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CUIDADOS DE ENFERMAGEM AO PACIENTE CRÍTICO COM CETOACIDOSE DIABÉTICA: UMA REVISÃO NARRATIVA
ASHILEY ISADORA ALVES FERREIRA ; Bianca Gabryelle Araujo dos Santos; Antônio Jefferson Amorim de Freitas; Milleny Sampaio da Silva; Maria Clarice Agustinho Alves
A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação aguda que ocorre tipicamente no diabetes mellitus tipo 1, podendo ocorrer também em pacientes com diabetes mellitus tipo 2. É caracterizada por hiperglicemia, acidose metabólica e cetose. Considerada uma emergência médica, exige intervenções rápidas e eficazes. Esse estudo teve como objetivo identificar os cuidados de enfermagem realizados por enfermeiros no manejo do paciente crítico com cetoacidose diabética, por meio de uma revisão narrativa da literatura. Foram analisados cinco artigos obtidos nas bases de dados LILACS, BDENF, MEDLINE e BVS. Os resultados apontaram a importância da atuação da equipe de enfermagem na identificação precoce dos sinais clínicos, monitorização contínua, administração adequada de fluidos e medicamentos, além da necessidade de protocolos padronizados. Conclui-se que os cuidados de enfermagem são essenciais para a redução da morbimortalidade associada à CAD, reforçando a importância da capacitação profissional contínua.
Resumo Expandido · Oral
Abrir o trabalhoComplicações retinianas no diabetes mellitus: insights para abordagem clínica
ANTONIO JEFFERSON AMORIM DE FREITAS ; Milleny Sampaio da Silva; Mateus Sampaio de Oliveira; Ashiley Isadora Alves Ferreira; Bianca Gabryelle Araújo dos Santos
O Diabetes mellitus (DM) é uma doença crônica metabólica caracterizada por alterações na produção ou ação da insulina, com alta prevalência mundial e grande impacto na saúde pública. Além das complicações sistêmicas, destaca-se a retinopatia diabética (RD), uma das principais causas de cegueira evitável em adultos. No Brasil, sua relevância é crescente, reforçando a necessidade de estratégias de rastreamento, diagnóstico precoce e tratamento oportuno. Tradicionalmente descrita como complicação microvascular, com microaneurismas, hemorragias e edema macular, evidências recentes indicam que a neurodegeneração pode anteceder alterações vasculares. Estudos histológicos mostram perda de células ganglionares, remodelamento sináptico e ativação glial em retinas de indivíduos com diabetes, mesmo sem sinais clínicos de retinopatia, sugerindo que a doença seja neurovascular. Este estudo teve como objetivo analisar os mecanismos da retinopatia associados ao DM, com foco nas alterações neurovasculares. Trata-se de uma revisão narrativa, realizada em agosto de 2025, com buscas na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e PubMed/MEDLINE. Utilizaram-se os descritores “Diabetic retinopathy”, “Diabetes mellitus” e “nerve degeneration”, combinados com o operador booleano AND. Foram incluídos artigos disponíveis na íntegra, publicados entre 2020 e 2025, em inglês, e excluídos duplicatas e literatura cinzenta. A triagem foi conduzida com a ferramenta Rayyan. A busca inicial resultou em 13 estudos, dos quais 4 artigos originais atenderam aos critérios, compondo a amostra final do estudo. Os achados revelam que a neurodegeneração ocorre precocemente, podendo afetar a visão antes dos sinais clínicos da RD. Albertos-Arranz et al. (2025) relataram alterações estruturais em retinas sem RD clínica, enquanto Marques et al. (2020), por meio de OCT e OCTA, associaram a progressão inicial à perda da perfusão capilar. Conclui-se que a RD é uma condição neurovascular, com alterações neuronais e vasculares coexistentes desde o início. Essa abordagem integrada reforça a importância do diagnóstico precoce, uso de tecnologias de imagem e terapias que considerem tanto a proteção neuronal quanto a preservação vascular.
ENFERMAGEM E PREVENÇÃO DA PNEUMONIA ASSOCIADA À VENTILAÇÃO MECÂNICA
APARECIDA KAMILLY SOUSA DOS PASSOS; Paulo Ermeson Ferreira Dutra; Laura Beatriz dos Santos Silva; Patricia Dias dos Santos; Kaylane Gomes Bezerra Silva
As Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) prestam cuidados especializados a pacientes críticos, muitos dos quais necessitam de ventilação mecânica invasiva (VMI). O uso prolongado de VMI aumenta o risco de Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica (PAV), impactando o tempo de internação e a mortalidade. A atuação da enfermagem é fundamental na prevenção da PAV, por meio de medidas como higienização das mãos, higiene oral com clorexidina, elevação da cabeceira, aspiração subglótica, monitoramento da pressão do cuff, mobilização frequente e implementação de protocolos padronizados. O papel da enfermagem torna-se essencial, já que este atua tanto na prestação de cuidados, como na prevenção, geralmente na desinfecção durante a utilização de tubos e ventiladores, na realização da aspiração traqueal estéril e medidas como colocar o paciente na posição fowler para o auxílio da respiração. A capacitação contínua da equipe reforça a segurança e a efetividade das práticas preventivas, evidenciando a importância de ações integradas e baseadas em evidências.
Palavras-chave: UTI, Ventilação Mecânica,enfermagem
Oral
Abrir o trabalhoAPLICAÇÃO DO PROCESSO DE ENFERMAGEM EM GESTANTE COM GRAVIDEZ ECTÓPICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
ALINE DA SILVA RIBEIRO ; Alicia Raquel Paiva Diniz; Ana Luiza Araújo dos Santos; Elisa Hellen Nogueira de Souza; Elis Regina de Sousa Alves
Introdução: Gravidez ectópica (GE) consiste na implantação do embrião fora da cavidade uterina, estando associada à morbimortalidade significativa. Quanto mais precoce for à identificação da GE melhor será seu prognóstico, assim, é imprescindível que o enfermeiro tenha conhecimentos e habilidades práticas para diferenciar sinais e sintomas característicos de uma gravidez fisiológica para uma gestação ectópica e intervir de forma eficaz. Objetivo: Relatar a experiência acadêmica na aplicação do Processo de Enfermagem (PE) a uma paciente cardiopata diagnosticada com GE. Método: Trata-se de um relato de experiência vivenciado em um Hospital-Maternidade de referência na região do Cariri cearense, por acadêmicos durante estágio da disciplina “Enfermagem no Processo de Cuidar em Saúde da Mulher”, em Junho de 2025. Resultados: A experiência possibilitou a realização da avaliação de enfermagem (coleta de dados) da gestante quanto a história obstétrica, hábitos de vida, histórico familiar de saúde e uso de medicações. Também foi realizado exame físico e avaliação de sinais vitais. A partir das informações coletadas, foram definidos os diagnósticos de enfermagem: dor aguda relacionada à gravidez tubária evidenciada por relato verbal de dor em pontadas na região hipogástrica e expressão facial de desconforto; risco de sangramento excessivo relacionado à complicação de gravidez tubária com possibilidade de rotura; risco de trombose relacionado a histórico de doença cardíaca, uso de prótese valvar e repouso pós-cirúrgico em decúbito dorsal e risco de infecção relacionado a ferida operatória e uso de sonda vesical de demora. O planejamento de enfermagem se deteve ao alívio da dor, prevenção de complicações hemorrágicas, de trombose e infecções, e favorecimento da recuperação pós-operatória. Destacaram-se intervenções como administração de medicações analgésicas conforme prescrição médica, monitoramento da coloração cutânea, de mucosas e sinais de choque, estímulo à deambulação precoce, orientações sobre sinais de infecção da ferida operatória e registro do débito urinário. Na evolução, observou-se evolução satisfatória e recuperação gradual do estado geral. Conclusão: A experiência possibilitou aos estudantes a aplicação do PE à gestante com gravidez ectópica de forma fundamentada em evidências científicas, favorecendo o desenvolvimento de competências clínicas e raciocínio crítico.
Palavras-chave: Retinopatia Diabética,Diabetes mellitus,degeneração neural
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoCUIDADOS DE ENFERMAGEM AO PACIENTE PÓS-TRANSPLANTE RENAL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
BIANCA GABRYELLE ARAUJO DOS SANTOS; Ashiley Isadora Alves Ferreira; Antônio Jefferson Amorim de Freitas; Milleny Sampaio da Silva; Maria Clarice Agostinho Alves
A Doença Renal Crônica (DRC) se caracteriza pela lesão irreversível nos rins, mantida por três meses ou mais. O transplante renal é a opção que proporciona maior liberdade na rotina diária do paciente e melhor qualidade de vida. A enfermagem exerce um papel fundamental e sua atuação poderá ser a diferença entre o sucesso ou não do transplante renal. Objetiva-se elucidar os cuidados de enfermagem voltados ao paciente no pós-transplante renal disponíveis na literatura. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada em 2025, através da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), nas bases de dados LILACS, MEDLINE, BDENF e Periódicos CAPES. Utilizando os descritores “Transplante de rim”, “Cuidados de enfermagem”, “Assistência ao Paciente”, ligados pelo operador booleano “AND”, com seleção final de sete estudos. Os principais cuidados de enfermagem são realizados nas primeiras 24h pós-transplante renal, incluindo o controle hemodinâmico, a prevenção de infecções, o monitoramento dos sinais vitais, o controle da diurese, a observação de sinais e sintomas de complicações, o controle da dor e a educação em saúde com o paciente. Além disso, o enfermeiro deve orientar sobre o uso correto dos imunossupressores, exames de rotina, hábitos alimentares, ingesta hídrica e prática de atividade física, o que possibilita o esclarecimento de dúvidas sobre o tratamento e melhor a adesão terapêutica. Conclui-se que a atuação do enfermeiro no pós-transplante renal é determinante para a estabilidade clínica do paciente e adesão terapêutica.
Palavras-chave: Transplante de rim,Cuidados de enfermagem,Assistência ao Paciente
Resumo Expandido · Oral
Abrir o trabalhoFITOTERÁPICOS NO MANEJO DA HIPERTENSÃO: CONTRIBUIÇÕES DA ENFERMAGEM PARA SEGURANÇA DO PACIENTE CARDÍACO
GIOVANA DIAS ANJOS ; Ana Luiza Araújo dos Santos; Geizimayra Campos Pereira; Nathylle Régia de Sousa Caldas; Lucas Mateus Figueiredo Nascimento
A hipertensão arterial sistêmica é uma doença crônica caracterizada pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias, sendo reconhecida como um fator de risco para doenças cardiovasculares como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular encefálico. Nos últimos anos, é crescente o uso de plantas medicinais como terapia complementar para doenças crônicas, pelo baixo custo e por exercerem ações terapêuticas benéficas à saúde, todavia é necessária a monitorização e utilização de forma moderada devido ao risco de efeitos adversos. Nesse contexto, destaca-se a importância do profissional de enfermagem compreender o uso de fitoterápicos para que a segurança do paciente seja garantida. Objetivou-se analisar o papel dos fitoterápicos como coadjuvantes no manejo da hipertensão arterial em pacientes cardíacos. Foi realizada uma revisão narrativa da literatura, utilizando os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) “hipertensão arterial”, “fitoterapia” e “cuidados de enfermagem” com o operador booleano “AND” com busca no portal da Biblioteca Virtual de Saúde e base de dados da SciELO. Foram incluídos artigos sobre o uso de fitoterápicos como prática complementar ao tratamento medicamentoso, e excluídos artigos que fugiam da temática. Para compor a amostra final 4 artigos foram incluídos. O consumo de plantas para fins terapêuticos é utilizado desde a antiguidade, mas sem a devida supervisão de profissionais podendo acarretar em efeitos colaterais graves. Atualmente o Sistema Único de Saúde incluiu as Práticas Integrativas e Complementares de Saúde na sua oferta de serviços, se destacando o uso de fitoterápicos. Com isso, o enfermeiro assume um papel fundamental na orientação, monitoramento e educação em saúde do paciente quanto ao uso seguro dessas terapias. Sendo necessária a capacitação desses profissionais pautada no conhecimento científico, avaliação criteriosa e análise de condições clínicas, visando minimizar os risco associados ao uso inadequado de plantas medicinais e garantir a segurança da assistência no controle da hipertensão arterial. A análise evidenciou que o uso de fitoterápicos como terapia complementar ao tratamento farmacológico da hipertensão arterial pode ser benéfico aos usuários, desde que sejam aplicados com o devido acompanhamento e respaldo científico. Assim, a enfermagem atuará na promoção da adesão ao tratamento, na redução de riscos e na melhoria da qualidade da assistência.
Palavras-chave: hipertensão arterial,fitoterapia,segurança do paciente,cuidados de enfermagem
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Abrir o trabalhoMonitorização de Parâmetros Neurológicos em Idosos Pós-AVE no Contexto Hospitalar: Uma Revisão Narrativa
LARA ELLEN BRANDÃO BATISTA LIMA; REBECA LEITE PEIXÔTO
O Acidente Vascular Encefálico (AVE) representa uma das principais causas de internação e mortalidade entre idosos, frequentemente resultando em sequelas neurológicas que demandam o acompanhamento clínico, principalmente durante a hospitalização. Nesse contexto, a monitorização de parâmetros neurológicos realizada pela enfermagem contribui fundamentalmente para identificar precocemente alterações e favorecer a segurança do paciente. Portanto, a seguinte revisão tem como objetivo discorrer sobre a atenção de enfermagem na monitorização dos parâmetros neurológicos em idosos hospitalizados pós AVE. Trata- se de uma pesquisa narrativa da literatura. A busca foi realizada na Biblioteca Virtual de Saúde utilizando os descritores “Acidente Vascular Cerebral”, “Idoso”, "Unidade de Terapia Intensiva”. Os critérios de inclusão foram textos completos, dos últimos 5 anos e em português, resultando em 22 estudos elegíveis. Referente aos resultados, dispõe- se que a monitorização neurológica desempenhada pelo enfermeiro no ambiente hospitalar ocorre por dois principais eixos: o uso de aparelhagens técnicas, que fornecem dados objetivos de alterações do SN, e a aplicação de técnicas invasivas e não-invasivas. Dentre as invasivas, ressalta- se a monitorização da Pressão Intracraniana (PIC), procedimento que permite a avaliação de parâmetros essenciais para o desenvolvimento de complicações como a hipertensão intracraniana, riscos de herniação cerebral e necessidade de intervenções emergenciais, fatores esses, que precisam ser constantemente observados e controlados devido à fragilidade fisiológica do organismo em processo de senilidade. Em relação às técnicas não invasivas, como o uso de escalas para fins de avaliação neurológica, destacam- se a Escala de Coma de Glasgow; de Katz e de Ramsay. Tais instrumentos permitem o domínio dos níveis de consciência, e logo, do estado clínico presente do idoso. Conclui-se que a integração entre a vigilância clínica do enfermeiro combinada com a competência e continuidade do acompanhamento do estado neurológico da pessoa idosa, reduz complicações, pela possibilidade de rápidas intervenções e possibilitando a melhor a recuperação.
Palavras-chave: Acidente Vascular Encefálico, Idoso, Unidade de Terapia Intensiva
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Abrir o trabalhoPalavras-chave: Assistência de Enfermagem, Processo de Enfermagem, Gravidez Ectópica
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Abrir o trabalhoASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO DO RISCO DE QUEDAS EM PACIENTES IDOSOS HOSPITALIZADOS: REVISÃO NARRATIVA
HELOISA MENDES SÁTIRO XENOFONTE; ANA BEATRIZ ALVES DO NASCIMENTO
As quedas são as causas mais frequentes de morte entre pessoas idosas no mundo. De causa multifatorial, trata-se de uma complexa síndrome geriátrica, prevenível e relacionada à morbimortalidade. No Brasil, estima-se que um terço da população acima dos 60 anos sofrem quedas uma vez ao ano, com acréscimo de 50% após os 80 anos. Objetiva-se analisar as intervenções de enfermagem adotadas para prevenção do risco de quedas em pacientes idosos hospitalizados. O estudo versa sobre uma revisão narrativa da literatura, realizada no mês de agosto e setembro de 2025, nas bases de dados LILACS, Scielo e BDENF. Para os critérios de inclusão foram estudos relacionados à temática proposta, sem recorte de linguagem e publicados nos últimos 5 anos. O enfermeiro deve possuir uma abordagem profissional consistente e rotineira, identificando as fragilidades da pessoa idosa, aplicando instrumentos para avaliação e identificação de fatores potenciais que influenciam no risco de quedas. Algumas práticas são adotadas comumente pelos profissionais, como: educação e orientação dos cuidadores e familiares, uso de barras de apoio em banheiro, a capacitação dos profissionais que estão diretamente envolvidos no cuidado. Enfatiza-se que a abordagem preventiva de queda deve ser multiprofissional, multifatorial e multissetorial, no qual o enfermeiro é um dos profissionais capacitado para efetuar ações educativas na prevenção de quedas. É relevante o monitoramento dos casos de quedas para elaboração de estratégias preventivas, orientando a gestão e os cuidados a serem prestados para minimizar a ocorrência deste incidente. Ademais, o profissional deve adotar uma postura de liderança, que ao assumir essa função, deve promover a comunicação, a segurança e qualidade no atendimento, esse compromisso e a articulação com a equipe multidisciplinar são métodos excelentes para a redução do risco de quedas. A assistência hospitalar de enfermagem é essencial para os cuidados e aplicação de intervenções que minimizem este evento, evidenciando a importância da capacitação.
Palavras-chave: prevenção,assistência de enfermagem
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Abrir o trabalhoAtuação da Enfermagem Diante da Administração de Fármacos no Ambiente Hospitalar em Pacientes Críticos
ANA LUIZA ARAUJO DOS SANTOS; Geizimayra Campos Pereira; Giovana Dias Anjos; Nathylle Régia de Sousa Caldas; Lucas Mateus Figueiredo Nascimento
Segundo pesquisas realizadas pela ANVISA, aproximadamente 1.500 erros relacionados a aplicação de medicamentos ocorreram em cinco hospitais públicos de diferentes regiões do Brasil. Os principais erros estão relacionados a via de administração, dose e horário de aplicação. Frente a isso, foi criada a Política Nacional de Segurança do Paciente em 2013, visando o fortalecimento de ações a fim de evitar erros de medicação. A equipe de enfermagem se destaca logo que presta cuidados diretos ao paciente, e deve estar vinculado ao desenvolvimento de normas e políticas que visem o aperfeiçoamento das boas práticas de cuidados. Desse modo, tem-se como objeto identificar as práticas de enfermagem na administração de fármacos no ambiente hospitalar em pacientes críticos. O presente estudo tem como objetivo identificar as práticas de enfermagem na administração de fármacos no ambiente hospitalar em pacientes críticos. Trata-se de uma revisão narrativa realizada em setembro de 2025, com busca nas bases SciELO e BVS, utilizando os descritores “Cuidados de Enfermagem”, “Erros de Medicação”, “Medicamentos” e “Eventos Adversos”, combinados pelo operador AND, no período de 2015 a 2025. Foram incluídos artigos completos e documentos técnicos sobre a atuação da enfermagem na administração de fármacos em pacientes críticos no ambiente hospitalar, sendo excluídos trabalhos duplicados, resumos simples e estudos não relacionados ao tema. Os resultados identificaram três categorias para atuação da equipe de enfermagem na aplicação de medicamentos em pacientes críticos, sendo estas: práticas essenciais, como os “nove certos” e o planejamento do cuidado; estratégias de segurança, como dupla checagem, bombas de infusão e comunicação multiprofissional; e monitorização, com acompanhamento contínuo, protocolos padronizados e capacitação, garantindo maior segurança e qualidade na assistência. Os achados mostram que protocolos, monitoramento, prevenção e capacitação são essenciais para a segurança do paciente, com a enfermagem como eixo central do cuidado. Sua autonomia e atuação baseada em evidências fortalecem a qualidade da assistência e promovem um ambiente mais seguro e humanizado.
Palavras-chave: Erros de medicação, cuidados de enfermagem, eventos adversos
Oral
Abrir o trabalhoCUIDADO DE ENFERMAGEM EM CONTEXTO HOSPITALAR NA PRÉ-ECLÂMPSIA: UMA REVISÃO NARRATIVA
LUYSE TAVARES VELOSO DE QUEIROZ; Ana Maria dos Santos da Silva; Rosa Mirley de Souza Lima; Sofia Martins Teixeira; Francisco Rael Campos Alves
A Pré-eclâmpsia é uma complicação específica da gravidez caracterizada pelo aumento da pressão arterial, acima de 140 x 90 mmHg, associada ou não a presença de proteínas na urina, geralmente após a 20ª semana de gestação. Diante desse contexto, o enfermeiro desempenha funções essenciais para fornecer o cuidado seguro em ambiente hospitalar para evitar agravamento das condições de saúde da gestante e do feto. Este estudo tem como objetivo analisar o exercício profissional do enfermeiro frente à pré-eclâmpsia, destacando as abordagens assistenciais utilizadas no acompanhamento dos pacientes dentro da unidade hospitalar. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura com busca realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) “Pré-Eclâmpsia”, “Cuidados de Enfermagem” e “Complicações na Gravidez”, conectados pelo operador booleano AND. Foram incluídos artigos completos, publicados nos últimos cinco anos, em português e inglês; e excluídas pesquisas que não abordassem o tema, ou publicadas antes de 2020. Após a triagem de 67 artigos, três estudos foram selecionados. Os achados desta revisão indicam que o enfermeiro estabelece plano de cuidado na prevenção de complicações durante a hospitalização da gestante. Os principais cuidados identificados incluem o monitoramento rigoroso da pressão arterial e da proteinúria, a detecção precoce dos sinais e sintomas, acompanhamento de exames laboratoriais, como hemograma, função renal e hepática, orientação dietética para adoção de hábitos saudáveis, com alimentação com restrição de sódio, promoção da avaliação fetal contínua, e da adesão ao tratamento medicamentoso prescrito, tal qual o sulfato de magnésio como agente preventivo da convulsão, além de inspecionar frequência respiratória, débito urinário, saturação de oxigênio e reflexos patelares, pela toxicidade magnésica. Portanto, conclui-se que o cuidado seguro prestado pelo enfermeiro em ambiente hospitalar à gestante com pré-eclâmpsia é essencial para diagnóstico precoce de alterações clínicas e laboratoriais, contribuindo para a redução de riscos maternos e perinatais, a sua atuação é pautada na vigilância contínua, no planejamento individualizado da assistência e na educação em saúde, reforçada como agente ativo na promoção da saúde da mãe e do feto. Dessa forma, o fortalecimento das práticas assistenciais de enfermagem, é indispensável para o manejo eficaz da pré-eclâmpsia no contexto hospitalar.
Palavras-chave: Pré-Eclâmpsia,Cuidados de Enfermagem,Complicações na Gravidez
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Abrir o trabalhoIMPLANTAÇÃO DE TECNOLOGIAS PARA O CONTROLE GLICÊMICO HOSPITALAR E SUAS IMPLICAÇÕES NA PRÁTICA DE ENFERMAGEM
MATEUS SAMPAIO DE OLIVEIRA; Ana Vitória Bezerra Mangueira; Antonio Jefferson Amorim de Freitas; Milleny Sampaio da Silva; Vivian de Oliveira Cavalcante
O controle glicêmico em pacientes hospitalizados é fundamental para reduzir complicações clínicas, tempo de permanência e mortalidade. O monitoramento tradicional, baseado na aferição capilar, apresenta limitações pela ausência de detecção em tempo real, o que compromete a identificação precoce de alterações glicêmicas persistentes. Nesse contexto, as tecnologias surgem como inovação no acompanhamento dos pacientes, otimizando diagnósticos, apoio à decisão clínica e segurança assistencial. Para a enfermagem, essas ferramentas representam suporte tecnológico e complemento ao cuidado humanizado, exigindo integração entre prática assistencial e inovação digital. Diante disso, este estudo objetiva identificar as tecnologias utilizadas na implantação de programas de controle glicêmico no ambiente hospitalar, bem como suas implicações para a enfermagem. Trata-se de uma revisão narrativa de caráter qualitativo, cuja busca bibliográfica foi realizada em setembro de 2025, na base de dados MEDLINE, acessada por meio da plataforma PubMed. Foram utilizados os descritores “Artificial Intelligence” e “Machine Learning”, combinados pelo operador booleano OR, juntamente com os descritores “Glycemic Control” e “Nursing”, associados pelo operador AND. Incluíram-se artigos publicados nos últimos cinco anos, disponíveis na íntegra e gratuitos, resultando na identificação de nove artigos. A triagem dos títulos e resumos foi conduzida de forma independente por dois revisores, através do software Rayyan. Ao final, quatro artigos atenderam ao objetivo proposto e compuseram a amostra final da revisão. Os resultados destacaram quatro ferramentas digitais: o mvAID, que ajusta insulina em tempo real, reduzindo hipoglicemias, melhorando o tempo em faixa-alvo e diminuindo intervenções manuais; o CGM, que possibilita detecção precoce de alterações glicêmicas e personalização do cuidado, embora apresente custo elevado; o d-Nav, que aumenta a acurácia no ajuste de doses, promovendo estabilidade glicêmica e menor dependência de ações manuais; e os aplicativos mHealth, de baixo custo, que favorecem engajamento e eficiência no monitoramento, mas dependem da adaptação cultural dos usuários. Conclui-se que diferentes tecnologias contribuem para o controle glicêmico durante a internação, ainda que variem quanto aos custos e à precisão. A enfermagem atua estrategicamente no monitoramento contínuo desses sistemas, promovendo qualidade e segurança na assistência a pacientes hospitalizados.
Palavras-chave: Controle Glicêmico,Aprendizado de Máquina,Enfermagem
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Abrir o trabalhoInterações Entre Fitoterápicos e Medicamentos Convencionais: Riscos e Recomendações Para a Prática Hospitalar
GEIZIMAYRA CAMPOS PEREIRA ; Ana Luiza Araújo dos Santos; Giovana Dias Anjos; Nathylle Régia de Sousa Caldas; Lucas Mateus Figueiredo Nascimento
O uso de medicamentos fitoterápicos tem se expandido no contexto hospitalar como alternativa terapêutica complementar. No entanto, a associação entre fitoterápicos e medicamentos convencionais pode resultar em interações farmacológicas que comprometem a segurança do paciente, especialmente quando não há acompanhamento profissional adequado. Nesse sentido, a enfermagem desempenha papel essencial na identificação e prevenção desses riscos. Objetivou-se analisar os riscos associados às interações entre medicamentos fitoterápicos e convencionais, destacando recomendações para uma prática hospitalar segura sob a perspectiva da enfermagem. Foi realizada uma revisão narrativa da literatura, com busca no portal da Biblioteca Virtual de Saúde e base de dados PubMed, utilizando os descritores em ciências da saúde: “Fitoterapia”, “Interações medicamentosas” e “Efeitos adversos”, e MeSH “Herbal medicine”, “Drug interactions” e “Adverse effects”, combinados pelo operador booleano “AND”. Foram incluídos artigos que abordam interações entre medicamentos fitoterápicos e convencionais, com foco nas implicações clínicas e na segurança do paciente. A amostra final foi composta por 5 artigos para o desenvolvimento deste estudo. Os estudos apontam que interações entre fitoterápicos e medicamentos convencionais podem alterar a eficácia terapêutica, potencializar efeitos adversos ou reduzir a ação medicamentosa. Foram identificadas plantas com ação sobre o sistema nervoso central, cardiovascular e metabólico, com destaque para o uso concomitante sem orientação profissional. A ausência de protocolos específicos e a falta de capacitação da equipe de enfermagem foram citadas como fatores que aumentam o risco de eventos adversos. A prática segura do uso de fitoterápicos no ambiente hospitalar exige maior integração entre os profissionais de saúde, com destaque para a atuação da enfermagem na educação do paciente, identificação de interações e comunicação com a equipe multiprofissional. Protocolos clínicos e capacitação contínua da equipe são estratégias recomendadas para promover a segurança do paciente.
Palavras-chave: Fitoterapia,Interações medicamentosas,Efeitos adversos,Segurança do paciente
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Abrir o trabalhoUtilização da Escala de Braden pela Enfermagem como Estratégia de Prevenção de Lesões por Pressão
CICERA HELLEN DA SILVA ; Nathylle Régia de Sousa Caldas; Lucas Mateus Figueiredo Nascimento
As lesões por pressão (LP) são danos localizados na pele e/ou tecidos subjacentes, surgindo comumente em proeminências ósseas. Variam de eritema a úlceras profundas, que atingem músculos e ossos. São desencadeadas em decorrência da imobilidade, permanência prolongada em mesmo decúbito, fricção e umidade. Diante disso, a classe da enfermagem é responsável por medidas preventivas, a citar: mudança de decúbito. Para reduzir sua incidência, aplicam-se escalas de risco que possibilitam avaliação sistemática e auxiliam no planejamento do cuidado, onde destaca-se a Escala de Braden, composta por seis critérios: percepção sensorial, umidade, atividade, mobilidade, nutrição e fricção/cisalhamento. A pontuação varia de 6 a 23 pontos, identificando o risco e orientando intervenções preventivas. Diante desse contexto, buscou identificar, na literatura, o uso e benefícios da Escala de Braden na prevenção de LP pela enfermagem. Trata-se de uma revisão narrativa, realizada na Biblioteca Virtual da Saúde, com os descritores “Lesão por Pressão”, “Enfermagem” e “Escala de Braden”, combinados pelo operador booleano "AND". Foram encontrados 110 artigos, sendo incluídos os que abordavam aplicabilidade, benefícios clínicos e impactos na assistência de enfermagem. Ao total foram obtidos 7 para construção do presente trabalho. Os estudos evidenciaram que a escala apresenta alta sensibilidade, embora baixa especificidade, o que pode gerar falso-positivos. Ainda assim, mostrou-se eficaz para rastreamento, pois unidades que a utilizavam registraram menor incidência de LP. Entre as subescalas, mobilidade e atividade foram as mais críticas em pacientes hospitalizados, principalmente aqueles com restrição ao leito. Condições como imobilidade, alterações cognitivas e nutricionais também se associaram a escores baixos, reforçando a utilidade da escala na identificação de fatores de risco. A integração dessa escala ao processo de enfermagem amplia o julgamento clínico, orienta intervenções, contribui para planos de cuidado individualizados e fortalece diagnósticos de risco. Sua informatização em prontuários eletrônicos favorece padronização, qualificação dos registros e otimização da assistência. Frente a isso, apesar do uso crescente, ainda há limitações no conhecimento dos profissionais quanto à aplicação e relevância da escala. Assim, tornam-se necessários novos estudos que aprofundem o tema, fortaleçam a prática da enfermagem e ampliem a efetividade das
Palavras-chave: Lesão por pressão,Enfermagem,Escala de brade
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