13 de 13 trabalho(s) aceito(s)
A MONITORIA ACADÊMICA COMO ESPAÇO DE FORMAÇÃO E REFLEXÃO SOBRE A PRÁTICA DOCENTE NO IFCE-IGUATU
HIURY SOARES DE SOUSA
Este estudo visa desvendar como a Monitoria Acadêmica vem se estruturando mediante as reformulações dos documentos institucionais decorrentes das influências divergentes e colaborativas entre a sociedade e a rede educacional, comprovando, de forma dissertativa, por meio da ligação comparativa das teorias da educação, a importância da indissociabilidade do processo de ensino, pesquisa e extensão no surgimento do Programa de Monitoria no IFCE. Parte-se da dimensão regional, com foco principal no Campus Iguatu. Além disso, os fenômenos estudados na escala local buscam analisar de que maneira o currículo institucional inclui a Monitoria como um fator contribuinte na formação profissional nos componentes curriculares dos cursos superiores e técnicos de nível médio, desse modo, retratando o relato de experiência da Monitoria na disciplina de Didática Geral do curso de Licenciatura em Geografia, a fim de compreender a articulação da teoria e prática para que os licenciandos adquiram integralmente as noções dos saberes cruciais da profissão docente. Os objetivos expostos serão fundamentados pela intermediação metodológica da revisão de literatura, adotando-se uma abordagem qualitativa de caráter exploratório. Os resultados coletados nos periódicos institucionais revelam que a resistência dos professores em elaborar os Planos de Monitoria e lançá-los no sistema constitui um contínuo ato de preservação. Em parceria com os demais profissionais da educação, esses professores atuam como agentes de disseminadores da memória ativa acerca da gama de benefícios que a Monitoria pode oferecer à comunidade. Infelizmente, grande parte dos alunos desvaloriza essa oportunidade concedida pelo IFCE - Campus Iguatu, os dados revelam que, entre 2014 e 2026, a participação dos estudantes no processo seletivo de Monitoria oscilou entre 3,9% e 7,9% em relação ao total de alunos matriculados na unidade de ensino. A Monitoria estrutura-se por diferentes dimensões, favorecendo a ampliação dos conhecimentos e o despertar do interesse do discente pela carreira relacionada à sua formação. Ao integrar-se ao programa, o monitor amplia seus conhecimentos e desenvolve sua identidade profissional por meio do contato com o ambiente de trabalho. Essa vivência possibilita compreender que o seu futuro trabalho requer do sujeito um constante aperfeiçoamento, o que demanda uma formação contínua voltada à (re)construção da prática e do pensamento crítico diante das múltiplas exigências ontológicas.
Resumo Simples · Oral + Pôster/Banner
CONTRIBUIÇÕES DO USO DO GEOPLANO PARA O ENSINO DA MATEMÁTICA INCLUSIVA NO ENSINO MÉDIO
LUCIA LOPES ALVES ; Cristiana Damacena Oliveira; Lidiana Gonçalves da Silva
A Educação Inclusiva requer práticas pedagógicas que assegurem a participação, a aprendizagem e o desenvolvimento de todos os estudantes, respeitando suas singularidades e promovendo a acessibilidade curricular. No ensino da Matemática, o uso de materiais manipuláveis constitui uma estratégia capaz de reduzir barreiras à aprendizagem e favorecer a construção do conhecimento. Nesse contexto, o Geoplano destaca-se como um recurso didático que possibilita a visualização, a experimentação e a compreensão de conceitos geométricos, fortalecendo metodologias inclusivas. O presente trabalho tem como objetivo propor estratégias inclusivas para o ensino da Matemática no Ensino Médio por meio da utilização do Geoplano como recurso pedagógico. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, fundamentada na análise de produções científicas sobre Educação Matemática Inclusiva, acessibilidade curricular e uso de materiais manipuláveis no processo de ensino e aprendizagem. A análise do referencial teórico evidencia que práticas pedagógicas baseadas na participação ativa dos estudantes ampliam as oportunidades de aprendizagem e favorecem a construção do conhecimento. Destaca-se, ainda, o respaldo da Nova Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, instituída pelo Decreto nº 12.686/2025 e consolidada pelo Decreto nº 12.773/2025, que assegura o direito ao uso de adaptações razoáveis, tecnologias assistivas e recursos acessíveis, conferindo amparo legal à utilização do Geoplano como recurso pedagógico. Os estudos analisados indicam que o Geoplano contribui para a compreensão de conteúdos de Geometria Plana e Analítica, como área, perímetro, localização de pontos no plano cartesiano e representação de retas, por meio da manipulação concreta, da resolução de problemas e da representação visual dos conceitos matemáticos. Conclui-se que o Geoplano constitui um importante recurso para a Matemática Inclusiva, por favorecer a acessibilidade curricular, estimular metodologias ativas e contribuir para práticas educativas mais equitativas, colaborativas e alinhadas aos princípios da educação inclusiva no Ensino Médio.
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoEDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: GRUPO DE ESTUDO E PRÁTICAS FORMATIVAS – PIBID EQUIDADE
FERNANDA MARIA DA SILVA CARDEAL MARIA JOSÉ DA SILVA CARDEAL; FERNANDA MARIA DA SILVA CARDEAL; MABIA FERNANDES SILVA; SARA SANTOS MARTINS
O trabalho de professores em Salas de Recursos Multifuncionais no contexto da educação especial e inclusiva demanda constante atualização em conformidade com as necessidades específicas identificadas em cada unidade escolar. A partir dessa demanda, o presente projeto justifica-se pela necessidade de instituir formação continuada sistemáticas, reflexão crítica sobre a prática e compartilhamento de experiências entre os educadores.O objetivo geral do projeto é constituir formações, discursões e estudos permanentes, reflexão e troca de práticas pedagógicas no Atendimento Educacional Especializado (AEE), com objetivos específicos voltados ao aprofundamento das políticas públicas da educação inclusiva, à discussão de abordagens teórico-metodológicas, à experimentação de recursos de tecnologia assistiva e Comunicação Alternativa e Aumentativa (CAA), e à produção de materiais adaptados e planos de atendimento individualizados. A metodologia prevê a realização de encontros presenciais mensais na ultima sexta-feira de cada mês ao longo do ano letivo de 2026, direcionados a grupos de 15 a 20 professores. As ações estão organizadas em sete módulos estruturados de forma dinâmica e interativa: Fundamentos da Educação Especial e AEE (com foco em Estudo de Caso e Plano Educacional de Atendimento Especializado); Tecnologias Assistivas e CAA (incluindo oficinas práticas); Práticas para alunos com Deficiência Intelectual; Práticas para alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA); Práticas para Deficiência Visual (Braille, materiais táteis e mobilidade); Práticas para Deficiência Auditiva e Surdez; e Inovações Tecnológicas no AEE (envolvendo Inteligência Artificial, mural interativo no Padlet e atividades inclusivas). Para o desenvolvimento do trabalho, utilizam-se textos teóricos, legislação, equipamentos multimídia, materiais concretos pedagógicos e plataformas virtuais de comunicação. Como resultados e conclusões preliminares, projeta-se o aprimoramento das intervenções pedagógicas no AEE, o fortalecimento do trabalho articulado com a comunidade escolar e o aperfeiçoamento profissional contínuo dos docentes participantes no cotidiano das salas de recursos.
Palavras-chave: Educação inclusiva atendimento, Educacional especializado, formação continuada.
Resumo Simples · Pôster/Banner
Abrir o trabalhoELEMENTOS ESTRUTURANTES DO TEXTO DISSERTATIVO: TEORIA E PRÁTICA
JÁDERSON CAVALCANTIE DA SILVA ; Georgia Maria de Alencar Maia; Willames Ferreira de Magalhães
A produção de textos dissertativos constitui uma competência essencial no contexto acadêmico, pois requer desde a organização lógica das ideias até o domínio das características desse gênero textual. Elaborar esse tipo de texto envolve diferentes etapas, desde a compreensão da temática até a construção de argumentos consistentes e coerentes, além de exigir a capacidade de articular conhecimentos, analisar diferentes perspectivas e defender posicionamentos. Nesse sentido, este minicurso tem como objetivo promover a compreensão dos componentes essenciais da produção dissertativa, incentivando uma análise crítica de sua estrutura e de sua construção argumentativa por meio de situações que estimulem a reflexão. A proposta deste minicurso destina-se a estudantes e demais interessados em ampliar ou revisar conhecimentos relacionados ao texto dissertativo, favorecendo o desenvolvimento de competências indispensáveis à escrita acadêmica e à resolução de questões discursivas. Como fundamentação teórica, serão utilizadas contribuições de Filho (2022), Gomes e Gomes (2023), Roth e Hendges (2010), entre outros autores da área. A metodologia será desenvolvida em dois momentos complementares, quais sejam: inicialmente, serão debatidos os conceitos e as características do texto dissertativo por meio de problematizações orientadas; em seguida, serão analisados e produzidos exemplos com base em questões discursivas do ENADE. Para apoiar o processo de ensino- aprendizagem, serão empregados recursos didáticos como apresentações em slides, projetor multimídia, folhas de papel A4 e outros materiais de apoio, favorecendo uma interação dinâmica entre os ministrantes e os participantes. Como resultados esperados, pretende-se que os participantes ampliem a compreensão acerca da estrutura do texto dissertativo, aperfeiçoem a organização das ideias, fortaleçam a construção da argumentação e desenvolvam maior segurança na elaboração de textos coerentes e coesos. Dessa forma, espera-se que o minicurso contribua para o aprimoramento da escrita argumentativa e para a formação acadêmica dos participantes, articulando fundamentos teóricos e experiências práticas em um processo de aprendizagem significativo.
Palavras-chave: Texto dissertativo, Escrita argumentativa,Produção textual
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoENSINO DE QUÍMICA PARA ESTUDANTES COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA: EXPERIÊNCIAS DE APRENDIZAGEM E CONTRIBUIÇÕES DO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO
FRANCISCO JONATHAN DE OLIVEIRA ARAUJO ; Lucia Lopes Alves; Laene Augusto de Oliveira; Marcos Rondinelli Rodrigues Sá
O ensino de Química no contexto da educação inclusiva ainda representa um desafio significativo, especialmente para estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), devido ao caráter abstrato dos conteúdos científicos e às especificidades relacionadas à comunicação, interação social e organização cognitiva. Nesse contexto, torna-se fundamental o desenvolvimento de estratégias pedagógicas acessíveis que favoreçam a participação ativa, a autonomia e a aprendizagem significativa desses estudantes. Assim, o presente estudo teve como objetivo apresentar um relato de experiência acerca do uso de práticas pedagógicas visuais, experimentais e contextualizadas, desenvolvidas em articulação com o Atendimento Educacional Especializado (AEE), para a aprendizagem de Química com estudantes com TEA no Ensino Médio. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa, do tipo relato de experiência, realizada com estudantes da 3ª série do Ensino Médio de uma escola pública localizada em Barbalha-CE. A proposta metodológica fundamentou-se na utilização de metodologias ativas, aprendizagem visual e mediação pedagógica colaborativa entre a sala regular e o AEE, buscando promover acessibilidade educacional e maior compreensão dos conteúdos científicos. As atividades envolveram análise de medicamentos presentes no cotidiano dos estudantes, identificação de funções orgânicas, utilização de representações moleculares, recursos imagéticos, roteiros ilustrados e construção coletiva de mapas visuais. As práticas foram organizadas de forma sequencial e adaptadas às necessidades educacionais dos estudantes, favorecendo a compreensão dos conceitos químicos, a participação nas atividades investigativas e a interação social. O AEE contribuiu na mediação pedagógica, adaptação dos materiais didáticos e organização de recursos de acessibilidade, auxiliando no desenvolvimento da autonomia e na consolidação da aprendizagem. Os resultados evidenciaram maior interesse, participação e envolvimento dos estudantes, indicando que a articulação entre ensino regular, práticas inclusivas e AEE favorece a inclusão e a aprendizagem significativa no ensino de Química.
Palavras-chave: TEA, Atendimento Educacional Especializado
Oral
Abrir o trabalhoENTRE A INCLUSÃO PREVISTA E A INCLUSÃO VIVIDA: DESAFIOS DA FORMAÇÃO DOCENTE NA ESCOLA PÚBLICA
ROSEANE FERNANDES FEITOSA
A educação inclusiva representa o compromisso com o direito à educação e com a construção de uma escola que reconheça as diferenças e assegure a participação e a aprendizagem dos atores e atrizes inseridos no contexto socioeducacional. Embora esteja presente nas políticas educacionais brasileiras, sua efetivação no cotidiano escolar ainda enfrenta desafios relacionados à formação docente, às condições de trabalho, aos recursos disponíveis e à organização das práticas pedagógicas. O objetivo deste estudo é analisar os desafios da formação docente para a efetivação da educação inclusiva na escola pública, buscando compreender como os processos formativos podem contribuir para a transformação das práticas pedagógicas e para a superação de barreiras à aprendizagem. A metodologia utilizada é de abordagem qualitativa, bibliográfica e exploratória, desenvolvida mediante análise de livros, artigos científicos e documentos educacionais relacionados à educação inclusiva e à formação docente. O estudo está fundamentado nas contribuições de Mantoan (2015), Imbernón (2011), Nóvoa (2019), Pimenta (2012) e Freire (1996), articulando inclusão, formação profissional, saberes docentes e prática pedagógica. Os resultados evidenciam uma tensão entre os princípios inclusivos previstos nas políticas educacionais e as condições concretas encontradas nas escolas públicas. Entre os principais desafios, destacam-se a formação insuficiente ou pouco articulada às demandas da inclusão, a escassez de recursos, as condições de trabalho e a necessidade de reorganização das práticas pedagógicas. Também apontam que a efetivação da inclusão não pode ser atribuída exclusivamente ao professor, exigindo suporte institucional, políticas de formação continuada e condições adequadas para o desenvolvimento do trabalho docente. A inclusão requer a transformação da escola e de suas práticas, superando processos de exclusão. Conclui-se que reduzir a distância entre a inclusão prevista e a vivenciada requer processos formativos permanentes, críticos e articulados ao cotidiano escolar, além de espaços coletivos de reflexão e reconstrução das práticas pedagógicas. Ademais, a efetivação da educação inclusiva depende da articulação entre formação docente, condições de trabalho e políticas educacionais, fortalecendo a escola pública como espaço de participação, aprendizagem e reconhecimento das diferenças.
Oral · Pôster/Banner
Abrir o trabalhoENTRE PRÁTICAS E VIVÊNCIAS: EXPERIÊNCIAS DE EDUCAÇÃO ÉTNICO-RACIAL NA EEMTI MAURO SAMPAIO, EM BARRO-CE
ALESSANDRA SANTOS ARAUJO; Maria Martins Silva Santos; Francisco Ivan Gonzaga Filho
A educação para as relações étnico-raciais é fundamental para a consolidação de uma escola inclusiva, democrática e comprometida com o reconhecimento da diversidade. Nesse contexto, as Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008 evidenciam a necessidade de práticas pedagógicas que integrem as culturas africana, afro-brasileira e indígena no currículo e no cotidiano escolar. Este trabalho tem como objetivo compartilhar ações implementadas na EEMTI Mauro Sampaio, desde 2023 até o presente, direcionadas ao enfrentamento do racismo e à valorização das identidades étnico-raciais. A metodologia envolveu práticas colaborativas, interdisciplinares e integradas ao currículo, com o envolvimento da comunidade escolar. Entre as atividades promovidas destacam-se: Semana da Autodeclaração; ExpoAfro;Sarau “Raizes que Inspiram”; Círculos de leitura de Quarto de Despejo e de obras de Conceição Evaristo; CineAfro; Oficinas de expressões racistas, máscaras africanas, culinária e matemática afro, ritmos afrodescendentes, jogos africanos e indígenas; Rodas de conversa e debates sobre representatividade negra na tecnologia, Rodas de capoeira; Palestras sobre combate ao racismo; Estante Literaria Étnico-Racial; Ouvidoria Antirracista; Censo Étnico-Racial;Projetos de pesquisa. Os resultados indicam fortalecimento do protagonismo estudantil, valorização das identidades, expansão do diálogo sobre pluralidade e consolidação de estratégias educativas de combate à discriminação. Conclui-se que o prosseguimento dessas práticas favorece a consolidação de uma cultura escolar pautada no respeito às singularidades, contribui para a educação para as relações étnico-raciais e para a formação de sujeitos críticos, atuantes e comprometidos com uma sociedade democrática.
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoFORMAÇÃO DOCENTE PARA UMA EDUCAÇÃO INCLUSIVA E ANTIRRACISTA: CAMINHOS PARA A PROMOÇÃO DA EQUIDADE NA EDUCAÇÃO ESCOLAR
KAÉGILA MARIA VIEIRA DA SILVA; Maria Luciana Alves Lima Rocha; Isabelle de Luna Alencar Noronha
Uma educação que seja antirracista e inclusiva exige a construção de práticas que respeitem a história e a cultura de todos os estudantes, para tanto, faz-se necessário o combate a práticas discriminatórias e excludentes que marcaram a história educacional do país e ainda estão presentes ainda que maquiadas de inclusão. As desigualdades sociais que ainda persistem no cotidiano das escolas brasileiras, precisam ser combatidas por meio de diálogos reflexivos e implementação de políticas públicas que demandem dos profissionais a busca pela constante construção de práticas pedagógicas ativas, comprometidas com a equidade e o respeito à diversidade. O objetivo deste trabalho é refletir como a formação docente pode contribuir para o fortalecimento de práticas pedagógicas inclusivas e antirracistas, promovendo a equidade. Trata-se de um estudo de natureza qualitativa, desenvolvido por meio de pesquisa bibliográfica e documental, fundamentado em produções acadêmicas e em documentos legais que orientam a educação inclusiva, a educação para as relações étnico-raciais e a formação de professores. Nessa perspectiva, a articulação de uma práxis pedagógica emancipadora encontra respaldo legal na Lei n° 11.645/2008 que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena e na Lei n°13.146/2015 que garante a inclusão social das pessoas com deficiência. Mediante a legislação vigente, torna-se necessário que as instituições escolares pensem em um currículo comprometido com a redução das desigualdades educacionais, distanciando-se, desse modo, da lógica da homogeneização pedagógica. Conforme Sacristã (2013), o currículo se concretiza na prática docente, sendo produzido e ressignificado no cotidiano escolar. No âmbito da formação docente o cerne deve estar na transformação de um currículo “prescritivo” para um currículo “vivido” comprometido com a cidadania e que reconhece a diversidade como elemento essencial para a construção da equidade. Inspirado em pedagogias críticas, especialmente em Paulo Freire, esse estudo questiona: Como pensar práticas pedagógicas para uma formação reflexiva e dialógica e o enfrentamento das desigualdades? Como um possível direcionamento, propõe uma formação docente que priorize a formação continuada como uma estratégia essencial de das abordagens temáticas aqui tratadas para consolidar uma educação pública democrática, inclusiva, antirracista e comprometida com a justiça social.
Palavras-chave: Formação continuada, equidade, curriculo
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoINCLUSÃO DE ESTUDANTES NEURODIVERGENTES NA FORMAÇÃO DOCENTE: DESAFIOS E CAMINHOS DAS(OS) PROFESSORAS(ES) DO CURSO DE GEOGRAFIA DA URCA
PEDRO HENRIQUE PEREIRA LOPES ; Maria Soares da Cunha
A educação inclusiva constitui um desafio para a formação docente, diante de diferentes formas de aprendizagem. Nesse contexto, este estudo justifica-se pela necessidade de compreender como a formação em Geografia tem respondido à inclusão de estudantes neurodivergentes e pelas lacunas entre princípios inclusivos e práticas institucionais. O objetivo foi analisar os desafios da inclusão de estudantes neurodivergentes na formação docente, considerando as estratégias pedagógicas desenvolvidas pelas(os) professoras(es) do curso de Licenciatura em Geografia da Universidade Regional do Cariri (URCA), e identificar limites e possibilidades para práticas inclusivas. A pesquisa adotou abordagem qualitativa e foi desenvolvida mediante levantamento bibliográfico sobre educação inclusiva, neurodiversidade, formação docente e ensino de Geografia, análise documental do Projeto Pedagógico do Curso (PPC) de Geografia da URCA (2013/2014) e aplicação de questionário semiestruturado às(aos) professoras(es) do curso. O questionário, composto por 20 questões, foi encaminhado aos 27 docentes do curso, obtendo 18 respostas, correspondentes a 62% do total. Os resultados evidenciaram que a presença de estudantes neurodivergentes já integra a realidade do curso, uma vez que 77,8% das(os) docentes participantes afirmaram já ter trabalhado com estudantes com laudo de condição neurodivergente. Entretanto, foram identificadas lacunas na formação e no suporte institucional: 100% das(os) participantes consideraram que a formação inicial em Geografia não oferece base suficiente para esse trabalho, enquanto 61,1% declararam não se sentir preparadas(os) para atuar com estudantes neurodivergentes. A análise apontou limitações curriculares, pedagógicas e institucionais, além da necessidade de ampliar a formação continuada, os recursos didáticos adaptados e as ações do Núcleo de Acessibilidade (NUARC). Observou-se disposição das(os) docentes para participar de formações sobre educação inclusiva. Conclui-se que a inclusão de estudantes neurodivergentes na formação docente em Geografia constitui uma demanda urgente, que não pode depender de iniciativas individuais. É necessário fortalecer políticas institucionais, revisar aspectos curriculares, ampliar a formação inicial e continuada e consolidar ações coletivas que garantam acesso, permanência, participação e aprendizagem, contribuindo para uma formação docente democrática, acessível e comprometida com a diversidade.
Palavras-chave: Educação inclusivav,Neurodivergência,Formação docente
Resumo Simples
Abrir o trabalhoMateriais Adaptados e a Aprendizagem de Estudantes Surdos na E.E.M.T.I. Menezes Pimentel
MARCELO DA SILVA ALEXANDRINO; ANA LYVIA DOS SANTOS RODRIGUES
A educação inclusiva constitui um direito fundamental e, no contexto dos estudantes surdos, exige a garantia de acessibilidade linguística e pedagógica, especialmente por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e de materiais didáticos adaptados. Nesse sentido, esta pesquisa teve como objetivo analisar de que maneira a carência de materiais adaptados interfere na qualidade da educação oferecida aos estudantes surdos da EEMTI Menezes Pimentel, em Potengi-CE, buscando identificar as principais barreiras enfrentadas por esses alunos, compreender os impactos da ausência de estratégias inclusivas e contribuir para o desenvolvimento de práticas pedagógicas mais acessíveis. A pesquisa adotou uma abordagem qualiquantitativa, de caráter descritivo e exploratório, desenvolvida por meio de pesquisa bibliográfica, análise documental, observação em campo e entrevistas com professores e gestores da instituição. A partir da observação realizada, identificou-se que a ausência de recursos pedagógicos acessíveis, como materiais visuais adaptados, slides disponibilizados previamente e outros recursos em Libras, limita a compreensão dos conteúdos e a participação da estudante surda nas atividades escolares. Também foi constatada a presença de intérprete de Libras em apenas um dos turnos, apesar de a estudante frequentar a escola em período integral, evidenciando uma lacuna entre as condições necessárias à inclusão e a realidade vivenciada no ambiente escolar. Como proposta de intervenção, foi planejada uma oficina formativa destinada aos docentes, com apresentação de estratégias inclusivas, recursos visuais e noções básicas de Libras. Conclui-se que a inclusão escolar ultrapassa a presença física do estudante na instituição, sendo necessária a adoção de recursos, metodologias e condições linguísticas adequadas que possibilitem sua participação efetiva e o acesso ao conhecimento, destacando-se a importância da formação docente e do aprimoramento das práticas pedagógicas para a construção de uma educação mais equitativa e acessível.
Resumo Simples · Oral + Pôster/Banner
Abrir o trabalhoO IMPACTO DOS PROGRAMAS DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES PARA AS SALAS DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS
MARIA SOCORRO PIMENTA DE LACERDA LEITE ; Mábia Fernandes Silva
A consolidação de uma educação inclusiva demanda a efetivação das Salas de Recursos Multifuncionais (SRM), espaços destinados ao Atendimento Educacional Especializado (AEE), que promovem a acessibilidade e o desenvolvimento dos estudantes público da Educação Especial. Entretanto, a formação inicial de professores ainda apresenta lacunas quanto às vivências práticas nesse contexto. Nesse cenário, o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) fortalece a articulação entre universidade e educação básica, proporcionando experiências que aproximam teoria e prática na perspectiva da educação inclusiva. Assim, este estudo teve como objetivo analisar as contribuições das experiências desenvolvidas por bolsistas do PIBID em uma Sala de Recursos Multifuncionais para a formação de professores comprometidos com a inclusão. Trata-se de um relato de experiência, de abordagem qualitativa e descritiva, realizado em uma escola pública parceira da Universidade Regional do Cariri (URCA). O percurso metodológico compreendeu a observação participante das rotinas de atendimento da SRM, o planejamento colaborativo entre universidade e escola e a realização de intervenções pedagógicas por meio de oficinas lúdicas, recursos adaptados e estratégias voltadas às necessidades dos estudantes atendidos. Os resultados evidenciaram que a experiência possibilitou a aproximação entre teoria e prática, reduzindo a insegurança dos licenciandos diante do atendimento aos estudantes da Educação Especial e favorecendo o desenvolvimento de competências relacionadas à elaboração e utilização de tecnologias assistivas, recursos de Comunicação Alternativa e Aumentativa (CAA) e materiais pedagógicos adaptados. Além disso, destacou-se a relevância do trabalho colaborativo entre a Sala de Recursos Multifuncionais e os professores da classe comum, contribuindo p
Palavras-chave: Educação inclusiva,Sala de recursos multifuncionais,Formação docente.
Resumo Simples · Oral + Pôster/Banner
Abrir o trabalhoPROFESSOR DO AEE E EDUCAÇÃO INCLUSIVA: CAMINHOS PARA UMA APRENDIZAGEM ACESSÍVEL E SIGNIFICATIVA
DANIELLE MARIA GONÇALVES FELICIO MARQUES; Josefa Jacinta Carvalho; Jucimar da Silva Santos
A educação inclusiva constitui um princípio fundamental para a garantia do direito à aprendizagem de todos os estudantes, assegurando o respeito às diferenças, às potencialidades e às necessidades educacionais específicas. Nesse contexto, o Atendimento Educacional Especializado (AEE) desempenha papel essencial ao complementar e suplementar a formação dos alunos público-alvo da Educação Especial, por meio da oferta de recursos de acessibilidade, tecnologias assistivas, estratégias pedagógicas e serviços especializados que favorecem sua participação e permanência no ensino regular. A presente pesquisa tem como objetivo analisar a importância da atuação do professor do Atendimento Educacional Especializado no fortalecimento da educação inclusiva, destacando suas contribuições para a eliminação das barreiras à aprendizagem e para a construção de práticas pedagógicas inclusivas. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, de natureza bibliográfica, fundamentada em livros, artigos científicos, legislações e documentos oficiais relacionados à educação inclusiva e ao AEE. Como aporte teórico, utilizaram-se as contribuições de Mantoan (2003), Prieto (2006), Vygotsky (1997) e da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (Brasil, 2008). Os resultados evidenciam que o professor do AEE exerce papel fundamental na identificação das necessidades educacionais dos estudantes, na elaboração de estratégias que promovam a acessibilidade e no desenvolvimento de práticas colaborativas com os professores da sala comum. Observou-se, ainda, que a articulação entre esses profissionais fortalece o planejamento pedagógico, amplia as oportunidades de aprendizagem e favorece o desenvolvimento da autonomia, da participação e da inclusão dos estudantes no ambiente escolar. Conclui-se que o Atendimento Educacional Especializado é indispensável para a efetivação da educação inclusiva, pois contribui para a construção de uma escola mais acessível, equitativa e comprometida com a valorização da diversidade, assegurando o direito de todos à aprendizagem e ao pleno exercício da cidadania.
Palavras-chave: Educação Inclusiva,Atendimento Educacional Especializado,Inclusão Escolar,Acessibilidade,Professor do AEE
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoTEAPOIO: FORTALECIMENTO DA REDE DE APOIO E INCLUSÃO DE PESSOAS AUTISTAS E SUAS FAMÍLIAS
FRANCISCO IAGO MAGALHÃES MACEDO MACHADO ; Ana Moésia Magalhães Ribeiro Machado; MIchelle Paula Jorge
O acesso a serviços especializados e o fortalecimento das redes de apoio constituem aspectos fundamentais para a promoção da inclusão e da participação social de pessoas autistas e de suas famílias. Nesse contexto, o Projeto TEApoio desenvolve ações voltadas ao atendimento e acompanhamento de pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) e seus familiares, buscando ampliar o acesso ao cuidado especializado e contribuir para o enfrentamento de barreiras que repercutem na vida familiar, social e educacional. Este trabalho tem como objetivo apresentar a experiência de execução do Projeto TEApoio, destacando sua contribuição para o fortalecimento da rede de apoio às pessoas autistas e suas famílias e para a promoção da inclusão. Trata-se de um relato de experiência, de caráter descritivo, referente às ações desenvolvidas no período inicial de execução do projeto, com atendimentos realizados na sede da instituição, em Missão Velha-CE, contemplando também pessoas inscritas provenientes de municípios vizinhos. As ações são organizadas mediante agendamento prévio e incluem atendimentos de psicologia e psicopedagogia destinados a pessoas autistas e seus irmãos, além de acompanhamento psiquiátrico disponibilizado aos familiares das pessoas autistas inscritas. A equipe é composta por três psicólogas, três psicopedagogas e um médico psiquiatra, com capacidade de aproximadamente 188 atendimentos semanais e alcance estimado de 150 famílias. Os resultados preliminares evidenciam a ampliação da oferta de atendimento especializado e a organização de um espaço de acolhimento e acompanhamento sistemático, favorecendo o acesso das famílias a diferentes profissionais e possibilitando uma atenção articulada às demandas apresentadas. A experiência também evidencia a relevância de ações que considerem não apenas a pessoa autista, mas o contexto familiar no qual está inserida, fortalecendo o suporte necessário para sua participação nos diferentes espaços sociais, inclusive no ambiente educacional. Conclui-se que o Projeto TEApoio constitui uma estratégia de fortalecimento da rede de apoio e de promoção da inclusão, ao ampliar o acesso a serviços especializados e reconhecer a família como elemento fundamental no processo de participação, autonomia e garantia de direitos das pessoas autistas.
Pôster / Banner
Abrir o trabalho