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ALTERAÇÕES NA VIDA DA PESSOA APÓS ESTOMIA INTESTINAL: REVISÃO NARRATIVA
NATANNAEL DA SILVA PEREIRA ; THAÍS RODRIGUES DE ALBURQUERQUE; LUANA DE SOUZA ALVES; LUIS RAFAEL LEITE SAMPAIO
Introdução: a criação cirúrgica de uma estomia pode ter efeitos físicos, emocionais e sociais significativos na vida da pessoa que passa por esse procedimento. Visando contribuir com a adaptação da pessoa a uma nova estomia, tona-se importante conhecer integralmente as modificações que lhes são impostas. Objetivo: descrever as principais mudanças que ocorrem na vida da pessoa após a confecção de uma estomia. Metodologia: revisão narrativa, realizada em junho de 2020, nas bases de dados MEDLINE, LILACS E BDENF, utilizando Descritores em Saúde e o operador booleano “AND” para compor a estratégia de busca: “Quality of life AND Colostomy AND Nursing care”. Os critérios de inclusão foram: artigos disponíveis na íntegra; em inglês, português e espanhol; publicados entre 2015 e 2020; e que respondessem ao objetivo. Encontrou-se um total de 148 artigos, no entanto, após a aplicação dos critérios de elegibilidade, 12 artigos compuseram a amostra final. Resultados: dentre as principais mudanças que ocorrem na pessoa após uma estomia, as alterações psicológicas são as mais presentes, demonstradas como negação do estado de saúde e sentimentos intensos de desorganização emocional, como surpresa, medo, raiva, impotência, desespero e angústia. Esses sentimentos podem sobrecarregá-la e fazer com que abandonem o emprego, a vida social e afetiva, tendo em vista a modificação da imagem corporal, que pode repercutir na baixa autoestima e redução da atividade sexual. As mudanças biológicas estão presentes, como perca do apetite, fadiga, dor, constipação, diarreia, dispneias, náuseas e vômitos. As alterações físicas também estão presentes nesses indivíduos, manifestas em complicações na integridade da pele, como as dermatites peristoma. Conclusão: as mudanças na vida do indivíduo submetido a uma cirurgia de ostomia incluem a aceitação de novas condições, a aquisição de conhecimentos, a adaptação a novos materiais, sendo necessário o desenvolvimento de habilidades e competências para o autocuidado.
Palavras-chave: QUALIDADE DE VIDA,ESTOMIA,CUIDADOS DE ENFERMAGEM,REVISÃO
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Abrir o trabalhoAutomedicação e seus possíveis riscos durante o período de pandemia da covid-19
SABRINA SANTOS FERREIRA; Maria Nathalya Costa Souza; Breno Lucca Sobreira Pinho; Nayane Rodrigues de Sousa; Sara Beatriz Feitoza Ricardino
A pandemia da COVID-19 causou uma severa mudança nos sistemas de saúde de todo o mundo, a falta de acesso a profissionais de saúde acabam levando ao inadequado tratamento da dor, que pode ter consequências graves como a automedicação que causa vários problemas como: o mascaramento ou impedimento do diagnóstico correto de uma doença grave e interações medicamentosas que podem acarretar em efeitos secundários e riscos inaceitáveis do ponto de vista terapêutico, além de vários outros problemas. O presente estudo tem por objetivo avaliar a automedicação durante o período de pandemia da covid-19. O presente estudo refere-se uma pesquisa de revisão de literatura descritiva qualitativa, realizada a partir de artigos divulgado na base de dados eletrônicos como: National Library of Medicine (PubMed), Scientific Electronic Library Online (SciELO), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Biblioteca virtual de saúde (BVS). Utilizou-se para a elaboração da pesquisa os seguintes descritores em Ciência da Saúde (DeCS): Automedicação (Self Medication), pandemias (pandemics), Interações Medicamentosas (Drug Interactions). Foram selecionados artigos nos idiomas inglês e português publicados entre 2017 e junho de 2020, as publicações cuja não se enquadraram nos critérios estabelecidos de inclusão foram excluídas. Foram vistos 56 artigos científicos dos quais apenas 16 se encaixavam nos critérios precisos para serem inclusos na revisão. Através das pesquisas foi possível constatar que durante essa pestilência (Covid-19) as pessoas redobraram o uso da automedicação, que tem por consequência disso, devidos efeitos colaterais que pode causar intoxicação e levar até mesmo a morte, vindo a depender do medicamento que esteja sendo utilizado para o combate a este vírus. Pela observação dos aspectos analisados, é possível constatar que o uso da automedicação para combater SARS-CoV-2, além de não ser eficiente na profilaxia e nem no controle sobre a COVID-19, ainda pode vir a acarretar efeitos colaterais e desencadear intoxicações.
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AVALIAÇÃO DOS INDICADORES DE GESTÃO DE PESSOAS RELACIONADO A TAXA DE ABSENTEÍSMO
ISABELLA MARIA DE CARVALHO REIS; Anne Eveline Reis de Carvalho; Adolfo Ítalo Viera Ferreira; Ione Lara Ribeiro Tertuliano; Jaqueline Machado Cruz; Ítalo Vinícius Lopes Silva
A Organização Internacional do Trabalho, conceitua absenteísmo por ausência remunerada ou não do trabalhador por um dia ou vários dias de trabalho quando se aguardava que ele estivesse presente, devido atestado médico ou outro motivo encontra-se ausente. A falta ao trabalho, pode ser um dos principais meio de resistência dos profissionais face à organização do trabalho, e que afeta direta e indiretamente o resultado organizacional , então quais as taxas de absenteísmo por profissionais de enfermagem apresentadas na literatura? O objetivo do estudo foi analisar a produção científica acerca do absenteísmo em profissionais de enfermagem e sua correlação com indicadores de gestão de pessoas .Trata-se de uma revisão integrativa que é um método utilizado a partir da prática baseada em evidências que assegura um resumo do conhecimento, permitindo o pesquisador obter os resultados desejados para compreender o fenômeno analisado, a base de dados Lilacs, utilizando os seguintes descritores: absenteísmo e equipe de enfermagem. foram elencados como critérios de inclusão: artigos em português, completos, gratuitos, publicações de 2015 a 2020, pesquisas realizadas em hospitais, pesquisas realizadas com a equipe de enfermagem, pesquisas que contivessem as taxas de absenteísmo. A coleta de dados foi realizada através de instrumento desenvolvido pela pesquisadora para obter os resultados desejados, os estudos selecionados foram dispostos em um quadro no qual contém a organização em categorias para expressar os resultados da pesquisa, por ser uma revisão integrativa ela obedece a a NBR 6023 e NBR 10520, e a lei nº 12.853/2013 por isso não necessitou ser submetida ao comitê de ética e pesquisa. Foram expressados os seguintes resultados e discussão, publicações encontradas 208, lidos títulos e resumos foram excluídos 200 artigos restando apenas 8 para compor o resultado da pesquisa, o estudos demostraram que o absenteísmo é um fato frequente nas três categorias de enfermagem porém os técnicos e auxiliares predominam esse índice com 38% È possível justiçar que se possam reduzir esses índices nas instituições, reconhecendo os motivos, pois serve de base de dados para elucidar problemas, planejar políticas institucionais de controle e prevenção. È de extrema necessidade de desempenhar pesquisas mais atuais, e os pesquisadores se proponham a pesquisar sobre essa correlação.
Palavras-chave: absenteismo, indicadores, equipe de enfermagem, gestão de pessoas, avaliação
Oral
CONHECIMENTO DAS MULHERES SOBRE O EXAME PAPANICOLAU: REVISÃO INTEGRATIVA
ANA RAELLY GOIS DA COSTA; Amanda Alcantara de Sousa; Evanira Rodrigues Maia; Maria Juscinaide Henrique Alves
Introdução: A detecção precoce do câncer de colo uterino é uma estratégia para encontrar o tumor em fase inicial, permitindo uma maior perspectiva de cura. O exame Papanicolau, é a principal estratégia para detecção das lesões precursoras. No entanto, muitas mulheres desconhecem a finalidade do exame, ou ainda, não o fazem, por medo, vergonha ou falta de informação. Objetivo: Analisar o que a literatura aborda sobre o conhecimento das mulheres acerca do exame de detecção precoce do câncer de colo uterino. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa, realizada no período de junho a setembro de 2019, nas bases de dados LILACS, MEDLINE e na biblioteca digital SciELO, por meio dos cruzamentos com o operador booleano “AND” e Descritores em Ciências da Saúde (Decs): uterine cervical neoplasms AND womens’s health; uterine cervical neoplasms AND health promotion; uterine cervical neoplasms AND womens’s health AND health promotion. Identificaram-se 2046 artigos, os quais foram submetidos a filtragem: texto completo disponível, publicações de 2014 a 2018, idiomas (português, inglês e espanhol) e tipo de documento (artigo). Procedeu-se a leitura dos títulos e resumos, aplicando critérios de inclusão: artigos originais, e de exclusão: editoriais, reflexões, comentários breves e não atender a pergunta norteadora. Obtiveram-se 35 estudos para amostra final. Resultados: Os estudos identificaram que uma parcela significativa das mulheres apresentou desconhecimento sobre a finalidade dos procedimentos a que são submetidas, desconhecendo a finalidade real do exame Papanicolau, método utilizado para o diagnóstico precoce e a prevenção do câncer de colo uterino, além do início e frequência em que o exame deve ser realizado. Alguns identificaram que as mulheres acreditavam que só precisavam realizar o exame preventivo após aparecimento dos sintomas ou que sua prática era desnecessária. Emergiram nos estudos sentimentos relacionados a vergonha, ansiedade e constrangimento na realização do exame, assim como sentimento de incômodo. Conclusão: Muitas mulheres ainda desconhecem a finalidade do exame Papanicolau, que somado aos sentimentos negativos como vergonha e medo e a ausência de sintomas podem contribuir para uma baixa adesão ao exame.
Palavras-chave: neoplasias do colo uterino, saúde da mulher, promoção da saúde, teste papanicolau
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COVID-19: desafios dos profissionais de Enfermagem atuando na linha de frente.
PEDRO IVO TORQUATO LUDUGERIO; Felipe Paulino da Silva; Ana Caroliny Oliveira da Silva; Vinícius Alves de Alencar Oliveira; Dárcio Luiz de Sousa Júnior; Glauberto da Silva Quirino
O crescente número de casos notificados da transmissão do vírus SARS-CoV-2, entre os profissionais de enfermagem torna-se preocupante, sobretudo, em um cenário de pandemia onde a estrutura de apoio não atinge o necessário em relação a segurança de trabalho desses profissionais. Nesse contexto, a exposição da equipe de enfermagem na linha de frente no combate ao coronavírus, revela riscos e desafios que necessitam serem evidenciados. Objetivou-se com esse estudo descrever os principais desafios encontrados por profissionais de enfermagem atuantes frente à COVID-19. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada durante o mês de julho de 2020 na Biblioteca Virtual da Saúde contemplando as bases de dados BDENF e LILACS. Os Descritores em Ciências da Saúde utilizados foram: Profissionais de Enfermagem, Infecções por coronavírus e Riscos ocupacionais. Foram incluídos, artigos publicados nos últimos dois anos, disponíveis na íntegra para leitura gratuita e nos idiomas português, inglês e espanhol, cujos resultados atendessem ao objetivo deste estudo. Foram identificados 34 estudos, mas apenas cinco foram inclusos. Embasando-se nos achados, à falta de equipamento de proteção individual (EPI) adequado tem se destacado aos desafios em todo o mundo, levando ao seu reuso e favorecendo ao aumento do índice de infecção cruzada entre profissionais e pacientes. Somando-se a isso, as condições trabalhistas inseguras também tem sido desafiadoras pelas quantidades insuficientes de equipamentos, como respiradores mecânicos, o que dificulta na tomada de decisão e colabora para ansiedade pela dor de perder pacientes e até mesmo colegas de trabalho. Ademais, o estresse psicológico demandado pela exaustão física, de uma jornada de trabalho já antes cansativa, no cenário atual tem sido mais desafiador com as unidades de tratamento intensivo (UTI) superlotadas, contribuindo no adoecimento mental desses profissionais. A distância para com os seus familiares também torna-se cofator, tendo em vista a possível exposição com o contato diário muitos não voltam para suas casas por longos períodos. À vista disso, o novo coronavírus deixou ainda mais evidente as fragilidades encontradas no cotidiano laboral dos profissionais de enfermagem, constatadas tanto na literatura nacional quanto internacional, evidenciando as más condições de trabalho, sobrecarga física e mental, baixa remuneração, o não reconhecimento e ausência de EPIs adequados para o enfrentamento desse agravo.
Oral
DESAFIOS ENFRENTADOS PELA POPULAÇÃO DE RUA EM TEMPOS DE PANDEMIA DA COVID-19
HELVIS EDUARDO OLIVEIRA DA SILVA; José Adelmo da Silva Filho
Com o atual cenário de pandemia da COVID-19 instituída em março de 2020 pela Organização Mundial da Saúde, muito se tem falado sobre a necessidade de isolamento social como medida essencial para controle eficaz da proliferação do vírus. Contudo, uma parte considerável da população mundial, vive nas ruas ou em abrigos transitórios, estando constantemente susceptíveis a contaminação. Essa realidade representa um problema preocupante de saúde pública diante da pandemia atual. Desse modo, o objetivo do presente estudo é descrever os principais desafios enfrentados pela população de rua diante da pandemia da COVID-19. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada no mês de julho de 2020. A busca de dados foi realizada nas bases de dados LILACS, MEDLINE e a Biblioteca Virtual em Saúde com os descritores: Pessoas em Situação de Rua; Isolamento Social; Coronavirus, unidos pelo operador booleano AND. Foram usados como critérios de inclusão: textos completos disponíveis em português e inglês. Foram excluídos os estudos que não se adequavam a temática, totalizando 05 artigos para a amostra final. Verificou-se que as populações em situação de rua estão extremamente susceptíveis ao risco de se contaminarem pela COVID-19, uma vez que apresentam limitações em todos os sentidos, que vão desde falta de moradia adequada até dificuldades para realizar medidas profiláticas consideradas básicas como a higienização das mãos. Nessa perspectiva cabe destacar que esses indivíduos que já apresentam uma baixa expectativa de vida, também sofrem de alguma dependência e doença subjacente associada como diabetes e hipertensão, o que coloca em riscos maiores esse público caso se contaminem pela COVID-19. Além disso, é constante o rodízio em abrigos temporários ou lugares púbicos como praças e viadutos de grande fluxo da população, o que os tornam vulneráveis a se contaminar ao entrarem em contato com essas superfícies. Por conseguinte, possuem menos acesso a atenção em saúde e se infectados não tem condições de manter nenhum tipo de medidas relacionadas ao isolamento social. Em síntese, verifica-se que os moradores de rua por não apresentarem um local fixo e terem uma dificuldade em procurar a assistência em saúde são um público de extrema vulnerabilidade que precisa de cuidados específicos e equânime, objetivando possibilitar uma maior proteção e promoção da saúde desse público frente a pandemia da COVID-19.
Palavras-chave: Pessoas em Situação de Rua,; Isolamento Social,Coronavirus
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LESÃO POR PRESSÃO RELACIONADA Á DISPOSITIVOS MÉDICOS EM PROFISSIONAIS DA LINHA DE FRENTE DA COVID-19
CICERA CLARELIZ GOMES ALVES; Gislaine da Silva Rocha; Lucas Cosmo de Meneses; Tatyelle Bezerra Carvalho; Luis Rafael Leite Sampaio
O novo corona vírus denominado SARS-CoV-2, causador da doença COVID-19, foi detectado em 31 de dezembro de 2019 em Wuhan, na China, sendo decretado pandemia pela Organização mundial da saúde logo após o aumento de casos. Assim os profissionais de saúde da linha de frente dos atendimentos ás vitimas da COVID-19 estão utilizando os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), para proteção de ambas. Porém, com o uso prolongado eles estão propensos à desenvolver lesões na pele, causada pela pressão dos EPIs. Objetivou-se Verificar na literatura se há alguma tecnologia que possa suavizar as lesões por pressão causadas por dispositivos médicos em profissionais de saúde que estão na linha de frente do combate ao novo COVID-19. Trata-se de uma pesquisa descritiva do tipo revisão integrativa da literatura. A busca foi realizada durante o mês de junho de 2020 no portal da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) contemplando as bases de dados BDENF e LILACS. O cruzamento utilizado na biblioteca de dados foram os operadores booleanopara associação dos descritores: “Covid-19” AND “Lesão por pressão” sendo identificadas 03 publicações. Após a aplicação dos critérios de inclusão (artigos publicados nos últimos anos e disponíveis na íntegra para leitura gratuita) e foram excluídos editoriais, cartas aos editores, publicações duplicadas e estudos que não tinha relação com a temática proposta. Diante disso, obteve-se apenas um artigo que abordava alguns pontos para prevenção/amenizar essas lesões por pressão causadas por dispositivos médicos em profissionais da saúde, que são eles: Ponto 01- Abordava sobre a higienização da pele com sabonete líquido, de preferência com ph compatível com a pele e hidratar a pele com produto cosmético sem presença de lipídeos, pois o vírus da covid-19 apresenta-se em sua estrutura uma capsúla que é fácilmente aderida á produtos oleosos. Ponto 02- Aplicar uma cobertura profilática como interface entre a pele e a área de fixação da máscara, nos pontso de maior pressão. Ponto 03- Mediante possibilidade de retirada da máscara, a cada 2 h. Por fim, resultou na importância da criação de tecnologias e na publicação de novas evidências científicas o quanto antes, com o intuito de melhorar a prática desses profissionais no período de pandemia. Dessa maneira, o estudo proporcionou conhecimento dos principais cuidados que os profissionais de saúde devem ter para com os EPI’s evitando assim possíveis lesões por pressão relacionadas a dispositivos médicos.
Palavras-chave: Lesão por pressão, Equipamentos de proteção individual, Coronavírus
Oral
UTILIZAÇÃO DA DRAMATIZAÇÃO COMO ESTRATÉGIA DIDÁTICA NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM DA ENFERMAGEM
SAMIRES SOARES DE OLIVEIRA ; Rosely Leyliane dos Santos
OBJETIVO: Relatar a experiência da utilização da dramatização como estratégia didática. MÉTODO: Trata-se de um relato de experiência acerca do uso de tecnologias de ensino para a apresentação das Lesões por Esforço Repetitivo/Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (LER/DORT) e Perda Auditiva Induzida por Ruído(PAIR). Para tanto, essa atividade foi desenvolvida em março de 2019, na disciplina Enfermagem no processo de cuidar em Saúde do Trabalhador. Para a sua elaboração, os estudantes foram divididos em grupos, seguindo o método de educação em pares. O grupo responsável pelo referido assunto, elaborou a apresentação do trabalho em dois momentos: No primeiro momento, ocorreu uma apresentação teatral em que os atores eram os próprios estudantes, os quais relatavam por meio da encenação as características clínicas da LER/DORT, fatores de risco e forma de tratamento. No segundo momento, os estudantes utilizaram o método expositivo-dialógico através de perguntas norteadoras sobre a PAIR, expondo também, os seus principais dados epidemiológicos. RESULTADOS: Em relação à construção do jogo dramático percebeu-se a dificuldade em contextualizar a temática abordada em forma de diálogos entre os personagens, de maneira que o conteúdo fosse percebido através da encenação, devido à escassa produção científica sobre a temática disponível. No entanto, ocorreu o planejamento da atividade, definindo pela equipe os personagens principais, que seguiu a seguinte encenação: mulher de 43 anos que trabalhava como digitadora e possuía outras ocupações como arrumadeira, faxineira e cozinheira em uma empresa alimentícia; Colegas de trabalho, que com o decorrer do tempo, estavam com a mesma condição; Enfermeira para realizar a consulta de enfermagem. O ambiente em que transcorreu a situação-problema foi uma empresa de calçados. Os principais pontos a que foram abordados, na consulta de enfermagem, referem-se à Anamnese do paciente, Exame Físico do sistema musculoesquelético e as possíveis intervenções de enfermagem. Ademais, a utilização da dramatização proporcionou a interatividade e a participação ativa, além da oportunidade de trabalhar situações que envolvam o enfrentamento e a resolutividade dos problemas. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A dramatização foi uma ferramenta válida para o processo ensino-aprendizagem, visto que essa estratégia estimulou o estudante a pensar sobre todo o contexto que abrange a situação dramatizada, remetendo esta visão crítica a realidade vivida.
Palavras-chave: Saúde do Trabalhador,Aprendizagem,Enfermagem do Trabalho
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Violência sofrida por estudantes no ambiente escolar
PEDRO HIARLLEY BATISTA CARVALHO; RENAN VIANA DA SILVA; EDNALDO YRUAN LOPES DOS SANTOS; GABRIELE FERNANDES PAULINO; MARIA TEREZA COSTA CLEMENTE; GRAYCE ALENCAR ALBUQUERQUE
Definida como a ação de empregar força física ou intimidação moral contra algum indivíduo, a violência é muito comum no contexto social, especialmente entre estudantes, sendo importante conhecer a existência dessa realidade e fatores associados para futura intervenção. Assim, esta pesquisa teve como objetivo conhecer as experiências de violência sofrida em âmbito escolar por adolescentes. Estudo quantitativo, realizado em uma escola do Ensino Médio no município de Juazeiro do Norte, Ceará, nos meses de maio e junho de 2020, através da aplicação de questionários online enviados aos alunos entre 12 a 18 anos de idade, após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa. Os dados foram tabulados em planilhas de Excel e contabilizados em freqüência absoluta e relativa. Participaram da pesquisa 49 adolescentes, que responderam sobre experiências de vitimização nos últimos seis meses no cenário escolar. A maioria dos alunos revelaram suas experiências de vitimização, sendo que sete alunos (14,3%) constataram já terem sofrido roubo ou furto de uma a duas vezes; seis alunos (12,2%) afirmaram que tiveram seus materiais destruídos de propósito de uma a duas vezes; 31 alunos (63,3%) disseram que tiveram fofocas espalhadas sobre eles; 37 alunos (75,5%) foram excluídos de atividades entre adolescentes de propósito; 8 alunos (16,3%) tiveram sua aparência/suas características como motivo de xingamento; 5 alunos (10,2%) são xingados de uma ou duas vezes por semana; 30 alunos (61,2%) já se envolveram com brigas. Adolescentes possuem experiências de violência sofrida em ambiente escolar. Dessa forma, faz-se necessário o reconhecimento da problemática na escola para sua prevenção e enfrentamento.
Oral
1º ANO DE ATIVIDADES DO PROGRAMA PET SAÚDE INTERPROFISSIONALIDADE NA VIVÊNCIA DO GRUPO TUTORIAL V
CICERA RUTH DE SOUZA MACHADO; Hércules Tobias de Alencar Soares; Eleonora Nunes Oliveira; Francisco Gilberto Oliveira; Vera Lúcia Soares e Silva; Anna Florença Araújo Pinho
O Programa de Ensino pelo Trabalho para a Saúde, o PET Saúde Interprofissionalidade URCA, insere estudantes de Enfermagem, Educação Física e Biologia nos cenários de prática, de forma a desenvolver a prática interprofissional com atividades que se iniciaram no dia 16 de abril de 2019. É constituído por três eixos subdivididos em cinco grupos, dos quais, o grupo V está voltado para o Fortalecimento das ações municipais e estaduais de Educação Permanente em Saúde, e se encontra vinculado à Secretaria Municipal de Saúde do Crato, SMS – Crato, e a Área Descentralizada de Saúde, ADS – Crato. O objetivo desse trabalho é relatar as experiências vivenciadas pelos integrantes desse grupo V. Este é um estudo descritivo de natureza qualitativa do tipo relato de experiência sobre a vivência dos membros do grupo, inseridos no primeiro ano de atividades neste programa. A inserção neste referido programa, possibilitou a realização de atividades, que contribuíram de forma significativa para aprendizagem dos membros do grupo, em que estes puderam participar de forma ativa na construção do Plano municipal de Educação Permanente do município do Crato, o que facilitou a apropriação desta temática pelo grupo, além de ter sido primordial para a Educação Permanente em Saúde do município. Atividades que promoveram ações de educação em saúde voltadas a população local e aos profissionais vinculados a rede de atenção em saúde também foram desenvolvidas, estas possibilitaram a criação de pontes, ampliando a compreensão do cuidado com os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), bem como com os profissionais que também participam ativamente deste cuidado. A inserção em programas como o PET Saúde Interprofissionalidade, pode atuar de forma significativa na formação profissional, já que estreita a relação entre a universidade e os serviços de saúde, além de oportunizar aos acadêmicos a vivência de práticas na área da saúde que podem servir como um suporte para seu futuro profissional. Além disso, este programa enaltece o trabalho interprofissional, evidenciando a importância da atuação em equipe, marcada pelo respeito à singularidade de cada profissão e pela importância das práticas colaborativas.
Palavras-chave: Educação,Ensino,Formação Continuada
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A ABORDAGEM ASSISTENCIAL DA SEXUALIDADE NO PERÍODO GESTACIONAL
KELLY SUIANNE DE OLIVEIRA LIMA; KARINA ELLEN ALVES DE ALBUQUERQUE; ANDRELINY BEZERRA SILVA; GILIARDE ANDRADE SILVA; TAMIRES ALVES DIAS; TAMIRES BARBOSA BEZERRA
Objetiva-se verificar como a sexualidade na gestação é abordada durante o pré-natal. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada no mês de junho de 2020. A busca dos dados foi realizada por meio da Biblioteca Virtual em Saúde, utilizando-se os Descritores em Ciências da Saúde: “Gravidez”, “Sexualidade” e “Cuidado Pré-natal”, que foram cruzados com o operador booleano AND. Foram encontradas 44 referências, as quais foram submetidas aos critérios de inclusão: disponíveis em texto completo, publicados nos idiomas português, inglês e espanhol, nos últimos 10 anos. Foram excluídos artigos duplicados, totalizando 12 artigos. Após leitura dos títulos e resumos, excluiu-se aqueles que não se adequaram à questão norteadora, analisando-se na íntegra 7 artigos que embasaram o desenvolvimento do estudo. Notou-se que as orientações sobre as práticas sexuais durante a gestação são pouco abordadas no pré-natal, limitando-se às queixas apresentadas no momento das consultas e aos cuidados com o neonato. A literatura destaca que muitos acadêmicos de enfermagem não se sentem aptos a abordar a sexualidade nas consultas de pré-natal, devido fatores culturais, como a falta de diálogo sobre sexualidade no âmbito familiar e a religiosidade. Em relação às gestantes, observam-se relatos de insegurança frente à prática sexual neste período, associada ao medo de machucar o bebê ou induzir um aborto. Além disso, referem autoestima reduzida, realizando práticas sexuais apenas para satisfação do parceiro, demandando dos profissionais de saúde a inclusão de esclarecimentos sobre a temática no pré-natal, bem como atuação no encorajamento à autonomia da gestante sobre seu corpo e vontades. Destarte, conclui-se que os profissionais de saúde, apresentam fragilidades no que se refere à educação em saúde com abordagem da sexualidade na gestação, refletindo na prestação de condutas assistenciais insatisfatórias, e, que podem repercutir em limitações na sexualidade das gestantes. Diante disso, enfatiza-se a necessidade de ampliação das atividades de educação continuada para qualificação da assistência à mulher no período gestacional.
Palavras-chave: Gravidez, Sexualidade, Cuidado Pré-natal
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A ENFERMAGEM NA COMUNICAÇÃO DE MÁS NOTÍCIAS DURANTE A PANDEMIA COVID-19: REVISÃO DE LITERATURA
MARIA LUIZA SANTOS FERREIRA; ANA KAROLINE ALVES DA SILVA; JOÃO PAULO XAVIER SILVA
INTRODUÇÃO: A comunicação de más notícias é uma tarefa designada à equipe de saúde, podendo impactar negativamente as perspectivas dos indivíduos que as recebem. Atualmente, a pandemia do novo coronavírus mudou a forma como as notícias são repassadas aos pacientes e familiares, em algumas ocasiões os informes ocorrem de maneira remota. Torna-se relevante potencializar esse processo, superando fragilidades. OBJETIVO: identificar as principais dificuldades da equipe de enfermagem na comunicação de más notícias. MÉTODO: Foi realizada uma revisão de literatura, através da busca de artigos nas bases de dados SciELO e BVS. Utilizaram-se os descritores “Comunicação em Saúde”, “Enfermagem” e “COVID-19”. Critérios de inclusão: trabalhos em português, inglês e espanhol. Encontraram-se 203 artigos científicos, sendo excluídos 197 pelo título e por distinção temática. Após a leitura na íntegra, o total de 6 artigos embasaram a revisão. RESULTADOS: Genericamente, os autores apontam que informar más notícias quanto ao resultado positivo dos testes de COVID-19, a falha no tratamento terapêutico, progresso da enfermidade, proximidade ou até mesmo a ocorrência da morte, tornam-se tarefas árduas para o profissional, que divide com o paciente e a família os anseios a respeito do que é comunicado. Salienta-se que a formação desses profissionais esteve alicerçada no curativismo, deixando uma lacuna sobre as condutas nos casos de insucesso nos tratamentos e processo de morte e morrer. Dessa forma, a equipe de enfermagem, por estar mais próxima dos pacientes, sente insegurança para comunicar más notícias por impasses existentes desde a sua formação até a falta de educação permanente para amadurecer habilidades comunicativas. Em meio à pandemia, a recomendação é que seja nomeado um ente querido para receber as informações sobre seu familiar pessoalmente de maneira agendada, quando a residência do familiar é distante da unidade de internação as notícias são repassadas remotamente, o que dificulta ainda mais essa comunicação pela ocultação de expressões faciais e dúvidas sobre como estabelecer o diálogo. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Considera-se que a enfermagem enfrenta diversas dificuldades no ato de comunicar más notícias. Destarte, é preciso fortalecer discussões no cenário formativo e de práticas profissionais, no intuito de aprimorar competências em enfermagem para a comunicação de más notícias.
Palavras-chave: Enfermagem,Comunicação em Saúde,COVID-19
Oral
A ESCOLHA DO PARTO DOMICILIAR: UMA REVISÃO DA LITERATURA
SARAH LAIS DA SILVA ROCHA; LIVIA CRISTINA FIDELIX DA SILVA; SHARLENE MARIA OLIVEIRA BRITO
O objetivo do estudo foi identificar na literatura quais são os principais motivos na tomada de decisão para o parto domiciliar. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, produzida no mês de junho do ano de 2020. Realizou-se uma busca utilizando os Descritores em Ciências da Saúde (Decs): Conhecimento e Parto Domiciliar, com o operador booleano AND, nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS). Utilizaram-se estudos em língua inglesa e portuguesa, dos últimos 10 anos e que possuíam texto completo em concordância com a temática abordada pela pesquisa. A princípio, foram encontrados 43 artigos, após a síntese de títulos e resumos escolheu-se 12 produções de acordo com a temática, em seguida, foi realizada a leitura na íntegra dos estudos, selecionando 5 trabalhos que abordavam especificamente o objetivo da revisão. Elencou-se, previamente, que o conhecimento sobre todo o processo do parto em todas as suas formas é algo essencial. As mães especificaram que consideram o ambiente hospitalar desagradável e impessoal, além de não se identificarem com a logística de atendimento e possuírem receio de serem submetidas a intervenções desnecessárias e não desejáveis. Ademais, para a tomada de decisão, deve-se considerar se a gravidez é de risco, com o objetivo de evitar quaisquer complicações. Foi contatado que a compreensão sobre o significado e processo de realização do parto domiciliar é de suma importância para a tomada de decisão da gestante, portanto, é necessário a orientação por parte dos profissionais de saúde durante o pré-natal, a fim de garantir autonomia e segurança durante essa escolha.
Palavras-chave: Conhecimento,Parto Domiciliar
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A importância da Enfermagem no tratamento e redução da mortalidade ´por tuberculose
SUZANA FIDELES DOS SANTOS ; Ana Paula da Silva Gonçalves; Janyelle Tenório Rodrigues; Paula Emanuely Pereira de Souza; Paula Fernanda da Silva Ramos; Laís Barreto de Brito Gonçalves
A tuberculose (TB) é uma doença que ainda representa um grave problema de saúde pública. No Brasil, as primeiras ações de prevenção e combate a doença foram desenvolvidas há mais de cem anos, contudo, no período de 2005 a 2014 ocorreram mais de 4.400 mortes por TB em solo brasileiro. Assim, esses indicadores refletem que ainda há dificuldades em se alcançar as metas para erradicação da doença. Desse modo, a enfermagem exerce papel fundamental no processo de sistematização da assistência, identificação precoce e intervenções que busquem reduzir esses indicadores. Objetivou-se analisar a importância da atuação do enfermeiro no tratamento e redução de mortes resultantes da tuberculose. Trata-se de uma revisão narrativa realizada no mês julho de 2020 na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando os Descritores em Ciências da Saúde (DeCs): “Cuidados de enfermagem”, “Assistência ao Paciente” e “Tuberculose” juntamente com o operador booleano “AND”, e utilizando os critérios de inclusão: artigos disponíveis na íntegra, nos idiomas português, inglês e espanhol, e que versassem sobre a temática. Os achados revelaram que os profissionais de enfermagem são mais solicitados em alguns momentos de necessidade do paciente, sendo considerados fundamentais nas ações de controle da TB e supervisão ao longo do tratamento. Assim, reconhecendo que os profissionais de enfermagem atuam desde acolhimento nas unidades de saúde até a assistência prestada durante o tratamento, gerando, por conseguinte, um vínculo profissional-paciente, reitera-se a importância da atuação da enfermagem no tratamento da TB e, consequentemente na redução da mortalidade ocasionada pela doença.
Palavras-chave: Cuidados de Enfermagem, Assistência ao Paciente
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A IMPORTÂNCIA DO CONHECIMENTO DE MULHERES ACERCA DA VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: REVISÃO DA LITERATURA
RAFAEL DA SILVA PEREIRA; ROGER RODRIGUES DA SILVA; OLÍVIA DE ALMEIDA DUARTE; YANCA CAROLINA DA SILVA SANTOS; MARIA JENY DE SOUSA OLIVEIRA; EMANUELLY VIEIRA PEREIRA
INTRODUÇÃO: A violência obstétrica incorpora condutas realizadas pela equipe de saúde que transgridem corpo, mente e processos reprodutivos das mulheres na gestação, parto, nascimento e/ou pós-parto. Conhecer aspectos relativos a esse tipo de violência pode contribuir para estratégias de enfrentamento. OBJETIVO: Identificar, conforme literatura científica, a importância de mulheres terem conhecimentos sobre violência obstétrica. MÉTODO: Revisão narrativa da literatura realizada por busca na Biblioteca Virtual em Saúde, biblioteca virtual SciELO e bases de dados MEDLINE, LILACS, BDENF de junho a julho de 2020 utilizando a estratégia de busca: obstetrícia AND violência AND mulheres. Foram identificados 285 documentos. Aplicaram-se os filtros: 1- idioma (português, inglês, espanhol), 2- tipo de documento (artigo), 3- recorte temporal (2015-2020), 4- disponível para download gratuito, obtendo-se 62 documentos submetidos à seleção pela leitura de título e resumo. Utilizou-se como critério de inclusão: estudos que abordassem conhecimentos de mulheres acerca de violência obstétrica e excluíram-se artigos repetidos, duplicados e não condizentes com o objetivo deste estudo. Após a aplicação dos critérios foram selecionados 14 documentos para leitura na íntegra e construção da pesquisa. Os dados foram analisados de modo interpretativo-descritivo e discutidos com a literatura. RESULTADOS: Evidenciou-se nos estudos analisados que por vezes as mulheres não detectavam os tipos de violência obstétrica vivenciados, ou quando detectavam restringiam-se às formas verbal e física, limitando a identificação de outras tipificações. Reconhecer que a violência obstétrica viola o direito à vida, à integralidade física, moral, bem como diferenciar suas tipificações, constituem ferramenta para reivindicação de direitos. Atividades educativas podem contribuir para acesso a informações. Quando as mulheres possuem conhecimento e clareza sobre direitos sexuais, reprodutivos e de assistência obstétrica procuram estratégias para garantir satisfatório acompanhamento obstétrico nas consultas pré-natais, trabalho de parto, parto e nascimento, sendo estes direitos garantidos por lei. Reivindicam ainda escolha e planejamento do tipo de parto e orientações pelo profissional de saúde que a acompanha. CONCLUSÃO: O conhecimento de mulheres sobre violência obstétrica é fundamental para identificação de ocorrência, tipificação e reivindicação de direitos para assistência obstétrica qualificada.
Palavras-chave: Obstetrícia,Violência,Mulheres
Oral
Abrir o trabalhoA IMPORTÂNCIA DO PROCESSO DE TERRITORIALIZAÇÃO DENTRO DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
COSMO ALEXANDRO DA SILVA DE AGUIAR; Vithória Régia Teixeira Rodrigues; Maria Clara Barbosa e Silva; Raul Roriston Gomes da Silva; Sheron Maria Silva Santos
O processo de territorialização pode ser definido como uma ferramenta de suporte e planejamento da gestão que busca novas formas de intervenção na realidade da população adscrita de uma Estratégia Saúde da Família. Esta ferramenta surgiu no ano de 2011, quando o Programa Saúde da Família foi transformado em ESF, já que promove o conhecimento dos fatores ambientais, socioeconômicos e culturais, além dos principais agravos e riscos à saúde da população da área. Relatar a experiência de acadêmicos do curso de enfermagem à cerca do processo de territorialização de uma microárea pertencente a uma equipe da ESF do município de Juazeiro do Norte-CE. Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência, vivenciado por discentes do curso de enfermagem da Universidade Regional do Cariri, campus Pimenta durante estágio da disciplina de Enfermagem no Processo do Cuidar em Saúde Coletiva II sobre uma atividade de territorialização realizada na microárea de uma ESF de Juazeiro do Norte-CE. A microárea é composta por 390 pessoas (cerca de 129 famílias) distribuídas em quatro ruas, sendo duas paralelas e duas perpendiculares a estas, ambas são asfaltadas e próximas a Unidade Básica de Saúde. O fornecimento de água e energia é provido de uma empresa particular e a coleta seletiva é realizada três vezes por semana. Verificou-se que a economia do território é bastante focada no setor terciário como, por exemplo, salões de beleza, borracharias, mercantis, lojas de autopeças e de construção. Há uma igreja evangélica. Não há academia popular ou escolas na microárea, porém há instituições de ensino público e privado próximas a UBS. Em toda a microárea visitada foi observado carência de infraestrutura, pois há calçamentos degradados e esgotos a céu aberto, além de haver a presença de resíduos sólidos e vários animais na rua. Outros fatores de risco à saúde também foram evidenciados: 4 casas abandonadas, 1 fábrica abandonada, 4 terrenos baldios, 3 locais de venda de drogas, 2 prostíbulos e um sítio de apostas ilegais. Portanto, o processo de territorialização é uma importante ferramenta para os profissionais atuantes da ESF, pois esta técnica permite, principalmente, conhecer os sítios de vulnerabilidades e riscos à saúde e traçar estratégias que minimizem os problemas em saúde existentes no território e fortifiquem as ações de saúde, de modo a melhorar a qualidade de vida da população adscrita.
Palavras-chave: Enfermagem em Saúde Pública,Saúde Pública,Política Pública,Estratégia de Saúde da Família
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A IMPORTÂNCIA DOS CUIDADOS DE ENFERMAGEM DIRECIONADOS A MULHERES NO PERÍODO CLIMATÉRICO.
RAFAELA OLIVEIRA SANTANA; CÍCERA LUANA DOS SANTOS; RAILANY DE OLIVEIRA SANTANA; AMANDA GONÇALVES RODRIGUES
INTRODUÇÃO: É constituído no climatério, um processo de mudanças emocionais quanto físicas, tais como: vida pessoal e familiar, ambiente, costumes, culturas, dentre outras. O enfermeiro tem papel importante durante essa fase, como fornecer orientações que permitam que a mulher pratique o autocuidado, melhorando sua qualidade de vida. OBJETIVO: Apontar os cuidados de enfermagem direcionados a mulher no climatério bem como a importância que enfermeiros oferecem a atenção para estas mulheres nesta etapa. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão de literatura, realizada no período de julho de 2020 nas bases de dados SCIELO, BNDEF e na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) utilizando como descritores: “Cuidados”, “Enfermagem” e “Climatério”. As estratégias de busca resultaram em 116 publicações, foram incluídos os artigos publicados no período entre 2015 a 2020, idioma português, disponíveis na íntegra; excluíram-se artigos duplicados e não pertencente à temática, a amostra final correspondeu a 19 publicações. RESULTADOS: Os esclarecimentos por parte dos profissionais de saúde são insuficientes. A maioria das mulheres experimenta esta etapa sem informações sobre seu corpo e também não têm a oportunidade de discutir suas experiências pessoais. São condutas de enfermagem que devem ser prestadas a mulher no período do climatério: estimular a prática de exercícios físicos, encorajar banho de sol frequentemente para a produção de vitamina D, explicar a importância da ingestão de cálcio, e observar quanto a necessidade de fazer ou não terapia de reposição hormonal. Entretanto, o climatério não pode ser entendido como um evento somente fisiológico. Sintomas decorrentes do climatério alteraram a qualidade das relações estabelecidas no trabalho e na família, influenciam o estado de satisfação das mulheres e afetam sua rotina habitual e relações interpessoais. Sendo bem orientadas no climatério, estas mulheres podem vivê-lo de maneira menos sintomática, principalmente em relação aos sintomas psicológicos. A percepção acerca das mudanças corporais e emocionais no climatério precisa ser escutada e orientada pelos enfermeiros, que desenvolvem papel importante nas ações educativas. CONCLUSÃO: A atenção à mulher no climatério ainda necessita ser explorada e discutida pelos enfermeiros, para que sejam implementadas ações de cuidado integral. Uma atuação desse tipo poderia ser proporcionada por grupos de apoio, nos quais os problemas enfrentados pudessem ser discutidos abertamente.
Palavras-chave: Cuidados,Enfermagem,Climatério
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A INTERNET COMO FATOR DEFINIDOR DO CONHECIMENTO DE ADOLESCENTES ESCOLARES SOBRE SEXUALIDADE
VANESSA SILVA GASPAR ; Antonia Sayonara Ferreira da Silva; Rany Eryclys de Freitas Ferreira; Tamires Alves Dias; David Ederson Moreira do Nascimento
O presente estudo objetivou-se em investigar na percepção de adolescentes escolares as implicações da internet na obtenção de informações sobre sexualidade. A pesquisa foi delineada a partir de uma metodologia exploratória e descritiva, com abordagem qualitativa, tendo como procedimento técnico o estudo de campo. A coleta de dados ocorreu com adolescentes escolares em Icó - CE no 2º semestre de 2017, e teve como instrumento a entrevista semiestruturada. A apreciação dos dados se deu a partir do método de análise de conteúdo, estes que foram organizados na forma de categorias. Foram obedecidos os princípios bioéticos presentes na resolução 466/12, e houve aprovação por meio do Comitê de Ética e Pesquisa do Centro Universitário Doutor Leão Sampaio. Os resultados apontam que existe uma influência significativa da internet frente a obtenção de saberes dos adolescentes, haja vista que essa fonte de informações foi citada em todos os diálogos dos entrevistados. A partir dos depoimentos é explícito a influência da internet, visto que na perspectiva dos escolares ela se apresenta como principal fonte de consulta. Na atualidade os estudos sobre cibercultura apontam grande avanço nas mídias sociais e a influência dela frente ao comportamento dos indivíduos que acompanham este progresso. A globalização da informação permitiu que a internet se apresentasse como um instrumento que permite as pessoas se comunicarem de forma rápida, promovendo gradativamente o processo de comunicação. Observando estes aspectos é notório que os adolescentes estão vulneráveis a captarem qualquer tipo de informação, apesar dos benefícios gerados pelo avanço das comunicações, como por exemplo o acesso à informação de forma veloz. São inúmeros os registros de assédio sexual e pedofilia através das redes de comunicação, além disso, se destaca a dificuldade de censura dos conteúdos, pois na maioria das vezes os sujeitos têm acesso a qualquer material sem o acompanhamento dos seus responsáveis legais. Existe também o fornecimento de conteúdos incoerentes, o que pode implicar na adoção de comportamentos sexuais inadequados por parte dos adolescentes, que acreditarão estarem respaldados em fontes seguras de informações. Logo, traçar estratégias que permitam o uso da tecnologia de forma segura seria um meio de aproveitar a internet e seus anexos a fim de beneficiar a saúde da população adolescente, principalmente por meio da prevenção e promoção da saúde em ambientes virtuais.
Palavras-chave: Adolescente, Internet, Serviços de Saúde Escolar, Sexualidade
Oral
A LIDERANÇA DO ENFERMEIRO FRENTE À UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
RODRIGO SOUSA DE ABRANTES; Hyan Hesley Pereira Diniz Figueiredo; Vitória Sales Firmino; Gustavo de Souza Lira; Açucena de Farias Carneiro; Catarina Ferreira Pontes
Definida como a influência interpessoal exercida em uma dada situação através da comunicação, responsabilidade e outras ferramentas/habilidades sociais, a liderança na saúde é considerada chave para organização de setores e equipes. Sendo requisito básico para enfermeiros possuir a capacidade de liderança, visto que essa é uma de suas atribuições. Objetivou-se nesse estudo conhecer a partir da literatura científica, as perspectivas da liderança do enfermeiro frente à Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Trata-se de um estudo exploratório, descritivo, de abordagem qualitativa, realizado em Julho de 2020. Fundamentando-se na análise de artigos científicos da Biblioteca Virtual em Saúde, empregando os Descritores em Ciências da Saúde: “Liderança”; “Unidades de Terapia Intensiva”; “Enfermagem” e o operador booleano AND. A busca retornou 132 resultados, desses, foram selecionados os estudos que cumprissem os seguintes critérios de inclusão: publicados entre 2016 a 2019, escritos em português e disponíveis na íntegra para acesso, elegendo-se seis estudos. Após a leitura desses em sua completude, fora excluso os que não abordassem a temática, restando cinco estudos para a amostra. Analisando os artigos, observou-se que a liderança exercida pelo Enfermeiro na UTI é aliada de grande responsabilidade, resultante da complexa assistência ofertada nesse setor, que na maioria das vezes acolhe pacientes graves ou com condições pré-existentes que exigem uma maior demanda de recursos: humanos, técnicos e tecnológicos, além disso, o setor é considerado como desfavorável para a prática de enfermagem, por possuir rotina estressante devido acúmulo de funções. No tocante a liderança, encontrou-se dificuldades especificas para a efetivação dessa como: comunicação falha entre profissionais de enfermagem; conflitos interpessoais e presença da relação de poder de mando-subordinação. Fora observado ainda que enfermeiros recém formados têm dificuldade com essa posição, sendo relatado falta de experiência para tal. Conclui-se que a liderança exercida na UTI enfrenta dificuldades, e para a minimização dessas a educação permanente dos profissionais torna-se necessária, visto que essa promoverá uma assistência à saúde plena aos pacientes atendidos. Além disso, é de grande valia uma maior implementação de atividades gerenciais supervisionadas aos atuais estudantes de enfermagem para que esses quando ingressarem na assistência intensiva de saúde manifestem segurança com a prática e gestão.
Palavras-chave: Liderança,Unidades de Terapia Intensiva,Enfermagem
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A MATRIZ SWOT COMO FERRAMENTA DE ANÁLISE NO PLANEJAMENTO DE AÇÕES NO COMBATE À DENGUE
MARIA VITÓRIA RIBEIRO DA SILVA; Mateus Pereira Santana; Jessika Gomes de Matos Duarte; Keila Formiga de Castro
Introdução: Frente aos avanços, é imprescindível que o profissional do serviço de saúde aproprie-se de instrumentos que viabilizem ações significativas no processo de trabalho. A matriz SWOT(FOFA) é uma ferramenta complementar ao planejamento estratégico que irá fornecer uma visão ampla sobre o que afeta tanto o serviço quanto as ações. Além disso possui as seguintes variáveis: Forças (Strengths), Fraquezas (Weaknesses), Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats). Objetivo: Relatar a experiência do uso da ferramenta de análise matriz SWOT durante um planejamento de combate à dengue. Método: Previamente foi realizado pelo PET-Saude Interprofissionalidade URCA/MS/SMS, uma oficina sobre a matriz para que os participantes tivessem propriedade sobre o assunto. O planejamento das ações foi realizado em junho de 2020, através de ferramenta online Google Meet. Haviam 19 participantes, tutores, preceptores e petianos do grupo 1 , Eixo: Territorialização, georreferenciamento e estratificação de risco com o uso de tecnologias de vigilância em saúde, além de contar com a participação dos residentes da Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva, da UBS Fabio Pinheiro Esmeraldo localizada no município de Crato-CE. Resultados: Tendo em vista o conhecimento prévio do território da unidade básica, tornou-se possível elaborar através da análise de SWOT estratégias que tornassem as ações mais específicas e efetivas no combate à Dengue, elencando potencialidades e fragilidades do território, sempre com olhar interno a unidade básica e externo na comunidade, onde os membros seguiam categorizando as forças: geotecnologias, oportunidades: SUS- Universalização, fraquezas: participação comunitária e ameaças: não conscientização da comunidade, do território onde há a participação dos profissionais e do PET- Saúde. Os dados listados retificaram que existem situações desde a coleta de lixo e abastecimento de água até comunicação entre a equipe de saúde e a iniciativa dos gestores, que podem influenciar no combate à dengue. Conclusão: Não obstante, conclui-se que o uso da ferramenta demonstrou o quanto é necessário que haja o planejamento estratégico no serviço de saúde para o planejamento de ações, principalmente quando há Interprofissionalidade. O uso da análise SWOT proporciona o gerenciamento de fatores que possam interferir no processo de trabalho dos profissionais de saúde e na comunidade no combate à dengue.
Palavras-chave: saúde coletiva,dengue,planejamento estratégico
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A SAÚDE MENTAL DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM FRENTE À PANDEMIA COVID-19
GARDÊNIA ALENCAR PEREIRA; Maria Nathalya Costa Souza; Isadora Ellen Feitoza Ricardino; Sara Beatriz Feitoza Ricardino4
A nova pandemia do coronavírus (COVID-19) é a maior emergência de saúde pública enfrentada pela comunidade internacional em décadas. Além das preocupações relacionadas à saúde física, traz também preocupações relacionadas ao sofrimento psicológico que os profissionais podem experimentar, como os de enfermagem. O presente estudo tem por objetivo identificar na literatura evidencias acerca da saúde mental dos profissionais de enfermagem brasileiros frente a pandemia COVID-19. Trata-se de uma revisão de literatura, de caráter descritivo, com abordagem qualitativa, através das bases de dados eletrônicas: SciELO (Scientific Electronic Library Online) e PubMed (National Library of Medicine). Utilizou-se os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): Saúde mental (Mental health), Pandemias (Pandemics), Estresse Psicológico (Stress psychological) mediados através do operador booleano “AND”. Foram selecionados artigos nos idiomas inglês e português, datados entre 2016 até junho de 2020, originais, de caráter exploratório ou experimental, relacionados ao tema proposto. Artigos que não se encontravam dentro destes pré-requisitos foram excluídos. Foram encontrados 78 artigos sobre a temática, no entanto, 23 corresponderam aos critérios de inclusão e foram selecionados. A atual pandemia da doença causada pelo novo coronavírus, a COVID-19, está causando prejuízos enormes para todo o mundo e tende a provocar pânico generalizado na população. Diante dessa realidade, os profissionais de enfermagem estão entre um dos grupos mais afetados, expostos ao risco de contágio e da dor emocional que afeta consideravelmente a saúde mental, desenvolvendo diversos problemas como ansiedade, estresse, e até mesmo depressão. Isso ocorre devido ao alto nível de frustação, exaustão física e mental, sentimento de impotência e insegurança profissional. Assim é possível concluir, portanto, que é de suma importância maiores cuidados com a saúde psicoemocional dos enfermeiros, a partir de investimentos e ações que forneçam melhores ambientes e condições de trabalho.
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A SAÚDE MENTAL DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE NO CENÁRIO DE ENFRENTAMENTO À COVID-19
HYAN HESLEY PEREIRA DINIZ FIGUEIREDO; Rodrigo Sousa de Abrantes; Açucena de Farias Carneiro; Vitória Sales Firmino; Gustavo de Souza Lira; Maria Joyce Tavares Alves
A pandemia causada pelo Coronavírus foi algo que rapidamente ganhou grandes proporções no cenário mundial. Entre as várias repercussões causadas, a sobrecarga para os sistemas de saúde e o estresse aos profissionais da área foram muito presentes nesse momento. O objetivo desse estudo é analisar a influência da pandemia por Coronavírus na saúde mental dos profissionais de saúde inseridos no cenário de enfrentamento. Trata-se de um estudo descritivo, reflexivo realizado por meio de revisão integrativa, no qual foram utilizados os descritores: “Pessoal da Saúde” and “Saúde Mental” and “Infecções por Coronavírus”, em pesquisa no banco de dados da Biblioteca Virtual em Saúde, de modo que foram encontrados 202 artigos. Após utilização dos filtros de pesquisa, foram selecionados os estudos completos disponíveis na íntegra, acessíveis em inglês, português e espanhol, publicados em 2020 e hospedados na Medical Literature Analysis and Retrieval System Online- MEDLINE e na Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde- LILACS, até o dia 1 de julho de 2020, totalizando 165 trabalhos. Na presente pesquisa, é visto que a literatura apresenta nitidamente as dificuldades enfrentadas pelos profissionais que atuam na linha de frente do combate ao Coronavírus. Assim, evidencia-se que as perturbações emocionais de ordem psicológica, tais como as incertezas diante da doença e de seu tratamento, estresse e sobrecarga de trabalho, o próprio medo e insegurança advindos ao presenciar a morte de colegas e familiares, além do risco de uma possível contaminação e disseminação do vírus, contribuem para o agravamento de quadros sucessivos de exaustão física e mental, assim como predisposição à depressão e ansiedade. Em linhas gerais, a dinâmica dos serviços de saúde foi alterada, a carga de trabalho aumentou e o regime mudou, com o advento de uma nova forma de cuidar que distanciou o profissional de seus pacientes, diante de atendimentos virtuais e uso aumentado de equipamentos de proteção individuais, situações que também contribuem com a predisposição à fragilidade emocional e psicológica dos profissionais. Acredita-se que medidas como campanhas de apoio, e rastreamento de profissionais que se encontram em situação de vulnerabilidade psicológica, são ações importantes para incentivar atividades de autocuidado e combater sintomas de sofrimento psíquico, evitando possíveis quadros de adoecimento.
Palavras-chave: Pessoal da Saúde, Saúde Mental,Infecções por Coronavírus
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Abrir o trabalhoABORTO INDUZIDO: UMA REVISÃO DA LITERATURA
FELIPE SEBASTIÃO GONÇALVES PINHEIRO; ERINE DANTAS BEZERRA
INTRODUÇÃO: O aborto é a interrupção da gravidez e que pode ser espontâneo ou provocado. Quando o primeiro ocorre percebe-se uma postura de apoio e compaixão pela mulher assistida. Todavia, quando ocorre o segundo, mesmo com autorização judicial, é necessário despertar um cuidar humanizado e um olhar profissional de preocupação. Esta deve-se ao fato da prática de abortos feitos de forma perigosa, como pela ingestão de substâncias químicas e até mesmo a introdução dessas substâncias no canal vaginal, o que coloca em risco a saúde da mulher. OBJETIVO: Descrever a luz da literatura os motivos que levam mulheres a induzirem o aborto. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo de revisão narrativa da literatura. A busca dos artigos sobre a temática foi realizada na BVS, com período de abrangência entre 2010 a 2018, fazendo parte deste estudo 6 artigos. RESULTADOS: Os estudos mostraram que no Brasil mulheres de diferentes classes sociais, níveis econômicos, culturais e de diferentes faixas etárias provocam aborto, e que mulheres jovens, negras, de estratos sociais baixos e que residem em áreas urbanas periféricas morrem mais por complicações pós aborto induzido. Quanto aos principais motivos por trás do desejo de encerrar a gestação têm-se as questões ligadas a fatores socioeconômicos, como o financeiro (desemprego ou sem renda fixa), situações de gravidez não planejada e indesejada, a ausência do apoio familiar, a rejeição por parte do parceiro não fixo em assumir a paternidade, que no caso da provável mãe solteira é um determinante para decisão, e no caso das mulheres que possuem um parceiro fixo, muitas das vezes encontram-se em uma relação instável e marcada por episódios de violência doméstica, o que induz a gestante questionar-se sobre o tipo de ambiente que pretende criar seu filho. CONCLUSÃO: Por fim, a gravidez não planejada e indesejada, somada a ausência do apoio familiar ou conjugal tem seu prosseguimento questionado, e isto nos remete a uma reflexão. Estudos devem ser realizados para afirmar os impactos e benefícios da prática de atividades que envolvam a educação sexual e reprodutiva realizadas em escolas e nos serviços de saúde pelos profissionais de saúde, pois essas, possivelmente, podem contribuir para minimizar o número de casos de abortamento induzido.
Palavras-chave: Aborto induzido, Saúde da mulher,Assistência em saúde
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AÇÃO EDUCATIVA SOBRE HANSENÍASE EM UMA ESCOLA PÚBLICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
VITÓRIA FERREIRA MARINHO; Juliana Barbosa de Freitas; Samires Soares de Oliveira; Edilma Gomes Rocha Cavalcante; Alissan Karine Lima Martins
Objetivo: Relatar a experiência da sensibilização dos estudantes de ensino fundamental sobre a identificação e prevenção da hanseníase. Método: Trata-se de um relato de experiência desenvolvido em uma Escola de Ensino Fundamental no Município de Crato-CE, realizado no mês de outubro de 2019, por três membros do Projeto de Extensão de Habilidades Práticas em Saúde Coletiva (HPSC) em parceria com a Secretaria de Saúde do município. A ação foi direcionada para um professor e trinta e um estudantes de uma das salas do sétimo ano do turno vespertino, os quais foram selecionados pela direção escolar. Para tanto, a atividade foi organizada em quatro momentos: Acolhimento; Roda de conversa e narração da história com projeções de imagens sobre a doença; Utilizou-se de um vídeo infantil que caracterizava as principais manifestações da hanseníase; Jogo da Forca e Passa ou Repassa o qual reforçava os principais aspectos da hanseníase e entrega da ficha de Avaliação de Autoimagem, disponibilizada pela Secretaria de Saúde para o rastreio de sintomáticos dermatológicos. Resultados: No momento da roda de conversa realizou-se a contação de história, que contou com a participação ativa dos alunos. Esses relataram conhecimento prévio sobre a sintomatologia, forma de transmissão e medidas de prevenção da hanseníase. Os estudantes também alegaram ter casos de familiares com apresentação de manchas pelo corpo, de cor e aspectos característicos da hanseníase. Para o momento dos jogos educativos- “jogo da forca” propostos pelos membros da liga, os educandos foram divididos em dois grupos, o jogo teve por objetivo a construção da resposta correta de palavras-chaves sobre a doença. Essa atividade permitiu que os estudantes elucidassem a resposta correta, além de fortalecer o conteúdo que fora abordado anteriormente. Ademais, foi notória a participação ativa dos estudantes nas atividades propostas, sendo que ao final da educação em saúde foi entregue a ficha de Auto avaliação para que em conjunto com o responsável (pais/familiares) pudessem identificar a presença de possíveis lesões, as quais seriam avaliadas pelo grupo em outro momento após a entrega da ficha. Conclusão: A ação educativa realizada pelos membros do HPSC foi de grande importância, visto que permitiu o esclarecimento e a conscientização sobre a participação ativa da população no processo de identificação da hanseníase nas escolas.
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ACESSIBILIDADE NO SERVIÇO DE SAÚDE: DIFICULDADES NA COMUNICAÇÃO COM O PÚBLICO SURDO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
MARINA BARROS WENES VIEIRA; Daiana de Freitas Pinheiro; Letícia Gomes da Silva; Lindalva Maria Barreto Silva; Patrícia Alves de Andrade; Patrícia Pereira Tavares de Alcântara
Introdução: Comunicação é essencial nas relações interpessoais. Ao buscar atendimento em saúde, os surdos se deparam com obstáculos. Objetivo: Mostrar as dificuldades de acesso na Atenção Primária à Saúde (APS) para o público surdo. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, na Biblioteca Virtual da Saúde (BVS). A busca deu-se no período de maio de 2020 utilizando os descritores: Barreiras de Comunicação, Surdez e Atenção Primária à Saúde. Critérios de inclusão: texto completo, artigo, português, publicação nos últimos cinco anos. Critérios de exclusão: artigos repetidos e que não contemplavam a temática, resultando em 9 artigos. Resultados: A assistência integral à saúde é um dos pilares da APS. Sendo imprescindível que a comunicação entre usuários e profissionais seja satisfatória. Verificou-se que os profissionais e as umidades de saúde não estão preparados para o acolhimento dos surdos. Considerações finais: Há existência de barreiras nas comunicações e informações, que deveriam ser sobrepostas para que fosse atingida a acessibilidade. A dificuldade no atendimento a esse público é notória e deve ser superada para que não haja a exclusão do direito à saúde.
Palavras-chave: Barreiras de Comunicação,Surdez,Atenção Primária à Saúde
Oral
Abrir o trabalhoAÇÕES E ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NA PANDEMIA COVID-19
PEDRO YAN ALEXANDRE BARBOSA KENNEDY; BEATRIZ DE CASTRO MAGALHÃES; LARÍSSIA CÂNDIDO CARDOSO; LUIZA MARIA SOUSA NUNES; TEÓFILO SILVA PRIMO CORREIA; GRAYCE ALENCAR ALBUQUERQUE
No atual arranjo social, a população global está enfrentando os percalços para com o enfrentamento do novo coronavírus (Covid-19). Com as poucas alternativas de lutar contra a disseminação da Covid-19, como uma das maneiras mais eficazes até o presente momento tem-se o isolamento e distanciamento social. Porém, o que é eficaz ao combate do novo coronavírus, se mostra como um aliado ao aumento do número de casos de violência doméstica, visto que na maior parte dos casos de violência contra a mulher há vínculo entre a vítima e o agressor. Dado essa realidade, este estudo objetivou identificar na literatura atual à covid-19, estratégias para o enfrentamento da violência contra a mulher. Trata-se de um ensaio reflexivo, realizado através de pesquisas nas literaturas como livros, artigos e diretrizes de entidades legais envolvidas no enfrentamento à pandemia. Como resolução para amenizar o problema do crescimento da violência doméstica, órgãos públicos buscam na sua competência desenvolver medidas que possam dirimir esse problema, como a Organização das Nações Unidas, que propõe estratégias de enfrentamento através de investimentos em serviços online para notificações e denúncias, garantia da continuidade de serviços jurídicos e estabelecimento de sistemas de alerta em serviços essenciais como mercados, agências bancárias e farmácias. Aliado a essas proposições, há também recomendações que buscam fortalecer as atividades já existentes e atuantes dos órgãos na rede de enfrentamento à violência contra a mulher, tais como garantir melhor infraestrutura no tele atendimento às notificações das vítimas, promoção de campanhas orientadoras nos meios de comunicação, desenvolvimento de ferramentas para denúncias em dispositivos como celulares e computadores e pesquisas para o conhecimento mais profundo sobre o impacto e agravo da violência contra a mulher no atual cenário pandêmico. Concebida essa visão, nota-se que devido a pandemia Covid-19, as formas relacionais foram drasticamente modificadas, e, juntos com elas, o convívio exacerbado com figuras que agressores em potencial no arranjo dessa forma de violência, o que faz erigir uma necessidade urgente e alarmante para medidas advindas de autoridades públicas no combate a esse cenário de vulnerabilidade feminina, o qual já se demonstrava preocupante antes mesmo das medidas de isolamento social.
Palavras-chave: Violência Contra a Mulher, Pandemia, Covid-19
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ACUPUNTURA COMO MÉTODO NÃO FARMACOLÓGICO NO PERÍODO GRAVÍDICO-PUERPERAL: BENEFÍCIOS E MECANISMO DE AÇÃO
BYANCA TEIXEIRA MARTINS; Aurineide Sales Moreira; Laís Karoline Pereira da Silva; Sabrina Freitas Nunes; Vilania Vieira da Costa; Camila Almeida Neves de Oliveira
OBJETIVO: Compreender os benefícios e o mecanismo de ação da acupuntura como método não farmacológico no período gravídico-puerperal, mediante a literatura científica. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada durante o mês de julho de 2020 por meio de busca na base de dados Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) através dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Analgesia por Acupuntura”, “Gestação” e “Enfermagem” conectados aos operadores booleanos AND e OR, respectivamente, resultando em 3.172 artigos. Foram utilizados como filtros: trabalhos disponíveis na íntegra, nos últimos cinco anos e nos idiomas português e inglês, restando 15 artigos. Dentre os critérios de inclusão: estudos que correspondessem à temática após leitura de título e resumo. Foram excluídos artigos duplicados, restando, assim, seis artigos para amostra final. RESULTADOS: Evidencia-se que a acupuntura garante benefícios na supressão da dor em até 50%, englobando desde a pré-concepção ao período puerperal, fornecendo auxílio aos sintomas comuns à gravidez, como edema, dor, ansiedade e enjôo. Todo interesse pelos inúmeros benefícios obtidos com o uso dessa técnica é baseado no binômio mãe-filho, haja vista que não altera o nível de consciência materno, e favorece a interação, em especial no processo de parto e puerpério. Observa-se que técnica mais utilizada é a maxobustão e eletroacupuntura, atuando na liberação de endorfinas que agregam vantagens nos processos fisiológicos ou metabólicos do binômio, estimulando terminações nervosas das vias dolorosas e neurotransmissores centrais para induzir a analgesia, incluindo as catecolaminas e a serotonina, que redistribuem e normalizam a corrente energética do corpo. Não obstante, reitera-se a relevância do conhecimento adequado, posto que pontos próximos ao abdômen, mãos, pés, punho e região inferior das costas, podem causar aborto ou prematuridade. CONCLUSÃO: Destarte, nota-se que os benefícios e o mecanismo de ação da acupuntura para alívio da dor no parto eutócico são efetivos, visto que esta técnica pode substituir terapias farmacológicas e contribuir para a fisiologia da parturição, resguardando a autonomia da gestante, proporcionando um parto com o mínimo de intervenções possíveis e favorecendo a atuação da enfermagem na assistência obstétrica, sob a perspectiva do cuidado qualificado, integral e humanizado à mulher e sua prole.
Palavras-chave: Analgesia por Acupuntura, Gestação, Enfermagem
Oral
ADAPTAÇÃO DO PROTOCOLO PARA O USO DO BRINQUEDO TERAPÊUTICO INSTRUCIONAL NA SALA DE IMUNIZAÇÃO
LUANNA GOMES DA SILVA; KRISHNA BEZERRA LIMA; DAILON DE ARAÚJO ALVES; ÁLISSAN KARINE LIMA MARTINS; JOSEPH DIMAS DE OLIVEIRA; IZABEL CRISTINA SANTIAGO LEMOS DE BELTRÃO
O uso do brinquedo terapêutico instrucional (BTI) possibilita à criança assimilar as necessidades e os sentimentos expressos bem como auxiliar no preparo para as práticas terapêuticas, como no caso da imunização. Objetivou-se adaptar um protocolo que oriente o uso do BTI por profissionais de enfermagem em salas de imunização no nível da atenção básica. Trata-se de uma pesquisa documental realizada através de levantamento das informações presentes nos relatórios dos grupos de extensão “Brincar, Brincadeira e Brinquedo Terapêutico” e “Brinquedo terapêutico na Atenção Básica”, que direcionou o desenvolvimento da adaptação de um protocolo do BTI para ser utilizado no contexto da imunização na atenção básica. O protocolo para uso do BTI em salas de imunização elencou 21 passos. Com base na literatura consultada, acredita-se que o brinquedo terapêutico inserido na dinâmica das salas de imunização tem o potencial para contribuir com a colaboração da criança durante o procedimento. O protocolo elaborado elucida as ações as serem seguidas pelo enfermeiro antes, durante e após a realização da vacina na criança, subsidiando a consolidação do protocolo para a sua futura validação e aplicação na prática assistencial.
Oral
ADESÃO ÀS MEDIDAS DE BIOSSEGURANÇA PELOS PROFISSIONAIS DA ENFERMAGEM UMA REVISÃO INTEGRATIVA
VERÔNICA GOMES DE LIMA; Sara Teixeira Braga; Aline Sampaio Rolim de Sena; Raimundo Domiciano de Souza Neto; Lorena Farias Rodrigues Correia; Woneska Rodrigues Pinheiro
Introdução: Os profissionais de enfermagem em seu ambiente de trabalho estão expostos a inúmeros riscos, pois uma vez que constituem a maior representatividade nos ambientes hospitalares esses trabalhadores desenvolvem atividades baseadas em interações humanas e estão regularmente em contato com agentes lesivos de caráter químico, biológico e mecânico, lidando diretamente com sangue e outros fluidos corpóreos, além da manipulação rotineira de materiais perfurocortantes. Objetivo: avaliar as estruturas e condições de atividades laborais as quais esses trabalhadores estão submetidos; os conhecimentos dos profissionais de enfermagem sobre os riscos vivenciados, e dessa forma evidenciar os fatores que interferem na adesão dos profissionais as medidas de biossegurança. Método: Revisão de literatura realizada em março a abril de 2020, as bases de dados selecionadas foram: LILACS, CINAHL, SCIELO, acessadas via Biblioteca Virtual da Saúde (BVS), através da ferramenta de busca avançada, por permitir interligar descritores objetivando refinar a pesquisa. Também foi utilizado para busca o Portal de Periódicos da CAPES. Os DesCs: Biossegurança; Prevenção de Acidentes; Enfermagem. Estes descritores foram combinados utilizando o operador boleano AND. Os critérios de inclusão: artigos empíricos disponíveis gratuitamente na íntegra e publicado em inglês e português. Excluíram-se aqueles que se encontravam repetidos ou duplicados, restando 19 produções. Após essa etapa, excluíram-se seis a partir da leitura dos títulos. Realizou-se a leitura na íntegra de 17 artigos, tendo uma amostra de 11 artigos que passaram pelo método de análise de redução de dados e foram discutidos a luz da literatura atual. Resultados: Com relação ao objetivo da pesquisa, os artigos tiveram como resultados a fragilidade na utilização das medidas de biossegurança, na prevenção de acidentes pelos profissionais de enfermagem e deficiência das instituições de saúde em investir em estratégias para prevenção de acidentes, promoção da saúde e melhoria das condições de trabalho dos profissionais. Conclusão: Surge à importância do conhecimento e utilização correta das medidas de biossegurança, uma vez que, se o profissional reconhecer e adicionar a prática às medidas de segurança diminuirá as chances de ser acometido por um acidente ocupacional, tendo em vista os dados alarmantes destes eventos.
Palavras-chave: enfermeiros,biossegurança,prevenção de acidentes
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Abrir o trabalhoALEITAMENTO MATERNO EM TEMPOS DE COVID-19
SAMUEL CARLOS TOMAZ; John Herbert da Silva Brito; Vanessa Silva Gaspar; Viviane Nunes Ferreira; Marília Brito de Lima
O SARS-CoV-2 é um vírus, descoberto na China, responsável por desenvolver a angústia respiratória aguda, denominada de COVID-19. A sua transmissão é através de gotículas de fluidos corporais como a saliva e o muco nasal, porém há dúvidas referente a sua presença no leite materno. Conhecendo a importância do aleitamento para o bebê, é necessário conhecer se há riscos para ele durante esse procedimento. O estudo tem como justificativa a compreensão do risco que a criança tem ao amamentar. O objetivo deste estudo é analisar por meio da literatura científica a necessidade do afastamento do bebê ao leite materno. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, o qual foi utilizado banco de dados da Biblioteca Virtual em Saúde, utilizando operadores Booleanos AND e descritores: aleitamento materno, infecções por coronavírus e pandemias; as bases de dados utilizadas foram: MEDLINE; LILACS e PAHO-IRIS. Durante a pesquisa foram achados 30 documentos que ao passar pela filtragem foram selecionados 8; durante o processo de filtragem foram escolhidos os documentos disponíveis, dos últimos 5 anos, em inglês e português. Até o momento não há evidências da presença do vírus no leite materno. Durante a coleta de leite em mães com COVID-19 foi observado que todas as amostras de leite apresentaram teste negativo; porém alguns estudos trazem a não amamentação com o leite da mãe. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças junto com a Organização Mundial da Saúde trazem que o aleitamento materno é uma decisão tomada pela mãe, a família e os profissionais da saúde, utilizando todos os cuidados de prevenção para proteger o bebê. Com a falta de evidências sobre o leite ser infectado, não há necessidade de afastar o aleitamento do bebê, visto que é essencial para seu desenvolvimento, porém é necessário utilizar medidas de prevenção como: uso de máscara, lavar as mãos e os seios antes do aleitamento; se for uma opção a mãe pode pedir para que uma mulher saudável forneça o seu leite utilizando um copo ou uma colher. Caso a mãe opte em realizar a ordenha, é necessário todo o cuidado de limpeza com os utensílios de forma rigorosa. Conclui-se que algumas informações apresentadas na literatura sobre este assunto entram em contradição e por ser algo recente é de certa forma limitada. É necessário mais estudo com maiores amostras para se obter resultados mais seguros, tendo em vista a necessidade que o bebê possui do leite materno para a profilaxia de outras enfermidades do seu período.
Palavras-chave: Aleitamento Materno,Infecções por Coronavirus,Saúde da Criança
Oral
Abrir o trabalhoANÁLISE DA AVALIAÇÃO CLÍNICA DA PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA NO AMBIENTE INTRA-HOSPITALAR UTILIZANDO O PROTOCOLO UTSTEIN
SARA TEIXEIRA BRAGA; Aline Sampaio Rolim de Sena; Gabriela Duarte Bezerra; Kyohana Matos de Freitas Clementino; Marcia Eduarda Nascimento dos Santos; Woneska Rodrigues Pinheiro
Introdução: A parada cardiorrespiratória (PCR) é caracterizada pela interrupção súbita das atividades do coração, circulação, respiração e perda imediata da consciência, reconhecida pela ausência de pulso. Necessitando-se de intervenções rápidas, apropriadas, coordenada e padronizada. Objetivo: Identificar na literatura evidências disponíveis quanto à avaliação clínica da parada cardiorrespiratória (PCR) utilizando o Protocolo Utstein no ambiente intra-hospitalar. Método: Revisão de literatura realizada em março e abril de 2020, as bases de dados selecionadas foram: PUBMED, SCIELO, CINAHL, BDENF e LILACS, acessadas via Biblioteca Virtual da Saúde (BVS), através da ferramenta de busca avançada, por permitir interligar descritores objetivando refinar a pesquisa. Também foi utilizado para busca o Portal de Periódicos da CAPES. Os DesCs: Ressuscitação cardiopulmonar, Protocolo e Suporte Avançado de Vida. Quanto aos MeSH, foram escolhidos: cardiopulmonary resuscitation, Protocol e advanced life support. Estes descritores foram combinados utilizando o operador booleano AND e OR. Os critérios de inclusão: artigos empíricos disponíveis gratuitamente na íntegra e publicado em inglês e português. Excluíram-se aqueles que se encontravam repetidos ou duplicados, restando 41 produções. Após essa etapa, excluíram-se vinte seis a partir da leitura dos títulos. Realizou-se a leitura na íntegra de 24 artigos, tendo uma amostra de 06 artigos que passaram pelo método de análise de redução de dados e foram discutidos a luz da literatura atual. Resultados: Percebeu-se que na maioria dos estudos foi possível identificar o ritmo inicial de cada parada, destacando-se a assistolia, atividade elétrica sem pulso (AESP), bradicardia e bradiarritmia. Apesar das anotações de alguns protocolos serem concretas, outros apresentaram escassas ou ausência de informações referentes ao momento da PCR, realização da RCP e pós-PCR. A incidência de PCRIH varia entre um a cinco eventos por 1.000 internações, ou 0.175 eventos/leito por ano. Estima-se que, geralmente, as PCR’s têm sintomas ou sinais clínicos que predizem sua ocorrência 6 a 8 horas antes do evento. Conclusão: conclui-se que ainda são poucos as pesquisas que avaliam o perfil, prognóstico e evolução dos pacientes submetidos à RCP no ambiente intra-hospitalar, existindo ainda deficiências referentes aos tempos de intervenções após a PCR, estabilidade após as medidas terapêuticas para avaliação da eficácia e resposta.
Palavras-chave: Parada cardiorrespiratória,Suporte Avançado de Vida,Emergência
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ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DA MORTALIDADE POR TRANSTORNOS MENTAIS NO ESTADO DO CEARÁ NOS ÚLTIMOS CINCO ANOS
TIAGO RIBEIRO DOS SANTOS; Luciano Gualberto Soares; Paloma Loiola Leite; Francisco Welington Cavalcante da Silva; Lucas Dias Soares Machado; Maria Rocineide Ferreira da Silva
Caracterizados por disfunções da atividade cerebral, os transtornos mentais afetam diretamente o modo como as pessoas se relacionam com o mundo, modificando pensamentos, sensações, percepções e sentimentos. Além dos reflexos psicológicos, os transtornos mentais podem gerar modificações nos reflexos físicos a depender do estágio da doença. Por anos essa problemática foi ignorada, porém nas últimas décadas vem sendo aprofundado estudos que deslumbram quebra de tabus e preconceitos e corroboram na assistência à saúde dos pacientes. Assim, objetivou-se realizar uma análise epidemiológica da mortalidade por transtornos mentais no estado do Ceará durante os últimos cinco anos. Trata-se de um estudo ecológico de múltiplos grupos e séries temporais, com abordagem quantitativa, realizado no estado do Ceará, considerando o período de 2015 a 2019. Optou-se por utilizar os dados de mortalidade referentes ao grupo CID-10: transtorno mental não especificado. Para processamento dos dados utilizou-se o Tabwin, organizando-os em tabelas. A análise deu-se com base nas 22 regiões de saúde do Ceará, observando-se maior prevalência de mortalidade por transtornos mentais na região de saúde de Fortaleza e Crato (n=02) em 2015, Maracanaú, Baturité e Tianguá (n=02) em 2016, Sobral (n=03) em 2017, Iguatu (n=03) em 2018, e, por fim, incompletude de dados referentes a 2019. As regiões de menos prevalência nos últimos cinco anos foram às regiões de saúde de Cascavel, Brejo Santo, Camocim, Acaraú e Quixadá que não notificaram nenhum caso. Ao analisar o quantitativo geral dos cinco anos, destaca-se com maior índice a região de saúde de Tianguá com 06 notificações. Na perspectiva do estudo ressalta-se a importância das notificações dos casos como forma de conhecer os índices e a partir deles desenvolver estratégias de prevenção e promoção de saúde, além de cuidados específicos no tratamento dos pacientes. Além disso, fazem-se necessários maiores estudos sobre a temática, auxiliando em conhecimentos e preparação para assistência prestada pelos profissionais de saúde.
Palavras-chave: Epidemiologia, Saúde mental, Transtornos mentais
Oral
APLICABILIDADE DO SOFTWARE IRAMUTEQ PARA A PESQUISA QUALITATIVA EM ENFERMAGEM
JESSICA LIMA DE OLIVEIRA; Rauana dos Santos Faustino; Consuelo Helena Aires de Freitas; Najara Rodrigues Dantas; Antonio Germane Alves Pinto; Evanira Rodrigues Maia
O software Interface de R pour les Analyses Multidimensionnelles de Textes et de Questionnaires (IRAMUTEQ) utiliza funcionalidades providas pelo pacote estatístico R.A análise dos dados por meio de softwares proporciona a organização e separação de informações. Relatar a aplicabilidade do Software IRAMUTEQ para a pesquisa qualitativa em enfermagem.Estudo descritivo, tipo relato de experiência desenvolvido a partir da investigação e análise de dados de pesquisa com dados qualitativos, destinados ao Trabalho de Conclusão de Curso do curso de Enfermagem de uma Universidade no Sul do Ceará, Brasil.O projeto de pesquisa em cuja análise de dados foi utilizado o IRAMUTEQ intitulou-se: Gestão do cuidado às crianças com necessidades especiais de saúde na Atenção Primária à Saúde, realizada com enfermeiros que trabalhavam nas equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF) na época da coleta. O estudo foi aprovado pelo Comitê de ética e Pesquisa da Universidade Regional do Cariri, com número do parecer 3.626.702. Para a coleta optou-se por uma entrevista semiestruturada, com perguntas referentes aos desafios da Gestão do Cuidado de Enfermagem. A experiência ocorreu entre os meses de agosto e dezembro de 2019. Após a coleta de dados, a pesquisa contou com 14 entrevistas. Para o processamento, houveram as fases de transcrição das falas e a construção do Corpus textual. Para análise utilizou-se a Classificação Hierárquica Descendente (CHD), na qual os segmentos de texto são classificados em função dos seus respectivos vocabulários, e apresentam suas classes e a variação destas ocorre conforme a transcrição do pesquisador e o tamanho o seu corpus, caracterizado pelo conjunto de texto que se pretende analisar.O Método de análise utilizado possibilitou uma visão ampla para os resultados por meio de categorias, as quais foram apresentadas e discutidas com base nos objetivos do estudo.Além disso otimizou a análise e forneceu um relatório claro com auxílio dos seguimentos de texto disponíveis no programa. A pertinência da temática foca no seguimento de pesquisa qualitativa,bem como no processo de análise o universo da produção humana. Foi positiva a escolha do IRAMUTEQ, no sentido que as respostas, aspirações e sentidos do discurso humano foram apresentadas, possibilitando ao autor a melhor clareza na análise dos dados. Para a ciência de Enfermagem pode representar uma boa ferramenta, onde se percebe a importância da a pesquisa qualitativa, muito presente na área da Enfermagem.
Palavras-chave: Software,Pesquisa qualitativa,Enfermagem
Oral
Aplicação do fishbowl como método de pesquisa: um relato de experiência
LARISSA SILVA LIMA; Darly Suyane Felix Silva; Paula Fernanda da Silva Ramos; Álissan Karine Lima Martins
objetivou-se relatar a aplicação da metodologia fishbowl como método de pesquisa. Trata-se de um relato de experiência de uma oficina desenvolvida por equipe de pesquisa formada por acadêmicas e docente do curso de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri, responsáveis pelo projeto de pesquisa “Concepções e Práticas para Educação Interprofissional na Formação em Saúde”, ocorrida em julho de 2020 com alunos e preceptores integrantes do PET-Saúde/Interprofissionalidade. O encontro foi realizado através da plataforma online Google Meet. A oficina foi desenvolvida aplicando o fishbowl como método de pesquisa na qual foram feitas perguntas aos sujeitos relacionadas a aspectos da interprofissionalidade desenvolvidos pelo PET Saúde URCA e as experiências vividas pelos participantes nesse contexto. A oficina foi organizada por meio de papeis: uma bolsista ficou responsável pela construção do fishbowl por meio de uma apresentação na plataforma citada, outra por regular o tempo de cada rodada estipulada em seis minutos cada, outra pelo registro das informações em diário de campo e a docente como facilitadora dos encontros. Nos dois encontros, inicialmente, a facilitadora expôs o objetivo e explicou como funcionaria a oficina aos participantes. Em seguida, iniciou-se o debate promovido por meio de perguntas conduzidas pela facilitadora. As perguntas foram: “Como tem sido a sua experiência com o PET em termos pessoais e de formação/na perspectiva de um profissional de Saúde?”, “Quais dificuldades têm sido enfrentadas no decorrer desse processo?”, “Como tem sido as atividades nesse período de pandemia e como o PET pode contribuir nessa quarentena?” e “Como vocês avaliam a situação antes do PET e as mudanças que se deram com a inserção do projeto?”. Foi permitida uma discussão em grupo que promoveu o diálogo, a troca de experiências entre os envolvidos e mesmas chances de opinar e expressar seus pontos de vista. No final da oficina foi feita uma avaliação do encontro pelos participantes. Com a aplicação do fishbowl e sua forma plural e democrática como metodologia, o encontro foi uma forma de se aproximar do desenvolvimento da interprofissionalidade na prática em saúde, através da discussão apresentada por petianos e preceptores que integram a proposta. Foi notória, portanto, a importância da educação interprofissional no contexto da formação em saúde como também no trabalho em saúde.
Palavras-chave: Enfermagem,Educação Interprofissional,Promoção da Saúde,Educação em Saúde
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APOIO EMOCIONAL NAS SITUAÇÕES DE ESTRESSE DA EQUIPE DE ENFERMAGEM EM TEMPOS DE COVID-19: UMA DISCUSSÃO NECESSÁRIA.
CASSIA DE SOUZA LIMA; Jessica Lima de Oliveira; José Adelmo da Silva Filho; Antonio Germane Alves Pinto; Rauana dos Santos Faustino; Consuelo Helena Aires de Freitas
A pandemia do novo coronavírus aumentou o nível de estresse da equipe de enfermagem. No trabalho cotidiano, mantêm cargas horárias exaustivas, reduzida convivência familiar. E, por serem a linha de frente da pandemia, convivem diariamente com as inúmeras perdas dos pacientes. Por isso, reconhece-se a necessidade desses profissionais receberem apoio frente a todo desgaste emocional e físico que têm vivenciado no contexto do trabalho. Dessa forma, objetivou-se discutir a importância do apoio emocional a equipe de enfermagem diante da pandemia por COVID-19. Para o desenvolvimento desse estudo foi realizada uma revisão de literatura sobre a temática abordada. A busca pelos artigos se deu na primeira quinzena do mês de julho de dois mil e vinte, nas plataformas Scientific Electronic Library Online, Biblioteca Virtual em Saúde e Google Acadêmico. Diante das informações e dados coletados por meio de pesquisas, observou-se que a equipe de enfermagem têm aumentado não apenas a sua carga de trabalho, mas também o nível de estresse devido a pressão colocada sobre os mesmos. Tamanha pressão se não tratada poderá levar a graves problemas de saúde. Desse modo, faz-se necessário investir em apoio emocional a esses profissionais, visando assim uma diminuição nos índices de suicídios e doenças mentais relacionadas a longos turnos de trabalho e sofrimentos psíquicos decorrentes do trabalho. Os profissionais de saúde são constantemente pressionados e cobrados, uma vez que, o papel que desempenham na sociedade pode afetar significativamente na qualidade de vida de outras pessoas. Durante a pandemia, a pressão no ambiente de trabalho tem aumentado significativamente, o que eleva os níveis de estresse desses profissionais, Entre os inúmeros problemas de saúde relacionados ao estresse emocional, é possível citar a Síndrome de Burnout, a depressão e a ansiedade. Conclui-se que os profissionais de enfermagem necessitam de apoio emocional para conseguir desempenhar o seu papel de maneira eficaz e sem desenvolver problemas de saúde. Para tanto, iniciativas de organização dos ambientes de trabalho e melhoria nas condições salariais incidem na adaptação social mais adequada destes profissionais tão necessários para o cuidado com qualidade.
Palavras-chave: Coronavírus,saúde mental,equipe de enfermagem
Oral
ARTICULAÇÃO TEÓRICO-PRÁTICA NO ENSINO DE SEMIOLOGIA E SEMIOTÉCNICA APLICADA A ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA COMUNITÁRIA
THAMIRES DOS SANTOS FERREIRA; EMANUELLY VIEIRA PEREIRA
OBJETIVO: Relatar contribuições para a formação do acadêmico de enfermagem mediante implementação de práticas relacionadas à disciplina de Semiologia e semiotécnica aplicada à enfermagem em ação comunitária. MÉTODO: Relato de experiência de atividade prática de imersão comunitária realizada por acadêmicos de enfermagem do 4º semestre da Universidade Regional do Cariri- Unidade Descentralizada de Iguatu no dia 30 de maio de 2019 em praça pública no centro da cidade de Iguatu-Ce. Foram realizadas as práticas aferição de pressão arterial, frequência cardíaca, frequência respiratória, temperatura e saturação de oxigênio baseadas em procedimento operacional padrão, bem como avaliação, orientações e esclarecimento de dúvidas conforme valores obtidos baseando-se na literatura científica. As práticas ocorreram por demanda espontânea tendo como público-alvo populares presentes durante realização da ação. A atividade teve duração de duas horas e ocorreu sob supervisão docente. RESULTADOS: As práticas realizadas permitiram experienciar aplicabilidade de conhecimentos teórico-práticos relacionados à disciplina mediante a oportunização de primeiro contato dos acadêmicos com a prática assistencial para além da sala de aula e laboratório, o que forneceu subsídio para aperfeiçoamento na execução das técnicas e contato direto com clientes propiciando freedback quanto as ações desenvolvidas. A ação comunitária permitiu aproximação com a realidade e problemas de saúde dos usuários, formação humanista, oportunidade para articular ensino, pesquisa e extensão, desenvolvimento de habilidades técnicas, avaliativas e de comunicação, o que contribuiu para o aprendizado e construção de saberes e práticas na formação em saúde. Mediante essa compreensão, depreende-se a importância das ações educativas e práticas na comunidade por favorecerem vínculos e relações com a sociedade e a prática profissional. Diante disso, a experiência foi de grande valia para o estímulo ao contato com a assistência de enfermagem e potencialização de conhecimentos, habilidades e atitudes. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Experiências como a relatada são relevantes na vivência acadêmica a fim de fornecer ao futuro profissional subsídio prático quanto ao desenvolvimento de ações assistenciais e educativas. Tais ações permitem ao acadêmico articulação teórico-prática, aproximação com a prática assistencial, bem como desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes para o cuidado em saúde.
Oral
AS CONTRIBUIÇÕES DO USO DA CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL PARA PRÁTICA DE ENFERMAGEM- CIPE
EDUARDO FELIPE DA SILVA; Maria Jacqueline Braga Parnaíba; Luiza Moreira Domingues; Larissa Pinheiro Ramos; Welliton Medeiros Pereira; Rayanne de Sousa Barbosa
INTRODUÇÃO A Classificação Internacional para Prática de Enfermagem ( CIPE), foi criada pelo Conselho Internacional de enfermeiros (ICN) e está na Sistematização e Assistência de Enfermagem, esse sistema tem como objetivo tanto padronizar o conteúdo do processo de enfermagem, que é dividido em etapas como diagnóstico de enfermagem, resultados e intervenções, como também contribuir para uma melhor comunicação entre os profissionais enfermeiros. Diante desse cenário surge a seguinte pergunta norteadora: Quais as contribuições do uso da classificação Internacional para prática de enfermagem-CIPE, justifica-se pela constatação, por meio da literatura, pela falha do conhecimento científico acerca da CIPE. OBJETIVO: Identificar as contribuições do uso da classificação Internacional para prática de enfermagem- CIPE. METODOLOGIA: O resumo diz respeito a uma revisão narrativa da literatura, produzida entre os meses de junho e julho de 2020, com busca realizada na Scientific Electronic Library Online (SciELO), utilizando-se como descritores: “Tecnologia de Informação”, “Processo de Enfermagem” e “Pesquisa em enfermagem”, utilizou-se as ferramentas de buscas avançadas por meio dos operadores booleanos “AND” e “OR”. Os critérios de inclusão foram: publicações nacionais disponíveis na íntegra em periódicos eletrônicos, com data de publicação entre 2013 e 2019, sendo excluídos aqueles que não respondiam à temática em questão e estudos duplicados. Resultando, dessa forma, em um total de onze artigos para análise. RESULTADOS: Os estudos apontam que a CIPE caracteriza-se como ferramenta que simplifica a comunicação dos enfermeiros entre si, garante maior confiabilidade aos enfermeiros por meio de um alicerce científico pré-estabelecido e reconhecido pelo Conselho Federal, dando maior autonomia e visibilidade ao profissional que ao utilizar corretamente, torna-se visível o papel da enfermagem na equipe multidisciplinar de saúde, além de promover a continuidade da assistência, já que uma linguagem universal reconhecida facilita a compreensão dos cuidados prestados pela equipe de outros hospitais. CONCLUSÃO: concluir- se que a CIPE vem ganhando espaço ao decorrer do seu histórico desde a sua criação, ganhando visibilidade no âmbito científico, visto que teve um aumento significativo nas produções científicas, assim também, complementado a concepção e padronizado em uma linguagem global do processo de enfermagem no conhecimento dos profissionais enfermeiros.
Oral
AS RESPONSABILIDADES DO ENFERMEIRO FRENTE OS USUÁRIOS DE DROGAS: UMA REVISÃO DE LITERATURA
MATHEUS ALEXANDRE BEZERRA DIASSIS; Ian Alves Meneses; Gisely Torres de Alencar; Sthefanny Rubislene Pereira da Silva; Vitória Alves de Moura; Ariadne Gomes Patrício Sampaio
Introdução: Os casos de usuários de drogas torna-se cada vez mais comum, talvez por curiosidade a substância, influência de amizades ou um meio de fugir da realidade social. Com isso, desenvolve-se problemas biopsicossociais e o enfermeiro, como membro do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e drogas (CAPS AD), busca solucionar esta problemática por meio de ações socioeducativas. Objetivo: Conhecer as responsabilidades do enfermeiro no CAPS AD para com os usuários de drogas. Método: Realizou-se uma revisão bibliográfica, com abordagem descritiva. Foi realizado um levantamento em bases de dados científicas LILACS, BDENF – Enfermagem e MEDLINE e utilizando os descritores para seleção dos artigos: usuários de drogas, enfermagem, transtornos mentais. Em seguida empregou-se os critérios de inclusão: usuários de drogas, estudantes de enfermagem e transtornos relacionados ao uso de substâncias no idioma português e inglês do ano de 2015 a 2020. Os critérios de exclusão foram: teses, monografias e recursos duplicados abertos. Ao todo foram encontrados 84 artigos sendo 26 trabalhos selecionados. Resultados: O enfermeiro como membro do CAPS AD, presta assistência aos usuários de drogas apresentando um plano de educação e expectativas relacionando ao contexto social do indivíduo e propondo medidas adequadas a sua realidade. O profissional torna-se o responsável para discorrer ideias dos riscos alertando sobre as consequências da dependência química podendo demonstrar planos acerca da perspectiva do futuro. Além disso, integra os membros do núcleo familiar para estabelecer um vínculo de relação terapêutica entre profissional-paciente e familiares. Propõe medidas socioeducativas a respeito do uso individual de materiais durante o consumo da droga, favorecendo a redução de danos. Em casos de gestante usuárias orienta sobre os riscos binômio, mãe e filho, encaminhando ao pré-natal. Para todo o público de usuários incluindo os de terceira idade, desenvolve uma série de atividades que estabelece vínculo social para a sua reintegração as atividades sociais em busca da subtrair o preconceito com os usuários. Conclusão: O profissional de enfermagem realiza sua função através de promoção, prevenção, auxiliando o indivíduo no enfrentamento das enfermidades mentais com a coparticipação familiar na perspectiva de amenizar, interromper a dependência e promover a reintegração do usuário em atividades sociais.
Oral
ASPECTOS BIOPSICOESPIRITUAIS ASSOCIADOS À PESSOAS COM ESTOMIA
VINÍCIUS ALVES DE ALENCAR OLIVEIRA; Felipe Paulino da Silva; Ana Caroliny Oliveira da Silva; Luana de Souza Alves; Cicera Clareliz Gomes Alves; Luis Rafael Leite Sampaio
Estomias intestinais, configuram a exteriorização da porção do intestino delgado ou grosso, através da parede abdominal, que possibilita a eliminação do conteúdo fecal. Tal condição, afeta a saúde como um todo, visto que as alterações não restringem-se a fisiologia digestória, mas incluem fatores biopsicoespirituais. Assim, evidenciar esses fatores torna-se imprescindível, uma vez que a pessoa com estomia defronta de uma realidade onde são favorecidos sentimentos e comportamentos, diferentes e individuais, que impactam consideravelmente o seu bem-estar psicológico. Objetivou-se identificar as principais dificuldades biopsicoespirituais enfrentadas pelas pessoas com estomias. Trata-se de uma Revisão Narrativa da Literatura realizada durante o mês de julho de 2020 no portal da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) contemplando as bases de dados BDENF e LILACS. Os Descritores em Ciências da Saúde utilizados foram: Saúde Mental, Qualidade de vida e Estomia. Foram usados artigos publicados nos últimos 5 anos e disponíveis na íntegra para leitura gratuita, estudos publicados em português, inglês e espanhol, cujos resultados privilegiasse aspectos relacionados aos impactos psicológicos. Dos 11 estudos encontrados, 5 foram incluídos. Mediante análise dos registros, foi possível a percepção dos impactos atrelado ao uso do equipamento coletor, sobretudo no eixo biopsicoespiritual. A princípio, verificou-se que os efeitos psicológicos negativos gerados pela estomia ocasionam uma limitação na manutenção da qualidade de vida dos indivíduos, tendo em vista a necessidade desses indivíduos retornarem suas atividades após cirurgia. No cotidiano dessas pessoas foi identificado dificuldades com a autoaceitação, e cofatores como a ausência de filhos e a questão religiosa que afetam o bem estar psicológico dessas pessoas. Ademais, a falta de atividades de lazer, e o uso do equipamento coletor a anos implica em limitações e constrangimentos, o receio de rejeição social e familiar e ainda o medo de acidentes com a bolsa. No mais, a resistência em aderir ao tratamento também foi perceptível, uma vez que contribui na perda da autoestima. Sendo assim, o presente estudo contribui para a caracterização da realidade das pessoas com estomia, e desperta a necessidade de uma assistência multiprofissional qualificada a frente desses cuidados, a fim de que esses pacientes lidem melhor com as mudanças decorrentes da adesão desse tratamento na busca pela manutenção da qualidade de vida.
Palavras-chave: Saúde Mental, Qualidade de vida, Estomia
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Aspectos da Humanização na Assistência de Enfermagem ao Parto Normal: Revisão Integrativa
MARIA RITA SANTOS DE DEUS SILVEIRA; LORENA FARIAS RODRIGUES CORREIA; VERÔNICA GOMES DE LIMA; RAIMUNDO DOMICIANO DE SOUZA NETO; ANA JÚLIA DE SALES LANDIM; WONESKA RODRIGUES PINHEIRO
Introdução: As práticas humanizadoras da enfermagem se constituem em maneiras de tornar a mulher protagonista, respeitando-a, ouvindo suas queixas e preocupações e deixando procedimentos e assistência claros e concisos, tanto à ela quanto ao acompanhante da sua escolha, além de proporcionar reduções das dores e do sofrimento, tornando o parto vaginal um momento mais confortável à mãe. Objetivo: Descrever a assistência da enfermagem ao parto normal, enfatizando os aspectos da humanização. Método: Revisão integrativa realizada em Junho de 2020 através da biblioteca virtual de saúde, nas bases de dados BDENF e LILACS, utilizando os descritores: enfermagem obstétrica, parto normal, humanização do parto e o operador boleano and. Identificou-se 124 produções, seguindo o critério de inclusão: artigos empíricos disponíveis na íntegra, e publicados nos últimos cinco anos, tanto em inglês, como em espanhol e português. Foram excluídos aqueles que se encontravam duplicados ou repetidos. Após leitura de título e resumo, e posterior leitura na íntegra para ver a adequação do objetivo de estudo, restaram 10 publicações a serem analisadas à luz da literatura atual. Resultados: A enfermagem está apta a cuidar das parturientes, prestando uma assistência holística e direta, mantendo a sua essência e valorizando os princípios de Florence Nightingale, de modo que a enfermeira obstetra utiliza métodos não farmacológicos e não invasivos durante o trabalho de parto, como banho de aspersão, massagem, bola suíça, musicoterapia e monitora a gestante, afim de fazer com que a mulher sinta-se mais confortável, voltando para sua essência, singularidade e subjetividade. Ações assim buscam valorizar a gestante como protagonista do parto, permitindo a adequação aos valores, crenças e culturas, onde o método de intervenção da enfermagem é essencial desde que seja com a permissão da cliente. O enfermeiro procura aproximar a realidade da assistência à humanidade, às necessidades da mulher, com uma postura acolhedora que se propõe a ouvir e esclarecer dúvidas, medos e incertezas, deixando à parturiente mais segura. Conclusão: A assistência de enfermagem privilegia a autonomia e o protagonismo da mulher, na perspectiva de fazer com que o parto seja vivenciado de forma positiva e intensa, mantendo seu caráter fisiológico. Dessa forma, o enfermeiro fortalece o critério de um cuidado humanizado e resguardando assim a dignidade e os direitos humanos.
Palavras-chave: Enfermagem Obstétrica,Parto Normal, Humanização
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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM À GESTANTE COM ECLÂMPSIA E EVOLUÇÃO PARA PARADA CARDIORESPIRATÓRIA: RELATO DE CASO
OLÍVIA DE ALMEIDA DUARTE; Roger Rodrigues da Silva; Rafael da Silva Pereira; Maria Jeny de Sousa Oliveira; Juliana Ferreira Carlos; Camila Fonseca Bezerra
INTRODUÇÃO: A gestação é o período no qual a mulher passa por grandes alterações fisiológicas e emocionais. Gestantes de risco, são todas aquelas mulheres que apresentam alterações fisiopatológicas produzidas pelo processo de gestação, como a doença hipertensiva da gravidez e eclampsia, por exemplo. A susceptibilidade no qual a convulsão na gestação ocorre está também correlacionada ao estado de agravamento da situação clínica da gestante e bebê. OBJETIVO: Relatar um caso de assistência obstétrica à gestante com eclampsia e evolução para parada cardiorrespiratória. MÉTODO: Este trabalho trata-se de um relato de caso ocorrido a partir de uma vivência de estágio extracurricular em enfermagem obstétrica, no Hospital Regional de Iguatu, Ceará. As características da gestante contemplam: idade 19 anos, residente em zona rural, acompanhamento pré-natal em rede privada, idade gestacional de 37 semanas, histórico pregresso de convulsão devido à doença hipertensiva da gravidez, evolução para eclampsia e posterior parada cardiorrespiratória durante o trabalho de parto. A assistência obstétrica prestada à paciente em questão ocorreu em julho de 2018 no setor de Centro de Parto Normal do referido hospital. RESULTADOS: A gestante deu entrada no Hospital Regional de Iguatu com quadro de convulsão. A mesma estava em consulta com o obstetra quando sofreu a primeira convulsão, segundo informações colhidas. Prontamente foi encaminhada para sala de parto normal. Após 10 minutos de sua admissão, sofreu a segunda convulsão, com pressão arterial em 190/110 mmHg. Administrou-se hidroclorotiazida para estabilização do quadro hipertensivo e oxigenoterapia de suporte. Oito minutos após o segundo quadro hipertensivo, a paciente evolui para parada cardiorrespiratória, iniciando-se o protocolo de ressuscitação cardiopulmonar, posteriormente à estabilização de sinais vitais a gestante foi encaminhada para sala de cirurgia para realização de cesariana perimortem, ocorrendo a segunda parada cardiorrespiratória. Após cesariana, o recém-nascido estava com APGAR 6; o mesmo também precisou ser ressuscitado. Posteriormente à cesárea, a puérpera foi encaminhada para unidade de terapia intensiva, com bom prognóstico e rápida evolução. CONCLUSÃO: O processo de suporte obstétrico deve estar respaldado por protocolos institucionais adequados que forneçam assistência rápida e eficaz em situações críticas, validando a relevância da multidisciplinaridade para cuidado integral em saúde.
Palavras-chave: Obstetrícia,Enfermagem Obstétrica,Eclampsia,Parada Cardíaca.
Oral
Assistência de Enfermagem a Gestantes com Síndrome Hipertensiva: Revisão Narrativa
MARIA VITÓRIA FERREIRA APOLINÁRIO; LORENA FARIAS RODRIGUES CORREIA; MICHELL DE SOUZA SANTOS; AGNIS FERNANDES FEITOZA; MÁRCIA REINALDO GOMES; WONESKA RODRIGUES PINHEIRO
Estando entre as principais causas de morbimortalidade materna e fetal, a hipertensão gestacional é uma complicação desencadeada quando os níveis da pressão arterial sistólica estão iguais ou superiores a 140 mmHg, e os da diastólica, maiores que 90 mmHg. Costuma manifestar-se após a 20° semana de gestação, onde seu início, geralmente, ocorre de forma assintomática. No entanto, quando não é devidamente tratada, pode evoluir para sua forma mais grave, denominada eclampsia, que é quando esse comprometimento afeta também ao sistema nervoso da gestante. A presente revisão objetiva esclarecer os principais aspectos da assistência de enfermagem a mulheres com hipertensão gestacional. O estudo trata-se de uma revisão de literatura narrativa, que tem como questão norteadora “como é feita a assistência de enfermagem a gestantes com hipertensão?”. O levantamento foi realizado no portal da Biblioteca Virtual em Saúde, a partir da busca avançada nas bases da Literatura Latino-Americana do Caribe em Ciências da Saúde e no Banco de Dados de Enfermagem, utilizando os descritores: Assistência de Enfermagem; Gestante e Hipertensão, e o operador boleano “AND”, onde foram encontrados 44 artigos. Os critérios de inclusão foram artigos com texto completo e disponível na íntegra, publicados em inglês, espanhol e português nos últimos cinco anos. Após a leitura de título e resumo dos artigos encontrados, apenas 8 versavam sobre o tema em estudo. Com base nas evidências, a atuação do profissional de enfermagem é essencial na prevenção e no tratamento da SHG, afim de proporcionar uma melhor qualidade de vida à gestante e ao feto. Com olhar minucioso, durante a consulta de enfermagem, ele avalia a pressão arterial, a altura uterina e o ganho de peso da gestante, bem como os batimentos cardíacos do feto. A partir dessa avaliação, orienta à mulher em relação aos cuidados com a sua saúde e a do bebê, como também pode solicitar possíveis exames e encaminhar a outros profissionais. Destaca-se ainda, que o enfermeiro deve estar atento aos hábitos adotados pela gestante, como alimentação e atividade física, como também se há antecedentes pessoal e familiar da doença, fazendo intervenções sempre que necessário. O estudo possibilitou analisar que a assistência de enfermagem é imprescindível para a preservação e manutenção da vida da mulher e do bebê, proporcionando uma gestação, parto e puerpério saudáveis, evitando assim, disfunções que possam acometer a saúde deles permanentemente.
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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A PACIENTE COM ÚLCERA VENOSA EM UMA UBS NA CIDADE DO CRATO
LUIS FERNANDO REIS MACEDO; Maria Neyze Martins Fernandes; Ticiana Maria Gomes Guedes; Fernanda Maria Silva; Francisco Pereira Alves; Kenya Waléria de Siqueira Coelho Lisboa
INTRODUÇÃO: As úlceras venosas são lesões ocasionadas pela má circulação sanguínea entre as veias, frequentemente localizadas em membros inferiores. Essas feridas precisam de uma atenção especial, pois devido à complexidade sistêmica, se não tratada adequadamente pode causar graves consequências ao paciente. OBJETIVO: Relatar a assistência sistematizada prestada por um estudante de enfermagem, sob supervisão da enfermeira da unidade a um paciente com úlcera venosa em uma (UBS) na cidade do Crato. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo qualitativo na modalidade relato de experiência, que se constituiu por meio de cuidados prestados a um paciente com úlcera venosa em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no distrito de Monte Alverne, na cidade de Crato, Ceará. RESULTADOS E DISCUSSÕES: A intervenção ocorreu por meio de um convite feito pela enfermeira da (UBS). Os cuidados se iniciaram no dia 28 de abril de 2020, tendo o acompanhamento quinzenal. Todo processo foi realizado sobre supervisão da enfermeira da unidade. A lesão de região tibial em MID de etiologia venosa, teve como conduta, desbridamento instrumental conservador, e uso de papaína a 10% em todo leito da lesão. Todas as medidas de proteção foram tomadas pela equipe durante os atendimentos, devido ao risco de contaminação pelo novo coronavirus, presente em pandemia. Foram seguidos os protocolos de utilização de EPIs, lavagem das mãos e distanciamento social entre os familiares. Além do manuseio da ferida, foi realizado orientação ao paciente e aos seus familiares sobre os cuidados, com alimentação, descanso e troca de curativos. Isso fez com que o estudante desenvolvesse suas habilidades dentro da assistência. Os cuidados prestados, mudaram as características da lesão, de modo a diminuir os sinais flogisticos e aspectos visuais da ferida. CONCLUSÃO: É de grande importância a atuação de estudantes de enfermagem no cuidado ao paciente, principalmente quando se trata em cuidados a feridas. Essas ações ajudam na formação do profissional e destreza em realização de procedimentos. O profissional enfermeiro enfrenta diversos desafios e precisa estar preparado antes mesmo de atuar.
Palavras-chave: Úlcera Venosa, Assistência de Enfermagem, Cicatrização de Feridas
Oral
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A PUÉRPERA NO ALOJAMENTO CONJUNTO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
HELENA RAQUEL SEVERINO ; JHANE LOPES DE CARVALHO; MARIA SABRINA DA SILVA ALENCAR; KELLY DE OLIVEIRA PEQUENO; IDÁRIA SAMIRA DA SILVA COSTA; PATRÍCIA SILVA COSTA
INTRODUÇÃO: O alojamento conjunto (AC) é um sistema hospitalar em que o recém-nascido permanece com a mãe logo após o nascimento, 24 horas por dia, até a alta hospitalar. Nesse momento, a puérpera apresenta momentos de dependência dos cuidados de enfermagem oferecidos a ela e ao bebê, tais momentos são decisivos para que o enfermeiro possa direcionar um cuidado que venha a atender as necessidades de ambos. OBJETIVO: Descrever os cuidados de enfermagem a puérpera no alojamento conjunto. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, vivenciado por discentes do 6º semestre de enfermagem da Faculdade de Medicina de Juazeiro do Norte, durante o estágio da disciplina Ensino Clínico em Saúde da Mulher no mês de setembro de 2019. A assistência de enfermagem a mulher no alojamento conjunto foi supervisionada pela professora orientadora do estágio que direcionava e acompanhava os cuidados realizados. RESULTADOS: Os discentes prestaram os cuidados assistenciais essenciais para a mãe e para o bebê no alojamento conjunto, desde o banho do RN, higienização do coto umbilical, verificação da temperatura até as orientações sobre os cuidados na amamentação afim de evitar complicações mamárias. Observaram a evolução e características dos lóquios, supervisionaram e auxiliaram a mãe na troca de roupa do bebê, nas medidas de higiene, avaliação da cor da pele, sono, possíveis causas de choro esclarecendo dúvidas sobre todos os cuidados e repassando as informações necessárias para a saúde e o bem-estar não só do RN, como também da puérpera. CONCLUSÃO: Assim, evidenciamos a importância de uma assistência de enfermagem humanizada e de qualidade no alojamento conjunto, onde a mãe recebe orientações fundamentais que lhe ajudarão a ganhar mais segurança e ofertar o melhor cuidado ao seu filho em casa, prevenindo assim possíveis complicações. Ademais, o trabalho mostra que momentos como esse são fundamentais para o desenvolvimento de habilidades e inserção dos discentes em um cenário real.
Oral
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A UMA CRIANÇA HOSPITALIZADA PORTADORA DE CARDIOPATIA CONGÊNITA: UMA REVISÃO DE LITERATURA
LORENA FARIAS RODRIGUES CORREIA; MARIA VITORIA FERREIRA APOLINARIO; GABRIELA LUCENA CALIXTO; KYOHANA MATOS DE FREITAS CLEMENTINO; MARCIA EDUARDA NASCIMENTO DOS SANTOS; WONESKA RODRIGUES PINHEIRO
Cardiopatias Congênitas são anormalidades estruturais ou funcionais cardiocirculatórias. Essas malformações presentes no nascimento ocorrem, geralmente, durante as oito primeiras semanas gestacionais, ainda no período embrionário ou fetal, como resultado de múltiplas causas, desde fatores genéticos a ambientais. Uma em cada mil crianças nascidas no mundo possui defeito cardíaco e os cuidados de Enfermagem prestados devem ser estabelecidos e executados precocemente para manter a criança estável ou compensada hemodinamicamente. Assim, objetiva-se analisar, com base na literatura, evidências acerca da assistência de enfermagem às crianças hospitalizadas portadoras de cardiopatias congênitas. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada no mês de Julho de 2020. O levantamento de dados se deu através da Biblioteca virtual em Saúde, nas bases de dados BDENF E MEDLINE,utilizando os descritores Cuidados de enfermagem, Cardiopatias congênitas, enfermagem pediátrica e o operador boleano and. Identificou-se 100 publicações, seguindo o critério de inclusão: artigos empíricos disponíveis na íntegra e publicada nos últimos cinco anos em inglês, espanhol e português. Foram excluídos aqueles que se encontravam duplicados. Após leitura de título e resumo, e posterior leitura na íntegra para ver a adequação do objeto de estudo, restaram 8 publicações a serem analisadas à luz da literatura atual. Os resultados revelaram que uma assistência sistematizada da enfermagem é de fundamental importância na prevenção e diagnóstico precoce das complicações cardíacas, favorecendo a rápida recuperação da criança e, consequentemente, diminuindo o tempo de permanência no ambiente hospitalar. Os cuidados de enfermagem são voltados para a particularidade de cada criança, dentre esses: monitorização do paciente, manutenção de cateteres, oferta de oxigenoterapia, coleta de amostras para exames, manutenção de higienização, administração de medicamento,controle da dor e outros cuidados mais intensivos. Além da assistência à criança, destaca-se ainda a participação do profissional no acolhimento aos familiares, pois essa ação promove o vínculo e melhora o prognóstico do paciente. Conclui-se que os cuidados de enfermagem prestados às crianças portadoras de cardiopatias congênitas, no ambiente hospitalar, tem impacto positivo diante do quadro clínico das mesmas, tendo em vista que implicam diretamente na qualidade de vida dessas crianças e as mantém livres de eventuais complicações.
Palavras-chave: cuidados de enfermagem,cardiopatias congenitas,enfermagem pediatrica
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Abrir o trabalhoASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO MIELOMA MÚLTIPLO: UM ESTUDO DE CASO
HILDÂNIA ALVES PEREIRA DE MORAIS; ANA JOYCE DE MORAIS BENTO
O mieloma múltiplo é um tipo raro de câncer linfoproliferativo que acomete principalmente idosos entre 60-70 anos, causando um comprometimento da função da medula óssea, dano à ossos adjacentes, supressão da função imunológica, liberação da proteína monoclonal na corrente sanguínea, além de outros sintomas como anemia, dores na coluna, podendo chegar a fratura óssea. Representa 1% de todos os tipos de câncer, sendo, ainda, incurável, com o tratamento visando o conforto e alivio dos sintomas para o paciente durante o período de sobrevida. Possui característica de remissão e reincidência. O diagnóstico é dificultado por possuir sintomas similares à outras patologias ósseas. O presente estudo de caso visou relatar a assistência de enfermagem ofertada à um caso clássico de mieloma múltiplo, e relacionar seus aspectos com as informações disponíveis na literatura, explorando assim, o seu tratamento. O paciente acometido pela doença se encontrava na faixa etária típica da enfermidade, apresentou os sintomas típicos, principalmente a dor óssea (na lombar). Os cuidados fornecidos pela equipe de enfermagem visavam mitigar os efeitos e sintomas da doença, além de realizar a manutenção do cuidado com o enfermo, sendo assim, a assistência de enfermagem se prova essencial para garantir a sobrevida do paciente, além da qualidade da mesma. Estudos como este tornam possível que os profissionais adquiram conhecimento e experiência com a patologia antes mesmo de lidar com um caso semelhante em sua vida profissional, além de tornar mais nítida a necessidade de atenção para o diagnóstico da doença.
Oral
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM ÀS MULHERES EM AMAMENTAÇÃO COM TRAUMA MAMILAR
GEANNE MARIA COSTA TORRES; Thaysa Gomes de Carvalho Costa Torres; Inês Dolores Teles Figueiredo; José Auricélio Bernardo Cândido; Antonio Germane Alves Pinto
A amamentação é uma prática extremamente importante para o binômio mãe e filho devendo os profissionais de saúde oferecerem uma assistência no apoio e na orientação às mães no processo de lactação para minimizar os desconfortos decorrentes dos traumas mamilares. O presente estudo objetivou identificar produções científicas acerca da assistência de enfermagem às mulheres em amamentação com trauma mamilar. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, onde se realizou buscas nas bases de dados eletrônicas: Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS); Literatura Internacional em Ciências da Saúde (MEDLINE); Base de dados de Enfermagem (BDENF) e Coleciona SUS. Para a pesquisa usaram-se os descritores: aleitamento materno, trauma mamilar, ferimentos e cuidados de enfermagem. A busca limitou-se aos artigos em português, respeitando o recorte temporal de 2014 a 2018. A pesquisa encontrou 133 artigos, dentre os quais foram selecionados 10 que contemplavam a questão norteadora. Os achados apontaram a primariedade, mamas túrgidas e ingurgitadas, pega e posição incorreta dos recém-nascidos, falta de informações às futuras mães sobre a importância do aleitamento materno nas consultas de pré-natal como fatores contributivos para as mamadas insuficientes e geradores das fissuras mamárias. Conclui-se, então, que se faz necessário ampliar os conhecimentos e técnicas relacionadas à amamentação, envolvendo todos os profissionais da saúde e outros profissionais, pois a ação conjunta possibilita resultados promitentes no cuidado à saúde do binômio mãe-filho. Estes esforços são fundamentais no processo de amamentar e nos fatores que dificultam tal prática, tendo em vista ser ainda um problema de Saúde Pública e um desafio a ser vencido pelos profissionais que militam na saúde.
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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM DOMICILIAR A PUÉRPERAS NA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA
VIVIAN RAFAELA ALMEIDA SANTOS; Natalya Wegila Felix da Costa; Tamires de Alcantara Medeiros; Danilo Ferreira de Sousa
O puerpério se inicia após a expulsão da placenta e estende-se até seis semanas após o parto. Nesse período a mulher passa por intensas transformações orgânicas e psicológicas, nas quais necessitam de cuidados específicos que requer atenção especial da equipe de saúde. Após a alta hospitalar, a Estratégia Saúde da Família (ESF) atua na assistência domiciliar, dando continuidade aos cuidados a puérpera e ao recém-nascido por meio da visita domiciliar, que consiste em uma das atribuições da equipe de enfermagem que se encontra na primeira linha de cuidados influenciando na prevenção e promoção da saúde. O objetivo do presente estudo é identificar os cuidados de enfermagem domiciliares pertinentes as puérperas. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada em julho de 2020, na qual a estratégia de busca foi realizada na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), delineada nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe (LILACS) e Base de Dados de Enfermagem (BDENF), através dos descritores “Visita Domiciliar”, “Puerpério” e “Enfermagem”. Os critérios de inclusão utilizados foram os que apresentaram especificidade com o tema e foram excluídos os que não foram encontrados na íntegra e os repetidos. Inicialmente obteve-se 10 artigos, após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão restaram 7 artigos, dos quais apenas 5 foram relevantes para o desenvolvimento do estudo. Devido a complexidade desse período, as mulheres precisam ser atendidas em sua totalidade, considerando o contexto sociocultural e familiar. Diante disso, a visita domiciliar da enfermagem deve englobar cuidados à saúde das puérperas e dos recém-nascidos, incluindo, as condições do parto, estado de saúde e retorno do organismo materno às condições pré-gravídicas , a interação mãe-bebê, esclarecendo duvidas e abordando cuidado específicos ao bebê, conhecer as condições emocionais e sociais da mãe, identificar situações de risco e intercorrências para adotar condutas adequadas, apoiar o aleitamento materno e a continuidade do cuidado na puericultura, orientar o autocuidado e agendar consulta de puerpério até o 42º dia após o parto. Conclui-se, portanto, que a visita domiciliar da equipe de enfermagem é relevante e eficaz, tendo em vista que nela o profissional pode detectar precocemente na puérpera diversos problemas que podem surgir, como também orienta a mãe sobre assuntos fundamentais para o cuidado do RN.
Palavras-chave: Visita Domicilar; Puerpério; Enfermagem
Oral
Abrir o trabalhoAssistência de enfermagem em pacientes com COVID-19 em unidade de terapia intensiva
NATÁLIA NUNES ALVES; Robson da silva campos; Simone Mateus da Silva; Maria Neyze Martins Fernandes
INTRODUÇÃO: A COVID-19 é uma doença causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, que apresenta um quadro clínico que varia de infecções assintomáticas a quadros respiratórios graves, onde 5% dos indivíduos infectados podem necessitar de internação em unidades de terapia intensivas (UTIs), ambiente dotado de aparelhos sofisticados e profissionais alto nível de conhecimento. OBJETIVO: Descrever a Assistência de enfermagem em pacientes com COVID-19 em unidade de terapia intensiva. MÉTODO: Trata-se de uma revisão de literatura, realizada no período de junho de 2020, com a utilização da base de dados LILACS, através dos descritores contidos no DeCS: Covid19, Unidade de terapia intensiva e Cuidados de Enfermagem. Os critérios de inclusão foram: publicações em língua portuguesa e inglesa, limitando-se a artigos completos e disponíveis dos últimos 5 anos. A busca resultou em 20 artigos, foram analisados na integra, resultando em 05 que contemplavam o tema. RESULTADOS: O enfermeiro na UTI deve adotar medidas de controle que possibilite o início de protocolos na assistência aos pacientes portadores do Covid-19 como, o isolamento de leitos, tratamento individual adequado, observação de manifestações clínicas, reconhecer choque séptico e intervenção contra lesão opressão relacionada à dispositivo médico. Procedimentos seguros e rápidos na admissão ao leito da unidade de terapia intensiva. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Visto isso podemos enfatizar a importância da assistência de Enfermagem na unidade de terapia intensiva, apresentando um ambiente hospedo em que a atuação do enfermeiro pode aumenta as chances de um prognostico favorável aos pacientes, evitando sequelas relacionadas a estadia na UTI.
Palavras-chave: covid-19, Unidade de terapia intensiva, cuidados de enfermagem
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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM FRENTE A CRIANÇA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
ANA BEATRIZ LINARD DE CARVALHO; Williane Rodrigues Lima; Paula Letícia Wendy de Souza Nunes; Layssa Deyse Sousa Bastos de Oliveira; Isabelly Rayane Alvez dos Santos; Ana Érica de Oliveira Brito Siqueira
O Transtorno do Espectro Autista (TEA), trata-se de uma patologia que afeta o neurodesenvolvimento principalmente nos primeiros anos de vida e a equipe de Enfermagem tem cada vez mais atuado continuamente nesse processo assistencial. O presente estudo teve como objetivo principal identificar através da literatura as condutas realizadas pela equipe de enfermagem na triagem e cuidado à criança diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista. Trata-se de uma revisão integrativa, e o levantamento dos dados ocorreu no período de março de 2020, tendo como base de dados: LILACS e BDENF. Foram utilizados como descritores: “Assistência de enfermagem” and “Transtorno autístico” and “Profissionais de enfermagem pediátrica”. As publicações de interesse resultaram em um total de 18 artigos após seguirem os critérios de inclusão: texto completo em formato, artigos no idioma português e que abordassem a temática. E como critérios de exclusão: teses e/ou monografias e textos incompletos, constituíram-se um total de 7 artigos. Os estudos evidenciaram que os profissionais da equipe de Enfermagem atentam-se as singularidades do paciente e para desenvolvimento potencialidades. Sendo identificado em alguns estudos a aplicação da associação entre a teoria de Dorothea Orem com uso da estratégia utilizando histórias sociais, buscando entender melhor as peculiaridades da comunicação interpessoal, apresentando efetividade no autocuidado pela criança. Ademais, também é capaz de prestar o cuidado à domicílio acerca das necessidades terapêuticas e contribuir para o auxílio da dinâmica familiar tendo em vista que através dessa visita o profissional terá o conhecimento necessário sobre o contexto familiar que a criança está inserida. O enfermeiro ainda contribui de forma relevante em um contexto multiprofissional para o diagnóstico e acompanhamento das crianças com Transtorno do Espectro Autista por meio da observação sistemática do comportamento da criança através das consultas voltadas para o crescimento e desenvolvimento, realizando um papel de mediador entre o usuário, equipe, família e comunidade. Dessa forma conclui-se que a atuação do enfermeiro em consonância com uma equipe multiprofissional, é de extrema relevância, fazendo-se ainda necessário a associação da sistematização da assistência de enfermagem com ferramentas de avaliação comportamental, a fim de destinar uma atenção precoce, qualificada, efetiva e também como contribuição para a inovação do cuidado na enfermagem.
Palavras-chave: Assistência de enfermagem,Transtorno autístico,Profissionais de enfermagem pediátrica
Oral
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM FRENTE À PRÉ-ECLAMPSIA E SÍNDROME HELLP NO TRABALHO DE PARTO E PARTO
JOHN HERBERT DA SILVA BRITO; Samuel Carlos Tomaz; Vanessa Silva Gaspar; Emanuelly Vieira Pereira
Identificar, conforme literatura científica, como ocorre à assistência de enfermagem durante o trabalho de parto e parto de mulheres com diagnóstico de pré-eclâmpsia e síndrome HELLP. Revisão narrativa da literatura realizada de junho a julho de 2020. A busca ocorreu pelo portal de periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior nas bases de dados Cumulative Index to Nursing and Allied Health Literature, Base de Dados de Enfermagem, Índice Bibliográfico Español en Ciencias de la Salud e na biblioteca virtual Scientific Electronic Library Online e Biblioteca Virtual em Saúde, utilizou-se Descritores em Ciências da Saúde: Nursing Care, HELLP Syndrome, Pregnant Women, Parturition, Pre-Eclampsia e Labor, Obstetric com o operador booleano AND. Identificou-se 919 documentos. Aplicaram-se os filtros: tipo de documento (artigo), idiomas (português, inglês, espanhol). Incluíram-se artigos disponíveis na íntegra que abordassem a assistência de enfermagem no trabalho de parto e parto de mulheres com pré-eclâmpsia e síndrome HELLP. Excluíram-se duplicados, repetidos e revisões. Obteve-se 16 artigos como amostra. Os dados foram analisados de forma interpretativa-descritiva. Os estudos evidenciaram que a assistência de enfermagem foi limitada a identificação de fatores de risco, aferição de sinais vitais, administração de medicamentos prescritos e ou supervisão da equipe de enfermagem. Houve carência de ações assistenciais direcionadas as alterações emocionais decorrentes das condições clínicas. Verificou-se déficit de atuação do enfermeiro na educação em saúde durante o pré-natal para reduzir o risco de complicações no trabalho de parto e parto, bem como no pós-parto sobre a probabilidade da reincidência das síndromes hipertensivas em gestações futuras. A assistência de enfermagem é influenciada por lacunas no conhecimento sobre pré-eclâmpsia e síndrome HELLP e dificuldades de implementação efetiva de plano de cuidados que utilizem NANDA, NIC e NOC. A assistência de enfermagem a mulheres em trabalho de parto e parto com pré-eclâmpsia e síndrome HELLP requer do enfermeiro ampliar conhecimentos sobre as temáticas, bem como desenvolver e implementar planos de cuidados de enfermagem pautados em ferramentas para Sistematização da Assistência de Enfermagem com vistas integralidade do cuidar.
Palavras-chave: Cuidados de Enfermagem, Síndrome HELLP, pré-eclâmpsia
Oral
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA ATENÇÃO BÁSICA À GESTANTE COM DOENÇA HIPERTENSIVA ESPECÍFICA DA GRAVIDEZ – DHEG
DANIEL RIBEIRO DE QUEIROZ; KARLA PRYSCILLA AMAROTO ARAÚJO; FRANCISCA KERLLY NOGUEIRA DUARTE
A Doença Hipertensiva Específica da Gravidez (DHEG) expõe-se como uma patologia resultante na elevação dos níveis pressóricos da gestante, anteriormente normotensa, iniciando-se a partir da vigésima semana de gestação, e se estendendo até a oitava semana de puerpério. Sendo a complicação mais comum durante a gestação, constituindo assim a principal causa de morte materna no ciclo gravídico e puerperal. O presente trabalho tem como objetivo destacar a assistência de enfermagem à gestante com DHEG durante o ciclo gravídico e no puerpério, através de uma revisão integrativa da literatura, com publicações provenientes de buscas no Google Acadêmico, empregando os descritores: Cuidados de Enfermagem; Gestação; Hipertensão; Considerando como critérios de inclusão: Artigos completos referentes ao tema, no idioma português, publicados entre 2016 a 2019. Tendo como critério de exclusão: artigos repetidos, incompletos e que não correspondem a temática abordada, assim sendo a amostra final composta por 5 artigos. Após análise criteriosa da amostra, nota-se que as atividades educativas e orientações propostas nas consultas de enfermagem no pré-natal, acerca da manutenção dos níveis pressóricos, através da prática de atividade física, dieta hipossódica equilibrada e uso dos medicamentos prescritos, têm um papel suma importância no sucesso do tratamento. Diante do exposto é possível concluir que as ações de promoção à saúde no âmbito da atenção básica, são um excelente instrumento para redução da mortalidade materna e complicações neonatais, no que diz respeito a gestante com DHEG, cujo enfermeiro tem papel de educador. Além do exposto, durante a realização deste trabalho, a escassez de literatura atualizada foi um grande desafio. Sugiro o fomento de novos estudos acerca da temática, tendo em vista que a DHEG é uma doença gestacional copiosamente comum.
Palavras-chave: Cuidados de Enfermagem,Gestação,Hipertensão
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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA PERSPECTIVA DA SEGURANÇA DO PACIENTE NO ÂMBITO HOSPITALAR
CAMILA BENEDITA BEZERRA; JOANDERSON NUNES CARDOSO; RICARDO DA SILVA; JEFFESON DIEGO ALENCAR SILVA; CÍNTIA DE LIMA GARCIA
A segurança do paciente reduz o mínimo aceitável do risco de dano desnecessário associado ao cuidado à saúde. Em países desenvolvidos 01 a cada 10 pacientes é prejudicado por erros da equipe. Identificar na literatura vigente a importância da assistência de enfermagem para a segurança do paciente nas unidades hospitalares. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura. Utilizaram-se as bases de dados Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Base de dados de enfermagem (BDENF). No período de junho a julho de 2019. Os descritores foram: “Segurança do paciente”, “Cuidados de enfermagem”, “Hospitais”. Fazendo a junção dos mesmos com o operador booleano (AND). Critérios de inclusão: Artigos primários publicados na íntegra, idioma português, entre 2009 a 2019. Localizando onze artigos. Verificou-se nos artigos analisados que os enfermeiros desenvolvem estratégias para melhorar a comunicação do paciente e seus familiares melhorando a assistência. A educação permanente é importante para a capacitação dos profissionais, empoeirando-os e estimulando a identificação dos riscos que os pacientes estão expostos. A superlotação dentro de algumas unidades hospitalares contribuem para o acontecimento de erros, o que implica dizer que os gestores precisam articular-se para o favorecimento da segurança do paciente. Quando se trabalham as fragilidades dos serviços de saúde, o processo do cuidado de enfermagem é fortalecido, pois, as barreiras físicas como a falta de equipamentos e estruturas tornam-se fatores favoráveis a erros. Em alguns casos os próprios profissionais terminam contribuindo com os erros, exemplo disso são os intervalos não condizentes do aprazamento das medicações com as prescrições. Salienta-se que para alcançar uma assistência de enfermagem com qualidade e segurança próximo ao ideal; ofertando impactos positivos tanto para os pacientes como para os profissionais, é preciso identificar os problemas para posteriormente tratar de resolve-los a tempo, para que não ocasionem danos maiores. Evidenciou-se que as dificuldades dos processos de trabalho envolvem aspectos pertinentes, como: a prática profissional, a cultura organizacional, estrutura e participação do usuário. Portanto, faz-se necessário a capacitação da equipe, a instauração de protocolos e a notificação dos eventos adversos, com o intuito de melhorar a qualidade da assistência e diminuir a incidência de erros e prejuízos à saúde do paciente.
Palavras-chave: Segurança do paciente,Cuidados de enfermagem,Hospitais
Oral
Assistência de enfermagem no enfrentamento da violência obstétrica as gestantes adolescentes: uma revisão integrativa.
GEANDERSON FERREIRA SILVA; Cássia de Souza Lima; Patrícia Silva Mota; Shady Maria Furtado Moreira; Regina Petrola Bastos Rocha
Enfermagem Obstétrica e na Saúde da Mulher. Assistência de enfermagem no enfrentamento da violência obstétrica as gestantes adolescentes: uma revisão integrativa. Geanderson Ferreira Silva Cássia de Souza Lima Patrícia Silva Mota Shady Maria Furtado Moreira Regina Petrola Bastos Rocha Objetivo: O presente estudo objetivou descrever por meio de evidências científicas a importância da assistência de enfermagem no enfrentamento a violência obstétrica das gestantes adolescentes. Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura realizada a partir do levantamento de produção científica na área da saúde nas bases de dados SCIELO(Scientific electronic Library online), MEDLINE(Medical literature analyses and retrieval system online) e BVS (biblioteca virtual em saúde). A busca foi feita do dia dezesseis de maio a dezesseis de junho do ano de 2020 e para a realização do estudo, foram selecionados um total de seis artigos, escolhidos por meio de busca nas bases de dados com os seguintes critérios de inclusão: Artigos publicados entre os anos de 2016 até 2019, escritos no idioma português, e disponíveis gratuitamente. Critérios de exclusão: Artigos repetidos, pagos e que não respondem ao objetivo da pesquisa. Os descritores utilizados foram: Saúde da mulher end Gravidez na adolescência end violência sexual. Resultados: Evidenciou-se que a assistência de enfermagem apresenta importante papel no combate a violência obstétrica, uma vez que a partir dela, diversos outros problemas podem ser evitados, entretanto, vale ressaltar a importância na capacitação dos profissionais para que sejam capazes de orientar com assertividade as parturientes, haja vista, a violência obstétrica pode ser evitada a partir do ensino prestado pela equipe de saúde no acompanhamento as gestantes adolescentes. Conclusão: Dessa forma a educação em saúde se torna a principal porta de entrada no combate e enfrentamento com as vítimas dessas agressões, visto que, a falta de conhecimento e ignorância das parturientes em geral acaba de fato contribuindo para as possíveis ações dos agressores ,portanto, é considerável que a equipe de saúde converse com as gestantes adolescentes, para sanar todas suas dúvidas , fazendo com que se sintam confortáveis e seguras para vivenciar esse momento tão especial. Descritores: Saúde da Mulher; Gravidez na adolescência; Violência sexual.
Palavras-chave: Saúde da Mulher,Gravidez na Adolescência,Violência sexual
Oral
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PLANEJAMENTO REPRODUTIVO: QUANDO A GRAVIDEZ NÃO ACONTECE
LUANNA GOMES DE ALMEIDA; Alice da Silva Caminha
Para algumas mulheres, ter um filho é parte fundamental do projeto de vida, sendo a gestação um período idealizado por muitas, vista como uma realização pessoal. Por outro lado, quando a gravidez não acontece, a infecundidade se torna um problema que afeta o bem-estar psíquico e emocional do casal, principalmente da mulher, pois apesar de ser considerada como um problema conjugal, historicamente sempre foi associada a fatores femininos. Diante desse cenário, o presente estudo objetivou descrever a assistência de enfermagem nesse contexto, através do processo de enfermagem (PE) e suas etapas interrelacionadas. Trata-se de um estudo de revisão da literatura, tendo como bases de dados a Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) e seus respectivos banco de dados. Para este fim, empregaram-se os descritores: planejamento reprodutivo, saúde da mulher, enfermagem e infertilidade, cruzados através do operador booleano AND, que direcionaram a localizar 395 publicações, que após a filtragem com base nos seguintes critérios de inclusão: artigos completos, em língua portuguesa, com relação ao tema, resultou em 17 artigos. Foram excluídos os artigos duplicados, tendo uma amostra constituída de 09 artigos. Devido à escassez das publicações, buscou-se outras literaturas e produções online, resultando em uma amostra final de 20 literaturas para construção do presente estudo. Pode-se verificar que o enfermeiro atua na construção de um plano de cuidados integral, desde a anamnese à evolução da situação vivenciada, proporcionando ao público alvo uma gama de cuidados que possibilita aos mesmos enfrentar o cenário sofrido e buscar soluções para o problema. Constatou que o enfermeiro possui papel de extrema relevância frente a queixa de infertilidade, pois age na perspectiva de aconselhar os casais, oferecer orientações e esclarecer dúvidas, como por exemplo, sobre o período fértil, sobre como reconhecer os sinais e sintomas de fertilidade, assim como identificar certos produtos ou técnicas que podem dificultar a concepção, como o uso de lubrificantes, estimulando então a eliminação de fatores desfavoráveis a concepção. Conclui-se que a identificação e a construção dos diagnósticos, resultados e intervenções de enfermagem permitiu estabelecer e determinar as ações para mulheres com problemas de infertilidade, além de poder contribuir para a padronização de uma linguagem especifica da área, facilitando a comunicação e o compartilhamento de informações entre os profissionais.
Palavras-chave: planejamento reprodutivo,saúde da mulher,enfermagem,infertilidade
Oral
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PRÉ-NATAL NA ESTRATEGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: REVISÃO DE LITERATURA
AMANDA GONÇALVES RODRIGUES ; CICERA LUANA DOS SANTOS; RAFAELA OLIVEIRA SANTANA; RAILANY DE OLIVEIRA SANTANA; ANA PAULA DE ALMEIDA COSTA
OBJETIVO: Analisar as contribuições do enfermeiro no atendimento às gestantes, bem como avaliar a relação na assistência ao pré-natal. MÉTODO: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura. Utilizou-se para pesquisa a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e SCIELO em julho de 2020. Os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), escolhidos para busca foram: “Assistência de Enfermagem”, “Pré-natal”, “Gestantes”, “Saúde coletiva”. As estratégias de busca resultaram em 70 artigos, publicados nos anos de janeiro de 2019 e junho de 2020, resultando na eliminação de 59 artigos. A amostra final corresponde a 11 publicações. RESULTADOS: O intuito do pré-natal é garantir uma gestação segura para a mulher e o nascimento de um recém-nascido saudável. As gestantes apresentam dúvidas sobre os desconfortos mais comuns nessa fase e as condutas necessárias diante destes e quando recebem as orientações necessárias no pré-natal, estas mostram-se mais seguras e desenvolvem todas as ações e cuidados preconizados na gravidez, reduzindo diversos agravos. Dessa forma as atribuições do enfermeiro são de grande importância na assistência ao pré-natal as gestantes, observando os benefícios apresentados nas consultas, como a transmissão de informações, orientações quanto ao parto, atenção e os cuidados necessários. Os enfermeiros possuem um grande embasamento ao realizar as consultas, tornando de qualidade a sua assistência e transmitindo de forma humanizada boas orientações sobre a importância da realização do pré-natal. CONCLUSÃO: Verificou-se que o enfermeiro dentro da Estratégia Saúde da Família, possui um papel de grande relevância para a assistência prestada as gestantes, visto que o profissional não necessita apenas de conhecimento técnico, mas também de uma escuta qualificada. Desta forma, cabe à mesma qualificação profissional constante, prevendo benefícios para todos, visto que é um momento delicado e que a mulher necessita de informações de qualidade.
Palavras-chave: ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM, PRÉ-NATAL,GESTANTES, SAÚDE COLETIVA
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ASSISTÊNCIA HOSPITALAR OBSTÉTRICA COM BASE NAS BOAS PRÁTICAS
NATACIA ELEM FELIX SILVA; Mayara Amanda de Oliveira; Maysa Arlany de Oliveira; Dayanne Rakelly de oliveira; Glauberto da Silva Quirino; Rachel de Sá Barreto Luna Callou Cruz
Objetivou-se discorrer sobre as boas práticas na assistência hospitalar ao parto e nascimento. Trata-se de uma revisão de literatura narrativa. A busca foi realizada via Biblioteca Virtual da Saúde (BVS) durante o mês de março a junho de 2020, utilizando-se as bases de dados: Centro Latino-Americano e do Caribe de Informações em Ciências da Saúde (Bireme) e ScientificElectronic Library Online (SciELO). Os Descritores em Ciências da Saúde (Desc) utilizados para a busca foram: “Assistência Hospitalar”; “Enfermagem Obstétrica”; “Trabalho de Parto”; “Parto Obstétrico”. Foram incluídos no estudo artigos com texto completo disponível, que tratassem sobre as boas práticas de assistência ao parto em contexto hospitalar, publicados nos últimos cinco anos, nos idiomas espanhol, inglês ou português. Excluiu-se os que não respondiam à questão norteadora do estudo. Com relação às boas práticas, estudos apontam que as parturientes devem alimentar-se. Tal conduta confere satisfação, reduz o estresse e contribui para autocontrole da gestante durante o trabalho departo; adotar postura ativa promove conforto e redução da dor, diminuindo o tempo de fase ativa, possíveis traumas perineais, taxas de intervencionismo, e/ou desfecho cirúrgico. Entretanto, a verticalização (posição de cócoras, lateral, em pé ou de quatro) ainda carece de estímulo durante o ato de partejar; a oferta dos métodos não farmacológicos para alívio da dor úteis (massagens, banhos, uso da bola suíça, meditação, crioterapia e musicoterapia) e a presença do acompanhante são ações simples e que repercutem positivamente no processo de parturição; e o uso correto do partograma possibilita analisar a evolução do trabalho de parto, fornecendo informações sobre o bem-estar materno e fetal, como também sinais de alerta sobre alterações ou possíveis distorcias associadas. Por fim, ressalta-se que a assistência de Enfermeiros/as Obstetras diminui as intervenções desnecessárias e aumentam a satisfação das usuárias sem relação ao seu processo parturitivo. Observou-se que a presença atuante e autônoma do Enfermeiro/a Obstetra é imprescindível para que haja expansão e aplicabilidade das boas práticas nos serviços hospitalares de assistência ao parto e nascimento, pois contribuem com a humanização das práticas assistenciais e, consequentemente, para o conforto e autonomia das parturientes e menores índices de violência obstétrica.
Palavras-chave: Assistência Hospitalar,Enfermagem Obstétrica,Trabalho de Parto,Parto Obstétrico
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ASSISTÊNCIA PERINATAL NO CONTEXTO DA PANDEMIA DE COVID-19
MAYSA ARLANY DE OLIVEIRA; Mayara Amanda de Oliveira; Natácia Élem Felix Silva; Dayanne Rakelly de Oliveira; Glauberto da Silva Quirino; Rachel de Sá Barreto Luna Callou Cruz
Descrever as recomendações relacionadas à assistência perinatal durante a pandemia por COVID-19. Foi realizado um estudo de revisão narrativa, cuja coleta dos dados ocorreu nos meses de maio e junho de 2020, na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) por meio do portal de periódicos da Capes, utilizando os descritores em ciências da saúde controlados (DeCS) de acordo com os cruzamentos: “coronavírus” AND “parto” e “coronavírus” AND “gravidez” OR “recém-nascido”. Foram selecionados artigos originais, cujo material estivesse disponível na íntegra para leitura, nos idiomas português, inglês e espanhol. Em abril deste ano, o Ministério da Saúde (MS) incluiu as gestantes em qualquer idade gestacional, puérperas, mulheres com perdas fetais ou que sofreram abortamento, até duas semanas, como pertencentes ao grupo de risco. Pesquisas mostram que a maioria das mulheres grávidas positivas para COVID-19 demonstraram sintomas leves da doença, o que também foi perceptível em pacientes não gestantes. Os estudos relacionados à infecção por coronavírus ainda são limitados, desta forma, faz-se necessário uma maior vigilância materno-fetal, sendo recomendada a permanência das consultas pré-natais presenciais, assim como a realização de exames laboratoriais e de imagem. Em caso de quadro dispneico ou febril, orienta-se o internamento para o melhor monitoramento, mas só a infecção viral não é indicação de interrupção da gestação por via cesariana. Durante o trabalho de parto a permanência do acompanhante é recomendada, desde que se adeque a rigoroso protocolo de biossegurança, assim como a oferta dos métodos não farmacológicos para alívio da dor, devendo ser utilizados de forma individual. O parto vaginal permanece como a via mais segura. Segue aconselhável o clampeamento oportuno do cordão e aleitamento materno exclusivo, visto que, não há evidências robustas que comprovem a transmissão vertical do vírus. Com o objetivo de impedir a transmissão, recomenda-se que o leito da mãe permaneça com distância mínima de dois metros do berço do neonato, devendo o contato acontecer somente no momento da lactação, onde a puérpera deve fazer uso da máscara e higienizar bem as mãos, assim como se faz necessário considerar a alta precoce. Na conjuntura da pandemia de coronavírus, a atenção perinatal deve garantir a saúde e o bem estar materno/fetal. Portanto, ressalta-se a necessidade de novos e maiores estudos acerca da temática afim de que haja completude e segurança na assistência prestada.
Palavras-chave: Coronavírus,Parto,Gravidez,Recém-nascido
Oral
ASSOCIAÇÃO DO PERFIL DE GESTANTES DE BAIXO RISCO COM A QUALIDADE DE VIDA: DIMENSÕES POSITIVAS
JOSÉ EDUARDO PEREIRA ALCÂNTARA; PAULA RENATA AMORIM LESSA SOARES; ANA KARINA BEZERRA PINHEIRO; CINTHIA GONDIM PEREIRA CALOU
Objetivo: Associar dados sociodemográficos e obstétricos com as áreas que afetaram positivamente a qualidade de vida das gestantes acompanhadas em pré-natal de baixo risco. Método: Estudo correlacional, quantitativo e de corte transversal, realizado em três unidades públicas que oferecem serviço de assistência ao pré-natal, e uma privada, na cidade de Fortaleza – Ceará. A amostra foi composta por 261 gestantes que realizavam pré-natal de baixo risco e que foram entrevistadas no período de setembro a novembro de 2014. Os instrumentos de coleta foram um questionário contendo variáveis sócio demográficas, obstétricas e um instrumento relacionado a qualidade de vida: the Mother Generated Index (MGI). Para testar a associação entre as variáveis foi utilizado o teste do qui-quadrado, considerando-se o nível de significância de 5%. Resultados: As dimensões positivas que interferiram positivamente a qualidade de vida das gestantes foram: relacionamento com o parceiro, com a família, felicidade por ser mãe, alimentação, ansiedade pelo nascimento do bebê, auto estima, imagem corporal e sono. O relacionamento com o parceiro foi a área que apresentou mais associação positiva com as seguintes variáveis: ocupação (p=0,0001), com as pessoas com quem morava (p=0,001), paridade (p=0,0003), gravidez desejada (p=0,004) e apoio do parceiro (p=0,002). O relacionamento com a família, obteve associação com o número de filhos (p=0,006) e ocupação (p=0,0001). A Felicidade por ser mãe esteve associada com o tipo de moradia (p=0,0001), e a alimentação mostrou associação significativa com a pessoa com quem a gestante morava (p=0,011). A ansiedade pelo nascimento do bebê mostrou relação positiva com a idade (p=0,010), a ocupação (p=0,043) e a paridade (p=0,003). A autoestima associou-se com o IMC (p=0,016); enquanto a imagem corporal, com a renda familiar (p=0,008), com quem a gestante morava (p=0,001), a paridade (p=0,029) e o uso de cigarro (p=0,050). Por fim, sono esteve siginificativamete associado com a idade gestacional (p=0,007). Conclusão: Observou-se que o relacionamento com o parceiro constituiu grande influenciador de positividade na qualidade de vida das gestantes do estudo. Porém, outras áreas também foram afetadas apontando que a subjetividade dessas mulheres deve ser valorizada durante a assistência gravídico-puerperal.
Palavras-chave: QUALIDADE DE VIDA,CUIDADO PRÉ-NATAL,ENFERMAGEM
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ATIVIDADE SOBRE PREVENÇÃO DO USO DE DROGAS COM ADOLESCENTES NO AMBIENTE ESCOLAR: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
LUCAS MATEUS FIGUEIREDO NASCIMENTO; Amanda da Costa Sousa; Gislaine da Silva Rocha; Taiane Rodrigues da Costa; Álissan Karine Lima Martins
A Organização Mundial da Saúde define a adolescência como a faixa etária entre 10 a 20 anos incompletos, sendo caracterizada como uma fase de transição e descobrimento que envolve aspectos biopsicossociais. Objetivou-se relatar a experiência de atividade sobre prevenção do uso de drogas com adolescentes no ambiente escolar. Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência de uma das atividades desenvolvidas por acadêmicos de enfermagem da Universidade Regional do Cariri, integrantes do projeto de extensão “Prevenção do uso de drogas no ambiente escolar: uma abordagem com educadores e educandos de escolas públicas” ocorrida em setembro de 2019 junto a 33 estudantes matriculados no primeiro ano e professora responsável pela turma, da Escola EEMTI Governador Adauto Bezerra, localizada no município de Crato, Ceará. A roda de conversa foi fundamentada na dialógica freireana que valoriza o diálogo e a consciência crítica da realidade. A atividade foi realizada com 5 membros do projeto em sala de aula apenas com a turma, com linguagem acessível a fim de estimular a participação e diálogo com o público. Inicialmente a turma foi organizada em círculo para que todos pudessem ter uma visão horizontal promovendo maior diálogo e interação entre todos os participantes. Em seguida, iniciou-se um debate promovido por meio de perguntas que usavam a contribuição do grupo para o entendimento dos conceitos de drogas, bem como de seus efeitos no organismo. Os alunos foram questionados a respeito do conhecimento destes sobre "O que são drogas?", "Qual a diferenciação de drogas lícitas e ilícitas?”, “Qual diferença entre uso, abuso e dependência?” dentre outras perguntas. Isto possibilitou a participação e contribuição dos jovens com o debate. Com objetivo de despertar o senso crítico dos alunos, paralelamente a cada pergunta debatida um dos bolsistas apresentava um conceito segundo define a literatura e comparava com as opiniões expostas. Isto gerava discussão entre todos os envolvidos, possibilitando diversos pontos de vista enriquecendo a discussão. Por fim, os mesmos foram questionados quanto a realização da atividade e estes demonstraram a satisfação de ter participado. Neste contexto, iniciativas de promoção e prevenção da saúde proporcionam novas perspectivas quanto ao uso de drogas, oportunizando reflexão e maior autonomia e adoção de comportamentos saudáveis por esse público, demonstrando assim a importância da realização de novas atividades.
Palavras-chave: Adolescentes,Educação em saúde,Promoção da saúde
Oral
ATIVIDADES DO EIXO DA EDUCAÇÃO PERMANENTE DO PET- SAÚDE DURANTE O CONTEXTO DA PANDEMIA
ISLANE BEM PEREIRA; Bruna Pereira de Andrade; Epaminondas Trigueiro Santos; Shayanne Késia dos Santos Clemente; Hércules Tobias de Alencar Soares; Duciele Araújo Pinheiro Bione
O Programa de Educação pelo Trabalho- PET/Saúde- Interprofissionalidade, é uma iniciação para o cenário de práticas, composto por cinco grupos voltados para atenção básica e a gestão em saúde. Como o grupo do Fortalecimento das Ações Municipais e Estaduais de Educação Permanente em Saúde vivencia a realidade do campo de trabalho da Secretaria Municipal de Saúde e da Atenção Descentralizada em Saúde de Crato, o isolamento social é um desafio para o seguimento das atividades. Porém, o uso das tecnologias, estão ajudando na continuidade dos encontros e do processo formativo. Objetiva-se relatar a experiência quanto a continuidade das atividades de um programa de iniciação ao trabalho nesse período de pandemia. Este estudo consiste de um relato de experiência, de caráter descritivo e abordagem qualitativa, dos membros do grupo tutorial da Educação Permanente em Saúde do Programa de Educação pelo Trabalho- PET/Saúde da Universidade Regional do Cariri, durante os meses de março e da primeira quinzena de julho, que representa o período que estamos vivenciando o isolamento físico. Por conseguinte, é importante destacar que como resultado da continuidade das atividades exercidas durante o processo de pandemia é possível afirmar que o grupo 5 utilizou-se de algumas tecnologias, o Google Meet, o Zoom e o Docs do Google para dar andamento as atividades grupais. Essas plataformas possibilitaram que houvesse encontros virtualmente e também o preenchimento da frequência mensal. Esses aplicativos, têm contribuído de maneira positiva para que as reuniões semanais ocorressem e consequentemente a possibilidade de palestras, reuniões e produção de material de forma virtual, para dar progresso ao grupo como um todo. Desse modo, tanto para arrefecer o contato direto entre os indivíduos que constituem o grupo mantendo o isolamento, quanto para haver procedimento nas atividades a serem exercidas em grupo, essas medidas de reuniões via online foi bastante produtiva e abarcou algumas necessidades que surgiram com o processo pandêmico. Todavia, mesmo havendo algumas dificuldades na utilização desses aplicativos, a interrupção da internet no momento da reunião e a pactuação de horários entre os membros, estamos conseguindo da melhor maneira quebrar esses obstáculos, dando continuidade ao programa de iniciação ao trabalho.
Palavras-chave: Tecnologia,COVID-19,Formação à distância
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ATIVIDADES EXTENSIONISTAS EM UMA COMUNIDADE REMANESCENTE DE QUILOMBO (CRQ): RELATO DE EXPERIÊNCIA
MICAELLE DE SOUSA SILVA; Cícero Aldemir da Silva Batista; Laís Barreto de Brito Gonçalves; Izabel Cristina Santiago Lemos Beltrão
INTRODUÇÃO: As Comunidades Remanescentes de Quilombo (CRQ) são comunidades tradicionais, que possuem baixo índice de desenvolvimento socioeconômico e apresentam relevantes necessidades no que diz respeito às condições de saúde e prevenção de doenças. Desta forma, promover atividades sociais com foco na sustentabilidade e na promoção da saúde pode auxiliar no enfrentamento das desigualdades sociais e nas iniquidades em saúde. OBJETIVO: Relatar a experiência vivenciada durante a realização das atividades de extensão em uma CRQ. METODOLOGIA: Estudo descritivo, do tipo relato de experiência, realizado no ano de 2019, na comunidade Sítio Arruda, localizado no município de Araripe-CE. As ações foram desenvolvidas em parceria com discentes do curso de enfermagem que atuam no Projeto de Extensão: Promoção da Saúde e Sustentabilidade em Comunidades Quilombolas (PROSSQuilombolas) da Universidade Regional do Cariri (URCA) e profissionais do Programa Multiprofissional de Residência em Saúde Coletiva da Universidade Regional do Cariri (URCA). RESULTADOS: As ações foram planejadas a partir das necessidades relatadas pela comunidade, tendo por finalidade orientar a população sobre os fatores de risco e prevenção de doenças e agravos. Foram articuladas com ênfase no contexto da promoção da saúde e produção do conhecimento, abordando temáticas sobre: doenças crônicas não transmissíveis (DCNT); uso de plantas medicinais para tratamento de doenças; manejo de dores crônicas; conscientização e prevenção de suicídio; fortalecimento das condutas de combate ao câncer de mama e colo do útero e orientações sobre prevenção de IST’s (Infecções Sexualmente Transmissíveis). Com o intuito de facilitar a apreensão das orientações e conduzir as intervenções, foram utilizadas cartilhas educativas, folders informativos, materiais com imagens ilustrativas, vídeos e cartazes para mediação do aprendizado. CONCLUSÃO: Além de promover ações de educação em saúde e integrar o conhecimento científico ao saber popular, é possível vivenciar experiências acerca do cuidado em saúde, considerando aspectos culturais, étnicos e raciais. Assim, o contato gerado a partir das relações entre ensino-serviço-comunidade, permite compreender, no âmbito das dificuldades de acesso as orientações e serviços de saúde, a realidade vivenciada por muitas CRQ.
Palavras-chave: Promoção da saúde,Relações comunidade-instituição,Grupos étnicos
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ATIVIDADES EXTENSIONISTAS: DESAFIOS FRENTE A PANDEMIA DA COVID-19
TACYLA GEYCE FREIRE MUNIZ JANUARIO; Sabrina Alaide Amorim Alves; Karine Nascimento da Silva; Edilma Gomes Rocha Cavalcante; Maria do Socorro Vieira Lopes
A pandemia da Covid-19 impôs diversas restrições na sociedade para evitar o contágio pelo novo coronavírus. Uma das mudanças é a interrupção temporária das atividades presenciais das Universidades do Brasil, incluindo as atividades extensionistas. Desde então, os universitários passaram a desenvolver tais práticas de modo remoto, por meio das plataformas digitais disponíveis, acarretando em diversos desafios. Objetiva-se relatar os desafios da realização de atividades extensionistas de maneira remota frente a pandemia da covid-19. Estudo descritivo, do tipo relato de experiência acerca dos desafios no planejamento e execução das atividades extensionistas da Liga Acadêmica das Doenças Negligenciadas (LIDONE), realizadas no primeiro semestre de 2020, de forma remota em plataformas digitais. As atividades extensionistas realizadas pelos membros da Liga têm como público alvo estudantes, profissionais da saúde e população em geral, essa, em sua maioria composta por seguidores da página da Liga nas redes sociais, especialmente do Instagram. Comumente a LIDONE desenvolve suas ações educativas em Praças, Universidades, Escolas, Penitenciárias e Unidades Básicas de Saúde, no entanto, em virtude do atual cenário, a execução de atividades presenciais junto à comunidade tornou-se impossível. Desta maneira, adotou-se ferramentas remotas para execução das atividades extensionistas, tornando-se um desafio aos membros da liga quanto a organização, desenvolvimento e execução dessas atividades. Os principais desafios vivenciados foram a falta de acesso à rede de internet e dispositivos eletrônicos, aparelho móvel e computador, por uma parcela da população em geral, impossibilitando a participação do público nas atividades virtuais que a liga promove (minicursos, palestras e mesas-redondas virtuais). No entanto, observa-se que o desenvolvimento das atividades extensionistas de maneira remota proporcionou aos membros da liga maior autonomia e responsabilidade, quanto ao seu papel de discente na execução das práticas de saúde junto a sociedade. Conclui-se que o desenvolvimento das atividades extensionistas de forma remota é capaz de imprimir um novo rumo à execução das atividades de educação em saúde, contribuindo significativamente para a mudança quanto a adoção de práticas promotoras de saúde. No entanto, evidencia um desafio no uso de ferramentas remotas, acarretando impactos negativos quanto ao acesso equânime a informação em saúde.
Palavras-chave: Extensão comunitária,Educação superior,Pandemia
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Abrir o trabalhoATRIBUIÇÕES DA ENFERMAGEM NO PROCESSO DE ENVELHECIMENTO NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA
NATALYA WEGILA FELIX DA COSTA; Tamires de Alcantara Medeiros; Vivian Rafaela Almeida Santos; Dayse Christina Rodrigues Pereira Luz
A Estratégia Saúde da Família (ESF), como modelo de atenção básica centrado no cuidado integral e humanizado tem sido de fundamental importância na promoção da saúde, em especial dos idosos, que devido ao processo de envelhecimento, requer cuidados especiais e contínuos. Nesse contexto, a equipe de enfermagem auxilia no controle de enfermidades e na promoção de saúde, nesse âmbito, exige desses profissionais uma atuação interdisciplinar e multidimensional, prezando pela manutenção da qualidade de vida, considerando as perdas próprias dessa fase e as possibilidades de prevenção, manutenção e reabilitação da saúde. O objetivo do presente estudo é identificar as atribuições de enfermagem na ESF no decorrer do processo de envelhecimento. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada em julho de 2020, na qual a estratégia de busca foi realizada na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), delineada nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe (LILACS) e Base de Dados de Enfermagem (BDENF), através dos descritores “Envelhecimento” “Enfermagem” e “Estratégia Saúde da Família”. Os critérios de inclusão utilizados foram os que apresentaram especificidade com o tema e foram excluídos os que não foram encontrados na íntegra e os repetidos. Inicialmente obteve-se 92 artigos, após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão restaram 17 artigos, dos quais apenas 8 foram relevantes para o desenvolvimento do estudo. A equipe de enfermagem da ESF tem como atribuição promover o envelhecimento ativo e saudável, ofertando cuidados de acordo com a necessidade identificada e mantendo um olhar biopsicossocial para uma melhor avaliação gerontológica. É importante contribuir para que o idoso mantenha sua autonomia e independência, redescobrindo novas possibilidades para conservar a qualidade de vida, identificar as fragilidades para intervir de maneira mais efetiva, atuar na prevenção de traumas que são frequentes em idosos, principalmente os provocados por quedas, identificar e controlar as doenças crônicas para prevenir complicações futuras, orientar no uso correto de medicações e estimular construção de hábitos saudáveis. Percebe-se então, a importância da assistência holística da equipe de enfermagem da ESF no decorrer do envelhecimento, que deve ser ofertada de maneira sensível e responsável, já que é um estágio de mudanças intensas, atendendo as necessidades de saúde e desenvolvendo ações que visem alcançar o processo de cuidar integral.
Palavras-chave: Envelhecimento; Enfermagem; Estratégia Saúde da Família
Oral
Abrir o trabalhoATUAÇÃO DA ENFERMAGEM E AVALIAÇÃO DA ANALGESIA E SEDAÇÃO EM PACIENTES CRÍTICOS
ALUIZIO RODRIGUES GUIMARÃES JUNIOR ; Kyohana Matos de Freitas Clementino; Carlos Eduardo Braga de Oliveira; Josberto Calixto Pereira; Samuel Felipe Marques; Rayane Moreira de Alencar
O controle da dor no cuidado ao paciente crítico é uma das prioridades no ambiente de terapia intensiva, visto que se trata de um setor no qual a condição clínica do paciente, que por vezes encontra-se impossibilitado de se comunicar, requer monitorização contínua e procedimentos invasivos. Dessa forma, a utilização de escalas para avaliação da intensidade da dor é uma prática recomendada, sendo essas, em sua maioria, utilizadas por enfermeiros, visando facilitar o processo de avaliação e agregando cientificidade aos cuidados prestados. Objetivou-se avaliar o uso de analgesia e sedação em pacientes internados em uma Unidade de Terapia Intensiva de um hospital de referência do interior do Ceará e as contribuições da enfermagem no processo de acompanhamento. Pesquisa descritiva com abordagem quantitativa, realizada no mês de julho de 2020 com dados secundários da base de dados Epimed Monitor ICU Database®, (sistema de gestão de unidade de terapia intensiva). Avaliou-se o uso de sedação, analgesia e presença de delirium em pacientes adultos internados na unidade em estudo entre janeiro de 2019 e junho de 2020. Os dados foram extraídos da base supracitada e organizados em gráficos. Respeitaram-se as recomendações da Resolução Nº 510/2016. Teve-se uma amostra de 508 pacientes, dentre os quais, 98% fizeram uso de analgésicos e 15% tiveram o uso de sedativos associados à analgesia. A experiência da dor em unidade de terapia intensiva é um evento recorrente, o que leva a equipe médica a indicar o uso fármacos que possam proporcionar segurança e conforto ao paciente, além disso, eles podem ser utilizados ainda devido a combatividade e resistência do paciente as terapias essenciais. A enfermagem atua de forma rigorosa no cuidado a pacientes críticos, realizando avaliação criteriosa da intensidade da dor, utilizando escalas que possibilitam registos seguros que podem guiar o processo de tomada de decisão da equipe multiprofissional na implementação de medidas que aliviem a dor. Constatou-se que o uso de analgesia e sedação é uma terapia prevalente no cuidado ao paciente crítico, contudo, está associado a maiores taxas de mortalidade e tempo de internação, o que reforça a necessidade da atuação da enfermagem, monitorizando e realizando um manejo apropriado da sedoanalgesia por meio de escalas específicas.
Palavras-chave: Enfermagem, Unidades de terapia intensiva, medição da dor
Oral
ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NA DEPRESSÃO PÓS-PARTO: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
JONAS LIMA VANDERLEI; Cícera Leiane Sampaio Rodrigues; Carla Tais Barbosa Pereira; Karla de Sousa Lira; Monalisa Beatriz de Oliveira Cardoso; Iany Tâmilla Pereira Batista
INTRODUÇÃO: A depressão pós-parto (DPP) é um transtorno de humor no qual pode manifestar sintomas durante o parto e se estender no pós-parto, este não sendo identificado e tratado precocemente traz complicações que pode evoluir para um grau de agressividade ou rejeição tanto do bebê quanto de seu parceiro. Mulheres que tiveram DPP aumenta o risco de desenvolver depressão em um outro momento da vida. OBJETIVO: Levantar na literatura conhecimentos sobre a participação da equipe de enfermagem na depressão pós-parto. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão integrativa com abordagem qualitativa. Utilizou-se para a pesquisa, a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) em julho de 2020, com os descritores em ciências da saúde (DeCS) “depressão pós-parto”, “Assistência de Enfermagem”, “Saúde Mental”. Os critério de inclusão foram: artigos na língua portuguesa, disponíveis na integra de forma gratuita, os critérios de exclusão foram: trabalhos em língua estrangeira, teses, e disponíveis de forma paga, selecionou-se 10 artigos os quais foram utilizados para a construção dos estudo. RESULTADOS: De acordo com a Organização Mundial de saúde (OMS), os programas de saúde devem reconhecer a importância dos problemas de saúde mental nas mulheres, principalmente em pós-parto, pois, pessoas deprimidas tendem a não procurar o serviço médico divido aos próprios sintomas causadores, dentre eles a falta de energia, culpabilidade até mesmo insegurança. Diante disso, o serviço de saúde deve ter conhecimentos para lhe dar com a DPP, realizando os tratamentos devidos. Convém lembrar que o enfermeiro junto a equipe multiprofissional tem um papel fundamental diante os cuidados desde o planejamento da gravidez, como no decorrer da gestação e no pós-parto, acompanhamento domiciliar e ofertar cuidados direcionados para estabelecer um vínculo saudável entre mãe e filho. os estudos evidenciam que cabe estes profissionais fazerem uma escuta qualificada do paciente em relação a suas queixas, e tem a função de observar a qualquer manifestação clínica sugestiva de depressão. CONCLUSÃO: Através dos estudos foi possível concluir que, a equipe de enfermagem assim como demais profissionais devem estar capacitados para prestar assistência a população diante desta patologia, através da educação continuada buscando a conscientização e melhora na assistência destas pacientes, trabalhando também a educação em saúde da população para que possa está preparada para identificar sintomas precoces e buscar ajuda.
Palavras-chave: depressão pós-parto,Assistência de Enfermagem,Saúde Mental
Oral
Abrir o trabalhoATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NO CUIDADO A CRIANÇA COM AUTISMO
ANA KAROLINE DE ALMEIDA LIMA ; Maria Gisleide Penha de Lima; Kely Vanessa Leite Gomes da Silva
O autismo pode ser classificado como o transtorno global de desenvolvimento, que pode afetar as habilidades de comunicação, socialização e movimentos, sendo necessário apoio de múltiplos profissionais capacitados. Assim o cuidado de enfermagem é de grande importância para intervir junto com os pais, a criança e a família nos cuidados essenciais para a vida diária. O presente estudo teve como objetivo descrever a atuação da enfermagem no cuidado a criança com autismo. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada a partir das bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Medical Literature Analysis and Retrievel System Online (MEDLINE) e Base de Dados de Enfermagem (BDENF), no período de julho de 2020. Foi realizado o cruzamento com o operador booleano and usando os descritores: enfermagem, autismo, criança, obtendo-se 88 artigos. Os critérios de inclusão utilizados foram: publicações disponíveis na íntegra, em idiomas português, inglês e espanhol, entre os anos de 2015 a 2020. Os de exclusão foram: estudos repetidos e que não tratassem da temática. Após avaliação dos critérios, compuseram sete artigos para análise. Observou-se que a assistência de enfermagem a criança autista é de suma importância, atuando diretamente com o público na detecção dos sintomas, apoiando a família, realizando educação em saúde para os pais e filhos acerca desse transtorno, avaliando o entendimento dos mesmos sobre a patologia e auxiliando-os no enfrentamento no cotidiano. O enfermeiro deve planejar estratégias que melhorem a assistência, e uma das observadas na literatura foi uma intervenção musical que possibilita um momento lúdico, trabalhando os aspectos sensoriais, motores e a interação. Esse profissional orienta a criança para o autocuidado com base em suas limitações e potencialidades, estimulando a autonomia no banho, higienização bucal e íntima, para que dessa forma possa ter capacidade em realizar as suas atividades de vida diária. Destacou-se ainda que a enfermagem deve proporcionar uma escuta qualificada, estimulando a criança e os pais a expressarem suas emoções, exercendo um papel de educador. Portanto, é imprescindível uma assistência de qualidade a crianças com autismo, na promoção do desenvolvimento saudável e suporte aos sujeitos e suas famílias, frente aos desafios no domicílio e na sociedade.
Palavras-chave: enfermagemcriança ,autismo,criança
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ATUAÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM FRENTE AO PARTO NORMAL HUMANIZADO: UMA REVISÃO DE LITERATURA
REJANE MACHADO DO NASCIMENTO; JEOVANIA LOPES DA SILVA; REGINA PETROLA BASTOS ROCHA
O presente estudo tem como objetivo identificar na literatura científica como a equipe de enfermagem atua na assistência ao parto normal humanizado, desde a orientação a futura mãe até o momento do nascimento, dando ênfase na atenção à parturiente. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada no mês de junho de 2020, fundamentada através da base de dados da Scientifc Electronic Library Online (SciELO) e sistema de informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), utilizando os descritores Parto Humanizado, Cuidados de Enfermagem, Acolhimento e Parto normal, combinados usando o operador booleano AND para a busca, em que foram encontrados 717 artigos. Após submeter aos critérios de inclusão, sendo artigos publicados no período de 2015 a 2020, estando em língua portuguesa e disponíveis na íntegra e em PDF resultou-se em 174 artigos, ao submeter aos critérios de exclusão que foram artigos pagos, que após uma leitura detalhada não responderam ao objetivo da pesquisa, além dos que estavam repetidos nas bases de dados, chegou ao número final de 20 artigos. Os estudos indicaram que a atuação da equipe de enfermagem no parto normal humanizado deve estar presente desde o pré-natal, informando a gestante sobre tudo o que pode acontecer nesse período de gestação, do parto e do puerpério. Além disso, a equipe tem o papel de prestar uma assistência holística à parturiente, fortalecendo vínculos e estrutura emocional para com as mulheres que passam pelo processo do parto natural. A equipe de enfermagem tem uma atuação de grande importância na assistência ao parto normal humanizado, desde a gestante à parturiente, acompanhando, orientando e oferecendo uma assistência integralizada, devendo agir como defensor da mulher, pois trata-se de um momento de fragilidades e incertezas em que ela necessita de alguém empático, que apoia as suas escolhas e respeita cada decisão, quando forem apropriadas.
Palavras-chave: Parto Humanizado,Cuidados de Enfermagem, Acolhimento,Parto Normal
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Atuação do Enfermeiro da Atenção Primária à Saúde frente à violência contra a mulher
PAULA FERNANDA DA SILVA RAMOS; ANA PAULA DA SILVA GONÇALVES; JANYELLE TENÓRIO RODRIGUES; PAULA EMANUELY PEREIRA DE SOUZA; SUZANA FIDELES DOS SANTOS; WONESKA RODRIGUES PINHEIRO
A violência contra a mulher é considerada um fenômeno mundial que está enraizada na desigualdade de gênero e que viola os direitos humanos. Ela atinge mulheres de várias idades e realidades e pode ocorrer de várias formas, incluindo física, sexual, psicológica. Nesse contexto, a Atenção Primária à Saúde (APS) por reforçar a integralidade do cuidado se encontra em posição importante para detecção de possíveis casos de violência e prestação de assistência, promovendo assim, promoção da saúde e prevenção de agravos. O objetivo do estudo visa identificar a atuação do enfermeiro da APS frente à violência contra a mulher. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, na qual foi utilizada a base de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) para o levantamento bibliográfico, utilizando três descritores da base de Descritores em Ciências da Saúde (DeCs): “Violência contra a mulher”, “Atenção Primária à Saúde” e “Enfermagem”, no qual o operador booleano AND foi empregado. Os filtros utilizados foram trabalhos em formato de artigo, na íntegra, dos últimos 5 anos e nos idiomas português, inglês e espanhol. Na busca, apareceu um total de 11 artigos dos quais 5 contemplaram o objetivo da pesquisa. Como resultado, foi permitido observar que a ação do enfermeiro emerge desde a empatia com a vítima – como palavras de conforto – e o acolhimento até às ações mais competentes: a articulação do cuidado com demais seguimentos, o encaminhamento aos órgãos competentes, coordenação dos trabalhos de prevenção, a construção de vínculos e as visitas domiciliares para acompanhamento das vítimas. As intervenções mais citadas e consideradas potencializadoras foram o acolhimento, a construção de vínculo e a compreensão do funcionamento da rede para realização do encaminhamento correto. No entanto, também há dificuldade de identificação das vítimas e de como lidar com a situação causada por falta de treinamento por parte de alguns profissionais e a subnotificação dos casos. Dessa forma, é possível perceber que a violência contra a mulher é um problema de saúde pública. É notório o sentimento de empatia nos enfermeiros que atendem às mulheres, contudo, mediante as limitações encontradas por estes é necessário que o assunto seja abordado na formação dos profissionais de enfermagem, como também, capacitações e educação permanente de modo a promover qualificação da equipe.
Palavras-chave: Violência contra a mulher,Atenção Primária à Saúde,Enfermagem
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Abrir o trabalhoATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA ASSISTÊNCIA À MULHER NO CLIMATÉRIO NO ÂMBITO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA
KARLA PRYSCILLA AMAROTO ARAÚJO; DANIEL RIBEIRO DE QUEIROZ; FRANCISCA KERLLY NOGUEIRA DUARTE
O climatério é descrito como um período de transição fisiológica entre a fase reprodutiva e a pós menopausa. Durante este período, além das alterações fisiológicas, alterações psicológicas e sociais também englobam esta transição. Objetiva-se evidenciar as estratégias de cuidados de enfermagem a mulheres no climatério, através de uma revisão integrativa da literatura, com publicações oriundas do portal regional da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), utilizando os descritores: Enfermagem; Cuidados de Enfermagem; Saúde da Mulher; Climatério. Tendo como critérios de inclusão: publicações nacionais completas, correspondentes a temática abordada, no idioma português, publicadas entre 2015 e 2020, tendo como critérios de exclusão: estudos repetidos e que não contemplam o tema. Após aplicação dos critérios supracitados, 6 artigos compuseram a amostra final. Após análise criteriosa das publicações, foi possível constatar que o profissional enfermeiro deve estar preparado para identificar os sinais e sintomas iniciais do climatério, assim podendo traçar estratégias de cuidado de acordo com o contexto emocional e social no qual a mulher está inserida. Dentre as estratégias de assistência, pode-se destacar a educação em saúde nas salas de esperas das unidades de atenção básica, criação de grupos de apoio e visitas domiciliares. Conclui-se que o climatério é um período de grandes transformações físicas, emocionais e sociais, e o enfermeiro no âmbito da atenção primária à saúde, deve estar preparado para realizar o acolhimento dessa mulher, auxiliando-a no reconhecimento do caráter da situação e traçando intervenções que melhorem sua qualidade de vida durante este período. Além disso, através deste estudo, foi possível identificar um déficit no estado da arte acerca da temática abordada. Sugere-se ampliar a inserção do conteúdo acerca do climatério na formação dos enfermeiros e fomentar produções cientificas que abordem esta temática.
Palavras-chave: Climatério, Cuidados de Enfermagem, Enfermagem, Saúde da Mulher
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ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA PRÁTICA PALIATIVISTA NOS CUIDADOS EM DOMICÍLIO
ANTHONY MOREIRA GOMES; DANIELLE PEREIRA DA SILVA; FRANCISCA TAMIRIS PEREIRA DE SOUZA; MÁRCIO ALVES DE ALMEIDA; MARIA KLEYSSIANE DE MELO ALEXANDRE
O cuidado paliativo (CP) em domicílio compreende um conjunto de ações visando à qualidade de vida e morte do paciente e de seus familiares em seu próprio território, integrando todos os aspectos multidimensionais (físico, familiar/social, psicológico e espiritual). A equipe interdisciplinar é essencial para garantia desse cuidado, e o enfermeiro inserido na equipe atua na coordenação do cuidado planejado entre o paciente, sua família e a equipe de saúde. Objetiva-se descrever a experiência de um profissional enfermeiro no trabalho em equipe na atenção domiciliar em CP. Trata-se de um estudo descritivo, de abordagem qualitativa, caracterizado como um relato de experiência que advém do atendimento de pacientes e de cuidadores de um Serviço de Atenção Domiciliar (SAD), o qual faz parte de um hospital universitário, situado no estado de Pernambuco, em março de 2020. O enfermeiro avalia o paciente em domicílio e, conforme as necessidades observadas atende também o seu cuidador/família. Inicialmente, realiza-se a investigação (coleta de dados biográficos, cronologia da doença atual e tratamentos realizados e exame físico), elaboração do genograma, ecomapa, e a avaliação da capacidade funcional dos pacientes fazendo uso da “Palliative Permoance Scale” (PPS) ou da Escala de Avaliação Funcional de Karnofsky (KPS), sendo está ultima usada para pacientes oncológicos. Além disso, realiza-se a avaliação dos sintomas, fazendo uso da Escala de Avaliação de Sintomas de Edmonton (ESAS), podendo ser aplicada/preenchida pelo cuidador na impossibilidade de o paciente responder, devendo ser usado como meio para definir ações necessárias para o alívio dos sintomas, dentre eles a dor. Posteriormente, o enfermeiro elabora junto à equipe interdisciplinar o plano terapêutico singular (PTS) dos pacientes a partir do Diagrama de Abordagem Multidimensional (DAM) que serve de raciocínio para enxergar as necessidades do individual e sua família em todas as dimensões. Apesar dos avanços, a equipe ainda precisa de assistência quanto aos cuidados dos próprios aspectos emocionais, principalmente durante as frustrações e sentimentos impotência causados pelas falhas na rede de saúde para um cuidado integral. Nesse sentido, fica clara a importância do profissional enfermeiro dentro da visita domiciliar, ampliando a visão dentro do ambiente do paciente, produzindo assim intervenções que sejam adequadas para sua realidade e de fato que favoreçam o conforto e busca pela boa morte.
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ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA PREVENÇÃO DO CÂNCER DURANTE A CONSULTA GINECOLÓGICA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
RAISA SILVA DOS SANTOS ; GABRIEL LEITE DE LIMA; MARIANA LOPES TEIXEIRA; PATRICIA DE CAMARGO; KENIA OLIVEIRA BARBOSA DA HORA
As ações da Unidade de Atenção Primária são diversas no controle dos cânceres de colo de útero e da mama. As neoplasias são responsáveis pela maior taxa de mortalidade no sexo feminino. Estima-se para o tumor mamário 66.280 novos casos, com 16.927 número de mortes (INCA, 2020). É importante enfatizar que quando o diagnóstico ocorre de forma precoce o tratamento tende a oferecer melhores resultados, o que consequentemente influencia na qualidade de vida da paciente. A consulta ginecológica pode ser desenvolvida pelo enfermeiro, devendo ser qualificada e integrada as redes de serviços de atenção. Desse modo, o estudo objetiva analisar a atuação do enfermeiro na detecção e prevenção dos cânceres de colo de útero e da mama, durante a consulta ginecológica. O exposto retrata um relato de experiência da vivência de acadêmicos de enfermagem do 7º, 8º e 9º período, da Universidade Estácio de Sá, por meio de visitas técnicas, desenvolvidas na disciplina de Ensino Clínico em Saúde da Mulher. As visitas ocorreram em uma Unidade de Atenção Primária, do município do Rio de Janeiro, nos dias 8, 22 e 29 de novembro de 2019. Durante as idas à instituição de saúde, observou-se a assistência de enfermagem no âmbito ginecológico, na qual é realizada a prevenção e detecção precoce do câncer de mama e colo uterino. O enfermeiro apresentou autonomia na realização do exame citopatológico e exame clínico das mamas, esclareceu dúvidas, solicitou exames complementares e prescreveu medicamentos, de acordo com a especificidade de cada quadro clínico. Essa autonomia é assegurada pela Lei do exercício profissional de enfermagem - Lei 7.498/86 e pelos protocolos de assistência de enfermagem na Atenção Primária. Além disso, o enfermeiro é peça fundamental em todas as etapas do cuidado, desde o acolhimento ao tratamento e encaminhamento para o atendimento especializado. Com base no exposto, conclui-se que os cuidados realizados pelo enfermeiro foram efetivos para desempenhar uma assistência integral e humanizada, baseada em conhecimento científico, com a finalidade de alcançar bons resultados. Identificou-se que a reflexão sobre as práticas de enfermagem durante a academia é de suma importância para o discente visto que, a vivência contribuiu com o aprendizado e possibilita a aplicação do conteúdo teórico advindo da universidade, o que certamente irá refletir em sua trajetória profissional.
Palavras-chave: Saúde da Mulher,Promoção da Sáude,Prevenção Primária de Doenças,Enfermagem
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Abrir o trabalhoATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA PROMOÇÃO DO ALEITAMENTO MATERNO
PAULA EMANUELY PEREIRA DE SOUZA; ANA PAULA DA SILVA GONÇALVES; JANYELLE TENÓRIO RODRIGUES; PAULA FERNANDA DA SILVA RAMOS; SUZANA FIDELES DOS SANTOS; RAYANE MOREIRA DE ALENCAR
O aleitamento materno é ideal para garantir uma alimentação saudável ao neonato, promovendo nutrição, conforto, aconchego, contato pele a pele e outros benefícios para a mãe e o bebê, contribuindo com o crescimento e desenvolvimento do recém-nascido nas primeiras horas de vida e nos seis meses iniciais de amamentação exclusiva. A promoção do aleitamento materno deve fazer parte do processo de cuidar do enfermeiro, considerando que o mesmo deve apoiar a mulher e garantir o acesso a informações relevantes. Objetiva-se identificar na literatura a atuação do enfermeiro na promoção do aleitamento materno. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada em junho de 2020, por meio da Biblioteca Virtual em Saúde, utilizando os Descritores em Ciências da Saúde Aleitamento Materno, Promoção da Saúde e Enfermagem, associados ao operador booleano AND. Filtraram-se artigos disponíveis na íntegra, publicados nos últimos cinco anos nos idiomas português, inglês e espanhol. Após leitura de títulos e resumos, realizou-se a leitura completa das produções selecionadas, resultando em uma amostra de sete evidências que contemplaram o objetivo da pesquisa. Contatou-se que o enfermeiro, enquanto profissional da saúde, tem o papel de promover o aleitamento materno desde o pré-natal, propiciando momentos envolvendo a equipe multiprofissional e a comunidade, estimulando a prestação de um cuidado adequado às necessidades das gestantes, visando à promoção da saúde, apoio e incentivo para o sucesso da amamentação. Destaca-se que nessa prestação de cuidados devem-se considerar os determinantes e condicionantes de saúde, colocando a mulher e a família como sujeitos ativos. Dessa forma, observa-se como o enfermeiro pode influenciar de forma positiva na experiência do aleitamento materno durante a sua prestação de cuidados as gestantes e puérperas, fortalecendo o vínculo mãe-bebe desde a gestação, tornando a mulher protagonista desse processo.
Palavras-chave: ALEITAMENTO MATERNO, PROMOÇÃO DA SAÚDE, ENFERMAGEM
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ATUAÇÃO DO PROFISSIONAL ENFERMEIRO NO CUIDADO A PACIENTES COM DIABETES MELLITUS
LARA PEREIRA LEITE ALENCAR ; JOÃO CRUZ NETO; GLEDSON MICAEL DA SILVA LEITE; LETÍCIA MORAES LEITE PINHEIRO; HÉRYCA LAURA CALU ALVES; GRAYCE ALENCAR ALBUQUERQUE
O diabetes mellitus, caracteriza-se como uma das doenças mais prevalentes da atualidade. No Brasil há 13 milhões de brasileiros convivendo com esta patologia. Vários fatores estão associados a esse panorama, como a demora do diagnóstico, falta de informação a respeito da patologia, estilo de vida sedentário, hábitos alimentares inadequados, dentre outros. Sendo assim, é de suma importância que o indivíduo tenha o acompanhamento de um profissional capacitado, para ofertá-lo uma assistência adequada. Nesse contexto, tem-se o enfermeiro, responsável por prestar assistência a família, individuo e coletividade. Objetivou-se identificar a atuação do profissional enfermeiro no cuidado a pacientes com diabetes mellitus a partir da Teoria do Cuidado de Jean Watson. Trata-se de uma revisão narrativa, de cunho descritivo, que analisou artigos científicos sobre o cuidado de enfermagem ao diabetes mellitus sob o olhar da teoria do cuidado humano. Foram selecionados artigos escritos em português, espanhol e inglês, sem determinação temporal. Foi realizada busca nas bases de dados da Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde, base de dados de enfermagem e Public Medline. Foram encontrados 68 artigos e após a leitura, foram elegidos 27 que respondiam ao objetivo desta revisão. O enfermeiro deve ser capaz de compreender o outro, através da simulação de perspectivas e da experiência interpessoal. Além disso, é importante que o profissional de enfermagem reconheça e estimule a espiritualidade como forma de reduzir possíveis desconfortos, potencializar a adesão ao tratamento e melhorar a qualidade de vida fomentando a educação em saúde. Dentre os fatores mais prevalentes da teoria encontrados pode-se destacar a formação de valores humanísta-altruístas, o qual configura-se no comprometimento e satisfação de auxiliar o outro; promoção da fé e esperança, uma vez que ambas podem auxiliar a paciente a aceitar seu diagnóstico e tratamento e o estabelecimento de uma relação de ajuda e confiança, que levará à criação de vínculo entre profissional e paciente. Ressalta-se que a implantação desta teoria como norteadora para as condutas de enfermagem possibilita a realização do cuidado empático e atento para o olhar biopsicossocial.
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ATUAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE PERANTE O COMPORTAMENTO SUICIDA: REVISÃO NARRATIVA
ISABELLA LINS DA SILVA; Delmair Oliveira Magalhaes Luna Filha; Raynara Augustin Queiroz; Rannykelly Basílio de Souza; Arthur Raphael Augustin Queiroz; Rosely Leyliane dos Santos
O suicídio é um problema de saúde pública com aumento significativo de casos a cada ano acarretando impacto familiar e psicossocial. A assistência à saúde está diretamente relacionada à prevenção do suicídio, uma vez que os profissionais da saúde podem ser os primeiros a estabelecerem contato com o indivíduo, após uma tentativa suicida; e antes dela por meio da atenção primária em saúde para àqueles indivíduos acompanhados em virtude das doenças mentais, no sistema de saúde. Partindo desse pressuposto, o manejo e atuação dos profissionais da saúde pode ser determinante para a evolução ou regressão do caso, pois se realizada de forma adequada poderá efetivar a aceitação e a adesão do paciente ao tratamento. Assim, este estudo tem por objetivo analisar a literatura científica sobre a atuação dos profissionais da saúde perante o comportamento suicida. Trata-se de uma revisão narrativa com abordagem qualitativa, desenvolvida de agosto a outubro de 2019, através da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) na base de dados Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE) tendo como Descritores em Ciências da Saúde(DECS): "Suicídio", "Pessoal de Saúde" e "Capacitação em Serviço". Adotaram-se como critérios de inclusão: texto completo disponível, artigos publicados na língua inglesa e em um escopo de dez anos (2009 a 2019). Os critérios de exclusão foram: artigos repetidos e que não contemplassem a temática proposta. Dessa forma, foram selecionados para análise 13 estudos. Os resultados apontaram que apesar de possuir grande importância, ainda é limitada a quantidade de pesquisas sobre a temática. As pesquisas indicaram que a atuação dos profissionais da saúde perante o comportamento suicida são de atitudes desfavoráveis devido aos comentários irônicos perante o comportamento suicida. Os profissionais parecem priorizar patologias clínicas tratando as questões psiquiátricas como secundárias. As principais causas desse despreparo estão associadas a falta de conhecimento, experiência no manejo clínico e ao fato desses pacientes serem estigmatizados gerando nos profissionais atitudes negativas como rejeição e intolerância. Dessa forma, é evidente a necessidade de fortalecimento das pesquisas sobre a temática e de capacitação continuada, junto aos profissionais, de forma a englobar aprendizados fundamentais para a prevenção do suicídio, sendo de suma importância a sensibilização dos profissionais para que essas ações ocorram de forma efetiva.
Palavras-chave: Suicídio,Pessoal de Saúde,Capacitação em Serviço
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AUTOMEDICAÇÃO COM ANTIBIÓTICOS E SUAS CONSEQUÊNCIAS
NAYANE RODRIGUES DE SOUSA; Maria Nathalya Costa Souza; Breno Lucca Sobreira Pinho; Sabrina Santos Ferreira; Sara Beatriz Feitoza Ricardino
A automedicação e a utilização indiscriminada de antibióticos têm sido consideradas por profissionais e autoridades sanitárias um grave problema para a saúde dos cidadãos, visto que esta prática provoca sérios prejuízos para quem dela se utiliza. Este trabalho tem por objetivo analisar os riscos da automedicação com antibióticos. O presente estudo trata-se de uma revisão de literatura de caráter descritivo, com abordagem qualitativa, a partir de artigos indexados nas bases de dados eletrônicos: Scientific Electronic Library Online (SciELO), Biblioteca virtual de saúde (BVS), National Library of Medicine (PubMed), Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e o Portal de Periódicos (CAPES). Foi utilizado para a elaboração da pesquisa os seguintes descritores em Ciência da Saúde (DeCS): Antibacterianos (Anti-Bacterial Agents), Automedicação (Self Medication) e Gestão de Antimicrobianos (Antimicrobial Stewardship) combinados a partir do operador booleano “AND” selecionou-se artigos nos idiomas inglês e português publicados entre janeiro de 2016 e junho de 2020, com conteúdos originais, as publicações cuja não se enquadraram nos critérios pré-estabelecidos de inclusão foram excluídas. Foram encontrados 65 artigos científicos dos quais 12 correspondiam aos critérios e foram incluídos na revisão. Observou-se através da pesquisa que o uso desregrado e indiscriminado de antibióticos acarreta no efeito contrário do tratamento, potencializando desse modo a resistência dos microrganismos, dificultando assim o efeito do tratamento, vale salientar que o mal uso de antibióticos pode resultar em efeitos adversos, tais como: alergias, intoxicações, dependência e até mesmo podendo levar a morte. Como síntese dos resultados e fatos supracitados, infere-se que as consequências do uso indiscriminado ou desregrado de antibióticos vem a desencadear quadros de ordem patológica, de modo que, o uso consciente e regrado consiste no principal meio de profilaxia e controle destes efeitos adversos e possíveis complicações.
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AVALIAÇÃO DAS HABILIDADES DE COMUNICAÇÃO VERBAL DO ENFERMEIRO/A NA CONSULTA A PESSOA CEGA APÓS CAPACITAÇÃO
MARIA JUSCINAIDE HENRIQUE ALVES; Amanda Alcantara de Sousa; Lorita Marlena Freitas Pagliuca; Evanira Rodrigues Maia
A comunicação com a pessoa cega apresenta características próprias. É necessário considerar o tom da voz, a manutenção da comunicação verbal, o uso do toque, a descrição do ambiente, a utilização de termos indicativos de direção, locomoção, acomodação, entre outros aspectos. Logo, os profissionais de saúde, dentre eles os enfermeiros necessitam desenvolver aptidões para transmissão eficaz das mensagens durante a consulta de enfermagem. Objetivou-se avaliar habilidades de comunicação verbal do enfermeiro/a na consulta ao paciente cego após capacitação. Trata-se de uma pesquisa experimental, a coleta de dados ocorreu no período de setembro de 2016 a março de 2017. Para a coleta dos dados foi organizado um Consultório de Enfermagem com mobília e instrumentos necessários para realização de uma consulta de enfermagem. Foram ainda instaladas no ambiente três câmeras de vídeo em posições estratégicas para registro dos dados da pesquisa. Participaram do estudo seis enfermeiros que tinham finalizado o curso “Comunicação em Saúde do Enfermeiro com o Cego” na modalidade de Educação a Distância (EaD) no ano de 2015 e, três pessoas cegas orientadas a simular paciente com Hipertensão Arterial Sistêmica em consulta de rotina. Os vídeos síntese foram submetidos à avaliação de juízes que preencheram o Instrumento de Avaliação da Comunicação Verbal Enfermeiro – Cego (CONVENCE). Os instrumentos preenchidos pelos juízes foram registrados em um banco de dados e analisados por estatística descritiva e analítica. Os resultados apontam que o conhecimento sobre os aspectos relativos a comunicação verbal com o cego permitiu aos profissionais apresentar habilidades gerais para acolher (p< 0,001); conduzir (p< 0,001) e encerrar (p< 0,001) a consulta de enfermagem. Os desempenhos não foram satisfatórios quando ao falar não permanecem numa posição diretamente à frente do cego, ao introduzir um diálogo não tocam ligeiramente o braço ou o ombro da pessoa cega, não descrevem o ambiente e a existência de alguém no local. Assim, aponta-se que enfermeiros apresentam habilidades de comunicação verbal na consulta à pessoa cega, tornando-se relevante a participação profissional em curso de educação a distância e educação continuada sobre a temática, que possibilitem adquirir/incrementar conhecimentos e habilidades para a condução eficaz da atenção à saúde de pessoas cegas.
Oral
Avanços e Desafios da Enfermagem Contemporânea: Uma revisão de Literatura
JÉSSICA ALCANTARA DOS SANTOS ; Adairtes Maria Bezerra Siebra; Rafael da Silva Lima; Irineu Ferreira da Silva Neto; Débora Iamara Menezes dos Santos; Marlene Menezes de Souza Teixeira
Introdução: Apesar dos grandes avanços da enfermagem , a mesma ainda é afetada e desafiada em meio as transformações tecnológicas e a modernidade atual. A enfermagem cresceu indubitavelmente desde que Florence Nigtingale lutou para que a mesma obtesse um espaço relevante no mundo, por meio de atuações em guerras e cuidados a feridos em batalhas, caracterizando, assim um grande marco para a enfermagem contemporânea. Fatores como a tecnologia e atualidades, trouxeram consigo benefícios, os quais auxiliam na prevenção e promoção da saúde como também no diagnóstico e cura de doenças. Vale ressaltar que com a constante evolução, observa- se inúmeras ferramentas a disposição da saúde. Outrossim , transformações tecnológicas fazem com que de certa forma ocorra um distanciamento do vinculo humano , o que é um grande problema, e se faz necessário promover reflexões sobre o cuidado humanizado e a relação com essas tecnologias que contribuem tanto para o crescimento teórico como prático. Objetivo: identificar os avanços e desafios da enfermagem contemporânea. No entanto, esse estudo trata-se de uma revisão de literatura, realizada nas bases de dados SCIELO E BVS, utilizando os seguintes descritores: Enfermagem, Enfermagem contemporânea e Enfermagem moderna. Metodologia: Os critérios para seleção de artigos foram estudos completos disponíveis, no idioma português e espanhol, publicados nos últimos cinco anos. Resultados: A enfermagem contemporânea, mostrou que necessita capacitação para se obter um diferencial neste meio tecnológico para que não afete no meio relacional e atualizar a prática do cuidado para atender as necessidades do mundo atual. Conclusão: O estudo permitiu observar que a enfermagem, passa por muitos desafios para exercer o cuidar em meio as tecnologias. Por outro lado, a enfermagem tem avançado fazendo com que a profissão enriqueça muito mais na implementação da SAE quanto para os conhecimentos científicos.
Palavras-chave: Contemporânea, Tecnologias , Enfermagem
Oral
BARREIRAS NA ADESÃO DA ENFERMAGEM EM MEDIDAS DE PREVENÇÃO A PNEUMONIA ASSOCIADA À VENTILAÇÃO MECÂNICA
ANDREZA DE LIMA RODRIGUES; Antonia Elizangela Alves Moreira; Matheus Alexandre Bezerra Diassis; Érika Sobral Gondim; Cícera Vieira dos Anjos Rodrigues; Sarah de Lima Pinto
A pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV) é uma afecção que advém do uso de tecnologia invasiva para o tratamento de insuficiências respiratórias, e, a adesão da equipe de enfermagem a ações de prevenção é essencial para a redução de casos. O objetivo do estudo é identificar as principais barreiras para adesão da equipe de enfermagem às medidas de prevenção da PAV. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura. A busca foi realizada no mês de maio de 2020 através do portal da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) utilizando os descritores: enfermagem, pneumonia associada à ventilação mecânica e controle de infecção, mediados pelo operador booleano AND. Os critérios de inclusão foram: artigos disponíveis na íntegra, nos idiomas inglês, português e espanhol publicados nos últimos cinco anos, tendo vista a pertinência do uso de literatura atual. Os critérios de exclusão foram: teses, dissertações, revisões da literatura e estudos que não estivessem em formato completo e disponível para download. Quatro estudos compuseram a amostra. Os resultados evidenciaram que existem diversos motivos para a falta de adesão da equipe de enfermagem para a realização das técnicas recomendadas para prevenção da PAV, sendo elas o grau acadêmico, aspectos comportamentais, o nível de experiência profissional, a alta carga de trabalho, questões estruturais e institucionais como a disponibilidade de recursos físicos e as relações com outros membros da equipe e com os próprios clientes. Conclui-se que a adesão da equipe de enfermagem aos cuidados que previnem a PAV está ligada ao enfrentamento de diversas barreiras complexas e multifatoriais, relacionado a aspectos de ordem pessoal, ambiental e organizacional.
Palavras-chave: Enfermagem, Pneumonia associada à ventilação mecânica, Controle de infecção
Oral
BENEFÍCIOS DA PRÁTICA DE EXERCÍCIO FÍSICO MODERADO DURANTE A GESTAÇÃO
ANTONIO EMILTON VIEIRA BARROS JUNIOR; Maria Jacqueline Braga Parnaíba; Antônia Luana da Silva Sousa; Ramon Yaponan Silva Magalhães; Natália Maria Pedroza do Nascimento; Francisco José Braga Parnaíba
INTRODUÇÃO: O exercício físico é caracterizado como uma atividade física executada por meio de movimentos corporais planejados e periodizados que possuem o objetivo de melhorar a aptidão física, esse exercício do tipo moderado difere dos exercícios mais violentos que possuem maior intensidade, com risco de acidente e movimentos mais bruscos. Diante disso surge a seguinte pergunta norteadora: Quais benefícios da prática de exercício físico moderada durante a gestação para a mãe e para o feto? Justifica-se pelos estudos que relatam a importância das mães realizarem e exercício físico melhorando sua saúde e o desenvolvimento fetal. OBJETIVO: Identificar os benefícios da prática de exercício físico moderada durante a gestação para o binômio mãe-filho. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, produzida entre marco e julho de 2020, no portal regional da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), nos repositórios digitais da Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Scientific Electronic Library Online (SciELO), utilizando como descritores: “Gravidez”, “Exercício Físico” e “Relações Materno-Fetais”, combinando os operadores booleanos “AND” e “OR”. Os critérios de inclusão foram: publicações com idiomas em português e/ou inglês disponíveis na íntegra em periódicos eletrônicos, com datas de publicações entre 2016 e 2020, sendo excluídos aqueles que não respondiam à temática em questão e estudos duplicados. Resultando em um total de seis artigos para análise. RESULTADOS: O exercício moderado praticado regularmente mostrou bons resultados segundo os estudos, melhorando o condicionamento físico, reduzindo queixas de dores musculares esqueléticas recorrentes durante o período gestacional, melhora do bem-estar, controle do ganho de peso, melhora na captação de oxigênio pelos pulmões, redução da frequência cardíaca e pressão arterial, redução também dos riscos de desenvolvimento de diabetes gestacional, melhor qualidade de sono e redução ainda dos riscos de parto pré-maturo e risco em futuras complicações neonatais. Vale ressaltar que os níveis de exercício a serem executados devem ser acompanhados por um profissional qualificado, visto que pode variar de acordo com a necessidade de cada gestante. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Por fim, inferiu-se a necessidade do estímulo a prática de exercício físico moderado durante o período gestacional durante o pré-natal, por exemplo, acompanhada por profissionais de saúde qualificados.
Oral
Benefícios do parto humanizado para a saúde da mulher
MÍRIAN CECÍLIA SILVA MATIAS; Francisco Pereira Alves; Gerliane Filgueira Leite; Woneska Rodrigues Pinheiro
Introdução: O parto é um momento único e inesquecível, em que a mulher precisa de cuidado minucioso e assistência especializada. As práticas de parto natural humanizado, que objetiva diminuir as dores e ocorrência de violência obstétrica durante o parto, estão progredindo em evidência e visibilidade, colocam o bem estar físico e mental da mulher como prioridade. Objetivo: avaliar e identificar na literatura os benefícios do parto natural humanizado na saúde da mulher parturiente. Método: Trata-se de uma revisão de literatura, realizada no mês de julho de 2020, na biblioteca virtual de saúde(BVS), nas bases de dados LILACS e BDENF, utilizando os descritores em ciências da saúde (DECs): "Parto", "Humanização" e "Saúde da mulher", com uso do operador Booleano AND, foram encontrados 447 artigos, filtrados os artigos texto completo, recorte temporal dos últimos 5 anos, nos idiomas inglês, português e Espanhol, restaram 138, dos quais 6 atendiam a pergunta-problema. Resultados: Os serviços de saúde pública estão aderindo iniciativas de humanização durante o parto, no processo de parir a mulher passa por diversas situações estressantes que pode acarretar problemas futuros, como depressão. Para as mulheres com gravidez de baixo risco, os centros públicos de parto tornaram-se uma opção viável. Por outro lado, mulheres com gestações consideradas de alto risco não terão a experiência. Além de, ainda existir desigualdades em relação ao acesso ao parto humanizado e assistência de qualidade, esse método de parir limita que mulheres de baixa renda tenham acesso. Os enfermeiros acreditam que humanização do parto significa cuidado centrado na mulher e substituição de práticas intervencionistas por práticas menos invasivas, com a não realização de procedimentos como episiotomia, enema, tricotomia, exames vaginais sucessivos e mais de uma pessoa examinando a mulher várias vezes, a chance de sentir desconforto é reduzida. Considerações Finais: A parturição é um processo onde muitos riscos podem ocorrer e o parto humanizado mostrou-se muito eficiente para a redução de risco e complicações futuras, a assistência em saúde da mulher papel importante, para que todas as mulheres tenham acesso, independente de classe social, pois na atualidade parir humanamente se tornou um artigo de luxo, parto humanizado tornou-se uma prática de classe média/alta por ser um processo consideravelmente caro.
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BENEFÍCIOS NA PARTICIPAÇÃO ATIVA DA PARTURIENTE EM RELAÇÃO AO PARTO NORMAL: UMA REVISÃO DE LITERATURA
RAFAELA AMARO JANUÁRIO ; ANA JÚLIA BENÍCIO DA SILVA; LUANA NOGUEIRA LOPES; JOSÉ NAIRTON COELHO DA SILVA
Introdução: O Ministério de Saúde implementou os Centros de Partos Normais (CPN), que possuem finalidade de proporcionar novos modelos de parto e nascimento e maior autonomia para a gestante. Nessa perspectiva, informações que incentivem o público feminino pela busca do empoderamento são imprescindíveis no cenário atual. Objetivo: Analisar evidências científicas relacionadas aos benefícios da autonomia da parturiente em relação ao parto normal. Metodologia: Trata-se de um trabalho de revisão de literatura, descritiva, de abordagem qualitativa, no qual foram utilizados artigos científicos, obtidos nas bases de dados: Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), Scientific Eletronic Library Online (SCIELO) e protocolos do Ministério de Saúde. Cruzaram-se os descritores: “gestantes” and “parto normal” e “empoderamento” and “parto normal”. Como critério de inclusão, selecionou-se artigos por meio da leitura dos títulos, resumos e diretrizes de saúde, com o ano de publicação de 2011 a 2020. No critério de exclusão, apenas aqueles que não estivessem de acordo com objetivo e a temática do trabalho. Após a coleta de dados foram encontrados quatorze artigos, e escolhidos apenas oito e um protocolo que compuseram a pesquisa qualitativa. Resultados e discussões: Desde o período do pré-natal, são necessárias orientações que auxiliem a parturiente de forma positiva na busca pela participação ativa, no trabalho de parto e nascimento. Informações estas, que advém maiores vantagens relacionadas ao protagonismo da mulher em suas escolhas de forma mais consciente ao seu bem-estar e segurança em possíveis complicações, procedimentos e o próprio momento fisiológico da parturição. Conclusão: Os resultados apresentados neste estudo, infere-se a importância na busca de direitos e as vantagens do controle da mulher. É necessário um maior fortalecimento e disseminação deste ideal para que as futuras mães se tornem conscientes que são as principais protagonistas deste momento de tamanha relevância para suas vidas.
Palavras-chave: gestantes,parto normal,empoderamento
Oral
Abrir o trabalhoCÂNCER CERVICAL E O PAPILOMAVÍRUS: A ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA
PATRICIA DE CAMARGO; Gabriel Leite de Lima; Mariana Lopes Teixeira; Raisa Silva dos Santos; Kenia Oliveira Barbosa da Hora
O papilomavírus humano (HPV) é o principal causador do câncer cervical, conhecido cientificamente por câncer do colo uterino, e ocupa o terceiro lugar entre os cânceres mais incidentes no público feminino. Evidencia-se a necessidade de ações em saúde para a detecção precoce através do exame p apanicolau e a educação em saúde para evitar infecções sexualmente transmissíveis. Objetiva-se compreender a atuação do enfermeiro na atenção primária na prevenção do HPV e detecção precoce do câncer cervical. Trata-se de uma revisão de literatura do tipo integrativa, com abordagem qualitativa. A busca foi realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e bases de dados LILACS e BDENF. Utilizou-se os descritores: papilomavírus; câncer do colo uterino e educação em saúde; resultado de 442 artigos. Aplicação dos filtros idioma português, texto completo disponível e ano de publicação (2015-2020), total de 10 encontrados. Após leitura dos títulos e resumos, 5 artigos com ligação direta ao escopo da pesquisa foram selecionados. Os principais pontos discutidos resultaram em duas categorias: a primeira se relaciona com a atuação do enfermeiro na Unidade Básica de Saúde (UBS) na prevenção, sendo primordial a educação sexual durante as consultas e também através de grupos de apoio, fator importante para redução da infecção por HPV. Faz-se necessária, a disseminação das informações claras e do senso comum na explanação sobre a importância do preservativo em toda relação sexual e a adesão ao exame preventivo citopatológico. Em segundo lugar, destacou-se a realização do exame papanicolau pelo enfermeiro que permite não só rastrear o câncer do colo uterino, como também identificar lesões precursoras ainda na fase inicial. Sua atuação durante as consultas de enfermagem permite orientar sobre os fatores de risco do câncer cervical e a importância do preventivo. Outrossim, campanhas de vacinação contra o HPV e o incentivo a mesma são de suma importância, em razão da sua eficiência superior a 95%. Portanto, a discussão acerca do tema em questão é fundamental para a detecção precoce e elaboração de estratégias, de forma coletiva ou individual, para romper as barreiras da desinformação no que tange a sexualidade e a patologia pelos enfermeiros frente ao câncer do colo uterino. Além do mais, o aprimoramento desses profissionais sobre oncologia é imprescindível para a utilização da educação em saúde como ferramenta transformadora.
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CÂNCER E DEPRESSÃO NA PESSOA IDOSA: ASSOCIAÇÃO E COMPLICAÇÕES NA SAÚDE
GILIARDE ANDRADE SILVA; Kelly Suianne de Oliveira Lima; Tamires Alves Dias; Stéffane Costa Mendes; Celena Pedrosa Cavalcante; Isabela Rocha Siebra
INTRODUÇÃO: O fenômeno de envelhecimento da população vem acarretando o surgimento de diversas morbidades nos idosos, incluindo condições psiquiátricas, ocasionando diminuição da autonomia dos indivíduos e sofrimento. Outra doença prevalente entre a população idosa é o câncer, uma vez que o aumento da idade é um dos principais fatores para o desenvolvimento da doença. O diagnóstico de câncer vem acarretando o surgimento de transtornos mentais, pois o paciente se sente muito frágil emocionalmente, alterando suas perspectivas de vida. OBJETIVO: Identificar, na literatura, a associação entre o diagnóstico de câncer e o surgimento de sintomas depressivos na população idosa. MÉTODO: Trata-se de uma revisão da literatura de cunho qualitativo e a busca por literaturas foi feita na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) utilizando os Descritores em Ciências da Saúde (DECS) Depressão; Idosos e Câncer. Com a utilização dos filtros, texto completo, bases de dados LILACS, MEDLINE e BDENF, idioma português e publicados nos últimos cinco anos, e excluídos os artigos repetidos, publicados a mais de cinco anos e não se encaixavam na temática, restando seis artigos para discussão. DESENVOLVIMENTO: Os sintomas depressivos acarretados pelo diagnóstico de câncer na pessoa idosa possui potencial para agravar condições autodestrutivas nesses indivíduos, visto que diminui o autocuidado e pode acarretar a negligência ao regime terapêutico prescrito. Esses fatores fazem com que os pacientes idosos necessitem de cuidados especiais em saúde mental em comparação à pacientes mais jovens. O medo da morte, perda da autonomia, visão pessimista da sociedade em relação ao câncer, dúvida e insegurança em relação à doença são fatores que podem levar o paciente a vivenciar um sofrimento intenso, em casos extremos, até o ato de suicídio visando acabar com o sofrimento, essa situação se agrava pelo fato dos profissionais não estarem preparados para lidar com as especificidades da pessoa idosa nesses casos. CONCLUSÃO: A partir do exposto pode-se concluir que o diagnóstico de câncer na população idosa pode acarretar graves sintomas depressivos, prejudicando a adesão ao regime terapêutico e levando a ações autodestrutivas, sendo necessários cuidados especiais para essa parcela da população em casos de sofrimento emocional.
Palavras-chave: Depressã, idosos,Câncer
Oral
CAPTAÇÃO DE SANGUE/MEDULA ÓSSEA: CONTRIBUIÇÕES DA E. E. M. EUNICE MARIA DE SOUSA FREITAS
RANY ERYCLYS DE FREITAS FERREIRA; DAVID EDERSON MOREIRA DO NASCIMENTO
Há algumas décadas atrás a escola era apenas um espaço de escolarização e transmissão de conhecimento através da forma rude e tradicional de lecionar, com o passar dos anos, e as mudanças neles ocorridas, houve a necessidade de melhoramento do ensino-aprendizagem e um melhor convívio sócio escolar nas instituições. As escolas atuais não são mais, um espaço de escolarização, mas também, de convivência social que traz diversos valores e ações como laços de afetividade e solidariedade que muitas vezes impactam diretamente em ações que beneficiam outras pessoas, com isso, buscando parcerias que oportunizam estratégias de informações e conhecimentos. Dessa forma, pesquisar as contribuições da referida escola é de suma importância, pois, os resultados desta pesquisa podem sensibilizar outras instituições a adotar a prática de colaborar com as doações, mostrando sua parte socioeducativa para a sociedade e as várias pessoas que necessitam de doação de sangue e medula óssea. Esse trabalho teve por foco identificar a contribuição da E. E. M. Eunice Maria de Sousa Freitas na realização de campanhas de captação de doadores de sangue e realização de cadastro de medula óssea no distrito de Palestina do Cariri, município de Mauriti-CE, em parceria com o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (HEMOCE). O estudo se caracterizou como uma pesquisa de campo, de natureza quantitativa, e do tipo descritiva, onde os dados foram coletados no Hemocentro Regional de Crato, no período de maio a junho de 2018. A pesquisa obedeceu aos preceitos da resolução nº466 de dezembro de 2012, do Conselho Nacional de Saúde. A contribuição dada pela escola resultou em 588 bolsas de sangue e 178 cadastros de medula óssea, com uma compatibilidade. Por esse motivo, a escola ganha seu reconhecimento constantemente, não só por programar uma ação que viabiliza a recuperação de pessoas doentes, mais também por fazer despertar a solidariedade, o ato de doar na comunidade escolar. Ainda propaga a ciência de seus papeis na sociedade, fazendo-os exercerem com muito esmero. Esses resultados motivam a escola a continuar com esse trabalho solidário, a exercer com mais fervor seu papel social, oportunizando uma valiosa parceria com o HEMOCE, contribuindo diretamente no aumento de cadastros de doadores de sangue e medula e diretamente no banco de sangue, com as coletas adquiridas.
Palavras-chave: Doador de sangue,Medula Óssea,Promoção de saúde
Oral
CARACTERIZÇÃO DE VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA ATENDIDAS EM UMA DELEGACIA CIVIL DO INTERIOR DO CEARÁ
MARIA DO SOCORRO NETA GERONIMO ; Francisca Tamiris Pereira de Souza; Regiane Clarice Callou Macedo; sáskya Jorgeanne Barros Bezerra; Grayce Alencar Albuquerque
Introdução. A violência doméstica inclui a violência física, sexual, abuso emocional e comportamentos controladores por um parceiro íntimo, durante ou após o término da relação e pode ocorrer em todos os ambientes e grupos socioeconômicos, devendo, portanto, ter sua caracterização conhecida e estudada. Objetivo. Caracterizar vítimas de violência doméstica atendidas em uma delegacia civil. Método. Trata-se de um estudo quantitativo, no qual foi possível analisar dados referentes ao registro de boletins de ocorrência, registrados pela Delegacia Civil de um município do interior do Ceará. Os dados coletados de janeiro a agosto de 2019 através de um checklist, com um total de 86 boletins de ocorrência. Após coleta, os dados foram tabulados e apresentados sob a forma de frequência absoluta e relativa. O estudo teve aprovação do comitê de ética com parecer 2038188. Resultados. No que se refere aos dados, tem-se que a idade das vítimas que predominou foi de 30 a 59 anos(51,16%), estado civil Solteira(31,39%) e Separada (31,39%), ocupação ignorada (69,76%), número de Filhos ignorado (54,65%), Escolaridade Ignorada(56,97%), vínculo do agressor com a vítima Ex-cônjuge (48,83%), violência sofrida foram ameaças (48,83%) e física (36,04%). Os dados apontam que a maioria das vítimas são mulheres jovens, solteiras ou separadas, agredidas, por seus ex-parceiro através de ameaças e violência física. Dados importantes que poderiam direcionar para políticas públicas são ignorados. Conclusão. O perfil corrobora com outros estudos, revelando vulnerabilidades em comuns para sofrer violência. Torna-se importante caracterizar o perfil das vítimas para se identificar suas vulnerabilidades e se pensar e efetivar estratégias de enfrentamento.
Palavras-chave: Violência,Mulher ,Perfil
Oral
CENTRALIZAÇÃO DAS PREFERÊNCIAS DA PARTURIENTE PARA OTIMIZAÇÃO DO PROCESSO DE PARTEJAMENTO
ROGER RODRIGUES DA SILVA; Rafael da Silva Pereira; Stéffane Costa Mendes; Olivia de Almeida Duarte; Francisco Werbeson Alves Pereira; Camila Almeida Neves de Oliveira
INTRODUÇÃO: A autonomia da parturiente no processo de partejamento vem se tornando um assunto de ampla discussão por especialistas. O novo modelo que centraliza às preferências da mulher para sequenciamento do parto, hoje, representa um fundamento básico para seguimento de tal processo nos serviços obstétricos de todo o mundo. Este estudo justifica-se pela necessidade em compreender a relevância da abordagem de centralização de preferências para o processo de partejamento. OBJETIVO: Identificar os principais elementos da centralização das preferências da parturiente para a otimização da experiência de parir. MÉTODO: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura de caráter descritivo desenvolvida entre os meses de março a junho de 2020. A busca por referências se deu a partir das seguintes bases de dados: SCOPUS, MEDLINE/PubMed, Web od Science e CINAHL; empregando a seguinte estratégia de busca: “Personal autonomy” AND Parturition AND “Management quality circles”, descritores controlados pelo Descritores em Ciência da Saúde (DeCS). Após cruzamento dos descritores, alcançou-se inicialmente 46 resultados. Para elegibilidade dos estudos, elencaram-se os seguintes critérios de inclusão: estudos primários e publicados em qualquer idioma; para exclusão: referências repetidas e que fugissem ao objeto proposto. Ao final, foram incluídos sete artigos. Para análise do nível de evidência científica, apropriou-se do instrumento validado pela Oxford Centre for Evidance-Based Medicine (2011). RESULTADOS: Os principais achados evidenciaram a comunicação profissional-paciente como elemento primário para idoneidade e potencialização do processo de parturição, subsequentemente, o respeito aos direitos, privacidade e autonomia de decisões da parturiente representaram consecutivo fator para satisfação com a assistência. Empatia, suporte emocional, acolhimento, segurança e linguagem acessível integram ademais componentes para otimização do parto e confiabilidade nos profissionais, favorecendo para transcorrência linear e satisfatória do processo. CONCLUSÃO: Em suma, constatou-se que a centralização das preferências da parturiente deve liderar o plano de partejamento, uma vez que respeitar suas predileções contribuem para amenização de impactos negativos do processo de parir bem como favorece para uma experiência atraumática. Um viés identificado refere-se à limitação de evidências nacionais sobre a temática, resumindo-se a apenas duas referências incluídas.
Palavras-chave: AUTONOMIA PESSOAL,PARTURIÇÃO,PARTICIPAÇÃO NAS DECISÕES
Oral
Checklist cirúrgico para segurança do paciente
VYVYANE DE CASTRO DA SILVA ; Vitória Ferreira Mendes Bezerra; Rafael da Silva Lima; Michelle Melo Guedes; Débora Iamara Menezes dos Santos; Marlene Menezes de Sousa Texeira
O Centro Cirúrgico se configura como um setor complexo, onde convivem lado a lado máquinas e humanos, sendo que os últimos exigem a eficiência dos primeiros. No contexto de cuidado à saúde, as salas de cirurgias são os locais onde mais ocorrem erros. Para auxiliar a equipe cirúrgica na redução destes eventos a Organização Mundial da Saúde (OMS) em conjunto com cirurgiões, anestesiologistas, enfermeiros, especialistas em segurança do paciente e os próprios pacientes de diversos lugares do mundo desenvolveram uma Lista de Verificação para Segurança Cirúrgica (SurgicalSafetyChecklist). Uma Lista de Verificação de Segurança Cirúrgica (checklist) empregada em qualquer hospital, independentemente do seu grau de complexidade, cujo objetivo é auxiliar as equipes cirúrgicas a seguirem de forma sistemática passos críticos de segurança. Descrever a importância da lista de verificação para cirurgia segura, tendo em vista uma margem de erro mínima, onde trás benéficos tanto para equipe de profissionais que atuam nessa área quanto para os próprios pacientes submetidos aos procedimentos cirúrgicos. Foi realizado um estudo de revisão de literatura nas bases de dados eletrônicas: SciELO, PubMed, e Google Scholar de artigos publicados entre 2017 a março de 2020, nos idiomas selecionados: Português , Inglês e Espanhol. Foram encontrados 53 artigos sobre a temática, mas após analise criteriosa e aplicação dos critérios de inclusão restaram-se oito artigos. Foram selecionadas pesquisas descritivas, transversais e exploratórias, utilizando os descritores em Ciências da Saúde (DeCS) segurança do paciente; cirurgia segura; checklist combinados pelo operador booleano "AND". A utilização da Lista de Verificação para Segurança Cirúrgica é de extrema importância e está associada redução da mortalidade e complicações cirúrgicas, além de qualificar a assistência cirúrgica prestada, valorização e reconhecimento profissional, melhorando a cultura de segurança e comunicação entre a equipe cirúrgica. Diante dos resultados obtidos, observou que o centro cirúrgico é um setor complexo. Onde está passível a erro, então para que erros e falhas possam ser minimizados foi desenvolvido uma ferramenta para promover a redução de complicações. Dada à importância do assunto, torna-se necessário o que os profissionais atuantes na área cirúrgica conheçam a lista de verificação segura para que possam atuar de maneira proativa, assegurando a qualidade da assistência no período perioperatório.
Oral
COMO OS CUIDADOS DE ENFERMAGEM AJUDAM AS MULHERES DURANTE O PARTO NORMAL
JEFFESON DIEGO ALENCAR SILVA; Camila Benedita Bezerra; Ricardo da Silva; Joanderson Nunes Cardoso
Identificar na literatura os achados acerca da assistência de enfermagem ao parto normal. Trata-se de um estudo de revisão integrativa da literatura, realizados nos meses de janeiro a março de 2020. Com buscas seletivas dentro das bases de dados LILACS e BDENF, através dos descritores: “cuidados de enfermagem” e “parto normal”, agrupados pelo operador booleano AND. Tendo como critério de inclusão: artigos originais com texto na integra nas línguas portuguesas e inglesas e disponíveis em meio digital. Sendo excluído: artigos fora da temática e com mais de cinco anos de publicação. Através dos critérios de elegibilidade foram localizados 16 artigos que compuseram a pesquisa. O momento do parto gera ansiedade em algumas mulheres, principalmente nas mães de primeira viagem. Assim a enfermagem desempenha papel crucial na assistência a estas mulheres. Evidenciou-se entre os artigos estudados que o enfermeiro dispõe de tecnologias de cuidados que contribuem na sua assistência ao parto normal. Entre elas estão: os movimentos pélvicos, banho morno, exercícios respiratórios para facilitar o parto. Uma das posições que mais conforta as mulheres é a posição vertical, variando também de cada caso abordado. A enfermagem assistiu a mulher do início até o processo final do parto normal atendendo suas necessidades, sempre orientando e oferecendo métodos não farmacológicos de alivio da dor, prestando um atendimento humanizado. Entretanto, evidenciou-se nos estudos que ainda há grande predominância dentro das maternidades do parto cesariano. Percebe-se que a enfermagem proporciona cuidados direcionados as mulheres que estão em trabalho de parto normal de maneira humanizada. E que sua assistência é de suma importância para tornar este momento agradável à parturiente. Os achados deste estudo possibilitam uma visão ampla da importância do enfermeiro durante o parto normal de maneira a humanizar a assistência a estas mulheres.
Oral
COMPETÊNCIAS DO DISCENTE DE ENFERMAGEM NO ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO: REVISÃO NARRATIVA
MARIA SOARES DE LACERDA; ANGELICA PEREIRA DE OLIVEIRA Pereira de Oliveira; MARIA JUSCINAIDE HENRIQUE ALVES
O Estágio Curricular Supervisionado é uma modalidade de ensino obrigatória nos últimos períodos da formação profissional em saúde. Tem como propósito conduzir o estudante a articular teoria e prática dentro de regime de formação interativo com profissionais, universidade e comunidade; oportunizando a construção de competências do fazer profissional. Objetivou-se, analisar conforme a literatura atualizada a construção das competências do discente de enfermagem no Estágio Curricular Supervisionado. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, desenvolvida no período de agosto a outubro de 2019, na base de dados Literatura Latino Americana em Ciências da Saúde e na biblioteca Scientific Electronic Library Online, utilizando os descritores: Estudantes de enfermagem, Competência profissional e Padrões de prática em enfermagem. Os estudos identificados foram submetidos a filtragem: texto completo disponível, idiomas (português, inglês e espanhol) e tipo de documento (artigo). Procedeu-se a leitura dos títulos e resumos, aplicando critérios de inclusão: artigos originais, e de exclusão: editoriais, reflexões, comentários breves, repetidos e duplicados e não atender a pergunta norteadora. Obtiveram-se 12 estudos para amostra final. Identificou-se que apesar do processo de formação do enfermeiro ter sofrido transformações ao longo do tempo, por vezes, os cursos de graduação não conseguem cumprir com as exigências da formação do perfil profissional. Enfermeiros têm questionado sua formação acadêmica para atuar em cenários específicos, considerando-a insuficiente para atender às demandas das áreas de atuação, ao passo que o cuidado em saúde demonstra fragilidades. Ainda, evidenciam que a formação, não acompanha as necessidades do mercado de trabalho, que exige trabalhadores qualificados, agregado às competências de inovação, criatividade, autonomia e tomada de decisões. Diante destes apontamentos, desponta a necessidade de mudanças no paradigma do conhecimento dividido entre a teoria e a prática e aponta-se a demanda por um modelo pedagógico que oportunize a consolidação das competências profissionais do enfermeiro.
Palavras-chave: Competência de Enfermagem,Competência Profissional,Padrões de Prática em Enfermagem
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COMPETÊNCIAS DO ENFERMEIRO PARA ATENÇÃO A SAÚDE DA MULHER NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE
ANGÉLICA PEREIRA DE OLIVEIRA; Maria Juscinaide Henrique Alves; Diane Sales Vieira
O/a enfermeiro/a apresenta papel central nas ações de cuidado à mulher nos diferentes cenários da rede de atenção do Sistema Único Saúde, para o qual deve apresentar competências definidas nas Diretrizes Curriculares Nacionais: atenção à saúde, tomada de decisão, comunicação, liderança, gerenciamento e educação permanente. Objetivou-se identificar as competências do/a enfermeiro/a para assistência a mulher no contexto do Sistema Único de Saúde. Trata-se de um estudo de revisão integrativa da literatura. A busca foi realizada de forma pareada em fevereiro de 2018, nas bases de dados: Medical Literature Analyses and Retrieval System Online, Literatura Latino Americana em Ciências da Saúde, Base de Dados de Enfermagem e na biblioteca: Scientific Electronic Library Online. Foram utilizados os descritores em associação com o operador booleano AND: Nurses; Clinical Competence e Women's Health. A amostra final foi de 26 manuscritos, os dados foram extraídos por formulário de elaboração própria e analisados conforme literatura pertinente. Os resultados apontaram que o/a enfermeiro/a apresenta competências para atenção à saúde da mulher em contextos biológicos e reprodutivos mediados por protocolos direcionados ao processo de adoecimento da mulher, o cuidado é realizado de forma fragmentada e não acolhe a integralidade das mulheres; aptidões para comunicação verbal e não verbal, no entanto a abordagem de temas complexos é falha, prejudicada principalmente pelo tecnicismo; administração e gerenciamento clássico com ações burocráticas voltadas para direcionamento dos recursos humanos e materiais; limitações para tomada de decisão e educação permanente; não foram encontrados evidências nos estudos sobre a liderança dos enfermeiros/as. Assim, o/a enfermeiro/a apresenta competências para assistência à saúde da mulher, no entanto estas necessitam ser qualificadas e modeladas para efetivação da assistência ofertada, considerando que ainda apresenta forte vinculação com o ciclo reprodutivo e os fatores biológicos, negligenciando-se a abordagem integral da população feminina.
Palavras-chave: Enfermeiros, Competência clínica, Saúde da mulher
Oral
COMPLICAÇÕES CARDIOVASCULARES ASSOCIADAS A COVID-19
RAYNARA AUGUSTIN QUEIROZ; Mariane Ribeiro Lopes; José Hiago Feitosa de Matos; Gabriela de Sousa Lima; Emiliana Bezerra Gomes
Estudos recentes têm associado a COVID-19 a danos e/ou complicações cardiovasculares diretas e indiretas. Objetiva-se levantar na literatura as principais complicações cardiovasculares da COVID-19. Trata-se de uma revisão narrativa desenvolvida entre os meses de junho e julho de 2020, na Biblioteca Virtual da Saúde (BVS), com estudos indexados nas seguintes bases de dados: Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE). Para a operacionalização da busca avançada foram utilizados Descritores em Ciências da Saúde (Decs): “doenças cardiovasculares” e “COVID-19”, mediados pelo operador booleano AND. Quanto aos critérios de inclusão: textos completos, idiomas inglês e português, publicados no período de dezembro de 2019 a junho de 2020, abordando as complicações cardiovasculares associadas a COVID-19. Foram excluídas revisões e literaturas cinzas, como teses e dissertações. Foram identificadas 104 publicações que foram selecionadas pela leitura de títulos e resumos, seguindo os critérios de inclusão e exclusão. Assim, totalizaram nove artigos para amostra final. Todos os estudos selecionados mostraram que a infecção pelo novo coronavírus causa uma resposta inflamatória vascular sistêmica, com aumento de citocinas e biomarcadores, sendo comum a incidência de sintomas cardiovasculares. As principais complicações cardiovasculares associadas a COVID-19 foram: lesão ao miocárdio, tromboembolismo, arritmias e insuficiência cardíaca. No entanto, os mecanismos que causam essas complicações ainda não foram totalmente elucidados. Vale ressaltar que os estudos apontaram que pacientes com problemas cardiovasculares prévios, tendem a desenvolver a forma mais grave da doença. Dessa forma, as complicações cardíacas causadas pela COVID-19 são comuns entre pacientes infectados e contribuem para alta morbimortalidade da doença. Logo, faz-se necessário o desenvolvimento de novos estudos para que se possa entender melhor a relação do sistema cardiovascular e a COVID-19, bem como principais indicações de cuidado.
Palavras-chave: Doenças Cardiovasculares,COVID-19,Coração,Pandemias
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COMPLICAÇÕES OBSTÉTRICAS EM DECORRÊNCIA DA COVID-19: REVISÃO INTEGRATIVA
PAULA SUENE PEREIRA DOS SANTOS; Josefa Fernanda Evangelista de Lacerda; Maria Heloisa Alves Benedito; Sabrina Alaide Amorim Alves; Evanira Rodrigues Maia; Dayanne Rakelly de Oliveira
As gestantes estão incluídas no grupo populacional com maior vulnerabilidade à infecção por COVID-19. Essa atenção prioritária ocorre devido às características peculiares dessa fase, visto as alterações metabólicas e imunológicas adaptativas. Com isso, há preocupação destas serem infectadas pelo vírus SARS-CoV-2 e desenvolverem formas graves da doença o que poderia resultar em necessidades de suporte à saúde em unidades de terapia semi-intensiva ou intensiva. Identificar as principais complicações por COVID-19 durante a gestação. Trata-se de um estudo de revisão integrativa com busca pareada, realizada nas bases de dados Pubmed, Medline, Scopus, Web of Science e na biblioteca Scielo, pelo Portal de Periódicos da Capes. Utilizou-se os MeSH pregnancy, pregnant woman e a palavra-chave COVID-19, junto aos operadores booleanos AND e OR: COVID-19 AND pregnancy OR “pregnant woman” em todas as bases, 42.095 referências foram encontradas. Após aplicação do filtro, publicado em 2020, restaram 1.813. Realizou-se a leitura dos títulos e resumos, concomitante a aplicação dos critérios de inclusão (estudo do tipo artigo original) e de exclusão (artigos de revisão e reflexão). Leu-se na íntegra 29 artigos, desses 15 artigos internacionais compuseram a amostra final. Os resultados apontam complicações ocorrendo principalmente entre a 36ª e 41ª semana gestacional (50%), sendo os sintomas mais citados: febre (66,6%), tosse (46,6%), dispneia (40,0%), mialgia (40,0%) e dor de garganta (13,3%). Encontrou-se ainda hipóxia aguda, asma, leucocitose, linfopenia, função hepática comprometida, aumento dos níveis de aspartato aminotransferase, ruptura prematura de membranas e má perfusão vascular fetal, lesões de má perfusão vascular materna, aumento focal da deposição de fibrina perivilosa, infecção ascendente com corioamnionite aguda, funisite aguda e vilite crônica, (53,3%) necessitaram de cuidados intensivos, (46,6%) utilizaram antibioticoterapia e (33,3%) oxigenoterapia. Destarte, percebeu-se que os sintomas são semelhantes aos pacientes não gestantes, com complicações exíguas e pontuais. Não foi possível esclarecer que as gestantes tenham maior risco de infecção grave ou morte, embora achados mostraram utilização de cuidados intensivos. Constata-se a necessidade de estudos de alta evidência científica para que se conheçam as complicações na gestação associada à COVID-19, com intuito de tratar a doença e reduzir a morbimortalidade materna.
Oral
COMPORTAMENTO ALIMENTAR DA CRIANÇA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
MARIA GISLEIDE PENHA DE LIMA; ANA KAROLINE DE ALMEIDA LIMA; KELY VANESSA LEITE GOMES DA SILVA
O autismo é um distúrbio neurobiológico, que compromete o desenvolvimento motor e psiconeurológico dificultando a cognição, a linguagem e a interação social da criança, sendo mais comum entre o sexo masculino e geralmente é diagnosticado antes dos três anos de idade. Observa-se ainda a existência de problemas relacionados a dificuldades no processo de alimentação no qual os pais têm restrições quanto a forma de oferecer alimentos essenciais para o desenvolvimento dos seus filhos. O presente trabalho teve como objetivo investigar na literatura o comportamento alimentar da criança com transtorno de espectro autista. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada no mês de julho de 2020, no qual utilizou-se as bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Medical Literature Analysis and Retrievel System Online (MEDLINE) e Base de dados de enfermagem (BDENF). Foram usados os descritores: autismo, criança e comportamento alimentar, utilizando o operador booleano and para o cruzamento. Encontrou-se um total de 66 publicações, no qual foi traçado como critérios de inclusão: artigos gratuitos publicados na íntegra, em idioma inglês, português e espanhol, no período de 2015 a 2020. Os critérios de exclusão foram: publicações repetidas, que não respondesse o objetivo proposto. A amostra final foi de 15 estudos para análise. Observou-se que a dificuldade alimentar é um problema prevalente em crianças com autismo, que resulta em preocupação aos pais devido ao comprometimento do estado nutricional decorrente da baixa ingestão de nutrientes. Entre os comportamentos alimentares verificados pode-se citar a alimentação seletiva, recusa e aceitação a certos alimentos, consumo da mesma comida repetidamente e resistência a experimentar uma nova alimentação. Além disso, as crianças também demonstram as mais variadas reações, como preferências ao sabor, cor, aparência e textura dos alimentos. Verificou-se que esse público infantil apresentam um comportamento problemático no momento da refeição como: agitação, choro, irritação e a não permanência na mesa até terminarem de se alimentar, tornando um período estressante para a família. Dessa maneira, considerando todos os aspectos supracitados, pode-se verificar que é de grande importância um planejamento na alimentação de crianças com autismo, na tentativa de fornecer a mesma todos os nutrientes essenciais para o desenvolvimento saudável e melhor qualidade de vida.
Palavras-chave: Autismo, Criança, Comportamento alimentar
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COMPROMETIMENTO RENAL DE PACIENTES COM COVID-19: REVISÃO INTEGRATIVA
RAUL RORISTON GOMES DA SILVA; Maria Isabel Caetano da Silva; Paula Leticia Wendy de Souza Nunes; Valéria de Souza Araújo; Jacieliton Martins Teles da Silva Morais; Woneska Rodrigues Pinheiro
Em dezembro de 2019, casos de pneumonias de etiologia desconhecida surgiram em Wuhan, na China. Diversas pessoas apresentaram sinais comuns de síndrome gripal, após o isolamento do vírus, foi declarado um novo coronavírus chamado de SARS-CoV-2, responsável por causar a doença COVID-19. Informações sobre o vírus e seus danos no corpo humano estão sendo publicadas diariamente, conhecer como o SARS-CoV-2 age no sistema renal provocando injúria, evita a progressão rápida da doença e melhora o desfecho dos pacientes. Investigar os principais achados clínicos e laboratoriais relacionados a disfunções renais desenvolvidas em pacientes após infecção por SARS-CoV-2. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada nos meses de junho e julho de 2020. A busca ocorreu na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) nas bases de dados: Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE) e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS). Foi realizado o cruzamento dos termos por meio do operador booleano AND: Insuficiência Renal AND COVID-19 e Lesão Renal Aguda AND COVID-19, que resultaram em 98 estudos. Os filtros aplicados foram texto completo disponível e tipo de documento artigo; não foram definidos idiomas e ano de publicação, para que todos os estudos desenvolvidos sobre a temática fossem avaliados. Após aplicação dos filtros, 87 estudos passaram pela leitura de títulos e resumos, 27 foram selecionados para a leitura na íntegra, mas apenas nove atenderam ao objetivo dessa pesquisa. Constatou-se alta incidência de lesão renal aguda e insuficiência renal nos pacientes com COVID-19. Todos os casos tinham níveis elevados de creatinina e ureia, marcadores utilizados para avaliar a função renal. Outros achados referidos nos estudos consistiram em diminuição da taxa de filtração glomerular, proteinúria, hematúria e anúria. Nessa perspectiva, a avaliação do sistema renal de pacientes com COVID-19 deve ser preconizada durante a assistência da equipe multiprofissional de saúde, para assim reduzir os danos causados pelo vírus e melhorar o prognóstico desses pacientes, pois os estudos demonstram uma relação de afinidade do vírus SARS-CoV-2 e células renais causando injúrias.
Palavras-chave: Insuficiência Renal,Lesão Renal Aguda,COVID-19
Oral
CONDIÇÕES DE TRABALHO E EXPOSIÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM FRENTE Á COVID-19
MARIANE RIBEIRO LOPES ; Maria Lucilândia de Sousa; Nadilânia Oliveira da Silva; Carla Andréa Silva Souza; Mauro McCarthy de Oliveira Silva; Grayce Alencar Albuquerque
Objetiva-se analisar as condições de trabalho que os profissionais de enfermagem se encontram e o gerenciamento de recursos e insumos em meio à pandemia covid-19. Trata-se de revisão narrativa da literatura de, de caráter exploratório, e natureza qualitativa, cuja busca bibliográfica ocorreu em junho de 2020, através da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), obtendo artigos da Base de Dados de Enfermagem e Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde, pelo cruzamento dos descritores, “Infecções por coronavírus”, "Prevenção e controle" e “Enfermagem”, adicionado o operador boleano “AND”. Aplicaram-se como critérios de inclusão textos completos, nos idiomas de português, inglês e espanhol, tendo como recorte temporal o ano de 2020. Seis artigos compuseram a amostra, após aplicação dos critérios totalizaram quatro artigos como amostra final. A adaptação dos profissionais de enfermagem frente às drásticas mudanças pode ser visto como um dos principais desafios apresentados, no entanto, esses profissionais dependem de ações voltadas para promoção de segurança do paciente, pois a falta de insumos compatíveis para a assistência qualificada e segura do indivíduo pode acrescer em riscos adversos aos profissionais e a população. Considerando a necessidade de manutenção do máximo de profissionais trabalhando em prol da redução de impactos negativos é imprescindível garantir acesso a equipamentos de proteção individual em número suficiente e com eficácia reconhecida, além das recomendações para capacitar esses trabalhadores ao uso correto das barreiras e ajustes na organização dos fluxos operacionais dos serviços. É importante repensar as condições de trabalho, saúde e segurança dos profissionais de enfermagem frente à covid-19 visando evitar impactos negativos na assistência ao paciente que busca atendimento nos serviços de saúde. Dessa forma, os cuidados para prevenção de contaminação de trabalhadores nesta pandemia pelo novo coronavírus devem ser priorizados, principalmente assegurando-se aos profissionais de saúde, equipamentos de proteção individual suficiente e de qualidade, a fim de propiciar que estes não atuem como vetores para transmissão da doença e evitam o adoecimento. Por fim, tendo em vista a descoberta recente da covid-19, ainda se demanda maiores estudos e atualizações técnicas pelos pesquisadores, gestores e profissionais de saúde.
Palavras-chave: Infecção por coronavírus, prevenção e controle,enfermagem
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Condutas assistenciais de Enfermagem aos pacientes vítimas de queimaduras
GABRIELA LUCENA CALIXTO; Suzana Fideles dos Santos; Lorena Farias Rodrigues Correia; Luís Pereira de Morais; Woneska Rodrigues Pinheiro
Introdução: queimaduras configuram-se como lesões traumáticas ocasionadas pela exposição à chamas, líquidos quentes, superfícies quentes, frio extremo, substâncias químicas, radiação, eletricidade atrito ou fricção, que atingem a pele ou outros tecidos, órgãos e membros, a depender da profundidade e da extensão da queimadura, promovendo atentado à integridade física e psicológica do paciente. Objetivo: o presente estudo visa descrever a atuação da equipe de enfermagem no contexto de unidades especializadas na assistência intensiva a pacientes vítimas de queimaduras. Metodologia: trata-se de uma revisão narrativa de literatura desenvolvida no período de março à abril de 2020. A busca de dados foi realizada por meio dos Descritores em Ciência e Saúde (DeSC) usando o operador boleano AND para efetuar o seguinte cruzamento: Cuidados de enfermagem AND Assistência ao paciente AND Queimaduras. A pesquisa bibliográfica foi executada de forma homogênea nas bibliotecas virtuais BVS, PUBMED, SCIELO, nas bases de dados BDENF, LILACS e MEDLINE. O cruzamento dos termos resultou em 331 estudos, sendo selecionados apenas 8 trabalhos que atendiam ao objetivo dessa pesquisa. Resultados: os achados dessa pesquisa evidenciaram que compete à equipe de enfermagem ações que estendem-se desde o atendimento pré-hospitalar, tais como: identificar o agente causador da queimadura ou afastar a vítima da fonte de calor, resfriar devidamente a área queimada e realizar a limpeza, cobrir o local, se possível, com gazes estéril e não aderente, além aquecer o paciente prevenindo o risco de hipotermia, até os cuidados intensivos prestados em unidades hospitalares de assistência a pacientes queimados. Destacam-se ações como: desbridamento, manutenção da permeabilidade das vias aéreas, reposição de fluidos, controle da dor, realização de exame neurológico, curativos prevenindo o risco de infecções e promovendo a cicatrização mais rápida das lesões, bem como a promoção de nutrição adequada, higiene do paciente, mudança de decúbito, avaliação constante da evolução clínica do paciente e apoio psicológico. Considerações Finais: as condutas assistenciais dos enfermeiros e enfermeiras a pacientes vítimas de queimaduras, baseiam-se em uma abordagem ampla de tarefas exigentes de competência e atualização profissional constante, experiência de atuação no setor, sensibilidade a dor do próximo, trabalho em equipe, além de amplo conhecimento técnico e científico.
Palavras-chave: Enfermagem, Assistência, Queimaduras
Oral
CONHECIMENTO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM ACERCA DA AVALIAÇÃO E PREVENÇÃO DE LESÕES POR PRESSÃO
YVINNA MARINA SANTOS MACHADO; Maria Eduarda Oliveira de Alencar; Mariane Ribeiro Lopes; Paula Fernanda da Silva Ramos; Thaís Isidório Cruz Bráulio
O conhecimento teórico-prático da equipe de enfermagem acerca das lesões por pressão (LPP), é ferramenta essencial para a promoção de um cuidado efetivo aos pacientes susceptíveis ou acometidos, prevenindo de maneira adequada o seu surgimento e evitando possíveis complicações relacionadas a esta. Objetiva-se descrever o conhecimento da equipe de enfermagem acerca da avaliação e prevenção de lesões por pressão. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada no período de julho de 2020, via Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando os descritores “Cuidados de enfermagem”, “Lesão por pressão” e “Conhecimento”, em conjunção do operador booleano AND. Foram utilizados como critérios de inclusão: estudos publicados nos idiomas português, inglês e espanhol, nos últimos 10 anos e que apresentassem texto completo disponível. Foram excluídos aqueles que não atenderam ao objeto de pesquisa. Mediante o cruzamento, foram identificados 106 artigos, sendo selecionados 12 estudos a serem analisados. Evidencia-se que boa parte das equipes de enfermagem apresentam conhecimento fragilizado acerca das LPP, resultando em déficit em relação à avaliação e às intervenções que podem ser implementadas para prevenir seu desenvolvimento/surgimento, implicando em condutas que podem retardar o processo de recuperação e resultando em técnicas ou abordagens inapropriadas para o tratamento eficaz destas lesões. Faz-se necessário a adoção de estratégias educativas direcionadas à equipe de enfermagem, no intuito de ampliar o conhecimento dos profissionais quanto aos tipos de lesões, medidas preventivas e tratamento adequado da LPP, de forma a promover uma assistência mais eficiente aos pacientes susceptíveis ou acometidos com tais lesões.
Palavras-chave: Cuidados de enfermagem, Lesão por pressão,Conhecimento
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CONHECIMENTO DA POPULAÇÃO EM RELAÇÃO AO SUPORTE BÁSICO DE VIDA
MARIA WESLANIA SALVIANO DOS SANTOS; Hygo Julles Rokar; Marcio Rosendo de Barros; Nathália Araújo de Macêdo
Há situações que necessitam de atendimento urgente ou emergente, que podem ocorrer em qualquer local, rua, praça e até mesmo no domicílio. Sendo assim a população deveria possuir habilidades para agir em situações que necessitassem de assistência imediata até a chegada de profissionais capacitados para prestarem os cuidados necessários. Neste sentido, o presente estudo tem como objetivo identificar se a população possui conhecimentos e habilidades necessárias para a prestação de primeiros socorros a urgências e emergências. A metodologia utilizada para este estudo consiste em uma pesquisa bibliográfica com abordagem qualitativa. Para análise bibliográfica foram selecionados estudos que se encaixam nos seguintes critérios: artigos publicados entre 2008-2019, escritos em português, inglês e espanhola, que estivessem disponíveis online e gratuitos e que abordassem temáticas relacionadas ao conhecimento e interesse da população sobre a prestação de primeiros socorros em urgências e emergências, foram escolhidos estudos realizados com profissionais de saúde e socorristas. Critérios de exclusão artigos com profissionais da área da saúde, artigos realizados com população que tenham cursos básicos de primeiros socorros. O levantamento do estudo se deu através da pesquisa nas seguintes bases de dados: SciELO, lilacs, BDENF e foram utilizados os seguintes descritores em saúde: vidas, primeiros socorros, suporte básico de vida, atendimento urgente. Contudo foram utilizados artigos, periódicos e teses para a construção deste artigo. Para a obtenção dos resultados foram usadas tabelas para discriminar alguns artigos que fizeram parte deste estudo e os dados expostos puderam mostrar que a maioria da população pesquisada são leigas em relação aos primeiros socorros, com o principal fator de falta de conhecimento prestada de alguma forma ao longo da vida. Conclui-se que é importante a população leiga ter conhecimentos de primeiros socorros, pois as urgências pode ocorrer em vários lugares onde não há presença de profissionais da saúde como casa, praça, ruas e etc. Porém é necessário a capacitação para o manuseio da técnica, para assim obter segurança e evitar intercorrências.
Oral
CONHECIMENTO DE ADOLESCENTES ACERCA DE GRAVIDEZ E O USO DE MÉTODOS CONTRACEPTIVOS
HYGO JULLES ROKAR; Nathália Araújo de Macêdo; Marcio Rosendo de Barros; Maria Weslania Salviano dos Santos; Maria Jeanne de Alencar Tavares
O presente estudo tem como objetivo analisar o conhecimento de adolescentes a cerca da gravidez e da utilização de métodos contraceptivos. Trata-se de um estudo descritivo, exploratório, com abordagem qualitativa, realizada com 15 adolescentes puérperas de um Hospital Maternidade de referência do Município de Juazeiro do Norte- Ceará. Utilizou-se como critério de inclusão: adolescentes puérperas na faixa etária de 12 a 19 anos, sejam elas advindas de parto vaginal ou de cesariana e que se encontravam no leito no momento da entrevista. Foram excluídas: puérperas em coma pós parto e pacientes que não estivessem acompanhadas de um responsável, quando menores de 18 anos. O número de participantes foi delimitado no decorrer da pesquisa através do método de saturação. A coleta de dados se deu através de entrevistas semiestruturadas. As participantes receberão o nome de personagens bíblicos para manter o sigilo. A presente pesquisa respeitou todos os preceitos éticos e legais da Resolução 466/2012 e da Resolução 510/2016. A análise do estudo identificou que 33,33% das participantes relataram nunca terem recebido informações a respeito do uso de métodos contraceptivos, enquanto as 66,67% que receberam demonstraram que embora tenham recebido alguma orientação sobre os métodos, estas não atendiam as suas necessidades, sendo por vezes incompletas ou errôneas, uma vez que não foram repassadas através de pessoas capacitadas para prestarem tal informação. Dentre os impactos citados pelas participantes, os principais foram à falta de apoio familiar e social e a necessidade de por vezes ter que abandonar os estudos para cuidar da criança. As envolvidas no estudo tiveram a percepção de que a gravidez iria modificar as suas vidas significativamente, uma vez que estavam fazendo a transição de filhas para mãe, processo esse que se tornava ainda mais complicado por conta da deficiência do apoio social e familiar. O presente estudo possibilitou constatar que a informação errônea e/ou a falta de informação sobre o uso dos métodos contraceptivos é fator favorecedor para a ocorrência de gravidez indesejada ou não planejada na adolescência, o que reforça a necessidade de capacitação dos profissionais de educação e de saúde para que os mesmos possam abordar essa temática nas escolas e na comunidade, educando e conscientizando os adolescentes sobre saúde sexual e reprodutiva, a fim de reduzir significativamente os índices de gravidez não planejada e/ou indesejada.
Oral
Conhecimento de adolescentes sobre a atuação da Gestão Escolar no enfrentamento à violência
MARIA TEREZA COSTA CLEMENTE ; GRAYCE ALENCER ALBUQUERQUE; PEDRO HIARLLEY BATISTA CARVALHO; RENAN VIANA DA SILVA; EDNALDO YRUAN LOPES DOS SANTOS; GABRIELE PAULINO FERNANDES
A violência se caracteriza como um problema social e que se manifesta no cotidiano das escolas. Pesquisa intitulada Diagnóstico Participativo das Violências nas Escolas, realizada pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais em parceria com o Ministério da Educação, constatou que cerca de 70% dos adolescentes afirmam que já sofreram algum tipo de agressão dentro da escola. Destarte, para o enfrentamento da violência no ambiente escolar é primordial o desenvolvimento de ações pela Gestão Escolar, professores e alunos. Por conseguinte, este estudo teve como objetivo identificar o conhecimento de adolescentes sobre como deve ocorrer a atuação da Direção Acadêmica no enfretamento à violência contra adolescentes. Estudo quantitativo, realizado em uma escola do Ensino Médio no município de Juazeiro do Norte, Ceará, nos meses de maio e junho de 2020, através da aplicação de questionários online enviados aos alunos entre 12 a 18 anos de idade, após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa. Os dados foram tabulados em planilhas de Excel e contabilizados em frequência absoluta e relativa. Participaram da pesquisa 61 adolescentes. Frente à importância de se prevenir a violência na escola, 58 participantes (95,10%) afirmam que essa ação deve ser posta em prática pela gestão escolar, 46 alunos (75%) afirmaram que deve haver ações da gestão para diminuição da violência na escola, 45(74%) acreditam que é necessário conseguir verbas para compra de materiais para a escola e/ou melhorar a estrutura física para enfrentamento da violência e 36 (59%)registraram a importância de aumentar a aprendizagem dos alunos sobre o tema em conteúdos acadêmicos. Frente à criação de um programa para prevenção de violência na instituição escolar, 42(69%) consideraram que deve haver a participação de todos os discentes; 36(59%) afirmam que a cooperação do diretor e coordenação pedagógica é imprescindível e 34(56%) destacam que é essencial a cooperação dos professores. Verifica-se que a atuação da gestão escolar deve realizar ações de enfrentamento à violência contra adolescentes no ambiente escolar e que para que essas ações ocorram de forma satisfatória é necessário a participação de toda a comunidade escolar.
Oral
CONHECIMENTO DOS PAIS SOBRE O LEITE MATERNO: UMA REVISÃO DA LITERATURA
HELOIZA ALENCAR PEREIRA
INTRODUÇÃO: A gravidez é uma fase de transformações físicas e psicológicas na mulher e seu desfecho é o parto. A fase do puerpério envolve a amamentação, sendo o leite materno o alimento ideal para a criança. Nele, contém nutrientes que protegem os infantes contra infecções, diarreias, doenças respiratórias, alergias, entre outras, bem como é a forma mais simples de oferecer a criança todos os nutrientes necessários para seu crescimento e desenvolvimento. O Ministério da Saúde recomenda o leite materno, de forma exclusiva, até sexto mês de vida e de forma complementar, até os 2 anos ou mais. Contudo, mesmo diante da importância do leite materno para a criança, encontram-se pais que desconhecem os benefícios oferecidos por esse alimento. OBJETIVO: Identificar a luz da literatura o conhecimento dos pais sobre os benefícios do leite materno para a criança. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo de revisão narrativa da literatura que é baseada em revisar métodos, teorias ou estudos já publicados sobre o assunto proposto. A busca dos artigos sobre a temática foi realizada na BVS, com período de abrangência entre 2015 a 2020, fazendo parte deste estudo sete artigos. RESULTADOS: Os estudos mostraram que os pais compreendem a importância e os benefícios do leite materno para seu filho, sendo elencados: a saúde do bebê (sobrepeso, imunidade), o desenvolvimento dentário da criança, a interferência positiva no aprendizado, tornando-os mais inteligentes no futuro, o fator econômico e o estreitamento dos laços afetivos. Outro ponto relevante apresentado nos estudos é que gestantes que realizaram poucas consultas de pré-natal possuem pouco conhecimento sobre os benefícios do leite materno para a criança e isto é um dos fatores a não adesão ao ato de amamentar. CONCLUSÃO: Por fim, este trabalho permitiu informar que os pais possuem conhecimento sobre os benefícios do leite materno para o bebê e que a ausência do mesmo se deve a baixa adesão das gestantes a consulta pré-natal. Assim, é provável que os profissionais de saúde possam modificar essa realidade se iniciarem o acompanhamento pré-natal de gestantes ainda no primeiro trimestre, realizando o número mínimo de consultas preconizadas pelo Ministério da Saúde, e para comprovar isso, estudos devem ser realizados.
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CONSEQUÊNCIAS DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA PARA O BINÔMIO MÃE-FILHO
RAMON YAPONAN SILVA MAGALHÃES ; Maria Jacqueline Braga Parnaíba; Antônia Luana da Silva Sousa; Géssica Borges de Lemos; Natália Maria Pedroza do Nascimento; Francisco José Braga Parnaíba
INTRODUÇÃO: A violência doméstica durante a gestação é caracterizada como uma violência contra uma mulher grávida, realizada por qualquer parente seja do sexo feminino ou masculino que reside no mesmo lar da violentada. Diante disso surge a seguinte pergunta norteadora: Quais as consequências da violência doméstica para a gestante e o feto? Justifica-se pela violência doméstica ser um fator atenuante para a mortalidade materna, abortos, óbitos perinatais, baixo peso ao nascer e nascimentos prematuros. OBJETIVO: Descrever as consequências da violência doméstica para o binômio mãe-filho. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, produzida entre junho e julho de 2020, no portal regional da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), nos repositórios digitais da Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Scientific Electronic Library Online (SciELO), utilizando como descritores: “Violência Doméstica ”, “Complicações na Gravidez” e “Relações Materno-Fetais”, combinando os operadores booleanos “AND” e “OR”. Os critérios de inclusão foram: publicações com idiomas em português e/ou inglês disponíveis na íntegra em periódicos eletrônicos, com datas de publicações entre 2016 e 2020, sendo excluídos aqueles que não respondiam à temática em questão e estudos duplicados. Resultando em um total de oito artigos para análise. RESULTADOS: Toda gestante está sujeita a sofrer violência doméstica, seja física, verbal ou emocional. Segundo relatos das próprias gestantes, a intensidade e quantidade de agressão doméstica aumentam durante o período gestacional, chegando ser um grande problema de saúde pública devido à taxa de mortalidade e morbidade tanto do feto/neonatal quanto materna. As consequências mais comuns são: depressão pós-parto, lesões, suicídio, baixa autoestima, uso abusivo de álcool e drogas, estresse emocional, aborto voluntário e provocado, parto prematuro, baixo peso ao nascer e má formação do feto. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Evidenciou-se a importância do pré-natal das gestantes serem realizados por profissionais qualificados, já que uma inspeção cuidadosa, com auxílio de perguntas bem elaboradas e escuta de qualidade são ferramentas indispensáveis para se identificar se há ou houve sequelas de agressão, possibilitando o enfretamento e fortalecimento da mulher para a defesa da mesma e do seu feto.
Oral
CONSEQUÊNCIAS PSICOLÓGICAS DA VIOLÊNCIA SEXUAL NA INFÂNCIA
AÇUCENA DE FARIAS CARNEIRO; Hyan Hesley Pereira Diniz Figueiredo; Maria de Fátima Trajano de Farias; Rodrigo Sousa de Abrantes; Vitória Sales Firmino; Maria Joyce Tavares Alves
Introdução: A violência sexual é uma problemática presente e recorrente em vários cenários da sociedade brasileira. As repercussões são tão intensas que podem causar inúmeros traumas, principalmente quando as vítimas são crianças. Objetivo: Identificar as principais consequências psicológicas causadas pelo abuso sexual infantil. Método: Trata-se de um estudo bibliográfico, descritivo, reflexivo realizado por meio de revisão integrativa. Ao utilizar os descritores “abuso sexual na infância”, “defesa da criança e do adolescente” e “psicologia”, em busca no banco de dados da Biblioteca Virtual em Saúde, foram encontrados 267 artigos. Após considerar apenas os estudos hospedados nas bases de dados do Sistema Online de Busca e Análise de Literatura Médica, Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde e Base de Dados de Enfermagem, completos, nos idiomas português, espanhol e inglês, publicados nos últimos cinco anos, e excluir textos repetidos, foram selecionados 28 artigos. Resultados: De acordo com a literatura, a violência sexual infantil costuma iniciar de forma mais branda e com o decorrer do tempo o agressor faz uso da inocência da vítima, aumenta a frequências dos abusos e é nesse momento que a criança começa a sentir-se insegura. São incalculáveis os danos que podem ser causados à vítima, de modo que entre os distúrbios psicológicos capazes de apresentar maiores repercussões, estão o déficit neuronal, prejuízo emocional, cognitivo e social, sofrimento por doenças mentais, transtorno de estresse pós-traumático, e risco de suicídio. Além disso, em alguns casos, ao atingir idades mais avançadas a vítima chega a desenvolver problemas mentais devido ao uso abusivo de substâncias utilizadas para esquecer a vivência do trauma. Vale ressaltar que na maioria das vezes o autor da violência é alguém próximo à família e a criança, o que dificulta na identificação da violência e possível intervenção. Considerações finais: Percebe-se que as consequências psicológicas atingem a vítima em grande intensidade, o que fundamenta a necessidades de debates e criação de estratégias de prevenção, enfrentamento e quebra do receio histórico-social de dialogar sobre o assunto. Assim, acredita-se na possibilidade de uma facilitação no processo de identificação do abuso sexual, podendo reduzir os danos causados pelo abuso a longo prazo, além de ofertar imediato tratamento psicológico para as vítimas, visando a diminuição dos prejuízos psicológicos.
Palavras-chave: Abuso sexual na infância ,Defesa da criança e do adolescente , Psicologia
Oral
CONSIDERAÇÕES SOBRE FITOTERAPIA NA ASSISTÊNCIA À SAÚDE: UM RESGATE ANTROPOLÓGICO
VITÓRIA DE OLIVEIRA CAVALCANTE ; Micaelle de Sousa Silva; Francisco Costa de Sousa; Kauanny Vitória dos Santos; Cicero Aldemir da Silva Batista; Izabel Cristina Santiago Lemos de Beltrão
As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PNPIC) fazem parte de um sistema complexo de recursos terapêuticos, que vem para assegurar o acesso às terapias complementares como a Medicina Tradicional Chinesa/acupuntura, plantas medicinais e fitoterapia, tendo como intuito sua implementação na Atenção Primária à Saúde (APS). Assim, para sensibilizar e fortalecer os profissionais de saúde acerca da relevância do uso da fitoterapia na assistência é oportuno um resgate antropológico que embase e lance luz para a complexidade envolta no estudo das culturas das populações e sua relação intrínseca com o processo saúde e doença. Dessarte, objetiva-se discorrer acerca das contribuições históricas da Antropologia para o campo da Medicina Tradicional, com foco para a Fitoterapia, no contexto assistencial em saúde. Trata-se de um estudo com abordagem qualitativa, descritivo, do tipo revisão narrativa. Para a sua construção foi feito um levantamento de artigos e livros clássicos acerca da temática em bibliotecas virtuais, tais como a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Posteriormente a escolha do material, foi realizada leitura e destacado os aspectos mais relevantes para o estudo, afim de discutir os conceitos básicos relativos à Antropologia Cultural, à Antropologia Médica, à Medicina Tradicional e à Fitoterapia. A Antropologia Cultural tem como objeto de estudo compreender as ações do homem em meio a uma sociedade, através da análise histórica e cultural. É um campo vasto que adentra várias áreas, incluindo a saúde através da Antropologia Médica. Essa estuda os fatores antropológicos e biológicos que estão relacionados ao processo saúde e doença, ajudando em uma assistência mais centrada e contribuindo no diálogo entre medicina convencional e tradicional. Dentre as práticas envoltas na Medicina Tradicional, pode-se destacar a fitoterapia, considerada uma prática milenar que tem como principal matéria prima o uso das plantas medicinais para o processo de cura, contribuindo no vínculo entre saber popular e científico. Dessa forma, vê-se necessário o interesse dos profissionais da saúde em conhecer e investigar essa vertente da medicina tradicional, para então impactar positivamente no cuidado assistencial e no processo de saúde-doença.
Palavras-chave: Antropologia Cultural, Antropologia Médica, Medicina Tradicional, FitoterapiaPlantas Medicinais.
Oral
Construção de jogo educativo para promoção da saúde de adolescentes: relato de experiência
FELIPE PAULINO DA SILVA; Luís Pereira de Morais; Wellhington da Silva Mota; Glauberto da Silva Quirino
A prática sexual entre os adolescentes tem se iniciado precocemente, inúmeras vezes os mesmos não possuem conhecimentos suficientes sobre as vulnerabilidades que estão sujeitos e, desta forma, podem estar mais susceptíveis a contrair Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Sabe-se que trabalhar esse assunto com esse público é essencial, entretanto ainda envolto de tabus. Desta forma, instruir conhecimentos aos adolescentes sobre IST´s é de suma importância, principalmente com metodologias ativas, sendo os jogos educativos uma possibilidade. Objetiva-se com esse trabalho relatar a experiência da construção de um jogo educativo voltado para a promoção da saúde dos adolescentes a respeito das ISTs. O mesmo estende-se a um relato de experiência que pontua aspectos vivenciados pelos autores na elaboração desse jogo no período de janeiro a julho de 2020. Na primeira etapa realizou-se uma revisão integrativa da literatura, para garantir a fundamentação científica, sendo uma condição essencial para definir apropriadamente os conceitos constantes em um material educativo. Foram inseridas na construção do tabuleiro ilustrações com o objetivo de torná-lo descontraído e de fácil compreensão confeccionadas especialmente para este jogo por um design gráfico. Para composição do jogo, inicialmente foi criado pelo design gráfico junto aos autores do projeto um esboço preliminar indicativo de um tabuleiro. Ademais, foi feita a organização estrutural assim como o formato do material, um profissional especializado realizou o trabalho de diagramação do jogo e sua transformação para um formato passível de impressão. Os critérios editoriais utilizados foram: facilitação de leitura e simplificação visual de seu conteúdo. Nesse sentido, buscou-se evitar sua infantilização, entretanto com estilo simples, visualmente atrativo e de fácil comunicação. Como o simples não é sinônimo de fácil, foram realizadas várias e sucessivas tentativas para estabelecer o padrão adotado: texto em linguagem compreensível, diagramação arejada, com visual suave e limpo. Foram elaboradas 32 perguntas a partir da revisão integrativa. O jogo possui 32 casas no tabuleiro podendo ser jogado por duas pessoas simultaneamente tendo apenas um vencedor. Por conseguinte, vivenciar a construção deste jogo, proporcionou um enorme aprendizado para os estudantes de graduação envolvidos nesse projeto, pois é uma ferramenta importante que poderá ser utilizada no intuito de promover saúde entre os adolescentes.
Palavras-chave: Tecnologia Educacional,Doenças Sexualmente Transmissíveis ,Educação Sexual
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CONSTRUÇÃO DE TECNOLOGIA EDUCACIONAL PARA A PRÁTICA CLÍNICA DE ENFERMEIROS COM A TERAPIA HIPODERMÓCLISE
JOSÉ RICARDO DE OLIVEIRA; Maria Karielly Guerra Muniz; Luciana Catunda Gomes de Menezes; Francisca Bertilia Chaves Costa
A terapia hipodermóclise refere-se à infusão de medicamentos por via subcutânea. O conhecimento dessa terapia se faz necessário para que o enfermeiro possa avaliar a necessidade ou não da utilização dessa, permitindo ao paciente um tratamento humanizado. Reconhecendo a importância desse assunto e a necessidade do uso de tecnologias educacionais para o aprendizado dos enfermeiros sobre os cuidados com a terapia hipodermóclise realizou-se esta pesquisa. Assim, objetivou-se descrever a construção de uma tecnologia educacional, manual educativo, para a prática clínica de enfermeiros que realizam terapia hipodermóclise. Trata-se de uma pesquisa metodológica desenvolvida em duas etapas: 1) Embasamento científico relacionado à terapia hipodermóclise, por meio de uma revisão narrativa e 2) Construção da tecnologia educativa intitulada “Manual de Terapia Hipodermóclise: o que o enfermeiro precisa saber?”. Na primeira etapa utilizou-se as bases de dados National Library of Medicine (PubMed/Medline), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), a Biblioteca Eletrônica Scientific Electronic Library Online (SCIELO), além de manuais do Ministério da Saúde em parceria com Instituto Nacional de Câncer e as Diretrizes da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, mediante os descritores em ciências da saúde: hipodermóclise, terapia subcutânea, cuidados de enfermagem e educação em saúde. Na segunda etapa, utilizou-se inicialmente a sistematização do conteúdo oriunda da revisão narrativa realizada na primeira etapa. Além disso, fora confeccionado as ilustrações para construção do manual, a diagramação e composição do layout, a partir do conteúdo selecionado. O protótipo da tecnologia educacional foi finalizado contendo 40 páginas, sendo composto por elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais. Tendo como assuntos abordados: definição de hipodermóclise, anatomia subcutânea, indicação, contraindicação, vantagens e desvantagens, locais para punção, medicação e soluções utilizadas, técnica para punção, passo a passo para técnica correta e os cuidados de enfermagem. Espera-se que esta tecnologia possa gerar subsídios para qualificar o conhecimento dos enfermeiros e melhorar sua prática clínica com os pacientes em uso da terapia hipodermóclise, sendo possível contribuir na melhoria da assistência a pacientes de longa permanência hospitalar.
Palavras-chave: Tecnologia educacional,Educação em saúde,Cuidados de enfermagem
Oral
CONSTRUÇÃO DE UM JOGO EDUCATIVO SOBRE O CÂNCER DE COLO UTERINO
AMANDA ALCANTARA DE SOUSA; Evanira Rodrigues Maia; Maria Juscinaide Henrique Alves
Introdução: As atividades de educação em saúde desenvolvidas por enfermeiros são apontadas como estratégias relevantes para adesão das usuárias aos serviços de saúde, favorecendo o conhecimento e sensibilizando-as à realização do exame preventivo. Por conseguinte, as tecnologias educacionais constituem ferramenta auxiliar do enfermeiro nas ações de educação em saúde. Objetivo: Descrever a construção de um jogo educativo fundamentado na literatura atualizada acerca do câncer de colo uterino. Metodologia: Trata-se de um estudo metodológico direcionado à construção de um jogo educativo, elaborado por enfermeiras, no período de 2018 a 2020. Para elaboração do jogo, primeiramente, foi realizada uma revisão integrativa com o objetivo de analisar os assuntos relevantes a serem abordados, mediante deficiência de conhecimento das mulheres identificadas nos estudos. Em seguida foi realizada a construção do jogo baseada no modelo desenvolvido no estudo de D’Avila, Puggina e Fernandes (2018). Resultados: Foi realizada a proposta de um jogo de associação, em que, as participantes terão que associar a afirmativa de uma carta com a imagem da outra correspondente. O jogo é constituído de 40 cartas, 20 apresentam frases afirmativas sobre o câncer de colo uterino e sua prevenção e 20 imagens correspondentes a cada afirmativa. As cartas devem ser distribuídas as participantes, cada uma recebe uma carta com afirmativa e outra com imagem. Inicia-se o jogo com a leitura da carta afirmativa por um dos jogadores, em seguida os demais deverão identificar em suas cartas de imagem aquela que corresponde a afirmativa lida. A pessoa que estava com a carta da imagem continua o jogo lendo sua carta afirmativa e assim por diante. Terminando o jogo todas as cartas voltam para as mãos do facilitador, este apresentará as imagens uma a uma, perguntando aos participantes seu significado, aquele que levantar primeiro a mão deverá relembrar a afirmativa referente a imagem apresentada. Vence o jogo aquela que lembrar maior número de afirmativas certas associada a imagem. Conclusão: O jogo pode ser considerado como uma atividade de educação em saúde, a qual permitirá uma troca de saberes entres mulheres e profissionais, uma vez que, no decorrer do jogo o facilitador deve estimular a discussão do conteúdo das cartas, objetivando sanar dúvidas e adequar informações.
Oral
CONSTRUÇÃO DE UMA TECNOLOGIA EDUCATIVA PARA CRIANÇAS HOSPITALIZADAS
ÁGUIDA RAQUEL SAMPAIO DE SOUZA; ANNIE CRYSHNA MOREIRA MOTA DIAS; NATÁLIA RODRIGUES VIEIRA; LUANNA GOMES DA SILVA; DAILON DE ARAÚJO ALVES; IZABEL CRISTINA SANTIAGO LEMOS DE BELTRÃO
Na prerrogativa de minimizar sentimentos negativos e tornar o ambiente hospitalar menos hostil, o brinquedo e o brincar tornam-se favoráveis a uma permanência menos traumática. Assim, sabendo que o brincar é um recurso promotor da resiliência para a criança em situação de adoecimento e hospitalização, o interesse pelo desenvolvimento do estudo partiu da necessidade de elaborar um jogo para escolares hospitalizados para auxiliar no processo de adaptação à hospitalização, tornando o ambiente hospitalar promotor da autonomia da criança, favorecendo assim a promoção de cuidados humanizados. Objetivou-se elaborar um jogo de tabuleiro para auxiliar no processo de adaptação à hospitalização de escolares. Caracteriza-se como pesquisa metodológica onde foram seguidas as etapas: apropriação da temática; estruturação dos dados relevantes para a produção da tecnologia e produção da tecnologia educacional. O jogo foi estruturado com perguntas a serem respondidas pelos escolares hospitalizados. Todos os componentes do jogo foram diagramados por um designer. Os componentes da tecnologia são: um tabuleiro com as casas e suas respectivas perguntas; cartões com perguntas correspondentes às casas do tabuleiro; marcadores de posicionamento dos jogadores diagramados com imagens de seis crianças; manual de instruções contendo as normas do jogo e dois dados. À medida que o escolar percorre as casas do tabuleiro ele terá a oportunidade de expressar suas vivências, dificuldades e expectativas. Portanto, o jogo educativo desenvolvido é um instrumento lúdico inovador para que a criança hospitalizada seja atraída e agente ativa no seu próprio cuidado. Sendo uma tecnologia educativa, mostra-se como um importante aliado na prática de Enfermagem.
Palavras-chave: hospitalização, tecnologia educativa,criança,enfermagem
Oral
CONSTRUÇÃO DO MAPA TERRITORIAL COMO INSTRUMENTO DE PLANEJAMENTO NA ATENÇÃO BÁSICA
CLAUDIO DOURADO DE OLIVEIRA; Greicyane Ribeiro Rocha Silva; Maria Josélia de Menezes Ferreira; Maria do Carmo Araújo de Oliveira; Maria Jucilene Nascimento dos Santos; Inês Dolores Teles Figueiredo
Resumo: Na prática dos profissionais de saúde na Atenção Básica se faz necessário o uso de ferramentas como o mapa territorial, esse método sistematiza o serviço e proporciona uma melhor visualização do diagnóstico da saúde, identifica vulnerabilidades e necessidades de saúde da população. Sendo uma importante ferramenta de trabalho da equipe da Atenção Básica, norteia o planejamento das ações para a população definindo área de atuação e responsabilidades das equipes sobre as mesmas. O mapa do território representa graficamente a visualização espacial do território de forma a apresentar suas singularidades. Objetivou-se relatar a experiência da construção do mapa territorial em uma USF no município do Crato-Ceará. Trata-se de um estudo descritivo qualitativo na perspectiva de relato de experiência, em que se descreve a construção do mapa territorial de uma microárea pertencente à 01 USF, por acadêmicos de Enfermagem do 8º semestre da Universidade Regional do Cariri durante o estágio supervisionado no período de Fevereiro à Abril de 2020. Construiu-se um mapa territorial caracterizado como mapa inteligente, com área demográfica e epidemiológica da microárea com informações geográficas, condições sociais, ambientais, área de risco, de vulnerabilidade, barreiras geográficas, transportes, saneamento, esgoto e lixo a céu aberto, abastecimento de água tratada, marcadores de saúde, equipamentos sociais, apresentando a casa da ACS e a USF em relação a microárea, com informações obtidas na territorialização. Os marcadores de saúde, como crianças menores de dois anos, gestantes, idosos, pessoas portadores de deficiência, doentes crônicos, acamados, são identificados e facilmente visualizados no Mapa territorial que outrora não eram perceptivos para agravos ou prejuízos a saúde da população, oferecendo a equipe de saúde indicação de necessidades comunitárias, oferecendo planejamento, intervenção e avaliação dos serviços de saúde. Portanto, notou-se a importante contribuição desta ferramenta na assistência à saúde da população adscrita, nas intervenções de programas, planejamentos e implementações de atividades que visão abordar de forma holística a mesma, abrangendo problemas sanitários e clínicos da microárea da USF, em critérios de riscos e vulnerabilidades socioeconômicas.
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CONTRIBUIÇÃO DA ABORDAGEM SOBRE DIVERSIDADE SEXUAL E DE GÊNERO NO ENSINO SUPERIOR EM ENFERMAGEM
ROANA BÁRBARA DE ALMEIDA GOUVEIA; Caik Ferreira Silva; Grayce Alencar Albuquerque
A população LGBTQIA+ lida com iniquidades no âmbito da saúde, o que reforça barreiras e desigualdades sociais. Isto posto, orienta-se a introdução da temática de gênero e sexualidade nos cursos de saúde com o objetivo de ampliar competências. Assim, objetiva-se refletir sobre a contribuição de temas sobre diversidade de gênero e sexualidade na graduação para o profissional em Enfermagem. Trata-se de um estudo narrativo da literatura, efetuado na base Scientific Eletronic Library Office no mês de julho de 2020, com os descritores: “Sexualidade”, “Diversidade de Gênero” e “Educação em Enfermagem”. Ao utilizar os critérios de inclusão: artigos sobre diversidade sexual e de gênero na formação superior em Enfermagem; e exclusão: artigos repetidos, duplicados e pagos, obteve-se a amostra final de oito artigos. Observa-se a incipiência dos estudos sobre diversidade sexual e de gênero e déficit em uma formação que aborde estes conteúdos nos cursos de nível superior em Enfermagem. Nota-se que a compreensão destes temas se limita aos aspectos biológicos, formando profissionais despreparados para a comunidade diversa. Destaca-se o enfermeiro como responsável por articular serviços de saúde multidisciplinares nas redes de atenção, objetivando promover equidade e integralidade, e ainda, por estabelecer vínculos com comunidade e família, este deve possuir formação adequada, olhar sensível pautado no respeito e na ciência. Para isso, é vital a existência de Projetos Pedagógicos Curriculares que abordem a temática e causem impactos na vida acadêmica, ampliando o significado de saúde e da compreensão das desigualdades e estigmas sociais que permeiam o processo saúde-adoecimento-cuidado específicos da massa LGBTQIA+. Desta forma, pode-se minimizar incompetências ao promover atendimento holístico, ofertando informação/orientação segura e científica. Logo, a formação com discussões sobre sexualidade e gênero não heteronormativa facilita o desenvolvimento de vínculos com os pacientes e progride a uma realidade onde as iniquidades em saúde se tornem mínimas, envolvendo todos os indivíduos em suas singulares à um sistema de saúde integral. Portanto, é crucial que tais conteúdos sejam transversais durante a graduação, abandonando o modelo biologicista que ainda baseia as teorias de compreensão da psiquê, da sexualidade e reprodução humana, no qual certamente não pertence aos indivíduos LGBTQIA+, a fim de aprimorar o exercício da Enfermagem no cuidado integral em saúde.
Palavras-chave: Sexualidade,Diversidade de Gênero,Educação em Enfermagem
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CONTRIBUIÇÕES DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO CONTEXTO DAS PANDEMIAS: UMA ABORDAGEM HISTÓRICA
BRENDA PINHEIRO EVANGELISTA; BRENO PINHEIRO EVANGELISTA; HITALO SANTOS DA SILVA; LUCENIR MENDES FURTADO MEDEIROS; RAFAEL BEZERRA DUARTE; KERMA MÁRCIA DE FREITAS
INTRODUÇÃO: A assistência de enfermagem contribui para o progresso da saúde em tempos de pandemia, sendo que o enfermeiro atua na redução do índice de mortalidade diante de toda a abordagem histórica, sendo as principais pandemias: Varíola japonesa, Praga Justiniano, Peste Bubônica, Varíola no novo mundo, Praga de Londres), Praga Italiana, Pandemia de Cólera, Terceira Praga, Gripe Russa, Gripe Espanhola, Gripe Asiática, Gripe de Hong Kong, SARS, Gripe Suína, Ebola e COVID-19. Mediante o protagonismo da enfermagem durante as pandemias bem como na pandemia vivenciada atualmente, surgiu-se a seguinte indagação: qual a contribuição da assistência de enfermagem no contexto mundial das pandemias vivenciadas mundialmente durante toda a trajetória histórica? OBJETIVO: analisar, por meio da literatura, as contribuições da assistência de enfermagem no contexto das pandemias. MÉTODO: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Scientific Eletronic Library Online (SciELO) e PubMed com os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) “assistência integral à saúde”; “cuidados de Enfermagem” e “pandemias”. Os critérios de inclusão foram incluídos aqueles em português e inglês e de exclusão artigos em formatos de textos, que não passaram por processos rigorosos de avaliação. RESULTADOS: O levantamento identificou 272 resultados, sendo 92 repetidos. Com os critérios de inclusão e exclusão, 173 foram excluídos, utilizando apenas 07 para a realização da análise da revisão. Foi possível estabelecer duas categorias: (I) Abordagem histórica da assistência de enfermagem em tempos de pandemias e (II) O marco histórico do legado da enfermagem no contexto mundial em saúde. A primeira categoria aborda que evidencia que os profissionais da enfermagem superam desafios em saúde por intermédio da assistência qualificada, uma vez que durante o contexto das pandemias gripais, o cuidado holístico e o plano de cuidados desses profissionais refletiram na recuperação clínica, bem como na qualidade de vida. Já a segunda categoria enfatiza que as teorias de enfermagem implementadas no contexto histórico da enfermagem moderna são utilizadas durante os período de pandemias e no cenário atual. CONCLUSÃO: Em suma, a contribuição da assistência de enfermagem quanto as repercussões das pandemias vivenciadas, sendo a enfermagem é protagonista desde o surgimento da enfermagem moderna e sua assistência vem contribuindo até os dias atuais.
Palavras-chave: Assistência integral à saúde; Cuidados de Enfermagem Pandemias.
Oral
Abrir o trabalhoCONTRIBUIÇÕES DA DISCIPLINA PROCESSO DE CUIDAR DO ADULTO EM SITUAÇÕES CLÍNICAS E CIRÚRGICAS NA FORMAÇÃO
MARIA CLÉCIA PEREIRA BEZERRA; RAYANE MOREIRA DE ALENCAR
A experiência do contato com atividades em campo de estágio proporciona ao acadêmico a possibilidade do desenvolvimento de habilidades específicas na prestação de cuidado enfermagem. Agregando ao ao conteúdo teórico e aproximando o acadêmico da paciente/família. Esse trabalho tem como objetivo relatar as contribuições do estágio da disciplina Enfermagem no Processo de Cuidar do Adulto em Situações Clínicas e Cirúrgicas, no desenvolvimento de habilidades para prestação de cuidados de enfermagem ao paciente neurológico. A referida disciplina faz parte da grade curricular obrigatória do curso de graduação em enfermagem da Universidade Regional do Cariri, Ceará. O estágio foi realizado no período de 16 à 19 de Setembro de 2019, em um hospital de referência em cuidados ao paciente neurológico. Durante o estágio foram realizados procedimentos específicos como aspirações das vias aéreas em pacientes na unidade de terapia semi-intensiva com quadros mais graves, como também avaliações neurológicas, anamnese, registos através dos prontuários eletrônicos, dentre outras práticas. Contribuíu-se na evolução do quadro clínico desses pacientes de forma sucinta, juntamente com a orientação da equipe de enfermagem atuante nesse hospital. Destaca-se que as orientações da preceptora foram de suma importância para o desenvolvimento de aprendizagem voltado para essas questões. Sendo assim, o estágio contribuiu no desenvolvimento de habilidades práticas, evidenciando que quanto mais cedo for iniciado o contato com campo prático, mais será propiciado um ambiente no qual o acadêmico consiga desenvolver as habilidades necessárias para prestar um cuidado de qualidade a todos os tipos de paciente, visando principalmente a segurança na assistência a pacientes em situações críticas.
Palavras-chave: Estágio,Cuidado com o Adulto, Práticas Hospitalares
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CONTRIBUIÇÕES DAS AÇÕES EDUCATIVAS PROMOVIDAS PELO ENFERMEIRO NA ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL
STÉFFANE COSTA MENDES; CAROLAINE DA SILVA SOUZA; GILIARDE ANDRADE SILVA; MARIANA CORDEIRO DA SILVA; ROGER RODRIGUES DA SILVA; SAMARA CALIXTO GOMES
INTRODUÇÃO: A consulta de enfermagem no pré-natal, objetiva propiciar condições para a promoção da saúde da gestante e melhoria na qualidade de vida de forma participativa e contextualizada. As atividades educativas desenvolvidas pelo enfermeiro são instrumento de ações de cuidado e educação em saúde, afim de prestar assistência qualificada, no acompanhamento na maneira de nascer, parir, compartilhar saberes, vivências, vontades e reconhecer direitos. OBJETIVO: Discutir a importância de ações educativas na assistência pré-natal. MÉTODOS: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada em junho de 2020, cruzando os descritores: Educação em Saúde, Cuidado pré-natal e Atenção Primária à Saúde, através do operador booleano AND, nas bases de dados MEDLINE, LILACS E BDENF, via portal Biblioteca Virtual em Saúde, sites governamentais nacionais e Google Acadêmico. Utilizando como critérios de inclusão: artigos completos, idiomas português e inglês e publicados nos últimos cinco anos e exclusão documentos pagos, repetidos e que não contribuíssem com a formulação do trabalho, sendo incluídos oito artigos. RESULTADOS: Na assistência pré-natal é realizado acolhimento, escuta, preparação física e emocional para maternidade e acompanhamento do crescimento e desenvolvimento do bebê, de modo que é um momento de intensa aprendizagem e oportunidade para o profissional de saúde desenvolver uma assistência qualificada com ações educativas no processo de cuidar. É indispensável a utilização de linguagem clara e compreensiva, respeitando individualidades culturais, incentivando participação ativa de gestantes, com articulação do saber popular com o técnico do profissional. A educação em saúde na Atenção Básica deve ser destinada a diversos espaços como: visita domiciliar, consulta individual e grupos educativos, utilizando múltiplas abordagens para sanar dúvidas. Assim, as atividades educativas são fundamentais, pois oferecem aportes para adoção de novos hábitos e condutas de saúde, contribuindo com o autocuidado, cuidados com o recém-nascido, benefícios da amamentação, tipos de parto, afim da gestante realizar escolhas de forma consciente visando aliviar temores, dúvidas e prevenir futuras complicações. CONCLUSÃO: Tais ações, fornecem informações e entendimento, diminuindo suas dúvidas e anseios, preparando-as para vivenciar a gestação de maneira tranquila e saudável, contribuindo de forma positiva à saúde da mãe e do bebê.
Palavras-chave: Educação em saúde, Cuidado pré-nnatal, Atenção Primária à Saúde
Oral
CONTRIBUIÇÕES DAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO NO PROJETO DE EXTENSÃO #BORAVIVERMELHOR: RELATO DE EXPERIÊNCIA
ÉRICA RODRIGUES FERNANDES SILVA; MARIANY FERNANDES DA SILVA; RAUANA DOS SANTOS FAUSTINO; CONSUELO HELENA AIRES DE FREITAS; ANTONIO GERMANE ALVES PINTO
INTRODUÇÃO: As Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), estão associadas ao desenvolvimento de hardwares e softwares, e auxilia na difusão de informação e comunicação. Desse modo, as TIC são aplicáveis ao processo de ensino e aprendizagem, além de possibilitar a vivência de processos criativos e reflexivos. Ademais é facilitadora na divulgação de temáticas relevantes para a sociedade como os aspectos para a melhoria da saúde e aprimoramento profissional. OBJETIVO: Relatar a experiência do uso de TIC no Projeto de Extensão #BoraViverMelhor (#BVM). MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência sobre o uso das TIC no Projeto #BVM, vinculado a Universidade Regional do Cariri (URCA), cuja experiência ocorreu entre os meses de março e junho de 2020, como alternativa para a realização das atividades programadas pelo projeto de extensão, afim de divulgar informações por meio das redes sociais, sobre práticas saudáveis que contribuem para uma melhor qualidade de vida, sendo assim proposto publicações a respeito de formas para viver melhor com o intuito de incentivar os leitores a aplica-las no cotidiano. RESULTADO: As TIC, são tecnologias que auxiliam na comunicação e na disseminação de informação e conhecimento, amplamente diversas e com muitas particularidades. Dentre estas têm-se as mídias sociais, poderosas fontes de comunicação, bastante presente no cotidiano dos indivíduos, como Facebook, Instagram, WhatsApp e os sites. Sendo assim, foram utilizadas as redes sociais para a divulgação de informações relacionadas aos temas: saúde mental, medidas preventivas para a COVID-19, controle da ansiedade, constância, procrastinação, cinema em casa, dicas para reduzir a insônia, benefícios da hidratação e alimentos que atuam reduzindo a ansiedade, a partir das quais houve um alcance superior a 155 contas no Instagram, o que rendeu visitas ao site do projeto e novos seguidores. CONCLUSÃO: O desenvolvimento do projeto proporcionou reflexões, análises e criatividade para enriquecer os conteúdos para o público, e transmitir de forma clara. Destarte, fica evidente a importância do uso das TIC como meio educacional, dado a relevância do seu uso diariamente pelos indivíduos, além de atuar como um estímulo para a busca por uma melhor qualidade de vida, em virtude de serem abordadas dicas que podem ser adotadas pelos leitores no cotidiano.
Palavras-chave: Tecnologia,Promoção da Saúde,Qualidade de Vida,Disseminação de Informação,Comunicação
Oral
CONTROLE GLICÊMICO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: CONTRIBUIÇÕES DA ENFERMAGEM
GABRIEL BESSA MARTINS; Kyohana Matos de Freitas Clementino; Clara Liz Macêdo Isidoro; Josberto Calixto Pereira; Samuel Felipe Marques; Rayane Moreira de Alencar
Os distúrbios glicêmicos constituem um dos principais fatores que dificultam o processo de recuperação de pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva, ampliando o risco de ocorrência de eventos que contribuem para disfunção de múltiplos órgãos e sistemas, sendo fundamental uma assistência de enfermagem qualificada, buscando meios e estratégias que resultem em um controle glicêmico eficaz. Objetiva-se avaliar o controle glicêmico de pacientes adultos internados em uma Unidade de Terapia Intensiva de um hospital de referência do interior do Ceará e sua relação com os cuidados de enfermagem. Trata-se de uma pesquisa descritiva com abordagem quantitativa, realizada no mês de julho de 2020, utilizando dados secundários da base de dados Epimed Monitor ICU Database®, que é um sistema de gestão de terapia intensiva. Foi avaliado o perfil glicêmico dos pacientes adultos internados entre janeiro de 2019 e junho de 2020 por meio de relatórios mensais. Os dados foram organizados em planilhas e convertidos em tabelas, respeitando as recomendações da Resolução Nº 510/2016. A amostra foi constituída por dados de 508 pacientes, dos quais 100% faziam uso de protocolo de controle glicêmico. Houve a prevalência de glicemias entre a faixa de 60-140mg/dl (45%), seguidas das com valores maiores que 180mg/dl (28%) e posteriormente as entre 141-180mg/dl (25%), destaca-se que apenas 2% dos pacientes apresentaram glicemias menores que 60mg/dl. Alterações nos níveis glicêmicos em pacientes críticos podem dificultar o processo de recuperação, a citar, a hiperglicemia está relacionada com maiores taxas de mortalidade, sendo necessário o estabelecimento de protocolos glicêmicos como componente padrão da terapia de cuidados ao paciente crítico. Enquanto categoria, a enfermagem deve desenvolver rigoroso controle dos índices glicêmicos, já que realiza a mensuração dos mesmos de forma recorrente, necessitando conhecer os valores de referência e as faixas que merecem atenção, sinalizando para a equipe sempre que for preciso a adoção de cuidados imediatos, visto as chances de complicações relacionadas a esses distúrbios. Pode-se constatar que a alteração dos níveis glicêmicos é comum em pacientes críticos, assim, o estabelecimento de protocolos de controle glicêmico é relevante na prestação da assistência de enfermagem ao paciente em cuidados intensivos, direcionando as ações e gerando condutas mais qualificadas, seguras e assertivas.
Palavras-chave: Enfermagem, Unidades de Terapia Intensiva,Sistemas de Infusão de Insulina
Oral
CORDELSUS: USO DO INSTAGRAM PARA COMPARTILHAMENTO DE CORDÉIS TEMÁTICOS SOBRE SAÚDE
LUANNE GUILHERME FERREIRA; INGRID CRISTINA ANGÉLICA ALVES; THUANE BARBOSA DA SILVA; JOÃO PAULO XAVIER SILVA
INTRODUÇÃO: A educação popular em saúde corresponde a uma prática voltada para a promoção da saúde a partir do diálogo de saberes, valorizando expressões socioculturais na discussão de temáticas pertinentes no contexto da saúde. Dentre essas expressões, o cordel está presente por representar uma modalidade da literatura típica do nordeste brasileiro. Nesse contexto, a literatura de cordel potencializa uma articulação entre os costumes e práticas locais aos conhecimentos populares relacionados à saúde. É nessa perspectiva que surgiu o projeto de extensão CordelSUS na Universidade Regional do Cariri, Unidade Descentralizada de Iguatu, identificando-se com os princípios da Política Nacional de Educação Popular em Saúde e visando a utilização do cordel no âmbito extensionista da formação universitária. OBJETIVO: Relatar a experiência das atividades do CordelSUS desenvolvidas por meio do Instagram. MÉTODO: Trata-se de um relato de experiência construído pelas extensionistas do projeto acerca da utilização do Instagram como plataforma de compartilhamento de cordéis para a educação popular em saúde. A experiência se deu durante os meses de março à julho de 2020. RESULTADOS: Devido à suspensão das atividades acadêmicas presenciais por conta do isolamento social imposto pela pandemia, houve a criação do perfil @CordelSUS no Instagram. Nesse perfil, foram lançadas publicações sequenciais de cordéis referentes às temáticas; importância do profissional enfermeiro no contexto da saúde e bem estar psicológico durante o distanciamento social, agregando um público referente a 279 seguidores, dos quais 158 curtiram as postagens e 10 compartilharam. Percebeu-se uma estratégia profícua para a continuidade de práticas de extensão durante o isolamento social com um bom alcance de público. Observa-se que a literatura de cordel pode ser empregada como estratégia de ensino, despertando o interesse tanto de crianças, como jovens e adultos. Ademais, evidencia-se a sua proveitosa aplicabilidade no processo de educação popular em saúde. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Reconhece-se que as plataformas digitais podem se fazer presentes na continuidade do projeto CordelSUS, por permitirem compartilhamento de saberes, criação de vínculos e firmação de valores populares. Assim, reforçam-se os pressupostos da Política Nacional de Educação Popular em Saúde como, diálogo, problematização, construção compartilhada do conhecimento e compromisso com um projeto democrático e popular de saúde.
Palavras-chave: EDUCAÇÃO EM SAÚDE, LITERATURA, RELAÇÕES COMUNIDADE-INSTITUIÇÃO
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Abrir o trabalhoCOVID-19 NEONATAL: OS RISCOS DO RECÉM-NASCIDO DE MÃE INFECTADA
DÉBORA LÂNNEY FERNANDES DA SILVA
Introdução: A transmissão vertical do SARS-CoV-2 ainda não encontra evidências claras na literatura, porém estudos já mostram que 47% das mães contaminadas com a COVID-19 tem chance de parto prematuro aumentada, desse modo, os cuidados na sala de parto são essências. Objetivo: Revisar na literatura a relação entre mães infectadas e a transmissão vertical do COVID-19 para os recém-nascidos. Método: Trata-se de uma revisão bibliográfica buscando-se artigos nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SCIELO) e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando os descritores: recém-nascido, salas de parto e COVID-19. Os critérios de inclusão foram artigos originais com texto completo disponível na íntegra de forma on-line e no idioma português (Brasil), com ano de publicação de 2019 a 2020. Os critérios de exclusão foram artigos que não se relacionassem com o tema proposto, sendo analisados a partir de seu título, resumo e texto na íntegra, e artigos que não atendessem aos critérios de inclusão definidos. Após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, durantes as pesquisas foram encontrados 7 artigos que atenderam a esses critérios e serviram de base para o presente estudo. Resultados: Ainda não existem publicações que afirmem haver evidências da transmissão do COVID-19 de forma vertical, entretanto, essa transmissão ocorre de forma horizontal, através do contato com gotículas. Desse modo, deve se observar o aparecimento de manifestações neonatais atribuíveis a COVID-19, como a instabilidade térmica, sintomas respiratórios, dificuldade de progressão de dieta, letargia e exames laboratoriais: leucopenia, linfocitopenia, trombocitopenia, creatinina elevada, fosfatase alcalina elevada, CKMB e LDH elevada. Os principais cuidados na sala de parto são o uso adequado de EPI, acesso do neonatologista somente no momento do nascimento, cordão umbilical clampeado imediatamente e entre outros. Conclusão: A transmissão da COVID-19 de mãe para filho não possui evidências, porém existem maiores chances da prematuridade e de morte fetal em gestantes contaminadas. Os cuidados no manejo do nascimento e após sala de parto são de grande importância para evitar a transmissão horizontal e preservar a saúde tanto do bebê como da mãe.
Palavras-chave: recém-nascido,covid-19 ,salas de parto
Oral
Abrir o trabalhoCOVID-19: SAÚDE MENTAL DOS PROFISSIONAIS ATUANTES NA LINHA DE FRENTE.
JOSÉ GLEDSON COSTA SILVA; MARIA ELAINE SILVA DE MELO; GEANNE MARIA COSTA TORRES; YANE SARAIVA RODRIGUES; MARIA FERNANDA CANUTO DE ALENCAR; YARLA SALVIANO ALMEIDA
OBJETIVO: relatar impactos na saúde mental de profissionais da saúde atuantes na linha de frente contra a síndrome respiratória pandêmica, associada ao novo coronavírus SARS-CoV-2. MÉTODO: Trata-se de um relato de experiência, vivenciado por profissionais da saúde atuantes na linha de frente no combate à COVID-19, em um hospital do cariri cearense, referência para pessoas com a forma grave da infecção pelo vírus, no período de março a maio de 2020. RESULTADOS: a pandemia surge, no cenário atual, atrelada a desafios extras para a saúde mental dos profissionais de saúde, pois assomado a carga de trabalho, existe o fato de ser um vírus recém-descoberto vinculado a um aumento nas taxas de mortalidade e falta de tratamento específico. Houve uma mobilização de recursos relacionadas a força de trabalho, e necessidade de atualização quanto a novas modalidades terapêuticas, destinadas principalmente a pacientes graves. Diante do cenário, o medo do desconhecido emerge e os sentimentos de impotência, raiva, ansiedade, depressão e a preocupação em contaminar familiares se fizeram presentes em inúmeros membros da equipe, impactando na qualidade de vida bem como no desempenho do trabalho. Foi observado um aumento crescente de afastamento do trabalho referente a transtornos de ansiedade e pânico, característico de quadros de estresse agudo. A modificação no protocolo de atendimento como a necessidade de paramentação diferenciada para realizar atividades rotineiras, ou o distanciamento profissional/paciente provocado pelas precauções de contato também interferiram no processo de humanizar o atendimento, levando os profissionais a se questionarem quanto ao método de trabalho realizado – tão essencial mas tão distante do modelo ideal de humanização. CONSIDERAÇÕES FINAIS: é essencial que haja um plano de contingência voltado para a saúde mental dos profissionais da saúde. Este, muitas vezes, depende que parta dos gestores. Além do reconhecimento da relevância do trabalho desenvolvido, o atendimento psicológico, e fornecimento de informações quanto a modificações de fluxo interno de atendimento, um programa de treinamentos e atualização quanto ao agravo enfrentado tornam-se essenciais para enfrentamento da pandemia em seus diversos aspectos.
Oral
CRENÇAS E ESTIGMAS SOBRE A HANSENÍASE - UMA REVISÃO INTEGRATIVA DE LITERATURA
YASMIN VENTURA ANDRADE; Luanna Gomes da Silva; Maysa de Oliveira Barbosa; Airla Eugênia dos Santos Bacurau; Sara Teixeira Braga; Izabel Cristina Santiago Lemos de Beltrão
A hanseníase é descrita como uma doença infectocontagiosa de caráter milenar e estigmatizante, sendo de notificação compulsória, com notável relevância no contexto da saúde pública. O Brasil se configura entre os cinco países com maior número de casos novos de Hanseníase. A despeito da eficácia do tratamento poliquimioterápico para a Hanseníase, observa-se uma herança histórica de preconceito que persiste em diversos países, devido, dentre outros fatores, à falta de conhecimento sobre a doença, imprimindo marcas sensíveis na pessoa com hanseníase. Objetiva-se descrever estigmas associados à hanseníase e sua influência no contexto do cuidar. De caráter exploratório, descritivo, com abordagem qualitativa do tipo Revisão Integrativa de Literatura. A base selecionada para o estudo foi a Web of Science (WOS), os termos elencados para associação simples, não intercalada, foram “leprosy” e “stigma”, com operador booleano AND. No que se refere aos critérios de inclusão, tem-se: artigos publicados no período de janeiro de 1980 a janeiro de 2020, em texto completo (full text) ou em impressão (in press), nos idiomas inglês, espanhol, francês e português, incluídos no sistema open access. Os critérios de exclusão são: artigos que não retratem a temática, artigos duplicados e estudos do tipo projetos de pesquisa (sem publicação de resultados). A busca na base supracitada obteve-se no total de 88 estudos, sendo que 59 não responderam ao objetivo do estudo, restando 29 artigos para avaliar a elegibilidade, totalizando ao final 10 artigos tabulados para análise descritiva. Os artigos elencados para este estudo trazem conotações errôneas quanto à hanseníase, em contexto carregado de valor pejorativo. O conhecimento debruçado da doença pelos participantes associa a doença a uma punição divina devido a pecados cometidos em outras vidas, como também uma maldição familiar. Dessa forma, muitos termos são generalizados para definir o estigma sofrido, tais como: contágio, exclusão, repulsa, esquiva, dentre outros. Conclui-se que muito se faz necessário na conscientização quanto ao conhecimento fisiopatológico acerca da doença, a fim de descentralizar crenças e estigmas atrelados à hanseníase, que incapacitam o portador a buscar o cuidar, no qual através de programas e de intervenções se promovam atitudes positivas e o combate aos estigmas ainda persistentes.
Palavras-chave: Doenças Negligenciadas,Hanseníase,Estigmas,Cultura
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Abrir o trabalhoCUIDADO DE ENFERMAGEM CARDIOVASCULAR A RECÉM-NASCIDOS COM AFECÇÕES CARDÍACAS
ANA LUIZA RODRIGUES SANTOS; ANTONIA ELIZANGELA ALVES MOREIRA; ANA CAMILA GONÇALVES LEONEL; MARIANE RIBEIRO LOPES; JOSÉ HIAGO FEITOSA DE MATOS; EMILIANA GOMES BEZERRA
Objetiva-se descrever os cuidados de enfermagem cardiovascular à recém-nascidos com afecções cardíacas. Trata-se uma revisão narrativa da literatura, de natureza qualitativa com busca realizada no mês de junho de 2020 por meio da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): Equipe de assistência ao paciente, enfermagem cardiovascular, recém-nascido que foram mediados pelo operador booleano AND. Foram encontrados dezessete artigos. Definiu-se como critérios de inclusão: artigos completos disponíveis, publicados nos últimos 10 anos, encontrando seis estudos, e foram excluídas as publicações que não se adequaram com a temática, totalizando quatro artigos para amostra final. Tornou-se evidente que os cuidados de enfermagem cardiovasculares direcionados aos recém-nascidos (RN) com afecções cardíacas estão presentes desde o pré-natal, variando de avaliações e reconhecimento de alterações no estado do recém-nascido até aos cuidados intensivos, nos quais destacam-se: monitorar alterações na circulação extracorpórea, prevenir e atuar na parada circulatória, hipotermia e instabilidade hemodinâmica perioperatória; administrar tratamento analgésico para o controle eficaz de dor; manejo de vias aéreas; segurança e conforto do paciente com técnicas de posicionamento no leito, modificação dos ambientes de Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), para minimizar sons dos aparelhos e, consequentemente diminuir o estresse e o preparo para alta hospitalar. Vale ressaltar que os cuidados também implicam nas orientações aos familiares para situações emergenciais que possam ocorrer, por exemplo a PCR. Os estudos trouxeram cuidados que vão desde a gestação até o nascimento, no entanto, observou-se que há um aprofundamento nos cuidados intensivos aos RN com afecções cardíacas realizados na UTIN. Sendo assim, é imprescindível que o enfermeiro e a equipe multidisciplinar possam avaliar a eficácia dos cuidados prestados a fim de garantir uma assistência qualificada, contribuindo para minimizar os riscos e a mortalidade por complicação.
Palavras-chave: Equipe de assistência ao paciente,enfermagem cardiovascular,Recém-nascidos
Oral
CUIDADOS DE ENFERMAGEM À GESTANTE NO PARTO NORMAL E HUMANIZADO
VITÓRIA TÁZIA PEREIRA SOUSA; Leonardo de Freitas Ferreira; Vivian Tamara Pereira Sousa; Ricardo Gomes dos Santos Nunes; Matheus Alves Soares; Allya Mabel Dias Viana
Introdução: O ato de parir é um evento natural e fisiológico na vida da mulher. Porém, com o avançar dos tempos tal ação se tornou para muitas mulheres, um evento patológico e necessitado de medicalização, com o intuito de obter maior segurança para evitar a mortalidade materna e infantil, o que acaba tornando o parto normal malvisto entre as gestantes. Em contrapartida, o modelo humanístico proposto pela enfermagem obstétrica vem descentralizar o papel do médico no parto e centraliza-lo na própria parturiente. Segundo os artigos estudados, vemos que o Ministério da Saúde -MS- estabeleceu diversas atividades para promoverem a maestria e humanização no parto normal. Entre essas atividades temos a criação dos Centros de Partos Normais -CPN- em que o enfermeiro ganha autonomia privativa na assistência à gestante e ao parto normal humanizado. Objetivo: Salientar a importância do cuidado da enfermagem obstétrica à gestante e ao parto normal humanizado. Método: Este estudo consiste em uma revisão de literatura, de cunho qualitativo e quantitativo, que teve como base de dados BDENF e LILACS. O período de levantamento da pesquisa foi realizado durante janeiro a março de 2020, sendo utilizado como descritores: “parto humanizado” and “cuidados de enfermagem” and “parto normal”, tendo como resultado 32 trabalhos. Como critério de inclusão: textos completos disponíveis nos idiomas inglês, português e espanhol na modalidade artigo dos últimos 10 anos resultando em 20 artigos. Resultados: Percebemos com o estudo que o parto normal foi convertido de um processo natural para um processo cirúrgico, muitas vezes desnecessário. Os artigos demonstraram que é essencial que a enfermagem ressignifique através da sua assistência humanizada, a beneficência do parto normal. Conclusão: Em suma, a enfermagem obstétrica tem função de reavivar a importância da emancipação das gestantes no momento da parição. Logo, cabe ao enfermeiro humanizar a gestante, o parceiro, assim como a família, desde o pré-natal, para que os preconceitos estabelecidos na sociedade ao parto normal e ao cuidado de enfermagem sejam minimizados e em breve extintos. Com isso, a mulher será soberana em toda evolução da gestação até o parto, onde, o profissional enfermeiro prestará serviço respeitando a mulher e ajudando-a com seus conhecimentos científicos e humanísticos sob a perspectiva de manter constante a qualidade do cuidado à parturiente.
Oral
CUIDADOS DE ENFERMAGEM E SAÚDE DA CRIANÇA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: UMA REVISÃO DE LITERATURA
MÉRCIA ALVES DE ALMEIDA; LUIZ FERNANDO PINTO; MÍRIAN CECÍLIA SILVA MATIAS; MYLLENA FARIAS GOMES; MARIA LETÍCIA DE MOURA LEANDRO; IZABEL CRISTINA SANTIAGO LEMOS DE BELTRÃO
CUIDADOS DE ENFERMAGEM E SAÚDE DA CRIANÇA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: UMA REVISÃO DE LITERATURA. Em suas diversas abordagens de cuidado, o enfermeiro exerce papel fundamental na assistência integral à saúde da criança, podendo identificar anormalidades e viabilizar condutas com vistas ao crescimento e ao desenvolvimento infantil. Assim, o objetivo da presente pesquisa é compreender os principais cuidados de enfermagem na saúde coletiva em setores assistenciais atrelados à saúde da criança, com foco para a Atenção Primária. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada na biblioteca Scientific Eletronic Library Online (Scielo), sendo selecionados 4 artigos de forma intencional voltados para a temática proposta, relacionando a assistência prestada à criança na atenção primária e os cuidados de enfermagem. Os estudos selecionados englobaram metodologias de natureza descritivas, com abordagens qualitativas. As ações básicas à saúde da criança estavam relacionadas, em especial, à promoção da prática da amamentação à atuação ativa no programa nacional de imunizações - com foco para otimização e aumento da abrangência do PNI - e ao incentivo do fortalecimento do elo mãe-filho-família, através das consultas de puericultura e das visitas domiciliares para orientação e para acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento infantil. Salienta-se a relevância do apoio familiar junto ao trabalho desenvolvido pelo enfermeiro no cuidado infantil, buscando o êxito na integração às ações com foco para a saúde da criança, conforme rege o Sistema Único de Saúde (SUS). Desse modo, destaca-se a importância do papel que o enfermeiro desempenha no contexto assistencial à saúde da criança, sendo mediador, não apenas em práticas e serviços, mas também na compreensão da criança como sujeito singular. Descritores: Atenção primária a saúde; Saúde da Criança; Assistência Integral à Saúde da Criança; Cuidados de Enfermagem.
Palavras-chave: Atenção primária a saúde,saúde da criança,Assistência integral à saúde da criança,cuidados de enfermagem
Oral
CUIDADOS DE ENFERMAGEM EM UMA UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE: RELATO DE EXPERIÊNCIA
LUCIANA MARIA DE NEGREIROS; Francisco Costa de Sousa; Rannykelly Basílio de Sousa; Rosa Maria Costa e Silva; Gidêvane Gomes da Silva; Samuel Freire Feitosa
O Diabetes Mellitus (DM), pertence ao grupo de doenças metabólicas, caracterizadas pelo aumento dos níveis de glicemia a hiperglicemia, resulta do déficit metabólico decorrente a erros associados a secreção de insulina. Este trabalho torna-se relevante por enfatizar a necessidade que o enfermeiro tem de promover e estimular a autonomia do paciente com DM. O objetivo deste estudo é relatar as atividades realizadas pela equipe de enfermagem na orientação e promoção da saúde que levam a adesão dos pacientes ao tratamento do DM. Trata-se de um relato de experiência fundamentado na observação realizada em uma Unidade Básica de Saúde, município do Crato-CE, no período de fevereiro de 2019, da disciplina de Saúde Coletiva I do curso de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri. Durante esse período foi observado a rotina do estabelecimento, os serviços prestados aos usuários e as práticas de educação em saúde realizadas pelos profissionais. Percebeu-se que o mesmo segue um cronograma pré-estabelecido, sendo determinado um dia da semana para o acolhimento do grupo, nos quais são abordados assuntos autoexplicativos direcionados a patologia e agravantes. São realizadas também aferição dos sinais vitais, exame de glicose capilar e ações educativas com orientações acerca da necessidade de manter uma alimentação balanceada e saudável, com aconselhamento nos casos específicos sobre a necessidade de diminuir a ingestão de bebidas alcoólicas. Destaca-se a importância do enfermeiro quanto às orientações sobre a medicação prescrita, posologia e reações adversas comuns que muitas vezes podem desencadear em resistência por parte destes pacientes levando à interrupção do tratamento. Quanto ao tratamento não farmacológico foram apresentadas as vantagens que a prática da atividade física regular pode trazer ao indivíduo. Verificou-se a realização de palestras, oficinas e jogos educativos que agem como facilitadores para a compreensão do grupo. Com isso percebe-se que o papel da enfermagem se volta tanto para a promoção quanto para recuperação da saúde. E que esses profissionais atuam diante das principais necessidades deste público, esclarecendo dúvidas a respeito da patologia além de enfatizar a necessidade da reeducação alimentar associada a prática de atividades físicas e ao uso dos medicamentos. Observa-se também a importância do fortalecimento do vínculo entre o profissional/paciente para dessa forma atender as particularidades de cada indivíduo.
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CUIDADOS DE ENFERMAGEM NA QUIMIOTERAPIA DE NEOPLASIAS PULMONARES
GABRIEL LEITE DE LIMA; Patricia de Camargo; Raisa Silva dos Santos; Mariana Lopes Teixeira; Kênia Oliveira Barbosa da Hora
O câncer de pulmão configura-se como um grave problema de saúde pública. Segundo dados da OMS, é considerado o mais incidente e letal no mundo. Dentre as possibilidades terapêuticas, a quimioterapia é a mais usada atualmente durante a fase do tratamento. O enfermeiro atua diretamente no controle dos sinais e sintomas e na administração da terapia poliquimioterápica. Desse modo, esse estudo objetiva identificar quais os cuidados de enfermagem na quimioterapia de neoplasias pulmonares. Adotou-se a revisão integrativa de literatura, com os descritores Cuidados de Enfermagem, Tratamento Farmacológico, Neoplasias Pulmonares e boleador AND nas principais bases de dados, emergiram 144 artigos. Após aplicação dos filtros: texto completo disponível, idioma inglês e português, e os últimos 5 anos de publicação emergiram 22, sendo um duplicata. Dentre esses selecionaram-se 10 artigos após leitura dos textos. Na atuação do enfermeiro, destaca-se os cuidados aos efeitos adversos na administração pré e pós da quimioterapia, quanto no conforto do cliente e familiares. É necessário que haja um cuidado diferenciado a esse cliente no alívio de náuseas, fadiga, constipação e diarreia. Há relevância da educação em saúde a pessoa acometida com câncer, uma vez que os fatores de risco devem ser melhor controlados e cessados para um bom prognóstico; tais fatores incluem o tabagismo, sendo ele o principal para câncer de pulmão. É de suma importância, uma ausculta qualificada e sensível as dores do cliente, afinal a notícia do câncer é muitas vezes recebida com medo e raiva. Outrossim, a seleção de uma teoria de enfermagem, que possa corroborar com o tratamento, favorece a cientificidade na confecção de planos de cuidados eficientes. Dessarte, a mais citada foi a Teoria do Autocuidado de Dorothea Orem, por melhor identificar as necessidades afetadas do indivíduo e ajudar na construção do cuidado individual e adequado. Por fim, entende-se que o enfermeiro tem papel crucial na linha de frente do cuidado com a pessoa que passa por quimioterapia para tratamento do câncer pulmonar. Mesmo assim, a literatura sobre esse assunto ainda é escassa, sendo de extrema relevância mais trabalhos que ajudem a compreender a temática desse estudo.
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CUIDADOS DE ENFERMAGEM NA SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA DE ADOLESCENTES: REVISÃO DA LITERATURA
MARIANA ANDRADE DE FREITAS; BRUNA LIMA DE SOUSA; EMANUELLY VIEIRA PEREIRA
Objetivou-se identificar, na literatura científica, ações de enfermagem direcionadas a saúde sexual e reprodutiva de adolescentes. Revisão narrativa realizada de junho a julho de 2020 na Biblioteca Virtual em Saúde utilizando as seguintes estratégias de busca: Pregnancy AND Adoslecent AND Nursing Care; Teenage pregnancy AND Nursing care; Pregnancy AND Adolescent AND Sexual health AND Nursing care e Teenage pregnancy AND Sexual health AND Nursing care. Foram identificados 2.809 documentos. Aplicaram-se os filtros idioma (inglês, português, espanhol), tipo de documento (artigo), recorte temporal (2009-2020) totalizando 953 artigos. Após a leitura de título e resumo excluíram-se artigos repetidos, duplicados, revisões de literatura, artigos sem relação temática, totalizando 22 artigos para leitura na integra. Excluíram-se 11 artigos por não abordarem ações de enfermagem, três revisões de literatura, obtendo-se oito artigos como amostra final. Os resultados foram organizados em três categorias: Prevenção de gravidez na adolescência e infecções sexualmente transmissíveis (IST’s); Saúde sexual e reprodutiva na adolescência; Cuidados de enfermagem a adolescentes grávidas. Os dados foram analisados de forma interpretativa e discutidos conforme literatura. Cuidados de enfermagem a adolescentes devem abranger educação em saúde para comunicação, reduzir obstáculos de acesso a serviços de saúde, disponibilizar e aconselhar métodos contraceptivos, discutir atividade sexual, prevenção da gravidez e IST. Faz-se necessário confiança, confidencialidade, habilidade em aconselhamento, triagem comportamental, métodos de prevenção, incluir pais no aconselhamento, cuidado sexual e reprodutivo e avaliar risco de gravidez indesejada. Na ocorrência de gravidez é necessário diálogo sem preconceitos permitindo relatar experiências, medos, dúvidas sobre gravidez e puerpério, identificar vulnerabilidades, violência, comportamento sexual de risco, orientar acompanhamento psicossocial, multidisciplinar e integral. Contudo, essa abordagem pode ser dificultada pela escassez de profissionais, tempo reduzido de consultas e falta de treinamento em gestão adequada dos casos. Cuidados de enfermagem para promoção da saúde sexual e reprodutiva de adolescentes incluem atividades de educação em saúde, consulta, procedimentos técnicos e gerenciais. Ressalta-se a importância de abordagem multidisciplinar, biopsicossocial, integral, livre de julgamentos, que proporcione acolhimento e confiabilidade.
Palavras-chave: Adolescente, Cuidados de Enfermagem, Gravidez, Saúde Sexual, Gravidez na Adolescência
Oral
CUIDADOS DE ENFERMAGEM NO PROCESSO DE HEMOTRANSFUSÃO NO ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR
GUSTAVO CABRAL FORTE; Vinícius Alves de Alencar Oliveira; Taiane Rodrigues da Costa; Felipe Paulino da Silva; Helvis Eduardo Oliveira da Silva; José Hiago Feitosa de Matos
A hemotransfusão intra-hospitalar consiste no uso consciente de hemocomponentes aos indivíduos, seguindo a legislação em vigência. Após experiências militares recentes, surgiu o interesse no uso de hemocomponentes em pessoas com hemorragias graves relacionadas ao trauma no atendimento pré-hospitalar (APH) como uma forma de aumentar a sobrevida. Objetivou-se levantar na literatura as indicações da hemotransfusão no atendimento pré-hospitalar e os principais cuidados de enfermagem diante dessa conduta. Trata-se de uma revisão narrativa desenvolvida entre os meses de junho e julho de 2020 nas seguintes bases de dados: MEDLINE, LILACS e CINAHL. Foram utilizados os seguintes descritores Medical Subject Headings (MESH): Blood Transfusion, Emergency Service, Hospital, e Nursing Care, intercalados entre si pelo operador booleano AND. Utilizou-se como critérios de inclusão: estudos com texto completo disponível, nos idiomas inglês, português e espanhol, publicados entre os anos de 2015 a 2019. Totalizando 7 artigos para amostra final. Após a síntese dos achados, verificou-se que os indivíduos com choque hemorrágico que necessitam de reposição volêmica são elegíveis para receber transfusão sanguínea pré-hospitalar. Além disso, são critérios para administração de hemocomponentes no APH: lesões traumáticas com sangramentos associadas com pulso radial > 100 bpm e pressão arterial sistólica menor que 90 mmHg. Diante dessas situações, o enfermeiro como profissional do APH precisa prestar alguns cuidados a esses indivíduos durante o processo de hemotransfusão, tais como: garantir acesso único para o componente sanguíneo; instalar o hemocomponente e controlar gotejamento, conforme estado clínico do cliente e prescrição médica; monitorar os primeiros dez minutos de transfusão; registrar no prontuário todos os cuidados prestados, o número da bolsa de hemocomponente transfundida, bem como a data e o horário em que a transfusão foi realizada. Em síntese, o processo de hemotransfusão no APH é algo novo e requer uma série de cuidados de uma equipe multidisciplinar para que as condutas sejam efetuadas de forma adequada e baseada em evidências e garanta, assim, o aumento da sobrevida desses indivíduos graves atendidos no APH, bem como a segurança do paciente.
Palavras-chave: Transfusão Sanguínea, Serviço Hospitalar de Emergência, Cuidados de Enfermagem
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CUIDADOS E DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM FRENTE A UM PACIENTE COM TRAUMATISMO CRANIANO
CÍCERO DAMON CARVALHO DE ALENCAR; Danielle de Oliveira Brito Cabral; Maria Luiza Peixoto Brito; Ana Clara Lacerda Cervantes de Carvalho; Woneska Rodrigues Pinheiro
O traumatismo craniano é uma lesão que pode ocasionar sérios danos. Nesse contexto, tratando-se do Brasil, é considerado um problema crítico de saúde pública, sendo uma das principais causas de morbidade e de mortalidade. Nessa perspectiva, o objetivo do presente estudo é descrever quais são os cuidados e diagnósticos de enfermagem prevalentes na assistência direta ao paciente com TCE. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, que teve como critérios de seleção, artigos publicados nos últimos 5 anos e que respondessem à pergunta norteadora do estudo. Artigos incompletos e/ou que não respondiam o objetivo do estudo foram excluídos. Para a seleção dos estudos, utilizou-se as bases de dados ScienceDirect e BVS. De início, foram selecionados 41 estudos para uma leitura na integra, sendo estes: 20 artigos excluídos por não atenderem ao objetivo do estudo e 7 artigos repetidos, resultando em 14 estudos selecionados para compor a revisão. Analisando os artigos selecionados para a revisão, foi observado que os cuidados de enfermagem frente a pacientes com TCE podem variar de acordo com a clínica do paciente. Alguns cuidados de enfermagem são evidenciados pela literatura como: monitorização da pressão intracraniana, verificação de sinais vitais, avaliação do estado neurológico, monitorização, anamnese, dentre outros. Referente aos diagnósticos de enfermagem, na RI foram identificados 6, sendo eles: controle emocional lábil, capacidade adaptativa intracraniana diminuída, risco de perfusão tissular cerebral ineficaz, risco de aspiração, risco de padrão respiratório ineficaz e risco de integridade da pele prejudicada. A partir dos resultados da RI, podemos constatar que a assistência de enfermagem frete ao paciente com TCE é de suma relevância para o paciente, como também a implementação da SAE durante a assistência.
Palavras-chave: Cuidados de enfermagem,Diagnósticos de enfermagem, Traumatismo craniano
Oral
CUIDADOS NÃO FARMACOLÓGICOS REALIZADOS PELA EQUIPE DE ENFERMAGEM NO ALÍVIO DA DOR NO TRABALHO DE PARTO
MARIA EDUARDA OLIVEIRA DE ALENCAR ; Rannykelly Basílio de Sousa; Francisco Costa de Sousa; Rosa Maria Costa e Silva; Antônia Gidêvane Gomes da Silva; Samuel Freire Feitosa
OBJETIVOS: Avaliar quais as práticas não farmacológicas utilizadas pela equipe de enfermagem no alívio da dor de parto. MÉTODO: o tipo de estudo empregado é do tipo revisão integrativa da literatura de caráter quantitativo, a busca de dados foi efetuada nas bases de dados BDENF, LILACS, MEDLINE e SCIELO, utilizando os descritores: enfermagem obstétrica, trabalho de parto e terapias complementares, empregando o operador booleano “AND” e os filtros: texto completo e disponíveis na integra nos idiomas português, espanhol e inglês. Foram selecionados 91 estudos, onde 27 comtemplaram o objetivo do estudo. A análise dos dados consistiu a partir da leitura flutuante, que consiste em ler o título e resumos dos artigos da seleção, e em seguida, serem submetidos a leitura na integra. RESULTADOS: evidenciou-se que dentre as técnicas sugeridas pelos profissionais de enfermagem o banho de aspersão representa (59,25%), das práticas referenciadas nos estudos, devido a suas propriedades terapêuticas, responsáveis pela redução da percepção dolorosa, ansiedade e estresse que acontece devido a depressão do sistema nervoso simpático. A massagem lombossacral (55,55%), proporciona o contato físico e humanizado com a parturiente, levando a potencialização do efeito de relaxamento, a diminuição da tensão local, a melhora do fluxo sanguíneo e a melhor oxigenação tecidual. A realização dos exercícios perineais associado a bola suíça (44,44%), representa um benefício apontado pela equipe de enfermagem no trabalho de parto, pois favorece o fortalecimento do assoalho pélvico, promove a descida da apresentação fetal, relaxamento e progressão do parto, além de outros benefícios para as parturientes e o feto. Ainda são citadas outras técnicas que promovem a redução da ansiedade, estresse e redução da dor, como: a técnica de respiração, a deambulação, aromaterapia, cavalinho, a ingestão alimentar. CONCLUSÃO: Diante destas perspectivas fica notório que as terapias complementares utilizadas na assistência de enfermagem vem contribuindo para redução de técnicas intervencionistas farmacológica e cirúrgicas, além de promover uma assistência humanizada na realização de partos vaginais, e na utilização de técnicas não invasivas na redução da dor, estresse, taxas de cesariana, refletindo na qualidade da assistência obstétrica prestada.
Oral
Cuidados Paliativos em Oncologia Pediátrica: O papel do enfermeiro
MATHEUS RODRIGUES DE SOUZA; Bianca Fernandes Marcelino; Gerliane Filgueira Leite; Kauanny Vitória dos Santos; Myllena Farias Gomes; Vitória de Cássia Félix Rebouças
Introdução: Os cuidados oncológicos pediátricos exigem uma preparação especial, pois o câncer traz grande carga de dor, ansiedade e sofrimento para o paciente e sua família. É recomendável a inserção dos cuidados paliativos desde o diagnóstico e estes cuidados se fazem necessários à medida que o doente com câncer avança para a fase terminal. Os cuidados paliativos são cuidados holísticos ofertados a pessoas que vivenciam intenso sofrimento relacionado à sua saúde e, por sua natureza multidisciplinar, inclui os cuidados da equipe de enfermagem, a qual deverá estar ciente de seu papel neste contexto. Objetivos: Avaliar, segundo a literatura, o papel do enfermeiro nos cuidados paliativos em crianças com câncer. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa de literatura, com coleta de dados realizada no mês de junho de 2020, buscando responder a seguinte pergunta: Qual papel do enfermeiro nos cuidados paliativos em oncologia pediátrica? A coleta de informações foi realizada na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) e nas bases de dados LILACS (Literatura Latino-Americana em Ciências da. Saúde), MEDLINE® (Medical Literature Analysis and Retrieval System Online) e BDENF (Base de Dados de Enfermagem). Foram cruzados - por meio do operador “AND” - os Descritores em Ciências da Saúde (DECs) “Cuidados Paliativos”, “Enfermagem Oncológica” e “Pediatria”, tendo encontrados 327 artigos, os quais foram filtrados segundo o ano de publicação (últimos 5 anos), resultando em 30 artigos pré-selecionados. A partir da leitura exploratória dos artigos pré-selecionados, identificaram-se 9 artigos que respondiam à questão de pesquisa. Resultados: Com base nos artigos, apreendeu-se que a descoberta do câncer e a subsequente realização de um tratamento, são eventos perturbadores para a criança e sua família. Constatou-se que o papel do enfermeiro nos cuidados paliativos aos pacientes pediátricos com doença terminal deve abranger desde o manejo e controle dos sintomas - como a dor, a fadiga, a constipação, dentre outros -, até as necessidades psicológicas - como o lidar com o luto, a esperança e a aceitação do processo de adoecimento. Conclusão: Infere-se, que o enfermeiro, como parte essencial da equipe multidisciplinar, possui papel importante nos cuidados paliativos, com visão ampla das necessidades do paciente, levando em consideração aspectos físicos, psicológicos e sociais, proporcionando assim, no ato de cuidar, conforto e qualidade de vida desde a descoberta da doença até o fim.
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CULTURA DE SEGURANÇA EM AMBIENTES HOSPITALARES RELACIONADOS A ENFERMAGEM: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
DANIELLE PEREIRA DA SILVA; Maria Kleyssiane de Melo Alexandre; Anthony Moreira Gomes; Francisca Tamiris Pereira de Souza; Márcio Alves de Almeida; Emiliana Bezerra Gomes
A alta complexidade dos serviços hospitalares implica em maiores chances de eventos adversos em saúde e traz consigo a importância de se avaliar a cultura de segurança em tais instituições. O objetivo é analisar as evidências científicas sobre a cultura de segurança nos ambientes hospitalares e sua relação com a enfermagem. Trata-se de uma revisão integrativa, que buscou nas bases de dados LILACS, BDENF e MEDLINE com as chaves de busca: Cultura Organizacional AND Segurança do Paciente AND Enfermagem a resposta para a pergunta: Qual o conhecimento cientifico tem sido produzido sobre a cultura de segurança no ambiente hospitalar relacionado a enfermagem? A coleta de dados aconteceu em julho de 2020. Foram identificados 50 estudos no total e após aplicados os critérios exclusão (textos completos, em português e dos últimos cinco anos), resultaram em 39 estudos para a revisão. Após a leitura completa das publicações, análise e interpretação dos dados, notou-se que a maioria dos estudos utilizou como instrumento para análise da cultura de segurança os q segurança uestionários: Hospital Survey on Patient Safety Culture (HSOPSC) e Safety Attitudes Questionnaire (SAQ). Os resultados foram agrupados em três categorias: Percepção dos profissionais sobre cultura de segurança, Avaliação da cultura de e Sugestões dos profissionais sobre cultura de segurança. Na primeira categoria evidenciou-se que os profissionais reconhecem a existência do erro na assistência à saúde e atribuem a sua ocorrência a falhas individuais e do sistema organizacional. Quanto a avaliação da cultura de segurança a satisfação em relação ao trabalho foi a dimensão avaliada mais positivamente pela enfermagem e demais profissionais da equipe de saúde e a falta de apoio da gestão foi avaliada negativamente. Os profissionais sugeriram que, para melhorar a cultura de segurança é necessário a realização de treinamentos e capacitações, melhor dimensionamento de pessoal, avanços na comunicação e aproximação da gestão e equipe. Conclui-se que as evidências sobre a cultura de segurança apontam a necessidade de melhorara esse componente na assistência em ambiente hospitalar a fim de buscar estratégias para a adoção de uma cultura de segurança positiva, beneficiando pacientes, familiares e profissionais.
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DEBATE VIRTUAL DE ENFERMAGEM SOBRE OS BENEFÍCIOS DA HIDROTERAPIA NO PARTO: RELATO DE EXPERIÊNCIA
ALDINO BARBOSA DOS SANTOS; TEODORO MARCELINO DA SILVA; CAMILA ALMEIDA NEVES DE OLIVEIRA
A hidroterapia é um método que utiliza a água com fins terapêuticos, possibilitando a liberação da tensão muscular, sensação de bem-estar, aumento da dilatação cervical, além de reduzir as intervenções desnecessárias e potencialmente iatrogênicas à saúde e vida do binômio mãe-bebê. Assim, destaca-se a importância da implementação desse método, pois além do alívio da dor, proporciona o resgate as boas práticas de assistência ao parto e nascimento. Objetivou-se relatar a experiência do debate virtual sobre os benefícios da hidroterapia no trabalho de parto. Trata-se de estudo qualitativo descritivo, do tipo relato de experiência, acerca do debate virtual sobre a temática em questão, realizado no dia 07 de julho de 2020 através da plataforma digital “Google Meet” com a participação de 29 discentes matriculados na disciplina de Enfermagem no Processo de Cuidar em Saúde da Mulher e a docente da referida disciplina do Curso de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri (URCA), Unidade Descentralizada de Iguatu (UDI). O debate teve duração de quarenta minutos do turno matutino. Utilizou-se como método de ensino, um vídeo sobre a temática de autoria de seis discentes, intitulados facilitadores, associado a outro vídeo representativo do parto domiciliar utilizando a hidroterapia. Evidenciou-se que os métodos de ensino utilizados foram de suma importância para abordar e discutir sobre a temática, por meio da verbalização dos discentes acerca da relevância do momento para adequada assimilação desta nova estratégia de cuidado obstétrico, assim como foi um momento enriquecedor com dissolução de dúvidas acerca da utilização deste método frente ao atual cenário pandêmico da Covid-19. Nesta ótica, a discussão foi efetiva, sendo amplamente debatida pela professora e os discentes. Ao final, os educandos demonstraram-se sensibilizados quanto à eficácia desse método não farmacológico durante a parturição. Do mesmo modo, no que se refere aos facilitadores, o debate proporcionou potencialização dos conhecimentos,vivência precoce com a prática da docência, identificação profissional e apreço pela assistência obstétrica. Destarte, o debate virtual sobre os benefícios da hidroterapia no trabalho de parto foi de suma importância, posto que proporcionou a construção de um panorama mais promissor para assistência, mediante a importância do cuidado integral e humanizado de enfermagem.
Palavras-chave: Hidroterapia,Trabalho de Parto,Enfermagem
Oral
DESAFIOS DOS SISTEMAS DE SAÚDE FRENTE A EPISÓDIOS DE PANDEMIA
PAULA LETÍCIA WENDY DE SOUZA NUNES ; Maria Isabel Caetano da Silva; Raul Roriston Gomes da Silva; Williane Rodrigues Lima; Woneska Rodrigues Pinheiro
No decorrer dos anos a sociedade foi acometida por diversas pandemias, cada uma comportando-se de maneira específica. Os sistemas de saúde possuem como objetivo adotar medidas para contenção frente a estes episódios, visando a elaboração de propostas para que desenvolva um prospero desfecho. O objetivo do estudo foi avaliar os desafios perpassados pelos sistemas de saúde mediante as necessidades de estratégias frente a episódios de pandemia. Trata-se de uma revisão integrativa, utilizando como lócus da pesquisa a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e o diretório de revistas da Scientifiv Electonic Library Online (SCIELO), no período de abril a junho de 2020. Foram angariados um quantitativo de 253 artigos, todos com busca pelos descritores: “Pandemia” and “Sistemas de Saúde” and “Organização e Administração”. Ao adotar os critérios para inclusão, priorizou-se aqueles artigos que contemplassem a temática, estudos disponíveis na integra, publicados em inglês, português e espanhol, compreendidos no marco histórico dos últimos 10 anos, restando 167. Após leitura, foram excluídos 162 artigos por inadequação a temática, duplicação ou período de publicação anterior, restando 5 artigos para embasamento e construção do estudo. Neste contexto, observa-se que ao longo dos anos os sistemas de saúde adotaram diversas medidas de prevenção a grandes pandemias já existentes. O enfrentamento de situações inauditas causam em grande parte enredos inusitados, tal situação evidencia-se como um problema de saúde pública, que demandam esforços imediatos de esfera governamental, verifica-se deste modo, a necessidade de um sistema pragmático e firme, necessitando de aporte tecnológico e investimento de recursos, estruturação das redes, bem como preparo profissional e entendimento populacional, para o desenvolvimento e monitoramento de ações de vigilância, métodos diagnósticos e medidas de assistência aos casos e contatos, na contenção de um recente vírus. Com base nos dados apresentados, fica explicito o risco de novas pandemias ou mutações virais, atingindo grandes proporções. O conhecimento e contato com situações equivalentes não garante que o sistema está preparado para enfrentar novas realidades, no entanto, manter ações e medidas de segurança, fortificando pesquisas para produção de informações e conhecimentos epidemiológicos, proporciona base para enfrentamento de um fenômeno desconhecido.
Oral
DESAFIOS E BARREIRAS VIVENCIADOS PELA POPULAÇÃO LGBT NO ACESSO À ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
ANNE ALICE LUCENA ALVES; LUCIANO GUALBERTO SOARES; CAMILA ALMEIDA NEVES DE OLIVEIRA
OBJETVO:Identificar as dificuldades de atendimento à saúde encontradas por LGBT’s no âmbito da Atenção Primaria a Saúde. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura com abordagem qualitativa, realizada no mês de abril de 2019. O levantamento bibliográfico foi realizado na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), a partir da utilização dos descritores: Minorias Sexuais e de Gênero, Atenção Primária à Saúde e Cuidados de Enfermagem, cruzados com o operador booleano AND, usando a estratégia de busca P.V.O (Population. Variable. Outcome), cruzando o primeiro descritor com o segundo, resultando em 57 artigos. Cruzando o primeiro descritor com o terceiro, resultando em 72 artigos. Usando o três descritores juntos, resultou em 9 artigos. Ao final da busca totalizou-se 138 artigos. Como critérios de inclusão optaram-se por artigos completos e disponíveis (78), idioma português (37), no período de 2014 a 2019 (15). Após análise e leitura, excluindo os repetidos e que não contemplassem à temática, resultou em um total de cinco artigos que compuseram o processo analítico deste estudo. RESULTADOS: Evidenciou-se uma baixa assiduidade e adesão às políticas de saúde pela população LGBT devido às condutas inadequadas dos profissionais de saúde, ausência de acolhimento e discriminação em virtude da orientação sexual não heteronormativa. Os integrantes do grupo LGBT são percebidos como não pertencentes aos espaços das unidades básicas de saúde. O receio de ser julgado e de não ter a sua confidencialidade mantida faz com que essas minorias sociais se distanciem ainda mais dos setores da saúde e aumentem os riscos a que estão expostos. Reitera-se que a homofobia e o medo de possíveis maus-tratos levam a não procura dos atendimentos, resultando em negligência da própria assistência. Deste modo, é indispensável que os profissionais tenham uma capacitação no campo da sua graduação, tendo como objetivo favorecer o acesso e a satisfação de necessidades atendidas a esse público minoritário de grande vulnerabilidade. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os profissionais do futuro precisam saber como abordar e atender as necessidades de saúde de membros das comunidades que cada vez mais estão tornando-se diversificadas. A comunidade LGBT tem necessidades específicas que precisam ser plenamente atendidas. Destarte, é de extrema relevância que os paradigmas e os preconceitos sejam quebrados para que haja uma assistência de forma equânime e de qualidade para toda população.
Palavras-chave: Minorias Sexuais e de Gênero,Atenção Primária à Saúde,Cuidados de Enfermagem
Oral
DESAFIOS ENFRENTADOS PELO ENFERMEIRO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE FRENTE AO PACIENTE COM FERIDAS
JANYELLE TENÓRIO RODRIGUES; Ana Paula da Silva Gonçalves; Paula Emanuely Pereira de Souza; Paula Fernanda da Silva Ramos; Suzana Fideles dos Santos; Kenya Waleria de Siqueira Coêlho Lisboa
É imprescindível abordar o impacto que as feridas vêm causando um grave problema de saúde em todo o mundo, possuindo grande prevalência devido a uma gama de fatores contribuintes. Nesse contexto, a Atenção Primária à Saúde (APS) por garantir a integralidade da assistência se encontra em posição importante para prevenção e tratamento de feridas, sendo capaz de ofertar a promoção de saúde e prevenção de agravos, contando primordialmente com a ação do enfermeiro que em geral está em maior contato com os pacientes. O objetivo do estudo visa identificar os desafios enfrentados pelo enfermeiro frente aos pacientes com feridas na APS. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, na qual a busca foi realizada na base de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) para o levantamento bibliográfico, utilizando três descritores da base de Descritores em Ciências da Saúde (DeCs): “Enfermagem”, “Atenção Primária à Saúde” e “Ferimentos e Lesões”, onde foi empregado o operador booleano AND. Foram utilizados os filtros: trabalhos em formato de artigo, na íntegra, nos idiomas português, inglês e espanhol e, que foram publicados nos últimos 5 anos. Obteve-se na busca um total de 18 artigos, que após seleção com base nos títulos e resumos, resultou em 6 artigos contemplados para construção do estudo. Em relação aos resultados foi possível observar que a atuação do enfermeiro deve contar com práticas de cuidado que viabilizam superar a dimensão biológica-visível, indo além do conhecimento sobre os aspectos físicos e psicológicos do paciente e, dando ênfase à questão educativa voltada para a pessoa com feridas. Isso se deve ao fato de que antes de buscarem os serviços de saúde, as pessoas recorrem ao uso de recursos e práticas populares como chás e plantas medicinais. Os desafios mais citados e até considerados riscos ocupacionais foram a exposição ao esforço físico, os vícios de postura no trabalho, o estresse referente às demandas sociais, a escassez de recursos materiais, ambientes impróprios e a ausência de capacitação profissional como também a falta de educação continuada. Portanto, mediante as limitações apresentadas percebe-se a complexidade da rotina que o enfermeiro enfrenta na APS ao tratar de pacientes com feridas, configurando-se a necessidade da abordagem do assunto na formação desses profissionais, bem como, educação permanente e capacitações que promovam satisfatória qualificação da equipe.
Palavras-chave: Enfermagem, Atenção Primária à Saúde, Ferimentos e Lesões
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DETERMINANTES E CONDICIONANTES EM SAÚDE PARA HEPATITE A: UMA ANÁLISE SOCIAL APLICADA
JOÃO CRUZ NETO; Lara Pereira Leite Alencar; Nadilânia Oliveira Da Silva; Maria Lucilândia De Sousa; Héryka Laura Calú Alves; Grayce Alencar Albuquerque
As hepatites virais são um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Em 2018, a Organização Mundial da Saúde alertou para um surto de Hepatite A por transmissão sexual no Brasil, além das conhecidas formas fecal/oral. Objetivou-se revisar a produção científica referente aos aspectos determinantes e condicionantes sociais em saúde e sua relação com práticas de enfrentamento à Hepatite A. Trata-se de uma revisão narrativa com cunho descritivo, subsidiada pela análise dos determinantes e condicionantes sociais da saúde. Foram utilizadas duas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde e Medical Literature Analysis and Retrieval System Online, cruzando-se os descritores: Icterícia, Hepatite A, Assistência Integral à saúde e Determinantes sociais da saúde utilizando o operador booleano AND. Foram incluídos todos os estudos que se relacionassem a temática, sem recorte temporal, obtendo-se uma amostra final de 12 artigos. O estudo revelou que as transmissões do vírus em uma escala mundial estão divididas em quatro tipos, atingindo desde os países mais pobres aos mais desenvolvidos. Isso está associado a forma como a doença é encarada nos países e ao nível dos planos sanitários e culturais, além do processo de enfrentamento e a implementação de políticas públicas que visam, principalmente, o saneamento básico e a eliminação do vírus até 2030. O modelo da determinação social relacionou as práticas de enfrentamento a doença no Brasil aos determinantes e condicionantes sociais em saúde que elevam a vulnerabilidade para contaminação. Nesse sentido, observou-se como microdeterminantes a idade, o sexo, estilo de vida e as redes comunitárias e como macrodeterminates, a estrutura social e as condições socioeconômicas/vida, vacina, saneamento básico, contaminação, políticas públicas, recursos, água/esgoto e a relação incidência/prevalência. Ainda, a administração dos recursos públicos levou a novas metas de desenvolvimento do milênio com foco no tratamento de água e esgotos além de estratégias que possibilitem melhores condições de vida e trabalho até 2025. Fatores sociais, políticos e econômicos tem influência na susceptibilidade de contaminação pela Hepatite A. Assim, analisar o período histórico da doença e os determinantes e condicionantes da saúde permite uma visão centralizada do problema e a construção de estratégias de prevenção e promoção da saúde.
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DIAGNÓSTICO PRECOCE DE SEPSE EM PACIENTES QUEIMADOS
KYOHANA MATOS DE FREITAS CLEMENTINO; Maria Luiza Peixoto Brito; Lorena Farias Rodrigues Correia; Sara Teixeira Braga; Aluízio Rodrigues Guimarães Júnior; Woneska Rodrigues Pinheiro
As vítimas graves de queimaduras têm maior suscetibilidade ao desenvolvimento de quadros infecciosos que ocasionam à sepse, uma complicação que revela uma alta taxa de mortalidade nestes pacientes, quando não é identificada previamente. Diante o exposto, busca-se identificar quais fatores propiciam o diagnóstico precoce de sepse no paciente queimado. Trata-se de uma revisão integrativa, onde a busca de dados foi realizada na PubMed, utilizando os descritores do Mesh: Burns (Queimadura), Diagnosis (Diagnóstico) e Sepsis (Sepse). Aplicou-se o operador booleano AND e os filtros: texto completo gratuito, publicados em língua espanhola, inglesa e portuguesa, com recorte temporal de 10 anos. Foram encontrados 1528 artigos, que após a filtragem restaram 215, onde 10 foram selecionados a partir da pré-análise dos dados, que consistiu na leitura dos títulos e resumos. Posteriormente, os artigos foram submetidos a leitura na íntegra para a coleta dos dados. Os resultados revelaram que a Procalcitonina Sérica (PCT) é o biomarcador de maior evidência no diagnóstico precoce de sepse em pacientes queimados, contudo, outros exames laboratoriais também foram considerados importantes na busca deste diagnóstico, como a Contagem de Plaquetas (PLT), a combinação PCT e o Peptídeo Natriurético tipo N do terminal pró-B (NT-proBNP), a presença de citocinas anti-inflamatórias (IL-10, IL-1RA) no plasma, Relação Neutrófilo-Linfócito (NLR), identificação de migração espontânea de neutrófilos para dentro dos canais microfluídicos, a presença de sinais locais de resposta inflamatória e sinais sistêmicos, como febre. Vale ressaltar que, os níveis de Reação em Cadeia da Polimerase (RCP) são contraindicados, pois falham em predizer infecção ou sepse em pacientes com queimaduras graves. Conclui-se que, a combinação de informações clínicas e valores de biomarcadores são mais fidedignos diante o diagnóstico precoce de sepse em pacientes queimados, viabilizando a possibilidade de integrar na prática clínica os testes que apresentem uma boa relação custo/benefício e o início da terapia antimicrobiana, melhorando o prognóstico destes pacientes.
Palavras-chave: Queimadura,Diagnóstico,Sepse
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DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM PARA PESSOA COM PÉ DIABÉTICO SOB A PERSPECTIVA DA TEORIA DE OREM
CINTHIA DA SILVA NASCIMENTO; Amanda Maria Chaves Barros; Samuel Carlos Tomaz; Naanda Kaanna Matos de Souza
O Diabetes Mellitus (DM) é uma síndrome metabólica proveniente da hiperglicemia, tendo como uma de suas complicações o pé diabético. O enfermeiro tem o papel de estimular, de forma proativa, no desenvolvimento do cliente, melhorando seu autocuidado e os mostrando a responsabilidade sobre sua saúde. A justificativa para este estudo é relatar os diagnósticos de enfermagem de pacientes que possuem pé diabético na ausência do autocuidado. Nesse sentido, objetivou-se identificar diagnósticos de enfermagem para uma mulher com pé diabético sob a perspectiva da Teoria do Déficit de Autocuidado de Orem. Trata-se de um estudo de caso realizado na cidade de Iguatu – CE com uma participante diagnosticada com DM tipo II, que teve como complicação o pé diabético; para a construção dos diagnósticos de enfermagem foi utilizado o Diagnóstico de Enfermagem da NANDA-I. Frente ao exposto, foram traçados os seguintes diagnósticos: Deambulação prejudicada relacionada à dor; Perfusão tissular periférica ineficaz relacionada à DM; Integridade da pele prejudicada relacionada à circulação prejudicada; Risco de infecção relacionada à doença crônica. Buscou-se mostrar a relevância da orientação dos enfermeiros ao portador de DM e apresentar os diagnósticos e intervenções de enfermagem no surgimento do pé diabético.
Palavras-chave: Diabetes mellitus, Pé diabético , Autocuidado , Cuidados de enfermagem
Oral
Diagnósticos de enfermagem prevalentes na assistência ao paciente doador de órgãos em morte encefálica
GABRIELA DUARTE BEZERRA; Darly Suyane Felix Silva; Marcia Eduarda Nascimento dos Santos; Sara Teixeira Braga; Aline Sampaio Rolim de Sena; Woneska Rodrigues Pinheiro
Morte encefálica (ME) é definida como a perda da função total e irreversível do encéfalo que consiste em cérebro e tronco encefálico. As causas mais freqüentes de ME no Brasil são os traumatismos crânio encefálico e o acidente vascular encefálico, resultando 90% dos casos. O diagnóstico precoce da ME viabiliza a captação de órgãos para o transplante. Considerando a atuação do enfermeiro no processo de transplante, o Conselho Federal de Enfermagem através da resolução COFEN 292/2004, normatiza a atuação do profissional de enfermagem na captação e transplante de órgãos e tecidos, essa resolução exige a aplicação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE). Esse estudo objetiva descrever sob a ótica literária quais os diagnósticos de enfermagem prevalentes na assistência ao paciente doador de órgãos em morte encefálica. Trata-se de uma revisão integrativa realizada em julho de 2020, através da Biblioteca Virtual de Saúde, nas bases de dados LILACS, MEDLINE e BDENF. Utilizando-se os descritores: diagnósticos de enfermagem AND morte encefálica AND doadores de órgãos. Identificando-se 46 produções. Critérios de inclusão: artigos empíricos disponíveis gratuitamente na íntegra, publicados em inglês e português. Excluíram-se aqueles que se encontravam repetidos ou duplicados, restando 10 produções. Os resultados apontam que o uso da linguagem padronizada é de suma importância para o processo de enfermagem e para o cuidado sistematizado. Diante disso, os diagnósticos de enfermagem mais utilizados na perspectiva da manutenção dos potenciais doadores são a hipotermia, hiperglicemia, risco para débito cardíaco diminuído, risco de volume de líquidos deficiente, troca de gases prejudicada, riscos de sangramento, de infecção e capacidade adaptativa intracraniana diminuída. De acordo com a NANDA-I, não há um diagnóstico de enfermagem único abordando a morte encefálica e o potencial doador. Foi observado que a maioria dos diagnósticos está relacionada a alterações fisiológicas e dada a complexidade da morte encefálica, os pacientes chegam a apresentar todos os diagnósticos citados. Conclui-se que a assistência de enfermagem é essencial em todo o trajeto da doação de órgãos, como também a necessidade de uma procura maior no que diz respeito a estudos e embasamentos técnico-científicos para um manuseio qualificado e padronizado com experiência e habilidades terapêuticas legais em todos os passos desde o potencial doador à assistência familiar.
Palavras-chave: Diagnósticos de enfermagem, morte encefálica, doadores de órgãos
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DIÁLOGOS FAMILIARES INTERROMPIDOS: A VERGONHA COMO FATOR DETERMINANTE NA COMUNICAÇÃO DE ADOLESCENTES SOBRE SEXUALIDADE
ANTÔNIA SAYONARA FERREIRA SILVA; RANY ERYCLYS DE FREITAS FERREIRA; TAMIRES ALVES DIAS; VANESSA SILVA GASPAR; DAVID EDERSON MOREIRA DO NASCIMENTO
O estudo buscou identificar os desafios nos diálogos sobre sexualidade entre adolescentes escolares e seus familiares. Foi realizada uma pesquisa exploratória e descritiva, com abordagem qualitativa e a partir da técnica do estudo de campo. A coleta de dados se deu junto a adolescentes escolares no mês de agosto de 2017 em Icó-CE, e teve como instrumento a entrevista semiestruturada. Os dados foram analisados a partir do método de análise de conteúdo e organizados na forma de categorias. Os princípios bioéticos presentes na resolução 466/12 foram respeitados, e houve aprovação por meio do Comitê de Ética e Pesquisa do Centro Universitário Doutor Leão Sampaio. Um dos maiores obstáculos para a absorção de conhecimentos a respeito da sexualidade é o diálogo, visto que na maioria dos casos existem questões que interferem na troca de informações. A partir dos depoimentos coletados é evidente as dificuldades encontradas em relação a comunicação do adolescente e seus responsáveis legais, sendo a vergonha o principal fator identificado. Os sujeitos atrelam esse sentimento a como os pais irão se portar frente as dúvidas existentes, aos aspectos culturais e as possíveis más interpretações. A família é o espaço ideal para a construção de saberes em relação ao tema, por se configurar, na maioria das vezes, como o alicerce do adolescente em um contexto histórico, social e cultural. No entanto o acontecimento deste evento depende das peculiaridades de cada núcleo familiar, que por muitas vezes pode se apresentar despreparado para tais discussões. Pode haver conflito durante o diálogo pois é tendencioso a maioria dos pais e/ou responsáveis imporem ordens constantemente, embasados em costumes pessoais, e fazendo com que o adolescente se sinta confuso em relação ao que vivencia. Na percepção dos adolescentes, a vergonha, o constrangimento e as incertezas, destacam-se como fatores que prejudicam o aprendizado sobre sexualidade, fazendo-os buscarem informações em fontes não confiáveis e os levando a adotarem condutas precipitadas. Logo é fundamental conhecer os principais anseios destes sujeitos, e além disso, traçar estratégias que permitam fornecer subsídios claros e que atendam a seus interesses pessoais. Nesse sentido, é imprescindível a intervenção de profissionais capacitados na perspectiva de auxiliar o diálogo entre a família e o adolescente, podendo a escola ser facilitadora desses eventos através de programas e/ou projetos educativos de saúde.
Palavras-chave: Adolescente, Escola, Relações familiares, Sexualidade
Oral
DIFERENTE, NÃO MENOS: DETECÇÃO PRECOCE DO AUTISMO PELO ENFERMEIRO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
ANA CAROLINA OLIVEIRA DE FREITAS; Ana Valéria Oliveira da Silva; Jéssica Maria Gomes Araújo; Sara Éllen Rodrigues de Lima; Susiany Ferreira de Oliveira; Natana de Morais Ramos
O Transtorno do Espectro Autista refere-se a uma série de distúrbios do neurodesenvolvimento, perceptíveis por meio da manifestação de mudanças comportamentais, deficiência na comunicação e interesses restritos, sendo sua detecção considerada complexa. Para tanto, se faz necessário conhecer a etiopatogenia, a fim de traçar estratégias e intervenções precocemente. O presente estudo objetivou identificar na literatura a atuação do enfermeiro da Atenção Primária à Saúde na detecção precoce do Transtorno do Espectro Autista em crianças. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e National Library of Medicine (PubMed), utilizando os descritores: Child; Autistic disorder; e Primary Health Care, associando-os por meio do operador booleano AND. A coleta de dados foi realizada em julho de 2020, tendo como critério de inclusão artigos científicos completos disponíveis gratuitamente, na língua portuguesa e inglesa, e publicados nos últimos cinco anos. Foram excluídos aqueles que não correspondiam a proposta do estudo e em duplicidade. A amostra final do estudo corresponde a 14 referências. Os artigos selecionados evidenciam a dificuldade em diagnosticar o espectro autista em crianças, uma vez que necessita de uma abordagem multiprofissional. Quanto ao papel do enfermeiro, os estudos apontam para a necessidade de acompanhamento e avaliação do processo de desenvolvimento da criança, atentando para possíveis alterações de comportamento, presença de movimentos repetitivos, agressividade, dificuldades na alimentação e/ou sinais que possam sugerir o transtorno durante as consultas de puericultura. Mesmo diante do maior engajamento da temática nas mídias, evidencia-se que o conhecimento ainda é incipiente pelos familiares e os profissionais, que não se encontram capacitados e munidos de protocolos assistenciais na rede de atenção para diagnosticar previamente. Conclui-se que a detecção precoce deve ser prioridade nas unidades de atenção primária, devendo ser embasada em ferramentas de triagem para identificação das crianças que eventualmente necessitem de uma avaliação diagnóstica mais completa, visto que somente o julgamento clínico é insuficiente. Ademais, foi identificado que o diagnóstico do espectro autista em crianças menores de três anos tem maior probabilidade de falha devido sua fase de crescimento, sendo primordial a capacitação e ferramentas que auxiliem no diagnóstico prévio.
Palavras-chave: Child, Autistic disorder, Primary Health Care
Oral
Dinâmica de uma unidade de saúde da familia no interior do nordeste
GREICYANE RIBEIRO ROCHA SILVA; Cláudio dourado deoliveira; Maria edwirges primo de Araújo oliveira; Maria do Carmo de Araújo oliveira; Maria juscilene nascimento santos; Ines dolores teles figueiredo
A Atenção Primária à Saúde (APS) organiza o sistema de saúde para atender as demandas da população constituindo a principal porta de entrada para o usuário. Objetivou-se descrever a dinâmica de uma Unidade de Saúde da Família (USF) do interior do Ceará. Estudo qualitativo do tipo relato de experiência realizado em uma USF durante prática supervisionada proposta por disciplina de uma instituição de ensino superior em fevereiro de 2020. A USF tem sistema de ponto eletrônico e funciona de segunda à sexta no horário de 07:30 às 11:30 e de 13:00 às 17h, apresenta uma equipe da Estratégia Saúde da Família (ESF) composta por 01 médico, 01 enfermeiro, 01 técnico de enfermagem, 01 dentista, 01 auxiliar de saúde bucal e 05 agentes comunitários de Saúde (ACS), sendo apenas 01 em ativa. Além de 01 recepcionista, 01 agente de segurança e 01 auxiliar de serviços gerais. Utiliza prontuário eletrônico e protocolos de procedimentos. Segue cronograma de atividades semanais, atendem por demanda livre e programada pelo agendamento via telefone contemplando 10 consultas médicas em cada turno. Possui uma estimativa de 41 atendimentos diários. A enfermagem realiza consultas de planejamento reprodutivo, pré- natal, exame citopatológico, puericultura, aferição de sinais vitais, imunização, medidas antropométricas, retirada de pontos, curativos, teste de glicemia dentre outros. A equipe reúne-se mensalmente para discussão de demandas da USF e usuários, planejamento e capacitação profissional. Tem apoio do Núcleo Ampliado de Saúde da Família (NASF) composto por: 01 psicólogo, 01 educador físico, 01 nutricionista, 01 assistente social e 01 fisioterapeuta que realizam atendimentos e ações educativas. A área de abrangência divide-se em 05 microáreas, destas apenas uma microárea é coberta por ACS, o que inviabiliza a apropriação territorial. Não possuem sala de situação com os principais
Oral
DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA MORTALIDADE POR CÂNCER NO CEARÁ
FRANCISCO AYSLAN FERREIRA TORRES; PALOMA LOIOLA LEITE; LUCIANO GUALBERTO SOARES; TIAGO RIBEIRO DOS SANTOS; MARIA ROCINEIDE FERREIRA DA SILVA; LUCAS DIAS SOARES MACHADO
A incidência e mortalidade do câncer vêm aumentando no Brasil e no mundo, principalmente pelo envelhecimento, pelo crescimento populacional e pela prevalência dos fatores de risco, como sedentarismo, alimentação inadequada, tabagismo e obesidade, caracterizando-o enquanto um problema de saúde pública. Para o Brasil, a estimativa aponta que para cada ano do triênio 2020-2022, ocorrerão 625 mil novos casos de câncer, sendo o mais incidente o câncer de pele não melanoma. Objetivou-se com esse estudo descrever a distribuição espacial da mortalidade por câncer no Ceará, segundo região de saúde, no ano de 2018. Trata-se de um estudo ecológico, com abordagem quantitativa, realizado em julho de 2020, considerando a notificação de casos das 22 regiões de saúde do Ceará no ano de 2018. Utilizou-se de dados secundários disponíveis na plataforma DATASUS do Ministério da Saúde, optando-se pelo indicador taxa de mortalidade e os filtros categoria CID-10, região de saúde (CIR), óbitos por residência e ano 2018. Para processamento dos dados utilizou-se o Tabwin, organizando-os em tabelas e mapa representativo. As regiões de saúde com o maior número de óbitos por câncer foram, em ordem decrescente, Fortaleza (n= 3.191), Sobral, (n= 677), Caucaia (n= 551) Maracanaú (n= 512) e Juazeiro do Norte (n= 484). Os tipos de câncer mais incidentes foram câncer de brônquios e pulmões (n= 1.229), câncer de estômago (n= 833), câncer de mama (n= 734), câncer de próstata (n= 687), câncer de fígado e vias biliares (n= 413), câncer de pâncreas (n= 395), câncer de esôfago (n= 347), câncer de encéfalo (n= 335), câncer de colo do útero (n= 311) e câncer de cólon (n= 301). Conhecer o perfil epidemiológico e a distribuição espacial da mortalidade por câncer, bem como os tipos de cânceres mais incidentes, é relevante para destinar recursos humanos e tecnológicos para as áreas de grande incidência de mortalidade, na tentativa de diminuir as taxas de óbitos. É também relevante o fortalecimento da educação e da promoção da saúde, para que os indivíduos sejam capacitados e atuem como protagonistas do seu estado de saúde, considerando que a prevenção é a melhor estratégia para diminuir as taxas de morbidade e mortalidade.
Palavras-chave: Epidemiologia Descritiva, Oncologia,Mortalidade
Oral
DISTRIBUIÇÃO ESPAÇO-TEMPORAL DOS CASOS DE LEISHMANIOSE NO TRIÂNGULO CRAJUBAR NO ANO DE 2018
ANA MARIA DO NASCIMENTO CARDOSO; Valter Menezes Barbosa Filho; Luíz Marivando de Barros; Rachel de Sá Barreto Luna Callou Cruz
As leishmanioses são zoonoses causadas por diferentes espécies de protozoários do gênero Leishmania. Elas são classificadas como leishmaniose visceral e leishmaniose tegumentar. A leishmaniose tegumentar pode se apresentar sobre diversas formas clínicas, que são dependentes não somente da espécie de Leishmania envolvida, como também da resposta imunológica desenvolvida pelo hospedeiro. A leishmaniose visceral, ou calazar, é a mais grave, pois há o acometimento sistêmico do indivíduo, onde os órgãos mais afetados são o baço, o fígado, os linfonodos e a medula óssea. No Cariri cearense, principalmente nos municípos de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha (complexo Crajubar), a leishmaniose apresenta-se de forma endêmica, apresentando elevados índices de casos. Diante disso, o presente estudo tem como objetivo analisar a distribuição espaço-temporal dos casos de leishmaniose nos municípios que compõem o triângulo Crajubar, no período de janeiro a dezembro de 2018. Trata-se de uma pesquisa descritiva, do tipo de corte transversal retrospectivo, com abordagem quantitativa. Foram utilizados dados secundários dos casos autóctones de leishmaiose visceral e tegumentar notificados nos municípios do triângulo Crajubar. Os dados foram disponibilizados pelas áreas descentralizadas de saúde responsáveis por cada município e o tratamento dos dados foi realizado através do software Microsoft Office Excell 2010. No ano de 2018 foram notificados 56 casos de leishmaniose tegumentar no triângulo Crajubar, com predominância no município de Crato, que representou 41% (23) dos casos notificados. Com relação à leishmaiose visceral, foram notificados 51 casos, também com predominância no município do Crato, em um percentual de 61%. Juazeiro do Norte apresentou o menor índice de notificação de casos de leishmaniose, representando apenas 23% dos casos de leishmaniose tegumentar e 14% dos casos de leishmaniose visceral notificados neste período. A aproximação geográfica dos municípios de Crato e Barbalha com a Floresta Nacional do Araripe pode está relacionada com a endemicidade e o maior número de casos de leishmaniose nestes dois municípios, pois é evidente o maior número de reservatórios e vetores naturais de Leishmania nessa região. Essa aproximação com a floresta também possibilita o desmatamento, expondo assim os indivíduos aos fatores de risco para a transmissão da doença.
Palavras-chave: Leishmaniose, doenças endêmicas ,zoonose
Oral
DOAÇÃO DE ÓRGÃOS E TECIDOS: CONHECIMENTO POPULACIONAL
NADILÂNIA OLIVEIRA DA SILVA; Maria Lucilândia de Sousa; Carla Andréa Silva Souza; João Cruz Neto; Héryka Laura Calú Alves; Grayce Alencar Albuquerque
OBJETIVO: Identificar nas produções científicas brasileiras quais os conhecimentos apresentados pela população sobre doação e transplante de órgãos e tecidos. MÉTODO: Revisão narrativa da literatura, realizada nas bases de dados MEDLINE, BDENF e LILACS indexadas na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), sendo utilizados os descritores “obtenção de tecidos e órgãos”, “conhecimento” e “população” intermediados pelo operador booleano “and”. O primeiro cruzamento resultou em 122 estudos. Após a aplicação dos filtros texto completo, idiomas português, inglês e espanhol e artigos, sem recorte temporal restaram 31 estudos. Aplicados os critérios de inclusão artigos originais completos e que respondessem ao objetivo e o critério de exclusão artigos repetidos obtendo-se 7 estudos que foram utilizados na elaboração dos resultados. O banco de dados foi complementado com manuais e protocolos governamentais. RESULTADOS: Os resultados foram divididos em quatro categorias: 1) conhecimento acerca da legislação vigente e decisão sobre a doação, na qual identificou-se que a maior parte da população não tem conhecimento sobre a legislação, contudo, sabe que a autorização da doação cabe à família do potencial doador; 2) conhecimento sobre morte encefálica, na qual demonstrou-se que poucas pessoas possuem compreensão e aceitação plena quanto ao estado de morte quando dado o diagnóstico de morte encefálica, sendo apontado em todos os estudos, que o desconhecimento quanto a tal critério contribui para a recusa familiar frente à doação; 3) conhecimento acerca da doação de órgãos e tecidos após parada cardíaca, onde encontrou-se que é uma prática pouco exercida e ainda com escassez de estudos, acarretando menos conhecimento e aceitação da população quanto a doação nessa situação e 4) meios de informações acerca da doação e transplante, onde a televisão e a internet se mostraram como os principais meios para informação acerca do tema, sendo que as palestras foram apontadas como a melhor forma de disseminar informações verídicas sobre o assunto. CONCLUSÃO: Maior conhecimento populacional e disseminação de informações coerentes acerca do tema podem ocasionar êxito do processo de doação e transplante de órgãos e tecidos, sendo necessário criar vínculos pautados na educação e na confiança da população no sistema de saúde, assim como nos profissionais da saúde, para que essa prática seja entendida e incorporada pela sociedade.
Palavras-chave: Obtenção de tecidos e órgãos,Conhecimento,População
Oral
DOENÇA DE CHAGAS NO BRASIL: UMA ANÁLISE NO NÚMERO DE CASOS DE 2012 A 2016
KALLYNY MARQUES LINHARES; Hyllary Silva Mota; Antonio Rafael da Silva; Raquel Lino de Menezes; Keila Formiga de Castro
A doença de chagas caracteriza-se como uma patologia de predomínio em zonas rurais e em condições de fragilidade socioeconômicas, acometendo pessoas que habitam casas de baixa qualidade geralmente as casas de “pau a pique”, facilitando o alojamento e a colonização do vetor. Apesar dos avanços em relação a divulgação de informações e promoção de cuidados sobre vetor, essa doença ainda acomete as pessoas de maior vulnerabilidade social. Este trabalho tem como objetivo realizar uma análise do quadro de morbimortalidade da doença de Chagas no Brasil, identificando as regiões com altos índices de mortalidade e maior número de casos notificados. O estudo é do tipo descritivo, exploratório e documental, com uma abordagem quantitativa, epidemiológico, cujos dados foram obtidos através de consulta a base de dados do departamento de informática do Sistema único de Saúde (DATASUS), no endereço eletrônico (http://www.datasus.gov.br), acessado em novembro de 2019. Os dados extraídos são referentes aos casos notificados da doença de chagas no Brasil, no período de 2012 a 2016. Ocorreu a extração de dados referentes a idade, sexo e forma de transmissão e número de óbitos por região. Sendo assim, foi observado nos resultados que no período investigado, 2012 – 2016, foram notificados no Brasil 1190 casos de doença de Chagas, com predominância na região norte, com 97% dos casos. Seguida da região nordeste com 2%. Em contraste as regiões que apresentaram os menores números, foi a região sudeste apresentando 0,4 %, centro sul com 0,3% e o centro-oeste com 0,1%. As regiões com maior número de notificações é o Norte e o Nordeste, consideradas as mais pobres do país, onde as populações encontram-se em posição suscetível a patologia devido a vegetação e as condições socioeconômicas. Dos 1190 casos, 664 (55,8%) eram homens. A média de idade das pessoas com a doença foi de 32 anos. O número de óbitos por residência em decorrência a doença de chagas por região apresenta valores elevados se comparado ao número de notificações, nesse período ocorreram 14.505 óbitos por doença de chagas. Conclui-se que o número de casos de DAC ainda é alto, mesmo por se tratar de uma doença que foi descoberta a quase um século, a dificuldade para desenvolver uma vacina e o fato de ser uma doença estigmatizada e negligenciada prejudicam a sua prevenção. Torna-se imprescindível novas medidas e uma nova formulação de estratégias para o enfrentamento dessa doença no Brasil.
Palavras-chave: Epidemiologia,Inquéritos Epidemiológicos,Indicadores de Morbimortalidade
Oral
E-ACESSIBILIDADE POR MEIO DE TEXTOS ALTERNATIVOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA
ALÉCIA HERCIDIA ARAÚJO; Rosely Leyliane dos Santos
As tecnologias de informação e comunicação ampliaram o acesso às informações. Contudo, pessoas com deficiências visuais podem ter dificuldades em acessar conteúdos, por necessitarem de audiodescrição. Para a inclusão digital, espera-se que as mídias sociais ofereçam recurso à criação de descrições de imagens, juntamente com a opção de texto alternativo. Neste sentido, urge a necessidade de tornar os conteúdos visuais, especialmente aqueles destinados à educação em saúde, acessíveis às pessoas com deficiência visual. O estudo justifica-se pela necessidade em contribuir à autonomia da pessoa com deficiência visual por meio de opção tecnológica. O estudo tem como objetivo relatar a experiência da elaboração de texto alternativo do tipo audiodescrição acerca da educação em saúde em conteúdos direcionados à promoção da saúde do adolescente. Trata-se de um relato de experiência realizado no período de junho a julho de 2020, desenvolvido por integrante de um projeto de extensão vinculado a uma Universidade Pública, localizada no interior do estado do Ceará. Para a criação dos textos alternativos do tipo audiodescrição foi adotado como referencial o documento de descrição de imagem na geração de material digital acessível - Mecdaisy. A inserção da descrição nas publicações ocorreu na mídia social do Instagram e, conforme orienta o referencial elegido. A inserção do conteúdo ocorreu em dois acessos, em configurações avançadas e na opção exibida da última fase do processo de publicação de conteúdo, por meio da opção “editar”; em que foi realizada a descrição. A função de textos alternativos é um recurso prático e fácil de manuseio. Por meio da elaboração foi possível compreender que existem outras formas de visualizar o conteúdo presente em uma imagem. A descrição das informações necessárias para a compreensão do ouvinte, mantendo a coesão e coerência textual foi uma dificuldade encontrada. Contudo, a autonomia de descrever a imagem a ser publicada e a possibilidade de adicionar a descrição alternativa, inclusive daquelas publicações já veiculadas, é uma potencialidade presente no recurso disponibilizado pela rede social. A limitação deste estudo foi a impossibilidade de avaliar a repercussão dos textos alternativos elaborados, às pessoas com deficiência visual. Contudo, o estudo aponta como contribuição a perspectiva de que a inovação tecnológica, por meio da criação destes textos alternativos, são recursos importantes para a promoção da saúde.
Palavras-chave: e-Acessibilidade, Mídias Sociais,Transtornos da Visão
Oral
EDUCAÇÃO EM SAÚDE ACERCA DO ALEITAMENTO MATERNO ÀS PUÉRPERAS NO ALOJAMENTO CONJUNTO: RELATO DE EXPERIÊNCIA.
LÍVIA CLARISSE DIAS DE SOUZA; Maria Gisleide Penha de Lima; Ana Camila Gonçalves Leonel; Maria Socorro Filgueira Bem; Simone Soares Damasceno; Joseph Dimas de Oliveira
A educação em saúde é uma estratégia que possibilita o cuidar de enfermagem. Tendo em vista a perspectiva dialógica e a aprendizagem significativa é possível promover conhecimentos no puerpério, onde as mulheres necessitam de auxílio para desenvolver a prática do aleitamento materno. Relatar a vivência de educação em saúde acerca do aleitamento materno às puérperas no alojamento conjunto. Trata-se de um relato de experiência, realizado a partir de vivências práticas na disciplina Enfermagem no Processo de Cuidar da Criança e do Adolescente, executado por acadêmicas do curso de enfermagem da Universidade Regional do Cariri. O estágio ocorreu em uma unidade hospitalar da região do Cariri, em outubro de 2019. Observou-se que a prática de educação em saúde realizada sistematicamente com as puérperas acerca do aleitamento materno é uma intervenção de suma importância realizada por profissionais de enfermagem, pois possibilita a aquisição de conhecimentos necessários para o manejo do aleitamento materno. Realizaram-se orientações sobre a importância da amamentação exclusiva até os 6 meses, apojadura, sinais de fome do bebê, benefícios do aleitamento para o bebê e a mãe, posicionamento e pega corretos, livre-demanda, intercorrências como fissuras e ingurgitamento mamário, uso de bicos artificiais (chupetas e mamadeiras) e sua interferência na amamentação. Evidenciou-se que a educação em saúde sobre o aleitamento materno, possibilita aquisição de conhecimentos necessários à prática efetiva da amamentação.
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EDUCAÇÃO EM SAÚDE PARA O MANEJO DAS DORES CRÔNICAS EM UMA COMUNIDADE QUILOMBOLA: UM RELATO
VITORIA DA SILVA ANDRADE; CÍCERO ALDEMIR DA SILVA BATISTA; VITÓRIA DE OLIVEIRA CAVALCANTE; YASMIN VENTURA ANDRADE CARNEIRO; GIOVANA MENDES DE LACERDA LEITE; IZABEL CRISTINA LEMOS DE BELTRÃO
A dor crônica possui impacto direto na qualidade de vida dos indivíduos, resultando em limitações físicas e funcionais, impactando na vida social, no trabalho e no bem estar pessoal. Foi observado uma prevalência de dores crônicas em comunidades rurais relacionado a principal atividade laboral desenvolvida, a agricultura. Neste sentido, há necessidade de uma abordagem diferenciada a esse grupo populacional para, onde eles possam ser beneficiados com orientações que possuem efeito positivo no manejo da dor. Relatar atividade de educação em saúde com foco no manejo das dores crônicas em uma Comunidade Remanescente de Quilombo, encorajando-os na autonomia do autocuidado. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, que retrata as vivencias de educação em saúde acerca do manejo das dores crônicas em uma comunidade remanescente quilombola, do Sítio Arruda no município de Araripe-CE, formulados por acadêmicos de enfermagem da universidade regional do cariri-URCA. A ação foi planejada em dois momentos, no primeiro momento ocorreu uma seção de relaxamento com a profissional de Educação Física a fim de proporcionar relaxamento e um espaço de meditação para os participantes da ação, além de promover acolhimento. O segundo momento foi conduzido através de uma roda de conversa com a profissional de fisioterapia, discutindo sobre a diferença de dor aguda e dor crônica, assim como acontece sua evolução, em alguns casos, de aguda para crônica, incorporando na discussão informações acerca do tratamento não farmacológico para o manejo das dores, como as intervenções comportamentais, psicoterapia, técnicas de relaxamento, acupuntura e a pratica de exercícios físicos. Sendo destacado na discussão, os exercícios físicos, pois é um dos principais e de maior acesso, e quando realizado de maneira correta, evita os agravos como auxilia no controle da dor. Durante a condução da atividade, foi possível, também, a realização de alguns exercícios com participação dos membros da comunidade, a fim de que posteriormente eles pudessem praticar em suas residências. Portanto as ações de promoção à saúde são de grande relevância para as comunidades remanescentes de quilombo em virtude da baixa cobertura dos serviços de saúde e dificuldades de acesso, considerando assim a necessidade do conhecimento para o empoderamento e o autocuidado da população.
Palavras-chave: Promoção da Saúde,População Rural,Doença Crônica
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EDUCAÇÃO EM SAÚDE PARA UM PACIENTE TABAGISTA PORTADOR DE ANEURISMA TORÁCICO: RELATO DE EXPERIÊNCIA
IANY TAMILLA PEREIRA BATISTA; Jonas Lima Vanderlei; Monalisa Beatriz de Oliveira Cardoso; Cícera Leiane Sampaio Rodrigues; Karla de Sousa Lira
INTRODUÇÃO: O aneurisma torácico trata-se de uma dilatação irreversível que excede o diâmetro normal da artéria, é considerado grave tendo em vista que trata-se de um vaso sanguíneo de maior calibre do corpo. Tem como fatores de risco: idade avançada, homens, tabagismo, histórico familiar positivo para o aneurisma aórtico e doença aterosclerótica. OBJETIVO: Descrever a experiência de promover educação em saúde sobre a influência do tabagismo no desenvolvimento do aneurisma. MÉTODO: Trata-se de um relato de experiência, estudo descritivo de abordagem qualitativa, vivenciado por acadêmicos do curso de Enfermagem, no município de Barbalha, no Estado do Ceará. Realizado em setembro de 2019, a educação em saúde se deu por meio de uma discussão sobre uso do cigarro e seus efeitos nos vasos sanguíneos. Inicialmente o paciente foi indagado acerca da relação que sua doença tinha com fato do mesmo ser fumante e, em seguida, com explicação oral e ilustração em panfleto impresso, foram feitos os esclarecimentos ao paciente. RESULTADOS: Para implementação da atividade foram feitas duas perguntas sobre o tema, a saber: o que é o aneurisma aórtico? qual relação existe entre o aneurisma e o fato do mesmo ser fumante? O paciente relatou que o aneurisma se trata do aumento dos vasos, mas não soube responder se ser fumante pode ter levado a desenvolver o aneurisma. O paciente, de forma oral e com panfleto ilustrado com imagens, foi orientado que o aneurisma aórtico se refere à uma dilatação da aorta, e que o cigarro exerce influência direta, uma vez que o tabagismo enfraquece a parede dos vasos favorecendo a dilatação dos mesmos. O panfleto impresso, ilustrou uma primeira imagem de um vaso com diâmetro e aspecto normal, e após a entrada das toxinas do cigarro no sangue, uma segunda imagem mostrou como o vaso pode se tornar dilatado. Observou-se que o paciente buscou refletir quanto a sua patologia e quais suas condutas tem agravado seu quadro. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Através da atividade educativa foi possível perceber pouco conhecimento do paciente sobre sua doença e o tabagismo, sendo necessário implementar ações de saúde afim de esclarecer e incentivar a população a modificar hábitos de vida, dentre eles o abandono do cigarro, tendo em vista as repercussões negativas que pode desencadear ao corpo.
Palavras-chave: Aneurisma torácico,Educação em saúde,Ensino
Oral
EDUCAÇÃO EM SAÚDE SEXUAL EM UMA UNIVERSIDADE DE SÃO LUÍS, MARANHÃO
ABRAÃO ALBINO MENDES JÚNIOR; Geovanna Carvalho Caldas Vilar de Lima; Rafael Regillis Oliveira Braga; Willyanne da Silva dos Santos; Ricardo Amorim de Sousa Garcia
As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) constituem um problema de saúde pública causado principalmente por atividade sexual desprotegida com indivíduos infectados. Os jovens com idades entre 14 a 29 anos, estão mais suscetíveis a adquirir uma IST, além disso 49% iniciam as atividades sexuais durante a graduação, e possuem conhecimentos precários quanto aos meios de transmissão, manifestações clínicas e sobre o uso da camisinha. Nesse sentido é que este estudo objetivou relatar a experiência de discentes do curso de enfermagem na promoção de uma atividade de educação em saúde sexual em uma Universidade do Maranhão. Trata-se de um estudo descritivo qualitativo, caracterizado como um relato de experiência de graduados do curso de enfermagem da Universidade Ceuma, advindo de uma atividade de promoção da saúde sexual realizada em um dos campus da instituição, no dia 26 de outubro de 2018. A atividade foi promovida em um stand na praça de alimentação durante 8 horas, ocorrendo simultaneamente com o desenvolver do VI Congresso da Saúde e Bem Estar do Maranhão, contando com a presença do público do evento e de estudantes e profissionais de diversos cursos da instituição. Realizou-se a exposição e explicação sobre diversas IST, com maior enfoque para a sífilis, clamídia e gonorreia, além disso, foram distribuídos preservativos, e com o objetivo de aumentar a interação com os ouvintes foi promovida uma atividade lúdica, com perguntas sobre a atividade sexual segura. Observou-se interesse do público pelo tema abordado, e expressiva busca pelos preservativos, além disso ficou evidente a escassez de conhecimentos, onde parcela dos que acompanhavam a exposição ficavam surpresos com diversas informações, como a transmissão de IST pelo sexo oral, e a impossibilidade do uso da camisinha masculina e feminina simultaneamente, além de surgirem duvidas por estudantes do sexo masculino sobre a forma de utilização do preservativo feminino. Portanto, faz-se necessário a promoção de atividades educativas semelhantes no ambiente universitário, pois é notória a precariedade de conhecimentos sobre a saúde sexual entre os estudantes, e a conscientização sobre os meios de transmissão e protetivos são essenciais para diminuição da incidência de infecções.
Palavras-chave: Educação em Saúde,Saúde Sexual,Universidades
Oral
EDUCAÇÃO EM SAÚDE SOBRE ALEITAMENTO MATERNO – UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
PATRÍCIA SILVA MOTA; Shady Maria Furtado Moreira; Jhane Lopes de Carvalho; Suiane Maria Mendes do Nascimento; Dailon de Araújo Alves
O aleitamento materno é a mais sábia forma natural de vínculo, afeto, proteção e nutrição para a criança e constitui-se na mais econômica e eficaz intervenção para reduzir a morbimortalidade infantil. Além disso, ele permite um grandioso impacto na promoção da saúde integral da mãe e do bebê. Por sua vez, objetivou-se, descrever uma ação de educação em saúde sobre aleitamento materno. Esse estudo, trata-se de um relato de experiência, referente a uma ação de educação em saúde sobre aleitamento materno, realizada durante uma aula prática da disciplina de Ensino Clínico em Saúde da Criança e do Adolescente, com as puérperas que se encontravam no Alojamento Conjunto de uma maternidade do município de Juazeiro do Norte - CE. As orientações foram realizadas individualmente no leito de cada puérpera. Elas foram orientadas sobre os benefícios da amamentação para a mãe e para o Recém-Nascido (RN), o posicionamento correto do RN na hora de mamar e a importância do aleitamento materno exclusivo. Além disso, aproveitou-se o momento para desvendar alguns mitos sobre a amamentação e para esclarecer as dúvidas das mães. Percebeu-se durante a realização da atividade, que a maioria das genitoras pretendiam realizar o aleitamento materno exclusivo até os seis meses. No entanto, muitas delas ainda desconheciam os benefícios da amamentação para o RN e para elas próprias. Além disso, algumas mães que participaram da atividade, apresentaram dúvidas sobre a capacidade do leite materno de suprir sozinho todas as necessidades alimentares do RN até os seis meses de vida, sobre como deveria ser o posicionamento correto do bebê na hora da amamentação e como identificar se a pega estava correta. Com isso, todas as dúvidas foram sanadas, bem como, as devidas orientações de promoção em saúde. Ao concluir a atividade, observou-se o quanto a realização de ações de educação em saúde no alojamento conjunto é importante para esclarecer as dúvidas das mães e orientá-las, deixando-as mais confiantes para realizar os cuidados ao RN em domicílio. Ademais, observou-se que houve uma falha durante a realização do pré-natal dessas mulheres, pois muitas delas, relataram dúvidas e questionamentos acerca do aleitamento materno e suas possíveis implicações para díade mãe-bebê; uma lacuna que ainda precisa ser trabalhada no nível de assistência primário, com a finalidade de evitar desdobramentos negativos na assistência à saúde.
Palavras-chave: Aleitamento materno,Educação em saúde,Enfermagem
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EDUCAÇÃO EM SAÚDE SOBRE CUIDADOS COM RECÉM-NASCIDO DURANTE VISITA PUERPERAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA
DÉBORA GOMES LEITE; Ana Cristina da Silva Oliveira; Viviane Nunes Ferreira; Camila Almeida Neves de Oliveira
OBJETIVO: Relatar a experiência de atividade educativa em saúde sobre os cuidados com o recém-nascido durante a visita puerperal. MÉTODO: Trata-se de estudo qualitativo descritivo, do tipo relato de experiência, oriundo das vivências dos estudantes de Enfermagem durante atividades práticas da disciplina Enfermagem no Processo de Cuidar da Saúde da Criança e do Adolescente, realizado em dezembro de 2019, na Estratégia Saúde da Família (ESF) em um município da Região Centro-Sul do Ceará. RESULTADOS: Evidenciou-se que a visita domiciliar constitui-se como estratégia efetiva de atenção à saúde do neonato e puérpera, sendo realizada em conjunto com o agente comunitário de saúde, mediante questionamentos sobre o tipo de parto, complicações, histórico de doenças, além nutrição durante a gestação e pós-parto. Em continuidade, realizou-se exame físico no recém-nascido, presença dos reflexos e aferição de medidas antropométricas. No contexto da educação em saúde, realizou-se a orientação da puérpera sobre os cuidados ao recém-nascido, abordando desde a posição correta e adequada durante o sono e a retirada de almofadas que estavam dentro do berço, devido ao risco de asfixia. Em seguida, a puérpera foi ensinada acerca da posição adequada para amamentação e pega correta, a fim de evitar possíveis lesões mamilares e como consequência a interrupção precoce da amamentação. Efetivaram-se as orientações e o incentivo ao aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida do bebê, sem a necessidade de outros líquidos e alimentos. Reiterou-se sobre a higienização do coto umbilical e da genitália, além do aconselhamento sobre a importância de se manter o calendário vacinal infantil atualizado e comparecimento às consultas de puericultura. Ao final deste momento valoroso foi possível esclarecer as dúvidas da puérpera acerca dos cuidados essenciais e favorecer a interação do binômio, mediante uma assistência de enfermagem baseada em evidências. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Com base nas experiências relatadas percebeu-se a necessidade da continuidade dessas ações educativas para empoderamento e autonomia da puérpera no cuidado ao recém-nascido, tornando-a mais apta para exercer esse cuidado com segurança e qualidade, visto que essas orientações tem como finalidade reduzir eventos prejudiciais, como a interrupção da amamentação. Do mesmo modo, foi possível estabelecer vínculo e maior capacitação para a puérpera efetivando a relevância do cuidado integral e humano de enfermagem.
Palavras-chave: Visita Domiciliar,Estratégia Saúde da Família,Enfermagem
Oral
EDUCAÇÃO EM SAÚDE SOBRE HANSENÍASE POR MEIO DE METODOLOGIAS ATIVAS: RELATO DE EXPERIÊNCIA
GABRIELA DE SOUZA SILVA; Natannael da Silva Pereira; Jeane Lima Cavalcante; Edilma Gomes Rocha Cavalcante
Objetivo: Relatar a experiência de atividade de educação em saúde sobre mitos e verdade da hanseníase. Metodologia: Estudo descritivo do tipo relato de experiência, vivenciado por acadêmicos de Enfermagem que fazem parte do grupo de extensão Habilidades e Práticas em Saúde Coletiva (HPSC) da Universidade Regional do Cariri (URCA), realizou-se a ação educativa em uma escola do ensino fundamental II, em parceria com a Secretaria de Saúde do município do Crato, no estado do Ceará, no dia 30 de outubro de 2019. A ação foi dividida em dois momentos, no primeiro foi realizado uma breve exposição do assunto, demostrando para os alunos as formas de transmissão da doença, manifestações clínicas, tratamento e profilaxia, além do fator social da discriminação. O segundo momento, realizou-se uma metodologia ativa, por meio do jogo do “Mito ou Verdade”, em que foram elaboradas afirmações relacionadas com a temática abordada, tais como: a hanseníase é uma doença mais antiga do mundo; a hanseníase não tem cura, a hanseníase pode ser transmitida pelo abraço e aperto de mão; a pessoa com hanseníase deve ser afastada do convívio familiar; a hanseníase já foi erradicada do Brasil; a pessoa que iniciou o tratamento da hanseníase não transmite mais. A partir do conhecimento prévio, os participantes sorteavam a afirmação e levantavam a placa, as quais foram disponibilizadas para que optassem entre os lados: “MITO” E “VERDADE”. Resultados: a ação alcançou três turmas da escola, contando aproximadamente 120 alunos. No que se refere às respostas dos alunos sobre as afirmações, se sobressaiu a placa “VERDADE”, demostrando que os conhecimentos sobre hanseníase ainda eram errôneos. Conforme cada afirmação envolvida no jogo era escolhida, foi possível realizar uma discussão mais ampla sobre a temática, assim como, esclarecer as dúvidas que eram levantadas. Dentre as indagações colocadas em questão, algumas se destacaram, como: o tratamento é disponibilizado pelo SUS? Essas machas coçam? Eu devo me afastar de pessoas diagnosticadas com hanseníase? Ademais essa metodologia possibilitou conhecimentos e uma interação ativa dos envolvidos. Conclusão: essa experiência apontou que a atividade de educação em saúde sobre mitos e verdade da hanseníase na escola é de suma importância, na perspectiva de contribuir com o conhecimento da doença, reduzir o preconceito e estigma existentes, além de permitir por meio dessa vivência, que os alunos sejam agentes multiplicadores da saúde.
Palavras-chave: Educação em saúde,Hanseníase,Metodologia ativa
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EDUCAÇÃO EM SAÚDE SOBRE PREVENÇÃO DE ACIDENTES DO TRABALHO PARA AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE
MAURÍCIO LIMA DA SILVA; Alícia Ralhemylle Rodrigues Tomaz; Maria da Paz Castelo Lins; Aparecido Daniel Lino da Silva; Rosely Leyliane dos Santos
A saúde do trabalhador abrange um conjunto de ações que tem como objetivo proporcionar promoção, proteção, recuperação e reabilitação da saúde aos trabalhadores; tendo em vista os riscos e agravos ao qual estão expostos. Neste sentido, sabe-se que é necessário discutir a prevenção de acidentes do trabalho como estratégia de educação em saúde a fim de proporcionar saúde e segurança no ambiente laboral. Assim, o enfermeiro possui papel relevante ao desenvolver esta temática à medida que contribui para a transformação social nos cenários de atuação profissional. Objetivou-se descrever atividade educativa em saúde para agentes comunitários de saúde acerca da prevenção de acidentes do trabalho. Trata-se de um relato de experiência realizado por acadêmicos de Enfermagem da disciplina de Enfermagem no Processo de Cuidar na Saúde do Trabalhador, vinculada a uma Universidade Pública do Ceará. A atividade educativa foi executada em novembro de 2019 em uma Estratégia Saúde da Família de um município da região do Cariri. O público-alvo foram os Agentes Comunitários de Saúde – ACS. A prática educativa durou cerca de uma hora e meia. No primeiro momento, foi realizada uma roda de conversa para que os ACS expressassem o que percebiam sobre acidentes de trabalho e quais estratégias podem ser utilizadas para prevenção. Seguiu-se com a exposição dialogada que abordou a definição de acidentes do trabalho e como minimizar sua ocorrência. A atividade foi finalizada agradecendo a participação dos integrantes. Esse tipo de ação permite ao graduando em enfermagem uma convivência prática com atividades educativas e de promoção da saúde, se configurando como uma importante ferramenta de aprendizado, desenvolvendo as habilidades comunicativas e relacionais necessárias ao fazer profissional. Assim, percebe-se que a realização de educação em saúde na Estratégia Saúde da Família torna-se uma ferramenta relevante para desenvolvimento de práticas promotoras de saúde. Ademais, permite a integração entre ensino e serviço, inserindo os estudantes em cenário real de atuação. Permite assim, a realização de ações que favoreçam medidas de prevenção, promoção à saúde por meio do estabelecimento e fortalecimento do vínculo entre educação e equipamentos de saúde.
Palavras-chave: Promoção da saúde, educação em saúde, saúde do trabalhador
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EDUCAÇÃO EM SERVIÇO SOBRE A UTILIZAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL: POTENCIALIDADES E PERSPECTIVAS
AGOSTINHO PORFIRIO DOS SANTOS; Micaelle de Sousa Silva; Rosely Leyliane dos Santos
A educação continuada para a equipe de saúde, sobretudo, à enfermagem é uma estratégia importante na atenção à saúde e segurança do trabalhador. Por isso, a educação em serviço impõe a necessidade de organizar e treinar habilidades e práticas dos profissionais da saúde. Quando se tratam do manuseio de equipamentos de proteção individual, esta demanda conclama aspectos da educação continuada sobre a necessidade de sensibilização individual e coletiva, sua utilização adequada e minimização dos riscos ocupacionais. Neste sentido, este estudo justifica-se pela necessidade de abordar a importância da educação continuada nos serviços de saúde. O estudo é relevante porque permite a compreensão da potencialidade da educação em serviço à melhoria e qualificação em saúde. O estudo tem como objetivo relatar a experiência acerca de educação em serviço sobre a utilização de equipamentos de proteção individual com destaque às potencialidades e perspectivas. Tratou-se de um estudo do tipo relato de experiência que ocorreu no mês de novembro de 2019. O público-alvo eram profissionais de saúde. Inicialmente, os debatedores questionaram acerca da compreensão dos participantes sobre equipamentos de proteção individual. Neste momento, houve relatos e interação entre os participantes sobre as questões destacadas. A seguir, os debatedores, por meio de exposição dialogada, apresentaram as recomendações sobre seu manuseio, indicações, conservação, retirada e dispensação dos equipamentos. Percebeu-se que estes equipamentos são importantes para a saúde e segurança dos trabalhadores, clientes e comunidade. A seguir, o público foi convidado a realizar prática de habilidade sobre o manuseio, paramentação e desparamentação em caso de doença por transmissão de aerossóis. A atividade foi concluída com discussão da importância dos profissionais neste tipo de atividade. Percebe-se que a educação em serviço desponta como estratégia importante para a promoção da saúde do trabalhador. Neste estudo, a prática de habilidades é uma potencialidade e aponta a perspectiva que outras atividades, neste âmbito, sejam ampliadas. O estudo apresenta como limitação o fato de que seus resultados não podem ser generalizados para outros cenários de atenção à saúde. Contudo, contribuiu às reflexões no domínio da educação continuada, junto aos profissionais de saúde. Sugere-se novos estudos nesta temática
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EFEITOS DA MANOBRA DE PRONAÇÃO EM PACIENTES COM DIAGNÓSTICO DE COVID-19: RELATO DE EXPERIÊNCIA
VALÉRIA DE SOUZA ARAÚJO; Raul Roriston Gomes da Silva; Rosemary dos Santos Barbosa; Cícera Luciele Calixto Alves; Antonio Germane Alves Pinto
A manobra de pronação constitui uma técnica bastante difundida e aplicada como terapia adjuvante em pacientes com desconforto respiratório agudo (SDRA) em decorrência da COVID-19. Procedimento relativamente simples, de baixo custo e eficaz na promoção de melhora da oxigenação, todavia seus mecanismos fisiológicos ainda não estão completamente esclarecidos. O estudo propõe relatar a experiência de profissionais de enfermagem na aplicação da estratégia terapêutica no fortalecimento da função pulmonar. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, vivenciado por profissionais de enfermagem, atuantes na linha de frente de um serviço de saúde público na região do Cariri, nos meses de abril a junho de 2020. A definição da aplicabilidade da proposta foi discutida pela equipe multiprofissional, levando-se em consideração, primeiramente, o índice de oxigenação, uma vez que esta permite recrutar alvéolos em casos de SDRA moderada e grave (PaO2/FiO2 < 150). Para execução do procedimento os pacientes cursavam com estabilidade hemodinâmica, estavam mantidos sob sedoanalgesia e bloqueio neuromuscular (RASS:-05), intubados e tiveram suas respectivas dietas interrompidas duas horas antes da manobra. A rotação seguiu um check-list institucional, como recurso de orientação e contou com a participação de 01 fisioterapeuta, 01 enfermeiro, 01 médico e 03 técnicos em enfermagem, previamente capacitados para a atuação. O processo foi estabelecido pelo período de 16 a 20 horas e em sua maioria, percebeu-se a eficácia da intervenção, evidenciada pelo aumento da relação PaO2/FiO2 e consequentemente melhora da SatO2, conforme resultados de gasometrias arteriais seriadas. Não foram constatadas intercorrências e/ou complicações graves relacionadas a pronação, apenas ocorrência de edema facial de resolução espontânea e desfechos favoráveis. Estudos demonstram que a terapia apresenta resultados satisfatórios na hipoxemia por SRAG, tratando-se de um procedimento acessível, porém a equipe não deve medir esforços para garantir a segurança do paciente, especialmente por meio de monitorização vigorosa, prevenção de perda de dispositivos, de surgimento de lesões por pressão e de broncoaspiração.
Oral
ENFERMAGEM E SUICÍDIO EM IDOSOS NORDESTINOS: UMA ANÁLISE DO PERFIL DAS VÍTIMAS
MARIANA CARDOSO DANTAS ; MARIA ELDA ALVES DE LACERDA CAMPOS
O suicídio é um fenômeno multifatorial que se apresenta como uma das principais causas de morte no mundo e manifesta crescimento progressivo no país, com destaque na faixa etária dos idosos. Nesse sentido, a enfermagem assume papel essencial no atendimento integral das vítimas de tentativas de suicídio e precisa estar capacitada para tal. Salienta-se ainda que o Nordeste é a segunda região brasileira com maior número de idosos. Dessa forma, o presente estudo tem o objetivo de caracterizar o perfil de idosos vítimas de suicídio do nordeste brasileiro, entre 2010 a 2018. Trata-se de um estudo exploratório descritivo com abordagem quantitativa. Incluíram-se dados dos óbitos de pessoas de 60 anos e mais por lesões autoprovocadas por meio do Sistema de Informações sobre Mortalidade disponíveis no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde, sendo assim, dados secundários e de domínio público, respeitando os preceitos éticos da Resolução do Conselho Nacional de Saúde nº 510/2016. A análise dos dados ocorreu através da estatística descritiva com apoio do programa Microsoft Office Excel 2013. Os principais resultados demonstraram aumento na taxa de mortalidade por suicídio em idosos, indo de 6,2 por cem mil habitantes em 2010 para 8,5 em 2018. Na análise, os mais longevos, 80 anos ou mais, foram os que apresentaram as maiores taxas: 9,7 mortes por 100 mil habitantes em 2010 e 9,4 em 2012. Foi evidenciado que as mortes autoprovocadas são mais frequentes no sexo masculino. Quanto ao perfil sociodemográfico, os maiores percentuais foram identificados em idosos na cor de pele parda (66,7%) e branca (22,0%), nos casados (49,4%), seguidos pelos solteiros (18,6%) e viúvos (15,1%), e com baixa escolaridade, com destaque àqueles com 1 a 3 anos de estudo (26,9%) e nenhuma experiência escolar (24,2%), o perfil identificado nesse estudo corrobora com outras pesquisas da literatura. Ressalta-se a proporção elevada de dados ignorados, sobretudo na variável escolaridade (25%), impactando na qualidade dos dados. Nesse cenário, é essencial que a enfermagem tenha conhecimento sobre o suicídio, o perfil das vítimas, fatores de risco e de proteção, visando estar preparada para promover um cuidado digno e humanizado para com esse paciente que potencialmente está vivenciando sofrimento existencial. Além disso, o evento aqui relatado requer medidas intersetoriais e exige ações que envolvam políticas públicas que considerem os idosos como população vulnerável ao suicídio.
Palavras-chave: Suicídio, Cuidados de Enfermagem, Envelhecimento, Sistemas de Informação
Oral
ENFERMAGEM NA TELA: A PUERICULTURA EM TEMPOS DE PANDEMIA DE COVID-19 NO SUS
JULIETA NÁRSIA PONTES LUCIANO; Francisca Bertília Chaves Costa; Iara Maria da Silva Jucá; Lídia Dias Costa; Maria Simone Oliveira da Silva
O estado de pandemia diante da Covid-19 fez com que a Atenção Primária à Saúde reorganizasse sua forma de atuação dentro do território de abrangência de cada equipe da Estratégia Saúde da Família. Diante desse novo cenário observou-se que as crianças apresentam uma menor proporção de casos e aparentam ser relativamente menos acometidas de formas graves. Esse perfil tem levado a uma reorganização dos serviços de saúde pediátrica mundialmente. Dentro desta perspectiva, a enfermagem vem desempenhando seu trabalho em puericultura com ações não apenas clínicas, mas com uma concepção epidemiológica e social, relacionando-as intimamente com o complexo saúde-indivíduo-família-comunidade, através da Estratégia Saúde da Família. Assim, objetivou-se descrever a experiência diante da estratégia utilizada por uma equipe de Saúde da Família para manter as consultas de puericultura na Atenção Primária para crianças do território de adscrição durante a pandemia de Covid-19. Trata-se de um relato de experiência oriundo da implementação do atendimento domiciliar via WhatsApp, por vídeo chamada, diante da suspensão das consultas de puericultura em uma Unidade de Atenção Primária à Saúde em Fortaleza-CE, devido ao risco de exposição das crianças ao novo coronavírus e a prorrogação do isolamento social. Diante desse quadro a equipe de Saúde da Família 113 avaliou as prioridades da consulta de enfermagem em puericultura, organizou agendamento prévio através da Agente Comunitária de Saúde de sua respectiva micro área, tendo como foco orientações sobre amamentação, o ganho de peso e os devidos cuidados referentes ao isolamento social. As consultas iniciaram no começo de junho e seguem até os dias atuais. Durante o referido período, foram avaliadas 12 crianças, na faixa etária de quatro dias a seis meses e duas puérperas, por meio de consultas com duração de 20 minutos. As crianças foram pesadas pela agente de saúde durante a visita domiciliar, além disso foram prestadas informações sobre aleitamento materno exclusivo, cuidados com o recém-nascido, introdução de complementação alimentar, suplementação de ferro e reforço da importância do isolamento social para evitar o contágio da Covid-19. Observou-se que a estratégia proporcionou maior segurança às mães atendidas em relação ao aleitamento materno, esclareceu dúvidas, fortaleceu o vínculo equipe-comunidade, além de reforçar as medidas de prevenção da Covid-19 e estimular o isolamento domiciliar.
Palavras-chave: Atenção Primária à Saúde ,Puericultura,Enfermagem,Pandemia de Covid-19
Oral
ENVELHECIMENTO E QUALIDADE DE VIDA: DESAFIOS E CONTRIBUIÇÃO DA ENFERMAGEM
BRUNA EMANUELE BARRETO PINHEIRO ; MARIA THAMYLLE RAMOS NERY
INTRODUÇÃO O envelhecimento é um processo natural, progressivo, variável e irreversível que leva a alterações biológicas e psicológicas comprometendo a capacidade funcional e cognitiva. Pesquisas apontam que a população passa por um período de transição demográfica devido a redução das taxas de mortalidade, natalidade e aumento da expectativa de vida. Nesse contexto, viver mais implica muitas vezes confrontar-se com limitações, dependências, solidão e perda dos papeis sociais, tornando a atenção à saúde dessa população um desafio para os serviços de saúde. OBJETIVO Identificar a produção cientifica acerca das ações de enfermagem que contribuem para a qualidade de vida na terceira idade. METODOLOGIA Trata-se de uma revisão bibliográfica realizada no mês de junho de 2020, foi usado em associação os descritores: “idoso”, “enfermagem” e “qualidade de vida” nas bases de dados Scielo (Scientific Eletronic Library Online) e Lilacs (Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde). Como critérios de inclusão foram selecionados artigos em português publicados entre os anos de 2016 a 2020, sendo encontrados 49 artigos na Scielo e 84 na Lilacs, foram excluídos os artigos duplicados e os que não abordavam o tema, resultando 43 artigos na Scielo e 52 na Lilacs, totalizando 95 artigos a partir do objetivo proposto. RESULTADOS A enfermagem deve compreender as práticas de idosos sobre a qualidade de vida, considerando suas vivencias e experiências, que possibilitam o planejamento e a implementação de cuidados apropriados à situação de vida em que estão inseridos. Podendo preconizar planos de cuidados com diagnósticos e intervenções relacionadas à dimensão espiritual e religiosa, educação em saúde, rastreamento e controle do declínio físico, incentivo a realização das atividades básicas, instrumentais e avançadas de vida diária, nutrição adequada, redução da polifarmácia, aplicação de instrumentos para a avaliação da qualidade de vida, estímulo à participação em grupos de convivência, apoio e contato familiar. CONSIDERAÇÕES FINAIS A longevidade está sujeita ao desafio de conseguir associar a maior sobrevida à uma melhor qualidade de vida. Sendo relevante que os profissionais de enfermagem reflitam sobre a assistência direcionada à população idosa em que não envolva só o aspecto biológico, englobe também o psicossocial, no qual o atendimento não seja só focado na recuperação e tratamento das patologias, todavia na prevenção de agravos e promoção da saúde.
Palavras-chave: Idoso,Enfermagem,Qualidade de vida
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Abrir o trabalhoEPIDEMIOLOGIA DO CÂNCER DE MAMA MASCULINO NO BRASIL
NARA FERREIRA DOS SANTOS; Natalia pereira cordeiro; Natália ferreira dos Santos
O câncer é uma patologia caracterizada pela multiplicação desordenadas das células que invadem os tecidos e órgãos Dentre os diversos tipos de neoplasia, o câncer de mama é a quinta causa de morte, apresentando maior incidência no sexo feminino. Todavia estudos epidemiológicos alertam que a incidência de novos casos para o câncer de mama masculino (CMM) vêm crescendo a cada ano, em especial em homens com mais de 50 anos. No Brasil, em 2017 foram registrados 203 óbitos em decorrências do CMM. Tal fato, resulta em importantes lacunas na compreensão das bases biomoleculares pela comunidade científica, bem como, na profunda falta de conhecimento pela população em geral da existência deste tipo de câncer que afeta intensamente a qualidade de vida dos acometidos e que desencadeia relevantes efeitos socioeconômicos. Objetiva, Descrever o perfil epidemiológico do câncer de mama masculino no Brasil. Trata-se de um estudo descritivo, que analisa dados obtidos entre os anos de 2005 a 2019, com uma abordagem quantitativa. As amostras com os dados utilizados para a análise durante o estudo foram obtidas a partir dos dados cadastrados do DATASUS. Foram utilizadas para descrever o perfil etiológico e fisiopatológico do CMM dados referentes à faixa etária, tipo de nódulo e mama predisposta. De acordo com os dados obtidos a partir do DATASUS, foi realizado um levantamento com base nas variáveis: idade, tipo de nódulo e mama predisposta, durante o período de 2005 a 2019. A faixa etária dos casos ocorridos no período, a maioria é diagnosticado entre 50 a 59 anos, sendo prevalente o tipo de nódulo sólido com 43 casos obtidos, com maior predisposição na mama direita registrando 355 casos, seguido a mama esquerda com 302 casos. Apesar dos avanços científicos ainda restarem muitas interconexões a serem elucidadas entre o aspecto etiológico e os fatores de predisposição. Ademais, a escassez de conhecimento sobre o CMM pela sociedade inviabiliza o diagnóstico e tratamento precoce. Foi perceptível também a escassez de politicas publicas associadas á saúde do homem, em especial as que visem desenvolver atividades assistências e educativas, que viabilizem o conhecimento do homem acessar desta neoplasia no sexo masculino.
Palavras-chave: Câncer de mama masculino, fatores de risco, etiologia
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EQUIPE MULTIPROFISSIONAL DE SAÚDE NA PREVENÇÃO E TRATAMENTO DE TRANSTORNOS MENTAIS NA GESTAÇÃO
LEONARDO NUNES FERREIRA; Bruna Pereira de Andrade; Antonio Germane Alves Pinto; José Adelmo da Silva Filho
Transtornos mentais são eventos relativamente comuns durante a período peri-parto, o qual compreende toda a gestação, estendendo-se até um ano após o parto. Tais distúrbios refletem patologias psiquiátricas preexistentes, até então ocultas, ou são consequências de interações multifatoriais vivenciadas pela mulher na gravidez, constituindo situações de risco mental. Diante disso, é fundamental a participação da equipe multiprofissional de saúde, no tocante à identificação precoce destes transtornos, e consequentemente sua atuação incisiva na prevenção e tratamento desses problemas. O presente estudo objetiva-se analisar a importância da equipe multiprofissional em saúde para prevenção e tratamento de transtornos mentais durante o período gestacional. Estudo qualitativo de revisão narrativa da literatura. A busca dos dados ocorreu na segunda quinzena do mês de junho de 2020, na Biblioteca Virtual em Saúde. Foram utilizados os Descritores em Ciências da Saúde: Gestação, Equipe Multiprofissional e Transtornos Mentais, cruzados com o operador booleano “AND”. Obteve-se 78 resultados, dos quais foram filtrados aqueles indexados na Medical Literature Analysis and Retrieval System Online e publicados nos últimos 5 anos, resultando em um total de 6 artigos que foram incluídos no escopo deste estudo. Os transtornos mentais podem se manifestar no curso da gestação, geralmente por meio de distúrbios psicóticos agudos ou de humor, sendo este último mais prevalente, e em casos extremos, perfazem a principal causa de mortalidade materna por suicídio. A equipe multiprofissional é fundamental no diagnóstico precoce dos transtornos psiquiátricos, por meio de uma triagem pré-natal eficiente, com identificação das situações de risco mental. Bem como, medidas preventivas embasadas no trabalho interdisciplinar e na escuta ativa das usuárias. Com o reconhecimento de situações de vulnerabilidade, ameaçadores a saúde mental da gestante. Depreende-se que a abordagem multiprofissional é essencial na prevenção e tratamento de transtornos mentais, uma vez que o trabalho envolvendo diferentes profissionais da saúde garante a integralidade dos cuidados, sob um olhar holístico da mulher grávida.
Palavras-chave: Gestação,Equipe Multiprofissional,Transtornos Mentais
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ESPIRITUALIDADE E RELIGIOSIDADE: SABERES E PRÁTICAS DE PROFISSIONAIS DA SAÚDE MENTAL
JOAB GOMES DA SILVA SOUSA; JOSÉ ADELMO DA SILVA FILHO; ISABELA ROCHA SIEBRA; JOÃO PAULO XAVIER SILVA
Introdução: Nas últimas duas décadas, evidencia-se na literatura científica um crescimento exponencial de publicações que têm como objeto de estudo a relação entre religião/espiritualidade e a saúde mental. Nesse cenário, aponta-se para um processo assistencial holístico nos cuidados em saúde mental, fundamentado na compreensão multidimensional dos sujeitos. Assim, faz-se necessário investigar esse contexto com vistas à sua melhor elucidação. Objetivo: Compreender os saberes e práticas dos profissionais de saúde mental sobre espiritualidade e religiosidade. Método: Trata-se de um estudo descritivo-exploratório de abordagem qualitativa, realizado na Rede de Atenção Psicossocial de Iguatu, Ceará. Integraram a pesquisa 18 profissionais da saúde mental que atuam no contexto assistencial, especificamente enfermeiros e psicólogos. Os dados foram coletados por meio da entrevista semiestruturada e analisados pelo processo de categorização temática. O estudo obteve parecer favorável do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Regional do Cariri sob número 3.687.329. Resultados e discussões: Emergiram duas categorias. Na primeira, evidenciou-se que as compreensões dos enfermeiros e psicólogos sobre espiritualidade e religiosidade se aproximam da literatura especializada. No que se refere à religiosidade, os participantes a compreendem como uma forma de expressividade do sujeito crente, vinculada quase sempre a uma instituição religiosa, com agrupamentos de dogmas. No que tange à espiritualidade, os participantes trouxeram um entendimento que aponta para um estado ampliado em relação a religiosidade, relacionando a expansão espiritual e conexão divina. Na segunda categoria os resultados indicam que, no cenário das práticas assistenciais, os profissionais pouco abordam essa temática na assistência em saúde mental. Tal fato se justifica pela baixa incorporação do paradigma biopsicossocioespiritual, consequência de uma formação eminentemente biomédica. Além disso, tabus e estigmas presentes nos serviços perpetuam um modelo reducionista de assistência. Conclusão: A pesquisa revelou que psicólogos e enfermeiros compreendem a influência da religiosidade e da espiritualidade no processo saúde-doença, porém vivenciam desafios para operacionalizar o cuidado em saúde na perspectiva integral, principalmente no que se refere ao reconhecimento de dimensões subjetivas.
Palavras-chave: : Religiosidade,Espiritualidade,Saúde Mental
Oral
ESTADO NUTRICIONAL MATERNO E A SUA INFLUÊNCIA NO PESO AO NASCER
JOSEFA IARA ALVES BEZERRA ; Rúbia Alves Bezerra; Mariana Cordeiro da Silva; Maria Neliane Saraiva Rabelo; Marina Barros Wenes Vieira; Patrícia Pereira Tavares de Alcântara
Introdução: A alimentação apropriada é de extrema relevância durante a gestação, visto que a necessidade de nutrientes e energia tende a crescer devido às transformações fisiológicas. O cuidado e atenção nutricional à saúde da mulher durante a gravidez são primordiais à saúde do concepto e ao bem-estar materno. Objetivo: Discorrer sobre a associação do estado nutricional materno com o peso ao nascer. Método: Trata-se de uma revisão da literatura, realizada no período de abril e maio de 2020, na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), usando como base de dados a Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Banco de Dados em Enfermagem: Bibliografia Brasileira (BDENF). Utilizou-se o cruzamento dos descritores: Gravidez, Ganho de Peso na Gestação com o operador boleano AND, obtendo 1.647 resultados. Critérios de inclusão: publicações gratuitas, artigos, português, publicados nos últimos cinco anos, restando 18 trabalhos. Critérios de exclusão: periódicos repetidos e que não atendiam a temática, obtendo-se 8 artigos para análise. Resultados: Verificou-se que o estado nutricional é um importante fator para um apropriado desfecho gestacional, bem como para uma melhor manutenção da saúde da mãe e do feto. Contatou-se que gestantes que apresentaram peso ideal tiveram menos recém-nascidos (RN) com estado nutricional comprometido. E gestantes abaixo do peso, apresentaram maior frequência de RN com menor peso. Considerações finais: Conclui-se que, é de suma importância salientar a importância de uma alimentação adequada desde início da gravidez, para que consequentemente melhore o desfecho da gestação e o nascimento de RN com peso adequado.
Palavras-chave: Gravidez, Nutrição, Maternidade
Oral
ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: CONTRIBUIÇÕES PARA A FORMAÇÃO DE ENFERMEIROS
RAUANA DOS SANTOS FAUSTINO; Elizabete de Araújo Feitosa; Consuelo Helena Aires de Freitas; Sheron Maria Silva Santos
O estágio supervisionado é um componente obrigatório da grade curricular da enfermagem que proporciona ao aluno o contato com o futuro campo de atuação profissional. Um dos campos de estágio dar-se na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), campo que proporciona aprendizagem e aprofundamento de saberes necessários ao exercício da enfermagem, por ser um setor que presta cuidado ininterrupto. O estudo objetiva relatar as contribuições do estágio supervisionado na formação de enfermeiros em um hospital da Região do Cariri. Trata-se de um relato de experiência vivenciado por discentes de enfermagem durante estágio supervisionado da atenção hospitalar no setor da UTI, entre agosto e setembro de 2019. Constatou-se que o estágio na UTI possibilitou a percepção e convívio com um ambiente organizado e sistematizado, conforme normas e protocolos estabelecidos na literatura, aspecto relevante, haja vista nortear a prestação de cuidados e minimizar os riscos de agravos à saúde do paciente. Notou-se a relevância do estágio na formação profissional, pois oportunizou a realização de procedimentos como Cateterismo Vesical, Gasometria Arterial, instalação e mensuração de Pressão Venosa Central, curativos de Acesso Central e Lesão Por Pressão, exame físico e evolução de Enfermagem, saberes fundamentais para a atuação do enfermeiro. Além disso, percebeu-se a importância do diálogo entre os membros da equipe tanto para que os cuidados prestados sejam integrais como para que haja boa relação interprofissional. Também verificou-se a relevância da consulta multiprofissional, onde, pela manhã, todos os profissionais envolvidos no cuidado daquela unidade passavam nos leito dos pacientes discutindo prognóstico e condutas necessárias para melhora clínica, característica essencial ao cuidado, pois além de permitir avaliar a evolução e ações implementadas ao paciente, promulga o respeito e autonomia entre as classes profissionais, a partir da tomada de decisão mútua. O estágio na UTI contribuiu com o processo de ensino e aprendizagem, pois possibilitou o aprimoramento de conhecimentos prévios, oportunizou o desenvolvimento de habilidades de planejamento, diálogo e o contato com tecnologias leves e duras. Foi possível refletir sobre o trabalho em equipe, a qualidade do serviço e a importância dos protocolos clínicos, além de aproximar o aluno à realidade dos cuidados intensivos, viabilizando a capacitação educacional para a enfermagem frente as possíveis realidades do mercado de trabalho.
Palavras-chave: Estágio Clínico,Unidades de Terapia Intensiva,Enfermagem
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Estimativa de custos com internações de pacientes vítimas de sepse
MARCIA EDUARDA NASCIMENTO DOS SANTOS; Gabriela Duarte Bezerra; Sara Teixeira Braga; Lorena Farias Rodrigues Correia; Woneska Rodrigues Pinheiro
A sepse é definida como a síndrome da resposta inflamatória sistêmica, que ocorre quando o organismo não combate a infecção com eficácia. No mundo, diariamente, 24 mil pessoas morrem em decorrência desse agravo, sendo considerada um problema de saúde pública, dada a sua alta letalidade. Além de, ambos, sepse e choque séptico representarem condições muito dispendiosas para o setor de saúde. Assim, conhecer os custos gerados pela sepse nos serviços de saúde poderá contribuir para estimar o ônus econômico e social, além de reforçar a importância de medidas preventivas. O estudo objetiva avaliar o custo médio com hospitalizações de pacientes vítimas de sepse ou choque séptico. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com busca realizada no mês de julho de 2020, na Biblioteca Virtual de Saúde, nas bases de dados MEDLINE e LILACS, resultando em 48 referências a partir dos descritores: Diagnóstico AND Sepse AND Análise de custo. Foram incluídos: artigos originais completos, nos idiomas disponíveis (inglês e português), sem recorte temporal. E, excluídos os artigos repetidos ou que não atendiam ao objetivo, restando 11 artigos. Os dados obtidos apontam que, atualmente, a sepse representa o maior custo médio por hospitalização entre todas as outras enfermidades. Isto porque esses pacientes apresentam longo período de internação, necessidade de terapias para substituição das disfunções orgânicas, medicamentos de elevado custo e exigência de seguimento minucioso do paciente por parte da equipe de saúde. No Brasil, estima-se que o custo individual por paciente séptico seja de R$ 38.867,6 e o valor médio gasto por dia é cerca de R$ 3.669,75. Além disso, nota-se que os custos médios aumentam significativamente com o avançar dos estágios: sepse (US $ 19.997), sepse grave (US $ 39.736) e choque séptico (US $ 51.307). Ainda assim, os pacientes que sobrevivem a sepse grave estão mais susceptíveis a readmissão hospitalar, devido a grande carga de comorbidades e sequelas cognitivas e funcionais adversas, gerando também maiores custos para os serviços de saúde. Portanto, a sepse é uma doença muito frequente, de alta letalidade e que gera sequelas econômicas e sociais. Ademais, esta é mais frequente na Unidade de Terapia Intensiva e Urgência e Emergência, pois são os locais onde há necessidade de cuidados mais complexos. Assim, é necessário que haja maior visibilidade para a temática, para que seja possível minimizar os danos causados por ela e a gravidade dos casos.
Palavras-chave: Diagnóstico, sepse, Análise de custo
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Abrir o trabalhoESTRATÉGIA DE ATUALIZAÇÃO EM TEMPO PANDÊMICO ACERCA DO MANEJO CLÍNICO DA COVID-19: RELATO DE EXPERIÊNCIA
CAMILA DA SILVA PEREIRA; Thaís Isidório Cruz Bráulio; Thaís Rodrigues Albuquerque; Rachel de Sá Barreto Luna Callou Cruz
A pandemia da COVID-19 conduz atualmente inúmeras consequências, apresentando em muitos grupos infectados alto grau de letalidade. Diante disso, o manejo adequado em pacientes na atenção especializada faz total diferença, uma vez que torna possível a otimização dos recursos em saúde e a redução da morbimortalidade pela doença. Atualizações acerca desse manejo por graduandos e profissionais da área da saúde são fundamentais, e podem ocorrer por meio de estratégias de cunho educativo e comunicativo online. Objetivou-se descrever a experiência de participação em curso de atualização por Ensino a Distância (EAD), acerca do manejo clínico da COVID-19 na atenção especializada. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência sobre o curso intitulado “Manejo clínico da COVID-19 na Atenção Especializada”, desenvolvido na modalidade EAD pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e disponibilizado pela plataforma de ensino UNA-SUS, tendo como públicos-alvo acadêmicos e profissionais atuantes na área da saúde e sendo realizado no período de maio de 2020. A identificação imediata de indivíduos com risco acentuado de complicações permite melhores práticas de cuidados e terapêutica efetiva, assim, o curso induz o participante a interagir em 15 horas , podendo ser concluído em até dois dias com êxito nas avaliações. Para isso divide-se em duas unidades, na primeira, é elencado o manejo da forma moderada da infecção, esta foi conduzida e respondida por meio de caso clínico, sendo apresentadas as principais alterações laboratoriais nos exames de imagem, e o tratamento mais indicado nesse contexto. Na unidade 2, a explanação embasou-se no manejo da forma grave da doença, atentando-se a notificação dos casos pelos profissionais por meio do formulário online e ficha do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), além de mostrar as alterações tomográficas indicativas e o tratamento sugerido nesses casos. À vista disso, evidencia-se a contribuição teórico-prática da experiência no curso, por trazer de forma didática e de fácil acesso atualizações que oportunizam acadêmicos e profissionais a conhecer as recomendações mais atuais que compõem o protocolo de manejo clínico da COVID-19, e outros documentos oficiais relevantes, que nesse momento de pandemia devem ser atentamente seguidos como garantia de uma assistência capacitada.
Palavras-chave: Infecções por coronavírus, Educação à distância, Educação em enfermagem
Oral
Estratégia de Saúde da Família na Zona Rural: Assistência de Enfermagem Frente as Desigualdades
LUIZA HELENA SOARES E SILVA ; HINGRIDY FERREIRA FERNANDES; NATHYLLE RÉGIA DE SOUSA CALDAS; THAYNARA DUARTE DO VALE; THIAGO NASCIMENTO MOURA; JOÃO PAULO XAVIER SILVA
INTRODUÇÃO: A Estratégia Saúde da Família (ESF) foi concebida em 1994, na proposta de modificar o modelo de atenção à saúde e potencializar ações de prevenção e promoção. No contexto rural a ESF possui equipes menores e poucos recursos, apesar da relação da equipe com as comunidades ser mais próxima. As áreas remotas são os lugares onde existe maior dificuldade de cobertura dos serviços de saúde, pois os pacientes moram em sítios distantes da Unidade básica de Saúde (UBS), como na zona rural os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) não fazem visitas com a frequência ideal, não se consegue fazer agendamento eficiente, o que agrava as iniquidades, do mesmo modo, a categoria de enfermagem se depara com desigualdades na assistência a ser efetuada. OBJETIVO: Compreender a assistência de enfermagem na ESF e as desigualdades do serviço na zona rural. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de abordagem qualitativa, realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando-se os descritores em ciências da saúde: População Rural, Estratégia de Saúde da Família e Enfermagem, que foram cruzados com o operador booleano AND, obtendo 114 artigos científicos. Utilizaram-se os critérios de inclusão: artigos disponíveis gratuitamente e em português. Os critérios de exclusão foram artigos repetidos e aqueles que fugiam da temática, sendo excluído 94 artigos. Após a filtragem dos artigos, foram lidos na íntegra 20 artigos, onde 11 foram eliminados e 9 utilizados para a realização do presente estudo. RESULTADOS: O incremento da ESF tem sido o principal fator de aprimoramento da Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil. Porém, ocorre insuficiente manutenção de profissionais de saúde nessas áreas, distribuição desigual e alta rotatividade destes trabalhadores. O enfermeiro da ESF desenvolve múltiplas atividades, de natureza educativa, assistencial, administrativa, lida com um cronograma de trabalho singular, tendo em vista as características específicas do território em que a população se encontra. Dessa forma, os turnos de trabalho são fragmentados para assistir as pessoas que residem em várias micro áreas, o que exige, deste profissional, habilidades para lidar com as diferentes necessidades rurais. CONCLUSÃO: Conclui-se que há necessidade de investimento que garanta condições de trabalho adequadas, bem como a educação permanente dos profissionais como forma de instrumentalizar o trabalho em áreas rurais, com vistas a garantia da consolidação da APS.
Palavras-chave: População Rural, Estratégia de saúde da família,Enfermagem
Oral
Estratégias de adoção pela Gestão Escolar para enfrentamento à violência entre adolescentes
GABRIELE PAULINO FERNANDES; RENAN VIANA DA SILVA; MARIA TEREZA COSTA CLEMENTE; PEDRO HIARLLEY BATISTA CARVALHO; EDNALDO YRUAN LOPES DOS SANTOS; GRAYCE ALENCAR ALBUQUERQUE
Atualmente, a violência envolvendo adolescentes configura-se como um problema de saúde presente em diferentes esferas sociais, inclusive na escola. Tratando-se de um problema de saúde pública apresenta grande magnitude e com importantes consequências sobre a saúde dos indivíduos, das famílias e da comunidade e embora seja devastadora, pode ser prevenida na escola. Esta pesquisa teve como objetivo identificar estratégias de enfrentamento a serem adotadas pela gestão escolar para enfrentamento da violência entre adolescentes em âmbito educacional. Estudo quantitativo, realizado em uma escola do Ensino Médio no município de Juazeiro do Norte, Ceará, nos meses de maio e junho de 2020, através da aplicação de questionários online enviados aos alunos entre 12 a 18 anos de idade, após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa. Os dados foram tabulados em planilhas de Excel e contabilizados em frequência absoluta e relativa . Foram contabilizados61 respostas e, a partir dos resultados obtidos, constatou-se que para ocorrer uma redução da violência dentro das escolas os adolescentes acreditam ser necessário que haja intervenção do núcleo gestor no enfrentamento da agressão entre adolescentes dentro da instituição educacional. Desse modo, frente às medidas que seriam efetivas para conseguir o equilíbrio entre os discentes dentro das instituições educacionais, 34 (56%) alunos pressupõem que treinar professores e funcionários para manejá-los melhor iria reduzir consideravelmente os casos de violência escolar, seguida por realizar um evento de um dia na escola sobre violência com 31 respostas (51%) avaliações. 30 (49%) alunos acreditam que pedir apoio dos pais seria a melhor opção para diminuir a violência na escola e seria de baixa efetividade, suspender e/ou expulsar os alunos que agem de modo violento, com nove (15%) de repostas. Ainda, seis alunos acreditam que reduzir a nota e/ou deixar o aluno sem intervalo e avisar os pais ou responsáveis sobre os alunos vítimas de violência surtiria efeito para sua redução. Tendo em vista os dados mencionados, conclui-se que os adolescentes acreditam que a melhor maneira para combater efetivamente a violência dentro das instituições de ensino é resultado de um trabalho que envolve diretamente alunos, docentes, gestão e familiares.
Palavras-chave: Violência, Gestão, Adolescentes, Enfrentamento
Oral
Estratégias Interventivas para Melhoria da Qualidade de Vida de Idosos Portadores de Diabetes Mellitus
SUZETE GONÇALVES CAÇULA; Gledson Micael da Silva Leite; Maria Izadora Oliveira Batista; Letícia Moraes Leite Pinheiro; Héryka Laura Calú Alves; Grayce Alencar Albuquerque
Introdução: O diabetes mellitus é uma doença crônica com potencial para agravos que podem comprometer a qualidade de vida dos pacientes. Diante desse contexto, observa-se a importância do acompanhamento constante e adequado para evitar tais possíveis complicações, especialmente pelos serviços de saúde responsáveis pela assistência aos idosos, população comumente acometida. Objetivo: Identificar na literatura as práticas interventivas adotadas pelos profissionais de saúde no cuidado direcionado à pacientes idosos com diabetes mellitus para melhorar sua qualidade de vida. Método: Trata-se de uma revisão bibliográfica do tipo narrativa. A busca de dados deu-se através da Biblioteca Virtual da Saúde e das bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde e Base de Dados de Enfermagem. Inicialmente foram encontrados 47 artigos a partir dos descritores diabetes mellitus, qualidade de vida e assistência a idosos, intermediados pelo operador booleano “and”. Desses, foram utilizados 16 artigos, que atenderam ao objetivo, sendo eles estudos originais, em idiomas português, inglês ou espanhol e com o texto completo na íntegra. Foram excluídos os estudos duplicados. Resultados: Após a leitura dos artigos foi observado que as principais estratégias encontradas foram a educação permanente dos profissionais da saúde, para que os mesmos saibam como atender melhor esses pacientes diabéticos; a educação em saúde com os clientes, para que estes saibam melhor sobre a sua patologia e assim possam administrar o autocuidado necessário para evitar comorbidades e complicações da doença; e a visita domiciliar, para que haja um acompanhamento de perto do paciente. Essas Intervenções possuem baixo custo para adesão e vem se mostrando muito eficaz na melhoria da qualidade de vida em pessoas com diabetes mellitus através do autogerenciamento do cuidado. Conclusão: As estratégias desenvolvidas estão relacionadas à atuação profissional, que quando satisfatórias junto ao paciente com diabetes mellitus tem potencial para elevar sua qualidade de vida. Dessa forma, faz-se necessário o desenvolvimento de estratégias interventivas capazes de minimizar as consequências causadas pela doença.
Palavras-chave: Diabetes Mellitus, Qualidade de Vida, Assistência a Idosos
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ESTUDO À DISTÂNCIA EM TEMPOS DE PANDEMIA: RELATO DE ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM
MELINA EVEN SILVA DA COSTA; Cicero Aldemir da Silva Batista; Ana Luiza Rodrigues Santos; Vitória da Silva Andrade; José Hiago Feitosa de Matos; Natália Pinheiro Fabrício Formiga
No período em que o Brasil cumpre as determinações de distanciamento social devido a pandemia do Covid-19, as redes de ensino suspenderam as aulas presenciais e buscaram outros meios de recursos de aprendizagem, inspiradas na modalidade de ensino remoto. Objetiva-se relatar a experiência do estudo a distância de acadêmicos de enfermagem frente a atual pandemia de Covid-19. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, de natureza qualitativa, realizado a partir da experiência de acadêmicos de enfermagem da Universidade Regional do Cariri com aulas remotas promovidas pela disciplina de Enfermagem no Processo de Cuidar em Saúde Mental nos meses de abril e maio de 2020. Os recursos tecnológicos utilizados foram o Google Meet e o Google Classroom. Ao longo dos encontros observou-se a sensibilidade do corpo docente na construção de estratégias para o ensino remoto, considerando os anseios e relatos dos discentes, afim de assegurar um processo de ensino homogêneo. No decorrer das aulas realizadas foi possível identificar a participação ativa dos discentes nas discussões propostas, permitindo um ambiente favorável para os alunos relatarem os seus conhecimentos e as suas experiências com os assuntos ministrados, que foram: Sistematização Assistência de Enfermagem (SAE) frente ao paciente esquizofrênico, estudos sobre transtornos do pensamento e transtornos de ansiedade. Entretanto, o corpo discente possui uma pluralidade de contextos que as vezes inviabiliza a condução de determinadas atividades. A abrupta interrupção das atividades previamente planejadas em aulas presenciais, gera impactos a curto, médio e longo prazo, especialmente, as populações socioeconomicamente vulneráveis, que serão mais afetadas refletindo possivelmente na acentuação das desigualdades sociais para o acesso à bens e serviços essenciais, como é a educação, dentre outros. Observou-se vantagens e fragilidades relacionados à esse tipo de ensino no que se remete as condições de acesso a plataforma utilizada, sendo benéfica para o estudantes que possui um aparato tecnológico e prejudicial para os que não possuem. Portanto, é destinada aos discentes a dura tarefa de aprender considerando as desigualdades do acesso ao ensino remoto imposto pelo cenário epidemiológico-social brasileiro. Entretanto, é possível que se tenha um novo olhar sobre o uso dessa metodologia tecnológica, ampliando um debate e buscando refletir sobre a interação dessa com demais métodos já implementados
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EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS CONTEMPORÂNEAS ENTRE A COVID 19 E HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA: REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
KESSIA LUANNA DA SILVA HIGINO; Micaelle de Sousa Silva; Felipe Sebastião Gonçalves Pinheiro; Agostinho Porfirio dos Santos; Rosely Leyliane dos Santos
Os dados epidemiológicos confirmaram que as maiores taxas de letalidade para a COVID-19 relacionavam-se a pacientes com Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS). O sequenciamento genético deste vírus revelou que há afinidade de ligação à Enzima Conversora de Angiotensina II. Este conhecimento é importante, sobretudo quando se trata de indivíduos acometidos por HAS. O objetivo deste estudo é descrever as evidências contemporâneas entre a correlação de COVID-19 e pacientes com Hipertensão Arterial Sistêmica. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, onde para o desenvolvimento deste foi utilizado os descritores: “infecções por coronavírus”/”coronavirus infections; “hipertensão”/”hypertension”; “associação”/”association”. Posteriormente, houve um levantamento de artigos em bibliotecas virtuais, tais como a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Nacional Library of Medicine (Pubmed), e no banco de dados Scientific Eletronic Library Online (Scielo). Os critérios de inclusão dos artigos foram responder à pergunta norteadora do estudo, estarem disponíveis na íntegra, serem estudos primários e terem sido publicados no último ano (2019-2020), devido ao período de reconhecimento do novo vírus. Assim, sete artigos foram escolhidos para responder à pergunta norteadora: Qual a correlação entre a infecção causada pela COVID-19 e pacientes acometidos pela Hipertensão Arterial Sistêmica? Com os estudos analisados foram encontrados um grande número de pacientes infectados com a COVID-19 e que possuíam HAS, onde estes apresentaram níveis baixos de linfócitos, podendo ser fator preditor para explicar porque nesses pacientes ocorrem maiores agravos. Também foi identificado que pacientes hipertensos possuem número maior de receptores para a Enzima Conversora de Angiotensina II propiciando a entrada do SARS-CoV-2 para células extrapulmonares. Outra importante relação encontrada foi que o uso dos antihipertensivos não interfere na evolução do quadro clínico da infecção, e sim, os achados científicos demostram a importância da sua continuação para o bom resultado de pacientes com HAS e COVID-19. Assim, percebe-se que há correlação entre as duas patologias, no que se refere ao grande número de receptores ECAII, baixo número de linfócitos, e uma relação entre o tratamento anti-hipertensivo e evolução clínica da COVID-19. Sendo uma discussão pertinente para o desenvolvimento de melhores métodos de tratamento e contribuir para uma melhor assistência aos pacientes.
Palavras-chave: Infecções por coronavírus, Hipertensão, Associação.
Oral
FATORES ASSOCIADOS A GRAVIDEZ DE ALTO RISCO: UMA REVISÃO DE LITERATURA
CAROLAINE DA SILVA SOUZA; JOSÉ GERFESON ALVES; STÉFFANE COSTA MENDES; YANCA CAROLINA DA SILVA SANTOS; DAYANNE RAKELLY DE OLIVEIRA; RACHEL CARDOSO DE ALMEIDA
INTRODUÇÃO: A gravidez se caracteriza como um fenômeno fisiológico definida por alterações e adaptações biológicas e psicossociais, que normalmente evolui de forma saudável. No entanto, uma parcela desta população, por fatores ou características específicas, algumas gestantes evoluem com intercorrências ou agravos, classificando como gravidez de alto risco, o que poderá gerar uma evolução desfavorável ao binômio mãe/filho. Consequentemente, a gestação em mulheres com mais de 35 anos tem se tornado uma realidade mundial, devido a ascensão feminina no mercado de trabalho, além de um maior acesso ao planejamento reprodutivo. OBJETIVO: Compreender mediante literatura científica fatores correspondentes a gravidez de risco em idade avançada e a importância da assistência de enfermagem nesse contexto. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com buscas na Biblioteca Virtual de Saúde, nas bases MEDLINE e BDENF e na biblioteca eletrônica SciELO, realizada em junho de 2020, utilizando os descritores “gravidez de alto risco”, “enfermagem” e “fatores de risco” combinados pelo operador booleano AND, identificando 316 resultados. Foram considerados os critérios de inclusão: artigos completos e disponíveis, e como critério de exclusão: os materiais duplicados, resultando em 20 documentos para a discussão dos resultados. RESULTADOS: Sobretudo, a idade materna de forma isolada pode não ser um aspecto de risco para a gestação, pois existem fatores que associados a outras condições, podem proporcionar o surgimento de intercorrências inerentes à saúde da mãe e do filho, como por exemplo doenças crônicas muitas vezes associadas a uma maior ocorrência de síndromes hipertensivas da gestação, rotura prematura de membranas e prematuridade, hemorragias e maior taxa de cesáreas, tendo em vista muitas vezes o medo de maiores complicações gestacionais. Para tanto, uma boa assistência prestada durante o pré-natal e parto, deve ser realizada no intuito de identificar previamente possíveis fatores de risco vigentes e potenciais, com intervenções precoces em busca de minimizar qualquer dano a saúde do binômio, sendo de suma relevância a participação do enfermeiro em todos os contextos da assistência obstétrica CONCLUSÃO: Contudo, alguns fatores podem ser observados em situações gestacionais de risco, que podem ser minimizados com um bom acompanhamento de saúde associado a participação crucial do enfermeiro.
Palavras-chave: Enfermagem,Fatores de risco,Gravidez de Alto Risco
Oral
FATORES CONTRIBUINTES E DESAFIOS PARA PROTAGONISMO DAS MULHERES NA PARTURIÇÃO: REVISÃO NARRATIVA
ANA PAULA DA SILVA GONÇALVES; Paula Fernanda da Silva Ramos; Janyelle Tenório Rodrigues; Suzana Fideles dos Santos; Paula Emanuely Pereira de Souza; Rayane Moreira de Alencar
O processo de parto e nascimento é repleto de emoções e sentimentos, como ansiedade e insegurança, sendo crucial uma assistência humanizada à gestante, incluindo o respeito às escolhas da mesma. O protagonismo da mulher nas fases clínicas do parto é um dos pilares do parto humanizado, consistindo em uma prática que torna essa experiência menos angustiante e mais acolhedora. Este estudo tem por objetivo identificar os principais desafios e fatores que contribuem para o protagonismo das mulheres na parturição. Trata-se de uma revisão narrativa com busca de dados nas bases de dados LILACS, MEDLINE e BDENF, por meio da Biblioteca Virtual em Saúde, cruzando os descritores: Autonomia pessoal, Parto e Gestantes, com operador booleano AND e os filtros: artigo disponível na íntegra de forma gratuita, em português, inglês ou espanhol, com recorte temporal dos últimos 10 anos. A busca resultou em 65 artigos que foram submetidos à análise dos dados por meio da leitura flutuante de títulos e resumos e posterior leitura dos textos completos, resultando em seis evidências que contemplaram o objetivo do estudo. Constatou-se que a informação é fator essencial e a base para que a parturiente tenha autonomia na tomada de decisões. Os grupos de preparo de gestantes também foram citados como ferramentas de empoderamento das mulheres, pois há compartilhamento de experiências e aquisição de conhecimentos que favorecem a prática do protagonismo, além desses fatores, as práticas de atenção extra-hospitalar, baseadas no apoio e conforto, bem como práticas educativas, se caracterizaram como contribuintes para essa autonomia das mulheres. Entretanto, encontraram-se desafios, como as práticas autoritárias, padronizadas e rotineiras, as práticas impessoais e de cuidados superficiais e a medicalização do parto, que dá ao profissional de saúde o poder sobre o corpo da mulher, usando-se de intervenções e comportamentos desnecessários que comprometem a autonomia e bem-estar da mulher. O protagonismo da parturiente deve ocorrer em todos os espaços de cuidar, devendo ser o profissional de saúde um dos principais atores na defesa dos direitos das mesmas, aprimorando suas práticas, ancorando em processos humanizados e colocando a parturiente como sujeito ativo em todas as etapas assistenciais na parturição.
Palavras-chave: Autonomia pessoal, Parto, Gestantes
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FATORES CONTRIBUTIVOS PARA A DISSEMINAÇÃO DA COVID-19 NO BRASIL: REVISÃO DE LITERATURA
CLARA LIZ MACÊDO ISIDORO; Kyohana Matos de Freitas Clementino; Gabriel Bessa Martins; Lucas Mateus Figueiredo Nascimento; Flávia Maria Matias de Oliveira; Rosely Leyliane dos Santos
O vírus causador da doença COVID-19 tem alta taxa de transmissibilidade. Por ser um vírus respiratório, facilmente disseminou-se no mundo. No Brasil, o primeiro caso foi notificado foi em fevereiro de 2020, na cidade de São Paulo. Contudo, os dados epidemiológicos revelam o crescente número de casos, inclusive com óbitos nas diversas cidades brasileiras, mesmo após recomendações para conter a transmissão da doença. Assim, é importante compreender quais os fatores que contribuíram para a disseminação da COVID-19. Este conhecimento é relevante à enfermagem porque poderá planejar ações de prevenção à doença e promoção da saúde. O objetivo do estudo é identificar os fatores contributivos para a disseminação da COVID-19 no Brasil. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada com dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) em maio de 2020. A pesquisa foi executada por meio de cruzamento com o operador booleano AND para associação dos descritores: “Promoção da Saúde” e “Infecções por Coronavirus”. Os critérios utilizados para filtragem foram texto completo disponível, nas línguas portuguesa e inglesa, documento do tipo artigo. Excluíram-se os artigos repetidos, indisponíveis na íntegra para download e os que não responderam ao objetivo da pesquisa. Para seleção, os artigos foram submetidos a leitura flutuante, dos títulos e resumos, dos quais, seis artigos atenderam ao objetivo da pesquisa e posteriormente, foram submetidos a leitura na íntegra para coleta dos dados. A literatura revela que o número de infecção por COVID-19 tem maior potencial de disseminação e capacidade de provocar mortes em populações vulneráveis. No Brasil, os fatores que contribuíram para sua disseminação relacionaram-se principalmente às populações que vivem em condições precárias, sem acesso à alimentação adequada, e sem acesso à água, o que dificulta a prática de hábitos higiênicos e sanitários, como a higienização das mãos, que é uma ação essencial para a prevenção do coronavírus. Outro fator contribuinte foi a situação de aglomeração, em que encontram-se as periferias brasileiras, que propiciam o contágio entre os indivíduos. Conclui-se que, a disseminação do coronavírus está relacionada a situações de vulnerabilidade social, em que fica inviável a realização de alguns métodos de prevenção à doença, como a higienização das mãos e o distanciamento físico.
Palavras-chave: enfermagem,promoção da saude,infecção por coronavirus
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FATORES DE RISCO ASSOCIADOS À DEPRESSÃO GERIÁTRICA: REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
ANA CAROLINY OLIVEIRA DA SILVA; MARCIA EDUARDA NASCIMENTO DOS SANTOS; VINÍCIUS ALVES DE ALENCAR OLIVEIRA; FELIPE PAULINO DA SILVA; ROSELY LEYLIANE DOS SANTOS
A depressão é considerada causa potencial de incapacidade no mundo. Por isso, é importante prioridade de saúde pública. Dentre as populações acometidas, destaca-se o público idoso. Contudo, a Depressão Geriátrica (DG) geralmente é negligenciada porque a sintomatologia clínica parece ser semelhante ao processo de envelhecimento. Este fato contribui para potencializar o problema e com frequência, é subdiagnosticado. Nesse cenário, a enfermagem precisa conhecer os fatores correlacionados a DG. Assim, o enfermeiro poderá planejar intervenções apropriadas, contribuindo para prevenção e controle dos sintomas. Objetivou-se identificar os fatores de risco para a depressão geriátrica. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada no mês de julho de 2020, na Biblioteca Virtual de Saúde, nas bases de dados MEDLINE, BDENF e LILACS, resultando em 1.043 referências a partir dos descritores: Assistência a idosos, Fatores de risco, Depressão; intercalados entre si pelo operador booleano AND. Foram incluídos artigos originais completos, nos idiomas em português, inglês e espanhol, publicados nos últimos 5 anos. Os critérios de exclusão foram artigos repetidos ou que não atendiam ao objetivo. Desta forma, 11 artigos foram incluídos. Constatou-se que a depressão em idosos está relacionada a fatores individuais e sociais. Os fatores de riscos individuais foram o idoso ser acometido por doenças crônicas, com maiores prevalências para àqueles com Diabetes Mellitus, Câncer, Obesidade, Hipertensão Arterial Sistêmica. Outros fatores foram a incapacidade de realizar o autocuidado, medo da morte e morte constante de amigos e familiares, dores crônicas, inatividade física, ser do sexo feminino e autopercepção de saúde negativa. O tabagismo e abstinência alcoólica foram os fatores de risco potenciais de DG. Ademais, estudos multivariados revelaram significância para fatores sociais como morar sozinho, inatividade social, baixa classe socioeconômica que podem implicar em dificuldade de acesso aos serviços de saúde, conflitos familiares e experiências negativas de vida. O estudo revelou que os principais fatores de riscos à depressão em idosos estão relacionados a presença de doenças crônicas, ausência de atividades sociais e físicas, solidão, sexo feminino, baixas condições financeiras, vícios e conflitos interpessoais. Acredita-se que, a abordagem desses fatores, pela enfermagem, pode ser potencialmente vantajosa na identificação, prevenção e redução do risco de DG.
Palavras-chave: Assistência a idosos,Depressão,Fatores de risco
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Abrir o trabalhoFATORES DE RISCO ASSOCIADOS AO DESENVOLVIMENTO DE SÍNDROMES HIPERTENSIVAS NA GESTAÇÃO
NATHÁLIA ARAÚJO DE MACÊDO ; Hygo Julles Rokar; Marcio Rosendo de Barros; Maria Weslania Salviano dos Santos; Marilia Araújo de Macêdo Gonçalves
O presente estudo tem por objetivo identificar os principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças hipertensivas específicas da gestação. Trata-se de uma revisão integrativa de literatura realizada no período de outubro de 2019 a janeiro de 2020. O levantamento das produções na literatura foi realizado nas seguintes bases de dados: Base de Dados de Enfermagem (BDENF); Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS); Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE). Utilizou-se os Descritores em Ciências da Saúde (Decs): Hipertensão Gestacional; Pré-Eclâmpsia; Fatores de Risco. Foram incluídos estudos que respondiam a questão de busca e que atendiam aos seguintes critérios: artigos disponíveis online e gratuitos, publicados em português, espanhol ou inglês no período de 2015 a 2020. Foram excluídos: publicações repetidas, cartas, revisão integrativa ou sistemática de literatura, comentários, além de monografias, teses, dissertações, matéria de jornal, editoriais, manuais, livros e capítulos de livros. A partir do processo de busca nas bases de dados foram identificados inicialmente 389 publicações destes apenas 15 atenderam aos critérios de inclusão e exclusão. A análise dos estudos permitiu identificar como fator de risco para o desenvolvimento de Síndromes hipertensivas da Gestação, ser jovem primípera ou multípera com idade avançada, sobrepeso ou obesidade pré gestacional, ganho ponderal inadequado, gestação gemelar, condições socioeconômicas desfavoráveis, baixa escolaridade, presença de doenças crônicas e história familiar e/ou pessoal de hipertensão arterial, dentre outras. Este estudo possibilitou reunir achados que agregam valor aos estudos anteriormente realizados. Reforçando a necessidade da construção do perfil obstétrico de gestantes com Síndromes Hipertensivas da Gestação, possibilitando que os profissionais estejam mais atentos aos sinais predisponentes e desencadeantes destas patologias, sendo identificadas precocemente e conduzidos de forma mais precisa, minimizando ou evitando complicações para o binômio mãe/feto.
Palavras-chave: Hipertensão Gestacional, Pré-Eclâmpsia, Fatores de Risco
Oral
FATORES PREDISPONENTES AO RISCO DE QUEDAS EM AMBIENTE DOMICILIAR DE PESSOAS IDOSAS
LANNA KALINA OLIVEIRA MENESES; Sarah Lucena Nunes; Jéssica Maria Gomes Araújo; Liana Ingrid Cândido Ferreira; Natana de Morais Ramos; Adriana de Moraes Bezerra
O processo de envelhecimento envolve inúmeras alterações orgânicas que comprometem habilidades motoras e predispõe a instabilidade postural, que associada a fatores extrínsecos tornam os idosos suscetíveis à incidência de quedas, produzindo danos ou repercussões negativas e limitantes aos idosos. Faz-se necessário conhecer os fatores predisponentes ao risco para elaborar estratégias de prevenção. Identificar os principais fatores que predispõem ao risco de quedas em idosos em ambiente domiciliar. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada na Biblioteca Virtual em Saúde, por meio dos Descritores em Ciências da Saúde: Idoso, Fatores de Risco e Acidentes por quedas, cruzados simultaneamente com o operador booleano AND. Os critérios de inclusão foram artigos publicados nos idiomas inglês, português e espanhol, textos completos disponíveis e, critério de exclusão os estudos que não alcançaram ao objetivo proposto, totalizando uma amostra final de 15 referências. Identificou-se como fatores predisponentes ao risco de quedas a redução da capacidade visual, doenças crônicas como a Diabetes Mellitus,hipertensão, artrite e osteoporose, acidentes vasculares, uso de medicação de forma indiscriminada, nível de escolaridade e o sedentarismo. Acresce-se, ainda, o ambiente físico inadequado, utilização de calçados inapropriados, ambiente pouco iluminado e piso escorregadio. Torna-se necessária a elaborações de ações educativas nas comunidades relacionadas à segurança dos idosos no domicílio para a prevenção de quedas, visando reduzir danos físicos, como lesões teciduais, feridas e fraturas, declínio funcional e aumento da dependência e questões psicossociais, como perda de autonomia e isolamento. A atenção ao risco de quedas exige maior investimento na promoção de saúde. Para tal, é preciso identificar e avaliar os fatores predisponentes para implementar protocolos e estratégias de prevenção de agravos ao público idoso.
Oral
FATORES QUE INFLUENCIAM NA SEXUALIDADE FEMININA NO PERÍODO GRAVÍDICO E SUAS REPERCUSSÕES
MARIA KLEYSSIANE DE MELO ALEXANDRE; Danielle Pereira da Silva; Anthony Moreira Gomes
Com a gravidez a mulher passa por diversas mudanças, que vão além dos aspectos biológicos e físicos, ocorrendo, também, mudanças psicológicas e comportamentais, que acabam por influenciar na vida sexual dessas mulheres. Objetivou-se, assim, analisar quais fatores influenciam na vida sexual de mulheres grávidas, e quais as suas repercussões. Trata-se de uma pesquisa qualitativa e descritiva, do tipo revisão da literatura, na qual foram utilizados artigos científicos disponibilizados na BVS, e na SciElo, publicados na íntegra, e em português, entre 2015 a 2020, tendo como descritores de busca: “Gestação”, “Sexualidade” e “Comportamento sexual”, que após processo de filtração resultou em um total de 9 referências, que atenderam aos pré-requisitos. Vários fatores podem influenciar na vida sexual de mulheres grávidas, como, a faixa etária, idade gestacional, o uso de medicamentos, a falta de conhecimentos fatores socioculturais, e religiosos, bem como, baixa estima, autoimagem distorcida, ansiedade, medo, e gestação indesejada. Há relatos, ainda, que fatores como: fadiga, náusea, pirose, dores no corpo, e até mesmo pela falta do casal não encontrar posições sexuais confortáveis. Essas alterações e fatores associados repercutem na sexualidade dessas mulheres, podendo gerar disfunções sexuais, onde, há uma diminuição no desejo sexual, na lubrificação, e excitação, e consequentemente levando ao aumento de dispareunia, menos ocorrências e intensidades de orgasmo, e insatisfação sexual, causando também, uma baixa na qualidade de vida. Assim, nota-se que existem diversos fatores que influem na sexualidade da mulher durante o período gestacional, nos quais, em sua maioria, repercutem negativamente, levando a mulher a sofrer disfunções sexuais durante a gravidez. Desse modo, faz-se necessário que tais alterações e fatores sejam discutidos nas consultas de pré-natal, de modo a sanar dúvidas, medos, e conceitos, o que auxiliaria na melhoria da vida sexual, e qualidade de vida de muitas gestantes, e consequentemente diminuiria as repercussões negativas causadas por esses.
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GÊNERO E SEXUALIDADE: METODOLOGIAS EDUCACIONAIS UTILIZADAS PARA O ENSINO AOS ADOLESCENTES
LETÍCIA MORAES LEITE PINHEIRO; HÉRYKA LAURA CALÚ ALVES; LARA PEREIRA LEITE ALENCAR; MARIA IZADORA OLIVEIRA BATISTA; SUZETE GONÇALVES CAÇULA; GRAYCE ALENCAR ALBUQUERQUE
INTRODUÇÃO: a adolescência é um período de conhecimento da personalidade, inclusive do gênero e da sexualidade, que pode acarretar em problemas de saúde decorrentes dos estigmas da sociedade. Na escola o ensino desta temática fica restrito ao biológico, porém sua abordagem se faz importante e uma das maneiras de abordá-la é com o uso de metodologias educacionais, pois facilitam o processo de ensino-aprendizagem. OBJETIVO: identificar quais são as metodologias de ensino sobre gênero e sexualidade no ambiente escolar. METODOLOGIA: trata-se de uma revisão narrativa, com pesquisa de artigos tanto nacionais quanto internacionais, nas bases de dados online, como Scientific Electronic Library Online e Biblioteca Virtual em Saúde, sem limite de data de publicação estabelecido. Os artigos foram lidos na íntegra e fichados com base na análise pessoal do autor. RESULTADOS: foram encontrados 26 artigos, após análise dos critérios, apenas 13 foram avaliados. Observou-se que os adolescentes têm vergonha e timidez no tocante ao tema de gênero e sexualidade, porém com o uso de metodologias educacionais, a abordagem flui melhor e facilita a participação dos jovens. Dentre as metodologias estão o uso da internet, pois é um ambiente comum pelos adolescentes e gera maior adesão, em que pode se utilizar de plataformas de jogos online; jogos de tabuleiro e de cartas; rodas de conversas, oficinas, grupos de debates, associados a recursos tecnológicos; uso de literaturas LGBT. Todas estas favorecem a aprendizagem significativa e a resolução de problemas, em que os estudantes podem compartilhar seus conhecimentos, escutar a dos outros colegas e refletir sobre as situações expostas, o professor está como facilitador do processo. Como gênero e sexualidade são determinantes de saúde, o Programa Saúde nas Escolas, com a participação de profissionais da saúde, ajuda a trazer benefícios à saúde dos jovens, visa proporcionar uma sexualidade saudável e com respeito às diferenças sexuais e de gênero. CONCLUSÃO: a abordagem de gênero e sexualidade se faz importante para fornecer conhecimento aos adolescentes e quebrar tabus e, um método eficaz para o fazer é por meio das metodologias, pois permitem a participação e atenção, além de tornar o jovem ativo no seu processo de aprendizagem.
Palavras-chave: Adolescente,Gênero,Sexualidade
Oral
HIPODERMÓCLISE: POSSIBILIDADE DE ESCOLHA PARA ADMINISTRAÇÃO MEDICAMENTOSA A PACIENTES VULNERABILIZADOS.
EULÁRIA ARAÚJO DE SOUZA; MARIA VITÓRIA RIBEIRO DA SILVA; KAROLAYNE MARIA DE SOUZA; LARA PEREIRA LEITE ALENCAR; TAYNÁ DE SOUZA ALENCAR DA SILVA; RAYANE MOREIRA ALENCAR
A hipodermóclise é uma técnica de administração de medicamentos subcutânea alternativa em decorrência do esgotamento da rede venosa periférica e caracterizada suportar até 2000ml de líquido em 24 horas, além de ser de baixo custo e menos invasiva que o acesso venoso central. Sua punção é realizada em locais específicos e o enfermeiro habilitado pode realizar a técnica detendo de conhecimentos sobre a região de inserção do cateter, entendimento de protocolos institucionais e garantindo a segurança do paciente. Objetivou-se nessa produção compreender a utilização da técnica pelos profissionais de saúde e sua beneficência para o cliente. Trata-se de uma revisão bibliográfica, realizada no mês de junho de 2020 com busca na literatura nacional e internacional utilizando os descritores “hipodermóclise”, “enfermagem” e “pacientes”. A amostra final de produções incluídas foi composta por sete evidências científicas, obedecendo aos critérios de artigo completo publicado nos últimos cinco anos e disponível na íntegra no idioma português. Nos resultados, observou-se que a aplicação da tecnologia é mais disseminada em pacientes oncológicos e em cuidados paliativos, por ser adepta a soluções como opioides, usadas para analgesia, apesar de não ter nenhuma restrição as demais condições clinicas. Em contra partida ainda existem aspectos que necessitam de discussão e pesquisa científica para que profissionais possam se apropriar do método e inseri-lo no ambiente de trabalho. Portanto, é necessário realizar uma avaliação criteriosa, considerando a doença do cliente, havendo restrição para pacientes anasarcados e com possibilidade de atendimento imediato, pois essa via de infusão lenta não é a melhor escolha para grandes volumes e algumas categorias de fármacos são contraindicados, como antieméticos, substâncias que necessitam de diluição ou que tenham macromoléculas, por haver maior probabilidade de causar irritação a pele. Considera-se que o uso da hipodermóclise pode antecipar a alta hospitalar e pode ter uso continuado no domicílio, promovendo conforto e autonomia ao cliente, que deve auto avaliar se a punção está cômoda e retira-la sozinho ou com ajuda do cuidador caso haja desconforto.
Palavras-chave: Hipodermóclise, Enfermagem, Paciente
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Humanização do atendimento em Unidades de Urgência e Emergência: Um diálogo necessário
GERLIANE FILGUEIRA LEITE; Suzete Gonçalves Caçula; Giovanna Sales de Oliveira; Kauanny Vitória dos Santos; Woneska Pinheiro Rodrigues
INTRODUÇÂO: O atendimento hospitalar humanizado deve considerar as dimensões físicas, mentais e sociais de cada paciente. A unidade de urgência e emergência promove serviços de acordo com a gravidade de cada paciente. Assim, a equipe precisa agir rapidamente, a fim de minimizar os riscos que ameaçam a vida do indivíduo. Todavia, devido à grande demanda, as deficiências estruturais e as especificidades deste ambiente, os trabalhadores do serviço são induzidos a agirem de maneira impessoal, focando-se apenas na enfermidade, dificultando assim uma atuação de forma humanizada. OBJETIVO: relatar, a luz da literatura, a importância do atendimento humanizado em unidades de urgência e emergência. MÉTODO: trata-se de uma revisão bibliográfica do tipo integrativa. A busca de dados foi realizada naBiblioteca Virtual da Saúde (BVS) e nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Sistema Online e Busca e Análise de Literatura Médica (MEDLINE) e Base de Dados de Enfermagem (BDENF). Para obtenção dos artigos foi feito um cruzamento utilizando o operador booleano AND entre os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): humanização da assistência, emergências e saúde mental. Foram empregados os filtros: texto completo disponível; tipo de documento: artigo; idiomas português, inglês e espanhol; sem limitação temporal. Obtiveram-se um total de 59 artigos, mas após a leitura do título e resumo somente 14 atenderam ao objetivo da pesquisa. RESULTADOS: após a leitura dos artigos, percebe-se que é de total relevância a qualidade da assistência humanizada na urgência/emergência, tendo em vista que é um atendimento voltado para o bem estar do paciente, bem como de toda equipe da unidade, a partir da realização de uma investigação não só física mas também emocional. Amenizando assim, os fatores estressantes do ambiente, o sentimento de medo e a própria situação enferma desses pacientes que, ao serem somados com as práticas tecnológicas do tratamento, podem aperfeiçoar ainda mais a qualidade do atendimento. CONCLUSÃO: a assistência humanizada nas unidades de urgência e emergência é de extrema importância para a recuperação mais rápida do paciente. Todavia, existe grande escassez de atendimento humanizado nessa unidade, principalmente por se tratar de um ambiente onde os profissionais encontram-se em uma rotina estressante, fazendo com que os mesmos realizem um atendimento baseado apenas em práticas tecnológicas.
Oral
HUMANIZAÇÃO DO PARTO NA PERCEPÇÃO DE ENFERMEIROS: REVISÃO DE LITERATURA
YANCA CAROLINA DA SILVA SANTOS ; CAROLAINE DA SILVA SOUZA; JOSÉ GERFESON ALVES; MARIA JENY DE SOUSA OLIVEIRA; RAFAEL DA SILVA PEREIRA; PATRÍCIA PEREIRA TAVARES DE ALCÂNTARA
INTRODUÇÃO: No decorrer dos anos, o parto sofreu várias modificações. Se antes as mulheres pariam seus filhos com o auxílio de parteiras e em domicílio, nos dias atuais ele sofre várias intervenções, tornando-o medicalizado. Em decorrência disso, alterações têm sido propostas pela Organização Mundial de Saúde, Ministério da Saúde e alguns órgãos não governamentais. Essas mudanças enfatizam o cuidado prestado às mulheres, incluindo o resgate do parto natural, além de estimular a atuação de enfermeiros obstetras e equipes qualificadas na assistência à gestação e ao parto. OBJETIVO: Identificar na literatura a percepção de enfermeiros sobre parto humanizado. MÉTODO: Trata-se de uma revisão de literatura de cunho descritivo com buscas na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Google acadêmico dispondo de descritores em ciências da saúde “parto humanizado” “Enfermeiros” e palavras-chave: “percepção” juntamente com o operador booleano AND, a busca na BVS gerou 20 estudos. Utilizou-se como parâmetros de inclusão: texto completo e disponível; base de dados LILACS e BDENF-Enfermagem; assunto principal: parto humanizado e percepção; idioma em português e inglês e estudo dos últimos cinco anos. Critérios de exclusão: textos duplicados e que não condiziam com a temática. Obteve-se 7 estudos, e após leitura na íntegra restaram 3 estudos. No Google acadêmico o parâmetro de inclusão foi: estudos de 2015 a 2020 e idioma em português; e de exclusão: estudos duplicados e que não condiziam com a temática, obteve-se 22 estudos, e após leitura na íntegra restaram 4 estudos. Totalizando assim, 7 estudos para construção do trabalho. RESULTADOS: Os estudos mostram que os profissionais enfermeiros compreendem o parto humanizado como um ato de respeito à individualidade da mulher. Relatam que humanizar é promover assistência de qualidade a parturiente através do alívio da dor, do conforto físico e emocional, dando liberdade para a mesma escolher como deseja ter seu filho, ofertando suporte necessário para que ela possa vivenciar esse processo de forma mais tranquila. Apontam que ao humanizar o parto têm-se uma expectativa da diminuição do índice de cesarianas desnecessárias através de uma melhor assistência à mulher no parto e puerpério. CONCLUSÃO: Percebe-se que o parto humanizado não é um tipo de parto, e nem um local específico para parir, e sim um ato de respeito à fisiologia da gestação, ou seja, é a retomada da mulher como protagonista no processo de parir.
Palavras-chave: Enfermeiros,Parto humanizado, Saúde da mulher
Oral
Abrir o trabalhoIMPACTO CAUSADO NA VIDA DA FAMÍLIA DE CRIANÇA DIAGNOSTICADA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISMO (TEA)
ANTONIA GIDÊVANE GOMES DA SILVA; Rannykelly Basílio de Sousa; Francisco Costa de Sousa; Ana Jessica de Freitas Alencar
O transtorno do espectro do autismo (TEA) é um comprometimento neurológico que interfere na interação social, comunicação verbal e não verbal, no comportamento restrito e repetitivo. Pensando no diagnóstico e impacto familiar do indivíduo com TEA, acarretando em alterações no cotidiano social, o trabalho torna-se relevante. Contribuindo para uma melhor compreensão da vivência das famílias com crianças autistas, bem como em uma maior sensibilização dos profissionais de enfermagem, ênfase no enfermeiro, para uma intervenção mais eficaz que atendam às necessidades desse público. Teve como objetivo identificar o impacto do diagnóstico de TEA na vida da família. O estudo trata-se de uma revisão integrativa, de abordagem qualitativa. A coleta de dados foi realizada nos meses de junho e julho do ano de 2020, a partir de fontes primárias. Utilizou-se como instrumento de coleta de dados, um checklister elaborado pelos pesquisadores. Os artigos foram pesquisados nas seguintes bases de dados: Literatura Latino-Americana e do caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e na Scientific Eletronic Library Online (SCIELO) contidos na Biblioteca Virtual de Saúde. Teve como critérios de inclusão para seleção: artigos que abordassem a temática, publicados em língua portuguesa e nos últimos cinco anos. A análise dos dados se deu pela leitura minuciosa dos artigos encontrados, feito um resumo e transcritas para o conhecimento do assunto explorado na revisão, descrevendo e analisando, com a finalidade de alcançar o objetivo da pesquisa. Foram selecionados 20 artigos que estava dentro dos parâmetros. Quanto as alterações do cotidiano familiar obtiveram-se que a relação entre pais e filhos se tornou mais afetuosa, com cumplicidade e carinho, nas relações conjugais constatou que foram afetadas culminando muitas vezes em separação, nas relações sociais percebeu-se uma mudança no envolvimento social, longe de amigos e familiares. Diante do diagnóstico foram identificados sentimentos como recusa, negação, raiva, angústia e depressão. Quanto as atitudes dos profissionais de enfermagem foram encontradas negligência, desvalorização das queixas, falta de interesse e compreensão, empatia e apoio. Concluiu-se que o impacto do diagnóstico de TEA acarreta em implicações na vida da família, sendo necessário, um interesse e empenho por parte dos profissionais de enfermagem, em especial, os enfermeiros, para ajudar na compreensão das mudanças diárias e em consequência na qualidade de vida.
Palavras-chave: Autismo,Diagnóstico,Enfermagem,Familiares,cuidados
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IMPACTO DA ASSISTÊNCIA E DESAFIOS DOS PROFISSIONAIS QUE ATUAM NA LINHA DE FRENTE CONTRA COVID-19
MARIA VITÓRIA RODRIGUES LEITE; Ana Beatriz Linard de Carvalho; Isabelly Rayane Alves dos Santos; Layssa Deyse Sousa Bastos de Oliveira; Paula Leticia Wendy de Souza Nunes; Carlos Vinicius Moreira Lima
A saúde pública vem sofrendo grandes impactos desde o surgimento da infecção pelo novo coronavírus, a pandemia instalada pela COVID-19 alterou o contexto da assistência à saúde. A exposição ocupacional dos profissionais que atuam diretamente no enfrentamento da doença, requer o desenvolvimento de estratégias e políticas de enfrentamento eficientes para lidar com o vírus. O objetivo do estudo pauta-se em analisar o suporte prestado a população e os desafios perpassados pelos profissionais de saúde no contexto da pandemia pelo novo coronavírus. Trata-se de uma revisão integrativa, utilizando como lócus da pesquisa a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), a base de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), bem como, o diretório de revistas da Scientifiv Electonic Library Online (SCIELO). Os artigos foram angariados no período de junho de 2020, por meio dos descritores: “Assistência à Saúde” and “Cuidados de Enfermagem” and “Pandemias”, sendo encontrado um quantitativo de 92 artigos. Ao adotar os critérios para inclusão, priorizou-se aqueles artigos que contemplassem a temática, estudos disponíveis na integra, publicados em inglês, português e espanhol, compreendidos no marco histórico referente ao período de janeiro a junho de 2020. Após leitura, foram excluídos artigos por inadequação a temática, duplicidade ou período de publicação anterior, no total foram utilizados 5 artigos para embasamento e construção do estudo. Neste contexto, a COVID-19 apresentou um crescente número de infectados e expressivo quantitativo de óbitos em um curto período de tempo. Dentre as recomendações como plano de contingência, está a reorganização do serviço, que buscam uma assistência segura e qualificada a população. Evidencia-se que medidas de proteção e segurança ocupacional ainda são deficientes. A falta de recursos ou gestão deficiente favorece a exposição dos profissionais, sendo crucial a oferta de EPI adequado e ações de educação permanente sobre o uso desses dispositivos. Com base nos dados apresentados, concluise que, a assistência prestada a população é essencial para um desfecho favorável, recuperação e contenção de casos, no entanto, observa-se a existência de um número considerável de profissionais contaminados, por consequência de diversos desafios percorridos no dia-a-dia. Em suma, se faz necessário adoção de ações especificas, constantes medidas de prevenção, proteção e recuperação da saúde.
Oral
IMPACTO QUE À PANDEMIA CAUSADA PELO COVID-19 MANIFESTOU SOBRE O SUS
LUIZA MOREIRA DOMINGUES; Maria Jacqueline Braga Parnaíba; Eduardo Felipe da Silva; Larissa Pinheiro Ramos; Rayanne de Sousa Barbosa; José Evaldo Gomes Júnior
INTRODUÇÃO : Popularmente conhecido como coronavírus, cientificamente Covid-19. A infecção é causado pelo agente SARS-CoV-2. O primeiro registro no Brasil foi constatado no dia 26 de fevereiro de 2020. Ao decorrer dos dias, os diagnósticos cresceram gradativamente, ocasionando um elevado número de infecções acarretando em hospitais lotados, consequências como falta de equipamentos e equipes de saúde que atendesse a demanda surgiram, gerando lotação nos leitos de UTI. Diante desse cenário surge a seguinte pergunta norteadora: qual impacto que a pandemia causada pelo Covid-19 manifestou sob o SUS? Justifica-se pela falha no fornecimento de recursos e fortalecimento do sistema de saúde .OBJETIVO: Identificar a situação do Sistema único de saúde em frente à pandemia causada pelo vírus SARS-CoV-2. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, produzida entre junho e julho de 2020, no portal regional da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), nos repositórios digitais da Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Scientific Electronic Library Online (SciELO), utilizando como descritores: “Infecções por Coronavirus”, “Sistema Único de Saúde” e “Acesso ao Serviço de Saúde” foram combinados utilizando os operadores booleanos “AND” e “OR”. Os critérios de inclusão foram: publicações nacionais disponíveis na íntegra em periódicos eletrônicos, com ano de publicação 2020, sendo excluídos aqueles que não respondiam à temática em questão e estudos duplicados. Resultando, dessa forma, em um total de sete artigos para análise. RESULTADOS: Nota-se uma situação crítica do Sistema de Saúde para resolver as necessidades geradas pela pandemia, como falta de equipamentos, leitos e equipes médicas. O SUS se caracteriza por denominar à saúde um direito de todos. Para suprir a necessidade da população, o ministério da saúde adotou a estratégia do auxílio aos hospitais de campanha construídos nas capitais brasileiras, com destino de oferecer suporte ao sistema. Nesse cenário, realizou-se uma elaboração dos serviços de saúde, para verificar as localidades que possuem menos acesso a instrumentos de saúde, e quais os hospitais poderiam ter sobrecarga no número de internações, com o intuito de avaliar as localidades e estimativas das pessoas mais vulneráveis. CONCLUSÃO: Conclui-se à importância do SUS para o processo de saúde, apesar das dificuldades enfrentadas, esse sistema possui um papel central para enfrentar a pandemia.
Oral
IMPACTO SOCIAL: UMA REFLEXÃO SOBRE AS SEQUELAS DO DISTANCIAMENTO SOCIAL NA VIDA DAS MULHERES
LUIZA MARIA SOUSA NUNES; Teófilo Silva Primo Correia; Laríssia Cândido Cardoso; Pedro Yan Alexandre B. Kennedy; Beatriz de Castro Magalhães; Grayce Alencar Albuquerque
O distanciamento social vêm sendo usado como medida para estagnação da curva de infecção do novo coronavírus, necessária à prevenção do colapso dos sistemas de saúde. No entanto, por reter a população em suas residências, essa medida desencadeou sérias consequências, dentre as quais vale enfatizar as repercussões na vida da mulher, mediante reforço das desigualdades de gênero. Esse estudo objetiva refletir sobre os impactos do distanciamento social na vida das mulheres, sob o recorte de gênero. Trata-se de um ensaio reflexivo, realizado a partir dos estudos de gênero nacional e internacional, alinhados aos debates atuais acerca da pandemia do novo coronavírus. Diante do cenário da pandemia, identifica-se que realidades sociais muitas vezes omitidas, são postas à mostra com mais clareza, como as desigualdades de gênero. Em relação à inserção da mulher no mundo do trabalho produtivo, observa-se o número dominante de mulheres no mercado informal, que durante a pandemia foi o mais afetado. Ainda, as mulheres executam, geralmente, uma dupla jornada de trabalho, pois além do trabalho remunerado (formal ou informal), são elas as únicas responsabilizadas pelo trabalho doméstico, que foi intensificado devido ao distanciamento social, aliado às atribuições, quase que exclusivas, ao cuidado integral com os filhos e sua educação, o que tem repercutido negativamente no desempenho das tarefas home office, bem como, desencadeando estresse e problemas mentais. Atrelado a isso, os conflitos domésticos potencializados durante a pandemia, em decorrência da supremacia masculina ditada pela sociedade patriarcal, reforçada no âmbito doméstico, elevam os riscos da mulher se tornar e se manter vítima de violência, mediante maior convivência com o agressor e dificuldade de acesso aos serviços da rede de enfrentamento. Percebe-se, então, que as mulheres estão mais vulneráveis durante a pandemia. Apesar do distanciamento social ser a mais efetiva alternativa contra o contágio do novo coronavírus, tem reforçado as vulnerabilidades femininas, o que suplica ações dos órgãos competentes, mediante para a proteção e segurança social, econômica e física, visando prevenir agravos em sua saúde.
Palavras-chave: COVID-19,GÊNERO,MULHER
Oral
IMPACTOS DA PANDEMIA DA COVID-19 NA SAÚDE MENTAL DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM
ALYCE BRITO BARROS; Dayse Christina Rodrigues Pereira Luz
Introdução: A pandemia da COVID-19 é um grande desafio para os sistemas mundiais de saúde, e também para os profissionais que os compõe. Especialmente entre os enfermeiros que cuidam desses pacientes infectados pela doença, são altamente propensos a desenvolver níveis elevados de estresse e de estresse pós-traumático. Esses impactos comprometem diretamente na capacidade de tomada de decisão rápida e na interação com os pacientes. Objetivo: Analisar os impactos da pandemia do novo coronavírus à saúde mental dos profissionais de enfermagem atuantes na linha de frente. Método: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada a partir da pergunta norteadora: “quais os impactos da pandemia da COVID-19 à saúde mental dos profissionais de enfermagem da linha de frente no combate, e quais fatores contribuem para esse desgaste psicológico?”, cuja busca de artigos foi realizar através das bases de dados Medical Literature Analysis and Retrieval Sistem On-line (MEDLINE/PUBMED), na Literatura Latino-Americana e do Caribe (LILACS) e no diretório de revistas Scientific Eletronic Library Online (SCIELO). Foram selecionados estudos do ano de 2020 que tratava da temática em questão e que estavam nos idiomas inglês, português e espanhol, e foram excluídos artigos que não se encaixavam no assunto abordado e não estavam disponíveis. Resultados: Foram encontrados 207 estudos, dos quais 14 se encaixavam na temática e nos critérios estabelecidos. A alta taxa de pessoas infectadas causa colapso nas unidades de saúde e consequente sobrecarga de trabalho para os profissionais de enfermagem que, com o desconhecimento da doença, medidas de segurança rígidas e o medo de infectar-se com o vírus, desenvolvem sinais e sintomas propícios para o aparecimento de transtornos de ordem psicológica. Considerações finais: Portanto, para reduzir a incidência de sintomas mentais negativos e o aparecimento de doenças de ordem psicológica, medidas são necessárias. O apoio psicológico aos enfermeiros durante o enfrentamento da pandemia, é uma medida eficaz para que consigam lidar melhor com a grande incidência da perda de pacientes devido ao COVID-19. A melhor organização das escalas de plantões é viável para diminuir a carga horária de trabalho excessiva e prevenir o esgotamento físico destes profissionais.
Palavras-chave: COVID-19, Saúde mental, Profissionais de enfermagem
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IMPACTOS DA PANDEMIA DE COVID-19 DURANTE A GRAVIDEZ
SABRINA MONTEIRO FEITOSA; MARIA LENI ALVES SILVA; RAFAEL DE OLIVEIRA MELO
INTRODUÇÃO: A doença de coronavírus 2019 (COVID-19) é uma emergência de saúde pública global, trata-se de uma nova pneumonia altamente contagiosa. Embora dados iniciais sobre o COVID-19 na gravidez seja tranquilizador por serem semelhantes à população em geral e a transmissão vertical e infecção neonatal sejam raras, a pandemia pode ter sérias consequências para gestantes. OBJETIVO: Analisar os impactos gerados pelo novo coronavírus à saúde da gestante. MÉTODO: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura de caráter exploratório realizada nas bases de dados MEDLINE, LILACS e BDENF, com os seguintes Descritores em Saúde (DeCS): infecções por coronavírus, gestantes e pandemia. Foram selecionados os artigos disponíveis, na íntegra e gratuitos publicados no ano de 2020. Foram excluídos os estudos inconclusivos, duplicados e que não respondessem ao objetivo do estudo. A pesquisa fora realizada entre os meses de junho e julho do ano vigente. RESULTADOS: Obteve-se 23 artigos e após análise e leitura minuciosa destacaram-se apenas 08. Devido às alterações fisiológicas da gravidez, mulheres grávidas são mais susceptíveis a infecções virais e suas complicações. Sintomas de ansiedade e depressão podem estar presentes, pois juntamente à pandemia vem a necessidade de mudanças comportamentais obrigatórias que podem causar preocupações, medo e outros fatores que acarretam prejuízos à saúde mental. O sofrimento psicológico pré-natal tem um impacto negativo no curso da gravidez. As mulheres grávidas estão mais hesitantes em visitar os serviços de saúde, pois percebem um risco aumentado de infecção. Isso vem dificultando as práticas assistenciais que são necessárias durante o período gestacional. CONCLUSÃO: Tendo em vista o risco de complicações maternas e fetais, recomenda-se a triagem sistêmica dos casos suspeitos e encaminhamento imediato para os centros médicos capazes de tratar esses casos. É importante que se dê uma maior atenção à saúde mental dessas mulheres promovendo intervenções psicológicas oportunas e não negligenciando suas emoções. Vê-se também a importância de que haja disseminação de informações e orientações seguras que possam tranquilizar e dar suporte a esse público, bem como informações adicionais que auxilie na tomada de decisões por parte dos profissionais de saúde.
Palavras-chave: Infecções por coronavírus,gestantes,pandemia
Oral
IMPACTOS DA PANDEMIA DE COVID-19 NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM: UMA REVISÃO NARRATIVA
JOANALICE PARENTE PIMENTEL LOSSIO; MARIA LUCILÂNDIA DE SOUSA; CAMILA DA SILVA PEREIRA; CARLA ANDRÉA SILVA SOUZA; VITÓRIA DE OLIVEIRA CAVALCANTE; VIRLENE GALDINO DE FREITAS
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que a COVID-19, constitui uma emergência de saúde pública de importância internacional. Nesse sentido, na expectativa de redução da propagação do vírus, decretos estaduais e municipais instituídos prezam pelas medidas protetivas e pelo encerramento provisório de aulas presenciais, do ensino infantil a pós-graduação, seja em instituições públicas ou privadas. Indescritivelmente o cenário pandêmico provoca impactos sobre a construção da aprendizagem dos alunos, assim, objetivou-se identificar na literatura os principais impactos da pandemia de COVID-19 para os cursos de graduação em enfermagem. Trata-se de um estudo qualitativo do tipo revisão narrativa realizada no período de julho de 2020, via BVS, nas bases de dados LILACS e SciELO, utilizando os descritores “estudantes/Students”, “enfermagem/nursing” e “infecção por coronavírus/ Coronavirus Infections”, os quais foram associados através do operador booleano “AND”. Incluiu-se após cruzamento 6 estudos completos nos idiomas inglês, português e espanhol, excluindo-se 8 publicações indisponível para download e que não apresentavam correlação com a temática. Dentre as instituições de ensino superior com cursos na área da saúde, a enfermagem, apresenta necessidades de aulas práticas e em campo, o que não é possível tendo em vista o cenário pandêmico atual. Para continuidade das atividades, optou-se pela modalidade de ensino remoto online, ainda assim, docentes e discentes enfrentam muitos desafios principalmente referente à adequação as novas maneiras de aprendizagem com uso de dispositivos eletrônicos para interação, limitações no acesso à internet e a necessidade imediata de recursos humanos capacitados. Compreende-se que esses desafios acentuam cada vez mais as desigualdades sociais. Identificou-se, portanto, que dentre os principais impactos da pandemia da COVID-19 para os cursos de graduação em enfermagem, o ensino de conteúdos de cunho prático se sobressaí, assim como, os desafios mútuos na comunicação e na adaptação via internet por meio de dispositivos eletrônicos, ressalta-se que o ensino remoto atual não surge como uma medida de substituição, mas sim, como uma maneira de suprir as necessidades do momento com agilidade.
Palavras-chave: Ensino a distância; Bacharelado em Enfermagem; Pandemias.
Oral
IMPACTOS DA PANDEMIA DO COVID-19 NA SAÚDE MENTAL DOS INDIVÍDUOS
ANDRELINY BEZERRA SILVA ; Joab Gomes da Silva Sousa; Karina Ellen Alves de Albuquerque; Kelly Suianne de Oliveira Lima; Alba Rejane Gomes de Moura Rodrigues; Rogéria Mônica Seixas Xavier de Abreu
Introdução: A doença Covid-19 é causada pelo coronavírus (SARS-CoV-2). Doença com rápida transmissibilidade entre indivíduos, podendo apresentar-se de forma sintomática ou assintomática, e cujos surtos podem crescer rapidamente. Diante do alto potencial de contaminação que o vírus carrega, evidencia-se que o cuidado é voltado quase sempre para a saúde física, assim esquecendo-se de visualizar o estado mental e os demais eixos que envolvem o sujeito. Objetivo: Elucidar discussão sobre a importância da saúde mental durante a codiv-19. Método: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de caráter descritivo, com abordagem qualitativa. Realizada no banco de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), durante o mês de julho de 2020, utilizando as bases de dados: Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências de Saúde (LILACS) e Medline (Medical Literature Analysis and Retrieval System Online) onde, aplicados os descritores controlados em ciências da saúde (DeCS) Saúde Mental, Pandemias e Infecções por Coronavírus com uso do operador booleano and chegou-se a 568 artigos. Usando os critérios de inclusão, trabalhos disponíveis em português e texto completo nos últimos 5 anos de publicação por serem atuais, obteve-se 12 artigos. Foram aplicados em seguida os seguintes critérios de exclusão: material repetido e distanciamento do tema, feito isso foram selecionados 5 artigos. Os artigos foram analisados de forma descritiva. Resultados e discussões: Na conjuntura atual, o novo coronavírus desencadeou diversos fatores estressantes, isso se dá principalmente devido a condição de isolamento, que possibilita gerar impactos negativos, afetando a saúde mental, causando inúmeros sentimentos, como o medo de adoecer e não receber assistência adequada, sobretudo medo da morte. É possível ainda evidenciar sentimentos relacionados a renda salarial, percutindo negativamente para o processo de adoecimento mental do sujeito. Considerações finais: Nesse momento de enfrentamento da pandemia Covid-19, se faz necessário, a visualização de todas as dimensões que envolve o processo saúde doença, assim como também a ampliação das discussões voltadas para a saúde mental dos sujeitos.
Palavras-chave: Infecções por Coronavírus Pandemias e Saúde Mental.
Oral
IMPACTOS EMOCIONAIS VIVENCIADOS POR IDOSOS NA PANDEMIA DE COVID-19
ANTONIO JOSÉ SILVA DO SANTOS; SARAH LUCENA NUNES; ADRIANA DE MORAES BEZERRA
A imunossenescência aumenta a vulnerabilidade às doenças infectocontagiosas, contribuindo para uma maior taxa de infecção e mortalidade entre os longevos com 80 anos ou mais. Estes indivíduos possuem altos índices de acometimento por doenças crônicas, um dos principais fatores de risco para um prognóstico desfavorável da COVID-19, o que gera medo e grandes impactos emocionais à saúde mental deste público. Objetivou-se com esse estudo Tecer reflexões sobre os impactos emocionais vivenciados por idosos na pandemia de COVID-19. Trata-se de um estudo reflexivo fundamentado a partir da análise de dados secundários disponíveis no portal Biblioteca Virtual em Saúde e documentos disponibilizados pelo Ministério da Saúde. Em tempos desta pandemia fatores como o isolamento social, a ocorrência de adoecimento e óbito de diferentes pessoas em um mesmo núcleo familiar, o risco de contaminação, além das dificuldades acerca dos rituais funerários que impossibilitam a despedida dos familiares, trazendo estressores adicionais aos processos de despedida e à adaptação às perdas, contribuem para sentimentos como o medo da morte, angústia, ansiedade, solidão, sensação de vazio e sofrimento. Além dos impactos emocionais, a intensificação desses sentimentos pode, também, repercutir negativamente na saúde física dos idosos. Este contexto traz preocupações e reflexões sobre a relevância de intervenções de saúde alinhadas às necessidades emergentes atuais a este público. As repercussões da pandemia de COVID-19 remetem à necessidade de destacar a proteção, apoio psicológico, respeito, zelo e rede de apoio aos idosos por meio de estratégias adotadas que busquem minimizar os danos emocionais a esta população para além da pandemia
Oral
IMPACTOS NA QUALIDADE DE VIDA DE HOMENS COM INCONTINÊNCIA URINÁRIA: UMA REVISÃO DE LITERATURA
SARAH EMANUELLE MATIAS PENHA; Manoel Mateus Xavier do Nascimento; Rafaela da Silva Matos; Fernanda Helen Gomes da Silva; Tays Pires Dantas; Luís Rafael Leite Sampaio
Incontinência Urinária (IU) é a perda involuntária de urina pela uretra, sendo uma patologia com capacidade de afetar negativamente a qualidade de vida dos indivíduos, comprometendo o bem-estar destes. Nos homens, esse problema surge em decorrência do envelhecimento, problemas nervosos, musculares ou de próstata. Esta condição causa uma série de transtornos, acarretando baixa autoestima e até mesmo a depressão, pois tem o poder de afetar diretamente o convívio social, fazendo com quê os indivíduos incontinentes se isolem e não queiram mais participar de atividades que antes eram rotineiras. Objetivou-se, a partir da literatura existente, descrever quais os principais impactos da IU na qualidade de vida dos homens. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada em junho de 2020. Foram utilizados os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Qualidade de Vida”, “Homens” e “Incontinência Urinária”, que foram cruzados entre si agrupados pelo operador booleano AND. A busca foi feita na biblioteca Scientific Electronic Library Online (SciELO), e nas bases de dados Sistema Online de Busca e Análise da Literatura Médica (MEDLINE) e Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS). Foram obtidas 26 pesquisas, e após a adoção dos critérios de exclusão (texto completo indisponível) e critérios de inclusão (estudos em português, espanhol e inglês), restaram 7 estudos. Os achados revelam que a IU gera implicações nos âmbitos emocional, social e físico dos homens incontinentes. Muitas vezes o indivíduo se sente envergonhado por causa do odor da urina, e da necessidade constante de troca da roupa íntima molhada, afetando diretamente a autoestima do homem, e fazendo com que o mesmo se isole e limite seu convívio social, podendo desencadear maiores problemas psicológicos como a ansiedade, insônia e a depressão. Outras implicações da IU é o impacto nas funções fisiológicas, dessa forma, o paciente sofre com a noctúria, enurese noturna, dor pélvica, episódios de perda urinária durante a relação sexual, e até mesmo ausência de relações por a IU afetar negativamente a ereção peniana; fatos que provocam mudanças na vida sexual e reprodutiva do indivíduo e sua companheira. Estudos apontam as cirurgias de próstata como o principal fator desencadeante da IU masculina. Nesse interim, é de suma importância o trabalho da enfermagem em estomaterapia dentro da equipe multidisciplinar, visando prevenir e/ou melhorar a qualidade de vida dos homens com a IU.
Palavras-chave: Qualidade de Vida, Homens, Incontinência Urinaria
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IMPACTOS NA SEXUALIDADE DE PESSOAS COM ESTOMA: UMA REVISÃO NARRATIVA
FRANCISCO PEREIRA ALVES; Naftale Alves dos Santos Gadelha; Maria Neyze Martins Fernandes; Luis Fernando Reis Macedo
Introdução: A estomia ou ostomia de eliminação é um processo de confecção cirúrgica de um orifício na parede abdominal onde o paciente é submetido para o desvio do intestino delgado ou grosso, e do trato urinário para eliminação de fezes e urina, sendo realizado por fatores diversos. O estoma afeta aspectos distintos da vida social, familiar e em sua sexualidade. Na assistência ao paciente com estoma, é crucial que a equipe de enfermagem conheça os principais impactos que a presença de um estoma pode promover, especialmente no que se refere a sexualidade. Objetivo: Investigar na literatura os impactos na sexualidade de pessoas com estoma. Método: Trata-se de uma revisão narrativa de literatura realizada nas bases de dados LILACS, BDENF e MEDLINE, no mês de julho de 2020, utilizando os DeCS "Estomia", “Sexualidade” e "Enfermagem", com operador booleano AND, foram encontrados 29 artigos, filtrados em texto completo, nos idiomas Inglês, Espanhol e Português, resultando em 16 estudos, destes 4 foram excluídos por serem duplicatas, permanecendo 12 artigos para compor a amostra. Resultados: Contatou-se que é comum nos pacientes o sentimento de vergonha, isolamento e desinteresse em relação a vivência sexual, a cirurgia pode causar também alterações ligadas a ereção ao paciente. Por vezes estas modificações afetam as relações matrimoniais, o que poderá influenciar o relacionamento e a convivência sexual do casal, sendo este fator essencial para o bem estar emocional da pessoa com estomia, com isso a alteração da imagem corporal do paciente o faz sentir vergonha de ter relações com seus parceiros e estes são afetados com o distanciamento do parceiro com estoma. Dentre os relatos ficou evidente que é mais comum as alterações com os pacientes jovens pois possuem vida sexual mais ativa e sentem-se estranhos com o dispositivo coletor acoplado ao abdômen e os idosos mostraram algum desinteresse antes da submissão a cirurgia, nesse aspecto a atuação do profissional de enfermagem na educação em saúde quanto as possibilidades do paciente são grande diferencial. Considerações Finais: O cônjuge sofre impactos significativos e por muitas vezes são os cuidadores do seu estoma com isso o ostomizado passa a não desejar a relação e os parceiros sentem medo de machucar o parceiro com o estoma, para apoio do indivíduo é importante a atuação do profissional de enfermagem na reeducação sexual do paciente, explicando seus limites durante o ato sexual.
Palavras-chave: Estomia,Sexualidade,Enfermagem
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IMPACTOS PSICOSSOCIAIS NOS IDOSOS EM ISOLAMENTO SOCIAL NA PANDEMIA POR COVID-19
MANOEL MATEUS XAVIER DO NASCIMENTO; Mírian Cecília Silva Matias; Woneska Rodrigues Pinheiro
A COVID-19, doença causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, apresenta um quadro clínico que varia de infecções assintomáticas a quadros respiratórios graves. Após sua descoberta, em dezembro de 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência em saúde, orientando as nações a adotarem medidas de prevenção, como o isolamento social, devido ao elevado contágio da doença. No entanto, essa ação a longo prazo, deve ser avaliada como fator de risco para indivíduos que necessitam da integração social, em especial, os idosos. Objetiva-se analisar o impacto psicossocial dos idosos em isolamento social durante a pandemia de COVID-19. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada com os dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) em julho de 2020. Foi executado um cruzamento com operador booleano AND para associação dos descritores como busca: Idoso AND Isolamento social AND Coronavirus. Os critérios para seleção dos artigos consistiram em: texto completo, idioma português e tipo de documento artigo. Foram localizados 21 trabalhos, sendo selecionados 5 artigos que atenderam ao objetivo da pesquisa. A literatura visibiliza que após o isolamento social pela pandemia de COVID-19, os índices de ageismo contra idosos subiram consideravelmente, visto que os mesmos demonstraram dificuldades de comportamento e adequação ao distanciamento social. Esse dado atrelado à carência dos hábitos cotidianos de antes, estimula o agravamento de angústia, frustração, sensação de impotência e resignação nos idosos. É evidenciado ainda a intensificação dos conflitos familiares daqueles que residem com seus parentes, como também o aumento de morbimortalidade e agravos em transtornos mentais, decorrentes da retirada da interação social e do estímulo mental. Faz-se necessária a educação em saúde, com o objetivo de incentivar idosos a praticarem atividades que estimulem o corpo e a mente, e que tragam benefícios e engajamento. Também é importante uma rede de apoio ao idoso, no contexto da pandemia, que traga a compreensão de manter as relações e os hábitos do idoso com a sociedade saudáveis e com respeito as normas de proteção para a COVID-19, prezando pela autonomia e independência do idoso, e mantendo seu bem-estar físico, mental e social.
Palavras-chave: Idoso,Isolamento social,Coronavirus
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IMPLICAÇÕES CLÍNICAS DA PLACENTA PRÉVIA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
LUYSLYANNE MARCELINO MARTINS; GILBERTO DOS SANTOS DIAS DE SOUZA; HERCULES PEREIRA COELHO; JANAYLE KÉLLEN DUARTE DE SALES; ANA MARIA MACHADO BORGES
Introdução: A placenta detém importante função no que se refere ao desenvolvimento fetal, haja vista ser responsável pelo suprimento de nutrientes, oxigênio e proteção ao concepto. A Placenta Prévia (PP) pode ser entendida como a implantação parcial ou total da placenta no seguimento inferior uterino, sendo assim dividida e classificada em baixa, marginal e total, o que implica na necessidade de vários cuidados assistenciais no período gestatório. Objetivo: Compreender as implicações clínicas da placenta prévia. Método: Trata-se de uma revisão integrativa, realizada nas bases de dados da LILACS, MEDLINE e BDENF, a partir do cruzamento dos descritores: “Gestação” AND “Placenta prévia” AND “Cuidados de enfermagem”. Foram obtidos 102 artigos, sendo que, depois de aplicados os critérios de inclusão e exclusão, a amostra final foi composta por 8 estudos. A pesquisa foi realizada entre os meses de março a abril de 2020. Resultados: A PP é prevalente em 1:200 gestações que chegam ao terceiro trimestre, no entanto, por meio da ultrassonografia obstétrica, é possível diagnosticar este quadro clínico entre a 16ª e 20ª semana gestacional. Dentre as causas etiológicas, podemos citar: intervenções uterinas prévias, como a miomectomia e curetagem; multiparidade; idade materna avançada; tabagismo; e gemelaridade. Em pacientes com PP é indicada como a via de parto cesariana, com a finalidade de evitar a ocorrência do descolamento prematuro da placenta, e de possíveis consequências ao concepto. O sangramento na PP caracteriza-se por ser indolor, no segundo ou terceiro trimestre, e geralmente ocorre em pequenas quantidades, de maneira autolimitada. Algumas gestantes, principalmente com PP centro-total, podem apresentar ainda sangramento entre a 26ª e 28ª semana de gestação, de modo intermitente e abundante, de coloração vermelho vivo, o qual carece de internação hospitalar e transfusões sanguíneas e eletrolíticas frequentes, como intervenção e/ou tratamento. Conclusão: Seguindo o plano assistencial, a gravidez pode transcorrer sem maiores complicações, contudo, em sua grande maioria, terá como implicação necessária o parto por via cesárea como indicação. São orientadas duas condutas para o tratamento de PP, a contemporização e intervenção, sendo importante no acompanhamento das pacientes, garantindo, na vigência de hemorragia, o atendimento imediato para qualquer eventualidade.
Palavras-chave: Gestação,Placenta prévia, Cuidados de enfermagem
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IMPLICAÇÕES CLÍNICAS DO LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO NO PERÍODO GESTACIONAL
HERCULES PEREIRA COELHO; GILBERTO DOS SANTOS DIAS DE SOUZA; JANAYLE KÉLLEN DUARTE DE SALES; LUYSLYANNE MARCELINO MARTINS; VICTOR HAMILTON DA SILVA FREITAS; ANA MARIA MACHADO BORGES
Introdução: O período gestacional é caracterizado por diversas alterações fisiológicas, hormonais e psicológicas, o qual ocorre, comumente, com a maioria das mulheres em idade fértil, compreendida pela concepção, maturação, desenvolvimento fetal e nascimento. O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), é uma patologia inflamatória crônica, com aspectos orgânicos ou sistêmicos, com etiologia desconhecida, contudo com múltiplos fatores para o desenvolvimento, o qual durante a gestação pode implicar em diversas complicações para o binômio gestante-concepto. Objetivo: Discorrer acerca das implicações do Lúpus Eritematoso Sistêmico no período gestacional. Método: Revisão bibliográfica realizada nas bases de dados da LILACS e MEDLINE, e no diretório de revistas da SCIELO, a partir do cruzamento dos descritores: “Gestação” AND “Lúpus Eritematoso sistêmico” AND “Sinais e sintomas”, a partir dos quais foram obtidos 27 artigos. Após exclusão dos artigos de revisão, relatos de experiência, estudos duplicados e/ou que não condiziam com a temática proposta, por meio da leitura do título e resumo na íntegra, a amostra final foi composta por 7 artigos. A pesquisa foi realizada entre os meses de março a abril de 2020. Resultados: O LES é uma patologia de natureza autoimune, que acomete pessoas de qualquer idade, raça e sexo, sendo mais incidente em mulheres em idade reprodutiva. Em detrimento das alterações hormonais as gestantes podem desenvolver a sintomatologia do LES e/ou favorecer o agravamento do quadro pré-existente. A assistência à saúde, incorporada por uma equipe multiprofissional, deve ser implantada antes mesmo da gravidez, a partir do planejamento familiar, pois a gestação na fase ativa da doença pode culminar em complicações no quadro de saúde da paciente e do feto. Assim, vislumbrando a redução de possíveis complicações, é de extrema importância a monitorização clínica da doença, por meio do planejamento familiar e da Sistematização da Assistência de Enfermagem, pois o desenvolvimento gestacional depende diretamente do comportamento da doença no período pré-gestacional. Conclusão: A gravidez em pacientes acometidas por LES não é contraindicada, contudo a assistência em saúde deve ser estabelecida e conduzida a partir do desejo inicial do casal de engravidar, por meio do planejamento familiar, e, por conseguinte, do acompanhamento pré-natal.
Palavras-chave: Gestação,Lúpus eritematoso sistêmico,Sinais e sintomas
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IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE NA PREVENÇÃO DO CÂNCER DE MAMA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
JANAÍNA FARIAS CAMPOS; RAMON MARTINS GOMES; ALICE MARIA GONÇALVES COSTA; TAÍSA FREIRA MORORÓ DE SÁ; JOSIANA DIAS VIEIRA; LEILANY DANTAS VARELA
A Vigilância do câncer de mama, nos territórios de atuação das equipes de saúde da família, torna-se emergente, pois sua incidência vem aumentando rapidamente, culminando em mortes prematuras. No Brasil, é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres de todas as regiões, depois do câncer de pele não melanoma. Estima-se que para cada ano do triênio 2020-2022, sejam diagnosticados 66.280 casos novos de câncer de mama no Brasil. Objetiva-se relatar a experiência da atividade noturna através de uma ação coletiva lúdica sobre a importância da educação em saúde na prevenção do câncer de mama. Trata-se de um relato de experiência do tipo descritivo realizada no período noturno pelos profissionais da Residência Integrada em Saúde, no mês de outubro de 2019 no município de Milagres - Ce. A ação foi desenvolvida com recursos áudio visuais e com avental com mamas lúdicas para interpretação do autoexame como uma contribuição para a assistência multiprofissional na prevenção de câncer de mama e por ser realizado no período noturno oportunizou o acesso às mulheres trabalhadoras, que não conseguem atenção e assistência nos períodos de atendimentos diurnos. Foi realizada uma roda de conversa, com temáticas sobre a história que originou o outubro rosa, dados estatísticos e principais sinais e/ou sintomas sugestivos da doença, sobre a importância do rastreamento através do exame clínico, autoexame das mamas, da realização da mamografia e ultrassonografia mamária. Dessa forma, foi realizado uma simulação ensinando as mulheres como deve ser feito o autoexame, tendo em vista que elas relataram não ter o hábito de realizar o toque das mamas, algumas não conheciam a maneira correta de examinar e outras não realizavam o autoexame por medo de encontrar alterações nas mamas. O momento possibilitou a troca de conhecimentos e a expressão de sentimentos como medo, angústia e ansiedade. Portanto, a educação em saúde torna-se uma ferramenta primordial para promoção do autocuidado a essa população, pois essas ações desenvolvidas no território fazem com que a participação da comunidade seja ativa nesse processo. Assim, promover acesso à informação ajuda a fortalecer e estimular as mulheres sobre como dar seguimento a esse cuidado para prevenção e detecção precoce da doença. O trabalho aponta também para a importância do atendimento noturno na captação de uma população alvo que detêm necessidades de acesso a informações e cuidados.
Palavras-chave: Câncer de mama,Autoexame das mamas,Educação em saúde
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IMPORTÂNCIA DA MONITORIA ACADÊMICA NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM PARA ESTUDANTES DA GRADUAÇÃO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA.
MARIA DA PAZ CASTELO LINS; Lívia Maria dos Santos; Cleide Correia de Oliveira
A legalização da monitoria no âmbito universitário foi instituída através da Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional (Lei nº 9.394), que dispõe o artigo 84 abordando que os alunos do ensino superior poderão ser inseridos em atividades de ensino e pesquisa pelas respectivas instituições, exercendo funções de monitoria conforme seu rendimento e seu plano de estudos, em acordo com o projeto político pedagógico dos cursos. A monitoria apresenta-se como uma forma concreta de desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem e também está associada à qualificação técnica-científica do monitor. Dessa forma, são consideradas formas de apoio pedagógico para estudantes da graduação com o objetivo de facilitar o processo ensino-aprendizagem, aprofundando os conteúdos da disciplina e elucidando dúvidas dos estudantes relacionadas à um determinado tema. Objetivou-se relatar a experiência das atividades de monitoria do curso de graduação em Enfermagem da URCA na disciplina de “Gestão das Ações e Serviços de Saúde e Enfermagem”. Trata-se de um relato de experiência de caráter descritivo das atividades de monitoria desenvolvidas na disciplina de “Gestão das Ações e Serviços de Saúde e Enfermagem” na turma do VIII Semestre de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri (URCA), que possui 36 alunos, durante os meses de fevereiro e março de 2020. Utilizaram-se como recursos para a realização das monitorias: artigos científicos, aplicativo Google ClassRoom, discussões de casos e resolução de simulados. Observou-se uma maior interação dos alunos principalmente quando eram utilizadas as plataformas digitais, como o Google Class Room, evidenciou-se ainda que os estudantes possuíam um conhecimento prévio decorrente das aulas realizadas pelos próprios docentes da disciplina. Diante disso, as aulas de monitoria tornam-se uma influência positiva no aprendizado a partir do momento que realizam as escalas de distribuição do pessoal de Enfermagem, a organização e o gerenciamento dos serviços de Enfermagem. Diante disso, há uma aproximação maior entre o monitor e o discente e enquanto estudantes possuem uma maior liberdade, pois encontram-se no mesmo nível acadêmico. É notório que a monitoria é uma a ferramenta relevante para o desenvolvimento de habilidades teórico-práticas, contribuindo para a melhoria do ensino, permitindo a revisão e o aprofundamento dos conteúdos através de trocas de experiências e o fortalecimento da relação estudante-estudante e estudante-docente.
Palavras-chave: Aprendizagem,Ensino, Estudantes de Enfermagem,Educação em enfermagem
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IMPORTÂNCIA DO FORTALECIMENTO DO SOALHO PÉLVICO DE GESTANTES PARA PREVENÇÃO DE INCONTINÊNCIAS
TAYS PIRES DANTAS; Fernanda Helen Gomes da Silva; Sarah Emanuelle Matias Penha; Fernanda Maria Silva; Yterfania Soares Feitosa; Luis Rafael Leite Sampaio
A gestação geralmente é o momento mais importante da vida da mulher, entretanto, esta é compreendida como uma fase que merece atenção especial, principalmente para prevenção de complicações. Nesse sentido, um problema recorrente é o surgimento das incontinências no pós-parto vaginal, que podem surgir devido à falta do fortalecimento do soalho pélvico. Objetivou-se analisar a importância do preparo do soalho pélvico feminino anteriormente ao trabalho de parto vaginal. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada em julho de 2020 na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), abrangendo as bases de dados Sistema Online de Busca e Análise da Literatura Médica (MEDLINE) e Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS). Para a busca, realizou-se o cruzamento entre os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Gravidez”, “Trabalho de Parto”, “Diafragma da Pelve”, “Incontinência Urinária”, “Incontinência Fecal” com o operador booleano AND, obtendo-se 37 estudos. Após aplicação do filtro “texto completo”, resultaram 9 pesquisas; 7 anexadas à MEDLINE, e 2 à LILACS. Os achados apontam prevalência de distúrbios no soalho pélvico feminino no pós-parto vaginal, como as incontinências urinária e anal, constipação e prolapsos. Estes são frequentemente atribuídos às lesões obstétricas, relacionadas ao trabalho de parto prolongado, episiotomia, e à incompetência do piso pélvico. Dessa forma, ainda que não esteja totalmente elucidado na literatura o efeito do parto vaginal no surgimento das incontinências, os profissionais de saúde devem manter uma assistência voltada para o preparo, e acompanhamento das gestantes no período gestacional e pré-parto, e das puérperas. A gestação da mulher que deseja parto vaginal deve ser acompanhada por um profissional, que seja capacitado ao desenvolvimento de ações para fortalecimento da musculatura do soalho pélvico, como, por exemplo, estomaterapeutas. Os primeiros seis meses de pós-parto merecem atenção especial, tendo em vista que os distúrbios também estão frequentemente presentes nesse espaço de tempo. Conclui-se que são necessárias ações preventivas para evitar o surgimento de incontinências, patologia que afeta diretamente a qualidade de vida da mulher. Além disso, notou-se que todos os estudos foram publicados por pesquisadores estrangeiros, nos idiomas inglês (n=6), espanhol (n=2) e francês (n=1), dessa forma, ressalta-se a importância do maior desenvolvimento de pesquisas brasileiras sobre a temática.
Palavras-chave: Gravidez,Trabalho de Parto,Diafragma da Pelve,Incontinência Urinária,Incontinência Fecal
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Abrir o trabalhoIMPORTÂNCIA DOS CUIDADOS DE ENFERMAGEM A GESTANTES COM RISCO DE PRÉ-ECLÂMPSIA
MARIA SOCORRO FILGUEIRA BEM ; Maria Gisleide Penha de Lima; Ana Camila Gonçalves Leonel; Lívia Clarisse Dias de Souza; Ana Karoline de Almeida Lima; Fátima Esmeraldo Figueiredo
A pré-eclâmpsia é uma Síndrome multifatorial e sistêmica que pode acometer alguns órgãos corporais. Tendo isso em vista, é de extrema importância que o paciente esteja sob cuidados de uma equipe multiprofissional durante todo o período gestacional, com relação ao fato, pode ser destacado a equipe de enfermagem como um dos profissionais que estão mais próximos no acompanhamento da gestante até o nascimento e desenvolvimento da criança. O presente trabalho teve como objetivo mostrar a importância dos cuidados de enfermagem à gestantes com risco de pré-eclâmpsia. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada em junho de 2020. Usou as bases Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Base de Dados de Enfermagem (BDENF), Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE). Os descritores utilizados: cuidados de enfermagem, gestantes, pré-eclâmpsia, em português e inglês. A pesquisa resultou em 27 artigos. Os critérios de inclusão: textos disponíveis e completos na íntegra, em inglês, português e espanhol, nos anos de 2017 e 2018, já os de exclusão foram artigos repetidos, publicações não relacionadas a temática. Finalizando com 7 artigos para a amostra. Analisou-se que os cuidados de enfermagem a gestantes com risco de pré-eclâmpsia são de extrema importância, considerando que os mesmos têm como finalidade avaliar as pacientes que chegam para o atendimento, permitindo, com seu senso crítico e conhecimentos técnico-científico, identificar agravos imediatos e realizar os procedimentos para estabilizar e preservar a vida da mãe e do feto. Importante enfatizar que em alguns dos estudos analisados, a pré-eclâmpsia é tida como uma das principais causas de morbimortalidade materna-fetal, principalmente em partos prematuros, sendo uma complicação hipertensiva difícil de gerenciar, pois não há uma confiabilidade do método de detecção. Tendo isso em vista, a terapia medicamentosa convencional pode proporcionar a ocorrência de efeitos adversos, fazendo com que se tenha um maior interesse em terapias alternativas, contudo a literatura não evidencia a eficácia completa quando utilizadas isoladamente, mas apresentam-se eficazes quando usadas como complemento do cuidado padrão. Portanto, nota-se a relevância dos cuidados evidenciados no conhecimento cientifico a essas gestantes, na tentativa de evitar maiores problemas como a pré-eclâmpsia na gestação.
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Incidência de curetagem no Brasil
LUIS PEREIRA DE MORAIS; Felipe Paulino da Silva; Cícero Pedro da Silva Júnior; Gabriela Lucena Calixto; Rachel de Sá Barreto Luna Callou; Glauberto da Silva Quirino
Introdução: O aborto, espontâneo ou provocado, tem sido uma das causas obstétrica mais frequente de internações hospitalares e sua incidência aumenta com a situação socioeconômica desfavorável. Este estudo objetivou calcular a incidência de procedimentos de curetagem no Brasil. Trata-se de um estudo retrospectivo, com abordagem quantitativa, realizado a partir de dados secundários acerca da incidência dos procedimentos de curetagem notificados nos anos de 2009 e 2019 pelo Sistema de Informações Hospitalar do Ministério da Saúde, disponibilizada pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde. A coleta de dados ocorreu em maio de 2020. O cálculo da incidência foi realizado através do software EXCEL versão 2010 para Windows®, no qual foi realizada a análise descritiva dos dados e calculado a incidência pela seguinte fórmula: número de casos em um ano dividido pela população da referida região vezes 1000, para as cinco regiões brasileiras. Ao comparar os índices de procedimentos de curetagem realizados no Brasil, em 2009 e 2019, foi possível observar que houve uma redução nessas taxas em todas as regiões, Norte (de 1,223 para 1,156/1.000) e Nordeste (de 1,346 para 1,101/1.000), Sudeste (de 1,023 para 0,811/1.000), seguidos do Sul (de 0,969 para 0,945/1.000) e Centro-Oeste (de 0,905 para 0,837/1.000). Os dados apontam que mesmo havendo uma pequena redução das taxas em 10 anos, as regiões norte e nordeste apresentam os maiores índices de internações para procedimentos de curetagem. Observou-se que estas incidências possivelmente estão relacionadas com as regiões mais pobres do Brasil. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2018 no Nordeste, 44,8% da população encontrava-se em situação de pobreza, o equivalente a 25,5 milhões de pessoas. Em contrapartida, a Região Sul possuía cerca de 3,8 milhões de pessoas em situação de pobreza, o equivalente a 12,8% dos quase 30 milhões de habitantes. Diante do exposto, conclui-se que houve uma redução nas taxas de curetagem no Brasil, contudo as regiões norte e nordeste continuaram sendo as mais representativas.
Palavras-chave: Curetagem,Aborto,Saúde da mulher
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INCIDÊNCIA DE LESÃO POR PRESSÃO EM IDOSOS NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: UMA REVISÃO NARRATIVA
FERNANDA HELEN GOMES DA SILVA; MANOEL MATEUS XAVIER DO NASCIMENTO; RAFAELA DA SILVA MATOS; SARAH EMANUELLE MATIAS PENHA; TAYS PIRES DANTAS; LUÍS RAFAEL LEITE SAMPAIO
As Lesões Por Pressão (LPP) referem-se àquelas que comprometem a integridade cutânea, principalmente em locais sobre proeminências ósseas, onde a pressão aplicada localmente de forma constante leva o tecido cutâneo a um quadro de isquemia, acarretando o surgimento da ferida. As LPP são um problema incidente e acometem principalmente pacientes hospitalizados com mobilidade reduzida ou ausente. Alguns fatores, como, por exemplo, idade avançada, estado nutricional débil, e carência de medidas preventivas podem atuar como agravantes para o surgimento das lesões. Objetivou-se realizar um levantamento teórico acerca da incidência de LPP em idosos hospitalizados. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada em julho de 2020, com o cruzamento entre os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Idoso”, “Lesão por Pressão” e “Unidades de Terapia Intensiva”, agrupados pelo operador booleano AND. A busca foi feita nas seguintes bases de dados: Sistema Online de Busca e Análise da Literatura Médica (MEDLINE), Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), e na biblioteca Scientific Electronic Library Online (SciELO), obtendo-se 390 estudos. Após a aplicação dos critérios de inclusão (estudos em português, inglês e espanhol) e de exclusão (temática não associada com o desejado e texto completo indisponível) resultaram 7 estudos. A literatura evidencia que dentre os pacientes acometidos por LPP em ambientes hospitalares, há uma prevalência de indivíduos com idade superior a sessenta anos. Tal achado está relacionado às mudanças da pele nessa faixa etária, principalmente a diminuição da síntese de colágeno; proteína responsável pela força tensil tegumentar. No que diz respeito à localização das lesões, a região sacral é a mais frequente, seguida pela trocantérica, isquiática e calcânea bilateral, com predomínio de LPP no estágio II. Fatores como cor da pele, tempo de internação, e nutrição também foram avaliados, sendo a maioria dos enfermos com pele branca, com tempo de internação em média de três semanas, e com estado nutricional prejudicado. Nesse interim, é imprescindível uma conduta de cuidados de enfermagem que vise prevenir a incidência de lesões em idosos na unidade de terapia intensiva, visando promover o bem estar do paciente.
Palavras-chave: idoso,lesão por pressão, unidade de terapia intensiva
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Abrir o trabalhoINDICADORES DA SAÚDE DO TRABALHADOR NO ESTADO DO CEARÁ
APARECIDO DANIEL LINO DA SILVA; Maurício Lima da Silva; Alicia Ralhemylle Rodrigues Tomaz; Maria da Paz Castelo Lins; Rosely Leyliane dos Santos
O trabalho é mais do que uma condição social, é um caminho que dignifica a vida humana, promovendo satisfação, alegria, prazer e crescimento. Porém, em condições insalubres pode revelar-se causador de problemas, mostrando-se desgastante, trazendo frustrações e promovendo sofrimento físico, mental e social. Nesse processo, o trabalhador fica suscetível às doenças e acidentes do trabalho. Este estudo tem como objetivo nomear quais os indicadores da saúde que mais acometem os trabalhadores no estado do Ceará. Trata-se de um estudo descritivo realizado com base nos indicadores epidemiológicos por meio da Sala de Apoio à Gestão Estratégica (SAGE). A SAGE disponibiliza indicadores epidemiológicos e operacionais relacionados às doenças e agravos caracterizados como problema de saúde pública. Foram utilizados como descritores: Saúde do Trabalhador; Doenças Profissionais; Enfermagem; Fatores de Risco e Condições de Trabalho. As informações coletadas na SAGE correspondem aos anos de 2010 a 2019, que comtemplam dados do estado do Ceará. Utilizou-se estatística inferencial simples para calcular a média e porcentagem. Observou-se que de acordo com os dados obtidos, as doenças que mais acometem os trabalhadores são Transtorno mental (437 casos notificados), dermatose (226 casos), Perda Auditiva Induzida por Ruído Ocupacional –PAIR (95 casos), Câncer (41 casos) e Pneumoconioses (33 casos). O cálculo da média dos anos revela que a incidência de Transtorno mental permaneceu com maiores evidências e média de 43,7 casos/ano. Em relação aos agravos mais comuns, os acidentes graves que causam morbimortalidade apresentaram-se com níveis alarmantes, especialmente no ano de 2017 com 2704 de 26.379 casos. A média calculada para este indicador foi cerca de 2637,9 casos por ano, no Ceará e, na série histórica observada. Os acidentes biológicos representam 12.868 no Ceará, e as Lesões por Esforço Repetitivo e Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao trabalho, representam cerca 2.696 nos anos avaliados. Percebe-se que os indicadores de saúde do trabalhador estão relacionados às doenças de notificação compulsórias e acidentes do trabalho. Neste sentido, há necessidade de planejar ações direcionadas para prevenção de acidentes do trabalho, assegurar investimentos e capacitações em segurança em benefício do trabalhador, empresa e comunidade.
Palavras-chave: Saúde do Trabalhador,Doenças Profissionais,Enfermagem,Fatores de Risco,Condições de Trabalho
Oral
INFERÊNCIA DA PANDEMIA DA COVID-19 NA SAÚDE MENTAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES
GISELY TORRES DE ALENCAR; Vitória da Silva Soares; Matheus Alexandre Bezerra Diassis; Helenilda de Sousa Araújo; Ariadne Gomes Patrício Sampaio
Introdução: O público de crianças e adolescentes não são o foco principal e nem de maior preocupação em relação a atual pandemia causada pela COVID-19. Ainda que igualmente infectados, apresentam manifestações clínicas mais moderadas do que adultos e idosos. Porém, o impacto da pandemia sobre a saúde mental das crianças e adolescentes tem considerável relevância. Objetivo: Enfatizar as consequências que podem ocorrer na saúde mental de crianças e adolescentes que vivenciam a pandemia do século XXI em decorrência do coronavírus SARS-CoV-2. Método: Trata-se de uma revisão de literatura realizada na base de dados MEDLINE da qual foram encontrados 105 artigos, 85 descartados e 20 selecionados nos idiomas português, inglês e espanhol dentre os anos de 2019 à julho de 2020. Resultados: Os transtornos que surgem na infância e adolescência são relevantes para a sociedade porque afetam indivíduos na sua fase de desenvolvimento. Um fator desencadeante para transtornos mentais é o estresse emocional. Cada criança recebe uma informação de maneira diferente e, no contexto da COVID-19, as informações e emoções de familiares podem provocar uma mudança brusca na rotina. Com isso podem surgir pensamentos e emoções negativas que posteriormente podem ser transmitidos de maneira direta causando medo e insegurança, e/ou de maneira indireta resultando em irritação e insônia. Considerações Finais: Como principais protagonistas, os pais podem identificar alguns sinais de estresse na criança e do adolescente e mudar o quadro da situação com respostas positivas, brincadeiras, práticas de exercícios físicos ou outro entretenimento que vise a distração e relaxamento daqueles.
Palavras-chave: Covid-19,Saúde Mental,Criança,Adolescente
Oral
INFLUÊNCIA DAS MÍDIAS SOCIAIS SOBRE A AUTOMEDICAÇÃO DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19
INACIA BRUNA LEITE; Irineu Ferreira da Silva Neto; Maria Nathalya Costa Souza; Claudia Aline Silvestre da Silva; Luana Ribeiro de Souza; Sara Beatriz Feitoza Ricardino
A pandemia da COVID-19, causada pelo novo coronavírus, assusta a toda população mundial, constituindo um número de mortos que se multiplica exponencialmente. A tendência é que qualquer sistema de saúde vigente entre em colapso, e é nessa perspectiva que se busca, muitas vezes sem critérios, medicamentos que possam ser eficazes contra o agente causador da doença. E na tentativa de buscar medidas de proteção, a população acaba praticando a automedicação a partir de informações propagadas pelas mídias sociais, sem quaisquer estudos científicos. Objetivou-se descrever a influência das mídias sociais na automedicação em tempos de pandemia. Foi realizado um estudo de revisão de literatura através das bases de dados eletrônicas: SciELO (Scientific Electronic Library Online) e PubMed (National Library of Medicine), utilizando os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): Automedicação “Self medication”, Infecções por coronavírus “Coronavirus infections” e Mídias sociais “Social media”, combinados pelo operador booleano “AND”. Selecionou-se artigos publicados entre janeiro e junho de 2020, nos idiomas português e inglês, de caráter descritivo, contendo pelo menos um dos descritores citados anteriormente. Artigos que não se enquadravam nos critérios de inclusão foram excluídos. Foram encontrados 85 artigos sobre a temática, mas após análise criteriosa restaram-se 10 estudos para síntese dessa revisão. As mídias sociais são um dos principais meios de informação, e ao propagar fake news e até mesmo dados de estudos inconclusivos, destacando-se informações sobre estudos em andamento para o tratamento da COVID-19, gera uma grande influência sobre a população, o que desencadeia o uso dos fármacos erroneamente. A prática da automedicação potencializa os efeitos não desejáveis, variando desde danos gastrointestinais, vômitos e náuseas, até mesmo arritmias, pelo uso de medicamentos de maneira indiscriminada. Por isso, a OMS (Organização Mundial de saúde) recomenda que a população não utilize medicamentos de forma inadequada, ou seja, que não tenha sua eficácia comprovada através de estudos científicos, já que a maioria dos estudos ainda estão em andamentos. Assim, verifica-se que a mídia tem grande influência sobre seus espectadores, por isso, é necessário que as informações sejam transmitidas de forma cautelosa, afim de preservar a saúde da população.
Palavras-chave: Automedicação,Infeccções por coronavírus,Mídias sociais
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INSERÇÃO DA MUSICOTERAPIA NA ROTINA DOS ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
LEILA ARAÚJO DA SILVA ; Andreza Alves de Abreu; Amanda Pinheiro de Alencar; Nathylle Régia de Souza Caldas; Rachel Cardoso de Almeida; Isabela Rocha Siebra
INTRODUÇÃO: A universidade é um ambiente no qual o estudante atribui valores a sua vida profissional e pessoal, passam por comportamentos que geram sobrecarregas no cotidiano, como estresse e ansiedade. Nesse sentido, as práticas alternativas/complementares acompanham a mudança do paradigma do modelo de atenção à saúde. Dentre as terapias, a música define-se como um recurso terapêutico que visa à qualidade de vida do sujeito refletindo em seu bem estar. OBJETIVO: Descrever a implementação da musicoterapia no contexto acadêmico no âmbito de promoção de saúde. MÉTODO: O estudo consiste em um relato de experiência baseado nas vivências da musicoterapia na Universidade Regional do Cariri –URCA, unidade de Iguatu, por meio do projeto de extensão Musicagem, que é coordenado por duas enfermeiras, e um psicólogo. As ações foram desenvolvidas inicialmente com os dezesseis extensionistas, no intuito também de formação, e posteriormente os encontros ocorreram abertos ao público da enfermagem quinzenalmente, tendo como propósito trabalhar a música de maneira terapêutica. Foram desenvolvidas no período de fevereiro a dezembro de 2019, tendo a música como a base principal, possibilitando observar uma participação ativa dos estudantes, sendo abordadas técnicas de relaxamento ao controlar a respiração, meditações guiadas e uma música destinada a discussão de vivências. RESULTADOS: Nesse sentido, pôde-se perceber uma melhora significativa dos discentes em relação à ansiedade e estresse, onde os mesmos relatam evoluções, no sentido de expressão de sentimentos pelas vivências que os sobrecarregavam, trazendo uma maior auto confiança, autoconhecimento, além de proporcionar leveza nas atividades diárias que seriam realizadas sejam elas acadêmicas ou pessoais, e com isso, o projeto foi conquistando uma maior visibilidade, havendo também convites para participação do mesmo em eventos da universidade. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Diante do exposto é imprescindível o aprimoramento de métodos naturais que visam o bem estar do indivíduo, principalmente em esferas coletivas, trazendo à tona a necessidade de desenvolvimentos de estudos que fundamentam os benefícios dessas técnicas com intuito de fortalecer o cuidado integral.
Palavras-chave: Musicoterapia, Saúde Mental, Estudantes
Oral
INTERSETORIALIDADE NA EXECUÇÃO DE AÇÕES DO SELO UNICEF: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
IRIS GLEICIANE DE SOUZA
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) recebeu da Organização das Nações Unidas, a missão de defender e proteger os direitos de crianças e adolescentes. Assim, no intuito de colocar em prática esta missão e de apoiar o país no alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, foi delegada aos municípios a responsabilidade de desenvolver ações que fortaleçam tais políticas. O objetivo é relatar a experiência de uma profissional da saúde diante das ações intersetoriais do Selo UNICEF em um município pernambucano. Trata-se de um Relato de Experiência da execução das ações de um município que aderiu à Edição 2017-2020 do Selo e que tem trabalhado, junto com parceiros governamentais e sociedade civil em prol de garantia do exercício dos direitos das crianças e adolescentes. Foram e continuam sendo realizadas atividades com o objetivo de fortalecer tais políticas municipais com foco na Saúde, Educação e Assistência Social. A metodologia proposta pelo Selo contempla um rol de 17 Resultados Sistêmicos, que apontam quais as mudanças que devem ser almejadas e alcançadas, ao longo da edição, a saber: ações voltadas à garantia do registro civil de nascimento, programa de busca ativa escolar, estratégia de promoção da igualdade racial, ações multissetoriais de proteção ao direito à vida e contra a violência, dentre outras. Além do monitoramento e acompanhamento de 11 indicadores. Assim, o município precisou desenvolver estratégias para melhorar os resultados dos seus indicadores e esses estavam relacionados a vacinação, violência, investigação de óbitos, registro civil, abandono do ensino fundamental, cadastro no Tribunal Regional Eleitoral, dentre outros. Foi exigido esforço das equipes das Secretarias Municipais de Saúde, Educação e Assistência, junto com a equipe da Articuladora do Selo, para o desenvolvimento de todas as ações de maneira efetiva, intersetorial e colaborativa, para o cumprimento de todos os requisitos exigidos. Viu-se o fortalecimento dessas políticas municipais, a integração entre os membros participantes, a satisfação das crianças e adolescentes contempladas com as ações e principalmente, a consolidação dos fluxos estabelecidos no dia a dia de trabalho das instituições, fato que deixa mais evidente a consolidação e a certeza de que as meninas e meninos do município receberão a atenção e o cuidado que merecem por direito, em especial as que estão em condições de vulnerabilidade e enfrentam cotidianamente os problemas sociais.
Palavras-chave: Ação Intersetorial,Saúde da Criança,Saúde do Adolescente
Oral
INTERVENÇÃO ESTRATÉGICA PARA ADESÃO AO TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DE HIPERTENSÃO ARTERIAL E DIABETES MELLITUS
VALESKA EDITH LUCAS LEAL; Vithória Régia Teixeira Rodrigues; Cosmo Alexandro da Silva de Aguiar; Santana Alves Queiroz; Tays Pires Dantas; Sheron Maria Silva Santos
Nos últimos anos, o envelhecimento da população brasileira vem sendo destacado na perspectiva de saúde pública, principalmente, no que se refere às suas implicações clínicas e sociais. Tornou-se comum envelhecer de forma senil onde a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e o Diabetes Mellitus (DM) são as doenças frequentemente encontradas nos idosos, as quais, nesse público, geralmente, requerem uso de polifarmacoterapia. Neste sentido, o estudo objetivou construir um instrumento de intervenção estratégica para facilitar a adesão ao tratamento farmacológico de uma idosa com HAS e DM. Trata-se de um estudo do tipo relato de experiência, com caracterização descritiva, vivenciado durante visitas domiciliares a uma idosa usuária da Rede Atenção Primária à Saúde no município de Juazeiro do Norte-CE, no período de março de 2020. Utilizou-se a observação participante como métodos de coleta de dados e uma mini-estante lúdica construída de forma artesanal para a guarda separada de medicamentos como o instrumento de intervenção estratégica. A idosa do estudo tem família unipessoal, é analfabeta, hipertensa e diabética, ambas doenças descompensadas. Durante as visitas domiciliares, descobriu-se que a mesma faz uso de polifarmacoterapia, todos via oral, e não adere ao tratamento medicamentoso devido dificuldade de administrar o fármaco certo na hora certa. Dessa forma, construiu-se uma mini-estante contendo quatro prateleiras em formato de caixa sem tampa para ser fixada em um local visível e acessível na casa da paciente. Cada prateleira foi ilustrada com gravuras coloridas simbolizando os horários que as medicações deveriam ser administradas: em jejum, após o café da manhã, à tarde após o almoço, antes do jantar e antes de dormir. Escreveu-se também o nome do fármaco próximo as gravuras para auxiliar a reposição das medicações nos locais adequados. Nesse caso, o Agente Comunitário de Saúde se dispôs a realizar tal atividade, pois a paciente é analfabeta. Além disso, foram ofertadas orientações e sanadas dúvidas sobre o uso dos fármacos e alimentação adequada. Portanto, nota-se a importância da adoção de intervenções estratégicas por parte dos profissionais da saúde aos pacientes com HAS e DM que fazem uso de polifármacos, para que estes consigam aderir a terapia prescrita tornando-a eficaz, controlando as morbidades e minimizando, por sua vez, o aumento de doses, fármacos, complicações e novas comorbidades.
Palavras-chave: Polimedicação, Idoso, Enfermagem
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INTERVENÇÕES EDUCATIVAS DE SAÚDE PARA PREVENÇÃO DE HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA EM ADOLESCENTES
SANTANA ALVES DE QUEIROZ ; Agostinho Porfirio dos Santos; Rosely Leyliane dos Santos
A preocupação com a hipertensão arterial sistêmica (HAS) em adolescentes, tem crescido nas últimas décadas. Apesar da HAS essencial ou primária ter uma prevalência relativamente baixa nesta faixa etária em comparação com os adultos, em um percentual não desprezível desses indivíduos, o problema é clinicamente significativo, necessitando de atenção para seu reconhecimento precoce e tratamento. Assim, este estudo tem como objetivo descrever as intervenções educativas utilizadas para prevenção da hipertensão arterial sistêmica em adolescentes. Trata-se de uma revisão narrativa de literatura por meio das bases de dados LILACS e pela Biblioteca Virtual em Saúde. Os descritores utilizados foram “promoção da saúde”; “adolescentes”, “hipertensão” intercalados pelo operador booleano “AND”, disponíveis nos idiomas inglês, português e espanhol. O estudo foi realizado em março de 2020 pelos critérios de inclusão: disponíveis na íntegra e que respondessem ao objetivo do estudo. Excluíram os artigos repetidos. Com isto, dez artigos compuseram a amostra. As intervenções educativas em saúde utilizadas para prevenção de hipertensão arterial sistêmica em adolescentes incluíram orientações sobre a monitorização do peso, da gordura abdominal, e índice de massa corporal. Outras intervenções envolveram a discussão sobre os comportamentos de saúde como prevenção ao tabagismo e etilismo. Alimentação saudável, acompanhamento regular pela equipe multiprofissional em saúde e prevenção de dislipidemias e outras comorbidades como diabetes mellitus que também foram outras intervenções apontadas pela literatura. Os achados destacaram que estas intervenções educativas foram realizadas principalmente por meio de programas educativos e alguns, quinzenais. Estas atividades podem ser desenvolvidas pelos enfermeiros e estimuladas na escola e demais espaços sociais que os adolescentes frequentam. Assim, as principais intervenções utilizadas para prevenção de hipertensão arterial sistêmica em adolescentes incluíram a prevenção de doença, apoio e incentivo para adoção de comportamentos saudáveis. Esses fatores são importantes para redução dos riscos cardiovasculares e prevenção da doença. Por isso, o enfermeiro e demais membros da equipe de saúde podem trabalhar estas iniciativas.
Palavras-chave: Promoção da saúde,Adolescentes,Hipertensão
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LAZER EM TEMPOS DE PANDEMIA: REVISÃO NARRATIVA.
MARIANY FERNANDES DA SILVA; Érica Rodrigues Fernandes Silva; José Adelmo da Silva Filho; Antonio Germane Alves Pinto
O isolamento social é a principal medida recomendada pela Organização Mundial da Saúde para evitar riscos de contaminação pelo vírus da COVID-19. No entanto, este momento de crise está causando impactos, mudanças no cotidiano, e gerando estresse em toda a população. Por essa razão, as práticas de lazer durante a pandemia devem ser estimuladas e ressignificadas. Objetiva-se descrever sobre o desenvolvimento do lazer em âmbito familiar no período pandêmico. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, elaborada em junho de 2020, por meio de artigos indexados em bases de dados e reportagens de sites de notícias, voltados ao lazer e bem-estar em tempos de pandemia. O lazer está vinculado ao contexto socioeconômico, e cultural das populações, sendo influenciado por toda a crise politico, sanitária e econômica. As atividades de lazer, não conseguem se desvincular dessa realidade, passando à ocupar uma posição prioritária nesse período de isolamento. Até então um lazer massificado e mercadológico, envolvido por processos midiáticos e da globalização, era visto como um produto desejado a ser consumido. A pandemia da COVID-19 ao mesmo tempo que denuncia uma desigualdade social, traz uma ressignificação para o lazer. Com alterações na dinâmica familiar, pôde-se perceber uma interação familiar empobrecida, na qual, os membros precisam se redescobrir nesse lúdico familiar. Sendo necessário reaprender a conviver e adotar o reconhecimento do seu território como pai/mãe e filhos, pouco explorado até então. A medida que as responsabilidades adultas são adquiridas, o distanciamento do brincar se evidencia e as e experiencias lúdicas, tornam-se, cada vez mais escassas. Por essa razão, a Organização Mundial de Saúde apresentou um documento produzido por seu Departamento de Saúde Mental com orientações voltadas para apoiar o bem-estar familiar, dentre essas recomendações estão atividades associadas aos conteúdos/interesses culturais do lazer, tais como a prática de atividade física, brincar ou desenhar, canto, pintura, mídia social, leituras, etc. As tecnologias também são consideradas recursos de lazer, como games e redes socias, que permitem uma interação, nesse período de isolamento. Conclui-se que esse período pandêmico favoreceu uma reflexão sobre a importância que o lazer ocupa na vida dos seres humanos, sendo evidenciado que as atividades de lazer promovem a saúde e compõe memorias de afeto, logo, privar as pessoas desse lazer é adoecedor.
Oral
MANEJO AOS RECÉM-NASCIDOS NA SALA DE PARTO EM TEMPOS DE COVID-19: REVISÃO DE LITERATURA
HALLANA CLARA MACÊDO PEREIRA; Teodoro Marcelino da Silva; Ingrid Mikaela Moreira de Oliveira; Rosely Leyliane dos Santos
No fim do ano de 2019, noticiaram-se os primeiros casos da Covid-19 que é uma síndrome gripal que varia de casos leves e assintomáticos à graves. A Covid-19 é provocada pelo novo coronavírus nomeado como SARS-COV-2. Desde então, tem-se propagado recomendações essenciais para os profissionais de saúde prestarem uma assistência de qualidade e segura. A assistência em saúde ofertada ao recém-nascido ainda em sala de parto, frente à pandemia por COVID-19, exige recomendações específicas. Identificar, conforme a literatura, quais são as recomendações sobre o manejo aos recém-nascidos na sala de parto durante a pandemia pela Covid-19. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura com abordagem qualitativa, realizada entre os meses maio a julho de 2020. O levantamento foi realizado no portal da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) mediante o cruzamento dos seguintes descritores controlados em saúde, “Infecções por Coronavírus”; “Recém-Nascido”; e “Salas de Parto” por meio do operador booleano AND. Empregaram-se os seguintes filtros: artigos completos disponíveis na íntegra; idiomas em português; inglês e espanhol e sem recorte temporal. Posteriormente, utilizou-se o critério de inclusão: artigos que versassem sobre a temática. Foram excluídos os repetidos e revisões de literatura. Assim, obteve-se uma amostra final com oitos estudos. Evidenciou-se unanimamente que as recomendações sobre o manejo ao recém-nascido na sala de parto em tempos de pandemia pela Covid-19, referem-se à paramentação adequada, especialmente quando na realização da aspiração de vias aéreas, intubação orotraqueal, reanimação neonatal e ventilação mecânica e manual. Há recomendações sobre a higiene frequente das mãos, habilidade e rapidez nos procedimentos ventilatórios e reanimatórios; clampeamento do cordão umbilical oportunamente. Recomenda-se que o banho não seja necessário após o nascimento mas, faz-se necessário realizar higiene corporal da parturiente para o contato com o neonato. Além disso, recomenda-se realizar análise da placenta e transportar o recém-nascido em incubadoras específicas. As recomendações para os profissionais de saúde no manejo aos recém-nascidos em tempos de pandemia pela Covid-19 são a paramentação adequada e execução de procedimentos que minimizam o risco de contágio. As recomendações são essenciais para a segurança do trinômio (parturiente-neonato-profissional de saúde). Logo, sugere-se o desenvolvimento de novas pesquisas nesta linha.
Palavras-chave: Infecções por Coronavírus, Recém-Nascido, Salas de Parto
Oral
MANEJO AS CRIANÇAS CARDIOPATAS EM TEMPOS DE PANDEMIA PELA COVID-19: REVISÃO DE LITERATURA
INGRID MIKAELA MOREIRA DE OLIVEIRA; Teodoro Marcelino da Silva; Vera Lúcia Mendes de Paula Pessoa
A COVID-19 se caracteriza em uma doença infecciosa respiratória, causada pelo novo coronavírus nomeado como SARS-COV-2. Os primeiros casos surgiram na cidade de Wuhan, na China, na qual se expandiu, acometendo diversos países, ocasionando assim em um problema emergente de saúde pública em nível internacional. Desta forma, o Ministério da Saúde tem noticiado diversas recomendações com fins preventivos e assistenciais aos grupos considerados de risco, com destaque às crianças cardiopatas. Evidenciar, mediante a literatura científica, o manejo da criança cardiopata em tempos de pandemia pela COVID-19. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, do tipo exploratório-descritiva com abordagem qualitativa, realizada entre os meses maio a julho de 2020. A busca de dados foi desenvolvida no portal da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), mediante o cruzamento dos seguintes descritores controlados em saúde, “Criança”; “Cardiopatias” e “Infecções por Coronavírus”, por meio do operador booleano AND. Foram submetidos aos filtros: artigos disponíveis na íntegra, idiomas em português, inglês e espanhol e sem recorte temporal. Posteriormente, empregou-se o seguinte critério de inclusão: artigos que versassem sobre a temática em questão, ao modo que ia excluindo os repetidos, revisões de literatura e por inadequação temática. Após isso, obteve-se uma amostra final com cinco estudos. Verificou-se que os cinco estudos analisados apontaram que as crianças diferentemente dos adultos, apresentam melhores prognósticos da COVID-19, onde as taxas de complicações e óbitos são menores. Um aspecto importante verificado nos manuscritos, refere-se ao fato que até o exato momento não existem evidências associadas à incidência da COVID-19 em crianças com cardiopatias. Contudo, diante deste cenário pandêmico, é necessário que as crianças sigam as recomendações globais em relação ao isolamento e distanciamento social, adoção de medidas preventivas, adiamento das consultas de rotina e de procedimentos diagnósticos eletivos. Ademais, recomenda-se a continuidade das medicações prescritas, atualização da caderneta vacinal e se apresentar algum sintoma específico da COVID-19 ou alguma complicação, procurar ajuda médica. Diante do exposto, ficou perceptível que até o exato momento não existem evidências científicas referentes à incidência da COVID-19 em crianças cardiopatas, sendo necessárias adotar as medidas preventivas. Logo, sugere-se a realização de novos estudos neste âmbito.
Palavras-chave: Criança, Cardiopatias, Infecções por Coronavírus
Oral
MANEJO CLÍNICO DO PARTO NORMAL EM MEIO À PANDEMIA DE CORONAVÍRUS
KAROLAYNE MARIA DE SOUZA; EULÁRIA ARAÚJO DE SOUZA; RACHEL DE SÁ BARRETO LUNA CALLOU CRUZ
OBJETIVO: Descrever o manejo de parturientes submetidas ao parto normal no contexto da COVID-19. MÉTODO: Trata-se de uma revisão da literatura, pela busca na Biblioteca Virtual de Saúde através da literatura latino-americana e do Caribe em ciências da saúde – LILACS, pelos descritores “parto normal” e “COVID-19”. 32 artigos foram filtrados por critérios de inclusão: ser nos idiomas inglês, português e espanhol, disponível na íntegra, publicados nos últimos dois anos e excluídos os que não respondiam à pergunta norteadora, restando oito artigos. RESULTADOS: Na maioria dos casos, mulheres com confirmação de COVID-19 não grave, com menos de 37 semanas gestacionais, não tem indicação para parto imediato. O diagnóstico positivo por si só não altera a indicação de via de parto. A gestante deve ser mantida em local isolado e receber orientações quanto às medidas de biossegurança. Durante o trabalho de parto é recomendado o monitoramento da saturação de O2 por oximetria de pulso a cada hora e dos batimentos cardíacos fetais. Partos domicíliares ou em Centros de Parto Normal, de mulheres suspeitas ou confirmadas não são recomendados pelos riscos de descompensações materno-fetais. A duração do segundo estágio do trabalho de parto deve ser avaliada pela dificuldade da mulher em realizar os puxos fisiológicos usando máscara cirúrgica. Neonatos de mães suspeitas ou confirmadas deverão ser tratados como suspeitos. O clampeamento do cordão deve ser oportuno e, até o momento, não foi identificado o Sars-CoV-2 em sangue do cordão. CONCLUSÃO: O conhecimento precoce de casos suspeitos e confirmados de gestantes com COVID-19 é fundamental para o planejamento e implementação das medidas de biossegurança que são determinantes para os desfechos positivos materno-fetais. No contexto da pandemia, é necessário manter a rede de atenção à saúde e seus diversos níveis de atenção à gestação, parto, pós-parto e aleitamento materno, onde toda mulher tem o direito à informação conforme medidas estabelecidas nos protocolos de boas práticas e biossegurança em serviços de saúde.
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MANIFESTAÇÕES CLINICAS DAS ARBOVIROSES DENGUE, ZIKA E CHIKUNGUNYA
DIANE SALES VIEIRA; ANGELICA PEREIRA DE OLIVEIRA; ROSIMARA DE SALES VIEIRA
As arboviroses são consideradas um desafio para a saúde pública, a medida em que são responsáveis por severos danos à saúde a nível mundial. Este estudo assume notável relevância, devido suas contribuições para o campo dos cuidados à saúde. Nesta perspectiva objetivou-se sintetizar as manifestações clínicas das arboviroses através da literatura cientifica. Trata-se de uma Revisão narrativa da literatura, desenvolvida em Março de 2018. Realizou-se a busca dos estudos nas bases de dados: MEDLINE,LILACS, BDENF e no Banco de dados PubMed, por meio dos descritores de assunto do MeSH: Aedes aegypti, Arbovirus infections e Sings and symptoms. Foram selecionados 31 estudos , analisados na integra, extraídos os conteúdos que versassem sobre o objetivos e posteriormente discutidos conforme a literatura pertinente. A gravidade da Dengue pode diferir de acordo com sua forma de apresentação, tais como a Dengue Clássica, cujo principal sintoma é a febre alta associada a sintomas febris que duram em média sete dias. No caso da Febre Hemorrágica da Dengue, inicia-se com os mesmos sintomas, evoluindo com manifestações hemorrágicas. Na Síndrome do Choque da Dengue, o quadro clínico inicia-se com dores abdominais, com quadro de choque após três ou sete dias, podendo levar ao óbito de doze a quatorze horas, se não houver tratamento adequado. As manifestações de sintomas da Zika apresentam-se por volta de 3 a 6 dias, sendo febre baixa entre 37,8ºC e 38,5ºC, conjuntivite não purulenta, dor de cabeça, artralgia, mialgia, astenia, rash maculopapular, dor retro-orbital, anorexia, vômitos, diarreia e dor abdominal, que desaparecem em até sete dias. Vale ressaltar que a maior consequência causada pela infecção por Zika esta relacionada a ocorrência da Síndrome de Guillain-Barré e da microcefalia. A fase inicial da Chikungunya corresponde a um período em média de dez dias, no qual o individuo sentirá febre com início agudo, dores articulares e musculares acompanhada de edema, cefaleia, náusea, fadiga, dor retro-orbitaria, calafrios, conjuntivite sem secreção, neurite e exantema. Podendo evoluir em duas etapas: fase subaguda e crônica. Considerando o elevado número de pessoas acometidas por arboviroses, principalmente em períodos epidêmicos, e de crianças com acometimento neurológico torna-se necessário a prática constante de ações voltadas para o despertar da responsabilidade coletiva, pois somente a atuação conjunta do governo e da população levará ao controle das arboviroses.
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MATERNIDADE E PATERNIDADE NA ADOLESCÊNCIA: FATORES ENVOLVIDOS E IMPLICAÇÕES BIOPSICOSSOCIAIS
CARLA ANDRÉA SILVA SOUZA ; MARIA LUCILÂNDIA DE SOUSA; NADILÂNIA OLIVEIRA DA SILVA; VANESKA HELLEN CAMPOS ARARUNA; HÉRYKA LAURA CALÚ ALVES; GRAYCE ALENCAR ALBUQUERQUE
Maternidade e paternidade são circunstâncias do ciclo de vida que exigem responsabilidades perante ao filho gerado e quando isso ocorre ainda durante a adolescência, há dificuldades relacionadas a imaturidade, o que pode resultar em abortamento, abandono do recém-nascido ou negligência de cuidados. Discorrer sobre os fatores envolvidos e as implicações biopsicossociais da maternidade e paternidade na adolescência. Trata-se de um estudo qualitativo, tipo revisão narrativa, realizado entre os meses de outubro de 2019 a abril de 2020. Realizou-se um levantamento de documentos eletrônicos sem estabelecimento de recorte temporal para inclusão dos artigos, nos idiomas inglês e português, através das bases de dados Medical Literature Analysis and Retrieval System Online, Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde e Scientific Electronic Library Online empregando os descritores “poder familiar”, “adolescente” e “gravidez”. Houve leitura atentiva da bibliografia identificada, com leitura inicial dos títulos, posteriormente resumos e para aqueles que correspondiam aos objetivos da revisão, leitura do material na íntegra. 29 literaturas atenderam ao objetivo do estudo e foram analisadas. Constatou-se a presença de fatores facilitadores comuns e específicos associados à maternidade e paternidade na adolescência. Dentre os comuns a ambos os sexos há a falta de diálogo com a família, a não adesão a métodos contraceptivos e sexarca precoce. Quanto aos específicos à maternidade foram explícitos a história familiar de maternidade na adolescência, menarca precoce, consumo de álcool e drogas, ausências de projetos de vida e baixa autoestima. No que tange os fatores envolvidos na paternidade, a literatura aponta para a cor da pele preta, baixo nível econômico, ausência paterna e estereótipos do gênero masculino na iniciação sexual. Similarmente, as implicações biopsicossociais acarretadas aos pais e mães adolescentes são: medo, aquisição de responsabilidades e abandono, postergação ou mudanças nos projetos de vida referentes à escola, necessidade de trabalho e riscos pré-natais. Constata-se na literatura fatores e implicações atreladas à experiência de ser pai e mãe na adolescência, fatos estes que destacam a necessidade de desenvolvimento de ações políticas que atendam aos critérios de promoção da saúde com abordagem intersetorial entre saúde, educação e sociedade, para fins preventivos à gravidez na adolescência, bem como, atenuação de suas implicações.
Palavras-chave: Poder Familiar, Gravidez , Adolescente
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MEDICALIZAÇÃO DO CORPO FEMININO E VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: UM MAL DESNECESSÁRIO?
KAMILA DE CASTRO MORAIS; Antonio Wellington Vieira Mendes; Andreza Vitor da Silva; Tiago Ribeiro dos Santos; Kadson Araujo da Silva; John Carlos de Souza Leite
A medicalização do corpo feminino é compreendida como a apropriação dos processos reprodutivos das mulheres pelo profissional de saúde, assim, o parto passa a ser marcado por intervenções desnecessárias, relações desumanas de abuso e patologização de meios naturais, caracterizando-se assim a violência obstétrica. Considerando a multiplicidade da assistência ao parto, infere-se a importância de pesquisas na área com o intuito de aprimorar as práticas obstétricas. Desse modo, o objetivo desse trabalho é evidenciar na literatura científica informações acerca da violência obstétrica como consequência da medicalização do corpo feminino. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura. A busca foi realizada no mês de Maio do presente ano via Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), nas bases de dados BDENF e LILACS, utilizando o cruzamento dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): Medicalização AND Trabalho de Parto AND Violência. Foram-se aplicados os critérios de inclusão: texto completo (Disponível) e idioma (português), resultando em seis referências. Foi-se adotado o critério de exclusão daqueles não pertinentes à temática objetivada, bem como os trabalhos repetidos onde, ao final, utilizaram-se quatro estudos para compor a pesquisa. Observou-se que a subestimação do corpo feminino está diretamente relacionada a violência obstétrica, uma vez que a mesma retira o protagonismo da mulher e passa a ser o profissional de saúde considerado ator principal da experiência do parto, medicalizando-o. Nesse sentido, passa a ser visto como uma doença, ignorando os aspectos fisiológicos, sociais e culturais que o permeiam, desvalorizando também o âmbito emocional e psicológico envolvido na atenção ao parto. Nos estudos, são também enfatizadas as contribuições e os avanços na assistência obstétrica relacionada a utilização de tecnologias que possibilitam um parto seguro, entretanto, concomitantemente o que se observa é a banalização das intervenções cirúrgicas, realizadas sem a real necessidade, devendo essa ação ser evitada, para que se tenha a participação ativa de escolha da mulher nesse momento único, que é a arte de partejar. Contudo, percebe-se que há a necessidade de adequações na conjuntura que envolve processo de parir por parte das instituições de saúde, incentivando a implementação de práticas de ensino e assistência humanizada às mulheres, proporcionando o conhecimento a cerca de seus direitos, de modo a minimizar o sofrimento causado à parturiente.
Palavras-chave: Medicalização, Trabalho de Parto,Violência
Oral
MEDIDAS DE PROMOÇÃO DA SAÚDE NA PREVENÇÃO DO SUICÍDIO ENTRE ADOLESCENTES
JÉSSICA MARIA GOMES ARAÚJO; Lanna Kalina Oliveira Meneses; Lucas Dias Soares Machado
O suicídio é uma das principais causas de morte em todos os países. A incidência no público adolescente é considerável, refletindo a necessidade do conhecimento dos fatores de risco que levam os adolescentes a pensamentos e atitudes de autodestruição, para que assim sejam elaboradas e implementadas estratégias promotoras de saúde que visem a prevenção do suicídio. Assim, objetivou-se identificar as medidas de promoção da saúde para prevenção do suicídio entre adolescentes. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com abordagem qualitativa, realizada nas bibliotecas National Library of Medicine (PubMed) e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). A busca ocorreu em julho de 2020. Utilizaram-se os Descritores em Ciências da Saúde: Promoção da saúde, Adolescente e Suicídio, cruzados simultaneamente com o operador booleano AND. Identificaram-se 919 documentos. A partir dessa identificação inicial, foram incluídos os estudos completos, no idioma português, inglês e espanhol, publicados nos últimos 5 anos, analisados pela leitura de título, resumo e texto completo, restando 245 artigos; e excluídos artigos pagos, repetidos e que não se adequaram a temática proposta, totalizando uma amostra final de 10 referências. Dentre as medidas relacionadas a promoção da saúde para prevenção dos suicídios em adolescentes, têm-se a implementação de programas educacionais e a capacitação de toda a equipe profissional escolar, com o intuito de que sejam capazes de reconhecer os sinais de alerta, intervir adequadamente e encaminhar os jovens predispostos a um profissional especializado. Ademais, a adoção de palestras e rodas de conversas com grupos de adolescentes se mostraram promissoras. Acresce-se a necessidade da atuação da equipe de saúde em reconhecer os fatores, entretanto, observa-se que os profissionais não estão devidamente capacitados, bem como é insuficiente a quantidade de especialistas em saúde mental disponíveis. Outrossim, aderir a programas que possibilitem um diálogo com os pais ou responsáveis, a fim de entender as problemáticas e consequentemente melhorar o relacionamento entre estes. Faz-se necessário implementar estratégias de prevenção, juntamente com a equipe escolar e de saúde, pais ou responsáveis direcionadas a identificação dos fatores de risco que culminam no suicídio em adolescentes, visando a compreensão e interação desse conjunto na redução dos índices nesse público.
Palavras-chave: Promoção da saúde,Adolescente,Suicídio
Oral
MEDIDAS PREVENTIVAS NO ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR E TRANSPORTE DE CASOS SUSPEITOS OU CONFIRMADOS DE COVID-19
MARIA IZADORA OLIVEIRA BATISTA; Grayce Alencar Albuquerque; Mauro Mccarthy de Oliveira Silva; Letícia Moraes Leite Pinheiro; Suzete Gonçalves Caçula; Vaneska Hellen Campos Araruna
INTRODUÇÃO: Diante do novo cenário pandêmico, medidas assistenciais das equipes de saúde vem sendo modificadas visando a prevenção, tratamento e cura do novo Coronavírus. A partir desse contexto devem ser tomados cuidados de prevenção, que estão sendo constantemente revisados e publicados pelos órgãos públicos, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Desta forma, as medidas de prevenção e controle devem ser implementadas em todas as etapas do atendimento do paciente no serviço de saúde, desde sua chegada, triagem e espera, inclusive na sua alta/transferência pelo serviço móvel de urgência e transporte interinstitucional ou óbito. OBJETIVO: Destacar as principais atualizações da ANVISA para o cuidado no transporte de atendimento pré-hospitalar e interinstitucional na prevenção da disseminação do COVID-19. METODOLOGIA: Trata-se de um trabalho bibliográfico-exploratório de caráter descritivo da NOTA TÉCNICA GVIMS/GGTES/ANVISA N° 04/2020, sobre medidas de prevenção e controle no atendimento pré-hospitalar móvel de urgência e transporte interinstitucional de casos suspeitos ou confirmados de COVID-19. RESULTADOS: A norma técnica orienta a melhora da ventilação do veículo para aumentar a troca de ar durante o transporte, utilização de Equipamentos de proteção individual pela equipe envolvida no transporte, capacitação da equipe para colocação e retirada de EPI's, comunicação do serviço de saúde para onde o caso suspeito ou confirmado será encaminhado, limpeza e desinfecção de superfícies internas do veículo após a realização do transporte com álcool a 70%, hipoclorito de sódio ou outro desinfetante indicado para este fim, realizar higiene das mãos com água e sabonete líquido ou preparação alcoólica após a limpeza do veículo e retirada do EPI utilizado. Recomenda-se também que as portas e janelas da ambulância sejam mantidas abertas durante a limpeza interna do veículo, e por fim, o manual orienta ainda que deve-se evitar o transporte interinstitucional de casos suspeitos ou confirmados de COVID-19, caso seja realmente necessária a transferência, o paciente deve utilizar máscara cirúrgica durante todo o percurso. CONCLUSÃO: A COVID-19 ainda é repleta por diversas incógnitas, o que faz ser necessário constantes atualizações das diversas formas de assistência aos infectados baseadas nas descobertas, o que favorece a disseminação das mais importantes orientações visando o combate deste cenário pandêmico.
Palavras-chave: Pandemia,Prenvenção de Doenças,Protocolos
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MÉTODOS NÃO FARMACOLÓGICOS SEGUROS UTILIZADOS NA ASSISTÊNCIA AO PARTO NORMAL
ANA KAROLINE ALVES DA SILVA ; KARINA ELLEN ALVES DE ALBUQUERQUE; MARIA JENY DE SOUSA OLIVEIRA; MARIA LUIZA SANTOS FERREIRA; PATRÍCIA ALVES DE ANDRADE; PATRÍCIA PEREIRA TAVARES DE ALCÂNTARA
O presente estudo tem como objetivo identificar na literatura científica os principais métodos não farmacológicos seguros utilizados na assistência ao parto normal. Trata-se de uma revisão de literatura, realizada em junho de 2020, a partir da busca na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), onde se utilizou as bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Base de Dados em Enfermagem (BDENF), através dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Parto”, “Saúde da Mulher” e “Enfermagem”. Foram incluídos artigos com textos completos e que estivessem no idioma português. Após a leitura na íntegra, os achados resultaram em 11 documentos que contribuíram para a construção desse estudo. A Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1985, propôs a inserção de boas práticas obstétricas no parto normal para promoção da humanização e desconstrução do modelo tecnológico. De acordo com os estudos selecionados, os principais métodos não farmacológicos seguros utilizados pela equipe obstétrica para ajudar no alívio da dor são: banho de aspersão com água morna, uso da bola suíça, massagem na região lombar, musicoterapia, aromaterapia, deambulação e a realização de exercícios para musculatura pélvica. Além desses métodos, a equipe precisa oferecer apoio psicológico e promover a participação de um acompanhante, a critério da mulher, para a transmissão de segurança e tranquilidade. A adoção dessas práticas também são estratégias seguras que colaboram para uma assistência humanizada e qualificada para a gestante. Diante do exposto, pode-se perceber que os métodos não farmacológicos contribuem na assistência ao parto normal, pois permitem que a mulher seja vista como protagonista do processo, reduzindo assim a utilização desnecessária de práticas intervencionistas. Dessa forma, dever ser, cada vez mais, utilizados pela equipe obstétrica a fim de promover o cuidado e a qualidade na assistência a essa mulher.
Palavras-chave: PARTO, SAÚDE DA MULHER
Oral
MÉTODOS PREVENTIVOS DA PNEUMONIA ASSOCIADA A VENTILAÇÃO MECÂNICA EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: REVISÃO NARRATIVA
ALINE SAMPAIO ROLIM DE SENA; Welligton Nogueira de Oliveira Pereira; Sara Teixeira Braga; Gabriela Duarte Bezerra; Kyohana Matos Freitas Clementino; Woneska Rodrigues Pinheiro
A pneumonia associada a ventilação mecânica (PAV) é uma infecção pulmonar que pode se iniciar nas primeiras 48 a 72 horas após uma intubação endotraqueal e o estabelecimento de uma ventilação mecânica na unidade de terapia intensiva (UTI). O objetivo deste estudo é descrever os métodos preventivos para a Pneumonia Associada a Ventilação Mecânica na Unidade de Terapia Intensiva. O estudo trata-se de uma revisão narrativa de literatura com caráter descritivo. A busca se deu a partir da pesquisa científica de artigos publicados nos períodos de 2014 a 2019. Inicialmente foi realizada uma consulta no Descritor em Ciência da Saúde (Decs), sendo identificada como descritores pertinentes a busca das publicações: “Métodos”, “Prevenção”, “Pneumonia”, “Ventilação Mecânica” e “Unidade de Terapia Intensiva” interligados pelo operador booleano “AND”. Após a etapa do cruzamento dos descritores obteve-se 203 estudos disponíveis nas bases de dados Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde- (LILACS), Sistema Online de Busca e Análise de Literatura Médica – (MEDLINE) e Bases de dados de enfermagem- (BDENF), A próxima fase foi a pré-análise dos resumos dos artigos, destes foram selecionados 17 artigos, mas apenas 6 estavam disponíveis na integra gratuitamente. Os estudos contemplam que os principais meios de prevenção são á descontaminação e manejo adequado das vias aéreas do paciente, higienização da mucosa oral e orofaríngea, lavagem de mãos, aspirações continuas de secreções subglóticas, evitar trocas eletivas dos circuitos do ventilador, umidificadores e tubos endotraqueais á menos que estes estejam em condições de sujidade ou com falhas mecânicas e deixar o paciente em posição elevada da cabeceira do leito a 30° e 45° para diminuição do risco de broncoaspiração. É possível identificar através do estudo que ainda existe uma alta prevalência de infecções pelo uso da ventilação mecânica e ainda uma resistência no que se preconiza aos cuidados preventivos por parte da equipe de enfermagem, devido falhas na assistência e falta de treinamentos dos protocolos para que os mesmos sejam inseridos na intensiva de forma adequada e eficiente.
Palavras-chave: Métodos,Prevenção,Pneumonia,Ventilação mecânica,Unidade de Terapia Intensiva
Oral
MORBIDADE HOSPITALAR POR CAUSAS EXTERNAS NO CEARÁ EM 2020
PALOMA LOIOLA LEITE; FRANCISCO AYSLAN FERREIRA TORRES; FRANCISCO WELINGTON CAVALCANTE DA SILVA; LUCIANO GUALBERTO SOARES; LUCAS DIAS SOARES MACHADO; MARIA ROCINEIDE FERREIRA DA SILVA
As causas externas de morbidade têm sido causas constantes de atendimentos e de internações no Ceará, estas por sua vez comprometem a qualidade vida das pessoas. Nesse prisma, é relevante compreender essa problemática para que a tomada de decisões seja eficaz e minimize esse impacto. Assim, objetiva-se descrever a morbidade hospitalar por causas externas no estado do Ceará no ano de 2020. Trata-se de um estudo ecológico de séries temporais, com abordagem quantitativa, realizado no Ceará, considerando o período de maio a janeiro de 2020. Utilizou-se análise de dados absolutos de internações por grupo de grandes causas considerando macrorregião de saúde, sexo, e faixa etária na Morbidade Hospitalar do SUS por causas externas por local de residência, através dos dados do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS). Para o processamento dos dados utilizou-se o Tabwin, organizando-os em tabelas e mapa representativo. Identificou-se maior prevalência de morbidade decorrente de outras causas externas de lesões para os dois sexos, tais como quedas. No que tange ao acometimento dos sexos separadamente, o sexo masculino é o que mais tem internações em nove dos dez grandes grupos de causas externas, e o sexo feminino tem mais internações no grupo referente a lesões autoprovocadas voluntariamente. Por macrorregião de saúde, a região de Fortaleza lidera em ocorrências, com exceção do grupo de causas de fatores suplementares relacionados a outras causas, liderado pela região do Cariri, e do grupo de causas externas não classificadas, liderado pela região do Sertão Central. No tocante a faixa etária, houve predominância decrescente de 20 a 29 anos com liderança em acidentes de transporte, outras causas externas de lesões, lesões autoprovocadas voluntariamente, agressões, complicações da assistência médica e cirúrgica e sequelas de causas externas; 30 a 39 anos, por fatores suplementares relacionados a outras causas; 40 a 49 anos, por causas externas não classificadas; e 50 a 59 anos, por eventos cujas intenção é indeterminada e intervenções legais e operações de guerra. Conhecer a morbidade hospitalar é de fundamental importância para traçar ações de promoção e prevenção à saúde a partir desse diagnóstico situacional do estado. Sugere-se que em estudos a posteriori contemplem a relação dos dados para criação de ações assertivas para cada macrorregião, público alvo e faixa etária.
Palavras-chave: Morbidade,Causas Externas,Saúde Pública
Oral
MORTALIDADE INFANTIL NA 18º REGIÃO DE SAÚDE DO CEARÁ
LUCIANO GUALBERTO SOARES; Francisco Ayslan Ferreira Torres; Francisco Welington Cavalcante da Silva; Tiago Ribeiro dos Santos; Maria Rocineide Ferreira da Silva; Lucas Dias Soares Machado
O óbito infantil é caracterizado como a morte de uma criança no primeiro ano de vida, contudo, esse tipo de óbito é considerado um indicador da saúde da criança como da saúde da mulher, constituindo-se em um evento sentinela que pode ser evitado e merece atenção de profissionais de saúde e autoridades. Assim, objetivou-se analisar a mortalidade infantil na 18ª região de saúde do estado do Ceará no ano de 2018. Trata-se de um estudo ecológico de série histórica, com uma abordagem quantitativa, realizado em julho de 2020, a partir de dados do DATASUS/Tabnet. Para a seleção dos dados analisados optou-se pelo ano de 2018, visto a não completude de informações para anos mais recentes; bem como o município de residência vinculado aos óbitos e a 18ª região de saúde do estado do Ceará, correspondente a região de Iguatu. Os dados foram organizados em tabelas e analisados conforme estatística descritiva por meio do Tabwin. Em 2018 ocorreram 49 óbitos infantis na 18ª região de saúde, sendo a maior parte do sexo masculino (63,2%, n=31). Destes, 30 ocorreram entre 0–6 dias, 09 entre 7–21 dias e 10 entre 28–364 dias. Em relação à raça/cor 09 eram brancos, 39 pardos e um foi ignorado. Com relação ao tempo de gestação, identificou-se prevalência de óbitos entre aqueles com 37 a 41 semanas (38,7%, n=19). Em relação ao tipo de parto, a maioria ocorreu por parto cesáreo (53%, n=26). A cidade com maior número de mortes foi Iguatu (n=17), seguido por Mombaça (n=10) e Acopiara (n=8). Dentre as 22 regiões de saúde presentes no estado do Ceará, em 2018, foram registradas 1.594 mortes infantis, com o maior número de registros na 1ª região de saúde, localizada em Fortaleza (443), seguida da 11ª região de Sobral (133) e a 21ª região de Juazeiro do Norte (99). Quando comparado com o ano de 1996 (n=182) e 2008 (n=85) pode-se constatar que houve uma diminuição na mortalidade infantil na 18ª região de saúde, refletindo as políticas e ações de saúde implementadas no período, das quais destacam-se as consultas de pré-natal, puericulturas e os diversos testes realizado após o nascimento, como teste do pezinho, orelhinhas e coraçãozinho. Constata-se que a mortalidade infantil ao logo do tempo apresentou uma tendência decrescente, frente aos avanços na saúde e ao processo de vigilância, que contribui para o planejamento de ações voltadas para essa problemática.
Palavras-chave: Mortalidade infantil, Epidemiologia, Saúde da Criança
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MORTE ENCEFÁLICA E PERCEPÇÃO DE FAMILIARES SOBRE A DOAÇÃO DE ORGÃOS PARA TRANSPLANTE: REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
CICERA LUCIELE CALIXTO ALVES; Vera Sandra Calixto Alves; Valéria de Souza Araújo; Antônio Germane Alves Pinto
O paciente em morte encefálica (ME) é definido como um ser que apresenta parada total e irreversível do cérebro e tronco cerebral, mas que mantém, temporária e artificialmente, a função cardiorrespiratória. A doação e transplante de órgãos é um grande passo para a humanidade na reabilitação e na expectativa de vida do ser humano. Tendo em vista a relevância dessa linha de pesquisa como contribuição para a comunidade científica em geral, o estudo teve como objetivo analisar a partir da literatura existente, a percepção de familiares quanto à escolha pela doação de órgãos para transplante frente ao paciente com diagnóstico de morte encefálica. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura. A busca via internet foi ampla e diversificada, contem-plando a procura nas bases de dados Literatura Latino Americana do Caribe em Ciências e Saúde (LILACS), Scientific Eletronic Library (ScIELO). Foram incluídos estudos completos que apresentavam relevância e significância ao tema proposto, publicados na língua portuguesa, no ano de 2009 à 2014. Foram identificados 52 artigos, sendo 40 completos, 8 incompletos e 4 em outros idiomas, dentre os 40 completos apenas 19 eram relacionados aos objetivos propostos. As razões para doar ou não se mostram complexas. A solidariedade, embora importante, não parece ser suficiente para motivar a doação de órgãos. Além disso, o suporte emocional da assistência oferecida aos familiares e a informação sobre o processo parecem ser essenciais para encorajar a atitude da doação. Nesse contexto, os artigos selecionados, desvelou que os motivos de recusa familiar estão relacionados à crença, valores, falta de compreensão do diagnóstico de morte encefálica e inadequações no processo de doação e transplante.Dessa forma, com esse estudo foi possível compreender os sentimentos, necessidades, e angústias vivenciadas pelos familiares de doadores e que o ato de doar não se resume apenas em assinar a autorização concordando com a retirada dos órgãos, mas sim, é um momento em que estão envolvidos múltiplos sentimentos: perda, dor e esperança de vida à outra pessoa, além de ser considerado um processo burocrático, demorado, angustiante, cansativo e muito desgastante.
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MUSICOTERAPIA COMO ALIADA NO PROCESSO DE PARTURIÇÃO: REVISÃO NARRATIVA DA LITERATURA
RAPHAEL ALVES DE OLIVEIRA E OLIVEIRA; Cinthia da Silva Nascimento; John Herbert da Silva Brito; Samuel Carlos Tomaz; Camila Almeida Neves de Oliveira
A dor do trabalho de parto é acentuada de modificações locais e sistêmicas, essa etapa é acompanhada de medo e receios, os quais podem produzir tensão muscular e contribuem para a exacerbação da percepção dolorosa. Nesta perspectiva, surge a musicoterapia como método não farmacológico (MNF) que utiliza a música e efeitos sonoros como instrumento para redução do medo e alívio da dor, em especial durante o trabalho de parto (TP). Sabendo que muitas mulheres temem a dor do parto, é necessário conhecer a importância do uso da musicoterapia como um MNF para o alívio da dor. O estudo tem como objetivo relatar a importância do uso da musicoterapia como um método não farmacológico eficaz na diminuição da dor durante o trabalho de parto. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada no banco de dados Biblioteca Virtual em Saúde. Foram utilizados os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) “trabalho de parto”, “musicoterapia” e “analgesia”, conectados pelo operador booleano AND, obtendo-se, 16 documentos. Durante o processo de filtragem selecionaram-se os documentos disponíveis na íntegra, publicados nos últimos 10 anos, nos idiomas inglês e português, contabilizando-se oito documentos. Evidenciou-se que a música quando utilizada durante o TP age como uma forma de distração dos sentidos e método de relaxamento, diminuindo as modificações sistêmicas, como a frequência cardíaca e respiratória. A música é relatada como um MNF efetivo, porém não é o único, haja vista que pode-se associá-la a outros como a massagem, mostrando-se mais efetiva durante o processo. Em continuidade, os sons de piano e ondas do mar apresentam uma melhora na taxa de ansiedade, proporcionando relaxamento e, consequente redução do nível da dor. Nota-se ainda uma maior escolha às músicas animadas e religiosas, posto que estas trazem à mulher mais confiança e controle durante o TP. Nesta ótica, reitera-se que a musicoterapia tem seu papel bem definido como MNF durante o TP, ao proporcionar bons resultados em comparação à sua ausência. Mesmo que a musicoterapia tenha uma subjetividade própria para cada parturiente, questionamentos sobre este MNF ainda não tem respostas, como qual o tipo de música é realmente mais eficaz, instrumento utilizado e frequência de sons, carecendo de maiores estudos para efetivação da prática. Portanto, sugere-se que este método pode ser incorporado à assistência de enfermagem obstétrica sob a perspectiva da humanização do cuidado.
Palavras-chave: Trabalho de Parto,Musicoterapia,Enfermgaem
Oral
NURSING ACTIVITIES SCORE NA AVALIAÇÃO DA CARGA DE TRABALHO DE ENFERMAGEM EM TERAPIA INTENSIVA
PEDRO PAULO RODRIGUES; Josberto Calixto Pereira; Samuel Felipe Marques; Rayane Moreira de Alencar
A equipe de enfermagem representa uma das maiores categorias dentro dos espaços de saúde, o que impacta diretamente nos custos com recursos humanos, levando muitas instituições a reduzirem o número de profissionais necessários. Para garantir segurança no processo de adequação qualitativa e quantitativa desses recursos, surgem instrumentos gerenciais , como o Nursing Activities Score, para classificar pacientes e avaliar a necessidade tempo de assistência de enfermagem, visando minimizar sobrecargas e prejuízos na assistência. Objetiva-se relatar a experiência do uso do Nursing Activities Score como instrumento de mensuração de carga de trabalho da equipe de enfermagem em uma Unidade de Terapia Intensiva adulto. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, realizado em junho de 2020, advindo das vivências de enfermeiros na utilização do Nursing Activities Score como ferramenta para mensurar o tempo de assistência de enfermagem na prestação de cuidados a pacientes adultos internados em uma Unidade de Terapia Intensiva de um hospital do interior do Ceará. O Nursing Activities Score possui sete categorias, com 23 itens a serem avaliados, nos quais, cada item possui uma pontuação a ser acrescida em um valor final, resultando em um percentual numérico que representa quanto tempo de um profissional de enfermagem o paciente necessitou nas últimas 24 horas. Diariamente essas informações foram alimentadas em ambiente eletrônico de forma individual, possibilitando uma representação numérica da assistência prestada. O uso do Nursing Activities Score permitiu avaliar a carga de trabalho por paciente com base em avaliações diárias, podendo ser classificada em Leve (NAS < 50%), Moderada (NAS 50% - 80%), Elevada (NAS 80% - 100%) e Muito elevada (NAS > 100%),foi possível ainda ter uma estimativa de profissionais de enfermagem necessários por plantão e por paciente. A utilização do Nursing Activities Score possibilitou maior facilidade no processo de dimensionamento da equipe de enfermagem, direcionando os cuidados imediatos a pacientes mais instáveis, garantindo ainda que o enfermeiro pudesse avaliar a necessidade/possibilidade de remanejamento interno de técnicos de enfermagem dentro da unidade hospitalar, além disso, os dados podem ser utilizados ainda para evidenciar possíveis sobrecargas de trabalho, indicando necessidade de rever/ampliar o quantitativo de profissionais na unidade.
Palavras-chave: enfermagem,unidade de terapia intensiva,carga de trabalho
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O DILEMA ENFRENTADO POR MULHERES AO RETORNAREM AO TRABALHO APÓS A LICENÇA MATERNIDADE
MARIANA LOPES TEIXEIRA ; GABRIEL LEITE DE LIMA; PATRICIA DE CAMARGO; RAISA SILVA DOS SANTOS; LUIZIANE DE OLIVEIRA GERALDO DA SILVA CORREA
É muito comum ver mulheres com empregos formais atualmente, deixando clara a modificação das funções da população feminina frente à sociedade. Em muitos casos é preciso adaptar as obrigações, no qual essas mulheres são submetidas a acatar inúmeras exigências e corresponder perspectivas de todas elas, como as atribuições de profissional e mãe. O estudo tem como objetivo identificar os fatores que dificultam o retorno das mulheres ao mercado de trabalho após a licença maternidade. Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, com abordagem qualitativa, buscaram-se artigos nas seguintes bases de dados: Scientific Eletronic Library (SCIELO) e Biblioteca Virtual de Saúde (BVS). Como critério de inclusão optou-se por artigos originais com texto completo disponível no idioma português, com recorte temporal de 2010 a 2020, resultando em 20 artigos. Critérios de exclusão foram artigos que não atendiam a temática e que estavam duplicados. Após a coleta de dados para desenvolvimento da pesquisa foram encontrados 8 artigos, estes constituíram o estudo. Mulheres com menor acesso a educação possuem mais dificuldades de retornar ao trabalho, pois essas acabam não tendo como pagar creche ou alguém para cuidar do filho. Outra dificuldade apresentada está relacionada com a amamentação, pois o tempo de licença muitas vezes não é compatível com o preconizado para amamentar, o que acaba influenciando no desmame precoce. Além disso, cabe ressaltar a separação do binômio, estas mulheres trabalham aflitas e podem render menos pela preocupação com seus filhos. Diante disso fica clara a importância de um acompanhamento profissional de qualidade com educação em saúde, visando o bem estar desta mulher e seu bebê desde o pré-natal, sendo o principal deles, os cuidados com as mamas e armazenamento de leite, para evitar o desmame precoce. Pode haver necessidade de apoio psicológico e fortalecimento da rede de apoio, pois essas mulheres se sentem sobrecarregadas. Por fim, apesar das tarefas domésticas ainda serem atribuídas predominantemente à mulher, com as modificações populacionais, financeiras e sociais dos últimos anos, é preciso encarar a temática como uma complicação familiar. Por fim, podemos destacar o enfermeiro como educador, auxiliando a mulher a reconhecer as dificuldades cotidianas, a refletir suas opções e seu papel, tal como apontar em sua rede apoio a possibilidade de retornar ao trabalho e se ajustar a essa nova experiência de maneira viável.
Palavras-chave: Licença,Maternidade,Mulheres
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O IMPACTO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO TRATAMENTO DE PACIENTES COM CÂNCER
BIANCA FERNANDES MARCELINO; Francisco Pereira Alves; Woneska Rodrigues Pinheiro
Introdução: O câncer é uma doença bastante complexa que ocorre devido ao crescimento anormal de células no corpo e que compromete o ser humano física e mentalmente. Dessa forma, é de suma importância o papel da enfermagem oncológica, que atua na promoção a saúde, humanização da dor e em diversos cuidado ao paciente com câncer. Objetivo: Avaliar, segundo a literatura, o impacto dos cuidados de enfermagem no tratamento do paciente com câncer. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa de literatura realizada na biblioteca virtual de saúde (BVS), nas bases de dados LILACS, BDENF e MEDLINE utilizando os descritores em ciências da saúde (DECs): “Qualidade de vida”, “Papel do profissional de enfermagem” e “Enfermagem Oncológica”. Foram encontrados 235 artigos, filtrando os artigos texto completo, recorte temporal dos últimos 5 anos nos idiomas inglês, português e espanhol, restaram 12, dos quais 7 atendiam a pergunta norteadora. Resultados: Após as leituras, notou-se que o papel da enfermagem na humanização dos pacientes envolve vários aspectos, como: atuam na prevenção, diagnóstico, tratamento e promoção de cuidados paliativos, ou seja, acompanham todo o processo, da descoberta da doença ao processo de cura ou morte. Nessa perspectiva a enfermagem atua na promoção de uma assistência à saúde humanizada, sendo responsável por promover diversos procedimentos necessários ao tratamento deste grupo de pacientes, entre eles: alívio da dor física e de outros sintomas e situações estressantes pelos quais os pacientes são submetidos. Considerações Finais: Diante disso a enfermagem oncológica tem papel fundamental na assistência ao paciente com câncer, podendo proporcionar alívio aos sintomas e algumas preocupações.
Palavras-chave: Qualidade de vida, Papel do profissional de Enfermagem, Enfermagem Oncológica
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O IMPACTO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM SOBRE O ALEITAMENTO MATERNO NO PUÉRPERIO
NICÁCIA SOUZA OLIVEIRA ; GISELE LOPES OLIVEIRA; LUANA ALINNY DE OLIVEIRA ALBUQUERQUE
O puerpério é reconhecido como um momento crítico e de modificações biológicas e psicológicas, em que a mulher vivencia as primeiras demandas da maternidade, incluindo a amamentação. Neste cenário, emerge a demanda de assistência de enfermagem desenvolvida no Alojamento Conjunto (AC), alicerçada nas necessidades de cuidados voltados à mãe e seu filho, visto que no período puerperal o processo de lactação se torna concreto e a capacidade de amamentar alvo de críticas desencorajadoras que dificultam o processo. Nesse sentindo, o papel do enfermeiro é imprescindível no cuidado ao binômio puérpera-RN , desempenhando, entre outras funções, a de educador em saúde no empoderamento materno no aleitamento materno. Objetivou-se analisar o impacto da assistência de enfermagem na promoção do aleitamento materno no puerpério. Utilizou-se uma revisão integrativa, realizada entre os meses de abril e maio de 2020, através da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Bases de Dados em Enfermagem (BDENF). Foram utilizados como descritores: “Aleitamento Materno”, “Alojamento Conjunto” e “Cuidados de Enfermagem”. Como critérios de inclusão buscou-se publicações de 2015 a 2019, disponíveis na íntegra e realizados com puérperas em alojamento conjunto. Excluiu-se monografias, dissertações, teses e relatos de experiência, os duplicados em mais de uma base foram excluídos, resultando em 12 artigos. As puérperas destacarem a importância do aleitamento materno como fundamental para desenvolvimento dos bebês, associando nesse contexto que a participação e o apoio da enfermagem foram essenciais nas primeiras horas de vida do RN e na continuidade do aleitamento materno. Dentre as orientações recebidas destacaram a importância do aleitamento materno exclusivo até o 6º mês de vida, pega e posicionamento corretos do RN e cuidados com as mamas. Ressaltaram ainda, que as orientações recebidas ajudaram a reduzir o medo e a ansiedade no processo de amamentação, contribuindo para que adquirissem segurança no cuidado ao RN. O estudo evidenciou que a enfermagem representa uma categoria profissional extremamente importante assistência materno-infantil assumindo o papel na condução de estratégias para fortalecimento do aleitamento materno, tornando esse processo mais facilitado e tranquilo, minizando dúvidas, dificuldades e possíveis complicações para puérpera e RN.
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O IMPACTO DA COVID-19 NAS DOENÇAS CARDIOVASCULARES
ANTONIO COELHO SIDRIM; HELVIS EDUARDO OLIVEIRA DA SILVA; EMANUEL MESSIAS SILVA FEITOSA; CÉLIDA JULIANA DE OLIVEIRA
O atual cenário da pandemia de Covid-19 implicou em um cuidado enfatizando medidas preventivas, especialmente dos grupos de risco, que incluem pacientes com doença cardiovascular. Objetivou-se analisar na literatura o impacto da COVID-19 sobre as doenças cardiovasculares. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada no mês de julho de 2020. A busca de dados foi realizada nas bases LILACS e MEDLINE a partir da Biblioteca Virtual em Saúde com os seguintes descritores: Doenças cardiovasculares; Coronavírus; Pandemia. Os critérios de inclusão foram textos completos disponíveis em português e inglês. Foram excluídos os estudos que não se adequavam à temática, totalizando cinco artigos para a amostra final. Verificou-se que pacientes com doença cardiovascular subjacente são mais susceptíveis a infecção pelo SARS-Cov-2 e também ao desenvolvimento de sequelas mais graves durante ou após infecção, tendo um prognóstico não favorável. Assim, a COVID-19 tem provocado problemas não apenas no ambiente clínico, mas no atendimento das pessoas que necessitam de um acompanhamento de suas condições cardiovasculares. Estudos mostram que houve redução de 70% das consultas presenciais e 60% até quase totalidade dos exames de rotina em dois centros de referências de cardiologia. Além disso, outro estudo revelou que a síndrome da angústia respiratória e lesão pulmonar aguda foram complicações subsequentes à infecção pelo novo coronavírus, devido à regulação negativa de receptores da enzima conversora de angiotensina2 (ACE2) no coração. Outro estudo evidenciou que de uma amostra total, 5% dos pacientes com doenças cardiovasculares subjacentes e que adquiriram o vírus foram admitidos diretamente em uma unidade de terapia intensiva, onde 2,3% necessitaram de ventilador mecânico e 1,4% vieram a óbito devido complicações. Arritmias, lesões cardíacas agudas, miocardites, insuficiência cardíaca, choque cardiogênico, risco de tromboembolismo venoso e até mesmo transplante cardíaco foram relatados em outros estudos como repercussões do novo coronavírus sobre o sistema cardiovascular. Conclui-se que as comorbidades cardiovasculares são bastante comuns e sua associação com a COVID-19 tem apresentado desfechos mais severos, uma vez que a dinâmica do vírus tem como um dos principais alvos o coração, devido à presença maciça dos receptores ACE2. Dessa maneira, faz-se necessária a elaboração de estratégias para minimização de danos e complicações.
Palavras-chave: Doenças cardiovasculares, Infecções por coranavírus,Pandemia
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O IMPACTO DA PANDEMIA DA COVID-19 NA SAÚDE MENTAL DA POPULAÇÃO
CARLOS EDUARDO BRAGA DE OLIVEIRA; Helvis Eduardo Oliveira da Silva; Aluízio Rodrigues Guimarães Júnior; Rayane Moreira de Alencar; Cleide Correia de Oliveira
A pandemia Covid-19, causada pelo novo coronavírus, denominado SARS-CoV-2, vem provocando mudanças significativas na sociedade, afetando a economia, segurança e sistemas de saúde, levando necessidade da adoção de medidas essências para o controle da doença, como o isolamento social. Essa medida, somada a rápida disseminação da doença e desconhecimento de formas de tratamento e cura, tem contribuído significativamente no adoecimento psíquico da população, a qual tem sofrido constantemente com as mudanças e impactos causados em todos os setores sociais. Assim, objetiva-se identificar na literatura o impacto da pandemia Covid-19 na saúde mental da população. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada no período de julho de 2020. Utilizou-se para extração de dados as bases LILACS, MEDLINE e IBECS, via Biblioteca Virtual em Saúde, com os Descritores em Ciência da Saúde: Infecções por coronavirus and saúde mental and pandemia. Incluíram-se artigos disponíveis na íntegra nos idiomas português, inglês e espanhol. Executou-se a leitura de títulos e resumos, e posterior leitura completa das produções selecionadas, resultando em seis artigos para a construção do estudo. Pode-se verificar que nesse período de pandemia houve ampliação dos casos de ansiedade, depressão, estresse e Transtorno de estresse pós-traumático, vinculados ao estresse familiar e ao trauma diante do cenário atual. Além disso, foi identificado que a queixa de insônia é um dos sintomas mais relatados pela população durante a pandemia e está diretamente associada a quadros de adoecimentos mentais, como síndrome do pânico e Transtorno de Ansiedade Generalizada. Ademais, pode-se constatar que os casos de transtornos mentais vêm acometendo a população como um todo, tendo um destaque para os profissionais de saúde, visto que são os que estão na linha de frente e lidam com medo e o estresse do ambiente profissional. Assim, a pandemia Covid-19 tem atingido a saúde mental da população mundial, que tem se deparado com um cenário estressor que exige novas formas de convívio social, bem como redefinição de fluxos, rotinas, hábitos e processos de trabalho e ensino, levando ao adoecimento coletivo e a necessidade de se pensar em novas estratégias de cuidar do sofrimento mental.
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O IMPACTO DA SÍNDROME DE BURNOUT NA VIDA DO ENFERMEIRO
GUSTAVO DE SOUZA LIRA; Geórgia Gabrielle Gonçalves Ferreira; Rodrigo Sousa de Abrantes; Hyan Hesley Pereira Diniz Figueiredo; Vitória Sales Firmino; Mayara Evangelista de Andrade
Introdução: Dentro do contexto social atual, as doenças ocupacionais são frequentes no trabalho da Enfermagem, o que finda por prejudicar tanto a qualidade de vida como o processo de trabalho, estabelecendo-se dimensões causadores da Síndrome de Burnout. Objetivo: Conhecer, a partir da literatura científica, o impacto da Síndrome de Burnout na vida do enfermeiro. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, utilizando como critério de inclusão artigos publicados nos últimos cinco anos, disponíveis e em inglês, português ou espanhol e os critérios de exclusão foram artigos duplicados e que não correspondem ao objetivo do estudo. Resultados: Os artigos mostraram que o profissional de enfermagem enfrenta diversas dificuldades no campo de trabalho devido à exaustão emocional, despersonalização e a realização profissional, que envolvem a experiência profissional perante o contexto que a pessoa tem de si própria e do ambiente em que realiza seu trabalho. Desse modo, a enfermagem está sempre em busca de melhores condições de trabalho, como por exemplo, estrutura adequada, quadro de funcionários estável e suficiente para todas as tarefas, à instituição priorize seus profissionais, ofertando assim o suporte à saúde na execução das tarefas, comunicação clara e efetiva. Torna-se claro que ao alcançar tais requisitos a enfermagem seja capaz de reestruturar o seu processo de trabalho e preservar a identidade profissional, prevenindo o aparecimento da Síndrome de Burnout. Conclusão: Por conseguinte, devemos considerar que são necessárias inovações na gestão do processo de trabalho, o que acaba por se tornar uma estratégia de diminuição da sobrecarga e melhora das condições laborais.
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O PAPEL DO ENFERMEIRO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA NOS CUIDADOS A GESTANTES EM TEMPOS DE PANDEMIA
FRANCISCA KERLLY NOGUEIRA DUARTE; Karla Pryscilla Amaroto Araújo; Daniel Ribeiro de Queiroz
Para a mulher, o período gestacional é um momento único e especial, mas que também traz consigo inseguranças e dúvidas, principalmente quanto ao bem estar materno-fetal. Porém em meio a pandemia do COVID-19, estas inseguranças se intensificam, tendo em vista que, apesar dos constantes estudos, pouco se sabe acerca dos agravos deste vírus a saúde da gestante e do feto. Evidenciar o papel do enfermeiro da atenção primária no cuidado a gestantes em tempos de pandemia. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com busca eletrônica realizada nas plataformas Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) e Google Acadêmico, utilizando os descritores: Gestação; Enfermagem Obstétrica; Cuidados de Enfermagem; COVID-19. Tendo como critérios de inclusão: publicações nacionais completas, correspondentes a temática abordada, no idioma português, referentes ao ano de 2020, tendo como critérios de exclusão: publicações que não respondiam à questão norteadora. Após a aplicação dos critérios, sete publicação compuseram a amostra. O enfermeiro no âmbito da estratégia da família deve possuir conhecimento científico acerca do COVID-19 e seus agravos, assim, podendo nas consultas de pré-natal, realizar orientações a gestante quando as estratégias de prevenção da infecção pelo vírus, além de ser capaz de identificar os sinais e sintomas da infecção, caso a gestante apresente. Dentre estes sintomas, pode-se destacar febre, tosse, dispneia, fadiga, cefaleia, mialgia, diarreia e odinofagia. Ao identificar alguns dos sintomas supracitados, o enfermeiro deve encaminhar a gestante à rede de atendimento especializado, a fim de realizar o diagnóstico, e se confirmado, dar seguimento ao tratamento. Apesar de não haver evidências de transmissão vertical do vírus, os cuidados a gestante e as medidas de prevenção devem ser intensificadas, visando o bem estar materno-fetal. Percebe-se que ocorre um déficit de publicações cientificas acerca da temática. Propõe-se assim a realização de mais estudos e capacitação dos profissionais da atenção primária a saúde, visto que o conhecimento é essencial para que possam prestar a assistência e promoção da saúde destas gestantes.
Palavras-chave: COVID-19,CUIDADOS DE ENFERMAGEM,ENFERMAGEM OBSTETRICA,GESTAÇÃO
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O papel dos profissionais de enfermagem em procedimentos de enxertos de pele em pacientes queimados
RAFAEL DA SILVA LIMA; Dharla Costa Araújo Vieira; Francisco Thiago Ferreira de Oliveira; Irineu Ferreira da Siva Neto; Jéssica Alcantara dos Santos; Bruna Bandeira Oliveira Marinho
Introdução: A pele exerce funções vitais no organismo dos seres vivos. Por isso, lesões ou ferimentos a esse órgão, como é o caso de extensas queimaduras, são fatais a menos que haja uma intervenção especializada e rápida. Então, é necessário ações efetivas dos profissionais de saúde, em especial o corpo de enfermagem para manter e assegurar a integridade dos procedimentos dos pacientes. Objetivo: Expor a importância dos profissionais da enfermagem nos procedimentos cirúrgicos de reconstituição de pele em pacientes queimados para garantir bons resultados. Metodologia: Foi realizado um estudo de revisão de literatura nas bases de dados eletrônicas: SciELO, PubMed, e Google Scholar de artigos publicados entre 2009 e março de 2020, nos idiomas selecionados: Português ou Inglês. Foram selecionadas pesquisas descritivas, transversais e exploratórias, utilizando os descritores em Ciências da Saúde (decs): Assistência Integral à Saúde, Enfermagem Perioperatória e Unidades de Queimados, combinados pelo operador booleano "AND". Resultados: Existem vários problemas que acometem implantação do enxerto de pele em pacientes queimados, destacando-se: a ocorrência de seromas e hematomas localizados entre o enxerto e o leito do receptor, além de infecções. Para minimizar esses e outros fatores complicados os profissionais de enfermagem são essenciais, pois são aptos as técnicas de imobilização, cuidadosa preparação, e de maneira minuciosa agindo em todos os estágios do procedimento, no cuidado dos pacientes, esse acompanhamento auxilia de maneira efetiva antes, durante e após processo cirúrgico. Conclusão: É de suma importância o acompanhamento dos profissionais da enfermagem para manter os desempenhos satisfatórios nos procedimentos de enxertos de pele em pacientes queimados. Bem como, buscar um aperfeiçoamento continuo visando o melhor desempenho profissional.
Oral
O SERVIÇO DE HEMOTERAPIA EM UM HEMOCENTRO REGIONAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA
TEODORO MARCELINO DA SILVA; Natália Bastos Ferreira Tavares
A hemoterapia, também denomida medicina transfusional, consiste na ciência que busca estudar o tratamento de distúrbios hematológicos. Habitualmente, baseia-se na reposição de algum componente sanguíneo que está presente de forma inadequada no organismo humano. No Brasil, os serviços de hemoterapia é regulamentado pela Portaria MS nº 13.767/1993. Deste modo, é necessário conhecer esse serviço para o aprimoramento das habilidades profissionais, uma vez que a hematologia/hemoterapia não são estudadas de forma mais profunda nos cursos de graduação, ficando a cargo das pós-graduações na maioria das vezes. O estudo objetivou relatar a experiência da visita técnica ao setor de hemoterapia. Trata-se de estudo qualitativo descritivo do tipo relato de experiência sobre a visita técnica ao setor de hemoterapia em um hemocentro regional do município de Iguatu-CE. A visita aconteceu no dia 19 de Junho de 2019 durante o turno vespertino, tendo duração de duas horas. Participaram da visita, um estudante de graduação em enfermagem e seis discentes do curso técnico de enfermagem além do coordenador do hemocentro, este último o facilitador. A visita técnica teve início no setor de cadrastamento dos doadores de sangue, perpassando pela sala de pré-triagem e triagem clínica hematológica finalizando no setor de coleta e processamento do sangue. Durante a visita, realizou-se rodas de conversas com os estudantes, orientadas pelo referencial teórico-metodológico da Educação Popular de Paulo Freire. A atividade educacional possibilitou conhecer todos os setores e os serviços prestados pelo hemocentro, assimilar os conhecimentos teóricos com a prática clínica, observando atentamente atuação dos profissionais de saúde, especificamente do enfermeiro nesses serviços. Além disso, ampliação e potencialização dos conhecimentos sobre alguns distúrbios hematológicos, bem como o processo de doação voluntária de sangue, estratégias de captação de doadores e os requisitos básicos para doação, além dos benefícios dos serviços hemoterápicos na assistência clínica. Salienta-se ainda, que a visita contribuiu com aproximação da dinâmica do futuro exercício profissional em serviços de hemoterapia e apreço pela área. Diante disso, a visita técnica nos serviços hemoterápicos foi essencial para prática acadêmica, pois contribuiu no processo de ensino-aprendizagem na área de hemoterapia, bem como na formação profissional.
Palavras-chave: Doadores de Sangue, Estudantes de Enfermagem, Promoção da Saúde
Oral
O uso da música como ferramenta terapêutica em um Centro de Atenção Psicossocial
VIRNA SUYANE PONTES DUARTE; Alissan Karine Lima Martins; Helvis Eduardo Oliveira da Silva; Vinicius Alves de Alencar Oliveira; Ellen Maria Souza Alencar
A assistência à saúde mental possui uma dimensão altamente variável dentro dos aspectos de prevenção, promoção e reabilitação em saúde. Assim, o uso da música dentro do contexto de cuidados dos Centros de Atenção Psicossocial possibilita o alcance de bem-estar e qualidade de vida aos usuários a partir de suas experiências singulares. O presente trabalho teve como objetivo relatar a experiência de acadêmicos de enfermagem no uso da música como ferramenta terapêutica para promoção da saúde em um Centro de Atenção Psicossocial. Trata-se de um Relato de experiência vivenciado por acadêmicos de Enfermagem vinculados ao projeto de extensão intitulado “Arte Música e Esperança (AME)” da Universidade Regional do Cariri (URCA). As ações foram realizadas em novembro de 2019, com a atuação no Centro de Atenção Psicossocial III no município do Crato, Ceará. As atividades do grupo pautam-se, no uso da música e da arte como ferramenta de promoção da saúde dentro de ambientes assistenciais e seguem uma dinâmica própria como a que foi utilizada no CAPSIII. Ocorreu, inicialmente, uma articulação com o dispositivo em questão, em que foi compactuado as visitas do projeto. Logo depois foram realizadas algumas reuniões com antecedência, traçando as funções como o canto ou tocar os instrumentos, além do uso da dinâmica em círculo como forma de estimular a participação de todos. Ademais, o encontro foi realizado com 10 pessoas, em que no círculo utilizou-se instrumentos dos participantes do projeto, como também os da instituição para os indivíduos. Outrossim, foram tocadas e cantadas músicas pré-selecionadas pelos próprios pacientes para garantir a inclusão social deles. Nesse sentido, notou-se a contribuição evidente da música sendo ela cantada e/ou tocada como forma eficaz para a adesão dos usuários ao tratamento, uma vez que o momento ocorria quando eles estavam aguardando consulta ou medicação. Verificou-se ainda, a promoção da reinserção e o sentimento de pertencimento social desses pacientes, haja vista o amparo psicológico da utilidade da música enquanto intervenção. Dessa forma, observou-se que a música é uma ferramenta que contribui significativamente no auxílio terapêutico dentro do CAPS, visto que os usuários aderiram bem à proposta do projeto que contribui para o bem-estar e a saúde mental frente ao seu tratamento dentro do dispositivo.
Palavras-chave: Serviços em Saúde Mental,Sistemas de Apoio Psicossocial,Música
Oral
O USO DE PLANTAS MEDICINAIS NA MEDICINA TRADICIONAL POPULAR EM COMUNIDADES QUILOMBOLAS
VITHÓRIA RÉGIA TEIXEIRA RODRIGUES; Santana Alves Queiroz; Cícero Aldemir da Silva Batista; Maysa de Oliveira Barbosa; Izabel Cristina Santiago Lemos de Beltrão; Giovana Mendes de Lacerda Leite
INTRODUÇÃO: Comunidades remanescentes de quilombos são grupos étnicos que tem uma trajetória histórica própria, dotado de relações territoriais específicas, representando uma grande diversidade cultural da humanidade, que se auto definem a partir das relações com a terra, o parentesco, a ancestralidade, as tradições e práticas culturais próprias de seus conhecimentos coletivos. OBJETIVO: Identificar na literatura plantas medicinais utilizadas para fins terapêuticos por comunidades quilombolas. METODOLOGIA: Revisão integrativa da literatura, realizada durante o mês de maio de 2020. A pesquisa foi desenvolvida nas seguintes bases de dados: Scientific Electronic Library Online (SciELO), Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MedLine) e Banco de Dados em Enfermagem – Bibliografia Brasileira (BDENF). Como estratégia de busca foram utilizadas combinações de descritores (Plantas medicinais, comunidades quilombolas, quilombolas e Etnobotânica) com o auxílio do conector booleano AND. Foram encontrados 69 estudos, após aplicação dos critérios de inclusão (artigos em português, inglês ou espanhol, que estivessem disponíveis na integra para leitura gratuita e publicados entre os anos de 2000 a 2010). Após avaliação da temática, por meio da leitura de títulos e resumos, a busca resultou em 8 trabalhos selecionados para leitura na integra, onde 4 estudos foram elegidos para composição dos resultados. RESULTADOS: Foram identificadas 122 espécies de plantas com propriedades medicinais. À exemplo, as folhas da espécie Caryocar brasiliense Cambess (pequi) foram descritas com potencial terapêutico para combater à gripe e dores abdominais, e a combinação da sua polpa com óleo de noz, são usadas no tratamento de doenças respiratórias como bronquite e asma. Outros estudos, mencionaram a Gossypium herbaceum L. (algodão) para uso em casos de inflamação, dores de cabeça e de barriga; e, também, para dores no ouvido. O Ampelozizyphus amazonicus Ducke (saracuramirá) foi indicado em um estudo, pelos moradores das comunidades, para dor de barriga, anemia, problemas relacionados ao fígado e rins, malária, colesterol alto e Doença de Alzheimer. CONCLUSÃO: Nesta perspectiva é possível identificar a riqueza existente no conhecimento de comunidades quilombolas sobre a utilização de plantas com fins medicinais. Destacando a importância deste saber para levantamentos etnobiológicos, assim como, posterior contribuição à estudos que investiguem a os potenciais terapêuticos.
Palavras-chave: Comunidades quilombolas,Plantas medicinais,Conhecimento tradicional
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O USO DE TECNOLOGIAS NÃO FARMACOLÓGICAS FRENTE A ASSISTÊNCIA HUMANIZADA A GESTANTE: RELATO DE EXPERIÊNCIA
JHANE LOPES DECARVALHO; Helena Raquel Severino; Maria Sabrina da Silva Alencar; Shady Maria Furtado Moreira; Ana Jéssica Noronha Mota; Idária Samira da Silva Costa
O parto é considerado algo natural, porém a dor que o acompanha tem sido demostrado como uma experiência subjetiva e complexa, que é vivenciada por cada mulher de maneira distinta, o que deve conduzir os profissionais a respeitar sua individualidade e utilizarem a abordagem humanizada para que o parto possa ser vivenciado da maneira menos desconfortante possível. O uso dos métodos não farmacológicos para o alívio da dor da parturiente aumenta a sua tolerância à dor, o que possibilita inúmeros benefícios para sua participação no processo parturitivo. Tem a finalidade de tornar o parto mais natural possível, diminuindo as intercorrências, cesarianas desnecessárias e administração de fármacos. Este estudo visa descrever os cuidados de enfermagem com o uso de métodos não farmacológicos para alivio da dor no parto. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, vivenciado por discentes do 6º período do curso de enfermagem da Faculdade de Medicina de Juazeiro do Norte durante o estágio de Ensino Clínico em Saúde da Mulher, realizado em um hospital maternidade, no período de outubro de 2019. Foi prestado a assistência de enfermagem a cinco parturientes com classificação de risco habitual e na fase ativa do parto, através de exercícios de respiração, massagem lombossacral, uso da bola suíça e estímulo a deambulação. Observou-se que as parturientes se sentiram mais confortáveis com a empregabilidade dessas tecnológicas do cuidar, ressaltando-se que algumas mulheres fizeram uso de mais de um método para o alívio da dor, no entanto, a massagem lombossacral e a deambulação foram os métodos mais utilizados, uma vez que , além de serem técnicas de relaxamento importantíssimas para o alivio da dor, são procedimentos simples, que podem ser realizados e assessorados tanto pelo profissional que está assistindo o parto, quanto pelo acompanhante. Ademais, o incentivo a realização desses métodos foi de grande eficácia, sendo relatado pelas mulheres a diminuição e intensidade da dor no trabalho de parto. Nesse contexto de cuidado, a equipe de enfermagem assume um papel fundamental, pois proporciona abordagens tecnológicas que auxiliam a mulher a relaxar, aliviam a dor, e trazem sentimentos de acolhimento, respeitando sua integridade física e psicológica. Além de instigar o empoderamento e protagonismo realizando condutas baseadas em evidencias cientificas com respeito aos direitos da mulher e da criança.
Palavras-chave: Cuidados de enfermagem, Dor do parto, Saúde da mulher
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O USO INSDISCRIMINADO DOS MEDICAMENTOS ISENTOS DE PRESCRIÇÃO MÉDICA E OS POSSÍVEIS EFEITOS DA AUTOMEDICAÇÃO
BRENO LUCCA SOBREIRA PINHO; Maria Nathalya Costa Souza; Nayane Rodrigues de Sousa; Sabrina Santos Ferreira; Sara Beatriz Feitoza Ricardino
A automedicação e o uso indiscriminado de medicamentos são práticas comuns entre a população brasileira, uma das classes farmacológicas que estão envolvidas na automedicação são os denominados medicamentos isentos de prescrição (MIPs), vários fatores culminam para a indução da prática de se automedicar, sendo eles financeiros, culturais e sociais. O presente estudo tem por objetivo enfatizar questões sobre a automedicação, e uso irracional de medicamentos isentos de prescrição (MIPS). Foi realizado uma pesquisa de revisão de literatura na modalidade descritiva qualitativa, a partir de artigos publicados na base de dados eletrônicos como: Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Scientific Electronic Library Online (SciELO), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e National Library of Medicine (PubMed). Utilizou-se para a elaboração da pesquisa os seguintes descritores em Ciência da Saúde (DeCS): Automedicação(Self Medication), Medicamentos sem Prescrição (Nonprescription Drugs) e Interações Medicamentosas (Drug Interactions ), selecionando artigos nos idiomas inglês e português publicados entre 2017 e junho de 2020, os artigos que não se enquadravam nos critérios de inclusão foram excluídos. Foram encontradas 426 publicações, após a exclusão restaram 38 que encontravam se dentro dos parâmetros. Observou-se através destas pesquisas que, a automedicação inadequada pode ocasionar tratamentos considerados inoperantes e não muito seguros. O uso excessivo de medicamentos isentos de prescrição (MIPS) é geralmente cercado pela insipiência dos males que os mesmos podem causar. Como síntese dos resultados e fatos supra citados, infere-se que as consequências do uso de Medicamentos Isentos de Prescrição (MIP´s) podem trazer como resultados, um tratamento inoperante, não seguro e um possível desencadeador da liberação de substâncias toxicas no corpo, desse modo, o uso de medicamentos prescritos por profissionais capacitados consiste no principal meio de profilaxia e controle desta pratica tão comum na sociedade brasileira.
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OBSERVAÇÃO DO DESEMPENHO DE TÉCNICOS EM ENFERMAGEM INEXPERIENTES FRENTE ÀS UNIDADES CRÍTICAS DE TRATAMENTO DE COVID-19
ERICA SOBRAL GONDIM; ANTONIA ELIZANGELA ALVES MOREIRA; SARAH DE LIMA PINTO; ANDREZA DE LIMA RODRIGUES; MARIA LUCILANDIA DE SOUSA; LUIS FERNANDO REIS MACEDO
O cenário de criticidade desencadeado pela pandemia do novo coronavírus, a Covid-19, em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), leva a contratações emergenciais e remanejamentos de profissionais de saúde, principalmente de enfermagem, para suprir a alta demanda assistencial. Objetiva-se relatar a experiência de uma enfermeira assistencial na observação do desempenho da equipe técnica de Enfermagem inexperiente perante os cuidados a pacientes críticos acometidos por covid-19 em UTI. Trata-se de um estudo do tipo relato de experiência, de natureza qualitativa, acerca da performance de técnicos em Enfermagem inexperientes no cuidado prestado a pacientes adultos críticos acometidos por covid-19. Ocorrido no período de maio e junho de 2020, em um hospital de referência no interior do nordeste brasileiro, analisando 12 profissionais técnicos recém-contratados ou remanejados de setores não- críticos, de ambos os sexos. Observa-se dificuldades dos mesmos no que se refere ao manejo de dispositivos e manutenção de vias áreas, monitorização hemodinâmica estrita, uso de tecnologias duras de cuidado, perícia com os cuidados diretos, registro e interpretação de balanço hídrico, reconhecimento de sinais de deterioração clínica, protocolos operacionais, comunicação e trabalho em equipe, atenção a alarmes e administração de medicamentos. Portanto, a observação possibilitou a reflexão sobre o panorama atual de pandemia, onde há aumento da gravidade dos pacientes com covid-19, tornando os cuidados de enfermagem prestados ainda mais determinantes na redução da morbimortalidade dos pacientes. Esse contexto reforça a necessidade de treinamento da equipe técnica de enfermagem, para uma maior efetividade de sua assistência.
Oral
OBSTÁCULOS NO MERCADO DE TRABALHO DA ENFERMAGEM: BAIXA REMUNERAÇÃO E JORNADA EXCESSIVA DE TRABALHO
CICERA EMANUELE DO MONTE SIMÃO; Ana Karoline Gomes de Souza; Misley Alencar Silva; José Diogo Barros
RESUMO INTRODUÇÃO: A enfermagem representa a maior categoria profissional no âmbito da saúde. No Brasil, este crescimento tem sido cada vez mais notável o que se evidencia principalmente, pelo percentual elevado de profissionais desempregados. Observa-se na literatura que a grande maioria dos profissionais tem multiempregos o que é responsável pela jornada de trabalho ≥ 40 horas semanais, e que o salário não condiz com a responsabilidade profissional que é delegada ao enfermeiro. OBJETIVOS: Refletir sobre as dificuldades encontradas no mercado de trabalho de enfermagem e seu impacto para a permanência do profissional na área. MÉTODO: Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, realizada no diretório de revista Scientific Electronic Library Online (Scielo) e Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), durante o período de março de 2020. Foram encontrados trinta e seis artigos no idioma português, inglês, espanhol e japonês, três destes no banco de dados da BVS e trinta e três no banco de dados Scielo, utilizando como descritores “mercado de trabalho“ “and” “enfermagem”, destes selecionou-se dez artigos dos anos 2012 a 2020. RESULTADOS E DISCUSSÃO: De acordo com a literatura pesquisada neste estudo, é possível afirmar que a jornada de trabalho de ≥ 40 horas semanais faz parte da rotina de muitos profissionais de enfermagem, sendo um elemento responsável pela grande insatisfação e impactos negativos nesta profissão. Em parte isso se justifica pela velocidade de egressos que concluem a graduação em enfermagem e a criação de novas vagas de trabalho em diferentes locais para atender essa demanda crescente. Também se constata que muitas vezes o contratante não leva em consideração a qualificação e o tempo de serviço do profissional enfermeiro permitindo que muitas atribuições sejam realizadas por pessoas com competência não condizente com a necessidade do serviço o que resulta em baixa remuneração e desvalorização da profissão. CONCLUSÃO: Conclui-se que existem fatores relevantes que implicam negativamente nas condições de trabalho da enfermagem, tais como: sobrecarga laboral, baixa remuneração e excesso de demanda. Esses são os principais empecilhos para realização de uma assistência de enfermagem mais democrática e satisfatória. Diante disso há a necessidade da continuação da busca por melhores condições de trabalho para que o profissional enfermeiro possa realizar suas funções de forma digna e justa.
Palavras-chave: Enfermagem,Baixa remuneração,Jornada excessiva de trabalho
Oral
Abrir o trabalhoOCITOCINA EXÓGENA E ATONIA UTERINA: FISIOFARMACOLOGIA E IMPLICAÇÕES CLÍNICAS
SABRINA FREITAS NUNES ; Leonarda Carneiro Rocha Bezerra; Joedna Cavalcante Pereira; Dayanne Rakelly de Oliveira; Rachel Cardoso de Almeida
OBJETIVO: Compreender as implicações da estimulação do parto com ocitocina exógena e o prognóstico de atonia uterina. MÉTODO: Revisão narrativa realizada em junho de 2020, mediante busca pela PubMed, através do Medical Subject Headings (MeSH): Oxytocin, Pregnancy e Normal Labor, conectados ao operador booleano AND. A busca culminou em 673 artigos onde foram aplicados os filtros: últimos cinco anos, texto completo e gratuito, obtendo 39 artigos. Adotados critérios de inclusão: artigos referentes a temática disponíveis na íntegra, e de exclusão: artigos repetitivos, obtendo como amostra de três artigos. RESULTADOS: Evidencia-se que o pós-parto é o estágio que exige observações contínuas da puérpera pela equipe, pois os esforços durante a expulsão do feto e placenta podem levar a ruptura de vasos sanguíneos e a fadiga do útero, podendo ocasionar atonia uterina, na qual manifesta-se por hemorragias decorrente da incapacidade de contratilidade do órgão. Cita-se como medida profilática dessa condição a ocitocina sintética, que administrada no terceiro estágio do parto pela via intramuscular, atua ligando-se ao seu receptor e promovendo ativação da fosfolipase C e a liberação do Ca2+ intracelular através do inositol-1,4,5-trifosfato, além da despolarização dos canais de Ca2+ sensíveis à voltagem, promovendo a contração uterina e posterior homeostasia. Mas, caso ocorra atonia, a ocitocina é um dos fármacos utilizados para o tratamento, administrado pela via IM ou EV proporcionando contrações rítmicas do útero. A problemática seria a utilização no período expulsivo do parto, assumindo a função causadora da atonia uterina quando é comumente administrada de forma indiscriminada e errônea, em razão da ineficaz posologia e da anamnese clínica da condição da gestante, ocasionando hiperestimulação do miométrio que em determinado momento fica inerte, impossibilitado de realizar homeostase e reparar os vasos lesionados, evoluindo para hemorragia pós-parto, choque hipovolêmico, e óbito. CONCLUSÃO: A estimulação do parto com ocitocina exógena e o prognóstico de atonia constitui um achado essencial para que sua indicação não seja sistematizada, restrita somente a casos específicos, tornando-se necessária a adesão dos profissionais de saúde e parteiras sobre práticas baseadas em evidências científicas, garantindo segurança à gestante, tendo em vista que o uso da ocitocina pode ser profilático ou terapêutico, porém, quando má indicada pode desencadear a atonia uterina.
Palavras-chave: Oxytocin,Pregnancy,Normal Labor
Oral
Abrir o trabalhoORGANIZAÇÃO DE UM EVENTO VIRTUAL EM TEMPOS DE PANDEMIA: EXPERIÊNCIA DE ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM.
ANA BEATRIZ ALVES DOMINGOS ; MELINA EVEN DA SILVA COSTA; MICAELLE DE SOUSA SILVA; ANA LUIZA RODRIGUES SANTOS; CÍCERO DAMON CARVALHO DE ALENCAR; KENYA WALERIA DE SIQUEIRA COÊLHO LISBOA
Na medida em que a pandemia do Covid-19 avança, os estudos evidenciam a ocorrência de complicações neurológicas. As manifestações incluem desde quadros mais leves como a anosmia, cefaleias até a sinais e sintomas mais graves como: AVC/isquemia cerebral e crise convulsiva. Diante das complicações que a Covid-19 pode causar nos pacientes, é necessário conhecimento acerca do tema pela comunidade acadêmica. Objetiva-se relatar a experiência de acadêmicos de enfermagem na organização de um evento virtual. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiencia de natureza qualitativa, sobre o aprendizado de acadêmicos de enfermagem como monitores na realização de um evento online. Foi escolhido o formato de mesa virtual promovido pela Liga de Enfermagem em Neurociências (LieNeuro) da Universidade Regional do Cariri, com apoio da Pró-Reitoria de Extensão (PROEX). A organização do evento foi realizada por 8 monitores integrantes da liga e a coordenadora da liga. O evento ocorreu no dia 19 de junho de 2020, através do Google Meet, com o tema principal “O cenário atual da Covid-19 e suas complicações neurológicas”, contando com a presença de 80 participantes, garantindo certificação com carga horária de 4 horas. Os integrantes da Liga ao verem os crescentes estudos relacionados à Covid-19 observaram necessário adquirir e repassar um pouco de conhecimento para o público acadêmico, tendo a iniciativa da organização de uma mesa virtual para abordar um tema tão importante. A realização do primeiro evento da Liga representou muitos desafios, mas teve também muita dedicação, pois foi necessário adaptar o trabalho às plataformas digitais, além de conseguir manuseá-las bem para que não apresentasse problemas na transmissão, e além disso, conseguir uma participação efetiva dos membros com suas respectivas funções. Para além das dificuldades, a realização desse evento online possibilitou uma divulgação digital da Liga, como também do trabalho da enfermagem mediante a pandemia atual, além de ser um momento rico de aprendizado para todos os organizadores. O conhecimento adquirido foi significativo, indicando que apesar do cenário atual dispondo de obstáculos é considerável a aplicação do uso de ferramentas como a utilizada; principalmente para o alunado de enfermagem que buscam ampliar seu discernimento na área.
Palavras-chave: Infecções por Coronavírus,Ensino, Tecnologia, Inovações
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Abrir o trabalhoPandemia: impactos na saúde mental de universitários
ALICIA RALHEMYLLE RODRIGUES TOMAZ; MAURICIO LIMA DA SILVA; MARIA DA PAZ CASTELO LINS; APARECIDO DANIEL LINO DA SILVA; CLEIDE CORREIA DE OLIVEIRA
O atual cenário provocado pela pandemia do novo coronavírus (SARS-Cov-2), causador da covid-19, colocou o sistema não só da saúde, mais também o da educação à prova, levando o sistema a uma readaptação do ensino no Brasil. Como alternativa utilizou-se modelos de aulas virtuais, o que trouxe uma sobrecarga de ensino e vários anseios aos universitários, que além do medo e preocupação com relação à nova doença vivenciam um desgaste emocional relacionado ao futuro acadêmico, manifestando incertezas quanto ao mesmo. Essa realidade tem contribuído consideravelmente para o desenvolvimento de problemas psíquicos. As maiorias dos docentes relatam que os níveis de ansiedade, medo e depressão tiveram um aumento significativo após a quarentena. Objetivou-se identificar na literatura os impactos da pandemia do covid-19 na saúde mental de estudantes universitários. Trata-se de um estudo descritivo do tipo revisão narrativa, realizado em Julho de 2020, utilizando como fonte de busca as bases de dados LILACS, MEDLINE e a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) utilizando os seguintes Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): Saúde Mental; Covid-19; Ansiedade; Medo . Os critérios de inclusão foram artigos em inglês e português dos últimos 5 anos e o critério de exclusão foram artigos que não tinha relação com o tema. Após a busca foram encontrados 5 artigos para a construção do presente estudo. Observa-se que os acadêmicos estão tendo muita dificuldade para concentra-se durante esse período. Um do estudo mostra que 37,1% tiveram dificuldade em se acalmar durante o período do isolamento social. Ainda no mesmo estudo foi visto que a taxa de mulheres com sinais de ansiedade foi de 12,41%, enquanto a do homem é de 11,92%. Os resultados confirmam um aumento significativo de perturbação psicológica (ansiedade, depressão e estresse) entre os estudantes universitários no período pandêmico se comparado a períodos anteriores. A sensação da vulnerabilidade emocional, além da incerteza, é um dos obstáculos mais relatados durantes os estudos, acarretando crises de ansiedade e medo. Os dados apontam para um aumento significativo de sofrimento psíquico de acadêmicos, reforçando a importância de se investigar os reais impactos na saúde mental desse público, não somente durante esse período atípico e desafiador, mais também os impactos de longo prazo, visando o desenvolvimento de mecanismos de enfrentamento.
Palavras-chave: Saúde Mental, Covid-19, Medo, Ansiedade
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PANORAMA DA PRÁTICA DO ALEITAMENTO MATERNO EM COMUNIDADES QUILOMBOLAS: UMA ANÁLISE DA LITERATURA
KAUANNY VITÓRIA DOS SANTOS; Vitória de Oliveira Cavalcante; Luanna Gomes da Silva; Francisco Costa de Sousa; Cícero Aldemir da Silva Batista; Izabel Cristina Santiago Lemos de Beltrão
INTRODUÇÃO: O aleitamento materno é vital para o desenvolvimento da criança, traz benefícios que reduz o risco de infecções e de mortalidade, principalmente no primeiro ano de vida. A Organização Mundial da Saúde recomenda o aleitamento materno exclusivo (AME) até seis meses, e a complementação até os dois anos ou mais, sendo a interrupção precoce um fator de risco para a criança. OBJETIVO: Verificar as práticas relacionadas ao aleitamento materno em comunidades quilombolas. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada em março de 2020, através de buscas no Google acadêmico e na Biblioteca Virtual de Saúde, sendo contemplada a base de dados LILACS, e empregado os Descritores “Aleitamento materno”, “Saúde da Criança” e “Grupo com Ancestrais do Continente Africano”, com o operador booleano AND. RESULTADOS: Analisou-se 11 estudos, publicados entre 2008-2020. Notou-se que o aleitamento materno é comum nessas comunidades quilombolas, mas diverge das orientações feita pelas organizações internacionais e nacionais. Em geral, o tempo de amamentação varia de 15 dias a 5 anos, e os tipos de aleitamento materno encontrados são o (AME), o predominante e o complementado. O AME é realizado por pouco tempo, sendo comum ser interrompido, com a introdução de alimentos e bebidas para complementar ou substituir o leite materno. Foi evidenciado fatores que interferem nessa prática, tais como os culturais, socioeconômicos e os costumes transmitidos entre as gerações, os quais podem influenciar o aleitamento de forma inadequada. Assim, ressalta-se que a maioria das mães vivia em condição socioeconômica vulnerável com baixa escolaridade e renda familiar inferior a um salário mínimo. Verificou-se que o desmame precoce é comum e os principais determinantes para esse fato são as crenças do “leite fraco” ou “pouco leite” ou relatos que o bebê não queria o leite, o leite acabou, o surgimento de fissuras na mama e a própria mãe não querer amamentar. Alguns estudos apontam que as mulheres quilombolas veem a amamentação como um dom e um momento que fortalece os laços. CONCLUSÃO: Constatou-se diferentes práticas diante do aleitamento materno nas comunidades quilombolas, bem como a necessidade de trabalhar estratégias de orientação e apoio ao aleitamento materno exclusivo. Destarte, essas informações podem subsidiar estratégias de promoção do aleitamento materno nessas comunidades, afim de proporcionar uma amamentação eficaz e fortalecer tal prática.
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PAPEL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE NO PRÉ-NATAL: PREVENÇÃO DAS INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS
THAYNÁ DUARTE DO VALE; Luiza Helena Soares e Silva; Nathylle Régia Sousa Caldas; Thaynara Duarte do Vale; Thiago Nascimento Moura; John Carlos de Souza Leite
INTRODUÇÃO: Sabe-se que a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima mundialmente a ocorrência de mais de um milhão de casos de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). A Atenção Primária à Saúde (APS) faz parte do modelo assistencial brasileiro que estabelece vínculo com as gestantes para o acompanhamento do pré-natal, no qual possui papel fundamental no aconselhamento e desenvolvimento de intervenções preventivas visando a impedir a transmissão materno-fetal dessas infecções. OBJETIVO: Revisar na literatura científica a relação da APS no acompanhamento do pré-natal na prevenção das IST. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), no período de junho de 2020, utilizando-se os Descritores em Ciências da Saúde: Saúde da Mulher, Doenças Sexualmente Transmissíveis, Educação em Enfermagem, que foram cruzados com o operador booleano AND, obtendo 52 estudos. Utilizaram-se os critérios de inclusão idioma português, artigos completos, disponíveis gratuitamente e no corte temporal dos últimos cinco anos, do que se tem de mais atual. Os critérios de exclusão foram artigos repetidos e aqueles que fugiam da temática. Após a filtragem dos artigos, três artigos foram utilizados para a realização do presente estudo de forma descritiva. RESULTADOS: Dois terços dos estudos foram realizados na região Nordeste e um terço na região Sudeste. De abordagem qualitativa constituíram dois estudos e um de abordagem quantitativa, onde a maioria dos autores são mestres e doutores. A gestante e seu vínculo com a APS é fundamental no controle das IST, uma vez que a mesma pode ser estimulada a aderir medidas de prevenção, como a realização de exames de triagem, distribuição de preservativos, aconselhamento e estímulo ao autocuidado, realizando corresponsabilização com os profissionais da. Para isso, a abordagem pelos profissionais da saúde, o acolhimento e escuta qualificada são ferramentas essenciais para adesão dessas gestantes ao pré-natal, efetivando uma cobertura assistencial adequada e minimizando os agravos a saúde materno-fetal. CONCLUSÃO: A APS é importante para o rastreamento e prevenção das IST durante o pré-natal, promovendo um ambiente de aconselhamento, na qual os profissionais de saúde possuem o papel de facilitar a reflexão a respeito do risco de relações sexuais desprotegidas, além de contribuir para a adoção de práticas seguras, promovendo a vivência da gestação de maneira saudável.
Palavras-chave: Saúde da mulher, Educação em enfermagem, Doenças sexualmente transmissíveis
Oral
PARTO DOMICILIAR DURANTE A PANDEMIA DO COVID-19: UMA REVISÃO NARRATIVA DA LITERATURA
KARINA ELLEN ALVES DE ALBUQUERQUE; KELLY SUIANNE DE OLIVEIRA LIMA; ANDRELINY BEZERRA SILVA; ANA KAROLINE ALVES DA SILVA; ISABELA ROCHA SIEBRA
Este trabalho tem por objetivo identificar, na literatura, como a pandemia Sars-Cov-2 interferiu na escolha do tipo de parto. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura levantada em junho de 2020. A pesquisa foi realizada no portal Biblioteca Virtual de Saúde, com os descritores em Ciências da Saúde: Parto Domiciliar e Infecções por coronavirus, obtendo 4 resultados. Na Science Direct foram utilizados Medical Subject Heading: Homebirth and Coronavirus infection, gerando 624 resultados. Aplicou-se os critérios de inclusão, texto completo: disponível; ano de publicação: 2020 e idioma: português e inglês. Caracterizou-se como critérios de exclusão, duplicação e distanciamento do tema pesquisado, verificado através da leitura de títulos e resumos, totalizando 12 documentos para compor a narrativa. Evidenciou-se que o parto domiciliar, planejado, é dispendioso e a escolha por esse tipo de parto requer o cumprimento indispensável de critérios, como idade gestacional, apresentação pélvica e gestação única. Todavia, a pandemia do novo coronavírus tem feito com que cada vez mais a mulheres reflitam e optem por este tipo de parto, visto o medo ante a perspectiva de contaminar-se ao buscar um hospital. Um estudo feito com 250 gestantes, demonstra que 28,2% delas se sentem mais seguras ao parir em casa. No Brasil, não há uma regulamentação e/ou recomendação para o parto domiciliar, de órgãos específicos, contudo entidades internacionais como a Society of Obstetricians and Gynaecologists of Canada e o Royal College of Obstetricians and Gynaecologists recomendam que mulheres contaminadas pelo COVID-19 tenham um parto hospitalar, dada a maior disponibilidade de recursos em caso de intercorrência. Já a Association of Ontario Midwives defende que mulheres não contaminadas, sem suspeita ou confirmação de COVID-19, ou com casos leves da doença possam ser assistidas em casa, favorecendo o distanciamento social e não sobrecarregando os serviços de saúde. Dado o exposto, a disseminação acelerada do Sars-Cov-2 fez com que um maior número de mulheres considere o parto domiciliar como mais seguro, aumentando a demanda pela escolha deste.
Palavras-chave: GRAVIDEZ,PARTO DOMICILIAR,INFECÇÕES POR CORONAVIRUS
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PARTO E PUERPÉRIO: UMA ABORDAGEM SOBRE BIOSSEGURANÇA DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19
RUBIA ALVES BEZERRA; Josefa Iara Alves Bezerra; Rubens Rodrigues Feitosa; Andreza Ingrid Ferreira Lira; Mariana Cordeiro da Silva; Patrícia Pereira Tavares de Alcântara
Introdução: No cenário da pandemia, as maternidades adotaram novas normas de segurança e cuidados específicos para a redução do risco de transmissão da COVID-19. Os serviços de saúde restringiram ao máximo o número de pessoas circulando em ambiente hospitalar, com o objetivo de garantir uma maior segurança à mulher e ao recém-nascidos (RN). Objetivo: Discorrer sobre normas de biossegurança para parturientes e puérperas durante a pandemia do COVID-19. Método: Trata-se de uma revisão da literatura, realizada no período de maio e junho de 2020, na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), usando como base de dados a Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Banco de Dados em Enfermagem: Bibliografia Brasileira (BDENF). Utilizou-se o cruzamento dos descritores: COVID e Parto com o operador boleano AND, obtendo 100 resultados. Critérios de inclusão: idioma português, publicações gratuitas, publicados nos últimos cinco anos, restando 93 trabalhos. Critérios de exclusão: periódicos repetidos e que não atendiam a temática, obtendo-se 9 artigos para análise. Resultados: Verificou-se que a admissão da parturiente envolve normas. Inicialmente ocorre uma triagem da parturiente e acompanhante, afim de detectar casos suspeitos ou confirmados. No caso de triagem negativa da parturiente e acompanhante são seguidos os protocolos já vigentes, e ambos recebem orientações preventivas. Já para triagem positiva, da parturiente ou do acompanhante, ambos são transferidos para um quarto de isolamento em regime pré-parto, parto e puerpério; devem fazer uso de máscara cirúrgica e receber as devidas orientações sobre higienização. Os profissionais de saúde usam a escuta ativa e qualificada para respostas a possíveis questionamentos. As recomendações para o pós-parto, independe de infecção ou não, seguem o mesmo padrão: visitas suspensas, e acompanhante só deve ser mantido em casos onde há instabilidade clínica da mulher ou do RN, ou ainda para menores de idade. Puérperas e bebês em boas condições deverão ter alta a partir de 24 horas Considerações finais: Diante do exposto, faz-se necessário uma atenção especial a estas mulheres. É pertinente destacar que as pacientes suspeitas ou confirmadas com a COVID-19 necessitam ser internadas em hospitais de referência, com maior nível de complexidade para os eventuais casos de descompensação materna e/ou fetal. Ressaltando que o parto dessas mulheres não deve acontecer em domicílios ou em Centros de Parto Normal.
Palavras-chave: COVID-19,Trabalho de Parto,saúde da mulher
Oral
PERCALÇOS PARA O CUIDADO DE ENFERMAGEM FRENTE À MULHER CLIMATÉRICA: UMA REVISÃO DA LITERATURA
MARIA JENY DE SOUSA OLIVEIRA; Ana Karoline Alves da Silva; Letícia Gomes da Silva; Adriana de Moraes Bezerra
Introdução: A mulher durante o climatério – fase que sinaliza o final da vida reprodutiva – experimenta diversas transformações biopsicossociais. Logo, os enfermeiros como educadores em saúde, devem sensibilizar está população para a prática do autocuidado, reconhecimento e enfrentamento das mudanças vivenciadas nesta fase. Objetivo: Conhecer por meio da literatura os entraves na integralidade da assistência de enfermagem às mulheres no climatério. Método: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada no mês de maio do ano de 2020. Utilizou-se a Biblioteca Virtual em Saúde para a busca dos artigos, fazendo-se o cruzamento dos descritores enfermagem, saúde da mulher e climatério o portal disponibilizou 81 estudos. Ao aplicar os critérios de inclusão (texto completo disponível e publicações dos últimos cinco anos) e de exclusão (documentos repetidos e que não apresentam similitude com o objetivo da pesquisa) obteve-se nove referências. Resultados: As literaturas analisadas evidenciam que a falta de orientações acerca do climatério gera inúmeras barreiras no cuidado ofertado a essas mulheres, pois muitas não buscam os serviços de saúde acreditando que suas queixas, apesar de incomodá-las, não merecem atenção por serem comuns nessa fase. Atrelado a isso, muitos enfermeiros possivelmente não associam as manifestações do organismo com o período vivenciado pela mulher. Tal fato pode ser justificado pelo reflexo de uma assistência focada no período reprodutivo feminino, bem como a falta de estratégias efetivas de enfrentamento do climatério. Considerações finais: Necessita-se compreender as repercussões que envolvem o climatério para integralizar o cuidado, tencionando uma melhor qualidade de vida das mulheres que o vivenciam.
Palavras-chave: Enfermagem,saúde da mulher,climatério
Oral
PERFIL DE CRIANÇAS COM AGRAVOS DE SAÚDE RELACIONADOS À INFECÇÃO PELO COVID-19
EMANUEL MESSIAS SILVA FEITOSA; JOÃO CRUZ NETO; KELY VANESSA LEITE GOMES DA SILVA
A pandemia causada pelo novo coronavírus se tornou uma condição grave e de ameaça global, acometendo todas as populações de forma geral. Nesse contexto, nota-se que apesar do número baixo em relação a outras faixas etárias, a notificação de casos envolvendo crianças vem ganhando destaque, uma vez que o surgimento de agravos de saúde associados à infecção pelo COVID-19 vem aumentando. O reconhecimento das condições de vulnerabilidade dessa população tornam-se importantes para uma melhor compreensão da dinâmica de infecção do vírus e como o mesmo pode estar contribuindo para um agravo das condições de saúde. Dessa forma, objetivou-se identificar o perfil de crianças notificadas com agravos de saúde associados à infecção pelo COVID-19. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com abordagem qualitativa e objetivo descritivo, tendo como pergunta norteadora a seguinte: Quais as evidências cientificas que relacionam o perfil das crianças notificadas em serviços de saúde com complicações de saúde associadas COVID-19? Para responder a esse questionamento, foi utilizado a estratégia PVO (Population, Variables and Outcomes). A busca dos artigos ocorreu de forma pareada por pesquisadores distintos, com estudos publicados até Julho de 2020 nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE) através do portal (PubMed) e da biblioteca (SCIELO), utilizando os descritores “child”, “coronavirus infections” e “disease notification”. Foram selecionados 3 estudos, onde observou-se que febre, tosse, linfopenia, dor no corpo, cefáleia, dor de garganta, rinorreia, perda de olfato ou paladar, fadiga e necessidade de cuidados intensivos foram os principais agravos de saúde observados nas crianças com confirmação de infecção pelo SARS-CoV-2. Quanto ao perfil, destacou-se crianças com idade entre 3 e 7 anos, crianças residentes em Irlanda, Taiwan e Islândia, sendo a contaminação provável por meio de viagens, surto doméstico e o ambiente escolar. A identificação precoce das condições que predispõem a susceptibilidade de agravos em saúde se fazem necessárias, pois possibilita o traçado de estratégias para minimização de danos, inclusive em situações posteriores. A baixa caracterização clinica impossibilitou uma melhor percepção de possíveis condições de maior vulnerabilidade por parte dessa população, configurando uma limitação para o presente estudo
Palavras-chave: Crianças,Infecção por coronavírus,Notificação de doenças
Oral
PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA SÍFILIS GESTACIONAL EM JUAZEIRO DO NORTE-CE
RAIZA AMANDA GONÇALVES DE SOUZA ; Taína Araújo Rocha; Tacyla Geyce Freire Muniz Januário; Kleyton Pereira de Lima; Melina Even Silva da Costa; Rachel de Sá Barreto Luna Callou Cruz
A Sífilis, causada pela bactéria Treponema pallidum, constitui uma das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s) mais comuns no mundo. Segundo o Ministério da Saúde (MS), no ano de 2018 foram notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), 62.599 casos de sífilis em gestantes. Os dados ressaltam que infeção ainda constitui um desafio para a saúde pública. Objetivamos traçar o perfil epidemiológico dos casos de sífilis gestacional notificados no município de Juazeiro do Norte - CE, no período de 2009 a 2019. Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo e retrospectivo de abordagem quantitativa. A coleta foi realizada no mês de julho de 2020, por meio de relatórios dos indicadores epidemiológicos dos casos de sífilis gestacional nos anos de 2009 a 2019-compreendendo os dados mais atuais, estes, gerados pelo Sistema de Informação de Agravos e Notificação (SINAN). Após a organização dos dados realizou-se a análise descritiva das frequências absolutas e relativas. Nesses 10 anos, houve 340 notificações de sífilis gestacional com detecção de 23,3%, dando destaque ao ano de 2018 responsável pelos maiores índices, aproximadamente, 28,23% (n=96), referente à idade gestacional; o período do 3° trimestre apresentou expressivas taxas de incidência de 73,2 (n-249); a faixa etária predominante foi dos 20 aos 29 anos, com 52,8% (n=179); a escolaridade majoritariamente se concentrou da 5ª a 8ª série incompleta, com 20% (n=68) das notificações; relacionado à cor e raça, a parda foi expressiva, sendo aproximadamente 82,35% (n=280); quanto ao tratamento há registros apenas a partir de 2015, com 208 registros, dos quais 82,69% eram penicilina. Em suma, a classificação clinica mais predominantes foi a sífilis latente com aproximadamente 82,6%. Este é o perfil de indivíduos com uma condição socioeconômica menos favorecida e com menos acesso à saúde de qualidade. Contudo, independentemente da condição social ou econômica, todos podem adquirir a infecção, porém, o risco é maior em populações mais vulneráveis. Esse estudo reflete a necessidade do fortalecimento de medidas de prevenção e promoção da saúde diante das populações com perfil mais vulnerável e maior taxa de incidência, visando menores acometimentos de sífilis gestacional e, quando houver, que haja detecção e diagnóstico precoce, possibilitando o tratamento adequado e constante acompanhamento, afim de evitar reinfecções e possíveis sequelas da sífilis congênita.
Palavras-chave: Sífilis, Epidemiologia,Infectologia
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Perfil epidemiológico dos profissionais de enfermagem da Macrorregião do Cariri contaminados pelo COVID-19
CAMILA LIMA SILVA; TATIANE ARAUJO DOS SANTOS
O estudo tem por objetivo apresentar dados epidemiológicos sobre profissionais de enfermagem da Macrorregião do Cariri contaminados pelo COVID-19, haja vista que o adoecimento desse trabalhador gera consequências que não se limitam aos danos causados a si, mas também na produtividade e qualidade do atendimento prestado. Para tanto, investigou-se os relatórios regionais do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará, o boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (09 julho de 2020) e o portal IntegraSUS. A macrorregião do Cariri conta com 45 municípios que representam 12% da população do Ceará e no atual cenário epidemiológico da pandemia da COVID-19 surge desde junho como o novo epicentro de contaminação estadual. Enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem do Cariri correspondem respectivamente à 11% e 10% dos profissionais de saúde do Estado ligados aos SUS. No CE, 4% (5.670) das notificações da infecção pelo SARS-COV-19, até o presente momento, correspondem a profissionais da enfermagem. Já na região do Cariri, fazendo a mesma relação, esta sobe para 5% (253) dos casos. Crato, Juazeiro e Barbalha detém 77% das notificações da região, isto pode se dá devido as suas expressividades populacionais bem como por serem polos de saúde e referência para tratamento da doença. Juazeiro e Barbalha também estão no top 10 dos municípios que mais notificaram casos de COVID entre os profissionais de enfermagem no CE. As mulheres, técnicas/auxiliares de enfermagem na faixa etária dos 30 aos 39 anos aparecem como as mais contaminadas, característica inerente a profissão composta majoritariamente pelo sexo feminino, assim como a distribuição de profissionais em adequação a resolução do COFEN 543/2017. Há uma escassez em detalhes da investigação epidemiológica, sugerindo a necessidade de estudos mais aprofundados no que diz respeito ao georreferenciamento desses profissionais, as possíveis fontes de contaminação, a mensuração de outros problemas atrelados a fatores psicoespirituais, ergonomêtricos e o acompanhamento dos casos. Entende-se a premência do fortalecimento ao cuidado aos que cuidam, a necessidade de reavaliação da jornada de trabalho e dimensionamento de profissionais, além do fortalecimento da educação permanente em serviço haja vista as mudanças constantes nas recomendações no manejo da doença bem como de suas repercussões. Este estudo sinaliza a urgência de ações em prol da proteção e promoção a saúde dos trabalhadores de enfermagem.
Palavras-chave: Saúde do trabalhador,COVID-19,Enfermagem,Epidemiologia
Oral
Abrir o trabalhoPERFIL SOCIODEMOGRÁFICO E CLÍNICO DE IDOSOS COM DIAGNÓSTICO DE DOR CRÔNICA
AMANDA VILMA DE OLIVEIRA LACERDA; Ana Carolina Oliveira de Freitas; Antônia Larissa Silva Pascoal; Lanna Kalina Oliveira Meneses; Sara Éllen Rodrigues de Lima; Adriana de Moraes Bezerra
O envelhecimento é um ato contínuo e gradativo que envolve alterações nos aspectos físico, biológico, psicológico e social e quanto maior a longevidade da população, maior é a predominância de problemas crônicos de saúde como as doenças cardiovasculares, neoplásicas, respiratórias e neurológicas. Concernente às doenças e agravos, a dor é o sintoma mais frequente e o sofrimento acarreta disfunções psicossociais e econômicas. O presente estudo objetivou caracterizar o perfil sociodemográfico e clínico dos idosos com diagnóstico de dor crônica. Trata-se de uma pesquisa transversal, com abordagem quantitativa. Utilizou-se como campo para coleta de dados uma Equipe de Saúde da Família do Município de Iguatu, Ceará. Para a coleta das informações utilizou-se um formulário contendo variáveis sociodemográficas e clínicas. Os dados foram compilados através do software Excel 2013 for Windows e analisados por meio de estatística descritiva. Constatou-se nos resultados, prevalência de idosos do sexo feminino (69,1%), com média de idade de 73,2 anos e negros (44%). A maioria dos idosos são de aposentados (83,3%), considerados do lar (47,3%) ou agricultores (23,9%), não trabalham atualmente (54,8%), com filhos (94%), relatam ter estudado de 1 a 4 anos (40,4%), casados (59,5%) e tem renda familiar média de 1 a 2 salários. Referindo-se ao diagnóstico de doenças dos entrevistados, 40,3% possuem alguma patologia ligada ao sistema cardiovascular, fazem uso de alguma medicação para alívio da dor (61,2%) e a maioria não pratica exercícios físicos (72,6%), justificando indisposição e falta de vontade (42,6%). Conclui-se que é relevante conhecer o perfil dos idosos com dor crônica para identificar as particularidades da população e pensar medidas que qualifiquem o cuidado de enfermagem com o intuito de proporcionar melhora na qualidade de vida deste público que experiencia diariamente a dor.
Palavras-chave: Diagnóstico de Enfermagem, Dor Crônica, Idoso
Oral
PERFIL SÓCIOECONÔMICO DE MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA NO MUNICÍPIO DE LAVRAS DA MANGABEIRA- CEARÁ
MARILIA ARAÚJO DE MACÊDO GONÇALVES; NAJARA OLIVEIRA SILVA; NATHÁLIA ARAÚJO DE MACÊDO
O presente estudo trata-se de um recorte de um estudo descritivo, exploratório, com abordagem qualitativa, realizado entre os meses de março a abril de 2018, com sete mulheres com idade entre 18 e 60 anos que foram vítimas de violência doméstica e que registraram queixa no Centro de Referência Especializada de Assistência Social do Município de Lavras da Mangabeira- Ce. Foram incluídas no estudo: mulheres que sofreram violência doméstica por parceiros com os quais as mesmas mantêm ou mantiveram um relacionamento íntimo, que registraram queixas nos últimos dois anos e que estão sendo ou foram acompanhadas pelo CREAS. O critério de exclusão adotado foi: mulheres que não estavam em boas condições psíquicas. A coleta de dados se deu através de entrevistas semiestruturadas e análise descritiva. A presente pesquisa respeitou todos os preceitos éticos e legais das Resoluções 466/2012 e 510/2016. O estudo foi aprovado pelo parecer de número: 2.526.428. A análise dos dados permitiu traçar o perfil das mulheres que sofreram violência doméstica segundo a idade, ocupação, escolaridade, raça, estado civil, renda, número de filhos e religião. As participantes tinham entre 21 e 60 anos, destas 85,7% tinha como ocupação ser do lar. Em relação à escolaridade, cerca de 71,4% das participantes possuíam ensino fundamental incompleto. No que se refere à raça, observou-se que 57,2% das participantes eram brancas. Em relação ao estado civil destas mulheres cerca de 42,8% encontravam-se solteiras. 57,1% das participantes possuíam renda familiar inferior a um salário mínimo. Todas as participantes tinham mais de um filho. No que se refere a religião todas eram de base cristã. Através do presente estudo foi possível constatar que boa parte das mulheres dependia financeiramente dos seus companheiros, a baixa escolaridade também foi vista como obstáculo para o desligamento dessa mulher do seu agressor. Ofertar a vítima o conhecimento adequado sobre seus direitos além de oferecer apoio social, familiar e multiprofissional, são de extrema importância para o enfrentamento dessa situação. Os dados trazem indicações para que as equipes de saúde e de assistência social desenvolvam ações específicas para identificar precocemente a situação de violência, ofertando condições para que a mulher possa se inserir no mercado de trabalho, deixando de depender exclusivamente do parceiro e consequentemente auxiliando-a no desligamento com o seu agressor.
Palavras-chave: Violência Familiar, Violência Doméstica, Violência contra a mulher
Oral
Perpetração da Violência por Adolescentes em Ambiente Escolar
EDNALDO YRUAN LOPES DOS SANTOS; PEDRO HIARLLEY BATISTA CARVALHO; RENAN VIANA DA SILVA; GABRIELE PAULINO FERNANDES; MARIA TEREZA COSTA CLEMENTE; GRAYCE ALENCAR ALBUQUERQUE
A violência é um fenômeno social, presente em todos os lugares e classes sociais, acometendo inclusive o ambiente escolar. Trata- se de um problema de saúde pública que apresenta grande magnitude e com importantes consequências sobre a saúde dos indivíduos, das famílias e da comunidade, embora seja passível de prevenção. Um importante passo para a prevenção é reconhecer possível perpetração de violência, que norteará para ações mais eficazes. Esta pesquisa tem como objetivo a identificação de experiências relacionadas à perpetração de violência entre adolescentes no ambiente escolar. Estudo quantitativo, realizado em uma escola do Ensino Médio no município de Juazeiro do Norte, Ceará, nos meses de maio e junho de 2020, através da aplicação de questionários online enviados aos alunos entre 12 a 18 anos de idade, após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa. Os dados foram tabulados em planilhas de Excel e contabilizados em frequência absoluta e relativa . Foram contabilizadas no período apresentado, 61 devoluções de questionários preenchidos e, a partir dos resultados obtidos, constatou-se que a maioria dos adolescentes não perpetraram violência na escola. 49 alunos (80,3%) destacaram que não destruíram propositalmente o material escolar de outros alunos; 48 (78,6%) destacaram que não cometeram furtos na escola; 45 (73,7%) destacaram que não agrediram ninguém que compõe o ambiente escolar, enquanto 1 (1,6%) afirma que ocorreu agressão por que houve xingamentos e apelidos antes do ocorrido; 48 (78,6%) destacaram que não se envolveu em agressão com nenhum aluno e 1 (1,6%) destacou que a agressão ocorreu cerca de 5 a 6 vezes; 45 (73,7%) destacaram que não houve nenhum xingamento entre os alunos e 1 (1,6%) destacou que houve xingamento pelo motivo de discussão sobre relacionamentos. Embora as experiências de perpetração de violência por adolescentes na escola sejam baixas neste estudo, é importante que a gestão escolar reconheça a existência do fenômeno e desenvolva ações de prevenção ao mesmo.
Palavras-chave: Violência,adolescentes,perpetração
Oral
PET SAÚDE E TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO EM TEMPOS DE COVID-19: RELATO DE EXPERIÊNCIA
JAMILLE PEREIRA NETO; Joyvillianny Sampaio Xavier; Ana Paula Medeiros de Sousa; Mariana Cardoso Dantas; Iris Gleiciane de Souza
Atualmente, de acordo com as informações divulgadas pelo Ministério da Saúde (MS), o isolamento social é uma das alternativas mais efetivas para o controle da disseminação do novo coronavirus (COVID-19), tornando-se necessária a adoção de restrições em atendimentos para a prevenção da contaminação do usuário. Dessa forma, visando o cuidado e a assistência integral em momento de pandemia, faz-se necessário o compartilhamento de informações verídicas para auxiliar nos cuidados fundamentais relativos ao cotidiano de pacientes com doenças crônicas, como o Diabetes Mellitus. O presente estudo tem o objetivo de relatar a experiência sobre a publicação de pôsteres informativos em relação a Diabetes Mellitus em rede social. Trata-se de um relato de experiência sobre uma atividade desenvolvida em rede social por tutoras, preceptoras e graduandas de cursos da saúde participando Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde/Interprofissionalidade (PET-Saúde) da Universidade de Pernambuco e Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Petrolina. As postagens foram construídas de acordo com estudos baseados em artigos científicos e publicações do Sistema Único de Saúde(SUS), sendo abordados os seguintes pontos: informações gerais a população acerca da Diabetes Mellitus, atenção necessária em relação a COVID-19 e a importância do exercício físico para o controle glicêmico. Observou-se que o alcance do número de pessoas com as postagens foi relevante, promovendo o compartilhamento de informações e retirada de dúvidas sobre como agir nesse momento de pandemia, bem como, gerou a promoção e prevenção em saúde da população. Diante disso, ficou evidenciado que atividades como essas são capazes de gerar um impacto positivo e devem ser incentivadas, tendo em vista que a população precisa de conhecimentos atualizados e um acolhimento eficiente e eficaz nesse momento de pandemia, mesmo que de maneira virtual.
Oral
POSIÇÃO PRONA EM PACIENTES COM O NOVO CORONAVÍRUS E RELAÇÃO COM AS LESÕES POR PRESSÃO
THAYNARA DUARTE DO VALE; Luiza Helena Soares e Silva; Nathylle Régia de Sousa Caldas; Hingridy Ferreira Fernandes; Thiago Nascimento Moura; Lucas Dias Soares Machado
INTRODUÇÃO: Recentemente, o novo coronavírus SARS-COV-2 tem acometido milhões de indivíduos em todo o mundo, causando graves problemas respiratórios e caracterizando-se como uma pandemia. O posicionamento prono é um método, baseado em evidências científicas atuais, que visa melhorar a função respiratória através do aumento dos níveis de oxigenação. Na prática clínica contemporânea, a ventilação em posição prona é indicada para pacientes com o novo coronavírus com síndrome do desconforto respiratório agudo grave (SDRA). Contudo, diversos estudos analisaram complicações da ventilação em decúbito ventral e identificaram a ocorrência de lesões por pressão (LPP). OBJETIVO: Compreender a utilização da posição prona em pacientes com o novo coronavírus e sua relação com a ocorrência de lesões por pressão. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de abordagem qualitativa, realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), no período de julho de 2020, utilizando-se os Descritores em Ciências da Saúde: Infecções por Coronavírus, Décubito Ventral e Lesão Por Pressão, articulados entre si através do operador booleano AND, obtendo-se oito estudos. Foram inclusos artigos disponíveis gratuitamente e no corte temporal dos últimos cinco anos. Os critérios de exclusão foram artigos repetidos e aqueles que não atendiam ao objeto de pesquisa. Três artigos compuseram a amostra de análise. RESULTADOS: A posição prona para melhoria do padrão respiratório de indivíduos com sintomas respiratórios oriundo da infecção pelo novo coronavírus pode contribuir, em contraponto, com o desenvolvimento de LPP em região facial, entre outras, merecendo atenção. A implementação de estratégias que visem minimizar essas complicações é relevante para a consolidação de intervenções eficazes, devendo envolver a avaliação da pele antes da pronação e após, além de manter a pele limpa e hidratada. Recomenda-se o uso de dispositivos de posicionamento e reposicionamento, para descarregar os pontos de pressão na face e no corpo. Além disso, o uso de curativos como hidrocolóides, filme transparente e silicone pode ser benéfico na diminuição da quebra da pele facial. CONCLUSÃO: Para adoção da posição prona no tratamento de indivíduos com SDRA é necessário a adoção de estratégias de prevenção, avaliação e cuidados com a pele, descarga e redistribuição de pressão e curativos para prevenção, de modo a reduzir a incidência e prevalência dessas feridas evitáveis e implementação de um cuidado seguro.
Palavras-chave: Infecção por coronavírus, Décubito ventral, Lesão por pressão
Oral
PRÁTICA DE HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS NA MONITORIA DE SEMIOLOGIA E SEMIOTÉCNICA APLICADA A ENFERMAGEM: EXPERIÊNCIA DO DISCENTE MONITOR
JOSÉ GERFESON ALVES; YANCA CAROLINA DA SILVA SANTOS; CAROLAINE DA SILVA SOUZA; EMANUELLY VIEIRA PEREIRA
OBJETIVO: Relatar a experiência do discente-monitor na monitoria da disciplina semiologia e semiotécnica aplicada a enfermagem sobre práticas de higienização das mãos. MÉTODO: Trata-se de relato de experiência. A vivência ocorreu no mês de agosto de 2019, no laboratório de habilidades de Enfermagem do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Regional do Cariri-Unidade Descentralizada de Iguatu. Participaram da atividade cinco estudantes e o discente-monitor da disciplina. A atividade foi desenvolvida em três horas, sendo implementada em cinco etapas: 1-Integração: apresentação dos participantes, orientações sobre o processo de ensino-aprendizagem nas monitorias e normas do laboratório; 2-Articulação teório-prática: contextualizou-se aspectos microbiológicos da pele, transmissão de patógenos por meio das mãos, controle de infecção, produtos, equipamentos e insumos utilizados para higienização das mãos; 3- Realização das técnicas de higienização das mãos: utilizou-se protocolo operacional padrão (POP); 4-Avaliação: discentes executavam as práticas e o monitor realizava checklist das etapas do POP; 5-Reflexão sobre execução da técnica: realizou-se dinâmica sobre higienização das mãos. RESULTADOS: Na visão do discente-monitor os alunos apresentaram conhecimento prévio sobre a temática ministrada o que facilitava a compreensão e realização do procedimento. Observou-se envolvimento dos alunos em todo o processo. Demonstraram organização e destreza para execução das práticas. Na etapa reflexiva verificou-se que quando a técnica não ocorre de forma efetiva, áreas podem não ser higienizadas onde patógenos podem permanecer, havendo o risco de contaminação salientando-se a importância de execução correta das técnicas para sua efetividade. A monitoria de semiologia e semiotécnica promove desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes para o cuidado em saúde capazes de proporcionar mudanças para a segurança do paciente. No contexto atual da pandemia por covid-19 salienta-se a importância da higienização das mãos como medida de prevenção e controle da infecção, logo se faz necessária sua correta realização. CONCLUSÃO: As atividades desenvolvidas pelo discente-monitor na monitoria de semiologia e semiotécnica aplicada à enfermagem sobre higienização das mãos podem contribuir para conscientização e execução das técnicas corretas de modo a prevenir infecções, contribuir para assistência segura e prevenção individual no contextual atual da pandemia.
Palavras-chave: Educação em Enfermagem,Estudante de Enfermagem,Infecções por Coronavirus, Mentores
Oral
PRÁTICA DO ENFERMEIRO NA PREVENÇÃO E CONTROLE DA SEPSE EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
VIVIANE NUNES FERREIRA; Samuel Carlos Tomaz; Ana Cristina da Silva Oliveira3; Débora Gomes Leite4; Glícia Uchôa Gomes Mendonça
Entre diversas doenças que afetam os pacientes críticos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a sepse é uma das principais causas de morte. A sepse é caracterizada pela ocorrência de uma reação inflamatória sistêmica, provocando uma disfunção orgânica, com um foco infeccioso presumido ou evidente. Nesta perspectiva o enfermeiro exerce um papel fundamental tanto na detecção precoce como no manejo clínico desses pacientes. O objetivo deste estudo é identificar práticas do enfermeiro frente à prevenção e manejo da sepse em UTI. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada nas bases de dados LILACS, BDENF e MEDLINE, da Bibliotaca Virtual em saúde (BVS) com os seguintes descritores em ciências da saúde (DeCS): “Cuidado de enfermagem”, “Sepse” e “Unidade de Terapia Intensiva”, utilizando o operador booleano AND. A pesquisa foi realizada no mês de julho de 2020 e obteve-se um total de 125 artigos inicialmente, que foram submetidos aos critérios de inclusão: idioma em português e estudos realizados nos últimos cinco anos. Restando 20 artigos para leitura e análise criteriosa. A amostra final foi composta por cinco artigos e os principais achados mostram que as práticas de enfermagem no paciente com sepse na UTI estão relacionadas ao reconhecimento sistemático de sinais e sintomas indicativos de sepse e monitorização dos parâmetros clínicos. Outros cuidados dizem respeito à coleta de amostra para hemocultura, terapia com antibióticos de forma precoce, realizar e monitorar a reposição com fluidos cristaloides e terapia vasopressora, averiguar alterações nos valores da pressão arterial média, pressão venosa central, nível de lactato e saturação de oxigênio, bem como acompanhar o resultado dos exames solicitados e efetuar a avaliação da assistência prestada junto à equipe multiprofissional. Ademais outra prática descrita se refere a implementação da sistematização da assistência de enfermagem assegurando uma prática assertiva e individualizada. Capacitação dos enfermeiros neste cenário também foi citada com um fator importante no manejo desse paciente, pois requer conhecimento técnico-cientifico e olhar crítico-reflexivo, atuando conforme protocolos e estratégias bem estabelecidas. Conclui-se que as práticas de enfermagem para o paciente com sepse na UTI configuram-se como um passo importante e fundamental para o prognóstico do paciente evoluir de maneira satisfatória.
Oral
Práticas assistenciais de enfermagem ao recém-nascido com RGE
VITÓRIA DA SILVA SOARES; Gisely Torres de Alencar; Maryldes Lucena Bezerra de Oliveira
Introdução: A doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) é uma das patologias da infância, de difícil diagnóstico, tendo como principais complicações a pneumonia por aspiração. É encontrado em 25% dos bebês e pode acarretar vários prejuízos para o desenvolvimento. Objetivo: Identificar a atuação da enfermagem nas práticas assistenciais ao recém-nascido com RGE. Método: Esse estudo se trata de uma revisão de literatura por meio de pesquisa nas bases de dados: MEDLINE, LILACS, SCIELLO e BDENF, na qual foram selecionados artigos publicados entre os anos de 2015 á 2020, com idiomas português e inglês, que relatassem sobre as práticas assistenciais de enfermagem, utilizadas no recém-nascido com RGE. Foram utilizados os seguintes descritores: “Pediatric Assistants”, “Gastroesophageal Reflux” e “Nursing”. Resultados: Os principais cuidados são: O posicionamento adequado no leito após a oferta de dieta, no qual se mantém o RN preferencialmente em decúbito lateral direito e com a cabeceira do berço elevada (30º), a oferta da dieta de forma fracionada observando-se reações do bebê, administração de medicamentos procinéticos prescritos e as orientações aos pais quanto à importância de se evitar a deglutição de ar na oferta da dieta e colocar o bebê para eructar após mamadas. Conclusão: O refluxo gastroesofágico se não tratado de forma correta pode aumentar as chances de broncoaspiração e consequentemente desenvolvimento de pneumonia. A assistência de enfermagem prestada ao RN contribui para a melhora do seu quadro clínico e envolve a capacitação dos pais para o melhor manejo dos cuidados ao filho no domicílio.
Oral
PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES NO ALÍVIO DA DOR E ASSISTÊNCIA AO PARTO NORMAL
KADSON ARAUJO DA SILVA; Antonio Wellington Vieira Mendes; Andreza Vitor da Silva; Tiago Ribeiro dos Santos; Kamila de Castro Morais; John Carlos de Souza Leite
O parto se caracteriza como um evento fisiológico normal com a finalidade de prover o nascimento de uma vida, portanto, o parto normal é o método natural de nascimento e o mais indicado para mulheres que o podem realizar, trazendo benefícios como rápida recuperação e diminuição considerável dos riscos de infecção para a mãe e o RN. Contudo, a dor torna-se um evento comum antes, durante e após o trabalho de parto (TB), assim, métodos não farmacológicos podem ser utilizados durante a assistência com a finalidade de promover o aumento da tolerância a dor. Atentando-se a humanização no TB, infere-se a importância de pesquisas na área com o intuito de aprimorar as práticas em saúde. Desse modo, o estudo objetiva identificar na literatura as contribuições das práticas integrativas e complementares no alívio da dor e assistência durante o parto normal. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada no mês de junho de 2020. A busca ocorreu na BVS através das bases de dados BDENF, MEDLINE e LILACS, utilizando o cruzamento dos DeCS: Práticas integrativas e complementares AND Assistência ao parto AND Dor, resultando em 26 referências. Aplicando os critérios de inclusão: texto completo (Disponível), idioma português e inglês e artigos dos últimos 10 anos e em contrapartida aplicando os critérios de exclusão: artigos duplicados e que não contemplassem a temática, resultou em cerca de cinco referências para análise e leitura na íntegra para a construção do presente estudo. A dor durante o TB é inevitável e como forma de amenizá-la existem meios que se pode utilizar durante a assistência para tornar o ato de partejar mais prazeroso para a mulher, como o uso dos métodos não farmacológicos. Caracterizadas como um conjunto de práticas, abordagens, conhecimentos e crenças em saúde, as práticas integrativas e complementares podem ser empregadas com essa finalidade, como a massagem, hidroterapia, cromoterapia, aromaterapia, musicoterapia, moxabustão e técnicas de respiração, que podem atuar no auxílio para com a dor, além de proporcionar um parto mais humanizado, contribuindo para o empoderamento da mulher e diminuição do tempo de trabalho de parto e parto, favorecendo o encaixe do bebê e permitindo melhor indução do processo de nascimento. Essas práticas auxiliam durante todo o processo de parto promovendo um ambiente mais agradável para o nascimento, influenciando positivamente no vínculo entre mãe e filho, além melhorar a qualidade de vida das parturientes.
Palavras-chave: Práticas Integrativas e Complementares, Assistência ao Parto, Dor
Oral
PREJUÍZOS PSICOLÓGICOS EM MULHERES VÍTIMAS DE ABUSO SEXUAL
ISABELE CÓRLET BARRETO; Açucena de Farias Carneiro; Maria de Fátima Trajano de Farias; Maria Núbia de Araújo Lira; Francikelle da Silva Alves Araújo; Maria Joyce Tavares Alves
Introdução: A violência sexual em mulheres é um problema social complexo, sua incidência está bastante associada a desigualdade de poderes entre os sexos masculino e feminino, culminando em danos à saúde mental da vítima. Objetivo: Identificar os principais prejuízos psicológicos causados pelo abuso sexual. Método: Trata-se de um estudo descritivo, reflexivo realizado por meio de revisão integrativa. Ao utilizar os descritores “violência sexual”, “saúde da mulher” e “saúde mental”, em busca no banco de dados da Biblioteca Virtual em Saúde, foram encontrados 1.128 artigos. Após considerar apenas os estudos hospedados nas bases de dados do Sistema Online de Busca e Análise de Literatura Médica, Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde e Base de Dados de Enfermagem, foram adicionados trabalhos completos, nos idiomas português, espanhol e inglês, publicados nos últimos cinco anos, que abordassem sobre a temática, sendo selecionados 271 artigos. Resultados: O abuso sexual de acordo com estudos científicos se caracteriza na utilização da força de forma real ou simbólica pelo agressor, com o intuito de dominar corpo e mente da vítima. Na grande maioria dos casos a violência ocorre no ambiente familiar, pelo próprio parceiro, acarretando em grande invisibilidade dos casos e dificuldade de intervenção. Dessa forma são inúmeros os prejuízos a saúde da mulher, propiciando em maiores riscos no desenvolvimento de doenças crônicas mentais, tais como, estresse pós-traumático, depressão, ansiedade, ideação suicida, assim como o uso abusivo de substâncias, humor deprimido, irritabilidade e insônia. Considerações finais: Frente ao exposto, percebe-se que a violência sexual é um problema grave, que muitas mulheres vivenciam dentro de suas próprias residências, acarretando em inúmeros danos à saúde mental. Assim, mostra-se necessária a disponibilização de apoio imediato as vítimas, objetivando a diminuição de prejuízos psicológicos, por meio da oferta de cuidados profissionais, da criação de grupos de apoio, propiciando um melhor enfrentamento do momento, devido ao contato com outras mulheres que passaram pelo mesmo trauma. Também é crucial um maior debate sobre a temática visando a identificação e prevenção de novos casos, haja vista a invisibilidade em relação ao abuso sexual.
Palavras-chave: Violência sexual, Saúde da mulher, Saúde mental
Oral
PREVALÊNCIA DE INCONTINÊNCIA URINÁRIA EM MULHERES NO PERÍODO PÓS-PARTO
FRANCISCA CLARISSE DE SOUSA; Gledson Micael da Silva Leite; Tays Pires Dantas; Cicero Aldemir da Silva Batista; Melina Even Silva da Costa; Luis Rafael Leite Sampaio
Objetivou-se investigar a prevalência de incontinência urinária em mulheres no período pós-parto vaginal. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura de caráter descritivo, realizada no mês de julho de 2020. Utilizou-se 12 artigos para o embasamento do estudo que estão disponíveis Biblioteca Virtual da Saúde. A narrativa foi construída utilizando duas seções: possíveis fatores predisponentes de incontinência urinária no período pós-parto e prevalência do aparecimento de incontinência urinária no pós-parto. A incontinência mista até os 12 meses após o parto foi associada com o parto vaginal com ou sem instrumentação. Sendo as lesões obstétricas do esfíncter anal o único fator significativamente associado a incontinência mista no pós-parto. Do mesmo modo um estudo realizado em 2017 identificou que as lesões obstétricas do esfíncter anal, episiotomia e analgesia peridural, respectivamente, são fatores associados para a IU. Ao realizar um estudo observacional em 2017 com 237, os autores identificaram que, 51,89% destas, relataram que tiveram episódios de IU durante a gestação. Já no pós-parto esse número cai para 34,60% (82). O estudo foi divido em três grupos, sendo o grupo de mulheres com IU pós-parto composto por 82 mulheres, onde 31,69% destas apresentaram IU pela primeira vez no pós-parto e 68,31% apresentaram a sintomatologia durante a gestação (p<0,001). Estudo realizado em 2015 apontou que a incidência de incontinência urinária no grupo de cesariana foi de 9,09% (6/66), que foi inferior ao de 16,87% (14/83) para o grupo de parto normal, mas a diferença não foi estatisticamente significativa (P> 0,05). A partir dos dados encontrados conclui-se que se trata de uma condição de alta prevalência, entretanto, ainda não possui causa totalmente definida, podendo ser associadas a diversos fatores ou um conjunto destes.
Palavras-chave: Incontinência Urinária, Prevalência, Período Pós-Parto
Oral
PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM: ACIDENTES COM MATERIAIS BIOLÓGICOS NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA
JANAYLE KÉLLEN DUARTE DE SALES; Hercules Pereira Coelho; Gilberto dos Santos Dias de Souza; Victor Hamilton da Silva Freitas; Luyslyanne Marcelino Martins; Ana Maria Machado Borges
Introdução: Os profissionais da saúde vivem sobre constante risco de exposição a diversos patógenos contidos no ambiente laboral, que podem acarretar em adoecimentos e/ou acidentes ocupacionais. O acidente de trabalho, decorrente da exposição a materiais biológicos em profissionais da saúde, aponta-se como fator preocupante, não só pelas perdas que geram nas instituições, mas também pelos danos que são acarretados aos profissionais acidentados. Objetivo: Compreender o conhecimento da equipe de enfermagem frente aos incidentes com materiais biológicos na Estratégia Saúde da Família Método: Trata-se de um estudo descritivo, de cunho quantitativo, observacional sistemático do tipo não participante. Participaram do estudo os profissionais de enfermagem atuantes nas Estratégias Saúde da Família (ESF) de um município da região do Cariri Cearense. A coleta de dados foi realizada entre os meses de setembro a novembro de 2019, por meio da aplicação do Checklist e questionário, sendo a análise dos dados realizada por meio do programa Statistical Package for the Social Sciences (IBM SPSS). Resultados: Participaram do estudo 23 profissionais, 69,6% (n=16) técnicos em enfermagem, e 30.4% (07) enfermeiros. Em meio a amostra do estudo 21,74% (n=05) dos profissionais mencionaram ter histórico de acidentes ocupacionais, 60% (n=3) técnicos de enfermagem, e 28.6% (n=2) enfermeiros. Todos os contribuintes afirmaram não terem participado de capacitações, contudo revelaram conhecer as condutas pós-exposição ao material biológico. Diante da avaliação do conhecimento dos profissionais, os mesmos apontaram a secreção vaginal como o maior veículo de contaminação, sendo marcada a higienização pós-exposição com água e sabão; e as doenças passíveis de transmissão foram Hepatite B, Hepatite C e HIV. Observou-se que os profissionais, em sua maioria, não usaram luvas para aplicações parenterais, contudo, na coleta de sangue, urina e fezes, na realização de curativos e outros procedimentos com risco de contaminação fizeram uso dos Equipamento de Proteção Individual (EPI). Conclusão: Apesar de não terem recebido capacitação sobre acidentes com material biológicos na ESF, ao serem observados na prática, os profissionais conheciam as condutas pós-exposição e utilizavam de forma correta os EPI
Oral
PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA: EXPERIÊNCIAS DE ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM
MICHELLY CAMILO PEREIRA; BRENDA PINHEIRO EVANGELISTA; Marcos Adriano Mangueira Pastor; Maria Edméa Lopes de Oliveira; Arquiles Tavares Ferreira; Rafael Bezerra Duarte
Introdução: O Programa Saúde na Escola (PSE), foi instituído em 5 de dezembro de 2007, através do Decreto nº 6.286. O PSE resulta do trabalho entre o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde, e tem por principal objetivo, promover a saúde e a cultura da paz, reforçando a prevenção de agravos à saúde. Várias são as ações em saúde previstas no âmbito do PSE, e estas devem considerar a atenção, promoção, prevenção e assistência, tem em vista a melhoria da qualidade de vida da população. Objetivo: Relatar a experiência de acadêmicos de enfermagem, durante as atividades desenvolvidas no estágio da disciplina de enfermagem em saúde da criança e do adolescente com educandos de uma escola pública do município de Icó, CE. Método: Estudo descritivo, tipo relato de experiência, realizado por acadêmicos do 8º semestre do curso de enfermagem do Centro Universitário Vale do Salgado no município de Icó-CE, durante o estágio da disciplina de enfermagem em saúde da criança e do adolescente no período de outubro de 2019. A experiência se deu na Escola Municipal Irismar Maciel Moreira. No estágio, foi realizado: Educação em saúde sobre higienização corporal; Avaliação do cartão vacinal; Verificação do Índice de Massa Corporal (IMC); Teste do sussurro e de Snellen. Resultados: Na atividade de educação em saúde, observou-se que os educandos tinham conhecimento prévio, porém expuseram dúvidas, as quais foram sanadas através de orientações e com uso da ludicidade, slides com imagens e vídeo. Na avaliação do cartão de vacinação, evidenciou-se educandos com vacinas atrasadas, estes foram orientados a buscarem seu posto de saúde para a atualização. Referente à verificação do IMC, foi observado que alguns educando apresentavam-se com baixo peso, outros sobrepeso, e com obesidade grau I. Esses foram orientandos sobre a alimentação saudável, práticas de atividades físicas, e a buscarem ajuda com nutricionista. No que concerne à realização dos testes de sussurro, os educando não apresentaram alterações. Com o teste de Snellen, pode-se observar déficit visual em alguns educandos, estes foram orientados a procurarem uma consulta com oftalmologista. Conclusão: Diante dos resultados, percebemos a importância das ações desenvolvidas pelo PSE, assim como sua relevância dentro da comunidade escolar, uma vez que, através dessas ações pode-se traçar estratégias visando à melhoria das condições de saúde dos educandos, bem como sua qualidade de vida.
Palavras-chave: : Educação em Saúde; Promoção da Saúde; Saúde da Criança
Oral
PROMOÇÃO DA SAÚDE: SOBRE SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA EM UMA COMUNIDADE REMANESCENTE DE QUILOMBO (CRQ).
AIRLA EUGÊNIA DOS SANTOS BACURAU; Lais Barreto de Brito Gonçalves; Yasmin Ventura Andrade Carneiro; Julianne Duarte de Souza; Cicero Aldemir da Silva Batista; Izabel Cristina Santiago Lemos de Beltrão
As práticas educativas centradas na promoção da saúde sexual e reprodutiva integram um conjunto de ações que visam ampliar as orientações sobre prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) e o uso correto dos métodos contraceptivos. Considerando os aspectos de vulnerabilidade social das comunidades tradicionais, e compreendendo que o baixo nível socioeconômico, os contextos culturais, escolaridade e acesso aos serviços de saúde tornam o indivíduo mais suscetível, tais ações permitem difundir informações e atuar na promoção da saúde da mulher de modo coletivo. O objetivo é relatar a experiência durante a realização de uma atividade de educação em saúde sobre o uso do preservativo feminino desenvolvida com mulheres de uma Comunidade Remanescente de Quilombo (CRQ). Trata-se de um relato de experiência formulado por acadêmicos do curso de graduação em enfermagem da Universidade Regional do Cariri (URCA), bolsista e voluntários do projeto de extensão Promoção da Saúde e Sustentabilidade em Comunidades Quilombolas acerca da educação em saúde sobre as IST’s com ênfase nas orientações sobre uso dos preservativos femininos. A ação foi realizada no mês de outubro de 2020, no município de Araripe-CE. As orientações tiveram como foco principal esclarecer dúvidas, realizar testes rápidos para triagem de possíveis infecções, coletar material para realização do exame citopatológico e orientar sobre o uso correto dos preservativos femininos. Em relação aos participantes da ação, as mulheres relataram não conhecer os preservativos, sendo o primeiro contato com os métodos de prevenção. Durante as atividades foram realizadas orientações e indicações sobre uso e descarte dos preservativos, enfatizando os benefícios, bem como a eficácia desses métodos contra a gravidez não planejada e principalmente na prevenção das infecções sexualmente transmissíveis. Os métodos contraceptivos precisam ser disponibilizados juntamente com as orientações corretas para seu uso, principalmente no que se refere a difusão das informação pertinentes aos benefícios e uso adequado. Além disso, as ações de extensão permitem implementar medidas de controle, prevenção e adesão aos métodos contraceptivos sobre o conhecimento em saúde tão pertinentes a prevenção de doenças. Por fim, se tratando da oportunidade de se trabalhar o emponderamento social dessas mulheres para que elas atuem como corresponsaveis na promoção de sua saúde sexual e reprodutiva.
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PROMOÇÃO DE CUIDADOS PALIATIVOS À PESSOAS PRIVADAS DE LIBERDADE: REVISÃO NARRATIVA
RAQUEL LINHARES SAMPAIO; Carla Andréa Silva Souza; Maria Lucilândia de Sousa; Nadilânia Oliveira da Silva; Mauro Mccarthy de Oliveira Silva; Grayce Alencar Albuquerque
Objetivou-se analisar na literatura científica as principais discussões acerca da promoção dos cuidados paliativos para pessoas privadas de liberdade. Trata-se de uma revisão narrativa, realizada em julho de 2020. Foram incluídos artigos nos idiomas inglês, português e espanhol, e excluídos aqueles indisponíveis na íntegra, que fugissem a temática e revisões, não houve recorte temporal. O levantamento dos dados foi realizado através do portal de periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, nas bases de dados: Medical Literature Analysisand Retrieval System Online, Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde e Scientific Electronic Library Online, Índice Bibliográfico Español en Ciencias de la Salud e Web of Science, com os Descritores de Ciências da Saúde e Medical Subject Headings “cuidados paliativos”, “prisioneiros” e o sinônimo “pessoas privadas de liberdade”, associados através do operador booleano “AND”. Foram identificados 109 artigos, sendo excluídos 85 por fugirem à temática, 08 por duplicidade, 01 por repetição, 02 pela indisponibilidade na íntegra, sendo a amostra final de 13 estudos, que foram analisadas de forma descritiva, sendo os dados organizados em duas categorias temáticas, conforme semelhanças. Evidenciou-se que, com a expansão do número de detentos com idade avançada, houve um aumento das doenças graves, sendo o HIV/AIDS mais prevalente. Os estudos apontam que os cuidados paliativos se mostram como uma importante alternativa diante desse cenário. No cárcere, esses cuidados podem ocorrer de duas maneiras, pela concessão da liberação compassiva, onde o sujeito é enviado para um serviço comunitário de cuidados paliativos ou para a família, ou pela inserção desses cuidados no ambiente carcerário. No tocante as barreiras na implementação dos cuidados paliativos no cárcere, identificou-se fatores relacionados à infra-estrutura carcerária inapropriada, dificuldade na disponibilidade de medicações, falta de recursos e a descriminação aos privados de liberdade. Assim, de modo à assegurar o direito e a qualidade à saúde do indivíduo em privação de liberdade diante do quadro de doenças graves, faz-se necessária a implementação e aprimoramento das políticas de saúde voltadas aos cuidados paliativos, garantindo assim, cuidado digno e holístico, através da prevenção e alívio do sofrimento, por meio de uma equipe interdisciplinar.
Palavras-chave: prisioneiros,envelhecimento,cuidados paliativos
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QUALIDADE DE VIDA E DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA: REVISÃO INTEGRATIVA
MYLLENA FARIAS GOMES; RAUL RORISTON GOMES DA SILVA; MARIA ISABEL CAETANO DA SILVA; LUCAS COSMO DE MENESES; BIANCA FERNANDES MARCELINO; WONESKA RODRIGUES PINHEIRO
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é caracterizada pela limitação do fluxo aéreo associado a respostas inflamatórias, podendo surgir após a instalação de um quadro persistente de bronquite ou enfisema pulmonar, também estando associada a fatores genéticos, inalação ou exposição a irritantes químicos, como por exemplo o cigarro. Pacientes com DPOC apresentam limitações, pois o quadro clínico da doença interfere diretamente na realização das atividades diárias e repercute na qualidade de vida. Investigar os impactos da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica na qualidade de vida de pessoas diagnosticadas com essa patologia. Método: Consiste em uma revisão integrativa da literatura realizada no mês de junho de 2020 na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), nas bases de dados: Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e no Banco de Dados de Enfermagem (BDENF). Foi utilizada a estratégia de busca avançada realizando o cruzamento entre os Descritores em Ciências da Saúde: Pacientes, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica e Qualidade de Vida. O cruzamento entre os termos a partir do operador booleano AND resultou em 616 estudos. Após a aplicação dos filtros: Texto Completo; idiomas português, inglês e espanhol; tipo de documento artigo, publicados nos últimos cinco anos, resultou em 141 artigos. Com a leitura dos títulos e resumos, 29 estudos foram selecionados para a leitura na íntegra os quais 23 atenderam ao escopo desta pesquisa. Observou-se que entre as experiências vivenciadas por pessoas com DPOC, a fadiga e as limitações funcionais foram as mais citadas, essas, estiveram relacionadas a problemas como: insônia, ansiedade e depressão. A DPOC também prejudica a realização das atividades diárias e interfere no convívio social com outras pessoas, além disso, o paciente apresenta diminuição da autoestima; dor relacionada ao desconforto respiratório; edema pulmonar e alterações no padrão de sono, apresentando necessidade de adaptações no posicionamento no momento de descansar e dormir. Assim, os sintomas e os impactos psicossociais da DPOC provocam limitações no desempenho de atividades diárias e afetam a qualidade de vida dos pacientes. A avaliação da qualidade de vida em pacientes com DPOC é um bom indicador da gravidade, da exacerbação dos sintomas e da mortalidade, ainda, monitora a efetividade do tratamento.
Palavras-chave: PACIENTES,DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÕNICA,QUALIDADE DE VIDA
Oral
RECOMENDAÇÕES ACERCA DA ASSISTÊNCIA AO TRABALHO DE PARTO, PARTO E PUERPÉRIO DURANTE PANDEMIA DA COVID-19
ÉVILLYN PEREIRA SANTIAGO; Vitória de Oliveira Cavalcante; Maria Lucilândia de Sousa; Camila da Silva Pereira; Thaís Isidório Cruz Bráulio; Rachel de Sá Barreto Luna Calou Cruz
A pandemia por COVID-19 está causando inúmeras modificações nos processos de saúde. Nesse cenário a assistência ao trabalho de parto, parto e puerpério é um assunto de extrema relevância a ser discutido, pois em meio ao desconhecimento dos riscos potenciais de transmissão do vírus, a mesma segue sobre investigação. Dessa forma objetiva-se descrever as principais recomendações acerca da assistência ao trabalho de parto, parto e puerpério durante a pandemia da COVID-19. Trata-se de um estudo descritivo do tipo reflexão teórica, fundamentada na nota técnica 9/2020 do Ministério da Saúde publicada em abril de 2020. Mulheres grávidas quando entram em trabalho de parto e são encaminhadas para a maternidade, antes da sua admissão a parturiente e o acompanhante, são triados para casos suspeitos ou confirmados de COVID-19. De acordo com o resultado da triagem devem seguir protocolos específicos, quando negativo, a parturiente deve ser manejada com cuidados e ambos devem receber orientações de medidas de prevenção de infecção. Quando triagem for positiva (gestante ou acompanhante): Ela deve transferida para quarto em isolamento idealmente em regime Pré-parto/Parto/Puerpério (PPP), usar máscara cirúrgica, receber orientações e meios de higienizar as mãos e receber cuidado de pessoal devidamente protegido com EPI. O acompanhante também deve ser considerado portador do SARS-CoV-2 e deve seguir todos os cuidados necessários. Após o parto, independente do resultado da infecção pelo SARS-CoV-19, acompanhante só deve ser permitido em situações onde há instabilidade clínica da mulher, do RN, ou nas gestantes menores de idade. Nas demais situações, sugere-se a suspensão temporária, para redução do fluxo de pessoas dentro do hospital/maternidade. Em busca de implementar uma assistência segura ao binômio mãe-filho, tais medidas são essenciais para continuidade do cuidado durante o parto e puerpério. Salienta-se ainda que, estas ações garantem também a redução da exposição da equipe na prestação dos referidos cuidados, sendo necessário a realização de capacitações dos profissionais para que seja possível assegurar a continuidade da assistência de forma segura para todos os envolvidos. Por fim, ressalta-se que estas orientações podem ser alteradas à medida que haja novas evidências científicas.
Palavras-chave: Infecções por CoronavirusEnfermagem em Saúde Comunitária; Obstetrícia.
Oral
RECOMENDAÇÕES PARA USO DO PACIENTE SIMULADO: REVISÃO INTEGRATIVA
JOSEFA FERNANDA EVANGELISTA DE LACERDA; Angélica Pereira de Oliveira; Evanira Rodrigues Maia; Maria Juscinaide Henrique Alves
A simulação com uso de paciente simulado tem sido aplicada no ensino de saúde com o objetivo de formar profissionais críticos e reflexivos, aptos para atender a integralidade da assistência à saúde. No entando, a literatura é escassa em orientações sobre a utilização do paciente simulado no ensino de habilidades em saúde. Objetivou-se apresentar com base na literatura as recomendações para o uso do paciente simulado. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura. A busca de dados deu-se mediante o Portal de Periódicos da Capes, nas bases de dados Medical Literature Analyses and Retrieval System Online, Literatura Latino Americana em Ciências da Saúde e na biblioteca Scientific Electronic Library Online. Foi utilizado o cruzamento dos descritores em associação com o operador booleano AND: simulation AND patient simulation. Os estudos foram submetidos a critérios de inclusão (texto completo disponível, idiomas em português, inglês e espanhol, tipo de documento artigo, artigos originais que abordem a temática) e exclusão (artigos de revisão, repetidos, duplicados, editoriais, reflexão, comentários breves). A amostra final foi submetida a extração de dados por formulário de elaboração própria e analisados conforme literatura pertinente. O estudo foi composto por seis artigos, dois nacionais e quatro internacionais, publicados entre 2010 a 2019. Recomenda-se a caracterização e o treinamento do paciente simulado. Quanto a caracterização, o paciente simulado pode ser leigo, estudante, professor ou um ator profissional; ter habilidades de comunicação, usar roupas e maquiagens de acordo com o caso; conhecer o objetivo de aprendizagem. No que se refere ao treinamento recomenda-se dispor de ambiente específico, discutir o caso a partir de leituras, elaborar o roteiro da simulação com apresentação do caso e objetivos de aprendizagem, ofertar feedback ao final de cada simulação. A simulação com paciente simulado aplicada com rigor metodológico é apontada como tecnologia no ensino em saúde que permite desenvolver e aperfeiçoar habilidades profissionais, sob a perspectiva da formação por competências.
Palavras-chave: Simulação de paciente, Simulação, Formação profissional,Educação
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REDE SOCIAL COMO FERRAMENTA DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE EM TEMPOS DE PANDEMIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA.
JULIANA BARBOSA DE FREITAS ; NATANNAEL DA SILVA PEREIRA; SAMIRES SOARES DE OLIVEIRA; VITÓRIA FERREIRA MARINHO; GABRIELA DE SOUZA SILVA; ALISSAN KARINE LIMA MARTINS
Introdução: Em tempos de pandemia e distanciamento social, as páginas sobre saúde nas redes sociais tem se tornado uma importante biblioteca médica, sendo utilizada diariamente por milhões de pessoas em todo o mundo, para encontrar informações sobre saúde. Objetivo: Relatar a experiência da construção de uma tecnologia como facilitadora do processo de educação em saúde. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência acerca da elaboração de publicações em um perfil na rede social Instagram por alunos pertencentes aos cursos de Enfermagem e Educação Física, os quais são membros do projeto Habilidades e Práticas em Saúde Coletiva (HPSC), desenvolvido na Universidade Regional do Cariri (URCA). A ideia foi exposta e aceita em uma das reuniões do HPSC, sendo que essas atividades online devem ser planejadas e executadas a cada mês por onze membros do HPSC divididos em quatro grupos. Os temas incluídos no cronograma de postagem na página intitulada HPSC URCA para o mês de maio de 2020 foram: Medidas de prevenção contra o novo Coronavírus; Semana de combate ao mosquito transmissor da Dengue; Tipos de Violência contra a mulher e como manter a saúde mental em época de Pandemia. Para tanto cada grupo ficou responsável por enviar a coordenadora as ideias de subtemas e a forma criativa que construiriam as informações científicas para cada publicação. Para isso, os grupos utilizaram de ferramentas como vídeos educativos, artigos e sites científicos, sendo que construção do material informativo se deu por meio de programas disponíveis para download e enquetes sobre os temas supracitados a serem discutidos. Resultados: A página possui 221 seguidores, e ao longo do mês supracitado foram realizadas 35 publicações tendo um total de 5.893 impressões. A disseminação dessas informações promoveu uma interação ativa dos seguidores por meio dos comentários, compartilhamentos e respostas em atividades interativas. Ademais, a tecnologia possibilitou uma rede de saberes sobre temas diversos tanto para os leitores como para os membros do HPSC que produziram as informações. Conclusão: Fica evidente, portanto, que a perspectiva apresentada possibilita uma diversidade de informações que passam a ser sintetizadas por meio do conhecimento e da criatividade dos grupos. Desse modo, essa tecnologia possibilita a interação e participação do público por meio do fácil acesso ao conteúdo, o qual é disponibilizado de forma gratuita e inovadora.
Palavras-chave: EDUCAÇÃO EM SAUDE,REDE SOCIAL, PANDEMIA
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REDE SOCIAL E EDUCAÇÃO EM SAÚDE EM TEMPOS DE COVID-19: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
JOANE CAVALCANTE NUNES; Mariana Cardoso Dantas; Jamille Pereira Neto; Joyvillianny Sampaio Xavier; Dianna Mirelly Carvalho dos Santos; Priscylla Helena Alencar Falcão Sobral
A pandemia gerada pela COVID-19 é responsável por uma crise de saúde pública que impôs desafios e novas perspectivas para educar em saúde. As dificuldades encontradas têm requerido adaptações diante do necessário distanciamento. Este estudo tem o objetivo de relatar a experiência do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde/Interprofissionalidade (PET-Saúde), da Universidade de Pernambuco (UPE)/Petrolina-PE, com as ações de educação em saúde realizadas através de uma rede social, no contexto atual. As ações foram desenvolvidas por discentes e docentes dos cursos de saúde da UPE (N=47) e preceptores da Rede de Atenção Básica e da Gestão (N= 20) que integram o programa mencionado, no período de abril a junho de 2020. A rede social de escolha foi o Instagram, onde foi criada a seguinte conta: @pet.Inteprofissionalidadeupe. Os temas foram definidos semanalmente, com publicações diárias. A elaboração dos materiais demandou pesquisas com o fim de obter embasamento teórico e científico acerca dos conteúdos. Como recursos de apoio foram utilizados aplicativos para edição de vídeos e imagens: Canva e Animaker. Considerando o contexto da pandemia, as seguintes temáticas foram abordadas: interprofissionalidade; isolamento social; saúde mental; saúde do trabalhador; alimentação; arboviroses; cuidados domiciliares; doenças crônicas não transmissíveis; violência doméstica e familiar; e síndromes respiratórias. Os principais resultados foram: a disponibilização de cartilhas, curso e materiais lúdico-educativos, contidos no link da biografia; a construção de conhecimento; a prática da interprofissionalidade no desenvolvimento das atividades; a disseminação de informações de modo amplo; o retorno positivo do público, observado em comentários, quantidades de visualizações, curtidas e compartilhamentos; bem como, o crescente número de seguidores, atingindo, atualmente, um total de 511. A limitação do estudo apresenta-se na existência de pessoas que não possuem internet e/ou equipamentos que permitam o acesso. A construção coletiva dos materiais foi essencial para manter a integração e a participação ativa dos membros do PET. A experiência do grupo com educação em saúde demonstrou o alto potencial da rede social como ferramenta de promoção e prevenção da saúde, pelo seu amplo alcance e facilidade na veiculação de informações, sobretudo no atual cenário. Além disso, as redes têm possibilitado a continuidade das atividades do PET, ultrapassando os muros da universidade.
Palavras-chave: Educação Interprofissional,Pandemias,Rede Social,Covid-19,Educação em Saúde
Oral
REFLEXÕES SOBRE A SAÚDE CARDIOVASCULAR DE ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS
SARAH LUCENA NUNES; José Antônio Silva dos Santos; Adriana de Moraes Bezerra
As doenças cardiovasculares compõem o grupo de doenças crônicas desenvolvidas a partir de fatores modificáveis ou não, que possuem impacto social e afetam a qualidade de vida. O frenético ritmo da sociedade expõe precocemente os indivíduos a comportamentos não saudáveis que interferem diretamente a saúde dos jovens. Objetivou-se refletir sobre o atual estilo de vida de estudantes jovens e as repercussões sobre a saúde cardiovascular. Trata-se de um estudo reflexivo de caráter descritivo. Para fundamentar a análise reflexiva foi realizada uma busca de estudos na Biblioteca Virtual em Saúde, utilizou-se os Descritores em Ciências da Saúde: Estilo de Vida, Estudantes de Ciências da Saúde e Doenças Cardiovasculares, cruzados com o operador booleano AND. Percebe-se que os fatores modificáveis tem maior influência para o acometimento cardiovascular, predispondo os indivíduos precocemente. Os hábitos adotados na infância e adolescência são refletidos e afirmados na vida adulta e progridem lentamente para o adoecimento quando não saudáveis, a citar o processo de aterosclerose que se inicia nos primeiros anos de vida, com associação a outros fatores há um alto grau de persistência do quadro na idade adulta. No âmbito universitário, em cursos da saúde, os jovens estão suscetíveis a inúmeros fatores de risco e, além de identificá-los, é necessário conhecer o que os mobiliza a perpetuarem hábitos não saudáveis, como a inatividade física, sobrepeso, alcoolismo, tabagismo, padrão alimentar inadequado. Embora conheçam os malefícios, essas práticas ganham continuidade devido a necessidade de trabalhar em horários adversos, a falta de conhecimento sobre o autocuidado, o estresse e o elevado tempo em frente as telas. Os universitários com baixos níveis de atividade física semanal e dieta pouco balanceada apresentam índice de massa corporal e pressão arterial significativamente maiores do que aqueles que possuem hábitos saudáveis, tornando suscetíveis a hipertensão arterial e ao sobrepeso, assim propensos ao risco cardiovascular. Atrelado aos fatores hereditários, é preciso ressaltar que a simultaneidade com estes fatores de risco propicia a multicausalidade das Doenças Cardiovasculares e por isso a necessidade de sensibilizar diariamente os estudantes. É necessário que ações e debates sobre estilo de vida saudável sejam contínuos e visem refletir sobre a magnitude das doenças cardiovasculares e os impactos na qualidade de vida dos estudantes ao longo de suas vidas.
Palavras-chave: Estilo de Vida,Estudantes de Ciências da Saúde,Doenças Cardiovasculares
Oral
RELATO DE EXPERIÊNCIA: SEGURANÇA DO PACIENTE NA UNIDADE DE TERAPIA DE URGÊNCIA MEDIANTE ÓTICA ACADÊMICA
ANA CRISTINA DA SILVA OLIVEIRA; Aldino Barbosa dos Santos; Débora Gomes Leite; Teodoro Marcelino da Silva; Viviane Nunes Ferreira; Josberto Calixto Pereira
OBJETIVO: Relatar experiências acadêmicas durante o estágio curricular sobre realização do protocolo de segurança do paciente no ambiente de Unidade de Terapia de Urgência. MÉTODO: Trata-se de um estudo qualitativo descritivo do tipo relato de experiência oriundo das vivências acadêmicas dos estudantes do curso de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri-URCA/Campus Iguatu, durante o Estágio Curricular Supervisionado. O presente estágio ocorreu entre o período 03 a 21 de junho de 2019. O campo de estágio ocorreram no hospital da região centro-sul do Ceará, na UTU, composta por cinco leitos normais e um leito especial para atendimento de doentes com enfermidades contagiosas ou com cuidados especiais. RESULTADOS: Notou-se durante os estágios que realização do protocolo de segurança do paciente é aplicada de maneira insatisfatória, visto que somente alguns pontos do protocolo foram executados. Como identificação do paciente, prescrição de medicamentos, o uso e administração das medicações, e redução do risco de quedas. Os demais pontos do protocolo não foram realizados com eficácia por meio dos profissionais. O protocolo de redução de lesão por pressão não foi desempenhado de forma satisfatória uma vez que o seu surgimento é um parâmetro para avaliação da qualidade da assistência prestada. A assistência não era eficaz em consonância entre a má comunicação dos profissionais. A equipe utilizava luvas para realização de procedimentos, porém, em nenhum momento foi presenciado a higienização das mãos, dando a entender que as luvas substituíam a higienização das mãos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Com base nas experiências relatadas, ficou perceptível a importância da realização efetiva do protocolo de segurança do paciente na UTU, visto que os mesmos se encontram em estado crítico e necessitam de uma assistência qualificada e eficaz. Os profissionais necessitam de uma atitude critico-reflexivo perante o seu cuidado, visto que estas possuem impacto direto na saúde do paciente. Fica evidente que a realização do protocolo de segurança em todos os seus eixos diminui de forma considerável o tempo de internação, já que o ambiente influencia diretamente no processo saúde doença, em razão da vulnerabilidade que os pacientes ali se encontram.
Palavras-chave: Segurança do paciente,Equipe de assitência ao paciente, Estágio Clínico
Oral
REPARAÇÃO HISTÓRICA: DOAÇÃO SANGUÍNEA DE PESSOAS LGBTQI+ E HSH NA REDE DE HEMOCENTROS DO BRASIL
TAMIRES ALVES DIAS; Kelly Suianne de Oliveira Lima; Giliarde Andrade Silva; Antonia Sayonara Ferreira Silva; Vanessa Silva Gaspar; David Ederson Moreira do Nascimento
Investigar potenciais benefícios a partir da permissão da doação de hemoderivados de pessoas LGBTQI+ E HSH no Brasil. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada em julho de 2020. A busca eletrônica ocorreu na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e da base de dados Scientific Eletronic Library Online (SciELO), utilizando os descritores Minorias Sexuais e de Gênero, Doadores de Sangue, Serviço de Hemoterapia e Promoção da Saúde, por meio do operador booleano AND. Foram utilizados como critérios de inclusão os documentos disponíveis na íntegra, tipo de documento artigo e publicados nos últimos 5 anos. Identificou-se 18 artigos, destes, excluíram-se 08 que não responderam ao objetivo do estudo. Obtendo-se um total de 10 estudos para amostra. Denota-se, que por muito tempo protocolos de triagem na rede de hemoderivados do Brasil aplicavam como critério de exclusão, a orientação e/ou prática sexual dos doadores. A Agência de Vigilância Sanitária por meio da Resolução RDC nº 34/14, e o Ministério da Saúde através da Portaria nº 158/16 determinavam que parcela da população LGBTQI+ e HSH não podiam doar sangue, mesmo que os bancos de sangue estivessem com baixo estoque. A aplicabilidade desses conceitos de grupos de risco não apenas rotulava uma imagem negativa, mas também reproduziam exclusão e estigmatização, que anualmente quantificavam um desperdício de cerca de 97.155 litros de sangue. Frente a isso, a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5543 do Supremo Tribunal Federal (STF), aprovou uma flexibilização das normativas que regulam os procedimentos hemoterápicos, considerando que a restrição era inconstitucional e discriminatória. Essa decisão acarretará um potencial impacto positivo nas doações e transfusões anuais, trazendo como resultado inúmeras vidas salvas. Atualmente, apenas cerca de 1,6% da população brasileira é doadora sanguínea, com isso considerar que não há grupos de riscos quando as IST´s/HIV, mas sim comportamentos de risco, servirá de incentivo aos LGBTQI+ e HSH que manifestem desejo de ser doador. Condutas como esta, são imprescindíveis na luta ao direito igualitário independente de qual seja sua orientação sexual ou práticas sexuais que realize. Contudo, se faz necessário que haja um contínuo investimento em políticas públicas voltadas a conscientização e a garantia dos direitos de se vivenciar a sexualidade de modo livre, sem que haja exclusão, preconceito ou discriminação dentro dos serviços prestadores de saúde no país
Palavras-chave: Minorias Sexuais e de Gênero, Doadores de Sangue, Serviço de Hemoterapia,Promoção da Saúde
Oral
REPERCUSSÃO DO ENQUADRAMENTO SOCIOECONÔMICO DOS PAIS NA NUTRIÇÃO DOS LACTENTES
ISABELLA SIMÕES BABACHINAS; Sandra Mara Pimentel Duavy; Gleice Adriana Araújo Gonçalves; Rodrigo Pinto Brasil; Richard Mairon Silva Sousa; João Marcos Ferreira de Lima Silva
O aleitamento materno abaixo do esperado, assim como a introdução da alimentação complementar de modo precoce e errôneo são problemas multicausais que têm consequências no estado nutricional e situação de saúde atual do lactente, podendo repercutir negativamente na vida adulta. Lactentes dependem de seus responsáveis para a manutenção de sua saúde e nutrição, mas características socioeconômicas dos pais podem refletir no trato para com os filhos, incluindo os hábitos nutricionais. Assim, é importante compreender a relação entre o estado nutricional dos lactentes com as características socioeconômicas dos pais para que seja possível identificar padrões e traçar intervenções eficazes no âmbito da saúde nutricional dos lactentes nas diferentes realidades familiares. O estudo objetiva avaliar a influência do grau de instrução das mães e pais, bem como a renda familiar, sobre estado nutricional dos lactentes. Trata-se de um recorte de monografia com dados secundários absorvidos de uma tese de doutorado. A coleta de dados deu-se na cidade de Juazeiro do Norte – CE, com 221 binômios mãe-filho e pais biológicos inscritos em 32 ESF se lecionadas. Foram considerados os estados nutricionais: magreza, normal e acima do peso, com base no IMC, e por renda considerou-se o número de salários mínimos mensais por família. Aos resultados, a maioria dos lactentes com peso normal tinha mães com grau de escolaridade referente ao ensino médio, e o menor percentual de mães com filhos com peso normal tinham ensino superior completo. Dentre os lactentes em estado de magreza, nenhuma das mães declarou ter nível superior de escolaridade e, para as crianças acima do peso, a maioria das mães apresentaram anos de estudo referentes ao ensino médio. Quanto aos pais, independentemente do nível de instrução, a maioria dos pais apresentaram filhos em peso normal. Quanto a renda familiar, a maior prevalência de bebês com peso adequado foi encontrada nas famílias com renda entre 1 e 2 salários mínimos, seguidos pelas famílias com mais de 2 salários mínimos. Para os bebês em estado de magreza e acima do peso, não houve relação significativa com o poder aquisitivo da família. Concluiu-se que, dentre a amostra estudada, não houve diferenças consideráveis quanto à escolaridade e poder econômico dos pais em relação ao estado nutricional dos lactentes, atentando para a hipótese de uma boa qualidade da educação em saúde, nivelando diferenças, refletindo no cuidado e saúde nutricional dos lactentes.
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REPERCUSSÕES DO ISOLAMENTO SOCIAL NA PANDEMIA DE COVID-19 NA SAÚDE MENTAL DE IDOSOS
NATHYLLE RÉGIA DE SOUSA CALDAS; Hingridy Ferreira Fernandes; Luiza Helena Soares e Silva; Thaynara Duarte do Vale; Thiago Nascimento Moura; Adriana de Moraes Bezerra
INTRODUÇÃO: A COVID-19, doença provocada pelo Novocoronavírus SARS-COV-2, manifesta um quadro clínico que muda de infecções assintomáticas a graves quadros respiratórios, causando milhões de internações hospitalares e óbitos no mundo, principalmente de pessoas idosas com doenças crônicas associadas. Para controle da propagação do vírus foi decretado como medida fundamental o isolamento social que, em contrapartida, pode gerar impactos na saúde mental do público idoso. OBJETIVO: Conhecer as repercussões do isolamento social na saúde mental dos idosos. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura,realizada na Biblioteca Virtual em Saúde, utilizando-se os Descritores em Ciências da Saúde: Infecções por coronavírus, Isolamento e Idoso, cruzados com o operador Booleano AND. Elegeram-se como critérios de inclusão artigos publicados nos idiomas português e inglês, disponíveis em texto completo gratuitamente e, critérios de exclusão artigos repetidos e que não respondiam ao objetivo proposto. Após leitura minuciosa dos estudos encontrados, sete foram utilizados na íntegra como fundamentação científica desta pesquisa. RESULTADOS: Em razão da importância do isolamento social como medida preventiva para conter a disseminação da COVID-19, constata-se a necessidade de decisões com amparo da gerontologia visando reduzir os efeitos negativos à saúde mental dos idosos por meio de medidas estratégicas. A solidão, experiência sentida pelos longevos que vivenciam a síndrome geriátrica de insuficiência familiar, agravou-se ainda mais com o isolamento social. Episódios e sintomas depressivos e quadros de ansiedade pelo desejo da descoberta da cura se unem com a preocupação em contrair o vírus e o medo da morte. Atrelado a isto, outros fatores, como estresse, mau humor, tédio e frustração também causam ônus à saúde mental desta população. CONCLUSÃO: A saúde mental dos longevos é impactada diretamente com o isolamento social. Reflete-se a necessidade de estratégias específicas a este público para minimizar as repercussões cognitivas negativas da pandemia que podem se estender por anos.
Palavras-chave: Infecção por coronavírus, Isolamento, Idoso
Oral
Responsáveis e dificuldades para o enfrentamento da violência entre adolescentes no ambiente escolar
RENAN VIANA DA SILVA; GABRIELE PAULINO FERNANDES; MARIA TEREZA COSTA CLEMENTE; PEDRO HIARLLEY BATISTA CARVALHO; EDNALDO YRUAN LOPES DOS SANTOS; GRAYCE ALENCAR ALBUQUERQUE
A violência é um fenômeno social presente em todos os lugares e classes sociais, acometendo inclusive o ambiente escolar. Trata-se de um problema de saúde pública que apresenta grande magnitude e com importantes consequências, embora possa ser prevenido, especialmente na escola, mesmo diante de dificuldades. Esta pesquisa objetivou identificar possíveis dificuldades e responsáveis pelo enfrentamento da violência no contexto escolar sob a ótica de alunos adolescentes. Estudo quantitativo, realizado em uma escola do Ensino Médio no município de Juazeiro do Norte, Ceará, nos meses de maio e junho de 2020, através da aplicação de questionários online enviados aos alunos entre 12 a 18 anos de idade, após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa. Os dados foram tabulados em planilhas de Excel e contabilizados em frequência absoluta e relativa. Foram contabilizadas no período apresentado, 61 devoluções de questionários preenchidos e, a partir dos resultados, constatou-se que para ocorrer uma redução da violência dentro das escolas é necessário que os responsáveis sejam determinados e as dificuldades identificadas. Dessa maneira, 40 (66%) alunos destacam que o papel preventivo dentro da escola deve ser realizado por profissionais que não fazem parte do quadro permanente de funcionários da instituição, como psicólogos e policiais; 38 (62%) que designam tal função ao diretor em conjunto com a coordenação pedagógica e 33 (54%) que atribuem a função aos professores. Sobre as dificuldades para a prática das atividades preventivas, 20 (33%) alunos pressupõem que as atividades realizadas com os pais não funcionam, pois estes não iriam querer participar; 18 (29%) apontam a carência escolar no quesito financeiro para realizar outras atividades; 18 (29%) declaram que não existiriam barreiras e 3 (5%) declaram que a dificuldade estaria no desinteresse da coordenação pedagógica e professores quanto a participar das atividades. Portanto, conclui-se por meio dos dados consolidados, que há uma maior necessidade de profissionais que muitas vezes não estão presentes nas escolas, como por exemplo, o psicólogo e como maior dificuldade a não adesão dos familiares à estratégias de enfrentamento à violência neste ambiente. Ressalta-se ainda a importância do núcleo gestor no papel de prevenção e enfrentamento das dificuldades constatadas.
Palavras-chave: Violência , Adolescentes, Escola, Enfrentamento
Oral
Abrir o trabalhoRISCOS DO USO INDISCRIMINADO DO ANTIBIÓTICO AZITROMICINA DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19
LUANA RIBEIRO DE SOUZA; Irineu Ferreira da Silva Neto; Inácia Bruna Leite; Maria Natalia Alves Ribeiro; Elizângela Andrade dos Santos; Agna Hayanna Alencar Cardoso
A COVID-19, causada pelo coronavírus, SARS-CoV-2, é uma doença que teve seu primeiro relato em dezembro de 2019, em Wuhan, na China, e conta com milhões de infectados no mundo atualmente. Diante da procura incessante por uma terapia e na ânsia por medicamentos eficazes, os meios de comunicações acabaram exteriorizando alguns estudos, fazendo com que muitas pessoas aderissem ao uso indiscriminado de fármacos, destacando-se a Azitromicina. Uma vez que a população acredita que, só se pode ter saúde ingerindo medicamentos, tendo como desfecho um consumo descontrolado. Dessa forma, objetivou-se expor os riscos do uso indiscriminado da Azitromicina durante a pandemia da COVID-19. Trata-se de uma revisão de literatura, mediante as bases de dados eletrônicas: SciELO, PubMed e Google Scholar, utilizando os Descritores em Ciência da saúde (DeCS): Bacterial Pharmacoresistance, Azithromycin e Coronavirus Infections, sendo estes, combinados pelo operador booleano “AND”. Foram utilizados os seguintes critérios de inclusão: Artigos publicados entre os anos 2019 e junho de 2020, dentro do idioma inglês, contendo pelo menos dois dos descritores. Em contrapartida, estudos incompletos, que não abordavam sobre o tema, fora do período e linguagens estabelecidos, foram excluídos. Encontrou-se nas bases de dados 32 artigos, mas utilizou-se de apenas 9 para síntese dessa revisão de literatura. Os estudos apontam que o uso indiscriminado da Azitromicina, pode desencadear resistência bacteriana, esse fator relaciona-se com as mutações, onde as bactérias adquirem proteção contra os antibióticos, e são capazes de se multiplicarem e se tornarem resistentes a terapia, podendo causar morbidades, óbitos e impactando diretamente a saúde pública, uma vez que os hospitais já se encontram sobrecarregados por consequência da pandemia da COVID-19. Ainda que do ponto de vista humanitário, a utilização de medicamentos de forma empírica seja considerada válida, no cenário da pandemia esta prática pode levar a vários eventos adversos, acarretando desde problemas neurológicos, gastrointestinais, até mesmo perda auditiva. O uso generalizado da Azitromicina deve ser desencorajado e tratado cada caso de maneira criteriosa, sob prescrição de um profissional de saúde habilitado. Ademais, faz-se necessário uma maior conscientização da população, buscando sempre orientações com profissionais, para que se possa amenizar as complicações causadas pelo uso indiscriminado, além de reduzir essa tendência.
Palavras-chave: Azitromicina,Farmacorresistência bacteriana,Infecções por coronavírus
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RISCOS POTENCIAIS ASSOCIADOS A MÁ UTILIZAÇÃO DA CLOROQUINA E HIDROXICLOROQUINA NA PANDEMIA DA COVID-19
IRINEU FERREIRA DA SILVA NETO; Isadora Ellen Feitoza Ricardino; Maria Nathalya Costa Souza; Rafael da Silva Lima; Jéssica Alcantara dos Santos; Sara Beatriz Feitoza Ricardino
A pandemia da COVID-19, causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), representa uma crise de saúde pública em escala mundial, sendo a maior dos últimos 100 anos. Por isso, na pressa por um tratamento para melhorar o prognóstico da doença, pesquisadores e clínicos que se propõem a redirecionar os tratamentos já disponíveis, devido à falta de agentes especificamente desenvolvidos para o SARS-CoV-2. Mas, o que de fato preocupa, é que muitos indivíduos estão utilizando medicamentos de maneira indiscriminada, devido a propagações de informações em mídias sociais, como é o caso da Cloroquina e Hidroxicloroquina. Assim, objetivou-se buscar na literatura os potenciais riscos associados a má utilização da Cloroquina e Hidroxicloroquina. Trata-se de uma revisão de literatura, de caráter descritivo, com abordagem qualitativa, através das bases de dados eletrônicas: SciELO (Scientific Electronic Library Online) e PubMed (National Library of Medicine). Utilizou-se os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Coronavirus infections”, “Chloroquine”, “Hydroxychloroquine” e “Drug-related side effects and adverse reactions” sendo combinados pelo operador booleano “AND”. Selecionou-se artigos publicados entre janeiro de 2019 até junho de 2020, dentro no idioma inglês, de caráter exploratório, descritivo ou experimental, com conteúdo relativo ao objetivo do estudo. Artigos que não se enquadravam dentro destes pré-requisitos foram excluídos. Foram encontrados 876 artigos sobre a temática, mas após a análise criteriosa e aplicação dos critérios de inclusão restaram-se 22 artigos. Os achados fornecem evidências que a utilização desses fármacos sem orientação adequada e sem comprovação para qual enfermidade eles estão sendo indicados pode desencadear sérios riscos, destacando-se distúrbios no sangue e no sistema linfático; sistema imune; sistema nervoso; metabolismo e nutrição; psiquiátricos; extrapiramidais; oculares; audição e labirinto; cardíacos; gastrointestinais; hepatobiliares; pele e tecido subcutâneo; muscoloesqueléticos e tecidos conjuntivos. A população deve-se conscientizar, e não utilizar esses fármacos por automedicação, além de buscar informações adequadas a partir de dados científicos. Já em pacientes diagnosticados, as indicações farmacológicas devem ser bem avaliadas, além de levar em consideração as peculiaridades de cada paciente e o estágio da doença, já que muitos fármacos utilizados na COVID-19 necessitam de ajustes de dose e contínuo monitoramento.
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RODA DE CONVERSA SOBRE A DOAÇÃO VOLUNTÁRIA DE SANGUE: RELATO DE EXPERIÊNCIA
NATÁLIA BASTOS FERREIRA TAVARES; TEODORO MARCELINO DA SILVA
Na contemporaneidade, a doação voluntária de sangue ainda constitui um problema de interesse mundial, em virtude da inexistência de uma substância capaz de substituir o tecido sanguíneo. Caracteriza-se em um ato espontâneo, solidário e vital no qual o doador permite a retirada do seu próprio sangue, para que possa ser armazenado em hemocentros e/ou bancos de sangue e, posteriormente ser utilizados nas transfusões sanguíneas. Assim, torna-se relevante o desenvolvimento de rodas de conversas e grupos educativos como estratégia de sensibilização e captação de futuros doadores elegíveis. Objetivou-se relatar a experiência da roda de conversa sobre a doação voluntária de sangue. Trata-se de estudo qualitativo descritivo do tipo relato de experiência acerca da roda de conversa sobre doação voluntária de sangue. A roda aconteceu no dia 09 de maio de 2019 no hemocentro regional do município de Iguatu-CE. O momento teve início as 08:00 e finalizou-se as 09:30 do turno matutino. Participaram 36 discentes de enfermagem, uma professora da Universidade Regional do Cariri (URCA)/ Campus Iguatu e dois coordenadores do hemocentro regional. Utilizou-se como metodologia de trabalho a roda de conversa orientada pelo referencial teórico-metodológico da Educação Popular de Paulo Freire. Iniciou-se a atividade com as seguintes perguntas norteadoras: “O que você compreende por doação voluntária de sangue?”; “Qual a função dos hemocentros?”; “Você conhece os requisitos necessários para doação de sangue”; “Qual a importância do sangue para assistência clínica?”; “Você poderia elencar os principais elementos motivacionais para doar sangue?”; “Quais estratégias de captação para futuros doadores?” e “Você conhece a atuação do enfermeiro durante todo o processo de captação, doação e transfusão sanguínea?”. Disto posto, a roda de conversa proporcionou visibilidade a temática, aquisição e potencialização dos conhecimentos acerca do assunto, interesse no aprofundamento na área de hematologia e hemoterapia e sobretudo, a sensibilização em tornar-se doador voluntário de sangue. Ao final, no momento avaliativo da atividade, evidenciou-se a importância da ferramenta pedagógica da roda de conversa como estratégia de ensino aprendizagem. Diante disso, a roda de conversa sobre a doação voluntária de sangue, foi de suma importância pois forneceu visibilidade a temática, sensibilização acerca do assunto, apreço pela pela hemoterapia, além das contribuições ao crescimento profissional.
Oral
SABER POPULAR NO MANEJO DE QUADROS DIARREICOS DURANTE A PRIMEIRA INFÂNCIA: UMA REVISÃO DE LITERATURA
CRISTIANE DA SILVA NASCIMENTO; José Eduardo Pereira Alcantara; Micaelle de Sousa Silva; Cicero Aldemir da Silva Batista; Giovana Mendes de Lacerda Leite; Izabel Cristina Lemos de Beltrão
Introdução: A Primeira infância é, segundo o Ministério da Saúde, aquela compreendida desde o nascimento até os 6 anos de idade. No Brasil, entre 2000 e 2011, foram notificados 33 milhões de casos de diarreia, a maioria em menores de 1 ano de idade. Esta, portanto, caracteriza-se como um dos problemas de saúde mais comuns, sem grandes consequências, mas que em circunstâncias especiais pode ocasionar um quadro devastador, especialmente em crianças de baixa idade. Objetivo: Desse modo, o presente estudo tem como objetivo conhecer práticas complementares, a partir do saber popular, para o manejo de quadros diarreicos na primeira infância. Metodologia: Trata-se de uma revisão da literatura. A busca foi realizada nas bases de dados: Sistema Online de Busca e Análise de Literatura Médica (MEDLINE), base de dados bibliográficas especializada na área de Enfermagem (BDENF) e Scientific Electronic Library Online (SCIELO); foram selecionados artigos em Português e Espanhol. Resultados: Após a busca, foram selecionados 10 artigos que versavam a respeito do saber popular no combate da diarreia durante a infância. Estes artigos evidenciavam que dentre as práticas mais utilizadas está o uso de plantas, justificado, muitas vezes, pelo difícil acesso à rede de saúde, tendo em vista que o maior índice de doenças diarreicas se dá em comunidades mais carentes e distantes da urbanização. Os artigos revelam também que as mães que são alfabetizadas e com maior escolaridade, independentemente do local que residem, valorizam questões higiênicas e sanitárias, além de procurarem a unidade de saúde em primeira opção. Em contrapartida, as mães com menor escolaridade, antes de procurar o serviço de saúde, optam por usar plantas para fazer chás, bem como associam episódios diarreicos à dentição, aspectos climáticos ou até mesmo a energias negativas e questões espirituais, e que na sua maioria não sabem como prevenir e evitar. Conclusão: Foi possível concluir que os saberes culturais ainda permanecem fortes, principalmente em comunidades afastadas dos centros urbanos. Isso mostra quão relevante é que essas comunidades sejam informadas sobre a segurança das práticas que fazem parte do seu cotidiano, como a utilização de plantas medicinais, a fim de sensibilizá-las sobre o uso racional de tais recursos.
Palavras-chave: Primeira infancia,Diarréia,Saber popular
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SAÚDE MENTAL DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19
MARIA JACQUELINE BRAGA PARNAÍBA; Luiza Moreira Domingues; Eduardo Felipe da Silva; Larissa Maria Estrela dos Santos; Rayanne Angelim Matias; Rayanne de Sousa Barbosa
INTRODUÇÃO: A COVID-19 é causada pelo coronavírus SARS-CoV-2 e pode causar complicações respiratórias graves, intensificando as internações hospitalares e assistência dos profissionais de enfermagem. Diante disso surge a seguinte pergunta norteadora: Quais os fatores que afetam a saúde mental da enfermagem durante pandemia? Justifica-se pela importância de dar maior visibilidade e valorizar os profissionais de enfermagem que estão propícios a agravos de sua saúde mental sob a pressão e dinâmica da linha de frente. OBJETIVO: Identificar os fatores que afetam a saúde mental da enfermagem durante a pandemia. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, produzida entre junho e julho de 2020, no portal regional da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), nos repositórios digitais da Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Scientific Electronic Library Online (SciELO), utilizando como descritores: “Saúde mental”, “Enfermagem” e “Infecções por Coronavirus”, combinando os operadores booleanos “AND” e “OR”. Os critérios de inclusão foram: publicações com idiomas em português e/ou inglês disponíveis na íntegra em periódicos eletrônicos, com ano de publicação de 2020, sendo excluídos aqueles que não respondiam à temática em questão e estudos duplicados. Resultando em um total de oito artigos para análise. RESULTADOS: Os elevados níveis de agentes estressores são ocasionados pelo número de pacientes acometidos com o vírus, medo de infecções, transmissão aos seus familiares e pacientes com outras comorbidades, a morte de infectados, dor e peso ocasionado pelos EPI’s, medo de contaminação durante ou após o plantão e por estarem atentos ao surgimento de qualquer sintoma em sua equipe de trabalho. Dados do COFEN confirmam o surgimento acelerado de quadros de sofrimento emocional e transtorno mental, prejudicando a autocompreensão, autocriticidade e aceitação de patologias. Os danos à saúde mental podem chegar a serem negligenciados em surtos infecciosos, considerando a atenção ao risco biológico, medidas protetivas e de tratamentos, enquanto às patologias mentais tendem a acometer toda a população e ainda pode perdurar além do fim de pandemias. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Foi abordado, portanto, informações sobre fatores que afetam à saúde mental dos enfermeiros durante a pandemia, tornando-se necessário dar maior visibilidade aos profissionais de enfermagem, suas condições de trabalho e remunerações.
Oral
SAÚDE MENTAL DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE NA LINHA DE FRENTE DA COVID-19
TALITA OLIVEIRA FIGUEIRÊDO MORAIS; Helvis Eduardo Oliveira da Silva; Cleide Correia de Oliveira
INTRODUÇÃO: Com o atual cenário ocasionado pela pandemia do SARS-CoV-2 houve uma readaptação imediata da assistência em saúde e consequentemente uma maior apreensão pelos profissionais que estão na linha de frente em exercerem um cuidado sem risco de contaminação. Essa realidade enfreada diariamente tem contribuído consideravelmente para os degastes físicos e acima de tudo psíquicos desses profissionais que lidam com situações estressoras como o medo frente a contaminação pelo vírus, ansiedade e longas jornadas de trabalhos. OBJETIVO: Analisar o impacto da pandemia do Covid-19 na saúde mental dos profissionais de saúde que estão atuando na linha de frente do combate ao novo Coronavírus. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo do tipo revisão narrativa, realizado em Julho de 2020, utilizando como fonte de busca as bases de dados LILACS,MEDLINE e a Biblioteca Virtual em Saúde(BVS) utilizando os seguintes Descritores em Ciências da Saúde(DeCS): Saúde Mental; Profissionais de enfermagem;Covid-19. Os critérios de inclusão foram artigos em inglês e português dos últimos 5 anos e o critério de exclusão foram artigos que não tinha relação com o tema. Após a busca foram encontrados 6 artigos para a construção do presente estudo. RESULTADOS/DISCUSSÃO: A sensação de vulnerabilidade diante a pandemia do Covid-19 associada ao temor de que algo ruim possa acontecer, com o aumento da demanda nos serviços de saúde e a perda de controle sobre os acontecimentos possui um grande impacto no funcionamento psíquico e cognitivo dos profissionais da saúde gerando um aumento da carga emocional e um desgaste físico e Mental, como ansiedade, depressão, estresse e TEPT. Ações para redução de estressores são de extrema importância para a proteção da saúde mental do profissional durante o momento da pandemia. A capacidade de detectar e reconhecer através de expressões, sem a necessidade de ser dito em palavras tem sido uma grande aliada para auxiliar os profissionais da saúde, é preciso estar atento e sensível a cada gesto e olhar. CONCLUSÃO: Deve-se atentar para a saúde mental de cada profissional envolvido na pandemia, melhorias nas condições de trabalho, aquisição e treinamento para uso adequado de EPIs, a redução da jornada de trabalho, oferta de apoio psicológico e atendimento especializado com ações para alívio do estresse físico e psicológico são meios de extrema importância para prevenção e tratamento da saúde mental de cada profissional da saúde.
Palavras-chave: Profissionais de Enfermagem, Saúde mental, covid-19
Oral
Abrir o trabalhoSAÚDE MENTAL EM TEMPOS DE PANDEMIA: REVISÃO DE LITERATURA
FRANCISCO WERBESON ALVES PEREIRA; Ana Clara Santos Rodrigues; Beatriz Gonzaga Lima; Matheus Cesar Sousa; Roger Rodrigues da Silva; Natália Bastos Ferreira Tavares
No fim de 2019, surgiram os primeiros casos confirmados de um novo tipo de Coronavírus na cidade de Wuhan, na China; nomeado como SARS-CoV-2, conhecida popularmente como COVID-19. Com o seu crescente avanço da COVID-19 no mundo, os países começaram a elaborar diversas intervenções, visando assim reduzir a transmissão do vírus. As medidas governamentais visam principalmente a proteção da saúde física dos indivíduos. Contudo, o distanciamento físico difunde consequências profundas para o bem-estar psicológico das populações. Objetivou-se nesse trabalho Identificar os principais transtornos emocionais advindos com a pandemia pelo covid-19. Trata-se de um estudo de revisão narrativa da literatura realizada no portal de serviços PUBMED. Foram utilizados os termos MeSH: Coronavirus Infections e Mental Health, com o operador de buscar AND. Constituíram de 16 artigos utilizados nesse estudo. Durante o momento no qual o mundo vivência diversas pessoas começaram a apresentar algum nível de sofrimento psicológico em decorrência da pandemia. Devido a pandemia causada pelo COVID-19, diversas medidas foram adotadas ao redor do mundo como forma de impedir sua rápida propagação, dentre elas, pode-se citar: distanciamento físico, ordens de permanência em casa, restrições de viagem e fechamento de negócios não essenciais.Com tantas incertezas sobre a COVID-19 são potencializados os sentimentos como ansiedade, angústia, irritabilidade, estresse e raiva, lembranças de trauma, dificuldades de concentração e/ou problemas no sono. Sugere-se a elaboração de mais estudos que visem sensibilizar os governos perante as questões de saúde mental e diminuir ou evitar possíveis sofrimentos psicológicos na qual a população passará.
Palavras-chave: Saúde Mental,Infecções por Coronavirus,Pandemias
Oral
SAÚDE MENTAL EM TEMPOS DE PANDEMIA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
RICHARD MAIRON SILVA SOUSA; Isabella Simões Babachinas; Rodrigo Pinto Brasil; Célida Juliana de Oliveira
Discutir saúde mental sempre foi um tema importante sendo trabalhada nos diversos níveis de atenção, por compreender que para se ter saúde se faz necessário trabalhar o indivíduo por inteiro, incluindo sua mente. Em tempos de pandemia e, consequentemente, isolamento social, esse tema ganha uma proporção maior, sendo necessário readaptar este debate e reinventar a maneira como discutimos. A roda de conversa é uma das estratégias de se trabalhar saúde mental, onde se expõe experiências que ajudam a trabalhar o problema com a intenção de ressignificá-lo, esta pode ser aplicada até na forma não presencial. O objetivo é descrever as experiências de uma roda de conversa sobre saúde mental em tempos de pandemia. Trata-se de um relato de experiência sobre uma mesa redonda aberta ao público, realizada on-line via plataforma Google Meet com o tema "Pandemia e isolamento social: impactos na saúde emocional e mental da população", com facilitadores da área de Enfermagem e da Psicologia, realizada no dia 6 de julho de 2020, idealizada pelo centro acadêmico de Biologia de Missão Velha, em parceria com sua coordenação. A divulgação se deu por meio de mídias sociais e participaram da reunião cerca de 50 pessoas, entre estudantes, professores da URCA e comunidade em geral. As perguntas norteadoras da mesa foram “Como trabalhar a saúde mental em tempos de isolamento social?” e “Como a pandemia pode nos afetar psicologicamente?”. O diálogo foi aberto ao público, respondendo perguntas e trocando experiências vividas durante o isolamento. Estar em isolamento social é um desafio em qualquer período histórico, pois o ser humano é social em sua essência. Esse desafio é ampliado em tempos de pandemia, pois ao passo que se faz o isolamento para se proteger de um iminente problema, o indivíduo se depara com uma mudança brusca na sua rotina e, confinado nas dependências da sua casa, pode experienciar coisas antes evitadas, como problemas familiares ou mesmo internos, sendo esse último aumentado com o medo constante de adoecer e morrer ou de perder entes queridos. Também foi identificada a preocupação com a circulação de notícias falsas sobre o momento vivenciado, espalhando pânico e o incentivo de práticas terapêuticas não comprovadas. Se faz necessário então ressignificar esse período, entender que se trata de uma fase passageira, também tentar buscar maneiras de criar vínculos mesmo de forma digital, visando fortalecer a rede de apoio terapêutico.
Palavras-chave: Infecções por Coronavirus,Saúde mental,Enfermagem
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SAÚDE MENTAL NO PERÍODO DE ISOLAMENTO SOCIAL PELA COVID-19
MARIA NATHALYA COSTA SOUZA; Irineu Ferreira da Silva Neto; Isadora Ellen Feitoza Ricardino; Marcolino Ribeiro Silva; Sara Beatriz Feitoza Ricardino
A pandemia do novo coronavírus, vírus causador da COVID-19, trouxe grandes impactos à sociedade. O distanciamento social, tão necessário para retardar o progresso da doença traz à tona uma enxurrada de sentimentos, a exemplo: o medo e a ansiedade ou até mesmo a intensificação dos problemas já existentes referentes a saúde mental, que podem ser associados a quebra de rotina, tornando perceptível como as mais variadas esferas que sustentam a sociedade são afetadas e, consequentemente, como afetam os cidadãos. O objetivo desse estudo foi analisar os impactos a saúde mental advindos do período de isolamento social durante a pandemia da COVID-19. Foi realizada uma revisão de literatura, com uma abordagem descritiva, utilizando os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): Saúde mental (Mental health), Serviços comunitários de saúde mental (Community mental health centers), Pandemias (Pandemics), nas bases de dados científicos PubMed (National Library of Medicine), SciELO (Scientific Electronic Library Online) e CAPES (Portal de Periódicos), selecionou-se artigos nos idiomas inglês e português, entre 2016 até junho de 2020, publicações que não atenderam a esses pré-requisitos foram excluídas. Encontrou-se 620 publicações e posteriormente foi selecionado 18 artigos de acordo com os critérios de inclusão. Considerando os dados presentes na literatura, é perceptível a presença de sintomas psicopatológicos associados ao isolamento social, estes são: humor deprimido, irritabilidade, ansiedade, medo, raiva, insônia, entre outros. Verifica-se também uma tendência ao aumento do abuso de álcool, sintomas de perturbação de stress pós‑traumático, depressão, além do aumento de comportamentos suicidas, desencadeados diretamente pelo estresse derivado da pandemia da COVID-19. Sendo assim, é fundamental o fornecimento de suporte psicológico e social para os indivíduos em vulnerabilidade, fornecidos através dos Centros de Apoio Psicossocial. Além da garantia de uma comunicação clara e informativa, utilizando recursos como as mídias sociais e redes televisivas, propagando métodos para redução desses sintomas de sofrimento psíquico a fim de alcançar o maior número de pessoas possível.
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SENTIMENTOS E SIGNIFICADOS ATRIBUÍDOS POR MULHERES À INFECÇÃO POR HUMAN IMMUNODEFICIENCY VIRUS: REVISÃO NARRATIVA
RAIMUNDO DOMICIANO DE SOUZA NETO; Verônica Gomes de Lima; Maria Rita Santos de Deus Silveira; Lorena Farias Rodrigues Correia4; Jameson Moreira Belém
O Human Immunodeficiency Virus (HIV), é responsável por causar debilidade do sistema imunológico e aumentar a suscetibilidade do indivíduo a enfermidades oportunistas. Com o avanço da ciência e a descoberta do tratamento antirretroviral, o prognóstico do HIV passou por inúmeras mudanças, dentre elas a passagem de “sentença de morte” associada a doença para a cronicidade. Sabe-se que a abordagem desse paciente deve ir além do atendimento da disfunção do organismo e seu tratamento. Nesse aspecto as mulheres que convivem com o HIV, constituem um grupo que enfrenta questões de ordem física, biológica, psicológica, e social. Objetivou-se descrever a partir da literatura científica sentimentos e significados expressos por mulheres em relação a infecção por HIV. Revisão narrativa realizada na Biblioteca Virtual em Saúde com os descritores “Emoções” AND “HIV” AND “Gravidez”, que resultou em 24 referências primárias. Após a aplicação dos filtros texto completo disponível e idioma (português e espanhol), restaram 10 referências, sendo excluídas 2 por repetição e 1 tese, perfazendo amostra de 7 artigos. As mulheres que testaram positivo para o HIV desenvolvem inúmeros sentimentos negativos, que apresentam-se como distúrbios emocionais graves, tais como tristeza, solidão, raiva e depressão. O diagnóstico para HIV, afeta o desejo de ser mãe, e essa vontade passa a ser permeada por sentimentos de medo da morte, rejeição, receio de preconceito, desespero e preocupações com a gestação/bebê. O contexto do período gestacional até o parto, comumente é representado como um fenômeno cheio de significados e emoções, sendo para muitas a realização de um sonho, e a esperança de segurar seu filho e oferecer-lhe segurança, porém observa-se que a condição de diagnóstico para HIV dessas gestantes provoca sentimentos antagônicos a esses, como medo e sentimento de culpa profundo, desencadeado pelo receio da transmissão vertical do vírus para a criança e a inviabilidade de ações de cuidado como a amamentação, que despertam sensações de frustação e incapacidade nessas mães. O entendimento sobre os sentimentos vividos pelas mulheres com HIV permite aos profissionais de saúde, um acolhimento humanístico e qualificação da assistência, condições essenciais para auxiliar as mulheres a conviver com essa condição.
Palavras-chave: Emoções, HIV, Gravidez
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Abrir o trabalhoSERVIÇO DE ATENDIMENTO AS URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS NO SUS: UMA HISTÓRIA QUE MERECE SER CONTADA
GIOVANNA SALES DE OLIVEIRA; Kauanny Vitória dos Santos; Suzete Gonçalves Caçula; Gerliane Filgueira Leite; Hugo Alves Pedrosa; Woneska Rodrigues Pinheiro
Segundo o Ministério da Saúde (2019), os problemas de saúde mais comuns que levam ao uso da rede de atenção a urgência, são pacientes que possuem doenças relacionadas ao sistema circulatório, incluindo o infarto agudo do miocárdio (IAM) e o acidente vascular cerebral (AVC), e acidentes por causas externas, como por exemplo, violência física e acidentes de trânsito. Antes da aprovação da Política Nacional de Atendimento a Urgência e da criação da Rede de Atenção as Urgência e Emergências, o sistema de saúde pública sofria precariedade, por causa do baixo investimento financeiro nessa área. Sendo assim, a pesquisa favorece a compreensão de como funciona o atendimento as urgências e emergências no Brasil, observando sua importância e contribuições trazidas para a sociedade. Nesse contexto, objetivou-se, apresentar o marco histórico dos serviços de urgência e emergência no SUS, assim como seu impacto na saúde pública brasileira. O estudo trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com os dados obtidos através da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), envolvendo as seguintes bases, Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Base de Dados em Enfermagem (BDENF), utilizando os descritores “história”, “emergência” e “saúde”. Foram critérios de inclusão artigos completos disponíveis em inglês, português e espanhol, e que tivessem o Brasil como assunto, além dos artigos selecionados na busca de dados, foi utilizado as portarias do Ministério da Saúde para embasamento da discussão. Após aplicação dos critérios de inclusão e leitura dos títulos e resumos, constando muitos artigos repetidos ou que não abordavam a temática, restaram 08 publicações. A Rede de Atenção às Urgências e Emergências integra os serviços de saúde, ampliando e articulando o acesso dos usuários ao sistema de urgência e emergência, de forma ordenada e humanizada, e com o intuito de organizar e estruturar essa rede, foi criada a Política Nacional de Urgência e Emergência, assim, assegurando o atendimento as emergências de forma mais rápida e eficaz, o que torna-se um grande diferencial para a sobrevida dos pacientes. Por tanto, a rede de assistência as urgências e emergências é fundamental para a garantia da qualidade do fluxo e das ações prestadas aos pacientes nessas situações graves e ameaçadoras a vida.
Palavras-chave: história, emergência,saúde
Oral
SEXUALIDADE, RELAÇÃO E FUNÇÃO SEXUAL DURANTE A GRAVIDEZ: REVISÃO NARRATIVA
BRUNA PEREIRA DE ANDRADE; Leonardo Nunes Ferreira; Antonio Germane Alves Pinto; José Adelmo da Silva Filho
O período gestacional é responsável por transformações físicas, emocionais, hormonais, sociais, como também de ressignificação de papéis. Esses fatores e as mudanças abruptas na vida da gestante podem atingir a sua sexualidade e do seu parceiro, através das flutuações sexuais. Objetiva-se discorrer sobre sexualidade, relação e função sexual durante a gravidez. Este estudo consiste de uma revisão narrativa da literatura, de caráter descritivo com abordagem qualitativa. A pesquisa foi realizada na primeira quinzena de julho de 2020 na Scientific Electronic Library Online e na Biblioteca Virtual em Saúde contemplando a base de dados: MEDLINE, utilizando os Descritores em Ciência da Saúde: Gravidez, Sexualidade, Relação sexual, que foram cruzados com o operador booleano “AND”, alcançando 282 estudos. Utilizou-se como critérios de inclusão: artigos originais, publicados nos últimos 05 anos, em inglês, português e espanhol e com o texto completo disponível para leitura. Obteve-se 11 artigos, dos quais foram excluídos aqueles incoerentes com a temática em estudo a partir de em uma leitura criteriosa dos títulos e resumos, eliminando também os estudos repetidos, assim, ao final, 03 artigos compuseram o corpus deste trabalho. Estudos apontam que a sexualidade durante a gestação é vista como uma prática proibitiva, relacionado à falsas crenças quanto ao medo de machucar o feto e da possibilidade de abortamento espontâneo. A ausência da atividade sexual durante o período gestacional também é evidenciada pela falta de aconselhamento a respeito deste tema pela equipe de saúde. As mudanças físicas corporais, a adaptação quanto as posições seguras e confortáveis durante o ato sexual e a insatisfação com a imagem corporal são fatores que contribuem para a falta da libido e redução da prática sexual. Depreende-se que a sexualidade durante a gravidez ainda é um assunto rodeado de tabus e barreiras, os quais impedem a mulher de explorar toda sua sexualidade durante esse período de descobertas e de mudanças.
Palavras-chave: Gravidez,Sexualidade,Relação sexual
Oral
SÍFILIS GESTACIONAL NA REGIÃO DO CRAJUBAR: UM LEVANTAMENTO DO DATASUS
MARCIO ROSENDO DE BARROS; Hygo Julles Rokar; Maria Weslania Salviano dos Santos; Nathália Araújo de Macêdo; Adriana Ferreira de Carvalho
O presente estudo tem como objetivo traçar o perfil de gestantes com sífilis na região do CRAJUBAR (Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha), notificadas no DATASUS (Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde) no período de 2005 a 2016. Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, com abordagem quantitativa. Os dados coletados demonstraram que a sífilis foi diagnosticada na maioria das situações no terceiro trimestre de gestação e se enquadravam como sífilis primária. A faixa etária com maior número de casos foi de 20 a 29 anos de idade, a raça predominante foi a negra, sendo prevalente a cor parda. Em boa parte dos registros o item escolaridade estava ignorado, e quando presente as mulheres possuíam o ensino fundamental incompleto. A religião das mulheres não constava nos registros. Diante dos dados levantados foi possível determinar que apesar de todo empenho do Ministério da Saúde em promover campanhas de prevenção, os índices de infecção por sífilis persistem, o que pode ter relação direta com a forma com que essas informações chegam à população. Foi identificado também um retardamento no diagnóstico, podendo ter alguma relação com a dificuldade das mulheres identificarem os sinais e sintomas da doença ou até mesmo o receio em procurar os serviços de saúde, além de apontar uma deficiência na assistência de pré-natal. Ressalta-se assim a necessidade da criação de novas ações de combate que façam com que a população tenha um maior entendimento sobre esta patologia, esclarecendo a importância do pré-natal e do acompanhamento familiar desta gestante durante as consultas, assim como também o acompanhamento do seu parceiro, para que ambos recebam orientações e o tratamento adequado quando diagnosticada a doença. Embora seja uma doença tratável e de fácil diagnóstico, a sífilis no período gestacional ainda é muito frequente, com um número bastante expressivo. O que ressalta a necessidade de capacitação dos profissionais de saúde, especialmente os da Atenção Básica, para prestarem informações adequadas e para possuírem aptidão em diagnosticar e iniciar o tratamento o mais precoce possível, a fim de reduzir os riscos de complicações da doença para o binômio mãe/feto. Vale ressaltar a importância da notificação dos casos e preenchimento adequado das informações para o departamento de vigilância em saúde, pois os dados devidamente preenchidos servirão como base de aperfeiçoamento de ações e estratégias de rastreamento e de educação continuada.
Palavras-chave: Sífilis , sifilis congênita,gestação, Pré-natal
Oral
SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DA ESQUISTOSSOMOSE NO ESTADO DO CEARÁ, NO PERÍODO DE 2013 A 2017
TAÍS GUSMÃO DA SILVA; MARIA NAIANE MARTINS DE CARVALHO; CíCERO DAMON CARVALHO DE ALENCAR; MARIA JOYCE FERREIRA LIMA; MARTA REGINA KERNTOPF; MAYSA DE OLIVEIRA BARBOSA
A esquistossomose, conhecida no Brasil como “barriga-d’água” ou "doença do caramujo", é uma doença infecto parasitária de veiculação hídrica, de caráter agudo e crônico, com manifestações clínicas que variam de dermatite leve a infecção crônica, cujo agente etiológico é o trematódeo Schistosoma mansoni. Considerado um problema de saúde pública, principalmente na região nordeste, a incidência e a prevalência dessa parasitose esta diretamente relacionada a determinantes sociais como pobreza e a falta de acesso a serviços básicos, como saneamento. Nesse sentido, o presente estudo teve como objetivo examinar o contexto epidemiológico da esquistossomose no Ceará. Trata- se de um estudo epidemiológico descritivo, cuja base foram os dados secundários disponibilizados pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). A coleta de dados foi realizada em junho de 2020 e, pelo fato de não terem sido encontradas notificações entre 2018 a 2020, o período determinado foi de 2013 a 2017. De acordo com os resultados do SINAN, 138 casos foram confirmados no Ceará no período. O ano de 2015 apresentou a maior quantidade de registros, 35 casos (25,4%), seguido por 2017 que teve 30 (21,7%). O gênero masculino foi o mais predominante, com 90 casos (65,2%), enquanto o feminino teve, pelo menos, 48 (34,8%). Com relação a faixa etária, a população mais acometida tinha entre 20 a 39 anos, correspondendo a 57 casos (41,3%). Referente a escolaridade, por sua vez, apesar da maioria dos registros terem apontado pessoas com ensino fundamental (54 casos, o equivalente a 39,1%), não foi possível determinar um perfil preciso, uma vez que 46 casos (33,3%) não tiveram esse tipo de informação apresentada. Esse trabalho possibilitou uma contribuição para o conhecimento a respeito do panorama da esquistossomose no estado do Ceará. As variáveis consideradas no SINAN são importantes para caracterizar os grupos aos quais as ações de atenção a saúde devem ser mais direcionadas. Portanto, reflete-se a necessidade do preenchimento completo e correto dos dados.
Palavras-chave: Epidemiologia,Esquistossomose,Saúde Pública,Parasitologia
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SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DA LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA (LTA) NO ESTADO DE PERNAMBUCO, NO PERÍODO DE 2016 A 2018
MARIA JOYCE FERREIRA DE LIMA; Maria Naiane Martins de Carvalho; Taís Gusmão da Silva; Cícero Damon Carvalho de Alencar; Marta Regina Kerntopf; Maysa de Oliveira Barbosa
SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DA LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA (LTA) NO ESTADO DE PERNAMBUCO, NO PERÍODO DE 2016 Á 2018 A leishmaniose tegumentar americana (LTA) é uma doença infecciosa, não contagiosa e está entre uma das endemias de maior importância para a saúde pública no Brasil, devido a sua ampla distribuição pelo território nacional (principalmente na região nordeste), a ocorrência de formas clínicas graves e pelas dificuldades referentes, tanto ao diagnóstico como ao tratamento. Trata-se de antropozoonose causada por protozoários do gênero Leishmania, que são transmitidos ao homem através da picada de insetos vetores hematófagos, os flebotomíneos. As manifestações clínicas variam da forma cutânea benigna e de cura espontânea até as mais severas, muitas vezes mutilantes, como é o caso da leishmaniose mucocutânea. O objetivo desse trabalho, portanto, foi verificar a situação epidemiológica dos casos de LTA, no estado de Pernambuco, nos últimos anos. Caracterizada como epidemiológica descritiva, a pesquisa foi realizada com base nas informações fornecidas pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), as quais foram acessadas no mês de junho de 2020, considerando um recorte temporal de 3 anos. Como não foram encontrados dados entre os anos mais recentes como 2019 e meados de 2020, o período analisado foi de 2016 a 2018. De acordo com os resultados do SINAN, 319 casos de LTA foram confirmados no Pernambuco, sendo distribuídos da seguinte maneira: 1 em 2016 (0,31%), 9 em 2017 (2,8%) e 309 em 2018 (96,9%). Observou-se uma maior predominância no gênero masculino, onde foram registrados 188 casos (59,0%), enquanto o feminino teve 130 (41,0%). Quanto as formas clínicas, a cutânea apresentou 310 casos, correspondendo a 97,0% e a mucosa 9 (3,0%). Conforme a evolução, 247 (77,0%) tiveram cura e 1 óbito foi registrado no ano de 2018 (0,31%). Os resultados desse trabalho despertam um alerta para a necessidade de ações mais intensificadas de combate e controle a LTA, uma vez que houve uma elevação abrupta dos casos no período estudado, principalmente em 2018. Apesar dos registros (embora incompletos quando se analisa a quantidade de casos totais) terem apontado grandes chances de cura, é uma doença que não está isenta de complicações e de provocar mortalidade.
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SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DA LEISHMANIOSE VISCERAL (LV) NO ESTADO DO CEARÁ, NO PERÍODO DE 2015 A 2020
MARIA NAIANE MARTINS DE CARVALHO ; Cícero Damon Carvalho de Alencar; Giovana Mendes de Lacerda Leite; Marta Regina Kerntopf; Maysa de Oliveira Barbosa
Leishmaniose visceral (LV), uma antropozoonose conhecida como “calazar”, é causada pelo protozoário Leishmania infantum e transmitida por vetores, principalmente o flebotomíneo Lutzomyia longipalpis. Considerada como uma das cinco infecções parasitárias de maior relevância mundial e a forma mais grave de Leishmaniose, a LV é um problema de saúde pública, principalmente na região nordeste do Brasil. Por esse motivo, o presente trabalho teve como objetivo realizar um levantamento da situação epidemiológica da LV no estado do Ceará, nos últimos anos. Estudo epidemiológico de caráter descritivo, desenvolvido com base no acesso aos dados secundários dispostos no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde do Brasil (DATASUS). A busca foi realizada no mês de junho de 2020, com um recorte de tempo que considerou o período de 2015 a 2020. Em relação a análise dos dados, eles foram tabulados utilizando o software Excel (2016) e foram calculadas as porcentagens dos casos, de acordo com os anos. Segundo os resultados obtidos no DATASUS, um total de 1.400 casos de LV foram notificados no período de 2015 a 2020 no Ceará, cuja distribuição se deu da seguinte forma: 321 em 2015 (22,9%), 282 em 2016 (20,1%), 264 em 2017 (18,9%), 300 em 2018 (21,4%), 184 em 2019 (13,1%) e 49 em 2020 (3,5%). Observou-se que houve um declínio na quantidade de casos em função dos períodos analisados, com exceção de 2018. O ano de 2015 apresentou a maior quantidade de notificações e o primeiro semestre de 2020 a menor. Os dados desse trabalho enaltecem a importância da vigilância epidemiológica e servem como perspectiva para intensificação das ações de prevenção e controle da LV no estado do Ceará, no intuito de diminuir, cada vez mais, a ocorrência dessa doença no estado.
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SUPLEMENTAÇÃO DE VITAMINA D COMO UMA ESTRATÉGIA ALTERNATIVA CONTRA A COVID-19
ÍTALO TAVEIRA DOS SANTOS; Irineu Ferreira da Silva Neto; Eduardo Vidal Medeiros de Lima; Camila Maria da Silva Sousa
A COVID-19, causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), desencadeou uma crise global de saúde. A fim de encontrar métodos acessíveis para prevenir a população contra a COVID-19, pesquisadores do mundo inteiro buscam uma forma rápida e segura de retardar o progresso da doença, visto que, pouco se sabe sobre essa patologia. Mas, à medida que ela se propaga, são realizados também estudos que visem reduzir a contaminação. Pesquisas apontam que a suplementação de vitamina D mostra eficácia na redução de infecções do trato respiratório, a qual é recorrente na COVID-19. Dessa forma, esse estudo tem como objetivo expor os achados na literatura sobre os efeitos da vitamina D sobre a COVID-19. Foi realizado uma revisão de literatura, através das bases de dados eletrônicas: PubMed (National Library of Medicine) e SciELO (Scientific Electronic Library Online), utilizando os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Vitamin D”, “Coronavirus infections” e “Disease Prevention”. Todos os estudos selecionados apresentavam-se no idioma inglês, de caráter descritivo, exploratório ou observacional, sendo publicados entre dezembro de 2019 e junho de 2020, contendo pelo menos dois dos descritores já citados, estudos que não se enquadravam nos requisitos supracitados, foram excluídos. Foram encontrados 93 artigos relacionados ao tema, mas, após análise cautelosa, restaram-se apenas 11, os quais foram utilizados como fonte de estudo para a elaboração dessa revisão. Alguns estudos relataram que a suplementação de vitamina D consegue reduzir o risco de síndrome do desconforto respiratório agudo, apoiando o papel da 25-hidróxi-vitamina D na redução de infecções, por meio da inibição direta da replicação viral, o que reduz o risco de contaminação pelo SARS-CoV-2. Evidencia-se ainda nos estudos que o surto por coronavírus ocorreu com frequência na estação do ano mais fria (inverno), época a qual, as concentrações de 25-hidróxi-vitamina D estão reduzidas pois, é nesse período que encontram-se menos exposição ao sol e, consequentemente, há uma redução desta vitamina, enquanto outros experimentos indagam essa afirmação. É essencial que novos estudos sejam conduzidos, assim como pesquisas brasileiras, para que se avalie e verifique se a suplementação da vitamina D pode auxiliar a população contra a COVID-19, uma vez que esse fator pode variar de acordo com cada nação.
Palavras-chave: Infeccções por coronavírus,Prevenção de doenças,Vitamina D
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TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO COMO FERRAMENTA DE APRENDIZAGEM EM TEMPOS DE PANDEMIA
LARISSA SAMPAIO RIBEIRO; Micaelle de Sousa Silva; Vitória de Oliveira Cavalcante; Maria Lucilândia de Sousa; Rosely Leyliane dos Santos
As Tecnologias da informação e comunicação podem ser utilizadas como auxílio para aprendizagem na modalidade de Educação à Distância e, estão em crescimento exponencial porque ajudam a atenuar dificuldades como a distância entre aluno e professor ao proporcionar um ambiente virtual. Tais ferramentas estão sendo de grande valia no isolamento social ocorrido com a pandemia por Covid-19 e, possibilita o aperfeiçoamento ou novos conhecimentos acerca deste tema. OBJETIVO: Relatar experiência da realização de um curso online sobre Coronavírus por estudantes da enfermagem. METODOLOGIA: O minicurso intitulado “Doenças ocasionadas por vírus respiratórios emergentes, incluindo o COVID-19”, foi produzido pela Organização Mundial da Saúde e traduzido para o português pela Organização Pan-Americana da Saúde e está sendo ofertado e certificado pela Fiocruz Brasília. O curso foi realizado em abril de 2020 com carga horária de 4 horas. RESULTADOS: Esse curso possibilitou conhecer a origem do Novo Coronavírus, que é o terceiro tipo pertencente a uma grande família de vírus e causam uma síndrome respiratória grave. O curso destaca também as principais formas de prevenção e como deve-se ocorrer o atendimento clínico que é realizado por profissionais atuantes na linha de frente do combate a pandemia, além das estratégias para minimizar a disseminação do vírus diante dos casos suspeitos e confirmados. CONCLUSÃO: O curso é importante para ampliação dos conhecimentos e, como acadêmicos de enfermagem, essas informações são essenciais para que se possa haver base científica ao propagar elementos de prevenção à doença para a população.
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TECNOLOGIAS RELACIONADAS À ENFERMAGEM DE CUIDADOS INTENSIVOS EM TEMPOS DE COVID-19: UMA REVISÃO NARRATIVA
GISLAINE DA SILVA ROCHA ; LUCAS COSMO DE MENESES; CICERA CLARELIZ GOMES ALVES; TATYELLE BEZERRA CARVALHO; LUIS RAFAEL LEITE SAMPAIO
Em 11 de março de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a pandemia de Covid-19, uma doença infecciosa respiratória aguda emergente causada pelo novo corona vírus, denominado SARS-CoV-2, que se espalhou principalmente pelo trato respiratório, por gotículas, secreções respiratórias e contato direto trazendo desafios para o enfermeiro em cuidados intensivos, pois a pandemia além de evidenciar a escassez de enfermeiros qualificados em terapia intensiva, trouxe o risco de adquirir infecção e transmitir para os pacientes devido o aumento da demanda mundial de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), fazendo-se necessário o uso de tecnologias que proporcionem segurança aos enfermeiros e pacientes. Objetivou-se verificar na literatura a eficácia das tecnologias utilizadas por enfermeiros de unidades intensivas. Trata-se de uma pesquisa descritiva do tipo revisão narrativa da literatura. Foi realizada a busca durante o mês de julho de 2020 no portal da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) sendo achados 14 artigos. Empregaram-se os seguintes descritores e operador booleano: “Nursing” AND “Technology” AND “Covid-19”. Os critérios de inclusão foram artigos nos idiomas: português ou inglês, publicados recentemente e disponíveis na íntegra para leitura gratuita, de exclusão, estudos que não tem relação com o tema, teses e artigos duplicados. A amostra final foi composta por 4 artigos após a aplicação desses critérios. Nesse contexto, certificou-se a relevância das adaptações tecnológicas a garantir a proteção e flexibilidade em saúde na pandemia do Covid-19. Ademais, a integração de sistemas de registros eletrônicos de saúde e do telessaúde melhoram o fluxo de trabalho e a qualidade dos cuidados intensivos, melhoraram o acesso a provedores externos, fornecem monitoramento remoto e melhoram a conexão social. A adaptação a tecnologia na enfermagem ajuda a mitigar o estresse da força de trabalho e melhora a eficiência do processo saúde-doença na busca de soluções nas áreas de prevenção, tratamento e suporte hospitalar. A julgar pela atual situação da pandemia, a flexibilização da equipe de enfermagem junto às inovações tecnológicas é uma ferramenta importante no combate ao Covid-19, trazendo benefícios para qualidade dos atendimentos em enfermagem hospitalar e domiciliar durante e após a crise do Covid-19. Dessa forma, ficou evidente que o uso tecnológico e a versatilidade da equipe de enfermagem são importantes em todos os âmbitos do cuidar.
Palavras-chave: Enfermagem, Tecnologias, Covid-19
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TEORIA DO AUTOCUIDADO EM IDOSOS COM DIABETES MELLITUS: UMA REVISÃO NARRATIVA DA LITERATURA
MARIA LUCILÂNDIA DE SOUSA ; Nadilânia Oliveira da Silva; João Cruz Neto; Carla Andréa Silva Souza; Héryka Laura Calú Alves; Grayce Alencar Albuquerque
O aumento da população idosa é acompanhado pelo crescente índice do Diabetes Mellitus. Devido sua complexidade, torna-se necessária à adesão do autocuidado pelos idosos. Para tanto, a Teoria do Autocuidado, elaborada por Dorothea Orem, tem papel importante a ser utilizado pelo enfermeiro na promoção do autocuidado a essa população. Diante disso, objetivou-se avaliar, dentro da literatura, como idosos com Diabetes Mellitus promovem o autocuidado e qual a atuação da enfermagem na garantia do seu sucesso. Estudo qualitativo, do tipo revisão narrativa, realizado de outubro de 2019 a março de 2020, utilizando artigos, diretrizes e livros, nos idiomas português e inglês, pesquisados nas bases de dados SciELO, MEDLINE, LILACS e BDENF, empregando os descritores “Autocuidado”, “Diabetes Mellitus” e “Idoso”, com o operador boleano “AND” . Foram selecionados 30 materiais que correspondiam ao objetivo do estudo e excluídos os indisponíveis para download e que fugiam da temática. O material foi lido na íntegra e os aspectos relevantes analisados e fichados. Os achados foram categorizados de acordo com os três conceitos básicos da Teoria de Orem frente ao autocuidado em idosos com Diabetes Mellitus: 1) self care agency, identificou-se que a maior parte dos idosos possuem limitações devido à idade, apresentando dependência para o autocuidado e dificuldades em aderir às mudanças, compreensão insatisfatória da necessidade de seguir o tratamento medicamentoso e não medicamentoso e possuem conhecimento deficiente sobre as práticas de autocuidado; 2) therapeutic self care demande, revelou que os idosos apresentam resistência à adesão de uma nova rotina alimentar, não realizam atividades físicas regulares, tem dificuldades na administração de insulinas, na dosagem e horário das medicações; e 3) nursing agency, identificou-se positivamente o uso de estratégias pelos enfermeiros para educação em saúde, como o mapa de conversação em diabetes, e negativamente, o cuidado ainda centrado no modelo biomédico. Incapacidades cognitivas e motoras e a resistência ao novo são os principais empecilhos para o desenvolvimento do autocuidado nos idosos com diabetes. Nesse contexto, a enfermagem deve promover meios para realização das práticas básicas do cuidado de si, entretanto, existem falhas na assistência. Portanto, entende-se oportuno a educação em saúde para idosos e educação continuada aos enfermeiros, alertando-os sobre a importância do autocuidado a este grupo crescente e vulnerável.
Palavras-chave: Autocuidado,Diabetes Mellitus,Idoso
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Abrir o trabalhoTERRITÓRIO VIVO NO ÂMBITO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE: RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARIA JUCILENE NASCIMENTO DOS SANTOS; Claudio Dourado de Oliveira; Maria Josélia de Menezes Ferreira; Maria do Carmo Araújo de Oliveira; Greicyane Ribeiro Rocha Silva; Inês Dolores Teles Figueiredo
A territorialização é um macroprocesso básico da atenção primária que permite conhecer a dinâmica dos territórios, reorganizar as práticas em saúde e reconfigurar o modelo de atenção. Objetivou-se atualizar a territorialização de uma área de saúde localizada no interior do Ceará. Estudo quanti-qualitativo do tipo relato de experiência realizado em uma Unidade de Saúde da Família (USF), por acadêmicos de enfermagem, durante prática supervisionada proposta pela disciplina Saúde Coletiva II de uma instituição de ensino superior. A atualização foi realizada nos meses de fevereiro a abril de 2020. A área contempla 05 microáreas assistidas pela equipe de saúde e apenas 01 microárea coberta por Agente Comunitária de Saúde (ACS). Tem como barreira geográfica uma avenida que dificulta o acesso de parte da população à USF, além de terrenos desabitados e áreas sujeitas à deslizamento. Possui 856 usuários cadastrados, sendo 384 do sexo masculino e 472 do sexo feminino, compreendendo quase 60% (511) na faixa etária de 20 a 59 anos. Quanto à raça 688 identificam-se como pardos, 123 brancos, 40 pretos e 05 amarelos. Sobre a escolaridade cerca de 43% (368) tem ensino fundamental, 26% (219) ensino médio, 13% (112) ensino superior ou pós graduação, 8% (65) não tem nenhuma formação e 3% (26) não informaram. São aposentados ou pensionistas 10% (87), 12% (101) assalariados, 8% (75) autônomos, 17% (149) não trabalham e 2% (25) estão desempregados. Em relação ao serviço de saúde 4% (30) tem plano privado. Quanto aos indicadores epidemiológicos tem-se 01 caso de tuberculose, 04 acamados, 03 domiciliados, 79 tabagistas, 06 gestantes, 130 etilistas, 04 usuários de drogas, 39 diabéticos, 118 hipertensos, 12 casos de câncer, 15 casos de acidente vascular encefálico, 18 casos de problemas mentais, 08 infartos, 24 com agravos respiratórios, 09 asmáticos, 17 cardíacos, 12 renais, 27 apresentam deficiência, 647 consideram-se no peso adequado, 118 acima do peso e 17 abaixo do peso, 30 usuários internaram-se nos últimos 12 meses, 193 usam plantas medicinais, 03 utilizam práticas integrativas e complementares. A USF não possui sala de situação e desconhece os indicadores da população descoberta, logo esses dados não refletem a realidade de toda a área de abrangência da mesma, necessitando ampliar a cobertura de ACS. Esse processo permitiu uma visão panorâmica do território de saúde adscrito e possibilitou o planejamento e execução de ações com base nas demandas da população assistida.
Palavras-chave: Atenção primária,Unidade básica de saúde, Território
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Transtornos do Espectro Autista: Os desafios dos cuidados de enfermagem.
HINGRIDY FERREIRA FERNANDES ; LUIZA HELENA SOARES E SILVA; NATHYLLE RÉGIA DE SOUSA CALDAS; THAYNARA DUARTE DO VALE; THIAGO NASCIMENTO MOURA; ISABELA ROCHA SIEBRA
INTRODUÇÃO: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por uma síndrome que interfere na condição do neurodesenvolvimento. Geralmente as primeiras manifestações acontecem na infância, as quais as principais são deficiência na comunicação e interações sociais, padrões de comportamento restritos e/ou repetitivos e interesse por objetos ou atividades específicas. A enfermagem torna-se muito importante nesse cuidado, pois por serem próximos aos pacientes e família, podem identificar as necessidades e assim realizar um cuidado individualizado. Todavia, muitos profissionais se sentem inseguros, devido à ausência, muitas vezes, do conhecimento adequado sobre criança com TEA, resultando em intervenções e encaminhamentos tardios. OBJETIVO: Compreender, através da literatura, os desafios que os profissionais de enfermagem enfrentam no cuidado à crianças com TEA. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de abordagem qualitativa, realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), no período de julho de 2020, utilizando-se os Descritores em Ciência da Saúde: Cuidado, Autismo e Enfermagem, que foram cruzados com o operador booleano AND, obtendo trezentos e um artigos. Utilizaram-se os critérios de inclusão: artigos disponíveis gratuitamente, nos últimos 5 anos e no idioma português. Os critérios de exclusão foram artigos repetidos e aqueles que fugiam da temática. Após a filtragem dos artigos, foram lidos na integra três artigos utilizados para a realização deste. RESULTADOS: Estudos evidenciam que o tema ainda é pouco estudado no Brasil. Dessa forma, muitos profissionais não se sentem seguros o suficiente para prestarem uma assistência qualificada, devido à falta de capacitação e deficiência no processo formativo. Tornando-se necessário que esse profissional procure aprofundar-se sobre o assunto, desenvolva um olhar sensível, desprovido de preconceitos, atento as necessidades e que consiga identificar as singularidades de cada paciente, e por fim estabelecer uma ligação com a pessoa autista e a família com o objetivo de qualificar o cuidado. CONCLUSÃO: Conclui-se que há um déficit de conhecimentos dos enfermeiros, tendo em vista a grande variedade de manifestações do TEA, além de suas variadas etiologias, ainda estudadas. Portanto, é imprescindível abordar sobre o TEA ainda na graduação, para que assim os profissionais desenvolvam mais segurança e possam realizar um cuidado com maior eficácia nos diversos âmbitos da saúde.
Palavras-chave: Cuidado,Autismo,Enfermagem
Oral
TRANSTORNOS MENTAIS MAIS FREQUENTES EM CUIDADORES FAMILIARES DE IDOSOS COM ALZHEIMER: UMA REVISÃO DE LITERATURA
ALANA COSTA SILVA; ÁLISSAN KARINE LIMA MARTINS; ANTÔNIO GERMANE ALVES PINTO; MARIA AUGUSTA VASCONCELOS PALÁCIO
A doença de Alzheimer constitui um tipo frequente de demência que acomete idosos e representa uma condição crônica que repercute na qualidade de vida do indivíduo e família, comprometendo a autonomia do idoso e exigindo cada vez mais assistência nas suas atividades de vida diária. Os cuidadores familiares de pacientes com este perfil estão propensos a adoecimentos físicos, psíquicos e emocionais, nem sempre contando com o suporte adequado por parte dos serviços de saúde. Desse modo, objetiva-se conhecer os principais transtornos mentais identificados entre os cuidadores familiares de idosos com Alzheimer. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, cuja proposta é elaborar inferências sobre determinado tema a partir das conclusões de estudos previamente desenvolvidos e sumarizados. O trabalho dividiu-se nas etapas: a) identificação do tema e seleção da hipótese; b) estabelecimento dos critérios de inclusão (texto completo disponível e gratuito; idiomas: português, inglês e espanhol e trabalhos dos últimos cinco anos) e exclusão (revisões; teses e dissertações) e pesquisa na literatura; c) coleta dos dados/categorização das pesquisas; d) interpretação dos resultados; e) apresentação da revisão. A busca dos artigos se deu na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), na Scientific Electronic Library Online (SciELO) e na PubMed. Utilizaram-se como descritores: Doença de Alzheimer; Cuidadores Familiares (sinônimo em português do descritor Cuidadores) e Transtornos Mentais, que foram combinados empregando-se o booleano “AND” e identificaram, respectivamente, 158, quatro e 332 artigos, os quais, após as etapas avaliativas de leitura de título, resumo e texto completo, resultaram em oito estudos que se enquadraram na possibilidade de resposta à questão norteadora e atenderam aos critérios. Os resultados apontaram: “depressão isolada/associada a sobrecarga, ansiedade e insônia” (quatro artigos); “estresse/estresse crônico” (dois artigos); “exaustão emocional” (um artigo); “mal-estar psicológico leve e moderado” (um artigo); em todos os artigos, predominou a figura da cuidadora (filha ou esposa/parceira), com idade entre 20 e 74 anos. O estudo encontrou como limitação a pouca produção indexada acerca da temática no recorte de tempo estabelecido. Sugerem-se novas pesquisas que abordem os efeitos da sobrecarga dos cuidadores que redunda em transtornos mentais, o que reduz sua capacidade de cuidar de modo adequado e compromete sua própria saúde sob diversos aspectos.
Palavras-chave: Doença de Alzheimer, Cuidadores Familiares,Transtornos Mentais
Oral
TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO: UMA ABORDAGEM CRÍTICA ACERCA DOS DESAFIOS PARA A ENFERMAGEM
LETÍCIA GOMES DA SILVA; DAIANA DE FREITAS PINHEIRO; MARINA BARROS WENES VIEIRA; EMANOELY HOLANDA SILVA; LINDALVA MARIA BARRETO SILVA; RACHEL CARDOSO DE ALMEIDA
O trauma é considerado um agravo para o paciente de extrema relevância. No Brasil, é a segunda causa geral de morte e a primeira abaixo dos 45 anos. É causador de mais de 90 mil mortes anuais e deixa mais de 200 mil vítimas com sequelas anualmente. O traumatismo cranioencefálico (TCE), representa um dos principais problemas de saúde pública mundial. O significativo índice de mortalidade em pacientes com TCE requer adoção de medidas que colaborem para a mudança dessa situação. Diante disso, objetiva-se descrever a importância de pesquisar e realizar estudos sobre a temática, através de uma reflexão da literatura existente. Trata-se de um estudo de reflexão o qual se fundamentou através de buscas na literatura, além da percepção dos autores a respeito do tema abordado. Buscou-se discutir estudos no campo da enfermagem que contemplassem a temática voltada para a assistência de Enfermagem frente ao TCE e suas dificuldades. A partir de buscas por literaturas e materiais que contemplassem o objetivo proposto, observou a falta de pesquisas, pouquíssimos trabalhos voltados para a temática que não relatavam realmente a questão da assistência e alguns materiais que falavam sobre o traumatismo cranioencefálico já se encontravam desatualizados devido o ano de publicação. Dessa maneira, cria-se o questionamento já que o TCE é algo tão preocupante, pois caso a vítima não seja assistida de maneira correta e tratada como prioridade, terá conseqüências para o decorrer da vida. E para que o profissional Enfermeiro preste um atendimento correto necessita-se de estudos aprofundados sobre o assunto que é deveras complexo e requer um raciocínio rápido, olhar crítico para detectar sinais e sintomas e agir o mais rapidamente possível, agilidade técnica, competência e capacidade de resolução dos problemas provenientes. Percebe-se a importância do tema, e que a partir dessa reflexão profissionais da saúde busquem dialogar mais e realizar estudos sobre para que assim aqueles que ainda estão na graduação tenham base para estudar e pesquisar e, futuramente, prestar um atendimento de qualidade evitando seqüelas irreversíveis ou diminuir a gravidade delas.
Oral
UMA ANÁLISE REFLEXIVA DA NOTA TÉCNICA Nº 11/2019 À LUZ DOS PRESSUPOSTOS DA REFORMA PSIQUIÁTRICA
CICERO ALDEMIR DA SILVA BATISTA; Cícera Kassiana Rodrigues Vieira; Paloma Costa Ferreira Soares; Jaianne Ricarte de Araújo; Izabel Cristina Santiago Lemos de Beltrão; Alissan Karine Lima Martins
No Brasil, a política de saúde mental está atrelada às lutas e superações que, ao longo do tempo, vêm passando por grandes transformações, sobretudo no que diz respeito às práticas assistenciais. A Reforma Psiquiátrica foi um marco nesse campo da saúde, cercada pelos esforços dos movimentos sociais que levantou além de outras questões, o fato da pessoa em sofrimento mental não ser institucionalizada, mas reinserida na sociedade através da reabilitação psicossocial, para isto criou-se a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Entretanto, a partir da publicação da Nota Técnica Nº 11/2019 do Ministério da Saúde, que trata da nova política nacional de saúde mental, fica evidente a pretensão da reinserção de elementos considerados manicomiais como modalidade de tratamento na RAPS, retrocedendo ao modelo tradicional, fazendo-se necessária uma reflexão sobre tais práticas, por meio de uma análise histórica da trajetória da saúde mental. Assim, o presente artigo objetiva realizar uma análise reflexiva da nota técnica nº 11/2019 à luz dos pressupostos da reforma psiquiátrica, visando contribuir com os saberes e práticas dentro do campo da saúde mental. Nesse sentido, observou-se que é necessário fortalecer e ampliar os equipamentos vinculados à RAPS, superando os desafios ainda tão presentes a fim de dar um suporte mais efetivo, favorecendo a sua consolidação, desencorajando espaços que estimulem e favoreçam reclusões.
Palavras-chave: Política de Saúde,Saúde Mental,Assistência à Saúde
Oral
UNIVERSIDADE ABERTA A MELHOR IDADE- UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
TAYNE SALES SILVA; ANGELA LILIAN SOUSA RODRIGUES; RAUANA DOS SANTOS FAUSTINO; FRANCISCA FRANCIELDA DE MOURA PEREIRA; CLEIDE CORREIA DE OLIVEIRA
Com o aumento na expectativa de vida da população faz-se necessário construir estratégias que visam a promoção do envelhecimento saudável. Sabemos que esse grupo sofre influência de fatores sociais, culturais, psicológicos e físicos, sendo necessário um olhar mais amplo para essa parcela da população. O objetivo desse trabalho é descrever a experiência das oficinas de educação em saúde para idosas a partir das atividades de um programa de extensão da Universidade Regional do Cariri. Trata-se de um relato de experiência de abordagem qualitativa e caráter descritivo das vivências de educação e saúde nas oficinas do projeto de extensão Universidade Aberta a Melhor idade. O estudo foi realizado de março a novembro de 2019, ocorrendo nas terças e quintas feiras com duração de duas horas, com 46 mulheres, idade acima de 60 anos em sua maioria, que residem no município de Crato-CE. As atividades desenvolvidas foram: oficinas de artesanato, visitas as exposições e museus, palestras e rodas de conversa com os seguintes temas: saúde mental, sono, repouso, ansiedade, depressão, medicamentos, nutrição, teatro, direito, processo de envelhecimento e prevenção das doenças. Podemos perceber pouco conhecimento acerca do processo natural do envelhecimento. A adesão maior nas oficinas de artesanatos e prevenção das doenças. As dúvidas foram esclarecidas e após essas atividades elas relataram uma maior autonomia que influenciou diretamente no seu bem estar de modo geral. É perceptível o déficit de conhecimento sobre o envelhecimento saudável e o papel do idoso na sociedade, o que demonstra a importância de continuar com as atividades de oficinas realizadas e da inclusão desse público no âmbito acadêmico e na sociedade.
Palavras-chave: saúde do idoso, integração social, universidade
Oral
URGÊNCIA E SUICÍDIO: O ACOLHIMENTO PSICOLÓGICO E A IMPORTÂNCIA DO DIÁLOGO NA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL
RODRIGO PINTO BRASIL; Isabella Simões Babachinas; Richard Mairon Silva Sousa
Atualmente o suicídio é encarado em todo o mundo como um problema de saúde pública. No Brasil, segundo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde de 2017 acerca das tentativas e óbitos registrados nas redes de atenção à saúde, cerca de 62.804 mortes por suicídio foram registradas só entre 2011 e 2016. Visto isto, torna-se fundamental situar a função do acolhimento psicológico na demanda suicida e como as equipes multiprofissionais, em especial os profissionais da enfermagem, medicina e psicologia têm atuado neste sentido, averiguando o que mostram os dados, estudos e discussões em torno do tema de forma a sinalizar carências neste processo tão importante e nortear estratégias de intervenção para otimização da assistência. Objetivou-se, com este trabalho, analisar a importância do diálogo na equipe multiprofissional para o acolhimento psicológico adequado das demandas suicidas na urgência e emergência hospitalar. Trata-se de uma revisão sistemática de literatura de convergência qualitativa. Foram consultadas as bases de dados eletrônicos Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciência da Saúde (LILACS), Scientific Eletronic Library Online (SCIELO) e Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (Medline),CAPES, Banco de Dados em Enfermagem (BDENF) com artigos publicados nos últimos 10 anos, usando os descritores em português, indexados no DeCS (Descritores em Ciências da Saúde): “Suicídio”, “acolhimento psicológico”, “Urgência e emergência”, “Equipe multiprofissional”. Também foram consultados 8 livros abordando a temática do suicídio e do acolhimento psicológico frente a esta demanda. Como resultados, a partir da combinação dos descritores, foram encontrados 247 artigos, e após a leitura dos títulos e resumos, 50 eram condizentes com o tema, sendo 30 selecionados por cumprirem os critérios de inclusão e, entre estes, 4 eram estudos de caso. Dentre os estudos selecionadas, revelaram-se alguns apontamentos em comum, considerando-se, por fim, a necessidade da capacitação permanente dos profissionais referente a atenção ao suicídio, o que também engloba suporte psicológico e a necessidade de maior integralidade por parte dos profissionais em equipe e entre os serviços de atenção à saúde, principalmente através da criação de um espaço de diálogo entre profissionais de áreas distintas, uma vez que o Brasil tem enfrentado uma crescente no número de tentativas e óbitos via suicídio.
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USO DA METFORMINA NA ESTRATEGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA NO TRATAMENTO DO DIABETES MELLITUS: BENEFÍCIOS
LAISA EMILY SOARES SANTOS ; KASSIA ELLEN DE ALMEIDA GOMES; KAYQUE GABRIEL RODRIGUES FERREIRA; YNGRID YVINI CALOU DINIZ; TAMIRES DE ALCANTTARA MEDEIROS; DAYSE CHRISTINA RODRIGUES PEREIRA LUZ
Diabetes mellitus (DM) é definida como uma patologia crônica com distúrbios metabólicos, que foi descoberta o seu primeiro relato em torno de 1550 a.C no antigo Egito, onde foi descrito sinais e sintomas consistentes como poliúria e perda de peso. È de grande incidência no território brasileiro e um dos maiores problemas de saúde publica. O DM é causado pela insuficiência ou resistência da insulina no pâncreas, sendo caracterizada por hiperglicemia crônica. O controle inicial da doença é a mudança no estilo de vida, associada a uma dieta, atividades físicas e uso continuo dos fármacos, no qual podemos citar a Metformina, que tem como finalidade reduzir a produção hepática de glicose com menor ação sensibilizadora da ação insulínica. Analisar o mecanismo de ação da Metformina em pacientes diabéticos que frequentam a estratégia saúde da família (ESF). Trata-se de uma revisão integrativa da leitura nas bases de dados realizadas na Literatura Latino-Americano e do Caribe (LILACS) e na Scientific Eletronic Libary Oline (SCIELO), utilizando os descritores DeCS “Diabetes mellitus”, “farmacologia” e “metformina”. A seleção respeitou critérios de inclusão e exclusão dos artigos disponíveis de forma completa e gratuita, entre os anos de 2015 a 2019, ou seja, os últimos 4 anos, no idioma de português. Apôs realizar leituras dos títulos e literaturas, foram selecionados os que atendem os critérios de elegibilidade. Foram encontrados 15 artigos onde após filtragem apenas 4 atenderam os critérios de inclusão, ano da publicação e idioma. A Metfomina é uma das principais drogas utilizadas no tratamento do diabetes e disglicemias, por sua eficácia clinica, com poucos efeitos adversos e baixo custo para a ESF. A mesma age através de três mecanismos: Na redução da glicose no fígado, no aumento da sensibilidade dos tecidos, principalmente dos músculos, a insulina. Vale ressaltar que a Metformina não aumenta a produção da insulina, e sim otimizar a ação daquela já produzida. Diante das informações encontradas, ressalta a importância de associar a terapia medicamentosa com o estilo de vida saudável, uma vez que o conjunto levara ao controle dos índices glicêmicos e o bem estar desses pacientes.
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USO DAS NOVAS TECNOLOGIAS PARA PROMOÇÃO DA SAÚDE COM ÊNFASE CARDIOVASCULAR: RELATO DE EXPERIÊNCIA
KLEYTON PEREIRA DE LIMA; MICAELLE DE SOUSA SILVA; CÉLIDA JULIANA DE OLIVEIRA
Com o advento das tecnologias e da rede globalizada de informação, tornou-se mais acessível e facilitada a disseminação de conteúdo ao redor do mundo em tempo mínimo. Com o número crescente de doenças cardiovasculares nas populações mais jovens, faz-se necessária a propagação de informações como ferramenta de prevenção e promoção da saúde. Objetivou-se relatar o processo de construção de um aplicativo móvel que tem a finalidade de apresentar sobre a saúde cardiovascular de forma didática e objetiva. Estudo descritivo, do tipo relato de experiência sobre o desenvolvimento de instrumentos e estratégias metodológicas utilizando a tecnologia a favor da saúde. A população alvo para utilizar a ferramenta são estudantes da rede pública de ensino do munícipio do Crato, das turmas de 8º e 9º ano do ensino fundamental, já participantes de atividades do nosso grupo de pesquisa. A construção seguiu as etapas: Levantamento do conteúdo; Desenvolvimento da estrutura do aplicativo; Organização de tópicos e criação de ilustrações; Construção da 1ª versão do aplicativo. A primeira etapa foi marcada pela busca na literatura de aspectos gerais do sistema cardiovascular, anatomia, fisiologia, fatores de riscos e prevenção. A estruturação do conteúdo foi em forma de perguntas objetivas curtas de verdadeiro ou falso, distribuídas em categorias temáticas. A terceira etapa caracterizou-se com a escolha de figuras e cores que apresentasse o conteúdo da categoria temática de forma ilustrativa, lúdica e instigante. A quarta etapa foi marcada pela construção da primeira versão do aplicativo na plataforma online Appsgeyser, que disponibiliza formatos de aplicativos, no qual resultou no nome escolhido para o protótipo em questão (CARDIOQUIZ). Esta ferramenta é uma forma acessível de disseminar informações claras e necessárias, de maneira lúdica e atrativa, que pode instruir a população associando conhecimento ao que é agradável. Isso contribui para a saúde dos jovens, em termos de promoção e prevenção, além de instigá-los a serem protagonistas no seu processo de saúde-doença.
Palavras-chave: PROMOÇÃO DA SAÚDE,TECNOLOGIAS,SAÚDE CARDIOVASCULAR
Oral
USO DE VÍDEO EDUCATIVO SOBRE SAÚDE CARDIOVASCULAR E COVID-19: VIVÊNCIA ACADÊMICA EXTENSIONISTA PARA ESCOLARES ADOLESCENTES
ANA CAMILA GONÇALVES LEONEL; Antonia Elizangela Alves Moreira; Ana Luíza Rodrigues Santos; Raynara Augustin Queiroz; Gabriela de Sousa Lima; Emiliana Bezerra Gomes
As atividades extensionistas em todas as suas modalidades possibilitam enriquecimento do conhecimento, sobretudo de modo remoto, onde vê-se o direcionamento de possíveis inovações para o compartilhamento de informações em saúde. Objetiva-se relatar a experiência acadêmica de atividades de extensão, de modo remoto, sobre Covid-19 e o risco de complicações cardiovasculares direcionadas a escolares adolescentes. Trata-se de um estudo do tipo relato de experiência sobre a confecção de um vídeo educativo: “Covid-19 e o risco de complicações cardiovasculares”, de natureza qualitativa, ocorrido entre os meses de abril a junho de 2020, realizado por graduandas de enfermagem e integrantes do projeto “Cuide do/e coração”, vinculado ao Grupo de Pesquisa e Extensão em Saúde Cardiovascular e Cerebrovascular GPESCC), da Universidade Regional do Cariri (URCA). A atividade foi elaborada para um quantitativo de aproximadamente 38 escolares adolescentes, de ambos os sexos, pertencentes a rede pública de ensino. O desenvolvimento da vivência ocorreu em quatro momentos: busca na literatura sobre atividades que possam ser realizadas por redes sociais, elaboração do cronograma, seleção de mídias sociais mais acessíveis ao público e elaboração do vídeo. Tais momentos, foram contemplados com dedicação e envolvimento das acadêmicas de enfermagem no intuito de proporcionar um material conciso e simplificado, de modo que desperte o interesse dos escolares em explorar o material aplicado, pois o intuito das orientações em vídeo é orientar sobre cuidados em saúde, demostrar a existência de complicações cardiovasculares daqueles que possuem comorbidades preexistentes e explicar que tais complicações podem ocasionar a morte. Para maior adesão de visualizações e compartilhamento rápido e acessível do vídeo foi escolhida a mídia social WhatsApp®. Como pontos positivos destaca-se a organização do cronograma, de forma remota, que proporcionou colaboração e autonomia entre as discentes de enfermagem. Entretanto, surgiram como dificuldades a busca do público-alvo e a necessidade de auxílio no suporte tecnológico para construção do vídeo. Diante dos dados apresentados, a experiência acadêmica proporcionou mais interação, de forma remota, tanto entre as acadêmicas de enfermagem quanto aproximação dos escolares adolescentes da rede pública de ensino, a fim de proporcionar orientações aos cuidados de prevenção da covid-19 e informações sobre as possíveis complicações no aparelho cardiovascular.
Palavras-chave: Promoção da saúde,Estudantes de Enfermagem,Mídias Sociais
Oral
USO DO PACIENTE SIMULADO COMO FERRAMENTA DE ENSINO EM SAÚDE MENTAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA
SHADY MARIA FURTADO MOREIRA; Patrícia Silva Mota; Jhane Lopes de Carvalho; Ariadne Gomes Patrício Sampaio; Halana Cecília Vieira Pereira; Dailon de Araújo Alves
Em busca de formar profissionais qualificados e com capacidade de atuar em diferentes contextos assistenciais, o uso de novas diretrizes de ensino buscam adotar metodologias ativas. Dessa forma, a introdução de ferramentas de aprendizagem ativas, emprega alternativas para a utilização de pacientes simulados em ambientes protegidos e controlados, através da aplicação de elementos de aprimoramento e desenvolvimento de habilidades, imprescindíveis, para a realização da futura prática profissional. Objetivou-se relatar a experiência de uma aula prática de saúde mental, com o uso de paciente simulado como estratégia de ensino. Trata-se de um relato de experiência de uma situação simulada a partir de uma aula prática de saúde mental na faculdade Estácio FMJ, em março de 2020. Desenvolveu-se a atividade em três momentos. Iniciou-se com o pre-debriefing, momento de orientação acerca da simulação. Sequencialmente, realizou-se um sorteio para determinar três acadêmicos para proceder a ação simulada como enfermeiros na consulta de enfermagem, devido a limitação do tempo. Posteriormente, iniciou-se a demonstração realizada por duas monitoras da disciplina de saúde mental da instituição de ensino. Após a finalização do caso, os professores facilitadoras realizaram o debriefing, abertura para discussão do cenário. Como desfecho, os acadêmicos identificaram as falhas durante a consulta ao paciente com sofrimento mental e conseguiu-se delimitar possíveis estratégias de abordagem ao paciente. Além disso, despertou-se, relevante compreensão acerca da atuação do enfermeiro diante da consulta em saúde mental. Sabe-se que a disciplina de saúde mental apresenta certa complexidade diante da atuação do enfermeiro, devido aos variados contextos situacionais. Sendo assim, o uso do paciente simulado permitiu que os acadêmicos compreendessem os desafios diante do cenário empregado, promoveu-se a autonomia e confiança diante do atendimento ao paciente, estratégias de condução da consulta de enfermagem, elaboração de questionamentos e aumento da percepção dos diferentes aspectos da clínica representada. Constatou-se, portanto, que a simulação realística, oportuniza ativamente a junção entre teoria e prática, permitindo a ocorrência de falhas e consequentemente a concretização do aprendizado. Ademais, o processo de aprendizagem ativa capacita os discentes para a futura atuação profissional, estimulando a criticidade e segurança, diante da abordagem ao cliente/paciente.
Palavras-chave: Simulação, Enfermagem, Saúde Mental
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USO DO RELÓGIO DE LOWTHIAN NA PREVENÇÃO DE LESÃO POR PRESSÃO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
ANDREZA ALVES DE LIMA; SHERON MARIA SILVA SANTOS
As lesões por pressão (LPP) ocorrem quando a pele e/ou os tecidos moles sofrem danos decorrentes da pressão aplicada por uma proeminência óssea ou por dispositivos de saúde. A mudança de decúbito é uma intervenção eficaz na prevenção de LPP haja vista minimizar a pressão exercida sobre a pele do paciente. O método do Relógio de Lowthian é uma terapêutica eficaz na prevenção de LPP, pois estimula a mudança de decúbito do paciente em três tempos (dorsal, direito e esquerdo), a cada duas horas. Dessa forma, o estudo objetiva identificar a adesão da equipe de enfermagem sobre a mudança de decúbito dos pacientes da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) através do método de Relógio de Lowthian. Trata-se de um relato de experiência, vivenciada por acadêmicos de enfermagem durante prática de estágio supervisionado II nos meses de agosto e setembro de 2019, na UTI de um hospital de grande porte da Região do Cariri. O estudo foi realizado através da observação e participação da prestação dos cuidados profissionais de saúde realizados no campo de prática hospitalar. Constatou-se que a mudança de decúbito é realizada em todos os pacientes, cuja clínica permite sua execução. Esta ocorre de forma padronizada a cada duas horas, seguindo o processo de três tempos com o auxílio de coxins, aspecto fundamental para aliviar a pressão exercida entre o corpo e o leito do paciente. Verificou-se que há um alerta nos monitores dos computadores que é acionado no período em que a mudança de decúbito deve ser realizada, fenômeno importante, pois a UTI é um setor de cuidados ininterruptos onde a criticidade dos pacientes demanda maior atenção e atuação da equipe e o período da mudança de decúbito pode passar despercebido pelos profissionais. Diante desse cenário, percebeu-se que no referido hospital a equipe de enfermagem da UTI utiliza e reconhece a importância do método de Relógio de Lowthian para a mudança de decúbito dos pacientes restritos ao leito. Notou-se que a aplicação deste método requer atenção da equipe de enfermagem para a mudança de decúbito nos horários estimados de forma a prevenir LPP, bem como, infecções, prolongamento do tempo de internação e uso de antibioticoterapia relacionado a perda da integridade da pele, demonstrando, portanto, a importância de sua aplicabilidade para recuperação e melhora clínica dos pacientes da UTI.
Palavras-chave: Lesão por pressão,Unidades de Terapia Intensiva,Enfermagem
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UTILIZAÇÃO DE CÉLULAS-TRONCO MESENQUIMAIS DO CORDÃO UMBILICAL EXPANDIDO COMO TRATAMENTO ALTERNATIVO NA COVID-19
CLAUDIA ALINE SILVESTRE DA SILVA; Irineu Ferreira da Silva Neto; Inácia Bruna Leite; Sara Beatriz Feitoza Ricardino
A pandemia da COVID-19 tem se mostrado como um grande obstáculo para a saúde mundial, tendo em vista a alta rapidez de contaminação e o grande número de óbitos. Assim, várias estratégias estão sendo adotadas para tentar reduzir o impacto negativo sobre está problemática, dentre elas, a utilização de células-tronco mesenquimais do cordão umbilical expandido, que podem ter um papel importante para o tratamento de pacientes com COVID-19. Objetivou-se evidenciar os achados na literatura sobre as células-tronco mesenquimais do cordão umbilical expandido frente a COVID-19. Trata-se de uma revisão de literatura, realizada através das bases de dados eletrônicas: SciELO (Scientific Electronic Library Online), PubMed (National Library of Medicine) e Google Scholar. Utilizou-se os seguintes descritores: Infecções por coronavírus “Coronavirus Infections”, Células-tronco “Stem Cells” e Terapias complementares “Complementary Therapies”, sendo combinados pelo operador booleano “AND”. Selecionou-se artigos publicados entre dezembro de 2019 e maio 2020, nos idiomas português e inglês, com pelo menos dois dos descritores, apresentando conteúdo relativo ao objetivo do estudo. Artigos que não se enquadravam dentro dos requisitos supracitados, foram excluídos. Foram encontrados 97 artigos, mas após análise criteriosa, restaram 13 estudos para a síntese dessa revisão. Os estudos sugerem as células-tronco mesenquimais do cordão umbilical expandido pode ser considerado para uso compassivo em pacientes críticos com COVID-19, com o objetivo de reduzir a morbimortalidade. Vários estudos in vivo em modelos animais e modelos de pulmão humano demonstraram a impressionante capacidade destas células de inibir danos nos pulmões, reduzir a inflamação, atenuar as respostas imunes e auxiliar na depuração do líquido alveolar, além disso, produzem moléculas antimicrobianas e reduzem a dor. A segurança in vivo da administração local e intravenosa foi demonstrada em ensaios clínicos em humanos, por isso a utilização de células-tronco mesenquimais do cordão umbilical expandido pode reduzir a demanda por recursos hospitalares críticos. As terapias com base celular estão sendo consideradas uma grande promessa para o tratamento da COVID-19, possibilitando uma estratégia alternativa contra essa enfermidade.
Palavras-chave: Células-tronco,Infecções por coronavírus,Terapias complementares
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Utilização de ferramentas em georreferenciamento de casos de dengue de uma unidade básica de saúde
VITÓRIA ALVES DE MOURA; Antonia Elizangela Alves Moreira; Fernanda Guedzya Correia Saturnino; Helvis Eduardo Oliveira da Silva; Maurício Lima da Silva; Sandra Nyedja de Lacerda Matos
A dengue é uma realidade em todo o Brasil o que se faz necessário identificar estratégias que visem atenuar a sua proliferação no território através da identificação dos pontos onde há maior número de casos a fim de minimizar o risco de infecção. Ferramentas online de georreferenciamento se mostram como um instrumento de análise territorial importante durante a pandemia do Covid-19, pois através dela é possível realizar um trabalho de identificação de áreas de alerta, sem ir ao território para essa atividade. Objetiva-se relatar a experiência do uso de ferramenta de georreferenciamento para mapear casos de dengue em uma Estratégia Saúde da Família-ESF. Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência, de natureza qualitativa. Ocorrido no período de maio a junho de 2020. Realizado pelo manuseio de uma ferramenta de georreferenciamento por graduandos bolsistas do Programa de Educação pelo Trabalho - PET Saúde Interprofissionalidade para o auxílio no processo de trabalho dos profissionais de saúde de uma equipe Estratégia Saúde da Família. Os bolsistas utilizaram a ferramenta online my maps para a atividade com orientação de preceptoria, e dados das notificações de dengue, fornecidos pela Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva, tabulados em planilha do Excel Microsoft Windows. Com o aumento do número de pessoas com dengue no município, houve a necessidade de auxilio na identificação dos pontos de ocorrência no território, visto que a atenção primária a saúde está centrada no controle da pandemia do novo coronavírus, somando-se também ao afastamento dos agentes de endemias, profissionais responsáveis pela prevenção às arboviroses. Nessa perspectiva, foi proposto pela preceptoria o uso da ferramenta my maps disponibilizada no Google Maps, como ferramenta remota, para realização da construção de um mapa da dengue no município do Crato-CE, e foi possível identificar os principais riscos do território bem como georreferenciar os casos notificados pela equipe de saúde. Assim, diante da pandemia do Covid-19 se fez necessário um olhar voltado a alternativas metodológicas por meio de tecnologias que viabilizem ter um acompanhamento maior da dengue por meio do uso de plataformas online como o my maps dentro da atenção primaria a saúde. Essa experiência promoveu auxílio aos profissionais de saúde da ESF ao identificar a localização desta arbovirose e possibilitou acrescentar conhecimentos teóricos e práticos aos bolsistas participantes precptores.
Palavras-chave: Dengue, enfermagem,mapa de risco, epidemiologia
Oral
UTILIZAÇÃO DE IVERMECTINA NO TRATAMENTO DA COVID-19
ISADORA ELLEN FEITOZA RICARDINO; IRINEU FERREIRA DA SILVA NETO; MARIA NATHALYA COSTA SOUZA; Sara Beatriz Feitoza Ricardino
A infecção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), causador da COVID-19, se tornou pandêmica após seu primeiro surto em Wuhan, China, em 2019. Com o avanço dos números de casos confirmados e de mortes causadas por essa infecção, é urgente a necessidade da descoberta de estratégias terapêuticas que sejam capazes de curar e/ou controlar a disseminação da COVID-19, sejam elas novas ou terapias redirecionadas, como é o caso da Ivermectina (IVR). Nesse contexto, objetivou-se mostrar na literatura os achados relacionados à atuação da IVR sobre a infecção por SARS-CoV-2. Para isso, foi realizado uma revisão de literatura, de caráter descritivo, com abordagem qualitativa, através das bases de dados PubMed (National Library of Medicine) e LILACS (Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde). Utilizou-se os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Ivermectin”, “COVID-19” e “Treatment” combinados a partir do operador booleano “AND”. Selecionou-se artigos publicados entre 2019 e junho de 2020, no idioma inglês, de caráter exploratório e experimental, que possuíam conteúdos relativos ao objetivo desse estudo. Estudos que não de enquadravam dentro destes pré-requisitos foram excluídos. Foram encontrados 57 artigos referentes a temática, mas após analise e aplicação dos critérios de inclusão e exclusão restaram 11 artigos. Estudos relatam que a IVR é capaz de reduzir, in vitro, a carga de RNA viral nas amostras tratadas com esse fármaco em mais de 90% a partir das primeiras 24 horas. Alguns autores levantaram a hipótese de que a terapia combinada de IVR e Hidroxicloroquina é capaz de exercer um papel inibitório sinérgico na SARS-CoV-2. Não obstante, sua aplicação pode ser dificultada por problemas farmacocinéticos, como exemplo a alta taxa de citotoxicidade e baixa solubilidade, mesmo a IVR sendo considerada um medicamento seguro. Outros autores relataram que a dose padrão de IVR não é capaz de atingir a IC50 necessária para desenvolver atividade antiviral contra o SARS-CoV-2. Dessa forma, o reaproveitamento de drogas para o tratamento da COVID-19 é uma estratégia relevante, mas só é viável se a segurança do uso desse produto for estabelecida utilizando como parâmetro doses que sejam eficazes, visando a sua concentração plasmática e seu perfil farmacocinético. Vale ressaltar a promoção do acesso a informações cientificas que sejam seguras, a fim de reduzir o uso indiscriminado desses medicamentos pela população.
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UTILIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS FITOTERÁPICOS COMO ALTERNATIVA TERAPÊUTICA PARA O TRATAMENTO DA COVID-19
EDUARDO VIDAL MEDEIROS DE LIMA ; Irineu Ferreira da Silva Neto; Ítalo Taveira dos Santos; Camila Maria da Silva Sousa
Com a pandemia da COVID-19, causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), estratégias estão sendo estudadas regulamente para que se encontre meios eficazes, que eliminem ou amenizem os efeitos causados pelo SARS-CoV-2. Dentre as estratégias adotadas, destaca-se os medicamentos fitoterápicos, os quais fármacos obtidos exclusivamente de matérias primas vegetais, e assim como os demais medicamentos, são eficazes no tratamento de diversas enfermidades. Dessa forma, o objetivo do presente estudo é expor uma possível alternativa farmacológica para o tratamento da COVID-19, utilizando medicamentos à base de plantas. Trata-se de uma revisão de literatura realizada por meio das bases de dados eletrônicas: SciELO (Scientific Electronic Library Online), PubMed (National Library of Medicine) e Google Scholar, utilizando os descritores: Infecções por coronavírus “Coronavirus infections”, Medicamentos fitoterápicos “Phytotherapeutic drugs” e Terapias complementares “Complementary therapies”. Foram selecionados estudos disponíveis na integra, nos idiomas inglês e português, publicados no período de dezembro de 2019 a junho de 2020, com pelo menos um dos descritores, encontrando-se 27 artigos sobre a temática, mas, restaram-se apenas 11 artigos para a síntese dessa revisão de literatura. Alguns estudos expõem que os medicamentos fitoterápicos podem possivelmente auxiliar no tratamento da COVID-19, sendo uma terapia complementar, como já foi demonstrado através de experimentos realizados com fitoterápicos chineses, que tiveram um papel importante e positivo sobre a COVID-19. O uso de medicamentos à base de plantas mostra-se efetivo em outras enfermidades, dentre elas as doenças virais, apresenta menos toxicidade durante o tratamento, causando menos impacto ao organismo do paciente, além disso, é importante ressaltar que os fitoterápicos tratam mais de uma patologia, de acordo com os fitoquímicos presente na composição, o que poderia auxiliar nos diversos sintomas causados pela COVID-19. A realização de estudos brasileiros seria bastante relevante para avaliar o potencial dos medicamentos fitoterápicos disponíveis no país, na tentativa de utilizar uma alternativa farmacológica de baixo custo, já que os compostos presentes nessas formulações encontram-se em abundância na natureza.
Palavras-chave: Infecções por coronavírus,Medicamentos fitoterápicos,Terapias complementares
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UTILIZAÇÃO DO GENOGRAMA E ECOMAPA NA VISITA DOMICILIAR: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
FRANCISCO COSTA DE SOUSA; Vitória de Oliveira Cavalcante; Luanna Gomes da Silva; Cícera Viviane Pereira; Márcio Alves de Almeida; Izabel Cristina Santiago Lemos de Beltrão
Introdução: O genograma e o ecomapa são ferramentas relevantes para promover uma rápida compreensão da estrutura e da dinâmica familiar de modo simples e claro, com o potencial de otimizar a assistência à saúde da família. Objetivo: Relatar a experiência discente sobre a utilização do genograma e do ecomapa com família acompanhada em visita domiciliar. Método: Trata-se de um relato de experiência vivenciado por Acadêmicos de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri no período de abril de 2018, durante estágio supervisionado na Atenção Primária à Saúde. O genograma e o ecomapa foram criados pelos acadêmicos durante visitas domiciliares a uma família coberta pela ESF, localizada no município de Crato-CE. Resultados: As visitas domiciliares foram previamente planejadas e executadas semanalmente, totalizando sete visitas. Foram coletadas informações para a construção do genograma e ecomapa, os quais tornaram conhecidos alguns aspectos essenciais para o direcionamento do plano de cuidados da família, em especial, do caso índice que era o membro familiar que necessitava de maiores cuidados no domicílio. A elaboração do genograma permitiu visualizar a estrutura da família, objetivando compreender como são seus membros em relação ao nome, à idade, à escolaridade, à ocupação, ao sexo, à raça e ao estado civil, bem como conhecimento dos problemas de saúde recorrentes no meio familiar, comportamentos de risco e a inter-relação entre os familiares. A confecção do ecomapa possibilitou situar a família em suas relações no contexto da comunidade. Na análise das redes sociais do ecomapa foram identificados fluxos entre os membros da família com as fontes de apoio e as redes terapêuticas utilizadas, evidenciando se a relação com tais suportes e serviços era fraca, boa ou excelente. Tais instrumentos auxiliaram os acadêmicos no planejamento das ações assistenciais à família, mas também oportunizaram aos próprios integrantes da família exercer participação ativa na construção do mapa de sua família. Uma dificuldade encontrada na construção do instrumento foi em relação à organização do genograma que incluiu muitos detalhes e a brevidade do tempo para sua elaboração. Conclusão: A utilização do genograma e ecomapa permitiu o conhecimento de aspectos essenciais para planejar a assistência à saúde da família no contexto da visita domiciliar, como permitir visualizar os problemas de saúde frequentes e inter-relações entre seus membros e destes com o ambiente comunitário.
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UTILIZAÇÃO DO LÚDICO NO TRATAMENTO ONCOLÓGICO INFANTIL E SUAS CONTRIBUIÇÕES: UMA REVISÃO NARRATIVA
GLEDSON MICAEL DA SILVA LEITE; Vaneska Hellen Campos Araruna; Suzete Gonçalves Caçula; Lara Pereira Leite Alencar; Héryka Laura Calú Alves; Grayce Alencar Albuquerque
O adoecimento e a hospitalização de uma criança acometida pelo câncer representam rupturas em seu cotidiano, onde rotinas hospitalares e o próprio ambiente diminuem o repertório de atividades com as quais estava habituada a executar. O lúdico no ambiente hospitalar é um potencializador no processo de adaptação, pois busca alcançar a alegria, a descontração e a formação de um ambiente mais agradável e mesmo que momentaneamente, tirando o foco da doença. Este estudo teve por objetivo identificar as contribuições das intervenções lúdicas nesse processo, com vistas a subsidiar a reflexão e o aprimoramento destas ações na reabilitação oncológica infantil. Estudo tipo revisão narrativa, a partir do levantamento e discussão de literaturas. A busca foi realizada em 2019, sem definição de ano de publicações, na Biblioteca Virtual da Saúde e nas bases de dados Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde e Medical Literature Analysis and Retrieval System Online. Os critérios de inclusão foram artigos completos e disponíveis online; idioma português e inglês e conter como assunto principal o tema ludicidade e oncologia infantil.O processo de revisão resultou em sete artigos publicados. Os artigos em sua maioria eram de abordagem qualitativa (quatro). Os resultados apontaram que o lúdico facilita e minimiza os reflexos desagradáveis dos procedimentos atribuídos ao tratamento prescrito para as crianças. Em um dos estudos a utilização do lúdico como recurso terapêutico tornou o ambiente hospitalar mais agradável à criança e permitiu, de forma favorável, a continuidade do desenvolvimento humano, através do prazer de ler e de brincar. Outro estudo destacou que a presença das atividades lúdicas para a criança em tratamento oncológico tornou-se fundamental, pois garantiu alegria e favoreceu positivamente seu desenvolvimento e tratamento. Resultados de um dos estudos reforça a importância do lúdico como uma ferramenta essencial para o cuidado de profissionais de saúde, a exemplo da enfermagem, à criança e ao adolescente com câncer. O presente estudo permitiu evidenciar a relevância que o lúdico apresenta no processo de tratamento oncológico infantil. Através de sua inserção como um instrumento que possibilita o desenvolvimento de uma assistência mais humanizada, pode-se perceber o quanto essa estratégia pode ser significativamente transformadora para a saúde de crianças hospitalizas.
Palavras-chave: Oncologia,Pediatria,Ludicidade
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VANTAGENS DO EXAME PREVENTIVO DO PÉ DIABÉTICO NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: ÓPTICA DA ENFERMAGEM
AGNIS FERNANDES FEITOSA; Lorena Farias Rodrigues Correia; Maria Vitoria Ferreira Apolinário; Michell de Sousa Santos; Woneska Rodrigues Pinheiro
Um dos principais desfechos da diabete mellitus são complicações crônicas enfrentadas como a neuropatia diabética que é reconhecida popularmente como pé diabético. É comum nessa patologia a perda do membro inferior, devido a uma perfusão tecidual prejudicada. O paciente acometido com o pé diabético tem sua vida modificada. A prevenção da diabete mellitus que por consequência ocasiona o pé diabético pode ser obtido pela mudança no estilo de vida do paciente. A instrução é garantida pelo enfermeiro na estratégia da saúde da família, uma vez que é de competência do enfermeiro, junto à equipe de saúde orientar o paciente. O estudo tem como objetivo verificar a vantagem do exame físico para prevenção do pé diabético na abordagem da enfermagem. O estudo trata-se de uma pesquisa de caráter qualitativo, sendo uma revisão da literatura em banco de dados. O banco de dados escolhido foi a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), o critério para inclusão dos artigos foi o ano da publicação estar situado entre os anos de 2016 a 2020, estar de acordo com tema e objetivo e sendo disponível para acesso. Como critério de exclusão a falta de versão no idioma português. Foram utilizados os descritores pé diabético, exame físico de enfermagem e atenção primaria. Foram encontradas 136 produções, mas apenas 13 artigos atendiam os critérios de inclusão. Nos artigos utilizados são notáveis as características apresentadas pelas complicações dessa neuropatia diabética que influenciam no tratamento e na prevenção de complicações, como fatores socioeconômico e físico. A adesão da equipe de enfermagem é fundamental para a orientação a fim de promover instrução aos pacientes. No que se refere ao exame físico para prevenção do pé diabético o enfermeiro tem o olhar técnico que é importante, mas falta o olhar holístico. Ele tem se mostrado essencial, mas ainda a uma fragilidade na sua execução. Um dos motivos do exame físico com foco para pé diabético não estar sendo feito de forma correta é a falta de uma abordagem maior dentro da grade curricular das universidades. Possibilitou-se analisar nos estudos que o exame físico é maneira simples de prevenção do pé diabético que tem um bom resultado quando aliado a uma boa comunicação com paciente. O enfermeiro tem conhecimento técnico sobre a prevenção dessa neuropatia, mas ainda precisa levar em consideração questões social do paciente. Faz necessária apropriação do enfermeiro de suas competências para prestação do atendimento correto.
Palavras-chave: Pé Diabético,Cuidados de Enfermagem,Atenção primária à Saúde
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Abrir o trabalhoVIOLÊNCIA CONTRA A MULHER EM TEMPOS DE COVID-19: ANÁLISE DO AUMENTO DE CASOS DE AGRESSÕES
LARISSIA CÂNDIDO CARDOSO; Pedro Yan Alexandre Barbosa Kenedy; Beatriz de Castro Magalhães; Delmair Oliveira Magalhães Luna Filha; Teófilo Silva Primo Correia; Grayce Alencar Albuquerque
INTRODUÇÃO: A violência contra a mulher é algo contemporâneo e resultado de um processo histório/cultural que se mantém presente de modo cotidiano. Tal prática sempre se fez presente no seio social, por varias formas distintas, no entanto, diante da pandemia COVID-19 e as medidas de isolamento social, as familias passaram a convier restritamente no ambito residêncial, consequentimente, intesificando o convívio e as relações entres os membros e aumentando os casos de violência doméstica.OBJETIVOS: Este estudo tem como objetivo realizar uma reflexão acerca da vulnerabilidade de mulheres à violência doméstica em paralelo às medidas provisórias de distanciamento social adotadas no Brasil em tempos de COVID-19. MÉTODO: Trata-se de um ensaio reflexivo, em que se buscou, após levantamento de literaturas afins ao tema, refletir sobre a vulnerabilidade de mulheres à violência doméstica, em decorrência das medidas de distanciamento social adotadas pelo Brasil para enfretamento da pandemia COVID-19. RESULTADOS: Inicialmente, o que legalmente é tido como asilo inviolável, para algumas, o lar é sinônimo de sofrimento. É sabido que grande parte dos casos de violência doméstica é realizada na própria residência da vítima.Devido a isso, posto o maior tempo de convívio dentro dos lares, tendo o parceiro como principal agressor e a responsabilização das mulheres frente aos afazeres domésticos e com a prole, entende-se que o estado de distanciamento social ao reforçar esses fatores, elevam a susceptibilidade deste público à violência doméstica. A convivência familiar de forma compulsória e forçada initerruptamente gera por maior tensão na própria convivência, o que implica em maiores discussões e desentendimentos, os quais, tendo como base a soberania do homem, são sinônimos de mais casos de violência de gênero, sejam estes por meio da agressão psicológica, moral, física e sexual.CONSIDERAÇÕES FINAIS: Diante do exposto, infere-se que a pandemia do COVID-19 causou graves modificações no seio social a nível mundial. Logo, a forma de vivência familiar fora modificada e acarretou em uma convivência forçada, a qual aliada com outros fatores sociais e econômicos desfavoráveis, resultam no aumento de casos de violência doméstica. Analisar tal vertente em meio ao problema de saúde contemporâneo é imprescindível para compreender todas as consequências ocasionadas por tal problemática, que vão além do campo financeiro.
Palavras-chave: Mulher,Violência,COVID-19,Pandemia
Oral
VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER RURAL E O PAPEL DO ENFERMEIRO
ANTÔNIO SAMUEL SILVA LINS; Roana Bárbara de Almeida Gouveia; Beatriz de Castro Magalhães; Maiara Bezerra Dantas; Patrícia Pereira Tavares de Alcântara; Grayce Alencar Albuquerque
O revés da violência contra a mulher não somente desrespeita os direitos humanos, como traz impactos no tocante aos aspectos biopsicossociais da vítima, requerendo do setor saúde a disponibilização de uma assistência holística à mulher. Entretanto, esse setor apresenta dificuldades no manejo da vítima, destacando o cuidado exíguo às mulheres rurais em razão do déficit no acesso aos serviços. Objetivou-se refletir acerca das dificuldades enfrentadas pela vítima de violência da zona rural e o papel do enfermeiro frente a esse fenômeno. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de caráter reflexivo, realizada em setembro de 2019, através da Scientific Eletronic Library Online com as seguintes combinações de descritores: “Violência contra a mulher”, AND “Enfermagem de Atenção primária” AND “Saúde da Mulher”, resultando em 416 referências. Usou-se como critérios de inclusão: artigos sobre a assistência de enfermagem a mulheres rurais vítimas de violência doméstica, que resultou em 12 artigos; e de exclusão: artigos pagos, duplicados e repetidos, restando nove referências que foram lidas na íntegra. Percebe-se que a violência contra a mulher rural, encontra-se em potencial, pois além do patriarcado ainda estar arraigado no meio rural, essa população possui grande dificuldade de acesso às informações de potencial emancipatório, que além de lhes revelar a vitimização invisível, permitiria à mulher criar estratégias de fuga do ciclo de violência. Destaca-se que, mediante ambiente de distanciamento social, o meio rural bloqueia a busca por auxílio em casos de percepção da violência, sendo imprescindível a atuação do enfermeiro na busca ativa de casos de violência entre mulheres rurais. Enfatiza-se esse profissional, devido seu uso de tecnologias leves, refletindo a otimização da construção de elo com famílias de residências rurais a fim de consolidar a confiança entre profissionais e vítima, como também, o envolvimento da equipe de saúde em debates sobre a violência contra a mulher. Ademais, acentua-se o acolhimento de forma integral e respeitosa como um importante fomentador da atenção contínua à mulher vivendo em risco ou em situação de violência. Conclui-se que a mulher rural se encontra em maior risco para sofrer e se manter no ciclo abusivo, requerendo uma atuação de enfermagem que reconheça a vítima e incentive à autonomia feminina, através do acolhimento com comunicação pautada no respeito e na aproximação do profissional à realidade da mulher.
Palavras-chave: Violência Contra a Mulher, Atenção Primária à Saúde, Saúde da Mulher
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VIOLÊNCIA DE GÊNERO: ANÁLISE SOBRE AS CONSEQUÊNCIAS DA QUARENTENA DO NOVO CORONAVÍRUS SOBRE AS MULHERES
TEÓFILO SILVA PRIMO CORREIA; Luiza Maria Sousa Nunes; Pedro Yan Alexandre Barbosa Kennedy; Delmair Oliveira Magalhaes Luna Filha; Beatriz de Castro Magalhães; Grayce Alencar Albuquerque
O novo coronavírus, cientificamente conhecido como SARS-Cov-2, trouxe mudanças significativas nas relações sociais para o mundo. Os questionamentos são imensos e vão além dos desafios da área de saúde pública. Com isso, faz-se necessária uma ampla investigação e análise frente aos novos desafios que o isolamento social trouxe a vida das mulheres, a fim de combater a violência de gênero acentuada nesse período. Nesse sentido, o objetivo geral do estudo é deslindar sobre as consequências do isolamento social na vida das mulheres, tendo como análise a violência de gênero, partindo aos aspectos sociais, econômicos e psicológicos. Trata-se de um estudo de ordem reflexiva, alinhado as discussões recentes sobre os impactos de uma quarentena sobre as mulheres. A apresentação das exposições e reflexões postuladas ocorreu na forma de eixos norteadores sobre o tema, decorrentes de interpretações da literatura teórica, informações nacionais e internacionais sobre a covid-19, bem como, das manifestações reflexivas dos autores. O distanciamento social parece acentuar um problema já grave na sociedade. O aumento da violência contra a mulher, os índices de feminicídio, as preocupações advindas das dificuldades financeiras, o estresse do confinamento, a dificuldade no acesso aos serviços de apoio às mulheres e as diversas formas de violência tais como a psicológica, patrimonial, sexual, enfim, tiveram um crescimento acentuado nesse período. Como resultado destas condições, percebe-se um impacto significativo na saúde física e emocional da mulher, cujos danos são traumas físicos e dores físicas somatizadas, bem como, perturbações emocionais, depressão, raiva, ansiedade, estresse pós-traumático, entre outros. Portanto, é de suma importância que o poder público, em consonância com a sociedade civil e as demais instituições, fortaleçam e organizem estratégias de combate à violência de gênero, sejam elas no âmbito doméstico, econômico ou social, diminuindo esses agravos e promovendo qualidade de vida a este público.
Palavras-chave: Violência de Gênero, Coronavírus, Quarentena, Isolamento social
Oral
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER EM DISTANCIAMENTO SOCIAL NA PANDEMIA DO COVID-19: UMA REVISÃO NARRATIVA
TAIANE RODRIGUES DA COSTA; AMANDA DA COSTA SOUSA; GISLAINE DA SILVA ROCHA; YVINNA MARINA SANTOS MACHADO; LUANNA GOMES DA SILVA
Objetivou-se levantar, na literatura, dados sobre a violência doméstica contra a mulher durante o período de distanciamento social e os fatores relacionados. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura desenvolvida em julho de 2020, a partir de pesquisa efetuada na base de dados LiLACS e nas seguintes bibliotecas virtuais: PubMed e BVS. Para conduzir as buscas utilizou-se descritores MeSH e DeCS “Domestic Violence” AND “COVID-19” e “Violência Doméstica” AND “COVID-19”, e aplicados os filtros: texto completo de acesso livre; idiomas em inglês, português e espanhol. Mediante análise dos estudos, constatou-se que houve aumento significativo nas taxas de violência doméstica contra as mulheres em todo o mundo. No Brasil, houve crescimento de 18% no número de denúncias registradas pelos serviços Disque 100 e Ligue 180; na Índia houve um aumento de 100% nas denúncias, a Austrália registrou aumento de 37%, em Cingapura o aumento foi de 33%, França e Chipre apresentaram o índice de aumento de 30%, enquanto na Argentina foi de 25%. A província chinesa de Hubei, demonstrou que a violência doméstica contra esse público triplicou durante fevereiro de 2020 em comparação com o mesmo período em 2019; nos Estados Unidos, nove grandes cidades metropolitanas registraram aumentos de aproximadamente 20% a 30% nas chamadas do serviço de violência doméstica, com algumas regiões chegando a 62%. Os fatores relacionados ao aumento dessa violência são variáveis, porém envolvem estresse devido ao confinamento físico, instabilidade financeira, desemprego e recolhimento ao ambiente doméstico. O aumento do convívio familiar no confinamento torna a vítima suscetível a abusos psicológicos, físicos, emocionais e sexuais. Ademais, a mulher é exposta a maior risco de problemas de saúde, como aumento de doenças crônicas, morbidade obstétrica e ginecológica, mortalidade, péssimas condições de saúde mental, traumas relacionados a lesões, e sintomas e sequelas relacionados ao estresse. Portanto, é possível perceber que a implantação do distanciamento social durante a pandemia do COVID-19 tem favorecido o aumento alarmante da incidência de violência doméstica contra a mulher em todo o mundo, tornando as mesmas suscetíveis a abusos, riscos à saúde e até morte. Dessarte, as informações levantadas nesse estudo podem auxiliar no planejamento de ações voltadas à proteção da saúde integral da mulher em períodos de crise, e adoção medidas eficientes de combate à violência no cenário doméstico.
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VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA A MULHER: VIVÊNCIAS DO AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE
PATRICIA ALVES DE ANDRADE; Daiana de Freitas Pinheiro; Ana Karoline Alves da Silva; Erirlandia Alves Magalhães Araújo; Cicera Bezerra dos Santos Alcântara; Patricia Pereira Tavares de Alcântara
A violência doméstica contra a mulher é um problema de saúde pública, decorrente das disparidades de gênero arraigadas no seio social. Geralmente, inicia-se pela violência psicológica precedendo as agressões físicas, sexuais e patrimoniais. Diante da complexidade do problema é importante a reflexão acerca da Atenção Primária a Saúde (APS) enquanto ordenadora do cuidado e porta de entrada nas Redes de Atenção a Saúde no manejo da vítima. Nesse sentido, objetivou-se descrever a experiência da atuação do Agente Comunitário de Saúde (ACS) frente casos de violência doméstica contra a mulher. A experiência foi vivenciada num município do interior cearense, no período de janeiro a dezembro de 2019. Mediante a convivência com famílias onde a violência doméstica era presente, foi possível perceber que o ACS, por atuar na comunidade, é visto como válvula de escape para as mulheres agredidas. Percebeu-se que existe um longo período de tempo para esses profissionais identificarem as situações de violência, tendo em vista que as vítimas não relatam o ocorrido de forma direta. Compreendeu-se que, na maioria das vezes, é preciso interpretar os sinais que a mulher fornece, como a procura recorrente pela APS, assim como, pela carência percebida nas longas conversas. Além disso, foi perceptível que a cultura machista está impregnada não somente através da agressão física percebida, mas por gestos em tom de brincadeira que reforçam o papel de dominador da relação, além de constantes humilhações que impactam negativamente na autopercepção das vítimas e corroboram para a permanência da mesma no ciclo de violência. Muitas vezes, pesar de haver o reconhecimento das vítimas, percebe-se um grande entrave no enfrentamento a violência, tanto pela mulher não conseguir se desvencilhar do abusador, quanto pela desproteção do profissional de saúde que não pode se envolver em demasia nos casos, mediante ameaça a própria vida. Diante do exposto, destaca-se que as mulheres estão em constante risco e que medidas devem ser tomadas não somente para o empoderamento feminino e garantia de segurança aos profissionais de saúde, mas também para implantação de políticas de redução às vulnerabilidades sociais.
Palavras-chave: Agente Comunitário de Saúde,Violência Contra a Mulher,Assistência à Saúde
Oral
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA EM TEMPOS DE COVID-19: REFLEXÕES NA PERSPECTIVA DA VÍTIMA E DO AGRESSOR
BEATRIZ DE CASTRO MAGALHÃES; Mauro Mccarthy de Oliveira Silva; Roana Bárbara de Almeida Gouveia; Grayce Alencar Albuquerque
O distanciamento social, requerido na pandemia Covid-19, traz consigo a intensificação da vulnerabilidade da mulher em se tornar ou permanecer vítima de violência doméstica, em decorrência do atual cenário de instabilidade sanitária e socioeconômica. Assim, é importante realizar reflexões acerca do aumento da violência doméstica contra a mulher nesse período, tanto sob o aspecto da vítima quanto do agressor. Assim, objetiva-se refletir sobre a prática de violência doméstica durante o distanciamento social na perspectiva da vítima e do agressor. Trata-se de um ensaio reflexivo, originado de estudos sobre violência doméstica, bem como notícias disponibilizadas pela Organização das Nações Unidas acerca do panorama atual desse fenômeno. O aumento da violência doméstica contra a mulher durante o distanciamento social é uma realidade que se conforma ao previsto, posto que o ambiente doméstico já se configurava como âmbito mais perigoso para mulheres antes da pandemia. Assim, a convivência forçada com os agressores, tem vulnerabilizado mulheres ainda mais a sofrerem agressões. Isso ocorre em decorrência das disparidades de gênero, que estabelecem a subalternidade obrigatória da mulher ao seu cônjuge e reforça seu papel no trabalho reprodutivo e doméstico, intensificado na pandemia; ao passo que reforça também uma masculinidade tóxica e frágil no homem, o qual tem percebido sua virilidade cada vez mais ameaçada pelos desafios econômicos da pandemia. Essa ameaça à superestimada masculinidade, incita a reiteração do poder através da forma mais infame: a violência do homem contra a mulher, como forma de honrar seu nome e compensar sua fragilidade. Além disso, os conflitos domésticos têm aumentado na pandemia, em decorrência tanto do estresse originado da sobrecarga feminina, quanto pelo aumento do consumo de álcool pelo homem. Ressalta-se que não somente a perpetração da violência se mostra aumentada, como também as chances das mulheres se manterem no ciclo de violência, mediante dificuldades de acesso aos serviços da rede de enfrentamento, que se encontram com funcionamento reduzido. A violência doméstica durante a pandemia, reforça os estereótipos de gênero como causa desse fenômeno. Assim, considerar tanto a vítima quanto o agressor, é indispensável para o estímulo de políticas públicas com ações direcionadas à igualdade de gênero, que não somente empoderem mulheres, como tornem natural a fragilidade masculina, enquanto sentimento humano.
Palavras-chave: Violência contra a mulher,Normas de gênero, Pandemia
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VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: O ENFERMEIRO COMO PROMOTOR DE UMA ASSISTÊNCIA QUALIFICADA
SARA DE SOUZA LEMOS; CASSIA DE SOUZA LIMA; STHEFANY RUBISLENE PEREIRA DA SILVA; NAIDHIA ALVES SOARES FERREIRA
Introdução: A Lei nº 17.097/2017 do estado de Santa Catarina define violência obstétrica como todo ato praticado pela equipe do hospital, ou qualquer pessoa, que ofenda a gestante em trabalho de parto ou puerpério. A gestação e o parto são eventos fisiológicos, necessitando de intervenção em determinados casos, todavia, a taxa de mulheres expostas às intervenções, necessárias ou não, faz-se crescente, consequentemente, o número de casos de violências obstétricas cresce, proporcionalmente. Uma a cada quatro mulheres sofrem violência obstétrica no Brasil. Ao enfermeiro obstetra, o COFEN atribui assistência à mulher da gestação ao puerpério, devendo este, evitar tal violência e garantir a autonomia da mulher. Objetivo: Descrever a relevância da assistência de enfermagem à mulher, à prevenção da violência obstétrica, com base em evidências científicas. Materiais e métodos: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada a partir do levantamento da produção cientifica da área de enfermagem nas bases de dados SCIELO, BVS, PUBMED e GOOGLE ACADÊMICO. A busca foi realizada do dia 06 ao dia 13 de junho de 2020. Para a realização do estudo foram selecionados um total de onze artigos. Utilizaram-se os seguintes critérios de inclusão: Estudos disponibilizados de forma gratuita, publicados entre os anos de 2017 a 2020, nos idiomas inglês e português. Os critérios de exclusão foram: Artigos que não correspondem ao objetivo principal do estudo, que se repetem e que possuam os termos “violência doméstica e sexual”. Os descritores utilizados foram combinados utilizando o operador booleano AND. Resultados e discussão: Os estudos utilizados caracterizam a violência obstétrica como práticas que interfiram na autonomia da mulher, intervenções desnecessárias e agressões psicológicas, físicas e verbais. O parto, como evento fisiológico, é diferente para cada mulher, porém, a necessidade de apressar o processo leva à interferência e medicalização, podendo resultar em violência obstétrica. A enfermagem, através do vínculo e escuta qualificada, pode conferir autonomia à mulher, dando-lhe a possibilidade de escolher o que quer ou não durante a parturição. Conclusão: Diante do exposto conclui-se que a equipe de enfermagem tem papel fundamental na prevenção da violência obstétrica e pode atuar de maneira eficaz para preveni-la, para isso utilizam-se ferramentas como a educação em saúde e as rodas de conversas que contribuem para uma assistência qualificada e humanizada.
Palavras-chave: Saúde da mulher,Violência contra a mulher,Enfermagem obstétrica
Oral
VISITA DOMICILIAR COMO ESTRATÉGIA PARA AÇÕES DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE: RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARIA DO CARMO ARAUJO DE OLIVEIRA; Greicyane Ribeiro Rocha Silva; Maria Jucilene Nascimento dos Santos; Maria Josélia de Menezes Ferreira; Maria Edwirgens Primo de Araújo Oliveira; Inês Dolores Teles Figueiredo
A promoção da saúde é definida como um conjunto de estratégias e formas de produzir saúde, tanto no âmbito individual como coletivo, neste sentido a visita domiciliar é um instrumento utilizado pelas equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF) como forma de melhor conhecer o contexto de vida da população e usuários da rede, facilitando o atendimento às diferentes necessidades de saúde, proporcionando um espaço para educação em saúde. Objetivou-se partilhar experiências das visitas domiciliares vinculadas à Unidade de Saúde da Família sob supervisão docente, no município do Crato-Ceará. Trata-se de um estudo descritivo e exploratório, com abordagem qualitativa, do tipo relato de experiência, realizado através de visitas domiciliares pelos acadêmicos de enfermagem da Universidade Regional do Cariri – URCA no período de Fevereiro à Abril de 2020, a partir da disciplina de Saúde Coletiva II em parceria com a Unidade de Saúde da Família Alcides Peixoto no bairro Granjeiro em Crato-Ce, a fim de conhecer as necessidades em saúde das famílias para se traçar metas de planejamento em educação em saúde. Para o desenvolvimento das atividades, o grupo articulou-se junto à eSF e acompanhadas pelo Agente Comunitário de Saúde realizaram a sequência das visitas domiciliares, sendo escolhida uma família em situação de vulnerabilidade social para realização de um plano de intervenção e ações de educação em saúde. Realizou-se o reconhecimento familiar e por meio dos indicadores de saúde, foram identificados pontos importantes relacionados à situação de saúde domiciliar, como dificuldades socioeconômicas, sanitárias, ambientais, psicológicas, etilismo, drogadição, conflitos interpessoais e intrafamiliares, patologias presentes como hipertensão, dificuldade de acesso ao trabalho, presença de crianças e idoso acamado. O planejamento em equipe possibilitou a realização de um plano de atividades focando nas reais necessidades da família com a elaboração de um cronograma de visitas futuras. Houve a aproximação e formação de vínculo e confiança com a família, sendo favorável na organização das estratégias de apoio social, saúde e psicológico no âmbito familiar. Deste modo, torna-se fundamental a visita domiciliar como ferramenta indutora para processos de intervenção e educação em saúde, veiculando estratégias para sensibilização das famílias no sentindo da melhoria na condição de vida fortalecendo a promoção de saúde e prevenção de agravos.
Oral
VIVÊNCIA DE VIOLÊNCIA PELOS PROFISSIONAIS DA ÁREA DA SAÚDE: REVISÃO DA LITERATURA
ANA RAIANE ALENCAR TRANQUILINO ; Felice Teles Lira dos Santos Moreira; Grayce Alencar Albuquerque
O trabalho em saúde tem como consequência à saúde desses trabalhadores, a exposição aos riscos da violência no ambiente de trabalho. Assim, entende-se por violência o uso da força física ou poder, concreta ou ameaça, contra outra pessoa, grupo e até mesmo contra si próprio, causando ou com possibilidades de resultar em lesão, morte, dano psicológico, deficiência de desenvolvimento ou privação. Identificar de acordo com a literatura os tipos de violência mais sofrida pelos profissionais de saúde, bem como, os principais perpetradores dessa violência contra esses trabalhadores. Estudo de revisão narrativa da literatura, cuja busca deu-se por meio do acesso às bases de dados: Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS); Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE) e na Scientific Electronic Library Online (SciELO, no período abril de 2020. Integraram a amostra do estudo artigos disponíveis na íntegra, gratuitos, publicados do ano 2015 a 2020, nos idiomas português, inglês e espanhol. Foram excluídos textos do tipo editoriais, revisão, teses, dissertações e carta ao leitor. Dos tipos de violência pode-se perceber a prevalência da verbal, seguida da violência psicológica, violência física e violência sexual, aparecendo mais de um tipo de violência em cada estudo. As pesquisas apontaram que a maioria das vítimas é mulher da área da enfermagem, em geral, evidenciando que as vítimas são caracterizadas como trabalhadores mais jovens, com ocupação na enfermagem, estado civil solteiro, menor tempo de experiência profissional, trabalho noturno, trabalho no setor de emergência, trabalho em turnos alternados. Os principais agressores são os pacientes e acompanhantes/familiares trabalhadores da saúde que ocupam o topo da hierarquia, médicos, enfermeiros, gerentes de unidades, bem como aqueles profissionais que estão há mais tempo no serviço, com estabilidade no em-prego e experiência clínica reconhecida. A violência no contexto do trabalho é abordada na literatura com maior enfoque na descrição do perfil do ato e dos eventos que o favorecem. Identificou-se que os tipos de violência, na realidade brasileira, é a violência verbal de maior destaque; e os principais perpetradores dessa violência como usuários, familiares e até mesmo outros profissionais de saúde.
Palavras-chave: Violência,Profissional,Saúde,Pessoal de saúde
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VIVÊNCIA NO APRENDIZADO SOBRE SEGURANÇA DO PACIENTE
MARIANA CORDEIRO DA SILVA ; Carolaine da Silva Souza; Josefa Iara Alves Bezerra; Stéffane Costa Mendes; Jayana Castelo Branco Cavalcante de Meneses; Glicia Uchôa Gomes Mendonça
INTRODUÇÃO: Um dos assuntos que deve permear a formação do enfermeiro durante a graduação é a segurança do paciente, que pode ser entendida como qualquer ato que possa prevenir ou evitar danos associadas aos cuidados em saúde, sendo um dos temas prioritários na área da saúde mundial. Neste contexto, é notável a importância que o estudante de enfermagem, tem em adquirir habilidades e competências que o prepare para cuidar de forma segura. OBJETIVO: Relatar a vivência no aprendizado sobre segurança do paciente. MÉTODO: Trata-se de um estudo do tipo relato de experiência sobre a vivência no projeto de extensão “Educação para o cuidado seguro”, da Universidade Regional do Cariri- URCA. Unidade Descentralizada de Iguatu, que tem como objetivo realizar ações educativas relacionadas à segurança do paciente nos serviços de saúde, favorecendo a educação continuada dos profissionais. RESULTADOS: A segurança do paciente vem ganhando bastante destaque na formação acadêmica do enfermeiro, tornando fundamental a realização de pesquisas e capacitações sobre o tema. Com a participação no projeto de extensão foi possível adquirir conhecimento sobre as metas internacionais para segurança do paciente, as quais são utilizadas como base para desenvolver as estratégias educativas dentro dos serviços de saúde, além disso, são discutidos aspectos relacionados à cultura de segurança do paciente na busca de ampliar as discussões sobre o tema. Dessa forma, os membros do projeto desenvolvem ações quinzenalmente utilizando metodologias ativas. O projeto propicia um olhar diferenciado para atuação como futuro profissional mediante a possibilidade de vivenciar diferentes atividades, muitas vezes, pouco discutidas em sala de aula, como participação na construção do Plano de Segurança do Paciente de uma instituição de saúde, fornecendo experiências de gestão do cuidado de saúde ainda na graduação. Além do desenvolvimento de pesquisas com a utilização de instrumentos, como por exemplo, o Questionário de Atitudes Seguras (SAQ), usado para avaliar a cultura de segurança, a partir da mensuração do clima de segurança. CONCLUSÃO: Acredita-se que essas atividades desenvolvidas contribuem significativamente na qualificação, bem como na formação desses futuros profissionais de saúde com vistas à adoção de práticas seguras.
Palavras-chave: Educação Continuada, Enfermagem, Segurança do Paciente
Oral
VULNERABILIDADE AO ADOECIMENTO MENTAL NA ENFERMAGEM EM TEMPOS DE PANDEMIA
DELMAIR OLIVEIRA MAGALHÃES LUNA FILHA; Beatriz de Castro Magalhães; Mauro Mccarthy de Oliveira Silva; Laríssia Cândido Cardoso; Luiza Maria Sousa Nunes; Grayce Alencar Albuquerque6
A pandemia COVID-19 tem escancarado diversas facetas sociais, dentre as quais destacam-se fragilidades à nível estrutural, material e de recursos humanos do Sistema Único de Saúde. Tais fragilidades exacerbam as vulnerabilidades vivenciadas pelos profissionais de enfermagem, altamente expostos, não somente ao risco de contaminação, mas à impactos sérios na saúde mental. Nesse sentido, este trabalho objetiva refletir acerca das vulnerabilidades ao adoecimento mental que os profissionais de enfermagem estão expostos durante a pandemia do novo coronavírus. Trata-se de um ensaio reflexivo, oriundo de estudos e debates referentes à vulnerabilidade dos profissionais de enfermagem com aproximação desta condição ao cenário atual de enfrentamento à pandemia da COVID-19, embasadas à luz da literatura atinente ao tema. Os impactos à saúde mental dos profissionais de enfermagem na atual pandemia decorrem de fatores que já existiam previamente e que foram potencializados durante a pandemia. O vínculo empregatício instável, condições de trabalho precárias, excesso de trabalho devido à ausência do dimensionamento adequado, salários incompatíveis com a carga de trabalho executada, bem como, desrespeito e maus-tratos perpetrados por pacientes, são situações associadas à cultura de desvalorização do cuidado existentes previamente à pandemia e que estão ainda mais intensificadas, tanto pela superlotação dos hospitais de referência, como pela baixa quantidade de profissionais qualificados à lidar com os casos de COVID-19; situações que acarretam não somente o desgaste físico, mas principalmente a exaustão emocional e mental. Atrelado a isso, a escassez de Equipamentos de Proteção Individual, com consequente exposição a materiais biológicos e a ausência de infra-estrutura para descanso no local de trabalho, geram preocupações em relação ao contágio, que já se mostra exorbitante nessa categorial profissional; assim como, tem acarretado medo em relação à transmissibilidade do vírus para os familiares após retorno aos seus domicílios. Evidencia-se que o adoecimento mental reduz a qualidade do trabalho dessa classe tão necessária ao enfrentamento da pandemia COVID-19. Percebe-se uma emergência na discussão sobre as vulnerabilidades do profissional de enfermagem como um problema de saúde pública, e a necessidade de validar caminhos para sanar disparidades históricas e estruturais a fim de promover a valorização da enfermagem.
Palavras-chave: Infecções por Coronavírus,Vulnerabilidade em Saúde,Profissionais de Enfermagem
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VULNERABILIDADE DAS GESTANTES E ACOMPANHAMENTO OBSTÉTRICO NA PANDEMIA DO COVID-19
LUCAS COSMO DE MENESES; CICERA CLARELIZ GOMES ALVES; GISLAINE DA SILVA ROCHA; MYLLENA FARIAS GOMES; TATYELLE BEZERRA CARVALHO; LUIS RAFAEL LEITE SAMPAIO
O coronavírus (SARS-CoV-2) trata-se de uma doença infecto contagiosa que possui um quadro clínico de complicações respiratórias graves. O fluxo de contágio da doença é elevado e possui risco de letalidade maior para indivíduos dos grupos vulneráveis como: idosos, cardiopatas, diabéticos e recentemente as gestantes. A inserção da gestante no grupo de risco é justificada pela queda da imunidade que pode causar sintomas mais graves, segundo o Protocolo de Manejo Clínico da Covid-19 na Atenção Especializada do Ministério da Saúde. Objetivou-se expor a vulnerabilidade das gestantes e a importância da orientação e novas estratégias em saúde para uma boa progressão da gestação no contexto da pandemia do Covid-19. Refere-se a uma pesquisa descritiva do tipo revisão narrativa da literatura. Foi realizada a busca durante o mês de julho de 2020 no portal da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e no Sistema Online de Busca e Análise de Literatura Médica (MEDLINE) sendo identificado 01 artigo na plataforma “BVS” e nenhum na “MEDLINE”. Como complemento foi utilizado à base de pesquisa Google Acadêmico obtendo 5 artigos. Utilizaram-se os seguintes descritores e operadores booleanos: “Covid-19” AND “Gestantes” AND “obstetrícia” AND “Pré-natal”. Logo após, os critérios de inclusão (artigos nos idiomas português ou inglês, publicados recentemente e disponíveis na íntegra para leitura gratuita) e exclusão (estudos que não tem relação com o tema, teses e artigos duplicados) foram selecionados 6 artigos. Nesse viés, constatou-se a importância de orientações e medidas preventivas contra a Covid-19 no período de gestacional, como a higiene das mãos e superfícies, com o intuito de promover saúde para as gestantes. Ademais, a primordialidade de novas estratégias como a telessaúde em vários serviços sociais e obstétricos para atender à demanda de gestantes continuando os atendimentos, visando solucionar as barreiras que as gestantes podem enfrentar como: falta de transporte, assistência gestacional, redução do tempo de espera, fadiga e medo ao sair por fazer parte do grupo de risco, cumprindo assim o isolamento social. Dessa forma, ficou evidente que o planejamento de cuidados especiais no atual momento da pandemia e a criação de estratégias como a inclusão da telessaúde são essenciais para garantir o suporte às gestantes. Logo, reduzindo as barreiras ao pré-natal, mantendo o compromisso das orientações obstétricas ora apresentadas.
Palavras-chave: Covid-19,Obstetrícia,Pré-natal,Gestamtes
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VUNERABILIDADE DE MULHERES LÉSBICAS ÀS INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS
VANESKA HELLEN CAMPOS ARARUNA ; Carla Andréa Silva Souza; Gledson Micael da Silva Leite; Maria Izadora Oliveira Batista; Héryka Laura Calú Alves; Grayce Alencar Albuquerque
A população lésbica está exposta as situações de vulnerabilidades nas dimensões individual, social e programática. Isso ocorre principalmente devido à uma sociedade heteronormativa marcada pelo patriarcado, situação que contribui para a maior susceptibilidade dessa população para contrair enfermidades, como as infecções sexualmente transmissíveis. Objetivou-se refletir sobre os fatores que implicam na maior susceptibilidade das mulheres lésbica às infecções sexualmente transmissíveis e os fatores comportamentais associados à exposição destes agravos. Trata-se de uma revisão narrativa, descritiva, de abordagem qualitativa, sem recorte temporal. Foram encontrados 334 resultados de artigos na Literatura Americana do Caribe em Ciências da Saúde e na Scientific Electronic Library Online, no entanto, apenas 16 demonstraram relevância para o tema e foram utilizados. Tem-se que as mulheres lésbicas são mais susceptíveis às infecções sexualmente transmissíveis por viverem em sociedade que segue o padrão heterossexual, negligência dos profissionais e órgãos responsáveis e a invisibilização destas pelos mesmos, escassez de pesquisas na área, comportamentos sexuais de risco decorrente em parte pela errônea constatação de que as mulheres lésbicas são imunes as essas infecções em decorrência de práticas sexuais diferentes das heterossexuais. Mulheres lésbicas possuem inúmeras vulnerabilidades para infecções sexualmente transmissíveis. É imprescindível que os órgãos responsáveis, assim como a sociedade, voltem sua atenção para essa população e passem a fomentar medidas que promovam a inclusão dessa população em uma assistência livre de preconceitos, de qualidade e efetiva, que atuem na diminuição dessas vulnerabilidades.
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