27 de 27 trabalho(s) aceito(s)
'CRIANÇAS FORA-DE-SÉRIE': PSICANÁLISE E EDUCAÇÃO INCLUSIVA
ERIC KLEPTON DE OLIVEIRA BENICIO
O minicurso 'Crianças Fora-de-Série': Psicanálise e Educação Inclusiva tem como objetivo geral promover uma reflexão teórica e prática sobre a relação entre psicanálise e educação inclusiva, abordando estratégias que favoreçam a inclusão escolar de crianças com singularidades subjetivas. A partir do livro Crianças Fora-de-Série: Psicanálise e Educação Inclusiva (2022), serão explorados os principais conceitos psicanalíticos aplicados ao contexto educacional, com foco em práticas que valorizem a singularidade de cada criança no ambiente escolar. Os objetivos específicos incluem apresentar os principais conceitos da psicanálise relacionados à educação inclusiva, discutir os desafios enfrentados por crianças que apresentam subjetividades fora dos padrões normativos, propor práticas pedagógicas que respeitem a individualidade e sensibilizar educadores para a importância do acolhimento no processo educacional. O público-alvo abrange professores da educação básica, superior e estudantes das áreas de educação e psicologia. A metodologia será baseada em exposição teórica para contextualizar os conceitos do livro, análise de estudos de caso para ilustrar desafios e possibilidades da inclusão, discussão em grupo para troca de experiências e uma atividade prática voltada à elaboração de propostas inclusivas que considerem as singularidades das crianças. O conteúdo programático abrange uma introdução à psicanálise e seus aportes para a educação, a singularidade infantil na perspectiva psicanalítica, os desafios da educação inclusiva e a construção de estratégias pedagógicas baseadas na escuta e no respeito à subjetividade. O minicurso terá uma carga horária de 4 a 6 horas. Entre os recursos necessários estão uma sala equipada com projetor multimídia ou equipamento audiovisual, material impresso com resumo dos principais conceitos e espaço para anotações, além de flip chart ou quadro branco para discussões. Como resultados esperados, busca-se ampliar a compreensão sobre os princípios da psicanálise aplicados à educação inclusiva, sensibilizar os participantes para a importância de práticas pedagógicas que considerem a subjetividade infantil e estimular o desenvolvimento de estratégias inclusivas adaptadas ao contexto educacional dos participantes.
Palavras-chave: Psicanálise. Educação Inclusiva. Subjetividade. Infância.
Resumo Simples · Oral
A IMPLEMENTAÇÃO DE JOGOS MATEMÁTICOS EM SALA DE AULA DE MANEIRA EDUCATIVA PARA MELHORAR O DESEMPENHO DOS ALUNOS
ANTONIA IZADORA DA COSTA SOUZA ; Mileide Oliveira de Sen; Jose Edinaldo de Oliveira Cavalcante
O artigo explora a implementação de jogos matemáticos em sala de aula como uma abordagem inovadora para melhorar o desempenho dos alunos e tornar a matemática mais acessível e envolvente. Através de uma metodologia bibliográfica, são analisados estudos e teorias que demonstram como os jogos podem transformar a aprendizagem matemática em uma experiência dinâmica, prática e motivadora. Os jogos matemáticos, ao contrário das abordagens tradicionais, incentivam a aprendizagem ativa, permitindo que os alunos experimentem e apliquem conceitos matemáticos em situações práticas. Esta interatividade ajuda a superar a percepção da matemática como uma disciplina abstrata e intimidante, criando uma ligação mais forte entre os conceitos teóricos e suas aplicações no mundo real. A teoria da autodeterminação de Deci e Ryan (1985) destaca que a motivação intrínseca, fomentada pelos desafios e recompensas inerentes aos jogos, é crucial para a aprendizagem eficaz. Estudos empíricos mostram que os alunos que utilizam jogos matemáticos exibem uma melhora significativa em suas habilidades de resolução de problemas, retenção de conhecimento e desempenho em avaliações. Esses jogos, ao fornecerem feedback imediato e adaptarem-se ao nível de habilidade dos alunos, contribuem para um aprendizado mais eficiente e personalizado. Ao exigirem cooperação e competição, os jogos ajudam os alunos a desenvolverem estratégias de resolução de problemas e a adaptarem-se a diferentes situações, habilidades essenciais tanto para o sucesso escolar quanto para a vida cotidiana. Para maximizar os benefícios dos jogos matemáticos, é fundamental que eles sejam integrados de maneira estratégica e alinhados ao currículo escolar. A formação adequada dos professores e a adaptação dos jogos às necessidades dos alunos são fundamentais para o sucesso dessa abordagem no ensino da matemática. É essencial que os educadores saibam utilizar essas ferramentas de forma estratégica, maximizando seu potencial de aprendizagem. Além disso, os jogos devem ser ajustados às características dos alunos, promovendo um ensino mais inclusivo e personalizado. Em resumo, os jogos matemáticos têm o potencial de transformar a aprendizagem, tornando-a mais eficaz, envolvente e alinhada com as demandas da educação contemporânea. Ao serem integrados de forma planejada, eles tornam o ensino mais dinâmico e motivador.
Jogos Educacionais,Aprendizagem Ativa,Desempenho Acadêmico,Educação Matemática
DESAFIOS NO ENSINO DE MATEMÁTICA NA EDUCAÇÃO BÁSICA
VICTOR KAUÊ DE OLIVEIRA DA SILVA ; Sabrina Sousa Silva; Raflésia Lopes; Luiz Eduardo de Alencar Sobrinho
O ensino da matemática no ensino básico enfrenta diversos problemas e desafios, que impactam a aprendizagem. A dificuldade mais recorrente é a resistência dos estudantes em relação à disciplina. Muitos alunos têm uma visão negativa da Matemática, associando-a a uma matéria difícil e distante de sua realidade. Isso pode ser resultado de uma abordagem tradicional de ensino, que foca na memorização de fórmulas e procedimentos, sem contextualizar a Matemática no dia a dia do aluno. Essa dificuldade pode gerar um ciclo vicioso de frustração, onde o aluno evita o estudo da disciplina e a performance acadêmica tende a diminuir. A falta de recursos pedagógicos adequados, como materiais concretos, tecnologias e ambientes de aprendizagem que favoreçam a experimentação e a visualização de conceitos matemáticos também é um obstáculo para o ensino eficaz da Matemática. Muitas escolas, especialmente em regiões periféricas ou mais afastadas, enfrentam dificuldades estruturais, com salas de aula superlotadas e falta de materiais didáticos atualizados. Sem os recursos necessários, o ensino se limita muitas vezes ao quadro e ao livro didático, o que pode tornar o aprendizado mais abstrato e menos envolvente. Para superar esses desafios, é fundamental adotar estratégias pedagógicas que tornem a Matemática mais acessível e interessante para os alunos, valorizando a contextualização dos conteúdos e o uso de recursos diversificados. Investir na formação contínua dos professores e na melhoria das condições estruturais das escolas é essencial para criar um ambiente de aprendizado que estimule o interesse dos estudantes e promova uma compreensão mais profunda dos conceitos matemáticos.
Palavras-chave: Aprendizagem,Educação Básica,Matemática,Ensino
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoESCRITA ACADÊMICA PARA TRABALHOS CIÊNTÍFICOS
HEIBE SANTANA DA SILVA
O conhecimento sobre as regras básicas de escrita acadêmica é um primeiro passo importante para o desenvolvimento do trabalho científico. Mesmo assim, são poucos os alunos que se preocupam em conhecer as regras e dicas sobre como escrever materiais científicos, o que nos leva, em muitos momentos, aos trabalhos com erros crassos no desenvolvimento, formatação e nas regras de linguística e de normatização. Pensando nisso, o objetivo geral desta oficina é desenvolver uma atividade teórica e prática sobre a escrita científica com alunos dos cursos de licenciatura existentes na URCA Campos Sales. Para isso, a metodologia baseia-se na divisão da ação em três momentos, sendo esta uma proposta que está baseada na realização de oficinas. No primeiro, de cunho teórico, o docente será responsável por apresentar algumas dicas e regras básicas para o desenvolvimento de trabalhos científicos. Em seguida, o aluno deverá realizar algumas atividades de escrita acadêmica com base nas normas da Língua Portuguesa e ABNT. Nesse mesmo momento, o aluno também irá corrigir um texto com erros nas regras gramaticais e de normatização. Ao final, o docente realizará um momento de discussão com os alunos, com o objetivo de propor a reflexão frente à importância do trabalho científico. Como resultado, espera-se um primeiro amadurecimento do discente frente aos desafios do trabalho científico. Também é importante frisar que uma oficina desse tipo deve ser colaborativa, num trabalho em conjunto entre o docente os discentes. É uma forma de propor o processo de socialização entre os diferentes atores sociais no processo educacional, algo importante para os dias atuais. É importante provocar o aluno em relação à importância da ciência e como isso impacta sua vida.
Palavras-chave: Escrita científica,ABNT,Normatização linguística,Trabalho acadêmico
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoRESOLUÇÃO DE PROBLEMAS FÍSICOS A PARTIR DE EQUAÇÕES MATEMÁTICAS
A BUSCA PELA SOLUÇÃO DA CONJECTURA DE GOLDBACH
JOSE EDINALDO DE OLIVEIRA CAVALCANTE
A Conjectura de Goldbach é uma das questões mais antigas e desafiadoras da matemática, propondo que todo número par maior que 2 pode ser expresso como a soma de dois números primos. Embora ainda não tenha sido provada de forma definitiva, a conjectura continua a fascinar matemáticos há mais de 300 anos. Este trabalho visa apresentar uma tentativa de prova formal para essa conjectura, explorando novas abordagens e estratégias matemáticas que possam contribuir para sua resolução. A metodologia adotada incluiu uma revisão bibliográfica extensa, com foco em materiais acadêmicos e artigos científicos, com o objetivo de compreender o estado atual da teoria dos números e as tentativas anteriores de prova. A pesquisa foi realizada por meio de plataformas acadêmicas como o Google Acadêmico, que permitiu o acesso a fontes relevantes e atualizadas. A partir dessa coleta, foram selecionadas obras-chave que fornecem uma base sólida sobre as diferentes abordagens na busca pela demonstração da conjectura, além de destacar os desafios que ainda persistem. A fundamentação teórica discute a história da conjectura, suas dificuldades intrínsecas e o impacto significativo que ela teve no desenvolvimento da teoria dos números. Este trabalho propõe uma tentativa de prova por contradição, assumindo inicialmente que a conjectura seja falsa e, a partir disso, buscando uma contradição que mostre a impossibilidade de um contraexemplo. A ideia central é explorar os números pares que, supostamente, não poderiam ser expressos como a soma de dois primos, levando à construção de uma sequência de argumentações que, ao longo de sua execução, revelem a inviabilidade dessa suposição. Embora essa abordagem não ofereça uma prova rigorosa, ela aponta para a crescente plausibilidade da conjectura, sugerindo que não existem números pares que não possam ser representados dessa maneira. Em conclusão, o estudo reforça a relevância da Conjectura de Goldbach na matemática, destacando sua importância no desenvolvimento da teoria dos números e incentivando novas abordagens e investigações em busca de uma prova rigorosa.
Palavras-chave: Conjectura de Goldbach,Teoria dos Números,Números Primos,Prova por Contradição
Resumo Expandido · Pôster/Banner
Abrir o trabalhoA LINGUAGEM COMO PONTE PARA A LEITURA DE SI E DO MUNDO A PARTIR DE VYGOTSKY
ERIC KLEPTON DE OLIVEIRA BENICIO; Fernanda Gomes Moraes dos Santos; Victor Kauê de Oliveira da Silva
O presente estudo tem como objetivo geral entender como a teoria de Vygotsky, especialmente os conceitos de mediação, internalização, linguagem e Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP), contribui para a compreensão da leitura de mundo, destacando a centralidade da linguagem como ferramenta para a construção do pensamento crítico e da interpretação cultural. Como é sabido, Lev Vygotsky, um dos principais teóricos do desenvolvimento cognitivo, destacou a importância da interação sociocultural como mediadoras do aprendizado humano. Seus conceitos oferecem uma compreensão profunda de como os indivíduos constroem significados e desenvolvem sua leitura de mundo, com ênfase na linguagem como ferramenta central nesse processo (Taille; Oliveira; Dantas, 2019). Na perspectiva vygotskiana, a mediação ocorre por meio da interação com pessoas e ferramentas culturais, como a linguagem. Esse processo não apenas facilita a aquisição de conhecimento, mas também molda a forma como o indivíduo percebe e interpreta o mundo. A internalização, por sua vez, descreve o movimento do aprendizado que transita do social para o individual, permitindo que conceitos inicialmente aprendidos em contextos compartilhados sejam integrados à estrutura mental do aprendiz. A linguagem ocupa um papel expressivo nessa teoria, sendo vista como o principal meio pelo qual o ser humano organiza o pensamento e se relaciona com o ambiente. Vygotsky argumenta que a linguagem não apenas possibilita a comunicação, mas também promove o desenvolvimento de habilidades cognitivas superiores, como o raciocínio e a resolução de problemas. Através dela, os indivíduos aprendem a estruturar suas ideias, analisar situações e construir interpretações complexas sobre o mundo ao seu redor. A ZDP, conceito essencial na obra de Vygotsky, amplia ainda mais essa discussão ao enfatizar que o aprendizado ocorre de maneira mais eficaz quando mediado por outros em um nível que desafie o indivíduo, todavia que seja acessível com suporte. Esse enfoque destaca o papel da linguagem como instrumento de orientação e estímulo dentro da zona de potencial do aprendiz, contribuindo para o desenvolvimento de uma leitura de mundo crítica e reflexiva (Vygotsky, 1997; Vygotsky, 1998). Logo, as contribuições de Vygotsky para a educação e a psicologia vão além do desenvolvimento cognitivo, oferecendo uma perspectiva relevante sobre como a linguagem e a interação social possibilitam a construção de significados e a compreensão do mundo. Suas ideias continuam a influenciar práticas pedagógicas que valorizam a mediação e o papel ativo dos sujeitos na construção do conhecimento.
Palavras-chave: Linguagem. Mediação. Leitura de Mundo. Zona de Desenvolvimento Proximal (ZDP)
Resumo Simples · Pôster/Banner
Abrir o trabalhoLiteratura Indigena: A outra margem de uma história
MANOELA RITA DE ALENCAR CAVALCANTE
Diante do processo de colonização do Brasil, os povos indígenas foram silenciados e impossibilitados de contar sua história, em função, principalmente, de dois motivos fundamentais, o primeiro é por terem sido dizimados, ou mesmo emudecidos pelo discurso oficial de uma história, compreendida como superior até bem recentemente; se evidencia a necessidade de conhecimento e exploração da literatura indígena, que se encontra ainda marginalizada pela literatura canônica, vindo a literatura se colocar como importante ferramenta que desvela discursos e perspectivas sobre nossa história e a construção da identidade cultural. O segundo em consequência da cultura indígena se construir culturalmente a partir de uma linguagem ágrafa, tendo conquistado o espaço da língua escrita bastante recentemente. elencamos a obra poética da autora indígena Graça Graúna como objeto de análise de nossa pesquisa. A partir da análise e estudo dos poemas escolhidos pretendemos mapear o discurso indígena da autora, bem como a projeção da mundividência indígena grafado neles. Para o desenvolvimento de nossa pesquisa, elencamos o método do levantamento bibliográfico como principal, amparado nos principios da literatura comparada, em diálogo com áreas de estudo como antropologia e história.
Resumo Expandido · Oral
Abrir o trabalhoMINICURSO: OS PRÉ-REQUISITOS PARA A CONSTRUÇÃO DA ABORDAGEM QUANTITATIVA
JÁDERSON CAVALCANTIE DA SILVA
A pesquisa científica é um tipo de conhecimento humano que utiliza processos sistemáticos reflexivos a partir do uso de métodos científicos. Desse modo, observa-se que sua operacionalização é complexa e que seus processos de construção devem ocorrer por meio de abordagens, fazendo que o objeto a ser investigado seja tratado formalmente. Por isso, entende-se que uma das relevâncias que perpassa o desenvolvimento do minicurso é que os participantes passarão a conhecer os pré-requisitos que perpassa a abordagem quantitativa. Logo, o presente minicurso tem como objetivo geral apresentar os pré-requisitos para a construção da abordagem quantitativa na pesquisa social. Logo, esse minicurso está baseado, sobretudo, em autores como: Marconi e Lakatos (2015); Gil (2015); Hair et al. (2006); Field (2009). Para tanto, a estrutura de tal minicurso será potencializada em três momentos que circunscrevem a abordagem quantitativa, tais como: o planejamento; os instrumentos de coleta (questionário); e a estatística. Além disso, ainda serão apresentados alguns exemplos de pesquisas que utilizam tais pré-requisitos, bem como alguns recortes de experiências que o presente pesquisador apresenta com tal temática (desde o ano de 2015 o pesquisador trabalha com esse tipo de abordagem). Tudo isso para nortear e clarificar a compressão dos participantes desse minicurso na abordagem quantitativa. Vale destacar também que a disponibilidade de tempo do autor é plena já que o mesmo reside em Campos Sales, Ceará, ou seja, local onde o evento irá ocorrer entre os dias 02 a 06 de dezembro de 2024. Por fim, espera-se que ao final do minicurso os participantes compreendam que os três pré-requisitos supracitados são essenciais para que a abordagem quantitativa na pesquisa social possa ser gerenciada sobre o ato de pesquisar.
Palavras-chave: oficina, pesquisa social
Oral
Abrir o trabalhoWALLON E A APRENDIZAGEM: PENSANDO NOVOS ARRANJOS PARA UMA PEDAGOGIA CENTRADA NO AFETO
ERIC KLEPTON DE OLIVEIRA BENICIO; Fernanda Gomes Moraes dos Santos; Sabrina Sousa Silva
O presente estudo tem como objetivo geral entender a contribuição da teoria de Wallon aplicada ao contexto educacional, ressaltando o lugar do afeto no que tange ao processo de aprendizagem. A princípio, Henri Wallon, psicólogo francês, destacou a centralidade da afetividade no desenvolvimento humano, ampliando a compreensão das relações entre emoções, cognição e socialização. Em sua teoria, o conceito de afetividade revela uma abordagem integrada que prioriza a interação entre diferentes dimensões do ser humano. A afetividade, segundo o autor, é o núcleo do desenvolvimento e da aprendizagem. Ele argumenta que emoções e sentimentos não apenas moldam o comportamento, mas também influenciam diretamente a construção da personalidade e das competências cognitivas (Wallon, 1995). As experiências emocionais atuam como mediadoras no processo de socialização, determinando como as crianças interagem com o mundo e com os outros. Wallon enfatiza que as emoções são fundamentais para a formação do conhecimento, contrastando com a ênfase de Piaget nos aspectos cognitivos e lógicos do desenvolvimento. Diante disso, explicita que a escola desempenha um papel basilar nesse processo, configurando-se como um espaço de apoio e interação que complementa as lacunas afetivas muitas vezes presentes no ambiente familiar. Além de educar, o ambiente escolar possibilita aos sujeitos se expressarem de forma integral, promovendo um espaço de acolhimento e suporte que potencializa o aprendizado. Em contrapartida, a ausência de compreensão afetiva, tanto em casa quanto na escola, pode dificultar o processo de aprendizagem, uma vez que emoções como raiva e tristeza, ou conflitos familiares, podem interferir negativamente nesse percurso (Mahoney et al., 2010; Taille; Oliveira; Dantas, 2019). Portanto, reconhecer e trabalhar as emoções no ambiente educacional representa uma tarefa indispensável para facilitar a aprendizagem e tornar mais compreensíveis os conflitos enfrentados diariamente pelos alunos. A perspectiva de Wallon pode inspirar práticas pedagógicas que integram a afetividade como elemento central do processo educacional, destacando o papel das emoções na construção de uma experiência de aprendizado significativa e humanizada.
Palavras-chave: Afetividade,Desenvolvimento Humano,Educação,Aprendizagem
Resumo Simples · Pôster/Banner
Abrir o trabalhoResumo Expandido · Pôster/Banner
Abrir o trabalhoA REPRESENTAÇÃO FEMININA NA MATEMÁTICA E AS SUAS CONTRIBUIÇÕES
ELIENE DO NASCIMENTO PEREIRA; MILEIDE OLIVEIRA DE SENA; DANILO FERREIRA DA SILVA
RESUMO: A relação entre a matemática e a mulher é marcada por vários fatores estruturais e sociais, uma trajetória de exclusão e censura, observemos que dificilmente são feitas alusões a mulher como cientista, física ou matemática. É inegável que a matemática é um campo historicamente dominado por homens, muito se fala sobre Tales de Mileto, Pitágoras, Isaac Newton entre outros, mas tampouco é falado na participação das mulheres na construção desse conhecimento matemático. Focando nisso, esse presente estudo ressalta a importância de visibilizar a presença feminina e os seus feitos ao longo da história da matemática, assim como os desafios enfrentados durante séculos, considerando que as mulheres não só romperam as imposições, como conseguiram notoriedade, espaço e acesso à educação. Apesar de ainda persistir o pensamento antiquado de caracterizar a mulher a uma única funcionalidade de doméstica, designando a mulher um papel de um ser incapaz, sem inteligência e inferior, e especificamente se tratando da atuação nas áreas de caráter lógico e matemático, hoje diversas figuras femininas que ao longo dos seus estudos e pesquisas contribuíram de forma crucial no desenvolvimento da matemática são símbolos de representatividade de gênero, de persistência e inteligência, com relação a essas informações, é destacado os nomes de três grandes protagonistas; Hipátia de Alexandria, considerada a primeira mulher matemática registrada na história, Emmy Noether, conhecida como a mãe da álgebra moderna, reconhecida por Albert Einsten como a mulher mais importante na história da matemática e Maria Laura Mouzinho Leite Lopes, primeira brasileira a se doutorar em matemática no Brasil. Nesse sentido intencionamos mostrar o papel de cada uma, e as suas contribuições para o avanço do conhecimento matemático, reforçando não somente as realizações em particular, mas a soma dos esforços coletivos, como forma de promover a inclusão e a igualdade de gênero na matemática, por fim utilizaremos a pesquisa bibliográfica como metodologia para a exploração do assunto, dessa forma investigaremos e analisaremos com profundidade a problemática partindo de teses, artigos, dissertações dentre outros materiais fundamentais e didáticos no meio acadêmico.
Palavras-chave: Genero,Mulheres,Matemática,História
Resumo Simples · Pôster/Banner
Abrir o trabalhoDIFICULDADES ACADÊMICAS NO CURSO DE MATEMÁTICA: ANÁLISE DAS DISCIPLINAS MAIS DESAFIADORAS PARA ALUNOS DA URCA - CAMPUS BÁRBARA DE ALENCAR
ANA CLÉCIA DOS SANTOS NASCIMENTO ; MARCIANA FERREIRA GOMES
O presente trabalho traz uma abordagem sobre as dificuldades acadêmicas no curso de matemática da URCA – campus Bárbara de Alencar, mais especificamente, sobre as disciplinas desafiadoras para os discentes. Para o desenvolvimento do mesmo, foi-necessário um estudo mais aprofundado da Disciplina de Estatística I, possibilitando o conhecimento de métodos para desenvolver estatisticamente resultados por meio de coleta de dados. Na primeira etapa de realização do trabalho, houve a definição do problema, que despertou o interesse pela descoberta em compreender quais motivos levam os alunos a desistirem do curso ou o porquê de tantas reprovações. A partir disso, foram elaboradas seis perguntas essenciais para o estudo, dispostas em um questionário eletrônico, a ser respondido pelos discentes. Dessa forma, optou-se por uma amostra aleatória e pelo estudo de variáveis qualitativas e quantitativas. Do total de estudantes do curso, 30% responderam ao questionário, identificando como disciplinas mais desafiadoras aquelas voltadas para a Matemática Pura, sendo elas: Análise na Reta e Equações Diferenciais Ordinárias. Além disso, foi constatado a partir das respostas obtidas, que os alunos não apresentam estímulo algum decorrentes das circunstâncias de vida; alguns estão na faculdade em busca de um futuro melhor para si e para a família, mas apresentam dificuldades em relação ao desenvolvimento de atividades e trabalhos, demonstrando pouco rendimento com conteúdos apresentados na universidade. Outro fator observado é a dificuldade do aluno em compreender a didática dos professores, somada ao tempo limitado para os estudos devido às diversas responsabilidades do dia a dia. Outrossim, percebe-se que alguns professores apresentam uma didática que poderia ser aprimorada, contribuindo para uma melhor experiência de aprendizagem.
Palavras-chave: DIFICULDADES ACADÊMICAS,DISCIPLINAS DESAFIADORAS,ANÁLISE DE DADOS
Oral
Abrir o trabalhoESTRATÉGIAS DE INTERVENÇÃO PARA REDUZIR A ANSIEDADE MATEMÁTICA EM ESTUDANTES
JOSE EDINALDO DE OLIVEIRA CAVALCANTE; Vitória Gomes de Sousa; Antonia Paula de Lima Morais
Este estudo aborda a Ansiedade Matemática (AM), um fenômeno complexo que impacta negativamente o desempenho e o bem-estar dos estudantes. A AM é caracterizada por apreensão e medo em relação à matemática, levando à evitação de atividades relacionadas à disciplina. O estudo tem como objetivo identificar na literatura que trata da Ansiedade Matemática (AM), quais são as principais estratégias de intervenção que têm sido apontadas para reduzir a AM entre os estudantes. Com base no objetivo, procedeu-se com uma Revisão Sistemática de Literatura (RSL), que se trata de um tipo de pesquisa que visa reunir, avaliar e sintetizar de maneira rigorosa todas as evidências disponíveis sobre uma questão específica. Os resultados da pesquisa revelam diversas estratégias eficazes, como intervenções cognitivocomportamentais e o uso de jogos educativos, que promovem um ambiente de aprendizado mais positivo. Os jogos, em particular, são destacados como uma ferramenta inovadora que pode tornar o aprendizado mais acessível e engajador, estimulando habilidades como pensamento crítico e resolução de problemas. A pesquisa também sugere que a formação de professores é crucial para lidar com a AM e adaptar o ensino às necessidades dos alunos. Conclui-se que a combinação de diferentes abordagens e a integração das neurociências podem proporcionar uma educação matemática mais inclusiva e eficaz, ajudando a desmistificar a disciplina e a melhorar a relação dos estudantes com a Matemática. O estudo reforça a importância de desenvolver intervenções personalizadas e um ambiente escolar acolhedor para enfrentar a ansiedade matemática.
Palavras-chave: Ansiedade Matemática,Intervenções pedagógicas,Desempenho acadêmico
Resumo Expandido · Pôster/Banner
Abrir o trabalhoFORMULAÇÃO E RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS NO ENSINO DA MATEMÁTICA
AMANDA LEITE RODRIGUES
A educação matemática vem avançando cada dia mais, de modo que, novas metodologias, voltadas para o desenvolvimento do aluno como sujeito ativo no processo de ensino e aprendizagem, são inseridas no ambiente escolar. Nesse contexto, contemplando a área da educação matemática, este minicurso tem como objetivo evidenciar a aplicabilidade e os benefícios da formulação e resolução de problemas no ensino de matemática, proporcionando aos participantes uma compreensão aprofundada do tema e suas práticas pedagógicas. Para tal, serão discutidas a definição de problema matemático, a classificação dos diferentes tipos de problemas, e as etapas para sua resolução. Tais discussões, estarão pautadas na revisão bibliográfica de diversas fontes que tratam sobre a temática, incluindo renomados autores como Dante e Polya. Com duração de 4h, o minicurso será desenvolvido por meio de exposições teóricas, discussão em grupo e atividades práticas que incentivem a participação ativa dos participantes, sejam eles alunos, professores ou demais interessados em metodologias de ensino. Ao final do minicurso, espera-se que reafirmem a importância da formulação e resolução de problemas como um método eficaz que não apenas dinamiza o ensino, mas também contribui para a formação de alunos mais autônomos, reflexivos e capazes de aplicar o conhecimento matemático em diversos contextos.
Palavras-chave: RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS,MATEMÁTICA,ENSINO,APRENDIZAGEM
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoINTEGRANDO TECNOLOGIA NO ENSINO DE MATEMÁTICA: DESAFIOS E OPORTUNIDADES NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES
ANTONIA PAULA DE LIMA MORAIS; Vitória Gomes de Sousa; Jose Edinaldo de Oliveira Cavalcante
Este trabalho investiga a relevância da formação continuada de professores e o papel das tecnologias digitais, como o GeoGebra, no ensino de matemática. A pesquisa, sustentada por uma revisão bibliográfica, demonstra que a atualização constante dos docentes e a incorporação de ferramentas digitais são fatores essenciais para atender às necessidades e desafios da educação moderna. O uso do GeoGebra se destaca, pois permite a visualização de conceitos matemáticos abstratos, tornando-os mais acessíveis e compreensíveis para os alunos. A ferramenta também se mostra eficiente na resolução de problemas matemáticos, favorecendo um aprendizado mais dinâmico e engajador, além de possibilitar a exploração de diferentes abordagens para a compreensão dos conteúdos. Entretanto, para que a implementação do GeoGebra seja bem-sucedida em larga escala, é necessário investir consideravelmente em infraestrutura tecnológica, garantindo o acesso a dispositivos adequados e a conectividade necessária nas escolas. Além disso, a formação continuada de professores é crucial para que os docentes se apropriem adequadamente da ferramenta, desenvolvendo competências pedagógicas e tecnológicas que favoreçam uma utilização eficaz no contexto educacional. A pesquisa conclui que a formação contínua e o uso de tecnologias digitais são fundamentais para a evolução do ensino de matemática, contribuindo para a criação de um ambiente de aprendizagem mais atrativo e eficiente, alinhado com as demandas do século XXI. Dessa forma, é possível melhorar a qualidade do ensino e oferecer aos alunos uma educação mais interativa, personalizada e motivadora.
Palavras-chave: Formação continuada,Professores,Tecnologias digitais,GeoGebra,Ensino de matemática
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoO LÚDICO COMO FERRAMENTA PARA O ENSINO DA MATEMÁTICA
CRISTIANA MARIA DE ALENCAR; Cícera Michele da Costa Silva; Maria Fernanda de Lima Silva; Marina Lopes da Silva
RESUMO: A educação tem mudado bastante ao longo do tempo, tornando-se um processo mais dinâmico e participativo. Hoje, busca-se cada vez mais formas de tornar o aprendizado mais significativo e de incentivar a interação dos alunos. Nesse sentido, o uso de metodologias lúdicas tem se tornado cada vez mais popular, especialmente no ensino de disciplinas que costumam ser vistas como difíceis, como a matemática. Lúdico é um adjetivo masculino com origem no latim ludos que remete para jogos e divertimento. Usar atividades lúdicas na escola, como jogos, dinâmicas, entre outros, tem se mostrado uma maneira eficaz de aumentar a participação dos alunos e tornar o aprendizado mais descontraído e de fácil entendimento. Ao trazer o lúdico para o dia a dia escolar, é possível estimular a criatividade, o raciocínio lógico, pensamento crítico, enquanto ensina conceitos importantes, que às vezes podem ser difíceis no ensino tradicional. O lúdico contribui a mudar a ideia de que matemática é difícil, os jogos e atividades práticas permitem que os alunos experimentem a matemática de maneira mais concreta, fazendo-a parecer mais próxima do cotidiano, e ao invés de assustar, mostra que ela pode ser bem divertida. Diante disso, este trabalho tem como objetivo mostrar como o lúdico pode ser uma ferramenta poderosa no ensino, especialmente da matemática, destacando seus benefícios e as formas de usá-lo na escola. Ao tratar o lúdico como um aliado no processo de aprendizagem, queremos entender como ele pode tornar o ensino mais eficaz e envolvente, trazendo não só conhecimento, mas também prazer e motivação para os alunos.
Palavras-chave: Metodologia,Matemática,Lúdico,Aprendizagem
Oral · Oral + Pôster/Banner
Abrir o trabalhoOs Infinitos números primos: Atividade no Ensino de Matematica
LARISSA PEREIRA DE ALENCAR; Higor da Silva Alves
Nesse trabalho, vamos falar sobre os números primos. É de suma importância relatar sobre o surgimentos dos números primos, pois eles possuem uma rica história que remota a antiguidade. Sendo estudado por grandes nomes da matemática na Grécia Antiga, acredita-se que os pitagóricos foram os primeiros a estudá-los e reconhecer sua importância, por volta do século VI a.C., apesar de Pitágoras nada ter escrito sobre os números primos. Foi somente no século III a.C. que Euclides formalizou a teoria de números primos, incluindo ela em sua obra “Elementos”, e provando a existência de infinitos números primos. O nome “números primo” é devido aos gregos, a palavra “primo” vem do grego que significa “primeiro”. Formalmente, um número inteiro p é dito primo quando os únicos divisores de p são ±1 e ±p. Nosso principal objetivo é apresentar a demonstração de que existem infinitos números primos e, por fim, propor 3 atividades voltadas para o ensino de números primos. A primeira, é chamada a “Caça aos primos”, inicialmente, entrega-se uma lista com os números de 1 a 100 para os alunos, e o objetivo é que os estudantes identifiquem quais os números primos nessa lista. A segunda, é chamada “Desafio dos números primos”, a proposta é entregar um lista com uma quantidade maior de números primos que na primeira atividade, e o objetivo seria encontrar o maior número primo. A terceira atividade seria para calcular o máximo divisor comum (m.d.c.) de alguns números, por meio da fatoração em números primos.
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoAMANDA LEITE RODRIGUES; WILLAMES FERREIRA DE MAGALHÃES
A resolução de problemas em Matemática exige, por vezes, uma capacidade criativa para compreender o que de fato está sendo exposto. A interpretação exata do problema é o fator fundamental para pensar as melhores maneiras de resolvê-lo. Além disso, os conhecimentos técnicos, do ponto de vista das ferramentas necessárias aplicadas na solução de problemas, podem ser das mais variadas formas possíveis a depender do nível de conhecimento que a pessoa tem. Desde operações básicas à fórmulas trigonométricas, a matemática dispõe de um grande acervo a ser utilizado nas mais diversas áreas do conhecimento. Dada essas evidências, no presente trabalho se traz a perspectiva do ensino e da aprendizagem. No primeiro caso, o professor ou a professora passa a perceber a importância de mostrar novas alternativas de solucionar problemas e isso afeta diretamente a aprendizagem do(a) estudante que se deparará com diversas outras situações-problemas encontradas em livros textos, na internet, em provas de vestibular e olimpíadas, por exemplo. Neste trabalho também se atenta em chamar a atenção do professor e da professora de como resolver um problema de Ciências Exatas compassadamente, levando em consideração as etapas da resolução de problemas, explicando os detalhes a partir da escrita em lousa ou na utilização de slides, por exemplo. Dessa forma, destaca-se a interdisciplinaridade, mais especificamente, entre Física e Matemática.
Palavras-chave: Resolução de Problemas,Interdisciplinaridade,Ciências Exatas
Oral
Abrir o trabalhoA Característica de Euler-Poincaré - Uma generalização da relação de Euler V - A + F = 2.
LEIDIANE ALVES COSTA ; Rafael Oliveira Gomes
O estudo sobre a Característica de Euler–Poincaré, dada por
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoAlgoritmo da divisão e os ideais de Z
ANTONIA IZADORA DA COSTA SOUZA ; Higor da Silva Alves
O objetivo desse trabalho é contextualizar de maneira breve, coerente e objetiva o Algoritmo da divisão e os ideias de Z. As primeiras evidências sobre divisão e multiplicação são de 2000 a 1800 a.C. através do Papiro de Rhind, como era conhecido. O papiro, de origem egípcia, surgiu para desenvolver a multiplicação e a divisão, e é tido como um dos mais antigos registros matemáticos ainda existentes. Já o algoritmo da divisão surgiu por volta de 300 a.C, e é um dos mais antigos algoritmos matemáticos. Ele surgiu na obra “Os Elementos” de Euclides. Ele é um método simples e eficiente para encontrar o máximo divisor comum (MDC) entre dois números inteiros diferentes de zero. A palavra “algoritmo” vem do nome do matemático árabe Al-Khowarizmi no século IX. Os algoritmos surgiram para facilitar os cálculos. Trabalharemos exclusivamente no conjunto dos números inteiros, denotado por Z. Vamos apresentar definições importantes, como as operações de Z, o princípio da boa ordem, o conceito de divisibilidade e sua propriedades. Enunciaremos e demonstraremos o Algoritmo da divisão. Por fim, definiremos o conceito de ideal e de ideal principal. Um ideal é dito um ideal principal se ele é gerador por um único elemento, provaremos por meio do algoritmo da divisão e do princípio da boa ordenação de Z que todo ideal de Z é um ideal principal.
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoÁrea das pétalas de uma flor utilizando coordendas polares
JUCY SARAIVA SINDEAUX; JOYCE SARAIVA SINDEAUX
O presente trabalho aborda a necessidade do uso das coordenadas polares, mostrando sua aplicação no cálculo de áreas, especificamente no caso das pétalas de uma flor. Além de falar um pouco sobre o desenvolvimento da sua história e apresentar sua definição, o trabalho tem o intuito de mostrar, através de um exemplo, como calcula-se a área dos objetos presentes no dia a dia que possuem a forma arredondada, por meio das chamadas coordenadas polares. O exemplo apresenta o calculo da área da região delimitada pela curva $ r = 2 \textrm{ sen }(5 \theta) $, que forma o gráfico de uma figura conhecida como rosácea. Por fim, é possível observar que a utilização das coordenadas polares transforma o método de integração mais simples, sendo este muitas vezes impossível se for feito por meio do uso de coordenadas cartesianas.
Palavras-chave: ÁREA,COORDENADAS POLARES,INTEGRAÇÃO
Resumo Expandido · Oral
Abrir o trabalhoCONDIÇÃO DE INTEGRABILIDADE: RELAÇÃO ENTRE INTEGRAL, LIMITAÇÃO E SUA IMPORTÂNCIA
IAGO VIEIRA ALVES DE MORAIS
A integral foi desenvolvida originalmente para resolver problemas na matemática e na física, como determinar a área sob uma curva no plano cartesiano ou calcular o deslocamento a partir da velocidade. A integral de Riemann de funções reais tem como ideia central calcular áreas de curvas no plano. No entanto, sua importância vai muito além disso. Na economia, a integral auxilia na determinação de valores associados a funções que modelam custos, receitas e despesas. Na aeronáutica, ela é essencial em estudos que envolvem aerodinâmica, consumo de combustível, equilíbrio e estabilidade de aeronaves. Na medicina, as integrais são aplicadas no desenvolvimento de próteses, dispositivos de monitoramento e na previsão da interação desses dispositivos com o corpo humano. Além disso, é importante compreender as condições de integrabilidade que são os critérios que determinam se uma função é passível de ser integrada em um intervalo real dado. Essas condições envolvem propriedades fundamentais, como continuidade ou monotonicidade em subintervalos, e são cruciais para garantir a existência de soluções em diversos contextos. Portanto, o estudo das integrais ultrapassa os limites da sala de aula, abrangendo áreas essenciais da sociedade, como a economia, a tecnologia e a saúde. Com base nessa motivação, esta produção desenvolve as principais ideias relacionadas à integral, as limitações de funções reais e as condições de integrabilidade que fundamentam sua aplicação.
Palavras-chave: Integral de Riemann,Limitação,Monotonicidade
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoCurvas espaciais no cotidiano: da geometria à engenharia em exemplos práticos.
NAYARA ALVES DA SILVA; Jaqueline Rodrigues de Alencar Santos; Danilo Ferreira da Silva
RESUMO: Este trabalho aborda o teorema fundamental das curvas espaciais, um conceito fundamental na geometria diferencial que tem grande relevância tanto na matemática quanto em diversas áreas da engenharia. Esse teorema estabelece que uma curva no espaço é completamente definida por sua curvatura e torção e descrevem um papel essencial na descrição do comportamento da curva em três dimensões. A curvatura descreve a variação na direção da curva, enquanto a torção indica o quanto à curva se distorce no espaço tridimensional, ou seja, é uma medida de quanto à curva se desvia de uma linha reta em determinado ponto. O trabalho discute a parametrização da curva pelo comprimento do arco, o vetor tangente, normal e binormal e as fórmulas de Frenet-Serret que são ferramentas matemáticas cruciais para essa análise. Uma das aplicações práticas desse teorema é a espiral de transição no espaço tridimensional, que consiste em curvas projetadas para garantir uma transição suave entre duas retas com direções distintas, evitando mudanças abruptas que poderiam causar desconforto ou até acidentes. Além disso, a torção da curva no espaço tridimensional é utilizada em projetos mais complexos, onde a curva apresenta variações de altura, como em declives ou inclinações. No cotidiano tem-se como exemplo o parafuso, um clássico exemplo que envolve uma curva espacial. As molas que são utilizadas em uma variedade de dispositivos mecânicos e tem uma curva semelhante a uma hélice circular, que se enrola ao longo de seu próprio eixo. O próprio DNA tem a forma de uma hélice dupla, um formato crucial para a transmissão de informações genéticas. Outro exemplo são as escadas em espirais e entre outros. Esses exemplos mostram como a matemática, em especial o teorema fundamental das curvas espaciais, está presente em nosso dia a dia, evidenciando a importância das curvas no design e funcionamento de diversos projetos.
Palavras-chave: Curvas espaciais,Curvas de transição,Aplicações
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoCURVAS PLANAS PARAMETRIZADAS APLICADAS NA CONSTRUÇÃO CIVIL
JAQUELINE RODRIGUES DE ALENCAR SANTOS; Nayara Alves da Silva
RESUMO: O presente trabalho tem como objetivo apresentar o Teorema fundamental das curvas planas e suas aplicações dentro da área da contrução civil. Em geometria diferencial uma curva plana é uma aplicação
Palavras-chave: Teorema fundamental,Curvas de transição,Aplicações,Construção civil
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoEquações Diferenciais Parciais: Uma introdução às Funções Harmônicas
LUCAS MACHADO FERNANDES
As equações diferenciais parciais (EDP’s) representam um ramo fundamental da matemática, focado no estudo de sistemas matemáticos que envolvem funções definidas em espaços Euclidianos generalizados, ou seja, aplicações de múltiplas variáveis. Utilizando as ferramentas do cálculo diferencial e integral, esses problemas são especialmente importantes para modelar fenômenos naturais em diversos campos científicos, abrangendo desde a dinâmica dos fluidos e o eletromagnetismo até a difusão de calor e o estudo do comportamento biológico de espécies. Dentro desse contexto, as funções harmônicas surgem como um conceito central para o desenvolvimento da teoria clássica das EDP’s. Devido à sua regularidade, comportamento geométrico e característica estacionária, essas funções constituem um marco inicial para o desenvolvimento desta subárea da análise matemática, que serve de base para pesquisas de alto nível, não apenas na matemática pura, mas também em diversas outras áreas, como mencionado anteriormente. Com essa motivação, o presente minicurso fornecerá uma introdução detalhada ao tema, abordando desde a definição formal do operador Laplaciano e suas propriedades fundamentais — com ênfase nas propriedades das derivadas parciais de segunda ordem e suas — até o estudo do método de Perron. Este método, que se baseia em princípios de teoria das funções harmônicas, garante a existência de soluções harmônicas sob uma condição de contorno de Dirichlet. Abordaremos, também, como este resultado se estende a quaisquer domínios — conjuntos abertos e conexos — limitados e suaves do espaço Euclidiano, proporcionando uma base para compreender os aspectos teóricos quanto as aplicações da matemática aplicada.
Palavras-chave: EDP's,Funções Harmônicas,Problema de Dirichlet
Oral
Abrir o trabalhoGeometria Diferencial na construção de estradas.
DANILO FERREIRA DA SILVA
Um problema comum na engenharia civil, especificamente na construção de estradas, é obter o melhor formato para uma parte de uma estrada que deve conecta dois trechos retos, comumente chamado de curva. Tal formato foi apresentado por Artur Talbot o qual se utilizou de conceitos da Geometria Diferencial ao apresentar as curvas de transição, para esse problema, essa curva é chamada Clotoide ou espiral de Cornu. Essa curva possui uma curvatura variando linearmente ao longo da curva, proporcionando uma transição suave que possibilita segurança e conforto aos motoristas. O objetivo desse minicurso é apresentar como a Geometria Diferencial é utilizada na construção de estradas, especificamente, mostraremos como obter a curva de transição, Clotoide a partir da aplicação do Teorema Fundamental das curvas planas. Para isso, iniciaremos apresentando os conceitos básicos necessários para a apresentação do Teorema Fundamental das Curvas planas, tais como a definição de curvas planas e espaciais, curvatura, torção, triedro de Frenet, fórmulas de Frenet etc. Tal exposição será feita de modo que o aluno com conhecimento básicos de Cálculo Diferencial possa acompanhar o desenvolvimento teórico. A proposta desse minicurso se dá, a partir dos resultados do projeto de iniciação científica: Teorema Fundamental das Curvas Planas e Espaciais e Aplicações, orientado pelo autor no programa PIBIC/FECOP da Universidade Regional do Cariri, e busca apresentar como conceitos teóricos da matemática podem ser aplicados em problemas reais, mostrando sua importância e contribuição, bem como, o caráter prático da Matemática. Referências TENENBLAT, Keti. Introdução à Geometria Diferencial. 2ª Ed. São Paulo: Blucher, 2008. AGNEW, Jeanne L, CHOIKE James R. Transitions. Mathematical Association of America Stable: Vol. 18, No. 2. 1987. URL: http://www.jstor.org/stable/2686500 TALBOT, Arthur N. The Railway Transition Spiral, Gazette Press, Champaign, 111., 1901.
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoNem sempre 1+1= 2
MARCIANA FERREIRA GOMES; ANA CLÉCIA DOS SANTOS NASCIMENTO
Nesse trabalho vamos tratar sobre grupos. Grupos são estruturas algébricas que relacionam conjuntos não vazios, contendo uma ou mais operações. Assim, apresentaremos especificamente, o grupo $\mathbb{Z}_n$, munido de uma operação de adição. Grupo este, cujos elementos são classes de equivalência. Apresentaremos também, as propriedades da operação aditiva de $\mathbb{Z}_n$, bem como alguns resultados envolvendo esse grupo. Uma das características interessantes desse grupo é a possibilidade de operar os números inteiros de forma diferente da usual, por meio das classes de equivalência. Em particular, quando $n = 2$ mostraremos que, $\bar{1}+\bar{1}=\bar{0}$, o que foge do que estamos habituados e do que seria esperado em $\mathbb{Z}.$
Oral
Abrir o trabalhoUTILIZANDO CÁLCULO DIFERENCIAL EM PROBLEMAS DE OTIMIZAÇÃO
EMANUELLY SILVA PEREIRA ; Francisca do Carmo Pereira; Layane Clara Cavalcante
A otimização é um segmento da matemática aplicada muito encontrada no cotidiano, por mais que seja de forma implícita, nota-se sua presença em diversas situações que podem ser resolvidas através de seus cálculos. Otimizar é buscar a melhor solução possível para um problema, é encontrar o melhor valor de uma função mesmo que essas, possuam restrições para tal. A sua resolução dar-se através da busca dos valores de máximos e mínimos que podem ser traduzidos de um problema real para essas expressões matemáticas. No corriqueiro do dia a dia, encontra-se cálculos de otimização desde a busca de minimizar o tempo gasto em um translado de uma cidade a outra, buscar saber como maximizar o lucro de uma microempresa, ou ainda para maximizar a ingestão de nutrientes em uma dieta. Tendo em vista os fatos apresentados, o presente trabalho tem por objetivo identificar problemas de otimização no dia a dia bem como encontrar soluções para essas, através da resolução de funções de várias variáveis. Ao aplicar técnicas de otimização nos problemas cotidianos, nota-se uma melhora significativa na eficiência da resolução dos problemas, bem como enriquece e facilita o cotidiano e de maneira idêntica, promove ao discente/pesquisador a oportunidade de se aprofundar no conhecimento desse campo matemático e as suas diversas contribuições em outras vertentes de conhecimento.
Palavras-chave: Otimização,Dia a dia,Matemática Aplicada,Várias Variáveis
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalho