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VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: A ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM FRENTE A ESTE PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA
RUBENS RODRIGUES FEITOSA; RÚBIA ALVES BEZERRA; NADIENE DE MATOS OLIVEIRA; AINOÃ DE OLIVEIRA LIMA; SIMONY DE FREITAS LAVOR
INTRODUÇÃO: A violência contra a mulher pode ser definida como um fenômeno de várias causas complexas. É considerada violência sempre que houver agressão à vítima, tanto de forma física como psicológica, ação que pode ocasionar danos, morte ou sofrimento, incluindo a repressão, privação e atitudes ameaçadoras. Para isto, a Lei de Maria da Penha, é considerada uma das maneiras para garantir a segurança diante dos acontecimentos vivenciados, onde a partir disso necessita-se de conhecimento por parte do profissional enfermeiro da rede intersetorial que ampara esta vítima, visto este ser um problema que interfere diretamente a saúde da mulher. OBJETIVO: Objetivou-se mostrar a importância da atuação do profissional enfermeiro (a) ao direcionamento a mulher vítima de violência MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa de literatura, realizada no período de março e abril de 2018, na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) nas bases de dados Lilacs (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e Medline (Medical Literature Analysis and Retrieval System Online), utilizando os descritores: Saúde Pública and, Violência contra a Mulher and, Cuidados de Enfermagem. Foram aplicados os seguintes critérios de inclusão: publicações disponíveis de forma gratuita e na integra, artigos em português publicados nos últimos 10 anos e que atendessem a temática. Como critérios de exclusão: periódicos incompletos e repetidos, e artigos duplicados. Foram encontrados 60, e após uma análise de seus conteúdos foram selecionados 5 publicações para construção do estudo. RESULTADOS: É notório e de suma importância observar que a violência contra a mulher é um fator existente, de forma frequente em muitos lares brasileiros, e que o silêncio predomina na maioria das vezes, não somente por medo ou represarias, mas por vergonha das vítimas de exporem um lado frágil, vulnerável para a sociedade. Essa problemática vem abrangendo o campo da saúde interligado com um problema de saúde pública, envolvendo um percentual elevado da sociedade. Compactuando com a elevação ao número de adoecimentos, e que exige do profissional da enfermagem o vínculo para obtenção de informações suficientes para direcionamento correto a essa vítima CONCLUSÃO: Portanto, é necessário, que os profissionais de saúde possuam total domínio para direcionamento dessas mulheres vítimas de violência. Sabe-se que isso não é tarefa fácil, como já foi exposto, muitos fatores são levados em consideração, mas é preciso que cada vítima tenha noção de que, quanto mais caladas, inibidas ficam, mais aumentará o índice de casos, e que ao serem ocultados os serviços públicos acabam sendo desinformados para adotar providencias quanto aos acontecimentos, diante a procura por assistência, elas serão assistidas e poderão ser encaminhadas aos serviços públicos de apoio as mulheres. É de suma importância à assistência do enfermeiro a esses casos, já que existe um vínculo maior com a comunidade, buscando mostrar para a pessoa que foi violentada que o silêncio não é a melhor forma, procurar ser sanada, juridicamente, continua sendo uma das melhores maneiras para diminuir esses casos no país.
Palavras-chave: Saúde pública,violência contra mulher,cuidados de enfermagem
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Abrir o trabalhoA HUMANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PARA O EMPODERAMENTO DE MULHERES EM PUERPÉRIO IMEDIATO
AGNA TEIXEIRA BRAGA; Anna Karen Lucas Cavalcante; Tiago Ribeiro dos Santos; Herika Bruna Santos Bezerra; Maydjerfeson Tenório Alves
INTRODUÇÃO: O puerpério imediato é traçado pelas primeiras horas após o parto ainda na fase de internação, o qual a mulher encontra-se sob os cuidados da equipe de enfermagem. Entre esses cuidados, a equipe deve ofertar estratégias de enfrentamento e adaptação ao estado de transição vivenciada pela puérpera que apresenta modificações fisiológicas e psicológicas decorrentes da gestação e do parto. Ser prestada uma assistência humanizada, é de suma importância no atendimento à mulher, pois o momento delicado requer um olhar holístico e cauteloso, promovendo informação, prevenção de complicações, suporte físico e emocional, tornando-a mais segura no autocuidado e cuidados com o bebê, dando empoderamento para que se sinta capacitada à sua nova rotina. OBJETIVO: Buscar na literatura a importância da humanização prestada pela equipe de enfermagem no empoderamento de mulheres em puerpério imediato. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de abordagem qualitativa, com caráter descritivo, realizada no mês de março de 2018. O estudo foi realizado utilizando banco de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), com os seguintes descritores: humanização, saúde da mulher e puerpério, através das bases de dados LILACS e BDENF, resultando em 87 artigos disponíveis, utilizados como critérios de inclusão: idioma português, corte temporal de 2013 a 2017. Aplicando como critérios de exclusão os artigos repetidos e que não se encaixem na temática, restando 6 referências para desenvolvimento do trabalho. RESULTADOS: Os achados nas literaturas indicaram que as puérperas em sua grande maioria, revelam as suas dificuldades ao se adaptarem a maternidade. Sentem-se inseguras, pelo medo de não saberem cuidar do filho ou até mesmo por não terem uma relação bem elaborada com o recém-nascido, devido as alterações emocionais ou pela sobrecarga que lhe é dada. Por tudo isso, deve ser ofertada uma assistência mais qualificada às puérperas, devido a necessidade de informação e apoio, considerando suas particularidades na vivência própria desse período. É evidente que a mulher, nessa fase, sobretudo no puerpério imediato precisa de um cuidado humanizado, no que se refere a orientação, esclarecer dúvidas, minimizar a ansiedade para o cuidado materno, filtrar suas necessidades e conscientizar de que é um momento de aprendizado, e não simplesmente serem assistidas com a realização de técnicas e protocolos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Frente ao estudo, percebe-se a importância da aplicabilidade da humanização na assistência de enfermagem prestada as mulheres no puerpério imediato, viabilizando a compreensão das mesmas no que se refere aos cuidados com sua própria recuperação para a saúde e para o recém-nascido, ofertando assim, o empoderamento necessário. Dessa forma, é indispensável que a equipe proporcione o apoio de que ela necessita para enfrentar o período puerperal e superar as suas dificuldades.
Palavras-chave: Humanização, Puerpério,Enfermagem
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Abrir o trabalhoA IMPORTÂNCIA DO ENSINO HUMANIZADO COMO ARMA NA LUTA CONTRA A VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA
RAFAEL DA SILVA PEREIRA; MARIA ISABELY FELIX; ROGER RODRIGUES DA SILVA; AINOÃ DE OLIVEIRA LIMA; ANDREZA INGRID FERREIRA LIRA
INTRODUÇÃO: A violência obstétrica vai além de uma agressão física que acontece durante o parto, logo, pode manifestar-se através de outros tipos de violência como, por exemplo, a agressão verbal e moral e pode acontecer não somente no momento do parto, mas também durante o acompanhamento pré-natal e pós-parto. Dessa maneira, justifica-se a necessidade da realização de estudos voltados para esta temática, a fim de instigar melhores maneiras no ensino humanizado. OBJETIVO: Conhecer qual a importância do ensino humanizado como arma na luta contra a violência obstétrica. MÉTODO: O estudo trata-se de uma revisão de literatura realizada no mês de abril de 2018. A seleção dos trabalhos para análise foi realizada através de descritores da saúde, pela Biblioteca Virtual da Saúde (BVS). Utilizou-se o booleano AND para a aplicação dos seguintes descritores: Violência Obstétrica AND Saúde da Mulher AND Enfermagem. Os critérios de inclusão foram trabalhos publicados nos últimos 5 anos, em língua portuguesa, disponíveis gratuitamente e completos. Os critérios de exclusão foram artigos fora da área temática e que não condizem com o objetivo deste estudo. Após a aplicação dos filtros foram selecionados 6 artigos. RESULTADO: O ensino humanizado não se resume apenas em conceder ao cliente/paciente um bom atendimento em um local agradável e confortável, com profissionais capacitados e educados. A humanização deve se fazer presente desde a primeira consulta da gestante com o profissional e durante todo o pré-natal, parto e pós-parto. Por exemplo, deve-se ouvir a escolha da mulher no que tange ao tipo de parto, para que assim o profissional possa proporcionar a garantia de que estas escolhas sejam consideradas e o mais importante, que sejam realizadas, entre outras. O ensino humanizado é importante, pois ensina os profissionais a respeitarem a dignidade e a autonomia da mulher, além de mostrar que humanizar é olhar para cada indivíduo e suas particularidades e dando o devido atendimento que o fará sentir seguro, digno, respeitando e priorizando um bem estar mútuo. CONCLUSÃO: Pôde-se concluir com este estudo que diversas literaturas trazem o ensino da humanização da assistência à saúde como um importante instrumento para a perpetuação do bem-estar dos pacientes. Muitas das situações de violência que acontecem com as mulheres nos setores de obstetrícia, até mesmo antes de chegarem ao ambiente hospitalar, podem ser combatidas com a mudança na formação desses profissionais que praticam este tipo de descaso com a mulher.
Palavras-chave: Violência Obstétrica,Saúde da Mulher,Enfermagem
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Abrir o trabalhoA NECESSIDADE DO QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL EM INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANENCIA
JULIANA MARIA DA SILVA ; Cicera Luana dos Santos; Michelly Hesthefany dos Santos Araujo; Sara Beatriz Ricardino Feitoza; Amanda Cristina Araújo Cavalcante
Introdução: A elevação exacerbada do envelhecimento populacional é representada como sendo um fenômeno de cunho global, uma vez que muitos dos aspectos sociais e econômicos sofreram modificações ao longo dos anos, que impactaram de forma insidiosa nas taxas de fecundidade, vindo a modificar de maneira brusca a distribuição etária da população, ocasionando a superlotação de instituições de longa permanência, necessitando de preparação adequada dos profissionais quanto ao manejo benevolente de tal situação. Objetivo: Ressaltar a necessidade de preparação dos profissionais atuantes em instituições de longa permanência. Metodologia: Relato de experiência baseado em uma educação permanente através de capacitações direcionada aos profissionais de uma instituição de longa permanência, em um somatório de 4 cuidadores e um técnico de enfermagem, em um período de 15 setembro até 8 de novembro de 2017, realizada por acadêmicos de enfermagem, integrantes do projeto de extensão intitulado como “Promoção da saúde da pessoa idosa em instituições de longa permanência” da Faculdade de Medicina Estácio de Juazeiro do Norte. Resultados: Mediante realização de capacitações dos profissionais, tornou-se notória sua necessidade, uma vez que foi possível identificar um nível de carência elevado, quanto ao conhecimento cientifico correlacionado a técnicas empregadas rotineiramente, ao qual contribui ainda para o desenvolvimento de práticas holísticas, reflexivas e capazes de subsidiar a assistência do cuidador ao idoso. Desta forma, minimizar a necessidade de recorrência de intervenções desnecessárias, estimulando a otimização de tempo e do cuidado, melhorando desta forma a qualidade de vida do idoso e elevando o nível do cuidado. Conclusão: Em virtude dos fatos mencionados, é-se levado a acreditar que tais capacitações devem ser continuas, além de serem um método de aprimoramento profissional, estimulando uma melhoria a saúde do idoso residente em instituições de longa permanência, de modo que a própria instituição tenha consciência de tal prolongamento da atividade para manter uma linha evolutiva de cunho atualizante. A vivencia contribuiu de forma enriquecedora para a formação acadêmica e pessoal dos discentes envolvidos.
Palavras-chave: Idoso, Institucionalização, Capacitação,Enfermagem geriátrica
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A RELEVÂNCIA DA PROMOÇÃO DE SAÚDE TENDENTE À MULHERES NO PERÍODO DE CLIMATÉRIO
JOÃONEY SOARES CHAVES DE LAVOR; Roger Rodrigues da Silva; Ewilleny Galdino da Silva; Maria do Socorro Oliveira Alves; Rafael da Silva Pereira
INTRODUÇÃO: A fase de climatério na vida da mulher corresponde a transição de sua fase reprodutiva (menacme) para a não reprodutiva (senectude). Essa mudança, é comum em mulheres com faixa etária entre os 40 a 60 anos de idade, segundo a Organização Mundial da Saúde; ocorrendo a irregularidade dos ciclos menstruais, alterações endócrinas, físicas e emocionais. Portanto, é preciso investir em estudos que comtemplem a importância do acompanhamento para mulheres que enfrentam o climatério. OBJETIVO: Expor a importância da promoção de saúde direcionada a mulheres nesse período. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura de caráter descritivo com abordagem qualitativa. O período de construção se deu entre os meses de fevereiro a março de 2018. A pesquisa foi realizada nas bases de dados BDENF, MEDLINE e LILACS, por meio do banco de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Para a obtenção de resultados foram utilizados os descritores: cuidado de enfermagem, saúde da mulher e climatério, que foram cruzados através do descritor boleano AND, resultando em 20 documentos. Para critérios de inclusão aplicou-se: documento disponível na íntegra gratuitamente, idioma português e publicados entre os anos de 2011 a 2016; posteriormente, aplicou-se os critérios de exclusão: documentos repetidos e que não contemplassem a temática proposta, restando assim 5 artigos para a construção da pesquisa em questão. RESULTADOS: A fase de climatério marca o fim do período reprodutivo da mulher, determinando uma mudança que interfere diretamente no seu padrão de vida alterando suas funções reprodutivas fisiológicas ativas até então. A partir desse período, a mulher necessita adequar-se ao seu novo padrão de vida, não excluindo qualquer cuidado relacionado aos seus órgãos reprodutivos e sexuais. Porém, nessa fase a mulher compreende que já que não é capaz de se reproduzir e, muitas vezes, os cuidados clínicos inerentes a esse revés são abolidos de sua rotina, implicando negativamente para a sua saúde. Usualmente as consultas direcionadas a saúde da mulher são ofertadas principalmente no pré-natal e puericultura, em menor porcentagem, as consultas de prevenção para mulheres jovens, excluindo a frequência de mulheres que enfrentam o climatério dentro desses serviços. É importante estimular essa clientela a buscarem o âmbito assistencial para tratar e prevenir complicações que possam ser oportunas a esse intervalo, tais como: anemia, infecções sexualmente transmissíveis, hipoestrogenismo que caracteriza as alterações psíquicas e físicas, câncer de colo de útero, calcitopenia, dentre diversas outras. Estratégias devem e podem ser tratadas para instigar o interesse e a real importância de ser acompanhada nesse período possibilitando uma melhor compreensão de sua situação naquele momento. CONCLUSÃO: Desta maneira, é notória a amplitude que a promoção de saúde da mulher deve ser estabelecida em toda fase de sua vida, instigando e propagando a valia que se tem no cuidado à mulher no climatério, reinserindo essa população nos âmbitos assistenciais, oportunizando estratégias para prevenção e tratamento de potenciais complicações recorrente a essas mulheres.
Palavras-chave: CLIMATÉRIO,CUIDADO DE ENFERMAGEM,SAÚDE DA MULHER
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Abrir o trabalhoA VIVÊNCIA DE ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM EM VISITA À COORDENAÇÃO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE
VALESKA EDITH LUCAS LEAL; Vitória Alves de moura; Giovanna Sales de Oliveira; Brenda Belém Luna Sampaio
INTRODUÇÃO: A Atenção Primária à Saúde (APS) tem sido o modelo prioritário no Brasil para a reorganização dos serviços de saúde, representando o centro de comunicação das Redes de Atenção à Saúde (RAS), e a principal porta de entrada dos usuários do sistema público de saúde. A APS é desenvolvida a partir de ações de saúde orientadas ao indivíduo, a família e a comunidade, em um determinado território de abrangência. Nessa perspectiva, torna-se importante conhecer a organização e a coordenação da APS, a complexidade desse sistema e quais atividades essa coordenação exerce. OBJETIVOS: Apresentar a experiência de acadêmicos de enfermagem durante uma visita técnica à Coordenação da Atenção Primária à Saúde. METÓDO: O trabalho consiste em um relato de experiência, onde foi realizada uma visita técnica à coordenação da APS em um município do interior cearense, como atividade prática da disciplina Enfermagem no Processo de Cuidar em Saúde Coletiva I. Durante a visita os acadêmicos conheceram o funcionamento da Coordenação da APS, sua estrutura organizacional e os principais desafios que a gestão enfrenta na prática. RESULTADOS: A cidade em questão conta com sete distritos sanitários e 76 Unidades Básicas de Saúde (UBS). Cada distrito possui, em média, 10 UBS, podendo variar de acordo com do território alcançado, sempre respeitando a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), 2017. As modalidades de atendimento são divididas em três, sendo elas Estratégia de Saúde da Família (ESF), Atenção Básica (Minha Casa Minha Vida e Equipes de Saúde Bucal), e os Agentes Comunitários de Saúde (ACS), alcançando assim uma cobertura de 94% do território municipal. Cada equipe da ESF conta com uma equipe multiprofissional com médico, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, agente administrativo, odontólogo, técnico em saúde bucal e/ou auxiliar em saúde bucal. Os prontuários são organizados em pastas suspensas, separados por núcleo familiar de acordo com a área coberta por cada ACS. No entanto, inicia-se em 2018 a implantação do Prontuário Eletrônico (PEC), começando com 10 UBS. Apesar dos avanços relacionados à cobertura e composição das equipes de saúde, observa-se algumas dificuldades ainda enfrentadas pela Coordenação, tais como: planificar a assistência, onde todos os profissionais compartilham os mesmos conhecimentos, com a capacitação de toda a equipe; fortalecer o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) como parceiro importante no processo de matriciamento; educação continuada nas unidades onde todos os profissionais estarão amparados, tendo conhecimento do seu papel dentro da estratégia e o que pode ser feito por cada um. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Percebe-se que as ações designadas para o atendimento e aperfeiçoamento profissional estão saindo do foco assistencial e dando prioridade a outras estratégias, como educação continuada, visita domiciliar de qualidade, gerenciamento e articulação com a gestão, tendo em vista o cumprimento dos objetivos da PNAB, para garantir maior cobertura da população e uma melhor assistência na APS. A visita permitiu aos acadêmicos ampliar os seus conhecimentos acerca da organização e gerenciamento das atividades exercidas pela APS, relacionando a teoria com a vivência prática, conhecendo a realidade, assim como, dificuldades, planejamento e metas da coordenação deste nível de atenção à saúde.
Palavras-chave: Atenção primária à saúde,educação continuada,saúde,sistema único de saúde
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ABORDAGEM DE VÍTIMA DE TRAUMA EM ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE AULA PRÁTICA
TACYLA GEYCE FREIRE MUNIZ JANUARIO; Maria Lucilândia de Sousa; Vitória de Oliveira Cavalcante; Camila da Silva Pereira; Carla Andrea Silva Souza
INTRODUÇÃO: A disciplina de primeiros socorros visa promover conhecimento ao estudante para o desenvolvimento de habilidades na prestação de um atendimento pré-hospitalar seguro e eficaz. Desta forma, torna-se primordial a associação da teoria à prática entre universidade e serviços de saúde para que o estudante desenvolva competências necessárias para atuar em primeiros socorros nas situações de urgência e emergência. OBJETIVO: Descrever a experiência de acadêmicos de enfermagem de uma aula prática de abordagem de vítima de trauma em serviço de atendimento pré-hospitalar. METODOLOGIA: Trata-se de um relato de experiência da vivência de acadêmicos de Enfermagem de uma aula prática da disciplina de primeiros socorros da Universidade Regional do Cariri, realizada em outubro de 2017, no Corpo de Bombeiros do município de Juazeiro do Norte, Ceará. A aula prática foi realizada por meio de uma visita técnica ao serviço, que abordou avaliação primária, secundária e transporte de vítima de trauma em atendimento pré-hospitalar. Para a aula prática, houve a participação da professora da disciplina, dois bombeiros e 29 estudantes de enfermagem, sendo utilizados instrumentos e ambulâncias do serviço. RESULTADOS: A aula iniciou com a recepção dos discentes por bombeiros da corporação, que apresentou a dinâmica da instituição, com breves relatos sobre os atendimentos e atividades que competem à corporação, apresentando os equipamentos utilizados no atendimento pré-hospitalar. Foi ressaltada a importância do manuseio correto desses equipamentos, baseando-se na atual política de urgência e emergência. Após as orientações e debate com a turma, seguiu-se com a atividade prática da avaliação e transporte da vítima de trauma, realizada pelos alunos em grupos, exigindo conhecimento, habilidade técnica e atitudes em primeiros socorros desenvolvidos em sala de aula. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Percebeu-se com esta experiência maior associação da teoria à prática em primeiros socorros, fortalecendo o conhecimento adquirido em sala de aula. A aula prática em campo, além de aproximar os acadêmicos ao serviço, permitiu conhecer e manusear os equipamentos de abordagem pré-hospitalar, aprimorar as habilidades e compartilhar experiências, o que poderá contribuir de maneira significativa para a sua formação profissional.
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AÇÃO EDUCATIVA SOBRE HANSENÍASE, TRACOMA E VERMINOSES EM UMA ESCOLA MUNICIPAL DE JUAZEIRO DO NORTE
NAÉLIA RODRIGUES PEREIRA; MAGNA MONIQUE SILVA SANTOS; RENATA JACÓ PEREIRA; KELLEN CRISTINE DA SILVA GONÇALVES; WÉDILA RENATA OLIVEIRA GRANGEIRO
A educação em saúde é considerada uma das principais ferramentas para a promoção da saúde, seja ela direcionada a crianças, adolescentes, adultos ou idosos. As ações educativas intersetoriais no contexto escolar são extremamente necessárias, uma vez que fortalece a interação entre diferentes setores, além de levar um grande número de informações acerca da saúde às crianças e adolescentes. Como forma de promover a integração e articulação permanente da educação e da saúde, tem-se o Programa Saúde na Escola (PSE), que contribui para a formação integral dos estudantes por meio de ações de promoção, prevenção e atenção à saúde. O presente trabalho tem como objetivo relatar a experiência acerca de uma ação educativa sobre hanseníase, tracoma e verminoses com um público escolar. Trata-se de um relato de experiência quanto a uma ação oportunizada pela disciplina “Estágio Supervisionado I- Área Comunitária” com alunos do 1º ao 5ºano do ensino fundamental de uma escola situada no município de Juazeiro do Norte. A atividade educativa foi realizada como parte das ações da “V Campanha Nacional de Hanseníase, Verminoses, Tracoma e Esquistossomose”. A educação em saúde foi desenvolvida na sala de aula dos respectivos alunos, durante o período da manhã do dia 28 de Março de 2018. Inicialmente, foi explanada de forma clara e com linguagem apropriada para cada faixa etária, a definição das doenças, seguida pelas principais formas de transmissão e prevenção. Para que os alunos pudessem compreender melhor o conteúdo em questão, foram utilizados cartazes ilustrativos, os quais expressavam de forma mais interativa e dinâmica o conteúdo. Após a explanação completa, os facilitadores perguntavam alguns pontos discutidos anteriormente aos alunos, com o objetivo de promover uma maior compreensão acerca das informações apresentadas. Percebeu-se uma interação entre os alunos e sua participação com perguntas sobre o tema. Foi entregue pelos facilitadores, um panfleto educativo sobre hanseníase, tracoma e verminoses, o qual possuía caça palavras e jogo dos sete erros. A educação em saúde como forma de promoção e prevenção de diversas doenças e agravos se mostra significativa, pois leva os indivíduos, independente da faixa etária, a refletirem sobre o seu papel enquanto sujeitos corresponsáveis pelo cuidado. Além disso, fortalece os laços entre saúde e educação, principalmente no que diz respeito à abordagem com crianças e adolescentes escolares, que raramente frequentam a Unidade Básica de Saúde. Sendo relevante ainda para a formação do profissional enfermeiro, pois ações desse tipo contribuem de forma significativa para uma formação voltada não apenas ao assistencialismo, mas, para que o enfermeiro torne-se um educador, com o objetivo de promover mudança de comportamento em prol da saúde do usuário.
Palavras-chave: EDUCAÇÃO EM SAÚDE, PROMOÇÃO DA SAÚDE
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ACIDENTES DE TRABALHO NA EQUIPE DE ENFERMAGEM: PRINCIPAIS FATORES ENVOLVIDOS
GABRYELLE PACHECO TELES ; Jamilli Braga Calixto; Paula Suene Pereira dos Santos; Cicera Luciana da Silva Sobreira; Bruna Rafaela de Meneses Feitosa
INTRODUÇÃO: O ambiente hospitalar oferece múltiplos e variados riscos aos trabalhadores da área da saúde, tais como os causados por agentes químicos, físicos, biológicos, psicossociais e ergonômicos, sendo os riscos biológicos os principais geradores de periculosidades e insalubridade a esses trabalhadores. Os ferimentos perfuro cortantes que acometem os trabalhadores de enfermagem representam um dos graves problemas nas instituições de saúde, tanto pela frequência com que ocorrem como pela grave repercussão que representam sobre a saúde desses trabalhadores. OBJETIVO: Identificar os principais fatores desencadeantes de acidentes de trabalho dos profissionais de enfermagem no âmbito hospitalar. MÉTODO: O estudo utilizou como proposta metodológica uma revisão de literatura, realizando uma busca na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) no mês de março de 2018, utilizando os descritores: “enfermagem” e “acidentes de trabalho” “prevenção”. Foram selecionados artigos disponíveis em português, publicados nos últimos 5 anos que se relacionassem a temática do estudo. Foram identificados 21 estudos, no entanto, após a leitura dos títulos e resumos apenas 13 responderam à pergunta da pesquisa. RESULTADOS: Na análise dos estudos selecionados verificou-se que os profissionais de saúde, em especial a equipe de enfermagem acaba por sofrer um maior dano advindo das agulhas e de bisturis; acidentes esses muitas vezes associados a uma realidade de trabalho com um ritmo acelerado devido à demanda ou mesmo a cobranças por parte da instituição, o que acaba gerando ansiedade e medo no trabalho; às duplas jornadas desenvolvidas por alguns profissionais também se mostra como uma realidade corriqueira para a maioria deles o que acaba por sobrecarrega-los, fator este que acaba por comprometer a saúde desse trabalhador e que é apontado como grande gerador de acidentes. CONCLUSÃO: Compreender o que esses riscos oferecem para o profissional de enfermagem, juntamente com medidas como prevenção, capacitações, utilização de EPI (Equipamentos de Proteção Individual), mostram-se eficazes na questão de promover a erradicação dos acidentes de trabalho, portanto possibilitando um melhor desenvolvimento da assistência de enfermagem.
Palavras-chave: Enfermagem,Acidentes de trabalho,Prevenção
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ALEITAMENTO MATERNO: FATORES QUE LEVAM AO INSUCESSO DA PRÁTICA
ANA RAQUEL MORAES DE SOUSA; Maria Kleyssiane de Melo Alexandre
Introdução: Muitos estudos têm comprovado os inúmeros benefícios que a prática da amamentação traz para o binômio mãe e filho, e por isso, tem sido esse, um assunto de grande repercussão. No entanto, mesmo diante de exaustiva propagação, ainda faz-se necessário que esta prática tenha mais apoio e incentivo, tendo em vista a grande quantidade de mulheres que optam por complementar o aleitamento materno com fórmulas industrializadas ou até mesmo, que desistem dele por completo. Objetivo: Deste modo, o estudo objetivou identificar quais fatores levam as lactantes a desistirem de praticar o aleitamento materno. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de abordagem qualitativa e descritiva, na qual foram utilizados artigos científicos disponibilizadas na BVS, e na SciElo, publicados na íntegra, e em português, entre os anos de 2013 a 2018, excluindo-se os textos incompletos e resumos, tendo como descritores de busca: “Aleitamento materno”, “Assistência de Enfermagem” e “Desmame”, que após processo de filtração e análise, resultou em um total de 12 artigos, que atenderam aos critérios supracitados. Resultado: Dentre os fatores evidenciados nos estudos que levam a desmotivação dessas mulheres, e tornam-se empecilho para a continuidade do aleitamento, foram elencados: experiências anteriores de amamentação negativas; menor idade, sendo este relacionado a um egocentrismo da idade; problemas com a autoimagem e o medo das mudanças que o corpo terá com a amamentação; falta de apoio da família e ou estímulo de familiares e amigos no que tange a introdução de suplementos e demais tipos de leite para a criança, por acreditarem ser, o leite da mãe, insuficiente; e ainda, a volta à vida social, de modo especifico, ao trabalho. A recusa da criança em pegar o seio nos primeiros dias, dor nas mamas, fissuras mamarias, ansiedade, estresse, falta de instrução sobre a melhor maneira de amamentar, o posicionamento da criança ao peito, bem como a correta pega, e os devidos cuidados com a mama, também se mostraram como fatores que levam ao insucesso do aleitamento materno. Os demais aspectos mencionados corresponderam à insegurança da mulher em si mesma no provimento de alimentação para o filho, ao acreditar que o seu leite não está “matando” a fome da criança, a crença no seu leite ser fraco, de não ter leite suficiente, ou até mesmo o medo que este lhe falte. A introdução de bicos e mamadeiras também foi referida, uma vez que, ao acostumarem suas crianças com estes, os mesmos desenvolvem dificuldades para amamentação, o que é determinante para o abandono da mesma. Considerações Finais: Muitos desses fatores podem ser evitados ou solucionados se houver o fortalecimento das ações de incentivo e acompanhamento, oportuna divulgação sobre seus benefícios, e, principalmente, no esclarecimento das dúvidas e repasse de informações indispensáveis. Tais estratégias deverão ser desenvolvidas durante todo o período gestacional, perpassando pelo início do pré-natal, sendo reforçadas durante todas as consultas, e ainda, pontuadas no pós-natal, para que assim, munidas dos corretos subsídios, as nutrizes consigam prolongar e ter êxito nessa prática.
Palavras-chave: Aleitamento materno,Assistência de Enfermagem, Desmame
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ANÁLISE DA ESTIMATIVA DE NEOPLASIA DA MAMA EM MULHERES: BASES PARA O CUIDADO DE ENFERMAGEM
ALICIANE SOBREIRA LIMA; TEODORO MARCELINO DA SILVA; MARIA LETÍCIA ARAÚJO NORONHA; ALDINO BARBOSA DOS SANTOS; NAIANE DA SILVA CHAGAS
INTRODUÇÃO: A Neoplasia da Mama (NM) concretiza-se como um grave problema de saúde pública contemporâneo, posto que é um dos cânceres mais frequentes entre as mulheres, tanto no Brasil quanto no mundo, sobretudo, apresenta um bom prognóstico se diagnosticado e tratado oportunamente. Neste aspecto, o enfermeiro atuante na atenção primária, assume papel fundamental, desde o rastreio até o acompanhamento após o diagnóstico, por meio de ações simples como a realização do exame clínico das mamas (ECM) e solicitação de exames complementares, como a mamografia, além de atividades de cunho educativo junto à equipe multiprofissional. OBJETIVO: Analisar os dados epidemiológicos da neoplasia de mama em mulheres no Estado do Ceará em 2018, com vistas a qualificação das ações de promoção da saúde realizadas pelo enfermeiro na atenção primária. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo bibliográfico do tipo exploratório-descritivo, realizado no período de março a abril de 2018, através da análise minuciosa da portaria publicada pelo Ministério da Saúde no início de abril, aliado à prévia busca no portal da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando os descritores: “neoplasia da mama”, “cuidados de enfermagem” e “atenção primária à saúde”. RESULTADOS: Mediante a análise verificou-se que no Brasil, estimam-se 59.700 casos novos, para cada ano do biênio 2018-2019, com um risco estimado de 56,33 casos a cada 100.000 mulheres, sendo que no Ceará estimam-se 2.200 novos casos, com um risco estimado de 47,52 casos e uma taxa ajustada 48,17%. Neste contexto, a consulta de enfermagem promove autonomia ao enfermeiro, posto que a realização do ECM completo produz resultados consideráveis, entretanto, a literatura especializada destaca a sua fragilidade em virtude da insegurança e falta de capacitação dos profissionais do serviço, reforçando assim a relevância da educação permanente. Do mesmo modo, outro estudo reforça que há o conhecimento dos graduandos e enfermeiros sobre o ensino da técnica do autoexame das mamas às mulheres, contudo, há desinteresse em sua realização. CONCLUSÃO: O número de casos de NM no Ceará cresce gradualmente, fazendo-se necessárias ações efetivas que vislumbrem a detecção precoce deste agravo que ceifa a vida e os sonhos de tantas mulheres jovens e produtivas. O acesso ao serviço de saúde e garantia de acompanhamento são primordiais neste âmbito, assim como a atuação oportuna do enfermeiro na atenção primária. Portanto, sugere-se que a abordagem da temática seja realizada desde a formação acadêmica do enfermeiro e perdure durante a sua atuação profissional, mediante aperfeiçoamentos e capacitações, com vistas a qualificá-los para o atendimento integral à mulher, por meio de ações eficazes de promoção e prevenção da saúde.
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Abrir o trabalhoANTECEDENTES DO COMPORTAMENTO DESTRUTIVO NO TRABALHO EM SAÚDE PARA A EQUIPE DE ENFERMAGEM: RESULTADOS PRELIMINARES
GABRIEL FERNANDES PEREIRA ; Felice Teles Lira dos Santos Moreira; Regiane Clarice Macedo Callou; Roberta Oliveira Meneses; Sáskya Jorgeanne Barros Bezerra
Introdução: O comportamento destrutivo no trabalho em saúde é entendido como a presença de condutas desrespeitosas adotadas por alguns profissionais no ambiente de trabalho, sendo manifestado por incivilidade, violência psicológica, física ou sexual, gerando consequências na assistência do usuário, sofrimento moral e psíquico ao profissional, além de prejuízos a gestão. Desse modo, alguns fatores podem desencadear o comportamento destrutivo, citando-se como exemplos: ausência de trabalho em equipe; traços de personalidade e problemas sistêmicos não resolvidos, dentre outros, cuja equipe de enfermagem está mais propensa a ser submetida a situações geradoras de sofrimento moral. Objetivo: Descrever os fatores desencadeantes do comportamento destrutivo no trabalho em saúde segundo equipe de enfermagem. Método: Estudo exploratório, descritivo, com abordagem quantitativa, realizado em um hospital público de alta complexidade, localizado no interior do Ceará, que atende a demanda da região do Cariri. Participaram do estudo 73 profissionais da equipe de enfermagem, que responderam a um questionário sobre comportamento destrutivo, referindo-se a frequência temporal que esse tipo de comportamento havia acontecido ou não no último ano, e outro sobre o perfil sócio demográfico. Os dados foram organizados no Excel e analisados conforme a literatura. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa, com número 2.557.282. Resultados: Em relação ao perfil, 64 eram do sexo feminino e, nove do sexo masculino, as faixas etárias que mais prevaleceram foi de 30 a 40 anos (n=32) e de 20 a 30 anos (n=25). Sobre a categoria profissional, 46 eram técnicos de enfermagem e 27 enfermeiros. Sobre o tempo de formação, prevaleceu de 5 a 10 anos (n=35), seguido de 10 a 20 anos (n=18). Em relação aos fatores desencadeantes, quando indagados sobre problemas sistêmicos crônicos não resolvidos, a maioria (n=24) relatou que raramente isto leva a um comportamento anti-profissional, embora 13 dissessem que isso mensalmente pode desencadear. Sobre a falta de competência, 37 afirmaram que raramente e 11 apontaram que essa situação não é fator de influência no desenvolvimento desse tipo de comportamento. Em relação à diversidade da equipe, especificamente a orientação e preferências sexuais, 26 afirmaram que raramente e 21 responderam que nunca pode levar a um comportamento destrutivo. Sobre a falta de trabalho em equipe, 26 afirmaram que raramente isso pode desencadear, no entanto, 12 relataram que mensalmente isto desencadeia o comportamento anti-profissional. Indagados sobre as características pessoais, 23 relataram que raramente pode levar a um comportamento destrutivo no trabalho em saúde. Sobre a pressão por conta do número, volume e fluxo de pacientes, 20 responderam raramente e 11 diariamente podem desencadear esse tipo de comportamento. Quanto ao ambiente sobrecarregado, a maioria (n=27) respondeu que isso raramente pode gerar um comportamento destrutivo no trabalho em saúde. Considerações finais: A equipe de enfermagem destacou que raramente os fatores exemplificados no questionário podem desencadear um comportamento destrutivo, embora alguns tenham pontuado que problemas sistêmicos crônicos não resolvidos, falta de trabalho em equipe e pressão por conta do número, volume e fluxo de pacientes possam desencadear o comportamento anti-profissional.
Palavras-chave: Equipe de enfermagem, comportamento social, relações interpessoais, segurança do paciente
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Abrir o trabalhoAprendizagem sobre o Programa Saúde na Escola na prática: A experiência de acadêmicos de enfermagem
MARIA NÁDYA BARBOSA DA SILVA; Jane Kelly Feitosa da Silva; Ítalo Gonçalves Barbosa; Brenda Belém Luna Sampaio
Introdução: O Programa Saúde na Escola (PSE) é uma política direcionada ao desenvolvimento de ações intersetoriais, entre a Saúde e a Educação, objetivando promover saúde e qualidade de vida às crianças e adolescentes. O PSE objetiva uma integração contínua entre a Unidade Básica de Saúde (UBS) e a escola, a partir do envolvimento dos profissionais da saúde e da educação, dos estudantes e da família. Além disso, preocupa-se em atuar frente às vulnerabilidades mais comuns neste grupo. No âmbito das ações desenvolvidas pelo PSE, os profissionais de saúde precisam atuar para a garantia da integralidade e da construção de vinculo com o publico escolar. Objetivo: Apresentar a experiência de acadêmicos de enfermagem sobre o aprendizado do PSE no cotidiano das práticas dos profissionais em uma UBS e na gestão do programa. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência sobre uma visita técnica de acadêmicos de enfermagem a uma UBS e à Coordenação do PSE em um município do interior do Ceará, no mês de abril de 2018. Estas visitas compõem uma das atividades práticas de disciplina Enfermagem no Processo de Cuidar em Saúde Coletiva I, ofertada no quarto semestre do curso de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri (URCA). O objetivo das visitas é conhecer na prática, no âmbito da assistência e da coordenação, como funciona o PSE. Resultados: No município onde os alunos fizeram as visitas técnicas, o PSE cobre 44 escolas da rede pública tendo a interligação de gestores escolares e profissionais de saúde. O PSE é constituído de cinco componentes: 1) Avaliação das condições dos jovens que estão na rede pública; 2) Promoção da saúde com atividades de prevenção; 3) Capacitação dos profissionais da saúde para atuar com os jovens; 4) Acompanhamento da saúde dos estudantes; 5) Avaliação do programa. Além destes, existe um plano direcionado para: combate ao Aedes aegypti, verificação e atualização da situação vacinal, promoção de atividades físicas, promoção da alimentação saudável e prevenção da obesidade infantil, prevenção ao uso de álcool e drogas, promoção da cultura da paz, prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, promoção da saúde ocular, auditiva e bucal, como também as demais inseridas diante as necessidades na população. Considerações finais: Observando a atuação dos profissionais de saúde dentro do ambiente escolar, nota-se a importância do programa uma vez que o conhecimento, promoção e prevenção de saúde estão indo de encontro à população, podendo assim, mudar o hábito de vida, tornando-os conscientes e assim gerar uma população mais saudável.Com base nas informações relatadas nas visitas, alguns desafios enfrentados para que o programa se efetive na prática se dá pela escassez da participação dos pais e a grande demanda de trabalho executado pelo profissional de saúde dentro da UBS.
Palavras-chave: Saúde,promoção da saúde,programa saúde na escola
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Abrir o trabalhoARTETERAPIA: FERRAMENTA PARA O CUIDADO DE ENFERMAGEM AO IDOSO INSTITUCIONALIZADO
LINDIANE LOPES DE SOUZA; Juliana Maria da Silva; Amanda Cristina Araújo Cavalcante; Cicera Luana dos Santos; Michelly Hesthefany dos Santos Araujo
Introdução: Atualmente o grupo de idosos ocupa um espaço significativo na sociedade, onde o envelhecimento caracteriza-se como um processo dinâmico, progressivo e irreversível, levando em consideração as diversas particularidades e as interfaces deste no modo de viver, que gera demandas complexas diferenciado exigindo cuidado para assegurar uma melhor qualidade de vida e um cotidiano favorável, o cuidado de enfermagem pode ser oportunizado Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI) através de metodologias ativas como a arteterapia. Objetivo: Descrever os benefícios da arteterapia como ferramenta para o cuidado de enfermagem ao idoso institucionalizado. Metodologia: Relato de experiência, baseado em atuação de acadêmicos de enfermagem, integrantes do projeto de extensão intitulado como “Promoção da saúde da pessoa idosa em instituições de longa permanência” da Faculdade de Medicina Estácio de Juazeiro do Norte, no período de fevereiro a novembro do ano de 2017. Resultados: Constatou-se a arteterapia como método eficaz na melhora da qualidade de vida, espontaneidade e conforto, acolhendo o tempo de cada um dos idosos ao manifestar seus conteúdos internos, que facilita múltiplos modos de expressão e comunicação, transformando o ambiente e o humor, ajudando na recuperação de sua saúde, desenvolvendo autoconhecimento e à autoconfiança, aspectos essenciais para a pessoa idosa aproveitar ao máximo o próprio potencial, atuando diretamente no tratamento da dor, do desconforto, da rigidez, da inércia e também servindo como ferramenta para o estimulo da cognição, favorecendo as relações e o convívio estimulando a interação dos idosos a equipe de saúde do local, promovendo um melhora no seu comportamento social. Observou-se uma melhor aceitação da institucionalização da diminuição da ansiedade de todos. Conclusão: Conclui- se que a arteterapia é de extrema importância nos cuidados aos idosos institucionalizados, sendo também uma ferramenta de humanização, pois além de estabelecer uma interação entre o idoso e o profissional de enfermagem, torna o ambiente no qual o sujeito está inserido mais agradável, todavia trouxeram cor e sabor aos dias desses idosos, solitários em meio a tanta gente.
Palavras-chave: Enfermagem geriátrica,Qualidade de vida,Terapia pela Arte
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AS FONTES DE APOIO AO PROCESSO DE LUTO NO CONTEXTO DOS CUIDADOS PALIATIVOS
JOSÉ HIAGO FEITOSA DE MATOS; Ilara Parente Pinheiro Teodoro; Ana Maria Parente Garcia Alencar; Alissan Karine Lima Martins; Manuel Luís Vila Capelas; Vitória de Cássia Félix Rebouças
INTRODUÇÃO: Os cuidadores vivenciam experiências diversas ao realizarem as atividades de cuidados de um familiar que se encontra em fase de fim de vida. Nesse sentido, as fontes de apoio se tornam fundamentais para amparar o indivíduo a desenvolver estratégias e competências para enfrentar as dificuldades, de modo que poderá influenciar em seu processo de luto. OBJETIVO: Objetivou-se identificar na literatura as fontes de apoio ao processo de luto nos cuidados de um familiar que está em fase de fim de vida. METODOLOGIA: Realizou-se uma revisão integrativa da literatura, utilizando-se os descritores (DECS/MESH) “grief”, “caregivers” e “palliative care”. A busca dos estudos foi realizada junto ao Portal de Periódicos da CAPES, adotando-se como critério de inclusão os estudos originais disponíveis em textos completos na forma de artigos, nos idiomas Português, Inglês e Espanhol, que abordassem a temática sobre as fontes de apoio ao processo de luto nos cuidadores de pacientes em cuidados paliativos. Foram excluídas pesquisas cujos participantes fossem cuidadores informais que não fizessem parte da família, revisões em geral, teses e/ou monografias. Constituindo, no total, oito artigos. O levantamento do material ocorreu nos meses de julho e agosto de 2016. RESULTADOS: Os resultados evidenciaram que os serviços de cuidados paliativos se apresentam como uma fonte de apoio ao processo de luto que refletem na forma como os cuidadores enfrentam esse processo. Foi possível evidenciar que a satisfação dos cuidadores quanto aos profissionais de saúde gerenciando as doenças do paciente durante os cuidados no período de fim de vida, teve relação com níveis mais baixos de luto prolongado e de sintomas de depressão após a morte do familiar. Por isso, a preparação dos cuidadores é fundamental para minimizar ou prevenir as complicações. Por outro lado, sem o apoio adequado, as necessidades dos cuidadores permanecerão esquecidas, podendo aumentar suas angústias. Os grupos de cuidadores enlutados também se manifestaram como importante apoio, por serem capazes de fornecer aconselhamentos por meio dos conhecimentos experienciais, contribuindo para o desenvolvimento das estratégias de cuidados do luto. Por fim, as redes sociais também se destacaram como uma fonte de apoio ao luto, quando os cuidadores não tinham esse apoio de forma adequada por parte do profissional. Verificou-se que sua utilização foi terapêutica e permitiu a liberação de sentimentos e eventos que pareciam difíceis de suportar, uma vez que os cuidadores podiam expressar seus sofrimentos, pensamentos, reflexões, raivas e tristezas. CONCLUSÃO: Portanto, foi possível constatar que as fontes de apoio para enfrentar a situação de perda de um ente familiar que está em cuidados paliativos são extremamente decisivas para que o contexto experienciado seja vivido de forma mais tranquila, sendo, ainda, capaz de influenciar de modo direto no processo de luto do cuidador familiar.
Palavras-chave: Cuidados Paliativos, Cuidadores, Luto
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Abrir o trabalhoASPÉCTOS FISIOPATOLÓGICOS DA NEURALGIA DO TRIGÊMEO
FRANCIELTON DE AMORIM MARÇAL; Janayle Kéllen Duarte de Sales; Hercules Pereira Coelho; Gilberto dos Santos Dias de Souza; Ozeias Pereira de Oliveira
Introdução: A neuralgia do nervo trigêmeo (NT) é um quadro patológico caracterizado pela incidência de episódios crônicos de dor que afetam o nervo trigêmeo, quinto (V) par de nervos cranianos, que inerva a maior parte dos tecidos orais e faciais. Os quadros álgicos característicos do NT se apresentam na forma de uma dor súbita e severa do tipo choque elétrico, no sentido da mandíbula, fronte e/ou maxilar. A terapêutica inicial da neuralgia trigêmea ocorre de forma medicamentosa, na qual o paciente é avaliado continuamente, ou opta-se ainda pelo processo cirúrgico, que tem como objetivo descomprimir os ramos nervais do trigêmeo. Objetivo: Compreender os aspectos anatômicos e patológicos da nevralgia do nervo trigêmeo. Metodologia: Trata-se de uma revisão bibliográfica realizada através das bases de dados da Lilacs, MedLine e BDENF, bem como do diretório de revistas da Scielo, para a qual empregou-se uma estratégia de busca específica, cruzando os descritores: “Neuralgia do trigêmeo” and “Fisiopatologia” and “Tratamento”, sendo a partir desta busca obtidas 138 fontes de dados. Depois de aplicado os filtros: texto completo, idiomas inglês, português e espanhol, e período entre os anos de 2015 e 2018, restaram um total de 18 estudos, os quais depois de fichados, catalogados e analisados serviram como embasamento para a construção do estudo. Resultados e Discussões: O diagnóstico é puramente clínico, com o acompanhamento da anamnese e do exame físico. Para tanto, seu conseguinte tratamento também pode ocorrer de forma clínica, onde os indivíduos acometidos pela NT fazem uso de medicação controlada para o alívio das dores, tendo sua posologia adaptada para cada caso. Como supracitado, outra terapêutica alternativa é a cirurgia, modalidade composta por vários procedimentos, desde simples injeções, até à micro descompressão vascular. Conclusão: Conclui-se a partir deste estudo que a nevralgia do nervo trigêmeo é uma condição patológica evidenciada por quadros álgicos intensos. Sendo deste modo, indispensável que os profissionais da equipe multiprofissional de saúde além de conhecer a anatomia funcional do paciente, possuam embasamento para a confirmação de um possível diagnóstico, e as terapêuticas propostas para o tratamento do cliente.
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Abrir o trabalhoASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM E CUIDADOS PALIATIVOS EM UMA UNIDADE DE EMERGÊNCIA
JOSÉ GLEDSON COSTA SILVA; LUCIANA MARIA PEREIRA PEREIRA DOS SANTOS; HÉRYKA LAURA CALÚ ALVES; GABRIELA DE SOUSA LIMA; JOSAINA DIAS CHAVE
INTRODUÇÃO: Existem várias definições de cuidados paliativos, mas todas com conceitos semelhantes. A Organização Mundial da Saúde define cuidados paliativos como uma abordagem que promove a qualidade de vida de pacientes e seus familiares, que enfrentam doenças que ameacem a continuidade da vida, através da prevenção e alívio do sofrimento, proporcionando apoio estrutural e psicossocial desde o diagnóstico até o fim da vida e luto. OBJETIVO: Descrever a experiência da assistência de Enfermagem à pacientes em cuidados paliativos. MÉTODOS: Trata-se de relato de experiência, que descreve aspectos vivenciados em um período de seis meses (fevereiro a agosto de 2017) no setor de cuidados intermediários, em uma unidade hospitalar de urgência e emergência situada na região do Cariri, interior do Ceará. Na unidade são admitidos pacientes adultos com quadros clínicos que necessitam de intervenções urgentes, a fim de aliviar o seu sofrimento e/ou determinar o seu diagnóstico para instituição de tratamento efetivo. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Durante o período foram assistidos pacientes com diferentes patologias, e grau de risco. Àqueles admitidos com história de cuidados paliativos exclusivos tinham o seu histórico de exames e patologia em curso, investigados pelos médicos clínicos e enfermeiros do setor, a fim de confirmar o seguimento e procurar a melhor maneira para apoio aos familiares e pacientes. As intervenções traçadas eram planejadas em conjunto (equipe médica e de enfermagem), com a finalidade principal de promover conforto e diminuir o tempo de internação hospitalar. A depender das necessidades do paciente, ele poderia ser transferido para a unidade de cuidados especiais (UCE), com equipe especializada em cuidados paliativos, ou seguimento com alta hospitalar com orientações e relatório, para acompanhamento domiciliar com equipe de saúde multidisciplinar. Em relação às dificuldades, a principal delas foi a superlotação do setor em alguns dias, visto ser uma unidade porta aberta componente do sistema único de saúde (SUS), tornando-se difícil a assistência integrada; outro fator era a presença de algum familiar hostil ou com dificuldade de compreender o quadro clínico; outro obstáculo encontrado foi o desconhecimento da temática por parte de alguns profissionais, estes tinham dúvidas em relação à procedimentos e condutas que poderiam ser ou não realizados. Atentou-se para a necessidade de maior abordagem do tema voltado para os profissionais, evitando intervenções desnecessárias e desconfortáveis ao paciente em cuidados paliativos. O envolvimento da equipe para esclarecimento de qualquer dúvida ou suprimento de necessidades do cliente e familiares torna-se necessária, uma vez assumido o compromisso de promover o conforto diante do diagnóstico e quadro clínico. CONCLUSÃO: A comunicação em equipe tornou possível a melhoria da assistência e instalação de cuidados paliativos em pacientes específicos. Observou-se que existe a necessidade de implantação de protocolo, no referido serviço, voltado para cuidados paliativos, quando se fala em profissionais que não tem em sua rotina o tratamento a estes pacientes. É preciso colaborar na elaboração de um plano documentado, focado nos resultados e nas decisões relacionadas à assistência e à prestação de serviços, que norteará como deve ser a comunicação com pacientes, familiares e outros.
Palavras-chave: cuidados paliativo,cuidados de enfermagem,enfermagem
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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO DE DOENÇAS CARDIOVASCULARES EM PACIENTES COM DIABETES MELLITUS:REVISÃO INTEGRATIVA
CARLA TAIS BARBOSA PEREIRA; Jonas Lima Vanderlei; Cícera Leiane Sampaio Rodrigues; Monalisa Beatriz de Oliveira Cardoso; Karla de Souza Lira
INTRODUÇÃO:O diabetes mellitus (DM) é uma patologia caracterizada por distúrbios no sistema metabólico, e está entre as principais causas de morbimortalidade no Brasil, representando um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de Doenças Cardiovasculares (DCV), consideradas um desafio de saúde pública. Nesse contexto, torna-se essencial a participação do enfermeiro (a), enquanto profissional capacitado para realizar a promoção, prevenção e recuperação da saúde, de acordo com suas habilidades e conhecimento técnico cientifico. Assim, tal profissional é peça fundamental na assistência ao paciente com diabetes mellitus, visando reduzir os danos da patologia. OBJETIVO: Conhecer a importância do profissional enfermeiro na assistência ao paciente com diabetes e na prevenção do desenvolvimento de Doenças Cardiovasculares. MÉTODO: Trata-se de uma revisão integrativa com abordagem qualitativa. A busca foi realizada na biblioteca virtual em saúde (BVS), por meio das bases Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e a Scientific Electronic Library Online (SciELO), em janeiro de 2018, utilizando-se os descritores em ciências da saúde (DeCS): “Diabetes mellitus”, “Doenças Cardiovasculares” e “Cuidados de enfermagem”. Aplicaram-se como critérios de inclusão: texto completo, idioma português, publicados entre os anos de 2010 a 2016 e tipo de documento artigo. Foram excluídos os artigos repetidos, indisponíveis gratuitamente e sem relação com a temática proposta. Foram identificados 15 artigos, dos quais 9 foram selecionados atendendo com os critérios de inclusão e o objetivo da pesquisa, sendo estes utilizados para leitura, análise e construção do estudo. RESULTADOS: A sociedade moderna caracteriza-se pelo estilo de vida inadequado, o estresse, má alimentação, jornadas de trabalho exaustivas, entre outras condições que acabam implicando na vida do indivíduo de maneira negativa para a sua saúde. Sendo assim, evidenciou-se que vários estudos apontam a ligação direta entre o DM e as DCV, pois as falhas no processo de prevenção podem elevar os riscos de acometimento de doenças cardiovasculares em pacientes diabéticos. No entanto, as pesquisas mostram que a assistência de enfermagem realizada adequadamente, visando a prevenção e adesão do tratamento do DM, diminui consideravelmente os riscos de desenvolver as DCV, melhorando a qualidade de vida do indivíduo, pois é o profissional que está mais próximo da comunidade e que pode realizar práticas de educação em saúde que incentivem a adesão ao tratamento e proporcionem ao usuário informações e orientações necessárias, de forma a contribuir para a qualidade de vida e motivar as pessoas a adotarem e manterem padrões de vida sadio. CONCLUSÃO: Diante deste contexto, a atuação do enfermeiro é essencial. A identificação precoce do DM juntamente às ações de promoção e prevenção da saúde acompanhadas do tratamento adequado, diminui de forma considerável os riscos de desenvolver doenças cardiovasculares.
Palavras-chave: Diabetes mellitus,cuidados de enfermagem,Doenças Cardiovasculares
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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PROPOSTA PARA IDOSA COM LITÍASE BILIAR: UM RELATO DE CASO
ROGER RODRIGUES DA SILVA; Andreza Indrid Ferreira Lira; Joab Gomes da Silva Sousa; Juliana Ferreira Carlos; Naiane Alexandre de Souza
INTRODUÇÃO: Litíase biliar é a formação de cálculos a partir dos constituintes sólidos da bile, variando em tamanho, forma e composição. Tem maior incidência em mulheres acima de quarenta anos com múltiplas gestações e excesso de peso. Esta condição requer uma assistência de enfermagem individualizada e cientificamente fundamentada para restabelecimento das pessoas acometidas. OBJETIVO: Relatar a análise de um caso de litíase biliar, bem como a assistência de enfermagem proposta para o mesmo. MÉTODO: Trata-se de um estudo de caso, desenvolvido em uma unidade hospitalar da cidade de Iguatu-Ceará, durante o mês de outubro de 2017, tendo como participante uma idosa de 81 anos. Foram coletados histórico de saúde e exame físico da participante, complementados por dados do prontuário. Após minuciosa análise dos dados, foram propostos os principais diagnósticos de enfermagem, com base na taxonomia NANDA, bem como as respectivas intervenções e resultados esperados, padronizados pelas taxonomias NIC e NOC. O estudo ora proposto obedeceu aos pressupostos das resoluções 466/12 e 510/16 do Conselho Nacional de Saúde, que regulamentam pesquisas com seres humanos. RESULTADOS: M. P. S. 81 anos, sexo feminino, branca, analfabeta, agricultora, solteira, natural de Jucás, Ceará, foi admitida na unidade hospitalar em 30 de outubro de 2017, referindo dor em flanco superior direito sem irradiação e agravada pela posição de decúbito dorsal. Logo recebeu diagnóstico de colelitíase e hipótese diagnóstica de infarto agudo do miocárdio e taquicardia ventricular. Também referiu ser tabagista há 30 anos. A mesma não obteve indicação médica de tratamento cirúrgico, pautando-se na idade avançada e no quadro clínico complicado por hipertensão arterial e diabetes descompensado, apresentando ainda marcadores renais fora da normalidade (ureia: 130,0mg/dl; creatinina: 2,0m/dl). Ao exame, apresentou-se normocorada, hidratada, consciente, desorientada, verbalizando, dispneica e impossibilitada de deambular. Exames abdominal e torácico não foram realizados dada a postura defensiva assumida pela paciente pela retração à dor. Os principais diagnósticos traçados foram: Dor aguda relacionada à colelitíase evidenciada por relato da paciente; Nutrição alterada: ingestão menor que as necessidades corporais relacionada com secreção biliar inadequada; Mobilidade física prejudicada relacionada a dor no hipocôndrio direito evidenciada por dificuldade para virar-se; Padrão respiratório ineficaz relacionado com dor intensa evidenciado por dispneia. As intervenções propostas foram: Administração de analgésicos, conforme prescrição médica; Administração de oxigênio suplementar, caso prescrito; Posicionamento da paciente em Fowler, assim que possível; Promoção do conforto da paciente; Controle da ingestão de alimentos, conforme conduta nutricional prescrita; Avaliação de sinais de desnutrição; Avaliação dos valores de gasometria arterial e oximetria de pulso. Os resultados esperados foram: Reportar a diminuição da dor; Manter a ingesta nutricional adequada e evitar alimentos que agravam o estado nutricional reportando a diminuição ou ausência de desconforto abdominal; Atingir a execução respiratória plena, com a inspiração profunda e expiração. CONCLUSÃO: A análise do caso e proposição da assistência sistematizada evidenciaram a importância de estudos como este para disseminação do método científico que é o processo de enfermagem contribuindo para consolidação desta como ciência do cuidar.
Palavras-chave: CÁLCULOS,CUIDADOS DE ENFERMAGEM,IDOSO
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Abrir o trabalhoATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA PROMOÇÃO AO ALEITAMENTO MATERNO AOS RECÉM-NASCIDOS COM FISSURA LABIOPALATINA
ALINE DO NASCIMENTO PINHEIRO; Roger Rodrigues da Silva; Andreza Alves de Abreu; Olívia de Almeida Duarte; Maria Janaina Do Ó Vieira
INTRODUÇÃO: Os profissionais de enfermagem, em especial o enfermeiro, exercem grande importância na saúde materno-infantil pautando seus cuidados na integralidade, promoção e apoio as boas práticas de saúde, inclusive como incentivador do aleitamento materno. Em contrapartida, percebe-se a falta de conhecimento no que diz respeito à amamentação de recém-nascidos com fissura labiopalatina. Dessa maneira, justifica-se a necessidade da realização de estudos voltados para esta temática, a fim de instigar melhores maneiras na promoção do aleitamento materno nessas situações. OBEJETIVO: Analisar a partir da literatura a atuação da enfermagem na promoção ao aleitamento materno aos recém-nascidos com fissura labiopalatina. MÉTODOS: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com caráter descritivo. O mesmo foi realizado no período de abril de 2018, utilizando como base de dados LILACS e BDENF e tendo como banco de dados a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Para realização da busca foram utilizados os descritores aleitamento materno, fenda labial, fissura palatina e cuidados de enfermagem onde encontrou-se 36 resultados. Os critérios de inclusão foram: artigos disponíveis, idioma português, e que estivessem entre os anos de 2011 a 2017. Os critérios de exclusão: artigos duplicados e que não contemplassem a temática proposta, resultando em 4 artigos selecionados para leitura na íntegra, apreciação e construção do trabalho. RESULTADOS: As fendas labiais e fissuras palatinas são consideradas as anomalias congênitas faciais mais comuns em recém-nascidos (RNs). Essas malformações acarretam grande impacto na vida da criança, principalmente quando não são cuidadas corretamente. A amamentação é um fator primordial para um crescimento adequado e, nesses casos, requer uma atenção íntegra. A atuação de enfermeiros que acompanham RNs, portadores dessas más formações se dá de maneira uniforme com foco em resguardar o bebê de possíveis complicações decorrentes das mesmas, toda via, a execução do trabalho da equipe em direcionar cuidados e orientações para o cuidador é comprometida pela falta de capacitação e domínio sobre esse assunto, resultando em uma assistência ineficaz a essas crianças portadoras de fissura labiopalatina, ocasionando em más condutas provenientes da mãe, implicando diretamente no desenvolvimento sadio da criança. A falta de preparo durante a graduação e a carência de estudos que retratem essa temática é evidente e implica severamente na formação de profissionais capacitados que saibam conduzir de forma efetiva as instruções direcionadas ao aleitamento materno a estes casos, homiziando a importância no desenvolvimento de estudos e capacitações nessa área, especificamente volvente a alimentação da criança neste período de maturação. CONCLUSÃO: Desse modo, é fundamental que a amamentação seja trabalhada nos cursos de graduação de forma holística, enfatizando os benefícios que o aleitamento materno oferece para o binômio mãe-filho. O estudo de métodos que facilitem a amamentação e que respeitem os limites fisiológicos, psicológicos e sociais, é essencial, pois toma o profissional de enfermagem como um dos principais incentivadores na promoção de saúde.
Palavras-chave: Aleitamento materno,Cuidados de enfermagem,Fenda labial,Fissura palatina
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Abrir o trabalhoATUALIZAÇÃO VACINAL EM ESCOLARES: CARACTERIZAÇÃO E VIVÊNCIA DURANTE O ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM ENFERMAGEM
MARCOS PAULO MOTA SOUSA; Jéssica Alves Do Nascimento; Helena Feitoza De Oliveira Alves; Ray Martins de Souza; Fernanda Thayná de Souza Pinheiro
INTRODUÇÃO: A atualização do calendário vacinal consiste em uma atividade de saúde pública que objetiva aumentar a cobertura vacinal entre grupos específicos. Para crianças e adolescentes, fundamenta-se a estratégia de imunização contra o HPV (Human Papiloma Vírus), além do reforço com a meningocócica C conjugada (meningite e meningococcemia), incluída na mais recente atualização do calendário vacinal em dezembro de 2017. Nesse contexto, o público-alvo é composto por adolescentes de 11 a 14 anos, de ambos os sexos, e HPV de 9 a 14 para meninas. Com o intuito de fortalecer as ações, justifica-se a parceria com escolas por ser o espaço privilegiado de abordagem do público em questão. OBJETIVO: Caracterizar a atualização vacinal da vacina HPV e meningocócica C conjugada em alunos de uma escola de ensino fundamental. MÉTODO: Consiste em um estudo descritivo, oriundo da vivência dos estudantes do curso de Enfermagem na Universidade Regional do Cariri, Campus Iguatu, durante o Estágio Curricular Supervisionado na Atenção Básica. A ação foi realizada no dia 04 de abril de 2018, durante o período da manhã e tarde, juntamente com a Equipe de Estratégia em Saúde da Família (ESF) e a preceptora do estágio, na Escola de Ensino Fundamental Francisco das Graças Alves Berto, João Paulo II, Iguatu-CE. Inicialmente realizou-se uma visita para obter o quantitativo de alunos que correspondiam a faixa etária indicada para as vacinas e que estavam devidamente matriculados na instituição, assim como a entrega do termo de recusa para os pais. Em seguida, a ação foi executada com apoio da diretora escolar, que disponibilizou uma sala para a realização da imunização. Assim, os dados foram tabulados, processados e analisados pelo programa Microsoft Excel 2016. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Do total de 372 alunos fornecidos pela escola que se encaixavam no perfil para atualização, 219 (58,8%) foram vacinados. Destes 197 (52,9) eram meninas, sendo que 96 (48,7%) foram vacinadas. Destaca-se que 82 (85,4%) receberam uma dose de reforço da meningocócica C e 42 (43,7%) da HPV. Quanto aos meninos, do total de 175 (47%), o quantitativo de 123 (70,2%) foram vacinados, dentre estes 84 (68,2%) receberam uma dose de reforço da meningocócica C e 123 (100%) da HPV. Cerca de 212 (51,1%) dos vacinados receberam as duas vacinas. Observou-se que a adesão vacinal não foi satisfatória entre as meninas, enquanto os meninos se demostraram cooperativos resultando em uma maior adesão ao número de vacinações. Vale salientar que alguns fatores interferiram nos dados de vacinação, pois do total de alunos fornecidos deve-se considerar os faltosos, aqueles que mudaram de área, foram transferidos de escola ou outros que negaram o procedimento. CONCLUSÃO: A ação realizada foi de suma importância para o alcance da cobertura vacinal no bairro, reconhece-se a possibilidade de que muitos destes vacinados não se locomoveriam até a ESF. Além deste fator, a ação contribuiu positivamente para formação técnica, ética e profissional dos estudantes envolvidos.
Palavras-chave: Promoção da Saúde,Programa de Imunização,Adolescente,Enfermagem
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Abrir o trabalhoAVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTI-INFLAMATÓRIA DO EXTRATO HIDROALCOÓLICO DAS FOLHAS DE Licania rigida BENTH (EHFLR) NO TESTE DE EDEMA DE ORELHA INDUZIDO PEL
CÍCERO DAMON CARVALHO DE ALENCAR; Enaide Soares Santos; Denise Bezerra Correia; Maria de Fátima Sousa; Cicera Norma Fernandes Lima; Marta Regina Kerntopf
Introdução: As plantas medicinais podem ser definidas como aquelas capazes de alterar o funcionamento de órgão e sistemas, restabelecendo o equilíbrio homeostático, no caso de doenças. Esses recursos utilizados para o tratamento de enfermidades são utilizados desde a antiguidade, e para muitas comunidades tradicionais as plantas com propriedades medicinais representam muitas vezes o único recurso para o tratamento para diversas enfermidades. O Brasil com sua vasta biodiversidade, possui grande quantidade de plantas quem possuem constituintes químicos, capaz de intervir na instalação ou prevenção de doenças, o que torna um subsidio para o meio cientifico, em busca de novos fármacos ou aditivos que possam potencializar os fármacos existentes. A Licania rigida é popularmente conhecida como “oiticica”, endêmica da caatinga e pode ser encontrada nos estados da Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. Na medicina tradicional é bastante utilizada para tratar diabetes, inflamações e diarreia, apresentando também uma ação antibacteriana. Materiais e Métodos: O material botânico foi coletado no municio de Missão Velha, Crato – CE. Uma amostra da Licania contendo o fruto foi encaminha para identificação ao Herbário Caririense Dárdano de Andrade Lima da Universidade Regional do Cariri – URCA. Foram utilizados nesse estudo camundongos Swiss, com peso entre 20 e 30 gramas, provenientes do biotério da universidade Regional do Cariri. O óleo de cronton foi aplicado nas orelhas em dias alternados, na quantidade de 20 µL. Foram utilizados um número de 6 animais por grupo, sendo tratados durante 9 dias. O tratamento foi realizado com o EHFLR nas doses de 25, 50 e 100 mg/kg e a Dexametasona (4 mg/mL) por via tópica durante 4 dias (2 vezes ao dia). Após o 5° dia, a orelha direita foi mensurada diariamente por um paquímetro. No 9° dia do experimento, os animais foram eutanasiados e círculos de 6 mm de tecido das orelhas foram coletados para avaliação do edema. Resultados: O extrato mostrou uma ação antiedematogênica ao apresentar um percentual de inibição do edema nas doses 25, 50 e 100 mg/kg de 33,65% (84,86 ± 6,01); 43,95% (71,68 ± 3,15); 55,085(7,45 ± 3,53) e 58,63% (52,91 ± 3,59) respectivamente, em relação ao grupo controle (127,9 ± 1,91). Conclusão: A partir dos dados analisados, podemos então concluir que o EHFLR em modelo de teste tópico, como o realizado nesse estudo, apresentou uma ação anti-inflamatória, diminuindo o processo de edema.
Oral
AVALIAÇÃO DA CAPACIDADE FUNCIONAL E COGNITIVA DE PACIENTES COM ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO
MARIA JANAINA DO Ó VIEIRA ; Ezequiel Mota Pinheiro; Andreza Guedes Barbosa Ramos; Amanda Gomes; Célida Juliana de Oliveira
INTRODUÇÃO: O acidente vascular encefálico (AVC) é caracterizado pelo desenvolvimento de sinais clínicos e distúrbios cerebrais, relacionados a alterações motoras, sensorial e cognitivas. É definido como um problema de saúde complexo decorrente de um déficit neurológico agudo e proveniente de uma lesão vascular. Tal condição representa como a segunda principal causa de morte no mundo e a primeira causa de sequelas e incapacidades funcionais. OBJETIVO: avaliar a capacidade funcional e cognitiva de indivíduos acometidos por acidente vascular encefálico por meio da Medida de Independência Funcional (MIF). MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo, transversal, de abordagem quantitativa. Realizado nos centros de reabilitação para pacientes com AVC de um município na região Centro Sul do Ceará. A amostra foi composta por 30 pacientes selecionados por amostragem não probabilística, que atenderam aos seguintes critérios: pacientes com diagnóstico médico de AVE; que estiveram em atendimento de reabilitação durante o período da coleta; idade maior ou igual a 18 anos; de ambos os sexos. Foram excluídos do estudo pacientes afastados do serviço; que estavam em internação hospitalar ou fora do município durante o período da pesquisa. A coleta dos dados se deu no período de setembro a outubro de 2017, através de entrevistas por meio de um formulário semi-estruturado, contendo informações sociodemograficas, clínicas e aplicação do instrumento Medida Independência Funcional (MIF). O estudo obedeceu às exigências das diretrizes e normas da pesquisa envolvendo seres humanos, conforme propõe a Resolução nº 510/16 do Conselho Nacional de Saúde/MS, no qual foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), da Universidade Regional do Cariri (URCA), o qual obteve parecer favorável sob protocolo nº: 2.375.197. RESULTADOS: Observou-se que a maioria dos participantes são dependentes de cuidados para realizar ações de cuidado. Com relação ao sexo, as mulheres possuem maior dependência em relação ao sexo masculino e todos os pacientes classificados como dependentes possuíam cuidador. O sexo masculino apresentou-se como maioria (62%), AVE isquêmico (85,5%) AVE hemorrágico (14,5%), idade que variou de 35 á 75 anos e idade media de 67,6 para homens e 71,4 para mulheres, a maioria dos pacientes com estado civil casados (43,7%). A partir da avaliação da incapacidade funcional por meio da MIF, pode-se observar que a maioria dos pacientes pós AVE são dependentes a nível motor, e independentes a nível cognitivo. As incapacidades repercutem principalmente nos níveis de dependência e necessidade de cuidados voltados a promoção do autocuidado e reabilitação motora. CONCLUSÃO: Podemos concluir que o AVE provocou alterações na capacidade funcional dos indivíduos, e que essa capacidade esta diretamente associada a sua qualidade de vida. O profissional enfermeiro como membro da equipe multidisciplinar de saúde, deve esta atento a prevenção dos fatores de risco, as sequelas e consequências decorrentes do AVE, para que dessa forma possa prestar uma assistência auxiliando na reabilitação da capacidade funcional, preservando a integridade física do paciente.
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BARREIRAS ENFRENTADAS POR MINORIAS SEXUAIS NA UTILIZAÇÃO DO SISTEMA PÚBLICO DE SAÚDE
NAIANE ALEXANDRE DE SOUZA; Joab Gomes da Silva Sousa; Roger Rodrigues da Silva; Andreza Ingrid Ferreira Lira; Aline do Nascimento Pinheiro
INTRODUÇÃO: O acesso aos núcleos de saúde é disposto amplamente conforme a necessidade da população, viabilizando uma assistência que deveria ser ofertada aos diversos tipos de público. A saúde voltada à população LGBT encontra-se ainda muito escassa de acordo com a necessidade dessas pessoas, dificultando no tratamento de doenças mais prevalentes desenvolvida por esse público e havendo também uma grande desigualdade em relação ao acesso do sistema de saúde, pois, estes indivíduos ainda são segregados e marginalizados, impedindo-os de viver em sociedade bem como desfrutar de seus diretos enquanto cidadão. Desta forma este estudo busca expor as dificuldades que a população LGBT enfrenta para acessar o sistema público de saúde. OBJETIVO: Compreender as principais dificuldades que as minorias sexuais vivenciam no acesso aos serviços públicos de saúde. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura de caráter descritivo e abordagem qualitativa; realizada no período de março e abril de 2018. A pesquisa foi constituída utilizando como banco de dados a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), através das bases de dados BDENF e LILASCS. Para obtenção de resultados foram utilizados os descritores: minorias sexuais, serviços de saúde e desigualdades em saúde, resultando em 345 documentos. Foram utilizados como critérios de inclusão: documentos disponíveis na íntegra, idioma português, e publicado entre os anos de 2013 a 2018. Posteriormente aplicou-se os critérios de exclusão: artigos repetidos e que não contemplasse a temática proposta, resultando em 4 artigos para desenvolvimento da pesquisa em questão. RESULTADOS: O acesso à saúde de minorias sexuais, durante muitas décadas, foi marginalizado e excluído do âmbito social, pois, essas pessoas, eram taxadas como continuadores opostos no que diz respeito ao segmento social. Nos últimos anos a saúde de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e afins, vem ganhado mais visibilidade de forma lentificada, entretanto, esse público ainda se depara com diversos problemas, tendo o preconceito como o principal precursor dessa exclusão e a incapacidade de promover a assistência que alguns profissionais de saúde enfrentam com a diversidade sexual e de gênero, dificultando o acesso e o não acolhimento dessa população. A questão da discriminação associada ao preconceito e às amoralidades direcionadas ao público em questão é de difícil reversão e envolvem complexas medidas para erradicação dessa discriminação. Essa problemática advém ainda mesmo na formação dos profissionais de saúde até a imediata instalação de serviços no interior das instituições e mecanismos que barram a sua visibilidade, apuração e punição dos afetados, já os problemas vinculados à oferta de saúde, exigem maior amplitude na identificação das necessidades e demandas desses grupos, que não se restringem às doenças sexualmente transmissíveis. CONCLUSÃO: A partir da construção do estudo, nota-se a significativa importância que se tem em tratar de assuntos pertinentes a promoção de saúde voltadas as minorias sexuais supracitadas, contribuindo para amenização dos alarmantes índices de doenças contraídas por essa população e ainda acrescentar ao acervo científico referente a temática em questão que se encontra atualmente bastante reduzido.
Palavras-chave: DESIGUALDADES EM SAÚDE,MINORIAS SEXUAIS,SERVIÇOS DE SAÚDE
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Abrir o trabalhoBULLYING NO CONTEXTO ESCOLAR: RELATO DE EXPERIÊNCIAS DO ESTÁGIO DA DISCIPLINA DE SAÚDE MENTAL
FRANCISCO HENRYQUE SOARES MORAIS ; Raquel Linhares Sampaio; Julianne Duarte de Souza; Josivaldo Macêdo Silva; Fernanda Feitosa Sales
A adolescência é marcada por grandes mudanças, sendo elas biológicas psicológicas e socais. Neste período os adolescentes ficam expostos a fatores de riscos que os tornam vulneráveis, favorecendo assim o desenvolvimento de problemas que podem atrapalhar seu desenvolvimento como um todo. Um ambiente que possibilita essa vulnerabilidade é a escola, pois este é marcado por diferenças, que, por muitas vezes levam a algo muito comum no contexto escolar: o bullying, sendo esse por sua vez descrito como atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetitivos praticados por um indivíduo ou um grupo de indivíduos. O bullying torna-se preocupante porque pode predispor aquele que sofre a transtornos mentais sérios como ansiedade, depressão e podendo levar até mesmo ao suicídio. Nesse sentido se faz necessário que essas questões sejam trabalhadas e identificadas precocemente, sendo a associação de campos do conhecimento como a saúde mental e a educação uma alternativa para articulação de projetos que atuem no desenvolvimento de estratégias de proteção e na diminuição de condições ligadas a transtornos mentais. Objetivou-se descrever as experiências vivenciadas durante o período de estágio da disciplina de saúde mental em uma escola de ensino médio na região do cariri. Estudo descritivo que consiste em um relato de experiência, vivenciado por acadêmicos de enfermagem durante prática de estágio vinculada as atividades da disciplina Enfermagem no Processo de Cuidar em Saúde Mental. As atividades ocorreram em uma escola de ensino médio na região do cariri, no período de 22 de março a 06 de abril, abordando os temas de: Autoimagem/bullying, ansiedade/depressão e suicídio. As atividades foram realizadas em três sessões grupais de educação em saúde, com utilização de estratégias participativas associados a recursos didáticos. Para realização das atividades foram adotadas metodologias ativas, para incentivar a participação dos adolescentes e melhorar a interação entre esses e os acadêmicos de enfermagem. Desde o primeiro momento os adolescentes demonstraram interesse acerca das temáticas, visto que foram abordagens muito próximas de seu cotidiano, havendo em alguns momentos relatos de situações reais de bullying, depressão e tentativas de suicídio com amigos ou até mesmo consigo. Em outros momentos foi perceptível à prática do bullying por parte de alguns alunos, outros se apresentavam apreensivos, apáticos e até mesmo se recusavam a participar das dinâmicas. Desta forma pode-se perceber a importância da prática de saúde mental na escola, já que este último constitui um espaço privilegiado para implementação de estratégias para promoção e prevenção de agravos relacionada à saúde mental, permitindo assim o desenvolvimento integral dos adolescentes. Sendo assim, se faz necessário uma formação adequada dos acadêmicos de enfermagem, para que esses desenvolvam habilidades efetivas na redução de transtornos mentais futuros e enfrentamento aos atuais.
Palavras-chave: bullying,saúde mental,adolescência
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CASOS NOVOS DE HANSENÍASE NO MUNICÍPIO DE REMANSO-BA: PERFIL CLÍNICO, CLASSIFICAÇÃO OPERACIONAL E FORMA CLÍNICA
LUANNA GOMES DE ALMEIDA; JÉSSICA MARIA PALMEIRA DANTAS; HERIKA RODRIGUES FEITOSA; VINÍCIOS RODRIGUES DE OLIVEIRA; MATHEUS CÉSAR SOUSA
INTRODUÇÃO: A hanseníase constitui-se um problema de saúde pública, é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, e manifesta-se principalmente através de sinais e sintomas dermatoneurológicos, possuindo alta infectividade e baixa patogenicidade, sendo transmitida através das vias aéreas superiores e sem tratamento. O conhecimento clínico-epidemiológico da doença é importante ferramenta para o controle da endemia, uma vez que os registros e dados gerados contribui significativamente para identificar a realidade epidemiológica de uma determinada área geográfica. OBJETIVO: Descrever a distribuição dos casos novos de hanseníase no município de Remanso-BA, segundo perfil clínico, classificação operacional e a forma clínica. METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa descritiva do tipo transversal, de abordagem quantitativa. A coleta de dados ocorreu no mês de agosto de 2016, e as variáveis estudadas foram todos os casos novos de hanseníase e sua classificação operacional, como base os dados contidos na ficha de notificação/investigação do Sistema de Informação de Agravos de Notificação - SINAN no período de 2009 a 2015, residentes no município de Remanso - BA, sendo fornecidos pela Secretaria de Vigilância Epidemiológica do Município. Houve aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa, sendo que os dados foram organizados em planilhas e analisados estatisticamente no software SPSS® na versão 20. RESULTADOS: Com base nos resultados encontrados no SINAN, entre os anos de 2009 e 2015 foram registrados 128 casos novos de hanseníase, sendo 72 (56,3%) no sexo feminino e 56 (43,8%) no sexo masculino, com predomínio na faixa etária acima de 15 anos, mas com aparecimento em menores de 15. A maioria 15 (22,7%) apresentava um baixo nível de escolaridade, prevalecendo a cor parda (55,5%) e predominância residente na zona urbana (71,1%). Quanto classificação operacional, a forma paucibacilar 75 (58,6%) apresentou-se mais elevada do que a multibacilar 53 (41,4%) nos anos de 2009, 2010, 2012, 2013 e 2015, já no ano de 2011 e 2014 não houve diferença entre o total de notificações. Com isso, no município do estudo a classificação operacional de maior prevalência é a paucibacilar. Em relação as formas clínicas, a dimorfa (29,7%) e indeterminada (28,1%) foram as mais notificadas com predominância do grau 0 de incapacidade avaliado nos diagnósticos, apresentou nos anos de 2010, 2011, 2012 e 2014 coeficiente de detecção de casos novos hiperendêmico. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Diante do que foi exposto pode-se concluir que o município de Remanso - BA, apresentou um alto número de casos novos de hanseníase, isso demonstra uma situação de alerta para os serviços de saúde, afim que reconheçam a realidade local e promovam estratégias efetivas para o controle ou eliminação da doença. Por fim, o conhecimento do perfil clínico epidemiológico da hanseníase é de fundamental importância para a construção de estratégias direcionadas a esse grupo, permitindo identificar os fatores relacionados à manutenção da doença na cidade, viabilizando o diagnóstico precoce, a cura e evitando as deformidades causadas pela hanseníase. DESCRITORES: Hanseníase, Epidemiologia, Prevenção e Controle. REFERÊNCIAS: ALVES, E. D; FERREIRA, T.L; FERREIRA, I.N. Hanseníase Avanços e Desafios. Brasília- DF, 492p. ISBN: 978-85-64593-22-0, 2014. BAHIA. Secretaria da Saúde do Estado. Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde. Centro Estadual de Referência em Saúde do Trabalhador. Manual de normas e rotinas do sistema de informação de agravos de notificação – SINAN: Saúde do trabalhador. Salvador, 2009. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da Hanseníase como problema de saúde pública: manual técnico-operacional [recurso eletrônico]. 58 p. ISBN 978-85-334-2348-0. Brasília – DF, 2016.
Palavras-chave: Hanseníase, Epidemiologia, Prevençã Controle.
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COMPETENCES HEALTH PROMOTION: AS CONTRIBUIÇÕES DE UM CONSENSO EUROPEU PARA FORMAÇÃO EM SAÚDE
GÉSSICA RAIANA GOMES DE VIVEIROS; Samyra Paula Lustoza Xavier; Cícera Amanda Mota Seabra; Rosane Shirley Saraiva de Lima; Antonia Priscila Pereira
COMPETENCES HEALTH PROMOTION: AS CONTRIBUIÇÕES DE UM CONSENSO EUROPEU PARA FORMAÇÃO EM SAÚDE INTRODUÇÃO: A Promoção da Saúde (PS) consiste no processo de capacitação e transformação dos comportamentos dos indivíduos, focando nos seus estilos de vida, localizando os no seio das famílias, no contexto ambiental e cultural em que se encontram (BUSS, 2000). Sendo a PS o paradigma que fundamenta a saúde pública brasileira, é preciso que os profissionais estejam aptos para atuarem neste âmbito em conformidade com as diretrizes e políticas do SUS, de forma a atender as demandas sociais e de saúde atuais. OBJETIVO: revisar na literatura científica as Competências em Promoção da Saúde, com foco no referencial europeu COMPHP. MÉTODO: Revisão da literatura realizada no mês de abril de 2018, nas bases da Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), coleção principal da Web of Science e na Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE). Foram realizados cruzamentos utilizando os descritores “Promoção da Saúde”, “Educação baseada em competências”, “competência profissional” e a palavra chave “COMPHP”, com o auxílio do operador boleano AND. Foram encontrados 1.112 artigos, destes, 375 na LILACS, 677 na MEDLINE e 60 na Web Of Science. Nesta etapa foram definidos como critérios de inclusão: período de publicação nos últimos dez anos (2007 – 2017), artigos disponível e gratuito, estar nos idiomas inglês, português e/ou espanhol, e estar no formato de artigo. O processo de refinamento se deu em três etapas, a saber: 1º refinamento pela leitura de títulos, 2º refinamento pela leitura dos resumos e 3º leitura dos artigos na íntegra, obtendo um total de 5 artigos que compuseram o corpus de análise desse estudo. RESULTADOS: O Developing Competencies and Professional Standards for Health Promotion Capacity Building, popularmente conhecido como CompHP, é um projeto desenvolvido com o propósito de se tornar um modelo teórico-prático para a formação profissional em saúde. O CompHP fornece um conjunto de competências essenciais necessárias para desenvolver ações eficazes em promoção da saúde, abrangendo valores, habilidades e conhecimentos, que são listados em 46 competências e nove domínios, dentre eles, favorecimento de mudanças, advocacia em saúde, parceria, comunicação, liderança, diagnóstico, planejamento, implementação e avaliação e pesquisa , que em conjunto fornecem um guia para o desenvolvimento de habilidades e competências em PS. Cada um destes domínios lida com uma área específica de prática de PS e suas respectivas definições apresentam as competências e as habilidades necessárias para a prática competente. CONSIDERAÇÕES FINAIS: destaca-se que este referencial, pode contribuir significativamente para o aperfeiçoamento da prática profissional em saúde, na medida em que contribui para embasar os programas educacionais e orientar a prática docente. Descritores: “Promoção da Saúde”, “Educação baseada em competências”, “competência profissional”. Referências: BUSS, P.M. Promoção da Saúde e qualidade de vida. Ciência & Saúde Coletiva, v.5, n.1, p. 163 – 177, 2000.
Palavras-chave: Promoção da Saúde, Programa Saúde na Escola, Programa de Melhoria do Acesso e da Qualidade, Atenção Primária a Saúde.
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COMPREENSÃO DO USO DA CIPESC PARA A PRÁTICA DE ENFERMAGEM NA ATENÇÃO BÁSICA
CAROLAINE DA SILVA SOUZA; Mariana Cordeiro da Silva; Giliarde Andrade Silva; Stéffane Costa Mendes; Vinícius Rodrigues de Oliveira
Introdução: A Classificação Internacional das Práticas de Enfermagem em Saúde Coletiva (CIPESC), criada pela Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn) apresenta-se como uma contribuição para a Classificação Internacional para Práticas de Enfermagem (CIPE). A mesma tem por intuito proporcionar um atendimento para além da área hospitalar, constituindo-se como um projeto voltado para a extra internação, visando conhecer a variedade de práticas de enfermagem realizadas na atenção primária. Objetivo: Compreender a importância da CIPESC na prática de enfermagem na atenção básica. Método: Trata-se de um estudo tipo revisão integrativa de cunho qualitativo. A busca dos artigos foi realizada nas bases de dados eletrônicas: Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Base de dados de enfermagem (BDENF), Literatura Internacional em Ciências da Saúde (MEDLINE), um diretório de revista Scientific Eletronic Librari Online (SciELO) e o buscador acadêmico (Google Acadêmico), filtrando artigos completos, nacionais, e em português, que se adequassem ao tema do trabalho. Por fim foram analisados nove artigos na íntegra. Resultados: A CIPESC é um potente instrumento de trabalho do enfermeiro em saúde coletiva, tanto do ponto de vista assistencial, quanto de investigação e gerência. Se configurando como um instrumento valioso no processo de trabalho da enfermagem em saúde coletiva a sua utilização é bem flexível, permitindo assim que a Classificação se ajuste à realidade e necessidades da atenção básica. CIPESC é capaz de originar e desenvolver o raciocínio clínico, julgamento e a tomada de decisão do enfermeiro por meio do diagnóstico de enfermagem e o plano de cuidado estabelecido e a partir do comprometimento com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), visa a integralidade da assistência. Observaram-se também os desafios da aplicação dessa Classificação na prática dos profissionais demonstrando dificuldades e resistência por parte destes, pois desconheciam a metodologia do cuidado nessa perspectiva. Considerações Finais: A CIPESC tem sido um instrumento fundamental, para qualificar o trabalho do enfermeiro e contribuir de forma objetiva nos processos de intervenção da saúde/doença das populações. Essa classificação encaminha a elaboração de padrões de cuidados em enfermagem, determinando sua aplicação de forma universal. Essa padronização traz agilidade e desenvoltura na definição de diagnósticos e intervenções, além de possibilitar a avaliação da qualidade da assistência de enfermagem. Faz-se necessário que o enfermeiro empregue as contribuições do CIPESC tanto na otimização do cuidado de enfermagem quanto como um instrumento que facilita a avaliação da prática da equipe de enfermagem em saúde coletiva. Referências: CUBAS, M. R; EGRY, E. Y. Classificação internacional de práticas de enfermagem em saúde coletiva. Rev Esc Enferm USP. 2007. APOSTOLICO, M. R. et al., Conribuição da CIPESC na execução das políticas de atenção à saúde da criança no munícipio de Curitiba, Paraná. Texto Contexto Enferm. Florianópolis, 2007. MESQUITA, S.K.C; RAMOS, D.K.R. Produção científica sobre a classificação internacional das práticas de enfermagem em saúde coletiva. Revista da Universidade Vale do Rio Verde. Três Corações, 2014.
Palavras-chave: CIPESC,Atenção Básica,Saúde Coletiva
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CONDIÇÕES BUCAIS DE IDOSOS ATENDIDOS POR UM CENTRO DE ESPECIALIDADES ODONTOLÓGICAS
BREHNDA MARIA CALDEIRA; Ana Cristina Santos de Lima; Maria Neyze Martins Fernandes; Tainá Maranhão de Oliveira; Francisca Elba Pereira Souza
Introdução: O processo de envelhecimento populacional é rápido e intenso, havendo a necessidade de se proporcionar maior qualidade de vida ao segmento da terceira idade, enfocando-se os aspectos físico, social e psicológico. Ao discutir as condições de saúde da população idosa, observa-se que ocorrem modificações com o avanço da idade, como o edentulismo que afeta essa faixa etária. Estudos mostram que a ausência de dentes tornou-se um sério problema de saúde pública e gera uma grande demanda por necessidades de tratamento e uso de próteses. Objetivo: Identificar as condições bucais de idosos atendidos por um centro de especialidades odontológicas. Método: Trata-se de uma pesquisa descritiva, de natureza quantitativa realizada no Centro de Especialidades Odontológicas na cidade de Juazeiro do Norte, Ceará, Brasil, em 2014. Para coleta de dados realizou-se uma entrevista estruturada com 30 idosos. Os dados foram organizados e analisados a partir de suas frequências absolutas e relativas. O presente estudo foi aprovado pelo Comitê Nacional de Pesquisa com parecer 993395. Resultados: Identificou-se que 64% (n=x) dos idosos entrevistados negaram possuir dentição superior; 60% (n=x) confirmaram possuir dentição inferior, 72% (n=x) negam fazer o uso de prótese, 52% (n=x) relataram anteriormente ter realizado tratamentos dentários. Em relação a procura por atendimento observou-se que 66% (n=x) enquanto jovens realizavam visitas regulares ao dentista, 50% (n=x) destes não realizaram visitas ao dentista. Os idosos são historicamente pouco priorizados pelos serviços de saúde, fazendo com que suas necessidades de tratamento se acumulem, acarretando perdas dentárias prematuras e grande demanda por tratamentos especializados, particularmente os protéticos. Considerações finais: Observa-se precária condição de saúde bucal nesse grupo populacional, devido à prática de extrações dentárias ao longo da vida. Tendo como resultado do processo multilatório, elevados percentuais de edentulismo e de necessidade de reabilitação protética, processo atribuído ao perfil comportamental de cuidados com os dentes por parte da população idosa, que não é sensibilizada sob os devidos cuidados com a boca. Portanto ressaltamos o importante papel do profissional em saúde, sobre o conhecimento do processo de envelhecimento, tendo em vista a realidade epidemiológica nacional, buscando, assim, estabelecer ações de promoção à saúde bem como reabilitação adequada, a fim de manter e ou recuperar a saúde bucal, prevenindo complicações.
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Abrir o trabalhoCONDUTAS DE ENFERMAGEM NA DETECÇÃO DE UM PACIENTE COM HANSENÍASE ATENDIDO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: ESTUDO DE CASO
ANA RAQUEL MORAES DE SOUSA; Henrique Ahioran Holanda; Romário Biano de Noronha; Maria Raísa Pererira da Costa; Laís Barreto de Brito
Introdução: A hanseníase é doença infectocontagiosa causada pelo Mycobacterium leprae, uma bactéria intracelular obrigatória que tem afinidade pela pele e nervos periféricos, o que ocasiona alteração da sensibilidade das áreas afetadas pela presença do bacilo. Essa afinidade neural, é responsável pelo potencial incapacitante da doença que, sem intervenção, gera deformidades e incapacidades, principalmente nos olhos, nas mãos e nos pés. Tais problemas poderão repercutir negativamente, no aspecto psicológico do paciente, tendo em vista que são motivos de preconceitos e exclusão social sofridos pelas pessoas acometidas. Objetivo: Descrever a conduta frente a detecção de um paciente com hanseníase atendido na Atenção Primária. Metodologia: Trata-se de um estudo de caso desenvolvido em uma unidade básica de saúde da cidade de Crato-CE, durante o estágio supervisionado 1, entre os meses de março à abril do ano de 2018. Resultados: J.E.S, sexo masculino, 71 anos, aposentado, casado, tem 2 filhos, realiza tratamento medicamentoso para Hipertensão Arterial Sistêmica. O paciente compareceu a unidade de saúde com queixas de lesões em membros inferiores, ao exame clínico foi observado mais de 60 lesões de coloração esbranquiçada e com perda da sensibilidade. Solicitou-se o exame BAAR para confirmação do caso. Após a suspeita de hanseníase, foi realizada a Avaliação Simplificada das Funções Neurais e Complicações. Quanto aos achados, o usuário apresentava madarose, diminuição da sensibilidade e opacidade da córnea, sem espessamento dos nervos ulnar, mediano e radial, mãos em garra e lesões tróficas em mãos e pés; sendo classificado com grau de incapacidade de nível 2. O caso foi notificado ao Sistema de Informação de Agravos e Notificação. O paciente retornou a unidade após dois dias para início da poliquimioterapia multibacilar, foi orientado aos cuidados referentes ao tratamento e a sua completa realização, encorajando-o a continuar o regime terapêutico, além de informações educativas quanto a doença e suas respectivas implicações clínicas e sociais. Ademais foi solicitado os exames dos contatos do usuário, com a finalidade de detecção de potenciais casos presentes no meio familiar. Conclusão: As incapacidades físicas podem ser evitadas ou reduzidas; assim como a cura da doença e o desaparecimento das lesões, caso as pessoas afetadas sejam identificadas e diagnosticadas precocemente, tratadas com técnicas adequadas e acompanhadas pelos serviços de saúde da atenção básica. Destaca-se, a importância de ter uma equipe multiprofissional capacitada para atuar de forma eficaz no tratamento e controle da hanseníase, realizando todas as ações estabelecidas para o enfrentamento do problema, por meio de um acompanhamento sistemático e individualizado em todo o curso da doença, inclusive após a alta.
Palavras-chave: Hanseníase,Enfermagem,Atenção Primária á Saúde
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CONDUTAS DO ENFERMEIRO NA PREVENÇÃO DE OCORRÊNCIAS IATROGÊNICAS EM UNIDADE DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
LORENA ALENCAR SOUSA; Lindiane Lopes de Souza; Diego Ravelly Callou; Joanderson Nunes Cardoso; Juliana Maria Da Silva
Introdução: O trabalho em unidade de urgência emergência é complexo e intenso, e contempla o diagnóstico terapêutico dos pacientes acidentados e/ou acometidos de um mal súbito, com ou sem risco, iminente de morte. Tais atendimentos podem estar sujeitos a iatrogenias que se caracterizam como episódio indesejáveis, não intencionais, que podem interferir na qualidade da assistência terapêutica, o Enfermeiro possui um papel importante na prevenção das iatrogenias, por ser o profissional responsável pela coordenação e supervisão da equipe de enfermagem, portanto, cabe ao enfermeiro está respaldado técnico e cientificamente para lidar com as diversas situações da equipe e ter raciocínio clínico. Objetivo: Analisar as principais ações da enfermagem frente às iatrogenias acometidas ao paciente no atendimento de urgência e emergência citadas na literatura. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa com coleta de dados realizada entre o mês de janeiro e março de 2018, com os seguintes critérios de inclusão: artigos publicados no período de 2013 a 2017, nos idiomas português, inglês e espanhol, disponíveis na integra indexados nas bases de dados: LILACS, SCIELO E MEDLINE. Exclusão: não possuir o artigo na integra que não estejam nos idiomas português, inglês e espanhol. A busca foi realizada pelo acesso online, foram identificados 38 estudos, dos quais 9 eram duplicados, 21 não se enquadravam aos critérios de inclusão. Dessa forma, foram selecionados 08 artigos para análise. Resultados: Diante o artigo analisado foi constatado como medidas preventivas e necessárias o desenvolvimento de programas de educação continuada para equipe de saúde, formação de comissões internas de ética em enfermagem, segurança do paciente, sistematização da assistência de enfermagem, bem como, desenvolvimento de protocolos e rotinas assistências, e ainda, atividade de supervisão do enfermeiro assistencial ou gerencial. Nota-se que as principais iatrogênias são erros na administração de medicamentos, manipulação incorreta de dispositivos invasivos e comunicação inadequada dos profissionais da equipe. Conclusão: A enfermagem é uma profissão que desempenha um papel crucial na assistência ao paciente pela facilidade de estabelecer vínculos, sendo responsável pela promoção, prevenção e a recuperação da saúde, individual, familiar e em comunidade não havendo dúvida entre os autores a necessidade de aperfeiçoamento dos profissionais de saúde em segurança do paciente para o controle das iatrogenias, sendo assim ressalta-se a relevância da presente pesquisa no campo da assistência, e destaca-se ainda a necessidade de mais estudo diante da temática.
Palavras-chave: enfermagem, Doença Iatrogênica, emergência
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Conhecimento das usuárias da ESF acerca do câncer de mama
ANGELICA ISABELY DE MORAIS ALMEIDA; Felice Teles Lira dos Santos Moreira; Naftale Alves dos Santos; Emilio Sousa Albuquerque; Crislene de Souza Macedo Paula
Introdução: A neoplasia mamária é o tipo de câncer que mais acomete mulheres no Brasil e no mundo, depois do de pele não melanoma. Mesmo com a divulgação de algumas formas de prevenção e detecção precoce do câncer de mama nos últimos anos, o conhecimento das mulheres ainda parece ser incipiente. Objetivo: Descrever o conhecimento das usuárias da Estratégia de saúde da família-ESF acerca do câncer de mama. Método: Estudo de natureza descritiva, transversal com abordagem quantitativa, realizado no município de Jucás no período de fevereiro a abril de 2017, com 138 usuárias da ESF A análise dos dados foi realizada com base na estatística descritiva e foram seguidos todos os preceitos éticos e legais por meio da aprovação da pesquisa pelo Comitê de Ética em Pesquisa de número 2.113.344. Resultados e discussão: Constatou-se um índice elevado de mulheres com escolaridade ensino médio e superior incompleto, porém, apresentou uma taxa significante de mulheres com baixa escolaridade (17,3%), refletindo no conhecimento das entrevistadas, influenciando na prevenção da saúde. Com relação à história familiar, 18 mulheres relataram casos de câncer de mama na família, em parentes de primeiro grau, sendo mãe (0,7%) e irmã (1,4%). Ao serem questionadas sobre o conhecimento que a mulher possui em relação a autopalpação das mamas (APM) e Exame Clinico das Mamas (ECM), 109 (79%) responderam que não conhecem seja APM ou ECM, considerando para resposta somente se soubessem os dois tipos, e 29 (21%) responderam que conhecem. Mas, quando questionadas em relação à mamografia, a maioria (88%) relatou conhecimento do exame. Em relação aos fatores de risco, os mais relatados pelas mulheres na pesquisa foram: falta de amamentação (n=15); genética (n=13) e drogas (n=7). Sobre o conhecimento das manifestações clínicas do câncer de mama, apenas 59 (42,7%) responderam “sim”, dizendo que sabiam as manifestações da neoplasia, sendo considerado apenas aquelas que reataram pelo menos um sinal e sintoma da doença, e o sinal e sintoma mais relatado foi nódulo e dor na mama. Contemplando a última pergunta sobre a parte que envolve o conhecimento que as entrevistadas possuem, foi feita a seguinte indagação: “Você acha que mesmo que a mulher faça mensalmente a auto palpação das mamas (APM) necessita ser examinadas pelo um profissional de saúde?”, quase todas tiveram sua resposta satisfatória, 137 (99,2%), ou seja, responderam que mesmo examinando as mamas mensalmente, precisa ser examinada por um profissional de saúde, e somente uma (0,7%), respondeu que não precisava. Conclusão: Percebe-se a necessidade de trabalhar as políticas de enfrentamento ao câncer de mama com ajuda dos profissionais de saúde em particular a problemática do conhecimento por parte das mulheres, visando prevenir a doença e /ou a detecção precoce da mesma.
Palavras-chave: neoplasia mamária,promoção da saúde,saúde da mulher
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Conhecimento dos enfermeiros da ESF acerca dos fatores de risco para câncer de mama
ANGELICA ISABELY DE MORAIS ALMEIDA; Felice Teles Lira dos Santos; Naftale Alves dos Santos; Emilio Sousa Albuquerque; Ana Fátima Carvalho Fernandes
Introdução: O câncer mama é o mais incidente entre as mulheres no mundo, excluindo-se os tumores de pele não melanoma. No Brasil, responde por cerca de 28% dos casos novos a cada ano, com um total de 15.388 morte em 2018. A determinação dos fatores de risco para o câncer de mama é importante para o planejamento de estratégias de rastreamento que buscam o diagnóstico precoce, assim como os fatores sociais e culturais relacionados com o conhecimento, crenças e atitudes dos enfermeiros que atendem essa população. No entanto, observou-se como barreiras ou facilitadores os fatores relacionados à organização dos serviços de saúde e a prática dos enfermeiros na identificação dos fatores de risco para o câncer de mama primordialmente no âmbito da Atenção Básica. Objetivo: Descrever o conhecimento dos enfermeiros da Estratégia Saúde da Família acerca dos fatores de risco para o câncer de mama. Materiais e Métodos: O estudo foi descritivo, de corte transversal realizado na Estratégia de Saúde da Família (ESF) da sede do município de Crato- CE. A amostra foi constituída por sete enfermeiras e a coleta de dados deu-se com aplicação de um questionário no período de outubro de 2015 a janeiro de 2016. A análise dos dados foi realizada com base na estatística descritiva e foram seguidos todos os preceitos éticos e legais por meio da aprovação da pesquisa pelo Comitê de Ética em Pesquisa de número 4549015.4.0000.5054. Resultados: Sete profissionais de enfermagem participaram da pesquisa, do sexo feminino (FR=100%), com faixa etária de 27 à 42 anos de idade. Com relação ao perfil profissional, nenhum profissional possui mestrado ou doutorado. Sendo que duas apresentaram duas especializações e cinco tinham uma especialização. A maioria (n=4; FR= 57%) das enfermeiras entrevistadas relataram ter um tempo de serviço entre um a cinco anos. O conhecimento sobre os fatores de risco para câncer de mama é considerado adequado quando se identifica pelo menos cinco deles. Nenhuma enfermeira obteve resposta adequada quanto ao conhecimento dos referidos fatores de risco. Duas (FR=28,5%) relataram quatro fatores de risco; duas (FR=28,5%) relataram três; uma (FR=14,2%) relatou dois e duas (FR=28,5%) relatou um fator de risco. Os fatores de risco relatados pelos enfermeiros foram: Sete (FR=100%) a hereditariedade; dois (FR=28,5%) a idade, a amamentação e os fatores endócrinos e um (FR=14,2%) o estilo de vida, nuliparidade e exposição a radiação. Conclusão: As enfermeiras demonstraram conhecimento inadequado quanto aos fatores de risco, refletindo a necessidade de reavaliar os conhecimentos acerca do assunto proposto e ressaltar a sua importância uma vez que as mesmas devem desempenhar papel fundamental na prevenção do câncer de mama.
Palavras-chave: neoplasia mamária,promoção da saúde,saúde da mulher
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CONSTRUÇÃO DE INSTRUMENTO AVALIATIVO DAS NECESSIDADES HUMANAS BÁSICAS: RELATO DE EXPERIÊNCIA
THAÍS ISIDÓRIO CRUZ BRÁULIO; Brehnda Maria Caldeira; José Hiago Feitosa de Matos; Nicácia Gomes da Silva; Francisco Elizaudo de Brito Júnior
Introdução: A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) é uma ferramenta que o enfermeiro dispõe para aplicar seus conhecimentos na assistência ao paciente e caracterizar sua prática profissional. Dentre os vários instrumentos utilizados para sistematizar a assistência, têm-se o processo de enfermagem, que é realizado em cinco etapas: histórico de enfermagem (coleta de dados), diagnóstico de enfermagem, planejamento, implementação e avaliação. Sua utilização está sendo reconhecida cada vez mais pelas instituições, as quais valorizam sua aplicação, creditando os locais onde é utilizada, principalmente, pelos serviços de auditoria e consultoria. Objetivo: Objetivou-se descrever a experiência da elaboração de um instrumento, para coleta de dados, à assistência de enfermagem voltado para saúde do trabalhador. Método: Trata-se de um relato de experiência sobre a construção de um instrumento de avaliação das necessidades humanas básicas dos servidores que atuam na Universidade Regional do Cariri – URCA, o mesmo foi construído durante o decorrer da disciplina Saúde do Trabalhador, através da participação efetiva dos discentes do oitavo semestre da referida instituição. Os alunos subdividiram-se em três equipes, as quais ficaram responsáveis por desenvolver as seguintes etapas do Processo de Enfermagem (PE): histórico, diagnósticos, intervenções e resultados esperados. Ao final dessa etapa, os discentes e docentes da disciplina, reuniram-se em plenária para apresentação do instrumento e dialogaram sobre a necessidade de modificações, buscando contemplar esses profissionais em todas as suas dimensões. Resultados: A construção de um instrumento, de assistência de enfermagem para o trabalhador, possibilitou melhoria quanto a ampliação do processo ensino-aprendizagem na referida disciplina, proporcionou maior aproximação com os principais diagnósticos, intervenções e resultados esperados diante das necessidades dos trabalhadores, para que assim, possa-se ofertar uma assistência de qualidade, de maneira integral e equânime à essa população. A elaboração do instrumento permitiu discutir e refletir o papel do enfermeiro na consulta de enfermagem, ao trabalhador, e a necessidade de integrar teoria de enfermagem que contemple a integridade física, psicológica e ocupacional. Portanto, observa-se a relevância no desenvolvimento de instrumentos avaliativos como esse, visto que, possibilitam o desenvolvimento do pensamento crítico-reflexivo de tais necessidades. Considerações Finais: Diante do exposto, verifica-se a importância de discutir os instrumentos de trabalho do enfermeiro à saúde do trabalhador, na perspectiva de aprimorar o conhecimento discente acerca das necessidades em saúde dos trabalhadores, e atuação efetiva do profissional enfermeiro diante da elaboração do plano terapêutico.
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Abrir o trabalhoCONTRIBUIÇÕES DA MONITORIA UNIVERSITÁRIA À INICIAÇÃO DOCENTE: RELATO DE EXPERIÊNCIA
SILVÂNIA MIRANDA DA SILVA
A monitoria universitária permite ao discente, que a executa, a oportunidade de desenvolver habilidades inerentes ao processo de ensino- aprendizagem. Isso tem implicações em dois aspectos: ao monitor, ao estimular o pensamento crítico e reflexivo, e ao discente que participa da monitoria; ao proporcionar oportunidade de aprendizagem conjunta. Para a disciplina de Semiologia e Semiotécnica de Enfermagem, a monitoria pode contribuir no aperfeiçoamento de práticas que já foram ministradas/trabalhadas com os professores em aulas teóricas e práticas. Por isso, reconhece-se esta atividade acadêmica como inerente ao crescimento do discente que é monitor bem como àqueles que participam e permite momentos para desenvolvimento de habilidades, que são inerentes ao cuidado em Enfermagem. Relatar a experiência, na monitoria em Semiologia e Semiotécnica de Enfermagem, como dispositivo de iniciação para à docência.Trata-se de um estudo do tipo relato de experiência, realizado a partir da vivência na monitoria. Participaram 25 alunos do 4º semestre da Graduação do curso de Enfermagem, no decorrer do semestre 2017.2. Para a condução das atividades, houve a disposição de um cronograma com os dias da monitoria a serem realizadas. A atividade de monitoria foi realizada a partir da exposição dos métodos propedêuticos dos sistemas. Os discentes participaram. Para o monitor, esta experiência fortalece a prática conduzida em laboratório, oportunizou momentos de aprendizagem, favoreceu o interesse à docência. Contribuiu ainda para promover o desenvolvimento da oratória, habilidades de planejamento e a organização de monitorias, ao se pensar como realizar as abordagens para que a aprendizagem significativa seja contemplada. Destaca-se que o programa de monitoria é relevante no fortalecimento do ensino nas universidades. Por ser uma disciplina que alia teoria à prática, é fundamental o desempenho da monitoria, pois quanto mais se praticar, melhor será o desenvolvimento de competências e habilidades. O compartilhamento de conhecimentos é empregado para que a aprendizagem se torne significativa. Contudo, sugere-se que o monitor deve se aperfeiçoar em vista de melhorar suas práticas, para que as mesmas sejam repassadas mais precisamente possíveis e assim a abordagem seja eficiente. Com isto, reconhecem-se as contribuições da monitoria universitária no despertar docente bem como proporciona ao monitor, crescimento acadêmico e pessoal.
Palavras-chave: Ensino,Enfermagem,Educação
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Abrir o trabalhoCUIDADO A UM PACIENTE COM TRANSTORNO INTESTINAL FUNCIONAL: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
THAIS GABRIELLE PEREIRA DE MACÊDO ; Antonia Jussara Olinda Oliveira; Danielle Pereira da Silva; Anthony Moreira Gomes; Maria Kleyssiane de Melo Alexandre
O transtorno intestinal funcional apresenta-se como uma dor abdominal ou desconforto de origem gastrointestinal podendo surgir da estimulação dos nervos viscerais. Esta pode ser difusa e mal localizada, muitas vezes no abdome inferior ou central, levando o paciente a relatar dor intensa sobre o quadrante acometido, e ser resultante de uma complicação de cirurgia abdominal. Objetivou-se relatar a experiência prática da implementação do processo de enfermagem a um paciente com transtorno intestinal funcional. Assim, trata-se de um relato de experiência, de caráter descritivo e transversal, realizado durante atividades práticas da disciplina de Processo de Cuidar de Enfermagem ao Adulto em Situações Clínicas e Cirúrgicas, em um hospital referência no município de Juazeiro do Norte, Ceará, em maio de 2016. A observação da paciente e as atividades curriculares foram base para o desenvolvimento do raciocínio diagnóstico e elaboração do plano de cuidados de enfermagem. A aproximação com a paciente permitiu conhecer a sua história clínica, e os dados da anamnese, exame físico e achados no prontuário, permitiram a utilização de conhecimentos no desenvolvimento dessas habilidades clínicas. Tratou-se da senhora A.V.S, feminina, 80 anos, aposentada, hipertensa, trazida ao serviço de saúde pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência apresentando evisceração em abdômen após cirurgia, com queixa de dor abdominal intensa, e hipótese diagnóstica de transtorno intestinal funcional não especificado. Encaminhada à cirurgia de ressuturação. Tais informações permitiram a utilização das taxonomias para elaboração do plano de cuidado de enfermagem, permitindo o raciocínio crítico e diagnóstico, resultando na identificação dos seguintes diagnósticos de enfermagem prioritários, usando a taxonomia da North American Nursing Diagnosis Association: Dor Aguda relacionado à deiscência evidenciado por relato verbal de dor; e Risco de infecção relacionada à evisceração. As intervenções de enfermagem para dor aguda: Realizar um levantamento abrangente da dor de modo a incluir o local, características, duração, frequência, intensidade/gravidade da dor e os fatores precipitantes, assegurar ao paciente cuidados precisos de analgesia e analisar o tipo e a fonte da dor ao selecionar uma estratégia para seu alívio. Intervenções de enfermagem para Risco de infecção relacionado à evisceração: Supervisionar a pele; atentar para presença de sinais flogísticos, sangramentos, hipertermia, e aparecimento de lesões cutâneas; implementar cuidados com sondas, drenos e cateteres; observar e anotar edemas e estado de consciência. Verifica-se que a utilização do Processo de Enfermagem possibilita a associação entre teoria e prática pelo aluno de enfermagem promovendo o raciocínio crítico e clínico para traçar diagnósticos de enfermagem que priorizem e contemplem as necessidades do paciente, e a compreensão do uso dessa tecnologia.
Palavras-chave: Processo de Enfermagem,Diagnóstico de Enfermagem,Cuidados de Enfermagem
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CUIDADOR FAMILIAR DE IDOSOS PALIATIVOS: CONDIÇÃO DE SAÚDE E ASSISTÊNCIA RECEBIDA
LUIZ HENRIQUE DA SILVA; WAGNER MACIEL SARMENTO; JOSÉ AUGUSTO DE SOUSA RODRIGUES; BRUNO NEVES DA SILVA; POLIANA CARLA BATISTA
Os cuidadores de idosos em cuidados paliativos convivem, muitas vezes, com sentimentos de incapacidade e sobrecarga relacionada ao excesso de atividades relacionadas ao cuidar, que podem afetar negativamente na sua qualidade de vida. Objetivou-se analisar a percepção do principal cuidador familiar do idoso em cuidados paliativos acerca da sua condição de saúde e a assistência recebida pela Estratégia de Saúde da Família. Trata-se de um estudo descritivo com abordagem qualitativa realizado em setembro de 2017 no município paraibano de Cajazeiras com uma amostra de sete cuidadores. A coleta de dados se deu por entrevista gravada norteada por formulário semiestruturado, cujos dados objetivos foram analisados por meio de estatística descritiva e os subjetivos, foram transcritos e analisados por intermédio da Análise de Conteúdo de Bardin. Os preceitos éticos foram respeitados e este estudo foi aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Campina Grande sob parecer número 2.261.951. A amostra foi composta apenas por mulheres, com idade média de 38,7 anos, parda (autodeclara), casada, dona de casa, com média de 5,2 anos exercendo a função de cuidadora de idoso em cuidados paliativos. Duas categorias temáticas foram construídas: Relação entre a função de principal cuidador familiar e sua condição de saúde; e Assistência à saúde ao principal cuidador familiar. Evidenciou-se desgaste da situação de saúde dos cuidadores familiares que relataram sobrecarga e abdicações no autocuidado de sua saúde devido à rotina de cuidados extenuante, que provoca, inclusive, abalos na saúde psicossocial dos entrevistados, sobretudo relacionados às situações de morte e morrer. Também foi verificada que a assistência à saúde do cuidador é colocada em segundo plano, não existindo estratégias específicas de cuidado que atendam às suas necessidades e peculiaridades. Ressalta-se, nesse sentido, a importância do desenvolvimento de ações de saúde específicas para os cuidadores familiares de idosos em cuidados paliativos, visando a promoção e proteção de sua saúde de forma integral e humanizada.
Oral
Abrir o trabalhoCUIDADOS DA ENFERMAGEM DIRECIONADOS A CRIANÇAS COM CARDIOPATIAS CONGÊNITAS HOSPITALIZADAS
NAIANE ALEXANDRE DE SOUZA; Maria Janaina Do Ó Vieira; Olívia de Almeida Duarte; Juliana Ferreira Carlos; Roger Rodrigues da Silva
INTRODUÇÃO: Os defeitos cardíacos congênitos são anormalidades que afetam tanto na estrutura como na função cardiocirculatória. As malformações presentes no nascimento, ocorrem geralmente no período embrionário ou fetal, resultantes da interação de causas multifatoriais, que abrange fatores genéticos e ambientais. Uma em cada mil crianças nascidas por ano possui defeitos cardíacos e estas necessitam de uma assistência de enfermagem efetiva, segura, baseada em evidências científicas para melhor direcionar os cuidados as crianças hospitalizadas por essa condição. OBJETIVO: buscar na literatura os principais cuidados de enfermagem direcionados a crianças com cardiopatia congênita no âmbito hospitalar. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura de caráter descritivo e abordagem qualitativa, realizada no período de fevereiro e março de 2018. A busca foi realizada utilizando as bases de dados LILACS, BDENF e MEDLINE. Para obtenção dos resultados foram utilizados os descritores: assistência de enfermagem, cardiopatias congênitas e enfermagem pediátrica, resultando em 109 documentos. Para critérios de inclusão: documentos disponíveis na íntegra e gratuitos foram encontrados 42 documentos, idioma português restaram 14 e publicados entre os anos de 2007 a 2014, restando assim 10 documentos. Para critérios de exclusão: artigos repetidos e que não contemplasse à temática proposta, finalizando assim com 5 artigos para a construção do estudo em questão. RESULTADOS: Dentro do estudo, percebeu-se que a uma necessidade no desenvolvimento de métodos para identificar os fatores de risco infantil, que visem estratégias para amenizar o sofrimento e estabilizar a saúde da criança, auxiliando o enfrentamento e minimizando os efeitos a saúde da criança. A avaliação clínica contínua dos profissionais de saúde é fundamental, destacando a sistematização da assistência de enfermagem, na qual são implementadas ações de rotina que identificam todo o conjunto e as particularidades de cada criança. Dentre estas: o cuidado com a higiene; a administração de medicamentos; avaliação do estado de saúde; oferta de oxigenoterapia; coleta de amostra para exames e cuidados mais específicos relacionados à terapia intensiva. A terapia ocupacional nos meses após estabilização, ajudam a criança a se inserirem novamente no seu convívio social, e os benefícios apresentados na comunicação e auxilio para inserção foram notados, mostrando os benefícios que as crianças tiveram com essa terapia. CONCLUSÃO: É visível a relevância que a prestação de cuidados provindos da enfermagem interfere no prognóstico de crianças cardiopatas, implicando positivamente em sua qualidade de vida e poupando-a de potenciais complicações. Os cuidados prestados a crianças portadoras de tais patologias têm um impacto positivo diante do quadro clínico das mesmas, visto que além do cuidado no âmbito hospitalar terá disponível o cuidado continuado em meio ao núcleo familiar. A orientação dos cuidadores promove a qualidade de vida da criança, visto que, os mesmos adquirem conhecimento necessário para a prestação de cuidados e suporte para um apoio psicológico necessário a criança.
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Cuidados de Enfermagem frente a um paciente etilista: Relato de experiência
CICERA ANDRÉA BARBOSA LINS; Joyce Freitas de Sousa; Maria Josélia de Menezes Ferreira; Letícia Porfírio Apolinário; Rayane Moreira de Alencar
No contexto da saúde mental, a luta antimanicomial trouxe vários marcos que fortaleceram novos enfrentamentos em relação às formas de se prestarem os cuidados de saúde ao portador de transtornos mentais. O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) surge como uma reorientação do modelo de atenção à saúde mental que possui como principal foco a reinserção do indivíduo no seu convívio social, ou seja, a busca de sua cidadania. Objetivou-se relatar a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) a um paciente com transtorno decorrente do uso e dependência do álcool. Estudo descritivo do tipo relato de experiência advindo das atividades da disciplina de Saúde Mental. Realizado no mês de março de 2018 no CAPS AD III de Juazeiro do Norte. Utilizou-se de uma entrevista semiestruturada guiada por um instrumento de avaliação psiquiátrica e a associação aos dados do prontuário para guiar a SAE. Seguiram-se as etapas: Histórico de Enfermagem; Diagnóstico de Enfermagem; Planejamento de Enfermagem; Implementação e; Avaliação de Enfermagem. Os dados obtidos foram analisados segundo as taxonomias NANDA-I (Diagnósticos de Enfermagem), NIC (Intervenções de Enfermagem) e NOC (Resultados de Enfermagem). Diagnósticos elencados: Comportamento de saúde propenso a risco relacionado a abuso de substância (álcool) evidenciado por falha em agir de forma a prevenir os problemas de saúde; Risco de violência direcionada a outros, relacionado a padrão de ameaça e de violência; Processos familiares interrompidos relacionados a mudanças na satisfação com a família (irmãos) evidenciado por crises situacionais; Interação social prejudicada relacionado a interação disfuncional com outras pessoas caracterizado por não envolvimento em todas as atividades propostas pelos profissionais do CAPS, falta de interesse por atividades cotidianas e dificuldade em assumir compromissos/concluir atividades. Metas estipuladas: Aumentar a adesão do paciente ao serviço de assistência e a terapêutica recomendada em médio prazo; Estabilizar e estabelecer o controle do comportamento auto e/ou heteroagressivo em curto prazo; Melhorar vínculo familiar em médio prazo; e Diminuir a insegurança e o medo. Intervenções propostas: Encorajar o aprendizado de técnicas de enfrentamento; Promover mudanças de comportamento e melhora do sistema de apoio; Manter ambiente seguro; Manter observação continua do paciente; Estabelecer vínculos de confiança e união com os membros da família; Promover maior comunicação com os familiares; Promover inclusão em terapias de apoio; e Identificar o comportamento problemático que impede a socialização Conclusão: A Sistematização da Assistência de Enfermagem melhora a qualidade do cuidado prestado por meio da operacionalização em etapas que propiciam a ordem e norteamento ao cuidado de enfermagem.
Palavras-chave: saúde mental,assistência integral à saúde,cuidados de enfermagem
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CUIDADOS DE ENFERMAGEM OBSTÉTRICO AO HOMEM TRANSEXUAL
DIEGO RAVELLY DOS SANTOS CALLOU; Lorena Alencar sousa; Juliana Maria da Silva; Joanderson Nunes Cardoso; Viviane da Silva Alves
Introdução: A gestação é um período que o organismo passa por transformações fisiológicas para sustentação e crescimento do bebê, preparando-se para o parto, o que torna ainda mais delicado na gestação de um homem transexual principalmente quando este tenha sido submetido a mastectomia. O homem transexual é o indivíduo que anatomicamente é considerado do sexo feminino, porém se identifica como homem. Circunstância que pode causar espanto, e principalmente quando se fala em gestação do homem transexual, o que pode interferir nas condutas dos profissionais de enfermagem devido aos seus aspectos morais, culturais e suas crenças, porém, é um público que requer maior atenção devido ao tratamento, vulnerabilidade emocional e física exigindo assim equipe capacitada e proativa. Então diante desta realidade atual a educação em saúde se faz essencial. Objetivo: Descrever e analisar os cuidados obstétricos da enfermagem para o paciente transexual. Metodologia: Optou-se pelo método de revisão integrativa da literatura. Pesquisa de cunho qualitativa exploratória onde foi realizado levantamento bibliográfico utilizou como descritores pessoas transgênero; cuidados de enfermagem e obstetrícia como critérios de inclusão: artigos originais produzidos por enfermeiros no período de 2013 a 2018, nos idiomas português, inglês e espanhol; e disponíveis eletronicamente na íntegra, com resumo em português. Foram identificados setenta e seis artigos, contudo, somente seis se enquadravam nos critérios de inclusão. Resultados: A amostra final desta revisão foi constituída por seis artigos científicos, diante dos artigos analisados a partir dos critérios estabelecidos, constatou-se que o profissional de enfermagem desempenhou a primeira consulta de pré-natal, porém o classificou e encaminhou para o pré-natal de alto risco. Já o ambiente hospitalar é abordado como o local onde a assistência de enfermagem tem atendimento discriminatório devido à falta informação que implicaram diretamente nos cuidados prestados causando desconforto e constrangimento, com perguntas e uso de adjetivos inadequados. Quanto as orientações são mencionadas como pontos positivos da atenção da enfermagem para com o público, esclarecendo as dúvidas desde das horas que antecedem o parto e após, quanto ao aleitamento materno, alterações corporais e primeira semana de puericultura. A busca pela humanização foi ressaltada pelos artigos demonstrando preocupação em adquirir através de embasamento científico meios para estruturar uma assistência de enfermagem holística e diferenciada. Conclusão: Em virtude dos fatos mencionados somos levados a acreditar que seja necessário o aprimoramento do conhecimento dos profissionais quanto aos cuidados prestados a esse público em questão. Deste modo percebe que mesmo tendo ocorrido mínimos avanços em programas e políticas públicas no Brasil é notória a não adesão dos profissionais de saúde, por razão de punho pessoal, tornando assim desafiadoras a efetivação das melhorias estabelecidas.
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Abrir o trabalhoCUIDANDO DE UM PACIENTE COM ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL HEMORRÁGICO: RELATO DE EXPERIÊNCIA
THAIS GABRIELLE PEREIRA DE MACÊDO ; Ygor Cleiton de Oliveira Sampaio; Anthony Moreira Gomes; Danielle Pereira da Silva; Maria Kleyssiane de Melo Alexandre
O acidente vascular cerebral hemorrágico (AVCH) é entendido como uma alteração súbita da função do sistema neurológico, decorrente de sangramento em determinada área encefálica, devido à ruptura de um vaso sanguíneo, podendo ocorrer para dentro do cérebro ou para as meninges. Objetivou-se relatar a experiência clínica da aplicação do Processo de Enfermagem a um paciente acometido por AVCH. Trata-se de um estudo descritivo e transversal, do tipo relato de experiência, realizado em um hospital referência do município de Juazeiro do Norte, Ceará, em maio de 2016, durante as atividades práticas da disciplina de Processo de Cuidar em Enfermagem ao Adulto em Situações Clínicas e Cirúrgicas. A aproximação com o paciente permitiu conhecer a história clínica, e os dados da anamnese, exame físico e achados no prontuário permitiram a utilização de conhecimentos no desenvolvimento dessas habilidades clínicas. Tratou-se da senhora J. R. O, 50 anos, feminina, admitida na emergência apresentando afasia, hemiplegia, êmese e cefaleia. A tomografia de crânio evidenciou hematoma encefálico agudo em região frontotemporal esquerda. O tratamento implementado foi o neurocirúrgico com craniectomia e drenagem do hematoma. No período pós-operatório a paciente apresentou convulsão e evoluiu com estado geral grave, quando foi encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva. Na avaliação neurológica a paciente encontrava-se em estágio de coma - Glasgow 3, respirando por ventilador mecânico, usando sondas para alimentação e eliminação urinária. Tais informações permitiram a utilização das taxonomias para elaboração do plano de cuidado de enfermagem, permitindo o raciocínio crítico e identificação dos seguintes diagnósticos de enfermagem prioritários usando a taxonomia da North American Nursing Diagnosis Association-International: Mobilidade física prejudicada relacionada à diminuição da força motora secundária a lesão por AVCH evidenciada por restrição dos movimentos; Risco de aspiração relacionada à presença de tubo orotraqueal; e Risco de infecção relacionada ao processo cirúrgico e permanência em unidade de saúde. Aos diagnósticos foram estabelecidas no plano de cuidados as seguintes intervenções de enfermagem: Realizar mudança de decúbito; Auxiliar nas atividades de autocuidado; Realizar movimentos passivos em regiões afetadas pela perda da força muscular; Monitorar o nível de consciência e o reflexo de tosse; Aspirar tubo orotraqueal para manutenção de vias aéreas pérvias; Supervisionar a condição de cateteres; Realizar curativos e observar sinais de infecção na ferida operatória; Utilizar técnica asséptica. Verifica-se que a utilização do Processo de Enfermagem possibilita a associação entre teoria e prática pelo acadêmico, promovendo o raciocínio crítico e clínico para a realização do cuidado de qualidade individualizado a cada paciente, contemplando as suas necessidades.
Palavras-chave: Acidente Vascular Cerebral,Cuidados de Enfermagem,Processo de Enfermagem
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DIABETES E PROMOÇÃO DA SAÚDE DO TRABALHADOR NA QUALIDADE DE VIDA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
SOFIA DE MORAES ARNALDO; Eloíza Barros Luciano Rolim; Romário Biano de Noronha; Henrique Ahioran Holanda; Janaína Farias Campos
Introdução: O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença crônica não transmissível de elevada prevalência no Brasil e no mundo que pode ser prevenida com mudanças e intervenções no estilo de vida. Objetivo: relatar a experiência de uma ação educativa sobre prevenção do diabetes mellitus tipo 2. Método: Trata-se de um relato da experiência, cuja ação educativa foi desenvolvida em uma universidade pública cearense pelo Núcleo Interdisciplinar de Apoio ao Servidor, em parceria com os docentes da instituição, no mês de outubro de 2017 com 20 servidores. Resultados: Os servidores foram dispostos em círculos, de forma a proporcionar uma roda de conversa e facilitar a discussão participativa da temática. Assim, a ação educativa aconteceu em dois momentos, conduzidos por uma enfermeira e uma nutricionista. O primeiro momento abordou uma breve apresentação sobre a problemática do diabetes e importância da identificação de fatores de risco para o seu desenvolvimento, por meio dos seguintes questionamentos: “O que você sabe sobre diabetes?” e “Qual o seu risco para o desenvolvimento do DM2?”. O segundo momento versou sobre as ações de prevenção para o desenvolvimento do diabetes sob os aspectos da promoção da alimentação saudável, com ênfase em informações sobre ingestão correta dos alimentos, bem como uma exposição prática de como compor corretamente uma refeição, por meio da simulação. Além disto, explicações adicionais foram repassadas aos participantes acerca da importância da atividade física, controle do peso e avaliação de saúde. Finalizou-se a ação educativa com uma confraternização e oferecimento de um lanche saudável. Considerações Finais: As abordagens de educação em saúde direcionadas a públicos específicos visionam construir caminhos para manutenção dos padrões saudáveis de vida. A roda de conversa interdisciplinar conduzida de forma descontraída permitiu a construção e a ampliação dos saberes a partir do conhecimento prévio do grupo. Assim, ressalta-se que a atuação conjunta dos atores da comunidade acadêmica configura-se como relevante ao permitir que seus integrantes adquiram mais sensibilidade ao autocuidado e aos fatores determinantes do processo saúde-doença.
Palavras-chave: Diabetes Mellitus Tipo 2,Educação em Saúde,Promoção da Saúde,Saúde do Trabalhador
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Abrir o trabalhoDIABETES MELLITUS: APLICAÇÃO DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A PACIENTE COM PÉ DIABÉTICO
SHERON MARIA SILVA SANTOS; Sílvia Letícia Ferreira Pinheiro; Marcília Silva Alves de Sousa; Maria do Socorro Jesuíno Lacerda; Rafaella Bezerra Pinheiro
O Diabetes Mellitus (DM) é uma patologia crônica e sindrômica pertencente a um grupo de doenças metabólicas que requer cuidado longitudinalizado e holístico para evitar complicações sistêmicas. Dessa forma, a aplicação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), instrumento de trabalho do enfermeiro, é um método importante de ser executado frente a esta enfermidade para prevenir, tratar e/ou minimizar os riscos relacionados a sua complicação. O presente trabalho objetiva aplicar a SAE a uma paciente diabética com complicações vasculares: amputação de membro inferior esquerdo por pé diabético e início de pé diabético direito. Trata-se de um estudo de caso de abordagem qualitativa sobre uma paciente com Hipótese Diagnóstica (HD): pé diabético e outras complicações do DM. A pesquisa aconteceu entre setembro e novembro de 2017 numa Estratégia de Saúde da Família (ESF) de Juazeiro do Norte-CE. Os dados foram coletados por meio da observação simples, análise documental e o Processo de Enfermagem (PE) em suas 5 etapas: histórico, diagnóstico, planejamento, implementação e avaliação de enfermagem, somados ao uso das taxonomias NANDA, NOC e NIC (NNN). Os dados foram analisados mediante evolução clínica da participante. A paciente em estudo apresentava diversas complicações associadas ao DM, sendo o pé diabético o problema de maior evidência. Neste sentido, os diagnósticos traçados para intervenção imediata foram: (a) Dor crônica caracterizado por expressão facial e relato verbal de dor relacionado a incapacidade física crônica; (b) Perfusão tissular periférica ineficaz caracterizada pela cor, pelos, umidade da pele, unhas, elasticidade e temperatura alteradas, cicatrização de ferida periférica retardada, sinais flogísticos em membros inferiores, relacionado a DM, obesidade, tabagismo e estilo de vida sedentária; (c) Integridade da pele prejudicada caracterizada pela destruição de camadas da pele, relacionado a circulação e estado metabólico prejudicados; e (d) Comportamento de saúde propenso a riscos caracterizado por demonstrar não aceitação da mudança no estado de saúde relacionado a atitude negativa em relação aos cuidados de saúde, tabagismo e múltiplos estressores. A partir desses achados, implementaram-se as seguintes ações: controle da dor, precauções circulatórias, cuidados na pele: tratamentos tópicos, cuidados na amputação e identificação de risco, conforme as intervenções do NIC, objetivando evolução do estado de comprometido para saudável, de acordo com o planejamento do NOC. Na avaliação de enfermagem, constataram-se melhora no processo do autocuidado mediante compreensão de que o DM é um doença perigosa e que necessita de tratamento farmacológico associado a alimentação e prática de exercícios físicos; mudança na dieta para alimentação equilibrada e com horários específicos à sua ocorrência; e melhora do coto cirúrgico e minimização do processo infeccioso em ambos os membros. Diante do exposto, nota-se que a SAE foi realizada conforme o esperado e culminou em feedback positivo, haja vista a paciente ter obtido melhora significativa em seu estado de saúde, proporcionando entender quão importante é a execução desse instrumento pelo enfermeiro, principalmente, por permitir maior contato e confiança entre o binômio enfermeiro-paciente, como também por identificar onde as intervenções traçadas foram positivadas e onde estão com déficit.
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DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM EM PACIENTES COM DIABETES MELLITUS EM UM SERVIÇO DE ATENÇÃO ESPECIALIZADA
HENRIQUE AHIORAN HOLANDA; Eloíza Barros Luciano Rolim; Sofia de Moraes Arnaldo; Jamara Lima Brito; Janaína Farias Campos
INTRODUÇÃO: o diabetes mellitus (DM) é um importante problema de saúde pública em razão da sua alta prevalência, do ônus causado aos serviços de saúde e do potencial de suas complicações. Por ser uma condição crônica que exige mudanças comportamentais, é essencial a atuação da equipe de saúde, em particular o enfermeiro, com vistas à educação em saúde para o autocuidado desses pacientes. Neste sentido, a identificação de diagnósticos de enfermagem mostra-se relevante por subsidiar o enfermeiro no planejamento de ações de acordo com as necessidades individuais dessas pessoas. OBJETIVO: identificar os diagnósticos de enfermagem mais prevalentes em pacientes com diabetes mellitus em um serviço de atenção especializada. MÉTODO: estudo documental, descritivo e transversal, realizado no Centro Integrado de Diabetes e Hipertensão de um município do interior do Ceará. A amostra foi constituída por 16 prontuários de usuários com diabetes mellitus, selecionados de acordo com seguintes critérios de inclusão: registro de diagnóstico de DM tipo 1 ou 2; idade superior a 18 anos e ter um mínimo de três consultas de enfermagem realizadas no serviço. Coletaram-se os dados no período de janeiro a março de 2015 por meio de um formulário previamente estruturado, contendo variáveis sociodemográficas, clínicas e diagnósticos de enfermagem, constituídos a partir das características definidoras e fatores relacionados. Os diagnósticos de enfermagem tiveram como base a taxonomia da NANDA-I 2015-2017. RESULTADOS: foram identificados onze diagnósticos de enfermagem, sendo sete reais, dois de risco e dois de promoção da saúde. O diagnóstico de enfermagem falta de adesão foi o mais prevalente (50%), seguido de risco de integridade da pele prejudicada e sobrepeso (44%), nutrição desequilibrada menor do que as necessidades corporais (25%), risco de glicemia instável (25%), estilo de vida sedentário (19%), conhecimento deficiente ( 19%) e integridade da pele prejudicada (12,5%). O diagnóstico falta de adesão foi relacionado à duração prolongada, complexidade e conhecimento insuficiente sobre o regime terapêutico, levando em consideração que a maioria dos pacientes são idosos e com nível de instrução baixa. O diagnóstico risco para integridade da pele prejudicada foi relacionado á alteração na sensibilidade protetora plantar, uma consequência do DM. O sobrepeso e o estilo de vida sedentário são fatores de risco significativos para o DM sendo comuns esses diagnósticos em pacientes que apresentam a doença. O risco de glicemia instável foi relacionado ao controle ineficaz de medicamentos, falta de adesão ao plano de controle do diabetes e monitoração inadequada da glicemia. 94% dos pacientes que apresentaram o diagnóstico de enfermagem falta de adesão nas primeiras consultas evoluíram para o diagnóstico de promoção da saúde “disposição para controle da saúde melhorado”, expresso por desejo de melhorar escolhas da vida cotidiana para alcançar as metas estabelecidas, bem como uma melhora nos resultados dos exames, evidenciando a importância das intervenções de enfermagem e educação em saúde frente ao diagnóstico inicial de falta de adesão. CONCLUSÃO: conhecer os diagnósticos de enfermagem das pessoas com diabetes possibilita aos enfermeiros planejar individualmente o cuidado prestado a essa clientela e, principalmente, contribuir para a aquisição e manutenção do autocuidado.
Palavras-chave: Diabetes Mellitus, Diagnóstico de Enfermagem, Atenção Secundária à Saúde
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DIFICULDADES DOS PROFISSIONAIS DA ATENÇÃO BÁSICA NO CUIDADO À MULHER COM DEPRESSÃO PÓS-PARTO
ALINE DO NASCIMENTO PINHEIRO; JOAB GOMES DA SILVA SOUSA; JULIANA FERREIRA CARLOS; ANDREZA INGRID FERREIRA LIRA; ROGER RODRIGUES DA SILVA
INTRODUÇÃO: O ciclo gravídico-puerperal é um período que envolve transformações nos aspectos físicos, psíquicos e sociais da mulher, podendo resultar em importantes alterações na sua personalidade, e gerar sofrimento psíquico com intensidades variadas, predispondo o aparecimento da depressão pós-parto (DPP). Logo, os profissionais da atenção básica contribuem significativamente no planejamento de estratégias de prevenção e auxiliam na detecção precoce dessa condição, uma vez que eles acompanham a mulher desde a gestação até o puerpério. OBJETIVO: Reconhecer a partir da literatura os desafios dos profissionais da atenção primária na assistência às mulheres com depressão pós-parto. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura com caráter descritivo. O mesmo foi realizado no período de abril de 2018, através do banco de dados: Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando como base de dados: LILACS e BDENF. Para obtenção dos resultados foram utilizados os seguintes descritores: saúde da mulher, cuidados de enfermagem, depressão pós-parto e atenção primária à saúde, onde encontrou-se 118 resultados. Os critérios de inclusão foram: artigos disponíveis na íntegra, idioma português, e que estivessem entre os anos de 2016 a 2017. Como critérios de exclusão: duplicatas e que não contemplassem a temática proposta, resultando em 4 artigos para leitura, apreciação e construção do trabalho. RESULTADOS: Os profissionais da atenção básica exercem papel importante no acolhimento às mulheres gestantes e puérperas, evitando que elas desenvolvam sentimentos de vulnerabilidade emocional. No entanto, existem fatores que comprometem essa assistência, como: a escassez de conhecimento prático/teórico para a identificação dos fatores predisponentes e sinais da DPP, provenientes dos profissionais envolvidos com a mulher; falta de um bom suporte estrutural das instituições; falta de privacidade, impedindo que a mulher exponha suas angústias de maneira livre para o profissional; dificuldade em desenvolver diálogos que acessem o problema emocional que a aflige; e durabilidade de consultas em tempo reduzido, impossibilitando um acompanhamento e estabelecimento terapêutico adequado. A necessidade de ações educativas oferecidas as gestantes e o modo como o pré-natal é realizado com foco limitado, voltado apenas para os fatores fisiológicos é a principal evidência da não execução de métodos que reconheçam uma possível DPP. Observa-se ainda a deficiência de estudos científicos voltados a essa temática e a falta de diálogo com outros níveis assistenciais como o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) que dispõe de psicólogos, resultando em condutas indevidas e olvidamento da depressão pós-parto. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A partir da análise e construção do estudo, o pré-natal deve ser realizado de maneira concisa e holística abrangendo também fatores emocionais que impliquem o desenvolvimento dessa condição na mulher. Percebe-se ainda a necessidade de pesquisas que facilitem a capacitação dos profissionais da atenção básica na identificação e tratamento precoce da DPP, possibilitando ações de promoção à saúde e que amenizem possíveis sequelas na relação familiar e desenvolvimento do bebê.
Palavras-chave: Saúde da mulher,Cuidados de enfermagem,Depressão pós-parto,Atenção primária à saúde
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Abrir o trabalhoDIFICULDADES NO CUIDADO DE ENFERMAGEM A PESSOAS COM INTEGRIDADE DA PELE PREJUDICADA: REVISÃO DE LITERATURA.
MARIA JENY DE SOUSA OLIVEIRA; Tamires Alves Dias; Vinícius Rodrigues de Oliveira; Lorena Pinheiro Braga; Maria Luiza Santos Ferreira
Introdução: O enfermeiro é peça fundamental no cuidado a pessoas com integridade da pele prejudicada. Enquanto gerenciador do cuidado, este profissional deve buscar o melhor preparo técnico e científico no manejo de lesões, visando uma assistência resolutiva. Entretanto, este processo não é imune a percalços e o profissional pode encontrar várias barreiras ao alcance das metas terapêuticas estabelecidas. A identificação destes fatores é necessária, de modo a desenvolver estratégias para contorná-los. Objetivo: Descrever as dificuldades dos profissionais de Enfermagem no tratamento de feridas dispostas na literatura. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), usando os descritores em ciências da saúde (Decs) “Cuidados de enfermagem” e “ferimentos e lesões”, bem como o descritor não controlado “dificuldades”, conectados pelo operador booleano “AND”. A busca sensibilizou 21 publicações, as quais tiveram título e resumo avaliados quanto à pertinência ao objetivo deste estudo. Ademais, foram incluídos nesta revisão apenas artigos científicos originais, excluindo-se aqueles que se apresentavam duplicados. Após processo de elegibilidade, a análise foi realizada com 06 publicações. Resultados: Verificou-se uma insatisfação predominante no que tange às dificuldades institucionais, dentre as quais destacam-se a insuficiência de materiais essenciais para o cuidado de ferimentos, tais como as coberturas. Constatou-se, também, que a falta de comunicação entre a equipe de saúde é um dos principais fatores que interferem no cuidado interdisciplinar, sobretudo com os médicos, visto que muitos destes não reconhecem a autonomia dos enfermeiros frente aos cuidados de feridas. Além disso, os aspectos socioculturais e econômicos têm influência direta no cuidado, contribuindo para déficit de conhecimento, o qual pode ser agravado por falta de orientações culturalmente compatíveis por parte dos profissionais, em relação às práticas de autocuidado necessárias a nível domiciliar. O enfermeiro deve estar atento às necessidades de saúde dos indivíduos portadores de feridas, no sentido de orientá-los de forma adequada. A partir disso, poderá propor ações que visem promover um suporte assistencial de forma ampliada, de acordo com os determinantes sociais, culturais e econômicos que perpassem o processo de ser saudável ou adoecer dos indivíduos. Conclusão: As dificuldades apontadas pela literatura analisada foram acesso precário a recursos materiais adequados, atuação interdisciplinar prejudicada por falta de comunicação na equipe e ensino para o autocuidado ineficaz. Contornar estas barreiras é ação indispensável para viabilizar as condições necessárias ao cuidado de enfermagem qualificado.
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DIFICULDADES VIVENCIADAS POR CUIDADORES DE PACIENTES COM AFASIA PÓS AVE
ANDREZA ALVES DE ABREU; Roger Rodrigues da Silva; Olívia de Almeida Duarte; Aline do Nascimento Pinheiro; Andreza Ingrid Ferreira Lira
INTRODUÇÃO: O acidente vascular encefálico (AVE) é uma condição grave que ocorre quando o fluxo de sangue ofertado ao cérebro é interrompido. É uma das doenças que mais geram sequelas nos acometidos, dentre elas a afasia. A perda da linguagem gera um comprometimento na comunicação refletindo negativamente nas interações sociais e no convívio familiar. Dessa forma, é importante expor as dificuldades enfrentadas por cuidadores de pessoas que desenvolveram afasia decorrente de um AVE. OBJETIVO: Investigar na literatura as dificuldades de comunicação vivenciadas por cuidadores de pacientes acometidos por afasia, decorrente do acidente vascular encefálico. MÉTODO: O presente estudo trata-se de uma revisão narrativa da literatura de caráter descritivo, realizado no mês de fevereiro e março de 2018. A pesquisa foi realizada utilizando como banco de dados a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), através da base de dados LILACS e MEDLINE. Para a obtenção de resultados foram utilizados os descritores: Acidente Vascular Cerebral, afasia e comunicação, resultando em 126 documentos. Para critério de inclusão foram selecionados documentos disponíveis na íntegra, que estivessem no idioma português, e fossem publicados entre os anos de 2013 a 2017 Subsequentemente, os critérios de exclusão foram: documentos que estivessem em outras temáticas e repetidos. Resultando em 6 artigos que atingiram o objetivo e eram adequados para o desenvolvimento da pesquisa em questão. RESULTADOS: É válido relatar que os pacientes acometidos por AVE, tornam-se dependentes e impossibilitados de realizar suas atividades cotidianas devido as sequelas desencadeadas por danos cerebrais. Uma das consequências dessa doença é a afasia, que pode ser definida como um distúrbio da linguagem, prejudicando a interação da comunicação com seus cuidadores. É nítido, que a qualidade de vida dos pacientes afásicos é comprometida, pois além da angústia de saber que não estão sendo compreendidos pelos cuidadores, há ainda fatores associados que limitam uma possível comunicação. De formadireta, as pessoas que prestam cuidados a pacientes afásicos sentem-se incapazes em lidar com a problemática, pois os enfermos acometidos com AVE desenvolvem também sequelas físicas, que impedem a movimentação de membros, restando as expressões faciais como uma alternativa para comunicação. Para minimizar essa barreira comunicativa em busca de um contato relativamente compreensível, o cuidador desenvolve, através de esforços, formas específicas para interpretar a linguagem, tornando as atividades de cuidado mais exaustivas e angustiantes. Ressaltando ainda, o aumento da sobrecarga emocional, por se sentir incapaz de entender as limitações, informações e sentimentos da pessoa que está sob os seus cuidados. Isso desenvolve uma série de fatores, como diminuição da interação afetiva entre familiar/paciente, pois em alguns casos a assistência nas atividades diárias torna-se mecânica, devido a ausência comunicativa, o que desencadeia em uma desorganização na estrutura familiar. CONCLUSÃO: A partir da análise dos artigos e o desenvolvimento dessa pesquisa, é notório que a condição de vida do paciente afásico reflete de forma negativa na qualidade de vida do familiar/cuidador. Assim, o processo comunicativo, devido a complicações do AVE, torna a relação cuidador-afásico menos afetiva e mais técnica, acarretando em alterações no comportamento familiar.
Palavras-chave: Acidente Vascular Cerebral,Afasia,Comunicação
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Abrir o trabalhoEDENTULISMO E ALTERAÇÕES EMOCIONAIS, AFETIVOS E ALIMENTARES EM IDOSOS
RICHARD MAIRON SILVA SOUSA; Regiane Clarice Macêdo callou; Maria do Socorro Neta gerônimo; Francisca Tamiris Pereira de Souza
Introdução: A população brasileira está envelhecendo e esse processo pode cursar com perdas na qualidade de vida dos idosos, a exemplo da saúde bucal, em que se observa elevada incidência e prevalência de doenças bucais e edentulismo decorrentes da falta de acesso a serviços públicos, carência de informações e uso constante de medicamentos. Sabe-se que o edentulismo interfere negativamente nas relações sociais, emocionais e nutricionais, podendo proporcionar agravos em saúde na população idosa, que devem ser conhecidos e manejados pela equipe de saúde. Objetivo: Identificar os impactos ocasionados pelo edentulismo em idosos frente a aspectos emocionais, afetivos e nutricionais. Método: Pesquisa descritiva, quantitativa, realizada num Centro de Especialidades Odontológicas no município de Juazeiro do Norte, Ceará, Brasil, no ano de 2014. Participaram do estudo 30 idosos em atendimento no serviço de saúde e que foram submetidos a uma entrevista estruturada. Os dados foram tabulados e descritos a partir da frequência absoluta e relativa das variáveis, posteriormente analisados mediante literatura pertinente. A pesquisa seguiu os preceitos éticos e legais consoantes com a resolução nº 446/12, do Conselho Nacional de Saúde, tendo sido aprovada pelo Comitê de ética em Pesquisa da Faculdade de Juazeiro do Norte (Nº 993395). Resultados: A amostra constitui-se de 30 idosos entre 60 e 76 anos, sendo a maioria (n = 21, ou 70%) pessoas do sexo masculino. Sobre seus hábitos de higiene, 92% (n =27,6) dos idosos afirmaram realizar diariamente higiene bucal. Quanto a relação do edentulismo no processo de mastigação e hábitos alimentares, 52% (n=15,6) dos idosos negaram ter dificuldade em alimentar-se, contudo, 68% (n= 20,4) disseram não se alimentar da mesma forma em que se alimentavam enquanto jovens, com dentição preservada. As respostas demonstram que a ausência de dentes contribui para possíveis prejuízos alimentares dos participantes. Quanto à relação entre saúde bucal e aspectos emocionais, 90% (n= 24) confirmaram ser felizes apesar da ausência de dentes. Deduz-se que o edentulismo, apesar de afetar a percepção que os idosos têm de sua própria saúde, não é fator determinante para a felicidade dos mesmos. Sobre a influência do edentulismo nas relações sociais na terceira idade, 88% (n=26,4) dos idosos referem que este não é apontado como fator negativo para manutenção dos relacionamentos sociais. A falta de dentes na terceira idade é um fator que pode prejudicar a capacidade nutricional destas pessoas. Contudo, quanto aos aspectos emocionais e afetivos, o edentulismo, segundo o estudo, não foi um fator capaz de tornar estas pessoas infelizes ou não propensas a manter suas relações afetivas, embora a literatura aponte como uma das principais causas de isolamento social. Considerações finais. O edentulismo, na percepção dos idosos participantes, não apresentou repercussão negativa nos aspectos emocionais, afetivos e nutricionais. Devido o número de participantes reduzido e a natureza descritiva do estudo, acredita-se que estas são limitações para uma avaliação mais profunda sobre a temática e demonstram a necessidade de se ampliar o campo de pesquisa.
Palavras-chave: ENFERMAGEM GERIÁTRICA E GERONTOLÓGICA,Enfermagem,Edentulismo,Qualidade de vida
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EDUCAÇÃO EM SAÚDE SOBRE CUIDADOS DURANTE A GRAVIDEZ: RELATO DE EXPERIÊNCIA
NATACIA ELEM FELIX SILVA; Águida Raquel Sampaio de Souz; Maysa de Oliveira Barbosa; Taciane Raquel Gomes do Carmo
No cenário de saúde atual é notória a diminuição da morbidade e mortalidade materna, resultado de um intenso avanço na saúde pública brasileira: a atenção pré-natal. Importante ferramenta da assistência obstétrica, o principal objetivo do pré-natal é realizar assistência humanizada e integral as gestantes, atendendo todas as suas necessidades. Neste sentido, a enfermagem assume papel esclarecedor, possibilitando trabalhar com atividades de promoção da saúde, na perspectiva de empoderar as gestantes para situações de risco, tornando-as ativas na sua gestação. Assim, o pressente estudo objetivou descrever a experiência de acadêmicas de enfermagem no desenvolvimento de uma ação educativa sobre cuidados durante a gravidez. Trata-se de um relato de experiência. A prática educativa foi realizada por um grupo de acadêmicas de enfermagem, durante a disciplina Estágio Curricular Supervisionado na Atenção Básica (Supervisionado I), que compõe a grade curricular do curso de graduação em enfermagem da Universidade Regional do Cariri-URCA. O estágio foi vivenciado em uma unidade da Estratégia Saúde da Família do município de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará, no segundo semestre de 2016. A população-alvo foi composta por gestantes da que realizavam o pré-natal na Unidade Básica de Saúde onde o estágio curricular foi realizado, mediante convites entregues pelos agentes comunitários de saúde. A execução da prática educativa aconteceu através de um jogo de perguntas sobre temas importantes, tais como: alimentação, vacinação, melhores posições para dormir, mitos e verdades durante a gestação. As perguntas tinham como objetivo verificar o conhecimento das gestantes e trazer informações pertinentes. As respostas das gestantes deram-se por meio de placas de verdadeiro, falso ou depende. Percebeu-se grande domínio sobre os temas abordados e as principais dúvidas foram sobre os mitos e verdades sobre a gestação. Diante disso, percebeu-se relevante necessidade da educação em saúde, importante ferramenta de promoção da saúde, pois atua nos diversos âmbitos do processo saúde-doença. Além disso, as ações educativas são essenciais em todos os ambientes, tendo como foco a mudança do sujeito na sua forma de pensar e de agir.
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EDUCAÇÃO EM SAÚDE SOBRE VACINAÇÃO EM CRIANÇAS MENORES DE DOIS ANOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA
NATACIA ELEM FELIX SILVA; Águida Raquel Sampaio de Souza; Maysa de Oliveira Barbosa; Taciane Raquel Gomes do Carmo
A infância é um período de muita fragilidade para a criança, pois envolve várias etapas de desenvolvimento que necessitam de assistência da equipe de saúde multidisciplinar. Frente a isso, o programa de puericultura visa o acompanhamento desse grupo tão vulnerável, a fim de prevenir agravos e capacitar os familiares sobre temas importantes, visando um crescimento saudável. Sendo assim, o estudo objetivou descrever a experiência de acadêmicas de enfermagem no desenvolvimento de uma ação educativa sobre cuidados com a vacinação em crianças menores de 2 anos. Trata-se de um relato de experiência. A prática educativa foi realizada durante o estágio da disciplina Estágio Curricular Supervisionado na Atenção Básica (Supervisionado I), que compõe a grade curricular do curso de graduação em enfermagem da Universidade Regional do Cariri-URCA. O estágio foi vivenciado em uma unidade da Estratégia Saúde da Família, do município de Juazeiro do Norte, Estado do Ceará, no segundo semestre de 2016. A população-alvo foi composta de mães e/ou responsáveis pelas crianças menores de dois anos residentes na área e adscritos da Unidade Básica de Saúde. Foi solicitada ajuda dos agentes comunitários de saúde para entrega dos convites para a ocasião proposta. A atividade escolhida para subsidiar tal ação foi o jogo do tipo trilha. Norteada por perguntas de múltipla escolha, baseia-se em um participante jogar o dado e andar o número de casas determinado se acertasse a resposta. As perguntas elaboradas eram fundamentadas nos aspectos da atividade da vacinação. Observou-se grande domínio sobre o benefício da imunização e as principais dúvidas foram sobre quais as doenças que podem ser prevenidas através da vacinação. Percebeu-se uma carência do grupo participante em frequentar as atividades educativas na unidade básica de saúde. Uma das principais ferramentas para se promover saúde é a educação em saúde, pela possibilidade de proporcionar à comunidade a construção de um conhecimento pautado pelo diálogo simples e objetivo. Deste modo, os profissionais de saúde assumem papel esclarecedor frente as fragilidades de conhecimento.
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Educação em Saúde Sobre Violência Obstétrica na Atenção Primária à Saúde: Um Relato de Experiência
SUZETE GONÇALVES CAÇULA; Brenda Belém Luna Sampaio; Gledson Micael da Silva Leite; Heloiza Eveline Duarte Homem; Jessica Lima de Oliveira
Introdução: A violência obstétrica é uma atitude muito comum nos serviços de atendimento às gestantes, porém nota-se que ainda é um assunto pouco debatido pela sociedade, tendo em vista a falta de conhecimento da população acerca desse tema. Esse tipo de violência inclui negligência no atendimento, violência física, verbal, psicológica, discriminação, procedimentos insatisfatórios em relação ao bebê, entre outras ações consideradas negativas no acompanhamento pré-natal, durante o parto ou até mesmo no puerpério. Com isso, se faz necessário esclarecer sobre os direitos que as mulheres grávidas possuem para que elas reconheçam quando algum destes estiver sendo violado, mas também direcionar essas mulheres sobre como devem agir ao passar por uma situação de violência obstétrica. Objetivo: Relatar uma experiência vivenciada em uma prática de Educação em Saúde, que teve como tema Violência Obstétrica. Método: Trata-se de relato de experiência, elaborado no contexto da disciplina Saúde Coletiva I do curso de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri (URCA). Foi realizada uma ação de educação em saúde no dia 05 de abril de 2018 em uma Unidade Básica de Saúde composta por três Estratégias de Saúde da Família, na cidade do Crato-CE. A metodologia utilizada na ação foi uma roda de conversa com dez gestantes sobre a temática, onde as mesmas puderam relatar seus conhecimentos prévios acerca do assunto, além de expor as experiências vivenciadas. Resultados: Com a realização da roda de conversa pode-se identificar a relevância de discutir o assunto, pois tanto as gestantes, como os seus parceiros demonstraram muito interesse e falta de conhecimento sobre o tema. Houve a participação do público alvo com perguntas e relatos de vivências, onde algumas disseram já ter passado por violência obstétrica. Contudo, muitas delas não compreendiam que determinados atos eram considerados um tipo de violência, e não sabiam que podiam fazer a denúncia do caso. Embora essa temática seja pouco debatida e conhecida no meio social, nem todas as gestantes que estavam presentes na UBS se sentiram envolvidas a participar desse momento. Conclusão: Observa-se que a violência obstétrica é pouco identificada como ato violento, havendo a necessidade de ampliar as informações sobre os direitos e garantias que as gestantes possuem, para que se possam minimizar as consequências físicas e psicológicas das vítimas dessa violência. Verifica-se a importância na formação e avaliação dos profissionais de saúde na perspectiva de um atendimento mais humanizado e adequado durante o período gestacional e o parto.
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EDUCAÇÃO EM SAÚDE: ALTERAÇÕES GLICÊMICAS EM PESSOAS COM DIABETES MELLITUS
SHERON MARIA SILVA SANTOS; Sílvia Letícia Ferreira Pinheiro; Honória Maria do Espírito Santo; Marcília Silva Alves de Sousa; Maria do Socorro Jesuíno Lacerda
Alterações glicêmicas, sejam para mais (hiperglicemia) ou para menos (hipoglicemia), é um fenômeno bastante comum em pessoas com Diabetes Mellitus (DM) que requer atenção e controle para evitar complicações à saúde e surgimento de comorbidades. Neste sentido, o trabalho tem como objetivo promover educação continuada a pessoas diabéticas praticantes de exercício físico sobre meios de como controlar os níveis glicêmicos na corrente sanguínea. Trata-se de um relato de experiência de abordagem quali-quantitativa, realizada no mês de fevereiro de 2018 com 16 pessoas diabéticas, de ambos os sexos, que praticam exercício físico numa academia popular de Juazeiro do Norte-CE. Empregaram-se como instrumentos de coleta de dados a observação simples dos participantes nas aulas de educação física disponibilizadas na academia popular, rodas de conversa sobre meios preventivos a ocorrência de hipoglicemia e hiperglicemia, e formulário com questionamentos sobre dieta e possíveis intercorrências vivenciadas e/ou sofridas durante a prática dos exercícios. O grupo da academia estudada possui 42 participantes com faixa etária entre 23 e 78 anos de idade, dos quais 38% possuem DM, percentual que representa a amostra da pesquisa. Esse público realiza exercícios com acompanhamento de um professor de educação física a mais ou menos 6 meses. Os participantes do estudo se exercitam na academia cinco vezes por semana, durante 1 hora diária no período da manhã. Destes, apenas 2 pessoas se alimentam antes da atividade, 13 já sofreram algum evento de náusea, síncope ou vertigem durante sua realização e somente 1 jamais sofreu algo durante os exercícios e se alimenta antes de sua prática. Com a roda de conversa, foi possível realizar ensinamentos sobre sinais e sintomas da hipoglicemia e hiperglicemia, como também, meios para preveni-las. Também propiciou aos participantes, momentos discursivos sobre as experiências vividas a respeito da relação diabetes-exercício. Dentre os questionamentos pontuados, a dieta foi o tópico mais debatido, uma vez identificado maior dúvida no que se refere aos alimentos mais benéficos à obtenção adequada de índices glicêmicos ao organismo. É relevante mencionar que 75% dos participantes relataram ter dificuldades de controlar a glicemia, estando muitas vezes acima do percentil considerado como normal e 69% afirmaram que durante a prática de exercícios físicos, tendem a sofrer com hipoglicemias. A partir do exposto, percebe-se relevância da educação em saúde a pessoas com DM, tendo em vista se tratar de uma patologia sindrômica e que, até o momento, não possui cura. Dessa forma, nota-se positividade da ação executada, uma vez que possibilitou ensinamentos aos participantes sobre meios de controlar as alterações glicêmicas sofridas.
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EDUCAÇÃO PERMANENTE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: UMA EXPERIÊNCIA FORMATIVA COM AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE
LAIS BARRETO DE BRITO GONÇALVES; Luanna Gomes da Silva; Magna Monique Silva Santos; Márcio Alves de Almeida; Kellen Cristine da Silva Gonçalves
A educação permanente em saúde representa uma importante estratégia para ressignificação das práticas no cotidiano dos serviços de saúde, cujo objetivo é promover, fortalecer e articular ações que contribuam para a construção de conhecimentos a partir das necessidades de cada contexto. Na Atenção Primária à Saúde (APS) é atribuição do Enfermeiro atuar na educação permanente dos membros da equipe de saúde da família diante da situação de saúde do seu território e da demanda deste e dos demais profissionais por um processo contínuo de qualificação. Neste sentido, diante da relevância epidemiológica que a Hanseníase e a Tuberculose apresentam enquanto problemas de saúde pública, com alta prevalência no Estado do Ceará e na região do Cariri, estratégias de educação em saúde precisam ser implementadas no cotidiano de trabalho na APS. Logo, visando ampliar o acesso a novas informações, identificar precocemente os casos suspeitos e orientar quanto as ações de controle, prevenção e promoção da saúde sobre Hanseníase e Tuberculose, esse trabalho tem como objetivo relatar uma experiência de capacitação com Agentes Comunitários de Saúde (ACS). Trata-se de um relato de experiência fruto da vivência de discentes do oitavo semestre do curso de graduação em Enfermagem da Universidade Regional do Cariri, sobre uma prática educativa/capacitação profissional realizada em uma Unidade Básica de Saúde de um município do interior cearense no semestre 2017.2. Participaram da atividade dez ACS da referida unidade e a atividade foi desenvolvida a partir da utilização de metodologias ativas que avaliaram o conhecimento prévio dos participantes sobre as temáticas abordadas, além de uma exposição discutida e dialogada sobre os temas, contendo as atribuições e condutas de responsabilidade dos ACS. O processo da capacitação se deu a partir de três etapas: no primeiro momento foi proposta a realização de uma dinâmica, na qual as ACS foram convidadas a escreverem as qualidades de suas colegas de trabalho em folhas A4 afixadas nas costas de cada participante, sendo esse momento destinado a descontração e incentivo a participação. No segundo momento, foi exposta a temática que seria trabalhada, e objetivando resgatar os conhecimentos prévios das ACS, estas foram divididas em dois grupos para escrever nas cartolinas fixadas na parede seus conhecimentos sobre as doenças (circuitos das estações). No terceiro momento, realizou-se a apresentação expositivo-dialogada do assunto, procurando sempre estabelecer o diálogo entre os acadêmicos e as ACS, deixando aberto espaço para questionamentos e esclarecimento de dúvidas durante toda a apresentação. Ao final, realizou-se um momento de confraternização que favoreceu um feedback sobre a capacitação. Os ACS desempenham um papel fundamental na consolidação e efetivação das intervenções estratégicas para conter os agravos da Hanseníase e Tuberculose, além de trabalharem sempre com a busca ativa e com as orientações acerca dessas doenças. Para que isso ocorra de maneira sistematizada, é necessário qualificar esses profissionais de modo que eles atuem de forma resolutiva diante de situações e casos relacionados a essas doenças.
Palavras-chave: EDUCAÇÃO PERMANENTE, ATENÇÃO PRIMÁRIA A SAÚDE, AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE
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ENDOMETRIOSE EM UMA MULHER EM IDADE REPRODUTIVA: RELATO DE CASO
ALINE SAMPAIO ROLIM DE SENA; Andreza de Lima Rodrigues; Francisca Clarisse de Sousa
A endometriose é uma doença prevalente nas mulheres em idade reprodutiva, caracterizada pelo surgimento de tecido endometrial fora da cavidade uterina, podendo comprometer o peritônio, ovários, bexiga e intestinos. Os sintomas incluem dores pélvicas intensas, queixas de dismenorreia (antes, durante e pós menstruação), dispareunia, alterações intestinais e infertilidade. A etiopatogenia ainda não está bem estabelecida e suas manifestações coincidem com outras morbidades, dificultando o diagnóstico precoce da doença. Objetivou-se descrever um caso de endometriose em uma mulher em idade reprodutiva. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de caso, de uma mulher residente na cidade de Tauá, interior do estado do Ceará. O relato foi desenvolvido pela filha desta paciente, que é discente do quinto semestre do curso de graduação em Enfermagem da Universidade Regional do Cariri e acompanhou o processo de adoecimento, diagnóstico, tratamento e seguimento da doença, no período compreendido entre 11 de maio de 2017 á 23 de abril de 2018. F.S.S, 41 anos, casada, cuidadora do lar, G2P2A0, partos vaginais sem intercorrências, história pregressa de constipação e dismenorreia intensa, as quais a levavam com frequência ao serviço de urgência para ser medicada. A USG transvaginal evidenciou um espessamento endometrial e dois nódulos sólidos miomatosos, sendo direcionada à ginecologista que realizou uma histeroscopia diagnóstica, a qual não mostrou alterações. Após uma crise muito intensa de dor abdominal, em fevereiro de 2018, foi submetida a uma laparotomia exploradora parcial, de urgência, com hipótese diagnóstica de apendicite. Identificou-se que o apêndice estava íntegro, sem sinais de infecção ou inflamação; o ovário esquerdo estava roto em decorrência da proliferação endometrial neste órgão; além de importâncias aderências intestinas que eram as geradoras da dor e constipação persistentes. A paciente ficou restabelecida, respondeu bem ao procedimento cirúrgico, recebeu orientações médica e de enfermagem para o tratamento ginecológico. Hoje, avalia-se a necessidade de manter-se em amenorreia como forma de prevenção de possíveis complicações. Nesse sentido, percebe-se como fundamental a atuação do enfermeiro na saúde da mulher com endometriose para direcionar o cuidado, incentivar a realização anual de uma USG transvaginal e um exame preventivo de câncer de colo uterino e, em casos de desregulação menstrual ou sinais de recidiva da doença, encaminhá-las para um serviço de referência.
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Abrir o trabalhoEXTENSÃO UNIVERSITÁRIA NA FORMAÇÃO EM ENFERMAGEM
ANTONIA JUSSARA OLINDA OLIVEIRA; BEATRIZ DE CASTRO MAGALHÃES; MAIARA BEZERRA DANTAS; CAIK FERREIRA SILVA; ADRIANA VIEIRA NOBRE
A extensão universitária é um processo que envolve as esferas educativa, cultural e científica, pois articula ensino e pesquisa, possibilitando a formação do universo acadêmico, assim como da sociedade. Além do conhecimento científico, valorizam-se nesse processo, os saberes populares dos sujeitos o que permite a troca de conhecimentos significativos para ambos os ambientes. A enfermagem por ser uma profissão que preza pela promoção da saúde e prevenção de doenças, ganha destaque na extensão universitária, por utilizá-la como ferramenta para o desenvolvimento de ações educativas efetivas ainda na graduação. Objetivou-se descrever como a extensão universitária influencia positivamente na formação em Enfermagem. Trata-se de um estudo do tipo relato de experiência, realizado a partir das vivências adquiridas do Projeto de Extensão Promovendo a Saúde na Escola. Este trabalha com temáticas sobre alimentação saudável, saúde sexual e reprodutiva, drogas e estímulo a cultura de paz. Suas atividades são desenvolvidas por acadêmicos de enfermagem, coordenação do projeto para com adolescentes escolares. Há capacitações para os integrantes facilitadores para o manejo das ações desenvolvidas. A partir das capacitações que o projeto extensionista oferece, os acadêmicos desempenham melhor desenvolvimento, pois tais atividades contaram com o uso de metodologias ativas que instigaram a participação dos acadêmicos de forma autônoma e crítica, fazendo-lhes refletir e expor suas opiniões. A pesquisa também é contemplada como benefício da extensão, através da elaboração de trabalhos científicos como relatos de experiências das ações realizadas e revisões de literatura sobre os conteúdos que serão abordados com os adolescentes. Há o estímulo a criatividade dos facilitadores para o desenvolvimento de métodos e estratégias que cativem a atenção dos adolescentes e permitam a discussão crítica das temáticas. A troca de experiências entre facilitadores e participantes das ações educativas viabiliza a criação de vínculo e respeito, tornando efetiva a disseminação e agregação de conhecimentos. Assim, a Enfermagem tem papel significativo na disseminação de hábitos saudáveis de vida para os adolescentes e na sua promoção da saúde. Pode-se concluir que extensão universitária é essencial tanto para a comunidade quanto para a formação acadêmica, pois, possibilita a formação de um profissional crítico-reflexivo, criativo e que pode basear sua assistência através de evidências em pesquisas científicas. Dessa forma, é relevante que os estudantes de Enfermagem tenham vivências práticas em projetos de Extensão para a formação de profissionais competentes e habilitados a lidarem com as diversas situações do dia a dia.
Palavras-chave: Extensão universitária, promoção da saúde ,enfermagem
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FATORES DE RISCO PARA PARTOS PREMATUROS E ASSISTENCIA DE ENFERMAGEM
NADIENE DE MATOS OLIVEIRA; ANA TAMIRES RIBEIRO JUSTO DE OLIVEIRA; RUBENS RODRIGUES FEITOSA; RÚBIA ALVES BEZERRA; SIMONY DE FREITAS LAVOR
INTRODUÇÃO: O parto prematuro é quando há o nascimento do bebê entre a 22ª e 37ª da semana gestacional. Esse tipo de parto tem aumentado em relação ao total de nascimentos no Brasil. Esse tipo de parto e desencadeado por inúmeras causas. Torna-se necessário que os profissionais de enfermagem realizem um atendimento objetivando identificar as possíveis causas e adotar métodos preventivos. OBJETIVO: Identificar através de uma análise literária os fatores de riscos que induzem a prematuridade fetal e mostrar a importância do atendimento da enfermagem. MÉTODO: Refere-se a um estudo de revisão da literatura do tipo do tipo descritivo com abordagem qualitativa efetivado na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) a partir de dados Scientific Eletronic Library Online (SCIELO). O estudo foi realizado no mês de abril de 2018. Foram utilizados os seguintes descritores: pré-termo AND fatores de risco AND cuidados de enfermagem. Os critérios inclusivos para elaboração do trabalho foram: os artigos que estivessem disponíveis gratuitos que atendessem a temática, nos últimos 5 anos. Como critério de exclusão foram os trabalhos repetidos e aqueles que não estivessem de acordo com o tema, totalizando 7 artigos para a análise e construção da pesquisa. RESULTADOS: Muitos são os fatores que contribuem para a ocorrência de partos prematuros, pode ser citado: o nível socioeconômico da gestante, devido à falta de recursos para investir em uma alimentação adequada, e a um acompanhamento mais especializado com a utilização de exames de imagem e outros que possam ser solicitados; os extremo de idade materna, menor de 14 anos, por não estarem totalmente preparadas para este processo, e maior de 39 anos, por ser classificada uma gestação de risco; uso de drogas licitas e ilícitas, que chegaram até o feto pela via transplacentária; acompanhamento pré-natal insuficiente, quando a gestante tem um número menor de consultas preconizadas pelo Ministério da Saúde; gestações gemelares; além de fatores biopsicossociais. Diante do exposto vê-se a necessidade da atuação do enfermeiro no rastreamento das principais condições clinicas que possam ocasionar o parto prematuro em mulheres que estão dentro do grupo de riscos. O enfermeiro exercendo o seu papel profissional deve realizar exame físico, coleta de dados socioeconômicos, colhendo informações relevantes. CONCLUSÃO: Conclui-se que os fatores contribuintes para o parto prematuro seja a faixa etária menor que 14 anos e maior que 40 anos, gestações gemelares, mulheres de raça branca, usuárias de drogas licitas e ilícitas. O enfermeiro pode ajudar no incentivo ao pré-natal, onde mulher vai ter todo o acompanhamento, viabilizando possíveis riscos que podem existir na gestação e isso pode intervir para um possível parto prematuro.
Palavras-chave: Pré-termo,Fatores de risco,cuidados de enfermagem
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Abrir o trabalhoFATORES QUE INTERFEREM NA ADESÃO À VACINA CONTRA PAPILOMAVÍRUS HUMANO EM MENINOS: REVISÃO INTEGRATIVA
WÉDILA RENATA OLIVEIRA GRANGEIRO; Larissa Alves Sampaio; Pyetro Ramon Pimentel Alencar
Considerada atualmente uma infecção mundial de alta prevalência, causada pela infecção com o Papilomavírus Humano (HPV), pode-se se classificar em dois grandes grupos: os vírus de alto e baixo risco para o desenvolvimento de lesões cancerígenas. Ressalta-se que o DNA deste agente etiológico infecta principalmente a mucosa genital e através do seu potencial oncogênico propicia o surgimento de cânceres como o de pênis, ânus, cabeça, pescoço, orofaringe e verrugas genitais. Sabendo-se da magnitude e implicações pertinentes a infecção com o HPV, foram desenvolvidas a partir da década de 1980, vacinas com baixas doses de antígenos e altamente imunogênicas. No Brasil, a vacina quadrivalente contra o HPV passou a ser ofertada em janeiro de 2017 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para a população masculina, cuja faixa etária compreendia 12 e 13 anos. No mês de junho do mesmo ano, o público-alvo passou a abranger meninos entre 11 e 14 anos. A vacinação parte como um fortalecimento das ações voltadas a prevenção desta infecção. Entretanto, alguns fatores influenciam pais e adolescentes na tomada de decisões acerca da adesão a vacina. Desta forma, o presente trabalho tem como objetivo analisar os fatores que influenciam a adesão à vacina contra o HPV em meninos. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada no período de janeiro a abril de 2018, na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS). Utilizou-se os descritores padronizados (apenas em inglês): Decision Making, Vaccines Papillomavirus e Adolescents, os quais se encontram indexados no Medical Subject Headings, onde foram cruzados utilizando o operador boleano and. Aplicou-se os critérios de inclusão: publicações em textos completos disponíveis; publicados entre 2010 e 2018; nos idiomas inglês, português e espanhol; com o limite de público masculino. Após a leitura de títulos e resumos foram excluídos estudos que não atendiam ao objeto de pesquisa, onde posteriormente analisou-se na íntegra 22 estudos. Diante da análise, identificou-se a falta de estudos relacionados ao tema em questão no território brasileiro. Contudo, estudos estrangeiros apontam que a falta de conhecimento sobre o HPV, bem como sobre a vacinação influem diante da decisão em se iniciar ou não o esquema vacinal. Destaca-se a influência positiva da internet como ferramenta de busca sobre informações acerca da vacina, a qual favorece positivamente a adesão. Sabidamente diversos fatores apresentam potencial para interferir negativamente na tomada de decisão, entre eles a preocupação dos pais sobre a desinibição sexual de seus filhos após administração da vacina, preocupação com a segurança e eficácia da vacina, o despreparo profissional quanto a explicação sobre a necessidade de vacinação e a falta de susceptibilidade percebida. Diante do exposto, conclui-se que há necessidade de se realizar estudos relacionados a adesão da vacina do HPV em território nacional, proporcionando o conhecimento das fragilidades que permeiam a aceitação; permitindo solucioná-las de forma eficaz, aumentando a cobertura vacinal neste público.
Palavras-chave: Promoção da Saúde, Vacinas, Papilomavírus Humano
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GESTAÇÃO E DIABETES MELLITUS NA ATENÇÃO PRIMARIA À SAÚDE: ESTUDO DE CASO
MARIA RAÍSA PEREIRA DA COSTA ; Romário Biano de Noronha; Ana Raquel Moraes de Sousa; Laís Barreto de Brito Gonçalves; Henrique Ahioran Holanda
Introdução: A presença de diabetes mellitus na gestação está associada a elevado risco de complicações tanto para a mãe quanto para o feto. É uma condição que necessita de diagnóstico em tempo oportuno, recursos de saúde e atenção especializada. A prevalência do diabetes pré-gestacional e do gestacional tem aumentando nos últimos anos e pode ser justificada pela epidemia de obesidade, aumento da idade materna, sedentarismo e maus hábitos alimentares. A fim de reduzir a chance de maus desfechos, gestantes portadoras de diabetes devem ter assegurada a sua assistência pré-natal em centros de referência especializados, assim como na Atenção Primária, com acompanhamento multidisciplinar, garantido a integralidade de suas necessidades em saúde. Objetivo: Relatar os cuidados em saúde prestados a uma gestante com Diabetes Mellitus na Estratégia de Saúde da Família. Metodologia: Trata-se de um estudo de caso desenvolvido em uma Unidade Básica de Saúde da cidade de Crato-CE, durante o estágio supervisionado 1, entre os meses de Fevereiro à Abril do ano de 2018. Resultados: J.M.S, 38 anos, casada, mãe de um filho. Diagnosticada com Diabetes Mellitus tipo1 (DM1) há mais de 9 anos, fazia seu controle glicêmico através do uso de metformina e glibenclamida, atualmente em decorrência da gestação faz uso de insulina NPH e Regular. Compareceu a unidade de saúde, quando estava com a idade gestacional em torno de 7 semanas para início do acompanhamento pré-natal. A paciente foi encaminhada para o acompanhamento do pré-natal de alto risco, assim como, o seguimento na Estratégia de Saúde da Família. Durante as consultas foram realizadas orientações quanto a dietética da usuária com DM, rastreamento do controle glicêmico e adequação na dosagem insulínica. Os resultados mostraram-se normais quanto ao peso fetal, grau de placenta e líquido amniótico. A gestação da paciente em estudo percorreu nos parâmetros normais em decorrência do correto manejo para a condição clínica, em termos de referência, contra-referência e atenção multidisciplinar. Conclusão: A assistência de enfermagem deve englobar: intervenções dietéticas, mudanças no estilo de vida, manutenção e controle dos alvos glicêmicos, pré-natal com vigilância específica e controle do peso, pois são parâmetros indispensáveis para otimizar as metas de tratamento e os desfechos materno-fetais, entretanto, exige-se da equipe de saúde, sistematização do atendimento, seguimento das diretrizes e rigor na avaliação e conduta.
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GRADUANDOS EM ENFERMAGEM FRENTE AO ESTRESSE PSICOLÓGICO NA VIDA ACADÊMICA
VALÉRIA MARIA DA SILVA LIMA; Ana Beatriz Linard de Carvalho;; Crisângela Santos de Melo;; Francielton de Amorim Marçal
INTRODUÇÃO: No recorrer da vida, em determinadas ocasiões, as pressões biopsicossociais são responsáveis por desequilíbrios no indivíduo, prejudicando seu desempenho.O estresse é uma delas, se configura como uma reação psicológica e fisiológica complexa.A área da saúde hoje é um dos principais responsáveis por causar alterações, desde no estilo de vida até fatores intrínsecos e extrínsecos. O diagnóstico do estresse em estudantes de enfermagem é bastante complexo já que são os futuros profissionais e cuidadores, em parte responsáveis pelo tratamento, recuperação e reabilitação de uma população/comunidade/paciente. OBJETIVO: Analisar na literatura as evidências envolvidas no estresse psicológico sofrido pelos acadêmicos do curso de Enfermagem. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão qualitativa que obteve os dados através da MEDLINE, LILACS, BDENF - Enfermagem e Index Psicologia indexados na BVS, publicado entre 2013 a 2017. Foram utilizados os descritores: estudantes, enfermagem e estresse psicológico; foram encontrados 123 trabalhos que ao serem filtrados com os critérios de inclusão: texto completo disponível, idioma português e modalidade artigo; foi excluído trabalhos que não se encaixavam na temática, restando assim 7 artigos. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Os trabalhos foram organizados e analisados nas categorias : situações com altos índices de estresse, e observou que o início da vida universitária, os estágios curriculares e a proximidade com a formação resultaram em manifestações de estresse como sintomas e relatos verbais; agentes intensificadores que são constituídos pela realização de provas, sobrecarga de trabalhos, atividades extracurriculares, conflitos com os colegas e profissionais da saúde, preocupações sobre a inserção no mercado de trabalho e a articulação de todos estes pontos com as demandas pessoais, sociais e emocionais, o que gera um desequilíbrio na vida ; e por fim, consequências do estresse universitário que são o isolamento, a negação e a fuga, resultando em profissionais menos autônomos.CONCLUSÃO: Com base nestes resultados que faz necessária a interferência na dinâmica do processo ensino/aprendizagem, onde se desconstrua o modelo opressor e autoritário de modo a contribuir com a formação de profissionais saudáveis, que se desenvolvam estudos com enfoque nas manifestações e fontes de estresse, a fim de proporcionar melhoria da qualidade de vida dos estudantes. Palavras-chave: Enfermagem, Estresse psicológico, Instituições Acadêmicas.
Palavras-chave: Enfermagem,Estresse Psicologico,Instituições Acadêmicas
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IMPLANTAÇÃO DE HORTA FITOTERÁPICA EM UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DA FAMÍLIA: RELATO DE VISITA TECNICA
ANA KAROLINE DE ALMEIDA LIMA ; Francisco Elizaudo de Brito Junior; Maria do Socorro Vieira Lopes; Natália Pinheiro Fabricio Formiga
INTRODUÇÃO: Os fitoterápicos são plantas medicinais utilizadas como uma forma complementar ou alternativa de terapia à saúde, cujo uso está cada vez mais crescente na população. Nesse sentido, o cultivo dessas plantas em unidades escolares e de saúde tem sido utilizado como modelo de sustentabilidade e promoção da saúde na atenção primária. OBJETIVO: Descrever a experiência de uma acadêmica de enfermagem sobre uma visita técnica em serviço de atenção primária no processo de implantação de uma horta fitoterápica. MÉTODO: Trata-se de um relato de experiência de uma acadêmica de enfermagem da disciplina de saúde ambiental da Universidade Regional do Cariri, que junto dos estudantes da sua turma realizou uma visita técnica em uma unidade básica de saúde de Ponta da Serra do município de Crato, Ceará, para conhecer o processo de implantação da “Horta comunitária, farmácia viva” desenvolvida para a comunidade. Esta horta se trata de um projeto da universidade com a finalidade de permear as dimensões social, cultural e ambiental da coletividade assistida pela unidade de saúde, a qual está sendo construída em parceria com os moradores da comunidade e profissionais do serviço. Foram selecionadas plantas típicas da região, levando-se em consideração a sabedoria popular. RESULTADOS: A visita iniciou com a apresentação do serviço, seguida do espaço físico da horta, dos profissionais e moradores envolvidos na sua construção. Na apresentação da horta, houve a explanação das plantas e suas propriedades farmacológicas, como exemplo, a hortelã e sipó, havendo demonstração de uso do óleo dessas ervas medicinais. Ressaltou-se que a horta será espaço de observação, pesquisa, ensino e ação sobre ecologia e educação ambiental pelos universitários. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Esta experiência proporcionou conhecimentos à acadêmica sobre ervas medicinais de forma contextualizada e problematizada, atendo-se às necessidades da população. Despertou, ainda, a reflexão crítica a respeito da promoção do trabalho coletivo em saúde ambiental e da interdisciplinaridade do conhecimento científico e do popular.
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INDICADORES DE MORTALIDADE INFANTIL DA REGIÃO DE SAÚDE DE ICO - CEARÁ
SUZETE GONÇALVES CAÇULA; Giovanna Sales de Oliveira; Hugo Alves Pedrosa
A 17a Região de Saúde de Icó com população estimada em 171.156 habitantes é composta por sete municípios, Baixio, Cedro, Icó, Ipaumirim, Lavras da Mangabeira, Orós e Umari, situados na mesorregião Centro–Sul do estado do Ceará. O caderno de saúde de Icó de 2016 mostra que a referida região apresenta maior índice de mortalidade infantil dentre as regiões do estado do Ceará. Entende-se que a mortalidade infantil consiste no número de óbito de crianças antes do primeiro ano de vida, e é a base para calcular a taxa de mortalidade, referida ao número de nascidos vivos no mesmo período. Tendo em vista as inúmeras causas que podem influenciar na mortalidade infantil este trabalho é voltado para a análise de dois fatores, sendo eles, condições socioeconômicas e acompanhamento pelo serviço de saúde. O presente trabalho tem como objetivo descrever os indicadores de mortalidade infantil na região de saúde Icó, estado do Ceará. Trata-se de um estudo descritivo com dados secundários, o mesmo foi realizado na 17° Região de Saúde do Icó. A coleta de dados foi realizada no site do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS), e na plataforma da Sala de Apoio à Gestão Estratégica (SAGE) do ministério da saúde, a partir dos indicadores do número de óbitos e do número de nascidos vivos nos períodos de 2011 a 2015 de cada município. A análise dos dados foi pautada na estatística simples e os dados foram apresentados em gráficos que indicam a mortalidade infantil da citada região a partir da soma de três períodos, sendo eles neonatal precoce(0-6 dias de vida), neonatal tardio(7-27 dias), e pós-neonatal(28 dias e mais). Por fim, será realizada uma relação com dois fatores de risco que favorecem para o alto índice desse indicador, sendo eles as condições socioeconômicas que abordam as famílias de baixa renda, pois se enquadram como as mais susceptíveis aos fatores de risco, e o acompanhamento no serviço de saúde, avaliando a quantidade e a frequência com que ocorrem essas consultas. Os resultados desse estudo mostram que o índice de mortalidade infantil apresentava-se elevado no ano de 2011 com aproximadamente 18,63%, e no ano de 2015 com cerca de 21,69%, sendo que houve um declínio no ano de 2014, mostrado índice de 12,78%. Os casos de óbitos que ocorrem com maior incidência são no período de neonatal precoce, onde os mesmo permanecem elevados durante todos os anos estudados. O segundo de maior prevalência são os óbitos em pós neonatal e com menor incidência são os neonatal tardio. A partir dos dados analisados, conclui-se que os fatores verificados podem possuir fortes influências nos altos níveis de mortalidade infantil da referida região, fazendo com a mesma seja considerada com maior incidência de mortalidade infantil no ano de 2015 comparada com as demais regiões do estado do Ceará.
Palavras-chave: Mortalidade Infantil, Indicadores de Mortalidade
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INDICADORES DE RESULTADOS DE AVALIAÇÃO DA ASSISTÊNCIA PRÉ-NATAL NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA
BREHNDA MARIA CALDEIRA; Jaqueline Alves Silva; Glauberto da Silva Quirino; Jameson Moreira Belém; Maria de Fátima Esmeraldo Ramos de Figueiredo
Introdução: Entende-se que uma assistência pré-natal qualificada repercute de maneira positiva no período gestacional e em seu desfecho. O Ministério da Saúde indica que o acompanhamento materno e fetal deve ocorrer através de consultas realizadas na atenção básica, sendo no mínimo, uma consulta no primeiro trimestre, duas no segundo e três no terceiro, e da realização de exames para diagnóstico precoce de doenças que podem trazer prejuízos nesse período. Além de obter informações sobre a evolução da gestação, mudanças físicas e emocionais que irão ocorrer fisiologicamente, em relação ao parto e amamentação, a gestante, ao iniciar precocemente e participar da assistência pré-natal terá aumentada a possibilidade de ter uma gestação saudável e tranquila. Objetivo: Avaliar os indicadores de resultados da assistência pré-natal realizada na Estratégia Saúde da Família (ESF). Método: Trata-se de um estudo transversal de natureza quantitativa, que integra um projeto maior intitulado "Avaliação da qualidade do pré-natal". A pesquisa foi desenvolvida no Hospital e Maternidade São Lucas do município de Juazeiro do Norte, Ceará, Brasil no período de abril a agosto de 2017. A amostra foi composta por 326 mulheres que se encontravam em período puerperal e que tinham sido acompanhadas em qualquer uma das 68 equipes da ESF do município. Foram excluídas mulheres com idade inferior a 18 anos e que não realizaram acompanhamento pré-natal na ESF do município de Juazeiro do Norte. Resultados: Os resultados apontaram que a maioria dos partos foram cesarianas com 56,2%. Em relação aos partos a termo constatou-se um maior percentual nas cesarianas 85,2%. Notou-se que 72% das mulheres não apresentaram intercorrências no puerpério imediato de cesarianas, índices elevados quando comparado a mulheres em puerpério imediato de parto vaginal que foi 66%. Percebeu-se que 76,3% das mulheres ofertava amamentação exclusiva. Em relação as orientações sobre anticoncepção verificaram-se baixos índices de repasse de informações para às puérperas que tiveram partos vaginais e cesarianas, respectivamente 9% e 3,8%. Enquanto que a falta de registro dessas orientações alcançou 91,8%. Notou-se aumento no número de mulheres que passaram por parto vaginal encaminhadas ao planejamento familiar 7,6%, quando comparadas as mulheres que passaram por cesariana 2,7%. A falta de registros se destaca também no pós-parto das cesarianas, em torno de 95%. Ao considerar os problemas emocionais percebeu-se a falta de registro tanto em mulheres que passaram por parto vaginal quanto por cesariana, respectivamente 93,7% e 95%. Não houve nenhum registro de morte materna, fetal ou neonatal. Conclusão: A análise dos indicadores de resultados da atenção ao pré-natal realizada na Estratégia Saúde da Família evidenciaram dados sensivelmente positivos em relação a ausência de morte materna, fetal ou neonatal, no período de realização da coleta de dados. Demonstraram, ainda, um índice favorável para mulheres que realizaram pré-natal neste município. Espera-se contribuir com a sensibilização das políticas públicas, subsidiar a produção de novos estudos acerca da temática, além da necessidade de capacitação dos profissionais para qualificar o registro das atividades realizadas na assistência pré-natal.
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Abrir o trabalhoINTEGRAÇÃO ENSINO-SERVIÇO-COMUNIDADE: ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NO INTERIOR DO CEARÁ: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARIA DO SOCORRO NETA GERONIMO ; Felice Teles Lira dos Santos Moreira; Regiane Clarice Macedo Callou; Sáskya Jorgeanne Barros Bezerra; Richard Mairon Silva Sousa
Introdução. A violência contra a mulher é considerada séria violação aos direitos humanos e um importante problema de saúde pública. Dessa forma, são necessárias ações de enfrentamento a este agravo, como sensibilizar e capacitar os profissionais de saúde da atenção básica para atuarem no reconhecimento, notificação e prevenção deste agravo, bem como, sensibilizar a população feminina adstrita a essas unidades de saúde para denúncia dos casos, busca de apoio e resolução do problema. Objetivo. Elevar o conhecimento de profissionais da saúde e população feminina sobre o tema “violência contra a mulher “e seu enfrentamento na atenção básica. Método. Estudo de intervenção realizado em 2017 por bolsistas do Observatório de Violência e Direitos Humanos da Região do Cariri em unidades básicas de saúde nos municípios de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha, Ceará, Brasil. Figuraram como sujeitos da intervenção profissionais de saúde e população feminina adstrita as unidades de saúde selecionadas. Adotou-se metodologia ativa de participação através de oficinas, que respeitou os princípios éticos para seu desenvolvimento. No total, aproximadamente 300 pessoas, entre profissionais e usuárias dos serviços estiveram presentes nos encontros. Resultados e discussão As discussões se deram através de oficinas com o tema “Violência Contra a Mulher e enfrentamento”, que buscaram sensibilizar profissionais de saúde e população feminina adstrita. Os profissionais de saúde foram estimulados a acolher, notificar e sensibilizar vítimas de violência e sobre a importância da notificação em caso de suspeita ou confirmação de caso de violência contra a mulher durante atendimentos em saúde. Frente às mulheres, discutiu-se sobre o significado de violência e suas variantes, sensibilizando-as para denúncias. Cada oficina teve duração média de duas horas, com a participação aproximada de 20 pessoas. De modo detalhado, durante as oficinas apresentou-se a lei Maria da Penha e suas aplicabilidades. Foram discutidas as causas (questões de gênero) e características da violência contra a mulher. Ressaltou-se sobre importância da realização de boletins de ocorrência em caso de vitimização e a busca por serviços de saúde, a exemplo das unidades de saúde para apoio e tratamento de possíveis consequências físicas e emocionais. Observou-se uma participação colaborativa dos/as presentes nas oficinas, através de relatos de experiências prévias frente à violência, explanando-se como o agravo geralmente acontece, e como se deve agir em cada caso, ressaltando-se a importância da necessidade de obtenção da informação e conhecimento dos canais de denúncia e apoio. Conclusão. Verificou-se que as atividades de intervenções à luz da educação em saúde são ferramentas fundamentais para o enfrentamento da violência contra a mulher na atenção primária a saúde. Observa-se também a importância da realização das oficinas para que se tenha a identificação das dificuldades que a Estratégias Saúde da Família apresenta para atuação neste agravo. Ações como essas devem estar presentes nas políticas de saúde nos diversos municípios brasileiros, visto que a violência contra a mulher é uma realidade nacional.
Palavras-chave: Violência contra a mulher,Atenção Primária à Saúde,conhecimento
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ITINERÁRIO TERAPÊUTICO E REDES DE ATENÇÃO À SAÚDE: ANÁLISE DE PESQUISAS SOBRE O TEMA
NATÁLIA HENRIQUE FONSECA; Josefa Fernanda Evangelista de Lacerda
Introdução: A procura por cuidados de saúde é inerente ao processo de adoecimento. Dessa forma, os serviços de saúde devem estar preparados e articulados em rede, de modo que facilite essa busca realizada pelo usuário. As redes de atenção à saúde funcionam como estratégias para garantir a integralidade do cuidado e os itinerários terapêuticos como ferramentas para entender a organização e o funcionamento dessas redes. Objetivo: Buscar o que a literatura aborda acerca da temática de itinerário terapêutico e entender sua relação com as redes de atenção à saúde. Método: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, em que a busca por artigos foi realizada na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), com as seguintes palavras-chave: “itinerário terapêutico” “acesso aos serviços de saúde” e “redes de atenção à saúde and itinerário terapêutico” resultando em um total de 66.463 artigos, estes foram submetidos a aplicação dos seguintes filtros: artigos na íntegra; publicados em português e indexados nas bases de dados LILACS, Medline e BDENF, no período de 2013 a 2017, resultando em 732 documentos, em que após submetidos à análise finalizaram uma amostra de 25 artigos que retratavam a temática em estudo. Resultados: Os estudos sobre itinerário terapêutico revelam a diversidade de problemas de saúde que são pesquisados nessa temática, a saber: câncer de mama, colo de útero e próstata, câncer infantojuvenil, doenças crônicas, anemia falciforme, síndromes hipertensivas na gestação, doenças raras, necessidades especiais na infância, urgências e emergências, e Doenças Sexualmente Transmissíveis. Percebe-se que, assim como a temática, também é plural o público que é pesquisado, variando entre mulheres, homens, idosos, famílias, e profissionais de saúde. Os estudos majoritariamente são do tipo descritivos e exploratórios e de natureza qualitativa que utilizam a entrevista semiestruturada para a coleta de dados, evidenciando a pertinência de visualizar as redes de saúde sob a ótica do usuário, seu principal ator. Essa temática é pesquisada em todas as regiões do Brasil, com destaque para as regiões sul e nordeste. As dificuldades de acesso aos serviços de saúde pontuadas na literatura são inúmeras, e envolvem barreiras geográficas, econômicas, socioculturais e funcionais, sendo evidentes nos itinerários terapêuticos. Percebe-se que as redes de atenção à saúde, ainda não estão articuladas de forma integral e desse modo, a atenção primária, que deveria ser a porta de entrada do cliente na rede, é citada apenas como a instituição que faz os encaminhamentos para os serviços especializados, após o diagnóstico ter sido obtido mediante idas e vindas nos serviços hospitalares, emergências e clínicas privadas. Conclusão: Evidencia-se nos estudos que diversos são os itinerários terapêuticos percorridos pelos usuários e suas famílias na busca por cuidados, porém, independente da patologia que os acomete, eles seguem um padrão de busca que os direcionam a assistência hospitalar, mostrando o fraco vínculo com a atenção primária, que não é vista como resolutiva. Dessa forma, o fortalecimento das redes e da atenção primária, por meio do conhecimento dos itinerários terapêuticos dos usuários são um dos caminhos para a assistência de qualidade, resolutiva e integral.
Palavras-chave: Itinerário terapêutico,Acesso aos serviços de saúde,Redes de Atenção à Saúde
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LEVANTAMENTO EPIDEMIOLÓGICO DE FATORES DE RISCO CARDIOVASCULAR EM DOCENTES IDOSOS
JOÃO CRUZ NETO; Natália Rodrigues Vieira
Esta pesquisa é parte de um projeto em andamento que objetiva identificar a presença dos principais fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis em servidores de uma universidade pública. Nesse contexto, objetivou-se identificar riscos cardiovasculares em docentes idosos. Trata-se de um estudo transversal de natureza quantitativa, com desenvolvimento em uma Instituição de Ensino Superior, localizada no interior cearense, com os docentes acima de 60 anos que estavam em pleno exercício laboral. A coleta de dados partiu da realização de visitas aos departamentos e entrevistas. A pesquisa segue com aprovação do comitê de ética em pesquisa da Universidade Regional do Cariri sob protocolo 092010. O estudo de modo geral cumpriu 93% da sua amostra e até o momento foram entrevistados 16 docentes com idade superior a 60 anos. A média de idade foi 64,5 anos. Quanto a variável sexo, prevaleceu o masculino com 68,7%. Com relação à cor houve equivalência entre brancos e não brancos. 62,5% vivem com companheiro (a) e possuem em média 24,6 anos de estudo. Para as variáveis antropométricas obteve-se as médias: Índice de massa corporal 28,2, circunferência abdominal de 67,9 para homens e 31,6 para mulheres. A glicemia capilar pós-prandial apresentou-se em torno de 109mg/dl. A pressão arterial oscilou de 70 para a PAD a 170 para a PAS, com média de 127x80 (população pré-hipertensa). Foi possível observar que 50% dos entrevistados apresentam problemas com relação a dislipidemias. Dentre os entrevistados, 31,2% têm hipertensão arterial e 18,7% diabetes. A ingesta excessiva de sal, gordura e álcool foi relatada em valores de 25%, 31,2% e 12,5% respectivamente. Sobre a prática de atividades físicas, 56,2% confirmam exercitarem-se. Considerando o histórico familiar, 81,2% tem histórico de hipertensão arterial, diabéticos 62,5%, acidente vascular cerebral e infarto encontrou-se valores de 43,7%. Por fim, os entrevistados avaliam sua saúde de modo geral como boa, 81,25%. Diante dos dados observados, o perfil de idosos docentes marca-se pela presença do índice de massa corpórea aumentado. Destaca-se fatores de risco como valores pressóricos alterados, presença de hipertensão e diabetes e histórico familiar representado por doenças cardiovasculares. A adesão aos exercícios físicos é um ponto positivo em boa parte dos entrevistados, porém a redução do sedentarismo deve ser superior, lembrando que a adesão ao estilo de vida saudável é o ponto de partida para melhora da qualidade de vida e redução de morbimortalidade por problemas cardiovasculares.
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LONGEVIDADE: AS CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS DA INSTITUCIONALIZAÇÃO
RAFAELA OLIVEIRA SANTANA; Railany de Oliveira Santana
“LONGEVIDADE: AS CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS DA INSTITUCIONALIZAÇÃO” Rafaela Oliveira Santana1, Railany de Oliveira Santana2, Regina Petrola Bastos Rocha3 Introdução: Em resposta ao evidente envelhecimento populacional e a necessidade de se discutir ações integradas de promoção à saúde da população, foram criadas as Instituições de Longa Permanência (ILP’S), com o objetivo de fortalecer o papel do idoso no que diz respeito a sua identidade, autonomia e cidadania. Entretanto, sabemos que é cada vez mais consensual a necessidade de manter as pessoas ativas em seu próprio meio social, tendo em atenção o melhor equilíbrio (físico, psíquico, e social). Neste sentido, considerando o idoso e o conceito de saúde como qualidade de vida, diante da realidade do sistema asilar, emerge uma questão: será que a institucionalização do idoso propicia esse equilíbrio saudável? Objetivo: Identificar os fatores que conduzem a institucionalização e como esse processo interfere na qualidade de vida dos idosos. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência. As informações foram obtidas através de atividades voltadas para exploração do diálogo, em uma instituição de longa permanência do estado de Ceará no período de 09 de outubro á 26 de março de 2018, em visitas quinzenais, realizadas por acadêmicos da Faculdade de Medicina de Juazeiro (FMJ), em um projeto de extensão “ADOTE UM IDOSO”. Resultados: Os motivos para internação nas ILP’S incluem: as dificuldades das famílias em acolhê-los por falta de espaço, recursos, uma estrutura familiar que respeite o idoso ou por incapacidade de cuidar destes, devido a situações especiais como inserção dos membros no mercado de trabalho, abandono pela família, dificuldades de encontrar um cuidador, pobreza, viuvez e opção do próprio idoso por se achar um entrave para família. O processo de internação e de moradia nas ILP’S representa mais que uma simples mudança de ambiente físico, necessita do estabelecimento de novas relações sociais, e adaptação ao novo lar, o que pode desencadear sensações de desamparo, medo, insegurança e solidão, pela possibilidade de vivenciar essa etapa da vida em lugar estranho e com pessoas desconhecidas. Conclusão: O processo de institucionalização não traz apenas conseqüências negativas, pois se pensarmos no idoso que não tem um familiar que se responsabilize por ele, ou até mesmo um idoso dependente, o qual a família não possui o suporte adequado para o cuidado, a institucionalização revela a solução mais equilibrada. O sucesso da institucionalização depende de múltiplos fatores que passam, sobretudo, pela capacidade dos idosos de buscarem por uma melhor adaptação ao meio inserido. Todo o processo resulta em uma série de fatores que repercutem em todos os aspectos na vida do idoso, tornando-se necessário delinear estratégias que visem à criação de um ambiente social favorável.
Palavras-chave: Instituições de Longa Permanência para Idosos,Saúde do idoso,Qualidade de vida
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MONITORIA ACADÊMICA DE EPIDEMIOLOGIA E A SUA IMPORTÂNCIA NA CONSTRUÇÃO DE CONHECIMENTOS: PERCEPÇÕES, INTERAÇÃO E APRENDIZADO
JESSICA LIMA DE OLIVEIRA; Lydia Maria Tavares; Rauana dos Santos Faustino; Maria Raisa Pereira da Costa
Introdução: A monitoria acadêmica durante a graduação é importante, pois contribui para o processo ensino-aprendizagem. Torna-se uma oportunidade de formação docente do estudante, preparando o futuro profissional através do desenvolvimento de competências e habilidades envolvendo conhecimentos práticos e teóricos. Objetivo: Relatar as experiências de monitoria no contexto da disciplina de Epidemiologia no curso de graduação em Enfermagem da Universidade Regional do Cariri. Método: Trata-se de um relato de experiência com enfoque descritivo, o contexto vivenciado foram as práticas de monitoria junto à disciplina de Epidemiologia. Os participantes foram os acadêmicos do terceiro semestre do período letivo 2017.2. A abordagem analítica foi baseada no processo de interação da turma. Este relato compõe a pesquisa Saberes, Práticas e Experiências na Formação profissional para o cuidado em saúde, aprovado no CEP URCA, sob nº. 974796. Resultados: As experiências como monitor se mostraram bastantes válidas no processo de formação profissional, por se tratar de um espaço em que há o esclarecimento das dúvidas referentes a disciplina de Epidemiologia, contribuindo para a assimilação e consolidação do aprendizado dos estudantes. Assim, percebe-se que para que haja uma troca de informações e experiências eficiente entre os acadêmicos e monitor é fundamental que exista uma boa relação entre eles. Além disso, essa prática colabora para a atualização dos conhecimentos técnico-científicos do discente e favorece a formação do pensamento crítico. Mas também, fornece subsídios para que este desenvolva a criatividade, através da implementação das metodologias ativas nas atividades da monitoria, que podem ser utilizadas nas discussões teóricas, nas orientações de trabalhos, entre outras tarefas atribuídas. Conclusão: Portanto, verifica-se a real necessidade da monitoria de Epidemiologia, pois é um apoio pedagógico importante para os graduandos que estão cursando a disciplina. Além disso, pode funcionar como um elo entre estudante e professor, através do vínculo que os eles criam com o monitor, que proporciona confiança para que elenquem suas fragilidades na matéria, e este posteriormente repasse ao docente. Diante disso, essa experiência foi de suma importância para o crescimento pessoal e profissional.
Palavras-chave: Monitoria,Epidemiologia,Ensino
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MONITORIA DE SEMIOLOGIA E SEMIOTÉCNICA EM ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA
DANIELLE ELIAS GONÇALVES; Luis Rafael Leite Sampaio; Silvânia Miranda da Silva; Romário Biano de Noronha; Henrique Ahioran Holanda
Introdução: O exercício da monitoria no ensino superior é uma importante atividade complementar utilizada no processo ensino-aprendizagem, pois estimula o discente a desenvolver habilidades inerentes à docência, aprimora suas práticas pedagógicas e auxilia na aprendizagem dos acadêmicos envolvidos. Além de ser um serviço de apoio pedagógico que possibilita aos acadêmicos a oportunidade de aprofundar conhecimentos e solucionar eventuais dificuldades relacionadas à disciplina trabalhada. A semiologia em enfermagem é uma disciplina considerada com a base da prática clínica, onde a equipe de enfermagem através das informações disponíveis com a anamnese e aplicação do exame físico, consegue identificar as necessidades específicas de cada paciente independente de seu problema. Objetivo: Sendo assim, este estudo objetiva relatar experiência na monitoria da disciplina de Semiologia e Semiotécnica de Enfermagem, da Universidade Regional do Cariri, bem como demonstrar a importância da monitoria, enquanto instrumento de aprendizagem para a formação e desenvolvimento acadêmico do discente monitor. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, forma metodológica que permite a descrição de experiências vivenciadas, de natureza qualitativa, uma vez que evidencia aspectos subjetivos do ser humano. Este estudo foi realizado a partir da vivência discente na monitoria da disciplina de Semiologia e Semiotécnica de Enfermagem, que no curso de graduação em Enfermagem da URCA, é oferecida à discentes do IV semestre. Resultados: O laboratório de Enfermagem destina-se ao desenvolvimento de atividades de conteúdo prático referentes à disciplina de Semiologia e Semiotécnica de Enfermagem. O laboratório funciona pela manhã, tarde e noite, tanto para a realização de aulas práticas, quanto para atendimento aos alunos. Em todos os horários agendados pelos alunos, as atividades desenvolvidas no laboratório são supervisionadas pelos monitores, valendo destacar que os mesmos não têm autorização para dar aulas nem substituir professores. O ambiente do laboratório configura-se como um espaço propício ao aprendizado, uma vez que os alunos têm a oportunidade de simular a realização de procedimentos que farão parte de sua vida profissional e, consequentemente, desenvolver e aprimorar habilidades psicomotoras antes de um contato real com os pacientes. A monitoria possibilita uma experiência diferenciada ao aluno que por ela opta, visto as inúmeras experiências que podem ser vivenciadas em seu âmbito, quais sejam: consolidação de conhecimentos teórico-práticos; segurança quanto à realização de procedimentos inerentes a disciplina e maior visibilidade acadêmica; aprofundamento de relações com discentes dos demais períodos do curso e com os professores da disciplina; e visão crítica acerca do processo de ensino e aprendizagem. Conclusão: Compreende-se a importância da monitoria na disciplina de semiologia e semiotécnica de enfermagem, pois contribui para a formação acadêmica de todos os discentes, mas é uma experiência ímpar na formação do discente-monitor, pois este aprofunda seu conhecimento teórico-prático, devido às constantes pesquisas, estudos e consequente atualização sobre os temas e práticas.
Palavras-chave: Monitoria, Ensino, Enfermagem
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O ATENDIMENTO PRESTADO PELOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE ÀS EMERGÊNCIAS PSIQUIÁTRICAS EM HOSPITAIS GERAIS
AINOÃ DE OLIVEIRA LIMA; Antonia Daila Martins de Souza; Maria Isabely Félix; Rubens Rodrigues Feitosa; Roger Rodrigues da Silva
INTRODUÇÃO: Emergência psiquiátrica se configura em um quadro em que o paciente apresenta perturbação mental e comportamental, necessitando de rápida intervenção, uma vez que o indivíduo se torna um risco para as pessoas ao seu redor e para si mesmo. O atendimento a essas emergências em hospitais gerais é muito dificultoso, tendo em vista que os profissionais não estão totalmente aptos a atendê-las. OBJETIVO: O estudo busca compreender como se dá o atendimento às emergências psiquiátricas em hospitais gerais. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura de caráter descritivo de abordagem predominante qualitativa, realizado no período de março de 2018. Na pesquisa manuseou-se o Banco de Dados da Biblioteca Virtual em Saúde, por meio das bases de dados BDENF, MEDLINE e LILACS. Para o alcance dos resultados foram usados os descritores: Assistência de enfermagem, Emergência. Psiquiatria e Hospital. Como critérios de inclusão utilizaram-se os arquivos disponíveis na íntegra, que estivessem em idioma português e fossem publicados entre anos de 2010 a 2017. Sucessivamente aplicou-se os critérios de exclusão: documentos repetidos e que não abrangessem o tema proposto, restando assim 4 artigos para construção do estudo. RESULTADOS: As emergências psiquiátricas têm um suporte garantido nos âmbitos assistenciais especializados, porém é reconhecida uma grande deficiência voltada a pacientes com distúrbios mentais no atendimento hospitalar de nível geral. Além de não disponibilizarem o total de leitos preconizados para tais especificidades, não possuem profissionais que estejam devidamente habilitados a lidarem com essas situações que são extremamente particulares e imprevisíveis. Devido à rotina imposta pelo serviço, os profissionais têm maior contato com patologias de caráter físico e acabam desenvolvendo uma mecanicidade para com esta clientela, olvidando uma possível assistência emergencial provinda a um paciente mental que esteja em crise. Em muitos casos o profissional administra precocemente drogas, ou faz uso de contenção como uma medida profilática que incapacita o indivíduo antes de haver uma coleta de dados ou uma avaliação vital, conduta essa estimulada pelo medo de agressão por parte do paciente, e acabam categorizando-o apenas pela sua perturbação comportamental, quando deveriam analisá-lo de forma holística, investigando os fatores estressantes que levaram a essa perturbação. Tais pacientes possuem dificuldade de estabelecer vínculo devido à vulnerabilidade do seu estado mental, então ao perceber o receio dos profissionais em atendê-lo, agrava ainda mais o caso. Os pacientes não se sentem acolhidos e não confiam nos profissionais, pois os mesmo não demonstram segurança, transparecendo medo e receio ao atendê-los. A atenção à situação é dada apenas no momento do “surto”, não se investigando a causa base, diminuindo as chances de reabilitação desse paciente. Uma abordagem feita corretamente e um atendimento holístico e humanizado fazem toda a diferença no que diz respeito à cooperação e adesão dos pacientes ao tratamento que lhe for pertinente. CONCLUSÃO: Desta maneira nota-se o impacto que pacientes mentais enfrentam ao procurarem a emergência de um hospital geral em casos de crise, deparando-se muitas vezes com profissionais receosos e despreparados que não procedem de forma eficaz com intervenções que visem à estabilização do paciente.
Palavras-chave: Assistência de enfermagem, Emergência, Psiquiatria, Hospital
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Abrir o trabalhoO CINEMA COMO INSTRUMENTO DE DESENVOLVIMENTO CRÍTICO REFLEXIVO: RELATO DE EXPERIÊNCIA DO PROJETO CINECLUBE SAÚDE.
VINÍCIUS RODRIGUES DE OLIVEIRA ; Kadson Araujo da Silva; Kamila de Castro Morais; Maria Luiza Santos Ferreira; Patrícia Pereira Tavares de Alcântara
INTRODUÇÃO: O uso de produções cinematográficas tem servido como recurso pedagógico bastante difundido no processo de ensino-aprendizagem na grande área da saúde. Isto se dá por propiciar a problematização da realidade e ancorar argumentos para discussão. O projeto de extensão Cineclube Saúde é idealizado na tentativa de expandir o processo ensino-aprendizagem dos estudantes do curso de enfermagem, assim como articular conhecimentos e saberes entre a comunidade acadêmica e a sociedade. OBJETIVO: Objetivou-se relatar as ações desenvolvidas pelo Projeto Cineclube Saúde e sua contribuição no desenvolvimento do pensamento crítico reflexivo. MÉTODO: Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, acerca da ocorrência de um projeto de extensão desenvolvido na Universidade Regional do Cariri (URCA) Unidade Descentralizada de Iguatu (UDI) denominado Cineclube Saúde. RESULTADOS: As atividades iniciaram-se no primeiro semestre do ano de 2018, especificamente no mês de março e ocorrem semanalmente, alternando-se em reuniões internas e exibições de filmes para a comunidade acadêmica. A equipe que integra o projeto é composta por dez extensionistas voluntários, um professor coordenador e três professoras colaboradoras. As atividades se dão a partir do estabelecimento de parcerias com disciplinas do curso de enfermagem, na qual os estudantes são convidados para a sessão, sendo exibidos filmes com temáticas pertinentes ao conteúdo visto em sala de aula. Além disso, é feito o convite direto a comunidade em geral para se fazerem presentes durante as sessões. Este processo possibilita o engajamento à extensão universitária, o que proporciona o desenvolvimento crítico e a apreensão de conhecimento com troca de aprendizado. Os extensionistas se distribuem em duplas para organização das tarefas, sendo que para cada exibição há dois estudantes responsáveis por mediar o debate ao final do filme, promovendo a interação entre os participantes e uma reflexão acerca da obra. Nota-se que a metodologia utilizada no projeto é bastante eficaz para ampliação das discussões dos conteúdos disciplinares por parte dos alunos a quem a temática é destinada, assim como instiga um olhar diferente sobre o tema nas demais turmas e comunidade em geral. Potencializa-se entre os participantes a capacidade de raciocínio ao refletirem, por intermédio de recursos audiovisuais, sobre situações do cotidiano e suas implicações diante das práticas profissionais em saúde. Para que isso ocorra, faz-se necessária a construção de uma estratégia didática que instigue e a discussão sobre as questões que envolvem as produções cinematográficas, bem como suas implicações na saúde dos sujeitos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Conclui-se que o projeto de extensão Cineclube Saúde corresponde a uma favorável proposta de ampliação pedagógica no âmbito acadêmico. Professores, estudantes e demais envolvidos compartilham múltiplas percepções sobre os filmes, o que contribui em alto grau de excelência na consolidação do conhecimento e na formação de profissionais conscientes de seus papéis na sociedade.
Palavras-chave: Cinema, SaúdePromoção da Saúde.
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O PROCESSO DE ENFERMAGEM NO ACOMPANHAMENTO FAMILIAR: RELATO DE EXPERIÊNCIA
ANTONIO COELHO SIDRIM; Amanda Gomes dos Santos; Adna Melo Pompilio; Joice Pinheiro Matias; Vera Lúcia Lucena Lima Fernandes
O processo de enfermagem é a dinâmica das ações sistematizadas e inter-relacionadas, que viabiliza a organização da assistência de enfermagem. Ele é atualmente adotado pelos profissionais de enfermagem na sua prática com os pacientes a fim de oferecer-lhes um cuidado organizado e que atenda às suas necessidades de tratamento. Para que esse processo possa ser efetivado na prática, é necessário que a equipe conheça a sistematização da assistência de enfermagem e seja capaz de adotá-la como método de trabalho, tomando como base todas as fases desse processo e executando os cuidados que proporcionam a melhora e recuperação do paciente. Assim, objetivou-se relatar a experiência vivenciada por acadêmicos do curso de Enfermagem ao utilizar o processo de enfermagem como ferramenta para o acompanhamento de uma família na Estratégia Saúde da Família. Trata-se de um estudo qualitativo descritivo, que consiste em um relato de experiência, elaborado a partir dos estágios da disciplina Estágio Curricular Supervisionado I, vivenciado por discentes do curso de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri, durante o período de fevereiro a junho de 2017, em um município na região Centro Sul do estado do Ceará. O contexto familiar era composto por três membros, sendo uma idosa de 89 anos e duas mulheres que tinham relação de parentesco com a idosa, assim como, desempenhavam função de cuidadoras. Inicialmente foi feito o histórico de enfermagem, destacando a idosa que apresentava algumas patologias importantes em decorrência da depressão que surgiu após a morte de seu cônjuge. A mesma apresentava quadro de Alzheimer e Parkinson subsequentes e, por isso, muitas debilidades físicas que a expôs ao risco de ter lesão na pele devido à pressão do posicionamento em que se encontrava, além de uma deficiência visual em decorrência de glaucoma no olho esquerdo a alguns anos atrás, com presença de pressão arterial elevada e diabetes que restringia sua alimentação. Em seguida, foram levantados os diagnósticos de enfermagem, sendo encontrados como prioridades Mobilidade física comprometida e Deglutição prejudicada. A equipe interveio administrando a alimentação de consistência pastosa hipossódica e com pouco açúcar por sonda nasogástrica, além de mudanças regulares de decúbito. A idosa evoluiu tendo melhora nas lesões por pressão. Ao final do período de estágio dos discentes, a família que teve seus cuidados guiados pelo processo de enfermagem demonstraram satisfação e respostas positivas quanto as necessidades apresentadas. A vivência proporcionou aos discentes uma nova experiência no cuidado familiar por meio da oportunidade de implementar o processo de enfermagem e responder às necessidades humanas apresentadas. Portanto, foi possível observar que o cuidado prestado com organização promove a saúde daqueles que o recebem.
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O USO DO BRINQUEDO TERAPÊUTICO COMO ESTRATÉGIA DE CUIDADO DA ENFERMAGEM
ANDREZA INGRID FERREIRA LIRA; Roger Rodrigues da Silva; Maria Isabely Felix; Andreza Alves de Abreu; Aline do Nascimento Pinheiro
¬INTRODUÇÃO: Brincar é uma ocupação própria da infância e ajuda no desenvolvimento motor, emocional, mental e social da criança, agindo como uma forma de adaptar-se à realidade, atuando como um meio de formação, manutenção e recuperação da saúde. O ambiente hospitalar pode causar ansiedade, estresse e trauma na criança ao se encontrar fora de seu contexto familiar e social. Diante disso, a utilização do Brinquedo Terapêutico (BT), que se constitui como estratégia estruturada para aliviar as experiências atípicas da criança, se torna uma importante ferramenta facilitadora no processo de cuidado e aceitação do tratamento pela criança. OBJETIVO: Acentuar os benefícios que o brinquedo terapêutico proporciona a criança hospitalizada e o auxílio que este presta à assistência de enfermagem. METODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura de caráter descritivo com abordagem qualitativa, realizada no período de fevereiro e março de 2018. A pesquisa foi produzida utilizando as bases de dados BDENF, MEDLINE e LILACS por meio do banco de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Para a obtenção dos resultados foram cruzados os descritores em saúde: brinquedo e assistência de enfermagem, utilizando-se o operador booleano AND, que resultou em 224 amostras. Utilizou-se como critérios de inclusão: documentos disponíveis na integra e gratuitos, idioma português e publicados entre os anos de 2014 a 2017; posteriormente, aplicaram-se os critérios de exclusão: artigos repetidos e que não contemplassem a temática proposta, restando assim 5 artigos para a construção da pesquisa em questão. RESULTADOS: A internação hospitalar muitas vezes ocasiona repulsa na criança, podendo causar-lhe uma experiência traumática. Em consequência a isso, sentimentos negativos e apavoradores surgem relacionados ao espaço, juntamente com a vontade de retornar ao convívio familiar rotineiro. A maioria dos profissionais de enfermagem afirmam que a utilização do BT ajuda a criança no momento dos procedimentos, recuperação da saúde e ainda na criação de vínculos entre o profissional e a mesma. Apesar de serem conhecedores dos benefícios do brinquedo, não são todos os profissionais que se equipam deste artifício, seja por falta de tempo, de capacitação adequada e até mesmo valorização deste método. O BT está sendo cada vez mais realizado nas unidades como um intermédio para facilitação de condutas, realização de intervenções hospitalares e amenização da agitação da criança que provém de seu medo à exposição dolorosa. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Frente a importância da utilização do BT em crianças hospitalizadas, se faz necessário que nas instituições de saúde, que prestam cuidados a esse público, implementem a prática do uso do BT como estratégia de cuidado na assistência à saúde. Para tanto, capacitações iniciais e periódicas devem ser realizadas com os profissionais em relação à humanização e ao uso do brinquedo terapêutico, por considerar seu uso como prática que traz benefícios para equipe, crianças, familiares.
Palavras-chave: Brinquedo ,Terapêutico ,Assistência de enfermagem
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Abrir o trabalhoOS BENEFICIOS DA ADESÃO AO USO DAS CLASSIFICAÇÕES DE ENFERMAGEM DURANTE A ASSISTÊNCIA
SIMONY DE FREITAS LAVOR ; RÚBIA ALVES BEZERRA; RUBENS RODRIGUES FEITOSA; NADIENE DE MATOS OLIVEIRA; ANA TAMIRES RIBEIRO JUSTO DE OLIVEIRA
INTRODUÇÃO: A enfermagem possui alguns sistemas de classificação, os mais conhecidos são Classificação de diagnósticos de Enfermagem do North American Nursing Diagnosis Association International, que passou a incorporar o termo internacional em 2002, classificação de intervenções de enfermagem – Nursing Interventions Classification; classificação de resultados de enfermagem – Nursing Outcomes Classification; Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem e Classificação Internacional das Práticas de Enfermagem em Saúde Coletiva. A enfermagem tem mostrado necessidade de padronização de um sistema que pudesse ser praticada e abrangida por todos os enfermeiros. A partir dessa necessidade surgiu a criação de instrumentos de trabalho que possibilite a interação dinâmica durante realização do processo de enfermagem, sendo eles as classificações de enfermagem. OBJETIVO: Analisar o uso das classificações de assistência de enfermagem pelos profissionais enfermeiros (as) MÉTODO: Trata-se de uma revisão da literatura de abordagem qualitativa com caráter descritivo; realizado no período de março a abril de 2018. Foi realizada a busca no banco de dados biblioteca virtual de saúde (BVS) usando como base de dados LILACS, MEDLAINE E BDENF, fundamentado nos descritores, Classificações de Enfermagem AND Assistência AND Processo de Enfermagem. Na busca foi utilizado os filtros: documentos que estivessem disponíveis, idioma português, publicações entre os anos de 2014 a 2016. Os critérios de exclusão foram trabalhos que não atendem a temática proposta, publicações repetidas e os que não estavam disponíveis na integra. Critérios de inclusão estudos de relato de caso, revisão da literatura e no idioma português. Utilizando-se 6 para construção do estudo. RESULTADOS: A Classificação Internacional da Prática de Enfermagem propõe modelos diferenciados de ações e estratégias, para o desenvolvimento desses, é fundamental a formação de profissionais criativos e conhecedores da proposta abordada. Constatou-se que ainda há certa dificuldade e resistência para utilização das classificações, por vários motivos, entre eles se destacam o desconhecimento e por não saberem utiliza-las, interferindo na qualidade da assistência de enfermagem, além da junção entre o desconhecimento da doença e a operacionalização do cuidado de enfermagem. CONCLUSÃO: As Classificações já são usadas em diversos países e torna-se notável sua contribuição significativa na boa qualidade da assistência prestada, na organização da Enfermagem como um todo, tornando o cuidado sistematizado, o que acarretará benefícios para ambas às partes envolvidas. O que necessita de uma atenção maior voltada à essas necessidades que esta pode vir através de uma inserção maior na graduação para que futuros profissionais estejam aptos a manusear de forma assídua e com segurança.
Palavras-chave: Classificações de enfermagem,Assistência,Processo de enfermagem
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Abrir o trabalhoPALESTRA EDUCATIVA SOBRE CÂNCER DE MAMA E DE COLO DE ÚTERO: RELATO DE CASO
ARIADNA MOISÉS DO NASCIMENTO ARRAIS RIBEIRO; Luciana Maria Pereira dos Santos Morais; José Gledson Costa Silva; Anne Caroline Moisés do Nascimento Arrais Ribeiro; Krishna Bezerra de Lima
O câncer é considerado um grave problema de Saúde Pública mundial. No Brasil, essa patologia vem atingindo progressivamente um número maior de mulheres, em faixas etárias cada vez mais baixas, e com taxa de mortalidade também crescente. Para o Brasil, estimam-se 59.700 casos novos de câncer de mama, para cada ano do biênio 2018-2019, com um risco estimado de 56,33 casos a cada 100 mil mulheres e 16.370 casos novos de câncer do colo do útero, com um risco estimado de 15,43 casos a cada 100mil mulheres. Tendo em vista que o diagnóstico precoce e sua prevenção estão ligados ao acesso à informação, optou-se por realizar uma palestra que teve o intuito de promover uma integração e troca de experiências entre adolescentes escolares do sexo feminino do ensino médio para incentivá-las a promover a prevenção de tais doenças, com base nos seus conhecimentos prévios sobre o tema. Este trabalho objetivou descrever a experiência da realização de uma palestra educativa, a partir de um relato de caso com abordagem qualitativa, realizada no dia 8 de março de 2018, dia internacional das mulheres, tendo como tema Câncer de mama e colo de útero. As participantes foram alunas do ensino médio do Colégio da Polícia Militar do Ceará Cel. PM Hervano Macêdo no município de Juazeiro do Norte - CE. A divulgação das informações foi realizada a partir de slides e vídeos educativos, onde as alunas interagiram e relataram seus conhecimentos, experiências familiares e dúvidas acerca da temática. Os resultados da palestra foram bastante satisfatórios, mostrando tanto a interação e o aprendizado das alunas, como o levantamento de novos questionamentos acerca do assunto abordado. Por fim, fica claro o quanto é importante a inserção do profissional enfermeiro no meio escolar, realizando essa troca de aprendizado e integração saúde e escola, mostrando que cada vez mais a Enfermagem possui um importante papel na promoção de saúde e prevenção de doenças. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Instituto Nacional de Câncer (INCA). Controle do câncer de mama: documento de consenso. Brasília; 2012. SCLOWITZ, M. L.; MENEZES, A. M. B.; GIGANTE, D. P.; TESSARO, S. Condutas na prevenção secundária do câncer de mama e fatores associados. Revista Saúde Pública. v.3, n.39, p.340-9, 2012.
Palavras-chave: neoplasias da mama, colo do útero, cuidados de enfermagem, educação em saúde
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PERCEPÇÃO DA PUERPÉRA PRIMÍPARA ACERCA DA ASSISTÊNCIA DA EQUIPE DE ENFERMAGEM EM UM ALOJAMENTO CONJUNTO.
ARIADNA MOISÉS DO NASCIMENTO ARRAIS RIBEIRO; Luciana Maria Pereira dos Santos Morais; Maria de Fátima Esmeraldo Ramos de Figueiredo; Anne Caroline Moisés do Nascimento Arrais Ribeiro; Krishna Bezerra de Lima
A maternidade constitui uma experiência singular na vida da mulher, sendo assim, é importante entender as necessidades da vivência da mesma durante este período, especialmente quando primípara, ou seja, mãe pela primeira vez. As primíparas podem necessitar de maior acompanhamento nas habilidades da maternidade, pois a primeira experiência pode estar carregada de insegurança, conflitos e inexperiência, principalmente com relação aos cuidados com o bebê. Nesse sentido, é imprescindível que a equipe de saúde ofereça à mulher informações claras e completas sobre cuidado a ser ofertado no serviço de saúde oportunizando sua participação e tomada de decisão durante todo o processo parturitivo. Sendo assim o presente estudo objetivou conhecer as percepções das puérperas primíparas sobre a assistência da equipe de enfermagem no Alojamento Conjunto (AC). Trata-se de uma pesquisa exploratória, qualitativa, realizada em uma maternidade filantrópica em Juazeiro do Norte, mediante entrevistas semi-estruturadas efetuadas com 20 puérperas primíparas, em novembro de 2016. Os dados encontrados sobre a assistência de enfermagem no AC foram organizados em categorias que, ora se referem a concepções positivas sobre atividades da enfermagem, sobretudo, à amamentação e administração de medicamentos, e ora expressam a ausência do apoio e momentos de conversa para retirar suas dúvidas e se autofirmarem enquanto mães. Conclui-se que há sentimentos de ambigüidade entre as puérperas, o que pode estar associado à necessidade de uma assistência sistematizada da enfermagem no AC, à pouca experiência das primíparas e às incertezas surgidas com a vivência do período puerperal. SILVA, L. A.; NAKANO, A. M. S.; GOMES, F. A.; STEFANELLO, J. Significados atribuídos por puérperas adolescentes à maternidade: Autocuidado e cuidado com o bebê. Revista Texto & Contexto Enfermagem, v. 18, n. 1, p. 48-56, 2009. SODRÉ, T. M.; BONADIO, I. C.; PINTODE JESUS, M. C.; MERINGHI, M. A. B. Necessidade de cuidado e desejo de participação no parto de gestantes residentes em Londrina-Paraná. Revista Texto&Contexto Enfermagem, v. 19, n. 3, p. 452-60, 2010. ¹Enfermeira pela Universidade Regional do Cariri (URCA). Membro do Grupo de Pesquisa e Extensão em Saúde Cardiovascular e Cerebrovascular (GPESCC). Enfermeira no Hospital Regional do Cariri (HRC) pela Cooperativa do Trabalho de Enfermagem do Ceará (COOPEN). E-mail: ariadna_arrais@hotmail.com. ² Enfermeira do Hospital Regional do Cariri (HRC) . Docente do curso de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri (URCA). E-mail: lubaby81@hotmail.com. ³ Enfermeira Ms. docente da Universidade Regional do Cariri (URCA).E-mail: faef2129@hotmail.com. 4Acadêmica do 5° semestre do curso de enfermagem da Universidade Regional do Cariri (URCA). E-mail: anne_arrais@hotmail.com 5Enfermeira pela Universidade Regional do Cariri (URCA). Enfermeira no Hospital Regional do Cariri (HRC) pela Cooperativa do Trabalho de Enfermagem (COOPEN). E-mail: krishnabezerra@hotmail.com
Palavras-chave: assitência de enfermagem, alojamento conjunto, puerperas primiparas
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PERCEPÇÃO DE MULHERES SOBRE ASSISTÊNCIA HUMANIZADA NO PRÉ-NATAL E PUERPÉRIO
OTÁVIA MARIA DOS SANTOS SOUZA; Laísa de Sousa Marques; Thiáskara Ramile Caldas Leite; Gustavo Coêlho de Oliveira; Luiz Henrique da Silva
INTRODUÇÃO: No âmbito da saúde, a palavra humanizar se refere ao cuidado integral e holístico dispensado ao cliente, atentando para sua totalidade, circunstâncias e vulnerabilidades com a finalidade de atender suas demandas. No tocante à humanização dos cuidados às gestantes e puérperas, o Ministério da Saúde, em 2001, instituiu o Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento objetivando reformular o modelo de atenção materno-infantil, assegurando a melhoria no acesso, cobertura e qualidade nos atendimentos ao pré-natal, parto e puerpério às mulheres, bem como a assistência aos recém-nascidos. A implantação do programa foi importante para o avanço da assistência materno-infantil, principalmente por utilizar-se de estratégias e metas que priorizam a assistência humanizada. OBJETIVO: Objetivou-se analisar a percepção das mulheres quanto ao significado de humanização da assistência durante o pré-natal e puerpério. MÉTODO: Trata-se de uma pesquisa exploratória, descritiva e de abordagem qualitativa realizada no Posto de Assistência Primária à Saúde, localizado no município de Cajazeiras-PB, no mês de agosto de 2017. A amostra foi composta por 11 mulheres que se encontravam no pós-parto, residentes na zona urbana da área de abrangência da unidade de saúde e que o parto havia ocorrido entre os meses de março e agosto de 2017. Os dados foram oriundos de uma entrevista com gravação de áudio guiado por um formulário semiestruturado, que posteriormente foram transcritos e organizados pelo método de análise de conteúdo de Laurence Bardin. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética de Pesquisa da Universidade Federal de Campina Grande/Centro de Formação de Professores sendo aprovada sob parecer Nº 2.261.973. RESULTADOS: Constatou-se que a maioria das mulheres não referiram conhecimento sobre o conceito de humanização, todavia após uma exposição realizada pela pesquisadora, as participantes começaram a relacionar a humanização com a forma de atender bem a clientela satisfazendo suas necessidades. Referiram que o profissional enfermeiro é o que mais realiza atendimentos com humanização às mulheres durante o pré-natal e puerpério, seguido dos agentes comunitários de saúde e estagiários de enfermagem, e o médico o menos atuante. CONCLUSÃO: Conclui-se que a forma de atender, o acolhimento, a escuta qualificada e uma boa orientação são ferramentas relevantes para um atendimento humanizado, favorecendo a adesão das usuárias aos serviços de saúde e promovendo o vínculo entre profissionais e usuárias. Ademais, verificou-se a importância do enfermeiro nas práticas de ações em saúde materno-infantil no âmbito da atenção básica, além da satisfação das mulheres sobre a assistência recebida, porém deve-se incentivar a integralidade da assistência por meio do trabalho de uma equipe multi e interdisciplinar seguindo as recomendações do Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento.
Palavras-chave: Atenção primária à Saúde,Cuidado Pré Natal,Período Pós -Parto,Humanização da Assistência
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PERCEPÇÃO DE PROFISSIONAIS ACERCA DAS TECNOLOGIAS DE CUIDADO A USUÁRIOS DE CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL
CLEBSON PEREIRA DE OLIVEIRA
Introdução: A desinstitucionalização advinda da reforma psiquiátrica vem reduzindo os hospitais psiquiátricos e inserindo a estratégia do centro de atenção psicossocial (CAPS). As tecnologias em saúde vêm sendo utilizadas como forma de cuidado holístico ao cliente com transtorno mental. Desta forma, os profissionais são introduzidos como participantes no processo e progresso do tratamento. O cliente é assistido de maneira integral, possibilitando o acolhimento humanitário, já o atendimento multiprofissional possibilita um melhor incremento das tecnologias relacionais, ou seja, a inserção de modelos que não visam apenas a medicalização. Objetivo: Determinar quais tecnologias são utilizadas no contexto de atenção à saúde mental no CAPS por seus profissionais. Identificar a percepção da assistência multiprofissional. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa qualitativa do tipo descritiva, realizada durante os meses de maio a setembro de 2017, no centro de atenção psicossocial (CAPS) III no município de Crato-Ce. A população é composta por 13 profissionais que atuam na promoção e tratamento dos clientes assistidos no CAPS III, sendo quatro (4) homens e nove (9) mulheres, idades variando de dezenove (19) a quarenta e nove (49) anos, de níveis médio e superior, tempo de atuação entre três (3) meses a dez (10) anos. Definiu-se como forma de pesquisa entrevista semiestruturada, esta foi composta por seis questões norteadoras, foi indagado sobre o conceito de tecnologias, quais dos tipos de tecnologia o profissional utiliza no seu cotidiano, como é realizada no contexto da sua vivência quanto equipe multiprofissional, indagou-se ainda, qual a importância de utilizá-las, se há um feedback (retorno) por parte dos usuários quanto a utilização e, por fim, foi questionado se é possível melhorar a interação profissional-cliente ao utilizar tecnologias em saúde. Resultados: A maioria dos entrevistados relataram que conhece o termo tecnologias em saúde, (12 entrevistados), destacando o atendimento multiprofissional como o fator desencadeante no processo de primeiro contato com o cliente, Oito (8) entrevistados, trabalham diretamente com a implementação das tecnologias, em sua maioria leves, dentre eles enfermeiras, assistente social, psicóloga e professor de teatro. Todos relataram em sua fala que é de extrema importância para a terapêutica o uso dos instrumentos que viabilizam a inter-relação dos pares e aqueles que o utiliza, como forma eficaz na terapêutica, o que reflete na melhora extramuros do estabelecimento. Assim como anteriormente, os treze entrevistados relataram que receberam sim um retorno (feedback) positivo tanto das pessoas que são atendidas nas atividades realizadas, quanto dos seus familiares, em ambos os casos foi descrito que há significativa melhora dos clientes, desde que haja tratamento de maneira conjunta do tratamento farmacológico e não farmacológico. Quanto as melhorias que podem ser concebidas foram dispostas variadas respostas tendo como ponto de partida as variáveis demandas de cada setor e seus respectivos funcionários. Conclusão: Conclui-se que o modelo psiquiátrico que vigora atualmente objetiva o cliente como ser participante do seu tratamento, os profissionais, nesta perspectiva, devem oferecer por meio das inúmeras tecnologias de cuidado a saúde subsídios que fortaleçam a interação profissional-paciente, culminando em uma assistência de qualidade interferindo positivamente no tratamento do cliente.
Palavras-chave: Assistência Integral à Saúde, Saúde Mental, Equipe de Assistência ao Paciente.
Oral
Abrir o trabalhoPERFIL DAS MULHERES VÍTIMAS DE VIOÊNCIA NO INTERIOR DO CEARÁ, BRASIL.
MARIA NEYZE MARTINS FERNANDES; FRANCISCA TAMIRIS PEREIRA DE SOUZA; MARIA DO SOCORRO NETA GERÔNIMO; SÁSKYA JORGEANNE BARROS BEZERRA; PEDRO YAN ALEXANDRE BARBOSA KENNEDY
A violência contra a mulher é presenciada frequentemente na sociedade, sendo esse, um infeliz fenômeno que já se transcorre durante um longo período na história humana. As mulheres sempre se viram como vítimas de algum tipo de violência, seja ela física, psicológica, sexual, privação de direitos, dentre outros inúmeros tipos que violassem de alguma forma a figura feminina. Em vista disso, sente-se a necessidade de haver um conhecimento sobre o perfil dessas mulheres vítimas de violência, para que assim sejam criadas medidas para uma mediação eficaz. Com seriedade no seu trabalho de análise desse aspecto social, o Observatório da Violência e Direitos Humanos no Cariri monitora os dados da violência contra a mulher no interior do Ceará, a exemplo dos coletados na unidade de Crato da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). Esse estudo feito tem como objetivo traçar o perfil das mulheres vítimas de violência com uma análise quantitativa de 175 casos coletados no primeiro semestre de 2017 no setor da DDM do município de Crato, Ceará. As coletas de dados foram feitas através de um sistema de check list em fichas de coleta para posteriormente serem tabulados e feitas as análises dos dados acumulados. Averiguando os dados, tornou-se de conhecimento que a maioria dos casos correspondem a mulheres que se encontram entre 18 e 60 anos, tendo em números 160 casos (91,42%). Quanto ao estado civil, o maior número de vítimas se diz solteiras, com 76 casos (43,42%), e logo abaixo apresentaram 49 ocorrências em que as mulheres se dizem casadas (28%). No que se refere a ocupação das vítimas, se viu que em 23 casos (13,14%) elas consideram sua profissão como “donas de casa”. Em relação ao tipo de violência sofrida têm-se os dados de que 56,57% sofreram violência psicológica ou moral (99 casos), seguidos de 31,42% de notificações relacionadas a ameaças (55 casos). Analisados os aspectos mais frequentes entre as vítimas de violência, percebe-se o anseio na criação de ações que se voltem para a proteção desse corpo coletivo em todos os aspectos, afim de se evitar o agravamento da situação, a qual mostra que a violência contra a mulher atinge em sua maioria jovens tendo a predominância na a violência psicológica e moral. Toda essa situação mostra o quanto se faz necessário na sociedade uma melhor instrução dos direitos humanos afim de futuramente notar uma diminuição nesses casos de violência contra a mulher que são tão nocivos para a sociedade e sua construção sociocultural.
Palavras-chave: Violência Contra a Mulher, Violência, Direitos Humanos
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PERFIL DAS MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA ATENDIDAS EM UM CENTRO DE REFERENCIA DA MULHER
FRANCISCA TAMIRIS PEREIRA DE SOUZA; Sáskya Jorgeanne Barros Bezerra; Pedro Yan Alexandre Barbosa Kennedy; Gabriel Fernandes Pereira; Larissia Cândido Cardoso
OBJETIVOS: Conhecer o perfil das mulheres que foram atendidas em um Centro de Referência da Mulher. MÉTODOS: Trata-se de um estudo de abordagem quantitativa, por meio de fontes secundárias, analisadas no período de janeiro a julho de 2017, no município de Crato, Ceará. Buscou-se dados referentes à idade da vítima, estado civil, número de filhos, profissão, tipo de violência, idade do agressor, local de ocorrência (zona rural ou urbana, via pública ou residencial) e horário (manhã, tarde, noite, madrugada ou ignorado). Os dados foram coletados por meio de checklist, tabulados em frequências absolutas e relativas e analisados conforme a literatura pertinente. O estudo obedeceu aos princípios éticos da Resolução 466/12, com número de parecer 2038188. RESULTADOS: Foram contabilizadas no período apresentado, 49 mulheres que sofreram violência atendidas no centro, pontuando que os meses de janeiro e março não houveram atendimentos registrados. Em 31 dos casos, as mulheres violentadas tinham de 30 a 59 anos, seguido por 13 casos, com mulheres em idades de 18 a 29 anos. Salienta-se que as mulheres solteiras e casadas possuem o maior número de casos, respectivamente (17) e (16). Ao analisar a variável referente ao número de filhos, observa-se o crescente número de casos que essa informação não é conhecida, mostrando uma possível subnotificação. Verificou-se também que a profissão da vítima é desconhecida em 24 dos casos apresentados, e questiona-se ou o não recolhimento da informação ou a ausência de uma profissão. No tipo de violência sofrida, 43 casos revela a violência psicológica/moral como a mais praticada, seguida pela violência física com 21. Tendo em vista o local de ocorrência, 33 notificações mostraram que a casa é o local que mais acontece as violências, justificando os altos índices de violência doméstica. A zona urbana aparece como predominante com 30 casos, seguido da zona rural com 17 dos casos. Quanto ao horário da ocorrência este não foi registrado em 49 casos. A idade do agressor teve uma amostra de 44 casos tidos como desconhecidos. Torna-se importante identificar o perfil de vítimas e agressores, o que impacta no direcionamento de ações, políticas e recursos para combater a violência a este grupo. CONSIDERAÇÕES FINAIS: No apanhado geral do primeiro semestre do ano de 2017, evidencia-se que as mulheres jovens são as mais vitimadas e que a inexistência da coleta de alguns dados dificulta o conhecimento real do agravo. Torna-se necessário estar atento para o recolhimento de todas as informações possíveis da violência cometida contra as mulheres para se pensar em ações eficazes para redução e/ou eliminação.
Palavras-chave: MULHER,VIOLÊNCIA,VITIMAS
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PERFIL DOS AGRESSORES E DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER REGISTRADOS POR SERVIÇOS DE SAÚDE
RICHARD MAIRON SILVA SOUSA; Francisca Tamiris Pereira de Souza; Maria Do socorro Neta Gerônimo; Daniel Lino; Raniere Rodrigues da Silva
Introdução: Tem se percebido que na sociedade os índices de violência são crescentes e preocupantes e as mulheres compõem uma considerável parcela ao serem comparadas com as demais esferas da população, no quesito vítimas dessa agressão, que na sua maioria são compostas por homens. Assim, no tocante aos agressores se faz necessário identificar o seu perfil e os tipos de violência mais comuns para intervenção preventiva. O Observatório da Violência e Direitos Humanos da Região do Cariri tem papel importante no monitoramento deste e outros agravos, discutindo esses dados e propondo intervenções, a exemplo do conhecimento do perfil dos agressores, que se torna importante para se pensar em ações voltadas ao público masculino com o objetivo de sensibilizá-los para a não perpetração de violência. Objetivo: Identificar o perfil dos agressores de violência contra a mulher e os tipos de violência perpetradas. Método: Trata-se de um estudo quantitativo, no qual foram analisados dados referentes às fichas notificações registradas pelos serviços de saúde e encaminhadas à vigilância epidemiológica de dois municípios no interior do Ceará. Os dados foram coletados entre janeiro a julho de 2017 através de uma checklist. Após coleta, os mesmos foram tabulados em frequências absolutas e relativas, e analisados à luz da literatura pertinente. O estudo teve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa com parecer 2038188. Resultados: Foram analisados dados de 29 fichas de notificação. No tocante a idade dos agressores, 58,62% (n=17) não tiveram suas idades registradas. Sobre o vínculo do agressor com a vítima, 44,82% (n=13) eram a própria vítima. A respeito do sexo do agressor, 44,82% (n=13) eram do sexo feminino. Importante salientar o uso de álcool, sendo que 58,62% (n=17) não relataram o uso deste. Sobre o local da agressão, 51,72% (n=15) referiram sofrer a agressão na própria residência. O tipo de violência mais referida entrou na categoria de outros, com 33% (n=14). E o principal meio de agressão foi o envenenamento e/ou intoxicação com 41,37% (n=12). Os dados apontam que a violência registrada pelos serviços de saúde, em quase metade da amostra, tem a própria mulher como agressora de si mesma, o que aponta para uma violência auto infligida e essa realidade é importante para que os serviços de saúde possam identificar os motivos dessa ocorrência. Considerações Finais: Ao se analisar os dados percebeu-se a predominância da violência auto infligida, em que constantemente ao ser comparada as demais categorias, o envenenamento prevaleceu sobre as demais. Logo essa análise leva a reflexão de que os problemas de violência tem como base outras causas que devem ser conhecidas e manejadas. Essa análise faz-se fundamental, pois é partir da compreensão das dimensões que rodeiam o problema que se pode articular novos instrumentos que direcionem para a solução dele.
Palavras-chave: Saúde Pública,Violência contra a mulher,Enfermagem
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PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DOS NASCIDOS VIVOS COM MICROCEFALIA NO ESTADO DO CEARÁ 2015 - 2017
FRANCIELTON DE AMORIM MARÇAL; Cicero Magerbio Gomes Torres
INTRODUÇÃO: Tendo em vista o inesperado aumento no coeficiente de prevalência de nascidos vivos com microcefalia no Brasil nos últimos anos, principalmente na região Nordeste do país, a partir de outubro de 2015, e sua distribuição atribuída à provável exposição intrauterina ao vírus Zika, bem como o impacto desta doença sobre a qualidade de vida das crianças, o presente estudo, estrutura-se de forma a colaborar para a obtenção de evidências científicas em nível de epidemiologia descritiva. OBJETIVOS: Descrever a prevalência de microcefalia ao nascer no Ceará, no período 2015-2017. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo descritivo, com dados provenientes da Secretaria de Saúde do Estado do Ceará (SESA) comparados ao do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), referentes ao período de 2015-2017. RESULTADOS E DISCUSSÃO: O total de notificações de síndrome congênita associada ao vírus Zika, desde 2015, início da ocorrência no Estado do Ceará, até agosto de 2017, corresponde a 649 casos, sendo que 159 destes foram confirmados, 342 destes foram descartados, 4 destes inconclusivos, 2 destes foram considerados prováveis e 142 destes permanecem em investigação. Descritivamente, no Estado do Ceará, a macrorregião de Fortaleza concentrou, no período 2015 e 2016, 365 casos notificados, sendo que, a partir de 2016, ocorre uma diminuição gradativa na notificação de casos novos da síndrome congênita associada ao vírus Zika na macrorregião. De acordo com os dados analisados, tem-se que em 2017, foram notificados 8 casos de síndrome congênita associada à infecção pelo vírus Zika. No período analisado, 119 dos municípios do Estado do Ceará, notificaram casos da doença, sendo que 56 dos municípios confirmaram casos nos anos de 2015 e 2016. CONCLUSÃO: O elevado número de casos de microcefalia registrado em 2015 reforça a importância da notificação pelas secretarias de saúde e pelo Sinasc e do aprimoramento do sistema de vigilância das anomalias congênitas.
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Abrir o trabalhoPRÁTICAS DE MONITORIA ACADÊMICA NA DISCIPLINA DE SAÚDE DA MULHER: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
BRENDA BELÉM LUNA SAMPAIO; Dayanne Rakelly de Oliveira; Maria de Fátima Esmeraldo Ramos Figueiredo; Glauberto da Silva Quirino; Sharlene Maria Oliveira Brito
Introdução: A monitoria acadêmica pode ser entendida como uma modalidade de ensino e aprendizagem pelo qual alunos auxiliam alunos, incentivando a formação integrada nas atividades de ensino, pesquisa e extensão dos cursos de graduação. A prática de monitoria surge como uma oportunidade para o discente aprofundar seus conhecimentos em áreas específicas e ainda contribuir para o um bom desempenho dos alunos monitorados, vivenciando as satisfações e adversidades da docência. Objetivo: Relatar experiências vivenciadas em monitoria da disciplina Enfermagem no Processo de Cuidar em Saúde da Mulher, bem como demonstrar sua importância enquanto instrumento de ensino-aprendizagem. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência de monitoria acadêmica na disciplina Enfermagem no Processo de Cuidar em Saúde da Mulher, do curso de graduação em Enfermagem na Universidade Regional do Cariri-URCA. A monitoria conta com carga horária semanal de 20 horas, os encontros acontecem duas vezes por semana e as atividades realizadas comtemplam a busca na literatura dos temas abordados na disciplina, planejamento das atividades teóricas e práticas, realização de aulas expositivas-dialogadas, práticas em laboratório, leitura, reflexão e discussão de temas abordados em artigos, e resolução de questões, a fim de concretizar a aprendizagem por meio do exercício do que foi visto em sala. Resultados: As vivências das atividades mais relevantes para a formação acadêmica da monitora apresentam-se como a oportunidade de inteirar-se com o processo ensino-aprendizagem, troca mútua de conhecimentos, a aproximação e o estabelecimento da comunicação com os alunos, o enfrentamento de situações inesperadas, bem como o acompanhamento da evolução dos discentes diante das atividades. O desenvolvimento das práticas de monitoria está sendo extremamente proveitoso para a monitora e para os alunos, de acordo com relatos dos mesmos. A maioria dos alunos mostra-se interessada e participativa, possibilitando, desta forma, a efetividade das atividades realizadas. Entretanto, a ausência de alguns alunos e a falta de alguns materiais nas práticas em laboratório foram fatores que dificultaram o desempenho das atividades, mas com planejamento e organização, tais desafios puderam ser superados. Ressalta-se a obtenção de conhecimento teórico-prático, vivência de novas experiências e o aperfeiçoamento de competências como liderança e comunicação, como as maiores contribuições da monitoria na formação acadêmica da monitora. Conclusão: As atividades exercidas pela monitora são imprescindíveis para o amadurecimento pessoal e profissional, através da oportunidade de vivenciar mais frequentemente a dinâmica e os desafios da docência.
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Abrir o trabalhoPREVENÇÃO PRIMÁRIA E SECUNDÁRIA DO DIABETES POR ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
ROGER RODRIGUES DA SILVA; Marcos Paulo Mota Sousa; Irene Custódia Silva; Glícia Uchôa Gomes Mendonça; Talles Homero Pereira Feitosa
INTRODUÇÃO: A incidência do Diabetes Mellitus vem aumentando rapidamente em todo o mundo, aliada à ocorrência de sedentarismo, tabagismo, maus hábitos alimentares, obesidade e doenças associadas. Conforme a Organização Mundial de Saúde e a Federação Internacional de Diabetes, cerca de 14,3 milhões de brasileiros sofrem com a doença, atingindo mais mulheres (9,9%) do que homens (7,8%). Nesse contexto, ações de caráter preventivo são necessárias para diminuição das taxas do agravo e de suas complicações. OBJETIVO: Descrever intervenções de enfermagem realizadas com vistas à prevenção primária e secundária do diabetes mellitus. MÉTODO: Trata-se de um relato de experiência, acerca de uma ação realizada no dia 21 de novembro de 2017, em alusão ao dia mundial do diabetes, em um serviço de média complexidade especializado no acompanhamento de pessoas com pé diabético, no município de Iguatu, Ceará. A atividade teve como público-alvo pessoas com ou sem diabetes que compareceram ao serviço na data mencionada e foi realizada por alunos do quinto semestre do curso de enfermagem da Universidade Regional do Cariri, proposta pela disciplina Enfermagem no processo de cuidar do adulto em situações clinicas e cirúrgicas. Foram coletados dados sociodemográficos e clínicos dos participantes para fornecimento de orientações individualizadas e, para tal, foram respeitados os princípios éticos da pesquisa com seres humanos constantes na resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde. RESULTADOS: As intervenções realizadas foram aferição da pressão arterial, coleta de glicemia capilar, cálculo do índice de massa corpórea, verificação da circunferência abdominal e orientações individuais sobre os fatores de risco detectados. Além disso, foi realizada uma atividade educativa sobre fatores de risco para diabetes aberta a todos os pacientes que se encontravam na sala de espera da instituição. Participaram da ação, 70 pessoas com idade entre 11 e 79 anos, sendo em sua maioria do sexo feminino (65%). Destes, 13% afirmaram ter diagnóstico de diabetes, 16%, de pré-diabetes, 37%, de hipertensão arterial e 10%, de dislipidemias. Quanto aos fatores de risco investigados, 70% referiram serem sedentários; 30% estavam com sobrepeso; 38%, com obesidade e 56%, com circunferência abdominal alterada. Além disso, 9% relataram serem tabagistas e 6% das mulheres informaram que tiveram diabetes gestacional ou crianças com mais de 4 quilos ao nascer. A glicemia capilar casual variou de 73 a 280 mg/dl, encontrando-se acima de 200mg/dl em 7% dos participantes. A pressão arterial sistólica esteve elevada em 29% e a diastólica, em 39% dos participantes. Os participantes com fatores de risco detectados receberam as orientações e os encaminhamento devidos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A realização destas ações foi uma experiência valiosa para discentes, docentes e usuários, posto que facilitou o processo ensino-aprendizagem na área de cuidar em diabetes e alertou a população para a gravidade da doença e de suas complicações, contribuindo para divulgação de medidas preventivas.
Palavras-chave: DIABETES MELLITUS,PROMOÇÃO DA SAÚDE,ENFERMAGEM
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Abrir o trabalhoPRINCIPAIS CUIDADOS A SAÚDE DA CRIANÇA ATÉ OS DOIS ANOS DE VIDA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
JONAS LIMA VANDERLEI; Cícera Leiane Sampaio Rodrigues; Monalisa Beatriz de Oliveira Cardoso; Carla Tais Barbosa Pereira
INTRODUÇÃO: Os principais cuidados de saúde com crianças até os dois anos de vida são determinantes para o crescimento e desenvolvimento saudável. Em especial, é importante considerar a participação dos pais/cuidadores de forma responsável e pró ativa, sendo primordial esclarecer as recomendações de saúde preconizadas na Caderneta de Saúde da Criança, a qual aborda dentre suas orientações: os cuidados nos primeiros dias de vida, dificuldades na amamentação, amamentação exclusiva e alimentação saudável até os dois anos de vida. Estes aspectos supracitados são fundamentais para estabelecer ações educativas em enfermagem, tendo em vista a perspectiva do cuidar através da construção de informações junto aos pais/cuidadores. OBJETIVO: Relatar a contribuição dos acadêmicos em enfermagem na ação educativa, tendo em vista a importância da conscientização acerca do tema exposto. METODOLOGIA: Trata-se de um relato de experiência baseado em observações de quatro enfermeirandos vinculados ao projeto de extensão “Saúde da criança: multiplicando informações preconizadas na caderneta de saúde da criança”, da Estácio- Faculdade de Medicina de Juazeiro do Norte-Ce. Promoveu-se uma ação com a participação de 47 jovens, na Escola Profissionalizante Otília Correia Saraiva de Barbalha-CE, no dia 23 de setembro de 2017. Como recursos matérias, contou-se com: fotos, panfletos, bonecos, simuladores, data show e peças anatômicas. RESULTADOS: Organizou-se as atividades em momentos: 1- acolhimento inicial com apresentação da equipe e do projeto e 2-momento educativo (assuntos: primeiros cuidados com o recém-nascido, amamentação exclusiva, dificuldades na amamentação e alimentação para menores de dois anos). As temáticas foram trabalhadas em quatro bancadas diferentes, sendo feito rodizio dos jovens por estas. Desenvolveu-se educação em saúde com ênfase na importância dos temas supracitados e considerando a linguagem associada ao público alvo. Utilizou-se o diálogo e aconselhamento como estratégia fundamental na interação com os presentes, enfatizando os primeiros cuidados com o recém-nascido. Foi abordado: limpeza do coto umbilical, banho de sol, orientações sobre o banho diário, dificuldades na amamentação (ressaltando-se os ferimentos e desconfortos gerados a partir da pega inadequada), amamentação exclusiva (vislumbrou-se os benefícios e importância para pais e filhos quando realizada exclusivamente até os seis meses), ofertada de alimentação complementar até os dois anos de idade e inserção alimentar para menores de dois anos de idade. CONCLUSÃO: A experiência estimulou o interesse do público alvo pelas temáticas abordadas, tornando mais significativa à ação realizada e contribuindo para o ampliar do conhecimento dos jovens. Sendo assim, utilizar a educação em saúde por meio da estratégia proposta surge como alternativa para trabalhar esse público na perspectiva de construir informações, subsidiando o cuidar em enfermagem para o trabalho em saúde pública com esta clientela.
Palavras-chave: Saúde da criança, Cuidados de Enfermagem, Educação em saúde.
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PROCESSO DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM DIABETES MELLITUS: ESTUDO DE CASO
HENRIQUE AHIORAN HOLANDA; Eloíza Barros Luciano Rolim; Danielle Elias Gonçalves; Romário Biano de Noronha; Ana Raquel Moraes de Souza
Objetivou-se aplicar o processo de enfermagem fundamentado na teoria de Orem a um paciente com Diabetes Mellitus tipo 2. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo estudo de caso, realizado durante o estágio da disciplina Supervisionado 1, em uma Unidade básica de saúde na cidade de Crato-CE, em abril de 2018 com usuário diagnosticado com DM2. A operacionalização do processo de enfermagem segundo Orem, seguiu os seguintes passos: 1º passo – levantamento de dados e diagnósticos de enfermagem conforme taxonomia da NANDA - I; 2º passo - planejamento das ações de enfermagem; 3º passo: execução e avaliação das ações de enfermagem no sistema escolhido. A coleta de dados foi obtida através da consulta em prontuário onde foram obtidos dados da história clínica do paciente. Os diagnósticos foram identificados com base na NANDA - I. Foram preservados todos os princípios e direitos éticos do participante conforma a resolução 466/12 que trata de pesquisa com seres humanos, com parecer do comitê de ética em pesquisa da Universidade Regional do Cariri de Nº 1. 940. 194. Histórico: P. C. S., sexo masculino, 68 anos, aposentado, casado, natural de Crato. Vive com a esposa e a filha. Diagnosticado com DM2 há 04 anos. Faz uso de Glicazida 30mg e a Metformina 500 mg. Relata dificuldade de dormir à noite e por isso faz uso de Amitriptilina 25 mg, e que não faz atividade física pois sente-se indisposto e cansado. Quanto aos hábitos alimentares, informa que consome alimentos ricos em carboidratos simples, as vezes consome refrigerante com adição de açúcar e doces. Os principais diagnósticos de enfermagem identificados foram: insônia; estilo de vida sedentário; controle ineficaz da saúde. As intervenções de enfermagem realizadas com esse usuário foram: orientações quanto ao não uso de substâncias como o café próximo ao horário de dormir e evitar a claridade a noite; orientações referentes a prática de atividade física, que deve ser iniciada aos poucos aumentado a intensidade com o tempo até chegar a 30 minutos diários por 5 dias da semana; orientações quanto à alimentação correta e ao não uso de alimentos ricos em carboidratos simples e alimentos ricos em açúcar, dando opções de como substituir por alimentos de melhor qualidade como frutas legumes e verduras. A utilização do processo de enfermagem baseado na teoria de Orem norteou a coleta de dados de forma a identificar as principais necessidades de autocuidado, ajudando a promover uma assistência mais direcionada.
Palavras-chave: Diabetes Mellitus, Atenção Primária à Saúde, Processo de Enfermagem, Teoria de Enfermagem, Autocuidado
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PRODUÇÃO DE JOGO EDUCATIVO PARA O ENSINO EM SEGURANÇA DO PACIENTE
JOSÉ GERFESON ALVES; Maria Nágela Valéria da Silva; Lorena Pinheiro Braga; Glícia Uchôa Gomes Medonça
Introdução: A temática segurança do paciente é tida como uma questão prioritária na área da saúde atualmente. A mesma deve ser abordada continuamente em serviços de saúde, de modo a qualificar a assistência por meio da educação permanente. Considerando que educar é ir além da transferência de conhecimentos, mas possibilitar sua construção, a utilização de jogos dinamiza o processo ensino-aprendizagem, colocando o facilitador como um gerador de situações estimulantes eficazes e constitui estratégia útil para abordagem do tema Segurança do Paciente. Objetivo: Relatar a produção de um jogo educativo para abordagem do tema Segurança do Paciente com profissionais de saúde. Método: Trata-se de um relato de experiência sobre a criação de um jogo educativo no programa Microsoft PowerPoint for Windows versão 2010, obedecendo as sequentes etapas: determinação do objetivo; escolha do referencial teórico; criação de metas; seleção e delimitação do conteúdo e desenvolvimento do processo e execução. Esta estratégia foi proposta para atividades educativas com profissionais de enfermagem, as quais são foco do projeto de extensão “Educação para o Cuidado Seguro: o papel (trans) formador da Universidade”, sob responsabilidade de docentes e discentes do curso de graduação em Enfermagem da Universidade Regional do Cariri, Unidade Descentralizada de Iguatu. As ações adotam como referencial teórico os protocolos de segurança do paciente propostos pelo Ministério da Saúde. Resultados: O jogo é constituído de perguntas com quatro opções de resposta cada e de desafios para o desenvolvimento de habilidades específicas para a segurança do paciente. É organizado por um mediador, o qual controla o programa no computador, executando-o com o auxílio de uma trilha e um dado. À medida que os participantes obtêm um número ao jogar o dado, esses se direcionam à casa correspondente, onde haverá uma pergunta, um desafio, uma bonificação para avançar ou um retrocesso para casas anteriores. O arquivo criado é adequável, sendo adaptado de acordo com o protocolo em foco e o tempo de duração de cada ação. Ressalta-se que o jogo se encontra em estágio de aperfeiçoamento e, portanto, sujeito a alterações mediante as demandas que surgirem no decorrer das ações. Considerações finais: A ferramenta construída objetiva contribuir para um processo de reflexão sobre a prática e construção do conhecimento na área de segurança do paciente. Além disso, sua aplicabilidade pode contribuir de forma significativa no processo educacional, motivando os discentes a desenvolverem tecnologias criativas para educação permanente nos serviços de saúde.
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Abrir o trabalhoPROMOÇÃO À SAÚDE MENTAL: SORRIR É O MELHOR REMÉDIO
NATÁLIA RODRIGUES VIEIRA; Natana de Morais Ramos; Camila Lima Silva; Eloiza Barros Luciano Rolim; Kelvin Aluzimar Oliveira Cruz
Os problemas de saúde mental ocupam cinco posições no ranking das dez principais causas de incapacidade, segundo a Organização Mundial da Saúde. Em todo o mundo, mais de 400 milhões de pessoas são afetadas por distúrbios mentais ou comportamentais e no Brasil, 23 milhões de pessoas necessitam de algum atendimento em saúde mental. A Política Nacional de Atenção Psicossocial enfatiza a importância e destaca ações de prevenção e promoção da saúde mental. Evidencia-se, portanto, a necessidade de intervir preventivamente diante dessas situações por meio da utilização de tecnologias leves visando atingir a integralidade e a humanização do cuidado prestado. O desenvolvimento dessa prática pode estar fundamentado no acolhimento, no diálogo, na escuta ativa ou na própria atitude profissional que reconhece as necessidades reais e potenciais dos cidadãos no que concerne à sua saúde mental. Esse estudo objetiva relatar a experiência de acadêmicos de enfermagem na promoção à saúde mental em uma comunidade acadêmica. Trata-se de um relato de experiência de ações promotoras de saúde mental no Dia Mundial da Saúde Mental, realizadas em uma Instituição de Ensino Superior no interior do estado do Ceará, por intermédio da disciplina Enfermagem no Processo de Cuidar em Saúde mental no ano de 2015. As ações de promoção da saúde mental foram realizadas por um grupo de cinco discentes da disciplina destinada ao público de funcionários, docentes e discentes dos diferentes cursos da Universidade, escolhidos de forma aleatória. A ação foi intitulada “Rir é o melhor remédio”, onde foram realizadas dinâmicas como mímicas, teatro mudo em comédia e diálogo acolhedor que motivasse a autoestima dos participantes. Após o primeiro contato e apresentação das dinâmicas, foram entregues panfletos que tratavam dos temas: A importância do sorriso para a saúde; O bom humor para melhorar o desempenho das atividades diárias e; Dicas de atividades prazerosas, sendo esses materiais e dinâmicas elaboradas pelos acadêmicos sob orientação da professora. A experiência do exercício da ação de promoção da saúde mental com o uso de tecnologias leve duras permitiu a percepção sobre a relevância dessas atividades, demonstrada pela grande empatia e aceite da população. A sensação de levar entretenimento, distração e acolhida surgia a cada sorriso conquistado. Foi percebida ainda uma carência significativa de afeto dentro do ambiente acadêmico no que diz respeito a integração entre seus diferentes públicos, o que pode refletir em um ambiente propício ao estresse. Observou-se que o contato acolhedor pode de modo satisfatório, auxiliar na melhoria da saúde mental, onde o bom humor e o riso sejam compartilhados, desencadeando mudanças saudáveis no organismo. Ressalta-se que o humor e o riso fortalecem o sistema imunológico, aumentam a energia, diminuem a dor e protegem contra os efeitos nocivos do estresse. O exercício dessa ação permitiu aos acadêmicos assimilar que as práticas de promoção de saúde mental devem ser fortalecidas em diferentes ambientes, sendo emergente o uso de experiências práticas de promoção e prevenção na saúde mental desde a academia, contribuindo com o amadurecimento e trabalho futuro do profissional de enfermagem.
Palavras-chave: Saúde Mental,Promoção da Saúde,Enfermagem
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REDE E APOIO SOCIAL DE CRIANÇAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS DE SAÚDE: NOTA PRÉVIA DE REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA.
ANDREZA ALVES DE LIMA
Introdução: Denominam-se Crianças com Necessidades Especiais de Saúde (CRIANES) aquelas que apresentam condições especiais de saúde com demandas de cuidados contínuos, sejam eles de natureza temporária ou permanente, e que necessitam dos serviços de saúde e sociais para além dos requeridos por outras crianças. Vale ressaltar a importância das famílias estarem totalmente vinculadas com a rede e apoio social na assistência a saúde dessas crianças, tendo em vista que as redes sociais são estruturas coletivas capazes de tornar seus sujeitos autônomos, empoderados, reflexivos e solidários em suas ações e relações, conscientes de suas atitudes, e os ajuda a se adaptar a determinadas modificações da vida. Essa rede social, todavia, no provimento de cuidados integrais de criança com necessidades especiais de saúde, representa uma problemática pouco investigada por estudos brasileiros desenvolvidos com o grupo infantil. Assim, delimitou-se a seguinte questão norteadora: Qual é o conhecimento científco que está sendo produzido a respeito da rede e do apoio social de crianças com necessidades especiais de saúde? Objetivo: Apresentar análise prévia de dados coletados para construção de uma revisão integrativa da literatura que visa identificar a rede e o tipo de apoio a crianças com necessidades especiais de saúde. Metodologia: Trata-se de uma nota prévia de revisão integrativa de literatura, a qual possibilita identificar as lacunas do conhecimento, a necessidade de futuras pesquisas, revelar questões centrais da área em foco e mostrar o estado da arte da produção científica sobre determinado tema. A pesquisa foi realizada realizada em abril de 2018, seguindo as seis etapas propostas para este tipo de estudo, a busca se deu nas bases de dados: Base de dados de Enfermagem (BDENF), Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), a partir do cruzamento dos descritores apoio social, criança, microcefalia, cuidadores e família, tendo como recorte temporal os últimos 10 anos. Foram definidos como critérios de inclusão: artigos em língua portuguesa e texto completo disponível; e critérios de exclusão: estudos que não tratavam da temática e/ou repetido nas bases de dados. O material selecionado foi lido e analisado extraindo-se aspectos referentes a rede e apoio social a crianças com necessidades especiais de saúde. Resultados: A busca resultou em 13 artigos dos quais 06 atendiam aos critérios de elegibilidade. A análise dos estudos revelou que a rede e o apoio social de CRIANES é composta principalmente pela familia, profissionais de saúde e comunidade. Os estudos apontam a família como sendo a rede social primária, os demais componentes compõem a rede secundária ou insticucional das CRIANES. A mãe foi referida como a principal integradora da rede. Os apoios requeridos são emocional, financeiro, comunitário, religioso ou espiritual. Destaca-se que a rede de apoio pode ser considerada ampla com recursos sao descetralizados. Conclusão: Conhecer e apropriar-se das redes e apoios das CRIANES possibilta promover melhoria de sua qualidade de vida e cuidados prestados a este grupo de crianças. Esta análise prévia dos estudos possibilitou a identificaçao dos componentes da rede de apoio, promovendo subsídios para o seu fortalecimento.
Palavras-chave: CRIANES,Apoio Social,Família,Saúde da Criança
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Relato de Experiência de uma Atividade Educativa sobre Alimentação Saudável no Contexto Escolar
JACIELITON MARTINS TELES DA SILVA MORAIS; Gabrielly Macêdo de Alencar; Tiago Peixoto Melo; Brenda Belém Luna Sampaio
Introdução: Nas últimas décadas, tem-se percebido o aumento das doenças crônicas não transmissíveis e das síndromes metabólicas no público infanto-juvenil. Desta forma, cada vez mais, ressalta-se a importância de trabalhar atividades educativas voltadas a este público, discutindo os principais fatores de risco para essas condições crônicas, principalmente, os eventuais perigos de uma má alimentação aliada ao sedentarismo, recorrente no cotidiano dos jovens. Como estratégia, muitas políticas públicas estão direcionadas à necessidade de levar esse conhecimento sobre uma alimentação adequada ao público escolar, a partir de uma abordagem que considere as especificidades de cada contexto, em uma perspectiva social, cultural e econômica. Objetivo: Apresentar uma atividade educativa sobre alimentação saudável no contexto escolar. Metodologia: O presente estudo é um relato de experiência sobre uma atividade de educação em saúde realizada em uma escola de ensino infantil e fundamental da região metropolitana do Cariri, com quatro turmas do sexto ano do ensino fundamental. Cada turma tinha, em média, 40 alunos, com idade entre 10 e 14 anos. A ação foi desenvolvida no período da tarde, no dia 05 de abril de 2018. Foram utilizadas metodologias ativas para se trabalhar o tema “alimentação saudável”, a partir de uma dinâmica cujo objetivo era avaliar o conhecimento prévio dos alunos e explorar suas experiências sobre questões relacionadas à alimentação. A partir das falas dos alunos, eram feitas explanações sobre o grupo alimentar e sobre os benefícios e malefícios da ingestão desses alimentos Resultados: A partir do debate realizado em cada sala, observou-se o interesse e participação dos alunos pela temática. No entanto, muitos desconheciam os prejuízos da alimentação que consumiam diariamente, e aqueles que conheciam, referiam que não gostavam de determinados alimentos saudáveis, como frutas e verduras. Dessa forma, incentivados a incluir na dieta estes e outros alimentos e levar a informação recebida para o seu contexto familiar. Após a atividade, fez-se em cada turma um momento de confraternização com a distribuição de salada de fruta. Considerações finais: Visto isso no decorrer da atividade pode perceber que uma alimentação saudável pode ser um hábito simples, de baixo custo proporcionando uma melhor qualidade de vida após a mudança dos seus hábitos alimentares
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Abrir o trabalhoRELATO DE EXPERIÊNCIA: ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A UM IDOSO EM RISCO DE QUEDAS
ANTONIO LEITE ALVES
INTRODUÇÃO: Envelhecer é uma experiência heterogênea, ocorrendo de modo distinto entre indivíduos que convivem em contextos sociais e históricos diferentes. A população está cada vez mais idosa, refletindo assim o aumento da expectativa de vida, que é de 75,8 anos, diferente de há 20 anos, que era 69,11 anos. A população idosa brasileira soma 29,6 milhões, sendo que 1,2 milhões encontra-se no Ceará. Entre muitas situações que podem estar presentes nessa população, as quedas são observadas com maior frequência, podendo afetar diretamente a qualidade de vida dos mesmos. OBJETIVO: Apresentar a experiência vivida por um acadêmico de Enfermagem em realizar a visita domiciliar durante uma aula prática realizada em uma Estratégia Saúde da Família, dando ênfase na segurança do paciente idoso com problemas de acuidade visual e com maior risco de quedas. MÉTODO: Relato de experiência durante as atividades práticas da disciplina de Ensino Clínico em Saúde do Adulto e Idoso que compõe a grade curricular dos acadêmicos de Enfermagem da Faculdade de Medicina Estácio de Juazeiro do Norte que cursam o quinto semestre. Ocorrendo aulas práticas em uma Estratégia Saúde da Família na cidade de Juazeiro do Norte no mês de abril de 2018. O relator realizou o atendimento domiciliar, acompanhado por uma Agente Comunitária de Saúde. RESULTADOS: Foi feita uma visita domiciliar a um paciente com Hipertensão Arterial. Foi aplicada uma avaliação funcional breve, além do teste do sussurro e da visão. Como resultado, observou-se a redução da acuidade visual, a mesma afetando algumas das Atividades de Vida Diária e Atividades Instrumentais de Vida Diária, como por exemplo, a higienização e o preparo das refeições. Na residência havia três degraus, maximizando o risco de quedas e, sobretudo, pelo fato do paciente morar sozinho. Um dos diagnósticos de enfermagem encontrado foi: Risco de queda relacionada a morar sozinho e deficiência visual. Foi realizada uma solicitação para exame oftalmológico, além de encaminhamento para a Assistência Social e Psicólogo. Orientado quanto ao uso de antiderrapante nos degraus e a não utilização de tapetes na residência. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os profissionais da saúde têm encontrado aumento da demanda dessa população, principalmente na assistência básica onde é a porta de entrada da assistência à saúde. Nesse sentido é de grande importância a Sistematização da Assistência de Enfermagem, considerando o Histórico de Enfermagem, Diagnóstico de Enfermagem, Planejamento da Assistência, Desenvolvimento de atividades e Avaliação final, não só direcionada a assistência curativa, mas principalmente à prevenção e promoção da saúde. Possibilitando assim que a população idosa possa viver com qualidade de vida e dignidade.
Palavras-chave: Acuidade visual,Quedas,Envelhecimento populacional,Segurança do paciente
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RISCOS DA AUTOMEDICAÇÃO EM IDOSOS
HERIKA RODRIGUES FEITOSA ; Luanna Gomes de Almeida; Alice da Silva Caminha; Maria Sinthya Pinho de Araújo; Matheus César Sousa
INTRODUÇÃO: A automedicação é definida como o uso de medicamentos sem a prescrição ou supervisão médica por um profissional de saúde habilitado, na qual o próprio indivíduo ou seu responsável decide qual fármaco utilizar, seja ele industrializado ou caseiro, para tratar ou aliviar sintomas ou doenças e promover a saúde. Em geral, essa prática é aconselhada em sua maior totalidade por pessoas não habilitadas, como amigos, familiares e balconistas de farmácia, o que provoca um maior risco a saúde do idoso. OBJETIVO: Conhecer os riscos da prática da automedicação em idosos. MÉTODO: Trata-se de uma revisão de literatura realizada no mês de abril de 2018. A busca foi realizada na biblioteca virtual em saúde (BVS), por meio das bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO) e Sistema Online de Busca e Análise de Literatura Médica (MEDLINE). Os descritores utilizados foram: automedicação, risco e idoso, interligados pelo operador boleano and. Foram encontrados 124 artigos empregados como critério de inclusão: artigos em português, completos, publicados nos anos de 2008 a 2017 e condizentes com a temática. Os critérios de exclusão: artigos repetidos, pagos, antigos e não possuir tema de acordo com o propósito pelo trabalho restando 41artigos. Ao final foram selecionados 6 artigos. Devido aos poucos artigos com embasamento teórico, encontrados neste banco de dados, foi utilizado também a bases de dados do Google Acadêmico e utilizado os mesmos descritores. Foram encontrados 5.330 bibliografias. Os critérios de inclusão: artigos em português, completos, publicados nos anos de 2013 a 2017 e condizentes com a temática e critérios exclusão: artigos repetidos, pagos, antigos e não possuir tema de acordo com o propósito pelo trabalho restando 3.200 bibliografias e selecionados 10 artigos. No total foram selecionados 16 artigos para comtemplar o trabalho. RESULTADOS: O uso indiscriminado de medicamentos por idosos é ainda mais preocupante devido às alterações morfológicas e fisiológicas que ocorrem nos órgãos ao suceder do processo de envelhecimento, o que pode resultar em mais surgimento de doenças crônicas e agravos à saúde. Logo, essa prática irracional causa riscos à saúde, pois mascara sintomas de doenças, aumenta o risco de reações adversas e colaterais, intoxicações e interações medicamentosas e dependência, podendo levar até à morte. Conclusão: Portanto, a assistência de enfermagem é imprescindível para melhora da qualidade de vida desses idosos e para sua longevidade, logo, orientações quanto ao uso correto, às ações, benefícios e malefícios dessa conduta devem ser informados e ações estratégicas devem ser elaboradas para controle dessa prática, de modo a assegurar bem-estar e saúde para esse público. Contudo, a realização de novas pesquisas é necessária para melhor nos auxiliar na elaboração dos estudos acerca do tema.
Palavras-chave: Automedicação,Risco,Idoso
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Abrir o trabalhoRISCOS E PREJUIZOS DA PRÁTICA DE AUTOMEDICAÇÃO EM ACADÊMICOS DA ÁREA DA SAÚDE
ANDREZA INGRID FERREIRA LIRA; Roger Rodrigues da Silva; Rafael da Silva Pereira; Joab Gomes da Silva Sousa; Joãoney Soares Chaves de Lavor
INTRODUÇÃO: A automedicação é dada como o consumo de medicamentos sem a devida prescrição médica, seja por conta própria ou por indicação de terceiros. Ao desenvolver a prática de automedicar-se, o indivíduo pode sofrer sérias reações adversas, desencadeando alterações metabólicas e desordem da homeostasia fisiológica normal. Desta forma, é crescente o número de automedicação praticada por pessoas leigas, principalmente uma parcela de universitários, com maior índice em estudantes da área da saúde. Portanto esse estudo contempla o aprofundamento dos malefícios que essa prática acarreta, e ainda enriquecer o acervo cientifico direcionados à esta temática. OBJETIVO: Acentuar os riscos e prejuízos da automedicação em acadêmicos da área da saúde. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura de caráter descritivo com abordagem predominantemente qualitativa, realizada no período de fevereiro e março de 2018. A pesquisa foi produzida utilizando as bases de dados BDENF, MEDLINE e LILACS por meio do banco de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Para a obtenção dos resultados foram cruzados os descritores: automedicação, riscos e enfermagem, interligados através do operador booleano AND, resultando em 18 documentos. Foram utilizados como critérios de inclusão: documentos disponíveis na íntegra e gratuitos, idioma português, e publicados entre os anos de 2012 a 2014; posteriormente, aplicou-se os critérios de exclusão: artigos repetidos e que não comtemplassem a temática proposta, restando assim 6 artigos para a construção da pesquisa em questão. RESULTADOS: A terapia medicamentosa é um dos meios prioritários para tratamento e cura de doenças quando utilizada corretamente e prescrita por um profissional habilitado. Nos últimos anos, a prática de se automedicar cresceu velozmente, principalmente entre pessoas que possuem um maior conhecimento científico referente as áreas de estudos que compreendem a farmacologia. Estudantes da área da saúde, dentre eles acadêmicos de enfermagem e medicina, principalmente, sucedem cotidianamente a utilização de analgésicos e anti-inflamatórios para tratamento de algias, por exemplo. Mesmo havendo a cessação de desconfortos momentâneos com a utilização de medicamentos sem prescrição, estes podem acarretar sérios riscos à própria saúde, tais como: doenças iatrogênicas, intoxicações, reações adversas, interações medicamentosas, resistência a doenças alérgenas, homiziação de doenças evolutivas, dentre outras. Desta forma é importante incentivar e conscientizar a cessação da automedicação, iniciando assim, por esses futuros profissionais da saúde que já realizam veemente essa realidade, pois, através dessa reeducação será possível disseminar a importância da busca de núcleos de saúde para tratar as doenças de forma eficaz e sem riscos à saúde. CONCLUSÃO: A automedicação mostra-se bastante presente na vida de discentes da área da saúde, em especial acadêmicos de enfermagem e medicina. Erroneamente esses alunos utilizam conhecimentos sobre farmacologia para se automedicarem, pois, os estudantes sentem-se aptos para executarem esse procedimento devido portar conhecimentos na referente área. Neste sentido, são necessárias novas reflexões sobre o assunto de automedicação nas disciplinas cursadas ao longo da academia, assim como a conscientização da própria pessoa vislumbrando os riscos pertinentes a essa prática.
Palavras-chave: Automedicação,Enfermagem,Riscos
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Abrir o trabalhoRISCOS INERENTES A INTERRUPÇÃO DO ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO
RAFAEL DA SILVA PEREIRA; ROGER RODRIGUES DA SILVA; JULIANA FERREIRA CARLOS; ANDREZA INGRID FERREIRA LIRA; OLÍVIA DE ALMEIDA DUARTE
INTRODUÇÃO: O aleitamento materno exclusivo (AME) até os primeiros seis meses de vida é de suma importância para o adequado desenvolvimento e saúde da criança. Além de promover uma interação profunda entre mãe e filho, ele resguarda a criança de riscos futuros por meio de seus nutrientes essenciais, contribuindo na construção da imunização da criança de um modo fisiológico geral. Desta maneira, justifica-se o desenvolvimento de pesquisas voltadas a essa temática para realçar a importância do aleitamento materno exclusivo, assim como expor os riscos prevalentes, caso a prática não seja seguida durante o tempo pré-estabelecido. OBJETIVO: Compreender os riscos da não amamentação exclusiva da criança até os primeiros seis meses de vida. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura de caráter descritivo com abordagem qualitativa. O período de construção se deu entre os meses de fevereiro a março de 2018. A pesquisa foi realizada nas bases de dados BDENF, MEDLINE e LILACS, por meio do banco de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Para a obtenção dos resultados foram utilizados os descritores: amamentação, desmame precoce e saúde, que foram cruzados através do operador booleano AND, resultando em 1.951 documentos. Para critérios de inclusão aplicou-se: documento disponível na íntegra gratuitamente, idioma português e publicados no ano de 2014; posteriormente, aplicou-se os critérios de exclusão: documentos repetidos e que não contemplassem a temática proposta, restando assim 6 artigos para a construção da pesquisa em questão. RESULTADO: Independentemente dos inúmeros benefícios que o aleitamento materno proporciona ao bebê e de todas as informações repassadas pela equipe envolvida com a mulher no período gestacional e nas consultas de puericultura, ainda é preocupante o número de mulheres que, por diversos fatores condicionantes, fazem o desmame precoce ou que rompem a amamentação exclusiva até os seis primeiros meses de vida da criança. Para o lactente, o leite materno é ideal devido suas propriedades nutricionais e imunológicas que são essenciais para o seu organismo. Quando ocorre a iniciação da oferta da alimentação auxiliar antes da fase indicada, estabelecida após os seis primeiros meses de vida, a criança estará propensa a adquirir/desenvolver inúmeras doenças graves, como: desnutrição, diarreias, infecções respiratórias agudas, hipertensão, colesterol alto, obesidade, anemia e hipoglicemia, podendo resultar em óbito, implicando diretamente na qualidade de vida dessa criança, afetando ainda a própria mãe. Levando-se em consideração o que pode acorrer com a falta do aleitamento materno exclusivo e apesar de todas as informações que são passadas a mãe, percebe-se que ainda há uma dificuldade de se conseguir estabelecer a amamentação exclusiva, sendo necessário expor de forma real os riscos que a criança corre quando interrompido o AME antecipado. CONCLUSÃO: A partir da construção da referida pesquisa, se expõe o quão necessário é propagar a conscientização do aleitamento materno exclusivo e apresentar as complicações e riscos inerentes ao rompimento dessa prática precocemente, associando alimentos incapazes de serem metabolizados pelo organismo do bebê, despertando ainda a preocupação do público alvo e estimulando a adequação de práticas corretas para o desenvolvimento ótimo da criança.
Palavras-chave: Amamentação,Desmame precoce,Saúde
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Abrir o trabalhoRODA DE CONVERSA COM GESTANTES: RELATO DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE SOBRE SEXUALIDADE
CICERA VIVIANE PEREIRA; Anthony Moreira Gomes; Luanna Gomes da Silva; Marcio Alves de Almeida; Maria Kleyssiane de Melo Alexandre
INTRODUÇÃO: Durante o período gestacional a mulher vivencia várias mudanças físicas, biológicas, psicológicas e sociais que podem influenciar no exercício da sexualidade entre o casal. Entre a existência de mitos e crenças associados a essa prática, propagam o medo de prejudicar o bebê, sendo considerada uma fase imprópria para o ato sexual. Entretanto, pouco é esclarecido à gestante sobre esse aspecto durante as consultas de pré-natal, sendo perceptível a necessidade de abordar essa temática, de modo a contribuir para promoção da sua saúde sexual. OBJETIVO: Relatar uma atividade de Educação em Saúde realizada por acadêmicos de enfermagem sobre sexualidade na gestação. MÉTODO: Trata-se de um estudo do tipo relato de experiência vivenciado por acadêmicos do curso de graduação em Enfermagem da Universidade Regional do Cariri – URCA, durante os estágios da disciplina de supervisionado I, em uma Unidade Básica de Saúde - UBS, que agrega três equipes de Saúde da Família, do município de Crato/CE, em março de 2018, tendo como participantes nove gestantes atendidas no serviço. Realizou-se uma roda de conversa, utilizando como recurso de apoio placas com as palavras “mito” e “verdade” e perguntas impressas para discussão sobre a temática. RESULTADOS: No primeiro momento, foi realizada uma dinâmica de acolhimento com o objetivo de fortalecer o vínculo com as participantes. No segundo momento, iniciou-se a exposição da temática a ser trabalhada na roda com as gestantes, tendo como foco especificamente o esclarecimento dos mitos e verdades que envolvem a vivência da sexualidade no período gestacional. Notou-se que diante das indagações: “manter relações sexuais durante a gravidez é seguro?”; “o ato sexual pode prejudicar o bebê?”; “a mulher pode diminuir o desejo sexual durante a gravidez?”; “algumas posições para o sexo são mais recomendadas do que outras?”; “há casos em que o sexo é contraindicado?”; a sensibilidade do corpo da mulher muda com a gravidez?“; “a atração sexual do homem pela mulher diminui durante a gestação?”a maioria das participantes respondeu de forma correta e demonstraram ser bastante esclarecidas quanto à prática sexual na gestação, não sendo influenciadas pelos mitos que ainda são perpetuados na sociedade. Apenas uma minoria demonstrou ainda ter certa dúvida quando indagamos: “O ato sexual pode prejudicar o bebê?”; “há casos em que o sexo é contraindicado?”, duas participantes afirmaram que sim, levantando a plaquinha escrito verdade; enquanto as outras afirmaram ser um mito, pois isso não acontece. Ressalta-se que durante a atividade houve uma interação positiva entre os acadêmicos e participantes. Ao final as dúvidas que surgiram foram prontamente esclarecidas pelos integrantes da equipe. CONCLUSÃO: A gestação é um período acompanhado de mudanças singulares e significativas nas mulheres, assim como nos homens, o que de fato interfere diretamente na vida sexual. Deste modo, torna-se necessário o desenvolvimento de Educação em Saúde sobre essa temática, favorecendo assim, a prestação de uma assistência de qualidade, capaz de contribuir para o aprimoramento do autocuidado no contexto sexual, na prática segura do sexo, desmistificação dos mitos e melhorias na interação entre o casal.
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SAE À PACIENTE INTERNADA EM ALA HOSPITALAR: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA.
TATYELLE BEZERRA CARVALHO; Brenda Belém Luna Sampaio; Giovana Mendes de Lacerda; Thaís Rodrigues de Albuquerque; Laís Frota Brito
INTRODUÇÃO: O enfermeiro tem como principal atribuição, aplicar a sistematização da assistência de enfermagem (SAE) como ferramenta essencial para o acompanhamento do tratamento ao paciente internado em ala hospitalar, visto que as unidades hospitalares são locais de longa permanência desses clientes. OBJETIVO: Esse trabalho objetiva relatar a vivência das alunas do décimo semestre de enfermagem frente a aplicação e o desenvolvimento da SAE. METODOLOGIA: Trata-se de um relato de experiência das alunas do décimo semestre de enfermagem da Universidade Regional do Cariri, em estágio curricular da disciplina de Estágio Supervisionado II, durante o período de Março a Abril de 2018, em um hospital privado da cidade do Crato, Ceará, com referência em cardiologia. Onde as discentes puderam vivenciar a experiência e desenvolver a Sistematização da Assistência de Enfermagem, a uma paciente internada em ala hospitalar. Para o desenvolvimento do processo, foi seguida a seguinte ordem de etapas: coleta de dados, diagnósticos de enfermagem, planejamento de enfermagem, implementação da assistência e avaliação da assistência. As alunas utilizaram de uma conversa com perguntas semiestruturadas, que focavam principalmente na vida e história pregressa da paciente para a coleta de dados e a construção do histórico familiar. Em um segundo momento, a literatura da NANDA 2012-2014 foi essencial para a definição dos diagnósticos de enfermagem. RESULTADOS: Em um primeiro momento, as alunas conversaram com a paciente, orientando-a sobre o que seria desenvolvido, solicitando a autorização para a aplicação do processo. Logo a conversa com perguntas previamente estruturadas, se deu por meio de várias visitas ao leito da cliente, resgatando a história clínica prévia para a construção do Histórico de enfermagem. A partir desse momento, as discentes traçaram diagnósticos de enfermagem, de acordo com o quadro clínico da paciente, podendo ressaltar como prioritários: 1- Padrão respiratório ineficaz relacionado à energia diminuída, exaustão muscular respiratória evidenciado pela necessidade do uso de suporte úmido de O2. 2- Síndrome do Idoso Frágil relacionado a idade avançada associada a processo patológico e evidenciado por dependência e diminuição da efetividade das atividades diárias. 3- Integridade da Pele prejudicada relacionada à mobilidade física prejudicada e umidade e evidenciada por lesão em trocanter esquerdo. Logo, as intervenções planejadas e prescritas consoante a cada diagnóstico, foram exercidas, dentre elas, a realização e troca de curativos, estímulo de deambulação e autocuidado e massagem relaxante em membros inferiores, realizadas frequente e periodicamente pelas discentes. Contribuindo para a vivencia e a experiência das alunas, em acompanhar um paciente integralmente, planejando, implementando e avaliando o plano de cuidados estabelecido. CONCLUSÃO: Portanto, ressaltamos a importância do estágio como um facilitador para o contato dos discentes com os pacientes, proporcionando maiores oportunidades para desenvolver o cuidado e capacitar o aluno frente a SAE.
Palavras-chave: Avaliação de resultados, Diagnósticos de Enfermagem, Processo de Enfermagem
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SALA DE VIVÊNCIAS COMO ESTRATÉGIA PARA EDUCAÇÃO EM DIABETES: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARCOS PAULO MOTA SOUSA; Jéssica Alves Do Nascimento; Helena Feitoza De Oliveira Alves; Amanda Pinheiro De Alencar; Emannuelina Antunes Bezerra
INTRODUÇÃO: A educação em diabetes é o processo que visa desenvolver habilidades necessárias para o autocuidado, de modo a atingir as metas terapêuticas estabelecidas. Nesse contexto, estratégias educativas que utilizem técnicas de imersão são valiosas para a orientação dos pacientes, de modo a facilitar a compreensão das informações repassadas e contribuir para a conscientização da necessidade de adesão ao tratamento. OBJETIVO: Relatar a experiência da “Sala de Vivências em Diabetes” como estratégia educativa. MÉTODO: Trata-se de um relato de experiência de ação realizada no dia 21 de novembro de 2017, em serviço de média complexidade do município de Iguatu-CE, especializado no acompanhamento de pacientes com pé diabético. A atividade teve como público-alvo pessoas com diabetes mellitus de qualquer tipo, como ou sem complicações, e foi realizada pelos alunos do quinto semestre do curso de graduação em Enfermagem da Universidade Regional do Cariri – Unidade descentralizada de Iguatu, e proposta pela disciplina Enfermagem no processo de cuidar do adulto em situações clinicas e cirúrgicas. RESULTADOS: A Sala de Vivências em Diabetes foi uma atividade de simulação que teve como foco proporcionar aos participantes a oportunidade de vivenciar algumas limitações provenientes de complicações do diabetes descompensado. Contou com uma recepção, no lado externo da sala, onde os pacientes foram preparados para a atividade,fixando esparadrapo na região plantar dos pés, afim de diminuir a sensibilidade, e colocando uma venda para os olhos, simulando cegueira. A sala teve sua iluminação reduzida e foi montada semelhante a um circuito com três estações. A primeira estação contou com um tapete de palitos de churrasco, dispostos horizontalmente, provocando um efeito de pequenas elevações, seguido de uma caixa de pedras brita, de modo a simular a perda de sensibilidade protetora plantar mediante a deambulação sobre eles. Em seguida, a segunda estação continha uma bolsa térmica aquecida e duas baterias de gelo, estação, essa, com o intuito de simular a perda de sensibilidade térmica nos pés. Na última estação, foi entregue uma muleta para que os participantes tentassem se locomover com apenas um pé no chão até uma parede com luzes piscantes, simulando a deambulação de uma pessoa com amputação maior e os escotomas presentes em crises hiperglicêmicas. Os participantes eram, por fim, encaminhados para receber orientações de enfermagem. Participaram da Sala de Vivências, 34 pessoas, as quais referiram ter sido uma experiência marcante, afirmando que a visão sobre a doença mudou completamente após a ação e que a experiência foi essencial para alertá-los sobre esta problemática. CONCLUSÃO: A sala de vivências em diabetes constitui uma oportunidade de aprendizado para pacientes, profissionais e discentes envolvidos, reafirmando a importância de atividades extramuros na consolidação do processo ensino-aprendizagem.Para os acadêmicos, a experiência possibilitou o contato com usuários, contribuindo para a aquisição de habilidades e competências para o cuidar em diabetes.
Palavras-chave: Diabetes mellitus,Complicações,Educação em saúde
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Abrir o trabalhoSÍNDROME DE BURNOUT EM ENFERMEIROS: UMA REVISÃO BIBLIOMÉTRICA DA PRODUÇÃO CIENTÍFICA
KELVIN ALUZIMAR OLIVEIRA CRUZ ; MAURÍCIO LIMA DA SILVA; THAÍS ISIDÓRIO CRUZ BRÁULIO; MARIA IZABELA BARBOSA; FRANCISCO ELIZAUDO DE BRITO JUNIOR
A enfermagem mostra-se como uma das profissões com grandes possibilidades para o desencadeamento da síndrome de burnout, tendo em vista a organização do trabalho, a indefinição do papel profissional; a sobrecarga de trabalho estimulada pelo pagamento de horas-extras; a falta de autonomia e autoridade na tomada de decisões, além de ter o cuidado como sua essência e por grande parte da carga de trabalho ser o contato direto com pacientes e familiares. O objetivo deste estudo foi analisar a produção científica brasileira de dissertações e teses acerca da síndrome de burnout em enfermeiros. Trata-se de um estudo bibliométrico, realizado a partir de acesso eletrônico aos catálogos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), através da leitura completa de título e resumo de dissertações e teses produzidas pelos programas de pós-graduação Strictu Sensu em enfermagem. Como forma de viabilizar a análise das produções científicas, realizou-se seleção de duas leis básicas da bibliometria: (1) preceito de Bradford e de (2) Zipf. Para a busca das teses e dissertações, foram utilizados os termos “enfermagem” e “burnout” nos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS). Os critérios de inclusão e exclusão foram: ser tese ou dissertação, ter como cenário de pesquisa a síndrome de burnout em enfermeiros e ter sido publicada entre os anos de 2005 a 2017. Produções científicas que não se encontravam disponível na íntegra em formato eletrônico e que apresentavam como população investigada outras categorias profissionais de enfermagem (técnico de enfermagem, auxiliar de enfermagem e parteiro) foram exclusas da amostra. Na coleta de dados aplicou-se instrumento composto pelas seguintes variáveis: temática estudada, instituição de ensino, nível acadêmico, unidade federativa, ano de publicação, abordagem metodológica, conteúdo da pesquisa, instrumento de coleta e nível de evidência do estudo. Concluída a etapa da coleta, os dados foram organizados a partir de um instrumento de sistematização, construído em forma de tabela no Microsoft Excel for Windows. Após aplicação dos critérios de seleção, compuseram a amostra deste estudo 19 produções, das quais 16 eram dissertações e 3 teses. Os resultados mostravam baixa quantidade de publicações e pouca variação de seu crescimento no decorrer do período 2005-2017. Em relação às unidades federativas, São Paulo foi de maior destaque, com 42,1% das publicações, contudo, não foram encontradas teses e dissertações de instituições acadêmicas da região Norte do país. Quanto à força das evidências na identificação da síndrome de burnout no contexto da enfermagem, identificou-se que 21,05% dos estudos possuíam evidências em nível elevado e dentre estes, 75% tinham como especialidade a urgência e emergência e 25% a docência. Nesse sentido, evidencia-se maior abordagem de pesquisa sobre burnout nos programas de mestrado e doutorado, dentre as áreas de docência e urgência e emergência. O incentivo em pesquisa em demais regiões brasileiras não contribuiria apenas para a difusão do conhecimento, mas também na descentralização de novos estudos como uma forma de abordagem estratégica de educação em saúde.
Palavras-chave: Burnout,Enfermagem,Bibliometria
Oral
Abrir o trabalhoSISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM A UM ESCOLAR COM CONSTIPAÇÃO INTESTINAL CRÔNICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
JOSEFA FERNANDA EVANGELISTA DE LACERDA; ANTONIA THAMARA FERREIRA DOS SANTOS; NATÁLIA HENRIQUE FONSECA; AMANA DA SILVA FIGUEIREDO
INTRODUÇÃO: A constipação intestinal é, usualmente, definida em relação a mudanças na frequência, tamanho, facilidade de passagem das fezes e na consistência. A mesma constitui um problema frequente na pediatria, tornando imprescindível que o enfermeiro desenvolva um plano de cuidados direcionado à criança. Para tanto, pode-se utilizar da Sistematização da Assistência de Enfermagem, a fim de ofertar uma assistência de qualidade e integral. OBJETIVO: Relatar uma experiência acadêmica sobre a aplicação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) através do Processo de Enfermagem a um escolar com constipação intestinal crônica e outras comorbidades. METODOLOGIA: Trata-se de um relato de experiência vivenciado por acadêmicas do curso de enfermagem na disciplina de supervisionado II. A experiência aconteceu no setor de internação de um Hospital Municipal que é referência em pediatria, localizado na cidade de Juazeiro do Norte, Ceará. O cliente assistido foi um escolar de 7 anos, acompanhado de sua genitora. O Processo de Enfermagem foi o método utilizado para garantir a que a realização da SAE, conforme a Resolução Nº 358/2009, foram aplicadas as cinco etapas do processo, a saber: histórico e exame físico, diagnóstico, planejamento, implementação e avaliação de enfermagem. Para a coleta de dados do histórico, utilizou-se diferentes fontes de informações, como a anamnese, relatos da genitora e da criança, exame físico e dados do prontuário. As anotações foram feitas em um bloco de notas das estudantes e, em seguida, foram compilados de forma sistematizada. Os diagnósticos de enfermagem foram elaborados a partir do NANDA 2015-2017, e o planejamento das intervenções com base no conhecimento prévio. RESULTADOS: histórico: E.R.A, 7 anos de idade; sexo masculino, residente em Juazeiro do Norte-CE. Admitido na unidade hospitalar acompanhado pela genitora, apresentando disúria, dor abdominal, febre e constipação. HD: Infecção do Trato Urinário (ITU), Constipação crônica (10 dias de constipação até o internamento). Ao exame físico na internação: abdome plano, não distendido, timpânico, doloroso em fossa ilíaca direita, a palpação profunda, massa palpável em fossa ilíaca direita. Dor abdominal em região epigástrica e hipocôndrios. Diagnósticos de enfermagem: constipação, dor aguda e eliminação urinária prejudicada. Intervenções: realizar administração de clister e da medicação prescrita; realizar massagem em região abdominal; elaborar um plano de orientações alimentares, salientando dieta rica em fibras e líquidos; estimular para práticas de distração para o alívio da dor e estimular a ingesta de líquidos (2 litros/dia). Na etapa avaliação, percebeu-se que as intervenções tiveram resultados positivos, pois o escolar apresentou evacuações com características fisiológicas, diminuição da massa palpável em abdômen e relatou alívio da dor. CONCLUSÃO: Depreende-se que a aplicação do Processo de Enfermagem foi fundamental para ajudar o paciente diante de sua condição de saúde, haja vista que os diagnósticos e as intervenções de enfermagem traçadas refletiram as principais necessidades de cuidados da criança e guiaram o planejamento de intervenções específicas para essas necessidades. Desse modo, ressalta-se a importância da SAE e do Processo de Enfermagem, como instrumento metodológico para uma assistência de enfermagem de qualidade.
Palavras-chave: Constipação intestinal, criança, cuidados de enfermagem
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Sistematização da Assistência de enfermagem a uma paciente com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica: Relato de experiência
ISABELLA SIMÕES BABACHINAS; Cicera Cryslane Soares Sales Pereira; Diane Sales Vieira; Luciana Maria Pereira dos Santos Morais; Regina Petrola Bastos Rocha
Introdução: A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) caracteriza-se pela presença de obstrução crônica do fluxo aéreo de maneira progressiva. Esta enfermidade é causada a partir de uma resposta inflamatória à presença de partículas estranhas e/ou gazes tóxicas que são inaladas durante a respiração, trazendo sérios desconfortos e problemas ao paciente acometido. Logo, é de fundamental importância a participação da equipe de enfermagem no processo de recuperação do paciente. Objetivo: Realizar a Sistematização da Assistência de Enfermagem-SAE para uma paciente com DPOC. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo com abordagem qualitativa, realizado por meio de um estudo de caso, fundamentado em aspectos vivenciados no cuidado de uma paciente com DPOC por acadêmicas de enfermagem do décimo semestre de enfermagem da Universidade Regional do Cariri – URCA, no decorrer das atividades práticas da disciplina de Estágio Supervisionado II, no mês de março de 2018. O cenário foi o setor de emergência de um hospital público, de grande porte, localizado no interior do Ceará. Os dados foram coletados a partir de análise de documentos – prontuário da paciente, perguntas feitas aos principais cuidadores do setor e avaliação da paciente. Resultados: Os diagnósticos foram elencados de acordo com as necessidades da paciente e embasados conforme o livro Diagnóstico de Enfermagem da Nanda - Definições e Classificações 2015-2017. Os diagnósticos elencados foram: Desobstrução ineficaz de vias aéreas, troca de gases prejudicada, risco de aspiração, risco de infecção, risco de integridade da pele prejudicada, risco de resposta alérgica, risco de desequilíbrio na temperatura corporal e risco de queda. As intervenções foram elaboradas a partir de uma análise criteriosa, embasada na literatura e priorizando os cuidados principais, tais quais: realizar aspiração do tubo traqueal, vias aéreas superiores e boca; avaliar alterações na respiração, como dispneia, saturação e outros sinais; administrar medicações, conforme prescrição médica; avaliação dos sinais vitais; realizar procedimentos com técnica asséptica; higienização oral e corporal diária; inspeção diária da pele; mudança de decúbito; manter grades de proteção do leito elevadas e registrar todos os cuidados realizados. Conclusão: A SAE foi fundamental na formulação de um plano assistencial de cuidados ao paciente, sendo capaz de identificar necessidades humanas básicas, proporcionando dessa forma, uma atenção humanizada, segura e de qualidade.
Palavras-chave: Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, Cuidados de Enfermagem,Respiração artificial
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Abrir o trabalhoSISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM APLICADA A UMA CLIENTE COM ALZHEIMER: ESTUDO DE CASO
POLLYANA XENOFONTE DE LIMA; Maria Ludvania Romualdo Duarte; Isabel Monique Leite Romualdo; Rayane Moreira de Alencar; Rogênia Rocha do Nascimento
INTRODUÇÃO: O envelhecimento é conceituado como um processo fisiológico dinâmico e progressivo, o qual ocorre modificações morfológicas, funcionais, bioquímicas e psicológicas que ocasiona maior vulnerabilidade e maior incidência de processos patológicos que terminam a levá-lo à morte. A doença de Alzheimer é responsável por 50 a 70% das demências, gerando alterações progressivas da memória, do julgamento e do raciocínio intelectual, levando o indivíduo a ser cada vez mais dependente, necessitando assim da ajuda de outra pessoa para a sua própria sobrevivência. Justifica-se esse estudo devido o enfermeiro apresentar um papel essencial na orientação e cuidado de enfermagem a pessoas com Alzheimer e a sua família por desde o diagnostico até estágios mais graves. OBJETIVO: O estudo objetivou implementar a Sistematização da Assistência de enfermagem (SAE) a uma paciente diagnosticada com doença de Alzheimer. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo de caso, realizado no mês de junho de 2017 durante uma visita domiciliar, na cidade de Crato - CE. A coleta de dados deu-se através do histórico de Enfermagem, exame físico e dados obtidos no prontuário da paciente. As informações obtidas foram analisadas segundo a taxonomia II da North American Nursing Diagnosis e Association (NANDA) compondo a realização e organização do planejamento das ações. RESULTADO: Os diagnósticos de enfermagem prioritários encontrados foram:Confusão crônica relacionada a doença de Alzheimer, evidenciada por memórias antigas e recentes prejudicadas, prejuízo cognitivo progressivo e socialização prejudicada; Memória prejudicada relacionado a doença de Alzheimer, evidenciado por incapacidade de aprender novas informações; Comunicação verbal prejudicada relacionado a doença de Alzheimer, evidenciado por dificuldade para expressar verbalmente os pensamentos, dificuldade para compreender o padrão usual de comunicação, desorientação em relação a pessoas, tempo e espaço; Mobilidade física prejudicada relacionado a prejuízo cognitivo, musculoesqueléticos, neuromusculares e sensório-perceptivos. As principais intervenções de enfermagem foram: Ser sensível aos sentimentos que a paciente tenta expressar; Evitar questões que ela não saiba responder e se possível fazer gestos para reforçar a comunicação verbal; Proporcionar uma recordação no âmbito da memória através de fotografias e gravuras, conforme apropriado; Recordar experiências passadas com o paciente conforme apropriado; Identificar um método através do qual a pessoa possa comunicar as necessidades básicas; Proporcionar métodos alternativos de comunicação; Encorajar a pessoa a apontar e usar gestos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A Sistematização da Assistência de Enfermagem ao paciente com Alzheimer é de suma importância por identificar os padrões de saúde afetados podendo assim promover um atendimento de forma holística no estabelecimento e manutenção dos padrões de saúde adequados, tendo em vista que poderá esclarecer as dúvidas a familiares bem como realizar as orientações necessárias para favorecer a promoção da saúde desse indivíduo.
Palavras-chave: Envelhecimento, idoso, alzheimer
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Abrir o trabalhoTENTATIVAS DE AUTOEXTERMÍNIO POR INTOXICAÇÃO EXÓGENA: UMA ANÁLISE SITUACIONAL DO MUNICÍPIO DE JUAZEIRO DO NORTE
CARLOS VINICIUS MOREIRA LIMA; FRANCISCA NAIANE SILVA BRAGA; LUZIANNE CLEMENTE DE MENESES; OZEIAS PEREIRA DE OLIVEIRA
A tentativa de suicídio é caracterizada por comportamento suicida não fatal, podendo ou não resultar em próprio óbito, possuindo como principal meio utilizado à intoxicação exógena. Objetivou-se analisar as tentativas de autoextermínio por intoxicação exógena no município de Juazeiro do Norte-CE. Trata-se de um estudo quantitativo, realizado por meio do uso de dados disponíveis no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde, onde foram selecionadas as variáveis: município de residência, ano, faixa etária, zona de residência, escolaridade, raça, sexo, circunstância, tipo de exposição, critério de confirmação e evolução. Foram selecionados os casos de intoxicação exógena em adultos de 20 á 59 anos, residentes no município de Juazeiro do Norte e notificado no Sistema de Informação de Agravos de Notificação entre os anos de 2013 a 2017, cuja circunstância tenha sido tentativa de suicídio. A análise dos dados ocorreu por meio do programa Microsoft Excel®. O presente estudo obedece à resolução 510/16 do Conselho Nacional de Saúde, por se tratar do uso de um banco de dados de domínio público. Entre os anos analisados, ocorreram 107 tentativas de suicídio no total, sendo 2017 o ano com o maior quantitativo, 41,12% (n=44). Dentre as variáveis, 72,90% (n=85) dos casos ocorreram em indivíduos do sexo feminino, 79,43% (n=85) na faixa etária de 20 a 39 anos, onde 96,26% (n=103) residem em zona urbana e 70,09% (n=75) eram pardos. Em relação à escolaridade, 18,69% (n=20) cursaram o ensino médio completo e 19,63% (n=21) tiveram sua escolaridade ignorada/branco. Quanto ao agente tóxico, 85,98% (n=92) utilizaram medicamentos, 7,48% (n=8) raticidas e 2,80% (n= 3), agrotóxico doméstico. Analisando-se o tipo de exposição, 57,94% (n=62) foram aguda-única. O principal critério de confirmação empregado foi o diagnóstico clínico, 73,83% (n=79) da amostra. No que se refere a evolução dos casos, 73,83% (n=79) obtiveram cura sem sequela e 25,23% (n=27) foram ignorado/branco. Portanto,observou-se um aumento significativo nos últimos anos das tentativas de suicídio por uso de medicamentos, entre adultos jovens do sexo feminino, de cor parda e residente em zona urbana. Os achados do estudo permitem auxiliar o desenvolvimento de políticas públicas de prevenção e intervenção às tentativas de autoextermínio e promoção da vida, além de apontar necessidade de maior rigor na aquisição legal de medicamentos e raticida. A quantidade expressiva de casos que evoluíram para cura sem sequela, nos leva a inferir que as medidas terapêuticas adotadas pelos profissionais estão sendo eficazes. A lacuna no preenchimento das fichas de notificação evidencia a necessidade de execução de educação continuada dos profissionais, visando sanar esse déficit e consequente melhoria no subsídio dos dados epidemiológicos. Esses dados permitem ao enfermeiro, enquanto facilitador da educação em saúde, executar ações dirigida a população sob maior risco e aos indivíduos que se submeteram a tentativa de suicídio, visto o risco de reincidência e/ou consumação do suicídio ser elevado nesses sujeitos.
Palavras-chave: Enfermriros, tentativa de suicídio ,sistemas de informação em saúde
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ULTILIZAÇÃO DAS MÍDIAS SOCIAIS COMO FERRAMENTA PARA APRENDIZAGEM DOS ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM
VINÍCIUS RODRIGUES DE OLIVEIRA ; Maria Jeny de Sousa Oliveira; Luanna Gomes de Almeida; Steffane Costa Mendes; Tamires Alves Dias
INTRODUÇÃO: É inegável a grande influencia que a tecnologia exerce sobre a sociedade, a cada dia essa ferramenta vem se tornando um objeto essencial para diversas áreas e setores sejam econômicos, sociais, educacionais e até mesmo da saúde. As redes e mídias sociais são as grandes representantes dessa popularização da tecnologia atraindo um grande público pois possuem alto potencial para disseminar e auxiliar no conhecimento dos estudantes. OBJETIVO: Analisar as contribuições das mídias sociais como ferramenta para aprendizagem dos acadêmicos de enfermagem. MÉTODO: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com abordagem qualitativa descritiva. A captação de dados deu-se através da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e do diretório Scientific Electronic Library Online (SciELO) utilizou-se dos descritores: “Mídias Sociais”; “Enfermagem”; “Educação”, em seguida aplicou-se os filtros: Texto disponível completo, idiomas português, inglês e espanhol, publicados nos últimos 5 anos que se adequassem ao tema do trabalho, obtendo assim nove artigos que foram analisados na íntegra. RESULTADOS: Os acadêmicos em geral estão frequentemente realizando pesquisas decorrentes das necessidades da graduação, com os graduandos de enfermagem o processo não ocorre de forma diferente, existe a necessidade de buscar informações e conhecimentos de forma secundária sobre patologias, tratamentos, e outras temáticas relacionadas à área. O meio digital em especial através das mídias sociais oportunizam ao acadêmico na busca de novos conhecimentos, no compartilhamento de experiências exitosas, que consequentemente terão influencia sobre outros estudantes, na participação de debates, no delineamento de uma identidade profissional e, sobretudo fortalece as relações interpessoais. Por serem atrativas as mídias também fazem com que o acadêmico dedique um maior tempo às atividades de estudo, dessa maneira percebe-se que o conhecimento e a emprego desse instrumento pelo docente é eficaz no processo de ensino, devendo ele conhecer e saber mediar sua aplicação. CONSIDERAÇÕES FINAIS: As mídias sociais trazem grandes impactos na vida dos acadêmicos, por vezes elas dão autonomia para que o aluno construa seu próprio conhecimento. Sendo vistas visto como um elemento integrador de saberes torna-se então necessário que os docentes e instituições apoiem o uso das mídias sociais como instrumento de aprendizagem bem como necessita-se de mais pesquisas voltadas para a temática abordada, especialmente no campo das ciências da saúde. É valido ainda ressaltar que o uso das mídias sociais, embora relevante, devem atuar de forma complementar na formação.
Palavras-chave: Mídias Sociais, Enfermagem,Educação
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VARIÁVEIS DESCONHECIDAS NOS REGISTROS DE NOTIFICAÇÃO DOS CASOS DE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER.
MARIA NEYZE MARTINS FERNANDES; REGIANE CLARICE MACEDO CALLOU; SÁSKYA JORGEANNE BARROS BEZERRA; LARISSIA CÂNDIDO CARDOSO; PEDRO YAN ALEXANDRE BARBOSA KENNEDY
Introdução: A violência contra a mulher é um fenômeno de conceituação complexa e multicausal, persistente na atualidade, promovendo danos que afetam a saúde da população feminina, gerando prejuízos e preocupação para com as políticas públicas e setores de apoio. Diante desse cenário, os órgãos de apoio e investigação como as delegacias da mulher, centros de referência e instituições de saúde que atendem estas vítimas se definem como os maiores fornecedores de dados dessa problemática. Assim, uma correta apuração desses dados é fundamental para demonstrar a real magnitude deste fenômeno e seu não conhecimento gera prejuízos na elaboração de intervenções eficazes .Objetivo: Identificar as variáveis desconhecidas nos registros das fichas de preenchimento dos órgãos responsáveis pela apuração e notificação dos casos de violência contra a mulher. Métodos: Estudo descritivo, de natureza quantitativa, realizado a partir de dados coletados junto aos órgãos da rede de enfrentamento à violência contra a mulher no interior do Ceará, pelo Observatório da Violência da Universidade Regional do Cariri no ano de 2016. Os dados foram coletados por meio de cheklist, tabulados em frequências relativas e absolutas. A partir da tabulação destes dados, observou-se quais variáveis são desconhecidas em maior proporção. O estudo obedeceu aos aspectos éticos e legais respaldados pela resolução nº 466/12, que discorre sobre pesquisas realizadas com seres humanos com parecer 2038188. Resultados: Foi realizada a análise de 410 fichas, identificando-se que mais de 36% (n=14) das variáveis do checklist adotado são desconhecidas durante o processo de coleta de dados. Das informações referentes à vítima, como ocupação, religião, renda, identidade de gênero e orientação sexual há percentual de registros desconhecido respectivamente de 89%(n=365), 78%(n=321), 74%(n=307), 74%(n=304) e 67%(n=278), consecutivamente. Das informações referentes ao agressor, como a profissão e ciclo de vida, não são registradas em 75%(n=311) e 58%(n=239) das fichas, consecutivamente. Quando analisado sobre as informações refentes ao setor de atendimento/notificação quando associada a acidente de trabalho e informações pós-notificações 77%(n=318) e 58%(n=238) são desconhecidas, respectivamente. Já nas informações referentes a agressão, o número da frequência da agressão cometida não é respondida em 89%(n=368) das fichas. Acredita-se que algumas dessas variáveis não foram coletadas visto não existirem nas fichas de notificação, como as do Sistema Único de Saúde, a exemplo da religião, renda. Infere-se também que algumas informações não são coletadas por esquecimento ou possível não valorização do dado. Considerações finais: Observou-se deficiências quanto ao registro de dados sobre a violência contra a mulher, o que dificulta o conhecimento da dimensão real dos diferentes aspectos deste fenômeno na região do Cariri, bem como, não servindo como subsídio para o direcionamento de esforços no planejamento e execução de estratégias concretas de prevenção que sejam eficazes no enfrentamento e combate da violência cometida contra as mulheres nesta região.
Palavras-chave: Violência Contra a Mulher, Violência de Gênero, Fatores Epidemiológicos,
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VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER VIVENCIADA NO CENÁRIO OBSTÉTRICO ATUAL
JOÃONEY SOARES CHAVES DE LAVOR; Roger Rodrigues da Silva; Antonia Daila Martins de Souza; Thalita Franco Pinheiro Ferreira; Rayna Suyanne Oliveira Soares
INTRODUÇÃO: Violência obstétrica configura-se como qualquer ato que comprometa a integridade física e moral de uma mulher gestante, parturiente e/ou puérpera. Segundo pesquisas, no Brasil, ao menos 25% das mulheres relatam ter sofrido algum tipo de agressão durante seu período gestacional, o que implica diretamente em um problema de saúde pública, aumentando esses índices de violência a cada ano em uma velocidade acentuada. Desta forma, é percebida a importância da realização de estudos voltados para essa temática visando a violência direcionada a parturientes verificada nos centros obstétricos. OBJETIVO: Conhecer a situação de violência obstétrica em mulheres gestantes, parturientes e puérperas no cenário atual. MÉTODO: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura de caráter descritivo. O mesmo foi realizado no período de fevereiro a março de 2018, utilizando como base de dados LILACS, BDENF e MEDLINE, empregando como banco de dados a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Para realização da busca foram cruzados os descritores: saúde da mulher, violência obstétrica e enfermagem, onde foram obtidos 26 resultados. Como critérios de inclusão: documentos disponíveis na íntegra (21), que estivessem no idioma português (18), publicados nos anos de 2015 a 2018 (7) e o tipo de documento artigo (8). Os critérios de exclusão: artigos repetidos e que não contemplassem a temática proposta, restando 5 artigos que se enquadravam no objetivo do estudo para formulação desta pesquisa. RESULTADOS: Diversas vezes mulheres gestantes, parturientes e/ou puérperas se deparam com a violência obstétrica, no entanto a maioria dessas mulheres não reconhece tal ato como violência. Essas atitudes que partem do profissional de saúde que a assiste, e a falta de informação das clientes, reprimem suas angústias e por desconhecimento e medo não conseguem reivindicar seus direitos. A violência institucional é o principal fator referente a essas violências, pois, em alguns casos, a equipe envolvida acredita ser detentora do poder sobre a mulher neste momento delicado de sua vida. Entre os tipos de violências mais comuns que acometem essa população atualmente podemos citar: medicalização excessiva no parto; prática de episiotomia sem recomendação clínica; anulação do direito ao acompanhante na sala de parto; desmoralização e recriminação verbal direcionados a própria parturiente; despreparo institucional e ritmo de trabalho associado a escassez de recursos; imprudência profissional na realização de protocolos pré-estabelecidos; efetuação de cirurgia cesariana sem riscos para vida do feto e/ou da mãe, objetivando agilização na retirada do feto; e ainda a própria formação dos profissionais de saúde que excluem qualquer prática de humanização outorgada a vítima. Atualmente existe a Lei nº 4.173/17 que assegura essas mulheres em situação obstétrica sob cuidados médicos, impedindo qualquer tipo de violência que as mesmas vivenciem durante o período gestacional, parto e puerpério, sendo motivo de penalização, caso o profissional cometa descumprimento da lei supracitada. CONCLUSÃO: Diante dos dados apresentados, vislumbra-se a importância de se tratar da temática em questão, pois, mesmo com a alarmante incidência decorrente, esse tipo de paradigma é desconhecido pela grande maioria das mulheres em condições obstétricas, impedindo, dessa forma, a reivindicação de seus direitos e amenização desses casos.
Palavras-chave: Enfermagem,Saúde da mulher,Violência obstétrica
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Abrir o trabalhoVIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: ANÁLISE DO PERFIL DO AGRESSOR E O TIPO DE VIOLÊNCIA PRATICADA
FRANCISCA TAMIRIS PEREIRA DE SOUZA; Larissia Cândido Cardoso; Maria Neyze Martins Fernandes; Maria Do socorro Neta Gerônimo; Pedro Yan Alexandre Barbosa Kennedy
INTRODUÇÃO: A violência contra a mulher é algo que se perpetua pelo tempo e se mantém presente de modo corriqueiro. Assim, o patriarcado sempre preponderou no meio social e com isso proporcionou a discriminação e a inferiorizaçao feminina, acarretando em inúmeras formas de violência. Diante disso, conhecer o perfil do agressor é indispensável para traçar características e proporcionar uma possível intervenção. Nesse seguimento, Observatório da Violência e Direitos Humanos no Cariri realiza um monitoramento de dados que abarcam questões de violência contra a mulher, além de outros pontos. OBJETIVOS: Assim, o estudo objetivou identificar o perfil do praticante de violência contra a mulher e também o tipo da agressão, usando como base de dados os arquivos da Delegacia da Mulher de Crato. MÉTODO: Trata-se de um estudo quantitativo e bibliográfico, no qual foram analisados um total de 175 casos, por meio de boletins de ocorrência, inquéritos e flagrantes, no período do primeiro semestre de 2017. Os dados foram coletados por meio de um check list, tabulados em frequências absolutas e relativas e analisados à luz da literatura pertinente. RESULTADOS: Com isso, dentre os agressores, no que se refere a faixa etária se tem um total de 46 indivíduos situados na fase adulta (25-29 anos) que corresponde a cerca de 26,9%, em relação ao vínculo com a vítima dividem-se os números mais expressivos em 35 indivíduos conjugues correspondente a 20%, 43 ex-cônjuges que faz jus a 24,6%, 35 ex-namorados que condiz com 20% e 15 filhos equivalentes a 8,6%. Ainda sobre o agressor, conta-se que são majoritariamente do sexo masculino, com 165 homens que corresponde a cerca de 94,28%. No que tange ao tipo de violência, a forma psicológica ganha status de maioria com 99 casos equivalentes a 56,6% do quadro geral, logo em seguida vem a agressão física com 51 acontecimentos condizente com 29,14%, e por fim, as ameaças que também tem um percentual expressivo de 31,4% correspondente a 55 registros. Ademais, é importante salientar que a ameaça é o meio de agressão mais utilizado, estando presente em 112 dos fatos analisados com um percentual de 64% , juntamente com a força corporal que é o segundo maior índice da pesquisa com 48 ocorridos equivalentes a 27%. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Diante do exposto, infere-se que a identificação de tal perfil será usada como base norteadora de delimitação do público alvo de possíveis intervenções com a finalidade de sessar e principalmente prevenir a violência contra a mulher. Ademais, é indiscutível que tal violência é algo que está enraizado na sociedade e é produto de uma formação cultural machista, então, nada mais eficaz do que identificar o causador de tal violência na sociedade contemporânea para que de forma direta seja possível a interferência através de políticas públicas com teor educacional, assim, será possível combater a perpetuação e tal cultura que viola diretamente os direitos fundamentais assegurados pela Carta Magna vigente.
Palavras-chave: Mulher,Agressão,Violência
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VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: INDICADORES DO PRIMEIRO SEMESTRE EM UM CENTRO DE REFERÊNCIA NO INTERIOR DO CEARÁ.
SÁSKYA JORGEANNE BARROS BEZERRA; Francisca Tamiris Pereira de Souza; Maria do Socorro Neta Gerônimo; Larissia Cândido Cardoso; Aparecido Daniel Lino da Silva
INTRODUÇÃO: Entende-se por violência contra a mulher qualquer ato ou comportamento baseado no gênero que cause morte, dano físico, sexual ou psicológico, tanto na esfera pública como privada. Assim, a lei n. 11.360/2006 (Lei Maria da Penha), surge no sentido de resguardar direitos e proteger mulheres que sofrem violência doméstica. Apesar desse amparo legal, o número de mulheres vitimadas é elevado, devendo tais indicadores ser conhecidos, a exemplo das mulheres encaminhadas e atendidas em centros de referência. O Observatório da Violência e dos Direitos Humanos da Região do Cariri da Universidade Regional do Cariri constitui-se de um órgão que além de problematizar e discutir esse agravo, monitora seus números na região, contribuindo para sua problematização. OBJETIVO: Identificar o perfil das mulheres vítimas de violência atendidas em um Centro Regional de Referência da Mulher. MÉTODO: Trata-se de uma pesquisa quantitativa realizada a partir de dados secundários, extraídos de fichas adotadas no Centro de Referência da Mulher localizado na cidade de Juazeiro do Norte, no primeiro semestre do ano de 2017, após prévia autorização dos responsáveis pela instituição. A coleta de dados de se deu através de um cheklist adaptado para a finalidade da pesquisa. O presente estudo, teve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Regional do Cariri, com parecer nº 2.038.188. RESULTADOS: Foram coletados durante o primeiro semestre de 2017, 110 casos. A violência atinge em maior grau as mulheres de 39 a 50 anos (53,6%, n=59), posteriormente as de 18 a 29 anos (41%, n=37,2%). Desvela-se que 56,3% (n=62) das vítimas são solteiras. Dentre elas, 27,7% (n=30) tem um filho e dois filhos com 18,8% (n= 20). As mesmas têm como profissão classificada como outras (32,7%, n=36) e do lar (20%, n=22). Foram coletados também dados como a idade do agressor, sendo a maioria adultos entre 25 a 60 anos (73,6%, n=81). A maior parte dos casos de violência ocorrem na residência da vítima, totalizando 82,7% (n= 91) e em zona urbana (98%, n=108). Dados como horário do acontecido aparecem como ignorado em 80,9% (n=89). Os tipos de violência mais agravantes foram as violências física com 51,8% (n=57) e psicológica com 38,1% (n=42). Aponta-se a necessidade de que ações possam ser elaboradas para garantir prevenção da violência à mulheres com esse perfil, bem como, ações que busquem trabalham com o público masculino esse agravo. CONCLUSÃO: Observa-se que os achados reforçam o reconhecimento das desigualdades de gênero como um problema social e de saúde. Identifica-se a importância da coleta desses dados que colaboram para a criação de políticas públicas específicas para mulheres violentadas, casas de apoio e abrigos temporários.
Palavras-chave: Violência, Mulher, Cariri
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VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: PERFIL DAS NOTIFICAÇÕES REALIZADAS PELOS SERVIÇOS DE SAÚDE NO INTERIOR DO CEARÁ
APARECIDO DANIEL LINO DA SILVA; SÁSKYA JORGEANNE BARROS BEZERRA; PEDRO YAN ALEXANDRE BARBOSA KENNEDY; RICHARD MAIRON SILVA SOUSA; GABRIEL FERNANDES PEREIRA
A violência contra a mulher não é algo novo. As mulheres sempre foram descriminadas culturalmente pela superioridade masculina, sofrendo violência. Conhecer o perfil das vítimas, a exemplo daquelas atendidas pelos serviços de saúde torna-se importante para elaboração de ações de intervenção. A percepção acurada e um olhar crítico em relação a essa situação vem sendo explorado pelo Observatório da Violência e Direitos Humanos no Cariri, que monitora dados de violência notificados no interior do Ceará, a exemplo daqueles oriundos dos serviços de saúde. O estudo objetivou identificar o perfil de mulheres vítimas de violência notificadas pelos serviços de saúde. Trata-se de um estudo quantitativo, no qual foram analisados 38 casos, coletados no primeiro semestre de 2017 no setor de vigilância epidemiológica da secretaria municipal de saúde no município de Juazeiro do Norte, Ceará. Os dados foram coletados por meio de um checklist, tabulados em frequências absolutas e relativas e analisados à luz da literatura pertinente. O estudo teve provação do Comitê de Ética em Pesquisa com parecer 2038188. Dentre as vítimas, o maior número de casos corresponde a faixa etária de 18 a 60 anos, representando o expressivo número de 30 casos (78.94%). Com relação ao estado civil, a maior parte dessas mulheres são solteiras, o que corresponde a 12 casos (31,57%), seguidas por 11 mulheres casadas (28.94%). Os dados referentes a ocupação expressam que 34. 21% se consideram como de “donas de casa” (13 mulheres). Quando se refere aos dados do indivíduo que praticou a violência, a predominância de agressores está na fase adulta, 25 a 29 anos, com 22 agressores (34.21%) e quase sempre a violência parte do cônjuge. Quanto ao local onde essa violência foi praticada, os dados esclarecem que 29 casos ocorreram em âmbito urbano (76.31%). No tocante ao tipo de violência praticada os dados mais expressivos retratam que 31 mulheres (81.57%) sofreram violência física, sendo que a maior parte dessas foram espancadas e sofreram ferimentos por arma de fogo. Importante ressaltar que todas as notificações são oriundas de atendimentos hospitalares e ambulatoriais, não se registrando atendimento das unidades de atenção básica. Infere-se que o conhecimento desse perfil reforça a necessidade de ações voltadas para proteção deste público, bem como, a capacitação e atuação da atenção básica no enfrentamento à violência contra a mulher, como forma de se evitar que a mesma tenha como porta de entrada para atendimento as unidades hospitalares. Portanto, a violência contra a mulher acomete mulheres jovens e em sua maioria predomina a violência física. Esse agravo se trata de uma questão social, incitando a necessidade da educação em direitos humanos como instrumento para auxiliar no combate à violência contra a mulher e na diminuição de outras violações.
Palavras-chave: Enfermagem,Violência contra a Mulher,Violência Doméstica,Violência por Parceiro Íntimo,Violência de Gênero
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Abrir o trabalhoVIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: REPERCUSSÃO NEGATIVA NA VIDA DAS MULHERES
LORENA PINHEIRO BRAGA; JOSÉ GERFESON ALVES; LEONARDA MARQUES PEREIRA; MARIA JENY DE SOUSA LEITE; MILENA SILVA FERREIRA
Introdução: O parto é um processo natural e fisiológico que representa um marco na vida das mulheres, uma experiência repleta de mudanças biológicas, psíquicas e sociais, além de ser um momento permeado por dúvidas e sentimentos, o que gera a necessidade de um cuidado continuo. A vivência do processo de parto traz mudanças, onde a mulher pode deixar de ser protagonista e ter autonomia sobre o seu corpo e sexualidade, isso acontece em decorrência de um processo de medicalização promovida pela equipe de saúde. Esse quadro caracteriza a violência obstétrica como a apropriação do corpo das mulheres durante o período gravídico-puerperal, por profissionais de saúde que omitem informações, realizam intervenções desnecessárias, violência verbal, e a negação da presença de acompanhante durante o parto. Diante desse cenário é relevante a discussão acerca dos possíveis impactos dessas experiências na qualidade de vida das mulheres. Objetivo: Identificar a existência de possíveis impactos mencionados na literatura sobre a vivência da violência obstétrica. Método: Trata-se de um estudo de revisão bibliográfica realizado no mês de abril de 2018, através da base de dados BDENF via portal BVS, utilizando-se os descritores: parto obstétrico; violência contra mulher; enfermagem obstétrica, empregando o operador booleano and. Os critérios de inclusão aplicados foram: disponibilidade de texto completo, idioma português, tipo de documento artigo, publicados nos últimos cinco anos, obtendo-se 13 artigos. Os critérios de exclusão: artigos pagos e não pertinentes à temática. A amostra foi constituída de 8 artigos. A análise dos dados deu-se pelo método de categorização. Resultados: A partir dos artigos foi possível evidenciar que a vivência do parto tornou-se angustiante para algumas mulheres, repercutindo negativamente em sua qualidade de vida,nos altos de índices de cesáreas, em transtornos psicológicos e até na escolha de não ter filhos. O conceito de violência obstétrica, traz definições que se referem aos atos de caráter psicológico, físico, sexual e de negligência, sendo este ainda desconhecido para a maioria das mulheres, o que faz com que sofram a violência como se isso fosse intrínseco ao processo de parir. Considerações finais: A falta de informações de mulheres sobre a parturição e os seus direitos sexuais e reprodutivos faz com que se submetam a violência obstétrica. Observa-se o despreparo dos profissionais de saúde na assistência a mulher no período gravídico-pueperal com repercussões negativas no processo de nascimento e na qualidade de vida dessas mulheres. A humanização da assistência ao parto deve começar na primeira consulta pré-natal com orientações sobre o período gestacional, parto e puerpério, informações sobre seus direitos legais e a assistência ao trabalho de parto, fazendo com que essas mulheres cheguem ao hospital preparadas fisicamente, emocionalmente e socialmente.
Palavras-chave: Parto obstétrico,Violência contra a mulher,Enfermagem obstétrica
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Abrir o trabalhoVIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: UMA PROBLEMÁTICA VIGENTE NO CUIDADO À MULHER EM TRABALHO DE PARTO
OLÍVIA DE ALMEIDA DUARTE; Roger Rodrigues da Silva; Rafael da Silva Pereira; Andreza Alves de Abreu; Aline do Nascimento Pinheiro
A violência obstétrica vai muito além de uma simples repreensão com a parturiente, é caracterizada como qualquer violação direcionada a mulher. Em 2014 a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou que a violência obstétrica é uma injúria aos direitos humanos fundamentais e a evidenciou como um problema global, cerca de 25% das mulheres relataram violências no pré-natal, parto e pós-parto, evidenciando um grande agravo na saúde obstétrica. Analisar por meio da literatura a violência sofrida por mulheres na sala de parto por profissionais de saúde. O estudo trata-se de uma revisão narrativa da literatura de caráter qualitativo e aspecto descritivo, realizada no período de março e abril de 2018. A pesquisa foi produzida utilizando como banco de dados a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), através das bases de dados BDENF, MEDLINE e LILACS. Para obtenção de resultados foram utilizados os descritores: saúde da mulher, violência e obstetrícia, obtendo 39 resultados. Os critérios de inclusão foram: documentos disponíveis na íntegra, idioma português e publicados entre os anos de 2010 a 2017. Como critérios de exclusão: duplicatas e não contemplassem a temática proposta, restaram assim, 5 artigos para construção da pesquisa em questão. O parto sempre foi uma prática difícil na vida da mulher, porém no decorrer dos anos foram criadas alternativas afim de minimizar o sofrimento da parturiente. A mulher é acompanhada por uma equipe de saúde para desenvolver ações que assistam a mulher de forma adequada, entretanto, os comportamentos dos profissionais de saúde, não atingem essa expectativa, tornando-se assim, geradores de violência. A violência obstétrica, nesse sentido, se apresenta como: a proibição de acompanhante na sala de parto; o uso de ocitocina sem necessidade para a indução da contração uterina; restrição a mulher quanto a posição de parir; episiotomia dispensável; uso de cesariana sem indicação de risco para o parto normal; abuso de poder do profissional, com o uso autoritário da voz; deboche sobre a condição da mulher no processo de parto; palavras de repreensão e humilhações com a parturiente; uso de fórceps e de pressão na barriga da mãe; afastamento precoce do bebê de perto da mãe; exames de toque desnecessários e dolorosos, dentre outros. A violência obstétrica é bastante presente e expressiva no cenário brasileiro, os profissionais de saúde deveriam dar um aporte as parturientes, oferecendo conforto, cuidado e segurança, mas muitos permitem que ocorra o desrespeito a essas mulheres causando-lhes experiências negativas quanto ao parto no serviço de saúde, traumas psicológicos e até mesmo complicações em outra possível gestação. A partir da análise e construção deste estudo, constata-se que a violência obstétrica é bastante presente no âmbito hospitalar e não se trata apenas de violência física, mas também psicológica e moral. Embora existam informações eficientes para um suporte qualificado dos profissionais de saúde, se percebe com frequência casos de violência com parturientes nos serviços obstétricos, dessa forma surge uma necessidade de um cuidado mais humanizado e mais digno a essas mulheres no momento de nascimento do seu filho, evitando complicações futuras.
Palavras-chave: Saúde da mulher,Violência,Obstetrícia
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Abrir o trabalhoVISITA PRÁTICA AO NÚCLEO DE APOIO A SAÚDE DA FAMÍLIA (NASF): VIVENCIANDO E EXPANDINDO CONHECIMENTO
LETÍCIA MORAES LEITE PINHEIRO; Antonia Elizangela Alves Moreira; Roana Bárbara de Almeida Gouveia; João Cruz Neto; Anthony Moreira Gomes
INTRODUÇÃO: O Núcleo de Apoio a Saúde da Família (NASF) pode ser compreendido como uma equipe de apoio multiprofissional tendo como objetivo consolidar a Atenção Básica, oferecendo suporte à Equipe Saúde da Família (ESF) na atenção à população com mais serviços ofertados. Essa equipe de apoio matricial atua modificando e melhorando as ações da ESF, como na atuação dos profissionais, na gestão da saúde e na integralidade do cuidado. Sabe-se que o profissional de enfermagem se faz alicerce na atenção básica, portanto, vivenciar as ações do NASF é de suma importância para a formação acadêmica, pois amplia o conhecimento sobre saúde coletiva e, assim edifica qualitativamente um acadêmico de enfermagem. OBJETIVO: Relatar a experiência de acadêmicos de Enfermagem durante uma visita ao NASF. MÉTODO: Trata-se de um estudo qualitativo descritivo, do tipo relato de experiência, realizado a partir das vivências nas atividades da disciplina de Enfermagem no Processo de Cuidar em Saúde Coletiva I, do curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Regional do Cariri (URCA), na Secretaria de Saúde e em uma Unidade Básica de Saúde – UBS do município de Crato-CE, no mês de março de 2018. RESULTADOS: A vivencia realizada no NASF foi capaz de proporcionar uma visão ampliada do Sistema Único de Saúde – SUS, por ter proporcionado um contato direto com os profissionais da saúde e a comunidade, como também com a Coordenadoria de Saúde do município, sendo observadas as peculiaridades de ambas as partes. A experiência contou com participação de usuários da UBS, pertencentes ao Programa de Hipertensão Arterial e Diabetes (HiperDia) que praticam semanalmente atividades aeróbicas sob orientação do profissional de Educação Física do NASF. Observou-se uma boa adesão da comunidade as atividades desenvolvidas no grupo, na qual os exercícios propostos são de pequeno esforço podendo ser classificados de acordo com a freqüência respiratória em moderado. Os principais pontos positivos acerca da visita denotam o bem estar promovido aos idosos, à dinamização do processo e fomento a monitoração da pressão arterial e educação alimentar como forma de promoção da saúde. O encontro promove a partilha e permite entender a realidade que se encontra cada participante, suas dificuldades e formas de superação. Todavia, os enfrentamentos quanto a falta de material, foi ponto comum na fala da equipe do NASF e do Coordenador do Núcleo, onde este mencionou ainda sobre articulação das equipes e a confrontação para existência das equipes. CONCLUSÃO: Conclui-se que a participação da atividade desenvolvida pelo NASF aos usuários foi capaz de proporcionar aos acadêmicos de enfermagem uma visão ampla e construtiva sobre o funcionamento e articulação do NASF frente as suas dificuldades e, sobretudo a adesão da comunidade as atividades propostas.
Palavras-chave: Saúde da Família, Equipe, Visita
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VIVÊNCIA DA MONITORIA ACADÊMICA NA DISCIPLINA SAÚDE DA MULHER: RELATO DE EXPERIÊNCIA
AMANDA ALCANTARA DE SOUSA; Dayanne Rakelly de Oliveira; Maria de Fátima Esmeraldo Ramos Figueiredo; Glauberto da Silva Quirino; Sharlene Maria Oliveira Brito
Introdução: A monitoria acadêmica pode ser entendida como uma ferramenta de auxílio no processo ensino-aprendizagem, que contribui para o aprendizado de outros discentes e do próprio monitor. Considerando que o ato de ensinar compõe o processo de trabalho do enfermeiro, a vivência da monitoria permite um estímulo para inserção no magistério. Objetivo: Relatar a experiência da monitoria vivenciada junto à disciplina Enfermagem no Processo de Cuidar em Saúde da Mulher. Metodologia: Trata-se de estudo descritivo, do tipo relato de experiência, realizado a partir da vivência discente na monitoria da disciplina Enfermagem no Processo de Cuidar em Saúde da Mulher, junto aos estudantes do VII semestre do curso de graduação em Enfermagem, em uma universidade estadual no interior do Ceará. O período de vivência teve início em fevereiro de 2018, referente ao semestre 2017.2. A carga horária semanal é de 20 horas, abrangendo atividade de elaboração do cronograma da monitoria, planejamento das atividades teóricas e práticas, busca na literatura de temas abordados na disciplina e acompanhamento das atividades junto aos estudantes. As estratégias utilizadas durante a prática envolvem aulas expositivas-dialogadas, discussão de artigos, práticas em laboratório e resolução de questões de residência, além de atividades de educação em saúde aos servidores da universidade. Os encontros com os alunos acontecem duas vezes na semana para realização das atividades propostas. Resultados: A monitoria possibilita experiências de iniciação à docência ao monitor, estímulo contínuo ao desempenho de atividades didáticas exitosas, enriquecendo sua formação e estimulando a busca de maior conhecimento sobre a área ginecologia/obstetrícia, permitindo o aprofundamento de seus próprios conhecimentos e ajudando outros alunos na compreensão do conteúdo apresentado. Fortalece, assim, sua base teórico-prática para melhor desempenho como profissional e permite ainda um vínculo entre professor-monitor-aluno e o desenvolvimento de responsabilidade, autonomia e liderança, incluindo habilidades de comunicação e postura. Conclusão: A monitoria promove a troca de saberes e experiências entre os alunos da disciplina, monitores e docentes, contribuindo para a formação profissional pautado na construção e troca de conhecimentos a partir de relações dialógicas. Permite ainda, aos monitores envolvidos a compreensão da docência de forma mais próxima e ativa.
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Abrir o trabalhoVIVÊNCIA DE ACADÊMICOS NA APLICAÇÃO DE TECNOLOGIA EDUCATIVA SOBRE HANSENÍASE
GABRIELA DE SOUSA LIMA; Héryka Laura Calú Alves; Edilma Gomes Rocha Cavalcante
A hanseníase é uma doença crônica, de evolução lenta e infectocontagiosa. Quando não tratada, evolui com deformidades e incapacidades e pode ser transmitida para outras pessoas. É hiperendêmica na região do cariri, por isso, torna-se necessária a educação em saúde através de tecnologias que favoreçam seu entendimento na Atenção primaria à Saúde. Objetivou-se relatar a experiência da realização de oficina educativa sobre hanseníase para um grupo de idosas. Trata-se de um relato de experiência com abordagem qualitativa a partir da realização de uma oficina sobre hanseníase, em janeiro de 2018, mês de incentivo ao combate da doença denominado “Janeiro roxo”, ocorrido em uma Unidade Básica de Saúde. As facilitadoras da oficina foram acadêmicas do curso de graduação em Enfermagem da Universidade Regional do Cariri (URCA), que são integrantes da Liga Acadêmica de Doenças Negligenciadas (LIDONE) e do Programa de Educação Tutorial – PET Enfermagem/URCA, as quais foram previamente capacitadas sobre o tema e a realização de oficinas. A ação aconteceu em janeiro de 2018, com um grupo de idosas, localizado em um município da Região Sul do Ceará. A oficina durou por volta de 60 minutos e ocorreu numa sala cedida pelos profissionais da Unidade Básica de Saúde. Estruturalmente, a atividade foi organizada em três momentos: Apresentação inicial de uma síntese sobre a hanseníase; realização do jogo “Mitos e Verdades” com afirmativas que deveriam ser julgadas pelas participantes da oficina como verdadeira e falsa, posteriormente, foi realizada a avaliação das respostas. Quanto aos materiais, foram utilizados banners com imagens e explicações rápidas sobre a doença e jogo confeccionado pelos estudantes e integrantes da liga. Participaram da oficina 20 idosas, que durante a realização da atividade, participaram do jogo de modo a fomentar as discussões crítico-reflexivas sobre a hanseníase. As afirmativas que geraram mais dúvidas foram as que diziam “O principal sintoma da hanseníase é a coceira” e “A hanseníase é transmitida através do abraço”, as quais foram julgadas pelas participantes como verdadeira. No decorrer da oficina percebeu-se que as idosas possuíam certo conhecimento sobre o conceito, a relação bíblica, os sinais e sintomas da doença. Identificou-se ainda que alguns estigmas estavam presentes nas falas quando se tratava das formas de contágio, o tratamento e cura da doença. Elas demonstraram interesse sobre a temática, muitas traziam histórias de familiares, amigos e/ou conhecidos que já passaram pelo tratamento. Uma das participantes era profissional da saúde e conviveu com pacientes que faziam o tratamento da doença. Assim foi visível o conhecimento mais aprofundado que ela tinha perante as demais. Diante da vivência foi perceptível a importância de trabalhar essa temática por meio de atividade lúdica, que permitiu maior interação entre os participantes de forma a enriquecer a discussão e fomentar as práticas de educação voltadas para a promoção da saúde.
Palavras-chave: Hanseníase, Educação em Saúde, Promoção da Saúde,
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VIVENCIANDO OS CUIDADOS DE ENFERMAGEM NO PRÉ-OPERATÓRIO
DIEGO RAVELLY DOS SANTOS CALLOU; Joanderson Nunes Cardoso; Sara Beatriz Feitoza Ricardino; Juliana Maria da Silva; Itamara da Costa Sousa
Introdução: O Pré-operatório consiste na observação sistemática das condições gerais do paciente, determinando as alterações psíquicas e orgânicas que podem prejudicar o progresso normal do pós-operatório. A enfermagem tem por responsabilidade os cuidados ao paciente, o rastreamento de intercorrências que podem levar ao insucesso do procedimento cirúrgico, evitando e reduzindo os riscos de morbimortalidade. Explicando não somente ao paciente como se procederá a intervenção cirúrgica, mas também aos seus familiares. Objetivo: Relatar os principais cuidados de enfermagem no pré-operatório. Metodologia: Relato de experiência, acerca dos cuidados de enfermagem, observados de forma sistemática por acadêmicos de enfermagem da Faculdade de Medicina Estácio de Juazeiro do Norte, em um hospital de referência em cirurgia situado na região do Cariri-Ceará, nos dias 13 e 20 de março de 2018. Resultados: De acordo com a literatura vigente é necessário estabelecer vínculo com o paciente afim de esclarecer as dúvidas pertinentes sobre a recuperação, alimentação, riscos e benefícios, sendo necessário o acolhimento pelo profissional para reconhecer as necessidades de realização de planejamento dos cuidados de enfermagem. Desta forma a partir do acolhimento foram verificados os sinais vitais: frequência cardíaca, frequência respiratória, pulso, temperatura; identificação do paciente e nome do procedimento ao qual seria submetido. Realizando a checagem dos exames complementares que antecedem a cirurgia e histórico pessoal e familiar, além da antissepsia e paramentação pré-operatória do paciente que pode evitar a transmissão de microrganismos. Acompanhando a condução do usuário ao centro cirúrgico, prezando pela segurança do mesmo e para isso utiliza-se macas e cadeiras de rodas, visto que é determinado pelo os protocolos vigentes da instituição. Conclusões: Através desta vivência acadêmica na instituição foi possível ter uma ampla visão acerca dos cuidados de enfermagem prestados no pré-operatório. Proporcionando aos pacientes a assistência necessária que antecede o procedimento cirúrgico para garantir assim a segurança do mesmo. Contribuindo então para o aprimoramento do conhecimento dos acadêmicos acerca da temática.
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