6 de 6 trabalho(s) aceito(s)
A Educação Ambiental transformando o espaço escolar e construindo cidadania
DANIEL AGOSTINHO ARAUJO
O presente trabalho versa sobre o uso da educação ambiental junto aos alunos do 1º Ano da Escola Estadual de Ensino Médio de Tempo Integral Dr. César Cals em Fortaleza-CE com a intencionalidade de desenvolvimento de um projeto de conscientização ambiental e práticas de cidadania ativa, visando à efetivação de um espaço ecológico e de convivência para os alunos, professores e demais membros da comunidade escolar. A intencionalidade do projeto é convidar e principalmente demandar dos jovens, que desenvolvam com base na percepção crítica do espaço geográfico e seus desafios, conforme preconizado por Milton Santos e também outros educadores (Paulo Freire, Ailton Krenak entre outros) a ação consciente de transformação do espaço geográfico visando a superação das suas desigualdades e violências. Desenvolver tal ação, no ambiente escolar e mesmo que em uma escala reduzida, possibilitará que esses jovens desenvolvam seu senso crítico de forma paulatina e cuidadosa, o que possibilitará galgarem maiores passos no futuro, de modo que estes alunos se sintam pertencentes a sua cidade e possam transforma-la através de uma cidadania ativa.
Palavras-chave: Educação Ambiental,Cidadania ativa ,protagonismo juvenil,meio ambiente
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Abrir o trabalhoFORMAÇÃO CONTINUADA EM GEOGRAFIA E EDUCAÇÃO SOCIOAMBIENTAL: POSSIBILIDADES PARA A LEITURA CRÍTICA DO TERRITÓRIO URBANO
MARIA FRANCIDALVA SOUSA LIMA
Este trabalho analisa as possibilidades da formação continuada em Geografia para o fortalecimento de práticas pedagógicas voltadas à educação socioambiental e à leitura crítica do território urbano. Trata-se de um relato de experiência de natureza qualitativa, desenvolvido a partir de uma formação continuada com professores de Geografia dos Anos Finais do Ensino Fundamental. A proposta articulou referenciais curriculares, situações do cotidiano e problemáticas relacionadas ao território pernambucano, com discussões sobre desigualdade socioambiental, racismo ambiental, urbanização desigual, riscos ambientais, políticas públicas e uso do solo. Também foram realizadas atividades de análise de dados e mapas urbanos, estudos de casos locais e proposição de pesquisas de campo, relacionadas às habilidades previstas no Currículo de Pernambuco e na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Os resultados evidenciaram que a aproximação entre os conteúdos geográficos e as situações vivenciadas nos territórios favoreceu a ressignificação das práticas docentes e ampliou as possibilidades de leitura crítica do espaço. Em diálogo com Milton Santos, compreende-se o território como espaço produzido pelas relações sociais e pelas diferentes formas de apropriação e uso. A experiência também possibilitou aos professores incorporar estratégias como análise cartográfica, estudos de caso e pesquisas sobre problemas socioambientais locais. Conclui-se que a formação continuada pode contribuir para um ensino de Geografia mais próximo da realidade dos estudantes, fortalecendo a compreensão das desigualdades socioespaciais, a participação cidadã e a interpretação crítica das relações que produzem o espaço urbano.
QUANDO A CIDADE GRITA: AS MANIFESTAÇÕES ARTÍSTICAS CULTURAIS
JOSÉ CARLOS MARTINS PEREIRA ; Maria Eduarda Pereira dos Santos²
A cidade constitui-se como um espaço marcado por diferentes aspectos sociais, territoriais, políticos, econômicos e culturais, sendo produzida pelas relações estabelecidas entre os sujeitos e pelas diferentes formas de apropriação do espaço urbano. Nesse contexto, as desigualdades socioespaciais tornam-se visíveis por meio das diferenças no acesso às políticas públicas, aos serviços e às condições de vida. A partir das contribuições de Henri Lefebvre, Milton Santos e David Harvey, compreende-se que o espaço urbano é socialmente produzido e atravessado por relações de poder, conflitos e desigualdades. Nesse cenário, as manifestações culturais, especialmente as pichações, podem constituir formas de expressão, denúncia e resistência diante das condições vivenciadas nos territórios urbanos. Embora frequentemente associadas à marginalidade, essas manifestações também podem revelar insatisfações e reivindicações de sujeitos que buscam tornar visíveis suas demandas e chamar a atenção do poder público. O estudo possui caráter bibliográfico, articulado às observações do cotidiano, buscando compreender como essas manifestações podem evidenciar desigualdades socioespaciais e formas de resistência. Assim, as pichações são analisadas como elementos presentes na paisagem urbana que podem expressar conflitos, reivindicações e a necessidade de melhorias nas condições de vida e no acesso às políticas públicas.
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Abrir o trabalhoCRIME, TERRITÓRIO E COTIDIANO: contribuições da Geografia para compreender a violência
LOHANY FERREIRA ALENCAR ; Maria Aparecida dos Santos Felipe
A violência constitui uma problemática que também se expressa no espaço e interfere nas formas de vivência e apropriação do território. Nesse sentido, este trabalho busca compreender as relações entre crime, território e cotidiano no município do Crato- CE, considerando a contribuição da Geografia para a análise da violência. A partir de Milton Santos (2006), compreende-se o espaço como um conjunto indissociável de sistemas de objetos e sistemas de ações, produzido e transformado pelas relações sociais. Brantingham e Brantingham (1995) contribuem para a compreensão da dimensão espacial do crime, enquanto Cavalcanti (2002) destaca a importância da educação geográfica na leitura crítica do espaço vivido. A pesquisa apresenta abordagem quali-quantitativa, desenvolvida por meio de revisão bibliográfica e levantamento de dados oficiais sobre homicídios registrados no município. Espera-se compreender possíveis desigualdades espaciais relacionadas à ocorrência dos homicídios e suas relações com o cotidiano urbano. A análise poderá contribuir para a educação geográfica, fortalecendo a leitura crítica do espaço vivido e subsidiando reflexões sobre políticas públicas voltadas às diferentes realidades territoriais do município.
Colonialismo Digital e Espaço Urbano no Crajubar: Primeiras Aproximações
RODRIGO ALVES DA SILVA; Ana Weyda dos Santos Souza; Fabricio Arrais Freire
Este estudo apresenta uma proposta de pesquisa exploratória e bibliográfica, em estágio de leituras iniciais, que analisa de forma crítica como as tecnologias de Inteligência Artificial (I.A.) e as lógicas de extração de dados do colonialismo digital impactam o espaço urbano e o cotidiano na região do Cariri cearense (complexo do Crajubar) a partir dos anos 2000. A fundamentação teórica ancora-se na articulação entre o Meio Técnico-Científico-Informacional de Milton Santos, a expropriação socioeconômica do colonialismo digital mapeada por Deivison Faustino e Walter Lippold, e a simbiose bio-cibernética corporal de Emerson Ribeiro sob o conceito de "Aparelho Humano Habitado". A metodologia estrutura-se em revisão conceitual integrada dos autores, mapeamento preliminar do uso de algoritmos urbanos na região, e posterior formulação de propostas de pedagogia hacker voltadas à educação básica. Como considerações preliminares, aponta-se que as tecnologias informacionais reconfiguram o Cariri sob uma falsa aura de neutralidade que oculta intencionalidades mercadológicas exógenas. Conclui-se que o letramento digital crítico na Geografia escolar é indispensável para combater o fetiche tecnológico e fomentar a soberania digital popular no território.
Palavras-chave: Colonialismo Digital,Espaço Urbano, Ensino de Geografia
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Abrir o trabalhoO Urbanismo Hostil e a Promoção da Cidadania na Paisagem Urbana
JOSÉ KAWÊ VITURINO RODRIGUES; Cristóvão Teixeira Rodrigues Silva
Este trabalho realiza uma análise da Lei 14.489/2022, nomeada como "Lei Padre Júlio Lancellotti", observando o embasamento teórico que fundamenta o "Urbanismo Hostil", vedado por esta lei, comparando-o com a proposição do conceito de "paisagem", feita por Milton Santos e complementada pelos estudos de Angelo Serpa. Neste sentido, esta pesquisa se propôs a compreender se a realidade brasileira atual, com base em dados coletados pelo IBGE, está condizente com a medida legislativa supracitada e se a perspectiva cidadã está presente na formação e transformação das cidades brasileiras, com relação à acessibilidade de pessoas com deficiência visual e física. Verificou-se que o espaço urbano brasileiro condiz com o conceito de "Urbanismo Hostil", considerando-se os dados das características urbanísticas do entorno dos domicílios, coletados pelo Censo Demográfico de 2022 do IBGE, e por meio desta análise, é possível destacar como as paisagens urbanas apresentam uma arquitetura que afasta as pessoas com deficiência visual e física de parte expressiva do território urbano nacional. Concluiu-se que as pessoas com tais deficiências, apesar da vedação legislativa à "hostilidade" no meio urbano, são alvo de exclusão social, tendo em vista o abismo entre o objetivo técnico dos objetos que constituem o espaço urbano e o que, essencialmente, representam quando observados de maneira crítica. Diante disso, em prol da construção de uma paisagem mais cidadã, é necessário compreender que o espaço urbano reflete condições sócio-históricas e que a relativa invisibilização do tema nos meios urbanos contribui para a manutenção desta problemática histórica, dificultando a implementação de objetos inclusivos no espaço urbano. Assim, ultrapassar a "hostilidade" no planejamento e realização da paisagem urbana é essencial para a concretização da função do meio urbano como espaço cidadão.
Palavras-chave: Pessoas com Deficiência Visual e Física,Urbanismo Hostil,Cidadania,Paisagem Urbana
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