14 de 14 trabalho(s) aceito(s)
PERFIL DE VIOLÊNCIA GERAL CONTRA A MULHER NOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO DO CARIRI, CEARÁ DO ANO DE 2017
ROANA BÁRBARA DE ALMEIDA GOUVEIA; Aparecido Daniel Lino da Silva; Laríssia Cândido Cardoso; Pedro Yan Alexandre Barbosa Kennedy; Richard Mairon Silva Sousa; Sáskya Jorgeanne Barros Bezerra
Introdução: É de conhecimento comum o crescente número de violências perpetradas às mulheres, especialmente na sociedade brasileira. Visto isso, se faz necessário identificar e compreender o perfil da violência contra mulher. O Observatório da Violência e Direitos Humanos da Região do Cariri possui um papel importante no monitoramento destes agravos. Objetivo: Identificar o perfil de violência geral contra a mulher na região do Complexo Crajubar, Ceará. Métodos: É um estudo quantitativo, no qual foram analisados dados referentes às fichas de notificações registradas pelas Delegacias dos municípios de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, Ceará. Os dados foram coletados entre janeiro a dezembro de 2017 através de um checklist. Após coleta, os mesmos foram tabulados em frequências absolutas e relativas e analisados à luz da literatura pertinente. O estudo teve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa, com parecer 2038188. Resultados: Foram analisadas 2020 fichas de notificações. Referente ao local da agressão 71,93% (n=1453) referiram sofrer violências na própria residência. Além de que 33,51% (n=677) confirmaram terem sofrido agressões mais de uma vez. Relativo a motivação da violência 31,18% (n=630) foram ignorados, seguido por sexismo com 30,29% (n=612). Sobre o tipo de violência destacaram-se a moral/psicológica e ameaças com 76,43% (n=1544). E referente ao número de envolvidos 81,13% (n=1639) foram somente um. Conclusão: As agressões são motivadas por sexismo, especialmente as ameaças que se materializam no espaço domiciliar onde grande parte já aconteceram outras vezes.
Palavras-chave: Violência,Mulher,Enfermagem
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoA ELABORAÇÃO DA EXPERIÊNCIA DA DITAURA PELA ARTE: O QUE ZUZU ANGEL NOS FALA EM SUAS COSTURAS?
ITALO PEREIRA COELHO; Ernani de Morais Lima Junior; Sabrina Marques Nunes
Introdução: a figura feminina de Zuzu Angel no período de ditadura brasileira, após a morte de seu filho, foi um divisor para que esta se tornasse uma mulher militante que criticava as práticas desumanas deste período através da costura e do bordado estampados nas roupas em que produzia. Objetivo: descrever a representação da ditadura nas peças de roupas da estilista Zuzu Angel. Metodologia: revisão bibliográfica com abordagem qualitativa nas plataformas de dados Google Acadêmico e Scientific Electronic Library Online (SciELO), através dos descritores “arte” e “Zuzu Angel”, no período de 2014 a 2018. Resultados: as roupas confeccionadas podem ser compreendidas como uma “escrita de si”. Esta acabava utilizando o bordado, os tecidos e cores para expressar suas vivências subjetivas. No período da ditadura, existia uma predominância de vestidos brancos, representando a morte de inocentes. Além disso, pombas claras carregando ramos verdes que sinalizavam um clamor pela paz. Já o luto e a dor eram externadas em peças como a indumentária preta e o cinto, formado por 100 crucifixos e que, expressava o luto vivido pela morte do filho, bem como por adereços religiosos e políticos. Conclusão: constatou-se que a vivência subjetiva da estilista durante este período acabou sendo refletido diretamente em suas peças de roupas, seja nas cores, nos adereços, nos bordados e entre outros. Sendo assim, através de suas confecções, a estilista demonstrava seus medos, angústias e revoltas durante a ditadura, fazendo destas uma forma de demonstrar todos esses sentimentos vividos.
Oral
Abrir o trabalhoARTETERAPIA COMO UM FATOR DE RESSIGNIFICAÇÃO PARA MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA
ERNANI DE MORAIS LIMA JUNIOR; Ítalo Pereira Coelho; Sabrina Marques Nunes
AÇÕES DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE NO COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA MULHER EM ESCOLA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
RICHARD MAIRON SILVA SOUSA; Aparecido Daniel Lino da Silva; Francisca Tamiris Pereira de Sousa; Gabriel Fernandes Pereira; Pedro Yan Alexandre Barbosa Kennedy; Sáskya Jorgeanne Barros Bezerra
Discutir a violência contra a mulher possui grande importância devido ao contexto histórico em que a sociedade foi constituída, onde ela é vista como inferior e dependente do homem. Para desconstrução desse conceito faz-se necessário trabalhar a discussão dessa temática na escola através de ações de educação em saúde visando prevenir o acontecimento deste agravo. Este estudo teve como objetivo relatar a experiência de ações de sensibilização a jovens alunos frente a temática violência contra a mulher. As atividades ocorreram em dois momentos sendo desenvolvidas pelos bolsistas do Observatório de Violência e Direitos Humanos da Região do Cariri, em duas escolas de ensino médio dos municípios de Crato e Juazeiro do Norte, no mês de agosto de 2018. Participaram em média 50 alunos em cada escola, predominantemente do sexo feminino. Foram utilizados como instrumentos sensibilizadores o uso de Data show para apresentação de slides, distribuição de folders/panfletos contendo os canais de denúncia e a construção de cartazes pelos próprios alunos para evocar o conhecimento aprendido. Os temas discutidos nas oficinas voltaram-se para apresentação de dados e conceitos de violência, divulgando-se os canais de denúncia. Observou-se a participação dos alunos durante a exposição com a dinâmica de construir cartazes para fixação e exposição do conteúdo aprendido. Foi possível compreender a dimensão da importância de sensibilização dos jovens e adolescentes frente a violência sofrida pela mulher, como uma forma não só de sensibilizar, como também de divulgar a fim de minimizar os casos de
Palavras-chave: Violência,Educação em Saúde,Enfermagem
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoHISTÓRIA EM QUADRINHOS “O MUNDO DE AISHA”: ANÁLISE DE IMAGEM SOB PERSPECTIVA DE GÊNERO
SAMIRES SOARES DE OLIVEIRA ; LÍVIA MARIA DOS SANTOS
Os países árabes são distintos entre si, havendo países progressistas, conservadores e ultraconservadores o que reflete nos padrões desigualdade de gênero de forma diferentes entre os países, assim como, nas formas de resistência feminina à desigualdade. Objetivou-se analisar a resistência feminina, a partir de textos escritos e de imagem presentes em uma história em quadrinhos (HQ). Trata-se de um estudo de caráter qualitativo de análise de imagem, desenvolvido entre agosto a novembro de 2018 através da análise da HQ “O mundo de Aisha – a revolução silenciosa das mulheres do Iêmen”, do autor italiano Ugo Bertotti. A população constitui a primeira história contida no livro que tem Sabiha como personagem principal feminina e a amostra se constituiu cenas recortadas da HQ. Realizou-se a análise de imagem cinco estágios pautando-se em termos/conceitos de gênero. Os signos icônicos utilizados foram figuras humanas, animais, plantas e nuvens e os textos escritos encontram-se acima dos desenhos e os signos plásticos utilizados foram a ilustração. Há relação entre os textos é metafórica. Os temas que apresentados nesse recorte foram o uso do véu (niqab) pelas mulheres, casamento infantil, papel de gênero em uma sociedade islâmica. O princípio do conhecimento difundido foi levantado o seguinte tema: resistência feminina às normas patriarcais. Conclui-se que a HQ atua como um meio de adquirir conhecimento sobre cultura de mulheres do Oriente Médio.
Palavras-chave: Imagem, Pesquisa qualitativa, História em quadrinho
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoRELATO DE EXPERIÊNCIA: OFICINA SOBRE VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NA TERCEIRA IDADE
FRANCISCA TAMIRIS PEREIRA DE SOUZA; Sáskya Jorgeanne Barros Bezerra; Gabriel Fernandes Pereira; Richard Mairon Silva Sousa; Maria do Socorro Neta Gerônimo; Larissia Cândido Cardoso
A violência contra o idoso é uma importante demanda que tem acompanhado o crescimento dessa população, acarretando adoecimento físico e psicológico (depressão, desordem pós-traumática, agitação, fadiga, perda de identidade, tentativas de suicídio), quando não culminando com a morte. Diante disto, o presente estudo teve como objetivo discutir e sensibilizar idosas sobre os vários tipos de violência a partir da discussão sobre o que conheciam sobre a temática. Trata-se de um relato de experiência desenvolvido em formato de oficina em junho de 2018 com o grupo de idosas que participam do projeto “Universidade aberta para a terceira idade”, desenvolvido pela Universidade Regional do Cariri, na cidade de Crato, Ceará. Participaram desta atividade 17 idosas, após apresentação, houve a divisão da sala em dois grupos, onde foi disponibilizado papel madeira, cola, tesoura, jornal/ revista e algumas imagens retratando os tipos de violência que acomete idosos e mulheres. A proposta era fazer com que as idosas fizessem a busca por imagens ou frases que retratasse algum tipo de violência. Foi estipulado um tempo para que fosse concluída a atividade. Após o termino, os grupos apresentaram sua produção a partir de colagens e frases que expressavam o conteúdo proposto, em paralelo com as apresentações os bolsistas estimulavam o senso crítico da discussão, tendo em vista as situações reais relatadas. Observou-se o envolvimento das idosas na realização das atividades e discussão, ressaltando a importância do uso de metodologias ativas, e as rodas de conversa para abordar o tema de violência.
Palavras-chave: VIOLÊNCIA,IDOSO,MULHER
Oral
Abrir o trabalhoVIOLÊNCIA CONTRA A MULHER: PERFIL DA NOTIFICAÇÕES EM UM MUNICÍPIO DO INTERIOR DO CEARA
APARECIDO DANIEL LINO DA SILVA; GABRIEL FERNANDES PEREIRA; LARÍSSIA CÂNDIDO CARDOSO; PEDRO YAN ALEXANDRE BARBOSA KENNEDY; SÁSKYA JORGEANNE BARROS BEZERRA; MARIA DO SOCORRO NETA GERÔNIMO
A violência contra a mulher ocupa o cenário das violações dos direitos humanos em todo o mundo, não sendo mais entendida não como um problema de ordem privada ou individual, mas como um fenômeno de responsabilidade da sociedade. Esse estudo objetiva analisar o perfil de mulheres que sofreram violência em um município do interior. Trata se de um estudo quantitativo, no qual foram analisados os dados de 61 casos, coletados no ano de 2017 no município de Barbalha, Ceara. Os dados foram coletados por meio de um check list pelo Observatório da violência, tabulados em frequência absolutas e relativas a luz da literatura pertinente. A pesquisa tem aprovação ética. Dentre as vítimas, no que se refere a idade o predomínio era jovens (31) com18 a 29 anos e adultas (14) com 30 a 59 anos. Quanto à raça/etnia dessas mulheres, pouco registro se tem desta informação, sendo a maioria ignorado (42). Em relação a situação conjugal, 24 registros não apresentavam a informação, estando em segundo lugar as solteiras (18). Com relação ao vínculo com o agressor predominantemente estavam o ex-cônjuge (18) e o cônjuge atual (16). O local da agressão em sua maioria foi o domicílio (47). Em referência ao motivo da violência, estava o sexismo (22) e o conflito geracional (24). O tipo de violência predominante foi a física (35) e ameaças (13). Diante do exposto, verifica-se a importância de se conhecer as particularidades da violência que atinge este público, sendo necessário ter um olhar crítico para implementação de ações como instrumento para auxiliar no combate e diminuição dessas violações
Palavras-chave: Violência contra a mulher,Proteção,Combate
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoVIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: UMA VIOLAÇÃO AOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DA MULHER
TALITA RÉGIA CAVALCANTE DIAS; Raimundo Ivan Araújo de Sousa Junior
O parto era realizado somente por parteiras, que são mulheres de confiança que detinham conhecimento sobre esse processo. Contudo, nos últimos tempos o parto tem se revelado um ato hospitalar cujo médico é a principal figura e a parturiente fica a submetida a quaisquer atos realizados pelos profissionais da saúde. É neste contexto que emerge uma nova forma de violência de gênero, a violência obstétrica. Tal violência é marcada pelo tratamento desumanizado dos profissionais da saúde em relação à parturiente. Ela pode ser verificada em três momentos: na consulta durante a gestação, no momento do parto e no pós-parto. Este trabalho abordou a violência obstétrica, debatendo sobre seus atos violadores aos direitos fundamentais da mulher estampados na Constituição de 1988. O objetivo deste trabalho foi abordar o seu conceito, bem como as práticas que são consideradas violentas e, por fim, verificar a violência obstétrica relacionando-a aos direitos fundamentais previstos na Carta Magna, bem como nas leis infraconstitucionais, trazendo-as como um amparo às vítimas. Este trabalho científico se desenvolveu através metodologia dedutiva, pesquisa qualitativa, e revisão bibliográfica. Concluiu-se que, apesar desta violência abranger determinadas práticas que violam os direitos da mulher, não há previsão legal no ordenamento jurídico que ampare as vítimas. Deduziu, também, que é necessária a criação de normas que viabilize o combate de tal prática no Brasil.
Palavras-chave: Direito da mulher, Direitos fundamentais, Constituição Violência contra a mulher, Violência obstétrica
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoIntrodução: a violência contra a mulher no Brasil é um caso grave de saúde pública, podendo atingir as mais diversas classes socioeconômicas, causando sofrimento psíquico e desajustamentos. A arteterapia como expressão artística para manifestação da subjetividade ao longo dos últimos anos, vêm se mostrando uma ferramenta valiosa de intervenção, sendo algo utilizado na promoção à saúde e ressignificação dos problemas enfrentados por mulheres vítimas de violência. Objetivo: este trabalho busca discutir a utilização da arteterapia como ferramenta de ressignificação para mulheres vítimas de violência Método: como metodologia, optou-se pela revisão bibliográfica com abordagem qualitativa, através das bases de dados Portal de Periódicos Eletrônicos de Psicologia (PePSIC), Scientific Electronic Library Online (Scielo) e Google Acadêmico, no período de 2012 a 2018. Resultados: observou-se que a arteterapia pode ser utilizada no sentido de criar novos mecanismos criativos dentro dos processos de ressignificação da autoestima enquanto pessoa, da mulher vítima de violência. Fazendo uso de expressões artísticas, conseguem melhor elaborar as suas percepções subjetivas com relação às violências sofridas, conseguindo assim uma maior reflexão no que diz respeito a situação enfrentada, permitindo vivenciar os seus sentimentos e caminhos possíveis na busca do empoderamento feminino. Conclusão: sendo assim, observou-se que a arteterapia se mostrou uma eficiente ferramenta, na recuperação e criação de novas perspectivas na autoestima e empoderamento da mulher vítima de violência.
Palavras-chave: Arteterapia, violência
Oral
Abrir o trabalhoASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO CUIDADO INTEGRAL À SAÚDE DA MULHER
MARIA ISABEL CAETANO DA SILVA; ALINE SAMPAIO ROLIM DE SENA; CLARA LIZ MACÊDO ISIDORO; FLÁVIA MARIA MATIAS DE OLIVEIRA; LYDIA MARIA TAVARES; RAUL RORISTON GOMES DA SILVA; SARA TEIXEIRA BRAGA
O cuidado integral à saúde resulta dos vários cuidados oferecidos pelos profissionais, incluindo a Enfermagem que é responsável por prestar assistência ao ser humano como um todo, não focando apenas em agravos específicos. Objetivou-se compreender como ocorre a assistência de Enfermagem no cuidado integral à saúde da mulher. Trata-se de uma revisão integrativa em que a busca foi realizada no mês de outubro de 2018 na Biblioteca Virtual de Saúde, nas bases de dados: BDENF, LILACS, MEDLINE. Os DeCS foram: Assistência Integral à Saúde, Equipe de Enfermagem e Saúde da Mulher. O cruzamento dos termos resultou em 305 estudos. Após aplicação dos filtros: texto completo disponível; idiomas inglês, português e espanhol; tipo de documento artigo, publicados nos últimos cinco anos, período de maior acervo de estudos voltados à temática; ficaram 33 artigos. Com a leitura de títulos e resumos, obtiveram-se 5 estudos, que após a leitura do artigo na íntegra, apenas 4 atendiam ao objetivo. Observou-se que o papel da Enfermagem ainda se restringe a utilização de um instrumento de coleta de dados, a monitorização dos sinais vitais e a transmissão de orientações antes da realização de um procedimento, visto isso nas consultas de rotina, na realização de exames ginecológicos e em consultas de pré-natal. Verificando uma assistência mais tecnicista e menos humanizada. Dessa forma, o cuidado prestado pela equipe de Enfermagem deve acontecer por meio de uma escuta sensível, não sendo realizado de forma fragmentada e sim focado em uma prática mais interativa que melhorem a qualidade assistencial.
Palavras-chave: Cuidado Integral,Enfermagem,Saúde da Mulher
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoCOMPORTAMENTO DESTRUTIVO NO TRABALHO EM SAÚDE VIVENCIADOS POR PROFISSIONAIS DO SEXO FEMININO
GABRIEL FERNANDES PEREIRA ; Aparecido Daniel Lino da Silva; Felice Teles Lira dos Santos Moreira; Francisca Tamiris Pereira de Souza; Maria Do Socorro Neta Gerônimo; Roana Bárbara de Almeida Gouveia
O comportamento destrutivo no trabalho em saúde é entendido como a presença de condutas desrespeitosas adotadas por profissionais da saúde no ambiente de trabalho. Este comportamento envolve questões de violência no ambiente de trabalho, podendo ser desencadeados por questões de gênero. Objetivou-se descrever a ocorrência do comportamento destrutivo no trabalho em saúde segundo profissionais femininas da assistência hospitalar. Trata-se de um estudo exploratório, descritivo e quantitativo, realizado em um hospital de alta complexidade na região do Cariri, entre abril e setembro de 2018. Participaram do estudo 199 profissionais que responderam a um questionário referindo-se ao tipo e a frequência temporal com que o comportamento destrutivo ocorreu ou não no último ano. Selecionou-se profissionais com pelo menos seis meses no serviço, excluindo os de licença/férias no período de coleta de dados. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética e Pesquisa, com número 2.557.282. Quando indagadas sobre episódios de humilhação, 83 participantes responderam que raramente ocorre apesar de 23 afirmarem que mensalmente observam tal comportamento. Sobre a ocorrência de violência física 182 responderam que nunca e 13 que raramente vivenciaram tal comportamento. Quando indagados sobre a ocorrência de comportamento destrutivo contra colegas de trabalho 174 participantes afirmaram ter vivenciado tal episódio. As participantes destacaram que raramente vivenciaram os comportamentos exemplificados, porem a maioria afirma ter observado colegas serem alvos destes comportamentos.
Palavras-chave: Pessoal de saúde,Comportamento Social,Relações Interpessoais.
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoMEU PARTO, SUAS REGRAS? O REEMPODERAMENTO FEMININO SOBRE O TRABALHO DE PARTO
MARIA KLEYSSIANE DE MELO ALEXANDRE
Com o advento da tecnologia, o protagonismo da mulher no processo de parir, foi esquecido. Os profissionais da saúde, então, apropriaram-se desse, tirando-lhes a sua autonomia. Objetivou-se relatar estratégias norteadoras para o reempoderamento feminino sobre o parto. Trata-se de uma revisão narrativa, na qual foram utilizados artigos científicos disponibilizadas na BVS, publicados na íntegra e em português, entre 2013 a 2018. Para que as gestantes possam retomar o papel de principais mediadoras do seu trabalho de parto, faz-se necessário que tenham conhecimentos acerca desse momento. É durante a consulta de pré-natal, que a equipe de saúde deve ofertar todos esses conhecimentos, pois será por meio de tais, que essa adquirirá maior autonomia. O enfermeiro pode traçar junto à mulher, um plano de parto constando dos desejos em relação ao que pode ou não ser feito durante o parto. Independe de qual via esse se dará, se faz necessário que seus desejos e direitos sejam respeitados. Essas podem, ainda, participar de grupos de gestantes da comunidade, e rodas de conversa da unidade de saúde, onde a equipe de enfermagem poderá trabalhar com diversos temas, informando e esclarecendo dúvidas tanto das mulheres, quanto dos cônjuges e familiares que se fizerem presentes. Quanto mais conhecimento adquirido por essas mulheres, mais conscientizadas sobre seus direitos e protagonismo elas estarão, de modo a potencializar sua autonomia. Assim, poderá ser devolvida a mulher o que lhe é de direito, o protagonismo, a autonomia na condução do seu parto, respeitando seus desejos e direitos.
Palavras-chave: Empoderamento,Gravidez,Parto
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoVIOLÊNCIA CONTRA A MULHER EM JOGOS ONLINE: MANIFESTAÇÕES E CONSEQUÊNCIAS
SÁSKYA JORGEANNE BARROS BEZERRA; Aparecido Daniel Lino da Silva; Francisca Tamiris Pereira de Souza; Laríssia Cândido Cardoso; Richard Mairon Silva Sousa; Regiane Clarice Macêdo Callou
A violência contra a mulher é definida como qualquer ato baseado no gênero, podendo levar à morte, agravo ou sofrimento à mulher. Sabe-se que este agravo pode se manifestar em diversos meios, dentre eles, àqueles vinculados aos recursos tecnológicos. Nos games, sua cultura carrega um viés digital machista desde a sua criação na indústria de entretenimento. Objetivou-se investigar a percepção de jogadoras quanto a ocorrência da violência contra a mulher em jogos online. Trata-se de um estudo transversal, descritivo e de abordagem qualitativa, realizada de julho a outubro de 2018, com mulheres que jogam algum tipo de jogo online e que sofreram/sofrem violência em jogos virtuais. A técnica de recrutamento das jogadoras foi definida como bola de neve. Utilizou-se uma entrevista semiestruturada para coleta, que foi finalizada por saturação. Os dados foram analisados à luz da literatura pertinente. A pesquisa tem parecer ético (2.821.626). Durante a pesquisa, participaram 13 mulheres, a maioria com 20 a 35 anos, solteiras e estudantes 92,3% (n=12). Parte das manifestações de violência nos jogos se dão por xingamentos estereotipados. Quando questionadas sobre a repercussão da violência sofrida no ambiente virtual para seus dia-a-dias, todas as participantes 100% (n=13) afirmam que essas violências repercutiam negativamente, pois muitas relataram abandonar a partida ou deixar de jogar um jogo específico, a partir da violência sofrida. Observa-se que o ambiente de jogos online é um local de disseminação de violência e que o mesmo tem impactado negativamente a vida dessas mulheres.
Palavras-chave: Violência, Mullher, Jogos Online
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoVIOLÊNCIA CONTRA MULHER E CONSEQUÊNCIAS PARA SAÚDE: APROXIMAÇÕES COM OS ESTUDOS DA LITERATURA
PAULO RICARDO BATISTA; ANA RUTH DOS SANTOS; MARIA CLARA NOGUEIRA TORRES
A violência contra mulher é tida como uma questão social e de saúde pública, e tanto em espaços públicos quanto privados é detectada. Tendo em vista esse contexto, a presente pesquisa objetiva indicar na literatura os estudos que vinculam violência contra mulher e saúde. Trata-se de uma revisão de literatura. Os estudos foram compilados na base de dados Portal de Periódicos da CAPES. Após a definição da questão norteadora, utilizamos os descritores “health consequences” e “violence against women” e estabelecemos os critérios de inclusão: apresentar os descritores no título; idioma inglês; texto completo e/ou abstract de acesso aberto; período de tempo de publicação entre 1998 e 2018. Obtivemos uma amostra total de 41 produções científicas indexadas na base consultada. Após a aplicação dos critérios de inclusão delimitou-se o n=11. Os anos de 2006 e 2015 seguiram-se com os maiores quantitativos de publicações. Os artigos analisados retratam dentre as consequências à saúde: a depressão, o transtorno de estresse pós-traumático, ansiedade e impactos negativos psicossomáticos e na saúde reprodutiva. Notamos estudos que retratam fatores relacionados à vulnerabilidade e prevalência de violência familiar, reflexos desta na saúde das crianças e violência sexual por não parceiros. Conclui-se que estudos referentes à temática devem ser memorados, a fim de possibilitar um panorama atual de comparações e favorecer o desenvolvimento de estratégias para a redução e abolição daquela considerando a realidade vigente.
Palavras-chave: Violência contra mulher , Saúde pública , Revisão de literatura
Oral
Abrir o trabalhoVIVÊNCIAS DE VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA EXPERIMENTADAS POR PARTURIENTES
DEIREVÂNIO SILVA DE SOUSA; Cícera Pereira da Silva; Gerliana Torres da Silva
INTRODUÇÃO: A violência apresenta várias faces e, nesse contexto, tem-se um tipo de violência bastante comum, que ocorre no cenário das instituições de saúde, a violência obstétrica, que pode ser definida como qualquer ato ou conduta baseada no gênero, causando morte, dano ou sofrimento de ordem física, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada. OBJETIVO: analisar as experiências de trabalho de parto e parto de mulheres que sofreram violência obstétrica. MÉTODO: Foi realizado um estudo descritivo, transversal, com abordagem qualitativa. Desenvolveu-se em Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município de Juazeiro do Norte, região Sul do Ceará. Foram convidadas a participar do estudo mulheres que sofreram violência obstétrica no referido município e que estejam cadastradas em UBS desta mesma cidade. RESULTADOS: O estudo evidenciou que essas mulheres sentiram medo, insegurança e ficaram de fato assustadas em estar no ambiente da maternidade. Revelou que à assistência precisa ser modificada, e que é necessária maior clareza, até para os profissionais, sobre a violência obstétrica. Notou-se que estas mulheres não sabem identificar ao certo o que é a violência obstétrica e de que forma sofreu essa violência. E por fim, percebeu-se que essa violência afeta no vínculo do binômio mãe-filho. CONCLUSÃO: Assim, é preciso uma assistência humanizada e qualificada a estas mulheres neste momento tão delicado e importante de suas vidas.
Palavras-chave: Parto, Violência, Enfermagem Obstétrica
Oral
Abrir o trabalho