19 de 19 trabalho(s) aceito(s)
CRIATIVIDADE MOTORA E FATORES SOCIODEMOGRÁFICOS EM PRÉ-ESCOLARES DA CIDADE DE IGUATU-CE
VITORIA JADY OLIVEIRA CAMPOS; Samuel Aparecido Oliveira Silva; Ana Lívia Nascimento de Oliveira; Jayane Rodrigues de Lima; José Cleirton Gois Rodrigues; Anastacio Neco de Souza Filho; Thaynã Alves Bezerra
Introdução: a Criatividade Motora (CM) é a capacidade de gerar respostas motoras inovadoras, em um cérebro em desenvolvimento, acredita-se que a CM pode ser influenciada por diversos Fatores Sociodemográficos (FS). Objetivos: analisar a associação entre CM e FS de crianças matriculadas em uma pré-escola da cidade de Iguatu-CE. Métodos: trata-se de um estudo transversal, com a participação de 71 pré-escolares de 3 a 5 anos de idade (M=58,6 ± 9,8 em meses), sendo 51,4% do sexo feminino matriculados em uma escola filantrópica da cidade de Iguatu-CE. Para avaliar a CM foi utilizado Thinking Creatively in Action and Movement (TCAM). Para fins de análise, considerou-se a pontuação total em três fatores: fluência, originalidade e imaginação. As variáveis sociodemográficas idade(meses), sexo (1= meninos; 2= meninas), prematuridade (1= não; 2=sim) cor de pele (1=brancos; 2= não brancos), escolaridade do pai e da mãe (1= até ensino médio incompleto; 2= ensino médio completo ou mais), renda familiar (1= menos de um salário mínimo; 2= um salário mínimo ou mais), e bolsa família (1= não recebe; 2= recebe) foram coletadas por meio de entrevista face a face. Para analisar as associações entre FM e a CM, utilizou-se os Modelos Lineares Generalizados (GzLM), por meio da Regressão Poisson. O nível de significância adotado foi de p<0,05. Resultados: os resultados do presente estudo evidenciaram que, em média, a cada um mês de idade os pré-escolares têm 1,9% a mais de pontuação na imaginação da CM (RP= 1,019; p=0,001). Para fluência da CM, a cada um mês de idade da criança ela ganha 4,2% a mais de pontuação (RP=1,042; p=0,001). Pré-escolares que nasceram prematuros tiveram 27,7% a mais de pontuação de fluência da CM (RP=1,277; p=0,024), em relação aos pré-escolares a termo. Quanto a escolaridade do pai, crianças cujos os pais tinham maior nível de escolaridade tiveram menos 16,7% na pontuação de fluência de CM (RP= 0,833; p = 0,001). Para a originalidade da CM que, em média, a cada um mês de idade os pré-escolares tem 1,1% a mais de pontuação nesse componente (RP= 1,051; P =0,001). Quanto ao sexo, os meninos tiveram 10,3% a menos na pontuação desse componente em relação as meninas (RP=0,897; p=0,042). Para a escolaridade do pai, crianças com pais com maior nível de escolaridade tiveram a pontuação 13,9% a menos (RP=0,861; p=0,004), em relação aos filhos de pais com menor escolaridade. Crianças integrantes de famílias com uma menor renda, tiveram 16,1% a menos em sua pontuação (RP=0,839; p=0,001) da originalidade. Para os pré-escolas cujas as famílias receberam bolsa família, apresentaram 14% a mais na pontuação de originalidade da CM (RP= 1,14; p=0,044), em relação crianças de famílias sem esse auxílio. Nascer prematuro fez com que as crianças tivessem 1,66% na pontuação de originalidade da CM, em relação a crianças que nasceram a termo (RP=1,466; p=0,001). Conclusão: Esses achados mostram que condições sociodemográficas e econômicas impactam no desenvolvimento da CM na primeira infância, contudo reforça a importância da criação de políticas públicas que promovam a criatividade, visando a redução de desigualdades.
ATIVIDADE FÍSICA E SUAS INTERSECCIONALIDADES: UMA ANÁLISE DO VIGITEL 2006-2023
WESLEY SILVA BARRETO; Keila Bruna da Silva Santos; Kauan Pocidonio de Brito Clemente; Cicero Pereira dos Santos; Nara Micaele Lima de Sousa
INTRODUÇÃO: As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) estão entre os maiores desafios para a saúde pública no mundo. A prática regular de Atividade Física (AF), contribui significativamente para prevenção e tratamentos das DCNT. No entanto, grande parcela da população não atingem as recomendações de AF, devido a inúmeros fatores, entre eles, a interseccionalidade. OBJETIVO: Descrever a prática de AF de lazer e deslocamento dos adultos entre o período de 2009 a 2023, considerando o sexo, idade e escolaridade, com base nos dados do Vigitel. MÉTODO: O presente estudo apresenta abordagem quantitativa e descritiva através de análise documental. Foi utilizado os dados da Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico –VIGITEL(2006 -2023), disponibilizado no site do Ministério da Saúde. A população adulta (≥18anos) das 27 cidades, assim como para seus estratos definidos segundo sexo (masculino e feminino), idade (18 a 24, 25 a 34, 35 a 44, 45 a 54, 55 a 64, e 65 anos e mais) e escolaridade (0 a 8 anos, 9 a 11 anos, e 12 anos de estudo ou mais). Para essa análise temporal foram incluídos 806.169 entrevistados, entre 2006 a 2023. A AF considerada foi a soma de pelo menos 150 minutos por semana de AF de lazer e deslocamento de intensidade moderada. O aplicativo Stata, versão 16.1, foi utilizado para processar os dados e executar todas as análises de frequência e percentual. RESULTADOS: A prática de AF de Lazer apresentou aumento variado de 30,3%, em 2009, a 40,6% em 2023. Considerando os sexos, foi observado um maior aumento entre as mulheres, variando de 22,2%, em 2009, a 36,2% em 2023. Em relação às faixas de idade, os maiores aumentos foram observados entre adultos de 35 a 54 anos, variando de 25,6%, em 2009, a 40,8%, em 2023. Já em relação ao nível de escolaridade, o maior aumento foi observado entre indivíduos com 12 e mais anos de estudo, variando de 41,9%, em 2009, a 51,9% em 2023. A AF no deslocamento reduziu no período entre 2009 e 2023, variando de 17,0%, em 2009, a 12,0% em 2023. Essa diminuição foi observada em ambos os sexos, com redução ligeiramente maior entre os homens. Em relação às faixas de idade, foi observada redução entre adultos especialmente para a faixa de 25 a 34 anos, variando de 19,6%, em 2009, a 13,8% em 2023. Já em relação ao nível de escolaridade, foi observada maior redução entre indivíduos de 0 a 8 anos de estudo, variando de 18,5%, em 2009, a 12,1% em 2023. CONCLUSÃO: Diante dos resultados, fica claro que os fatores como sexo, idade e escolaridade podem ser facilitadores ou barreiras para AF, sendo necessários política pública que promova a AF com base equidade e diminuição as desigualdades sociais.
AUTOEFICÁCIA E O COMPORTAMENTO DE ATIVIDADE FÍSICA EM ESCOLARES DE 10 A 14 ANOS DE IGUATU-CE
JAYANE RODRIGUES DE LIMA; VITÓRIA JADY OLIVEIRA CAMPOS; THAIS DA SILVA COURAS; ANA LÍVIA DO NASCIMENTO OLIVEIRA; SAMUEL APARECIDO OLIVEIRA SILVA; THAYNÃ ALVES BEZERRA; ANASTÁCIO NECO DE SOUZA FILHO
INTRODUÇÃO: a prática regular de atividade física (AF) durante a adolescência é fundamental para a promoção da saúde, prevenção de doenças e desenvolvimento físico e psicossocial. Entretanto, observa-se que muitos adolescentes apresentam baixos níveis de AF, influenciados por fatores individuais, sociais e ambientais. Entre os fatores que podem explicar a variação no nível de prática de AF entre escolares, destacam-se o sexo, por sua relação com aspectos culturais e comportamentais, e a autoeficácia, entendida como a crença do indivíduo na própria capacidade de realizar determinada tarefa mesmo diante de dificuldades. Compreender como esses fatores interferem no comportamento ativo é essencial para promover ações de promoção da saúde no ambiente escolar. OBJETIVO: analisar a relação entre a autoeficácia e a prática de atividade física de escolares de 10 a 14 anos da Cidade de Iguatu-Ce. METODOLOGIA: trata-se de uma pesquisa de caráter observacional do tipo transversal. A prática da atividade física dos adolescentes foi avaliada mediante entrevista com a utilização do Questionário de Atividade Física para Adolescentes (QAFA). A autoeficácia foi avaliada por uma escala através de entrevista face a face com os escolares. Os dados sociodemográficos foram avaliados através de uma entrevista com os escolares. Para analisar a associação entre variáveis independentes (sexo e autoeficácia) com a variável dependente (tempo semanal de atividade física), utilizou-se os Modelos Lineares Generalizados (GzLM), por meio da Regressão Linear. Foi adotado um nível de significância de p < 0,05. RESULTADOS: os resultados demonstraram que o sexo apresentou associação significativa com o tempo de prática de AF, onde os escolares do sexo masculino realizaram, em média, 85,1 minutos a mais de atividade física semanal quando comparados às escolares do sexo feminino. Para a relação entre a autoeficácia e prática de AF, estudantes que relataram ser capazes de praticar atividades físicas mesmo sem locais adequados próximos à residência apresentaram, em média, 96,4 minutos a mais de atividade física semanal, do que aqueles que afirmaram não conseguir praticar nessas condições. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Adolescentes do sexo masculino e a se percebem capazes de praticar atividade física frente a alguns desafios, praticaram mais tempo de atividade física. Esses achados, reforça a necessidade de promover estratégias educativas que incentivem a participação feminina em contextos esportivos, e que estimulem a autoconfiança e a autonomia, aliadas à criação de ambientes escolares atrativos e inclusivos, podem contribuir para ampliar os níveis de atividade física entre adolescentes e promover um estilo de vida mais saudável.
Palavras-chave: Criatividade Motora, Fatores Sociodemográficos,Pré-Escolares
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoMEMÓRIA DE TRABALHO EM PRÉ-ESCOLARES MATRICULADOS NA REDE PÚBLICA DE ENSINO DA CIDADE DE IGUATU-CE
GEOVANE SILVA DE LIMA; Ana Myrella Almeida Alves; Thaís da Silva Couras; Jessica Garcia de Oliveira; Daniel Vieira Fernandes; Anastácio Neco de Souza Filho; Thaynã Alves Bezerra
Introdução: a memória de trabalho é um fator cognitivo na qual é responsável por processar informações como raciocínio lógico, tomada de decisões e pensar qual seria a melhor solução em curto espaço de tempo, sendo parte do processo estudantil, pessoal e futuramente profissional das crianças. A memória de trabalho auxilia para um melhor desempenho dos escolares como leituras de livros, por exemplo, demonstrando a importância do estudo sobre essa temática já em fases iniciais da vida, dado que pode se diferenciar de acordo com fatores sociodemográficos como sexo, idade, cor da pele e etc. Objetivo: analisar associação entre memória de trabalho e fatores sociodemográficos em pré-escolares matriculados em uma escola filantrópica de ensino da cidade de Iguatu-CE. Métodos: trata-se de um estudo de caráter observacional do tipo transversal, com a participação de 68 pré-escolares de ambos os sexos de 3 a 5 anos de idade (M = 58,6 ± 9,8 meses), sendo 51,4% do sexo feminino matriculados em uma pré-escola filantrópica. Para avaliar a memória de trabalho foi utilizada a bateria Early Years Toolbox, por meio do teste Mr. Ant (pontos). Para as demais variáveis sociodemográficas (sexo, idade, cor da pele, escolaridade dos pais, renda da família, etc) foi utilizado um questionário, por meio de entrevista face a face com os responsáveis das crianças. A variável memória de trabalho foi computada por um escore a partir do somatório de pontos nos testes. As variáveis sociodemográficas foram categorizadas da seguinte maneira: idade (meses), sexo (1= masculino; 2= feminino), prematuridade (1= não; 2= sim), cor da pele (1= brancas; 2= não brancas), escolaridade do pai e da mãe (1= até ensino médio incompleto; 2= ensino médio completo ou mais) e renda familiar (1= menos de um salário mínimo; 2= um salário mínimo ou mais), bolsa família (1= não recebe; 2= recebe). Para analisar as associações entre memória de trabalho e fatores sociodemográficos, utilizou-se os modelos lineares generalizados (GzLM), por meio da Regressão Poisson. O nível de significância adotado foi de p<0,05. Resultados: os resultados do presente estudo mostraram que em média, a cada um mês de idade as crianças aumentam 2,8% na memória de trabalho (RP = 1,028; p=0,005). Para as demais variáveis não foram observadas associações significativas. Conclusão: conclui-se que, o fator idade pode ser importante para se entender como a memória de trabalho se configura na vida dos pré-escolares, de acordo com a faixa etária de idade da criança, uma vez que for estimulada, poderá ter um maior avanço. Portanto, políticas educacionais já nas pré-escolas devem ser desenvolvidas, considerando que a memória de trabalho é primordial para um melhor desempenho estudantil, pessoal e profissional da criança ao longo do tempo.
Palavras-chave: Memória de trabalho, pre-escolares, idade, desempenho
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoPERCEPÇÃO DE COMPETÊNCIA MOTORA E PRÁTICA DE ATIVIDADE FÍSICA EM CRIANÇAS DE BAIXA RENDA
KEILA BRUNA DA SILVA SANTOS ; Cicero Pereira dos Santos; Antonia Graziela Mendonça Alves; Johnnatham Martins Tavares; Kevin Oliveira Tavares; Wesley Silva Barreto
INTRODUÇÃO: A Percepção de Competência Motora (PCM) surge como o autoconhecimento e julgamento de suas próprias capacidades motoras, assim, crianças que se percebem mais eficientes comumente se envolvem em práticas motoras, contribuindo para a permanência em Atividade Física (AF) variadas. OBJETIVO: Descrever a Percepção de Competência Motora e o nível de Atividade Física em crianças de baixa renda do município de Iguatu/CE. METODOLOGIA: O presente estudo trata-se de uma pesquisa transversal de caráter descritivo e abordagem quantitativa, onde contou com a participação de 203 crianças com idade de 8 a 11 anos matriculadas em três escola públicas do município de Iguatu/CE. Foi utilizado um questionário sociodemográfico para os pais e crianças, bem como o questionário Self Perception Profile for Children – SPPC para identificar a percepção de competência motora das crianças, e para atividade física, foi utilizado o Dia Típico de Atividades Físicas e Alimentação – DAFA. Os dados desse estudo foram analisados através de estatística descritiva de média, desvio padrão, frequência e percentual. RESULTADOS: Através da análise do sociodemográfico dos pais, foi identificado que a maioria dos pais apresenta baixo nível de escolaridade, onde apenas 36,8% têm ensino médio completo. Em relação à renda, 36,1% das famílias são de baixa renda e beneficiárias de programas sociais, como Bolsa Família. Identificou-se que 46,0% dos participantes são meninos, e 54,0% são meninas, com idade média de 9,14 ± 0,81 anos. Na classificação da PCM, 77,2% foram classificados com percepção “moderada”. Quanto a atitude(gosto) relacionada a AF, 73,8% dos alunos se sentem muito bem praticando AF. Na classificação do deslocamento até a escola (ativo ou passivo), 57,9% dos participantes utilizam deslocamento “passivo” (moto, carro ou ônibus). Acerca do nível de AF das crianças, 76,2% dos participantes apresentam baixos níveis de AF, sendo classificados como “pouco ativos”. CONCLUSÃO: A partir dos resultados foi possível identificar que a maioria dos participantes são de baixa renda e que apresentaram PCM moderado e prática de AF insuficiente, sugerindo que o contexto socioeconômico é um forte fator para essas variáveis.
Palavras-chave: Percepção de Competência Motora,Atividade Física,Renda
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoPalavras-chave: Atividade Física,Interseccionalidade,Adultos,Vigitel
Resumo Simples · Oral
Abrir o trabalhoANÁLISE DE VARIÁVEIS ANTROPOMÉTRICAS E DO QUOCIENTE MOTOR DE CRIANÇAS PRÉ-ESCOLARES DA CIDADE DE CEDRO-CE
MARIA KELLY SOUSA FERNANDES; Yasmin Medeiros De Souza; Cícera Caroline Nascimento Gonçalves Galdino
INTRODUÇÃO: A análise das medidas antropométricas e do quociente motor em crianças pré-escolares é de extrema relevância para compreender o crescimento e desenvolvimento motor. Esses aspectos foram analisados em uma cidade do centro-sul do Ceará. OBJETIVO: analisar as variáveis antropométrica e o quociente motor de crianças pré-escolares de uma cidade do centro sul do Estado do Ceará. MÉTODO: a pesquisa teve natureza de campo e desenho transversal, abrangendo 20 crianças (sexo masculino e feminino). O delineamento da amostra foi por meio de medidas antropométricas, incluindo a massa corporal (MC), a estatura, o índice de massa corporal (IMC), a circunferência da cintura (CC) e a relação cintura/estatura (RCE). As informações foram caracterizadas com média e desvio padrão (M ± dp). No que tange às variáveis antropométricas, a MC média foi de 25,4 ± 6,70 kg, a estatura média correspondeu 1,25 ± 0,118 m², o IMC foi 16,5 ± 4,67, a CC cm foi 58,2 ± 8,01 e a RCE foi 46,9 ± 6,96. Em relação ao teste de coordenação motora global, crianças foram submetidas a realizarem 4 tarefas do teste Körperkoordinationstest Für Kinder (KTK), sendo: equilíbrio, salto monopedal, salto lateral e transposição lateral. Para a identificação do quociente motor (QM) foi determinada pela equação (Idade Motora Geral/Idade Cronológica) x 100, logo, a idade motora geral é caracterizada pelo somatório dos valores obtidos pelo KTK. RESULTADOS: os dados indicam que os participantes da pesquisa apresentaram antropometria compatível com a faixa etária estudada. Além disso, a pontuação referente ao QM foi de 165,8 ± 32,21, classificando-se como muito superior. CONCLUSÃO: o QM de crianças pré-escolares tende a melhorar quando os parâmetros antropométricos se encontram dentro dos padrões normativos.
Palavras-chave: Antropometria,Pré-escolares,Quociente
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoDOCENTES DA ÁREA DA SAÚDE SÃO MAIS FISICAMENTE ATIVOS?
NARA MICAELE LIMA DE SOUSA
A prática regular de atividade física (AF) é fundamental para a prevenção de doenças e promoção da qualidade de vida. Contudo, a adesão à AF pode variar conforme fatores socioeconômicos, culturais e individuais. O presente estudo tem como objetivo identificar o nível de AF de docentes da Universidade Regional do Cariri – URCA, da cidade de IGUATU-CE. Trata-se de um estudo de abordagem quantitativa de caráter observacional, do tipo transversal. Participaram 43 docentes, com a maioria dos participantes sendo do curso de Educação Física (n=13), seguido de Enfermagem (n=11), Direito (n=11) e Ciências econômicas (n=9). Foi aplicado um questionário semiestruturado por meio de entrevista face a face para a avaliação dos níveis de AF. Para análise dos dados foi usado a estatística descritiva, através do software Jamovi 2.6. Com base nos resultados obtidos, a prática de AF de lazer de intensidade vigorosa e moderada, foi mais prevalente nos docentes dos cursos de EF, com (18,6%, e 20,9%) respectivamente, seguido da Enfermagem (16,3% e 14.0%). Por outro lado, a frequência semanal da prática de AF vigorosa apresentou maiores no curso de Economia (4,67±1.53vezes/semana) com duração de (51.7±43,1min/sessão) e Enfermagem (4,43±1.72vezes/semana) e duração (77.1±25,1 min/sessão). A em relação a frequência da AF de lazer moderada, os Docentes do curso de Direito apresentaram (3,00±1,41 vezes/semana) e duração (60.0±21,2 min/sessão), enquanto Enfermagem relatou (2.83±1,33 vezes/semana). Portanto, conclui-se que, embora os docentes da área da saúde pratiquem uma maior proporção de atividades físicas de lazer, sua frequência média semanal é inferior, quando comparada aos outros cursos. Tal fato sugere que a formação profissional voltada à promoção de saúde não se traduz diretamente ao estilo de vida ativo, podendo os aspectos individuais, como a percepção de saúde, rotina laboral e motivação pessoal, exercerem influência mais significativa sobre a adesão à atividade física do que a formação acadêmica na área.
Oral
Abrir o trabalhoHIDROGINÁSTICA COMO PROMOÇÃO DE BEM-ESTAR E SOCIALIZAÇÃO EM PROJETO UNIVERSITÁRIO
ANDREIVID NERIS DOS SANTOS ; Jayane Rodrigues de Lima; Beatriz Moreira da Silva; Yasmin de Medeiros Souza; Adoniran Felix De Melo; Ligia Raianne da Silva Moura
INTRODUÇÃO: A hidroginástica é uma modalidade de exercício físico realizada no meio aquático que tem se destacado por seus benefícios para a saúde física e mental, especialmente entre pessoas que buscam atividades de baixo impacto e acessíveis a diferentes faixas etárias. Por favorecer a movimentação com menor sobrecarga articular e muscular, essa prática é amplamente recomendada para a redução de dores crônicas, melhora da mobilidade, condicionamento físico e promoção do bem-estar geral. Além disso, atividades coletivas como a hidroginástica contribuem para a diminuição da ansiedade e do estresse, bem como para o fortalecimento das relações sociais entre os participantes. OBJETIVO: Relatar a experiência de uma turma de hidroginástica composta por homens e mulheres de diferentes idades, realizada na Universidade Regional do Cariri (URCA), no Campus Multi-Institucional Humberto Teixeira, localizado na cidade de Iguatu-CE. METODOLOGIA: Trata-se de um relato descritivo de caráter qualitativo, desenvolvido a partir da experiência vivenciada como bolsista voluntário nas aulas de hidroginástica dos projetos do parque aquático (URCA-Iguatu) que iniciaram em março de 2025, as quais são realizadas duas vezes por semana, às terças e quintas-feiras, a turma é composta por 12 participantes, abrange alunos/servidores do campus e também a comunidade externa. As atividades foram estruturadas com exercícios aeróbicos, de resistência e alongamento no meio aquático, adaptados às necessidades e limitações individuais dos participantes. Observações assistemáticas foram realizadas durante os encontros, contemplando aspectos como participação, interação social, desempenho motor e relatos espontâneos sobre dor e bem-estar emocional. RESULTADOS: Observou-se progressiva melhora no condicionamento físico e na mobilidade dos participantes, com redução de queixas de dores musculares e articulares relatadas ao longo das aulas. Além disso, foi percebida uma diminuição autorrelatada de sinais e sintomas de ansiedade e estresse, as mesmas associadas ao caráter lúdico e dinâmico das atividades aquáticas. A convivência em grupo favoreceu a criação de vínculos sociais, troca de experiências e fortalecimento da motivação para a continuidade das aulas, reforçando o aspecto social e inclusivo da hidroginástica. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A prática regular de hidroginástica na URCA demonstrou ser uma alternativa eficaz para a promoção da saúde e qualidade de vida entre adultos e idosos de diferentes faixas etárias e condições físicas. Os benefícios observados englobaram tanto aspectos físicos, com a diminuição de dores e melhora funcional, quanto emocionais e sociais, com redução do estresse e fortalecimento da socialização. Dessa forma, recomenda-se a ampliação de programas dessa natureza em contextos universitários e comunitários, favorecendo a inclusão e o bem-estar coletivo.
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoIMPULSIVIDADE E FATORES SOCIODEMOGRAFICOS EM PRÉ-ESCOLARES MATRICULADOS NA REDE PUBLICA DE ENSINO NO CENTRO SUL
ANA MYRELLA ALMEIDA ALVES; Geovane Silva de Lima; Jessica Garcia de Oliveira; Daniel Vieira Fernandes; Eduarda Viana Silva; Anastacio Neco de Souza Filho; Thaynã Alves Bezerra
INTRODUÇÃO: a impulsividade caracteriza-se por ações realizadas sem planejamento ou reflexão prévia, indicando tendência a agir imediatamente diante de estímulos. Geralmente, está associada à dificuldade de controlar impulsos, avaliar consequências e adotar estratégias racionais, o que pode levar a atos precipitados, revelando a necessidade de desenvolvimento de habilidades de autocontrole e reflexão antes da ação. Desse modo, entender como fatores sociodemográficos em relação ao controle da impulsividade em pré-escolares torna-se relevante. OBJETIVO: analisar a associação entre controle da impulsividade e fatores sociodemográficos em pré-escolares matriculados em uma escola filantrópica da Cidade de Iguatu-Ce. MÉTODOS: trata-se de um estudo de caráter observacional do tipo transversal, onde participaram da presente pesquisa 71 pré-escolares de 3 a 5 anos de idade (M= 58,6 ± 9,8 meses), sendo 51,4% do sexo feminino. Para avaliar o controle da impulsividade foi utilizado a Bateria Early Years Toolbox, por meio do paradigma teste pontos GO/ NO GO. As variáveis sociodemográficas foram idade (meses), sexo (1=feminino; 2=masculino), prematuridade (1=não; 2= sim), cor de pele (1=brancas; 2= não brancas), escolaridade da mãe e pai (1= até ensino médio incompleto; 2= ensino médio completou ou mais), renda (1= menos de um salário mínimo; 2= um salário mínimo ou mais) e bolsa família (1= não recebe; 2= recebe), avaliadas por um questionário por meio de entrevista face a face com os responsáveis das crianças. Para analisar as associações entre os fatores sociodemográficos, utilizou-se os Modelos Lineares Generalizados (GzLM), por meio da regressão Poisson. O nível de significância adotado foi de p <0,05. RESULTADOS: Os resultados deste estudo indicaram que, em média, a cada um mês de idade as crianças têm 1,7% a mais de controle da impulsividade (RP=1,017; p<0,001). Crianças do sexo feminino apresentaram 17,2% mais controle da impulsividade em relação às do sexo masculino (R=1,172; p<0,001). Em crianças prematuras foi detectado que elas tiveram 15% a menos de controle de impulsividade em relação a crianças a termo (RP = 0,844 ; p < 0,001). Em crianças de cor de pele negra têm 15% a menos de controle de impulsividade em relação a criança de pele branca (RP = 0,851; p<0,001). Crianças cujas mães possuem maior escolaridade apresentaram 5,8% mais controle da impulsividade em comparação com filhos de mães com menor escolaridade (RP = 1,059; p < 0,001). Crianças com pais de maior escolaridade apresentaram 5,6% mais controle da impulsividade em comparação com filhos de pais com menor escolaridade (RP = 1,05 ; p < 0,001). CONCLUSÃO: os resultados evidenciaram que os fatores sociodemográficos influenciaram significativamente o controle da impulsividade, especialmente em crianças do sexo feminino, de cor branca, cujas mães possuíam menor escolaridade e pais com escolaridade mais elevada. Portanto, políticas educacionais devem promover ações escolares que desenvolvam o autocontrole e tomada de decisões nas crianças, envolvendo famílias e capacitação de educadores.
Palavras-chave: IMPULSIVIDADE, SOCIODEMOGRÁFICOS, CRIANÇAS, VARIAVEIS
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoINFLUÊNCIA DO TREINAMENTO FUNCIONAL NA COORDENAÇÃO MOTORA GERAL DE CRIANÇAS PRÉ-ESCOLARES PRATICANTES DE TREINAMENTO FUNCIONAL
GUSTAVO CHAVES DE SOUSA ; Carlos André Da Silva Santos; Cícera Caroline Nascimento Gonçalves Galdino; Edna Ferreira Pinto
INTRODUÇÃO: a prática do treinamento funcional, durante os primeiros anos de vida exerce uma função fundamental na aquisição de habilidades motoras, as quais favorecem um desenvolvimento saudável e a interação social. OBJETIVO: investigar a influência do treinamento funcional na coordenação motora geral de pré-escolares praticantes de treinamento funcional. MÉTODO: a presente pesquisa foi realizada em campo, com delineamento transversal, e incluiu 20 crianças de seis anos de idade, entre meninos e meninas. A caracterização da amostra foi realizada por meio de avaliações antropométricas (massa corporal [MC], estatura, circunferência da cintura [CC] e a relação cintura/estatura [RCE]). As informações foram tratadas com base em frequências absolutas e relativas, além de média e desvio padrão (M ± dp). As crianças foram submetidas à execução de quatro atividades do teste Körperkoordinationstest Für Kinder (KTK), a saber: equilíbrio, salto monopedal, salto lateral e transposição lateral. RESULTADOS: a MC foi de 25,36 ± 1,49 kg; a estatura, 1,24 ± 0,02 m²; a CC apresentou média de 58,22 ± 8,00 cm; e a RCE, 46,90 ± 1,55. A análise do teste monopedal revelou que 25% da amostra saltou entre 9 e 12 placas, enquanto 75% saltou entre 1 e 3 placas. No teste de transposição lateral, 70% dos participantes obtiveram pontuação positiva. CONCLUSÃO: a coordenação motora de multimembros dos participantes durante a locomoção está alinhada aos padrões normativos. A pesquisa ressalta a relevância da incorporação do treinamento funcional, visando à promoção da aprendizagem e ao aprimoramento das habilidades motoras fundamentais.
Palavras-chave: Habilidades motoras,Treinamento funcional,pré-escolares
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoTempo de tela associados em Adolescentes de escola públicas da cidade de Iguatu-Ce
VITORIA LIMA DA SILVA PEREIRA ; Ana Livia Do Nascimento de Oliveira; Jessica Garcia de Oliveira; Vitória Jady Oliveira Silva; Lucas Ferreira De Araújo; Anastácio Neco de Souza filho; Thaynã Alves Bezerra
Introdução: o uso dos dispositivos eletrônicos, assim como o avanço da tecnologia vem se tornando cada vez mais frequente no dia a dia dos adolescentes, levantando uma questão de saúde pública, devido aos impactos negativos sobre a saúde física, mental e social de adolescentes. Nesse sentido, compreender os fatores sociodemográficos possam estar relacionados ao tempo de exposição ás telas nessa fase da vida, torna-se fundamental para o desenvolvimento de estratégias tanto de prevenção como de promoção a saúde. Objetivo: o presente estudo teve como objetivo investigar qual a relação entre o tempo de tela e as variáveis sociodemográficas de adolescentes da rede pública de ensino da Cidade de Iguatu-Ce. Metodologia: O presente estudo foi de caráter observacional do tipo transversal, com a participação de 109 adolescentes de 10 a 14 anos (M = 12,4 ± 1,1), sendo 58,7% do sexo feminino. O tempo médio de exposição às telas (televisão, celular, tablet, computador) durante a semana e finais de semana, além disso foi analisado as variáveis como idade, e escolaridade materna, as analisas foram avaliados com utilização de um questionário estruturado por meio de entrevista face a face. Para analisar as associações pretendidas, foram utilizados os Modelos Lineares Generalizados (GzLM), por meio de regressão linear múltipla. O nível de significância adotado foi de p < 0,05. Resultados: os resultados revelaram que a cada aumento de um ano de vida dos adolescentes, eles acessaram 13,1 minutos de telas (B = 13,1; p < 0,05). Com relação a escolaridade materna, os adolescentes cujas mães possuíam maior nível de escolaridade apresentaram, em média, 31,8 minutos a mais de tempo de tela (B = 31,8; p < 0,05), em relação a escolares cujas as mães apresentavam baixa escolaridade. As demais relações não demonstraram associações significativas. Considerações finais: o tempo de exposição às telas em adolescentes é influenciada por fatores individuais e familiares, incluindo idade e escolaridade materna durante os dias da semana. Assim, esses resultados reforça a necessidade de intervenções no uso prolongado de tela dos escolares ao longo da semana, por meio de ações educativas e de políticas públicas, levando em consideração o contexto familiar, social dos adolescentes.
Palavras-chave: Tempo de tela,Adolescente ,Fatores associados, Escolaridade Materna
Oral
Abrir o trabalhoPalavras-chave: Atividade Física,Autoeficácia, Escolares, Sexo, Comportamento Ativo
Oral
Abrir o trabalhoCOMPORTAMENTO DE ATIVIDADE FÍSICA E FATORES SOCIODEMOGRÁFICOS EM ESCOLARES DE INSTIUIÇÕES PÚBLICAS DE ENSINO DA CIDADE DE IGUATU-CE
SAMUEL APARECIDO OLIVEIRA SILVA; Thais da Silva Couras; Jéssica Garcia de Oliveira; José Cleirton Gois Rodrigues; Vitoria Jady Oliveira Campos; Anastácio Neco de Souza Filho; Thaynã Alves Bezerra
Introdução: a atividade física é importante para o desenvolvimento humano e deve ser praticada em todas as fases da vida. Esse comportamento ao ser associada a fatores sociodemográficos, pode fornecer dados que representem situações críticas de um contexto de vulnerabilidade social, como também as oportunidades destinadas a esta prática. Dito isso, o tempo de prática de atividade física pode variar entre os fatores sociodemográficos (idade, sexo, renda e cor da pele), entendendo que essas variáveis podem influenciar as oportunidades da prática. Objetivo: analisar a associação entre atividade física e fatores sociodemográficos em escolares da cidade de Iguatu-CE. Métodos: trata-se de um estudo de caráter observacional do tipo transversal. Participaram da pesquisa 109 adolescentes de 10 a 14 anos de idade (M= 12,4 ± 1,1), sendo 58,7% do sexo feminino. Para avaliar a Atividade Física, foi utilizado o questionário QAFA (Questionário de Atividade Física para Adolescentes), por meio de entrevista face a face com os jovens. Os fatores sociodemográficos (sexo, idade, cor de pele, escolaridade dos pais) foram mensurados por meio de entrevistas com os jovens. A duração média da atividade física (minutos/dia) foi computada pelo somatório do total de minutos praticados em três domínios da atividade física: esporte, deslocamento e lazer. Para analisar as associações entre atividade física e fatores sociodemográficos utilizou-se os Modelos Lineares Generalizados (GzLM) por meio da Regressão Linear. O nível de significância adotado foi de p < 0,05. Resultados: os resultados do presente estudo mostraram que escolares do sexo masculino tiveram em média 77,7 minutos a mais de prática de atividade física durante a semana comparados a escolares do sexo feminino (β = 77,1; p = 0,033). Conclusão: o presente estudo mostrou que escolares do sexo masculino praticam mais atividade física durante a semana em relação a escolares do sexo feminino. Esses achados, sugerem que intervenções comportamentais por meio de políticas públicas, focando na atividade física como algo para todos, mas com foco especial para escolares do sexo feminino, por meio da inclusão de meninas na atividade física, devem ser realizadas, gerando melhor qualidade de vida das escolares.
Palavras-chave: Atividade Física,Fatores Sociodemográficos,Escolares
Resumo Simples
Abrir o trabalhoCONTROLE INIBITÓRIO EM PRÉ-ESCOLARES DA CIDADE DE IGUATU-CE
THAIS DA SILVA COURAS; José Cleirton de Gois Rodrigues; Ana Lívia do Nascimento Oliveira; Jayane Rodrigues de Lima; Daniel Vieira Fernandes; Thaynã Alves Bezerra; Anastácio Neco de Souza Filho
INTRODUÇÃO: o controle inibitório (CI) é uma das funções executivas essências para o desenvolvimento cognitivo das crianças, principalmente na idade pré-escolar. Ele é responsável por controlar pensamentos, emoções e comportamentos. Seu desenvolvimento pode ser influenciado por fatores sociodemográficos, como idade, sexo, renda e nível de escolaridade dos pais, que podem interferir de diferentes maneiras no desenvolvimento do CI. Assim é necessário explorar como esses fenômenos possar estar relacionados as oportunidades de estimulação cognitiva e o contexto social no qual a criança está inserida. OBJETIVO: analisar a associação entre CI e fatores sociodemográficos em pré-escolares de uma instituição de ensino filantrópica de Iguatu-CE. MÉTODOS: trata-se de um estudo de caráter transversal, com a participação de 71 pré-escolares de ambos os sexos de 3 a 5 anos de idade (M = 58,6 ± 9,8 meses), sendo 51,4 % do sexo feminino matriculados em pré-escola de uma instituição de ensino filantrópica de Iguatu-CE. Para avaliar o CI foi utilizada a bateria Early Years Toolbox, por meio do teste pontos GO NOGO. Para analisar os fatores socioeconômicos idade (meses), sexo (1 = masculino; 2 = feminino), prematuridade (1 = não; 2 = sim) cor da pele (1 = brancas; 2 = não brancas), escolaridade do pai e da mãe (1 = até ensino médio incompleto; 2 = ensino médio completo ou mais), renda familiar (1 = menos de um salário mínimo; 2 = mais de um salário), bolsa família (1 = não recebe; 2 = recebe), foi aplicado por meio de questionários com entrevista face a face. Para analisar as associações entre controle inibitório e fatores sociodemográficos utilizou-se os modelos lineares generalizados (GzLM), por meio da Regressão Poisson. O nível de significância foi de p < 0,05. RESULTADOS: os resultados do presente estudo demonstraram que em média, pré-escolares do sexo feminino têm 20,5% a mais de NoGo em relação aos pré-escolares do sexo masculino (RP = 1,012; p = 0,017), e ainda que, em média, a cada um mês de vida dos pré-escolares eles ganham 1,2% de NoGo (RP = 1,205; p = 0,003). CONCLUSÃO: pré-escolares do sexo feminino tiveram melhor desempenho em tarefas de inibição em relação aos pré-escolares do sexo masculino e que, a cada mês, observa-se uma melhora gradual no CI com o aumento da idade. Essas constatações reforçam a importância de considerar os fatores sociodemográficas no desenvolvimento das funções executivas na primeira infância.
Palavras-chave: funções executivas,controle inibitório,pré-escolares,fatores sociodemográficos.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoEnsino em Comunhão: A prática do professor PIBIDiano com foco na emancipação dos alunos
JOSÉ CLEIRTON GOIS RODRIGUES; Ana Beatriz Pereira Sousa; Cicero Pereira dos Santos; Keila Bruna da Silva Santos; Thaynã Alves Bezerra; Érika da Silva Bezerra
INTRODUÇÃO: O educador sozinho não produz conhecimento, debruçar-se apenas em cadernos e livros pedagógicos limita-o a uma única prática de ensino, geralmente embasadas em estruturas que não permite que seus preceptores possam em coletivo dialogar sobre suas vivências e experiências socialmente marcadas por desigualdades e preconceitos. Além disso, o ensino deve perpassar o limiar característico de uma simples aula: as aulas esportivas para além do ensino de técnicas e regras, tornando a construção da emancipação objetiva onde diálogos entre aluno e professor PIBIDiano aconteçam. OBJETIVO: Relatar a prática do professor PIBIDiano com foco na emancipação dos alunos. METODOLOGIA: Este resumo é um relato de experiência em que apresenta reflexões do bolsista do Programa de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), que compõe o Núcleo de Iniciação à Docência (NID) realizado na Escola de Ensino Médio e Tempo Integral Governador Adauto Bezerra, na cidade de Iguatu – CE. Essa, atente moradores de bairros descentralizados e da zona rural. O NID atua desde novembro de dois mil e vinte e quatro, desenvolvendo atividades dez horas semanais, sendo duas horas para o planejamento das atividades. A vivência permite desenvolver estratégias de ensino que ultrapassem o mero ensino de regras esportivas, mas levando os alunos a confrontarem e refletirem sobre a emancipação e lugares de pertencimento, estendendo ainda o ensino como uma prática que seja libertadora e construtora do pensamento crítico. RESULTADOS: Durante os nove meses de atuação como PIBIDiano, busquei romper com a lógica tradicional do ensino de regras esportivas, promovendo um espaço de escuta ativa e diálogo horizontal entre professor e alunos. São frequentes momentos de debates críticos relacionados a raça e etnia, revelando o impacto do racismo estrutural na vida dos estudantes. Muitos relataram experiências de discriminação, estigmatização de seus corpos e associação da cor da pele à criminalidade. Esses momentos de desabafo e reflexão coletiva permitiram que os alunos se reconhecessem como sujeitos históricos e críticos, capazes de questionar os estereótipos impostos pela sociedade. Discutimos, por exemplo, o lugar dos corpos negros no esporte e os desafios enfrentados para ocupar espaços de prestígio, como a universidade. Ao final, me despedia da sala com a sensação de que minhas aulas serviam não apenas para mim como futuro educador reconhecer que minhas práticas pedagógicas devem ser conformadas apenas no ensino de regras, mas com foco na emancipação dos meus alunos, ouvindo e dialogando em comunhão. CONCLUSÃO: O educador deve se reconhecer nesses lugares de libertação, mesmo que politicamente e socialmente estejamos sempre carregando a sensação de desvalorização profissional, ainda somos produtores de conhecimentos que quando dialogado com as experiências dos nossos alunos, transformamos positivamente uma parcela dessa sociedade que lá na frente seja capaz de libertar outros.
Oral
Abrir o trabalhoFATORES SOCIODEMOGRÁFICOS E VOCABULÁRIO EM PRÉ- ESCOLARES DA CIDADE DE IGUATU-CE
DANIEL VIEIRA FERNANDES; Douglas Alves da Silva; Ana Myrella Almeida Alves; Lucas Ferreira de Araújo; Eduarda Viana Silva; Thaynã Araujo Bezerra; Anastácio Neco de Souza Filho
INTRODUÇÃO: vocabulário é todo o conjunto de palavras entendidas pelo indivíduo quando ele as ler ou ouve, mesmo não usando-as com frequência, sendo de extrema valia para o desenvolvimento intelectual e social do indivíduo, já no início da infância. Desse modo, fatores sociodemográficos como sexo, idade e cor da pele das crianças e a a escolaridade do pai e da mãe, podem impactar o nível de proficiência do vocabulário dos pré-escolares. OBJETIVO: analisar a associação entre vocabulário e fatores sociodemográficos em pré-escolares matriculados em uma escola pública da cidade de Iguatu-CE. MÉTODOS: trata-se de um estudo de caráter observacional do tipo transversal, com a participação de 67 pré-escolares de ambos os sexos, de 3 a 5 anos de idade (M = 58,6 ± 9,8 meses), sendo 51,4% do sexo feminino matriculados em uma pré- escola filantrópica. Para avaliar o nível de vocabulário foi utilizada a bateria de testes Early Years Toolbox, por meio do teste Vocab (total de acertos). As variáveis sociodemográficas idade (meses), sexo (1= masculino; 2= feminino), prematuridade (1= não; 2= sim), cor da pele (1= brancas; 2= não brancas) escolaridade do pai e da mãe (1 = até ensino médio incompleto; 2= ensino médio completo ou mais), renda familiar (1 = menos de um salário mínimo; 2= mais de um salário) e bolsa família (1= não recebe; 2= recebe) foram avaliadas com a utilização de um questionário aplicado através de uma entrevista face a face com os pais. Para analisar a associação entre vocabulário e fatores sociodemográficos, utilizou-se os Modelos Lineares Generalizados (GzLM), por meio da Regressão de Poisson. O nível de significância adotado foi de p<0,05. RESULTADOS: os resultados do presente estudo demostraram que a cada um mês de vida os pré-escolares aumentam em média 2,0% no seu vocabulário (RP = 1,020; p < 0,001). Pré-escolares cujas mães possuem maior nível de escolaridade apresentam em média, 15,9% a mais de vocabulário em relação a crianças cujas mães possuem menor escolaridade. CONCLUSÃO: este estudo evidenciou que a proficiência do vocabulário dos pré- escolares tem um crescimento mensal significativo, além de que o mesmo está positivamente associada ao nível de escolaridade das mães, o que destaca a necessidade da implementação de políticas públicas que visem a promoção da leitura, escrita e outros meios de incentivos pedagógicos, focando nos pré-escolares matriculados em instituições de ensino público do interior do Ceará, especialmente os que são filhos de mães com menor grau de escolaridade, residentes de locais socialmente vulneráveis.
Oral
Abrir o trabalhoPENSAMENTO CRIATIVO EM PRÉ-ESCOLARES MATRICULADOS EM UMA INSTITUIÇÃO FILANTRÓPICA DE ENSINO DA CIDADE DE IGUATU-CE
ANA LÍVIA DO NASCIMENTO OLIVEIRA ; Jayane Rodrigues de Lima; Thais da Silva Couras; Vitória Jady Oliveira Campos; Jose Isaias de Lima Junior; Anastácio Neco de Souza Filho; Thaynã Alves Bezerra
INTRODUÇÃO: O Pensamento Criativo (PC) pode ser definido como a capacidade de buscar ideias originais e inovadoras, fator importante que contribui para a solução de problemas. Assim, o estudo desse fenômeno já no início da infância pode auxiliar no desenvolvimento cognitivo, motor, comportamental e social das crianças. Desse modo, Fatores Sociodemográficos como escolaridade dos pais e condições socioeconômicas, podem influenciar no desenvolvimento do PC desde a primeira infância. OBJETIVO: analisar a associação entre Pensamento Criativo e Fatores Sociodemográficos em crianças matriculados em uma pré-escola filantrópica da cidade de Iguatu-CE. MÉTODOS: trata-se de um estudo de caráter observacional do tipo transversal, que analisou 68 crianças pré-escolares de 3 a 5 anos de idade de ambos os sexos (M+ 54,6 ± 9,8 meses), sendo 51,4% meninas matriculados em uma escola filantrópica da cidade de Iguatu-CE. Para avaliar o Pensamento Criativo utilizou-se a Unsual box, considerando-se para analise fluência e originalidade. As variáveis sociodemográficas idade(meses), sexo (1= meninos, 2 = meninas), prematuridade (1=não; 2= sim), cor da pele (1= brancas; 2= não brancas), escolaridade da mãe e do pai (1= até ensino médio incompleto; 2= ensino médio completo ou mais), renda familiar (1= menos de um salário mínimo; 2= um salário mínimo ou mais), e bolsa família ( 1=não recebe; 2= recebe) foram coletas por meio de questionário face a face. Para analisar as associações entre os Fatores Sociodemográficos e o Pensamento Criativo utilizou-se os modelos lineares generalizados (GzLM), por meio de Regressão Poisson. O nível significância adotado foi p<0,05. RESULTADOS: pré-escolares cujas as mães possuem maior nível de escolaridade têm 27,4% a menos de originalidade de pensamento criativo, em relação a crianças cujas mães possuem menor nível de escolaridade (RP = 0,726; P = 0,037). Já as crianças cujos os pais receberam o bolsa família, tiveram 80,1% a mais de originalidade no pensamento criativo, em relação a crianças cujos os pais não receberam esse benefício (RP = 1,80; P = 0,006). As demais relações não demonstraram associações significativas. CONCLUSÃO: Os resultados indicaram que fatores socioeconômicos como receber benefícios sociais do governo, somado a fatores educacionais dos pais, influenciam a originalidade do PC de pré-escolares. Dessa forma, políticas públicas devem ser adotadas como forma de intervenção para fortalecer a educação e a ampliação de programas de apoio social, educacional e econômico com o foco para o desenvolvimento criativo das crianças desde a educação infantil.
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoPERCEPÇÕES SOBRE A INTENSIDADE DE TRABALHO E SEUS IMPACTOS NA VIDA ACADÊMICA E PESSOAL DE GRADUANDOS EM EDUCAÇÃO FÍSICA
ANTONIA GRAZIELA MENDONÇA ALVES ; Kauan Pocidonio de Brito Clemente; Keila Bruna da Silva Santos; Cicero Pereira dos Santos; Ana Beatriz Pereira Sousa; André Luis Façanha da Silva; Cleene Tavares de Souza
INTRODUÇÃO: Durante a graduação em Educação Física, muitos estudantes buscam oportunidades de estágio em academias de musculação como forma de obter renda e adquirir experiência profissional. No entanto, essa atuação precoce pode afetar diretamente sua rotina acadêmica e pessoal, causando divergências entre as exigências do estágio nas Academias e as obrigações acadêmicas e pessoais durante a formação. OBJETIVO: Dessa forma, o objetivo do trabalho é analisar a percepção de estudantes do curso de Educação Física que atuam em academias de musculação durante a graduação e como essa atuação impacta sua rotina pessoal e acadêmica, no que se refere à intensidade do trabalho e disponibilidade de tempo em suas atividades pessoais e acadêmicas. MÉTODO: Trata se de um estudo transversal, de abordagem quantitativa, realizado na Universidade Regional do Cariri, Campus Iguatu/CE, com 42 estudantes do 1° ao 8° semestre do curso de Educação Física, que atuam em academia de musculação, sendo realizada a aplicação de um questionário, onde foram selecionadas para o estudo as seguintes perguntas: “O RITMO DE TRABALHO NA ACADEMIA É INTENSO?”, “TENHO TEMPO SUFICIENTE PARA AS MINHAS ATIVIDADES PESSOAIS?”, “TENHO TEMPO SUFICIENTE PARA AS MINHAS ATIVIDADES ACADÊMICAS?”, as perguntas foram respondidas pela Escala de Bornout. Para a Análise de Dados foi realizado uma estatística descritiva pelo software JAMOVI (versão 2.6). RESULTADOS: De acordo com as respostas nos questionários, em relação ao Ritmo Intenso, 23(54.8%) relataram “Às vezes”, e 11(26.2%) “Frequentemente”, em relação ao Tempo para atividades pessoais, 11(26.2%) relataram que “Raramente” tem tempo e 14(33.3%) relataram que “Às vezes”, já em relação ao Tempo para as atividades acadêmicas, 7(16.7%) relataram que “Raramente” tem tempo para essas atividades e 18(42.9%) relataram que “Às vezes”. CONCLUSÃO: Portanto, observa-se que a atuação dos estudantes de Educação física nas academias de musculação durante a graduação acaba impactando e tendo repercussões em suas rotinas pessoais e acadêmicas, tendo em visto o Ritmo de trabalho nos estágios e sua interferência na vida pessoal e acadêmica desses discentes, ressaltando uma maior atenção na fiscalização e nas condições de atuação, promovendo uma experiência mais enriquecedora para os estudantes.
Palavras-chave: Academia de Musculação,Educação Física,Rotina Acadêmica,Rotina Pessoal
Oral
Abrir o trabalhoQUALIDADE DE VIDA RELACIONADA À SAÚDE E ATIVIDADE FÍSICA DE ESCOLARES MATRICULADOS NA REDE PÚBLICA DE ENSINO NA CIDADE DE IGUATU-CE
EDUARDA VIANA SILVA; Ana Myrella Almeida Alves; Ana Lívia do Nascimento Oliveira; Geovane Silva de Lima; Douglas Alves da Silva; Thaynã Alves Bezerra; Anastácio Neco de Souza Filho
INTRODUÇÃO: a qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS) representa a percepção que o indivíduo tem de si mesmo em relação à sua posição na vida, aos seus valores e expectativas, abrangendo diferentes dimensões físicas, ambientais, emocionais e sociais. Assim, dado que a prática regular de Atividade Física (AF), como um comportamento que se desenvolve mediante a interação das dimensões da QV, a análise da relação desses dois fenômenos passa a ser fundamental para a manutenção da saúde dos escolares no início da adolescência. Adicionalmente, a relação entre QVRS e a AF deve ser explorada na presença de fatores sociodemográficos, como sexo, idade e cor da pele dos escolares. OBJETIVO: analisar associação da QVRS e a AF de escolares matriculados no ensino fundamental II de escolas públicas da cidade de Iguatu-Ce. MÉTODOS: o presente estudo teve um caráter observacional sendo do tipo transversal. Participaram da pesquisa 109 escolares de 10 a 14 anos (M= 12,4 ± 1,1), sendo 58,7% do sexo feminino, matriculados no ensino fundamental II de escolas públicas da cidade de Iguatu-CE. Para avaliar a QVRS utilizou-se um questionário por meio de entrevista face a face. A AF foi avaliada pelo questionário QAFA (Questionário de atividade física para adolescentes) por meio de entrevista face a face. As variáveis sociodemográficas (sexo, idade, cor da pele) também foram mensuradas por meio de um questionário com os jovens. A variável QV foi categorizada em 5 domínios: atividade Física e Lazer; bem-estar; relação com os pais; relação com o ambiente escolar. A AF foi computada pelo somatório total de minutos de prática na semana a partir de 03 domínios: esporte; lazer; deslocamento. Para analisar a associação entre QV, AF e fatores sociodemográficos utilizou-se os Modelos Lineares Generalizados (GzLM), por meio da Regressão Linear. O nível de significância adotado foi de p < 0,05. RESULTADOS: adolescentes que tiveram uma ótima percepção da QV sobre a capacidade de praticar corrida (domínio AF e Lazer), tiveram em média 88,7 minutos de prática de atividade física quando comparados a escolares que tiveram uma percepção da QV ruim (β = 88,71; p = 0,038). Escolares que perceberam que sua vida foi agradável (domínio Bem-Estar), tiveram em média 87,7 minutos de prática de atividade física quando comparados a escolares que tiveram uma percepção da QV ruim nesse domínio (β = 87,3; p = 0,047). Escolares se perceberam sozinhos com mais frequência, tiveram em média 144 minutos de prática de atividade física a mais (domínio Bem-Estar), quando comparados a escolares que tiveram uma percepção com menor frequência sobre esse item (β = 144,5; p = 0,017). Adolescentes que tiveram uma ótima percepção da QV sobre se perceberam contentes com seu jeito de ser (domínio Bem-Estar), tiveram em média 144 minutos de prática de atividade física quando comparados a escolares que tiveram uma percepção com menor frequência sobre esse item (β = 157,3; p = 0,001). Com relação ao sexo dos escolares, escolares do sexo masculino têm em média 103,6 minutos a mais de prática de atividade física durante a semana comparados aos seus pares do sexo feminino (β = 103,6; p = 0,003). CONCLUSÃO: a percepção da qualidade de vida tem relação com o comportamento de atividade física dos escolares ao longo da semana, somado ao fato de que adolescentes do sexo masculino praticam mais atividade física em relação as adolescentes. Políticas públicas devem focar em alterar positivamente a percepção dos escolares quanto a QVRS, considerando que isso permitirá uma melhor compreensão da prática de atividade física nessa fase da vida.
Palavras-chave: qualidade de vida relacionado à saúde atividade física. escolares. fatores sociodemográficos.
Oral
Abrir o trabalhoTRABALHAR OU ESTUDAR? O DILEMA DOS DISCENTES DO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA QUE ATUAM NAS ACADEMIAS DE MUSCULAÇÃO
KAUAN POCIDONIO DE BRITO CLEMENTE ; Kauan Pocidonio de Brito Clememte; André Luis Façanha da Silva; Antonia Graziela Mendonça Alves; Cicero Pereira dos Santos; Keila Bruna da Silva Santos; Cleene Tavares de Souza
INTRODUÇÃO: Muitos discentes do curso de Licenciatura em Educação Física iniciam desde cedo suas atividades como estagiários em Academias de Musculação, permanecendo, em muitos casos, grande parte da sua graduação vinculados a essa área, assim, torna-se essencial entender os motivos e fatores que influenciam essa escolha por parte dos estudantes durante a graduação. OBJETIVO: Dessa forma, o objetivo do estudo é analisar a percepção de estudantes do curso de Educação Física que realizam estágios em academias de musculação sobre sua preferência entre atuar nas Academias de Musculação ou receber Bolsa Institucional, além dos fatores que dificultam o acesso a essas bolsas. MÉTODO: Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa e natureza exploratória, tendo a coleta de dados realizada através de entrevistas semiestruturadas, com 14 discentes do curso de Educação Física, da Universidade Regional do Cariri, Campus Iguatu/CE, que atuam em Academias de Musculação. A Análise de Dados foi realizada pelo software IRAMUTEQ (Interface de R pour les Analyses Multidimensionnelles de Textes et de Questionnaires), que possibilitou a geração de uma nuvem de palavras, que identifica os termos mais recorrentes nas entrevistas e a análise de similitude, que revelam as conexões entre as palavras. RESULTADOS: De acordo com as respostas nas entrevistas, e a análise da Nuvem de palavras e Análise de Similitude, foi possível observar uma maior preferência dos estudantes pela Bolsa Institucional, pois conseguiriam dedicar mais tempo aos estudos, no entanto, eles relataram que um dos maiores obstáculos é a falta ou o número reduzido de bolsas ofertadas, e pela necessidade financeira, precisam se inserir nas Academias para permanecer no curso. No entanto, alguns relataram que preferem a atuação nas academias de musculação, por identificação e satisfação em trabalhar nessa área. CONCLUSÃO: Essa realidade da maioria dos discentes entrevistados, evidencia a importância de políticas institucionais que ampliem o acesso a bolsas acadêmicas, para que os estudantes consigam vivenciar experiências que serão importantes na sua graduação, apesar da minoria deles preferir atuar nas Academias de Musculação durante a graduação, por vocação e afinidade com essa área, muitos relataram que acabam ingressando precocemente nas Academias como alternativa diante da ausência de bolsas e uma solução financeira.
Palavras-chave: Academias de Musculação, Estágios, Educação Física
Oral
Abrir o trabalho