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CUIDADOS DE ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO DA INJÚRIA RENAL AGUDA NO ATENDIMENTO INICIAL AO GRANDE QUEIMADO
ELIS REGINA DE SOUSA ALVES ; Aline da Silva Ribeiro; Livian Gabriele Galdino Gonçalves; Milleny Sampaio da Silva; Maria Letícia de Oliveira Silva
Pacientes com queimaduras extensas apresentam elevado risco de complicações sistêmicas, entre as quais se destaca a injúria renal aguda (IRA). Nas primeiras horas após o trauma, o aumento da permeabilidade capilar e a perda de líquidos para o espaço intersticial podem provocar hipovolemia, redução da perfusão renal e comprometimento da função dos rins. Nesse contexto, a assistência de enfermagem é fundamental para monitorar a resposta à ressuscitação volêmica e reconhecer precocemente alterações sugestivas de disfunção renal. Objetivou-se descrever os principais cuidados de enfermagem relacionados à redução do risco e à identificação precoce da IRA durante o atendimento inicial ao paciente grande queimado. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, elaborada com base em referenciais técnico-científicos sobre o atendimento inicial e a ressuscitação volêmica do paciente queimado, incluindo publicações recentes, recomendações da American Burn Association e do Advanced Burn Life Support, além de estudos sobre IRA em pacientes queimados. A redução do risco de comprometimento renal relaciona-se à manutenção da perfusão tecidual e à ressuscitação volêmica adequada e individualizada. Entre os cuidados de enfermagem, destacam-se a obtenção e manutenção de acessos venosos calibrosos, o controle da reposição volêmica prescrita, a monitorização dos sinais vitais e da perfusão periférica e o balanço hídrico rigoroso. Nos pacientes com indicação de ressuscitação volêmica, recomenda-se mensuração horária do débito urinário por cateter vesical de demora, sendo a diurese de aproximadamente 0,5 mL/kg/h uma das metas utilizadas em adultos, interpretada em conjunto com parâmetros clínicos e laboratoriais. A enfermagem deve reconhecer e comunicar precocemente a oligúria, acompanhar creatinina e eletrólitos e observar volume, coloração e características da urina. Essa vigilância é especialmente relevante diante da suspeita de rabdomiólise e mioglobinúria, mais frequentes nas queimaduras elétricas e associadas ao maior risco de IRA. Também devem ser observados sinais de sobrecarga hídrica decorrentes da administração excessiva de fluidos. Assim, a assistência sistematizada, baseada no controle da reposição volêmica, balanço hídrico, diurese e avaliação clínica e laboratorial, favorece o reconhecimento precoce da hipoperfusão e da disfunção renal e contribui para uma ressuscitação volêmica individualizada e segura.
TESTE DE CENÁRIO SIMULADO PARA PREVENÇÃO E MANEJO DE HIPOTERMIA PERIOPERATÓRIA NÃO-INTENCIONAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA
KÊMILLY LEITE BARROS01; Soraya Magnaria Félix Miranda; Alana Emily da Silva; José Gledson Rodrigues da Silva; Emiliana Bezerra Gomes
A hipotermia perioperatória não-intencional é um evento adverso que está associado à anestesia, baixas temperaturas, tempo de exposição cirúrgica e perda de sangue e fluídos, podendo ocasionar complicações clínicas ao indivíduo submetido a procedimentos cirúrgicos. Nesse cenário, a atuação da enfermagem reside na identificação de riscos, monitorização da temperatura corporal e implementação de medidas preventivas e de manejo. Assim, a simulação clínica mostra-se como uma estratégia que favorece o desenvolvimento de competências técnicas e o raciocínio clínico para a tomada de decisão segura. Objetivou-se relatar a experiência vivenciada por acadêmicas de Enfermagem no teste de um cenário simulado para o ensino da prevenção e manejo da hipotermia perioperatória não intencional. Este estudo se trata de um relato de experiência sobre o teste de um cenário simulado, realizado em setembro de 2026, por acadêmicas de Enfermagem de uma universidade pública do Cariri cearense. A atividade contemplou briefing, execução e debriefing. Participaram seis graduandos em Enfermagem, com auxílio de quatro profissionais experientes em práticas simuladas. O caso envolveu paciente masculino, 68 anos, com diabetes mellitus e hipertensão arterial, submetido à laparotomia exploratória de urgência por obstrução intestinal aguda. Foram estruturadas duas estações: sala de cirurgia e sala de recuperação pós-anestésica. O debriefing foi fundamentado no ciclo reflexivo de Gibbs. Os participantes identificaram fatores de risco, sinais e sintomas e implementaram medidas de controle da temperatura corporal. Como fragilidades, observou-se a utilização inadequada da manta térmica, relacionada à pouca familiaridade com o recurso, e déficit na comunicação entre os membros da equipe. Ademais, destaca-se que o debriefing possibilitou a reflexão conjunta sobre as condutas adotadas, o que favoreceu a identificação das potencialidades do cenário e os aspectos que necessitam de aprimoramento. Conclui-se que a experiência permitiu reconhecer a simulação clínica como uma estratégia relevante para a articulação entre teoria e prática na enfermagem, favorecendo o processo de ensino-aprendizagem e fortalecendo a prática clínica.
Hipotermia perioperatória não intencional,Enfermagem,Simulação
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM DIANTE DE SINAIS DE GRAVIDADE NA GESTAÇÃO: RELATO DE EXPERIÊNCIA EM AMBIENTE HOSPITALAR
EVELLY DA SILVA NASCIMENTO ; Livian Gabriele Galdino Gonçalves
As síndromes hipertensivas gestacionais configuram importantes situações de risco materno-fetal, sobretudo quando evoluem com sinais de gravidade e alterações neurológicas, demandando reconhecimento precoce e assistência imediata. Os objetivos deste relato são descrever a experiência de discentes de enfermagem na assistência hospitalar a uma gestante com sinais sugestivos de gravidade hipertensiva e histórico de crises convulsivas, bem como refletir sobre a relevância da atuação da enfermagem e do cuidado baseado em evidências. Trata-se de um relato de experiência vivenciado durante estágio supervisionado II, a partir do acompanhamento de uma gestante com aproximadamente 28 semanas, que apresentava dispneia, intenso cansaço respiratório, níveis pressóricos elevados e histórico de crises convulsivas prévio à admissão hospitalar. Diante do quadro, realizou-se avaliação clínica, monitorização e identificação dos sinais de gravidade. A equipe de enfermagem e doulas sinalizaram a necessidade de medidas de suporte, incluindo suplementação de oxigênio e uso do sulfato de magnésio. Segundo o Ministério da Saúde e a FEBRASGO, o sulfato de magnésio é o medicamento de escolha para prevenção e controle das convulsões associadas à eclâmpsia, aliado a suporte e monitorização. Durante a assistência, evidenciou-se divergência entre os profissionais quanto à conduta medicamentosa, o que permitiu aos discentes refletir sobre a importância da comunicação multiprofissional, da tomada de decisão baseada em evidências e da aplicação de protocolos assistenciais. A vivência possibilitou compreender a relevância da enfermagem no reconhecimento de alterações clínicas e na promoção da segurança materno-fetal. Conclui-se que a experiência ampliou os conhecimentos dos discentes acerca da assistência em situações obstétricas potencialmente graves, reforçando a importância do reconhecimento precoce, da comunicação multiprofissional e das condutas pautadas em evidências científicas.
Palavras-chave: Enfermagem obstétrica; Gestação de alto risco; Síndromes hipertensivas; Segurança do paciente.
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Abrir o trabalhoSEGURANÇA DO PACIENTE NO CUIDADO ÀS PESSOAS ACOMETIDAS PELA HANSENÍASE: REVISÃO NARRATIVA
DAIRELLY VIEIRA NOGUEIRA ; Andreza Gysllaynny Delmondes Saraiva; Emilly Grazielly Furtado Rodrigues; Raniely Targino Alves; Lucas de Monte de Oliveira
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica que pode ocasionar comprometimento neural, reações hansênicas e incapacidades, demandando acompanhamento contínuo mesmo após a conclusão do tratamento. Nesse contexto, a segurança do paciente envolve a redução de riscos e danos evitáveis na assistência, assumindo relevância na hanseníase diante dos riscos relacionados à evolução da doença, às intervenções terapêuticas e à organização do cuidado. Objetivou-se identificar o que tem sido discutido na literatura científica sobre a segurança do paciente no cuidado às pessoas acometidas pela hanseníase. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de abordagem descritiva e qualitativa. A busca bibliográfica foi realizada em setembro de 2026, de forma não sistematizada, no Google Acadêmico e na Web of Science, utilizando os termos “patient safety” AND “leprosy”, complementada por busca manual nas referências dos estudos identificados. Os materiais selecionados foram analisados por aproximação temática, resultando nas seguintes categorias: segurança medicamentosa e farmacovigilância; reações hansênicas e uso prolongado de corticosteroides; neuropatia e prevenção de incapacidades; organização do cuidado e continuidade do acompanhamento; e segurança do paciente como processo longitudinal. Os achados evidenciaram riscos relacionados principalmente aos eventos adversos dos medicamentos, ao reconhecimento tardio ou manejo inadequado das reações hansênicas, ao dano neural e às incapacidades, além de falhas na continuidade do acompanhamento. Destacou-se a necessidade de farmacovigilância, avaliação sistemática da função neural, identificação precoce de sinais de alerta, prevenção de incapacidades, orientação para o autocuidado e acompanhamento após a conclusão do tratamento. Observou-se, ainda, que os riscos à segurança podem persistir em diferentes fases do acompanhamento, não se restringindo ao período da poliquimioterapia. Conclui-se que a segurança do paciente com hanseníase depende da integração entre vigilância clínica e medicamentosa, prevenção de incapacidades, continuidade assistencial e atuação qualificada dos profissionais. Permanecem limitados os estudos que abordam diretamente a segurança do paciente acometido pela hanseníase, especialmente no contexto da atenção primária. A ampliação das investigações sobre a temática pode favorecer a qualificação do cuidado e a prevenção de danos evitáveis ao longo do acompanhamento.
Palavras-chave: Queimaduras,Injúria Renal Aguda,Cuidados de Enfermagem
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Abrir o trabalhoDOAÇÃO DE ÓRGÃOS E MANUTENÇÃO DO POTENCIAL DOADOR COM MORTE ENCEFÁLICA: ENTRAVES PARA A ENFERMAGEM
ANA FRANCISCA PEREIRA LOURENÇO; Amanda Leal Bezerra; Ana Janielly Alves Viana; Cícera Lívia Alves Oliveira; Jessica Alves Araujo
A morte encefálica é compreendida pela perda completa e irreversível das funções encefálicas cerebrais, englobando a ausência das funções corticais e do tronco encefálico. Identificar precocemente e estabilizar o paciente em morte encefálica que se enquadra no perfil de potencial doador de órgãos (PDO) é fundamental para que a conduta de transplante de órgãos prossiga efetivamente, garantindo a manutenção, viabilização e qualidade dos órgãos e tecidos. O profissional enfermeiro desempenha um papel crucial para a viabilização e aumento no número de transplantes, enfrentando vários entraves na condução do cuidado. Apresentar, por meio de revisão narrativa, os entraves enfrentados pela enfermagem na perspectiva de doação de órgãos e manutenção do potencial doador de órgãos com morte encefálica. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com abordagem qualitativa, realizada em setembro de 2026, utilizando os DeCS/MeSH “enfermagem”, “manejo” e “morte cerebral”, combinados com o operador booleano AND. O enfermeiro é responsável por planejar, executar, coordenar, supervisionar e avaliar os procedimentos realizados no potencial doador, bem como comunicar o caso à Central de Notificação, Captação e Distribuição de órgãos. Ele também é responsável por fornecer informações sobre todo o curso do transplante, desmistificando crenças errôneas a fim de melhorar a adesão à doação. Os profissionais de enfermagem devem receber formação efetiva acerca de como conduzir tanto o cuidado com o paciente quanto o manejo seguro, eficiente e humanizado com os familiares que passam por uma perda advinda da morte encefálica.
Palavras-chave: Enfermagem,Manejo,Morte encefálica,Doação de Orgãos
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Abrir o trabalhoPERFIL DOS ATENDIMENTOS AO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO EM ADULTOS JOVENS NA REGIÃO DO CARIRI
CICERA RAYANE DA SILVA ; CICERA LÍVIA ALVES OLIVEIRA; NICOLLE HORRARA GONÇALVES AMORIM; SARA CRISTINA GUEDES FERREIRA; KYOHANA MATOS DE FREITAS CLEMENTINO; VITÓRIA ALVES DE MOURA
O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) constitui importante problema de saúde pública, permanecendo como uma das principais causas de morbimortalidade em todo o mundo. Embora associado ao envelhecimento, também acomete adultos jovens, tornando relevante o conhecimento de seu perfil epidemiológico desta população. Objetivou-se analisar o perfil sociodemográfico e clínico do IAM em adultos jovens na região do Cariri, Ceará, no ano de 2025. Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo, de abordagem quantitativa e base documental, realizado a partir dos Relatórios de Atendimento de Serviço (RAS) do SAMU 192 Ceará, e que integra o projeto “Análise do atendimento pré-hospitalar ao infarto agudo do miocárdio no Ceará”, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Regional do Cariri (URCA) sob o Parecer nº 6.888.145. A amostra foi composta por todos os 15 atendimentos de adultos jovens com IAM, registrado nas fichas de atendimento no ano de 2025. Foram analisadas as variáveis sociodemográficas e de procedência, sintomas, fatores de risco, comorbidades e achados eletrocardiográficos. Os dados foram organizados em planilhas e analisados por meio de estatística descritiva, com frequências absolutas e relativas. Houve predominância do sexo masculino, procedentes de Juazeiro do Norte. A dor precordial foi o sintoma mais registrado, presente em 46,7% dos atendimentos. Entre os fatores de risco e comorbidades, destacaram-se a hipertensão arterial sistêmica e o tabagismo, ambos presentes em 40,0% dos casos. Quanto aos registros eletrocardiográficos, 33,3% apresentaram supradesnivelamento do segmento ST. O perfil dos adultos jovens com IAM reforça a importância do conhecimento da população, especialmente a masculina, sobre o reconhecimento precoce do IAM, a prevenção e o controle dos fatores de risco cardiovasculares. Ressalta-se ainda a importância da realização de estudos regionais para ampliar o conhecimento sobre o perfil desses pacientes e subsidiar ações de prevenção e promoção da saúde cardiovascular.
Palavras-chave: Infarto agudo do miocárdio, Adulto jovem, Serviço móvel de urgência, Epidemiologia
Oral
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Abrir o trabalhoUSO DA SIMULAÇÃO REALÍSTICA VIRTUAL PARA MITIGAÇÃO DE ERROS NA ASSISTÊNCIA À SAÚDE
ALANA EMILY DA SILVA ; Ana Janielly Viana Alves; Kêmilly Leites Barros; José Gledson Rodrigues Silva; Luiza Vitória de Sousa Araújo Silva; Kelly Fernanda Silva Santana
A assistência à saúde exige capacitação contínua para garantir segurança ao paciente. No Brasil, segundo dados da ANVISA e da ONA, foram registradas mais de 295 mil falhas, em grande parte relacionadas à formação insuficiente dos profissionais, Esses erros ocorrem, em sua grande maioria, devido à falta de capacitação dos profissionais atuantes nos serviços de saúde, associada às lacunas existentes em sua formação, que podem contribuir para o despreparo diante de situações cotidianas dos ambientes assistenciais.. A simulação realística em ambiente virtual surge como estratégia pedagógica eficaz, permitindo treinar habilidades técnicas e teórico-práticas sem riscos, preparar para situações críticas e reduzir erros na prática clínica. O estudo evidencia sua relevância para aprimorar o cuidado e fortalecer a cultura de segurança na saúde. Trata-se de uma pesquisa descritiva, de abordagem qualitativa, baseada em revisão da literatura, realizada em setembro de 2026, nas bases de dados PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Google Acadêmico. Foram utilizados os descritores: simulação realística, ambiente virtual e erros na assistência à saúde, considerando-se artigos publicados nos últimos dez anos. Uma considerável parcela das universidades brasileiras apresenta limitações estruturais como não disposição de laboratórios adequados, materiais didáticos e peças anatômicas, que constituem barreiras ao processo de ensino-aprendizagem, especialmente no que se refere à aquisição de conhecimentos práticos. A simulação realística em ambiente virtual permite superar barreiras estruturais das universidades ao criar cenários seguros com inteligência artificial e simuladores tridimensionais. Essa abordagem favorece o raciocínio clínico e a tomada de decisões dos discentes, além de reduzir custos ao dispensar, em certas situações, estruturas físicas e materiais específicos, ampliando o acesso a oportunidades de treinamento e aperfeiçoamento de competências. Conclui-se que a simulação virtual configura-se como uma estratégia pedagógica relevante para a mitigação de erros na assistência em saúde, ao possibilitar que profissionais e discentes revisitem cenários simulados e exercitem de forma contínua o raciocínio clínico e a tomada de decisão. Essa prática favorece a consolidação e o aprimoramento dos conhecimentos adquiridos, contribuindo para a prevenção de falhas que possam comprometer a segurança do paciente. Ademais, para o corpo docente, a simulação representa um recurso capaz de superar limitações estruturais das instituições de ensino, fortalecendo a transmissão de saberes técnico-científicos e o desenvolvimento das competências essenciais à prática profissional. .
Palavras-chave: Simulaçao virtual, Estratégia pedagogica,Mitigação de erros,Tecnologia
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Abrir o trabalhoAVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM DE ESTUDANTES DE ENFERMAGEM EM SIMULAÇÃO CLÍNICA: ESTRATÉGIAS E INSTRUMENTOS AVALIATIVOS
KETHYLEN YASMIN LUCENA FURTADO ; Karine de Souza Oliveira; Nárrida Pereira Gomes; Victoria Lavigne Chagas de Oliveira; Amanda Sousa Rodrigues
A simulação clínica interliga teoria e prática, favorecendo o desenvolvimento de competências na Enfermagem. Nesse contexto, é fundamental avaliar a aprendizagem por meio de instrumentos como pré e pós-testes, checklists, OSCE, escalas e debriefing, que permitem identificar conhecimentos, habilidades, dificuldades e necessidades de aprimoramento. Assim, este estudo busca analisar as estratégias e instrumentos utilizados para avaliar a aprendizagem de estudantes de Enfermagem em simulação clínica. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de caráter descritivo, realizada em setembro de 2026. Foram realizadas buscas nas bases MEDLINE, BDENF, LILACS e IBECS, via Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando palavras-chave relacionadas a estudantes de Enfermagem, simulação clínica e avaliação da aprendizagem, nos idiomas português, inglês e espanhol. Foram identificados 102 artigos, dos quais 41 foram selecionados para análise após leitura de títulos e resumos e aplicação dos critérios de seleção. Os dados foram extraídos e organizados em eixos temáticos relacionados às estratégias, instrumentos e dimensões da aprendizagem avaliadas. Os resultados mostraram que a avaliação ocorreu em diferentes momentos, incluindo comparação do desempenho antes e após a simulação, avaliações práticas por OSCE/ECOE, observação direta durante os cenários e avaliações posteriores para verificar retenção e transferência da aprendizagem. O debriefing também esteve associado ao processo avaliativo, favorecendo a reflexão sobre a atuação. Quanto aos instrumentos, destacaram-se testes e questionários de conhecimento, checklists, escalas de satisfação e autoconfiança e instrumentos estruturados para avaliação do desempenho e julgamento clínico, como a LCJR, SAT-SPS, CCEI e C-SEI. As dimensões avaliadas incluíram conhecimento, habilidades clínicas, competência, comunicação, raciocínio e julgamento clínico, pensamento crítico e autoconfiança. A avaliação da aprendizagem em simulação clínica ocorre de forma multifacetada, envolvendo estratégias e instrumentos diversos. Os achados evidenciam a importância de avaliar conhecimentos, habilidades práticas e raciocínio clínico de forma integrada. Conclui-se que a utilização de instrumentos avaliativos diversificados e validados contribui para qualificar a avaliação na simulação clínica e favorecer o desenvolvimento de competências na formação em Enfermagem.
Palavras-chave: Treinamento por Simualação,Aprendizagem,Enfermagem
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Abrir o trabalhoDESENVOLVIMENTO DE UM FORMULÁRIO ELETRÔNICO SOBRE CATETERISMO VESICAL E ITU-CVD : UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
LARISSE BESERRA LUNA ; Alzenir Rosa Viana; Antonio William Modesto de Oliveira; Josênaria Bezerra da Silva; Larissa Ellen de Souza Oliveira
O Google forms é uma ferramenta responsável por elaborar formulários on-line de forma gratuita e pode ser útil em serviços de saúde onde a coleta, armazenamento e organização de dados são essenciais. Dentre processos que devem ser padronizados nessas instituições, o Cateterismo vesical é um procedimento que consiste na introdução de uma sonda na bexiga e configura-se como uma atribuição privativa do enfermeiro, devendo ser realizada sempre ancorada nas melhores evidências científicas disponíveis, uma vez que o cateterismo urinário é a forma mais comum de contrair uma infecção do trato urinário. A tecnologia vem se destacando como uma grande parceira na busca por conhecimento e assistência mais segura e efetiva, visando o benefício dos profissionais e dos pacientes. Desse modo, surgiu a ideia de utilizar a tecnologia do Google Forms para conhecer e identificar os principais conhecimentos dos enfermeiros, acerca do procedimento de cateterismo vesical de demora e sobre os critérios necessários para a identificação e prevenção da ITU-CVD. Esse estudo tem como objetivo descrever a partir de um relato de experiência a construção de um formulário eletrônico para identificação do conhecimento de profissionais enfermeiros sobre o cateterismo vesical de demora e os critérios para ITU - CVD. Considerando a importância do procedimento de cateterismo vesical de demora e a prevenção da ITU-CVD, esse trabalho trata-se de um estudo de caráter descritivo e abordagem qualitativa, do tipo relato de experiência que busca detalhar a construção de um formulário eletrônico que foi elaborado com o intuito de identificar os conhecimentos dos enfermeiros acerca da técnica de cateterismo vesical de demora e os critérios para ITU - CVD, bem como as estratégias eficazes para minimizar o risco de infecções, além dos fatores de risco envolvidos nesse processo. A primeira etapa para construção do instrumento foi o estudo minucioso do tema central, com o levantamento dos itens a serem incluídos, seguida pela organização lógica do conteúdo e posterior adaptação ao formato digital, seguido pelo teste de funcionalidade e pela apresentação para a instituição onde seria aplicado, sendo aceito para uso. O desenvolvimento do formulário no Google Forms resultou em uma ferramenta que proporciona maior praticidade e acessibilidade, tornando o processo mais ágil e eficiente na hora da coleta dos dados, além da segurança durante todo o procedimento. Desse modo, o uso de tecnologias como o Google forms se mostra como facilitador nos processos de pesquisa, permitindo mais agilidade, organização e segurança no momento da coleta de dados. Cabe aos pesquisadores e profissionais o uso dessas e outras tecnologias de forma consciente e responsável.
Palavras-chave: Cateterismo Vesical de Demora, Infecções do Trato Urinário, Google Forms
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoMORTALIDADE MATERNA E ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM PARA A SEGURANÇA DA PARTURIENTE NO ÂMBITO HOSPITALAR: UMA ABORDAGEM EPIDEMIOLÓGICA
ANA KAROLINA LEANDRO MOREIRA; Ana Karolina Leandro Moreira Francelino; Maria Carolina Morais Pereira Queirós; Rebeca Leite Peixoto; Ruth Emilly Silva Torres
A mortalidade materna é um importante indicador da qualidade da assistência à saúde e das condições de cuidado durante a gestação, o parto e o puerpério. Nesse contexto, a enfermagem exerce papel fundamental na identificação precoce de riscos, no acompanhamento integral da mulher e na implementação de ações de segurança e humanização do cuidado nos diferentes cenários da assistência. Este estudo tem como objetivo analisar o perfil epidemiológico dos óbitos maternos no estado do Ceará, destacando estratégias relacionadas à humanização prestadas pela equipe de enfermagem durante o trabalho de parto. Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, realizado a partir de dados sobre mortalidade materna disponíveis no DATASUS, referentes a 208 óbitos registrados no estado do Ceará entre os anos de 2022 a 2026 no ambiente hospitalar. Foram analisadas as frequências dos óbitos segundo faixa etária, cor/raça e fase do ciclo gravídico-puerperal, incluindo a ocorrência durante a gravidez, parto ou aborto, durante o puerpério e após o puerpério até menos de um ano. Os dados foram organizados e analisados utilizando o software JASP com posterior representação gráfica das distribuições observadas. Os achados evidenciaram 208 óbitos maternos no período analisado, com maior frequência em 2022 (57) e menor em 2026 (16). Observou-se predominância dos óbitos entre mulheres de 30 a 39 anos (96) e entre as autodeclaradas pardas (156). Quanto à situação no ciclo gravídico-puerperal, observou-se predominância dos óbitos ocorridos durante o puerpério, com 32 registros em 2022 e 9 em 2026. Os óbitos ocorridos durante a gravidez, o parto ou o aborto também apresentaram redução no período, passando de 18 registros, em 2022, para 2, em 2026. Os óbitos ocorridos durante gravidez, parto ou aborto reduziram de 18, em 2022, para 2 em 2026. Registros não informados variaram de 3 a 6 casos, enquanto os não relacionados à gravidez ou puerpério mantiveram 1 caso anual. O conhecimento do perfil epidemiológico da mortalidade materna permite identificar características das mulheres afetadas e situações do ciclo gravídico-puerperal com maior ocorrência de óbitos, subsidiando o planejamento de estratégias de prevenção e qualidade da assistência. Nesse contexto, os achados reforçam a importância das práticas assistenciais de enfermagem na identificação precoce de riscos, vigilância e implementação de ações de segurança e humanização do cuidado, contribuindo para a redução da mortalidade materna.
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Abrir o trabalhoResumo Expandido · Oral
Abrir o trabalhoCONHECIMENTOS DOS ENFERMEIROS DE UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA SOBRE CRITÉRIOS DE INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO
LARISSE BESERRA LUNA ; Célida Juliana de Oliveira
A infecção do trato urinário é caracterizada pela presença de bactérias na urina e o risco de desenvolvê-la ao se utilizar um dispositivo, como o cateter vesical de demora, eleva em 80%, em relação à não utilização de dispositivos. Nesse sentido, a Enfermagem possui um papel muito importante na prevenção de infecções do trato urinário por uso de cateter (ITU-CVD), com a identificação dos critérios que podem levar um paciente a desenvolver uma infecção desse tipo. Com isso, o estudo tem como objetivo, investigar o conhecimento dos enfermeiros atuantes em unidades de terapia intensiva acerca dos critérios para ITU-CVD. Trata-se de um estudo transversal de natureza quantitativa. A pesquisa foi desenvolvida entre os meses de março e maio de 2025, em uma instituição hospitalar de referência no Cariri, com os enfermeiros das unidades de terapia intensiva. A coleta de dados ocorreu a partir da implementação de questionário eletrônico construído pela autora, que continha perguntas sobre dados sociodemográficos e dados clínicos sobre o cateter e identificação da infecção, nos dias e horários que foram pré-estabelecidos pela instituição. A pesquisa é um recorte do estudo “Nível de conhecimento e habilidades técnicas na prevenção da infecção do trato urinário”, que foi aprovada sob o parecer n° 6.820.817. Ao todo na pesquisa participaram 22 enfermeiros, de ambos os sexos e todos possuem formação complementar. Dentre as alternativas para critérios de identificação de ITU-CVD, as que tiveram maior contradição de respostas foram “As manifestações clínicas e confirmações laboratoriais deverão ser observadas em até 7 dias” e “Identificação da bactéria Escherichia coli, na urina coletada, conforme exames anexados no prontuário do paciente”. Já a alternativa que apresentou maior concordância foi sobre a “Apresentação de desconforto ou dor suprapúbica ou lombar e febre, sem causa aparente e após 48 horas da inserção do CVD”, visto que 90,9% dos enfermeiros afirmaram ser sim um critério de identificação da infecção. Conclui-se que esse estudo identificou pontos que precisam de melhorias no conhecimento dos enfermeiros referente aos critérios de identificação da ITU-CVD e, tal lacuna evidencia a necessidade de estratégias institucionais voltadas para esse e outros temas que emergiram durante o estudo.
Palavras-chave: Enfermagem,Infecção do trato urinário, Unidade de Terapia Intensiva
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Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO EM SAÚDE NA PREVENÇÃO DE INFECÇÕES RELACIONADAS A ASSISTÊNCIA À SAÚDE: RELATO DE EXPERIÊNCIA
FRANCISCO NARLÉM GONÇALVES DOS SANTOS ; Gabriela Albuquerque Ramalho; Talytha Maria Ferreira de Alencar; Ysmário Francisco Valeriano de Andrade
As Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) são infecções adquiridas durante ou após a permanência do paciente em serviços de saúde e constituem importante problema de saúde pública, por estarem associadas ao aumento da morbimortalidade, do tempo de internação e dos custos institucionais. Sua ocorrência está relacionada a diversos fatores, tornando-se necessário ações contínuas para prevenção e controle. Nesse contexto, a educação em saúde apresenta-se como uma estratégia para promover a disseminação de conhecimentos entre os indivíduos envolvidos com o cuidado. Desse modo, o presente estudo objetiva-se relatar a experiência de acadêmicos de enfermagem na realização de uma ação de educação em saúde voltada à prevenção de IRAS em ambiente hospitalar. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, referente a uma ação educativa sobre a prevenção de IRAS. A atividade foi realizada em agosto de 2026, em um hospital de referência da microrregião do Cariri, Ceará. O público-alvo consistiu em acompanhantes e visitantes de pacientes internados. A intervenção foi conduzida por acadêmicos do curso de Enfermagem sob supervisão docente. A intervenção viabilizou a distribuição de material informativo, do tipo folder, contendo diretrizes práticas para a prevenção de IRAS, associada a abordagens dialógicas e demonstrações em tempo real das medidas preventivas, como a higienização correta das mãos. Observou-se a participação ativa do público, demonstrada pelo esclarecimento de dúvidas e receptividade às orientações. A utilização de recursos visuais associada à demonstração prática favoreceu a abordagem dos conteúdos e a participação dos envolvidos. A experiência também possibilitou aos acadêmicos o desenvolvimento de habilidades de comunicação, orientação e trabalho em equipe, articulando conhecimentos teóricos à prática educativa no ambiente hospitalar. Conclui-se que a ação de educação em saúde contribuiu para ampliar a participação de acompanhantes e visitantes nas práticas de prevenção e controle de IRAS, além de favorecer a formação crítico-reflexiva dos acadêmicos de enfermagem. A experiência reforça a relevância de ações educativas como estratégia de fortalecimento da segurança do paciente e de uma assistência de enfermagem qualificada.
Palavras-chave: Educação em Saúde, Enfermagem, Infecção Hospitalar
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Abrir o trabalhoESTRATÉGIAS DE DETECÇÃO PRECOCE DA DOENÇA RENAL CRÔNICA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: REVISÃO INTEGRATIVA
MATEUS SAMPAIO DE OLIVEIRA; Milleny Sampaio da Silva
Objetiva-se sintetizar as evidências científicas sobre as estratégias utilizadas para detecção precoce da Doença Renal Crônica (DRC) em populações de risco acompanhadas na Atenção Primária à Saúde (APS). Trata-se de revisão integrativa da literatura, de natureza descritiva e qualitativa, orientada pela questão formulada com base no mnemônico PCC (População, Conceito e Contexto): “Quais estratégias têm sido utilizadas para a detecção precoce da DRC em populações de risco acompanhadas na APS”. As buscas ocorreram em setembro de 2026, nas bases de dados Medline e CINAHL. Foram selecionados estudos primários realizados na APS, pertinentes à questão norteadora e disponíveis integralmente em acesso aberto. A seleção contou com auxílio do Rayyan, mediante leitura de títulos, resumos e textos completos. Foram identificadas 229 publicações e incluídos quatro estudos, publicados entre 2017 e 2026. As estratégias abrangeram triagem clínica, avaliação laboratorial e organização do rastreamento, direcionadas a pessoas com fatores de risco, como hipertensão, diabetes e idade avançada. Na triagem clínica, foi empregado o questionário SCORED-M, avaliado em 116 participantes, apresentou sensibilidade de 97% e especificidade de 46%, no ponto de corte de quatro pontos, para identificar taxa de filtração glomerular estimada (TFGe) inferior a 60 mL/min/1,73 m². Na análise dos exames laboratoriais, a avaliação conjunta da TFGe e da relação albumina/creatinina urinária identificou albuminúria mesmo entre participantes com TFGe sem alterações, mostrando eficiência no reconhecimento de alterações renais. A organização do rastreamento envolveu identificação de usuários de risco e comunicação dos resultados por prontuários eletrônicos, capacitação das equipes, padronização laboratorial e articulação entre a APS e a nefrologia, entretanto foram observadas limitações na conclusão do rastreamento e na confirmação da cronicidade das alterações renais. Conclui-se que a detecção precoce da DRC na APS envolve ações complementares de avaliação do risco, investigação laboratorial e organização do acompanhamento. A confirmação diagnóstica e a avaliação da efetividade em longo prazo permanecem como lacunas nas evidências analisadas. O SISE eventos está pedindo no MINIMO 2500 caracteres. Então vou digitar até chegar no total. aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Palavras-chave: Doença Renal Crônica,Atenção Primária à Saúde,Populações em Risco
Oral
Abrir o trabalhoPRÁTICAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE DE INFECÇÕES EM UTI ADULTO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
CAMILA HEMILLE MATIAS MORAIS ; Clara Vidal de Souza; Kawanny Viturino Rodrigues
As infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) são uma das principais problemáticas dos serviços de saúde, principalmente nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI), devido a instabilidade dos pacientes e significativa densidade de procedimentos dentro dos setores de alta complexidade que elevam a vulnerabilidade aos patógenos, aumentando no tempo de internação e morbidade dos pacientes. Diante disso, o controle de IRAS busca prevenir e mitigar estas complicações. Objetivou-se com este estudo, relatar a experiência vivenciada na observação das medidas de prevenção e controle de IRAS adotadas em uma UTI Adulto de um hospital de grande porte a partir dos protocolos preconizados pela ANVISA. Trata-se de um relato de experiência decorrente de uma visita técnica realizada no mês de maio de 2025, desenvolvida no âmbito das atividades da disciplina de Microbiologia. A observação direta das práticas assistenciais foi conduzida por um profissional do setor e orientada pelo Roteiro Objetivo de Inspeção da ANVISA, composto por 31 indicadores (com nível de adesão em escala ordinal de 0 a 5). Os resultados evidenciaram padrão de excelência na UTI, com indicadores entre os níveis 4 e 5, destacando-se o monitoramento direto da higienização das mãos com Estratégia Multimodal, rastreabilidade de materiais junto ao CME e auditorias periódicas da CCIH. Como principais impasses relatados, destacaram-se falhas comportamentais de profissionais, restrições financeiras e desafios no grau de instrução formal de trabalhadores. Para suplantar tais barreiras, a instituição aplica treinamentos intensos e dinâmicas rotineiras, por meio do Programa de Capacitação Institucional (PCI). Conclui-se que a vivência reforça a importância do controle microbiológico na prática assistencial, o qual exige alinhamento contínuo entre teoria e prática e o fortalecimento da educação permanente da equipe multidisciplinar.
Palavras-chave: Controle de Infecções, Unidades de Terapia Intensiva, Segurança do Paciente
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Abrir o trabalhoPREVENÇÃO DE QUEDAS EM PESSOAS IDOSAS: ESTRATÉGIAS DE ENFERMAGEM PARA A SEGURANÇA E QUALIDADE DO CUIDADO
LETÍCIA DÍVINA DE SOUSA GOMES ; Nicolle Horrara Gonçalves Amorim; Lauane da Silva Batista; Narrida Pereira Gomes; Adriana de Moraes Bezerra
O envelhecimento está associado a alterações funcionais que podem aumentar a vulnerabilidade das pessoas idosas à ocorrência de quedas, especialmente diante de fatores intrínsecos e extrínsecos. Nesse contexto, a atuação da enfermagem é fundamental para a identificação de riscos e implementação de medidas preventivas que favoreçam a autonomia, a funcionalidade e a segurança da pessoa idosa. Diante disso, este estudo teve como objetivo analisar as estratégias de enfermagem utilizadas na prevenção de quedas em pessoas idosas, visando promover a segurança do paciente e contribuir para a gestão de riscos em saúde. Trata-se de um estudo baseado na análise de cinco artigos científicos disponíveis nas seguintes bases de dados: SciELO, PubMed e Google acadêmico, todos relacionados às práticas preventivas de quedas em idosos, às intervenções na Atenção Primária à Saúde e aos cuidados de enfermagem para prevenção de quedas. Os estudos analisados evidenciaram que as quedas em idosos estão associadas a fatores intrínsecos e extrínsecos, como alterações no equilíbrio, instabilidade postural, ambiente inadequado e redução da capacidade funcional. As intervenções preventivas, principalmente a recomendação da prática de exercícios físicos, uso de instrumentos de predição do risco de quedas favorecendo a tomada de decisão profissional e contribuindo para uma orientação adequada e segura ao paciente e ações multicomponentes, contribuíram para a redução das quedas, além de favorecer o fortalecimento muscular, o equilíbrio, a coordenação motora e a manutenção da funcionalidade dos idosos. Conclui-se que a enfermagem possui papel relevante na prevenção de quedas, por meio da identificação dos fatores de risco e da implementação de estratégias preventivas, contribuindo para a preservação da autonomia, independência e segurança das pessoas idosas.
Palavras-chave: Pessoa idosa , Acidentes por Quedas , Enfermagem
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Abrir o trabalhoSEGURANÇA DO PACIENTE E ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM DURANTE A SESSÃO DE HEMODIÁLISE: REVISÃO UMA NARRATIVA
CÍCERA LÍVIA ALVES OLIVEIRA ; Nicolle Horrara Gonçalves Amorim; Ana Janielly Viana Alves; Ana Francisca Pereira Lourenço
A hemodiálise constitui uma modalidade de terapia renal substitutiva utilizada no tratamento de pacientes com comprometimento da função renal. A segurança do paciente durante a hemodiálise está relacionada à capacidade da equipe de reconhecer e intervir diante das intercorrências que podem ocorrer durante o procedimento, constitui um componente importante para a prevenção de eventos adversos durante a terapia hemodialítica. relacionados à comunicação entre profissionais, ao conhecimento e às habilidades da equipe, à existência de protocolos e procedimentos de segurança. Esse artigo tem como objetivo apresentar meio de revisão narrativa, as evidências disponíveis sobre a segurança do paciente durante a sessão de hemodiálise e suas implicações para a prática de enfermagem. Revisão narrativa, realizada em setembro de 2026 nas bases. Por se tratar de uma revisão narrativa, não é obrigatório adotar um protocolo rígido de busca e seleção dos estudos LILACS, BDENF e MEDLINE, por meio da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Foram considerados estudos publicados nos últimos dez anos, em português, inglês ou espanhol. A segurança do paciente durante a hemodiálise depende das condições clínicas, da complexidade do tratamento e da qualidade da assistência prestada. Os estudos abordaram riscos relacionados a erros de medicação, falhas na aplicação de protocolos, complicações do procedimento, problemas no acesso vascular, coagulação do circuito e alterações metabólicas, como hipercalemia e hipoglicemia. Antes do início da terapia, avalia a história e a evolução clínica, confere a prescrição e as condições do acesso vascular e organiza os materiais e equipamentos necessários. Durante a instalação e o acompanhamento, monitora o paciente e os parâmetros do equipamento, identifica alarmes e intercorrências e acompanha os resultados de exames laboratoriais, incluindo gasometria e eletrólitos. A experiência profissional favorece a tomada de decisões, o manuseio dos equipamentos e o reconhecimento precoce de situações de risco. As dificuldades relatadas por profissionais com menor experiência reforçam a necessidade de capacitação e acompanhamento sistemático. A educação permanente, a sistematização da assistência de enfermagem e a aplicação de medidas de segurança são essenciais para reduzir riscos e qualificar o cuidado à pessoa submetida à hemodiálise.
Palavras-chave: Diálise Renal, Segurança do Paciente,Cuidados de Enfermagem
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Abrir o trabalhoVIVÊNCIAS DE PESSOAS COM DOENÇA RENAL CRÔNICA EM HEMODIÁLISE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
ALINE DA SILVA RIBEIRO ; Elis Regina de Sousa Alves; Maria Letícia de Oliveira Silva
A Doença Renal Crônica (DRC), em estágio avançado, pode demandar Terapia Renal Substitutiva (TRS), com destaque para a hemodiálise. Embora essencial à manutenção da vida, essa modalidade terapêutica repercute nas dimensões biológica, psicológica e social, o que evidencia a importância de compreender as diferentes formas de enfrentamento da condição e suas implicações no cotidiano. Nesse sentido, objetiva-se relatar as percepções de acadêmicas acerca das experiências de pessoas com DRC submetidas à hemodiálise. Trata-se de um relato de experiência elaborado com base nas percepções das acadêmicas durante a coleta de dados de uma pesquisa quantitativa, realizada com pessoas em tratamento hemodialítico em uma unidade de TRS localizada no interior do Ceará, entre abril e junho de 2026. O estudo está vinculado a um projeto maior, aprovado com parecer nº 8.299.801. Durante a experiência, observou-se que alguns participantes demonstravam maior aceitação da condição e resiliência diante das limitações impostas pela hemodiálise, especialmente aqueles submetidos ao procedimento há mais tempo. A religiosidade, sobretudo a de tradição católica, mostrou-se importante fonte de apoio e enfrentamento. Em contrapartida, alguns participantes se emocionaram ao refletir sobre as mudanças decorrentes da doença, principalmente aquelas relacionadas às dificuldades para trabalhar, viajar e participar de atividades sociais. Também foram identificadas manifestações de cansaço associadas à rotina terapêutica, sobretudo entre aqueles que precisavam percorrer maiores distâncias até à clínica. As percepções das acadêmicas evidenciaram que a experiência com a hemodiálise é influenciada pelas trajetórias e realidades individuais e ultrapassa os aspectos clínicos e físicos da DRC. Conclui-se que a Enfermagem desempenha papel central no reconhecimento dessas singularidades e na oferta de um cuidado sensível às diferentes histórias, dificuldades e necessidades das pessoas submetidas à hemodiálise.
Palavras-chave: Cuidado de Enfermagem, Insuficiência Renal Crônica, Terapia de Substituição Renal
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