28 de 28 trabalho(s) aceito(s)
A ESCRITA AUTOBIOGRÁFICA COMO INSTRUMENTO DE PESQUISA, AUTOCONHECIMENTO E FORMAÇÃO
MARIA KELLYANY CORREIA FERREIRA
O presente estudo resulta das reflexões desenvolvidas sobre a metodologia autobiográfica durante as atividades de monitoria do Projeto “(Des)caminhos da Pesquisa: diálogos e compreensões sobre cientificidade”, coordenado pela Profa. Dra. Louise Carla Siqueira da Silva, na disciplina Pesquisa Educacional II, do curso de Pedagogia da Universidade Regional do Cariri (2024.2 e 2025.1). A autobiografia é uma metodologia em que o sujeito registra e reflete sobre sua trajetória, revisitando lembranças, emoções e experiências que contribuem para a construção da identidade (Lejeune, 2008; Compagnon, 2009). A pesquisa analisou textos autobiográficos e produções pessoais, buscando compreender seu valor formativo para o autoconhecimento e aprimoramento da escrita. Os resultados indicam que a escrita autobiográfica favorece a expressão de sentimentos, fortalecimento da autoestima e reconhecimento da própria história (Delory-Momberger, 2008), ampliando a visão crítica e ética do pesquisador e promovendo a reflexão sobre sua prática. Assim, essa abordagem se apresenta como prática pedagógica relevante, unindo memória, emoção e aprendizagem, reconhecendo o sujeito como protagonista de sua história.
Palavras-chave: Autobiografia ,Escrita de si,Identidade ,Pesquisa,Educação
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Abrir o trabalhoINTEGRAÇÃO ENTRE A EDUCAÇÃO SUPERIOR E A EDUCAÇÃO BÁSICA: UMA EXPERIÊNCIA DOCENTE DE BACHARELANDOS EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS, NA DISCIPLINA DE MATEMÁTICA, PARA ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO DO CEJA/CRATO-CE.
A INSERÇÃO DE PRÁTICAS ÉTNICO RACIAIS PARA EDUCAÇÃO INFANTIL
JACIANE DA SILVA SANTOS ; jaciane.santos@urca.br; maria.ingrid@urca.br; m.larissa.santos@urca.br; sabrina.loureiro@urca.br; ywina.maria@urca.br
Intitulada “A inserção de práticas etnico raciais para Educação infantil” essa pesquisa tem por objetivo destacar importância da inserção da cultura africana na formação da criança, com o intuito de promover essa discussão na vivência da sala de aula, sendo assim justifica-se dado a presença do conhecimento africano enraizado na construção da cultura brasileira e pouco reconhecido, seguido com os objetivos específicos, apresentar a importância de se trazer essa abordagem cultural africana desde a educação infantil, pensar a aplicabilidade da lei 10.639/2003 na formação dos professores e na prática..Será portanto desenvolvido o resgate a valorização da identidade visando colaborar para a formação social dessas crianças de modo que possa torná-las conhecedoras de suas ancestralidades e de toda uma história que tentam de muitas formas apagar.Portanto o estudo se norteia com uma revisão bibliográfica mantendo análise no discurso e seguindo o questionamento:Como promover uma Educação para as Relações Étnicos Raciais desde a infância pensando as práticas na sala de aula? Para fundamentação apresentaremos a visão dos autores: Nilma Lino Gomes(2017),Eliane Cavalleiro (2012) e Araújo Socorro de Maria Cristiany (2022).Nos resultados obtidos, notamos que a falta do aprofundamento da Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER) resulta em uma formação docente insuficiente e de lacunas no currículo escolar que causa desafios para professores que se dedicam ao tema, pois eles não encontram o mesmo comprometimento em seus pares dentro da escola.Sendo assim, pensar a construção de uma educação desde a infância pautada na luta antirracista precisa do comprometimento de toda a comunidade escolar e da sociedade como um todo.
Palavras-chave: Educação, Relações Étnicas Raciais, Infância, Cultura, Formação
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Abrir o trabalhoO ENSINO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS NA BASE DIVERSIFICADA
JARLANE PEREIRA LIMA; FELIPE BARBOSA DE SÁ; SAMUEL PEREIRA GUEDES
Este trabalho investiga o ensino na educação básica sob a perspectiva decolonial, questionando a hegemonia eurocêntrica que historicamente estruturou a produção do conhecimento. A base diversificada dentro das escolas em tempo integral propõe a possibilidade de ampliar o conhecimento dos docentes, trazendo espaço para trabalhar questões sociais e culturais. Assim, essa pesquisa tem como objetivo promover uma educação antirracista, pautada no respeito à diversidade étnico-racial, valorizando a história e a cultura afro-brasileira, africana e indígena, e contribuindo na construção de saberes dentro da sala de aula. A pesquisa consiste em uma abordagem qualitativa e exploratória, utilizando o levantamento bibliográfico e construção de materiais práticos na busca de colocar o educando como sujeito ativo no processo de conhecimento. O referido relato de experiência tratou-se de um recorte, na minha trajetória docente. Baseando-se nos referenciais teóricos de Lélia Gonzalez (1984), Thais Luzia Colaço (2012), Arturo Escobar (2018) e Djamila Ribeiro (2017), que discutem as relações entre colonialidade, identidade e produção de saberes. A implementação de temáticas como essa fortalece o compromisso com a desconstrução de preconceitos, tornando um espaço de escuta e reconhecimento de muitas vozes que durante anos foram silenciadas.
Palavras-chave: Educação. Ético- Raciais. Base Diversificada
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Abrir o trabalhoA LEI Nº 14.704/2023 E A VALORIZAÇÃO DOS INTÉRPRETES DE LIBRAS: JORNADA DE 30H E REVEZAMENTO COMO GARANTIA DE ACESSIBILIDADE”
MARIA JOSILENE BEZERRA FERREIRA ANASTÁCIO; Juliana Kellen Rodrigues Pereira; Sônia Sales Nepomuceno
Diante da inclusão educacional, a presença do intérprete de Libras se tornou obrigatória com o Decreto 5.626/2005 para garantir o direito linguístico e a acessibilidade das pessoas surdas nos espaços educacionais. Contudo, o exercício dessa profissão apresenta um percurso marcado por salários defasados, sobrecarga e falta de regulamentação que garanta sua estabilidade profissional nas instituições públicas de ensino. Atualmente, a promulgação da Lei nº 14.704/2023 representa um avanço significativo, ao estabelecer a jornada de 30 horas semanais e o revezamento obrigatório como formas de valorização e cuidado com a saúde desses profissionais. O estudo tem como objetivo analisar a contribuição da Lei nº 14.704/2023 na rotina e nas condições de trabalho dos intérpretes de Libras, discutindo como a regulamentação da carga horária e do revezamento contribui para a qualidade da mediação linguística e efetiva inclusão de estudantes surdos. A pesquisa possui abordagem qualitativa e caráter descritivo, fundamentada em revisão bibliográfica e análise documental da legislação vigente, associada a relatos de experiências de intérpretes de Libras atuantes na Universidade Regional do Cariri. De tal modo, observa-se que a regulamentação da jornada e do revezamento proporciona melhores condições de trabalho, amenizando o desgaste físico e mental, garantindo eficiência no desenvolvimento da ação interpretativa, refletindo positivamente na aprendizagem dos estudantes surdos. Conclui-se que a Lei nº 14.704/2023 representa um marco importante e ao regulamentar o revezamento e jornada de 30 horas, a legislação reafirma o compromisso com a acessibilidade, a inclusão e a equidade.
Palavras-chave: Inclusão, Intérprete de Libras, Acessibilidade, Lei nº14.704/2023,Ensino Superior
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Abrir o trabalhoBONECAS ABYONIS: MÃOS SURDAS, VOZES NEGRAS E CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADE
JUCIMAR DA SILVA SANTOS
O presente trabalho objetiva relatar a experiência da realização de uma oficina cultural voltada para a confecção das bonecas Abayomis, desenvolvida em um Centro de Educação de Jovens e Adulto, localizado em Milagres-CE. A atividade foi planejada no âmbito das ações pedagógicas que valorizam a cultura afro-brasileira, a inclusão escolar e o respeito à diversidade, tendo como protagonistas os alunos surdos da instituição. Para isso, a mediação do intérprete de Libras foi fundamental, que viabilizou durante todo o processo a comunicação e a participação plena dos estudantes surdos. A metodologia envolveu momentos de sensibilização e prática. Dessa forma, o ponto de partida da proposta foi um momento de contação de histórias, no qual foi apresentada a origem das bonecas Abayomis. Em seguida, aconteceu a etapa prática de confecção, na qual os alunos foram acompanhados pelos professores e contaram com a mediação contínua do intérprete de Libras. O encerramento ocorreu com uma exposição das bonecas Abayomis para a comunidade escolar. Como aportes teóricos a literatura de Munanga (2009), os estudos de Mantoan (2003) e Candau (2012) foram fundamentais para esta reflexão. Portanto, a referida experiência reafirma que o trabalho com a cultura afro-brasileira, aliado a práticas pedagógicas inclusivas, contribui significativamente para a formação cidadã, para o fortalecimento da identidade cultural e para a consolidação de uma educação comprometida com a diversidade e a equidade.
Palavras-chave: Cultura afro-brasileira,Abayomis,Inclusão Escolar,Surdez,Intérprete de Libras
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Abrir o trabalhoLIBRAS EM MOVIMENTO: DESAFIOS DA PARTICIPAÇÃO DE ESTUDANTES SURDOS EM PROJETOS DE PESQUISA E EXTENSÃO
Educação e Afetividade: reflexões na educação infantil hoje
MARIA NALANDA MIRANDA DE FIGUEIREDO
Educação e afetividade: reflexões na educação infantil hoje Maria Nalanda Miranda de Figueiredo Antônia Eudivânia de Oliveira Silva A afetividade é um componente essencial no processo de ensino-aprendizagem, especialmente no ensino infantil, onde os professores desempenham um papel fundamental na formação emocional e cognitiva das crianças, transformando o ambiente escolar em um lugar seguro e acolhedor. O estudo tem como objetivo refletir o lugar da afetividade no processo educativo infantil. Como metodologia foi utilizado a pesquisa exploratória. A educação afetiva é apontando como fator fundamental para a formação e desenvolvimento dos sujeitos (Hooks 2019), indivíduos são atravessado por situações externas, e reagem de maneira diferente para cada espaço que estão. Se a criança tem um olhar cético sobre o âmbito escolar, ela vai moldar dentro de si uma aversão àquele lugar, fazendo com o que o seu comportamento não seja bom para ter um desenvolvimento/ensino adequado. Criar um laço afetuoso com os alunos, abre espaço para que o processo de ensino seja mais “fácil” de modo que eles estarão mais propensos a respeitar o educador, tornando assim o trabalho mais eficiente e saudável. Valorizar a afetividade é incentivar uma educação mais acolhedora e significativa, tendo em vista as vulnerabilidades e dificuldades individuais de cada aluno, para que assim, possam se tornar adultos mais seguros, empáticos e preparados para o mundo.
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Abrir o trabalhoINFÂNCIA EM TELAS: DISPUTAS DISCURSIVAS SOBRE O USO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS NA INFÂNCIA NAS REDES SOCIAIS
MARIA ALINE ALENCAR DA SILVA; Luiz Carlos Carvalho Siqueira
Resumo: O presente estudo investiga as disputas discursivas em torno do uso de telas digitais na infância, a partir da análise de comentários em vídeos da educadora Ivana Jauregui, publicados no Instagram e no TikTok. A pesquisa parte da constatação de que as tecnologias estão cada vez mais presentes na vida das crianças, influenciando seus modos de aprender, se relacionar e se desenvolver. Nesse contexto, surgem preocupações sobre os efeitos do uso excessivo de celulares e redes sociais no comportamento, na atenção e na sociabilidade infantil. O estudo, de natureza qualitativa e caráter exploratório, utiliza procedimentos da pesquisa documental, analisando discursos produzidos espontaneamente pelos usuários das plataformas. A fundamentação teórica apoia-se em autores como Castells (2005), Correa, Sousa e Ramos (2009), que discutem o papel das redes digitais na construção de sentidos e na circulação de informações. Os resultados buscam compreender como as percepções sociais sobre a infância se manifestam nesses espaços virtuais, revelando tensões, valores e crenças que atravessam o campo educacional. Assim, o trabalho contribui para refletir criticamente sobre o papel das tecnologias na formação das crianças e sobre os desafios contemporâneos para a Pedagogia diante da cultura digital.
EDUCAÇÃO NEGATIVA EM ROUSSEAU COMO FUNDAMENTO PARA UMA EDUCAÇÃO DIGITAL CRÍTICA
JOSÉ AMARO DE LEMOS NETO
A filosofia da educação de Rousseau, em especial sua proposta de educação negativa, oferece elementos valiosos para pensar os desafios contemporâneos da educação digital. Se, para o filósofo, era preciso proteger a criança da corrupção precoce da sociedade, hoje torna-se necessário proteger o estudante do excesso informacional e da desinformação que circula no ambiente digital. O objetivo deste trabalho é explorar fundamentos rousseaunianos que possam fornecer base para reflexões sobre uma “educação digital negativa”, entendida como a formação de critérios internos antes da exposição massiva ao ambiente digital. A metodologia consistiu em uma análise bibliográfica, articulando Rousseau com debates atuais sobre tecnologia, educação digital e pedagogia. Os resultados apontam que a simples instrução do uso de ferramentas digitais (educação positiva) não é suficiente, sendo necessário desenvolver critérios de julgamento, autonomia intelectual e maturidade reflexiva. Na discussão, argumenta-se que essa perspectiva pode ajudar a enfrentar problemas como a adultização precoce e exposição à desinformação. Conclui-se que a aplicação dessa perspectiva implica em práticas pedagógicas que tensionem o uso do digital, promovam o desaprender de hábitos nocivos e priorizem o desenvolvimento humano diante da sobrecarga informacional.
Palavras-chave: Rousseau,Educação Digital,Educação Negativa,Autonomia,Pedagogia
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Abrir o trabalhoA FUNCIONALIDADE DA GESTÃO E DO PLANEJAMENTO ESCOLAR E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA A QUALIDADE DA EDUCAÇÃO BÁSICA
MARIA INGRID DE SOUZA SANTOS ; Jaciane da Silva Santos; Viviane Pinheiro Menezes
Essa pesquisa analisar a funcionalidade da gestão e planejamento escolar, tendo em vista a observação do relato de experiência da diretora da escola E.E.M.T.I Wilson Gonçalves, destacando como a combinação de práticas eficientes pode influenciar diretamente no desempenho acadêmico, na qualidade do ensino e na criação de um ambiente educacional inclusivo e organizado. De acordo com Carvalho (2018), a gestão escolar, ao ser planejada de forma adequada, deve priorizar o aprimoramento das relações pedagógicas e o apoio aos professores. Como metodologia propomos a resposta de uma pergunta: a gestão está envolvendo a comunidade escolar (professores, alunos e pais) no planejamento? Quais são os principais desafios enfrentados pelos professores na efetivação do plano de ensino? Para uma gestão democrática possa acontecer na pratica, é necessário utilizamos de todo a comunidade escolar. No decorrer das respostas da diretora, percebemos, as relações dentro da escola a comunidade participam ativamente nas tomadas de decisões. Assim, nos apresenta que a prática anda junto da teoria, através de simples atividades que envolve a todos nesse processo de construção de um ambiente escolar rico em esperanças. E com o planejamento escolar é essencial é fundamental para esta estrutura da educação pois para este planejamento é necessário tanto os professores como os alunos e a comunidade estar presente.
Palavras-chave: Educação ,Democracia ,Planejamento Escolar
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Abrir o trabalhoContribuições do Estágio em Gestão da Educação Básica para a formação em Pedagogia da URCA
A RELAÇÃO ENTRE INFRAESTRUTURA E QUALIDADE DO ENSINO: UM OLHAR SOBRE O ESPAÇO ESCOLAR
MARIA DE FÁTIMA PATRÍCIO DANTAS ; Ana Láysa Gonçalves da Silva; Maria Jaiany Moreno de Melo; Mariana de Brito Silva
O presente trabalho resulta das experiências formativas vivenciadas no componente curricular de Estágio Supervisionado em Gestão da Educação Básica, do curso de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Regional do Cariri (URCA). A investigação fundamenta-se nos estudos e reflexões de Boccia e Dabul (2013), Libâneo (2017), Paro (2016), Pimenta e Lima (2012), Prado (2012) e Toledo (2013), cujas contribuições orientaram o olhar analítico sobre a gestão escolar. A metodologia qualitativa, fundamentada na escuta sensível e na análise reflexiva, permitiu compreender o cotidiano escolar como um espaço de diálogo e corresponsabilidade. Para este trabalho, foi realizado um recorte a partir de entrevistas com uma gestora escolar, buscando compreender os desafios, potencialidades e sentidos que atravessam o fazer da gestão na contemporaneidade. Os resultados apontam que, mesmo diante de limitações estruturais e burocráticas, a gestão se reinventa no encontro com o outro, nas decisões coletivas e nas parcerias com a comunidade. As falas da gestora revelam uma escola que resiste em meio a contradições: marcada pela falta de apoio efetivo do Estado, mas sustentada por laços afetivos e pelo desejo coletivo. Assim, a escola reafirma seu papel social como território de afetos, aprendizagens e esperanças. Conclui-se que a gestão democrática, quando pautada na escuta e na partilha, torna-se ato formativo e político, reafirmando o compromisso da educação com a transformação humana e social.
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Abrir o trabalhoCOMPORTAMENTO DISCENTE: CONFLITOS E TENSÕES NO COTIDIANO DA GESTÃO ESCOLAR
INFÂNCIAS CARIRIENSES: CULTURA, DIVERSIDADE E EDUCAÇÃO
MARIA YASMIN FREITAS DOS SANTOS
A infância é um período privilegiado para a construção das primeiras experiências sociais, culturais e afetivas da criança, sendo uma fase essencial para reconhecer o valor da cultura local na construção da identidade. Nessa perspectiva, o presente trabalho busca refletir acerca da importância da cultura popular caririense como elemento pedagógico no processo de formação das crianças no contexto da Educação Infantil. O objetivo é analisar como a cultura popular pode contribuir para práticas educativas mais significativas. A pesquisa apresenta abordagem qualitativa, baseada na observação de práticas docentes em Centros de Educação Infantil do Cariri e na análise de experiências que valorizam a cultura local como instrumento de aprendizagem. A fundamentação teórica dialoga com Carlos Brandão (1984), pois, para ele, o ato de ensinar está ligado ao modo de vida e às tradições de um povo, por isso, a relação entre escola e cultura, transmite conhecimento e contribui para a construção de cidadãos capazes de transformar a realidade que estão inseridos. Em suma, conclui-se que as atividades propostas com músicas, brincadeiras e histórias culturais, aproximam o ensino da realidade das crianças e fortalecem o respeito às diferenças, como também proporcionam maior participação e sentimento de pertencimento nas ações culturais, além de estimular a curiosidade e o pensamento crítico das crianças.
Palavras-chave: Cultura popular,Educação,Identidade, vivências
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Abrir o trabalhoJOSÉ KILMER TAVARES SILVA; Edson Ribeiro Luna; Maria Irismã Libório Góes; Maria da Penha Sousa Lima
Tratou-se de um projeto de extensão realizado pela Faculdade de Juazeiro do Norte - FJN e o Centro de Educação de Jovens e Adultos Monsenhor Pedro Rocha de Oliveira, CEJA- Crato/CE, no período de setembro de 2018 a agosto de 2019 com duplo propósito: melhorar a aprendizagem dos alunos da Educação Básica do CEJA, numa área de enorme deficiência, que são os conhecimentos no campo da Ciência Matemática e oportunizar a experiência docente aos bacharelandos do Curso de Ciências Contábeis da FJN, ampliando seus horizontes na docência, avançando na sua própria formação, como pesquisadores e, possivelmente, futuros professores. Deste modo, os conhecimentos alocados na Ciência Matemática, cruzados com os saberes e experiências produzidas nas ações dos professores autores do projeto, dos acadêmicos da FJN e dos jovens e adultos estudantes da Educação Básica do CEJA trouxeram como frutos muitas aprendizagens significativas para todos os envolvidos nesse processo. O projeto foi concluído com 0% de abandono/evasão do grupo integrante do projeto e com isso encaminhou 100% dos alunos participantes à certificação nos cursos em que estavam matriculados no CEJA. Como resultado almejou-se e foi obtido o aprimoramento do raciocínio matemático dos estudantes da Educação Básica do CEJA, aumentou-se a frequência escolar e a certificação dos alunos do CEJA e por conseguinte foi uma ótima iniciação na carreira docente dos discentes da FJN.
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Abrir o trabalhoJULIANA KELLEN RODRIGUES PEREIRA ; Sônia Sales Nepomuceno; , Maria Josilene Bezerra Ferreira Anastácio
A inclusão de estudantes surdos na universidade promove diálogos entre pessoas, histórias e culturas que, muitas vezes, permanecem silenciadas nas práticas acadêmicas. No contexto do ensino superior, esses estudantes continuam enfrentando desafios que ultrapassam o acesso comunicacional em sala de aula, vivenciando barreiras linguísticas e atitudinais que limitam sua participação efetiva nos diferentes espaços institucionais — especialmente nas atividades de pesquisa, extensão e nos processos seletivos de bolsas. O objetivo deste estudo é refletir sobre os desafios enfrentados por estudantes surdos na participação em projetos acadêmicos e nas seleções de bolsistas, analisando de que modo as barreiras comunicacionais impactam sua inclusão e trajetória formativa. A metodologia fundamenta-se em uma abordagem qualitativa e interpretativa, ancorada nos referenciais dos Estudos Culturais e Estudos Surdos, articulando entrevistas com estudantes surdos da Universidade Regional do Cariri (URCA). Espera-se, com esta pesquisa, promover uma compreensão ampliada da inclusão, reconhecendo a Libras e a cultura surda como dimensões legítimas de empoderamento, pertencimento e produção de conhecimento. Conclui-se que a inclusão de estudantes surdos deve ultrapassar o discurso institucional e consolidar-se como prática cotidiana, democrática e transformadora, capaz de fortalecer o compromisso da universidade com a equidade, a diversidade e a alteridade.
Palavras-chave: Surdez,Inclusão,Libras
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Abrir o trabalhoRECURSOS LITERÁRIOS NAS ESCOLAS MUNICIPAIS DE CRATO-CE: UMA ANÁLISE DO ACESSO, UTILIZAÇÃO E POTENCIAL TRANSFORMADOR NA EDUCAÇÃO INFANTIL
ANA LUIZA ALVES DIAS ; FABIANA GONÇALVES DE SOUZA; TALITA SABINO DE SOUSA
A literatura, por meio de palavras, emoções e ideias, expressa culturas e valores, abrindo portas para os sentimentos, a imaginação e a criticidade. Na literatura infantil não é diferente: além de tudo, ela possibilita o desenvolvimento da sensibilidade nas crianças. O conhecimento literário infantil é fundamental, pois permite à criança conhecer o mundo com base no real e também das ideias, favorecendo o pleno exercício de infância. Mas será que crianças em situação de vulnerabilidade econômica têm acesso a essa literatura infantil transformadora? Nessa perspectiva, o objetivo deste estudo consiste na análise de materiais literários fornecidos às escolas municipais da cidade do Crato-CE e verificar como esses recursos têm sido utilizados na educação infantil. O processo metodológico consistirá, primeiramente, em uma revisão bibliográfica e documental. Na segunda fase, serão realizadas visitas a duas escolas municipais do Crato e, na última etapa, entrevistas com professores da educação infantil, a fim de compreender como se dá a utilização dos materiais literários em sala de aula. Espera-se evidenciar se as escolas atendem crianças em situação vulnerabilidade com recursos adequados ou se apresentam deficiências como falta de bibliotecas escolares ou acervos desatualizados. Levando em consideração a realidade educacional do município de Crato, busca-se analisar se a literatura infantil está cumprindo seu papel transformador ou se é limitada por fatores econômicos e estruturais.
Palavras-chave: Literatura Infantil,Educação Transformadora,Acesso Educacional
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Abrir o trabalhoResumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoKAREN KATYLLEN BATISTA TELES
O trabalho objetiva compreender as contribuições do Estágio Supervisionado em Gestão da Educação Básica para a formação do pedagogo. A pesquisa foi desenvolvida em uma escola pública de Ensino Fundamental do município de Crato, Ceará, e fundamentou-se em uma abordagem qualitativa à partir de documentos produzidos no referido estágio. O estudo evidencia que o estágio supervisionado, mais do que um requisito acadêmico, constitui uma experiência concreta que aproxima o futuro profissional dos desafios reais da prática educacional, especialmente no campo da gestão escolar. A consolidação de uma práxis pedagógica crítica exige a articulação entre teoria e prática, permitindo ao estudante desenvolver competências que vão além da sala de aula, como a gestão de recursos, a mediação de conflitos e a coordenação de equipes. Por meio da observação participante, a pesquisa buscou identificar as competências desenvolvidas pelos estagiários, os desafios enfrentados e a importância das práticas democráticas no cotidiano institucional. O referencial teórico baseou-se em Libâneo (2017), Selma Garrido e Socorro Lima (2012), Prado (2012) e Luck (2026, 2009) além das diretrizes legais da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Brasil, 2023) e da Lei do Estágio (nº 11.788/2008). Objetiva-se o estágio em gestão como fundamento basilar do/a pedagogo/a enquanto sujeito também gestor, ampliando sua capacidade crítica e sua inserção consciente nos espaços de tomada de decisão escolar.
Palavras-chave: Estágio supervisionado,Gestão escolar, Formação docente,Pedagogo
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Abrir o trabalhoUMA EXPERIÊNCIA EM GESTÃO DEMOCRÁTICA: MONITORIA NO ESTÁGIO DE GESTÃO
AMANDA LEITE OLIVEIRA; Rafaela Gomes Silva
O Estágio Supervisionado em Gestão Da Educação Básica possibilita experienciar vivências no cotidiano escolar. Nesse sentido, o trabalho busca apresentar as atividades desenvolvidas na Monitoria em Matemática durante o estágio em gestão. O estudo consiste em um relato de experiência, realizado na EEIEFTI Professor Álvaro Rodrigues Madeira com o projeto “Monitoria voluntária: descomplicando a matemática” idealizado pela Coordenação pedagógica, ocorrendo semanalmente com os alunos com mais dificuldades da turma do 5° ano. Os monitores foram escolhidos mediante uma avaliação de matemática e por indicação dos professores, considerando comportamento em sala de aula. A gestão democrática implica reconhecer os sujeitos como seres ativos e responsáveis pelo ambiente que estão inseridos (Lück, 2017). Assim, houve uma melhora na aprendizagem dos tutorados e um desenvolvimento das competências de comunicação e liderança dos tutores. Uma das múltiplas funções do gestor é promover projetos que visem auxiliar nas defasagens encontradas, logo, essa experiência possibilitou: diagnóstico para elencar as defasagens na aprendizagem; escuta ativa para levantar possíveis caminhos para solucionar o problema encontrado, como ouvir os professores; elaboração e aplicação do projeto. Dessa maneira, o estágio em gestão se efetiva ao experienciar uma gestão democrática, que se consolida de forma horizontal, trabalhando junto com seus pares e incluindo os alunos como protagonistas.
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ANA MARIA DE JESUS SILVA
O presente trabalho busca compreender o comportamento dos alunos no ambiente escolar, reconhecendo que essa questão é parte essencial da experiência formativa e da dinâmica da gestão pedagógica. O estudo foi desenvolvido no contexto do Estágio Supervisionado em Gestão da Educação Básica, por meio de observação participativa na escola onde ocorreu a prática. Observou-se que muitos alunos apresentam dificuldade em seguir regras e em respeitar professores e gestores, manifestando comportamentos como conflitos entre si, discussões e resistência ao cumprimento de orientações. Esse quadro parece refletir, em parte, o modelo de ensino integral adotado, no qual a organização das atividades e a definição dos temas ficam a cargo da escola, restringindo a escolha dos alunos e diminuindo seu engajamento. Ainda foi percebida uma relação de proximidade entre gestão e estudantes, mas que, paradoxalmente, não tem impedido a ocorrência de atitudes desrespeitosas, como a busca por justificativas para se ausentar das atividades escolares. Conclui-se que compreender o comportamento estudantil exige olhar para múltiplos fatores (pedagógicos, institucionais e relacionais) e pensar a gestão escolar como espaço de diálogo, disciplina e incentivo à participação e pertencimento.
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Abrir o trabalhoCULTURA ORGANIZACIONAL COMO EIXO DA GESTÃO ESCOLAR: O INVISÍVEL QUE ORIENTA O COTIDIANO DAS UNIDADES DE ENSINO
ANTONIA CONCEIÇÃO MARCULINO; WILLYANY HONORATO DE LIMA
Este trabalho analisa a cultura organizacional como elemento estruturante da gestão escolar, compreendendo-a como o conjunto de valores, crenças, práticas e símbolos que, de modo muitas vezes invisível, orientam o cotidiano das unidades de ensino. A pesquisa foi realizada durante o componente curricular Estágio Supervisionado em Gestão da Educação Básica, do curso de Pedagogia da Universidade Regional do Cariri (URCA) e tem como objetivo compreender de que maneira a cultura organizacional influencia o funcionamento de uma escola pública da rede municipal de ensino do Juazeiro do Norte (CE), interferindo na gestão, nas relações interpessoais e nas práticas pedagógicas. A investigação, de natureza básica e abordagem qualitativa, caracteriza-se como pesquisa bibliográfica de caráter exploratório, fundamentada em autores como Libâneo (2017), Prado (2016), Toledo (2013) e Bittar e Vicente (2020), que discutem os fundamentos teóricos da administração escolar e as implicações da cultura institucional no contexto educacional. Os resultados indicam que a escola-campo do estágio ainda são fortemente marcadas por modelos hierárquicos e centralizados, herança de paradigmas administrativos tradicionais que dificultam a construção de práticas democráticas e participativas. Observa-se que a cultura organizacional atua como um eixo silencioso, capaz de sustentar ou de tensionar o modo como a escola se organiza e se reconhece enquanto espaço de formação humana e social.
Palavras-chave: cultura organizacional, Gestão escolar , formação docente, estágio
Oral
Abrir o trabalhoDESAFIOS E POTENCIALIDADES DA GESTÃO NA EDUCAÇÃO BÁSICA: O OLHAR FORMATIVO DO/NO ESTÁGIO NA GESTÃO ESCOLAR
ANAIANE JUCA DA SILVA
O presente trabalho resulta das experiências formativas vivenciadas no componente curricular de Estágio Supervisionado em Gestão da Educação Básica, do curso de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Regional do Cariri (URCA). A investigação fundamenta-se nos estudos e reflexões de Boccia e Dabul (2013), Libâneo (2017), Paro (2016), Pimenta e Lima (2012), Prado (2012) e Toledo (2013), cujas contribuições orientaram o olhar analítico sobre a gestão escolar. A metodologia qualitativa, fundamentada na escuta sensível e na análise reflexiva, permitiu compreender o cotidiano escolar como um espaço de diálogo e corresponsabilidade. Para este trabalho, foi realizado um recorte a partir de entrevistas com uma gestora escolar, buscando compreender os desafios, potencialidades e sentidos que atravessam o fazer da gestão na contemporaneidade. Os resultados apontam que, mesmo diante de limitações estruturais e burocráticas, a gestão se reinventa no encontro com o outro, nas decisões coletivas e nas parcerias com a comunidade. As falas da gestora revelam uma escola que resiste em meio a contradições: marcada pela falta de apoio efetivo do Estado, mas sustentada por laços afetivos e pelo desejo coletivo. Assim, a escola reafirma seu papel social como território de afetos, aprendizagens e esperanças. Conclui-se que a gestão democrática, quando pautada na escuta e na partilha, torna-se ato formativo e político, reafirmando o compromisso da educação com a transformação humana e social
Palavras-chave: Gestão Escolar,Formação Docente, Relação Dialógica,Educação
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Abrir o trabalhoDISCURSOS SOBRE A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO CONTEXTO DE PRIVAÇÃO DE LIBERDADE
JULIANA HONORATO SOARES
O presente trabalho trata dos discursos sobre a educação escolar ofertada em unidades prisionais no Brasil. A relevância desta investigação fundamenta-se na incipiência de estudos específicos sobre o tema, na sua relação com as políticas educacionais voltadas para pessoas jovens, adultas e idosas, e, sobretudo, na lacuna de pesquisas relacionadas a esta temática nos cursos de formação de professores/as. Esta pesquisa fundamenta-se em um conjunto de estudos e investigações desenvolvidos no campo da Educação de Jovens e Adultos (EJA), destacando-se as contribuições de Julião (2007), Moreira (2008) e Arroyo (2018). Adicionalmente, apoia-se em perspectivas pós-estruturalistas voltadas para a análise de discursos, englobando, nesse contexto, os trabalhos de Lopes (2006, 2018), Laclau (2011), Laclau e Mouffe (2015a, 2015b), Oliveira (2018), Honorato (2022), entre outros/as. Assim, o objetivo deste artigo consiste em compreender os sentidos e significados atribuídos à educação em contextos de privação de liberdade. Para tanto, realizou-se uma pesquisa qualitativa, de natureza exploratória, baseada em uma revisão temática da literatura sobre o tema. Os resultados desta investigação identificaram quatro perspectivas predominantes nos discursos sobre a educação escolar em unidades prisionais: (a) como um direito fundamental; (b) como mecanismo de ressocialização; (c) como estratégia para a redução da reincidência criminal; e (d) como uma política pública interseccional.
Palavras-chave: EJA,Sistema Prisional,Educação Escolar,Discurssso
Resumo Simples
Abrir o trabalhoEducação sob pressão: desafio da gestão escolar diante das avaliações externas
MARIA EDUARDA ALVES FERREIRA
O presente trabalho apresenta reflexões sobre a experiência formativa vivenciada no âmbito do Projeto de Extensão Gestão Escolar na Contemporaneidade: temas e práticas, desenvolvido como parte das atividades do componente curricular Estágio Supervisionado em Gestão da Educação Básica, do curso de Pedagogia da Universidade Regional do Cariri (URCA). A investigação parte de abordagem qualitativa, o estudo buscou compreender, a partir da imersão no cotidiano escolar, as percepções que emergem sobre a cultura avaliativa e suas repercussões na gestão pedagógica. A vivência ocorreu em uma Escola de Tempo Integral da Região do Cariri Cearense, onde foram realizadas observações, diálogos e análises das práticas de gestão, em especial das ações voltadas às turmas submetidas a avaliações externas como o Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) e o Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica do Ceará (SPAECE). As observações revelaram um ambiente fortemente permeado pela lógica dos resultados, em que o desempenho nas provas assume o papel central na definição do sucesso institucional. Durante reuniões com a equipe gestora e familiares, foi possível perceber a preocupação recorrente com o alcance das metas e o receio diante de possíveis impactos negativos caso os índices esperados não fossem atingidos. Essa tensão se estende inclusive a estudantes com transtornos como Transtorno do Espectro Autista (TEA) e o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), em torno dos quais recaem expectativas e cobranças que, muitas vezes, desconsideram as singularidades do processo educativo. Apesar disso, notam-se esforços de diálogo e de busca por parceria com as famílias, sinalizando uma tentativa de equilibrar as exigências externas e o cuidado com os alunos. Essas experiências, ainda que pontuais e preliminares, suscitam importantes questionamentos sobre a forma como as avaliações externas atravessam o cotidiano das escolas e influenciam as decisões gestoras. Evidenciam, assim, a necessidade de estudos mais sistemáticos e aprofundados sobre a temática, para que se repensem práticas que conciliem qualidade educativa, equidade e bem-estar no ambiente escolar.
Palavras-chave: Educação Básica,Avaliações externas , Políticas educacionais ,Qualidade de ensino , Inclusão
Oral
Abrir o trabalhoEVASÃO ESCOLAR NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: REFLEXÕES A PARTIR DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM GESTÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA
KATHLEEN BEZERRA LEITE ; Ana Raiane Soares de Sousa; Jessica Monteiro; Raianny Alves Sousa; Luiz Carlos Carvalho Siqueira
O presente trabalho resulta das experiências formativas vivenciadas no componente curricular de Estágio Supervisionado em Gestão da Educação Básica, do curso de Pedagogia da Universidade Regional do Cariri (URCA). Durante a imersão no cotidiano escolar, a evasão na Educação de Jovens e Adultos (EJA) emergiu como uma questão inquietante, revelando histórias interrompidas e trajetórias marcadas por desafios que ultrapassam os muros da escola. O objetivo desta reflexão é compreender, ainda que de forma pontual e preliminar, as possíveis causas e consequências da evasão na EJA, bem como suscitar caminhos para enfrentá-la na gestão educacional. A metodologia envolveu pesquisa bibliográfica, com base em autores como Boccia e Dabul (2013), Libâneo (2017), Paro (2016), Pimenta e Lima (2012), Prado (2012) e Toledo (2013), aliada às observações e registros produzidos durante o estágio. As percepções construídas nesse processo indicam que a evasão escolar é um fenômeno multifacetado, atravessado por fatores socioeconômicos, pela sobrecarga de trabalho, pela distância entre escola e comunidade e, muitas vezes, pela ausência de práticas pedagógicas significativas. Tais elementos fragilizam o vínculo dos estudantes com a escola e repercutem no desenvolvimento pessoal e social, limitando perspectivas de futuro e a inserção no mundo do trabalho. Embora os resultados aqui apresentados sejam preliminares e demandem investigações mais amplas e sistematizadas, eles reforçam a urgência de políticas públicas que promovam a permanência dos sujeitos na EJA e a valorização de suas trajetórias de vida. Conclui-se que refletir sobre a evasão é também pensar sobre o direito de aprender ao longo da vida e o compromisso ético da educação em reconhecer e acolher cada história como parte do processo de transformação social.
Palavras-chave: Evasão Escolar, EJA, Gestão Educacional, Políticas Educacionais
Oral
Abrir o trabalhoGestão Democrática e Diversidade Étnico-Racial na Escola: O Lugar da Educação Antirracista no Projeto Politico-Pedagógico
FRANCUALDO SILVA GONÇALVES; Marianna Gabrielly da Silva; Emilia Jairiane da Silva; Cicera Janaina Torquato Goncalves; Nena Silva Goncalves
Resumo: Este trabalho é fruto das experiências formativas desenvolvidas no componente curricular de Estágio Supervisionado em Gestão da Educação Básica, do curso de Pedagogia da Universidade Regional do Cariri (URCA). O presente trabalho discute como a gestão democrática pode contribuir, de forma participativa e transformadora, para a construção de Projetos Político-Pedagógicos (PPP) que efetivem as Leis nº 10.639/03 e nº 11.645/08, assegurando a valorização das culturas afro-brasileira e indígena no cotidiano escolar. Partindo da compreensão de que o PPP deve ser mais que um documento formal, entende- se que ele precisa expressar as vozes e identidades que habitam a escola, sendo fruto da escuta e da participação ativa de gestores, professores, estudantes, famílias e comunidade. A pesquisa, de caráter qualitativo e bibliográfico, fundamenta-se em autores como Marco Almeida e Livia Sanchez (2020), Helena Araújo e Aline Braga (2020), e Lorena Regina Cardoso Silva e Thiago André Nunes da Cruz (2023), que destacam o papel da gestão democrática como mediadora de práticas pedagógicas antirracista. Os resultados apontam que a efetivação da educação antirracista ainda enfrenta barreiras estruturais, como a ausência de formação docente continuada e a fragilidade na aplicação das leis no PPP. Refletir sobre tais desafios implica reconhecer a escola como espaço de resistência e reconstrução de saberes, onde o respeito à diversidade deve se traduzir em práticas e políticas concretas.
Oral
Abrir o trabalhoGESTÃO DEMOCRÁTICA E PRÁTICA DOCENTE NA ESCOLA CONTEMPORÂNEA: DESAFIOS E PERSPECTIVAS
RAIANNY KELLY SILVA
O presente trabalho, desenvolvido no componente curricular Gestão da Educação Básica I do curso de Pedagogia da URCA, propõe uma reflexão sobre o papel da família no acompanhamento escolar de adolescentes do Ensino Médio em Tempo Integral. A pesquisa parte da necessidade de problematizar a postura de alguns responsáveis que, por falta de incentivo e diálogo, acabam dificultando a adaptação dos filhos à nova dinâmica escolar, o que compromete o engajamento estudantil e o trabalho pedagógico da escola. Com base em autores como Libâneo (2017), Paro (2016), Dabul (2013) e Toledo (2013), buscou-se compreender a importância da sintonia entre família e escola na formação integral do estudante. As narrativas analisadas revelam que a parceria entre ambos é essencial para fortalecer o vínculo dos jovens com o ambiente escolar, favorecendo o desenvolvimento de atitudes responsáveis, críticas e positivas frente ao processo educativo e à vida em sociedade.
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoGESTÃO ESCOLAR E FORMAÇÃO DOCENTE: O ESTÁGIO COMO ESPAÇO DE DESCOBERTA E LIMITAÇÃO
ROSA CAROLINA MEDEIROS DUARTE; Ana Carla Ribeiro de Oliveira; Cícero Guilherme Pereira da Silva
O presente trabalho busca compreender a inserção do estudante nos diversos espaços de realização do ensino, especialmente nas experiências voltadas à gestão escolar, reconhecendo nesse percurso uma etapa essencial da formação docente. Ele é fruto das experiências formativas desenvolvidas no componente curricular de Estágio Supervisionado em Gestão da Educação Básica, do curso de Pedagogia da Universidade Regional do Cariri (URCA). A investigação esteve apoiado em autores como Boccia e Dabul (2013), Libâneo (2017), Paro (2016), Pimenta e Lima (2012), Prado (2012) e Toledo (2013), o estudo fundamenta-se na observação participante, em diálogos com a equipe gestora e em registros reflexivos produzidos ao longo do estágio, o que possibilitou uma leitura sensível do cotidiano escolar. Constatou-se que o acesso dos estagiários às práticas efetivas de gestão ainda é restrito, limitando-se, em grande parte, à observação de processos administrativos e organizativos, sem envolvimento ativo nas decisões pedagógicas. A gestão observada revelou-se predominantemente burocrática, centrada em procedimentos formais e com reduzida abertura à participação discente. Essa limitação fragiliza o potencial formativo do estágio e pode levar os futuros pedagogos a reproduzir modelos de gestão pouco democráticos. Diante disso, reafirma-se a importância de espaços de estágio que favoreçam a vivência crítica, colaborativa e transformadora da gestão escolar.
Palavras-chave: Gestão escolar, Estágio supervisionado
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoGESTÃO ESCOLAR NO CEARÁ À LUZ TEORIA CLÁSSICA DA ADMINISTRAÇÃO
VITÓRIA LETÍCIA TOMAZ LIMA
Este estudo examina a aplicação da Teoria da Administração Clássica, elaborada por Henry Fayol, no contexto das políticas educacionais do estado do Ceará. Trata-se de uma extensão da pesquisa intitulada “Os paradoxos da formação de professores/gestores para a EJA no Ceará”, desenvolvida no âmbito do Grupo de Pesquisa em Discurso, Currículo e Educação (DISCE/CNPq), da Universidade Regional do Cariri (URCA). O objetivo desta pesquisa é analisar os impactos das reformas educacionais implementadas no estado do Ceará na oferta e efetivação da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Neste artigo, propõe-se a investigação da presença da teoria dos sistemas racionais nas políticas educacionais cearenses, com enfoque no Plano de Gestão Escolar: Ensino Médio em Tempo Integral (Ceará, 2017) e no Documento Curricular Referencial do Ceará do Ensino Médio (Ceará, 2021). A metodologia empregada consiste em uma pesquisa qualitativa, de natureza exploratória, fundamentada na análise temática de documentos oficiais pertencentes ao Sistema Estadual de Educação do Ceará. A base teórica da investigação abrange um conjunto de estudos no campo da gestão da educação básica e das unidades escolares, com destaque para as contribuições de Lück (2009), Prado (2012), Libâneo, Oliveira, Toschi (2012), Aranha (2014), Corrêa e Pimenta (2014), Cruz et al. (2014), Hoy, Miskel e Tarter (2015) e Libâneo (2017).
Oral
Abrir o trabalhoO ESTÁGIO EM GESTÃO COMO ESPAÇO DE EXPERIÊNCIA E TRANSFORMAÇÃO
REGIVANIA GONÇALVES DA SILVA ; LUIZ CARLOS CARVALHO SIQUEIRA
Este trabalho emerge do Estágio Supervisionado em Gestão da Educação Básica, do curso de Pedagogia da Universidade Regional do Cariri ( URCA) que tem proporcionado experiência de profundo aprendizado sobre o cotidiano da gestão escolar. Compreender, a partir do estágio supervisionado em gestão escolar, como os processos de coordenação, acolhimento e trabalho coletivo contribuem para uma prática gestora sensível, dialógica e comprometida com a permanência e o sucesso dos estudantes, evidenciando o papel formativo e social da gestão na Educação Básica. Para tal, fundamentou-se em Dabul (2013), Libâneo (1017), Paro (2016), Pimenta e Lima (2012), Prado (2012) e Toledo (2013). A metodologia adotada baseou-se na observação direta, na escuta atenta dos profissionais e na colaboração das atividades administrativas e pedagógicas, especialmente na documentação e na mediação entre coordenação, professores e estudantes. O estágio de gestão na Escola de Ensino Médio da Região do Cariri Cearense, revelou uma gestão acolhedora, participativa e comprometida com o acompanhamento pedagógico e administrativo. A equipe de montrou boa comunicação e disposição para orientar, permitindo vivências práticas na organização documental e no apoio aos processos do novo ensino médio. Observou-se uma parceria ativa com a gerencias regionaisde ensino, voltado ao alhinhamento de metas e resultados. Apesar disso, verificaram-se limitações como a sobrecarga da diretora e a lentidão causada pelo usode registros manuais. A experiência possibilitou compreender os desafios e potencialidades da gestão escolar e fortalecer uma posturar proativa, empática e reflexiva diante das demandas educacionais.
Palavras-chave: Gestão escolar, Gestão democrática
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoVIOLÊNCIA ESCOLAR E BULLYING: UM DESAFIO PARA O GESTÃO EDUCACIONAL
JOSÉ GUSTAVO GONÇALVES DE OLIVEIRA
A escola, enquanto espaço de construção de saberes e de convivência, deve se afirmar como território de harmonia, diálogo e respeito, e não como palco de violência. Nesse sentido, as reflexões apresentadas neste estudo emergem das experiências formativas vivenciadas no Projeto de Extensão “Gestão Escolar na Contemporaneidade: temas e práticas”, desenvolvido como parte das atividades do componente curricular de Estágio Supervisionado em Gestão da Educação Básica, do curso de Pedagogia da Universidade Regional do Cariri (URCA). Assim, entre as diversas manifestações de agressão presentes no cotidiano escolar, o bullying destaca-se por seu impacto profundo sobre o desenvolvimento emocional e social dos estudantes, gerando sofrimento silencioso. De fato, muitas vezes a criança ou o adolescente que sofre bullying não consegue se expressar, sente vergonha ou medo de relatar a situação ou, mesmo ao fazê-lo, não encontra respaldo adequado. Consequentemente, esse silêncio pode alimentar sentimentos de angústia que, em alguns casos, se traduzem em comportamentos agressivos. Ademais, o agressor (frequentemente influenciado por fatores pessoais ou contextuais) pode recorrer tanto à violência verbal quanto à física, intensificando, assim, o clima de insegurança no ambiente escolar. Diante desse contexto, ressalta-se a urgência de práticas educativas pautadas pelo diálogo, escuta ativa e acolhimento, capazes de promover empatia, convivência respeitosa e paz. Nesse sentido, entende-se que tais percepções são pontuais e preliminares, evidenciando a necessidade de investigações mais sistematizadas e aprofundadas sobre o tema. Por fim, conclui-se que esse percurso não constitui apenas um desafio, mas um compromisso ético com a formação cidadã, com a promoção da interação dialógica, da interdisciplinaridade e da transformação social, princípios que se consolidam ações concretas para a construção de um ambiente escolar mais acolhedor.
Palavras-chave: Violência escolar,Bullying,Clima Organizacional,Cultura Escolar
Resumo Simples · Oral
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