66 de 66 trabalho(s) aceito(s)
MÃE PRETA: A História de uma mulher varzealegrense entre partos e relatos
CICERO ANDERSON DE ALMEIDA BEZERRA
Ana Alves Bezerra, mais conhecida como Mãe Preta ou simplesmente Mãe Ana, foi uma mulher negra que viveu no século XX no Distrito de Canindezinho, zona rural do munícipio de Várzea Alegre, no interior do Ceará. Mãe Ana se tornou conhecida a nível estadual e nacional pelo relevante serviço social prestado a sociedade varzealegrense. Num período em que quase não existiam médicos, esta mulher foi responsável por realizar o parto de centenas de mulheres, trazendo ao mundo através de suas mãos, mais de mil crianças. Mãe Preta teve uma vida bastante humilde, carregou consigo os resquícios da escravidão e o estigma das maiores secas do Nordeste. Mas foram as adversidade que a a transformaram numa das personagens mais conhecidas e queridas do Nordeste: a parteira, símbolo de luta e resistência no sertão. Num raio de 20 km do Sítio Juazeirinho, zona rural do Município de Várzea Alegre, onde ela morou, todos a tratavam como mãe. O primeiro parto, de acordo com depoimentos da própria Mãe Ana teria sido feito num campo de concentração dos flagelados. Após seu falecimento o município de Várzea Alegre criou uma comenda a ser concedida a homens e mulheres varzealegrenses que se destaquem na educação, cultura, política, esporte, saúde e associações comunitárias. Este trabalho visa reconhecer e reafirmar a importância que essa mulher teve para a história da cidade. Embora não haja nenhum espaço de memória no município dedicada aos seus feitos.
Palavras-chave: Mulher, Negra, Memória
Oral
Abrir o trabalhoA NEGATIVIDADE SOBRE O NEGRO NO PROCESSO DE COLONIZAÇÃO DO CEARÁ PRESENTE NA OBRA LITERÁRIA MARIA RITA (1897) DO ABOLICIONISTA RODOLFO TEÓFILO.
ERIKA GONÇALVES DE MENDONÇA
Maria Rita trata-se de um romance do intelectual cearense Rodolfo Teófilo, publicado em 1897. Embora a obra tenha sido escrita na última década do século XIX, ela faz referência ao processo de colonização do Ceará e tenta delinear os elementos raciais que deram origem ao povo cearense. É desse modo que procuramos problematizar a forma como o negro é representado nesse processo, através uma tentativa de mascarar a sua atuação. A distância entre o momento de escrita da obra e o período por ela representado nos faz refletir como ela é capaz de dizer bem mais sobre o pensamento de seu autor e o tempo em que foi escrita do que mesmo o período colonial, pois o autor não deixar de expressar uma miscelânea de posicionamentos raciais, liberais e abolicionistas, próprios do final do século XIX. Nossa principal problemática consiste em buscar compreender por que uma obra literária como Maria Rita, escrita em 1897, logo após o processo de libertação dos escravos, por um intelectual com forte atuação no movimento abolicionista, busca apagar a presença do negro em sua narrativa, num momento em que se construía a narrativa heróica do Ceará como um Estado libertador.
Palavras-chave: negro, literatura cearense,Rodolfo Teófilo,abolicionismo
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoA REINVENÇÃO DO TRABALHO INFANTIL NO SÉCULO XIX NA REGIÃO DO CARIRI
MARIA IVANDA DA SILVA
A pesquisa pretende analisar como os processos de arrematação de soldada e de tutela se tornaram mecanismos jurídicos para obtenção de mão de obra, sob o discurso ambíguo da caridade e da periculosidade que pairava sob as crianças órfãs. Além do mais, viso investigar através das entrelinhas a aplicação desses contratos num contexto de “surto” abolicionista no Ceará, enfatizando que com a implementação das leis abolicionistas, as tutelas e contratos tiveram aumentos consideráveis em todo país, principalmente na região do Cariri. Por fim, pontuamos que os contratos de soldada se moldavam de acordo com a conveniência da classe dominante, visto que, no decorrer do século, eles iam se modificando dentro da lei para atender mais órfãos, e não obstante a tutela dessas crianças eram economicamente mais viáveis do que a compra de uma criança escrava. E ambas, provavelmente desenvolveriam as mesmas atividades, e ainda o tutor receberia menções e referências devido a sua caridade e assistencialismo.
BONECAS ABAYOMI PROVOCANDO REFLEXÕES SOBRE A DIÁSPORA AFRICANA: A experiência de oficinas realizadas pelos bolsistas do PIBID de História.
SAMUEL OLIVEIRA SANTOS ; FRANCISCO YTALO DE LIMA SILVA
O presente trabalho é fruto das reflexões e discussões suscitadas durante a realização das oficinas sobre as bonecas Abayomi, que foi ministrada pelos autores, enquanto bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência [PIBID] da Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior [Capes] pela Universidade Regional do Cariri, projeto Interdisciplinar História e Sociologia, que é desenvolvido na Escola Estadual de Ensino Médio José Bezerra de Menezes, em Juazeiro do Norte/CE, sob a supervisão do professor Givaldo Pereira. O exercício de confecção das bonecas Abayomi resultou em excelentes reflexões e mudanças de posturas por parte dos e das estudantes no que diz respeito ao comportamento em sala de aula, como também serviu para desconstruir preconceitos neles e nelas entranhados. A metodologia deste trabalho se dá a partir de nossas observações e de relatos de outros professores, que ao longo das oficinas relatavam a mudança de postura de alguns. Logo, após se engajarem nas atividades proporcionadas pelo Pibid na escola. No que tange a discussão teórica utilizaremos como pano de fundo as reflexões de Nascimento (1980) e Silva (2008 – 2009). Por fim, este é um trabalho em construção, e nisso, não podemos apontar mais coisas, além do que presenciamos em sala de aula durante a confecção.
Oral
Abrir o trabalhoNÚCLEO DE ESTUDOS AFRO-BRASILEIRO E INDÍGENA (NEABI) DO IFCE – JUAZEIRO DO NORTE E A CONSTRUÇÃO DA NEGRITUDE DA MULHER NEGRA: um relato de experiência
JORNAL LIBERTADOR: CONTEXTO SOBRE A ESCRAVIDÃO, A RELIGIÃO CATÓLICA E O PROCESSO DE ABOLIÇÃO NO CEARÁ.
JOÃO PAULO DE OLIVEIRA FARIAS; VANDERLENE DE FARIAS LIMA
O trabalho tem o compromisso de refletir a respeito do processo abolicionista no Ceará e a atuação do papel articulador que a imprensa desempenhou para esse fim. Em sua construção procura-se levantar pontos importantes para entender como a imprensa serviu de meio entre as mudanças que estavam em andamento durante meados do século XIX e a repercussão dos seus ideais abolicionistas que ocorreram por motivos distintos. Ressaltamos com isso alguns aspectos sobre o trabalho do historiador e suas fontes de pesquisa. Colocando em pauta o projeto abolicionista ocorrido no século XIX, que marca mais profundamente sua década de 1880, enfocando a província cearense e suas associações em prol desses movimentos. Portanto, visa fazer uma exposição de alguns dos mais marcantes acontecimentos do final do Período Imperial brasileiro, ressaltando a importância da imprensa não apenas como formuladora de opinião em favor de ideais de liberdade no Ceará em meio às dificuldades existentes nesse campo na época, mas também como fonte historiográfica útil nos dias atuais para se entender esses processos históricos. O documento de natureza impressa tratada no trabalho é o Periódico Libertador, que dentre outros, traz os discursos dos diversos sócios das Libertadoras Cearenses, observando aqui as questões ligadas a religião católica como auxiliar no processo pelo fim da escravidão.
Oral
Abrir o trabalhoNOTÍCIAS E ANÚNCIOS DE ESCRAVOS NO JORNAL O ARARIPE.
MARIA DANIELE ALVES
O presente estudo tem por objetivo analisar as representações construídas pela imprensa liberal cratense a cerca da escravidão e divulgadas no jornal O Araripe. Este periódico idealizado e editado pelo Partido Liberal, foi veiculado na cidade do Crato, localizada na região do Cariri, no sul do Ceará, entre os anos de 1855 a 1864 e apresentou em seus artigos a necessidade de “civilizar” a região caririense, apresentando entre seus projetos de civilização a criação da “Província dos Cariris Novos”, cuja capital seria o Crato, por ser esta considerada a cidade mais desenvolvida do Cariri. Em meio às publicações e artigos referentes ao “desejo de civilização”, encontramos frequentemente no hebdomadário, notícias, artigos e anúncios variados sobre os cativos do Cariri e das províncias vizinhas, cujas páginas do periódico os apresentaram em situações diversas, entre elas: em ocorrências jurídicas da cidade, em atos de violência praticados pelos senhores sobre o cativo, em anúncios de fugas, compra e venda, o que consta inferir que os liberais procuraram coadunar seu projeto civilizador com a estrutura escravista vigente.
A CAPOEIRA NA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR E A CULTURA CORPORAL: Educação antirracista e o fortalecimento da lei 10.639
CICERO DYEGO OLIVEIRA RODRIGUES
Resumo A presente proposta de trabalho compreende a educação física escolar como uma importante ferramenta educacional de materialização da cultura negra na escola. Partindo da perspectiva do fortalecimento dos conhecimentos da cultura afro-brasileira no contexto escolar, a pesquisa apoia-se na lei 10.639/03 que torna o ensino da história e cultura afro-brasileira obrigatório na educação básica. Desse modo, o objetivo é analisar como a capoeira contribui com a cultura corporal na perspectiva de uma educação antirracista. A metodologia é definida na abordagem qualitativa do tipo pesquisa-ação. As intervenções serão realizadas em uma escola pública de Ensino Médio. O referencial teórico está sendo construído a partir das contribuições de autores como Munanga (2015), Gomes (2018), Acunã (2014) Climaco, Santos e Taffarel (2018) e Martis (2013) entre outros. O trabalho encontra-se em andamento como proposta de trabalho final de conclusão do curso de licenciatura em Educação Física. Espera-se que essa pesquisa possa contribuir para a percepção da importância cultural, histórica, comportamental e social da cultura corporal através do uso da capoeira na educação física escolar. .
Palavras-chave: Edeucação fisica escolar,capoeira,cultura corpora
Oral
Abrir o trabalhoA EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA PRÁTICAS ANTIRACISTAS NO ENSINO MÉDIO
MARIA JOCICLEIA DA SILVA
O trabalho tem como objetivo, compreender como as relações éticos raciais e as práticas corporais de matriz africanas podem contribuir para as aulas de Educação Física escolar no Ensino Médio. Uma vez que, percebe-se a ausência desse debate nesta área do conhecimento e por isso a necessidade de pautá-las. O trabalho consiste em desenvolver aulas que abordem esses temas, no intuito de implementar a Lei 10.639/2003, que obriga o estudo da história da África e da cultura afro-brasileira no currículo da Educação Básica. Cabe ressaltar a construção de um novo olhar sobre a educação física ao trabalhar essa temática nas aulas com os alunos do ensino médio da rede pública estadual, considerando a estrutura social vigente, disseminada por discriminações raciais, aulas que tem como tema central questões raciais e a diversidade cultural contribuem para uma educação antirracista e fortalecem o papel inclusivo da escola, em possibilitar maneiras de trabalhar com os educandos uma educação que enxerga a diversidade. O trabalho encontra-se em andamento como proposta de pesquisa para conclusão do curso de licenciatura em Educação Física. Portanto, a metodologia escolhida é a pesquisa-ação na abordagem qualitativa. Será desenvolvida com alunos do ensino médio da rede pública, o referencial teórico está sendo construído a partir de autores como Almeida (2018), (DCNs) 2004, Gomes (2012), Munanga (2012) Climaco, Santos e Taffarel (2018) e Martis (2013) entre outros.
A COR DA DEVOÇÃO NO CARIRI: africanidade e religiosidade na tradição romeira contemporânea
MARIA TELVIRA DA CONCEIÇÃO
Maria Telvira da Conceição - Doutora; Universidade Regional do Cariri/URCA. Agencia de fomento: FUNCAP-BPI Os dados apresentados neste trabalho compõe a pesquisa intitulada A cor da Devoção - Africanidade e Religiosidade na Cultura Romeira no Cariri Contemporâneo, com fomento do Programa BPI/Funcap, iniciada em maio de 2016 e concluída em maio de 2018. A pesquisa teve como objetivo central analisar a presença e participação dos afro-brasileiros e de seus universos simbólicos na tradição de romaria em torno das práticas de devoção ao Pe. Cícero em Juazeiro do Norte, no período contemporâneo. Toma como base o resultado do estudo de campo realizado com 2.009 (duas mil e nove) romeiros participantes da pesquisa. Para este texto toma como base os dados relativos a última etapa da pesquisa, especificamente a dimensão da racialização e seus embricamentos sócio históricos. Os procedimentos metodológicos englobaram a aplicação de questionários semiestruturados, entrevistas e pesquisas em arquivos. Por fim, trata-se de uma pesquisa pautada teoricamente em referências dos estudos pós-coloniais, com uma metodologia que transita entre a pesquisa social e histórica, com enfoques e acento no aspecto cultural e étnico.
Oral
Abrir o trabalhoA INVISIBILIDADE DA MULHER NEGRA NOS ESPAÇOS DE INTELECTUALIDADE
SUSANA DAINARA TERTO DE OLIVEIRA
As referências de intelectualidades que temos desde o ensino básico e até mesmo na academia, são em sua grande maioria, brancas. É só visualizar e pensar nos teóricos da filosofia, psicologia, sociologia, ciências exatas, para percebermos o quanto somos programados a não conhecer outras visões, principalmente se forem produzidas por mulheres negras. Segundo pesquisas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 54% dos brasileiros se consideram negros. No entanto, ainda é alarmante a invisibilidade de pessoas negras nos ambientes acadêmicos. O objetivo da proposta aqui apresentada é compreender todo o conjunto sócio histórico que faz com que as mulheres negras sejam invisibilizadas e distanciadas desses meios tão importantes. Debater sobre como enfrentar as desigualdades em nossa sociedade, sobretudo, as que atingem a grande maioria da população negra. Problematizar a inexistência de mulheres negras nesses espaços da sociedade. O trabalho terá como fonte metodológica a trajetória de vida e contribuição intelectual de Beatriz Nascimento, “Eu sou atlântica” (RATTS, A. 2006), complementado com dados estatísticos, fontes documentais, etc. O estudo espera como resultado dialogar com a comunidade dentro e fora dos muros da universidade, recolocando as vozes silenciadas nas rodas, através de exposições e elaboração de trabalhos. A problemática é de larga importância, uma vez que os espaços precisam o quanto antes ouvir essas vozes que foram silenciadas.
OS CONHECIMENTOS ANCESTRAIS NA TRADIÇÃO QUILOMBOLA E SUA RELAÇÃO COM A NATUREZA E AS SEMENTES CRIOULAS
FERNANDA IELPO DA CUNHA
o manejo de sementes crioulas faz parte da sabedoria da herança ancestral, que pode ser contada desde o início da história da agricultura, sendo as comunidades tradicionais os grandes guardiões desse patrimônio cultural, cujos ensinamentos transpõem meramente a preservação de suas memórias, uma vez que chamam a atenção pela preservação da própria vida no planeta e das próximas gerações, em que a preservação do patrimônio genético dessas sementes garantirá a biodiversidade existente na Terra. Desse modo, o presente artigo tem como objetivo fazer uma análise dos conhecimentos repassados pelos ancestrais quilombolas no cultivo de sementes e sua relação com a formação da identidade quilombola, atrelados à compreensão do território e do meio ambiente no quilombo Sítio Veiga, em Quixadá, Ceará. Para tal, a presente pesquisa resulta de uma reflexão preliminar teórica, utilizando-se da pesquisa qualitativa, observação participante e revisão da literatura. O estudo em questão deixa reflexões bastante significativas, expondo que o cultivo de sementes crioulas estabelece um elo em manter viva a tradição e a própria memória dos ancestrais quilombolas, contribuindo para a preservação ambiental e sustentabilidade
Oral
Abrir o trabalhoANÁLISE DO JORNAL COCADA PRETA: ESCREVIVÊNCIA E MEMÓRIAS DO CARIRI NEGRO À LUZ DA PRODUÇÃO CONTEMPORÂNEA.
PÂMELA MARIANA QUEIROZ SANTANA
O presente artigo tem como perspectiva analisar as narrativas sobre a memória do povo negro e remanescente indígena da região do Cariri cearense, (re)construídas nas páginas do caderno impresso universitário "Cocada Preta", na sua primeira edição, lançada em Julho de 2018. O projeto que surgiu por iniciativa de três estudantes negros do curso de Jornalismo da Universidade Federal do Cariri, tem como proposta uma nova perspectiva de escrita e de visualidade na sua construção, utilizando crônicas, contos, textos narrativos, fotos e ilustrações amparados na possibilidade de visibilizar a memória dos corpos que até então não ocupavam lugar nas produções impressa. O encontro da escrita, da vivência e da visualidade são apresentados como instrumentos de fluidez no envolvimentos dos leitores com o Caderno. Considerando principalmente o apagamento da memória dessas populações o Cocada Preta constrói a sua narrativa a partir de apurações de pauta que dão centralidade a oralidade. Dá-se especial legitimidade as experiências particulares dos seus integrantes e o contato com as fontes, o que possibilita a ressignificação da memória a partir do olhar de sujeitos. A apuração de pauta, as entrevistas e a escrita são atravessadas pelo olhar dos escritores negros que compõem o projeto. A partir da teoria desenvolvida pela pensadora Conceição Evaristo. A presente análise pode constatar que o jornal é escrito a partir de uma lógica de escrevivência. O Cocada Preta nas suas linhas e entrelinhas.
AFOXÉS CEARENSES: a relação entre afroreligiosidades, musicalidade e política.
CAIALA MARIANA QUIXADÁ MONTEIRO; Euvaldo de Barros Lima Filho
A fim de compreender as expressões musicais que retratam a cosmovisão dos terreiros de Candomblé, Sob uma ótica antropológica, me propus a aprofundar sobre os afoxés do Ceará, uma forma de cortejo ao ar livre que ocorre geralmente durante o período carnavalesco. Dentro dos afoxés existem diversas formas de expressão de arte; a dança e o canto são os mais presentes, como também os atabaques dos instrumentos que trazem a ancestralidade dos batuques que são referencia nas religiões de matriz africana. Inicio a pesquisa a partir da participação no projeto AFROTONS: Promoção da Cultura e da Arte Afro-Brasileira na Universidade e na Cidade junto a Secretaria de Cultura Artística da Universidade Federal do Ceará, que busca o resgate histórico-cultural dos afoxés que fizeram parte da construção da cultura cearense trazendo sua ancestralidade e contando passo a passo como se iniciaram as primeiras organizações até quais agremiações se mantem até hoje. Com intuito de produzir uma memória física, usei para construção dessa pesquisa entrevistas com alguns dos criadores dos afoxés cearenses, além de pesquisa documental e embasamento teórico em autores que trabalham a temática além de antropólogos que trazem a religião como linha de pesquisa. Nela há quase um ano e meio já observo como resultados prévios a necessidade histórica que os afoxés são como fontes de afirmação e empoderamento das religiões de matriz africana, que lutam e resistem para legitimar sua crença num Estado laico.
Palavras-chave: Afoxés,Ceará,Africanidades,Cultura,Arte
Oral
Abrir o trabalhoCONTOS INFANTIS: ATÉ QUE PONTO PODE SUPERAR OU INFLUENCIAR O RACISMO NAS CRIANÇAS?
A CULTURA NEGRA E AS MANIFESTAÇÕES CULTURAIS/RELIGIOSAS NA CIDADE DE IGUATU/CE.
HÉLIS CRISTINA ALVES DE LIMA; Jefferson Aleff Bezerra Batista
Os colonizadores portugueses ao chegarem no Brasil contribuíram para o processo de miscigenação do país. Pode-se perceber que a cultura negra possui fortes raízes no contexto brasileiro, devido a toda trajetória negra. O período colonial (1500-1889) teve uma economia baseada na escravidão e de acordo com os registros foi a maior e mais longa da história. No entanto, após a abolição da escravatura, muitos dos africanos ficaram perdidos dentro de uma sociedade, foram um dos povos de maior contribuição para a cultura que são expressões da população brasileira. Com o processo de globalização, atualmente, abriu-se uma vertente para as manifestações afro-brasileiras, mesmo diante de repressão preconceito de uma cultura negra excluída. Os cultos afro chegaram no Brasil com algumas modificações em seus ritos religiosos, havendo assim a integração intertribal. As diversas tribos africanas foram divididas nos diversos estados brasileiros, quando aqui chegaram. O trabalho teve como proposito uma revisão bibliográfica através de livros, sites e artigos que relatam sobre a cultura/religião afro no Brasil e também no Ceará a fim de analisar e identificar a cultura negra no local de estudo. A pesquisa de campo deu-se nas casas de umbanda/candomblé da cidade, para frente aos resultados obter um contraponto entre bibliografia e entrevistas, onde dentro do processo foram encontrados muitos pontos de reflexão sobre a cultura e religião afro, dentre suas manifestações e repercussões.
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoFAZER EM SAÚDE E RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: construindo reflexões e possibilidades a partir de atividades grupais em comunidade Quilombola de Caucaia- CE.
Palavras-chave: Trabalho compulsório,Infância,Orfandade
Oral
Abrir o trabalhoEntre Marias e Bonifácias: A escravidão feminina no Ceará do século XIX
LAURA JULIANA ARAÚJO MONTEIRO CAVALCANTI
ENTRE MARIAS E BONIFÁCIAS: A escravidão feminina no Ceará do século XIX Laura Juliana Araújo Monteiro Cavalcanti Graduanda em História; Universidade Federal do Ceará O presente trabalho tem por interesse analisar a vida das mulheres negras e pardas livres, forras e escravas no Ceará do século XIX. A importância do tema parte da necessidade de analisar as relações sociais, econômicas e políticas que essas mulheres estabeleciam com outros grupos na província cearense. Tendo em vista que vários estudos históricos outrora foram feitos para entender essas vidas femininas em outras províncias, principalmente onde o plantel de escravizados se punha em quantidade mais imponente, há a necessidade de apreender as particularidades de viver e sobreviver sendo uma mulher livre, forra ou escrava no Ceará. Os principais documentos analisados são os Livros de Matrícula de Escravos e a vasta historiografia sobre a escravidão cearense. Busca-se concatenar a participação feminina na constituição da família escrava à designação dos tipos de trabalho que elas exerciam, capturando as reverberações que esse duplo âmbito da vida, privado e público, tinham na sociedade cearense. O debate sobre o tema se faz necessário para lançar novos olhares a esse fazer historiográfico, que expõe um silenciamento no que concerne à atuação feminina e escrava do período no Ceará.
Palavras-chave: Mulheres, Escravidão, Historiografia Cearense
Oral
Abrir o trabalhoO NEGRO NO CARIRI NO SÉCULO XIX: fontes, temáticas e problemáticas para o ensino de História
NATÁLIA PINHEIRO BEZERRA; Daniel Alves de Alencar
O presente trabalho consiste em uma pesquisa de iniciação cientifica em andamento coordenada pela professora Dra. Maria Telvira da Conceição e tem por objetivo geral mapear fontes cartoriais referentes a segunda metade do século XIX acerca da presença dos africanos e afro-descendentes no Cariri, com vista a elaboração de textos históricos e materiais pedagógicos de suporte ao professor e que poderão ser usados no ensino básico. Foram selecionados para o trabalho dois tipos de fontes cartoriais: inventários post mortem- em que negras e negros escravizados eram inventariados, além de documentos distintos referentes a processos criminais, ambos pertencentes ao acervo do Centro de Documentação do Cariri. A metodologia usada inclui preparação teórica dos bolsistas, levantamento e seleção dos documentos, leitura e tematização das fontes e a construção de uma cronologia histórico-temática no que diz respeito a presença dos descendentes de africanos na sociedade caririense na segunda metade do século XIX. Alguns resultados parciais obtidos trazem dados e apontam para algumas problemáticas possíveis de serem abordadas no ensino de História sobre os africanos e afro- descendentes do Cariri no determinado recorte temporal e tem sua importância por reconhecer esses povos enquanto sujeitos históricos, caminhar em direção ao confronto às narrativas de inexpressividade e inexistência dessa população na região, além de pensar na construção de materiais que servirão de apoio ao ensino.
Palavras-chave: Negros,cariri,século XIX,fontes cartoriais,ensino de história
Oral
Abrir o trabalhoTESTE SEM VALIDADE
FRANCISCO RÉGIS MONTEIRO NOGUEIRA; rteter; erterte; rtertert; ertertert
dewerwer
Palavras-chave: erwrerewrw,ewrwrwe
Pôster / Banner
TRABALHADORES NEGROS NO CEARÁ: pós abolição e a construção da cidadania.
LUCAS RODRIGUES PINHEIRO
A história laureada até pouco tempo sobre os estudos da presença do negro no Ceará era da total negação sobre sua real influência nos costumes, cultura e nas relações sociais na província. Muito desse discurso vem de uma perspectiva economicista, onde após a crise da produção do algodão no Nordeste, e após os ciclos econômicos do ouro, e longo após o do café, muitos escravos foram para a região sudeste, principalmente Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, através do tráfico intraprovincial. A província do Ceará foi umas que mais contribuiu com esse tráfico. As marcas de 300 anos de escravidão não desaparecem assim da noite para o dia, se perpetuam por longos períodos. O historiador Jose Murilo de Carvalho, nas suas pesquisas sobre a construção da cidadania no Brasil, aponta algumas particularidades que acabaram prejudicando nessa construção, um deles é a escravidão e a grande propriedade. Na sua abordagem ele aponta alguns indícios para a dificuldade da formação dessa cidadania, a escravidão estava presente em todos os setores da sociedade brasileira, “todos tinham escravos: Estado, funcionários públicos, ordens religiosas, e até libertos tinham escravos”. Essa aceitação quase que ampla do sistema escravista dificultava a formação de direitos civis, como a liberdade e a igualdade.
Oral
Abrir o trabalhoTAYNARA DOMINGOS DA PAIXÃO SILVA
A presente proposta de trabalho tem como finalidade relatar a importância do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará- Campus Juazeiro do Norte e sua contribuição para uma educação antirracista e para a diversidade. O laboratório de pesquisa/ações do NEABI desempenha um importante papel para a formação étnica dos estudantes dos cursos superiores e médio dos cursos ofertados pelo IFCE – Juazeiro do Norte. A priori, esse trabalho faz um recorte sobre a atuação das mulheres negras no grupo a partir de atividades interventivas que fortaleceram o empoderamento, a visibilidade e a identidade, assim como os impactos causados no campo afetivo e da identidade da mulher negra. Carneiro (2008), Ribeiro (2017) Hooks (2003) Almeida (2018) enriquecem o referencial teórico desse trabalho. A metodologia é de caráter qualitativo e bibliográfico com ênfase em uma narrativa autobiográfica, tendo em vista que a experiência explorada no trabalho parte da atividade I Café com as Pretas realizada pelo NEABI, em 2017. O núcleo se insere no contexto das ações afirmativas educacionais, além de ser um espaço potencializador de identidade e representar um importante instrumento no âmbito da pesquisa, extensão, elaboração de materiais, e na contribuição da formação inicial e continuada.
Palavras-chave: Neabi-Juazeiro do Norte, Mulher negra, Café com Preta
Oral
Abrir o trabalhoBONECAS ABAYOMI PROVOCANDO REFLEXÕES SOBRE A DIÁSPORA AFRICANA: A experiência de oficinas realizadas pelos bolsistas do PIBID de História.
FRANCISCO YTALO DE LIMA SILVA; SAMUEL OLIVEIRA SANTOS
O presente trabalho é fruto das reflexões e discussões suscitadas durante a realização das oficinas sobre as bonecas Abayomi, que foi ministrada pelos autores, enquanto bolsistas do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência [PIBID] da Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior [Capes] pela Universidade Regional do Cariri, projeto Interdisciplinar História e Sociologia, que é desenvolvido na Escola Estadual de Ensino Médio José Bezerra de Menezes, em Juazeiro do Norte/CE, sob a supervisão do professor Givaldo Pereira. O exercício de confecção das bonecas Abayomi resultou em excelentes reflexões e mudanças de posturas por parte dos e das estudantes no que diz respeito ao comportamento em sala de aula, como também serviu para desconstruir preconceitos neles e nelas entranhados. A metodologia deste trabalho se dá a partir de nossas observações e de relatos de outros professores, que ao longo das oficinas relatavam a mudança de postura de alguns. Logo, após se engajarem nas atividades proporcionadas pelo Pibid na escola. No que tange a discussão teórica utilizaremos como pano de fundo as reflexões de Nascimento (1980) e Silva (2008 – 2009). Por fim, este é um trabalho em construção, e nisso, não podemos apontar mais coisas, além do que presenciamos em sala de aula durante a confecção das bonecas, que foi o engajamento e a vontade de todas e de todos em darem o seu melhor.
Palavras-chave: Bonecas Abayomi,Diáspora africana,PIBID,Escola,Juazeiro do Norte
Oral
Abrir o trabalhoDESCE A LETRA: Corporeidade, negritude e o hip hop (RAP) como proposta para as aulas de Educação Física Escolar.
LUCIANO BARBOSA APOLINARIO
Resumo O trabalho pretende compreender a educação física escolar como um espaço de produção de conhecimento sobre a cultura negra, resistência e de pertencimento étnico racial através do hip hop (RAP). As práticas corporais e negritude, entendidas como linguagens do hip hop e sob o olhar da educação física escolar, encontra a possibilidade para uma educação inclusiva e antirracista. A produção acadêmica ou a forma como a área de conhecimento da educação física é representada, percebe-se a partir disso, a ausência dessa temática e por isso a necessidade de pautá-la. Neste sentido, o objetivo do trabalho é analisar como hip hop na categoria específica do rap pode contribuir como tema para as aulas de educação física escolar em uma escola do ensino médio da rede pública estadual, contribuindo para a promoção do enfrentamento das discriminações e o combate ao racismo e a implementação da lei 10.639/03 que torna o ensino da história e cultura afro-brasileira obrigatório na educação básica. A metodologia caracteriza-se na abordagem qualitativa e na afrodescendência com base na pesquisa-ação. O referencial teórico está sendo construindo a partir de autores como Moassab (2018), Righi (2011), Santos (2018) e Munanga (2016) entre outros. A proposta encontra-se em andamento como trabalho final de conclusão do curso de licenciatura em educação física no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará - Campus Juazeiro do Norte.
Palavras-chave: Educação Física escolar, Negritude. ,Hip Hop,Rap
Oral
Abrir o trabalhoDIÁLOGOS INTER, TRANSDISCIPLINARES E ATIVISMOS ENTRE GRUPOS DE ESTUDOS ACADÊMICOS SOBRE IDENTIDADE, RAÇA E GÊNERO.
FRANCISCO RAULE DE SOUSA
As interações dos/as componentes de grupos de estudos no âmbito acadêmico ampliam-se com suas participações em outros grupos de temáticas diversas. As discussões fomentadas nesses grupos cooperam à capilaridade do ativismo de grupos como os de negras, negros e LGBTQ+, uma evidência disso são suas nomenclaturas apontando à agenda sobre identidade, raça e gênero. O presente trabalho objetiva discutir com base na perspectiva inter e transdisciplinar do conhecimento (MOITA-LOPES, 2011, 2006; CAVALCANTI, 2006) como se dá essa interação entre dois grupos de estudos: GEDIRG – Grupo de Estudos sobre Identidade Raça e Gênero e NEEHDREM – Núcleo de Estudos em Educação, História, Diversidade, Raça, Etnia e Movimentos Sociais. Inicialmente, esses grupos serão descritos de acordo com as principais temáticas que os nomeiam e seus objetivos de atuação na comunidade acadêmica, dentre os quais constam a promoção do ativismo e da educação como prática de liberdade (FREIRE, 1999; HOOKS, 2013). Em seguida, serão apresentados os textos e autores/as adotados nos debates durante seus encontros. Por fim, relacionaremos outros grupos de estudos dos quais os membros de ambos participam, visando identificar pontos de interseções temáticos que fortaleça o ativismo sobre as temáticas identidade, raça e gênero. Pretende-se, assim, obter um cenário que reafirme esses grupos de estudos como imprescindíveis na construção de redes de saberes fortalecedoras de ativismos e resistências no interior do Ceará.
Oral
Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS, ENSINO DE HISTÓRIA E A "GRADE" CURRICULAR DE SABER.
VILARIN BARBOSA BARROS
Temos como objeto de estudo o ensino de história. Visamos estudá-lo a partir da análise de seus currículos e através de experiências de cursos de extensão e formação continuada para professores(as) da Educação Básica realizados pela Universidade Estadual do Ceará, no campus de Quixadá: FECLESC / UECE. Como perspectiva, recorremos aos estudos pós-coloniais sobre a influência, especialmente, de Frantz Fanon e Achille Mbembe, pensando, enfim, alguns desafios postos no contemporâneo e a desnaturalização de uma educação colonial. Talvez vivamos, mesmo, expressivamente, um tempo marcado por mudanças e com características de incertezas, um tempo onde a marca do relativismo e multiculturalismo se fazem presente. Aliás, essas configurações se manifestam de distintas maneiras e em diversos espaços, revelando-se, muitas vezes, através da luta de povos indígenas, nos movimentos negros, das mulheres, e em conflitos entre povos que buscam o direito de suas territorialidades. Mas, como isso se expressa em nossos currículos? Que formação, ação e maneiras de saber e fazer se expressam em nossos projetos pedagógicos? Nosso estudo poderá contribuir para a descolonização epistemológica tão fortemente naturalizada em nosso cotidiano acadêmico.
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR E A CORPOREIDADE DA MULHER NEGRA: tema para as aulas no ensino médio
ANDREZA FERREIRA DE OLIVEIRA
O trabalho evidencia a Educação Física escolar como área do conhecimento que pode contribuir para o empoderamento, resistência, reconhecimento e visibilidade da cultura negra, sobretudo a corporeidade da mulher negra. A afirmação da negritude na nossa sociedade tem se tornado um ato de resistência, uma vez que o corpo é apresentado como um ser marginalizado. Para as mulheres negras o olhar pesa sobre o seu corpo, visto que, teve sua imagem deturpada no processo colonial. O empoderamento negro trouxe um olhar diferenciado para as mulheres negras, pois as apresenta como donas das suas histórias trazendo assim representatividade para o movimento. Desse modo, o objetivo desse trabalho é analisar a representatividade e a corporeidade da mulher negra no contexto escolar nas aulas de Educação Física, promovendo uma educação antirracista na construção de identidades para as relações étnico raciais e de gênero. Sendo assim, as contribuições teóricas de Carneiro (2018), Ribeiro (2018), Ratts (2010), Rios (2010) e Davis (2017) entre outros, constroem o referencial do trabalho. A presente proposta encontra-se em andamento como trabalho final para a conclusão do curso de licenciatura em Educação Física. A metodologia tem caráter qualitativo com ênfase na pesquisa-ação que envolverá estudantes do último ano do ensino médio de uma escola da rede pública, a E.E.E.P. Anderson Borges de Carvalho (LICEU) ensino médio-técnico na cidade de Juazeiro do Norte.
Oral
Abrir o trabalhoGRUPO DE ESTUDOS QUILOMBOLAR: compartilhando saberes e descolonizando práticas em Psicologia
RAYANA VASCONCELOS DA COSTA; Luiz Eduardo Almeida Cabral de Melo; Vitor Batista de Melo
A partir da percepção de que o racismo participa das formas de subjetivação e produção de sofrimento psíquico na população negra, afirmamos a necessidade de tal temática ser abordada nos currículos dos cursos de Psicologia. Nesse contexto, a insurgência desse grupo se deu pela dificuldade inicial de acadêmicos negros em buscar orientação para trabalhos de conclusão de curso e de residência multiprofissional que pautassem Saúde Mental e questões raciais. No sentido de fortalecer e amplificar a Lei 10.639/03, o grupo interdisciplinar de estudos e pesquisas Quilombolar, nascido no curso de Psicologia da UFC, se propõe também a discutir a pertinência desse debate no âmbito universitário. Enquanto experiência de resistência e acolhimento, grupo tem se tornado multirracial, ampliando a participação de sujeitos das áreas de Psicologia, Comunicação Social e Letras. As discussões do grupo têm perpassado as temáticas de racismo e saúde mental, branqueamento, branquitude, morte da população negra, epistemicídios e o fazer clínico que considere as racialidades e, além de textos acadêmicos, usamos ainda vídeos, filmes e músicas como disparadores para as reflexões. Assim, em resposta à hegemonia epistêmica branca, temos buscado contribuições de autoras e autores negras e negros, de áreas variadas que centralizam a raça nas suas produções, como bell hooks, Neusa Santos Souza, Abdias Nascimento, Sueli Carneiro, Frantz Fanon e Angela Davis.
Palavras-chave: saúde mental, racismo, descolonização, branquitude, epistemicídio
Oral
Abrir o trabalhoIdentidade e pluralidade racial e social no Ceará:uma luta diária pela busca da igualdade
FÁBIA JANAÍNA MARCIEL DA SILVA; Antônio Juscelino Barbosa dos Santos
IDENTIDADE E PLURALIDADE RACIAL E SOCIAL NO CEARÁ: UMA LUTA DIÁRIA PELA BUSCA DA IGUALDADE Fábia Janaína Marciel da Silva Antônio Juscelino Barbosa dos Santos Mestrandos em Ensino de História pela Universidade Regional do Cariri - URCA RESUMO Esse sucinto artigo tem como objetivo refletir sobre o processo de identidade do povo cearense, perpassando de forma resumida sobre o processo de escravidão, submissão e preconceito que foram impostos a indígenas, africanos e afro-brasileiros, como forma de considerá-los grupos inferiores pelo restante da população branca, e também pela inserção da história indígena e africana nos livros escolares. Busca compreender as considerações sobre identidade racial feitas pelas DCNEB. A metodologia utilizada foi uma pesquisa bibliográfica com autores que abordam a temática e que refletem sobre conceitos como meritocracia e democracia racial. Analisa formas de verificar o racismo no cotidiano da sociedade, trazendo alguns aspectos utilizados no combate às práticas discriminatórias na sociedade atual para que a luta contra o racismo e o preconceito de cor e de classe sejam alcançados,gradativamente. Por fim, comenta-se a necessidade de práticas pautadas na luta e na defesa dos direitos sociais que independem de etnias, para o alcance de uma sociedade menos conflituosa trazendo a tão sonhada igualdade jurídica, social e cultural que todos almejam. Palavras-chave: identidade racial, preconceito, igualdade social.
Palavras-chave: identidade racial,preconceito
Oral
Abrir o trabalhoIDENTIDADES NEGRAS NO BRASIL: breves considerações sobre o Teatro Negro
DRIELLY NASCIMENTO HOLANDA
O presente resumo evidencia alguns apontamentos a respeito do Teatro Negro e sua relação com o fortalecimento de identidades negras no Brasil, a fim de compreendê-lo como um instrumento de potencialização de identidades “positivas” de negros e negras. Tendo em vista que, o processo de produção dessas identidades corresponde a um dos produtos do modo de produção escravista, que produziu no seio societário a definição dos lugares de negros e negras, ancorados sob o viés da subalternização e depreciação dos mesmos. Ademais, a miscigenação denota-se como um elemento fundamental para compreendermos as identidades da população negra que, por conseguinte, dará margens para criação falaciosa de uma democracia racial, ou seja, o ideário de que não há conflitos raciais no país. Dessa maneira, compreendendo como se estruturam as relações raciais no Brasil, observa-se a importância do movimento negro na luta e conquistas dos direitos sociais, nesse meio o Teatro Negro componente desse movimento, se destaca na representação de identidades, como um espaço no qual os artistas trazem questionamentos sobre a discriminação racial, propondo novas formas de representação da figura do negro na sociedade, visando um fortalecimento identitário. Por meio dele é possível tanto um resgate da memória cultural da população negra, quanto a visibilidade nas representações de negros e negras, salienta-se que por meio de uma luta multidimensional, o Teatro Negro pretende alcançar diversas esferas sociais.
Palavras-chave: Identidades negras,Teatro negro,Relações racias
Oral
Abrir o trabalhoLEI Nº 10.639: UMA PROBLEMÁTICA ANALISADA NO ENSINO FUNDAMENTAL
ALIANA FRANCISCA DA SILVA; Rosália Felipe da Silva
O presente trabalho visa discutir a relevância das questões etnicorraciais no âmbito educacional, a importância da discussão acerca da Lei 10.639/03 e as questões de africanidades no contexto escolar. Nesse sentido trata-se de uma pesquisa exploratória de campo propondo analisar a aplicabilidade dessa lei nas instituições de ensino infantil e fundamental das cidades de Brejo Santo e Porteiras. Ambos os municípios situados no Estado do Ceará, fazendo parte da microrregião Brejo Santense. Na coleta de dados utilizou-se dos métodos quali-quantitativos, assim como uma entrevista semiestruturada que abarcou os/as docentes e os gestores. Ressaltando-se que a análise de documento vem focando nos estudos dos Projetos Políticos Pedagógicos os quais possibilitam compreender a dinâmica organizacional de ensino nas escolas. Para este trabalho foi realizado um recorte analítico no que se refere as perguntas elaboradas na aplicação com os participantes. Tal recorte se institui a partir dos seguintes pressupostos: tratamento com as questões de africanidades; conhecimento da lei e abordagem/ou não no mês de novembro. Concluiu-se que mesmo com a obrigatoriedade da lei ainda se perpetua dificuldades na sua implementação, tanto na abordagem dos PPPs, quanto pelos professores/as e gestores, gerando assim um fluxo contínuo de práticas eurocêntricas.
Oral
Abrir o trabalhoNEGRITUDES EM INTERAÇÃO: reflexão etnográfica sobre identidade e identificação racial na cidade de redenção
AMANDA JANICE SOARES GOMES
Redenção foi o primeiro município a receber a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira, o "Projeto Unilab" - um dos braços da "cooperação Sul-Sul" - tem “como missão institucional específica formar recursos humanos para contribuir com a integração entre o Brasil e os demais países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP" em especial os países do continente africano. De forma prática a UNILAB disponibiliza vagas para discentes que sejam originados de países que sofreram com o regime colonialista português e por isso encontramos em sua grade de estudantes: brasileiros, cabo-verdianos, guineenses, são-tomenses, angolanos, moçambicanos e timorenses. Todos, com exceção de Timor-Leste, são países de população majoritariamente Negra. Cada aluno traz consigo vivencias únicas de experiencias baseadas nas diversas realidades sociais que deram origem a sua cosmopercepção, levando a concepções sociais diferentes no que diz respeito a diversos aspectos culturais e isso inclui a forma que a negritude é vivenciada. Esse relato etnográfico tem como objetivo reconhecer aspectos em cada país representado dentro da UNILAB que possam ser classificados como uma expressão de negritude, segundo Aimé Césaire. Reconhecer e enaltecer formas de expressões culturais negras e nesse processo perceber maneiras que o racismo age, pois assim como existem diversas negritudes existem diversos racismos e o crescimento de um é o combate direto ao outro.
Palavras-chave: Negritude,Integração,Territorialidade,Identidade
Oral
Abrir o trabalhoPENSADORES NEGROS E O PENSAMENTO SOCIOLÓGICO NO BRASIL NO SÉCULO XX: um balanço biográfico e teórico.
JOAO EDUARDO TOME ARAUJO
O presente trabalho se propõe a lançar olhar sobre a produção de autores/as negros/as no campo do pensamento sociológico no Brasil, trazendo à tona do debate trabalhos de sujeitos que perpetraram reflexões sobre a sociedade brasileira que por vezes não adquirem notoriedade no mesmo, no intuito de dar visibilidade às questões e problemáticas postas e discutidas por estes sujeitos, bem como de que forma se inserem e quais suas implicações para o campo em questão. Nesse sentido foram levantados dados biográficos e da produção bibliográfica de cunho sociológico de autores/as negros/as no contexto da sociologia no Brasil no século XX. Com base nisso, inicialmente são apresentadas informações sobre a vida e formação desses sujeitos; em seguida desenvolve-se uma discussão sobre o caráter das produções, os temas de pesquisa e principais contribuições – conceitos, formulações teórico metodológica - desses autores, em uma proposta de sistematizar essa produção e, por fim, reflete-se como as mesmas foram assimiladas no contexto amplo do pensamento social/sociológico brasileiro.
Palavras-chave: Pensamento sociológico,Pensamento Social,Racismo
Oral
Abrir o trabalhoPor Uma Linguística Antirracista, Decolonial e Militante
MARCO ANTONIO LIMA DO BONFIM
O conceito de língua enquanto uma noção científica ocidental para investigar a linguagem humana é uma invenção política-linguística-retórica. A ideia de língua como um sistema linguístico fechado em si e por si, fundada pela linguística moderna saussureana serviu (e ainda serve) como um instrumento da colonização e da colonialidade do saber/ser/poder (MIGNOLO, 2006; MALDONADO- TORRES, 2016, PINTO, 2010). Desse modo, faz-se necessário descolonizar a noção língua herdada dessa tradição eurocêntrica visando a construção de novas configurações de conhecimento e de poder acerca de nossas práticas linguísticas rumo a uma Linguística Decolonial. Nesse sentido, esta apresentação é oriunda de minhas recentes reflexões, como um linguista aplicado negro e militante, acerca dos ganhos epistêmicos oriundos de publicações de vários linguistas brasileiros/as (ALENCAR, 2014, MUNIZ, 2016; RAJAGOPALAN, 2003, 2004, 2014; MOITA LOPES, 2006; 2013; SILVA, 2014; SIGNORINI, 2008; 2018; PINTO, 2010, 2013) no que se refere a uma virada decolonial, antirracista e militante no modo de teorizar e praticar linguística neste cenário sociolinguístico-político-cultural-econômico cada vez mais complexo, especificamente aqui Brasil. Para tanto, além destas/es autoras/es mobilizarei, junto ao meu ato de fala (AUSTIN, 1962), autoras/es negras/os, como Grada Kilomba (2016), Frantz Fanon (2008), bell Hooks (2013), Sinfree Makoni; Ulrike Meinhof (2006) e Nilma Lino Gomes (2017).
Palavras-chave: Linguística Decolonial,Língua,Racismo epistêmico
Oral
Abrir o trabalhoPSICOLOGIA, RACISMO E SAÚDE MENTAL: para uma disposição ética antirracista.
MANOEL NOGUEIRA MAIA NETO; Raimundo Cirilo de Sousa Neto; Tauanaiara Nogueira de Morais
A partir de relatórios oficiais, como a Cartilha de Óbitos por Suicídio entre Adolescentes e Jovens Negros de 2012-2016 e o Atlas da Violência de 2018, é perceptível a necessidade de se fazer discussão na perspectiva racial inserida na área da Saúde Mental, principalmente considerando a negritude como fator de risco para a população negra, que se figura como majoritária. Considerando o branqueamento populacional como uma política sócio-racial no Brasil, no período dito pós-abolição, as Psicologias constituíram área das ciências que deu legitimidade estatal para esse projeto de governança do fazer viver e deixar morrer da população negra. O objetivo deste trabalho é voltar-se para as atualizações dessa herança racista no ensino e exercício profissional em Psicologia, promovendo provocações radicais (de raiz) às áreas de atuação e as epistemes psicológicas. Para tal, nos utilizaremos dos conceitos de branquitude, aqui considerada como estranhamento à referência branca imposta de humanidade para sujeitos individuais e coletivos; o Mito da Democracia Racial, que dá base para refletir sobre as nuances de um racismo à brasileira; e colonialidade, como uma política de dominação que se atualiza criando lugares hegemônicos de poder e de submissão. Por fim, o intuito desse trabalho é de direcionar questionamentos estéticos, políticos e epistêmicos às Psicologias buscando promover, pela reflexão, disposição ética antirracista ao ensino e exercício profissional na área.
Oral
Abrir o trabalhoQUESTÕES DE GÊNERO, CLASSE, RAÇA E DIREITO: o ônus da maternidade em Quarto de despejo de Carolina Maria de Jesus
LIVIA MARIA NASCIMENTO SILVA
O presente trabalho tem o intuito de analisar a obra “Quarto de despejo – diário de uma favelada” de autoria de Carolina Maria de Jesus (2006), buscando relacioná-lo as problemáticas que giram em torno do ônus da maternidade, a partir de uma abordagem interseccional que englobe a realidade das mulheres negras, mães e pobres. Para tanto, a investigação parte de um estudo qualitativo de natureza bibliográfica, na qual se buscou estudar a obra traçando paralelo com temas relativos às particularidades das mulheres negras. Sendo assim, não se pretende com esta pesquisa discutir o exercício da maternagem como um problema a ser solucionado, mas sim compreender como esse papel socialmente atribuído unicamente as mulheres interferem na vida profissional destas quando sua situação é de vulnerabilidade, pois além do entendimento que o sistema estrutural da sociedade toma como base preceitos racistas, classistas e patriarcais, a falta de políticas públicas se apresenta como um obstáculo para o pleno exercício da cidadania dessas sujeitas, já que as privam de terem acesso a direitos fundamentais.
Palavras-chave: Mulheres negras,Maternidade,Direito,Carolina Maria de Jesus,Quarto de despejo
Oral
Abrir o trabalhoSOBRE A HISTÓRIA QUE A HISTÓRIA NÃO CONTA: POR CONTRANARRATIVAS EPISTEMOLÓGICAS
CARLL SERENA DE SOUZA; Elisabeth Maria Oliveira dos Santos
A construção do conhecimento é muito diversa. Entre essa diversidade, acontecem historicamente disputas pela hegemonia do saber que por um longo tempo canonizaram nos anais da história uma perspectiva eurocêntrica e logo mais norte americana. Sabendo disso, o presente trabalho pretende, a partir do estudo de três casos, evidenciar a materialidade do epistemicídio em nível estrutural. Neste ensaio apresenta-se a experiência de três mulheres negras inseridas em espaços de produção e promoção do saber, bem como suas respectivas tentativas por disputar um lugar na produção de conhecimento. Tais experiências são impactadas pela presença predominante da perspectiva branca e suas narrativas históricas no campo científico. Nos atentamos mais especificamente em apontar como a subjetividade de mulheres negras são atravessados por variadas formas de opressões no cotidiano e como tais experiências são internalizadas em diferentes momentos históricos obedecendo uma condição de controle organizada pelo racismo estrutural. Racismo esse, que as nega o direito de fala, e o direito de se reconhecerem enquanto protagonistas da construção de um saber científico e coletivo.
Palavras-chave: Antropologia,contranarrativas, epistemicídio racial, descolonização
Oral
Abrir o trabalhoTECENDO TRAJETÓRIAS COLETIVAS DE VIDA: A experiência do Projeto mulheres negras resistem no estado do Ceará.
LINIANE DE CÁSSIA SANTOS; JÉSSICA SILVA DE SOUSA
O presente trabalho aborda a experiência do Curso de Extensão universitária Mulheres Negras Resistem, que possui como público alvo mulheres negras cearenses. O curso objetiva fomentar o protagonismo feminino e negro, bem como a formação teórica e política, de, com e para mulheres negras com vistas a preparar quadros de representação social e política. Para o desenvolvimento deste trabalho utilizamos Pesquisa bibliográfica e de Campo. Como técnica de coleta dos dados foi possível o uso de Observação participante visto que as autoras compuseram o quadro de cursistas do Projeto em discussão. Os aspectos teóricos foram elaborados a partir da compreensão teórico-metodológica da Interseccionalidade articulando as categorias raça, classe e gênero. Como resultados da experiência do projeto em pauta trazemos aspectos do fortalecimento identitário das cursistas demonstrado no trabalho de conclusão de curso de uma das autoras deste trabalho, bem como a inserção das cursistas em espaços como a pós-graduação, residências universitárias da área da saúde e intercâmbio nos Estados Unidos.
Palavras-chave: Resistências coletivas, Projeto mulheres negras resistem
Oral
Abrir o trabalhoUTILIZAÇÃO DA POLITICA DE COTAS PARA ACESSO A PROGRAMAS DE POS- GRADUAÇÃO – Experiência na Fiocruz Ceará
LUCIANA LINDENMEYER
A Fiocruz é uma Instituição centenária que, em 2019, completa 119 anos de existência atuando na área da saúde com ampla contribuição na inovação, ciência e tecnologia para as mais diversas doenças observadas no país. Uma instituição como essa é referência nacional e internacional em várias temáticas e precisa acompanhar as políticas públicas que visam reduzir as iniquidades da sociedade. Uma dessas iniquidades que observamos são as oportunidades nos cursos de pós-graduação oferecidos pela instituição. O trabalho teve como objetivo discutir no âmbito de uma instituição de pesquisa, ensino na área da saúde quais os impactos gerados pelo racismo que atravessa a sociedade ao longo dos anos e como superá-los. Foram realizados encontros em dias alusivos ao Dia Internacional da Mulher e ao Dia de Luta contra o racismo/Consciência Negra. A ação foi conjunta com o Comitê Pro-Equidade de Gênero e Raça da Fiocruz e realizada no ano de 2018, na sede localizada no município de Eusébio, Ceará. Ambos os debates foram muito qualificados e trouxeram dados da realidade cearense para que todos os envolvidos nas ações de educação da Fiocruz pudessem entender a dimensão e o impacto de práticas de ruptura e superação do estado anterior. As ações despertaram para maior sensibilidade dos profissionais envolvidos na Fiocruz Ceará, sinalizando a disponibilidade de vagas de estágio curricular não obrigatório destinadas a candidatos negros, bem como a mesma previsão em programas de pos-graduação.
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoOral
Abrir o trabalhoO EXEMPLO, as masculinidades negras em periódicos de 1902
FELIPE RICARDO VIEIRA LOPES
Entendemos que pensar os corpos negros é imprescindível para a historiografia, abordando essa temática através de olhares outros, pois, mesmo com toda uma historiografia que lida com este tema, ainda há espaços a serem estudados e problematizados pelas ciências humanas de modo geral. Sendo assim, o presente trabalho tem por tema o homem negro e suas subjetividades, interpretamos que as construções das suas masculinidades perpassam várias formas de analise. Tentamos aqui pensar esse homem, que historicamente foi desligado de sua humanidade desde a escravização do seu corpo, a construção de estereótipos que maculam suas imagens (Fanon, 2008), o negro é assim uma idéia/invenção do que é ser outro ou ainda nem é possibilitado o lugar do outro a essa pessoa, no que Mbembe(2014) chama de altericidio. Assim a vários campos de estudos nos dão ferramentas para refletir sobre essa questão, um deles são os estudos de gênero, que trazem a concepção do gênero como algo histórico a ser analisado, a partir disso pensar o homem como geneirificado – ou seja possuindo gêneros – é central ao presente trabalho, pois, com base nisso temos como entender os homens e suas subjetividades, mais especificamente suas masculinidades, com isso, estudar as masculinidades negras como sendo uma vertente dos estudos de gênero, como o feminismo negro tem feito com bell hooks e tantas outras autoras.
Palavras-chave: Imprensa,Homens negros,Colonialismo,Masculinidades
Oral
Abrir o trabalhoPalavras-chave: Educação Física Escolar, Lei 10.639/03,Educação antirracista
Oral
Abrir o trabalhoAFRICANIDADES NA SALA DE AULA: Análise da percepção discente sobre o racismo e o preconceito nas relações étnico-raciais
BEATRIZ GONCALVES DE LIRA
O presente artigo tem o foco central de discussão a promoção de debates sobre negritude dentro da escola. Objetivou-se analisar a percepção discente sobre o racismo e o preconceito nas relações étnico-raciais. O estudo é um recorte dos resultados de uma intervenção em uma escola de ensino médio em tempo integral, localizada em Caririaçu-CE, cuja intervenção foi pautada na educação para a relações étnicos raciais por meio da disciplina eletiva Jogos e Africanidades, criada e ministrada pela autora. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de campo, de cunho descritivo. Para coleta de dados foi utilizado um questionário aberto que fora aplicado para contar como processo avaliativo dos alunos na disciplina. A população e amostra foram 21 alunos da turma com faixa etária 14 a 15 anos. Os resultados obtidos mostram as concepções confusas sobre o racismo institucional, racismo religioso, padrões estéticos. Mediante a pesquisa foi possível notar que os alunos ainda estão carregados de uma percepção negativa em relação aos aspectos da cultura afro brasileiros fruto de uma sociedade preconceituosa que camufla o racismo no dia a dia criando estereótipos. Por fim, destaca-se a necessidade de disciplinas como esta permanecerem sendo ministrada na escola, bem como a implementação da temática nas disciplinas obrigatórias, com base na lei 10.639/03 a fim de promover a educação antirracista e reparar o dano causada pelo racismo na construção da identidade da juventude.
Palavras-chave: Africanidades, Lei 10.639/03, Racismo, Relações étnico-raciais.
Oral
Abrir o trabalhoAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS NAS ICONOGRAFIAS SOBRE OS POVOS INDÍGENAS NO BRASIL NOS LIVROS DIDÁTICOS E O ENSINO DE HISTÓRIA A PARTIR DA LEI Nº 11.645/ 2008 (2015 - 2018).
JOSELENE DOS SANTOS MACIEL
A pesquisa que estamos realizando tem por objetivo investigar e analisar as representações sociais sobre os povos indígenas no Brasil nos livros didáticos de duas coleções aprovadas e divulgadas nos guias de obras didáticas do Programa Nacional do Livro Didático para o Ensino Médio- PNLEM – nos anos de 2015 e 2018. Com a pesquisa proposta pretendemos analisar os registros, as continuidades e as reformulações nas representações sociais nas iconográficas e nos conceitos tratando dos povos indígenas nos livros didáticos e no Ensino de História. Serão analisadas documentações oficiais como o Parecer do CNE/CEB nº 14/2015, o Documento Técnico Consolidado- Estudos para regulamentar a Lei nº 11.645/2008- publicado no ano de 2012, pelo Conselho Nacional de Educação/UNESCO, os Editais de Convocação do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), dos anos de 2015 e 2018 e os Guias dos livros didáticos de História dos respectivos anos. Na perspectiva do Ensino de História, a partir da implantação Lei Nº 11.645/2008, pretendemos analisar que mudanças ocorreram no Currículo Escolar da disciplina de História.
Oral
Abrir o trabalhoASPECTOS DE UMA EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA EM UMA ESCOLA PÚBLICA DE FORTALEZA-CE: Lei 10.639/2003 e abordagem metodológica
ANDERSON SOUZA OLIVEIRA
O presente trabalho tem como objetivo discutir como a escola se torna tangencialmente um espaço de desigualdades a partir dos aspectos prático e metodológico, tomando o aspecto judicial, da Lei nº 10.639/03. Aqui, faremos um recorte racial sobre os corpos que estão neste local. Durante muito tempo a esta instituição foi creditada a ascensão social, através de trabalho. Porém, na leitura de Pierre Bourdieu (1960) é possível ver que existem outras questões latentes para se problematizar a escola. A partir de pesquisa bibliográfica e a partir de entrevistas com roteiros semi-estruturados, buscou-se compreender quais os impactos da Lei nº 10.639/03 em uma escola pública localizada na cidade de Fortaleza- CE: se ela é cumprida ou não, como a mesma é trabalhada em sala de aula, Além desse aspecto, se refletirá acerca das metodologias usadas em sala, no que toca, principalmente, como as questões étnico-raciais são trabalhadas em sala de aula. Será possível observar em alguns momentos uma discussão também sobre a gestão da escola, já que toda a prática docente perpassa as questões hierárquicas que essa instituição possui. Numa perspectiva de crítica, este trabalho também tem um papel político de retificar o papel da educação no combate do racismo.
Oral
Abrir o trabalhoATIVISMO EM REDE E PEDAGOGIA DECOLONIAL: estudo sobre processos formativos de mulheres negras no YouTube
TATIANA SANTOS DA PAZ
As redes digitais de comunicação ampliaram as possibilidades e formas de atuação dos movimentos sociais e se tornaram um espaço de atuação política, no qual os actantes dessas redes constroem narrativas acerca das suas pautas e reivindicações. No contexto da atuação em rede, destacamos a ação ativista de mulheres negras no YouTube, que tem como pano de fundo a afirmação da identidade estética da mulher negra. Este trabalho teve como objetivo analisar como o conteúdo das narrativas audiovisuais construídas por mulheres negras e compartilhadas no YouTube podem mobilizar processos formativos. Para isso, foram analisadas as trocas estabelecidas no contexto da postagem de 12 vídeos nos canais de 3 mulheres negras e na observação das suas ações em rede, especialmente nesta plataforma. A metodologia da pesquisa possuiu abordagem qualitativa e os procedimentos metodológicos foram organizados em duas principais técnicas: observação participante e a entrevista semiestruturada. As ações dessas mulheres apontam apropriações midiáticas de caráter político e emancipatório no que se refere aos padrões estéticos de beleza. Seja através do compartilhamento do processo de transição capilar pelo qual passaram, seja pela socialização de suas experiências com o racismo, elas constroem um discurso político de afirmação da identidade da mulher negra através das suas histórias de vida, o que aproxima as suas experiências formativas da perspectiva de uma pedagogia decolonial.
Palavras-chave: Processos Formativos,Mulheres Negras,YouTube,Pedagogia Decolonial
Oral
Abrir o trabalhoDISCUTINDO COTAS RACIAIS NA EDUCAÇÃO BÁSICA: UMA AÇÃO DO PIBID MULTIDISCIPLINAR NA ESCOLA JOSÉ ALVES DE FIGUEIREDO
ANTÔNIA LUCIVANIA DA SILVA
Abordaremos acerca de atividades realizadas na Escola José Alves de Figueiredo pelo PIBID multidisciplinar, o qual tem a temática raça como um de seus eixos norteadores. Desatacaremos ações que tiveram como proposta tratar das cotas raciais implantadas pela lei 12.711/2012, que se encontra em vigor, porém desconhecida ou mal compreendida por parte significativa dos estudantes, o que ficou bastante evidente durante as aulas do ano de 2018. Partindo desta constatação, realizamos, em 2019, palestra e roda de conversa nas quais foi apresentada a lei das cotas, os dados históricos e estatísticos que justificam a necessidade de sua existência, ressaltando o processo de luta para a criação dessa política afirmativa, a fim de que os alunos soubessem que elas são resultados de lutas políticas, chamando ainda a atenção para a necessidade de que os estudantes conheçam essa lei de inclusão e que dela façam uso como forma de ocupar os espaços de poder. Os estudantes se mostraram participativos e muitos colaboraram relatando casos de preconceito racial sofrido por eles ou por seus conhecidos, e até mesmo mostraram alguma familiaridade com o conceito de representatividade. Como base para esta ação, recorremos ao texto de Djamila Ribeiro (2018) “Ser contra as cotas raciais é concordar com a perpetuação do racismo” e a outros autores como: Nascimento (2006), Dávila (2006) Flauzina (2006) para compreender os processos históricos de exclusão e negação do povo negro.
Oral
Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO ANTI-RACISTA: METODOLOGIAS E CONTRIBUIÇÕES PARA A EDUCAÇÃO
SIMONY VIEIRA
Neste trabalho, apresento uma análise das contribuições significativas das práticas de combate ao preconceito dentro do contexto escolar. Estudo de caso voltado para experiências realizadas com crianças da educação infantil e Ensino Fundamental, analisando as construções estratégicas ou pedagógicas anti-racistas com o objetivo de erradicar os preconceitos raciais. As reflexões aqui contidas nascem de minhas crenças nas diversas possibilidades de se propor metodologias para uma educação anti-racista. Dessa forma, problematizo alguns entendimentos teóricos práticos sobre artefatos culturais que possam dar suporte e ferramentas para a construção de ações positivas pedagógicas. Nessa perspectiva, a escola torna-se um dos espaços essenciais para a promoção de discussões pertinentes sobre o pensar e fazer pedagógico diante de temáticas como a desigualdade racial e seus reflexos para a sociedade. Apesar do surgimento da lei 10.639/03, as escolas ainda continuam despreparadas para tratar das questões étnicos raciais e colocá-las em seu cotidiano.Isso deixa de ressaltar a importância de sua cultura e trazendo-a apenas em datas comemorativas de forma pontual e engessada.
Oral
Abrir o trabalhoEducação e Gestão Escolar Quilombola: avanços e desafios locais na comunidade de Alto Alegre – Horizonte/CE
ANTONIO JEOVANE DA SILVA FERREIRA; ESTER ARAÚJO LIMA DA SILVA
O presente trabalho visa trazer à baila, bem como ampliar, uma discussão em curso e tensionada no âmbito educacional cearense e que diz respeito às múltiplas experiências e disputas entorno da construção de uma educação diferenciada, como no caso quilombola. Trata-se, portanto, de uma reflexão cujo escopo central foi o de compreender a relação entre escola-quilombo e quilombo-escola, tomando como base a percepção da educação e da gestão escolar a partir de uma escola de ensino fundamental que atende a comunidade quilombola de Alto Alegre, localizada em Horizonte, metropolitana de Fortaleza/CE. A metodologia se delineou através de uma pesquisa exploratória e bibliográfica, de abordagem qualitativa, cuja coleta de dados deu-se a partir de entrevistas semi-estruturadas. A partir desta empreitada foi possível constatar que há um desconhecimento generalizado dos princípios básicos que orientam a educação e a gestão escolar quilombola, bem como um embate entre a percepção da díade estabelecida entre igualdade e diferença. Além disso, aspectos como o Projeto Político-Pedagógico (PPP), alimentação, material didático e outros, não suprem a necessidade e realidade étnico-racial em que a escola está inserida o que reforça, portanto, a reprodução dos padrões eurocêntricos, colonialistas e anti-quilombo.
Palavras-chave: Educação,Gestão Escolar,Quilombo,Alto Alegre
Oral
Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO, RACISMO E DESIGUALDADES ÉTNICO-RACIAIS NO BRASIL: a necessidade de uma educação antirracista.
EDIVÂNIA FERREIRA AGOSTINHO
Este trabalho busca refletir a centralidade da Educação no processo de construção de uma sociedade antirracista. Para tal, procurarei discutir o enraizamento histórico do racismo na sociedade brasileira, o processo de sua construção que se deu cientificamente em meados do século XIX e a necessidade da sua desconstrução. Por meio da analise das políticas educacionais surgidas no contexto da redemocratização brasileira, isto é, após 1985, que buscaram incorporar, em maior ou menor grau, a questão da diversidade étnico-racial do Brasil, problematizarei a relação entre Educação e antirracismo, buscando assinalar a premente necessidade da utilização da Educação como instrumentos de valorização da população negra brasileira, assim como da construção de uma sociedade mais justa, plural e igualitária. Nesse sentido, é válido ressaltar que o processo de efetivação dessas politicas educacionais ocorre a passos lentos o que consequentemente leva a não consolidação desse projeto de educação antirracista, mantendo assim a população afro-brasileira alijada de direitos básicos, como o da preservação e da valorização de suas histórias e memórias, sendo este um dos muitos desafios a serem enfrentados na contemporaneidade.
Oral
Abrir o trabalhoENSINO DE GEOGRAFIA E EDUCAÇÃO PARA AS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS: ANÁLISE DA IMPLEMENTAÇÃO DA LEI 10.639/03 NO COLÉGIO MUNICIPAL PEDRO FELÍCIO CAVALCANTE EM CRATO-CE
CICERA KAROLINE FERNANDES GOMES; Francisco Joedson da Silva Nascimento
O presente trabalho é parte de uma pesquisa monográfica em andamento e tem como propósito central discutir a história e cultura africana e afro-brasileira no âmbito do ensino de geografia, tendo como experiência prática o processo de implementação da lei 10.639/03 no Colégio Municipal Pedro Felício Cavalcante em Crato-CE. A lei 10.639/03 versa sobre a obrigatoriedade da abordagem da história e cultura africana e afro-brasileira em toda a educação básica. Porém, a referida lei ainda não foi plenamente implementada no Brasil, sua efetivação depende de processos específicos em cada instituição. Reconhecemos que muitos professores encontram dificuldades no exercício da docência. Contudo, tais dificuldades precisam ser enfrentadas ao invés de servirem como subterfúgio para não implementação da lei 10.639/03, pois são conteúdos fundamentais para o entendimento da nação brasileira, bem como para a formação de futuros cidadãos conscientes de sua história, já que a população brasileira é majoritariamente negra. Nesse sentido, o presente trabalho expõe o processo de implementação da lei 10.639/03 nas aulas de Geografia do Colégio Municipal Pedro Felício Cavalcante em Crato-CE, os avanços e pendências, na qual a primeira autora deste trabalho atua como estagiária.
Palavras-chave: Ensino de Geografia,Lei 10.639/03,História e cultura africana e afro-brasileira,Colégio Municipal Pedro Felício Cavalcante,Escola
Oral
Abrir o trabalhoEnsino de História e Africanidades: Potencializando ideias
ANTONIA LANNUZZA GOMES LOUREIRO
O artigo apresenta uma proposta de pesquisa para a Dissertação a ser apresentada como condição para a obtenção de título de mestre no programa ProfHistória da Universidade Regional do Cariri. Versa sobre o processo de implementação da Lei 10.639/03 na EEEP Monsenhor Odorico de Andrade, situada no município de Tauá. A pesquisa tem como intuito a elaboração de ações potencializadoras que visem os trabalhos sobre as temáticas africanas e afro-brasileiras no cotidiano escolar. A disciplina de História, com suas características formativas, é de suma importância na contribuição da construção do caráter cidadão dos alunos. Nas aulas dessa disciplina, temos a oportunidade de discutirmos as relações entre os sujeitos, suas práticas e seus saberes. É a possibilidade de contribuir para o combate ao currículo eurocêntrico que ainda domina nossas produções historiográficas, livros e materiais didáticos. Através das ações elaboradas, pretendemos trabalhar temas como : Combate aos silenciamentos sobre práticas racistas, Representatividade e Identidade como algo em permanente construção, Fomento a posturas antirracistas, Movimento Negro e suas conquistas e Currículo escolar para a Diversidade. Para o embasamento teórico da pesquisa, faremos a leitura das obras de Nilma Lino Gomes, Silvio Almeida, Kabengele Munanga, Henrique Cunha Jr., dentre outros estudiosos do tema.
Oral
Abrir o trabalhoJUVENTUDE NEGRA E AS TURMAS DE EJA NO MUNICIPIO DE IGUATU/CE.
MARYSA KARLYNDA DE SOUZA LACERDA; Hélis Cristina Alves de Lima
A presente pesquisa buscou inserir-se na vertente dos negros, jovens e as turmas de EJA – Educação de Jovens e Adultos em escola da rede Municipal de ensino do Munícipio de Iguatu/CE, buscando entender significados e sentidos atribuídos por estes sujeitos dentro do processo de escolarização que para muitos foi construído nessa modalidade. A escola com turmas de EJA insere-se em campos amplos e cujos momentos de forte luta e resistência precisam ser lembrados, a fim de mostrar à sociedade e ao próprio público de EJA e aos jovens negros a discussão da diversidade que passa a permear a luta política, social e constitucional dos campos de EJA. Quando se revista o contexto panorâmico educacional do país, percebe-se que todos estes períodos foram marcados por inúmeras lutas. Pesquisa desenvolvida durante o ano letivo de 2018, em escolas da zona urbana do munícipio de Iguatu/Ce que atendem jovens e adultos no turno da noite, e encontram-se inseridos no mercado de trabalho. Foi desenvolvida através de uma pesquisa bibliográfica e logo após uma pesquisa de campo desenvolvida ao longo do ano com visitações, questionários. Os jovens que participaram da pesquisa relatam que a busca pelo emprego e manter-se nele, a luta por uma melhor qualificação é em alguns casos barrada quando o assunto é étnico-racial. O tema encontra-se em constante mudança e torna-se necessário que a formação humana ande em conjunto com a formação escolar.
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoLEI Nº 10.639/2003 E A FORMAÇÃO DE PROFESSORES: desafios da Educação Intercultural no ensino de História no espaço escolar
YOHANA MARIA MONTEIRO AUGUSTO DE ALENCAR; Miguel Melo Ifadireó
A relevância do trabalho em tela está na discussão sobre as desigualdades entre brancos e negros na educação é alarmante. Diante de tais situações se faz mister a necessidade de políticas específicas que revertam esses atos, trazendo de forma positiva para a sociedade sobre importância do povo negro, suas culturas, seus ensinamentos e o sofrimento dos mesmos para a construção social, política e econômica do país. A Lei nº 10.639/2003, que altera a Lei nº 9.394/1996 de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e estabelece a obrigatoriedade do Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana bem como as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico Raciais, buscaram traçar orientações curriculares nacionais para os diversos níveis da educação brasileira. Tais diretrizes tem como objetivo promover dentro da sala de aula discussões sobre as relações étnico-raciais existentes; ensinar sobre a cultura negra silenciada por tantos anos, bem como a formação dos profissionais da educação, em especial os docentes, sobre a aplicabilidade da Lei em questão. O objetivo geral do trabalho é investigar, a partir das contribuições teóricas da abordagem da Educação Intercultural e das Diretrizes e Bases da Educação Nacional, as ambivalências com o Outro, ou seja, como a história e cultura do Negro vem sendo debatida no campo educacional. A pesquisa tem como fundamento epistemológico a adesão metodológica eminentemente bibliográfica e documental, tomando como
Oral
Abrir o trabalhoMETODOLOGIAS ATIVAS: A CONTRIBUIÇÃO DO PIBID NA ABORDAGEM DAS QUESTÕES RACIAIS NO COLÉGIO JOSÉ BEZERRA DE MENEZES
MILENA LUNA BARROS OLIVEIRA; NATANAELY NUNES DA SILVA
O presente trabalho tem como objetivo compartilhar as experiências vivenciadas pelos bolsistas do Programa de Iniciação à Docência (PIBID) do curso de história, no Colégio José Bezerra de Menezes em Juazeiro do Norte, com o intuito de mostrar a contribuição do projeto na luta contra o racismo. Desde agosto de 2018, o PIBID multidisciplinar de história vem desenvolvendo atividades que buscam discutir as questões raciais e tratar de problemas como a discriminação racial. A partir de atividades como oficinas, rodas de conversa, apresentação de filmes, entre outras, foram levantadas questões importantes, que precisam urgentemente serem debatidos principalmente nas escolas, temas como: cotas raciais, identidade, valorização da cultura africana, fazendo-os refletir sobre si mesmos, suas condutas dentro da sociedade, foram e ainda estão sendo trabalhados nas atividades realizadas no Colégio José Bezerra de Menezes. O PIBID multidisciplinar de história, desenvolve-se enquanto forte aliado no enfrentamento de preconceitos relacionados não somente a raça, mas também a gênero e classe, mostrando que esses assuntos podem ser debatidos em sala de aula e provocar uma melhoria social.
Palavras-chave: PIBID,METODOLOGIAS ATIVAS , RAÇA,ESCOLA,JUAZEIRO DO NORTE
Oral
Abrir o trabalhoPráticas de Ensino de História e Cultura Africana e Afro-brasileira na Sala de Aula do Ensino Básico de Milagre-Ce
CARLOS CÉSAR PEREIRA DE SOUSA
O ensino da História e Cultura Africana e Afro-Brasileira lei 10.639/2003 foi importante para efetivar a presença das populações negras na escola pública, pois não basta massificar o ensino é preciso acolher as pluralidades culturais e tornar visíveis as histórias de cada povo. O presente trabalho é o resultado de vivências no ensino de História com a temática afro-brasileira e africana na escola de Ensino Médio Dona Antônia Lindalva de Morais na cidade de Milagres-Ce no decorrer do ano letivo de 2018. O projeto teve como objetivo geral desenvolver ao longo do ano, diferentes tipos de atividades pedagógicas em torno das questões do negro na África e no Brasil. A metodologia empregada centrou-se em práticas ativas de ensino que levassem em conta as vivências e identidades culturais africanas e afrodescendentes das comunidades do município e dos estudantes da escola. O procedimento central da experiência partiu da documentação das atividades com as temáticas que foram trabalhadas nas turmas do ensino médio da referida escola. A partir do diálogo com autores que tratam sobre as africanidades e das identidades no contexto escolar, a vivência do projeto em questão ajudou compreender que a luta por reconhecimento e autoconhecimento das identidades negras começa nas salas de aula e ocupa todos os espaços escolares para que os estudantes negros se tornem protagonistas na luta pelos seus direitos e principalmente na conquista dos lugares de poder da sociedade.
Palavras-chave: Africanidades,Identidades
Oral
Abrir o trabalhoTEMÁTICAS AFRICANAS, AFRO-BRASILEIRAS E ETNICO-RACIAIS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO CARIRI
JESSICA ARAUJO DE SOUSA
Já se passam mais de uma década e meia da promulgação da Lei 10.639/03 que obriga, em todo território, o ensino da história e da cultura africana e afro-brasileira nas escolas em sua totalidade, mas ainda é uma queixa nacional a falta da sua implementação. Muito se pretexta quando há a cobrança da efetivação didática dessa norma, os motivos vão desde a acorrentada fundamentação eurocêntrica da educação brasileira, à falta de conhecimento dos educadores a respeito da lei, das temáticas envolvendo racismo e das possibilidades e propostas inovadoras e simples de se trabalhar fundamentais e legitimas questões. Desta maneira, buscamos com essa pesquisa descobrir como encontra-se a formação de professores na Região Metropolitana do Cariri (RMC) especificamente em relação as questões étnico-raciais e temáticas africanas e afro-brasileiras. Iremos descobrir se esse conjunto de cidades, tão importantes do Sul Cearense, está trabalhando em suas formações questões voltadas a esse conteúdo, se está implantando em suas escolas a Lei 10.639/03 e dando a devida importância para as grandes contribuições que o continente africano trouxe para esse país e para nossa região, ou se se equiparam as tantas cidades brasileiras que deixam esse tema obrigatório para momentos específicos e restritos do ano, resumindo seus trabalhos à datas ‘comemorativas’ e assim privando seu alunos do conhecimento que lhes é garantido por lei e que traz imensurável auxilio para a sociedade.
Oral
Abrir o trabalhoUMA ANÁLISE SOBRE O PROCESSO DE FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES PARA O ENSINO DE HISTÓRIA AFRICANA E AFRO-BRASILEIRA NAS ESCOLAS DA REDE ESTADUAL DO CEARÁ NO PERÍODO DE 2003 A 2018
ANTONIA VALDENIA DE ARAUJO
O presente trabalho trata-se de uma pesquisa em andamento, desenvolvida no Mestrado Profissional em Ensino de História – ProfHistória, na Universidade Regional do Cariri, e tem como objetivo Refletir sobre o papel das políticas de formação continuada do Estado do Ceará, para o combate ao racismo a partir do incentivo às discussões da História africana e afro-brasileira nas escolas, no período de 2003 a 2018, considerando-se os pressupostos da lei 10.639/2003, e analisando os processos formativos que abrangem a temática e que são oferecidos pela Célula de Formação do Docente (CEFDO) da Secretaria da Educação do Ceará (SEDUC – CE). Pretende-se analisar como o Estado implantou o projeto antirracista de ensino e como esta proposta é contemplada em programas de formação continuada para professores de História. Como fontes, são utilizados na pesquisa, documentos da Célula de Formação do Docente (CEFDO) e do núcleo Diversidade, Gênero e Inclusão, órgão presente nas Coordenadorias Regionais de Desenvolvimento da Educação (Credes). Analisa-se ainda, a plataforma AVACED (Ambiente Virtual de Aprendizagem do Centro de Educação à Distância do Ceará - CED). Como fundamentação teórica, o trabalho busca dialogar com as ideias de Oliva (2006); Gonçalves & Silva (2000); Munanga e Gomes (2006); Rocha (2012); Nunes (2007); Silva (2007); Barros (2016); Silva e Oliveira (2014); Almeida (2018); Oliveira (2014); Fontenele e Silva (2015); Domingos (2015).
Oral
Abrir o trabalho“Mulheres marcadas”: Narrativas e trajetórias de professoras filhas do candomblé.
CICERA AGUIDA BARBOSA MARCELINO
O presente estudo é uma proposta apresentada ao programa de Mestrado Profissional em Educação da Universidade Regional do Cariri. A sugestão é trabalhar as narrativas e trajetórias de professoras candomblecistas, dentro do contexto, discutimos: como o ambiente escolar institucionaliza o racismo em torno de práticas de manutenção de um currículo ilusório, que não discute as africanidades que traduzem os problemas que dizem respeito a população negra. Partimos da ideia de que o racismo é estrutural, como esclarece, Almeida (2018) e a partir dessa constatação entendemos que o fato de ocupar os espaços acadêmicos e escolares Hooks (2013) e Kilomba (2010) da cidade de Juazeiro- CE, essas professoras acabam por trazer para o campo educacional os temas relacionados à África e africanidades, logo, a discussão gira em torno da obrigatoriedade da Lei 10.639/2003, assim como, leva-nos a discutir não apenas, o acesso, mas a permanência de negros na escola. O descaso com os temas relacionados a população negra, acaba por traduzir uma educação e alguns educadores, que universalizam as desigualdades sociais, sem problematizar as especificidades, voltando a nosso embate que é a negação do racismo. Nesse sentido, as narrativas autobiográficas Souza (2006) como instrumento metodológico de análise da pesquisa que ressignifica as narrativas dessas professoras para entendermos como gênero, raça e identidade são primordiais na construção de uma educação que repensem as práticas docente.
Oral
Abrir o trabalhoPalavras-chave: Invisiilidade, mulheres negras, academia
Oral
Abrir o trabalhoA RESISTÊNCIA NEGRA NO CARIRI CEARENSE, NO SÉCULO XIX
DARLAN DE OLIVEIRA REIS JÚNIOR
A pesquisa trata das histórias de resistência da população negra no século XIX, na região do Cariri cearense. A formação social brasileira levou ao surgimento de uma sociedade escravista, porém com graduações que levavam em conta a cor, a condição social, a ocupação profissional, e principalmente, a distinção jurídica entre livres e escravos, com princípios hierárquicos. Tais condições foram determinantes nas relações sociais brasileiras, provocando a desigualdade social, a exploração da população negra, mediante diversos artifícios da classe senhorial. Do mesmo modo, diferentes formas de resistência à exploração se desenvolveram no Cariri cearense, por parte da população negra: a luta contra as diferentes formas de escravização – legalizada ou ilegal; ações na justiça, disfarces, fugas, arranjos familiares e diferentes estratégias referentes ao mundo do trabalho. Serão apresentados casos a partir da pesquisa em fontes documentais e hemerográficas: processos referentes à questão da liberdade, anúncios de jornais e artigos sobre a escravidão ilegal.
Palavras-chave: Resistência, Negros e Negras , Cariri, Escravidão
Oral
Abrir o trabalhoEngolindo e Vomitando: Da constituição da identidade negra ao seu esvaziamento.
YAN VICTOR SAMPAIO DO NASCIMENTO
Uma experiência forçada é o que caracteriza ser negro: sofrer racismo. Fanon descreve a cisão do negro entre aquilo que ele é: uma pessoa com suas complexidades e seu duplo na sociedade, a ameaça. A característica do devir negro, segundo Mbembe, está relacionada a momentos de identificação com os olhares, com as atitudes e as palavras do outro. Entretanto, essa dualidade que faz marca no corpo negro e o diferencia, permitindo o surgimento da sua identidade é onde se encontra a sua própria liberdade. A categoria racial do negro existe a partir do momento que o humano foi tomado como objeto da ciência, o iluminismo tornou possível as distinções entre os civilizados e os selvagens. Nesse encontro de povos diferente, um povo disse que era mais povo que outros, justificando sua ganância criando “teorias científicas”, leis e processos de racialização que davam suporte ao plano econômico, político e religioso que chamamos de colonialismo. Esse plano foi bem-sucedido em seus objetivos, enriqueceu os impérios a custo da escravização, o negro foi vendido e espoliado do seu local. Dessa forma a categoria negra foi construída em diferentes espaços, no Brasil o embranquecimento foi a alternativa racista para acabar com a população negra que lutava por sua sobrevivência, tentando clarear a população e apagar esse passado criminoso, o Brasil exalta a miscigenação e justifica o “O brasil não é racista”, porém uma dificuldade é derivada desse processo; o reconhecimento político do negro.
Palavras-chave: Político, Negro, Liberdade,Racismo, Colonialismo
Oral
Abrir o trabalhoNOTAS ETNOGRÁFICAS DAS VIAGENS DE FUGA DOS INDIOS. Qual o lugar das mulheres afrodescendentes no ritual às Romaria de Finados em Juazeiro do norte- ce.
JANAINA FELIX JULIO
NOTAS ETNOGRÁFICAS DAS VIAGENS DE FUGA DOS INDIOS. Qual o lugar das mulheres afrodescendentes no ritual às Romaria de Finados em Juazeiro do norte- ce. O objeto de investigação da presente pesquisa consiste na observação e descrição dos rituais dos índios Pankararu no contexto das romarias de Juazeiro do Norte, com o olhar voltado para a força da mulher dentro do ritual. Interessa compreender por que os Pankararu realizam peregrinações saindo de suas aldeias em direção à cidade de Juazeiro do Norte. Nesse sentido, entender os significados desse deslocamento a partir de uma leitura etnográfica que privilegia a própria interpretação Pankararu sobre a presença do grupo na cidade, ancorada em metodologias que utilizem também recursos de produção visual (além do vídeo, narrativas fotográficas) como estratégia descritiva na perspectiva de uma “antropologia compartilhada” (Rouch, 2003; Gonçalves 2008). Segundo a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), a demografia pankararu estima o número de 3676 índios, distribuídos em 12 aldeias localizadas no estado de Pernambuco ao longo do Rio São Francisco, entre os municípios de Brejo dos Padres e Petrolândia. Falantes da língua Tupi Guarani até meados da década de 30, os Pankararu foram desencorajados progressivamente de se comunicar no próprio idioma com a intensificação do contato com o “mundo dos brancos”.
Palavras-chave: INDIOS, ROMARIA, MULHERES,JUAZEIRO
Oral
Abrir o trabalhoViolência em Corpos Negras: A Punição Para seus Filhos
KELLY ALVES FERREIRA DA SILVA; Profa. Dra. Maria Telvira da Conceição
É de interesse deste artigo relatar, sob as perspectivas destas mulheres, como o Sistema de Justiça Criminal as enxergam na condição de mães, de mulheres que tem o dever para com a maternidade. Também é de interesse deste artigo analisar diversos fenômenos sociais – desigualdade de classes, racial e gênero – acaba por serem agravantes nas penas de punição – institucional e social – destas mulheres. Com seus depoimentos, trago diversificados pensadoras(es) atuantes nas áreas das ciências (humanas) sociais sobre estudo de violência de classe, racial e gênero para dar embasamento aos fenômenos sociais que pretendo analisar como “gatilho” que as condicionaram como criminosas perante a lei. Sendo assim não de interesse desta pesquisa interferir ou usar seus relatos com o objetivo de deixá-las isentas de suas responsabilidades perante a lei. Mas de partimos para uma compreensão mais abrangente sob como as semelhanças em suas histórias partilhadas desenvolvem-se para identificarmos falhas no Sistema de Justiça Criminal que por fim, acabam violando inúmeros direitos das mulheres não negras e negras.
Oral
Abrir o trabalhoPalavras-chave: Caderno Impresso, Memóia, Escrevivência, Cariri, Negros e Indígenas
Oral
Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO E INTERCULTURALIDADE: AS MULHERES NEGRAS E A PRODUÇÃO DA CULTURA DE MATRIZ AFRICANA NO CARIRI CEARENSE
ANA CRISTINA LEANDRO DO NASCIMENTO
Na presente pesquisa propomo-nos a dialogar com a trajetória sócio histórica das mulheres negras produtoras de cultura do Cariri cearense. Partimos de estudos anteriores (NUNES, 2010; 2011) que apontam presença significativa da população negra no Ceará, ao tempo que identificamos que existe uma lacuna no trabalho com as africanidades e afrodescendências no sistema educacional que reflete negativamente no combate ao racismo e nos processos de construção identitária. Diante do exposto, este trabalho tem como objetivo investigar qual a concepção que as mulheres negras possuem sobre o seu papel de transmissoras das práticas simbólicas de matriz africana no Cariri cearense e como estas podem colaborar na construção de uma educação intercultural. Para tanto, trabalhamos com as narrativas (auto) biográficas, pois, acreditamos que as narrativas são que melhor se adequam a esta proposta, uma vez que, pretende-se conhecer as experiências vividas por mulheres negras produtoras da cultura de matriz africana no Cariri cearense. Desse modo, realizamos entrevistas livres com quatro mulheres, contemplando diferentes práticas culturais que dialogam com a cosmovisão africana na região. Assim sendo, este estudo tem nos ajudado a explicitar as diferentes estratégias de resistências, responsáveis pela transmissão e ressignificação do legado cultural de matriz africana na sua relação com a educação contemporânea no contexto caririense, tendo as mulheres negras como figuras centrais desse processo.
Palavras-chave: Educação, Interculturalidade,Diversidade Étinico Racial
Oral
Abrir o trabalhoEtnoconhecimento da Capoeira Cearense: Indicios da Capoeira do Cariri.
FRANCISCO ORISMIDIO DUARTE DA SILVA
A capoeira é uma arte/cultura praticada em todo o Brasil e em mais de 150 países. No Cariri cearense existem muitos praticantes de capoeira. A região do Cariri é formada por 29 municípios e fica localizada ao sul do estado do Ceará, fazendo divisa com os estados de Pernambuco, Piauí e Paraíba. As cidades de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha são as principais cidades. Diante das características, vemos a importância em entender a história capoeiristica da região, uma vez que, são poucas as pesquisas até agora realizadas sobre o assunto criando uma lacuna quanto ao etnoconhecimento da capoeira no estado do Ceará, uma vez que: Como apontavam os folcloristas e antropólogos dos anos 1950, o sul do Ceará, particularmente o Cariri é uma área de concentração negra, com antigos engenhos, canaviais e com a atual presença de reisados, quilombos, grupos do movimento negro e terreiros de religiões de matriz africana. (RATTS, 2016, p.10) Por ser a região uma área de concentração negra, entendemos que possam ter existido pessoas com práticas capoeirísticas na região. Assim, nos apoiaremos em referencial sobre a historicidade do cariri como também sobre etnoconhecimento, sobre capoeira e sobre a história africana em nosso país, pois será importante a compreensão dos assuntos que direcionam e contextualizam nossa busca. Referências RATTS, Alex. A diferença Negra e Indígena no Território: Observações acerca de Fortaleza e do Ceará. Rev. Geosaberes, 2016, v.7, n.11, p. 03-16.
Palavras-chave: Capoeira,Etnoconhecimento,Cariri
Oral
Abrir o trabalhoALAN BARBOSA DE SALES; Larissa Araújo Alves; Tálba
Os contos infantis sempre foram utilizados na educação básica como instrumento interdisciplinar para aquisição de determinados conteúdos, o problema está que quando chega nas relações étnico-raciais esse contos são negados e até desconhecidos das crianças, ou seja essa literaturas não são apresentadas, e quando são seus autores não tem cor. Desse modo esse trabalho objetiva-se como uma busca de trazer essa representatividade e propor uma reflexão acerca do racismo essencialmente camuflado nessas relações assimétricas da prática pedagógica. Partindo desse pressuposto elaboramos uma pesquisa é de cunho exploratório e de caráter qualitativo, sendo amparados pela revisão bibliográfica em autores como: Cavalleiro (2012); Cardoso et,al (2017); Mariosa et.al (2011); Silva (1994), e em seguida uma pesquisa-ação em uma escola da zona rural do município de Exu-Pe. sendo que foi analisados os contos infantis e o que ambos traziam de contribuições para superação ou influência do racismo. Por meio dessa pesquisa podemos perceber que os contos infantis enviados para as escolas estão cheios de estereótipos, sendo que a principal obra da escola é “sitio do Pica-Pau amarelo”, colocado-o como principal clássico para se educar crianças, existindo ai um instrumento abscôndito da permanência dessa segregação racial nas escolas.
Oral
Abrir o trabalhoMARACATU NAÇÃO FORTALEZA: uma análise antropológica do maracatu como instrumento de resistência e luta política
EUVALDO DE BARROS LIMA FILHO; Claudio Cassiano de Nascimento Lima
O Maracatu Nação Fortaleza foi fundado em 25 de março de 2004, em comemoração ao Dia de Maracatu e aos 120 anos da abolição dos escravizados no Ceará, no ano de 2019 completa 15 anos como um movimento artístico consolidado como referência cultural, com uma vasta e importante contribuição à história da arte do Ceará. Ao participar dos desfiles do ciclo carnavalesco de 2019, promovido pela Prefeitura Municipal de Fortaleza através da Secretaria de Cultura (SECULTFOR), o Maracatu Nação Fortaleza trouxe como tema Tereza de Benguela a fim de evidenciar e aprofundar os debates acerca da presença de mulheres negras na história de luta e resistência no Brasil. Sob essa perspectiva houve uma ala dedicada a cobrar respostas sobre o assassinato de Marielle Franco, e que tornou-se uma ala permanente intitulada de Nega Fulô, trazendo esse perfil combativo e questionador. Nesse sentido o presente trabalho, realizado a partir de uma análise do desfile de 2019 somada a um corpus de entrevistas conduzidas no âmbito da pesquisa, busca lançar um olhar antropológico acerca das figuras que aparecem no tema, bem como do caráter político das mesmas e de que forma elas se relacionam com a prática do Maracatu enquanto produção artística fortemente ligada à ancestralidade e ao pertencimento identitário.
Palavras-chave: maracatu,ancestralidade,antropologia da arte
Oral
Abrir o trabalho“RESPEITEM MEUS CABELOS, BRANCOS”: A TEMÁTICA NEGRA NA OBRA DE CHICO CÉSAR
EMMANUELA HARAKASSARA RODRIGUES DE LIMA; Fábio José de Queiroz
Em 1995, a Velas lança o primeiro disco de Chico César, intitulado “Aos vivos”. Neste trabalho, o músico paraibano, nascido na pequena cidade de Catolé do Rocha, inaugura a cena da música popular brasileira com uma obra marcante na qual a temática negra aflora com destaque, coisa que, de resto, o acompanha ao longo de sua trajetória, ainda que com nuanças e distinções, considerando, aqui, se abordar uma obra em andamento. Evidentemente, não se trata de impor uma tese predeterminada, mas de investigar a sua pertinência. Desse ponto de vista, a tese que esposamos é a de que no trabalho musical de Chico César, à primeira vista, sobressai a temática negra como um de seus alvos prioritários. De antemão não podermos chegar a conclusões definitivas, até por que semelhante atitude significaria um desprezo pela complexidade da pesquisa, que, desde o primeiro momento, pode sugerir hipóteses e pistas, nunca resultados; mas, imaginamos que a tese – há pouco expressa – traz em si um sugestivo potencial e a essa potencialidade é que nos propomos perscrutar. Neste artigo, em particular, pretendemos focar o estudo, não no conjunto da discografia de Chico César, mas apenas em parte dela, compreendendo os álbuns: Aos vivos (1995), Cuscuz Clã (1996) e Respeitem meus cabelos, brancos (2002). Conjeturamos que, à luz desses álbuns, torna-se possível demandar o direito de existência a tese inicialmente apontada.
Oral
Abrir o trabalhoTAUANAIARA NOGUEIRA DE MORAIS; Ana Lígia Gonçalves Costa; Beatriz de Souza Vieira Almeida
O fazer em saúde ofertado por profissionais e serviços no âmbito do SUS se fundamenta em princípios tais como equidade, universalidade do acesso e integralidade do cuidado. É indispensável na tecitura das ofertas de cuidado em saúde a busca de sua adequação ao contexto e às necessidades que as populações e as comunidades apresentam. A construção de vínculos a partir da valorização das identidades e práticas culturais, enfocando a horizontalidade das relações na construção do cuidado nos convida a repensar as práticas institucionalizadas de fazer saúde que por vezes se mostram excludentes, normatizadoras e descontextualizadas. O presente trabalho trata de experiência de grupo terapêutico e de educação em saúde realizado em comunidade Quilombola do município de Caucaia-CE. Tal grupo foi pensado no encontro entre profissionais da Psicologia, Terapia Ocupacional e Educação física e comunidade em questão a partir do processo de reconhecimento do território. O grupo é composto por indígenas e quilombolas, além de pessoas que se reconhecem como fazendo parte de ambos grupos identitários. Temas como relações étnico- raciais, saberes e práticas populares em saúde se fizeram presentes em todos os encontros. Ressaltamos por fim que não é possível realizar trabalho efetivo em saúde sem conhecer e integrar a história e a cultura das comunidades e indivíduos atendidos, além de seus espaços de potência e de opressão, de saúde e de adoecimento.
Oral
Abrir o trabalhoMEMÓRIA, TRADIÇÃO E RESISTÊNCIAS: DESAFIOS ENFRENTADOS PELA COMUNIDADE REMANESCENTE QUILOMBOLA CONCEIÇÃO DOS CAETANOS-TURURU-CEARÁ
ANTONIO JUSCELINO BARBOSA DOS SANTOS; Fábia Janaina Marciel da Silva
Existem comunidades remanescentes de quilombos em quase todos os estados do Brasil, exceto no Acre, Roraima e no Distrito Federal. No Ceará há indícios de comunidades Quilombolas em mais de 20 municípios, neles se distribuem 70 comunidades quilombolas, sendo que destas 49 já foram certificadas pela Fundação Cultural Palmares. Dentre estas já certificadas está a Comunidade de Conceição dos Caetanos, no município de Tururu, Ceará, uma Comunidade Negra Rural distante 119 km da capital e a 8 km de distancia da sede do município. Ali reside cerca de 230 famílias, que sobrevivem basicamente da agricultura de subsistência. Deste total, estima-se que em torno de 20% sejam de quilombolas puros. De modo que o objetivo do presente trabalho é de identificar os principais desafios enfrentados pela comunidade remanescente quilombola Conceição dos Caetanos em relação á manutenção da sua memória coletiva, importância das suas tradições e resistências na tentativa de vencer a invisibilidade histórica. Busca-se ainda compreender a importância da manutenção da memória coletiva da comunidade, como forma de manutenção de suas tradições, através da transmissão oral. Tem ainda a pretensão de identificar os sinais de resistências que contribuem para o fortalecimento histórico da comunidade. O estudo é relevante para a comunidade e para a sociedade na medida em que é também uma tentativa de evidenciar a valorização e contribuições de negros/negras para a construção da História do Ceará.
Palavras-chave: Memória,Resistência, R,Tradição Oral,Comunidades Remanescentes Quilombolas, História do Ceará
Oral
Abrir o trabalhoO BAIXO ÍNDICE DE NEGROS NAS ESCOLAS PÚBLICAS E ESTADUAIS SITUADAS NA CIDADE DE MILAGRES – CE
MARIA EUDAIR OLIVEIRA DA SILVA; Alan Belizário Cruz; Maria Estefany da Silva Silqueira
Este artigo traz um estudo e pesquisa da evasão de discentes da Educação em escolas públicas de ensino médio, que atualmente, é perceptível que o índice de alunos negros encontrados em escolas públicas e estaduais é baixo, Devemos salientar que este projeto é de grande importância pra o estudo e entendimento da problemática, a visto que essas dificuldades são encontrados pelos discentes no âmbito escolar, o artigo pretende oferecer conhecimento nas dificuldades e racismos passado por esses discentes, o mesmo tem como objetivo, analisar o porquê da quantidade de alunos estarem fora de sala de aula, sendo que o mesmo propõe ainda uma análise quantitativa através de questionários, onde serão levantados algumas questões sobre preconceito racial e educação no ensino médio. Conclui-se que, a luta contra desigualdade racial é de grande relevância para a sociedade que ainda vive com muitos estereótipos, onde entendemos que a busca pela igualdade social ainda prevalece e que os negros atualmente ainda lutam pelos seus direitos violados.
Oral
Abrir o trabalho