mas a forma como ela é explorada. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O estudo da Fisiologia é imprescindível na vida acadêmica dos futuros profissionais Enfermeiros e torná-la uma experiência mais cativante para os graduandos é essencial para uma aprendizagem de sucesso. Diante disso, é crucial que os acadêmicos não se intimidem pelos estereótipos que possam circular nos corredores da universidade, pois com as técnicas de ensino e estudo adequados a Fisiologia é surpreendente. Descritores: Fisiologia. Aprendizagem ativa. Educação em Enfermagem.
Palavras-chave: Fisiologia,Aprendizagem ativa,Educação em Enfermagem
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoImpacto da gravidez na adolescência
ANTÔNIA NÁDIA NOGUEIRA MARTINS; Andressa Neves dos Santos; Isabela Raquel Andrade Mota; Angélica Isabely de Morais Almeida
INTRODUÇÃO: A Organização Mundial da Saúde (OMS) determina que o período da adolescência é dos 10 aos 19 anos, delimitando a passagem da infância a vida adulta. Em vista disso, sucede a iniciação da vida sexual, ocasionando em preocupações devido ao risco de infecções sexualmente transmissíveis ou gravidez indesejada. A gestação na adolescência é considerada um problema de saúde pública, devido aos riscos proporcionados a mãe e ao bebê que ultrapassam os riscos médicos. OBJETIVO: Identificar os possíveis impactos que a gravidez na adolescência pode ocasionar. METODOLOGIA: O presente estudo trata-se de uma revisão bibliográfica de caráter exploratório, priorizando a escolha dos artigos em periódicos nos últimos cinco anos, totalizando 4 artigos das bases de dados: SciELO e LILACS. RESULTADOS: A gravidez na adolescência pode ser encarada como um fenômeno social que ocasiona problemas nos âmbitos psicossociais e econômicos. Assim sendo, pode acarretar prejuízos na qualidade de vida e evolução e no desenvolvimento tanto pessoal como profissional. As possíveis consequências geradas pela gravidez na adolescência podem interferir na qualidade de vida da mãe e promover o desenvolvimento de complicações. Os possíveis impactos são o abandono escolar, baixa autoestima, a ausência de planos futuros, o uso excessivo de álcool e outras drogas, desnutrição, sobrepeso, hipertensão, complicações no parto e puerpério e depressão pós-parto. A gravidez na adolescência ocasiona também em alterações fisiológicas, adaptações a vida materna, medos, dúvidas, angústia e ansiedade. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Ao analisar o estudo foi possível concluir que a gravidez na adolescência é amplamente conhecida por ter efeitos prejudiciais. As transformações físicas, psicológicas e sociais que ocorrem podem impedir as aspirações e esperanças das jovens gestantes. Portanto, são necessários cuidados intensivos para promover uma cultura de promoção e atenção à saúde dessa população vulnerável de gestantes jovens. Os profissionais de saúde devem se envolver nas ações de prevenção da gravidez na adolescência e discutir sua eficácia. É importante ouvir e abordar as famílias e os adolescentes para incentivá-los a considerar suas opções e respeitar os limites para o desenvolvimento do sexo seguro.
Palavras-chave: Gravidez, adolescente, saude
Resumo Simples
Abrir o trabalhoINSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO E MONITORAMENTO DE AÇÕES EDUCATIVAS PARA EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE.
LAIZA MARIA CAVALCANTE DE AZEVEDO; Moziane Mendonça de Araújo; Glícia Uchôa Gomes Mendonça
INTRODUÇÃO: A implementação de programas sustentados na integração ensino-serviço-comunidade tem potencial para fortalecer a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS) ao incentivar e orientar processos de transformação das práticas de saúde em atenção às reais necessidades dos trabalhadores de saúde e da população usuária. Neste âmbito, o Programa de Educação pelo Trabalho, PET-Saúde, constitui-se como estratégia indutora de transformações no processo de formação profissional. No entanto, se faz necessário, analisar essas ações no intuito de estabelecer parâmetros quantitativos e mobilizar informações que permitam realimentar o planejamento de novas propostas educativas. OBJETIVO: Averiguar na literatura instrumentos de avaliação e monitoramento de ações educativas para fortalecimento do PNEPS. METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa de revisão narrativa da literatura. A busca dos estudos ocorreu por meio da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) com o uso dos seguintes Descritores de Ciências da Saúde (DeCS): educação permanente, avaliação, monitoramento, educação pelo trabalho, sistema único de saúde, totalizando cinco estudos revisados, no mês de maio de 2023. RESULTADOS: Dentre os instrumentos de avaliação encontrados, destaca-se os questionários autoaplicáveis propostos pelo Manual de Orientações para o Monitoramento e Avaliação da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde, composto por quatro diferentes blocos, que dizem respeito a percepção dos participantes em relação à ação educativa, aquisição de conhecimentos a partir da ação educativa, apoio oferecido pela organização ao uso das novas habilidades no trabalho e desempenho do trabalhador após a sua participação na ação educativa. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Poucos instrumentos foram identificados para avaliação e monitoramento de atividades educativas desenvolvidas para os trabalhadores e usuários do SUS, como as que são propostas pelo PET-Saúde. Neste sentido, ressalta-se que essas ações necessitam de avaliação e monitoramento para aprimoramento e consequentemente capacitação do quadro de trabalhadores e a qualificação da gestão e da atenção em saúde.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoIntegralidade como Princípio de Ensino na Formação em Enfermagem: Uma Revisão Narrativa
MIRELY DE SOUZA TEIXEIRA; Kaline Nayanne de Souza Oliveira; Milena Macedo Silva; Jeissiane de Sousa Gomes; Josênaria Bezerra da Silva; Antonio Germane Alves Pinto
INTRODUÇÃO: A implementação do Sistema Único de Saúde (SUS) e a estruturação da Atenção Primária à Saúde (APS) expandiu o campo de atuação do enfermeiro. Os cursos de graduação em enfermagem modificaram o modelo de ensino para reorientar as concepções do processo saúde-doença e as práticas profissionais. Entretanto, apesar dos avanços pedagógicos, ainda existem entraves na configuração da formação profissional em enfermagem e um deles é a consolidação da integralidade como um princípio educacional. A integralidade é um dos princípios norteadores do Sistema Único de Saúde, assim, como tal, tem que orientar o preparo profissional, através de reflexões coletivas da realidade sobre a assistência em saúde, para capacitação do desenvolvimento de práticas inovadoras, transformação de condutas e qualificação para agir nos diferentes cenários de trabalho. OBJETIVO: Descrever a relevância da integralidade na formação em enfermagem, fundamentado na literatura disponível. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo qualitativo, do tipo revisão narrativa, onde foi realizada uma pesquisa bibliográfica para levantamento de informações sobre a integralidade na formação profissional do enfermeiro. A busca ocorreu, em maio de 2023, na base de dados Centro Latino-Americano e do Caribe (LILACS), Base de Dados em Enfermagem (BDENF) e Biblioteca Eletrônica Científica (SCIELO), com estudos publicados nos últimos 10 anos, em português e inglês e na íntegra que demonstraram a temática em questão. Foram encontrados 12 artigos sobre a temática, desse total apenas 3 obedeciam aos critérios de inclusão desta pesquisa. RESULTADOS: Com base na exploração dos dados, foi possível verificar como a abordagem e a aplicação do princípio da integralidade se apresenta na matriz curricular e na estratégia de ensino dos docentes. Os artigos catalogados, enfatizaram que esse pressuposto é ensinado em disciplinas específicas, especialmente as voltadas para a Atenção Básica, ou seja, não existe uma continuidade em todas as etapas da graduação. Esse fato, evidencia um ensino fragmentado com dificuldades para o estudante em apreender um eixo integrador dos conteúdos na complexidade para exercício da integralidade em diferentes contextos, nos quais a enfermagem é desempenhada. Outro fator elucidado é a metodologia pedagógica, na qual é necessário ter uma instrução prática reflexiva relacionada com a integralidade, permeando condutas nos distintos cenários de atuação indo além da racionalidade técnica instrumentalizada, conectando o mundo do trabalho com o do ensino. Para isto, faz-se imperioso o autojulgamento do docente se as atuais práticas pedagógicas têm atendido as demandas encontradas no âmbito acadêmico. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Portanto, evidenciaram-se os obstáculos encontrados na formação do enfermeiro, fundamentada no princípio da integralidade. Apesar da matriz curricular do curso oferecer disciplinas integradoras, o conhecimento ofertado é fragmentado se exibindo centrado em conteúdos específicos, no qual não relaciona a aplicabilidade da teoria na prática, consequentemente ocorre uma fragilização da percepção do cuidado. Sobre o processo pedagógico, a universidade é um ambiente propício para aprendizado, logo cabe aos docentes estimular criatividade, participação, construção da cidadania e inserção social, para que assim, construam profissionais que considerem a perspectiva de cuidado e complexidade dos usuários do Sistema Único de Saúde. Descritores: Ensino. Integralidade em Saúde. Enfermagem. Docentes. REFERÊNCIAS CALADO, R. S. F. et al. Ensino das práticas integrativas e complementares na formação em enfermagem. Rev. enferm. UFPE on line, v. 13, n. 1, p. 261-267, 2019. DOI: https://doi.org/10.5205/1981-8963-v13i1a237094p261-267-2019 . Acesso em: 01 mai. 2023. LIMA, M. M.; KLOH, D.; REIBNITZ, K. S.; Integralidade na relação pedagógica: um novo olhar para a formação do enfermeiro. Rev. enferm. UFPE on line, v. 10, n. 8, p. 3130-3136, 2016. DOI: 10.5205/reuol.9373-82134-1-RV1008201642. Acesso em: 02 mai. 2023. SANTOS, A. T. S. et al. Integralidade do cuidado na formação do enfermeiro: visões e vivências do acadêmico de enfermagem. Enferm. foco (Brasília), v. 10, n. 1, p. 122-126, 2019. Disponível em: <https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-1028066 >. Acesso em: 01 mai. 2023.
Palavras-chave: Ensino,Integralidade em Saúde,Enfermagem,Docentes
Resumo Simples
Abrir o trabalhoINTEGRALIDADE NO CUIDADO DE ENFERMAGEM À POPULAÇÃO LGBTQIA+ NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
MILENA MACEDO SILVA; Cícero Damon Carvalho de Alenca; Jeissiane de Sousa Gomes; Mirely de Sousa Teixeira; Kaline Nayanne de Souza Oliveira; Antonio Germane Alves Pinto
INTRODUÇÃO: A garantia das necessidades de saúde ao público LGBTQIA+ é um direito que é assegurado por lei. Logo, as instituições de saúde devem promover um ambiente acolhedor, sem preconceito e fornecer um atendimento integral em consonância aos princípios do Sistema Único de Saúde. Outro aspecto relevante é o reconhecimento das especificidades desse grupo, para então, proporcionar uma assistência qualificada e humanizada. Nesse contexto, a enfermagem possui um papel fundamental no que tange a saúde da comunidade LGBTQIA+, contudo, a procura desse público pelos serviços de saúde é limitada. OBJETIVO: Descrever os entraves para a efetivação da integralidade no cuidado de enfermagem à população LGBTQIA+ no contexto da Atenção Primária à Saúde. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo do tipo revisão narrativa, realizado na primeira semana de maio de 2023, que teve como pergunta norteadora: quais as fragilidades que envolvem a integralidade no cuidado de enfermagem ao público LGBTQIA+ na Atenção Primária à Saúde. A busca dos artigos se deu pelas bases de dados: Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Scientific Electronic Library Online (SciELO) e National Library of Medicine (PubMed), utilizando os descritores em saúde LGBT, nursing, Sexual and Gender Minorities e Primary Health Care, em conjunto com o operador booleano “AND”.Elencaram-se como critérios de inclusão, trabalhos publicados entre 2019 a 2023, disponíveis na íntegra, escritos em português, inglês ou espanhol. Foram encontrados 39 artigos, excluindo-se aqueles que não tinham relação com a temática e duplicados. Após leitura do título e resumo foram selecionados 6 artigos. RESULTADOS: A análise de dados evidenciou que os enfermeiros atuantes na atenção primária possuem fragilidades em sua formação acadêmica, no conhecimento das demandas específicas e na abordagem do público LGBTQIA+. Esse quadro, implica em um atendimento despreparado e pouco qualificado para a resolutividade das demandas dessa população. Ainda é muito presente o estigma que associa as necessidades do cuidado aos LGBTS, como o combate às infecções sexualmente transmissíveis. Ademais, existe uma dificuldade do mapeamento e reconhecimento dessa população na atenção primária. Nota-se também que o medo da discriminação e preconceitos, somados aos fatores já citados, e a violação de direitos, como a utilização do nome social geram constrangimento e afastam o público LGBTQIA+ do sistema de saúde, implicando na integralidade do cuidado. CONCLUSÃO: Embora avanços significativos na legislação para o acesso à saúde integral, os LGBTQIA+ ainda se encontram marginalizados dentro do sistema de saúde. Estas situações ocorrem devido aos estigmas, preconceitos sociais e em alguns casos, conduta despreparada dos profissionais que afetam a formação de vínculo, afetando o atendimento humanizado e o suprimento das necessidades em saúde. Torna-se fundamental, portanto, qualificar os profissionais para identificar e atender às demandas desse grupo, conhecer as condutas adequadas. Dessa forma, tendo em conta os aspectos envolvidos na vulnerabilidade desse grupo, é necessário a realização de estratégias que visem minimizar os riscos que estão expostos, assim como extinguir as barreiras construídas para o acesso aos serviços de saúde. REFERÊNCIAS GUIMARÃES, N. P. et al. Avaliação da implementação da Política Nacional de Saúde Integral à população LGBT em um município da região Sudeste do Brasil. Revista Eletrônica de Comunicação, Informação & Inovação em Saúde, [S. l.], v. 14, n. 2, 2020.Disponível em: https://www.reciis.icict.fiocruz.br/index.php/reciis/article/view/1712. Acesso em: 4 maio. 2023. SANTOS, J. S.; SILVA, R. N.; FERREIRA, M. A. Health of the LGBTI+ Population in Primary Health Care and the Insertion of Nursing. Escola Anna Nery, v. 23, n. 4, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2177-9465-EAN-2019-0162 Acesso em: 4 maio. 2023 SILVA, A. A. C. et al. Produção do cuidado de enfermagem à população LGBTQIA+ na atenção primária. REVISA, v. 10, n. 2, p. 291-303, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.36239/revisa.v10.n2.p291a303 Acesso em: 4 maio. 2023
Palavras-chave: Nursing,Sexual and Gender Minorities,Primary Health Care,LGBTQIA+
Resumo Simples
Abrir o trabalhoJOGO EDUCATIVO SOBRE ALTERAÇÕES PSICOLÓGICAS NO CICLO GRAVÍDICO-PUERPERAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA
SUSIANY FERREIRA DE OLIVEIRA; Jéssica Maria Gomes Araújo; Luana Alves de Melo; Ana Valéria Oliveira da Silva; Luana Teixeira Amorim; Nayara Santana Brito
INTRODUÇÃO: A gestação e o puerpério são consideradas fases importantes e complexas na vida da mulher, responsável por mudanças metabólicas e biopsicossociais significativas. A literatura aponta que o período gravídico-puerperal é a fase em que mais ocorrem alterações psicológicas, como estresse, depressão, ansiedade e baby blues. Essas alterações são desencadeadas pelo aumento dos hormônios femininos, além das adequações e dos desafios que a maternidade requer, tornando a mulher vulnerável ao desenvolvimento de perturbações emocionais. Desse modo, faz-se necessário uma atenção especial em saúde voltada à saúde mental das gestantes e puérperas. OBJETIVO: Relatar a experiência de acadêmicas de enfermagem na implementação de um jogo educativo voltado às alterações psicológicas na gestação e puerpério. METODOLOGIA: Trata-se de um relato de experiência de graduandas em enfermagem, sobre a realização de ações educativas desenvolvidas em uma Unidade Básica de Saúde e no setor de obstetrícia do Hospital Regional do Município de Iguatu, Ceará, nos meses de novembro a dezembro de 2022. As ações abordaram a temática relativa às alterações psicológicas na gestação e no puerpério, através da participação de extensionistas vinculadas ao projeto de extensão “Gestar, parir e cuidar”, juntamente com as oito gestantes e cinco puérperas. A metodologia utilizada consiste em um jogo educativo, contendo frases que exemplificam sentimentos e/ou emoções pelas quais as usuárias poderiam ter vivenciado ou que pudessem vivenciar, posteriormente à leitura, a usuária era convidada a levantar uma placa contendo a ilustração de uma mão com o polegar para cima, em alusão ao sinal de positivo (se já tivesse tido esse sentimento e/ou emoção) ou para baixo, indicando negativo (se não tivesse tido esse sentimento e/ou emoção). RESULTADOS: A ação educativa proporcionou uma troca mútua de vivências entre as mulheres, a qual foi possível que elas expressassem os sentimentos já vivenciados, assim como possibilitou aos extensionistas promover uma escuta ativa, além de levar informações embasadas cientificamente acerca dos sinais e sintomas das alterações psicológicas como o baby blues e a depressão durante a gestação e o puerpério. Ressaltou-se a importância e a relevância de buscar ajuda profissional, caso percebesse o aparecimento e a persistência das mudanças emocionais. Salientou-se ainda a necessidade de uma rede de apoio que auxilie e encoraje a gestante e puérpera a lidar com os sentimentos e as sensações advindas desse novo ciclo. CONCLUSÃO: Desta forma, a produção e utilização do recurso educativo possibilitou aos extensionistas o aprimoramento da criatividade e a realização da ação permitiu refletir acerca das experiências das gestantes e puérperas sobre as alterações psicológicas no período gravídico-puerperal, como também um olhar crítico e holístico sobre a realidade das mulheres que enfrentam alterações emocionais. Desse modo, é imprescindível abordar sobre essa temática com este público com vistas a reduzir os riscos das alterações psicológicas.
Palavras-chave: Educação em saúde,Saúde mental,Gravidez,Período pós-parto
Resumo Simples
Abrir o trabalhoLITERATURA DE CORDEL E SAÚDE COM ESCOLARES: RELATANDO EXPERIÊNCIA DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA
LUANA ALVES DE MELO; Maria Giceli Martins da Silva; Nataly Gomes Pereira; Vitória Oliveira Gomes; Maria Lorhana Venâncio da Silva; João Paulo Xavier Silva
LITERATURA DE CORDEL E SAÚDE COM ESCOLARES: RELATANDO EXPERIÊNCIA DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA Luana Alves de Melo1 Maria Giceli Martins da Silva2 Nataly Gomes Pereira3 Vitória Oliveira Gomes4 Maria Lorhana Venância da Silva5 João Paulo Xavier Silva6 INTRODUÇÃO A educação popular em saúde trata-se de um campo do conhecimento baseado no corpo teórico de Educação Popular de Paulo Freire, no qual lida de uma forma distinta com os problemas de saúde, enfrentando-os por meio do diálogo com os indivíduos, respeitando seus saberes, valorizando as culturas, incentivando a participação popular, com o intuito de promover saúde e construir uma consciência sanitária capaz de transformar a situação de saúde da população (AMARAL; PONTES; SILVA; 2014). Nesse sentido, a Política Nacional de Educação Popular em Saúde pode ser implementada por diversas estratégias, dentre elas pode-se destacar a literatura de cordel, uma poesia popular impressa que surgiu por volta do século XIX na Península Ibérica. Também é um instrumento que se configura como um forte aliado nos espaços de formação em saúde, como a esfera universitária, assumindo um papel importante no desenvolvimento das atividades de extensão, que por sua vez contribuem para a formação acadêmica ao passo que possibilitam experiências que superam aquelas ofertadas no modelo tradicional de formação (BISCARDE; SANTOS; SILVA, 2014). Desde seu surgimento o cordel tem sido um veículo de comunicação importante para as camadas mais vulneráveis da sociedade, em virtude do seu baixo custo, linguagem acessível e contemplar a oralidade como fatores cruciais para o letramento e a memorização. Ingressou no Brasil através dos colonizadores portugueses e chegou ao nordeste do país no final do mesmo século, local onde mais se sobressaiu, adquiriu popularidade, valor histórico e foi incorporado na cultura folclórica nordestina (OLIVEIRA, 2008). Logo, o cordel é uma ferramenta em potencial para a educação popular em saúde, tendo em vista que possibilita um caráter de identidade e reconhecimento cultural na região nordeste do país, ao mesmo tempo que, por meio de sátira e ironia torna possível a transmissão de informações, discussão de assuntos significativos para a vida em sociedade e que dizem respeito às práticas de cuidado em saúde da população, permite a integração de saberes populares ao saber científico (SILVA, et al, 2013; SILVEIRA, et al, 2015, p. 534). Diante o exposto, tem-se como objetivo deste trabalho, relatar a experiência dos extensionistas do projeto de extensão “CordelSUS: Literatura de cordel como instrumento para educação popular em saúde” sobre as ações desenvolvidas com os alunos de ensino fundamental e médio do município de Iguatu - Ceará. MÉTODO Trata-se de um relato de experiência, com abordagem descritiva, que tem por objetivo relatar as experiências vivenciadas pelas extensionistas do projeto de extensão “Cordel SUS”, acerca das ações desenvolvidas em escolas da cidade de Iguatu, Ceará, no período entre junho e novembro de 2021. As atividades do projeto abrangeram reuniões semanais, nas quais se realizava o planejamento das atividades, tais como: parceria com escolas, delimitação de tema das ações e publicações na página do projeto @cordelsus na plataforma Instagram, apropriação do conteúdo, elaboração de cordel e estratégia metodológica a ser utilizada. A equipe de extensionistas era composta por acadêmicas de enfermagem. O planejamento das atividades do projeto se dava a partir dos agendamentos das ações, que eram realizados com antecedência mínima de uma semana. O público-alvo eram alunos do Ensino Médio e Fundamental. O agendamento das ações se dava diretamente junto à coordenação da escola, ou, de forma intermediada pela secretaria do Programa de Saúde na Escola (PSE) do município, de acordo com a disponibilidade das mesmas, além disso, as temáticas eram definidas junto à direção pedagógica, levando em consideração a demanda da escola. As ações ocorriam de forma remota, por meio da plataforma Google Meet, em virtude da pandemia pela COVID-19. As ações se davam em quatro momentos essenciais: 1. Apresentação do projeto, equipe e temática a ser trabalhada; 2. Declamação do cordel, seguido de explanação do conteúdo; 3. Aplicação de dinâmica interativa e para fixação; 4. Momento destinado à dúvidas, curiosidades e agradecimentos; não seguindo necessariamente esta ordem e com duração máxima de 60 minutos. Como estratégia de ensino-aprendizagem foi utilizada metodologia expositiva dialogada e declamação de versos de cordéis relacionados à temática explorada, como forma de sensibilizar o público e instigar reflexões para posterior debate. Como material para as apresentações se utilizava da confecção de slides e cordéis de autoria própria ou outras fontes. RESULTADOS E DISCUSSÃO A educação em saúde é um processo básico e fundamental para construção de uma comunidade informada, sustentável, e autônoma, o projeto de extensão Cordel-sus, atua por meio da literatura de cordel levando informações pertinentes ao cuidado em saúde, trabalhando com o público infanto-juvenil nas escolas (SILVA., et al, 2013). O projeto deu início durante a pandemia COVID-19, encontrando como limitação o contato com a comunidade, de modo que as atividades ocorreram de forma virtual, onde a interação do público compromete-se em algumas partes, relacionados a inacessibilidade de internet. Apesar das barreiras, ressalta-se o potencial do projeto ao realçar-se nesse cenário pandêmico, de modo que conseguia contemplar a comunidade, cumprindo o objetivo do grupo. As temáticas abordadas compartilhavam os princípios do SUS, fomentando a educação em saúde através de palestras voltadas à: Pandemia COVID-19 e Infecções sexualmente transmissíveis (IST´S) (MELO., 2021). Devido ao período vivenciado durante a execução do projeto, a primeira ação realizada abordou a temática COVID-19, à pedido das escolas, objetivando levar informações aos estudantes sobre a doença que havia surgido e a gravidade da mesma. Para o desenvolvimento da ação foi utilizado uma dinâmica integrativa, era solicitado que os participantes estivessem com caneta e papel, para que escrevessem em uma palavra ou frase o que sentiam ou como se identificavam com a pandemia. Após a dinâmica foi discorrido sobre a temática: o que é o vírus, sua origem, forma de contágio, sintomas e prevenção e entre as vertentes eram recitadas estrofes do cordel que abordava a temática, com a finalidade de fixar as informações. Ao final da ação foi realizado um Quiz com mitos e verdades sobre a doença para desmistificar diversas fake news e exercitar o que foi aprendido durante a ação. A apresentação da doença clinicamente pode variar, de formas leves e até mais graves, com isso, as medidas para controle da disseminação dessa doença é de extrema relevância, prioritariamente aos portadores de comorbidades que, mostram-se mais vulneráveis ao acometimento da doença. Tendo como meios de prevenção a higienização das mãos com água e sabão frequentemente, e, como alternativa o álcool a 70%, além do uso de máscaras, evitar o contato com olhos, boca e nariz, visando a diminuição do número de doentes (BATISTA; FERNANDES, 2020). Em outra ação realizada pelas integrantes do projeto, discutiu-se sobre as Infecções Sexualmente Transmissíveis - IST’S. Inicialmente foi apresentado sobre o que são as IST’S, sua forma de transmissão e prevalência no Brasil. O foco da ação foi uma abordagem sobre o HPV, foi recitado um cordel sobre o assunto, e, posteriormente, feito um detalhamento sobre o vírus, como características, sinais e sintomas e métodos de prevenção. O assunto despertou a curiosidade dos ouvintes, com muitas dúvidas que foram explicadas pelas extensionistas, foi um momento de muita participação e troca de conhecimento. Na dinâmica de integração foi feito um jogo com mitos e verdades sobre a doença. A adolescência é um período de novas descobertas, mudanças físicas, conhecimento sobre a própria identidade, tal fase traz dúvidas e curiosidades sobre diversos assuntos, a prática sexual é uma das principais conversas, pensamentos e desejo da juventude, o que os torna vulneráveis às IST 'S. Levando em consideração esse contexto é de extrema importância a educação em saúde sobre a vida sexual e reprodutiva, tornando evidente que o uso do preservativo é indispensável durante as relações sexuais (ALVES; AGUIAR, 2020). CONSIDERAÇÕES FINAIS/CONCLUSÃO As ações realizadas pelo projeto de extensão contribuíram para com a comunidade estudantil, sanando questões levantadas por este público e disseminando informações pertinentes em saúde, lhes sensibilizando e empoderando para o autocuidado em saúde. Além disso, as ações educativas desenvolvidas proporcionaram aos acadêmicos o desenvolvimento de habilidades e competências para o trabalho em equipe e para atuarem junto à sociedade. REFERÊNCIAS OLIVEIRA, P.M.P.; REBOUÇAS, C.B.A.; PAGLIUCA, L.M.F. Literatura de Cordel como meio de promoção para aleitamento materno. Revista de Enfermagem, Fortaleza, v. 12, n. 2, p. 217-223, fevereiro, 2008. SILVA, Elen et al. Literatura de Cordel na educação em saúde de famílias para prevenção de úlceras por pressão. Revista Baiana de Enfermagem, Salvador, v.27, n. 3, p. 203-211, novembro de 2013. SILVEIRA, et al. Literatura de cordel como estratégia em educação popular em saúde. Rev. APS, v. 18, n. 4, p. 532-538, setembro, 2015. AMARAL, M.C.S.; PONTES, A.G.V.; SILVA, J.V. O ensino de Educação Popular em Saúde para o SUS: experiência de articulação entre graduandos de enfermagem e Agentes Comunitários de Saúde. Interface, 18 Supl 2:1547-1558, 2014. BISCARDE, D. G. S.; SANTOS, M. P; SILVA, L. B. Formação em saúde, extensão universitária e Sistema Único de Saúde (SUS): conexões necessárias entre conhecimento e intervenção centradas na realidade e repercussões no processo formativo. Interface (Botucatu), v. 18, n. 48, 2014. BATISTA, A. B.; FERNANDES, L. V. Covid-19, análise das estratégias de prevenção, cuidados e complicações sintomáticas. Revista Desafios v7, n. Supl. COVID-19, 2020. ALVES, L. S.; AGUIAR, R. S. Saúde sexual e infecções sexualmente transmissíveis na adolescência: Uma revisão integrativa. Revista Nursing, 2020 MÉLO, Cláudia et al. A extensão universitária no Brasil e seus desafios durante a pandemia da COVID-19. Research, Society and Development, Paraíba, v.10, n.3, p. 1-17, março, 2021.
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoMATERNIDADE COMPULSÓRIA
ANDRESSA NEVES DOS SANTOS ; Antônia Nádia Nogueira Martins; Isabela Raquel Andrade Mota; Angélica Isabely de Morais Almeida
INTRODUÇÃO: A maternidade surgiu mediante a construção histórica, sendo determinada como desejo inato da mulher. Acredita-se que querer ser mãe é uma vontade natural de todo ser feminino, uma idealização construída socialmente há séculos. A palavra compulsória diz respeito ao que é “imposto; obrigatório; forçado”. Dessa forma, é possível relacioná-la com as discussões atuais acerca da maternidade, onde algumas situações a aponta como um determinado padrão feminino, referindo à mulher o encargo de mãe amorosa. Embora, a gravidez, ainda seja vista como uma questão sagrada e naturalizada, as mulheres contemporâneas estão em contraposição do que a sociedade espera delas, a maternidade não é vista como importante objetivo para suas vidas, logo, algumas decidem por não serem mães. OBJETIVO: Apreender as consequências da maternidade compulsória na vida da mulher contemporânea. METODOLOGIA: O presente estudo caracteriza-se como uma revisão bibliográfica, do tipo exploratória, priorizando a escolha dos artigos em periódicos nos últimos cinco anos, totalizando 5 artigos nas bases de dados: SCIELO, BDENF. RESULTADOS: A maternidade compulsória pode gerar consequências na vida da mulher contemporânea, com a convicção de que as mulheres só serão perfeitas ou encontrarão a verdadeira felicidade apenas quando tiverem filhos, principalmente após o casamento, quando há uma pressão social para que elas engravidem, refletindo no relógio biológico e monitorando o corpo para ter um bebê logo, mesmo que não haja o desejo. Porém, isso pode ocasionar em possíveis consequências para as mulheres, como ansiedade, depressão e fobia, na tentativa de satisfazer o outro, colocando suas vontades em segundo plano. Como também, a romantização da maternidade como realização da figura feminina, ignora a sujeição e a pressão por elas enfrentadas, para que se entreguem unicamente aos(as) filhos(as). E, quando optam por não serem mães, são vistas pela sociedade com rejeição, pois elas não enquadram aos padrões sociais quanto ao papel da mulher. CONCLUSÃO: Assim, faz-se necessário questionar a obrigatoriedade que predomina sobre o ser feminino, em que para estar mulher, é forçado a ser mãe, desse modo, a maternidade não deve ser uma identidade feminina, pois as mulheres não devem estar aprisionadas a procriação, mas sim, a escolher seus trajetos dentro das infinidades do ser mulher, podendo envolver o amor, a sexualidade, a vida profissional, a escolha ou não pela maternidade, entre outras questões, pois, ser mãe deve ser considerado como uma contribuição positiva para a sociedade e um direito ao corpo. Somente assim, a mulher contemporânea assumirá seu próprio corpo, sentindo-se livre para usar a maternidade por opção e não por coação social.
Palavras-chave: Maternidade, Compulsória, Mullheres
Resumo Simples
Abrir o trabalhoMONITORIA EM FISIOLOGIA HUMANA: UM ESPAÇO DE DESENVOLVIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL
ANTONIO JOSÉ SILVA DO SANTOS; Gislaine Alves de Oliveira
INTRODUÇÃO Caracteriza-se como monitoria uma modalidade de ensino-aprendizagem, que corrobora com a formação integrada do estudante nas atividades de ensino, pesquisa e extensão dos cursos de graduação. É vista como um instrumento para a melhoria do ensino de graduação, através do estabelecimento de novas práticas e experiências pedagógicas que visem fortalecer a articulação entre teoria e prática e integração curricular em seus diferentes aspectos e saberes. O processo de monitoria tem por finalidade promover a cooperação mútua entre discente e docente e a vivência como facilitador no entendimento da disciplina juntamente ao docente (DIESEL; CARRAZONI; RAMBO, 2020). A abertura de espaço para monitoria pode aproximar discentes e docentes e criar conexões para que o conhecimento seja repassado sem esforços, de forma lúdica, didática. Garante ainda a retirada de dúvidas, realizando colocações importantes e ajudando na fixação do conteúdo, pois retira a visão hierárquica entre professor e aluno e cria uma relação de afeto e empatia a partir do conhecimento (CARVALHO; NETO, 2021). Os programas de monitoria tornam-se relevantes, pois são criadas oportunidades para o discente aprimorar suas habilidades de ensino e desenvolvimento de afinidade pela docência. Além disso, é o momento em que o aluno aprimora suas habilidades de leitura e aprofundamento na área de ensino (SILVA, CRUZ, 2021). Nessa perspectiva, objetiva-se relatar a experiência do discente enquanto monitor na disciplina de Fisiologia Humana, bem como demonstrar a importância da monitoria, enquanto instrumento de aprendizagem para a formação e desenvolvimento acadêmico do discente monitor. MÉTODO Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência, realizado a partir da vivência discente na monitoria da disciplina de Fisiologia Humana. A disciplina, na Universidade Regional do Cariri (URCA), campus avançado de Iguatu, é ofertada aos alunos durante o II semestre da graduação em enfermagem. Tal experiência ocorreu de maio de 2022 a fevereiro de 2023, correspondendo aos semestres 2022.1 e 2022.2. Com carga horária de 20h semanais, o atendimento aos alunos foi feito de forma individualizada e/ou coletiva, usando simulados, jogos e aula expositiva dialogada como ferramentas metodológicas a fim de enriquecer e instigar o conhecimento dos alunos. Coube ao monitor preparar materiais didáticos a serem utilizados como instrumento metodológico de ensino; participar na elaboração e organização de eventos que fomentam o conhecimento dos discentes, estar ao lado do discente para sanar suas dúvidas sobre os diversos conteúdos teóricos e práticos ofertados na disciplina, de modo a facilitar o processo ensino-aprendizagem e auxiliá-los na correção das atividades propostas. RESULTADOS E DISCUSSÃO A experiência como monitor de Fisiologia Humana foi de suma importância, pois proporcionou ao monitor crescimento pessoal e profissional como acadêmico de enfermagem, além de fornecer uma visão mais próxima da vivência e das atividades de docência. Como qualquer experiência, a monitoria trouxe aspectos positivos e negativos na perspectiva do monitor. Destaca-se como pontos negativos o desinteresse de alguns alunos, o pequeno número de alunos presentes nas sessões de monitoria e a resistência às metodologias alternativas propostas. Amaral e colaboradores (2022) relatam que o motivo desta resistência é o histórico educacional desses alunos, visto que desde a educação básica eles são expostos, predominantemente, a metodologias tradicionais, com o ensino baseado na entrega de informações prontas. Assim, metodologias que estimulem o raciocínio e a tomada de decisão causam certa dificuldade para esses alunos. Além disso, a relação conflituosa entre seus colegas também dificultava a implementação de tais metodologias, principalmente em atividades realizadas em grupo. Como pontos positivos no processo de monitoria, foram percebidos pelo monitor: a aproximação ao processo de ensino, a melhora no currículo do acadêmico e o aprofundamento teórico da disciplina, dados que são corroborados pelos encontrados por Silva e Cruz (2021). Esses autores afirmam que durante o ensino superior a experiência de ser monitor é de grande importância na formação acadêmica, uma vez que esta prática proporcionará ao acadêmico o desenvolvimento de habilidades intrínsecas à docência, assim como possibilitará ao discente-monitor o aprofundamento dos conhecimentos na área da monitoria e participar do processo de ensino-aprendizagem dos discentes monitorados. Assim, a monitoria deve ser cada vez mais estimulada nas universidades, de modo que mais alunos possam experimentar e vivenciar essa prática de suma importância na graduação. Adicionalmente, durante a experiência do monitor foi possível conquistar uma boa relação interpessoal com os discentes e a docente da disciplina. Consequentemente, os discentes sentiam-se mais à vontade para solicitarem auxílio nas atividades e no esclarecimento de dúvidas, o que proporcionou um bom desenvolvimento das atividades durante o semestre vigente e reforçou a importância da monitoria. Essas questões suscitaram a necessidade de estar sempre em contato com os assuntos das aulas, de modo a estar sempre a postos para as possíveis dúvidas dos alunos. O desafio adicional foi promover a inovação nas dinâmicas de trabalho do conteúdo para que as monitorias não se tornassem algo monótono. Decorrente dessa experiência, percebe-se a necessidade de valorização do professor, visto que sair do óbvio e inovar é tarefa bastante desafiadora. CONSIDERAÇÕES FINAIS O acompanhamento acadêmico em disciplinas como Fisiologia Humana é vital para todos os envolvidos, pois, além de poder compartilhar conhecimentos e experiências, também é possível relembrar conteúdos e aprofundar temas do cotidiano de trabalho. Nesse cenário, é importante ressaltar o papel do monitor como facilitador no repasse de conhecimento aos demais acadêmicos. Ao fazer a ponderação, é fácil observar que os pontos positivos superam em larga escala os pontos negativos no processo de monitoria.
Palavras-chave: Enfermagem,Desenvolvimento pessoal,Fisiologia
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoO USO DA SIMULAÇÃO CLÍNICA PARA FORMAÇÃO E TREINAMENTO DE PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM: REVISÃO DE LITERATURA
SABRINA DE SOUSA LIMA ; Etelvina Gonçalves Dos Santos; Samaronny Dias de Amorim; Glícia Uchôa Gomes Mendonça; Moziane Mendonça de Araújo
INTRODUÇÃO: A forma de educar e repassar conhecimento está mais evoluída e as metodologias ativas são cada vez mais reconhecidas pela sua efetividade e envolvimento dos participantes. A simulação clínica é uma técnica de ensino que usa tecnologias para aproximar a formação acadêmica e a educação permanente das realidades vivenciadas pela categoria de enfermagem em seu ambiente profissional. A simulação permite que graduandos e enfermeiros possam identificar competências e comportamentos passiveis de mudança, além de fornecer subsidio para desenvolvimento de habilidades em um ambiente sem ameaças e riscos para um paciente real. OBJETIVO: Analisar e compreender o uso da simulação clínica para formação e capacitação de profissionais de enfermagem. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo qualitativo, do tipo revisão narrativa da literatura realizado em maio de 2023. A busca sucedeu-se na Biblioteca Virtual de Saúde, utilizando como base de dados: bases Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Base de Dados de Enfermagem (BDENF), Literatura Internacional em Ciências da Saúde (MEDLINE). Aplicou-se os Descritores em Ciência da Saúde: Treinamento por Simulação; Educação em Enfermagem; Educação Continuada, que foram cruzados simultaneamente com o operador booleano “AND”, obtendo 101 artigos. Os critérios de inclusão foram: textos completos, idiomas português e inglês, escritos nos últimos cincos anos, totalizando 44 artigos. Foram excluídos os duplicados, os artigos pagos e os que não atenderam à temática. Ao final restaram 10 artigos para a amostra. RESULTADOS: Os cenários realísticos utilizados na simulação clínica são construídos em etapas, há o planejamento, para indicar o contexto e os recursos disponíveis, em seguida há decisão de objetivos, elaboração do cenário e nível de fidelidade com a realidade, seguidos do briefing que é a preparação teórica para a simulação e debriefing, debate que acontece após a simulação. É esperado do Enfermeiro uma conduta de cuidados integral e promotora de saúde, nesse sentido a prática da simulação aprofunda e consolida o conhecimento dos envolvidos, sejam acadêmicos ou profissionais com experiência. Quando o estudante tem contato apenas com o conhecimento teórico o saber não se consolida e o conhecimento, seja ele da técnica ou da fisiopatologia, tem probabilidade de ser esquecido, o mesmo pode ocorrer com os profissionais. Comparado com o ensino tradicional, os estudos demonstram uma série de pontos positivos advindos do uso da simulação, há o desenvolvimento do perfil de liderança, uma melhora no trabalho em equipe, na comunicação e no amadurecimento do pensamento crítico-reflexivo, existe também um sentimento de satisfação pela aprendizagem, além dos reflexos na melhoria da segurança do paciente. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Portanto, as evidências disponíveis na literatura indicam a necessidade de expandir o uso dessa técnica, é uma ferramenta de ensino efetiva para qualificar a assistência de enfermagem. Vale ressaltar, que a implantação de tal metodologia nas instituições de ensino e em cursos de educação continuada torna rica a construção do conhecimento da prática clínica e pode ser fator para redução de erros com pacientes reais.
Palavras-chave: Treinamento por Simulação, Educação em Enfermagem, Educação Continuada
Resumo Simples
Abrir o trabalhoOS ENTREMEIOS DA REDE DE SAÚDE NA CONSTRUÇÃO DE UMA TECNOLOGIA EDUCATIVA
JOÃO EMANOEL PEREIRA LACERDA; Dheckline de Freitas Pinheiro; Glícia Uchôa Gomes Mendonça; Laíza Maria Cavalcante de Azevedo4; Adriana de Moraes Bezerra4
Introdução: Dentro das vivências no Programa de Educação pelo Trabalho para Saúde (PET-Saúde), que visa a integração do ensino, serviço e comunidade de forma multidisciplinar, foi possível, através do processo de territorialização, apreender as fragilidades presentes no território de Iguatu-CE e assim, agir de forma específica em determinadas expressões dessas fragilidades. Para isso, foi constatada a relevância de utilizar atividades mais dinâmicas para atrair o interesse do público em questão, visto que as fragilidades encontradas como sequelas da pandemia mundial de COVID-19 foram a perda de vínculos dos usuários com os equipamentos de saúde e fragilidades já existentes na intersetorialidade que se intensifica ainda mais no contexto atípico vivenciado. É importante agir diretamente nessas duas expressões, pois implicam na integralidade do atendimento aos usuários, sendo necessário uma forma dinâmica na qual reaproxime, informe e integre os indivíduos nos serviços de saúde. Objetivo: Relatar a experiência de acadêmicos de enfermagem e serviço social na construção de uma tecnologia educativa em saúde sobre as Redes de Atenção à Saúde para usuários do Sistema Único de Saúde. Metodologia: Trata-se de relato de experiência acerca da construção de um jogo por acadêmicos de enfermagem e serviço social enquanto membros de um Grupo de Trabalho do Programa de Educação pelo Trabalho na Saúde acerca da Rede de Atenção à Saúde com foco na promoção da autonomia dos usuários. A experiência surgiu como estratégia de atividade oriunda do projeto de intervenção como consolidado do processo de territorialização, incluso no devido programa, em um município do interior cearense. Resultados: O produto dessa construção tecnológica é um jogo de tabuleiro contando com discos com imagens respectivas de serviços que integram a rede de saúde do município. Os usuários partem do centro no serviço em que ocorre a ação e situam-se nos outros pontos identificando-os através de pistas sobre as funções e serviços prestados, simulando uma trajetória. Não obstante, a estratégia busca a retomada dos vínculos perdidos, consequentes da política de distanciamento social resquinte da pandemia do novo coronavírus, por meio da identificação e educação em saúde dos equipamentos. Conclusão: A Universidade em parceria com o Programa, proporciona ao corpo estudantil a oportunidade de conhecer a realidade da população, que através desta, pode-se estabelecer vínculos profissionais, intelectuais, sociais e humanos. Enriquecer ainda, a autonomia dos usuários acerca dos seus direitos e deveres, por meio de educação em saúde. Consolidando então, um Sistema Único de Saúde atualizado e inclusivo.
Palavras-chave: Tecnologia em Saúde,Educação em Saúde,Autonomia
Resumo Simples
Abrir o trabalhoPARTICIPAÇÃO DE ACADÊMICAS DE ENFERMAGEM NO 24° CONGRESSO BRASILEIRO DOS CONSELHOS DE ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARA DANIELLY BARBOSA DE SOUZA; Susiany Ferreira de Oliveira; Amanda da Silva Oliveira; Ana Valéria Oliveira da Silva; Ana Júlia de Queiroz Peixoto; Emanuelly Vieira Pereira
INTRODUÇÃO: A participação em eventos voltados à enfermagem possibilita aos acadêmicos vivências singulares ao ampliar perspectivas pelo compartilhamento de informações e conhecimentos e permite vislumbrar diversas especialidades de atuação profissional. OBJETIVO: Relatar a participação de acadêmicas de enfermagem no 24° Congresso Brasileiro dos Conselhos de Enfermagem. METODOLOGIA: Relato de experiência realizado de novembro a dezembro de 2022, referente a participação de duas acadêmicas de enfermagem da Universidade Regional do Cariri - Campus Avançado Iguatu no 24° Congresso Brasileiro dos Conselhos de Enfermagem - CBCENF realizado no Centro de Eventos do Ceará em Fortaleza, Ceará, Brasil de 12 a 15 de setembro de 2022. O evento teve 32 horas de atividades nas quais as congressistas tiveram a possibilidade de participar de cursos, palestras e mesas redondas. Cada palestra teve duração média de 90 minutos e os minicursos de quatro horas. O evento contou com a participação de profissionais de diversas áreas, palestrantes e estudantes de diferentes estados brasileiros e de outros países. RESULTADOS: A vivência no CBCENF denominado o maior Congresso de Enfermagem da América Látina, viabilizou a participação no curso intitulado Atualizações em Neurointensivismo: Monitorização Neurológica Multimodal que possibilitou o conhecimento das tecnologias atuais existentes no campo da neurociência; no curso Consulta de Enfermagem Obstétrica com Utilização da Ferramenta Ultrassonográfica no Cuidado ao Pré-natal na Atenção Primária à Saúde foram abordadas experiências de enfermeiros na realização da ultrassonografia e sua aptidão para capacitar outros enfermeiros, com isso foi possível conhecer a atuação destes profissionais e como estão ganhando novos espaços de atuação no âmbito da saúde. Além disso, foi possível participar de palestras, mesas redondas e encontros com diferentes temáticas que abordaram desde saúde mental e ações da enfermagem a serem desempenhadas na saúde reprodutiva até reflexões sobre a atuação profissional, permitindo, o exercício do pensamento crítico e aprendizagem sobre a enfermagem e seu papel social. O evento propiciou observar à utilização de estratégias de ensino, a exemplo de simulação realística durante o trabalho de parto com boneco simulador, bem como interação e aprendizagem com especialistas, integração de saberes, disseminação de novas evidências na área da enfermagem e socialização cultural por meio da apresentação de costumes, além de materiais e alimentos típicos de cada estado brasileiro. CONCLUSÃO: As atividades propiciaram visão ampla das áreas de atuação da enfermagem e como a profissão está ganhando destaque na área da saúde, além de ensinamentos, troca de ideias e experiências fundamentais para a formação acadêmica. As temáticas discutidas no evento proporcionaram crescimento pessoal e profissional ao abordarem a importância do reconhecimento profissional e a prática clínica, o que despertou nas discentes a aproximação e compreensão de sua futura profissão.
Palavras-chave: Congresso, Enfermagem,Estudantes de Enfermagem
Resumo Simples
Abrir o trabalhoPEQUENAS DELICADEZAS: OS DESAFIOS DE UM LUTO PERINATAL NA ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO
JÉSSICA MARIA GOMES ARAÚJO; Susiany Ferreira de Oliveira; Luana Alves de Melo; Luana Teixeira Amorim; Ana Carolina Oliveira de Freitas; João Paulo Xavier Silva
Resumo: INTRODUÇÃO: O luto perinatal é conceituado como um processo que se inicia a partir da 22ª semana de gestação, podendo ir até 29 dias de vida do bebê. O enfermeiro é o profissional que atua diretamente na assistência a essas mulheres, devendo este prestar uma assistência individualizada, ofertando acolhimento e auxílio durante todo esse período, assim como orientando sobre os aspectos que permeiam o luto. Contudo, nota-se que nem todos os profissionais encontram-se capacitados para lidar com os desafios frente à perda perinatal. OBJETIVO: Identificar, na literatura científica, os desafios vivenciados pelos enfermeiros frente ao luto perinatal. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com abordagem qualitativa, realizada entre os meses de abril e maio de 2023. A busca ocorreu nas bases de dados: National Library of Medicine (MEDLINE), Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Base de Dados em Enfermagem (BDENF), Web of Science (WoS) (acessada via portal de periódicos da Capes) e na biblioteca Scientific Electronic Library Online (SciELO). Utilizaram-se os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS/ MeSH): “ Grief”, “ Perinatal Death", “Nursing”, cruzados simultaneamente com o operador booleano AND. Identificou-se 265 estudos. Após a aplicação dos filtros: texto completo, idioma (inglês, português e espanhol), e recorte temporal (2018-2023), restaram 87 artigos. Destes, excluíram-se dois por serem repetidos, um por ser indisponível para download e 70 por não responderem ao objetivo deste estudo. A amostra final resultou em 14 referências. RESULTADOS: Após a análise dos estudos, foi possível observar como desafios vivenciados pelos enfermeiros, a sensação de insegurança e por vezes impotência para lidar com a perda perinatal, assim como a falta de recursos e a dificuldade dos enfermeiros em administrar as próprias emoções e possibilitar suporte emocional aos pais enlutados. Outrossim, verificou-se que esses profissionais vivenciam o sentimento de angústia, tristeza, fracasso e culpa, bem como têm dificuldade em lidar com a perda, visto que o vínculo com a família dificulta a aceitação da morte da criança, contribuindo para o sofrimento. Ademais, refere-se ainda a necessidade de haver profissionais especializados, sejam eles psicólogos, assistente social ou até mesmo enfermeiros especializados em perda perinatal, com o intuito de auxiliá-los a oferecer uma melhor assistência para essas mulheres. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Portanto, vê-se assim que a assistência a mulher em situação de perda fetal é permeada por desafios, tornando-se necessário a oferta de capacitações e discussões nas unidades de saúde, bem como nos ambientes acadêmicos com o intuito de assegurar uma assistência qualificada a esse público.
Palavras-chave: Luto, Morte Perinatal,Enfermagem
Resumo Simples
Abrir o trabalhoPERFIL DA MORTALIDADE MATERNA DA REGIÃO SERTÃO CENTRAL DO CEARÁ, 2011-2021
ANDRIELLE FIRMINO DA SILVA; Pedro Lucas Ferreira Mota; Guilhermi da Silva Maia; Naanda Kaanna Matos de Souza; Nayara Santana Brito
INTRODUÇÃO: A mortalidade materna é um problema de saúde pública definido pela taxa de Óbitos de mulheres que ocorrem durante o período gravídico-puerperal, decorrentes de causas diretas, indiretas ou por agravos relacionados à gravidez. O panorama epidemiológico mundial evidencia que a cada dois minutos uma mulher em idade fértil morre por causas evitáveis. Dessa forma, tal indicador torna-se fulcral na análise à saúde da mulher, fatores de desigualdades e desenvolvimento econômico de uma população. Delineando as estatísticas a nível estadual, o Ceará apresenta uma progressão significativa no quantitativo de mortes maternas quando comparado os anos de 2011 a 2021, com o aumento de aproximadamente 51,4% no número de ocorrências. Sob essa perspectiva, o presente trabalho justifica-se na necessidade de elucidar o perfil de mortalidade materna com a finalidade de construir subsídios para a elaboração de estratégias de enfrentamento. OBJETIVO: Descrever o perfil da mortalidade materna da região Sertão Central do Ceará, no período de 2011-2021. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo ecológico, com abordagem quantitativa, realizado em abril de 2023, considerando o espaço temporal de 2011 a 2021, por meio das informações registradas no Sistema de Informação de Mortalidade, via Tabnet/Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde. As variáveis contempladas foram: macrorregião cearense (Sertão Central); capítulo XV CID-10; óbitos de mulheres em idade fértil (10 a 49 anos); escolaridade; cor/raça; estado civil; óbito investigado; e tipo de morte obstétrica. Os dados foram organizados em planilhas eletrônicas do Microsoft Excel© 2016 com dupla checagem e analisados mediante estatística descritiva através da distribuição de frequências relativa e absoluta. Por se tratar de uma pesquisa com dados secundários, não foi necessário a apreciação pelo Comitê de Ética em Pesquisa. RESULTADOS: verificaram-se 79 óbitos na região analisada. O perfil de mortalidade evidencia prevalência em mulheres com idade entre 30 e 39 anos (43%), solteira (44,3%), parda (72,1%) e com 8 a 11 anos de escolaridade (30,3%). Em relação à disposição dos dados, sobressaíram-se os casos investigados, com ficha síntese informada (96,2%). Observou-se inconsistência quantitativa em relação ao tipo de mortalidade materna, esse referenciando 67 óbitos, com predomínio de morte materna direta (65,6%). CONCLUSÃO: Os resultados identificados clarificam o perfil populacional de mortalidade materna, uma variável essencial para a formulação e delineamento de estratégias de enfrentamento. Ressalta-se que a ocorrência de mortes por causas diretas, apontam a necessidade de melhora na assistência ofertada e prevenção dos óbitos.
Palavras-chave: mortalidade materna, saúde da mulher, saúde publica
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoPOSICIONAMENTO DA ENFERMAGEM SOBRE O DESMONTE DO SUS: DISCURSOS DE ENFERMEIROS
LUANA ALVES DE MELO; Jéssica Maria Gomes Araújo; Karina de Sousa Brito; Nicolle Teixeira de Matos; Leidiana Cosme de Araújo; João Paulo Xavier Silva
POSICIONAMENTO DA ENFERMAGEM SOBRE O DESMONTE DO SUS: DISCURSOS DE ENFERMEIROS Luana Alves de Melo1 Jéssica Maria Gomes Araújo2 Karina de Sousa Brito3 Nicolle Teixeira de Matos4 Leidiana Cosme de Araújo5 João Paulo Xavier Silva6 INTRODUÇÃO Considerado um dos maiores e melhores sistemas de saúde do mundo, o Sistema Único de Saúde (SUS) é constituído no Brasil por ações e serviços de saúde sob a gestão pública. A sua execução se dá em todo território nacional, organizado em redes regionalizadas e hierarquizadas, através de implementações de políticas públicas de saúde estabelecidas pelas três esferas de governo: federal, estadual e municipal. A gênese do SUS se encontra na Constituição Federal (CF) de 1988, estando inscrito nos artigos 196 a 200. Sua regulamentação veio dois anos após, com as Leis Orgânicas da Saúde (LOS), configurando a execução do mandamento constitucional do direito à saúde como um direito de todos e dever do estado. (BRASIL, 2011). Deve-se recordar que precedentemente a implantação do SUS, a atuação do Ministério da Saúde (MS) se resumia em ações centralizadas e pontuais que não satisfaziam as reais necessidades da população. Além disso, havia uma vinculação entre saúde e previdência, na qual a assistência era voltada apenas para indivíduos que contribuíam com a previdência social, por meio do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS), o que se conformava em um sistema excludente que não atendia aos menos favorecidos e as camadas mais vulneráveis da população (BRASIL, 2002; PAIVA; TEIXEIRA, 2014). Apesar dessa realidade, a Reforma Sanitária que se desenvolveu no país na década de 70 propôs mudanças significativas nesse modelo de assistência, elencando um conjunto de ideias que se sugeriam transformações necessárias na área da saúde. As propostas da Reforma Sanitária resultaram em um relatório construído na 8ª Conferência Nacional de Saúde (CNS) e encaminhado para a Assembleia Nacional Constituinte para ser incorporado na CF de 1988. Finalmente, a saúde passou a ser reconhecida como direito de todos e dever do Estado (BRASIL, 2002; CELUPPI et al.,2019). Apesar do caráter institucional do SUS e dos avanços que trouxe na assistência à saúde dos brasileiros, visualiza-se na contemporaneidade um movimento denominado “Desmonte do SUS” que fragiliza e desconsidera a importância desse sistema. Nesse contexto, as diversas categorias profissionais da saúde, dentre as quais a Enfermagem, que assume protagonismo por ser a maior categoria profissional atuante, devem executar ações de maneira interdisciplinar no campo comunitário e social, resgatando os princípios doutrinários e organizativos do SUS. Nesse âmbito, a enfermagem assume também um papel importante na defesa e valorização do SUS, que devido às restrições impostas pela Emenda Constitucional (EC) 95, foi fortemente afetado pelo subfinanciamento e congelamento de investimentos. Frente ao exposto, o estudo tem como objetivo analisar os discursos produzidos por profissionais da enfermagem sobre seu posicionamento em relação ao desmonte do Sistema Único de Saúde. MÉTODO Trata-se de um estudo descritivo de abordagem qualitativa, exploratória, realizado em campo. O local de realização dessa pesquisa foi a cidade de Crato, tendo como lócus as UBSs do município. O período da pesquisa foram os meses de março e abril de 2021. A pesquisa foi realizada com sete enfermeiros atuantes na atenção básica que atenderam a critérios de elegibilidade previamente definidos. Os critérios de inclusão para o grupo foram: enfermeiros, vinculados a uma UBS, com tempo de experiência profissional igual ou superior a seis meses. Para os critérios de exclusão foram: enfermeiros afastados do serviço por motivo de férias, licença ou outra condição. O dimensionamento de participantes se deu por meio da saturação teórica de dados e a amostragem foi do tipo não probabilística por acessibilidade ou conveniência (MINAYO; 2007). Os dados foram coletados por meio de um roteiro de entrevista semiestruturado, aplicado de modo virtual pelas plataformas @Whatsapp e @GoogleForms. Para a apreciação, seguiu-se a análise categorial temática proposta por Minayo. O estudo obteve parecer favorável do Comitê de Ética em Pesquisa sob nº 4688050. RESULTADOS E DISCUSSÃO Mediante a interpretação dos dados coletados, pôde-se observar a percepção e o posicionamento da enfermagem contra o movimento contemporâneo denominado desmonte do SUS. Suas compreensões vão desde um evento de ordem “politiqueira”, até o entendimento de uma crise no sistema em decorrência de seu subfinanciamento e o reconhecimento de um retrocesso na saúde pública brasileira. No tocante aos recursos financeiros, as falas emergem como um fator que está intimamente atrelado ao desmonte. (...) O desmonte do SUS ele se dá pela falta de investimento, quando eu congelo, ou seja, quando eu deixo de investir, quando eu deixo de proporcionar cursos para os profissionais, quando eu deixo de enviar ou de comprar e adquirir equipamentos novos, quando eu deixo de reelaborar e redirecionar políticas públicas para o SUS (...) Enf. 2. De acordo com SOUZA (2020), o subfinanciamento inviabiliza a manutenção e a melhoria do SUS, uma vez que esses recursos são insuficientes à garantia de uma saúde integral, pública, universal e de qualidade torna-se ineficaz, o que acaba prejudicando a saúde da população. No entanto, ao relacionar o desmonte a questões políticas uma participante demonstrou uma percepção equivocada de absenteísmo ou apolitismo, não compreendendo a relevância do papel político no contexto de defesa do SUS, o que foi visto em: (...) na verdade eu acho que isso é politicagem né eu acho que o SUS já esteve muito mais desmontado... acho que isso é muito mais politicagem do que qualquer outra coisa a minha opinião né eu sou totalmente aversa contra política (...) Enf. 4. Tal percepção elucida fragilidades relacionadas a não compreensão política, em seu sentido amplo, sobre o SUS e demonstra o déficit de uma formação política adequada, trazendo perspectivas contraditórias e não cabíveis à realidade de saúde do país. Dado isso nota-se a importância da enfermagem em participar dos movimentos sociais em atividades acadêmicas, conferências, e conselhos de saúde, de modo a fortalecer e consolidar as políticas de saúde do SUS. Portanto, torna-se evidente que o principal instrumento de defesa do SUS é o controle social, exercido pelos movimentos supracitados (PINHEIRO, et al., 2020). Por outro lado, alguns participantes reconhecem o desmonte do SUS como um retrocesso significativo que coloca a saúde pública em risco, uma vez que este sistema foi fruto de grandes lutas sociais e considerando sua relevância para a população. Como no recorte infere: (...) o que seria do Brasil sem o SUS, desmontar o SUS é um verdadeiro retrocesso, eu não gosto nem de pensar nessa palavra desmontar o SUS, porque na tese de alguns políticos ou governantes já teria acabado (...) Enf. 5. A política neoliberal tem sido forte aliada em favor do desmonte da saúde pública, responsável pela diminuição das políticas e dos direitos sociais. O ideário neoliberal é compreendido como uma doutrina capitalista que põe em ação uma racionalidade de mercado, e, assim coloca o SUS em subordinação ao mercado, o que reflete nos princípios do SUS e na qualidade dos serviços prestados aos usuários (MENEZES, MORETTI, REIS, 2019). Ademais, quando indagados quanto ao seu papel na luta contra o desmonte do SUS, as falas dos profissionais convergem no entendimento de que exercer o processo de trabalho de forma ética, responsável e valorizando os princípios do SUS é por si só uma forma de defender e valorizar o SUS. (...) eu fortaleço o SUS quando eu busco por em prática as políticas de saúde que são traçadas quando eu faço sair do papel aquele planejamento do projeto terapêutico singular quando eu faço a visita domiciliar que deveria fazer no tempo certo e oportuno (...) Enf. 2. A enfermagem exerce um papel fundamental na defesa do SUS, estando presente em todas as estruturas organizacionais de saúde, realizando um enfrentamento político consistente e eticamente comprometido nos princípios e valores intrínsecos da profissão, executando um processo de trabalho ético, visando conter os vários fatores que tentam rotular o sistema de saúde como incapaz e inoperante e diminuir sua valorização e importância frente à sociedade (SILVA, MACHADO, 2020). CONSIDERAÇÕES FINAIS/CONCLUSÃO Destarte, percebe-se a importância de uma formação política na enfermagem que proporcione a compreensão acerca de seu papel e a construção de habilidades e atitudes rumo à qualificação dos enfermeiros, seja na militância por um SUS gratuito, de qualidade, seja na busca de uma resistência democrática, de modo que, a enfermagem seja protagonista nas lutas sociais, mobilizada e atuante na defesa do SUS. REFERÊNCIAS BRASIL. Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Sistema Único de Saúde. CONASS, 2011. BRASIL. Ministério da Saúde. Projeto Promoção da Saúde. As Cartas da Promoção da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2002. BRASIL. Ministério da saúde. Seminário Internacional Tendências e Desafios dos Sistemas de Saúde nas Américas, O Sistema Público de Saúde Brasileiro. São Paulo, 2002. CELUPPI, I. C. et al; 30 anos de SUS: relação público-privada e os impasses para o direito universal à saúde. Saúde debate, Rio de Janeiro, v. 43, n. 121, p. 302-313, abr., 2019. MENEZES, A. P. R. et al. O futuro do SUS: impactos das reformas neoliberais na saúde pública – austeridade versus universalidade. Rev. Saúde em Debate [online]. v. 43, n.5 p. 58-70, dez., 2019. MINAYO, M.C.S. O Desafio do Conhecimento: Pesquisa Qualitativa em Saúde. São Paulo: HUCITEC, 10. ed., p. 406, 2007. SILVA, M. C. N.; MACHADO, M. H. Sistema de Saúde e Trabalho: desafios para a Enfermagem no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva [online], v. 25, n. 1, pp. 07-13, 2020. SOUZA, D. O. O subfinanciamento do Sistema Único de Saúde e seus rebatimentos no enfrentamento da Covid-19. Physis: Revista de Saúde Coletiva [online]. v. 30, n. 03, 2020. PAIVA, C. H. A.; TEIXEIRA, L. A. Reforma sanitária e a criação do Sistema Único de Saúde: notas sobre contextos e autores. Hist. cienc. Saúde - Manguinhos, Rio de Janeiro, v. 21, n. 1, p. 15-36, mar., 2014. PINHEIRO, F. T. de S. et al. Participação universitária em defesa do Sistema Único de Saúde. Saúde debate, Rio de Janeiro, v. 44, n. 125, p. 504-515, jun., 2020.
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoPOTENCIALIDADES E DIFICULDADES PARA A CONSOLIDAÇÃO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE: OLHAR SOBRE A LITERATURA
WESLANIA RODRIGUES PINHEIRO ; Ana Joyce Roque Pereira Portela Lima; Enéas Teixeira Viana de Araújo; Hanna Grazielli Silva; João Ygor de Oliveira; Me. João Paulo Xavier Silva
O Sistema Único de Saúde (SUS) engloba todos os serviços de saúde ofertados por instituições federais, estaduais e municipais, que segue uma linha de princípios, tais como, universalidade, equidade e igualdade da atenção à saúde. Todavia, sua consolidação atravessa desafios importantes de ordem financeira e de gestão, o que aponta a necessidade de maior apropriação social e produção acadêmica na área. OBJETIVO: Analisar as publicações científicas nacionais sobre as potencialidades e dificuldades para a consolidação do Sistema Único de Saúde. METODOLOGIA: Trata-se de uma Revisão Integrativa de Literatura (RIL). Foi realizada entre os meses de outubro e novembro de 2022, utilizando as bases de dados indexadas na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), através dos descritores em ciência da saúde (DeCS): “Sistema Único de Saúde”, “Mercantilização”, “Políticas de Saúde “, utilizando AND como operador booleano para a busca pareada cruzada entre os descritores. Operacionalmente, a busca se deu em três etapas, nas quais os descritores foram cruzados em dupla, resultando em um primeiro momento em 2828 artigos, que ao aplicarem-se critérios de elegibilidade resultaram um total de 16 artigos para análise. RESULTADOS: Em sua maioria, os artigos trataram sobre os desafios na criação do SUS, fatores como crise financeira na época da implantação legislativa, recursos financeiros voltados apenas a municípios com regiões privilegiadas socioeconomicamente, deixando as regiões menores desfavorecidas de serviços de qualidade, aprovação de emenda que congelou por 20 anos os investimentos públicos em saúde, dentre outros citados no presente trabalho. Frente a essa dificuldade de implantação em territórios de bases populacional, é preciso que as redes de saúde organizem de forma integrada e sob a coordenação da atenção primária em saúde, os pontos de atenção, os sistemas de apoio, os sistemas logísticos e o sistema de governança. Assim, será possível a construção de uma sociedade democrática com valorização da participação social. CONCLUSÃO: Para que haja consolidação do SUS, é dever social a participação no seu processo de gestão, sendo considerada pilar essencial, visto que os cidadãos têm o objetivo de fiscalizar e discutir os serviços de saúde ofertados para a sociedade.
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoPRÁTICA DE BULLYING E VIOLÊNCIA FÍSICA QUANTO A RAÇA/COR ENTRE ADOLESCENTES ESCOLARES BRASILEIROS
MARCOS RYAN LOIOLA LIMA; Anne Giselly da Silva Sousa; Guilhermi da Silva Maia; Pedro Lucas Ferreira Mota; Maria Rocineide Ferreira da Silva; Lucas Dias Soares Machado
INTRODUÇÃO A prevalência do bullying e violência física entre os adolescentes escolares ainda é um grave problema no Brasil, ao passo que a cada quatro desses indivíduos, um sofre dessa realidade (MALTA et al., 2022). Nesse contexto, há grandes prejuízos para os adolescentes envolvidos, podendo gerar um ciclo de violência e trazer repercussões psicológicas, físicas e na educação do escolar. Além disso, no panorama atual, o bullying é estendido devido à internet, fazendo com que a violência perdure em ambientes em que ele deveria se sentir seguro (TORDJMAN, 2022). Inseridos em uma sociedade pautada na hierarquização do ser humano, a prática de bullying e violência física por escolares está direcionada a alvos que compõem um ponto inferior nessa hierarquia, ou aqueles com características que se distinguem do padrão social estabelecido (SANTOS et al., 2022). Nesse âmbito, dentre os fatores associados à vítima desse processo, encontra-se o elemento raça/cor como uma das principais justificativas, enfatizando a existência da intolerância à diversidade no contexto do escolar (MALTA et al., 2022). No atual panorama, entender os determinantes sociais ligadas a ocorrência dessas violências é essencial (MALTA et al., 2022). Portanto, delimitar os fatores associados a esse processo de violência é fundamental na aquisição de ferramentas que combatam-no, assim, podendo dar espaço para a construção de espaços seguros e baseados em princípios humanos. Neste sentido, o fomento a espaços saudáveis e seguros que respeitem e acolham os indivíduos em suas singularidades e combatam preconceitos é defendido na Política Nacional de Promoção da Saúde. Esta traz dentre os objetivos a necessidade de atuar frente as iniquidades, com respeito as diferenças sociais, incluindo àquelas relacionadas a raça e etnia. Para tanto, é necessário conhecer as nuances envolvidas na subjetividade do indivíduo e do coletivo (BRASIL, 2017). Sendo assim, objetivou-se analisar os fatores associados ao bullying quanto a raça/cor entre adolescentes escolares brasileiros. MÉTODO Estudo transversal, com abordagem quantitativa, realizado em todos os estados brasileiros, no ano de 2019, a partir dos microdados secundários, de domínio público, oriundos da da Pesquisa Nacional de Saúde do escolar – PeNSE. A edição de 2019 da PeNSE contemplou aproximadamente 188.000 estudantes, de 13 a 17 anos, matriculados em escolas públicas e privadas do Brasil. A PeNSE é realizada pelo Ministério da Saúde (MS), em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia (IBGE) e o Ministério da Educação (MEC). A PeNSE realiza uma seleção planejada de escolares para fornecer resultados representativos do país, a fim de fornecer informações sobre as características socioeconômicas, contexto social e familiar do escolar (IBGE, 2021). Dentre a população total, foi selecionado uma amostra de 2124 escolares que declararam ter sido vítimas de bullying devido sua raça/cor, desfecho de interesse desse estudo. Foram analisadas as variáveis independentes: raça/cor, sexo, idade, região geográfica, localização escolar, dependência administrativa e série/turma escolar. Para além disso, foram interpretados indagações sobre a relação familiar, relações interpessoais com colegas de sala, situações violência verbal e situações de violência físical. Os dados foram organizados em planilhas do Microsoft Office Excel 2016 e processados no Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 25. Utilizou-se de análise descritiva, a partir de medidas de frequência absoluta e relativa, e inferencial, a partir do teste Qui-quadrado de Pearson. A escolha do teste adequou-se frente a ausência de distribuição normal dos dados detectada pelos testes de Kolmogorov-Smirnov e Shapiro-Wilk. Utilizou-se o limite de 0,05 para atestar a significância dos testes. A pesquisa seguiu os preceitos éticos e legais da resolução nº 466 do Conselho Nacional de Saúde, com aprovação por meio do Parecer CONEP n. 3.249.268. RESULTADOS E DISCUSSÃO Na amostra analisada prevaleceram as práticas de bullying decorrente da raça/cor direcionada a adolescentes pretos (908; 42,7%), do sexo masculino (1368; 64,4%), com idade entre 13 e 15 anos (1106; 52,1%) e residentes na região nordeste (735; 34,6%). Quanto as questões escolares, a maioria estudava em escolas na zona urbana (1865; 87,8%), de administração pública (1540; 72,5%) e cursava o 7º ano (551; 25,9%). Reconheceu-se diferenças estatisticamente significativas entre a relação das vítimas de bullying por raça/cor e as variáveis sociodemográficas. Adolescentes do sexo masculino apresentaram mais chances de sofrer bullying devido a sua raça/cor (2(2)=210,658; p<0,001), assim como aqueles com idade entre 13 e 15 anos (2(4)=33,037; p<0,001), residentes da região Nordeste (2(4)=71,811; p<0,001) e de raça/cor preta (2(6)=2660,188). Quanto as variáveis escolares, apresentaram mais chances de sofrer bullying por conta de sua raça/cor os adolescentes de escolas públicas (2(1)=391,919), em curso do 7º ano do ensino fundamental (2(10)=69,855; p<0,001) e da zona urbana (2(1)=221,970; p<0,001). Tais dados vão ao encontro de dados da edição anterior do PeNSE (2015), na qual observou-se que existe um maior percentual de bullying em relação a minorias étnicas, numa análise proporcional. De modo semelhante, o sexo masculino também é referido com maior ocorrência de bullying, se comparado ao público feminino de escolares. Além disso, nota-se uma predominância maior da ocorrência desse fenômeno com séries escolares iniciais, denotando maior vulnerabilidade dessa população mais nova (SILVA et al., 2018). Diante dessa situação, é notório a persistência ao longo dos anos desse padrão de iniquidades. Cabendo ressaltar que, medidas estruturais podem não ser suficientes na mediação das relações interpessoais em que os escolares estão inseridos, sendo necessário um entendimento dos fatores implícitos e explícitos que se relacionam com esse processo de segregação (SIMON-KUMAR et al., 2022). Cabe ressaltar que o bullying e a violência física podem se fazer presente em ambas as dependências administrativas, mas situações de ameaças, empurrões, agressões, físicas e abusos de ordem sexual foram mais relatadas em escolas públicas. Conquanto, para o contexto desse estudo deve-se levar em consideração o maior número de pessoas de raça/cor preta nas instituições de ensino públicas em comparação as particulares (AGUIAR; BARRERA, 2017). A maioria dos adolescentes relatou que, nos últimos 30 dias, sua mãe, pai ou responsável nunca demonstraram entender seus problemas e preocupações (518; 24,4%; p<0,001) e que as vezes os colegas de escola os trataram bem e/ou foram prestativos (567; 26,7%; p<0,001). Nessa perspectiva, é cabível ressaltar a importância da presença da família na vida dos escolares, tendo em vista que o maior conhecimento sobre a importância do olhar atento sobre necessidades de seus filhos e capacidade de auxílio, está ligado ao menor índice de bullying e violência. Ademais, sobre as relações interpessoais entre os escolares, nota-se que a maioria das vítimas desse processo de violência relatam o sentimento de solidão e não consideram ter amigos no ambiente (SILVA et al., 2018). Neste estudo, identificou-se que 55,6% dos adolescentes foram esculachados, zoados, intimidados ou caçoados por seus colegas de escola ao ponto de sentirem-se magoados, incomodados, aborrecidos, ofendidos ou humilhados (1182; p<0,001). Entretanto, a maioria dos casos nunca chegou a consolidar-se em violência física (1411; 66,4%; p<0,001). 33% (702) afirmou já ter sido vítimas de violência física devido a sua raça/cor. Concomitantemente, esse cenário de violência se repete, como em Aguiar e Barrera (2017) em que a quantidade de vítimas dessas agressões verbais se destaca. Claramente, toda essa situação repercute na saúde dos indivíduos, observando uma prevalência de quadros de insônia nessas vítimas, podendo acarretar um prejuízo escolar na assiduidade desses indivíduos (AGUIAR; BARRERA, 2017). O bullying apresenta-se como problema complexo, multifacetado e com determinação social sobre a saúde. Neste sentido, este estudo coaduna com o trabalho do enfermeiro ao contextualizar suas ações para promoção da saúde do adolescente, despertando para o eixo cultura de paz, comum na Política Nacional de Promoção da Saúde e nas proposições do Programa Saúde na Escola. A abordagem ao bullying demanda então um olhar interdisciplinar e intersetorial, capaz de atentar-se as necessidades dos adolescentes e, deste modo, intervir sobre elas. Para além, considerar questões relacionadas ao racismo implica no olhar decolonial sobre a sociedade brasileira, compreendendo a sua formação e constituição heterogênea e valorizando a riqueza dos seus povos. Recomenda-se, pois, que o debate sobre bullying e racismo seja fomentado no ambiente escolar, em especial em articulação com outros setores, tais como a saúde, assistência social e segurança pública. Podem ser benéficas as ações apoiadas na educação popular e/ou com uso de tecnologias atuais, para proposições mais efetivas e adequadas a realidade. CONCLUSÃO Diante do exposto, possibilitou-se uma compreensão mais ampla à respeito dos fatores associados ao bullying e violência física quanto a raça/cor entre adolescentes escolares brasileiros. Esse tipo de bullying predominou em escolares pretos, do sexo masculino, matriculados em escolas públicas, cursando a 7ª série, com idade entre 13 e 15 anos, residentes em zona urbana e na região Nordeste. Além disso, observou-se a predominância de agressões verbais no contexto em questão, mas com um percentual considerável de agressões físicas (33%). Indubitavelmente, esses dados são preocupantes, principalmente quando levado em consideração que a família não foi referenciada como um centro de apoio para esses indivíduos e os colegas escolares são citados como não muito acolhedores quanto a essas questões de violência. Destarte, é inegável a necessidade de intervir diretamente nesse processo de bullying e violência física, com estratégias multiprofissionais e intersetoriais. Para além disso, é preciso buscar englobar as especificidades do coletivo e do individual que está envolvido nesse panorama, a fim de promover saúde para essa população de maneira equitativa. Por fim, a ausência de análises que investigassem o tamanho do efeito de influência de cada variável sobre o desfecho pode apresentar-se com uma fragilidade. Nesse sentido, estudos de regressão, com modelagens por equações estruturais e inteligência artificial manifestam-se como possibilidades para novos estudos sob este fenômeno. Ademais, destaca-se que a PeNSE direciona seu olhar para adolescentes escolares, não podendo estender-se a todo o público nesta faixa etária.
Palavras-chave: Bullying, Saúde do Adolescente, Fatores Raciais
Oral
Abrir o trabalhoPRÁTICAS E SABERES CULTURAIS NO MANEJO DA LESÃO MAMÁRIA NA LACTAÇÃO: REVISÃO NARRATIVA
LARISSA ELLEN MOREIRA DE LIMA ; João Emanuel Pereira Domingos; Andréia de Souza Cândido; Jaqueline da Silva Pinheiro
Resumo: Os problemas mamários derivados do período de lactação afetam diretamente no processo de amamentação e é uma das principais causas do desmame precoce. Há diversas práticas baseadas em evidências, entretanto, há práticas e técnicas de saberes empíricos, com conflitos quanto à efetividade, que podem repercutir na saúde da puérpera e recém-nascido. Assim, é importante o conhecimento dos profissionais da saúde, em especial, enfermeiro, sobre essas práticas e suas repercussões. OBJETIVO: Identificar os saberes e práticas culturais no manejo dos problemas mamários durante a lactação. METODOLOGIA OU MATERIAL E MÉTODOS: Foi realizada uma pesquisa de revisão bibliográfica da literatura, com abordagem qualitativa, nas bases de dados Scientific Eletronic Library Online (SciELO) e Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), através da Biblioteca virtual em Saúde (BVS). Foram utilizados os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Aleitamento Materno and Saúde da Mulher and Fatores Culturais and Educação em Saúde. Os critérios de inclusão foram: Artigos científicos gratuitos, que abordassem a temática. Os critérios de exclusão foram: estudos duplicados e que não atenderam ao objetivo da temática. Com o cruzamento dos descritores obteve-se um total de 17 resultados, após aplicado os critérios de inclusão e exclusão foram utilizados 06 estudos. RESULTADOS: Diante dos achados, identificou-se que os profissionais de saúde muitas vezes durante as consultas, ofereceriam um atendimento voltado apenas para os aspectos psicobiológicos da parturiente, não levando em consideração as suas experiências vividas, crenças, valores, e o contexto onde elas estavam inseridas. Frente a isso é possível observar que as práticas adotadas para o manejo adequado da lesão mamariam na lactação quase sempre estão baseadas em experiências familiares, e que as práticas de saúde prestadas por parentes, estavam relacionadas com crenças e hábitos, que perpassam de geração a geração. O uso de métodos como: Casca de mamão e banana, chá da Índia, de arruda, de Confrei, chá preto ou chá da índia, malva, camomila, reza, simpatia, nata de leite e até sebo de ovelha, foram frequentemente observados. Algumas puérperas relatam o alívio da dor durante a lactação, enquanto outras afirmam achar que os métodos funcionavam antigamente, mas que hoje não tem a mesma eficiência, entretanto os estudos avaliados não apresentam evidências suficientes para recomendar a implementação dos métodos avaliados. CONCLUSÃO: Conclui-se assim que é necessário que o enfermeiro saiba reconhecer a influência das práticas culturais e da significativa influência que o meio sociocultural desenvolve no cuidado cotidiano da puérpera frente aos cuidados com a mama no manejo dos problemas mamários, orientando de forma a unir os conhecimentos científicos aos saberes populares, para que a puérpera saiba reconhecer as práticas que podem contribuir negativamente em sua saúde.
Palavras-chave: Aleitamento Materno, Saúde da Mulher, Fatores Culturais,Educação em Saúde
Resumo Simples
Abrir o trabalhoPREVENÇÃO DE QUEDAS NA PESSOA IDOSA: EXPERIÊNCIA DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA
MARA DANIELLY BARBOSA DE SOUZA; Larissa Ellen Moreira de Lima; Maria Sandy Moura Souza; Maria Giceli Martins da Silva; Ana Valéria Oliveira da Silva; Adriana de Moraes Bezerra
INTRODUÇÃO: Com o aumento da expectativa de vida no Brasil, observa- se uma mudança demográfica e predominância de uma população mais idosa, sendo possível observar um declínio das funções fisiológicas, observando uma maior propensão à quedas nessa população, considerada um fator de risco para a incapacidade e mortalidade em pessoas idosas. Por isso é de suma importância a implementação de ações de educação em saúde que visem a prevenção desses agravos. OBJETIVO: Relatar a experiência de uma ação educativa sobre prevenção de quedas, desenvolvida por extensionistas do projeto de extensão Minhas Rugas, Minha História, da Universidade Regional do Cariri. METODOLOGIA: Relato de experiência referente à ação de extensão envolvendo integrantes vinculadas ao projeto de extensão Minhas Rugas, Minha História, do curso de enfermagem da Universidade Regional do Cariri - Campus Avançado de Iguatu. A ação ocorreu no dia 27 de abril de 2023 no Serviço Social do Comércio (SESC) com pessoas idosas participantes do projeto social da referida instituição. Através da ação foi realizada uma roda de conversa abordando a prevenção de quedas e, ainda, a utilização de um jogo educativo para fixação e avaliação do conteúdo exposto, construído pelas extensionistas do projeto de extensão e denominado “Caiu?” RESULTADOS: As estratégias desenvolvidas foram realizadas em dois momentos distintos. O primeiro foi direcionado para a exposição do tema com a utilização de projetor e slide, contendo pontos importantes sobre a prevenção de quedas na pessoa idosa, abordando-se a definição de queda, fatores de risco, formas de prevenção, principais tipos de quedas e ambientes em que mais ocorrem. O segundo momento foi dedicado à aplicação do jogo educativo, representado por uma trilha a ser seguida com base em perguntas elaboradas. A tecnologia foi confeccionada através de impressão colorida em folha A4, composta por casas com números e desenhos alternados de cômodos de casa onde poderiam ocorrer quedas. Assim, ao ser indicado pelo dado para um lugar determinado, o participante era questionado sobre os perigos contidos e como evitá-los. Para realização do jogo o grupo foi dividido em duas equipes das quais foi escolhido um representante de cada para melhor conduzir a dinâmica. Os participantes jogavam o dado um de cada vez, e de acordo com os comandos seguiram avançando na partida, sendo vencedor quem chega primeiro ao final da trilha. A ação se deu de forma positiva, uma vez que proporcionou um momento de reflexão, desenvolvimento do pensamento crítico e aprendizado da pessoa idosa. CONCLUSÃO: Infere-se que a comunicação é indispensável no cotidiano, principalmente no âmbito da saúde, visto que os profissionais da Enfermagem atuam promovendo ações educativas com o intuito de disseminar informações de saúde cientificamente comprovadas para além dos muros institucionais. Para tanto, é indubitável analisar e desenvolver estratégias que contribuam para a condução das ações, pois educação em saúde não se restringe somente a repassar o conteúdo, mas ter uma visão holística, ampliada das realidades existentes do público para o qual será destinado à ação. Diante desta experiência foi constatado que as metodologias ativas representam um instrumento revolucionário para o processo de aprendizagem e educação em saúde destinada à pessoa idosa.
Palavras-chave: Saúde do Idoso, Educação em Saúde, Metodologias Ativas
Resumo Simples
Abrir o trabalhoPREVENÇÃO DO CÂNCER DE COLO UTERINO: RELEVÂNCIA DA ATUAÇÃO QUALIFICADA DO ENFERMEIRO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA
BRUNNA TEIXEIRA MOREIRA; Jaqueline da Silva Pinheiro; Antônia Josyelen Mesquita Lopes; Gabrielly Martins da Silva; Camila Almeida Neves de Oliveira
INTRODUÇÃO: O câncer do colo de útero é o segundo tipo mais incidente entre as mulheres brasileiras. Algumas das principais ações para sua prevenção são o rastreamento e o acompanhamento clínico, os quais caracterizam-se pela realização do exame preventivo, pelo menos uma vez a cada três anos, após início da vida sexual, com ênfase para a faixa prioritária dos órgãos ministeriais, a partir dos 25 anos de idade, ou dos 21 anos em situação de risco elevado. Além disso, é importante realizar o acompanhamento clínico e ginecológico regular, que inclui a avaliação dos sinais e sintomas, exames físicos, exames laboratoriais e exames de imagem. Vale ressaltar que, a educação em saúde é fundamental para a prevenção do câncer, muitas vezes protagonizada por enfermeiros atuantes no contexto da Atenção Primária à Saúde (APS). OBJETIVO: Identificar a atuação do enfermeiro na atenção primária à saúde na prevenção do câncer de colo uterino, por meio da literatura científica. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada em maio de 2023. A busca ocorreu no Portal da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e na bases de dados Scientific Eletronic Library Online (SciELO), Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Base de Dados em Enfermagem (BDENF) com os Descritores em Ciência da Saúde (DeCs): enfermeiro, atenção primária à saúde e neoplasias do colo do útero cruzados com o operador booleano AND. Foi aplicado os filtros: recorte temporal (últimos 5 anos, 2018-2023), texto completo, idiomas (português e inglês) e excluídos artigos duplicados. Foram encontrados 44 documentos ao total, sendo incluídos trabalhos que abordassem a temática em questão e excluídos estudos que não respondessem ao objetivo, bem como teses, dissertações e livros. A amostra final foi composta por seis artigos. RESULTADOS: Evidenciou-se que a assistência de enfermagem precisa ser integral na prevenção do câncer de colo de útero, incluindo estratégias de prevenção como o fortalecimento da imunização contra o Papilomavírus Humano (HPV), promoção do incentivo ao exame citopatológico, conforme faixa etária preconizada e rastreamento, assim como o acompanhamento qualificado para qualquer alteração identificada. É recomendado que os profissionais se capacitem e estejam em constante atualização para garantir qualificação no atendimento da consulta de enfermagem, podendo conduzi-la com qualidade e assertividade, visando o cuidado centrado no paciente. Dentro da APS, a integração das condutas de enfermagem e a equipe multidisciplinar são valiosas também na oferta de uma atenção completa e aumento de estratégias de adesão às medidas de promoção à saúde, essencial para o fortalecimento das medidas preventivas. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Portanto, é visto que a atuação de enfermagem na APS é fundamental para o fortalecimento de estratégias na prevenção para o câncer do colo de útero, buscando manter-se capacitada e atualizada para fornecer um cuidado de qualidade, bem como informações e educação em saúde integralizada. Nisso, faz-se necessário cada vez mais fundamentar as ações entre profissionais e os pacientes, buscando diminuir estigmas preconizados na sociedade, a fim de aumentar ainda mais a adesão e participação dentro dessas atividades.
Palavras-chave: Enfermeiro,Atenção Primária à Saúde,Neoplasias do colo do útero
Resumo Simples
Abrir o trabalhoPROMOÇÃO DA SAÚDE DO IDOSO MEDIANTE AÇÕES DA EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA NO CONTEXTO DO CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL
MARIA GICELI MARTINS DA SILVA; NEUMA CUNHA MEDEIROS; ADRIANA DE MORAES BEZERRA
PROMOÇÃO DA SAÚDE DO IDOSO MEDIANTE AÇÕES DA EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA NO CONTEXTO DO CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL INTRODUÇÃO A extensão universitária em Enfermagem é o nome que se dá a ações que nascem de dentro das Instituições de Ensino Superior e contemplam a comunidade e sociedade em uma perspectiva de promoção da saúde, prevenção de agravos, desenvolvimento científico e tecnológico, exteriorizando o conhecimento técnico-científico para além do meio acadêmico.No contexto de envelhecimento, este processo permeia algumas insuficiências, sejam elas familiares, sociais, econômicas ou psicológicas, considerando a qualidade da saúde mental uma das primeiras áreas afetadas durante o ciclo da senescência, Nesse sentido, compete à universidade, junto às instituições parceiras, trabalharem na iniciativa de promover saúde suprir necessidades existentes na comunidade mediante a exploração das possibilidades existentes (DAMASCENO et al., 2018). A Promoção da Saúde da pessoa idosa objetiva manter um bom estado de saúde, para que essa pessoa tenha qualidade de vida de maneira ativa no ambiente em que está inserida, preservando sua autonomia e independência física, psíquica e social, considerando a atuação em enfermagem de forma a complementar o cuidado da pessoa idosa, contribuindo para sua saúde e bem-estar. No contexto da promoção da saúde, a musicoterapia é uma ferramenta terapêutica híbrida que se utiliza da arte e saúde, servindo para promover a comunicação, expressão e aprendizado, almejando facilitar a organização e a forma de se relacionar com pacientes, promover o relaxamento, tranquilidade, e controle de sintomas depressivos e ansiosos, sendo uma prática de fácil acesso, baixo custo e de bom uso para a população idosa, por seu caráter simples porém eficaz e de fácil manuseio (CAVALCANTE et al., 2016). Trabalhar com a perspectiva da extensão para além da Universidade proporciona aos estudantes a experiência necessária para atuarem em diversas realidades, estimulando a comunicação e contato com o público, formando profissionais capacitados e bem preparados para atuar com qualidade e atendimento humanizado (SILVA., 2020). Nesse contexto, o objetivo deste trabalho é descrever a experiência de duas acadêmicas em Enfermagem frente à realização de atividades de extensão universitária realizada no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) do município de Iguatu, com um grupo de idosos. MÉTODO Trata-se de um relato de experiência realizado entre os meses de março e abril de 2023. O presente estudo remete a descrição da experiência adquirida mediante a realização de uma atividade de extensão universitária, promovida no Centro de Atenção Psicossocial-CAPS com um grupo de idosos na cidade de Iguatu-Ceará, frente à perspectiva da saúde mental na terceira idade. A atividade foi realizada incorporação da extensão universitária como requisito obrigatório na matriz curricular dos estudantes do curso de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri, Campus Iguatu., A atividade de extensão contemplou a integração da disciplinas “Enfermagem no processo de cuidar em saúde do idoso”, “Enfermagem no processo de cuidar na saúde do trabalhador”, “Gestão das ações e serviços de enfermagem” e “Tópicos especiais em enfermagem”, culminando na realização da atividade intitulada: “Uso da musicoterapia como ferramenta terapêutica para alívio de sinais e sintomas ansiosos e depressivos em idosos”. Para o referencial teórico e aprofundamento da discussão foram utilizadas as bases de dados eletrônicas Scientific Eletronic Library Online (SciELO) e Base de Dados em Enfermagem (BDENF), utilizando-se as palavras-chave: Promoção da saúde, Idoso, Extensão universitária e Centro de Atencao Psicossocial. RESULTADOS E DISCUSSÃO A ação de extensão universitária realizada no contexto do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), configurou-se como um momento oportuno para debater pautas em saúde mental do público geriátrico, através de uma roda de conversa com abordagem reflexiva sobre os benefícios da musicoterapia, onde todos os envolvidos tiveram a oportunidade de expressar seus sentimentos a respeito de como estavam internamente e como a musicoterapia havia influenciado momentaneamente o estado mental do grupo. Algumas metodologias foram utilizadas para compor o momento, que foi iniciado com a apresentação da equipe, Posteriormente, houve a apresentação da temática sugerida d e distribuição de balões aos participantes para que eles pudessem apresentar de forma lúdica , . Paralelo à atividade de expressões dos sentimentos, uma playlist de músicas foi colocada para tornar o momento mais harmonioso. A maior parte dos participantes desenhou expressões tristes, seguida da justificativa do por que se sentiam daquela forma. Frente ao diálogo sobre a forma como os idosos estavam se sentindo, as estudantes propuseram uma reflexão sobre o momento em que cada um estava passando, O momento dialógico se deu no contexto da da saúde mental, e de como a musicoterapia e a expressão dos sentimentos poderiam auxiliá-los a enfrentar as dificuldades existentes, o processo de humanização e construção do cuidado compartilhado, trabalhando sob a perspectiva dos valores da qualidade de atendimento, troca de saberes, valorização do paciente e autonomia no processo do cuidado. Portanto, enfatiza-se a importância das ações de extensão universitária com esse grupo etário por permitir ampliar as dimensões do fazer saúde, pelo favorecimento do vínculo entre instituição de ensino e a sociedade, oportunizando o compartilhamento de saberes técnicos, científicos e populares que contribuam na melhoria da saúde e qualidade de vida desse público( SILVA et al., 2019). Ainda nessa perspectiva, a atividade com os idosos contribuiu de forma substancial tanto para oportunizar e difundir a temática de saúde mental, que ainda é permeada de estigmas, principalmente quando se fala do público geriátrico, bem como para estimular o maior contato dos acadêmicos com o público em questão, reafirmando a efetivação do compromisso social da universidade com a comunidade. Diante das evidências, pode-se afirmar que a prática de musicoterapia na ação realizada contribuiu potencialmente para uma série de benefícios, estabelecendo melhorias nas condições emocionais/mentais e sociais, pois melhorou o relacionamento interpessoal dos participantes, que puderam debater e expressar seus sentimentos. Destaca-se que atividades de extensão possibilitam novas vivências por meio da identificação das principais dúvidas e lacunas a respeito dos aspectos mentais e emocionais, troca de saberes e aprofundamento de temáticas importantes para atuação profissional a partir do rompimento das barreiras da sala de aula (CARVALHO et al., 2021; OLIVEIRA et al., 2021). Ademais, Damaceno e Chirelli (2019) pontuam que uma uma melhor perspectiva para a implementação da atenção e promoção à saúde no contexto do envelhecimento exige ações de fortalecimento na educação em saúde para aumentar a independência dos indivíduos, a fim de que eles consigam colocar em prática as informações passadas, visando maior prevenção de agravos por meio do plano de cuidados efetivo CONSIDERAÇÕES FINAIS A experiências nas ações de extensão contribuiu para uma formação profissional mais consciente das demandas e valores e especificidades no que tange a saúde mental do público geriátrico de forma que a ação produziu efeitos positivos para o processo formativo dos discentes e para a saúde dos participantes, por meio do momento de descontração e troca de experiências, engajando-os, de modo consciente, na externalização de seus sentimentos e no cuidado à sua saúde. Ademais, a curricularização da extensão é uma forma de permitir que o estudante encontre na comunidade a oportunidade de democratizar o conhecimento acadêmico adquirido na universidade e colabore com a comunidade no processo de promover saúde, também internaliza conhecimentos e experiências indispensáveis para seu próprio desenvolvimento, capacitando-os nas questões gerontológica e consequentemente contribuindo para melhoria da assistência prestada a esse público. REFERÊNCIAS BRUSAMARELLO, T. et al. Promovendo o empoderamento através de ações de enfermagem na extensão universitária. Ciência, Cuidado e Saúde, v. 15, n. 2, p. 297-303, 2016. DAMASCENO, A.J.S. et al. A Extensão Universitária como estratégia para a Educação em Saúde com um grupo de idosos. Revista Kairós Gerontologia. v. 21 n. 4, 2018. DAMACENO, M. J. C. F.; CHIRELLI, M. Q. Implementação da Saúde do Idoso na Estratégia Saúde da Família: visão dos profissionais e gestores. Ciência & Saúde Coletiva,v. 24, n. 5, p. 1637-1646, Mai. 2019. CARVALHO, O. F. et al. Desafios da extensão universitária em tempo de pandemia: O uso de audiovisuais como mediação para o diálogo com a sociedade. Revista de Extensão da UNIVASF, Petrolina, v. 1, n. 3, p. 186-202, 2021. CAVALCANTE, A. L. R et al. Ensinando e aprendendo com idosos: Relato de experiência..Federal University of Rio de Janeiro State. Journal of Research Fundamental Care Online, 8(2):4131-4141, 2016 OLIVEIRA, M. C. C. et al. Importância da atenção e promoção à saúde frente ao processo de cuidado da pessoa idosa. Brazilian Journal of Health Review, v. 4, n. 1, p. 1151-1163, 2021. PIRES DA SILVA, W. EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA: Um conceito em Construção. Revista Extensão & Sociedade, [S. l.], v. 11, n. 2, 2020. DOI: 10.21680/2178-6054.2020v11n2ID22491. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/extensaoesociedade/article/view/22491. SILVA, A.L.B, Importância Da Extensão Universitária Na Formação Profissional: Projeto Canudos. Rev enferm UFPE on line. 2019;13:e242189 DOI: 10.5205/1981-8963.2019.242189 . Disponível em https://periodicos.ufpe.br/revist as/revistaenfermagem. Acesso em 05 de Maio de 2023.
Palavras-chave: Promoção da saúde, Idoso,Extensão universitária,Centro de atenção psicossocial
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoREEMERGÊNCIA DE CANDIDA AURIS NO BRASIL DURANTE A PANDEMIA DO COVID-19: REVISÃO DE LITERATURA
AMANDA DA SILVA OLIVEIRA; Francisco Ayslan Ferreira Gomes; Isadora Magalhães Fernandes; Sabrina de Sousa Lima; Camila Fonseca Bezerra
INTRODUÇÃO: Candida auris é uma espécie fúngica descrita como multirresistente e surgiu nos últimos anos como um importante microrganismo associado a surtos nosocomiais e infecções invasivas, com alta taxa de falha terapêutica. Desde seu primeiro relato, em 2009, a levedura se espalhou pelo mundo com presença em diversos países e tornou-se uma preocupação de autoridades e profissionais da saúde. Este fungo multirresistente reemergiu durante a pandemia da COVID-19 no Brasil acometendo pacientes imunossuprimidos em UTI’s. As admissões nas unidades de terapia intensiva foram sobrecarregadas, possivelmente contribuindo para o surto de C. auris em pacientes infectados pelo SARS-CoV-2, o novo coronavírus. OBJETIVO: Verificar associação entre os casos de infecção por C. auris e sua multirresistência em pacientes com COVID-19. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com abordagem qualitativa. A busca foi realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) no período de 2020 ao mês de maio de 2023, a partir da questão norteadora “Qual a associação entre os casos de infecção por C. auris e sua multirresistência em pacientes com COVID-19?”. Foram selecionados os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) “Pacientes”; “Covid-19” e “Candida auris”, que foram cruzados com o operador booleano AND. Utilizou-se os critérios de inclusão artigos na íntegra, publicados nos idiomas inglês, português e espanhol e disponíveis de forma gratuita e o critério de exclusão artigos que não responderam à questão norteadora. A amostra final foi composta por 10 artigos que foram analisados criteriosamente para a elaboração da presente revisão. RESULTADOS: Os pacientes com COVID-19 geralmente são internados em Unidades de Terapia Intensiva por longos períodos e necessitam de ventilação mecânica e vários antibióticos, acarretando em uma desregulação imunológica, esse conjunto de fatores torna o paciente suscetível a infecções antifúngicas. Diante disso, C. auris tem alta propensão a desenvolver resistência aos antifúngicos. Durante a pandemia de COVID-19, o uso prolongado de equipamentos de proteção individual, lapsos durante a limpeza e desinfecção do ambiente e higiene das mãos, podem contribuir para a transmissão de C. auris. Nesse contexto, um fator de confusão em potencial, que a maioria dos profissionais de saúde não tem uma atenção imediata, é a transmissão secundária dos microrganismos multirresistentes, como o fungo C. auris em UTIs COVID-19. Visto que, Candida auris é considerada um fungo com alta taxa de letalidade devido à resistência aos medicamentos e facilidade de transmissão em ambientes hospitalares, a mortalidade de pacientes com COVID-19 pode ter contribuições de C. auris ou outras coinfecções. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Dado o exposto, a infecção por Candida auris encontra-se prevalente durante a pandemia por COVID-19, sendo evidente que a imunossupressão associada ao cruzamento das infecções entre fungo e vírus aumentaram as complicações e agravam os quadros clínico dos acometidos em cuidado intensivo. Desse modo, práticas adequadas de controle de infecção e vigilância no ambiente hospitalar torna-se necessária, visto a multirresistência do patógeno.
Palavras-chave: Candida auris, COVID-19, Pacientes
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoSAÚDE E CIDADANIA NA ESCOLA: EXPERIÊNCIAS VIVENCIADAS NAS AÇÕES DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA
LARISSA UCHOA MELO ; Kassia Milena Gomes de Souza; Samyra Paula Lustoza Xavier
INTRODUÇÃO O Projeto de Extensão Saúde e Cidadania na Escola (PESCE) tem como objetivo proporcionar ações que instigam autonomia para o autocuidado em saúde, assim como promove o exercício da cidadania de crianças e adolescentes no ambiente escolar. Avivamos ações nas quais crianças e adolescentes participem ativamente como protagonistas de sua própria saúde e atuem ativamente como seres sociais, com ênfase em ações que buscam prevenir danos através da difusão de informações de saúde; socializar questões relacionadas ao exercício da cidadania; debater sobre os problemas sociais atuais, abrindo espaço para reflexão e ampliando o vínculo entre universidade, escola e saúde. Dessa forma, a prática de educação em saúde pode consentir o vínculo com ideias de reflexão crítica sobre realidade, empoderamento comunitário e transformação do estado atual de algo que o afeta, na perspectiva de criação e ampliação das condições de vidas saudáveis. Desta forma, possibilita a construção da cidadania, em razão da relação que é criada entre indivíduo e seu ambiente (FERREIRA et al., 2014). É nesse sentido que o PESCE delimita suas ações e estratégias, nos momentos vivenciados em parceria com as escolas públicas municipais e estaduais de Iguatu. A justificativa do PESCE concomitantemente a sua relevância, fundamenta-se em assentir que o público infanto-juvenil tem efetivo potencial para transformação social, em especial nos aspectos que envolvem boas práticas de saúde e cidadania. MÉTODO Este resumo traz um relato de experiência das ações promovidas pelo projeto “Saúde e cidadania na escola”, financiado pelo Fundo Estadual de Combate à Pobreza (FECOP) desenvolvido na Universidade Regional do Cariri (URCA). A equipe é constituída por 20 discentes, dentre os quais, uma bolsista e orientado por uma docente do curso de Enfermagem. Realizamos encontros semanais com escolas da rede pública de Iguatu afim de desenvolver as atividades que propomos com as crianças e adolescentes. Apresentamos sempre dinâmicas lúdicas e educativas, rodas de conversa/palestras como estratégia para maior interação e aprendizagem do nosso público, afim de que eles aprendam e repassem todo o conhecimento proposto. Junto a isso, a conta do projeto no Instagram (@pesceurca) se tornou uma forma de comunicação com a comunidade com a qual trabalhamos. Por lá, as publicações são planejadas e desenvolvidas por toda a equipe a partir de temas relevantes em relação a saúde e cidadania de jovens e adolescentes. São feitos posts informativos em formato de figuras em carrossel, vídeos e enquetes. RESULTADOS E DISCUSSÃO O PESCE discorreu suas atividades de educação em saúde de maneira presencial nas escolas municipais da zona urbana e rural de Iguatu -Ceará, e de modo virtual, através das publicações com posts informativos acerca dos temas relacionados as ações, no Instagram do projeto. As ações de educação em saúde são partes do processo de transformação no modo de agir na saúde, para mudanças de conceitos, para além do curativo (ANDRADE et al., 2013). Desse modo, entende-se a importância das ações para construção e transformação das crianças e jovens na sociedade. As atividades desenvolvidas foram planejadas em articulação com a coordenação do Programa Saúde na Escola (PSE) do Iguatu, vinculado as Secretarias Municipais de Saúde e Educação, com base na solicitação que as próprias escolas evidenciaram. Sinalizada a demanda por parte da escola e coordenação do PSE, a bolsista do projeto divide a equipe total em pequenos grupos, conciliando as agendas da escola e dos extensionistas. Os grupos recebem um tema que pode ser tanto do eixo saúde (ciclo menstrual, primeiros socorros, infecções sexualmente transmissíveis, gravidez na adolescência, alimentação saudável e aborto) quanto do eixo cidadania (prevenção de bullying, trabalho infantil, a importância dos estudos, proteção ao meio ambiente, tolerância religiosa, raças e etnias), e posteriormente é feito o planejamento da ação, tendo em vista o público alvo e a melhor forma de trabalhar o assunto proposto. Após a finalização do plano educativo, a coordenadora do projeto faz avaliação e dá seu parecer quanto ao planejamento, garantindo o alinhamento do tema com as dinâmicas selecionadas. As atividades educativas possibilitam a sensibilização do público-alvo, aumentando a possibilidade de se tornarem indivíduos capazes de intervir no meio em que vivem, com consciência crítica e com poder sobre as questões de saúde (VIEIRA et al., 2021). Considerando o ser humano como ser social, que age e modifica o meio onde está e que responde às características desse ambiente, as redes sociais digitais passam a ser excelentes recursos de aprendizagem, pois favorecem o contato entre as pessoas, de tal forma que podem utilizar diferentes mídias para se expressar (MARTELETO, 2001). CONSIDERAÇÕES FINAIS Através das ações desenvolvidas pelo PESCE, tem-se favorecido o fortalecimento das boas práticas em saúde e em cidadania, contribuindo assim, no processo de responsabilização dos sujeitos enquanto atores sociais. Além de incentivar o protagonismo dos extensionistas em meio a sociedade, fortalecer a intersetorialidade do setor saúde com a educação, bem como reforçar o vínculo da universidade com a comunidade.
Palavras-chave: Promoção da saúde,Saúde da criança,Saúde do adolescente
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoTECNOLOGIAS EM SAÚDE: CONCEITO, CLASSIFICAÇÕES, POTENCIALIDADES E DESAFIOS
PALOMA LOIOLA LEITE; JAYANA CASTELO BRANCO CAVALCANTE DE MENESES; ADRIANA DE MORAES BEZERRA; NAYARA SANTANA BRITO
INTRODUÇÃO A utilização de tecnologias em saúde estão cada vez mais em evidência (SANTOS et al., 2022), visto que elas podem contribuir para motivação e dinamismo, tornar processos mais ativos e dinâmicos (RONCATO et al., 2022; SILVA et al., 2021). Esse contexto de aumento do uso dessas tecnologias evidencia discussões e novas demandas, assim, é necessário ter empoderamento sobre elas a fim de alcançar a efetividade do uso dessas ferramentas (SALVADOR et al., 2019). Ao considerar isso, objetiva-se conhecer o conceito, classificações, potencialidades e desafios das tecnologias. MÉTODO O presente estudo consiste em uma revisão narrativa da literatura. Realizou-se busca nos bancos de dados das principais bases de dados e diretórios de pesquisa, utilizando as palavras-chaves: tecnologia, conceito, desafios e potencialidades, durante os meses de agosto e setembro de 2022. A seleção inicial foi realizada sem restrições quanto ao desenho do estudo ou período de publicação, tendo em vista a necessidade de uma revisão abrangente, por fim, as principais informações foram organizadas, apresentadas e discutidas. Conforme a Resolução nº 466/2012 e 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde, por se tratar de uma revisão da literatura, o estudo não necessitou ser submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa. RESULTADOS E DISCUSSÃO Para Nietsche et al. (2005), tecnologia é: o resultado de processos concretizados a partir da experiência cotidiana e da pesquisa, para o desenvolvimento de um conjunto de conhecimentos científicos para a construção de produtos materiais, ou não, com a finalidade de provocar intervenções sobre uma determinada situação prática (NIETSCHE et al., 2005, p.345). Para Merhy e Chakkour (2008) as tecnologias podem ser definidas como leve, quando caracterizadas pelas relações para implementar o cuidado, como o vínculo e acolhimento. Podem ser leve-dura, oriundas da construção de conhecimento, como teorias e modelo de 1Estudante de graduação em Enfermagem. Universidade Regional do Cariri, e-mail: paloma.leite@urca.br 2Enfermeira. Doutoranda. Universidade Federal do Ceará, e-mail: jayanacastelobranco@hotmail.com 3Enfermeira. Docente do curso de Enfermagem. Universidade Regional do Cariri, e-mail: adriana.bezerra@urca.br 43Enfermeira. Docente do curso de Enfermagem. Universidade Regional do Cariri, e-mail: nayara.brito@urca.br cuidado, ou podem ser classificadas como dura, quando é utilizado instrumentos ou equipamentos tecnológicos. Aquino et al. (2010) entendem tecnologia como sendo um produto ou processo. Tecnologia como produto se refere à construção de elemento palpável ancorado na ciência visando melhorar uma situação de saúde ou gerar conhecimento, é necessário ter informatização, informação e artefato. A tecnologia como processo se refere a capacitação, gestão ou promoção de qualquer abordagem humana para exercer determinada atividade, deve ter capacitação, gestão e abordagem humana. Nietsche et al. (2005) já classificam tecnologia em gerencial, assistencial e educacional. A tecnologia gerencial busca a melhoria da qualidade da prática profissional com um processo sistematizado com ações teórico-práticas testadas, para o gerenciamento da assistência e dos serviços de saúde, já a tecnologia assistencial parte de uma construção técnico-científica, oriunda de investigações e experiências dos profissionais e clientela com o objetivo de assistir de forma qualificada o ser humano em sua totalidade. A tecnologia educacional (TE) é o conhecimento lapidado que revela uma construção de saber fazer e saber usar os conhecimentos em todas as situações do cotidiano, cujos envolvidos estão envoltos em um processo, e o profissional de saúde age como facilitador do processo ensinoaprendizagem, e o educando um sujeito participante ativo desse processo (NIETSCHE et al., 2005). As TEs ainda podem ser classificadas de acordo com o público-alvo (PA) a qual se destina, conforme a intensidade de participação do público-alvo, e segundo a modalidade de produção. Segundo o público-alvo, podem ser: para educação fundamental técnica superior com os estudantes (PA-EST), para educação em saúde com a comunidade (PA-COM), e para educação continuada com os profissionais (PA-PROF). Segundo a intensidade de participação do público-alvo, podem ser classificadas em baixa intensidade (INT-BX), quando o PA participa da validação ou teste piloto, ou não participa; de média intensidade (INT-MED), quando o PA participa da pesquisa diagnóstica antes da produção; e de alta intensidade (INT-ALT) quando o PA participa da produção e co-criação (TEIXEIRA, 2020). E segundo a modalidade de produção pode ser baseada na literatura, quando os temas geradores emergem de uma revisão da literatura (PBA-LITE) e pode ser baseada no contexto quando os temas geradores emergem de uma pesquisa primária e/ou da experiência-atuação in loco (PBACONT) (TEIXEIRA, 2020). Há ainda outras definições. Salbego et al. (2018) consideram haver tecnologias cuidativoeducacionais, e estas são um conjunto de conhecimentos proveniente de processos concretizados para operacionalizar o cuidar e o educar, seja de usuários, acompanhantes ou profissionais da Enfermagem (SALBEGO et al., 2018). O uso de TE para o desenvolvimento da educação em saúde é um conduto eficaz para o alcance da promoção da saúde por serem protagonistas no processo de busca e consolidação da autonomia dos indivíduos por meio da integração e participação efetiva (SILVA; GONÇALVES; MARTINS, 2020). As tecnologias cuidativo educacionais são importantes nos diversos contextos por possibilitar uma prática reflexiva, que torna o cuidado efetivo e eficaz (CARVALHO; OLIVEIRA, 2014). Os instrumentos educativos são relevantes na medida em que servem de suporte para contribuir com o indivíduo a compreender o que lhe está sendo transmitido, e além de servir ao paciente, funcionam como um recurso que pode ser utilizado em domicílio (CRUZ et al., 2016). A cartilha, por exemplo, objetiva levar o leitor à reflexão, visando à mudança de comportamento em relação a uma dada realidade (SANTOS; BASTOS, 2017). Alguma das potencialidades práticas do uso das TEs são sua viabilidade, eficácia, confiabilidade, caráter interativo, possibilidade de entretenimento, meio para adquirir conhecimento, pensamento crítico-reflexivo, aquisição de comportamentos positivos, e uma opção para ações educativas (SILVA; GONÇALVES; MARTINS, 2020). Joventino et al. (2011) pontuam que o uso de tecnologias deve ser estimulado, especialmente as consideradas leves e leves-duras por serem práticas e aplicáveis com facilidade. As tecnologias que utilizam escrita são recomendadas por ser útil como reforço das orientações verbalizadas pelo profissional de saúde, devem ter conteúdos compreensíveis adequada a realidade do público-alvo, considerando o saber popular como estratégia de educação em saúde (FARIAS et al., 2018). Com o compromisso de melhorar a vida das pessoas, a acessibilidade torna-se mais presente e relevante no campo educacional, já que significa que todos devem ter acesso à informação e o conhecimento sem obstáculos, no entanto, há poucas pesquisas sobre acessibilidade, inclusão e tecnologia na área educacional (OLIVEIRA; MILL, 2016). Na enfermagem brasileira, a união da pesquisa metodológica e a pesquisa-ação participativa em saúde é outro desafio e deve ser estimulada (TEIXEIRA, 2019). Em revisão realizada por Lima et al. (2021), que buscou identificar tecnologias educacionais para promoção da saúde de idosos, não foi identificada no seu estudo a presença do recurso infográfico, que são textos visuais explicativos e informativos associados aos elementos como imagens, sons e gráficos. Em outra pesquisa, nenhum artigo utilizou a tecnologia leve-dura, já evidenciada como sendo importante para o propósito educacional, assim, sugere-se que o enfermeiro de forma premente implemente o uso na assistência para embasar com segurança as intervenções realizadas no exercício profissional (JOVENTINO et al., 2011). Os enfermeiros são considerados os principais educadores em saúde, adotando em suas ações, algumas tecnologias educativas em saúde, especialmente os folders, podcasts, cartazes, cartilhas, manuais, cadernos de orientação e apostilas, tornando o aprendizado lúdico e dinâmico, facilitando a compreensão dos ouvintes sobre os assuntos que estão sendo discutidos nas ações, além de torná-los protagonistas no seu processo de ensino-aprendizagem (TEIXEIRA et al., 2016). CONSIDERAÇÕES FINAIS Ao conhecer os conceitos, desafios e potencialidades das tecnologias é possível aumentar o empoderamento no uso dessas ferramentas para atingir a efetividade, considerando e escolhendo o que melhor se adequa no cenário aplicado sendo possível impactar positivamente. A enfermagem como protagonista do processo de educação em saúde, deve apropria-se cada vez mais das tecnologias, e assim se aproximar da comunidade. REFERÊNCIAS AQUINO, P. DE S. et al. Análise do conceito de tecnologia na enfermagem segundo o método evolucionário. Acta Paulista de Enfermagem, v. 23, n. 5, p. 690–696, out. 2010. CARVALHO, A. T.; OLIVEIRA, M. G.; Org.: NIETSCHE E.A.; TEIXEIRA E.; MEDEIROS H.P. Care-educational technologies: a possibility for the empowerment of the nurse? Porto Alegre (RS): Moriá; 2014. Revista da Rede de Enfermagem do Nordeste, v. 15, n. 1, 16 fev. 2014. CRUZ, F. O. DE A. M. DA et al. Validation of an educative manual for patients with head and neck cancer submitted to radiation therapy. Revista Latino-Americana de Enfermagem, v. 24, 10 jun. 2016. FARIAS, M. S. et al. Tecnologia educativa sobre câncer gástrico. Revista de Enfermagem UFPE on line, v. 12, n. 4, p. 947, 4 abr. 2018. JOVENTINO, E. S. et al. Tecnologias de enfermagem para promoção do aleitamento materno: revisão integrativa da literatura. Revista Gaúcha de Enfermagem, v. 32, n. 1, p. 178–184, mar. 2011. LIMA, A. M. DA C. et al. Tecnologias educacionais na promoção da saúde do idoso. Enfermagem em Foco, v. 11, n. 4, p. 87–94, 11 jan. 2021. MERHY, E.E.; CHAKKOUR.M. Em busca de ferramentas analisadoras das tecnologias em saúde: a informação e o dia a dia de um serviço, interrogando e gerindo trabalho em saúde. LASM, 2008. NIETSCHE, E. A. et al. Tecnologias educacionais, assistenciais e gerenciais: uma reflexão a partir da concepção dos docentes de enfermagem. Revista Latino-Americana de Enfermagem, v. 13, n. 3, p. 344–352, jun. 2005. OLIVEIRA, C. D. DE; MILL, D. Acessibilidade, inclusão e tecnologia assistiva: um estudo bibliométrico. Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, v. 11, n. 3, p. 1169– 1183, 30 set. 2016. RONCATO, P. A. et al. Uso de tecnologias no ensino de anatomia humana em cursos da saúde. Research, Society and Development, [S. l.], v. 11, n. 16, p. e520111638426, 2022. SALBEGO, C. et al. Care-educational technologies: an emerging concept of the praxis of nurses in a hospital context. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 71, n. suppl 6, p. 2666– 2674, 2018. SALVADOR, P.T.C.O. et al. Construction of hypermedia to support the systematization of the nursing care education. Revista Gaúcha de Enfermagem, [s. l.], v. 40, p. e20180035, 2019. SANTOS, A. M. D. et al. Análise do Conceito "Tecnologia Educacional" na Área da Saúde. EaD em Foco, [S. l.], v. 12, n. 2, p. e1675, 2022. SANTOS, L. T. M.; BASTOS, M. G. Developing educational material on chronic kidney disease using best practices in health literacy. Jornal Brasileiro de Nefrologia, v. 39, n. 1, p. 55–58, 1 mar. 2017. SILVA, H.T.D. et al. USO DE TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO COMO ESTRATÉGIA EDUCATIVA SOBRE ALEITAMENTO MATERNO: RELATO DE EXPERIÊNCIA. Revista Ciência Plural, [S. l.], v. 8, n. 1, 2021. SILVA, M. Y. DA; GONÇALVES, D. E.; MARTINS, Á. K. L. Tecnologias educacionais como estratégia para educação em saúde dos adolescentes: Revisão integrativa. Revista de Saúde Digital e Tecnologias Educacionais, v. 5, n. 1, p. 66–82, 17 abr. 2020. TEIXEIRA, E. et al. Tecnologia educacional sobre cuidados no pós-parto: construção e validação. Revista Baiana de Enfermagem, v. 30, n. 2, 15 jun. 2016. TEIXEIRA, E. Interfaces participativas na pesquisa metodológica para as investigações em enfermagem. Revista de Enfermagem da UFSM, v. 9, p. e1, 12 jun. 2019. TEIXEIRA, E. Tecnologias Educacionais em foco. 2020. Disponível em: https://www.retebrasil.com.br
Palavras-chave: Tecnologias,Conceito,Pontecialidades,Desafios,Enfermagem
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoTELENFERMAGEM NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: O AVANÇO DAS NOVAS TECNOLOGIAS
ARYANNE EDUARDA CARVALHO OLIVEIRA; Antônio José da Silva Santos; Jaqueline da Silva Pinheiro; Maria Valeska Almeida Bezerra; Samyra Paula Lustosa Xavier
O crescente avanço tecnológico, somado a pandemia da COVID-19, resultou em um significativo aumento na utilização de novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) na área da saúde, por meio de celulares e telefone ou outros meios com acesso à internet, o que têm gerado grandes mudanças nas práticas assistenciais e da pesquisa em saúde (FERMO et al., 2021). Evidências mostram diversos benefícios da utilização da telesaude e telenfermagem, tais como: melhoria de qualidade assistencial, menor custo relacionado ao deslocamento tanto de pacientes como de profissionais e redução no tempo do atendimento (MURPHY et al., 2021). As consultas a distância com uso de novas tecnologias auxiliam no cuidado, monitoramento e educação dos pacientes através de ligações, videoconferências, consultas e mensagens. Proporcionando a promoção da saúde por meio da realização de planejamentos e intervenções, de forma rápida, prática e eficiente seguindo todos os protocolos e regras ditados e elaborados pelo Conselho Federal de Enfermagem (RODRIGUES et al.,2021). Mediante o exposto, considerando as novas possibilidades de assistência à saúde que as TIC’s estão descortinando, vislumbra-se a necessidade de pontuar reflexões acerca do uso desses recursos na práxis assistencial de Enfermagem. Assim, o objetivo deste trabalho é revisar na literatura a importância das novas tecnologias para o cuidado de Enfermagem na Atenção Primária a Saúde (APS). Trata-se de uma revisão narrativa da literatura com abordagem qualitativa. A busca dos artigos foi realizada em abril de 2023, de forma pareada e independente nas seguintes bases de dados: Literatura Latino-americana e do caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Medical Literature Analyses and Retrieval System On-line (MEDLINE) Índice Bibliográfico Espanhol de Ciências da Saúde (IBESCS) e Base de Dados de Enfermagem (BDENF) indexadas ao portal da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Nas bases de dados mencionadas foi aplicado o método de busca avançada, categorizando os títulos e resumos, através do cruzamento dos seguintes Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Teleconsulta”; “Enfermagem; “Atenção Primária” por meio dos operadores booleanos AND e OR. A seleção dos descritores se deu em consonância com a questão de pesquisa que balizou este estudo: “Qual a importância do uso das novas tecnologias para a enfermagem na atenção primária?” .Utilizou-se como critérios de inclusão artigos disponíveis gratuitamente, nos idiomas português, inglês e espanhol, disponíveis na integra, publicados nos últimos cinco anos e como critérios de exclusão artigos duplicados e/ou repetidos. As buscas resultaram em 32 artigos, dos quais, foram excluídos 10 por não serem textos completos e publicados nos últimos cinco anos e 16 porque não respondiam à questão norteadora. A amostra final foi composta por seis artigos que foram analisados para a construção deste estudo. A Telenfermagem é um novo modelo de atenção à saúde, que tem o objetivo de promover o acesso a serviços de saúde de qualidade, de forma mais rápida, segura e eficaz, além de permitir que profissionais e pacientes tenham acesso a informações e serviços de saúde a distância. A Consulta de Enfermagem à distância consiste no uso de recursos tecnológicos para realizar uma avaliação de enfermagem, a fim de identificar, diagnosticar, tratar e prevenir problemas de saúde (BARBOSA et al., 2016). A telenfermagem possibilita a realização de diversos serviços para a promoção da saúde, prevenção de doenças, diagnóstico, tratamento e reabilitação, além de fornecer um suporte educacional aos pacientes, familiares e profissionais de saúde. O uso da telenfermagem também permite que os profissionais de saúde compartilhem conhecimentos, otimizem o trabalho em equipe, melhorem a qualidade e a eficiência do cuidado, além de contribuir para a diminuição dos custos (MURPHY et al., 2021). Além disso, também tem ajudado a melhorar a comunicação entre profissionais da saúde e pacientes, permitindo que o enfermeiro ofereça informações, suporte e educação aos indivíduos e suas famílias. Assim, melhora a qualidade do atendimento ao paciente, pois permite que os enfermeiros possam monitorar e gerenciar os cuidados de maneira mais eficaz e eficiente (WATERWORTH et al.,2018). No entanto, para aplicação dessa tecnologia existem muitos entraves como o acesso limitado a equipamentos de tecnologia de informação e comunicação nos serviços de saúde, ou ao sucateamento desses recursos, o que impede o acesso e a efetividade esperada dos serviços de telenfermagem. Outro desafio é a falta de infraestrutura adequada para a implementação, como redes de computadores e servidores que possam suportar a transmissão de dados. Além disso, a disponibilidade de profissionais qualificados e treinados para prestar serviços de telenfermagem também é limitada. Dessa forma, é necessário que sejam tomadas medidas para garantir que a utilização da telenfermagem seja feita de maneira correta e segura. Para isso, os profissionais envolvidos tenham conhecimento adequado sobre a tecnologia e sobre as leis que regulam a prática da telenfermagem. Além disso, é importante que os equipamentos utilizados para sejam de qualidade e que as conexões de internet sejam estáveis. Para as consultas de telenfermagem é necessário que o profissional enfermeiro possua capacidade para promover uma melhor atenção de saúde, dando ênfase na qualidade da assistência, promovendo um ambiente seguro e acolhedor, para que o usuário se sinta confortável para expor suas queixas, e que ele possa promover um cuidado que impacte positivamente na saúde dos clientes. Na APS, o enfermeiro é essencial na prestação dos serviços, sendo importante fomentar a autonomia dos pacientes, para que possam tomar decisões no cuidado de si mesmo. É fundamental que a enfermagem acompanhe o paciente, adequando os cuidados no modo de telenfermagem, promovendo acolhimento e segurança.
Palavras-chave: Teleconsulta,enfermagem,atenção primária
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoTENDÊNCIA TEMPORAL DA AUSÊNCIA DE ESCOLARES ÀS AULAS POR FALTA DE SEGURANÇA NA ESCOLA
PEDRO LUCAS FERREIRA MOTA; Marcos Ryan Loiola Lima; Guilhermi da Silva Maia; Anne Giselly da Silva Sousa; Naanda Kaanna Matos de Souza; Lucas Dias Soares Machado
INTRODUÇÃO A segurança no ambiente escolar engloba um conjunto de comportamentos, programas e atitudes, com a finalidade de proporcionar ao escolar o alcance do seu desenvolvimento educacional e potencial em um local seguro (COWELL; MCDONALD, 2018). Contudo, apesar de parecer um direito básico do escolar, visualiza-se no contexto hodierno a ascensão dos casos e visibilidade social, política e midiática sobre a violência dentro das escolas, tendo em vista que envolve questões complexas com consequências educacionais e de saúde ao aluno, família e comunidade (JOHNSON, 2020). Evidências científicas comprovam que os aspectos cognitivos e sociais são inteiramente dependentes das características pessoais, pedagógicas, organizacionais e sociais. Portanto, para o desenvolvimento de uma concepção de ambiente seguro, os discentes devem experimentar uma escola com ênfase no progresso da aprendizagem, segurança e proteção, sem imersão nos comportamentos antissociais intrínsecos a violência e bullying (MOOIJ; FETTELAAR 2013). O panorama de morbimortalidade nas Américas, para além dos problemas já enfrentados e em superação, destaca a violência como um fator determinante das condições de saúde da população (BUSS et al., 2020). Dessa forma, ao relacionar os impactos dessa na saúde escolar, se clarifica um complexo de sinais psicossociais a longo prazo que reflete nas vivências e continuidade das práticas diárias, sobretudo, a continuidade no ambiente escolar (TIN; ISSA; CIOTTONE, 2022). Sob essa perspectiva, a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) surge como mecanismo de avaliação e monitoramento das situações de (in)segurança experimentadas pelos escolares brasileiros, atuando de modo a compreender a problemática e instigar a elaboração de estratégias para a amenização dessa (PINTO et al., 2018). Assim sendo, objetiva-se analisar a tendência temporal acerca da ausência de escolares às aulas por falta de segurança na escola. MÉTODO Estudo ecológico, do tipo séries temporais, com delineamento para as capitais do Nordeste brasileiro, utilizando as bases de dados da PeNSE em quatro edições (2009, 2012, 2015, 2019). Ao que concerne às especificidades, a primeira edição (2009) se limitou às capitais dos estados brasileiros e Distrito Federal, considerando a dependência administrativa, pelas redes pública (federal, estadual e municipal) e privada. Em relação a amostragem, definiu-se como unidade primária e secundária as escolas e turmas, respectivamente. Na segunda edição (2012), conservou-se os aspectos metodológicos utilizados em 2009, com diferencial para desenho amostral dos municípios interioranos de cada região, sendo acrescidos cinco estratos ao modelo pregresso. Na terceira edição (2015), inseriu-se duas amostras probabilísticas independentes, no qual inicialmente considerava os escolares do 9º ano do Ensino Fundamental (EF), como na edição de 2009, seguido da inclusão de escolares do 6º ano EF ao 3º ano do Ensino Médio. A organização dos dados fundamentou-se na idade (FERREIRA et al., 2018). A última edição (2019), considerou a amostragem de estudantes de 13 a 17 anos de idade, fundamentado pelo censo geográfico, mantendo as esferas e os estratos geográficos (MALTA et al., 2022). A população do estudo contemplou 444.987 adolescentes escolares, de instituições de ensino públicas e privadas das capitais brasileiras e Distrito Federal nos anos de 2009, 2012, 2015 e 2019. Para este estudo, delimitou-se os escolares das capitais brasileiras, com idade entre 10 e 19 anos e cursando o 9º do EF. Por tratar-se de amostras distintas entre as edições, para fins de comparação, utilizou-se de proporções, não estando especificada a contagem de participantes. O estudo avaliou a variável Percentual de escolares do 9º ano do Ensino Fundamental que não compareceram à escola por falta de segurança na escola nos 30 dias anteriores à pesquisa, por sexo e dependência administrativa da escola, com indicação do intervalo de confiança de 95% (IC 95%), segundo os Municípios das Capitais. Os dados foram extraídos do banco de microdados secundários da PeNSE, organizados e processados em planilhas do Microsoft Excel 2016. Utilizou-se de estatística descritiva, por meio de frequência relativa para capital, sexo e dependência administrativa da escola, e os devidos IC 95%. Para os valores totais, calculou-se a tendência temporal por meio de regressão linear simples, considerando a equação Y = β0 + β1X +ε, onde: β1 é a inclinação da reta, β0 é a interseção da reta com o eixo y e ε o erro. A disposição temporal das frequências e a reta da regressão calculada foram ilustradas em gráficos de dispersão. As quatro edições do PeNSE seguiram as normativas da Resolução n° 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde (MALTA et al., 2022), com aprovação pelo Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP), sob pareceres nº 11.537/2009, 16.805/2012, 1.006.467/2015 e 3.249.268/2019 (PINTO et al., 2018). RESULTADOS E DISCUSSÃO A prevalência de estudantes que faltaram as aulas em decorrência da ausência de segurança na escola aumentou de 4,91% em 2009 para 9,7% em 2019 nas capitais do Nordeste, com crescimento médio maior em escolares do sexo feminino (4,6% em 2009 para 11,7% em 2019) e escolas privadas (2,5% em 2009 para 7,7% em 2019). Em relação aos dados gerais, durante o ano de 2009, Recife, São Luiz e Fortaleza ganharam destaque com os maiores índices, 6,0%, 5,7% e 5,2%, respectivamente. Em 2019, Recife continuou com o maior índice (13,8%), seguido de João Pessoa (11%) e Fortaleza (10,7%). Trazendo um comparativo com a média geral, as capitais João Pessoa (3,7%), Natal (3,9%) e Maceió (4,7%) encontravam-se abaixo da média para o ano 2009 (4,91%), assim como, Aracaju (7,4%), Teresina (8,5%) e Salvador (8,8%) em 2019 (9,7). Houve progressão significativa em todas as capitais, com destaque para Recife (+130%); João Pessoa (+197,2%) e Natal (+151,2%) (figura 01). Figura 01 – Regressão linear do percentual de escolares do 9º ano do Ensino Fundamental que não compareceram à escola por falta de segurança na escola nos 30 dias anteriores à pesquisa, segundo as capitais nordestinas entre 2009-2019. Iguatu, CE, Brasil, 2023. Fonte: elaboração própria Considerando a variável sexo, a prevalência média para indivíduos masculinos aumentou de 5,2% em 2009 para 7,8% em 2019. Identificou-se regressão significativa nas capitais Salvador (-0,7%) e Aracaju (-0,2%). Em relação às maiores progressões, destacam-se João Pessoa (+171%), Fortaleza (+71,1%) e Recife (+52,1%). Já em relação ao sexo feminino, a prevalência média aumentou 4,6% em 2009 para 11,7% em 2019, com progressão significativa em todas as capitais, destacando-se as capitais Recife (+230,7%), João Pessoa (219,04%) e Natal (275%). No que diz respeito à dependência administrativa, a prevalência média das escolas públicas aumentou de 5,8% em 2009 para 10,9% em 2019. Quando comparados os números frente a média para os anos, infere-se que em 2009, João Pessoa (3,8%), Natal (4,8%) e Salvador (5,6%) estiveram abaixo da média (5,8%), tal qual, Maceió (8,5%), Teresina (9,0%) e Salvador (9,4%) em 2019 (10,9%). Observou-se progressão em todas as capitais, em especial, João Pessoa (+247,6%), Recife (+121,4%) e Natal (+139,5%). No que se direciona a esfera privada, a média geral cresceu de 2,5% em 2009 para 7,7% em 2019, com progressão reconhecida em todas as capitais, destacando-se Maceió (+450%), Recife (+215,6%) e Fortaleza (+283,3%). Dessa forma, evidencia-se que a insegurança é um fenômeno que imerge o contexto brasileiro, sobretudo, as capitais do nordeste. Estudos corroboram com essa perspectiva, por meio da clarificação dos aspectos causais da problemática, como a violência física, psicológica, verbal e sexual, e ataques escolares, o que reverbera como consequente impasses ao desenvolvimento educacional (TIN; ISSA; CIOTTONE, 2022). É valido ressaltar que, os ataques escolares, em específico, não são estratégias extremistas recentes. Assim, devido a sua incidência ao longo da história, esses apresentam um potencial de atração midiática, provocando agitação em massa, atração de holofotes e propagação da cultura para indivíduos que partilham de pensamentos semelhantes, representando um risco ao pleno desenvolvimento da educação e da saúde, posta a determinação social sobre esta (LOPES; ROSSATO, 2023; TIN; ISSA; CIOTTONE, 2022). Estudo americano evidencia que vivenciar a violência e fatores que influenciam negativamente o escolar resultam em traumas que impactam os mais variados contextos de vida. Dentre eles, enfatiza-se os transtornos de estresse pós-traumático, comportamentos negativos, choro repentino e irritação (JOHNSON, 2020). Analisar aspectos relacionados a violência exige uma visão ampliada do fenômeno, compreendendo as influências micro, a nível individual, tais como valores e atitudes, relações sociais, ambientais e familiares; e macro, como processos sociais, políticas públicas e estruturas. Assim, este estudo implica na atuação da enfermagem enquanto profissão do cuidar, ao instigar reflexões sobre a violência e segurança enquanto díade determinante social da saúde, junto a outros fatores. Atuar considerando a cultura de paz conflui para fortalecer a promoção da saúde e demanda articulação efetiva entre escola e serviços de saúde, de modo interdisciplinar e integrado. O Programa Saúde na Escola, um dos programas de atuação do enfermeiro no âmbito da atenção básica, inclui aspectos da cultura de paz na busca integral pela saúde do adolescente, alertando para o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes para atenção a este público e suas especificidades. CONCLUSÃO Identificou-se tendência temporal crescente para todas as capitais do Nordeste, no tocante a ausência em aulas em decorrência da falta de segurança na escola entre 2009 e 2019. Na ocasião, observou-se aumento das ausências de escolares do sexo feminino e de escolas privadas. Recife, João Pessoa e Natal demonstraram maiores progressões no período analisado. Por tratar-se de um estudo ecológico, as interpretações dos achados limitam-se a elaboração de hipóteses, o que pode representar uma fragilidade do estudo, assim como uma possibilidade para estudos futuros, com reconhecimento dos fatores associados às questões de segurança dos adolescentes no espaço escolar e outros motivos que influenciam na falta de escolares as aulas. REFERÊNCIAS BUSS P. M.; HARTZ, Z. M. DE A. PINTO, L. F.; ROCHA, C. M. F. Promoção da saúde e qualidade de vida: uma perspectiva histórica ao longo dos últimos 40 anos (1980-2020). Ciênc saúde coletiva. v. 25, n. 12, p.:4723–35. Doi: https://doi.org/10.1590/1413-812320202512.15902020. COWELL, J. M.; MCDONALD, C. C. School Safety. J Sch Nurs. v. 34, n. 4, p. 254, 2018 Aug, 2018. doi: 10.1177/1059840518782215. PMID: 29986627. FERREIRA, R. W.; VARELA, A. R.; MONTEIRO, L. Z.; HÄFELE, C. A.; SANTOS, S. J. DOS.; WENDt, A.; SILVA, I. C. M. Desigualdades sociodemográficas na prática de atividade física de lazer e deslocamento ativo para a escola em adolescentes: Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE 2009, 2012 e 2015). Cad Saúde Pública, v. 34, n. 4, p. e00037917, 2018. Doi: https://doi.org/10.1590/0102-311X00037917 JOHNSON, A. T. "School Security?", em IEEE Pulse, v. 11, n. 1, pp. 25-26, jan.-fev. 2020. doi: 10.1109/MPULS.2020.2972725. LOPES, C.; ROSSATO, R. Quando a Polícia Militar vai à escola: uma avaliação de impacto do programa Escola Segura. Educação e Pesquisa. 2023, v. 49, p. e248317. Doi: https://doi.org/10.1590/S1678-4634202349248317. MALTA, D. C.; PRATES, E. J. S.; FERREIRA, A. C. M.; FREITAS, P. C. DE.; OLIVEIRA, P. P. V. DE.; GOMES, C. S.; MACHADO, I. E.; RIOS-NETO, E. L. G. Consumo e exposição a bebidas alcoólicas entre adolescentes brasileiros: evidências das pesquisas nacionais de saúde do escolar de 2015 e 2019. Reme : Rev. Min. Enferm., Belo Horizonte , v. 26, p. e-1473, 2022. Doi: http://dx.doi.org/10.35699/2316-9389.2022.38495. MOOIJ, T.; FETTELAAR, D. Efeitos da escola e do aluno sobre os sentimentos de segurança dos alunos do ensino médio na escola, na escola e em casa. Journal of Interpersonal Violence, v. 28, n. 6, p. 1240–1266, 2013. Doi: https://doi-org.ez76.periodicos.capes.gov.br/ 10.1177/0886260512468242 PINTO, I. V.; BARUFALDI, L. A.; CAMPOS, M. O.; MALTA, D. C.; SOUTO, R. M. C. V.; FREITAS, M. G DE. OLIVEIRA, P. P. V. DE.; GOMES, C. S. MACHADO, I. E.; RIOS-NETO, E. L. G. Tendências de situações de violência vivenciadas por adolescentes brasileiros: Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2009, 2012 e 2015. Rev bras epidemiol., v. 21, p.:e180014. 2018. Doi: https://doi.org/10.1590/1980-549720180014.supl.1. TIN, D.; ISSA, F.; CIOTTONE, G. R. Attacks on Educational Institutions. Prehospital and Disaster Medicine. Cambridge University Press, v. 37, n. 3, p. 333–7. 2022. Doi: https://doi.org/10.1017/S1049023X22000590 Agradecimentos Ao Fundo Estadual de Combate à Pobreza pelo apoio às atividades de pesquisa e extensão na Universidade Regional do Cariri, através do financiamento das bolsas de iniciação científica e extensão.
Palavras-chave: Segurança,Saúde do adolescente,Promoção da saúde
Oral
Abrir o trabalhoTOXOPLASMOSE GESTACIONAL E A IMPORT NCIA DO TRATAMENTO NA SAÚDE NEONATAL: REVISÃO DE LITERATURA
AMANDA DA SILVA OLIVEIRA; Ana Valéria Oliveira da Silva; Isadora Magalhães Fernandes; Mara Danielly Barbosa de Souza; Sabrina de Sousa Lima; Rachel Cardoso de Almeida
INTRODUÇÃO: A Toxoplasmose é uma antropozoonose, causada pelo protozoário Toxoplasma gondii, um parasita intracelular obrigatório. A infecção obtida no período gestacional representa riscos ao desenvolvimento fetal, através da transmissão vertical, que pode culminar na toxoplasmose congênita, a qual pode gerar alterações clínicas diversa ao neonato como coriorretinite, encefalite, microcefalia e macrocefalia, além de hepatomegalia, icterícia e óbito fetal ou neonatal, por isso a relevância do rastreio e prevenção no pré-natal. OBJETIVO: Identificar na literatura científica a importância do tratamento da toxoplasmose gestacional na saúde neonatal. METODOLOGIA: Revisão narrativa da literatura realizada no período de maio de 2023. A busca deu-se na Biblioteca Virtual de Saúde, utilizando como base de dados: LILACS, BDENF, MEDLINE. Aplicou-se os Descritores em Ciência da Saúde: Toxoplasmose gestacional; Tratamento; Saúde neonatal, que foram cruzados simultaneamente com o operador booleano “AND”, obtendo 39 artigos. Os critérios de inclusão foram: textos completos, gratuitos, idiomas português e inglês, escritos nos últimos cincos anos, totalizando 16 artigos. Foram excluídos os duplicados e que não atenderam à temática. Ao final restaram sete artigos para a amostra. RESULTADOS: O risco de transmissão vertical da Toxoplasmose aumenta de acordo com a idade gestacional, uma vez que as sequelas no feto incluem alterações oculares, neurológicas e sistêmicas, que são maiores quando a infecção ocorre no início da gestação, pois nesse período ocorre a formação dos órgãos fetais. O tempo de modificações da forma infecciosa aguda de taquizoíta do patógeno, é responsável pelas alterações do tecido cerebral do feto, a forma bradizoíta latente, presente nos cistos teciduais, é clinicamente relevante pois os cistos não são suscetíveis ao antimicrobiano, com isso esse tempo de transição é considerado a “janela de oportunidade” para reduzir ou prevenir o dano neurológico no feto. Nesse contexto, o diagnóstico precoce é de suma importância para minimizar os riscos de sequelas e a implementação da terapia antimicrobiana no tempo adequado resulta em um prognóstico positivo da doença, não deixando sequelas em 98% dos neonatos. CONSIDERAÇÕES FINAIS/CONCLUSÃO: Com a infecção da gestante pelo Toxoplasma gondii há risco de contaminação vertical para o feto e consequente sequelas ou até mesmo em óbito fetal, assim faz-se necessário o diagnóstico precoce da doença e implantação de tratamento em tempo hábil para minimizar os riscos existentes.
Palavras-chave: Saúde Neonatal,Toxoplasmose gestacional, Tratamento
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoTRANSSEXUALIDADE: O ESTIGMA SOCIAL E ESTRUTURAL QUE INTERFERE NOS CUIDADOS À SAÚDE
KASSIA MILENA GOMES DE SOUZA; Larissa Uchôa Melo; Samyra Paula Lustoza Xavier
Historicamente, a comunidade “LGBT”, era conhecida pelo movimento GLS, sigla que referenciava gays, lésbicas e simpatizantes, tal movimento deu início nos Estados Unidos e na Europa mais ganhou força em outros países no final dos anos 60. tinham como pautas a não criminalização da homossexualidade, direitos civis garantidos indepentemente da orientação sexual e da denuncia de repreenção do poder publico contra esse grupo( NASCIMENTO, 2022). Com o decorrer do tempo, o número de adeptos da comunidade foi aumentando e com isso, a sigla também passou por alterações. Atualmente conhecida como “LGBTQIAP+”, Cada letra faz referência a um grupo ( L = Lésbicas; G = Gays ; B = Bissexuais; T = Transexuais, Transgêneros, Travestis ; Q = Queer , I = Intersexo; A: Assexual , P: Pansexualidade, + = Demais orientações sexuais e identidades de gênero ) e cada um tem suas particularidades em saúde, em especial o grupo transexual. A transexualidade é o não reconhecimento do sexo biológico, ou seja, o individuo não se identifica com o gênero nascimento (inadequação de gênero). A Identidade de Gênero da pessoa transexual é determinada pela forma como ela se identifica, independente se realizou ou não procedimentos cirúrgicos ou hormonais. A transexualidade era considerada, nos anos 80, como um transtorno disfórico, e estava presente no CID 10, localizado no capítulo V ,onde abrangia transtornos mentais e comportamentais. Atualmente, a OMS lançou uma nova classificação, o CID 11,onde a transexualidade deixa de ser disforia de gênero, e passa a se chamar incongruência de gênero uma nova categoria relacionada à saúde sexual(CHRISOSTOMO et al., 2021). Em um estudo realizado pelo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019, apontou que cerca de 2,9 milhões de pessoas se declaram gays, lésbicas e bissexuais no país. Ainda foi ressaltado no estudo que cerca de 1,7 milhões de pessoas, declararam não saber a sua orientação sexual,foi levantado ainda que o elevado número de desconhecimento sexual se deve ao uso do termo por não ser tão amplamente divulgado no vocabulário brasileiro( NASCIMENTO, 2022). No seu estudo Atena, traz dois termos bastantes importantes: o cisgenerismo – que é uma ideologia preconceituosa estrutural que nega a capacidade do indivíduo de autodeterminar seu gênero - e a transfobia que nada mais é que a resposta emocional negativa em relação a pessoas transexuais. Os dois termos estão diretamente associados a várias iniquidades de saúde produzidas socialmente. Ela ressalta ainda que a alta exposição a fatores de violência está associada a uma saúde mental e física precária o que aumenta a possibilidade de depressão, de terem sintomas de estresse pós-traumático, de tentativas de suicídio e aquisição de doenças infectocontagiosas. Os transexuais têm grande dificuldade em acessar os cuidados de saúde sejam eles específicos do gênero ou de natureza geral, isso devido a falta de informação profissional, somado a falta de capacitação e de treinamentos ao atendimento desse público gerando assim o estigma social. Mediante o exposto, este estudo tem como objetivo investigar na literatura científica as dificuldades enfrentadas pelos transexuais e o estigma social no setor saúdeMÉTODO O presente estudo se caracteriza como revisão integrativa da literatura, que consiste na construção de uma análise ampla da literatura, tal revisão utiliza as bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Medline e PubMed tendo como descritores “pessoas transexuais”, “ saúde da população lgbt”, “ estigma social”. As buscas foram realizadas no mês de abril e maio de 2023, a qual se ancorou nos seguintes critérios de inclusão: artigo disponível em formato completo, nos idiomas inglês, português e espanhol. Foram achados, inicialmente, 18 estudos e a partir da leitura de títulos e resumos, selecionaram-se 5 que compuseram esta análise. RESULTADOS E DISCUSSÃO O acesso à saúde pela população LGBT é dificultada já na Atenção Primária, onde os profissionais têm dificuldades em reconhecer as necessidades desse público, em especial da população transexual assim, criando barreiras de acesso a esta população. A exclusão desse grupo, nas unidades básicas reforça o estigma das questões de saúde sexual e reprodutiva juntamente com os fatores de vulnerabilidade desse grupo.( NASCIMENTO, 2022; GOLDENBERG et al,2020). As barreiras impostas no ambiente hospitalar aumenta a desigualdade no acesso e na prestação de cuidados médicos, além disso, não podemos deixar de incluir a discriminação e a recusa de atendimento realizados pelos médicos e pelos prestadores de serviços à pacientes transexuais, além da falta de profissionais com informações adequadas e o adiamento de consultas por medo da discriminação( ATENA et al, 2020). As minorias sexuais possuem desvantagens em relação ao acesso aos cuidados em saúde ocasionados pela sua posição social desfavorecida por ser intitulada por minoria sexual, além disso, são alvos de opressões estruturais que se tornam recorrentes no cotidiano comum. Desse modo, pode se afirmar que uma das maiores barreiras em relação ao cuidado foi visto de forma recorrente entre essas identidades sexuais, a exemplo a homofobia interpessoal e social( TURPIN et al, 2021). Em seu trabalho Goldenberg (2020), afirmou que a Raça e a etnia desempenham um papel no acesso aos serviços médicos, assim o estigma relacionado às identidades marginalizadas influenciam o acesso ao cuidado. Outro ponto levantado na sua pesquisa foi o número de unidades de saúde gerenciadas ou que tenham algum vínculo com partições religiosas e o número discrepante de atendimentos ao grupo LGBTQIAP+ em relação aos heterossexuais. Esta pesquisa apresentou algumas limitações. Os dados apresentados na base de dados falam amplamente da comunidade lgbt. Porém, quando adentramos nas ramificações desse grupo existem poucos artigos relacionados de forma unitária aos transexuais que compõem essa comunidade. CONSIDERAÇÕES FINAIS A guisa de conclusões, esta pesquisa evidenciou que há escassez de estudos sobre a temática, a ausência de artigos justificam o desconhecimento geral da sociedade em assuntos interligados sobre o grupo Trans*. A autenticidade do grupo cisgênero fortalece o preconceito e o despreparo dos profissionais no âmbito hospitalar, contribuindo para o fortaleciemneto do preconceito social e da má saúde deste grupo. Assim, para elucidar as considerações finais deste trabalho pode se exemplificar o não reconhecimento do nome social, falta investimentos públicos para elaboração de campanhas direcionada a essa população, assistência multidisciplinar, a persistência do tabu em relação aos atendimentos promovendo um adiamento das consultas de rotina. Vale ressaltar que os transexuais estão mais propícios a desenvolver doenças e infecções sexualmente transmissíveis justamente pela falta de desamparo dos profissionais e pela ausência informacional.
Palavras-chave: TRANSEXUAL, LGBTQIAP+,ESTIGMA SOCIAL,SAÚDE
Oral
Abrir o trabalhoUNIVERSIDADES PROMOTORAS DE SAÚDE E BEM-ESTAR DA COMUNIDADE ACADÊMICA
FRANCISCO AYSLAN FERREIRA TORRES; Antonio José Silva dos Santos; Marcos Abimael Vieira Campos; Samyra Paula Lustoza Xavier
INTRODUÇÃO A promoção da saúde (PS) é conceituada como o processo de capacitação da comunidade para que esta tenha autonomia para cuidar da sua própria saúde com uma participação ativa neste processo. Desta forma, a PS objetiva a redução das iniquidades em saúde, visando ampliar as possibilidades dos indivíduos e comunidades atuarem sobre os fatores que afetam a sua saúde e qualidade de vida (QV) (MARTINS et al., 2022). Entende-se QV como uma noção subjetiva de múltiplos significados, relativa ao bem-estar que os indivíduos e a comunidade encontram nas diversas esferas da vida. Mesmo sendo uma construção individual, é influenciada pelo grupo de valores, crenças e costumes da sociedade em que se está inserida (JESUS; ANDRADE, 2022). Nesse sentido, a PS também alcança o contexto das universidades e evidencia o papel social dessas instituições no que tange à criação de estratégias para promover a saúde e fomentar ações de melhoria na QV da comunidade interna e externa, em um sentido biopsicossocial (SANTIAGO et al., 2021). Desta forma, vários projetos da Organização Mundial de Saúde (OMS) foram propostos para o desenvolvimento de “ambientes saudáveis”, dentre eles as Universidades Promotoras de Saúde (UPS), que se caracterizam como instituições de ensino superior (IES) que apresentam responsabilidade social em incluir a saúde em seus projetos curriculares e desenvolverem ações específicas voltadas para o seu alcance. Essas instituições estabelecem políticas institucionais voltadas para a PS e QV da comunidade universitária (JESUS; ANDRADE, 2022). Nesta perspectiva vem-se fortalecendo um movimento internacional, no qual se compreende que as universidades podem favorecer ambientes físicos, psíquicos e sociais que fomentem a melhora da QV de sua comunidade e se traduzam em mudanças culturais que, por sua vez, busquem prevenir comportamentos de risco, promover a saúde e estimular individual e coletivamente práticas de autocuidado (SANTIAGO et al., 2021). O movimento das UPS propõe que as IES sejam agentes ativas na PS, adotando o compromisso com a saúde dentro dos seus princípios, visto que as universidades têm o potencial de afetar significativamente e positivamente a QV e a saúde de seus discentes, docentes e servidores (MARTINS et al., 2022). Diante do exposto, objetivou-se com o presente estudo identificar a partir da literatura científica quais ações têm sido desenvolvidas nas IES brasileiras para contribuir com a promoção da saúde da comunidade universitária. MÉTODO Trata-se de uma revisão bibliográfica do tipo narrativa, com abordagem qualitativa. A coleta de dados foi realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) a partir da questão norteadora “Quais ações têm sido desenvolvidas nas IES brasileiras para contribuir com a promoção da saúde da comunidade universitária?”. Foram selecionados os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) “Universidades”; “Promoção da Saúde” e “Brasil”, cruzados com o auxílio do operador booleano AND. Elencou-se como critérios de inclusão artigos na íntegra, publicados nos idiomas inglês, português e espanhol e disponíveis gratuitamente, dos quais foram excluídos aqueles que não responderam à questão norteadora. Após a realização da busca com os descritores na BVS, foram encontrados um total de 156 estudos. Utilizou-se os filtros texto completo, idiomas: inglês, português e espanhol e tipo de documento: artigo, resultando em um total de 110 estudos. Realizou-se então a leitura dos títulos e resumos para avaliar a temática abordada nos artigos. Após essa etapa, foram selecionados 13 estudos para leitura na íntegra, dos quais 5 foram excluídos por não responderam à questão norteadora. A amostra final foi composta por 8 artigos que foram analisados criteriosamente para a construção deste estudo. RESULTADOS E DISCUSSÃO Os resultados estão apresentados no Quadro 1. Quadro 1 – Síntese dos artigos que compuseram a revisão narrativa. Autor e Ano Objetivo e Público-alvo Ações de PS KROLLS, T.B.; PRESSER, N.H.; TARRAGÓ, N.S. (2022) Propor ações de vigilância e promoção da saúde dos servidores da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), com base nas informações de perícias médicas registradas, no período de 2016 a 2018, no prontuário eletrônico do Subsistema Integrado de Atenção à Saúde do Servidor (SIASS). (Servidores - docentes e técnico-administrativos) Análise dos fatores de risco no ambiente de trabalho e sua relação com o perfil de morbidade; Capacitação dos servidores em saúde, relacionamento interpessoal e liderança; Avaliação e acompanhamento psicológicos; Estudos ergonômicos; Implementação de ginástica laboral; Palestras e outros meios de comunicação ativa; Adequação dos ambientes de trabalho com riscos específicos; Aquisição de equipamentos de proteção coletiva (EPC) e de proteção individual (EPI); Estudo anual do perfil epidemiológico; Estudos em adoecimento psíquico e osteomuscular. FERREIRA, F.M.P.B.; BRITO, I.S.; SANTOS, M.R. (2021) Desenhar um modelo de promoção de saúde direcionado à atividade física de uma comunidade acadêmica. (Estudantes e servidores) Identificação de necessidades; elaboração do programa; Cursos livres de esportes, Grupos de dança; Assistência terapêutica. As atividades foram incluídas nos espaços curriculares. CASTRO, T.P.P.G.; ALVES, B.R.P.; CASTRO, M.T.P.G.; PORTO, V.F.A. (2020) Realizar ações de promoção da saúde vocal para docentes de uma universidade pública. (Docentes) Mesa-redonda sobre fisiologia da voz, sintomas de voz e identificação de fatores desencadeantes de injúria vocal; Oficinas de cuidados com a voz e saúde com a utilização de práticas educativas horizontais que reconhecessem o docente como sujeito ativo de seu conhecimento. ALVES, C.O.; BARBOSA, G.A.; CORREIA, A.P. (2020) Relatar ações de promoção da saúde cardiovascular realizadas com estudantes. (Estudantes) Exame físico cardiovascular; Palestras e oficinas sobre alimentação saudável, prática de atividade física e saúde cardiovascular. DANTAS, K.F.D.; ABDALLA, T.F.S.; YAMAGUCHI, M.U.; SILVA, T.M.G.; BERNUCI, M.P. (2019) Avaliar a percepção de mulheres que trabalham no setor de limpeza sobre a prevenção da neoplasia do colo do útero e capacitá-las sobre a importância da realização do rastreamento. (Mulheres auxiliares de serviços gerais) Intervenção educacional por meio de palestra e distribuição de panfletos para melhorar a adesão das mulheres aos programas de rastreamento, bem como diminuir as barreiras encontradas por elas. MELLO, M.V.O.; JUNIOR, B.R.; MENOSSI, B.R.S.; VIEIRA, F.S.F. (2018) Promover estilos de vida saudáveis por meio da utilização das redes sociais. (Estudantes) Postagens nas redes sociais da instituição sobre: atividade física, hábitos alimentares; drogas; doenças; atividade sexual; segurança e trânsito. ARAÚJO, C.L.; BRESSAN, V.R. (2017) Descrever as ações de promoção da saúde realizadas pela Rede de Apoio ao Discente da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL-MG) (Estudantes) Serviço de acolhimento; Atendimento médico e psicológico; Rodas de Terapia Comunitária Integrativa, Projeto Fala Garoto(a); Rodas de conversa com temáticas sobre saúde; Ações de acessibilidade e inclusão. RIBEIRO, S.F.R.; BRUNO, E.R.; LARA, C.V.; MORETI, J.A.F.; NOVAES, A.L. (2016) Instituir um Grupo de Trabalho de Promoção de Saúde, para elaboração de propostas que integrassem gestão participativa e desenvolvimento saudável dos servidores de uma universidade pública federal (Servidores) Jogos, rodas de conversas e oficinas com temáticas relacionadas à saúde. As UPS têm a responsabilidade de gerar uma cultura de PS no ambiente universitário e na comunidade externa, e tem como principal desafio integrar a PS nas políticas e práticas universitárias. As estratégias de PS nem sempre resultam de políticas organizacionais que estimulem hábitos de vida e condições favoráveis à saúde dos indivíduos, grupos ou coletividades. Na maior parte dos casos, essas atividades são realizadas pelos próprios profissionais e estudantes que convivem no meio acadêmico, sem que exista uma política institucional que oriente as atividades de PS para contribuir com o aumento da literacia em saúde, redução de comportamentos de risco e melhoria do ambiente físico e social. No entanto, isto pode ser obtido por meio do desenvolvimento de políticas saudáveis e planejamento sustentável na universidade; criação de ambientes saudáveis de trabalho; oferecimento de ambientes de suporte social e cuidados primários em saúde; facilidades para o desenvolvimento pessoal e social; encorajamento da ampliação do interesse acadêmico por PS, e desenvolvimento de parcerias com a comunidade (MELLO et al., 2019). Apesar das dificuldades para integração das atividades promotoras de saúde nas IES, universidades envolvidas com projetos de PS podem obter muitos benefícios, desde a valorização de sua imagem pública, sua importância para a saúde local, regional e nacional, a melhoria dos projetos institucionais e pedagógicos, a melhoria da qualidade de vida dos envolvidos, e melhoria das condições de atividade e de permanência das pessoas que ali trabalham, estudam, vivem e socializam (FERREIRA; BRITO; SANTOS, 2021). Promover saúde é um processo complexo, dinâmico e multifatorial (CASTRO et al., 2020). Neste sentido é importante ressaltar que a maioria dos estudos que compuseram esta revisão apontavam como ações de promoção da saúde estratégias de caráter preventivo e prescritivas como palestras, mesa-redonda, oficinas e consultas com profissionais. Tais atividades apresentam caráter pontual e por serem realizadas, muitas vezes, de forma isolada, não permitem a continuidade da promoção da saúde da comunidade universitária. CONSIDERAÇÕES FINAIS Percebe-se a necessidade da elaboração de políticas públicas de saúde e de educação que favoreçam e estimulem os processos de implementação e de transformação das práticas de PS nos espaços das universidades brasileiras. A partir da busca de artigos para compor a presente revisão, foi possível verificar que poucos estudos descrevem ações de PS realizadas nas universidades brasileiras e direcionadas para a comunidade universitária no geral (estudantes, docentes e outros servidores). Ademais, a maioria das ações de PS são realizadas com foco em apenas um grupo: estudantes ou servidores, ao invés de abordarem a comunidade acadêmica como um todo. Desta forma, ressalta-se a importância da realização de novos estudos que desenvolvam ações de PS mais abrangentes, direcionadas a toda a comunidade universitária e que de fato considerem o indivíduo e a coletividade como sujeitos ativos na construção do seu próprio conhecimento e no seu empoderamento para que estes tenham autonomia no cuidado da sua própria saúde.
Palavras-chave: Universidades,Promoção da Saúde,Qualidade de Vida
Oral
Abrir o trabalhoUNIVERSIDADES PROMOTORAS DE SAÚDE: DESVELANDO PERSPECTIVAS E MEMÓRIAS
MARCOS ABIMAEL VIEIRA CAMPOS ; Francisco Ayslan Ferreira Torres; João Carlos Henrique Cordeiro; Samyra Paula Lustoza Xavier
As universidades têm papel fundamental na vida e saúde dos indivíduos (estudantes, docentes e demais funcionários) bem como das comunidades nas quais estão inseridas. Formular ambientes e políticas saudáveis é dever de toda instituição, como tal, devem servir de ambientes de exploração e reflexão, propícios ao desenvolvimento humano e à construção de uma sociedade mais equitativa.
Palavras-chave: Promoção de Saúde, Universidade Promotora de Saúde,Bem-estar
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoUSO DE CONTRACEPÇÃO DE EMERGÊNCIA POR ADOLESCENTES: SUBSÍDIOS PARA PROMOÇÃO DA SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA
GUILHERMI DA SILVA MAIA; ANNE GISELLY DA SILVA SOUSA; MARCOS RYAN LOIOLA LIMA; PEDRO LUCAS FERREIRA MOTA; MARIA ROCINEIDE FERREIRA DA SILVA; LUCAS DIAS SOARES MACHADO
INTRODUÇÃO A sexualidade trata-se da subjetividade humana em relação aos sentimentos, influenciando as ações dos indivíduos e as interações interpessoais, intervindo diretamente em sua saúde (Organização Mundial de Saúde, 2001). Na adolescência, período entre 10 e 19 anos demarcado por mudanças biopsicossociais de transição entre a infância e vida adulta, os aspectos de saúde sexual e reprodutiva são mais conscientes e evidentes, posto o estirão de crescimento e mudanças hormonais (LEITE et al., 2022). Assim, este público demanda atenção especial pelos profissionais de saúde e de educação, considerando ser a escola um dos espaços de maior inserção social destes. A saúde sexual e reprodutiva dos adolescentes é geralmente reduzida a óptica biológica, não levando em consideração os aspectos psicológicos e socioculturais nos quais essa população está à mercê, relacionando a assistência à saúde desses indivíduos somente a prevenção de doenças e agravos (SEHNEM et al., 2019). Nesse contexto, a atenção integral a saúde sexual e reprodutiva de adolescente deve compreender os sentimentos, as mudanças corporais, a prática sexual e a prevenção de gravidez e infecções sexualmente transmissíveis (IST), dentre outros. Diante das diversas opções disponibilizada como contraceptivos e meios de evitar gravidez e IST, junto aos equívocos quanto a educação sexual e barreiras sociais, culturais e de acesso, é relevante orientar o adolescente quanto a estas opções, seu uso adequado e possibilidades. Em meio aos métodos contraceptivos, observa-se uma adesão a contracepção de emergência pelos adolescentes. A contracepção de emergência, também conhecida como pílula do dia seguinte, refere-se ao grupo de métodos utilizados em até 72 horas após a relação sexual desprotegida com intuito de evitar a gravidez, indicada em caso de não uso de contracepção, a falha dessa ou em casos de violência sexual, sendo a pílula de levonorgestrel a única opção recomendada no Brasil (CAMPOS et al., 2021). O uso da pílula contraceptiva emergencial vem em uma crescente nos últimos anos, caracterizando-se como o segundo método mais utilizado entre os escolares brasileiros apesar 1Estudante de graduação em Enfermagem, Universidade Regional do Cariri, guilhermi.maia@urca.br 2 Estudante de graduação em Enfermagem, Universidade Regional do Cariri, annegiselly.sousa@urca.br 3 Estudante de graduação em Enfermagem, Universidade Regional do Cariri, marcos.ryan@urca.br 4 Estudante de graduação em Enfermagem, Universidade Regional do Cariri, pedro.lucas@urca.br 5 Enfermeira, doutora em Saúde Coletiva, Universidade Estadual do Ceará, rocineide.ferreira@uece.br 6 Enfermeiro, mestre em Enfermagem, Universidade Regional do Cariri, lucas.machado@urca.brda não recomendação de uso prolongado, tendo em vista que pode acarretar em malefícios à saúde, isso se dá pela facilidade ao acesso e a carência de informações (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2021). Nesse contexto, faz-se necessário conhecer os fatores associados que implicam no aumento do uso da contracepção de emergência entre os adolescentes brasileiros. Desse modo, a pesquisa é relevante para subsidiar propostas de melhora da qualidade de vida e redução da vulnerabilidade e riscos à saúde da população em questão, fornecendo assistência integral e equitativa, indo ao encontro aos objetivos da Política Nacional de Promoção da Saúde. Sob essa perspectiva, objetivou-se analisar o uso de contracepção de emergência por adolescentes escolares brasileiros e seus fatores associados. MÉTODO Trata-se de um estudo transversal, com abordagem quantitativa, utilizando microdados secundários de domínio público, oriundos da quarta edição da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar - PeNSE, essa realizada em todos os estados brasileiros e Distrito Federal no ano de 2019. O estudo é fomentado por uma parceria entre o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE e o Ministério da Saúde e com suporte do Ministério da Educação. A pesquisa contou com uma população de 187.957 escolares, dentre os quais foram considerados como amostra 15.750 adolescentes do sexo masculino que recomendaram o uso de contracepção de emergência a sua parceira e do sexo feminino que fez uso deste tipo de contracepção. Tomou-se como desfecho a variável dependente o uso de contracepção de emergência. As variáveis independentes analisadas foram: sexo, idade, raça/cor, região, dependência administrativa, localização da escola e série/turma escolar. Outrossim, foram analisadas indagações contidas no questionário em relação a sexarca, o uso de preservativo e o recebimento de orientação acerca de questões como prevenção da gravidez, HIV/AIDS e outras IST’s, e como adquirir preservativos de maneira gratuita. Os dados foram organizados em planilhas do Microsoft Office Excel 2016 e processados no Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 25. Utilizou-se de análise descritiva, a partir de medidas de frequência absoluta e relativa, e inferencial, a partir do teste Qui-quadrado de Pearson. A escolha do teste adequou-se frente a ausência de distribuição normal dos dados detectada pelos testes de Kolmogorov-Smirnov e Shapiro-Wilk. Utilizou-se o limite de 0,05 para atestar a significância dos testes. A PeNSE 2019 foi aprovada pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa do Ministério da Saúde sob o parecer (CONEP) sob o parecer n. 3. 249.268, de 08 de abril de 2019, estando em conformidade com as Diretrizes e Normas Reguladoras de Pesquisa Envolvendo Seres Humanos. RESULTADOS E DISCUSSÃO Dentre os adolescentes escolares participantes da edição 2019 da PeNSE, 15.750 já fizeram uso ou orientaram a parceira quanto ao uso de contracepção de emergência. Destes, a maioria eram mulheres (9271; 58,9%), com idade entre 16 e 17 anos (8800; 55,9%), de raça/cor parda (7171; 45,5%) e residindo na região Nordeste (5123; 32,5%). Estes alunos encontravamse matriculados em escolas da zona urbana (15057; 95,6%), de administração pública (10485; 66,6%) e cursando o 3º ano do ensino médio (5151; 32,7%).À análise das relações entre o uso de contracepção de emergência e as variáveis sociodemográficas desvelou significância estatística, sendo as chances de usar este tipo de contracepção maior por iniciativa de mulheres (
Palavras-chave: PROMOÇÃO DA SAÚDE,SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA,SAÚDE DO ADOLESCENTE
Oral
Abrir o trabalhoUTILIZAÇÃO DE TECNOLOGIA EDUCATIVA ACERCA DOS BENEFÍCIOS DA DOAÇÃO VOLUNTÁRIA DE SANGUE RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARIA LORHANA VENÂNCIO DA SILVA; Antonia Gisele Vieira Albuquerque; Teodoro Marcelino da Silva; Natália Bastos Ferreira Tavares
INTRODUÇÃO: A doação voluntária de sangue é um ato solidário, onde o dador permite a retirada do seu próprio sangue para ser armazenado em um hemocentro para que possa ser utilizado nas transfusões sanguíneas. Neste contexto, destaca-se que a utilização de tecnologias educacionais é de fundamental importância para promoção da doação voluntária de sangue destacando seus benefícios tanto ao receptor como ao próprio doador, visando a captação de doadores voluntários. OBJETIVO: Relatar experiência sobre a utilização de tecnologia educativa acerca dos benefícios da doação voluntária de sangue. MÉTODO: Trata-se de relato de experiência. A ação educativa em saúde foi realizada no dia 18 de setembro de 2022, no período vespertino no perfil do Instagram® (@doe_sangue_urca) do Projeto de Extensão: Doe Sangue e Salve Vidas: A Universidade como protagonista no processo de doação voluntária de sangue vinculado a Universidade Regional do Cariri/ Campus de Iguatu. Na operacionalização da ação educativa utilizou-se uma tecnologia educativa, que foi desenvolvida através da plataforma de design gráfico Canva®. Para a construção do conteúdo e ilustrações da tecnologia, foi realizado uma revisão de literatura na Biblioteca Virtual em Saúde. A tecnologia foi constituída com uma linguagem clara e de fácil compreensão pelo leitor acerca dos benefícios da doação voluntária de sangue. Menciona-se que se utilizou a função comentários do Instagram® para analisar os elogios, possíveis recomendações e dúvidas do público-alvo (estudantes universitários). RESULTADOS: A utilização da tecnologia educativa proporcionou o compartilhamento de informações acerca da doação voluntária de sangue e de seus benefícios tanto ao doador como ao receptor, o que foi um aspecto positivo, pois pode sensibilizar o público-alvo acerca da importância da realização da doação voluntária, como a única forma de suprir as demandas crescentes de transfusões sanguíneas. Além disso, a tecnologia suscitou a reflexão sobre a necessidade de novos doadores voluntários, principalmente entre o público jovem, visto que são um grupo ideal para doarem por longos períodos de tempo. Isso foi verificado mediante os comentários dos estudantes universitários. A tecnologia obteve-se 19 visualizações e curtidas e 03 comentários de aplausos, onde pode-se constatar a satisfação do público. Mediante as mensagens enviados ao perfil do projeto, observou-se interesse do público pela temática, onde proporcionou entusiasmo aos extensionistas pela continuidade das ações educativas. Logo, a tecnologia educativa foi considerada pelos extensionistas como uma ferramenta necessária para a promoção da doação voluntária de sangue e captação de futuros doadores. CONCLUSÃO: A utilização da tecnologia educativa foi de suma importância para abordar no âmbito virtual os benefícios da doação voluntária de sangue, bem como sensibilizar o público-alvo, de se tornarem doadores voluntários de sangue habituais. Logo, as tecnologias educativas são ferramentas de ensino indispensáveis para operacionalização de ações educativas no âmbito virtual (Instagram®), pois são estratégias de ensino lúdicas e atraentes.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoVALORIZAÇÃO PROFISSIONAL DA ENFERMAGEM NO PROCESSO DE TRABALHO DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA EM IGUATU, CEARÁ.
MILENA MACEDO SILVA; Kaline Nayanne de Souza Oliveira; Beatriz de Castro Magalhães; Mirely de Sousa Teixeira; Jeissiane de Souza Gomes; Antonio Germane Alves Pinto
INTRODUÇÃO A desvalorização profissional nas dimensões financeira e, também, processuais do cuidado incide na sobrecarga profissional. A qualificação insuficiente, a alta rotatividade dos profissionais nos locais de trabalho e a falta de respeito a esses trabalhadores desencadeiam práticas assistenciais “desumanizadas” que fragilizam o Sistema Único de Saúde (SUS) (VIEIRA FILHO et al., 2018). Nas relações de cuidado, cabe ressaltar, que os usuários devem ser compreendidos como sujeitos em suas necessidades e singularidades. Para tanto, é preciso que os profissionais que prestam atendimento também sejam vistos holisticamente, levando-se em consideração suas demandas e proporcionando condições adequadas para o trabalho em saúde. Do contrário, a integralidade da assistência será comprometida (SORATTO et al., 2017). Nesse contexto, é importante refletir sobre a valorização profissional dentro da Estratégia Saúde da Família (ESF), já que se trata de um serviço que é a porta de entrada do SUS e que presta ações e serviços longitudinais que requerem profissionais com destreza e sensibilidade para criação de vínculos e para a prática do acolhimento do usuário e de suas necessidades de saúde (BRASIL, 2017; LOPES et al., 2020). Dessa forma, o presente estudo objetivou analisar a percepção dos coordenadores sobre a valorização profissional no processo de trabalho das equipes da Estratégia Saúde da Família em Iguatu, Ceará. MÉTODO Trata-se de uma pesquisa exploratória e qualitativa, desenvolvida no município de Iguatu, Ceará, Brasil, com os 24 coordenadores das equipes de saúde da família (eSF). Teve-se como critério de inclusão: exercer cargo de coordenação/gerência de eSF há pelo menos seis meses e ter nível superior de escolaridade. Foram excluídos os que estavam afastados por motivos de saúde, por existir conflito de interesse com a pesquisa, por extrapolar o máximo de cinco tentativas de contato para agendamento da entrevista. A coleta de dados ocorreu por meio da realização de entrevistas semiestruturadas, realizadas no período de agosto a dezembro de 2021. Dezenove profissionais optaram pela forma presencial, que ocorreu tanto nas Unidades de Saúde, como na Secretaria Municipal de Saúde, e em ambos os casos, se deu em sala reservada e tomando-se os devidos cuidados para evitar a transmissão de covid-19. Apenas cinco participantes optaram pelo modo virtual, em que se utilizou a sala virtual do Google Meet®. Todas foram gravadas para facilitar a transcrição. A análise e interpretação do conteúdo das entrevistas se deu à luz da hermenêutica dialética (MINAYO, 2016). A pesquisa obteve aprovação junto ao Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Regional do Cariri (URCA), pela Plataforma Brasil, integrada ao Sistema da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP), com o parecer nº 4.498.440. RESULTADOS E DISCUSSÃO Foram entrevistados vinte e quatro coordenadores das equipes de saúde da família do município de Iguatu. Eram enfermeiras/os, com predominância do sexo feminino (87,5%); casadas/os (62,5%); com idade entre 25-45 anos de idade (66,6%); 58,3% possuíam de 10 a 20 anos de formação; e 95,8% tinham pós-graduação Lato sensu, desses, 75% era em Saúde da Família. Dos participantes, dezesseis trabalhavam em Unidades na zona urbana e oito na zona rural. Quanto ao tempo de atuação no serviço atual, 33,3% (n=8) tinham entre 5 e 10 anos; 20,8% (n=5) de 1 a 5 anos; 16,7% (n=4) de 15 a 20 anos; 12,5% (n=3) de10 a 15 anos e o mesmo valor para mais de 20 anos. No que se refere aos dados qualitativos, as percepções dos coordenadores se associam tanto à desvalorização profissional no que se refere à baixa remuneração, como também a respeito das repercussões positivas da sua valorização no atendimento ao usuário. Observou-se que a frustração da coordenadora por não obter a remuneração adequada, de acordo com o seu cargo e suas atribuições “Me considero uma gestora, porém não da forma como queria. Faltam subsídios estratégicos e uma adequada remuneração para tal finalidade.”. (E20) A realidade do subfinanciamento do SUS e da Atenção Primária à Saúde, repercute diretamente na desvalorização de trabalhadores necessários ao seu funcionamento, bem como na qualidade dos serviços prestados (MASSUDA, 2020). A Política Nacional de Atenção Básica de 2017 desestimulou a dupla atuação dos enfermeiros, na assistência e na gerência (GOMES; DE PAULO, 2014; BRASIL, 2017). Os enfermeiros se destacam na gestão do cuidado na ESF, por vezes, acumulando funções e atribuições distintas, como no contexto estudado, que também eram coordenadores de suas equipes. Dessa forma, muitas vezes, esses profissionais são negligenciados. Historicamente, essa profissão historicamente não foi reconhecida como ciência, mas sim como ato de caridade, subalternizada à outras profissões (COSTA; VIEGAS, 2021; MAGALHÃES FILHA et al., 2020). Assim, é comum que se espere do enfermeiro o cumprimento de tarefas e não a delegação das mesmas, como ocorre na gerência da ESF. Visualizou-se nos discursos que há relação entre a valorização profissional e a qualidade do atendimento integral do paciente. “Uma equipe completa e capacitada para atender a demanda da atenção básica. Profissionais valorizados influenciam diretamente na dispensação do cuidado, pois a saúde mental de todos (usuários x profissionais) é fundamental para o ciclo de cuidados.” (E20) “O serviço que a gente presta na comunidade as pessoas se sentem bem quando são atendidas e valorizam o profissional que está atendendo [...]. A comunidade aprova seu serviço, gosta do seu serviço, dos seus cuidados, então você sente aquele feedback”. (E12) Pode-se notar que a capacitação da equipe e a ausência de rotatividade de profissionais é pontuado como algo necessário e importante no trabalho dentro da ESF, justamente por favorecer a formação de vínculo e prestação de um cuidado integral e de qualidade, fazendo com que o usuário manifeste satisfação com a equipe (ALMEIDA; GOIS, 2020; VIEIRA et al., 2021). Nesse sentido, a valorização profissional permeia questões administrativas e da assistência. Reflete não apenas na satisfação do trabalhador, mas também na assistência prestada aos usuários. Isso demonstra a importância de discussões acerca da temática, que levem à melhorias nas condições de trabalho e de saúde da população. CONSIDERAÇÕES FINAIS/CONCLUSÃO As percepções dos coordenadores das equipes de ESF a respeito da valorização, demonstraram a desvalorização salarial e profissional, a que os enfermeiros estão submetidos, são muito arraigadas no cotidiano. Os profissionais associaram a qualidade dos serviços ao seu reconhecimento por parte da gestão e dos usuários. Desvelou-se a necessidade de capacitações, melhorias salariais, divisão de funções, de acordo com as atribuições de cada profissão, de modo a evitar a sobrecarga e exaustão dos enfermeiros. REFERÊNCIAS ALMEIDA, H. O. C.; GÓIS, R. M. O. Avaliação da satisfação do paciente: indicadores assistenciais de qualidade. Revista de Administração em Saúde, v. 20, n. 81, 2020. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria Nº 2.436, de 21 de setembro de 2017. Política Nacional da Atenção Básica. Brasília: 2017. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2017/prt2436_22_09_2017.html>. Acesso em: 03 jun. 2021. COSTA, A.; VIEGAS, G. L. Valorização, empoderamento e condições de trabalho da enfermagem: uma reflexão. Revista Recien-Revista Científica de Enfermagem, v. 11, n. 35, p. 92-97, 2021. GOMES, K. J. S.; DE PAULO, S. H. B. O enfermeiro e o gerenciamento na Estratégia Saúde da Família. BIS. Boletim do Instituto de Saúde, v. 15, n. 2, p. 64-73, 2014. LOPES, O. C. A. et al. Competências dos enfermeiros na estratégia Saúde da Família. Escola Anna Nery, v. 24, 2020. MASSUDA, Adriano. Mudanças no financiamento da Atenção Primária à Saúde no Sistema de Saúde Brasileiro: avanço ou retrocesso?. Ciência & Saúde Coletiva, v. 25, p. 1181-1188, 2020. MINAYO, M. C. S. Hermenêutica-dialética como caminho do pensamento social. In: MINAYO, M. C. S. & DESLANDES, S. F. (Orgs). Caminhos do Pensamento: epistemologia e método. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2016. SORATTO, J. et al. INSATISFAÇÃO NO TRABALHO DE PROFISSIONAIS DA SAÚDE NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA1. Texto & Contexto-Enfermagem, v. 26, 2017.A SOUSA, L. P.; GUEDES, D. R. A desigual divisão sexual do trabalho: um olhar sobre a última década. Estud. av., São Paulo, v. 30, n. 87, p. 123-139, ago. 2016. VIEIRA FILHO, L. V. et al. Estresse e a necessidade da valorização profissional na implantação dos processos de humanização do SUS (Humanizasus). Anais da Faculdade de Medicina de Olinda, v. 1, n. 2, p. 75-81, 2018. VIEIRA, N. F. C. et al. Fatores presentes na satisfação dos usuários na Atenção Básica. Interface-Comunicação, Saúde, Educação, v. 25, p. e200516, 2021. Agradecimentos O presente trabalho foi realizado com apoio da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNCAP), através do Programa de Bolsa de Produtividade em Pesquisa, Estímulo à Interiorização e Inovação Tecnológica (BPI) processo n° BP4-0172-00041.01.00/20.
Palavras-chave: Enfermagem, Estratégia Saúde da Família,Papel do Profissional de Enfermagem
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoVIVÊNCIAS DOS DISCENTES NAS ATIVIDADES DAS RODAS PET-SAÚDE: RELATO DE EXPERIÊNCIA.
ANA CAROLINE ANICETO FELIPE; Janilane Felipe da Silva; Maria Lucilene Oliveira Esperdião; Roberta Meneses Sousa
INTRODUÇÃO: As rodas do programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde) configuram-se como espaços de ensino-aprendizagem, em que são produzidos conhecimentos, bem como intercâmbio de saberes.Estes espaços têm contribuído, assim como outras estratégias do Programa, à experiência de articulação do ensino com os serviços e comunidade, mediante ações que proporcionam o desenvolvimento dos discentes nas áreas do ensino, pesquisa e extensão, estimulando o aprimoramento de competências e de tecnologias para a saúde pública. O PET-Saúde foi criado por meio das Portaria Interministerial nº421 de 03 de março de 2010, pelos Ministérios da Saúde e Educação. Este, organiza-se a partir dos eixos temáticos gestão e assistência, formados por Grupos Tutoriais (GT), os quais são compostos por tutores, preceptores coordenadores e acadêmicos dos cursos de Enfermagem e Educação Física da Universidade Regional do Cariri - Campus Avançado de Iguatu (URCA), do curso de Serviço Social do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará - Campus Iguatu (IFCE), bem como profissionais que trabalham na Rede de Atenção à Saúde (RAS) do município. Ademais, o PET-Saúde iniciou no município de Iguatu sua edição pioneira em agosto de 2022 e terá duração de 12 meses, além disso está em sua 10º edição nacional. OBJETIVO: Relatar as experiências dos discentes, proporcionadas pelo PET-Saúde, nas atividades das Rodas PET. MÉTODO: Estudo descritivo do tipo relato de experiência, realizado a partir das vivências das autoras nas rodas PET, as quais ocorreram no período de agosto de 2022 a fevereiro de 2023. As Rodas PET, acontecem mensalmente, reunindo os GT’s dos eixos gestão e assistência, favorecendo o rompimento de um modelo de ensino rígido ao passo que aproxima os saberes e entendimentos das categorias profissionais envolvidas. Nesses encontros, sucederam atividades como oficinas, rodas de conversa, palestras, apresentações de iniciação científica, planejamento das intervenções, treinamento para imersão aos territórios, e formação em saúde interprofissional e intersetorial, nas quais abordou-se temáticas diversas, a saber: territorialização, Sistema Único de Saúde (SUS), Programa Previne Brasil, Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), Intersetorialidade e fortalecimento das RAS. RESULTADOS: compreende-se que a abordagem a respeito da territorialização preparou os discentes para adentrar aos territórios e reconhecer os fatores determinantes no processo saúde-doença; Assim também, o debate sobre o SUS possibilitou analisar o processo histórico, princípios e diretrizes desse sistema. Além disso, a discussão acerca do Previne Brasil traz o novo modelo de financiamento da Atenção Primária à Saúde (APS), bem como seus indicadores de desempenho. Além disso, explanou-se quanto a LIBRAS e a importância da inclusão, facilitando o acesso aos equipamentos de saúde; Outrossim, o tema intersetorialidade destacou-se, pois faz-se necessário uma comunicação efetiva para o funcionamento adequado das RAS. CONCLUSÃO: Compreende-se que as experiências oportunizadas pelas Rodas PET contribuem para o desenvolvimento integral dos estudantes, estimulando o pensamento crítico-reflexivo, promovendo a articulação interprofissional e melhor percepção sobre o funcionamento do SUS. Dessa forma, favorece a formação dos acadêmicos por meio da transformação e ampliação da concepção de saúde possibilitando transformar o cuidado mediante condutas transformadoras e humanizadas.
Palavras-chave: Sistema Único de Saúde,Serviços de Saúde,Intersetoralidade ,Formação academica
Pôster / Banner
Abrir o trabalho“DESMISTIFICANDO O CÂNCER” NA REDE DIGITAL: EXPERIÊNCIA DE EXTENSIONISTAS
EMANUEL GOMES DE LIMA; Bruna Araújo Lucena; Myrlla Araújo Lucena; João Carlos Henrique Cordeiro; Naanda Kaanna Matos de Souza
INTRODUÇÃO: O sistema de saúde brasileiro enfrenta um importante problema de saúde pública devido à grande incidência, magnitude epidemiológica, social e econômica do câncer. Mais de 50% dos casos de câncer ocorrem devido a presença de fatores de risco ou hábitos nocivos, tais como: tabagismo, sedentarismo, contato com carcinógenos ambientais, alimentação inadequada contendo excesso de nitrosaminas, gordura animal, corantes e conservantes. OBJETIVO: Objetiva-se por meio desse estudo, relatar a experiência acerca de uma ação realizada na plataforma digital Instagram, por meio de uma live, vivenciada por discentes do Projeto de Extensão “Desmistificando o Câncer: ações da promoção da saúde para a comunidade”, da Universidade Regional do Cariri, no município de Iguatu, Ceará. MÉTODO: Trata-se de um relato de experiência obtido a partir das vivências de acadêmicos de enfermagem na realização de ações do projeto de extensão, que foram concebidas no período de julho de 2022 a fevereiro de 2023. Inicialmente, foram realizadas reuniões com o corpo constituinte, extensionistas e coordenador, para planejamento das temáticas a serem abordadas, metodologias e ambientes de implementação das atividades no período susodito. Além disso, a equipe de extensionistas utiliza-se da plataforma Instagram, para preconício do teor do projeto, abordando assuntos sobre os mais variados tipos de câncer e com foco nos fatores de risco modificáveis. Portanto, estabeleceu-se como estratégia de relato a discriminação das práticas vivenciadas. RESULTADOS: Diante das atividades desenvolvidas, ressalta-se a realização de live via INSTAGRAM, intitulada como “Câncer de cabeça e pescoço: causas, prevenção e tratamento”, tendo como convidada uma fisioterapeuta e residente em oncologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), para colaborar com seus conhecimentos e experiências. Essa ação tinha como finalidade abordar aspectos preventivos, enfatizar as práticas de hábitos saudáveis e desmistificar ideias da relação da doença apenas aos fatores genéticos, apresentando a importância de mudanças de hábitos, da adoção de um estilo de vida saudável e alcance de uma melhor qualidade de vida para a população. CONCLUSÃO: Em consideração às ações realizadas, observou-se o quanto é pertinente expor e conversar sobre o câncer e seus diversos aspectos, enfatizando os fatores de riscos, prevenção e tratamento. Diante do compartilhamento de informações é notório o surgimento de dúvidas, devido à ausência do conhecimento necessário para o cuidado com a saúde. Assim, torna-se de suma importância a disseminação de informações através da realização de atividades de educação em saúde em diversos ambientes, a fim de esclarecer a população no sentido de participar do seu processo de saúde e alcançar uma melhor qualidade de vida.
Palavras-chave: Neoplasia,Carcinoma,Neoplasia de cabeça e pescoço,Câncer
Resumo Simples
Abrir o trabalho