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AS GEOTECNOLOGIAS NO MAPEAMENTO DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO: UMA BREVE ANÁLISE NO RECORTE DO ACAMPAMENTO ZÉ MARIA DO TOMÉ, LIMOEIRO DO NORTE/CE
FRANCISCA PATRICIA MOREIRA FERNANDES; MAYARA RIBEIRO DA SILVA; MARIA DE LOURDES CARVALHO NETA
O presente trabalho visa demonstrar a aplicabilidade das geotecnologias no mapeamento de uso e ocupação do solo, tendo como referência o recorte espacial do acampamento Zé Maria do Tomé. A área está situada no município de Limoeiro do Norte - CE, próxima ao Perímetro Público Irrigado Jaguaribe-Apodi. Segundo Sousa e Santos (2023), esta região é uma área de interesse da agricultura irrigada no semiárido e, consequentemente, tem gerado conflitos pelo acesso à terra e à água entre grandes empresas do agronegócio e produtores da agricultura familiar do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST. Nesta análise, adotaram-se geotecnologias, entendidas por Rosa (2005) como o conjunto de tecnologias para a coleta, processamento, análise e oferta de informações com referência espacial. Para isto, cumpriu-se: levantamento bibliográfico, com foco em publicações sobre o uso das geotecnologias no mapeamento de uso e ocupação do solo; coletaram-se pontos em campo por meio do aplicativo GPS Fields Area Measure e, posteriormente os pontos foram importados para o programa Google Earth Pro. Neste software foram desenvolvidas análises de imagens de satélite, através da ferramenta “imagens históricas” e, definiu-se o recorte temporal de avaliação compreendendo entre os anos de 2014 e 2022. Para finalizar, os dados foram exportados e trabalhados no programa QGIS, versão 3.22, para elaboração dos mapas de uso de ocupação para os anos acima apresentados. Cabe registar que as ferramentas adotadas são gratuitas e apresentam bastante material explicativo (tutoriais metodológicos) disponíveis na internet. O Google Earth Pro é um programa desenvolvido pela empresa Google, exibe um mosaico de imagens (de satélite, modelos digitais de elevação e fotografias aéreas) de todo o planeta Terra, permitindo uma avaliação espaço-temporal, por disponibilizar imagens datadas a partir de 1985. O aplicativo GPS Fields Area Measure permite a coleta de coordenadas em campo através do smartphone, com precisão, semelhante a receptores Sistema Global de Navegação por Satélite (GNSS). O QGIS é um programa que permite a elaboração de um Sistema de Informação Geográfica (SIG), possibilitando a manipulação de dados vetoriais e raster e a geração de diferentes mapas temáticos. Como resultados, geraram-se mapas de uso e ocupação do solo para os anos de 2014 e 2022. Nas imagens do ano de 2014, identificou-se que o recorte atualmente compreendido pelo acampamento Zé Maria do Tomé apresentava maior parte coberta por vegetação (aparentemente nativa) e uma estrada que dava acesso ao canal do Rio Jaguaribe, não sendo identificadas outras construções ou áreas de cultivo agrícola. No entanto, nas imagens de 2022, já se identifica a ocupação pelas famílias acampadas que construíram suas residências nas proximidades do perímetro irrigado Jaguaribe-Apodi. Além das residências, observam-se áreas de cultivo agrícola (identificadas nas imagens por polígonos bem definidos). Em visita ao acampamento Zé Maria do Tomé, confirmou-se os dados interpretados nas imagens, identificando-se a retirada da cobertura vegetal nativa para a construção de casas, definição de áreas para a produção de alimentos e criação de animais de pequeno porte. Registra-se ainda, o uso da água do Rio Jaguaribe para manter essas pequenas culturas agrícolas nos quintais produtivos. Diante dos resultados, considerados satisfatórios, apontamos a importância de realizar mapeamento de uso e ocupação através das geotecnologias. Acrescenta-se que as ferramentas empregadas nesta análise podem e devem ser adotadas em outros recortes espaciais, bem como em outros recortes temporais.
Apontamentos gerais sobre biogeografia a partir de uma experiência de monitoria na disciplina de biogeografia do curso de licenciatura em geografia
JEFFERTON MATEUS LEAL SANTOS; DR FRANCISCO EDMAR DE SOUSA SILVA PINHEIRO
O presente resumo é fruto da compreensão dos fundamentos da ciência biogeográfica ocorrida no âmbito da experiência de monitoria na disciplina de biogeografia, no curso de licenciatura em geografia, da Universidade Regional do Cariri. O objetivo é apresentar, em linhas gerais, um pouco do histórico e das preocupações da biogeografia como campo científico. Inicialmente é importante afirmar que, não obstante outras possibilidades de leituras, a biogeografia é um campo científico vinculado à geografia, notadamente à geografia física (sem perder a sua necessária interface com a geografia humana), uma vez que foi principiada, em seus aspectos mais gerais, por um dos pais da geografia, o geógrafo alemão Alexander von Humboldt e possui forte dimensão espacial uma vez que a Biogeografia estuda a distribuição espacial dos seres vivos ao longo do tempo, buscando tornar patentes os principais mecanismos que explicam essa distribuição. Ela busca, assim, analisar e compreender a relação entre os processos biológicos e a evolução física/geológica do planeta, especialmente aquelas que se referem aos processos ligados à teoria da tectônica global de placas. No limite, ela estuda as razões bióticas e abióticas (como a variação do nível médio do mar e períodos de glaciação) que levam determinadas espécies a viver em um local específico e não em outros ou mesmo porque uma espécie consegue se estabelecer em mais de um local. Em linhas gerais, ela pode ser dividida entre biogeografia histórica e ecológica, diferindo ambas em relação à escala de tempo utilizada para as pesquisas, sendo a histórica a que dedica à compreensão da distribuição dos seres vivos em tempos mais profundos (geológico) e a ecológica a escalas de tempo mais recentes e até mesmo presente. O processo de compressão espaço-temporal referidos à distribuição dos seres vivos pode ser dividido em quatro, sendo estes: especiação, dispersão, extinção e vicariância. A especiação é o aparecimento de uma nova espécie a partir de uma espécie ancestral associada ao processo de seleção natural. A dispersão é definida como um fenômeno de movimento da população de um lugar para outro superando barreiras geográficas pré-existentes. Já a extinção é o desaparecimento total de determinada espécie, como por exemplo o fato que ocorreu com os dinossauros há 65 milhões de anos. A vicariância, por seu turno, ocorre quando do surgimento de uma barreira geográfica que divide uma área maior que abriga espécies e populações, que passam a ter destinos evolutivos separados. De maneira preliminar, é possível compreender que o conhecimento advindo da Biogeografia é de extrema importância para o correto entendimento em torno evolução, em conjunto, da biota mundial e do planeta terra. Além disso, o conhecimento biogeográfico contribui para ampliar os esforços de conservação de espécies, ecossistemas e serviços ecossistêmicos, mediante o seu manejo adequado. Diante do exposto, conclui-se que a biogeografia, enquanto interface dos conhecimentos oriundos da geografia física e da geografia humana, ajudam a consolidar um conhecimento mais amplo sobre os processos de início, fim e manejo das mais variadas formas de vida do planeta, sempre correlacionada à experiência humana.
AS (INTER)FACES PARA INCLUSÃO DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA VISUAL: EDUCAÇÃO, GEOGRAFIA E CARTOGRAFIA
ANTÔNIA CARLOS DA SILVA; JAQUELINE PINHEIRO; ANTONIA MARCOS GOMES DA SILVA; CÍCERO ALVES MOURA; GABRIELLA SARAIVA DE ALBUQUERQUE
Esse trabalho trata das atividades didático-pedagógicas da disciplina optativa Educação Cartográfica ministrada pela Profa. Antônia Carlos da Silva no curso de licenciatura em Geografia da Universidade Regional do Cariri – URCA, abordando as possíveis contribuições para o percurso formativo do licenciado em Geografia. O programa de ensino da disciplina tem como corpo teórico-metodológico a abordagem da linguagem cartográfica; a educação cartográfica; as crianças e concepções do espaço; os mapas mentais; a Cartografia como conteúdo de ensino na educação básica brasileira; a Cartografia nos livros didáticos; produção de material didático e metodologias; a Cartografia inclusiva. Atentando para a proposta da disciplina, questiona-se: Como pensar a produção de materiais cartográficos para uso em sala de aula atentando para uma abordagem inclusiva voltada para alunos com deficiência visual? Considerando a questão norteadora e a necessidade de abordagem das temáticas estabelecidas na ementa da disciplina, foram pensados os seguintes objetivos: compreender os fundamentos teórico-metodológicos que norteiam a educação cartográfica e utilizar esses princípios e metodologias nas aulas de Geografia; discutir os conceitos, conteúdos e procedimentos metodológicos que fortaleçam a prática docente em sala de aula considerando uma abordagem inclusiva; elaborar estratégias de ensino com uso de metodologias e recursos cartográficos atinentes a cartografia inclusiva para práticas na escola. A Cartografia escolar se estabelece na interface entre a Educação, Geografia e Cartografia, na qual para a aprendizagem dos conceitos geográficos e dos materiais cartográficos faz-se necessário adequações nos métodos de ensino para possibilitar os processos de aprendizagem dos alunos (ALMEIDA, 2010). A alfabetização cartográfica está associada ao desenvolvimento de estruturas do pensamento que possibilitam o entendimento dos mapas, forma de representação que possui uma simbologia específica cuja mensagem deve ser lida e interpretada (CASTELLAR, 2011). São indicados para o professor de Geografia abordar os conteúdos cartográficos em sala de aula relacionando com o espaço de vivência do estudante, pois pode contribuir para que o aluno compreenda os conteúdos, conceitos e procedimentos relacionados a tais assuntos. Esse processo de aprendizagem é concebido numa perspectiva denominada de alfabetização cartográfica (BRASIL,1998). É reconhecendo a importância da cartografia e, especificamente, do mapa e da maquete como produtos cartográficos, que enfatizamos a necessidade de abordagem na escola em todos os níveis de ensino, desses produtos como referência enquanto recurso metodológico e como conteúdo de ensino. Nesse campo temos a inserção da cartografia tátil como uma forma de comunicação sequencial, como um texto escrito (CARMO, 2009). As atividades realizadas tiveram como enfoque a Cartografia como conteúdo de ensino e como linguagem nas aulas de Geografia, abordando: o desenvolvimento do conceito espacial pela criança e das relações espaciais topológicas elementares, projetivas e euclidianas; o reconhecimento dos materiais cartográficos para o ensino de Geografia (mapas, maquetes geográficas, atlas, globo, bússola, GPS); a educação cartográfica e a importância da Cartografia na sala de aula, o desenho infantil e mapas mentais; a Cartografia na educação básica brasileira tendo como referência os documentos oficiais de Geografia: Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs, Base Nacional Comum Curricular – BNCC e os livros didáticos; metodologias de ensino e a abordagem na/da Cartografia inclusiva para pessoas com deficiência visual e surdez. Dos procedimentos metodológicos adotados ao longo do semestre, consideramos como essenciais: leitura, análise e discussão dos textos a partir da base teórica indicada para disciplina, realização de aulas expositivas e dialogadas, análise de livros didáticos de Geografia, enfoque interdisciplinar com a turma de “Didática Geral Aplicada a Geografia” ministrada pelo Profº Antonio Marcos Gomes da Silva e os encaminhamentos feitos pela Profª Jaqueline Pinheiro com a fundamentação e metodologias voltadas para a proposta da cartografia inclusiva na escola, bem como o exercício de acompanhamento das aulas por Cícero Alves Moura, como monitor da disciplina ao longo de dois semestres letivos. Esses procedimentos resultaram em importantes proposições metodológicas com o uso de material didático numa perspectiva da cartografia inclusiva e na socialização dos materiais elaborados que contaram com a validação de alunos com deficiência visual. Ressaltamos o planejamento das aulas com os grupos, a adequação das atividades elaboradas para o atendimento de alunos com deficiência visual e o atendimento dos conteúdos do currículo de Geografia na educação básica com a produção de maquetes e mapas táteis para alunos com deficiência visual.
A AGROECOLOGIA NA TERRA DOS FÓSSEIS: A PRODUÇÃO DE ALIMENTOS ORGÂNICOS A PARTIR DO SISTEMA AGROFLORESTAL NO SÍTIO NICÁCIO, SANTANA DO CARIRI – CE
HELENA DE LIMA ALVES; Maria Thaina Feitosa Xavier; Carlos Augusto Barros da Silva
Atualmente a agricultura familiar desempenha um papel crucial na consolidação da segurança alimentar e, mesmo que de modo circunscrito, no desenvolvimento sustentável. Em virtude disso, alternativas e métodos eficazes de cultivo ecológico são necessários para controle do desmatamento e da degradação ambiental. Desse modo, este trabalho objetiva analisar como vem sendo adotado o sistema de produção alimentar, a partir da implementação do Sistema Agroflorestal (SAF), no sítio Nicácio em Santana do Cariri – CE e quais os seus impactos. Assim, ao combinar o cultivo de alimentos, através da substituição das técnicas rudimentares consolidadas na agricultura tradicional, que permeiam desde as queimadas até o uso de agrotóxicos, este espaço tanto fortalece a concepção do manejo ecológico bem como se apropria das potencialidades ambientais existente na área. Além disso, partimos do pressuposto de que entender o funcionamento desse sistema é contribuir com a biodiversidade local e a qualidade de vida dos agricultores. Para este estudo, a escolha do Sítio Nicácio parte do reconhecimento de algumas práticas que se enquadram na temática, à exemplo disso, foram implementados canteiros agroflorestais a fim de preservar a biodiversidade e a produção sustentável a partir do modelo agroecológico. Para o nosso percurso metodológico, iremos adotar uma abordagem de base qualitativa (Flick, 2009), através do levantamento de referências sobre a agroecologia, a exploração do campo de maneira investigativa e na aplicação de entrevistas do tipo semiestruturada com os proprietários do referido sítio. Convém salientar que, denominado Nicácio esta propriedade fica localizada à 04 quilômetros (km) da cidade de Santana do Cariri - CE, situado no sopé da Chapada do Araripe, região conhecida mundialmente por sua riqueza fossilífera, bem como pela presença de diversas nascentes de água doce, na qual oferta possibilidades variadas de cultivo agrícola pela riqueza hídrica. Ademais, o Sítio perpassa por gerações a mais de um século, contudo há dois anos vem adotando uma gradual transição da agricultura convencional para uma proposta agroflorestal. Enquanto resultados preliminares, destacamos que após a implementação do SAF, houve um aumento na produção familiar, uma vez que, com a presença das arvores no percurso produtivo houve uma indicação de melhoria na qualidade do solo, haja vista que o aumento e uso da matéria orgânica contida no meio, impactou no cultivo das culturas exploradas, ao passo disso, citamos a utilização de adubos orgânicos a partir do esterco bovino. Convém ressaltar ainda, que as práticas de não-desmatamento, da não utilização de insumos agrícolas e da não realização de queimadas garantem para este espaço a seguridade da sua fauna e flora, pela garantia e proteção da sua biodiversidade. Para além disso, ressaltamos que este espaço tem chamado a atenção tanto do turismo de caráter ecológico – pela oferta das trilhas, práticas de camping e da oferta de produtos orgânico – bem como das instituições educativas que abordam as temáticas da ecologia e da educação ambiental em seus currículos, desse modo, passeios escolares, aulas de campo e núcleos de pesquisa tem movimentado a dinâmica da sede do município (transportes, agendamento de guias) através da sua procura/visitação. Assim, práticas de manejos ecológicos e conservação da biodiversidade proporcionam benefícios que extrapolam o sentido da produção, mas impactam na sensibilização e necessidade de ultrapassar determinadas práticas que são nocivas aos seres humanos e a natureza. Destarte, acreditamos que evidenciar tal área seja uma potencialidade para o turismo na nossa região e um estímulo as demais famílias que podem adotar/adaptar tais práticas.
A UTILIZAÇÃO DE MÍDIAS AUDIOVISUAIS COMO METODOLOGIA PARA O ENSINO DE GEOGRAFIA A PARTIR DO FILME XINGU
JOSÉ RAMON DE BRITO MACEDO; Ana Karolyne Ferreira Nascimento; Maria Raynara de Brito Macedo; Francisca Ranielly de Brito Macedo
A presente pesquisa visa debruçar-se sobre a utilização de mídias audiovisuais como metodologia para o ensino de Geografia a partir do filme Xingu. Por tanto buscamos possibilidades de ensino através da utilização de filmes na sala de aula. O cinema, inventado em 1895, se tornou um recurso didático, o qual une o áudio ao imagético, assim, aproximando o aluno ao seu redor de uma forma mais atraente e prazerosa, e assim, fazendo com que as aulas se tornem um evento atrativo e prazeroso para o aluno e o professor. Partindo dessa conjectura, a presente pesquisa tem como objetivo principal: sugerir o uso de recursos audiovisuais como uma possibilidade de metodologia de Ensino-Aprendizagem no ensino de Geografia a partir do filme Xingu. Dessa forma, os objetivos específicos partem das ideais da: A) Exibição do filme Xingu. B) Análise do filme Xingu e correlacionar os assuntos pertinentes a este com as aulas de geografia no 2º ano do ensino médio. C) Construir uma proposta metodológica baseada na discussão de critérios pertinentes ao filme Xingu, ao ser utilizado nas aulas de geografia conforme os conteúdos que compõem o currículo escolar. Assim, a partir do levantamento bibliográfico, foi realizada uma leitura e análise do filme, notando o processo de roteirização até a exibição do filme, para entendermos como o filme pode construir pensamentos e raciocínios geográficos sobre a Área de ciências humanas e sociais aplicadas, de acordo com a Base Nacional Comum Curricular - BNCC, sendo esses o Tempo e o Espaço; Território; Indivíduos, Natureza, Sociedade, Cultura e Ética. Para a estruturação desse trabalho, foi demarcado inicialmente uma área de estudos, sendo essa, a utilização de filmes como um recurso metodológico para as aulas de Geografia. Para a realização da análise da temática, foi feito uma pesquisa aplicada de cunho qualitativo, no qual busca-se trabalhar com temas através da revisão de leituras e a compreensão dos conceitos geográficos. Dessa maneira, a temática a ser discutida pelo filme Xingu, auxiliará como um roteiro de discussão com assuntos já citados. Contudo essa proposta metodológica, a qual utilizará de filmes enquanto recursos metodológicos, circunscreve-se como uma metodologia para auxiliar o professor em sala de aula, assim, contribuindo no ensino-aprendizagem do ensino de geografia, tanto para o aluno, quanto para o professor.
Palavras-chave: Geotecnologias,Mapeamento,Uso e ocupação do solo
Resumo Simples
Abrir o trabalhoCARTOGRAFIA INCLUSIVA NO ESPAÇO NÃO FORMAL: UMA EXPERIÊNCIA NA COMUNIDADE DO(S) CARRAPATO(S) EM CRATO-CE
PAULO CESAR DO NASCIMENTO; Carlos Jefferson Gomes da Silva; Carlos Augusto Barros da Silva
O presente trabalho é resultado de uma prática didático-pedagógica que mobilizou os temários da cartografia inclusiva nos espaços não formais de educação. Deste modo, escolhemos utilizar a cartografia tátil como instrumento de reflexão e acesso ao conhecimento, a partir da inclusão da deficiência visual. Escolhemos convidar as crianças da comunidade, com intuito de estimular, desde cedo, o entendimento acerca das diferenças e dos direitos destes no bairro e cidade que vivem. Outrossim, pegando como referência autores como Vygotsky (2018), compreendemos a importância dessa etapa para os processos de criação mediante os problemas da realidade. Diante disso, partimos do objetivo de demonstrar a potencialidade didática do uso e criação de mapas táteis no contexto do ensino não formal, enquanto ferramenta de inclusão e reflexão sobre a espacialidade. A metodologia que se enquadra na abordagem do tipo qualitativa (Flick, 2009), da qual se destina à centralizar o movimento investigativo no campo de atuação e interpretação dos sujeitos envolvidos, considerando assim suas formas de expressão e percepção. A referida pesquisa foi desenvolvida em formato de oficina na comunidade do Sitio Belo Horizonte (“Carrapato”) em Crato-CE. No ano de 1987, a associação dos moradores locais e adjacências foi criada, estes remanescentes de agricultores(as) que trabalhavam na cultura da cana de açúcar, importante mecanismo socioeconômico do Cariri no século XIX (Oliveira, 2004), que aproveitavam a riqueza hídrica das nascentes presente no sopé da chapada do Araripe como forma e cultura de subsistência. Assim, para cada objetivo específico desta prática, foram utilizadas técnicas para o desenvolvimento do trabalho. Desta forma, enquanto objetivos específicos, destacamos: (a) Permitir que as crianças conheçam conceitos básicos da geografia, relacionado à cartografia tátil e aos elementos espaciais do seu cotidiano; (b) Realizar um trabalho de montagem em grupo/equipe, socializando dúvidas e perguntas sobre o tema explorado nos mapas; (c) Produzir mapas táteis com diferentes materiais e texturas diversas, a fim de utilizar materiais reaproveitáveis. No primeiro momento buscamos muito mais conversar com as crianças para criamos uma relação de identificação e entendimento sobre a importância da oficina. No segundo momento, foram apresentados mapas das regiões do Brasil, que serviram de moldes para a produção das referências de colagem, para a criação e reprodução das suas preferências em forma de mapas táteis. Por fim, no terceiro, partimos para a confecção dos mapas e a socialização dos resultados de cada equipe. Enquanto resultados, destacamos as experiências de organização e trabalho coletivo formadas durante a oficina, especialmente se considerarmos a complexidade de mobilizar a participação de crianças no seu período de férias. Ademais, os resultados estéticos dos mapas evidenciaram que tanto a utilização de materiais recicláveis – próximos da realidade dos alunos – é um fator de potencialidade didática a ser explorado bem como a apreciação dos conceitos mais básicos da Geografia também devem partir das experiências dos alunos. Por fim, ressaltamos que a referida experiência didática é de suma importância para desenvolver um trabalho de inclusão, pois os espaços(s) informal(is) da educação funcionam como espaço do coletivo social onde os saberes são repassados no cotidiano, enriquecendo o processo de ensino e aprendizagem. Ademais, destacamos que a práxis permite ir além do espaço escolar e adentrar nos espaços informais da educação, o acesso ao conhecimento e necessário para que ocorra a transformação sócio educacional.
Oral
Abrir o trabalhoResumo Simples
Abrir o trabalhoEstudo das unidades de conservação criadas na sede urbana do município do Crato CE
MARIA CLARA ANSELMO BERNARDO ; Francisco Edmar de Sousa Silva Pinheiro
As unidades de conservação, nos termos definidos pela lei federal n° 9.985/00, são espaços naturais protegidos, que ostentam características naturais relevantes e que carecem de proteção e administração especiais por parte dos entes públicos. Devem ser criadas por ato legal de qualquer uma das três esferas do executivo tendo, no seu escopo de criação, definidos os seus limites e objetivos de conservação. A presente pesquisa, que faz parte de um esforço de pesquisa mais amplo e ainda está sem seus primeiros passos, levado a efeito dentro um projeto de iniciação científica, objetiva realizar um levantamento de dados e informações sobre as unidades de conservação existentes (com território integral ou parcial) no município do Crato, com foco no entendimento da dinâmica da sociobiodiversidade de cada uma delas. Para tanto, no estágio em que se encontra a pesquisa, foi realizado um levantamento na base de dados do Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC). A partir desse levantamento preliminar foi possível observar que existem seis unidades de conservação no município do Crato, a saber: Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) Riacho da Matinha; Área de Proteção Ambiental (APA) da Chapada do Araripe; Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Araçá; Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Oásis Araripe; Floresta Nacional (FLONA) do Araripe-Apodi; e Parque Estadual (PARES) Sítio Fundão. No Cadastro supramencionado constam informações sobre a respectiva área da unidade, a esfera administrativa, a categoria de manejo, o órgão gestor, a data e o instrumento de publicação do ato legal de criação, o seu mapa de localização, o bioma que é protegido e alguns dados fisiográficos. Não constam, em algumas delas, entretanto, dados sobre número de visitantes, situação fundiária, plano de manejo ou índice de efetividade o que, em definitivo, compromete o processo de gestão eficiente dessas áreas. Ademais, a partir de visitas in loco na primeira das áreas visitadas (ARIE Riacho da Matinha), foi possível alguns indicadores de pressão sobre a fauna e a flora, especialmente a presença de espécies domésticas, desmatamento e queimadas e a presença de cursos de água extremamente poluídos e contaminados. Do exposto é possível concluir que existem uma série de desafios que precisam ser adequadamente enfrentados para uma gestão mais eficiente das unidades de conservação presentes no município do Crato.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoPalavras-chave: Educação cartográfica,Cartografia escolar,Ensino de Geografia,Formação de Professores
Oral
Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO PARA REDUÇÃO DE RISCOS DE DESASTRES – ERRD NO CURRÍCULO ESCOLAR PODE CONTRIBUIR COM O GERENCIAMENTO DE RISCO DE DESASTRE AMBIENTIAS
ANTONIO MARCOS GOMES DA SILVA; Antônia Carlos da Silva; Adelia Alencar Brasil; Luiz Patrício de Sousa Neto
Este trabalho trata do projeto de iniciação científica intitulado “Conhecimentos e práticas de Educação em Redução de Riscos de Desastres - ERRD em espaços escolares na área de risco “Seminário” em Crato, no Ceará”, sob orientação da Profa. Antônia Carlos da Silva, foi aprovado em Chamada Pública Nº 01/2023 da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós Graduação – PRPGP para Projetos de Iniciação Científica da Universidade Regional do Cariri – URCA. A escolha dessa área e temática de pesquisa considera estudos que já apresentam a necessidade de um acompanhamento atencioso em relação ao Crato. Este município faz parte de áreas monitoradas pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais -CEMADEN desde 2013, e consta no relatório da CPRM de 2014, 09 (nove) áreas que têm demandado maior atenção e direcionamento de ações em função da situação de risco ambiental apresentadas. São áreas consideradas de alto risco em função de sua forma de ocupação intensa, de uma lógica social de segregação e por estarem expostas a eventos de chuvas extremas que deflagram os desastres hidrometeorológicos que repercutem em impactos, principalmente, para as comunidades em desvantagem social. Dessas áreas mapeadas delimitamos aqui a do Seminário por apresentar um significativo contingente populacional. Desse contexto, surgiu o questionamento de pesquisa: Como a ERRD pode ser inserida no currículo escolar de forma de contribuir com o gerenciamento de risco de desastre? A partir dessa indagação delimitamos como objetivo geral pesquisar ferramentas e formas de gerenciamento dos riscos decorrentes de desastres ambientais junto as escolas localizadas na área de risco “Seminário” para promoção da ERRD. Para atender a esse propósito foram definidos os seguintes objetivos específicos: historiar os principais desastres ambientais ocorridos na área de risco “Seminário”, considerando pesquisas acadêmicas e os registros de órgão oficiais; verificar os danos sociais, materiais e ambientais decorrentes dos eventos pluviométricos extremos deflagradores de desastres ambientais; identificar os espaços escolares localizados da área de risco “Seminário” para avaliar a exposição e os tipos de risco presentes em tais espaços; analisar o currículo de Geografia para identificar os conteúdos escolares com potenciais formativos que possam contribuir com o aumento da resiliência da comunidade escolar e que promovam conhecimentos sobre riscos e desastres ambientais. Os procedimentos metodológicos considerados nesse estudo, são: (i) levantamento bibliográfico (pesquisa e revisão bibliográfica); (ii) ampliação da fundamentação teórica (produção escrita das ideias centrais e socialização das leituras realizadas nas reuniões de estudo); pesquisa de campo (identificação das escolas localizadas na área de risco Seminário e delimitação da escola campo de pesquisa); (iv) trabalho com fonte escritas (relatórios de órgão públicos e programas de ensino de Geografia); (v) trabalho com as fontes orais: entrevista como instrumento de informação e (vi) elaboração do relatório de pesquisa com fundamentação e proposições metodológicas voltadas para ações em ERRD. Com relação aos resultados, destacamos a escola que é o lócus da pesquisa “Escola de Ensino Médio em Tempo Integral Governador Adauto Bezerra”, no bairro Seminário. Nesse campo educacional tivemos acesso aos documentos oficiais do currículo escolar que estão em processo de análise, sendo estes, a) “Trilha integrada de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas”; “Projeto Político Pedagógico, versão 2023”; e os livros didáticos de Geografia e Ciências Humanas. Concomitantemente à análise documental e de posse dos conteúdos a serem ensinados, os bolsistas de Iniciação Científica, contribuem no planejamento e das aulas relativas as Trilhas com a turma do 2º ano C, que são desenvolvidas pelos bolsistas do Projeto de Extensão. Com as observações e as análises dos documentos oficiais, há uma contribuição significativa para construção de aprendizagens visando a inclusão da ERRD no currículo e a promoção de comunidades escolares de aprendizagens atuando para ERRD. Reconhecemos que só há como mudar e intervir na realidade, em decorrência do entendimento do que aconteceu. Assim agregamos a percepção das pessoas que moram no bairro e estudam nesta unidade de ensino e que podem ser afetadas pelos eventos hidrometereológicos extremos. Com isso, imaginamos que a partir dessas construções na escola seja possível contribuir com novas percepções a respeito da temática e gerar ações de prevenção evidenciando caminhos que viabilizem a incorporação no currículo escolar dos conteúdos geográficos relativos aos riscos e desastres ambientais, dando sentido e leitura social a ser considerada no entendimento dos eventos, na tomada de decisão e no gerenciamento dos riscos no Ensino Médio.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoENSINO DE GEOGRAFIA E PANDEMIA: UMA ABORDAGEM NA PERSPECTIVA DO DOCENTE DURANTE O PERÍODO REMOTO NO ESPAÇO RURAL DO MUNICÍPIO DE JUAZEIRO DO NORTE - CE
CÍCERO ANDRÉ DO NASCIMENTO; MARIA DO SOCORRO JANUÁRIO DA SILVA; CARLOS AUGUSTO BARROS DA SILVA; FRANCISCA DENISE TEIXEIRA BARBOSA
Durante o período da pandemia, causada pelo vírus Sars-CoV-2, diversas foram as mudanças que ocorreram na sociedade, que permearam desde a instauração do isolamento social, quando todos foram confinados e restringidos de frequentarem os lugares de convívio e aglomeração habituais, como as escolas, espaços de lazer e demais áreas públicas. Nesse sentido, esse distanciamento causou diversos problemas nos indivíduos e no funcionamento das instituições, principalmente, impasses e limitações associados ao contexto do ambiente escolar, onde foi implantada outra modalidade de ensino denominada de remota/emergencial com o intuito de conter a propagação do vírus e reduzir os eventuais prejuízos pedagógicos. Nesse aspecto, o processo de ensino foi consequentemente afetado, e associando essa prática com o ensino de Geografia, especificamos assim o nosso trabalho, que tem como objetivo principal, compreender os impactos que o ensino remoto causou no ensino de Geografia na (EEF) Escola de Ensino Fundamental Antônio Benjamim de Moura, no Sítio Porções, em Juazeiro do Norte – CE. Assim, buscar compreender como foi feita essa abordagem é bastante importante para verificar como os professores da escola enfrentaram esse momento, visto que os desafios foram imensos por se tratar de uma escola onde a maioria dos estudantes são da área rural e não possuem os recursos necessários para assistirem essas aulas. Posto isso, este estudo fundamenta-se em uma pesquisa de abordagem qualitativa, com base em Flick (2009), e tendo como procedimentos metodológicos a execução de um estudo de caso André (2013) a partir da realização de levantamentos bibliográficos e da condução de uma entrevista semiestruturada Triviños (1987). Desse modo, por estar em processo inicial de desenvolvimento, consideramos que o processo de ensino foi transformado durante esse momento, em especial escolas localizadas no campo, como demonstraremos no resultado final deste trabalho. Dessa maneira, essa temática é bastante pertinente por se tratar de um período ainda recente e, por consequência, relevante por buscar entender como o ensino foi impactado durante a pandemia. Nesse aspecto, ressaltamos que o processo de ensino está intrinsecamente associado com a prática docente, e entendendo que esta prática foi alterada durante as restrições da Covid-19, buscaremos compreender como a prática educativa foi desenvolvida neste ambiente escolar.
Palavras-chave: Ensino de Geografia,Pandemia Sars-CoV-2, Ensino Remoto
Resumo Simples
Abrir o trabalhoESTÁGIO UMA PESPECTIVA LÚDICA
TAYAN CAVALCANTE ROSAL SAMPAIO ; Masteus Nascimento Silva; Clesley Maria Tavares do Nascimento
A disciplina de estágio supervisionado II, no sexto semestre, ministrada pela professora Dra. Clesley Maria Tavares do Nascimento, traz como possibilidade a primeira experiência dos discentes de licenciatura, do curso de geografia, com a magistratura no ensino fundamental II, no qual o indivíduo escolhe a instituição de ensino que vai exercer sua regência, pelo período de 72 horas de aula. A escola escolhida para a prática e desenvolvimento das atividades docentes, foi a E.E.I.E.F Cel Filemom Fernandes Teles localizado no município do Crato-CE, bairro São Bento, contemplando as turmas do sexto, sétimo, oitavo e nono ano. Objetifica-se com esse estágio o exercício da atividade docente em sala de aula, promovendo um ensino que tenha como alicerce o processo dialético entre professor e aluno, que predomine o respeito entre ambas as partes e possibilite a construção de um saber crítico, que contemple todos os aspectos estabelecidos pela base nacional comum curricular (BNCC), que despertem no estudante o dom da curiosidade epistemológica e da vontade de aprender. Desenvolvendo no licenciando em geografia, as competências e capacidades de se conduzir e ministrar uma sala de aula, enriquecendo seus saberes e desenvolvendo a experiência como educador. O foco do ensino no estágio é a Educação Geográfica Lúdica, focando no máximo proveito dos alunos e dos estagiários, uma troca de saber entre aluno e professor, onde ao mesmo tempo, ensina e aprende. O método tem o objetivo de atingir uma educação libertadora, onde o estudante sai da condição de apenas ouvinte e passa a tomar seu direito de questionar, colocando em discussão suas dúvidas e questões (FREIRE, 2021).O método de ensino proposto, traz ao futuro professor que está em processo de estágio uma experiência em sala de aula mais completa, pois ao procurar entender como se dá a dinâmica do espaço, as relações sociais e a individualidade de cada estudante, ele consegue comunicar-se melhor com sua turma. As experiências vividas durante o estágio, mostra-se enriquecedoras tanto para o graduando, como para os alunos, pois além de motivá-los a ingressarem na faculdade, aproxima o vínculo entre universidade e educação básica, mostrando aos dois lados, novas experiências e possibilidades
Palavras-chave: Estágio,educação geografica,ludica,libertadora
Resumo Simples
Abrir o trabalhoGEOTUR: UMA ANÁLISE DAS VISITAS DOS ALUNOS DA EDUCAÇÃO BÁSICA AO CURSO DE LICENCIATURA EM GEOGRAFIA DA UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI - URCA
IGOR CARDOSO TAVARES NOBRE; ALLISON SILVA DO NASCIMENTO; LAURA BEATRIZ SANTOS SOUSA
O presente trabalho é resultado das atividades de extensão universitária realizadas pelo Centro Acadêmico Livre de Geografia Prof. João Ludgero Sobreira Neto - CALIGEO, com o objetivo de promover o fascínio dos estudantes do ensino básico por meio de visitas aos espaços nos quais o Curso de Licenciatura em Geografia da Universidade Regional do Cariri - URCA está inserido. Esta atividade é realizada em colaboração com a coordenação do curso de Geografia, membros do CALIGEO, os professores coordenadores e os bolsistas dos laboratórios do curso, com a finalidade de proporcionar conhecimento sobre a realidade dinâmica dentro da instituição de ensino por meio da visitação. O objetivo geral deste estudo é refletir sobre a importância da conexão entre os estudantes do ensino básico (comunidade externa) e a dinâmica do curso de Geografia. Diante disso, é evidente que a relação entre a universidade e o ensino básico tem sido objeto de discussão por um longo período e que através dessas visitas, os alunos têm a oportunidade de conhecer as atividades desenvolvidas no curso, bem como as pesquisas nos laboratórios relacionados a ele. O processo de aproximação entre esses dois pilares da educação não apenas se torna necessário, mas também viabiliza interações acadêmicas que proporcionam trocas de grande valor. Por meio dos processos supracitados, tem-se como roteiro de apresentação aos estudantes a estrutura do curso e a relação dos três pilares da nossa instituição (ensino, pesquisa e extensão), como também as políticas de permanência estudantil no ambiente acadêmico superior, isso inclui bolsas com financiamento estadual e federal, o restaurante universitário de baixo custo financeiro e a residência universitária. É importante ressaltar o impacto positivo dessa relação tão pertinente, onde os alunos da rede básica, principalmente do ensino médio, que visitam o curso demonstram interesse por ele e escolhem cursos de licenciatura com a Geografia sendo uma de suas opções, e isso reflete no aumento significativo das matrículas no curso. Ao recebermos os convites com as solicitações de visitas, são descritos informações como o número de turmas e também de alunos, entre o período que compreende os meses de março/2023 e o início de outubro/2023, contabilizamos vistas de 8 escolas, divididas em 14 turmas com uma média de 314 estudantes. Em conclusão, podemos afirmar que a importância da realização de tais atividades é inegável, pois elas fortalecem os laços entre a universidade e a comunidade escolar, contribuindo para o crescimento e o desenvolvimento da educação.
Palavras-chave: Centro Acadêmico,Protagonismo Estudantil, Educação Básica, Extensão Universitária
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Abrir o trabalhoO ESTÁGIO SUPERVISIONADO COMO INSTRUMENTO FORMATIVO DO LICENCIANDO EM GEOGRAFIA
LUCAS MELO DOS SANTOS
O presente trabalho consiste em uma investigação sobre o estágio supervisionado, de forma qualitativa voltada ao ramo do ensino aprendizagem. Tem como objetivo analisar a importância do estágio supervisionado no processo de formação dos novos professores de Geografia. Tendo em vista, que foi necessário realizar buscas e levantamento de dados com foco em análise baseada nas experiências dos estágios supervisionados com destaque na Geografia. Sendo que a mesma foi realizada em busca de saber “Qual a importância do estágio supervisionado no processo de ensino e aprendizagem do curso de Geografia?” A pesquisa adota uma metodologia qualitativa a partir de uma revisão bibliográfica e questionário enfatizando a oportunidade de entender e compreender o principal assunto desta temática, que se dá com a explicação desde o que é o estágio, a sua relevância para a formação do professor, como também uma abordagem mais ampla em relação a teoria e a prática, que ocorre durante todas as fases que se encontram presentes na disciplina do estágio supervisionado em Geografia da Universidade Regional do Cariri-URCA. A principal proposta foi esboçar um texto aprofundado e rico em detalhes sobre a temática, que possa servir de base para um discente que se encontra em processo preparativo durante o estágio supervisionado na licenciatura. Sendo que para sua construção teve como inspirações autores como: Buriolla (1999) a Pimenta e Lima (2012), e Parente e Silva (2016). Vale destacar que esta pesquisa surgiu a partir de querer buscar visões diferentes voltadas ao estágio, sendo realizado um questionário com um total de sete alunos representando os matriculados na disciplina de estágio supervisionado III e IV do curso de Geografia da URCA, que já enfrentaram o estágio tanto na observação quanto na prática. Este questionário serviu como elemento chave para a obtenção dos resultados desta pesquisa, apontando a principal importância, dificuldades e de que forma o estágio supervisionado contribui para a formação de um professor em Geografia. Desse modo, a pesquisa apontou como resultados diferentes percepções dos estagiários voltadas ao estágio. A partir disso, foi possível afirmar que os resultados do estágio dependem não apenas do estudante, mas também do ambiente de trabalho, da qualidade da supervisão e das oportunidades disponíveis durante o período do estágio. Um estágio bem-sucedido é aquele em que o estudante aprende, cresce e ganha experiência relevante para sua futura carreira.
Palavras-chave: Estágio Supervisionado,Geografia,Teoria e Prática,Ensino-Aprendizagem
Oral
Abrir o trabalhoPOR UMA GEOGRAFIA POPULAR E URBANA: CORDEL, XILOGRAVURA E LAMBE-LAMBE
ANTONIO MARCOS GOMES DA SILVA; Ricardo Alves da Silva; Francisco Silva Nascimento; Carlos Henrique Soares
As artes e as ciências, em outrora, sofreram uma cisão. O método científico ainda no século XVIII, era o protagonista na explicação do mundo, não mais Deus, pelo viés religioso. Entre a idade média e a modernidade, o ser humano, pela ciência, assumiu esta dimensão da racionalidade e veracidade científica. O mundo, num dado momento, passou a ser conhecido pelas narrativas de viagem. Pintores coloriram este mundo. Músicos animaram e animam com as melodias e paisagens sonoras. Para aliviar as dores, atores ressignificaram. Urge, na formação e nos espaços formais educativos atividades que propiciem a formação pelas artes, mas, como fazer? Nos fazemos esta pergunta, baseados na assertiva que “a leitura do mundo, antecede a leitura da palavra.” O presente trabalho consiste num relato de experiência sobre as práticas didático-pedagógicas, no curso de Licenciatura em Geografia articuladas com o fazer artístico urbano. Consideramos que não há prática sem teoria e teoria sem prática. A práxis está para além da definição que o conceito recebe. A práxis é. Ao nosso ver o exercício consciente do que é a Arte e a Geografia é a própria práxis. Metodologicamente, desenvolvemos as seguintes ações com os professores em formação, com a turma do semestre letivo 2022.2 da disciplina “Prática curricular II: conceitos do ensino da Geografia”: a) aula de campo “Cordelgrafia: geografia e literatura em Juazeiro do Norte”, o objetivo consistiu em propiciar aos alunos a percepção da cidade pelo viés poético, com isso, fizemos o trajeto de Crato-CE até Juazeiro do Norte-CE, via Veículo Leve sobre Trilhos-VLT; b) em Juazeiro, os alunos visitaram espaços como Centro Cultural Mestre Noza, Estátua de Seu Lunga, Lira Nordestina, Mercado Central, Casa dos Milagres etc., estes espaços remetem à poética do cordel; c) De volta à URCA os alunos passaram a produzir um cordel coletivo; ao término do semestre os alunos construíram o cordel. Em continuidade a esta prática e imersos na cultura do cordel fizemos com estes mesmos alunos, que cursaram a disciplina de “Didática geral aplicada à Geografia”: a) oficina de xilogravura e lambe-lambe, cujo objetivo consistiu na ilustração da capa do cordel pela técnica da xilogravura; e, posteriormente b) fazer intervenção urbana, com técnica de lambe-lambe na comunidade do Mutirão, URCA e no viaduto José Sobreira Amorim. Os resultados desta prática possibilitou pelos alunos criar o cordel intitulado: “Cidade de oração: Juazeiro do Norte, viajando pela Geografia”, composto por 28 estrofes de 6 versos (sextilhas), com rimas ABCBDB; no que concerne à oficina de xilogravura, os alunos produziram 10 xilogravuras de dimensões 0,72 cm x 0,52 cm (todas elas vinculadas à temática do cordel escrito), em chapa de compensado de 0,10 mm. A oficina aconteceu em dois espaços, na Rádio Cafundó, localizada no Mutirão, para gravura do desenho e talhamento na madeira e, Centro Cultural do Cariri-CCC, no Parque Recreio, para finalização do talhamento e impressão das gravuras em papel colorido liso de dimensões 0,66 cm x 0,96 cm. As intervenções com a técnica de lambe-lambe se deram no muro que segrega o Mutirão em relação ao centro de Crato; nos corredores do curso de Geografia e dos cursos de Letras e História; na parede externa à URCA; e, no viaduto José Sobreira Amorim entre Crato e Juazeiro do Norte. Consideramos que as artes podem possibilitar aos professores em formação uma compreensão do mundo, de modo sensível, poético e estético. Se a Geografia “pode ser vista em tudo”, é oportuno que a percebamos pelas múltiplas artes e que esta ciência pela sua dinamicidade se estende além dos espaços formais de ensino. Os professores em formação se mostram artistas, leitores, escritores de uma nova Geografia e, assim, contradizem os discursos de quê “Não sabem de nada!”, “Não leêm!”, “Não levam o curso a sério!”. Tais discursos desconsideram teorias elementares das pedagogias da aprendizagem.
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Abrir o trabalhoPRÁTICAS EDUCATIVAS PARA UMA CULTURA DE PREVENÇÃO DE DESASTRES AMBIENTAIS: ATIVIDADES EXTENSIONISTAS NA ESCOLA ADAUTO BEZERRA NA CIDADE DE CRATO, NO CEARÁ
ANTÔNIA CARLOS DA SILVA; Antonio Marcos Gomes da Silva; Cicera Daiene Menzes da Silva3; Adelia Alencar Brasil; Allison Silva do Nascimento
A ação extensionista “Práticas educativas para uma cultura de prevenção de desastres ambientais em escolas públicas na cidade de Crato, no Ceará”, surge a partir da necessidade de desenvolver projetos que auxiliem a pensar em caminhos que possam mitigar os impactos decorrentes dos eventos extremos nas áreas de risco do Crato. Partimos de referências que situam o Crato como parte do conjunto de municípios que são monitorados pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais – CEMADEN, desde 2013 (CEMADEM, 2013) e dos dados apresentados no relatório do Serviço Geológico do Brasil / Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM, de 2014 que mapeou 09 áreas de risco nessa cidade, sendo algumas delas localizadas no bairro Seminário (CPRM, 2014). Desse contexto emergiu a problematização que norteou a elaboração dos objetivos desse projeto: Como promover junto à comunidade escolar ações educativas capazes de minimizar os riscos provenientes dos eventos de chuvas extremas? Considerando essa problematização, delimitamos como objetivo promover ações extensionistas de Educação para Redução de Riscos de Desastres - ERRD em escolas localizadas nas áreas de risco do bairro Seminário. Os riscos podem ser trabalhados nos espaços escolares (CARTAGENA, 2012). Com esse propósito busca-se envolver a comunidade escolar nos procedimentos relacionados à gestão de risco de desastre, integrar conhecimentos da área de desastres a partir da percepção de vulnerabilidade socioambiental da comunidade escolar e propiciar a criação de um plano de ação para efetivação da ERRD. A metodologia do projeto é orientada pela proposta desenvolvida nos trabalhos destinados ao segmento educativo realizados pelo CEMADEN Educação no projeto denominado “A terra desliza”. Assumimos como percurso pedagógico de abordagem uma perspectiva de caráter participativo, investigativo e educativo. É participativo por ter como princípio os procedimentos que envolvem os alunos no processo de reconhecimento dos problemas ambientais da comunidade, nas discussões sobre os riscos ambientais presentes e nas proposições de intervenção; é investigativo por ter como suporte os procedimentos de pesquisa como caminho para promover o conhecimento a partir da descoberta e; é educativo por destacar procedimentos que colocam o conhecimento como caminho de pensar a realidade, de sentir-se participante e agente de transformação. Com essa concepção, damos ênfase ao currículo escolar a partir dos eixos de investigação científica e da produção do conhecimento com práticas que aproximam e relacionam os conteúdos escolares das temáticas de interesse dos estudantes. Nessa perspectiva, as aproximações estão sendo implementadas com a turma do 2º ano C na a “Trilha Integrada de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas Sociais Aplicadas”, no que tange aos conteúdos relativos às “Cidades sustentáveis”, com foco nos processos criativos. Dos procedimentos para implementação do projeto destacamos: Fase 1 - dedicada às ações de planejamento e envolveram a elaboração do Projeto Extensão em 2023 (aprovado no edital 02/2023 da Universidade Regional do Cariri - URCA); as visitas nas escolas localizadas no bairro Seminário; a delimitação da escola campo para as ações do projeto; a apresentação do Projeto de Extensão para o núcleo gestor e estudantes da escola escolhida. Fase 2 - referente às práticas educativas com os estudantes da escola, das quais envolvem a promoção de aulas expositivas dialogadas, atividades em grupo, pesquisa em campo, aplicação de entrevista, exibição de filmes, realização de debates, criação de grupos de “Detetives de Sinais e Monitoramento”, produção de logomarca dos grupos, elaboração de Geozines (SILVA, 2021) e socialização das propostas construídas pelos estudantes em sala de aula. Esse projeto se encontra em fase de desenvolvimento, momento em que já registramos os avanços nos estudos das referências teórico-metodológicas, no planejamento e na regência de aulas com a turma do 2º Ano. Consideramos e reforçamos a importância deste trabalho para a comunidade estudantil daquela área, reverberando na receptividade, acolhimento e aceitação deste projeto pelo núcleo gestor e o corpo docente da escola.
Palavras-chave: Educação,Geografia,Riscos de desastres ,Prevenção
Oral
Abrir o trabalhoRESIDÊNCIA PEDAGÓGICA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES
ANTONIA RAYLLA ALVES DE MORAIS; Clesley Maria Tavares do Nascimento; Adélia Alencar Brasil
O programa de residência pedagógica (PRP) é um programa coordenado pela CAPES, que tem por finalidade fomentar projetos institucionais de residência pedagógica implementada por Instituições de Ensino Superior, contribuindo para o aperfeiçoamento da formação inicial de professores da educação básica nos cursos de licenciatura. A residência pedagógica acontece na Universidade Regional do Cariri (URCA) desde 2018 abrangendo todos os cursos de licenciatura dessa instituição, e tem como principal objetivo uma maior aproximação desta instituição com a rede de educação básica da região do Cariri cearense e, nesse sentido, favorecido um efetivo diálogo quanto à formação teórico-prática dos licenciados, o programa tem um ano e seis meses de duração, é dividido em três módulos. Esse programa facilita a formação docente dos alunos da graduação, desde cedo eles já iniciam o processo de conhecimento de como funciona as escolas de educação básica, o mesmo é bastante importante para a formação de professores, por tanto no presente trabalho irei relatar o quanto a residência pedagógica é importante na formação dos bolsistas atuantes. A residência pedagógica (RP) da Universidade Regional do Cariri (URCA) iniciou suas atividades no dia 21 de novembro de 2022, e como bolsista do programa de residência atuei na escola EEMTI Governador Adauto Bezerra na cidade de Crato-Ce, no sub projeto de Geografia foi desenvolvido atividades de preparação da equipe, iniciando com a leitura dos documentos escolares para conhecer melhor a forma de trabalho na qual perpassa as escolas de educação básica, documentos como: Projeto Político Pedagógico (PPP), Base Nacional Comum Curricular (BNCC), Documento Curricular Referencial do Ceará (DCR), Material Estruturado de Ciências Humanas e também conhecemos os planos de aula. Sabemos que com a reforma do ensino médio as escolas de educação básica estão passando por grandes mudanças, e a residência pedagógica foi essencial para podermos entender essa reforma, pois a preceptora apresentou a proposta do novo ensino médio na escola, as aulas de geografia, as eletivas e a inserção das trilhas. O programa começou com a observação das aulas de Geografia da preceptora e professora da escola, na qual fomos se familiarizando com a escola e os estudantes, logo depois foi iniciado a regência em sala, na qual iniciamos com o planejamento e execução das aulas, fizeram propostas de dinâmicas e jogos educativos, que obtiveram bastante êxito. Dentro do programa de residência a gente pode conhecer, aprender e construir o plano de aula padrão da escola, tivemos acesso ao livro didático que a escola trabalha para planejar nossas aulas. Isso foi uma grande oportunidade para sair da universidade já conhecendo todos esses processos que fazem a escola de educação. Perpassando seis meses de familiarização com a escola e os documentos necessários, a gente parte para o modulo II do programa que tem inicio em maio, nesse módulo os bolsistas vão planejar e ministrar as aulas do preceptor, a parti desse momento eu e os outros bolsistas começamos todo processo de conhecimento e maior aprofundamento na sala de aula, conhecemos a plataforma professor online do governo do estado do Ceará, onde começamos a lançar a frequência das turmas que cada um estava responsável, e ministrando nossas aulas diariamente. A residência pedagógica está sendo muito importante para minha vida profissional, pois já tenho adquirido uma grande experiência.
Palavras-chave: Residência pedagógica,Formação de Professores,Aperfeiçoamento
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Abrir o trabalhoUM RISCO É MAIS QUE UM ARRANHÃO... ÁREAS DE RISCO NO BAIRRO SEMINÁRIO E UMA PROPOSTA DE EDUCAÇÃO PARA REDUÇÃO DO RISCO DE DESASTRE AMBIENTAL
ADELIA ALENCAR BRASIL; Antonio Marcos Gomes da Silva; Antônia Carlos da Silva; Sofia Luanda Freitas Alves; Yanara Maria Vilar dos Santos
Este trabalho tem por objetivo o interesse de se compreender a percepção dos alunos da Escola de E.M.T.I Governador Adauto Bezerra do bairro Seminário em Crato-CE sobre as áreas de risco. Está temática tem como fundamento a localização a escola no bairro Seminário, pois fica, próxima a localidades Cacimba, Encosta, Baixada. O bairro Seminário é considerada uma área de risco, conforme CEMADEN (2013) e CPRM (2014). Essas áreas podem ser consideradas de risco e nelas residem estudantes da Escola Governador Adauto Bezerra. A empiria tem nos mostrado que nessas áreas onde moram estes estudantes, pode ocorrer deslizamentos de terras, movimento de massas, que são associados aos eventos extremos hidrometereológicos que atingem o munícipio de Crato-CE. Diante desse contexto a necessidade de pesquisar sobre as áreas de risco, com intuito de conhecer os riscos e com isso sugerir possíveis soluções ou formar de mitiga-los. Adicionalmente, nos questionamos como os alunos da Escola Governador Adauto Bezerra do bairro do Seminário em Crato-CE, percebem os riscos ambientais? Este questionamento contempla as preocupações e objetivos do projeto de pesquisa de Ações para Educação de Redução de Riscos de Desastres-ERRD, desenvolvido pelos Bolsistas Ensino Médio na Escola Governador Adauto Bezerra de Crato. Um dos intuitos do projeto é possibilitar que os moradores do bairro Seminário possam acessar a informação de que há riscos hidrometereológico nessas áreas. Do ponto de vista metodológico serão desenvolvidas as seguintes ações: a) revisão e ampliação da literatura; b) pesquisa documental; c) pesquisa de campo; d) aplicação de entrevistas e questionários, e) organização e sistematização dos resultados. A pesquisa de campo será realizada no bairro Seminário próximo da Escola Governador Adauto Bezerra em Crato-CE, onde serão coletadas informações obtidas através de questionários feitos para as famílias que residem no bairro, sendo assim uma pesquisa exploratória com análise do conteúdo estudado em teoria. Logo em seguida será feita a análise dos resultados obtidos através do questionário e entrevistas aplicadas. Dos resultados iniciais, conseguimos sensibilizar e identificar alguns alunos que moram nas áreas da Encosta, Baixada e Cacimbas e observamos que por meio do diálogo eles começaram a aguçar a curiosidade em relação ao perigo e aos riscos que correm, sobretudo, a partir do entendimento e impacto negativo que um evento pluviométrico extremo pode proporcionar para a vida deles. Os alunos começaram a compreender que os impactos ambientais e sociais que estão expostos se agravam quanto a munícipio pelo poder público não efetiva políticas com vistas à redução e prevenção de riscos o proporciona maiores disparidades. Consideramos que pensar em formas de monitoramento/proteção e minimizar os problemas decorrentes é uma forma de garantir uma cidade sustentável, como previsto na “Trilha integrada de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas” e assim seguirmos com o projeto para que se fortaleça a pesquisa, contribuindo com a aprendizagem dos envolvidos no projeto.
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Abrir o trabalhoUMA PAUSA PARA O CAFÉ NO LEG: CONVERSAS COM QUEM GOSTA DE ENSINAR E APRENDER GEOGRAFIA
BRUNO DE SOUZA BEZERRA; Antonio Marcos Gomes da Silva; Marilia Gabriella Dionizio Alves; Pedro Henrique Pereira Lopes; Maria Aparecida dos Santos Felipe
Esse trabalho faz um relato das possibilidades formativas desenvolvidas no Laboratório de Ensino em Geografia – LEG da Universidade Regional do Cariri - URCA. Esse laboratório é um espaço destinado a realização de projetos de ensino, pesquisa e extensão em Geografia com foco na educação geográfica, nos quais professores/as, estudantes bolsistas e voluntários/as desenvolvem estudos com temáticas relacionadas à formação docente, livro didático, cartografia escolar, inclusão entre outros. Neste contexto, o laboratório tem como objetivo colaborar com o percurso formativo docente em Geografia da URCA, valorizando os aspectos da prática de ensino, da pesquisa e extensão, assegurando um espaço com infraestrutura que permita ações de articulação entre licenciando/as e estudantes das escolas. Para o atendimento desse propósito, busca estimular as pesquisas no âmbito da formação docente e da Geografia escolar com a participação do corpo docente e discente; criar um ambiente de trabalho, estudo e aperfeiçoamento dos/das estudantes em formação e profissionais egressos; constituir-se como um espaço de apoio para a realização de aulas de disciplinas ligadas ao setor de prática de ensino e estágio supervisionado; fornecer referências e acervos bibliográficos para consultas e elaboração de projetos, facilitando assim o planejamento e a execução de aulas de Geografia por estagiários/as e professores/as. Frente as finalidades colocadas no campo de ação do LEG emergiu a seguinte indagação: De que maneira o LEG tem contribuído para a formação dos docentes no curso de Geografia na URCA? Com essa perspectiva, delimitamos como objetivo desse relato analisar as contribuições do LEG para o percurso formativo dos professores de Geografia da URCA. Para isso foram considerados os seguintes procedimentos metodológicos: (a) estudos teóricos, (b) análise documental com base em relatórios e registros fotográficos e (c) observação e condução das atividades realizadas. Dos documentos analisados, identificou-se que o LEG teve seu primeiro projeto formulado em setembro de 2003, porém, obteve sua aprovação somente no ano de 2010 pelo colegiado do Departamento de Geociências, posteriormente o projeto foi encaminhado para o colegiado do Centro de Humanidades sendo apreciado pelo Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão da Universidade Regional do Cariri – URCA (CEARÁ, 2014). O corpo docente do LEG é composto pelos seguintes professores: Antônia Carlos da Silva, Maria Soares da Cunha, Francisco Edmar de Sousa Silva Pinheiro e Antonio Marcos Gomes da Silva. Destacamos, ainda, como importante referencial para o aprofundamento das pesquisas, o Grupo de Estudo e Trabalho de Ensino de Geografia – GESTEGEO, que reúne professores/as e estudantes que se colocam na tarefa de promover debates sobre temáticas ligadas as linhas de pesquisa dos pesquisadores do grupo, dando continuidade em suas reuniões aos estudos em curso no laboratório. Assim, LEG e GESTEGEO vão se constituindo e fortalecendo as ações de ensino, pesquisa e extensão, e contribuindo para a formação dos/as futuros/as professores/as de Geografia
Palavras-chave: Ensino, Aprendizagem,Formação Docente
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Abrir o trabalhoA FEIRA AGROECOLÓGIC DA CASA DE QUITÉRIA COMO PRÁTICA DE RESISTÊNCIA NO DISTRITO BAIXIO DAS PALMEIRAS, CRATO - CE.
KARLENE PEREIRA DE LIMA ; MARIA CLARA LIMA DA SILVA
A comunidade dos Baixio das Palmeiras é conhecida como a sede do distrito o qual é composto por 11 comunidades,as quais possuem dinâmicas sociais e territoriais similares no que diz respeito a agricultura familiar e modos de vida baseados no trabalho rural e conflitos agrários,até mesmo o enfrentamento dos dilemas espaciais e ambientais causados pelo próprio estado. Dessa maneira conclui-se que a resistência é algo presente entre as comunidades. Em meio a um espaço agrário que sobrevive a hegemonia capitalista dentre outros fatores predatórios, surge em 2020 a feirinha agroecológica da Casa de Quitéria como um meio de repassar para as comunidades e demais pessoas produtos orgânicos, medicinais e da agricultura familiar uma vez que que segundo Segundo José de Souza Martins (2001) a agricultura familiar é uma instituição de reprodução da família cujo núcleo está na relação direta com a terra e a produção agrícola. Nesse sentido a feira nasce com o intuito de movimentar a economia local dando notoriedade aos pequenos produtores, artesãos e agricultores além de atrair público para o espaço Casa de Quitéria. É notório a presença do debate agroecológico na feira pois há disposição de produtos orgânicos - pelos quais alguns são cultivados no quintal da própria casa -, pluralidade de gênero na produção, valorização do meio ambiente, inclusão da cultura e territorialidade e economia solidária. Para a realização desta pesquisa se faz necessário a divisão da metodologia em pesquisa bibliográfica, exploratória e descritiva. A pesquisa bibliográfica concentra-se em autores que abordam a temática da agroecologia (a exemplo de Miguel Altieri) e do território do Baixio da Palmeiras (a exemplo de Francisco Wlirian Nobre). A pesquisa exploratória por meio de visitas no espaço da feira e realização de oficinas e vivências que envolvem a temática - resistência, agroecologia, bem-viver, economia solidária, agricultura familiar, memória e cultura. Por fim, a pesquisa descritiva porque no ambiente da feira e nas atividades em gerais que são realizadas na Casa de Quitéria, está sendo realizada a coleta de dados para a construção de futuros trabalhos acadêmicos, essa ação busca entender os conflitos que há no território tanto no processo histórico como na conjuntura atual. No presente momento, a pesquisa encontra-se em andamento, porém é possível concluir que através da feira os produtores locais tem um espaço para comercializar seus produtos e assim obter alguma renda, e as comunidades bem como pessoas externas têm a oportunidade de compras de alimentos orgânicos e advindos da agricultura familiar. Além disso, é válido inferir que os consumidores não são motivados apenas pela opção de consumo que julgam mais seguro, mas também o espaço de sociabilidade e afetos que a feira proporciona, ainda que ela ocorra em um ambiente cultural no qual está sempre em movimento. Nesse contexto é notório uma relação dialética, pois a mobilidade de pessoas proporciona diversas atividades além da feira, e essas atividades atraem pessoas para participar dos momentos. Por fim, ainda é concebível acentuar que debates relevantes nas dinâmicas comunitárias são suscitados e desenvolvidos ( agroecologia, bem-viver, economia solidária) e que há maior interação da própria comunidade inclusive crianças e jovens nesses espaços que enaltecem a vida comunitária que até então não havia com maior frequência. Diante do que foi abordado, é perceptível o processo de resistência a partir da Casa de Quitéria, no entanto há a necessidade de um maior engajamento das comunidades do distrito na feira que é um espaço ainda pequeno que carece tanto de contribuições locais quanto externas como por exemplo: apoio de políticas públicas e pesquisas que possam fundamentar o seu potencial produzido e comercializado. De qualquer modo, a feira agroecológica da Casa de Quitéria se tornou um importante espaço de resistência contra a lógica de desenvolvimento da agricultura capitalista que domina os espaços rurais. São resistências que resgatam os saberes e fazeres dos povos do campo e das florestas evidenciando outras possibilidades de vida que sejam mais harmônicas com a natureza e com a valorização do ser humano.
Oral
Abrir o trabalhoAssentamentos rurais no interior do Ceará: Um estudo sobre a comunidade rural Edson Tavares em Mauriti (CE) e os desafios para a habitabilidade
FRANCISCO JOSÉ ARAÚJO DE SOUSA
Os cenários produzidos pelo processo de territorialização do Brasil revelam conjunturas permeadas de transformações sociais, culturais e econômicas, cujo contexto político-histórico sobre-excedem ampla desigualdade social, conduzido pela expulsão e exclusão do campo, fragmentado seu produto em diversos movimentos, entre eles os assentamentos rurais. O eminente potencial agrário conduzido por produtores rurais em ritmo de crescente industrialização é avesso à luta pela terra observada ao longo dos anos, levando a um desequilíbrio sistematizado no contexto da validação dos direitos constituídos e sua efetiva aplicabilidade. Por outro lado, a morosidade generalizada entre os setores públicos e privados escancaram percalços ainda mais profundos por uma aparente interdependência de garantias em nome da estagnação dos assentamentos rurais brasileiros. Mauriti (CE) possui algumas amostras que simbolizam a interface entre concentração fundiária e manejo de assentamentos com programas de políticas públicas sociais adotados dentro dos limites territoriais do município, em um quadro de reivindicações que precisam ser acompanhadas de forma transparente, justa e democrática. Neste contexto, na medida em que a presença do estado oscila e pode deixar de entender seu papel no passado, presente e futuro dos assentamentos rurais firmados sob compromissos bases e de fato garantistas de direitos fundamentais, o presente estudo tem como tema “Assentamentos rurais no interior do Ceará: Um estudo sobre a comunidade Edson Tavares, em Mauriti, Ceará e os desafios para a habitabilidade.” O principal obejetivo desta pesquisa é analisar as condições para a habitabilidade proporcionadas no assentamento Edson Tavares em Mauriti (CE) adotando múltiplos olhares avaliativos desses espaços, verificando a viabilidade de desenvolvimento social proporcionados aos seus repectivos assentados. Para isso, as metodologias adotadas permeiam minucioso estudo de gabinete e abordagens em campo, fortelcendo os procedimentos investigativos e resultados almejados, este último ainda em fase de construção, nos quaisconstatou-se pela ida a campo que a comunidade Edson Tavares apresenta acesso a água dificultado, estradas comprometidas pela falta de manutenção adequada, casas com estrutura avariada e baixo estímulo à créditos à agricultura familiar expostos pela ausência de tecnologias, mecanismo campeiro de emancipação alimentar e econômica.
Oral
Abrir o trabalhoDa lavoura arcaica à agroecologia: questão fundiária, reforma agrária e escola do campo no Ceará (2001-2021)
MARIA JÉSSICA MORAES RODRIGUES; Fábio José Cavalcanti de Queiroz
Para compreender a historicidade da territorialidade, da desigualdade e dos conflitos sociais no campo brasileiro, se faz necessário remontar a época colonial e as suas heranças que permeiam fortemente o seio da contemporaneidade. Decorre daí um tripé circundado em exploração, colonialismo e uma estrutura racista, justificado em meio ao aparato jurídico orquestrado por uma elite latifundiária, do qual um marco de enorme impacto consistiu na Lei de Terras (1850), que, ao ser promulgada, condenou uma imensa massa humana a uma larga situação de pobreza, sem perspectivas de novos horizontes, desprovida da condição básica de subsistência: terra para habitação e cultivo. Assim, a dívida histórica - tanto com o povo trazido da África e escravizado quanto com os nativos que aqui já habitavam - apenas cresce, tornando-se um ponto recorrente de atritos entre os deserdados do campo e a elite brasileira, e, desse modo, nascem focos de resistências sociais em diversos locais do país, principalmente no Nordeste, os chamados movimentos sociais do campo, segundo (FERNANDES, 2005): aqui, o espaço social é uma dimensão do espaço geográfico e contém a qualidade da completividade. Partindo dessa reconstituição histórica, o presente trabalho busca analisar o espaço cearense dentro de um período de duas décadas, no início do século XXI, e, mais especificamente, examina as dimensões agrárias, sociais e educacionais que permeiam a vida da classe camponesa local, considerando como ponto de destaque suas formas de enfrentamento ao grande capital, nomeadamente a luta pela terra e por uma educação popular, sob a égide da agroecologia. Conforme Caldart (2020, p. 268) a educação no espaço rural infringe inúmeros aspectos e dentre eles o anseio por resultados transformadores na vida de seus habitantes, de modo que se faz necessário "um projeto de transformação da agricultura a favor dos interesses sociais e humanos da maioria das pessoas", logo, perpassa o âmbito da agroecologia. Pensando neste contexto rural, de um interior semiárido de um país ainda em desenvolvimento, se faz necessário olhar suas particularidades e peculiaridades históricas, um interior cearense marcado pelo coronelismo, as disputas por terra e por água, aumentam as agruras de sua população que anseia pelo mínimo de recursos para a manutenção de sua subsistência. Agora, pensando o contexto da contemporaneidade, é imprescindível lembrar o marco da revolução verde, um grande avanço para o homem do campo, entretanto, cabe um olhar minucioso de agente historiográfico para perceber as lacunas que aumentam num terreno geograficamente de solo árido, e historicamente de clima tenso, pois conforme Marx e Engels (1848) "A história da humanidade é a história das lutas de classes", de pessoas que ousaram rebelar-se contra seus grilhões, que assim sendo naturalmente agentes históricos colocaram sua força de vontade e física na perspectiva de um novo modo de vida e consequente sociedade. Seguidamente pelo ponto educacional, que notoriamente é regido por um sistema neoliberal, pensar os jovens estudantes das localidades rurais, é pensar o contexto que estão inseridos e possivelmente as raízes que pouquíssimos irão abandonar, sendo assim, a perspectiva de educação popular, camponesa, é uma forma de ensino que não exclui os habitantes rurais do mundo globalizado, e sim para auxiliar o aumento tanto de criticidade quanto de transformação e perspectivas de melhores condições de vida de quem conhece e vivencia diariamente os percalços do interior do Estado do Ceará.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoEnsino de geografia: contribuições do Estágio de Regência para a formação docente
IRLANE DA COSTA SILVA ; Clesley Maria Tavares do Nascimento
A presente pesquisa tem como objetivo refletir sobre as contribuições que o Estágio Supervisionado em Geografia proporciona ao licenciando, baseando-se nas experiências vivenciadas durante a regência no Estágio Supervisionado II, realizado na Escola de Ensino Fundamental Paulo Barbosa Leite, localizada no Município de Caririaçu-CE. Para a elaboração deste trabalho foi feito um levantamento bibliográfico em artigos que discutem os temas relacionados ao Ensino de Geografia e ao Estágio Supervisionado, em que os autores Cavalcanti (2017), Silva e Aragão (2012) e Neto (2016) trazem importantes reflexões e enriquecem o debate. Em seguida, foi feito os relatos das experiências de Estágio Supervisionado II, praticado nas turmas do 7° e 8° ano durante o período de 07 de outubro a 16 de dezembro de 2022. Vale frisar que o Estágio Supervisionado é um componente obrigatório nos cursos de licenciatura da graduação, sendo uma experiência crucial na formação dos futuros professores, permitindo relacionar o conhecimento teórico da Universidade, com a prática em sala de aula, momento este que é esperado pelos estudantes com muita expectativa, tendo em vista que grade parte desse público não teve, anteriormente, contato com esse meio na condição de professor. E, é nesse ambiente que nós, como educadores, descobrimos que na prática não existem formulas prontas para lecionar. Logo, caracterizando-se como um momento fundamental para analisarmos as competências que devemos adquirir ao longo da graduação, nos levando a uma reflexão sobre o exercício da profissão docente e nos capacitando para saber lidar com as adversidades e como se portar em um ambiente de trabalho, além de contribuir, claro, no desenvolvimento pessoal. Evidenciou-se, mediante as reflexões supracitadas, que o ensino de geografia, na educação básica, desempenha papel fundamental na formação cidadã, ou, em outras palavras, na formação de sujeitos que sejam capazes de compreender uma realidade marcada por contradições e, nesse contexto, agir no sentido de participar, de forma responsável, na construção de um lugar melhor.
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Abrir o trabalhoHISTÓRIA, JUSTIÇA E LUTA: ACAMPAMENTO ZÉ MARIA DO TOMÉ DEFRONTE AO MOVIMENTO DA REFORMA AGRÁRIO
JOÃO VITOR BARROSO DA SILVA; Giselle Yasmin da Silva Caetano; Ana Gabriela Diniz da Silva; Heibe Santana da Silva
A luta do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), que busca conquistar a Reforma Agrária no Brasil, vem se fortalecendo e dando espaço a novos assentamentos de resistência, como é o caso do acampamento Zé Maria do Tomé. Este é um movimento de trabalhadores rurais sem terra, localizado na Chapada do Apodi, divisa entre o estado do Ceará e o Rio Grande do Norte, no Nordeste brasileiro. O nome do acampamento é dedicado a José Maria Filho, líder local que foi assassinado com mais de 20 tiros no dia 21 de abril de 2010, no município de Limoeiro do Norte (CE), sendo um crime mandado por um dos líderes latifundiários da região. Toda essa área do acampamento é dedicada para famílias que decidiram ocupar esse espaço com o intuito de produzir sua própria alimentação de maneira sustentável e, a partir disso, gerar renda para a comunidade através da comercialização de seus produtos e artesanatos, além de doar parte dessa produção para várias instituições sem fins lucrativos, como escolas, hospitais e ONGs. O assentamento tem como luta a resistência ao avanço do agronegócio nas proximidades, intervenções essas do mercado capitalista que afetam o solo, o ar, a água, a qualidade dos alimentos, os animais e, principalmente, a saúde dos membros do acampamento. Como objetivo geral, esta pesquisa discute os conflitos do campo, no contexto de luta pela reforma agrária a partir do acampamento Zé Maria do Tomé. Foi realizado o levantamento bibliográfico a partir de textos acadêmicos, a pesquisa documental, o registro fotográfico, as anotações no caderno de campo e uma roda de conversa com os integrantes do movimento. Nessa socialização de conhecimento foram relatadas suas vivências e lutas dentro do acampamento e fora dele, partindo do ponto em que sofrem preconceito por serem desse movimento de resistência. O trabalho constata a dimensão da violência sofrida pelos integrantes do acampamento, como também a inclusão na luta pela Reforma Agrária que oportunizou às mulheres uma visão crítica no que concerne à desigualdade de gênero, propiciando-lhes aprendizados e conhecimentos essenciais às práticas de despatriarcalização. Assim, este texto mostrou a história e luta, dando visibilidade aos acontecimentos do campo, além de discutir esse movimento que é tão importante para enfrentar a reforma agrária brasileira no acampamento Zé Maria do Tomé.
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Abrir o trabalhoMOVIMENTOS DA EDUCAÇÃO GEOGRÁFICA NO LEG: O QUE APRENDEMOS QUANDO FAZEMOS GEOGRAFIA?
KAWANNE RIBEIRO DE BRITO; Lohany Ferreira Alencar; Giovanna Maia Cardoso; Luana Ferreira Branco; Maria Elaryce de Araújo Clemente
Este trabalho apresenta as atividades acadêmicas desenvolvidas no Laboratório de Ensino de Geografia – LEG da Universidade Regional do Cariri – URCA, tendo como referência o contexto de ação dos estudantes bolsistas e voluntários. O LEG é um espaço de formação docente em Geografia que valoriza os aspectos da prática de ensino visando o fortalecimento dos saberes docentes alicerçados em experiências que articulam ações dos Projetos de Iniciação Científica, de Estágio Extracurricular, de Monitoria e de Extensão; é, também, um espaço de atendimento aos estudantes do curso de Geografia e de escolas visitantes, de reuniões de estudo e que reúne um acervo de livros numa biblioteca para consulta local e empréstimos. A delimitação das ações formativas do LEG para apresentação nesse trabalho tem como referência Tardif (2002) ao considerar que o percurso profissional está atrelado ao desenvolvimento do saber profissional sendo este associado às suas fontes e lugares de aquisição e aos seus momentos e fases de construção. Destacamos assim que as formas de pensar o ensino e o nosso fazer são expressões definidoras de processos orientados para o atendimentos dos princípios formativos e aliados ao projeto pedagógico do curso de Geografia da URCA (CEARÀ, 2014). O nosso objetivo é apresentar as atividades acadêmicas realizadas no LEG, valorizando aspectos da prática de ensino, da pesquisa e da extensão no contexto das experiências propiciadas pelo estágio extracurricular. Os procedimentos metodológicos aqui delimitados, foram: realização de estudos bibliográficos; observação das atividades próprias do laboratório e análise documental (Projeto Pedagógico do Curso de Geografia e relatórios de atividades). Identificou-se que os pesquisadores do LEG desenvolvem projetos numa perspectiva interdisciplinar, agregando docentes e discentes dos cursos de Geografia, Pedagogia, Direito e Arquitetura. Quanto aos integrantes e projetos, verificou-se: 01 Projeto de Estágio Extracurricular com 2 estudantes bolsistas e 8 voluntários; 05 Projetos de Iniciação Científica com 5 bolsistas; 01 Projeto de Extensão com 1 bolsista e 2 voluntários, 02 Projetos de Monitoria com 2 bolsistas e 01 Projeto de Iniciação Científica no Ensino Médio com 5 bolsistas. Em 2021, em comemoração aos 10 anos de constituição oficial do LEG, foi publicado o livro “Educação Geográfica em Movimento: saberes, Práticas e Perspectivas”, organizado pelos(as) professores(as) Antônia Carlos da Silva, Maria Soares da Cunha, Francisco Edmar de Sousa Silva Pinheiro, Antonio Marcos Gomes da Silva e Adeliane Vieira de Oliveira. A grande maioria dos capítulos do livro se refere a resultados de Projetos de Iniciação Científica e de Extensão, e de Trabalhos de Conclusão de Curso - TCC, de alunos(as) orientados(as) pelos(as) professores(as) organizadores(as), visando contribuir para o avanço da Geografia escolar e oportunizar aos jovens pesquisadores publicarem os seus primeiros trabalhos científicos. O LEG, desde sua implantação, sedia sessões de estudo interdisciplinar sobre a educação geográfica, nas quais ocorrem discussões, trocas e colaborações em torno de temas de escolha comum ao grupo. Como contributo aos estudos realizados, em 2018 foi criado o Grupo de Estudo e Trabalho de Ensino de Geografia - GESTEGEO, cadastrado no Diretório dos Grupos de Pesquisa no Brasil do CNPq. Quanto as visitas ao laboratório, o contato entre visitantes e estudantes tem propiciado trocas de conhecimento e fortalecido o exercício acadêmico docente, pois é perceptível no grupo o desenvolvimento comunicativo, a segurança na exposição das informações e a criação de vínculo entre os participantes do grupo. O acervo da biblioteca conta com livros didáticos de diversas áreas, livros técnicos no campo da Geografia acadêmica e escolar, bem como revistas, atlas e outros. Esses materiais são fontes de empréstimos para a comunidade acadêmica e são referências para planejamentos de aulas, elaboração de projetos de pesquisa e desenvolvimento de TCC. Da nossa participação nas ações que movimentam a educação geográfica, consideramos que ao fazermos Geografia no LEG aprendemos que o conhecimento é uma construção coletiva; a convivência diária proporciona experiências formativas significativas e que as práticas ajudam a desenvolver maior segurança em relação as apresentações de trabalhos acadêmicos. Além disso, aprendemos a reconhecer a importância do ensino, da pesquisa e da extensão para formação docente e a valorizar a escola como campo de atuação profissional.
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Abrir o trabalhoMOVIMENTOS SOCIAIS: O CANGAÇO COMO FRUTO DE CONTESTAÇÃO CONTRA A ORDEM VIGENTE
MATHEUS SANTOS DUARTE ; LUIZ EDUARDO BARBOSA LIMA; THIAGO SANTOS ALVES
MOVIMENTOS SOCIAIS: O CANGAÇO COMO FRUTO DE CONTESTAÇÃO CONTRA A ORDEM VIGENTE. Eixo Temático I- Geografia agrária, os movimentos sociais e as lutas do campo; Matheus Santos Duarte ¹ Universidade Regional do Cariri - URCA E-mail: matheus.santos@urca.br Luiz Eduardo Barbosa Lima ² Universidade Regional do Cariri - URCA E-mail: luiz.barbosalima@urca.br Thiago Santos Alves ³ Universidade Regional do Cariri - URCA E-mail: thi4g0.s4nt0s@urca.br@urca.br Ao longo do tempo, as revoltas populares se manifestaram de diversas maneiras. Esse fenômeno foi experienciado em diferentes escalas que perpassam ao território nacional, vindo a eclodir casos a níveis regional e até estadual como decorrido no Cangaço, tratando sempre de uma luta entre dois extremos, onde para uns se constituía em mero banditismo enquanto para outros heróis revolucionários, aclamados e acolhidos por alguns simpatizantes a tal movimento. Nesse sentido, o objetivo de tal trabalho é discutir sobre os problemas decorrentes do acúmulo e abuso do poder por uma minoria em detrimento da totalidade social, culminando em revoltas contra o sistema ao qual persistia sempre a completa miséria. Utiliza para tal uma análise bibliográfica dos dados e fatos ali passados afim de se compreender melhor os dias atuais, ainda marcados por uma presença forte da política, ao qual continuam utilizando dos mesmos discursos e promessas de acabar com tamanha desigualdade e miséria ao passo da corrida eleitoral. Conclui-se, assim, que o tempo passa, mas a história se perpetua ao longo do tempo, onde os mais desfavorecidos são usados como degraus de ascensão política, marcada por uma forte concentração, alimentada por estritas alianças de trocas de favores desde os poderes menores aos mais notáveis presentes no alto escalão constitucional. _____ ¹Graduando em Geografia pela Universidade Regional do Cariri – URCA. Bolsista do Programa Residência Pedagógica - CAPES. Voluntário do LABGEO. ² Graduado em Geografia pela Universidade Regional do Cariri – URCA. Bolsista Voluntário de Iniciação Científica pela Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico - PIBIC/FUNCAP. Bolsista Voluntário do LABGEA. ³ Graduando em Direto pelo Universidade Regional do Cariri – URCA.
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O Impacto Econômico da Falta de Acesso à Terra para os Agricultores na região do Cariri.
ANA CLAUDIA FELIPE BARBOSA; Damiana de Lima da Costa
A região do Cariri do estado do Ceará localizada no nordeste do Brasil, enfrenta desafios significativos no fornecimento e acesso às terras para os agricultores locais. A escassez de água e a distribuição desigual da terra afetam diretamente a economia da região e a qualidade de vida da população rural. Este resumo analisa o impacto econômico da falta de terra entre os agricultores do Cariri cearense, com o objetivo de compreender o impacto deste problema nas atividades agrícolas e no desenvolvimento socioeconômico da região. Além disso, o estudo visa identificar os principais motivos da falta de acesso às terras e propor soluções para amenizar este problema. Para atingir os objetivos propostos, foi realizada uma revisão da literatura, e análise de dados secundários específicos do sistema da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará – Ematerce, chamado Sppweb ao quais técnicos da mesma anualmente realizam cadastros de agricultores atendidos e assistidos. Uma das perguntas do formulário feita pelos técnicos era em relação ao acesso a políticas fundiárias, ao qual foi observado que somente 59 pessoas afirmaram ser beneficiárias de políticas fundiárias de 6.369 produtores cadastrados que responderam à pergunta. Contudo, os dados analisados foram do ano de 2022 e 2023 para a região do Cariri central que é composta pelos municípios de Abaiara, Altaneira, Barbalha, Caririaçu, Crato, Farias Brito, Granjeiro, Jardim, Juazeiro do Norte, Missão Velha, Nova Olinda, Santana do Cariri e Várzea Alegre. A falta de acesso à terra para os agricultores têm um impacto econômico significativo em várias dimensões. Em primeiro lugar, afeta diretamente a produtividade agrícola, uma vez que os agricultores sem terras têm menos incentivos para investir em melhorias produtivas, como tecnologia e práticas sustentáveis. Isso sucede em menor produção de alimentos e, consequentemente, em insegurança alimentar. Ademais, a falta de acesso às terras contribui para a perpetuação da pobreza rural, uma vez que os agricultores não conseguem gerar renda suficiente para sustentar suas famílias e comunidades. Soma-se ainda, que os impactos econômicos negativos da falta de acesso às terras não se limitam apenas aos agricultores, afetando toda a economia. Vale salientar, que a agricultura exerce um papel fundamental na maioria das economias de desenvolvimento, sendo uma fonte fundamental de empregos e de crescimento. Portanto, quando os agricultores não têm acesso à terra, o potencial de crescimento econômico é limitado. Diante disso, as principais causas da falta de acesso à terra incluem a concentração de terras nas mãos de poucos proprietários, a especulação imobiliária, a falta de regulamentação adequada e os conflitos agrários. Para discutir esse problema, é importante promover a segurança jurídica da posse da terra e fomentar uma agricultura sustentável, programar políticas de reforma agrária. Em suma, o impacto econômico da falta de disponibilidade de terras sobre os agricultores é grande e relativo. Aumentar a produtividade agrícola e promover a segurança alimentar e o crescimento econômico, e garantir aos agricultores um acesso seguro e sustentável à terra são essenciais para promover o desenvolvimento econômico e reduzir a pobreza.
Oral
Abrir o trabalhoO uso da criatividade no ensino de geografia no Estágio Supervisionado II, na Escola de Ensino Fundamental e Infantil Rosa Ferreira de Macedo, em Crato, Ceará
ALESSANDRO HENRIQUE DE SOUSA; Bruno de Souza Bezerra; Kawanne Ribeiro de Brito; Clesley Maria Tavares do Nascimento
A palavra criatividade é usada em vários momentos. Como por exemplo em uma construção, quando a pessoa responsável consegue se reinventar, e executa uma proposta que vai além do que se tinha planejado a chamando-a de criativa e competente. Porém, quando se trata da sala de aula, busca-se, na maioria dos casos, transferir um conteúdo referente ao currículo de forma monótona e repetitiva, no caso de o termo transferir remete-se a crítica Freiriana, mais específico, seu livro Pedagogia da Autonomia (2022), que faz uma crítica a transferência do conhecimento, denominando-a de educação bancária. Na Universidade Regional do Cariri - URCA, oferece em seu quadro de professores de geografia, vários que trabalham dentro da linha de pesquisa que envolva a criatividade e metodologias que a utilizam. Diante do exposto, esse trabalho tem como objetivo, usar a criatividade no ensino de geografia no Estágio Supervisionado II, na Escola Rosa Ferreira de Macedo. Essa escola se localiza na zona rural do município do Crato, no sul do estado do Ceará, neste caso, se trata de uma escola do campo, que assim como outras escolas públicas passa por diversas problemáticas, que vai desde falta de materiais básicos para as atividade pedagógicas, até à falta de docentes. Para sistematizar o referido trabalho, foi-se necessário a busca por diversas alternativas, como o geozine e as instalações geográficas. Os estudantes se mostraram interessados, curiosos e motivados durante a execução dessas práticas pedagógicas, considerando que as mesmas estimulam o pensamento subjetivo, que os faz pensar o mundo de acordo com sua ótica, revelando uma criticidade sobre o conteúdo, em que se destaca o papel de mediação do professor estagiário, que embora esteja no início de sua formação profissional, deve-se ter noção sobre as condições de ensino do Brasil e tentar melhorar, por mais que comece por uma turma. Diante do exposto, cabe destacar que somos contrários a prática de simplesmente transmitir conhecimentos, consideramos possível construí-lo a partir de atividades pedagógicas criativas, que tornam as aulas de geografia mais lúdicas e menos enfadonhas.
Oral
Abrir o trabalhoResidência Pedagógica: Experiências e Aprendizados
MARIA DOMINGOS LOPES; Adélia Alencar Brasil; Mayara Ribeiro da Silva; Cresley Maria Tavares do Nascimento
O Programa Residência Pedagógica é um programa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES, que possibilita oferecer aos futuros professores oportunidades valiosas de formação docente. Esse programa envolve o acompanhamento direto de alunos em diversos contextos educacionais, incluindo aulas de geografia, atividades em trilhas e aulas eletivas. O foco principal deste trabalho é a discussão das experiências vividas durante a Residência Pedagógica que ocorreu na Escola de Ensino Médio de Tempo Integral (EEMTI) Governador Adauto Bezerra, situada no bairro Seminário, na cidade de Crato, estado do Ceará (CE). Durante essa residência, os alunos tiveram a oportunidade de se envolver diretamente com o ambiente escolar, interagindo com colegas e professores, além de aplicar os conhecimentos teóricos adquiridos em sala de aula em um ambiente prático e real, o que enriqueceu significativamente sua formação como futuros educadores. Neste contexto, serão abordadas as vivências, desafios, aprendizados e reflexões decorrentes dessa experiência na escola mencionada. As aulas de Geografia, como parte do programa de Residência Pedagógica, são uma componente fundamental dessa experiência. Elas são realizadas de forma regular, ocorrendo semanalmente, e são destinadas a turmas de alunos, abordando conteúdos específicos da disciplina de Geografia. É importante ressaltar que uma das principais vantagens desse programa é a oportunidade de acompanhamento dessas aulas, o que proporciona aos participantes uma visão prática e real da docência. Além das aulas regulares, o Programa de Residência Pedagógica também incorpora atividades adicionais, como o trabalho com trilhas temáticas. Nesse contexto, os alunos têm a oportunidade de desenvolver uma variedade de atividades relacionadas à Geografia. Isso pode incluir elaboração de projetos educacionais específicos para as trilhas, a condução de atividades práticas ao ar livre com os alunos e a produção de relatórios que documentam o processo e os resultados das trilhas. Foi realizada aula de campo para a comunidade AGODOIA em Exu Pernambuco, onde alunos tiveram a experiência de visualizar o problema de escassez de água, presente na comunidade. Outra faceta interessante desse programa são as aulas eletivas, os conteúdos específicos, como a cartografia, estão relacionados à disciplina de Geografia. Essa turma é composta por alunos do 1º ano. Por outro lado, a eletiva de Ciências para o Enem é voltada para os alunos do 3º ano, enquanto as trilhas são focadas nas áreas de humanas. Essas eletivas proporcionam uma abordagem mais direcionada e aprofundada em áreas específicas da Geografia, permitindo que os alunos aprimorar seus conhecimentos e suas habilidades em tópicos de interesse. A Residência Pedagógica na Universidade Regional do Cariri (URCA) tem se destacado como uma oportunidade extremamente valiosa para a formação de futuros docentes. A razão para isso reside na variedade de experiências práticas e no enfoque no desenvolvimento de habilidades de ensino e aprendizado que o programa oferece aos participantes. A experiência de acompanhar aulas regulares é fundamental para que os futuros professores entendam a dinâmica da sala de aula e aprendam a aplicar de forma prática os conceitos teóricos adquiridos durante sua formação. Isso proporciona uma visão realista dos desafios e oportunidades que surgem no ambiente escolar, preparando-os de forma mais eficaz para enfrentar as demandas da profissão. As trilhas temáticas representam outra faceta valiosa dessa experiência. Elas oferecem uma oportunidade única de interação com os alunos em um ambiente ao ar livre, permitindo que os participantes desenvolvam projetos educacionais relacionados a esses ambientes naturais. Além disso, o trabalho em trilhas temáticas promove a educação ambiental e a conscientização sobre questões ecológicas, que são temas importantes na educação atual. As atividades práticas, como as oficinas sobre energias sustentáveis, demonstram como a Residência Pedagógica está alinhada com as preocupações contemporâneas em relação à sustentabilidade e à educação ambiental. Essas atividades oferecem uma oportunidade valiosa para os futuros professores explorarem tópicos relevantes e inovadores, que podem ser incorporados às suas futuras práticas de ensino.
Oral
Abrir o trabalhoPalavras-chave: Cinema,Metodologia,Filme,Xingu
Resumo Simples
Abrir o trabalhoANÁLISE DAS POTENCIALIDADES CULTURAIS DO SÍTIO BAIXIO DAS PALMEIRAS, CRATO/CE: UM RELATO A PARTIR DOS SUJEITOS LOCAIS
IGOR CARDOSO TAVARES NOBRE; PAULO WENDELL ALVES DE OLIVEIRA
O respectivo produto constitui os resultados de uma pesquisa de iniciação científica vinculada ao Laboratório de Espaço, Memória e Cultura Aplicados à Educação - LEMCAE/URCA. O escrito parte da necessidade de preservar os complexos culturais que marcam os saberes-fazeres dos territórios caririenses, emanam sobretudo das mobilizações coletivas dos sujeitos que habitam as comunidades tradicionais situadas neste recorte, e que desfrutam suas vivências e experiências com base no que lhes é manifestado por meio de suas ancestralidades. As tradições e os hábitos dos antepassados são relevantes influências para o cotidiano em comunidade, este fator é enfatizado quando se observa alguns aspectos que estão presentes no comportamento dos sujeitos dentro do território, isso é evidenciado desde a introdução das relações ambientais, sobretudo pelo instinto de cuidar e defender os bens naturais, perpassando pela culinária de bases indígenas, pelo catolicismo popular como religiosidade mais difundida, bem como os grupos culturais que exalam a essência do lugar e entre outros elementos simbólicos-culturais, por isso destacamos a necessidade de salvaguarda dos recursos culturais presentes na ruralidade em questão. O trabalho foi produzido a partir da pesquisa intitulada “Território como Museu a Céu Aberto: Itinerários Culturais no Cariri Cearense” e objetivou realizar um levantamento das potencialidades culturais do Sítio Baixio das Palmeiras, em Crato - Ceará, tendo como base o protagonismo em que os moradores exercem a partir de suas vivências e experiências. Destaca-se ainda a análise dos elementos materiais e imateriais como instrumentos que marcam suas paisagens culturais, e ainda foram desenvolvidos possíveis itinerários culturais com base nas narrativas dos sujeitos. A pesquisa de cunho qualitativo foi dividida em três procedimentos metodológicos. O primeiro partiu da exploração dos aportes teóricos utilizados no grupo de estudos LEMCAE, entre os principais, destaca-se: Geertz (2015) e Ribeiro (2007). O segundo teve base na seleção dos produtos científicos que abordam a comunidade em debate, entre eles os Professores Brito (2016) e Nobre (2021). O terceiro se deu por meio dos trabalhos de campo na comunidade por meio de rodas de conversas, debates e a aplicação de questionários semiestruturados com os moradores e pertencentes à localidade. A pesquisa vem sendo desenvolvida desde os encontros coletivos na comunidade até a aplicação dos questionários que se deu entre os dias 21/05/2023 e 28/05/2023, a mesma ouviu 7 sujeitos, entre eles: lideranças comunitárias e religiosas, estudantes, professores(as) e articuladores culturais. Comunidades tradicionais como o Baixio das Palmeiras são detentoras de um vasto patrimônio que põem em evidência a ligação do homem com seu espaço, fundamentalmente pela interação da natureza e da cultura que entrelaçam os modos de vida e ressaltam a ciência do bem viver, um modelo que consiste em priorizar pela coletividade, pela preservação dos bens presentes no território e pelos atos de solidariedade e exclusão das discrepâncias do mundo moderno. A presença de grupos de manifestações culturais locais como; o Maneiro Pau, Dança do Coco, além do Ponto de Cultura; Espaço Cultural Casa de Quitéria, bem como também de um local para os encontros religiosos ressaltam que as atividades desenvolvidas na comunidade tem um cunho de coletividade. Além disso, o território possui potencialidades que a partir da cultura popular e da religiosidade fortalecem o sentimento de pertencimento e instigam a valorização dos bens presentes no território. Conclui-se que a ideia aqui é sutilmente de salvaguardar os bens como os símbolos de um povo que travou lutas, que resistiu e que cultivou tradições entre gerações, são fatores que exalam a importância do instinto de coletividade quando se está inserido nas comunidades tradicionais. As mobilizações fortalecem as atividades desenvolvidas no território comunitário e os moradores sentem-se acolhidos pela sutil ligação com o lugar e pelas expressões, costumes, gestos e tradições que marcam o território. Destacamos o vasto acervo de patrimônio material e imaterial que preservam sua história e suas tradições, respectivamente, são os elementos que exprimem as expressões simbólicas-culturais do povo local.
Palavras-chave: Comunidade Rural, Tradições Populares, Pertencimento , Ancestralidade
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