24 de 24 trabalho(s) aceito(s)
A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO NO PROCESSO DE FORMAÇÃO DOCENTE: REFLETINDO SOBRE EXPERIÊNCIAS E CONCEPÇÕES COM RELAÇÃO AO PAPEL DO EDUCADOR E O ENSINO DE HISTÓRIA
MYRELE SOARES FEITOSA; DINAJILAS GOMES DE MELO SANTOS
O presente trabalho é fruto de experiências vivenciadas durante o Estágio Curricular III do Curso de Licenciatura em História da Universidade Regional do Cariri-URCA. Tratando-se de uma disciplina obrigatória nos cursos de graduação e licenciatura que está presente somente no 7° semestre, de acordo com a grade curricular da instituição e que possui carga horária total de 108 horas, mas que se encontra dividida em 78h para observação escolar e 30h para orientações, estudos de textos e socialização na universidade. Cabe evidenciar sua importância para que nós enquanto estudantes universitários possamos ter um primeiro contato com o ambiente no qual iremos atuar futuramente e possamos assim conhecer um pouco da realidade enfrentada pelo educador, como também pelo educando. Esse estágio foi realizado em uma instituição escolar localizada na cidade de Caririaçu - Ce. Para tanto, nossas reflexões são oriundas das experiências e de todo turbilhão de sentimentos vividos antes, durante e pós-estágio. Desse modo, essa comunicação tem como intuito compreender a relevância das vivências do estágio de observação escolar no Ensino Fundamental II, para a formação dos graduandos em História e refletir sobre os discursos e concepções com relação ao papel do educador na sociedade vigente. Logo, nessa pesquisa de natureza qualitativa, utiliza-se como base metodológica o levantamento bibliográfico, as vivências através do estágio e o desenvolvimento de discussões e debates na universidade. Nesse sentido, os conceitos teóricos usados para enveredar a pesquisa são: ensino de história tendo como base BITTENCOURT (2009), ser educador na visão de LUCKESI (2009) e aprendizagem significativa a partir de AUSUBEL (1982). Ademais, a pesquisa busca perspectivar um olhar problematizador do historiador em formação com foco no papel do educador e nos desafios desencadeados pela profissão.
Palavras-chave: Estágio, Experiências, Ensino de História, Educador, Educação Básica
Resumo Simples
Abrir o trabalhoO Medo da Sedição
JULIA TAYNÁ DIAS PEREIRA; Bárbara Dávyne Pereira de Souza; Maria Clara Rodrigues Ribeiro; Josefa Janicy Ferreira da Silva; Paula Cristiane de Lyra Santos
Neste trabalho iremos discutir brevemente sobre o medo imposto pelos jornais do Ceará e do Brasil em relação a Sedição de Juazeiro e o poder do padre Cícero, baseado as considerações na literatura de tópicos do livro de Jean Delumeau O Medo no Ocidente e da tese Padre Cícero: anjo ou demônio da professora Fátima Pinho, além da leitura de outros artigos. Nós basearemos em especial no tópico os rumores do livro O Medo no Ocidente de Jean Delumeau, para discorrer sobre medo criado sobre a imagem de padre Cícero através das notícias divulgadas em jornais como o Rebate de Juazeiro e o Commercio, sobre a personalidade e o poder que padre Cícero poderia usar para se rebelar contra o Estado nacional, no território de Juazeiro, algo que causava um certo receio em alguns políticos e pessoas da elite da época. A partir das construção dos rumores noticiados sobre o padre Cícero, conclui-se a importância de compreender a construção do medo e do mito no âmbito religioso, político e econômico na região.
Palavras-chave: jornais,padre Cicero,sedição de Juazeiro
Resumo Expandido
Abrir o trabalhopandemia de covid-19 e o agravamento da violência doméstica nos lares brasileiros.
ILZA MARIA FERREIRA DOS SANTOS; Josefa Cecília Borges Clementino; Bruna Meneses Pinho; Maria Clara Paiva Peixoto de Alencar
A proposta da pesquisa é analisar como se deu o agravamento da violência doméstica nas famílias brasileiras durante a pandemia de covid-19 que assolou o mundo. Nesse sentido, problematiza-se o aumento de violência doméstica e assassinato de mulheres, sobretudo as negras e periféricas. Utilizou como metodologia reportagens, dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2022), Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e não dispensando o uso de outras fontes. Selecionamos ainda discursos do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro que invalidava a luta contra a violência doméstica e consequentemente o feminicídio. Vale salientar, que as fontes revelaram uma série de questões importantes para entender o contexto dos acontecimentos, as dificuldades que tais mulheres enfrentavam, bem como, os traumas que elas terão que carregar durante toda a vida. Destacamos ainda, que mesmo o isolamento sendo algo necessário, tornou-se algo delicado para as vítimas pelo fato de estarem confinadas com seus agressores, que por muitas vezes, impossibilitou a realização das denúncias. Os dados são de extrema importância para fundamentar análises, estudos e subsidiar a construção de políticas públicas e ações frente às problemáticas apresentadas.
ARQUITETOS DA NEGAÇÃO: AS MÍDIAS SOCIAIS E O NEGACIONISMO NA CENA PÚBLICA BRASILEIRA.
GABRIELA CRUZ ABREU; Ilza Maria Ferreira dos Santos; Janizi das Dores Rodrigues; Sônia Maria de Meneses Silva
Este trabalho é fruto de um projeto que está sendo desenvolvido no Lapehc – Laboratório de Pesquisa em História Cultural da Universidade Regional do Cariri – URCA, vinculado ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica/FUNCAP. Assim, é relevante pois, visa discutir a presença das narrativas negacionistas na esfera pública brasileira no tempo presente, especificamente entre os anos de 2010 a 2021. Com isso, é notório o crescimento exponencial dos negacionismos na cena pública nos últimos anos, especialmente com o advento das redes sociais e sua capacidade de reprodução e propagação de notícias, mesmo muitas delas sendo fake news ou negacionistas. Logo, entre esse volume significativo de negacionismos sendo compartilhados na Internet, um número significativo se refere à negação de fatos históricos importantes, como a escravidão indígena e africana no Brasil e a Ditadura Militar de 1964. Primeiramente, é de extrema relevância pontuar que os negacionismos passaram por um processo de multiplicação exacerbada na última década, esse fato se deve a alguns fatores, entre eles a massificação das mídias digitais e sua capacidade de alcance, engajamento e proliferação de narrativas. Desse modo, deve-se discutir o conceito de negacionismo, as modificações que o termo sofreu ao longo dos anos e como ele se estrutura historicamente na sociedade, a fim de compreendermos a atuação do conceito na contemporaneidade.
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoCEARÁ INDÍGENA, NEGRO E QUILOMBOLA: MEMÓRIA E MOVIMENTO SOCIAL NAS PUBLICAÇÕES DO IMOPEC (1988-2015)
A DITADURA CIVIL-MILITAR NO CARIRI CEARENSE (1964-1985)
DÉBORAH MARÍTZZA ARRUDA DE LIMA
Quando se estuda o golpe de 1964, voltamos os nossos olhares para as metrópoles do país, esquecemos de analisar as suas manifestações nas áreas mais interioranas. Pois são eles lugares, que historicamente são mais esquecidos, entretanto nos “anos de chumbo”, a violência militar também foi instaurada, esse é o caso do Cariri cearense, em que durante esse período serviu de rota de fuga, refúgio e viu seus moradores indo para as prisões serem torturados. Através dessa pesquisa pretendo deixar entendido que no Cariri cearense, ocorreram torturas, sendo ela atuadas em filhos dessa terra, ou de pessoas que foram trazidas para essa região justamente para se distanciar dos maiores focos do regime militar. Intento através dessa pesquisa mapear os torturados da Ditadura Militar no e do Cariri cearense. Com o objetivo de entender como essas torturas aconteceram, quem eram os torturados e seus torturadores e principalmente contribuir para a futuras pesquisas em História. É a partir de pesquisadores como Queiroz, (2010), (2018), Temóteo (2013) e Simião (2018), que é construído o debate e trazem luz para essa discussão, fazendo uso deles essa pesquisa se constrói. Assim se dá a pesquisa.
Palavras-chave: Ditadura militar Cariri cearense. Tortura. Torturados.
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoNEGACIONISMO AMBIENTAL: DESAFIOS NA ERA DA PROPAGAÇÃO DE NOTÍCIAS FALSAS E MÍDIAS DIGITAIS
TEREZA DAVILA SINDOR PEREIRA; Jane Derarovele Semeão e Silva
O termo "negacionismo" é utilizado em diferentes contextos, abrangendo a negação de eventos históricos e do aquecimento climático, também conhecido como negacionismo ambiental (DANOWSKI, 2012; 2018; MARINELI, 2020). Desde tempos remotos, os seres humanos têm impactado o meio ambiente em resposta às suas necessidades, mas foi a partir da Revolução Industrial que essa interferência atingiu proporções significativas, resultando na destruição de vastas áreas verdes. Embora se esteja testemunhando uma crescente degradação do ambiente natural, enfrenta-se também uma onda de negacionismo ambiental que nega a gravidade das mudanças climáticas e suas sérias consequências para a própria existência humana. Portanto, é de extrema importância problematizar tanto a propagação de notícias falsas relacionadas à questão ambiental, que se escondem por trás de discursos enganosos e distorcidos presentes em diversas mídias brasileiras, quanto os próprios canais que disseminam essas notícias. Essa propagação de informações distorcidas acaba alimentando práticas e ações ilegais que impactam negativamente o meio ambiente. Por este viés, como parte deste projeto de pesquisa, que envolve membros do Laboratório de Pesquisa em História Cultural da Universidade Regional do Cariri (LAPEHC/URCA), vinculado ao Curso de História, se realiza uma análise das agências de checagem de fatos "Lupa" e "Aos Fatos", além de consultas ao grande site “Folha de São Paulo”. Essas fontes permitem verificar e cruzar informações, investigando a disseminação de narrativas negacionistas relacionadas a questões ambientais no Brasil no ambiente virtual. Objetiva-se construir um acervo sobre o negacionismo ambiental, que será mantido no Laboratório de Pesquisa em História Cultural (LAPEHC), ao mesmo tempo em que se contribui para a discussão historiográfica sobre negacionismo, aquecimento global, notícias falsas e mídias digitais.
ALDEAMENTOS E POVOS INDÍGENAS NO CEARÁ COLONIAL (1696-1720)
MARIA APARECIDA DE SOUSA; DARLAN DE OLIVEIRA REIS JUNIOR
Esse projeto de pesquisa tem por objetivo desmistificar a noção que existe sobre os povos indígenas como seres cristalizados no passado ao analisar a sua atuação como agentes ativos dentro dos aldeamentos nos sertões, no período do Ceará Colonial (1696-1720). Para identificar a sua presença será destacado o processo de exploração da mão-de-obra indígena, as relações de alianças feitas entre eles e a coroa, o processo de transformação étnico e como os aldeamentos contribuíram para a usurpação de terras nesse território. A construção desse trabalho será baseada nas leituras bibliográficas, como a aparato teórico preliminar, farão parte, autores como (CUNHA, 2012), (DE ALMEIDA, 2010), (MONTEIRO, 2002) e outros que poderão fazer parte com o avançar das leituras. E no que diz respeito as fontes documentais, encontra-se presentes no acervo do Centro de Documentação do Cariri (CEDOCC), a Coleção Memórias do Ceará Colonial, especificamente o Volume I, Tomo II, e a publicação impressa do Francisco José Pinheiro “Documentos para a História colonial, especialmente a indígena”, que consistem em um conjunto de cartas avulsas do Conselho Ultramarino, recolhidas pelo Arquivo Histórico Ultramarino (AHU). No momento a pesquisa encontra-se na fase inicial, portanto, não temos conclusões. No entanto, as leituras e analises do material de pesquisa já esta em andamento.
Palavras-chave: Aldeamentos,povos indígenas,Ceará Colonial,exploração
Resumo Simples
Abrir o trabalhoAS “CLASSES PERIGOSAS” NOS SERTÕES CEARENSES: TRABALHO E CONFLITOS NO SÉCULO XIX.
MARILIA ISABEL TOMAZ ROCHA DE MORAIS; Darlan de Oliveira Reis Junior
A pesquisa tem por objetivo analisar o processo histórico das diferentes formas de lutas de classes nos sertões cearenses, no decorrer do século XIX. Numa sociedade marcada por fortes desigualdades econômicas, escravidão, pobreza, discriminação das classes subordinadas e patrimonialismo, havia um permanente estado de tensão por parte das autoridades constituídas e por setores das classes senhoriais. O medo das chamadas “classes perigosas”, da violência vista como inerente às mesmas, da insurreição dos escravos, das rebeliões dos pobres, traduzia-se em formas de leis, estruturas policiais, discursos e na elaboração de uma espécie de saber destinado ao controle social. Por outro lado, as classes subordinadas também tinham seus receios. Pequenos camponeses temiam perder suas terras para os grandes fazendeiros, por exemplo. Havia o medo da fome, da miséria, que assolavam as camadas pobres. Os libertos temiam a reescravização, assim como, homens e mulheres que eram livres, segundo a legislação da época, temiam a chamada “escravização ilegal”. Os escravizados sofriam, além da própria violência que é a escravidão, com a violência física, o temor da venda e separação dos arranjos familiares, a discriminação de outros setores, enfim, com todo o estigma das relações escravistas. São utilizadas fontes existentes no Centro de Documentação do Cariri (CEDOCC) e da Hemeroteca Digital, da Biblioteca Nacional.
AS PROBLEMÁTICAS ENFRENTADAS NO ENSINO DE HISTÓRIA APÓS A PANDEMIA DA COVID-19: UMA ANÁLISE A PARTIR DA EXPERÎENCIA DO ESTÁGIO DE REGÊNCIA.
PABLO THIERRY DE OLIVEIRA SILVA
O presente trabalho tem como objetivo central desenvolver uma análise sobre as principais dificuldades enfrentadas no ensino de História após a pandemia da COVID-19. Para isso, baseia-se na experiência adquirida durante a disciplina de Estágio Supervisionado, parte integrante da matriz curricular do curso de História da Universidade Regional do Cariri. A pesquisa foi realizada na rede de ensino básico de Juazeiro do Norte, Ceará, e concentrou-se no Ensino Fundamental II, abrangendo as turmas do 6º ao 9º ano no turno da tarde. Durante o segundo semestre de 2022, foram realizadas observações e práticas pedagógicas, proporcionando um período de aprendizagem mútua. A análise busca identificar e compreender as dificuldades encontradas na instituição de ensino da rede municipal, levando em consideração o contexto pós-pandemia. Essas dificuldades estão relacionadas com os aspectos de adaptação ao ensino remoto, a falta de acesso adequado à tecnologia e à internet, a presença de interação presencial entre alunos e professores, além dos desafios de manter o interesse e a motivação dos alunos em um contexto de ensino à distância. Por meio dessa pesquisa que visa contribuir para o debate e a reflexão sobre o ensino de História no contexto pós-pandemia, fornecendo benefícios para o desenvolvimento de estratégias pedagógicas mais eficazes e inclusivas. Ao analisar as dificuldades enfrentadas no ensino de História após a pandemia, esse estudo visa contribuir para a melhoria da educação, proporcionando um ambiente de aprendizagem mais adequado e eficiente.
Palavras-chave: Ensino de História, Estágio supervisionado, covid-19
Resumo Simples
Abrir o trabalhoCULTURA, SABERES E MEMÓRIAS: UMA BREVE REFLEXÃO TECIDA A PARTIR DAS VIVÊNCIAS NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO II.
MYRELE SOARES FEITOSA; DINAJILAS GOMES DE MELO SANTOS; ANA CLEIDE PEREIRA RIBEIRO; MELIZE FERNANDES ALVES; CAMILA DE SOUSA SANTOS
O presente trabalho é fruto das experiências possibilitadas pelo Estágio Curricular II em espaços não escolares (arquivos, bibliotecas, centros culturais e museus) ofertada pela disciplina de Estágio Supervisionado II no 6° semestre do Curso de Licenciatura em História da Universidade Regional do Cariri- URCA. Esse estágio é voltado para a atuação dos graduandos em História, em espaços históricos e/ou culturais servindo como formação complementar dos futuros historiadores. O estágio foi realizado em uma biblioteca infantil localizada na cidade de Caririaçu - Ce. Para tanto, nossas reflexões são oriundas das experiências e realização da oficina proporcionadas por tal estágio. Essa comunicação tem como objetivo compreender a relevância das vivências do estágio em espaços não escolares para a formação dos graduandos em História e analisar as narrativas em torno da construção de uma memória coletiva sobre o município caririaçuense. O aporte metodológico utilizado na pesquisa qualitativa foi: levantamento bibliográfico, vivências através do estágio e o desenvolvimento e realização de uma oficina voltada para o público infantil da biblioteca. Os conceitos teóricos usados para enveredar a pesquisa são: história local tendo com base ALVES (2006), memória na visão de LE GOFF (2013) e aprendizagem significativa a partir de AUSUBEL (1982). Na fase final, a pesquisa busca perspectivar um olhar problematizador do historiador em formação com foco em temas sobre história local e a mediação dessa história e memória para o público infantil.
Palavras-chave: Biblioteca Infantil, Estágio, Experiências, História Local, Memória
Resumo Simples
Abrir o trabalhoPARA UM ENSINO DE HISTÓRIA SIGNIFICATIVO: USO DO RECURSO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO MEME DURANTE O ESTÁGIO DE REGÊNCIA NO ENSINO FUNDAMENTAL
JÉSSICA MYLENA DE OLIVEIRA SERAFIM
Objetivamos refletir sobre a experiência do uso do recurso didático-pedagógico meme para o ensino de História durante o Estágio Supervisionado no Ensino Fundamental – anos finais, desenvolvido em uma escola pública no munícipio do Crato - CE, realizado no ano de 2022. Assim, a proposta desse texto é relatar essa experiência, frisando a importância do uso do meme para a participação discente na construção do conhecimento histórico, frente ao desinteresse e dificuldades enfrentadas pelos alunos do 7° ano no componente curricular de História. Cabe destacar que essa decisão de usar esse recurso, partiu depois da observação e do diálogo com a turma, após notar um nível elevado de desinteresse e indisciplina durante as aulas. Além disso, também foi aplicado uma dinâmica onde eles escreveram no papel se gostava ou não de história e, a partir do diagnóstico desses relatos, pensei em utilizar recursos didáticos para tornar as aulas de história mais atrativas e para explicitar com mais nitidez o assunto em trâmite, assim como, gerar curiosidade e motivação por parte dos alunos. Diante desse cenário, o meme revelou-se como um objeto pedagógico promissor, pois é um recurso atual, dinâmico e desperta atenção dos alunos. A seleção dos memes se deu através do perfil do Instagram, “História no Paint”, seguido da escolha daqueles que possuíam elementos que se aproximassem do dia-a-dia dos alunos. Foram escolhidos aqueles que fazem referência a dois filmes, Tropa de Elite (2007) e Vingadores: Ultimato (2019), ambos potencialmente significativos para estabelecer relação com o conteúdo. A aula em que utilizei os memes como recurso didático foi realizada no 7° ano D, considerado a “pior turma da escola”, mas como afirma Paulo Freire (2004), ensinar exige convicção de que a mudança é possível. O objeto do conhecimento da aula foi “Renascimento e Humanismo” e foi lecionada a partir dos critérios propostos pelo historiador Fernando Seffner (2013) para alcançar uma aprendizagem significativa, baseada na teoria de David Ausubel (1980). De forma geral, foi possível perceber que essa aula, priorizando o conhecimento prévio dos alunos, usando o meme para explicar o conteúdo, foi uma boa estratégia, pois observei que os alunos se sentiram mais à vontade para participar e interagir durante a explicação, ficando mais interessados no conteúdo, o que acabou por contribuir para o funcionamento da dinâmica dessa sala, amenizando a indisciplina e o desinteresse que causava bastante desconforto nessa turma.
Palavras-chave: Estágio, Ensino de História, Meme,Recurso didático
Resumo Simples
Abrir o trabalhoRelato de experiência no estágio supervisionado: cordel como fonte histórica e aplicação de oficina pedagógica
FERNANDA GABRIELA GERHARDT COSTA
Trata-se do resultado de um estudo onde se relata a experiência de estágio supervisionado, enfatizando a metodologias de oficinas pedagógicas no ensino de história e literatura de cordel como fonte de pesquisa histórica. Além disso faz-se a análise da escolha da fonte e da metodologia, tendo como critério a aplicação das normas sugeridas pela matriz curricular do novo ensino médio, na qual exige a integralização das disciplinas nas devidas áreas do conhecimento. Portanto pretende analisar as atividades de estágio, trazendo as considerações da experiência da docência e uso de fontes históricas para instigar a reflexão dos sujeitos históricos e os aspectos sociais refletidos na história geral e local. Busca apontar a compreensão do cotidiano do ensino básico e do ensino de história explorando os aspectos didáticos através do diálogo com as fontes históricas e as metodologias do ensino de história; e também destacar a experiência na docência e os desafios enfrentados em relação a construção de um material que dialogue com a realidade e os interesses dos alunos, atendendo as demandas exigidas pela grade curricular.
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoUSO DA TECNOLOGIA ANCESTRAL DOS JOGOS DE TABULEIRO AFRICANOS PARA O ENSINO DE HISTÓRIA FRENTE A LEI 10.639/03: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA.
JÉSSICA MYLENA DE OLIVEIRA SERAFIM
Neste trabalho o objetivo é relatar a experiência do uso da tecnologia ancestral dos jogos de tabuleiro africanos para o ensino de História frente a lei 10.639/03, resultado do trabalho final da disciplina obrigatória Oficina de História II, proposta curricular do curso de Licenciatura Plena em História da Universidade Regional do Cariri – URCA. Nesse sentindo, propomos relatar a experiência do uso dos jogos de tabuleiro africano no ensino de História, salientando sua contribuição para efetivação da Lei 10.639/03 da Diretrizes e Bases da Educação Nacional que torna obrigatório o ensino de cultura africana, afro-brasileira e indígena no currículo escolar das instituições de ensino básico no Brasil. Inicialmente, foi realizado um estudo exploratório de trabalhos na plataforma do Google Acadêmico, afim de selecionarmos trabalhos, entre artigos e teses, para construir bases científicas para o uso dos jogos, mas especificamente do tabuleiro africano Mancala. Posteriormente, entre a variedade de jogos encontrados da família africana como Yoté, Fanorama e Mancala, selecionamos o último por sua acessibilidade, simplicidade e potencialidade educativa, contando com variadas cores e modelos, podendo ser fabricado usando recursos recicláveis, como caixa de ovos, copos descartáveis e, até mesmo, fazendo buraco na terra. Logo após a seleção, partimos para confecção e customização de Mancala com caixas de avós. Prontas, partimos para o uso dessa tecnologia ancestral que aconteceu na II Amostra do Brincar na comunidade periférica do Gesso no munícipio do Crato – CE e, contou com várias atividades, incluindo o estande de jogos e brincadeiras didáticas-pedagógicas, onde ficamos. Antes de cada rodada, apresentamos a Mancala como expressão cultural rica e complexa de origem africana, pontuando que ao explorar suas regras, estratégias e dinâmicas poderíamos aprender sobre valiosos aprendizados para além de uma competição de tabuleiro, como conexão com a cultura africana, aprendizado interdisciplinar, cooperação, sociabilidade e fortalecimento da identidade, orgulho cultural e pertencimento a origem africana ou afrodescendentes. Ao final dessa experiência com boa recepção dos alunos, percebemos que ao utilizar a Mancala como recurso educacional, podemos contribuir para a efetivação da Lei 10.639/03, pois pode proporcionar um ensino-aprendizagem diverso, significativo, lúdico, inclusivo e sobretudo, promover o desenvolvimento de habilidades cognitivas e socioemocionais a partir de tecnologias ancestrais.
Palavras-chave: tECNOLOGIA ANCESTRAL, Jogos africanos,Mancala, Lei 10.639/03
Resumo Simples
Abrir o trabalhoResumo Simples
Abrir o trabalhoPráticas homofóbicas no ambiente escolar: uma análise a partir do estágio supervisionado
JOSÉ ANDERSON DO NASCIMENTO
Pensar as relações de gênero e relacioná-las aos ambientes escolares é perceber que elas estão ligadas e permeadas por uma sociedade que se molda através da heteronormatividade, e atribuem papéis específicos a homens e mulheres. Não obstante, o meio escolar colabora para elaborar mecanismos que incutam na cabeça dos discentes o comportamento de que atitudes homofóbicas são “normais”, pois assim elas são consideradas pela maioria da sociedade. Dessa forma, o trabalho surge a partir de uma proposta feita pela professora de estágio supervisionado IV da URCA (Arleilma), para desenvolvermos um artigo a partir das experiências que vivemos no período em que estávamos inseridos dentro do ambiente escolar. Assim, nasce o trabalho com o tema Práticas homofóbicas no ambiente escolar: uma análise a partir do estágio supervisionado. Metodologicamente, o trabalho se estrutura a partir de uma análise bibliográfica e da observação do espaço escolar, tendo como objetivo debater acerca das relações de gênero atribuídas a esses corpos, e como a escola desempenha mecanismos para que ocorra a perpetuação dessas práticas, seja na omissão das diversidades sexuais ou na conivência para que a homofobia ocorra. O trabalho ainda faz uma análise acerca de como a escola enquanto um local social contribui para a exclusão desses grupos minoritários da sociedade, através do silenciamento dos educadores, o silenciamento dos currículos que ignora as várias identidades de gênero ou a negligência institucional de todo um grupo.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoREGULANDO OS MODOS DO SER MULHER ATRAVÉS DO VESTIR: FARDAMENTO DO COLÉGIO SANTA TERESA DE JESUS ENQUANTO MECANISMO DE CONTROLE E DISCIPLINA DO CORPO.
JÉSSICA MYLENA DE OLIVEIRA SERAFIM
O presente artigo tem como objetivo analisar o uso do fardamento do privado colégio cratense Santa Teresa de Jesus – destinado à educação exclusivamente feminina até o final década de 70 – como um mecanismo de controle e disciplina do corpo. Esta análise se deu amparada pelo arcabouço teórico em torno, principalmente, da discursão fornecida por autores como o filósofo Michel Foucault (1987) e a historiadora Michelle Perrot (2019). Dessa forma, utilizamos como fonte, os relatos de memória de ex-alunas e fotografias presente no livro “História e Memória de Tempo Felizes”, publicado em 2015 e organizado por Eleonora de Albuquerque Batista. Esta obra, refere-se a uma coletânea composta de história, imagens e relatos de ex-alunas, padres e religiosas sobre a criação, finalidade e funcionamento do colégio. No entanto, as referências sobre o fardamento do colégio, será nosso principal ponto de reflexão, tendo em vista que é um elemento recorrentemente evocado e valorizado entre as variadas experiências vivenciadas pelas ex-estudantes na instituição e que corroboram para a constatação da hipótese de que o uniforme funcionava como um regulador dos modos do ser mulher naquela época.
Palavras-chave: fardamento, disciplina, controle do corpo
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoViolência doméstica e imprensa: o caso Pamella Holanda (2021)
JOSÉ ANDERSON DO NASCIMENTO
A violência de gênero é um produto sociocultural engendrado dentro das relações de poder estabelecidas, historicamente, entre homens e mulheres. Nessa relação, construída de forma hierárquica, os homens impuseram às mulheres sua dominação. Não obstante alguns avanços no sentido de desmontá-lo, tal fato tem perdurado por ser, entre suas razões, alimentado por diversos simbolismos que incutiram nos homens o sentimento de superioridade em relação às mulheres. O período de pandemia a que Brasil foi submetido em função do COVID-19, escancarou essas relações de poder na medida em que houve um aumento exponencial dos casos de violência doméstica no país. Nessa perspectiva, a pesquisa tem como objetivo analisar, a partir do caso Pamella Holanda (2021), que ganhou projeção nacional por ter sido agredida por Iverson de Souza Araújo, à época seu marido, as narrativas construídas em torno do caso pela imprensa. Nesse sentido, nossas fontes são reportagens produzidas sobre a violência doméstica sofrida por ela, metodologicamente tratadas a partir da análise dos discursos veiculados por alguns veículos de imprensa. Por se tratar de um Trabalho de TCC em desenvolvimento, não apresentamos, por hora, conclusões sobre a pesquisa, apenas conjecturamos que os meios de comunicação midiáticos elaboram uma narrativa de desconstrução das relações hierárquicas/desiguais e historicamente construídas entre homens e mulheres sobre a violência doméstica a partir do caso Pamella Holanda, colaborando, inclusive, para que outras mulheres inseridas num ciclo de violência doméstica, possam procurar ajuda em locais especializados neste tipo de caso.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoLEIDIANE FRANCELINA BATISTA; José Ítalo dos Santos Nascimento; João Victor Soares Damasceno; Cícero Joaquim dos Santos
Este projeto de pesquisa pretende compreender as representações históricas referentes a população indígena, negra e quilombola do Ceará mediante a análise das publicações do Instituto da Memória do Povo Cearense (IMOPEC), no período circunscrito entre 1988 e 2015. A partir da História Cultural, a pesquisa dialoga com os conceitos memória e representação. Como fontes, o estudo analisa os periódicos publicizados pelo IMOPEC, bem como O Boletim Raízes, que traz em seu esboço, temáticas que parte desde o campo da cultura, para assuntos que envolve discursos políticos, bem como cartilhas e livros que apresentam as lutas e trajetórias históricas dos povos indígenas e da população negra e quilombola das diferentes regiões do Ceará, suas demandas sociais e referências culturais. Além do boletim, na Revista Propostas Alternativas, traz discursos e problemáticas mais aprofundadas, levando o leitor a compreender melhor o assunto que a revista traz, suas propostas, intervenções, contribuições de diversos autores, entre outros.
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoPalavras-chave: Negacionismo, Aquecimento global,Meio ambiente,Mídias digitais
Resumo Simples
Abrir o trabalhoOS DISCURSOS NEGACIONISTAS DA COVID-19 NA ESFERA PÚBLICA MIDIÁTICA: AÇÃO DAS AGÊNCIAS DE CHECAGEM NO COMBATE AS FAKE NEWS
DINAJILAS GOMES DE MELO SANTOS; ALEX WILLAMY MACAMBIRA GATINHO; FRANCISCO EGBERTO DE MELO
Subnotificação dos casos de morte e/ou internação, discursos antivacina, receitas caseiras e medicamentos milagrosos para prevenção/combate a Covid-19 e descrença e rejeição aos conhecimentos científicos. Esses são alguns dos discursos negacionistas que atingem a cena pública midiática durante a pandemia da Covid-19. Esses discursos propagados nas mídias digitais geram pânico social corroborando na legitimação do saber através do poder, visto que os políticos utilizam as narrativas anticientíficas para autopromoção e aceitação popular do público eleitorado. Em meio a tantas controvérsias e ondas negacionistas entra em cena as agências de checagens que têm como objetivo central verificar e checar as informações compartilhadas nas redes sociais para combater a desinformação e as fake news. Essa pesquisa utiliza como um dos mecanismos metodológicos as agências de checagem de informação Lupa e Fato ou Fake, fazendo um estudo analítico de seus fenômenos quantificáveis relacionados às matérias e conteúdos. Ao ser realizada essa análise minuciosa foram construídas duas tabelas de mapeamento das notícias para identificar com mais precisão os dados solicitados. Dentre as notícias avaliadas nas duas agências de checagem foram selecionadas 96 notícias, destacando-se conteúdos como: vacina, morte por Covid-19 e negacionismo científico. Havendo como principais agentes disseminadores: médicos negacionistas, políticos e a própria mídia digital. O arcabouço teórico principal é pautado nas questões de discursos e nas relações do biopoder, pandemia da Covid-19 e negacionismo sendo usados: FOUCAULT (2016) HARARI (2020) e VALIM, AVELAR ,& BEVERNAGE (2021).Em sua fase final a pesquisa visa encontrar possibilidades de prevenção contra novas forças desestabilizadoras constituídas cotidianamente a partir dos discursos negacionistas e contribuir para uma compreensão histórica que tenha em conta uma epistemologia científica capaz de proporcionar a libertação do saber e resistência diante dos grupos que se beneficiam com o negacionismo científico.
Palavras-chave: Agências de checagem,Anticientífico,Covid-19,Discursos
Resumo Simples
Abrir o trabalhoSOB O SIGNO DA COPA DO MUNDO DE 1970: DITADURA, FUTEBOL E PROPAGANDA POLÍTICA.
CAMILA DE SOUSA SANTOS; Ana Cleide Pereira Ribeiro; Dinajilas Gomes de Melos Santos; Melize Fernandes alves; Fábio José Cavalcanti de Queiroz
A Copa de 1970, realizada no México, se deu em um período de grande repressão política no Brasil. Era o auge da ditadura e o país vivia ainda os efeitos do Ato institucional Número 5 (AI-5), instaurado no ano de 1968, o qual um de seus efeitos foi a censura aos meios de comunicação. É nesse cenário histórico concreto que o general-presidente Emílio Garrastazu Médici buscou se mostrar amante do futebol e, nessa perspectiva, apropriou-se desse imaginário para uso de propaganda política em prol de seu governo. A propaganda foi de suma relevância para a construção da imagem de “um país em desenvolvimento”, além que de serviu para tirar o foco da repressão. Dessa forma, nessa comunicação será analisada as inter-relações entre a ditadura e o seu projeto de "Brasil grande", de um lado, e o uso dos êxitos futebolísticos com propósitos diretamente políticos. De maneira simples e acessível, o objeto, ou o problema que define a natureza dessa monografia, plasma-se em duas palavras: ditadura e futebol. Em síntese, esse trabalho busca analisar a ditadura militar-burguesa que dominou o Brasil durante 21 anos, embora faça um rigoroso recorte dessa trajetória, concentrando a atenção no ano de 1970, trazendo para o primeiro plano da investigação os nexos entre ditadura e futebol ou, dito de outra maneira, como a ditadura buscou se apropriar das conquistas esportivas da seleção brasileira na Copa do México no contexto do chamado “milagre econômico”. Partindo desse horizonte prioritário, a ideia é partir das principais narrativas presentes nos jornais "Folha de São Paulo" e "O Globo", durante os jogos no México e analisar como esses periódicos corroboraram com a propaganda política e a ideia do "milagre econômico". Acreditamos que o uso de jornais da época representa uma forma de nos aproximar do nosso tema e reconstituir esse período, de certo modo, dramático e perturbador. Também aqui, vale ressaltar a importância de entender a conjuntura histórica do ano de 1970, e, para esse objetivo, contamos com os estudos teóricos de Skidmore (1998), Netto (2014) e Kehl (2005). No caso de Maria Rita Kehl, o seu estudo é fundamental para recuperarmos detalhes do contexto histórico da época que nos serve de baliza temporal. Na fase final da pesquisa, queremos demonstrar, por meio deste estudo, como o regime político discricionário fez uso do futebol com o intuito de ressaltar sua retórica ufanista e desviar o foco do país em um momento de radicalização do sistema repressivo.
Palavras-chave: Ditadura,"Milagre econômico",Futebol, Propaganda politica,Copa de1970
Resumo Simples
Abrir o trabalhoPalavras-chave: classes perigosas,pobres, desigualdade economica,luta de classes
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoEscravidão e aldeamento: exploração dos povos indígenas no Ceará colonial
THAIS MARIA BEZERRA FERREIRA SILVA ; Maria Aparecida de Sousa; Darlan de Oliveira Reis Júnior
A pesquisa tem por objetivo analisar o processo histórico de exploração dos povos indígenas no Ceará colonial. A exploração assumiu várias formas: a escravização ilegal, a escravização pela chamada “guerra justa”, a usurpação das terras indígenas, a submissão através de outras formas de trabalho compulsório, a catequização imposta através da política de aldeamentos. As formas de resistência foram variadas: guerras, fugas, reivindicação de direitos, participação nas lutas políticas do período. Busca-se compreender os indígenas enquanto sujeitos dos processos históricos nos quais estão inseridos. As fontes a serem analisadas são cartas, requerimentos, cartas de sesmarias, documentos governamentais, legislações. As fontes utilizadas fazem parte do acervo do Centro de Documentação do Cariri (CEDOCC) em formato digital e textual, laboratório do Departamento de História da Universidade Regional do Cariri (URCA).
Palavras-chave: Indígenas,Exploração,Escravidão,Aldeamento,Colônia
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoMATERNIDADE E SENSIBILIDADES: A MORTE INFANTIL ENTRE AS DÉCADAS DE 1964 À 1988 NA REGIÃO DO CARIRI/CE.
BRUNA MENESES PINHO
Diante da considerável “pouca” exploração do estudo da criança dentro da História no tempo presente, esta pesquisa surge em virtude da vontade de aprofundamento acerca desse tema, principalmente em relação à mortalidade infantil no Cariri cearense entre 1964 a 1988. Pois, a partir de 64 a Ditadura Militar vai mexer com os poucos hospitais públicos existentes na época, fazendo com que a saúde se tornasse ainda mais excludente e seletiva, tendo esse quadro social se perpetuado até 1988 sendo o ano de criação da Constituição Cidadã que durante o processo de redemocratização do país, após o fim da Ditadura, foi escrita como o texto base que determina os direitos e deveres das figuras políticas e dos próprios cidadãos que vivem no Brasil. Logo, a partir da Constituição de 88 cria-se o direito universal à saúde e para executá-lo, surge à criação do Sistema Único de Saúde (SUS) - aprovado como lei em 1990. A partir do SUS começa a surgir o calendário de vacinas e diversas políticas vacinais. Além do mesmo também é responsável pelo saneamento básico, fazendo com que essas e outras medidas reduzissem a mortalidade infantil. Dessa forma, percebe-se que foi nesse recorte temporal, que se manteve o modelo de saúde pública de acordo com o modelo ditatorial e militar de administração pública, sendo um fator responsável pela morte de tantas crianças. Nesse sentido, também se torna importante analisar e compreender a mortalidade infantil na região a partir das sensibilidades voltadas para a mesma, especialmente relacionada às mães que perderam seus pequenos, muitos deles considerados “anjos”, por terem menos de 01 (um) ano de idade. Pois, são “taxas imprecisas e frias, que ocultam tantas lágrimas de sofrimento das famílias” tendo uma “condição humana que se esconde atrás dos números da taxa de mortalidade infantil” (NATIONS, 2009, p.25). Compreendendo também como essa sensibilidade muda e é sentida de acordo com cada perda e cada mãe, “Não é porque as crianças morriam como moscas que as mães se interessavam pouco por elas” (BADINTER, 1985, p.87). Já que devido a fatores como pobreza, saúde precária, ausência de contracepção, falta de higiene, entre outros, as crianças morriam demasiadamente, assim como também nasciam na mesma proporção, sendo comum que uma mãe tivesse de 10 a 15 filhos podendo falecer mais da metade deles, em sua maioria, ainda pequenos. O que não significa que essas mães não sentiram tamanha dor da perda, fazendo da sensibilidade em torno desse contexto algo único e particular para cada uma delas, mas relevante e doloroso de igual forma.
Oral
Abrir o trabalhoPovos de resistência: a luta indígena nos sertões cearenses no final da segunda metade do século XVII e meados do início do século XVIII (1698 - 1730)
THAIS MARIA BEZERRA FERREIRA SILVA ; Darlan de Oliveira Reis Júnior
A pesquisa tem por objetivo analisar o processo histórico de dominação dos povos indígenas no Ceará colonial, e, a partir dessa análise, compreender as formas de resistência adotadas pelos grupos indígenas da região, presentes nas relações sociais estabelecidas naquele período. A dominação assumiu várias formas, em particular por meio da violência que muitas vezes ocorria disfarçada, em discursos ocultos. Da mesma maneira as formas de resistência foram variadas: guerras, fugas, reivindicação de direitos, participação nas lutas políticas do período, também apresentadas por meio de discursos ocultos. O objetivo da pesquisa é compreender essas inúmeras facetas da resistência dos povos originários e apresentar os indígenas enquanto sujeitos dos processos históricos nos quais estão inseridos. As fontes a serem analisadas são cartas, requerimentos, cartas de sesmarias, documentos governamentais, legislações. As fontes utilizadas fazem parte do acervo do Centro de Documentação do Cariri (CEDOCC) em formato digital e textual, laboratório do Departamento de História da Universidade Regional do Cariri (URCA).
Palavras-chave: Indígena, Dominacao,Resistencia,Violência
Resumo Simples
Abrir o trabalhoTRABALHADORES LIVRES? NEM TANTO: A VIDA DOS MORADORES DE FAVOR NO SERTÃO CEARENSE NA SEGUNDA METADE DO SÉCULO XIX
MARILIA ISABEL TOMAZ ROCHA DE MORAIS; Darlan de Oliveira Reis Junior
: A pesquisa tem como objeto os camponeses que não possuíam terras, na segunda metade do século XIX, no Sertão Cearense. Busco analisar as formas de controle dos proprietários de terra sobre os denominados ‘‘moradores de favor’’. Para realizar este objetivo, procurarei entender o contexto socioeconômico no recorte temporal. Além disso, levarei em conta a questão do trabalho no período, no Brasil, que era a do trabalho escravizado e as diferentes formas de exploração dos trabalhadores e trabalhadoras livres. Dessa forma, as relações de poder serão analisadas levando em consideração a formação social escravista. A relação entre a classe senhorial e seus substratos e os camponeses moradores de favor em suas terras, as obrigações e formas de dominação e de resistência, conforme explica James Scott (2013). Essas relações estavam permeadas por condições severas de vulnerabilidade e dependência social (SCOTT,2013, p.16). Ao pesquisar sobre as condições em que os pobres viviam no Sertão cearense, é possível identificar o modo em que essa parcela da população era tratada. Muitas vezes descritos pela classe senhorial como vadios e preguiçosos, eram submetidos ao trabalho pesado, em formas distintas de trabalho compulsório e de obrigações paternalistas (REIS JUNIOR, 2019, p.242-243). A vida desses homens de condição humilde não era fácil. Ao trabalharem para si e suas famílias, ainda assim eram descritos como ociosos. Além disso, havia o risco da submissão através do recrutamento estatal, seja para obras ou para o serviço militar. A justificativa para impor o trabalho foi variada. O combate à ociosidade dos pobres, a prevenção da violência, a diminuição da criminalidade, as necessidades da lavoura, a diminuição da mão de obra escrava, a realização de obras públicas, a urgência em diminuir os problemas causados pelas secas e demais calamidades, entre outras. (REIS JUNIOR, 2019, p.25) Na formação social escravista, além da escravidão, existiam outras formas de trabalho compulsório, e a exploração da mão de obra dos trabalhadores livres era necessária para a produção agrícola. O Ceará tinha essas características. E dentre as diferentes formas de submissão dos trabalhadores livres, em especial do mundo rural, estava a que buscamos investigar: a morada, o que, segundo Garcia Junior, Ser ou tornar-se morador significava se ligar ao senhor do domínio de uma maneira muito específica, numa relação que supunha residência e trabalho simultaneamente (...). Ao pedir morada, quem o fazia já demonstrava não ter melhor opção de lugar para ir; não dispondo de meios de organizar sua existência social, vinha pedir ao senhor que os fornecerá e até mesmo os organizasse para ele" (Garcia Jr., 1990, p.38)
Palavras-chave: moradores de favor, camponeses, trabalho
Resumo Simples
Abrir o trabalhoVIOLÊNCIA RACIAL, ORDENAMENTO JURÍDICO E RELAÇÕES ESCRAVISTAS NA CIDADE DO CRATO DA SEGUNDA METADE DO SECULO XIX
DANIEL ALVES DE ALENCAR
O presente trabalho tem por finalidade compreender a problemática da violência contra a população negra e escravizada na Cidade do Crato na segunda metade do século XIX. Essa pesquisa que se encontra em andamento é parte do mestrado acadêmico em História, Cultura e Espacialidades, o qual estou cursando, pela Universidade Estadual do Ceará – UECE. Para a sustentação da pesquisa me utilizarei da bibliografia, assim como as fontes documentais e digitais, referentes a temática da escravidão e da violência, além dos Processos Criminais referentes a crimes de Lesão Corporal, Homicídio, Tentativa de Homicídio e alguns Periódicos referentes a cidade do Crato – Ceará, como O Araripe, por exemplo. Ambas as fontes estão disponíveis no Centro de Documentação do Cariri - CEDOCC.
Palavras-chave: Processos Criminais,Escravidão,Violência,Crato,Cariri
Resumo Expandido
Abrir o trabalho