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A CONSTRUÇÃO DA MEMÓRIA HISTÓRICA SANTANENSE A PARTIR DA ATUAÇÃO PEDAGÓGICA DO MUSEU DE PALEONTOLOGIA (1985-2016)
EDILÂNIO RODRIGUES MACÁRIO; JOSIER FERREIRA DA SILVA
O presente trabalho representa o esforço de um estudo no qual buscamos analisar como ocorre a construção da memória histórica de Santana do Cariri, região do extremo sul do Ceará, a partir da atuação pedagógica do Museu de Paleontologia no recorte temporal de 1985 a 2016. Com isso, entendemos que se fez necessário o empreendimento e utilização de entrevistas orais com determinados sujeitos selecionados, a saber: estudantes, gestores, guias, professores, munícipes, os quais trazem à baila discursos importantes para se analisar os objetivos desse estudo. Para tanto, levaremos em consideração a grande dimensão e importância desta matriz institucional para o referido município no tempo presente no que tange à proteção dos artefatos fossilíferos, bem como as ações educacionais realizadas nas escolas da região. Dentro de uma proposta visada pelo mestrado profissional, destacamos as intervenções, através de oficinas, nas escolas municipais com vistas a estabelecer um trabalho na cidade em torno desse Patrimônio, e, consequentemente, otimizar ações que trabalhem com esta temática nas escolas. Assim posto, buscamos com isso, considerar as mudanças e permanências dadas nesse espaço temporal, no que diz respeito aos discursos levantados acerca da atuação do Museu frente às escolas presentes na região e que detém uma história da Terra em seu acervo. Com isso, nitidamente enxergamos que o espaço aludido é reconhecido veemente e permite a construção de uma identidade aos moradores locais, uma vez que resguarda, protege e lança luzes para um passado fossilizado, trazido à tona no presente através destes artefatos. Para tanto, nessa análise buscamos amparo nas contribuições e reflexões teóricas sustentadas pela história oral, a memória e história, bem como autores que comunguem com a atuação educativa como categorias de análise teórica e metodológica que embasem a efetivação desse trabalho, com o intuito de se compreender os discursos, os depoimentos e as entrevistas que têm ajudado a construir a memória histórica santanense ao longo do recorte temporal aludido. Assim, procura-se salientar nesse estudo, um esforço categórico no sentido de apresentar a importância deste monumento por meio de pesquisas e intervenções nas escolas, a fim de deixar clara a importância de se pensar na preservação deste na cidade.
EDUCAÇÃO E PATRIMÔNIO: IMPORTÂNCIA, VALORIZAÇÃO E PRESERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO NO CONTEXTO ESCOLAR.
FABRÍCIO FERREIRA DA SILVA; ANTONIA JANAINA GOMES LOPES; RUAN GONÇALVES MONTEIRO; JONAILTON FERREIRA DE OLIVEIRA; SAMUEL TÁVORA DA SILVA
O presente artigo visa discutir e analisar as relações patrimoniais no contexto educacional, averiguando dentro do ambiente escolar como se dá as discussões envoltas do Patrimônio Cultural. Partiremos a princípio, das muitas indagações que são feitas na maioria das escolas básicas do Brasil. Como por exemplo: Qual a importância do Patrimônio na sociedade? Que ações podem ser feitas para valorizar e preservá-lo? Concomitantemente a isso tomaremos para um melhor aprofundamento da pesquisa referências de autores que trabalham e discutem essa temática preferida aqui.
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoESTÁGIO SUPERVISIONADO EM HISTÓRIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA NO ENSINO FUNDAMENTAL II
JÉSSICA MYLENA DE OLIVEIRA SERAFIM
Este trabalho visa relatar e refletir experiências desenvolvidas durante o Estágio Supervisionado no Ensino Fundamental II na escola pública do munícipio do Crato, E.E.I.E.F Liceu Diocesano de Artes e Ofícios, realizado no mês de maio de 2022, no período vespertino, com duração de 42 horas. Sendo proposta, do estágio obrigatório da disciplina do Curso de Licenciatura plena em História da Universidade Regional do Cariri-URCA. Além do relato das experiências, buscou-se demonstrar a importância do uso de recursos didáticos para a participação discente na construção do conhecimento histórico. O estágio é uma das etapas mais importantes para a formação docente, tanto o observacional, como a regência, assume na maioria das vezes, um papel decisivo no processo de identificação com a carreira docente. No primeiro contato com as turmas de 6º, 7º e 8° anos, observou-se grande nível de indisciplina e desinteresse dos alunos nas aulas de história. Percebeu-se que esses comportamentos se acentuavam nas aulas expositivas, organizadas com participação mínima dos alunos, ou seja, quando eram vistos como objetos do processo educacional, aprendendo de forma mecanizada, seguindo a estrutura de ouvir, copiar e resolver questões do livro didático. Mas além disso, há outros elementos a se considerar no que diz respeito aos problemas enfrentados pela escola, como a superlotação das salas, ausência de carteiras e ventilação adequada e o perfil socioeconômico dos alunos, pois são questões que influenciam no comportamento e no desempenho dos alunos em sala de aula. Observadas essas questões, foi possível refletir sobre a importância da aproximação da universidade com a escola por meio do diálogo e da discursões sobre a realidade do ensino público. Levando em consideração esse cenário, a regência decorreu primeiramente com um diálogo com as turmas para ouvi-las em relação o porquê da indiferença com a disciplina de história e, posteriormente, com a realização de aulas com utilização de ferramentas como memes, imagens e paródias sobre o conteúdo estudado. Desse modo, foi possível perceber que as atividades propostas no decorrer da regência, incluindo os alunos na busca do aprendizado e consolidação do conhecimento histórico, deram resultados positivos. Mas de maneira evidente, esse resultado se deu pelo tratamento diferencial com os alunos, tornando-os sujeitos desse processo de ensino-aprendizado, através do uso de métodos que se aproximam da realidade dos alunos, proporcionando experiência de aprendizagem prazerosa, cumprindo às expectativas dos alunos.
ORAÇÃO, FÉ E SANGUE: UMA EXPERIÊNCIA ETNOGRÁFICA E HISTÓRICA COM A ORDEM DE PENITENTES DA SANTA CRUZ EM AURORA (CE)
PAULO SÉRGIO DA SILVA SANTOS
Essa pesquisa terá como fundamento edificar uma análise sobre a(s) identidade(s) e simbolismos sobre a religiosidade dos penitentes da “Ordem da Santa Cruz” de Aurora (CE) tendo como recorte temporal abordagem do tempo presente e a carga epistemológica e teórica metodológica de um estudo de cunho etnográfico, assim costurando uma conexão entre história e antropologia. Destarte, para essa labuta será utilizado fontes orais, fotografias e recursos audiovisuais.
Palavras-chave: HISTÓRIA, PENITENTES, RELIGIOSIDADE
Oral
Abrir o trabalho“A MORTE PREMATURA SE FEZ PRESENTE”: A CONSTRUÇÃO DA MEMÓRIA SOBRE A MORTE DE ANJINHOS NO CARIRI CEARENSE
BRUNA MENESES PINHO; TEREZA D'AVILA SINDOR PEREIRA
A proposta da pesquisa é analisar a construção da memória em torno da morte de anjinhos no Cariri cearense do século XXI. Problematiza-se o impacto que a morte prematura causou nas famílias, em especial para as mães. Utilizou-se como metodologia a História oral, não dispensando o uso de outras fontes. Selecionou-se como entrevistadas mulheres que tiveram filhos que padeceram prematuramente. Diante disso, as fontes revelaram uma série de dispositivos importantes para entender o contexto dos acontecimentos, as dificuldades que essas famílias enfrentavam, bem como, a forma como essas memórias foram e são perpassadas. Utilizou-se a História Cultural como aporte teórico, a partir das contribuições de Roger Chartier, com a finalidade de se compreender as representações imaginárias em relação a morte de anjinhos no recorte estudado. Neste sentido, percebeu-se que o ausente através da morte prematura se faz presente na vida e na memória das famílias.
EDUCAÇÃO FEMININA NO COLÉGIO SANTA TERESA DE JESUS: PERSPECTIVAS FOUCAULTIANAS SOBRE SEU COTIDIANO E ENSINO.
JÉSSICA MYLENA DE OLIVEIRA SERAFIM; Cinthia Gomes Teixeira
O presente artigo tem como objetivo analisar, sob a perspectiva Foucaultiana, às práticas de controle, vigilância e punição, presentes no cotidiano e no ensino do colégio Santa Teresa de Jesus, destinado à educação feminina. Para tanto, utilizaremos como fonte, os relatos de memória presente no livro “História e memórias de tempos felizes” (2015), de autoria de Eleonora de Albuquerque Batista. Refere-se a uma coletânea organizada com história e relatos de ex-alunas, padres e religiosas da congregação, sobre a criação, finalidade e funcionamento deste colégio, assim como, exaltação da memória de importantes personagens para a história desta instituição. No entanto, às narrativas das ex-alunas sobre às normas, estratégias de disciplinarização e punição no colégio, será nosso principal ponto de reflexão, tendo em vista, que são memórias que revelam uma relação direta e afetiva com o passado, pois são lembranças pessoais, memórias individuais das experiências vividas por essas personagens no colégio, atravessada pelas tensões dos discursos e embates quanto aos modos e ideais do “ser mulher” no Crato do século XX.
Palavras-chave: Michel Foucault,Educação feminina,Disciplinarização,Memória
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoHomens e a dominação que exercem no feminino apesar da atual insubmissão feminista
CINTHIA GOMES TEIXEIRA; Jéssica Mylena de Oliveira Serafim
O presente trabalho visa retratar o início da relação do homem com o ser feminino, evidenciando preceitos impostos pela sociedade desde os primórdios e que refletem até os dias atuais. Assim como, mostrar como há todo um aparato responsável pelo modo como muitas situações de submissão são vistas dentro de padrões da normalidade e, apesar da conquista de muitos espaços e direitos, o ser feminino continua lutando por uma voz ativa, sem sinais de desrespeito e/ou violência. Nessa perspectiva, quando se procura entender a relação social estabelecida entre homens e a figura feminina ao longo da humanidade, é notória a dominação exercida do masculino sobre o feminino. Essa condição, dotada de privilégios e injustiças, vistos na maioria dos casos de modo naturalizado, perpetua-se até os dias atuais. Para conseguirem tal feito, existem mecanismos estruturais e estratégias, que contribuíram na permanência dessa circunstância, como a Família e a Igreja. Assim, a subordinação feminina foi implantada de diversas formas, desde a sua delimitação ao ambiente doméstico, até as atribuições e implicações dos papéis de mãe e esposa. Com isso, os valores patriarcais submetem a figura feminina com certa inferioridade, tendo a finalidade de servirem essencialmente aos interesses masculinos e se adaptarem as expectativas que lhes são cobradas. Porém, à medida que os anos decorreram surgiram discussões e movimentos propondo a ocupação feminina em outros espaços sociais, o que estimulou a luta em prol da conquista por igualdade. Ainda sim, por mais que o feminismo tenha possibilitado o debate de circunstâncias antes ignoradas, as antigas estruturas de divisão sexual continuam determinando as relações. Desse modo, a categorização de gênero assume forma de uma construção histórica, usando do poder para a dominação do masculino sobre o feminino nos diversos espaços sociais, delimitando diversas imposições e padrões de comportamento.
DA LAVOURA ARCAICA À AGROECOLOGIA: QUESTÃO FUNDIÁRIA, REFORMA AGRÁRIA E ESCOLA DO CAMPO NO CEARÁ (2001-2021)
MARIA JÉSSICA MORAES RODRIGUES; CICERA RENATA FERNANDES LIMA; FÁBIO JOSÉ CAVALCANTI de QUEIROZ
Resumo: Por um longo período a historiografia brasileira não se incumbiu em estudar a realidade da população do campo de modo que abrangesse seus aspectos políticos, sociais e econômicos. O resultado foi a ocultação da luta de trabalhadoras e trabalhadores em torno da urgência pela reforma agrária. A classe camponesa promoveu vários levantes ao longo do século XX, engendrou uma resistência forte para não se submeter completamente ao avanço capitalista e seu modelo agroexportador, modelo este que subjuga, explora e expulsa grandes massas de trabalhadores(as) do campo. A pesquisa em tela toma como recorte o estado do Ceará no começo do século XXI, que vivencia a experiência de escolas de campo em um contexto de luta por mudanças efetivas nas estruturas e processos agrários-ambientais, incluindo a necessidade de valorização dos espaços educacionais que permeiam as comunidades, tendo em vista a luta dos trabalhadores camponeses organizados em movimentos sociais. Ainda convém lembrar da estrutura fundiária, visto que podemos compreender as desigualdades que acontecem no campo, bem como entender a organização do espaço agrário, à luz da distribuição e/ou concentração da propriedade. Assim, torna-se necessário um levantamento acerca da atual situação fundiária cearense, e as lutas travadas por mulheres e homens do campo no âmbito da modernidade predatória imposta pelas forças do capital, tomando como referência social as pessoas e os grupos inseridos nessa realidade, a qual buscam transformá-la. Em suma, este trabalho busca discutir o cenário atual dentro da realidade agrícola-agrária do Ceará e os seus desdobramentos no campo pedagógico, partindo das experiências das escolas do campo e do seu enfoque agroecológico.
Palavras-chave: Resistência, Questão Fundiária, Escola do Campo, Reforma Agrária
Resumo Simples
Abrir o trabalhoA HISTORICIDADE DO PROCESSO DE ENFRENTAMENTO E RESISTÊNCIA DOS POVOS INDÍGENAS KARIRI DO SUL DO CEARÁ NO SÉCULO XVIII
JOHNNY HINDRIX DUARTE PEREIRA
A presente pesquisa busca fazer uma análise crítica e reflexiva a respeito da história da resistência indígena do Ceará no período colonial, tendo como objeto de pesquisa a nação Kariri, do sul do Ceará. O estudo busca compreender a historicidade do processo de enfrentamento e resistência dos povos indígenas Kariri no Século XVIII ao projeto colonizador. A proposta é estudar e identificar as mais variadas formas de resistência dos nativos neste período conturbado, em episódios marcantes como na Guerra dos Bárbaros, em diálogo com a Nova História Indígena, que busca compreender os povos indígenas como protagonistas dos processos históricos, evidenciando suas resistências.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoA REGÊNCIA NO ESTÁGIO: UMA EXPERIÊNCIA DE RETORNO AS SALAS DE AULAS NO ENSINO FUNDAMENTAL II
ESLLEY OTHINIEL DO NASCIMENTO FERREIRA
Acreditando ser de suma importância a experiência do aluno futuro professor em sala de aula e os saberes por ele apreendido na realização da mesma em uma realidade de pandemia global que afetou tanto a educação quanto a aprendizagem, que se encontra centrado esse trabalho, trazendo uma reflexão da prática de estágio num modelo diferente do habitual usado na Universidade por causa da pandemia do Covid-19. Trazendo assim a possibilidade de uma experiência única e qualitativa para se tomar como base para o próximo nível, o Estágio de Regência que também se encontra na rede básica nível fundamental II.
Oral
Abrir o trabalhoPalavras-chave: Museu de Paleontologia,Narrativas,Identidades,Educação Patrimonial
Oral
Abrir o trabalhoOBSERVAÇÕES SOBRE O ENSINO REMOTO NAS AULAS DE HISTÓRIA EM TEMPOS DE COVID-19 (ESCOLA JOÃO ALENCAR DE FIGUEREIDO, MODALIDADE EJA).
JOHNNY HINDRIX DUARTE PEREIRA; Cicero Caio Chaves de Sousa; José Victor Moreira de Souza
O presente resumo expandido tem como intuito apresentar observações do ensino remoto de história em tempos de Covid-19 através da observação da prática de ensino em história realizada na escola João Alencar de Figueiredo para as turmas do fundamental II da Educação de Jovens e Adultos (EJA), realizadas no primeiro bimestre do ano de 2021. Tendo em vista que toda a rotina educacional teve que se adaptar às aulas à distância, é visível que surgiram novas realidades no processo de ensino e aprendizagem, gerando uma educação desafiadora para professores e alunos; e no que se trata do ensino de história, obtendo resultados que estão totalmente ao contrário dos desejáveis. Por este motivo se faz necessário a análise precisa das novas demandas que o ensino público e privado teve que contornar para dar continuidade ao ensino, tratando na presente pesquisa especificamente do ensino público que já se encontrava defasado e necessitando de auxílios e melhorias governamentais antes mesmo do cenário pandêmico que o mundo e o Brasil estiveram a partir de 2020. Por conta das aulas virtuais que foram submetidas para serem executados sem precisos planejamentos, sem suporte financeiro e tecnológico, problemas advindos para esta forma de ensino sem preparo resultou em uma aprendizagem superficial e rasa, o que se evidenciou ainda nos primeiros momentos de observação dos modelos e metodologias adotados para dar continuidade às aulas de forma remota. Ainda por se tratar de turmas da modalidade EJA que já careciam de uma atenção especial no que se diz respeito às metodologias de ensino, o ensino remoto despreparado e sem o devido suporte, acarretou no desestímulo por parte de muitos alunos, causando desistência do ano letivo, como também na dificuldade para conseguir acompanhar as aulas, seja por falta de condições tecnológicas ou simplesmente pela falta de conhecimento em manusear as ferramentas digitais utilizadas: “grupos de Whatsapp; Google Meet; links de vídeo-aula pela plataforma do youtube”. Após algumas pesquisas realizadas com as turmas, percebemos que mesmo com o interesse da maioria da turma em dar continuidade ao ensino e a aprendizagem, muitos apresentaram através dos seus relatos terem dificuldades em acompanharem as aulas ao vivo, por conta de problemas que vão desde a qualidade dos seus aparelhos celulares, smartphones, tabletes, notebooks, como também na dificuldade de acesso a internet com qualidade e de um ambiente propício em suas residências para acompanhar as aulas de forma confortável e satisfatória, pois o ambiente de suas casas muito se difere do suporte e espaço que uma escola oferece e proporciona para o processo de aprendizagem. É notório e de opinião pública e comum entre os que compõem o corpo educacional, sejam por professores, diretores, secretários da educação, pais, familiares e alunos, de que a educação no país tinha de ser continuada, porém a forma leviana que a educação é tratada no Brasil acaba executando práticas ineficazes ou pouco efetivas do que se espera, formando muitos analfabeto-funcionais e reafirmando sempre a célebre frase do educador e filósofo Paulo Freire: “A crise da educação no Brasil não é uma crise, é um projeto”. O desamparado e esquecimento das questões emocionais, de saúde e psicológicas destes estudantes e também dos professores, que mesmo em suas casas não ficaram isentos de se exporem ao vírus do covid-19, também se configura em mais um problema para somar as séries de dificuldades que a educação brasileira teria e tem de enfrentar. As obras literárias que embasam a discussão e a reflexão da minha pesquisa se fundamentam através das contribuições de Adriana Jane e Leandro Gileno em: Profissão Docente e Ensino Remoto Emergência; Docência em tempos pandêmicos: Discutindo a avaliação no sertão central do Ceará, de Edilene Ferreira, Ana Carla e Francisco Marcones.
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoPERSPECTIVAS DOCENTES NO TEMPO PRESENTE: O LUGAR DA DISCIPLINA DE HISTÓRIA FACE AO NOVO ENSINO MÉDIO, EM NOVA OLINDA-CE, NO ANO DE 2022
EDILÂNIO RODRIGUES MACÁRIO; POLLYANA SUELLEN RODRIGUES DE ALMEIDA
O estudo em questão visa a pensar sobre o impacto da implementação do Novo Ensino Médio dentro da seara educacional no Cariri Cearense, em Nova Olinda-CE, essencialmente na disciplina de História, no ano de 2022, com vistas a problematizar de que modo a disciplina foi atingida face à conjuntura de negacionismos diversos e ataques frontais ao campo científico. A Escola que nos recepcionará, a princípio, com vistas a colaborar com a proposta de pesquisa é a EEMTI Padre Luís Filgueiras, a qual terá papel imprescindível nesse trabalho. Nesse sentido, sabemos que diante do cenário contemporâneo, ocorreu um apagamento dos conteúdos dentro da matriz curricular do ensino médio na disciplina de História, o que nos chama a atenção dentro do enfoque cearense. Isso implica pensar como foram sentidos tais impactos pelos sujeitos atuantes na cena educacional, os quais se viram desafiados e repensar suas práticas pedagógicas, suas formas de atuação dentro do currículo apresentado. Nessa direção, a relevância dessa proposta se concentra exatamente em reforçar o papel do educador, professores e professoras de História, cuja premissa básica é continuar formando sujeitos críticos, pensantes e que permanecem, com aferro, a lutar por uma sociedade mais justa, inclusiva, solidária e plural, oportunizando a ampliação de uma escola democrática e que promova a cidadania. Posto isso, utilizaremos da metodologia da História Oral como forma de se chegar a possíveis respostas aos nossos questionamentos, visando analisar os aspectos a que nos propusemos no referido estudo. Com efeito, dentro do âmbito profissional, esperamos que mobilize nosso espirito de acreditar cada vez mais na educação, de fazer com que os sujeitos evolvidos possam dar credibilidade à produção científica como meio de se chegar a resultados ou incitar novas pesquisas, as quais, certamente, são os meios necessários para a vida. Portanto, o caminho para se buscar uma educação emancipatória é aquele construído por várias mãos, vozes, que adote uma educação sensível ao seu tempo, sobretudo aos seus sujeitos. O historiador, dentro dessa perspectiva, faz-se construtor desse cenário que fabrica histórias, produz saberes e opera dentro do seu fazer pedagógico de forma crítica, reflexiva, solidária e transformadora.
Palavras-chave: História,Novo Ensino Médio,Perspectivas Docentes
Oral
Abrir o trabalhoPalavras-chave: Estágio Supervisionado, Ensino de história,Aprendizagem,Metódo
Resumo Simples
Abrir o trabalhoMATERIAL DE APOIO NO ENSINO DE HISTÓRIA: UMA PROPOSTA PARA APRENDIZES COM DISLEXIA
THAIS FAUSTINO BEZERRA; Auricélia Melo Feijão; José Wellington Macêdo Viana
No Ensino de História, em sala de aula, faz-se necessário um material de apoio para colaborar efetivamente no processo de ensino-aprendizagem dos educandos com dislexia. Posto isto, o material de apoio, construído a partir da ludicidade na sua imensidão de possibilidades, é um fator chave para incrementar e encandear novos métodos educacionais no Ensino de História para os educandos com dislexia. Nesse sentido, o presente trabalho tem como objetivo refletir e apresentar um material de apoio para auxiliar na aprendizagem de educandos com dislexia no Ensino Fundamental II. Este trabalho é resultado parcial do Projeto Educativo e Inclusivo: Cantinho da Dislexia (@cant.inhodadislexia). Desse modo, foi realizada uma breve revisão da literatura, e foi analisada a Proposta pedagógica do “livro de História” e do portal “Só História”. Assim, foram selecionados alguns dos “povos mesopotâmicos” para a construção do material de apoio (caça-palavras, leitura fatiada, complete o espaço etc.). Mediante ao esboço, observamos que no material de História dele, há a possibilidade de tornar o ensino-aprendizagem dinâmico e lúdico em prol do aprendizado dos disléxicos. Assim, esperamos que o material de apoio lúdico possa ser utilizado como ferramenta educativa para auxiliar no processo de aprendizagem dos educandos com dislexia no Ensino de História em sala de aula.
Palavras-chave: Aprendizagem, Alunos,Dislexia,História, Ludicidade
Oral
Abrir o trabalhoO ENSINO DE HISTORIA DA AMÉRICA NO ENSINO FUNDAMENTAL II: POSSIBILIDADES DE USOS DA ICONOGRAFIA PRESENTE NOS LIVROS DIDATICOS.
EMANUEL HALLYSSON DE LUNA GONÇALO; Paula Cristiane de Lyra Santos
Esta pesquisa aborda uma temática no campo educacional. Foi selecionado como recorte o uso da Iconografia como recurso metodológico e didático no Ensino e Aprendizado de História da América e como o docente faz uso da Iconografia. Temos o ensino fundamental de História, como etapa de escolaridade básica para centrar nosso estudo. Pretendo desenvolver uma aproximação com os estudos das metodologias de ensino, analisar como a Iconografia pode auxiliar a disciplina de História e tentar apontar caminhos para que ele aconteça de forma mais proveitosa.
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoResumo Simples
Abrir o trabalhoPalavras-chave: Feminino,Dominação Masculina,Subordinação,Feminismo
Resumo Simples
PROTAGONISMO E REPRESENTAÇÃO DAS MULHERES NO CINEMA CONTEMPORÂNEO: ETERNO SEXO FRÁGIL?
JÉSSICA MYLENA DE OLIVEIRA SERAFIM; Cinthia Gomes Teixeira
O que se objetiva nesse trabalho é compreender como cinema se desenvolveu a partir de estruturas patriarcais, tornando-se reprodutor e fortalecedor de estereótipos da figura feminina como sexo frágil, deixando evidente a predominância masculina e a influência do seu papel enquanto instrumento de construção de significados e representações cultural. Nesta perspectiva, a intenção desse texto é apresentar a correlação existente entre o ambiente cinematográfico e o machismo, discutindo linhas específicas dessa problemática, como a desigualdade de gênero nesse ambiente, sobretudo, buscando entender as permanências das construções midiáticas em relação à figura feminina no cinema contemporâneo. Ainda, se propõe investigar a contribuição do Movimento da Teoria Feminista à evolução do cinema como ferramenta política, que contribuiu para a inclusão de mulheres nesta arte, assim como, verificar a abordagem do protagonismo feminino no cinema. Para realização desse trabalho, incialmente buscamos por palavras chaves na plataforma do Google Acadêmico: Invenção do Cinema, História do Cinema e Consolidação do Cinema, afim de selecionar cinco trabalhos, entre livro, artigos e teses, para produzir uma breve análise histórica do cinema. Posteriormente, foram escolhidas obras como a Dominação Masculina (2003); O poder simbólico (1989) de Pierre Bourdieu; Problemas de Gênero (2003) da Judith Butler e por fim Gênero, Cinema, uma história de Teorias e desafios (2017) da autora Ana Maria Veiga, para elaboração da parte teórica desse trabalho. A última etapa consistiu na seleção de filmes e dados que foram usados como fonte para análise: Sexo sem compromisso (2011) de Ivan Reitman; Black Panther (2018) de Ryan Coogler e dados da premiação do Oscar entre os anos de 2014-2018. Diante da análise desse trabalho foi possível observar como o cinema, fortemente influenciado pelo patriarcalismo cultural, construiu representações idealizadas sobre “ser mulher”, colocadas no papel de submissas à figura masculina, recatadas e educadas, quando não, relegadas ao lugar de sexualização. Desse modo, constatamos que o cinema, como um meio de comunicação de massa, exerce um lugar de preponderância na construção e na transmissão de valores, ideologias e desigualdades de gênero e como através da crítica feminista foi possível, tanto questionar às estruturas de poder presente no ambiente cinematográfico que reforçam papéis tradicionais de gênero, bem como, viabilizar outras contribuições e discussões, como o protagonismo das mulheres nesse campo.
Palavras-chave: Cinema, Patriarcalismo,Figura Feminina
Resumo Simples
Abrir o trabalhoSexualidade sagrada e prostituição sagrada : a Mulher e o sexo na cultura
ERLANIO SOARES GUIMARÃES; Prof Monalisa Lima Torres
Durante a Antiguidade, eram comuns em diversas civilizações orientais a realização de rituais religiosos que envolviam “práticas de prostituição”. Tais práticas eram realizadas em templos ou entre grupos religiosos e tinham como figura principal as sacerdotisas. Característico de sociedades matriarcais a mulher sacerdotisa era um símbolo de poder e conexão com o sagrado, o que lhe conferiu status social e religioso, ligando-a aos mitos e ritos daquelas culturas. O conceito do feminino pecado foi uma desconstrução da imagem da Deusa no patriarcalismo e monoteísmo, tirando esse papel simbólico da mulher. O objetivo deste estudo é realizar uma análise bibliográfica sobre a (re)significação do conceito de prostituição ao longo da história, mostrando os reflexos dessas transformações na própria ideia de mulher. Com esta pesquisa pretende-se contribuir para o debate acerca das contradições de nossa sociedade que ainda carrega aspectos de uma cultura patriarcal,o que reflete na nossa linguagem e práticas no que diz respeito aos valores e limites atribuídos ao uso do corpo da mulher e a consequente discriminação por elas sofrida.
Oral
Abrir o trabalhoA REGÊNCIA NO ESTÁGIO: UMA EXPERIÊNCIA DE RETORNO AS SALAS DE AULAS NO ENSINO FUNDAMENTAL II
ESLLEY OTHINIEL DO NASCIMENTO FERREIRA
Tem como objetivo analisar a experiência de regência do aluno/professor dentro da sala de aula no momento de retorno as aulas presenciais após três anos do início da pandemia do COVID-19, suas dificuldades, facilidades, metodologias para o desenvolvimento das aulas, interação com os alunos e funcionários e capacidade de exercício do magistério frente à realidade da profissão de docente, sobretudo, na área de humanidades na contemporaneidade.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoAS NARRATIVAS NEGACIONISTAS E A RETÓRICA DO ÓDIO NA CONTEMPORANEIDADE.
GABRIELA CRUZ ABREU
É evidente o crescimento avassalador dos discursos negacionistas e conservadores no Brasil nos últimos anos, especialmente, com o advento e a força mobilizadora de massas das redes sociais, que se tornou um grande palco para a presença e disseminação desse tipo de narrativa. Sendo assim, este trabalho busca refletir acerca das origens desse pensamento negacionista sobre diversos temas, como a Ditadura Militar brasileira, a escravidão e a ciência, além de refletir sobre os grupos da sociedade que aderem e propagam esses discursos, nos mais diversos espaços, entre eles, a internet. Primeiramente, é de extrema relevância pensarmos sobre o conceito de negacionismo, que surgiu em meados de 1970/1980 e se popularizou na França através do historiador Henry Rousso, dedicado a estudar a história do tempo presente. Inicialmente, o termo foi utilizado para se referir àqueles grupos que negavam a existência do Holocausto durante o Regime Nazista na Alemanha e na Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e invalidavam a morte e o sofrimento de milhões de judeus nesse período (VALIM, AVELAR E BEVERNAGE, 2021). Entretanto, na contemporaneidade, pensar na concepção de negacionismo abrange uma série de outras questões além de negar o Holocausto e defender a ideia da inexistência das câmaras de gás, do Zyklon-B[ Zyklon-B era a marca registrada de um pesticida a base de ácido cianídrico e nitrogênio. O produto é conhecido por seu uso pela Alemanha nazista durante o Holocausto para assassinar aproximadamente 1,1 milhão de pessoas em câmaras de gás instaladas em Auschwitz-Birkenau, Majdanek e outros campos de extermínio.] ou mesmo do programa de eliminação de “indesejáveis” ao nazismo. Mas sim, invalidar uma gama de pesquisas historiográficas sobre a escravidão indígena e africana, a Ditadura Militar de 1964 no Brasil e até mesmo a negação da ciência, com os movimentos de rejeição das vacinas contra a Covid-19 (mesmo com os milhões de mortos devido ao novo coronavírus) e a teoria terraplanista, ambos muito popularizados na sociedade nos últimos anos. Conforme o historiador Odilon Caldeira Neto (2009), o negacionismo no Brasil passou a ser conhecido pelas massas populares no fim dos anos 1970. Alguns jornais brasileiros e de grande alcance, como O Globo, Jornal do Brasil e Folha de São Paulo colocaram em pauta debates acerca do livro “Hitler’s War” de autoria do escritor inglês David Irving, o qual defendia que Hitler era inocente em relação ao Holocausto, pois não teria ordenado o massacre aos judeus durante o Terceiro Reich, enunciando assim, ideias proto-negacionistas na sociedade brasileira da época. Ainda segundo Caldeira Neto, esse episódio é a primeira aparição do negacionismo no Brasil, fato esse que chamou a atenção de um grande público. Contudo, o surgimento de teses negacionistas de autores brasileiros data exatos dez anos após essa ocorrência, em meados de 1987, com o surgimento do mais famoso livro negacionista brasileiro, intitulado “Holocausto: Judeu ou Alemão?”, do industrial brasileiro, escritor e livreiro Siegfried Ellwanger, fundador da Revisão Editora LTDA. Ademais, é pertinente debater também a respeito da definição de retórica do ódio, que segundo João Cézar de Castro Rocha em seu livro “Guerra Cultural e Retórica do Ódio: crônicas de um Brasil pós-político” (2021) é uma técnica discursiva propagada por Olavo de Carvalho e que serve de base para a chamada guerra cultural bolsonarista. Ou seja, a disseminação dessas narrativas negacionistas, fake news e discursos conservadores gerou no país uma guerra cultural que deu extremo suporte ao bolsonarismo para vencer as eleições em 2018 e propagar no país ideias pautadas em notícias falsas e de ordem conservadora, o que criou uma retórica do ódio semeada entre alguns grupos da sociedade civil. Em suma, a retórica do ódio é uma linguagem pautada no negacionismo, no autoritarismo e em discursos violentos que foi semeada por essa corrente de extrema direita no cenário nacional. Segundo o autor, a retórica, diferentemente do discurso, não possui um caráter vago, ela implica a invenção, a disposição dos temas inventados, a utilização de ornatos, a memória e a elocução. Sendo a retórica uma técnica discursiva, ela pode ser ensinada e, portanto, aprendida também. E com a propagação da mesma, se tem no país um cenário de guerra cultural que se tornou uma poderosa máquina eleitoral, cuja finalidade é gerar narrativas polarizadoras, por meio de notícias falsas e teorias conspiratórias. Por essa perspectiva, percebe-se como a presença de um governo autoritário e extremista no país legitima esse tipo de discurso negacionista e até mesmo neofascista na esfera pública. E é notório o crescimento avassalador desse conteúdo inverídico a partir de 2016, com o golpe da Dilma Rousseff, quando surge na sociedade brasileira uma corrente ligada a grupos direitistas/extremistas de ataque aos trabalhadores, aos professores, à ciência e à democracia. Isso se reflete na formação soci
Palavras-chave: Negacionismo,Conservadorismo,Retórica
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoAS TRANSFORMAÇÕES NO PATRIMÔNIO EDIFICADO DA “RUA GRANDE” E SEUS POSSÍVEIS IMPACTOS NA MEMÓRIA
JONAILTON OLIVEIRA FERREIRA; Ruan Gonçalves Monteiro; Fabrício Ferreira da Silva; Karen Iza Clementino Rodrigues
Neste trabalho abordaremos um estudo relacionado ao descaso com o patrimônio cultural edificado da cidade do Crato que, nos últimos anos, vem passando por um intenso processo de demolição e degradação. Sob esse viés, a pesquisa tem por objetivo analisar os possíveis impactos na memória afetiva com as demolições do conjunto arquitetônico da antiga “Rua Grande”, objeto de estudo da mesma. Deste modo, abordaremos aqui os resultados de sua primeira etapa, na qual objetivamos analisar o processo de evolução urbana e arquitetônica da cidade, e do nosso objeto; além disso, analisamos também os principais aspectos que a tornaram a principal artéria da cidade. Assim, seguimos na investigação por meio da leitura, análise e fichamento das fontes bibliográficas, e das fontes iconográficas, constituídas por livros de memorialistas do Crato, fotografias de época e atuais, as evidenciaram como ocorreu o processo de evolução urbana e arquitetônica da cidade, entre os séculos XIX e XX, e especificamente do nosso objeto de pesquisa, o qual, foi palco para manifestações culturais por meio de suportes de cultura, como o primeiro cinema, e o segundo grupo de teatro " OS Romeiros do Porvir". Entendemos assim, a importância conferida a “Rua Grande” e a relevância que o seu conjunto arquitetônico detinha para a cidade e para a população.
Palavras-chave: Patrimonio,Memória, Rua Grande,Evolução Arquitetônica
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Abrir o trabalhoCRENÇAS E ATITUDES LINGUÍSTICAS: ALGUMAS REFLEXÕES
FRANCISMARY LOPES DE OLIVEIRA; IVANILDA LEANDRO DE LIMA; SANDRA ESPÍNOLA DOS ANJOS
Neste trabalho procuramos discutir os conceitos de crenças e atitudes linguísticas à luz da teoria Sociolinguística e da Psicologia Social, buscando compreender como esses conceitos se relacionam ao processo de variação linguística e as noções de estereótipo, preconceito e discriminação que envolvem a percepção que o falante tem da sua própria forma de falar e da forma como o outro fala. Para tanto nos baseamos em Weinreich, Labov e Herzog (1968) e o problema da avaliação; Coelho et al. (2010) e a discussão que os autores fazem sobre estereótipos e marcadores; Botassini (2015), Silva e Botassini (2015), Pinto e Ribeiro (2018), Silva e Aguilera (2014) com suas considerações sobre crenças e atitudes linguísticas, além de Myers (2014); Rodrigues, Asmar e Jablonsky (2016) e a discussão sobre preconceito, estereótipo e discriminação. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica quanto aos seus procedimentos e com ela esperamos poder contribuir para uma reflexão acerca de como conceitos pré-formados e atitudes preconceituosas e discriminatórias, em relação a uma variedade linguística e os seus usuários, podem atingir toda a sociedade e repercutir na sala de aula. Sobre este aspecto é importante considerarmos o papel do professor e da escola no sentido de esclarecer como as crenças são formadas e desmistificar a ideia equivocada de que existe um falar melhor ou pior, mais certo ou mais errado do que o outro.
Palavras-chave: CRENÇAS,ATITUDES,VARIAÇÃO LINGUÍSTICA
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Abrir o trabalhoENSINO DE HISTÓRIA E EDUCAÇÃO AMBIENTAL: UM DIÁLOGO POSSÍVEL NA EDUCAÇÃO BÁSICA
CICERA MÔNICA RODRIGUES DA SILVA; David Ferreira Bueno; Dinajilas Gomes de Melo Santos; Tallis Demetrio Gomes dos Santos
A finalidade deste artigo é analisar a inserção da temática de Educação Ambiental no ensino de História através da experiência no Programa Institucional de bolsas de Iniciação à docência - PIBID, que tinha como tema: Ensino de História e Educação Ambiental: Repensando Práticas Saberes sobre o Meio Ambiente. O texto que se apresenta resulta de um estudo bibliográfico acerca do tema e da nossa experiência no decorrer da realização da atividade. Para tanto, propomos uma trilha no Santo Sepulcro, onde os estudantes e os bolsistas, fizessem uma coleta de lixos como garrafas, embalagens plásticas e afins. O intuito é que os alunos\as se enxergassem como protagonistas sociais responsáveis pela natureza coletiva, ficando esclarecido que dentro da comunidade ambiental somos também sujeitos ativos no processo de degradação ambiental.
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoEXPERIÊNCIA E PERSPECTIVAS NA FORMAÇÃO DOCENTE EM GEOGRAFIA: REFLEXÕES SOBRE A FORMAÇÃO DO PROFESSOR NO ÚLTIMO ANO DO CURSO DE LICENCIATURA EM GEOGRAFIA DA URCA
ANA LYA DE SALES; HEIBE SANTANA DA SILVA
A Geografia busca compreender o espaço geográfico, estudar a relação entre a natureza e a sociedade na formação do território, tendo o papel de incentivar as pessoas a pensar a relação do homem com o meio. O Ensino de Geografia tem por cerne apresentar aos discentes reflexões sobre o seu papel na sociedade, aconselhando uma leitura crítica sobre as relações humanas, as construções e as estruturações que o homem realiza para formar um ambiente que responda aos seus anseios. No caso da formação do profissional em Geografia, sua habilitação pode ocorrer a partir de duas possibilidades. Na primeira, teremos o Licenciado em Geografia, sujeito habilitado para a sala de aula, principalmente. A segunda habilitação acontece quando o profissional adquire o grau de Bacharel em Geografia, que será, principalmente, o técnico que poderá atuar em diferentes frentes. Contudo, embora com formações diferentes, como a formação de ambas as habilitações são amplas, é relativamente comum encontrar o Licenciado em campo e Bacharel em sala de aula, principalmente no Ensino Superior. A reflexão acerca do motivo de se estudar Geografia neste texto vem da indagação da maioria dos professores em suas primeiras aulas sobre as pretensões dos discentes nessa profissão, se o aluno deseja seguir na carreira profissional como professor e, principalmente, se o discente continuará a se especializar a partir da matrícula em um curso de mestrado e doutorado. Sabemos da dificuldade que o professor enfrenta no ambiente escolar e fora deste, que varia desde críticas recebidas por algumas disciplinas, como a Geografia, de enviesar a discussão sociopolítico em direção à esquerda até a violência em sala de aula e a falta de estrutura básica do ambiente escolar. Esses desafios levam alguns discentes, embora habilitados, a não exercer a profissão de professor, priorizando outros campos profissionais. Diante das práticas do Ensino da Geografia e da formação dos professores, buscou-se neste texto uma reflexão do motivo que levam os estudantes do 7º e 8º semestre do curso de Licenciatura em Geografia, da Universidade Regional do Cariri (URCA), a ensinar Geografia. O objetivo geral desta pesquisa é identificar as principais questões que motivaram os alunos do último ano do curso de Licenciatura em Geografia a prosseguir em direção à conclusão desta graduação. Para isso, o texto avança em direção a algumas discussões teóricas sobre a importância do surgimento dos cursos superiores, com destaque para os cursos de Geografia, e como esse surgimento impacta na sociedade brasileira; a importância de compreender o processo de formação dos processos de Geografia nos cursos de Nível Superior; e, por fim, uma análise teórica sobre as dificuldades docentes na educação, com destaque para aquelas identificadas na Educação Básica. O objetivo dessa pesquisa consisti em identificar as principais questões que motivaram os alunos do último ano do curso de Licenciatura em Geografia a prosseguir em direção à conclusão desta graduação. A metodologia de pesquisa consistiu em três momentos, em que o primeiro é a construção do aporte teórico, que dá sustentação à discussão levantada neste material. Em seguida há a construção e a aplicação online de um questionário sobre os principais aspectos da formação dos discentes do curso de Licenciatura em Geografia da URCA. Por fim, ocorre a análise dos resultados identificados no questionário. Os resultados, de um modo geral, apontam para que embora as principais dificuldades indicadas pelos alunos sejam de cunho pessoal (apoio familiar, financeiro, falta de transporte), os discentes que persistiram guardam uma forte identificação com o curso de Licenciatura em Geografia e com a própria ciência geográfica, o que é muito importante para discernir os objetivos futuros desses alunos (a grande maioria deseja ser professor e continuar a se renovar em busca de novos conhecimentos). Com base nas observações apresentadas, percebe-se que a escolha e a identificação com o curso de Licenciatura em Geografia é um dos principais motivos que levam os discentes dos 7º e 8º semestres à conclusão dessa graduação. Contudo, algumas dificuldades são marcantes, algumas fruto dos problemas sociais existentes no Brasil, além da própria crise pandêmica que nos arrasta, atualmente, para mais de 18 meses de convivência com a Covid-19. É importante frisar também a falta de apoio financeiro, as dificuldades existentes do ponto de vista tecnológico e a própria identificação dos discentes com o ensino remoto. Mesmo com tais questões problemáticas, alguns discentes persistem e trilham em direção ao final deste curso de nível superior, um fator importante para a instituição e também para a região, já que muitos desses alunos irão compor a força de trabalho docente na rede pública.
Oral
Abrir o trabalhoEXPERIÊNCIAS DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO DURANTE A PANDEMIA DA COVID -19 NO COLÉGIO EDVARD TEXEIRA FERRER
MARIA DO SOCORRO DA SILVA CRUZ; Natanaely Nunes da Silva
O presente trabalho refere-se às experiências no Estágio Supervisionado de observação e regência do ensino fundamental II, que ocorreu no colégio Edvard Teixeira Ferrer localizado no município de Juazeiro do Norte, CE. Desde já, é valido destacar a imensa dificuldade encontrada para realizar o estágio supervisionado, que pode ser caracterizado enquanto uma experiência importante para compreender a profundidade dos problemas sociais que foram ainda mais escancarados pela pandemia do COVID – 19 e que vão muito além, inclusive do que foi visto teoricamente nas aulas.
Palavras-chave: Estágio supervisionado, ensimo remoto
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Abrir o trabalhoFÉ E NATUREZA: A FONTE MIRACULOSA DO CALDAS COMO AFIRMAÇÃO DA IDENTIDADE NATURAL E RELIGIOSA CARIRIENSE.
MARIA VITÓRIA RIBEIRO DE SOUSA; RUAN GONÇALVES MONTEIRO
Esse trabalho visa identificar e analisar a relação entre a natureza e a fé, relação estabelecida na seção a fonte miraculosa do Jornal A Voz da Religião no Cariri. Nessa seção é possível encontrar relatos de milagres realizados na fonte do Caldas, então freguesia de Barbalha e comarca do Crato. Através dessa fonte e do artigo Fundação do Caldas de João Sobreira, pesquisamos a fonte do Caldas como um símbolo religioso e natural local, pois está intrinsecamente relacionada as crenças e rituais com poderes curativos e milagreiros através de um elemento natural. Toda a história se desenrola a partir das figuras de Luzia Pesinho e Padre Ibiapina, pois a narrativa criada pelo fenômeno envolvendo tais indivíduos, gerou um forte movimento religioso de romarias, corroborando para a identidade local.
Palavras-chave: FONTE MIRACULOSA, CALDAS, IDENTIDADE REGIONAL,MILAGRE
Oral
Abrir o trabalhoMÚSICAS DURANTE A DITADURA MILITAR BRASILEIRA: LETRAS DE MÚSICAS COMO FONTES HISTÓRICAS
JOSÉ HUGO GONÇALO DA COSTA; DAYANE FERREIRA DE MACEDO; DANIELLE PEIXOTO FREITAS SILVA
Resumo: A década de 60 e sua constante ebulição política e social foi o palco de um dos períodos mais sombrios da história do Brasil nela, vários grupos lutaram por mudanças e reformas do estado. Dentre esses grupos a união nacional dos estudantes, os movimentos operários, as ligas camponesas e sindicatos demonstraram a força do povo face ao estado burguês. Nesse sentido, a alta cúpula do exército brasileiro alinhada com o capitalismo estadunidense iniciam um golpe de estado e o assentamento no poder nas mãos dos militares estabelecendo assim, a ditadura que se estenderia de 1964 até 1985. Durante a ditadura, foram perseguidos e censurados quaisquer grupos que apresentassem perigo ao governo vigente, rivais políticos e artistas exilados, censura de jornais se tornaram rotina na vida do brasileiro. Para burlar o controle e a desaprovação dos órgãos regulamentadores músicos e artistas mascaravam suas obras com críticas escondidas nas “entrelinhas” utilizando-se de ambiguidades, sofismas e letras simples que aparentemente não apresentavam riscos, mas, escondiam duras críticas ao governo. Diante do exposto, o objetivo desse trabalho é analisar, discutir e construir conhecimento sobre as músicas como fontes históricas pois, as mesmas podem ser usadas para observar e debater sobre como essas obras foram usadas em forma de protesto, de disputas, lutas e também a possibilidade de entender o tumultuoso ambiente em que foram criadas. A metodologia utilizada neste artigo foi com base na distribuição das letras das músicas: “Cálice” de Sérgio Buarque e Gilberto Gil (1973) e “Pra não dizer que não eu não falei das flores” de Geraldo Vandré (1968). Em seguida, após as músicas serem tocadas buscamos de maneira minuciosa entender e posteriormente discutir pontos relevantes na concepção dos alunos. Em seguida foi estabelecida a construção de um texto em equipes de até quatro membros sobre o entendimento dos pontos centrais trabalhados anteriormente. Após término das atividades propostas observamos um rendimento amplo, efetivo e intenso nas trocas de informações entre os grupos, respaldados na construção de um conhecimento mais robusto acerca das músicas e de sua influência no combate ao Regime Militar. Através desse trabalho fica evidente a importância de discutirmos mais profundamente a expansão das fontes históricas e, em especial, a utilização das músicas como parte desse processo imprescindível de renovação das fontes aliadas as discussões sobre a Ditadura Militar no Brasil.
Oral
Abrir o trabalhoPRECONCEITO NÃO É SÓ RACIAL
IVANILDA LEANDRO DE LIMA; FRANCISMARY LOPES DE OLIVEIRA; SANDRA ESPÍNOLA DOS ANJOS
Esse trabalho tem por objetivo abordar os diversos tipos de preconceitos, e não se trata do preconceito racial, mas sim do preconceito linguístico. É de suma importância destacar que a Sociolinguística é responsável por estudar essas variações ou "dialetos próprios", no entanto, mesmo depois de muitos estudos é possível perceber que ainda existe o preconceito linguístico, observamos que a sociedade está carregada de estereótipo, nas quais as leva a criar um "rótulo" e as fazem imaginar que a língua "correta" é aquela que corresponde às normas gramaticais, sendo levados a acreditar que existe uma única forma linguística. Sendo assim, acabam dando origem a esses preconceitos, e isso vai acarretar uma série de problemas o que vai colaborar diretamente para a prática da exclusão social. São diversos os fatores que contribuem para a mudança na língua, tais como fatores socioeconômicos, mais também a região, religião dentre outros. Diante disso, esse trabalho foi realizado a partir de uma pesquisa bibliográfica, e para atingirmos o nosso objetivo, nos subsidiamos nas pesquisas de William Labov e Marcos Bagno. Assim, foi apresentado que a língua tem sido hostilizada de uma forma agressiva, porém devemos levar em conta de que as pessoas estão em constante evolução, e isso também ocorre com a língua, pois não se trata de algo imutável. Ela sofre alterações, e está se modificando e isso é um processo natural, devendo ser aceito. Esse trabalho procurou falar de forma sucinta que são muitos os preconceitos linguísticos, e para lidar com essas discriminações os professores deve está capacitados para poder superar essas dificuldades de forma harmônica de maneira que deixe claro que não existe apenas um padrão correto, e que na língua sempre vai existir essas variações.
Palavras-chave: LÍNGUA,PRECONCEITO
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Abrir o trabalhoREPRESENTAÇÕES DA MITOLOGIA GREGA NO JOGO EM GOD OF WAR II
LAÍS SHAUANY FAUSTINO DA SILVA
Este artigo tem como objetivo analisar as representações da mitologia grega no jogo de videogame God of War II. Esse artigo se propõe como uma versão condensada da monografia Simbologia e Representações da Mitologia Grega em God of War II, apresentada como trabalho de conclusão de curso em Licenciatura Plena em História da Universidade Regional do Cariri – URCA, no qual busquei analisar os arquétipos junganianos presente no jogo, além das simbologias dos mitos e da mitologia grega do qual o jogo se apropria e recontextualiza seus discursos.
Palavras-chave: Representação, Videogames, Mitologia Grega, God of War
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Abrir o trabalhoSANGUE, CORAÇÃO E PELE: RITUAIS DE SACRIFÍCIOS ASTECA NO FESTIVAL TLACAXIPEHUALIZTLI
RUAN GONÇALVES MONTEIRO; FABRÍCIO FERREIRA DA SILVA; JONAILTON OLIVEIRA FERREIRA; MARIA VITÓRIA RIBEIRO DE SOUSA
Sangue, coração, pele e sacrifícios. As festividades dos meses astecas reuniam seu povo com tribos vizinhas que assistiam ao espetáculo que acontecia em determinado mês, ali eram feitos rituais que poderiam durar semanas ou meses, há depender de qual divindade estava sendo festejada. Quando os europeus chegaram onde hoje é o México ficaram em choque com a cultura do povo e como eles agiam diante dos rituais. É a partir disso que desenvolvo este trabalho, procurando refletir como eram feitos os rituais de sacrifícios humanos dos povos astecas tendo como aporte as narrativas dos cronistas, Bernardino Sahagún, Diego Durán, Fray Toribio de Motolinia e El Conquistador Anonimo sobre a festividade que acontecia no mês Tlacaxipehualiztli do calendário asteca.
Palavras-chave: Rituais de sacríficos,Festividades,Astecas,Cronistas
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Abrir o trabalhoVIOLÊNCIA ESTATAL vs VIOLÊNCIA REVOLUCIONÁRIA NA DITADURA MILITAR (1964-1985)
ANTÔNIO SIDNEY DA SILVA
Este estudo tem como desígnio analisar a violência estatal e revolucionária na Ditadura Civil-Militar no Brasil. Para isto, realizou-se uma pesquisa bibliográfica estudando o que já foi produzido sobre o tema, por meio de artigos científicos, livros, reportagens, dentre outros, com o intuito de fazer um levantamento bibliográfico. Após o 1º de abril de 1964 a esquerda começou a se estruturar para tomar o poder dos militares e teve como líder inicial o gaúcho Leonel Brizola, cunhado de João Goulart. No entanto, a direita fazia o mesmo e já realizava ataques terroristas. Documentos guardados nos arquivos do Superior Tribunal Militar, e divulgados no segundo semestre de 2018, mostram que, apesar de a esquerda já mostrar resistência armada nos primeiros anos do Regime, foi a direita, com organizações paramilitares, que deu início aos atentados terroristas contra a Ditadura com atos em São Paulo realizados contra o II Exército, o Dops e o quartel general da Força Pública (polícia militar, à época), entre 10 de abril e 19 de agosto 1968. No entanto, acredita-se que tais práticas eram um modo de culpar a esquerda, já que as primeiras ações dessa aconteceram apenas em 19 de março de 1968, com a explosão de uma bomba no consulado dos Estados Unidos, em São Paulo. O movimento de esquerda mais famoso, a Guerrilha do Araguaia (1967-1974), “teve lugar nas regiões sudeste do Pará e norte do então estado de Goiás (atual Tocantins), abrangendo também terras do Maranhão, na área conhecida como ‘Bico do Papagaio’” (PEIXOTO, 2011, p.480) e foi encabeçada pelo Partido Comunista do Brasil, que, inspirada na Revolução Chinesa de 1949, objetivava lutar contra a ditadura e criar uma democracia popular no Brasil. Todavia, a violência com a qual o Estado reprimiu ação foi assustadora. A partir de abril de 1972 o governo declara guerra ao movimento. Os primeiros combates foram palco de derrotas do exército fazendo com que se recuasse por motivos táticos. Entre 1973 e 1974, “os militares voltaram à região, com quadros mais profissionais e especializados, e conseguiram cercar e sufocar a guerrilha, que terminou com praticamente todos os seus membros mortos e desaparecidos” (NAPOLITANO, 2014, p. 137). Os guerrilheiros mortos nesta campanha tiveram seus corpos, em grande maioria, enterrados em locais até hoje não identificados e incluídos na lista de “desaparecidos da Ditadura”. Tal lista contém mais de 140 nomes e nela estão todas as pessoas que desapareceram pelas mãos do Estado desde 1º de janeiro de 1964 a 15 de março de 1985. O caso Julia Gomes Lund e outros (Guerrilha do Araguaia) foi encaminhado à apreciação em 1995. Após o trâmite, em 2008, foi emitido o Relatório de Mérito 91/08, condenando o Brasil por: violação dos direitos à personalidade jurídica, vida, integridade pessoal e liberdade pessoal; violação dos direitos às garantias judiciais e à proteção judicial; violação dos direitos às garantias judiciais e à proteção judicial; violação do direito à liberdade de pensamento e de expressão; e violação do direito à integridade pessoal. Diante disso, concordamos com a decisão da referida corte, levando em consideração que as inúmeras violações de direitos humanos praticadas pelo Estado na Ditadura constituem crimes contra a humanidade, nos quais a condição de ser humano não foi respeitada.
Palavras-chave: Violência Estatal, Violência Revolucionária, Ditadura Militar, Guerrilha do Araguaia,
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