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A ATUAÇÃO DO PROJETO ECONOMIA NAS ESCOLAS ITINERANTE NA E.E.F ELZE LIMA VERDE
MARIA FERNANDES DA SILVA; Isabela do Carmo Oliveira; Valquíria Cândida de Sousa; Pablo Roque de Souza
A ATUAÇÃO DO PROJETO ECONOMIA NAS ESCOLAS ITINERANTE NA E.E.F ELZE LIMA VERDE Maria Fernandes Silva , Érico Robsom Duarte de Sousa , Isabela do Carmo Oliveira Valquíria Cândida de Sousa Pablo Roque de Souza5 Resumo: A extensão universitária é uma das maneiras que a Universidade cria laços com a sociedade, contribuindo com a colocação em prática das descobertas realizadas. Como é o caso do Projeto Economia nas Escolas Itinerante, que tem como objetivo apresentar os conhecimentos básicos sobre Economia para os alunos do ensino médio e fundamental da rede pública e/ou privada, na E.E.F Elze Lima Verde em Iguatu-Ce. A metodologia utilizada foi bibliográfica; coleta de dados primários, estatística descritiva e analisados via método qualitativo. A pesquisa resultou no cenário alarmante onde a maioria dos alunos antes do projeto não tinha quase nenhum conhecimento básico sobre Economia, mesmo quando foi colocado de forma simples, com comparações do dia-a-dia. Mas após a atuação do projeto houve uma melhora significativa. Conclui-se que, a necessidade de projetos e cursos de Educação Financeira faz-se necessário para a inserção desses alunos e também dos seus familiares nesse universo. Palavras-chave: Educação financeira. Extensão. Economia. 1. Introdução Com a extensão, as universidades conseguem desenvolver seus projetos para além de seus muros, e com isso mostram a qualidade das referidas instituições fazendo despertar a vontade dos jovens estudantes de se inserir neste meio. Na Universidade Regional do Cariri, em sua Unidade Descentralizada de Iguatu, existem diversos projetos de pesquisa e de extensão, dentre este último, o intitulado “Economia nas Escolas Itinerante”, criado em 2016, fazendo parte do Curso de Ciências Econômicas. Ele teve como objetivo inicial, segundo seus criadores de “Multiplicar o conhecimento da ciência econômica, dentro das escolas de ensino fundamental e médio da rede pública da cidade de Iguatu”, com a aceitação e adesão de diversos monitores voluntários, decidiu-se expandir a aplicação do projeto para as cidades da microrregião de Iguatu a saber, Icó, Cedro, Orós e Quixelô. Desde sua criação, o projeto é financiado pela Pró-Reitoria de Extensão (PROEX), da Universidade Regional do Cariri, possibilitando assim a inserção de um monitor remunerado para a execução das atividades, tanto na Chamada Pública 05/2017 – Resultado de Bolsas, como na Chamada Pública 01/2018 para Seleção de Projetos de Extensão. Visando expandir os conhecimentos básicos sobre economia e sua importância na vida da população para as cidades citadas anteriormente, justifica-se a necessidade de construir estudos científicos que abordem o passo-a-passo de como é transmitido os conhecimentos para a comunidade, dando um embasamento teórico, explicando a metodologia utilizada nas aulas expositivas e mensurando os dados dos testes aplicados pré e pós-aula. Desta forma, este artigo se encontra estruturado após esta breve introdução, em um capítulo destinado ao referencial teórico, logo após a explicação de toda metodologia utilizada, seguindo dos resultados e discursões, conclusão e referências bibliográficas. 2. Objetivo Apresentar os conhecimentos básicos sobre Economia para os alunos do ensino médio e fundamental da rede pública e/ou privada; verificando a absorção do conteúdo explanado em aula; inserir o estudo da educação financeira para os alunos do ensino básico e médio e estudar o comportamento dos alunos perante o ensino de Economia. 3. Metodologia A instituição estudada, E.E.F Elze Lima Verde, se localiza no município de Iguatu-ce. O trabalho iniciou-se através da pesquisa bibliográfica. Depois utilizando os métodos quantitativos e qualitativos, como salienta Fonseca (2002, p.20) “a utilização conjunta da pesquisa qualitativa e quantitativa permite recolher mais informações do que se poderia conseguir isoladamente”. Então o método quantitativo utilizado através da estatística descritiva, com aplicação de questionários, antes e após serem ministradas as aulas, com perguntas de múltipla escolha sobre os assuntos abordados, assim foi possível observar a evolução dos alunos após as aulas aplicadas. Já o método qualitativo atribui à análise do material colhido a explicação de como os fenômenos ocorreram. A escolha das turmas de alunos para realização do trabalho teve com base o ano escolar no qual o aluno frequentava, tendo como premissa a aplicação das aulas em escolas de ensino fundamental em médio, com alunos do 9⁰ ano do ensino fundamental e alunos do 1⁰ ao 3⁰ anos do ensino médio. A amostra 40 alunos utilizada para aplicação dos questionários foi 100% dos alunos da escola onde foi realizado o projeto. Todos os alunos participaram da resolução dos questionários, no entanto faz-se necessário uma ressalva, há uma pequena margem de menos de 1% relacionado à omissão na resolução dos questionários por parte dos alunos participantes, não constituindo um percentual significativo para enviesar os dados coletados. Então, os dados coletados, seguem os preceitos éticos da pesquisa cientifica, sendo confiáveis por representarem a realidade estudada. Resultados Educação financeira é o processo mediante o qual os indivíduos e as sociedades melhoram a sua compreensão em relação aos conceitos e produtos financeiros, de maneira que, com informação, formação e orientação, possam desenvolver os valores e as competências necessários para se tornarem mais conscientes das oportunidades e riscos neles envolvidos, segundo a (OCDE) de 2005. Nessa situação, é necessário delimitar que a participação da temática educacional, em relação a esse tópico, possui intrínseca importância por diversas razões. Dentre elas, é possível citar o papel da escola como principal encarregado pelo estabelecimento do processo crítico de tomada de decisões e também como articulador deste em função do bem-estar social. Por outro lado, é evidente que o sistema educacional brasileiro não possui potência para realizar a capacitação adequada dos jovens. Esse problema, por sua vez, acaba por gerar uma grande massa de indivíduos que não possuem o conhecimento apropriado acerca de suas decisões e consequências no âmbito econômico pessoal. Assim, incapacidade de equilíbrio entre a renda adquirida e os gastos acaba por gerar uma condição de insegurança financeira que, por sua vez, afeta toda a esfera cabível ao planejamento familiar e a avaliação de ações a serem tomadas no longo prazo. FERREIRA (2007), argumenta que não há como negar que a educação financeira é fundamental na sociedade brasileira contemporânea, visto que influencia diretamente as decisões econômicas dos indivíduos e das famílias. O planejamento financeiro, surge, então, com o propósito de sanar essas pendências de cunho econômico que surgem dentro da esfera educacional e que representam um grande déficit no sistema de ensino brasileiro. Segundo FERREIRA (2007), isso se deve por conta da falta de obrigatoriedade de uma disciplina que trabalhe o conhecimento financeiro e suas competências de forma específica no ensino básico. A efetividade das atividades desempenhadas na Escola Municipal de Educação Fundamental Elze Lima Verde foi mensurada através de questionários antes e após a realização da explanação do conteúdo programático. Tabela 01 – O que é economia? ANTES DEPOIS Nº % Nº % Acertos 4 20.00 10 50.00 Erros 16 80.00 10 50.00 TOTAL 20 100.00 20 100.00 Fonte: Dados da Pesquisa – E.E.F. Elze Lima Verde, Iguatu/CE (2018) Quando questionados acerca do conceito de economia antes da aula 20% dos alunos responderam de sabiam acerca desse conceito e 80% responderam errado ou responderam que não sabiam qual das assertivas era a correta. Depois do conteúdo apresentado foram contabilizados 50% de acertos e 50% de erros, tendo uma diminuição de 30% nos erros e conseguinte aumento de 30% nos acertos. Tabela 02 – O que é mercado? ANTES DEPOIS Nº % Nº % Acertos 5 25.00 7 35.00 Erros 15 75.00 12 65.00 TOTAL 20 100.00 20 100.00 Fonte: Dados da Pesquisa – E.E.F. Elze Lima Verde, Iguatu/CE (2018) A tabela 02 mostra a relação sobre a sapiência acerca da noção do que seria um mercado, de uma população de 20 alunos, 25% obtiveram respostas corretas e 75% erraram, após a apresentação do conteúdo foram contabilizados 35% de acertos, um aumento de 10% com relação ao primeiro resultado, e 65% de erros, uma diminuição de 10% nos erros, conseguintemente. Tabela 03 – Quais as questões econômicas fundamentais? ANTES DEPOIS Nº % Nº % Acertos 17 85.00 18 90.00 Erros 3 15.00 2 10.00 TOTAL 20 100.00 20 100.00 Fonte: Dados da Pesquisa – E.E.F. Elze Lima Verde, Iguatu/CE (2018) O terceiro questionamento aborda sobre as questões fundamentais da economia, neste somaram-se 85% de acertos antes da apresentação da aula programática e 90% de acertos após a aula, somando-se, assim, um aumento de 5% no número de acertos. Com relação aos erros, 15% erraram no primeiro momento e 10% no segundo momento, mostrando uma diminuição de 5% nos erros. Na tabela 04 observa-se a reação dos alunos quanto ao questionamento acerca do que é um equilíbrio de mercado. Antes da explanação do conteúdo observou-se os seguintes resultados: 60% de acertos e 40% de erros, após a explicação do conteúdo obteve-se o seguinte comportamento: 75% de acertos e 25% de erros, tendo uma diminuição de 15% no erros e respectivo aumento nos acertos. Tabela 04 – O que é inflação? ANTES DEPOIS Nº % Nº % Acertos 16 80.00 15 75.00 Erros 4 20.00 5 25.00 TOTAL 20 100.00 20 100.00 Fonte: Dados da Pesquisa – E.E.F. Elze Lima Verde, Iguatu/CE (2018) No questionamento sobre o que é inflação têm-se os seguistes comportamentos: Antes da explanação do conteúdo 80% de acertos e 20% de erros, após a explanação do conteúdo 75% de acertos e 25% de erros, mostrando uma diminuição de acertos e respectivo aumento de erros de 5%. 4. Conclusão O projeto intitulado “Economia nas Escolas Itinerante” leva aos alunos da rede pública e/ou privada de ensino conceitos básicos de economia, colaborando para o enriquecimento e engajamento dos alunos sobre a importância da Educação Financeira. A E.E.F. Elze Lima Verde é uma escola pública é foram assistidos 40 alunos. Observou-se a efetiva absorção de mais ao menos 85% do conteúdo abordado. Portanto, reforça-se a necessidade da interligação da Universidade com projetos como o de Economia nas Escolas Itinerante para o ensino fundamental e médio, como também, cursos de Educação Financeira que devido as suas importâncias, irão colaborar na vida escolar, pessoal e profissional do aluno, se estendendo para seus familiares. 5. Referências GIL. Antonio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa. São Paulo. 4° ed. 2002 FOX. Jonathan, Suzanne Bartholomae. Building The Case For Financial Education. Journal Of Consumer Affairs 39.1 (2005). SAVOIA. José Roberto Ferreira. El al. Paradigmas Da Educação Financeira No Brasil. Revista De Administração Pública. 41.6 (2007).
A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA COMO MEIO DE EFETIVAÇÃO DOS INTERESSES PÚBLICOS À LUZ DO PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA
FRANCISCA CLAUDIA ALVES DE LIMA; Antonio Sidney da Silva; Pauliana Alves de Oliveira
A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA COMO MEIO DE EFETIVAÇÃO DOS INTERESSES PÚBLICOS À LUZ DO PRINCÍPIO DA EFICIÊNCIA Francisca Cláudia Alves de Lima , Antônio Sidney da Silva , Pauliana Alves de Oliveira , Matheus Lôbo Cavalcante Resumo: Este estudo tem como finalidade analisar o papel e a estrutura da Administração Pública no Estado Contemporâneo, como meio de efetivação dos direitos e garantias fundamentais. Além disso, analisa-se a importância dos diversos princípios relacionados à estrutura administrativa, principalmente, o da Eficiência, na realização das atividades estatais que visam suprir interesses coletivos. Nesse sentido, busca-se aprofundar o estudo acerca da atuação administrativa que melhor se coadune com a realização do interesse público em meio a esse processo continuo de redefinição das relações entre Estado e sociedade. Nessa perspectiva, tem-se como premissa básica a constatação de que a consolidação de uma administração pública democrática representa um inestimável reforço para que o Estado contemporâneo possa cumprir com a sua função que é a de velar pela efetivação dos direitos e garantias fundamentais, tendo o princípio da Eficiência como cerne. Palavras-chave: Administração Pública. Democracia. Direitos Fundamentais. 1. Introdução A Administração Pública brasileira vem sofrendo transformações importantes nos últimos anos, principalmente com o advento da Constituição de 1988. Visto que esta, através da afirmação e eficácia dos princípios constitucionais administrativos, redefiniu os laços entre Estado e Sociedade no contexto do Estado Democrático de Direito. Nesse sentido, reconhece-se que os cidadãos são detentores de poder político pela participação e controle dos serviços públicos (MELO; OLIVEIRA, 2018, p.98). A Emenda Constitucional nº 19/98 foi a grande responsável por tais mudanças, pois esta introduziu o princípio da Eficiência na Administração Pública, e instituiu modelo gerencial de administração no Brasil, pondo um fim na burocracia estatal e “buscando um modelo de administração pública calcado fortemente na obtenção de resultados práticos efetivos” (GONÇALVES; SOUZA, 2012). Assim, o Estado passa a regular atividades dos serviços públicos “que passaram a ser oferecidas por entidades públicas e também por entidades privadas, mas ainda reguladas e fiscalizadas pelo Estado, obtendo como consequência um serviço público de maior qualidade, especializado e menos burocrático” (MELO; OLIVEIRA, 2018, p.98). Exposto isso, o estudo faz-se necessário pelo fato de que a função administrativa e a prestação dos serviços públicos ainda se encontram muito vinculadas à burocracia e à legalidade estrita (mesmo após a Emenda 19/98), que causam um engessamento das estruturas da Administração Pública, comprometendo a execução de políticas públicas, necessárias para efetivação dos direitos dos cidadãos, não cumprindo, assim, o princípio da Eficiência, que nos dizeres do grande douto brasileiro Hely Lopes Meireles é “[...] o mais moderno princípio da função administrativa, que já não se contenta em ser desempenhada apenas com legalidade, exigindo resultados positivos para o serviço público e satisfatório atendimento das necessidades da comunidade e de seus membros" (MEIRELLES, 2009, p.98). 2. Objetivo O presente estudo tem como objetivo central compreender o princípio da Eficiência na Administração Pública e suas influências no desempenho das funções administrativas e, consequentemente, na concretização de políticas públicas voltadas para o atendimento das necessidades da coletividade. Além disso, busca-se identificar alternativas para a construção de uma administração pública efetivamente democrática e eficiente. 3. Metodologia Este estudo tem como base uma pesquisa bibliográfica tendo como foco a abordagem qualitativa e exploratória com embasamento teórico através de livros, revistas, artigos, teses e dissertações disponibilizados física ou eletronicamente, com o intuito de selecionar informações e dados que contribuíssem na elaboração de argumentos sobre o tema estudado. 4. Resultados Para adentrarmos no assunto a estudado, deve-se entender que o Direito Administrativo consiste no ramo do direito público que estuda os princípios e normas que disciplinam a função e atividades administrativas (MAZZA, 2009). De antemão, deve-se entender o que são tais atividades. Nos dizeres de Carvalho (2017) a atividade administrativa é [...] a função voltada para o bem de toda coletividade, desenvolvida pelo Estado com a intenção de privilegiar a coisa pública e as necessidades do corpo coletivo. Sendo assim pode se dizer que a função administrativa é um múnus público, configurando uma obrigação ou dever para o administrador público que não terá liberdade de atuação, sempre agindo em respeito ao direito posto, com a intenção de perseguir o interesse da coletividade. (p.36) Sendo assim, o interesse da coletividade está intimamente ligado à atividade administrativa já que este é o objetivo final do Estado, pois “é inerente ao conceito de Estado Democrático de Direito a ideia de participação dos cidadãos na gestão e no controle da Administração Pública, no processo político, social e cultural [...] (DI PIETRO, 2011)”. Assim como os outros ramos do Direito, o Direito Administrativo é detentor de princípios que estão espalhados por todo o ordenamento jurídico, já que não é codificado. Dentre os muitos princípios desta área, há dois grandes “supraprincípios”, que são: supremacia do interesse público sobre o privado e indisponibilidade do interesse público. O primeiro indica que os interesses públicos (coletivos) são mais importantes do que os particulares. O segundo afirma que os agentes públicos devem sempre agir de acordo com os padrões legais e não de acordo com seus interesses pessoais (MELLO, 2002). Tais princípios são implícitos no ordenamento jurídico, porém são basilares para o entendimento do Direito Administrativo, sendo estes os regentes de tal ramo jurídico. Todavia, a Carta Magna de 1988 traz um rol de princípios explícitos em seu artigo 37, caput, determinando que “a administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência [...]” (BRASIL, 1988). Todos estes são constituídos respectivamente não se excluindo o conjunto na interpretação do ordenamento. Além do mais, fornecem diretrizes superiores por serem implícitos no texto constitucional e possuindo função pragmática (MEIRELLES, 2004). A seguir, para um entendimento prático e didático, serão abordadas as principais funções de todos os princípios acima. Legalidade: exige que os agentes públicos somente pratiquem condutas que são autorizadas em lei; Impessoalidade: obriga a administração pública a conferir objetividade no atendimento do interesse público sem privilégio ou discriminação de qualquer natureza; Moralidade: obriga os agentes públicos a cumprirem a lei, respeitar os padrões éticos, decoro, boa-fé, lealdade e probidade vigentes socialmente; Publicidade: obriga os agentes públicos a divulgar o conteúdo dos atos que foram praticados (proibição de condutas sigilosas; Eficiência: impõe à administração o dever de atingir os melhores resultados na sua conduta (MAZZA, 2009). Trabalharemos com o princípio da Eficiência, de agora em diante. Tal princípio surge com intuito de evitar o acúmulo de atividades e a burocracia do quadro administrativo, que fez com que a Administração Pública se tornasse ineficiente e morosa; adotando um perfil de administração preocupado com a qualidade, agilidade e credibilidade dos serviços públicos. Assim, uma boa administração realiza com presteza o bom desempenho funcional (MELO; OLIVEIRA, 2018). Os princípios insculpidos originalmente no texto constitucional foram: legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade. Mas, em 1998, o neoliberalismo, a ordem econômica instalada no mundo, através da globalização, levou o Brasil a realizar uma reforma administrativa, a qual incluiu um novo princípio ao rol dos já existentes, o princípio da eficiência. [...] Sua inserção, que aconteceu através da Emenda Constitucional nº 19, de 04/06/98, veio para garantir que a gestão da coisa pública seja cada vez menos burocrática e atinja seus objetivos de forma mais rápida e eficaz, respondendo aos anseios da sociedade, às pressões externas e alcançando o fim ao qual se propõe. (MARTINS, 2008, p.01) Como dito anteriormente, a Administração tem como finalidade o interesse social. Sendo assim, a Administração Pública tem o dever de garantir a efetivação dos direitos fundamentais, pois todas suas ações devem ser de interesse público sob pena de ser ilícita. Deste modo, o Estado não pode desobrigar-se do seu papel de indutor, promotor e garantidor dos direitos fundamentais, mas ao contrário, cumpre à organização estatal [...] exercer as políticas públicas necessárias e suficientes para concretização dos direitos fundamentais, realizando, consequentemente, o valor fundamental da dignidade da pessoa humana. [...] Assim, o objetivo primordial da Administração Pública, em nosso tempo, deve ser precisamente a satisfação dos direitos e liberdades fundamentais, sendo missão do Direito Administrativo garantir efetivamente essa satisfação. (MELO; OLIVEIRA, 2018, p.112) Para Alexandrino (2017, p. 255) a aplicação do princípio da eficiência é feita por meio do controle da administração pública e os métodos por esta utilizados, para que não haja desperdícios, baixa ou total improdutividade e grande ineficiência administrativa, fazendo com que o serviço público não seja realizado com qualidade trazendo prejuízos a coletividade. Por consequência, busca-se o melhor desempenho possível do agente público nas suas atribuições, organizando, estruturando e disciplinando a Administração tendo assim melhores resultados (DI PIETRO, 2014). A previsão legal do princípio da eficiência não é suficiente para a garantia de um serviço público de serviço público de qualidade, Leite (2001, p.272) afirmar que “[...] é imprescindível uma mudança de valores sociais e culturais, a fim de que os recursos da Administração possam ser utilizados de maneira equilibrada, sem desperdícios, sem favoritismos, como coisas públicas que são”. Também é necessário é necessário, segundo o mesmo autor, que a sociedade não continue “aceitando como normais determinadas práticas que contrariam as regras mais básicas de moralidade na Administração Pública, não será a inserção de um princípio que irá resolver o problema”, é necessário haver mudanças também no corpo social. Tais mudanças devem ser relativas à fiscalização da administração pública por parte da população, visando uma administração eficiente, que seja capaz de oferecer a concretização da cidadania. 5. Conclusão Percebe-se que o perfil da Administração Pública atual possui paradigmas caracterizados pela democratização, participação e consensualidade na tomada das decisões administrativas. A Carta Magna de 1988 é fundamental no tocante as garantias dos direitos fundamentais pois institui um Estado Democrático de Direito, preocupado, sobretudo, com a Dignidade da Pessoa Humana. A reforma e a modernização do Estado demonstram ser mais que um conjunto de providências jurídicas e normativas necessárias ao replanejamento das instituições, mas um fenômeno multifacetado que envolve a mudança de uma cultura administrativa, a adoção de novas técnicas de gestão, bem como a redefinição das relações entre Estado e a Sociedade. Desta maneira, é imprescindível que haja mudanças de atitude e criação de novos institutos no âmbito administrativo, para que organizações burocráticas, lentas e introspectivas percam espaço para administrações modernas, capazes de gerar informações e de articular rapidamente sua estrutura para atender às demandas do interesse público em tempo hábil, garantindo assim a efetivação dos Direitos Fundamentais. Desse modo, a efetivação dos direitos fundamentais por meio da administração pública deve ocorrer por meio da criação de politicas públicas que visem a participação social-civil através dos órgãos de controle público, visto que o Estado Democrático de Direito só existe com a participação direta ou indireta do Cidadão. Constata-se que é de fundamental importância que a Administração Pública esteja voltada para o interesse da coletividade, haja vista ela se encontrar vinculada aos direitos fundamentais, pois o Estado tem o dever de proteção dos direitos dos indivíduos através de políticas públicas eficientes, do zelo da administração pelo bem público, da participação da sociedade civil organizada por meio dos órgãos de controle como os conselhos, tribunais de contas, poder legislativo e judiciário. 6. Referências ALEXANDRINO, Marcelo, Vicente Paulo. Direito administrativo descomplicado. 25. ed. rev. e atual. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2017. BRASIL. Constituição (da) República Federativa do Brasil. Promulgada em 05 de outubro de 1988. Brasília: Senado Federal, 1988. Disponível em: . Acesso em 23 ago. 2017. CARVALHO, Matheus. Manual de Direito Administrativo. Ed. 4. Salvador. 2017. DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Curso de Direito Administrativo. Ed. 24. São Paulo: Atlas, 2011. DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito administrativo. - 27 ed. São Paulo- SP: Atlas, 2014. GONÇALVES, Diego Marques; SOUZA, Fábio Franzotti de. AS LIMITAÇÕES DA EMENDA CONSTITUCIONAL N.º 19/98 NA IMPLEMENTAÇÃO DO MODELO GERENCIAL DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA NO BRASIL. 2012. Disponível em: <http://www.publicadireito.com.br/artigos/?cod=cc4288ab4c5cb6a3>. Acesso em: 06 nov. 2018. LEITE, Rosimeire Ventura. O principio da eficiência na Administração Pública. Revista de Direito Administrativo n° 226. Rio de Janeiro: Renovar, out./dez., 2001. Disponível em: <http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/rda/article/view/47245/66007>. Acesso em: 09 nov. 2018. MARTINS, Cristiane Fortes Nunes. O Princípio da Eficiência na Administração Pública. 2008. Disponível em: <http://egov.ufsc.br/portal/sites/default/files/anexos/32602-39847-1-PB.pdf>. Acesso em: 09 nov. 2018. MAZZA, Alexandre. Direito Administrativo, 8/ Alexandre Mazza; coordenação geral Fábio Vieira Figueiredo, Fernando F. Castellani, Marcelo Tadeu Cometti. – São Paulo: Saraiva, 2009. – (Coleção OAB nacional. Primeira fase.) MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. 35ª Ed, São Paulo: Malheiros, 2009. MELLO, Celso Antonio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. 14ªed., ref., ampl. e atual., São Paulo: Malheiros, 2002. MELO, Luiz Carlos Figueira de; OLIVEIRA, Marcella Rosiére de. O perfil da Administração Pública no século XXI: uma releitura à luz dos direitos fundamentais. Revista Digital de Direito Administrativo, Ribeirão Preto, v. 5, n. 2, p.97-118, jun. 2018. Semestral.
12 SEMANAS DE EXERCÍCIO RESISTIDO MELHORA A RESISTÊNCIA ABDOMINAL E DE MEMBROS SUPERIORES EM MULHERES
MARIA VIVIA SANTOS; Maria Thainan Oliveira de Olinda; Antônio Daniel de Sousa Lima; Nayara Tavares Batista
Resumo: Sabendo que o fortalecimento e melhora do desempenho da musculatura do core, pode ser realizada por meio de exercícios, buscou-se no presente estudo verificar se o exercício resistido (ER) melhora a força de resistência abdominal (FRA) e força de membros superiores (FMS) em mulheres. Foram incluídos no estudo indivíduos do sexo feminino com média de idade 30,6 ± 12,0 anos. As voluntárias foram submetidas a sessões de ER durante 12 semanas, com duração de 60 minutos, em que cada sessão foi composta por 11 exercícios. Foi verificada a normalidade da distribuição dos dados (Shapiro-Wilk test). Os momentos pré e pós foram comparados utilizando o teste t de Student dependente (p<0,05). Foi possível verificar diferença significativa entre os momentos pré e pós-intervenção em que houve uma melhora na FRA e também na FMS, de 19,9 ± 6,1 repetições para 23,20 ± 4,7 repetições, e de 19,0 ± 4,7 para 24,3 ± 3,6, respectivamente. Conclui-se que o ER realizado 3 vezes por semana durante 12 semanas é o suficiente para melhorar FRA e FMS em mulheres. 1. Introdução A força e a resistência muscular são importantes elementos da aptidão física, no qual se necessita de níveis mínimos para realização de atividades diárias (HEYWARD, 2004), assim, é importante buscar melhoras dos níveis da aptidão física, e para isso é apresentada a prática de atividade física, que pode se relacionar também com a prevenção de várias doenças (SILVA; COSTA JUNIOR, 2011), já que são reduzidas as chances de desenvolver dores lombares, fraturas osteoporóticas e lesões musculoesqueléticas, com adequados níveis de competência muscular (HEYWARD, 2004). Nos dias atuais as mulheres sofrem mais do que os homens com as atividades do cotidiano devido ao seu estilo de vida (WOTTRICH et al., 2011), e quando as mesmas apresentam baixos níveis de força e resistência muscular localizada (RML), estão predispostas a distúrbios musculoesqueléticos graves, acompanhados de dor e um alto desconforto (GLANER, 2003). Vele ressaltar que desde a adolescência, indivíduos do sexo feminino são mais suscetíveis a dores lombares que os do sexo masculino, apresentando diferença de 10% a mais nas mulheres (DORNELES et al., 2015). As dores lombares são causadas por um enfraquecimento do core, que pode ainda promover desestabilização da coluna vertebral e má postura (FORMIGHIERI, 2012), dessa forma, um bom nível de força dos músculos abdominais pode amenizar a pressão nos discos intervertebrais lombares, em que previne doenças degenerativas nos discos (LADEIRA et al., 2005). Assim, sabendo que o fortalecimento e melhora do desempenho da musculatura do core, pode ser realizada por meio de exercícios, buscou-se no presente estudo verificar se o exercício resistido (ER) melhora a força de resistência abdominal (FRA) e força de membros superiores (FMS) em mulheres. 2. Objetivo Verificar o efeito de 12 semanas de ER na FRA e FMS em mulheres. 3. Metodologia Foram incluídos no estudo indivíduos do sexo feminino com idade entre 18 e 59 anos, que não apresentassem qualquer disfunção ósteo-mio-articular que limitasse a realização dos exercícios de musculação, não fossem classificadas na categoria 3 (doença séria conhecida) após estratificação de risco do ACMS (1995) e ainda, que não apresentassem doenças cardiovasculares, neuropatia autonômica, diabetes e hipertensão controladas ou não. Após o recrutamento, responderam anamneses sobre histórico de saúde e estratificação de risco para sinais e sintomas de doença cardiopulmonar e/ou fatores de risco para doença arterial coronariana (ACSM, 1995). Além disso, responderam a um questionário sobre o nível de atividade física, o IPAQ versão curta (MATSUDO et al., 2001). Ao responderem a anamnese, foram convidadas a comparecerem no laboratório para uma avaliação física, em que se realizaram mensurações antropométricas como: estatura e peso (para cálculo do índice de massa corporal – IMC), circunferência da cintura e quadril (LOHMAN; ROCHE; MARTORELL, 1988) além de obtidas as dobras cutâneas para posterior cálculo da densidade corporal (JACKSON; POLLOCK; WARD, 1980) e cálculo do percentual de gordura pela equação de Siri (1961) para caracterização da amostra, além de realizarem um teste simples de 1 minuto, para verificar a FRA das mesmas, o teste consiste em a voluntária deitada em decúbito dorsal sobre um colchonete, com os membros inferiores flexionados e pés apoiados ao solo separados na largura dos ombros e braços cruzados a frente do tronco, flexiona a coluna de forma que os cotovelos toquem os joelhos e volte à posição inicial, repetindo esse movimento quantas vezes possíveis, em um minuto (NIEMAN, 2011). O teste de FMS foi realizado com o avaliado em decúbito ventral, com os joelhos no chão, o quadril, costas e cabeça alinhados e as mãos à altura dos ombros, em que deveria flexionar os cotovelos levando todo o corpo até próximo do chão, totalmente alinhado e extendê-los de maneira que os cotovelos fossem ao nível dos ombros, voltando a posição inicial, realizando a quantidade de repetições máximas em 1 minuto (NIEMAN, 2011). Posterior a avaliação física, iniciaram-se as sessões de ER, as quais foram realizadas 3 vezes por semana em dias alternados, durante 60 minutos cada sessão, por um período de 12 semanas. Cada sessão foi composta por aquecimento de 10 minutos na esteira ou bicicleta, logo após, dando-se início aos exercícios em forma de circuito alternado por segmento, sendo: supino reto na máquina, cadeira extensora, puxada alta (frente), mesa flexora, rosca direta, leg press, tríceps pulley, adutora, abdominal, abdutora e panturrilha. Em todos os 10 exercícios foram realizadas 3 séries de 8 a 12 repetições, com intervalo de 60 segundos entre as séries e intensidade de 11 unidades arbitrárias (u.a.) a 14 u.a. mensurada pela escala de percepção subjetiva de esforço (PSE; BORG, 1982). Ao final das 12 semanas, foi realizada novamente a avaliação para verificar o efeito do treinamento. Foi verificada a normalidade da distribuição dos dados (Shapiro-Wilk test) e teste t de Student dependente foi aplicado para comparar os momentos pré e pós. O alfa adotado foi de 5% e o software utilizado foi o SPSS v. 22.0. 4. Resultados A Tabela 1 apresenta as características da amostra investigada. Tabela 1. Caracterização da amostra das mulheres praticantes de musculação (n=10). Média ± DP Idade (anos) 30,6±12,0 Peso (kg) 58,5±7,0 Estatura (cm) 155,8±7,5 Índice de massa corporal (kg.m-2) 24,7±3,7 A Tabela 2 apresenta a média e o desvio padrão dos momentos pré e pós-intervenção de FRA [t(9) = -4,038, p < 0,05] e também de FMS [t(9) = -4,598, p < 0,05], em que, diferenças significativas foram encontradas quando comparados os momentos pré e pós. Tabela 2. Média ± desvio padrão dos momentos pré e pós intervenção (n=10). Pré Pós Resistencia abdominal 19,9 ± 6,1* 23,20 ± 4,7 Resistencia muscular localizada de membros superiores 19,0 ± 4,7* 24,3 ± 3,6 * p < 0,05 em relação ao momento Pós. 5. Conclusão Conclui-se que o ER realizado 3 vezes por semana durante 12 semanas melhora a FRA e FMS de mulheres. 6. Agradecimentos Os autores agradecem ao Fundo Estadual de Combate à Pobreza – FECOP pelo apoio financeiro com bolsas de estudo. 7. Referências ACSM. American College of Sports Medicine’s Guidelines for exercise testing and prescription. 5 th ed. Baltimore, Md: Willians & Wilkins, p. 269-287, 1995. BORG, G. A. Psychophysical bases of perceived exertion. Med Sci Sports Exerc, v. 14, n. 5, p. 377-381, 1982. DORNELES, R. C. G. et al. Flexibility and muscle strength/resistance indicators and screening of low back pain in adolescents. Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano, v. 18, n. 1, p. 93-102, 2016. FORMIGHIERI, F. L. et al. Força abdominal de mulheres praticantes e não praticantes do método pilates. 2012. GLANER, M. F. Importância da aptidão física relacionada à saúde. Revista Brasileira de Cineantropometria & desempenho humano, Brasília, v. 5, n. 2, p. 75-85, 2003. HEYWARD V. Avaliação física e prescrição de exercício físico: técnicas avançadas. Porto Alegre: Artmed; 2004. JACKSON, A. S.; POLLOCK, M. L.; WARD, A. Generalized equations for predicting body density of women. Med Sci Sports Exerc, v.12, n. 3, p. 175-81, 1980. LADEIRA, C. E. et al. Validation of an abdominal muscle strength test with dynamometry. Journal of Strength and Conditioning Research, Colorado Springs, n. 19, v. 4, p. 925-930, 2005. LEITÃO M. B, et al. Posicionamento Oficial da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte: Atividade Física e Saúde na Mulher. Rev. Bras Med Esporte. v. 6, n. 6, p. 215-220, 2000. LOHMAN, T. G.; ROCHE, A. F.; MARTORELL, R. Anthropometric Standardization Reference Manual. Champaign, Human Kinetics, 1988. MATSUDO, S. et al. Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ): estudo de validade e reprodutibilidade no Brasil. Revista Brasileira de Atividade Física e Saúde, n.10, p. 5-18, 2001. NIEMAN, D. C. Exercício. saúde: teste e prescrição de exercícios. 2011. SILVA, P. V. C.; COSTA JR, Á. L. Efeitos da atividade física para a saúde de crianças e adolescentes. Psicologia Argumento, v. 29, n. 64, 2017. WOTTRICH, S. H. et al. Gênero e manifestação de stress em hipertensos. Estudos de Psicologia, Campinas, v. 28, n. 1, p. 27-34, 2011.
A APLICAÇÃO DE METODOLOGIAS ATIVAS NA MONITORIA ACADÊMICA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
MAIARA BEZERRA DANTAS; Roger Rodrigues da Silva; Maydjeferson Tenório Alves; Tamires Alves Dias
A APLICAÇÃO DE METODOLOGIAS ATIVAS NA MONITORIA ACADÊMICA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Maiara Bezerra Dantas , Roger Rodrigues da Silva2, Maydjeferson Tenório Alves3, Tamires Alves Dias4, Dominique Araújo de Freitas Souza5 Resumo: Objetiva-se em Relatar a experiência da monitoria em geografia, por meio do Projeto de Extensão Pré-Vest na Universidade Regional do Cariri; e discutir a relevância da utilização das metodologias ativas para a eficácia dessas atividades de extensão. Estudo descritivo com abordagem qualitativa, do tipo relato de experiência, sucedeu-se a partir da experiência adquirida por uma acadêmica de enfermagem da URCA-UDI, durante as aulas de monitoria em Geografia, com cerca de 80 alunos, no ano de 2018. Utilizou-se como metodologias ativas os jogos educativos: Passa ou Repassa e Cruzada. Notou-se geração de discussão grupal assim como a interação e comunicação entre os participantes estimulando a reflexão diante das situações problemas, demonstrando a necessidade de implementar novos meios de ensino e aprendizagem. Conclui-se a efetividade das metodologias ativas frente as práticas de monitoria e a importância para a comunidade das ações extensionistas. Palavras-chave: Monitoria. Metodologia Ativa. Jogos Educativos. 1. Introdução A monitoria propicia a ampliação de conhecimentos ao aluno monitor, através do aprofundamento teórico e, a necessidade da busca de problematização pelos alunos para a discussão dos conteúdos. E ainda, estimula a formação de futuros profissionais docentes. Ante as metodologias ativas, a monitoria torna-se aporte pedagógico ofertados aos alunos, que demonstram interessados em aprimorar os conteúdos e ultrapassar as dificuldades abordadas na teoria em sala de aula (ABREU et al., 2014). A aplicação de jogos educativos nas atividades de monitoria, facilitam o aprendizado e interpretação dos alunos. Onde a monitoria deve propiciar inovação e dinamicidade, colaborando no processo de aprendizagem e na motivação aos alunos, contribuindo ainda na comunicação e satisfação emocional (GURGEL et al., 2017). A utilização de novas metodologias que cativem os integrantes, através de práticas que incentivem a resolutividade de problemas colaboram na tomada de decisões destes. No qual, pode-se utilizar-se de estratégias que encantem e sejam de fácil compreensão, como jogos que incitem suas aptidões, a reflexão e criticidade em seus pensamentos e instiguem a participação coletiva e individual (MORAN, 2015). Enfatiza-se a necessidade de trabalhar em grupos as metodologias ativas, uma vez que propicia a interação e socialização. Dentre os meios de se trabalhar, tem-se o desenvolvimento de oficinas educativas que definem-se como instrumento pedagógico que maximizam a dinamicidade grupal (ALBERTI et al., 2014). Diante do exposto, constata-se a relevância das metodologias ativas que propiciam a autonomia do aluno no processo de ensino-aprendizagem, e o alto aproveitamento das aulas, a fim de contribuir na realização dos objetivos e aprovação do vestibular. Faz-se necessário avaliar a influência das novas estratégias de ensino, a fim de perpetuar as experiências no âmbito universitário em suas práticas de ensino, almejando o aprender problematizador e reflexivo dos futuros profissionais. 2. Objetivo Relatar a experiência da monitoria em geografia, por meio do Projeto de Extensão Pré-Vest na Universidade Regional do Cariri; e discutir a relevância da utilização das metodologias ativas para a eficácia dessas atividades de extensão. 3. Metodologia Trata-se de um estudo descritivo com abordagem qualitativa, do tipo relato de experiência, que socializa uma vivência prática sobre a utilização de metodologias ativas na monitoria do Projeto de Extensão Pré-Vest. A presente pesquisa sucedeu-se a partir da experiência adquirida por uma acadêmica de enfermagem da Universidade Regional do Cariri-Unidade Descentralizada (URCA-UDI) durante as aulas de monitoria em Geografia, com cerca de 80 alunos, através do Projeto de Extensão Pré-Vest, na cidade de Iguatu – CE no ano de 2018. 4. Resultados O Projeto de Extensão Pré-Vest, objetiva-se em contribuir na preparação de alunos que buscam o ingresso no ensino superior, especialmente na Universidade Regional do Cariri- URCA, sendo feito parcerias com os graduandos da mesma para a realização das atividades de monitoria. Diante da gama de conteúdos que devem ser ofertados aos aprendizes durante a monitoria, o uso de estratégias de ensino-aprendizagem objetivam-se em facilitar a apreensão dos estudos. Deste modo, a aplicação de metodologias ativas em sala de aula instigam a participação do aluno e a busca pela resolução dos problemas expostos. Onde a aula será construída por monitor e aluno, com o intuito da aprendizagem significativa. As metodologias utilizadas foram Jogos Educativos. As atividades foram realizadas em grupo, visto que propiciam discussão grupal e melhor aproveitamento do participante (ALBERTI et al., 2015). A monitora foi responsável pela mediação das atividades e organização dos grupos. O primeiro Jogo estabelecido foi o Passa ou Repassa, onde foram elaboradas 13 perguntas que discorriam sobre “A geografia do Brasil: Movimentos Migratórios”, a sala ficou dividida em dois grupos. As perguntas eram destinadas ao grupo inicialmente por sorteio, sucedendo-se o passa ou repassa. Diante das discussões percebeu-se interação grupal e a geração de questionamentos. Quando as respostas encontravam-se incompletas eram repassadas ao segundo grupo, propiciando assim o compartilhamento dos saberes entre os dois grupos, através de sua complementação e debate. Através dos jogos, objetiva-se em estimular a participação de todos os integrantes, de modo criativo e lúdico, promovendo a interação grupal. O prazer ofertado pelo jogo favorece a comunicação e o desenvolvimentos de conhecimentos coletivos e a independência nos processos de reflexão e em situações desafiadoras (PIRES; GUILHEM; GOTTEMS, 2013). O segundo jogo proposto foi a Cruzada onde tinha como tema a “Globalização”. Foram elaboradas 10 perguntas, cada resposta fora resumida em uma palavra, sendo que estas faziam parte da cruzada e formavam a palavra “Globalização”. As cruzadas foram resolvidas individualmente, entretanto as respostas e outras possibilidades de resolução foram discutidas em grupo, havendo a interação de todas as respostas e suas discussões. Com os jogos educativos, percebe-se as reações naturais, percebidas pelo monitor, que ao observar abre lacunas para a geração de discussões através das dúvidas manifestadas e avaliar seu processo de reflexão (GURGEL et al., 2017). Permitindo que, através das indagações individuas, a resolução dos questionamentos possam tornar-se coletivas a fim de melhor aproveitamento dos indivíduos participantes. Durante a monitoria o aluno monitor deve compreender de que modo os alunos aprendem e absorvem as informações, a fim de traçar estratégias efetivas para a construção do processo de ensino-aprendizagem, pois este está intrinsecamente conectado ao seu desenvolvimento e crescimento do sujeito, durante as suas experimentações, sendo o aprender um processo ativo do individuo (BRITO et al. 2017). A aplicação das metodologias ativas pelo monitor o instiga a tornar-se um profissional que busque interrogar, debater, trabalhar coletivamente e reinventar os meios de ensino, revolucionando as estratégias de ensino-aprendizagem, despertando-o para as atividades docentes e para a construção do pensamento crítico-reflexivo entre os alunos e professor (REUL et al., 2016). Nesse sentido, as metodologias ativas aplicam-se para suscitar o pensamento crítico-reflexivo e problematizar situações cotidianas, estimulando escolhas racionais. Seu uso durante as atividades de monitoria tornam o aprendiz protagonista de seu aprendizado e contribuem para o alcance dos objetivos, com o estímulo contínuo a aprender. 5. Conclusão A extensão universitária promove ao graduando o contato entre universidade e comunidade, contribuindo na construção da educação social e no aprimoramento acadêmico trazendo benefícios mútuos. A monitoria em sua totalidade instiga o aluno monitor a criar formas de ensinar e de aprender, estimulando este a adentrar a docência, modificando desde a universidade a educação. O estudo de novos meios de ensino potencializam o aprendizado entre aqueles que compartilham das informações e não apenas transmitem saberes. Tendo estas novas estratégias a necessidade de serem perpetuadas e aprofundadas através da pesquisa. 5. Agradecimentos Os autores agradecem à Universidade Regional do Cariri-URCA, e órgão de Fomento FUNCAP (Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico) pela concessão da bolsa de extensão. 6. Referências ABREU, T. O. et al.A monitoria acadêmica na percepção dos graduandos de enfermagem . Rev enferm UERJ, v. 22, n. 4, p.507-12, 2014. ALBERTI, G. F. et al. Educação popular trabalhada em oficinas de saúde: a sexualidade durante o adolescer. Rev. Ed. Popular, v. 13, n. 1, p. 75-81, 2014. BRITO, L. S. et al. Experiência de discentes de enfermagem em metodologias ativas na atividade de ensino docente. Rev baiana enferm, v. 31, n.3, 2017. GURGEL, S. S. et al. Jogos educativos: recursos didáticos utilizados na monitoria de educação em saúde. REME Rev. Min. Enferm, 2017. MORÁN, J. Mudando a educação com metodologias ativas. Coleção mídias contemporâneas. Convergências Midiáticas Educação e Cidadania: aproximações jovens, v.2,p. 15-33, 2015. PIRES, M. R. G. M.; GUILHEM, D.; GOTTEMS, L.B.D. Jogo (IN)DICA-SUS: estratégia lúdica na aprendizagem sobre o Sistema Único de Saúde. Texto & Contexto Enfermagem, v.22, n.2, 2013. REUL, M. A. et al. Metodologias ativas de ensino aprendizagem na graduação em Odontologia e a contribuição da monitoria - relato de experiência Revista da ABENO, v. 16, n. 2, p. 62-68, 2016.
Oral
Abrir o trabalhoA MONITORIA COMO FERRAMENTA DE AUXÍLIO NO ENSINO DA DISCIPLINA DE ECONOMIA BRASILEIRA II
YURE RÉVELLES DA SILVA MOURA
A MONITORIA COMO FERRAMENTA DE AUXÍLIO NO ENSINO DA DISCIPLINA DE ECONOMIA BRASILEIRA II Yure Révelles da Silva Moura , Prof. Msc. Érico Robsom Duarte de Sousa Resumo: Objetivando traçar o desempenho, com o auxílio da monitoria, dos estudantes do VI semestre da disciplina de Economia Brasileira II do curso de Ciências Econômicas da Universidade Regional do Cariri-URCA/Iguatu. A pesquisa valeu-se da bibliografia disponível, com abordagens qualitativas e quantitativas e, aplicação de questionários semiestruturados com 14 estudantes da disciplina de Economia Brasileira II. Os resultados mostraram que os entrevistados são jovens com idade entre 18 e 26 anos, 50% são do sexo masculino e 50% do sexo feminino, residem na cidade de Iguatu. 78,57% dos alunos trabalham e estudam dedicando-se apenas de 1 a 2 horas diárias ao estudo. Observou-se que, 11 alunos procuraram ajuda do monitor no decorrer da disciplina, sendo que 45,4% para tirar dúvidas e 27,3% para resolução de exercícios. Percebeu-se que 78,6% dos alunos afirmaram ter obtido um bom desempenho na disciplina após a monitoria e 21,4% obtiveram um desempenho regular. Neste contexto, a atividade de monitoria revelou-se com impacto positivo no desempenho da disciplina de Economia Brasileira II. Palavras-chave: Monitoria. Desempenho. Economia brasileira II. 1. Introdução Entende-se por monitoria, como um serviço prestado de apoio aos alunos que tenham interesse de aprofundar seus conhecimentos em determinado tema, assim como amenizar as dificuldades que, os alunos, por ventura possam apresentar no decorrer da dinâmica no processo de aprendizagem em sala de aula (HAAGI et al.; 2008). Já Frison e Morais (2010), definem a monitoria como uma estratégia de apoio ao ensino em que estudantes mais adiantados nos programas de formação acadêmica colaboram no processo de apropriação do conhecimento e seus colegas. Assim, o monitor é um agente a mais com quem os alunos podem tirar duvidas e com isso melhorar seu desenvolvimento na disciplina. A função do professor neste elo de aprendizado e de extrema importância. Pereira (2007), o professor desempenha o papel de mediador dos conhecimentos, estabelecendo a relação entre os conhecimentos específicos e a prática pedagógica, acompanhando sistematicamente as atividades a serem desempenhadas pelo monitor. Neste sentido, o presente trabalho tem o objetivo de traçar o desempenho, com o auxílio da monitoria, dos estudantes do VI semestre da disciplina de Economia Brasileira II do curso de Ciências Econômicas da Universidade Regional do Cariri–URCA, campus Iguatu. A pesquisa foi qualitativo e quantitativo, através da aplicação de questionários semiestruturados, contendo perguntas subjetivas e objetivas. Além desta seção introdutória, o trabalho e composto por mais três seções. Na segunda são apresentados os processos metodológicos que seguiram a pesquisa; na terceira parte será destinada aos resultados da pesquisa e quinta e última seção constará às considerações finais. 2. Objetivo Traçar o desempenho com o auxílio da monitoria dos estudantes do VI semestre da disciplina de Economia Brasileira II do curso de Ciências Econômicas. 3. Metodologia A pesquisa básica é bibliográfica, como a utilização de livros, revistas, artigos etc. Foram combinadas técnicas de cunho quantitativo e qualitativo, que segundo Neves (1996), torna uma pesquisa mais forte e reduz os problemas de adoção exclusiva de um desses grupos. A estatística descritiva, com a construção de gráficos e tabelas corroborou para melhor compreensão e discursão dos dados coletados. A coleta de dados foi obtida através de fonte primária com a aplicação de questionários que se concentrou nos alunos que cursaram a disciplina de Economia Brasileira II no período 2018.1. Logo, foram entrevistados 14 alunos do VI semestre do curso de Ciências Econômicas da Universidade Regional do Cariri – URCA, campus de Iguatu, Ceará. A aplicação dos questionários ocorreu no mês de Outubro de 2018. Após aplicação do questionário, realizou-se a análise das variáveis para traçar o desempenho dos estudantes na disciplina de Economia Brasileira II. 4. Resultados Ao analisar aos dados colhidos através da aplicação dos questionários junto aos alunos, pode-se traçar o perfil dos estudantes do VI semestre do curso de Economia. Dos entrevistados 42,7% apresentaram idade entre 18 à 22 anos, 35,7% responderam ter de 22 à 26 anos, 14,3% de 26 à 30 anos e apenas 7,14% possuía mais de 30 anos. Com relação ao sexo dos entrevistados, 50% responderam ser do sexo masculino e 50% do sexo feminino, ambos mostraram ser igual à quantidade de homens e mulheres na turma. Cerca de 78,57% residem na cidade de Iguatu e utilizam a motocicleta como principal meio de transporte até a universidade os 21,43% utilizam transporte escolar. Em observância a rotina diária dos estudantes, temos que 78,57% trabalham e estudam e apenas 21,43% dos estudantes somente estudam. Variável essa que impactar diretamente no rendimento no estudo, visto que quanto menor a disponibilidade de tempo dedicada ao estudo, menor tende a ser o desenvolvimento total na disciplina, em decorrência de vários fatores, sendo estes: físico, psicológico e emocional. Os dados da pesquisa revelaram que, o total de horas destinadas ao estudo diário, está distribuído de forma bem mesclada, cerca de 45,4% dos que trabalham e estudam dedicam de 1 à 2 horas diárias ao estudo, 27,3% menos de 30 minutos diários e 27,3% de 2 a 3 horas; sendo o notebook o principal meio de informação utilizado para estudo. Metade dos alunos respondeu que não tem o hábito a leitura e não gosta de ler, o que pode ser um fator responsável pelo desempenho acadêmico, principalmente nas disciplinas teóricas, por exigirem uma dedicação maior a leitura. Dentre aqueles que afirmaram ter o hábito de ler, pode-se citar, através da pesquisa que leituras como livros, notícias, contos e a Bíblia foram as principais fontes de leitura mencionadas pelos estudantes. Quanto à avaliação do curso ofertado pela instituição, 57,14% dos entrevistados avaliaram o curso como bom e 45,86% regular. Uma das possíveis causas por essa classificação, regular, de acordo com os alunos é a ausência de um estágio. 4.1 Análise do desempenho dos alunos do VI semestre na disciplina de Economia Brasileira II Os entrevistados relataram que as expectativas em relação à disciplina, estavam centradas na obtenção de conhecimento da história econômica do Brasil, conseguindo concretizar ao término da disciplina. Entretanto, a maior dificuldade encontrada se materializou, no extenso programa que a disciplina propõe a estudar e a dificuldade em relacionar cada período com seus respectivos aspectos teóricos. Para os entrevistados, 71,43% avaliaram como boa, a metodologia utilizada pelo professor e pela monitoria para explanação do conteúdo. Mostrando boa comunicação e sintonia entre a metodologia utilizada pelo professor e a metodologia proposta pela monitoria. Um bom planejamento e uma boa sintonia entre os dois agentes, professor e monitor, acarreta um bom desenvolvimento da atividade de monitoria. (FREIRE, 1988). Segundo os entrevistados, entende-se a monitoria como serviço de auxilio aos alunos em dificuldade, ofertado pela instituição em um horário extraclasse ou dentro da própria sala de aula. A partir desta definição, foram indagados aos alunos se os mesmos procuraram ajuda do monitor e em que momento, como pode ser observado na tabela 1. Tabela 1: Demandas dos alunos ao monitor. Momento que procurou a monitoria Procurou ajuda do monitor Resolução exercícios Dúvidas As duas opções Nenhum momento Total Sim % 3 27,27% 5 45,45% 3 27,27 0 0,00 11 100,00 Não % 2 66,67% 0 0,00 0 0,00 1 33,33% 3 100,00 Total % 5 35,71% 5 35,71% 3 21,43% 1 7,14% 14 100,00 Fonte: Elaboração própria com base na pesquisa (2018). Na tabela 1, pode-se observar que 11 alunos procuraram ajuda do monitor no decorrer da disciplina cursada, sendo que cerca de 45,4% para tirar dúvidas em relação ao conteúdo abordado em sala de aula, 27,3% para resolução de exercícios e 27,3% nas duas ocasiões. Pode-se observar que o objetivo da monitoria foi alcançado na turma. Avaliando o desempenho dos alunos após o inicio das atividades de monitoria, através do gráfico 1, percebeu-se que 78,6% dos alunos afirmaram ter obtido um bom desempenho na disciplina após a monitoria e 21,4% obtiveram um desempenho regular. Gráfico 1: Desempenho na disciplina após o início da monitoria. Fonte: Elaboração própria a partir da pesquisa (2018). Ao indagar os entrevistados sobre o seu desempenho com a ausência da monitoria, observou-se que metade dos alunos respondeu que teria o mesmo rendimento e a outra metade que não teria o mesmo rendimento. Com isso, cerca de 90% dos alunos conseguiram a aprovação na disciplina de economia brasileira II, sendo apenas 10% reprovados. 5. Conclusão O estudo evidenciou que a atividade da monitoria e de suma importância no auxilio ao professor e no desempenho dos alunos. Observou-se que fatores como a comunicação e a sintonia entre o monitor e o professor demonstraram ser um pilar para o sucesso da atividade de monitoria na disciplina de Economia Brasileira II. Pode-se destacar também, a participação ativa dos alunos, que buscaram na monitoria um auxilio para sanar suas dificuldades como pode ser visto, cerca de 78,6% dos alunos obtiveram um bom desempenho após inicio das atividades da monitoria e consequentemente aprovação na disciplina cerca de 90% da turma. Neste contexto, o desenvolvimento das atividades de monitoria revela ser expressivo no desempenho acadêmico, devendo ser implantado em todas as disciplinas da Instituição, para desenvolver a internalização no processo de ensino-aprendizagem. 6. Agradecimentos Agradeço o apoio financeiro da Pró-Reitoria de Graduação - Prograd/FUNCAP pela bolsa de monitoria remunerada da disciplina de Economia Brasileira II e ao professor Érico Robsom por todo o apoio e incentivo e desenvolvimento acadêmico. 7. Referências FREIRE, P. Extensão ou comunicação?. 10. Ed. São Paulo: Paz e Terra, 1988. FRISON, L. M. B.; MORAIS, M. A. C. As práticas de monitoria como possibilitadoras dos processo de autorregulação das aprendizagens discentes. Poíesis Pedagógica, Goiás, v. 8, n. 2, p. 126-146, ago./dez. 2010. HAAGI, G. S. G. S. et al. Contribuições da monitoria no processo ensino-aprendizagem em enfermagem. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 61, n. 2, p. 215-220, 2008. PEREIRA, J. D. Monitoria: uma estratégia de aprendizagem e iniciação à docência. In: SANTOS, M. M.; LINS, N. M. A monitoria como espaço de iniciação a docência: possibilidades e trajetórias. Natal: Edufrn, 2007, p.69-80.
Oral
Abrir o trabalhoA VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO E SEUS REFLEXOS PARA A ECONOMIA: UMA BREVE ANÁLISE DO ESTADO DO CEARÁ
LUIZ FERNANDO PEREIRA DA SILVA; Edilmara da Silva Gonçalves
A VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO E SEUS REFLEXOS PARA A ECONOMIA: UMA BREVE ANÁLISE DO ESTADO DO CEARÁ. Luiz Fernando Pereira da Silva¹, Edilmara da Silva Gonçalves². Resumo O presente estudo teve por objetivo investigar a relação entre violência no trânsito e os seus reflexos para a economia no estado do Ceará. A partir de dados coletados de acidentes no transito fatais e não fatais, foi possível observar o comprometimento da economia do estado com gastos na saúde pública e perda de capacidade produtiva. A análise exploratória dos dados revela que o Ceará é um dos estados do Brasil que mais aposenta por invalidez vítimas de ocorrência nas rodovias. Entre 2015 e 2016, observou-se também um processo de redução nos números de casos e uma minimização de despesas, porém, esse fato não anula a gravidade dessa problemática que não afeta somente a economia como também, possui vínculo direto com questões de cunho social, tornando-se visível a emergência por soluções em curto prazo. Palavras-chaves: Violência no trânsito; Economia; Ceará; Capacidade produtiva. INTRODUÇÃO O fato de que o Brasil atravessa uma situação crítica em relação ao trânsito, não é desconhecido, seja no que diz respeito aos congestionamentos pelo número elevado de veículos em circulação ou pelos elevados números de acidentes. A vida nas cidades apresenta um número crescente de desafios. De acordo com Rodrigues (2007, p.1) Violência por definição é um comportamento humano que vise ou possa causar dano à outra pessoa, ser vivo ou objeto. È o ato atentatório contra a autonomia, integridade física ou psicológica e mesmo contra a vida de outro. É um fenômeno que permeia todo o tecido social e assume diferentes formas. É geral. Ocorre do nosso lado e nas mais longínquas regiões terrestres. Pode ser percebida nos bairros nobres das cidades e nas periferias. Está nas ruas e, até mesmo, dentro de nossas casas. É exterior à vontade das pessoas. Alcança todas elas indistintamente variando, porém, em intensidade. No governo de Juscelino Kubitscheck nos anos 1950, se iniciou um grande avanço automobilístico no Brasil, além do investimento nesse setor o país ampliou sua malha viária e os setores ferroviários e os de hidrovias foram negligenciados, pelo qual seriam opções de transporte descarregando as rodovias que se se tornaram palcos de acidentes. Com isso, a violência no transito do Ceará tem apresentado números preocupantes e crescentes, onde os investimentos que poderiam ser destinados a outras áreas, são destinados para atender a demanda que nos últimos anos só tende a aumentar cada vez mais como número de acidentes. A violência no transito do Ceará, no ano de 2017 provocou um impacto em torno de R$ 7,5 bilhões ao Estado, na qual será explicitada graficamente posteriormente. A perda da capacidade produtiva causada por acidente foi de 5,42% do Produto Interno Bruto, o número de mortos foram de 2325 e de pessoa com invalidez parte foi 4499. (Centro de Pesquisa e Economia do Seguro, 2017). Os impactos são notórios não apenas no Ceará, mas em todo o Brasil. As constantes migrações e o grande fluxo de veículos tendem a gerar prejuízos constantes e crescentes, com isso o trabalho visa investigar a incidência social e econômica. OBJETIVOS OBJETIVO GERAL Este projeto objetiva investigar, como os acidentes de trânsitos afetam a economia no Ceará, bem como sua incidência na sociedade em geral. OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Expor as consequências da falta de imprudência no trânsito, levando em consideração os fortes impactos na economia; • Mostrar quais são os principais gastos e quais área são mais afetadas com os acidentes de transito; • Ilustra a perda da capacidade produtiva (PIB), através da análise do Produto Interno bruto. METODOLOGIA O presente estudo foi realizado utilizando-se de informações alcançadas através de uma metodologia desenvolvida na pesquisa bibliográfica, de cunho secundário, utilizando-se o método de pesquisa qualitativo, tendo como principal meio de pesquisa livros, artigos e monografia que trabalham com o tema estudado na área investigativa, com objetos de exploração através de pesquisas virtuais, onde se encontra um grande número de informações a respeito do tema. A pesquisa também se utilizou de dados quantitativa, onde foi realizada uma série de análise e classificação dos dados, no levantamento verificamos a incidência na área econômica relacionada ao Produto Interno Bruto (PIB) e como o número de ocorrência de violência de transito vem se comportando entre os anos de 2015 a 2017. Todas as informações que foram coletadas no trabalho adquiridas por meios dessas fontes, originadas de fontes primarias disponibilizadas por instituições como CPES e DETRAN. Os dados fornecidos por essas instituições servem para facilitar o andamento do trabalho e são necessários para que se ocorra um estudo sobre os impactos da violência do trânsito para a economia no Estado do Ceará. RESULTADOS Dentre os 1,3 milhões de mortes anuais em consequência da violência, aproximadamente 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo morreram por problemas atribuídos a acidentes de trânsito (WHO, 2015). Essa violência tende a construir um forte elo com o desenvolvimento econômico do país, principalmente nos países desenvolvidos. O transito com o avançado processo de globalização se encontra muito precário, isso devido à falta de estrutura e muita das vezes de imprudência. O maior problema do crescente extermínio no tráfego urbano está na escolha, de um modelo de mobilidade que privilegia o transporte individual. As consequências dos acidentes e violências são impactantes para a economia, que será constituída significativa fonte de despesas na gestão da saúde pública. O Brasil, por exemplo, é o quarto país da América latina com mais mortes decorrentes de violência no transito. E essa problemática não se restringe apenas para o âmbito da saúde pública, como também exerce papel influente nos desdobrares da economia do país. Com base no Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (CPES), estima que no ano de 2017 os prejuízos para a economia do Brasil chegaram a atingir 146,8 bilhões de reais que corresponde a 2,3 % do Produto Interno Bruto (PIB). Situações como essas o pagamento de indenizações é o fator que mais influência nas despesas em casos de acidentes no transito, segundo dados do Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT), houve aproximadamente um pagamento de 190 mil indenizações no intervalo de janeiro a julho no ano de 2018, sendo 69% dessas indenizações pagas para casos de invalidez permanente. Além das consequências devastadoras para as vítimas e suas famílias, os acidentes graves também têm impacto social e econômico no país como: O capital humano tem sido destruído por acidentes de transito, onde as consequências são explicitas na qualidade de vida da sociedade e nas perdas de renda e da produção. O custo dos assassinatos e dos acidentes fatais do transito, considerando os gastos hospitalares, danos matérias e perda da produtividade das vítimas, tende a varia de 5% a 10% do PIB. (IPEA, 2014). O Gráfico 1 apresenta uma breve comparação entre os números de acidentes no trânsito com os impactos econômicos desencadeados, para o estado do Ceará relativo aos anos de 2015 a 2017. Verifica-se uma elevação constante das taxas de acidentes anuais, representando um pequeno decréscimo de um valor de 30.543 acidentes e despesas de 12,38 bilhões em 2015 para 28.865 acidentes e despesas de 7,5 bilhões em 2017, equivalendo a um decrescimento nas despesas relativo de 39,42%. CONCLUSÃO Com base nos estudos realizados acerca da violência no transito e os reflexos econômicos a realidade constatada no estado do Ceará, conclui-se que houve um avanço positivo na redução de acidentes com aplicação de campanhas do Departamento Estadual de Transito, mas a problemática se estende e ainda carecem de eficácia, tanto por falta de opções de uma maior infraestrutura nas rodovias, uma maior fiscalização, quanto pela negligência e desinteresse da sociedade por adoção de medidas protetivas, como o uso do cinto de segurança, capacetes e respeito às sinalizações e limites de velocidade. Podendo-se afirmar, que a elevada despesa causada ao estado do Ceará e o comprometimento da capacidade produtiva dos cearenses é uma problemática que necessita de soluções em curto prazo, pois os gastos que comprometem o orçamento público para essa questão poderiam estar sendo destinados a futuros investimentos que trariam retornos para a economia, tornando-a fortalecida. Referências CORRÊA, J. Pedro. 20 anos de lições de trânsito no Brasil. Ed. Infolio: Curitiba, 2009. DINO. Com impacto direto na economia do país, acidentes de trânsito é tema de evento. São Paulo, 2018 Departamento Estadual de Transito do Ceará- DETRAN. Disponível em: http://portal.detran.ce.gov.br/index.php/estatisticas/estatisticas-de- acidentes/category/105-2017. Acesso em 26 de Outubro de 2018. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada- IPEA. Disponível em: http://www.ipea.gov.br/portal/ RODRIGUES, José Nivaldino. “Acidente de trânsito: manifestação contemporânea da violência”. São PAULO, 2017 SALDANHA, Raphael de Freitas, Violência no trânsito e crescimento econômico no Brasil. Juiz de Fora, 2017.
Palavras-chave: Violencia no transito, economia,Ceará, Capacidade Produtiva
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Abrir o trabalhoDESENVOLVIMENTO SOCIOECONÔMICO DAS CIDADES QUE COMPÕE O SEMIÁRIDO CEARENSE: UM ESTUDO COMPARATIVO
MATHEUS ZANETTI PINHEIRO DE OLIVEIRA
DESENVOLVIMENTO SOCIOECONÔMICO DAS CIDADES QUE COMPÕE O SEMIÁRIDO CEARENSE: UM ESTUDO COMPARATIVO Matheus Zanetti Pinheiro de Oliveira , Antonia Cleidiane Rocha Lima Resumo: Este artigo apresenta um estudo sobre o desenvolvimento socioeconômico das 150 cidades que compõem o semiárido cearense no ano de 2016. O objetivo é demonstrar as diferentes condições socioeconômicas mediante um conjunto de indicadores-fatores, assim como classificá-los segundo os aspectos de condições de moradia e renda, industrialização, condições de saúde da população e nível de trabalho agrícola. Utilizaram-se os métodos de análise multivariada denominada análise fatorial e análise de clusters. Os resultados demonstraram que essa região é dotada de baixa renda, padrões precários de moradia, saneamento inadequado e acesso restrito à saúde de qualidade, o que revela a precariedade que essa região oferece na vida da população do semiárido cearense. Outro fator importante encontrado nesse trabalho foi a relação inversa entre os fatores condição de moradia e renda e industrialização, isso evidencia os problemas ocasionados pela falta de preparo que essas cidades têm de receber um nível maior de urbanização, já que a maior parte da renda da maioria das cidades são provenientes do setor público. Palavras-chave: Desenvolvimento Socioeconômico; Semiárido Cearense; Análise Fatorial. Introdução Os estudos em qualidade de vida da população entraram em evidência no cenário mundial com o advento dos estudos em economia regional, onde se buscava estudar alguns fenômenos locais que surgiram após a Segunda Guerra mundial, como o aumento das desigualdades regionais de renda per capita, crescimento explosivo das cidades e intensa migração interurbana (OLIVEIRA; SANTOS. 2018). Ainda assim, por muito tempo, os métodos de análise do padrão de vida populacional eram rígidos e não apresentavam um caráter real de desenvolvimento, sendo muitas vezes até confundido com o conceito de crescimento econômico. Entretanto, entre os anos 70 e 80, novas abordagens se fizeram necessárias: o reconhecimento de problemas globais relacionados com as questões demográficas, o colapso urbano, a preservação ambiental, o saneamento básico e a participação social impulsionaram estudos em teorias alternativas. Dessa forma, os indicadores comumente utilizados para medir o desenvolvimento e crescimento (PIB e renda per capita) acabaram perdendo espaço para novas medidas de desenvolvimento, levando em consideração termos relacionados à expectativa de vida, à educação, à sustentabilidade, etc. Desde então, houve avanço nos estudos de desenvolvimento, principalmente quando a ONU assumiu o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Esse índice tem o objetivo de ser uma medida geral e sintética do desenvolvimento humano (NIEDERLEI; RADOMSKY. 2016). Apesar disso, o IDH, por se tratar de uma medida sintética, buscando apenas as dimensões mais básicas do desenvolvimento humano (renda, educação e saúde), não pode ser considerado como uma medida suficiente para explicar um desenvolvimento humano pleno, mas sim para sintetizar o assunto e fomentar o debate (PNUD, 2018). Levando em consideração a região de estudo, o semiárido cearense, onde no início da década de 90 se tinham vários problemas econômicos e sociais, como mais da metade da população abaixo da linha da pobreza, elevados índices de mortalidade infantil e baixos níveis educacionais, passou por uma série de mudanças positivas no contexto social e econômico. Esse processo se deu com a estabilização da moeda na década de 90 e consequente aumento do investimento em saúde, educação e programas de distribuição de renda, o que gerou uma melhora significativa no atendimento das necessidades humanas da população (NIEDERLEI; RADOMSKY, 2016). Apesar do avanço supracitado, muitas mudanças ainda se fazem necessárias, mas para se chegar ao ponto de melhoria nas condições socioeconômicas da população é preciso entender quais aspectos da qualidade de vida ainda precisam de atenção. Objetivo O objetivo desse trabalho é analisar as condições socioeconômicas das cidades que compõem o semiárido cearense, mostrando os níveis de desenvolvimento alcançados mediante os indicadores apresentados. Busca-se, também, fazer a classificação destas cidades no contexto geral do semiárido cearense, bem como identificar as cidades mais e menos desenvolvidas em cada aspecto. Metodologia Para poder mensurar as condições socioeconômicas da população das cidades do semiárido cearense, foi utilizada a análise fatorial pelo método dos componentes principais, agregando-se as observações feitas para dezessete variáveis, em 2010. O método de análise fatorial é construído por uma combinação linear das variáveis originais inseridas no estudo. Essas combinações são chamadas de fatores, que são um agrupamento de variáveis que estão fortemente correlacionadas entre si, isso faz com que os fatores sejam independentes. Pode ser obtido um número máximo de fatores igual ao número de variáveis originais, mas poucos fatores são responsáveis pela maior proporção de explicação. Para uma escolha correta do número de fatores foi utilizado o critério de raiz latente (Critério de Kaizer), que seleciona os fatores que sua variância explicada se encontra acima de 1(AMORIM, 2016 apud SIMPLICIO, 1985). O modelo matemático da análise fatorial pode ser representado de forma simplificada por: Z_i=∑▒a_ji F_1+ d_j u_j (j=1,2,…,n);(i=1,2,…,m) Tal que: Z_i= j-ésima variável padronizada a_ji= é o coeficiente de saturação referente ao i-ésimo fator comum da j-ésima variável F_1= é o i-ésimo fator comum d_j= é o coeficiente de saturação referente ao j-ésimo fator específico da j-ésima variável; d_i= é o j-ésimo fator específico da j-ésima variável. Com utilização do método de análise dos componentes principais (ACP), a maximização da variância total será explicada e terá sua explicação maior concentrada nas extrações dos fatores iniciais, sendo o primeiro fator o que tem maior percentual de explicação, o segundo fator que tem o segundo maior percentual de explicação, e assim sucessivamente (ROSADO, ROSSATO e LIMA, 2005). Resultados A tabela apresenta os resultados encontrados das cargas fatoriais após a rotação dos fatores e suas respectivas comunalidades. Os valores acima de 0,6 estão em negrito, buscando evidenciar as variáveis que estão em maior intensidade entre a variável e o fator. Tabela 1- Cargas fatoriais rotacionadas e comunalidades Variáveis F1 F2 F3 F4 Comunalidades X1 0,860 0,039 0,088 -0,021 0,750 X2 0,714 0,479 -0,032 -0,063 0,745 X3 0,708 0,039 0,085 0,318 0,611 X4 -0,653 -0,045 -0,344 0,049 0,550 X5 -0,564 -0,483 -0,039 -0,329 0,661 X6 0,630 0,535 0,030 -0,236 0,739 X7 -0,727 -0,376 -0,032 -0,214 0,717 X8 0,197 0,391 0,108 -0,279 0,281 X9 0,186 0,679 0,162 -0,053 0,525 X10 0,618 0,302 0,101 0,031 0,485 X11 0,683 0,374 -0,005 0,339 0,721 X12 -0,085 -0,118 -0,983 -0,029 0,988 X13 0,109 0,158 0,976 0,026 0,990 X14 0,100 0,152 0,978 0,027 0,991 X15 0,206 0,123 0,072 0,809 0,717 X16 0,152 0,840 0,116 0,219 0,790 X17 0,205 0,871 0,167 0,223 0,878 Fonte: Resultados da Pesquisa Observa-se que o fator 1 (F1) tem correlação positiva com as variáveis X1 (Porcentagem da população com água encanada), X2 (Porcentagem da população com coleta de lixo), X3(Porcentagem da população que possui aparelho televisor), X6(Taxa de urbanização), X10(Porcentagem de pessoas com nível superior) e X11(Porcentagem de pessoas ocupadas); e correlação negativa com X4(Porcentagem dos domicílios que não tem banheiro) e X7(Porcentagem dos domicílios que possuem menos de ¼ de salário per capita). Portanto, o primeiro fator está relacionado com as condições de moradia e renda das cidades do Semiárido Cearense. No segundo fator (F2), todas as variáveis estão correlacionadas positivamente, são elas: X9 (densidade demográfica), X16 (PIB da indústria) e X17 (PIB do setor de serviços). Pode-se dizer, então, que esse fator está relacionado com o grau de industrialização. Vale destacar que a variável densidade demográfica é influenciada pelas demais variáveis que compõe esse fator, pois, uma cidade com uma atividade industrial e um setor de serviços aquecidos é atrativa para pessoas que buscam oportunidades de emprego. Já o terceiro fator (F3) relaciona-se com as condições de saúde da população do semiárido cearense, já que é altamente correlacionado com as variáveis X12 (taxa de mortalidade infantil), X13 (índice de longevidade) e X14 (probabilidade de sobrevivência após 60 anos). E no último fator (F4), apenas a variável X15 (PIB da agropecuária) foi correlacionado, isso denota o peso que as atividades primárias têm nessa região, portanto, retrata o nível de trabalho agrícola dos municípios estudados. É importante destacar que um nível de trabalho agrícola elevado acarreta facilidade de acesso aos bens agrícolas, como frutas e vegetais, por parte da população. Na hierarquização das dos 150 municípios utilizou-se os escores dos quatro fatores, já que, eles explicam cerca de 26,37%%, 15,99%, 8,50% e 6,425%, respectivamente, da variância total. Convém ressaltar que os escores calculados são sempre medidos em uma escala ordinal e, por isto, só podem indicar a posição relativa das cidades. A tabela 2 apresentará, para aspecto das condições socioeconômicas, os três mais desenvolvido e os três menos desenvolvidos. Tabela 02 – Hierarquização dos cinco melhores e piores cidades que compõem o semiárido cearense segundo seus aspectos socioeconômicos Condições de Moradia e Renda Nível de desenvolvimento econômico Condições de saúde Nível de Trabalho agrícola N° Cidades N° Cidades N° Cidades N° Cidades 1º Crato 1º Caucaia 1º S. Pompeu 1º Icapuí 2º L. Norte 2º J. Norte 2º Barbalha 2º Tianguá 3º Guaramiranga 3º Sobral 3º Crato 3º Aracati 4º Penaforte 4º Horizonte 4º Iguatu 4º Ibiapina 5º Groaíras 5º Maranguape 5º L. Norte 5º Russas 146º Aiuaba 146º Croatá 146º Quixadá 146º P. Branca 147º Itatira 147º Solonópole 147º Granjeiro 147º Penaforte 148º Salitre 148º Carnaubal 148º Catunda 148º Jaguaribara 149º Choró 149º Tarrafas 149º Russas 149º Altaneira 150º Ibaretama 150º Quixelô 150º Acarape 150º Ant. do Norte Fonte: Resultados da Pesquisa Com a tabela 02, é possível fazer uma análise de comparação das cidades estudadas e, dessa forma, identificar quais são os pontos mais vulneráveis de cada cidade e quais são as cidades que podem servir de modelo para as outras. Por exemplo, as políticas públicas voltadas para a área da saúde na cidade de Barbalha podem servir de espelho para a formulação de novas políticas públicas voltadas para essa área nas cidades de Acarape, que possui déficit relevante nesse aspecto. Conclusão Com a hierarquização das cidades, identificaram-se os pontos de vulnerabilidade das cidades e também foram apresentadas as cidades que podem servir como base para as formulações de políticas voltadas para aquela área que necessita de melhorias. Ficou confirmado um desenvolvimento desequilibrado entre as cidades, sobretudo em relação às condições de moradia e renda e aos níveis de industrialização. Exemplo disso são as cidades de Caucaia e Juazeiro do Norte, que por mais que ocupem a primeira e a segunda colocação nos níveis de industrialização, elas apresentam respectivamente as posições 105° e 32° referentes às condições de moradia e renda da população. Assim fica claro que, mesmo as cidades mais desenvolvidas em alguns aspectos podem ser deficientes em outros, por isso que se faz necessária uma adoção de métodos que possam captar vários aspectos do desenvolvimento. Referências AMORIM, Domingos, I. M.; OLIVEIRA, Francisco R. A.; GOMES, Otácio P. ROZA, Marcelo X. T. Nível tecnológico e seus determinantes na microrregião Iguatu no estado do Ceará. In: O Rural Nordestino: Cenários Ajustes e Desafios. / Organizado por Jair Andrade Araújo, et. al. Fortaleza, 2016. NIEDERLE, Paulo. A.; RADOMSKY, Guilherme F. W. Introdução às teorias do desenvolvimento. Coordenado pelo SEAD/UFRGS. Editora da UFRGS. Porto Alegre -RS, 2016. OLIVEIRA, Matheus Z. P.; SANTOS, Maria. D. C. Desenvolvimento Socioeconômico e hierarquização das cidades do semiárido cearense. In: Sustentabilidade, Políticas Públicas e Interdisciplinaridade no Semiárido/ Organizado por: Jairo Bezerra Silva, Larissa da Silva Ferreira Alves e Manoel Mariano Neto da Silva. Pau dos Ferros – RN, 2018. PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO – PNUD. O que é o IDH. 2014. Disponível em: <http://www.pnud.org.br/IDH/IDH.aspx?indiceAccordion=0&li=li_IDH>. Acesso em: 01 de nov. 2018. ROSADO, L; ROSSATO, M e LIMA, J. Hierarquização e desenvolvimento socioeconômico das microrregiões de Minas Gerais: uma análise regional. Anais: XLIII Congresso da SOBER. Ribeirão Preto, 2005.
Palavras-chave: Desenvolvimento Socioeconômico, Semiárido Cearense, Análise Fatorial
Oral
Abrir o trabalhoFATORES DETERMINANTES DA SATISFAÇÃO DOS USUÁRIOS DO PROGRAMA MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL NO MUNICÍPIO DE IGUATU CE.
MARIA JOSINEIDE GONÇALVES
FATORES DETERMINANTES DA SATISFAÇÃO DOS USUÁRIOS DO PROGRAMA MICROEMPREENDEDOR INDIVIDUAL NO MUNICÍPIO DE IGUATU CE. Maria Josineide Gonçalves , Joice Mara Cesar Bizerro , Resumo: A economia brasileira durante anos tem apresentado um índice muito alto de informalidade no mercado de trabalho quase sempre pela alta burocracia na criação de novos negócios. Buscando diminuir está informalidade, o governo federal criou em 2008, a pessoa jurídica do Microempreendedor Individual. O programa nos primeiros anos de apresentou uma alta adesão, sendo facilmente atrelada aos benefícios ofertados pelo mesmo. O trabalho buscou verificar os fatores determinantes do nível de satisfação dos usuários do programa Microempreendedor Individual (MEI) da cidade de Iguatu, Ceará, para isto, usou-se de abordagem quanti-qualitativa. A partir da análise dos resultados conclui-se que em sua maioria os entrevistados são mulheres, com idade média de 39 anos, com ensino médio completo, casadas, com experiência média de 3 anos como MEI e renda média de aproximadamente R$ 1.900,00 reais. Quanto ao índice de satisfação, percebe-se que se encontram, em sua maioria, entre o um índice médio a alto de satisfação. Quanto aos fatores explicativos da satisfação todas as variáveis utilizadas para compor o modelo de regressão são significativas, para ambos os grupos. Palavras-chave: Empreendedorismo. Microempreendedor Individual. Satisfação. 1. Introdução O Brasil é um país que possui um índice muito alto de trabalhadores atuando na informalidade, trabalhando em pequenos negócios, estes necessitam de políticas públicas que possam auxiliá-los nessa jornada. A maioria destes trabalhadores se encontram desprovido de qualquer auxilio prestado pelo estado, estes não buscam a formalização pelos gastos que essa ação leva, fatores como altos imposto e a burocracia atrelada a formalização afastam esses trabalhadores dessa ideia, os mesmos preferem continuar na situação que estão a se formalizarem. Pensando em integrar essas pessoas ao sistema formal de trabalho, o governo institui por lei o Programa Microempreendedor Individual (MEI), por meio da efetuação do cadastro MEI, o trabalhador obtém o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica - CNPJ, trabalha de forma legal e passa a ter acesso a previdência social. A partir do início da formalização em julho de 2009 até dezembro de 2016, o número de Microempreendedores Individuais no Brasil saltou de zero para 6.649.896, mantendo uma média de quase 1 milhão de registro por ano, segundo Sebrae (2017). Essa média alta de formalizações pode ser facilmente atrelada as vantagens oferecidas pelo MEI, e a permanência no programa é atrelado a satisfação do usuário em relação ao mesmo. Para o crescimento do programa, é importante conhecer o grau de satisfação de seus usuários para assim poder perceber se as “vantagens” oferecidas pelo o mesmo estão agradando aqueles que são o ponto de partida do programa, os pequenos empresários individuais, os empreendedores que aderiram ao programa. Pesquisas como Rossi e Slongo, (1997), Beber (1999) e Santos (2008), demonstram o quão importante é a satisfação do consumidor para o bom funcionamento de uma empresa, essa importância não é atribuída apenas a satisfação do consumidor mas também a satisfação de usuários de programas em geral. As informações apuradas a partir de índices de satisfação podem ser vitais para a melhoria dos serviços, em geral, saber o quanto um usuário está satisfeito revela a necessidade ou não de mudanças no programa em questão. A partir do conhecimento do índice de satisfação dos usuários do Programa Microempreendedor Individual, pode-se direcionar decisões que busquem atrair um maior número de trabalhadores a formalização, desta forma, a pesquisa busca conhecer os determinantes da satisfação dos usuários do programa MEI contribuindo com informações que podem melhorar as propostas do programa direcionadas aos Empreendedores e Potenciais Empreendedores no município de Iguatu Ceará. 2. Objetivo 2.1 Objetivo Geral Verificar os fatores determinantes do nível de satisfação dos usuários do programa Microempreendedor Individual (MEI) da cidade de Iguatu, Ceará. 2.2 Objetivos Específicos Conhecer o perfil socioeconômico dos participantes do programa MEI da cidade de Iguatu, Ceará; Analisar a satisfação dos participantes do programa MEI da cidade Iguatu, identificando os fatores determinantes do mesmo, a partir da elaboração de um índice de satisfação. 3. Metodologia Para atingir os objetivos do trabalho utilizou-se de pesquisa quanti-qualitativa, onde a área de estudo é a cidade de Iguatu-CE. Os dados utilizados foram dados primários, obtidos a partir de questionários aplicados juntos aos usuários do programa residentes na cidade, o processo de amostragem utilizado foi o método de amostragem não-probabilística e por conveniência, levando em conta que não se é possível determinar a população total de Microempreendedores Individuais na cidade, devido ao fato de que a abertura e baixa de cadastros são efetuados não só no escritório do SEBRAE, mas também pelo usuário pela internet ou em escritórios contábeis, como também por haver a possibilidade de migração de CNPJ abertos como MEI para ME. A coleta de dados foi realizada entre os meses de abril e maio de 2018, por coincidir com o período de declaração anual onde há um maior fluxo de microempreendedores no Sebrae - escritório regional de Iguatu, obtendo-se uma amostra de 45 questionários. Os questionários somente foram aplicados com aqueles microempreendedores que residiam na cidade de Iguatu – CE e que continham mais de um ano de experiência como usuário, e destes, apenas foram utilizados os questionários que não continham rasura e que estavam completamente preenchidos. 3.1 Identificação dos fatores representativos do nível de satisfação dos usuários de Programa Microempreendedor Individual da cidade de Iguatu CE. Para caracterizar o grau de satisfação dos usuários do programa Microempreendedor Individual da cidade de Iguatu CE, será empregada a análise fatorial. Conforme Fávero et al. (2009) o método de análise fatorial consiste na tentativa de se determinar as relações quantitativas entre as variáveis, aferindo seus padrões de movimento, de modo a associar, àquelas com um padrão semelhante, o efeito de um fator causal subjacente e específico a estas variáveis. Ou seja, consiste em determinar um número menor de fatores que representem adequadamente os dados. Afim de verificar a adequabilidade dos dados a análise fatorial foram aplicados 3 testes o índice Kaiser-Mayer-Olkin (KMO), o teste de esfericidade de Bartlett (BTS) e a Matriz Anti-Imagem. O índice Kaiser-Mayer-Olkin (KMO), que varia de 0 a 1, trata-se de uma medida de homogeneidade das variáveis, que compara as correlações parciais observadas entre as variáveis. O teste Bartlett de esfericidade testa a hipótese nula de que a matriz de correlações é uma matriz identidade. Caso a matriz de correlações seja uma matriz identidade, significa que as inter-relações entre as variáveis são iguais a zero e, portanto, a análise fatorial não deverá ser utilizada. A matriz anti-imagem também mostra a partir da matriz de correlações a adequabilidade dos dados à análise fatorial e apresenta os valores negativos das correlações parciais. A extração dos fatores iniciais será através da Análise dos Componentes Principais (ACP) que mostrará uma combinação linear das variáveis observadas, de maneira a maximizar a variância total explicada. A escolha do número de fatores se dará por meio do critério da raiz latente em que se escolhe o número de fatores a reter, em função dos valores próprios acima de 1 (eigenvalues) que mostraram a variância explicada por cada fator, ou quanto cada fator conseguiu explicar da variância total (MINGOTI, 2005). 3.2 Cálculo do Índice de Satisfação dos Usuários de Programa Micro empreendedor Individual da Cidade de Iguatu CE. A análise fatorial permitiu criar um índice de Satisfação dos Usuários do Programa MEI, com base nas variáveis que mais contribuíram para a satisfação. O Índice de Satisfação dos Usuários será obtido da seguinte forma: Em que: ISUi = Índice de Satisfação do i-ésimo do Usuário do Programa Microempreendedor Individual; j = é a j-ésima raiz característica; p = é o número de fatores extraídos na análise; = é o j-ésimo escore fatorial do i-ésimo do Usuário; = é o somatório das raízes características referentes aos p fatores extraídos; 3.3 Identificação dos determinantes do nível de Satisfação dos Usuários do Programa Microempreendedor individual da cidade de Iguatu-CE. Para verificar os determinantes do nível de satisfação dos usuários do programa Microempreendedor Individual da cidade de Iguatu CE utilizou-se o modelo de regressão quantílica que foi proposto inicialmente por Koenker e Bassett (1978). Supondo-se que as variáveis explicativas não influenciam igualmente os diversos níveis de satisfação, foram estimadas regressões para os quantis 0,10, utilizados para os níveis de satisfação mais baixos e 0,90, utilizado para níveis de satisfação mais altos, com o intuito de verificar os efeitos dos fatores determinantes desses níveis de satisfação ao longo da distribuição, em que o refere-se ao quantil condicional do nível de satisfação. Os testes estatísticos e as estimativas de regressão foram realizados por meio do programa IBM SPSS Estatistics 23. 4. Resultados Ao rodar as estatísticas descritivas com as variáveis pode-se traçar o perfil do Microempreendedor individual da cidade de Iguatu-CE. Ao todo foram entrevistados 45 Microempreendedores, destes a maioria era do sexo feminino, com idade média de aproximadamente 40 anos, em sua maioria os entrevistados informaram ter o ensino médio completo, com renda média de aproximadamente R$ 1.905,00 reais e experiência média de aproximadamente 3 anos. Em relação a satisfação das variáveis estudadas no trabalho percebe-se que de forma generalizada 49% dos Microempreendedores de Iguatu, Ceará mostraram-se muito satisfeitos com o programa, de acordo com satisfação geral. Como proposto, para verificar a adequabilidade dos dados a utilização da análise fatorial, foram realizados o teste do Índice de Kaiser – Mayer – Olkin (KMO) e o teste de Esfericidade de Bartlett (BTS). Observou-se que para o Índice KMO obteve-se o valor de 0,838, um índice elevado e aceito para a utilização da análise fatorial. O Teste de Esfericidade de Bartlett indicou valor 665,344, sendo também considerado elevado para garantir que a matriz de correlações não é uma matriz identidade. A partir dos índices apurados, deduz-se que os dados referentes a amostra são adequados para uso da análise fatorial. Após a rotação dos fatores, utilizando-se o método de rotação ORTOGONAL VARIMAX obteve-se que, o conjunto de 18 variáveis, são representadas pelo total de 5 fatores que são capazes de explicar 79,37% da variância total dos dados. Após verificar se os fatores são capazes de explicar significativamente a variância dos dados originais, calculou-se o ISU e os separou em grupos. Pela análise fatorial, após a obtenção dos escores fatoriais extraídos pelo método de rotação Varimax, se deu a elaboração do Índice Satisfação dos Usuários para os 45 Microempreendedores entrevistados, e em posteriormente, foi feita a padronização do índice de forma que ele pudesse variar de zero a um com a utilização do , onde quanto mais próximo de um for seu valor, melhores são os níveis de satisfação informados pelos Microempreendedores. Foram utilizadas cinco classes para classificação do Índices de Satisfação dos Microempreendedores da cidade de Iguatu. O grupo 5 foi caracterizado como o que possui nível de satisfação muito alto; o grupo 4 foi caracterizado como alto nível de satisfação; o grupo 3 como médio nível de satisfação; o grupo 2 como baixo nível de satisfação; e o por fim, o grupo 1 foi classificado como o grupo de nível de satisfação muito baixo. A maioria dos entrevistados se encontram entre os índices de satisfação altos a muito alto. A fim de verificar os determinantes dos níveis de satisfação foram estimadas regressões para os quantis 10 e 90, onde representam os menores e os maiores níveis de satisfação respectivamente. Quanto aos fatores explicativos da satisfação contata-se que todas as variáveis são significativas tanto para o grupo de microempreendedores menos satisfeitos (Q10) quanto para os mais satisfeitos (Q90). As variáveis que mais contribuíram positivamente nos maiores níveis de satisfação foram a possibilidade de emitir nota fiscal e obtenção de inscrição estadual e municipal, demonstrando que a presença de ambas as variáveis no leque de benefícios do programa contribui para que a satisfação dos microempreendedores da cidade de Iguatu seja maior. Quando se diz respeito aos menores níveis de satisfação, as variáveis que mais contribuíram positivamente para este nível foram a oferta de crédito e aposentadoria por idade, ambas têm as maiores contribuições na formação dos menores níveis de satisfação, pode inferir com esta informação que estas variáveis são pontos de melhoria nas propostas do MEI. 5. Conclusão Conclui-se à cerca do perfil sócio econômico que em sua maioria, os microempreendedores da cidade são do sexo feminino, com idade média de 40, tem renda superior a um salário mínimo, tem ensino médio completo e mais de 3 anos de experiência como MEI, este perfil ressalta um aspecto do programa onde o mesmo, além de dar a oportunidade a empreendedores se formalizarem, ter acesso a previdência social e crédito bancário, ainda da autonomia as mulheres que podem, por meio do programa, exercer a atividade e garantir sua autonomia financeira. Percebe-se pela a análise dos dados que a satisfação dos microempreendedores da cidade de Iguatu é alta, o que mostra que o programa agrada e seus usuários pelos seus benefícios, essa informação infere que o programa Microempreendedor Individual apresenta uma boa aceitação entre os usuários e que os benefícios ofertados pelo programa são capazes de promover satisfação nos usuários e atender às suas necessidades, contribuindo para que a participação no programa seja mais duradoura e para que a adesão também cresça. Com relação aos determinantes da satisfação, pode-se perceber que a todas as variáveis utilizadas para compor o modelo são significativas para os diferentes níveis de satisfação. 6. Referências BEBER S. J. N. Estado Atual do Estudo sobre a Satisfação do Consumidor. 1999. FÁVERO et al.. Analise de Dados: Modelagem Multivariada para Tomada de Decisões. Editora Campus. Rio de Janeiro, 2009. KOENKER, R.; BASSET, G. Regression quantiles. Econometrica, Oxford, v. 46, n. 1, p.33-50, 1978. MINGOTI, S. A. Análise de dados através de métodos de estatística multivariada: uma abordagem aplicada. Belo Horizonte: UFMG, 2005.p. 99-138. ROSSI, C. A. V.; SLONGO, L. A. Pesquisa de Satisfação de Clientes: o Estado-da-Arte e Proposição de um Método Brasileiro. Anais
Palavras-chave: Empreendedorismo,microempreendedor individual,satisfação
Oral
Abrir o trabalhoINDUSTRIALIZAÇÃO E SUSTENTABILIDADE NO MUNICÍPIO DE VÁRZEA ALEGRE - CE
DÂMARIS COSTA FRUTUOSO; TAYNARA FARIAS SARAIVA
INDUSTRIALIZAÇÃO E SUSTENTABILIDADE NO MUNICÍPIO DE VÁRZEA ALEGRE - CE Resumo: O presente artigo tem como objetivo detectar se ocorreu impactos no avanço tecnológico relacionado ao meio ambiente na cidade de Várzea Alegre - CE, para tanto, de início buscou saber um aparato histórico de eventos na revolução industrial para explicar a melhor forma de associação entre a industrialização e sustentabilidade. Nessa perspectiva é imprescindível trazer os fundamentos da revolução industrial, desenvolvimento das formas de se locomover e um questionário semi estruturado junto com exs operários do período de 2000, que trabalhavam nas primeiras fabricas da cidade em estudo, com o intuito de analisar se desde a implantação das industrias ocorreu a preocupação com o meio ambiente. Em vista dos argumentos mencionados, percebe-se que o desenvolvimento tecnológico tem seus lados bons e maus para a humanidade, de modo em que desde cedo envolve o meio em que vivemos e modifica-o. Palavras-chave: Avanço Tecnológico. Desenvolvimento. Meio Ambiente. 1. Introdução Ao longo dos anos os debates e as discussões em torno do avanço tecnológico vêm se intensificando pelo seu lado bom, apesar das consequências negativas que acarreta para o ambiente, poucas pessoas são capazes de notar o quão mal a humanidade faz ao utilizar certos equipamentos em excesso. A partir disso, será feito críticas a respeito de tecnologias para termos avaliações a respeito do impacto que esses progressos têm para o meio ambiente e uma pesquisa com operários aposentados sobre as possíveis mudanças que a industrialização trouxe ao município Várzea Alegre - CE. De acordo com Fernanda Del Claro (2009) com finalidade de compreender melhor as transformações econômicas tecnologias que passamos, torna-se indispensável demarcar o período que essas modificações começaram. No final da década de 1980, logo após a Era Industrial, iniciou-se um novo período chamado de Era Digital ou Era da Informação que trouxe consigo novas tecnologias como microprocessador, fibra ótica, rede de computadores e computador pessoal. As opiniões desconsentem sobre o momento em que ocorreu essa passagem de Eras, contudo esse período foi denominado de “firma” pela característica de substituição da mão-de-obra do homem pela maquinaria. Silva (2012) diz que para países como o Brasil, o crescimento tecnológico ainda traz degradação ambiental e que os mesmos problemas ambientais que surgiram nos países desenvolvidos no seu período de crescimento, para nós, surgem anos depois em comparação com os pioneiros, no entanto a necessidade e a procura de soluções também tendem a surgir mais tarde, basicamente repetindo o processo dos países desenvolvidos. A cidade Várzea Alegre atualmente está com um número elevado de industrias ocupando grande parte da mão de obra do município. Com isso o foco desse trabalho será a análise da consequência das indústrias dentro de um senário ambiental de forma que abordaremos eventos da revolução industrial com uma ligação para o desenvolvimento tecnológico para entendermos de uma forma mais abrangente o seu efeito no meio ambiente. 2. Objetivo 2.1 Objetivo geral Abranger o efeito da industrialização em correlação com o meio ambiente na cidade de Várzea Alegre. 2.2 Objetivos específicos • Destacar transformações da mudança cultural e a ampliação do comércio desde a revolução industrial; • Analisar com base em questionário se a população de exs operários de Várzea Alegre sentiu algum impacto no meio ambiente após a implantação das industrias presentes na localidade. 3. Metodologia 3.1 Tipo de pesquisa Essa pesquisa consistirá no tipo quantitativo e qualitativo, onde será usado dados primários coletados juntamente com 20 exs operários da cidade de Várzea Alegre que começaram a atuar em fabricas no período de 2000, já os dados secundários serão obtidos por meio de pesquisa bibliográfica, que é o estudo sistematizado desenvolvido com materiais publicado em livros, redes eletrônicas, em busca de dados que enfatizam o impacto da industrialização na sustentabilidade, explorando assuntos como a mobilidade urbana e a economia criativa (locomoção). 3.2 Método de pesquisa Foi utilizando o método dedutivo e informações coletados através de dados primários e secundários, com a principal fonte secundaria o “O livro da economia as grandes ideias de todos os tempos.” de Kishtaint (et. al. 2005). Terá também retificação pelo meio da investigação histórico-jurídico onde analisa a evolução que a industrialização causou nos meios de transportes, na economia e no meio ambiente, expondo como o passado ajuda a compreender o hoje. 3.3 Área de estudo O município em estudo é Várzea Alegre que de acordo com o IBGE (2010), a possui 38.434 habitantes distribuídos em uma área de 835,706 km². O município atualmente divide-se em seis distritos: Várzea Alegre (sede), Calabaça, Canindezinho, Naraniú, Ibicatu e Riacho Verde. A sua localização limita-se ao norte com a cidade de Cedro, ao sul com Caririaçu e Granjeiro, ao leste com Cedro e Lavras e ao Oeste com Farias Brito e Cariús. 4. Resultados A revolução industrial ocasionou mudanças tanto na burguesia quanto no proletariado de maneira em que gerou grande mobilidade urbana. A substituição de trabalhos artesanais e da agricultura, onde era comum no espaço rural, por industrias com máquinas nos centros urbanos fez com que a burguesia ampliasse seus negócios de várias formas. Com os latifundiários/empresários cada vez mais ricos e investindo mais em novas tecnologias para aumentar seus lucros, os proletariados estavam sendo prejudicados. As maquinas não estavam tomando de conta somente das fabricas por suas especialidades e rapidez, mas também das técnicas agrícolas e dos meios de transportes. Sentindo-se prejudicados com o funcionamento de máquinas, certamente houve impacto sobre produções de muitos agricultores que se tornaram assalariados e não gozavam mais de benefícios de suas colheitas, houve uma imensa transformação nos padrões de vida dos trabalhadores que impulsionara-os a trocarem as fazendas por fábricas. Com relação ao crescimento econômico, ele se dá pelo avanço tecnológico. O vapor, carros, computadores foram saltos tecnológicos que mais impulsionaram a economia, porém seus efeitos perante o meio ambiente, afora não ser sentido agora (mesmo que, sabemos que o planeta já sofre com as ações do homem) há um grande impacto. Voltando para o lado do desenvolvimento sustentável, pode-se citar um exemplo do desenvolvimento tecnológico que marcou a história da humanidade, não por causar eventos tardios, mas sim de destruir todo um ambiente de uma vez, como é o exemplo das bombas nucelares . Evento da segunda guerra mundial, as bombas lançadas em Hiroshima e Nagasaki ocasionaram consequências de mortes de vários inocentes e destruição total dessas cidades que ficaram “desertas” e inabitáveis por anos. Com o êxito urbano, a mão de obra paulatinamente se especializou para adquirir trabalho fazendo com o que a economia ficasse em grande fluxo, as fabricas crescentemente ganhavam espaço e empregavam mais, logo ocorreu criação de uma variedade de meios de transportes para facilitar a locomoção rápida da população. Cada vez que os grandes empresários investiam mais em maquinas, deixavam o meio ambiente afeado com impactos negativos bem como irreversíveis e visavam apenas o seu lucro. Foi a partir daí que o capitalismo ganhou mais forma e vez. Milhares de florestas foram destruídas, maquinas que poluíram o ar com a queima do carvão mineral e transportes poluidores, fez com que os capitalistas lucrassem horrores e prontamente continuaram investindo Percebe-se que, através das respostas, nos anos 2000 os programas de voluntariado com os colaboradores nas industrias do município era um pouco escasso, no entanto a pratica de não utilização de matérias e insumos vindos de exploração ilegal e adequação aos fornecedores as normas ambientais eram bastantes usadas. Mais de 50% dos entrevistados afirmaram que as indústrias possuíam estrutura de governança voltadas para a sustentabilidade, contudo os investimentos realizados pelas industrias nem sempre causavam um menor impacto ambiental. 5. Conclusão Ao concluir este estudo verificou-se que no contexto da história houve avanços avassaladores que verdadeiramente moldaram o modo de viver, produzir e crescer das economias, mas a preocupação em torno desse aspecto está na consequência do seu avanço para o meio ambiente que acaba sendo afetado não de uma maneira rápida, e sim paulatinamente, que com o passar dos tempos pode afetar de uma maneira drástica toda a humanidade, sendo que no âmago dessas discussões, entram em cena as dificuldades também enfrentadas dentro das grandes cidades causadas pela mobilidade urbana que ocasiona também fortes impactos contra o nosso ambiente de circulação. Partidos deste pressuposto vê-se que a questão do meio ambiente após a revolução industrial o qual se relaciona com várias camadas que compõe aspectos para uma sociedade, sendo o meio ambiente o mais atingido por conta que os avanços tanto tecnológicos tais como computadores que ocasionaram uma revolução na comunicação, acionando assim grandes avanços nas economias que possui um alto poder aquisitivo nessa área, como também os avanços locomotivos criados através da economia criativa, a qual modificou de uma maneira extraordinária e eficaz o modo de trabalho e produção das economias, por sua velocidade de produção e facilidade de exportação através das invenções como a ferrovia (entre outros). Mas como consequência de todos esses avanços percebe-se através do presente estudo e analise nota-se que as fabricas na cidade em estudo apesar de não buscarem sempre seus serviços de uma forma sustentável possui adequações para os fornecedores buscarem normas ambientais e em grande parte não utilizavam na fabricação matérias de cunho de exploração ilegal. Logo, podemos afirmar que ocorreu sim modificações no meio ambiente com a entrada dessas fabricas, e que apesar de obterem programas para a preservação do meio, a importância sustentável não se mostrava muito presente naquela época. Sugere-se nesse artigo que as empresas busquem mais o cuidado racional da natureza para o bem dos seres. 6. Referencial bibliográfico CAMPOS, Vânia Barcellos Gouvêa. Uma visão da mobilidade urbana sustentável. Rio de Janeiro. CARVALHO, Carlos Henrique Ribeiro. Mobilidade urbana sustentável: conceitos, tendências e reflexões. Instituto de pesquisa econômica aplicada. Brasilia, maio 2016. CLARO, Fernanda Del. O avanço tecnológico no mundo econômico. Vitrine da conjuntura. Coritiba, outubro 2009. COSTA, Marcela da Silva. Mobilidade urbana sustentável: um estudo comparativo e as bases de um sistema de gestão para Brasil e Portugal. Dissertação apresentada a escola de engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo. São Carlos, 2003. KISHTAINT, Niall. MEADWAY, James. ABBOT Georg. KENNEDY, Frank. WALLACE Johnn Farndon Christopher. WEEKS, Marcos. Livro da economia. GloboLivros. Brasil, 2013. MARÇAL, Nelly. Gestão ambiental: tecnologia sustentável para o desenvolvimento no sertão paraibano. R. gest. sust. Ambiente. Florianópolis, março 2016. MERCONI, Darlene. Bem-vindo à era digital. Disponível em: <http://www.terra.com.br/istoe/digital/vidadigital.htm>. Acesso em 15 jan. 2017. MIGUEZ, Paulo. Repertório de fones sobre economia criativa. Universidade Federal Recôncavo da Bahia. Bahia, 2007. NEVES, Joana. História geral a construção de um mundo globalizado. Disponível em: <http://wikiquote.org>. Acesso em 30 dez. 2016. __________ Abrapp. Questionário de desempenho ambiental, social e de governança para as empresas participadas e investidas pelos Fundos de Pensão. Disponível em: http://www.abrapp.org.br/Documentos%20Pblicos/Questionári o%20para%20consulta%20com%20Participadas%20FINAL%2022-10-2013.pdf
Palavras-chave: AVANÇO TECNOLÓGICO, DESENVOLVIMENTO, MEIO AMBIENTE
Oral
Abrir o trabalhoNÍVEL DE SATISFAÇÃO DOS CLIENTES EM RELAÇÃO AOS SERVIÇOS PRESTADOS PELAS AGÊNCIAS BANCÁRIAS NO MUNICÍPIO DO IGUATU - CE.
DÂMARIS COSTA FRUTUOSO; ANTONIA KARINE GOMES DOS SANTOS; GERLÂNIA MARIA ROCHA SOUZA
Resumo O presente trabalho apresenta o estudo do nível de satisfação dos clientes em relação aos serviços oferecidos pelas agências bancárias localizadas no município de Iguatu -CE para isso, foi utilizado à técnica estatística multivariada de análise fatorial para calcular o Índice de Satisfação dos Clientes em relação aos serviços prestados pelas Agências Bancárias (ISCAB), por meio desse Índice foi feito a ordenação dos entrevistados de acordo com seu nível de satisfação. Obtiveram-se resultados insatisfatórios com relação aos gostos dos clientes. 1. Introdução O sistema bancário surgiu em decorrência da divisão do trabalho, que originou as mercadorias-moedas e consequentemente a moeda, inicialmente cunhada em metais e posteriormente passando ao papel-moeda e finalmente a moeda escritural e eletrônica. Tanto o surgimento como as alterações que ocorreram no sistema bancário através dos tempos foram motivados pelas necessidades da sociedade. A partir da década de 1960 a rede de atendimento dos agentes financeiros sofreu uma grande ampliação motivada pelo novo sistema de transportes adotado, o rodoviário, o qual propiciou uma maior abrangência do sistema em relação ao modal ferroviário. Além da mudança no modal de transportes ocorrida nesse período outro fator que proporcionou a ampliação da rede de atendimento foi o avanço tecnológico nos meios de comunicação do país. Em 1988 com a promulgação da nova Constituição Brasileira os bancos tornaram-se múltiplos, ou seja, não estariam mais limitados apenas ao setor financeiro, podendo atuar em outros ramos da economia. Todas as mudanças normativas, regulamentadoras ou ações do Estado não ocasionaram tantas alterações na dinâmica bancária como a estabilização econômica proporcionada pelo Plano Real a partir de 1994. A partir de 1995 em decorrência da estabilidade econômica os cartões de débito e principalmente os de crédito começaram a ganhar espaço no mercado nacional, tornando-se um dos principais meios de pagamento utilizados atualmente. Outra mudança deste período foi o maior volume de empréstimos concedidos às pessoas físicas com intuito de fomentar a aquisição de bens de consumo duráveis, por meio de financiamentos ou consumo de bens não duráveis por meio de crédito pessoal ou limite de crédito em conta corrente ou cartão de crédito. No Brasil há uma enorme concentração de clientes em meia dúzia de instituições financeiras. Bancos privados e estatais concentram a maioria dos correntistas brasileiros. Os bancos são como qualquer outra empresa no âmbito de que visam à obtenção de lucro, mas também fornecem serviços essenciais à sociedade, seja realizando pagamentos, oferecendo empréstimos, transferindo valores, gerenciando patrimônios e investindo, todos precisam deles. Como existem inúmeros aspectos influenciadores da satisfação do consumidor, cabe ao pesquisador levá-los em consideração no momento de construir e buscar uma metodologia estatística. Portanto, pode-se justificar essa pesquisa devido à inexistência de trabalhos específicos nessa linha de raciocínio, empregando um modelo que abranja a multidimensionalidade da satisfação do cliente, levando em consideração os diversos indicadores, que contribuem para a sua satisfação. Nesse sentido, o objetivo deste artigo concentra-se em traçar o perfil socioeconômico e determinar um índice de satisfação dos clientes, em relação aos serviços prestados pelas Agências Bancárias (ISCAB) do município de Iguatu, Ceará. 2. Metodologia 2.1 Área de estudo A área de estudo compreendeu o município de Iguatu, localizado na Região Centro-Sul Cearense. O município tem uma população estimada em 2015 de 101.386 pessoas, distribuídas em uma área de 1.029,214 Km², está localizado a 380 km da capital do estado Fortaleza (IBGE, 2015). 2.2 Natureza dos dados e tamanhos da amostra Os dados utilizados nesta pesquisa são de natureza primária, obtidos por intermédio de entrevistas diretas junto aos clientes das Empresas bancárias do Município de Iguatu, no período de 2016. Estes questionários enfatizaram aspectos a respeito do perfil socioeconômico e indicadores de satisfação dos clientes das Agências Bancárias. A amostragem será de cunho não probabilística por conveniência. 2.3 Análise Tabular e descritiva Um dos objetivos desse trabalho foi traçar o perfil socioeconômico dos entrevistados. Portanto, inicialmente foi feita uma análise tabular e descritiva das variáveis econômicas, sociais e culturais dos clientes dos correios, no município de Iguatu, além da aplicação do teste H de Kruskal Wallis, com vistas a testar a hipótese de igualdade de médias entre algumas variáveis. 2.4 Análise fatorial O método de análise fatorial foi utilizado para gerar e mensurar o Índice de Satisfação dos clientes das agências bancárias do município de Iguatu (ISCAB), que são objetivos específicos deste trabalho. A análise fatorial é uma técnica multivariada que busca identificar um número relativamente pequeno de fatores comuns que podem ser utilizados para representar relações entre um grande número de variáveis inter-relacionadas. O principal propósito da análise fatorial é descrever as relações de covariância entre diversas variáveis em termos de poucos fatores não observáveis, ou seja, a técnica busca identificar fatores não observáveis que possam explicar a intercorrelação entre as variáveis (FÁVERO et al., 2009). Segundo Ferreira Jr., Baptista e Lima (2004), os fatores são formados levando em consideração alguns princípios: (a) as variáveis mais correlacionadas são combinadas em um mesmo fator; (b) as variáveis que compõem um fator são praticamente independentes das que compõem outros fatores; (c) a derivação dos fatores é feita visando maximizar a porcentagem de variância total explicada por cada fator consecutivo; e (d) os fatores não são correlacionados entre si. O passo seguinte, após o cálculo das cargas fatoriais e a identificação dos fatores, é a estimação do escore fatorial. A adequação do modelo de análise fatorial foi testada pela estatística de Kaiser-Meyer-Olkin (KMO) e pelo teste de Bartlett. O primeiro varia de 0 a 1 e compara a magnitude do coeficiente de correlação observado com a magnitude do coeficiente de correlação parcial, sendo que, valores acima de 0,50 indicam que os dados são adequados para a análise fatorial e o modelo está bem ajustado, enquanto valores de KMO abaixo de 0,50 indicam a não adequabilidade do mesmo. O teste de esfericidade de Bartlett testa a hipótese nula de que a matriz de correlação populacional seja igual à matriz identidade. Para que o modelo de análise fatorial esteja bem ajustado, a hipótese nula do teste de Bartlett deve ser rejeitada (FÁVERO et al., 2009). 2.5 Determinações do Índice de Satisfação dos Clientes, e relação aos serviços prestados pelas Agências Bancárias (ISCAB). Propõe-se utilizar a técnica estatística multivariada de análise fatorial para calcular o Índice de Satisfação dos Clientes, em relação aos serviços prestados pelas Agências Bancárias (ISCAB), por meio desse Índice será feita a ordenação dos entrevistados de acordo com seu nível de satisfação. Para operacionalizar essa técnica, será utilizado o software STATA 12. Esse índice foi elaborados tendo como base os trabalhos de Soares et al. (1999), que criaram um índice de desenvolvimento municipal para os municípios cearenses; Campos (2008), que estabeleceu um índice de hierarquização do arranjo produtivo de fruticultura irrigada na região do Baixo Jaguaribe no Estado do Ceará e pelo trabalho de Sousa e Campos (2009), que elaborou o índice de desempenho competitivo dos fruticultores cearenses e Gomes (2015) que elaborou um índice dos produtores de fruticultura irrigada na região do Cariri, Ceará. Posto isto, com esse embasamento teórico, criou-se o Índice de Satisfação dos Clientes. 3. Resultados e discussões O método de análise fatorial foi utilizado para gerar e analisar o nível de Satisfação dos clientes em relação aos serviços prestados pelas agências bancárias, que são objetivos específicos deste trabalho. A análise fatorial tem como proposito descrever as relações de covariância entre os níveis de satisfação dos clientes. Inicialmente, com o intuito de verificar a coesão dos dados coletados, foi calculado o teste Kaiser-Mayer - Olkin (KMO). Assim, observou-se, considerando-se distribuição normal dos dados, que o KMO revelou valor de 0,558, ou seja, é um índice razoável e aceito para análise fatorial. O Teste de Esfericidade de Bartlett indicou valor 492,408 sendo considerado elevado para garantir que a matriz de correlações não é uma matriz identidade, ao nível de significância 1%, rejeitando a hipótese nula (H 0 ) de que a matriz de correlação é uma matriz-identidade. Conclui-se, portanto, que os dados amostrais são adequados para uso da análise fatorial. Objetivando caracterizar ou representar um total de variáveis originais em um número menor possível de variáveis, a fim de explicar a satisfação dos clientes extraíram-se cinco fatores, considerando os que apresentam raiz características maiores do que 1 e que, em conjunto, 67,26% dos clientes estão com nível médio de satisfação em relação aos serviços bancários. Foram observadas as cargas fatoriais ou coeficientes de correlação após a rotação dos fatores de adoção de atendimento a serviços prestados pelos bancos e suas respectivas comunalidades, indicando a intensiva associação entre a variável e o fator. Assim os fatores ficaram da seguinte forma: O primeiro fator (F1) está composta pelas variáveis: Tempo de espera para o atendimento, Infraestrutura – conforto para a espera do atendimento e Segurança. O fator F2 está associado de forma positiva com os seguintes indicadores de satisfação: Confiança nos serviços prestados, Nível de exigências para a realização do serviço, Qualidade dos serviços de encomenda prestados e Concorrência. O fator F3 está associado de forma positiva com os seguintes indicadores de satisfação: Forma de tratamento no atendimento ao cliente – qualidade do atendimento, Quantidade de caixas e Quantidade de agências. Portanto, esse fator está relacionado com os indicadores de concorrência no mercado. Desta forma, se um determinado indivíduo apresentar um fator positivo e elevado, então sua satisfação está fortemente associada aos indicadores de mercado. O fator F4 está representado pelas variáveis: Prazo de entrega das encomendas postadas e Localização da agência. O fator F5 está representado pela variável: Preço dos serviços. E o fator F6 está representado pela variável Quantidade de agências. Analogamente, o entrevistado que apresentar valor positivo e elevado desse fator, prioriza esse indicador na sua satisfação. Posto isto, no que diz respeito ao Índice de Satisfação dos Clientes dessas agências mensurado pelo método de análise fatorial, observou-se que a maioria dos entrevistados (77%) apresentou médio nível de satisfação, 15% possuem um nível alto de satisfação e não houve níveis muito altos de satisfação para esses clientes, mostrando que alguns poucos se sentem satisfeitos, contudo não é suficiente para atender todas as suas necessidades. 4. Conclusão O aumento das agências bancárias tem demostrado que os bancos estão buscando a expansão do mercado objetivando, assim, um maior número de clientes que por sua vez se tornam cada vez mais exigentes buscando em suas escolhas produtos e serviços de qualidade. Ao analisar os níveis de satisfação dos clientes das redes bancárias é de fundamental importância, pois possibilita que seus responsáveis traçam estratégias de forma a incentivar a captação de mais clientes. Contudo os resultados não foram muito satisfatórios, pois em sua grande parte, estes clientes apresentaram-se insatisfeitos com os serviços das agências bancárias do município de Iguatu, Ceará. Conforme os resultados, a grande maioria dos entrevistados apresentaram níveis não tão satisfatórios com os serviços. As variáveis que mais tiveram efeitos negativos sobre os resultados são o tempo de espera por parte desses clientes, pois reclamavam bastante da demora por parte dos funcionários em atender, acumulando grande quantidade de pessoas no serviço para serem atendidos. A infraestrutura da agência, muitos comentaram que o aspecto físico não suporta a quantidade de clientes existentes, sendo necessária uma mudança de espaço. Com relação a qualidade do atendimento, acredita-se que isso seja em decorrência do estresse provocado pelo acúmulo de pessoas em um pequeno espaço de atendimento. A variável quantidade de caixas não foi muito avaliada de forma negativa, mas sim as frequências que esses ficavam sem dinheiro, provocando filas desnecessárias. De uma forma geral, acredita-se que parte desses resultados negativos tenha-se advindo do período de greve em que estas unidades bancárias ficaram, onde isso tenha provocado revolta por parte da população. Contudo, algumas sugestões para que o nível de satisfação dos clientes bancários do município aumente, como: maior agilidade e organização dos funcionários; Melhora na infraestrutura, de forma em que haja um aumento nos locais. 5. REFERÊNCIAS CAMPOS, K. C. Produção localizada e inovação: o arranjo produtivo local de fruticultura irrigada na microrregião do Baixo Jaguaribe no Estado do Ceará. Viçosa: UFV, 2008. 167 f. Tese (Doutorado em Economia Aplicada) – Universidade Federal de Viçosa, 2008. CHAUVEL, Marie Agnes. Consumidores insatisfeitos: uma oportunidade para as empresas. Rio de Janeiro, Mauad, 2000, 216p. DILLON, W.R.; GOLDSTEIN, M. Multivariate Analysis, Methods and Applications. New York: John Wiley & Sons, 1984. FÁVERO, L. P.; BELFIORE, P.; SILVA, F. L.; CHAN, B. L. Análise de dados: modelagem multivariada para tomada de decisões. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009. FERNANDES, A. V. Qualidade de Vida Rural com Sustentabilidade na Amazônia: O Caso da Reserva Extrativa do Rio Cajati no Estado do Amapá. UFC/CCA/MER. Fortaleza, 1997. 93 p. (Dissertação de Mestrado). GIL, Antônio Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. 5.ed. São Paulo: Atlas, 2007. HAIR Jr, J. F.; ANDERSON, R. E.; TATHAM, R. L.; BLACK, W. C. Análise multivariada de dados. 5 ed. Porto Alegre: Bookman, 2006. IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Disponível em: http://www.ibgr.gov.br. 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Palavras-chave: SATISFAÇÃO, CLIENTES, AGÊNCIAS BANCÁRIAS
Oral
Abrir o trabalhoPOLÍTICAS PÚBLICAS E A CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO NO SÉCULO XXI
MARIA KARINA PINHEIRO
Resumo: O Nordeste do Brasil desde sempre sofre com a ocorrência das secas que causam fome e miséria em sua população. Quando o sofrimento dos nordestinos se tornou conhecido pelo restante do Brasil, o Governo passou a investir em ações que amenizassem seu flagelo, então iniciou uma longa e nem sempre eficiente trajetória de políticas públicas voltadas para acabar com a seca e depois para conviver com o semiárido. Essas políticas em sua grande maioria eram apropriadas pelos políticos nordestinos que as utilizavam para se manterem no poder através do voto. Com o tempo essa prática de clientelismo com as verbas públicas criou na região uma dependência dos sertanejos pobres para com aqueles detentores do poder. As políticas públicas foram e ainda são de fundamental importância para amenizar os efeitos da seca no Nordeste bem como são responsáveis por criar na região uma economia mais forte e melhorar a qualidade de vida. Este trabalho analisa as políticas públicas para convivência com o semiárido no século XXI e apresenta a importância dessas políticas, e a necessidade de se trabalhar o lado econômico, social e cultural do Nordeste. 1. Introdução O território brasileiro concentra aproximadamente 12% de todas as reservas de água existentes no mundo. Porém a distribuição não é uniforme, pois as regiões com maior reserva de água doce são também as menos populosas e vice-versa (Suassuna, 2002). Mas isso não significa que as regiões mais abastadas de água estejam livres de uma crise hídrica, haja vista que, além da disponibilidade, são necessários planejamento, gestão e infraestrutura para garantir a distribuição desse recurso para todos os habitantes, o que nem sempre acontece. Um exemplo é que no Nordeste os problemas históricos relacionados com a seca não ocorreram nas áreas mais populosas, que se situam perto do litoral, mas sim na área do chamado polígono das secas, onde as densidades demográficas são menores. O que nos leva ao objeto de estudo do presente trabalho, que os motivos da seca não são causados apenas pela falta de água e nem mesmo pela quantidade de habitantes de uma determinada região, e sim por problemas relacionados a questões políticas, administrativas e a má gestão dos recursos. Em 1959, Furtado (2013) afirma que mesmo depois de 50 anos de lutas contra a seca, ainda não se tinha concluído qual a economia mais adequada para a caatinga e por isso permanecia a ideia de que o problema era apenas a escassez de água, hoje 56 anos depois, estamos novamente passando por outra grande seca no nordeste. Ainda que a economia esteja estruturada até certo ponto, especialmente no que tange as populações rurais e economicamente instáveis, a seca ainda causa muitos problemas. Portanto, enquanto existirem pessoas sofrendo por causa da seca, se justificam estudos, especialmente se for levado em consideração que a seca é um problema, mas um problema que já possui solução. Dessa forma, espera-se que este estudo ajude a compreender historicamente a seca que há tanto tempo castiga o sertão e os motivos pelos quais ainda hoje esse problema continua afetando de forma tão acentuada grande parcela desta população. 2. Objetivo Analisar as políticas públicas de convivência com a seca aplicadas ao semiárido no século XXI. i) Identificar os principais problemas causados pela seca e seus efeitos na economia do semiárido; ii) Apresentar as principais políticas públicas de convivência com a seca, aplicadas ao semiárido no século XXI e identificar os motivos pelos quais a seca continua afetando a economia e a população do semiárido. iii) Demonstrar as políticas públicas de convivência com o semiárido no município de Solonópole-Ce. 3. Metodologia Esse trabalho pretende utilizar a pesquisa descritiva por pretender descrever os fenômenos ocorridos e tentar identificar os determinantes das transformações, suas causas e consequências através da observação e análise de informações e dados. A abordagem do problema se dará de forma quali-quantitativa, com a utilização de dados, por permitir ao pesquisador maior mobilidade para uma análise mais profunda em relação ao objeto estudado. Buscar na literatura existente as causas do problema, para chegar a propostas viáveis direcionamento de políticas públicas que buscam soluções para a escassez de água potável e para o cultivo e criação de animais, essenciais para que se instale no sertão nordestino uma economia forte que não dependa tão diretamente do clima para manter-se, especialmente no referente ao meio rural e a convivência com o semiárido. 4. Resultados Os problemas causados pela seca, baixa precipitação pluviométrica associada a um tipo de solo que não retém água, causam a redução das reservas hídricas, para cultivo, criação de animais e mesmo para a sobrevivência humana. Porém já se descobriu formas eficientes de armazenamento de água suficiente para o período de estiagem, logo se percebe que a escassez de água não é unicamente a razão para a seca no Nordeste. O problema tem início no cerce de criação da economia nordestina que se formou através da exportação (cana-de-açúcar), com seu crescimento dependendo da necessidade do comércio exterior. Uma atividade desse tipo permitiu o desenvolvimento de atividades subsidiárias como a pecuária, que fornecia ao litoral uma fonte de proteína e um instrumento de trabalho, o boi para tração nos engenhos. Quando o gado penetrou na mata, o homem o seguiu e se estabilizou criando a região povoada do semiárido nordestino. De acordo com Furtado (2013), a seca não seria um problema no Nordeste, se fosse outro o tipo de economia a se instalar na região, pois com a economia açucareira permitindo o crescimento da população que nos momentos de crise recorria à agricultura, aliado ao problema de escassez de água, só poderia gerar um grande problema, já que os solos nordestinos não estão aptos a receber grandes plantios, ou seja, o semiárido nordestino não consegue abrigar uma grande concentração populacional dependente da agricultura, logo se faz necessária criar outras formas de economia para empregar a população, como a indústria. Porém, a industrialização brasileira se deu no Sul-Sudeste, enquanto o Nordeste continuou tentando sobreviver da agricultura, inclusive com ações do Estado na economia açucareira inviabilizando a industrialização nordestina e visando-a no Centro-Sul (MARANHÃO, 1980), esses fatores associados a monocultura e ao latifúndio transformaram o nordeste no que ele é hoje, um Estado com muito potencial, grande concentração de renda e um número considerável de pessoas na linha da pobreza. Quando se atribui o problema à questão política, quer dizer que não adianta apenas represar água e distribuir sementes ao sertanejo, precisa dar condições de solo para o plantio com a disponibilização de terras cultiváveis e também opções de emprego para o excedente da população. O Governo tentando acabar com o vilão do nordeste (a seca) instituiu projetos e programas para o período de estiagem, um dos mais conhecidos eram as frentes de emergência. Os trabalhadores construíam estradas, açudes, entre outros e recebiam pagamento pelo governo. Porém como todas as políticas essas também foram apropriadas pelos políticos nordestinos que as usavam da forma que melhor lhes aprouvesse, já que detinham o poder sobre quem trabalhava e quanto ganharia. A partir dos anos 1990 com o surgimento do conceito de desenvolvimento sustentável, surgiu uma nova abordagem para o sertão nordestino de convivência com o semiárido e não mais apenas de combate à seca, fenômeno climático que não pode ser evitado, mas sim amenizado. Porém o que mais mudou foi o discurso, pois as práticas de clientelismo por parte dos políticos acostumados a usar da falta de informação da população e do sofrimento infligido pela escassez de água continuaram; e o desenvolvimento sustentável e o combate a pobreza e à exclusão social se tornaram um “prato cheio”, ou seja, mais uma forma garantir votos através do “comprometimento e preocupação” por parte dos políticos com a sofrida população nordestina do semiárido (CHACON. 2007). Foram criadas instituições com o objetivo de se minimizar os efeitos da seca para o sertanejo, dentre eles podemos destacar o Departamento Nacional de obras contra a seca (DNOCS) como o próprio nome sugere regulamentava a construção das obras federais, e a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE) em 1959 tendo a frente o renomado economista nordestino Celso Furtado, que pretendia o desenvolvido planejado de políticas públicas não apenas para o combate à seca, mas em relação ao desenvolvimento da região Nordeste. Infelizmente mesmo as instituições com o tempo foram sendo apropriadas pela indústria da seca e posteriormente extintas. Atualmente as políticas mais conhecidas e abrangentes no Nordeste estão seguro-safra, bolsa-família, o programa 1 milhão de cisternas (que já ultrapassou muito esse número). O Programa Água Para Todos que foi iniciado em 2011, é uma diretriz do Plano Brasil sem Miséria, e concentra-se na Região Nordeste e Norte de Minas Gerais, realizado em três eixos I) a transferência de renda, II) o acesso a serviços públicos e III) a inclusão produtiva, utilizando das seguintes tecnologias: cisternas de consumo, de placas ou de polietileno, à razão de uma por família, sistemas coletivos de abastecimento e barreiros (pequenas barragens), para atendimento a comunidades; e os kits de irrigação. Em 2012, uma ação emergencial do Ministério da Integração Nacional e Defesa para distribuição de água nas zonas urbanas e rurais dos munícipios decretados em estado de emergência em consequência da seca/estiagem, denominada Operação Carro-Pipa (OCP). Entre 2012 e 2016, inúmeras ações emergenciais, maior agilidade nos repasses dos recursos federais; entrega de equipamentos (retroescavadeira, uma motoniveladora, um caminhão-caçamba, um caminhão-pipa e uma pá-carregadeira); venda subsidiada de milho; prorrogação dos prazos para pagamentos de dívidas dos agricultores rurais; linhas de crédito; cisternas; garantia safra; perfuração e recuperação de poços; entre outras. Os recursos do Fundo emergencial chegando a R$ 2,75 bilhões. O município de Solonópole está localizado na microrregião do Sertão de Senador Pompeu no estado do Ceará, a 275,1 km da capital Fortaleza. O clima é tropical quente semiárido com chuvas de janeiro a abril e uma precipitação pluviométrica de 772,5 mm (média histórica). A População estimada em 2015 é de 18.094 habitantes, sendo que a população Rural é de aproximadamente 8.559 habitantes (IBGE, 2016). Desde 2012 a cidade consta dos decretos de situação de emergência do Governo do Estado do Ceará por causa da seca, publicado no Diário Oficial do Estado, que tem por objetivo estabelecer uma situação jurídica especial que permita o atendimento às necessidades temporais relacionadas à seca. Com o esvaziamento do reservatório que abastece a cidade nos últimos anos e o seu volume de água em apenas 2,23% da sua capacidade, a cidade tem procurado formas alternativas, encontrando apenas soluções temporárias como o abastecimento parcial através da escavação de poços profundos, mas que infelizmente não são suficientes para o abastecimento total da cidade e muito menos é viável para longos períodos, continuando uma parte substancial da distribuição de água vindo do açude Boqueirão. O mesmo se dá nos distritos que também encontram dificuldade na obtenção de água potável, sendo abastecidos por poços profundos e açudes que estão com sua capacidade bem abaixo do que deveria para ofertar água de qualidade para essas populações. O município se beneficiou ao longo dos anos do P1MC e com isso a maior parte das residências rurais possui uma cisterna de placas, cujo objetivo principal é fornecer as populações rurais um reservatório capaz de armazenar água das chuvas no período de estiagem, porém, como as chuvas foram escassas e os reservatórios de abastecimento dessas localidades esvaziaram ao ponto de não suprirem mais a necessidade de água dos moradores, as cisternas são utilizadas para implementar nas zonas rurais do município de Solonópole a ação emergencial de distribuição de água potável denominada Operação Carro-Pipa (OCP). A Operação Carro-Pipa é uma assistência humanitária que consiste na oferta de água tratada transporta através de caminhões tipo pipa às populações com demanda reprimida de água potável, nos municípios em reconhecida situação de emergência causada pela seca. 5. Conclusão Mesmo com todas as mudanças já efetuadas graças a concepção de políticas por parte dos Governos, que ajudaram a mudar a visão de muitos do que seria a vida no semiárido, inclusive de muitos sertanejos, essas políticas ainda não são suficientes. Precisa haver investimentos no meio rural em atividades produtivas que sejam possíveis dadas as características do sertão, e um incentivo constante a valorização da cultura nordestina, para solidificar a mudança no pensamento dos próprios nordestinos, bem como do restante do Brasil, que ainda vê o Nordeste como sinônimo de atraso, pobreza, fome e miséria. Os problemas das secas somente serão superados por profundas transformações socioeconômicas de âmbito nacional. Diante do disposto neste estudo, conclui-se que é necessário o desenvolvimento de políticas eficazes que valorizem o estilo de vida, a cultura do sertanejo nordestino e a vida no meio rural, que permitam um desenvolvimento regional voltado para a preservação do ambiente e da sociedade, utilizando da facilidade de acesso à informação e tecnologias, maior investimento na educação, acesso aos serviços de saúde, um bom gerenciamento das águas e a correta aplicabilidade dos recursos governamentais. Contudo, não se pode deixar de reconhecer tudo o que já foi realizado no sentido de mudar uma realidade que o Brasil permitiu que se formasse ao abandonar o Nordeste a sua própria sorte. Todos os investimentos, financeiros e humanos, feitos na busca por minimizar os problemas da seca no Nordeste, foram fundamentais para desenvolver a região, que não possuía recursos próprios para abranger uma população tão grande, garantindo qualidade de vida através do desenvolvimento econômico e social.
Palavras-chave: Semiárido,Seca, Políticas Públicas,Indústria da Seca
Oral
Abrir o trabalhoSUSTENTABILIDADE FRENTE A UM MUNDO CONSUMISTA:DESAFIOS DO PRESENTE PARA GARANTIR O FUTURO.
WELLINGTON GONÇALVES DE LIMA; Érico Robsom Duarte de Sousa
Resumo Um desafio presente hoje para economistas e ambientalistas é conciliar sustentabilidade com o consumismo, a sociedade moderna de desejos ilimitados e que se veem frente a uma grande quantidade de produtos oferecidos pelo mercado capitalista, tem impulsionado o aumento significativo da poluição ambiental e atmosférica, isso por que a grande maioria do que se é utilizado para a fabricação desses produtos são oriundos do meio natural, que por vezes é explorado de forma irregular. O principal objetivo desse trabalho é despertar uma reflexão crítica com respeito ao consumismo e as ações sustentáveis empregadas atualmente. Para isso a realização desse trabalho partiu de pesquisas bibliográfica, ou seja, por meio da utilização de livros, artigos de variados autores para a sua conclusão, tendo por si também a característica de pesquisa qualitativa. Por fim nota-se que a ideia sustentável ainda é um desafio a ser superado, pois ainda há uma resistência de algumas nações em cumprir algumas metas impostas e que esse debate irá continuar ao longo das gerações. Palavras Chaves: Consumismo. Sustentabilidade. Industrialização. 1.Introdução O mundo vivenciou nos últimos séculos uma verdadeira mudança nas formas produtivas e comerciais, ocasionados pelas revoluções industriais, pelo taylorismo e o fordismo até o e-commerce ou comércio eletrônico pela internet tão presente nos dias atuais. O modo de produção capitalista percebeu que a durabilidade impactava no consumo e nos lucros. “As formas utilizadas para que isso não ocorresse foram à chamada obsolescência programada e a publicidade associadas a um sistema de crédito (estimulo ao consumo presente e o pagamento futuro)” (SOUSA, 2018; p. 49). O consumismo é algo normal para o ser humano, desde seu surgimento ele já é um ser consumidor essa é umas das premissas básicas para que haja a vida na terra, mas com o passar do tempo e com a facilidade de se adquirir produtos de uma forma fácil e rápida, o consumismo tem assumido uma nova forma, dando origem até mesmo para o surgimento de doenças psicológicas como a compra compulsiva, doença essa onde a pessoa compra produtos sem ter necessidade, a consequência disso são dívidas, estresse, ansiedade e depressão. Silva destaca os efeitos de quem sofre desse problema: “No entanto, os compulsivos por compras, de forma um pouco diversa dos demais transtornos compulsivos, acabam por confundir sua frágil identidade com a logomarca dos produtos que adquirem. Colocam a mente em um jogo manipulador e perverso que torna o ter sinônimo do ser. Julgam sua identidade e seus afetos pelo que podem adquirir e oferecer aos demais e, assim, vivem numa espiral de angústia e insatisfação, feito pinturas esmaecidas pelo tempo.” (2014, pág. 8). Não só nas questões sociais o consumismo tem impactado, mas também e principalmente nas questões ambientais, seus efeitos são sentidos, por exemplo, no aumento de extração de matérias primas da natureza ocasionando o desmatamento, pela maior emissão de gases poluentes na atmosfera devido ao ritmo frenético de produção industrial, a fim de atender a demanda do consumo, e pelo aumento da produção de lixo que por vezes são descartados em locais impróprios. Para reverter isso muitas metas foram estipuladas por meio das convenções realizadas em prol do meio ambiente, mas o que se vê é que na maioria das vezes essas metas não são alcançadas devido à falta de investimentos, interesse por parte de algumas nações membros, e por falta de participação social. Sem dúvida conciliar desenvolvimento e sustentabilidade é um desafio a ser superado, como já sabemos os desejos humanos são ilimitados e os recursos são limitados o que é útil hoje, amanhã talvez não seja, porém, o desafio está no fato de como alocar de forma eficiente esses recursos. Pois a grande parte do que consumimos é derivado de recursos limitados, como o caso do petróleo, gás natural e carvão mineral, principais fontes de energia na atualidade e que existem de forma limitada. Outra preocupação que todos devem ter em relação ao descarte dos resíduos produzidos que em sua maioria são descartados em lugares impróprios, contribuindo para o surgimento de doenças, contaminação do solo e dos lençóis freáticos. Para Sachs (1993) apud Sousa (2018, p.41) “a sustentabilidade pode ser dividida em dimensões, como: ecológica (ambiental), econômica, social, espacial/territorial, cultural e a política. Nessas podem ser observados a interdependência e o caráter interdisciplinar das dimensões”. Enfim a questão das práticas sustentáveis são cada vez mais essenciais para a conservação do planeta, por em pratica essas ações é dever de todos, pois é por meio do consumo consciente, educação, participação comunitária e investimentos que conseguiremos atingir as metas propostas e contribuir para que as futuras gerações desfrutem de um ambiente melhor e conservado para se viver. 2.Objetivos O principal objetivo é despertar uma reflexão crítica com respeito ao consumismo e as ações sustentáveis. Os objetivos secundários foram: contextualizar a evolução do consumismo na era contemporânea; demonstrar os efeitos do consumismo no meio ambiente. 3.Metodologia A pesquisa parte da análise bibliográfica. Devido à pesquisa tratar do comportamento humano, torna-se quase impossível se ter uma precisão de alguns dados, o que temos são estimativas. Nesse contexto, a pesquisa é qualitativa, se caracterizando na objetivação do fenômeno de precisão das relações entre o global e o local em determinado fenômeno, observando as diferenças entre o mundo social e o mundo natural. A pesquisa qualitativa é bastante utilizada para a explicação de fenômenos sociais, nela há uma inclusão por parte do autor, pois esse tipo de pesquisa busca estudar a fundo os motivos que levam a um determinado acontecimento. Em síntese podemos caracterizar a pesquisa qualitativa da seguinte maneira: “A pesquisa qualitativa não se preocupa com representatividade numérica, mas, sim, com o aprofundamento da compreensão de um grupo social, de uma organização, etc. Os pesquisadores que adotam a abordagem qualitativa opõem-se ao pressuposto que defende um modelo único de pesquisa para todas as ciências, já que as ciências sociais têm sua especificidade, o que pressupõe uma metodologia própria. Assim, os pesquisadores qualitativos recusam o modelo positivista aplicado ao estudo da vida social, uma vez que o pesquisador não pode fazer julgamentos nem permitir que seus preconceitos e crenças contaminem a pesquisa” (GOLDENBERG, 1997, p. 34). Quanto à natureza desse trabalho podemos destaca-lo como uma pesquisa aplicada, pois busca por meio das pesquisas realizadas contribuírem para a formulação de um pensamento crítico social, e a partir disso motivar a prática de mudanças para a superação dos problemas aqui expostos. Segundo Gerhardt e Silveira (2009) a pesquisa aplicada é objetiva e busca gerar conhecimentos para aplicação prática, dirigidos à solução de problemas específicos, envolvendo verdades e interesses locais. Quanto ao tipo proposto, ele tem característica descritivo, ou seja, que busca descrever os fatos e fenômenos da pesquisa realizada, no caso da presente pesquisa, os impactos do consumismo no meio ambiente, para (Triviños 1987,) “A pesquisa descritiva exige do investigador uma série de informações sobre o que deseja pesquisar. Esse tipo de estudo pretende descrever os fatos e fenômenos de determinada realidade”. 4.Resultados Como estudado o consumismo cada vez mais desenfreado e momentâneo impulsionado pelo marketing, e pelas inovações trazidas pelas revoluções indústrias nascidas no século XIX e presente nos dias atuais, tem impactado no comportamento ambiental, isso é visto no aumento continuo de índices de desmatamentos, poluições do ar, solo e águas e pelo aumento de emissões de gases nocivos na atmosfera, frente a essas realidades vemos que muitas metas impostas pelas convenções ambientais e políticas sustentáveis não são cumpridas isso devido à falta de investimentos e interesse de algumas nações em participar dessas metas impostas pelas políticas ambientais. Esses fatores têm gerado preocupações por parte dos cientistas ambientais e econômicos, pois como sabem os recursos são limitados enquanto os desejos humanos são ilimitados, e hoje a uma grande dependência de recursos limitados como fonte de energia como mostrado no gráfico a seguir: Gráfico 01 - Demanda de Energia Mundial em 2016 Fonte: Elaboração própria com base nos dados do Ministério de Minas e Energia 2016. A partir da análise desse gráfico nota-se que há uma maior dependência energética de fontes limitadas como o Petróleo, Carvão Mineral e Gás Natural, ambos limitados na natureza, enquanto as outras fontes de energia nesse caso se enquadrando as fontes renováveis como as energias solares, eólicas e outras ocupam uma demanda pequena. Isso nos mostra que mesmo atualmente com as pesquisas e tecnologias avançadas, ainda há uma dependência de fontes não renováveis e mais poluentes para o planeta. Esses dados refletem os baixos investimentos empregados na pesquisa de novas pesquisas e técnicas renováveis que agridam menos o meio ambiente, além da falta de interesse das grandes corporações em financiar tais projetos, pois para muitos significa prejuízos ou até mesmo a sua extinção. Hoje mais do que nunca se vê que é necessário pensar em políticas sustentáveis. Na gênese desta concepção está também a impossibilidade de estabelecer garantias de que a sustentabilidade vai se manifestar na prática, isto porque a longo prazo ou na medida do tempo indeterminado, muitos fatores são desconhecidos e imprevisíveis, sobretudo considerando também a persistência de um modelo econômico muito focado na produção e no consumo, ainda sem considerar limites (SILVEIRO. p. 4; 2017). A chamada poluição suave toma conta dos espaços, produzindo excrementícios que poluem através das imagens, do colorido, da música e dos sons; a sutileza e a forma inconsciente com que essa nova forma de poluir chega para o ser humano é o que a torna ainda mais perigosa que a poluição dura (SERRES, 2011 apud SOUSA, 2018). Enfim com os cenários ambientais expostos, mostra-se que pouco se tem feito para a resolução dos problemas ambientais e o que se tem feito não tem sido suficiente para suprir os impactos ocasionados pelo homem na natureza, é preciso repensar no rumo que estamos dando ao planeta no presente para que as gerações vindouras e até mesmo as atuais não venham a sofrer com os impactos ambientais ocasionados pela ação do homem. 5.CONCLUSÕES A partir das análises históricas e sociais do processo de desenvolvimento da indústria e consequentemente do consumismo, vê-se que a ação humana tem impactado de forma significativa o meio ambiente, de variadas maneiras como foi discorrido nesse pequeno resumo. Esses fenômenos demonstram a importância das políticas de sustentabilidade nos dias atuais, porém a prática dessas políticas em partes encontram obstáculos para o seu sucesso, entre eles a falta de investimento, interesse, e conflitos de ordem econômica e comercial. O resultado como vemos é o aumento da poluição, desmatamento e desastres naturais. Enfim mais do que nunca o mundo precisa hoje de políticas de preservação isso não só garantirá que as gerações vindouras se beneficiem, mas também contribuirá para um mundo melhor de se viver. 6.Referências Silva, Ana Beatriz Barbosa. Mentes Consumistas: Do consumo a compulsão por compras 1ed. São Paulo. Principium, 2014. Silverio, José Henrique Porto. Sustentabilidade e Responsabilidade Social Artigos Brasileiros. 1ed. Belo Horizonte, Poisson. 2017. Poluição causa 12,6 milhões de mortes por ano destaca agencia da ONU. Disponível em: nações unidas.org. Acesso em 2/11/18 ONU Alerta para a quantidade de lixo urbano produzido no mundo. Disponível em:www.ecodesenvolvimento.org. Acesso em 3/11/18 Sustentabilidade Ambiental no Brasil: Disponível em: www.ipea.gov.br .Acesso em 3/11/18. Energia no Mundo. Disponível em: www.mme.gov.br. Acesso em 4/11/18 Revista em discussão. Disponível em: www.senado.gov.br. Acesso em 5/11/18. Sousa, E. R. D. de. A gestão de resíduos no contexto de metropolização e ru-urbanização no município de Crato-CE. Dissertação de Mestrado. 136 f – 2018. Universidade Federal do Cariri-UFCA. Mestrado em Desenvolvimento Regional Sustentável.
Palavras-chave: Consumismo,Sustentabilidade,Industrialização
Oral
Abrir o trabalhoteste
ERLÂNIO FREIRE BARROS; wefwe; wefwef
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Palavras-chave: dqdqwd,qwdqwd,qwdq
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Uma Análise do Crescimento do Emprego Formal e do Setor de serviços da Cidade de Iguatu – CE nos anos 2005 a 2016 N
NAYARA SALES ARAÚJO ; Eudivan Gonçalves Crispim; Maria Fernandes da Silva; Davi Lucena da Silva
Uma Análise do Crescimento do Emprego Formal e do Setor de serviços da Cidade de Iguatu – CE nos anos 2005 a 2016 Resumo: Com intuito de fomentar o desenvolvimento econômico, os estudos sobre economias regionais estão cada vez mais presentes em discussões econômicas, conhecer os setores produtivos e a forma em que atuam em uma determinada localidade é de suma importância para que esse desenvolvimento ocorra. Neste estudo, buscamos analisar os setores produtivos da cidade de Iguatu, localizada na região Centro-sul Cearense, foram utilizados dados da Relações Anuais de Informações Sociais – RAIS, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, e do Instituto de Pesquisa e Estratégia Economia do Ceará – IPECE. Focando no período de 2005 a 2016, obtivemos resultados que mostram que houve um crescimento no emprego formal da cidade, esse crescimento foi em torno de 53,95%. Por último, vimos que seguindo uma tendência histórica, o setor de serviços teve destaque durante praticamente toda a analise, embora em um determinado período tenha havido uma queda, mesmo assim ele se sobressai sobre os demais setores. Palavras-chave: Serviços. Emprego. Crescimento. 1. Introdução 2. Nos últimos anos, os estudos sobre a evolução dos setores produtivos estão cada vez mais em pauta nas discussões econômicas, analisar e compreender a estrutura produtiva de uma determinada região, é de suma importância para que se possa fomentar cada vez mais o desenvolvimento econômico, portanto, baseado nisso, o presente trabalho tem como principal objetivo, analisar a evolução do emprego formal na cidade de Iguatu, localizada na região Centro-Sul do interior Cearense, suas causas e consequências, enfatizando a importância do setor de serviços para município. De acordo com os dados coletados, foi possível analisar cada setor produtivo do munícipio individualmente e de forma geral que são a Industria, Comercio, Serviços, Construção Civil e Agropecuária, essa análise foi realizada a partir do ano de 2005 a 2016, porém, nos dedicamos a analisar principalmente o setor de serviços que influência o mercado de trabalho local de forma significativa. Estudar e analisar de forma continua os setores da economia é uma questão de estratégia de desenvolvimento, que seja regional ou nacional, a visão sistêmica dessa evolução deve ser interpretada de forma a enxergar as particularidades de cada processo, podendo utilizar da melhor forma possível o conhecimento para a elaboração de políticas públicas que busquem maximizar o bem-estar social através da otimização dos recursos escassos. Assim, para ir de encontro aos objetivos proposto, o presente trabalho está dividido nessa presentes introdução, metodologia no qual demonstramos os métodos de estudos e escolha dos dados, anos e área de estudo, referencial teórico no qual está pautado a teoria base para realização do trabalho, desenvolvimento no qual realizamos a análise do objeto de estudo e as considerações finais. 3. Objetivo Analisar o crescimento de empregos formais e do setor de serviços na cidade de Iguatu – CE. 4. Metodologia Para colaborar com a elaboração do presente trabalho, o método escolhido foi o dedutivo, que consiste na elaboração de afirmações, teorias, leis e etc. de forma geral com objetivos de explicar situações de forma particular, assim com o método dedutivo buscamos compreender a evolução e desenvolvimento do setor terciário com objetivos de aplicação a nível local. A delimitação geográfica escolhida é a cidade de Iguatu, no estado do Ceará, sendo sua escolha baseada na importância que o município apresenta para a geração de emprego e renda, empregos diretos e indiretos, dentro e fora das delimitações do município, dessa forma, a cidade de Iguatu – CE, apresenta-se como cidade polo da região centro sul do estado do Ceará. As fontes de dados utilizadas são compostas por dados secundários obtidos através da Relações Anuais de Informações Sociais – RAIS, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, e do Instituto de Pesquisa e Estratégia Economia do Ceará – IPECE, dessa forma procurou-se utilizar de fontes verossímeis com objetivo de evitar enviesar o presente trabalho. 5. Resultados Na sociedade contemporânea, a economia vem alcançando elevados níveis de divisão social do trabalho, que é a diversificação das atividades econômicas praticadas pelas pessoas inseridas em uma sociedade de mercado, tornando os mercados e setores interdependentes entre se. No entanto, este processo não se deu de forma rápida, sendo o mesmo gradativo e concomitante com o desenvolvimento do sistema capitalista. O setor de serviços ou setor terciário é o setor no qual os “bens” econômicos transacionados não são tangíveis, ou seja, é um trabalho prestado, sendo por muito tempo considerado pelos economistas como setor improdutivo, uma vez que os mesmos não acreditavam que o comercio gerava valor excedente como a agricultura e a indústria, como é citado por PEREIRA, no qual, o mesmo explana sobre a subjugação do setor terciário, O trabalho de Fisher, "The Clash of Progress and Security", de 1935, é um marco na classificação das atividades produtivas; divide a economia em três setores, primário, secundário e terciário. O setor primário é formado pela agricultura, o secundário pela indústria e o terciário pelas atividades que não se enquadram em nenhuma classificação anterior. Por um longo período na história do pensamento econômico os serviços não foram objeto principal na preocupação dos estudiosos da realidade social. (PEREIRA, 2014, p. 10) Com a revolução industrial, os mercados tomaram um impulso de modo a diversificar a quantidades de bens produzidos e suas finalidades, como por exemplo a nova quantidade de bens direcionados para o consumo duráveis, bens direcionados para o consumo presentes ou bens não duráveis e bens de consumo intermediários. Desse modo a gama de produtos e quantidade produzida chegou a patamares nunca alcançados antes na história, no qual todos os produtos produzidos encontravam um mercado consumidor, ou seja, havia o funcionamento da lei de Say. O crescimento urbano foi outro fator que contribui positivamente para o crescimento do setor de serviços, foi o seu crescimento desordenado e o forte êxodo rural, características brasileiras na década de 1950 com forte política de intervenção estatal para o desenvolvimento industrial, que ocasionou o processo de inchaço dos centros urbanos, abrindo mercado para novas atividades econômicas em potencial. Quando analisamos entre 2005 e 2016, vemos que há um crescimento geral nos empregos, como é demonstrado na figura 1, sendo que seu ápice aconteceu em 2014, onde haviam 15670 empregos formalizados, mesmo ocorrendo uma diminuição nesses números nos dois últimos anos analisados, em um pouco mais de uma década, o número de empregos formais aumentou em torno de 53,95% na localidade. Os fatores para o grande número de aumento de empregos devem-se a fatores exógenos como a política econômica expansionista do período e a fatores endógenos como incentivos fiscais para a implantação de novas industrias. Gráfico 01: Crescimento do Emprego Total Formal da Cidade de Iguatu – CE Fonte: Elaboração Própria com Base nas Relações Anuais de Informações Sociais – RAIS Individualmente, todos os grandes setores produtivos da cidade cresceram. O maior aumento ocorreu na Agropecuária 112,5%, no entanto mesmo com o intenso crescimento desse setor, ele tem uma baixa participação na quantidade de empregos gerados na cidade. O setor de Comércio, também obteve um considerável crescimento na geração de empregos, sendo este de 104,43%, seguido pela Industria 62,19%, Serviços 25,89% e Construção Civil 23,91%. É importante observar que, mesmo o setor de serviços não obtendo um elevado crescimento, ainda assim é destaque dentre os outros, visto que é o setor que mais gera empregos na cidade, pois, como citado anteriormente o setor em questão apresenta em números absolutos maior número de emprego formal. Em vista deste fato, é atribuído ao crescimento urbano uma parcela de responsabilidade pelo crescimento do número de empregos formais no setor de serviços, pois, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geográfica, baseado nos censos demográficos do ano 2000 e 2010 a população da cidade de Iguatu teve um crescimento de 12,70%. Outro fator associado ao crescimento do emprego formal do setor terciário é a quantidade de fatores de produção ociosos, especialmente o trabalho, que ingressa no mercado sem a necessidade de um nível elevado de especialização, uma vez que as atividades praticadas têm como características ser atividades de mão de obra intensiva. Assim por esses fatores supracitados acima o setor de serviços da cidade de Iguatu – CE consiste em um ponto chave para a geração de emprego e renda de forma endógena, consistente e contínua. 6. Conclusão De acordo com os dados analisados, podemos chegar à conclusão de que os objetivos do trabalho foram atingidos. Mesmo com o nível de emprego aumentando em todas as áreas, fica bem claro que o setor de serviços tem uma enorme importância para a cidade, visto que é o setor que mais gera emprego em praticamente todo o período analisado, contribuindo assim, para a queda da taxa de informalidade. O setor de serviços historicamente vem cada vez mais se distanciando dos outros setores da economia, embora alguns autores afirmem que é um setor de baixa produtividade, se mostra como uma saída viável para locais onde faltam investimentos em outros setores ou que tenham excesso de mão de obra Com tudo isso, podemos perceber também, que a cidade de Iguatu teve uma evolução no nível de emprego formal, sendo que houve um aumento de 53,95%, essa evolução no nível de emprego se dá por razões endógenas e exógenas, como já foi exposto durante o artigo. Além disso, um dos principais fatores para esse crescimento na geração de empregos formais no setor de serviços, se dá pelo aumento da população local, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geográfica – IBGE, entre os dois últimos censos, ocorreu um aumento de 12,70% na população. 7. Referências JACINTO, P. A, RIBEIRO E. P. Crescimento da Produtividade no Setor de Serviços e da Indústria no Brasil: Dinâmica e Heterogeneidade. Econ. Apl. vol.19 no.3 Ribeirão Preto July/Sept. 2015; IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estítica, Disponível em: www.ibge.gov.br. Acessado em: 25 de julho de 2018; IPECE. Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará. Disponível em: www.ipece.ce.gov.br. Acessado em: 25 de julho de 2018; RAIS. Relações Anuais de Informações Sociais. Disponível em: mte.gov.br. Acessado em: 05 de maio de 2018; PEREIRA. Vinícius Rena, O Setor Serviços no Brasil. 2014; MATOS. Ralfo, Aglomerações Urbanas, Rede de Cidades e Desconcentração Demográfica no Brasil, Publicado no CNPQ.
Oral
Abrir o trabalhoPalavras-chave: Administração Pública,Democracia,Direitos Fundamentais
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Abrir o trabalhoA Educação para a Cidadania como Pena Alternativa nas Transações Penais: uma parceria da Universidade Regional do Cariri com o Ministério Público de Iguatu
BENJAMIN FELIPE MESSIAS JUVENAL; Elizabeth Rodrigues de Souza
EDUCAÇÃO PARA A CIDADANIA COMO PENA ALTERNATIVA NAS TRANSAÇÕES PENAIS: UMA PARCERIA DA UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI COM MINISTÉRIO PÚBLICO DE IGUATU Benjamin Felipe Messias Juvenal , Elizabeth Rodrigues de Souza Resumo: O presente trabalho aborda aspectos culturais sobre o instituto jurídico da Transação Penal a partir da análise da Lei n° 9.099/95 – que dispõe sobre os Juizados Especiais Cíveis e Criminais - e relata a realidade de um projeto de extensão implementado na Universidade Regional do Cariri – UDI em parceria com o Ministério Público do município do Iguatu. O projeto sugere uma gestão articulada entre teoria e prática, propiciando ações educacionais e orientação de acusados por crimes de menor potencial ofensivo, que tenham aceitado proposta de transação oferecida pelo Ministério Público, para evitar nova conduta ilícita. A transação penal, possui o caráter retributivo de cominar uma consequência jurídica – diversa da prisão – ao infrator, e se caracteriza como um instrumento de resolução pacífica do conflito, tendo escopo de prevenção. Assim, é preciso que a transação enquanto instituto despenalizador, cumpra sua tarefa pedagógica no sentido de evitar que o agente volte a cometer delitos de qualquer natureza, na medida em que possibilita a participação do indivíduo na vida política, econômica e cultural de uma sociedade, promovendo-lhe dignidade e inclusão. Palavras-chave: Educação. Transação Penal. Cidadania. 1. Introdução No decorrer da construção histórica e social brasileira, paralelamente à expansão dos conhecimentos técnicos científicos, vem se destacando a necessidade da tutela estatal na resolução de conflitos entre particulares, reafirmada por sua condição de garantidor da justiça e de aparelho de efetivação dos direitos fundamentais para a consolidação do Estado Democrático de Direito, nos quais são reconhecidos também e “simultaneamente, como metas, parâmetro e limites da atividade estatal, [...]” (SARLET, 2012). Em contrapartida, observa-se um aumento gradativo das transgressões legais, destacando-se o aumento do número de delitos, ou por falta de instrução ou por motivação pessoal, elevando o número da população carcerária, que de acordo com o Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça (DEPEN/MJ), aumentou 575% entre 1990 e 2014, sem que isso refletisse na redução da criminalidade (CNJ, 2016). Essa mesma população muitas vezes reincide no mundo do crime, com difícil prognóstico de ressocialização. Em uma análise da formação social brasileira, constata-se que um dos fatores que motiva a ambientalização no contexto criminal é a desigualdade social, sinalizando a necessidade da implantação de políticas públicas específicas, onde se expõe nas obras do Gabinete de Segurança Pública de São Paulo: Nos últimos anos, um dos aspectos bastante ressaltados diz respeito à relação entre recessão econômica, taxas de desemprego e criminalidade. Esta é uma das grandes questões da criminologia, devida tanto às suas implicações teóricas, como para a definição de políticas públicas. Não obstante sua importância, a relação entre desemprego e crime, há um dos grandes consensos existentes na literatura criminológica: ela é frequentemente fraca, inconsistente e insignificante. Na melhor das hipóteses, podemos dizer que existe um “consenso na dúvida”, cujos resultados variam em função das técnicas e estratégias utilizadas para sua análise. (FILHO, 2002) Ao realizar tais ações de despenalização, afirma a “Legítima Defesa Social, que é o estudo cultural, educacional, social, técnico, científico e político com o objetivo de prevenir a atrocidade, a violência, a criminalidade” (NUCCI, 2016, p.56). Além disso, o preconceito com ex-apenados afeta as suas relações, gerando muitas vezes o retorno à criminalidade. Nesse contexto, a Lei 9.099/95, voltada às causas de menor potencial ofensivo - trabalhadas pelo projeto - especifica-as como crimes com pena máxima de 2 anos, cumulada ou não com multa. Conforme a Constituição Federal de 1988 estabelece, os entes federativos criarão juizados especiais, para a conciliação, julgamento e execução de causas com menos complexidade, para garantir a reabilitação de pequenos infratores, evitando sua inserção na ambiência do crime. O citado projeto realiza também um estudo sobre o instituto jurídico da Transação Penal enquanto ferramenta despenalizadora, destacando a interligação positiva entre a diminuição e a prevenção da criminalidade, destacando os benefícios socioculturais apresentados àqueles que cometeram pequenas infrações penais. Isto posto, as propostas de cumprimento não devem se limitar à tradicional prestação pecuniária ou de prestação de serviços à comunidade, sem que haja, da parte do acusado, uma reflexão acerca dos prejuízos – à sua pessoa e à comunidade – advindos de ato por ele praticado. O membro do Ministério Público adverte o acusado das consequências de uma reiteração criminosa e da necessidade de se adequar sua conduta às regras legais, entretanto, tal momento – que, em regra, não passa de alguns poucos minutos – mostra-se insuficiente para passar a devida “mensagem” ao infrator. Daí a necessidade de se propiciar uma maior reflexão e educação, em que o autor do fato possa realmente ser orientado quanto às consequências do ato praticado. A partir disso, nasce a ideia de proporcionar orientação aos autores dos citados crimes, propiciando do aprendizado de natureza jurídica, uma valiosa experiência de cunho social e humanitário. Assim, trata-se de trabalho de extrema relevância, que vem desenvolvendo ações imprescindíveis no âmbito da comunidade iguatuense, na medida em que reabilita pessoas e promove a sua inserção no meio social, ao direcionar os infratores de menor potencial ofensivo às medidas sociais e educacionais cabíveis, viabilizando integração e ressocialização social. 2. Objetivo Possibilitar o cumprimento dos papéis retributivo, preventivo e restaurativo da Justiça, por meio de ações educacionais aos acusados por crimes de menor potencial ofensivo, que tenham aceitado proposta de transação oferecida pelo Ministério Público, evitando a reincidência e facilitando a ressocialização dos beneficiados do projeto. 3. Metodologia São realizadas atividades no formato de palestras, minicursos, rodas de conversa, vídeos e dinâmicas, relacionados com às infrações detectadas, incluindo violência, crimes de trânsito e crimes ambientais, semestralmente. Constituem-se grupos de alunos responsáveis pela logística do evento. Posteriormente, são realizadas avaliações periódicas do projeto, com o intuito de minimizar falhas e acolher sugestões para o seu melhoramento, sendo conferido certificação aos participantes e, quando cumpridas todas as condições legais estabelecidas, é declarada a extinção da punibilidade do infrator. 4. Resultados Espera-se aliar conhecimento científico à necessidade de transformação social, demonstrando a importância da extensão universitária na reabilitação de indivíduos em detrimento da paz social. Em consonância a essas informações, ao analisar as edições da execução do projeto, que já vai para sua quarta edição, percebe-se que o número de pessoas beneficiadas com o projeto, que retornam ao Ministério Público, para novos processos ou em cominações legais para a perda do benefício, diminuiu, como também percebe-se a receptividade do projeto, por meio de depoimentos, que demonstram arrependimento e surpresa diante das novas informações recebidas. 5. Conclusão Constata-se que as ações educacionais voltadas à conscientização da população à luz dos direitos humanos, disseminam a ideia de que os indivíduos que praticam crimes têm possibilidade de reabilitação, numa perspectiva de formação da cidadania, ao serem inseridos em um contexto de inclusão social e efetivação de direitos fundamentais. Portanto, a educação quando utilizada como ferramenta imprescindível de controle social, pode ser considerada um meio importante de prevenção e redução da criminalidade. 6. Agradecimentos Agradecimentos à Universidade Regional do Cariri (URCA), através da Pró-reitoria de Extensão (PROEX); ao Ministério Público do Iguatu, pela oportunidade de parceria para a contribuição à sociedade, e aos colaboradores como o Departamento Municipal de Trânsito (DEMUTRAN), Corpo de Bombeiros, SAMU e Secretaria de Meio Ambiente, que disponibilizam profissionais para a mobilização de informações; e especialmente a todos os voluntários que contribuíram com esse trabalho. 7. Referências BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal: Centro Gráfico, 1988. 34p. BRASIL. Lei n. 9.099, de 26 de set. de 1995. Juizados Especiais, Brasília, DF, set 1995. NUCCI, G, S. Direitos Humanos versus Segurança Pública, Rio de Janeiro, RJ: EDITORAFORENSE LTDA. 2016. 43 p. FARIELLO, L. Encarceramento não reduz criminalidade. Disponível em: <http://www.cnj.jus.br/ > Acesso em 30 out de 2018. FILHO, B, C. SILVA, R. ZACCHI, J, M. OLIVEIRA, A, S, S. PACHOAL, J. BLANCO, A, C, C. KAHN, T. Das Políticas de Segurança Pública às Políticas Públicas de Segurança, São Paulo, SP: ILANUD. 2002. 13p. SARLET, I. W. A eficácia dos direitos fundamentais: uma teoria geral dos direitos fundamentais na perspectiva constitucional. Porto Alegre: Livraria do Advogado Editora. 2012. 143 p.
Palavras-chave: Educação,Transação Penal,Cidadania
Oral
Abrir o trabalhoA HUMANIZAÇÃO DOS ATENDIMENTOS PSIQUIÁTRICOS: A LEI 10.216/2001 E SUA APLICABILIDADE
SARA BEZERRA ARRAIS; Maiara Bezerra da Silva
A HUMANIZAÇÃO DOS ATENDIMENTOS PSIQUIÁTRICOS: A LEI 10.216/2001 E SUA APLICABILIDADE Maiara Bezerra da Silva, Sara Bezerra Arrais. Resumo: A Lei da reforma psiquiátrica (Lei nº 10.216/2001) representa, no Brasil, um estrema, ao evidenciar a necessidade de respeitar-se a dignidade das pessoas com transtornos mentais. A Reforma Psiquiátrica põe em xeque o modelo hospitalocêntrico que tem como objetivo primordial internar e segregar as pessoas com transtornos mentais. Tal movimento emerge da luta antimanicomial, estabelecendo novas diretrizes, de forma a se respeitar a humanização dos atendimentos dispensados às pessoas com transtornos mentais, concebendo, inclusive, o comprometimento mental como algo tipicamente humano. Assim, mostra-se indispensável o debruçar sobre o referido tema enquanto questão de saúde pública e respeito à dignidade da pessoa com transtornos mentais. Mister se faz esclarecer a relevância que a luta antimanicomial, aliada a criação da Lei 10.216/2001, representaram para a efetivação de direitos dos que são submetidos às medidas de segurança. Palavras-chave: Dignidade da pessoa humana. Atendimento humanizado. Reforma psiquiátrica. 1. Introdução A Lei da reforma psiquiátrica (Lei nº 10.216/2001) representa, no Brasil, um estrema, ao evidenciar a necessidade de respeitar-se a dignidade das pessoas com transtornos mentais. A Reforma Psiquiátrica põe em xeque o modelo hospitalocêntrico que tem como objetivo primordial internar e segregar as pessoas com transtornos mentais. Tal movimento emerge da luta antimanicomial, estabelecendo novas diretrizes, de forma a se respeitar a humanização dos atendimentos dispensados às pessoas com transtornos mentais, concebendo, inclusive, o comprometimento mental como algo tipicamente humano. Assim, mostra-se indispensável o debruçar sobre o referido tema enquanto questão de saúde pública e respeito à dignidade da pessoa com transtornos mentais. Mister se faz esclarecer a relevância que a luta antimanicomial, aliada a criação da Lei 10.216/2001, representaram para a efetivação de direitos dos que são submetidos às medidas de segurança. 2. Objetivo Analisar a efetivação das medidas contidas na Lei 10.216/2001 hoje e, especificamente, situar sua importância a partir de uma contextualização histórica. 3. Metodologia A pesquisa consistiu num estudo teórico de abordagem qualitativa, a partir do procedimento de documentação indireta, de natureza bibliográfica e documental. O método dedutivo forneceu melhor análise e consequente entendimento sobre tema. 4. Resultados Após 17 anos da implementação da Lei nº 10.216/2001, as vantagens e mudanças são concretamente observadas, entretanto, a capacidade da rede comunitária ainda é inferior à demanda. Destarte, faz-se necessária a ampliação das medidas realizadas pelas bases comunitárias, a fim de que se efetivem as diretrizes propostas pela referida lei em atenção àqueles que necessitam de atenção à saúde mental e consequente reintegração ao meio comunitário e familiar. A política de atendimento psiquiátrico no Brasil, antes da Lei nº 10.216/2001, visava apenas retirar o sujeito do convívio comunitário e familiar para trancafiá-lo em locais de características asilares, e que em nada ajudam na melhoria de sua qualidade de vida. O movimento antimanicomial propõe, no lugar de um modelo centrado na internação e no asilo, uma atenção ampla, real e adequada voltada para as demandas de seus usuários. Com o advento da reforma psiquiátrica e da referida Lei, buscou-se consolidar o modelo de atenção à saúde mental e estabelecer bases comunitárias, alterando a vertente do tratamento para o convívio social e familiar, e não mais a reclusão em uma instituição total. A reforma psiquiátrica emerge da luta do movimento antimanicomial, estabelecendo novas diretrizes, de forma a se respeitar a humanização dos atendimentos dispensados às pessoas com transtornos mentais, concebendo, inclusive, o comprometimento mental como algo tipicamente humano. Vale salientar que, partindo desse movimento, a característica asilar dos manicômios foi ficando para trás, dando lugar a leitos psiquiátricos em hospitais gerais, em consonância com a Lei da Reforma Psiquiátrica, entretanto, ainda há muito que se buscar, tendo em vista que os manicômios não foram extintos no Brasil. A superação do modelo manicomial encontra aparato nas políticas de saúde brasileiras que tiveram como marco teórico e político a 8ª Conferência Nacional de Saúde em 1986, a 1ª Conferência Nacional de Saúde Mental em 1987, a 2ª Conferência Nacional de Saúde Mental em 1992, culminando na 3ª Conferência Nacional de Saúde Mental em 2001. Observa-se, na reforma psiquiátrica brasileira, nas últimas décadas, alternância de períodos de acentuação das discussões e de surgimento de serviços e programas, com períodos de lentificação do processo, Dessa forma, a mencionada Lei se insere no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS) e a internação em clínicas psiquiátricas foi substituída pelo atendimento em bases comunitárias, realizado pelos Centros de Atendimento Psicossocial (CAPS), Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NAFS), Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT), pela ampliação de leitos psiquiátricos em hospitais gerais, bem como pelo Programa de Volta para Casa. Assim, mostra-se indispensável o debruçar sobre o referido tema enquanto questão de saúde pública e respeito à dignidade da pessoa com transtornos mentais. Mister se faz esclarecer a relevância que a luta antimanicomial, aliada a criação da Lei 10.216/2001, representaram para a efetivação de direitos dos que são submetidos às medidas de segurança. Cabe, inclusive, sugerir modificações no âmbito da realidade abarcada pelo tema proposto, a fim de que se concretizem os objetivos almejados pelo ordenamento supracitado. 5. Conclusão A aplicabilidade do conteúdo da Lei nº 10.216/2001, que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas com transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental, reforça a importância do atendimento humanizado aos usuários da atenção em saúde mental. Todavia, observa-se que mesmo com o advento da referida Lei, é imprescindível a atuação social na luta antimanicomial, bem como o fortalecimento e ampliação das bases comunitárias que promovem o respeito à dignidade humana às pessoas com transtornos mentais. Verifica-se a observância da implementação do atendimento humanitário em respeito ao preceito constitucional da dignidade da pessoa humana. A luta antimanicomial foi essencial para a conscientização de que aqueles que eram internados em instituições psiquiátricas de características asilares não tinham melhorias em sua qualidade de vida. Na verdade, a internação não é o meio adequado para se atingir esse fim. A Lei nº 10.216/2001 trata, ainda que de modo genérico, sobre os direitos da pessoa com transtorno mental e sobre os meios pelos quais se pode viabilizar o atendimento de forma a respeitar o preceito constitucional da dignidade da pessoa humana. É previsto, também, que a medida de internação deve ser o último recurso, a ser utilizada somente quando a pessoa com transtorno mental ofertar risco para si ou para outrem. Com isso em vista, o tratamento ambulatorial tem lugar em detrimento da internação, posto que o tratamento a ser utilizado nos casos de medida de segurança deve ser aquele menos gravoso e que oportunize a pessoa com transtorno mental à medida que atenda à proporcionalidade, observando a adequação e necessidade. No tocante à execução da medida de segurança, interessam os elementos observados pelo legislador que preveem a possibilidade da conversão da pena da modalidade de internação para o regime ambulatorial, conforme preconiza a Lei da Reforma Psiquiátrica. A medida de segurança nada mais é que uma internação determinada pela Justiça, sendo, portanto, uma internação compulsória. Ao verificar-se, no caso concreto, que há possibilidade de conversão da internação para o regime ambulatorial, deve-se prosseguir com a conversão, a fim de atender as diretrizes propostas pela supracitada Lei e, também, ao preceito constitucional da dignidade da pessoa humana que norteia esse instrumento normativo. 6. Referências BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm>. Acesso em: 05 de set. 2018. BRITO, E. S. Lei 10.216 de 2001: Reforma psiquiátrica e os direitos das pessoas com transtornos mentais no Brasil. Disponível em: <http://saudedireito.org/2014/05/26/lei-10-216-de-2001-reforma-psiquiatica-e-os-direitos-das-pessoas-com-transtornos-mentais-no-brasil/>. Acesso em: 5 de set. 2018. GOFFMAN, E. Manicômio, prisões e conventos. 8. Ed. São Paulo: Perspectiva, 2008. LAKATOS, E.M. Metodologia do trabalho Científico. 6 ed. São Paulo: Atlas, 2006.
Palavras-chave: Dignidade da pessoa humana,Atendimento humanizado,Reforma psiquiátrica
Oral
Abrir o trabalhoA implementação das POLÍTICAS PÚBLICAS através dos direitos sociais para a efetivação do respeito à dignidade da pessoa humana
MARIA IDERLANDIA FERREIRA LIMA; Larissa Teixeira de Souza
A implementação das POLÍTICAS PÚBLICAS através dos direitos sociais para a efetivação do respeito à dignidade da pessoa humana Maria Iderlandia Ferreira Lima1, Larissa Teixeira de Souza 2 Resumo Este trabalho de pesquisa elenca reflexões acerca dos Direitos Sociais e das Políticas Públicas no cenário brasileiro, trazendo questionamentos contemporâneos sobre o respeito à dignidade da pessoa humana. Sabemos que pensar em Direitos Sociais é reafirmar as garantias estipuladas aos cidadãos sobre os direitos fundamentais e seus princípios de igualdade no notório cenário político brasileiro. Sabemos que os Direitos Sociais são pautados numa conquista histórica que visa assegurar as condições básicas da existência humana e está presente na Constituição Federal de 1988 aprovada pela Assembleia Nacional Constituinte em 22 de setembro de 1988 e promulgada em 5 de outubro de 1988. Ainda pertencente ao cenário social temos as Políticas Públicas, as quais estão inseridas no campo da Ciência Política e funcionam como instrumento de resolução para algumas problemáticas políticas e sociais. Em tese, pode-se afirmar que as Políticas Públicas são referentes ao “fato público” e que além disso, não se restringem a política de governo podendo ser conduzidas por instituições particulares, desde que sua finalidade seja a resolução de conflitos sociais. Objetivamos através desse estudo analisar as dificuldades em aplicar os direitos sociais existentes por meio das políticas públicas, bem como, refletir sobre os impactos e consequências do Estado Democrático de Direito, no que tange o respeito à dignidade da pessoa humana. Desse modo, questionamos se as ações estatais correlacionadas as políticas públicas contribuem para a efetivação dos direitos sociais, uma vez que: a República Federativa do Brasil é de caráter democrático, ao consultar o valor semântico da palavra “democracia” temos o seguinte significado: governo em que o povo exerce a soberania. Logo se faz o seguinte questionamento fundamental: no Brasil o povo exerce a soberania? A resposta para tal indagação está contida nas ações políticas e sociais. Nesse diapasão, se faz necessário tecer a afirmar que em um país no qual o povo possui autoridade, domínio e poder deveriam ser assegurados no mínimo os direitos sociais presentes na própria Lei Maior. Os Direitos que estão contidos na Constituição de 1988 em seu artigo 6°, principalmente no que concerne aos direitos que dignificam a pessoa humana não podem ficar na linha dos “dizeres”, pois, não são meramente ilustrativos, mas sim válidos, ficando portanto na linha dos “fazeres”, o que de resto se faz necessário cobrar do poder público sua efetivação. Assim, é necessário analisar a aplicabilidade dos Direitos Sociais, uma vez que são ações reconhecidos pela doutrina majoritária. Esta pesquisa segue na metodologia qualitativa por ser uma investigação científica com foco no caráter subjetivo do objeto de estudo; utilizamos os seguintes métodos de abordagem: (dialético) com foco nos fatos analisados que são inseridos no contexto social; (analítico, exploratório). Questionamos no decorrer dos estudos que é fundamental que vigore o que está posto na Lei Maior, o cidadão precisa exercer suas funções sociais mediante a garantia dos direitos, devemos coibir o mero formalismo no qual a igualdade está sendo muito propagada e pouco praticada. Os estudos apontaram que a sociedade em geral bem como, os Operados do Direito devem buscar a efetividade dos direitos sociais mediante as Políticas Públicas, exigindo que o Estado democrático possa garantir o respeito à dignidade aos cidadãos para que estes não permeiem pelo mundo da marginalização. Palavras-chave: Direitos Sociais. Cidadania. Políticas Públicas. 1. Introdução O atual cenário brasileiro dispõe de uma realidade socioeconômica marcada pela desigualdade social que levou milhares de cidadãos a negativa de uma vida com dignidade, esses, foram impedidos de usufruir das garantias constitucionais. Encontramos ainda muitos obstáculos para a regulamentação dos problemas sociais, mesmo vivendo em um estado democrático. Porém, os dispositivos normativos garantem ao cidadão condições dignas para a existência, o exercício da cidadania, igualdade e liberdade. De modo que o Estado não pode se opor ao cumprimento do que concerne a Carta Constitucional. De acordo com a afirmação de Sarmento (2010, p. 555) “a escassez obriga o estado, em muitos casos, a confrontar-se com verdadeiras escolhas trágicas, pois, diante da limitação de recursos, vê-se forçado a eleger prioridades dentre as várias demandas igualmente legítimas”. Essa prioridade de demandas citada por Sarmento é definida por uma visão geral econômica e social, nem sempre as garantias institucionais que são voltadas para os direitos sociais e políticas públicas são postas em primeiro plano, ainda que seja fundamental para o exercício da cidadania. A forma pela qual se estabelece prioridades dentro do estado deve acontecer de modo político e democrático, mas não devemos deixar os nossos direitos fundamentais a margem da escala de prioridades. 2. Objetivo Objetivamos através desse estudo analisar as dificuldades em aplicar os direitos sociais existentes por meio das políticas públicas, bem como, refletir sobre os impactos e consequências do Estado Democrático de Direito, no que tange o respeito à dignidade da pessoa humana. 3. Metodologia Esta pesquisa é qualitativa por ser uma investigação científica com foco no caráter subjetivo do objeto de estudo. Utilizamos os seguintes métodos de abordagem: (dialético) com foco nos fatos analisados que são inseridos no contexto social; (analítico, exploratório) proporcionando uma análise prática e levantando novas hipóteses sobre o tema abordado. A corrente metodológica que adotamos em primeira instância foi fundada na pesquisa bibliográfica com caráter analítico reflexivo. Realizamos leituras e elaboramos fichamentos de livros e textos sobre Direitos Sociais e Políticas Públicas, especificamente sobre a aplicabilidade dos Direitos Sociais. Em meio às leituras realizadas durante a pesquisa lançamos o nosso olhar para a importância das Políticas Públicas para a efetivação dos direitos sociais, bem como, revalidamos as conquistas permitidas através da Constituição federal de 1988. 4. Resultados Na Carta da República de 1988, no artigo 6º “são direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância e a assistência aos desamparados”. Estes direitos precisam ser efetivados diante do cenário contemporâneo social. Evidenciamos através dessa pesquisa que a Carta de 1988 registrou a era da redemocratização, promulgada logo após a ditadura militar. Com sua edificação algumas conquistas foram efetivadas, dentre elas: voto facultativo para cidadãos entre 16 e 17 anos; Sistema Único de Saúde (SUS); maior autonomia para os municípios, garantia de demarcação terras indígenas; Lei de proteção ao meio ambiente; garantia de aposentadoria para trabalhadores rurais sem precisarem ter contribuído com o INSS; fim da censura a emissoras de rádio e TV, filmes, peças de teatro, jornais e revistas, dentre outros. Essas conquistas anteriormente citadas foram possíveis mediante um cenário de luta histórica de um povo, porém ainda que tenha sido necessário empenho da população para chegar nesses resultantes não temos uma garantia continuada dessas conquistas, pois, a realidade política e econômica do país é capaz de modificar o meio social, essa mudança depende de três fatores: quem está gerenciando (governante), operadores do direito, força popular. Os resultados evidenciam que apesar de muitas conquistas efetivadas através das Políticas Públicas ainda é necessário o cumprimento do artigo 6° da Constituição Federal para que possamos garantir vida digna aos cidadãos e essa luta social precisa ser constante, pois não devemos deixar os nossos direitos fundamentais a margem da escala de prioridades. 5. Conclusão É preciso reafirmar que estamos em um estado democrático de direito e que não devemos descumprir as normas constitucionais, os direitos sociais estão garantidos pela Carta de 1988, porém estes direitos precisam ser assegurados dentro do contexto social. Ainda existem muitos obstáculos que barram a aplicabilidade dos direitos básicos do povo brasileiro, tais impedimentos estão presentes tanto no sistema econômico quanto no sistema político e cultural. Como visto, é de se concluir que precisamos não só da atuação do Poder Judiciário para garantir os direitos fundamentais, mas também de todos os setores da sociedade, bem como a participação efetiva de todos para que assim possa se atingir a uma prática de igualdade, cidadania a permitir o bem-estar ao cidadão. Esse é um dos critérios da justiça social, ou seja ser necessário assegurar a dignidade da pessoa humana. Assim, se faz preciso revalidar a importância das políticas públicas para a efetivação dos Direitos Sociais, uma vez que sua concretização não se define apenas como uma obrigação estatal, mas da ação dos operadores do direito e da atuação da força popular. 6. Referências BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 05 de outubro de 1988. Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2017. SARMENTO, Daniel. A proteção judicial dos Direitos Sociais: alguns parâmetros Ético Jurídicos. In: Revista de Direitos Sociais Fundamentos, Judicialização e Direitos Sociais em Espécie. Org Daniel Sarmento et al. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010.
Oral
Abrir o trabalhoA IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS PARA A EFETIVAÇÃO DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO
THIAGO DA SILVA ROCHA
A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS PARA A EFETIVAÇÃO DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO Thiago da Silva Rocha , Antônia Gabrielly Araújo dos Santos Resumo: A educação em direitos humanos tem como principal finalidade possibilitar uma mudança de mentalidade e de postura social para a construção de uma cultura de respeito aos direitos humanos. Por isso, sua adoção como política pública é essencial à democracia e ao Estado de Direito. Apesar de ser uma prática recente na conjuntura latino‑americana e na brasileira, seu âmbito de atuação tem possibilitado importantes experiências nos espaços formais e não formais, estando legitimada por um arcabouço legal que nos permite ter uma visão geral da sua relevância e do sentido que possui. O discurso atual sobre Direitos Humanos está marcado pela ambivalência. Decretados e não efetivados, constituem um referente considerado fundamental para a construção democrática. Cresce a convicção de que se eles não forem internalizados nas mentalidades individuais e coletivas não efetivaremos uma tradição dos Direitos Humanos na nossa sociedade. No contexto latino americano a situação vai avançando a partir dos esforços dos países em consolidar a redemocratização e superar os horrores das décadas passadas. O Brasil igualmente deu passos importantes para o desenvolvimento dessa área, destacando‑se o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos e as Diretrizes Nacionais para a Educação em Direitos Humanos. Considerando essa realidade, o objetivo do presente trabalho é, por um lado, refletir sobre os avanços e as perspectivas que se apresentam, sobretudo na América Latina. Palavras-chave: Educação. Direitos Humanos. Política Pública. Sociedade. 1. Introdução Os direitos humanos abrangem os direitos fundamentais reconhecidos pelos diferentes ordenamentos jurídicos, a sociedade tem o dever de proteger e atuar na garantia de tais direitos que são próprios da natureza humana. No entanto, diante das constantes infrações, apresenta-se o papel imprescindível dos mais diversos instrumentos políticos, jurídicos e sociais a fim de garantir o respeito aos direitos humanos. Dentre os principais instrumentos, destaca-se a educação, que, ao assumir a função reflexiva e questionadora, proporciona a conscientização humana acerca dos direitos que lhes são inerentes. A educação em direitos humanos deve ser uma das prioridades dos governos democráticos. Sua finalidade é a construção de uma cultura de respeito aos direitos humanos, e, por isso mesmo, sua adoção como política pública é essencial à democracia e ao Estado de Direito. Possibilita que as pessoas se tornem sujeitos ativos no processo de conhecimento, de maneira que não aceitem passivamente os conteúdos impostos, mas questionem e reflitam criticamente sobre estes a partir da realidade sócio-histórica e cultural em que estão inseridos. Assim, passam de expectadores e receptores das ações do Estado a atores ativos e participativos e, em consequência, agentes de transformação social. O papel da educação em direitos humanos é capacitar o homem a desenvolver suas habilidades, potencialidades e sua consciência crítica. Em decorrência disto, torna-se consciente de seus direitos e de sua atuação social superando o caráter de reprodução predominante nos sistemas educativos postos. Assim, a educação para os direitos humanos é uma educação comprometida com a mudança, possibilitando aos indivíduos a prerrogativa de atuar como condutor de seu conhecimento, fazendo desta educação seu instrumento de luta e superação das injustiças, opressões e exclusões. A fim de assumir o caráter libertador em relação à opressão de um sistema educacional alienante, faz-se necessário criar condições para o questionamento e a criticidade acerca da realidade vivenciada para que os sujeitos se conscientizem de seu papel e o assumam frente às necessárias transformações sociais. 2. Objetivo Mostrar como a educação em direitos humanos é um importante elemento na construção e desenvolvimento das sociedades democráticas, possibilitando uma mudança na mentalidade e postura social. Afirmar a importância da construção de uma cultura de respeito aos direitos humanos e sua adoção como política pública, sendo essencial à democracia e ao Estado de Direito. refletir sobre os avanços e as perspectivas que se apresentam sobre educação em direitos humanos na América Latina. 3. Metodologia É uma pesquisa qualitativa, efetivada inicialmente através do método de revisão bibliográfica, pois é necessária uma atualização nas leituras sobre a determinada temática para que assim seja possível avançar na construção do conhecimento. Quanto às fontes utilizadas para coletas de dados, esta pesquisa também é um estudo documental, caracterizado pela utilização seja de documentos impressos ou textos normativos. A partir de um levantamento bibliográfico, referente à importância da educação em direitos humanos e a sua relevância para o desenvolvimento das sociedades democráticas, é possível estudar e compreender o problema. Assim, é realizado o fichamento dos textos utilizados para que se possa desenvolver uma ordem cronológica em torno do surgimento e evolução do ensino em direitos humanos, em seguida é realizada a análise dos dados coletados tornando possível a compreensão e o diagnóstico do problema. 4. Resultados A educação em direitos humanos na América Latina surge no final da década de 1980, onde um grupo de especialistas e pesquisadores do continente assumiu a posição de que, para continuar colaborando com a construção democrática, deveria ser promovida a educação em Direitos Humanos. Nesse sentido, os seguintes elementos deveriam ser afirmados nos diferentes âmbitos educativos: a visão integral dos direitos; uma educação para o “nunca mais”; o desenvolvimento de processos orientados à formação de sujeitos de direito e atores sociais; e a promoção do empoderamento individual e coletivo, especialmente dos grupos sociais marginalizados ou discriminados (CANDAU, 2005, p. 7-8). O primeiro aspecto se relaciona ao entendimento dos direitos em sua globalidade e interdependência, sem reduzir seu enfoque aos direitos individuais, políticos e civis. A compreensão e exigência dos direitos econômicos, sociais e culturais é fundamental para a construção democrática. A educação para o “nunca mais” promove o sentido histórico, a importância da memória em lugar do esquecimento. Supõe quebrar a “cultura do silêncio” e da invisibilidade e da impunidade presente na maioria dos países latino-americanos, aspecto fundamental para a educação, a participação, a transformação e a construção de sociedades democráticas. Exige manter sempre viva a memória dos horrores das dominações, colonizações, ditaduras, autoritarismos, perseguições políticas, torturas, escravidões, genocídios, desaparecimentos (SACAVINO, 2000a, p. 44; MAGENDZO, 2000, p. 362). O terceiro elemento se refere à formação de sujeitos de direitos para a qual se faz necessário articular a dimensão ética com a político-social e as práticas concretas. Ser sujeito de direitos implica reforçar no cotidiano, através de práticas concretas, a lógica expansiva da democracia, afirmar o princípio e o direito da igualdade estabelecidos na esfera jurídica e política e transportar essa dinâmica igualitária para as diversas esferas da sociedade. (SACAVINO, 2009, p. 101). Uma educação que promova o empoderamento individual e coletivo, especialmente dos grupos sociais desfavorecidos ou discriminados, constitui o quarto elemento destacado. Essa perspectiva supõe potencializar grupos ou pessoas que historicamente têm tido menos poder na sociedade e se encontram dominados, submetidos, excluídos ou silenciados na vida cotidiana e nos processos sociais, políticos, econômicos e culturais. Candau (2005) também destaca que atualmente é importante promover processos de educação em Direitos Humanos em que se trabalhem a sensibilização, a consciência da dignidade de toda pessoa humana e a promoção de uma cultura dos Direitos Humanos. Magendzo (2000), autor chileno, um dos pioneiros do tema no continente, sintetiza o sentido último que, desde o início, orientou a educação em Direitos Humanos como a formação de um sujeito de direitos, capacitado através de um processo de empoderamento para contribuir com a transformação das estruturas de injustiça que ainda perduram em nossas sociedades, em que a pobreza crônica é a manifestação mais severa. Historicamente a educação em direitos humanos no Brasil, tanto na teoria como na sua prática, é muito recente. A partir da última transição política, na segunda metade dos anos de 1980, foi quando começou a tomar forma mais sistemática este tipo de educação. (SILVA; TAVARES, 2010). Todo o processo de organização da sociedade brasileira foi fundamental para a difusão e ampliação das práticas de EDH, a partir da segunda metade dos anos 1990, inserindo essa questão com mais ênfase na agenda e programas governamentais. Foi neste momento quando se instituiu no país o Programa Nacional de Direitos Humanos, seguindo a recomendação da Conferência Mundial de Direitos Humanos; como também se estruturou a Secretaria de Direitos Humanos, que a partir de então impulsiona a maior parte das ações governamentais neste campo. Neste contexto, o Brasil é o país latino‑americano que mais avançou na implementação da educação em direitos humanos. 5. Conclusão A educação em direitos humanos na américa latina foi um processo iniciado ao final dos anos 80 após os horrores das décadas anteriores e durante os esforços para a redemocratização dos países do continente. A EDH busca atuar na formação integral da pessoa, desenvolvendo sua condição de sujeito de direito. Por isso deve ser o eixo do processo educacional em qualquer sociedade que almeje viver em consonância com os preceitos democráticos. Vêm se consolidando nos espaços formais e não formais, nos quais o processo de formação deve ser permanente, priorizando as mudanças de valores, de atitudes e crenças que favoreçam o respeito ao ser humano e consigam sua articulação com a realidade cotidiana e social das pessoas. No Brasil e no conjunto de países latino‑americanos a EDH foi avançando, apesar de muitas vezes as mudanças ocorrerem de forma gradual. Os aspectos normativos foram os que mais se expandiram, enquanto a presença nos currículos e materiais ainda indica desníveis e lacunas. Ao adentrar o campo formal, as dificuldades crescem, sobretudo, ao se discutir o papel da escola e da universidade. Ainda está muito presente entre nós a ideia de que a defesa dos Direitos Humanos está associada à “proteção de bandidos”. É necessário desconstruir esta visão para que se possa assumir a perspectiva de que os Direitos Humanos se relacionam com a afirmação da dignidade de todas as pessoas e com a defesa do estado de direito. A educação em Direitos Humanos não pode ser reduzida à introdução de alguns conteúdos nos diferentes âmbitos educativos. Trata-se de criar ambientes em que os Direitos Humanos impregnem todas as relações e componentes educativos, buscando ser um meio de consolidação de uma cultura democrática, permitindo o exercício e a vivência dos direitos para todas as pessoas. 6. Agradecimentos Gostaria de agradecer primeiramente à universidade pela oportunidade de atuar na iniciação científica e aos meus orientadores Lucas Alencar Pinto e Antônia Gabrielly Araújo dos Santos por toda formação e orientação que a mim foram dadas. 7. Referências CANDAU, Vera Maria. Educação em direitos humanos: principais desafios. Rio de Janeiro: 2005. (mimeo) MAGENDZO, Abraham. Educación en derechos humanos en América Latina: temas, problemas y propuestas. Una síntesis analítica de la reunión de Lima. In: CUELLAR, Roberto. (Ed.). Experiencias de educación en derechos humanos en América Latina. San José: IIDH, USAID, F. Ford, 2000. SACAVINO, Susana. Democracia e educação em direitos humanos na América Latina. Petrópolis: DP et alli, 2009. ______. Educação em direitos humanos e democracia. In: CANDAU, Vera Maria; SACAVINO, Susana. (Orgs.). Educar em direitos humanos. Construir democracia. Rio de Janeiro: DP&A, 2000a. SILVA, Aida Maria Monteiro; TAVARES, Celma. El papel de la educación en derechos humanos en la formación de una ciudadanía activa. Revista Interamericana de Educación para la Democracia, v. 3, n. 1, p. 95‑107, abr. 2010.
Palavras-chave: Educação,Direitos Humanos,Política Pública,Sociedade
Oral
Abrir o trabalhoA IMPORTÂNCIA DA EFETIVIDADE DA REINSERÇÃO SOCIAL NA VIDA DOS EGRESSOS DO SISTEMA PRISIONAL BRASILEIRO: LIBERDADE OU REPRESSÃO?
VINICIUS ALVES DE LIMA; YAGO KAWAN SILVA VITOR
Resumo O presente trabalho científico tem como objetivo compreender as dificuldades enfrentadas pela população carcerária quando se tornam egressos do sistema prisional, bem como os direitos e assistências ineficientes prestados pelo Estado, juntamente com a segregação e exclusão que esses sofrem. Para tanto, foi utilizado como método de coleta de dados a pesquisa bibliográfica, com uma abordagem metodologia dedutiva de caráter quali-quantitativo. Permitindo assim, compreender os motivos que os levam a se encontrarem em situações deploráveis sem acesso, principalmente, a vínculos empregatícios. Dessa forma, a busca pelas soluções dos problemas pode ser facilitada quando se identificam as verdadeiras deficiências desse grupo, com o intuito de mudar esse estado de invisibilidade e desamparo. O sistema prisional brasileiro produz, em massa, pessoas que deveriam se sustentar em políticas de reinserção social, mas que se percebem desnorteadas quando cumprem a pena determinada. Palavras-chave: Reinserção. Apenado. Liberdade. Ressocialização INTRODUÇÃO Não se pode negar que o papel da reinserção social é importante para todo e qualquer indivíduo que se encontre em situação de exclusão. Seja qual for o motivo que o levou a se encontrar nessa situação, o Estado tem o dever de auxiliar e amparar essas pessoas. No que se diz respeito aos detentos, o apoio é previsto no artigo 10 da Lei de Execução Penal (Lei Nº 7.210, de 11 de julho de 1984) que aborda “A assistência ao preso e ao internado é dever do Estado, objetivando prevenir o crime e orientar o retorno à convivência em sociedade. Parágrafo único. A assistência estende-se ao egresso.” (BRASIL,1984) Contudo, a ineficiência de garantia e efetividade desse direito é exacerbante. Diante disso, há uma parcela populacional brasileira que é vítima de casos de exclusão social referentes ao seu passado. O sistema presidiário atual é falho no que diz respeito a ressocialização dos carcerários na sociedade, tendo em vista que esse sistema é negligente em sua forma de atribuir aos presos estruturas concretas que possam ressocializar e qualificá-los para o mercado de trabalho, dificultando, assim, o seu retorno para a sociedade. Portanto, o caráter desse trabalho científico se justifica por abordar um tema de grande importância e chamar a atenção social investigando as lacunas existentes nesse assunto. Buscando também, efetivar o direito de ressocialização negado aos detentos brasileiros e buscar entender o Estado falho e a sociedade preconceituosa e excludente na qual vivemos. OBJETIVO Discutir como funciona a reinserção dos ex-presidiários no âmbito social, a partir de uma análise crítica do atual sistema penitenciário brasileiro, enfocando nas causas e consequências geradas pela falta de acompanhamento e estrutura prestados a essa camada social. Ademais, constatar os déficits presentes no sistema carcerário que contribuem negativamente para a reinserção social, buscando soluções que preencham as lacunas presente no processo de ressocialização. METODOLOGIA O presente estudo consiste em uma pesquisa teórica, se ampliando por meio de bibliografias como artigos científicos, legislação, livros, pesquisas virtuais, onde se encontra um grande número de informações a respeito do tema. Para tanto, cabe destacar que o presente trabalho é de natureza quali-quantitativa, com levantamento do material teórico que seria utilizado para sustentar o estudo. Tal estudo, se utilizou para a análise e conclusão das respostas dos objetivos proposto o método dedutivo, com base em um raciocínio coerente, para obter respostas em relação a determinadas questões apresentadas, além de ser exploratória, podendo obter ideias para ajudas na formulação de pesquisas futuras. RESULTADOS E DISCUSSÕES Reinserir é ressocializar, é mostrar um caminho alternativo para possuir uma vida digna após dificuldades. Para Costa: A reinserção social pode ser definida como qualquer esforço tendente a integrar na sociedade os indivíduos outrora considerados anormais e, por isso excluídos. Para se entender o processo de reinserção social é necessário que se retorne ao conceito de exclusão, que é o acto pelo qual alguém é privado ou excluído em participar em determinados sistemas sociais básicos. (COSTA, 2009 apud SANDE, 2013, online) Gráfico 1: População Prisional do Brasil e do estado do Ceará nos anos de 2014 e 2016. Fonte: Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias - Infopen, Junho/2016. Secretaria Nacional de Segurança Pública, Junho/2016; Fórum Brasileiro de Segurança Pública, dezembro/2015; IBGE, 2016. O Gráfico 1 confirma um empasse existente na retomada dos vínculos das pessoas privadas de liberdade com a sociedade, sendo justamente a degradação enfrentada pelo sistema penitenciário no âmbito nacional e estadual. Portanto, o crescimento de detentos acarreta na superlotação dos ambientes prisionais contribuindo para a ineficiência de serviços e subsídios. De acordo com dados divulgados, através de um levantamento realizado em 2016 pelo Departamento Prisional Brasileiro, a população brasileira no sistema penitenciário era de 689.510 e às vagas ofertadas eram de 368.049 (INFOPEN, 2017, p.8). Ainda de acordo com o Departamento Prisional Brasileiro apenas 15% da população privada de liberdade estava envolvida com alguma atividade laboral interna ou externa aos estabelecimentos penais e apenas 12% estava envolvida com algum tipo de atividade educacional. No Ceará, o número reduz para 7% vinculadas com atividades laborais e 5% com atividades educacionais (INFOPEN, 2017). Portanto, apesar dos programas de auxílios prestados pelo Estado como, por exemplo, o Programa Começar de Novo realizado pelo Conselho Nacional de Justiça, que ampara os ex-detentos na busca de oportunidades de emprego e cursos de capacitação, às vagas são mínimas e a segunda chance chega para pouquíssimas pessoas. Dessa forma, a liberdade conquistada pelos apenados, após cumprir determinada pena, torna-se mais assustadora que esperançosa. A repressão acontece e acaba por distanciar a liberdade efetiva do indivíduo. O processo de reinserção social é um caminho, uma solução em processo de evolução no sistema brasileiro e que precisa ser reforçada ao máximo para se mostrar efetiva. A condenação que parte da sociedade, uma sanção moral, é bem mais cruel se comparada a estabelecida pelo judiciário e pode ser de caráter perpétuo. CONCLUSÃO Através do estudo realizado, é notório que o Sistema Penitenciário Brasileiro, sobretudo no que se refere ao acolhimento do cárcere até a conclusão de sua pena, é visto apenas como forma punitiva, em que as etapas de preparo do detento para retornar a sociedade são, em sua maioria, de difíceis aplicações. Para tanto, as políticas públicas usadas como estratégia para a ressocialização do apenado não acontecem, motivo esse causado, mormente, por uma superlotação nos presídios brasileiros, resultando em um déficit no número de vagas permitido. Ademais, enquanto o Estado e a Sociedade pensarem que os presídios possuem apenas o caráter punitivo e negligenciarem os direitos que os reclusos possuem, o problema dentro dos presídios e o da criminalidade ficarão, assim, ainda mais agravados. Contudo, a liberdade deve ser garantida em sua totalidade. Para isso deve se realizar um forte investimento em políticas públicas, investimento financeiro para melhoria dos presídios e outras instituições de reclusão como também favorecer uma educação que conscientize a sociedade sobre os verdadeiros problemas que estão localizados mais nas áreas sociais e políticos do que nas morais e éticas. REFERÊNCIAS BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil: promulgada em 5 de outubro de 1988. Senado Federal. Brasília, DF. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm > Acesso em: 29 out 2018 BRASIL, LEI Nº 7.210, DE 11 DE JULHO DE 1984. Lei de Execução Penal, Brasília, DF. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L7210.htm >. Acesso em: 29 out. 2018 CONSELHO NACIONAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO. A visão do Ministério Público sobre o sistema prisional brasileiro - 2016 / Conselho Nacional do Ministério Público – Brasília: CNMP, 2016. 344 p. il. Disponível em: < http://www.cnmp.mp.br/portal/images/Publicacoes/documentos/2016/Livro_sistema_prisional_web_7_12_2016.pdf > Acesso em: 29 out. 2018 INFOPEN, Levantamento Nacional de Informações Penitenciarias. Atualização – Junho de 2016 / Organização, Thandara Santos; Colaboração, Marlene Inês da Rosa – Brasília, DF. Ministério da Justiça e Segurança Pública. Departamento Penitenciário Nacional, 2017. 65 p. Disponível em: < http://depen.gov.br/DEPEN/depen/sisdepen/infopen/relatorio_2016_22-11.pdf > Acesso em: 29 out.2018 SANDER, Elias Ricardo. Reinserção Social dos Reclusos da Cadeia Civil da Machava na Cidade de Matola. 26 ago 2013. Disponível < http://eliassantaylor85.blogspot.com/2013/08/reinsercao-social-dos-reclusos-da.html > Acesso em: 29 out.2018
Palavras-chave: Reinserção,Apenado,Liberdade,Ressocialização
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Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS NAS ESCOLAS DE ENSINO MÉDIO NO MUNICÍPIO DE IGUATU (CE)
LUCILENE SIEBRA DE OLIVEIRA; Thiago da Silva Rocha; Rafael Almeida Jalles
EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS NAS ESCOLAS DE ENSINO MÉDIO NO MUNICÍPIO DE IGUATU (CE) Marília de Souza Castro , Antônia Gabrielly Araújo dos Santos , Lucilene Siebra de Oliveira , Thiago da Silva Rocha , Rafael Almeida Jalles Resumo: O projeto promove uma educação em Direitos Humanos (DHs) a partir da discussão sobre ética, cidadania e justiça social. Objetivou-se desenvolver na escola de ensino médio escolhida, um ciclo de discussões que permitissem a compreensão e a importância da Ética, Cidadania e Direitos Fundamentais. A metodologia teórico-prática se deu através do método dialético hegeliano e de procedimento histórico e comparativo, produzindo uma interação que permitisse no confronto entre teoria e prática, a aplicação crítica dos conteúdos. Tratar sobre DHs têm mostrado, na prática, ser um grande impacto na vida dos alunos atingidos, visto que estes iniciam o contato com uma visão estereotipada, e, ao fim destes, passam a ter uma nova visão sobre ou ficam mais abertos à discussão do tema. Atinge-se também a comunidade, pois contribui para a formação de adultos mais preocupados com seus direitos, e, consequentemente, disseminadores do conhecimento adquirido, contribuindo para a criação de uma sociedade informada, atuante e empática. Diante do exposto, percebe-se que o projeto conseguiu atingir o que se propôs, visto que os alunos apreenderam o conteúdo passado. Palavras-chave: Educação em Direitos Humanos. Ética e Cidadania. Direitos Fundamentais. Ensino médio. 1. Introdução No dia 10 de dezembro de 1948, foi promulgada a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), aprovada pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas – ONU, com o objetivo de resguardar os valores mais preciosos da pessoa humana. Porém, fazer com que estes direitos declarados humanos saiam do papel para se tornar realidade, tem sido um desafio que ainda está em curso. É certo que a Educação em Direitos Humanos está necessariamente vinculada à compreensão do indivíduo acerca dos conceitos de ética e cidadania e tem, por princípios centrais nas Diretrizes Nacionais em Educação em Direitos Humanos, como o reconhecimento que a dignidade humana é inerente aos indivíduos, pelo reconhecimento da igualdade formal e material de direitos e garantias fundamentais, o reconhecimento das diferenças e diversidades socioculturais humanas, fugindo de estratégias etnocêntricas, sempre buscando a alteridade nas relações sociais (ROCHA, 1988, p. 6-10), por uma estratégia retórica e dialógica na educação, permitindo constituir uma comunidade de espíritos entre os retores e auditores nas escolas públicas, como auditórios particulares (PERELMAN, 2005, p. 17-20) , através da prática democrática na educação, da laicidade estatal, e, não se esquecendo da transversalidade, vivência e globalidade da interdisciplinariedade dos direitos humanos, suscitando debates de responsabilidade e de consciência de uma sustentabilidade socioambiental. (BRASIL, 2012). Estes princípios, destacados acima, são norteadores das estratégias de educação em direitos humanos, já amplamente estudados nas escolas e universidades, aplicados entre Organizações Não Governamentais, grupos políticos, militantes e teóricos dos Direitos Humanos nacional e internacionalmente. (SILVEIRA, 2007; FLORES, BEZERRA, MELO, 2014; ANDREOPOULOS, CLAUDE, 2007). Vê-se que mesmo com a positivação dos direitos humanos ainda é muito comum o desconhecimento, e um certo preconceito, em relação ao que estes significam. Desta forma cabe aos juristas e pesquisadores do Direito começarem a atuar na propagação de informações acerca dos Direitos Humanos, que se enquadraria como uma espécie de acesso à justiça. Este projeto tem a incumbência de levar informação jurídica aos futuros cidadãos brasileiros. Existe uma relação muito estreita entre os Direitos Fundamentais, positivados no ordenamento jurídico a nível constitucional e fortemente inspirados das convenções e declarações aos quais o Brasil é signatário, concedidos a todo e qualquer indivíduo e a questão ética. No fundamento dos Direitos Humanos, existe um determinado ideal de vida, uma determinada concepção do homem, definindo o ser humano como um ser social, dotado de direitos fundamentais. O projeto propõe-se a desenvolver em escolas públicas do município de Iguatu - CE um trabalho de extensão privilegiando a formação e desenvolvimento da consciência coletiva no ambiente escolar, como também o esclarecimento e desmistificação dos preconceitos por meio da compreensão de saberes a respeito da ética, cidadania e direitos humanos. Desta forma, a aproximação dos estudantes com conhecimentos de cidadania e ética é essencial para que cada indivíduo tenha o conhecimento básico acerca de seus direitos e deveres como membro participativo e responsável pela manutenção do Estado Democrático de Direito. 2. Objetivo Desenvolver dentro da escola pública da cidade de Iguatu-CE escolhida um ciclo de debates e discussões teóricos e práticas que permita a compreensão, a importância e o fortalecimento da Ética, Cidadania e Direitos Fundamentais. Promover inicialmente o conhecimento jurídico básico a respeito das noções de direitos fundamentais, ética e cidadania como ponto de partida de uma cosmovisão dos alunos a respeito dos seus direitos dentro de sua realidade social. Desenvolver atividades dinâmicas que garantam melhor apreensão da ética como base para uma convivência harmônica e respeitosa no seio escolar. 3. Metodologia A priori, foi desenvolvido uma abordagem dinâmica e provocativa para que os participantes de distanciem dos padrões tradicionais de ensino e aprendizagem. Dessa forma, utilizou-se de dinâmicas de grupos, jogos, mini palestras, slides, rodas de conversas, vídeos interativos, entre outros métodos, a fim de alcançar o desenvolvimento do projeto. Também se tem como método de abordagem a captação inicial das dúvidas e questionamentos que estes estudantes possam trazer e inserir na discussão. Diante disso, este projeto pauta-se no esclarecimento a respeito do direito com casos concretos que sejam trazidos pelos alunos. O método utilizado foi eminentemente teórico, em primeiro momento, para estabelecer os principais conceitos e definições. Em seguida, foram realizadas dinâmicas e estratégias didático-pedagógicas para facilitar a abordagem de tais conteúdos na prática, confluindo para um processo dialético, ao produzir uma interação que permita no confronto entre teoria e prática, a aplicação crítica dos conteúdos. Nosso método de procedimento foi histórico e comparativo, haja vista que, mesmo declarados universais, os direitos do homem e do cidadão são frutos de uma construção histórica consolidada através de embates teóricos e práticos, em contexto regional, nacional e internacional. Dessa forma, educar em direitos humanos pressupõe estabelecer a historicidade das relações sociais, e como esta história pode ser, comparativamente, explicada utilizando-se das construções, desafios e dificuldades dos atores sociais mundo afora. Assim, uma técnica válida na extensão se demonstra como uso de bibliografia, documentos históricos, estudos de casos para o entendimento de toda a abordagem feita entre os estudantes. 4. Resultados Diante da abordagem realizada, este trabalho fez com que os alunos participantes da oficina adquirissem uma noção dos seus direitos fundamentais. Este projeto também, além de destacar o acesso à informação jurídica, trabalhou a percepção daquele aluno-indivíduo como agente ativo de uma mudança social com casos práticos e próximos a realidade dos alunos e, consequentemente, interviu na comunidade da circunvizinhança da escola ou outro bairro, pois o conhecimento adquirido pelos alunos por meio dos encontros não se restringe às paredes da sala de aula, uma vez que os alunos disseminam o conhecimento adquirido. Os profissionais da educação da Escola de Ensino Médio em Tempo Integral Dr. José Gondim (EEMTI Dr. José Gondim) tiveram interesse em se envolver na missão de repassar as informações para o restante dos alunos, além de atrair os pais ou responsáveis dos discentes para as discussões e solvência das dúvidas, em matérias de direitos fundamentais. 5. Conclusão Mediante todo o exposto, percebe-se a importância da realização e continuidade deste projeto, visto a importância de se conhecer os direitos humanos e fundamentais, e em contrapartida, ser comum o desconhecimento desses direitos e haver um certo preconceito em relação aos mesmos, devendo o diálogo e a discussão sobre estes serem disseminados o máximo possível. Pois é somente com compartilhamento de conhecimento e ampla disseminação de informação que conseguiremos fazer com que nossos jovens sejam cidadãos éticos e que busquem a garantia e efetivação de seus direitos. 6. Agradecimentos Agrademos à receptividade e apoio da Escola de Ensino Médio em Tempo Integral Dr. José Gondim (EEMTI) em receber o projeto e se prontificar logo no primeiro contato no sucesso de realização do mesmo. 7. Referências ANDREOPOULOS, George J.; CLAUDE, Richard Pierre. Educação em Direitos Humanos para o Século XXI. Traduzido por Ana Luiza Pinheiro. São Paulo: EdUSP/Núcleo de Estudos de Violência (NEV), 2007, (Série Direitos Humanos, 5). BOBBIO, Noberto. A Era dos Direitos. Tradução de Carlos Nelson Coutinho. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004, p. 30, 39-42. BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF, Senado, 1998. ______. Comitê Nacional de Educação em Direitos Humanos. Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos. Brasília: Secretaria Especial dos Direitos Humanos; Ministério da Educação, 2003. ______. Educação em Direitos Humanos: Diretrizes Nacionais. Brasília: Coordenação geral de Educação da SDH/PR, 2013. ______. Ética e cidadania: construindo valores na escola e na sociedade / Secretaria de Educação Básica, Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2007. ______. Resolução no 1, de 30 de Maio de 2012 do Conselho Nacional de Educação. Estabelece as Diretrizes nacionais para a Educação em Direitos Humanos. In: MEC. Brasília: Ministério da Educação, 2012. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=10 889-rcp001-12&category_slug=maio-2012-pdf&Itemid=30192>. Acesso em: 02 mar. 2017. CAPPELLETTI, Mauro et al. Acesso à justiça. Tradução de Ellen Gracie Northfleet. Porto Alegre: Fabris, 2002. CESAR, Alexandre. Acesso à justiça e cidadania. Cuiabá: Ed. UFMT, 2002. DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DO HOMEM E DO CIDADÃO. Disponível em: <http://www.dhnet.org.br/direitos/anthist/dec1793.htm>. Acesso em: 25 out. 2015 DOUZINAS, Costa. O fim dos direitos humanos. São Leopoldo/Porto Alegre: EdUNISINOS, 2009. Pág. 107-108. FLORES, Elio Chaves; FERREIRA, Lúcia de Fátima Guerra; MELO, Vilma de Lurdes Barbosa e (Orgs.). Educação em Direitos Humanos & Educação para os Direitos Humanos. João Pessoa: EdUFPB, 2014. PERELMAN, Chaïm. OLBRECHTS-TYTECA, Lucie. Tratado da argumentação: A Nova Retórica. Tradução de Maria Ermantina de Almeida Prado-Galvão. 2ª Ed. São Paulo: Martins Fontes, 2005, p. 17-20. ROCHA, Everardo P. Guimarães. O que é etnocentrismo? 5ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1988, p. 6-10. SILVEIRA, Rosa Maria Godoy et ali. (Orgs.). Educação em Direitos Humanos: fundamentos teóricos-metodológicos. João pessoa: Editora universitária, 2007.
Palavras-chave: Educação em Direitos Humanos, Ética e Cidadania, Direitos Fundamentais, Ensino Médio
Oral
Abrir o trabalhoO MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA À LUZ DO DIREITO DE RESISTÊNCIA EM FACE DA CRIMINALIZAÇÃO MIDIÁTICA
LUANA GALDINO DINIZ BEZERRA; ANTÔNIA GABRIELLY ARAÚJO DOS SANTOS
O MOVIMENTO DOS TRABALHADORES RURAIS SEM TERRA À LUZ DO DIREITO DE RESISTÊNCIA EM FACE DA CRIMINALIZAÇÃO MIDIÁTICA Luana Galdino Diniz Bezerra1 Antônia Gabrielly Araújo Dos Santos2 Resumo: O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) surge no território nacional em 1984, caracterizado por ser um movimento de cunho socialista, em que objetiva a garantia de direitos fundamentais expostos na Constituição Federal de 1988. Por pautar a luta por uma reforma agrária, o movimento baseia-se, no direito à resistência, o qual proporciona à luta para a efetivação de direitos, posto ser esse um instrumento transformador de ordem político-social brasileira estruturada na oligarquia conservadora da concentração histórica de terras. Em que é no território brasileiro onde se encontra um dos maiores níveis de desigualdade de terras agrícolas, portanto, emerge a resistência como mecanismo para a luta de movimentos sociais, consagrado tal direito implicitamente na Carta Magna. Entretanto, tal movimento fundamentado na resistência é alvo de discursos criados por parte da grande mídia, a qual direcionada por interesses privados que detém o monopólio de informações, propaga fatos que distorcem e recriam uma realidade paralela da qual existe para saciar interesses da classe privilegiada, assim como sua manutenção no poder. Palavras-chave: Movimento de Trabalhadores Sem terra (MST). Direito de resistência. Criminalização midiática. Poder. Direitos fundamentais 1. Introdução O presente resumo expandido trata-se do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, sob uma perspectiva do direito de resistência, tema tão pertinente na conjuntura político-social brasileira, posto ser este instrumento garantidor de transformação nas estruturas da oligarquia moderna brasileira, a qual encontra no grande monopólio midiático o meio para poder conduzir a base social, proferindo discursos de ódio, assim como de opressão aos movimentos sociais, com pertinência o do MST. Esse aparelho midiático, utilizado para a manutenção e consolidação de seus privilégios, pois é a partir desse instrumento que a classe dominante poderá atender interesses não tão somente econômicos, mas principalmente de ordem ideológica, a qual insere na sociedade um sentimento de aversão aos movimentos sociais que então são taxados como “criminosos”, “vândalos” e até mesmo “terroristas”, todos esses títulos depreciativos feitos aos trabalhadores e trabalhadoras que buscam a efetivação de direitos garantidos na Constituição Cidadã. Em contraponto, os verdadeiros transgressores da lei, são nomeados ao título de “homens de bem”, que buscam o melhor para a coletividade, quando genuinamente apenas almejam interesses individuais. Atua a mídia como um verdadeiro porta-voz da classe dominante, sendo propício lembrar que os grandes aparelhos que propugnam a ideologia são privados ou seja, nada mais pertinente que a defesa de seus interesses que é o da minoria , a qual compões a elite econômica- política. Portanto “Algumas instituições, diante aos interesses dos latifundiários, desconsideram a norma constitucional, criminalizam os movimentos sociais que lutam pela reforma agrária e atravancam o processo de desconcentração de terra” (OLIVEIRA, 2010, p.02) O conceito de aparelhos, sendo a mídia, um deles, é o que se ensina na obra do filósofo Althusser, que no âmago social existem dois tipos de aparelhos, os quais sejam o Aparelho Repressivo Estatal e o Aparelho Ideológico Estatal (ALTHUSSER, 1998, p.70). Assim o Estado insere a política opressiva, haja vista atender aos interesses da classe dominante, a qual possui o controle do aparelho ideológico estatal, a mídia. Isso gera, portanto, uma relação de mutualismo institucionalizado, pois os ditames ideológicos, os quais seguem a classe dominante, tornam-se corolários dos princípios e condutas da base massiva social, assim ocorrendo à manutenção da ideologia, que agora está intrinsecamente reproduzida pelo proletariado devido ao discurso manipulador dos instrumentos de comunicação, impostos pelos proprietários de terras, agronegociadores e as transnacionais. Assim o monopólio midiático difunde uma nova história que destoa da realidade fática, a verdade que os enobrecem e permitem a manutenção do vigente regime, com a pessoalidade e parcialidade sobre tais, pois o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra reivindica direitos estabelecidos que não são cumpridos. É indispensável, assim, a resistência como uma oposição à estrutura enraizada brasileira para a garantia de avanços na ordem social e político, é o que demonstra o movimento nacional dos sem terra, que almeja democratização da renda, da propriedade, aversão à intolerância e ao abuso do poder que é exercido assiduamente pelos detentores do poder. Assim impõe a “resistência em caso de ofensas aos direitos e garantias”, sendo jurígena a luta do MST, é, dessa maneira, uma “expressa constitucionalização da oposição” (BOBBIO, 1998, p.63), representando a minoria em direitos e antiteticamente a maioria social. 2. Objetivo O presente trabalho tem como objetivo geral analisar o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, sob uma perspectiva da resistência exercida na busca de direito consolidados formalmente, porém que se faz imprescindível para a efetivação material, em vista disto a criminalização midiática sofrida pelos movimentos, como in casu do MST, quando almeja a garantia de direitos de cunho social para a massa popular. Além disso, de forma específica, investigar a visão midiática como porta voz da classe dominante, para a massificação de ideias de cunho elitista que perpassam para uma sociedade uma visão criminosa de movimentos sociais, como é o caso do MST, e examinar o movimento como ferramenta imprescindível a resistência para uma oponibilidade constitucionalmente legítima. 3. Metodologia A investigação utilizou-se de ferramentas de natureza qualitativa, a partir de uma análise bibliográfica de livros, artigos científicos, noticiários, reportagens, revistas, anais, sítios eletrônicos, legislação correlata, documentários, efetuando uma pesquisa de cunho exploratório e explicativa sobre os discursos proferidos por aparelhos midiáticos tendo como pilar o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra sob uma óptica de resistência em face da criminalização que sofrem diante à visão midiática majoritária. Além disso, para uma verticalidade do tema em análise, utilizou-se de autores como Noberto Bobbio, Marilena Chaui, Althusser , Morissawa, os quais demonstram a importância do tema em questão, a partir de uma interdisciplinaridade como o direito, a filosofia e sociologia para investigar sobre o problema e ainda assim os motivos e as consequências que geram. 4. Resultados Ocorre, hoje, a massificação de ideias que propagam o ódio destilado e exposto de revistas, noticiários, jornais, tudo isso dominado por uma parcela minoritária da sociedade, que visa por meio disso atender interesses de cunho privado, assim como a manutenção do poder econômico-ideológico, desta forma manuseiam os ditames sociais, ou seja, “o que devem pensar e como devem pensar, o que devem valorizar, o que devem sentir e como devem sentir e o que devem fazer e como deve fazer” (CHAUÍ,1980,p.23), é a propagação de uma verdade paralela criada da realidade. Desta forma surge a resistência como meio/instrumento transformador da ordem social-político que busca a ruptura do modelo aristocrata social brasileiro, o qual disseminam imagens negativas dos movimentos sociais, e além disso, sob uma nova ótica do presente momento que o Brasil está inserido, resistir significa existir em uma estrutura pautada na oligarquia conservadora e interesses com resquícios coloniais, que almejam interesses privados guiando grande parte da massa popular para uma homogeneização de seus ideais, assim, a base popular inserem e reproduzem valores que não pertencem-lhe. Resulta-se, pois, imprescindível os movimentos sociais, sejam para resistir ou lutar pela modificação de uma estrutura pautada historicamente na governança da minoria sobre a maioria, por meio, então, da disseminação de ideias sociais, como auxílio na formação do desenvolvimento do indivíduo e seu papel como cidadão na conquista e consolidação de direitos e garantias fundamentais. É o que expõe Noberto Bobbio em seu livro A Era dos Direitos, senão, vejamos: A resistência compreende todo comportamento de ruptura contra a ordem construída, que ponha em crise o sistema pelo simples fato de produzir-se, como ocorre no tumulto, motim, numa rebelião, numa insurreição, até o caso limite da revolução; que ponha o sistema em crise, mas não necessariamente em questão. (BOBBIO, 1998. p.61). Portanto falar em direitos humanos, ou qualquer outra área de cunho social apresenta-se como uma verdadeira linha diametralmente oposta aos poderosos, pois é nesta área que revela as mazelas existentes na sociedade que a classe privilegiada busca omitir, ainda assim denota-se a fragilidade do aparelho estatal, provocando na classe dominante uma autêntica massificação de ódio. 5. Conclusão O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra surge, então, como forma da genuína expressão democrática e social para garantir a existência de milhares de famílias que retiram da terra e que certificam a sua subsistência, sendo um movimento legítimo e amparado constitucionalmente, que tem como fim a reforma agrária. E consequente à ruptura com o modelo cultural elitizado nacional, o qual se utiliza de meios que possam disseminar a ideologia da classe dominante, o aparelho midiático. Transluzente são as palavras do professor Volanin: “O discurso da manutenção da ordem social e a ideologia dominante retransmitido pela mídia fazem esconder as injustiças sociais, a concentração de renda, as desigualdades sociais e a manutenção do poder e do sistema capitalista.” (VOLANIN, 2010, p.14). A mídia camufla a realidade vivenciada por milhões de brasileiros, e a luta pelo cumprimento da lei torna-se criminosa, enquanto os fidedignos infratores garantem a sua manutenção na hegemonia no poder com um vasto apoio da classe dominada, contaminada pelo discurso opressivo o qual absorvem e reproduzem pela ausência de informações genuínas, sem a percepção que a resistência imposta pelo MST é a classe oprimida lutando por seus próprios direitos e garantias a fim de obter a ordem social- econômica de modo equitativo. Portanto a resistência imposta para a garantia do direito à moradia, à saúde, à educação, ao trabalho e à equidade social, torna-se alvo da mídia, que atua juntamente com o Estado, direcionado pela elite brasileira e agora as transnacionais, a consequência é a opressão sofrida, porém resistida pelos movimentos sociais. 6. Agradecimentos Primeiramente agradeço a Instituição Universidade Regional do Cariri por fomentar sempre o desenvolvimento de pesquisas e de investigação científica para com seus discentes, a oportunidade do tripé que forma a Universidade, ensino, extensão e pesquisa, de suma importância para um desenvolvimento crítico social como cidadão, oferecendo aos seus alunos o contato e aproximação com a realidade o qual estamos voltados, conforme é neste projeto de pesquisa, o qual sou bolsista pelo Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica, oferecida esta bolsa pela URCA. Agradecer a minha figura materna que sempre esteve comigo nos momentos mais importantes da minha vida, além disso referendar a cada participante do MST, que segue nesta luta árdua e tão satisfatória, pela determinação de cada indivíduo por acreditar que é plenamente possível uma sociedade para todos. Por fim e principalmente que agradecer e dedicar o projeto a qual venho me dedicando, O MST, Reforma Agrária e Direito à Resistência em face à Criminalização Midiática, a minha Orientadora e Mestre Antônia Gabrielly Araújo dos Santos, pois tal projeto não foi apenas uma oportunidade, mas um presente que ela me proporcionou, ao oferecer um crescimento não somente enquanto acadêmica, todavia e substancialmente como ser humano, pois tive a oportunidade de conhecer o outro lado e o porquê deste, por fazer florescer um sentimento tão importante como ser humano, a alteridade, a capacidade de colocar-se no lugar do outro, entender a realidade dos outros e suas dificuldades, portanto sendo este sentimento o bem maior que tal pesquisa me proporcionou. 7. Referências ALTHUSSER, Louis Ideologia e Aparelhos Ideológicos de Estado. in ZIZEK, Slavoj. Um Mapa da Ideologia. Rio de Janeiro: Contraponto, 1996. BOBBIO, Noberto. A Era Dos Direitos. Rio de Janeiro: Campus,1992. CHAUÍ, Marilena. O que é ideologia. São Paulo, Brasiliense, 1980. Menos de 1% das propriedades agrícolas detém quase metade da área rural no país. MST Disponível em <http://www.mst.org.br/2016/12/02/menos-de-1-das-propriedades- agricolas-detem-quase-metade-da-area-rural-no-pais.html>. Acesso em: 02 jun.2018. MORISSAWA, Mitsue. A história da luta pela terra e o MST. São Paulo: Expressão Popular, 2001. OLIVEIRA, Paola Adissi. Estado, Mídia e Criminalização do MST: Um estudo a partir do Caso de Pocinhos (PB). Campina Grande, 2011. STÉDILE, João Pedro; FERNANDES, Bernardo Mançano. Brava gente: A trajetória do MST e a luta pela terra no Brasil. 2 ª ed, São Paulo: Expressão Popular, 2012. BALDISERRA, Eduardo Carvalho Sales; NIÉLYS, Caticlys Matiello; OLSSON, Giovanni. A Resistência e a Desobediência Civil como Direitos Fundamentais do Estado Democrático de Direito. Disponível em: < https://editora.inoesc.edu.br/indez.php/uils/article/viewFile/4436/3448>. Acesso em set/2018. VOLANIN, Leopoldo. Poder e mídia: a criminalização dos movimentos sociais no Brasil nas últimas trinta décadas, 2010. Disponível em: <http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br>. Acesso em: jul/2018.
Palavras-chave: Movimento de Trabalhadores Sem terra (MST), Direito de resitência, Criminalização Midiática, Poder, Direitos Fundamentais
Oral
Abrir o trabalhoO PODER DAS FAKE NEWS DIANTE DE UM PROCESSO ELEITORAL
LARISSA TEIXEIRA DE SOUZA; Maria Iderlandia Ferreira Lima
Resumo O presente trabalho de pesquisa trata da era pós-verdade, na qual as pessoas tornam como verdade aquilo que lhes convém e, por consequência, gera a propagação das fake news nas redes sociais e o risco que isso representa para a sociedade. Nesse contexto, as agências de fact-checking ganham visibilidade ao apurar por meio de dados e pesquisas a veracidade da notícia. Vivemos na era Pós-verdade, eleita, em 2016, como palavra do ano pelo dicionário de Oxford. A palavra ganhou destaque depois das eleições americanas em 2016 e o referendo que decidiu pela saída da Grã-Bretanha da União Europeia, “Brexit”. Ambas as campanhas ganharam destaque após a disseminação de notícias falsas na internet. As pessoas preferem acreditar naquilo que as convém do que em fatos verídicos. A pós-verdade preocupa ainda mais, pois não é só no campo da política que ela está presente, como também na publicidade e no campo empresarial. Com um forte poder de manipulação, ela não afeta só a sociedade de massa, mas a população como um todo. As fake news são uma das consequências dessa era. O termo é novo no nosso dicionário. O neologismo significa notícias falsas, isto é, são informações tendenciosas que não representam a realidade dos fatos e são compartilhadas na internet, principalmente por meio das redes sociais, com enfoque para o Facebook e Whatsapp. As fake news constroem uma ilusão da verdade, as pessoas não sabem em quem acreditar ou confiar. A mente humana pende a optar por informações que estejam de acordo com suas crenças, atitudes e comportamentos, e despreza o que é contraditório. Com isso, surgiu o fact-checking, isto é, são plataformas digitais que verificam notícias por meio de pesquisas, dados e registros, e divulgam comprovando a veracidade do fato ou não. A preocupação do fact-checking é com a transparência da informação para a credibilidade do jornalismo. No presente estudo, será exposto sobre o desafio que o ordenamento jurídico enfrenta para combater sem censurar, defendendo sempre a liberdade de expressão e o direito à verdade para o pleno funcionamento da democracia. A pesquisa tem como objetivo explanar o perigo das notícias falsas nas redes sociais e a influência que elas têm para a tomada de decisão, principalmente em ano eleitoral. Verificar a fidelidade da informação é um desafio para recuperar a importância do jornalismo na sociedade em rede. O método usado para o raciocínio foi o dedutivo, que parte de uma análise do geral para o particular. Esse contexto, por sua vez, é preocupante para o pleno exercício da cidadania, pois ao mesmo tempo em que a internet nos deu a liberdade para publicar o que quisermos, ela restringe nossa liberdade. O direito à verdade é fundamental, e decorre dele o direito à informação. Pois as fake news podem gerar resultados verdadeiros, e estes podem ser desastrosos e irreversíveis. Ressaltamos que essa pesquisa é de caráter bibliográfico, tendo em vista que é de fundamental importância para a compreensão acerca do tema anteriormente citado. A pesquisa é relevante por nos alertar do risco que as notícias falsas produzem no atual contexto sociopolítico. Palavras-chave: Democracia. Fake News. Redes sociais. 1. Introdução Depois do avanço nos meios de comunicação, a notícia, atualmente, chega com velocidade, em tempo real e é difundida rapidamente, sem ao menos ter sua fonte checada. As redes sociais dão uma sensação de liberdade, em que as pessoas publicam e comentam o que acham a todo o momento. Em questões de segundos, você atualiza seu status, checa o seu feed de notícias e compartilha aquilo que o convém. Qualquer pessoa está apta a criar uma fake news ou ser vítima de uma. “O combate às notícias falsas não deveria ser interpretado como um combate à imprensa livre, mas sim como uma defesa do direito à informação verdadeira” (LIMA, 2017, n.p.). A Constituição garante a liberdade de expressão, pensamento e imprensa, porém, não assegura quando a fala ou o texto ofende o direito de alguém. A liberdade de expressar opiniões, como qualquer outro direito, não comporta exercício abusivo. 2. Objetivos Objetivamos através dessa pesquisa explanar o perigo das notícias falsas nas redes sociais e a influência que elas têm para a tomada de decisão, principalmente em ano eleitoral. E conscientizar as pessoas à buscarem as fontes das informações adquiridas. 3. Metodologia O método usado para o raciocínio foi o dedutivo, que parte de uma análise do geral para o particular. Os métodos de abordagem utilizados foram: dialético, analítico, exploratório. O método dialético teve foco nos fatos analisados durante a pesquisa e que são relevantes no contexto social; No analítico, exploratório, proporcionamos uma análise prática e levantamento de novas hipóteses sobre a influência das fakes news. 4. Resultados A propagação das fake news pode gerar consequências devastadoras. Pessoas podem ser acusadas injustamente de coisas que não cometeram. No Rio de Janeiro, a vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e seu motorista Anderson Gomes foram brutalmente assassinados no dia 14 de março deste ano, e o assunto tornou-se um dos mais comentados nas redes sociais do país. O ato foi acompanhado de muita comoção, porém, também de muita disseminação de notícias falsas, envolvendo a imagem da vereadora. Pessoas mal intencionadas tentaram denegrir a reputação da parlamentar, a todo custo. Entretanto, o ordenamento jurídico brasileiro ainda não tem leis específicas para tratar desses casos, de quem cria ou repassa fake news. Hoje, esses casos são enquadrados baseando-se nos códigos ou leis que tratam de outros crimes, como injúria, calúnia e difamação. A Lei número 12.965/14, que trata do Marco Civil na internet, regulamenta a utilização da internet, estabelecendo princípios e garantias. “É obrigatória a retirada de conteúdos ofensivos de sites, blogs ou redes sociais. A determinação acontece por ordem judicial e responde ao delito quem produziu ou divulgou o material”. (BRASIL, 2014). Entretanto, a justiça enfrenta dificuldades para descobrir o autor da publicação e não consegue ser tão veloz, quanto à propagação das notícias falsas. O Código Eleitoral prevê punições a quem usar a propaganda eleitoral para difamar candidatos, mas não prevê especialmente a disseminação de boatos disfarçados de notícias. Entretanto, já existem projetos de lei em debate no Congresso prevendo punição para quem produz ou compartilha notícias falsas. O projeto de Lei 6.812/2017, proposto pelo deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), prevê detenção de dois a oito meses e pagamento de multa ao criminalizar quem “divulgar ou compartilhar por qualquer meio, na rede mundial de computadores, informação falsa ou prejudicialmente incompleta em detrimento de pessoa física ou jurídica”. (BRASIL,2017). Além da liberdade de expressão e de imprensa, temos um direito implícito, o direito à verdade. A Constituição assegura o acesso à informação, como diz o art. 5°, inciso XIV-“É assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao exercício profissional”. O acesso à verdade é fundamental para que possamos falar em democracia. Esse direito é essencial para a dignidade da pessoa humana o qual está conectado ao exercício da cidadania, com o voto, por exemplo. É como uma fórmula: pessoas bem informadas irão fazer boas escolhas e pessoas mal informadas irão fazer péssimas escolhas. 5.Conclusão Depois do avanço dos meios de comunicação e com a chegada das redes sociais, o acesso à informação tornou-se mais democrático, porém, com isso, surgiu a disseminação de notícias falsas. A era da Pós-verdade contribui para a proliferação de notícias falsas em mídias sociais. É importante também que a sociedade esteja atenta a essa proliferação de notícias falsas e que saiba filtrar o conteúdo visto na rede. Como vimos, por exemplo, diante do cenário de fragilidade política, os discursos de ódio tornaram-se comuns nas redes sociais. É importante que reconheçamos nossos valores e saibamos filtrar esse tipo de conteúdo, para não ficarmos presos nas chamadas bolhas sociais com a falsa sensação de verdade absoluta. As fake news podem nos ludibriar, principalmente no período das eleições. Por isso, é importante que o brasileiro esteja sempre atento a qualquer notícia duvidosa e procure saber a fonte proveniente, já que, somos carentes de uma legislação específica para esse tema. Nossa Constituição veda a censura, bem como, defende o direito à verdade. 6.Referências BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil: promulgada em 5 de outubro de 1988. Ed. Administrativa do Senado Federal. Brasília, 2017. 125 p. BRASIL. Assembleia Legislativa. Projeto de Lei 6812/2017. Dispõe sobre a tipificação criminal da divulgação ou compartilhamento de informação falsa ou incompleta na rede mundial de computadores e dá outras providências. Disponível em <http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2122678> . Acesso em 12 de ago, 2018 BRASIL. Lei n. 12.965, de 23 de abr de 2014. Estabelece princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da Internet no Brasil, Brasília, DF. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2004/lei/|12965.htm>. Acesso em 14 de ago, 2018. LIMA, Helio. O Direito à verdade em tempo de pós-verdade. 2017. 8f. Artigo Científico, 2017.
Oral
Abrir o trabalhoTRAVESTIS E TRANSGÊNEROS E SUA INSERÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO
ANTÔNIO SIDNEY DA SILVA
TRAVESTIS E TRANSGÊNEROS E SUA INSERÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO Antônio Sidney da Silva , Moisés Saraiva de Luna Resumo: Este estudo foi realizado usando metodologias de pesquisa bibliográfica e análise documental, selecionando dados, conceitos e estudos acadêmicos e institucionais, com o intuito de assimilar as principais causas excludentes da população de travestis e transgêneros do mercado de trabalho formal. A priori, adentramos na questão de gênero trazendo discussões sobre a sexualidade, não se limitando ao binômio masculino-feminino, mas abarcando inúmeros fatores que influenciam nas relações socioafetivas de cada um. Ao mostrar conceitos fundamentais para compreensão de questões de gênero, nos detivemos a expor dados referente à violência contra Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (a sigla LGBTT), já que o Brasil é o país que mais assassina estas pessoas no mundo. Sobre a inclusão da população alvo do estudo no mercado de trabalho, os principais fatores que a mantém fora deste, resumem-se a dois: preconceito e discriminação (causadores de sequelas sociais graves aos indivíduos). Finalmente, busca-se a visibilização desta população e sua integração no mercado de trabalho e a possibilidade de uma sociedade livre de preconceitos e acolhedora. Palavras-chave: Mercado de Trabalho. Direitos Fundamentais. Exclusão Social. 1. Introdução Este trabalho abordará os principais motivos da exclusão social e no mercado de trabalho de travestis e transgêneros visto que o trabalho é essencial para a dignidade do indivíduo, estando explícito na Lei Maior de 1988 em seus artigos 6º e 7º e incisos como um direito social e, consequentemente, um direito fundamental (BRASIL, 1988). Segundo Novelino (2018, p.521), os direitos fundamentais decorrem dos valores igualdade e liberdade e visam assegurar a existência digna das pessoas. O mercado de trabalho formal, a cada dia, requer qualificação profissional mais rigorosa, através de educação formal com base sólida e construída a partir de estudos específicos tais como, cursos de capacitação, qualificação, cursos técnicos e superiores. Diante disso, com a falta de qualificação muitos não adentram em tal mercado, restando para estes o desemprego, a informalidade e o submundo do crime. Todavia, não só a desqualificação, mas, também, fatores sociais tais como orientação sexual, classe social e cor da pele (grandes motivadores do preconceito e discriminação) fazem com que estas pessoas sejam excluídas do mercado de trabalho. A classe de pessoas incluídas nas categorias de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transgêneros (da sigla LGBTT) é a que mais sofre com este preconceito e discriminação. Mesmo assim, dentre estes, os segmentos transgêneros e travestis são vítimas mais frequentes e notórias, pois, além de enfrentar o preconceito e discriminação em outros aspectos da vida cotidiana essas pessoas ainda lidam com a rejeição social em diversos setores, sendo o ambiente de trabalho e seleções para contratações os locais onde a exclusão é mais propícia e de maior gravidade. (DIAS; BERNARDINELI, 2016, p. 244) 2. Objetivo O objetivo central do estudo é compreender as dificuldades de inserção de travestis e transgêneros no mercado de trabalho formal no cenário nacional, tendo também como objetivos investigar os principais motivos da falta de trabalhadores deste segmento nas empresas nacionais, regionais e a aplicabilidade desses motivos na realidade local. 3. Metodologia O presente estudo baseia-se em uma pesquisa bibliográfica/documental de caráter qualitativo e quantitativo, tendo sido utilizado como ferramentas pesquisas disponibilizadas eletronicamente em plataformas científicas, assim como livros físicos e digitais. Frisa-se que o estudo teve como base a análise bibliográfica tendo como objetivo selecionar conceitos e dados que agregassem ao texto melhores argumentos sobre o tema estudado. A pesquisa documental foi utilizada para o conhecimento de dados indicadores dos principais perfis de transgêneros que não conseguem uma vaga no mercado de trabalho formal. 4. Resultados Masculinidade e feminilidade revelam mais sobre a imaginação do que a realidade biológica, já que normas e padrões que definem tais comportamentos são meramente invenções culturais. Então, julgar qualquer desvio ao padrão criado pelo homem não reflete o natural, mas sim o cultural (HARARI, 2017, p. 156). Destarte, a homossexualidade, e.g., é cultural e não biológica; a orientação sexual passa ser cultural, também, já que é uma concepção criada pela coletividade. Pelos dados e materiais colhidos abaixo, sair dos padrões binários (homem e mulher) é causa de preconceito e discriminação. Não se deve confundir aquele com discriminação, pois o preconceito é a forma como se vê algo; esta, a maneira de agir ou como tratar. Desse modo, há pessoas que são preconceituosas que, todavia, não discriminam, guardando o preconceito para si (ALENCAR, 2016). Dentro das questões de gênero há definições que devem ser apresentadas para que se tenha melhor entendimento. As classificações mais comuns são as pertencentes à comunidade de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transgênero (LGBTT). Salienta-se a importância do entendimento a priori da homossexualidade e heterossexualidade. A primeira é a atração afetiva e sexual pela pessoa do sexo diferente; a segunda, pela do mesmo sexo (JESUS, 2012). Sendo assim, gays e lésbicas encaixam-se na primeira; bissexuais sentem-se atraídos por ambos os gêneros; travestis são homens que gostam de se relacionar com outros homens e inserirem “em seus corpos símbolos do que é socialmente é tido como próprio do feminino.” (PELÚCIO, 2004). A transgeneralidade “é como as pessoas se identificam, e não um procedimento cirúrgico”, sendo assim, mulher transgênero é uma pessoa que se identifica como mulher, o mesmo acontece com o homem transgênero. (JESUS, 2012, p. 9) Outras questões de gênero mais comuns devem ser entendidas: Sexo: classificação biológica (cromossomos, níveis hormonais, órgãos reprodutivos e genitais); Gênero: Classificação pessoal e social das pessoas como homens ou mulheres (não depende do sexo); Identidade de gênero: Pode ou não concordar com o gênero que lhe foi atribuído socialmente quando de seu nascimento. (Idem, 2012, p. 25) Depois de apresentados tais conceitos nos centralizaremos na empregabilidade de travestis e transgêneros. É neste campo que se encontra maior preconceito, segregação e discriminação acarretando no afastamento dessas pessoas, como já foi relatado. Dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) mostram que 90% das travestis e transgêneros brasileiros estão no submundo da prostituição, porém a maioria não a ver como profissão, mas como uma atividade transitória, passagem para outras práticas e vivências (LAPA, 2013). Esse número assustador é fruto de fatores pessoais como falta de educação formal e qualificação profissional em decorrência de preconceitos sofridos nos centros de ensino e de seleções de empregos formais (Idem, 2013). A educação torna-se um obstáculo, já que o preconceito e discriminação sofridos dentro das instituições de ensino ajudam na contagem dos dados que “indicam que o país concentre 82% de evasão escolar de travestis e transexuais, uma situação que aumenta a vulnerabilidade dessa população e favorece os altos índices de violência que ela sofre” (HANNA; CUNHA, 2017). No que se refere à violência, no Brasil, em 2017, foram registrados 179 assassinatos que tiveram como motivação o preconceito contra pessoas transgêneros. Isto indica que a cada 48 horas uma dessas pessoas é assassinada no país (ANTRA, 2018). Figura 1 Assassinatos de transgêneros no Brasil e no mundo (2008-2017) Fonte: Thomaz (2018) Estes dados crescentes assustam, assim como a idade média de uma travesti ou transgênero brasileiro: 35 anos, menos da metade da nacional, 75 anos (THOMAZ, 2018). A impunidade para os crimes de transfobia e homofobia é uma das grandes dificuldades para a diminuição desses casos de assassinados no país, já “que só no ano de 2017 ocorreram 179 assassinatos de pessoas Trans [...]. Desse total, apenas 18 casos tiveram os suspeitos presos, o que representa 10% dos casos” (MARINHO, 2018). De volta à questão da inclusão de desta população no mercado de trabalho formal, a questão da contratação de pessoal em empresas está intimamente ligada ao comportamento extremamente normativo do indivíduo, assim, mesmo que o transgênero possua qualificação para o cargo que pleiteia, este corre grandes chances de não ser contratado por conta de seu gênero e comportamento “fora dos padrões comuns”. Além disso, Guimarães (2017) afirma que estas instituições não estão dispostas a visualizar estas pessoas como uma ferramenta a mais de trabalho e encaram-nas como um desafio a ser enfrentado pela corporação, dessa feita, não as incluem no seu sistema de produtividade por tais motivos. No entanto, quando profissionais transgêneros adentram formalmente no Mercado surge um novo problema: a identificação social e, assim sendo, a aceitação coletiva desta mesmo que em muitas áreas já seja possível utilizar o nome social, por exemplo, a rede de saúde pública, que autoriza o nome social no cartão do SUS, o Enem, que autoriza o nome social no ato da inscrição, esse tipo de política não é adotada nas instituições privadas, e o transexual deve levar seus documentos, que via de regra encontra-se (sic) com o nome e sexo de registro. (DIAS; BERNARDINELI, 2016, pp. 252-253) Dessa forma, observa-se que o problema da inclusão social de transgêneros e travestis no mercado de trabalho formal é uma questão odisseica, ao qual surge desde a aceitação individual e coletiva de sua sexualidade até a sua identificação social, quando se está formalmente incluída na empresa, como pertencente ao gênero que se identifica. Diante de preconceitos e discriminação exacerbados em uma sociedade de um país que é mundialmente conhecido como o maior centro de assassinatos de pessoas transgêneros e travestis do mundo (QUERINO, 2018), emprego e dignidade humana para estes indivíduos são questões que devem ser analisadas e discutidas com o intuito de diminuir diferenças sociais e culturais. 5. Conclusão Depreende-se, depois de analisarmos a literatura sobre o assunto, que a exclusão dessas pessoas do mercado de trabalho, tem como motivos preconceito, discriminação e falta de especialização para o desenvolvimento das atividades nos setores das pequenas, grandes e médias empresas, sendo esse resultado de ambos os outros. O assassinato de transgêneros e travestis no Brasil faz com que o país lidere o ranking mundial desse tipo de crime e, consequentemente, do preconceito e discriminação. A melhor forma de diminuir o número assustador de transgêneros e travestis no mundo da prostituição seria a criação de políticas de inclusão social, de parceria público-privado, com o intuito de introduzir esses indivíduos no mercado de trabalho e de incentivo à educação profissional. 6. Agradecimentos Ao professor e orientador Moisés Saraiva pela paciência, dedicação e companheirismo, além de me orientar da melhor maneira possível, mesmo com tantos afazeres que a docência o traz. À Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNCAP) e ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) pela remuneração recebida pela bolsa de estudos, ambos, respectivamente, fundação pagadora e programa financiador. 7. Referências ALENCAR, Luciana. Sociologia diferença entre preconceito, discriminação, segregação. 2016 (1m58s). Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=nztaqwgKPS8>. Acesso em: 29 out. 2018. ANTRA, Associação Nacional de Travestis e Transexuais. Mapa dos Assassinatos de Travestis e Transexuais no Brasil em 2017. 2018. Disponível em: <https://antrabrasil.files.wordpress.com/2018/02/relatc3b3rio-mapa-dos-assassinatos-2017-antra.pdf>. Acesso em: 31 out. 2018. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal: Centro Gráfico, 1988. 292 p. DIAS, Jossiani Augusta Honório; BERNARDINELI, Muriana Carrilho. O Transexual e o Direito de Acesso ao Mercado de Trabalho: Do Preconceito à Ausência de Oportunidades. Revista de Gênero, Sexualidade e Direito, Curitiba, v. 2, n. 2, p.243-259, jun. 2016. Semestral. Disponível em: <http://www.indexlaw.org/index.php/revistagsd/article/view/1376/1805>. Acesso em: 27 out. 2018. GUIMARÃES, Priscila. Pessoas Trans e o Mercado de Trabalho. 2017. (11m55s) Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=YZY8qXNR8Vo>. Acesso em: 28 out. 2018. HANNA, Wellington; CUNHA, Thaís. Discriminação rouba de transexuais o direito ao estudo. 2017. Disponível em: <http://especiais.correiobraziliense.com.br/violencia-e-discriminacao-roubam-de-transexuais-o-direito-ao-estudo>. Acesso em: 29 out. 2018. HARARI, Yuval Noah. Sapiens: Uma breve história da humanidade. 24. ed. Porto Alegre: L&PM, 2017. 464 p. Tradução de: Janaína Marcoantonio. JESUS, Jaqueline Gomes de. Orientações sobre Identidade de Gênero: conceitos e termos: Guia técnico sobre pessoas transexuais, travestis e demais transgêneros, para formadores de opinião. 2. ed. Brasília: Publicação On-line, 2012. Disponível em: < http://www.diversidadesexual.com.br/wp-content/uploads/2013/04/G%C3%8ANERO-CONCEITOS-E-TERMOS.pdf >. Acesso em: 02 jan. 2018. LAPA, Nádia. CARTA CAPITAL, 2013. O preconceito contra transexuais no mercado de trabalho. Disponível em: <http://www.cartacapital.com.br/blogs/feminismo-pra-que/o-preconceito-contra-transexuais-no-mercado-de-trabalho-2970.html>. Acesso em: 21 de jan. 2017. MARINHO, Tamires. Mapa dos Assassinatos de Travestis e Transexuais no Brasil em 2017 é lançado em Brasília.2018. Disponível em: <http://www.nesp.unb.br/index.php/noticias/387-mapa-dos-assassinatos-de-travestis-e-transexuais-no-brasil-em-2017-e-lancado-em-brasilia>. Acesso em: 29 out. 2018. NOVELINO, Marcelo. Curso de direito constitucional. – 13. ed. rev., ampl. e atual. – Salvador: Ed. JusPodivm, 2018. PELÚCIO, Larissa Maués. Travestis, a (re)construção do feminino: gênero, corpo e sexualidade em um espaço ambíguo. Revista Anthropológicas, São Carlos, SP, v. 15, n. 1, p.124-154, 2004. Disponível em: <http://www.revista.ufpe.br/revistaanthropologicas/index.php/revista/article/view/34/34>. Acesso em: 05 abr. 2017. QUERINO, Rangel. País que mais mata trans no mundo, Brasil é também o que mais acessa pornôs do gênero, reforça pesquisa. 2018. Disponível em: <https://observatoriog.bol.uol.com.br/noticias/2018/05/pais-que-mais-mata-trans-no-mundo-brasil-e-tambem-o-que-mais-acessa-pornos-do-genero-reforca-pesquisa>. Acesso em: 28 out. 2018. THOMAZ, Danilo. Reduzida por homicídios, a expectativa de vida de um transexual no Brasil é de apenas 35 anos.2018. Disponível em: <https://epoca.globo.com/brasil/noticia/2018/01/reduzida-por-homicidios-expectativa-de-vida-de-um-transexual-no-brasil-e-de-apenas-35-anos.html>. Acesso em: 29 out. 2018.
Palavras-chave: Mercado de Trabalho,Direitos Fundamentais,Exclusão Social
Oral
Abrir o trabalhoUM PROJETO DE VIDA PARA MULHERES IGUATUENSES PORTADORAS DE CÂNCER DE MAMA: ASSISTÊNCIA JURIDICA EM FOCO
KELWYS DAVYD LEMOS COSTA
UM PROJETO DE VIDA PARA MULHERES IGUATUENSES PORTADORAS DE CÂNCER DE MAMA: ASSISTÊNCIA JURÍDICA EM FOCO. Kelwys Davyd Lemos Costa¹; Elizabeth Rodrigues de Souza² Resumo: No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA / 2018), o câncer de mama em mulheres, com 59.700 mil casos, é considerado um dos mais comuns. Se tratado precocemente, o prognóstico é relativamente bom, porém, o enfrentamento à doença ainda é muito difícil. A patologia apresenta limitações e gera um ambiente de insegurança com o desconhecimento de direitos assegurados. No Centro-Sul do Estado do Ceará, região em pleno desenvolvimento, observa-se a problemática de uma assistência carente e uma grande demanda existente da portadora de câncer de mama, traduzindo-se na necessidade de uma maior atenção aos cuidados e direitos que assistem essas mulheres. Nesse sentido, esse projeto de extensão objetiva promover a garantia da efetivação dos direitos da mulher com câncer de mama, auxiliando-as nos procedimentos necessários ao tratamento e na orientação jurídica, através de palestras, roda de conversas, atendimento jurídico individual, encaminhamento ao núcleo de prática jurídica, e dessa forma, espera-se trazer o conhecimento jurídico e a motivação necessária para que as mulheres mastectomizadas tenham uma nova perspectiva de vida. Palavras-chave: Câncer de mama. Assistência jurídica pública. Dignidade humana. Projeto de extensão. Associação das Mulheres de Iguatu (AMI). 1. Introdução A etiologia do câncer de mama é determinada por um complexo de fatores que demonstra a relevância de uma reabilitação global da paciente na perspectiva da melhoria de sua qualidade de vida. Segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar da Silva (INCA) o câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor. Há vários tipos de câncer de mama, alguns tipos têm desenvolvimento rápido enquanto outros são mais lentos. Por sua vez, o Estado deve cumprir com suas obrigações sociais, possibilitando a prestação de serviços essenciais à população, pois lidar com uma doença tão complexa requer equilíbrio e conhecimento; “[...] o paciente tem de enfrentar uma gincana jurídica se quiser resgatar os direitos que a legislação lhe garante, porém de forma esparsa, confusa e controversa” (BARBOSA, 2003, p. 01). Direitos efetivados como assistência à saúde, FGTS, auxílio-doença, isenção de impostos, transporte coletivo gratuito, dentre outros, traduzem o respeito à dignidade, que na “condição de valor fundamental, exige e pressupõe o reconhecimento e proteção dos direitos fundamentais de todas as dimensões” (SARLET, 2011, p. 101). Notadamente, o direito à saúde abrange o acesso às ações de prevenção e promoção à saúde, tratando-se de uma prerrogativa jurídica indisponível, conforme disposto constitucionalmente, a saúde é direito de todos e dever do Estado, efetivado mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos, assim como garantias para sua promoção, proteção e recuperação. (BRASIL, 1988). Ainda que a Constituição Federal de 1988 estabeleça o Direito à Saúde e o Acesso à Justiça, o Estado mostra-se muitas vezes omisso na implementação de programas de tratamento efetivo. Logo, o presente projeto surge a fim de minimizar os problemas que as mulheres portadoras de câncer de mama possuem atualmente na cidade do Iguatu/CE. Problemas estes decorrentes principalmente do desconhecimento de seus direitos e de como efetivá-los, sendo de suma importância a assistência jurídica que é prestada pelo projeto, através de palestras, roda de conversas, encaminhamento ao núcleo de prática jurídica da URCA (Universidade Regional do Cariri), eventos motivacionais, assistência jurídica individual. O público alvo do projeto são as mulheres portadoras de câncer de mama, sendo que a maioria delas está ligada à AMI (Associação das Mulheres de Iguatu). A presente associação tem o objetivo de auxiliar as mulheres a ela associadas, sendo em sua maioria portadoras de câncer de mama (mastectomizadas ou não), e as demais participantes são voluntárias da causa. Logo, o referido projeto de extensão se caracteriza em uma parceria da AMI com a URCA, tendo a universidade o papel imprescindível de prestar a assistência jurídica necessária a essas mulheres e auxiliar a associação em atividades diversas. 2. Objetivos O objetivo central do projeto visa promover ações educacionais e assessoria jurídica para as pacientes portadoras de câncer de mama do município de Iguatu, proporcionando-lhe melhoria da qualidade de vida. Os objetivos específicos englobam trazer o conhecimento necessário sobre os seus direitos, e garantir que esses direitos sejam efetivados na esfera social. Além disso, promover a motivação necessária e o incentivo adequado, para que as mulheres mastectomizadas tenham força para lutar por suas vidas, e independente de suas limitações, tenham resultados positivos. 3. Metodologia Segundo Godoy (1995, p.58) o processo é foco principal de abordagem, e não só o resultado e o produto. Dessa forma, é realizada uma abordagem qualitativa, a fim de conhecer o ambiente sócio econômico do grupo trabalhado, Associação de Mulheres Iguatuenses (AMI), por meio de reuniões mensais. Com base em Prodanov e Freitas (2013, p. 69), a pesquisa quantitativa caracteriza tudo que possa ser quantificável, dessa forma, sendo utilizado o método quantitativo para conhecer o número de participantes que seriam o público alvo do projeto, estando em cerca de 50 mulheres associadas à AMI. Salienta-se a colaboração de Instituições públicas, tais como o Núcleo de Prática Jurídica da Unidade descentralizada de Iguatu, da Universidade Regional do Cariri (URCA). A partir dessa realidade, é delineado um planejamento de atividades, incluindo palestras, simpósios, rodas de conversa, oficinas, assistência jurídica, movimentos de iniciativa popular, reuniões mensais, entre outras. Posteriormente, realizam-se avaliações periódicas, acompanhamento e elaboração de relatórios sobre o andamento do projeto, com a formação de um banco de dados das participantes. 4. Resultados O projeto tem contribuído para melhoria de vida das mulheres portadoras de câncer de mama, bem como produziu conhecimento científico para toda a comunidade acadêmica. Têm trazido grandes resultados na vida das mulheres portadoras de câncer vinculadas a AMI (associação de Mulheres Iguatuenses), que se encontram com suas autoestimas elevadas, e apresentam grande motivação em razão de uma melhor qualidade de vida. As palestras e encontros tem acarretado grande conhecimento jurídico. Já foram realizadas quatro reuniões mensais de Agosto a Novembro de 2018. Em vista dos direitos previdenciários, como auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, beneficio de prestação continuada e etc. Os mesmos encontram-se em ainda em fase de andamento processual, seja na esfera administrativa (INSS), seja na esfera judicial, pois demandam muitos procedimentos burocráticos e que requerem certo tempo para que possam se efetivar. Estão em andamento cerca de 8 requerimentos. Vale destacar, o mês do outubro rosa, que é um símbolo do câncer de mama nacional, e onde foram realizadas diversas atividades durante todo o mês, tais como palestras, a caminhada do outubro rosa, composta pelas mulheres vinculadas a AMI e pessoas da sociedade que se solidarizaram com a causa, também foi promovido um desfile na secretaria de saúde da cidade de Iguatu, em parceria com a loja iressistivel. Além da assistência jurídica prestada e do conhecimento adquirido, é importante salientar a força e motivação que tem trazido o projeto e a AMI, a essas mulheres portadoras de câncer de mama da cidade de Iguatu/CE, que se mostram imponderadas e fortes para viver, de forma que suas limitações não ás impedem de ser vitoriosas. Vislumbra-se prosseguir com o programa e auxiliar na prestação dos serviços direcionados ao grupo trabalhado, com o entendimento de que é imprescindível promover a troca de experiências no âmbito da sociedade, assim como ratificar a importância da Universidade no contexto da reabilitação dessas mulheres e sua inserção social, porquanto o desenvolvimento humano deve ser entendido como um processo centrado nas pessoas, independente das suas limitações. 5. Conclusão Constata-se que se faz necessário o envolvimento de toda a sociedade em detrimento da efetivação de dignidade da mulher portadora de câncer de mama. É de extrema relevância a disseminação de ações educativas, como forma de garantir o desenvolvimento social e a consagração de direitos. Nesse sentido, o presente projeto tem grande relevância para as mulheres acometidas de câncer de mama no Iguatu/CE, na medida em que possibilita satisfação social, econômica e suporte aos seus anseios, sinalizando que o conhecimento jurídico minimiza diferenças, mantém o equilíbrio psíquico e físico da assistida e colabora substancialmente para a sua qualidade de vida. As ações promovidas têm contribuído significativamente na vida dessas mulheres, e tem apresentado resultados positivos, dessa forma, espera-se contribuir ainda mais. 6. Agradecimentos À Universidade Regional do Cariri (URCA), pela iniciativa para com o projeto, a PROEX pelo oferecimento da Bolsa de extensão (1 bolsista) e a Associação de Mulheres do Iguatu (AMI) pela receptividade e colaboração com este trabalho. Vale ainda agradecer, aos participantes do projeto, bem como à coordenação da atividade extensionista. 7. Referências BARBOSA, A. Câncer: Direito e Cidadania. São Paulo: ARX, 2003. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ >. Acesso em: 28 Out 2018. BRASIL. Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre condições para a promoção da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Disponível em < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L8080> Acesso em 06 nov. 2018. GODOY, A. S. Introdução à pesquisa qualitativa e suas possibilidades. In: Revista de Administração de Empresas. São Paulo: v.35, n.2, p. 57-63, abril 1995. INCA, I. N. C. J. A. G. S. Estimativa 2018: incidência de câncer no Brasil. Disponível em < http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/agencianoticias/site/home/noticias/2018/inca-estima-cerca-600-mil-casos-novos-cancer-para-2018 >. Acesso em 07 nov. 2018. PRODANOV, C. C.; FREITAS, E. C. D. Metodologia do trabalho científico: Métodos e Técnicas da Pesquisa e do Trabalho Acadêmico. 2ª. ed. Novo Hamburgo: Universiade Freevale, 2013. SARLET, I. W. Dignidade da Pessoa Humana e Direitos Fundamentais na Constituição Federal de 1988. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2011.
Palavras-chave: cancer de mama,assistencia juridica,dignidade humana,projeto de extensao,associação de mulheres iguatuenses (AMI)
Oral
Abrir o trabalhoPalavras-chave: Exercício de Resistência, Resistência Abdominal, Mulheres
Oral
Abrir o trabalhoA LUDICIDADE NO ENSINO DA NATAÇÃO PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
RAISSA ALVES SIEBRA; Sâmera Braga da Silva; Alexia da Penha Ferino; Hitalo Rocha de Oliveira
1. Introdução Entende-se por natação, a locomoção em um ambiente aquático, que a partir de técnicas especificas ou não possibilite noções sobre a agua e seus benefícios (SENA, 2016). A prática possui sua importância relacionada a benefícios de desenvolvimento do corpo, prevenção contra afogamentos, melhora na saúde, etc. (RODRIGUES, FREITAS e MÂCEDO, 2007). A prática da natação possui quatro estilos diferentes, onde são conhecidos por: nado peito, nado costas, nado crawl e nado borboleta. Cada nado citado possui particularidades próprias para a sua execução de maneira correta (NAKAMURA, 1997). A natação que faz parte do grupo de um dos esportes mais complexos ultrapassou do divertimento. A prática da natação, hoje em dia, é uma das recomendações mais frequentes dos médicos, além de ser um dos esportes mais procurados pelos familiares, por além de ser uma atividade que proporcione uma melhor qualidade de vida e saúde, proporciona também uma maior segurança e tranquilidade para os pais (RODRIGUES, FREITAS e MÂCEDO, 2007). O ensino da natação, por meio de atividades lúdicas proporciona aos envolvidos uma maior interação com o ambiente aquático, onde o seu ensino possibilita uma melhora fisiológica e física, cognitiva e social (HADDAD, 2007). Dessa forma, esse estudo se justifica pela necessidade de relatar a experiência de utilizar recursos lúdicos na aula de natação, de forma que através dela as aulas se tornem mais dinâmicas e proveitosas para os envolvidos no processo de aprendizagem. 2. Objetivo Relatar a experiência de ministrar aulas de natação utilizando de recursos lúdicos, no projeto de extensão de natação para grupos especiais; 3. Metodologia A pesquisa caracteriza-se como um relato de experiência, onde os instrumentos utilizados para a coleta foram às anotações feitas ao final da aula e relatórios mensais sobre o projeto. O período de observação para coleta iniciou do mês de abril e acontecem até o presente momento do mês de novembro, os participantes do estudo participam de um projeto de extensão de atividades aquáticas no Campus Multiinstitucional Humberto Teixeira em Iguatu-Ce, com um público de 35 crianças, de ambos os sexos, com faixa etária entre 09 e 15 anos, regularmente matriculada em escolas da rede pública de ensino, no ensino fundamental II. O projeto, que tem como dias de funcionamento segunda, quarta e sexta-feira nos horários de 17:30Hr às 18:30Hr e de 18:30Hr às 19:30Hr, com um público que moram nos bairros próximos da instituição como o Santo Antônio, Alto do Jucá, Dario Rabelo, 27 de novembro, de forma vise a inserção da comunidade no campo acadêmico. 4. Resultados Utilizar do prazer da atividade a uma metodologia lúdica proporciona as crianças autonomia e uma maneira de adaptação das técnicas do nado, de forma que ao inserir as técnicas da natação como as braçadas, pernadas, respiração, flutuação e entre outros, através dos jogos e brincadeiras aquáticas possibilita a criança um maior envolvimento e assiduidade às aulas e momentos de atividades (LUNA, 2018). Levando em consideração de que as aulas de natação são proporcionadas para crianças da comunidade, muitas delas não tinham o contato com o ambiente aquático o que fez com que se pensasse em atividades lúdicas para um melhor desempenho dos alunos para se evitar traumas e/ou maiores complicações na aula. De acordo com Ré (2011) o processo de crescimento e maturação do ser humano afeta em suas relações afetivas, sociais e motoras o que, de acordo com as atividades trabalhadas proporcionam estímulos funcionais diferentes. Como mencionado pelo autor, os estímulos proporcionam as crianças o desenvolvimento de relações de afeto, interação e motoras, dessa forma, através de recursos lúdicos, foi trabalhado com as crianças diferentes estímulos para obter os resultados esperados. No âmbito das relações de afeto, foi utilizado de recursos lúdicos para trabalhar a compreensão de respeito com o outro, de forma que a partir do momento que eu entendo que ninguém é igual a ninguém, eu passo a entender e respeitar o meu colega. No inicio do projeto, os alunos não tinham essa compreensão de que é preciso respeitar o outro para que se seja respeitado, o que fez com que os professores passassem a planejar aulas que visassem o respeito, a cooperação e a construção de vínculos afetivos. Como uma proposta de atividade para desenvolver as relações de afeto, foi trabalhado com as crianças atividades de corrente para atravessar a piscina, salva o colega, pega-pega cooperativo, dentre outras atividades que se trabalhasse em equipe e que estimulasse o respeito com o outro. Para obter os resultados com relação às relações de interação, foi trabalhado com as crianças atividades que envolvessem a cooperação, onde estas foram desenvolvidas da seguinte forma: primeiro atividades individuais, depois em duplas, trios e por ultimo e não menos importante, em equipes. Ressalta-se um momento da aula em um aluno que tinha dificuldade para realizar atividades de atravessar a piscina sozinha e que os alunos incentivavam uns aos outros para conseguirem realizar a atividade dando estímulos visual-auditivos aos colegas. Pensando nas relações individuas, em duplas e em equipes trabalhamos atividades como atravessar a piscina de joelho, onde vendo que seria algo quase impossível de se conseguir fazer e que seria preciso a ajuda de um colega, daí os próprios alunos procuravam ajudar uns aos outros, possibilitando assim as atividades em duplas ou equipes, quando solicitado uma nova adaptação e necessidade de ter mais um colega auxiliando para atravessar a piscina. Esse momento chamou bastante atenção pelo fato de que os alunos sentiram a necessidade de realizar a atividade com o apoio de um colega, o que os estimulou nas relações de interação e afeto pelo fato de que ao perceber que o outro podia lhe ajudar e que eles podiam ajudar os outros os estimulam a ter amizades diversas e a comemorar as vitorias e conquistas dos colegas. O ser humano possui singularidades distintas entre as pessoas, onde suas singularidades atraem novos indivíduos, dessa forma, o relacionar-se com pessoas diferentes proporciona conhecimentos sobre o respeito, aceitação e cooperação pelo outro de maneira que ocorra uma evolução em todos os inseridos (CARDOZO, 2003). Para obter resultados quanto às mudanças motoras, utilizamos de recursos lúdicos onde proporcionávamos aos alunos atividades que deveriam ser executadas apenas com um braço porque o jacaré comeu o outro, ou atividades que mudasse o estimulo da agua (movimentação da agua através da pernada, formando ondas), atividades que usasse apenas uma perna e um braço, nadar de mãos dadas com os colegas e outras atividades que se trabalhassem as relações individuais, afetivas e motoras. Através das atividades lúdicas, para além do que acima foi mencionado, foram trabalhadas também atividades que envolvesse a adaptação ao meio aquático, imersão, respiração, propulsão, entre outros. Guttmann (2016) em seu estudo relata que a piscina é um meio terapêutico e recreativo, onde por meio da aquisição de novas competências pode-se desenvolver aspectos quanto a comunicação, interação e desenvolvimento das habilidades motoras. Dessa forma, o processo de ensino-aprendizagem da natação possibilita a criança diferentes possibilidades de aprendizagem, interação e habilidades motoras, onde por trás do ato de aprender a nadar existem sentidos, saberes e momentos lúdicos. 5. Conclusão Portanto o lúdico no processo de ensino-aprendizagem da natação possibilita as crianças e os adolescentes um melhor envolvimento na aula, de forma que a participação melhora o comportamento e a forma de trabalhar a atividade planejada. Sendo assim, destaca-se o importante papel que o lúdico tem para o ensino da natação, de maneira que através dele podem-se ensinar fundamentos e técnicas de maneira dinâmica, onde o engajamento da turma, as relações afetivas, a interação e questões motoras, são visivelmente melhorados. Dessa maneira, com o importante papel do lúdico no ensino das atividades aquáticas, sugere-se com esse estudo que os acadêmicos de educação física e profissional da área utilizem dos recursos lúdicos para o ensino das atividades aquáticas de forma que se trabalhem os aspectos específicos da área, mas que não se esqueça de trabalhar o respeito, as relações de afeto, interação e questões motoras através da atividade.
Palavras-chave: Natação, ludico, aprendizagem
Oral
Abrir o trabalhoA RELEVÂNCIA DO PROJETO DE EXTENSÃO ESPORTE NA COMUNIDADE: O ATLETISMO COMO FERRAMENTA DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL, NA VISÃO DOS PROFISSIONAIS DA ESCOLA
JOSE FANUEL MOREIRA DE LIMA; THIAGO DE ALMEIDA MEDEIROS; LUAN GONÇALVES JUCÁ; HERBET JANSENM OLIVEIRA LIMA
1. INTRODUÇÃO O atletismo é uma modalidade esportiva que está presente na humanidade dês de os tempos mais antigos, suas diversas modalidades são capazes de desenvolver o homem de forma integral, trabalhando capacidades físicas e valores humanos. Mas apesar de todos esses preceitos, nos dias atuais o atletismo vem sendo cada vez menos difundido, e o quadro se torna pior na Educação Física escolar, onde sua prática tem sido menor (GEMENTE; MATTHIESEN, 2017). Um dos principais motivos para diversos educadores não utilizar do atletismo nas aulas de Educação Física é a falta de materiais e estrutura fornecidos pelas escolas, pois apesar de suas práticas serem acessíveis, os professores durante a formação geralmente não recebem o conhecimento necessário para adaptar suas aulas a realidade do ambiente onde está inserido. Muitas vezes o conceito de atletismo repassado no ensino superior remete apenas ao rendimento e competições olímpicas, tornando mais difícil o planejamento e criação de atividades e aulas mais simples e com menos recursos por parte dos docentes da disciplina (GEMENTE; MATTHIESEN, 2017). A universidade conta com um tripé educacional, que serve de apoio para todas as ações, sendo elas o Ensino, Pesquisa e Extensão. Cada ponto desse tripé se completa, sendo que um estimula a produção do outro, tornando a extensão um viés de aplicação dos conhecimentos científicos, educacionais e sociais em meio à comunidade, fazendo um intercâmbio de saberes (ALMEIDA; PEREIRA; OLIVEIRA, 2016) O projeto de extensão Esporte Na Comunidade: O Atletismo Como Ferramenta De Desenvolvimento Social (ENCAFD), atua diretamente na Escola de Ensino Fundamental João Paulino de Araújo, e trabalha os aspectos sociais, afetivos e motores com crianças e pré-adolescentes de 10 a 15 anos, estimulando-as através de práticas voltadas ao atletismo, usando de jogos e brincadeiras, circuitos, gincanas, corridas de orientação, entre várias outras atividades. O presente estudo justifica-se no fato de que o projeto de extensão pode ser mais efetivo se houver um maior apoio dos demais profissionais da escola, como professores e coordenadores, e para isso, os mesmos precisam ter o conhecimento da relevância da extensão universitária e seu papel para com a comunidade. Diante do exposto acima, surgiu a seguinte problemática: Os demais profissionais da escola João Paulino de Araújo têm conhecimento da relevância do projeto Esporte Na Comunidade: O Atletismo Como Ferramenta De Desenvolvimento Social, para o desenvolvimento das crianças e pré-adolescentes participantes? 2. OBJETIVO Verificar a relevância do projeto de extensão Esporte Na Comunidade: O Atletismo Como Ferramenta De Desenvolvimento Social na visão dos demais profissionais da Escola De Ensino Fundamental João Paulino De Araújo. 3. METODOLOGIA A pesquisa trata-se de um estudo quantitativo, de caráter descritivo, que segundo Fonseca (2002), esse tipo de pesquisa tem por objetivo buscar a dimensão das causas através de dados concretos, não levando em consideração a subjetividade do estudo, é objetiva e induz que a realidade deve ser compreendida através de números concretos, buscando compreender as variações de seus dados através de cálculos. Para a coleta dos dados foi aplicado um questionário contendo 5 questões, onde foi colocado um valo de 0 a 10, sendo que na escala de 0 a 2,5 foi considerado “discordo totalmente”, de 2,6 a 5 considerou-se “discordo parcialmente”, entre 5,1 a 7,5 “concordo parcialmente” e de 7,6 a 10 foi considerado “concordo totalmente”. As questões buscaram abordar pontos específicos, tais como: melhora no quadro educacional dos alunos; comportamental; desempenho nas atividades e envolvimento; Saúde e qualidade de vida dos participantes. Os dados foram armazenados no programa Excel®, onde, posteriormente analisados através de estatística descritiva, com as médias das respostas obtidas. O estudo foi desenvolvido na Escola de Ensino Fundamental João Paulino de Araújo, localizada no bairro Jardim Oasis, na cidade de Iguatu-CE. A amostra foi composta de 8 indivíduos sendo ele sete indivíduos do sexo feminino e apenas um do sexo masculino. Assim, foram aplicados um total de 8 questionários, contento cinco questões cada. Os participantes da pesquisa ocupam cargos distintos na instituição, sendo eles diretor, secretário, auxiliar administrativo, porteiro e professores. A média de idade dos participantes da pesquisa foi de 42,8 anos e a média de atuação na educação foi de 13, 3 anos. Em relação as indagações presentes no questionário, destaca-se que os pontos buscaram avaliar o entendimento dos profissionais a respeito da relevância do projeto de atletismo desenvolvido na escola, que busca trabalhar o lado social, afetivo, motor e cognitivo dos alunos. A primeira questão diz que o projeto de atletismo contribui para o quadro educacional dos alunos, e a partir dessa afirmativa os participantes deveriam atribuir um valor de 0 a 10, que irá mostrar se os mesmos concordam ou discordam da afirmativa. A segunda pergunta fala que apesar do bairro onde o projeto é aplicado se encontrar em estado de vulnerabilidade social, o projeto de atletismo ajuda a moldar uma realidade positiva para os alunos participantes. A terceira indagação expõe que as crianças que participam do projeto de extensão têm melhor desempenho nos estudos e se desenvolvem melhor social e emocionalmente em detrimento das que não participam. A quarta pergunta diz que é de grande contribuição o elo criado entre a Universidade Regional do Cariri e a Escola João Paulino através do projeto de extensão de atletismo e outras práticas desenvolvidas por monitores. Por fim, a quinta questão fala que o projeto de extensão de atletismo proporciona saúde e melhor qualidade de vida aos alunos participantes. 4. RESULTADOS Na tabela 1, apresenta-se os resultados obtidos, sendo distribuídos pelo número de perguntas presentes no questionário utilizado, assim como o assunto abordado e a média da relevância dos pontos abordados. Tabela 1 – Perguntas, assunto e médias referente ao questionário Perguntas Assunto Média de respostas Pergunta 1 Contribuição para quadro educacional 9,5 Pergunta 2 Moldar realidade dos alunos 9,75 Pergunta 3 Contribui no desenvolvimento social 9,25 Pergunta 4 Benefícios do elo entre URCA e a escola 9,75 Pergunta 5 Melhoria na saúde dos alunos 9,75 Após a coleta e tabulação dos dados, teve-se como média geral dos valores encontrados nas cinco perguntas 9,6. Na pergunta 1 (P1) a média foi de 9,5, na pergunta 2 (P2) a média foi de 9,75, na pergunta 3 (P3) a média foi de 9,25, na pergunta 4 (P4) a média foi de 9,75 e na pergunta 5 (P5) a média foi de 9,75. O valor médio das respostas para P1 mostra um dado significante que expõe a importância do projeto na melhora educacional dos alunos. Para Lecot e Silveira (2014), o atletismo atua de forma integral no desenvolvimento do aluno, trazendo benefícios psicológicos e físicos, além de melhorar no processo de aprendizagem e em aspectos sociais e culturais. A média da P2, traz valores positivos em relação a intervenção do projeto para jovens moradores de bairro com vulnerabilidade. Segundo Ferreira (2007), atividades esportivas e educacionais aplicadas em ambientes de vulnerabilidade que são afetados por fatores externos é de suma importância para mostrar uma alternativa para os alunos. Através do projeto, os participantes sentem-se inclusos e participativos, e ainda conhecem novos conceitos e valores. Embora a média da P3 tenho sido a menor entre as demais, ainda se mostra como relevante, pois demonstra que o projeto de atletismo está atuando de alguma maneira na formação cidadã dos alunos. Gomes (2008), diz que o atletismo deve ser utilizado como conteúdo formativo, agindo diretamente em aspectos sociais, como a interação dos alunos, a pratica de hábitos saudáveis, nas relações humanas, trazendo benefícios para a saúde física, mental e social. Todo esse processo é decorrente da prática efetiva dos alunos, do ensino e respeito as regras e das atividades realizadas durante a semana. Em relação a P4, que também teve uma média próxima ao valor máximo, pode-se notar que para os funcionários da escola concordam que o projeto melhora o vínculo entre a universidade (URCA) e a própria escola. Os professores do projeto também estão de acordo com a ideia, tendo em vista que dois deles são ex-estagiários da instituição e perceberam na prática, através de diálogo com os funcionários, que a confiança e satisfação dos mesmos aumentaram após a realização do trabalho dentro da escola, melhorando cada vez mais a relação entre as duas instituições. De acordo com a média da P5, percebe-se que para os pesquisados o projeto tem um papel importante na melhora da qualidade de vida dos alunos participantes. A prática de atividade física regular é fundamental para ter boa qualidade de vida e longevidade, além disso atua na prevenção/ manutenção de doenças (FILHO, JESUS E ARAÚJO, 2014). Esse assunto remete diretamente a um dos objetivos do projeto, que é melhorar a qualidade de vida dos participantes através do atletismo. Em suma, foi possível analisar que o projeto Esporte Na Comunidade: O Atletismo Como Ferramenta De Desenvolvimento Social tem contemplado seus objetivos e é visto como algo positivo para os alunos pelo núcleo gestor e demais funcionários. 5. CONCLUSÃO A partir da análise dos dados, pode-se concluir que o projeto de extensão é de fundamental importância no desenvolvimento dos alunos, além de proporcionar momentos de lazer e cidadania que trazem melhoras na qualidade de vida dos mesmos. Outro ponto constatado foi que além dos fatores citados anteriormente, o projeto tem um papel se suma importância na realidade social dos alunos, visto que durante o horário de realização das atividades, os mesmos viviam expostos a um quadro de vulnerabilidade social, pois o bairro da presente escola é considerado violento. De acordo com os resultados encontrados, pode-se notar a satisfação da escola com a realização do projeto e também a efetividade do mesmo sendo refletida em sala de aula pelos alunos.
Palavras-chave: ATLETISMO,PROJETO DE EXTENÇÃO,EDUCAÇÃO FÍSICA
Oral
Abrir o trabalhoANÁLISE DO NÍVEL DE FLEXIBILIDADE DE PRATICANTES DE MUSCULAÇÃO DA ACADEMIA ESCOLA DA URCA DE IGUATU-CE
GLEBSON ALVES VIRAÇÃO; Eliane Cândido Batista; Kayo Rodrigues Freitas; Victor Hugo Barreto Mulato; Natali Pereira da Silva
Introdução: O treinamento resistido desenvolve importantes qualidades da aptidão física, melhorando sua condição e desempenho, entretanto não auxilia diretamente no aumento do nível de flexibilidade Objetivo: avaliar o nível de flexibilidade em praticantes de musculação da academia escola da URCA do Iguatu-CE. Metodologia: O estudo foi de caráter quantitativo descritivo de campo, população composta por praticantes de musculação da academia escola da URCA, contendo 78 indivíduos, sendo 58 do sexo feminino e 20 do sexo masculino. Foram inclusos os praticantes de musculação com no mínimo 03 meses de prática e exclusos os que tivessem lesões músculos esquelético, a coleta consistiu na avaliação da flexibilidade por meio do banco de Wells, realizada no laboratório de avaliação física da URCA, obedeceu aos aspectos éticos da Resolução n° 466/12 do CNS, os dados foram tabulados no programa Excel 2010 e analisados no software SPSS 23.0, Foi utilizado T de student e spearman. Resultados: Na amostra, apenas 05 (6,4%) apresentaram nível muito bom e 04 (5,1%) classificados com bom desempenho, os demais obtiveram a classificação de 03 (3,8%) dentre os regulares, entretanto 66 (84,6%) da amostra necessitavam melhorar seus níveis de flexibilidade, não contendo diferenças entre os sexos. Conclusão: conclui-se que não houve diferenças da flexibilidade se relacionado ao sexo, sendo que o ciclo menstrual deve ser analisado por apresentar estudos que comprovam que pode afetar diretamente na flexibilidade. Palavras-chave: Treinamento Resistido. Flexibilidade. Aptidão física. INTRODUÇÃO O treinamento resistido além de proporcionar ganhos estéticos e melhorias na saúde dos indivíduos, desenvolve importantes qualidades na aptidão física, contribuindo dentre eles no aumento de força, (RML) resistência muscular localizada, Cardiorrespiratória e composição corporal, em muitos casos podendo até ser eficiente no aumento ou na manutenção do elemento flexibilidade, sendo essa definida como a realização de um movimento de uma ou mais articulações em sua amplitude total. Com o decorrer do envelhecimento e da falta de atividade física, a flexibilidade tende a diminuir, havendo assim encurtamentos musculares se levada em consideração a pouca mobilidade durante sua vida diária, tendo esse fator como um contribuinte para futuros desvios posturais, tendo como fatores os aspectos exógenos que influenciam diretamente na flexibilidade como temperatura, ambiente, fadiga, hora do dia e os aspectos endógenos como sexo, idade, estrutura corporal e nível de treinamento. Dantas (1999), enfatiza que a flexibilidade tem tamanha contribuição na qualidade de vida e do bem estar, auxiliando em seu equilíbrio durante suas práticas diárias, oferecendo estabilidade no decorrer vida, devido a perda crescente de flexibilidade no transcorrer do envelhecimento pode ser considerado um importante indicador de qualidade de vida Ainda nessa concepção, Thrash e Kelly (1987) relata que o treinamento de força pode oferecer grande auxilio no aumento do nível de flexibilidade, dando ênfase na amplitude em determinados movimentos. Cortes (2002) ainda salienta que dessa forma, o treinamento de força pode manter ou em alguns casos oferecer o aumentos do nível de flexibilidade, levando em consideração a execução do exercício, em que se iniciado em um pré-estiramento muscular, é mais viável que mantenha um aumento significativo. Nos dias atuais há a necessidade da prática de atividade física desde crianças para que hábitos saudáveis possam agregar durante todo seu desenvolvimento tanto nas capacidades físicas quanto na contribuição aos elementos da aptidão física, solicitando dentre varias e não menos importante a flexibilidade, a qual não e muito visível dentro das academias se comparado ao treinamento resistido. OBJETIVO O presente estudo visa avaliar o nível de flexibilidade em praticantes de musculação da academia escola da URCA da cidade de Iguatu-CE. METODOLOGIA O estudo foi de caráter quantitativo descritivo de campo. A população do presente estudo foi composta por praticantes de musculação da academia escola da Universidade Regional do Cariri-URCA Iguatu-CE. A amostragem foi por meio de conveniência. Para a amostra foram selecionados 78 indivíduos, sendo 58 do sexo feminino e 20 do sexo masculino com idade entre 15 e 51 anos. Como critérios de inclusão foram adotados que os praticantes já estivessem na pratica regular da musculação há pelo menos 03 meses, Foram exclusos da pesquisa os indivíduos que apresentassem algum tipo de lesão músculo esquelético. A coleta consistiu na avaliação do nível de flexibilidade por meio do banco de Wells e foi realizado no laboratório de avaliação física da URCA (Universidade Regional do Cariri – Campus Iguatu). A flexibilidade foi classificada através da tabela de wells que se dá com o indivíduo descalço, sentado, com calcanhares unidos apoiados no banco, joelhos estendidos e as mãos sobrepostas, o avaliado faz uma inspiração profunda inclinando-se lentamente, flexionando o tronco permanecendo com joelhos e braços estendidos de modo a alcançar com as mãos a maior distância possível na metragem demarcada no banco, o avaliado deve permanecer nesta posição o tempo necessário para a distância ser anotada. Serão realizadas duas tentativas, considerando a maior distância atingida. A pesquisa obedeceu aos aspectos éticos disciplinado na Resolução n° 466 , do conselho regional de saúde, dando ênfase a necessidade termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE), e respeitando os princípios da autonomia, legitimidade das informações e sigilo das mesmas, os dados foram organizados e tabulados no programa Excel 2010 e posteriormente analisados no software SPSS versão 23.0, Foi utilizado T de student para verificar a influência entro os sexos e para correlação spearman, optou-se pela descritiva utilizando-se tabulação cruzada para verificar relação quantitativa entre as variáveis. RESULTADOS Tabela – Frequência e percentuais do nível de flexibilidade (n = 78) F % MUITO BOM 5 6,4 BOM 4 5,1 REGULAR 3 3,8 PRECISA MELHORAR 66 84,6 Total 78 100,0 A amostra obteve como média de idade 22±6,9 anos, variando entre 15 e 51 anos sendo que apenas 05 (6,4%) apresentaram nível muito bom e 04 (5,1%) classificados com bom desempenho, os demais participantes da pesquisa obtiveram um nível de classificação de 03 (3,8%) estando dentre os regulares, entretanto 66 (84,6%) da amostra necessitavam melhorar seus nível de flexibilidade. Esses dados corroboram com os achados de Lima et al ,(2017) que analisou 60 indivíduos praticantes de treinamento de força entre 20 e 40 anos de ambos os sexos, e observou que a maioria da amostra (43,3%) foram classificados com baixos níveis de flexibilidade. Entretanto Shiromoto et al, (2002) contradiz no seu estudo que a pesquisa realizada com indivíduos do sexo feminino praticantes de musculação onde foram avaliados os níveis de flexibilidades da articulação do quadril, antes e após as sessões de treinamento que ocorreu durante o período de seis meses não havendo sessões especificas de treinamento para flexibilidade, em que houve um aumento significativo do nível de flexibilidade na amplitude máxima de movimento da articulação do quadril. Descritiva da flexibilidade e sexo (n=78) Flexibilidade Sexo M F Muito bom 3,8% 2,6% Bom 1,3% 3,8% Regular 0,0% 3,8% Precisa melhorar 19,2% 65,4% p<0,102 e r = - 0,191 A correlação entre flexibilidade e sexo não se mostrou significativa estatisticamente, onde mediante as classificações os homens alcançaram (3,8%) muito bom, (1,3%) bom, (0,0%) regular e (19,2%) na categoria que precisa melhorar, e as mulheres (2,6%) muito boas, boas, regulares e (65,4%) precisando melhorar os níveis de flexibilidade. Esses achados são semelhantes aos de Costa et al, (2016) que analisou 40 indivíduos de ambos os sexos, com faixa etária de 20 a 35 anos , onde os níveis de flexibilidade não diferiram entre homens e mulheres praticantes do treinamento de força. CONCLUSÃO Pode-se concluir que há a necessidade de melhorar os níveis de flexibilidade em ambos os sexos, não havendo diferenças significativas entre eles, sendo provável que não houveram resultados significativos estatisticamente por ter mulheres na amostra e não ter sido considerado o período menstrual a qual se encontravam. Sugere-se desta forma para futuros estudos, acompanhar o ciclo menstrual e se regular, se tratando de indivíduos do sexo feminino, visto que já é comprovado cientificamente que o ciclo pode interferir no nível de flexibilidade, tendo outro fator determinante como nível de atividade física. REFERÊNCIAS CORTES, Alice A. et al. A influência do treinamento de força na flexibilidade. Rev Digit Vida Saúde, v. 1, n. 2, p. 1-6, 2002. COSTA, W,A,M et al. Nível de flexibilidade de praticantes de musculação. Revista Digital.V20.n214.2016 Dantas, E.H.M. Flexibilidade, alongamento e flexionamento. 5ª. Ed. Rio de Janeiro: Shape, 2005. THRASH, K., and Kelly, B., Flexibility and Strengthtraining. Journal of Applied Sport Science Research, 4:74-75. 1987. Wells KF, Dillon EK. The sit and reach: a test of back and leg flexibility. Research Quarterly for Exercise and Sport, Washington, 23:115-118. 1952. SHIROMOTO, Cristiane Eri; DE OLIVEIRA FILHO, Albertino; BERTOLINI, Sonia Maria Marques Gomes. Implicações da prática de exercícios resistidos sobre a flexibilidade. Journal of Physical Education, v. 13, n. 1, p. 55-62, 2002. LIMA. M.S Et al. Comparação da flexibilidade de praticantes de treinamento resistido e praticantes de caminhada. Revista da Saúde e Biotecnologia.V1.n1. pág 02-17.2017.
Palavras-chave: treinamento resistido,flexibilidade,aptidão fisica
Oral
Abrir o trabalhoCOMPARAÇÃO DOS NÍVEIS DE VELOCIDADE E AGILIDADE DE ESPORTISTAS DA CIDADE DE IGUATU - CE
LUCAS SOUZA SILVA; Paulo Henrique Rodrigues da Silva; Pedro Victo Domingues Pereira; Marcello Pereira de Araújo
COMPARAÇÃO DOS NÍVEIS DE VELOCIDADE E AGILIDADE DE ESPORTISTAS DA CIDADE DE IGUATU - CE Lucas Souza Silva , Paulo Henrique Rodrigues da Silva1, Pedro Victo Domingues Pereira1 Marcello Pereira de Araújo1 Cleene Tavares de Souza Resumo: O objetivo do presente estudo foi comparar os níveis de velocidade e agilidade de esportistas da cidade de Iguatu – Ce. A amostra foi composta por 48 praticantes de quatro esportes diferentes, Vôlei, Basquete, Futsal e Natação, idade entre 15 a 36 anos. As variáveis velocidade e agilidade foram analisadas por meio do teste de Corrida de 20m (C20) e Teste do Quadrado (TQ). Foi utilizada estatística descritiva com média e desvio padrão, mediana e intervalos interquartis de (25% -75%), após o teste de Shapiro-Wilk, utilizou-se o teste Anova One-Way, com Post-Hoc de Bomferrone, e o teste de Kruskall-Wallis, o alfa adotado foi de 5% e o soft utilizado foi o SPSS v22.0. Não houve efeito do grupo sobre C20M [F(3)=6,514; P=0,089]. Porem na variável agilidade houve uma diferença significativa entre as modalidade [F(3)=18,88 P= 0,001]. Os atletas de futsal apresentaram-se com menor tempo quando comparado com as modalidades de basquete e natação P<0,05. Conclui-se que jogadores de amadores de futsal apresentam melhor agilidades quando comparado aos atletas amadores de basquete e natação, mas não se difere entre os atletas amadores de voleibol. Palavras-chave: Agilidade. Velocidade. Esportistas. 1. Introdução: No sentido mais amplo, a Aptidão Física (AF) pode ser definida como a capacidade que os seres humanos apresentam para realizar atividades diárias (CARDOSO; PALMA; BASTO, 2012). Dessa forma, a aptidão física pode ser influenciada por diferentes fatores, presente estado de saúde, níveis nutricionais, genética e práticas regulares de atividades físicas (NAHAS, 2006). Assim, é possível diferenciar o perfil de vários atletas atuantes em relação ao desempenho esportivo e também em aspectos voltados a saúde através de análises específicas sobre a aptidão física, e a partir dessa analise é possível aplicar deferentes tipos de treinamento e exigências, a fim de proporcionar melhor desempenho esportivo da equipe (CARDOSO; PALMA; BASTO, 2012; FILGUEIRA et al., 2016). Dessa forma, a AF apresenta em dois dominios, na qual são relacionados à saúde (AFRS) e ao desempenho (AFRD) (SHEPHARD, 1999). Para GUEDES (1995), a (AFRS) relacionada a saúde se baseia na competência de operar a realização de um movimento físico sem que haja exaustão em excesso e garantindo a continuidade dos indivíduos em seus aspectos orgânicos em relação ao seu meio. Em relação a (AFRD), esta diretamente ligada as capacidades que englobam as variáveis de velocidade, agilidade, coordenação motora e força explosiva. (BÖHEME, 1993; MATSUDO et al, 1998; SOUZA, NETO, 2002). Para que o desempenho motor seja efetivado com êxito, carece terminantemente das capacidades motoras, uma vez que, para o esporte, é necessária a eficiência das diferentes capacidades. (BARBANTI, 2010). Assim, em relação ao desempenho esportivo, pode-se citar que a velocidade, que é definida como a rapidez máxima que o corpo pode alcançar durante a realização de uma performance (BARBANTE, 1996; GOBBI et al., 2005). Já agilidade, corresponde em uma capacidade neuromotora que se caracteriza pela competência de ocorrer transições rápidas em relação à direção e sentido do movimento (MARINS, 2003). Nesse sentido, se caracteriza, através da coordenação e aprimoramento da potencia, velocidade de reação, coordenação óculo-motor, ritmo e tempo realizado durante o desempenho. (BOMPA,2005). Dessa forma, a velocidade e agilidade são muito exigidas nos esportes pela necessidade da rápida mudança de direção e antecipação em situações de ataque ou defesa, exigido principalmente nos esportes de campo (RABELO, 2006). No qual merecem avaliação específica (PAUOLE et al 2000; YOUNG; MCDOWELL; SCARLETT, 2001). A justificativa do presente estudo tem como base, a necessidade de inspecionar as especificidades de cada modalidade esportista supracitada, de acordo com as capacidades motoras que a ela está atrelada em relação ao desenvolvimento e rendimento na qual é exigido por cada modalidade. 2. Objetivo: Comparar os níveis de agilidade e aptidão física voltada ao desempenho motor de esportistas da cidade de Iguatu – Ce. 3. Metodologia: O presente estudo se caracteriza como uma pesquisa de campo, quantitativa com delineamento transversal, descritiva, a amostra foi composta por 48 praticantes amadores de quatro esportes diferentes sendo, 12 Vôlei, 12 Basquete, 12 Futsal e 12 na Natação, com idade entre 15 a 36 anos. Para as medidas de peso corporal foi utilizada uma balança digital da marca (Omron) com precisão de 0,1 com capacidade de até 150kg, os dados obtidos de peso e estatura com precisão de 0,1g com capacidade máxima de até 150kg, no qual os voluntários se posicionaram com os dois pés encima da balança de forma equilibrada em posição anatômica, com o mínimo de vestimenta possível. Para a mensuração da estatura corporal, foi utilizado um estádiômetro de parede com altura de 2 metros, com precisão de 0,1 cm. A coleta das variáveis antropométricas foi seguida pelo protocolo proposto por Petroski (1995), Com os dados de peso e estatura foi possível calcular o índice de massa corporal IMC. A variável de velocidade e agilidade dos praticantes dos diferentes esportes foi verificada por meio do Teste de Corrida de 20 metros (TC20M) e por meio do Teste do Quadrado (TQ) respectivamente, ambas componentes da bateria de teste do Projeto Esporte Brasil, PROESP-BRASIL (GAYA; GAYA, 2017). Antes de iniciar o TC20M, foram colocadas sobre o solo três linhas paralelas, sendo que a primeira linha corresponde à partida, a segunda em uma distancia de 20m em relação à de partida e a terceira linha com a distancia de 1m da segunda linha (chegada). A terceira linha tem o intuito de que o avaliado não desacelere antes de cruzar a linha de cronometragem. Antes de iniciar o TQ o avaliador posicionou quatro cones com quatro metros de distancia cada, formando um quadrado. Ao sinal do avaliador o participante deveria percorreu até o cone posterior na posição diagonal, na sequencia, correu e tocou no cone á esquerda ou a sua direita depois se deslocar para o cone na diagonal direita ou esquerda e em seguida retornando em direção ao ultimo cone que corresponde ao inicio do percurso, o avaliado deveria tocar em cada um dos cones demarcados no percurso. Foi executado o teste duas vezes e anotado o melhor tempo de execução dos atletas. Para participar da pesquisa foram adotados alguns critérios de inclusão tais como ser homem, praticar pelo menos um dos quadros esporte definido para a pesquisa, Vôlei, Basquete, Futsal ou Natação, ser adepto a prática por pelo menos 6 meses de forma interrupta, praticar o esporte pelo menos 2 vezes por semana. Critérios de exclusão: Ser adepto de dois ou mais esportes consecutivos, apresentar problemas osteomioarticulares que impossibilite a realização da prática, apresentar alguma limitação física ou cognitiva, ter hipertensão, diabetes, IMC acima de 40 kg2, ser fumante. O estudo obedeceu aos critérios éticos da resolução 466/12 com estudo com seres humanos, todo o procedimento foi deliberadamente esclarecidos, principalmente os riscos e os benefícios em fazer parte da pesquisa, quando concordado foi aplicado o Termo de consentimento livre esclarecido (TCLE). Para análise e estatística dos dados foi utilizada estatística descritiva com média e desvio padrão para dados paramétricos, mediana e intervalos interquartis de (25% -75%) para dados não paramétricos, após comprovada normalidade dos dados pelo teste de Shapiro-Wilk, utilizou-se o teste de Anova One-Way, com Post-Hoc de Bomferrone, e quando a distribuição dos dados foi violada utilizou-se o de Kruskall-Wallis, foram reportados os valores de F e P, o alfa adotado foi de 5% e o software utilizado foi o SPSS versão 22.0. 4. Resultados: Na tabela 1 são apresentadas as características da amostra de Idade, Peso, Estatura e IMC. Tabela 1. Caracterização da amostra. MODALIDADES VOLÊI BASQUETE FUTSAL NATAÇÃO IDADE 22,5 ±3,0 22,1 ±6,7 26,2 ±5,7 24,6 ±2,9 PESO 74,6 ±14,3 67,9 ±16,32 74,4 ±11,9 72,5 ± 8,3 ESTATURA 1,76 ±0,9 1,75 ± 0,8 1,76 ±0,1 1,69 ±0,5 IMC 23,8 ±2,8 22,1 ±4,9 23,3 ±2,6 25 ±2,6 IMC- Índice de Massa Corporal. No teste paramétrico de Anova One Way não foi possível observar efeito do grupo sobre a IDADE: [F(4,449)=1,829; P=0,196]; ESTATURA: [F(3,44)=1,449; P=0,242]; PESO [F(3,44)=0,682; P=0,568]; IMC [F(3,44)=1,682; P=0,185]. Na tabela 2 são apresentados os resultados dos testes de corrida de 20 metros e o teste do quadrado. Tabela 2. Testes de corrida de 20 metros e Teste do quadrado. TESTES MODALIDADES CORRIDA DE 20 METROS QUADRADO VOLÊI 3,26 (3,56 – 3,89) 6,01 (6,42 – 6,64) BASQUETE 3,40 (3,59 – 3,98) 6,27 (6,63 – 6,89) FUTSAL 3,12 (3,43 – 4,28) 5,01 (5,17 – 6,15)* NATAÇÃO 3,66 (4,43 – 5,19) 6,11 (7,04 – 8,41) * Diferença significativa quando comparada as modalidade de Basquete e Natação. P<0,05. No teste não paramétrico de Kruskal-Wallis não foi possível observar uma diferença significativa entre as modalidade no teste de corrida de 20 metros [F(3)=6,514; P=0,089] dessa forma, o tempo de corrida não se difere entre as modalidades. Já na variável agilidade, verificado através do teste do quadrado, foi possível observar uma diferença significativa entre as modalidade [F(3)=18,88 P= 0,001], a modalidade de futsal apresentou-se com menor tempo de forma significativa quando comparado com as modalidade de Basquete e Natação P<0,05. 5. Conclusão: Conclui-se que jogadores amadores de futsal apresentam melhor desempenho em relação a variável agilidade quando comparado aos atletas amadores de basquete e natação, mas não se difere entre os atletas amadores de voleibol. É possível exclamar que o IMC não foi um fator de impacto direto nos resultados encontrados. Uma vez que, o melhor resultado do mesmo, foi na modalidade basquetebol (Tabela 1) não atribuindo assim, um resultado benéfico em relação ao desempenho na realização dos testes. 6. Referências: BARBANTI, V. J. Treinamento esportivo: as capacidades motoras dos esportistas. Barueri (SP): Manole, 2010. 243p.. BARBANTI, V. J. Treinamento físico: bases científicas. 3. ed. São Paulo: CLR Balieiro, 1996. BÖHME, Maria Tereza Silveira. Aptidão física: aspectos teóricos. Revista Paulista de Educação Física, v. 7, n. 2, p. 52-65, 1993. CANTIERI, F. P.; MARQUES, I. Análise do desempenho motor em tarefas de" timing" antecipatório em idosos praticantes de esportes de interceptação. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, v. 26, n. 2, p. 313-322, 2012. CARDOSO, V. D.; PALMA, L. E.; BASTO, T. C. L. Avaliação da Aptidão Física Relacionada ao Desempenho de Atletas de Handebol em Cadeira de Rodas. Revista da Sobama. v. 13, n. 1, p. 14-19, 2012. DE SOUZA, Orivaldo F.; NETO, CS Pires. Alteração anual do desenvolvimento físico de meninos de 9 para 10 anos de idade. Revista Brasileira de Ciência e Movimento, v. 10, n. 3, p. 19-24, 2008. FILGUEIRA, F. W. et al. Nível de aptidão física em praticantes das modalidades esportivas da escola municipal Maria de Lourdes Cavalcante. Redfoco. v. 3, n. 1, p. 27-45, 2016. 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Palavras-chave: Agilidade, Velocidade, Esportistas
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Abrir o trabalhoEducação Física no Ensino Infantil: uma proposta de inteevenção para crianças de 03 a 05 anos
MIRNA ARAÚJO DUARTE
EDUCAÇÃO FÍSICA NO ENSINO INFANTIL: UMA PROPOSTA DE INTERVENÇÃO PARA CRIANÇAS DE 03 A 05 ANOS Mirna Araújo Duarte Maria Rosângela Dias Pinheiro Resumo A Educação Infantil é a base para o desenvolvimento da criança e seu avanço posterior em outras etapas da educação. Devido à carência da prática pedagógica da Educação Física nessa etapa de ensino, foi pensado no referido projeto de extensão, objetivando possibilitar a realização da prática pedagógica da Educação Física para crianças de 03 a 05 anos nos Centros de Educação Infantil da cidade de Iguatu-CE. O projeto de extensão teve início em março de 2018, sendo realizado a cada dois meses numa instituição diferente, buscando atender um maior número de crianças. Dentre os conteúdos trabalhados no projeto tem-se: os jogos e brincadeiras, jogos pré-esportivos, ginástica, lutas e construção de brinquedos. A realização do projeto obteve bons resultados quanto à aceitação das atividades pelas crianças, ao reconhecimento por parte dos professores e núcleo gestor das instituições contempladas pela importância das práticas da educação física na educação infantil. Portanto, conclui-se que a execução do projeto foi satisfatória, atendendo várias crianças e contribuindo para o desenvolvimento cognitivo, afetivo, social e motor das mesmas e do aluno/bolsista. Palavras-chave: Intervenção. Educação Física. Crianças. 1. Introdução A Educação Infantil é a base para o desenvolvimento da criança e seu desempenho posterior em outras etapas da educação. Assim, entendemos que construções e ampliações dos saberes infantil além de necessários constituem uma condição importante para o desempenho da criança nos primeiros anos da Educação Básica. No que se refere à primeira etapa da Educação Básica, recorremos a Lei de N° 9.394/96, Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) para compreender melhor sua função e organização. Em seu Art. 29 a legislação afirma que a educação infantil é a primeira etapa da educação básica, e esta objetiva o desenvolvimento integral das crianças, nos aspectos físicos, cognitivo, afetivo e social (BRASIL, 2013). Entendendo a Educação Infantil como lugar de experimentações de situações de aprendizagens por meio da ludicidade e tomando a Educação Física como componente promotor desse intento, ratificamos a necessidade de ações e projetos que contribuam para a consolidação de práticas inclusivas, dinâmicas e formadoras. Nesse sentido, a educação física enquanto disciplina inserida no ensino infantil busca através de seus conteúdos a promoção e a vivência de atividades lúdicas e recreativas, proporcionando as crianças experiências e contatos com outros coleguinhas e com a própria prática, possibilitando por meio dessa área aprendizagens e conhecimentos que serão significativos para essa faixa etária (GAVA et al, 2010). Diante disso, justifica esse trabalho por perceber que na primeira etapa da educação básica há uma carência da prática pedagógica da Educação Física no Ensino Infantil, por haver uma fragilidade da vivência desse componente curricular no âmbito infantil. Devido à ausência de práticas corporais como jogos e brincadeiras, ginástica, danças, lutas, construção de brinquedos nesse âmbito educacional foi pensado esse projeto para contemplar crianças de 03 a 05 anos nas creches e pré-escolas na cidade de Iguatu-CE. 2. Objetivo Possibilitar a realização da prática pedagógica da Educação Física para crianças de 03 a 05 anos nas Instituições Públicas Municipais na cidade de Iguatu – Ceará. 3. Metodologia No primeiro momento o aluno/bolsista com a orientação e apoio do professor/coordenador realizará uma apresentação do projeto de extensão no interior da Universidade Regional do Cariri - Unidade Descentralizada de Iguatu ao Curso de Licenciatura em Educação Física, especificamente aos professores e alunos. Em seguida o professor/coordenador e o aluno/bolsista propuseram o referido projeto a apreciação da Secretaria de Educação do Município de Iguatu-CE para discussão e autorização da materialização do mesmo nos espaços públicos que oferecem a educação infantil tanto nos Centros de Educação Infantil (CEI) quanto nas escolas regulares que ofertam as séries iniciais do infantil ao fundamental. Foi realizado um levantamento dos espaços que ofertam a educação infantil, depois foi feita a seleção das instituições de ensino a serem contempladas com o referido projeto e o início do planejamento das atividades a serem realizadas. Foram adotados como critério de seleção das escolas para a materialização do projeto: a) nível social da instituição; b) relevância social; c) ausência ou carência de profissionais e das práticas das manifestações corporais e culturais na escola junto às crianças. Ao final dessa etapa foi realizado pelo aluno/bolsista a intervenção em campo do projeto de extensão. Ressaltamos que das 20h/a semanal, ocorreu uma distribuição da carga horária para as seguintes atividades: a) planejamento das atividades a serem desenvolvidas; b) regência/aplicabilidade das ações pedagógicas junto às crianças; c) Realização de estudos e pesquisas acerca do projeto; d) Relatório das atividades propostas. Reforçamos que durante a realização do projeto foi aplicada a Abordagem Pedagógica da Educação Física Construtivista-Interacionistas, utilizando-se de alguns conteúdos/atividades: a) Jogos e brincadeiras (como estafetas, correr e perseguição, fantasia/faz-de-conta, brinquedo cantado/lengalenga); b) construção de brinquedos; c) ginástica; d) lutas; e) dança e atividades rítmicas. Todo esse universo cultural e patrimônio histórico foi assegurado às crianças de 03 a 05 anos de idade. A aplicação do projeto de extensão pelo aluno/bolsista teve início no período de março/2018 e se estenderá até dezembro do mesmo ano. De início a perspectiva de concretização do projeto foi de 02 (dois) meses em cada instituição de ensino. O intuito era contemplar várias escolas e centenas de crianças. E cada instituição contemplada foi visitada pelo professor/coordenador do projeto juntamente com o aluno/bolsista e estes apresentam o projeto para os coordenadores das respectivas instituições. Assim, inicialmente estimou-se que o projeto fosse desenvolvido em 04 (quatro) instituições tanto nos Centros de Educação Infantil (CEI) quanto nas Escolas Municipais. Por fim, no mês de dezembro de 2018 ocorrerá a elaboração final do relatório, buscando registrar todos os acontecimentos e reflexões da referida prática, como também à entrega do relatório final a PROEX. 4. Resultados Diante da realização do Projeto de Extensão pode-se perceber que o objetivo do mesmo foi atendido, que este conseguiu a participação das crianças de forma efetiva durante todo o seu desenvolvimento. Foi proporcionado o contato e vivências com variados conteúdos de forma lúdica, mesmo enfrentando dificuldades com a falta de materiais em algumas instituições. Sobre isso, Prandina e Santos (2016) remetem que a maioria dos professores de Educação Física encontra dificuldades para desenvolver adequadamente suas aulas, devido à escassez de materiais, a falta de espaço e o sucateamento dos mesmos. Durante a realização das práticas pode-se observar que algumas crianças apresentavam dificuldades na realização das atividades propostas, pois estas pareciam não terem muitas vivências motoras, além de transmitir timidez e serem caladas. Por outro lado, tinham aquelas crianças bem eufóricas e que apresentavam um bom desempenho, conseguindo assim se destacar em meio as demais. Segundo Mattos e Neira (2008) o educador é responsável pelos conteúdos que educam os seus alunos, por meio dos movimentos, sendo estes proporcionados por experiências vividas durante as atividades propostas, no qual possibilita o aluno a conhecer o seu próprio corpo, seus limites, interagir em grupo, arriscar-se, etc. Assim, adquirindo novas experiências e conhecimentos. As atividades realizadas, em sua maioria, tiveram uma boa aceitação por parte das crianças, assim como o projeto obteve um bom reconhecimento por parte dos professores e núcleo gestor da escola sobre a prática da educação física no ensino infantil. Além disso, o Projeto de Extensão serviu de embasamento teórico-prático para o crescimento e desenvolvimento do aluno/bolsista, no tocante da sua prática pedagógica enquanto futuro professor de Educação Física. 5. Conclusão Portanto, podemos concluir que a realização do Projeto de Extensão intitulado como “Educação Física no Ensino Infantil: uma proposta de intervenção para crianças de 03 a 05 anos” obteve bons resultados. Pois as crianças apresentaram uma boa aceitação diante as atividades propostas, vivenciaram práticas corporais de forma lúdica e prazerosa, bom relacionamento com o aluno/bolsista. Nesse sentido, o projeto teve o apoio e reconhecimento dos professores e núcleo gestor dos Centros de Educação Infantil. O aluno/bolsista obteve experiência e desenvolvimento da prática pedagógica da Educação Física no Ensino Infantil. 6. Agradecimentos Agradeço a todas as instituições que contribuíram e receberam o Projeto de Extensão “Educação Física no Ensino Infantil: uma proposta de intervenção para crianças de 03 a 05 anos”. Assim como também as professoras regentes de cada turma atendida, aos diretores e coordenadores das instituições. Por fim, agradeço a minha coordenadora e orientadora do projeto de extensão, pela oportunidade cedida para minha atuação enquanto aluno/bolsista, por acompanhar todo o andamento, contribuindo para a realização do mesmo. 7. Referências BRASIL, Ministério da Educação. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Redação alterada pela Lei n°. 12.796 de abril de 2013. Brasília. Disponível em:<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato20112014/2013/Lei/L12796.htm#art1>. Acesso em: 22 out. 2018. GAVA, D. et al. Educação Física na Educação Infantil: considerações sobre sua importância. Revista Digital. Buenos Aires, ano 15, n. 144, maio de 2010. Disponível em: http://www.efdeportes.com/efd144/educacao-fisica-na-educacao-infantil.htm. Acesso em: 22 out. 2018. MATTOS, M. G.; NEIRA, M. G. Educação Física Infantil: construindo movimento na escola. 7.ed. São Paulo. Phorte Editora. 2008. PRANDINA, M. Z.; SANTOS, M. L. A Educação Física Escolar e as Principais Dificuldades Apontadas por Professores da Área. Revista de Educação. Dourados, v.4, n.8, julho a dezembro de 2016.
Oral
Abrir o trabalhoEFEITO DE UMA SESSÃO AGUDA DE EXERCÍCIO FUNCIONAL NA GLICEMIA CAPILAR DE PESSOAS COM DIABETES TIPO 2
MARIA THAINAN OLIVEIRA DE OLINDA; Amanda Duarte da Silva; Lucas Souza Silva; Pedro Victo Domingues Pereira
EFEITO DE UMA SESSÃO AGUDA DE EXERCÍCIO FUNCIONAL NA GLICEMIA CAPILAR DE PESSOAS COM DIABETES TIPO 2 Maria Thainan Oliveira de Olinda , Amanda Duarte da Silva , Lucas Souza Silva, Pedro Victo Domingues Pereira, Loumaíra Carvalho da Cruz. Resumo: O exercício físico estimula a translocação de GLUT-4, elevando a captação de glicose nas fibras musculares ativas, melhorando sensibilidade a insulina e controle glicêmico. O objetivo do estudo foi verificar o efeito de sessão aguda de exercício funcional na glicose de pessoas com diabetes tipo 2. Participaram 5 mulheres (58,6±10,1 anos; 72,6±13,1 kg; 166,5±1,2 cm; 29,6±1,0 kg.m-2) e 2 homens (63,0±9,9 anos; 88,9±1,5 kg; 170,4±1,2 cm; 29,8±2,7 kg.m-2) os mesmos realizaram uma sessão de exercícios funcionais em forma de circuito (40s de exercício, 40s de recuperação e 60s de intervalo entre os circuitos). A intensidade foi de 10 a 12 na PSE e duração total de 35m. A glicose foi verificada pré e pós com o glicosímetro On call Plus. O teste de Wilcoxon foi realizado para comparar pré e pós, o alfa adotado foi de 5% e o software utilizado foi o SPSS v. 22.0. Os dados foram apresentados em mediana e intervalo interquartil (25% – 75%). O valor da mediana no momento pré-intervenção foi de 156 mg.dL-1 (154 – 183) e pós-intervenção de 139 mg.dL-1 (128 – 230) sendo possível encontrar diferença significativa entre os momentos (p<0,05). Conclui-se, que uma sessão de exercícios funcional reduz a glicose de pessoas com diabetes tipo 2. Palavras-chave: Glicose. Diabetes. Exercício. 1. Introdução A diabetes mellitus (DM) é caracterizada por níveis altos e sustentados da glicose sanguínea, a diabetes do tipo 2 (DM-2) é o tipo mais comum dessa doença, correspondendo de 90 a 95% dos casos, o surgimento da DM-2 é influenciada por fatores genéticos, ambientais e por outros fatores de risco como o estilo de vida que o indivíduo adota, a má alimentação e inatividade física (SBD, 2017). O combate ao sedentarismo e a redução do excesso de peso são algumas das medidas principais na prevenção do surgimento do DM-2 (MARCELINO; CARVALHO, 2004). Dessa forma o exercícios físicos tem papel importante no controle da glicemia capilar, contribuindo para uma perda de massa gorda, resultando em uma melhora do bem-estar, auxiliando na redução dos fatores de risco para as doenças cardiovasculares e diminuição da HbA1c em treinamentos crônicos, além do mais contribui para a normalização da pressão arterial (PA), dessa forma, recomenda-se que sejam realizados exercícios físicos semanais com frequência mínima de três dias por semana, sendo combinados treinos aeróbicos e de força (DUCLOS; VIRALLY; DEJAGER, 2011; COLBERG et al., 2010). O exercício físico vem sendo cada vez mais apontado como ferramenta capaz de promover melhora na sensibilidade à insulina em homens saudáveis (KOOPMAN et al., 2005), em mulheres de meia idade (FENICCHIA et al., 2004), em mulheres idosas com DM-2 (DIPIETRO et al., 2006), e ainda, promover o aumento da expressão de GLUT-4 (COLBERG et al., 2010; GOODYEAR; KAHN, 1998; HOLTEN et al., 2004; IVY, 2004) e consequente melhora a captação de glicose (DELA et al., 1993; COLBERG et al., 2010). Asano et al. (2014) relatam que há um aumento considerado na absorção de glicose durante a prática de exercício físico, pois o músculo necessita de maior quantidade de energia disponível, e, esse aumento parece ser dependente da intensidade e da duração do exercício. Ademais, um tipo de exercício que vem sendo bastante procurado pela população tem sido o funcional, que se apresenta por utilizar movimentos integrados e multiplanares, interagindo com movimentos de aceleração, estáticos e desaceleração, onde o objetivo principal é aumentar a eficiência do movimento neuromuscular (GRIGOLETTO; BRITO; HEREDIA, 2016; STOCCO; OLIVEIRA, 2017). Ainda, incorporando os movimentos realizados no cotidiano da vida das pessoas, como atividades de levantar, subir, agachar, sentar e caminhar (LUSTOSA et al., 2010; GAEDTKE; MORATA, 2015), Contudo, ainda são escassos na literatura artigos que abordem sobre os efeitos do treinamento funcional em pessoas com DM-2, no entanto é possível observar que a prática, do pilates é uma estratégia eficaz no controle glicêmico de forma aguda e crônica, também proporcionando melhorias na capacidade funcional de mulheres idosas com DM-2 (MELO; MOREIRA, 2017). Ainda sobre o método do pilates, em uma revisão sistemática (JUNGES; JACONDINO; GOTTLIEB, 2015) verificaram que essa prática é eficaz na redução das variáveis de risco cardiovascular, tais como pressão arterial, relação cintura e quadril, índice de massa corporal, porcentagem de gordura e massa gorda em populações de diferentes faixas etárias. Dessa forma devido à escassez de trabalhos científicos envolvendo pessoas com DM-2 e exercício funcional, o presente estudo se justifica em verificar a respostas da glicemia sanguínea após sessão aguda de exercício funcional em indivíduos com DM-2. 2. Objetivo Verificar o efeito de sessão aguda de exercício funcional na glicose de pessoas com diabetes tipo 2 3. Metodologia O presente estudo se caracteriza como uma pesquisa quantitativa com delineamento transversal. A amostra foi composta por sete pessoas, sendo cinco mulheres e dois homens. Para mensuração do peso corporal foi utilizado uma balança digital da marca Camry com precisão de 0,1kg com capacidade máxima de ate 150 kg, foi utilizado um estadiômetro de parede para verificar a estatura corporal, no qual o participante se posicionou na posição vertical com a parte posterior do corpo apoiado na parede, após a mensuração de peso e estatura foi possível realizar o calculo do índice de massa corporal (IMC). Antes das avaliações antropométricas os voluntários responderam uma anamnese e estratificação de risco, para verificar os critérios de inclusão e exclusão adotados no presente estudo, sendo os critérios de inclusão: a) Ter diabetes tipo 2, b) Ter idade mínima de 30 anos, c) Estar clinicamente estável, e os critérios de exclusão: a) Fazer uso de insulina exógena, b) Ser fumante, c) Ter problemas osteomioarticulares que impossibilitassem a prática de exercícios, d) Responder “SIM” a duas alternativas dos questionários utilizados. Depois da avaliação antropométrica foi realizada a sessão aguda de exercício funcional, coletando glicemia capilar pré-exercicio utilizando o aparelho On call Plus, após a coleta de glicemia os voluntários realizaram um aquecimento com duração de 5 minutos alternando entre caminha e trote leve, em seguida realizaram os exercícios funcionais em forma de circuito sendo realizado 3 vezes, com a duração total de 35 minutos, o circuito continha seis exercícios, sendo estes: subir e descer do step com elevação frontal de ombro, agachamento, abdução de ombro, zigue-zague no cone com lançamento de medicine ball, tríceps francês e extensão de quadril. O tempo de realização de cada exercício foi de 40 segundos, com 40 segundos de recuperação entre os mesmos e ao final dos seis exercícios os voluntários tinham um intervalo maior, sendo este de 60 segundos. A intensidade dos exercícios foi mensurada através da Percepção Subjetiva de Esforço (PSE) sempre de 10 a 12 nessa escala (BORG,1982). Imediatamente após a sessão de exercício foi mensurada novamente a glicemia capilar dos voluntários. Foi utilizado estatística descritiva utilizando mediana e intervalo interquartil, após verificada a violação da normalidade dos dados pelo teste de Shapiro Wilk, foi realizado o teste de Wilcoxon para comparar os momentos pré e pós sessão de exercício funcional. O alfa adotado foi de 5% e o software utilizado foi o SPSS v. 22.0. 4. Resultados As características da amostra investigada são apresentadas na Tabela 1. Não foram encontradas diferenças significativas entre os homens e mulheres, dessa forma a glicemia foi analisada em um grupo só com amostra total de 7. Tabela 1. Características da amostra investigada. Mulheres (n=5) Homens (n=2) Idade (anos) 58,6±10,1 63,0±9,9 Peso (kg) 72,6±13,1 88,9±1,5 Estatura (cm) 166,5±1,2 170,4±1,2 IMC (kg.m-2) 29,6±1,0 29,8±2,7 O valor da mediana no momento pré-intervenção foi de 156 mg.dL-1 (154 – 183) e pós-intervenção de 139 mg.dL-1 (128 – 230) sendo possível encontrar diferença significativa entre os momentos (p<0,05). O presente estudo apresenta limitações como amostra reduzida e não utilizar um grupo controle para comparações com o grupo intervenção. 5. Conclusão Conclui-se que uma sessão de exercícios funcionais reduz a glicose de pessoas com diabetes tipo 2. Mais estudos devem ser realizados com uma amostra maior para ambos os sexos além da inclusão de um grupo controle. 6. Agradecimentos Os autores agradecem ao Fundo Estadual de Combate à Pobreza – FECOP, pelo apoio financeiro com bolsas de estudo. 7. Referências ASANO, R. Y. et al. Acute effects of physical exercise in type 2 diabetes: A review. World J Diabetes, v. 5, n. 5, p. 659-665, 2014. BORG, G. A. Psychophysical bases of perceived exertion. Med Sci Sports Exerc, v. 14, n. 5, p. 377-381, 1982. COLBERG, S. R. et al. The American College of Sports Medicine and the American Diabetes Association: joint position statement. Diabetes care, v. 33, n. 12, p. 147-167, 2010. DELA, F. et al. GLUT 4 and insulin receptor binding and kinase activity in trained human muscle. J Physiol, v.469, n., p. 615–24, 1993. DIPIETRO, L. et al. Exercise and improved insulin sensitivity in older women: evidence of the enduring benefits of higher intensity training. J Appl Physiol, v.100, n. 1, p. 142–149, 2006. DUCLOS, M.; VIRALLY, M.; DEJAGER, S. Exercise in the management of type 2 diabetes mellitus: what are the benefits and how does it work?. The Physician and sportsmedicine, v. 39, n. 2, p. 98-106, 2011. FENICCHIA, L.M. et al. Influence of Resistance Exercise Training on Glucose Control in Women With Type 2 Diabetes. Metabolism, v. 53, n. 3, p. 284-289, 2004. GAEDTKE, A.; MORATA, T. TRX Suspension Training: A New Functional Training Approach for Older Adults – Development, Training Control and Feasibility. Int. J. Exerc. Sci, v. 8, n. 3, p. 224-233, 2015. GOODYEAR, L. J.; KAHN, B.B. Exercise, glucose transport, and insulin sensitivity. Annu Rev Med, v. 49, p. 235–261, 1998. GRIGOLETTO, M. E. S.; BRITO, C. J.; HEREDIA, J. R. Treinamento funcional: funcional para que e para quem?. RBCDH, v. 16, n. 6, p. 714-719, 2014. HOLTEN, M.K. et al. Strength training increases insulin-mediated glucose uptake, glut4 content, and insulin signaling in skeletal muscle in patients with type 2 diabetes. Diabetes, v. 53, n. 2, p. 294–305, 2004. IVY, J. L. Muscle insulin resistance amended with exercise training: role of glut4 expression. Med Sci Sports Exerc, 2004. JUNGES, S.; JACONDINO, C, B.; GOTTLIEB. Efeito do método Pilates em fatores de risco para doenças cardiometabólicas: uma revisão sistemática. Sci Med, v. 25, n. 1, p. 1-8, 2015. KOOPMAN, R. et al. 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Dissertação (Requisito parcial para obtenção do título de mestre em exercício físico na promoção da saúde), Universidade Norte do Paraná–UNOPAR, Londrina-PR, 2017.
Palavras-chave: Glicose,Diabetes,Exercício
Oral
Abrir o trabalhoESCORES DE RESISTÊNCIA ABDOMINAL E ÍNDICE DE MASSA CORPORAL EM ALUNAS DE UMA ESCOLA LOCALIZADA NA CIDADE DE IGUATU-CE
HERMESON PEREIRA DOS REIS; Pedro Victo Domingues Pereira; Kaio Rodrigues Freitas; Alfredo Anderson Teixeira de Araújo; Joyce Maria Leite e Silva
ESCORES DE RESISTÊNCIA ABDOMINAL E ÍNDICE DE MASSA CORPORAL EM ALUNAS DE UMA ESCOLA LOCALIZADA NA CIDADE DE IGUATU-CE Hermeson Pereira dos Reis¹, Pedro Victo Domingues Pereira1, Kaio Rodrigues Freitas1, Alfredo Anderson Teixeira de Araujo2, Joyce Maria Leite e Silva2 Resumo: A obesidade e a falta de atividade física têm aumentado nas últimas décadas, tanto em crianças e adolescentes. O objetivo foi analisar o nível de resistência abdominal e índice de massa corporal em alunas. O estudo caracteriza-se como descritivo, quantitativo e método transversal. Foi realizada com 15 crianças do sexo feminino de uma escola de Iguatu-CE, com idade entre 7 a 10 anos. Decorreu a ponderação do Índice de Massa Corporal (IMC). Em seguida foi realizado o teste de Resistência Muscular Localizada Abdominal (RML-AB), por normas do Projeto Esporte Brasil (PROESP-BR, 2016). Utilizou estatística descritiva reportando os valores mínimos, máximos, média e desvio padrão, pelo software SPSS versão 23.0. O trabalho obedeceu aos aspectos éticos da resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde (CNS). Os resultados do IMC, 07 indivíduos (46,7%) Eutróficos, em Sobrepeso 05 (33,3%), 01 com Obesidade (6,7%) e 02 Abaixo do Peso (13,3%). Na variável RML-AB, 10 em Zona de Risco (ZR) (66,7%) e 05 na Zona Saudável (ZS) (33,3%). Conclui-se que a maioria das alunas encontrava-se em Zona de Risco, visto que é um dado preocupante para crianças dessa faixa etária. Palavras-chave: Obesidade; Atividade Física; Resistência Muscular Localizada Abdominal. _______________________ Universidade Regional do Cariri, email: hermeson077@gmail.com 1 Universidade Regional do Cariri, email: pedrovictor_catarina123@hotmail.com 1. Introdução A obesidade e a falta de atividade física têm aumentado nas últimas décadas, tanto em crianças como em adolescentes, visto que a junção desses fatores pode refletir de modo negativo em seu perfil de aptidão física relacionada à saúde e também em sua qualidade de vida. Sendo assim, a maneira para se evitar esse dispêndio é adotar uma rotina ativa, através de atividade física (AMERICAN OBESITY ASSOCIATION, 2004). Nessa perspectiva algumas crianças estão mais sujeitas a terem uma baixa nos padrões de aptidão física relacionada à saúde do que outras, dentre elas, citar-se crianças do sexo feminino, pois a falta de estímulo e motivação durante as práticas no âmbito escolar é menor em relação aos meninos. Então tornar-se imprescindível que o professor estimule essas alunas a uma rotina de atividade física. Na qual está acarretará uma melhora na sua saúde e qualidade de vida, gerando um menor risco de comorbidades como, hipertensão arterial, diabetes mellitus, doenças arteriais coronarianas e sintomas osteomioarticulaes (GALLAHUE; DONNELLY, 2008). Pois de acordo com Schubert (2012), caso não tenha a intervenção de um profissional de Educação Física durante as aulas, torna-se complicado resolver essas questões, visto que o estilo de vida moderno combinado com os maus hábitos alimentares e o sedentarismo de uma criança podem resultar no aumento da massa corporal, na qual geram uma baixa na aptidão física relacionada à saúde, resultando em prejuízos em suas capacidades físicas como força, resistência e flexibilidade. Dessa forma indaga-se: Quais os escores em resistência abdominal e índice de massa corporal em alunas de uma escola localizada em Iguatu-CE? 2. Objetivo Analisar o nível de resistência abdominal e índice de massa corporal em alunas de uma escola da cidade de Iguatu-CE. 3. Metodologia O presente estudo caracteriza-se como uma pesquisa de caráter descritivo, quantitativo e método transversal (THOMAS; NELSON; SILVERMAN, 2012). O estudo teve participação de 15 crianças do sexo feminino de uma escola localizada em Iguatu-CE, tendo estas faixa etária entre 7 a 10 anos. Foram adotados como critério de inclusão crianças do sexo feminino, que estivessem devidamente matriculadas na instituição de ensino. Para o sizo de exclusão, alunas que apresentassem restrição médica para execução da avaliação de resistência abdominal e que não comparecessem no dia do teste, possuir algum problema osteomioarticular que prejudicasse na realização do movimento. De início, foram entregues para os indivíduos o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), Termo de Assentimento (TA) e Termo de anuência para o representante da instituição escolar. No procedimento sofram explicados os objetivos benefícios e os malefícios da pesquisa. Após a permissão dos envolvidos, foi desenvolvida e apresentada a avaliação, na qual ocorreu durante uma semana no período da manhã em uma escola localizada na cidade de Iguatu-CE. Decorreu primeiramente a ponderação do Índice de Massa Corporal (IMC), utilizando o protocolo de Fernandes Filho (2003), na qual é obtido através do calculo peso dividido pela estatura ao quadrado, Para a mensuração do peso, utilizou-se uma balança digital da marca G tech pro, com precisão de 0,1 kg com capacidade de até 150kg, em que os avaliados posicionaram no centro da balança com os pés descalços de forma equilibrada e unida. Para registro da estatura foi utilizado um estadiômetro de marca standard sanny, fixado na parede, em que as voluntárias se posicionaram com os pés unidos encostando a parte posterior das costas (escápulas), calcanhar e região occipital na parede, olhar voltado para o horizonte no plano de Frankfurt. Em seguida foi realizado o teste de Resistência Muscular Localizada Abdominal (RML-AB), seguindo a proposta do Projeto Esporte Brasil (PROESP-BR) por Gaya et al (2016), onde esta avaliação visa identificar o perfil de aptidão física relacionada à saúde de crianças e adolescentes no âmbito da educação física escolar e do esporte educacional. No qual só precisa de dois instrumentos para sua avaliação, apenas 01 colchonete e um cronômetro. O avaliado (a) deve permanecer deitado (a) de costas, sobre o colchão colocado numa superfície plana, com os cotovelos cruzados e as mãos colocadas a altura dos ombros, joelhos flexionados, pés em contato com o solo a uma distância de 30.5 cm da região glútea. O avaliador deve manter os pés do avaliado (a) em contato com o solo e presos para não escorregarem; a criança, retirando as costas do chão, flexiona o tronco e o quadril até tocar o cotovelo no centro da coxa, esse movimento se repete respeitando a limitação de cada um dos avaliados (as), quantas vezes o mesmo conseguir, onde se marca esse o número de repetições que o aluno alcançar em 1 minuto. Para análise estatística foi utilizado estatística descritiva reportando os valores mínimos, máximos, média e desvio padrão, o soft utilizado foi o SPSS versão 23.0. O presente trabalho obedeceu aos aspectos éticos da resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde (CNS), no qual tem o intuito de respeitar os critérios éticos para com seres humanos. 4. Resultados Os resultados obtidos em relação à análise descritiva apresentou idade 8 ±1,8 anos, massa corporal de 28,4 ±6,9 kg, estatura 1,32 ±11 m, IMC 16,6 ±2,7 kg/m² e RML-AB de 13,6 ±10,5. Em relação a resultante de análise de frequência, constatou que na variável IMC, 07 indivíduos (46,7%) encontravam-se Eutróficos com massa corporal normal em Sobrepeso 05 alunas (33,3%), 01 criança com Obesidade (6,7%) e 02 se encontrava Abaixo do Peso (13,3%). Na variável RML-AB, 10 alunas estavam em Zona de Risco (ZR) (66,7%) e 05 em Zona Saudável (ZS) (33,3%). Nos resultados da tabela cruzada 05 crianças identificadas com Sobrepeso (33,3%), estavam em ZR na variável RML-AB. 5. Conclusão Conclui-se que a maioria das alunas encontrava-se em Zona de Risco, visto que é um dado preocupante para crianças dessa faixa etária, pois se não forem adotadas medidas de intervenção, isso pode predispor no aparecimento de algum fator de risco, no qual irá prejudicar suas ações na fase adulta. Outro dado importante foi à relação entre IMC e RML-AB, no qual crianças que se encontravam em Sobrepeso estavam em Zona de risco, o que reforça a ideia de estimular essas crianças na prática de atividade física. Mas o estudo necessita de uma ampla averiguação em mais instituições da cidade, pois através dela serão concebido um maior número de informações e se tornará um sinal de alerta para pais, profissionais e crianças e adolescentes da região. 6. Referências AMERICAN OBESITY ASSOCIATION. (2004). Childhood obesity. Retrieved Oct 26, 2018, from: http://www.obesity.org/subs/childhood/prevalence.shtml. FERNANDES FILHO, J. A prática da avaliação física. 2.ed. Rio de Janeiro: Shape, 2003. GALLAHUE, D.L.; DONNELLY.F.C. Educação Física Desenvolvimentista para Todas as Crianças. Bela Vista - São Paulo, PHORTE, 2008. GAYA, A. et al. PROESP-Br Manual de testes e avaliação. Https://Www.Ufrgs.Br/Proesp/Arquivos/Manual-Proesp-Br-2016.Pdf, p. 1–2, 2016. POLLOCK, M.L. E WILMORE J. H. Exercícios na Saúde e na Doença. Editora Medsi, Rio de Janeiro 2003. SCHUBERT, A; SELVATICI R. B.; JANUÁRIO, CASONATTO J.; SONOO C. N. Imagem corporal, estado nutricional, força de resistência abdominal e aptidão cardiorrespiratória de crianças e adolescentes praticantes de esportes. Rev Paul Pediatr. 2012.
Oral
Abrir o trabalhoESTADO NUTRICIONAL DE GESTANTES ASSISTIDAS POR UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DA CIDADE DE IGUATU-CE
ALEXANDRE RICARTE SILVA; VICTOR HUGO BARRETO MULATO
ESTADO NUTRICIONAL DE GESTANTES ASSISTIDAS POR UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DA CIDADE DE IGUATU-CE Alexandre Ricarte Silva , Victor Hugo Mulato Barreto1 , Cleene Tavares de Souza Resumo: O período gestacional caracteriza-se como um período de diversas alterações fisiológicas com a finalidade de proporcionar condições para o feto desenvolver-se. Dentre essas alterações está o ganho de peso materno, que embora seja comum na gestação, uma vez que torna-se excessivo, pode causar maiores riscos ao feto e complicações no parto. O estudo tem como objetivo analisar o estado nutricional de gestantes de uma unidade básica de saúde da cidade de Iguatu-Ce. Foram analisadas 22 gestantes assistidas pela Unidade Básica de Saúde Dr.Ernani Barreira. Foram utilizadas as variáveis antropométricas peso e estatura, que foram retirados dos prontuários perinatais, assim como a idade gestacional, para cálculo do IMC e posteriormente a análise do Estado Nutricional. Nos resultados se observou frequência elevada de “ sobrepeso “ ( 22,7 % ) e “ obesidade “ ( 36,4% ) entre as gestantes. Portanto conclui-se que a amostra apresenta resultados ruins em relação a seu estado nutricional, o que pode comprometer sua saúde gestacional e também fetal. Palavras-chave: Estado Nutricional. Gestantes. Atenção Primária. 1. Introdução Durante o período de gestação o comportamento físico, psíquico e social da mulher se altera devido às condições especiais próprias do estado gravídico, dessa forma essas condições não devem ser classificadas como normais do ponto de vista fisiológico, porém, também não podem ser consideradas anormais sob o aspecto clínico, deve-se encarar a gravidez como uma condição clínica especial (OLIVEIRA; DESSEN, 2012). Dentre essas alterações o ganho de peso materno, embora comum nas gestações, deve ser controlado para que não se torne excessivo. (GAILLARD et al., 2013). O número de mulheres que iniciam o período de gestação com excesso de peso ou que adquirem excesso de peso durante a gravidez é expressivo. Um estudo realizado em seis capitais brasileiras, em uma amostra de 5.564 gestantes, encontrou prevalência de 19,2% de sobrepeso e de 5,5% de obesidade em gestantes (FONSECA et al., 2014). Assim, gestantes obesas apresentam maior risco de óbito fetal, malformação congênita e macrossomia fetal como também se torna mais difícil o trabalho de parto devido a maiores riscos de perda excessiva de sangue, períodos mais longos de operação, endometrite e cicatrização das feridas (FLENADY et al., 2010; ALIYU et al., 2010; FLENADY et al., 2010). No entanto, ainda não são muito frequentes pesquisas com esse grupo especial, principalmente no interior do Nordeste do Brasil. 2. Objetivo Analisar o estado nutricional de gestantes assistidas por uma Unidade Básica de Saúde da cidade de Iguatu-Ce. 3. Metodologia A pesquisa se caracteriza por um estudo quantitativo de caráter descritivo e documental. Participaram desse estudo 22 gestantes assistidas por uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de bairro de origem socioeconômica baixa da cidade de Iguatu-Ce. Foram incluídas mulheres gestantes que tenham sido assistidas pela UBS no ano de 2018. Não participaram da pesquisa as gestantes que tinham faltado as consultas pré-natais mensalmente na unidade de saúde. As informações foram coletadas por meio dos dados registrados em prontuários médicos da UBS e por questionários. A identificação do índice de massa corporal (IMC), foi calculado com as medidas de peso e estatura, de acordo com os meses de gestação. A classificação do estado nutricional foi realizada de acordo com a idade gestacional, utilizando a tabela desenvolvida por Atalah et al. (1997) Considerando que a pesquisa envolve a participação seres humanos, foram ressaltados os aspectos éticos disciplinado na Resolução n° 466 (BRASIL, 2012), do conselho regional de saúde, dando ênfase a necessidade de consentimento livre e esclarecido (TCLE), e respeitando os princípios da autonomia, legitimidade das informações e sigilo das mesmas. A normalidade dos dados foi verificada através do teste de shapiro-wilk. Os resultados são descritos através da estatística descritiva (média, desvio padrão, frequência e percentual). O nível de significância adotado será de p<0.05. 4. Resultados Na tabela 1, observou-se que a média (27,04±4,39) do IMC apresenta-se elevado já em poucas semanas de gestação (7,18±1,50), levando a acreditar que essa média pode aumentar com o decorrer da gestação. Em um estudo que caracterizou o estado nutricional de 228 gestantes, pôde-se verificar comparação significativa entre o estado nutricional inicial e final, onde 40,8% das gestantes iniciaram e terminaram a gestação com peso inadequado (SATO, 2012). Tabela 1. Descrição das características gerais das gestantes assistidas por uma unidade básica de saúde da cidade de Iguatu-CE. Variáveis Média Desvio padrão Idade (Anos) 29,95 7,3 Peso (Kg) 69,48 12,05 Estatura (M) 1,60 0,06 IMC (Kg/m²) 27,04 4,39 Idade Gestacional (Semanas) 7,18 1,50 Fonte do Autor Na tabela 2, pode-se acompanhar a classificação do IMC das gestantes que é feito de acordo com a idade gestacional. Pode-se notar que o número de gestantes que estão classificadas com peso adequado atinge 40,9% da amostra, contudo, quando levado em consideração as gestantes que encontram-se acima do peso o número ultrapassa o total de gestantes com peso adequado, sendo 36,4% “Obesas” e 22,7% em “Sobrepeso” obtendo um total de 59,1% das gestantes com inadequação no estado nutricional, não tendo sido encontrada nenhuma gestante abaixo do peso. Tabela 2. Classificação do IMC das gestantes de acordo com o tempo gestacional. IMC Frequência (n) Porcentagem (%) Baixo peso - - Adequado 9 40,9 Sobrepeso 5 22,7 Obesidade 8 36,4 Fonte do Autor Vários estudos tiveram resultados semelhantes ao presente estudo obtendo um significativo percentual de índice de massa corporal inadequado no período gestacional (PONTES, 2007; BELARMINO, 2009; SANTOS, 2012; MELO, 2007; GOMES, 2015). Pôde-se notar esta semelhança no estudo de Melo (2007) que obteve uma amostra de 115 gestantes com prevalência do peso adequado atingindo um total de 50%, enquanto os índices de peso inadequado atingiram a outra metade das gestantes presentes neste estudo, sendo sobrepeso 19% e obesidade 8%. Também foi possível encontrar tal semelhança no estudo de Gomes (2015), onde também se notou a prevalência nas gestantes que obtiveram classificação de peso adequado com índice de 54,4%, enquanto sobrepeso e obesidade apresentou-se com 19,1% e 7,4% respectivamente, totalizando 26,5%. Em contrapartida, estudos com resultados contrários também são encontrados (ANTUNES, 2018; NETO, 2016). No estudo de Antunes (2018) foi encontrado o índice de apenas 29% de gestantes com peso adequado num total de 217 amostras. Gestantes com sobrepeso/obesidade representavam 49,3%. Em todos os casos foram considerados os níveis críticos de Índice de Massa Corporal (IMC) para a idade gestacional, propostos por Atalah et al (1997) e adotados pelo Ministério da Saúde. 5. Conclusão Pode-se concluir que a maioria das gestantes encontram-se com peso inadequado, assumindo um estado de risco para malformação congênita, macrossomia fetal e causar dificuldades no parto, como também influenciar o peso do feto ao nascer fazendo com que o recém-nascido tenha maior facilidade de chegar ao sobrepeso e até mesmo uma obesidade durante o decorrer de sua vida. O alto índice de gestantes com excesso de peso pode ser explicado devido a falta de um melhor planejamento e acompanhamento das gestantes por parte das UBS, seja por meio de políticas públicas de saúde voltadas para o período gestacional como também através de rodas de conversas, palestras e outras estratégias. É importante destacar a importância de se ter um profissional de Educação Física e um Nutricionista nestas UBS, tendo em vista que ambos podem realizar em conjunto um trabalho de conscientização e intervenção visando a saúde das gestantes. 6. Referências 1. ATALAH, S. E.; CASTILLO, C. L.; CASTRO, R. S. Propuesta de um nuevo estandar de evaluación nutricional en embarazadas. Rev Med Chile , v. 125, p. 1429-1436, 1997. 2. BELARMINO, G. O. et al. Risco nutricional entre gestantes adolescentes. Acta Paul Enferm, v. 22, n. 2, p. 169-75, 2009. 3. ALIYU, M. H. et al. Obesity in older mothers, gestational weight gain, and risk estimates for preterm phenotypes. Maturitas, v. 66, n. 1, p. 88-93, 2010. 4. FLENADY, V. et al. Major risk factors for stillbirth in high-income countries: a systematic review and meta-analysis. Lancet, v. 377, n. 9774, p. 1331-1340, 2011. 5. FONSECA, et. al. Ganho de peso gestacional e peso ao nascer do concepto: estudo transversal na região de Jundiaí, São Paulo, Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, 19(5):1401-1407, 2014. 6. GAILLARD, R. et al. Risk factors and outcomes of maternal obesity and excessive weight gain during pregnancy. Obesity, v. 21, n. 5, p. 1046-1055, 2013. 7. GOMES, R. N. S. et al. Avaliação do estado nutricional de gestantes atendidas em unidades básicas de saúde de Caxias/MA. Revista Interdisciplinar, v. 7, n. 4, p. 81-90, 2015. 8. MELO, A. S. de O. et al. Estado nutricional materno, ganho de peso gestacional e peso ao nascer. Revista Brasileira de Epidemiologia, v. 10, p. 249-257, 2007. 9. OLIVEIRA, M. R. de; DESSEN, M. A. Alterações na rede social de apoio durante a gestação e o nascimento de filhos. Estudos de Psicologia, v. 29, n. 1, p. 81-88, 2012. 10. PONTES. M. H. Avaliação do estado nutricional das gestantes assistidas no serviço de pré-natal em uma unidade primária de saúde de Fortaleza. Monografia de Especialização em Nutrição, 2007. 11. SANTOS, M. M. A. de S. et al. Estado nutricional pré-gestacional, ganho de peso materno, condições da assistência pré-natal e desfechos perinatais adversos entre puérperas adolescentes. Revista Brasileira de Epidemiologia, v. 15, p. 143-154, 2012.
Palavras-chave: ESTADO NUTRICIONAL,GESTANTES,ATENÇÃO PRIMÁRIA
Oral
Abrir o trabalhoESTADO NUTRICIONAL E FLEXIBILIDADE EM CRIANÇAS DE UM PROJETO DE EXTENSÃO DE BALLET CLÁSSICO DE UMA UNIVERSIDADE DA CIDADE DE IGUATU-CE
NATALI PEREIRA DA SILVA; ELIANE CÂNDIDO BATISTA; GLEBSON ALVES VIRAÇÃO; LÍGIA RAIANNE DA SILVA MOURA
ESTADO NUTRICIONAL E FLEXIBILIDADE EM CRIANÇAS DE UM PROJETO DE EXTENSÃO DE BALLET CLÁSSICO DE UMA UNIVERSIDADE DA CIDADE DE IGUATU-CE Natali Pereira da Silva¹,Eliane Cândido Batista¹ , Glebson Alves Viração ¹, Joyce Maria Leite e Silva² Resumo Introdução: O ballet clássico é uma dança que requer dedicação por exigir técnica e movimentos perfeitos, pois trabalha habilidades motoras e cognitivas, auxiliando na melhoria da aptidão física tendo a flexibilidade como uma das variáveis definida como a capacidade de realizar um movimento na sua amplitude máxima. Objetivo: correlacionar o estado nutricional e a flexibilidade em crianças do um Projeto de Extensão de Ballet em uma universidade na cidade de Iguatu-Ce. Metodologia: Pesquisa correlacional, com amostragem não-probabilística por convite, selecionadas 15 crianças do sexo feminino entre 06 e11 anos. Foram incluídos na pesquisa os indivíduos matriculados no projeto de ballet e com sua frequência regular. Foram exclusos da pesquisa os indivíduos que não foram autorizados pelos seus responsáveis A coleta consistiu na avaliação antropométrica de: massa corporal e estatura. A flexibilidade foi realizada através do banco de Wells. Resultados: Cerca de 60% das crianças estão com índice nutricional eutrófico e relacionando à nível de flexibilidade bom. Conclusão: não houve correlação significativa entre flexibilidade e índice nutricional. Palavras-chave: Estado nutricional. Flexibilidade. Ballet. Crianças. INTRODUÇÃO O ballet clássico é uma modalidade de dança que requer dedicação por exigir técnica e movimentos perfeitos, pois exige um esforço do corpo durante suas aulas visando trabalhar e aperfeiçoar habilidades motoras e cognitivas, auxiliando na melhoria da aptidão física, possibilitando assim um melhor desempenho nas atividades diárias, contribuindo na promoção de saúde e na qualidade de vida. E um dos componentes de grande primazia da aptidão física é a flexibilidade, que pode ser definida como a capacidade de realizar um movimento com uma ou mais articulações na sua amplitude máxima, variável essa, muito trabalhada nas aulas de ballet clássico (DANTAS, 2005;2017). Necessitando além, de ser observado as variáveis que possam vir a influenciar esta capacidade, como no caso a composição corporal do individuo, a qual é inversamente proporcionar à valência da flexibilidade. Desta forma, o IMC é um índice para estimativa de obesidade, que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS,2001), é considerada em alguns países desenvolvidos como um problema de saúde pública, o avanço da tecnologia pode ser um fator contribuinte, pois indivíduos estão deixando de praticar atividades físicas, acarretando o ganho de peso, devido o aumento do sedentarismo, inibindo o desenvolvimento das habilidades motoras e aptidão física, dessa forma, a obesidade em crianças e adolescentes vem sido investigada por muitos pesquisadores. E como a composição corporal pode influenciar na flexibilidade, Lima (2011), relata que indivíduos com sobrepeso tendem a ser menos flexíveis e possuem maior probabilidade de lesões devido ao excesso de gordura o que acomete um desgaste musculoesquelético e nas articulações. Indivíduos com sobrepeso tendem a ter encurtamentos musculares e problemas articulares, devido a ausência de atividade física HARVEY (1967) E DANTAS (2005). OBJETIVO Correlacionar o estado nutricional e a flexibilidade em crianças do um Projeto de Extensão de Ballet Clássico em uma universidade na cidade de Iguatu-CE. METODOLOGIA A seguinte pesquisa tratou-se de um estudo do tipo quantitativa correlacional. A população foi composta por crianças de um projeto de extensão de ballet clássico em uma universidade na cidade de Iguatu-CE. A amostragem foi do tipo não-probabilística por convite e autorização dos pais ou responsáveis. Para a amostra foram selecionados 15 individuos do sexo feminino entre 06 e11 anos. Foram incluídos na pesquisa os indivíduos que estavam devidamente matriculados no projeto de ballet e com sua frequência regular. Foram excluidos da pesquisa os indivíduos que não aceitaram o convite e não foram autorizados pelos seus responsáveis bem como os que não realizaram todos os testes contemplados na pesquisa, que seriam necessários para mensuração dos dados. A coleta consistiu na avaliação antropométrica de: Massa Corporal e Estatura (PROESP,2016) e foi realizado no laboratório de avaliação física da URCA (Universidade Regional do Cariri – Campus Iguatu). A massa corporal foi mensurada através de uma balança da marca Filizola com capacidade de até 150 kg. A pesagem foi realizada quando os avaliados subiram na balança, ficaram em posição ereta, com os braços estendidos ao longo do corpo, pés unidos e olhando para o horizonte. Para a medida de estatura, foram utilizadas duas fitas métricas posicionadas em uma parede do laboratório. As crianças ficaram posicionadas de costas para a parede com os calcanhares dispostos nesta, os indivíduos realizam uma apneia inspiratória para a marcação. A coleta da flexibilidade foi realizada através do banco de Wells da marca Sanny, que se dá com o indivíduo descalço, sentado, com calcanhares unidos apoiados no banco, joelhos estendidos e as mãos sobrepostas, o avaliado faz uma inspiração profunda inclinando-se lentamente, flexionando o tronco permanecendo com joelhos e braços estendidos de modo a alcançar com as mãos a maior distância possível na metragem demarcada no banco. O avaliado deve permanecer nesta posição o tempo necessário para a distância ser anotada. Serão realizadas três tentativas, considerando a maior distância atingida. A pesquisa obedeceu aos aspectos éticos 466/2012 (BRASIL, 2012), do Conselho Nacional de Saúde. Os dados foram organizados e tabulados no programa Excel 2010 e posteriormente transportados para o programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 22.0. A normalidade dos dados foi verificada através do teste Shapiro-Wilk. Foi realizada a análise descritiva utilizando as medidas de dispersão e centralidade. Para a correlação das variáveis utilizou-se o teste de Spearman (p =0,531, r= - 0,176), no qual não foi demonstrado significância estatística, optando por realizar tabulação cruzada para confronto das variáveis. RESULTADOS A amostra obteve como média de idade 8,07±1,62 anos. Com médias de 31,18±6,2 kg e estatura média de 1,32±0,08 metros. IMC variando de 15.20 a 21, 22 kg.m², possibilitando índices limites para a idade, gerando média de 17,9±1,98 kg.m². Com relação a classificação do IMC, 10 (62,5%) dos indivíduos obtiveram classificação saudável. Enquanto 05 (31,2%) sobrepeso e 01(6,3%) indivíduo obesidade. Tabela 01 – Descritiva do perfil antropométrico (n=15) Mínimo Máximo Média Desvio Padrão Idade 6 11 8,07 1,624 Massa corporal 22,9 42,5 31,187 6,2827 Estatura 1,20 1,48 1,3207 ,08447 IMC 15,20 21,22 17,9207 1,98957 Flexibilidade 21 37 30,20 4,321 Minatto et al, relata em seu estudo sobre o avanço da idade e da maturação sexual em que as variáveis de massa corporal, estatura e IMC sofrem um aumento crescente, principalmente, nas idades compreendidas entre oito e 13 anos, o que contradiz com os resultados obtidos no presente estudo, em que indivíduos que apresentaram um índice de obesidade e sobrepeso se encontraram com a classificação do IMC acima do normal. Na tabela abaixo, a variável flexibilidade, somente 2 individuos com sobrepeso e estimadas com nível de flexibilidade abaixo do normal para a idade e sexo. Desta forma, Dantas (2017) diz que indivíduos que possuem em sua composição corporal índices de massa gorda elevado tendem a ser menos flexíveis do que indivíduos que apresentam maior quantidade de massa magra, visto que apresentam maior encurtamento musculares. Tabela 02 – Correlação do IMC e Flexibilidade (n=15) IMC Flexibilidade SAUDÁVEL ZONA RISCO NORMAL 60,0% 0,0% OBESIDADE 6,7% 0,0% SOBREPESO 26,7% 6,7% p =0,531, r= - 0,176 Os dados referidos na tabela mostram os indivíduos segregados entre classificação saudável e de risco, conforme porto de corte do PROESP (2016). Observando os dados, não foi verificado relevância estatística significante para a amostra, entretanto, com a tabulação cruzada foi possível observar que 60% das crianças estão com índice nutricional eutrófico e relacionando à nível de flexibilidade bom. CONCLUSÃO Embora estudos relatem a influência da composição corporal, sobretudo o índice de massa corporal influenciar na flexibilidade, no presente estudo não obteve índices comprobatórios desta relação. REFERÊNCIAS ABRANTES, M. M.; LAMOUNIER, J. A.; COLOSIMO, E. A. IMC na obesidade: recomendações da OMS X tendências atuais. In: Anais do III World Congress of Pediatric Nutrition. 2001. p. 6-9. DANTAS, E. H. M. Alongamento e Flexionamento - 6ª Ed. . Ed. Rio de Janeiro: Shape, 2017 LIMA, Rodrigo Cézar de Almeida. Comparação entre o nível de flexibilidade de estudantes da Rede Publica de ensino com a composição corporal. 2012. RECH, Ricardo Rodrigo et al. Prevalência de obesidade em escolares de 7 a 12 anos de uma cidade Serrana do RS, Brasil. Rev Bras Cineantropom Desempenho Hum, v. 12, n. 2, p. 90-7, 2010.
Oral
Abrir o trabalhoÍNDICE DE ATIVIDADE FÍSICA DE PARTICIPANTES DE UM PROJETO DE INICIAÇÃO EM NATAÇÃO
SARA AQUINO DOS SANTOS; JOSÉ FANUEL MOREIRA DE LIMA; JOSÉ ANDYSON BATISTA DA SILVA; FRANCISCA VANESSA TEIXEIRA
Resumo: Sabe-se que uma das formas de se alcançar e manter a saúde é através da prática de atividade física. As práticas no meio aquático podem trazer diversos benefícios, tais como melhoria da força muscular e melhoria da flexibilidade. Esse estudo tem como objetivo analisar o nível de atividade física dos alunos participantes do projeto de iniciação em natação. A amostra foi composta por 15 pessoas praticantes do projeto de iniciação na natação, sendo 13 do sexo feminino e 2 do sexo masculino, com faixa etária entre 15 e 44 anos. Foi aplicado o Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ) versão curta. Como resultado, foi possível observar que 4 participantes foram classificados como Muito Ativos, o que corresponde 26,66% dos avaliados. Desta forma, 9 participantes foram classificados como Ativos, cerca de 60% e 2 classificados como Irregularmente Ativo, o que corresponde a 13,34% da amostra. Conclui-se que o projeto de natação de iniciação praticado por eles influencia diretamente nos níveis de atividade física dos mesmos Palavras-chave: Natação. Atividade Física. Saúde. Introdução Tendo em vista que a saúde é uma condição que deve ser promovida a todos, e isso de acordo com a constituição federal (BRASIL, 2017), devem ser oferecidos meios à população de se alcançar esse estado de saúde. Nesse sentido, sabe-se que uma das formas de se alcançar e manter a saúde é através da prática de atividade física, que pode ser realizada de várias formas e utilizando-se diversos materiais. Sendo assim, foram criadas academias de saúde segundo o Ministério da Saúde (2018), facilitando a realização de atividade física através da construção de espaços específicos com materiais de qualidade em locais públicos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a saúde se trata do perfeito bem estar físico, mental e emocional, trabalhando as dimensões do homem em cima desse tripé (OMS, pág. 1, 1946), mas sabe-se que o conceito de saúde vai muito além disso, sendo que diversos outros fatores podem influenciar diretamente, como o próprio ambiente onde o indivíduo vive, havendo assim um equívoco no conceito mais antigo e não sendo apenas a ausência de doença (SEGRE; FERRAZ, 1997) Tendo em vista os conceitos de saúde e as academias de saúde criadas para atender a população que recorre a prática de atividade física para a melhoria da saúde, percebe-se que esse mecanismo desenvolvido não consegue abranger ou atender as necessidades de toda a população, que por diversos fatores recorre às práticas em meio líquido, tais como hidroginástica e natação, para alcançar seus objetivos. As práticas no meio aquático, além da questão saúde, pode ser buscada por diversos fatores que irão variar de indivíduo para indivíduo, também tendo-se em mente que a natação é uma das atividades mais completas, sendo capaz de trabalhar todas as funções do corpo, bem como o lado emocional e psicológico, sem se falar que é uma atividade de baixo impacto, ocasionando uma adesão muito grande de pessoas mais idosas ou que possuem alguma lesão (MAIA et al, 2015) As práticas no meio aquático podem trazer diversos benefícios, tais como melhoria da força muscular e melhoria da flexibilidade (RIZZI; LEAL; VENDRUSCULO, 2010). Outro ponto que Ferreira e Kleinubing (2003) nos mostra é que as atividades aquáticas promovem momentos de descoberta pessoal, como autoconfiança e percepção de sentimentos que só são aflorados no meio líquido. Tendo em vista os diversos fatores citados, tem-se a problemática do estudo, que é analisar como anda o índice de atividade física dos alunos participantes do projeto de iniciação em natação. O estudo justifica-se no fato de que com base nos resultados, os alunos terão um feedback para poderem assim melhorar ou manter seus níveis de atividade física. Objetivo Analisar o nível de atividade física dos alunos participantes do projeto de iniciação em natação. Metodologia Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo e com delineamento pautado na pesquisa de campo. A amostra foi composta por 15 pessoas, caracterizada como não probabilística, sendo 13 do sexo feminino e 2 do sexo masculino, com faixa etária entre 15 a 44 anos, todos participantes do Projeto de Extensão: Natação para Iniciantes, desenvolvido na Universidade Regional do Cariri, Unidade Descentralizada de Iguatu – CE. Para a realização da pesquisa, foi utilizado o questionário “IPAQ – versão curta”, com o intuito de estimar o nível de atividade física realizada por eles. A aplicação foi realizada no horário da aula. Não houve limite de tempo para preencher o questionário. Todos os participantes responderam o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) explicando os objetivos e procedimentos do estudo, autorizando sua participação voluntária na pesquisa. Foi também garantido o anonimato de todos os sujeitos da pesquisa. O IPAQ – versão curta contém 8 perguntas divididas em categorias sendo relacionadas ao tempo que a pessoa gastou fazendo atividade física na última semana. As perguntas que compunham o questionário eram as seguintes: “1a: Em quantos dias da última semana você CAMINHOU por pelo menos 10 minutos contínuos em casa ou no trabalho, como forma de transporte para ir de um lugar para outro, por lazer, por prazer ou como forma de exercício?”, “1b: Nos dias em que você caminhou por pelo menos 10 minutos contínuos quanto tempo no total você gastou caminhando por dia?”, “2a: Em quantos dias da última semana, você realizou atividades MODERADAS por pelo menos 10 minutos contínuos, como por exemplo pedalar leve na bicicleta, nadar, dançar, fazer ginástica aeróbica leve, jogar vôlei recreativo, carregar pesos leves, fazer serviços domésticos na casa, no quintal ou no jardim como varrer, aspirar, cuidar do jardim, ou qualquer atividade que fez aumentar moderadamente sua respiração ou batimentos do coração?”, “2b: Nos dias em que você fez essas atividades moderadas por pelo menos 10 minutos contínuos, quanto tempo no total você gastou fazendo essas atividades por dia?”, “3a: Em quantos dias da última semana, você realizou atividades VIGOROSAS por pelo menos 10 minutos contínuos, como por exemplo correr, fazer ginástica aeróbica, jogar futebol, pedalar rápido na bicicleta, jogar basquete, fazer serviços domésticos pesados em casa, no quintal ou cavoucar no jardim, carregar pesos elevados ou qualquer atividade que fez aumentar MUITO sua respiração ou batimentos do coração.”, “3b: Nos dias em que você fez essas atividades vigorosas por pelo menos 10 minutos contínuos quanto tempo no total você gastou fazendo essas atividades por dia?”, “4a: Quanto tempo no total você gasta sentado durante um dia de semana?” e “4b: Quanto tempo no total você gasta sentado durante em um dia de final de semana? ” A classificação foi feita de acordo com o próprio questionário, onde divide-se as categorias em: Muito Ativo, Ativo, Irregularmente ativo, Irregularmente ativo A, Irregularmente ativo B e Sedentário. Os dados foram tabulados e analisados no programa Microsoft Excel 2013. Utilizando-se estatística descritiva, distribuição de frequência absoluta e relativa. A pesquisa obedeceu a resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde. Resultados Os resultados obtidos apontaram que 4 participantes foram classificados como Muito Ativos, o que corresponde 26,66% dos avaliados. Desta forma, 9 participantes foram classificados como Ativos, cerca de 60% e 2 classificados como Irregularmente Ativo B, o que corresponde a 13,34% da amostra, como pode-se ver no gráfico 1. Gráfico 1 – Distribuição do nível de atividade física do total da amostra Sendo assim, de acordo com esses resultados podem ser analisados alguns pontos. Pode-se perceber que 86,6% da amostra estão com um índice de atividade física considerado pois estão entre as categorias de Muito Ativo e Ativo. Visto que nenhum participante foi classificado como sedentário, constata-se que a prática da natação influencia diretamente nesse resultado, pois pôde-se perceber com a análise do questionário que os participantes do estudo classificados como insuficientemente ativo, não caminhavam por no mínimo 10 minutos contínuos nem um dia da semana e não praticavam nenhuma atividade vigorosa. O único tempo registrado no questionário em tempo de prática de atividade moderada corresponde justamente ao tempo de prática das aulas de natação durante a semana. Um dos participantes classificados como muito ativo, só pôde ser considerado assim por conta da junção de atividades vigorosas e atividades moderadas realizadas, sendo parte dessas atividades moderadas praticadas a natação, que durante a semana somam 120 minutos. Conclusão Com base nos resultados, pode-se verificar que o projeto de extensão de iniciação em natação influencia diretamente nos níveis de atividade física dos alunos participantes, e com maior impacto entre os classificados como insuficientemente ativos, visto que a natação é a última barreira que os separa do sedentarismo, praticando um mínimo de 120 minutos semanais. Quanto aos outros participantes, a maioria realiza outras atividades fora a natação, mas o projeto ajuda a manter os níveis satisfatórios de atividade física. A prática da natação tem resultados positivos no dia a dia de quem a realiza, pois aumenta o nível de atividade física ajudando assim a combater o sedentarismo e as inúmeras doenças associadas a ele. Sugere-se que estudos futuros possam ser realizados com amostras maiores para serem comparados os resultados. Referências BRASIL, Conselho Nacional de Saúde. Resolução n° 466, de 12 de dezembro de 2012. Aprova normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Brasília: Diário Oficial da União, 2013. BRASIL, Constituição da República Federativa do Brasil. Supremo tribunal Federal. Brasília, 2017 FERREIRA, R. J.; KLEINUBING, M. C. Natação: Relações do “corpo” com a água... em busca do prazer. Arquivos de Ciências da Saúde da UNIPAR. V. 7, N. 2, pág. 159 a 166. Maio/agosto, 2003 MAIA, S. D. O. et al. Perfil motivacional de escolares praticantes de natação. Revista Digital EFDesportes. n, 205. Junho, 2015. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Constituição da Organização Mundial da Saúde. 1946. RIZZI, P. R. S.; LEAL, R. M.; VENDRUSCULO, A. P. Efeito da hidrocinesioterapia na força muscular e na flexibilidade em idosas sedentárias. Revista Fisioterapia em Movimento. V. 23, n. 4, pág. 535 a 543. Curitiba. Outubro/dezembro, 2010.
Palavras-chave: NATAÇÃO, ATIVIDADE FÍSICA, SAÚDE
Oral
Abrir o trabalhoÍndice de massa corporal dos praticantes do projeto de treinamento funcional da Universidade Regional do Cariri, UDI- Iguatu.
TATYANI FEITOSA; Lucas Paulino Coleta; Anderson Mateus Ferino
ÍNDICE DE MASSA CORPORAL DOS PRATICANTES DO PROJETO DE TREINAMENTO FUNCIONAL DA UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI, UDI- IGUATU. Tatyani Feitosa¹, Lucas Paulino Coleta², Anderson Mateus Ferino³, Márcio Tavares Magalhães4 Resumo: IMC (Índice de Massa Corporal) trata-se de um meio que é utilizado para calcular ou classificar o peso ideal de um indivíduo. O treinamento funcional engloba diversos exercícios, como, saltar, correr, agachar, pular, capacidades como, equilíbrio, força, resistência muscular e aeróbia, potência e coordenação motora. Objetivo: Analisar o índice de massa corporal dos praticantes do projeto de treinamento funcional da Universidade Regional do Cariri, UDI- Iguatu. Metodologia: Pesquisa de campo, descritiva, de caráter quantitativo. A amostra foi composta por 16 alunos do projeto de treinamento funcional, de ambos os sexos, com idade entre 14 e 53 anos. Resultados: Observou-se que 15% da população encontra-se em nível de obesidade 1, 39% acima de peso, 49% com o peso normal e nenhum dos praticantes se encontram muito abaixo do peso, abaixo do peso, obesidade II (severa) e obesidade III (mórbida). Conclusão: O projeto de extensão é de grande importância, já que um dos principais benefícios que traz o treinamento funcional é a perca de gordura corporal, melhorando assim o IMC dos praticantes. Palavras-chave: IMC. Treinamento Funcional. Projeto de Extensão. 1 Universidade Regional do Cariri, taty9916@gmail.com 2 Universidade Regional do Cariri, lucas.paulino9@hotmail.com 3 Universidade Regional do Cariri, anderson_ads123@hotmail.com 4 Universidade Regional do Cariri, marcio.futsalpedagogico@yahoo.com.br 1. INTRODUÇÃO IMC (Índice de Massa Corporal) trata-se de um meio que é utilizado para calcular ou classificar o peso ideal de um indivíduo. O cálculo consiste na divisão do peso sobre a altura ao quadrado, peso (Kg) / (altura x altura) (m). Seus resultados conspiram em classificações que indicam o grau de obesidade de acordo com a idade e sexo. Estas se dividem em: magreza, saudável, peso em excesso, obesidade grau I, obesidade grau II (severa), obesidade grau III (mórbida), (ANJOS, 1992). Porém, há algumas contrariedades devido a sua aplicação e confiabilidade, visto que, por exemplo, um fisiculturista ou pessoas simplesmente musculosas, quando calculado seu IMC, podem apresentar obesidade, quando na verdade, este pode apenas ser um detentor de níveis maiores de massa muscular (NUNES et al., 2009). Este método também não é confiável para se aplicar em crianças e idosos, nestes casos, há gráficos específicos e uma classificação diferenciada. Suas causas condizentes aos seus resultados podem estar intimamente ligadas à individualidade biológica, formas de alimentação, distribuição inapropriada de gordura ao longo do dia, fatores como o estresse, gravidez, velocidade da ingestão dos alimentos, clima, entre outros (SANTOS et al., 2010). Sua maior acentuação trata-se da obesidade, esta é, por vez, um dos assuntos mais discutidos e preocupantes em todo o mundo. Segundo Pinto e Oliveira (2009), relata que a obesidade está ligada a riscos cardiovasculares, hipertensão, diabetes mellitus tipo 2, altos níveis de colesterol, doenças cardiovasculares e diferentes tipos de câncer. As causas relacionam-se ainda ao estilo de vida, no qual envolve maus hábitos de alimentação, fatores psicossociais, sedentarismo e inatividade física. Algumas doenças também podem acarretar na obesidade ou excesso de peso, como, tireóide, síndrome de down, problemas ósseos, entre outros. O treinamento funcional engloba diversos exercícios, como, saltar, correr, agachar, pular, estes desenvolvem capacidades como, equilíbrio, força, resistência muscular e aeróbia, potência, coordenação motora e percepção de tempo e espaço. (TRIBESS; VIRTUOSO JR, 2005). Estudo de Corazza (2016), demonstraram que projetos de treinamento funcional causam efeito como o equilíbrio e propriocepção dos membros inferiores de um grupo de deficientes visuais, o que atesta a funcionalidade e efeito do programa de treinamento funcional do grupo em questão. O treinamento funcional pode ser considerado como um método para combater a obesidade que têm crescido cada vez mais na atualidade, por sua vez possibilita melhoras nas capacidades que engloba e juntamente com a atividade física regular contribui para uma boa qualidade de vida. (AGUILAR; PINTO, 2016). O projeto de Treinamento Funcional (TF) é um programa de atividades e exercícios físicos gratuitos, acontece nas segundas e quintas-feiras, no horário das 19 às 20 horas da noite, no espaço da sala de danças do Campus Multi-Institucional Humberto Teixeira, tendo como objetivo o bem-estar físico e mental dos praticantes, o desenvolvimento de aspectos motores, através de programas de treinamentos por meio de circuitos, jogos e brincadeiras, aulas de jump e gincanas, para assim promover o desenvolvimento das relações inter-pessoais, sociais e físicas do grupo em geral. O mesmo é aberto para a comunidade em geral, abrange alunos de diferentes idades e de ambos os sexos, contando com a participação de crianças. O estudo configura-se no fato de que este projeto de extensão de treinamento funcional na Universidade aberto para a comunidade pode ser mais fidedigno quando a população se propuser a participar efetivamente das suas monitorias, para assim ampliarem seus resultados e alcançarem seus objetivos por meio da prática regular de atividade e exercícios físicos. 2. OBJETIVO Analisar o índice de massa corporal dos praticantes do projeto de treinamento funcional da Universidade Regional do Cariri, UDI- Iguatu. 3. CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA Pesquisa de campo, descritiva e de caráter quantitativo. A pesquisa de campo requer do pesquisador um encontro direto com a população da amostra, ou seja, é um tipo de estudo que recolhe as informações e dados diretamente com a população pesquisada. Sendo assim, o pesquisador deve ir ao local onde acorre determinado evento (GONÇALVEZ 2001). Segundo Gil (1999), a pesquisa de caráter descritiva tem como objetivo principal, descrever as características da população ou do fenômeno pesquisado, estabelecendo ou não a relação entre as suas variáveis. Sendo assim esse tipo de pesquisa busca descrever os acontecimentos e fenômenos de determinada realidade (TRIVIÑOS, 1987). A pesquisa quantitativa é construída em volta da objetividade e de que a realidade só pode ser entendida por meio dos números e da análise de dados, que são encontrados com a ajuda de materiais padronizados e neutros. Esse método de pesquisa recorre à matemática para explicar as causas de um fenômeno e sua relação com as variáveis (FONSECA, 2002). 4. METODOLOGIA A amostra foi composta por 16 alunos do projeto de treinamento funcional, de ambos os sexos, com idade entre 14 e 53 anos. Adotaram-se como critério de inclusão os praticantes do projeto e exclusão pessoas não participantes do projeto de treinamento funcional. Os monitores do projeto aplicaram o TCLE (Termo de Consentimento Livre e Esclarecido), e explicaram o objetivo e intuito da pesquisa. Posteriormente foram coletadas as variáveis de peso, idade e estatura para que fosse calculado o IMC. As coletas foram realizadas no espaço da universidade reservado para a realização do funcional. Para confiabilidade dos dados, foram seguidos os protocolos devidos de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde). Os materiais utilizados foram, uma fita métrica e uma balança digital da marca Wiso, precisão de 100 g. Para tabulação dos dados, utilizou-se o programa de Excel, versão 2016. 5. RESULTADOS Observou-se que 15% da população encontra-se em nível de obesidade I, 39% acima de peso, 46% com o peso normal e nenhum dos praticantes se encontram muito abaixo do peso, obesidade II (severa) e obesidade III (mórbida). Isto deve ser explicado por conta de que alguns destes avaliados da amostra, estão a pouco tempo no projeto e assim não conseguiram obter ainda grandes níveis de resultados 6. CONCLUSÃO A partir da análise dos dados contidos no gráfico, pode-se verificar que 54% dos indivíduos que participam do projeto de extensão de Treinamento Funcional (39% Acima do peso e 15% Obesidade I), não se encontram no peso ideal de acordo com a organização mundial de saúde. Então pode-se conclui que o projeto de extensão é de grande importância para esta população, já que um dos principais benefícios que traz o treinamento funcional é a perca de gordura corporal, melhorando assim o IMC dos praticantes. Apesar da variável estudada ser apenas o IMC, como forma subjetiva pode-se observar também que a maioria dos participantes do treinamento funcional tiveram uma melhora na coordenação motora, onde se percebe que na maioria dos exercício que requer um pouco de coordenação muitos melhoraram a sua execução. Observou-se também uma melhora no sistema cardiorrespiratório, visto que no início do projeto muitos alunos cansavam rápido e não conseguiam concluir o circuito. 7. REFERÊNCIAS ANJOS, Luiz A. Índice de massa corporal (massa corporal. estatura-2) como indicador do estado nutricional de adultos: revisão da literatura. Revista de Saúde Pública, v. 26, p. 431-436, 1992. AGUILAR E PINTO, Diego Marcos e Samuel Gonçalvez. Treinamento funcional e obesidade uma revisão literária.Faculdade Presidente Antonio Carlos de Ponte Nova. Minas Gerais. 2016. Disponível em http://www.fiepbulletin.net/index.php/fiepbulletin/article/viewFile/86.a1.161/12232. CORAZZA, Sara Teresinha. Benefícios do treinamento funcional para o equilíbrio e propriocepção de deficientes visuais. Revista Brasileira de Medicina do Esporte – Vol. 22, No 6 – Nov/Dez, 2016. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S151786922016000600471&lang=pt. DA SILVA SANTOS, Tácio Rodrigues et al. Educação física escolar e obesidade em escolares portadores de Síndrome de Down. Universitas: Ciências da Saúde, v. 8, n. 1, p. 63-78, 2010. FONSECA, João José Saraiva. Metodologia de pesquisa cientifica. Fortaleza. UEC, 2002. GONCALVES, Elisa Pereira. Iniciação à pesquisa científica. Campinas, Editora Alínea. 2001. NUNES, Raquel Ramalho et al. Confiabilidade da classificação do estado nutricional obtida através do IMC e três diferentes métodos de percentual de gordura corporal em pacientes com diabetes melito tipo 1. Arq Bras Endocrinol Metab, v. 53, n. 3, p. 360-367, 2009. PINTO, Marcia Carla Morete; OLIVEIRA, Andréa Campos. Ocorrência da obesidade infantil em pré-escolares de uma creche de São Paulo. Einsten, v. 7, n. 2, p. 170-175, 2009. TRIBESS, Sheilla; VIRTUOSO JR, Jair Sindra. Prescrição de exercícios físicos para idosos. Revista saude. com, v. 1, n. 2, p. 163-172, 2005.TRIVIÑOS, Augusto Nibaldo Silva. Introdução à pesquisa em ciência social: a pesquisa quantitativa em educação. Editora Atlas. São Paulo. 1987. Disponível em http://www.hugoribeiro.com.br/biblioteca-digital/Trivinos-Introducao-Pesquisaem_Ciencias-Sociais.pdf.
Palavras-chave: IMC, Treinamento funcional
Oral
Abrir o trabalhoÍNDICE DE MASSA CORPORAL RELACIONADO A FLEXIBILIDADE EM PRATICANTES DE MUSCULAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO DE PAIS E AMIGOS DOS EXCEPCIONAIS (APAE) DE IGUATU-CE
VERANGELA SOUZA SIQUEIRA ; Matheus Jorge de Oliveira; Wanderson Alves Batista; Maria Uila da Silva Sousa
ÍNDICE DE MASSA CORPORAL RELACIONADO A FLEXIBILIDADE EM PRATICANTES DE MUSCULAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO DE PAIS E AMIGOS DOS EXCEPCIONAIS (APAE) DE IGUATU-CE Verângela Souza Siqueira , Matheus Jorge de Oliveira , Wanderson Alves Batista , Maria Uila da Silva Sousa , Joyce Maria Leite e Silva Resumo: Um importante componente da aptidão física relacionada à saúde é a flexibilidade, basicamente, ela é resultante da capacidade da elasticidade demonstrada pelos músculos e tecidos conectivos, combinados à mobilidade articular. Com isso, à uma relação com o índice de massa corporal, que tem sido recomendado pela OMS como um indicador da gordura corporal por ser obtido de forma rápida e praticamente sem custo nenhum. O estudo tem por objetivo verificar a relação do IMC com flexibilidade em praticantes de musculação da APAE Iguatu-CE. A amostra foi composta por 14 indivíduos, sendo 12 do sexo masculino e 2 do sexo feminino, praticantes de musculação da APAE Iguatu-CE, foram mesurados o índice de massa corporal e a flexibilidade. Nos resultados se observou que o IMC 42,9% está com o peso normal, e na flexibilidade 50% excelente, e a relação entre IMC e flexibilidade indivíduos com o peso normal 21,4% em excelente. Portanto, conclui-se a maioria dos indivíduos estão com peso normal, e com a flexibilidade excelente, comparando entre as duas variáveis, praticantes com o peso normal tem uma maior porcentagem em relação a flexibilidade tornando excelente. Palavras-chave: Flexibilidade. Musculação. Índice de massa corporal. 1. Introdução A força muscular, resistência muscular, resistência aeróbia, flexibilidade e composição corporal são consideradas componentes da aptidão física relacionada à saúde, a extensão de cada um desses fatores irá influenciar nas capacidades de desempenho motor de cada indivíduo (GALLAHUE e OZMUN, 2005). A flexibilidade é um componente importante da aptidão física, podendo ser definida como a maior amplitude fisiológica de movimento para a execução de um gesto qualquer, além de relacionar-se ao desempenho da saúde (ARAÚJO, 2008). Níveis adequados de flexibilidade têm sido associados à prevenção nos problemas posturais, menor incidência de lesões, principalmente, na região lombar e dorsal (MINATTO, 2010) O Índice de Massa Corporal (IMC) tem sido o indicador mais utilizado para a triagem de adiposidade. A maioria dos estudos utiliza pontos de corte internos, definidos a partir da distribuição do IMC nas suas amostras (MONTEIRO et al., 1999). Atualmente a Educação Física tem se preocupado com a qualidade de vida da população em geral, e, entre os aspectos que propiciam a qualidade de vida está a prática de atividade física (SIMÕES, 2015). A musculação se caracteriza como uma atividade essencialmente anabólica, desde que as necessidades nutricionais sejam supridas no decorrer do dia. O exercício de força representa um potente estímulo para a ocorrência de hipertrofia em seres humanos (LEHNHARD et al,.2012) 2. Objetivo Verificar a relação do índice de massa corporal (IMC) com flexibilidade em praticantes de musculação da APAE Iguatu-CE. 3. Metodologia A pesquisa se caracteriza por um estudo quantitativo, transversal de campo. A amostra foi composta por 14 indivíduos, sendo 12 do sexo masculino e 2 do sexo feminino com porcentagem de 85,7% e 14,3%. Alunos da APAE Iguatu e participantes do projeto de extensão realizado na Academia Escola também localizada em Iguatu- Ce. Para mensuração da flexibilidade realizaram o teste de sentar e alcançar no banco de wells da marca sanny, o protocolo utilizado foi de Pollock, Wilmore e Fox, 1986. A massa corporal foi mensurada em uma balança digital da marca Filisola 150g e a estatura com a fita misura per sarti, sendo classificado o índice de massa corporal (IMC) sendo classificado pela tabela da organização mundial de saúde (OMS). Considerando que a pesquisa envolve a participação seres humanos, foram ressaltados os aspectos éticos disciplinado na Resolução n° 466 (BRASIL, 2012), do conselho regional de saúde, dando ênfase a necessidade de consentimento livre e esclarecido (TCLE), e respeitando os princípios da autonomia, legitimidade das informações e sigilo das mesmas. Os dados foram lançados no SPSS 22, realizando a estatística. 4. Resultados Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 2010 destaca que a Região Nordeste registra os maiores níveis para todas as deficiências. Estudos vêm demostrando a importância da prática de atividades físicas por pessoas com deficiência física (LEHNHARD et al., 2012). E a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) é a maior instituição do Brasil especializada no atendimento de pessoas com Deficiência Intelectual e/ou Múltipla (SIMÕES, 2015) A tabela 1 mostra a classificação do IMC dos praticantes de musculação da APAE de Iguatu observando-se seis pessoas com peso normal sendo 42,9%, cinco pessoas com excesso de peso sendo 35,7%, três pessoas com obesidade II sendo 21,4%. Tabela 1. F % Peso normal 6 42,9 Excesso de peso 5 35,7 Obesidade II 3 21,4 A tabela 2 mostra a classificação da flexibilidade dos praticantes de musculação da APAE de Iguatu observando-se três pessoas como válidas sendo 21,4%, sete como excelente sendo 50%, dois como médio sendo 14,3%, um como regular sendo 7,1%, um como fraco sendo 7,1%. Tabela 2. Nível F % 3 21,4 Excelente 7 50,0 Médio 2 14,3 Regular 1 7,1 Fraco 1 7,1 A tabela 3 mostra a relação entre o índice de massa corporal com a flexibilidade de praticantes de musculação da APAE de Iguatu, observando-se com peso normal 21,4% em excelente, 14,3% em médio, e com excesso de peso 14,3% excelente, 7,1% tento no regular quanto no fraco, com obesidade II 14,3% excelente. Tabela 3- Mostra a relação do índice de massa corporal com a flexibilidade. Classificação IMC Classificação da flexibilidade Excelente Médio Regular Fraco Peso normal 7,1% 21,4% 14,3% 0,0% 0,0% Excesso de peso 7,1% 14,3% 0,0% 7,1% 7,1% Obesidade II 7,1% 14,3% 0,0% 0,0% 0,0% O resultado desse estudo se assemelha com o estudo de (MONTEIRO,1999). Onde, foram estudados 493 adolescentes, com idades de 15 a 16 anos nos meninos, o IMC³25 kg/m² apresentou sensibilidade superior a 90% e 5% de falso-positivos. O critério proposto para adolescentes brasileiros apresentou sensibilidade de 100%, mas os falso-positivos chegaram a 23%. Nas meninas, os pontos de corte coincidiram, apresentando sensibilidade superior a 90%, com até 13% de falso-positivos. Em contrapartida, estudos com resultados contrários foram encontrados, onde, amostra foi composta por 683 adolescentes, o sexo masculino representa 48,5% e o feminino 51,5% da amostra. No IMC, o valor médio mais alto verificado no sexo masculino foi de 21,70 para os 15 anos de idade e o menor 20,71 para 14 anos de idade. No sexo feminino o maior foi 21,69 para os 16 anos de idade e o menor 21,10 para 17anos de idade. Concluiu-se que não existe correlação de IMC e flexibilidade dos adolescentes do sexo masculino e feminino (NEZS, LIMA, ROMAN, 2012). Amostra foi composta por 2604 meninas de oito a 17 anos, sendo avaliada a massa corporal, estatura, IMC, maturação sexual e flexibilidade. Conclui-se que com o avanço da idade as variáveis de massa corporal e estatura sofrem aumento crescente, principalmente, nas idades compreendidas entre oito a 13 anos, e a flexibilidade manteve-se estável por toda a infância e adolescência (MINATTO et al,.2010). 5. Conclusão Pode-se concluir que a maioria dos indivíduos estão com peso normal, e com a flexibilidade excelente. Contudo, quando à uma relação entre as duas variáveis dos praticantes de musculação da APAE- Iguatu com a classificação do IMC com o peso normal e a classificação da flexibilidade em excelente, os indivíduos que tem o peso normal contém uma maior porcentagem em relação a flexibilidade tornando assim por excelente. 6. Referências 1. ARAÚJO, C.G.S. Flexibility Assessment: Normative Values for Flexitest from 5 to 91 Years of Age. Sociedade Brasileira de Cardiologia. Rio de Janeiro. 2008. 2. 3. GALLAHUE, D.L.; OZMUN, J.C. Compreendendo o desenvolvimento motor: bebês, crianças, adolescentes e adultos. 3.ed. São Paulo: Phorte, 2005. 4. MONTEIRO, P.O.A; VICTORA, C.G, BARROS, F.C; TOMASI. E. Diagnóstico de sobrepeso em adolescentes: estudo do desempenho de diferentes critérios para o Índice de Massa Corporal. 1999. 5. LEHNHARD, G.R; MANTA, S.W; PALMA, L.E. A prática de atividade física na história de vida de pessoas com deficiência física. Rev. Educ. Fís/UEM, v. 23, n. 1, p. 45-56, 1. trim. 2012. 6. SIMÕES, J. Deficiência Intelectual, Gênero e Sexualidade: algumas notas etnográficas em uma APAE do interior do Estado de São Paulo-Brasil. Rev.fac.med. vol.63. 2015. 7. NETZ, P.R; LIMA, G; ROMAN, E.P. Relação entre o índice de massa corporal e a flexibilidade em adolescentes. Rev. Thêma et Scientia. v.2, n.1, 2012. 8. FLORES, D.M.S. Avaliação do perfil dietético e composição corporal de praticantes de musculação de uma academia em brasília-df. Faculdade de Ciências da Educação e Saúde. 2012. 9. MINATTO, G; RIBEIRO, R.R; ABDALLAH ACHOUR, A.J; SANTOS, K.D. Idade, maturação sexual, variáveis antropométricas e composição corporal: influências na flexibilidade. Rev Bras Cineantropom Desempenho. 2010.
Palavras-chave: Flexibilidade,Musculação,Índice de massa corporal
Oral
Abrir o trabalhoMOTIVAÇÕES PARA A PRÁTICA DE NATAÇÃO DOS PARTICIPANTES DO PROJETO DE EXTENSÃO NATAÇÃO: TREINAMENTO E RENDIMENTO
JOSE ANDYSON BATISTA DA SILVA; Sara Aquino dos Santos; José Fanuel Moreira de Lima; Maria Silvana Ferreira Gurgel
1 Introdução A motivação é o que leva o ser humano a agir em determinada situação com algum objetivo em mente ou alguma meta. Como nos mostra Moreno et al (2006), a motivação no esporte faz com que os alunos adiram à prática com maior facilidade, se sentindo mais dispostos e frequentes. O meio aquático apresenta diversas formas de exercícios e atividades físicas, como ginásticas, esportes, brincadeiras e etc. A natação é um esporte muito antigo praticado pelo homem no meio aquático, o que leva muitas pessoas à prática. Os motivos que levam ao esporte podem ser diversos, tais como lazer, exercício físico, bem estar, superação, questões de relacionamento e principalmente saúde, que é o aspecto motivacional mais evidente em boa parte dos estudos (ALVES, et al, 2007; PEREIRA, et al, 2009; CHAVES, et al, 2011) As atividades no meio aquático proporcionam vários benefícios aos seus praticantes, tais como, melhora na força muscular, flexibilidade ou até mesmo no desenvolvimento de crianças, na sua coordenação motora, sociabilidade, auto estima e etc. (RIZZI; LEAL; VENDRUSCULO, 2010, OLIVEIRA et al, 2013), bem como benefícios psicológicos, como a auto descoberta, fazendo com que os sentimentos fluam através da água trazendo prazer ao praticante (FERREIRA E KLEINUBING, 2003). Este trabalho justifica-se pela necessidade de se compreender o que leva os alunos do projeto de Natação: Treinamento e Rendimento a praticarem o esporte, tendo em vista que essa compreensão melhor da motivação dos alunos à prática poderia contribuir na melhora do projeto, planejando-se assim novas maneiras e estratégias de agradar ainda mais o público e proporcionar uma melhora no bem estar dos alunos e na qualidade do projeto. Diante disto, surgiu a seguinte problemática: O que leva os alunos do projeto de extensão Natação: Treinamento e Rendimento à participarem do projeto e praticarem a natação? 2 Objetivo Identificar os fatores motivacionais que levam os alunos a praticarem a natação no projeto Natação: Treinamento e Rendimento 3 Metodologia A pesquisa se trata de um estudo de campo, de cunho quantitativo e caráter descritivo. O estudo quantitativo tabula seus dados em números, percentuais e estatísticas, analisando de forma mais direta e objetiva, tendo suas hipóteses e resultados comparados mais claramente com outras variáveis (PRODANOV; FREITAS, 2013). Foi realizada com os alunos do projeto de extensão Natação; Treinamento e Rendimento, do curso de Educação Física da Universidade Regional do Cariri –URCA- na cidade de Iguatu-CE. A amostra da pesquisa totalizou 19 participantes, 8 do sexo feminino e 11 do sexo masculino, com idade média de 23,65 anos, entre 18 e 51 anos. O estudo foi feito no horário do projeto. Antes de iniciarem as atividades, o pesquisador abordou os participantes, explicou o estudo, seus objetivos, entregou o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para que então prosseguissem na resolução do questionário de forma voluntária. Os critérios de inclusão utilizados foram: a participação ativa no projeto a pelo menos 1 mês; frequência semanal de no mínimo 3 dias na semana. E como critério de exclusão, decidimos eliminar aqueles que não responderam todas as questões do questionário. Como instrumento de pesquisa foi utilizado o Inventário de Motivação à Prática Regular de Atividade Física, que é um instrumento que visa conhecer melhor as motivações que o levam a realizar atividades físicas (BALBINOTTI; BARBOSA, 2006). Os dados foram analisados no programa Excel®, onde tabulou-se todos os dados coletados com os questionários, para então fazer a análise estatística e posteriormente construir uma tabela para melhor entendimento dos resultados. A pesquisa foi feita de acordo com a resolução nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde: visando a ética, a beneficência, respeito e a dignidade humana acima de tudo (BRASIL, 2013). 4 Resultados Os resultados obtidos de acordo com o instrumento de coleta de dados, estão descrito na tabela abaixo, tendo em vista a pontual marcada e em cada fator de acordo com o próprio instrumento, os dados foram distribuídos em média de pontos e percentil. TABELA 1: Descrição dos dados do Inventário de Motivação à Prática Regular de Atividade Física. Fatores Motivacionais Percentil Masculino Percentil Feminino Estresse 78,30% 60,57% Saúde 99,00% 61,21% Sociabilidade 71.18% 31,25% Competitividade 40,00% 80,00% Estética 82.28% 40,00% Prazer 99,00% 70,00% Como podemos observar acima, os fatores que mais motivam os homens à prática de natação são os motivos de saúde e prazer, já nas mulheres, o que mais motiva é a competitividade e também o prazer. Quase todos os fatores se mostraram bem relevantes na motivação dos praticantes, porém os que apresentaram menor índice para o sexo masculino foi a competitividade e para as mulheres a sociabilidade. Como já mencionado a natação traz diversos benefícios à saúde, por este motivo chama tanta a atenção dos seus praticantes, assim como também o prazer que traz o meio líquido. Já a motivação pela competição não é tão comum entre os amadores da modalidade, porém, como nos mostra Lopes e Nunomura (2007), a motivação na competição esportiva se dá principalmente pela necessidade e ultrapassar limites do próprio corpo e pela realização em se conquistar títulos. Um estudo feito com 425 atletas de natação buscou compreender quais os motivos que os levavam para àquela modalidade esportiva. Encontrou-se no estudo que os principais fatores motivacionais não é somente a necessidade de melhorar as próprias habilidades, mas também por questões de saúde e socialização, entre outros fatores (ANDRADE; SALGUERO; MÁRQUEZ, 2006). Sendo assim, diante do que se foi analisado, ver-se a necessidade de voltar a atenção para os fatores de saúde e lazer com o projeto de extensão, assim como também para o fator competição, melhorando o treinamento e como o mesmo pode ser planejado. 5 Conclusão O estudo conclui que os principais fatores motivacionais no projeto Natação: Treinamento e Rendimento são, para o sexo masculino, a saúde e o prazer e, para sexo feminino, o prazer e a competição. Tal Conclusão traz uma reflexão sobre a importância de se conhecer melhor os motivos que levam seus alunos a prática, para que assim possa-se ter um melhor planejamento de aula e uma menor evasão dos alunos ao projeto. Outra reflexão é a diferença na motivação entre os sexos, onde o masculino optou por uma visão mais voltada a saúde enquanto que a feminina foi mais voltada a competição. Com isso, o estudo sugere que novas pesquisas na área da motivação sejam feitas, investigando melhor o porquê das escolhas e do que leva os alunos a pensarem daquela forma, para que se possa ter um melhor entendimento dos praticantes de natação e outras modalidades esportivas. 6 Referências ANDRADE, A.; SALGUERO, A. MÁRQUEZ, S. Motivos para a participação esportiva em nadadores brasileiros. Revista Fitness & Performance. V.5, n. 6, pág. 363 a 369. 2006. ALVES, M. P.; JUNGER, W. L.; PALMA, A.; MONTEIRO, W. D.; RESENDE, H. G. Motivos que justificam a adesão de adolescentes à prática da natação: qual o espaço ocupado pela saúde? Revista Brasileira de Medicina do Esporte. V. 13, n. 6, pág. 421 a 426. Novembro/dezembro, 2007. BALBINOTTI, M. A. A.; BARBOSA M. L. L. Inventário de Motivação à Prática Regular de Atividades Físicas. Laboratório de Psicologia do Esporte. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Porto Alegre. 2006. CHAVES, A. D.; MAGRIN, N. P.; BARBOSA, P. L.; NOGUEIRA, M. D. G. A motivação de adultos para a prática da natação. Revista digital EFDeportes.com. A. 16, n. 160. Buenos Aires. Setembro, 2011. FERREIRA, R. J.; KLEINUBING, M. C. Natação: Relações do “corpo” com a água... em busca do prazer. Arquivos de Ciências da Saúde da UNIPAR. V. 7, N. 2, pág. 159 a 166. Maio/agosto, 2003. LOPES, P.; NUNOMURA, M. Motivação para a prática e permanência na ginástica artística de alto nível. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte. V. 21, n.3, pág.177 a 187. Julho/setembro, 2007. MORENO, R. M.; DEZAN, F.; DUARTE, L. R.; SCHWARTZ, G. M. Persuasão e motivação: interveniências na atividade física e no esporte. Revista digital efdeportes.com. Buenos Aires. Ano 1, n. 103. Dezembro, 2006. OLIVEIRA, L. R.; ROCHA, C. C. M.; MENDES JUNIOR, F. A.; MENEZES, A. O. Importância da natação para o desenvolvimento da criança e seus benefícios. Revista @rgumentandum. Faculdade Sudamérica. V. 5 pág. 111 a 130. 2013. PEREIRA, E. F.; TEIXEIRA, C. S. VILLIS, J. M. C.; PAIM, M C. C.; SANCHOTENE, L.; DARONCO, E. Fatores motivacionais de crianças e adolescentes asmáticos para a prática da natação. Revista Brasileira de Ciência e Movimento. V. 17, N. 3, pág. 9 a 17. 2009. RIZZI, P. R. S.; LEAL, R. M.; VENDRUSCULO, A. P. Efeito da hidrocinesioterapia na força muscular e na flexibilidade em idosas sedentárias. Revista Fisioterapia em Movimento. V. 23, n. 4, pág. 535 a 543. Curitiba. Outubro/dezembro, 2010.
Palavras-chave: Motivação Esportiva, Extensão Universitária, Natação
Oral
Abrir o trabalhoNÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA DOS PARTICIPANTES DO PROJETO DE EXTENSÃO NATAÇÃO: TREINAMENTO E RENDIMENTO
JOSE ANDYSON BATISTA DA SILVA; Sara Aquino dos Santos; José Fanuel Moreira de Lima; Anízio Alves Neto
1 Introdução A Organização Mundial da Saúde conceitua a saúde como “[...] um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não consiste apenas na ausência de doença ou de enfermidade.” (OMS, pág. 1, 1946). Desta forma consta na constituição federal que a saúde é um direito de todos (BRASIL, 2017) e a OMS (1946) também declara como fundamental o direito à saúde para todos, independentemente da sua classe, raça, sexo, gênero ou qualquer outra diversidade. Assim exercícios na água podem proporcionar diversos benefícios, tais como a melhora na força muscular e flexibilidade, ajudar no desenvolvimento das crianças, em sua coordenação, sociabilidade, auto estima e etc. e até mesmo no auto crescimento pessoal, através do prazer de fluir os sentimentos na água. (RIZZI; LEAL; VENDRUSCULO, 2010; OLIVEIRA et al, 2013; FERREIRA E KLEINUBING, 2003) Este trabalho justifica-se pela importância de se proporcionar saúde através da prática de atividades físicas, logo, verificar como o projeto de extensão Natação; Treinamento e Rendimento contribui com este fator para os alunos que nele frequentam, buscando também, através desta compreensão, melhorar a qualidade do projeto. Diante do que foi exposto, obteve-se a seguinte problemática: Qual o impacto do projeto Natação; Treinamento e Rendimento, como mediador de atividade e exercício físico, no nível de atividade física dos seus participantes? 2 Objetivo Analisar o nível de atividade física dos participantes do projeto de extensão Natação; Treinamento e Rendimento. 3 Metodologia A pesquisa se trata de um estudo de campo, de cunho quantitativo e caráter descritivo. A pesquisa quantitativa analisa os seus dados de forma mais objetiva e direta através dos números, percentuais e estatísticas, comparando suas hipóteses e resultados à variáveis de forma mais concreta (PRODANOV; FREITAS, 2013). Foi realizada com os participantes do projeto de extensão Natação; Treinamento e Rendimento, do curso de Educação Física da Universidade Regional do Cariri. A amostra do estudo totalizou 20 participantes, sendo 8 do sexo feminino e 12 do sexo masculino, com idade média de 23,65 anos, entre 18 e 51 anos. A pesquisa foi realizada pouco antes de iniciar o projeto. Os alunos foram abordados pelo pesquisador, que explicou todo o estudo, entregou o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e depois de aceitarem a participação voluntária resolveram o questionários. Como critérios de inclusão utilizamos a participação ativa no projeto a pelo menos 1 mês e uma frequência semanal de no mínimo 3 dias na semana. Como critério de exclusão, foram elencados, aqueles que não responderam o questionário completamente ou que em algum momento desistiu da pesquisa. Como instrumento de pesquisa foi utilizado o Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ) – versão curta (MATSUDO et al, 2001), para medir o nível de atividade física dos participantes do projeto de extensão. Os dados foram analisados no programa Excel®, posteriormente foram tabulados e feita a análise das respostas de todos os participantes, verificando, de acordo com o próprio IPAQ, em qual nível de atividade física cada pessoa se encontrava. Para facilitar a compreensão dos dados foi utilizado estatística descritiva, médias e distribuição de frequência relativa. A pesquisa foi feita de acordo com a resolução nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde: visando a ética, a beneficência, respeito e a dignidade humana acima de tudo (BRASIL, 2013). 4 Resultados Os resultados obtidos de acordo com o instrumento de coleta de dados, estão descrito no gráfico abaixo, levando em consideração a classificação no qual os participantes se enquadraram, distribuídos em frequência relativa. GRÁFICO 1 - Descrição dos dados do Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ). Como podemos observar acima, os maiores índices encontrados pelos participantes foram 55% classificados como muito ativos. Posteriormente 40% classificaram como ativos, ficando apenas uma pessoa (5%) classificada como irregularmente ativa. Esse dado nos mostra a relevância do projeto de natação na promoção à prática de atividade física, logo promovendo também saúde e bem estar. O homem com sua evolução está se tornando um ser sedentário e esta atitude gera um impacto negativo a sua saúde, como nos mostra Gualano e Tinucci (2011), durante séculos a população teve um estilo de vida ativo, devido as atividades de sobrevivência ou mesmo trabalhos em profissões que exigiam muito das suas capacidades físicas, e com a revolução industrial e a grande evolução tecnológica o mesmo mudou drasticamente seu estilo de vida, se tornando cada vez mais inativo. Essa mudança repentina fez com que seus genes primordiais não acompanhassem a evolução, gerando disfunções fisiológicas e tornando-o mais propício a desenvolver doenças crônicas. A inatividade física gera diversos problemas a saúde, como a obesidade. Como nos fala Salve (2006), a obesidade gera alterações hormonais, genéticas, socioculturais, psicológicas e o próprio sedentarismo, gerando um fator de risco à vários distúrbios e problemas de saúde. Chama-se a atenção para a inatividade física desde a juventude, como mostra o estudo de Moraes et al (2009), a prevalência de jovens e adolescentes inativos é muito alarmante, devendo-se assim criar então mais incentivo a prática esportiva e atividades físicas. Sendo assim, o bom índice de atividade física encontrado com os praticantes de natação é relevante quanto as questões de problemas de saúde gerados pela inatividade física, tendo em vista que a prática promove a saúde indo de encontro com estes problemas. 5 Conclusão O presente estudo conclui que os alunos do projeto de extensão Natação: Treinamento e Rendimento estão com um ótimo nível de prática de atividade física. Concluindo assim também que o projeto é de grande impacto nesse percentual, como um mediador dessa prática. Logo então, a fator atividade física está sendo alcançado para a melhora na saúde e qualidade de vida dos participantes, assim como outros fatores também podem estar ligados, como fator social, mas seria necessário outro estudos para analisar este fator, sendo assim uma sugestão para estudos futuros. Nota-se a importância de projetos de extensão que promovam a prática de atividades e exercícios físicos, tendo em vista o quanto é relevante para a saúde e bem estar da população. Sugere-se que novos estudos sejam feitos, relacionando o tempo de prática de atividade física à saúde, mostrando assim o impacto e gerando mais incentivo a criação de mais projetos de extensão que promovam tais atividades. 6 Referências BRASIL, Concelho Nacional de Saúde. Resolução n° 466, de 12 de dezembro de 2012. Aprova normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Brasília: Diário Oficial da União, 2013. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Supremo tribunal Federal. Brasília, 2017. FERREIRA, R. J.; KLEINUBING, M. C. Natação: Relações do “corpo” com a água... em busca do prazer. Arquivos de Ciências da Saúde da UNIPAR. V. 7, N. 2, pág. 159 a 166. Maio/agosto, 2003. GUALANO, B.; TINUCC, T. Sedentarismo, exercício físico e doenças crônica. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte. V.25, N. especial, pág. 37 a 43. São Paulo. Dezembro, 2011. MATSUDO, S.; ARAUJO, T.; MATSUDO, V.; ANDRADE, D.; ANDRADE, E.; OLIVEIRA, L, C.; BRAGGION, G. Questionário internacional de atividade física (IPAQ): Estudo de validade e reprodutibilidade no Brasil. Revista de atividade física e saúde, V.6, n.2, p. 6 – 18. 2001. MORAES, A. C. F.; FERNANDES, C. A. M.; ELIAS, R. G. M.; NAKASHIMA, A. T. A.; REICHERT, F. F.; FALCÃO, M. C. Prevalência de inatividade física e fatores associados em adolescentes. Revista da Associação Médica Brasileira. V. 55, n. 5, pág. 523 a 528. 2009. OLIVEIRA, L. R.; ROCHA, C. C. M.; MENDES JUNIOR, F. A.; MENEZES, A. O. Importância da natação para o desenvolvimento da criança e seus benefícios. Revista @rgumentandum. Faculdade Sudamérica. V. 5 pág. 111 a 130. 2013. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Constituição da Organização Mundial da Saúde. 1946. PRODANOV, C. C.; FREITAS, E. C. metodologia do trabalho científico: Métodos e Técnicas da Pesquisa e do Trabalho Acadêmico. Editora Feevale. 2° edição, Novo Hamburgo – RS, 2013. RIZZI, P. R. S.; LEAL, R. M.; VENDRUSCULO, A. P. Efeito da hidrocinesioterapia na força muscular e na flexibilidade em idosas sedentárias. Revista Fisioterapia em Movimento. V. 23, n. 4, pág. 535 a 543. Curitiba. Outubro/dezembro, 2010. SALVE. M. G. C. Obesidade e Peso Corporal: riscos e consequências. Revista Movimento & Percepção. V.6, n. 8, janeiro/junho, 2006.
Palavras-chave: Atividade Física, Extensão Universitária, Natação
Oral
Abrir o trabalhoPERCENTUAL DE GORDURA DE CRIANÇAS DE 6 A 10 ANOS DE ESCOLAS PÚBLICAS E PRIVADAS DA CIDADE DE IGUATU-CE
LUCAS SOUZA SILVA; Pedro Victo Domingues Pereira; Paulo Henrique Rodrigues da Silva; Marcello Pereira de Araújo
PERCENTUAL DE GORDURA DE CRIANÇAS DE 6 A 10 ANOS DE ESCOLAS PÚBLICAS E PRIVADAS DA CIDADE DE IGUATU-CE Lucas Souza Silva , Pedro Victo Domingues Pereira1, Paulo Henrique Rodrigues da Silva1, Marcello Pereira de Araujo1, Cleene Tavares de Souza Resumo: O objetivo do presente estudo foi analisar o percentual de gordura de crianças de 6 a 10 anos de acordo com o sexo nas escolas públicas e privadas da cidade de Iguatu-Ce. A amostra teve a composição de 900 crianças, sendo que 447 corresponderam ao sexo masculino e 453 ao sexo feminino, com faixa etária de 06 á 10 anos. O índice de massa corporal (IMC) foi protocolado de acordo com o peso e estatura dos indivíduos e seguiu o protocolo de classificação de Petroski (2011) e para aferição do %(G) foi coletado as dobras cutâneas tricipital e subescapular, na qual seguiu o protocolo de Lohman (1986). A regularidade dos dados foi obtido pelo teste de Kolmogorov-Smirnov e analisados método de estatística descritiva (média, desvio padrão, frequência e percentual), onde o nível de significância adotado foi de p<0,05. Palavras-chave: Percentual de Gordura. Crianças. Escolas públicas e privadas 1. Introdução De acordo com os estudos mais recentes, é possível apontar um vasto crescimento da obesidade infantil, levantando assim, uma pauta de preocupação mundial. (SABIN, 2015). Em sua definição a obesidade é caracterizada como um aumento excessivo de gordura corporal, atualmente considerada como uma situação multifatorial devido aos grandes problemas de saúde pública, retratando uma verdadeira pandemia em todo o mundo (DÍAZ; NAVARRO, 2012). Infelizmente, esse fenômeno de sobrepeso/obesidade tem chamado cada vez mais a atenção de pesquisadores e profissionais das áreas de saúde, pois tais agravos têm atingido de forma sequencial e cada vez frequente crianças e adolescentes, ocasionando transtornas em idades cada vez mais precoces (RONQUE et al, 2007). Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) a obesidade tornou-se um dos principais fatores de desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis na qual se inclui as doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão arterial, aterosclerose, dislipidemia e alguns tipos de câncer. (OMS, 2000; CHEUNG et al., 2004; OLSEN et al., 2006). A junção de fatores como a inatividade física, má alimentação, fator socioeconômico, sexo e idade estão totalmente relacionados com a obesidade, que contribuem de forma significativa para que crianças permaneça obesa na vida adulta. (OLSEN et al., 2006; MUST et al. 1999). Nessa perspectiva, um estudo realizado por Ronque et al (2007) com 511 crianças de sete a dez anos de alto poder socioeconômico, os autores observaram um número considerado de crianças de ambos os sexos que se encontravam com quantidades excessivas de gordura corporal, aumentando os riscos para o surgimento de doenças cardiometabólicas. No entanto, em países menos desenvolvidos, também apresentam uma forte relação positiva da obesidade com crianças e adultos associado aos status socioeconômico. (BARRIUSO, 2015; MISTRY, 2015). Deve ressaltar, pode sofrer variações de acordo com os fatores demográficos investigados como idade, sexo e região. (BOYLAN, 2014). Assim, a identificação da composição corporal e os fatores associados podem ser utilizados no diagnostico, prevenção e controle dos fatores de risco da obesidade (DÍAZ; NAVARRO, 2012). Dessa forma, faz necessário a investigar o percentual de gordura de crianças de escolas públicas e privadas de ambos os sexos, visto que ainda possui um número relativamente escasso de evidencias cientificas que se propuseram abordando essa temática. Objetivo Analisar o percentual de gordura de crianças de 6 a 10 anos de acordo com o sexo nas escolas pública e privada da cidade de Iguatu-Ce. 2. Metodologia Trata-se de uma pesquisa do tipo transversal, quantitativa, descritiva e de campo. Participaram do presente estudo o quantitativo de 900 crianças, sendo que 447 corresponderam ao sexo masculino e 453 ao sexo feminino, com faixa etária de 06 á 10 anos, provenientes de três Escolas Públicas (EPU) e três Escolas Privadas (EPR) da cidade de Iguatu-Ce. Os critérios de inclusão adotados foram: as crianças serem de escolas públicas e privadas e ter apresentar a faixa etária de 06 a 10 anos e os critérios de exclusão foram: as crianças apresentarem alguma limitação física e ou cognitiva que de alguma forma os impedissem de participar das coletas de dados. As medidas antropométricas coletadas foram: peso e estatura para posteriormente ser diagnosticado o índice de massa corpórea (IMC), Dobras Cutâneas Tricipital e Subescapular para o cálculo do percentual de gordura (%G). O protocolo de avaliação foi de acordo com Petroski (2011), e a classificação do %G seguiu o protocolo de Lohman (1986). O estudo obedeceu aos critérios éticos da resolução 466/12, com estudo com seres humanos. A normalidade dos dados obtidos foi verificada através do teste de Kolmogorov-Smirnov, e analisados através do método de estatística descritiva (média, desvio padrão, frequência e percentual), onde o nível de significância adotado foi de p<0,05. 3. Resultados Na tabela 1 estão descritos os resultados do %G das crianças da (EPR) de acordo com sexo. Apesar de apresentarem maior prevalência no “Nível Ótimo” (Feminino-34,9%, Masculino- 41,1%), é notável que houve um percentual expressivo de crianças com acúmulo de gordura subcutânea em os ambos os sexos, sendo que na classificação “Alto”, as meninas obtiveram maior frequência (28%) em relação aos meninos. Já os meninos, apresentaram maior frequência na classificação “Muito Alto” com (16%). Tabela 1. Classificação do Percentual de Gordura (%G) das Escolas Privadas de acordo com o sexo. %G Feminino Masculino F (%) F (%) Muito Baixo 18 (9,4) 5 (2,7) Baixo 18 (9,4) 12 (6,5) Nível Ótimo 67 (34,9) 76 (41,1) Moderadamente Alto 34 (17,7) 38 (20,5) Alto 55 (28,6) 24 (13,0) Muito Alto - 30 (16,2) Fonte do Autor Através dos dados dispostos na Tabela 2, é possível apontar que na rede de ensino pública (EPU) o resultado predominante em relação ao percentual de gordura (%G) foi no sexo feminino e masculino que atingiram (46,0%) e (40,5%) respectivamente do “Nível Ótimo”. Embora a prevalência de maior resultado tenha sido em um patamar positivo em relação ao acumulo de gordura subcutânea, é possível expressar significativamente que (7,3%) das crianças do sexo feminino se agruparam no nível “Alto” enquanto (8,8%) correspondente ao sexo masculino se adequaram a mesma classificação. Tabela 2. Classificação do Percentual de Gordura (%G) das Escolas Públicas de acordo com o sexo. %G Feminino Masculino F (%) F (%) Muito Baixo 39 (14,9) 5 (1,9) Baixo 62 (23,8) 88 (33,6) Nível Ótimo 120 (46,0) 106 (40,5) Moderadamente Alto 21 (8,0) 31 (11,8) Alto 19 (7,3) 23 (8,8) Muito Alto - 9 (3,4) Fonte do Autor 4. Conclusão Diante dos resultados observa-se o excesso de peso em ambos os sexos e nas duas escolas, apesar do número discreto do baixo %G nas crianças. Esses resultados demostram que o fator socioeconômico, não apresentou ligação direta com o %G na população estudada, pois os valores elevados de acúmulo de gorduras foram observados em ambas EPR e EPU. Assim, essas crianças apresentam risco de desenvolvimento de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes, esteatose hepática, e doenças osteoarticulares, a curto ou longo prazo, comprometendo a sua manutenção e da saúde e qualidade de vida das mesmas. Dessa forma, faz necessários atuação de políticas públicas, bem como estudos que proponha programas de intervenção, para modificar o cenário atual, estimulando as crianças e pais mudanças no estilo de vida, com adoção de prática de atividade física juntamente com alimentação adequada. 5. Referências BOYLAN, Sinead M. et al. Associations between adolescent and adult socioeconomic status and risk of obesity and overweight in Danish adults. Obesity research & clinical practice, v. 8, n. 2, p. e163-e171, 2014. CHEUNG. Y, B, et al. A longitudinal study of paediatric body mass index values predicted health in middle age. J Clin Epidemiol. v. 57, n. 12, p. 1316-1322, 2004 DÍAZ, J.; ESPINOZA-NAVARRO, O. Determinación del porcentaje de Masa Grasa, según mediciones de perímetros corporales, peso y talla: un estudio de validación. International Journal of Morphology, v. 30, n. 4, p. 1604-1610, 2012. MISTRY, Sabuj Kanti; PUTHUSSERY, Shuby. Risk factors of overweight and obesity in childhood and adolescence in South Asian countries: a systematic review of the evidence. Public health, v. 129, n. 3, p. 200-209, 2015. MUST, Aviva; STRAUSS, Richard S. Risks and consequences of childhood and adolescent obesity. International journal of obesity, v. 23, n. S2, p. S2, 1999. OLSEN, L. W. et al. Birth cohort effect on the obesity epidemic in Denmark. Acta Paediatrica, v. 96, p. 48, 2007. RONQUE, Enio Ricardo Vaz et al. Composição corporal em crianças de sete a 10 anos de idade, de alto nível socioeconômico. Revista Brasileira Medicina Esporte, v. 13, n. 6, p. 366-370, 2007. SABIN, Matthew A.; KIESS, Wieland. Childhood obesity: current and novel approaches. Best Practice & Research Clinical Endocrinology & Metabolism, v. 29, n. 3, p. 327-338, 2015. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Obesity: preventing and managing the global epidemic. World Health Organization, 2000 .
Palavras-chave: Percentual de Gordura, Crianças, Escolas Públicas e Privadas,
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Abrir o trabalhoPERFIL ANTROPOMETRICO E CORRELAÇÃO COM TEMPO DE SERVIÇO DO CORPO DE BOMBEIROS MILITARES DA CIDADE DE IGUATU-CE
JOSÉ FELIPE BARBOSA FILHO; Loumaíra Carvalho da Cruz; Alexia da Penha ferino
PERFIL ANTROPOMETRICO E CORRELAÇÃO COM TEMPO DE SERVIÇO DO CORPO DE BOMBEIROS MILITARES DA CIDADE DE IGUATU-CE José Felipe Barbosa Filho , Alexia da Penha ferino , Loumaíra Carvalho da Cruz , Alfredo Anderson Teixeira de Araujo Resumo: Medidas antropométricas como a circunferência da cintura (CC) e a relação cintura-quadril (RCQ) são utilizadas como indicadores de fatores de risco para doenças cardiovasculares, além do elevado índice de massa corporal (IMC). Dessa forma o objetivo foi analisar o perfil antropométrico de bombeiros militares de Iguatu – CE e correlacionar com o tempo de serviço. Participaram do estudo 32 homens do CBM da cidade de Iguatu – CE, os quais foram divididos em 2 grupos, sendo G1 com faixa etária até 40 anos e o G2 com faixa etária acima de 40 anos. Nos quais foram submetidos a avaliação antropométrica de peso e estatura para cálculo do IMC, além da CC e do quadril para cálculo da RCQ. Após verificada a normalidade da distribuição dos dados, a correlação de Pearson foi realizada entre o tempo de serviço com as medidas de CC, RCQ e IMC (p<0,05; SPSS v. 23.0). Diferenças significativas (p<0,05) entre G1 e G2, respectivamente, foram encontradas para tempo de serviço e idade, e ainda correlação significativa entre tempo de serviço com CC e RCQ (r = 0,32 e r = 0,36). Conclui-se que houve correlação do tempo de serviço com a medida da CC e RCQ de Bombeiros Militares de Iguatu – CE. Palavras-chave: Bombeiros. Tempo de serviço. Medidas Antropométricas. 1. Introdução O Corpo de Bombeiros Militar do Ceará é uma instituição subordinada ao Governador do Estado e vinculada operacionalmente à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social, tendo “A proteção da pessoa e do patrimônio, visando à incolumidade em situações de risco, infortúnio ou de calamidade, a execução de atividades de defesa civil” (BRASIL, 2006) como algumas das suas missões fundamentais. Esta instituição tem papel importante evidenciado pelos seus serviços prestados à sociedade cearense, sendo seu campo de atuação abrangente, mas os principais e com maiores demandas são serviços de atendimento pré-hospitalar, atividades de combate a incêndios (tanto florestais como urbanos, em residências, a veículos, entre outros), salvamentos e resgates em altura, terrestre e aquático (CORRADINI; VENDRAMINI, 2018). Todas estas atividades apresentam níveis distintos de desgaste físicos de um nível considerado leve a outro extremamente exaustivo. Sendo assim e evidente a necessidade do bombeiro militar estar apto, não só psicologicamente, demonstrando controle emocional nas mais diversas ocorrências, como também fisicamente podendo assim cumprir o seu dever e missão a contento (GOMES, 2005; CAPITANEO; RIBEIRO; SILVA, 2012). Desta forma é importante que esses profissionais apresentem um nível de atividade física e uma composição corporal favorável para realização de suas atribuições profissionais, sendo a obesidade abdominal e o sobrepeso variáveis fisiológicas desfavoráveis à execução de seu trabalho, além de serem fatores de risco para várias doenças cardiovasculares (MARIATH et al., 2007; CARLUCCHI et al., 2013). Tais doenças podem ser ocasionadas devido alguns fatores como: estilo de vida (LANCAROTTE et al., 2010; BAREL et al., 2010), tipo de profissão (SILVA, 2000; MAGALHÃES et al., 2014) e tempo de serviço (SILVA; BATISTA, 2018). Devido poucos estudos analisarem o perfil antropométrico e o correlacionar com o tempo de serviço, o presente estudo se justifica devido verificar empiricamente que os Bombeiros Militares da cidade de Iguatu com o passar dos anos se tornam mais sobrepesados. Dessa forma, torna-se questão norteadora do presente estudo: Será que com o passar do tempo de serviço os Bombeiros Militares da cidade de Iguatu se tornam mais sobrepesados? As prováveis hipóteses é que quanto maior o tempo de serviço mais sobrepesados os Bombeiros Militares da cidade de Iguatu ficam. 2. Objetivo Analisar o perfil antropométrico de bombeiros militares de Iguatu – CE e correlacionar com o tempo de serviço. 3. Metodologia A amostra foi constituída por indivíduos do sexo masculino com faixa etária de 41,2 ± 6,8 anos, que fazem parte do Corpo de Bombeiro Militar de Iguatu – CE. Os critérios de inclusão adotados foram: i) Ser Bombeiros Militar; ii) está lotado no (1°SB/4°GB), localizado na cidade de Iguatu – CE; e iii) se disponibilizar a participar da pesquisa. Critérios de exclusão: i) Está de atestado médico ou apresentar qualquer disfunção cardiovascular. As variáveis avaliadas foram o tempo de serviço, peso, perímetro do quadril, cintura (CC) e estatura além de calculado o índice de massa corporal (IMC) e a relação cintura-quadril (RCQ). Os instrumentos utilizados para aferição do peso foi uma balança portátil digital (TECHLINE) com capacidade máxima de 150kg e precisão de 100g, em que o avaliado foi posicionado no centro do equipamento, com o mínimo de roupa possível .O perímetro da cintura foi aferido com a fita no plano horizontal, no ponto de menor circunferência, abaixo da última costela e para aferição do quadril a fita foi posicionada no plano horizontal, no ponto de maior porção glútea. Para verificar os perímetros foi utilizada uma fita métrica metálica flexível (SANNY) com precisão 0,1cm e para a estatura foi utilizado um estadiômetro em barra vertical acoplado, inextensível, graduado a cada 0,5cm. Para análise dos dados as amostras foram divididas em dois grupos em relação a faixa etária: até 40 anos e mais que 40 anos. Para análise estatística foi adotada a média e desvio padrão. A normalidade da distribuição dos dados foi verificada pelo teste de Shapiro-Wilk e a homogeneidade da variância pelo teste de Levene. A correlação de Pearson foi utilizada entre o tempo de serviço com as medidas de CC, RCQ e IMC. Os grupos foram comparados utilizando o teste t de Student independente. O alfa adotado foi de 5% e o software utilizado foi o SPSS v. 22.0. 4. Resultados A Tabela 1 apresenta as características da amostra investigada. Tabela 1. Caracterização da amostra de Bombeiros Militares da cidade de Iguatu – CE (n=32). Até 40 anos (n=10) Acima de 40 anos (n=22) Tempo Serviço (anos) 7,9±6,3* 22,5±2,9 Idade (anos) 32,7±3,7* 45,1±3,6 Estatura (m) 1,6±0,0 1,7±0,04 Peso (kg) 78,9±9,7 84,9±9,3 Cintura (cm) 94,2±7,5 101,1±7,5 Quadril (cm) 102,7±6,2 105,2±6,0 RCQ 0,91±0,03 0,96±0,07 IMC (kg.m-2) 27,4±2,3 29,3±3,3 *P < 0,05 em relação ao grupo acima de 40 anos. As Figuras 1 e 2 apresentam as correlações entre tempo de serviço e cintura (Figura 1) e RCQ (Figura 2) em que se apresentaram significativas. A correlação entre o tempo de serviço e a CC foi r = 0,321 (p = 0,36) e tempo de serviço com RCQ foi r = 0,360 (p = 0,23). Figura 1. Relação tempo de serviço e CC Figura 2. Relação tempo de serviço e RCQ O presente estudo buscou analisar o perfil antropométrico como CC, IMC e RCQ de Bombeiros Militares de Iguatu – CE e correlacionar com o tempo de serviço, no qual encontrou-se de forma geral que o tempo de serviço e idade se diferem entre os grupos. Foi possível verificar também que ambos os grupos encontram-se com o IMC elevado para sua faixa etária. Estudos apontam que o IMC elevado é um fator de risco para doença cardiovascular (COSTA-FONT; GIL, 2005; CERCATO et al., 2004; CARLUCCHI et al., 2013). 5. Conclusão Conclui-se que houve correlação do tempo de serviço com a medida da CC e RCQ de Bombeiros Militares de Iguatu – CE. 6. Agradecimentos Agradeço o Grupo de Estudos do Treinamento Esportivo e Desempenho Humano (GETEDeH) pela contribuição. 7. Referências BAREL, M. et al. Associação dos fatores de risco para doenças cardiovasculares e qualidade de vida entre servidores da saúde. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, v. 24, n. 2, p. 293-303, 2010. BRASIL. Decreto n. 13.729, de 11 de janeiro de 2006. Estatuto Militar do Estado do Ceará, Fortaleza, CE, Janeiro 2006. CAPITANEO, D; RIBEIRO, K; SILVA, J. C. O papel idealizado do bombeiro: e o ser humano por trás da farda?. VITTALLE-Revista de Ciências da Saúde, v. 24, n. 1, p. 53-68, 2012. CARLUCCHI, et al. Obesidade e sedentarismo: fatores de risco para doença cardiovascular. Comun. ciênc. saúde, v. 24, n. 4, p. 375-384, 2013. CERCATO, C. et al. Systemic hypertension, diabetes mellitus, and dyslipidemia in relation to body mass index: evaluation of a Brazilian population. Rev Hosp Clin, v.59, n. 3, p. 113-118. 2004 CORRADINI, M. M; VENDRAMINI, P. Avaliação de competências operacionais do futuro oficial do corpo de bombeiros militar de Santa Catarina. Interfaces Científicas-Direito, v. 6, n. 3, p. 119-132, 2018. COSTA-FONT, J; GIL, J. Obesity and the incidence of chronic diseases in Spain: a seemingly unrelated probit approach. Econ Hum Biol. v. 3, n. 2, p. 188-214, 2005. GOMES, Artur. Busca e salvamento. Sintra: Escola Nacional de Bombeiros, 2005. LANCAROTTE, I. et al. Estilo de vida e saúde cardiovascular em adolescentes de escolas do município de São Paulo. Arq Bras Cardiol, v. 95, n. 1, p. 61-69, 2010. MAGALHÃES, J. et al. Fatores de risco para doenças cardiovasculares em profissionais de enfermagem: estratégias de promoção da saúde. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 67, n. 3, 2014. MARIATH, et al. Obesidade e fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis entre usuários de unidade de alimentação e nutrição. Cadernos de Saúde Pública, v. 23, p. 897-905, 2007. SILVA, F. P. P. Bounout: um desafio à saúde do trabalhador: Psi-revista de psicologia social e internacional. v. 2 n. 1. Junho. Londrina,2000. SILVA, W. T; BATISTA, U. M. O perfil do estilo de vida dos policiais militares do 3º batalhão de porangatu 12º crpm envolvendo o sedentarismo. 2018.
Palavras-chave: Bombeiros,Tempo de serviço,Medidas Antropométricas
Oral
Abrir o trabalhoPERFIL DE PRATICANTES DE MUSCULAÇÃO DA CIDADE DE IGUATU-CE
KAIO RODRIGUES FREITAS; Josefa Cibele Alves da Silva; Vitória Alves Pereira; Glebson Alves Viração; Natali Pereira da Silva
Resumo: A musculação pode ser entendida como um tipo de exercício resistido, tendo com uma de suas características a versatilidade, englobando diferentes objetivos e públicos. O objetivo do estudo foi Verificar qual o perfil dos praticantes de musculação de uma academia escola da cidade de Iguatu-CE. A amostra foi composta por 78 praticantes de musculação de uma academia escola da cidade Iguatu-CE. Foram analisados o sexo, idade, objetivo com a musculação e se possuíam alguma patologia. Obteve-se da amostra uma média de idade de 22±6,982 anos. Com relação ao sexo, 58 (74,4%) dos indivíduos eram do sexo feminino e 20 (25,6%) do sexo masculino. No que se refere aos objetivos, o objetivo mais citado foi a hipertrofia, sendo escolhido por 43 (55,1%) dos indivíduos. O emagrecimento apareceu em 23 (29,5%) das respostas e ainda 09 (11,5%) disseram querer emagrecimento e hipertrofia. Foi visto ainda 01 (01,3%) participante optando pela qualidade de vida, 01 (01,3%) indivíduo que optou pelo ganho de força e 01 (01,3%) pela resistência muscular. Percebe-se um número maior de mulheres com relação ao número de homes, sendo o objeto mais desejado o aumento da hipertrofia. Palavras-chave: Musculação; Academia Escola; Perfil. 1. Introdução Com a evolução do homem e da tecnologia, a rotina dos indivíduos foi facilitada, exigindo menos esforço e contribuindo para o aumento do sedentarismo, e consequentemente no surgimento de doenças, como a obesidade e doenças coronarianas (GONÇALVES; VILARTA, 2004). Antagônico a esses fenômenos, algumas práticas esportivas ganharam uma maior visibilidade, dentre essas modalidades destaca-se a musculação, que pode ser entendida como um tipo de exercício resistido, que possui variações no tipo de treino, carga, velocidade de contração, entre outros. Por essa versatilidade, diferentes objetivos podem ser alcançados através desse esporte, como fins estéticos, de saúde e sociais (FLECK; KRAEMER, 2006). Além da versatilidade, os benefícios obtidos com essa prática são bastante variados, tais como o aumento da confiança, melhora dos reflexos e da concentração, melhora das capacidades funcionais dos indivíduos, melhora do humor e ainda a retardação do envelhecimento (BARBANTI, 1990). A relação custo benefício da musculação apresenta-se como um atrativo a mais para a sua adesão, visto que sua prática proporciona uma melhora significativa na saúde e estética dos indivíduos. O que se pode perceber é que com o passar dos anos, a preocupação com a saúde e com a estética tem aumentado significativamente, ficando comprovado pelo levantamento feito pela International Health, Racquet & Sportsclub Association (IHRSA), mostrando que o número de academias no Brasil saltou de sete mil e quinhentas em 2006 para trinta mil, setecentos e sessenta e sete em 2014. Com relação ao número de participantes, o número dobrou, saindo de três milhões e meio em 2006 para sete milhões em 2014 (IHRSA, 2014). Cunha (2003) destaca o crescimento do número de participantes de musculação, bem como a variedade de objetivos a serem conquistados, tendo como principais representantes a hipertrofia e o emagrecimento. Outro ponto a ser destacado é a socialização proporcionada no ambiente da musculação, podendo ser um dos objetivos para aqueles que procuram esse esporte (MARCELLINO, 2003). Percebendo um aumento significativo de interessados nessa prática, e a vasta quantidade de motivos que levam indivíduos a mesma, a questão norteadora do estudo foi: qual o perfil dos praticantes de musculação da academia escola da cidade de Iguatu-CE? Justificando-se pela importância de se ter um diagnóstico do público com o qual se está trabalhando para um melhor entendimento e atendimento dos mesmos. 2. Objetivo Verificar qual o perfil dos praticantes de musculação de uma academia escola da cidade de Iguatu-CE. 3. Metodologia Trata-se de um estudo de cunho quantitativo, de caráter transversal e de campo uma vez que o pesquisador estará atuando no ambiente da pesquisa para observar, comprovar, relatar e explorar a realidade (THOMAS; NELSON; SILVERMAN, 2012). A amostra foi composta por 78 participantes de uma academia escola da cidade de Iguatu-CE , de ambos os sexos, com faixa etária entre 15 e 51 anos. Como critérios de inclusão adotou-se os participantes que realizaram a avaliação e a anamnese. O critério de exclusão foi avaliação estar incompleta. Os indivíduos assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), permitindo, além da realização da avaliação, a utilização dos dados coletados para futuras pesquisas. As coletas foram feitas nos períodos da tarde e da noite, no laboratório de avaliação física do Campus Multi-Institucional Humberto Teixeira. Antes de se suceder as avaliações, os indivíduos responderam a uma anamnese, contendo perguntas como: o objetivo que os levou a prática de musculação, se os indivíduos possuíam alguma patologia, histórico de lesões, frequência de treino, entre outras informações, consideradas importantes. As coletas foram realizadas individualmente, estando na sala somente o avaliador e o avaliado. Foram feitas avaliações antropométricas, avaliação postural, discrepância de membros inferiores, resistência muscular localizada (abdominal), volume máximo de oxigênio (Vo2Max), frequência cardíaca e pressão arterial. Para a montagem do perfil dos praticantes, utilizaram-se os seguintes dados: Sexo, Idade, Possuir ou não alguma patologia e os Objetivos. Foi montado um banco de dados, sendo todos os dados armazenados no programa Excel (2010), sendo transcritos posteriormente para o programa estatístico SPSS versão 23.0, tendo sido feitas a frequência e dispersão dos dados. A pesquisa obedeceu aos aspectos éticos da resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde (CNS). 4. Resultados Obteve-se da amostra uma média de idade de 22±6,982 anos. Com relação ao sexo, 58 (74,4%) dos indivíduos eram do sexo feminino e 20 (25,6%) do sexo masculino. Eli, Santos e Marinho (2016) realizaram um estudo com 30 indivíduos, obtendo uma média de idade de 31 anos, sendo 18 (54%) indivíduos do sexo feminino e 12 (46%) do sexo masculino. De acordo com os dados observados, notou-se uma predominância de mulheres nas academias de musculação. No que se refere aos objetivos, o objetivo mais citado foi a hipertrofia, sendo escolhido por 43 (55,1%) dos indivíduos. O emagrecimento apareceu em 23 (29,5%) das respostas e ainda 09 (11,5%) disseram querer emagrecimento e hipertrofia. Foi visto ainda 01 (01,3%) participante optando pela qualidade de vida, o que, de acordo com Saba (2001) pode ser obtido através da musculação, pois a mesma proporciona um bem estar geral, diminuindo o nível de estresse e melhorando a qualidade de vida. Houve 01 (01,3%) indivíduo que optou pelo ganho de força e 01 (01,3%) pela resistência muscular. Em seu estudo, Conte, Queiroz e Fortin (2007) entrevistaram 100 indivíduos, praticantes de musculação, sendo 74 (74%) do sexo feminino e 26 (26%) do sexo masculino, com média de idade de 26 anos. Os objetivos ditos pelos entrevistados mostraram que 45 % dos indivíduos se preocupam com a estética, buscando a hipertrofia e o emagrecimento. A saúde representou 42 % dos envolvidos e 11 % relataram praticar por conta de recomendação médica. Dos 78 indivíduos participantes desse estudo, apenas 04 (05,1%) relatou ter algum tipo de patologia, o que vai de acordo com os resultados vistos no estudo apresentado anteriormente, ficando perceptível que a maioria das pessoas procura as academias pela estética e pela prevenção. 5. Conclusão De acordo com o que foi visto nos resultados, o público majoritário das academias é jovem, com uma predominância de indivíduos do sexo feminino. Percebeu-se também que a hipertrofia e o emagrecimento foram citados como os principais objetivos buscados com a musculação, ficando a qualidade de vida e o tratamento de patologias com percentuais bem abaixo dos objetivos mais citados. Pelo tamanho da amostra e por se ter analisado somente uma academia, os pesquisadores acreditam que mais estudos devem ser feitos, ampliando a amostra, e ainda aumentando a quantidade de indagações, para que possam constituir-se de uma base ainda melhor para estudos posteriores. 6. Referências BARBANTI, V. J. Aptidão física. Um convite á saúde. São Paulo: Manole, 1990. CONTE, F. M.; QUEIROZ, M. V. M.; FORTIN, V. J. Perfil dos Praticantes de Musculação das Academias de Lins. Trabalho de Monografia. 2007. CUNHA, A. M.; Os conteúdos físico-esportivos no lazer em academias: atividade ou passividade? Lúdico, educação e educação física. 2. ed. Ijuí: Unijuí, 2003. p. 149-159. ELIN, E.; SANTOS, P. M., MARINHO, A. 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Palavras-chave: Musculação, Academia Escola, Perfil
Oral
Abrir o trabalhoPRESSÃO ARTERIAL SISTÓLICA REDUZ APÓS 4 SEMANAS DE EXERCÍCIO CALISTÊNICO DE ALTA INTENSIDADE:UM ESTUDO PILOTO
ITALO CHAGAS PAZ; José Felipe Barbosa Filho; Pedro Victo Domigues Pereira; Sabrina Souza Augusto; Diana Chaves Alexandre
PRESSÃO ARTERIAL SISTÓLICA REDUZ APÓS 4 SEMANAS DE EXERCÍCIO CALISTÊNICO DE ALTA INTENSIDADE:UM ESTUDO PILOTO Italo Chagas Paz , José Felipe Barbosa Filho , Pedro Victo Domigues Pereira Sabrina Souza Augusto Anderson Teixeira de Araujo Resumo: O whole body calisthenics Exercise (WB) cada vez mais ganham adeptos no Brasil devido sua relação tempo-eficiência. Poucos estudos verificaram a resposta da pressão arterial (PA) após a prática desse exercício. O objetivo do presente estudo foi verificar a resposta da PA após 4 semanas de WB. Participaram do estudo 6 homens jovens (20,3±2,5 anos; 65,4±8,5 kg; 168,5±5,4 cm; 23,0±2,9 kg.m-2) os quais foram submetidos a avaliação antropométrica e da PA pré e após 4 semanas. O treinamento consistiu em sessões de WB sendo realizados 3 vezes por semana. Os exercícios foram: jump jack, burpee e split. Todos os exercícios foram realizados em 3 séries com 30 segundos de trabalho e 30 segundos de recuperação passiva, o tempo de recuperação foi de 48 horas entre cada sessão. O teste t de Student constatou diferença significativa da PAS nos momentos pré e após 4 semanas p < 0,01 com uma variação absoluta de ∆ = -5±2 mmHg. Uma limitação do presente foi não utilizar grupo controle. Conclui-se que 4 semanas de treinamento de WB parece reduzir a PAS de homens jovens. No entanto, o presente estudo ainda é um piloto e serão minimizadas as limitações em coletas futuras. Palavras-chave: Calistenia. Exercício físico. Pressão arterial. 1. Introdução Na atualidade, a falta tempo é uma justificativa que as pessoas utilizam para não praticar exercício físico. Uma estratégia tempo-eficiente para evitar essa situação, é a prática do exercício intervalado de alta intensidade (high intensity interval training – HIIT), o qual tem duração de poucos minutos e consiste em sessões repetidas de exercício intermitente, frequentemente realizada com o máximo esforço (“all-out”) ou a uma intensidade próxima ao volume de oxigênio pico – VO2pico, com esforços separados por alguns minutos de descanso ou exercícios de baixa intensidade (GIBALA; McREE, 2008). No entanto, a maioria dos estudos com HIIT utilizam equipamentos caros, como esteiras e cicloergômetros (GIST et al., 2014), os quais são inacessíveis à maioria da população, o que também pode ser uma justificativa para as pessoas não praticarem exercícios físicos de forma regular. Porém, alguns estudos já apontam uma forma de se exercitar sem utilizar nenhum equipamento, utilizando apenas o próprio corpo (MACHADO et al., 2017; SCHAUN; DEL VECCHIO et al., 2017; GIST et al., 2015; GIST et al., 2014; McRAE et al., 2012), definido por HIIT whole body (HWB), o qual é uma nova abordagem de programa de exercícios calistênicos que pode ser considerada um método eficaz e seguro para melhorar a condição física e a composição corporal, além de ser um método aplicável para diferentes populações e faixas etárias (MACHADO et al., 2017). Os exercícios calistênicos utilizando apenas movimentos realizados pelo corpo, sem a utilização de equipamentos (whole-body calisthenic exercise – WBCE), estão sendo cada vez mais utilizados por personal trainers e leigos praticantes de atividade física, devido ser efetivo e seguro (MACHADO et al., 2017), apresentar resultados importantes como melhora da capacidade aeróbia (McRAE et al., 2012) e proporcionar adaptações fisiológicas (GIST et al., 2014) além de se caracterizar por ser livre de custo (GIST et al., 2014). Apesar de ser uma nova modalidade de exercício, algumas poucas investigações com o WBCE já foram publicadas verificando respostas do VO2pico (GIST et al., 2015; GIST et al., 2014; McRAE et al., 2012), da resistência muscular (McRAE et al., 2012) e da frequência cardíaca (FC; SCHAUN; DEL VECCHIO et al., 2017; GIST et al., 2015; GIST et al., 2014). Apenas um estudo foi encontrado verificando a resposta aguda do WBCE na VFC (SCHAUN; DEL VECCHIO et al., 2017) a qual é uma medida qualitativa da frequência cardíaca e tem sido amplamente adotada na estimativa da dinâmica autonômica cardiovascular de um indivíduo (TULPPO et al., 1996). O seu aumento tem sido associado com a baixa taxa de mortalidade (TULPPO et al., 1998). Entretanto, poucos são os estudos que investigam em conjunto as medidas de VFC com pressão arterial (PA). A literatura tem documentado o efeito agudo (LIU et al., 2012; CUCCATO et al., 2010) e crônico (LIU et al., 2012) da realização do exercício aeróbio (LIU et al., 2012) e resistido (QUEIROZ et al., 2013) na resposta da PA em jovens adultos. No entanto, nenhum estudo foi encontrado verificando respostas da PA e VFC de forma crônica com o WBCE. Levando em consideração às respostas perceptuais ao exercício, estudos demonstram que a prática do HIIT parece ser mais prazerosa que o exercício moderado a vigoroso (JUNG et al., 2014). As características perceptuais durante a realização de diferentes métodos de exercício também tem sido objeto de estudo (JUNG et al., 2014) e a investigação da natureza dos sentimentos frente a determinada condição de estresse se torna relevante (DAMASIO; CARVALHO, 2013). Com relação ao WBCE, apenas um estudo verificou o prazer percebido (afeto básico – AB) e a intenção de se engajar nesse método de treino (McRAE, et al., 2012) e a percepção subjetiva de esforço (PSE) foi investigada em outros dois estudos (GIST et al., 2015; GIST et al., 2014), porém, também de forma aguda. Nenhum estudo verificou a ativação percebida (AP) e nem respostas perceptuais de forma crônica no treinamento de WBCE, uma vez que a interação intensidade-afeto pode refletir no comportamento futuro e na aderência a um estilo de vida fisicamente ativo (BACKHOUSE, 2007; ROSE; PARFITT, 2010; EKKEKAKIS, 2005; 2011). 2. Objetivo Verificar a resposta da pressão arterial após 4 semanas de exercícios calistênicos de alta intensidade. 3. Metodologia O presente estudo se caracteriza como uma pesquisa de campo quantitativa experimental, a mostra foi composta por 6 homens jovens (20,3±2,5 anos; 65,4±8,5 kg; 168,5±5,4 cm; 23,0±2,9 kg.m-2) os quais foram submetidos a avaliação antropométrica, no qual o peso corporal foi mesurado através de uma balança digital da marca (Omron) com pressão de 0,1 g e com capacidade máxima de até 150 kg. Para aferir a estatura foi utilizado estadiômetro de parede da marca Wiso com pressão de 0,1 cm, com os valores obtidos de peso e estatura foi possível realizar o cálculo de índice de massa corporal IMC, após a realização antropométrica os quais fizeram realização de um repouso de 10 minutos e a PA foi verificada utilizando um monitor digital da marca Microlife – modelo BP3AC1-1PC. Para participar do presente estudo foi adotado alguns critérios de inclusão dentre eles ser acadêmico da universidade regional do cariri, ser homens jovens, ter idade entre 18 e 35 anos, ser fisicamente ativo, e foram adotados alguns critérios de exclusão: não ser hipertenso, não possuir diabetes, ser fumante, apresentar problemas ossemioarticular que impedisse a realização dos exercícios, possuir frequência menor do que 75% na realização dos exercícios. Responder sim em algumas das alternativas do Questionário de Prontidão para Atividade Física PAR-Q (THOMAS et al., 1992) e responder sim para algumas das alternativas do questionário de Fatores de Risco para Doença Artério Coronariana (ACSM, 1995) e o questionário sobre Sinais e sintomas para Doenças Cardiopulmonares (ACSM, 1995). Após a realizações das avaliações e dos critérios de inclusão e exclusão foi dado início o programa de intervenção que teve duração de 4 semanas, sendo realizados 3 vezes por semana, nas segundas, quartas e sextas feiras, no qual os voluntários realizavam sessões de exercícios calistênicos de alta intensidade. O primeiro exercício a ser realizado foi jump jack, que consistiu em realizar adução e abdução de ombro até 180° e os membros inferiores executando adução e abdução. Posteriormente foi realizado burpee, onde ficavam na posição de flexão e depois realizavam o salto vertical. Por último, foi realizado split no qual os ombros ficaram a 90° executando adução e abdução horizontal e os membros inferiores executando adução e abdução saltando. Todos os exercícios foram realizados em 3 séries com 30 segundos de esforço máximo e 30 segundos de recuperação passiva, totalizando 8 minutos e 30 segundos, o tempo de recuperação foi de 48 horas entre cada sessão. Para análise dos dados, foi utilizado estatística descritiva com média e desvio padrão, para verificar a normalidade da distribuição dos dados foi realizado o teste de Shapiro-Wilk, com a normalidade assumida foi utilizado o teste T pareado para verificar nos momentos pré e pós-intervenção, sendo reportados os valos de F e P. O soft utilizado foi o SPSS versão 22.0 4. Resultados Após 4 semanas de intervenção constatou diferença significativa da PAS nos momentos pré e após 4 semanas (116±10 mmHg e 111±11 mmHg, respectivamente; p < 0,01) com uma variação absoluta de ∆ = -5±2 mmHg. A PAD não reduziu significativamente quando comparados os momentos pré e pós (63±7 mmHg e 61±6 mmHg, respectivamente; p > 0,05) com uma variação absoluta ∆ = -2±3 mmHg. 5. Conclusão Conclui-se que 4 semanas de treinamento de alta intensidade de exercício calistênico parece reduzir a PAS de homens jovens. No entanto, o presente estudo ainda é um piloto e serão minimizadas as limitações em coletas futuras. 6. Agradecimentos Os autores agradecem ao Fundo Estadual de Combate à Pobreza – FECOP pelo apoio financeiro com bolsas de estudo. 7. Referências ACSM. Guidelines for exercise testing and prescription. 5ª ed. Baltimore: Williams & Wilkins. 1995. BACKHOUSE, S.H. et al. Exercise makes people feel better but people are inactive: paradox or artifact? Journal of Sport and Exercise Psychology. v. 29, 498-517. 2007. BORG, G.A.V. Psychophysical bases of perceived exertion. Med Sci Sports Exerc, vol. 4, n. 5, p.p. 377-81, 1982. BUZZACHERA, C.F., et al. 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Palavras-chave: Calistenia, Exercício físico,Pressão arterial
Oral
Abrir o trabalhoQUALIDADE DE SONO E PESO CORPORAL SE CORRELACIONAM POSITIVAMENTE EM PRATICANTES DE GINÁSTICA LABORAL
NAYARA TAVARES BATISTA ; Sabrina Sousa Augusto; Loumaíra Carvalho da Cruz
QUALIDADE DE SONO E PESO CORPORAL SE CORRELACIONAM POSITIVAMENTE EM PRATICANTES DE GINÁSTICA LABORAL Nayara Tavares Batista , Sabrina Sousa Augusto , Loumaíra Carvalho da Cruz3 Alfredo Anderson Teixeira de Araujo4 Resumo: O objetivo do presente estudo foi correlacionar a qualidade de sono com variáveis antropométricas de servidores praticantes de ginástica laboral. Participaram 12 mulheres (68,6±13,1 kg; 165,5±8,2 cm; 26,6±4,0 kg.m-2) e 7 homens (86,9±17,5 kg; 176,4±6,3 cm; 27,8±4,7 kg.m-2) os quais responderam o mini questionário do sono. Foi utilizado uma balança com peso limite de 150kg, um estadiômetro com comprimento de 2m. Foi calculado o índice de massa corporal (IMC) pela equação: peso.estatura-2. A normalidade dos dados foi constatada pelo teste de Shapiro-Wilk e correlação de Pearson foi realizada entre as variáveis antropométricas e o escore da qualidade do sono. Foi adotado um alfa de 5% e o software foi o SPSS v. 22. Correlação positiva e significativa foi encontrada entre o escore do sono (29±7) e o peso (75±17 kg) sendo r = 0,39 (p = 0,04). Não foi encontrada correlação significativa entre escore do sono e IMC (r = 0,27; p>0,05). Conclui-se com o estudo que o peso dos servidores se correlacionou positivamente com o escore do sono, sugerindo que o aumento do peso corporal contribui para uma alteração da qualidade sono. Palavras-chave: Sono, Trabalho, Saúde. 1. Introdução O sono é uma necessidade do ser humano, pois tem um papel fundamental de reestabelecer o organismo para a realização de novas atividades (ZANQUETA, 2013). Uma boa qualidade de sono melhora o humor, reduz o estresse, além de melhorar o desempenho cognitivo como a memória e o raciocínio (BOSCOLO et al., 2007) O déficit de sono leva o indivíduo a ter um maior nível de cansaço, dessa forma, poucas horas de sono faz o corpo necessitar de mais energia e uma maior frequência na alimentação, levando o indivíduo a ingerir alimentos com maiores índices calóricos, aumentando o índice de massa corporal (IMC) e a obesidade (CRISPIM et al., 2007). Ainda nesse sentido a restrição de sono pode ocasionar diminuição do gasto energético, alterações no sistema endócrino, diminuindo os níveis de leptina que sinaliza a sensação de saciedade e aumentando os níveis de grelina que está ligada a sensação de fome (CRISPIM et al., 2007) Já aumento do peso corporal dos indivíduos de maneira exacerbada pode causar diversos problemas, tais como: diabetes mellitus do tipo 2 (DE ALMEIDA ESCOBAR, 2017), a hipertensão (MOREIRA et al., 2013), dificuldades respiratórias (MELO; SILVA; CALLES, 2014). Além disso, o aumento no peso corporal também pode ser um indicador para problemas cardiovasculares (CAVALCANTE; CARVALHO; BARROS, 2009). No entanto o exercício físico pode amenizar estes riscos, reduzindo a gordura visceral, bem como medidas antropométricas, além de trabalhar as capacidades cardiorrespiratórias e auxiliar no controle da pressão arterial (BATISTA FILHO; ARAÚJO; SILVA, 2014). A Ginástica Laboral (GL) se mostra como alternativa para prática de exercícios físicos, pois é composta de alongamentos e relaxamentos realizados no ambiente de trabalho com o propósito de beneficiar os funcionários, diminuindo o estresse, aumentando a disposição (CORRÊA et al., 2017) corrigindo a postura, além de aumentar a mobilidade, flexibilidade, produtividade e concentração no trabalho, pois se trata de um momento de descontração e relaxamento (AGUIAR et al., 2015). Além disso para as empresas diminui gastos com doenças ocupacionais e despesas médicas. (LAUX et al., 2016). Diante disso a GL se divide em três momentos, a preparatória realizada nas primeiras horas de trabalho, a compensatória que ocorre durante a jornada de trabalho e a de relaxamento, realizada ao final do expediente, sendo os exercícios praticados de acordo com a função exercida pelo trabalhador buscando minimizar os efeitos maléficos ao corpo proveniente de movimentos repetitivos (AGUIAR et al., 2015; POLETTO, 2002). Nesse sentido estudos que correlacionem a qualidade de sono com variáveis antropométricas em praticantes de GL ainda são escassos, tornando necessário mais estudos sobre essa temática. 2. Objetivo O objetivo do presente estudo foi correlacionar a qualidade de sono com variáveis antropométricas de servidores praticantes de GL da Universidade Regional do Cariri, Campus Iguatu – CE. 3. Metodologia Participaram do estudo 12 mulheres (68,6±13,1 kg; 165,5±8,2 cm; 26,6±4,0 kg.m-2) e 7 homens (86,9±17,5 kg; 176,4±6,3 cm; 27,8±4,7 kg.m-2) os quais responderam o mini questionário do sono o qual objetiva avaliar o padrão do sono de forma ampla. O questionário é composto por dez perguntas objetivas com respostas de múltiplas escolhas, as perguntas foram: “Você tem dificuldade de adormecer à noite?”; “Você acorda de madrugada e não consegue adormecer de novo?”; “Você toma remédios para dormir ou tranquilizantes?”; “Você dorme durante o dia? (sem contar cochilos ou sonecas programadas)”; “Ao acordar de manhã, você ainda se sente cansado?”; “Você ronca à noite (que você saiba)”; “Você acorda durante a noite?”; “Você acorda com dor de cabeça?”; “Você sente cansaço sem ter nenhum motivo aparente?”; “Você tem sono agitado? (mudanças constantes de posição ou movimentos de pernas/braços)”. As respostas foram de 1 a 7 (nunca, muito raramente, raramente, às vezes, frequentemente, muito frequentemente e sempre). Foi realizada a somatória de todas as respostas e obtida a classificação: sono bom (10 a 24), sono levemente alterado (25 a 27), sono moderadamente alterado (28 a 30) e sono muito alterado (maior de 30). Para análise do escore de sono considera-se que quanto maior for o escore, menor é a qualidade do sono, e quanto menor for o escore melhor é a qualidade do sono do indivíduo. Também, utilizando uma balança digital com limite de peso de 150kg e precisão de 0,1kg, foi verificado o peso dos voluntários e em seguida verificada a estatura com estadiômetro fixado à parede com comprimento de 2m e precisão de 0,1cm. Posteriormente foi calculado o IMC por meio da equação: peso.estatura-2 Após constatada a normalidade da distribuição dos dados pelo teste de Shapiro-Wilk, correlação de Pearson foi realizada entre as variáveis antropométricas (peso, estatura e IMC) e o escore da qualidade do sono. Foi adotado um alfa de 5% e o software utilizado foi o SPSS v. 22. 4. Resultados Correlação positiva e significativa foi encontrada entre o escore do sono e o peso dos voluntários (r = 0,39; p = 0,04), em que, quanto maior o peso dos voluntários (75±17 kg) maior foi o escore do sono (29±7). Não foi encontrada correlação significativa entre escore do sono e IMC (r = 0,27; p>0,05). 5. Conclusão Conclui-se com o presente estudo que o peso dos servidores da Universidade Regional do Cariri, Campus Iguatu, correlacionou-se positivamente com o escore do sono, levando a especular que o aumento do peso corporal pode contribuir para uma alteração da qualidade sono. 6. Agradecimentos Os autores agradecem ao Fundo Estadual de Combate à Pobreza – FECOP pelo apoio financeiro com bolsas de estudo. 7. Referências AGUIAR, L.U.B; FIGUEIREDO, F; OLIVATO, M.A; CARNEIRO, M.F.C; TSCHOEKE, R; DA COSTA, L.P. Ginástica Laboral: prerrogativa do profissional de educação física. Rio de Janeiro: CONFEF, 2015. BATISTA FILHO, Isaias; JESUS, Leonardo Leite de; ARAUJO, Lucineide Gomes da Silva. Atividade Física e seus Benefícios à Saúde, 2014. BOSCOLO, R.T; SACCO, I.S; ANTUNES, H.K; MELLO, M.T; TUFIK,S. Avaliação do padrão de sono, atividade física e funções cognitivas em adolescentes escolares. Revista Portuguesa de Ciências do Desporto, v. 7, n. 1, p. 18-25, 2007. CAVALCANTI, C.B.S; CARVALHO, S.C.B; BARROS, M.V.G. Indicadores antropométricos de obesidade abdominal, Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano, v 11 n 2 p. 217-225, 2009 CORRÊA, T.R.M.F; CINTRA, M.M.M; PAULINO, T.P; SILVA, R.C.R; RESENDE E SILVA, D.T. 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Palavras-chave: Sono, Trabalho
Oral
Abrir o trabalhoRESPOSTA DA PRESSÃO ARTERIAL EM SERVIDORES DA UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI – URCA APÓS SESSÃO DE GINÁSTICA LABORAL
AMANDA DUARTE DA SILVA; José Felipe Barbosa Filho; Maria Vívia Santos; Diana Chaves Alexandre
RESPOSTA DA PRESSÃO ARTERIAL EM SERVIDORES DA UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI – URCA APÓS SESSÃO DE GINÁSTICA LABORAL Amanda Duarte da Silva , José Felipe Barbosa Filho ,Maria Vívia Santos , Diana Chaves Alexandre , Alfredo Anderson Teixeira de Araujo O objetivo do presente estudo foi verificar o efeito de uma sessão de GL na PA de servidores da Universidade Regional do Cariri, Unidade Descentralizada de Iguatu URCA/UDI. Participaram do estudo 11 mulheres (63,05 ± 10,34 kg; 159,5 ± 6,25 cm; 24,6 ± 3,06 kg.m-2) as quais foram submetidas a uma sessão de GL e uma sessão controle durante o seu expediente de trabalho, em que foram realizadas de forma randomizadas com intervalo de 7 dias. O tempo estimado para as sessões foi de 10 a 15 minutos sendo a sessão de GL composta por exercícios de alongamentos para os membros superiores com ênfase na coluna cervical, ombros, punho e dedos, em que cada exercício foi repetido duas vezes. A PA foi verificada antes e após as sessões. Tanto para PAS (Controle pré: 112 ± 13 mmHg e pós: 111 ± 12 mmHg; GL pré: 115 ± 14 mmHg e pós: 112 ± 13 mmHg) quanto para PAD (Controle pré: 71 ± 8 mmHg e pós: 70 ± 9 mmHg; GL pré: 73 ± 9 mmHg e pós: 71 ± 9 mmHg) não foram encontradas diferenças significativas (p>0,05) entre os momentos pré e pós-intervenção nem entre as sessões. Conclui-se com o presente estudo que uma sessão de GL não reduziu, de forma aguda, a PA dos servidores da Universidade Regional do Cariri – URCA / UDI. Palavras-chave: Ginástica Laboral. Trabalho. Saúde. 1. Introdução A Ginástica Laboral (GL) surgiu com o objetivo de amenizar as doenças ocupacionais ocasionadas no âmbito de trabalho, como as lesões por esforço repetitivo (LER) e os distúrbios osteomusculares relacionados a esse ofício (DORT), como também auxiliando na redução do estresse adquirido durante toda a jornada de trabalho, afirmando dessa forma a permanência do trabalhador na empresa (OLIVEIRA et al., 2007; MARTINS; MICHELS, 2001). No ambiente empregatício, os funcionários estão expostos a agentes estressores como o esforço físico, raiva, impulsividade, hostilidade, ansiedade entre outros apontados como fatores ambientais e psicológicos capazes de elevar a pressão arterial (PA) a níveis fora da normalidade cotidiana (ROCHA; AMP, 2002; FONSECA, 2009). A elevação da PA é um dos fatores de risco para doenças cardiovasculares (COVATTI, 2016) e de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) é a principal causa de morte no mundo, obtendo um maior número de pessoas que chegam a óbito anualmente por essas enfermidades do que por qualquer outra causa. (OMS, 2017). No Brasil as doenças cardiovasculares são responsáveis por 33% dos óbitos e 88% nos custos dos medicamentos, seguido pelos custos da previdência social 66% (SIQUEIRA, 2017). Por outro lado, o controle da PA mostra efeitos positivos para um baixo índice de mortalidade e uma das alternativas para o controle da PA é o exercício físico e esse controle pode ocorrer tanto de forma aguda quanto crônica (MONTEIRO, 2007). Dessa forma, a GL se torna uma importante ferramenta por apresentar exercícios de alongamentos, posturais e de relaxamento para todo o corpo (CORRÊA et al., 2017), promovendo assim, bem-estar e uma melhor qualidade de vida, reduzindo as dores localizadas, estresse, fadiga dos funcionários (GONDIM et al., 2009), problemas ocasionados pela postura inadequada, afastamentos temporários e acidentes de trabalho (POLETTO, 2002), dessa forma, melhorando as condições de trabalho, bem como, a produção. As atividades laborais no ambiente de trabalho, têm indicação de três vezes por semana, mesclando os exercícios que a compõe, sua duração pode variar entre de 5 a 10 minutos, de 8 a 12 minutos e 10 a 15 minutos por sessão e deve ser realizado e supervisionado por um profissional de educação física (FERREIRA; SANTOS, 2013). Os exercícios laborais são classificados de três formas, a ginástica preparatória que é realizada no inicio da jornada de trabalho, a compensatória sendo efetuada no meio do expediente e a ginástica de relaxamento exercida ao final do expediente (LIMA; SOARES, 2010). Nessa perspectiva, sabendo dos benefícios da GL e da importância do controle e redução da PA, buscou-se verificar se uma sessão de GL tem efeitos sobre a PA de servidores da Universidade Regional do Cariri, Unidade Descentralizada do Iguatu URCA/UDI. 2. Objetivo Verificar o efeito de uma sessão de GL na PA de servidores da Universidade Regional do Cariri, Unidade descentralizada do Iguatu URCA/UDI. 3. Metodologia Participaram do estudo 11 mulheres (63,05 ± 10,34 kg; 159,5 ± 6,25 cm; 24,6 ± 3,06 kg.m-2) as quais foram submetidas a uma sessão de GL e uma sessão controle durante o seu expediente de trabalho, em que foram realizadas de forma randomizadas com intervalo de 7 dias. O tempo estimado para as sessões foi de 10 a 15 minutos sendo a sessão de GL composta por exercícios de alongamentos para os membros superiores com ênfase na coluna cervical, ombros, punho e dedos, em que cada exercício foi repetido duas vezes. Antes de iniciar a sessão foi verificada a PA dos indivíduos, os mesmos sentados em uma cadeira confortável em repouso por 5 minutos e se manter em silêncio durante a verificação, com as pernas descruzadas, pés apoiados ao solo, dorso recostado na cadeira, braço esquerdo na altura do coração e palma da mão voltada para cima (SBC, 2016). Após as sessões foi novamente verificada a PA dos indivíduos, em que eles permaneceram na mesma posição inicial e seguiram o mesmo protocolo. Estatística descritiva com média e desvio padrão foi adotada. A esfericidade dos dados foi verificada pelo Mauchly’s test. A normalidade da distribuição dos dados foi verificada utilizando o teste de Shapiro-Wilk. ANOVA com delineamento para medidas repetidas foi utilizada para verificar o efeito de interação tempo (pré e pós) x sessão (GL e Controle) além do efeito principal do tempo nas diferentes sessões (pré e pós), reportando o “F-ratio”, graus de liberdade e o valor “p”. Partial eta squared (ηp2) foi utilizado para determinar o tamanho do efeito (effect size). Post hoc de Bonferroni foi empregado para identificação dos pares de diferença e o valor “p” foi reportado. O nível de significância adotado foi p < 0,05 e o software utilizado para análise dos dados foi o SPSS 22.0 for Windows (SPSS, Inc., Chicago, IL). 4. Resultados A Tabela 1 apresenta o resultado da PAS e PAD nas diferentes sessões (controle e GL) nos diferentes momentos (pré e pós-intervenção). Nenhuma diferença estatística foi encontrada entre as sessões e nos momentos pré e pós-intervenção. Para PAS não houve diferença entre as sessões [F(1,13) = 3,068; p = 0,103; η2 = 0,19], nem efeito principal de tempo [F(1,13) = 1,866; p = 0,195; η2 = 0,13] nem interação sessão x tempo [F(1,13) = 0,268; p = 0,613; η2 = 0,02]. Para PAD não houve diferença entre as sessões [F(1,13) = 2,404; p = 0,145; η2 = 0,16], nem efeito principal de tempo [F(1,13) = 4,060; p = 0,065; η2 = 0,24] nem interação sessão x tempo [F(1,13) = 0,183; p = 0,676; η2 = 0,01]. Tabela 1. Resposta da PAS e PAD nos momentos pré e pós-intervenção nas diferentes sessões. Pré-intervenção Pós-intervenção Controle PAS (mmHg) 112 ± 13 111 ± 12 Ginástica Laboral 115 ± 14 112 ± 13 Controle PAD (mmHg) 71 ± 8 70 ± 9 Ginástica Laboral 73 ± 9 71 ± 9 5. Conclusão Conclui-se com o presente estudo que uma sessão de GL não reduziu, de forma aguda, a PA dos servidores da Universidade Regional do Cariri – URCA / UDI. 6. Agradecimentos Os autores agradecem ao Fundo Estadual de Combate à Pobreza (FECOP) pela bolsa concedida para o projeto de extensão. 7. Referências CORRÊA T.R.M.F.; CINTRA M.M.M, PAULINO T.P.; SILVA R.C.R.; SILVA D.T.R. Avaliação da qualidade de vida de praticantes de ginástica laboral. v.50, n. 1, p. 11-17, 2017. COVATTI C. F.; DOS SANTOS J. M.; VICENTE A. A. S.; GREFF N. T.; VICENTINI A. P. Fatores de risco para doenças cardiovasculares em adultos e idosos de um hospital universitário. Nutrición Clínica y Dietética Hospitalaria, v. 36, n.1, p. 24-30, 2016. FERREIRA K.S.; SANTOS A.P. Os benefícios da ginastica laboral e os possíveis motivos da não implementação. Revista de Educação Física, v2, n. 2, p. 56-72, 2013. FONSECA F. C. A.; COELHO R. Z.; NICOLATO R.; MALLOY-DINIZ L. F.; SILVA FILHO H. C. D. 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Palavras-chave: Ginástica Laboral,Trabalho, Saúde
Oral
Abrir o trabalhoREVISÃO BIBLIOGRÁFICA DO IMC DE ATLETAS EM AMBOS OS SEXOS E DIFERENTES FAIXAS ETÁRIAS
ANTONIA ROLIM DE OLIVEIRA; Aparecida Isadora A Martins Pinho; Naiara Bezerra Souza; Vitória Régia Cândido Pereira; Juliana Nascimento da Silva
Resumo: Uma das principais causas da obesidade é o desequilíbrio metabólico, resultando no excesso de calorias que são armazenadas no corpo além das necessidades que precisamos para o dia-a-dia. Objetivo analisar a literatura publicada entre 2008 à 2018 referente ao IMC em atletas e jovens não praticantes de diferentes modalidades esportivas. Este estudo é de natureza bibliográfica. Destes foram selecionados (n=10) artigos publicados entre os anos de 2008 e 2018.O protocolo usado nos artigos foi o da OMS e do PROESP-BR. Amostra com faixa etária entre 8 a 37 anos. Para essa busca utilizou-se os seguintes mecanismos de busca Google acadêmico e Scielo. Sendo encontrados a partir dos termos: IMC em atletas, Antropometria, estado nutricional, insatisfação corporal. Ao analisar os artigos verificou-se que em oito dos dez artigos analisados não houve diferença significativa com relação ao Índice de Massa Corporal dos avaliados. Por isso é de fundamental importância da utilização de outros mecanismos para uma maior eficácia da análise dos perfis antropométricos de atletas em geral. Palavras-chaves: composição corporal. IMC. Atletas. 1. INTRODUÇÃO O IMC – Índice de massa corporal é um calculo que serve para determinar o peso do individuo com relação a sua altura, foi criado pelo cientista e matemático Adolphe Quételet, essa formula divide o peso de um indivíduo pela sua altura ao quadrado. Sendo calculado a partir de valores antropométricos (RICARDO; ARAUJO, 2002). O cálculo do IMC é usado como um instrumento para identificar o estado dos percentuais de massa gorda e magra no indivíduo e determinar se o sujeito encontra-se abaixo, acima ou no peso ideal. O índice de gordura acima do considerado ideal pode acarretar em grandes problemas, na saúde do individuo, como por exemplo, o diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares, apneia do sono, variados tipos de cânceres e etc. Não podendo esquecer que está ligada diretamente a capacidade funcional, prejudicando assim as atividades diária (KNIBEL, 2007). Tendo em vista os variados aspectos do IMC, a presente revisão bibliográfica consiste em analisar o índice de massa corporal em atletas de diferentes grupos e faixas etárias. Mesmo sendo o método mais utilizado mundialmente por ser fácil de mensurar em atletas com composição muscular muito elevada, como os praticantes de musculação. Diante do exposto, torna-se de suma importância avaliar os perfis antropométricos dos atletas de diferentes modalidades e faixas etárias utilizando-se da pesquisa bibliográfica. 2. OBJETIVO Analisar o perfil antropométrico de diferentes atletas, em diferentes faixas etárias, em ambos os sexos. 3. METODOLOGIA Este estudo é de natureza bibliográfica, pois visa investigar e analisar o material obtido e aprofundar-se com o presente tema (MARTINS, 2004).Foram analisados artigos relacionados ao índice de massa corporal de indivíduos com idades diferentes sendo todos praticantes de atividades físicas. Destes foram selecionados (n=10) artigos para fazer esta revisão bibliográfica, todos os artigos que foram tomados como base foram publicados entre os anos de 2000 e 2018. Na presente revisão foram selecionados estudos com amostra com faixa etária entre 8 a 37 anos. Para essa busca utilizou-se os seguintes mecanismos de busca GOOGLE ACADÊMICO e SCIELO. Sendo encontrados a partir das Palavraschaves: IMC em atletas, Antropometria, qualidade de vida, insatisfação corporal. Feito isso, foram analisados, minuciosamente, todos os estudos a fim da pronta análise quanto suas respectivas relevâncias para com o presente estudo. Outros quesitos empregados para a inclusão destes na referida pesquisa foram a quantidade significância amostral, faixa etária e o impacto dos resultados na vida dos sujeitos avaliados. 4. RESULTADOS A seguir, encontram-se os resultados dos principais estudos pesquisados na referida revisão bibliográfica. O estudo de Lisboa et al (2014) objetivou analisar os Índices de Massa Corpórea de jovens atletas de futebol do gênero feminino de um programa de treinamento esportivo da cidade de São José dos Campos nas suas categorias de base. Foram utilizadas 32 jovens atletas do gênero feminino com idade entre 14±2,6 anos. Grupos foram formados a partir da obtenção das faixas etárias e categorias: Sub-13: atletas entre 09 a 13 anos de idade; Sub-15: atletas entre 14 e 15 anos de idade; Sub-17: atletas entre 16 e 17 anos de idade. Observou-se diferença estatística significante quando comparamos o IMC do Grupo Sub-13 com o Grupo Sub-15, por conta da diferenciação maturacional entre as categorias, que por sua vez está diretamente associada ao Pico de Velocidade de Crescimento (PVC). De acordo com Venâncio et al (2018) o objetivo do estudo foi identificar o nível de aptidão física dos praticantes de futebol entre 8 e 12 anos de idade, sendo constituído por 94 atletas divididos em sub 11, sub 13 e sub 15. Com relação ao IMC no sub11, 80% encontra-se em zona de risco e 20% em zona saudável. No sub 13, 73,1% encontra-se em risco e 26,9% em zona saudável. E por ultimo o sub 15 que 81,0% está em zona de risco e 19,0% esta em zona saudável. No estudo de Rosa Alex Sandro (2011) comparou-se o perfil de 38 atletas profissionais entre 17 e 35 anos de idade com IMC 23,94kg/m² e do grupo sub-20 os grupos 38 atletas entre 17 e 20 anos com IMC 23,07kg/m². Notou-se que não ouve diferença significativa entre os grupos. De acordo com o estudo de Schubert et al (2016) participaram 401 crianças e adolescentes de ambos os sexos 236 meninos e 165 meninas, com idades entre 8 e 16 anos, todos praticantes de diferentes esportes individuais e coletivos na cidade de Londrina – Paraná. Em uma amostra de 401 crianças e adolescentes, 58,5% foram representados por meninos e 41,5% pelas meninas. Mesmo com idades inferiores aos das meninas, os meninos tiveram resultados significante melhores em relação á massa corporal. Sendo encontraram diferenças significativas entre os tipos de modalidades esportivas para IMC, Onde é importante ressaltar que os esportes coletivos mostraram maior valor nas variáveis IMC. Esportes individuais 18,96+-3,78, já no coletivo 21,18+-4,05. O estudo de Penteado et al (2010) comparou os métodos utilizados na avaliação nutricional de 13 atletas de futsal masculino do município de Guarapuava- PR com idades entre 18 e 32 anos. Nessa análise 10 atletas estão eutrófico, 2 atletas possuíam sobrepeso e 1 deles obesidade grau I. Demostrando que os valores obtidos estão dentro da media esperada para as equipes de futsal do Paraná. No artigo de Petreça et al (2016) o objetivo foi analisar o perfil de composição corporal em atletas de base das modalidades de futsal e futebol de campo. A amostra foi composta por 244 atletas de base de 8 a 17 anos do sexo masculino. Para verificar essa composição corporal foram calculados o IMC e percentual de gordura através de estatísticas descritivas e inferenciais, alguns atletas praticavam as duas modalidades, sendo que foi dividido em praticantes de futsal, futebol de campo e ambos. Então se verificou diferenças significativas entre os grupos na massa corporal, foi observado nos praticantes de ambas as modalidades a maior prevalência para sobrepeso 24,2% sendo maior que a media nacional de 21,7% e na modalidade futsal 6,5%, maio que a media nacional de 5,9% (IBGE, 2009). Portanto os atletas de ambas as modalidades obtiveram os maiores valores para o IMC, o que pode ser explicado que, apesar de não haver diferença significa entre as idades e os grupos, eram os indivíduos mais velhos. O artigo de Figueiredo et al (2014/2015) comparou aptidão física em atletas juvenis masculinos de futsal e de basquetebol. Participaram do estudo sujeitos masculinos e juvenis com idades compreendidas entre 15 e 16 anos. O IMC dos atletas de futsal foi de 22,05kg/m²±3,54, já o valor do grupo de basquetebol teve resultado 21,16kg/m²±2,58, dessa forma contatamos que não houve diferença significativa entre as duas equipes nas variáveis antropométricas e de composição corporal estudada. O valor do peso corporal total foi inferior na equipe de futsal em relação a de basquetebol, na altura total verificou-se que os sujeitos do futsal possuem uma media mais baixa que a equipe de basquetebol. No artigo de Fortes et al (2011) O objetivo deste estudo foi comparar a insatisfação corporal de adolescentes atletas e não atletas. Foram avaliados 58 atletas e 61 não atletas do sexo masculino, com idade media de 15 a 16 anos. O IMC dos atletas foi de 20,74±3,48 e dos não atletas 21,19±2,76. Portanto não houve diferença do IMC entre os dois grupos, havendo somente diferença de idade. Em Buscariolo et al 2008, o objetivo foi comparar a composição corporal estimada por métodos antropométricos e bioimpedância elétrica aplicados em atletas do time de futebol feminino de Botucatu/SP Foram analisadas 18 atletas do sexo feminino, através desses dados foram obtidas as porcentagens de gordura através de Pollock et al. (1980); Durnin e Womersley (1974). Também foi obtida a porcentagem de gordura através da bioimpedância. Resultados: A média da porcentagem de gordura segundo Pollock et al. (1980) foi de 19,03 (3,80), a de Durnin e Womersley (1974) indicou 22,42 (+3,07) e a média obtida pela bioimpedância mostraram um resultado 25,47%, que foi a maior média, comparando com os dados obtidos pelas equações antropométricas. Em Lima et al (2009) observou o estado nutricional de 367 jogadores de futebol profissional, do gênero masculino, com idade igual ou superior a 18 anos (18 a 36,9 anos), pertencentes ao Paraná Clube, no período de 2002 a 2009. De acordo com o estudo a maioria dos jogadores encontra-se dentro da normalidade para a classificação de IMC (79% e 86%), isso se deve ao fato de que a população foi composta por atletas, o que leva a prevalência de indivíduos com peso normal (PIETRO, 1995). 5. CONCLUSÃO Em oito dos dez artigos analisados não houve diferença significativa com relação ao Índice de Massa Corporal dos avaliados. Esse resultado não será suficiente para saber se realmente esse indivíduo está ou não com o peso ideal, pelo fato do mesmo ter um percentual de massa muscular mais elevado podendo assim de acordo com os cálculos do IMC ter um índice equivocado de obesidade. Por isso é importante utilizar outros mecanismos para uma maior eficácia da análise dos perfis antropométricos de atletas em geral. 6. REFERÊNCIAS BUSCARIOLO, Fabio Fabian et al. Comparação entre os métodos de bioimpedância e antropometria para avaliação da gordura corporal em atletas do time de futebol feminino de Botucatu-SP. Rev Simbio-Logias, v. 1, n. 1, p. 122-9, 2008. DE LIMA, Carolina Baptista Neiva et al. Estado nutricional e composição corporal de jogadores de futebol profissional. RBNE-Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, v. 3, n. 18, 2012. FIGUEIREDO, Teresa; ESPADA, Mário; P. Ana. Análise da aptidão física entre jogadores masculinos juvenis de futsal e de basquetebol. Medi@ ções, v. 3, n. 2, p. 16-27, 2015. KNIBEL, Marcela Paranhos. A dietoterápica e a atividade física regular como ferramentas fundamentais na promoção do emagrecimento de indivíduos obesos. RBNE-Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, v. 1, n. 3, 2012. LISBÔA, Itamar et al. Análise dos índices de massa corpórea nas categorias de base do futebol feminino de São Jose dos Campos, São Paulo, Revista Brasileira de Futsal e Futebol, v. 6, n. 19, p. 3-6, 2014. MARTINS, H. H. T. S. Metologia qualitativa de pesquisa. Educação e Pesquisa, v. 30, n. 2, p. 289-300, São Paulo, 2004. PENTEADO, Eloísa Gabriela; BARATTO, Indiomara; DA SILVA, Rosangela. Comparação entre índice de massa corporal e percentual de gordura da equipe de futsal masculino do município de Guarapuava, Paraná. RBNE-Revista Brasileira de Nutrição Esportiva, v. 4, n. 21, 2012. PETREÇA, Daniel Rogério; NETO, Henrique Alexandre Ruske. Perfil de composição corporal em atletas de base das modalidades de futsal e futebol de campo. Saúde e Pesquisa, v. 9, n. 1, p. 127-135, 2016. RICARDO Rabelo; ARAUJO, C. G. S. Índice de massa corporal: um questionamento científico baseado em evidências. Arq. Bras. Cardiol., v. 79, n. 1, p. 61-9, 2002. ROSA, Alex Sandro Pedro. Comparação do perfil antropométrico: peso, altura e IMC de atletas do Santos Futebol Clube profissional e sub-20. RBFF-Revista Brasileira de Futsal e Futebol, v. 3, n. 8, 2012. SCHUBERT, Alexandre et al. Aptidão física relacionada à prática esportiva em crianças e adolescentes. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, v. 22, n. 2, p. 142-146, 2016. 9 SOUSA FORTES, Leonardo et al. Insatisfação corporal de adolescentes atletas e não atletas. J Bras Psiquiatr, v. 60, n. 4, p. 309-14, 2011. VENANCIO, Patrícia Espíndola Mota et al. Aptidão física em adolescentes praticantes de Futebol. RBFF-Revista Brasileira de Futsal e Futebol, v. 10, n. 36, p. 41-48, 2018.
Palavras-chave: Composição corporal,IMC,Atletas
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Abrir o trabalhoUM PROGRAMA DE INTERVENÇÃO DE 12 SEMANAS PODE MODIFICAR A COMPOSIÇÃO CORPORAL DE ESCOLARES ?
PEDRO VICTO DOMINGUES PEREIRA; LUCAS SOUZA SILVA; MARCELLO PEREIRA DE ARAUJO
UM PROGRAMA DE INTERVENÇÃO DE 12 SEMANAS PODE MODIFICAR A COMPOSIÇÃO CORPORAL DE ESCOLARES? Pedro Victo Domingues Pereira1, Lucas Souza Silva1, Marcello Pereira de Araújo1, Cleene Tavares de Souza2 Resumo: Objetivo do estudo foi analisar o efeito de um programa de exercício físico de 12 semanas na composição corporal de crianças e adolescentes. Participaram 20 crianças de ambos os sexos, com idade (11,5 ±1,05 ) estatura 1,42 (1,47 – 1,52), peso 37,9 (35,5 – 41,0), IMC 17,0 (16,3 – 19,2), dobras cutâneas 23,8 (18,8 – 28,9) tricipital e subescapular. A intervenção teve duração de 12 semanas, sendo realizadas três vezes por semana, cada sessão com duração de 60 minutos. Após as 12 semanas foram realizadas novas avaliações. O estudo obedeceu aos critérios éticos da resolução 466/12. Para análise dos dados foi utilizado estatística descritiva, Shapiro-Wilk para verificar a normalidade dos dados, quando a normalidade foi violada, utilizou-se o teste de Wilcoxon nos momentos pré e pós-intervenção, o alfa adotado foi de 5% e o soft utilizado foi o SPSS v.22.0. Após 12 semanas de exercício físico para crianças, não foi possível observar diferenças significativas nos momentos Pré e Pós-intervenção na composição corporal. Conclui-se que um programa de 12 semanas de exercício físico mostrou ser insuficiente para alterar significativamente a composição corporal de escolares. Palavras-chave: Composição Corporal. Escolares. Exercício físico. 1. Introdução: O aumento da prevalência do sobrepeso e obesidade, juntamente com o sedentarismo e baixo nível de atividade física, contribui de forma significativa para que crianças e adolescentes permaneçam com excesso de peso e morbidade também em sua vida adulta (OLSEN et al., 2006; MUST et al. 1999). Aumentando o risco e o surgimento de várias doenças crônicas não transmissíveis, tais como diabetes tipo 2, disfunção hepática, hipertensão arterial, aterosclerose, dislipidemia e doença cardiovascular (CHEUNG et al., 2004; OLSEN et al., 2006). Em sua definição a obesidade é caracterizada como um aumento excessivo de gordura corporal, atualmente considerada como uma situação multifatorial devido aos grandes problemas de saúde pública, retratando uma verdadeira pandemia em todo o mundo (DÍAZ; NAVARRO, 2012). Crianças e adolescentes são cada vez mais acometidas por essas morbidades no qual tem contribuído para o surgimento vários transtornos cada vez mais frequentes, esses agravos vem chamando a atenção e tem sido o foco principal de estudo de pesquisadores de professores das áreas de saúde (RONQUE et al, 2007). Corroborando com os conceitos de sobrepeso e obesidade, um estudo concluiu de forma preocupante, pois grande maioria das 511 crianças de ambos os sexos de alto poder socioeconômico, se encontravam com quantidades excessivas de gordura corporal, ocasionando um aumento determinante para o surgimento de doenças cardiovasculares, disfunções metabólicas, provocadas pelo sobrepeso e obesidade (RONQUE, et al 2007) Dessa forma, parece que a composição corporal pode ser influenciada por diferentes fatores, dentre eles, fatores ambientais, doenças, alguns tipos dietas alimentares, exercícios físicos, crescimento e maturação biológica (DÍAZ; NAVARRO, 2012). Porem não se sabe ao certo se atividades recreativas ou até mesmo atividades pré-desportivas podem contribuir de forma significativa na composição corporal de crianças e adolescentes. No entanto, especialistas em saúde sugerem que atividades recreativas são fundamentais, pois através de seu caráter lúdico ajudam no processo de desenvolvimento motor de crianças, por consequência contribuem também no aumento do gasto calórico, redução da gordura corporal e qualidade de vida (DONELLY et al 2017). Nessa afirmativa, algumas evidencias têm demostrado bons resultado na manutenção da saúde e modificações na composição corporal em crianças com baixo nível socioeconômico e com riscos alimentares, através 24 semanas de atividades recreativas (ALVES et al., 2008). O estudo de Bianchini et al. (2016) também demostrou redução significativa no percentual de gordura após 16 semanas intervenção em ambos os sexos com adolescente. A pesar de alguns estudos serem citados no presente trabalho, ainda é relativamente escasso o número de estudos que abordem sobre tudo, o papel das atividades recreativas como mecanismo interventor, disciplinar, no controle do peso e modificação corporal, principalmente no interior do estado do nordeste, dessa forma justifica-se a necessidade de investigar se um programa de 12 semanas com atividades recreativas e pré-desportivas podem modificar a composição corporal de crianças e adolescentes. 2. Objetivo: Analisar o efeito de um programa de exercício físico de 12 semanas na composição corporal de crianças e adolescentes. 3. Metodologia: O presente estudo se caracteriza com uma pesquisa quantitativa com delineamento transversal, onde a amostra foi composta por 20 crianças com idade 11,5 ±1,05, estatura 1,42 (1,47 – 1,52), peso 37,9 (35,5 – 41,0), IMC 17,0 (16,3 – 19,2), dobras cutâneas 23,8 (18,8 – 28,9). A estatura foi avaliada através de um fita métrica fixada na parede com precisão de 0,1cm, o peso corporal foi verificado através de uma balança digital da marca (Omron) com precisão de 0,1 com capacidade de até 150kg, os dados obtidos de peso e estatura foram usados para calcular e identificar o Índice de Massa Corporal (IMC). A composição corporal foi verificada por meio de um adipômetro da marca Sanny, aferida através das dobras cutâneas, tricipital e subescapular. Todas as medidas seguiram o protocolo de Petroski (2011). Foi adotado como critério de inclusão crianças e adolescentes que estivessem matriculadas e frequentando a escola regularmente, ter idade entre 8 e 13 anos, não estivessem participando de outro programa de intervenção. E como critérios de exclusão, possuir menos de 75% de frequência no programa, algum problema ósteomioarticular que impedisse a realização de prática esportiva, possuir algum tipo de deficiência intelectual ou física, possuir insuficiência respiratória, diabetes tipo, hipertensão e cardiopatia. O programa de intervenção teve duração de 12 semanas, consistiu na realização de atividades Pré-desportivas, jogos e brincadeiras, sendo realizada três vezes por semana, segundas, quartas e sextas, todas as atividades foram orientadas pelos alunos do curso de graduação em educação física, e a intervenção supervisionado por uma professora responsável pelo projeto, cada sessão teve duração de 60 minutos. Após o período de intervenção foi realizado uma reavaliação sobre as variáveis mensuradas anteriormente. O estudo obedeceu aos critérios éticos da resolução 466/12. Para estatística e análise dos dados foi utilizado estatística descritiva com média, desvio padrão, mediana e intervalo interquartil para dados não paramétricos, foi utilizado o Teste de Shapiro-Wilk para verificar a normalidade da distribuição dos dados, quando a normalizados da distribuição dos dados foi violada, utilizou-se o teste de Wilcoxon para comparar nos momentos pré e pós-intervenção, sendo reportados os valores de Z e P, o alfa adotado foi de 5% e o software utilizado foi o SPSS versão 22.0. 4. Resultados: Após 12 semanas de intervenção com atividades pré-desportivas, lúdicas, através jogos e brincadeiras direcionada a crianças de ambos os sexos, não foi possível encontrar diferenças significativas nos momentos Pré e Pós-Intervenção nas variáveis, Peso: 37,4 (35,2 – 40,9) Z= -1,683; p=0,092; IMC: 17,3 (16,2 – 18,8) Z= -0,252; p=0,80; e Dobras Cutâneas: 21,7 (18,3 – 27,2) Z= -0,543; p=0,587. Sendo estatisticamente diferente dos momentos pré e pós-intervenção apenas a variável Estatura 1,47(1,43 – 1,53) Z= -3,166; p=0,002. Tabela 01. Mediana e intervalo interquartis referentes aos momentos Pré e Pós-intervenção. PRÉ PÓS Teste de Wilcoxon Peso 37,9 (35,5 – 41,0) 37,4 (35,2 – 40,9) Z= -1,683; P=0,092 Estatura 1,47 (1,42 – 1,52) 1,47 (1,43 – 1,53)* Z= -3,166; P=0,002 IMC 17,0 (16,3 – 19,2) 17,3 (16,2 – 18,8) Z= -0,252; P=0,801 DC 23,8 (18,8 – 28,9) 21,7 (18,3 – 27,2) Z= -0,543; P=0,587 IMC: Índice de Massa Corporal; DC: Dobras Cutâneas. * P< 0,05 em relação ao momento Pré-Intervenção. 5. Conclusão: Conclui-se que um programa de 12 semanas de atividades recreativas, pré-desportivas realizadas 3 vezes por semanas com crianças devidamente matriculadas na rede regular de ensino, mostrou-se de forma insuficiente para promover alterações significativas na composição corporal. No presente estudo é possível encontrar algumas limitações no qual precisam de maiores investigações em estudos posteriores, visto que não foi utilizado um grupo controle, não foi utilizado recordatórios alimentares para um maior controle de ingestão calórica nos dias de intervenção e dias subsequentes e não foi utilizado cardiofrequencímetros e escalas psicofisiológicas, escala de BORG para o controle da intensidade das atividades durante o período de intervenção. 6. Referências: ALVES, J. G. B. Efeito do exercício físico sobre peso corporal em crianças com excesso de peso: ensaio clínico comunitário randomizado em uma favela no Brasil. Cad Saúde Pública, v. 24, n. 2, p. 353-359, 2008. BIANCHINI, J. A. A. et al. Intervenção multiprofissional melhora a aptidão física relacionada à saúde de adolescentes com maior efeito sobre as meninas em comparação aos meninos. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, v. 30, n. 4, p. 1051-1059, 2016. CHEUNG. Y, B, et al. A longitudinal study of paediatric body mass index values predicted health in middle age. J Clin Epidemiol. v. 57, n. 12, p. 1316-1322, 2004. DÍAZ, J,; NAVARRO, O. Determinación del Porcentaje de Masa Grasa, según Mediciones de Perímetros Corporales, Peso y Talla: Un Estudio de Validación. Int J Morphol. v. 30, n. 4, p. 1604-1610, 2012. DONELLY, J. E. American College of Sports Medicine Position Stand. Appropriate physical activity interven- tion strategies for weight loss and prevention of weight regain for adults. Med Sci Sports Exerc. v. 2, n. 45, p. 459-471, 2009. MUST. A, STRAUSS. R, S. Risks and consequences of childhood and adolescent obesity. International Journal of Obesity. v. 23, n. 52, p.2-11, 1999. OLSEN. L, H et al. Birth cohort effect on the obesity epidemic in Denmark. Epidemiology. v. 17, n. 3, p. 292- 295, 2006. PETROSKI, E, L, et al. Antropometria: técnicas e padronizações. 5º ed. Várzea Paulista, SP: Fontoura, 2011. RONQUE, E. R. V. et al. Composição corporal em crianças de sete a 10 anos de idade, de alto nível socioeconômico. Rev Bras Med Esporte . v. 13, n. 6, p. 366-370, 2007.
Palavras-chave: Composição corporal,Escolares,Exercício físico
Oral
Abrir o trabalhoPalavras-chave: MONITORIA,METODOLOGIA ATIVA,JOGOS EDUCATIVOS
Oral
Abrir o trabalhoA ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA MELHORIA DA QUALIDADE DOS CUIDADOS PALIATIVOS A CRIANÇAS COM CÂNCER
GEOVANA RAMOS LIMA; DAYANE FÉLIX DA SILVA; JOYCE MAGALHÃES SOUZA DINIZ; TALITA MARÇAL PINHEIRO
A ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA MELHORIA DA QUALIDADE DOS CUIDADOS PALIATIVOS A CRIANÇAS COM CÂNCER Dayane Félix da Silva ,Geovana Ramos Lima ,Joyce Magalhães Souza Diniz , Talita Marçal Pinheiro , Marília Brito de Lima Resumo: O presente estudo aborda a temática A Atuação do Enfermeiro Na Melhoria da qualidade dos cuidados paliativos a criança com câncer. Objetivo: Compreender a atuação do enfermeiro na melhoria da qualidade dos cuidados paliativos a criança com câncer. Metodologia: Trata-se de uma revisão dissertativa expositiva da literatura com abordagem qualitativa, realizada no período de outubro de 2018. Resultados: Evidenciou-se que o cuidado paliativo a crianças com câncer é difícil pois a um envolvimento decorrente o longo período de cuidado com essa criança. Conclusão: Concluiu-se que o enfermeiro exibe um importante papel no cuidado paliativo a essa criança e esse cuidado requer sensibilidade e humanização com o outro. Palavras-chave: Enfermagem. Câncer. Criança. 1. Introdução O câncer infantil é caracterizado por ser um grupo de diversas doenças as quais tem em comum a proliferação descontrolada de células anormais, podendo ocorrer em qualquer parte do corpo, na infância os tumores encontrados em maior frequência são as leucemias, os do sistema nervoso central e linfomas presentes no sistema linfático. (SEMTCHUCK A.L.D.; GENOVESI F.F.; SANTOS J.B., 2017) Do ponto de vista clínico, em geral, os tumores pediátricos apresentam menores períodos de latência, possuem crescimento rápido e são mais invasivos; porém respondem melhor ao tratamento e são considerados de bom prognóstico. (MONTEIRO A.C.M. et al, 2014) CAIRES S. et al, 2018 afirma que anualmente mais de 200.000 crianças são diagnosticadas com câncer, atualmente em países desenvolvidos é a segunda maior causa de morte após a primeiro ano de vida, no entanto, o diagnóstico precoce nas últimas décadas permitiu que mais de 80% das crianças e adolescentes diagnosticados conseguissem obter a cura. Apesar disso algumas crianças tem a possibilidade não obterem uma resposta positiva a terapêutica, após se esgotarem todos os recursos oferecidos para o tratamento, passam a ser consideradas como crianças as quais não foi possível curar. (MONTEIRO A.C.M.; RODRIGUES B.M.R.D.; PACHECO S.T.A., 2012) O papel do enfermeiro inicia-se no momento da notícia à família e à criança, dependendo de sua idade e da sua capacidade de compreender o que está sendo dito, até o momento de apoio ao luto da família. O profissional deve promover um cuidado centrado nas particularidades da criança, além de estabelecer comunicação com a família, que é componente essencial na promoção da saúde e no cuidado à criança, com assistência integral, que engloba os aspectos biológico, psicológico, social, econômico, espiritual e cultural. (GUIMARÃES T.M. et al, 2016) Segundo REIS T.L.R., 2014 para alcançar uma assistência de qualidade é imprescindível a presença de uma equipe multidisciplinar voltada ao cuidado paliativo, focando no indivíduo e a família com objetivo de controlar e amenizar o sofrimento físico, espiritual e psicossocial. Entre os profissionais, a enfermagem se destaca pela proximidade do contato com a criança e a família, desenvolvendo assim a humanização que vai além das questões físicas. Além fazer parte das diferentes etapas de cuidado, desde a prevenção, o diagnóstico, os tratamentos prolongados até os cuidados paliativos, direcionados e a pacientes com doenças terminais, como o câncer, por exemplo. Nesse contexto, o cuidado de enfermagem envolve o controle da dor e dos diversos sinais e sintomas da doença, visando proporcionar uma assistência humanizada com perspectiva holística. (FRANÇA J.R.F.S. et al, 2013) 2. Objetivo Compreender a atuação do enfermeiro na melhoria da qualidade dos cuidados paliativos a criança com câncer. 3. Metodologia O presente estudo trata-se de uma revisão dissertativa expositiva da literatura com abordagem qualitativa, realizada no período de outubro de 2018, buscando a partir de referências teóricas publicadas na literatura, responder à questão norteadora “como o enfermeiro pode atuar para melhorar a assistência a crianças diagnosticadas com câncer em cuidados paliativos?” Partindo desta questão e do objetivo proposto, foram utilizados artigos encontrados na biblioteca virtual da saúde (B.V.S.), tendo como descritores definidos com base na listagem eletrônica dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): enfermagem, câncer e criança cruzados simultaneamente com o operador booleano AND, com o intuito de obter maior acervo de artigos encontrados, totalizando 4306 artigos. Os critérios de inclusão adotados para a pesquisa do presente estudo, foram: Artigos disponíveis, no período entre 2012 a 2018, artigos como tipo de documento, os mesmos no idioma português, exclusão por título e em seguida por resumo, finalizando com o total de 11 artigos para leitura na integra. 4. Resultados O cuidado necessita ser alicerçado em bondade, interesse e a pratica do amor por si e pelos outros em um conjunto de sentimentos humanos universais, sendo assim, o enfermeiro se torna capaz de se conectar ao outro e com ele. (SANTOS M.R. et al 2013) Porem a crianças com doença oncológica avançada dispõe de quadro complexo, pois tanto a criança com diagnóstico de câncer infantil quanto a sua família possui necessidades físicas, psicológicas e sociais específicas. Diante desse cuidado, são mobilizadas no profissional de enfermagem inúmeras percepções e sentimentos ante a doença oncológica pediátrica, tais como pesar, dor, sofrimento e angústia. Segundo SILVA A.F. et al, 2015 Apesar das estratégias dos profissionais para lidar com as situações de angustia e se resguardar do sofrimento gerado pelo cotidiano assistencial, a momentos impossíveis de se proteger. Os profissionais de enfermagem relatam a dificuldade que possuem no cotidiano do cuidar a criança que tem câncer, tornando-se uma batalha árdua, pois há o envolvimento com o sofrimento da criança e dos pais, mas que é necessário separar o profissional do emocional. (MULTI C.F.; PADOIN S.M.M.; PAULA C.C., 2012) Na intenção do cuidar, o alivio da dor e o conforto através da palavra, são aspectos relevantes no reestabelecimento da condição de saúde, como também a importância de se colocar no lugar do outro tornado possível compreender seus problemas e sentimentos. (MONTEIRO A.C.M.; RODRIGUES B.M.R.D.; PACHECO S.T.A., 2012) Para MULTI C.F. et al, 2012 O profissional expressa um envolvimento com a criança, como apego, afinidade, interação, aproximação e vinculo de amizade. Essa relação é determinada pelo longo tempo de tratamento hospitalar. Pois o cuidado do enfermeiro à criança com esse diagnostico pode acontecer tanto a nível hospitalar quanto a nível ambulatorial, visto que são nestes cenários que se concentram esta clientela. (SILVA T.P. et al, 2013) 5. Conclusão Esta pesquisa possibilitou compreender que as relações estabelecidas pelo profissional de enfermagem no desenvolvimento da assistência paliativa a criança com câncer. Além da pratica do cuidar em enfermagem, com ênfase na relação de dialogo entre o enfermeiro, a criança com câncer e a família, que direciona esse profissional ao processo terapêutico embasado em um sistema de valores humanísticos universais, como respeito, afeição e carinho, que favorecem seu crescimento e do ser que é cuidado dessa forma, é necessário estabelecer um atendimento com empatia e criatividade, encorajar a fé e a esperança no tratamento. Sendo assim o enfermeiro exibe um papel fundamental para garantir que o cuidado envolva sensibilidade e humanização com o outro. 6. Referências CAIRES S. et al. Recidiva oncológica: olhares dos profissionais hospitalares sobre as dificuldades do paciente pediátrico. Psico-USF, Bragança paulista, v.23, n.2, p.333-345, 2018 FRANÇA J.R.F.S. et al. Cuidados paliativos a criança com câncer. Rev. Enferm. U.E.R.J., Rio de Janeiro, v. 21, n. 2, p. 779-84, 2013 GUIMARÂES T.M. et al. Cuidado paliativo em oncologia pediátrica na percepção dos acadêmicos de enfermagem. Pesquisa researc, v.20, n.2, p.261-267, 2016 MONTEIRO A.C.M. et al. A atuação do enfermeiro junto a criança com câncer: cuidados paliativos. Rev. Enferm U.E.R.J., Rio de Janeiro, v.22, n.6, p.778-83, 2014 MONTEIRO A.C.M., RODRIGUES B.M.R.D., PACHECO S.T.A. O enfermeiro e o cuidar da criança com câncer sem possibilidade de cura atual, Pesquisa research - investigacion, v. 16, n. 4, p. 471-746, 2012 MULTI C.F., PADOIN S.M.M., PAULA C.C. Espacialidade do ser-profissional-de-enfermagem no mundo do cuidado à criança que tem câncer. Pesquisa research – investigación, v. 16, n. 3, p. 493-499, 2012 REIS T.L.R. et al. Relações estabelecidas pelos profissionais de enfermagem no cuidado as crianças com doença oncológica avançada. AQUICHAN, Chía, Colonbia, v.14, n.4, p.496-508, 2014 SANTOS M.R. et al. Desvelando o cuidado humanizado: percepções de enfermeiros em oncologia pediátrica. Texto contexto enferm., Florianópolis, v.22, n.3, p. 646-52, 2013 SEMTCHUK A.L.D., GENOVESI F.F., SANTOS J.L. Cuidados paliativos em oncologia pediátrica: revisão integrativa. Revista Uruguaya de enfermagem, Montevideo, v.12, n.1, p.2301-0371, 2017 SILVA A.F. et al. Cuidados paliativos em oncologia pediátrica: percepções, saberes e práticas na perspectiva da equipe multiprofissional. Rev. Gaúcha enferm., v.36, n.2, p.56-62, 2015 SILVA T.P. et al. Cuidados de enfermagem a criança com câncer: uma revisão integrativa da literatura. Rev. Enferm. U.F.S.M., v.3, n.1, p 68-78, 2013
Palavras-chave: ENFERMAGEM,CÂNCER,CRIANÇA
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Abrir o trabalhoA EDUCAÇÃO EM SAÚDE DIANTE DO CONTEXTO DE DESCOBERTAS E DÚVIDAS VIVIDAS DURANTE A ADOLESCÊNCIA
BRUNA LETÍCIA OLÍMPIO DOS SANTOS; Maria Denise de Lima Amâncio; Meriane Pinheiro Silva; Moziane Mendonça de Araújo
A EDUCAÇÃO EM SAÚDE DIANTE DO CONTEXTO DE DESCOBERTAS E DÚVIDAS VIVIDAS DURANTE A ADOLESCÊNCIA Bruna Letícia Olimpio dos Santos Maria Denise de Lima Amâncio Meriane Pinheiro Silva Moziane Mendonça de Araujo Juliana Saraiva de Alencar RESUMO INTRODUÇÃO: O período da adolescência é caracterizado pela existência de mudanças que são evidenciadas com o início da puberdade. OBJETIVO: Relatar experiências vivenciadas pelos integrantes do Projeto Juventude e Saúde durante a realização de oficinas educativas para adolescentes. METODOLOGIA: Estudo descritivo, tipo relato de experiência. A ação foi desenvolvida no mês de junho de 2018, em uma escola pública de Iguatu-Ce, teve como público estudantes do 7º ao 9º ano. As ações aconteceram a partir da utilização de temáticas sobre promoção da saúde. RESULTADOS: Quando se trabalha temáticas com os adolescentes a partir da formação de grupos com características semelhantes há resultados positivos, pois estes explanam o seu conhecimento prévio sobre o tema abordado e suas dúvidas, o que favorece a uma troca de conhecimentos e melhor produtividade da ação. CONSIDERAÇÕES FINAIS: É imprescindível que as ações educativas façam parte da rotina escolar, pois por meio delas é possível desenvolver estratégias em que os adolescentes sejam estimulados a serem protagonistas do seu cuidar. Palavras-chave: Educação em Saúde. Adolescente. Assistência à Saúde. 1. Introdução O período da adolescência é caracterizado pela existência de mudanças que são evidenciadas com o início da puberdade, estas quando acontecem de forma inesperada por desconhecimento do adolescente, podem contribuir para o desenvolvimento de transtornos físicos e psicológicos na vida desses indivíduos que a vivenciam (OLIVEIRA et.al, 2016). As mudanças identificadas nessa fase influenciam no desenvolvimento e formação da personalidade, na maneira de pensar, agir, na visualização da auto-imagem e visão de mundo frente as modificações evidenciadas, e diante dessas podem gerar repercussões nas relações com amigos, família e sociedade, por vivenciarem inseguranças e medos diante das novidades que a puberdade apresenta, podendo fazer com que o adolescente tenha um comportamento de isolamento social para melhor entender as transformações até então presentes (ALMEIDA et.al, 2011). Nesse sentido, as articulações entre a escola e os serviços de saúde são indispensáveis, de forma a garantir o desenvolvimento de ações de promoção de saúde com o intuito de orientar quanto às transformações fisiológicas resultantes da puberdade e desmistificar as angústias resultantes do seu aparecimento, tendo a escola como principal missão promover condições que fortaleçam estratégias de ensino-aprendizado e que assegurem os seus direitos (BRASIL, 2009). A assistência ao adolescente deve acontecer diante do seu contexto social, onde os serviços estejam articulados para identificar necessidades e traçar planos que favoreçam ao seu crescimento e desenvolvimento com condições ideais de saúde, a partir da redução situações que o expõe a riscos e vulnerabilidades (PENSO, 2013). Por esse ser um público ainda ausente dos serviços de saúde, sendo observado apenas mediante condições de adoecimento, é importante que se planejem estratégias que o aproximem das ações que saúde em ambientes em que estes estejam sempre presentes, dessa forma se faz necessário atuar frente a esse grupo a partir da busca ativa, e o contexto escolar é evidenciado como o melhor local para o seu encontro, em virtude da escola ser o meio social em que o adolescente dedica maior parte do seu dia (ALMEIDA et.al, 2011). O atendimento grupal tem sido utilizado como uma estratégia facilitadora para transmitir informações e saberes sobre os mais diversos temas, sendo visto como um método que favorece a formação de vínculos, um aspecto fundamental quando se trabalha com adolescentes, visto que mediante a sua existência é possível ter oportunidades para identificar as necessidades dos adolescentes de forma mais precisa, o que resultará no desenvolvimento de ações mais efetivas (ALMEIDA et.al, 2011). Por meio da realização de grupos de educação em saúde para adolescentes é possível trabalhar estratégias para que estes passem a atuar como protagonistas do seu cuidar, onde as ações de promoção em saúde favoreçam ao reconhecimento de condições de riscos e vulnerabilidades, e as visualizem como elementos que interferem negativamente na saúde e favorecendo ao adoecimento (SOUZA et.al, 2007). Esse estudo tem como relevância enfatizar a educação em saúde como uma estratégia eficaz frente aos adolescentes diante do contexto de descobertas e dúvidas vividas durante a adolescência. 2. Objetivo Relatar experiências vivenciadas pelos integrantes do Projeto Juventude e Saúde durante a realização de oficinas educativas para adolescentes. 3. Metodologia Este é um estudo descritivo, tipo relato de experiência das ações educativas propostas pelos integrantes do Projeto de Extensão Juventude e Saúde para serem desenvolvidas com os adolescentes de uma escola pública de ensino fundamental localizada na zona urbana do município de Iguatu-Ce. As ações foram realizadas durante o mês de junho de 2018, com os alunos do sétimo ao nono ano. As ações foram planejadas conforme as temáticas solicitadas pelos adolescentes e gestores escolares: sexualidade, alimentação saudável, drogas ilícitas, álcool e tabaco e gravidez na adolescência. Para o seu desenvolvimento foram utilizadas dinâmicas visando melhor disseminar o assunto, bem como utilizar maneiras atrativas para que os estudantes se sentissem confortáveis para verbalizar suas opiniões e dúvidas acerca do assunto abordado. A avaliação da efetividade das educações em saúde para os adolescentes deu-se com a aplicação de questionários antes e após a atividade. Este elaborado pelos componentes do projeto de extensão, conforme a temática abordada. O Projeto de Extensão Juventude e Saúde é vinculado à Universidade Regional do Cariri/ Unidade Descentralizada de Iguatu-Ce, sendo integrado ao departamento da enfermagem. Atualmente é constituído por uma professora coordenadora, três colaboradores, uma bolsista e vinte e sete alunos voluntários. 4. Resultados A partir do desenvolvimento das ações educativas sobre as diversas temáticas solicitadas foi possível evidenciar que quando se trabalha temáticas com os adolescentes a partir da formação de grupos com características semelhantes, como sexo ou faixa etária, há resultados positivos, sendo possível evidenciar que estes interagem melhor, explanando o seu conhecimento prévio sobre o tema abordado e suas dúvidas, o que favorece a uma troca de conhecimentos e melhor produtividade da ação. Dessa forma, durante as ações, foram utilizadas metodologias ativas utilizadas no intuito de tornar os estudantes ativos no processo de aquisição e consolidação de conhecimento, já que as ações partem do conhecimento prévio e dúvidas que os mesmos apresentam. Além disso, a utilização de metodologias ativas torna a ação mais dinâmica e interessante aos escolares. Como metodologias ativas foram utilizadas as seguintes estratégias: um jogo de perguntas e respostas, rodas de conversa, e apresentação de materiais referentes aos temas para que pudessem proporcionar para os alunos um melhor entendimento sobre as temáticas abordadas. A aplicação de questionários antes e após as ações evidenciam que a educação em saúde é a melhor estratégia para difundir o conhecimento, fato este observado pela compreensão dos alunos reproduzida no momento da atividade e pelo comparativo entre os formulários respondidos antes e após a ação. 5. Conclusão Diante das oficinas realizadas enfatiza-se que é imprescindível que as ações educativas façam parte da rotina escolar, pois por meio delas é possível desenvolver estratégias em que os adolescentes sejam estimulados a serem protagonistas do seu cuidar, identificando riscos e vulnerabilidades aos quais possam estar expostos e podendo assim tomar decisões para reduzir os agravos advindos da existência destes no contexto vivenciado. 6. Agradecimentos À Secretaria de Saúde do Município de Iguatu-Ce, Secretaria de Educação do Município de Iguatu-Ce, Programa Saúde nas Escolas (PSE); As escolas participantes do projeto e a todos os colaboradores do Projeto de Extensão Juventude e Saúde. 7. Referências ALMEIDA, J. R. S; OLIVEIRA, N. C de; MOURA, E. R. F; SABÓIA, V. P. A; MOTA, M. V; PINHO, L. G. M. Oficinas de promoção de saúde com adolescentes: relato de experiência, Rev. Rene, Fortaleza, 2011; 12(n. esp.):1052-8. BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de atenção a saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde na escola, n. 24. Brasília, DF, 2009. PENSO, M. A; BRASIL, K. C. T. R; ARRAIS, A. R; LORDELLO, S. R. A relação entre saúde e escola: percepções dos profissionais que trabalham com adolescentes na atenção primária à saúde no Distrito Federal, Saúde Soc. São Paulo, v.22, n.2, p.542-553, 2013. SOUZA, M. M; BRUNINI, S; ALMEIDA, N. A M; MUNARI, D. B. Programa educacional sobre sexualidade e DST: relato de experiência com grupo de adolescentes. Rev. Bras. Enferm. 2007; 60(1):102-5.
Palavras-chave: Educação em saúde, Adolescente, Assistência à saúde
Oral
Abrir o trabalhoA ENFERMAGEM COMO PROTAGONISTA DA PREVENÇÃO DE INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS NA SAÚDE DO ADOLESCENTE
RAY MARTINS DE SOUZA; Fernanda Tayná de Souza Pinheiro; Stefane Vieira Nobre; Maria Isabely Félix
RESUMO Adolescente é aquele que compreende a faixa etária entre 10 a 19 anos de idade, considerada uma fase que se encontra grande vulnerabilidade, inclusive para Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e, portanto, a enfermagem tem um importante papel no sentido de prevenir essa problemática. Objetivou-se conhecer as ações de enfermagem frente a prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis na adolescência. Refere-se a uma pesquisa narrativa da literatura, realizada na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS). As ações educativas em grupo promovem atividades que visam facilitar o entendimento e identificar quais as vulnerabilidades especificas desses adolescentes e jovens, reforçando que a educação sexual no período do adolescer é de suma importância, utilizando um diálogo aberto e claro de modo a abranger a realidade na qual o grupo se encontra inserido. Assim como o uso de blogs digitais, hipermídia e emissoras de rádio constituem algumas das medidas de difundir a informação. Evidenciou-se a necessidade da inclusão da família, visto que estes também desempenham um papel fundamental na educação em saúde sexual dos adolescentes. Descritores: Infecções Sexualmente Transmissíveis; Educação em Saúde; Saúde do Jovem. 1. INTRODUÇÃO As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) têm como agentes etiológicos vírus, fungos, protozoários e bactérias, podendo apresentar-se de forma assintomática ou manifestar sinais e sintomas como dor abdominal, corrimentos anormais uretrais e/ou vaginais, úlceras, dentre outros que podem gerar diversas complicações, que variam desde infertilidades e incapacidades às complicações na gestação e morte, de maneira que torna-se uma questão de saúde pública, ademais por sua alta incidência e, sobretudo quando se trata de adolescentes e jovens, que constituem um grupo de maior vulnerabilidade (CARVALHO et al., 2015). De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), adolescente é aquele que compreende a faixa etária entre 10 a 19 anos de idade, constituindo uma fase que acarreta uma série de mudanças físicas e psicológicas, as quais podem repercutir diretamente no desenvolvimento sexual e reprodutivo do indivíduo. A preocupação destinada a este público é explicada pela precocidade na qual estão iniciando a vida sexual, tornando-os um público vulnerável a condições como gravidez indesejada e o surgimento de IST (SILVA et al., 2016). No contexto mundial o índice de indivíduos que adquirem alguma IST é bastante elevado, estando contido nestes cerca de 30% da população jovem que tem prática sexual ativa apresentam o teste positivo para a infecção por Clamídia, 40% infectados pelo Papiloma Vírus Humano (HPV) e um índice maior que 50% de infectados pelo herpes genital. Isso demonstra uma prevalência elevada de adolescentes infectados, e ainda cerca de 65,5% não leva em consideração o risco de contrair alguma infecção (DANTAS et al., 2015). No Brasil estima-se que a problemática em relação a evolução da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) na população acarretou em mudanças não somente quantitativas, mas também qualitativas no que se refere ao perfil epidemiológico, com um maior número de mulheres inseridas nas notificações. Tais mudanças implicam em investimentos maiores para garantir a seguridade dessa população, visto que a AIDS não possui cura (BUBADUÉ et al., 2013). Assim, ressalta-se a importância do papel dos profissionais de saúde, sobretudo os que atuam na Atenção Primária tem papel importante na execução de ações preventivas e de promoção de saúde, especialmente quando se trata de adolescentes, através de ações implementadas especialmente no âmbito escolar. Nesse contexto, o enfermeiro é um profissional protagonista nesse aspecto e, portanto, deve está centrado no educar em saúde de modo a evitar agravos nesse grupo populacional (SPÍNDOLA et al., 2015). Nesse sentido, como o adolescente e o jovem fazem parte de um grupo vulnerável, é necessário que essas ações sejam cada mais enfatizadas e desenvolvidas, através da promoção de ações educativas. Assim, várias atividades podem ser desenvolvidas para adolescentes através do Programa Saúde na Escola (PSE). Essas atividades consistem em oficinas e dinâmicas que promovam a interação entre ambas as partes, instigando os adolescentes a despertarem a necessidade do cuidado em relação a sua saúde no contexto físico, emocional e mental (SILVA et al., 2015). 2. OJETIVO Conhecer as ações de enfermagem frente a prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis na adolescência. 3. MÉTODO Trata-se de uma pesquisa do tipo revisão narrativa da literatura, de caráter descritivo exploratória, com abordagem qualitativa. A pesquisa foi realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), no mês de abril de 2017, e para a busca foi utilizado o cruzamento dos seguintes descritores conjunto: infecções sexualmente transmissíveis and educação em saúde; infecções sexualmente transmissíveis and saúde do jovem. Aplicou-se os seguintes critérios de inclusão: texto completo disponível na íntegra e gratuito, idioma português, últimos cinco anos de publicações e tipo de documento artigo, foram encontrados 71 artigos dispostos nas bases de dados LILACS, BDENF - Enfermagem e MEDLINE. Em seguida, como critérios de exclusão utilizou-se: artigos duplicados e que não contemplassem o objetivo da temática, obtendo-se 10 artigos. 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO A adolescência é uma etapa marcada por diversas transformações biológicas, físicas e psicossociais, sendo caracterizada pela aquisição de atribuições, deveres sociais, além da formação da identidade do adolescente que ocupa, inúmeras vezes, funções ambíguas diante da sociedade por ser tratado ora como criança, ora como adulto. Aspectos como insegurança, dúvida e ansiedade estão atreladas a este processo (DANTAS et al., 2015). Diante deste cenário, os adolescentes tornam-se vulneráveis as IST, atrelando-se a conhecimento deficiente e comportamentos de risco. Entre as principais causas estão o uso inadequado de preservativos ou a sua ausência nas relações sexuais, que se iniciam cada vez mais precoce e com maior número de parceiros (COSTA et al., 2013). Assim, as ações de educação em saúde possuem a finalidade de levar o conhecimento como forma de influenciar diretamente nas atitudes a serem tomadas pelos adolescentes no que tange as suas práticas sexuais de forma saudável e segura entendendo as suas fragilidades e deficiências como forma de melhor abordar aquele público. A prevenção só pode ser possível quando há conhecimento sobre as IST e levando em conta as curiosidades e dúvidas que perpassam tal fase essas intervenções tornam-se pertinentes a serem realizadas (MELO et al., 2014). A principal atividade de educação em saúde de acordo com estudos, foi a realização de atividades de grupo que visam reforçar sobre a orientação sexual no período do adolescer fazendo uso de um diálogo aberto e claro. No tocante as temáticas abordadas englobam a imagem corporal, o prazer sexual, as IST, as formas de adquirir infecções, os métodos contraceptivos, o comportamento e as práticas sexuais e dentre outras (SILVA et al., 2016). A participação de acadêmicos de enfermagem em ações educativas tem se mostrado crescente. Utilizando-se de recursos digitais como blogs educativos, que se tornam de importância em relação a educação. Os sites virtuais se configuram como elemento bastante chamativo para esses adolescentes, pois à internet hoje em dia encontra-se cada vez mais acessível e também corresponde a principal fonte de comunicação (VALLI et al., 2013). Outro método de dissipar o ensino com meios de comunicação em massa é o rádio através de suas emissoras. Estas atingem milhares de ouvintes com informações pertinentes a prevenção e promoção da saúde no contexto das IST. O mesmo funciona de forma que os radialistas promovem uma discussão sobre a temática e convidam especialistas como médicos, enfermeiros e professores para melhor fundamentar as informações destinadas à população (OLIVEIRA, 2014). 5. CONSIDERAÇÕES FINAIS O estudo possibilitou compreender a importância de trabalhar com o público adolescente diante da sua vulnerabilidade associada as IST, evidenciando a necessidade de práticas educativas com vistas a minimizar os riscos que estão expostos. Observou-se a necessidade da inclusão da família, visto que estes também desempenham um papel fundamental na educação em saúde sexual dos adolescentes, assim como a necessidade de mais estudo para aprimorar as ações. Portanto, esse novo método de educar em saúde, embora pouco utilizado no Brasil, desperta o interesse tanto dos acadêmicos de enfermagem quanto dos adolescentes. Não se limitando apenas a abordagem sobre IST, mas também pelo o uso da tecnologia, que em se tratando desta possibilidade a educação em saúde se torna ainda mais abrangente. REFERÊNCIAS BUBADUÉ, R.M.; PAULA, C.C.; CARNEVALE, F.; MARÍN, S.C.O.; BRUM, C.N.; PADOIN, S.M.M. Vulnerabilidade ao adoecimento de crianças com HIV/AIDS. Escola Anna Nery Revista de Enfermagem. Rio de Janeiro, v. 17, n. 4, p. 705-712, out./dez., 2013. CARVALHO, P.M.R.S.; GUIMARÕES, R.A.; MORAES, P.A.; TELES, S.A.; MATOS, M.A. Prevalência de sinais e sintomas e conhecimento sobre doenças sexualmente transmissíveis. Acta Paulista de Enfermagem. São Paulo, v. 28, n. 1, p. 95-100, set./nov., 2015. COSTA, A.C.P.J; LINS, A.G.; ARAÚJO, M.F.M.; ARAÚJO, T.M.; GUBERT, F.A.; VIEIRA, N.F.C. Vulnerabilidade de adolescentes escolares às DST/HIV, em Imperatriz – Maranhão. Revista Gaúcha de Enfermagem. Rio Grande do Sul, v. 34, n. 3, p. 179-186, 2013 DANTAS, K.T.B.; SPÍNDOLA, T.; TEIXEIRA, S.V.B.; LEMOS, A.C.M.; FERREIRA, L.E.M. Jovens universitários e o conhecimento acerca das doenças sexualmente transmissíveis – contribuição para cuidar em enfermagem. Revista de Pesquisa Cuidado é Fundamental Online. Rio de Janeiro, v. 7, n. 3, p. 3020-3036, jul./set., 2015. MELO, G.C.; ALMEIDA, L.M.W.S.; MARQUES, E.S.; GOMES, N.C.C. Grupo de educação em saúde com adolescentes de uma comunidade adscrita a uma unidade de saúde da família: uma experiência de aprendizado no âmbito do programa de educação pelo trabalho. Revista APS. Juiz de Fora, v. 17, n. 2, p. 268-272, abr./jun., 2014. OLIVEIRA, M. L. C. Vozes em sintonia: Educação Popular sobre DST via rádio comunitária. Comunicação saúde educação. v. 18, n. 2, p. 1523-1528, 2014. SILVA, S.P.C.; BARBOSA, A.P.P.; ARAÚJO, C.S.; SILVA, T.I.M.; SANTANA, R.N. Discutindo sexualidade/IST no contexto escolar: práticas de professores de escolas públicas. Revista de Enfermagem UFPE Online. Recife, v. 10, n. 5, p. 4295-4303, nov., 2016. SILVA, I.R.; GOMES, A.M.T.; VALADARES, G.V.; SANTOS, N.L.P. SILVA, T. P.; LEITE, J.L. Percepções de enfermeiros acerca das vulnerabilidades para DST/Aids diante das conexões do processo de adolescer. Revista Gaúcha de Enfermagem. Rio Grande do Sul, v. 36, n. 3, p. 72-78, set., 2015. SPÍNDOLA, T.; PIMENTEL, M.R.R.A.; BARROS, A.S.; FRANCO, V.Q.; FERREIRA, L.E.M. Produção de conhecimento acerca das doenças sexualmente transmissíveis na população jovem: pesquisa bibliométrica. Revista de Pesquisa Cuidado é Fundamental Online. Rio de Janeiro, v. 7, n. 3, p. 3037-3049, jul./set., 2015. VALLI, G.P.; COGO, A.L.P. Blogs escolares sobre sexualidade: estudo exploratório documental. Revista Gaúcha de Enfermagem. Rio Grande do Sul, v. 34, n. 3, p. 31-37, mar./ago., 2013.
Palavras-chave: Infecções sexualmente transmissíveis,Educação em saúde, Saúde do jovem
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Abrir o trabalhoA IMPORTÂNCIA DA MONITORIA DE ANATOMIA HUMANA NO CURSO DE ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA
KARINA ELLEN ALVES DE ALBUQUERQUE; Agna Teixeira Braga
Resumo Introdução: A monitoria está inserida no contexto ensino, extensão e pesquisa, a tríade universitária, sua relevância se dá pelas oportunidades geradas através da ampliação de experiências para o estudante. Objetivo: Relatar a importância da monitoria de Anatomia Humana para o desempenho acadêmico dos estudantes do curso de Enfermagem. Metodologia: Estudo descritivo, do tipo relato de experiência, realizado em uma Instituição de Ensino Superior com estudantes de enfermagem. Resultados: A melhora do desenvolvimento na função como monitor, se dá por dois fatores, na posição de facilitador, o monitor atua na perspectiva de professor. Isso leva ao segundo fator, que induz o monitor buscar a ampliação do próprio conhecimento, que exige estar preparado para orientar/apoiar o outro. Conclusão: A monitoria influencia positivamente ao estudante, o que se torna de extrema importância, pois o aperfeiçoamento para prestar ensino pode ser construído a partir disso, onde as vivências são experiências para o crescimento profissional. Palavras-chave: Anatomia Humana. Monitoria. Enfermagem. 1. Introdução A monitoria está inserida no contexto ensino, extensão e pesquisa, a tríade universitária e sua relevância se dá pelas oportunidades geradas através da ampliação de experiencias para o estudante. Nacionalmente, a monitoria acadêmica foi regulamentada pela Lei nº 5540/1968, que determinou a criação da função de monitor pelas universidades, tencionando à seleção de acadêmicos que demonstrassem capacidade de desempenho em atividades técnico-didáticas de disciplinas curriculares (ABREU, et al., 2014). A monitoria tem por objetivo estimular no estudante o interesse pela atividade docente, oportunizando a relação entre professor e aluno, ao auxiliar os professores em tarefas didáticas, na preparação e realização de trabalhos práticos, bem como ajudar diretamente outros acadêmicos, sob supervisão do orientador. Permite ainda, aperfeiçoar o processo de formação profissional, produzindo condições para o aprofundamento teórico e o desenvolvimento de habilidades relacionadas à atividade docente (ABREU, et al., 2014). A Anatomia Humana é uma das ciências mais antigas, onde se estuda estruturas e funções do corpo, o estudo da mesma, está inserido na formação dos acadêmicos de enfermagem, enfocando não apenas o aprendizado teórico, mas também a prática, sendo essencial na formação de estudante da área da saúde e afins. (SALBEGO, et al., 2015). Por muitas vezes, essa disciplina é vista como complexa e meramente decorativa. Tal visão dificulta a retenção do conteúdo, pois resulta em um processo de aprendizado superficial, formando uma memória pouco eficiente, somando-se ao fato que os acadêmicos ao se depararem pela primeira vez com seus conteúdos, ainda não têm bem clara a necessidade de um conhecimento sólido e profundo do assunto (ARAÚJO JÚNIOR, et al., 2014). 2. Objetivo Relatar a importância da monitoria de Anatomia Humana para o desempenho acadêmico dos estudantes do curso de Enfermagem. 3. Metodologia Estudo tipo relato de experiência, de caráter descritivo, realizado na Universidade Regional do Cariri – Unidade Descentralizada de Iguatu, campus Multi Institucional Humberto Teixeira, no período de março a outubro de 2018. As acadêmicas de Enfermagem tornaram-se monitoras da unidade curricular Anatomia Humana mediante processo seletivo específico, constituído de uma avaliação teórica. Após avaliação, as monitoras selecionadas deram início às atividades, com a orientação do docente da unidade. As monitorias realizam-se no laboratório de Anatomia Humana, no turno noturno, cumprindo-se as 20 horas semanais de carga horária obrigatória para a sua realização, sendo as acadêmicas-monitoras da disciplina responsáveis pelo cumprimento desta atividade, com a orientação do docente de tal unidade curricular do Curso de Enfermagem. As vivências práticas na monitoria de Anatomia Humana são ofertadas aos discentes do primeiro período do curso de Enfermagem, aproximadamente 40 estudantes, tendo como critério inclusivo de participação estar cursando a referida unidade curricular. Ainda como critérios para participação nas monitorias, os acadêmicos de enfermagem devem estar paramentados com os equipamentos de proteção individual, exigidos pelo laboratório ao qual a monitoria acontece, como jaleco, calças compridas e sapatos fechados. As atividades desenvolvidas baseiam-se na teoria e, principalmente, em vivências práticas em laboratório, a fim de contemplar o estudo dos conteúdos anatômicos na sua totalidade. Por isso, são utilizados como recursos metodológicos para a realização destas atividades: perguntas dirigidas aos discentes para levantamento de conhecimentos prévios relacionados ao tema; peças sintéticas, já que o laboratório não dispõe de peças orgânicas; roteiros práticos sobre os assuntos estudados; livros; vivências práticas em laboratório; realização de simulados teórico-práticos, antes das avaliações práticas, para verificação da aprendizagem. 4. Resultados A educação na universidade está diretamente ligada ao processo de ensino e aprendizagem, os quais apresentam sentidos diferentes, ainda partindo de um mesmo processo. O ensino é o processo de organização, veiculação, mediações de conhecimentos e experiências para que ocorra a assimilação dos conteúdos, já a aprendizagem está relacionada as habilidades do próprio indivíduo para adequar os conhecimentos e vivências ao longo da vida (LIMA ES, 2010). Há diversas percepções relacionadas a monitoria de Anatomia Humana, sendo elas positivas tanto para o discente monitor quanto para o monitorando, visto que é preciso a interação de ambos para que haja uma sintonia de conhecimentos e informações, porém algumas dificuldades também surgiram ao decorrer das monitorias. Entre os aspectos de dificuldades, inicialmente há timidez e insegurança frente aos aproximadamente 40 alunos presentes nas atividades de monitoria, atenuando-se com o passar de cada atividade, onde desenvolve-se um vínculo com os monitorandos e o aperfeiçoamento dentro da temática. A incompatibilidade de horário das atividades curriculares do período em curso com as atividades de monitoria, também acaba sendo um problema para facilitar o encontro com os estudantes. A disciplina de Anatomia Humana possui carga horária extensa, devido a isso há uma demanda ampla de atividades, mesmo sendo duas monitoras voltadas para a disciplina. Porém, é dado continuidade com todo empenho e dedicação, pois os monitores acabam sendo referência de responsabilidade para o ensino, visando de fato uma boa postura e um bom desenvolvimento dos mesmos. É de extrema importância uma boa relação dos monitores com o professor orientador, assim facilita o empenho deles para ampliar suas devidas funções de monitoria, visto que a interação entre ambos, se torna importante para organização e desempenho das práticas, como também o interesse em desenvolver a didática e aprimorá-la. O Programa de Monitoria quando remunerada, também é um estímulo para os discentes, como também a certificação ao final do período. Contudo, é notável o suporte que a monitoria oferece para os discentes. Na condição de discente monitorando, contribui para melhor estudo e esclarecimento das dúvidas que surgem durante os exercícios, além de oferecer esse suporte, os estudantes tornam-se cientes sobre como funciona algumas atividades de extensão na universidade, visto que a disciplina de Anatomia Humana é alocada no primeiro semestre, onde os discentes ingressados no início do curso se encontram em adaptação. Na condição de discente monitor, as atividades podem se tornar uma identificação pessoal com a enfermagem, onde as experiências são enriquecedoras e permitem identificar com clareza quanto ao espaço em que pretendem atuar. O exercício de monitoria revela o desenvolvimento da relação interpessoal, pois há uma comunicação maior com diversas pessoas. (BORSATTO AZ, et al., 2011) A melhora do desenvolvimento na função como monitor, se dá por dois fatores, na posição de facilitador, o monitor atua na perspectiva de professor, seja pela colaboração de ensino, pela necessidade de esclarecer dúvidas ou seja pela orientação de novas informações dentro do conteúdo. Isso leva ao segundo fator, que induz o monitor buscar a ampliação do próprio conhecimento, que exige estar preparado para orientar/apoiar o outro, por meio do seu autocontrole de aprendizagem, o que resulta em autonomia e responsabilidade dos mesmos na condução do seu próprio conhecimento (FRISON LMB, MORAES MAC, 2014). 5. Conclusão A monitoria influencia positivamente o estudante, o que se torna de extrema importância, pois o aperfeiçoamento para prestar ensino pode ser construído a partir disso, onde as vivências são experiências para o crescimento profissional. Ser monitor é uma oportunidade ímpar para estimular a formação docente e um momento importante pelos professores para o preparo de futuros profissionais A ampliação do conhecimento teórico-prático e a interação ao corpo acadêmico são oportunidades de grande aprendizado e de desenvolvimento de habilidades e novos métodos para o ensino, sendo em qual for o futuro espaço de atuação do enfermeiro, que pode ser em um corpo docente ou em uma unidade de saúde onde se é importante fazer educação em saúde em todas as esferas. 6. Referências Abreu TO, Spindola T, Pimentel MRAR, Xavier ML, Clos AC, Barros AS. A monitoria acadêmica na percepção dos graduandos de enfermagem. Rev enferm UERJ. 2014. Junior JPA, Galvão GAS, Baptista PMJS, Beber EH, Seyfert CE. Desafio anatômico: uma metodologia capaz de auxiliar no aprendizado de anatomia humana. Medicina (Ribeirão Preto). 2014 Salbego C, Oliveira EMD, Silva MAR, Bugança PR. Percepções Acadêmicas sobre o Ensino e a Aprendizagem em Anatomia Humana. Rev bras educ med. 2015.
Palavras-chave: anatomia humana,monitoria,enfermagem
Oral
Abrir o trabalhoA Importância do Exame Citopatológico na Prevenção ao Câncer de Colo de Útero
CICERO WASHINGTON MOREIRA PALACIO; Luíza Helena Soares e Silva; Davi Anderson de Oliveira; Lucas Elias dos Santos
1. Introdução O câncer do colo do útero permanece como problema de saúde publica no mundo; no Brasil, é o segundo tipo de câncer mais comum na população feminina, duas vezes mais frequente em países menos desenvolvidos em relação aos mais desenvolvidos (BRASIL, 2011 , 2012 ; MURATA et al.,2012). E a quarta causa de morte de mulheres por câncer no país, aumentando o risco conforme avança a idade, até atingir o pico etário entre 50 e 60 anos, principalmente no estadiamento III e, na maioria dos casos, do tipo histológico carcinoma, diminuindo a sobrevida, estimada, no Brasil, em 41% após cinco anos(BRASIL, 2012 ;THULER et al., 2012 ;GAMARRA et al., 2010). Os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer uterino são: início precoce da atividade sexual, múltiplos parceiros sexuais, tabagismo, baixa condição socioeconômica, multiparidade, entre outros. Um importante fator de risco para o desenvolvimento dessa patologia e a infecção pelo papiloma vírus humano (HPV), micro-organismo associado a maior parte dos casos de lesão precursora do câncer do colo do útero. Essa lesão pode ser identificada precocemente, a partir da realização do exame Papanicolaou(BRASIL, 2011 ;GASPERIN et al., 2011). E consenso mundial que se trata de doença com alterações intrã epiteliais cervicais de aspectos evolutivos lentos e etapas bem conhecidas, podendo progredir para o estádio invasivo ao longo de 10 a 20 anos, especialmente para o carcinoma epidermoide e o adenocarcinoma. Na fase mais avançada, evolui com secreção anormal, sangramento após relação sexual ou sangramento irregular, apesar de permitir a detecção precoce por meio do exame cito patológico do material colhido na porção endocervical e ectocervical, também e útil na sugestão da presença de agentes patogênicos como Candida sp, Trichomona vaginalis, entre outros(BRASIL, 2011; MEDEIROS et al 2005, TERRES et al ,2009). Entre os principais fatores que dificultam as práticas preventivas, destacam-se o desconhecimento e representações sobre a doença e sobre o Papanicolaou; a acessibilidade e a qualidade dos serviços de saúde; as práticas de cuidado da saúde sexual; as atitudes dos parceiros, e o medo da dor e os pudores relacionados a exposição do corpo, entre outros(RICO et al., 2013). Ao analisar o modo como as informações são repassadas às usuárias do serviço, estas que os profissionais do serviço realizam de forma normativa, ditatória, se tem visto a importância da educação popular em saúde como instrumento facilitador do processo de reflexão sobre a forma de repassar informação dialógica, diante da maneira mecânica e sistemática como os profissionais muitas vezes realizam. Assim, baseados na dialógica existente no trabalho em equipe, estabelecem estratégias de aprendizagem que favoreçam a troca, a transdisciplinar idade entre os distintos saberes formais e não formais que contribuam para ações de promoção de saúde individuais e coletivos realizados atendendo ao princípio do SUS da integralidade (MACHADO, 2008). O Ministério da Saúde preconiza que toda mulher entre 25 e 64 anos de idade, que já iniciou sua vida sexual, deve se submeter ao exame preventivo, com periodicidade Anual, inicialmente. Após dois exames consecutivos com resultados negativos para displasia ou neoplasia do colo do útero, este adquire periodicidade tri anual. Após resultado negativo, o risco cumulativo de desenvolver a referida patologia e bastante reduzido, mantendo tal redução nos cinco anos subsequentes (BRASIL, 2013). 2. Objetivo Investigar por meia da literatura cientifica a importância da atuação e da abordagem do enfermeiro para com a paciente, frente a realização do exame citopatológico na prevenção da neoplasia de colo de útero . 3. Metodologia Para a execução deste estudo, utilizou-se somente a literatura como fonte de dados para o levantamento das características essenciais, antecedentes, atributos e consequências do conceito "A Importância do Exame Citopatológico na Prevenção ao Câncer de Colo de Útero". O método adotado foi o de análise de conceito de Walker e Avant(1), que se fundamenta na proposta de Wilson, precursor no desenvolvimento de método para análise de conceito, e propõe um modelo sistemático para enfermeiros que pode ser operacionalizado por meio de oito passos. Trata-se de estudo metodológico, de abordagem qualitativa, que objetivou analisar o conceito A Importância do Exame Citopatológico na Prevenção ao Câncer de Colo de Útero tomando como base o modelo de análise de conceito de Walker e Avant(1). A Identificação dos possíveis usos do conceito foi possível mediante consulta a literatura disponível (livros, dicionários e artigos científicos) em que se identifica a maior variedade possível de sua aplicação. Para a averiguação dos usos do conceito ‘’A Importância do Exame Citopatológico na Prevenção ao Câncer de Colo de Útero’’, delimitou-se o corpus literário, considerando o conhecimento produzido acerca da temática no campo da Saúde, em especial da Enfermagem, publicada nas fontes ora mencionada. Utilizaram-se os descritores Neoplasia de colo de útero and Prevenção and Enfermagem, os quais permitiram a extração de 17 artigos científicos, sendo encontrados na Biblioteca Virtual de Saúde, nos anos de 2013 a 2018, os filtros utilizados foram: disponíveis, testos completos e linguagem portuguesa. Sendo descartados os títulos que não se adequaram ao tema proposto, ano inferior a 2013 e artigos repetidos. No que diz respeito a "Determinação dos atributos críticos, definidores ou essenciais", compreende a identificação das características ou atributos definidores do conceito que aparecem com mais frequência na literatura, com o objetivo de discernir sobre quais serão mais úteis e proporcionarão maior ajuda em relação ao alcance dos objetivos da análise que está sendo realizada(1). Para nortear a identificação dos atributos, utilizaram-se as seguintes questões: Como os autores definem o conceito? Quais as características/atributos apontados por eles? Que ideias os autores discutem acerca da A Importância do Exame Citopatológico na Prevenção ao Câncer de Colo de Útero? As respostas a esses questionamentos foram elucidadas após leitura sistemática do material selecionado, em que se realizou o recorte deste material em unidades de análise correspondentes às características essenciais do conceito citadas mais frequentemente. A última etapa consistiu na "Identificação de antecedentes e consequências do conceito". Para a identificação dos antecedentes, buscam-se os acontecimentos que precedem a ocorrência do conceito. Já para a identificação das consequências, faz-se necessário buscar os acontecimentos que ocorrem como resultado da sua ocorrência, de modo que sejam úteis para determinar ideias, variáveis ou relações que podem direcionar novas pesquisas(1). Os antecedentes e consequentes do conceito de "A Importância do Exame Citopatológico na Prevenção ao Câncer de Colo de Útero" também foram identificados por meio de uma leitura minuciosa do material que compunha o corpus de análise utilizado para o estudo e posterior extração dos dados correspondentes a esses eventos. 1 Walker LO, Avant KC. Strategy for theory construction in nursing. 4td. Ed. Norwalk, CT: Appleton & Lange; 2005. 4. Resultados O Câncer de Colo de Útero (CCU) é uma neoplasia maligna de evolução lenta, que tem como causa principal a infecção pelo papiloma vírus humano (HPV), transmitido no contato sexual (MANTENESE, 2008; Ministério da Saúde, 2013 apud PEUKER, A.C et al, 2016). Apesar da magnitude desse problema, a infecção é pouco discutida entre as mulheres, seja pelo espaço recentemente conquistado na mídia e campanhas pelas informações acerca da doença, ou mesmo pelo foco em outros tipos de DST, como a AIDS, por exemplo (SOUZA et al, 2015). Além disso, estudos apontam que os principais condicionantes da vulnerabilidade feminina à infecção por DST são: a baixa escolaridade e as assimetrias de gênero. Evidenciado pelo desconhecimento do vírus e sua relação com o câncer cervicouterino, assim como a importância do uso do preservativo para prevenção de doenças e como instrumento de empoderamento do próprio corpo (SOUZA et al, 2015). Contudo, a principal forma de prevenção é por meio do exame de Papanicolaou e recentemente, houve um grande avanço na prevenção do CCU que foi a inserção da vacina contra o HPV no calendário vacinal do Sistema Único de Saúde do Brasil (Ministério da Saúde, 2015 apud PEUKER, A. C et al, 2016). Por outro lado, quanto à periodicidade, houve elevado percentual de mulheres com periodicidade superior a cinco anos, contrastando com as sucessivas diretrizes de 1988, 2002 e 2011 do Ministério da Saúde, que definiu o rastreamento no Brasil uma vez por ano e, após dois exames anuais consecutivos negativos, a cada três anos (LOGANÁ et al, 2013). Com efeito, pesquisas com mulheres submetidas ao exame citopatológico em diferentes Estados brasileiros mostraram a maior predominância da periodicidade anual; inferior a dois anos, que nunca realizaram o exame ou fizeram há mais de três anos; não atendendo as recomendações do Ministério da Saúde de trienalidade (LOGANÁ et al, 2013). Dessa forma, o enfermeiro enquanto profissional de saúde deve estar preparado para assumir a responsabilidade de realizar o exame Papanicolaou, bem como realizar atividades educativas a fim de buscar formas de prevenção do CCU, assim como dos outros tipos de câncer existentes (SOUZA et al, 2015). Portanto, a consulta de enfermagem em ginecologia é um espaço que promove acolhimento e apoio as mulheres que procuram atendimento ginecológico, condições para saber como elas se sentem e o que buscam. Muito mais do que a realização do preventivo, a consulta é um espaço para a mulher tirar dúvidas e aprender a cuidar de sí. É um instrumento valioso para a estratégia de prevenção primária e detecção precoce do CCU, no momento em que, por meio da educação para a saúde, essa mulher fique motivada para o autocuidado (SOUZA et al, 2015). É nesse momento que se podem discutir os modos de evitar o aparecimento da doença por via da intervenção no meio ambiente e em seus fatores de risco como o estímulo ao sexo seguro, correção das deficiências nutricionais e diminuição da exposição ao tabaco, além de identificar a mulher com situação de risco para que seja acompanhada de maneira mais frequente. É importante mostrar a mulher que o exame ginecológico não é uma obrigação a que se expõe e sim mais um direito conquistado para que tenha uma vida feliz e livre de doenças (SOUZA et al, 2015). Uma vez que o retardo no diagnóstico ocasiona tratamentos mais agressivos e menos efetivos, aumenta o comprometimento físico e emocional da mulher e toda sua família, com os custos das internações, a utilização de medicamentos e consequentemente, eleva índices de mortalidade por esse tipo de câncer (SALIMENA et al, 2014). 5. Conclusão A concretização deste estudo permitiu o levantamento das características essenciais do fenômeno com vistas à ampliação do significado do conceito " A Importância do Exame Citopatológico na Prevenção ao Câncer de Colo de Útero ". Os dados levantados possibilitaram a discussão acerca dos diversos aspectos envolvidos no processo de hospitalização, desde os que antecedem a identificação do fenômeno até as consequências provenientes da sua ocorrência. Além disso, permitiu a identificação dos atributos do conceito, os quais corroboram os aspectos biológicos e psicológicos envolvidos como características do referido processo, além de viabilizar a estruturação da definição operacional. Nesta concepção, as caraterísticas essenciais do conceito, antecedentes, atributos e consequências, produto final deste estudo, podem servir como instrumento norteador na mensuração da "A Importância do Exame Citopatológico na Prevenção ao Câncer de Colo de Útero" no âmbito da assistência em saúde, tendo em vista a possibilidade de utilizar tais termos na prática frente à identificação do fenômeno "A Importância do Exame Citopatológico na Prevenção ao Câncer de Colo de Útero" como um diagnóstico de enfermagem. Tal fato pode auxiliar enfermeiros da área na operacionalização do plano de cuidados, contribuindo para a qualidade da assistência. Em virtude disso, é preciso que haja a complementação desse conhecimento com os dados empíricos, para de fato corroborar a utilização dos conceitos na formulação de teorias e destas como bases que norteiam a atuação da profissão, seja na prática, pesquisa ou ensino.
Palavras-chave: Neoplasia de Colo de Útero ,Prevenção,Enfermagem
Oral
Abrir o trabalhoAÇÕES DO ENFERMEIRO NO CUIDADO A CRIANÇA VÍTIMA DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
THIAGO NASCIMENTO MOURA
1. Introdução A violência doméstica pode ser definida como toda ação ou omissão que venha a ser praticada dentro ou fora de casa por algum indivíduo da família ou que venha a assumir função parental, tendo assim poder sobre a vítima que está em situação de violência (SÃO PAULO, 2007). Diante disso, crianças e adolescentes possuem destaque como sendo um dos grupos mais vulneráveis em situações de violência no ambiente doméstico (APOSTÓLICO; HINO; EGRY, 2016). Em 1959 as Nações Unidas proclamaram a Declaração Universal dos Direitos da Criança, esse documento foi estabelecido em dez princípios, sendo considerados direitos fundamentais para crianças (menores de 18 anos), incluindo liberdade, brincar, estudar e conviver socialmente (PROMENINO, 2012; ALBUQUERQUE, 2015). No ano de 1990 foi promulgado no Brasil o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que engloba os direitos dos mesmos, encarregando a família e o Estado, a responsabilidade de viabilizar o pleno desenvolvimento desse público. Entretanto, apesar dos avanços nos campos sociais, científicos, legais e culturais, as crianças permanecem vulneráveis a violência doméstica (BRASIL, 1990; ALBUQUERQUE, 2015). A violência contra a criança não vem a ser um fenômeno isolado, mas sim acompanhada de questões como: condições precárias, desemprego, uso abusivo de álcool e outras drogas, tendo uma exacerbação de múltiplos danos a saúde dos indivíduos (APOSTÓLICO et al., 2012). Os profissionais de saúde precisam se atentar sobre a problemática da violência doméstica, como membro da equipe de saúde, o Enfermeiro possui protagonismo na identificação e manejo dos casos, já que as ações de interrupção precoce podem evitar o trauma contínuo e reduzir os danos a saúde das vítimas (SCHERER; SCHERER, 2000). Após o reconhecimento da violência como uma problemática complexa, o Enfermeiro deve considerar a permanência de uma abordagem individualizada para a identificação e tratamento de novos casos. Isso inclui a criação de um plano para o desenvolvimento de ações preventivas, identificação das situações de risco com ênfase nos grupos mais vulneráveis, diálogo com familiares e articulação com outros setores do serviço público (BRASIL, 2002). Como evento cotidiano dos serviços de saúde, o Enfermeiro deve reconhecer a violência doméstica como foco de sua prática, com ação sobre ela, o que possui demanda de instrumentos específicos (APOSTÓLICO; HINO; EGRY, 2013). No contexto da atuação do Enfermeiro, as vulnerabilidades que contornam a infância exigem uma assistência sistematizada e rotineira, sendo elaborada por meio da consulta de Enfermagem, tendo como um forte componente educativo e o estreitamento de laços entre usuários e profissionais (CAMPOS et al., 2011). A partir desses pressupostos entende-se a importância da atuação do Enfermeiro nos casos de violência doméstica e até mesmo nas situações de risco, tendo em vista a vulnerabilidade que a criança possui. Contudo, se faz necessário também que haja visibilidade da violência doméstica praticada contra crianças, de modo que permita uma assistência de qualidade e um enfrentamento efetivo. 2. Objetivo Investigar por meio da literatura científica as ações do Enfermeiro no cuidado a criança vítima de violência doméstica. 3. Metodologia Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), no período de Outubro a Novembro de 2018, utilizando-se dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): Saúde da criança, Violência doméstica e Enfermagem, que foram cruzados com o operador Booleano AND, obtendo 125 estudos. Utilizaram-se os critérios de inclusão: idioma português, artigos disponíveis gratuitamente e completos publicados nos últimos cinco anos obteve-se 20 estudos. Os critérios de exclusão foram artigos repetidos e revisões. Após a filtragem dos artigos, foram lidos na íntegra e utilizados 10 estudos. Os mesmos foram analisados mediante categorização. 4. Resultados Grande parte dos estudos utilizados foram realizados na Região Sul, prevalecendo doze estudos de abordagem qualitativa onde grande parte dos autores são mestres e doutores, 25 e 18 respectivamente É preciso entender que a violência doméstica é um fenômeno complexo, requerendo dos Enfermeiros incessantes avaliações e mudanças em suas práticas cotidianas. O Enfermeiro deve se atentar também ao fato de que as relações intrafamiliares podem representar um risco a mais para as vítimas. (MORAES et al., 2016; BRASIL, 2011). O cuidado de Enfermagem deve abranger o individual e o coletivo, dessa forma irá contemplar a família com ações de promoção da autoestima dos integrantes do seio familiar, favorecendo a capacidade de compreensão dos problemas, escolha de alternativas para a resolução de conflitos, repercutindo assim de forma positiva no ambiente em que as vítimas de violência doméstica estão inseridas (BATISTA et al., 2013). A consulta de Enfermagem quando realizada de maneira correta e por profissionais que estejam aptos e capacitados, se torna uma importante ferramenta para a detecção de casos de violência, dado o contato familiar e assim a compreensão da dinâmica da mesma, que pode ainda ser potencializada pela visita domiciliar (APOSTÓLICO et al., 2012). A consulta deve ser traçada de acordo com o conhecimento e a complexidade do fenômeno de violência, apoiando desta forma o Enfermeiro na identificação das situações de vulnerabilidade das crianças, intervindo assim para a proteção das vítimas de violência doméstica, preservando assim seus direitos (ALBUQUERQUE et al., 2015). Embora a criação do ECA tenha representado um grande avanço no que diz respeito as crianças, é importante salientar que nem todas as diretrizes do documento são colocadas em prática, embora tenha caráter obrigatório a notificação dos casos suspeitos ou confirmados ainda é pouco expressiva, tendo foco apenas no atendimento das necessidades físicas, sinais vitais, realização de curativos e administração de medicamentos, dificultando as intervenções (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2006; COCCO; SILVA; JAHN, 2010). As intervenções de Enfermagem acerca da violência se torna uma questão desafiadora já que envolve distintos aspectos da vida da vida social e requisição das intervenções em vários âmbitos, que por muitas vezes extrapolam o setor da saúde e assim a sua capacidade de atuação (CURITIBA, 2008). 5. Conclusão É fato que o Enfermeiro possui um amplo papel na área da saúde e na violência não é diferente. O Enfermeiro é peça fundamental no que tange o cuidados as crianças vítimas de violência doméstica. As ações do profissional Enfermeiro ainda se limitam muito a ideia das necessidades físicas, porém, a criança é um ser complexo que necessita de cuidados que vão além de uma troca de curativos ou administração de medicamentos. Se faz importante que o Enfermeiro seja um profissional ético, atualizado e informado tanto do assunto como dos casos existentes, onde o mesmo deverá atuar tanto na prevenção como nos casos já consumados, fazendo assim estratégias para o enfrentamento e prevenção. Apesar de todas as estratégias para a prevenção e o enfrentamento da violência doméstica, o Enfermeiro muitas vezes acaba tendo um trabalho limitado, seja pelos outros órgãos públicos onde esse profissional encaminha os casos e não recebe retorno sobre o que aconteceu, tendo em vista que esses órgãos também são responsáveis pela proteção da criança ou até mesmo pela negligência de outros profissionais de saúde que não fazem a comunicação, através disso é possível notar a importância de uma equipe multidisciplinar na atenção a saúde dessas crianças vítima de violência doméstica. Portanto, o Enfermeiro no uso de suas atribuições deve sempre permanecer atento a possíveis vítimas da violência doméstica, podendo assim intervir de maneira preventiva e eficaz. 6. Referências ALBUQUERQUE, L.M; CARVALHO, C.M.G; APOSTOLICO, M.R; SAKATA, K.N; CUBAS, M.R; EGRY, E.Y. Nursing Terminology defines domestic violence against children and adolescents. Rev Bras Enferm. 2015. 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Palavras-chave: Violência doméstica,Enfermagem,Saúde da criança
Oral
Abrir o trabalhoAÇÕES EDUCATIVAS PARA ADOLESCENTES COM UTILIZAÇÃO DE METODOLOGIAS ATIVAS: UM RELATO DE EXPERIENCIA
JOAB GOMES DA SILVA SOUSA; RAFAEL DA SILVA PEREIRA; ROGER RODRIGUES DA SILVA; MOZIANE MENDONÇA DE ARAUJO
AÇÕES EDUCATIVAS PARA ADOLESCENTES COM UTILIZAÇÃO DE METODOLOGIAS ATIVAS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Joab Gomes da Silva Sousa1; Rafael da Silva Pereira2; Roger Rodrigues da Silva3; Moziane Mendonça de Araujo4; Juliana Saraiva de Alencar5. RESUMO: Introdução: A adolescência é uma das fases mais significativas vivida pelo ser humano, definida como um período de transição entre a infância e a maturidade. Objetivo: Relatar a importância do uso de metodologias ativas no desenvolvimento de ações de educação em saúde para adolescentes. Metodologia: Estudo descritivo, tipo relato de experiência. A ação foi desenvolvida no dia 18 de setembro de 2018, em uma escola pública de Iguatu-CE, teve como público estudantes do sexto ano. As ações aconteceram a partir da utilização de metodologias ativas. Resultados: A utilização de metodologias ativas durante ações de educação em saúde para adolescentes favorece a melhor interação entre os participantes durante toda a atividade, facilitando a expressão das curiosidades, mitos e tabus temidos pelos adolescentes. Considerações finais: A metodologia ativa contribuí de forma importante na realização de ações educativas, principalmente quando se direciona ao público adolescente e jovem, por permitir maior interação e criatividade nas ações. Palavras-chave: Educação em Saúde. Adolescente. Saúde 1. Introdução A adolescência é uma das fases mais importante vivida pelo ser humano, amplamente definida como um período de transição entre a infância e a maturidade, marcado por inúmeras mudanças que estão delimitadas numa faixa etária específica. (BRASIL et al, 2017). Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), a adolescência é ocorrida num período entre 10 e 19 anos, marcado por mudanças biológicas, psicológicas e sociais, sendo o principal fio condutor para a puberdade. (BRASIL. et al, 2017). O crescimento e o desenvolvimento presente nessa fase caracterizam-se pela diferenciação entre estruturas e funções orgânicas, em um processo de maturação que está geneticamente programado, sobretudo fortemente influenciado por diversos fatores ambientas e sociais. (CARVALHO et al, 2017). 1 Discente do Curso do curso em enfermagem URCA/UDI. Email:joab69016@gmail.com 2 Discente do Curso do curso em enfermagem URCA/UDI. Email:0rafael0@gmail.com 3 Discente do Curso do curso em enfermagem URCA/UDI. Email:roger95silva@gmail.com 4 Enfermeira. Professora temporária da Universidade Regional Cariri URCA/UDI. Email:moziane@hotmail.com.br 5 Enfermeira. Professora temporária da Universidade Regional Cariri URCA/UDI. Email:juliana100@yahoo,com.br Todas essas mudanças podem gerar ansiedade e fragilização emocional no adolescente, ao identificarem a necessidade de definir comportamentos. Nesse período o contexto social e familiar desenvolve um forte papel em influenciar na construção da identidade física e social desse ser, assim como a ausência destes favorecem a suscetibilidade a vulnerabilidades e riscos, principalmente relacionados a sexualidade e consumo de substâncias psicoativas. (CARVALHO et al 2017) Diante desse contexto é fundamental enfatizar a importância da articulação entre os serviços de saúde e educação visando o desenvolvimento de ações de promoção e prevenção a saúde, com o intuito de orientar os adolescentes a reduzir os riscos de agravos a saúde e oportunizar as situações para melhorar a qualidade de vida. (MACEDO; CONCEIÇÃO, 2013). O conhecimento das mudanças corporais, hábitos alimentares saudáveis, higiene, prevenção ao uso de drogas ilícitas, sexualidade precoce, são temas que devem ser constantemente trabalhados com esse público, visto que constantemente podem estar expostos a condições que promovam um desequilíbrio no seu bem-estar. (MACEDO; CONCEIÇÃO, 2013). Esse estudo tem como relevância enfatizar que a educação em saúde ainda é a melhor forma de conduzir os indivíduos para o desenvolvimento de atitudes que favoreçam a qualidade de vida. 2. Objetivo Relatar a importância do uso de metodologias ativas no desenvolvimento de ações de educação em saúde para adolescentes. 3. Metodologia Este é um estudo descritivo, tipo relato de experiência de uma atividade desenvolvida com aplicação de metodologias ativas a partir da atuação dos integrantes do Projeto de Extensão Juventude e Saúde. A atividade foi desenvolvida no dia 18 de setembro de 2018, em uma escola pública de ensino fundamental localizada na zona urbana do município de Iguatu-CE. Teve como público alvo os estudantes do sexto ano, com um total de 28 alunos, sendo 16 meninos e 12 meninas. A ação foi planejada conforme a temática solicitada pelos adolescentes e gestores escolares: puberdade. Para o seu desenvolvimento foram utilizadas duas dinâmicas visando melhor disseminar o assunto. Como instrumento de apoio foi utilizada a caderneta do adolescente. A avaliação da efetividade da utilização de metodologias ativas para promover educação em saúde deu-se com a aplicação de questionários antes e após a atividade. Este elaborado pelos componentes do projeto de extensão, conforme a temática abordada. O Projeto de Extensão Juventude e Saúde é vinculado a Universidade Regional do Cariri/ Unidade Descentralizada de Iguatu-CE, sendo integrado ao departamento da enfermagem. Atualmente é constituído por uma professora coordenadora, três colaboradores, uma bolsista e vinte e sete alunos voluntários. 4. Resultados A partir do desenvolvimento da ação educativa sobre as mudanças corporais vivenciadas na adolescência durante a puberdade, foi possível evidenciar que quando se trabalha temáticas utilizando metodologias ativas, as ações acontecem de forma positiva, pois favorecem a melhor interação entre os participantes durante toda a atividade. Foi possível observar durante toda a dinâmica os alunos expressaram curiosidades que vivenciam durante a fase, bem como mitos e tabus temidos pelos mesmos. Ao iniciar a atividade, a sala 6º B ano foi dividida e organizada em 2 pequenos grupos: um composto por meninas e outro por meninos visando assim garantir um melhor aproveitamento da temática trabalhada, oportunizando a cada grupo uma maior liberdade de expressão durante as dinâmicas. A primeira dinâmica realizada foi a das emoções, que consistiu na construção de um painel na parede a partir da utilização de carinhas que representavam sentimentos: tristeza, raiva, medo, felicidade e amor, em relação as mudanças corporais. Para segunda dinâmica foi utilizada uma caixa com as letras, onde cada letra contida na dentro da caixa representava uma mudança corporal relacionada a puberdade. Com a aplicação das dinâmicas foi possível evidenciar o conhecimento prévio dos alunos, bem como gerar discussões sobre as práticas realizadas durante as dinâmicas. A estratégia utilizada em separar os meninos e as meninas para falar das mudanças corporais vivenciadas durante a puberdade contribuiu para o resultado evidenciado, visto que a timidez e as diferenças corporais masculinas e femininas podem favorecer a condições que dificultem a prática e entendimento do assunto. A aplicação de questionários antes e após as ações evidenciam que a metodologia utilizada na comunicação da temática favoreceu a absorção do que foi transmitido, fato este observado pela compreensão dos alunos reproduzida no momento da atividade e pelo comparativo entres os formulários respondidos antes e após a ação. 5. Conclusão A utilização de metodologias ativas contribui de forma importante na realização de ações educativas, principalmente quando se direciona ao público adolescente e jovem, que necessita de atividades com maior interação e criatividade para despertar o seu interesse e curiosidade. Nesse sentido, a metodologia ativa pode ser utilizada para o desenvolvimento de várias temáticas, favorecendo a momentos com maior interação e melhor aprendizado do que é transmitido. 6. Agradecimentos A Secretaria de Saúde do Município de Iguatu-CE, Secretaria de Educação do Município de Iguatu-CE, Programa Saúde nas Escolas (PSE); As escolas participantes do projeto e a todos os colaboradores do Projeto de Extensão Juventude e Saúde. 7. Referências BRASIL, E.G.M et al. Promoção da saúde de adolescentes e programa de saúde na escola na articulação na saúde da Revista da Escola de Enfermagem da USP.v.51, n.03276, p.01,09,2017. CARVALHO, A. P. et al. Consumo de álcool e violência física entre adolescentes: quem é o preditor? Ciências & Saúde Coletiva. v.22, n.12, p.4013-4020, 2017. LUZ, J. M. O; MURTA, S. G; AQUINO, T. A. A. Avaliação de Resultados e Processo de uma Intervenção para Promoção de Sentido da Vida em Adolescentes. Temas em Psicologia. v.25, n.4, p.1795-1811, 2017. MACEDO, E. O. S; CONCEIÇÃO, M. I. G. Ações em grupo voltadas à promoção da saúde de adolescentes. Journal of Human Growth and Development. v.23, n.2, p.222-230, 2013. PINHEIRO, A. S; SILVA, L. R. G; TOURINHO, M. B. A. C. A estratégia saúde da família e a escola na educação sexual: uma perspectiva de intersetorialidade. Trabalho, Educação e Saúde. v.15, n.3, p.803-822, 2017. VALENTIM, E. A. et al. Fatores associados à adesão à alimentação escolar por adolescentes de escolas públicas estaduais de Colombo, Paraná, Brasil. Cadernos de Saúde Pública. v.335, n.10, p.01-09, 2017.
Palavras-chave: Educação em Saúde,Adolescente,Saúde
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Abrir o trabalhoAÇÕES EM SAÚDE PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA: REVISÃO DE LITERATURA
FRANCISCO WERBESON ALVES PEREIRA; Antonia Benta Da Silva Pereira; Ana Clara Santos Rodrigues; Beatriz Gonzaga Lima
Segundo a Organização Mundial De Saúde (OMS, 2011) pode-se definir como deficiência toda perca ou anormalidade de uma estrutura ou função, seja ela psicológica, fisiológica ou anatômica e que venha a gerar incapacidade para o desempenho das atividade dentro do que é considerado normal ou esperado para um ser humano. Idem, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE (2010) diz que aproximadamente 23,9% da população declara ter algum tipo de deficiência, algo em torno de 45,6 milhões de pessoas, no Brasil. Com isso, faz-se necessário ações de saúde que atendam a essa demanda e que compreenda que além do tipo de deficiência que essa pessoa apresente, deve ser considerado todos seus aspectos em quanto pessoa, ou seja: se essa pessoa tem ou não doenças crônicas, se outras temáticas como sexualidade e drogas, são trabalhadas; dentre outras. Entender que essas pessoas tem necessidades, demandas, vulnerabilidades e risco em saúde é de suma importância para a elaborações de ações em saúde, sejam elas voltadas para educação ou promoção. Nesse sentido, destaca-se o papel do profissional de enfermagem que, em geral desempenha, articula, elabora e conduz essas ações em saúde, seja na Atenção Primária em Saúde, como as Estratégias de Saúde da FamíliaESF, seja na rede hospitalar. A questão norteadora desse estudo foi: Quais são as ações de saúde são desenvolvidas para com as pessoas com deficiência e qual a importância dessas ações para o profissional de enfermagem? Como justificativa do estudo, tem-se a importância que trabalhos assim possam proporcionar à melhoria nas atividades desenvolvidas junto às pessoas com deficiência ao permitir conhecer as práticas que já são realizadas. Além disso, poderá contribuir para a assistência de enfermagem no atendimento desse público. Objetivou-se Descrever as ações em saúde desenvolvidas para as pessoas com deficiência e sua importância para o profissional de enfermagem. Estudo do tipo revisão de literatura, realizada em outubro de 2018. A pesquisa foi realizada na base de dados da Scientific Electronic Library Online-Scielo com os descritores, em português: Pessoa com deficiência e enfermagem. Os descritores foram utilizados de forma cruzada com boleando AND. Quando aplicados, foram achados, inicialmente, um quantitativo de 77 resultados. Foram utilizados como critérios de inclusão: ano de publicação de 2013-2018, disponíveis na íntegra e que abordassem diretamente ações voltadas para pessoas com qualquer tipo de deficiência. Como critérios de exclusão: artigos cuja o assunto principal não abordavam alguma ação em saúde e que a deficiência tivesse sido adquirida, mediante idade ou patologia, com o tempo. Após a aplicação desses critérios, restaram 12 artigos. Cada artigo foi lido em sua íntegra e as principais informações, nas quais era falado sobre ações em saúde, eram marcadas e discutidas posteriormente. Pode-se destacar as ações como: Tecnologias assistivas, jogos como medidas de exemplificar determinadas situação e educação em saúde como forma de conscientizar sobre determinado tema. Ao tratar-se, por exemplo, em ações em saúde voltadas para a sexualidade é de suma importância entender que ela não abrange somente a questão do ato sexual em sim, ele também faz parte, mas também existem questões como: gênero, saúde reprodutiva e educação em saúde no que diz respeito a Infecções Sexualmente Transmissíveis-IST’S, dentre outras, que também discutiam essa temática. Ao lidar com um público que apresenta uma incapacidade, seja ela de visão, audição ou física, faz-se necessário adaptar todo o conhecimento já existente e empregá-lo em um público que muitas vezes é visto como “impossibilitado” de realizar. A falta de preparo dos profissionais em abordar temas como sexualidade, com pessoas que apresentam algum tipo de deficiência, influenciou diretamente nas ações de saúde a serem desenvolvidas, como por exemplo o fato de uma pessoa ser cega já poderia ser entendida como um fator que a impedia a não realizar o ato sexual. O profissional deve trabalhar, com esse público, ações voltadas para sexualidade e prevenção de IST’S. Entre medidas educativas voltadas para a sexualidade, destacaram-se as tecnologias assistivas na qual proporcionou o entendimento a pessoas cegas sobre como era seu órgão sexual e como fazer uso dos preservativos, seja feminino ou masculino. Medida importante, mas na qual devia ser associada também com um instrumento, no qual pudesse se exemplificar a estrutura física do órgão. Outro fator importante, é o trabalho realizado para educação em saúde com drogas. O estigma e falta de preparo que existem podem fazer com que os profissionais não procurem trabalhar essa temática com eles. A amostra dos artigos, dessa revisão, revelou que ações como jogos tátil que ajudam a exemplificar as drogas, seus tipos e seus prejuízos ao indivíduo; são importantes como ações educativas a esse público. O principal intuito dessas ações abordadas é levar conhecimento e informação a todos, adaptando-se sempre que necessário, ao tipo de público e entendendo que todos os cidadãos, sem exceção, estão suscetíveis a algum tipo de agravo. Um dos problemas visto durante a análise dos artigos, foram questões relacionadas para estigma e tabus, pois esse tipo de atitude impede o profissional de trabalhar de forma mais coerente as ações em saúde, necessitado assim de capacitação. Os artigos encontrados, também demonstraram, grande valia em relação as ações de saúde acerca das orientações para mães cegas, quanto a importância de amamentarem seus filhos. A educação em saúde, mostrou-se de suma importância na Atenção Básica de Saúde, como forma de sensibilização, para as mulheres que apresentavam alguma incapacidade física e que não procuravam ir no ginecologista. As orientações fornecidas pelos profissionais eram, principalmente, sobre a composição do leite, melhor forma de amamentação e sua importância no desenvolvimento da criança, além do cuidado ginecológico para realização de prevenção de agravos à saúde. A enfermagem, engloba hoje, no Brasil, a maior parte dos profissionais da área da saúde, sendo assim é de suma importância que os profissionais, sobretudo o enfermeiro, esteja apto a trabalhar com diferente tipos de público. Os artigos demostraram o impacto que um profissional preparado tinha ao influenciar, as ações nas quais ele poderia trabalhar. Um profissional que não considera o indivíduo como um todo, não se preocupava em abordar essas temáticas, seja por fato de preparo ou por não saber lidar com esse tipo de público; pode comprometer a assistência. A enfermagem, como profissão de formação generalista, deve estar preparada para atuar em diversas situações e com isso desenvolver seu trabalho de forma plena. Dentre uma das mais importantes ações desenvolvidas, pelo enfermeiro, tem-se as ações em saúde que ele pode vim a desenvolver tanto na assistência básica como na rede hospitalar. Contudo, é necessário que o profissional esteja preparado a desenvolver essas ações com uma gama variável de público, inclusive pessoas com deficiência. Para isso, é necessário tanto um conhecimento técnico-científico como também conhecimento sobre as políticas voltadas para esse grupo. Assim, com esse trabalho, ressalta-se a importância da capacitação desses profissionais os quais permitirá um melhor planejamento e um preparo para desenvolver ações em saúde que condigam não somente com a deficiência, mas que também, com isso, possa ser rompidos certos estigmas e tabus em relação a pessoa com deficiência. Como limitação do estudo, observa-se a pouca produção em relação a pessoas com mais de um tipo de deficiência, no qual se agregadas; poderiam reunir um quantitativo maior de resultados e assim, ações mais específicas para esse tipo público, sugerindo-se assim mais produções voltadas para ações em saúde para pessoas com deficiência.
Oral
Abrir o trabalhoANTROPOLOGIA CULTURAL E SUA RELEVÂNCIA NA FORMAÇÃO DO GRADUANDO EM ENFERMAGEM: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
VINÍCIUS RODRIGUES DE OLIVEIRA ; Maria Luiza Santos Ferreira; Aretha Feitosa de Araújo
ANTROPOLOGIA CULTURAL E SUA RELEVÂNCIA NA FORMAÇÃO DO GRADUANDO EM ENFERMAGEM: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA 1. Introdução Hodiernamente, documentos e programas que norteiam o ensino superior bem como os educadores dessa modalidade vêm propondo veementemente a promoção da autonomia do estudante. Para tanto utilizam metodologias ativas que rompem com a ideologia do conhecimento limitado e estimulam ao estudante buscar envolvimento nas atividades acadêmicas (CELESTINO JÚNIOR et al., 2017). A monitoria acadêmica surge como um instrumento que dá legitimidade para que o estudante construa de forma ativa o conhecimento, ao passo que estimula as práticas docentes. A mesma funciona como uma tríade onde o monitor, professor e o aluno são beneficiados. Através da monitoria, o monitor conquista muito além de um certificado, sendo assim aperfeiçoa suas habilidades, desenvolve seu senso crítico, fortalece relações sociais, e consequentemente, se prepara para exercer uma profissão (FERNANDES et al.,2016). O professor é peça essencial no momento de orientações primárias dos discentes e o aluno é motivado pelo desejo e interesse perante as maneiras inusitadas que uma oportunidade de ensino oferece, melhorando consequentemente o desempenho universitário (CAVALCANTI, 2015). Assim, no que diz respeito ao curso de Enfermagem, o desempenho da monitoria acadêmica e sua condecoração no ambiente da educação e da saúde expande as condições viáveis de aprendizado, o que promove o desenvolvimento de um perfil de trabalhadores da saúde que dialogam com as diligências do Sistema Único de Saúde (SUS), visto que, o profissional da saúde deve estar munido de habilidades que o tornem capaz de desenvolver um trabalho de qualidade seja na docência ou na prestação da assistência em saúde (SANTOS; BATISTA, 2015). Se tratando da disciplina de Antropologia Cultural que tem como uma das temáticas a Antropologia Médica/Antropologia da Saúde e da Doença, a particularidade do âmbito dessa ciência é baseada na implementação de convicções gerais da Antropologia e das suas metodologias as temáticas do adoecimento, saúde, medicina e recuperação. A exclusividade pela utilização de métodos qualitativos, o enaltecimento do ponto de vista do outro e, das concepções holísticas e o uso da etnografia concedem uma singularidade, a Antropologia que a destaca das demais áreas de pesquisa sobre os referidos temas (PEREIRA, 2015). 2. Objetivo Relatar a experiência dos monitores da disciplina de Antropologia Cultural e sua relevância na formação do graduando em enfermagem. 3. Metodologia Refere-se a um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, baseado na vivência dos monitores da disciplina de Antropologia Cultural do curso de enfermagem da Universidade Regional do Cariri (URCA) nos anos de 2017 e 2018, equivalentes aos semestres 2017.1, 2017.2 e 2018.1. Foram usados de forma complementar para a construção desse relato, artigos referentes à temática monitoria e o estudo da antropologia na enfermagem, pesquisados na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) em consonância com parte do material bibliográfico utilizado no decorrer da disciplina. A matéria em questão é ofertada no primeiro semestre do curso de graduação em enfermagem, tendo como carga horária de 72 horas/aulas, sendo exclusivamente teórica. No ano de 2017, foram ofertadas duas vagas para monitoria, os candidatos às vagas passaram por um processo seletivo, onde o primeiro classificado foi convocado como monitor remunerado e o segundo classificado como monitor voluntário. Os monitores selecionados juntamente, com o professor responsável pela disciplina, se reuniam para planejar as atividades semestrais de acordo com o cronograma que era proposto pelo docente. A cada 15 dias um monitor comparecia em sala no momento de aula com a presença e intervenção do professor, conduziam um momento de discussão acerca do conteúdo, e posteriormente ao final de cada conteúdo ministrado era feita uma revisão, sendo que essa era marcada em momentos extra-aula. Os monitores ainda auxiliaram o docente na aplicação das avaliações. Já no ano de 2018, com disponibilidade de apenas uma vaga, o aspirante ao cargo voluntário passou por uma seleção em duas etapas e foi aprovado, o esquema de encontros e planejamento permaneceu o mesmo do ano anterior. 4. Resultados O cuidado humanizado pregado pela a enfermagem está diretamente atrelado à Antropologia permitindo que o estudante possa superar os pré-conceitos e entender a vastidão e a complexidade da presença humana na terra. Dessa forma para se prestar um cuidado qualificado é necessário que o profissional de enfermagem compreenda a heterogeneidade que envolve cuidar e, em especial os aspectos culturais, que influenciam diretamente no processo saúde doença (MOREIRA; MOTTA,2016). Pensando em uma ampla formação dos discentes, percebendo que o futuro profissional começa a se moldar a partir do início da graduação, a Universidade Regional do Cariri (URCA) traz na grade curricular do curso de Enfermagem a “cadeira” de Antropologia Cultural, formando assim um profissional preparado não apenas para realização de procedimentos técnicos, mas com um olhar holístico sobre as necessidades humanas, atentando ao ser humano em seu aspecto biopsicosocioespiritual. Pode citar-se como aspecto de destaque no estudo na antropologia dentro do espaço da saúde, a construção de um saber que perpassa e rompe com as práticas biomédicas que despersonalizam o indivíduo, superando aquela visão meramente mecanicista do corpo humano, culminando assim em um ramo recente da antropologia chamado Antropologia Médica ou da Saúde que agrega valor cientifico as pesquisas na área das ciências médicas, pois seus pesquisadores procuram estudar as crenças, valores e práticas terapêuticas das diferentes culturas existentes. A mesma tem sido ressaltada pelo aumento das produções embasadas nessa perspectiva de um olhar ampliado, em todo planeta principalmente em alguns países norte americanos, já no Brasil, os estudos dessa categoria apresentam-se em pequeno número (MINAYO, 2008). Quando nos voltamos ao contexto da monitoria ficou claro que inicialmente houve uma grande dificuldade por parte dos discentes, pois questionavam a necessidade do estudo da antropologia na enfermagem, tornando assim um desafio a ser vencido pelo docente e monitores. Para tanto decidiu-se na primeira monitoria fazer o esclarecimento acerca desse questionamento, além disso durante os momentos com os monitores buscava-se sempre associar os conteúdos vistos na disciplina com a profissão de enfermagem, como estratégia complementar para despertar interesse e atenção, mesmo que a disciplina não tenha, em sua nomenclatura, o viés de ser uma Ciência Humana Aplicada (isto é, ser Antropologia Aplicada à Enfermagem). Foram utilizadas algumas Metodologias Ativas como a exibição de dois filmes: O Senhor das Moscas e A Antropóloga, bem como dinâmicas de fixação ao final das monitorias que além de tornar o aprendizado mais leve permitia ao monitor avaliar o grau de conhecimento e dificuldade da turma em determinados conteúdos. A antropologia é significativa por buscar englobar veracidades específicas e coletivas uma vez que uma e outra são sistematizadas, contadas e indagadas e em todos os aspectos tidas como procedimentos sociais, assim, é indispensável entender as narrações da enfermidade, adequando-as em circunstâncias locais, onde a saúde e a doença são admitidas e respondidas (PEREIRA, 2015). O graduando que estuda a antropologia na enfermagem se depara com conteúdos que levam a refletir sobre a humanização da assistência, sobre alteridade e etnocentrismo, que eram pontos de destaque nas monitorias. A priori os alunos encontram dificuldades na compreensão das literaturas disponíveis, porém ao absorverem aprendizados como valorização do individuo que necessita de uma assistência, o cuidado aliado a visão de totalidade e compreensão que a enfermidade atinge os indivíduos de formas diferentes desenvolveu-se um olhar antropológico, necessário a todos os profissionais que compõem o sistema de saúde (MINAYO, et al., 2008; PEREIRA, 2015). 5. Conclusão Tendo em vista o exposto constatou-se que a monitoria de uma forma geral contribui para o crescimento do estudante e monitor, assim como auxilia no esclarecimento do conteúdo proporcionando ao professor melhores resultados da turma não só no momento da avaliação, mas no decorrer das aulas, pois a classe mostrou-se mais participativa. Ficou evidente em todos os semestres os sentimentos de gratidão e valorização para com os monitores, o que contribuiu para manutenção de um bom relacionamento entre os envolvidos no processo de aprender e ensinar. Apesar dos desafios enfrentados como dificuldade de encontrar horários condizentes com a rotina dos monitores e dos alunos para a realização das atividades, dada o período integral deste curso de graduação e a dificuldade de compreensão da literatura disponível percebeu-se que o desempenho da monitoria foi satisfatório e conseguiu atender a demanda. Ainda colaborou para o esclarecimento de que os profissionais da saúde ao se formarem devem desenvolver um olhar mais especialista, sem deixar de serem generalistas e podem está envolvidos tanto nas atividades tanto no ensino quanto na assistência seja em âmbito hospitalar ou da atenção básica, pois cresce o número de estudantes nos cursos de graduação na área da saúde, consequentemente o de profissionais formados, mas o número de professores não acompanha esse crescimento. 6. Referências CAVALCANTI, A. D. C.; SILVA. L. Q. P.; VALE, L. O.; SOUZA, R. S.; SILVA, S. A. A influência da participação de alunos da rede básica de ensino em atividades de monitoria junto à universidade. Revista de Extensão da Univasf. v.3, n.1, p. 35-38, jun. 2015. CELESTINO JÚNIOR, A. F.; MATOS, E. C. O.; ANDRADE E. G. R.; LOBATO R.V.; NEGRÃO, S.M.C.; REGO N.C.C. Monitoria acadêmica e metodologia da problematização: relato de experiência. Rev. Ciênc. Ext. v.13, n.3, p. 136-145, 2017. FERNANDES, J.; DANTAS, A. J. L; ABREU T. A.; SILVA, A. M. S. Influência da Monitoria Acadêmica no Processo de Ensino e Aprendizagem da Psicologia. Clínica & Cultura. v.2, n.1, p. 36-43 , 2016. MINAYO, M. C. de S.; ALVES, P. C. Notas sobre a produção acadêmica de antropologia e saúde na década de 80. CONESQUI, A. M. (Orgs). Saúde e doença - um olhar antropológico, reimpressão de 2008. MOREIRA, G. O.; MOTTA L. B. Competência Cultural na Graduação de Medicina e de Enfermagem. Revista Brasileira de Educação Médica. 40 (2) : 164-171, 2016. PEREIRA, P. Antropologia da Saúde: Um lugar para as abordagens antropológicas à doença e à saúde. Revista de Antropologia Experimental. Espanha. n. 15, 2015. 3: 23-46. Universidad de Jaén (España). Setembro, 2015. SANTOS, G. M.; BATISTA, S. H. S. S. Monitoria acadêmica na formação em/para a saúde: desafios e possibilidades no âmbito de um currículo interprofissional em saúde. ABCS Health Sci, Arquivos Brasileiros de Ciências da Saúde. São Paulo. 40(3):203-207. Outubro, 2015.
Palavras-chave: Enfermagem ,Educação, Antropologia cultural
Oral
Abrir o trabalhoAS TEORIAS DE ENFERMAGEM DE ROY E OREM INTRÍNSECAS AO DESENVOLVIMENTO DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
ROGER RODRIGUES DA SILVA; Ray Martins Souza; Beatriz de Castro Magalhães; Tamires Alves Dias
1. Introdução Para o desenvolvimento adequado da Sistematização da Assistência de Enfermagem o enfermeiro necessita pautar-se em conhecimentos práticos e teóricos que estejam congruentes à execução de suas atividades, pois foi a partir desses saberes que a enfermagem se desenvolveu enquanto ciência, visando substituir as visões fornecidas pelo senso comum (ALCÂNTARA et al., 2011). Isto posto, as teorias de enfermagem instituídas por Dorothea Orem e Callista Roy, estão frequentemente aplicadas ao Processo de Enfermagem, ressaltando suas valias enquanto fundamentos que permitem o desenvolvimento adequado de cuidados à saúde (MEDEIROS; SANTOS; CABRAL, 2012). A Teoria de Orem é dividida em três: A teoria do Autocuidado que se define como a relação do indivíduo cuidar de si mesmo; A teoria do déficit do Autocuidado, quando há necessidade de intervenção da enfermagem; e na teoria de sistemas de enfermagem, que se conceitua como a intervenção profissional pode se dar para ajudar esse cliente (SANTOS; SARAT, 2008). A teoria da Adaptação tem como finalidade promover a acomodação do paciente no processo saúde-doença, fazendo com que haja uma resposta adaptativa da parte deste. Os quatros elementos essenciais do modelo de adaptação de Roy são: o próprio indivíduo que é receptor do atendimento de enfermagem; o conceito de ambiente onde ele está inserido; a saúde em si e a promoção de saúde; e a meta de enfermagem definida como o desenvolvimento de resultados adaptativos em associação aos quatro modos adaptativos (BRANDALIZE; ZAGONEL, 2006). A relevância desse estudo apresenta-se uma vez que essas teorias estão associadas diretamente a SAE e incorporadas ao Processo de Enfermagem. 2. Objetivo Identificar a partir da literatura como a Sistematização da Assistência de Enfermagem está associada à Teoria do Autocuidado de Orem e a Teoria da Adaptação de Roy. 3. Metodologia O presente estudo trata-se de uma Revisão Integrativa da Literatura, de caráter descritivo com abordagem qualitativa. Incialmente traçou-se a seguinte questão norteadora: de que maneira as teorias do Autocuidado e da Adaptação estão inseridas na SAE e como se dão suas associações dentro do Processo de Enfermagem? A partir dessa inquietação se iniciou a busca por resultados. A consulta online se deu, a partir do banco de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), com as bases de dados: LILACS, MEDLINE e BDENF. A pesquisa foi realizada no período de abril a junho de 2017. Na busca aos artigos, foram empregados os descritores padronizados pelos Descritores em Ciências da Saúde (DEC’s): Autocuidado, Assistência e Teorias, que foram cruzados com o operador booleano And. Ao se iniciar a pesquisa, foram encontrados 2.142 resultados, dos quais estavam disponíveis 315 nas referidas bases de dados, com publicações entre os anos de 2001 a 2012. Iniciou-se assim o processo de seleção dos agrupamentos, os quais foram analisados pelos seguintes critérios de inclusão: disponíveis na íntegra; idioma português e espanhol; documento do tipo artigo, publicados nos anos de 2005 a 2012, obtendo 114 resultados. Como critérios de exclusão: duplicatas, artigos que não contemplassem a temática proposta e que não estivessem disponíveis gratuitamente, obtendo 9 artigos que foram utilizados como base para a construção deste estudo. Após seleção dos artigos, pôde-se distingui-los em quatro conjuntos relativos, aos quais abordavam de maneira mais acentuada questões correlacionadas conforme descrevem os eixos a seguir: 1-Importância da fundamentação teórica para a SAE (3 artigos); 2-Teoria do Autocuidado interior a SAE (2 artigos); 3-Teoria da Adaptação inclusa a SAE (2 artigos); 4-Agregação das duas teorias para a conduta terapêutica a partir do emprego da SAE (2 artigos). 4. Resultados (1) Importância da fundamentação teórica para desenvolvimento da SAE e principais barreiras para sua aplicabilidade. A implementação da SAE é alvo de variáveis barreiras que partem essencialmente dos próprios profissionais de enfermagem, uma vez que esses não estão em sua totalidade capacitados para desenvolver suas tarefas conforme seu exercício profissional preconiza, defasando muitas vezes os princípios teóricos que ele deve deter para aplicar aos processos interventivos (REMIZOSKI; ROCHA; VALL, 2010). Desafios são enfrentados pela equipe de enfermagem que planeja empregar as teorias nas instâncias de saúde, muitas vezes, a equipe multiprofissional não considera positivamente esse método, onde se enxerga que é importante que todo o sistema que presta a assistência ao cliente desenvolva os cuidados em um eixo retilíneo e não fragmentado, resultando na dificuldade de sua evolução e impedindo o detalhamento de resultados esperados que seriam utilizados em benefício da clientela (ALCÂNTARA et al., 2011). (2) A Teoria do Autocuidado de Dorothea Orem adentro da assistência de enfermagem, e sua relevância para implementação. Esta teoria já se configura como potencial estratégia para a SAE, conseguindo inserir-se em todo processo de enfermagem (avaliação, diagnóstico, plano de cuidados, implementação e evolução). O profissional de enfermagem atua identificando o déficit do autocuidado que o paciente apresenta naquele momento, faz pelo indivíduo aquilo que não esteja ao seu alcance, ensina, orienta e apresenta-o como protagonista do seu cuidado perante a sua deficiência (SANTOS; SARAT, 2008). Viabiliza-se inicialmente o reconhecimento do déficit do autocuidado apresentado pelo cliente, para desta maneira, melhor traçar o aconselhamento que serão repassados ao paciente e cuidador quanto ao tratamento de sua disfunção, engajando-o com a terapêutica inclusa ao seu tratamento. Consoante proposto pelos pesquisadores referenciados neste estudo, consta-se que a finalidade da teoria do Autocuidado está mais intimamente associada ao processo de tratamento de morbidades e/ou comorbidades, que demandam um certo período de tempo para sua cura ou estabilização (SAMPAIO et al, 2008). (3) A Teoria da Adaptação de Callista Roy, seus preceitos para assistência e implementação de cuidados. Esta teoria tem por objetivo o modo adaptativo fisiológico de acordo com a patologia instalada, bem como o comportamento do indivíduo para adaptar-se a tal. A operacionalização desta teoria é taxada como dificultosa no seu início, pois as disfunções que subsidiam seu emprego contribuem para um excessivo estresse, como o acidente vascular cerebral (AVC), cardiopatias, hipertensão arterial, diabetes, dentre outras (BRANDALIZE; ZAGONEL, 2006). A teoria da adaptação de Roy é aplicada a sistemas, sendo, nesse caso, o indivíduo usuário do serviço de saúde como principal agente. Sua execução fraciona-se no entendimento do espaço/ambiente que ele está inserido, taxados como iminentes desencadeadores de interferências quanto ao comportamento de pessoas e grupos; a saúde que é vista como a condição integral do indivíduo, sendo assim o alvo do enfermeiro promover a saúde do doente dentro das respostas adaptativas; e a meta de enfermagem que busca reduzir as respostas ineficientes, adequando-o as respostas adaptativas como modo de saída da pessoa (GUEDES; ARAÚJO, 2005). (4) Associação das teorias de Autocuidado e Adaptação concomitantemente para à promoção da saúde integral. Dentro desta ótica, as referências analisadas apresentaram resultados abundantes no tocante ao valor na otimização da assistência de enfermagem embasada nas teorias do Autocuidado e Adaptação (VALL; LEMOS; JANEBRO, 2005). Desta forma, a teoria de Orem age em consonância com a teoria de Roy, pois o propósito de ensinar, orientar e capacitar o paciente a partir da teoria do Autocuidado, conversa com a possibilidade de adaptação que este dispõe, avaliando seus aspectos individuais da mesma maneira que instiga a prática de cuidados advinda de terceiros, como o cuidador e/ou familiar (MEDEIROS; SANTOS; CABRAL, 2012). Por conseguinte, a experiência de associação desses dois conceitos se apresentaram satisfatórios, quando o paciente é visto não mais como um dependente de cuidados, mas sim um contribuinte para sua própria restauração (teoria do Autocuidado), agregando com a avaliação dos principais aspectos internos e externos que possam contribuir positivamente ou negativamente para esse processo de recobro (teoria da Adaptação) (VALL; LEMOS; JANEBRO, 2005). 5. Conclusão As teorias do Autocuidado e da Adaptação têm extrema relevância dentro da efetivação da SAE. Assim este estudo trouxe a possibilidade da análise das teorias supracitadas, e consequentemente uma compreensão da aplicabilidade dessas nas estratégias institucionalizadas, e como elas contribuem para a qualidade de vida do paciente. Entretanto, a institucionalização destas teorias adentro do Processo de Enfermagem encontra-se impossibilitada nas instâncias de saúde atuais.
Palavras-chave: Assistência,Autocuidado,Teorias
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Abrir o trabalhoASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA ATENÇÃO PRIMÁRIA A SAÚDE A CLIENTES COM HIV/AIDS
IRENE CUSTÓDIA DA SILVA; Joab Gomes da Silva Sousa; Karen Cristina Souza Costa; Yara Maille de Araújo
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA ATENÇÃO PRIMÁRIA A SAÚDE A CLIENTES COM HIV/AIDS Irene Custódia da Silva , Joab Gomes da Silva Sousa , Karen Cristina Souza Costa , Yara Maille de Araújo , John Carlos de Souza Leite Resumo: Introdução: O cuidado em saúde consiste numa relação estabelecida entre pessoas, tendo em vista o alcance da melhoria do estado de saúde e da qualidade de vida da população. Objetivo: Identificar através da literatura qual a assistência de enfermagem na Atenção Primaria à Saúde a pacientes com HIV. Método: Foi realizada uma revisão narrativa da literatura, através da Biblioteca Virtual em Saúde no mês de outubro de 2018 com os descritores em saúde: Assistência de Enfermagem, HIV e Atenção Primária a Saúde cruzados com o Booleano “AND”. Os artigos foram submetidos a critérios de inclusão e exclusão, resultando em 39 estudos. Foram excluídos os artigos que fogem da temática e textos duplicados, totalizando em nove artigos. Após seleção foi realizado análise descritiva dos textos. Resultado: O enfermeiro deve promover a realização do aconselhamento pré e pós-teste, instituir educação sexual, planejamento familiar e uma assistência integral a todos os ciclos de vida do cliente. Considerações Finais: O profissional enfermeiro por estar na frente da linha do cuidado deve envolver o cliente com HIV/Aids em todo o contexto de saúde garantindo uma eficaz assistência. Palavras-chave: Assistência de Enfermagem. HIV. Atenção Primária a Saúde. 1. Introdução A descoberta da soropositividade ao HIV/Aids traz aos usuários sentimentos de dor e sofrimento, tornando bastante difícil o atendimento devido a não busca pelo serviço e não adesão ao tratamento por parte do mesmo, a falta de atividades de educação em saúde (por parte dos profissionais de saúde, principalmente do enfermeiro) voltadas para esse público e ao impacto emocional ocasionado no indivíduo pelo diagnostico de soropositividade. O avanço da soropositividade pode levar a um grave e progressivo comprometimento imunológico, a depender muitas vezes das características das comorbidades de caráter, em sua maioria, oportunistas o que irá agravar o quadro desse paciente, levando-o a permanecer mais tempo internado e a prolongar o seu tratamento, o que consequentemente fará com que se tenha cada vez mais o contato com a equipe de saúde especialmente a equipe de enfermagem (COSTA, T.L.; OLIVEIRA, D. C.; FORMOZO, G. A., 2015; PEREIRA, L. A. et al, 2016). A assistência de enfermagem direcionada a clientes com HIV/Aids, busca representações sobre prevenção envolvendo o cuidar, a autoestima e mudanças de comportamento por parte do usuário. Ressalte-se que a Atenção Primária à Saúde (APS) é o nível de assistência cujo pressuposto é a implementação de estratégias de prevenção e promoção da saúde como forma de “empoderamento” do sujeito, que passa de uma posição passiva para a de ser o próprio “gestor” de sua situação de saúde, com uma postura ativa sobre suas condições e determinantes sociais e de saúde. Assim, o plano de cuidados e as intervenções para as pessoas soropositivas devem ser individualizadas com o propósito de satisfazer as necessidades do cliente, promover o enfrentamento frente às reações da terapia antirretroviral, o fortalecimento do suporte social e emocional e a adesão ao tratamento. Em alguns casos o cuidado a esses clientes deve ser direcionado para intervenções mais complexas e contínuas caso haja alguma ocorrência ou hospitalização. Estes são alguns dos cuidados de interesse diante da perspectiva de uma vida longa e de boa qualidade das pessoas soropositivas (NOGUEIRA, V. P. F.; GOMES, A. M. T.; MACHADO, Y. Y.; OLIVEIRA, D. C. 2015). O cuidado em saúde consiste numa relação estabelecida entre pessoas, tendo em vista o alcance da melhoria do estado de saúde e da qualidade de vida da população. Assim sendo, as práticas de cuidado realizadas pelos profissionais de enfermagem não podem se restringir apenas à técnica, mas devem se expressar por meio das atitudes e do relacionamento com o outro a quem o cuidado é oferecido. Nessa perspectiva, ressalta-se a importância da dimensão da subjetividade na avaliação da qualidade de vida, de acordo com a percepção dos sujeitos quanto à sua posição na vida, haja vista sua cultura, sistema de valores e expectativas pessoais e sociais. Além disso, no caso de pessoas com HIV/Aids, há a especificidade de sua expressão em questões como modos de convivência com a estigmatização, diagnóstico e enfrentamento da doença, processo de aceitação, bem como representações e experiências quanto ao tratamento (CATOIA, E. A. et al, 2015; (COSTA, T.L.; OLIVEIRA, D. C.; FORMOZO, G. A., 2015). 2. Objetivo O presente estudo tem por objetivo identificar através da literatura qual a assistência de enfermagem na Atenção Primaria à Saúde a clientes com HIV/Aids. 3. Metodologia Trata-se de um estudo de revisão narrativa da literatura, realizado na Biblioteca Virtual de Saúde, no mês de outubro de 2018 com os descritores em saúde: Assistência de Enfermagem, HIV e Atenção Primária à Saúde. Os descritores foram cruzados com o Booleano “AND” na perspectiva de ampliação das buscas. Fez-se necessário a realização de dois cruzamentos, o primeiro foi: Assistência de Enfermagem “AND” HIV, e o segundo Assistência de Enfermagem “AND” HIV “AND” Atenção Primária à Saúde. Os artigos submeteram-se a alguns critérios de legibilidade, tais como: encontrar-se nos últimos cinco anos (2013-2017 intervalo utilizado devido a literatura atual), estarem disponíveis na integra de forma gratuita, abordando a temática e priorizando o atendimento e, apresentarem-se no idioma português. Os critérios de exclusão são: artigos que fogem da temática e textos duplicados. O primeiro cruzamento Assistência de Enfermagem AND HIV resultou em 3.843 artigos. Em seguida foi usado o filtro texto completo disponível na íntegra, apresentando-se 1.070 artigos. Logo após, utilizou-se o filtro em relação ao ano de publicação obtendo-se 157 artigos. Foram selecionados artigos dentro do idioma desejado (português) finalizando em 383 artigos, e por fim tornou-se necessário a utilização do filtro limite (adulto) resultando em um total de 39 artigos. Após análise criteriosa dos artigos obtidos selecionou-se seis (dois presentes na base de dados BDENF e quatro presentes na base de dados LILACS) que estavam de acordo com os critérios propostos para realização da pesquisa. O segundo cruzamento Assistência de Enfermagem AND HIV AND Atenção Primária a Saúde resultou em 153 artigos. Em seguida foi usado o filtro de texto completo disponível na integra, apresentando-se 55 artigos. Logo após utilizou-se o filtro idioma (português) resultando em sete artigos. Após analise criteriosa dos artigos obtidos selecionou-se três (todos presentes na base de base de dados BDENF) que estavam de acordo com os critérios propostos para realização da pesquisa. Os dois cruzamentos, no entanto, resultaram em um total de nove artigos para elaboração do presente resumo. 4. Resultados Os artigos utilizados para realização desse resumo tinham por características apresentar-se em sua maioria nas regiões: sudeste (Rio de Janeiro e São Paulo por exemplo), região sul (como Santa Catarina por exemplo) e região nordeste (mais precisamente Teresina-PI). Os autores eram mestres, docentes, coordenadores de pós-graduação, doutores, enfermeiros pedagogos e mestre em gerontologia. Os estudos são em sua maioria de abordagem qualitativa e abrangem aspectos sobre a qualidade de vida das pessoas soropositivas, o ensino aprendizagem relacionado as redes do cuidado, o cuidado a pessoas com HIV/Aids na perspectiva dos profissionais de saúde entre outros. As pessoas que vivem com HIV/Aids depositam suas expectativas de tratamento nos profissionais de saúde e no ambiente onde se realiza esse tratamento (seja no ambiente hospitalar como na Atenção Primária à Saúde) devido ao caráter crônico gerado pela doença, o que causa uma certa dependência dos mesmos, expressando também necessidades de ordem física e psicológica, além do processo de estigmatização que os sujeitos soropositivos vivenciam. Ressalta-se a importância do acolhimento e do apoio diante das necessidades psicológicas, além daquelas de natureza clínica, tornando indispensável uma equipe multiprofissional bem qualificada para o atendimento a este grupo (SOUSA, C. S. O.; SILVA, A. L. O. 2013). SOUZA e FREITAS (2009), e FERREIRA (2018) abordam que em território nacional o Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis, Aids e Hepatites Virais (DDAHV) ligado à Secretaria de Vigilância em Saúde e pertencente ao Ministério da Saúde, passa a alertar e incentivar o diagnóstico precoce do HIV/Aids, tendo como umas das diretrizes a descentralização do teste rápido anti-HIV para a Atenção Primária à Saúde (APS). Isso faz com que os serviços de saúde entram em um patamar importante, assumindo papel relevante nas políticas de prevenção, controle e assistência aos portadores da doença, como fatores de resposta a epidemia. Para a população, o diagnóstico precoce possibilita romper a cadeia de transmissão do HIV/Aids e favorece a instituição precoce do tratamento, o que permite maior qualidade de vida aos portadores da doença e, consequentemente, menor morbimortalidade causada pela AIDS. Para a saúde pública, o diagnóstico oportuno diminui o custo relacionado às comorbidades da infecção pelo HIV/Aids e previne a transmissão deste vírus às pessoas soronegativas. Esta baixa cobertura amplia a vulnerabilidade e os agravos relacionados à infecção, uma vez que o diagnóstico tardio posterga as ações educativas e de tratamento que visam oferecer qualidade de vida aos portadores do HIV/Aids (ARANTES, E. O.; SANTOS, R. S., 2015). Segundo PEREIRA et al (2016), as recomendações na atenção às pessoas que vivem com HIV, no Brasil, sinalizam que as atividades dos serviços de saúde devem ser organizadas de forma a facilitar a adesão dos usuários não só ao tratamento, mas ao próprio serviço, oferecendo alternativas de atendimento diversificadas e estabelecendo fluxo diferenciado para pessoas com maiores dificuldades. Em associação a essas preocupações, demarca-se entre os desafios ao setor saúde, no país: a ampliação do acesso e qualidade dos serviços de saúde e apoio social, e a melhoria da qualidade de vida desses pacientes. O profissional de enfermagem tem respaldo legal e ético para que, quando devidamente treinado e capacitado de acordo com as normas do Ministério da Saúde, proceda à coleta, à leitura e ao registro do resultado do teste rápido anti-HIV. Ademais, inseridos na Estratégia Saúde da Família (ESF), estes profissionais criam vínculos com a população, o que favorece a realização do aconselhamento pré e pós-teste, bem como maior oportunidade em instituir educação sexual, planejamento familiar e uma assistência integral a todos os ciclos de vida do cliente. Outro ponto evidenciado é que os profissionais de saúde inseridos na ESF reconhecem o papel importante dos agentes comunitários de saúde por estarem inseridos na comunidade e, portanto, reconhecem as pessoas em situações de risco para o HIV/Aids. Por isso, discutir a importância do diagnóstico precoce entre os profissionais da equipe é fundamental, para que, juntos, possam facilitar o acesso ao teste anti-HIV e traçarem um plano de cuidados aos portadores do HIV/Aids (ARANTES, E. O.; SANTOS, R. S., 2015). Destaca-se a importância das ações de prevenção da doença para seu efetivo controle, e a importância do uso de preservativo relacionada ao HIV/Aids, assim como a pratica do aconselhamento no sentido de valorizá-lo e reconhecer nesse aconselhamento um espaço de cuidado do profissional para como usuário. Deve se realizar também alguns procedimentos clínicos como a realização do teste anti-HIV (explicando sobre ele, com clareza e abordando todos os aspectos que envolvem a testagem), e pedidos de exames laboratoriais, essenciais na organização de ações de prevenção e controle do HIV/aids (SOUZA, M. C. M. R.; FREITAS, M. I. F. 2009). Os cuidados de enfermagem são instituídos na Atenção Primária à Saúde acordo com as necessidades da clientela atendida, bem como de suas especificidades clínicas e devem ser fundamentados em assistência humanizada, contextualizada e integralizada. No que tange aos cuidados a pacientes com HIV/Aids, é relevante destacar que o trabalho da enfermagem se encontra inserido em todas as fases da infecção, contribuindo com a melhoria da qualidade de vida e prestação de assistência de qualidade. Desse modo, o setor saúde representa um conjunto relevante de dispositivos potenciais para promoção da qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV, garantindo uma maior atenção a esse público e possibilitando uma avaliação clínica e psicossocial para identificação de modos de enfrentamento, dificuldades de aceitação e de viver com o diagnóstico de soropositividade (TONNERA, L. C.; MEIRELLES, B. H. S. 2015). 5. Conclusão O conhecimento sobre o HIV/Aids de forma empírica, tanto para o profissional quanto para o usuário torna-se um fator complicador no que se refere a adesão do usuário ao tratamento, causando mudanças de comportamento na pessoa doente o que representa um grande desafio para os profissionais de saúde devido ao estigma e a discriminação causados pela doença. O profissional enfermeiro por estar na frente da linha do cuidado deve envolver o cliente com HIV/Aids em todo o contexto familiar, social, espiritual, lidando também com os sentimentos tristeza, desespero e impotência diante do contexto de morte. Torna-se necessário a realização de práticas de educação em saúde que envolva esse público, alertando os riscos dessa doença, suas complicações, os cuidados necessários, a importância de seguir o tratamento e acima de tudo promover a quebra de estigmas e paradigmas existentes, para que o cuidado a esse paciente seja realizado de forma integral e acima de tudo humanizado. 6. Referências CATOIA, E. A.; MESQUITA, T. R.; MESQUITA, L. R.; LOPES, L. M.; REIS, R. K.; CAMARGO, R. A. A.; VILLA, T. C. S.; MONROE, A. A. O processo de ensino e aprendizagem de estudantes de enfermagem sobre o manejo do HIV/aids. Rev. Eletr. Enf. v.17, n. 3, jul./set 2015. COSTA, T.L.; OLIVEIRA, D. C.; FORMOZO, G. A. O setor saúde nas representações sociais do HIV/Aids e qualidade de vida de pessoas soropositivas. Escola Anna Nery Revista de Enfermagem. v.19, n 3, Jul-Set 2015. NOGUEIRA, V. P. F.; GOMES, A. M. T.; MACHADO, Y. Y.; OLIVEIRA, D. C. Cuidado em saúde à pessoa vivendo com HIV/AIDS: representações sociais de enfermeiros e médicos. Rev enferm UERJ. Rio de Janeiro. v.23, n 3, pag. 331-337, mai/jun,2015. PEREIRA, L. A.; FEITOSA, M. C.; SILVA, G. R. F.; LEITE, I. R. L.; SILVA, M. E.; SOARES, R. D. M. Pacientes com HIV/Aids e risco de úlcera: demandas de enfermagem. Rev Bras Enferm. Mai-jun., 2016. SOUSA, C. S. O.; SILVA, A. L. O cuidado a pessoas com HIV/aids na perspectiva de profissionais de saúde. Rev
Palavras-chave: Assistência de Enfermagem, HIV, Atenção Primária à Saúde
Oral
Abrir o trabalhoASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NOS CUIDADOS PALIATIVOS
THALYA PINHEIRO ALVES; Flávio Mateus Soares de Souza; Danielly Gomes Felipe
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NOS CUIDADOS PALIATIVOS Thalya Pinheiro Alves ; Flávio Mateus Soares de Souza ; Danielly Gomes Felipe ; Marília Brito de Lima . Eixo temático: Cuidados Paliativos e Câncer Resumo: Objetivo: Investigar por meio de uma literatura cientifica a atuação do enfermeiro no que desrespeito a cuidados paliativos. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura que visa demonstrar a importância dos cuidados paliativos no processo de diagnostico, cura e morte de pacientes que possuem câncer e seus familiares, assim como também a atuação e importância do Enfermeiro nesse processo terapêutico. Resultados: Foi possível mostrar a importância dos conhecimentos sobre os cuidados paliativos e como estes tem melhorado a qualidade de vida daqueles que se encontram desmotivados diante da noticia de morte, também foi notória como a participação do Enfermeiro, nesse processo terapêutico é fundamental uma vez que este tem maior vinculo com os pacientes e familiares. Conclusão: Os cuidados paliativos têm como finalidade trazer autonomia para paciente, através de uma assistência multiprofissional com enfoque no conforto e melhora na qualidade de vida do paciente do paciente/família, a fim de fazer com que compreendam que a morte faz parte do ciclo vital. Palavras-chave: Enfermagem; Cuidados Paliativos; Câncer. Introdução Os cuidados paliativos por sua vez caracterizam por constituir se de uma assistência multidisciplinar, na qual visa á melhoria da qualidade de vida dos pacientes e familiares, em decorrência de uma doença que venha ameaçar lhes a vida (OMS, 2002). Estes cuidados são prestados a partir de uma assistência multiprofissional da qual é composta por médicos, enfermeiros, dentistas, psicólogos, nutricionistas, farmacêuticos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais por meio destes é realizada a prevenção e, por conseguinte a redução do sofrimento ocasionado pelos sintomas da doença e sentimento de morte. Uma avaliação integra identificação precoce e tratamento da dor e demais sintomas, dos quais podem ser de caracteres psicológicos, sociais e espirituais, ajudam no desenvolvimento da autoestima e autonomia do enfermo ao se deparar com uma doença que não se tem cura. Um exemplo da eficácia deste fim terapêutico tem sido sua importância no manejo de difícil controle dos sintomas do câncer, possibilitando ao enfermo e familiares uma melhora na qualidade de vida dos mesmos, bem estar este que pode ser obtido através de atividades simples do cotidiano que devem ser incentivadas pelos profissionais durante o processo terapêutico, dentre algumas podemos citar, dança, musicoterapia e saídas com amigos, dentre outros. A equipe multiprofissional tem o objetivo de estimular a autonomia e independência do paciente, Twycross (2000) já dizia que o paciente deve ser ajudado a realizar seu potencial máximo, com ênfase no fazer ao invés do ser atendido, proporcionando dignidade e autoestima. Outro ponto de grande importância é a comunicação aberta e ativa entre paciente e profissional, devendo estar sempre presente, principalmente tratando-se de noticias que venham a ser difíceis. Assim os cuidados paliativos também atendem no que se refere ao emocional do paciente/familiar, durante o processo de diagnostico, cura e aceitação da morte. Através disto acaba-se criando um vinculo de afetividade e confiança entre paciente, família e profissional, sendo estes os chamados efeitos colaterais dos cuidados paliativos, proporcionando assim informações verdadeiras de forma lenta e suportável. A enfermagem pode ser definida como a arte e a ciência de se assistir o doente nas suas necessidades básicas e, em se tratando de cuidados paliativos, pode-se acrescentar que busca contribuir para uma sobrevida mais digna e uma morte tranquila (MATOS; MORAES, 2006). O enfermeiro por ser um profissional de bastante acesso e passar maior parte de seu tempo com os enfermos e familiares possui uma relação de maior vinculo com estes, criando assim um laço de confiança no qual facilita na comunicação entre ambos, sendo na maioria das vezes intermediário do doente e a equipe profissional. Este deve quanto em sua atuação em cuidados paliativos á pacientes com câncer, busca esclarecer junto ao mesmo e aos familiares, todas as duvida, orientando-os quanto á medicações e procedimentos a serem realizados, fazendo assim uma educação em saúde de qualidade. Portanto, este deve prático em suas ações, visando sempre o bem estar dos seus pacientes, respeitando seus preceitos e mantendo sempre a ética. Objetivo Investigar por meio de uma literatura cientifica a atuação do enfermeiro no desrespeito a cuidados paliativos. Metodologia Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), no período de outubro 2018, utilizando-se os descritores em ciências da saúde: Enfermagem, Cuidados paliativos e Câncer, que foram cruzados com o operador Booleano AND, obtendo 32 estudos. Utilizaram-se os critérios de inclusão: idioma português, artigos disponíveis gratuitamente e completos publicados nos últimos cinco anos. Os critérios de exclusão foram artigos repetidos e revisões. Após a filtragem dos artigos, foram lidos na íntegra 10 estudos. Os mesmos foram analisados mediante categorização. Resultados e Discussões Grande parte dos estudos utilizados foi realizada na Região Sudeste, prevalecendo também os de abordagem qualitativa onde os autores em sua grande maioria são mestres e doutores. Faz assim ênfase aos cuidados paliativos e o cuidado hospitalar dos quais propõem uma transformação, na forma de cuidar das pessoas com doenças graves e terminais, deslocando o paradigma da cura para o cuidado, tendo em mente o respeito pela situação na qual o paciente se encontra, os cuidados prestados são essenciais com a finalidade de promover o conforto do paciente. Cuidar na sua essência é um verbo inerente à prática cotidiana de enfermagem. E aliar ciência e arte para prestar um cuidado integral, é dever dos profissionais de enfermagem, desde auxílio no nascimento ao diagnóstico de uma doença avançada, fortalecendo-se e tornando-se ainda mais presente na terminalidade e continuando durante o período de luto (OLIVEIRA e col., 2000). Com base na convivência e em todos os cuidados prestados ao paciente, a assistência paliativa não deve ser considerada uma alternativa após a ineficácia do tratamento curativo, mas um conjunto de cuidados prestados ao paciente, desde o início de sua terapêutica, configurando assim uma abordagem especializada para ajudar a pessoa a viver melhor, favorecendo todo e qualquer tratamento que promova sua qualidade de vida até o momento de sua morte. A conduta profissional é reconhecer e compreender as condições que influenciam suas interações, de modo que sejam reflexivos e críticos diante da sua atuação, gerenciando o cuidado com um pensamento e olhar que reintegre o todo, considerando a singularidade das partes e a interação entre elas, pensando no processo como organismo vivo, dinâmico. Conclusões Faz se necessário entender os cuidados paliativos como uma abordagem além dos cuidados físicos, de aspectos sociais, emocionais e espirituais da pessoa enferma. Esses cuidados possuem um enfoque, nas expectativas e desejos do paciente, sendo-se assim realizado uma elaboração de plano de cuidado individualizado a pessoas com doenças grave e com risco de morte, participando também dessa assistência familiares e cuidadores. Este processo terá o Enfermeiro como parte fundamental, que ajudara a pessoa sob os cuidados paliativos e seus familiares, mostrando a estes que e possível viver ativamente nos últimos momentos e que a morte faz parte do ciclo de vida. Com base nisso conclui se que o enfermeiro possui posição privilegiada diante da equipe multiprofissional, uma vez que permanece maior parte do tempo com o enfermo prestando a ele maior parcela de cuidados, além de ter um posicionamento com mediados entre pessoa/família e os demais membros da equipe.
Palavras-chave: Ebfermagem, Cuidados paliativos, Câncer
Oral
Abrir o trabalhoASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL DE BAIXO RISCO À LUZ DO PROCESSO DE ENFERMAGEM: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
MAIARA BEZERRA DANTAS; Beatriz de Castro Magalhães; Maydjeferson Tenório Alves; Tamires Alves Dias4
ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL DE BAIXO RISCO À LUZ DO PROCESSO DE ENFERMAGEM: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Maiara Bezerra Dantas ; Beatriz de Castro Magalhães ; Maydjeferson Tenório Alves ; Tamires Alves Dias4; Dominique Araújo de Freitas Souza5 Resumo: O objetivo do estudo foi descrever a vivência acerca do pré-natal durante o estágio supervisionado, identificando como as etapas do Processo de Enfermagem se dão. Trata-se de um relato de experiência realizado a partir dos estágios em saúde da mulher e estágio supervisionado I. Observou-se a relevância da aplicação das tecnologias relacionais durante a consulta pré-natal, para otimizar os resultados. Além disso, notou-se a presença de todas as etapas do Processo de Enfermagem (Histórico, diagnostico, planejamento, implementação e avaliação), as quais ocorrem de forma indireta e independente. O Processo de Enfermagem, ainda que implementado parcialmente correto, evidenciou efeitos positivos na consulta de pré-natal. Reforça-se assim, a necessidade do Processo de enfermagem ser difundido e empreendido desde a graduação, bem como, haver maior disponibilidade de tempo para execução correta do mesmo nos serviços de saúde. Palavras-chave: Pré-natal. Gestação. Processo de Enfermagem. 1. Introdução Durante a gestação, ocorrem alterações fisiológicas, emocionais e hormonais que devem ter acompanhamento do Sistema de Saúde. Nessa perspectiva, o acompanhamento pré-natal, é de suma importância para se manter uma gestação segura e saudável, com base na prevenção de futuros eventos patológicos e assistência emocional durante esse período (SILVA; SILVA, 2010; MATOS; RODRIGUES; RODRIGUES, 2013). Ressalta-se que a assistência pré-natal adequada é um dos mais relevantes indicadores de saúde no Brasil (BRASIL, 2012). Na perspectiva, destaca-se o Enfermeiro como fundamental para condutas integralizadas e efetivas frente a gestante. Sendo a consulta de Enfermagem uma atividade privativa do enfermeiro e respaldada pela Lei do Exercício Profissional 7498/86 de 25 de junho de 1986 e regulamentada pelo Decreto 94.406, de 08 de junho de 1987, que confere ao enfermeiro a habilitação necessária para o exercício desta função (BRASIL, 2004; BRASIL, 2012). Dentro da atuação do enfermeiro, cabe destacar o Processo de Enfermagem (PE) para a Sistematização da assistência, o qual é regulamentado pela resolução do COFEN 358/2009. O PE é definido como ferramenta intelectual de trabalho da Enfermagem que orienta o raciocínio clínico e tomada de decisões; sendo dividido em cinco etapas: Histórico, Diagnóstico, Planejamento, Implementação e Avaliação de Enfermagem (COFEN, 2009; BARROS, 2015). 2. Objetivo Descrever a vivência acerca do pré-natal durante o estágio supervisionado I, identificando como as etapas do Processo de Enfermagem se dão. 3. Metodologia Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem qualitativa, do tipo relato de experiência. Embasado nas consultas de Pré-natal realizadas durante as disciplinas de estágio em Saúde da Mulher e de Estágio Supervisionado I, do curso de bacharelado em Enfermagem. 4. Resultados Durante as consultas de atenção ao Pré-natal de baixo risco pode-se observar que a utilização das tecnologias leves ou relacionais são de extrema relevância. O acolhimento é indispensável para cativar a gestante a comparecer às demais consultas; e o vínculo vai se estabelecendo ao longo da assistência. Corroborando a essa experiência, Merhy e Franco (2008) trazem as tecnologias leves como frutos da relação humana do cuidado, o qual se dá na construção de relações otimizadas para prestação do cuidado, reconhecimento das singularidades e promoção da autonomia do cliente. Quanto ao Processo de Enfermagem, nota-se que o mesmo se dá de forma indireta, mas não menos importante. O Sistema eletrônico, permite a organização dos dados, bem como a transcrição das evoluções. No entanto, cabe destacar que não há um instrumento específico com as etapas do PE, o que faz com que as mesmas ocorreram de forma independente uma da outra. Dentro da atuação do enfermeiro na assistência Pré-natal, destaca-se o Processo de Enfermagem (PE) cuja utilização possibilita melhorias na qualidade da assistência, através do planejamento individualizado de suas ações, que são elaboradas para conferir continuidade e integralida¬de do cuidado (FERREIRA, et al., 2016). O histórico de enfermagem é realizado de forma completa na primeira consulta, com a investigação da história pregressa e atual da gestante, bem como a história familiar. Além disso, é realizado o exame físico que é obtido através das queixas da paciente, da anamnese e da idade gestacional da mesma. Nessa perspectiva, o Histórico de Enfermagem consiste em uma investigação deliberada e sistemática, que objetiva obter dados subjetivos e objetivos do cliente; embora seja a primeira etapa do PE, ela ocorre continuamente ao longo do processo (ALFARO-LEFEVRE, 2010; BARROS, 2015). Os Diagnósticos de Enfermagem (DE) são realizados de forma mais automática e mentalmente. A falta de um instrumento específico e o tempo escasso para traçar DE completo, pode favorecer a incompletude da assistência. O DE é definido como o julgamento clínico e crítico das respostas humanas obtidas durantes o histórico, sendo o alicerce para as intervenções (BARROS, 2015). Destaca-se o sistema de classificação internacional de Diagnóstico de Enfermagem NANDA, como recurso para aplicação correta dos DE. Além disso, o estudo de Santos et al., (2016), conseguiu evidenciar alterações psicológicas na gestação através do NANDA, onde o Diagnóstico Ansiedade se fez presente predominantemente. O Planejamento de Enfermagem ocorre em todas as consultas, bem como durante a organização de ações educativas. Nota-se que o planejamento é de fundamental importância para a obtenção de resultados satisfatórios. Essa etapa compreende o momento de seleção de diagnósticos prioritários, formulação de metas e resultados esperados, bem como a prescrição de ações de enfermagem (BARROS, 2015). Quanto a Implementação de Enfermagem, observa-se que a mesma é caracterizada pela grande porcentagem de prescrições independentes, firmadas em orientações e prescrição de suplementos recomendados pelo Ministério da saúde, além da formação de grupos para ações educativas. Essa quarta etapa diz respeito a realização das ações ou intervenções determinadas na etapa de Planejamento de Enfermagem (ALFARO-LEFEVRE, 2010). O estudo de Feliciano, Pradebon e Lima (2013), corroboram com essa vivência principalmente no que concerne às orientações e ações educativas para a gestante. No que concerne a Avaliação de Enfermagem, pode-se constatar que a mesma ocorre durante toda a consulta e se consolidada ao final, com a evolução de enfermagem. Nessa perspectiva, reforça-se a importância de obter um feedback da assistência de enfermagem a gestante, identificando se a implementação foi pertinente e eficaz a realidade da mesma. A Avaliação de Enfermagem é um processo de verificação de mudança nas respostas humanas, que possibilita averiguar se as intervenções fornecidas foram suficientes (BARROS, 2015). Um dos desafios a ser enfrentado, é a fragmentação do PE, pois na maioria das vezes ele não é implementado com todas as suas etapas. E isso se dá devido à mecânica dos afazeres rotineiros, à demanda de trabalho, à falta de apoio institucional, à falta de profissionais, e à sobrecarga de trabalho do enfermeiro, e assim as ações de enfermagem permanecem centradas no senso comum (TRINDADE et al., 2016). Reforça-se que mesmo ocorrendo de forma não sistemática, o PE viabilizou uma assistência eficaz e permitiu a criticidade do acadêmico no que se refere a relevância da implementação total desse processo. Destaca-se que o sistema eletrônico foi um grande contribuidor na utilização do PE, mesmo não apresentando uma aba específica para o mesmo. 5. Conclusão Depreende-se que as experiências adquiridas nos estágios são exitosas no que concerne o estímulo a criticidade do acadêmico. As consultas de pré-natal ganham ressignificação através da relação interpessoal do enfermeiro com a gestante, garantindo o acolhimento e vínculo, bem como uma assistência integral. Todas as etapas do Processo de Enfermagem puderam ser visualizadas na prática, no entanto, as mesmas ocorreram de forma indireta e independente uma da outra; havendo, assim, divergências quanto a utilização correta. Reforça-se a necessidade do Processo de enfermagem ser difundido e empreendido desde a graduação, bem como, haver maior disponibilidade de tempo para execução correta do mesmo nos serviços de saúde. 6. Referências BARROS, A. L. Processo de enfermagem: guia para a prática / Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo – COREN-SP, 2015. 113 p. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Atenção ao pré-natal de baixo risco / Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2012. 318 p.: il. – (Série A. Normas e Manuais Técnicos) (Cadernos de Atenção Básica, n° 32) ¬______.Ministério da Saúde. Assistência Integral à Saúde da Mulher: bases de ação programática. Brasília, DF, 2005 FELICIANO, N. B.; PRADEBON, V. M.; SOARES, S. L. Enfermagem no pré-natal de baixo risco na estratégia Saúde da Família. Aquichan., v. 13, n.2, p.261-269, 2013. FERREIRA, E. B. F. et al. Sistematização da assistência de enfermagem na perspectiva para a autonomia profissional. Rev Rene. v.17, n.1, p.86-92, 2016. MATOS, D. S.; RODRIGUES, M. S.; RODRIGUES, T. S. Atuação do enfermeiro na assistência ao pré-natal de baixo risco na estratégia saúde da família em um município de Minas Gerais. Enfermagem Revista, v. 16, n.1, 2013. MERHY, E. E.; FRANCO, T. B. Trabalho em saúde. In: Pereira IB, Lima JCF. Dicionário da educação profissional em saúde. Rio de Janeiro: EPSJV; 2008. MEDEIROS, A. L. Avaliando diagnósticos e intervenções de enfermagem no trabalho de parto e na gestação de risco. Rev Gaúcha Enferm., v.37, n.3, p.55316, 2016. SILVA, K. M. C.; SILVA, K. M. C. Caracterização do perfil das gestantes atendidas na UBS no município de Campos Gerais. Faculdade de Ciências e Tecnologia de Campos Gerais. Campos Gerais, 2010. TRINDADE, L. R. et al. Processo de Enfermagem: desafios e estratégias para sua implementação sob a ótica de enfermeiros. Santa Maria, v. 42, n.1, p. 75-82, 2016.
Palavras-chave: PRÉ-NATAL,GESTAÇÃO,PROCESSO DE ENFERMAGEM
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Abrir o trabalhoATENÇÃO INTEGRAL A SAÚDE DO HOMEM: UM DESAFIO PARA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
TEODORO MARCELINO DA SILVA; Ingrid Mikaela Moreira de Oliveira; Herlys Rafael Pereira do Nascimento; Laís Karoline Pereira da Silva
Resumo: No campo da saúde coletiva, verifica-se que o gênero masculino constitui um público de difícil acesso aos serviços de saúde, principalmente o da Atenção Primária à Saúde responsável pela prevenção de agravos e promoção da saúde. Objetivou-se evidenciar os fatores que influenciam o acesso do homem nos serviços de saúde tendo como referência a atenção primária à saúde, mediante a literatura científica especializada. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada entre os meses setembro e outubro de 2018 na Biblioteca Virtual de Saúde com os descritores: “Atenção Primária à Saúde”, “Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem”, “Saúde do Homem”. Após adequação aos critérios de elegibilidade, obtiveram-se 12 estudos para composição da amostra. Evidenciou-se que a inserção dos homens no serviço de saúde ainda constitui uma tarefa desafiadora, caracterizando-o como ser invulnerável e imune às doenças. Se faz necessário a sensibilização destes, desconstruindo ideias que os impedem de procurar os serviços de saúde, bem como há uma necessidade de estruturação organizacional dos serviços, com o intuito de acolher estes usuários. Palavras-chave: Atenção Primária à Saúde. Política Nacional de Atenção à Saúde do Homem. Saúde do Homem. 1. Introdução No campo da saúde coletiva, verifica-se que o gênero masculino constitui um público de difícil acesso aos serviços de saúde, principalmente o da Atenção Primária à Saúde (APS), na qual estão inseridas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) responsáveis pela prevenção e promoção da saúde. Esse panorama gera uma diminuição da expectativa de vida masculina, falta de efetividade na educação em saúde e, consequentemente, altos índices de morbimortalidade, que na maioria das vezes poderiam ser prevenidos. Entre os principais motivos para essa afirmação, principalmente quanto a adultos jovens, está a alta incidência de mortalidade por causas externas, tais como suicídios, homicídios, acidentes de trânsito, afogamentos, quedas acidentais entre outros (BEZERRA; JÚNIOR, 2014). Nesse sentindo, a simples questão de que os homens não adotam um estilo de vida mais saudável, e, por sua vez, não procuram os serviços de saúde, associa-se à historicidade do homem contemporâneo. Diante disso, pode-se verificar que a masculinidade hegemônica gera comportamentos danosos à saúde. A procura acaba sendo algo bastante escasso, estando restrita exclusivamente aos casos em que se encontram impossibilitados de realizar suas atividades diárias, limitando-os e deixando-os incapacitados (SOLANO et al., 2017). Fundamentado a isso, surge em 2009 a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH), tendo como objetivo geral melhorar ou aprimorar as condições de saúde da população masculina, vislumbrando reduzir a morbimortalidade e enfatizando sua atenção nos fatores de risco para este seguimento populacional, bem como em promover condições para elevar o acesso aos ser¬viços de saúde e ações integrais. Desta forma, cada vez mais vem chamando a atenção para esta temática, estimulando o desenvolvimento de outros estudos a respeito da saúde do homem, visando a construção da integralidade a atenção à saúde (BERTOLINI; SIMONETTI, 2014). No Brasil, a público masculino vive em média 7,1 anos a menos que as mulheres, conforme os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente ao ano de 2016, de modo que a expectativa de vida da população masculina chegou a 72,2 anos, enquanto a feminina atingiu 79,3. Em 2014, ocorreram 361.577 óbitos na faixa etária de 20 a 59 anos no Brasil. Se analisarmos por sexo, 68% dessas mortes foram em homens. Destes, a maior proporção de óbitos entre os homens, ocorreu na faixa etária de 50 a 59 anos (38%) (BRASIL, 2008). A PNAISH está vinculada à Política Nacional de Atenção Básica, com foco na Estratégia de Saúde da Família (ESF), que vem a ser um dispositivo para a implantação da PNAISH, promovendo o acesso dos homens aos serviços de saúde. A ESF constitui a porta de entrada para o Sistema Único de Saúde (SUS), tendo o enfermeiro como protagonista das práticas assistenciais e preventivas de promoção à saúde. Concerne ao enfermeiro, como gestor em saúde, determinar o sucesso da implementação da PNAISH dentro da Unidade Básica em Saúde (ALVES et al., 2017). Nesse contexto, torna-se necessário desenvolver estratégias objetivando atrair essa clientela e mostrar-lhe a importância das ações de promoção e prevenção da saúde, assim como traçar medidas que o aproximem das ações da APS e, dessa forma, fortaleçam-na como porta de entrada dos serviços de saúde. Para isso, os profissionais inseridos na ESF carecem de conhecer e se apropriar da PNAISH visando melhorar e aprimorar o acesso da população masculina, o acolhimento deste público e o melhor entendimento de suas demandas de saúde/doença (CARVALHO et al., 2013). 2. Objetivo Evidenciar os fatores que influenciam o acesso do homem aos serviços de saúde tendo como referência atenção primária à saúde, mediante a literatura científica especializada. 3. Metodologia Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de caráter descritivo-exploratório com abordagem qualitativa, realizada entre os meses setembro e outubro de 2018, através de uma pesquisa na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) com os descritores: “Atenção Primária à Saúde”, “Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem”, “Saúde do Homem” por meio do operador booleano AND, na qual obteve-se um quantitativo de 180 publicações. Logo após, aplicou-se os critérios de inclusão: artigos disponíveis na integra, publicados nos últimos cinco anos (2013 a 2018) e no idioma português. Os critérios de exclusão utilizados foram: os artigos duplicados e que não respondiam ao objetivo deste trabalho. Após a análise dos critérios anteriormente citados, reduziu-se para 31 publicações, e, sucedeu-se a leitura na íntegra do material, resultando em 12 artigos para a composição da amostra. Além disso, em paralelo, realizou-se uma leitura minuciosa da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) fornecida gratuitamente pelo Ministério da Saúde. 4. Resultados A inserção dos homens nos serviços de APS ainda constitui uma tarefa desafiadora, em razão aos paradigmas ainda vistos na sociedade que, por uma série de questões culturais e educacionais, tendem a observar o homem como um ser invulnerável e imune às doenças. Essa visão reflete negativamente na saúde destes, levando-os a terem dificuldades de reconhecerem suas próprias fragilidades, necessidades e vulnerabilidades de saúde, desvalorizando o autocuidado e tendo uma preocupação incipiente com a própria saúde. Pode-se afirmar que eles constituem um público de difícil acesso aos serviços de saúde e são os que menos procuram por esses serviços e quando o procuram geralmente é quando a dor se torna insuportável ou quando o estado de saúde o impossibilitará o exercício de suas funções trabalhistas (AGUIAR; SANTANA; SANTANA, 2015). Nesta perspectiva, com a percepção de saúde como ausência de doença, os homens têm dificuldade de reconhecer suas necessidades, alimentando o pensamento mágico de que não adoecem. A maioria acredita que se não apresenta nenhum sintoma clínico específico de uma doença não necessita buscar pelos serviços de saúde (SANTOS; SANTOS, 2017). Historicamente, o homem não tem o costume do cuidado de si próprio, sendo esta responsabilidade atribuída a terceiros. Isto implica dizer que muitos homens procuram os serviços de saúde convencidos por suas representantes femininas. Nesse sentindo, os homens casados têm a tendência de depender, exclusivamente, de suas companheiras como fonte única de apoio e atenção. Na realidade, para uma variedade de doenças, o matrimônio fornece maior proteção de saúde para os homens do que para as mulheres (LEMOS et al., 2017). Torna-se relevante ressaltar que os homens não buscam os serviços de saúde por vários motivos. Merecendo destaque: o horário de funcionamento das unidades básicas, que coincide com a jornada de trabalho; a dificuldade e a demora em conseguir atendimento; a vergonha pela exposição do corpo, pelo fato de as equipes de saúde serem formadas, em sua grande maioria, por mulheres; a inaptidão e o desconhecimentos dos profissionais em relação da PNAISH, resultando em um acolhimento ineficaz, e a ausência de programas e estratégias voltadas ao público masculino. Além disso, é de grande valia destacar que muitos locais de trabalho só abonam a falta do empregado mediante apresentação do atestado médico o que, por sua vez, não é concedido pelos serviços de saúde em casos de marcação de consulta, participação de grupos, busca de medicamentos e outras atividades vinculadas à prevenção de agravos de saúde, elementos esses que vêm a colaborar para a não procura do homem pelos serviços de saúde (ALVES et al., 2017). Outro aspecto importante que contribui para o distanciamento dos homens dos cenários das unidades de saúde da Atenção Básica é a respeito ao medo da descoberta de alguma doença. A ausência deles nos serviços de APS ainda pôde ser percebida perante o modo como o atendimento é dispensado pela equipe da ESF, já que na sua visão, estes esbarram em dificuldades que fragilizam seu atendimento quando da procura pela unidade. O fator trabalho relacionado a uma ida à unidade e não receber atendimento ou uma medicação é algo que contribui para que ele não retorne mais aos serviços de saúde (SANTOS; SANTOS, 2017). A literatura científica especializada tem enfatizado a invisibilidade dos homens na APS, uma vez que estes serviços, historicamente, têm planejado mais ações destinadas à saúde de mulheres, crianças e idosos. A ausência dos homens nas UBS pode ser explicada em virtude de estas não disponibilizarem atividades ou programas direcionados especificamente para este público ou desconhecimento desta temática pelos profissionais inseridos na unidade, e os homens optarem por utilizar serviços que respondem mais rapidamente e objetivamente às suas necessidades, exemplo disso as farmácias e prontos socorros (MOURA et al.,2014). Desta forma admite-se que o cuidado do homem é um processo dinâmico e complexo, tendo a PNAISH como um instrumento de fundamental importância para o acolhimento da população masculina nos serviços de saúde. Entretanto, é valido ressaltar que a referida política deve ser adequada às reais necessidades da comunidade, com uma ampla divulgação aos profissionais da saúde, principalmente os da ESF, tornando a APS verdadeira porta de entrada do sistema de saúde para o homem. Considera-se fundamental estimular e atrair esses homens, indo até onde eles estão e sensibilizando-os por meio dos agentes comunitários de saúde, já que estão em contato diariamente com a comunidade através de suas visitas domiciliares e através dos líderes comunitários (CARNEIRO et al., 2016). Aliado a isso visando à mudança de comportamento dos homens no cuidado consigo mes¬mo, há outro ponto a ser mencionado, no que diz respeito a atenção à saúde no nível primário que necessita de mais agilidade, resolutividade e integralidade. A integralidade, no que lhe concerne, perpassa pelos princípios da vigilância e promoção da saúde, do respeito às diversidades social, racial cultural e de gênero e atende os aspectos que envolvem a qualidade da assistência prestada, a visualização como um todo do sujeito a ser cuidado, com vistas a identificar as dimensões individual e coletiva desses atores (CARVALHO et al., 2013). 5. Considerações Finais Os resultados evidenciaram que a demanda do sexo masculino no serviço de saúde é escassa, de modo que se faz necessário tentar sensibilizar essa população desconstruindo a ideia de invulnerabilidade, que impede este público de procurar os serviços de saúde, da mesma forma que há uma necessidade maior em estruturar os serviços em termos de organização com intenção de atender os usuários do sexo masculino. Há ainda um longo percurso a se percorrer, a fim de que os profissionais de saúde se libertem do conceito ma¬chista e atendam a essa clientela de forma mais adequada no sentido de promover uma escuta e um acolhimento dig¬nos a esses usuários. Torna-se necessário a realização de outros estudos para subsidiar as equipes que atuam na APS e a equipe técnica das secretarias municipais no sentido de mudanças concretas no processo de trabalho voltado para o homem, bem como abordagem sobre a temática, ao passo que a discussão sobre a PNAISH ainda é pouco abordada e discutida seja nos serviços de saúde como nos ambientes acadêmicos, sendo essencial um maior aprofundamento sobre o tema. 6. Referências AGUIAR, R. S; SANTANA, D. C; SANTANA, P. C. A percepção do enfermeiro da estratégia saúde família sobre a saúde do homem. R. Enferm. Cent. O. Min., vol. 5, n°.3, p.1844-1854, set/dez. 2015. ALVES, B. M. S et al. Atuação do enfermeiro da atenção básica diante das dificuldades para a implementação da política de saúde do homem. Rev enferm UFPE., Recife, vol.11, n°.12, p. 5391-5401, dez. 2017. BERTOLINI, D. N. P; SIMONETTI, J. P. O gênero masculino e os cuidados de saúde: a experiência de homens de um centro de saúde. Escola Anna Nery Revista de Enfermagem., vol.18, n°.4, p.722-727, out. 2014. BEZERRA, E. A. F; JÚNIOR, J. J. A. O papel do enfermeiro na promoção à saúde do homem: o contexto das unidades básicas de saúde da cidade de macaíba/rn. Sanare, Sobral, vol.13, n°.2, p.18-23, jun/dez. 2014. BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas - Política Nacional de Atenção Integral a Saúde do Homem. Brasília, 2008. CARNEIRO, L. M. R et al. Atenção integral à saúde do homem: um desafio na atenção básica. Rev Bras Promoç Saúde., Fortaleza, vol. 29, n°.4, p. 554-563, out/dez. 2016. CARVALHO, F. P. B. et al. Conhecimento acerca da política nacional de atenção integral à saúde do homem na estratégia de saúde da família. Rev. APS., vol.16, n°. 4, p.386-392, out/dez. 2013. LEMOS, A. P et al. Saúde do homem: os motivos da procura dos homens pelos serviços de saúde. Rev enferm UFPE., Recife, vol.11, n°.11, p. 4546-4553, nov. 2017. MOURA, E. 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Palavras-chave: Atenção Primária à Saúde, Política Nacional de Atenção à Saúde do Homem,Saúde do Homem
Oral
Abrir o trabalhoATUÇÃO DO PROFISSIONAL DE ENFERMAGEM FRENTE À VIOLÊNCIA CONTRA IDOSOS
CELENA PEDROSA CAVALCANTE; Camila Soares de Sousa; Lindalva Maria Barreto Silva; Daiana de Freitas Pinheiro
ATUAÇÃO DO PROFISSIONAL DE ENFERMAGEM FRENTE À VIOLÊNCIA CONTRA IDOSOS Celena Pedrosa Cavalcante ,Camila Soares de Sousa ,Lindalva Maria Barreto , Daiana de Freitas Pinheiro Adriana de Moraes Bezerra Resumo: A violência contra idosos tem se tornado mais visível, podendo ser física, verbal, psicológica, abandono e abuso financeiro e sexual. Os serviços de saúde são espaços favoráveis para identificar qualquer tipo de agressão a essa clientela. Assim, os profissionais de saúde, principalmente os enfermeiros, são essenciais na prevenção, no diagnóstico, na realização de um plano de assistência, na implementação das ações e no cuidado com a vítima. Objetivou-se compreender a atuação do profissional de enfermagem frente à violência contra idosos. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura com abordagem qualitativa. Os descritores utilizados para a busca dos artigos, no banco de dados da Biblioteca Virtual em Saúde, foram: Idoso, Violência, Enfermagem, e após os critérios de inclusão e exclusão, foram analisados na integra 10 artigos. Conclui-se a importância da atuação do enfermeiro frente à violência contra idosos, no reconhecimento durante a consulta e/ou visitas domiciliares e nas ações que são implementadas, visando prevenir, reconhecer e assistir o idoso vítima de violência. Palavras Chaves: Enfermagem. Idoso. Violência. INTRODUÇÃO: Estudos demográficos vêm apresentando um aumento considerável da população idosa no mundo. No Brasil, o aumento ocorre de maneira acelerada, provocando modificações necessárias nas políticas sociais e avançando em novos desafios para a saúde pública. Concomitante ao aumento de idosos mundialmente, a violência contra esta clientela tem alcançado números consideráveis, tratando-se de um problema universal que acontece em diferentes culturas, independentemente de etnia, status socioeconômico e religião. A Organização Mundial da Saúde (OMS) determina violência como “um ato único ou repetido, ou a falta de ação adequada, que ocorre em qualquer relacionamento em que existe uma expectativa de confiança e que cause danos ou sofrimento a uma pessoa idosa”. Entender a subjetividade envolvida na violência contra os idosos pode apontar pontos significativos para um atendimento integral e holístico a essas pessoas, considerando não só o ato em si, mas qualquer tipo de abuso. A literatura explana a violência contra o idoso em cinco grupos: Violência psicológica sendo conceituada como agressão gestual ou verbal, na maioria das vezes causando angústia, medo e dor; agressão física, que consiste no uso da força com intenção de ferir; violência sexual, ato ou jogo sexual cometido contra a vontade ou sem autorização da vítima; abuso financeiro, referindo-se à exploração dos bens financeiro do idoso sem consentimento, e o abandono que muitas vezes ocorre pelos familiares intencionalmente, colocando a saúde do idoso em risco. Nesta conjuntura, a violência contra os mais velhos é um tema complexo e de difícil investigação, tendo em vista que essa agressão comumente ocorre por parte dos próprios familiares, principalmente os filhos e cuidadores. Assim, com medo de represálias, muitas vezes os idosos escolhem não denunciar. Devido à aproximação com a população e uma extensa cobertura, os serviços de saúde são espaços favorecidos para identificar a violência. Nesse contexto, os profissionais de saúde, principalmente os enfermeiros são essenciais frente à violência na terceira idade, na prevenção, no diagnóstico, na realização do plano de ação para combater a agressão, na implementação das ações e no cuidado com o idoso. Apesar dos avanços na qualificação profissional, é notório o receio de alguns profissionais de enfermagem ao lidar com essa temática, devido a dificuldade em como se deve agir e de que forma deve suceder a denúncia, tendo em vista todos os desafios que devem ser enfrentados. Logo, torna-se essencial que os profissionais que se destinam à arte do cuidado estejam preparados, psicologicamente, fisicamente e emocionalmente para lidar com as especificidades desta população, sendo necessário a atuação em conjunto, afim de buscar sinais e sintomas presentes em casos de violência, como: ferimentos, depressão, angustia, e má higienização, bem como atentar-se aos fatores de risco possíveis ou reais associados à violência, realizar um diagnóstico precoce, na produção do plano de cuidado, nas implementações das ações na comunidade, família e vítima, para assim diminuir, tratar e promover uma melhor qualidade de vida aos idosos. Estudos nessa magnitude se tornam relevantes para ampliar o conhecimento sobre a temática, promovendo um melhor atendimento a esses indivíduos, incentivando e sensibilizando os profissionais, bem como motivando novas pesquisas sobre o assunto. OBJETIVO: Compreender a atuação do profissional de enfermagem frente à violência contra idosos. MÉTODO: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura com abordagem qualitativa descritiva. A pesquisa foi realizada no banco de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), no mês de setembro e outubro de 2018, por meio da questão que norteou o estudo ora elaborado: De que forma ocorre a atuação do profissional de enfermagem frente à violência contra idosos? E dos descritores em ciências da saúde (DeCS): idoso, violência, enfermagem, que foram cruzados com o operador booleano “AND”, dessa forma foram obtidos 271 documentos. Após aplicação dos filtros: artigo disponível completo e no idioma português publicado nos últimos cinco anos restaram 42 artigos, utilizou-se então os critérios de exclusão: artigos repetidos e que não respondessem a questão norteadora, restando assim 15 artigos. Após análise criteriosa, selecionaram-se dez artigos para compor o presente estudo. RESULTADOS: A violência na terceira idade surge como um problema social, político e de saúde que possui vários fatores de risco associados. Pode-se constatar que os idosos submetidos à violência residem, em sua maioria, com filhos, cônjuge e com o cuidador. Nesta conjuntura, entre a rede de apoio para casos de violência, encontra-se a Estratégia Saúde da Família (ESF), por meio da equipe de profissionais de saúde, que devem diagnosticar os casos de violência e realizar ações de inclusão e prevenção. Constata-se que um dos momentos oportunos para o reconhecimento da violência contra os idosos é no decorrer da consulta de enfermagem, em que há oportunidade de estreitar o vínculo entre cliente e enfermeiro. É essencial que o profissional de enfermagem possua um olhar qualificado e sistematizado, conheça os diferentes tipos de violência e realize a consulta de enfermagem de forma holística, iniciando pelo histórico e escuta qualificada ao cliente. Essa avaliação inclui todo o ambiente no qual o idoso está inserido, realizando perguntas ao paciente sobre o que o leva à consulta de enfermagem, investigar a história de doença pregressa, bem como informações biopsicossocial e espiritual. Investigou-se, nos estudos, que muitas vezes durante a consulta de enfermagem o idoso pode omitir acontecimentos, fazendo com que os sinais e sintomas de violência passem despercebidos. Destarte, ressalta-se que a entrevista deve ser executada em concordância com o exame físico. Este, deve ser realizado com o intuito de encontrar algum sintoma que identifique a agressão. Se confirmada quaisquer tipo de violência, é necessário que haja um planejamento das ações que serão prestadas com a finalidade de organizar as metas a curto e longo prazo, envolvendo a notificação prévia da agressão. No que concerne a importância das visitas domiciliares, elas possibilitam conhecer a realidade onde a violência ocorre, formar e fortificar o vínculo profissional/cliente, assim como compreender fatores importantes da dinâmica das relações familiares. Enfatizam-se as ações realizadas, como: procurar assegurar um diálogo com os familiares das vítimas, com o propósito de oferecer orientações referentes à segurança, higiene e saúde, sensibilizando-os quanto à relevância desses cuidados para a qualidade de vida dos idosos e denúncia a órgãos competentes. Ressalta-se a legalidade dos profissionais no que concerne às notificações, sendo preconizadas pelo Estatuto do Idoso e Código de Ética de Enfermagem, em que, neste último, em seu artigo 32, traz como infração ética provocar, cooperar, ser conivente ou omisso com qualquer forma de violência. São vários os desafios enfrentados pelos enfermeiros frente à violência contra idosos. Constatou-se, também, o temor das pessoas que fazem parte da comunidade em denunciar casos de violência, elencando essa responsabilidade apenas para os profissionais de saúde. Desta maneira, ao atuarem na assistência dos idosos em situações de violência, bem como de seus familiares, os profissionais demostram sentirem-se expostos, com medo de represálias por parte da comunidade e das famílias. CONCLUSÃO: Com esse estudo, conclui-se a importância da atuação do profissional de enfermagem frente à violência contra idosos, no reconhecimento durante a consulta e visitas domiciliares e nas ações implementadas visando prevenir e notificar os casos de agressão. Ressalta-se a necessidade de um serviço de saúde articulado com os órgãos competentes, no sentido de resguardar a integridade do idoso vítima de violência e do profissional de saúde. REFERÊNCIAS CASTRO, V.C.; RISSARDO, L.K.; CARREIRA, L.; Violência contra os idosos brasileiros: uma análise das internações hospitalares. 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Palavras-chave: Enfermagem, Idoso, Violência
Oral
Abrir o trabalhoCÂNCER COLORRETAL: ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE ONCOLÓGICO
HERIKA BRUNA SANTOS BEZERRA; Agna Teixeira Braga; Anna Karen Lucas Cavalcante; Tiago Ribeiro dos Santos
Resumo INTRODUÇÃO: Segundo o INCA, o câncer é definido como um crescimento descontrolado de células malignas que invadem os tecidos e órgãos. Diante disso, a assistência de enfermagem visa encontrar melhores formas de abordar esse indivíduo com intervenções e desenvolver as aptidões para o autocuidado. OBJETIVO: Identificar na literatura como se dar a assistência de enfermagem ao paciente acometido por câncer colorretal. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo de revisão narrativa da literatura, com abordagem qualitativa, de caráter descritivo. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Pacientes com câncer colorretal podem se apresentar assintomáticos, a resposta de cada organismo é o que define. As orientações de enfermagem são de bastante relevância ao autocuidado dos pacientes, na medida em que os mesmos durante o tratamento desenvolvem ansiedade decorrente de informações superficiais sobre as estratégias necessárias para o autocuidado. CONCLUSÃO: O foco dos cuidados é reduzir o impacto da doença sobre paciente e família, além de procurar promover e assegurar a sensação de bem-estar do paciente. Palavras-chave: Assistência de enfermagem. Câncer colorretal. Paciente. 1. Introdução O câncer é definido, segundo o Instituto Nacional do Câncer do Ministério da Saúde (INCA), como um crescimento descontrolado de células malignas que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se para outras regiões do corpo. Configura-se como um problema de saúde pública, e assim como diversas doenças crônicas causam alterações nas vidas de pessoas e na de seus familiares de maneiras diversas, nos diferentes tempos do adoecimento, do diagnóstico ao tratamento e reabilitação. O enfoque principal nesse trabalho será o câncer colorretal (CCR), tumor maligno que acomete o cólon e o reto, sendo o mais comum do tubo digestivo. Epidemiologicamente, esse tipo de câncer é o terceiro mais comum no mundo, acometendo principalmente o sexo feminino, e possui múltiplas origens desde fatores genéticos a ambientais (JACOBY et al., 2017). A cirurgia e a quimioterapia são os tratamentos de escolha no câncer colorretal. Do procedimento cirúrgico pode surgir um estoma para a saída de fezes advindas do intestino grosso (cólon), podendo ser temporário ou definitivo. O tratamento com quimioterapia contribui para o surgimento de efeitos colaterais ou toxicidades (BOTELHO; DELGADA; PEREIRA, 2015; PEREIRA, 2015). Frente ao diagnóstico desse câncer e do seu tratamento, os domínios biopsicossociais do individuo são completamente afetados rompendo o seu equilíbrio e de sua família. Por esses e outros motivos, pacientes oncológicos merecem uma atenção especializada e centrada em suas necessidades biopsicossociais e são, portanto, a fonte de informações sobre suas percepções e sentimentos relacionados com a doença e ao seu cuidado (JUSTINO et al., 2014). O profissional enfermeiro é o que mais se aproxima e está em contato com o paciente onde irá acompanhar e orientar durante todo o percurso do tratamento e reabilitação. Diante disso, a assistência de enfermagem visa encontrar melhores formas de abordar esse indivíduo com intervenções, que venham a melhorar a relação com si próprio e ajudá-lo a se reinserir na sociedade, além de desenvolver as aptidões do indivíduo para o autocuidado (JUSTINO et al., 2014). Nesse sentido, o presente estudo tem finalidade de elencar informações sobre a assistência de enfermagem mediante todas as alterações que o câncer e o tratamento acarretam no paciente e sua família. Sendo relevante para a disseminação de conhecimentos diante da temática abordada, promovendo e o incentivando uma maior produção de conteúdos sobre a temática em questão. 2. Objetivo Identificar na literatura como se dar a assistência de enfermagem ao paciente acometido por câncer colorretal. 3. Metodologia Trata-se de um estudo de revisão narrativa da literatura, com abordagem qualitativa, de caráter descritivo. A busca foi realizada na Biblioteca Virtual em Saude – BVS, no mês de Outubro de 2018 utilizando o cruzamento dos seguintes descritores com os operadores boleanos AND e OR: câncer colorretal AND assistência de enfermagem OR benefícios, através das bases de dados LILACS, MEDLINE e BDENF, resultando no total de 78.056. Aplicando-se os critérios de inclusão: texto completo disponível, idioma em português, com assunto principal: Neoplasias Colorretais, Enfermagem, Cuidados de Enfermagem e Enfermagem Oncológica, no corte temporal de 2013 a 2018. E critérios de exclusão: artigos duplicados ou que não se adequam a temática, resultando no total de 11 referências para leitura na íntegra e construção do estudo. 4. Resultados Pacientes com câncer colorretal podem se apresentar assintomáticos com sinais e sintomas suspeitos ou serem admitidos na emergência, a resposta de cada organismo é o que define. Não existem sintomas típicos ou patológicos que confirmem o diagnóstico, os tumores em seu estágio inicial, costumam ser assintomáticos, e os diagnósticos acabam sendo feitos através de achados casuais de rastreamento (MALLMANN et al., 2017). Os estudos mostram que a revelação do câncer em muitas das pessoas acometidas por ele, relataram negligenciar suas vidas antes da doença, expondo em risco o seu corpo, sua saúde física e mental. A falta de cuidados e aproximação de fatores nocivos, foram aspectos importantes para o desenvolvimento da câncer. Por outro lado, há relatos em que expressaram adotar práticas de cuidados para a promoção da saúde, influenciado por doenças pregressas e mesmo assim, adquiriram o câncer (JUSTINO et al., 2014). A marca que envolve o câncer e as preconcepções feitas por experiências observadas durante a vida resulta em receio, medo da doença e da morte. Mas o medo do desconhecido é inevitável, o enfrentamento é difícil, pois o tratamento é longo, doloroso e exaustivo, além de acarretar uma mudança súbita no estilo de vida da pessoa. O impacto inicial causado pelo paciente ser submetido a um tratamento agressivo e longo, aos poucos vai sendo substituído por expectativas de que ele pode ultrapassar essas barreiras. Embora existam os reflexos de uma mudança tão súbita na vida dele, que é tristeza, medo e depressão ao enfrentamento da doença (JUSTINO et al., 2014). No entanto, dentro do enfrentamento para se obter um melhoramento e respostas positivas ao tratamento, é importante manter o autocuidado. Ao longo da vida, as pessoas adquirem hábitos, crenças, costumes cultivados pelas relações sociais, e é preciso considerar esses aspectos como uma interferência aos das práticas educativas, pois a promoção de uma consciência sobre o autocuidado, depende da superação das contradições entre os conhecimentos teóricos e as práticas pessoais de cada indivíduo. Por isso, práticas educativas e orientações quanto ao tratamento e autocuidado deve ser transmitidas pelo profissionais da saúde, informações repetidas vezes para evitar que o paciente venha ao esquecimento durante a prática do autocuidado (BONASSA; GATO, 2012). Estudos mostraram que o otimismo nos pacientes eleva uma melhor qualidade de vida, visto que o paciente menos otimista acarreta mais estresse familiar, depressão, ansiedade e outras morbidades psicológicas. Tendo um maior enfrentamento de religião nas mulheres do que nos homens. Com isso, os homens possuem uma melhor qualidade de vida e enfrentamento social do que as mulheres (BOTELHO; DELGADA; PEREIRA, 2015). Em relação à assistência de enfermagem, é observado em estudos que o otimismo trás resultados positivos na melhora da qualidade de vida do paciente, ao contrario da negatividade que é um sentimento bastante comum na situação do câncer, na qual deve ser trabalhado para que se tenham menos dificuldades na evolução do tratamento. A procura por métodos alternativos, como as terapias complementares fazem parte do cotidiano de muitas pessoas, com isso, a assistência de enfermagem devem esta sempre se qualificando para atender as particularidades de todos, prestando cuidados de qualidade (JUSTINO et al., 2014). As orientações de enfermagem são de bastante relevância ao autocuidado dos pacientes, na medida em que os mesmos durante o tratamento desenvolvem ansiedade por não terem passado por nenhuma experiência ou vivencia com a noticia do diagnostico, possuindo informações superficiais sobre as estratégias necessárias para o autocuidado. No entanto, as orientações de enfermagem tornam-se ações educativas, por os pacientes obterem mais conhecimentos, ocorrendo o processo de ensino-aprendizagem (MESQUITA; SILVA, 2016). 5. Conclusão Diante o estudo conclui-se que o câncer colorretal é uma patologia com métodos de rastreamento e diagnósticos bem estabelecidos e a assistência de enfermagem a essa pessoa durante sua trajetória de acometimento é de suma importância para favorecer suporte e cuidados na viabilização de qualidade de vida e cura da doença. Os enfermeiros desempenham papel de relevância singular, preenchendo necessidades técnicas, físicas, psicossociais e educacionais do paciente e sua família. O foco dos cuidados é reduzir o impacto da doença sobre paciente e família, e também salientar o cuidado com os diversos efeitos colaterais provocados pelas várias modalidades de terapia. Contudo, o objetivo da assistência de enfermagem a esses indivíduos é o de procurar promover e assegurar a sensação de bem-estar do paciente, sob os pontos de vista a que estão expostos como o físico, psicológico, social e/ou espiritual.
Palavras-chave: Assistência de enfermagem,Câncer colorretal,Paciente
Oral
Abrir o trabalhoCINECLUBE SAÚDE: O CINEMA COMO FERRAMENTA POTENCIALIZADORA DO PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM
KADSON ARAUJO DA SILVA; MARIA LUIZA SANTOS FERREIRA; KAMILA DE CASTRO MORAIS; FRANCISCO WELINGTON MOREIRA PALÁCIO
CINECLUBE SAÚDE: O CINEMA COMO FERRAMENTA POTENCIALIZADORA DO PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM Kadson Araujo Silva , Maria Luiza Santos Ferreira , Kamila de Castro Morais , Francisco Welington Moreira Palácio , João Paulo Xavier da Silva5 Resumo: O trabalho trata – se do desenvolvimento do Projeto de Extensão Cine Clube Saúde como ferramenta de aprimoramento e aquisição do conhecimento, assim como fixação e discussão de conteúdos no curso de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri – URCA, Unidade Descentralizada de Iguatu – UDI ministrados em sala de aula. O presente estudo possui como objetivo relatar a importância e as contribuições do projeto Cineclube Saúde para os acadêmicos do curso de enfermagem. Refere-se a um estudo descritivo do tipo relato de experiência, baseado na vivência dos extensionistas do projeto em questão. Verificou-se que o uso de produções cinematográficas é uma metodologia facilitadora do processo ensino aprendizagem, portanto o projeto contribui para o desenvolvimento dos extensionistas e professores responsáveis, se tornando enriquecedor para a formação acadêmica dos discentes do curso de enfermagem Palavras-chave: Enfermagem. Cinema. Educação em Saúde. 1. Introdução As produções cinematográficas como método educativo vem sendo utilizadas desde práticas antigas com a invenção do cinematógrafo dos irmãos Lumière, alguns médicos em 1895 passaram a utilizar filmes como ferramenta educacional, pois viram o potencial para a docência e disseminação de conhecimento. Desde então, recursos audiovisuais proporcionam uma importante fonte de ampliação da educação no que se diz respeito à instância do desenvolvimento de saberes como também para o levantamento de questões voltadas a saúde, uma vez que o cinema proporciona uma correlação com as ciências da saúde promovendo o uso da educação, aprendizagem e divulgação dos aspectos voltados para a área em questão (NETTO; AUSTRILINO, 2016). Inserido no processo educativo o cinema contempla várias dimensões, dentre elas: pedagógica, éticas, sócias, psicossociais, políticas e ciências biológicas, onde são diversas as contextualizações e reflexões sobre a realidade apresentada entre todas as camadas sociais, assim se apresenta como uma prática educacional privilegiada que permite abordagens sobre diversos temas interligados a saúde, servindo como recurso pedagógico bastante difundido no processo de ensino-aprendizagem. Isto se dá por propiciar a problematização da realidade e ancorar argumentos para uma possível discussão. Nesse aspecto, tal metodologia expõe uma circunstância que tende a aflorar o pensamento crítico reflexivo frente a uma determinada temática apresentada, que por sua vez, interage com o comportamento social dos indivíduos. Pode-se inferir, mais especificamente, que as películas se apresentam como recurso potencial de educação em promoção da saúde, a qual é uma das estratégias do setor que busca a melhoria no bem-estar da população em geral em seus aspectos mais amplos, como um processo de capacitação da comunidade para atuar na melhoria da qualidade de vida e da sua própria saúde (COSTA; TORRES, 2013). O projeto Cineclube Saúde é idealizado na perspectiva de expandir o processo ensino-aprendizagem dos estudantes do curso de enfermagem, assim como articular conhecimentos e saberes entre a comunidade acadêmica e a sociedade. O desenvolvimento crítico-reflexivo corresponde a um elemento central deste projeto, orientado sob uma perspectiva de integração, participação ativa e construção compartilhada de saberes e pensamentos, utilizando-se do cinema como ferramenta para a reflexão, questionamento, e aprofundamento de várias questões relacionadas à saúde. 2. Objetivo Relatar a importância e as contribuições do projeto Cineclube Saúde para os acadêmicos do curso de enfermagem. 3. Metodologia Discorre a respeito de um relato de experiência de caráter descritivo e crítico – reflexivo fundamentado através da vivência de parte dos membros do Projeto de Extensão Cine Clube Saúde da Universidade Regional do Cariri (URCA) no ano de 2018, equivalentes aos semestres 2018.1 e parte de 2018.2. Foram usados de maneira adicional para a construção desse relato, artigos referentes à temática cinema como ferramenta educativa nas graduações da área da saúde, pesquisados na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) em consonância com parte do material bibliográfico utilizado no decorrer do desenvolvimento do projeto. O Projeto em questão é aberto para realizar sessões em todos os semestres do curso de graduação em enfermagem, bem como para a comunidade em geral tendo como dinâmica realizar uma sessão a cada 15 dias e uma reunião de membros intercalada entre as sessões para planejamento das mesmas. No semestre de 2018.1, foram ofertadas dez vagas para extensionistas voluntários, onde os candidatos às vagas passaram por um processo seletivo, dividido em duas etapas. Os extensionistas selecionados juntamente com o professor coordenador do projeto e professoras colaboradoras se reuniram para planejar as atividades mensais de acordo com o cronograma das sessões, onde foram divididos os subgrupos de realização das tarefas (infraestrutura, divulgação, mediadores, secretaria). Ao final da exibição de cada sessão, se propunha uma discussão mediada pelos extensionistas sobre a temática abordada no filme. 4. Resultados Incluir a tecnologia para instrução do aluno é uma tarefa destinada ao educador, que achar-se-á efetiva se implantada de maneira correta, contribuindo para o aprendizado de forma dinâmica. Portanto o uso de metodologias ativas faz – se de extrema importância para a assimilação e disseminação dos conhecimentos absorvidos através dos conteúdos vistos em sala de aula. No que se trata da graduação em Enfermagem, a criação de um método áudio visual no processo de ensino deve ser pensada no decorrer da academia para facilitar no progresso de aprendizado e fixação do conteúdo, essencialmente por preparar futuros profissionais que terão contato direto com indivíduos de personalidades distintas. Destarte, o ensino ao discente da área da saúde deve ser realizado de forma desenvolta, utilizando-se de meios que percorram as diversas técnicas de assimilação do conteúdo, de forma que tenham um embasamento científico e teórico para suas possíveis atitudes futuramente enquanto trabalhadores da saúde (NETO et al., 2017). A instrução pelo cinema permite o desenvolvimento da senso percepção pelo graduando, levando à edificação do conhecimento ao proporcionar a indagação de situações pertinentes à sua realidade. Assim, o cinema faz com que o acadêmico incorpore diferentes saberes partindo da acepção do seu conhecimento prévio. As produções cinematográficas ampliam a coleção de experiências dos estudantes, demonstrando, muitas vezes, situações parecidas com as do cotidiano, o que os faz reexaminar atos e julgar algumas hipóteses, ao utilizar a visão crítica para analisar as situações em tela (COTA; BOTTI, 2016). O Projeto de Extensão CineClube Saúde tornou-se veículo prazeroso de aquisição de conhecimento, partindo do pressuposto de que o pensamento crítico – reflexivo parte do estímulo desejante, e as sessões se mostraram percursos para aprimorar as metodologias que levam ao aprendizado (XAVIER, et al., 2011). A apresentação de filmes interligados a disciplinas permite a articulação de problemas de estudo de acordo com as temáticas apresentadas em cada película, dessa forma, a análise das mesmas proporciona o desenvolvimento crítico e reflexivo decorrente dos debates gerados que deriva das questões sociais e de saúde apresentadas, levando a discussões extras materiais estudados em sala de aula. Assim, o filme incita diversos aprendizados aprimorando o diálogo sob a forma de significados, tornando-se imprescindível por intermédio da situação vivenciada pelo seu uso para aqueles que o assistem. A decisão tomada dos discentes em continuar caminhando com o filme, como forma de aprendizagem faz com que na enfermagem, este sirva como instrumento para: aprender a conhecer, fazer e acima de tudo a ser humano (SILVA; SANTOS, 2009; TORRES; COSTA, 2013). Nesse contexto, as temáticas abordadas e os questionamentos que surgiam a partir das exibições instigavam as reflexões diante da multiplicidade e diferenciação das opiniões, proporcionando novos olhares acerca da temática abordada. Tendo como resultado, a geração e ampliação de conhecimento de forma benéfica no âmbito acadêmico e disseminação do mesmo no contexto da sociedade (XAVIER, et al., 2011). 5. Conclusão Conclui-se que o cinema é uma forma positiva para a construção do processo de ensino/aprendizagem de maneira eficaz, uma vez que, o conteúdo ministrado através deste meio pode ser melhor assimilado pelo estudante, pois, utiliza-se de meios subjetivos para a sua absorção. Logo, evidencia-se que o projeto de extensão CineClube Saúde alcançou seus objetivos com êxito, despertando o desenvolvimento do pensamento crítico e a reflexão, bem como a disseminação de conhecimentos no público alvo, se tornando enriquecedor para a formação acadêmica dos discentes do curso de enfermagem. Portanto faz – se necessário o incentivo e desenvolvimento de projetos de extensão com propostas de metodologias ativas e que instigue a participação dos discentes contribuindo para absorção e disseminação de conhecimentos entre o meio acadêmico e sociedade. 6. Referências AUSTRALINO, L; NETTO, J. P. A. S. Uso de Filme como Recurso Didático na Área da Saúde. Investigação Qualitativa em Educação. Volume 1; 2016 CEZAR, P. H. N; GOMES, A. P; BATISTA, R. S. O Cinema e a Educação Bioética no Curso de Graduação em Medicina. Revista brasileira em educação médica. 35 (1): 93 – 101; 2011. COTA, F. V. H; BOTTI, N. C. L. Cinema como recurso no ensino do transtorno de Asperger. Revista de Enfermagem do Centro Oeste Mineiro. 1(6): 2009-2019; 2016. NETO, V. L. S; MONTEIRO, A. C; LIMA, A. C; FERREIRA, A. H. R; SILVA, J. C; LIMA, M. A. Recurso áudio visual para aprendizagem sobre afogamento: relato de experiência. Revista de Enfermagem UFPI. 6(1): 80-3; 2017. SILVA, C. M. S. L. M. D; SANTOS, N. M. P. A intencionalidade do filme como estratégia de aprendizagem na formação do enfermeiro. Revista de enfermagem UFPE online. 3(1): 33-9; 2009. TORRES, R. A. T; COSTA, E. Cinema como recurso de educação em promoção da saúde. Rev. Med (São Paulo). 92 (2): 104 – 8; 2013. XAVIER, J. J. S; DEWULL, N. L. S; PERES, C. M; BARROS, G. C; PFRIMER, K; NAKAO, C. S; LEITE, F; SILVA, R. J. A; SANTOS, R. L. R; MONTEIRO, R. A; RUFINO NETO, A; CARVALHO, A. C. D. Cinema: Uma ferramenta pedagógica e humanista para temas em saúde e educação. A experiência do Cine Social. Medicina (Ribeirão Preto). 44 (3): 260-6; 2011.
Palavras-chave: Enfermagem, Cinema, Educação em Saúde
Oral
Abrir o trabalhoCINECLUBE SAÚDE: UMA PROPOSTA DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA A PARTIR DO CINEMA
VINÍCIUS RODRIGUES DE OLIVEIRA ; Aline do Nascimento Pinheiro; Rafael da Silva Pereira; Fernanda Nogueira de Andrade
CINECLUBE SAÚDE: UMA PROPOSTA DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA A PARTIR DO CINEMA 1. Introdução O cinema é um forte dispositivo didático nas instituições educacionais demonstrando grande efetividade, esse sucesso caracteriza-se por ser uma ferramenta de lazer que estimula a produção de saberes e o pensamento crítico no meio em que o sujeito está inserido, seja ele sociocultural, político e educacional. A utilização do material cinematográfico apresenta um amplo crescimento na comunidade acadêmica, pois permite uma aproximação com a sociedade bem como com as suas principais problemáticas. Além de promover um campo para reflexões, o cinema abrange múltiplos fatores que contribuem significativamente no processo ensino-aprendizagem (MARTINS et al., 2016). A promoção do diálogo, o compartilhamento de vivências bem como a formação de um pensamento crítico reflexivo são pontos positivos da utilização do cinema como metodologia ativa. Observa-se também que a problematização acerca dos temas que são discutidos em cada sessão permite aos envolvidos uma troca de experiências e opiniões, tendo como finalidade a construção de um conhecimento compartilhado (FERRUGEM et al., 2015). Por se tratar de um apetrecho lúdico, o cinema busca despertar a imaginação e promover novas perspectivas acerca do tema tratado. No contexto da saúde, pode-se observar que as representações cinematográficas possibilitam uma visão holística e sensibilizada acerca do paciente, contribuindo significativamente em uma assistência qualificada como também na formação de um profissional capacitado. (CAVALCANTE et al., 2016). A partir dessa conjectura, o Projeto CineClube Saúde se constitui como ferramenta versátil para extensão universitária, possibilitando uma maior qualificação, integração e desenvolvimento intelectual dos acadêmicos. 2. Objetivo Relatar as vivências ocorridas no Projeto CineClube Saúde e seus impactos na formação dos acadêmicos de enfermagem. 3. Metodologia Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, embasado na prática dos extensionistas do Projeto Cineclube Saúde, no curso de enfermagem da Universidade Regional do Cariri (URCA) Unidade descentralizada de Iguatu (UDI). Para complementar o presente relato foi realizada uma pesquisa na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) em busca de artigos condizentes com o tema: cinema e suas contribuições para vida acadêmica dos profissionais de saúde, atrelada a essa investigação empregou-se ainda o uso da bibliografia originária ao projeto. O projeto teve inicio no mês de março do ano de 2018, sob coordenação de um docente do colegiado de enfermagem e apoio de mais três docentes colaboradoras, junto a estes 10 membros voluntários passaram a integrar o projeto por um processo seletivo e iniciaram o desenvolvimento das atividades. Assim, durante este período ocorrem reuniões quinzenalmente intercaladas entre sessões de exibição de filmes e planejamento. Salienta-se que para realização das sessões estabeleciam-se parceiras com disciplinas específicas do curso de enfermagem, sendo os filmes escolhidos para exibição conforme o contexto temático de cada disciplina. 4. Resultados O Projeto CineClube Saúde traz em seu viés a proposta de um ensino libertador, onde o protagonista do aprendizado é o próprio individuo que está em formação, assim quando o aprendizado ocorre (através dos filmes exibidos) é gerado no estudante um saber critico aguçado sobre as diversas realidades, além disso esse conhecimento é compartilhado ao final de cada exibição por meio de uma roda de conversa, promovendo uma troca de saberes coletivos, o que é de grande relevância no processo de alteridade entre as pessoas (LOPES, 2017). Haja visto a necessidade de integração e interação como potente arma, que progride ao lado da proposta do projeto em questão, são executadas parcerias com as disciplinas do curso de enfermagem, grupos de pesquisa e projeto de extensão, assim os filmes exibidos procuraram articular temática pertinente, que faça o público em questão refletir e participar ativamente das ações e debates. No primeiro semestre de 2018, inicio da implementação das atividades, planejou-se a realização de seis sessões, porém devido problemas técnicos e de estrutura foram exibidos três filmes. Na primeira sessão realizada foi exibido o filme “Nise – O Coração da Loucura”, para essa sessão estabeleceu-se uma parceria com a disciplina Enfermagem no Processo de Cuidar em Saúde Mental, na qual a mesma foi de grande relevância, visto que o filme relata o dia a dia de pacientes em um hospital psiquiátrico, possibilitando uma abordagem sobre o tratamento oferecido para as pessoas com problemas mentais. Durante o debate surgiram emoções e opiniões que resultaram na compreensão da necessidade de um cuidado diferenciado e humanizado a esses pacientes, promovendo através dessas ações uma melhora significativa no comportamento e tratamento do mesmo. Lima, Santos e Silvestre (2018) trazem em seu estudo a relevância dos filmes como instrumentos de aprendizagem pois quando baseados em fatos reais apresentam ao estudante um conhecimento prévio do que ele se deparará no seu trabalho, consequentemente contribuindo para a preparação maior do profissional. A segunda exibição trouxe o filme “O Renascimento do Parto”, que se refere a um documentário que aborda situações vivenciadas por mulheres e seus familiares no processo de pré-natal, parto e pós-parto, além de mostrar opiniões de diferentes especialistas na área, a sessão foi em colaboração com a disciplina de Enfermagem no Processo de Cuidar em Saúde da Mulher, colaboração essa bem pertinente, através deste incentivou os discentes a refletirem sobre a conduta profissional e seus impactos na vida da mulher grávida, ao longo da apresentação surgiram outras questões como a violência obstétrica que muitas vezes aparece enrustida no processo de parto. As produções cinematográficas ainda estimulam ao aluno a buscar soluções para as problemáticas os quais se deparam no seu campo de atuação, formando assim sujeitos pró-ativos e comprometidos com sua profissão (BLASCO, 2017). “Uma Prova de Amor” foi a película selecionada para a terceira sessão, demanda apresentada pela disciplina de Enfermagem e o Processo de Cuidar em Oncologia, com o propósito de promover discussões acerca do câncer, observando o seu aspecto não apenas patológico, mas como a doença afeta o paciente de uma forma múltipla, incluindo seus familiares, refletindo ainda a importância de uma boa preparação do profissional de saúde frente a essa enfermidade. Sequencialmente, no segundo semestre letivo no ano, dada uma maior experiência dos extensionistas, maior conhecimento e credibilidade do projeto na universidade, foram realizadas até o mês de outubro um total de oito sessões. As atividades do projeto no segundo semestre iniciaram-se ao final do mês de agosto, em reunião inicial de planejamento na qual foram definidos os filmes a serem trabalhados e metas a serem alcançadas. A primeira sessão do projeto foi programada para ocorrer no início do mês de setembro, e seria exibido o filme Diário de motocicleta, em parceria com a disciplina de Enfermagem no Processo de Cuidar em Saúde Coletiva II. No entanto, devido alguns problemas, a sessão acabou se transformando em uma exibição interna com membros do projeto. O filme retrata a história de jovens estudantes de medicina que viajam pela América do sul conhecendo a realidade de países como Brasil e Peru, e passam a refletir sobre as necessidades das pessoas pincipalmente aquelas que são marginalizadas. O filme possibilita refletir sobre a situação das pessoas que se encontram desamparadas em vários aspectos, mas em principalmente o da saúde e os impactos da intervenção de um profissional de sáude. A segunda, terceira e quarta sessão foram extras, pois a priori não estavam previstas no cronograma de atividades, e ocorreram no mesmo dia (10 de setembro) e horário (8 horas da manhã). As exibições foram as seguintes, a primeira “Nise: O coração da loucura”, filme estabelecido pela segunda vez em parceria com a disciplina de Enfermagem no Processo de Cuidar em Saúde Mental. A segunda sessão ocorreu em parceria com a disciplina de Gênero e sexualidade, onde exibiu-se o filme “Orações para bobby”, que conta a historia de Bobby um jovem que ao revelar a sua família ser homossexual, sua mãe Mary é uma religiosa que segue à risca todas as palavras da bíblia. Quando seu filho revela ser gay, ela imediatamente leva o filho para terapias e cultos religiosos com o intuito de “curá-lo”. Os debates dessa sessão nos trouxeram um olhar sobre preconceito enfrentado pelos grupos LGBT, no filme especificamente com os homossexuais, seja ele dentro e fora do lar, ao tempo que nos somos apresentados a essa realidade, percebemos também a vulnerabilidade que esse grupo de desenvolverem problemas de saúde, sofrimento psíquico e ideações suicidas. A terceira sessão extra exibiu o longa-metragem “Mentes Perigosas”, exibido em parceria com a disciplina de Processo ensino aprendizagem, a sessão nos leva a analisar a relevância da quebra de barreiras do ensino convencional e o uso de metodologias ativas que colocam os alunos como protagonistas de seu aprendizado. A quarta e quinta sessão aconteceram no mesmo dia, porém em horários diferentes, a primeira ocorreu pela manhã com o filme o “Senhor das Moscas” em associação com a disciplina de Antropologia Cultural, o filme retrata a história de crianças perdidas em uma ilha deserta, e fazem de tudo para se ficarem vivas, no principio elas se mantém unidas, guiadas de forma organizada por um líder, porém com o passar do tempo as crianças acabam se dividindo em duas equipes uma delas com um estilo mais selvagem e agressivo e a outra mais tranquila, um dos grupos (o mais forte) acaba extinguindo os membros rivais (mais fracos) por não aceitarem suas condutas. A discussão ao final do filme segue a linha acerca da dificuldade de construção de um diálogo entre pessoas com estilos diferentes, e a não aceitação do modo de ser outro querendo assim impor seus costumes, o que é conhecido na antropologia como etnocentrismo. A quinta sessão foi reproduzido o filme “O Invasor Americano”, em parceria com a disciplina Enfermagem no Processo de Cuidar em Saúde Coletiva II, estimulando debates sobre as diferenças dos padrões de vida e bem-estar da população americana e europeia, mostrando assim como se consolidada a saúde e promoção da mesma em contextos divergentes. A sexta sessão foi realizada em parceria com o Projeto de Extensão Educação em Saúde e Sexualidade, foi uma sessão aberta a todo publico acadêmico, para esse momento foi solicitada uma re-exibição o filme “Orações para Bobby”. Ao término, houve um debate que fez os discentes refletirem a respeito do preconceito, para quebrar o gelo fez-se também uma dinâmica onde os participantes escreviam mensagens descrevendo os sentimentos sobre o filme e trocaram com os colegas, tornando o momento mais acolhedor e de liberdade emocional. Na sétima sessão foi exibido o filme “Livre”, que traz como trama central as dificuldades vividas por uma mulher após várias percas familiares, o que faz a mesma repensar sobre sua vida, na busca se reencontrar resolve fazer uma trilha, onde vive situações estremas de sobrevivência, superação e autoconhecimento. Pensando a partir desse filme fomos submetidos a sentimentos como resiliência, a capacidade de superação e importância de se autoconhecer. Ao final da sessão, foi realizado um jogo rápido, onde os participantes relatavam palavras (sentimentos) que sentiram ao decorrer do filme, associando com os possíveis problemas que podem fragilizar a saúde como um todo. A oitava sessão foi uma acordada entre o Cineclube Saúde e o Grupo de Debates e Estudo em Saúde Coletiva (GDESCo) com a projeção do filme “Diários de motocicleta”. Após a conclusão do filme foi proposto o debate sobre a importância de compreender as realidades que os diferentes indivíduos se encontram e como isso influência no processo, saúde-doença-cura, bem como pode-se observar ainda na discussão a necessidade do governo intervir e buscar destinar recursos para que se tenha saúde de qualidade e acessível a todos. A partir da explanação aqui realizada, pode-se inferir que o cinema e as produções audiovisuais consolidam-se como potentes instrumentos da educação com múltiplas faces. Sendo promovido dentro da universidade, o cinema oferece aos graduandos uma maior qualificação não apenas para as atividades internas da instituição, mas para uma futura prática, atentando-se aos aspectos de humanização, de senso empático e reflexivo, na capacidade de liderança, fortalecimento das interações sociais e estimulo ao respeito dos parâmetros éticos da profissão (SANDES, 2016). 5. Conclusão Considera-se o cinema como uma metodologia ativa de alto impacto que contribui significativamente na promoção de empatia e respeito bem como na desconstrução de preconceitos e estigmas através do conhecimento da realidade, constituindo-se como um elemento articulador na formação em saúde. A partir desses pressupostos, o Projeto CineClube Saúde se constitui como ferramenta potencializadora da extensão universitária, possibilitando uma maior qualificação, integração e desenvolvimento intelectual dos acadêmicos de enfermagem, pois estes ao desenvolverem sua prática profissional necessitam de um olhar humanizado e senso crítico aguçado sendo estes aspectos por vezes elencados nas sessões do projeto. Além disso, a proximidade com as produções cinematográficas dá ao acadêmico uma prévia do contexto em que se desenrolará sua atuação profissional, e os tornam mais autônomos. Desse modo, a ferramenta cinematográfica enquanto extensão universitária influencia positivamente na formação de um profissional crítico, capacitado e conhecedor das realidades sociais. 6. Referências BLASCO, P.G. Cinema, humanização e educação em saúde. Revista de Pesquisa Interdisciplinar. Cajazeiras, v. 1, n. 1, 03-20, jan/jul. de 2017. CAVALCANTE, F. G. et al. Impactos de um documentário sobre o cotidiano de mães e filhos com deficiência: uma análise de cinedebates. Ciência & Saúde Coletiva. v. 21, n. 10, p. 3071-3080, 2016. FERRUGEM, R. N. et al. Bonde do Cine: uma experiência intersetorial de educação popular em saúde. Rev. APS. v.18, n.4, p. 507 – 511, 2015. LIMA, C.M.; SANTOS S.; SILVESTRE, G.C.S.B. Cinema e promoção da saúde: experiência com cinedebate. Revista Perspectivas Online: Humanas & Sociais Aplicadas. 2018, Vol.8, nº 22, p. 1-9. LOPES, M.S.V.; LIMA FILHO, F.J.R.; SILVA, C.L.; LUCIANO E.B.; CRUZ T.G; MOTA W.S. O cinema como estratégia no ensino de enfermagem. RSC online. 2017; 6 (3): p 106-116. MARTINS, E. C.; IMBRIZI, J. M.; GARCIA, M. L. Cinema, subjetividade e sociedade: A sétima arte na produção de saberes.
Palavras-chave: Cinema, Saúde, Profissionais da Saúde
Oral
Abrir o trabalhoCUIDADOS FAMILIARES PARA IDOSOS ACOMETIDOS POR HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMECA
GESSIKA MICHELLY DE ARAÚJO BRAZ; Brenda Pinheiro Evangelista; Cinthia Jordânia Pereira Soares; Francisca Bianca Rodrigues; Helena Feitoza de Oliveira Alves
1. INTRODUÇÃO A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) está compreendida como uma Doença Crônica Não Transmissível (DANTS), sendo considerado um sério problema de saúde pública, com elevada prevalência de morbidade e mortalidade cardiovascular, acarreta prejuízos socioeconômicos e danos por invalidez. No Brasil a HAS acomete 25% da população, estimando-se um aumento de 60% até 2025 (MOREIRA; MORAES; LUIZ, 2013). Os principais fatores de risco para a HAS são as doenças cardiovasculares, que afeta não só o sistema circulatório, como também sistemas vitais para o corpo, a HAS se apresenta ainda como um fator risco para as comorbidades e mortalidade (FERREIRA et al. 2014). A HAS se apresenta com maior frequência em idosos, e isso decorre do estilo de vida adotado ao longo da jovialidade, assim como, está intimamente relacionado às alterações do envelhecimento humano. Ressalta-se ainda que, muitos dos pacientes hipertensos não fazem uso de medicação de forma correta, fato este que predispõe o senil a maiores agravos. Desta forma surge a seguinte interrogação: Quais os principais cuidados da família ao idoso hipertenso? O presente trabalho tem como relevância apresentar à importância do trabalho da enfermagem junto a família do paciente a melhorar o quadro de idosos acometidos de hipertensão e proporcionar qualidade de vida com suas mudanças de hábitos bem como estimular os acadêmicos e profissionais da área da saúde e atentar-se sobre um assunto de suma importância que é bastante discutido e que ainda é um grave problema de saúde pública. O apoio da família pode minimizar o risco para os desenvolvimentos de outras patologias associadas à hipertensão, estimulando a adesão de medicamentos e mudança de hábitos. O controle dessas está associado à mudança de hábitos de vida: alimentação adequada, exercícios físicos regulares e abandono do tabagismo, essas mudanças não são fáceis de serem adotadas no cotidiano, existe dificuldades no processo de mudança de hábitos, ainda assim essas ações são de caráter preventivo e educativo ainda constitui o centro da estratégia para a redução do agravo. O primeiro passo é orientar cada paciente em particular sobre o uso correto do seu medicamento, salientando a importância de seguir à risca a prescrição medica, interagir com o mesmo sobre suas duvidas tentando sempre explicar de forma clara e enfatizar a relação e benefício da mudança do estilo de vida, verificar o uso dos medicamentos conforme solicitado. Por ser uma doença silenciosa, a maioria dos pacientes não aderem aos tratamentos prescritos. São terapêuticas contínuas e às vezes radicais, causando alteração no estilo de vida, desde a adesão de exercícios físicos em sua rotina, a mudança dos hábitos alimentares. Considerando o crescimento populacional senil brasileiro, o índice de HAS atinge cerca de 50% a 70% do público com essa faixa etária (PINHEIRO, 2016). A adesão da família ao tratamento tem um papel significante, pois apóia seus membros familiares em situações de doença, um contexto familiar estruturado faz toda diferença, exercendo importante papel em todo processo de relação com o indivíduo com a sua doença, seu tratamento e adaptação a um novo estilo de vida. Por isso o domicilio é visto hoje, como o espaço onde as pessoas podem ter uma boa qualidade de vida e manter a estabilidade da doença, o auxilio familiar ajuda a manter a boa qualidade de vida saudável, construído hábitos saudáveis (BARREETO, 2014). No contexto atual as famílias desempenham uma valiosa colaboração no tratamento e reabilitação dos cuidados ao indivíduo com Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) tanto que é fato a idéia de que os doentes evoluem melhor quando tem o apoio da família. Por outro lado, também é consenso que o fardo ou sobrecarga que a família suporta quando tem um familiar doente crônico em casa é um aspecto a ter em conta e justifica o planejamento de sistemas de apoio aos familiares, paralelamente aos cuidados dos doentes. 2. OBJETIVOS O presente estudo tem como objetivo conhecer os principais cuidados da família frente ao idoso hipertenso. 3. METODOLOGIA Trata-se de um estudo de revisão bibliográfica referente à produção científica sobre os cuidados da família frente ao idoso hipertenso, onde a busca dos artigos se deu na base de dados Portal Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) (encontrado 505 artigos) e ScientificElettronicLibaary Online (Scielo) (encontrados 840 artigos) utilizando-se os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): Cuidados Familiares. Hipertensão; Idoso. Inicialmente com o cruzamento dos descritores constituíram-se 10 produções científicas, após os filtros restaram 04 artigos para a análise. Para tanto, se utilizou dos seguintes critérios de inclusão: artigos em língua portuguesa, de acesso gratuito, publicados nos últimos cinco anos, que contemplassem a temática proposta. Adotaram-se como critérios de exclusão: publicações duplicadas, que não abordasse a temática proposta e texto incompleto. O estudo foi realizado durante o mês de setembro de 2018. 4. RESULTADOS A Organização Mundial da Saúde (OMS) do ponto de vista populacional e para sistematização de dados de países de primeiro mundo, delimita a idade de 60 anos como de transição dos indivíduos adultos/jovens aos segmentos populacionais de idosos. A princípio é imperativo citar que existem vários critérios para definição do termo idoso. O mais comum baseia-se unicamente em um limite etário, porém outros aspectos devem ser considerados (PINHEIRO, 2016). O envelhecimento é um processo natural que ocorre de forma progressiva, da reserva funcional dos indivíduos e que normalmente não costuma causar qualquer problema. Porém em condições onde há sobrecarga como exemplo, doenças, acidentes e estresses emocionais podem ocasionar patologias que requerer assistências mais que pode ser revertida por um estilo de vida mais ativo (FERREIRA et al. 2014) O tratamento de paciente com hipertensão arterial sistêmica tem como objetivo diminuir as taxas de mortalidade e morbidade, utilizando para esses tratamentos formas não-medicamentos associadas aos fármacos anti-hipertensivos. Esse tratamento não medicamentoso é feito através das mudanças de hábitos de vida como: redução peso, diminuição da ingestão de sal e álcool e atividades físicas (PINHEIRO, 2016). Segundo Bezerra (2015) dentre as doenças prevalentes no idoso a hipertensão vem aumentando cada vez mais, a mesma é definida como um aumento da pressão arterial sistólica maior ou igual a 140 mmHg e uma pressão arterial diastólica maior ou igual a 90 mmHg, em indivíduos que não façam o uso de nenhum medicamento anti-hipertensivos. Por ser uma doença que na maioria das vezes é silenciosa, traz consigo ainda a não adesão por parte dos pacientes aos tratamentos prescritos. Essas terapêuticas são contínuas e por vezes radicais mudando completamente as condições e o estilo de vida, desde sua alimentação até a inserção de práticas de atividades físicas. Na população considerada como a melhor idade, a taxa de idosos hipertensos é maior que 60%, o diagnóstico correto e a persistência dos pacientes no acompanhamento são os principais fatores que ocasionam esse aumento e tem importância para atingir a meta ideal do tratamento. As alterações sofridas no estilo de vida e uso medicamentoso fazem parte da adesão correta do tratamento pelo paciente (PINHEIRO, 2016). Para minimizar o sofrimento dos idosos hipertensos, a relação familiar tem um papel muito importante dentro dessa rede de apoio e ajuda no tratamento, e se destacam buscando o direito a habitação, segurança, renda, alimentação, saúde, educação, laser e cultura, visto que para o idoso sentir-se seguro e amparado pela sua família é algo benéfico e traz qualidade de vida. 5. CONCLUSÃO A partir dos resultados obtidos, pode-se concluir que em idosos as doenças resultam em uma situação de fragilidade, contudo a hipertensão vem acometendo a grande maioria das pessoas desta faixa etária. Diante disso cabe a família estar a cuidar, acompanhar, orientar e ensinar a maneira certa dos hábitos saudáveis, fazendo com que o idoso realize todas as etapas do tratamento com êxito para melhorar a qualidade de vida. A realização do cuidado da família junto ao idoso mesmo ele não apresentando nenhuma limitação, pois além de prevenir a ocorrência de complicações, ele pode apresentar dificuldade para seu auto cuidado. Os familiares devem realizar atividades que objetivam a estimular mudança de hábitos, cuidado com a medicação, visando a manutenção dos níveis pressóricos em valores apropriados para idade.
Palavras-chave: Familia, Hipertensão, Idosos, Tratamento
Oral
Abrir o trabalhoCUIDADOS PALIATIVOS AO PACIENTE SUBMETIDO AO TRANSPLANTE RENAL
PALOMA RAQUEL FELIZARDO BORGES; KAIO MOREIRA DOS SANTOS; KEITH CANDIDO ALVES; MARIA DA GLÓRIA CLEMENTE COSTA
CUIDADOS PALIATIVOS AO PACIENTE SUBMETIDO AO TRANSPLANTE RENAL Resumo: Os cuidados paliativos visam o conforto de pacientes que já não respondem aos tratamentos. Desta forma, objetivou-se analisar os cuidados paliativos em pacientes submetidos ao transplante renal e a influência do profissional da enfermagem nesse processo. Metodologia: Trata-se de um estudo de Revisão Narrativa da Literatura: Observou-se a importância dos cuidados paliativos, que vislumbram o alívio do sofrimento. Neste contexto, a enfermagem enfrenta desafios, pois precisam assistir o paciente em sua individualidade e integralidade, assegurando humanização e promoção da qualidade de vida. Conclusões: é importante que o paciente tenha os cuidados necessários. Palavras-chave: Enfermagem. Tratamento. Transplante. 1. Introdução O termo Cuidados Paliativos foi definido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma assistência prestada por uma equipe multidisciplinar, que busca a melhor qualidade de vida do paciente e de seus familiares. Perante uma doença que ameace a vida, esses cuidados devem promover o alivio do sofrimento, favorecendo um tratamento claro e objetivo para a dor e de outros sintomas físicos, bem como, sociais, psicológicos e espirituais (LUZ et al., 2015). O que leva um paciente a ser incluído em um programa de cuidados paliativos é a condição em que o mesmo se encontra, buscando-se amenizar o quadro de sinais e sintomas que comprometem a qualidade de vida do indivíduo, sendo este procedimento importante, pois a partir dele se pode identificar a situação global do paciente, bem como a qualidade dos serviços que são oferecidos (CORREIA; DE CARLO, 2013). O comprometimento renal atinge 2 milhões de brasileiros, dos quais 60% não sabem que têm a doença. Conforme o Registro Brasileiro de Transplantes – RBT, os números até junho do corrente ano são consideráveis no que diz respeito ao transplante de rim, mesmo com reduções de doadores vivos. No Ceará, os números de doadores entre janeiro e junho de 2018 são de 3 doações de indivíduos vivos para 111 mortos, totalizando 114 doações, número superior ao mesmo período de 2017, que foi de 99 doações (SILVA et al., 2017; RBT, 2018). Este procedimento terapêutico tem sido considerado como uma ação interventiva que permite a reintegração da pessoa no convívio social, o retorno às práticas laborais, além da melhoria da condição física e mental. No entanto, o transplante é recomendado aos pacientes que apresentam comprometimento terminal devido a fatores etiológicos como, diabetes, hipertensão ou anomalias congênitas, visando oferecer melhor qualidade de vida, além do baixo custo quando comparado a diálise (SILVA et al., 2017). Ressalta-se ainda que, o êxito dos cuidados paliativos de pacientes transplantados renal está associado à equipe assistente, como por exemplo, a de enfermagem que deve ser qualificada para promover, manter e recuperar a saúde do paciente. Ao prestar assistência o enfermeiro é designado a prestar cuidados para o convívio dos pacientes em sociedade, visando reintegrar às atividades físicas e mentais, melhoria da condição biológica, aumentando a perspectiva e a qualidade de vida após a transplantação (SANTOS et al., 2017). Neste sentido, o enfermeiro, por meio do diagnóstico efetivo, pode sistematizar seu trabalho e oferecer um cuidado de qualidade cada vez melhor a esse público, prestando assistência no período pré e pós-transplante. Para tanto, essa prática requer conhecimento especializado para reduzir os problemas, prevenir e intervir de imediato, visando a otimização do transplante e fornecer atenção de qualidade durante todo o período de internação. A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) se insere nesse contexto como instrumento fundamental para atingir os objetivos terapêuticos do paciente, e instituir cuidados conforme as necessidades identificadas. Deste modo, ao compreender que compete a enfermagem coordenar, planejar, supervisionar, prestar assistência e possibilitar uma melhor efetivação de cuidados. Torna-se necessário ampliar os conhecimentos no cenário científico no que diz respeito às publicações, buscando verificar a relação da atuação do enfermeiro no processo do cuidado paliativo de transplantados renal. O estudo contribuirá com o conhecimento dos leitores, ao explanar sobre dados atuais acerca dos cuidados paliativos, fortalecendo o embasamento dos profissionais de saúde, quanto as intervenções e aprimoramento das ações assistenciais. Ao tempo, que atua como um instrumento de educação em saúde, pois proporciona esclarecimentos à comunidade em geral, com uma linguagem clara sobre a temática em questão. 2. Objetivo Compreender o papel do profissional da Enfermagem perante aos cuidados paliativos à pacientes com transplante renal. 3. Metodologia Trata-se de um estudo de Revisão Narrativa da Literatura realizado durante os meses de setembro e outubro de 2018. A busca dos artigos se deu na base de dados SciELO, LILACS, MEDLINE, utilizando-se os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): Cuidados Paliativos, Transplante Renal, Pacientes, Profissionais. Inicialmente foram encontradas treze publicações, após os filtros restaram onze artigos para a análise. Utilizaram-se critérios de inclusão e exclusão, sendo os critérios de inclusão: publicações em língua portuguesa, textos na íntegra que abordasse atemática e publicada nos últimos cinco anos, enquanto os critérios de exclusão foram: estudos em outras línguas, artigos publicados a mais de cinco anos. 4. Resultados Mediante análise dos dados, constatou-se que para prestação de um cuidado efetivo, se faz necessário o embasamento teórico-científico agregado a habilidade prática. Quando se trata de cuidados paliativos ao paciente transplantado, este se destina ao alívio do sofrimento e promoção de conforto, uma vez que estes pacientes, na maioria das vezes se encontram em um quadro de terapêutica ineficiente. Ao contextualizar os achados, Santos et al. (2016) corroboram ao apresentar o transplante renal como um tratamento paliativo, já que não recupera integralmente a funcionalidade do órgão. O paciente que é submetido a esse procedimento, tem algumas limitações com os cuidados básicos como, higiene, alimentação, e acompanhamento frequente no ambulatório, com isso o paciente requer de uma assistência mais precisa e qualificada. Em contemplo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) afirma que o transplante renal é indicado para pacientes que apresentam doença renal crônica avançada, no qual os rins perdem sua capacidade de filtração, com isso levando paciente a desenvolver alguma alteração de funcionalidade. A indicação é feita após avaliação de médica, estes realizam uma avaliação do paciente, analisando resultados de exames de sangue, urina e imagem (SBN 2018). Mediante agravos que acometem o aparelho renal de forma irreversível, o transplante renal é definido como uma das melhores práticas terapeutas, tanto na comunidade médica, como no meio socioeconômico. A expectativa da possibilidade de realizar o transplante causa sentimentos variados nos pacientes que são inseridos em lista de espera para a realização desse procedimento. Esse tipo de transplante é o mais realizado no país, com uma média de 4.240 cirurgias efetuadas nos últimos três anos (SARTORI 2017). Mediante as mais diversas situações de alterações clínicas, o indivíduo requer de assistência que contemple as necessidades biológicas e sociais. Deste modo, ressalta-se que a competência designada ao enfermeiro frente ao paciente transplantado é fundamental, pois atua desde a avaliação clínica e psicossocial inicial a recuperação e consultas de acompanhamento. O profissional que demanda essa função se esforça na identificação e na prevenção de possíveis complicações e intervenções para a recuperação integral da qualidade de vida (COQUEIRO et al., 2016). 5. Conclusão Tendo em vista que o profissional de enfermagem, em comparação aos demais da equipe, são os que estão em maior contato direto com o paciente transplantado, por essa razão, existem diversas formas que podem contribuir para a recuperação do mesmo, bem como para o sucesso do transplante. É notável a escassez de trabalhos publicados no meio acadêmico sobre os cuidados, diante disso, é importante a implementação de novos trabalhos com enfoque maior nos cuidados paliativos a pacientes com transplante renal, explicações mais detalhadas sobre como o enfermeiro pode agir com o paciente e como a família pode ajudá-lo durante todo seu tratamento. 6. Referências AMARAL, V. R. F. A.; AVELAR, T. C.; SANTOS, S. E. Mulheres transplantadas renais: um olhar fenomenológico existencial para a experiência da gestação. Revista Abordagem Gestacional, v.24, n.1, 2018. CASTRO, M. C. M. Reflexões sobre a dialise no fim da vida. Jornal Brasileiro de Nefrologia, 2018. CORREIA, F. R.; DE CARLO, M.M.R. P. Avaliação de qualidade de vida no contexto dos cuidados paliativos: revisão integrativa de literatura, Revista Latino-Americana de Enfermagem, v. 20, n. 10, p. 1-10, 2012 LUZ, K. R.; VARGAS, M. A. O.; BARLEM, E. L. D.; SCHMITT, P. H.; RAMOS, F. R. S.; MEIRELES, B. H. S. Estratégias de enfrentamento por enfermeiros da oncologia na alta complexidade. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 69, n. 1, p. 59-63, 2016. RBT - Registros Brasileiro de Transplantes Estatísticos de Transplantes. Associação Brasileira de Transplante de Órgãos. 2018. SANTOS, V. F. C.; BORGES, Z. N.; LIMA, S. O.; REIS, F. P. Percepões, significados e adaptações à hemodiálise como um espaço liminar:a perspectiva do paciente. Interface, v. 22, n. 66, 2018. SANTOS, B. P.; SCHWARTZ, E.; BEUTER, M.; MUNIZ, R. M.; ECHEVARRÍA-GUANILO, M. E.; VEIGAS, A. C. Consequências atribuídas ao transplante renal: técnica dos incidentes críticos. Contexto Enfermagem, v. 24, n. 3, 2015. SANTOS, J. S. F.; AMORIM, D. L.; ALVARENGA, V. R.; LEMOS, V. B. A.; SILVA, S. C. R. Assistência de enfermagem ao paciente renal transplantado. In: Congresso de Enfermagem das FIP, I Simpósio Nacional das FIP, v. 1, 2017. SILVA, A. C. S. S.; MARTINS, B. C. C.; ADRIANO, L. S.; FONTELES, M. M. F.; REIS, P. H. V.; CHAVES, E. F. Complexityof post-renal transplantpharmacotherapy: influencetreatmentadherence. Revista Eletrônica de Farmácia, Goiânia, v. 14, n. 3, p. 53-63, 2017. SILVA, F. S.; SIMPSON, C. A. Aspectos contextuais do transplante renal e o comportamento dos pacientes frente a terapia substitutiva. Journalof Research Fundamental Care Online, v. 6, n. 5, p. 71-80, 2014. XAVIER, S. S. M.; GERMANO, R. M.; SILVA, I. P.; LUCENA, S. K. P.; MARTINS, J. M. M.; COSTA, I. K. F. Na correnteza da vida: a descoberta da doença renal cronica. Interface, v. 22, n. 66, 2018.
Palavras-chave: Enfermagem,Tratamento,Transplante
Oral
Abrir o trabalhoDIFICULDADES ENFRENTADAS PELOS ENFERMEIROS AO CUIDAR DE PACIENTES COM INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO
DAVI ANDERSON OLIVEIRA
DIFICULDADES ENFRENTADAS PELOS ENFERMEIROS AO CUIDAR DE PACIENTES COM INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO. Davi Anderson Oliveira Joseilse Rosangela de Oliveira Marília Brito de Lima Resumo: Introdução: O presente trabalho visa abordar a importância da qualidade do atendimento prestado aos pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio. Método: Trata-se de uma revisão da literatura de abordagem qualitativa baseada na consulta por meio de artigos selecionados por busca na base de dados da Biblioteca Virtual da Saúde (B.V.S.). Objetivo: Identificar déficit nos cuidados de enfermagem prestados aos pacientes com possível quadro de infarto agudo do miocárdio. Resultados: Diante das informações colhidas, foi possível evidenciar que embora os enfermeiros tenha uma abordagem qualitativa eles ainda necessitam de serviços de saúde que garantam uma qualidade de assistência ideal aos pacientes. Outro ponto é a qualificação em urgência e emergência que é essencial para a melhor atuação dos enfermeiros. Conclusão: Os cuidados de enfermagem de qualidade e a qualificação profissional são de extrema importância para o tratamento e a recuperação dos pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio. Palavras-chave: Infarto agudo do miocárdio, Cuidados de Enfermagem, Emergência. 1. Introdução A dor torácica é um dos sintomas mais frequentes em pacientes que dão entrada na unidade de pronto socorro com quadro de um possível Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), além desse sintoma os pacientes também podem apresentar dispneia, palpitação, fraqueza, fadiga, sincope ou dor epigástrica, que estão em alguns casos associadas com doenças cardíacas. Um dos fatores que contribuem para a diminuição da mortalidade por infarto agudo do miocárdio é a avaliação correta da dor, que pode ser medida através da escala de dor, porem seu uso deixa a desejar já que integra apenas a intensidade, sendo assim e necessário uma melhor avaliação, pois é importante saber da qualidade, localização. Irradiação, duração e sintomas associados. (CAVEIÃO C. et all 2014). É de extrema importância que o enfermeiro conheça as necessidades de saúde oriundas do paciente com IMA, desta forma é essencial que o enfermeiro desenvolva uma abordagem emergencial rápida e eficaz fundamentada em conhecimento essenciais para a sua atuação, identificando problemas de saúde prioritários do usuário através do conhecimento dos sintomas e sinais clínicos característicos do IAM. Sendo assim o enfermeiro precisa realizar uma historia previa da doença de forma organizada e sistemática a fim de garantir uma assistência integral e individualizada ao sujeito. A partir disso é palpável a construção de um plano de cuidados no decorrer da fase aguda da doença, de forma que atenda todas as necessidades humanas básicas como a oxigenação, circulação, conforto e controle da dor, levando em consideração os aspectos biopsicossociais. (ALVES T. E. et all 2012). Os enfermeiros fazem uso de fermentas que possam garantir sua assistência de qualidade ao paciente com IAM, uma delas é a triagem de emergência, que tem sido recomendada para controlar problemas de superlotação das unidades de pronto atendimento, priorizando o atendimento de acordo com sua gravidade. Como esse serviço demanda um conhecimento técnico e cientifico aprofundado ele é de prioridade do enfermeiro que segue a Resolução do Concelho Federal de Enfermagem COFEN 423/2012. Neste contesto o enfermeiro utiliza-se dos diversos protocolos fundados na literatura, sendo o mais utilizado a Manchester Triage System, que no Brasil é denominada de Acolhimento de Avaliação e Classificação de Risco.(Santos F. G. et all 2015). E para que o cuidado de enfermagem ao IAM seja otimizado, o enfermeiro também deve adotar tecnologias que contribuam no planejamento do cuidado, além disso o conhecimento técnico cientifico é importante, ou seja, o profissional que presta atendimento deve estar atualizado e comprometido com as praticas assistenciais, pois elas através de estratégias especificas acabam que por melhorar a qualidade de vida do cliente. A administração e orientação de medicamentos também se fazem de extrema importância para o controle da doença, prevenção de agravos e estabilização do quadro clinico, contemplando uma das missões mais importantes para a enfermagem, pois ela ajuda na adesão que o cliente vai apresentar ao tratamento e dessa forma prevenindo sua interrupção por falta de conhecimento repassado.(VARGAS R. A. et all 2017). 2. Objetivo Identificar por meia da literatura cientifica as dificuldades enfrentadas pelo enfermeiro durante a execução dos cuidados de enfermagem ao usuário portador de um possível quadro de infarto agudo do miocárdio. 3. Metodologia Trata-se de uma revisão da literatura com abordagem qualitativa, realizada em Outubro de 2018, buscando a partir de referências teóricas publicadas na literatura que respondem a questão norteadora sendo esta: Quais as dificuldades que os enfermeiros passam durante a execução dos cuidados de enfermagem ao usuário portador de infarto agudo do miocárdio. Partido desta questão e do objetivo foi utilizado artigos encontrados na biblioteca virtual da saúde (B.V.S.), os descritores usados na pesquisa foram definidos com base na listagem eletrônica dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): Infarto agudo do miocárdio, Cuidados de Enfermagem e Emergência, cruzando simultaneamente com o operador booleano AND, com o intuito de obter maiores números artigos encontrados, totalizando 96 artigos. Os critérios de inclusão adotados para a pesquisa do presente estudo foram: Artigos disponíveis, no período entre 2011 a 2018, artigos como tipo de documento, os mesmos no idioma português, exclusão e inclusão por título e em seguida por resumo, finalizando com o total de 4 artigos para leitura na integra. Os artigos obtidos e o roteiro descrito são demonstrados na Figura 1 através do fluxograma da listagem das referências na BVS. Figura 1 – Fluxograma do levantamento das referências na BVS. 4. Resultados Na unidade de saúde, o papel do enfermeiro deve ir muito além de um simples atendimento a um paciente que se encontra com suspeita de IAM, sendo necessários cuidados mais elaborados e complexos, ocasionando em uma atenção mais preocupante já que é a morte de um musculo cardíaco e seu gral de gravidade varia a depender do local isquemiado e da quantidade de células lesionadas, desta forma faz-se necessário a capacitação profissional, a dedicação e o conhecimento teórico e pratico já que estas fazem diferença na hora do atendimento. Contudo nem todos os enfermeiros realizam histórico breve e a avaliação adequada do paciente, observando-se assim um déficit quanto ao conhecimento sobre dor torácica, suas características e também os sintomas avaliados pelos enfermeiros. (CAVEIÃO C. et all 2014) Outro fator limitante para o cuidado com o IAM é a coleta de dados em prontuários não informatizada, embora seja necessário que se haja registros para que se tenha um controle de atendimento e de qualidade, esta realidade ainda esta um pouco longe do contesto esperado, já que em muitos os casos esses dados acabam que não preenchidos deixando um suporte ao cliente com falhas drásticas e sem estudos aprofundados que dariam para ser realizado partir da coleta de dados desses prontuários. .(Santos F. G. et all 2015). Como forma de cuidados prestados, o enfermeiro necessita dar um primeiro suporte ao paciente fazendo-se necessário a acomodação do mesmo em um leito, porem é nesta hora que ocorre em alguns serviços de emergência o seu primeiro desafio, ele necessita encontra um leito para dar o primeiro suporte ao paciente, porem com os serviços de saúde superlotados isso se torna uma luta difícil de se vencer, e se o paciente precisar de um encaminhamento para a Unidade de Terapia Intensiva UTI ai se torna quase impossível, só havendo vaga na maioria das vezes quando algum outro paciente da UTI acaba por evoluir ao óbito. (ALVES T. E. et all 2012). Outro problema enfrentado é a má qualificação dos trabalhadores atuantes nos serviços de urgência e emergência, em muitas ocasiões a equipe necessita de um treinamento adequado. Referente a isto é extremamente importante o aperfeiçoamento constante dos profissionais inseridos nos serviços de urgência e emergência sendo isto um fato que não ocorre com frequência atualmente (ALVES T. E. et all 2012). 5. Conclusão O suporte ao paciente com IAM além de exigir conhecimento técnico cientifico de alta complexidade também demanda um grande esforço por parte dos enfermeiros, já que os mesmos necessitam de estudos contínuos para que com o surgimento de novas tecnologias eles possam ampliar a sua qualidade de serviços prestados e assim promover alta qualidade de assistência e melhoria da saúde dos indivíduos com IAM. Também é importante ressaltar que os enfermeiros precisão ser flexíveis e estarem preparados para atender as emergências corriqueiras dos serviços de saúde, organizarem seu setor de forma que os pacientes advindos com crises de emergência tenham aonde repousar, porem para que isso ocorra é necessário que as unidades se ampliem e consigam dar mais acesso aos pacientes, pois em estados atuais de gestão o que se mais evidencia são os pacientes em macas encostadas nos corredores quando deveriam estar em seus leitos. Outro lado da moeda é a falta de qualificação profissional que embora hoje o governo disponha de cursos livres ofertados atualmente pelo UNASUS, a maioria deles são voltados para a área de atenção primaria, o que deixa poucas ofertas para os serviços de urgência e emergência e ainda menos quando os mesmos são específicos para um tipo de situações ou doenças referente a essa área, ou seja necessita-se de mais cursos ofertados para cuidar de pacientes com IAM. 6. Referências CAVEIÃO, Cristiano et al. Dor torácica: atuação do enfermeiro em um pronto atendimento de um hospital escola. Revista de Enfermagem do Centro-Oeste Mineiro, 2014. Disponível em: http://www.seer.ufsj.edu.br/index.php/recom/article/view/427/567. Acesso em: 17 Out 2018 ALVES, Thiago Enggle et al. Performance of the nursing professional in the emergency care to the users affected by acute myocardial infarction. Journal of Nursing UFPE on line, v. 7, n. 1, p. 176-183, 2013. Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/10219/10801. Acesso em: 17 Out 2018 DOS SANTOS, Felipe Gonçalves et al. Avaliação da qualidade do atendimento ao paciente com síndrome coronariana aguda no serviço de emergência. Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 17, n. 4, 2015. http://www.fen.ufg.br/revista/v17/n4/pdf/v17n4a05.pdf. Acesso em: 17 Out 2018 DE VARGAS, Rodrigo Abreu et al. Quality of life of patients after myocardial infarction: literature integrative review. Journal of Nursing UFPE on line-ISSN: 1981-8963, v. 11, n. 7, p. 2803-2809, 2017. https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/23456/19170. Acesso em: 17 Out 2018
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Abrir o trabalhoDIFICULDADES ENFRENTADAS POR PROFISSIONAIS DA SAÚDE INTERIOR A ASSISTÊNCIA VOLTADA A PACIENTES SURDOS
ROGER RODRIGUES DA SILVA; Luan Rodrigues Teixeira; Maiara Bezerra Dantas; Joab Gomes da Silva Sousa
1. Introdução A falta de preparo dos profissionais das áreas da saúde no atendimento a pessoas com deficiência auditiva é lamentável, tendo em vista, que os mesmos não têm o domínio sobre a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), o que acarreta uma visão negativa em relação ao compromisso social desses profissionais, implicando, assim, negativamente na assistência prestada a essa clientela (CORRÊA et al., 2010). Em consequência da dificuldade no processo de comunicação entre profissionais de saúde e pacientes surdos, torna-se necessário o auxílio de intérpretes. Entretanto, a presença destes tradutores, dificulta o cumprimento do direito de privacidade de informações que deve ser levado em consideração quando trata-se da particularidade do paciente (MAGRINI; SANTOS, 2014). As dificuldades encontradas pelos surdos no serviço de saúde implicam na dificuldade de acesso e comunicação dessa minoria no que se refere aos serviços de saúde, e justamente por se sentirem excluídos e inseguros é que as pessoas com deficiência auditiva se tornam dependentes de familiares ou amigos para estabelecer algum possível diálogo com o assistencialista (OLIVEIRA; CELINO; COSTA, 2015). A saúde pública no Brasil é traduzida como ineficiente pelos surdos, sendo exercida pelos profissionais com desinteresse e desleixo, desenvolvendo desta maneira uma má eficiência e descumprindo os princípios ao qual o atendimento deve ser baseado essencialmente (TRECOSSI; ORTIGARA, 2013). Justifica-se a realização do presente estudo em referência a importância de explanar as dificuldades dos profissionais de saúde na prestação da assistência às pessoas com deficiência auditiva. 2. Objetivo Identificar as dificuldades palpáveis provenientes dos profissionais das áreas da saúde intrínseco a assistência voltada a pessoas com deficiência auditiva. 3. Metodologia O presente estudo trata-se de uma Revisão Narrativa da Literatura Científica de caráter descritivo e abordagem predominantemente qualitativa. A consulta online foi realizada em fevereiro de 2016, no banco de dados eletrônico Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), juntamente com as bases de dados: LILACS, MEDLINE e BDENF. A pesquisa foi baseada diante da seguinte questão norteadora: Os profissionais de saúde estão aptos para realizar um atendimento adequado as pessoas com deficiência auditiva? Na busca aos artigos, foram empregados os descritores padronizados pelos Descritores em Ciências da Saúde (DECs): Assistência, Barreiras de Comunicação e Comunicação, onde foram cruzados a partir do operador booleano And. Ao iniciar-se o processo para obtenção de dados, encontrou-se inicialmente 4.901 resultados, dos quais estavam disponíveis 315 nas bases de dados nacionais, com publicações entre os anos de 2007 e 2016. Se fez necessário a utilização de pesquisas com ano de publicação inferior aos 5 últimos anos, uma vez que eram escassas as referências para embasamento e construção para essa revisão. Após análise inicial, foi estabelecido o processo de filtragem, aos quais foram analisados pelos seguintes critérios de inclusão: disponíveis na íntegra e gratuitos, idioma português, documentos por região (Brasil), e documento do tipo artigo; resultando em 144 artigos, onde, foram excluídas ponderações que abordavam temáticas que não contemplavam o assunto referido e estivessem dispostos repetidamente na plataforma. Os artigos foram minunciosamente analisados, permanecendo apenas 8 artigos que se enquadravam dentro do assunto objetivado. 4. Resultados A comunicação se faz imprescindível, visto que, ela permite ao profissional enxergar o cliente como um ser holístico através de suas queixas, possibilitando ainda, a transmissão de informações de forma eficiente, contribuindo para que a assistência prestada seja eficaz e resolutiva (MAGRINI; SANTOS, 2014). A pessoa surda que domina a LIBRAS possui uma chance de se socializar, isso porque tem a capacidade de interagir com outras pessoas, incrementando envolvimento, intimidade e método intelectivo, convivendo com discernimento em relação ao particular e ao comunitário. Em contrapartida se faz necessário que outrem seja capacitado para compreender a forma de linguagem que o surdo detém, concebendo assim uma ponte entre o comunicante e o receptor (OLIVEIRA; CELINO; COSTA, 2015). A escassez de profissionais fluentes em LIBRAS é frequente no âmbito da saúde, apesar dos profissionais saberem que se trata do meio pelo qual os surdos se comunicam, muitos não sabem defini-la, e que a maioria tem uma visão equivocada por não saber a diferença entre língua e linguagem (MACHADO et al., 2013). A dificuldade na comunicação entre as pessoas com deficiência auditiva e profissionais se dá primariamente pelo despreparo profissional e desinteresse no atendimento aprimorado a esse público, o que é percebido pelos próprios clientes, gerando assim um desconforto em massa. É perceptível que os profissionais ao se depararem no atendimento a pessoas com deficiência auditiva usem diversas técnicas para tentar comunicar-se, mas a minoria desses especialistas utiliza a LIBRAS (CHAVEIRO; BARBOSA, 2009). Os profissionais que não dominam a LIBRAS recorrem a meios diferentes para estabelecerem a comunicação com o paciente surdo, caminhos como: fala, escrita e gestos, e algumas vezes associação destes métodos. Ao recorrerem a outros meios, os profissionais encontram muitas barreiras, pois alguns pacientes surdos não têm domínio sobre o português, consequentemente não fazem um bom uso da leitura labial ou escrita, e por estarem aflitos por não haver interação, a equipe de saúde acaba recorrendo aos acompanhantes, quebrando a regra do sigilo e inserindo uma terceira pessoa na consulta (PAGLIÚCA; FIÚZA; REBOUÇAS, 2013). As pessoas com deficiência auditiva relatam a dificuldade que os profissionais de saúde sentem para compreendê-los, o que acarreta em uma dificuldade na transmissão de informação, assim, a presença do interprete se torna cada vez mais necessária nos estabelecimentos de saúde atualmente, seja de caráter público ou privado, tendo em vista que a assistência se torna comprometida pela falta de compreensão provinda dos profissionais em lidar com tal público (CHAVEIRO; BARBOSA, 2010). Estudos comprovam que durante a consulta a esse público, os profissionais são invadidos por sentimentos de incapacidade, impotência, desconforto, angustia e apresentam uma imensa dificuldade de assimilação no que diz respeito à comunicação com esse cliente, relatam não se sentirem aptos a realizar o atendimento (CHAVEIRO; BARBOSA, 2009). Alguns profissionais recorrem ao aperfeiçoamento a partir da LIBRAS, e os que não procuram alegam dificuldades financeiras, falta de estímulo, impossibilidade por não possuírem tempo para tal atividade, ou não sabem onde o curso é ofertado, e esse interesse só ocorre após uma vivência na assistência, onde o profissional se sentiu constrangido por não conseguir comunicar-se com seu paciente (MACHADO et al., 2013). Segundo respostas obtidas a partir de um estudo realizado com a participação de enfermeiras na cidade de Fortaleza no ano de 2007, quando questionadas sobre quais sugestões poderiam expor para a melhoria dessa problemática nas redes de atenção em saúde, estas expressaram que deveriam haver mais políticas públicas voltadas para esse tema, treinamentos e capacitações ofertados pelos hospitais, preparo pedagógico nas universidades, interesse por parte dos próprios profissionais, e que o Ministério da Saúde deva dar mais atenção a esse assunto (PAGLIÚCA; FIÚZA; REBOUÇAS, 2007). Constata-se que o não domínio desta língua pode concretizar-se como um obstáculo, impedindo que haja a interação entre o profissional e o deficiente auditivo, ocasionando desconforto a ambos. Os profissionais atuais devem estar atentos aos cuidados prestados ao paciente não apenas nos aspectos fisiopatológicos, mas buscando sempre compreendê-lo como um ser biopsicossocial, de forma que a promoção da saúde seja efetivada de forma integral (CORRÊA et al., 2010). Uma das alternativas para tentar melhorar este problema de comunicação com os deficientes auditivos está pautado na necessidade de as academias oferecerem em todos os seus cursos uma cadeira de LIBRAS, principalmente nos cursos das áreas da saúde e da educação, possibilitando assim um melhor entendimento entre o profissional e a pessoa a ser entendida, para que não haja constrangimentos ou complicações em certas situações (TRECOSSI; ORTIGARA, 2013). 5. Conclusão Ao percurso de toda a pesquisa foi possível perceber que os profissionais das áreas da saúde de fato não se encontram aptos a prestação de uma assistência efetiva as pessoas com deficiência auditiva, visto que, há uma falha considerável no que tange ao estabelecimento da comunicação entre os mesmos pela falta de habilidade que os profissionais têm em se comunicarem com esse público. Vale ressaltar que não são as pessoas com deficiência que devem se preparar para o convívio em sociedade, mas, a sociedade que tem que se adaptar para que possa ter um bom atendimento as suas necessidades, não só no trabalho, mas em todos aspectos de sua vida.
Palavras-chave: Assistência,Barreiras de Comunicação,Comunicação
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Abrir o trabalhoDificuldades que o enfermeiro enfrenta no diagnóstico do câncer de mama
NATHYLLE RÉGIA DE SOUSA CALDAS; Thiago Nascimento Moura; Carusa Holanda Campos; Genecilda Alves da Silva
DIFICULDADES QUE O ENFERMEIRO ENFRENTA NO DIAGNÓSTICO DO CÂNCER DE MAMA Nathylle Régia de Sousa Caldas , Thiago Nascimento Moura , Carusa Holanda Campos , Genecilda Alves da Silva Marília Brito de Lima Resumo: Introdução: O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor, sendo ele o principal tipo de câncer que atinge a mulher, e o segundo tumor que mais atinge a população feminina seja por sua frequência ou por sua mortalidade. No Brasil, para a detecção precoce desse câncer o Ministério da Saúde (MS) recomenda que médicos e enfermeiros da atenção primária à saúde (APS) façam o ECM em mulheres com risco padrão a partir dos 40 anos; naquelas com risco elevado, a recomendação é que o realizem a partir dos 35. Objetivo: Observar as dificuldades que o enfermeiro enfrenta no diagnóstico do câncer de mama, logo que o mesmo atinge uma grande massa da população feminina. Método: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), no período de setembro a outubro de 2018, utilizando-se os descritores em ciências da saúde: Atuação, Câncer de Mama e Enfermagem, que foram cruzados com o operador Booleano AND, obtendo 166 estudos. Resultados: Entende-se que no âmbito da atenção primária, a atuação profissional do enfermeiro abrange ações preventivas, de diagnóstico, tratamento e recuperação desse grupo da população no cenário da clínica ginecológica, pré-natal, parto e puerpério, climatério, planejamento familiar, doenças sexualmente transmissíveis, câncer do colo de útero e de mama, assim como o atendimento de outras necessidades identificadas a partir do perfil populacional das mulheres. É importante que o enfermeiro na APS seja responsável pela efetivação do trabalho em equipe, por ações individuais e coletivas, pela educação permanente, avaliação e planejamento, dentre outras ações da prática gerencial local para o controle do câncer de mama, já que o cuidado à saúde deve ser permeado pelo acolhimento com escuta sensível de suas demandas como ser humano e ser social. Os enfermeiros devem orientar as usuárias sobre a periodicidade e o início do AEM, e também ensinar e observar se elas realizaram adequadamente a técnica, na intenção de que descubram alguma alteração na mama, e, consequentemente, ocorra a detecção do tumor mais precocemente Conclusão: Os enfermeiros da ESF executaram ações de sua competência, propostas pelo Ministério da Saúde para a busca do câncer de mama. Entretanto, algumas atividades não são desenvolvidas conforme preconizado, como: faixa etária e intervalo de tempo para realização de analise clínica e mamografia; busca ativa de mulheres que faltaram à mamografia; realização de reunião educativa sobre o câncer de mama. Então, para que se possam adequar as ações dos enfermeiros ao rastreamento apropriado do câncer de mama são necessários investimentos em uma educação permanente desses profissionais, assim como em uma avaliação contínua das ações de busca nas unidades de saúde do município. A análise dos dados permite concluir que as ações do enfermeiro no reconhecimento e diagnóstico precoce do câncer de mama no Brasil ainda são frágeis devido ao baixo nível de conhecimento teórico e técnico sobre essa temática, além da falta de sensibilização desses profissionais para a importância de se planejar de forma estruturada essas ações. Palavras-chave: Câncer de Mama. Enfermagem. Ações. 1. Introdução O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação de células anormais da mama, que formam um tumor. Cerca de 28% dos novos casos de câncer sejam de mama. No Brasil a estimativa de novos casos para esse ano de 2018 é de 59.700. É o principal tipo de câncer que atinge a mulher, e o segundo tumor que mais atinge a população feminina seja por sua frequência ou seja por sua mortalidade (INCA, 2018). No Brasil, para a detecção precoce desse câncer o Ministério da Saúde (MS) recomenda que médicos e enfermeiros da atenção primária à saúde (APS) façam o ECM em mulheres com risco padrão a partir dos 40 anos; naquelas com risco elevado, a recomendação é que o realizem a partir dos 35. Preconiza-se também que esses profissionais requisitem bienalmente MMG para mulheres entre 50 até 69 anos com risco padrão de câncer mamário; para as de alto risco, a indicação anual é feita a partir dos 35 anos (MARQUES, FIGUEIREDO, GUTIÉRREZ, 2015). A Atenção Básica (AB), cenário estruturante para o desenvolvimento de várias ações no controle da neoplasia mamária maligna, constitui-se na porta de entrada do usuário nos serviços de saúde, caracteriza-se como um local privilegiado para a realização de ações educativas (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2013). A atuação do enfermeiro para a detecção precoce do câncer de mama na a APS é fundamental para estimular a adesão da mulher, incluindo ações de promoção à saúde e até de tratamento e reabilitação, devendo ser aproveitadas as oportunidades em todos os atendimentos feitos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), o que pode potencializar seu papel de agente de mudanças, cuja ação guarda estreita proximidade com as usuárias (JACOME et al., 2011). Essa estratégia de comunicação preconiza que todas as mulheres devem conhecer os principais fatores de risco para o câncer de mama, a idade de maior risco de ocorrência da doença e seus mais frequentes sinais e sintomas. Também recomenda que as mulheres, ao identificarem tais sinais e sintomas procurem imediatamente um serviço de saúde para esclarecimento diagnóstico. Neste contexto, a atenção básica possibilita a participação ativa das mulheres perante a sua saúde na promoção e identificação precoce da doença (ZAPPONIL, TOCANTINS, VARGENS, 2015) Ao enfermeiro são atribuídas as seguintes ações: realizar atendimento integral às mulheres; realizar consulta de enfermagem (coleta de exame preventivo e exame clínico das mamas, solicitar exames complementares e prescrever medicações, conforme protocolo ou outras normativas técnicas estabelecidas pelo gestor municipal, observadas as disposições legais da profissão); realizar atenção domiciliar, quando necessário; manter a disponibilidade de suprimentos; coordenar e supervisionar o trabalho dos agentes comunitários de saúde e da equipe de enfermagem (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2006). 2. Objetivo O propósito desse estudo é observar as dificuldades que o enfermeiro enfrenta no diagnóstico do câncer de mama, logo que o mesmo atinge uma grande massa da população feminina. 3. Metodologia Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), no período de setembro a outubro de 2018, utilizando-se os descritores em ciências da saúde: Atuação, Câncer de Mama e Enfermagem, que foram cruzados com o operador Booleano AND, obtendo 166 estudos. Utilizaram-se os critérios de inclusão: idioma português, artigos disponíveis gratuitamente e completos publicados nos últimos cinco anos. Os critérios de exclusão foram artigos repetidos. Após a filtragem dos artigos, foram lidos na íntegra 8 estudos. Os mesmos foram analisados mediante categorização. 4. Resultados Desde 1984, o câncer de mama é colocado entre as prioridades de ações direcionadas por Programas e Políticas Públicas de saúde do Governo Brasileiro (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2004). Mas até o ano de 2000 tinha-se em foco controlar os casos de câncer de colo do útero, logo que quando se tratava de câncer de mama os artigos que foram publicados eram poucos. Já no período de 2000-2002 foram publicados artigos onde focava na melhoria do atendimento de enfermagem a saúde da mulher, e a independência do enfermeiro em relação ao melhoramento de competências com vistas ao controle dos cânceres colo do útero e de mama. (CAVALCANTE, SILVA, MARQUES, FIGUEIREDO, GUTIÉRREZ, 2013) Entende-se que no âmbito da atenção primária, a atuação profissional do enfermeiro abrange ações preventivas, de diagnóstico, tratamento e recuperação desse grupo da população no cenário da clínica ginecológica, pré-natal, parto e puerpério, climatério, planejamento familiar, doenças sexualmente transmissíveis, câncer do colo de útero e de mama, assim como o atendimento de outras necessidades identificadas a partir do perfil populacional das mulheres (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2013). Assim sendo, ao reconhecer como conduta principal do enfermeiro aquelas orientadas para o corpo físico da mulher, cujo sentido seja livrar-se de problemas de saúde, entende-se que nessas atitudes o profissional firma uma conduta que pretende reconhecer antecipadamente modificações corporais nos diversos períodos de vida da mulher, percebendo assim as intervenções preventivas e de diagnostico que os inúmeros programas do Ministério da Saúde preconizam. (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2012). Dessa forma, é importante que o enfermeiro na APS seja responsável pela efetivação do trabalho em equipe, por ações individuais e coletivas, pela educação permanente, avaliação e planejamento, dentre outras ações da prática gerencial local para o controle do câncer de mama, já que o cuidado à saúde deve ser permeado pelo acolhimento com escuta sensível de suas demandas como ser humano e ser social (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2007). Apesar do enfermeiro ser um profissional indispensável para constatação do câncer de mama, estudos reforçam o número insuficiente de profissionais que receberam capacitações periódicas, apontando a necessidade de Educação Permanente para os profissionais da APS, ação que deve ser incluída no planejamento desses serviços, com ênfase na temática sobre a descoberta precoce do câncer de mama. (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2013) A falta de conhecimento acerca das ações de rastreamento mostra que os mesmos não estão familiarizados com os protocolos definidos pelo Ministério da Saúde, mesmo em programas prioritários, como é o controle do câncer de mama, o que vem a dificultar ainda mais o diagnóstico (SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE E DEFESA CIVIL, 2012). E fatores como a relação enfermeiro paciente também influenciam na adesão as consultas e realização dos exames clínicos das mamas afim da percepção precoce. Ainda mencionando a adesão aos exames de rastreio do câncer de mama, a busca ativa é uma estratégia importante para ampliar essa adesão, e o Ministério da Saúde (MS) brasileiro aponta que, para a eficácia das ações do programa de controle dessa neoplasia, há necessidade de se cumprir as metas de cobertura da população-alvo e o aprazamento adequado dos exames, além de um seguimento adequado das usuárias dos serviços de saúde (BARRETO, MENDES, 2012). Observa-se, ainda, que os enfermeiros devem orientar as usuárias sobre a periodicidade e o início do AEM, e também ensinar e observar se elas realizaram adequadamente a técnica, na intenção de que descubram alguma alteração na mama, e, consequentemente, ocorra a detecção do tumor mais precocemente (TEIXEIRA, GOLDMAN, GONÇALVES, GUTIÉRREZ, FIGUEIREDO, 2017). 5. Conclusão Os enfermeiros da ESF executaram as ações de sua competência, propostas pelo Ministério da Saúde para a busca do câncer de mama. Entretanto, algumas atividades não são desenvolvidas conforme preconizado, como: faixa etária e intervalo de tempo para realização de analise clínica e mamografia; busca ativa de mulheres que faltaram à mamografia; realização de reunião educativa sobre o câncer de mama. Diante disso, para que se possam adequar as ações dos enfermeiros ao rastreamento apropriado do câncer de mama são necessários investimentos em uma educação permanente desses profissionais, assim como em uma avaliação contínua das ações de busca nas unidades de saúde do município. A análise dos dados permite concluir que as ações do enfermeiro no reconhecimento e diagnóstico precoce do câncer de mama no Brasil ainda são frágeis devido ao baixo nível de conhecimento teórico e técnico sobre essa temática, além da falta de sensibilização desses profissionais para a importância de se planejar de forma estruturada essas ações. Considerando a importância da identificação precoce através da averiguação clínica das mamas e o autoexame, estas estratégias auxiliam a redução da morbimortalidade do câncer de mama no cenário brasileiro. Sugere-se que o enfermeiro assuma na sua prática assistencial a responsabilidade de participar na detecção precoce de anormalidades na mama como parte da sua atribuição e compromisso profissional com a saúde como direito. O rastreamento mamográfico é uma realidade cada vez mais presente no contexto de saúde da mulher e as ações de enfermagem encontram-se presentes em todo este processo como medida preventiva, é indispensável orientações sobre a realização do autoexame como o período para realiza-lo e a técnica correta. Assim como também o enfermeiro deve realizar o exame clinico das mamas durante a consulta ginecológica, e orientar as mulheres a partir de 40 anos e mulheres com histórico familiar de câncer de mama a realizar a mamografia periodicamente.
Palavras-chave: Câncer de mama, Enfermagem, Ações
Oral
EDUCAÇÃO EM SAÚDE SOBRE CONDUTAS DE PRIMEIROS SOCORROS: BENEFÍCIOS E NECESSIDADE
TIAGO RIBEIRO DOS SANTOS; Kadson Araujo da Silva; Anna Karen Lucas Cavalcante; Agna Teixeira Braga
EDUCAÇÃO EM SAÚDE SOBRE CONDUTAS DE PRIMEIROS SOCORROS: BENEFÍCIOS E NECESSIDADE Tiago Ribeiro dos Santos , Kadson Araujo da Silva2, Anna Karen Lucas Cavalcante3, Agna Teixeira Braga4, Riani Joyce Neves Nóbrega5 Resumo INTRODUÇÃO: A educação em saúde é um instrumento utilizado para combinações de ações e experiências de aprendizado. A incorporação de ações que envolvam as condutas de primeiros socorros favorece para o empoderamento no agir seguro e consciente durante episódios de emergências. OBJETIVO: Identificar na literatura a necessidade e benefícios da educação em saúde sobre condutas de primeiros socorros. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo narrativo da literatura, com abordagem qualitativa, de caráter descritivo. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Estudos mostram a necessidade de haver o conhecimento de noções fundamentais de primeiros socorros. A necessidade da educação em saúde sobre condutas de primeiros socorros se dar pelo avanço da sociedade e desenvolvimento da autonomia desses indivíduos. CONCLUSÃO: Fazer educação em saúde nas condutas de primeiros socorros é algo ímpar para o crescimento e desenvolvimento na saúde da comunidade. Palavras-chave: Benefícios. Educação em saúde. Primeiros socorros 1 Introdução Segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS, a educação em saúde é entendida como sendo uma combinação de ações e experiências de aprendizado, planejada como o intuito de capacitar os indivíduos a obterem controle e conhecimento sobre fatores determinantes e comportamentais de saúde. A sociedade vem passando por mudanças e evoluções ao longo dos anos e, diante disso, se faz necessário desenvolver junto aos indivíduos sua autonomia no processo saúde-doença. Neste contexto a educação popular, o que chamamos de educação em saúde surge como ferramenta indispensável para promoção á saúde, a qual proporciona a construção de um espaço de veiculação de novos conhecimentos e práticas associadas (BEZERRA, 2016). A educação em saúde é uma via de mão de dupla, pois, assim como a comunidade é beneficiada com conhecimentos para se prevenir como para agir em situações de emergências, para quem dar essa formação, é de fundamental importância, pois acarreta positivamente o seu desenvolvimento, protagonismo e liderança, assim se caracterizando como uma educação que propicia estratégias no desenvolvimento e disseminação de conhecimentos á cerca das condutas de primeiros socorros. (RODRIGUES, 2013). A incorporação de ações que envolvam as condutas adequadas de primeiros socorros favorecem além de conhecimento o empoderamento dessas pessoas para o agir seguro e consciente durante episódios que necessitem desses conhecimentos, dessa forma sendo de suma importância a educação em saúde como ferramenta eficaz na construção do aprendizado. Todas as pessoas, em qualquer lugar e nas mais diferentes circunstâncias estão sujeitas a se acidentarem, ou sofrer um mau súbito, portanto é muito comum ocorrerem situações em que os primeiros socorros devem ser prestados imediatamente por um indivíduo capacitado, diante disso dá-se a importância de desenvolver atividades ligadas à saúde, dentre elas, noções de primeiros socorros. 2 Objetivo Identificar na literatura a necessidade e benefícios da educação em saúde sobre condutas de primeiros socorros. 3 Metodologia Trata-se de um estudo narrativo da literatura, com abordagem qualitativa, de caráter descritivo. A busca foi realizada na Biblioteca Virtual em Saúde – BVS, no mês de outubro de 2018, utilizando o cruzamento dos seguintes descritores em saúde: benefícios, educação em saúde e primeiros socorros, com o uso do operador booleano AND. Foram encontrados materiais das seguintes bases de dados LILACS, MEDLINE e BDENF, resultando no total de 2.102 artigos. Aplicando-se os critérios de inclusão: texto completo disponível; idioma em português e corte temporal de 2013 a 2017; e como critérios de exclusão artigos duplicados (presentes em mais de uma base de dados) ou que não se adequavam ao objeto de estudo, resultou-se em 12 materiais para leitura na integra e construção do estudo. 3 Resultados A educação em saúde é definida, segundo as Diretrizes de Educação em Saúde, como uma prática social que contribui para formação da consciência crítica da comunidade a respeito dos problemas presentes em sua realidade, e estimula a busca de soluções por meio da ação individual e coletiva. Essa prática permite a troca de experiências e amplia horizontes para o processo de elaboração de uma assistência integral e humanizada. (OLIVEIRA et al., 2015). Um exemplo dessa ação é o ensino de condutas de primeiros socorros ao público leigo por parte de profissionais da saúde. Os socorros de urgência e primeiros socorros são medidas iniciais e imediatas aplicadas a uma vítima que sofre um acidente fora do ambiente hospi¬talar antes da chegada de um profissional qualificado da área ou equipe especializada, visando à redução no agravo ao estado da vítima (RIBEIRO, 2013; ALBUQUERQUE, STOTZ, 2014). Diante disso, sabe-se que o conhecimento de noções fundamentais de primeiros socorros, especialmente por leigos, é decisivo na sobrevivência nos casos de emergência (ANDRADE, 2013). Dessa forma, pessoas devidamente treinadas são capazes de prevenir acidentes e de agir adequadamente evitando maio¬res sequelas nas emergências que venham a ocorrer, uma vez que estudos relatam redução de agravos e mortalidade, em até 7,5%, em situações de emergência pré-hospitalar, se a primeira ajuda for prestada por leigos com treino nesta área (WESTON et al., 2014). Entretanto, apesar da relevância dessa temática devido à prevalên¬cia de incidentes que ocorrem diariamente no trânsito, nas escolas ou em casa, ele ainda é pou¬co difundido entre a população em geral. Infelizmente, o aprendizado de primeiros socorros tem se restringido aos profissionais de saúde ou àqueles que estão próximos de universidades, hospitais e de outros centros que promovem tais cursos. A falta de conhecimento por parte da população leva a inúmeras falhas, como a manipulação incorreta da vítima e a solicitação desne¬cessária do socorro especializado em emergência. Por isso, é importante noções de primeiros socorros conferindo, assim, à comunidade maior segurança para tratar de seus problemas de saúde, reduzindo sua vulnerabilidade, e diminuem a demanda não pertinente ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), tornando mais eficiente e otimizado o atendimento de urgências desse serviço (VERONESE et al., 2014). Verificou-se ainda em estudos, que a maioria de participantes de pesquisa demonstrou em pré-treinamento de primeiros socorros um conhecimento insuficiente para a realização de procedimentos como: hemorragia externa, convulsão, desmaio, sangramento nasal, avulsão dental e acionamento de resgate, a qual contribuiria para o agravamento do estado da vítima. Já no pós-treinamento, observou-se o aprendizado dos participantes, tendo em vista que a maioria apresentou conhecimento frente às situações relatadas anteriormente. Confirmando assim, a importância e o benefício da educação em saúde sobre os princípios básicos do atendimento na comunidade em geral (FIORUC et al., 2013). 4 Conclusão A educação em saúde requer de cada indivíduo aspectos práticos e teóricos, visto que para transmitir determinado conhecimento é preciso manejo de interesse para desenvolver e atingir os objetivos, que é preparar as pessoas, no caso para determinada ação de socorro, desde um atendimento até ao acionamento correto dele. É de extrema importância o domínio público para uma assistência adequada e imediata das vítimas que necessitam de primeiros socorros, onde seriam minimizadas as complicações advindas de uma conduta errada com a vítima e falta de socorro imediato. Fazer educação em saúde sobre condutas de primeiros socorros é algo ímpar para um crescimento e desenvolvimento na saúde da comunidade, tendo em vista que a preparação de pessoas leigas para esse cuidado pode salvar vidas e viabiliza a redução de agravamento e morte. Além disso, o sentimento de satisfação pelos que transmitem esses conhecimentos auxilia no aperfeiçoamento profissional e na disseminação de informação pertinente à comunidade. Nesse sentido, é notável a importância da permanência da educação em saúde sobre primeiros socorros, especificamente nas escolas e na comunidade, a fim de empoderar a população, por meio de ações de prevenção e promoção da saúde. Referências CANTARELLI, K. J; MARTINS, C. L; ANTONIOLLI, L; SCHIAVON, V. C; MORAES, L. P; PAI, D. D; Maria Elena ECHEVÁRRIA – GUANILO, M. E. Prevenção de queimaduras em ambiente escolar: relato de experiência. Rev. bras., v. 12, n. 3, p. 165-168, jul.-set, 2013. COELHO, A. R. S. Ensino de primeiros socorros nas escolas e sua eficácia. Revista Científica do ITPAC, v. 8, n. 1, Pub. 7, Janeiro, 2015. COSTA, L. G. S; SILVA, J. B; SERRÃO, L. G; BEZERRA, J; Costa, DINIZ, J. L. Primeiros socorros e prevenção de acidentes no ambiente escolar: interevenção em unidade de ensino. Enferm. foco (Brasília)., v. 8, n. 3, p. 25-29, nov, 2017. FIORUCI, B. E; MOLINA, A. C; JUNIOR, W. V; LIMA, S. A. M. Educação em saúde: abordando primeiros socorros em escolas públicas no interior de São Paulo. Rev. Eletr. Enf., v. 10, n. 3, p. 695-702, 2013. LEMOS, E. F. L; NISIYAMA, A. L; FARIAS, I. E. C; MERCHAN – HAMAM, E. Educação em saúde: a experiência de alunos de Medicina no ensino em primeiros socorros. 2013. LEONEL, M. R; MONTEZELI, A. R. A; GASTALDI, J. H; MARTINS, A. B; PENHA, E. A; CAIVÃO, CRISTIANO. Concepção de graduandos de enfermagem sobre a prática de educação em saúde em primeiros socorros. Rev Rene (Online), v. 16, n. 2, p. 150-158, Mar-Abr, 2015. MESQUITA, T. 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A experiência de discentes de enfermagem na capacitação de educadores infantis em primeiros socorros. Rev. Enferm., v. 3, n. 4, p. 106-111, out.-dez, 2014. VIERA, N. K; TORRES, S. L; FRANCA, A. F. O; SILVA, R. M. M. A experiência de discentes de enfermagem na capacitação de educadores infantis em primeiros socorros. Rev Enferm UFPI., v. 3, n. 4, p. 106-111, out-dez., 2014.
Palavras-chave: Beneficios, Educação em saúde, Primeiros socorros
Oral
Abrir o trabalhoEMPREENDEDORISMO NA ENFERMAGEM: REVISÃO DE LITERATURA
PAULO RICARDO BATISTA; MARIA CLARA NOGUEIRA TORRES; MAYSA DE OLIVEIRA BARBOSA; CÍCERO DAMON CARVALHO DE ALENCAR
Resumo: Objetivou-se identificar na literatura, estudos com enfoque sobre empreendedorismo na área da enfermagem. Utilizando-se o método de revisão bibliográfica do tipo integrativa, a busca foi realizada no banco de dados SciELO e na LILACS, por meio dos descritores empreendedorismo, enfermagem, entrepreneurship e nursing, aplicados em combinações com o operador booleano and. Inicialmente, obteve-se um total de 30 publicações. Foram incluídos artigos disponíveis na integra, nos idiomas inglês e português, sem determinação de período de publicação. Dessa forma, por não atenderem aos critérios de inclusão, 25 foram excluídos, formando-se, assim, uma amostra final de 5 estudos. De acordo com os resultados, o empreendedorismo é retratado, no âmbito da enfermagem, como fonte promissora e alternativa de expressão da atuação dos profissionais de tal categoria. Entretanto, ainda são percebidos desafios para esse novo campo, destacando-se, dentre outros, a inserção desse modelo nos cursos de graduação. Visto que ainda são escassos os estudos voltados ao empreendedorismo e enfermagem, reflete-se sobre a importância da disseminação dessa temática no meio científico, bem como estratégias para abordagem durante a formação acadêmica dos futuros profissionais da área. Palavras-chave: Empreendedorismo. Enfermagem. Revisão de literatura. Capacidades inovadoras. Atuação profissional. 1. Introdução As contínuas transformações sociais culminaram no estímulo aos profissionais de saúde, como é o caso dos de enfermagem, para o desenvolvimento da autonomia e aplicação dos conhecimentos específicos de sua área, nos distintos panoramas sociais, considerando-se, dessa forma, o empreendedorismo como fonte promissora para mobilidade social e promoção do bem-estar dos pacientes (BACKES; ERDMANN, 2009). Expressando a inovação e a oportunidade de mercado, o empreendedorismo na enfermagem abrange um extenso campo, sendo exemplos, a consultorias de orientações e atendimento domiciliar ou em consultórios, serviços esses que promovem a saúde da população acompanhada/cuidada pela enfermagem. Além do saber teórico, o empreendedorismo requer a utilização do saber vinculado às necessidades do mercado de trabalho e capacidades inovadoras (GONÇALVES; PIANCÓ; ALMEIDA, 2010). Assim, tendo em vista esse contexto, estudos pertinentes ao empreendedorismo são de extrema relevância por favorecer a compreensão dessa opção de mercado de trabalho a enfermeiros empreendedores. 2. Objetivo Identificar na literatura, estudos com enfoque sobre empreendedorismo na área da enfermagem. 3. Metodologia Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, do tipo revisão integrativa. Esse trabalho foi norteado pelos seguintes questionamentos: como o a literatura científica sobre estudos voltados ao empreendedorismo na enfermagem? Quais abordagens são predominantes nessas pesquisas? Existem desafios para o desenvolvimento desse campo de atuação profissional? A pesquisa foi realizada no banco de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO) e na Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), por meio dos descritores empreendedorismo, enfermagem, entrepreneurship e nursing, aplicados em combinações com o operador booleano and. A aplicação dos termos foi feita por dois pesquisadores distintos, em dias diferentes, sem contato prévio um com o outro. Após leitura inicial dos resumos, foram aplicados os critérios de inclusão: artigos completos, disponíveis na integra, nos idiomas inglês e português, sem determinação de período de publicação. Posteriormente, foi realizada uma análise mais detalhada do conteúdo na íntegra, para determinação da amostra final. 4. Resultados Inicialmente foram identificadas 30 produções. A plataforma SciELO apresentou 12 artigos e a plataforma LILACS, 18 artigos. Desse total, 25 publicações foram excluídas por não atenderem aos critérios de inclusão estabelecidos ou por se encontrarem em repetição, formando-se, assim, uma amostra final de 5 estudos. O ano de 2013 foi o que apresentou maior número de estudos, o que equivaleu a 40% da amostra. Os demais períodos de publicação, 2008, 2015 e 2017, tiveram representatividade, cada um, de 20% dos achados. Em relação ao idioma de publicação, contatou-se a predominância de artigos publicados no idioma português. No Quadro 1, segue-se breves sínteses descritivas das pesquisas analisadas corroborando com os objetivos da pesquisa descritivo-reflexiva. Quadro 1 – Informações pertinentes aos estudos encontrados na revisão de literatura. AUTORES/ ANO DE PUBLICAÇÃO TÍTULOS DO ARTIGO SÍNTESES DOS PRINCIPAIS RESULTADOS SALES et al. (2008) O ensino do empreendedorismo no Curso de Graduação em Enfermagem na Universidade Paulista (UNIP) Goiânia – Goiás. Enterprise teaching in Undergraduate Nursing Course at University Paulista (UNIP) Goiânia-Goiás. Os autores analisam a partir das concepções de graduandos em Enfermagem, através de questionários, o desenvolvimento do modelo empreendedor na formação acadêmico e obteve resultados que merece atenção, devido os discentes julgam que conhecimentos pertencentes ao empreendedorismo são incipientes. SOBRINHO (2013) Empreendedorismo na enfermagem mineira: [editorial]. A pesquisa considera o empreendedorismo como um dos eixos que promove a visualização da atuação de profissionais da área da enfermagem. Salientando os campos de trabalhos possibilitados e fundamentando seu estudo com relatos de casos de empreendedores enfermeiros. BACKES et al. (2015) Incubadora de aprendizagem: ferramenta indutora do empreededorismo na enfermagem. Retrata a importância da Incubadora de Aprendizagem como ferramenta estimuladora para o empreendedorismo na enfermagem, por desenvolver capacidades reflexivas e o desenvolvimento de idéias vinculadas as necessidades individuais e institucionais. DE CARVALHO ANDRADE; DAL BEN; SANNA (2015) Empreendedorismo na Enfermagem: panorama das empresas no estado de São Paulo. Ratifica a distribuição de enfermeiros empreendedores através da detecção e caracterização de 196 empresas abertas e gerenciadas por estes profissionais cadastradas na Junta Comercial de São Paulo, ressaltando, por exemplo, as principais atividades econômicas das empresas e o valor do capital. COPELLI et al. (2017) Empreendedorismo na gestão universitária pública na enfermagem. Através de entrevistas como instrumento de coleta, o estudo buscou compreender o empreendedorismo na gestão pública de enfermagem, compreendendo os principais desafios e estratégias de superação. Percebeu-se que os artigos analisados retratam o empreendedorismo na enfermagem, como fonte promissora e alternativa de expressão da atuação desses profissionais na sociedade, 40% das pesquisas retratam de forma introdutória a temática do empreendedorismo na enfermagem, indicando possibilidades e ferramentas pertinentes (SOBRINHO, 2013; BACKES et al., 2015). Entretanto, tal alternativa não está isenta de desafios, dentre os quais se destaca a inserção desse modelo nos cursos de graduação em enfermagem. Cabe a ressalva de que 40% dos estudos buscaram avaliar o empreendedorismo na perspectiva educacional, empresarial e gestão pública (SALES et al., 2008; DE CARVALHO ANDRADE; DAL BEN; SANNA, 2015; COPELLI et al., 2017). Outros 20% dos artigos tratou-se de relatos de vivências como força motriz para pretensos enfermeiros empreendedores na área da enfermagem (SOBRINHO, 2013). 5. Conclusão O empreendedorismo ainda possui pequena extensão nos campos profissionais e nas produções científicas. Os estudos são bastante recentes, onde o mais antigo encontrado, data de 2008. Visto a escassez dessas pesquisas, reflete-se sobre a importância da disseminação da temática no meio científico, como, por exemplo, de pesquisas direcionadas ao âmbito educacional no que diz respeito à inserção do empreendedorismo nos cursos de graduação, que ainda é pouco evidente na literatura. Por fim, ressalta-se, que a concretização desse trabalho pode proporcionar subsídio para futuros estudos na área do empreendedorismo na enfermagem. 6. Referências BACKES, D. S; ERDMANN, A. L. Formação do enfermeiro pelo olhar do empreendedorismo social. Revista Gaúcha de Enfermagem, v. 30, n. 2, p. 242, 2009. BACKES, D. S. et al. Incubadora de aprendizagem: ferramenta indutora do empreededorismo na enfermagem. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 68, n. 6, p. 1103-1108, 2015. COPELLI, F. H. S. et al. Empreendedorismo na gestão universitária pública na enfermagem. Revista Rene (Online), v.18, n. 5, p. 577-583, 2017. CARVALHO ANDRADE, A; DAL BEN, L. W; SANNA, M. C. Empreendedorismo na Enfermagem: panorama das empresas no estado de São Paulo. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 68, n. 1, p. 40-44, 2015. GONÇALVES, C. C; PIANCÓ, I. M. F. G; ALMEIDA, I. B. Empreendedorismo em Enfermagem: Relatos de sucesso. São Paulo, 2010. SALES, O. P. et al. O ensino do empreendedorismo no Curso de Graduação em Enfermagem na Universidade Paulista (UNIP) Goiânia – Goiás. Enterprise teaching in Undergraduate Nursing Course at University Paulista (UNIP) Goiânia-Goiás. J. Health Sciences Institutes., v. 26, n. 2, p. 167-172, 2008. SOBRINHO, R. S. Empreendedorismo na enfermagem mineira: [editorial]. REME Revista Mineira de Enfermagem., v. 17, n. 4, p. 749-750, 2013.
Palavras-chave: Empreendedorismo , Enfermagem , Revisão de Literatura , Capacidades inovadoras ,Atuação profissional
Oral
Abrir o trabalhoESCALAS E INSTRUMENTOS PARA AVALIAÇÃO DA VIOLÊNCIA: UMA REVISÃO DE LITERATURA
BEATRIZ DE CASTRO MAGALHÃES; Maiara Bezerra Dantas; Farley Pedro Santos da Silva; Eudenia Soares Vidal
ESCALAS E INSTRUMENTOS PARA AVALIAÇÃO DA VIOLÊNCIA: UMA REVISÃO DE LITERATURA Beatriz de Castro Magalhães , Maiara Bezerra Dantas2, Farley Pedro Santos da Silva3, Eudenia Soares Vidal4, Patrícia Pereira Tavares Alcântara5 Resumo: Objetiva-se analisar os estudos que apresentam escalas e/ou instrumentos para avaliação de algum tipo de violência. Trata-se de uma revisão de literatura realizada na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), com os seguintes descritores intercalados pelo operador booleano “AND”: Violência, Escala, Instrumento e Avaliação, após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão restaram 6 publicações para compor o trabalho. Os instrumentos encontrados foram a escala Hwalek-Sengstock Elder Abuse Screening Test (H-S/EAST), o Caderno de Atenção Básica número 19 de 2006, escala Parent-Child Conflict Tactics Scale (CTSPC), Family Assessment Device de McMaster e a Entrevista Clínico-forense, com análise do conteúdo para diagnóstico de lesão psicológica ou fingimento. Essas escalas e instrumentos são de extrema relevância na conjuntura da identificação e produção de intervenções para o problema. Assim, é necessário que as pesquisas vindouras sejam centradas em temas específicos sobre violência e pautadas em evidências científicas, corroborando para a identificação, intervenção e cessação da violência. Palavras-chave: Violência. Escala. Instrumento. Avaliação. 1. Introdução A violência é compreendida como o uso intencional de força ou poder contra outra pessoa, grupo ou comunidade, contribuindo para injúria, morte, dano psicológico, alteração no desenvolvimento ou privação deste (OMS, 2014). Os altos índices de mortalidade por violência, assim como, os prejuízos atribuídos a qualidade de vida das pessoas envolvidas em ciclos de violência, oneram os sistemas de saúde e segurança, caracterizando um problema de saúde pública (CRUZ; AZEVEDO; GONÇAVES, 2011; OMS, 2014; VALENTE et al., 2015). O Conselho Nacional de Secretários de Saúde, classificou a violência como Epidemia silenciosa, tendo em vista que as situações de violência conhecidas são apenas a “ponta do iceberg”. Isso ocorre, porque, para os muitos números visíveis e notificados equiparam-se a muitos outros números invisíveis, envolvendo lesões não notificadas ou aquelas que permanecem ocultas em detrimento dos padrões culturais ou vínculos existentes entre vítima e agressor; ou em virtude do medo, quando há o envolvimento de tráfico de armas ou drogas (OMS, 2003; BRASIL, 2005; BRASIL, 2007). Diante da grande problemática que é a violência, destaca-se a necessidade de se conhecer instrumentos que fundamentem a prática dos profissionais de saúde no manejo das vítimas; onde os mesmos podem atuar tanto na identificação como cessação dos ciclos de violência (REICHENHEIM; PAIXÃO JÚNIOR; MORAES, 2008; EGRY et al., 2017). 2. Objetivo Analisar os estudos que apresentam escalas e/ou instrumentos para avaliação de algum tipo de violência. 3. Metodologia Trata-se de uma pesquisa descritiva, com abordagem qualitativa, do tipo revisão de literatura. A pesquisa foi realizada na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), com os seguintes descritores intercalados pelo operador booleano “AND”: Violência, Escala, Instrumento e Avaliação. A partir dos descritores foram obtidas 8 literaturas, submetidas aos critérios de inclusão e exclusão. Foram incluídos na pesquisa, as publicações que abordaram escalas ou instrumentos voltados a algum tipo de violência; e excluídas as publicações indisponíveis, que não atingiam o objetivo desse estudo e dos tipos: monografia, tese e dissertação. Restou 6 publicações para compor o trabalho. 4. Resultados As publicações abordaram instrumentos e escalas voltadas à violência contra o idoso e criança; violência por parceiro íntimo; e violência psicológica. O primeiro artigo, intitulado: Adaptação transcultural para o português (Brasil) do instrumento Hwalek-Sengstock Elder Abuse Screening Test (H-S/EAST), utilizado para identificar risco de violência contra o idoso, aborda a importância em se trabalhar a perspectiva da saúde do idoso vítima de violência, bem como, dar visibilidade à problemática. A ideia centrada nesse estudo, parte do pressuposto de que a identificação precoce dos eventos que levam às violações, através de um instrumento, é de grande valia; tendo em vista a possibilidade de prevenção da ocorrência. Ressalta-se assim, que o H-S/EAST abarcam aspectos como o risco de abuso psicológico e físico, violação de direitos pessoais, isolamento ou abuso financeiro por terceiros (REICHENHEIM; PAIXÃO JR; MORAES, 2008). O estudo de Duque et al. (2012), utiliza o instrumento do Caderno de Atenção Básica número 19 de 2006, para investigar a ocorrência da violência física, psicológica e abuso financeiro e econômico. O estudo ainda traz que a identificação das ocorrências e os fatores associados à violência contra os idosos no ambiente doméstico é o primeiro passo para o estudo desse problema de saúde pública. A pesquisa de Bonfim et al. (2011), é realizada a partir da escala Parent-Child Conflict Tactics Scale (CTSPC), que foi traduzida no Brasil, de forma transcultural. A mesma investiga a ocorrência de violência doméstica contra a criança a partir dos comportamentos educacionais dos pais; ela é composta por três dimensões (subescalas) são avaliadas pela CTSPC: disciplina não-violenta, agressão psicológica e violência física, sendo essa última subdividida conforme a gravidade em punição corporal, maus-tratos físicos e maus-tratos físicos graves. Os autores citados explanam a relevância em se considerar uma avaliação da tradução dessa escala, uma vez que alguns itens das subescalas divergem do instrumento original (STRAUS et al., 1998; BONFIM et al., 2011). Corroborando com o estudo anterior, Pires et al. (2016), trazem a adaptação transcultural de uma escala geral do funcionamento familiar (FGF), cuja tradução converge com o constructo original e é de alta pertinência para aplicação em âmbito nacional. Nesta avalia-se a comunicação, o diálogo, o aporte familiar, a expressão de sentimentos, resolutividade, aceitação e confiança entre os familiares. O estudo demonstrou a facilidade de administração na escala a nível brasileiro, devido a sua boa compreensão. Lila et al., (2014) apresentou um instrumento para avaliar as atribuições de responsabilidade, ‘Escala de Atribuições à Responsabilidade pela Violência do Parceiro Intimo (IPVRAS), a qual avalia os infratores e questionando quanto aos motivos de condenação. Henning et al., (2005) demonstra que infratores que culpabilizam a vítima e negam sua responsabilidade pela infração tem risco de reincidência da prática do ato violento. A implementação desta escala permite a identificação de especificidades de homens condenados por violência doméstica, o que contribui para elaborar estratégias para intervir no comportamento do agressor. Para avaliação de lesão psicológica na vítima de violência por parceiro íntimo, Vilariño, Arce e Fariña (2013) aplicaram a entrevista clínico-forense em casos genuínos e em casos simulados com vítimas de violência por parceiro íntimo, mostrando confiabilidade, mas também incompletude, ao instrumento sendo necessário outros métodos complementares para melhores resultados. 5. Conclusão Diante dos achados observou-se que a criação e aplicabilidade de escalas voltadas para a identificação e avaliação de práticas de violência trazem contribuições para a assistência em saúde de qualidade, onde a identificação de riscos, a avaliação de agressores e vítimas servem de instrumentos valiosos aliados a avaliação clínica e humanizada. Tendo em vista a multicausalidade acerca da violência, observa-se que as escalas e instrumentos criados e/ou traduzidos são de extrema relevância na conjuntura da identificação e produção de intervenções para o problema, visto que o torna mais palpável à vista de sua invisibilidade social. Assim, é necessário que as pesquisas vindouras sejam centradas em temas específicos sobre violência e pautadas em evidências científicas, corroborando para a identificação, intervenção e cessação da violência. 7. Referências BRASIL. Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Violência: uma epidemia silenciosa. Brasília: Conass; 2007. Documenta 15. BRASIL. Ministério da Saúde. Impacto da violência na saúde do brasileiro. Brasília: Editora MS; 2005. BONFIM, C. B. et al. Um estudo sobre a validade de construto da Parent-Child Conflict Tactics Scale (CTSPC) em uma amostra populacional urbana do Nordeste brasileiro. Cad. Saúde Pública, v.27, n.11, p.2215-2226, 2011. CRUZ, S. H. ; AZEVEDO, M. 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Informe mundial sobre la violencia y la salud. Whashington: OPAS; 2003. _____. Organização Mundial da Saúde. Relatório mundial sobre a prevenção da violência. São Paulo: OMS, 2014 PIRES, Thiago et al. Adaptação transcultural da Escala de Funcionamento Geral da Família. Rev. Saúde Pública, v. 50, 2016. REICHENHEIM, M. E; PAIXÃO JR., C. M.; MORAES, C. L. Adaptação transcultural para o português (Brasil) do instrumento Hwalek-Sengstock Elder Abuse Screening Test (H-S/EAST) utilizado para identificar risco de violência contra o idoso. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v.24, n.8, p. 1801-1813, 2008. STRAUS, M. A. et al. Identification of child maltreatment with the Parent-Child Conflict Tactics Scales: development and psychometric data for a national sample of American Parents. Child Abuse Negl, v.22, p.249-70, 1998. VALENTE, A. L. et al. Domestic Violence Against Children and Adolescents: Prevalence of Physical Injuries in Southern Brazilian Metropolis. Braz. Dent. 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Palavras-chave: VIOLÊNCIA, ESCALA, INSTRUMENTO, AVALIAÇÃO
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Abrir o trabalhoESTÁGIO NO LABORATÓRIO DE MICROBIOLOGIA E PARASITOLOGIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARIA ISABELY FELIX; Ray Martins de Souza
Introdução: O papel da Enfermagem consiste em desenvolver ações de prevenção, promoção e reabilitação da saúde dos indivíduos e da coletividade diante de situações que podem comprometer seu bem-estar biopsicossocial. Dentro do ensino desta ciência, existem disciplinas responsáveis por mostrar desde a formação do corpo humano, sua estrutura e sua fisiologia, e para que os discentes compreendam como se dá o cuidado prestado pela equipe de saúde, também se mostra quais são as condições e patologias que podem acometer o indivíduo e de onde elas surgem. As disciplinas de Microbiologia e Parasitologia na Enfermagem se caracterizam como parte fundamental do ensino sobre patologias que têm como base fungos, bactérias, vírus e parasitas. Diante disso, se faz importante um ambiente onde os estudantes possam fazer uso dos materiais e equipamentos fornecidos pela universidade a qual estão inseridos para conhecer a fundo quais são estes microrganismos e as doenças causadas por eles. Dentro da Universidade Regional do Cariri – URCA/UDI, este espaço é o Laboratório de Microbiologia e Parasitologia, no qual são desenvolvidas atividades de ensino e monitoria das disciplinas supracitadas. Objetivo: O objetivo do estudo é expor as atividades realizadas pela estagiária do laboratório e a importância das mesmas. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, desenvolvido no mês de outubro de 2018 pela estagiária da Pro-Reitoria de Assuntos Estudantis – PROAE do setor do laboratório de Microbiologia e Parasitologia da URCA, que se encontra no décimo período do curso de Enfermagem da universidade acima citada, referente ao período de março de 2018 ao presente mês. O laboratório de Microbiologia e Parasitologia da URCA/UDI está localizado no bloco G onde se encontram os demais laboratórios da unidade e tem uma estrutura pronta para aulas práticas, onde são utilizadas quatro bancadas de mármore para suporte que se encontram no centro do espaço, além de aulas teóricas com quadro branco e cadeiras a disposição. Além disso, o laboratório conta com cerca de 80 equipamentos em seu interior, todos em perfeito funcionamento, a maioria ainda com seu manual para instrução de uso ao lado. Existem diversos materiais que estão à disposição para que sejam realizadas as práticas, desde material para desinfecção do ambiente, equipamentos de proteção individual – EPI que são fornecidos pela coordenação do curso, vidraria (tubos de ensaio, beckers e etc), espaço para limpeza com duas pias e entre outros materiais. As aulas vêm acontecendo neste espaço desde a sua inauguração, porém somente no presente ano, foi realizada uma organização visando o bom funcionamento do ambiente para que este realmente se adeque as necessidades do professor e dos monitores que levam as turmas das suas respectivas disciplinas. Resultados: A princípio foram encontradas dificuldades no setor, como o mau funcionamento da geladeira, que é um equipamento indispensável para algumas atividades e na conservação de materiais e limpeza do espaço, porém, estes encalços foram resolvidos com a troca da geladeira e a solicitação da higienização do espaço pelos funcionários responsáveis, bem como da coleta do lixo. Já alguns problemas como a falta de internet no computador do laboratório e a coleta de lixo contaminado e perfuro-cortante ainda são coisas a tratar, pois, apesar da solicitação feita, é um processo lento visto que não depende somente da coordenação, mas também da empresa responsável pela coleta e da prefeitura do campus responsável pela instalação da internet. São diversas as atividades realizadas no setor pela estagiária, que deve dedicar 20 horas semanais para monitoria do laboratório, entre elas estão acompanhar o agendamento de aulas e provas práticas das disciplinas e Microbiologia, Parasitologia, Histologia e Biologia Celular e Molecular em concomitância com a secretária da coordenação do curso de Enfermagem, para que assim possa ajudar os professores no que for necessário de acordo com seu horário, controlar a utilização do laboratório através de frequência dos estudantes assinadas pelo professor responsável pela disciplina em aula no momento, a fim de manter um controle de entrada de pessoas no espaço, para que, em caso de possíveis intercorrências, haja uma lista com quem estava no local além de data e hora da aula. Realizar organização e higienização do ambiente pré e pós-aulas práticas e possíveis cursos, minicursos e capacitações nele realizadas, com o propósito de sempre oferecer um espaço propício para uma ótima formação acadêmica com todos os materiais e recursos a disposição com bom funcionamento e organização, ter controle de materiais, equipamentos, insumos, vidrarias e produtos de higienização no geral, através da catalogação dos mesmos, que é feita pelo menos uma vez a cada mês, organizar armários de acordo com as etiquetas referentes a cada material contido em seu interior e sob as bancadas. Este processo de identificação do material ocorreu no início do presente ano com o objetivo de melhor expor os materiais que lá se encontram além de facilitar no momento do uso, também com a finalidade de instruir os estudantes acerca dos nomes de cada material e equipamento contido no seu espaço de aprendizagem. O fluxo de alunos no ambiente é constante, seja com aulas expositivas ou aulas de monitoria, teóricas ou práticas e também com a aplicação de provas práticas como requisito para encerramento de notas e de disciplinas. O espaço também é utilizado para realização de cursos e capacitações, sejam estes promovidos por eventos que acontecem na Universidade ou pela coordenação do curso. O laboratório é utilizado a cada final de período para capacitar os alunos que estão em estágio supervisionado I e II, dentre outras turmas, na realização de testes rápidos de HIV, Sífilis e Hepatite B, visto que eles necessitam estar preparados para realiza-los nos seus determinados campos de estágio. Visando uma base sólida sobre os conhecimentos acerca do vasto campo da microbiologia e parasitologia, bem como da biologia celular e molecular do ser humano frente ao cuidado com o mesmo, este espaço tem uma extrema importância em um campus que abriga um curso da área da saúde. É imprescindível que os estudantes tenham uma prática que seja coerente com o que se é mostrado em sala de aula. As disciplinas base do curso de enfermagem, como por exemplo, a Anatomia Humana, Fisiologia Humana e Patologia Geral, assim como as demais disciplinas supracitadas, são muito melhor aproveitadas quando há um ambiente que seja equipado com material que traga à mente dos alunos uma fiel representação das teorias empregadas na sala de aula. Diante disso, se dá a importância de tal ambiente na formação acadêmica dos discentes, para que sejam capazes de unir os conhecimentos adquiridos nas aulas teóricas com a prática, afim de que possam ter conhecimento básico e aplicado sobre assuntos como a organização celular microbiana, fisiologia taxonomia de fungos, bactérias e vírus, patogenicidade, diagnóstico etiológico, relação com o hospedeiro, epidemiologia e profilaxia dos grupos de fungos, bactérias e vírus avaliar métodos de controle de população microbiana proporcionando uma reflexão acerca do uso racional de antimicrobianos e o controle de infecções relacionadas aos cuidados de saúde, aplicando os conhecimentos adquiridos com a prática profissional da enfermagem, além de estarem capacitados para realizar testes rápidos de HIV, Sífilis e Hepatite B através das aulas de capacitação. Todo esse conhecimento adquirido sobre os mais diversos grupos de seres vivos que afetam direta ou indiretamente a saúde da população será utilizado durante toda a graduação, pois como sabemos, a grade disciplinar da enfermagem proporciona aulas que tratam da saúde específica dos indivíduos em suas diversas fases da vida, e nestas fases, existem doenças infectocontagiosas que prevalecem sobre outras e dependem, além dos microrganismos, de condições socioambientais. Diante do exposto, observa-se a importância da busca por um modelo de ensino que foque no ensino-aprendizagem significativo que transcenda a abordagem tradicional e que inove a troca de informações do educador para o educando de maneira que este desenvolva um pensamento crítico, questionador e que vise a reconstrução da realidade. Sendo assim, as aulas de laboratório devem ser desenvolvidas atentando-se para o cuidado no planejamento, para que assim possam se dar em um espaço de reflexão, construção de ideias, domínio de conhecimento e práticas, buscando ultrapassar os limites de nomenclaturas, manipulação de reagentes e materiais. Desde sua inauguração, é assim que o laboratório da unidade funciona e programa suas atividades, acima de tudo, objetivando um ensino embasado pela prática e pelos princípios fundamentais da educação, que a mostram não como um repasse de informações e conhecimento, mas sim uma troca de ideias e sabedoria. O espaço universitário é um misto de teoria com aplicabilidade prática, isso é indispensável na atuação profissional dos discentes em seus estágios, por proporcionar estimulação do raciocínio crítico e tomada de decisões. Conclusão: A Microbiologia, Parasitologia, Biologia Celular e Molecular e Histologia são disciplinas base na grade disciplinar do curso de Enfermagem, e necessitam de um ambiente laboratorial que una o conhecimento adquirido em sala de aula sobre as mesmas com os recursos materiais e equipamentos modernos que facilitam e enriquecem a aprendizagem. Na Universidade Regional do Cariri, Unidade Descentralizada de Iguatu – URCA/UDI, este espaço é o Laboratório de Microbiologia e Parasitologia, que se encontra no bloco G do campus, onde também ficam os demais laboratórios da unidade. Para proporcionar bom funcionamento e organização do ambiente, é necessário um estagiário que dedique 20 horas semanais para manter o fluxo de atividades lá realizadas e que este seja coordenado pelo professor das disciplinas que utilizam o laboratório. Diante disso, as atividades realizadas pela estagiária do laboratório de microbiologia e parasitologia são controlar e monitorar quem usa o espaço através de agendamento e frequência, organizar e manter dados atualizados sobre equipamentos, materiais e insumos do laboratório, solicitar reposição de material de limpeza e EPI, além de colaborar com o professor na realização das aulas, dentre outras atividades, que são indispensáveis para a melhora do funcionamento do espaço, seja este nas aulas práticas, minicursos e cursos ministrados no laboratório, contribuindo assim para que os discentes tenham máximo aproveitamento de todos os equipamentos fornecidos pela grade curricular do seu curso e tenham uma formação de qualidade.
Palavras-chave: microbiologia,parasitologia,estágio,monitoria
Oral
Abrir o trabalhoESTRESSE: AGENTE INFLUENCIADOR NA QUALIDADE DE VIDA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM
TEREZA ALVES DE SOUSA; ANTÔNIO EVILANIO FREIRES; ALESANDRA PEREIRA VIEIRA; KARINA MARIA FERREIRA RODRIGUES
ESTRESSE: AGENTE INFLUENCIADOR NA QUALIDADE DE VIDA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM. Tereza Alves de Sousa , Antônio Evilânio Freires , Alesandra Pereira Vieira , Karina Maria Ferreira Rodrigues , Dominique Araujo de Freitas Souza Resumo: O estresse possui influência direta na vida pessoal e profissional, sendo um fluente causador de ruptura no equilíbrio interno do organismo. E esse desalinhamento está correlacionado aos aspectos de saúde e doença dos sujeitos Objetivou-se identificar na literatura, o estresse como agente influenciador na qualidade de vida dos profissionais de enfermagem. Trata-se de uma revisão bibliográfica nas bases de dados e analise textual através do software IRaMuTeQ. Observa-se em sua prática diária que os profissionais de enfermagem prestam assistência direta ao paciente e são expostos a vários riscos relacionados ao trabalho, que podem ser fatores intrínseco ou extrínseco, a como também o enfrentamento das demandas emocionais interligados ao sofrimento dos pacientes e familiares. Percebe-se com isso que o estresse é um fator importante na delimitação de uma vida saudável e que necessita de ações que minimizem esses fatores estressantes e possibilite uma vida mais saudável. Palavras-chave: Estresse. Qualidade de vida. Profissionais de Enfermagem Introdução. A classe trabalhadora de enfermagem se constitui em um público que na maioria das vezes cuidam de outras pessoas no seu ambiente laboral e se esquecem de si mesmo. São profissionais que estão adoecendo a cada dia com mais frequência, sendo uma área da saúde que necessita de um aparato técnico e cientifico pautado e reproduzido através de práticas sociais, políticas, ético, que corresponde ao ensino, pesquisa, extensão e atividades assistenciais. O ambiente de trabalho influencia direta e indiretamente na saúde do trabalhador no que se refere à carga de trabalho excessiva, sendo expostos a alguns riscos, podendo ser classificados em biológicos (fluídos corporais, químicos, utilização de medicação), identificados através de acidentes perfuro cortantes. Fisiológicos (postura inadequada, psíquica) ligada as condições inadequadas, fatores determinantes ao adoecimento do trabalhador. Nesse aspecto o ambiente laboral produz no individuo sentimentos de frustração e descontentamento em relação a responsabilidades quanto aos transtornos físicos, psíquicos e sociais, afetando a saúde e comprometimento da qualidade de vida do profissional. A falta de recursos humanos insuficientes e de equipamentos ou materiais fomentam ao longo dos anos, desgaste físico, emocional e social. Assim a exposição prolongada a esses agentes estressores pode provocar baixo desempenho profissional, alta rotatividade, absenteísmo, alterações cardíacas, ansiedade e patologias como: Síndrome do pânico, depressão e Síndrome de burnout, entre outros, favorecendo o desequilíbrio do corpo e da mente. Com isso o trabalho desencadeia diversos estágios de motivação e satisfação por ser uma fonte de sobrevivência. Destaca-se o estresse, dessa forma, no que cerne a qualidade de vida (QV), pois quanto mais satisfeito o individuo estiver com os parâmetros mais importantes da vida, melhor será sua percepção de QV, além de melhorar no que tange viver bem e sentir-se bem. Objetivo. Identificar na literatura, o estresse como agente influenciador na qualidade de vida dos profissionais de enfermagem. Metodologia. Desenvolveu-se uma revisão de literatura, entre os meses de outubro e novembro nas bibliotecas e bases de dados: Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), LILACS, MEDLINE, BDENF, utilizando a associação entre as palavras- chaves: estresse, qualidade de vida, profissionais de enfermagem, através dos cruzamentos das mesmas por meio do booleano and. Os critérios de inclusão foram: artigos classificados como original, disponível em português, que abordassem a temática em questão. A busca revelou 115 publicações que após analise textual de acordo com os critérios de inclusão e exclusão, mediante leitura flutuante, resultaram em 8 artigos ao qual compuseram a amostra. Foi realizada análise sobre os corpus textuais no Software IRaMuTeQ na versão 0.7 alpha 2 e posterior análise de similitude ao qual se baseia na teoria dos grafos, possibilitando a identificação e conexão entre palavras, facilitando no processo de estruturação do corpus textual, diferenciando as partes mais comuns e as especificidades de cada função em decorrência das variáveis de forma descritiva, ilustrativa. Resultados. Observam-se através dos estudos e análise de dados gerados por meio do Corpus textuais do Software IRaMuTeQ, que as condições de trabalho, sobrecarga e cargos, evidenciam consequentes problemas de saúde, apontando uma variedade de sinais, sintomas (sensação de fadiga, desanimo pela manhã, esgotamento profissional, alterações cardiovasculares, impotência, ansiedade) e patologias (Síndrome do Pânico, depressão, Síndrome de Burnout), entre outras. Sendo assim o estresse é resultado da percepção da discordância entre as exigências que o trabalho propõe e é evidenciado através da falta de materiais, recursos humanos, e de equipamentos adequados, sendo apontados como geradores de medo e ansiedade que levam consequentemente ao estresse afetando de forma significativa o equilíbrio do profissional. A influência negativa no que compõe o aspecto físico, dor, desconforto, diminuição da energia e fadiga, além de sono e repouso prejudicado, caracterizando dessa forma o aumento de estresse e uma qualidade de vida precária. Em relação ao tempo de serviço prestado por esses profissionais percebe-se que os que trabalham há menos tempo tendem ter um nível de estresse mais elevado, em comparação com os demais que está há mais tempo, isso se justifica pelo fato de que quanto mais tempo, maior segurança técnica, e de lidar com algumas situações específicas do cotidiano. Dentre os fatores que influenciam na qualidade de vida e da assistência prestada aos pacientes está a remuneração inadequada, cargas de trabalho excessiva, não reconhecimento do profissional, tensão emocional. Diante de todos esses agentes influenciadores, o estresse foi considerado como maior fator influente na qualidade de vida desses indivíduos, gerando desgaste físico e mental e consequentemente menos qualidade nos serviços de enfermagem. Conclusão. O presente estudo nos possibilitou entender o quanto o estresse é prejudicial à saúde e está diretamente ligada a qualidade de vida, além da importância de identificar os fatores predisponentes às patologias concernentes ao estresse. Necessita-se que os órgãos responsáveis construam estratégias que possam minimizar os fatores geradores do mesmo e assim minimizando, melhore a qualidade de vida desses profissionais, assim como também a assistência prestada aos pacientes. Referências CARVALHO, Deciane Pintanela et al. Cargas de trabalho e a saúde do trabalhador de enfermagem: revisão integrativa. Cogitare Enferm. 2017 Jan/mar; 22(1): 01-11. Disponível: https://revistas.ufpr.br/cogitare/article/download/46569/pdf . Acesso em 02 de Nov de 2018. JACQUES, João Paulo Belini t al. Geradores de estresse para os trabalhadores de enfermagem de centro cirúrgico. Semina: Ciências Biológicas e da Saúde, Londrina, v. 36, n. 1, supl, p. 25-32, ago. 2015. Disponível: em: www.uel.br/revistas/uel/index.php/seminabio/article/download/18197/16937 . Acesso em 02 de Nov de 2018. MORAES, Filho Iel Marciano; ALMEIDA, Rogério José. Estresse ocupacional no trabalho em enfermagem no Brasil: uma revisão integrativa. Rev Bras Promoç Saúde, Fortaleza, 29(3): 447-454, jul./set., 2016. Disponível em: http://periodicos.unifor.br/RBPS/article/view/4645. Acesso em: 31 out 2018. RODRIGUES, Cláudia Cristiane Figueira Martins; SANTOS, Viviane Euzébia Pereira. O corpo fala: aspectos físicos e psicológicos do estresse em profissionais de enfermagem. J. res.: fundam. care. online 2015. out./dez. 7(4):3587-3596. http://seer.unirio.br/index.php/cuidadofundamental/article/viewFile/2849/pdf_1762. Acesso em: 02 de Nov de 2018. RAMOS, Érica Lima et al. Qualidade de vida no trabalho: repercussões para saúde do trabalhador. J.res. fundam.Cuidado. online2014.abril/junh.6(2):571-583. Disponível em: http://www.redalyc.org/html/5057/505750622013_2/. Acesso em: 02 nov de 2018. SILVA, Rayanne Ferreira et al. Nível de Percepção de Estresse e Qualidade de Vida Entre os Técnicos de Enfermagem das Unidades de Pronto Atendimento de Palmas – TO. R bras ci Saúde 22(3):261-266, 2018. Disponível em: http://www.periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rbcs/article/view/32212/19859. Acesso em 02 de Nov de 2018. SHOLZE, Alessandro Rolim et al. Estresse ocupacional e fatores associados entre enfermeiros de hospitais públicos. Cogitare Enferm. (22)3: e50238, 2017. Disponível em: https://revistas.ufpr.br/cogitare/article/view/50238. Acesso em: 02 Out 2018. SEMEDO, Deisa Salyse dos Reis et al. Perfil dos enfermeiros de Cabo Verde/ África: Fatores que influenciam a qualidade de vida. J. res.: fundam. care. online 2018 out/dez 10(4): 945-950. Disponível em: https://www.researchgate.net/.../269823988_Qualidade_de_vida_no_trabalho_de_enfer. Acesso em: 02 de Nov de 2018. ESTRESSE: AGENTE INFLUENCIADOR NA QUALIDADE DE VIDA DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM. Tereza Alves de Sousa , Antônio Evilânio Freires , Alesandra Pereira Vieira , Karina Maria Ferreira Rodrigues , Dominique Araujo de Freitas Souza Resumo: O estresse possui influência direta na vida pessoal e profissional, sendo um fluente causador de ruptura no equilíbrio interno do organismo. E esse desalinhamento está correlacionado aos aspectos de saúde e doença dos sujeitos Objetivou-se identificar na literatura, o estresse como agente influenciador na qualidade de vida dos profissionais de enfermagem. Trata-se de uma revisão bibliográfica nas bases de dados e analise textual através do software IRaMuTeQ. Observa-se em sua prática diária que os profissionais de enfermagem prestam assistência direta ao paciente e são expostos a vários riscos relacionados ao trabalho, que podem ser fatores intrínseco ou extrínseco, a como também o enfrentamento das demandas emocionais interligados ao sofrimento dos pacientes e familiares. Percebe-se com isso que o estresse é um fator importante na delimitação de uma vida saudável e que necessita de ações que minimizem esses fatores estressantes e possibilite uma vida mais saudável. Palavras-chave: Estresse. Qualidade de vida. Profissionais de Enfermagem Introdução. A classe trabalhadora de enfermagem se constitui em um público que na maioria das vezes cuidam de outras pessoas no seu ambiente laboral e se esquecem de si mesmo. São profissionais que estão adoecendo a cada dia com mais frequência, sendo uma área da saúde que necessita de um aparato técnico e cientifico pautado e reproduzido através de práticas sociais, políticas, ético, que corresponde ao ensino, pesquisa, extensão e atividades assistenciais. O ambiente de trabalho influencia direta e indiretamente na saúde do trabalhador no que se refere à carga de trabalho excessiva, sendo expostos a alguns riscos, podendo ser classificados em biológicos (fluídos corporais, químicos, utilização de medicação), identificados através de acidentes perfuro cortantes. Fisiológicos (postura inadequada, psíquica) ligada as condições inadequadas, fatores determinantes ao adoecimento do trabalhador. Nesse aspecto o ambiente laboral produz no individuo sentimentos de frustração e descontentamento em relação a responsabilidades quanto aos transtornos físicos, psíquicos e sociais, afetando a saúde e comprometimento da qualidade de vida do profissional. A falta de recursos humanos insuficientes e de equipamentos ou materiais fomentam ao longo dos anos, desgaste físico, emocional e social. Assim a exposição prolongada a esses agentes estressores pode provocar baixo desempenho profissional, alta rotatividade, absenteísmo, alterações cardíacas, ansiedade e patologias como: Síndrome do pânico, depressão e Síndrome de burnout, entre outros, favorecendo o desequilíbrio do corpo e da mente. Com isso o trabalho desencadeia diversos estágios de motivação e satisfação por ser uma fonte de sobrevivência. Destaca-se o estresse, dessa forma, no que cerne a qualidade de vida (QV), pois quanto mais satisfeito o individuo estiver com os parâmetros mais importantes da vida, melhor será sua percepção de QV, além de melhorar no que tange viver bem e sentir-se bem. Objetivo. Identificar na literatura, o estresse como agente influenciador na qualidade de vida dos profissionais de enfermagem. Metodologia. Desenvolveu-se uma revisão de literatura, entre os meses de outubro e novembro nas bibliotecas e bases de dados: Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), LILACS, MEDLINE, BDENF, utilizando a associação entre as palavras- chaves: estresse, qualidade de vida, profissionais de enfermagem, através dos cruzamentos das mesmas por meio do booleano and. Os critérios de inclusão foram: artigos classificados como original, disponível em português, que abordassem a temática em questão. A busca revelou 115 publicações que após analise textual de acordo com os critérios de inclusão e exclusão, mediante leitura flutuante, resultaram em 8 artigos ao qual compuseram a amostra. Foi realizada análise sobre os corpus textuais no Software IRaMuTeQ na versão 0.7 alpha 2 e posterior análise de similitude ao qual se baseia na teoria dos grafos, possibilitando a identificação e conexão entre palavras, facilitando no processo de estruturação do corpus textual, diferenciando as partes mais comuns e as especificidades de cada função em decorrência das variáveis de forma descritiva, ilustrativa. Resultados. Observam-se através dos estudos e análise de dados gerados por meio do Corpus textuais do Software IRaMuTeQ, que as condições de trabalho, sobrecarga e cargos, evidenciam consequentes problemas de saúde, apontando uma variedade de sinais, sintomas (sensação de fadiga, desanimo pela manhã, esgotamento profissional, alterações cardiovasculares, impotência, ansiedade) e patologias (Síndrome do Pânico, depressão, Síndrome de Burnout), entre outras. Sendo assim o estresse é resultado da percepção da discordância entre as exigências que o trabalho propõe e é evidenciado através da falta de materiais, recursos humanos, e de equipamentos adequados, sendo apontados como geradores de medo e ansiedade que levam consequentemente ao estresse afetando de forma significativa o equilíbrio do profissional. A influência negativa no que compõe o aspecto físico, dor, desconforto, diminuição da energia e fadiga, além de sono e repouso prejudicado, caracterizando dessa forma o aumento de estresse e uma qualidade de vida precária. Em relação ao tempo de serviço prestado por esses profissionais percebe-se que os que trabalham há menos tempo tendem ter um nível de estresse mais elevado, em comparação com os demais que está há mais tempo, isso se justifica pelo fato de que quanto
Palavras-chave: ESTRESSE,QUALIDADE DE VIDA,PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM
Oral
Abrir o trabalhoEVOLUÇÃO DAS POLÍTICAS E PROGRAMAS DE ATENÇÃO A SAÚDE DA CRIANÇA: UMA REVISÃO NARRATIVA
MARIA NAZARÉ NEGREIROS UCHÔA; Beatriz de Castro Magalhães; Antonia Iara Silva Pereira; Camila Soares de Sousa
EVOLUÇÃO DAS POLÍTICAS E PROGRAMAS DE ATENÇÃO A SAÚDE DA CRIANÇA: UMA REVISÃO NARRATIVA Maria Nazaré Negreiros Uchôa , Beatriz de Castro Magalhães2, Antonia Iara Silva Pereira3, Camila Soares de Sousa4, Rosely Leyliane dos Santos5 Resumo: A redução da morbimortalidade infantil despertou o interesse pela criação de Políticas Públicas de Saúde em que a saúde da criança fosse considerada prioridade na atenção à saúde. Nesse sentido, objetiva-se descrever a evolução das Políticas Públicas de Atenção à Saúde da Criança, segundo a literatura pertinente. Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem qualitativa, do tipo revisão narrativa da literatura. As políticas públicas evidenciadas ao longo dos anos foram, em ordem cronológica: Programa Nacional de Saúde Materno-Infantil; Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher e da Criança; Programa de Assistência Integral à Saúde da Criança; Agenda de Compromissos para a Saúde Integral da Criança e Redução da Mortalidade Infantil; Pacto pela Saúde; Mais Saúde Direito de Todos; Rede Cegonha e Política Nacional de Atenção Integral a Saúde da Criança. Reforça-se que ainda existem grandes desafios na atenção à saúde da criança, cabendo aos órgãos responsáveis buscar soluções. Palavras-chave: Políticas de saúde. Criança. Assistência à saúde. 1. Introdução Durante muito tempo, as crianças não possuíam atenção à saúde voltada as suas especificidades, sendo tratadas da mesma forma que os adultos, o que levou a altos índices de morbimortalidade infantil (ARIÉS, 2011). Por volta do século XI, a criança era percebida não mais do que um adulto em miniatura, o qual não se atribuía cuidados com vestimentas, higiene ou alimentação dessa população; além do descaso observados antes mesmo das crianças nascerem, durante o processo de parturição. Durante o século XVI, a criança passou a ser visibilizada socialmente, e a partir de então, a sociedade tomou consciência da situação do infante (SILVA; CHRISTOFEEL; SOUZA, 2005; ARIÉS, 2011; ARAÚJO et al., 2014). A partir de então, começaram a serem elaboradas as Políticas Públicas de Saúde voltadas a essa população, a fim de reduzir a mortalidade infantil e aumentar os indicadores positivos para o Brasil (ARAÚJO et al., 2014). Nessa vertente, considera-se relevante conhecer um levantamento bibliográfico da evolução das Políticas Públicas de Saúde de atenção à Criança, visando maior inteiração com a relevância destas, bem como maior disponibilidade de material analisado sobre o assunto. 2. Objetivo Descrever a evolução das Políticas e Programas Públicas de Atenção a saúde da Criança, segundo a literatura pertinente. 3. Metodologia Trata-se de uma pesquisa descritiva, com abordagem qualitativa do tipo revisão narrativa da literatura, realizado a partir da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) e Scientific Electronic Library Online (SciELO), durante o mês de setembro de 2018. Foram utilizados os seguintes descritores intercalados pelo operador booleando “AND”: Política Pública, criança e assistência à saúde. Os critérios de inclusão adotados foram: publicações relacionadas a temática e disponíveis na íntegra. Excluíram-se as publicações repetidas. Assim, foram obtidos 10 literaturas. Destaca-se que a revisão narrativa é caracterizada como um estudo abrangente, ideal para abordar e discutir o desenvolvimento de uma temática específica. Consiste basicamente na análise da literatura publicada em artigos ou livros e na análise crítica do autor (ROTHER, 2007). 4. Resultados A partir da retrospectiva, quanto as ações e programas dispensados a criança em âmbito nacional, têm-se que a saúde da criança está na agenda política do Brasil há várias décadas. Em 1937, durante o Estado Novo, instituiu-se o primeiro programa nessa área, com ações protetivas voltadas a maternidade, infância e adolescência sob a responsabilidade do Departamento Nacional de Saúde do Ministério da Educação e Saúde (MES). Em 1975, foi criado o Programa Nacional de Saúde Materno-Infantil, com ações voltadas para a redução da morbidade e mortalidade da criança e da mulher (BRASIL, 2011; MACÊDO, 2016). Em 1983, surge o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher e da Criança (PAISMC), objetivando o desenvolvimento de ações para favorecer as condições de saúde, a cobertura e a rede pública de serviços. Em 1984, o PAISMC foi fragmentado em: Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM), voltado especificamente para a saúde da mulher; e o Programa de Assistência Integral à Saúde da Criança (PAISC), com foco na criança (BRASIL, 2011; OSIS, 1998). No ano 2000, foi lançado o Programa de Humanização do Pré-natal e Nascimento e desde então diversas ações de saúde vêm sendo direcionadas à saúde da criança e da mãe de forma mais sistemática no Sistema único de Saúde, como parte dos esforços intergovernamentais para redução dos indicadores materno e infantil (BRASIL, 2011; MACÊDO, 2016). Em 2004, foi criada a Agenda de Compromissos para a Saúde Integral da Criança e Redução da Mortalidade Infantil; e em 2006, foi lançado o Pacto pela Saúde, que representou grande avanço para a saúde como um todo e para o fortalecimento da saúde da criança, tendo em vista o Pacto pela vida que aborda o conjunto de compromissos sanitários considerados prioritários, expressos em objetivos de processos e resultados que apresentam impacto sobre a situação de saúde da população; além do pacto em defesa do SUS e pacto de Gestão (BRASIL, 2006; MACÊDO 2016). Em 2008, foi lançado o Mais Saúde Direito de Todos e Estratégia Brasileirinhas e Brasileirinhos Saudáveis; em 2011 foi criada a Rede Cegonha, a qual se insere na discussão de Rede de Atenção em Saúde (RAS), cujo objetivo é promover a integração das ações e serviços de saúde para possibilitar uma atenção eficiente e de qualidade em todos os pontos de atenção, com foco na satisfação dos usuários, e a melhoria dos indicadores de morbimortalidade materno infantil (BRASIL, 2011; MACÊDO, 2016). Cabe mencionar que o Ministério da Saúde lançou a Rede Cegonha (RC), normatizada pela Portaria nº 1.459, com o objetivo de ampliar o acesso e melhorar a qualidade da atenção pré-natal, a assistência ao parto e ao puerpério e a assistência à criança com até 24 meses de vida (BRASIL, 2011). Finalmente, em 2015 foi criado a Política Nacional de Atenção Integral a Saúde da Criança, que tem por objetivo promover e proteger a saúde da criança e o aleitamento materno, mediante a atenção e cuidados integrais e integrados da gestação aos 9 (nove) anos de vida, com especial atenção à primeira infância e às populações de maior vulnerabilidade, visando à redução da morbimortalidade e um ambiente facilitador à vida com condições dignas de existência e pleno desenvolvimento (BRASIL, 2015; MACÊDO, 2016). Destaca-se que a assistência à saúde da criança, assim como a assistência à saúde no geral, ainda se encontra em processo de construção e desconstrução, tendo em vista o modelo biomédico centrado na patologia. As mudanças emergem para um modelo de construção de redes, em prol da inclusão da família e da integralidade do cuidado. Assim, ainda existem lacunas e limites no cuidado à criança, nas relações organizacionais e administrativas, no fortalecimento das políticas públicas estaduais e municipais, no modelo de processo de trabalho e no processo continuado de educação em saúde (ARAÚJO et al., 2014). Diante dos achados, é possível constatar que a Atenção a saúde da Criança passou por grandes avanços, através de Programas e Políticas de saúde, que ressignificaram o infante e suas especificidades. 5. Conclusão Observa-se que a atenção as especificidades da criança são de relevância para a assistência integral e resolutiva. Inicialmente, a atenção a saúde da criança era fundida a atenção a saúde da mulher. Ressalta-se que o desligamento dessa fusão, foi um grande avanço para os dois públicos, tendo em vista que puderam ser tratados em sua integralidade e especificidades. Reconhece-se os avanços no que concerne a saúde da criança, no entanto, cabe reforçar que ainda existem grandes desafios interligados também à saúde no geral, cabendo aos órgãos responsáveis dispensar mais investimentos para concretizar o que é previsto nas políticas públicas. 6. Referências ARIÉS P. História social da crian.a e da família. 2. ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos; 2011. ARAÚJO, J. P. et al. História da saúde da criança: conquistas, políticas e perspectivas. Rev Bras Enferm., v.67, n.6, p.1000-7, 2014. BRASIL. Ministério da Saúde. PORTARIA Nº 1.130, DE 5 DE AGOSTO DE 2015. Institui a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Brasília: Ministério da Saúde, 2015. ______. Ministério da Saúde. Secretaria Executiva. Coordenação de apoio à gestão descentralizada. Diretrizes operacionais para os pactos pela vida, em defesa do SUS e de gestão. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. _______. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Análise de Situação de Saúde. Saúde Brasil 2009: uma análise da situação de saúde e da agenda nacional e internacional de prioridades em saúde. Brasília: 2010 _______. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Manual prático para implementação da Rede Cegonha. Brasília: 2011. _______. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Portaria nº 1.459, 24 de junho de 2011. Institui, no âmbito do Sistema Único de Saúde, a Rede Cegonha. Diário Oficial da União, Brasília, 2011. MACÊDO, V. C. Atenção integral à saúde da criança: políticas e indicadores de saúde/ Vilma Costa de Macêdo– Recife: Ed. Universitária da UFPE, 2016. 43 p. ROTHER, E.T. Revisão sistemática X revisão narrativa. Acta Paulista de Enfermagem, São Paulo, v. 20, n. 2, abr./ jun. 2007. SILVA, L. R.; CHRISTOFFEL, M. M.; SOUZA, K. V. História, conquistas e perspectivas no cuidado à mulher e à criança. Texto & Contexto Enferm., v.14, n.4, p.585-93, 2005.
Palavras-chave: POLÍTICAS DE SAÚDE, CRIANÇA, ASSISTÊNCIA À SAÚDE
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Abrir o trabalhoFATORES DE RISCO CARDIOVASCULARES COMPORTAMENTAIS EM IDOSOS PARTICIPANTES DO PROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIO
RAY MARTINS DE SOUZA; Juliana Saraiva de Alencar; Roger Rodrigues da Silva; Maria Isabely Félix
RESUMO As doenças cardiovasculares são caracterizadas por distúrbios que acometem o coração e vasos sanguíneos e são a principal causa de morte no mundo, dentre os fatores de risco os mais importantes são os comportamentais. Objetivou-se identificar os fatores de risco cardiovasculares comportamentais em idosos participantes ativamente do projeto de extensão universitário. Trata-se de um estudo do tipo descritivo exploratório, com abordagem quantitativa. Desenvolvido com oito idosos participantes do projeto de extensão na cidade de Iguatu-CE. Os resultados mostraram uma predominância do sexo feminino (62,5%), com média faixa etária de72 anos e a renda individual de um salário mínimo. Dos fatores de risco citados sobressaem o sedentarismo (100%), hipertensão arterial (75%) e circunferência abdominal aumentada (75%). Conclui-se, portanto, a necessidade de intensificação em relação as ações de educação e promoção em saúde com vistas a se manter o padrão de qualidade de vida da pessoa idosa. Palavras-chave: Idoso. Fatores de Risco. Doenças Cardiovasculares. 1. INTRODUÇÃO As doenças cardiovasculares são caracterizadas por distúrbios que acometem o coração e vasos sanguíneos, e caracterizam-se principalmente por defeitos estruturais e acúmulo de placas de gordura nas artérias ao longo da vida, chamadas de aterosclerose, o que dificulta a circulação sanguínea para os órgãos e tecidos do corpo. Assim como as demais doenças crônicas, está associado a fatores de risco modificáveis, dentre eles, a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), tabagismo, alcoolismo, sedentarismo, dislipidemias, Diabetes Mellitus (DM) e a obesidade; e os não modificáveis, que incluem, sobretudo, a idade, raça e a hereditariedade (CHRISSY et al., 2016). Com o aumento acelerado, a nível mundial, do fenômeno de envelhecimento populacional, acontecem modificações em relação ao perfil demográfico e epidemiológico populacional, evidenciado pelo aumentando do número de atendimentos por Doenças Cardiovasculares (DCV), a HAS, o Acidente Vascular Encefálico (AVE), a Insuficiência Cardíaca (ICC) e o Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), por serem as principais DCV que afetam os idosos (FANTINI, 2015). Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) desde 2005 o Brasil é o sexto país do mundo em número de idosos. Assim, em torno do ano de 2020, teremos 14 milhões de pessoas com mais de 60 anos, o que favorecerá há maiores registros de problemas sociais e de saúde decorrentes do processo de envelhecimento populacional. (BRASIL, 2007). Deste modo, faz-se necessário reduzir os problemas evitáveis, oferecendo oportunidades de lazer, socialização e protagonismo humano, assim como a possibilidade de novas práticas de saúde, a partir da garantia de ações e serviços no que tange as necessidades da população idosa, com o intuito de avançar no que diz respeito à promoção em saúde cardiovascular com redução de riscos e agravos associados à sua existência. Para isso, é primordial a identificação de grupos de risco com enfoque no reconhecimento de necessidades em saúde para que assim possam ser traçadas estratégias que promovam melhorias na qualidade de vida desses pacientes com comprometimento cardiovasculares. 2. OBJETIVO Identificar os fatores de risco cardiovasculares comportamentais em idosos participantes do Projeto de Extensão Universitário “Viver Bem na Melhor Idade”. 3. MÉTODO Trata-se de um estudo do tipo descritivo exploratório, com abordagem quantitativa. O estudo foi desenvolvido na Universidade Regional do Cariri (URCA) situada no município de Iguatu-CE, no período de setembro a outubro de 2018. A população foi constituída por todos os idosos que participam ativamente do Projeto de Extensão Viver Bem na Melhor Idade, e que apresentavam faixa etária igual ou superior a 60 anos. Para amostra foram selecionados os idosos que atendiam aos critérios de inclusão e exclusão: ter idade igual ou superior a 60 anos, participar ativamente do referido projeto de extensão e não possuir limitações cognitivas para responder aos questionamentos, sendo assim constituída de oito idosos que atenderam aos critérios estabelecidos. A coleta de dados deu-se a partir de um questionário semiestruturado previamente elaborado pelos integrantes do projeto, contendo aspectos sociodemográficos e clínicos, sendo as variáveis sociodemográficas constituídas de sexo, faixa etária, estado civil, nível de escolaridade e profissão, e os aspectos clínicos dos fatores de risco cardiovasculares (FRCV), comorbidades associadas, uso de medicamentos, aferição da pressão arterial (PA), altura, peso, glicemia casual e circunferência abdominal (CA). Para considerar os fatores de risco cardiovascular na população estudada foi observado em relação ao tabagismo e alcoolismo a frequência do hábito registrada durante a coleta, referente ao sedentarismo considerou-se aqueles que referiam não praticar atividade física ou praticarem menos que três vezes por semana. A obesidade foi classificada a partir dos valores de peso e altura, calculados através do Índice de Massa Corporal (IMC), utilizando a fórmula IMC=Peso (Kg) /[Altura]² (m) e considerou obeso o idoso que apresentou IMC ≥30Kg/m2. Para mensuração do peso foi utilizada balança Digital TechSilver PM da marca Pague Menos, com capacidade de até 180kg e graduação de 100g/0,22lb, a qual foi calibrada antes de iniciar a coleta. Para a altura foi utilizada uma fita métrica que foi fixada na parede, em local plano e regular. A Circunferência Abdominal (CA) foi aferida no ponto médio do rebordo costal e da crista ilíaca, com a utilização de uma fita métrica de 1,50 metros, não distensível, para os resultados considerou CA aumentada quando o valor foi ≥94cm para homens e ≥80cm para mulheres. Para avaliação da Pressão Arterial (PA) obtiveram as medidas em três momentos consecutivos e o valor final considerado foi a média das duas últimas aferições utilizando o esfigmomanômetro do tipo DuraShock da marca Welch Allyn e estetoscópio Rappaport Premiun. Os níveis pressóricos foram interpretados conforme os parâmetros estipulados pela Sociedade Brasileira de Hipertensão Arterial (BRASIL, 2016). Após a coleta, os dados foram organizados, digitados e armazenados no programa Microsoft Office Excel 2016. Em seguida foram analisados por meio da frequência absoluta. Esta pesquisa atende aos aspectos éticos e legais da pesquisa com seres humanos, conforme a Resolução 466/2012, do Conselho Nacional de Saúde (CNS). 4. RESULTADOS Entre os oito idosos entrevistados evidenciou-se que a maioria era do sexo feminino (62,5%) e do sexo masculino (37,5%). Sobre o estado civil obteve-se que metade eram solteiros, viúvos e/ou divorciados representando o percentil de 50%. Percebeu-se que a representatividade para os solteiros, divorciados e/ou viúvos possui uma paridade entre os casados e com união estável, dessa forma este fator pode contribuir negativamente ou positivamente em relação a qualidade de vida dos idosos uma vez que quando se tornam dependentes a medida em que a idade avança e devido estarem ou não morando sozinhos acabam ficando sem o apoio de cuidadores sejam maridos e/ou filhos. Quanto à escolaridade, apenas um idoso que nunca estudou (12,5%), os que estudaram entre 0 a 4 anos apresentaram percentual de 62,5%, e um idoso não especificou. Segundo os entrevistados, a maioria não completou os estudos devido ao início precoce no mercado de trabalho como forma de ajudar a família, levando em consideração que esses idosos vêm de uma época em que o acesso à educação básica era precário, as vezes de difícil acesso ou até mesmo inexistente. Em relação à profissão, 37,5% eram donas de casa, e o restante exerciam profissão de carpinteiro, doméstica, pintor e/ou padeiro distribuídos no mesmo percentual de 12,5%, porém o predomínio total de renda mensal individual foi de um salário mínimo correspondendo aos 87,5%, enquanto que apenas um (12,5%) não quis declará-la e também não trabalhava, mas que era aposentado. A partir do estudo foi possível evidenciar que o FRCV mais prevalente foi o sedentarismo estando presente em 100% dos idosos investigados, mesmo sendo considerado um problema evitável. Estudiosos relatam que, a partir dos cinquenta anos de idade, os benefícios da atividade física regular se tornam mais relevantes para evitar e/ou minimizar declínios físicos, psicológicos e sociais. A mudança no estilo de vida requer também a prática regular de atividades físicas, além da ingesta hipocalórica e hipossódica (DINIZ; TAVARES, 2013). Outro fator observado foi a HAS com prevalência em 75% dos participantes, com bons controles pressóricos em decorrência do uso de medicações anti-hipertensivas. O DM também registra uma incidência considerável em idosos, sendo representada por um percentual de 25%, onde estes têm o diagnóstico confirmado e realizam tratamento para o controle glicêmico. Foi identificado também alterações na CA dos participantes, associado ao acúmulo de gordura visceral, o que favorece ao comprometimento da saúde cardiovascular, sendo registrado sua existência em 50% no sexo feminino, e 37,5% no sexo masculino. Esses achados se assemelham ao encontrado em município de médio porte, que devido as alterações hormonais após a menopausa que propiciam uma tendência para o acúmulo de gordura abdominal (DINIZ; TAVARES, 2013). Ao investigar o IMC, ressalta-se que, no estudo, 12,5% dos participantes foram classificados como obesos, 50% estavam com sobrepeso e 37,5% com o peso adequado. Em relação à associação entre o IMC e o sedentarismo, foi evidenciada em outro estudo que houve reduções significativas do IMC após seis meses de exercícios (DINIZ; TAVARES, 2013). Observou-se, ainda, como relevante a ausência dos FRCV para etilismo e tabagismo, considerando-os como fator de proteção em relação aos hábitos de vida para a proteção e prevenção de doenças cardiovasculares. Dessa forma, nesse estudo foi possível evidenciar que as idosas são consideradas como grupo mais vulnerável para os FRCV, por apresentarem maior número de medidas com valores acima do recomendado, bem como maior prevalência para os FRCV de HAS, DM, obesidade, sedentarismo e CA aumentada. 5. CONCLUSÃO O evidenciado na população estudada assemelha-se ao perfil de idosos brasileiros e de outros países no que diz respeito à distribuição etária e sexo, sendo composta por idosos jovens com predomínio de mulheres. Os resultados obtidos por meio deste estudo levam a necessidade de traçar estratégias para atuar frente aos riscos cardiovasculares comportamentais, visto que muitos dos fatores de riscos registrados são de caráter preventivo. REFERÊNCIAS BRASIL. Envelhecimento e Saúde da pessoa Idosa. Caderno da Atenção Básica, no 19. Brasília: Ministério da Saúde, 2007. CHRISSY, F. C.; JESSICA, M. S.; AMANDA, A. S. V.; NATALIA, T. G.; ANDREA, P.V. Fatores de risco para doenças cardiovasculares em adultos e idosos de um hospital universitário. Revista Nutrición Clínica y Dietética Hospitalaria. Madrid, v.36, n. 1, p. 24-30, 2016. Disponível em: <http://revista.nutricion.org/PDF/361covatti.pdf>>. Acesso em: 10 out. 2018. FANTINI, J.A; GAGLIANONE, C.C; RIBEIRO, R.C.H. M; CESARINO, C.B; RODRIGUES, C.C; BECCARIA, L.M. Perfil Clínico Dos Pacientes Com Doenças Cardiovasculares Atendidos Na Emergência De Um Hospital De Ensino. Ver. Enferm. UFPE online. Recife, v. 9, n. 12, p. 1078-1084, dez. 2015. DINIZ, M.A.; TAVARES, D.M.S. Fatores de risco para doenças cardiovasculares em idosos de um município do interior de minas gerais. Texto Contexto Enferm, Florianópolis, v. 22, n. 4, p. 885-892, 2013. SBC. Sociedade Brasileira de Cardiologia. 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial. v. 107, n. 3, supl. 1, set. 2016. ISSN: 0066-782X.
Palavras-chave: Idoso,Fatores de risco,Doenças cardiovasculares
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Abrir o trabalhoFATORES INFLUENTES NA ESCOLHA PELO PARTO DOMICILIAR
KARINA ELLEN ALVES DE ALBUQUERQUE; Kelly Suianne de Oliveira Lima; Andreliny Bezerra Silva; Marina da Silva dos Santos
FATORES INFLUENTES NA ESCOLHA PELO PARTO DOMICILIAR Karina Ellen Alves de Albuquerque , Kelly Suianne de Oliveira Lima , Andreliny Bezerra Silva Marina da Silva dos Santos Samara Calixto Gomes Resumo: Atualmente, cerca de 98% dos partos são realizados em ambiente hospitalar, e apesar de considerado seguro, é crescente o número de relatos que descrevem o uso de métodos desnecessários, negligentes e desrespeitosos, contribuindo para o desenvolvimento do interesse de algumas parturientes pelo parto domiciliar. Revisão narrativa de abordagem qualitativa da literatura científica. A consulta online realizada no mês de novembro de 2018, no banco de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). A assistência ao parto de baixo risco realizado por enfermeiras obstetras e obstetrizes é prevista pela Lei do Exercício Profissional, contudo, no Brasil, este ainda é visto com muito preconceito por grande parte da sociedade. Nos estudos pode-se identificar quatro fatores que influenciaram a tomada de decisão das mulheres pelo parto domiciliar, são eles: estrutura e ambiente, apoio emocional, liberdade de escolhas e suporte dos profissionais. Os achados propõem que os profissionais que prestam assistência à parturiente, tanto no modelo de atendimento domiciliar como no hospitalar, valorizem esses aspectos buscando melhorias na qualidade da assistência. Palavras-chave: Parto Domiciliar. Enfermagem. Humanização da Assistência. 1. Introdução O parto costumava ser visto como um evento fisiológico executado pela figura da mulher. Contudo, no final do século XIX, através da influência de campanhas produzidas por obstetras, passou a ser considerado um ato médico controlado, retirando gradativamente o parto domiciliar de cena (Sanfelice et al., 2014). No atual modelo, aproximadamente 98% dos partos no Brasil são realizados em instituições de saúde, e apesar de ser considerado seguro, é crescente o número de relatos que descrevem o uso de métodos desnecessários, mecanicistas, negligentes e desrespeitosos (Nascimento et al., 2016). Diante disso, notou-se um interesse crescente pela prática do parto domiciliar, sobretudo em grandes centros urbanos, por mulheres que demonstram profunda insatisfação com à assistência oferecida e buscam exercer sua autonomia no processo parturitivo, respaldadas pelo embasamento científico ofertado pelo profissional de saúde (médico ou enfermeiro obstetra) que acompanhou o pré-natal, evitando o aparecimento de possíveis complicações (Sanfelice, Shimo, 2016). A humanização durante todo o desenvolvimento do parto envolve não só a mulher, bem como sua família, e deve respeitar além das necessidades biológicas, suas necessidades sociais, éticas e psicológicas. Os enfermeiros obstetras, nesse contexto, desenvolvem a assistência de forma holística, favorecendo a evolução fisiológica do nascimento, sem desconsiderar a relevância dos avanços científicos (Mattos et al., 2016). Assim, a escolha pelo parto domiciliar, apesar de estimular o resgate histórico ao processo parturitivo, apresenta numerosos desafios e dilemas, que devem ser desmistificados pelos profissionais responsáveis pela assistência. A escolha pela temática se deu pelo espaço que a realização do parto domiciliar planejado vem ganhando, além disso, o presente estudo é impresindível para a disseminação do conteúdo no âmbito acadêmico. 2. Objetivo Identificar os motivos que levam às parturientes a optarem pelo parto domiciliar. 3. Metodologia Trata-se de uma revisão narrativa sendo de abordagem qualitativa da literatura científica. A consulta online foi realizada no dia 04 de novembro de 2018, no banco de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), com as bases de dados: Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências de Saúde (LILACS) e Banco de Dados em Enfermagem (BDENF). Na busca aos artigos, foram empregados os descritores padronizados pelos Descritores em Ciências da Saúde: parto domiciliar, enfermagem e humanização da assistência, utilizando o operador Boleano And. Ao início da pesquisa, foram encontrados 44 artigos, dos quais aplicaram-se, como critério de inclusão, os filtros: disponível, idioma (português) e recorte temporal dos últimos cinco anos (2013-2018), restando 19 artigos. Como critérios de exclusão foram adotados: distanciamento do tema, duplicidade de artigos e dissertações, permanecendo um total de 11 artigos para leitura na íntegra e desenvolvimento do estudo. 4. Resultados Embora o Conselho Federal e Regional de Enfermagem não sejam contrários ao atendimento domiciliar já que a assistência ao parto de baixo risco realizado por enfermeiras obstetras e obstetrizes é prevista pela Lei do Exercício Profissional de nossa categoria (Lei 7.498, de 25 de junho de 1986) no Brasil este ainda é visto com muito preconceito por grande parte da sociedade, principalmente devido à divulgação de conceitos equivocados sobre o tema (SANFELICE et al., 2014). Nota-se ainda que as mulheres que optam pelo parto domiciliar são socialmente reconhecidas como irresponsáveis, desinformadas e adeptas de um modismo. Tal preconceito direciona-se também aos profissionais que optam em oferecer esse atendimento (SANFELICE; SHIMO, 2016). Nos estudos selecionados pode-se identificar quatro fatores que influenciaram a tomada de decisão das mulheres pelo parto domiciliar: Estrutura e ambiente Embora o parto e o nascimento sejam eventos biológicos, caso exista estímulos estressores, estes podem gerar implicações psicoemocionais, culturais, sociais e econômicas. A abordagem biomédica e hospitalocentrica provocou mudanças no processo assistencial e no comportamento da mulher, que fazem com que a gestante se molde à nova postura social e submerja sua autonomia durante o processo parturitivo (MATTOS et al., 2017). Nesse sentido, muitas mulheres relataram o medo de parir em uma instituição hospitalar, devido ao trauma desagradável de situações vivenciadas, como perdas de entes queridos, partos traumáticos, o alto risco de infecções, a ausência de autonomia, dentre outras (NASCIMENTO et al., 2016). Os estudos evidenciaram que a experiência do trabalho de parto e parto pode ser melhor vivenciada quando a mulher dispõe de um ambiente favorável para esse momento. Segundo os dados obtidos, tecnologias não invasivas para alívio da dor, relacionadas à ambiência, tais como o uso da música, a imersão em água e a diminuição da luminosidade, repercutiram positivamente na experiência vivida, ao criar uma atmosfera acolhedora e propícia ao relaxamento (SOUZA, et al., 2014). Tendo em vista os dados apresentados, deve se considerar que a estrutura ambiental pode interferir positivamente no processo de parto e representar um elemento facilitador da assistência ao parto (SANFELICE; SHIMO, 2016). Apoio emocional Parturientes relatam a influência do suporte emocional e do apoio de profissionais dos serviços, da doula e do acompanhante durante o trabalho de parto, proporcionando assim tranquilidade para o nascimento de seu filho (SANFELICE et al., 2016). Algumas ações como a massagem lombar, o uso das bolas e o banho de chuveiro proporcionam o alívio da dor e asseguram suporte físico e emocional à parturiente fazendo com que a mesma auxilie no processo do parto (SILVA et al., 2016). Estudos apontam a importância de um acompanhante durante todo o trabalho de parto, parto e pós-parto para que a parturiente sinta-se amparada emocionalmente e fisicamente, contribuindo para uma boa evolução do período gravídico-puerperal. Esse apoio deverá ser oferecido as mulheres afim de diminuir temores, efetivar a comunicação entre profissionais/mulher e minimizar fatores estressantes (OLIVEIRA et al., 2018). Através da Lei do Acompanhante (Lei n° 10.241/1999) o Ministério da Saúde ratificou a relevância de um acompanhante vivenciando junto a ela a experiência do nascimento. Essa prática colabora com a diminuição de cesáreas, menor propensão para analgesia, aumento dos partos vaginais espontâneos e redução da percepção negativa sobre a experiência do nascimento (BRUGGEMANN et al., 2013). Liberdade de escolhas No parto domiciliar a liberdade de escolhas manifestou-se como uma característica positiva na parturição em casa. A autonomia representa o empoderamento no processo de parto na qual ela poderá decidir o local, posição, acompanhantes e a maneira de se expressar, sem preocupar-se se irá ofender alguém. O ato de debochar, não permitir certo comportamento da mulher ou não respeitar alguma escolha tomada durante seu trabalho de parto, caracteriza-se atualmente como violência obstétrica e raramente tais atos ocorrem no ambiente domiciliar (SANFELICE et al., 2016). Nota-se para que a mulher tenha autonomia e possa exercer uma escolha consciente, a informação obtida necessitará ser dirigida com segurança compreendendo assim como um elemento importante na tomada de decisões (SILVA et al., 2015). Nesse contexto, uma assistência obstétrica mediante as necessidades da mulher é fundamental durante o processo do parir. O direito à autonomia, a atuação ativa no parto e aquisição de informações compreendem o protagonismo, para que assim a parturiente visualize o parto não somente como um processo fisiológico, contudo um momento grandioso no qual foi fundamental sua liberdade de escolha e atuação. Ressalta-se que a liberdade de escolha proporciona a mulher segurança e confiança, por essa razão é imprescindível promover as possibilidades disponíveis para essa mulher optar o modo de condução de seu trabalho de parto competindo ao profissional oferecer o devido suporte (SOARES et al., 2017). Suporte dos profissionais O suporte e comprometimento por parte dos profissionais é fundamental no parto domiciliar visto que esses profissionais podem proporcionar tranquilidade e segurança no processo da parturição. Nesse sentido, o estímulo a laços de confiança é necessário no acompanhamento individual para que haja uma relação de bem-estar e conforto para todos (SANFELICE et al., 2016). A assistência e o suporte correto visa reduzir procedimentos desnecessários respeitando o processo natural e fisiológico da mulher com o objetivo de sanar complicações existentes. Diante disso é necessário que o parto domiciliar conte com profissionais capacitados que auxiliem a parturição e oferte boas práticas de saúde (SOARES et al., 2017). 5. Conclusão Notou-se nos estudos certo preconceito voltado aos profissionais que optam por prestar assistência ao parto domiciliar, assim como nas parturientes por acharem sua atitude imprudente. São observados quatro fatores que levam as futuras mamães a optarem pelo parto domiciliar, são eles, o ambiente e a estrutura lhe garantindo conforto e segurança na hora do parte, apoio emocional, liberdade de escolha, como por exemplo a posição que lhe seja mais confortável para parir e o suporte dos profissionais, do qual é de extrema relevância tanto para a parturiente como para o bebê garantindo um parto seguro e humanizado. Os achados propõem que os profissionais que prestam assistência à parturiente, tanto no modelo de atendimento domiciliar como no hospitalar, valorizem esses aspectos buscando melhorias na qualidade da assistência. 6. Referências BRUGGEMANN, O. M; OLIVEIRA, M. E; MARTINS, H. E. L; ALVES, M. C; GAYESKI, M. E. A inserção do acompanhante de parto nos serviços públicos de saúde de Santa Catarina, Brasil. Esc Anna Nery, jul - set; 17 (3):432 – 438, 2013. MATTOS, D. V; VANDENBERGHE, L; MARTINS, C. A. O enfermeiro obstetra no parto domiciliar planejado. Rev enferm UFPE on line, 10(2):568-75, fev., 2016. MORAES, P. A; MATTOS, D. V; MATÃO, M. E. L; MARTINS, C. A; NASCIMENTO, J. P. A dor do parto: percepção de mulheres que pariram no domicílio. Rev enferm UFPE on line, 10(Supl. 5):4176-81, nov., 2016. NASCIMENTO, J. P; MATTOS, D. V; MATÃO, M. E, L; MARTINS, C. A; MORAES, P. A. O empoderamento da mulher no parto domiciliar planejado. Rev enferm UFPE on line, 10(Supl. 5):4182-7, nov., 2016. OLIVEIRA, J. C; PAULA, A. C. S; GARCIA, E. S. G. F; ANDRADE, M. B. T; LEITE, E. P. R. C. Assistência obstétrica no processo de parto e nascimento. J. res.: fundam. care. Online, abr./jun. 10(2): 450-457, 2018. SANFELICE, C. F. O; ABBUD, F. S. F; PREGNOLATTO, O. S; SILVA, M. G; SHIMO, A. K. K. Do parto institucionalizado ao parto domiciliar. Rev Rene. mar-abr; 15(2):362-70, 2014. SANFELICE, C. F. O; SHIMO, A. K. K. Boas práticas em partos domiciliares: perspectivas de mulheres que tiveram experiência de parto em casa. Rev. Eletr. Enf. [Internet], 2016. SILVA, A. L. S; NASCIMENTO, E. R; COELHO, E. A. C. Práticas de enfermeiras para promoção da dignificação, participação e autonomia de mulheres no parto normal. Esc Anna Nery, 19(3):424-431, 2015. SILVA, U; FERNANDES, B. M; PAES, M. S. L; SOUZA, M. D; DUQUE, D. A. A. O cuidado de enfermagem vivenciado por mulheres durante o parto na perspectiva da humanização. Rev enferm UFPE on line, 10(4):1273-9, abr., 2016. SOARES, Y. K. C; MELO, S. S. S; GUIMARÃES, T. M. M; FEITOSA, V. C; GOUVEIA, M. T. O. Satisfação das puérperas atendidas em um centro de parto normal. Rev enferm UFPE on line, 11(Supl. 11):4563-73, nov., 2017. SOUZA, R. M; SOARES, L. S; QUITETE, J. B. Parto natural domiciliar: um poder da natureza feminina e um desafio para a enfermagem obstétrica. J. res.: fundam. care. Online, jan./mar. 6(1):118-131, 2014.
Palavras-chave: Parto Domiciliar,Enfermagem,Humanização da Assistência
Oral
Abrir o trabalhoIMPLICAÇÕES DO PRECONCEITO E VIOLÊNCIA CONTRA POPULAÇÃO LGBT: UMA REVISÃO DE LITERATURA
TAMIRES ALVES DIAS; Stéffane Costa Mendes; Samara Méscia Mendes da Silva; Maiara Bezerra Dantas
IMPLICAÇÕES DO PRECONCEITO E VIOLÊNCIA CONTRA POPULAÇÃO LGBT: UMA REVISÃO DE LITERATURA Tamires Alves Dias , Stéffane Costa Mendes , Samara Méscia Mendes da Silva , Maiara Bezerra Dantas , Samara Calixto Gomes RESUMO INTRODUÇÃO: A população LGBT mantém-se à sombra de julgamentos e imposições moralistas e religiosas, limitadas à patologia ou pecado. A homofobia pode propiciar danos a integridade física da vítima e violência psicológica. OBJETIVO: Nesse sentido, buscamos compreender e caracterizar o preconceito e danos sofridos pela população LGBT, bem como discutir os índices de mortalidade oriundas da violência. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com busca eletrônica na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), realizada no período de outubro de 2018. Foram utilizados o cruzamento dos seguintes descritores em saúde (Decs): Violência, População LGBT e Homofobia. RESULTADOS: A homofobia configura-se como um problema de saúde e segurança pública, onde o direito de ir e vir é subtraído através do medo e apreensão pelo desconhecido. CONCLUSÃO: Diante dos variados danos causados pelo preconceito e violência, e dos índices elevados de óbitos percebe-se que há ainda na sociedade atual um demasiado retrocesso quanto à igualdade de gênero e o respeito a diversidade sexual. Palavras-Chave: Violência. População LGBT. Homofobia 1. Introdução O Brasil vivencia atualmente um antagonismo entre uma sociedade tradicionalista, que defende conceitos arcaicos, e uma progressista, que apoia a luta pelos direitos da população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros (LGBTTT). A busca pela desconstrução dos preceitos sexuais é marcada por uma série de padrões, onde a heterossexualidade é modelo ideal para os desejos e princípios, assumindo-se como “referência”. Desse modo, qualquer indivíduo que fuja dessa regra binária, passa a ser julgado com repulsão (POPADIUK, 2017). Assim, a homossexualidade mantém-se à sombra desses julgamentos e imposições moralistas e religiosas, limitadas à patologia ou pecado, provocando vários questionamentos e discussões acaloradas a respeito da temática. Em consequência, expõe esse grupo de forma vulnerável aos diversos tipos de violência, refletindo em elevados números de atitudes letais contra a população LGBT (BRASIL, 2012). A incidência desses eventos baseados na discriminação por orientação sexual ou gênero assumem um linear crescente. Os casos desenrolam-se em diversos âmbitos de convívio social, dentre eles: no universo familiar, nas escolas, nos ambientes de trabalho, na justiça, na polícia e em diversas esferas do poder público (A homofobia pode propiciar danos a integridade física da vítima, impondo-se a atentados contra a vida. A violência psicológica, configurasse-se por danos à individualidade, à autoestima, à socialização ou moral, através de ações que aterrorizem, menosprezem, rejeitem, ridicularizem, ou isolem outro indivíduo. (FAZZANO; GALLO, 2015). Considera-se que há carência de estudos sobre a homofobia, o que potencializa os danos causados pelo preconceito. Diante dessa premissa, expõe-se a grande relevância do assunto, uma vez que há a necessidade de estudos que comprovem esse problema de saúde pública tão mascarado pela sociedade. 2. Objetivo Compreender e caracterizar o preconceito e danos sofridos pela população LGBT, bem como discutir os índices de mortalidade oriundas da violência. 3. Metodologia Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com busca eletrônica na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), realizada no período de outubro de 2018; foram utilizados o cruzamento dos seguintes descritores em saúde (Decs): Violência, População LGBT e Homofobia, por meio do operador booleano AND, seguido da aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, resultando em 08 artigos. A pesquisa também foi realizada em cima dos Relatórios de Violência Homofóbica no Brasil dos anos de 2012 e 2013, do Poder Público Federal, totalizando em 10 literaturas, para uma análise minuciosa e referida elaboração do estudo. Na BVS foram enredados: artigos disponíveis completos, pesquisa com o presente assunto principal: Violência contra comunidade LGBT e Homofobia, Idioma português e Últimos 5 anos de publicação. Critérios de exclusão também foram aplicados: publicações que não contribuíssem com a formulação do trabalho, documentos pagos ou repetidos; bases de dados internacionais e especializadas ou textos com línguas estrangeiras. A definição do tema do artigo se deu através da escolha da questão norteadora: Como a sociedade encara a população LGBT, e como homofobia pode afetar a vida desse grupo. Visto que, os índices de mortalidade associado a homofobia crescem significativamente nas últimas décadas, tornando essas pessoas cada vez mais vulneráveis aos tipos de violência, seja ela física ou psicológica. 4. Resultados A homofobia configura-se como um problema de saúde e segurança pública, onde o direito de ir e vir é subtraído através do medo e apreensão pelo desconhecido. Regulando de que forma estes devem transitar ou onde devem ir, além de determinar e modelar seus comportamentos; deixando cicatrizes que por vezes, perpassam a violência psicológica, gerando também danos físicos (CASSAL, 2013). Em 2012, foram apresentados pela primeira vez no Brasil, informações oficiais sobre as violações LGBTs, reportadas ao Poder Público Federal através do Relatório sobre Violência Homofóbica no Brasil. Esses dados apontaram que o número desses homicídios aumentou 11,51% de 2011 para 2012, possibilitando a visibilidade e quantificação dos casos. (SOUZA et al., 2015; BRASIL, 2012). Um obstáculo é a intensificação da violência por órgãos que deveriam abrandá-la e erradicá-la, como as delegacias. Nas delegacias, constata-se que a falta de denúncia é um fator presente, uma vez que ao efetuarem as denúncias esse público é tido como agressor, o que acarreta uma nova violação, caracterizada como violência institucional (SOUZA et al., 2015). Entre os anos de 2011 a 2013 foram registradas 5885 denúncias, segundo o Disque Direitos Humanos havendo um decréscimo no último ano, podendo estar associado a subnotificação bem como a falta de manejo de campanhas, de propagação associado ainda ao desconhecimento de muitos desse meio de denúncia, sendo estes fatores que predispõem a redução de tais índices (BRASIL, 2016). Pode-se verificar que violências psicológicas foram as mais reportadas, com 40,1% do total, seguidas de discriminação, com 36,4%; e violências físicas, com 14,4%. Também há significativo percentual de negligências (3,6%). Outros tipos de violação correspondem a 5,5% (BRASIL, 2016). Souza et al. (2015), mostra a violência intrafamiliar, bem como sua extensão aos âmbitos escolar, de saúde e segurança. Assim, as agressões se iniciam no contexto familiar e segue em outros âmbitos, culminando no abandono desses espaços e os predispondo as dificuldades trabalhistas do meio social e falta de oportunidades. Popadiuk, Oliveira e Signorelli (2017), trazem que o meio familiar é considerado um fator de proteção para o psicológico de cada indivíduo, no entanto a exigência de uma postura heteronormativa e compatível ao núcleo familiar, foge à questão de proteção e passa a dispor de mecanismos violentos para punir aqueles cuja orientação sexual não é conciliável com o modelo hegemônico de família “tradicional”. É sabido a existência de políticas de governo que priorizam ora sim, ora não as questões de proteção social ao público LGBT’s, tornando-as fragmentadas e descontínuas, ao invés de garantir políticas de Estado. Além disso, há uma discrepância entre os custos e subsídios utilizados apara realização dos mesmos, tornando dificultosas e inviáveis as ações previstas (IRINEU, 2011; HORST, 2016). Apesar da Carta dos Direitos dos Usuários da Saúde (2006), que garante o acesso e acolhimento no Sistema Único de Saúde, esse ambiente também apresenta descriminação, julgamento moral e distanciamento profissional, exibidos pelos gestos, olhares e falas; o que acaba resultando na resistência na busca por esses serviços, justificando-se como estratégia de proteção contra a violência social, gerando barreiras na atenção à saúde. São inúmeros os desafios enfrentados na assistência pública a saúde dessas pessoas, configurando-se em: desconhecimento dos profissionais de saúde sobre os problemas que afetam esse grupo, a falta de resolutividade, a identificação pelo nome social no momento do atendimento, entre outros. Como consequência, quem sai prejudicado é a população LGBTs que preferem não procurar os sistemas de saúde, por não serem tratados em sua integralidade e acabarem sendo violentados ainda mais (FAZZANO; GALLO, 2015). 5. Conclusão Deste modo, torna-se necessário infundir na sociedade a cultura de paz e respeito, repudiando atos exclusivos e violentos a população LGBTTT, e efetivando medidas punitivas quando houver a violação desses direitos. Sendo crucial o englobamento de ações e medidas que estimulem uma maior reflexão das pessoas quanto a diversidade sexual e aceitação. Intensificando-se assim, os índices de notificação e denúncias. A implementação e validação das políticas públicas de saúde são meios crucias para que se possa promover a luta por direitos e suas expressões na sociedade; buscando a sensibilização, respeito e humanização da sociedade, independente de tradições, valores e crenças pré-estabelecidas. Diante dos variados danos causados pelo preconceito e violência, e dos índices elevados de óbitos percebe-se que há ainda na sociedade atual um demasiado retrocesso quanto à igualdade de gênero e o respeito a diversidade sexual, notando-se os efeitos letais da violência e a ambiguidade dos fatores que a influenciam. Em função disso, sugere-se o estímulo ao desenvolvimento de estudos voltados à temática, visando a garantia dos direitos à saúde e vida da população LGBT. 6. Referências ______. BRASIL. Relatório sobre Violência Homofóbica no Brasil: ano de 2012. Brasília: Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, 2012. ______. BRASIL. Relatório de Violência Homofóbica no Brasil: ano 2013. Secretaria Especial de Direitos Humanos, 2016. CASSAL, L. C. B. Homofobia e cidade: um ensaio sobre lâmpadas, segurança e medo. Revista Polis e Psique, v. 3, n. 3, p. 24, 2013. FERNANDES, F. B. M. Assassinatos de travestis e “pais de santo” no Brasil: homofobia, transfobia e intolerância religiosa. Saúde em Debate, v. 37, n. 98, p. 485-492, 2013. FAZZANO, L. H.; GALLO, A. E. Uma Análise da Homofobia Sob a Perspectiva da Análise do Comportamento. Temas em Psicologia, v.23, n.3, 535-545, 2015. HORST, C. H. M. Avaliando o Programa Brasil sem homofobia. Anais do Encontro Internacional e Nacional de Política Social, v. 1, n. 1, 2016. IRINEU, B. A. 10 anos do programa brasil sem homofobia: notas críticas. Temporalis, v.14, n. 28, p. 193-220, 2014. PERUCHI, J.; BRANDÃO, B. C.; VIEIRA, H. I. S. Aspectos psicossociais da homofobia intrafamiliar e saúde de jovens lésbicas e gays. Estudos de Psicologia, v.19, n.1, 2014. POPADIUK, G. S.; et al. A Política Nacional de Saúde Integral LGBT e o acesso ao SUS: avanços e desafios. Ciência & Saúde Coletiva, v.22, n.5, 1509-1520, 2017. SOUZA, M.; et al. Violência e sofrimento social no itinerário de travestis de Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brasil. Cad. Saúde Pública, vol.31, n.4, 2015.
Palavras-chave: Violência, População LGBT, Homofobia
Oral
Abrir o trabalhoImportância da Disciplina de Bases Teóricas e Metodológicas de Enfermagem na Formação de um Futuro Enfermeiro
MARIA LUIZA SANTOS FERREIRA; Camila Soares de Sousa; Vinicius Rodrigues de Oliveira; Marina Barros Wenes Vieira
IMPORTÂNCIA DA DISCIPLINA BASES TEÓRICAS E METODOLÓGICAS DE ENFERMAGEM NA FORMAÇÃO DE UM FUTURO ENFERMEIRO. Maria Luiza Santos Ferreira , Camila Soares de Sousa , Vinícius Rodrigues de Oliveira , Marina Barros Wenes Vieira , Marília Brito de Lima5 Resumo: A relevância da disciplina de bases teóricas e metodológicas na grade curricular de graduação em Enfermagem na postura dos futuros profissionais é definida pela literatura. Há que reconhecer os limites que qualquer estrutura curricular impõe ao aprendizado, estimulando o desenvolvimento de outras vivências, em articulação com a relação entre docente e discentes. Objetivou-se com este estudo analisar a importância da disciplina de bases teóricas e metodológicas para que os futuros enfermeiros realizem um trabalho de qualidade. Os dados obtidos nesta pesquisa mostraram que na formação do profissional de enfermagem os mesmos reconhecem a magnitude da disciplina no currículo acadêmico de ensino, pois esta demonstram as fragilidades e potencialidades acerca de sua prática. Conclui-se que a enfermagem é vista como uma ciência por meio da qual o profissional enfermeiro presta assistência especializada a pessoas incapacitadas, em que é preciso mais que uma assistência comum para satisfazer às necessidades do próximo. Palavras-chave: Disciplina. Enfermeiro. Aprendizado. Ensino. 1. Introdução O presente estudo explanará a perspectiva da disciplina de bases teóricas e metodológicas no que tange à formação do futuro enfermeiro revelando que esta potencializa a construção de conhecimento inovador na formação e contribui para o fortalecimento da dimensão pedagógica do trabalho de enfermagem. Deste modo, a transmissão de conhecimento é o método pelo qual o aprender é facilitado por outra pessoa, incentivando que o educando experimente situações com potencial de alteração na vida concreta. Este processo é sustentado fundamentalmente em três componentes: alguém que ensina, alguém que aprende e algo que o primeiro ensina ao segundo. Logo, à disciplina supracitada anteriormente especifica que aprender é o reflexo manifesto da experiência do estudante ao ensino dos conhecimentos pela formação que se anseia, produzindo um pensamento crítico-reflexivo acerca do ensino para as práticas de saúde (MORETTI, 2010). O universitário de enfermagem é instigado a refletir sobre as situações vivenciadas na totalidade do trabalho em saúde, para uma melhor ampliação do cuidado integral às necessidades individuais e coletivas, direcionado por ações que se destacam por atividades ou tarefas, voltadas ao acolhimento das necessidades coletivas, organização e gestão do cuidado centrado na atenção primária à saúde (PARANHOS; MENDES, 2010). Dessa forma, a disciplina em questão proporciona ao futuro enfermeiro uma didática de ensino-aprendizagem com enfoque em metodologias ativas, em que o discente de enfermagem estuda teorias com embasamentos na prática aplicada por grades estudiosos na área almejada à luz de literaturas conhecidas NANDA – North American Nursing Interventions (Classifiacão Norte-Americana de Diagnósticos de Enfermagem), NIC – Nursing Interventions Classification (Classificação de Intervenções de Enfermagem), NOC – Nursing Outcomes Classification (Classificação de Resultados de Enfermagem) e a Classificação Internacional para a prática de Enfermagem (CIPE), estas que possibilita uma efetivação do cuidado voltado às necessidades do paciente, promovendo uma melhor ampliação do exercício de enfermagem (SCHAURICH D; CROSSETTI MGO, 2010). No que se refere às taxonomias de enfermagem aplica-se a Sistematização da Assistência a Enfermagem – SAE esta definida como o exercício dos profissionais que reflete, sobremaneira, sua formação. Portanto, para a formação de um enfermeiro a partir do ensino da disciplina relatada anteriormente denota-se como ações: identificar as necessidades de saúde quer seja essas individuais ou na coletividade, formular e processar problemas de saúde, elaborar, executar e avaliar o plano de cuidado, participar da organização e do acompanhamento em saúde. Cada atividade demanda o uso de atributos (conhecimentos, habilidades e atitudes, que orientam o ensino e a aprendizagem) (PARANHOS; MENDES, 2010). 2. Objetivo Analisar a importância da disciplina de bases teóricas e metodológicas na formação acadêmica dos alunos do curso de graduação em enfermagem. 3. Metodologia Concerne a uma revisão integrativa da literatura, realizada através da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), no período de dezembro do ano de 2017. Para realização da pesquisa usaram-se os descritores: “Disciplina”, “Enfermeiro”, “Aprendizado” e “Ensino”, cruzados através do operador booleano and. Inicialmente foram encontrados 329 estudos, porém após refinamento, com aplicação dos filtros: Texto completo disponível, idioma (português) e ano (2013-2018) restaram 46 trabalhos. Foram excluídos os documentos que não condiziam com a temática, dessa forma restaram apenas 20 que embasaram a pesquisa. 4. Resultados O educando de enfermagem é estimulado a refletir, tomar decisões e assumir responsabilidade num cenário real da enfermagem vai ampliando competência – habilidade para mobilizar diferentes capacidades para enfrentar as situações essenciais da prática profissional. Ajustando atributos – domínio cognitivo (saber), habilidades – domínio psicomotor (saber fazer) e atitudes – domínio afetivo (saber ser e conviver) é possível adquirir visão ampla do seu campo de exercício (PARANHOS; MENDES, 2010). Deste modo, outro achado interessante refere-se à disciplina de bases teóricas e metodológicas ministrada como facilitadora para aportes em termos de planejamento e organização das atividades de Enfermagem, baseada no processo de enfermagem em que ocorre em cinco etapas em que promove a humanização das relações em equipes, principalmente nos tópicos referentes ao método de ensino-aprendizagem (MINAYO, 2010). Encontraram-se ensinamentos que comprovaram que a redefinição do papel do universitário de enfermagem na abordagem pedagógica construtiva apoia-se na metodologia ativa, e na aprendizagem significativa. Todavia, o estudante com o conhecimento adquirido pelo cumprimento de bases teóricas e metodológicas constrói conhecimento integrando prática e teoria em cada situação/aula de experiência pedagógica registrando suas reflexões nas interfaces da disciplina de forma crítica-reflexiva (MORETTI, 2010). Foi cabível nos achados que os discentes de enfermagem reconhecem a importância da didática de bases metodológicas para construção de sua formação, pois afirmam que esta é uma disciplina necessária e importante à atuação do enfermeiro. Consequentemente, destacou-se a percepção de que a atuação do futuro profissional é bem mais ampla do que as ações vinculadas às suas competências clínicas, incluindo também o papel que lhes favorece o de educador (PARANHOS; MENDES, 2010). Pôde-se constatar que a ponderação sobre o ensino pertinente da SAE é de fundamental importância, frente à necessidade de se buscar estratégias, que permitam uma prática significativa e que culminem em uma assistência prestada com qualidade pelos enfermeiros. Por conseguinte, a mesma auxilia na assistência prestada ao paciente, o enfermeiro utiliza em sua conduta o Processo de Enfermagem (PE), que pressupõe uma série de ações/dinâmicas inter-relacionadas, adotado por determinado método ou modo de fazer (SAE), este fundamentado no conhecimento técnico-cientifico da área (GARANHANI; GUARIENTE, 2013). Segundo WALL et al., (2014) a Sistematização da Assistência de Enfermagem é uma utilização, por meio do Processo de Enfermagem (PE), ferramenta metodológica que orienta o cuidado profissional e a documentação da técnica, é obrigatória em todas as Instituições de saúde públicas e privadas no Brasil, segundo resolução do Conselho Federal de Enfermagem, além de ser objeto de diversos estudos. Foi notório que durante as pesquisas a disciplina já mencionada atua com grande magnitude para formação do profissional da enfermagem, esta identifica os diagnósticos de enfermagem e a implementação de intervenções específicas, trazendo como parte do Processo de Enfermagem e da Sistematização de Enfermagem, contribuindo assim para uma melhor promoção da qualidade de vida dos clientes. Ainda destacando-se os diagnósticos de enfermagem estes são primordiais como instrumento auxiliador na aplicação de planejamento, realização e avaliação dos cuidados concedidos de enfermagem (FERNANDES et al., 2012). Logo, denota-se que a SAE, processo de enfermagem, taxonomias de enfermagem são instrumentos metodológicos e sistemáticos de prestação de cuidados, servindo com uma ferramenta provedora da interdisciplinaridade à conduta do intelectual do futuro enfermeiro. É pertinente ressaltar que a complexidade que abrange o protagonismo do ensino-aprendizagem voltado à disciplina de bases teóricas e metodológicas, envolve ações de Enfermagem possibilitadas a partir do aprendizado desta como gerência, assistência e atividades de cunho educativo nos serviços de saúde, exigindo assim que o profissional egresso seja comprometido com a realidade concreta da técnica ao serviço de saúde que vos espera. Por isso, os enfermeiros, os demais profissionais da área da saúde, são futuros educadores na prática cotidiana, tanto no contato entre profissional e equipe, como no com os usuários do Sistema de Saúde. Sabe-se que, para humanizar a assistência não basta investir em equipamentos e tecnologias e que o tratamento é mais eficaz quando a pessoa é acolhida, ouvida e respeitada pelos profissionais de saúde. Sendo assim, o diálogo e a problematização são importantes na formação do profissional crítico e reflexivo com intuito de responder às necessidades do Sistema Único de Saúde (FONTANA, 2010). 5. Conclusão Diante do exposto, fica clara a importância do uso da disciplina de bases teóricas e metodológicas a grade curricular do curso de enfermagem em qualquer instituição de ensino superior, pois esta se torna de grande necessidade como metodologia ativa de ensino, em que a mesma consegue unir a teoria-prática em um mesmo regulamento, tendo como foco principal de ensino-aprendizagem uma enfermagem com prestação de serviços adequada à sociedade. As taxonomias de enfermagem ou até mesmo as teorias de enfermagem enriquecem o ensino de graduação em enfermagem, pois discute a organização, o conhecimento, as percepções dos profissionais quanto a temáticas ainda não tanto abordadas perante os espaços de trabalho. Com estes contextos ocorrem melhorias no planejamento, maiores oportunidades para integração entre teoria e prática, valorização do diálogo, até mesmo desenvolvimento da relação professor-aluno, qualificação docente e construção de metodologias ativas de aprendizagem. Ainda assim, é evidente que a valorização da enfermagem enquanto profissão depende também da postura do profissional, frente aos problemas que emergem da sua prática. O futuro enfermeiro precisa ser autêntico e conquistar o seu espaço com mérito, através do uso do seu conhecimento científico específico, que pode ter na SAE (Sistematização da Assistência de Enfermagem) a autonomia necessária, para desenvolver um trabalho consciente, eficiente e gratificante do ponto de vista de resultados positivos na assistência prestada. 6. Referências FERNANDES et al. Diagnósticos de enfermagem do domínio atividade/repouso evidenciados por idosos em tratamento hemodialíticos. Rev Rene. 2012. FONTANA RT. Humanização no processo de trabalho em enfermagem: uma reflexão. Rev. Rene. Fortaleza, 2010. GARANHANI, M; GUARIENTE M. H. D. M. Sistematização da assistência de enfermagem e o pensamento complexo na formação do enfermeiro: analise documental. Rev Gaúcha Enferm. 2014. MINAYO MCS. O Desafio do Conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. São Paulo: Hucitec, 2010. MORETTI-PIRES RO. O pensamento crítico-social de Paulo Freire sobre humanização e o contexto da formação do enfermeiro, do médico e do odontólogo [tese]. Ribeirão Preto (SP): Universidade de São Paulo; 2010. PARANHOS VD; MENDES MMR. Currículo por competência e metodologia ativa: percepção de estudantes de enfermagem. Rev Latino-Am. Enfermagem. 2010. SCHAURICH D, CROSSETTI MGO. Produção do conhecimento sobre teorias de enfermagem: análise de periódicos da área. Esc Anna Nery Rev Enferm. 2010.
Palavras-chave: Disciplina, Enfermeiro,Aprendizagem,Ensino
Oral
Abrir o trabalhoJOGO EDUCATIVO COMO ESTRATÉGIA PARA AVALIAÇÃO DO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM NO TRATAMENTO DE FERIDAS
JOSÉ GERFESON ALVES; Maria Nágela Valéria da Silva; Lorena Pinheiro Braga; Glícia Uchôa Gomes Mendonça
JOGO EDUCATIVO COMO ESTRATÉGIA PARA AVALIAÇÃO DO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM NO TRATAMENTO DE FERIDAS José Gerfeson Alves , Maria Nágela Valéria da Silva , Lorena Pinheiro Braga , Glícia Uchôa Gomes Mendonça , Jayana Castelo Branco Cavalcante de Meneses . Resumo: O estudo objetivou relatar a utilização de um jogo educativo para avaliação da compreensão de estudantes sobre o tratamento de feridas. Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência sobre a utilização de um jogo educativo para verificar o entendimento dos acadêmicos em relação à aula de Tecnologias para o tratamento de feridas, aplicado a 42 alunos do quinto semestre de Enfermagem. A aplicação do jogo ocorreu em Agosto do corrente ano na Universidade Regional do Cariri. Destaca-se interação entre os membros das equipes e colaboração para o desenvolvimento do jogo. A vivência desta prática fortaleceu a interação aluno-professor, concedendo ao facilitador a oportunidade de dinamizar o processo de ensino aprendizagem. Palavras-chave: Educação em Enfermagem. Feridas. Tecnologia Educacional. 1. Introdução Os métodos de ensino envolvendo os cursos da área da saúde proporcionam estratégias que viabilizam intensificar o processo de aprendizagem, entendendo a seriedade de formar profissionais capacitados para assistir às necessidades da população. Mediante as possibilidades de ressignificação do processo ensino-aprendizagem, destacam-se as metodologias ativas pautadas no ensino problematizador, incentivando os procedimentos de ensino-aprendizagem crítico-reflexivos e permitindo ao estudante ser protagonista de seu saber (SOUSA; COELHO, 2014). Destarte, a enfermagem gradualmente está empregando variados recursos, promovendo a participação satisfatória de acadêmicos na produção do conhecimento pela utilização de jogos educativos, com grande importância para a formação do conhecimento (LUNA; PINHEIRO; TEIXEIRA, 2018). Ressalta-se que os jogos educacionais são artifícios úteis para oferecer situações pertinentes e estimulantes para a solução de problemas, concedendo aos estudantes uma ponderação quanto aos seus desempenhos, bem como propiciando o acompanhamento ativo dos jogadores em todos os estágios. Em outra perspectiva, possibilita ao aluno potencializar a sua capacidade de refletir, indagar, entender, presumir hipóteses, testá-las e avaliá-las com independência (SILVA; ANTUNES, 2017). Portanto, partindo da pressuposição das possibilidades do emprego dessa tecnologia educacional na sala de aula para inovação dos métodos de ensino e aprendizagem e avaliação, aplicou-se um jogo educativo sobre as tecnologias utilizadas no tratamento de feridas como modalidade de avaliação e consolidação da aprendizagem significativa em sala de aula. 2. Objetivo Relatar a utilização de um jogo educativo para avaliação da compreensão de estudantes sobre tecnologias usadas no tratamento de feridas. 3. Metodologia Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência sobre a utilização de um jogo educativo elaborado no programa Microsoft PowerPoint for Windows versão 2010, para verificar o entendimento dos acadêmicos sobre o ensino de Tecnologias para o tratamento de feridas da disciplina Enfermagem no processo de cuidar do adulto em situações clínicas e cirúrgicas, aplicado a 43 alunos do quinto semestre de Enfermagem. A aplicação do jogo ocorreu no dia 30 de agosto do corrente ano, na Universidade Regional do Cariri – (URCA), Unidade descentralizada de Iguatu (UDI), sendo elaborado por um acadêmico do sexto semestre de enfermagem e aplicado por um dos professores da referida disciplina. Constitui-se de duas fases: inicialmente, foi ministrada a aula pela professora e, posteriormente, foi realizada a aplicação do jogo utilizando como ferramentas o computador e projetor multimídia. O jogo é composto por doze perguntas com quatro opções de resposta e uma questão extra para desempate. É coordenado por um mediador, o qual controla o programa no computador, sendo executado de acordo com o número escolhido de cada equipe. A avaliação da proposta pedagógica foi efetuada qualitativa e quantitativamente. A análise qualitativa foi feita por meio de observações das expressões orais e corporais dos estudantes durante o desenvolvimento das práticas. A análise quantitativa foi realizada por meio de dados relativos a acertos e erros. 4. Resultados O jogo educativo (FIGURA 01) é constituído de doze perguntas mais uma pergunta extra (FIGURA 02), adotando como referencial teórico Malagutti e Kakihara (2014). As perguntas possuiam quatro opções de respostas (FIGURA 03). Além dessas telas, foi apresentada aos alunos uma frase de boa sorte e ao término de agradecimento pela participação (FIGURA 04). Dos 42 alunos participantes, 10 eram do sexo masculino e 32 do sexo feminino, com idades entre 19 e 25 anos. Os alunos foram divididos em quatro grupos, perfazendo dois de 11 participantes e dois de 10. As cadeiras foram dispostas em círculo e um representante de cada grupo ficou localizado no centro da sala para responder às perguntas, de forma que todos conseguissem acompanhar o desenvolvimento do jogo. Cada equipe recebeu plaquinhas com as letras das alternativas e foram orientados sobre as regras. Cada equipe escolheu um número de pergunta, sendo esta, posteriormente, lida com suas alternativas de resposta. Após o tempo de um minuto para raciocinarem sobre a questão, todas as equipes deveriam levantar a plaquinha com a opção que julgavam correta ao comando da professora, pontuando aqueles que apontassem a opção correta apenas. Das treze perguntas, uma foi anulada por possuir duas alternativas corretas. O quadro 1 apresenta a tecnologia abordada em cada questão do jogo: O resultado da avaliação de acertos e erros de cada questão se encontra no Gráfico 01. Foi possível verificar que houve 100% dos acertos pelos estudantes em 7 questões (1, 3, 5, 6,8, 11, 12) e 75% de acertos e 25% de erros em 3 questões (2, 4, 7) e 50% de acertos e erros na questão 7. Ainda assim, 70,45% dos alunos responderam corretamente as questões, observando-se compreensão de todas as perguntas. Destaca-se a interação entre os membros das equipes e colaboração para o desenvolvimento do jogo. Percebeu-se a dificuldade em alguns momentos, mas com o auxílio da professora, todas as dúvidas foram sanadas. Foi perceptível bastante entusiasmo pela realização da avaliação da aula de forma mais dinâmica, contribuindo, na visão da professora, com a consolidação do processo de ensino-aprendizagem. Uma vez que os alunos foram motivados pela competitividade do jogo, empenharam-se em relembrar e discutir os pontos principais da aula para chegarem a uma resposta adequada, ressaltando-se que não tiveram direito a consultas à literatura. Os resultados corroboram com Ribeiro et al. (2016) quando apontam a relevância do uso do jogo educativo na identificação do nível de conhecimento dos acadêmicos. Desse modo, entende-se a aplicação desta atividade como válida por possibilitar uma oportunidade de aplicação das informações ministradas em sala, consolidado a construção do conhecimento na área proposta. 5. Conclusão A vivência desta prática possibilitou inferir que as tecnologias lúdicas no ensino de saúde viabilizam a motivação dos alunos e influenciam positivamente a interação aluno-professor, contribuindo com a participação ativa dos estudantes no processo de construção de novos conhecimentos. Além disso, o jogo demonstra vasto potencial didático, representando relevante instrumento para avaliação nas diversas áreas do conhecimento. 6. Referências LUNA, I. T; PINHEIRO, P. N. C; TEIXEIRA, F. O. Hipermídias para o ensino de enfermagem em ambiente digital de aprendizagem. CIET: EnPED, 2018. MALAGUTTI, W.; KAKIHARA, C. T. Curativos, estomias e dermatologia: uma abordagem multiprofissional. 3ed. São Paulo: Martinari. 2014. 637f. OLIVEIRA, F. S; LACERDA, C. D; OLIVEIRA, P. S; COELHO, A. M; BIANCONI, M. L. Um jogo de construção para o aprendizado colaborativo de Glicólise e Gliconeogênese. Revista de Ensino de Bioquímica, v. 13, n. 1, p. 45-57, 2015. RIBEIRO, G. C; LIMA, H. F; RODRIGUES, R. M; LIMA, S. M; ARAÚJO, C. C. Avaliando o nível de conhecimento em primeiros socorros dos acadêmicos de enfermagem em um Centro Universitário do Sertão Central. Mostra Interdisciplinar do curso de Enfermagem, v. 2, n.2, Dez, 2016 SILVA, M. R; ANTUNES, A. M. Jogos como tecnologias educacionais para o ensino de genética: a aprendizagem por meio do lúdico. Revista Eletrônica Ludus Scientiae, v. 1, n. 1, 2017. SOUSA, M. G; COELHO, M. M. F. Contando bem, que mal tem?: Construção de tecnologia educativa sobre sexualidade para promoção da saúde com adolescentes. Revista Diálogos Acadêmicos, v. 3, n. 2, 2016.
Palavras-chave: Educação em Enfermagem,Feridas,Tecnologia Educacional
Oral
Abrir o trabalhoO BRINQUEDO TERAPÊUTICO NA EXTERNALIZAÇÃO DOS SENTIMENTOS DA CRIANÇA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
BRUNA ERILANIA VIEIRA DE SOUSA; BEATRIZ DE CASTRO MAGALHÃES; MAIARA BEZERRA DANTAS; FRANCISCA EVANGELISTA ALVES FEITOSA
A CONTRIBUIÇÃO DO BRINQUEDO TERAPÊUTICO NA EXTERNALIZAÇÃO DOS SENTIMENTOS DA CRIANÇA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Bruna Erilania Vieira de Sousa , Beatriz de Castro Magalhães , Maiara Bezerra Dantas , Francisca Evangelista Alves Feitosa , Najara Rodrigues Dantas . Resumo: O ambiente hospitalar traz efeitos negativos na vida da criança, onde o brincar vem a contribuir no enfrentamento do estresse, na adaptação e em sua recuperação. O Brinquedo Terapêutico evidência grande relevância nesse contexto por contribuir na redução consequências negativas. Objetiva-se assim, descrever a experiência adquirida por meio do Projeto de Extensão Cuidando com Brinquedos. Trata-se de um relato de experiência das ações desenvolvidas no primeiro semestre de 2018, em uma Unidade Pediátrica do Ceará. As ações de aplicação do BT permitiram maior sensibilização quanto ao cuidar pediátrico, e propiciou maior conhecimento a criança. A externalização dos sentimentos foi percebida principalmente através do uso de scalps e seringas nos bonecos representantes da enfermagem, visto que a punção venosa é um dos procedimentos mais traumáticos à criança. Através destas ações notou-se a redução de sentimentos negativos e a promoção de um cuidado humanizado. Assim, o BT propicia melhora do cuidado através da identificação das necessidades e sentimentos expressados pela criança. Palavras-chave: Jogos e brinquedos. Saúde da criança. Enfermagem. Hospital. 1. Introdução A hospitalização é caracterizada como um processo de adaptação, muitas vezes marcado por medo e ansiedade devido à submissão de procedimentos dolorosos, separação dos pais e vivência do desconhecido. Tais efeitos são minimizados quando a oportunidade de brincar é ofertada a criança (PALADINO; CARVALHO; ALMEIDA, 2014; COSTA; MORAIS, 2017; FARIAS et al., 2017). O brincar é uma atividade que viabiliza o desenvolvimento motor, emocional, mental e social da criança. Na hospitalização, de forma terapêutica o brincar atua como instrumento promotor da comunicação e conhecimento, levando à aceitação do tratamento e corroborando para manutenção dos direitos da criança, através do Brinquedo Terapêutico (BT), um brinquedo estruturado que contribui na minimização de efeitos negativos da hospitalização permitindo a externalização de sentimentos e promovendo conhecimento acerca dos procedimentos, devendo ser implementado sempre que a criança tenha necessidade de entender e lidar com situações do cotidiano hospitalar (FONTES et al., 2010; MAIA; RIBEIRO; BORBA, 2011; SOUSA et al., 2015). De acordo com a Resolução do COFEN nº 546/2017, em seu Art.1º: “Compete à equipe de Enfermagem que atua na área pediátrica, a utilização da técnica do brinquedo/ brinquedo terapêutico, na assistência à criança e família hospitalizadas”. Desse modo, toda a equipe de enfermagem deve estar capacitada para a utilização do BT, compreendendo seus benefícios no cuidado pediátrico (COFEN, 2017). Nessa vertente, para que a implementação do BT no cuidado a criança seja concretizado, faz-se necessário o ensino da temática desde a graduação em enfermagem, permitindo ao aluno a vivência teórica e prática dessa intervenção (BARRETO et al., 2017). 2. Objetivo Descrever a experiência adquirida através do Projeto de Extensão na externalização dos sentimentos das crianças com a aplicação do Brinquedo Terapêutico. 3. Metodologia Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem qualitativa, do tipo relato de experiência, elaborado a partir das ações desenvolvidas no primeiro semestre de 2018 como parte das atividades do Projeto de Extensão Cuidando com Brinquedos: O Uso do Brinquedo Terapêutico no Cuidado Pediátrico Hospitalar, desenvolvidas em um hospital do interior do Cearense, através do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Regional do Cariri-URCA. As ações acontecem diariamente com duração de 15 a 45 minutos, conduzidas por diferentes duplas em seus respectivos horários e em rodízios quinzenais, atendendo pré-escolares e escolares. 4. Resultados As ações de aplicação do BT permitiram maior sensibilização quanto ao cuidar pediátrico, evidenciando a necessidade de contínuas práticas humanizadas e integralizadas. Pôde-se estabelecer uma maior comunicação e relacionamento com a criança, ao conhecer seus sentimentos e preocupações, contribuindo no alívio da ansiedade e da tensão além de aprontá-la para procedimentos. Assim, as ações do BT instrucional viabilizam a criança maior conhecimento sobre os procedimentos por meio da manipulação do material e contação de história antes e após as sessões, reduzindo sua ansiedade perante o que era até então, desconhecido. Após os procedimentos, é oportunizada a exteriorização de sentimentos das crianças através do BT dramático, observando-se a expressão de sentimentos negativos através de gestos concernentes a aplicação de injeções nos bonecos que representam o enfermeiro (a), aliados à raiva e satisfação perante a hospitalização do boneco. Esse fato se deu devido a equipe de enfermagem executar a maioria dos procedimentos dolorosos, a exemplo da punção venosa. À medida que ações do BT instrucional eram continuadas, com a seguida utilização do BT dramático, percebeu-se uma minimização dos sentimentos negativos em relação ao enfermeiro (a), fato justificado pela aproximação da relação profissional-criança proporcionado pelo BT, proporcionando um cuidado humanizado. Os sentimentos negativos visualizados pelo BT dramático têm relação direta com o processo de hospitalização, devido ao ambiente hostil e procedimentos dolorosos que corroboram para alterações do comportamento, mau-humor e auto-imagem. Nessa vertente, o BT Dramático, promove a descarga emocional ao permitir que a criança assuma papéis sociais, passando de ser passivo para ativo e compreendendo sua realidade. (COA; PETTENGILL, 2011; CARNIER, 2012). Ainda nesse contexto, e enfatizando a Resolução do COFEN 546 de 2017, a utilização do BT deve ser estendida a toda equipe de enfermagem (enfermeiros, técnicos e auxiliares) sendo supervisionadas pelo enfermeiro, no intuito que toda a equipe que realiza procedimentos mais intrusivos, esteja sensibilizada às necessidades infantis e participem de um cuidado atraumático. Além de benefícios, o uso do BT apontou também as dificuldades existentes na assistência à criança hospitalizada, no que diz respeito à ausência de práticas lúdicas na rotina da internação minimizando a tensão da criança. Por parte dos membros do projeto, percebeu-se um pouco de resistência das crianças à participação das sessões de BT, devido o uso do celular. Outras dificuldades estavam relacionadas ao choque de horários das sessões com outras atividades como: sono, alimentação e aprazamento de medicações, impedindo algumas vezes de observar os resultados do BT após as sessões. Nesse contexto, é essencial que a enfermagem possa refletir estratégias que possam adequar da melhor forma o emprego do BT, de modo que ele seja priorizado assim como outras necessidades humanas infantis, e de fato seja incorporado às práticas institucionais. 5. Conclusão O cuidado de enfermagem através do brincar de forma terapêutica no ambiente hospitalar, promove um processo de conhecimento, adaptação e enfrentamento da criança, permitindo principalmente através da dramatização a expressão de suas angustias e anseios de modo subjetivo através da dramatização. A identificação dos sentimentos expressados pela criança durante as sessões de BT torna-se essencial para a elaboração de um plano de cuidados mais assistivo à criança, permitindo ainda reflexões e aprimoramento dessas técnicas terapêuticas, afim de que sejam mais efetivas, adequando-se às particularidades de cada criança. Reforça-se assim a necessidade de implementação do BT nas unidades pediátricas, possibilitando a potencialização da assistência de enfermagem à criança, considerando as limitações para seu emprego, permitindo à enfermagem vislumbrar diversas possibilidades no contexto pediátrico integralizando sua assistência. 6. Agradecimentos À Universidade Regional do Cariri e a Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNCAP) pela concessão da bolsa Extensionista. 7. Referências BARRETO, L. M. S. C. et al. Dando sentido ao ensino do Brinquedo Terapêutico: a vivência de estudantes de enfermagem. Esc. Anna Nery, Rio de Janeiro, v.21, n.2, e20170038, 2017. CARNIER, L. E.; RODRIGUES, O. M. P. R.; PADOVANI, F. H. Stress materno e hospitalização infantil pré-cirúrgica. Estud psicol., v.29, n.3, p.315-325, 2012. COA, T. F.; PETTENGILL, M. A. M. The vulnerability experienced by the family of children hospitalized in a pediatric inten¬sive care unit. Rev Esc Enferm USP, v.45, n.4, p. 824-30, 2011. Conselho Federal de Enfermagem. Resolução COFEN n. 546/2017, de 09 de maio de 2017. Dispõe sobre a utilização da técnica do brinquedo/brinquedo terapêutico pela equipe de enfermagem na assistência à criança hospitalizada. Rio de Janeiro: COFEN; 2017. COSTA ,T. S.; MORAIS, A. C. A hospitalização infantil: vivência de crianças a partir de representações gráficas. Rev enferm UFPE on line., Recife, v. 11, n. 1, p. 358-67, jan. 2017. FARIAS, D. D.; GABATZ, R. I. B.; TERRA, A. P.; COUTO, G. R.; MILBRATH, V. M.; SCHWARTZ, E. A hospitalização na perspectiva da criança: uma revisão integrativa. Rev enferm UFPE on line., Recife, v. 11, n. 2, p. 703-11, fev. 2017. MAIA, E. B. S.; RIBEIRO, C. A.; BORBA, R. I. H. Compreendendo a sensibilização do enfermeiro para o uso do brinquedo terapêutico na prática assistencial à criança. Rev Esc Enferm USP., v.45, n.4, p.839-46, 2011. PALADINO, C. M.; CARVALHO, R.; ALMEIDA, F. A. Brinquedo terapeutico no preparo para a cirurgia: comportamentos de pre-escolares no periodo transoperatorio. Rev Esc Enferm USP., v.48, n.3, p.423-9, 2014. SOUSA, L.C. Et al. The act of playing within the hospital context in the vision of the accompanying persons of the hospitalised children. J Human Growth Develop., v.25, n.1, p.41-9, 2015.
Palavras-chave: JOGOS E BRINQUEDOS, SAÚDE DA CRIANÇA, ENFERMAGEM,HOSPITAL
Oral
Abrir o trabalhoO cuidado de enfermagem a criança com câncer
MARIA MAYSA MACHADO COSA; Maria Maysa Machado Costa; Claudio Dourado de Oliveira; Antonio Nafis Gomes; Mayerlly Cardoso Pinheiro
REVISÃO NARRATIVA DA LITERATURA: O CUIDADO DE ENFERMAGEM A CRIANÇAS COM CÂNCER Maria Maysa Machado Costa , Claudio Dourado de Oliveira , Antonio Nafis Gomes , Mayerlly Cardoso Pinheiro , Marília Brito de Lima Resumo: Objetivo: relatar, analisar e identificar como se dar o cuidado de enfermagem a crianças em tratamento oncológico. Metodologia: trata-se de uma revisão narrativa da literatura, que foi realizado entre 24 de outubro de 2018 à 31 de outubro de 2018. Resultados: por meio deste resumo foi possível compreender como é o cuidado de enfermagem a estas crianças. O mesmo destaca as práticas lúdicas como a lúdico-terapia, musicoterapia, terapia com animais (como cães) e importância da presença dos familiares. Considerações finais: percebesse a importância de um profissional de enfermagem humanizado, que busque inovar sempre e aperfeiçoar-se para levar um cuidado de enfermagem adequado para o tratamento oncológico de crianças. Palavras-chave: Câncer; infantil; enfermagem. 1. Introdução Paixão (2016) A criança possui o seu próprio mundo, um mundo cheio de magia e fantasia, durante o tratamento oncológico ela está em um ambiente que não é comum para ela e não faz parte do seu cotidiano, fazendo uso de medicamentos, submetendo-se a exames e cirurgias, longe da escola e dos amigos, quebrando a sua rotina e transformando a sua forma de viver, causando medo e ansiedade, então cabe aos profissionais fazerem com que esta criança se sinta acolhida neste ambiente. Durante a hospitalização infantil a musicoterapia, a leitura de histórias, a terapia com animais (como cães) são grandes aliados para o tratamento oncológicos de crianças e vem demonstrando resultados satisfatórios para o mesmo. Silva (2016) A lúdico-terapia vem promover descontração e relaxamento, tornando-se assim algo de extrema importância pois esta terapia irá tornar o ambiente hospitalar em um local em que elas possam lembrar não só de procedimentos dolorosos, mais sim de um ambiente de cuidado que se aproxima de seu universo. 2. Objetivo Analisar os métodos que os profissionais de enfermagem utilizam para o cuidado de crianças em tratamento oncológico. 3. Metodologia Trata-se de uma revisão narrativa da literatura com tema: O cuidado de enfermagem a crianças com câncer, que foi realizado entre 24 de outubro de 2018 à 31 de outubro de 2018, onde foram escolhidas três palavras chaves para então iniciar a pesquisa, foram elas: câncer; infantil; enfermagem. E usado o operador booleano and, resultando assim 963 artigos, onde a partir disso foram aplicados os filtros: Disponível, resultando em 313 documentos, escolhido as bases de dados MEDLINE, BDENF, LILACS resultando em 307, escolhido os assuntos principais que foram: promoção da saúde, saúde da criança, enfermagem pediátrica, serviço de saúde da criança, enfermagem materno-infantil, cuidado da criança, neoplasias e papel do profissional de enfermagem, resultando em 220 artigos, também foi colocado o filtro limites o qual foram usados o limite humanos, criança, recém-nascido e criança pré-escolar resultando em 217, também foi usado o filtro português resultando em 85 artigos, os anos 2014, 2015, 2016, 2017 foram usados como filtro resultando em 24 artigos e por último foi utilizado o filtro tipo de documento, onde foram escolhidos artigos, finalizando assim a pesquisa com 22 documentos. Após a leitura dos 22 artigos foram selecionados 10 artigos, pois os demais não se encaixaram no tema da pesquisa ou não estavam no idioma selecionado. 4. Resultados Vários aspectos envolvem a criança hospitalizada, o principal deles é que ela está passando pelo processo doentio, em fase de tratamento, que na maioria das vezes é um processo que envolve dor, exames e medicações, ela estar distante da sua rotina cotidiana, vivendo uma experiência que na maioria das vezes pode ser traumática tanto para ela quanto para a sua família, o que pode gerar medo e ansiedade. O câncer é um conjunto de patologias que incidem sobre o organismo, duplicando as células desordenadamente e possui manifestações difíceis principalmente quando a vítima é criança. Paixão (2016) O lúdico no ambiente hospitalar diminui os traumas da hospitalização fornecendo aos pacientes qualidade de vida, por isso atividades lúdicas são bastante utilizadas nos contextos hospitalares principalmente em unidades pediátricas de longa permanência como é o caso das unidades oncológicas. Silva (2017) A musicoterapia também vem sendo utilizada pela enfermagem durante o tratamento de crianças com câncer, com o intuito de promover conforto e aliviar a dor, facilitando a interação entre o profissional e a criança. Zanettini (2015) O desenvolvimento mental e motor da criança são beneficiados, pois quando a musicalidade e o canto são inseridos e acompanhados por gestos e movimentos corporais, ativam-se os sistemas da linguagem, memória e de ordenação sequencial, frisa que a criança deve ser olhada como um todo e que não pode-se separar o corpo da mente e das emoções. Zanettini (2015) O uso animais como instrumentos para melhorar o bem-estar de crianças hospitalizadas e auxílio na terapia, tem sido cada vez mais aderido por profissionais. Dentre os animais utilizados por enfermeiros destaca-se o cão, esta terapia é chamada de Terapia assistida com cães (TAC). Tem-se notado melhoria nessas crianças, como alívio da dor e redução da ansiedade. Moreira (2016) Os pacientes oncológicos expressam sentimentos de angústia, depressão ou outros problemas psicológicos quando saem de sua rotina e têm de assumir outra forma de viver, que inclui pessoas e ambientes desconhecidos como são os hospitais no primeiro contato, sendo demonstrados por meio de seus atos. Assim, as atividades lúdicas desenvolvidas contribuem no ambiente hospitalar, para que as crianças expressem sentimentos decorrentes do processo de adoecimento vivenciado. Silva (2016) A narração de histórias para pacientes oncológicos proporciona relaxamento e descontração, melhorando assim o bem-estar dos pequenos, além disso, trás um pouco do ambiente escolar para dentro do hospital, proporcionando o alívio da dor e melhor aceitação aos procedimentos. Silva (2016) Durante o tratamento oncológico a necessidade que a criança tem com relação à comunicação e informação depende de sua idade. Cruz (2014) A participação da família também é de suma importância para a adaptação da criança no ambiente hospitalar, estes devem contribuir com os profissionais de enfermagem e se envolver com as atividades lúdicas propostas para proporcionar melhor bem-estar para a criança. Nogueira (2017) Em nosso país, estima-se que 70% das crianças com câncer podem ser curadas se diagnosticadas precocemente e tratadas adequadamente. Cruz (2014) As cuidadoras buscam formas de manter seus filhos motivados para que não se sintam estigmatizados pela doença e continuem enfrentando o processo de tratamento. Nogueira (2017) A inserção da família no cenário hospitalar para acompanhar a criança e o adolescente é garantida pelo Estatuto da Criança e o do Adolescente e o referido estatuto diz que: é garantida a permanência de um responsável durante a hospitalização. Anjos (2014) 5. Conclusão Observa-se que quando as crianças passam por um processo doentio, ou por um tratamento demorado, como o do câncer, elas perdem o seu brilho e a vida perde um pouco a cor, por isso tornasse importante ações humanizadas vindas dos profissionais de saúde, para que essas crianças recuperem aos poucos a alegria e tenha o ambiente hospitalar não como um lugar de sofrimento e sim como um lugar onde existem pessoas boas, que lhe tratam bem e dão o melhor para que ela sinta-se acolhida. É inegável que a hospitalização altera a qualidade de vida da criança e as que têm câncer passam muito tempo internadas e se submetem a tratamentos estressantes, então se tornam necessárias à inserção de brincadeiras, jogos, músicas durante o processo de cuidar, para promover lazer e bem-estar. O cuidado oncológico pediátrico não é apenas a realização de procedimentos, e sim um leque de ações que visa a melhor aceitação da criança ao tratamento, o alívio da dor, o conforto e o bem-estar da criança. 6. Referências ANJOS, C.; SANTO, F. H. E. - “O câncer infantil no âmbito familiar: revisão integrativa”. REME Rev. Min. Enferm, v.19, n.1 - jan/mar. 2015. CRUZ, E. F.; SILVA, L. F. - “Orientações de enfermagem junto à criança em tratamento quimioterápico antineoplásico”. Revista Eletrônica de Enfermagem, v.16 - abr/jun. 2014. MOREIRA, R. L.; GUBERT, F. A. - “Terapia assistida com cães em pediatria oncológica: percepção de pais e enfermeiros”. - REBEn Revista de Brasileira de Enfermagem, nov/dez. 2016. NOGUEIRA, I. S.; SILVINO, M. C. S. - “Estratégias utilizadas por familiares cuidadores para promover o bem-estar de crianças em tratamento quimioterápico” REUOL - Revista de Enfermagem UFPE On Line, set. 2017. PAIXÃO, A. B.; DAMASCENO, T. A. S. - “Importância das atividades lúdicas na terapia oncológica infantil”, v.10, n.2 - jul/dez. 2016. SILVA, C. B.; KANTORSKI, K. J. C. - “Atividades de educação em saúde junto ao ensino infantil: Relato de Experiência” REUOL - Revista de Enfermagem UFPE On Line, v.11, n12 - dez. 2017. SILVA, L. S. R.; CORREIA, N. S. - “Anjos da enfermagem: O lúdico como intrumento de cidadania e humanização na saúde” REUOL - Revista de Enfermagem UFPE On Line, jun. 2017. SILVA, M. F. A.; SANTOS, P. F. B. B. - “A enfermagem nas instituições de educação infantil” REUOL - Revista de Enfermagem UFPE On Line, ago. 2017. SILVA, S. O.; MORAIS, G. S. N. - “Roda de sonho e imaginação: Contando histórias em um serviço de quimioterapia infantil” REUFSM - Revista de Enfermagem da UFSM, v.6, n.3 - jul/set. 2016. ZANETTINI, A.; SOUZA, J. B. - “Quem canta seus males espanta: Um relato de experiência sobre o uso da música como ferramenta de atuação na promoção da saúde da criança”. REME Rev. Min. Enferm, v.19, n.4 - out/dez. 2015.
Palavras-chave: câncer, infantil, enfermagem
Oral
Abrir o trabalhoO USO DA FOTOGRAFIA COMO RECURSO DIDÁTICO PARA A EDUCAÇÃO EM SAÚDE E SEXUALIDADE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
TAMIRES ALVES DIAS; Samara Méscia Mendes da Silva; Roger Rodrigues da Silva; Beatriz de Castro Magalhães
O USO DA FOTOGRAFIA COMO RECURSO DIDÁTICO PARA A EDUCAÇÃO EM SAÚDE E SEXUALIDADE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Tamires Alves Dias , Samara Méscia Mendes da Silva , Roger Rodrigues da Silva , Beatriz de Castro Magalhães , Samara Calixto Gomes RESUMO INTRODUÇÃO: Trabalhar sexualidade exige ações dinâmicas e meios inovadores de promoção a saúde. Assim, a fotografia apresenta-se como uma nova possibilidade. OBJETIVO: Relatar a experiência de uma ação realizada com o uso da fotografia como forma de recurso didático para a educação em saúde e sexualidade. METODOLOGIA: Estudo descritivo, do tipo relato de experiência, elaborado a partir da vivência de uma ação educativa desenvolvida por integrantes do Projeto de Extensão Educação em Saúde e Sexualidade. Ocorreu em setembro de 2018, em 04 etapas: registros fotográficos e edição; classificação das fotografias em diversas temáticas; exposição fotográfica; e discussão sobre a atividade. RESULTADOS: As imagens provocaram impacto e discussões acerca da diversidade e violência sexual, assédio, violência contra a mulher, suicídio, abuso sexual infantil e tipos diferentes de família, possibilitando uma observação por outro ângulo, despertando uma desconstrução de tabus nos participantes. CONCLUSÃO: Conclui-se que mais ações como esta devem ser desenvolvidas, utilizando a fotografia para a promoção da educação e prevenção da saúde sexual. Palavras-chave: Fotografia. Sexualidade. Educação em saúde. 1. Introdução A sexualidade envolve processos sociais, culturais e históricos, que apontam para uma pluralidade de possibilidades. Assim, as constantes transformações da sociedade, exigem uma ampliação na maneira como se promove a educação e prevenção da saúde, em específico no nesse campo, já que em geral, existe uma dificuldade em abordar aspectos relacionados ao assunto. Frente a isso, a enfermagem, enquanto ciência, pode intervir através do desenvolvimento de ações e meios inovadores de promoção a saúde sexual, contemplando as necessidades dos diversos segmentos da população (BRASIL, 2010; SOUZA, 2017). A profissão converge os conceitos de ciência-arte e tecnologia para a prática assistencial em diferentes áreas. Assim, é importante buscar novas estratégias para mediar e avaliar o cuidado em saúde, que sejam capazes de gerar abordagens positivas sobre as diversidades, promovendo uma troca satisfatória entre os envolvidos (AYRES, 2014; GALVÃO, 2016). Sob esse contexto, a fotografia apresenta-se como uma nova possibilidade de abordagem, trazendo um ângulo diferente e possibilitando a visibilidade de detalhes ou pequenos gestos, que de outro modo, poderiam ser imperceptíveis. A imagem mediada pela fotografia é um recurso pouco explorado para se promover saúde, apesar de contribui significativamente nas manifestações artístico-culturais e como coadjuvante eficaz em inúmeras descobertas e reflexões (GALVÃO, 2016; BARELLA, 2016). Assim, esse instrumento pode ser propício e inovador na educação sexual, ajudando na desconstrução de tabus e expressando a sexualidade como natural, social, político, cultural, estético, emocional e ético. Também pode ser identificada como uma modalidade artística, capaz de estimular a integração de indivíduos de maneira lúdica, criativa e atraente; pois o contato com a fotografia pode permitir que coisas esquecidas ou nunca vistas, sejam percebidas, educando o sujeito para a imaginação e para um olhar multifacetado que vai além da imagem que se tem naquele momento (BARBOSA, 2011). Neste contexto, o projeto intitulado Educação em Saúde e Sexualidade, desempenhou uma série de ações que envolviam a fotografia como meio de expressão para as questões do corpo e autoimagem, diversidade e violência sexual, violência contra a mulher, abuso sexual infantil, vulnerabilidades, identidade de gênero e orientação sexual e demais subtemas; aplicando metodologias de intervenção coletiva e processos didáticos que propiciavam discussões, desmistificações sobre esse universo e consequentemente melhorias na qualidade da saúde coletiva. 2. Objetivo Relatar a experiência de uma ação realizada com o uso da fotografia como forma de recurso didático para a educação em saúde e sexualidade. 3. Metodologia Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem qualitativa, do tipo relato de experiência, elaborado a partir da vivência de uma ação educativa desenvolvida por integrantes do Projeto de Extensão Educação em Saúde e Sexualidade (PESS), da Universidade Regional do Cariri (URCA/UDI). O momento aconteceu com a participação e elaboração de ações que utilizaram a fotografia como recurso didático. As imagens foram produzidas pela coordenadora do grupo de extensão, Samara Calixto Gomes, fotógrafa e também discente do curso de Graduação em Enfermagem. Os modelos participantes, foram os alunos extensionistas. A ação ocorreu no mês de setembro de 2018, sendo divididas em quatro etapas: a primeira foi a realização dos registros fotográficos e edição das imagens. Na segunda etapa, houve uma classificação prévia das fotografias em diversas temáticas, que são abordadas e trabalhadas no projeto de extensão, tais como: gravidez na adolescência, violência contra a mulher, abuso infantil, diversidade sexual, suicídio, entre outros temas que retratam vulnerabilidades. A terceira fase ocorreu com a exposição fotográfica em uma área de convivência da universidade, onde alunos de Enfermagem e de outros cursos do mesmo Campus, tiveram a oportunidade de visitar a Mostra de imagens e debater sobre os temas expostos. A quarta e última etapa, aconteceu com a participação e de todos os participantes do projeto onde foi discutido a relevância desse momento e quais as principais impressões essa atividade despertou nos acadêmicos da Unidade Descentralizada de Iguatu – UDI. Utilizou-se o recurso de registro fotográfico, mediante prévio consentimento das participantes. Bauer e Gaskell (2014) afirmam que as imagens desempenham importantes papeis no cotidiano social, capazes de provocar reflexões e discussões sobre o assunto problematizado. 4. Resultados Os resultados estão dispostos em forma de relato de experiência e discutidos segundo a literatura pertinente. Para Bauer e Gaskell (2014), o uso de imagens com ou sem som, fornece um material concreto. As imagens provocam impacto e discussões. Com uso das imagens, o momento promoveu aprendizado e construção de pensamento crítico nos discentes, principalmente acerca dos pontos que foram trabalhados, ao tempo que, contribuiu para a assimilação com o conteúdo teórico explanado pelo projeto de extensão. Considera-se momentos como esse de extrema relevância para a formação profissional do Enfermeiro. Barbosa (2011), corrobora, ao trazer em seu estudo, que o ato de fotografar deve ser utilizado como método de ensino, pois ele trará desde a percepção do fotógrafo, até a análise pelo olhar de uma segunda pessoa que somente visualiza a imagem, visto que este indivíduo também descreverá suas sensações e sentimentos sobre aquilo que a imagem representa. Observa-se que a fotografia tem sua aplicação possível em diversos contextos da atenção em saúde. Assegura-se, inicialmente, que a imagem fotográfica facilita a aquisição do conhecimento por conter um teor lúdico, colaborando com a humanização deste interpretante e futuro profissional, o que poderá facilitar ações mais humanizadas na área da saúde, além de possibilitar uma educação do olhar, incentivando a criticidade para o mundo (GALVÃO, 2016; BARELLA, 2016). A exibição através das imagens, de temáticas acerca da diversidade e violência sexual, assédio, violência contra a mulher, suicídio, abuso sexual infantil, casais homo afetivos e tipos diferentes de família, possibilitou uma observação por outro ângulo, despertando um impacto e desconstrução de tabus nos participantes. Vale ressaltar, que todas as cenas retratadas nas fotos tiveram a participação dos integrantes do projeto de extensão, o que gerou um maior interesse e empatia por parte dos observadores da exposição. A vivencia dessa experiência proporcionou a possibilidade da utilização da fotografia como recurso didático, funcionando como um atrativo, desconstruindo o uso exclusivo da intervenção textual, e nesse processo conduzindo os discentes a novos conhecimentos. Ao se falar sobre comunicação ou educação, comumente a primeira ideia remete à verbal ou escrita. Contudo, quando se fala de cuidar ou se promover saúde, é importante o uso de outros meios para expressão de sentimentos e mensagens (AYRES, 2014; VILLELA 2015; SPAGNOLI, 2017). É fundamental ampliar a abordagem para outras dimensões que contemplem a saúde sexual; já que, em geral, os profissionais sentem dificuldades de abordar os aspectos relacionados ao assunto. E a fotografia apresentou-se como ferramenta útil para mostrar as implicações indiretas da assistência de enfermagem, que vão além das intervenções físicas ao paciente. Ressalta-se a relevância dessa ação através da ampliação da visão dos acadêmicos, restituindo o empoderamento e autonomia sobre as diversas vertentes abordadas nas temáticas. Momentos como o dessa experiência, tornam-se extremamente relevantes na vivência acadêmica, a fim de orientar os futuros enfermeiros quanto às suas competências, e estimulando-os a uma postura mais voltada para o conceito amplo de saúde. 5. Conclusão Mediante a experiência relatada, reitera-se que ações como esta são de fundamental importância para todos os envolvidos, tendo em vista o compartilhamento de ideias, convicções e conhecimento; podendo haver a desconstrução de paradigmas e a criação de vínculo com a comunidade acadêmica no geral, o que serve de apoio e intensifica o papel da saúde junto aos problemas sociais. Em função disso, sugere-se o estímulo ao desenvolvimento de mais ações voltadas às temáticas abordadas, e principalmente envolvendo o uso da fotografia como ferramenta metodológica, a fim de favorecer uma ampliação na maneira como se promove a educação e prevenção da saúde, em específico no campo da sexualidade; com vistas a garantia dos direitos à saúde e vida da população. 6. Referências _____. Ministério da Saúde. Saúde Sexual e Saúde Reprodutiva. Brasília; 2010. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_sexual_saude_reprodutiva.pdf AYRES, J.R.C.M.; Cuidado e reconstrução das práticas de Saúde. Interface: comunicação, saúde, educação, v. 8, n. 14, set.2003-fev.2014. BARBOSA, L. C. A.; et al. O uso da fotografia como recurso didático para a educação ambiental: uma experiência em busca da educação problematizadora. Rev. Experiências em Ensino de Ciências, V. 6, P. 69-84, 2011. BARELLA, G. M.; ILKIU, J. B.; EHLERS, R. Fotografia como meio de comunicação. Rev. Ação Odonto, N. 1, 2016. BAUER, M.W.; GASKELL, G. Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som: um manual prático. 12 ed. Petrópolis: Vozes, 2014. GALVÃO, M. T. G.; et al. Uso da fotografia no processo do cuidar: tendências das ações de enfermagem. Rev. Ciencia y Enfermeria XIX, 2013. SOUZA, R. A.; et al. Diálogos sobre sexualidade na escola: uma intervenção possível. Rev. Psicol. Pesq. V.1, N.2, Juiz de Fora, 2017. SPAGNOLI, G. S. Arte e ação: iluminando novos caminhos para a Enfermagem. Hist. Enferm Rev. Eletronica, 2017.
Palavras-chave: Fotografia, Sexualidade, Educação em Saúde
Oral
Abrir o trabalhoPERCEPÇÃO MASCULINA FRENTE AO EXAME DE TOQUE RETAL: REVISÃO DA LITERATURA
RAYANNE KELLEN BEZERRA ARAUJO ; ANA BEATRIZ ALVES DE OLIVEIRA; KAROLINA LIMA VALE; PRISCILA MOREIRA DE SOUZA
PERCEPÇÃO MASCULINA FRENTE AO EXAME DE TOQUE RETAL: REVISÃO DA LITERATURA OLIVEIRA, Ana Beatriz Alves de VALE, Karolina Lima SOUZA, Priscila Moreira de3 ARAUJO, Rayanne Kellen Bezerra4 LIMA, Marília Brito de5 RESUMO: Introdução: O câncer de próstata é um câncer que acomete a glândula prostática presente no sistema reprodutor masculino, é uma doença com uma grande significativa de incidência anual (BRASIL, 2009). No Brasil, o câncer de próstata é o segundo com maior incidência entre os homens, perdendo apenas para o câncer de pele não melanoma. Objetivos: Compreender a percepção dos homens quanto ao exame de toque retal. Método: Dirige-se aos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), para serem selecionados os descritores de acordo com o tema abordado, os seguintes escolhidos foram: Câncer de Próstata, Exame e Percepção. Encaminhando-se a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) para ser feita uma busca avançada, recolocando os descritores escolhidos, de forma conjunta com o descritor Booleano and. Resultados: Foi observado que grande parte dos homens que se negavam ao procedimento de toque de colo retal alegava que isso ofendia sua masculinidade. Fatores como falta de informação e medo também se fazem presente nessa classe, dificultando assim a prevenção e o tratamento precoce. Conclusão: Infere-se que os índices de câncer de próstata têm aumentado cada vez mais e que grandes obstáculos precisam ser vencidos, a fim de desmistificar o medo e o preconceito, e assim evitar o aumento desses números como também a detecção precoce para um tratamento de sucesso. DESCRITORES: Câncer de Próstata. Exame. Percepção. 1 INTRODUÇÃO O câncer de próstata é um câncer que acomete a glândula prostática presente no sistema reprodutor masculino, é uma doença com uma grande significativa de incidência anual (BRASIL, 2009). No Brasil, o câncer de próstata é o segundo com maior incidência entre os homens, perdendo apenas para o câncer de pele não melanoma. A taxa de ocorrência é maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento. De acordo com o INCA (Instituto Nacional do Câncer), a estimativa de novos casos é de 68.220 no ano de 2018, enquanto ao número de mortes: 13.772, de acordo com o dado mais recente no ano de 2013. O exame de toque retal associada à dosagem do antígeno prostático específico (PSA) dobraram-se as chances de diagnosticar a doença e as taxas de mortalidade reduziram. Entretanto, ainda é grande o numero de homens que se recusam a submeter-se ao exame de toque retal. Os motivos para determinada atitude variam desde a falta de conhecimento a respeito da doença e no preconceito cultural relacionado ao exame. (NIJS., et al, 2000). Objetivou-se compreender a percepção dos homens quanto ao exame de toque retal. O interesse dessa pesquisa deu-se ao fato da busca de uma melhor compreensão sobre os conhecimentos dos homens, mediante ao exame de câncer de próstata. Este trabalho torna-se relevante, pois mostra a perspectiva da população masculina sobre o exame de toque retal e a importância da realização anual. 2 MÉTODO A pesquisa foi realizada no portal regional da BVS (Biblioteca Virtual de Saúde), na qual se trata de uma revisão narrativa da literatura, feita através de etapas. A primeira utilizada foi a construção da questão norteadora: Como se dá a percepção de homens em relação ao exame de toque retal. Em seguida foi feita a busca no site dos Descritores em Ciências da Saúde (DECs), de acordo com o titulo abordado, os seguintes escolhidos: Câncer de próstata, exame, percepção. Na BVS foram colocados os descritores em conjunto com operador booleano AND. Na sequência apareceram sete artigos no total, que ao serem filtrados por textos completos disponíveis, restaram seis que lidos na íntegra preencheram os requisitos impostos. 3 RESULTADOS No quadro a seguir é demonstrado o ordenamento dos artigos de acordo com os referentes tópicos: periódico, ano, autor, idioma, título, tipo de estudo e resultados. PERIÓDICO ANO AUTOR IDIOMA TITULO TIPO DE ESTUDO RESULTADOS 1 UNA-SUS 2016 MOREIRA, N.M. Português O Preconceito em relação ao exame de toque retal como forma de rastreamento do câncer de próstata. Qualitativo Foram observados vários obstáculos encontrados pelos profissionais de saúde da atenção básica. 2 Revista de Enfermagem 2015 FREITAS, M.E.M.; SOARES, T.; SOUZA, L. P. Português Exame de toque retal: A percepção de homens quanto a sua realização Qualitativo Emergiram-se três categorias: A realização do exame de toque retal- O que é e quando fazer? O que influencia a não realização do exame?. 3 Revista de Enfermagem 2015 OLIVEIRA, P. S. D.; ARAUJO, M. A.; BARBOSA, H. A. Português Percepção dos homens sobre o exame toque retal. Qualitativo A grande maioria dos entrevistados possui idade de 51 a 60 anos, não concluíram o ensino médio e relatam que consultam um médico anualmente. 4 Revista Paraense de Medicina 2011 AGUIAR, M. F. M.; DIAS, D.B Português Percepção dos pacientes sobre o exame retal digital. Qualitativo A média de idade dos pacientes foi de 51,9 anos. A posição preferencial para o exame foi em pé com os cotovelos apoiados sobre a mesa. 5 Câncer Epidemiology 2010 BAUMGART, L. A.; GERLING, G. J.; ELLEN, J. Inglês Caracterizando a gama de anormalidades da próstata simuladas, palpáveis pelo exame retal digital Quantitativo Nos elastômeros de silicone que imitam o tecido normal da próstata, anormalidades de 4 mm de diâmetro e maior foram consistentemente detectadas. 6 Revista Brasileira de Cancerologia 2005 CARVALHO, M. C.; TONANI, M.; BARBOSA, J. S. Português Ações de enfermagem para o combate ao câncer desenvolvido em unidades básicas de saúde de um município de um estado de São Paulo. Qualitativo Foi observado que 86,4% dos sujeitos disseram existir algum tipo de programa, 71,2% afirmaram ter participado das campanhas de saúde para a prevenção do câncer. 4 DISCUSSÃO A cultura latino-americana baseada em um modelo de masculinidade difunde, entre os homens, uma ideia errônea a respeito do exame de toque retal. (DUBBEN, 2009). A falta de conhecimento, constrangimento, medo e preconceito por parte do sexo masculino se tornam um obstáculo pelos profissionais de saúde da atenção básica no que se trata aos exames preventivos (MOREIRA, 2012). O esclarecimento a respeito deste exame, mostrando-o como um método indolor, com dor mínima e sem sentido humilhante ou sensação de desconforto, implica em tendência a uma maior adesão e rastreio da doença, possibilitando assim seu diagnóstico e sua detecção precoce (FURLAN., et al, 2008). Segundo Vieira (2008, p.150) “o toque retal é relativamente uma medida simples e de baixo custo. No entanto é um procedimento que mexe com o imaginário masculino podendo até afastar vários homens da prevenção do câncer de próstata”. Em uma amostra de estudo sobre a triagem anual do câncer de próstata apresentou-se uma média de idade de 51,9 anos que excedeu as orientações da sociedade brasileira de urologia (SBU), que padroniza o inicio do rastreamento do câncer de próstata aos 45 anos para a população geral e aos 40 anos para homens com relatos de câncer de próstata na família (CATALONA, 2002). No mesmo estudo, dados mostraram que antes da realização do exame de toque retal havia a predominância de 66,34% dos pacientes que consideravam o exame doloroso, humilhante ou desconfortável, após o exame 50,8% destes, mudaram sua opinião. Isto se assemelha aos achados de Furlan et al, que alcançaram um percentual de 91,4% dos pacientes após o exame mencionaram uma boa impressão sobre o mesmo. Destacando-se que o percentual da mudança de ideia antes e após o procedimento foi significativa. 5 CONSIDERAÇÔES FINAIS Observou-se um aumento do câncer de próstata no decorrer dos anos e uma diminuição da realização do exame de toque retal em decorrência do preconceito, da falta de informação e do medo, e isso tem mostrado ser grandes obstáculos na detecção precoce do câncer. Essas dificuldades encontradas devem-se muitas vezes a fatores culturais, nível de escolaridade baixa e fatores socioeconômicos. Porém, dentre eles, o principal, destaca-se o machismo, pois os homens alegam que o procedimento ofende a sua masculinidade. Portanto, torna-se importante a educação em saúde para com essa classe, a fim de desmitificar o preconceito sobre esse assunto. REFERÊNCIAS BRASIL. Indicadores de mortalidade por neoplasias malignas. DATASUS, Brasília, 2009. CATALONA, W. J. Screening for prostate cancer in high risk populations. J Urol, 2002. DUBBEN, H. H. Prostate – cancer screening. 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Palavras-chave: Câncer de próstata,Exame, Percepção
Oral
Abrir o trabalhoPERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES COM NEOPLASIA ESOFÁGICA
KILDARY SOUZA PRIMO; Sarah Lucena Nunes; Irynna Giovanna Bezerra Costa; Guilherme Ábner Ferreira Bezerra
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS PACIENTES COM NEOPLASIA ESOFÁGICA Sarah Lucena Nunes , Irynna Giovanna Bezerra Costa , Kildary Souza Primo Guilherme Ábner Ferreira Bezerra Marilia Brito de Lima Resumo: INTRODUÇÃO: O esôfago é um órgão que possui a função de carrear alimentos e líquidos da cavidade oral até o estômago. Assim como outros órgão do corpo, o esôfago está propício a ser atingido por inúmeras patologias, dentre elas o câncer. OBJETIVO: Analisar o perfil epidemiológico dos pacientes com neoplasias de esôfago afim de promover a prevenção, incentivar o diagnóstico precoce e reduzir a incidência de casos. METODOLOGIA: Trate-se de uma revisão narrativa da literatura, com abordagem quantitativa, que ao final da pesquisa resultou em 14 trabalhos científicos para leitura na integra. RESULTADOS: Apesar da estimativa da incidência de novos casos de câncer de esôfago terem diminuído, a estimativa para novos casos em homens aumentou em comparação com estimativas passadas. Foi observado a maior incidência desse tipo de câncer em pessoas do sexo masculino. Bem como fatores de risco que influenciam no surgimento do câncer. CONCLUSÃO: O aumento da estimativa dos casos de incidência de câncer em homens, mesmo com a diminuição dos casos totais, pode ser reflexo de um problema de políticas de prevenção para essa população em especifico. Palavras-chave: Câncer de esôfago. Epidemiologia. Perfil epidemiológico. Incidência. 1. Introdução O esôfago é um duto muscular revestido por mucosa essencial à função digestiva e gastrintestinal, que consiste em carrear alimentos e líquidos da cavidade oral até o estômago (BRUNNER; SUDDARTH, 2005). Assim como os outros órgãos do corpo, o esôfago está propício a ser atingido por inúmeras patologias, dentre as mais comuns está o câncer de esôfago. Segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA, 2017), câncer é o conjunto de doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células que invadem tecidos e órgãos. Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores malignos que podem espalhar-se para outras regiões do corpo. Diante de algumas características anatômicas desse órgão, como complacência e a grande capacidade de distensão, surgem impasses no diagnóstico precoce e comumente os sintomas apresentam-se tardiamente. O prognóstico é rotineiramente, insidioso, predominando desconforto retroesternal inespecífico, seguido de disfagia progressiva e perda de peso (PINHEIRO; MARCONDES; SOUSA, 2012). O aumento da expetativa de vida é a principal causa de câncer em todo o mundo. A expectativa de vida da população brasileira, que era de 62 anos em 1980, será de 76 anos no ano de 2020. Quanto mais a população envelhecer, maior a probabilidade de desenvolver câncer. Além do envelhecimento, o tabagismo, o etilismo e a ingestão de alimentos ricos em elementos carcinogênicos são considerados fatores de risco associados à neoplasia de esôfago (PINHEIRO; MARCONDES; SOUSA, 2012). 2. Objetivo Analisar o perfil epidemiológico dos pacientes com neoplasias de esôfago afim de promover a prevenção, incentivar o diagnóstico precoce e reduzir a incidência de casos. 3. Metodologia Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com abordagem quantitativa. A pesquisa foi realizada através dos dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva – INCA, e uma busca na Biblioteca Virtual em Saúde – BVS, no mês de outubro de 2018 utilizando o cruzamento dos seguintes descritores com o operador booleano AND: fatores de risco AND neoplasia esofágica, através das bases de dados LILACS, MEDLINE. Resultando num total de 20 artigos. Aplicando os critérios de inclusão: texto completo disponível, idioma português. E critérios de exclusão: artigos duplicados ou que não se adequaram a temática, resultando em 14 referências para leitura na integra e construção do estudo. 4. Resultados O câncer do esófago é um dos tipos de câncer mais comum no mundo. Esse tipo de câncer possuía no Brasil uma estimativa de incidência para ano de 2016 de 7.950 novos casos para em homens e 2.860 para novos casos em mulheres, resultando em uma estimativa total de 10.810 novos caso de neoplasia esofágica para aquele ano (GLASER et al., 2017). Com o passar dos anos é esperado a mudança desses números, seja por causa de políticas públicas e estratégias de saúde que visem a prevenção e detecção precoce do câncer, ou seja na perpetuação de atos comportamentais que trazem danos à saúde e provoquem uma maior probabilidade do surgimento da neoplasia de esôfago. Muitos autores convergem e concordam que o envelhecimento, o tabagismo, o etilismo, o refluxo gastresofágico que futuramente pode causar a presença do esôfago de Barret, o uso de mate (chimarrão) são todos fatores conhecidos, estudados e utilizados em diversos trabalhos científicos que contribuem para o surgimento do câncer de esôfago (MENEZES et al., 2002; BARROS et al., 2000; GOMES et al., 2005; PINHEIRO; MARCONDES; SOUSA, 2012). O uso de bebidas à base de erva-mate, nome cientifico Ilex paraguarensis, se mostra como um fator de risco de maior relevância estatística para estudos científicos nos os estados da região Sul do Brasil, em mais especifico o estado do Rio Grande do Sul (DIETZ et al., 1998; BARROS et al., 2000), visto que os traços culturais da região influenciam muito mais o ingestão de bebidas à base de erva-mate, como chá mate, chimarrão e tereré, do que as outras região do país que não possuem essa influência cultural tão presente. Estudo relaciona que em estados longe dessa cultura, como por exemplo o estado do Ceará, os fatores de risco mais relacionados aos casos são o tabagismo e o etilismo (PINHEIRO; MARCONDES; SOUZA, 2012). Destaca-se que o carcinoma epidermóide está mais relacionado com o tabagismo e etilismo, enquanto o adenocarcinoma está mais relacionado a doença do refluxo gastresofágico e ao esôfago de Barret (QUEIROGA; PERNAMBUCO, 2006). A predisposição genética para o câncer de esôfago ainda se encontra pouco definida e em estudo (DIEHL et al., 2000). As estatísticas para novos casos de câncer de esôfago no Brasil para o ano de 2018 de acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA, 2017) apresentando 8.240 novos casos para homens e 2.550 novos casos para mulheres, totalizando uma estimativa de 10.790 novos casos de neoplasia esofágica nesse ano. Demostrando uma redução dos números totais de casos, fato que serve para estabelecer a eficiência das políticas públicas de prevenção geral sobre esse tipo de câncer. Em contra partida, os números de novos casos em pessoas do sexo masculino se mostrou elevado em comparação com o dado anterior do ano de 2016, aumentando em 290 o número de novos casos. Tal aumento pode ser visto como uma dificuldade maior dessa população especifica em seguir as políticas públicas de prevenção do câncer esofágico, e isso parte de uma construção social que está fortemente enraizado na cultura brasileira, como dito por Schraiber et al., 2010, o homem tende a seguir menos as práticas preventivas, dando, em oposto, mais atenção as práticas curativas. Esses valores ainda colocam o câncer de esôfago como uma das 10 neoplasias que mais afetam homens em todo o Brasil, tendo sempre uma relação de mais homens afetados do que mulheres, independente do período que seja analisado, como pode ser visto no trabalho de Gimeno et al., 1995. Assim como todos os estudos analisados nessa revisam mostraram uma maior presença masculina nos dados sobre o câncer de esôfago. Outros dados que puderam ser observados durante analise dos artigos obtidos foram a localização onde a neoplasia ocorre no esôfago, ocorrendo mais comumente no terço médio do esôfago e no esôfago distal (PINHEIRO; MARCONDES; SOUSA, 2012; GIMENO et al., 1995; TOMASICH et al., 2003), o que permite observar a relação com os tipos mais comuns desse câncer, já que o carcinoma epidermóide e adenocarcinoma são, respectivamente, os mais comuns e são relacionados ao acometimento dessas áreas. Também como os sinais e sintomas que mais se apresentam para a busca dos pacientes do diagnóstico foram a disfagia e odinofagia, sintomas que prevalecem durante o tratamento em conjunto com dor retroesternal e dor cervical (MONTEIRO et al., 2009; PINHEIRO; MARCONDES; SOUSA, 2012). A esofagectomia é o procedimento cirúrgico mais realizado em pacientes com câncer de esôfago, é uma opção de tratamento e constitui da retirada da parte de esôfago que é acometida pela neoplasia. Durante as análises dos artigos obtidos, foi observado uma grande preocupação dos autores em estudar o procedimento da esofagectomia, visto que o aparecimento de complicações no pós-operatório é algo frequente (TOMASICH et al., 2003), com tais complicações apresentando uma possibilidade real de óbito para o paciente que se encontra no pós-operatório. Das complicações que mais acometem o pós-operatório da esofagectomia, podemos citar as complicações pleuropulmonares como drenagem de tórax, broncopneumonia, complicações cardiovasculares, renais, deiscência de anastomose e sepse também podem surgir (TERCIOTI-JUNIOR et al., 2012; TOMASICH et al., 2003; RAIMONDI, 2007). Uma intervenção que se mostra viável e eficaz para a redução de complicações no pós-operatório da esofagectomia seria a utilização de glicocorticóide durante o pré-operatório, visto que tal ação demonstrou ser bastante efetiva na redução de complicações pós-operatórias, principalmente nas complicações respiratórias e de sepse (RAIMONDI, 2007). Outra dado observado durante as leituras e que merece destaque é a probabilidade relevante na chance de se obter uma diferente neoplasia que vai se encontrar associada a neoplasia de esôfago, principalmente, nos pacientes portadores do câncer do tipo carcinoma epidermóide esofágico (SCHIRMER et al., 1997). Dentre as neoplasia associadas, os casos na arvore respiratória, cavidade oral, orofaringe e laringe se mostraram, respectivamente, os com maiores índices de incidência (SCHIRMER et al., 1997). 5. Conclusão Em virtude dos argumentos aqui apresentados concluímos que esse tipo de câncer é extremamente incidente no Brasil mesmo os números de pessoas acometidas estarem sempre mudando, devido a eficiência das políticas púbicas de prevenção ou mudança de hábitos de vida na população. Para o ano de 2018 a estimativa da incidência de câncer de esôfago diminuiu em número total porem mostra um aumento na ocorrência no sexo masculino, apresentando que homens não são tão adeptos as práticas de prevenção. Ainda ressalta-se a importância da monitoração do pós-operatório a pacientes que realizaram a esofagectomia por serem frequentes as complicações que podem vir a acometer pacientes em recuperação. 6. Referências BARROS, S. G.; GHISOLFI, E. S.; LUZ, L. P.; BARLEM, G. G.; VIDAL, R. M.; WOLFF, F. 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Palavras-chave: Câncer de esôfago,Epidemiologia,Perfil epidemiológico,Incidência
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Abrir o trabalhoPRÉ-NATAL MASCULINO: REPERCUSSÕES NO CONTEXTO FAMILIAR
TEODORO MARCELINO DA SILVA; Camila Almeida Neves de Oliveira; Herlys Rafael Pereira do Nascimento; Aurineide Sales Moreira
Resumo: Objetivou-se, mediante a literatura científica, evidenciar as contribuições do envolvimento paterno durante as consultas de pré-natal na dinâmica familiar. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada entre os meses setembro e outubro de 2018 na Biblioteca Virtual de Saúde com os descritores: “Cuidado Pré-Natal”, “Dinâmica Familiar” e “Paternidade”. Após adequação aos critérios de elegibilidade, obtiveram-se 13 estudos para composição da amostra. A participação precoce do parceiro durante as consultas de pré-natal de suas companheiras é de suma importância para a construção da identidade paterna, bem como para o estabelecimento e fortalecimento dos vínculos entre o trinômio pai-mãe-filho, a promoção da saúde mental do filho e o bem-estar da mulher. Evidenciou-se que a participação paterna no atendimento pré-natal constitui uma alternativa eficaz que contribui para uma gestação segura, estabelecimento e fortalecimento dos vínculos familiares. Palavras-chave: Cuidado Pré-Natal. Dinâmica Familiar. Paternidade. 1. Introdução O período gestacional constitui-se, para os pais, como um período de preparação para as novas atribuições e responsabilidades que virão acompanhado com o nascimento do bebê, e a tudo que ele irá exigir (FERREIRA, A., et al., 2014). É um acontecimento especial repleto de emoções e significados, não somente para a mulher, mas também para todo o contexto social e cultural no qual o binômio mãe-filho está inserido, e isto inclui, ninguém mais que o companheiro desta gestante, que deve acompanhar, fornecer suporte e apoio em todo o ciclo gravídico/puerperal (SILVA et al., 2017). A participação paterna no pré-natal pode colaborar para o fortalecimento do binômio pai-filho, haja vista que o homem também tem função importante como companheiro, transmitindo segurança à mulher e colaborando para que ela acolha intensamente seu filho (SILVA et al., 2016). Com estas pequenas atitudes, homens e mulheres poderão estabelecer vínculos sólidos, ao garantir que as futuras gerações sejam emocionalmente equilibradas, seguras e felizes. Em setembro de 2010, durante o I Seminário Internacional de Saúde do Homem das Américas, foi proposta a implantação do Pré-Natal Masculino como complemento à Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem na Atenção Básica, a qual surgiu em 2009, almejando qualificar a atenção à saúde para a população masculina na perspectiva de linhas de cuidado que resguardem a integralidade da atenção. No entanto, os homens demonstram certa resistência em cuidar da saúde, e alguns autores têm enfatizado isso tanto como uma problemática sociocultural, em que o homem é visto como ser autossuficiente, provido de força, invulnerável e viril, quanto uma questão de despreparo do próprio serviço para atender esse grupo (SANTOS; FERREIRA, 2017). Conforme essa política, estudos comparativos mostram que os homens são mais vulneráveis às doenças do que as mulheres, principalmente às patologias crônicas e graves, e que morrem mais cedo. Embora esse fato seja bem documentado, os homens não são “capturados” pelos serviços de atenção primária à saúde como ocorrem com as mulheres. Sua entrada no sistema de saúde se daria principalmente pela atenção ambulatorial e hospitalar de média e alta complexidade, caracterizando um perfil que promove o agravo da morbidade pela busca tardia ao atendimento (MOREIRA; GOMES; RIBEIRO, 2016). Nesta perspectiva, o intuito do Pré-Natal Masculino é fazer com que os profissionais de saúde aproveitem o momento em que o homem está mais sensível – às vésperas de ser pai – para incentivá-lo não só a acompanhar as consultas durante os nove meses de gestação da parceira, como também cuidarem da sua própria saúde. O princípio é: ele precisa se cuidar, para cuidar da família. A proposta vem de encontro ao fortalecimento do vínculo, homem-mulher e pai-filho, podendo este ter reflexo sobre a redução da violência doméstica (BENAZZI; LIMA; SOUSA, 2011). Além disso, o pré-natal masculino propõe-se a ser uma das principais “portas de entrada” aos serviços ofertados pela atenção básica em saúde a esta população, ao enfatizar ações orientadas à prevenção, à promoção, ao autocuidado e à adoção de estilos de vida mais saudáveis (SILVA et al., 2017). 2. Objetivo Evidenciar acerca das contribuições do envolvimento paterno durante as consultas de pré-natal na dinâmica familiar, mediante a literatura científica especializada. 3. Metodologia Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, do tipo exploratório-descritivo com abordagem qualitativa, realizada durante os meses de setembro a outubro de 2018, através de uma pesquisa no portal da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), mediante os descritores “Cuidado Pré-Natal”, “Dinâmica Familiar” e “Paternidade” por meio do operador booleano AND. Foram aplicados os seguintes critérios de inclusão: literaturas com aderência ao objetivo proposto, publicações indexadas nos últimos sete anos (2011 a 2018) de livre acesso, na íntegra e escritos em nacionalidade portuguesa, ao passo que foram excluídos, artigos repetidos e os que não respondessem à temática. Totalizaram-se 106 artigos e após a análise criteriosa e leitura na íntegra, selecionaram-se 13 artigos para compor o presente estudo. Nesta pesquisa dispensa-se a necessidade de parecer ético. 4. Resultados A participação precoce do parceiro durante as consultas de pré-natais de suas companheiras é de suma importância para a construção da identidade paterna, bem como para o estabelecimento e fortalecimento dos vínculos entre o trinômio pai-mãe-filho, a promoção da saúde mental do filho e o bem-estar da mulher (RIBEIRO et al., 2015). A chegada de uma criança é caracterizada por uma grande intimidade entre o casal que os mesmos estão se preparando para a construção de um bem em comum: a construção de uma família. A paternidade em lares onde os pais, homem e a mulher, possuem um bom relacionamento isto faz com que à criança tenha um desenvolvimento mais saudável e harmonioso (HENZ; MEDEIROS; SALVADORI, 2017). A participação paterna durante a gestação proporciona o entendimento das alterações que ocorrem no período gestacional e produz um reflexo positivo sobre a relação conjugal e a dinâmica familiar. Em contrapartida, o não planejamento da gravidez, o número de filhos e o baixo grau de escolaridade influenciam negativamente no envolvimento paterno durante a gravidez (SILVA et al., 2017). O homem tem um papel muito importante como companheiro, transmitindo segurança à mulher e contribuindo para que ela acolha intensamente seu filho. Com estas pequenas atitudes, homens e mulheres poderão estabelecer e fortalecer vínculos sólidos, garantindo que as futuras gerações de crianças sejam emocionalmente equilibradas, seguras e felizes (FERREIRA et al., 2014). Neste contexto, para o homem, o fato de acompanhar e compartilhar esse momento da consulta constitui-se em contribuição; pois de acordo com a sua percepção cria-se um leque de atitudes que se tornam contribuições, desde a realização de serviços domésticos ao carinho ofertado. O pai/companheiro preocupa-se muito com o estado emocional de sua companheira, tentando mantê-la calma e tranquila, pois sente que sua presença a deixa mais aliviada e confiante. Além disso, a sua presença faz com que a mulher se sinta mais segura e confiante durante o parto e pós-parto, bem como favorece a redução de casos de depressão pós-parto, duração do trabalho de parto e do número de cesáreas, contribuindo também para a efetivação do aleitamento materno (FIGUEIREDO; MARQUES, 2011). É valido ressaltar que entre os motivos relacionados à não participação dos parceiros nas consultas de pré-natal, cita-se a falta de tempo devido à jornada de trabalho, falta de interesse em participar desse atendimento, desconhecimento acerca do direito de participar da consulta e falta de incentivo/convite pelos profissionais da atenção básica (RIBEIRO et al., 2015). Aliado a isso, “nos postos de saúde, não há fotos de homens com bebês e fôlderes relacionado à participação paterna no processo gestatório demostrando assim a expectativa de que aquele seja um espaço exclusivamente feminino”, contribuindo para a exclusão masculina do contexto gestacional (CABRITA et al., 2012). É inegável que o envolvimento da família, principalmente do pai, nesse processo resulta benefícios para o triângulo (mãe-pai-filho), inclusive para o mesmo, que desde cedo poderá começar a encarar as modificações que a paternidade introduzirá na sua vida, além de reforçar os vínculos familiares (CABRITA et al., 2012). Torna-se valido mencionar que os pais quando participam durante o pré-natal retornam à unidade básica de saúde com mais frequência, trazendo seu filho para realizar as vacinas, participando das consultas com o pediatra, e das consultas de puerpério, além de se informar sobre amamentação, cuidados com o coto, dentre outras (HENZ; MEDEIROS; SALVADORI, 2017). De acordo com essa realidade, cabe aos profissionais da atenção básica à saúde desenvolverem atividades e estratégias que conscientizem os homens a participarem ativamente das consultas de pré-natal de suas parceiras desta forma estariam contribuindo para a saúde da mulher e da criança, além de ser uma possibilidade de redução e controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) (COSTA; TAQUETTE, 2017). Apesar disso, torna-se necessária a ampliação dos horários de atendimento oferecidos pelas unidades de saúde, tendo como principal motivo as dificuldades que os homens encontram para serem liberados das empresas onde trabalham (FERREIRA et al., 2016). 5. Considerações finais Evidenciou-se que a participação paterna no atendimento pré-natal constitui uma alternativa eficaz que contribui para uma ges¬tação segura, estabelecimento e fortalecimento dos vínculos familiares (mãe-pai-filho) o sucesso do aleitamento materno e bem como superação da insegurança, medo, ansiedade que muitas gestantes vivenciam durante o período gestacional. É de suma importância ressaltar que a participação do acompanhante durante o pré-natal é vista como um fator positivo na dinâmica familiar pois promove o vínculo da gestante com o serviço, bem como a aderência das práticas de saúde necessárias para o bem-estar materno e fetal. Faz-se necessário ainda que as unidades básicas de saúde elaborem ações e estratégias, como a ampliação ou mudanças nos horários de atendimento das unidades para ampliar o acesso desta população e a qualidade dos serviços ofertados, capacitação dos profissionais em relação ao estímulo do cuidado desse grupo populacional e o desenvolvimento de atividades alusivas aos homens no exercício da paternidade. 6. Agradecimentos Bolsista de Iniciação Científica-PIBIC/URCA- PRPGP. Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico, FUNCAP. 7. Referências BENAZZI, A. S. T.; LIMA, A.B. S.; SOUSA, A. P. Pré-Natal masculino: um novo olhar sobre a presença do homem. Revista Política Pública, São Luís, v.15, n.2, p. 327-333, jul./dez. 2011. CABRITA, B. A. C. et al. A ausência do companheiro nas consultas de pré-natal: desafios e conquistas. R. pesq.: cuid. fundam. Online., v.4, n.3, p. 2645-2654, jul/set. 2012. COSTA, S. F.; TAQUETTE, S. R. Atenção à gestante adolescente na rede sus- o acolhimento do parceiro no pré-natal. Rev enferm UFPE on line., Recife, v.11, n.5, p.2067-2074, maio. 2017. FERREIRA, A. D. et al. Participação Do Pai No Nascimento: Sentimentos Revelados. Revista Inova Saúde., Criciúma, v.3, n.2, p.16-36, nov. 2014. FERREIRA, T. N. et al. A importância da participação paterna durante o pré-natal: percepção da gestante e do pai no município de Cáceres- MT. Eletrônica Gestão & Saúde., v. 5, n. 2, p.337-345, mar. 2014. FIGUEIREDO, M. G. A. V.; MARQUES, A. C. Pré-natal: experiências vivenciadas pelo pai. Cogitare Enferm., v.16, n.4, p.708-713, out/dez. 2011. HENZ, G. S.; MEDEIROS, C. R. G.; SALVADORI, M. A Inclusão Paterna Durante o Pré-Natal. Rev Enferm Atenção Saúde., v.6, n.1, p.52-66, jan/jun. 2017. MOREIRA, M. C. N.; GOMES, R.; RIBEIRO, C. R. E agora o homem vem?! Estratégias de atenção à saúde dos homens. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 32, n. 4:e00060015, 2016. RIBEIRO, J. P. et al. Participação do pai na gestação, parto e puerpério: refletindo as interfaces da assistência de enfermagem. Revista espaço para a saúde., Londrina, v.16, n.3, p.73-82, jul/set. 2015. SANTOS, E. M.; FERREIRA, V. B. Pré-natal masculino: significados para homens que irão (re) experienciar a paternidade. Revista funec científica – multidisciplinar.,v.5, n.7, p.1-17, mar. 2016. SILVA, C. de S.; SOUZA, K. V. de; ALVES, V. H.; CABRITA, B. A. C.; SILVA, L. R. da. Atuação do enfermeiro na consulta pré-natal: limites e potencialidades. Rev. pesqui. cuid. fundam. (Online), v. 8, n. 2, p. 4087-4098, abr.-jun. 2016. SILVA, P. S. et al. Participação dos pais no programa pré-natal masculino na cidade de santa terezinha de Itaipu-PR. Revista Varia Scientia – Ciências da Saúde., v. 3, n.2, p.173-180, dez. 2017.
Palavras-chave: Cuidado Pré-Natal, Dinâmica Familiar, Paternidade.
Oral
Abrir o trabalhoPROCESSO DE ENFERMAGEM APLICADO À PACIENTE HOSPITALIZADA: UM ESTUDO DE CASO
JACQUELINE ALVES LIMA; LUANNA GOMES DA SILVA; RENATA JACÓ PEREIRA; PAULO RICARDO BATISTA
1. Introdução O Processo de Enfermagem (PE) apresenta-se como um método científico por meio do qual pode ser implementado a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), sendo constituído por fases que envolvem a identificação de problemas/necessidades de saúde do paciente, a delimitação de diagnósticos de enfermagem, a instituição de um plano de cuidados, a implantação das ações planejadas e a avaliação de todo o processo (SILVA et al., 2018). Nesse contexto, o PE destaca-se como um ótimo recurso para assistência de enfermagem ao paciente no ambiente hospitalar, pois a anamnese e o exame físico contidos nesse processo são o ponto crucial para o diagnóstico precoce de necessidades junto à equipe multidisciplinar de assistência à saúde e direciona de forma efetiva as intervenções de enfermagem, além de organizar as condições necessárias à realização do cuidado e documentar a prática profissional (FERREIRA; NASCIMENTO, 2014). 2. Objetivo Descrever a aplicação do processo de Enfermagem ao caso de uma paciente acompanhada durante o estágio supervisionado na rede hospitalar. 3. Metodologia Trata-se de um estudo de caso clínico delineado por meio de uma abordagem qualitativa, realizado por acadêmicos de enfermagem da Universidade Regional do Cariri, durante o período de estágio supervisionado na unidade de clínica médica em hospital da rede pública, localizado no município de Juazeiro do Norte, Ceará, Brasil. Para selecionar a/o participante da pesquisa foram analisados os dados contidos nos prontuários disponíveis na clínica médica. Optou-se pela paciente com condição clínica que necessitasse de maior aporte de cuidados de enfermagem para, assim, planejar a assistência com a aplicação do processo de enfermagem em todas as suas etapas: histórico, diagnóstico, planejamento, implementação e avaliação. Inicialmente, realizou-se a coleta dos dados no período de setembro de 2018, por meio da transcrição das informações contidas no prontuário clínico da paciente, sendo estas: os relatórios de admissão na unidade hospitalar e seus respectivos setores, evoluções de enfermagem, exames complementares realizados, prescrições de enfermagem e médicas. Posteriormente, aplicou-se junto à acompanhante da participante, um roteiro com o intuito de coletar dados da paciente para a construção do histórico de enfermagem, o qual contempla aspectos relacionados a anamnese dividida em 12 domínios, sendo estes: promoção da saúde/controle de saúde, nutricional/metabólico, eliminação, atividade/repouso, cognitivo/perceptivo, autopercepção, participação/relacionamento, sexualidade/ reprodução, enfrentamento/ tolerância ao estresse, valor/crença, segurança/proteção e conforto. Após, foi realizado o exame físico na paciente com abrangência céfalo-caudal. Com o intuito de realizar a interpretação dos dados obtidos com a construção do histórico de enfermagem utilizou-se o livro de diagnósticos de enfermagem da North American Nursing Diagnosis Association (NANDA I, 2018 - 2020), para o estabelecimento dos diagnósticos de enfermagem prioritários para a elaboração do plano de cuidados com as intervenções de enfermagem e seus resultados esperados. Respeitando os preceitos éticos, durante o desenvolvimento da pesquisa foram atendidas as Exigências das Diretrizes e Normas da Pesquisa Envolvendo Seres Humanos, regulamentada pela Resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde/Ministério da Saúde, onde incorpora, sob a ótica do indivíduo e das coletividades, princípios da bioética, tais como, autonomia, não maleficência, beneficência, justiça e equidade (BRASIL, 2013). Assim, foi assegurada a confidencialidade dos dados colhidos na pesquisa e total sigilo da identidade da paciente. 4. Resultados A.F.C., 78 anos, sexo feminino, branca, solteira, aposentada, católica, ensino superior completo, renda familiar acima de três salários mínimos, natural de Recife, residente na cidade de Juazeiro do Norte, mora em casa própria com irmãos e sobrinhas, etilista, sem histórico de tabagismo. Foi admitida na clínica médica, proveniente da Unidade de Terapia Intensiva, cursando com os diagnósticos de acidente vascular cerebral isquêmico prévio, insuficiência renal aguda, trombose venosa profunda, pneumonia associada à ventilação mecânica e sepse. Em estado de consciência comatoso, respirando em ar ambiente por traqueostomia (TQT), posteriormente iniciou uso da ventilação mecânica acoplada ao TQT, restrita ao leito, em cama com grandes elevadas e decúbito dorsal. Aceitando alimentação por sonda nasoenteral, diurese presente por sonda vesical de demora e evacuações presentes em fralda. Em uso de acesso venoso central (AVC) em veia subclávia direita e cateter de diálise (CDL) em veia femural direita. Exame físico realizado na admissão evidenciou: IMC: 23.7; A: 1,52; P: 54,8. Estado geral regular, em anasarca, afebril ao toque, anictérica, acianótica, normocorada, hidratada. Respiratório: MV presente em AHT, mas diminuído em bases, sem RA. Cardiológico: RCR, em 2T com desdobramento de segunda bulha, S/ sopro. Abdominal: Flácido, indolor à palpação superficial e profunda, RH+, sem visceromegalias. Neurológico: Glasgow 9T, pupilas isocóricas e fotorreagentes. Extremidades: Edemaciada, Rash cutâneo. Presença de lesão por pressão (LPP) na região sacral (estágio II). Medicações utilizadas durante a internação na clínica médica: Ácido acetilssalicílico 100mg, amicacina 250mg, atenolol, 50mg, bromoprida 5mg, clonidina 0,1mg, dexametasona 1mg, dipirona 500mg, escopolamina 20mg, fentanila 50mcg, hidrocortizona 100mg, hidroxizine 25mg, Meropenem 1g, losartana 50mg, omeprazol 40mg, piperacilina, Saccharomyces boulardii 100mg, Sinvastatina 40mg, tazobactam 4,5g, teicoplanina 400mg. Exames complementares realizados: USG Doppler venoso dos MMII; TC de crânio; USG de tórax. Os principais diagnósticos de enfermagem encontrados foram: Risco de infecção relacionada a procedimentos invasivos e alteração na integridade da pele; Integridade da pele prejudicada relacionada a pressão sobre saliência óssea e procedimentos invasivos, caracterizado por rompimento da integridade da pele (lesão por pressão na região sacral estágio II); Risco de Aspiração relacionado a alimentação enteral e TQT; Perfusão tissular periférica ineficaz relacionado a hipertensão e trombose Venosa Profunda, caracterizado por edema em MMII; Volume de líquidos excessivo relacionado a mecanismo regulador comprometido, caracterizado por edema em MMSS e MMII; Risco de quedas relacionado a alteração na função cognitiva e mobilidade prejudicada; Deambulação prejudicada relacionada alteração na função cognitiva e falta de condicionamento físico, caracterizado por capacidade prejudicada para percorrer as distâncias necessárias (paciente restrita ao leito em estado comatoso e com anasarca); evidenciado por; Déficit no autocuidado para banho/higiene íntima relacionado a alteração na função cognitiva e mobilidade prejudicada, caracterizado por capacidade prejudicada de lavar o corpo e realizar a higiene íntima. Quanto às intervenções de enfermagem prescritas, foram: assegurar ambiente arejado, limpo e silencioso; implementar medidas de conforto - posicionamento e iluminaçção; higienização das mãos antes e após os procedimentos; realizar curativos de AVC e CDL utilizando a técnica estéril; supervisionar a LPP e dispositivos atentando para a presença de sinais flogísticos; realizar/trocar curativos; assegurar suporte nutricional e hidratação diárias; realizar mudança de decúbito de 2 em 2 horas; aplicar protocolo para prevenção de novas lesões por pressão e orientar acompanhante; posicionar em Fowler/semifowler; aspiração de TQT, nariz e boca; elevação dos MMSS e MMII; avaliar perfusão periférica, alteração na coloração da pele e mucosas; realizar balanço hídrico; registrar características das eliminações e edema; manter grandes de proteção do leito altas e rodas travadas; realizar exercícios passivos e massagem terapêutica; fazer banho no leito, higiene íntima e oral. Ao decorrer do estudo, houve uma relação muito proveitosa entre os acadêmicos com a paciente e sua acompanhante. As informações coletadas a partir da anamnese e exame físico foram cruciais para elencar os diagnósticos de enfermagem, os quais visaram atender os problemas/necessidades prioritários da paciente devido a brevidade do tempo para acompanhar o caso clínico, fator que aliado a gravidade da condição clínica da paciente, não favoreceu chegar a todos os resultados esperados para avaliar o processo, mas foi possível notar a importância do PE para direcionar a assistência de enfermagem executada durante o período. Conforme se procurou argumentar neste trabalho, o Processo de Enfermagem tem representado o principal modelo metodológico para o desempenho sistemático da prática profissional, ou um instrumento de que se lança mão para favorecer o cuidado, para organizar as condições necessárias à realização do cuidado e para documentar a prática profissional. Assim, ele deve ser compreendido como um meio indispensável pelo qual se obtém a melhora do paciente. Ressalta-se que a resolução do Conselho Federal de Enfermagem de n° 358/2009, direciona e resguarda os profissionais de enfermagem na incumbência da Sistematização da Assistência de Enfermagem bem como da implantação do processo de enfermagem nos ambientes públicos e privados nos quais a enfermagem presta uma assistência de maneira autônoma e responsável para com a vida do individuo sob seus cuidados (COFEN, 2009). Além disso, diante da lei do exercício profissional, Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, estabelecida pelo Decreto nº 94.406, de junho de 1987, fica a cargo do profissional enfermeiro a aplicabilidade do processo de enfermagem bem como observar as respostas humanas básicas relativas a cada paciente priorizando os diagnósticos de enfermagem elencando as prescrições das intervenções pertinentes, que devem ser aplicadas e avaliadas no decorrer do processo (BRASIL, 1986; BRASIL, 1987). 5. Conclusão Com base nos achados, foi possível expor a válida contribuição do PE como um instrumento metodológico para o direcionamento da assistência de enfermagem, além de contribuir para fortalecer a sua utilização no ambiente hospitalar e a sua manutenção de forma contínua, natural ao exercício profissional. Visto que tal processo contribui para aprofundar o conhecimento da condição clínica dos pacientes, identificar suas necessidades e direcionar a execução dos cuidados de forma holística. Entretanto, embora se reconheça a importância do PE e tenha havido sensível mudança para sua utilização, o seu emprego no âmbito da Enfermagem ainda não é totalmente difundido. Nesse sentido, é relevante destacar a necessidade de educação permanente da equipe de Enfermagem através de atividades que contemplem a reflexão sobre a participação de cada membro nas diferentes fases do PE e seus aspectos éticos e legais, para que estes efetuem uma melhor aplicação do PE durante a execução do cuidado e desenvolvam conscientização quanto a sua importância para a profissão. Além disso, as instituições de formação em enfermagem também exercem um papel fundamental no ensino da aplicação do PE, desde a sala de aula até os ambientes de prática, pois assim, acredita-se que o aluno será mais preparado e estará mais “acostumado” a utilizar o PE podendo desencadear uma mudança positiva no trabalho ou instituição que este venha a trabalhar. 6. Referências BRASIL. Lei No 7.498, de 25 de junho de 1986. Dispõe sobre a regulamentação do exercício da enfermagem, e dá outras providências. 2013. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7498.htm>. Acesso em 15 de outubro de 2018. BRASIL. Decreto No 94.406, de 8 de junho de 1987. Regulamenta a Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986, que dispõe sobre o exercício da enfermagem, e dá outras providências. 1987. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1980-1989/D94406.htm>. Acesso em: 15 de outubro de 2016. BRASIL. Resolução No466 de 12 de dezembro de 2012. Diário Oficial da União Nº 12, 13 de junho de 2013. Seção 1. Página 59. 2013. Disponível em: < http://portal.in.gov.br/>. Acesso em: 10 nov. 2016. COFEN, Conselho Federal de Enfermagem. Resolução Cofen-358/2009. Disponível em: <http://www.cofen.gov.br/resoluo-cofen-3582009_4384.html>. Acesso em: 15 de FERREIRA, R.G.; NASCIMENTO, J. L. Intervenções de enfermagem na sepse: saber e cuidar na sistematização assistencial. Revista Saúde e Desenvolvimento. v. 6, n. 3, 2014. North American Nursing Diagnosis Association (NANDA). Diagnósticos de Enfermagem da Nanda: definições e classificação 2018-2020; trad. Regina Machado Garcez – Porto Alegre: Artmed, 2018. SILVA, I. A. S., et al. O ensino do processo de enfermagem. Rev enferm UFPE. v. 12, n. 9, p. 2470-8, 2018.
Palavras-chave: Enfermagem , Processo de Enfermagem , Assistência à Saúde
Oral
Abrir o trabalhoPROJETO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA PREVEST: PAPEL TRANSFORMADOR PARA A COMUNIDADE E ACADÊMICOS
MAYDJEFERSON TENÓRIO ALVES; Maiara Bezerra Dantas; Luanna Gomes de Almeida; Cleene Tavares de Souza; Matheus Lôbo Cavalcante
1-Introdução A extensão universitária sem dúvida é uma das atividades transformadoras desenvolvidas pelo mundo acadêmico que melhor representa seu papel na sociedade. O projeto de extensão tem como foco, o desenvolvimento de atividades voltadas à comunidade, baseadas em pesquisas que permitem aos acadêmicos conhecer melhor a realidade da população, além de propiciar uma ligação direta com a própria instituição (SILVA et al., 2013). A universidade tem como razão de sua existência, produzir e difundir o conhecimento. Esta difusão é diferenciada de duas maneiras: “intramuros”, distribuídas no processo de aprendizagem por meio de atividades realizadas internamente aos âmbitos universitários, ou seja, ações de ensino que ocorrem principalmente em salas de aulas, e o “extramuros”, relacionados ao processo de aplicação do conhecimento por meio de atividades extensionista bem como seu direcionamento nas ações desenvolvidas (MACHADO et al., 2009). Segundo MOIMAZ e colaboradores (2015) através das atividades realizadas, a universidade influência e também é influenciada pela troca de saberes que a comunidade tem a proporcionar, visto que o conhecimento é tido como uma via de mão dupla, influenciando principalmente a produção científica nessa área e suas implicações, trazendo para dentro das salas de aula seus resultados, gerando principalmente o aprimoramento de ideias e sua continuidade. Dessa forma, a extensão é entendida como um instrumento necessário pela Universidade para a produção do Ensino e Pesquisa, que visa superar a desigualdade existente, por meio do acolhimento da população que se encontra em estado de vulnerabilidade, suprindo assim a demanda da maioria da população, o que revela ainda mais o seu papel como transformador social, por meio de estímulos e condições que favoreçam a criticidade social (SILVA et al., 2013; FERNANDES et al., 2012). Nesta perspectiva, nota-se a relevância da participação direta dos acadêmicos em projetos de extensão, pois se caracteriza como um processo dinâmico, cultural, interdisciplinar, educativo, cientifico e político, que permite tanto o crescimento pessoal bem como o lado profissional do estudante, culminando na formação de um profissional cidadão, que nada mais é do que a representatividade da experiência pela vivência na prática, bem como na transformação dos saberes por parte da comunidade, onde a disseminação do conhecimento passa a ser acessível, deixando de ser algo restrito e privilegio do mundo acadêmico (CARDOSO et al., 2015) 2-Objetivo Descrever a atuação do projeto de extensão Prevest ofertada para a população de Iguatu e região. 3-Metodologia O projeto de extensão PREVEST-URCA, na Unidade Descentralizada de Iguatu – UDI, teve seu início em setembro de 2017, após sua implantação na URCA Crato. Possui como característica ser um curso especificamente preparatório para o vestibular URCA. O referido projeto tem como foco, privilegiar toda a população de Iguatu e região, sendo que, para incorpora ao quadro de alunos do projeto, os integrantes devem ser oriundos da rede escolar pública. O projeto oferta um total de 80 vagas por semestre. Das vagas ofertadas, 40 são para o período matutino (das 07h e 30min às 10h e 40min) e outras 40 para o período noturno (das 18h e 30min às 21h e 40min), sendo que 10 candidatos permanecem na fila de espera, caso haja desistência. As aulas ocorrem semanalmente, de segunda a sexta, sendo que no momento da inscrição, o candidato escolhe um dos turnos oferecidos. O projeto tem como finalidade fornecer um curso pré-vestibular de forma gratuita, contando com a participação de acadêmicos como bolsistas remunerados exercendo a função de facilitadores das disciplinas português, matemática, história, geografia, biologia, física, química, literatura, inglês e redação. Para professor facilitador, são disponibilizadas um total de 10 vagas, das quais alunos (as) de todos os cursos de graduação da URCA podem participar da seleção. No momento da inscrição, o candidato deve selecionar apenas uma matéria de sua preferência. Atualmente todos os participantes são do curso bacharelado em Enfermagem. No que se refere à didática de ensino, esta fica a critério de cada professor, sendo que as atividades realizadas devem cumprir um total de 20 horas semanais, as quais correspondem o período em sala de aula, planejamento da disciplina e reuniões com o coordenador do projeto, com a finalidade de expor as experiências vivenciadas em sala. O PREVEST ocorre na própria instituição de ensino, bloco C, sala 10, sendo que a Universidade disponibiliza os recursos audiovisuais para auxílio das aulas. 4-Resultados O projeto de extensão PREVEST demonstra à universidade o interesse da sua comunidade em ingressar no ensino superior de formação, justificada pela alta procura por parte da população de Iguatu bem como por cidades circunvizinhas. Sua demanda pode ser facilmente explicada pelo elevado número de vagas, como também, pela gratuidade. Dessa maneira, permite ao professor facilitador ter uma breve visão das necessidades e fragilidades vividas pela população, visto que, um grande número de vagas é preenchido por indivíduos que não possuem recursos necessários para custear cursos preparatórios particulares. São utilizadas metodologias ativas a fim de facilitar o entendimento e compreensão do conteúdo. Sendo assim, as atividades realizadas pelo projeto têm como principal meta trabalhar os conteúdos mais cobrados pelo vestibular de maneira objetiva, por meio principalmente de resoluções de questões, de forma individual e/ou coletiva, juntamente com a interpretação correta das perguntas através de momentos que exijam o debate e a troca de ideias a respeito dos assuntos abordados. São realizadas também aulas expositivas de caráter complementar, o que resulta, a princípio, uma rejeição por parte de alguns, visto que os mesmos têm como base o método de ensino tradicional de “educação bancária”, mas que acaba sendo bem aceita com o decorrer do tempo. No que diz respeito à participação, interação e aprendizagem em sala de aula, estas surgem como resposta da aceitação dos alunos às metodologias utilizadas, bem como através de resoluções corretas de atividades ou em momentos de competições entre equipes, onde são fornecidas premiações aos vencedores, além do êxito de alguns ao conseguirem ingressar nos vestibulares. É percebido também o quão influenciador se torna as aulas acontecerem nas dependências da Universidade, pois nota-se que os mesmos acabam por se interessar na rotina dos acadêmicos, por meio de questionamentos a respeito dos cursos de graduação e as vantagens relacionadas a cada área no que diz respeito a vida pós-acadêmica. Essa vivência desperta ainda mais o interesse nos estudos e a permanência na instituição. Apesar de tudo, a evasão de alunos ainda é uma realidade. Essa problemática está condicionada, em especial, aos fatores socioeconômicos, onde os alunos acabam por desistir do curso por exceder gastos em transportes e/ou alimentação, como também por não conseguir conciliar emprego e estudos. Outro condicionante que pode ser citado como prejudicial ao projeto, é o desinteresse de alunos por matérias que não são específicas ao curso desejado. Essa situação gera uma diferença quando são comparadas listas de frequência de disciplinas como redação, com o maior número de assiduidade, ao passo que inglês ou física apresentam frequência menor de alunos. Tal situação causa desconforto e insegurança aos bolsistas, onde os mesmos questionam-se quanto a didática de ensino utilizada em sala de aula. 5-Conclusão Constata-se que a Universidade, através de projetos de extensão como o PREVEST, pode proporcionar a aproximação de acadêmicos à população, permitindo a transformação social de alunos, professores, coordenadores e comunidade, principalmente se essas atividades tiverem como foco principal o empoderamento do seu público-alvo. A extensão Universitária permite que a comunidade tenha oportunidades de alcançar uma melhoria na qualidade de vida, inclusive na autoestima, além de experiências únicas que a vivência pode proporcionar a todos os envolvidos. Percebe-se também que o campo da extensão é vasto, devendo suprir outras demandas da comunidade, permitindo a criação de novos projetos que venham a beneficiar e integrar os vários setores sociais, permitindo uma maior aproximação entre universidade e comunidade, além dos benefícios que a produção científica pode gerar, em especial no que se refere ao aperfeiçoamento profissional dos discentes no papel do profissional cidadão. No que tange aos desafios que se encontram, cabe aos envolvidos, a difícil tarefa de coordenar e garantir o funcionamento do projeto. A participação e o envolvimento dos alunos em sala de aula deve ocorrer de forma igualitária em todas as disciplinas. Para situações contrárias a essas, métodos como o desligamento do projeto é uma das ações utilizadas. O processo rigoroso na vistoria da frequência permite que, aqueles a qual não mais se faz presente as aulas sejam removidos das mesmas, permitindo assim que entremos em contato o mais rápido possível com os que se encontram na fila de espera. Apesar da evasão de estudantes, observa-se o sucesso da iniciativa do projeto PREVEST em Iguatu. O mesmo já está em sua terceira edição, mostrando a boa aceitação pela comunidade, visto que em todos os semestres as vagas são completamente preenchidas. Percebe-se também que há o aumento do número de pessoas na fila de espera, a cada semestre. 6-Referências: CARDOSO, A. C.; CORRALO, D. J.; KRAHL, M.; ALVES, L. P. O estimulo à prática da interdisciplinaridade e do multiprofissionalismo: a Extensão Universitária como uma estratégia para a educação interprofissional. Revista da ABENO. v.15, n. 2, p. 12-19, 2015. FERNANDES, M. C.; SILVA, L. M. S.; MACHADO, A. L. G.; MOREIRA, T. M. M. Universidade e a extensão universitária: a visão dos moradores das comunidades circunvizinhas. Educação em Revista. Belo Horizonte, v. 28, n. 04, p. 169-194, dez. 2012. MACHADO, J. M; FARAH, B. F; BARROS, L. M; ASSIS, L. T. M; VALLE, N. P. O; FARIA, R. N. Interação universidade e comunidade através dos movimentos sociais dos bairros Santa Luzia e Ipiranga de Juiz de Fora – MG. Rev. APS. v. 12, n. 4, p. 398-408, out/dez. 2009. MOIMAZ, S. A. S.; BORDIN, D.; GOMES, A. M. P.; FADEL, C. B.; GARBIN, C. A. S.; SALIBA, N. A. Extensão universitária na ótica de acadêmicos: o agente fomentador das Diretrizes Curriculares Nacionais. Rev. ABENO. v.15, n. 4, p. 45-54, 2015. SILVA, A. F. L.; RIBEIRO, C. D. M.; JÚNIOR, A. G. S. Pensando extensão universitária como campo de formação em saúde: uma experiência na Universidade Federal Fluminense, Brasil. Interface comun. saúde educ. v.17, n. 45, p. 371-384, abr/jun. 2013.
Oral
Abrir o trabalhoPROJETO DE EXTENSÃO VIVER BEM NA MELHOR IDADE: CONTRIBUIÇÕES DE AÇÕES EDUCATIVAS NA SAÚDE DOS IDOSOS
MARTA VALERIA RODRIGUES DE SOUZA; Maiara Bezerra Dantas; Juliana Saraiva de Alencar; Francisca Evangelista Alves Feitosa; Samara Méscia Mendes da Silva
PROJETO DE EXTENSÃO VIVER BEM NA MELHOR IDADE: CONTRIBUIÇÕES DE AÇÕES EDUCATIVAS NA SAÚDE DOS IDOSOS Marta Valéria Rodrigues de Souza1; Maiara Bezerra Dantas2;Juliana Saraiva de Alencar ³; Francisca Evangelista Alves Feitosa4;Moziane Mendonça de Araújo5; Samara Méscia Mendes da Silva6 Resumo: O envelhecimento no Brasil vem acontecendo rapidamente, sendo perceptível a grande elevação da população idosa. Dessa forma, é imprescindível o desenvolvimento de estratégias que apontem a educação, prevenção e, sobretudo promoção da saúde neste grupo etário. Objetivou-se relatar através de experiências vivenciadas pelos participantes do Projeto de Extensão Viver Bem na Melhor Idade, a contribuição das ações educativas na promoção de saúde dos idosos. Trata-se de umrelato de experiência das atividades desenvolvidas pelos integrantes do projeto. As atividades foram realizadas no período de 2016 a 2018 na Universidade Regional do Cariri, com aproximadamente 12 idosos em cada ação.Observa-se durante as ações que os idosos apresentam um conhecimento limitado e fragmentado sobre as temáticas abordadas. Ao final, são realizados jogos com perguntas e respostas, onde se verifica que há melhoria no conhecimento. Com isso, o resultado das ações do projeto de extensão vem se mostrando condizentes com o que o mesmo preconiza, garantindo ações diversificadas que proporcionem conhecimento da forma lúdica e com o uso de metodologias ativas. Palavras-chave: Educação em Saúde. Promoção da Saúde. Idoso. Saúde 1. Introdução O envelhecimento no Brasil vem acontecendo rapidamente, sendo perceptível a grande elevação da população idosa nas últimas décadas. Projeta-se para 2050 cerca de dois bilhões de pessoas idosas em todo o mundo, correspondendo a quase um quarto da população mundial total (BRASIL, 2017). Dessa forma, a expectativa de vida, bem como o número de idosos tem aumentado consideravelmente nas últimas décadas, fazendo-se imprescindível o desenvolvimento de estratégias que apontem a educação, prevenção e, sobretudo promoção da saúde, com objetivo de preservar a autonomia e independência desse público. Dentro desta 1Universidade Regional do Cariri, email: rofriguesvaleria82@gmail.com 2Universidade Regionaldo Cariri, email: maiara-dantas13@hotmail.com 3Universidade Regional do Cariri, email: julianaaa100@yahoo.com.br 4Universidade Regional do Cariri, email: franciscaeaf@hotmail.com 5Universidade Regional do Cariri, email:moziane@hotmail.com 6 Universidade Regional do Cariri, email: samara1158@hotmail.com I Semana Universitária da URCA/UDI 26 a 30 de novembro de 2018 Universidade Regional do Cariri perspectiva, as ações educativas em saúde oferecem qualidade de vida na senectude, promovendo o envelhecimento ativo (BITTAR, 2011). Diante deste cenário Wichmann e colaboradores (2013) destacam que o trabalho em grupo é eficaz e próspero no desenvolvimento das ações centralizadas na educação em saúde, cujo enfoque destas vai em direção ao envelhecimento saudável e ativo conforme preconizado nas políticas públicas de saúde. Os grupos de convivência instigam a pessoa idosa a adquirir maior autonomia, aprimorando sua autoestima, condição de vida saudável, senso de humor e promoção de sua inserção social. Estes são acontecimentos que influenciam de forma significativa na assiduidade dos idosos nos programas e nas transformações positivas que sobrevêm em suas vidas (WICHMANN et al., 2013). Sabe-se que as modificações biopsicossociais no processo de envelhecimento estão conexas à fragilidade, podendo levar a vulnerabilidade. No entanto muitas doenças podem vir a surgir e causar restrições ao idoso. É nesse contexto que se faz imprescindível a inserção de atividades educativas na promoção a saúde do idoso. Visando a redução da vulnerabilidade e dos riscos à saúde da população por meio da participação e controle social (MALLMANN et al., 2015). Logo o Projeto de Extensão Viver Bem na Melhor Idade, desenvolvido desde 2012 traz como proposta a realização de ações educativas, a partir das limitações e realidade dos idosos, com identificação das necessidades a serem trabalhadas, eplanejamento de ações que possam contribuir para a autonomia e o empoderamento dos sujeitos diante dos direitos fundamentais relacionados à saúde. 2. Objetivo Relatar através de experiências vivenciadas pelos participantes do Projeto de Extensão Viver Bem na Melhor Idade a contribuição das ações educativas na promoção de saúde dos idosos. 3. Metodologia Trata-se de um estudo descritivo, tipo relato de experiência das atividades desenvolvidas pelos integrantes do Projeto de Extensão Viver Bem na Melhor Idade. As I Semana Universitária da URCA/UDI 26 a 30 de novembro de 2018 Universidade Regional do Cariri atividadesforam desenvolvidas no período de 2016 a 2018 no Campus da Universidade Regional do Cariri – Campus Humberto Teixeira, localizada na zona urbana do município de Iguatu-Ce, situado a Av. Dário Rabelo. Teve como público alvo aproximadamente 12 idosos em cada ação, são idosos que residem nas proximidades do Campus, com o intuito de facilitar o acesso. As ações foram planejadas conforme as temáticas solicitadas pelos idosos e necessidades identificadas pelos integrantes do projeto: mundo digital inclusivo; saúde mental na terceira idade; memórias de vida na construção da história e saúde na melhor idade. Neste sentido, as ações geram e difundem conhecimento na área do envelhecimento, enfatizando o enfrentamento dos aspectos advindos da senilidade e estimulando a habilidade motora, bem como hábitos de vida saudável através da prática de atividade física. Além disso, o idoso é orientado quanto aos seus direitos e deveres conforme o preconizado pelo Estatuto do Idoso. As atividades educativas ocorrem de forma dialogada, estimulando o relacionamento interpessoal. O projeto visa elaborar estratégias de educação em saúde para serem trabalhadas na forma de oficinas, roda de conversas e jogos. Após o termino das ações, os alunos elaboram um relatório descrevendo a atividade desenvolvida, os resultados observados e as dificuldades vivenciadas. Estes são disponibilizados no e-mail do projeto para que todos tenham acesso aos registros. Além disso, as ações realizadas são avaliadas pelo coordenador do projeto, através de reuniões e leitura dos relatórios. O Projeto de Extensão Viver Bem na Melhor Idade é vinculado a Universidade Regional do Cariri/Unidade Descentralizada de Iguatu-Ce, sendo integrado ao departamento da enfermagem. Atualmente é constituído por uma professoracoordenadora, duas colaboradoras, três monitores voluntários e vinte e cinco alunos voluntários. O projeto é desenvolvido desde 2012, tendo como objetivo assistir integralmente à população idosa, através da promoção da saúde e bem-estar durante todo o processo da senescência. 4. Resultados I Semana Universitária da URCA/UDI 26 a 30 de novembro de 2018 Universidade Regional do Cariri Trabalhar com ações direcionadas ao público idoso é algo restrito. A realização das ações deve acontecer de forma clara e concisa visando garantir a compreensão do público acerca das diversas temáticas abordadas. A partir do conhecimento disseminado por meio das ações, os idosos apresentam maior aptidão para tornarem-se protagonistas do cuidado individual e interpessoal. As atividades educativas direcionadas aos idosos são artifícios fundamentais para a promoção da autonomia em seus cuidados, contribuindo para sua independência. É necessário a preparação para propiciar o acolhimento e ambiente confiável aos idosos, visando a promoção de saúde (SILVA et al., 2014). As ações do projeto de extensão Viver Bem na Melhor Idade são realizadas na universidade, quase sempre no Centro de Convivência, exceto as atividades relacionadas à informática que ocorrem no laboratório. Observa-se durante as ações que os idosos apresentam um conhecimento limitado e fragmentado sobre as temáticas abordadas. Ao final, é solicitado que falem o que compreenderam acerca dos temas discutidos ou são realizados jogos com perguntas e respostas, onde se verifica que há melhoria no conhecimento. No que diz respeito às dificuldades vivenciadas durante a realização das ações, há o custeio de materiais utilizados, que são comprados pelos integrantes do projeto, bem como a ausência de uma sala para a guarda do mesmo. As dificuldades encontradas por vezes na educação em saúde advêm do despreparo dos educadores, que são reflexos da formação que estes tiveram, atrelada ainda aos desestímulos ofertados pelos serviços, tais como falta de material e infraestrutura necessária ao bom desempenho das atividades educativas (SILVA et al., 2014). Apesar das dificuldades relatadas, o resultado das ações do projeto de extensão Viver Bem na Melhor Idade vem garantindo ao público idoso ações diversificadas que proporcionem conhecimento da forma mais lúdica possível e com uso de metodologias ativas, o que favorece ao aumento do vínculo entre os alunos do projeto e os idosos, bem como o melhor entendimento destes quando considerado o letramento em saúde. Assim o desempenho das atividades de extensão propicia aos acadêmicos a aproximação com os idosos, auxiliando na educação em saúde do público alvo atendido pelo projeto, bem como contribuindo com a formação profissional dos discentes através da aproximação à comunidade. I Semana Universitária da URCA/UDI 26 a 30 de novembro de 2018 Universidade Regional do Cariri 5. Conclusão Sabe que as ações educativas em saúde não produzem abertamente a influência nos categóricos sociais do envelhecimento ativo, mas são capazes de proporcionar subsídio expressivo ao promulgarem fortemente o ajuste social do princípio de cuidados e compartilharem com os idosos os desafios nesta direção. Dessa forma por meio das atividades realizadas pelo projeto de extensão é possível evidenciar que os idosos expressam compreender o que vem sendo abordado durante os encontros por meio da realização das rodas de conversas, oficinas e jogos, que refletem diretamente na forma como estes conduzem ações e tomam atitudes para garantia da sua autonomia e qualidade de vida. Diante deste contexto faz-se necessário a persistência no desenvolvimento de atividades que estejam direcionadas a promoção da saúde dos idosos, bem como a existência de novos projetos de extensão voltados a atender as necessidades dapopulação idosa, já que as ações educativas em saúde contribuem de forma significativa para uma visão integradora deste público. Referências BITTAR, C.;LIMA, L. C. V. O impacto das atividades em grupo como estratégia de promoção da saúde na senescência. Revista Kairós: Gerontologia, v. 14, n. 3, p. 101-118, 2011. BRASIL. Dados sobre o envelhecimento no Brasil / Dados estatísticos - Brasília: Secretaria de Direitos Humanos. Disponível em: http://www.sdh.gov.br/assuntos/pessoa-idosa/dados-estatisticos/dadossobre-o-envelhecimento-no-brasil. Acesso em: 25 out. 2018. MALLMANN, D. G; NETO, M.N.G.; SOUSA, J.C.; VASCONCELOS, E.M.R. Health education as the main alternative to promote the health of the elderly.Ciencia&saude coletiva, v. 20, n. 6, p. 1763-1772, 2015. SILVA, L. K.; SENA, R.R.; SILVA, P.M.; SOUZA, C.G.; MARTINS, A.C.S. The nurse’s role in home care: its implications for the traning process. CiencCuidSaude, v. 13, n. 3, p. 503-10, 2014. WICHMANN, F.M.S.; COUTO, A.M.; AREOSA, S.V.C.; MONTANES, M.C.M. Grupos de convivência como suporte ao idoso na melhoria da saúde. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, v. 16, n. 4, p. 821-832, 2013.
Palavras-chave: Educação em Saúde,Promoção da Saúde,Idoso,Saúde
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Abrir o trabalhoPROJETO DE EXTENSÃO “EDUCAÇÃO PARA O CUIDADO SEGURO”: CONTRIBUIÇÕES DA ENFERMAGEM PARA SEGURANÇA DO PACIENTE
FRANCISCO ERASMO ALVES DOS SANTOS; Camila Almeida Neves de Oliveira; Matheus da Costa Freitas; Roger Rodrigues da Silva
PROJETO DE EXTENSÃO “EDUCAÇÃO PARA O CUIDADO SEGURO”: CONTRIBUIÇÕES DA ENFERMAGEM PARA SEGURANÇA DO PACIENTE Francisco Erasmo Alves dos Santos , Camila Almeida Neves de Oliveira , Matheus da Costa Freitas , Roger Rodrigues da Silva , Glicia Uchôa Gomes Mendonça Resumo: A garantia do cuidado seguro é um grande desafio para as instituições de saúde, posto que, embora o cuidado em saúde promova o tratamento de várias doenças, observa-se que o paciente está susceptível a vários riscos. Objetivou-se relatar a experiência obtida durante o desenvolvimento do Projeto de Extensão Educação para o cuidado seguro. Trata-se de um relato de experiência, realizado durante as atividades do referido Projeto em um Hospital da Região Centro-Sul Cearense, no período de agosto de 2018 até o presente momento. Foi possível apreender que as ações contribuem para o processo de capacitação profissional, possibilitando a construção da educação permanente, que influenciará para o êxito da assistência segura e melhor aprendizado dos profissionais e estudantes envolvidos. Constataram-se barreiras que impossibilitam a prática do cuidado seguro, e que o protagonismo do Projeto é fundamental para a diminuição destas. Portanto, infere-se que as práticas de extensão são relevantes no processo de assessoramento aos profissionais, a fim de orientar acerca de conhecimentos fundamentais para a prática da assistência segura ao paciente. Palavras-chave: Segurança do paciente; Qualificação profissional; Educação permanente. 1. Introdução A garantia do cuidado seguro é um grande desafio para as instituições de saúde de qualquer lugar do mundo. Embora o cuidado em saúde promova o tratamento de várias doenças, observa-se que o paciente está susceptível a riscos enquanto usuário do sistema. Ademais, a segurança do paciente é um componente de gestão que está diretamente relacionada à qualidade do serviço de saúde (BRASIL, 2014). A segurança do paciente é definida pela Organização Mundial de Saúde (2011) como a redução a um mínimo aceitável, do risco de dano desnecessário associado ao cuidado de saúde. O assunto ganhou notoriedade mundial no ano de 1999, quando o Instituto de Medicina dos Estados Unidos publicou um relatório intitulado “Errar é Humano”, que evidenciou um alto índice de erros relacionados à assistência à saúde (RIGOBELLO, 2015). Em virtude dessa crescente necessidade, a OMS lançou, em outubro de 2004, a Aliança Mundial para Segurança do Paciente, com o objetivo de disseminar estratégias de melhorias das práticas assistenciais e assegurar a qualidade no atendimento dos serviços de saúde por parte dos países membros (BRASIL, 2014). No Brasil, o ensino de segurança do paciente ganha destaque com a implementação do Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) em 2013, que objetiva incluir esta temática no ensino (graduação, pós-graduação e educação continuada/permanente) e o desenvolvimento de pesquisas nessa área, perfazendo dois dos seus quatro eixos (BRASIL, 2013). Nesse contexto, afirma-se a importância da educação permanente para segurança do paciente e a capacitação dos profissionais de saúde como as principais estratégias para a adoção de práticas seguras. Além disso, trata-se de uma ferramenta que contribui para que os trabalhadores se sensibilizem sobre as consequências de suas práticas e a adesão das precauções e medidas de biossegurança (BEZERRA, 2013). 2. Objetivo Relatar a experiência obtida durante o desenvolvimento do Projeto de Extensão “Educação para o Cuidado Seguro: O Papel (Trans)formador da Universidade”, compartilhando o conhecimento adquirido por meio das ações realizadas em um Hospital da Região Centro-Sul Cearense. 3. Metodologia Trata-se de um relato de experiência, realizado durante as atividades do Projeto de Extensão Educação para o Cuidado Seguro: o Papel (Trans)formador da Universidade, do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Regional do Cariri (URCA), em ações realizadas com uma equipe de enfermagem de um hospital de médio porte da Região Centro-Sul do Estado do Ceará, composta por 8 técnicos(as) de enfermagem e 3 enfermeiros(as), do setor da clínica médica, no período de agosto de 2018 até o presente momento, com duração média de 30 minutos por encontro. As ações do projeto são realizadas em grupos de até 4 voluntários(as), os quais desenvolvem assessoria com a equipe de enfermagem, utilizando de metodologias dinâmicas, abordando os protocolos de Segurança do Paciente do Ministério da Saúde, sendo orientados(as) e supervisionados(as) pela professora responsável pelo projeto. A experiência está embasada na prática das ações realizadas pelo projeto e na percepção enquanto acadêmico acerca da efetividade da educação permanente para com o processo de gerenciamento de segurança do paciente. 4. Resultados Os resultados estão dispostos em forma de relato de experiência e discutidos segundo a literatura pertinente. O projeto de Extensão Educação para o cuidado seguro: o papel (trans)formador da universidade, tem seu planejamento realizado com encontros quinzenais para discutir e elaborar as ações que serão desenvolvidas durante o mês, com o intuito de definir estratégias para promover uma educação permanente, por meio de metodologias ativas, sendo estas, concepções educativas que favorecem o processo de ensino e aprendizagem, as quais podem-se utilizar em experiências reais ou simuladas, com o objetivo de sensibilização diante da complexidade dos fatos, contribuindo para a resolução de problemas (SOUZA et.al.,2018). Entre as ferramentas utilizadas para a realização das ações, podem-se citar jogos educativos como jogo da velha, tabuleiro, verdades e mitos, todos fundamentados seguindo os protocolos de segurança do paciente, idealizados e confeccionados pelos voluntários do projeto. Essas intervenções visam contribuir para que haja a impressão de uma cultura de segurança, reafirmando a importância da implementação dos protocolos de segurança do paciente trabalhados durante as ações do projeto. Segundo LIMA et al. (2014), a Educação Permanente em Saúde (EPS) trata-se de uma harmonia pedagógica para a construção da problematização e da concepção de dilemas. Afirma ainda, ser isto, um fator condicionante para o desenvolvimento inteligente de competências como escuta, cuidado e tratamento. Cabe destacar que a prática dessa ferramenta de ensino é baseada nos problemas vivenciados por todos os envolvidos, desde gestores, profissionais como também usuários (MACÊDO et.al.,2014). A partir do contato direto com a equipe de enfermagem, mediante o assessoramento onde são abordados os protocolos de Segurança do Paciente disponibilizados pelo Ministério da Saúde, tornou-se possível identificar barreiras, para a concretização do cuidado seguro por meio destes profissionais para com os usuários deste Hospital. Dentre as principais barreiras, podem-se destacar as condições de trabalho, no que envolve o espaço físico e sobrecarga de funções, a falta de capacitações acerca da temática, além da falta de autonomia para referenciar as dificuldades encontradas no ambiente de trabalho para os responsáveis pela gerencia da unidade. Segundo GASPARINO et.al. (2017), a abordagem de conteúdos so¬bre segurança do paciente ainda são recentes, tanto a nível técnico, quanto a nível su¬perior. Isto justifica a necessidade de se haver capacitações acerca da temática no ambiente de trabalho, pois parte dos profissionais vinculados às Instituições não foram comtemplados com o estudo da mesma durante sua formação, além do que, sabe-se que com o passar dos anos todo conhecimento pode renovar-se. Mediante o contato com a equipe de enfermagem, identifica-se um empenho em desenvolver habilidades para prestar uma assistência segura ao paciente, envolvendo-se e participando ativamente nas atividades desenvolvidas pelo projeto, assim como buscando sempre sugerir aspectos que para eles tornam-se importantes para serem abordados durante as próximas ações. 5. Conclusão As ações contribuem para o desenvolvimento de um maior conhecimento acerca das práticas de segurança do paciente, visto que ao assessorar sobre essa temática com profissionais atuantes na área, possibilita-se que haja um compartilhamento de conhecimento mútuo. Mediante as ações realizadas pelo Projeto Extensão Educação para o Cuidado Seguro: o papel (trans)formador da universidade, percebeu-se que muitas barreiras impossibilitam que um cuidado seguro seja ofertado aos pacientes com êxito. Identificou-se que como medida de intervenção, se faz necessário promover uma Educação Permanente em Saúde, para que os profissionais tornem-se capacitados a desenvolverem práticas que viabilizem uma segurança ao paciente exitosa. Consideram-se as práticas do projeto, extremamente relevantes no processo de assessoramento aos profissionais, a fim de orientar acerca de conhecimentos fundamentais para o desenvolvimento da assistência segura ao paciente. 6. Agradecimentos À Universidade Regional do Cariri - URCA e a Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico – FUNCAP, pela concessão da bolsa de extensão. 7. Referências BRASIL. Ministério da Saúde. Fundação Oswaldo Cruz. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Documento de referência para o Programa Nacional de Segurança do Paciente. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. Estrutura Conceitual da Classificação Internacional sobre Segurança do Doente. Relatório Técnico Final. Trad. Divisão de Segurança do Doente, Departamento da Qualidade na Saúde. Direção-Geral da Saúde, Lisboa,2011. RIGOBELLO, M. C. G.; Avaliação do clima de segurança do paciente em unidade de Emergência de um hospital universitário do interior de São Paulo. 2015. 183 f. Dissertação (Mestrado – Programa de Pós-graduação em Enfermagem Fundamental. Mestrado em Ciências). Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Ribeirão Preto, 2015. BEZERRA, A. L. O contexto da educação continuada em enfermagem. São Paulo: Lemar e Martinari; 2013. BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria no 529, de 1o de abril de 2013. Institui o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP). Diário Oficial da República Federativa do Brasil; 2013. MACÊDO, N. B. et. al. O desafio da implementação da educação permanente na gestão da educação em saúde. Trab.Educ.Saúde, Rio de Janeiro, v.12, n.2, p379-401, maio/ago.2014. LIMA, S. A. V. et. al. Educação permanente em saúde segundo os profissionais da gestão de recife, Pernambuco. Trab. Educ. Saúde, Rio de Janeiro, v.12, n.2, p.425-441, maio/ago. 2014. GASPARINO, R. C. et. al. Percepção da enfermagem frente ao clima de segurança do paciente em instituições públicas e privadas. Rev Gaúcha Enferm., v.38, n.3, p.68240, 2017. SOUZA, E. F. D. et.al. Metodologias ativas na graduação em enfermagem: um enfoque na atenção ao idoso. Rev Bras Enferm., v.71, suppl.2, p.976-80, 2018.
Palavras-chave: Segurança do paciente,Qualificação profissional,Educação permanente
Oral
Abrir o trabalhoQualidade de Vida do Portador de Alzheimer: Uma Revisão Narrativa da Literatura
MARIA ELISAMA ARAUJO DA SILVA; Alice Augusto Vieira; Neyla Suyane Guedes da Silva; Francisco Alisson Alves Bertoldo
Resumo: Alzheimer é uma doença crônica que compromete o sistema neurológico. Objetiva-se analisar através da revisão narrativa da literatura, a qualidade de vida dos portadores de Alzheimer no período de 2014 a 2018. Metodologia: A pesquisa foi constituída por meio de uma revisão narrativa da literatura, onde a busca se deu na base de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) totalizando 08 publicações. Resultados: O acometimento da capacidade funcional é um desafio para a realização das atividades, principalmente para os idosos,tornando-os mais vulneráveis para o declínio cognitivo e funcional. Conclusões: Torna-se indispensável a assistência familiar e de profissionais da saúde relacionados aos cuidados ao idoso diagnosticado com Alzheimer. Palavras-chave: Cuidados de Enfermagem, Doença de Alzheimer, Qualidade de Vida. Introdução A Doença de Alzheimer (DA) é uma enfermidade crônica e incurável, que apresenta comprometimento neurológico degenerativo e irreversível, que danifica progressivamente o nível cognitivo do indivíduo e posteriormente o funcionamento de todo o organismo, sendo popularmente conhecida como Mal de Alzheimer, com maior incidência em idosos de 60 a 90 anos (FERNANDES; ANDRADE, 2017). A DA é considerada a principal causa de demência não reversível no mundo,sendo responsável por 60 a 70% dos casos de patologias progressivas em idosos, onde dificulta a realização de atividades de vida diária, os sintomas neuropsiquiátricos são os principais responsáveis pela evolução negativa para dependência laboral (FOLLE; SHIMIZU; NAVES, 2016). O comprometimento da memória ocasionado pela doença de Alzheimer corresponde a 60% dos quadros, sendo a manifestação clinica mais prevalente no mundo. Atualmente, 35,6 milhões de pessoas são portadoras de Alzheimer apresentando estimativa que esse número dobre a cada 20 anos, chegando ao percentual de 65,7 milhões no ano de 2030 (TEIXEIRA et al., 2015). Por se tratar de uma patologia incurável, muito ainda tem a se fazer para o alcance de uma intervenção terapêutica resolutiva. Atualmente o tratamento apresenta eficiência apenas para reduzir a sintomatologia, as intervenções farmacológicas e não farmacológicas não possuem finalidade de modificar o quadro clinico neuropatológico do Alzheimer, sendo utilizado apenas como cuidados paliativos ao paciente (FOLLE; SHIMIZU; NAVES, 2016). Vale ressaltar que o tratamento acontece através de fármacos, entretanto existem intervenções associadas que possuem finalidade de melhorar a qualidade de vida dos portadores de Alzheimer,estas acontecem por meio de intervenções com equipes interdisciplinares que incluem os familiares nas atividades, com o intuito de melhorias no tratamento e cuidado com relação à saúde física e mental do paciente e na sua relação familiar(CAETANO; SILVA; SILVEIRA, 2017). Mediante as alternativas de tratamento interdisciplinares que possibilitam o interesse da pesquisa sobre a qualidade de vida dos idosos portadores dessa patologia, foram identificadas algumas questões norteadoras: Como vivem os portadores de Alzheimer e quais os desafios enfrentados? A pesquisa apresenta relevância para o meio acadêmico e profissionais de saúde no âmbito do trabalho e em outras áreas assistenciais, fazendo visível á sociedade os principais desafios enfrentados pelo paciente portador de Alzheimer e para dar surgimento acadêmico e científica com o sentido de acrescentar conhecimento a respeito do tema em questão. Objetivos Analisar através da literatura, a qualidade de vida dos portadores de Alzheimer no período de 2014 a 2018. Metodologia A pesquisa foi constituída por meio de uma revisão narrativa da literatura, realizada durante o mês de outubro de 2018. Onde a busca dos artigos se deu na base de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando-se os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS):“Alzheimer; Saúde e Qualidade de vida”. A partir do cruzamento, formam encontrados 1.595 publicações, após os filtros baseados no período de publicação de 2011 a 2015 computaram 35, quando filtrados entre 2015 a 2018, restaram 18 artigos, sendo utilizados apenas 08 artigos. Para tanto, se utilizou dos seguintes critérios de inclusão: os textos disponíveis na íntegra em língua portuguesa, tipo de documento artigo, compreendidos entre 2011 a 2018. Adotaram-se como critérios de exclusão: estudos duplicados que estavam fora da temática referente ao estudo e artigos de revisão. Resultados e Discussão A Doença de Alzheimer é compreendida como uma patologia neurodegenerativa e progressiva, indivíduo apresenta modificações neurológicas e na função cognitiva alterando o comportamento. Através do diagnosticada inicial da doença, o tratamento farmacológico consiste na tentativa de melhorar a sintomatologia, tratamento farmacológico padrão são drogas inibidoras da acetilcolinesterase que promovem a diminuição no processo de envelhecimento celular, retardando a progressão dessa patologia (DANIELLE; MARIA;SILVA, 2016). O acometimento da capacidade funcional é um desafio para a realização das atividades, principalmente idosos, sintomas de depressão, gravidade das comorbidades, disfunção executiva e apatia proporcionam o declínio da cognição normal, os tornando mais vulnerabilidade para o declínio cognitivo e, consequentemente, predispor ao declínio funcional (CUNHA et al., 2015). Entretanto, a maioria dos portadores são classificados com dependência modificada, necessitando de 25% de assistência para a realização de atividades diárias, sendo que os estágios iniciais apresentam menor dependência que os portadores em estágios mais avançados,desta forma conforme a patologia vai progredindo aumenta-se a necessidade de cuidados (BAGNE; GASPARINO, 2014). Torna-se indispensável a assistência familiar e de profissionais da saúde relacionados aos cuidados ao idoso diagnosticado com Alzheimer, proporcionando uma atenção especial às pessoas que vivenciam um processo demência e necessitam de suporte para reinserção social e retomada da autonomia, pois na maioria das vezes os sintomas inicias são confundidos com o processo fisiológico do envelhecimento e são poucos percebidos pela família, sendo necessário a humanização em todas as atividades realizadas, havendo um olhar de compreensão e respeito com os pacientes (IKEDA; LEMOS; BESSE, 2014). Portanto, a qualidade de vida do portador de Alzheimer é muito importante, para isso, a equipe de saúde juntamente com a família e cuidadores, precisam ajudar ao paciente a manter a auto-estima, proporcionar o bem-estar físico, mental e emocional, permitir a interação social, manter seus valores culturais, éticos e a religiosidade e ajudá-lo em suas atividades diárias, preservando o estado de saúde do paciente. (FERNANDES; ANDRADE, 2017) Conclusões A partir das condutas de assistência aos portadores de Alzheimer, torna-se possível ter uma boa qualidade de vida mesmo com as incapacidades que a patologia proporciona, entretanto, os principais desafios enfrentados são os sintomas de depressão, gravidade das comorbidades, disfunção executiva e o declínio da cognição normal que impedem a realização das atividades diárias. De acordo com a análise do estudo realizado pode-se observar que o paciente portador de Alzheimer necessita de mais atenção, interação social, acompanhamento familiar, e atendimento multiprofissional, por isso é importante identificar a qualidade de vida apresentada desses pacientes e permitir analisar como acontece as atividades interdisciplinar que proporcionam o bem-estar físico e mental de cada paciente. Referências BAGNE, B.M.; GASPARINO, R.C. Qualidade de vida do cuidador do portador de Doença de Alzheimer. Revista de Enfermagem UFRJ, Rio de Janeiro, v. 22, n. 2, p. 258-263, 2014. CUNHA, F.C.M.; CINTRA, M.T.G.; DORNELAS, J.M.; ASSIS, M.G.; CASSIANO, J.G.; NICOLATO, R.; MALLOY-DINIZ, L.F.; MORAES, E.N.; BICALHO, M.A.C. Declínio funcional em idosos com comprometimento cognitivo leve. Revista Médica de Minas Gerais, Belo Horizonte, v. 25, n. 3, p.423-431, 2015. CAETANO, L.A.O.; SILVA, F.S.; SILVEIRA, C.A.B. Alzheimer, sintomas e grupos: uma revisão integrativa. Revista Vínculo, São Paulo, v. 14, n. 2, p. 84-93, 2017. DANIELLE, P.P.C.; MARIA, C.C.M.; SILVA, J.P. Tratamentos não farmacológicos que melhoram a qualidade de vida de idosos com doença de Alzheimer: uma revisão sistemática. Jornal Brasileiro de Psiquiatria, Rio de Janeiro, v. 65, n. 4, p. 334-339, 2016. FERNANDES, J.S.G.; ANDRADE, M.S. Revisão sobre a doença de alzheimer: diagnóstico, evolução e cuidados.Psicologia, saúde& doenças, Osasco, v.18, n.1, p.131-140, 2017. FOLLE, A.D.; SHIMIZU, H.E.; NAVES, J.O.S. Representação social da doença de Alzheimer para familiares cuidadores: desgastante e gratificante. Rev Esc Enferm USP, São Paulo, v. 50, n.1, p.81-87, 2016. IKEDA, N.C.L.K.; LEMOS, N.D.; BESSE, M. A terapia ocupacional na reabilitação de idosos com comprometimento cognitivo leve. Revista Kairós Gerontologia, São Paulo, v. 17, n. 3, p. 165-182, 2014. TEIXEIRA, J.B.; JUNIOR, P.R.B.S.; HIGA, J.; FILHA, M.M.T. Doença de Alzheimer: estudo da mortalidade no Brasil, 2000-2009. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v.31, n.4, p. 1-12, abril,2015.
Palavras-chave: Cuidados de Enfermagem, Doença de Alzheimer , Qualidade de Vida
Oral
Abrir o trabalhoRACISMO E DISCRIMINAÇÃO NO ÂMBITO DA SAÚDE: VIVÊNCIAS DE UNIVERSITÁRIAS NEGRAS
ALESSANDRA ALEXANDRE SALGUEIRO; JOSÉ WELLINGTON SILVA DE MOURA; LOURHANY OLINDA SILVA; TÁRCILA CRISTINA DE OLIVEIRA CORDEIRO
1. Introdução As mulheres negras constituem cerca de 55,6 milhões da população brasileira e são elas que vem lutando e resistindo de diversas formas e construindo soluções criativas para suportar a discriminação. O corpo negro feminino é, sem dúvida nenhuma, alvo de atrocidades desde a maternidade e o parto violentados, desumanizadas na sua dor, subavaliadas no mercado de trabalho, mesmo estando em condições iguais (MASSIGNAM, 2015). Racismo mata, perpetua processos de exclusão e empobrecimento e as mulheres negras são suas maiores vítimas. Não há como não o discutir, não há mais como voltar atrás e não avançarmos em encarar um dos maiores problemas da sociedade brasileira, o racismo estrutural e estruturante das relações em todos os níveis por aqui. O racismo se manifesta de distintas formas e que preconiza a categorização dos grupos, atribuindo a alguns deles valores e significados sociais negativos que servem de justificativa para seu tratamento desigual (VARGA; BATISTA, 2016). Estudos brasileiros identificam condições de vulnerabilidade, incluindo problemas de acessibilidade aos serviços de saúde, relacionadas a processos de estigmatização racial e esses processos originam-se ao mesmo tempo em que afetam as condições de vida e o estado de saúde de determinados grupos, a exemplo da população negra (PRESTES; PAIVA, 2016). O chamado racismo institucional se caracteriza por práticas, atitudes e comportamentos que encerram em discriminação étnica no interior de uma entidade ou organização, apesar de não aparecer abertamente, em virtude das leis que caracterizam o racismo enquanto crime. No caso dos serviços de saúde, se determina pela desigualdade no atendimento devido à cor do usuário, que se manifestam através de negligência no atendimento, insultos ou a dificuldade no fornecimento do serviço, além disso, profissionais da saúde negros também sofrem discriminação no interior das unidades de saúde, sobretudo por ser uma área majoritariamente de pessoas brancas (WERNECK, 2016). Diante do exposto, faz-se necessário delinear ferramentas que apoiem a observação e análise acerca da presença e do impacto do racismo institucional nos organismos e políticas dirigidas a proteção social, bem como oferecer suporte para a ação de enfrentamento ao racismo institucional. Essas ações devem ser realizadas através de intervenções coordenadas nos diversos setores, visando à melhoria das políticas públicas de modo geral, para que isso gere mudanças positivas no estado de saúde da população, reduzindo-se as disparidades e as iniquidades. 2. Objetivo Analisar a vivência do racismo e discriminação no âmbito de saúde em universitárias negras. 3. Metodologia Trata-se de um estudo de cunho prático e exploratório, com abordagem qualitativa que busca investigar dúvidas, necessidades e sentimentos de mulheres negras diante das questões que se diz respeito à referida temática. A pesquisa foi realizada na Universidade regional do Cariri-URCA, Unidade Descentralizada de Iguatu-UDI. A pesquisa foi realizada na Universidade Regional do Cariri, no período de abril a junho de 2018, em consonância com as atividades da disciplina Gênero, sexualidade e saúde do curso de enfermagem. Os sujeitos foram as universitárias do curso de enfermagem que auto se declaram negras, contemplado 10 participantes. Aplicou-se uma entrevista com perguntas subjetivas a partir de um roteiro temático, constituídos de 05 questionamentos: “Estudos apontam que a mortalidade entre mulheres negras é 2 a 3 vezes maior quando comparada com a mortalidade entre brancas. Em sua opinião porque ocorre desta forma?”; “O que você sabe a respeito do racismo na saúde?”; “Já presenciou ou foi alvo de racismo na saúde? Como foi essa experiência?”; “Você acredita que pode ocorrer tanto na rede pública de saúde, quanto na privada?”; “Acredita que algo pode ser feito a respeito?”. A análise dos dados se deu através da análise do conteúdo, por meio do processo de disposição e organização do material coletado, com uma leitura apurada dos discursos e valorizando o seu contexto, os dados foram avaliados e agrupados em categorias temáticas conforme seu conteúdo para discussão. A realização da pesquisa obedeceu a Resolução nº 466/12, a qual preza pela ética e respeito em estudos que envolvem seres humanos. Apoiando-se de forma fidedigna nos princípios que esta resolução preconiza, garantindo os privilégios e deveres dos participantes envolvidos. 4. Resultados De acordo com as entrevistadas, foi possível perceber que o racismo contra a mulher negra, mesmo que não ocorra de forma explicita, está presente na maioria dos ambientes e de varias formas diferentes. O fato da sociedade ainda desfavorecer de maneira significativa esse público, faz com que o índice de mortalidade das mesmas aumente. A maioria da população negra é pobre, não podendo arcar com despesas que o sistema, muitas vezes, negligencia. O racismo no âmbito da saúde é visto como algo sutil e implícito é citado que o que mais ocorre é a negação de assistência, olhares tortos ou não tratando a pessoa de forma correta somente pelo fato de ser negra. O racismo institucional está diretamente ligado à forma como a sociedade está estruturada e com a falta de reconhecimento da cidadania plena da população negra, resultando na redução do acesso integral a bens e serviços de qualidade, menor participação e negligência das necessidades específicas, potencializando agravos à saúde (BRASIL, 2016). Os profissionais se sentem altamente qualificados para lidar com todas as situações, mas ao se depararem com a diversidade existente, demonstram que ainda há muito a desejar nesse aspecto. Mesmo assim, o racismo pode e acontece em qualquer outro local, principalmente com o fluxo maior de pessoas, não somente no âmbito da saúde. Diante disso, é imprescindível uma qualificação dos profissionais, de forma individual e coletiva, para que sejam discutidas maneiras de evitar tal situação. Além disso, os profissionais precisam ter mais respeito pelas pessoas que os procuram, evitando agir de forma a constranger os clientes. Diminuir o preconceito, mostrando que todos temos os mesmos direitos e que, independente de raça ou cor, ninguém está excluído da sociedade ou tem menos benefícios que os outros. É necessário aprender a ver o outro como ser humano, tratar e acolher todos sem distinção e saber que o respeito é o primeiro passo para combater o racismo em qualquer local. 5. Conclusão Todas as formas de preconceito especialmente o racismo devem ser combatidas, pois não é cabível que haja distinção entre pessoas seja por raça, etnia, credo, gênero e outros fatores, ainda mais se tratando de preconceito no âmbito da saúde, visto que esta deve-se pautar por princípios básicos como a equidade, atendendo a todos igualitariamente.Neste trabalho, abordamos o tema do racismo contra as mulheres negras, racismo este que é o resultado de fatores sociais, além das desigualdades associadas aos papéis atribuídos ao gênero masculino e feminino e as diferenças que historicamente existem entre brancos e negros.No Brasil, raça e etnia são elementos fundamentais para a compreensão e enfrentamento ao processo de violação de direitos das mulheres, sobretudo negras dentro e fora de casa.Os estereótipos preconceituosos são agravados pela história escravagista que possuímos de objetificação e subalternidade que reforçam mitos racistas como o da mulher negra vista como objeto sexual sempre disponível. As mulheres que foram ouvidas para a construção do presente estudo, demonstraram não sofrer preconceito no âmbito de saúde de forma direta, mas por vezes notaram um “olhar torto” e um atendimento diferenciado, o que evidencia que mesmo que não aconteça de forma explícita, o racismo ainda está presente no atendimento de saúde. Para a quebra do racismo institucional, precisa-se de políticas públicas que causem uma desracialização de reflexões acerca do assunto e que essas políticas possuam medidas que combatam e gerenciem a população conforme um olhar racial. Por tanto, faz-se necessários além da criação de políticas, a estimulação de discussões sobre o tema e desenvolver estudos que deêm visibilidade as desigualdades e possam contribuir para o entendimento de como as discriminações atuam sobre a saúde da população negra. 6. Referências _______. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Resolução CNS Nº 466 de 12 de dezembro de 2012. Brasília: Ministério da Saúde, 2012. _______. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. Departamento de Articulação Interfederativa. Temático Saúde da População Negra / Ministério da Saúde, Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa, Departamento de Articulação Interfederativa. - Brasília: Ministério da Saúde, 2016. 82 p. : il. (Painel de Indicadores do SUS; v. 7, n. 10). MASSIGNAM, F. M.; BASTOS, J. L. D.; NEDEL, F. B.; Discriminação e saúde: um problema de acesso. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, 24(3): 541-544, jul-2015. PRESTES, C. R. S.; PAIVA, V. S. F.; Abordagem psicossocial e saúde de mulheres negras: vulnerabilidades, direitos e resiliência. Saúde Soc. São Paulo, v.25, n.3, p.673-688, 2016. TRALD, L. A. B.; CASTELLANOS, M. E. P.; GUIMARÃES, M. C. S.; Acessibilidade à atenção básica a famílias negras em bairro popular de Salvador, Brasil. Rev. Saúde Pública 2012;46(6):1007-13. WERNECK, J.; Racismo institucional e saúde da população negra. Saúde soc. São Paulo v.25, n° 3, p 535-549. 2016. VARGA, I. V. D.; BATISTA, L. E.; Saúde da população negra e da mulher como políticas públicas e campos intelectuais: subsídios para um estudo de caso sobre o racismo institucional sistêmico. Saúde soc. vol.25 no.3 São Paulo July/Sept. 2016.
Palavras-chave: RACISMO,MULHERES NEGRAS,SAÚDE
Oral
Abrir o trabalhoSAÚDE DO ADOLESCENTE: VIVÊNCIAS DE OFICINAS EDUCATIVAS DESENVOLVIDAS PELO PROJETO DE EXTENSÃO JUVENTUDE E SAÚDE
LORENA PINHEIRO BRAGA; MARÍLIA BRITO DE LIMA; MOZIANE MENDONÇA DE ARAUJO
RESUMO: A escola é um local onde práticas de saúde devem ser estimuladas, a partir da identificação dos fatores condicionantes e determinantes do processo saúde-doença. Relatar experiências vivenciadas com adolescentes durante a realização de oficinas educativas propostas pelo Projeto de Extensão Juventude e Saúde. Estudo descritivo, tipo relato de experiência. O projeto Juventude e Saúde é desenvolvido em uma escola pública de Iguatu-Ce, tem como público estudantes de Ensino Fundamental II e Médio, e Educação de Jovens e Adultos. As ações acontecem mensalmente e atendem as turmas do sexto ao nono ano, nos turnos manhã e tarde, com um total de 105 alunos. A realização de oficinas favorece para que os alunos apresentem uma maior interação quando trabalhadas as temáticas. A aplicação de questionários antes e após as ações evidenciam que a metodologia facilita na absorção do que se é transmitido. A parceria entre os serviços de saúde e educação é fundamental para propiciar a execução de atividades voltadas para contribuir no conhecimento, evolução e protagonismo dos adolescentes e jovens. 1. Introdução Historicamente o ambiente escolar é visto como um local onde práticas de saúde devem ser estimuladas, a partir da identificação dos fatores condicionantes e determinantes do processo saúde-doença. A escola é referenciada como um espaço relevante para construção de cenários que estimulem o desenvolvimento de condições favoráveis para qualidade de vida, onde são realizadas práticas de saúde com o intuito de controlar e prevenir o adoecimento, as situações de risco e os agravos à saúde a partir do desenvolvimento de ações pela vigilância epidemiológica e sanitária, e a assistência clínico-terapêutica. (DEMARZO; AQUILANTE, 2008; BRASIL, 2009; SILVA; BODSTEIN, 2016) Problematizar situações de saúde em diversos ambientes e de maneiras distintas deve fazer parte da rotina dos serviços de educação e saúde de maneira articulada e continua. A escola tem a missão primordial de desenvolver processos de ensino aprendizagem, para formação e atuação das pessoas em todas as áreas da vida social, cumprindo assim o seu papel na formação, percepção e construção cidadã dos estudantes, além de disseminar o acesso às políticas públicas do Brasil (DEMARZO; AQUILANTE, 2008; BRASIL, 2009; SILVA; BODSTEIN, 2016). O processo de ensino-aprendizagem favorece a formação do senso crítico entre os jovens estudantes, o que os tornam capazes de influenciar a incorporação de hábitos e atitudes saudáveis na vida. Neste contexto, torna-se imperioso a inserção de atividades de promoção à saúde como proposta curricular da instituição de ensino (ALMEIDA et al., 2011; BEZERRA et al., 2011). A promoção da saúde escolar tem evoluído durante as últimas décadas. O trabalho de promoção da saúde com os estudantes precisa ter como ponto de partida “o que eles sabem” e “o que eles podem fazer”, desenvolvendo em cada um a capacidade de interpretar o cotidiano e atuar de modo a incorporar atitudes e/ou comportamentos adequados para a melhoria da qualidade de vida (BRASIL, 2015). Nesse contexto, a saúde como produção social, exige a participação ativa de todos os sujeitos na construção de ações que visam escolhas mais saudáveis, instigando a visibilidade dos fatores que colocam a saúde em risco, para assim desenvolver estratégias para superar os problemas e as adversidades identificadas e vivenciadas pela comunidade (BRASIL, 2015). Dessa forma o Projeto de Extensão Juventude e Saúde, desenvolvido desde 2012 traz como proposta a realização de oficinas educativas, a partir de diagnóstico local da realidade, com identificação dos problemas e planejamento de soluções, de forma contribuir para a autonomia e o empoderamento dos sujeitos diante os direitos fundamentais relacionados a saúde. 2. Objetivo Relatar experiências vivenciadas com adolescentes durante a realização de oficinas educativas propostas pelo Projeto de Extensão Juventude e Saúde. 3. Metodologia Este é um estudo descritivo, tipo relato de experiência das atividades desenvolvidas pelo Projeto de Extensão Juventude e Saúde em uma escola pública de ensino fundamental localizada na zona urbana do município de Iguatu-Ce. O seu público alvo são os Estudantes de Ensino Fundamental II, do Ensino Médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) que abrange pré-adolescentes, adolescentes e jovens adultos. As oficinas educativas são estratégias utilizadas pelos integrantes do projeto de extensão juventude e saúde para disseminar conhecimentos de saúde aos adolescentes. As ações são planejadas conforme as temáticas solicitadas pelos adolescentes e gestores escolares, para serem trabalhadas no âmbito escolar. Após elaboração do material a ser utilizado nas oficinas, este é apresentado em uma reunião do projeto, onde são avaliados os métodos selecionados conforme o tema previsto e o público a ser atendido, e quando necessárias feitas considerações pelo coordenador e professores colaboradores visando um melhor desenvolvimento da prática. As ações acontecem mensalmente e atendem as turmas do sexto ao nono ano, nos turnos manhã e tarde, com um total de 105 alunos. Para avaliação da efetividade das oficinas são aplicados questionários antes e após o seu desenvolvimento. Este constitui de um material elaborado pelos componentes do projeto de extensão, que são construídos conforme a temática abordada. O Projeto de Extensão Juventude e Saúde é vinculado a Universidade Regional do Cariri/ Unidade Descentralizada de Iguatu-Ce, e integrado ao departamento da enfermagem. Atualmente é constituído por uma professora coordenadora, três colaboradores, uma bolsista e vinte e sete alunos voluntários. 4. Resultados O resultado observado a partir desse relato de experiência corrobora com Almeida, Oliveira, Moura, (2011); Beserra et al. (2011); Brasil (2009); Brasil (2015), ao trazer o ambiente escolar como um local propicio para o desenvolvimento de ações direcionadas ao processo de educação em saúde para o público adolescente. O desenvolvimento de temáticas em saúde por meio de oficinas, tem a finalidade de apresentar os assuntos a partir da aplicação de uma metodologia clara, criativa e inovadora, que favoreça para que os alunos se tornem participantes desses momentos (ALMEIDA et al., 2011). O atendimento a adolescentes e jovens é sempre considerado muito desafiador, em virtude de ser um grupo populacional que está no ciclo da vida marcado por mudanças, transformações corporais e definição da personalidade. Muitos medos e mitos estão presentes nos seus dias e nem sempre são esclarecidos pela insegurança que estes apresentam em expor. O ambiente escolar propicia condições para realização de atividades extra sala, o que contribui para que quando seja necessário trabalhar grupos isolados de meninos e meninas tenha a possibilidade, visando um melhor aproveitamento da estratégia desenvolvida. A aplicação de questionários antes e após as ações evidenciam que a metodologia utilizada na comunicação de temáticas, como alimentação saudável, mudanças corporais, prevenção às drogas, sexualidade e métodos preventivos, estão favorecendo a absorção do que se é transmitido, fato este observado pela compreensão dos alunos reproduzida no momento da atividade e pelo comparativo entres os formulários respondidos antes e após a ação. 5. Conclusão Precisa-se quebrar as barreiras existentes frente ao público adolescente e fortalecer vínculos a partir do desenvolvimento de ações direcionadas ao seu cuidar. O momento vivenciado por estes em decorrência do processo da adolescência, necessita ser assistido e para obtenção de melhores resultados muitas vezes se faz necessário o desenvolvimento de ações extra salas e metodologias inovadoras, que incentivem e estimulem o aluno a participar e compartilhar dúvidas que precisam ser melhor orientadas. Nesse sentido o projeto juventude e saúde ao desenvolver suas ações no âmbito escolar vêm atendendo ao seu propósito, sensibilizar os jovens escolares, quanto à prática de hábitos saudáveis com ênfase na sexualidade e prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (IST), gravidez na adolescência, consumo de álcool e outras drogas, estímulo à cultura de paz bem como a abordagem dos demais assuntos relacionados à prevenção e a promoção da saúde através da Educação em Saúde, propiciando também ao acadêmico esta vivência de extensão. Diante desse contexto destaca-se a importância da parceria entre os serviços de saúde e educação para que assim possam propiciar a execução de atividades voltadas para contribuir no conhecimento, evolução e no protagonismo dos adolescentes e jovens, para melhoria da qualidade de vida e diminuição dos riscos e vulnerabilidades as quais essas populações são expostas. 6. Agradecimentos À Secretaria de Saúde do Município de Iguatu-CE, Secretaria de Educação do Município de Iguatu-CE, Programa Saúde nas Escolas (PSE); As escolas participantes do projeto e a todos os colaboradores do Projeto de Extensão Juventude e Saúde. 7. Referências ALMEIDA, J. R. S.; OLIVEIRA, N. C. ; MOURA, E. R. F.; SABÓIA, V. P. A.; MOTA, M. V.; PINHO, L. G. Oficinas de promoção de saúde com adolescentes: relato de experiência. Rev Rene [internet], n. 12, p. 1052-8, 2011. Disponível em<http://www.revistarene.ufc.br/revista/index.php/revista/article/view/338/pdf>. Acesso em: 18.jan.2018. BESERRA, E. P.; TORRES, C. A.; PINHEIRO, P. N. C.; ALVES, M. D. S.; BARROSO, M. G. T. Pedagogia freireana como método de prevenção de doenças. Ciência & saúde coletiva [internet]. n. 16, p. 1563-70, 2011. Disponível em: http:<//www.scielo.br /pdf/csc/v16s1/a92v16s1.pdf >. Acesso em: 19.jan.2018. BRASIL. Ministério da Saúde. Caderno do gestor do PSE. Ministério da Saúde, Ministério da Educação. 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Palavras-chave: EDUCAÇÃO EM SAÚDE, ADOLESCENTE, SAÚDE
Oral
Abrir o trabalhoSíndrome de Burnout e suas repercussões na equipe de enfermagem
MARINA DA SILVA DOS SANTOS; Andreliny Bezerra Silva; Karina Ellen Alves de Albuquerque; Raynne Cristina Gomes Moreira
SÍNDROME DE BURNOUT E SUAS REPERCUSSÕES NA EQUIPE DE ENFERMAGEM Marina da Silva dos Santos , Andreliny Bezerra Silva , Karina Ellen Alves de Albuquerque, Raynne Cristina Gomes Moreira e Camila Fonseca Bezerra Resumo: A Síndrome de Burnout (SB) é reconhecida como “síndrome do esgotamento profissional”, e pode ser entendida como uma resposta prolongada a estressores emocionais e interpessoais crônicos presentes no trabalho. Desse modo o objetivo do estudo é analisar os principais fatores de risco e as consequências que a Síndrome de Burnout oferece a equipe de enfermagem. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura de natureza qualitativa e descritiva. A pesquisa online foi realizada no mês de setembro de 2018 na plataforma da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). O trabalho em saúde exige do profissional intensa dedicação e atenção na realização das tarefas, aperfeiçoamento constante, além de empenho para conciliar as necessidades dos pacientes com as suas competências profissionais e da estrutura da instituição. No ambiente de trabalho, os fatores estressores são muitos, tais como, ansiedade diante de desentendimentos com colegas, sobrecarga, o ritmo acelerado e insatisfação salarial. Diante do exposto, pode-se notar a alta associação entre Burnout e trabalho assistencial de enfermeiros que exercem papéis de alta complexidade/responsabilidade lidando com pacientes portadores dos mais variados problemas de saúde. Palavras-chave: Burnout. Saúde do trabalhador. Enfermagem. 1. Introdução A Síndrome de Burnout (SB) é caracterizada como uma importante questão de saúde pública que gera risco para o trabalhador, associada a elementos presentes no dia a dia do trabalho como a escassez de instrumentos adequados, centralização da tomada de decisões com pouca margem para a administração local e influência política na gestão de pessoal aliados à precariedade das condições de trabalho (MENEZES et al., 2017). Reconhecida como “síndrome do esgotamento profissional”, pode ser entendida como uma resposta prolongada a estressores emocionais e interpessoais crônicos presentes no trabalho (HOLMES et al., 2014). O estresse pode ser definido como um estado em que ocorre um desgaste atípico do corpo humano e/ou redução da habilidade de trabalho gerada pela incapacidade do indivíduo de se adaptar, aceitar ou superar em certo período de tempo as exigências psicológicas encontradas em seu ambiente de vida (FERREIRA et al., 2017). A SB está diretamente conectada ao estresse crônico, típico do cotidiano do trabalho, principalmente, quando existem conflitos, pressão e poucas recompensas emocionais e reconhecimento. Detectar precocemente níveis sintomáticos expressivos da síndrome possibilita intervenções preventivas. A prevenção de Burnout é importante desde seu início, visto que profissionais da área da saúde, por prestarem cuidados e estarem sempre em contato com pessoas enfermas, estão constantemente sujeitos a enormes variedades de fontes de estresse considerados assim um grupo individual afetado por este sintoma ocupacional e, consequentemente, pelo Burnout (UENO et al., 2017). A síndrome em questão pode ser dividida em três dimensões: 1º a exaustão emocional que se caracteriza por fadiga intensa, falta de forças para enfrentar o dia de trabalho e sensação de estar sendo exigido, além de seus limites emocionais; 2º a despersonalização que se distingue por distanciamento emocional e indiferença em relação ao trabalho ou aos usuários do serviço de saúde; 3º a diminuição da realização pessoal, a qual se expressa como falta de perspectivas para o futuro, frustração e sentimentos de incompetência e fracasso (ANDRADE et al., 2016). A enfermagem aparece em quarto lugar no ranking das profissões mais estressantes, esse dado é preocupante devido ao fato de que são os profissionais que passam mais tempo junto aos pacientes e seus familiares, estando constantemente sujeitos a alterações emocionais estressoras. Considerando os fatores apresentados, o estudo se mostra relevante ante a perspectiva se elucidar as seguintes questões norteadoras: Quais os principais fatores de risco para o desenvolvimento da Síndrome de Burnout? Quais as consequências dessa síndrome aos profissionais de enfermagem? 2. Objetivo Analisar com base na literatura cientifica os principais fatores de risco e as consequências que a Síndrome de Burnout oferece a equipe de enfermagem. 3. Metodologia Trata-se de uma revisão integrativa da literatura de natureza qualitativa e descritiva relacionada a Síndrome de Burnout e suas repercussões para os profissionais de enfermagem. A pesquisa online foi realizada no mês de setembro de 2018 na plataforma da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Na busca aos artigos, foram empregados os descritores padronizados pelos Descritores em Ciências da Saúde: Burnout, saúde do trabalhador e enfermagem, utilizando o operador Boleano And. Ao iniciar-se a pesquisa, foram encontrados 692 resultados, dos quais após os filtros: artigos completos disponíveis e gratuitos, assunto principal esgotamento profissional, saúde do trabalhador, estresse psicológico e enfermagem, idioma português, publicações indexadas nos últimos cinco anos e tipo de documento artigo, resultaram em 44 artigos. Logo após foram aplicados como critérios de exclusão: artigos duplicados e distanciamento da temática proposta, resultando então em 13 referências para serem utilizados no estudo. Figura 1 – Fluxograma do levantamento das referências na BVS. 4. Resultados A síndrome de Burnout é definida como um transtorno crônico e adaptativo associado às demandas e exigências laborais, resultante da constante e repetitiva pressão emocional, com sintomatologia múltipla e predominância do cansaço emocional. Atingem a equipe de enfermagem, os pacientes, a organização e o próprio trabalho quando os métodos de enfrentamento falham ou são insuficientes (SENA et al., 2015). O trabalho em saúde exige do profissional intensa dedicação e atenção na realização das tarefas, aperfeiçoamento constante, além de empenho para conciliar as necessidades dos pacientes com as suas competências profissionais e da estrutura da instituição. Um fator que coopera para o estresse do profissional de enfermagem é com a equipe multiprofissional não funcionar adequadamente, gerando estresse, preocupação e, algumas vezes, a sobrecarga de trabalho para o profissional (FILGUEIRA et al., 2017). Além disso, existem falhas no funcionamento dos serviços do hospital, como a manutenção, que muitas vezes demora dias para consertar algo no setor, ocasionando estresse para o profissional que trabalha no setor, o qual necessita muitas vezes daquele instrumento (FERREIRA et al., 2016). É importante salientar que a palavra “estresse” não pode ser confundida com a síndrome. O estresse ocorre a partir de reações do organismo às agressões de origens diversas, suficientes para perturbar o equilíbrio interno do ser humano, ao contrário da síndrome onde há a resposta do estresse laboral crônico que envolve atitudes e alterações comportamentais negativas relacionadas ao contexto do trabalho (BARRETO et al., 2016). No ambiente de trabalho, os fatores estressores são muitos, tais como, ansiedade diante de desentendimentos com colegas, sobrecarga, o ritmo acelerado, insatisfação salarial. O estresse possui um papel desencadeador de sintomas psicossomáticos como cefaleias, tensões musculares e hipertensão arterial. A fase mais grave do estresse pode ocasionar redução da resistência orgânica às infecções, lapsos de memória, impotência sexual ou até aumento de abortos espontâneos (SILVA et al., 2017). Entende-se que, dependendo da personalidade de cada indivíduo, um tipo de descarga será realizado, podendo ser através de alterações violentas decorrentes do estresse no próprio ambiente de trabalho ou por doenças propriamente instaladas, o que afetará significativamente a vida do profissional em ambos os casos (FERREIRA et al., 2016). A preocupação com o bem-estar do trabalhador começou a surgir a partir do aumento na incidência de profissionais com sintomas de estresse acima do normal, o que levou a indagações sobre como lidar com esse “novo problema”, a síndrome de Burnout (RODRIGUES et al., 2017). É importante a elaboração de estratégias organizacionais e individuais de intervenção (treinamento, capacitação e supervisão dos profissionais) e, também, a inserção de novas práticas que aumentem a qualidade de vida dos profissionais, como: hábitos alimentares mais saudáveis; cuidados com a qualidade do sono; prática de exercícios físicos regulares; busca pela qualidade nas relações interpessoais; minimizando os danos à sua saúde e melhorando a qualidade de vida no trabalho, refletindo na qualidade dos serviços prestados (SILVA et al., 2017). 5. Conclusão Observou-se que como muitas doenças, a SB evolui através de fases, as quais passam despercebidas na maioria das vezes e termina sendo confundidas com o estresse ou consequências de problemas pessoais, sendo muitas vezes mascarada, não acontecendo nem o diagnóstico e/ou tratamento. Diante do exposto, pode-se notar a alta associação entre Burnout e trabalho assistencial de enfermeiros que exercem papéis de alta complexidade/responsabilidade lidando com pacientes portadores dos mais variados problemas de saúde, sejam no âmbito da emergência, setores de alto risco de doenças infecto-contagiosas ou até mesmo em UTI. Além destes, fatores como plantões noturnos numerosos, contato direto com os doentes e a possibilidade de morte, predispõe também o desenvolvimento da SB. 6. Referências BARRETO, B. M. F; SILVA, R. P; CAMACHO, A. C. L. F; OLIVEIRA, B. G. R. B; VALENTE, G. S. C. A interferência do estresse no trabalhador de enfermagem no ambiente hospitalar e sua relação como fator de risco para a ocorrência de câncer. J. res.: fundam. care. Online, abr./jun. 8(2):4154-4167, 2016. COSTA, K. N. F. M; COSTA, T. F; MARQUES, D. R. F; VIANA, L. R. C; SALVIANO, G. R; OLIVEIRA, M. S. Qualidade de vida relacionada à saúde dos profissionais de enfermagem. 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Palavras-chave: Burnout, Saúde do trabalhador,enfermagem
Oral
Abrir o trabalhoSISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A UM PACIENTE VÍTIMA DE ACIDENTE BOTRÓPICO: RELATO DE CASO CLÍNICO
PAULO RICARDO BATISTA; MAYSA DE OLIVEIRA BARBOSA; GYLLYANDESON DE ARAÚJO DELMONDES; GIOVANA MENDES DE LACERDA
1. Introdução Os acidentes ofídicos são considerados um grande problema de saúde no Brasil, em virtude da característica tropical que envolve o país. Tal especificidade proporciona a existência de uma grande biodiversidade. No que diz respeito à fauna brasileira, essa apresenta uma diversidade de 250 espécies de serpentes das 3.000 existentes a nível mundial, sendo 70 classificadas como peçonhentas (PINHO; PEREIRA, 2001). Considerando o cenário epidemiológico, a maior parte dos casos de picadas de cobra ocorre em áreas rurais, principalmente nos períodos quentes e chuvosos, com prevalência em pessoas do sexo masculino e faixa etária de 15 a 49 anos (SILVA; FRAGOSO FILHO; SILVA, 2009). No entanto, relatos em ambientes urbanos tem sido cada vez mais frequentes. A justificativa se dá pelas alterações ambientais decorrentes da urbanização desenfreada, infraestrutura sanitária inadequada e falta de cuidados preventivos por parte da população. As espécies mais envolvidas nos incidentes fazem parte dos gêneros Bothrops, como é o caso das jararacas e jararacuçus e Crotalus (cascavel). De maneira mais rara ocorre com as Lachesis (surucucus e surucutingas) e Micrurus (coral) (PINHO; PEREIRA, 2001). Os Bothrops e Micrurus tem ampla distribuição em todo território brasileiro, enquanto Crotalus tem prevalência no sudeste e sul e Lachesis na região amazônica e em áreas de mata atlântica remanescente (OLIVEIRA; COSTA; SASS, 2013). A gravidade que envolve os ataques com serpentes está nas ações que o veneno desencadeia no organismo afetado, que divergem de acordo com o gênero. No caso botrópico, o inoculo produz três ações principais: proteolítica, coagulante e hemorrágica. Esses eventos acontecem devido às substâncias contidas no veneno: metaloproteinases, serinoproteinases, fosfolipases, desintegrinas, miotoxinas e neurotoxinas (AZEVEDO-MARQUES; CUPO; HERING, 2003; CUNHA; MARTINS, 2012). As manifestações clínicas diferem de acordo com os graus de classificação em leve, moderado e grave. Em geral os sinais e sintomas locais e sistêmicos são: dor, eritema, calor, rubor, sangramento, náuseas, vômitos sudorese e hipotermia. A evolução dos achados se caracteriza por equimoses, bolhas, necrose, hemorragias (gengival, nasal, digestiva, etc.), coagulação intravascular disseminada (CIVD), hipotensão, oligúria, anúria, abcesso, gangrena, choque e a insuficiência renal (IR) (VALLE et al., 2008). O comprometimento renal é decorrente do desequilíbrio causado pelos vômitos e desidratação e necrose cortical devido às enzimas do produto venenoso. A IR pode ser instalada de forma direta ou secundária à presença de choque. Em casos de CIVD, isquemia renal poderá acontecer em virtude da obstrução microcirculatória. Outro mecanismo que também explica a irregularidade renal é o espasmo dos vasos renais por liberação dos compostos vasoativos (TOKARNIA; PEIXOTO, 2006). Por sua vez, a soroterapia antibotrópica depende da classificação clínica do paciente. No quadro leve são usadas de 2-4 ampolas do soro antibotrópico, no moderado 4-8 e, no grave, 12 (CARDOSO et al., 2009). 2. Objetivo Relatar sobre o desenvolvimento da sistematização da assistência de enfermagem (SAE) elaborada para uma vítima de acidente ofídico. 3. Metodologia Trata-se de um estudo de caso clínico de caráter descritivo, desenvolvido a partir da vivência do estágio curricular supervisionado em uma unidade hospitalar de urgência e emergência, pertencente à região do Cariri, Ceará, Brasil, de fevereiro a junho de 2017. Considerou-se a construção da SAE a um paciente vítima de mordedura de cobra. Utilizou- se a literatura NANDA, NIC e NOC como guia para a elaboração dos diagnósticos de enfermagem, intervenções necessárias e resultados esperados. 4. Resultados A.P.A., sexo masculino, 22 anos, pardo, casado, agricultor, procedente e residente da zona rural do município de Porteiras – CE. Admitido na unidade às 12h35min do dia 15/05/2017, segunda-feira, consciente, orientado, queixando-se de dor, dormência em MID e náuseas. Observado edema no membro acometido, tendo a região do pé marcas de picada e presença de necrose ao redor do ferimento. O diagnóstico médico foi acidente ofídico por jararaca. Agricultor. Possui ensino fundamental II completo. Relata não ter dado continuidade aos estudos pela necessidade de trabalhar. Reside com a esposa, a mãe e filho. Renda mensal de um salário mínimo. Nega tabagismo e refere ingestão de álcool aos fins de semana. Internação anterior após acidente de motocicleta, não recordando o período no momento. Não foi submetido a nenhum procedimento cirúrgico. Nega doença de base, histórico de HAS, DM entre outras morbidades na família. Ao exame físico: faces expressivas de dor; sem alterações oculares e nasais; arcada dentária com ausência de dentes, após realização de extração (sic). Região próxima a clavícula esquerda apresentando cicatriz de, aproximadamente, 5 cm, contendo sinais de hipercicatrização. Acesso venoso periférico em MSE. Bulhas cardíacas normofonéticas, ritmo cardíaco regular e FC normocárdica (95 bpm). Murmúrios vesiculares normais, sem ruídos adventícios, com padrão respiratório eupnéico (19 irpm). Pressão arterial com discreta elevação (130x90mmHg) e febril (T.: 37,9 ºC). Abdome pouco globoso, ruídos hidroaéreos normais, indolor a palpação. Aceita dieta via oral do tipo livre. Diurese e evacuações espontâneas ao banheiro. MID edemaciado, com presença de eritema em joelho, enduramento do membro. Refere dor a palpação na região poplítea e formigamento no pé. Exames laboratoriais realizados: hemograma completo; tempo de tromboplastina (TTPA); tempo de protrombina; creatina; uréia. Prescrição farmacológica: vitamina K, 1 ampola IM, de 24/24 horas; tramadol 100mg + soro fisiológico (SF) 100 ml EV, em 30 minutos, de 8/8 horas; glicose 50%, 4 ampolas EV; bromoprida, 1 ampola + água destilada (AD) 18 ml EV, de 8/8 horas; SF 0,9% 1.500ml, EV, em 12 horas; soro antibotrópico, 4 ampolas + 500ml de SF 0,9% EV. Após a aplicação dos procedimentos de histórico, exame físico, seguido de análise dos exames laboratoriais, foram elencados os seguintes diagnósticos de enfermagem: dor aguda, relacionada ao processo patológico, evidenciada por relato verbal e face expressiva de dor; deambulação prejudicada, relacionada ao comprometimento do MI, evidenciado pela avaliação do movimento; integridade da pele prejudicada, relacionada à picada ofídica, evidenciada pela ruptura da pele; náusea relacionada às ações do veneno no organismo, evidenciada pelo relato verbal e; risco de desequilíbrio hidroeletrolítico relacionado às alterações sanguíneas pela peçonha. Os cuidados de enfermagem basearam-se no monitoramento constante da hemodinâmica do paciente e mediante a aplicação do soro antibotrópico, prevenção dos possíveis efeitos adversos, bem como nas medidas de melhora da locomoção, do conforto e alívio da dor. 5. Conclusão Esse trabalho possibilita uma reflexão acerca da importância do papel da enfermagem na prestação de uma assistência efetiva e de qualidade, diante dos acidentes ofídicos. A SAE proporciona um melhor direcionamento das ações do enfermeiro e de sua equipe. Esse estudo promoveu o aprendizado diante do papel da enfermagem na assistência aos acidentes ofídicos que são comuns na região nordestina. A promoção dos cuidados efetivos permite a diminuição dos riscos de complicações. Além disso, as experiências adquiridas no estágio supervisionado possibilitam o desenvolvimento das habilidades de pensamento crítico e resolutivo, bem como das destrezas práticas nos procedimentos assistenciais. Enfatiza-se, a também, a necessidade de mais pesquisas na área como subsídio para a otimização da orientação profissional em tal situação de atendimento. 6. Referências PINHO, F.M.O; PEREIRA, I D. Ofidismo. Rev Ass Med Brasil. 2001, 47(1): 24-9. SILVA, L. F; FRAGOSO FILHO, A. S; SILVA, T. C. F. Abordagem clínica e epidemiológica do ofidismo no município de Alegre (ES) [monografia]. Alegre: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Alegre, 2009. OLIVEIRA, H. F. A; COSTA, C. F; SASS, R. Relatos de acidentes por animais peçonhentos e medicina popular em agricultores de Cuité, região do Curimataú, Paraíba, Brasil. Rev Bras Epidemiol. 2013; 16(3): 633-43. AZEVEDO-MARQUES, M. M; CUPO, P; HERING, S. E. Acidentes por animais peçonhentos: serpentes peçonhentas. 2003. Rev Med Ribeirão Preto. 2003; 36: 480-489. CUNHA, E. M; MARTINS, O. A. Principais compostos químicos presentes nos venenos de cobras dos gêneros Bothrops e Crotalus – uma revisão. 2012. Rev Eletrônic Educ e Ciência. 2012; 2(2): 21-26. VALLE, L. A; SILVA, D. F. R; MAGALHÃES, P. H; MATTOS, P. A; LEAL, J. A. Amputação bilateral de extremidades inferiores após acidente botrópico grave: relato de um caso. Arq Med Hosp Fac Cienc Med Santa Casa São Paulo. 2008; 53(2): 81-84. TOKARNIA, C. H; PEIXOTO, P. V. A importância dos acidentes ofídicos como causa de mortes em bovinos no Brasil. Pesq. Vet. Bras. 2006; 26(2): 55-68. CARDOSO, J. L. C; FRANÇA, F. O. S; WEN, F. H; MALAQUE, C. M. S’A; SARVIER V. H. J. Animais peçonhentos no Brasil: biologia clínica e terapêutica dos acidentes. 2. Ed. 2009.
Palavras-chave: Sistematização da Assistência de Enfermagem , Acidente ofídico , Gênero Bothrops
Oral
Abrir o trabalhoSUS E PNAB: UMA ANÁLISE CRÍTICA AO DESMONTE EM CURSO
JULIANE DE LIRA MENDES; Agna Teixeira Braga; Aliciane Sobreira Lima; Antonia Josyelen Mesquita Lopes
1. INTRODUÇÃO O Sistema Único de Saúde (SUS) é uma política de Estado arduamente construída pelos movimentos sociais da Reforma Sanitária Brasileira (RSB) durante a luta pela democracia na última década de 80. Este mesmo processo resultou na mudança em vários âmbitos, como: jurídico, político, institucional, organizativo e operacional do sistema de saúde no Brasil (PAIM e FILHO, 2014). Portanto, segundo Teixeira et al. (2014), o SUS é a maior política pública nascida da sociedade e incorporada ao Estado, conquista histórica do povo, contraposto a perspectiva liberal e neoliberal, que defende a redução da participação do Estado nas políticas sociais. Morosini et al. (2018) afirma que “foram as políticas direcionadas para o fortalecimento da atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil que mais favoreceram a implantação dos princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS)” (p.12). Entretanto, apesar dos avanços, principalmente com a cobertura em crescente de uma das principais inovações que é a Estratégia de Saúde da Família (ESF), o SUS está sendo atingido pelos interesses daqueles que apostam na mercantilização da saúde (STEVANIM, 2018). A reforma da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) é tida como uma reforma contemporânea, onde, na verdade, é uma contrarreforma. São reformas de flexibilização, de reengenharia, de mercantilização, de terceirização, de Estado mínimo, segundo Campos (2015) reformas, como essa no SUS, fundamentam o seu desmonte. 2. OBJETIVO Apresentar em linhas gerais a evolução do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), como, também, possibilitar uma análise crítica ao desmonte do mesmo sistema de saúde. 3. METODOLOGIA Foi realizado um estudo de natureza exploratória, descritiva com abordagem qualitativa, do tipo revisão bibliográfica, produzida entre os meses de setembro e outubro de 2018, no qual foram utilizadas produções publicadas em livros, revistas e meios eletrônicos. No meio eletrônico foi feito a busca no banco de dados da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) com os descritores: “sus”, “atenção primária à saúde” e “política pública de saúde”; adicionando o operador booleano: AND. Os critérios de inclusão foram: publicações nacionais em periódicos eletrônicos com texto completo, entre os anos de 2014 e 2018. Já os de exclusão foram: publicações que fugiram da temática abordada, trabalhos repetidos e se distanciaram do objetivo da pesquisa. Após a aplicação dos filtros de inclusão, resultaram 90 publicações. Consequentemente, posterior a aplicação dos critérios de exclusão, restaram 7 publicações que serviram de embasamento teórico para o presente trabalho. 4. RESULTADOS O processo de reforma da saúde pública, segundo Nunes (2006), a partir da criação dos SUS, completa-se em três fases: político-institucional, político-administrativa e complementação jurídico-legal. A década seguinte vivenciou a queda de alguns indicadores, como a queda na mortalidade infantil e o analfabetismo na população de quinze ou mais de idade. Entretanto, os níveis de desigualdade continuaram elevadíssimos. Um dos grandes instrumentos para os avanços nos indicadores foi a implantação, ao longo dos anos 1990 e 2000, do Programa de Saúde da Família (PSF) que permitiu ampliar a cobertura em saúde. Inicialmente, o programa era voltado para parte da população, mais vulnerável. Configurou-se, então, uma forma de fazer saúde, de compor equipe e de organizar o processo de trabalho; baseados no território e responsabilidade sanitária, na qual foram sustentadas pelas demais políticas (SILVA e JUNIOR, 2015). Recentemente, aconteceu a reorganização das forças políticas conservadoras no Brasil, tendo como uma das principais mudanças legislativas a Ementa Constitucional nº 95/2016, conhecida como a ementa do “teto dos gastos”, que congela os gastos em 20 anos, produzindo efeito, especificamente, no financiamento do SUS. Para Batalha e Dominguez (2016), essa mudança não é apenas como estagnação dos gastos, mas a redução gradativamente dos investimentos ano após ano, logo que a ementa não leva em consideração o crescimento da população. Assim, o setor privado, que já era visto como saída dentro da frágil relação entre SUS e sociedade, ganha mais força, dando prosseguimento à desconstrução do SUS. A PNAB de 2017, como consequência ao “teto dos gastos”, ao mesmo tempo que mantem no discurso a ESF como prioritária, permite e instiga outras formas de organização da Atenção Básica (AB). Morosini et al. (2018) destaca, principalmente, mudanças na regra de composição profissional e distribuição de carga horária; a presença do Agente Comunitário de Saúde não é requerida na composição mínima da equipe. Diante destas reformulações, a autora alerta para o agravamento do risco de desassistência de parte significativa da população, além da perda na qualidade dos serviços da AB. Catanante et al. (2017) remete à APS seletiva como desprovida de recursos, assistência pobre para pobres, “SUS para pobres”. O autor traz a utilização de planos de saúde como possíveis respostas aos indicadores de ascensão social. Voltando, assim, ao início enquanto ainda programa (PSF), quando não havia assistência para toda a população. Retrocessos e retiradas de direitos estão sendo vivenciados pela classe trabalhadora, principalmente nos últimos dois anos. Ocké-Reis (2017) afirma que, com o golpe parlamentar da direita neoliberal, a perspectiva do desmonte ganha força sucateando o SUS com a EC 95 e o aprofundamento da privatização do sistema de saúde com os planos privados “populares”. 5. CONCLUSÃO Sendo assim, visto em linhas gerais a evolução do SUS e AB, a reforma da PNAB feita em 2017 foi usada para analisar o desmonte em curso da maior política pública nascida da sociedade e incorporada ao Estado. Além disso, a Emenda Constitucional nº 95/2016 e o crescimento da abertura aos planos de saúde ditos populares foram citados nos achados como instrumentos importantes para o sucateamento do SUS. Com o desmonte do Sistema Único de Saúde em ascensão, as prioridades do capital internacional, formados pelas multinacionais e a indústria farmacêutica, são fortalecidas. Enquanto os interesses da população são deixados de lado, e a medicina preventiva é vista como utopia. Passados 30 anos desde a construção do SUS, os desafios continuam persistentes para consolidação de um sistema universal, equânime, integral e de qualidade para o povo brasileiro. 6. REFERÊNCIAS Campos, G. W. S. Desafios Atuais da Gestão da Saúde. Debates GVsaúde. Edição Especial. p. 17-21. 11 mar 2015. Disponível em: < http://bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.php/debatesgvsaude/article/view/76841> Acesso em: 25 set. 2018. Catanante, G. V. Hirooka, L. B. Porto, H. S. Brava, M. C. G. G. C. Participação Social na Atenção Primária à Saúde em Direção à Agenda 2030. Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro, v. 22, n. 12, p. 3965-3974, dez. 2017 . Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232017021203965&lng=pt&nrm=iso>. Acessos em: 25 out. 2018. Morosini, M. V. G. C., Fonseca, A. F., Lima, L. D. Política Nacional de Atenção Básica 2017: retrocessos e riscos para o Sistema Único de Saúde. Saúde debate. Rio de Janeiro, v 42, n. 116, p. 11-24, jan. 2018. Disponível em: < http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-11042018000100011&lng=en&nrm=iso> Acesso em: 04, out. 201 Nunes, E. D. Saúde Coletiva: uma história recente de um passado remoto. Tratado de Saude Coletiva, São Paulo: Hucitec. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2006. Ocke-reis, C. O. Desafios da Reforma Sanitária na Atual Conjuntura Histórica. Saúde debate, Rio de Janeiro, v. 41, nº 113, p. 365-371, abr. 2017. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-11042017000200365&lng=pt&nrm=iso> Acesso em: 16 out. 2018. Paim, J. S., Filho, N. d. Reforma Sanitária Brasileira em Perspectiva e o SUS. Saúde Coletiva: teoria e prática. 1 ed. Rio de Janeiro: MedBook, 2014. Silva, H. F., Franca Junior, I. A Combinação de Projetos Políticos Distintos na Atenção Básica à Saúde: impactos políticos-sociais e a descontrução do SUS. Physis, Rio de Janeiro, v. 25, n. 2, p. 423-442, Jun 2015. Disponível em : < http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-73312015000200423&lng=en&nrm=iso> Acesso em: 23, set. 2018. Stevanim, L. F. Único, mas ainda desigual. Revista Radis. ENSP, nº 192, setembro de 2018.
Palavras-chave: SUS,ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE,POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE
Oral
Abrir o trabalhoUSO DE PLANTAS MEDICINAIS ASSOCIADO A MÉTODOS TERAPÊUTICOS TRADICIONAIS NO TRATAMENTO DO PÉ DIABÉTICO EM COMUNIDADES RURAIS
BEATRIZ DE CASTRO MAGALHÃES; Bruna Erilania Vieira de Sousa; Roger Rodrigues da Silva; Ingrid Mikaela Moreira de Oliveira
USO DE PLANTAS MEDICINAIS ASSOCIADO A MÉTODOS TERAPÊUTICOS TRADICIONAIS NO TRATAMENTO DO PÉ DIABÉTICO EM COMUNIDADES RURAIS Beatriz de Castro Magalhães , Bruna Erilania Vieira de Sousa , Roger Rodrigues da Silva , Ingrid Mikaela Moreira de Oliveira Jayana Castelo Branco Cavalcante de Meneses Resumo: O objetivo do estudo foi identificar o uso de plantas medicinais associado a métodos terapêuticos tradicionais no tratamento do pé diabético em comunidades rurais. Trata-se de um estudo quantitativo, realizado em um município no interior cearense, com amostra de 21 participantes. Do total de participantes, 47,6% utilizaram plantas. Destes, 60% usou métodos tradicionais associados. As plantas relatadas foram: Aroeira, Ameixeira, Goiabeira, Matruz e Corama. Já os métodos terapêuticos tradicionais mais utilizados foram produtos tópicos antibióticos. Reforça-se a necessidade de pesquisas que investiguem os reais efeitos de tais espécies em úlceras do pé diabético. Palavras-chave: Pé diabético. Plantas. Recursos naturais. Cicatrização. 1 Introdução O Pé diabético é caracterizado por uma ou mais lesões que ocorrem nos pés das pessoas com Diabetes Mellitus (DM). Para o manejo do Pé diabético, as orientações quanto aos cuidados com os pés e orientações para o controle do DM são fundamentais, além da aplicação de terapia tópica adequada (PATON et al., 2012; AMERICAN DIABETES ASSOCIATION, 2013; OLIVEIRA et al., 2016). Nesse contexto, Papanas & Maltezos (2011) abordam a importância das plantas na cicatrização de lesões em diabéticos. Destaca-se a biodiversidade e pluralidade cultural brasileira, principalmente em comunidades rurais, como determinantes ao uso de plantas no tratamento de enfermidades (CUNHA; BORTOLOTTO, 2011). Faz-se pertinente a investigação sobre o uso de plantas no tratamento do Pé diabético no contexto da população rural, reforçando-se a pesquisa de recursos naturais, respaldada pela Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (BRASIL, 2016). 2 Objetivo Identifi car o uso de plantas medicinais associado a métodos terapêuticos tradicionais no tratamento do pé diabético em comunidades rurais. 3 Metodologia Trata-se de uma pesquisa descritiva com abordagem quantitativa, realizada em um Município do Interior Cearense, cuja amostra consistiu em 21 participantes, selecionados por meio da técnica de Snowball (bola de neve). Os critérios de inclusão compreenderam: pessoas com diagnóstico de pé diabético, que fizeram uso simultâneo ou isolado de plantas medicinais e métodos terapêuticos tradicionais. Excluíram-se pessoas que se encontravam desorientadas, com algum tipo de demência ou transtorno mental. A técnica de coleta de dados foi a entrevista auxiliada por um roteiro semi-estruturado, aplicado de na residência dos participantes. A análise dos dados se deu através do Software Statistical Package for the Social Sciences (SPSS). O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Regional do Cariri (CAAE: 94492218.40000.5055). 4 Resultados Do total de 21 participantes, 61,9% eram do sexo feminino, com idade variando entre 35 a 79 anos; 85,7% eram casados. A raça mais referida foi a parda (47,6%). Dentre as ocupações relatadas, prevaleceram agricultores e donas de casa (38,1%); 57,1% dos participantes eram alfabetizados e a renda familiar mensal foi de um salário mínimo (R$ 954,00) para 57,1% dos participantes. No que concerne aos dados clínicos, 14,3% apresentaram úlcera ativa do pé diabético. O tempo de diagnóstico do Diabetes Mellitus, em sua maioria (23%) foi de 10 anos. A comorbidade mais relatada foi a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) com 38,1% e a retinopatia diabética, a complicação crônica mais referida (38,1%). Os medicamentos mais utilizados pelos foram Metformina e a Glibenclamida (71,4% e 38,1%). Os antecedentes familiares para Diabetes Mellitus, o tabagismo e o alcoolismo estiveram presentes, em respectivamente, 66,7%, 19% e 9,5% da população. Quanto ao uso de plantas no manejo da ulcera diabética, 47,6% da população referiram usar ou já terem feito uso de alguma espécie com esse intuito. Desse total, 60%, realizavam uso de plantas concomitantemente ao uso de métodos terapêuticos tradicionais, como a pomada de neomicina, solução de mercúrio, creme de sulfadiazina de prata a 1%, Rifocina® spray, pomada Terramicina® e soro fisiológico 0,9%. Dentre as plantas utilizadas, a aroeira foi reportada por 60% dos participantes (QUADRO 1). Com relação à obtenção das mesmas, os participantes relataram que elas se encontravam próximas a suas residências, em sítios ou roças vizinhas, sendo necessário compra-las em poucos casos (10% dos casos). QUADRO 1 – Descrição das plantas utilizadas por número de participantes. Iguatu-Ceará-Brasil, 2018. Etno-espécie Uso pelos participantes Forma de preparo Parte utilizada Aroeira 60% Cozimento/decocção com água/ até a casca corar Casca Ameixeira 20% Imersão da raspa em água e/ou álcool em garrafa de 2 litros com metade do conteúdo de ameixa e metade líquido. Casca Goibeira 10% Cozimento/decocção com água/ chá corado Folha Mastruz 10% Cozimento/decocção após trituração Folha Corama 10% Lavagem com água e aplicação tópica da folha Folha Fonte: Dados da pesquisa. 5 Discussão Os achados dessa pesquisa corroboram alguns estudos semelhantes, como o de Iser et al. (2015), onde a raça parda é uma das mais prevalentes entre a população com diabetes. Além disso, o sexo feminino, a idade avançada e a baixa renda mensal são resultadas comumente relatados em populações semelhantes (GOUVEIA et al., 2015; CARLESSO; GONÇALVES; MORESCHI JÚNIOR, 2017). Na perspectiva da HAS como comorbidade, considera-se a associação do diabetes mellitus com a mesma já consagrada pela literatura (RADOVANOVIC et al., 2014). Além disso, o estudo Mendanha et al. (2016) aponta possível associação entre o alto índice de retinopatia diabética e a HAS, bem como relação com o tempo de doença. Sobre os métodos terapêuticos tradicionais para tratamento de lesões, Malagutti (2014) contesta a efetividade dos mesmos, com exceção da Sulfadiazina que é amplamente utilizada no pé diabético, tendo em vista a associação do mesmo a infecções. No tocante ao uso de plantas medicinais, Araújo et al. (2015) também apontaram a aroeira como a espécie mais utilizada. Atribui-se a esta espécie propriedades cicatrizante, anti-inflamatória e antimicrobiana (DEGASPARI; WASZCZYNSKY, 2004; BRASIL, 2016). O fácil acesso às espécies naturais, advinda do cultivo das plantas ou da obtenção com vizinhos, facilita o seu uso (FLOR; BARBOSA, 2015). O cozimento/decocção, preparo mais referido nesse estudo, se traduz na ebulição da droga vegetal em água potável por tempo determinado (BRASIL, 2016). Além disso, Nascimento et al. (2016), também apontam a casca do caule e as folhas como as partes mais utilizadas para fins terapêuticos. Reforça-se a necessidade de melhor conhecer as espécies que vêm sendo empreendidas no manuseio da úlcera diabética, devendo-se buscar embasamento científico para os efeitos das espécies referidas. Como limitação desse estudo, têm-se o fato da maioria dos participantes não apresentarem úlcera ativa, o que pode ter culminado em dados incompletos pelo esquecimento de informações relacionadas ao uso das plantas. 6 Conclusão O perfil sociodemográfico e clínico predominante pode ter influência sobre o uso de plantas. Os participantes do estudo referem o uso de cinco espécies de plantas medicinais, cujas formas de preparo já foram mencionadas pela literatura científica da área; sendo a maioria associada à métodos terapêuticos tradicionais, principalmente antibióticos, denotando uma confiança limitada no uso isolado de ambos. Reforça-se a necessidade de mais pesquisas, com maior rigor científico, que esclareçam os reais efeitos das espécies citadas no contexto da úlcera diabética 7 Agradecimentos À Universidade Regional do Cariri e à Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNCAP) pela concessão da bolsa de iniciação científica. Referências AMERICAN DIABETES ASSOCIATION. Diagnóstico e classificação da diabetes mellitus. Diabetes Care, v.36, n.1, 2013. ARAÚJO, A. M. et al. Uso de plantas medicinais para o tratamento de feridas. Rev. Interd. v. 8, n. 2, p. 60-67, abr. mai. jun. 2015. BRASIL. Manual de plantas medicinais e fitoterápicos utilizados na cicatrização de feridas. Coordenação: Bueno, Maria José Adami. Porto Alegre: Univás, 2016. CARLESSO, G.P.; GONCALVES, M. H. B.; MORESCHI JUNIOR, D. Avaliação do conhecimento de pacientes diabéticos sobre medidas preventivas do pé diabético em Maringá (PR). J. vasc. bras., v.16, n.2, p.113-118, 2017. CUNHA, S. A.; BORTOLOTTO, I. A. Etnobotânica de Plantas Medicinais no Assentamento Monjolinho, município de Anastácio, Mato Grosso do Sul, Brasil. Acta Botanica Brasílica, v. 25, p. 685-698, 2011 DEFASPARI, C. H.; WASZCZYNSKY, J. N. Propriedades antioxidantes e antimicrobianas dos frutos da aroeira (Schinus terebinthifolus Raddi). Tese de dissertação de doutorado, Programa de Pós-graduação em Tecnologia de Alimentos, Universidade Federal do Paraná, 2004. FLOR, A.S.S.O.1; BARBOSA, W.L.R. Sabedoria popular no uso de plantas medicinais pelos moradores do bairro do sossego no distrito de Marudá – PA. Rev. Bras. Pl. Med., Campinas, v.17, n.4, supl. I, p.757-768, 2015. GOUVEIA, B. L. A. et al. tratamento de feridas: práticas empíricas sob o ponto de vista cultural e religioso. Rev enferm UFPE on line., Recife, v.9, n.3, p.7046-54, mar., 2015. MALAGUTTI, W. (org.). Curativos, estomias e dermatologia: uma abordagem multiprofissional. William Malagutti, Cristina Tarzia Kakihara, (orgs), 3ª ed. – São Paulo: Martinari, 2014. MENDANHA, D. B. A. et al. Fatores de risco e incidência da retinopatia diabética. Rev Bras Oftalmol, v.75, n.6, p.443-6, 2016. NASCIMENTO, M. W. A. et al. Indicações de plantas medicinais realizadas por raizeiros para tratamento de feridas. Rev. Eletr. Enf., v.18, p.1152, 2016. OLIVEIRA, P. S. et al. Atuação dos enfermeiros da estratégia saúde da família na prevenção do pé diabético. J. res.: fundam. Care, v.8, n.3, p.4841-4849, 2016. PAPANAS, N.; MALTEZOS, E. Polyherbal formulation as a therapeutic option to improve wound healing in the diabetic foot. The Indian Journal of Medical Research, v.134, n.2, p.146-147, 2011. PATON, J.S. et al. A comparison of customized and prefabricated insoles to reduce risk factors for neuropathic diabetic foot ulceration: a participant-blinded randomized controlled trial. Journal of Foot and Ankle Research, v.5, n.1, p.1-11, 2012. RADOVANOVIC, C. A. T. et al. Hipertensão arterial e outros fatores de risco associados às doenças cardiovasculares em adultos. Rev. Latino-Am. Enfermagem, v.22, n.4, p.547-53, 2014. SILVA, P. N.; ALMEIDA, O. A. E.; ROCHA, I. C. Terapia tópica no tratamento de feridas crônicas. Enfermería Global, n.33, 2014.
Palavras-chave: PÉ DIABÉTICO, PLANTAS, RECURSOS NATURAIS, CICATRIZAÇÃO
Oral
Abrir o trabalhoVALORIZAÇÃO DAS MEMÓRIAS DA PESSOA IDOSA: RELATO DE EXPERIÊNCIA DO PROJETO MINHAS RUGAS, MINHA HISTÓRIA
LIANA INGRID CANDIDO FERREIRA
Resumo: O envelhecimento é um processo fisiológico e natural que percorre todas as etapas do ciclo vital. As alterações fisiológicas ocorrem de modo acentuado e com velocidades variáveis entre as diferentes pessoas. O envelhecer vai acontecendo gradualmente, individualmente, sendo de muita importância para a compreensão do ciclo vital humano. Durante essa etapa ocorrem mudanças biológicas, porém de caráter não patológico que são inerentes ao processo de envelhecer. Esse estudo tem como objetivo refletir sobre a importância da escuta qualificada, com ênfase na história de vida das pessoas de terceira idade. Foi realizada a seleção de voluntários do projeto de extensão. Para a coleta de dados, estão realizando a busca por idosos com histórias de vida marcantes e em seguida a organização e construção do material a ser entregue. Conclui-se a importância de resgatar essas memórias, tendo em vista que existem idosos carentes de escuta, atenção e diálogo. Palavras-chave: Acolhimento. Envelhecimento Saudável. Idoso. 1. Introdução O envelhecimento é um processo sequencial, individual, cumulativo, irreversível, universal, não patológico, de deterioração de um organismo maduro, comum a todos os membros de uma mesma espécie e pode apresentar também uma diminuição da velocidade dos processos mentais, sem simbolizar perda das funções cognitivas. Considerando esta parcela da população, que vem aumentando de maneira acelerada, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera como idoso a pessoa com 60 anos ou mais em países subdesenvolvidos, com 65 anos ou mais em países desenvolvidos e a expetativa de vida entre os homens corresponde a 75 anos para as mulheres 82 anos. Esses anos extras de vida proporcionam à população planejar o futuro de modo diferente das gerações anteriores, dependendo de um elemento central: a saúde. O envelhecimento natural, de diminuição progressiva da reserva funcional dos indivíduos, denomina-se senescência, e em condições normais, geralmente não ocasiona problemas. Contudo, em condições de sobrecarga como doenças, acidentes e estresse emocional, pode provocar uma condição patológica chamada de senilidade. Os pontos de influência decisiva na saúde das pessoas e que prejudicam na sua sobrevida, particularmente entre os idosos, estão às condições sociais, incluindo nível socioeconômico, a presença de suporte social, o engajamento na sociedade e a sensação de autossuficiência. O componente sócio familiar resgata a importância de outros determinantes da saúde, como raça, sexo, escolaridade, arranjos familiares, estado civil e acesso a serviços. Com o crescimento da longevidade, o desafio é viver mais, de forma mais saudável e com qualidade de vida maior, o que indica para a necessidade do desenvolvimento de políticas públicas que propiciem a autonomia, independência e um viver saudável. Nesse sentido, a Política Nacional do Idoso (PNI), promulgada em 1994 e regulamentada em 1996, assegura direitos sociais à pessoa idosa, ao criar condições para promover sua autonomia, integração e participação efetiva na sociedade e reafirmar seu direito à saúde nos diversos níveis de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS). No ano de 2003, foi aprovado o Estatuto do Idoso e juntamente com o PNI expandiram os conhecimentos na área da saúde da pessoa idosa, tornando-se essenciais para a afirmação de ações dinâmicas e consistentes. Não existe um conceito de envelhecimento bem-sucedido. Envelhecer saudável é uma questão de valores particulares, todavia, alguns pontos devem ser destacados quando se fala de envelhecimento bem-sucedido: alta capacidade funcional cognitiva e motora, baixa probabilidade para doenças e incapacidades relacionadas ao envelhecimento ativo de pessoas idosas. Nesta conjuntura, tem-se a escuta qualificada com a valorização das memórias do idoso como estratégia fundamental no envelhecimento ativo e saudável. A escuta é uma estratégia essencialmente comunicacional, onde permite que todo usuário seja ouvido qualitativamente. Essa estratégia define-se por ser uma ação em que o profissional escuta relatos e tem a responsabilidade de dar uma resposta. Enquanto humanização é uma expressão de difícil definição, sabendo da sua subjetividade e quando incluída no contexto saúde, exige muito mais que qualidade clínica dos profissionais, exige qualidade de comportamento. Assim, é possível dizer que humanização é um processo que se está em constante mudança. 2. Objetivo Objetiva-se relatar a experiência de acadêmicos da Universidade Regional do Cariri, inseridos no Projeto de Extensão “Minhas rugas, minha história”. 3. Metodologia O projeto, iniciado em julho de 2018, é realizado por alunos do curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Regional do Cariri, campus Iguatu. As atividades de extensão possibilitam o convívio entre as diferentes gerações (estudantes, professores e idosos). Essa interação dialógica entre comunidade e universidade gera benefícios recíprocos com troca de saberes e experiências intergeracionais. Além do impacto social na qualidade de vida dos idosos, destaca-se o impacto do projeto na formação dos alunos. Inicialmente, foi apresentado e ressaltado aos alunos a proposta e objetivo do projeto “Minhas rugas, minha história” bem como discutido quais idosos participarão do projeto. Posteriormente, foi desenvolvido o roteiro de uma entrevista que guiará o encontro dos estudantes com os idosos. Ressalta-se que este encontro acontecerá na própria residência do idoso, no intuito de deixá-lo o mais confortável possível e para que este possa (se ele tiver) mostrar possíveis fotografias e relatar sua história em seu ambiente familiar. Os momentos de encontros serão fotografados, gravados e, posteriormente, transcritas as falas, possibilitando um banco digital que será alimentado para que possa subsidiar a realização e desenvolvimento de um e-book contando a história de vida dos idosos. Fotografar-se-á, também, possíveis recordações de fotos que os idosos tenham guardadas. E, como última etapa do projeto, será elaborado o e-book ressaltando a história de vida de cada um desses idosos, com fotografias inseridas, falas e resgates das memórias. Após o desenvolvimento desses materiais, acontecerá um encontro na própria Universidade (aberto a toda comunidade acadêmica) no sentido de valorizar estas memórias, onde os idosos serão presenteados com seus respectivos e-books, que terão como título o nome do autor de cada história. Atendendo aos aspectos éticos da pesquisa com seres humanos, conforme a Resolução 466/2012, do Conselho Nacional de Saúde (CNS), que aborda as pesquisas incorporando sob a percepção do individuo e das coletividades, os quatro referenciais básicos da bioética: beneficência, não maleficência, autonomia, e justiça, e visa assegurar os direitos e deveres que dizem respeito à comunidade científica, aos participantes da pesquisa e ao estado (BRASIL, 2012). Durante a primeira visita, será disponibilizado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) para os participantes informando e esclarecendo o objetivo da pesquisa de maneira que ele possa tomar sua decisão de forma voluntária, sendo garantido anonimato sobre a sua participação na pesquisa. Será também disponibilizada assinatura a rogo para aqueles que por analfabetismo, enfermidade ou idade mais avançada, não saiba ou não consiga mais assinar. 4. Resultados Nos encontros do Projeto de Extensão com a bolsista e os 12 membros selecionados, por meio de processo seletivo, sob a orientação da Professora Coordenadora, foi elucidado que a memória social do idoso permite a manutenção da identidade grupal, mostrando-se como elo vivo entre gerações, transmitindo a história de um passado vivido e experimentado. A pessoa idosa passa, então, a ter uma nova função social que seria a de lembrar e contar para as gerações mais novas a sua história, de onde vieram, o que aprenderam, viveram e experimentaram ao longo dos anos vividos. E é neste contexto que foi desenvolvido o roteiro de entrevista dos idosos no sentido de fazê-los recordar suas vivências, que tem papel importante na construção da nossa memória coletiva. Não sendo somente a pessoa idosa que se beneficia, mas todos aqueles que estão ao seu lado, estabelecendo um sentido de continuidade cultural entre as gerações. Esclarece-se que a seleção dos idosos está em fase final de análise e que os participantes serão os familiares de docentes e funcionários da Universidade Regional do Cariri, que brevemente contaram por meio de uma ficha de inscrição a história do idoso. Através das recordações das pessoas idosas, são percebidas as transformações ocorridas no espaço, na história, nas instituições, nos papéis sociais e no imaginário social. Entretanto, o que se observa na sociedade atual é que a pessoa idosa permanece à margem por ter suas representações coletivas, em grande parte, suprimidas no cotidiano. O projeto apresenta como intuito que ao relatar suas experiências de vida, o idoso mais do que reviverá suas histórias, ele reconstruirá, repensará com imagens e ideias de hoje, as experiências do passado. A lembrança do trajeto e experiência de vida de uma pessoa idosa parece ser um evento íntimo e particular, vivido em determinado contexto social. Entretanto, para que as recordações tenham significado e sejam validadas, elas precisam dos outros, necessitam ser partilhadas com os outros. A memória de uma pessoa não pode ser apreciada como estritamente individual, uma vez que todo o indivíduo esta inserido em uma sociedade, relacionando-se com grupos, com outros indivíduos. 5. Conclusão O projeto de extensão objetiva uma reflexão teórica a respeito da importância de dar voz e escuta qualificada à memória coletiva e à história de vida de pessoas idosas, contribuindo para a construção da sua história de vida, como também para a propagação de saberes para os acadêmicos por meio do processo de rememorar e de revisitar a vida do indivíduo idoso, elaborando ao longo do projeto e-books com suas memórias, falas e toda a história de vida dos idosos.
Oral
Abrir o trabalhoVIOLÊNCIA SEXUAL INFANTIL: AS IMPLICAÇÕES NA VIDA ADULTA
SAMARA MESCIA MENDES DA SILVA; Tamires Alves Dias; Francisca Evangelista Alves Feitosa; Marta Valeria Rodrigues de Souza
VIOLÊNCIA SEXUAL INFANTIL: AS IMPLICAÇÕES NA VIDA ADULTA Samara Méscia Mendes da Silva , Tamires Alves Dias , Francisca Evangelista Alves Feitosa , Marta Valéria Rodrigues de Souza José Geraldo de Alencar Santos Junior RESUMO INTRODUÇÃO: A violência sofrida por crianças seja física, sexual ou psicológica, põe em risco o direito a saúde e a vida, comprometendo o desenvolver. OBJETIVOS: mostrar o que a literatura traz acerca da violência sexual na infância e suas implicações na vida adulta. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão da literatura do tipo narrativa, com busca na BVS, usando os Decs: Violência Sexual, Abuso de Crianças e Maus-tratos Infantis. Os critérios de inclusão foram: português e últimos seis anos e de exclusão: artigos repetidos, e que não se adequasse à temática, que após leitura restaram nove.RESULTADOS: Dentre as violências que mais ameaçam as crianças, a sexual é a mais grave. Várias são as repercussões sofridas por adultos, entre as quais está baixa autoestima, ideação suicida, comportamento autodestrutivo, tentativas de homicídio, depressão, problemas com relacionamentos sexuais ou a relacionar-se com pessoas com as mesmas características do agressor. CONCLUSÃO: O abuso infantil acarreta reflexos negativos na vida adulta, dessa forma a prevenção da violência ou de suas complicações deve ser prioridade, proporcionando assistência holística para a vítima. Palavras-chave: Violência sexual. Abuso de crianças. Maus-tratos infantis. 1. Introdução O ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE (ECA) em seu artigo terceiro traz que todas as crianças e adolescentes têm direitos ao desenvolvimento em seus aspectos dimensionais e gozando sempre de um cuidado digno e livre. Ainda, no seu artigo quinto, diz que esta população deve ser livre de qualquer forma de violência, crueldade, exploração ou de maus-tratos (BRASIL, 1990). Porém, o índice de crianças que sofrem maus-tratos no Brasil ainda é bem alarmante, o que se configura como um problema de saúde pública. De acordo com o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), no período de 2011 a 2017 foram feitas em média 219.717 notificações de violência contra crianças e 372.014 contra adolescentes, totalizando 40,5% dos casos registrados nesses dois grupos. Dentre os tipos de violências sofridas, a violência sexual é tida como a principal, sendo 31% contra crianças e 45% contra adolescentes. (MINISTÉRIO DA SAUDE, 2018). Não existe uma explicação plausível para a violência cometida contra as crianças, pois estas apresentam um desenvolvimento peculiar, onde são dependentes de todos os outros segmentos sociais, como a família, a comunidade e os órgãos públicos. A violência sofrida por crianças seja ela, física, sexual ou psicológica, põe em risco o seu direito a saúde e a vida, comprometendo o desenvolver físico e mental, podendo levar essa violência a refletir na sua vida adulta gerando alterações psicofisiologicas. (CADERNO DE ATENÇÃO BÁSICA, 2012). Trata-se de violência sexual contra crianças, aquela em que a criança é tida como um objeto para prazer sexual de um adulto por várias maneiras de contato sexual, seja por toques abusivos e caricias em genitálias, mamas ou ânus com ou sem penetração vaginal ou anal. (ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE, 1990). Um levantamento feito por Krindges e colaboradores, dentre os agravos psicológicos mais encontrados em adultos que sofreram violência sexual durante a infância, têm-se, baixa autoestima, ideação suicida, comportamento autodestrutivo, tentativas de homicídio, depressão, problemas com relacionamentos sexuais, dentre eles, a dificuldade de ter orgasmos e a complexidade de se relacionar com pessoas do mesmo sexo do agressor (KRINDGES; MACEDO; HABIGZANG,2016). Dessa forma viu-se a necessidade de mostrar os principais problemas enfrentados por adultos que sofreram violência sexual na infância e as consequências de tal ato. 2. Objetivo Mostrar o que a literatura traz acerca da violência sexual na infância e suas implicações na vida adulta. 3. Metodologia Trata-se de uma revisão da literatura do tipo narrativa sobre as principais implicações sofridas por adultos que foram vítimas de violência sexual na infância, realizado no mês de outubro, no ano de 2018. Foi subvencionada pela base de dados a Biblioteca Virtual da Saúde (BVS), utilizando os Descritores em Ciência da Saúde (DECS) violência sexual, abuso de crianças e maus-tratos infantis. Foram encontrados no total 31.424 artigos, mas ao aplicar os critérios de inclusão que eram estarem disponíveis, em português e serem do período de 2013 a 2018 e utilizando o limite criança, ficaram 248 artigos, que após uma análise onde foram retirados os repetidos, incompletos e os que não se encaixavam na temática ficaram 35, sendo que destes foram utilizados nove por trazer o que propunha os objetivos. 4. Resultados A literatura traz que dentre as violências que mais ameaçam as crianças tem-se a sexual como a mais agravante, onde esta se configura quando a criança é alvo de gratificação sexual de um adulto, sendo esta cometida de várias formas dentre as quais podem ser doméstica ou intrafamiliar, comunitária ou extrafamiliar, assédio sexual, violência sexual com contato físico, pedofilia, exploração sexual e as de caráter pornográfico (CADERNO DE ATENÇAO BASICA, 2012). A Violência sexual sofrida por crianças resultam em várias perturbações na sua vida, onde esta poderá sofrer consequências ainda na vida adulta, essas complicações podem ser físicas e psicológicas, levando a distúrbios denominados como, transtornos psicopatológicos como é o caso de estresse pós-traumático, além de desencadear toda uma problemática no meio social (PLATT et al., 2016). Várias são as repercussões sofridas por adultos que foram vítimas de abuso sexual durante a infância, e essas repercussões variam de acordo com nível de severidade com que esse abuso foi feito. Tem-se como exemplo dos fatores atrelados, a idade da criança que sofreu o abuso, a duração, o vínculo entre a vítima e o agressor e se houve violência psicológica ligada à violência sexual, como é o caso de ameaças (FLORENTINO, 2015). As implicações mais encontradas são a baixa autoestima, onde por ser tida como um objeto sexual a vítima se ver inferiorizada, humilhada e com nojo do próprio corpo. Isso pode levar a outra implicação, como a ideação suicida por se sentir instável, menosprezada e sem expectativa para encarar a vida principalmente porque muitas vezes não encontram apoio familiar. (LIRA, et al., 2017). A criança ainda não entende o desenvolver do seu corpo, a criança que é alvo de abuso sexual ver o seu corpo erotizado, não sabe diferenciar o que é seu, e o que é o do agressor, gerando várias repercussões, principalmente porque o agressor faz com que a criança se sinta culpada por tal ato, dessa forma ela poderá apresentar distúrbios autodestrutivos como a automutilação. (CARNEIRO; CABRAL, 2010). Outra das consequências que o abuso sexual infantil pode trazer é a depressão, onde a vítima tenta de várias formas criar uma barreira entre ela e a sociedade, dentre as quais se tem a diminuição do autocuidado, sobrepeso, falta de higiene, buscando assim, não ser uma pessoa atraente sexualmente. Isso impacta negativamente na autoestima podendo desencadear algum problema psicológico como é o caso da depressão (SOUZA et al., 2013). Dentre as complicações mais encontradas destaca-se a dificuldade de encontrar a identidade de gênero, onde muitas vezes a vítima não consegue se relacionar com pessoas que apresentem as mesmas características do agressor, dessa forma ela sofre por não saber se advém de uma característica própria dela, ou se é uma espécie de trauma (LIRA, et al., 2017). Ainda, o Ministério da Saúde em suas normas técnicas que visam complicações decorrentes de violência sexual traz que o risco de gravidez em casos de violência sexual eram cerca de 5% no ano de 2012 e que destas em média 19,3% realizavam aborto previsto em lei, mas 50% realizavam aborto inseguro o que trazia risco de mortalidade bem elevado, além de alterações fisiológicas (BRASIL,2012). 5. Conclusão Muitas são as implicações que o abuso sexual infantil pode trazer para a vida adulta da vítima, traumas, ansiedade e medo, são os sentimentos que mais estão intrínsecos em quem sofre a violência, bem como em todas as pessoas que possuem um convívio direto com esta. A prevenção da violência sexual, ou ainda de suas complicações futuras deve ser tratada como prioridade para a atenção à saúde, de forma significativa e aprimorada, capacitando os profissionais do atendimento para saber lidar com essa situação e toda a problematização que esse tipo de violência pode trazer e suas interfaces. Dessa maneira, precisa ser trabalhado a violência sexual como problema de saúde pública e as unidades de saúde devem proporcionar a essas vítimas toda uma assistência, tanto física, como psicológica fazendo com que esse usuário do serviço sinta-se amparado e seguro, aliviando assim o medo e as angústias por eles apresentados. 6. Referências BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente 1990. CEDECA. 2017 _____. Ministério da Saúde. Prevenção e tratamento dos agravos resultantes da violência sexual contra mulheres e adolescentes. Norma técnica. Brasília, 2012. _____. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde da criança : crescimento e desenvolvimento / Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Ministério da Saúde, 2012. _____. Ministério da saúde. Secretaria de Vigilância em saúde. Análise CARNEIRO, S. L. M. A; CABRAL, M. A. A. "O silêncio dos inocentes": abuso sexual intrafamiliar na infância. Rev. Epos, Rio de Janeiro , v. 1, n. 1, jan. 2010 . epidemiológica da violência sexual contra crianças e adolescentes no Brasil, 2011 à 2017. Boletim Epidemiológico,v 49, nº 27, Jun, 2018. FLORENTINO, B. R. B.As possíveis consequências do abuso sexual praticado contra crianças e adolescentes. Fractal: Revista de Psicologia, v. 27, n. 2, p. 139-144, 2015 HABIGZANG, L. F.; MANZINI, D.; KRINDGES, C. A. Abuso sexual na infância e suas repercussões na satisfação sexual na idade adulta de mulheres vítimas. Contextos Clínicos, 2016. LIRA, M. O. S. C, et al. Sexual abuse in childhood and its repercussions in adult life. Texto & Contexto-Enfermagem, v. 26, n. 3, 2017 PLATT, V. B. et al. Violência sexual contra crianças: autores, vítimas e consequências. Ciência & Saúde Coletiva, v. 23, p. 1019-1031, 2018. SOUZA F.B.C., DREZETT J., MEIRELLES A. C., RAMOS D. G. Aspectos psicológicos de mulheres que sofrem violência sexual. Reprodução & Climatério v. 27, n 3, 2013.
Palavras-chave: Violência sexual, abuso de crianças, Maus-tratos infantis
Oral
Abrir o trabalhoVISITA TÉCNICA À UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO COMO ESTRATÉGIA DE ENSINO-APRENDIZAGEM SOBRE GERENCIAMENTO EM ENFERMAGEM
MIDIÃ SOUZA BARBOSA; Francisca Evangelista Alves Feitosa
VISITA TÉCNICA À UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO COMO ESTRATÉGIA DE ENSINO-APRENDIZAGEM SOBRE GERENCIAMENTO EM ENFERMAGEM Midiã Souza Barbosa , Francisca Evangelista Alves Feitosa , Maria Regilânia Lopes Moreira . Resumo No Brasil, nos anos 2000, a atenção às urgências assumiu destaque na agenda federal da saúde. Com relação à abrangência da Política Nacional de Atenção às Urgências, sua implantação caracterizou-se pela expansão de serviços específicos. A partir de 2009, estabeleceu-se a ênfase nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA), como componente fixo da atenção pré-hospitalar às urgências. Objetivou-se relatar a experiência de visita técnica realizada numa Unidade de Pronto Atendimento, com vistas a caracterizar o gerenciamento do serviço, com ênfase nos aspectos gerenciais em enfermagem. Os resultados apontaram que as atividades gerenciais executadas na unidade incluem a elaboração de escalas, folha de pagamento, participação no processo de licitações e aquisições de materiais/insumos, conserto e manutenção de equipamentos, organização de estrutura física, recursos humanos, entre outras. Com isso, a experiência de realizar visita proporcionou aos discentes a oportunidade de aprimorar os conhecimentos teóricos vistos em sala de aula, facilitando assim o aprendizado e unindo a teoria à prática. O gerenciamento é apontado como um processo que compreende trabalhar com pessoas e envolve diversos recursos para alcançar os objetivos organizacionais, como planejar, organizar, liderar, avaliar e controlar. Palavras-chave: Emergência. Gestão em saúde. Gerenciamento Enfermagem. Introdução No Brasil, nos anos 2000, a atenção às urgências assumiu destaque na agenda federal da saúde. No que diz respeito à abrangência da Política Nacional de Atenção às Urgências, sua implantação caracterizou-se pela expansão de serviços específicos. A partir de 2009, estabeleceu-se a ênfase nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA), como componente fixo da atenção pré-hospitalar às urgências (MACHADO et al., AL2011; O’DWYER et al., 2013). As Redes de Atenção à Saúde (RAS) estabelecidas em 2010 são arranjos organizativos de ações e serviços de saúde, de diferentes densidades tecnológicas que, integradas por meio de sistemas de apoio técnico, logístico e de gestão, buscam garantir a integralidade do cuidado, destacando que a atenção às urgências deve estar organizada dessa forma. As redes são uma garantia do direito à saúde por intermédio da amplia¬ção do acesso, amenizando as desigualdades sociais (BRASIL, 2010; UCHIMURA et al., 2015). Unidades de Pronto Atendimento surgem, então, como uma das estratégias da Política Nacional de Atenção às Urgências para melhorar a organização da assistência, articulação dos serviços e definição de fluxos e referências resolutivas. Neste sentido, a UPA possibilita resolutividade para o problema da superlotação em emergências hospitalares, ocupando um nível intermediário entre a Unidade Básica de Saúde (UBS) e a Rede Hospitalar e integrando uma rede pré-hospitalar fixa (OLIVEIRA et al.,2015). Elas ainda atuam como porta de entrada aos serviços de urgência e emergência; e dependendo do caso atendido, eles poderiam ser solucionados no local, estabilizados e/ou encaminhados para os hospitais e para a central de regulação de leitos ou redirecionados às UBS, funcionando 24horas por dia, sete dias por semana (SILVA et al.,2012). Objetivos • Relatar a experiência de visita técnica realizada numa Unidade de Pronto Atendimento. • Caracterizar as atividades gerenciais e instrumentos de gestão usados no serviço como sendo fundamental para o ensino aprendizagem na disciplina de Gestão das ações e serviços de saúde e enfermagem. Metodologia Trata-se de um relato de experiência acerca do processo de ensino-aprendizagem relacionada à gestão em Enfermagem através da realização de visita técnica a Unidade de Pronto atendimento – UPA, autorizada previamente pelo serviço e acompanhada pela coordenação de enfermagem do serviço. A visita aconteceu enquanto os discentes cursavam a disciplina de Gestão das ações e serviços de saúde e Enfermagem, do curso bacharelado em Enfermagem, do oitavo semestre da Universidade Regional do Cariri – URCA, na Unidade Descentralizada de Iguatu – UDI, em junho de 2018. Na oportunidade, abordou-se a coordenadora da unidade, direcionando alguns questionamentos sobre o serviço, em que foi possível serem apresentadas as particularidades do trabalho gerencial da unidade, tais como caracterização do estabelecimento, do profissional (da coordenação/gestão do serviço) e das atividades gerenciais. Resultados Segundo Santos et al. (2013), a prática do enfermeiro envolve o gerenciamento do cuidado, que deve estar em consonância com as constantes mudanças organizacionais a fim de cumprir as metas e se possa garantir o cuidado adequado ao paciente. Consiste em um processo amplo, que abrange ações cuidativas, administrativas e/ou burocráticas, educativas e investigativas, todas convergindo para o benefício do paciente. É intransferível e exige do profissional desde o planejamento até a execução. Durante as aulas ministradas em sala pôde-se compreender que, quando realizado o trabalho em equipe, de forma articulada, favorece-se a assistência integral. Esse aspecto ficou bem evidente durante a visita, visto que serviços de Urgência e Emergência recebem um grande fluxo de pessoas, muitas vezes dificultando um pouco as atividades do gestor. As atividades do enfermeiro englobam um conjunto de conhecimentos e a incorporação de habilidades gerenciais complexas. Além disso, este profissional deve se manter atualizado para utilizar dados e informações do contexto organizacional. Isso se torna em um desafio ainda mais evidente no contexto dos serviços de urgência e emergência, cujos processos de trabalho são atribulados e, em alguns momentos, há escassez de insumos/materiais ou dimensionamento de pessoal (BUGS et al., 2017). Notou-se ainda que as principais práticas gerenciais executadas na unidade são a elaboração de escalas e folhas de pagamento, participação no processo de licitações e aquisições de materiais/insumos, conserto de equipamentos, organização de estrutura física e gerenciamento de recursos humanos. Com isso, percebe-se que, dentre as competências que o enfermeiro deve ter, a liderança é um dos principais instrumentos para o processo de trabalho, sendo fundamental no ambiente da urgência e emergência, pois auxilia no planejamento da assistência, na delegação das atividades e na coordenação de enfermagem. Dessa forma, ao exercer o papel de líder, consequentemente irá desenvolver outras competências, como a tomada de decisão e a comunicação para um melhor relacionamento interpessoal, seja com os outros profissionais, os pacientes ou acompanhantes (ARASZEWSKI et al., 2014; SILVA et al., 2014). Conclusão A visita técnica à Unidade de Pronto Atendimento possibilitou que as discentes em Enfermagem percebessem a importância da gestão dentro do serviço e que, para um bom funcionamento deste, é necessária a utilização de diversos instrumentos (como escalas e check-list) e o desenvolvimento de competências, (como organização, determinação, autonomia e liderança). A experiência se mostrou exitosa, visto que foi possível visualizar aspectos teóricos colocados em prática no serviço, com o propósito de planejar, organizar, direcionar, coordenar e controlar as ações desenvolvidas. No contexto da gestão de um serviço de urgência e emergência, onde se tem um fluxo intenso e rotativo de usuários, a atuação gerencial do enfermeiro com base nesses aspectos coloca o gestor em condição favorável à administração adequada das situações. Concluiu-se que o gerenciamento é apontado como um processo que compreende trabalhar com pessoas e envolve diversos recursos para alcançar os objetivos organizacionais, tais como planejar, organizar, liderar, controlar e avaliar. Agradecimentos Agradecemos a Deus por todo cuidado e amor conosco e aos nossos excelentíssimos professores por todo conhecimento repassado e a toda equipe da Unidade de Pronto Atendimento pelo acesso ao serviço e facilitação do aprendizado através da visita. REFERÊNCIAS ARASZEWSKI, D. et al. O exercício da liderança sob a ótica de enfermeiros de pronto socorro. Cogitare Enfermagem, v. 19, n. 1, 1 abr. 2014. BRASIL, Portaria n° 4.279/GM/MS, de 30 de dezembro de 2010, que prioriza a organização e implementação das RAS no país. BUGS, T. V.; RIGO, D. F. H.; BOHRER, C. D.; BORGES, F.; OLIVEIRA, J. L. C.; TONINI, N. S. Dificuldades do enfermeiro no gerenciamento da unidade de pronto–socorro hospitalar. RevEnferm UFSM, v. 7, n. 1, p. 90-99,Jan/Fev., 2017. MACHADO, C. V.; SALVADOR, F. G. F.; O’DWYER G. Serviço de Atendimento Móvel de Urgência: análise da políti¬ca brasileira.Rev Saúde Pública, 2011. OLIVEIRA SN. RAMOS BJ, PIAZZA M, PRADOML,REIBNITZ KS, SOUZA, ACUnidade de Pronto Atendimento – UPA 24h: percepção da Enfermagem.Texto Contexto Enferm, Florianópolis, v. 24, n. 1, p. 238-144, Jan-Mar, 2015. PORTARIA Nº 10 DE 3 DE JANEIRO DE 2017. Redefine as diretrizes de modelo assistencial e financiamento de UPA 24h de Pronto Atendimento como Componente da Rede de Atenção às Urgências, no âmbito do Sistema Único de Saúde, 2011. SANTOS, J. L. G. et al. Práticas de enfermeiros na gerência do cuidado em enfermagem e saúde: revisão integrativa.RevBrasEnferm, Brasília, v. 66, n. 2, p. 257-263, mar-abr,2013. SILVA, D. S. et al. A liderança do enfermeiro no contexto dos serviços de urgência e emergência. Revista Eletrônica de Enfermagem, v. 16, n. 1, p. 211–9, 31 mar. 2014. SILVA, G. S. et al. Redes de atenção às urgências e emergências: pré-avaliação das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em uma região metropolitana do Brasil. Rev. Bras. Saude Mater. Infant., Recife, v. 12, n. 4, p. 445-458, 2012.
Palavras-chave: emergência,gestão em saúde,gerenciamento enfermagem
Oral
Abrir o trabalhoVISITA TÉCNICA REALIZADA NUMA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
FRANCISCA GENAZIA DE LUCENA DA SILVA ; THAIS CASIMIRO DA SILVA; LIANA INGRID CÂNDIDO FERREIRA
VISITA TÉCNICA REALIZADA NUMA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Francisca Genázia de Lucena da Silva , Thaís Casimiro da Silva , Liana Ingrid Cândido Ferreira , Patrícia Pereira Tavares Alcântara . Resumo: O direito a saúde no Brasil foi reconhecido a partir da criação do Sistema Único de Saúde através da lei 8080/90 tendo como princípios essenciais a universalidade e a integralidade, assegurando o mesmo como direito de todos e dever do Estado. A partir destes princípios foi criada em 2006 a Política Nacional de Atenção Básica que estabelece a revisão das diretrizes da atenção básica para o Programa Saúde da Família e Estratégia Saúde da Família (ESF). Esse estudo objetivou relatar a vivência de uma visita técnica em uma ESF. Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem qualitativa, do tipo relato de experiência, desenvolvido na disciplina de Gestão das Ações e Serviços de Saúde e Enfermagem. Foi realizada uma visita técnica junto à enfermeira coordenadora de uma ESF, em junho de 2018, onde foram realizados questionamentos e reflexões acerca da gestão do serviço. Foi possível observar a importância da gestão em enfermagem e concluir que a responsabilidade do enfermeiro gestor é imensa, este deve ter perfil de liderança para enfrentar inúmeras dificuldades. Portanto faz-se necessário a capacitação desses profissionais, para uma melhor gestão. Palavras – chave: Atenção Primária à Saúde. Enfermagem. Gestão em saúde. 1. Introdução O Sistema Único de Saúde (SUS) foi criado pela Constituição Federal de 1988, disposto na lei 8.080/90 que identifica a saúde como direito de todos e dever do Estado, tem como princípios: universalidade, equidade, integralidade, hierarquização, descentralização e controle social, assegurando a saúde como direito de todos e dever do Estado, possibilitando o acesso em todo território brasileiro de forma gratuita e não discriminatória. (AITH et. al., 2014). A história do Sistema Único de Saúde (SUS) é fortalecida com o período de redemocratização do Brasil desde a metade da década de 1980, reafirmando a importância da Atenção Básica à Saúde (ABS). A atenção primária forma um conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo, que abrange a promoção, proteção e a recuperação da saúde, e tem como objetivo desenvolver uma atenção integral que impacte na situação de saúde e autonomia das pessoas e nos determinantes e condicionantes de saúde das coletividades (ANDRADE et. al., 2015). A Política Nacional da Atenção Básica (PNAB) foi criada em 2006, e em setembro de 2017, foi publicada uma nova PNAB, que gerou a crítica de organizações vinculadas à defesa do SUS, como a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (CEBES) e a Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP). Em nota conjunta, as três instituições denunciaram, entre outras coisas, a revogação da prioridade dada à Estratégia Saúde da Família (ESF) na organização do SUS com a provável falta de recursos para outras configurações da Atenção Básica (AB), em um contexto de retração do financiamento da saúde. Demonstraram preocupação com retrocessos em relação à construção de uma APS integral, que vinha direcionando o modelo de AB baseado na ESF (BRASIL, 2017). Nesse contexto, a Gestão, na sua abrangência, fundamenta-se em um meio para a efetivação do cuidado na ESF. Dessa forma, é necessário que o gestor trabalhe a favor da estruturação e organização dos serviços, da definição quantitativa e qualitativa dos profissionais e, principalmente, da interatividade, que é determinante para se ter conhecimento das necessidades dos usuários (SILVA; MENEGAT, 2014). Gerenciar uma ESF composta por uma equipe multidisciplinar, não é tarefa fácil, a liderança é uma ferramenta necessária ao enfermeiro para estabelecer um meio para efetivação do cuidado, importante na tomada de decisões, comunicação e administração. É necessário um líder com total envolvimento, em busca da interação e motivação dos profissionais, para acolher a população com mais humanização e resolver questões referentes à saúde da comunidade (ANDRADE et. al, 2015). Diante do exposto, o presente trabalho objetivou relatar a vivencia da realização de uma visita técnica em uma estratégia de saúde da família, identificando a qualidade da gestão neste serviço. 2. Metodologia Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem qualitativa, do tipo relato de experiência, desenvolvido na disciplina de Gestão das Ações e Serviços de Saúde e Enfermagem. A experiência tem embasamento nos resultados obtidos por meio da visita técnica realizada junto a Enfermeira coordenadora, onde foram realizados questionamentos e reflexões acerca da gestão do serviço. A visita técnica foi realizada no mês de junho de 2018, com duração de duas horas, por cinco acadêmicas de Enfermagem. O encontro com a coordenadora aconteceu na unidade em que a profissional trabalha em data e horário previamente acordado. 3. Resultado Diante da vivência foi possível verificar que o enfermeiro é o profissional que tem a maior responsabilidade sobre a gestão dos serviços. Segundo Caçador et al. (2015) a assistência de enfermagem na Estratégia de Saúde da Família (ESF), torna-se cada vez mais indispensável, pois a mesma é essencial para a reorganização do modelo de assistência a saúde no Brasil, tendo em vista que o enfermeiro apresenta inúmeras atribuições, que vão desde a organização das atividades da ESF até a assistência prestada diretamente ao individuo, familiar e toda a comunidade. Frente às atribuições gerenciais do enfermeiro gestor, cabe ao mesmo supervisionar, realizar atividades de educação permanente e treinar sua equipe (técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde), propiciar a adaptação de profissionais ao ambiente de trabalho e bom relacionamento com toda a equipe, realizar os registros no sistema de informação, organização das escalas de folgas e de férias, agendamentos de consultas com especialistas, notificação de doenças e o registro da produção da equipe (BARBIANI, NORA, SCHAEFER, 2016). Verificou-se a necessidade do conhecimento sobre a gestão de conflitos, já que este ocorre pela diferença de objetivos e interesses pessoais, faz parte do ser humano e está cada vez mais presente nos ambientes de trabalho. O enfermeiro como líder, deve ser o intermediador dos conflitos, afim de evita-los ou quando instalado resolvê-lo da forma mais justa, dependendo da situação, do assunto e dos indivíduos envolvidos. (RIBEIRO; OLIVEIRA; ANDRADE, 2017). Nesse sentido, é notória a necessidade de formações e educação permanente para esses profissionais, pois o despreparo destes é preocupante, evidenciados pela falta de habilidade administrativa, incompreensão das estratégias e postura de liderança secundária, acarretando em ações inadequadas que são prestadas à população. Destaca-se que qualificação dos profissionais é um dos meios para o aprimoramento do gerenciamento em saúde (SANTOS et. al., 2016) Logo, é importante que ocorram mudanças na formação dos enfermeiros para que saiam mais qualificados para o mercado de trabalho acerca da gestão. Portanto, espera-se que a preparação para liderança aconteça desde a graduação, visto que a formação do enfermeiro visa dotar o indivíduo com os seguintes conhecimentos requeridos para o exercício da profissão: atenção à saúde, tomada de decisão, liderança, comunicação, educação permanente e administração e gerenciamento (LANZONI; MEIRELLES, 2011). 4. Conclusão Mediante a vivência foi possível identificar que o gestor da atenção primária tem a responsabilidade de planejar a assistência à saúde adequando-a de acordo com as necessidades da comunidade ao qual está inserido, negociar recursos para uma assistência adequada, doutrinar os usuários à compreender e aceitar a mudança do modelo de gestão, de um modelo centrado no médico, na doença e medicações para um modelo voltado para as ações de prevenção e promoção a saúde, como também precisa ter uma visão ampliada e humanizada de saúde, com fortalecimento do vínculo afetivo com o paciente, sendo capaz de priorizar problemas ao mesmo tempo em que executa o modelo de atenção integral e da gestão participativa. Em relação à formação dos enfermeiros, nota-se uma escassez de profissionais qualificados e com perfil para atuar na gestão de uma unidade de saúde, seria interessante que o enfermeiro possuísse especialização ou capacitação, pois é visível a presença de dificuldades em gerenciar o serviço, resolver conflitos de relacionamentos entre os profissionais da instituição, ao mesmo tempo em que presta assistência ao paciente, exigindo do enfermeiro uma maior responsabilidade e flexibilidade. Diante disso, o desafio é identificar as falhas na formação do enfermeiro e providenciar transformações no formato de ensino para que possam auxiliar na amplitude de conhecimento e desenvolvimento do profissional, capacitando-os de acordo com a atual realidade dos serviços do SUS. 5. Referências AITH, F. et al. Os princípios da universalidade e integralidade do SUS sob a perspectiva da política de doenças raras e da incorporação tecnológica. Revista Direito Sanitário, São Paulo, v.15, n;1, p. 10 – 39, mar./jun. 2014. ANDRADE, C.P.S; et al; Gestão na estratégia de saúde da família com base nos parâmetrosde avaliação do PMAQ - AB: percepção do enfermeiro.Revista Bionorte, v. 4, n. 2, p. 40 – 46,jul. 2015. BARBIANI, R.; NORA, C.R.D.; SCHAEFER, R. Práticas do enfermeiro no contexto da atenção básica: scopingreview.Revista Latino-Americana de Enfermagem vol.24, p. 2-12, 2016. LANZONI, G. M. M.; MEIRELLES, B. H. S. Liderança do enfermeiro: uma revisão integrativa da literatura. Rev. Latino-Am. Enfermagem, Ribeirão Preto, vol. 19, n. 3, 2011. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de 2017. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da Atenção Básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2017. RIBEIRO, A.F.G; OLIVEIRA, L.C; ANDRADE, C.C. Os desafios da liderança na gestão de conflitos. Revista de administração do Unifatea – RAF, v.14, n.14. p. 6-219, jan./jun., 2017. SANTOS, et al. Perfil de gerentes da atenção primária à saúde de um município de Minas Gerais, Brasil. Revista de Enfermagem e Atenção à Saúde, v.5, n.1, p. 3 -11, jan./ jul., 2016. SILVA, L. A. A.; MENEGAT, R. P. A. A gestão do cuidado em relação à autonomia dos enfermeiros. Gestão e Saúde, v. 5, p. 2294-12, 2014.
Palavras-chave: ATENÇÃO PRIMARIA A SAÚDE, ENFERMAGEM, GESTÃO EM SAÚDE
Oral
Abrir o trabalhoVIVÊNCIA DO ACADÊMICO DE ENFERMAGEM SOBRE A UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO DO MUNICÍPIO DE IGUATU
FRANCISCO WERBESON ALVES PEREIRA; Ana Clara Santos Rodrigues; Beatriz Gonzaga Lima; Nara Jéssica Alves De Souza
O atendimento às urgências e emergências tem sido investigado em vários países, em função do seu impacto na atenção à saúde e nos indicadores de morbimortalidade. No Brasil, diversos autores vêm discutindo a atenção prestada às urgências e emergências sob enfoques variados. Dentre estes, destaca-se a superlotação das emergências hospitalares, problema largamente anunciado pela academia, assim como pela imprensa saúde (OLIVEIRA et al., 2015). Dessa forma, o governo federal vem priorizando a organização da atenção às urgências no país. Em 2003, através da portaria 1863/GM de 29 de setembro foi implantada a Política Nacional de Urgências, representando um grande avanço na construção e consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2011, através da portaria 1.600 ocorre uma Reformulação na Política Nacional de Atenção às Urgências, onde institui-se a Rede de Atenção às Urgências. A referida política incorpora a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) como um dos componentes de atenção à rede de urgências.Há também a Portaria 1.601/11 com as diretrizes para a implementação das UPAS (BRASIL, 2013) A UPA é entendida como um estabelecimento de saúde de complexidade intermediária, entre as Unidades Básicas de Saúde/Saúde da Família e a Rede Hospitalar. São locais que realizam atendimento rápido e resolutivo a urgências. Sabe-se que apesar de não se tratar de uma unidade de funcionamento relativamente “nova”, ainda não são todos os municípios que dispõem de uma unidade de pronto atendimento (BRASIL, 2011). Chama a atenção no que diz respeito a busca por atendimento nas UPAS, a forma equivocada que as unidades vêm sendo usadas, servindo de porta de entrada para casos ambulatoriais, os quais poderiam ser atendidos na rede básica de saúde (OLIVEIRA et al., 2015). Objetivou-se relatar a vivência de acadêmicos de enfermagem durante estágio curricular em uma Unidade de Pronto Atendimento do município de Iguatu. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, realizado no segundo semestre de 2017, durante a disciplina Enfermagem no Processo de Cuidar do Adulto em Situações Clínicas e Cirúrgicas. A referida disciplina possui quatro créditos, sendo 216 horas/aula. As aulas práticas totalizam 90 horas/aula. O relato refere-se ao período de estágio da disciplina na Unidade de Pronto Atendimento do município de Iguatu-CE. A coleta de dados se deu por meio observacional, durante o período de estágio da disciplina na unidade. No primeiro dia de estágio, foi realizada visita a UPA para conhecer a estrutura e funcionamento da mesma. Neste momento, observou-se que a unidade passava por um processo de informatização, com instalação de fichas eletrônicas. O referido processo, inicialmente gerou lentificação no atendimento, já que os profissionais estavam sendo treinados. Dentre as atividades realizadas durante o estágio, podem ser citadas a classificação de risco, anamnese e exame físico, punção de acesso venoso, administração de medicamentos, passagem de sondas, realização de eletrocardiograma, curativos, auxilio em procedimentos (suturas, exéreses), evolução, monitorização de pacientes, coleta de exames laboratoriais. Durante a permanência na unidade, foram realizadas também discussões quanto aos usuários do serviço, estrutura física e atendimento realizado pelos profissionais. No que diz respeito ao público atendido na UPA, observou-se que havia muitos atendimentos de queixas que não representam situações de urgência, podendo ser resolvidas na atenção básica. Em relação as queixas, podem ser citadas, resfriado comum, parasitoses intestinais, diarreia sem sinais de desidratação, náuseas, dentre outras. A unidade também é procurada para realização de curativos, retirada de pontos, lavagem otológica, procedimentos que não representam urgência e emergência. Durante as discussões, tendo como base as observações durante o período de estágio e conversas com pacientes, foram levantadas algumas hipóteses para a busca da unidade por queixas que não constituem situações de urgência/emergência. Os usuários relatam que preferem atendimento na referida instituição pela organização do serviço; não necessidade de agendamento; realização de exames laboratoriais, raio-x e eletrocardiograma. No que concerne a estrutura física, a unidade dispõe de um ambiente adequado para realização dos atendimentos. Destaca-se a sala vermelha e a sala de classificação de risco, onde ocorre o acolhimento e classificação do risco dos pacientes, tendo como base a queixa e avaliação dos sinais vitais. Para a classificação de risco, utiliza-se o protocolo Manchester, onde o paciente é classificado como vermelho, laranja, amarelo, verde e azul. Pacientes classificados como laranja e vermelho, representando maior gravidade, não aguardam atendimento na recepção. Estes são encaminhados à observação adulto ou sala vermelha para atendimento imediato. Quanto aos profissionais, observou-se bom relacionamento entre a equipe e entre equipe e pacientes. Estes são tratados com respeito. Durante o estágio, foram presenciados alguns relatos quanto a satisfação dos usuários. Ainda durante o estágio, foi solicitado pelos preceptores, que fossem elaboradas três intervenções visando a melhoria do serviço, quais sejam, informar a população sobre a real finalidade da UPA, explicar aos clientes a forma de organização e funcionamento da unidade e aprimorar os profissionais em informática. Existia grande confusão no que diz respeito a informação que a população tinha em relação a finalidade da UPA, alguns chamando até de “segundo hospital”. É de suma importância explicar como de fato ela funciona, como são realizados os atendimentos tendo como base a classificação de risco e que a UPA não deve realizar internação hospitalar. Pacientes com necessidade de internação, são encaminhados ao Hospital Regional de Iguatu. A falta de informação sobre essa questão gerava alguns conflitos entre aqueles que não entendiam o fluxo da unidade. Em relação a intervenção aos profissionais da unidade que tinham dificuldade em utilizar e adaptar-se aos meios digitais, por estarem passando por um período de transição e implementação desse novo serviço, foi sugerido treinamento para a equipe, bem como a presença de um profissional de informática nos plantões para auxiliar a utilização dos meios digitais. O estágio realizado na UPA foi importante para associar teoria e prática, bem como desenvolver habilidades nos procedimentos realizados. Além disso, oportunizou se contato direto com pacientes, sendo possível realizar a assistência de enfermagem sob a supervisão dos professores. Durante o período de permanência na unidade, constatou-se que os principais motivos de busca por atendimentos, na UPA, não são devidamente caracterizados como urgência e emergência, podendo ser resolvidos ambulatorialmente. Sugere-se assim maior divulgação em relação as atribuições da unidade para a população de forma geral. Como limitação para o estudo, o curto período de permanência na unidade, apenas dois dias, onde considera-se insuficiente para conhecer com maior profundidade a realidade vivenciada por usuários e profissionais, bem como para maior vivencia em relação ao atendimento de urgência e emergência.
Oral
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