13 de 13 trabalho(s) aceito(s)
ENSINO DE CIÊNCIAS POR MICRO PROJETOS DE PESQUISA
WITNE COELHO COUTINHO
O presente trabalho busca apresentar a proposta de ensino por microprojetos desenvolvido por Fernando Hernárdez (1998), logo, cabe problematizar; quais tipos de aprendizagem esse método potencializa? Quais os processos da metodologia em questão? O método potencializa diálogos entre as disciplinas escolares, aproximação dos conteúdos científicos com o cotidiano dos alunos, engajamento e desenvolvimento de uma aprendizagem significativa na perspectiva de David Ausubel que defende a necessidade de valorização dos conhecimentos prévios dos estudantes frente a aquisição de um novo conhecimento. Logo, analisamos as potencialidades do ensino por projeto para a promoção de uma aprendizagem significativa nas aulas de ciência, pensar o ensino por projeto como uma forma diferenciada de avalição formativa dos alunos, superando formas de exames mecânicos e tradicionais que predominam nas redes de ensino. Para abordagem, Fernando Hernández estabelece as seguintes etapas: escolha do tema, atividades docentes após a escolha do tema, especificar um fio condutor, busca de materiais, estudar e preparar o tema, construção e apresentações dos resultados pelos estudantes e destaca o sentido funcional do projeto. Neste momento utilizaremos de duas horas para expor os critérios teóricos da metodologia e mais duas horas para um exercício prático. Resultados apontados, da realização de formações e intervenções em salas de aulas de ciências, mostram que a metodologia de ensino por projeto revelou ser eficiente, principalmente, no processo de engajamento dos alunos, autonomia e autoria na realização de investigações temáticas, provocou discussões extra disciplinares e ajudou na criação de subsunçores necessários para estabelecer relações entre conceitos científicos e os respectivos conhecimentos preexistentes adquiridos no cotidiano dos alunos.
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Abrir o trabalhoDinâmica Não-Linear no Brasil: uma biografia coletiva
MAYANE LEITE DA NÓBREGA; SUANI TAVARES RUBIM DE PINHO
A presente investigação tem o intuito de narrar o processo de institucionalização da Dinâmica Não-Linear no Brasil à luz das contribuições dos físicos. Nessa narrativa buscamos responder as seguintes questões: Existe uma frente de pesquisa em DNL no Brasil? Como os pesquisadores conseguiram conquistar espaço em departamentos cujas áreas de pesquisa já estavam consolidadas? Como se deu o financiamento para estas pesquisas? Como os grupos de pesquisa foram se constituindo ao longo do nosso período? Como se deu a difusão da área no meio acadêmico? Para responder essas perguntas fizemos uso de, principalmente, três estratégias metodológicas, a saber: cientometria, história oral e biografia coletiva. A cientometria nos possibilitou conhecer os personagens envolvidos nessa história. Foi realizada uma busca na base de dados da Web of Science utilizando as palavras-chave chaos, nonlinear dynamics ou complex systems, e ao aplicarmos os filtros para publicações datadas entre os anos 1975-2000 e vindas de instituições sediadas no Brasil, chegamos a lista dos personagens que constituem a comunidade de pesquisadores da área no país. Com base nessas informações selecionamos nove desses personagens, que representam diferentes linhas de pesquisa, bem como diferentes instituições, para realizarmos entrevistas pautadas em suas trajetórias de vida. A análise dos depoimentos, cotejados com as demais fontes, nos possibilitou escrever a biografia coletiva desse grupo de cientistas, onde substituímos as histórias individuais por famílias de trajetórias que retratam a institucionalização da pesquisa em DNL no país. Na construção dessa narrativa concluímos que esse grupo de cientistas, geograficamente dispersos, formam um colégio invisível unidos pelo objeto de pesquisa; que a difusão da área no meio acadêmico se deu mais fortemente pela publicação de livros-textos; que a área não viria a ser tão revolucionária conforme previam aqueles que vivenciaram a explosão de publicações na área após a década de 1980; que as estratégias metodológicas adotadas atuaram de forma complementar entre si e nos aproximaram muito mais da compreensão dos fatos. Todas essas conclusões, bem como os processos que nos levaram às mesmas, serão apresentadas nessa comunicação que tem por objetivo apresentar a institucionalização da pesquisa em DNL no Brasil.
Oral
Abrir o trabalhoATIVIDADES EXPERIMENTAIS: UMA ANÁLISE NO ENSINO DE FÍSICA VISANDO UMA APRENDIZAGEM CONSISTENTE
JOSE JERFESON BARROS DOS SANTOS
O presente trabalho tem por objetivo analisar possíveis indícios de defasagem na aprendizagem dos alunos de uma turma de 2º ano do ensino médio integrado de edificações, do IF SERTÃO-PE/campus Salgueiro, e avaliar a postura deles ao trabalhar com práticas experimentais, dando enfoque da teoria à prática. Diante da necessidade de incorporar diferentes métodos didáticos, viu-se a oportunidade de analisar a eficácia de atividades práticas, especificamente referentes a conteúdos de termodinâmica, visando associar conceitos e fenômenos físicos ao cotidiano dos alunos, visto que se torna significativo quando é possível associar conceitos físicos à atividades comuns diárias. Como metodologia, inicialmente foi implementado às aulas, experimentos na forma demonstrativa, para tornar esse método didático existente na estrutura cognitiva dos alunos, e assim, deixando-os familiarizados com tais práticas. A sala de aula não é única e exclusiva para o ensino-aprendizagem. Visto que segue como o espaço formal atualmente utilizado, o laboratório pode e deve ser visto como um espaço similar a sala de aula. Dessa forma, algumas aulas foram ministradas no mesmo, dinamizando a prática experimental indutiva, onde os alunos são postos a comprovar expressões matemáticas, trabalhando com dados experimentais obtidos. A experimentação investigativa, visa propor o desenvolvimento do senso crítico de quem a desenvolve, e estimula a auto capacidade de solucionar problemas. Com base nisso, tendo o projeto ainda em andamento será proposto que os próprios alunos confeccionem seus experimentos, com materiais de baixo custo, tornando-os os sujeitos das investigações para tais procedimentos experimentais. Entre os resultados esperados, destaca-se a familiaridade com as práticas experimentais e a desenvoltura do senso crítico nos alunos, uma vez que o ensino-aprendizagem é tido como objetivo do deste trabalho.
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Abrir o trabalhoENSINO DE FÍSICA INCLUSIVO: DESENVOLVENDO METODOLOGIAS E MATERIAIS PARA ALUNOS COM DEFICIÊNCIA
CÍCERA EDILÂNIA ARAÚJO JANUÁRIO
Uma educação que abranja todas as pessoas, garantindo-lhes o direito de aprender no seu tempo e de acordo com suas particularidades, torna-se um dos principais objetivos dos educadores que acreditam nas potencialidades de cada aluno (JANUÁRIO, 2018). Ao analisar os percursos históricos da educação inclusiva no Brasil, nota-se que a procura por propostas educativas que envolvam práticas e estratégias de ensino que auxiliem durante o processo de ensino e aprendizagem das pessoas com deficiência no cenário escolar, avançaram de maneira significativa nos últimos anos. Entretanto, são inúmeras as escolas e profissionais que ainda não estão preparadas para receber alunos com deficiência, e dar suportes estruturais e didáticos para eles. Nesse sentido, é necessário dialogar sobre essa realidade, e voltar-se para a inclusão de todos os alunos no ambiente escolar, não apenas integrá-los a este meio, como afirma a autora Mantoan (2003) ao comparar os termos “inclusão” e “integração”. A partir de tal contexto, o objetivo dessa oficina será desenvolver metodologias e estratégias para trabalhar com pessoas com deficiência a partir de 13 anos de idade, considerando que é quando se inicia o ensino de física nas escolas. Trabalharemos atividades a partir dos conceitos da Mecânica, direcionando-se à Cinemática e à Dinâmica. A oficina terá duração de 4 horas e será dividida em cinco momentos: Contextualização sobre os tipos de deficiência (Física, visual, auditiva, intelectual, autismo, surdocegueira, condutas típicas e deficiência múltipla) de acordo com o Estatuto da Pessoa com Deficiência (2015); Exposição de materiais adaptados e suas possíveis aplicações em sala de aula; Aplicação de atividades direcionadas para os conteúdos de Física supracitados; Produção coletiva e/ou individual de um material para aplicar em sala de aula, voltando-se para alguma deficiência abordada; e apresentação dos materiais produzidos. Assim, espera-se que esta oficina possibilite a discussão e reflexão sobre a temática proposta, além da produção de equipamentos e estratégias para serem utilizadas no dia-a-dia do professor de Física em escolas do sistema regular de ensino, contribuindo em seu processo de formação inicial como docente.
Palavras-chave: Ensino de Física, inclusão escolar,materiais adaptados,tipos de deficiência
Oral
Abrir o trabalhoO que é e como divulgar a ciência na sala de aula
EWERTON MORAES LUNA
O conhecimento abordado nas aulas de Física nem sempre estão de acordo com a produção científica onde a sociedade está inserida. Devido a isso, utilizar o conhecimento adquirido na escola para pensar o impacto da ciência e tecnologia (C&T) na sociedade passa a ser uma tarefa árdua e, as vezes, impossível, pois os alunos acabam não conseguindo associar o que foi aprendido na escola com o seu cotidiano. Diante desse problema, para auxiliar o pensamento crítico sobre C&T é necessário que os estudantes que possuem pouca familiaridade com a ciência tenham acesso a materiais didáticos que apresentem e discutam o conhecimento científico de maneira clara, atrativa, que apresente a atual prática científica e que possam ajudar a pensar o dia a dia em função das atividades científicas. Esse minicurso pretende apresentar a possibilidade dos professores construírem esses materiais através da divulgação científica. Para isso será discutido a diferença da divulgação científica, prática de apresentar a ciência para pessoas que possuem pouca familiaridade com a ciência, da prática de comunicação científica, definida como o trabalho de informar resultados de pesquisas para outros cientistas. Além, abordaremos a origem da divulgação científica e a sua necessidade mediante os acontecimentos históricos que envolveram riscos populacionais devido a utilização da tecnologia para fins não pacíficos. Em um segundo momento do minicurso, será apresentado dicas para que a produção de textos de divulgação científica seja mais fácil e que apresente a ciência de maneira mais clara e atrativas para os alunos. Os materiais necessários para esse minicurso serão: data-show e impressões de textos de apoio. A carga horária será de duas horas.
Palavras-chave: Divulgação cientítica, Comunicação científica,Ensino de Ciência
Oral
Abrir o trabalhoUma reflexão sobre História, Filosofia e Sociologia da Ciência no Ensino de Física: diálogos possíveis
MAYANE LEITE DA NÓBREGA
O presente minicurso tem como objetivo apresentar alternativas para o desenvolvimento de uma abordagem contextual da Física baseadas nos diálogos possíveis entre História, Filosofia e Sociologia da Ciência. Esse tipo de abordagem permite duas perspectivas, a saber: uma minimalista, que consiste na inclusão de tópicos e/ou fatos históricos durante o estudo de determinado conteúdo; e outra maximalista, conforme propõe Mathews (1994), na qual o conteúdo pode ser organizado em bases históricas, permitindo que suas dimensões epistemológicas, filosóficas e culturais sejam trabalhadas. O minicurso tem como foco a abordagem contextual da ciência numa perspectiva maximalista, apresenta possibilidades para que tal organização curricular se torne viável, bem como visa identificar e solucionar problemas que podem ocorrer na tentativa de inserção da HFS no ensino seguindo a perspectiva minimalista, tais como: anacronismo, quase-história, redução da história da ciência à biografias de cientistas, whiggismo, entre outros. Para que tal objetivo seja alcançado será feita análise crítica de episódios específicos da história da física, nos quais visões errôneas da natureza da ciência são transmitidas, como por exemplo o famoso caso de Arquimedes e a Coroa do Rei muito contado nas aulas sobre Fluidos. Espera-se que os estudos de caso possam colaborar para uma melhor compreensão da natureza da ciência, bem como apontar o caminho para uma forma mais coerente de discutir HFS em sala de aula. Diante do exposto, o minicurso surge no intuito de colaborar com a formação de futuros professores de física e também com o desenvolvimento profissional daqueles que já atuam em sala de aula.
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Abrir o trabalhoEXCELÊNCIA NO ENSINO DE FÍSICA BÁSICA POR MEIO DA OBFEP (OLIMPÍADA BRASILEIRA DE FÍSICA DAS ESCOLAS PÚBLICAS)
FRANCISCO DE PAULO RODRIGUES FREITAS; DIEGO ARAÚJO FROTA
Sabe-se da desinformação encontrada no ensino de Física acerca da realização de olimpíadas científicas nas escolas. Atualmente os alunos não têm oportunidade de ter mais contato com a Física, somente através dos conteúdos programáticos a serem vistos na educação básica, então se buscou uma maneira alternativa para estimular o maior envolvimento com esta área exata. Diante disso, os projetos de extensão permitem que diversas atividades possam ser desenvolvidas tanto no âmbito da Universidade como na comunidade em geral, viabilizando assim um maior diálogo entre elas. Nessa perspectiva, Nascimento, Palhano e Oeiras (2007) constataram que “assim como modalidades esportivas, para obter um bom resultado em uma competição de conhecimento é importante que haja a preparação do "atleta". Para que ocorra o estar junto do treinador (no caso, um professor) e os competidores (seus alunos), novamente são necessárias a organização e a disponibilidade de todos em termos de tempo e local para o treinamento, requisitos difíceis de serem atendidos [...]”. (NASCIMENTO; PALHANO; OEIRAS, 2007, p. 285). O presente trabalho faz parte do projeto de extensão “Excelência no ensino de física básica por meio da Olimpíada Brasileira de Física das Escolas Públicas (OBFEP)”, e tem como objetivo estimular um maior interesse e participação de estudantes, professores e escolas da educação básica da comunidade externa à UECE-FECLESC nas olimpíadas brasileiras de física, em particular da OBFEP, ocorrida em 2018. O projeto promoveu o treinamento específico com aulas preparatórias para os alunos dos 3º anos da Escola de Ensino Médio em Tempo Integral Governador Cesar Cals de Oliveira Filho, localizada na cidade de Quixadá, no sertão central do Ceará. Durante a execução do treinamento, os estudantes puderam ser avaliados através de questionários, simulados, prova da primeira fase da OBFEP 2018 e entrevista sobre a participação no projeto. Assim, além da preparação dos alunos para as etapas da OBFEP, foi também miss do presente trabalho conquistar premiações oferecidas por este evento, tais como as medalhas e/ou menção honrosa, porém sem êxito. Entretanto, se conseguiu estimular os alunos mais assíduos que participaram do treinamento a seguir na carreira acadêmica na área da física, neste ano de 2019. Diante dos resultados obtidos consideramos satisfatório o desenvolvimento deste projeto. Visto que além de aumentar a valorização, por parte da comunidade externa, do curso de licenciatura em física promovido pela FECLESC, contribuímos também para o aprofundamento no aprendizado de física da rede pública da educação básica em Quixadá.
Oral
Abrir o trabalhoUMA SEQUÊNCIA DIDÁTICA PARA O ENSINO DE TÓPICOS DE FÍSICA QUÂNTICA UTILIZANDO A ARTE DA LITERATURA DE CORDEL E DOS QUADRINHOS
SAMUEL DOS SANTOS FEITOSA; Khennya Maria Gonçalves de Araújo
O debate acerca da inserção de tópicos de Física moderna e contemporânea na educação básica é cada vez mais frequente nas pesquisas de ensino de Física. Na perspectiva de contribuir com essa questão, este trabalho apresenta resultados de uma experiência realizada a partir de etapas de uma sequência didática que se desenvolveu em torno da exploração de um material produzido por elementos de expressão artística. Com o objetivo de auxiliar os professores do Ensino Médio na abordagem de tópicos de Mecânica Quântica junto aos seus alunos o trabalho descreve como ocorreu a aplicação da História em Quadrinhos, “Os moídos e pelejas desde o átomo clássico inté o átomo quântico”, junto a uma turma do 3° ano do ensino médio de uma instituição pública de ensino do município de Salgueiro-PE. A contextualização do conteúdo em versos de cordel e ilustrações dos quadrinhos, através da aproximação entre Arte e Ciências, propiciou aos estudantes um pensar e estudar Física sob a ótica da criatividade, dando mais liberdade para o estímulo do desenvolvimento da capacidade imaginativa. Algumas etapas da sequência de ensino se aproximam dos aspectos sequenciais da Unidade de Ensino Potencialmente Significativa (UEPS), por levar em consideração o processo de assimilação e retenção de significados: apresentando uma construção histórica de eventos, contextualizando conceitos e repetindo informações ao longo do enredo. Os resultados da experiência, analisados em uma abordagem qualiquantitativa, demonstram uma positiva participação dos estudantes nas atividades propostas, envolvidos com a leitura do material, apresentando postura investigativa e colaborando com o trabalho em equipe. As soluções propostas pelos estudantes diante de situações-problemas e a criatividade dos mesmos para contextualizar conceitos ensinados demonstram avanço na compreensão de fenômenos estudados. Isso indica que a contextualização do conteúdo em versos de cordel e ilustrações dos quadrinhos, através da aproximação entre Ciências e Arte, propiciou aos estudantes um pensar e estudar Física sob a ótica da criatividade, dando mais liberdade para o estímulo do desenvolvimento da capacidade imaginativa.
Oral
Abrir o trabalhoUSO DE ATIVIDADES EXPERIMENTAIS NO ENSINO DE FÍSICA: TEORIA E PRÁTICAS
MARIA RENATA FURTADO DE SOUSA; Evely Tayne da Silva Santos
As atividades experimentais sempre estiveram presentes no contexto didático metodológico, contribuindo para o ensino das ciências, em geral. Em particular, os professores de Física revelam uma preocupação maior com o uso dessa metodologia porque os alunos, em geral, não gostam da disciplina, mas gostam de realizar experimentos no laboratório. E a motivação é um dos pilares de sustentação da eficiência do processo ensino - aprendizagem e as atividades experimentais desempenham essa função muito bem. O objetivo deste trabalho é identificar motivos que levam professores de Física a realizarem atividades experimentais em suas aulas, bem como abordagens dadas a elas. Para isto, realizamos uma entrevista semiestruturada inicialmente com cinco professores, contendo dez questões abertas, Para a análise dos dados, selecionamos algumas respostas dos professores. Verificamos que os professores analisados utilizam a modalidade de demonstração e, de maneira geral realizam as atividades em sala de aula, visando principalmente a “ilustração” na prática dos fenômenos, contribuindo para a compreensão do que se pretende ensinar. A utilização desta modalidade se justifica também, pela característica das atividades utilizadas, materiais de baixo custo, de fácil aquisição e que demandem pouco tempo, possibilitando adaptações e substituições de experimentos sofisticados por outros, podendo realizá-los mesmo em escolas que não possuam laboratórios equipados. As atividades de demonstração devem ser planejadas de maneira a promover a interação entre os participantes do contexto de aprendizagem, estimulando e valorizando a participação dos alunos na exposição de suas ideias, hipóteses e discussão dos resultados. Não aceitando que a demonstração ocorra apenas como nos moldes da experiência de cátedra em que professor manipula o equipamento, demonstra a experiência, buscando induzir determinadas conclusões.
Palavras-chave: Atividades experimentais,Física,Ensino
Oral
Abrir o trabalhoCIÊNCIA: FEMININA NO NOME E NA AÇÃO
FERNANDA LAYS OLIVEIRA RIBEIRA DA SILVA; Getúlio E. R Paiva
O Plano Nacional de Educação (PNE) foi desenvolvido com o objetivo de melhorar a qualidade da educação no país, estabelecendo a valorização da diversidade cultural brasileira como forma de perceber e expressar a realidade dos gêneros, das etnias e de grupos sociais. Com força lei, o PNE estabelece vinte metas a serem atingida nos próximos 10 anos. Uma das metas a serem atingida é estimular a participação das mulheres na ciência nos cursos de pós-graduação stricto sensu, ou seja, aquelas ligadas às áreas de Engenharia, Matemática, Física, Química, Informática. Mesmo diante desse debate, ainda existe pouca ênfase sobre a participação de mulheres na ciência. Especificamente no combate à discriminação de gênero, a escola tem papel fundamental, devendo trabalhar essa questão em qualquer situação do convívio escolar. Profissionais da educação atentos a algumas situações específicas do trabalho, relacionadas a estereótipos associados ao gênero, podem contribuir no combate à discriminação. Considerando a pouca participação das mulheres nas áreas de exatas buscamos, neste trabalho, investigar as potencialidades de uma sequência didática que apresentasse possíveis elementos que pudessem permitir a visibilidade de mulheres que fizeram história e impactar de maneira sensível o interesse dos alunos pela a ciência para isso oferecemos uma introdução aos estudos feministas por intermédio de uma discussão sobre a história dos movimentos e teoria feministas, mostrando como esses movimentos influenciaram a educação de maneira geral, em particular a ciência. Essa intervenção didática foi aplicada no quarto período do curso Técnico de Edificações na modalidade de jovens e adultos (PROEJA). Inicialmente, foram realizadas observações da turma durante determinado período e, a partir dessas observações, escolhemos as atividades para desenvolver nossa pesquisa como: questionário avaliativo, filme motivacional, produção textual, palestra, documentário e utilizamos o simulador PhET. Contudo, ao analisar as respostas do questionário, das respostas em sala relacionadas ao filme e a produção textual que basicamente falavam das possíveis diferenças entre homens e mulheres em relação a ciência, pôde-se perceber que os alunos, tanto as meninas quanto os meninos mostraram perceptivos ao tema, isso ficou ainda mais claro na apresentação da palestra que falava sobre os movimentos feministas, mulheres que fizeram historia e o panorama da participação de mulheres na ciência como era e como está;
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Abrir o trabalhoENGENHARIA DIDÁTICA DE FORMAÇÃO: UMA ANÁLISE DAS DIMENSÕES EPISTEMOLÓGICA E COGNITIVA DOS LICENCIANDOS DO CURSO DE FÍSICA DA REGIÃO DO CARIRI
ALLINE DE ALENCAR MACEDO
Este trabalho é um recorte da dissertação de Mestrado que foi desenvolvida no Programa de Mestrado em Ensino de Ciências e Matemática, do Instituto Federal do Ceará (IFCE), e este visa apresentar um olhar sobre a metodologia de pesquisa a Engenharia Didática de Formação (EDF), atrelada ao uso e a produção da Sequência Didática como ferramenta de ensino e aprendizagem na formação inicial de professores de Física da Universidade Regional do Cariri (URCA). Realizando uma análise investigativa desse processo nas vertentes epistemológica e cognitiva, proporcionando uma análise dessa formação. Para esse trabalho, explanaremos evidências pontuais do material coletado na pesquisa, com a participação de 09 discentes do último semestre do curso de Licenciatura em Física. Para isto, realizou-se uma pesquisa qualitativa de caráter descritivo, tendo como metodologia norteadora a Engenharia Didática de segunda geração, que permitiu através de suas fases: (I) Análise preliminar, (II) Concepção e análise a priori das sequências didáticas, (III) Experimentação e (IV) Análise a posteriori e validação, e como metodologia de ensino nos referendamos nas sequências didáticas trabalhando o conceito de inércia balizados na História da Ciência (HC). Essa pesquisa objetiva-se descrever elementos de ordem, epistemológica e metodológica para professores de Física em formação inicial. Demonstrando os resultados sobre a falta de contato dos alunos com a HC, dificultando a interpretação dos textos trabalhados, como também, a perduração do senso comum sobre a inércia e as forças que atuam sobre um corpo em movimento.
Palavras-chave: Ensino,Formação Inicial,Engenharia Didática,Física
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Abrir o trabalhoENSINANDO FÍSICA POR MEIO DE UM JOGO DE TABULEIRO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIAS VIVENCIADAS NO PROGRAMA DE RESIDÊNCIA PEDAGÓGICA DO CURSO DE FÍSICA DA URCA
JHENYFFER TAVARES MUNIZ; ANA PAULA GOMES SOUZA; LETÍCIA DE LIMA SANTOS; JORGE LUIZ RAMOS E SILVA
O trabalho revela parte de resultados de investigação do Programa de Residência Pedagógica da Licenciatura em Física da Universidade Regional do Cariri (URCA, campus CRAJUBAR) desenvolvido na Escola de Ensino Médio Amália Xavier, localizada na cidade de Juazeiro do Norte – CE. A regência acontecem em duas turmas do 1° ano do Ensino Médio contendo aproximadamente 45 estudantes cada. A residência consiste em uma modalidade de estágio supervisionado onde desenvolvem pesquisa de natureza qualitativa explorando a observação participante. Os residentes realizam uma espécie de estágio co-participativo junto com o professor de física da turma (preceptor). Particularmente para fins deste evento descrevemos uma abordagem considerando o uso de jogos educativos planejada para a realização de uma intervenção didática nas turmas. A estratégia aqui defendida e pensada para integrar a prática da residência refere-se a um jogo de tabuleiro produzido pelo grupo “As residentes” tendo como proposta oferecer uma ferramenta de ensino diferenciada para o processo de ensino- aprendizagem de Física. O jogo pretende incentivar o estudo do conteúdo sobre cinemática por meios de questões investigativas para ser usado em sala de aula. A escolha do jogo tem como objetivo apresentar uma alternativa lúdica voltada para promover uma aprendizagem significativa (que haja disposição e valorize os saberes prévios dos alunos), intensa e interativa, no qual o prazer e a satisfação, o ensino e a aprendizagem possam atuar concomitantemente oferecendo assim um sentido inovador ao ensino de física. O jogo de tabuleiro quando inserido nas aulas de física pode auxiliar o desenvolvimento de habilidades tais como: observação, análise, levantamento de hipóteses, busca de suposição, reflexão, tomada de decisão, organização, argumentação e cooperação que estimula a convivência em grupo. O método de avaliação do aprendizado dos alunos está sendo planejado para ser do tipo qualitativa com valorização da participação, o desempenho, a organização e o compromisso para com o conteúdo apresentado na disciplina. Como resultados prévios da análise desta atividade podemos destacar a contribuição desta para o aprendizado dos estudantes das duas turmas, assim como para a formação inicial do professor.
Palavras-chave: ENSINO DE FÍSICA, JOGO EDUCATIVO, APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA
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Abrir o trabalhoMARY SOMERVILLE UMA INSPIRAÇÃO PARA CHEGAR AOS “CÉUS”
JULIANA MÁYRA PEREIRA DE SOUZA; JAILZA PEREIRA DE ALMEIDA
A seguinte pesquisa busca mostrar e evidenciar as contribuições de Mary Fairfax Somerville nascida em 1780 na Escócia, que tinha uma visão muito relevante para a ciência, especificamente a física. Nos primórdios de sua vida houve uma aprendizagem tardia por que não obteve um apoio e influência dos pais, aprendeu somente a ler aos 8 anos com ajuda de sua mãe para ler a bíblia, e seu primeiro contato com a matemática que chamou sua atenção foi a partir de um modelo de uma roupa, que ela viu em uma revista de moda, com notações matemáticas que só eram conhecidas como álgebra o que a instigou a descobrir mais. Apesar das dificuldades que foram vividas seu desejo de conhecimento fez ela contribuir de forma grandiosa na sua vida acadêmica, que só iniciou aos 30 anos após a morte de seu primeiro marido que não lhe deu incentivo; ela casou-se novamente com um médico que foi quem deu todo o apoio que ela precisou para iniciar sua vida acadêmica, mesmo com os preconceitos da época. Dentre suas contribuições a primeira e uma das mais relevantes foi a tradução do livro de Laplace “Mechanique Celeste” (1827) em francês com um olhar extremamente difícil, e no livro de sua autoria com título de “The Mechanisms of the Heavens” (O mecanismo dos céus) continha uma versão mais clara com anotações sobre o assunto, demonstrando uma grande compreensão auxiliando na aprendizagem dos alunos de ensino superior onde sua versão foi utilizada durante um período de quase um século nas universidades britânicas. Outra obra que gerou um grande marco na ciência especialmente na física foi “The Conection of the Physical Sciences-1834” (A conexão das ciências físicas) era um livro mais popular e acessível ao público não acadêmico trata de explicitar a conexão entre o magnetismo e a eletricidade, o que a levou a ser bastante conhecida na ciência. Outro livro foi “Physical Geography-1848” (Geografia física) que tinha como objetivo compreender a história da terra usando fósseis e rochas como objeto de estudo obtendo uma estimativa de aproximadamente 6.000 anos e no decorrer de sua vida não desistiu da ciência e continuava escrevendo até os seus últimos anos de vida. Ela serviu na época como uma inspiração para as mulheres na luta para vencer preconceitos, relacionados a imposições de uma sociedade historicamente patriarcal, e para conquistar espaços na ciência. Ela escreveu até seus últimos anos de vida falecendo aos 92 anos, deixando muitas contribuições importantes que aqui não foram mostradas.
Palavras-chave: Mulher,Física,Matemática,Ciência
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