53 de 53 trabalho(s) aceito(s)
A ARTE COMO COMPONENTE INDISPENSÁVEL NA FORMAÇÃO DO EDUCANDO
WENNYA PEREIRA BRITO; BRUNA DIONÍSIO SILVA; SISLÂNDIA MARIA FERREIRA BRITO
RESUMO Esse referido trabalho tem como finalidade refletir a respeito da relevância do ensino da Arte nas escolas, tomando também como ponto de partida a consciência de que a Arte se constitui também enquanto elemento cultural construído historicamente e em construção, e nessa perspectiva, a escola deve ser o lugar por excelência em que esse conhecimento deve ser desbravado, uma vez que, a função primordial da escola é possibilitar apropriação cultural por parte dos indivíduos, lhe permitindo desenvolvimento integral, podendo assim atuar de maneira crítica na sociedade. Em contra partida é possível perceber uma grande superficialidade na maneira como a Arte vem sendo trabalhada nas escolas, assim como é perceptível também sua desvalorização. Essa realidade eventualmente se dá por diversos fatores, dentre esses fatores se sobressai a má formação dos educadores nessa área que é tão importante tanto quanto as outras. Nessa direção, esta pesquisa seguindo a abordagem qualitativa, foi constituída através de estudos bibliográficos, por intermédio dos dados coletados que foram analisados, lidos e discutidos na busca por compreender e refletir o quanto a Arte é eficaz e essencial na vida humana e no desenvolvimento do educando. Sendo assim é importante que ela seja valorizada na escola assim como em todos âmbitos. Dessa maneira, temos como adequada e necessária na prática dos professores de Arte, a proposta triangular, desenvolvida pela influente educadora Ana Mae Barbosa. A referida proposta se constitui em três ações: Apreciar, realizar leituras, despertando o senso crítico; Contextualizar, conhecer a arte considerando seu contexto de tempo e espaço. E Fazer, proporcionar vivencia do artista. Tal proposta se destaca por possibilitar uma eficácia no ensino de Artes. Por conseguinte, é de suma importância que os educadores se apoderem de conhecimentos teóricos/práticos para que a experiência em Arte na escola seja vivida, e principalmente que o ensino de Arte seja eficaz para o desenvolvimento do educando.
Palavras-chave: ARTE,EXPERIÊNCIA,EDUCANDO,FORMAÇÃO
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Abrir o trabalhoACESSIBILIDADE DO ESTUDANTE CEGO NO CONTEXTO DA UNIVERSIDADE: vivenciando na prática
MAURO ERNANDE MARCELINO MATOS; Maria de Fátima Rocha de Souza; Antonia Eugenia de Oliveira; Gerlânio Alexandrino de Alencar
O presente trabalho compreende um relato de experiência ocorrido durante a disciplina de Fundamentos Histórico-Culturais da Educação Especial, que envolveu um passeio pelas instalações de uma Universidade no intuito de observar os espaços e as possíveis dificuldades enfrentadas pelo aluno cego. O objetivo foi provocar uma reflexão acerca da acessibilidade nas Universidades especificamente, para o aluno cego. A metodologia tratou-se de uma revisão de literatura com base nos autores que discorrem sobre deficiência, como também os documentos legais que nos deram suporte para esclarecimento sobre o tema em questão. Os resultados desta pesquisa serviram de esclarecimento sobre a acessibilidade para pessoa cega e os diversos obstáculos encontrados. Por este motivo é que pensamos também como deve estar o acesso às outras instituições, de modo geral. Conclui-se, que a estrutura física do prédio da Universidade apresenta obstáculos para o aluno cego necessitando de adaptações, já que, a construção do prédio não foi planejada para receber a pessoa com deficiência. A Universidade precisa ser promotora da educação inclusiva de maneira pedagógica e especializada auxiliando na construção de um pensamento inclusivo possibilitando modificações no contexto educacional.
PERFIL SOCIECONÔMICO DO CURSO DE PEDAGOGIA NOITE-2
MARIA DE LOURDES GOMES SANTOS; ISABELLE E SILVA CAJAZEIRAS; CICERA ALEXANDRE MONTEIRO
PERFIL SOCIOECONÔMICO DO CURSO DE PEDAGOGIA NOITE-2 Maria de Lourdes Graduanda, Universidade Regional do Cariri-URCA Marialourdes333@hotmail.com Isabelle e Silva Graduanda, Universidade Regional do Cariri-URCA Isabelle.isc@hotmail.com Cicera Alexandre Graduanda, Universidade Regional do Cariri- URCA Cirlenekev@hotmail.com Orientador- Prof. Dr. Thiago Chagas Oliveira thiagochagas@yahoo.com.br O objetivo deste trabalho é apresentar uma análise do perfil socioeconômico dos(as) alunos(as) do curso de Pedagogia da Universidade Regional do Cariri (URCA). Sua origem está relacionada às atividades desenvolvidas na disciplina de Fundamentos Econômicos da Educação, ministrada pelo professor Thiago Chagas Oliveira. Com base nos textos estudados ao longo do semestre, o trabalho teve como foco central de análise refletir acerca das condições de trabalho e vida do(a) estudante de Pedagogia da URCA. O trabalho, de cunho exploratório, foi realizado mediante aplicação de questionário para alunos do 5° ao 9° semestre desta instituição, no período noturno. A primeira etapa da pesquisa foi a aplicação do questionário. Analisamos e tabulamos trinta e um questionários. Logo em seguida fizemos a análise dos dados coletados e tabulamos em gráficos. Vejamos, de modo amplo e geral, nossos principais achados. A maioria, pertencente ao sexo feminino, está situada na faixa etária de até 24 anos. Eles(as) trabalham durante o dia e estuda a noite. Observamos que o curso de Pedagogia é composto por estudantes provenientes de famílias economicamente desfavorecidas e que, por isso, são obrigados(as) a trabalhar. Não obstante um percentual expressivo dos(as) estudantes pesquisados(as) já atuem no campo educacional, observamos que o trabalho é um obstáculo à dedicação satisfatória aos estudos. Os pais possuem baixa escolaridade. Geralmente, as mães possuem mais escolaridade do que os pais. Os(As) alunos(as) revelam que gostam de ler e escrever. Em seu tempo livre, os(as) estudantes dedicam-se a atividades domésticas. A pesquisa abriu um vasto campo de pesquisa, estudo e reflexão. Esta análise pode servir de subsídio para a elaboração de políticas públicas voltadas para o ensino superior, em especial no que diz respeito aos cursos que acolhem alunos(as) trabalhadores(as).
EXPERIÊNCIAS NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM EDUCAÇÃO INFANTIL: VIVENCIANDO A CULTURA LOCAL DA REGIÃO DO CARIRI
ARIANI DINIZ NEVES; ANA CAROLINE SABINO; MARCOS AURÉLIO MOREIRA FRANCO
O presente trabalho apresenta as experiências e as reflexões sobre o percurso de vivência do estágio supervisionado em Educação Infantil realizado no VII semestre do curso de Pedagogia da Universidade Regional do Cariri- URCA. O estágio foi desenvolvido entre os meses de fevereiro e maio do ano de dois mil e dezoito, em uma Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI), no município de Juazeiro do Norte-CE, em uma das turmas do Infantil IV e foi estruturado em períodos de observação, planejamento e regências, sob a orientação do Prof. Marcos Aurélio Moreira Franco. Este trabalho tem como objetivo socializar e refletir sobre as experiências vivenciadas durante período de estágio supervisionado em Educação Infantil, no qual teve como temática central a cultura local da região do Cariri-CE. Para a concretização desse trabalho, foram utilizados os estudos e as discussões ocorridas na disciplina de Estágio Supervisionado em Educação Infantil e como fundamentação teórica empregou-se os estudos de Anjos (2012), Brasil (1998) Osteto (2000) e Piconez (1991), que ancoraram o planejamento e a realização do Estágio. Os conteúdos trabalhados e as atividades desenvolvidas buscaram aproximar as crianças da cultura local e possibilitar experiências com elementos da cultura regional, com o intuito de que pudessem conhecer e reconhecer tais elementos presentes em seu cotidiano. Diante dos aspectos mencionados, notamos que conseguimos contribuir de maneira significativa para a turma. Percebemos ainda, a importância de planejamentos que sejam ao mesmo tempo significativos e que consigam despertar o interesse e a curiosidade das crianças. A possibilidade de trabalhar com a cultura local nos fez encarar a proposta não como receitas prontas, mas como referências para que ousássemos e buscássemos adaptá-los à realidade da turma. Dessa forma, cada dia nos proporcionava um novo aprendizado de possibilidades e o entendimento de que é no dia a dia e através da aproximação com as crianças que conseguimos perceber as necessidades e as potencialidades de cada uma e a melhor forma de trabalhar com elas.
Palavras-chave: Estágio,Educação Infantil,Cultura Local
A EJA, O PROTAGONISMO E AS DIFICULDADES NO CAMINHO PERCORRIDO.
GEOVANA ALVES CABRAL; CHARLENICE FEITOSA PAIVA; MARIA REGIANE GONÇALVES SILVA
Percebendo a necessidade de pesquisar sobre a modalidade de educação EJA e tendo como incentivo a proposta da disciplina “Educação de Jovens e Adultos” do curso de Pedagogia da Universidade Regional do Cariri – URCA, foi que surgiu o presente trabalho. O mesmo tem como objetivo estudar a EJA, o protagonismo que um educando exerce e as dificuldades que esse encontra no processo de ensino/aprendizagem que essa desempenha. Para o desenvolvimento da mesma utilizaremos uma abordagem qualitativa, buscando compreender o perfil do estudante da educação de jovens e adultos. Quanto aos instrumentos e técnicas empregadas para coletar os dados desta pesquisa, foram utilizadas uma entrevista semiestruturada com um aluno da EJA IV, que engloba o 8° e 9° ano do ensino fundamental, e uma pesquisa de campo a escola municipal de Ensino Fundamental 18 de Dezembro localizada na cidade de Altaneira – Ceará. Buscando melhor compreender a modalidade de ensino da EJA é indispensável também fundamentar-se em documentos e estudos de teóricos que abordam o assunto, tais como CORTE (2016), COSTA, ÁLVARES e BARRETO (2006), SILVA e PLOHARSKI (2011), as Diretrizes e bases da educação nacional (1996) e nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos (2000). Podemos perceber como resultados a indisponibilidade de lugares escolares para o alunado da EJA, estes durante o período noturno do ano letivo só foram à quadra e a biblioteca da escola uma vez, evidenciando que nem todos conhecem os seus direitos dentro da instituição. Compreende-se assim o quão complexo é o espaço de construção e validação do conhecimento que perpetua nesta modalidade de ensino e o quanto o professor precisa estar capacitado para atuar na mesma. Portanto pode-se concluir que várias são as dificuldades e fatores encontrados pelo alunado da EJA, no entanto estes procuram supera-las, pois agora compreendem o quanto é importante à aquisição de conhecimentos para a sua integração plena na sociedade letrada e para o seu desenvolvimento pessoal e profissional.
Palavras-chave: Educação, EJA, Protagonismo , Formação docente
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AS NOVAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E CONHECIMENTO - TICs COMO FERRAMENTA DE APOIO AO ENSINO: ESTUDOS PRELIMINARES NA URCA
LAIANE BORGES DO NACIMENTO; VITÓRIA GEOVANA SALES DE FREITAS; FRANCISCA CLARA DE PAULA OLIVEIRA
O presente trabalho intitulado “As novas Tecnologias de Informação e Conhecimento-TICs, como ferramenta de apoio ao ensino: estudos preliminares na URCA” têm como objetivo geral apresentar os resultados parciais da pesquisa em andamento com o tema “as novas tecnologias educativas e os processos de ensino e aprendizagem em cursos de formação de professores.” Esta pesquisa em curso tem o apoio do Programa de Bolsas de Iniciação Científica - PIBIC/URCA, cujo objetivo principal consiste em identificar práticas educativas que utilizam as tecnologias de informação e comunicação no cotidiano da sala de aula nos cursos de formação de professores da Universidade Regional do Cariri- URCA, refletindo sobre os ambientes de aprendizagem que utilizam as novas tecnologias como recursos didático-pedagógicos. Os procedimentos metodológicos utilizados para a realização deste trabalho foram: leitura, estudo e discussão do material bibliográfico (documentos, livros e artigos), e produção textual. Os resultados parciais fundamentados na bibliografia estudada apontam que: 1. É necessário desmistificar o papel das novas tecnologias no processo de ensino, estas devem ser entendidas como meio, não como fim. 2. Faz-se necessário compreender as consequências para o professor e o aluno do uso inadequado das TICs em sala de aula, nos aspectos físicos e mentais. 3. Os cursos de formação de professores precisam pensar em como ensinar os alunos a usar de forma adequada as TICs, de forma que as mesmas se tornem um apoio importante para uma ação docente mais produtiva, inclusiva e inovadora. Por fim, podemos concluir que os resultados parciais indicam que é de suma importância que professores e alunos tenham uma compreensão crítica do uso das novas tecnologias do conhecimento em sala de aula, para que estes sujeitos superem tanto a postura de deslumbramento com o poder das novas tecnologias quanto à indiferença no potencial que estas ferramentas podem oferecer no acesso e na produção de novos conhecimentos.
Palavras-chave: TECNOLOGIA, EDUCAÇÃO, FORMAÇÃO DE PROFESSORES
Oral
Abrir o trabalhoA IMPORTÂNCIA DAS METODOLOGIAS DE ENSINO UTILIZADAS EM CIÊNCIAS E BIOLOGIA
THAÍS MAGDA MORAIS SAMPAIO; Thais Magda Morais Samapio; Wilmara Mascarenhas Martins; Izaura Vieira Silva3
Visto que a aprendizagem acontece de forma continuado por meio de tentativas e experiências, o uso de experimentos e metodologias diversas nas aulas pode tornar o processo de aprendizagem algo atraente. O objetivo do trabalho é pesquisar as concepções de autores sobre o ensino de ciências e biologia, entre a realidade e a perspectiva. O trabalho constituiu-se em uma pesquisa científica realizada em meios acadêmicos. Intitulado A importância das metodologias de ensino utilizadas em ciências e biologia. O ensino de Ciências deve proporcionar aos alunos uma visão crítica e um pensamento lógico sobre a realidade que os cerca. É importante aproximar as pesquisas científicas para que as pessoas possam verificar o impacto da ciência e as descobertas científicas em nossa sociedade. Além disso, é preciso perceber que os processos relacionados ao ensino e à aprendizagem são muito diversificados, o que exige do docente uma pluralidade das perspectivas teórico-práticas. Um ponto importante a ser trabalhado nos conteúdos escolares é o da alfabetização científica para formação do cidadão. Não se trata somente de expor conceitos e exigir dos alunos sua memorização, mas de desenvolver a capacidade de ligar os conhecimentos aprendidos às mudanças que vem ocorrendo na ciência, tecnologia e sociedade. O ensino de Ciências deve proporcionar aos alunos uma visão crítica e um pensamento lógico sobre a realidade que os cerca. A busca de uma formação continuada e de atualização no campo das ciências e da didática das ciências é fundamental para a melhoria na qualidade do ensino. Para o alcance do objetivo citado é importante que ocorra uma aproximação entre a pesquisa em ensino de ciências e o ensino de Ciências praticado nas escolas pelos professores. Podemos conclui que os professores de Ciências devem estar sempre atualizados, tanto com os conhecimentos didáticos e específicos, quanto com as novas tecnologias noticiadas pela mídia. Tudo isso sem se distanciar dos conteúdos ligados à realidade dos alunos.
Palavras-chave: Aprendizagem, Alunos, Professor
CONHECIMENTO DOS PROFESSORES A RESPEITO DA LEI 10.639/2003
JOSÉ WILLYAM DE SOUSA SILVA; Lucielton Mascarenhas Martins; José de Caldas Simões Neto; Pergentina Parente Jardim Catunda
Por muito tempo os debates relacionados à cultura e história africana foram silenciadas no contexto escolar, assim como, as experiências da pessoa negra. Partindo desse pressuposto, a educação vem passando por transformações que envolvem a sociedade como um todo, dando margem para discussões sobre as relações raciais, étnicas da desconstrução do preconceito e de uma educação plural, possibilitando o reconhecimento dos conflitos sociais (COELHO et al., 2015). Nesse sentido, é perceptível que nos últimos 20 anos, precisamente com a aprovação da Lei federal nº 10.639/2003, diversas ações acerca das relações étnico-raciais e a educação vêm sendo realizadas. Porém, esses avanços ocorrem em ritmo lento frente às demandas emergentes da sociedade em geral. Apesar desse aumento, acredita-se que a escola ainda não foi capaz de incorporar de forma significativa esse tema no seu currículo (PAULA; GUIMARÃES, 2014). Cunha et. al (2014) afirmam que com implantação da lei 10.639 os professores têm sido desafiados a superar questões negligenciadas nas escolas e os estigmas acercas das pessoas negras. Sendo pertinente perceber a existência de discrepância entre dispositivos legais e práticas sociais ou educativas voltada à inserção e valorização do afro-brasileiro na construção de uma sociedade igualitária com práticas pedagógicas no interior das escolas. Nessa perspectiva, o presente estudo tem como objetivo refletir sobre os conhecimentos dos professores a respeito da Lei 10.639/03. A pesquisa foi realizada com os professores pertencentes a uma escola de ensino médio na rede estadual pública do município de Caririaçu, Ceará. A pesquisa foi aplicada com 11 professores que lecionavam nas turmas do 1º, 2º e 3º ano do ensino médio, sendo um professor de cada disciplinas das quatro áreas do conhecimento: Ciências Humanas e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias, Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias. Os resultados do estudo foram obtidos através de um questionário com os professores, elaboradas pelos pesquisadores, que buscou ofertar dados para o entendimento sobre a aplicação da Lei 10.639. Os dados foram organizados agrupando as respostas semelhantes, através da análise do discurso dos sujeitos, e logo após foi feita uma explanação de respostas de cada pergunta. Sobre os conhecimentos dos(as) professores(as) sobre a Lei 10.639, que de acordo com os dados coletados, pode-se perceber que nove (09) professores afirmaram conhecer do que se tratava a Lei, pontuando-a. Apenas 01 professor afirmou não conhecer do que se tratava, e 01 não se referiu, diretamente, ao conteúdo da Lei. Perante essas afirmações, podemos enfatizar a resposta dos professores. É possível perceber que os professores têm conhecimentos sobre a Lei 10.639/2003 e a entendem como uma forma de valorização da cultura africana e afro-brasileira dentro do currículo escolar. Apesar dos avanços conquistados no debate de questões étnico-raciais, o espaço escolar ainda se configura um ambiente em que são reproduzidos pensamentos racistas e que pode silenciar o sujeito e a identidade negra. Todavia, percebemos nos discursos dos professores o compromisso com o seu fazer pedagógico, porém ainda são escassas as intervenções pedagógicas que visam o combate ao racismo. O que torna necessário um maior aprofundamento dessas questões por todos os docentes a fim de alcançar os objetivos traçados pela Lei 10.639/2003.
Título de teste - sem validade
FRANCISCO RÉGIS MONTEIRO NOGUEIRA; autor 1 - teste sem validade; autor 3 - teste; Pierre xxx zzzzz
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ESCOLA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL (EEEP) NO CEARÁ EM RESULTADOS: um caso na EEEP Aderson Borges de Carvalho – Juazeiro do Norte/CE
EVANDRO SIEBRA DA SILVA; CÍCERA LEILA LEITE DE SOUSA; MAGDA LORENA TURBANO DOS SANTOS; JOÃO WILSON SOUZA PEREIRA
O ensino profissionalizante surgiu em meados do século XIX, em um contexto de lutas de classes. Nesse cenário surge então a necessidade de uma educação de cunho profissionalizante. Com a promulgação da Lei 9394/1996 (Lei das Diretrizes e Bases da Educação), a educação passou a ter identidade própria, cuja característica marcante é a sua capacidade de integração das diferentes formas de educação, ao trabalho, à ciência e à tecnologia ao permanente desenvolvimento de aptidões para a vida produtiva. O estado do Ceará tem se destacado no cenário nacional pela grande capacidade de desenvolvimento e ampliação da política de ensino médio integrado à educação profissional, e analisando particularmente a implantação da educação profissional no Ceará, observou-se os resultados obtidos em uma escola da rede, localizada na cidade de Juazeiro do Norte/CE para discussão. A investigação quanto aos fins caracteriza-se com um estudo de caso, numa abordagem qualitativa e quantitativa, através da análise documentos disponibilizados pela escola escolhida para a pesquisa, como Projeto Político Pedagógico e relatórios de resultados da instituição, como total de alunos premiados. A pesquisa foi realizada no mês de abril de 2018 junto à direção da EEEP Aderson Borges de Carvalho. Como resultado dessa análise, observou-se que a escola obteve resultado expressivos desde sua implantação, alcançando premiações e oportunizando aos jovens para o acesso ao mundo do trabalho. A citada escola foi criada no ano de 2001 conforme Decreto nº 26203, transformando-se em EEEP em 2010, sendo assim uma escola profissional funcionando em um prédio adaptado. Atualmente oferece três cursos: enfermagem, informática e logística/administração. Possui capacidade para 360 alunos, e conta com a colaboração do núcleo gestor – diretora e 03 coordenadores, 01 assessor administrativo-financeiro, 28 professores, 07 funcionários e 01 secretária. A escola obteve resultados expressivos, como a premiação do Programa Aprender para valer (Lei nº 14.190/2008): em 2013 – 73 alunos, 2014 – 92 alunos e em 2015 – 90 alunos contemplados com notebooks. Em 2016 apresentou 105 alunos matriculados no 3º ano, dos quais 26 alunos (o equivalente a 24,7%) conseguiram emprego após o estágio; e 64 alunos (o equivalente a 61%) conseguiram aprovação nos vestibulares/ Sisu.
A CRIANÇA NA ROMARIA DE JUAZEIRO DO NORTE: UM OLHAR AOS ESPAÇOS DE LAZER
GERÔNIMO COELHO PINHEIRO; CAMILA ALVES RAMOS; YURIANA PEREIRA RODRIGUES; SISLÂNDIA MARIA FERREIRA BRITO
Partindo da afirmativa de que a criança está presente nas romarias, acompanhando os pais ou responsáveis que frequentam os espaços destinados ao público, que desenvolve práticas sociais, pautadas em comportamentos culturalmente transmitidos, o presente trabalho tem como objetivo, analisar os espaços de lazer que são oferecidos a “criança romeira” que vem à cidade de Juazeiro do Norte-CE. Essa pesquisa se justifica por entender que ao brincar, a criança desenvolve as capacidades e competências de uma forma integrada e, de que a presença das crianças nas romarias de Juazeiro do Norte é cada vez mais efervescente. Nessa direção, vale refletir acerca dos espaços que são ofertados para as crianças. Na busca de identificar esses lugares, realizou-se uma pesquisa exploratória, sobre os espaços que mais foram citados pelas crianças - tais como as igrejas, as praças, museu e casa do Padre Cícero - durante o ano de 2017 na cidade supracitada e observou-se que estes locais não foram pensados para o lazer, bem como para o entretenimento da criança, mais sim do adulto. A pesquisa apoiou-se também em estudos bibliográficos, tais como: Vygotsky (1998), Vygotsky (1996), e outros autores, que enfatizam a importância do meio social no desenvolvimento da criança. Percebendo a criança como um ser social, consciente, ativo e atuante nas relações sociais e culturais, é importante que a mesma seja focada como um ser produtor e fruídor de cultura. É preciso, pois, que sejam oferecidos às crianças, espaços de lazer, que permitam a interação, a socialização e a brincadeira e, com isso seja garantido o seu desenvolvimento enquanto sujeito que se constrói nas relações sociais. Assim, ofertar espaços de lazer e, possibilitar que as crianças falem, é de fundamental importância para um pensar as possibilidades de um futuro menos injusto para as próximas gerações, tendo em vista que estas têm muito a dizer sobre sua cultura, seu modo de vida, de existência, pois as mesmas estão inseridas num grupo social.
Palavras-chave: CRIANÇA,ROMARIA,ESPAÇOS DE LAZER
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Abrir o trabalhoA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: um estudo de campo - atualizações
CLAUDIO ROMERO PEREIRA DE ARAUJO; Islania de Melo Oliveira; Maria Yonara Ferreira dos Santos
O presente estudo faz parte de uma pesquisa intitulada Educação Inclusiva: um estudo de campo. Neste resumo apresentamos uma atualização dessa pesquisa ampliando os estudos acerca de como está sendo implementada a Política Nacional de Inclusão no Ensino Superior no Brasil. À problemática da educação inclusiva é ampla e possui muitos vieses, em função dessa amplitude optamos por delimitar o “locus” da pesquisa investigando o Núcleo de Acessibilidade da URCA - NUARC. O principal objetivo foi entender como funciona o NUARC, bem como conhecer as ações que estão sendo desenvolvidas a partir dos projetos de inclusão e acessibilidade junto aos alunos matriculados no ensino superior. A metodologia utilizada foi à pesquisa bibliográfica e de campo, que incluiu entrevistar um dos seus integrantes. Descobrimos que os projetos de inclusão, assim como as atividades realizadas são de grande importância para o desenvolvimento dos alunos com deficiência no ensino superior. Com a atual Política Nacional de Inclusão no Ensino Superior as universidades precisam desenvolver projetos de inclusão e acessibilidade para que as pessoas com deficiência possam ter assegurada a sua inclusão no ensino superior. Com esse estudo foi possível compreender que os integrantes do NUARC aprendem cada vez mais todos os dias, possibilitando tanto atender os alunos da URCA, quanto dar assistência às outras instituições. A inclusão e acessibilidade devem ocorrer de forma que possa incluir a todos, de modo que a pessoa com deficiência possa ter a possibilidade de conquistar o espaço almejado por seu esforço e mérito, com o auxílio de novos métodos e espaços adequados que facilite seu deslocamento, a convivência e seu aprendizado. Mesmo com as dificuldades de infraestrutura percebemos que muitas ações estão sendo promovidas pelas universidades para criar as condições de melhoria da realidade, buscando facilitar a locomoção e a inclusão dos estudantes nas salas de aulas. Conclui-se que esse trabalho é relevante para que a comunidade acadêmica possa conhecer a existência do NUARC e suas ações de acessibilidade e inclusão promovidas na Universidade Regional do Cariri - URCA.
Palavras-chave: Inclusão, Acessibilidade, Ensino Superior
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Abrir o trabalhoA IMPORTÂNCIA DOS MATERIAIS PEDAGÓGICOS ADAPTADOS PARA ENSINO DO ALUNO COM SÍNDROME DE DOWN NAS SALAS DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS
ROSIVÂNIA RODRIGUES DA LUZ; ROSANE SANTOS GUEUDEVILLE; QUELY MOREIRA BACURAU; CRISTIANE DANTAS AGUIAR
RESUMO O referente trabalho trata-se de um relato de experiência, vivenciada durante a disciplina de Metodologia do Ensino da Educação Especial, na qual tivemos a oportunidade de conhecer as diferentes técnicas para ensinar a crianças com deficiência. Sendo assim, este trabalho teve como objetivo apresentar nossa experiência na Sala de Recursos Multifuncionais, a partir da elaboração de materiais adaptados para alunos com Síndrome Down. Nesta perspectiva, a metodologia se desdobrou em pesquisa de campo em uma escola da rede municipal do Município do Crato-CE. O referido trabalho foi realizado através de observações e pesquisas bibliográficas que contribuíram para fundamentar as reflexões acerca do objeto de estudo delimitado. Assim, esta experiência nos possibilitou compreender, através da adaptação dos materiais pedagógicos que o aluno com Síndrome de Down possui potencialidades para aprender e se desenvolver tanto intelectualmente quanto fisicamente. Palavras-chave: Deficiência. Sala de recursos multifuncionais. Materiais pedagógicos adaptados.
Palavras-chave: DEFICIÊNCIA, SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS,MATERIAIS PEDAGÓGICOS ADAPTADOS
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Abrir o trabalhoAs interfaces entre a Universidade e Comunidade: Estudo de caso da atuação do Programa Paidéia na Escola de Educação Infantil e Fundamental José Sábia
BARBARA ALMEIDA OLIVEIRA; POLLIANA DE LUNA NUNES
O presente estudo tem como objetivo discutir as ações educativas desenvolvidas pelo Programa de extensão Paidéia Cidade Educadora, vinculado a Universidade Federal do Cariri (UFCA), na Escola de Educação Infantil e Fundamental José Sábia localizado na zona rural do município de Juazeiro do Norte. O Programa Paidéia Cidade Educadora, desenvolve uma série de ações que perpassam desde projetos, cursos, eventos e prestação de serviços tanto dentro da universidade, como em diferentes comunidades. Na constituição do seu programa de atuação são exposto suas ações, realizadas de forma continua, volta-se para construção de um modelo de desenvolvimento social, cultural, ambiental e economicamente sustentável alicerçado na dimensão participativa. Partindo dessa perspectiva, compreende o próprio território como espaços educadores. A atuação do Paidéia perpassa distintas dimensões da extensão estudantil, desde a pesquisa, até o desenvolvimento de ações diretas e distintas em comunidades, como a aqui apresentada. Com este intuito, para refletir as aproximações entre universidade e comunidade, assim como o delineamento de metodologias integrativas que tem como finalidades aprimorar a integração dos educando no processo de construção dos saberes, adotou-se a metodologia do relato de experiência para expor as ações educativas e culturais que o Programa Paideia tem desenvolvido na escola municipal de José Sábia. Diante disso, tomamos como objeto de discussão distintas ações realizadas pelo programa na escola, como o Projeto CineRural, as oficinas de desenho e pintura, as contações de histórias. Essas nos permitem visualizar a integração entre os educandos e as metodologias não convencionais de ensino, a medida que as crianças e adolescentes são situados como agentes decisivos na produção e interpretação de saberes, que extrapolam tanto os muros da academia, como as paredes das salas de aula. Diante disso, é possível concluir que metodologias não restritas aos livros didáticos, ou salas de aula, e que envolvem diretamente os educandos na sua produção, contribuem na formação crítica, social e cultural dos mesmos. Permitido inseri-los de forma direta na construção de saberes relacionando-os as suas trajetórias histórico-culturais. Além de viabilizar a aproximação da academia e da comunidade, ao inserir discentes acadêmicos no processo de mediação e construção desses saberes.
Palavras-chave: Programa Paidéia,Universidade,Comunidade,metodologias integrativas
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Abrir o trabalhoAUTISMO: UMA DISCUSSÃO NECESSÁRIA NO CAMPO ACADÊMICO
FRANCISCA RAQUEL MIGUEL DE SOUSA; FRANCISCA NAILENE SOARES VIEIRA; MARTHA MILENE FONTENELLE CARVALHO; GEORGE PIMENTEL FERNANDES
Oferecer um ensino de qualidade para as pessoas com TEA é um dever e ao mesmo tempo um desafio, visto que para esse fim são necessários investimentos, formação para os professores, conhecimento dos direitos através da legislação vigente e aceitação por parte da família. Utilizamos como fundamentação teórica para esta pesquisa autores como Bleuler (1908), Kanner (1942), Asperger (1944), Mello (2003), assim como a legislação vigente que trata do Autismo e do processo de inclusão. Temos como objetivo tratar do Transtorno do Espectro Autista – TEA no Ensino Superior, reconhecendo a relevância dessa temática desde o âmbito familiar até o social. Este trabalho trata-se de uma abordagem qualitativa cujo procedimento metodológico consistiu num relato de experiência enquanto participantes do evento ocorrido na Universidade Regional do Cariri-URCA, “Autismo: uma discussão necessária no campo Acadêmico: Primeiras Aproximações”, o qual traz uma extensão de conteúdo sobre a temática em questão. O autismo no ensino superior tem sido alvo em pesquisas, sendo este um assunto instigante e bastante recorrente entre os pesquisadores. A universidade precisa de todo o suporte necessário para suas ações pedagógicas ao promover a acessibilidade da pessoa com TEA. Para que haja inclusão se faz necessários gestos concretos que mostrem que é possível correr atrás dos direitos e conseguir ter uma vida melhor. A ação fala mais alto, pois é esta que impulsiona para a conquista de tantos benefícios para a pessoa com TEA e tudo se dá inicio com a discussão do tema Autismo no âmbito universitário, direcionado aos profissionais, familiares e amigos de autistas. Portanto, tratar deste tema torna-se necessário em se tratando da ineficácia na atuação dos educadores em relação aos seus alunos portadores do TEA. Uma vez que esse espaço forma profissionais e recebe pessoas com autismo aos quais deve oferecer uma formação de qualidade pautada no reconhecimento da inclusão social. Oferecer oportunidades de crescimento pessoal e profissional para todos independente da sua deficiência é um dever para com eles, o qual foi conquistado através de muitas lutas e conquistas dos pais e profissionais que defendem esta causa.
Palavras-chave: Transtorno do Espectro Autista-TEA, Discussão, Campo Acadêmico
Oral
Abrir o trabalhoConstrução de material adaptado para aluno cego de uma escola regular no Município de Crato-Ce
MARIA ANDREIA FAUSTINO DO NASCIMENTO; GERLÂNIO ALEXANDRINO DE ALENCAR; JERLIENE MARIA DO NASCIMENTO; ANTONIA EUGENIA DE OLIVEIRA
O presente trabalho se trata de um relato de experiência vivenciado durante a disciplina Fundamentos Histórico-culturais da Educação Especial, disciplina ofertada no V semestre do Curso de Pedagogia, da Universidade Regional do Cariri-URCA, sendo a mesma de grande importância para o contexto da educação inclusiva principalmente quando forem exercer a sua prática docente. O objetivo foi construir a partir de um estudo de caso um material adaptado para a necessidade pedagógica de aluno com cegueira que frequenta uma escola regular no Município de Crato-Ce. O estudo de caso adotado tomou como base os teóricos que discorrem sobre cegueira, como também visitas ao sujeito de nossa pesquisa, com registro de imagem, vídeo, áudio e entrevista feita com a responsável temporária na Sala de Recursos Multifuncional, resultando na construção de um mapa tátil para o reconhecimento dos Estados da Região Nordeste. O material foi confeccionado com material reciclado, destacando cada Estado com uma textura diferente para melhor identificação. Os resultados desta pesquisa se configuraram com bom êxito e o material adaptado foi bem sucedido, contemplando às expectativas iniciais e contribuindo para atender a um desejo esboçado pelo sujeito de nossa pesquisa quanto à leitura de mapa. Assim, a partir dos resultados encontrados, pudemos perceber que é possível ao educador proporcionar uma melhor interação do aluno cego com os conteúdos, adaptando-os para possibilitar uma melhor compreensão. A experiência foi enriquecedora e o material construído poderá ser útil não só para o sujeito do estudo de caso, mas servirá como recurso pedagógico para o professor trabalhar o conteúdo em sala de aula, propiciando a participação de todos através de um ensino de fato, inclusivo.
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Abrir o trabalhoEFETIVAÇÃO DA INCLUSÃO DA CRIANÇA COM DEFICIÊNCIA NO COTIDIANO ESCOLAR: O REAL E O IDEAL
AMANDA ALEXSANDRA DOS SANTOS SILVA; ELIZABETE RODRIGUES DE LIMA
RESUMO O referido trabalho visa relatar a experiência vivida a partir de visitas realizadas em uma Sala de Recursos Multifuncionais (SRM) de uma escola pública de ensino fundamental I. A vivência concreta com o trabalho pedagógico dos profissionais dessa área nos permitiu fazer uma relação com alguns ordenamentos jurídicos que prescrevem os direitos das pessoas com deficiência, bem como se a aplicação das leis, acontecem, tornando o ambiente inclusivo no âmbito escolar. Por meio de um estudo de campo de cunho exploratório observamos o ambiente de uma sala de 1° ano com intuito de compreender se acontece e como acontece a inclusão cotidianamente na escola pesquisada, constatando que o profissional se empenha para que a escola seja inclusiva, entretanto enfrenta grandes desafios que impossibilitam essa inclusão de forma efetiva. Concluímos assim, que essa inclusão só acontece de forma conjunta com estado, universidade e comunidade escolar e que há ainda um longo caminho a percorrer para efetivação da inclusão nos âmbitos escolares. Palavras chaves: Efetivação.Inclusão.Sala de Recursos Multifuncionais. 1.INTRODUÇÃO O presente trabalho teve como objetivo relatar a experiência vivenciada durante a disciplina de Metodologia do Ensino da Educação Especial, cuja proposta foi conhecermos a rotina escolar de uma instituição que possuísse uma Sala de Recursos Multifuncionais (SRM) e o Atendimento Educacional Especializado (AEE) ofertado aos alunos com deficiência. Como é organizado o dia a dia de uma escola como esta? Qual a capacitação dos profissionais que lá atuam? Como o espaço escolar se organiza para satisfazer as necessidades dos alunos? Como se dá a relação dos alunos com deficiência com os demais colegas, com os profissionais da instituição e com o espaço escolar? Fomos então observar uma das trinta e três escolas do município de Juazeiro do Norte-CE que possui sala de AEE e atende atualmente vinte e duas crianças diagnosticadas com alguma deficiência, transtorno ou dificuldade de aprendizagem. Assim, ao adentrarmos no espaço da escola, tivemos como objetivo identificar e caracterizar a natureza do trabalho pedagógico direcionado aos alunos com deficiências, bem como conhecer o cotidiano de profissionais que desempenham atividades pedagógicas no atendimento educacional especializado. A força motriz deste trabalho foi tornar cada vez mais íntima a nossa relação enquanto discentes de Pedagogia com os a área da Educação Especial. Logo, os resultados desta pesquisa podem servir como base para os colegas de curso, enriquecendo sua formação, como também apresenta total relevância no que cerne ao fazer pedagógico, uma vez aproxima o discente de sua praxe. Sua importância se dá pela necessidade de aprimoramento e sensibilização do nosso olhar e para avultar nossos conhecimentos a respeito das diversas deficiências que certamente passarão pela vida de um pedagogo, de forma a tornar sua prática pedagógica e social mais efetiva.
Palavras-chave: Efetivação,Inclusão
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Abrir o trabalhoENSINO DE GEOGRAFIA E EDUCAÇÃO DE SURDOS
GABRIEL EMANUEL LEITE DE LIMA
O objetivo da pesquisa consiste em analisar como as metodologias utilizadas pelos professores de Geografia da Escola de Ensino Fundamental Centro Educacional de Mauriti – CEM, podem contribuir para um melhor desenvolvimento do aluno surdo no ensino e aprendizagem dos conteúdos geográficos. O presente trabalho caracterizou-se por ser um estudo descritivo com uma abordagem qualitativa. Na pesquisa, inicialmente realizamos um levantamento do referencial teórico para agregar conhecimento sobre o assunto, constituindo como principais temas abordados: Geografia, ensino, metodologias e inclusão, caracterizado pelos seguintes autores: Almeida; Passini (2010); Andrade (2013); Bezerra (2014); Brito (2012); Casseti (2002); Dias (2013); Eugênio et al (2016); Fernandes (2016); Fonseca; Torres (2014); Freitas (2008); Gonçalves; Festa (2013); Guerra et al (2013); Kaercher (1998); Pena; Sampaio (2012); Santana (2015) e Veltrone; Mendes (2007) entre outros. Utilizamos algumas etapas para a análise como: entrevistas e observações. Concluímos que não há mudanças significativas nas metodologias utilizadas pelas professoras de Geografia que trabalham com os alunos surdos, desta forma não tendo uma contribuição efetiva no ensino e aprendizagem dos conteúdos de Geografia para os alunos surdos. As aulas são expositivas e dialogadas e utiliza-se o livro didático como ferramenta principal. Desta forma, é necessário que as professoras desenvolvam estratégias de ensino que contemplem a todos e não somente aos alunos ouvintes. É importante utilizar no ensino dos conteúdos de Geografia uma linguagem baseada principalmente no visual e gestual. Logo, os recursos visuais se tornam uma boa estratégia para que os professores possam ensinar os conteúdos, valorizando as experiências visuais dos alunos surdos. Foi interessante perceber que as professoras demonstram a consciência de que o fato da Libras ser utilizada exclusivamente pelo intérprete em sala de aula não se constitui em uma condição suficiente para promover a inclusão dos alunos surdos no espaço escolar. O espaço educacional precisa de mudanças que venham contribuir para um ambiente inclusivo que favoreça o desenvolvimento pleno dos alunos Surdos, como por exemplo: a introdução da Libras no currículo da escola, metodologias, estratégias, matérias adequados e avaliações que contemplem as especificidades dos educandos surdos; capacitação para os professores que estão diretamente envolvidos com o processo de inclusão; disponibilizar atendimento educacional especializados nas áreas de Língua Portuguesa escrita e Libras para os alunos surdos em contraturno. Nesta perspectiva, é necessário repensarmos o espaço escolar e as metodologias desenvolvidas pelos professores de Geografia.
Oral
ESCOLA BILÍNGUE PARA SURDOS: porque ela é tão importante?
MARIA RERBELÂNIA DE SOUZA PEREIRA
Este trabalho tem como objetivo esclarecer o que é uma escola bilíngue para surdos, qual a diferença entre a mesma e a escola regular na escolarização de surdos e porque ela é tão importante. Como metodologia optamos por uma pesquisa bibliográfica, o que nos possibilitou estudar várias particularidades sobre o tema, justificando a relevância do presente trabalho. Tomaremos como base teórica alguns autores que se destacaram nas pesquisas sobre pessoas surdas através do tema escola bilíngue para surdos, como Guarinello (2007), Quadros (1997) e Skliar (1999), bem como diversos autores que destacaram a importância da escola bilíngue para surdos através dos pontos: diferença linguística, currículo escolar, metodologias de ensino, didática, práticas educativas, cultura e identidade surda. Esperamos contribuir de alguma forma para a formação de novos professores, despertando o interesse nos mesmo de atuarem em escolas bilíngues para surdos, além de uma reflexão sobre a valorização da cultura surda e sua divulgação, incentivando novos estudos na área que busquem ainda mais apresentar à sociedade o surdo, sua língua e cultura. Palavras-chave: Surdos. Escola bilíngue para surdos. Escola Regular. 1 INTRODUÇÃO Nas escolas bilíngues para surdos todo o ensino é feito na língua materna dos destes, e isso garante um melhor aprendizado. Em contexto de escola regular há uma perca de aprendizado, visto que a língua de instrução é a língua portuguesa, segunda língua dos surdos. Não basta a presença do profissional intérprete de LIBRAS em sala de aula. Ele realiza a interpretação de uma língua fonte para uma língua alvo, se configurando como uma mediação, ou seja, uma solução paliativa. O que muitos pensam que é inclusão é na verdade inclusivismo, é ideológico. Que inclusão é esta que deixa a língua materna do aluno de fora? É imprescindível uma educação que acolha o aluno como um todo, com sua língua e cultura. 2 REFERENCIAL TEÓRICO Existem duas vertentes dentro da filosofia bilíngue. Na primeira, a criança surda deve desde cedo adquirir a língua de sinais e a modalidade oral da língua, mas separadamente, para que depois seja “alfabetizada” na língua oficial do seu país. Na outra vertente, a criança deve primeiro aprender a língua de sinais e depois a modalidade escrita da língua oficial de seu país, ou seja, a modalidade oral é descartada. A segunda vertente do bilinguismo é a mais adequada, visto que possibilita a compreensão da sua língua natural e ler e escrever a língua da comunidade ouvinte. O bilinguismo é uma proposta de ensino usada por escolas que se propõem a tornar acessível à criança duas línguas no contexto escolar. Os estudos têm apontado para essa proposta como sendo mais adequada para o ensino de crianças surdas, tendo em vista que considera a língua de sinais como língua natural e parte desse pressuposto para o ensino da língua escrita. (QUADROS, 1997, p. 27 apud SILVA, 2008, p.14). A escola deve se basear nos princípios sobre as formas de aprender do ser humano que é especialmente mediado pela linguagem, vai além do uso “puro e simples” da LIBRAS e do projetor de slides o qual os professores ouvintes utilizam na escola regular com a convicção de que a aula é inclusiva. Os textos trazem apenas informações escritas, que se apresentam para o aluno surdo como grandes cartas enigmáticas, principalmente na fase inicial de sistematização da escrita. O aluno surdo em contexto de escola regular sempre pede emprestado as anotações para o ouvinte, pois é complicado prestar atenção ao professor e ao intérprete ao mesmo tempo e ainda anotar o que foi passado no quadro. Segundo Ana Cristina Guarinello em seu artigo “Surdez e Letramento: Pesquisa com Surdos Universitários, em 2009, para que o aluno surdo seja de fato incluído, é preciso considerar as suas “condições de letramento e que estas têm uma correlação direta com as práticas de linguagem vivenciadas em seus contextos de vida” (2009, p. 70). Todas as propostas pedagógicas desenvolvidas nas escolas bilíngues traçam linhas considerando os surdos como indivíduos dotados de potencialidades próprias que precisam ser reconhecidas. Isto constitui uma pedagogia surda. Carlos Skliar foi um dos primeiros a utilizar este termo no seu livro Atualidade da educação bilíngue para surdos, em 1999. Segundo ele, nessa prática as identidades, a língua sinalizada, a história, as tradições, os valores e traços culturais, enfim, todo arcabouço que faz dos surdos um povo, uma nação, é o centro
Palavras-chave: Surdos,Escola bilíngue para Surdos,Escola Regular
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Abrir o trabalhoMONITORIA ACADÊMICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA NA DISCIPLINA DE LIBRAS
IANARA RAINE MARTINS MOTA ; MARLA VIEIRA MOREIRA DE OLIVEIRA
O referido trabalho apresenta o relato de experiência de monitoria da disciplina de Língua Brasileira de Sinais – Libras, na Universidade Regional do Cariri – URCA, do curso de Pedagogia. Seguindo o Decreto Federal 5.626, de 22 de dezembro de 2005, que regulamenta a Lei N° 10.436, de 24 de abril de 2002, que torna obrigatório o ensino de Libras na matriz curricular deste curso, no entanto tornando-se necessária como parte da formação dos docentes. O propósito da monitoria é dar assistência as aulas e aos alunos no entendimento dos conteúdos que são ministrados em aulas práticas e teóricas. Portanto, a monitoria é considerada uma estratégia de apoio ao ensino, onde o monitor que se encontra a frente da formação acadêmica, colabora no processo de construção do conhecimento do mesmo, como também dos discentes. Ademais, a experiência dá a oportunidade de aprofundar o meu conhecimento teórico e prático na área e também desenvolver habilidades ligadas ao exercício da docência, isso se comprova pois pude auxiliar na organização de atividades e avaliações em planejamentos juntamente com a professora da disciplina. O programa de monitoria é um processo educativo que foi desenvolvido pela Pró-Reitoria de Ensino e Graduação – PROGRAD, e tem por objetivo contribuir para a melhoria da educação superior e ampliar a participação de estudantes nas atividades do ensino. Tendo isso em vista, anualmente ocorre seleções para alunos que desejam ser monitores, onde é exigido um conhecimento prévio sobre a disciplina que será a área de atuação do monitor. No entanto, a experiência da monitoria foi importante, pois é uma oportunidade que o aluno de graduação tem de explorar os seus conhecimentos e ainda construir habilidades no campo da docência. Além disso, a monitoria constituiu-se uma importante atividade, pois através dessa experiência pude perceber que atividades de ensino-aprendizagem é um importante passo para o desenvolvimento pessoal e profissional e acredito que foi possível realizar um trabalho satisfatório com os alunos.
Palavras-chave: MONITORIA,LIBRAS
Oral
NUARC: promovendo acessibilidade para a inclusão no ensino superior
ELISIANE ALVES DIAS; Teresa Monalisa de Souza Gomes; Marla Vieira Moreira de Oliveira
O presente trabalho se propõe a divulgar as atividades e projetos desenvolvidos no núcleo de acessibilidade da URCA, que promovem a inclusão por meio de ações afirmativas, com a colaboração de pessoas envolvidas nesta temática social. Partindo do pressuposto da acessibilidade como processo de condição para a inclusão de todos os alunos, sem restrição, o núcleo se propõe a buscar meios eficaz que viabilizem aos educandos com deficiência garantir uma educação inclusiva na instituição de ensino superior. Assim, buscamos nesta pesquisa o seguinte objetivo geral: reconhecer as ações desenvolvidas pelo Nuarc para alunos com deficiências ingresso na Instituição de Ensino Superior- IES. Com esse objetivo foi possível compreender questões pertinentes ao núcleo e suas contribuições aos diversos seguimentos da área da educação que ele alcança, seja por intermédio de eventos, oficinas, exposições, grupo de estudos e reuniões. Utilizamos como apoio teórico os seguintes autores: Severino (2007); Leitão (2014); Prieto (2013); Minayo (1994) e a LBI: Lei Brasileira de Inclusão, nº 13.146, de 6 de julho de 2015, fundamentais nas discussões fomentadas neste trabalho. Quanto a metodologia utilizada na pesquisa foi a de natureza qualitativa, juntamente com o estudo de caso, pois correspondente adequadamente aos objetivos proposto para este trabalho. Sabendo-se a importância da inclusão na atualidade, foi possível por meio dessa pesquisa perceber a relevância das ações afirmativas tanto dos professores, como também das atuações dos bolsistas, ao se atentar as necessidades dos alunos deficientes e buscar suporte de equipamentos necessários na adaptação, assim poder concretizar a inclusão de alunos que almejam interagir com os demais alunos e receber materiais adaptados que atendam suas necessidades. Dessa forma podemos ter consciência que nossas ações afirmativas para uma educação inclusiva, vai manifestar no educando uma autonomia pessoal ao buscar trilhar seus próprios caminhos na trajetória acadêmica e potencializar a careira profissional.
Palavras-chave: Inclusão ,Acessibilidade,Projetos,Nuarc
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OS DESAFIOS PEDAGÓGICOS DA ALFABETIZAÇÃO PARA PESSOAS CEGAS
ANTONIA EUGENIA DE OLIVEIRA; Paulo Pedro Schuetz
O trabalho reflexivo deu-se por meio de uma revisão e aproximação de literatura que apresenta resultados já ponderados sobre os desafios e limites que se oferecem aos processos de ensinar e aprender nos contextos escolares com relação a alunos com cegueira. Alfabetizar crianças com cegueira implica o uso de metodologias e práticas diferenciadas para que os resultados sejam alcançados. O objetivo da reflexão foi discutir a partir de alguns teóricos que discorreram sobre o ensino da leitura e escrita para alunos com cegueira nas séries iniciais do Ensino Fundamental. O contexto da educação inclusiva, especialmente para alunos com cegueira, oferece uma problemática que se situa em saber: Como a escola auxilia o aluno cego durante a formação básica? Os professores estão de fato preparados para atender a esta demanda? A relevância do trabalho oferece perspectivas para professores sobre a importância do conhecimento nesta área e a consciência da busca constante de uma formação adequada para lidar com alunos diversos. Para a metodologia tomamos como base alguns autores que discorrem sobre deficiência, alfabetização e letramento. O instrumental usado foi colher informações sobre o tema, em diferentes suportes, seja em artigos, revistas, etc. Assim foi possível reunir diversas publicações permitindo uma nova leitura sobre o tema e o avanço na produção de conhecimentos. Os resultados indicam a importância deste tipo de trabalho investigativo como fundamental para qualificar os processos de alfabetização de alunos com cegueira. Torna-se fundamental a formação e capacitação dos docentes em sistemas de escrita Braille e outros recursos utilizados para atenuar as diferenças manifestas por alunos cegos. Conclui-se que a escola como instituição social promotora de comportamentos precisa estar adequada para as diferenças. É na inclusão de cegos e demais pessoas que apresentam diferenças que a sociedade aprende respeitar e conviver com a diversidade. A escola é o local privilegiado para ensinar a sociabilidade.
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Abrir o trabalhoPrática Docente na Educação Inclusiva: Uma observação na Escola municipal de Educação Infantil Professora Fausta Venâncio
KAMILLA PEREIRA DO CARMO
O presente trabalho surgiu a partir de inquietações ao observar os desafios encontrados pelas professoras de meu convívio, quando fui monitora – reforço escolar – em uma determinada escola do município de Altaneira, por ocasião do Projeto Mais Educação, no ano de 2015. Ao observar que os alunos portadores de necessidades especiais não eram inseridos na sala de aula regular, como os demais, decidi realizar a pesquisa em outra escola, para ampliar meus conhecimentos sobre a prática docente no contexto da educação inclusiva. Sabendo que a educação especial é uma modalidade diferenciada de educação, entendi que esta não deveria promover a separação dos alunos durante todas as atividades, ao contrário, deveria promover o máximo de integração entre eles.O que percebi, inicialmente, foi que, na prática, as crianças precisam de um profissional qualificado, mas a escola não consegue oferecer condições apropriadas para o exercício profissional mais eficaz do docente, que se sente “obrigado” a lidar com situações-problema, as quais demonstra não estar devidamente preparado, exatamente por não ter uma formação adequada. Não existem muitas pesquisas em relação às crianças especiais na região, diante disso, torna-se importante conhecer se elas estão sendo atendidas de maneira devida as suas necessidades, e discutir formas e melhorias para enfrentar essas dificuldades e desafios da aprendizagem dentro da sala de aula.Estudar a obra “Práticas Pedagógicas na Educação Especial: A capacidade de significar o mundo e a inserção cultural do deficiente mental”, de Anna Maria Lunardi Padilha para descrever a relação entre professores da Educação Infantil e seis crianças assistidas pelo AEE - Atendimento Educacional Especializado de uma escola municipal da cidade de Altaneira-CE.Este momento da pesquisa, que é parte de um estudo maior, de caráter monográfico, limita-se ao estudo bibliográfico, suporte para uma pesquisa mais ampla, de caráter descritiva e abordagem qualitativa. Foi realizado o estudo da obra estruturante deste trabalho“Práticas Pedagógicas na Educação Especial: A capacidade de significar o mundo e a inserção cultural do deficiente mental, de Anna Maria Lunardi Padilha.” E de autores auxiliaries como Carvalho (2000) e Minayo (2013).Serão ainda feitas observações em cinco salas de aula e entrevistas com os professores para o alcance do objetivo geral. A prática docente observada será descrita à luz das Diretrizes Nacionais para Educação Especial na Educação Básica (2001) e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (2002). Descrever os fatos de forma verdadeira sem nenhuma mudança mostra os fatos de forma aparente e de forma mais clara para a compreensão das pessoas.Por tratar-se de pesquisa em andamento, resultante dos estudos realizados na disciplina de Monografia I, até o presente momento foi realizada a pesquisa bibliográfica com o levantamento dos principais conceitos.Entendemos por educação inclusiva, uma escola para todos, com direitos iguais e respeito às diferenças, com o direito de ficarem juntos, aprendendo e participando sem nenhum tipo de discriminação. A Educação é um direito de todos e deve ser orientada no sentido do pleno desenvolvimento e do fortalecimento da personalidade. Entretanto, não importa apenas assegurar a educação como um direito de todos, é importante que esta seja ajustada ás necessidades pessoais e as exigências sociais.Esse novo olhar sobre esses sujeitos tem sido caracterizado por um longo processo histórico de conquistas que diz respeito ás lutas social em busca da inclusão do aluno especial no processo de escolarização. Falar em inclusão requer mudanças no olhar dirigido á essas pessoas, no que se refere as suas capacidades e limitações.A escola tem a tarefa de criar formas de trabalho, positivas e próprias, que atendam às necessidades e as peculiaridades dos alunos, deve oferecer, além de recursos apropriados para atender as especificidades de cada aluno, deve oferecer também oferecer formação para os professores para que esses possam atender e viabilizar a efetivação de práticas pedagógicas capazes de atender as singularidades de cada aluno no processo de escolarização.
Palavras-chave: Prática docente,Educação escolar
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“EMPRESTA SUA VOZ?” APLICADO A LIRA NORDESTINA: UM PROJETO QUE PROMOVE INCLUSÃO E CULTURA.
KAROLYNE LUNA DO NASCIMENTO; Martha Milene Fontenelle Carvalho
O presente trabalho propõe a apresentação de um relato de experiência que apresenta o projeto “Empresta sua voz na Lira?” enquanto uma forma acessível de transformação e acessibilidade no ensino superior a partir da sensibilização de voluntários para gravação de audiolivros. Inicialmente o projeto fez as gravações dos livros dispostos para o vestibular da Universidade Regional do Cariri- URCA. Pensando numa forma de ampliar o projeto, iniciou o projeto “Empresta sua voz?” aplicado a Lira Nordestina, que tem o mesmo processo do projeto inicial, mas agora, gravando cordéis. Esses cordéis estão dispostos na Lira Nordestina na cidade de Juazeiro do Norte- CE, onde encontramos um grande acervo de cordéis de grandes cordelistas como Leandro Gomes de Barros e José Bernardo da Silva. Os cordéis e todo o acervo literário da Lira também se encontram na Cordelteca, um site online, que tem como objetivo facilitar o acesso às obras, que em sua maioria já estão bem desgastados. Esse trabalho tem por objetivo apresentar práticas de acessibilidade por meio do projeto, enquanto uma ação inclusiva, que promoverá aprendizagem através da produção de acervos literários para alunos com deficiência visual associado à conscientização da toda a comunidade sobre seu papel enquanto cidadão que desenvolve práticas inclusivas. Também se preocupa em retratar a importância dessa literatura, e a riqueza da nossa cultura. Levando voluntários e toda a comunidade a uma aproximação com a literatura de cordel. Essa nova abordagem realça a literatura de cordel, visto que ela representa as raízes nordestinas e ganhará uma nova forma de representação, através dos áudios. Até porque o que está no folheto é um registro gráfico da oralidade. O projeto possibilita levar acessibilidade aos alunos com deficiência visual que iram prestar o vestibular da URCA. Logo, leva conhecimento e aprendizagem aos voluntários acerca da inclusão e da literatura de cordel. Esperamos que com a continuidade do projeto, possamos estar desenvolvendo no aluno da Universidade, reflexões sobre a importância da produção de materiais adaptados e as necessidades da pessoa com deficiência, compreendendo elementos necessários para produção digital da leitura. Aproximando a comunidade e a academia a uma discussão a respeito da inclusão. Trabalhando para melhor incluir a todos os alunos, se adaptando a suas necessidades e seus limites.
Palavras-chave: Cordel, voluntários, comunidade
Oral
Palavras-chave: PERFIL SOCIOECONOMICO,TRAJETÓRIA,FATORES,FORMAÇÃO DO PEDAGOGO
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TRABALHO, EDUCAÇÃO E POLÍTICA: UMA REFLEXÃO GERAL SOBRE A CONCEPÇÃO DOS DOCENTES DO CARIRI (CE)
ANA CAROLINE SABINO; NÁGELA MATIAS NASCIMENTO; SAMARA RIBEIRO ALENCAR; THIAGO CHAGAS OLIVEIRA
O presente trabalho é resultante da pesquisa de campo intitulada “Trabalho Docente: condições de trabalho, salário e saúde”. A mesma foi solicitada durante a disciplina Fundamentos Econômicos da Educação, ofertada no curso de Pedagogia da Universidade Regional do Cariri-URCA. A pesquisa, de caráter eminentemente exploratória e preliminar, teve como objetivo refletir sobre a concepção sobre política dos docentes da Educação Básica da Região do Cariri (CE). Partimos do pressuposto de que o engajamento político docente é uma questão fundamental, uma vez que o comprometimento social se faz necessário à transformação das condições de trabalho, salário e saúde. A metodologia da pesquisa está dividida em duas partes. A primeira, de caráter teórico, utilizou estudos e discussões desenvolvidas durante a disciplina, a saber: Freire (2015), Freitas (2002) e Tonet (2012). A segunda parte, de caráter empírico, utilizou o questionário como instrumento de coleta dos dados. Os questionários foram aplicados com quarenta e oito professores(as) pertencentes aos municípios de Juazeiro do Norte, Barbalha, Santana do Cariri e Caririaçu. No que diz respeito ao engajamento político-sindical, registramos apenas 2,08% de participação. Tais respostas levam a crer que as concepções que os professores têm sobre política estão perpassadas pelas crenças difundidas pelo senso comum: a de que a política está restrita ao âmbito partidário. Ou seja, desconsiderando-se que dimensão política da educação é algo mais amplo, fundamentalmente voltada para a construção de uma sociedade justa, democrática e igualitária (economicamente, juridicamente, socialmente e culturalmente). Acreditamos, ainda, que o resultado se deve a crença da suposta neutralidade na educação. Sustentamos que qualquer ação pedagógica demanda uma tomada de atitude diante do mundo, seja de reprodução ou transformação. Como sustenta Paulo Freire, a opção política do(a) educador(a) é uma saber absolutamente necessário à docência. A ausência de participação política verificada nos questionários reflete um conformismo com as condições vigentes e ausência de envolvimento político. Isto é o preocupante, uma vez que tal apatia tem um reflexo mediato na valorização da carreira docente no Cariri (CE).
Palavras-chave: Docentes,Política, Comprometimento, Educação
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ARTGAY CARIRI: UM MOVIMENTO SOCIAL CONSCIENTIZANDO PARA VENCER PRECONCEITOS.
ADRIANO MARCOS FRANCISCO DA SILVA; Karine Julie Mendes da Costa
A prática de análise que realizamos foi solicitada pelo professor Luiz Carlos Carvalho Siqueira, na disciplina Educação Popular e dos Movimentos Sociais, processou-se na Articulação Brasileira de Gays – Regional Cariri (ARTGAY CARIRI), com sede provisória em Juazeiro do Norte – CE. A mesma Exerce suas atividades há dez anos no Brasil e há oito anos no Cariri. Tendo seis membros atuantes, realizam trabalhos de conscientização nas ruas, eventos da região, terreiros, palestra nas escolas sobre o uso da camisinha, DSTs, o respeito a diversidade, atividades sociais com as crianças, mulheres e idosos. Raramente conseguem o apoio das prefeituras e na sua maioria as atividades são realizadas sem fins lucrativos. Ao longo da nossa experiência foi possível constatar a dificuldade de reunir pessoas para se engajar ao grupo e ouvintes para debater e esclarecer assuntos. O movimento tem como público alvo os homens gays, mas abrange todo e qualquer cidadão, independente de gênero, raça, religião ou classe social. Ao abordar o tema LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, travestis e transgêneros), infelizmente por conta da ignorância das pessoas e o discurso de ódio de conservadores que se denominam “defensores dos bons costumes” propagando o preconceito por onde passam, isto reflete nos altos índices de assassinatos de LGBTs no nosso país. Para tentar mudar este quadro, são criados os movimentos sociais que buscam por direitos e respeito através de lutas e ações que envolvam á todos sem restrições. Consoante Luana Pagano Peres Molina (2011, p.955) no livro: “A homossexualidade e a historiografia e trajetória do movimento homossexual” afirma que “é nesse contexto que os grupos e as associações voltadas à homossexualidade se fortalecem perante a sociedade e ganham visibilidade aproximando o Movimento Gay do Estado Nacional, por meio de políticas públicas”. Assim, utilizando estes meios de mobilização é importante a convocação e participação da sociedade, para transmitir a importância do movimento a qual o objetivo é simplesmente o respeito e a interação entre todos. Para a autora Maria da Gloria Gohn (2012, p. 24) na sua obra: Movimentos sociais e educação ela diz que “A consciência gerada no processo de participação num movimento social leva ao conhecimento e reconhecimento das condições de vida de parcelas e população, no presente e no passado.” Este trabalho foi vivenciado através de observação e participação. Observando as mineiras que são organizadas as reuniões, fóruns, intervenções, oficinas e as dificuldades. Participando diretamente nas rodas de conversas e nas trocas de experiências de vida. A experiência vivenciada nesta atividade nos amadureceu a olhar minuciosamente a relevância e a responsabilidade dos movimentos sociais na vida das pessoas e como eles contribuem de maneira positiva. A luta proposta por cada movimento não é vã; e que cada passo dado por seus integrantes contribui nem que seja de maneira minúscula na construção de uma humanidade mais agradável de se viver.
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HISTÓRIAS DE MULHERES FREIRAS
SUELLEN SOUSA; Isabelle de Luna Alencar Noronha
A pesquisa está em andamento e será realizada no abrigo Jesus Maria José, com as mulheres freiras que lá residem e que fazem parte da Congregação das Filhas de Santa Teresa de Jesus, trata-se, pois, de um trabalho em andamento. Objetiva ouvir as narrativas de vida no sentido da construção histórica dos fazeres de mulheres que ao dedicarem-se a vida religiosa constroem uma coletividade de saberes e fazeres que ao tempo em que se transformam, modificam o meio social. Conhecer e dar visibilidade as histórias de vida de tais mulheres é, pois, contribuir com a historiografia da educação feminina. É uma pesquisa de história oral, em cujas narrativas pretende-se saber sobre educação formal, não-formal e informal; culturas; subjetividades. A presente pesquisa tem por base estudo realizado por Noronha (2015) e está ancorada no rol das pesquisas qualitativas em educação. Em que a autora realiza sua pesquisa no intuito de conhecer as histórias das normalistas que se formaram na primeira escola construída para educação feminina na região do cariri na cidade de Crato, foi criada em 1923, pelo o primeiro bispo da cidade com o auxílio de três mulheres que queriam seguir a vida religiosa. É preciso se conhecer mais as histórias das mulheres religiosas que residem na cidade e que fazem parte da sua historicidade e contribui. Antes de serem mulheres religiosas elas sãos filhas, tem famílias, que deixaram para seguir o seu objetivo, passaram por dificuldade para conseguir, seja ela a proibição da família, mas precisamente do pai, entre tantas outras que podem ter surgido no seu percurso. Os conhecimentos adquiridos nessa pesquisa serão repassados para a sociedade, e mais pessoas conheçam as histórias dessas mulheres que desempenham papeis de suma importância no meio social., serão também devolvidas para as que se disponibilizaram a contar sobre suas vidas antes e durante a religiosidade. O mais importante dar visibilidade as essas mulheres, mostrando também suas contribuições para o meio social em que vivem.
Palavras-chave: Freiras,visibilidade,religiosidade
Oral
CURSO DE REDES SOCIAIS DIGITAIS PARA DOCENTES EM SERVIÇO
RITA CRISTIANA BARBOSA; Maria das Vitórias Gonçalves dos Santos; Rodrigo Garcia da Silva; Vivian Galdino de Andrade
O projeto “REDES SOCIAIS DIGITAIS: uma nova forma de ensinar e de aprender” caracterizou-se por oferecer ações diretamente focalizadas na formação docente das escolas públicas da educação infantil, dos anos iniciais e finais do ensino fundamental e da educação de jovens e adultos (EJA), do município de Belém - PB. Trata-se de um investimento na formação, de perspectiva teórica e prática, relativa ao conhecimento sobre novas tecnologias da informação e comunicação (TIC), on-line e off-line, voltadas para a educação, além de ser um projeto de pesquisa do tipo pesquisa-ação, de abordagem qualitativa. Tomamos como foco as redes sociais digitais mais utilizadas na atualidade: YouTube, Facebook, WhatsApp, Instagram e Blogs, e o sistema operacional Endless e seus recursos, o Google e seus recursos, dentre outros softwares e aplicativos para celular, objetivando entendê-los como ambientes educativos quando perpassados por um planejamento de ações. Os sujeitos foram docentes da rede pública de Belém/PB. Os pilares de sustentação do projeto estiveram baseados no estudo, na pesquisa e na extensão, com a realização de atividades práticas em formato de curso de média duração, de onde colheremos dados para analisar à luz de obras como as de André Lemos, Raquel Recuero e João Mattar, dentre outras. Metodologicamente, após reuniões com a prefeita e a secretária de educação da cidade, decidimos sobre disponibilidade de tempo, quantidade de cursistas, local e estrutura física para a realização do curso etc. Em seguida organizamos um cronograma para as aulas presenciais e à distância e um roteiro de metodologia de trabalho. Ficou definido que os encontros seriam realizados às sextas-feiras, na escola Francisca Leite Braga, por ter a maior quantidade de computadores. As turmas, compostas por 15 cursistas cada, se reuniam nos turnos: manhã, tarde e noite. Ficou ajustado para cada módulo dois encontros, sendo um teórico-dialógico e o outro prático, em que os/as professores/as assumiam a posição de aluno/a e aplicavam as atividades uns com os outros. As atividades à distância, que chamamos de Webfólio, era anotar o que aprendeu e quais dificuldades encontrou e ilustrar com imagens, vídeos e outras mídias, num ambiente virtual. Ao final os/as cursistas apresentaram suas produções, que serviram como avaliação. Também adicionamos mais um módulo ao curso, o das tecnologias off-line, buscando apresentar que é possível trabalhar com o computador sem a conexão com a internet, algo útil especialmente para as escolas do campo. Em conversas com os/as cursistas e observações notamos entusiasmo e interesse pela temática, por ser instigante e muito presente no cotidiano das pessoas. No início foi complicado, pois havia quem não sabia manusear um computador. A equipe esteve sempre disposta a ajudar. Algumas pessoas não queriam “mexer” nos computadores, por “medo de quebrar”, porém esses tabus foram quebrados, e aos poucos essas dificuldades acabaram, eles/as chegavam, ligavam e enquanto não se iniciava a aula usavam as redes sociais com muita tranquilidade. Durante os encontros não identificamos professores/as adeptos de uma metodologia tradicional, o que nos pareceu positivo. Ao contrário, encontramos professores/as que acreditam nas possibilidades que as TIC oferecem. Concluímos que, dentre as três turmas compostas por docentes em exercício da rede pública de ensino de Belém/PB, muitos/as não tinham nenhum domínio com a internet, alguns mantinham uma visão negativa do uso de celular e das redes sociais, todos/as não tinham ideia de como trabalhar de forma pedagógica com tais recursos e artefatos. Diante disso, é gratificante vê-los/as conseguirem, ainda durante o curso, pôr em prática as ideias apresentadas. Ao término do projeto, docentes, bolsistas e voluntários/as se apropriaram de conhecimentos teóricos e práticos necessários à utilização das TIC no trabalho pedagógico.
Oral
Abrir o trabalhoOS JOGOS COMO UMA ALTERNATIVA PARA APRENDIZAGEM DAS CRIANÇAS NA SOCIALIZAÇÃO E INTERDISCIPLINARIDADE
IGOR AQUINO DE PINHO; PAULO PEDRO SCHUETZ
Atualmente uma das preocupações dos processos de ensinar e aprender está na diversidade de estratégias como possibilidade de obter resultados positivos no contexto escolar.Os jogos eletrônicos são uma dessas possibilidades pedagógicas que podem auxiliar os docentes. Nesse sentido, o objetivo desta reflexão foi mostrar a importância que os jogos eletrônicos podem assumir para significar a educação escolar de crianças e jovens permitindo a interdisciplinaridade formativa do conhecimento. O viés instrumental metodológico foi uma revisão bibliografia de autores que enfatizam a perspectiva sobre os jogos eletrônicos como possibilidade motivadora em relação às disciplinas escolares. Os resultados indicam que os jogos eletrônicos são uma estratégia importantíssima que pode fomentar diferentes práticas pedagógicas em direção à interdisciplinaridade dos conteúdos curriculares. A relevância situa-se em oferecer aos professores diferentes possibilidades das tradicionalmente usadas e que se relacionam com comportamentos que as crianças, adolescentes e jovens já aprovaram pelo uso cotidiano. Torna-se importante para o mundo da escola oferecer uma relação entre os conteúdos necessários à formação humana com os conhecimentos que os alunos já vivenciam no seu contexto.
Palavras-chave: Jogos,Aprendizagem,Crianças,Professores,Conteúdo
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A RETÓRICA COMO ATRIBUTO FUNDAMENTAL À FORMAÇÃO DO PROFESSOR
RAIMUNDO YURI GOMES AVELINO; HYTALINE RODRIGUES DA SILVA
O legado cultural da antiguidade trouxe incontáveis modelos possíveis ao campo da formação intelectual. Dentre os quais, evidenciaremos o da disciplina Retórica, esta área do conhecimento humano fornece ao estudante de sua prática, uma notável possibilidade de organizar discursos e proferi-los de forma encadeada. Henrri Irénée Marrou sustenta que a Retórica fornecia um repertório engenhoso de meios para descobrir ideias, fornecendo esquemas de questionários válidos. Sua definição será eminentemente considerável ao que intentaremos traçar: regatar tais discussões instrutivas à formação atual dos professores. A presente pesquisa aporta-se para as discussões em torno da disciplina Retórica da antiguidade e suas possíveis extensões ao mundo contemporâneo. Dado o contexto de “revolução pedagógica” que os Sofistas desenvolveram na segunda metade do século V a.C. traçaremos um plano geral de como a disciplina Retórica fez parte desta revolução e, sobretudo, como expressivamente floresceu nas discussões educativas do mundo grego. Por sua vez, este trabalho de pesquisa objetiva elucidar como o estudo da Retórica, pode contribuir na articulação prévia dos objetos de estudos pelo professor na contemporaneidade. Não nos cabe estabelecer que a Retórica (enquanto Disciplina) venha tornar-se um componente curricular. Trata-se, no entanto, de uma reflexão considerável sobre o estudo da Retórica enquanto uma experiência textual direta, de modo a tornar compreensível a significação do objeto de estudo e de sua clara exposição. Nossa preocupação refere-se à tentativa de trazer em debate uma disciplina que, ao nosso ver, teria utilidade no ato de direcionar a formação intelectual do professor. Não estamos partindo da especialidade acadêmica do professor para indicar esta ferramenta de suporte. Ao contrário, utilizaremos da importância intelectual da Retórica para os domínios gerais do trabalho docente. Pois entendemos que, o ato de organização crítica dos objetos de estudo precede a argumentação.
Oral
A UTILIZAÇÃO DE JOGOS DIDÁTICOS COMO FERRAMENTA FACILITADORA DA APRENDIZAGEM NAS AULAS DE CIÊNCIAS NATURAIS
JANAINADE ALMEIDA SANTANA; Prof.Dr. Samuel Cardozo Ribeiro; Eugerbia Paula da Rocha; Kaline Filgueira Evangelista
A UTILIZAÇÃO DE JOGOS DIDÁTICOS COMO FERRAMENTA FACILITADORA DA APRENDIZAGEM NAS AULAS DE CIÊNCIAS NATURAIS Janaina de Almeida Santana Eugerbia Paula Da Rocha Kaline Filgueira Evangelista Dr. Samuel Cardozo Ribeiro4 RESUMO A utilização dos jogos didáticos nas aulas de Ciências Naturais facilita o aprendizado, pois caracteriza-se como uma excelente maneira de tornar os alunos mais interessados pelas aulas, por serem dinâmicas e excluir a forma mecanicista de prender-se apenas a simples leitura dos assuntos. Este trabalho tem como finalidade testar a eficiência do uso de jogos didáticos por meio da análise do índice de aprendizagem dos alunos com e sem a utilização de jogos. Foi realizado na Escola de Ensino Fundamental Nossa Senhora da Conceição, no município de Porteiras, Ceará, com duas séries do 7º ano, sendo turmas “A” e “B”, ambas com 31 alunos, totalizando 62 alunos. Foram elaborados dois jogos, um intitulado “Perguntas ocultas: Os invertebrados” e o outro “Bingo das plantas”. Previamente os conteúdos dos jogos eram explicados em sala de aula e em outra semana aplicava-se os jogos (apenas em uma turma). Após os jogos (na semana seguinte) eram realizados testes avaliativos para comparar o grau de assimilação dos discentes com e sem a aplicação do jogo em sala de aula. Os dados foram coletados por meio de duas atividades avaliativas com questões estruturadas relacionadas aos temas: Invertebrados e Reino Plantae. Ao analisar o resultado dos testes observou-se que a sala em que o jogo foi aplicado os resultados eram superiores. Neste sentido, foi evidenciado que os alunos assimilam melhor os conteúdos quando são fixados através dessa metodologia de trabalho. Palavras-chave: Jogos didáticos. Invertebrados. Reino das plantas. 1 INTRODUÇÃO O ensino de ciências proporciona aos alunos a construção do seu próprio conhecimento, tendo em vista que contribui para a interpretação de informações e fenômenos. Levando em consideração esses aspectos, o professor como mediador do conhecimento deve buscar e propor novas metodologias que incentivem e desenvolvam o aprendizado em sala de aula. De acordo com Kishimoto (1996), o professor deve reconsiderar a aplicação de propostas pedagógicas passando a adotar em sua prática, aquelas que atuem nos componentes internos da aprendizagem, já que estes não podem ser ignorados quando o objetivo é a apropriação de conhecimentos por parte do aluno. Para Tavares (2004) é importante elaborar estratégias de ensino que levem os estudantes a obter uma aprendizagem significativa. Porque ao se deparar com um conjunto de informações o aprendiz pode absorver o conteúdo de uma maneira mecanizada, isto é, só conseguirá expor esse conteúdo de maneira idêntica a aquela que lhe foi exposto. Pouca atenção ainda vem sendo dada para a utilização de novas metodologias em sala de aula, principalmente nas escolas publicas, na qual existem poucos recursos disponíveis e não é comum formação especializada para os professores da área de ciências da natureza. Dessa forma, a utilização de jogos didáticos torna-se uma ferramenta facilitadora do aprendizado nas aulas de Ciências Naturais, pois motiva os educandos a participarem das aulas de forma espontânea, e permite que construam seu próprio conhecimento, a partir da vivência. O presente trabalho teve como finalidade avaliar a contribuição dos jogos didáticos para o ensino de Ciências no Ensino Fundamental II, propondo jogos didáticos com baixo custo e de fácil construção e aplicação, considerando que alguns professores não dispõem de muitos recursos das escolas e às vezes não, possuem tanto tempo para confecção de jogos mais complexos. Ainda, pode servir como sugestão de trabalho para professores da rede publica e privada de ensino que busquem novas práticas educativas em sala de aula. 2 REFERENCIAL TEÓRICO O ensino de Ciências deve oferecer aos alunos uma diversidade de conhecimentos da área, tanto atuais quanto os que já fizeram parte da nossa história cientifica. Por meio de práticas que desafiem e estimulem a curiosidade científica possibilitando a estes definir problemas, fazer questionamentos, analisar e apresentar resultados para propor intervenções se necessário. O jogo didático atua como ferramenta facilitadora da aprendizagem nas aulas de ciências, pois durante o jogo, o pensamento é estimulado através da ativação das funções psiconeurais e das operações mentais. (TREMEA, 2000). Ele atua não como uma forma de entrete
Palavras-chave: Jogos didáticos, Invertebrados, Reino das plantas
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Abrir o trabalhoANÁLISE COMPARATIVA DO ENSINO POR INVESTIGAÇÃO EM ESCOLAS PÚBLICAS DA EDUCAÇÃO BÁSICA EM JUAZEIRO DO NORTE E CRATO – CE
FRANCISCA PALLOMA MATIAS VILA NOVA; MARIA DO SOCORRO PEREIRA DE LIRA; PAULO RICARDO BATISTA; JACQUELINE ALVES LIMA
O modelo de aprendizagem por investigação baseia-se no estímulo à elaboração de hipóteses por parte dos discentes para a promoção de uma aprendizagem significativa. O ensino por investigação surgiu no exterior no século XIX, apresentando-se como uma estratégia mais eficaz na (re) construção do conhecimento que o tradicionalismo. Considerando as lacunas existentes no âmbito educacional objetivou-se analisar o desenvolvimento ou ausência da estratégia de ensino por investigação no processo de ensino-aprendizagem nas aulas de Ciências em duas escolas públicas do Cariri. Essa pesquisa exploratória concretizou-se em junho/2018, nas escolas de ensino fundamental Jerônimo Freire dos Santos em Juazeiro do Norte – CE e São Francisco em Crato – CE, tendo como amostra sete professores e setenta e sete discentes daquelas. Questionários foram utilizados como instrumentos de coleta para a compilação dos dados. Parte dos docentes participantes afirmou que o tradicionalismo foi majoritário em sua formação inicial e em relação a suas práticas docentes ainda persiste. Contudo, ambos os professores elencaram três estratégias principais que utilizam em sua prática docente: problematização e contextualização dos conteúdos, pesquisa como princípio educativo e experimentação para discussão dos conteúdos estudados, todos esses aspectos estão relacionados à introdução da pesquisa na prática docente, apontadas em diversos estudos. Em relação às deficiências notáveis no processo de ensino-aprendizagem que podem influir na implementação do modelo em questão, a falta de incentivos que se voltem à qualificação do docente, a desmotivação e desinteresse dos alunos e a carência de recursos didáticos, consistiram os aspectos selecionados pelos docentes. Em ambas as instituições a maioria dos alunos afirmaram ser curiosos quanto às aulas de Ciências, costumam às vezes fazer questionamentos e avaliaram as suas aulas como ótimas, tais elementos denotam a um meio propício para o ensino por investigação. Entretanto, concluímos com base nas informações obtidas que a efetivação do modelo nas instituições ainda é mínima. Majoritariamente o tradicionalismo prevalece e em conjunto com a desmotivação e desinteresse dos alunos consistem em empecilhos para a implementação e otimização do ensino por investigação.
Palavras-chave: Investigação no ensino , Construtivismo , Aprendizagem mecânica
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AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM SOB A ÓTICA DOS ALUNOS
ISLAIANY COSTA NERI; ANAYNE JUCA DA SILVA; MARIA CLARICE DA SILVA SANTOS; ELAINE CRISTINA CONCEIÇÃO DE OLIVEIRA
A avaliação é um processo natural presente no cotidiano, e no contexto escolar se encontra baseada em objetivos explícitos ou implícitos refletindo valores e normas sociais, cabendo ao docente interpretá-la e atribuir seus sentidos e significados. Assim, objetivou-se conhecer acerca da avaliação na perspectiva de alunos do Fundamental II de uma escola pública localizada no município de Farias Brito – CE, bem como verificar de que maneira ocorrem as ações avaliativas da aprendizagem na referida escola, tendo em vista que a grande maioria dos trabalhos exploram os métodos avaliativos a partir da concepção dos docentes, fazendo-se necessário assim, também conhecer as ideias daqueles a quem a prática avaliativa se destina. O Trabalho foi desenvolvido entre os meses de outubro e novembro de 2017 através da aplicação de questionário estruturado aos alunos do 8° e 9° ano, cujos dados coletados foram sistematizados em gráficos percentuais, analisados e discutidos com base em bibliografias especializadas. De acordo com os resultados tabulados foi possível verificar que os meios avaliativos do ensino-aprendizagem não têm a participação dos alunos na sua escolha, sendo a relação dos mesmos com tais práticas apenas no momento de serem submetidos à avaliação, além disso, pôde-se compreender que as práticas avaliativas na escola estudada ainda carregam algumas características tradicionais, porém, também foi notável uma concepção positiva por parte dos alunos em relação aos métodos qualitativos utilizados por seus professores. Na perspectiva dos alunos, evidenciou-se que as melhores formas de avaliar são aquelas que valorizam a construção do conhecimento a partir do potencial de cada um. Entretanto, o uso de métodos que instiguem o aluno a pensar e explorar suas ideias não tendo que se preocupar com a “decoreba” dos assuntos ainda é incipiente, e os alunos tem consciência disso. Dessa forma, é preciso que os professores estejam mais abertos para as considerações dos seus alunos a fim de alcançar relações de ensino e aprendizagem satisfatórias.
Oral
Abrir o trabalhoAVALIAÇÃO DA PESQUISA COMO PRINCÍPIO EDUCATIVO NA PRÁTICA DOCENTE COM BASE NAS CONCEPÇÕES DE PROFESSORES DE CIÊNCIAS EM QUATRO ESCOLAS DE ENSINO FUNDAMENTAL DO CEARÁ
MARIA CLARA NOGUEIRA TORRES; PAULO RICARDO BATISTA; ISABEL DOS SANTOS AZEVEDO
Considerando a sociedade contemporânea permeada pelo conhecimento científico torna-se necessária a formação de cidadãos no contexto escolar através de estratégias que possibilitem aqueles desenvolver suas capacidades e competências e assim intervir de forma produtiva no meio em que está inserido. A pesquisa como princípio educativo constitui uma estratégia eficiente, promovendo a formação de discentes autônomos intelectualmente e portadores de uma consciência crítica. Embora subsidiem tamanhos aportes a construção do conhecimento e a cidadania, é nítido em um contexto social as lacunas em sua implementação e compreensão. Objetivou-se investigar essas lacunas, sobretudo na formação e atuação docente. O estudo comporta um caráter exploratório e foi realizado em maio/2017 em quatro escolas de ensino fundamental localizadas nas cidades de Juazeiro do Norte, Crato, Barro e Barbalha, Ceará. Com base em um questionário norteador, contendo indagações sobre as tendências pedagógicas utilizadas em sala de aula pelos docentes, a utilização da pesquisa no processo de ensino-aprendizagem, no processo formativo e na atuação docente. Constatamos que em sua maioria são graduados em Ciências Biológicas, quando indagados sobre as perspectivas que desenvolvem em sua prática, notamos que há um predomínio de tendências tradicionais, contudo, consideram importante primarmos por práticas pedagógicas que se desenvolvam com luz nas perspectivas construtivistas. Evidenciaram também que normalmente a prática da pesquisa não é estimulada pela unidade escolar, dependendo primariamente dos mesmos para a concretização. Os docentes em sua maioria salientaram e justificaram que o emprego da pesquisa na prática de ensino favorece a (re) construção do conhecimento e a aplicação dos mesmos no cotidiano. Por fim, a minoria dos participantes expôs que em sua formação inicial a pesquisa não foi tratada com a devida importância, fato que reflete na atuação desses profissionais. Esse estudo permitiu-nos detectar lacunas decorrentes em parte de uma formação inicial, em especial no que diz respeito à utilização da pesquisa como princípio educativo, e que o ensino ainda permanece majoritariamente instrucionista, constituindo um desafio para os docentes que almejam através de suas práticas pedagógicas, promoverem uma aprendizagem significativa.
Palavras-chave: Educar pela pesquisa ,Atuação pedagógica , Competências argumentativas
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BIODIVERSIDADE DO CARIRI CEARENSE: ação e construção do docente das Ciências Biológicas
JOSÉ BEZERRA DE ARAÚJO NETO; MARIA MILENE COSTA DA SILVA; YEDDA MARIA LOBO SOARES DE MATOS
O Cariri é considerado um berço da diversidade, desde os aspectos culturais, sociais, históricos até o aspecto biológico. Em termos de biodiversidade, tal região apresenta ampla variedade, sendo objeto de estudo de pesquisadores de diversas localidades, permitindo, assim, inovar nos modos de perceber e viver na localidade em questão, além de descobrir novos processos e até mesmo espécies. Contudo, essa riqueza local demonstra-se pouco aproveitada no ensino de Biologia e na formação docente. Então, objetivou-se analisar os processos de formação e atuação docente no Cariri cearense considerando os aspectos da biodiversidade local. Para tanto, empregou-se uma metodologia de pesquisa de campo. A pesquisa tem cunho exploratório e analítico, de natureza quantitativa e qualitativa. Foram aplicados questionários com 45 estudantes entre o 4º e o 9º semestre da Licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade Regional do Cariri, e realizadas entrevistas com 15 docentes de Biologia da rede pública de Juazeiro do Norte – CE, respeitando os aspectos éticos. Os dados obtidos foram organizados e analisados. Questões de formação, titulação, experiência e vínculo empregatício dos professores entrevistados não demonstraram, a princípio, grandes problemáticas, entretanto o principal entrave citado por 60% dos docentes, que não abordam a temática, foi a carência na abordagem desse tema na formação acadêmica. A principal justificativa dos 40% dos docentes que afirmaram abordar a biodiversidade local esteve baseada na conservação da natureza e, os métodos utilizados, mesmo demonstrando relativa diversidade, ainda são predominantemente tradicionais. Sobre os licenciandos, relatou-se certo crescimento na abordagem da biodiversidade caririense na formação acadêmica, porém os métodos são pouco diversificados, cabendo alterações. Finalmente, conclui-se que há a necessidade de reflexão sobre a formação docente, métodos e recursos empregados e que o docente possa entender melhor o seu papel.
Palavras-chave: Biodiversidade,Cariri,Educação Básica,Ensino
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Abrir o trabalhoDOCÊNCIA: VOCAÇÃO OU PROFISSÃO?
FRANCISCO ALEX MIRANDA DE OLIVEIRA; Kátia Regina Rodrigues Lima; Aline Miranda de Oliveira; Vitória Araújo de Cerqueira
A reflexão sobre a docência, assumiu o proscênio do debate nos últimos anos. Indaga-se o que é ser professor, em que condições esse profissional exerce a docência e como a concebem. A pesquisa objetivou compreender a multidimensionalidade da docência e a percepção dos docentes sobre sua profissão. O estudo foi de cunho exploratório, desenvolvido a partir de uma abordagem quali-quantitativa. A investigação teve como fase inicial a pesquisa bibliográfica e posteriormente realizou-se, segundo as fontes de dados, a pesquisa de campo com aplicação de questionário semiestruturado com os docentes que lecionam na área de Ciências Naturais. O referencial teórico foi constituído por estudiosos da área de investigação tais como: Nóvoa (1995), Veiga (2012), Contreras (2002), Landini (2008), Kuenzer e Caldas (2009), dentre outros. A pesquisa de campo foi realizada nos municípios de Crato, Santana do Cariri e Juazeiro do Norte. Foi utilizado como instrumental para coleta de dados o questionário semiestruturado, aplicado durante os meses de março e abril de 2018 com seis professores do ensino médio que lecionam na área de Ciências Naturais. Após essa etapa, foi realizada a triangulação e análise de dados, quantitativos e qualitativos, buscando interpretação de caráter qualitativo. A compreensão da docência como profissão é explicitada apenas por 50% dos participantes, o que denota que a atividade do professor, ainda está de certa forma, associada à ideia de sacerdócio.A desvalorização financeira e social do professor, as precárias condições de trabalho, a excessiva carga mental de trabalho, as múltiplas tarefas etc. têm contribuído para o adoecimento dos professores (as) e intensificado o processo de desprofissionalização docente. As políticas públicas implementadas a partir dos anos 1990, introduziram no âmbito das instituições escolares a lógica empresarial, a gestão por resultados sem a garantia das condições de trabalho e de profissionalidade.A pesquisa teve como objetivo central compreender as dimensões constituintes da docência, a concepção de docência e as motivações de ingresso e permanência na profissão.
Oral
Abrir o trabalhoESTÁGIO SUPERVISIONADO E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA FORMAÇÃO DE PROFESSORES
TANIA KELLY MENDES FEITOSA ; Jeovane Henrique de Souza; Rodolfo Sérgio de Oliveira; Christian Roberto Rodrigues
RESUMOO presente trabalho discute sobre as contribuições fornecidas pelo estágio supervisionado (ES) à formação de professores. O (ES) é na maioria das vezes o primeiro contato dos docentes com o universo escolar e deve proporcionar aos futuros professores a capacidade de desenvolvimento e aplicabilidade de suas práticas educacionais frente a situações desafiadoras, e a reflexão de suas técnicas. Com finalidade de efetivar as contribuições do (ES), este trabalho objetivou-se em avaliar as experiencias adquiridas no (ES) dos professores do ensino básico do município de Farias Brito-CE. Para a realização desse trabalho foram realizadas pesquisas bibliográficas, e posteriormente aplicação de questionários a todos os professores de três referidas escolas do município já citado. Os resultados da pesquisa mostram que (ES) contribuiu para a formação dos atuais professores com experiências significativas para a reflexão e inovação da práxis educacional. Como primeiro contato que tiveram com a escola, o (ES) representou para estes profissionais o ponto de partida para o desenvolvimento e aperfeiçoamento de suas técnicas diante de situações desafiadoras. Concluindo, o (ES) como já mencionado, deve ser visto como um importante meio para a formação do professor, pois dá oportunidades únicas para o exercício diário do futuro profissional. O (ES) proporciona ao docente a oportunidade de desenvolver habilidades relacionando a teoria e a prática educacional. Ao estagiar o docente passa a enxergar a educação com outro olhar, procurando compreender a realidade da escola, dos alunos e desenvolver técnicas que possam ser significativas para ambos. O (ES) deve ser visto como um importante meio para a formação do professor, pois dá oportunidades únicas para o exercício diário do futuro profissional. É no período do (ES) que o docente, futuro professor, percebe a possibilidade de utilizar os conhecimentos teóricos na prática, sempre procurando fazer uma reflexão depois de cada aula, em busca de melhorias e transformações dando significado a palavra aprendizado.
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ESTÁGIO SUPERVISIONADO NO ENSINO DE CIÊNCIAS: uma análise de vivências
PAULO RICARDO BATISTA; ELAINE CRISTINA CONCEIÇÃO DE OLIVEIRA; MARIA DAUIANE FERREIRA PEREIRA; YARA TELES LIBERALINO
O estágio supervisionado possibilita inúmeras contribuições para os discentes em formação permitindo-os vincular teoria e prática numa perspectiva didático-pedagógica. Entretanto, ainda são muito evidentes as lacunas na sua concretização, as quais se devem a inúmeros fatores. Desse modo, objetivou-se com esse trabalho descrever os principais aspectos do estágio supervisionado I na perspectiva de três licenciandos em Ciências Biológicas, a fim de possibilitar o conhecimento de algumas das peculiaridades desse momento, assim como, uma reflexão acerca do mesmo. O presente trabalho tem caráter descritivo-reflexivo e foi desenvolvido em março/2018 com base em instrumento orientador aplicado na disciplina Pesquisa Educacional para Ciências Biológicas, o qual dispôs de variados apontamentos que foram explorados por três licenciandos de acordo com suas experiências na prática de ensino possibilitada pelo Estágio Supervisionado I, que tratou do ensino de Ciências no Fundamental II. Os dados foram registrados individualmente, e em seguida, analisados e discutidos coletivamente. Dentre os apontamentos, quando se referiu às principais inquietações de cada um quando pensam o ensinar, destacou-se para os três licenciandos, a falta de pré-requisito dos alunos e a indisciplina. Outro apontamento buscou conhecer as principais dificuldades no trato das atividades pedagógicas, sendo que P1 evidenciou o despreparo para a educação inclusiva que também é apontada em outros estudos, já P2 indicou a comunicação com clareza como um desafio individual, considerando suas limitações pessoais, e P3, a realização de atividades pedagógicas producentes diante de âmbitos escolares com abordagens tradicionais ainda tenazes. Por fim, foram indagados sobre as metodologias utilizadas em sala de aula para a promoção de um efetivo processo de ensino-aprendizagem, e sobre as mesmas, foi unânime a identificação das ações didático-pedagógicas concretizadas, como sendo majoritariamente construtivistas, mas permeadas por algumas práticas tradicionalistas. Sobre as vivências aqui partilhadas percebeu-se que no trato com as atividades didático-pedagógicas há inquietações e dificuldades distintas, mas que revelam uma profissão de (re) construções para todos e de muitos desafios a serem vencidos, sejam estes da própria formação acadêmica ou decorrentes do sistema de ensino.
Palavras-chave: Formação Docente , Prática de Ensino , Ensino Fundamental II
Oral
FORMAÇÃO PARA A CIDADANIA: ABORDAGEM DO PROJETO “GV ESPAÇO DE REFLEXÃO” EM UMA ESCOLA DA REDE ESTADUAL DE ENSINO NO MUNICÍPIO DE FARIAS BRITO - CE
EMANUEL MATEUS DA SILVA
Não podemos pensar em uma escola que seja apática aos questionamentos e aos problemas socioemocionais de seus discentes. O ato de educar não se restringe a penas a formação intelectual de um indivíduo, ele perpassa também pela formação da personalidade dos seres humanas e pelo desenvolvimento das habilidades socioemocionais. Sendo assim, o presente artigo busca analisar o trabalho reflexivo e de formação cidadã realizado por uma escola da rede estadual de ensino localizada na cidade de Farias Brito - CE, um espaço que vai contra os princípios de que a escola não pode ser um espaço de reflexão e que luta contra a Lei da Mordaça que tanto se discute nos últimos anos. Embasados no pensamento de Paulo Freire, Libâneo, nos documentos norteadores da Secretaria Estadual de Educação do Ceará, o projeto "GV Espaço de Reflexão" é uma atividade que busca desenvolver o aluno em sua plenitude, demonstrando a eles que a escola se preocupa e que respeita as suas opiniões, buscando disseminar o senso comum e levar o aluno a refletir sobre o seu papel na sociedade. A metodologia utilizada em formato de oficinas temáticas levou o educando a se identificar e a externar o seu pensamento, a partir de discussões e amostragem de documentários e leituras diversas. Tais oficinas ocorreram ao longo de quatro meses do ano corrente. Vale salientar, que as oficinas eram trabalhadas de forma inter e transdisciplinar já que todas as disciplinas eram contempladas pelos temas abordados, levando o aluno a perceber que as temáticas poderia ser trabalhadas em qualquer área do conhecimento. A partir da execução das atividades pudemos perceber a diminuição da infrequência e consequentemente o aumento da participação dos alunos nas discussões e resolução de problemas intra e extra-escolar. Portanto, podemos dizer que a escola conseguiu de fato até o dado momento transformar os indivíduos que fazem dela e de fato cumprir o que a Lei pede que é formar cidadãos ativos e críticos para o exercício da cidadania.
Palavras-chave: ESCOLA,ESPAÇO, formação cidadã
Oral
Gestão Escolar
ROSENALVA SILVA DO NASCIMENTO ALVES; Airla Carla da Silva Pereira
Este trabalho consiste na apresentação concisa e reflexiva acerca do estágio supervisionado em gestão de educação básica do curso de pedagogia da URCA - Universidade Regional do Cariri, realizado em uma escola de educação básica, situada no município de Juazeiro do Norte, estado do Ceará. O Estágio teve o objetivo de compreender e entender como se dar o trabalho de um núcleo gestor no cotidiano da escola, como espaço de fundamentação teórico-prática instrumentalizadora da atividade docente no contexto da práxis social. Esta pesquisa tem como objetivo conhecer o cotidiano da gestão escolar, durante o estagio supervisionado, por entender que o mesmo é uma ferramenta importante de apropriação nas experiências das atividades educativas nos propiciando uma visão conceptiva quando se refere a gestão escolar seja ela tradicional ou democrática. A proposta aqui apresentada tem como abordagem ressignificar e compreender como o estágio é um momento único no tempo de formação para futuro educador, sendo esta uma etapa fundamental e imprescindível na construção de sua identidade profissional como futuro gestor, passo este que contribuirá fortemente nesta busca por conhecimentos. Sendo esse um processo que possui grande relevância para nossa formação, onde certamente nos auxiliará para nossas futuras práticas como pedagogos críticos e reflexivos. De base qualitativa, fundamentou-se na pesquisa participante, uma vez que, como estagiárias, atuamos com os gestores em suas atividades cotidianas. Realizamos observação da escola, estudo de documentos e legislação e entrevistamos o núcleo gestor. A EEFM Prefeito Antônio Conserva Feitosa situa-se na Rua Construtor Jose Sabino em Juazeiro do Norte, funciona nos três turnos, tem 1036 alunos, 62 professores e 12 funcionários. A escola possuir um amplo espaço estrutural para a recepção dos alunos, comtempla-se com sala de multimeios, biblioteca, quadra esportiva e uma área de pátio que dar condições para desenvolver atividades e projetos que são construídos e desenvolvidos no espaço escolar.
Oral
O ENSINO DE BIOLOGIA NO BRASIL: estratégias metodológicas, aprendizagem reflexiva e novo perfil do docente na última década
BRENA STEPHANIE GOMES AVELINO; JOSÉ BEZERRA DE ARAÚJO NETO
O ensino de Biologia é preconizado pelo objetivo de estudar os fenômenos da vida, a partir disso o aluno é estimulado a estabelecer relações com as diversas formas vivas e seus respectivos processos, necessitando de uma série de inovações nos aspectos pertinentes ao ensino. Dessa maneira, o presente trabalho objetivou analisar o processo de ensino de Biologia no Brasil nos últimos dez anos, levando em conta os aspectos metodológicos, aprendizagem reflexiva e novo perfil docente. Para tanto, realizou-se uma busca de artigos indexados nas bases de dados SciELO (Scientific Electronic Library Online) e Google Acadêmico, utilizando os descritores “Ensino”, “Biologia” e “Papel do professor”. Para a seleção dos artigos foram estabelecidos como critérios de inclusão: artigos obtidos na integra; redigidos em português e publicados nos últimos 10 anos sobre o ensino de Biologia. Os artigos foram analisados e discutidos apoiando-se na literatura pertinente. Desse modo, foi possível constatar que o ensino de Biologia se dá na maioria das instituições educacionais de nível básico brasileiro baseado em uma abordagem tradicional, no qual o aluno é um mero receptor de informações, sem haver a significação do que é ensinado, ou seja, sem contextualizar as informações. Partindo da crítica desse modelo, verificou-se a necessidade de uma nova configuração educacional pautada na abordagem humanista, com o intuito de valorizar o papel do professor como mediador e facilitador da aprendizagem, e do aluno como participante ativo desse processo. O novo perfil apresentado para o docente é aquele que adota uma postura reflexiva de suas práticas, que não se considera o único detentor do saber, mas também um aprendiz. Finalmente, diante das reflexões expostas e discutidas entende-se que o ensino de Biologia no ensino básico necessita de uma nova abordagem educacional, que rompa as barreiras do tradicionalismo, em vista de uma educação voltada para a formação cidadã e postura reflexiva dos alunos.
Palavras-chave: Ensino,Biologia,Revisão,Literatura
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Abrir o trabalhoO ENSINO DE CIÊNCIAS E BIOLOGIA: realidade e perspectiva
IZAURA VIEIRA SILVA; WILMARA MASCARENHAS MARTINS; THAIS MAGDA MORAIS SAMPAIO
O ensino de ciências tem se mostrado pouco eficaz no que diz respeito ao desenvolvimento de habilidades que levem os alunos a se questionarem sobre os fenômenos ocorridos na natureza afirma Santos et al. (2011) embora seja de essencial importância esse conhecimento para que elas compreendam o mundo e sejam agentes transformadores na sociedade.O presente trabalho partiu da problemática de que, o ensino de ciências tem se realizado por meio de teorias científicas, apresentadas na forma de definições, leis e princípios, sendo tomados como verdades, sem uma maior problematização e sem que se promova um diálogo entre teorias e evidências do mundo real. Nosso objetivo é pesquisar as visões de autores sobre o ensino de Ciências/Biologia, entre realidade e perspectiva, podendo conhecer as principais dificuldades do ensino. A metodologia utilizada neste trabalho consistiu em uma revisão de literatura, coletadas de biografias relevantes ao tema da pesquisa, livros e principalmente artigos disponíveis em bases de dados online, como periódicos da Capes, Google Acadêmico e Scielo, sobre o assunto de ensino de Ciências e Biologia. A educação brasileira se depara com uma realidade de superlotação e falta de infraestrutura nas salas de aula e na escola como um todo, além da desvalorização do profissional inserido nela, diante disso o profissional tem que se reinventar e superar-se a cada dia. A questão da formação do professor e escolha/uso do livro didático também são questões de suma importância para que a aprendizagem efetiva aconteça. Desta forma se vê necessário apontar que há uma necessidade, de uma mudança, tanto na formação dos profissionais quanto na educação básica em si. Este artigo demonstra uma visão da realidade do ensino de Ciências e Biologia, chegando à conclusão de que essa disciplina é de extrema importância para o desenvolvimento do indivíduo. O estudante necessita ser estimulado a aprender de forma significativa, por isso o emprego de práticas e metodologias alternativas torna-se imprescindível ao ensino de Ciências.
Palavras-chave: Professor, Metodologias, Ensino de Ciências e Biologia
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O ENSINO DE CIÊNCIAS E BIOLOGIA: uma revisão bibliográfica
MARIA MILENE COSTA DA SILVA; JOSÉ BEZERRA DE ARAÚJO NETO
Na perspectiva hodierna, observando-se o ensino de Ciências e Biologia, pode-se perceber que este vem passando por um processo de metamorfose, onde todos os envolvidos são guiados para uma adaptação de suas práticas, possibilitando, assim, alcançar novos objetivos. Nessa perspectiva, existem diversos novos aspectos relacionados ao processo em questão, necessitando analisá-los. Dessa forma, objetivou-se revisar na literatura sobre o ensino de Ciências e Biologia. Para tanto, foi realizada uma metodologia de revisão bibliográfica, utilizando-se o Google Acadêmico e a SciELO. Foram utilizados os descritores: "Ensino-aprendizagem", "Ciências", "Biologia", "Transformações", "Papel da escola" e "Perfil do professor". Foram incluídos artigos encontrados na íntegra, em língua portuguesa ou inglesa e que abordassem o ensino de Ciências e Biologia do Brasil do século XXI. Os artigos foram analisados, obtendo-se os resultados e discutindo-os. Desse modo, inicialmente, dentre as inúmeras transformações ocorridas no ensino de Ciências e Biologia, constatou-se que o papel da escola nesse processo ganhou características inovadoras, onde tal instituição deve possuir postura ativa na formação cidadã de seus discentes. Sobre o ensino propriamente dito, notou-se forte presença da contextualização, que dá significado ao que é ensinado, situando os estudantes diante do que é abordado em sala. Além disso, a questão da interdisciplinaridade, o estabelecimento de conexões entre diferentes disciplinas, apresentou-se como uma prática crescente no ensino de Ciências e Biologia. Sobre os métodos empregados, o viés tradicional/expositivo comumente empregado já não se apresenta como satisfatório em questões de aprendizagem, demandando novas práticas como aulas práticas/experimentais, aulas de campo e inserção da tecnologia no ensino. Conclui-se que todas as transformações ocorridas visam a melhoria da aprendizagem dos discentes, sendo importante, também, observar o processo de formação docente.
Palavras-chave: Transformações,Ensino-Aprendizagem,Ciências,Biologia
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Abrir o trabalhoO LIVRO DIDÁTICO DE HISTÓRIA DAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: Cidadania e Direitos Humanos
ALANE DO NASCIMENTO MOURA; KAEGILA MARIA VIEIRA DA SILVA; ISABELLE DE LUNA ALENCAR NORONHA
Este trabalho apresenta analise de livros didáticos do ensino de História das séries inicias do ensino fundamental da 4ᵒ e 5ᵒ série na cidade de Crato, buscou perceber como é apresentado o trabalho das temáticas cidadania e direitos humanos, portanto, está apresentado como se encontra estruturado o livro didático de História do Projeto Buriti, dos anos iniciais do Ensino Fundamental, tendo como responsável Vasconcelos (2014), e organizadora a editora Moderna. O foco da pesquisa é o papel desempenhado pelos livros didáticos de história no processo de ensino, neste sentido, o conteúdo que o mesmo veicula e como isso é feito. Para tanto, se faz necessário algumas denominações sobre a importância do uso do livro didático, dando ênfase a critérios que esse livro deve conter, destacando se ele está adequado para o ano de ensino a que foi destinado. Analisando também se os conteúdos dos livros contemplam os princípios anunciados na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n º 9.394, de dezembro de 1996) e dos Parâmetros Curriculares Nacionais em relação à educação como meio fundamental na promoção e defesa dos direitos humanos e para a formação da cidadania. Percebendo como isso perpassa ou não os conteúdos, os textos que o compõe e as leituras de imagens. Assim, será realizada a análise em conjunto com as partes que compõem o livro didático de história do ensino fundamental, buscando enfocar o papel do professor no uso desse instrumento de trabalho, através dos métodos pedagógicos utilizados para diversificar o seu uso em sala de aula. Parte do pressuposto de que o livro assume relevante papel no ensino nas séries iniciais e que para pôr em prática os saberes nele contidos, a ação de analisa-los deve ser posta em prática na formação de professores. O material didático deve ser utilizado como meio norteador do ensino na sala de aula de forma critica e diversa, o professor tem a tarefa de acabar com o distanciamento da realidade existente no corpo dos livros didáticos e redirecioná-lo ao cotidiano do aluno. O uso do método dialético nesse processo de aprendizagem é necessário pois ele nos permite perceber as contradições existentes na sociedade e as lacunas nos conteúdos de ensino anunciados no livro didático de história.
Palavras-chave: Livro Didático de História,Cidadania,Direitos Humanos
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POTENCIALIDADES E DESAFIOS NO ENSINO SUPERIOR: o que dizem os professores formadores.
JOSEFA CLARICE VIEIRA DE LIMA; ANA PAULA ALVES DA SILVA; MARIA JOSIMARA SOUSA MATIAS; CICERA SINEIDE DANTAS RODRIGUES
O estudo realizado vincula-se ao campo da Pedagogia universitária. Nesta perspectiva investigativa, discutem-se aspectos ligados à formação e ao trabalho docente do professor do ensino superior ganhando assim visibilidade. Desse modo, a pesquisa objetivou compreender as concepções de professores formadores acerca de desafios e de potencialidades do magistério superior, assinalando saberes constituintes da prática pedagógica universitária em licenciaturas da Universidade Regional do Cariri (URCA). A metodologia fundamentou-se na abordagem qualitativa, tendo a hermenêutica como paradigma epistemológico, que potencializam o entendimento de que o estudo do fenômeno educativo vai além do simples manejo de técnicas e métodos prescritivos. Foram utilizadas como técnicas centrais: questionário para traçar o perfil dos entrevistados e entrevista aberta. Foram entrevistados sete professores atuantes nos seguintes cursos de licenciatura: Biologia, Educação Física, Pedagogia, Ciências Sociais, Geografia, História e Letras. A escolha dos professores se deu com base nos seguintes critérios: efetivo em atuação, formação inicial e vinculo docente em um dos cursos citados, e mais de três anos no exercício de sua função. Priorizamos também a adesão voluntária dos sujeitos ao estudo em foco. Os dados produzidos empiricamente foram agrupados e interpretados teoricamente à luz da técnica da Análise Textual Discursiva (ATD), a qual corresponde a uma metodologia qualitativa de análise de dados e informações que visa produzir novas compreensões sobre determinados fenômenos ou discursos, gerando uma verdadeira tempestade de luz. A pesquisa permitiu intensificar o universo de estudos da docência universitária, e possibilitou o entendimento da necessidade de criação de espaços que promovam encontros críticos-reflexivos entre os professores universitários das diversas áreas do conhecimento, visando à construção de uma perspectiva de formação docente voltada para a transformação e o desenvolvimento humano em todas as suas potencialidades.
Palavras-chave: Magistério superior,Formação de professores,potencialidades,desafios
Oral
REFLEXÕES SOBRE BULLYING NO SERIADO "THE BIG BANG: THEORY"
CÍCERO ÉMERSON DO NASCIMENTO CARDOSO
Este texto apresenta uma reflexão sobre o conceito de bullying a partir do que apreendemos do episódio 11, intitulado “The Speckerman Recurrence”, da quinta temporada da série “The Big Bang: Theory”, de Chuck Lorre e Bill Prady. Neste episódio, Leonard Hofstadter, um dos protagonistas da série, que sofrera bullying durante a maior parte de sua vida escolar, depara-se com a possibilidade de reencontrar um dos seus principais agressores: Jimmy Speckerman. Neste episódio, a personagem Leonard conversa com sua vizinha Penny sobre algo que o intriga: ele recebe uma mensagem, pelo facebook, de um colega de escola, seu principal agressor, que lhe propõe um reencontro. Seu companheiro de apartamento, Sheldon Cooper, pergunta a Leonard qual é o colega que o procura e passa a apontar os tipos de agressão que Leonard sofrera, na tentativa de identificar qual o agressor a que ele se refere. A comicidade da cena é causada pelo absurdo das agressões aplicadas contra Leonard e que Sheldon, sem perceber, atira contra o amigo na presença de Penny, a vizinha por quem Leonard é apaixonado. Leonard torna-se um físico experimental bem-sucedido e consegue, de certo modo, retomar a vida após o bullying que vivera durante maior parte da vida escolar. No entanto, ele relembra, a partir da mensagem que recebe do agressor, o desconforto físico e moral que traz em si como consequência dos conflitos vividos. Assim, por meio do humor que a caracteriza, a série discute um tema que tem sido largamente debatido na área de Educação, o que nos instigou a realizar este trabalho. Neste sentido, constatamos a recorrência de trabalhos que têm facilitado a reflexão sobre o bullying e, consequentemente, têm criado espaços de erradicação deste tipo de violência que ocorre especificamente no âmbito escolar. Profissionais da educação, pais de alunos e pesquisadores têm buscado compreendê-lo em suas especificidades, cada vez mais, e, com isto, têm procurado caminhos de combate a essa prática. Têm buscado, também, auxílio às vítimas. Um dos principais pontos para sua possível erradicação é trazer à tona o tema. Conceituá-lo, problematizá-lo, identificá-lo e, sobretudo, divulgá-lo, com vistas a combatê-lo, seria o caminho mais eficaz na luta contra essa prática absurda que tem sido observada, desde o surgimento da primeira escola, em países diversos. Nossa proposta de trabalho, desse modo, não se pauta na tentativa de realizar um levantamento sistemático dos estudos que incidem sobre o tema. Restringimo-nos, portanto, a apontar aspectos pontuais que nos permitem compreender como se caracteriza o bullying. Buscamos, assim, sua definição e o modo como isso afeta a vida da vítima. Em seguida, nos remetemos ao corpus escolhido para nossa discussão. Realizamos, dessa maneira, análise do episódio mencionado com a intenção de observar o modo como os autores do episódio discorrem sobre o assunto. Para isto, recorremos aos estudos de Lopes Neto (2005), Fante e Pedra (2008), Silva (2010) e Veiga (2014).
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RELATO DA MINHA PRIMEIRA EXPERIÊNCIA DENTRO DE SALA DE AULA
JOÃO YURE SANTOS SILVA
O estudo trata de minha primeira experiência dentro da sala de aula, durante três dias, através da aplicação de uma Oficina de Leitura e Produção Textual acerca dos gêneros textuais conto e crônica, realizada nas 7ª e 8ª séries do Ensino Fundamental na Escola E.E.I.E.F. São Francisco, localizada na zona urbana do município de Crato, estado do Ceará, como requisito parcial para obtenção de nota da disciplina de Metodologia do Ensino da Língua Portuguesa. Os objetivos pretendidos na oficina eram: capacitar os alunos a compreenderem os gêneros textuais conto e crônica, incentivar e produzir a leitura e produção textual dos gêneros textuais dos mesmos e aprender as finalidades desses gêneros. A finalidade da pesquisa é relatar sobre a experiência que aconteceu no período da oficina e mostrar como é importante a socialização da primeira experiência em sala de aula. Para subsidiar o trabalho foi utilizada a obra de Ferreira (2011) que aborda sua primeira experiência em sala de aula. Durante os três dias da oficina percebe-se que ser professor não é uma tarefa fácil, temos que lidar com várias realidades distintas na sala de aula que exige muito esforço, dedicação, preparo, responsabilidade e comprometimento com a educação. Sabemos que o propósito do professor é ensinar, porém vai muito, além disso, é colocar-se no lugar do outro. O quanto o professor tem que ser paciente para lidar com alunos. Para um iniciante não é fácil, você chega na sala de aula é depara-se com mais de 30 alunos, a grande maioria conversando, e você tentando chama atenção dos mesmos para o conteúdo exposto, muitas das vezes dava aquela sensação quero ir embora, vários vezes, ficava perguntando será que realmente quero ser professor.Dentro dos aspectos presenciados nas duas séries, foi o quanto existem alunos irregulares, que deveriam está em séries avançadas, além disso, muitos alunos tinham dificuldades de ortografia e interpretação, além disso, observei que na maior parte os planejamentos que fazia para as aulas não davam certo, por muitos motivos, dentre eles: os alunos eram muito dinâmicos e levava certo tempo para controlá-los, o tempo era muito pouco para o que tinha planejado. Também pude ver que existem alunos interessados em aprenderem, outros nem tantos, e alguns não tinham interesse nenhum, estavam naquele local só por estarem. Conclui-se que, a Oficina de Leitura e Produção Textual me possibilitou tem uma visão antecipada da realidade de uma sala de aula, antes mesmo da minha profissionalização, o que me proporcionou ações pedagógicas mais amadurecidas.
Palavras-chave: Relato,Experiência,Oficina
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UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS PEDAGÓGICAS COMO METODOLOGIA COMPLEMENTAR AO ENSINO DE CIÊNCIAS
KALINE FILGUEIRA EVANGELISTA; Eugerbia Paula Da Rocha; Janaina De Almeida Santana; Francisco Nascimento Pereira Junior
RESUMO A prática educativa implica mudanças nos conteúdos e no modo de avaliar, ao considerar as finalidades do ensino, de acordo com um modelo centrado na formação integral da pessoa. Assim, as ferramentas pedagógicas tem o papel de auxiliar o processo de ensino e aprendizagem, principalmente, a respeito de conteúdos abstratos, como o estudo da células, devido suas características e dificuldade de assimilação. Este trabalho teve como objetivo fazer uma análise de forma comparativa da aplicação de um jogo educativo, ( Bingo celular) com a utilização de modelos didáticos como estratégias para facilitar o ensino-aprendizagem do conteúdo de Biologia Celular na disciplina de Ciências Naturais do 8º ano do Ensino Fundamental. Trata-se de um estudo com abordagem qualitativa, realizado na Escola de Ensino Fundamental Nossa Senhora da Conceição no município de Porteiras, Ceará. O primeiro momento da pesquisa consistiu na elaboração e aplicação das ferramentas pedagógicas com os alunos, baseada no uso de modelos didático de células e participação de jogos como ferramenta para facilitar a aprendizagem. O segundo momento consistiu na caracterização dos avanços na motivação dos alunos pela aprendizagem do conteúdo, através da atividade avaliativa, detectou-se que a turma a qual se aplicou o modelo didático obteve melhores resultados em relação a compreensão do assunto sobre tipos celulares pela forma mais expositiva e dinâmica da aula. A utilização de modelos didáticos é uma ferramenta de ensino que permite que o professor exiba seus conhecimentos de uma forma prática, simples e menos complexa, com maior alcance no entendimento dos alunos. Foi possível observar que o uso de ferramentas pedagógicas facilitou o entendimento e assimilação dos conteúdos relacionados ao tema de Biologia Celular pelos discentes. O estudo da Biologia da célula é um conteúdo complexo, por se tratarem de estruturas microscópicas se torna uma temática de difícil compreensão, uma vez que poucos recursos podem ser utilizados em sala de aula para promover a interação do aluno. Palavras-chave: Biologia Celular. Modelos didáticos. Jogos Educativos. Métodos de ensino.
Oral
Abrir o trabalhoPalavras-chave: Educação,Escola,Cultura Afro-brasileira
Oral
Abrir o trabalhoFORMAÇÃO DE PROFESSORES: UMA ANÁLISE A PARTIR DO I ENCONTRO DE EDUCAÇÃO ESCOLAR QUILOMBOLA DO CARIRI CEARENSE
JONAS GONÇALVES ALMEIDA
O presente trabalho é resultado de uma experiência do I Encontro de Educação Escolar Quilombola do Cariri Cearense, realizado na comunidade quilombola de Carcará, Potengi-CE. O evento foi organizado por grupos de estudos e pesquisadores atuantes na Universidade Regional do Cariri-URCA e em outras instituições de ensino superior, bem como a contribuição de movimentos sociais e da própria comunidade quilombola de Carcará. Sendo assim o trabalho tem como objetivo principal analisar a importância de um evento com tal temática para a formação de um professor de geografia, identificando as possibilidades no ensino de uma geografia escolar contextualizada, pretende-se também verificar o discurso geográfico nesses espaços. Para a realização da pesquisa foi de fundamental importância os conhecimentos do recorte espacial em estudo, bem como os diálogos com os moradores, líderes de associações e representantes comunitários. Destaco também o levantamento e seleção bibliográfica de autores como BRABANT (2001), KAERCHER (2003), PONTUSCHKA (2007) E VESENTINI (2006) que abordam temáticas como ensino de geografia, educação contextualizada e formação docente. Os conhecimentos da comunidade quilombola em estudo mostraram-se eficientes, bem como a participação no referido evento que se realizou nos dias 01 e 02 de Julho de 2017. A partir desses observou-se na prática a importância do contato com as comunidades tradicionais, mais especificamente a comunidade quilombola na formação de professores de geografia, já que tanto se fala em questões agrárias, conflitos territoriais e conceitos fundamentais da geografia, como o de espaço, lugar, paisagem e região, por outro lado pouco se fala nas questões tocantes principalmente na africanidade ou geografia africana no referido curso. A partir dessa pesquisa pode-se concluir que apenas na prática é possível compreender essas discussões acadêmicas que se dizem formativas, e que muitas vezes desconsideram os sujeitos, ocultando a realidade do lugar e as reais contribuições na construção de uma geografia crítica e de um conhecimento contextualizado.
Palavras-chave: Comunidade, Formação Docente, Encontro,Geografia. Escolar
Oral
O NEGRO NO FUTEBOL AMADOR NO CAMPO DO SPORT
SÂMYA ALEXANDRE MENDES; Alana Mara Alves Gonçalves
O presente trabalho consiste num estudo que foi realizado durante a 1° Copa Arena Seminário 2017, ocorrida em um campo de futebol (Campo do Sport), no jogo de Barro Branco X Celebridade, na cidade de Crato-CE. Tem como objetivo analisar a participação da população negra no futebol amador no campo Sport, quais os motivos que levam esse grupo a praticar esse esporte, quais os problemas que os mesmos têm que ultrapassar para poderem realizar tal posição, e como o futebol se tornou uma profissão tão almejada por toda a população.Este artigo é uma pesquisa qualitativa, caracterizada pela revisão de trabalhos científicos, juntamente com uma descrição etnográfica. Este trabalho foi realizado em agosto/setembro de 2017. Uma seleção de estudos foi realizada, considerando autores, títulos do estudo, ano de publicação, tipo de estudos e objetivos para serem relacionados a análise feita.O primeiro jogo de futebol no Brasil foi realizado em 15 de abril de 1895, entre funcionários de empresas inglesas que atuavam em São Paulo. Os funcionários também eram de origem inglesa. Este jogo foi entre Funcionários da Companhia de Gás X Cia. Ferroviária São Paulo Railway. O primeiro time a se formar no Brasil foi o São Paulo Athletic, fundado em 13 de maio de 1888. (FIGUEIREDO, 2015). É bastante comum ver a forte presença dos negros nos jogos amadores da cidade de Crato, e nos times profissionais da região. Os negros estão presente não só como jogadores, mas como organizadoras, torcedores e árbitros. Todos buscam demonstrar com alto nível de perfeição as suas habilidades individuais, para melhor se destacarem sobre os seus adversários, conquistando assim a fama e sua carreira profissional. O futebol, em sua totalidade, é um fenômeno cultural revelador da nossa sociedade. Pode-se concluir o caminho percorrido pelo negro no futebol brasileiro e o racismo que fez e que faz parte ainda hoje desse esporte. De forma geral, percebe-se uma grande quantidade de conhecimentos a respeito do tema, justificando e explicando a forte presença do negro no futebol amador e profissional brasileiro. A partir da análise de dados obtidos mediante o jogo assistido e com informações sobre os jogos da região, partindo-se do ponto de vista do alto índice de participação dos negros nesse esporte, conclui-se que o futebol é visto não só como uma forma de lazer momentânea, mas como forma de renda financeira, e que o racismo pode sim ser acabado com a ajuda das disciplinas metodológicas que esclarecem que o futebol é sim uma totalidade e um fenômeno cultural da sociedade. De forma geral, percebeu-se uma grande quantidade de conhecimentos a respeito do tema, justificando e explicando a forte presença do negro no futebol amador e profissional brasileiro.
Palavras-chave: Futebol,racismo,negros
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Abrir o trabalhoTESTE
ERLÂNIO FREIRE BARROS
TESTE
Oral
Palavras-chave: teste,teste 2,teste3,teste 4
Oral
Abrir o trabalhoPalavras-chave: EDUCAÇÃO,ENSINO PROFISSIONALIZANTE,INTEGRAÇÃO
Oral
Abrir o trabalhoO COORDENADOR PEDAGÓGICO E OS DESAFIOS DA ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA
LUZIA PAULO DA CRUZ; MARIA IVANDILMA PAULO DA CRUZ; GESIA MARIA TURBANO DE SANTANA; FRANCISCO FRANCINETE LEITE JUNIOR
A presente pesquisa aborda o tema: O coordenador pedagógico (CP) e os desafios da Alfabetização na idade Certa. Tendo em vista que mesmo com a implantação do PNAIC a maioria das crianças não conseguem ser alfabetizadas até os oito anos de idade, o objetivo deste trabalho foi analisar as principais dificuldades do CP como fomentador de ações pedagógicas no processo de alfabetização (PA). Este estudo tem relevância para os professores e gestores que, ao buscarem o conhecimento sobre o verdadeiro papel do CP frente ao PA, poderão reivindicar a assessoria a que tem direito; tem contribuição social positiva visto que, todos conscientizados do seu papel, unirão forças para que a alfabetização na idade certa se torne um fato e servirá ainda de base bibliográfica para os estudantes da área. O CP tem como função, articular e mediar a formação continuada dos professores (OLIVEIRA E GUIMARÃES 2013) para isso deve entre outros fatores estar munido dos conhecimentos básicos a respeito dos programas e projetos implantados na escola. Em 2012, foi lançado o PNAIC que garante a alfabetização plena das crianças até os oito anos de idade. Como o CP tem o papel de mediador do trabalho coletivo na comunidade escolar se previu a relevância de inserir esse profissional como um membro da formação do curso do PNAIC. Para o desenvolvimento deste artigo foram usadas a pesquisa bibliográfica com acesso a artigos científicos e textos da internet, e a pesquisa com base em relatos por meio da entrevista. Todos os entrevistados têm consciência de que estar alfabetizado é saber ler, escrever, interpretar e compreender de forma autônoma os diversos gêneros textuais que fazem parte do universo cultural. Os participantes disseram que nem todas as crianças conseguem ser alfabetizadas na idade certa e citaram como fatores a falta da participação da família e da “estruturação da escola”. Leite (2014), mostra que alunos com o acompanhamento da família nas atividades, obtiveram resultados positivos no processo ensino aprendizagem. Quando questionados sobre quais as dificuldades quanto CP e quais as intervenções pensadas para auxiliar no PA, nota-se que são apontadas as dificuldades e ações que deveriam ser realizadas pelos professores. Isso pode ser devido ao fato que alguns CP entrevistados não possuem formação inicial específica para a função e os que possuem parecem que ainda veem a coordenação pedagógica como prática de supervisão do trabalho docente. Leite e colaboradores (2017), relataram que a formação específica é necessária para um desempenho efetivo da função. Faz-se necessário que a escola no papel do núcleo gestor faça mais. Que a Secretaria de Educação desenvolva junto com a escola projetos, disponibilizem material, ofereça formação, ajam junto as famílias dos alunos e junto com o CP possam dar suporte aos professores alfabetizadores.
Palavras-chave: Alfabetização, coordenador Pedagógico, PNAIC
Oral
PROGRAMA DE ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA - PAIC - DESAFIOS E PERSPECTIVAS ENFRETADOS NA FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFESSORES NO MUNICÍPIO DE CRATO – CE
CICERA CILENE BEZERRA MOREIRA; Maria Graciene Moreira dos Santos; Jayza Sousa Brito; Josefa Dacir Brito
O artigo tem como objetivo analisar os impactos da implantação de políticas púbicas no desenvolvimento do ensino fundamental da cidade de Crato, considerando a implementação do Programa Alfabetização na Idade Certa-PAIC. O mesmo no estado do Ceará tem demonstrado resultados comprovados nas avaliações externas, e inspirou o Pacto Nacional de Alfabetização na Idade Certa- PNAIC. Trata-se de uma pesquisa qualitativa e quantitativa e a metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica. Observou-se o regime de colaboração da CREDE 18 para a verificação das escolas do município de Crato que participam efetivamente do PAIC e que apresentaram resultados desejáveis nas últimas avaliações do programa na cidade do Crato. O presente trabalho tem como objetivo analisar as iniciativas de implantação de políticas públicas que visam um melhor desenvolvimento para o ensino infantil, no período de alfabetização das escolas públicas no município de Crato. O Programa Alfabetização na Idade Certa (PAIC) é desenvolvido desde segundo semestre de 2007 pela atual gestão do Governo do Estado do Ceará (2007-2010) para auxiliar os alunos das escolas públicas que cursam entre a 1ª e 2ª séries do ensino fundamental a ter um melhor desempenho durante uma das fases mais críticas da aprendizagem, o período em que aprenderá a ler e escrever, ou seja, a alfabetização No município de Crato foi realizado um trabalho de pesquisa a nível municipal para obter os resultados de alfabetização das crianças, considerando os dados é que foi implantado o Programa de Alfabetização na Idade Certa- PAIC. A pesquisa foi realizada para, além de outros aspectos: 1º- identificar o nível de leitura e escrita dos alunos da 2ª série do ensino fundamental dos municípios do Estado que aceitaram participar da amostra; 2º- analisar a capacitação do professor alfabetizador; 3º- observar quais as condições de trabalho e material didático utilizados pelo corpo docente das escolas. A metodologia do PAIC é inovadora. Foi pensada de forma a entreter a criança para que esta tivesse prazer na medida em que tivesse aprendendo, ou seja, aprender "brincando", interagindo com os outros alunos e professores, estimulando o desenvolvimento social da criança. O profissional recebe uma Planilha de Atividades, onde encontrará todo passo a passo que desenvolverá na sala de aula. Tomando como base os resultados disponibilizados no site do Programa, podemos observar que o Crato teve relativos avanços até o ano de 2010, no entanto, em comparação as outras cidades da mesma coordenadoria, o Crato encontra-se com o pior desempenho no ano de 2010, ocupando a última posição com média de 158,4, alcançando má diferença de 92.6 pontos da primeira colocada Potengi, com 251,0.
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