29 de 29 trabalho(s) aceito(s)
PRÁTICAS E EXPERIÊNCIAS DE MONITORIA NO PRONERA/ UVA EM SOBRAL – CE
ADELIANE VIEIRA DE OLIVEIRA; ANTONIA HELAINE VERAS RODRIGUES
O presente trabalho busca relatar algumas experiências e práticas de monitoria no Curso de Segunda Licenciatura em Geografia por meio do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA) desenvolvido na Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) em Sobral – CE. A inserção na monitoria se deu em fevereiro de 2016 e seu término foi em fevereiro do ano posterior e objetivou auxiliar a Professora Orientadora Antonia Helaine Veras Rodrigues no processo de orientação para a elaboração dos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs ) de 7 (sete) licenciandos em Geografia. Estes alunos são provenientes de alguns municípios cearenses como é o caso de Crateús, bem como do vizinho Estado do Rio Grande do Norte especificamente dos municípios de: São José do Gostoso, Mossoró e Ceará Mirim. Dentre as atividades desenvolvidas destacam-se principalmente: a leitura de materiais a respeito do PRONERA, Reforma Agrária e Educação do Campo, visto que os alunos do curso em sua maioria são provenientes de Assentamentos de Reforma Agrária vinculados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST); levantamento de materiais pertinentes as respectivas temáticas trabalhadas pelos alunos a fim de auxiliá-los na elaboração do seu trabalho (dentre as temáticas pesquisadas destacam-se: Educação do Campo, Ensino de Geografia, Agricultura camponesa, Movimento de Educação de Base (MEB) e formação de professores e juventude camponesa); apropriação das questões normativas da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT para auxiliar os mesmos na formatação dos trabalhos e leitura e diálogo constante com os licenciandos facilitando o contato com a professora orientadora. Enquanto atividade também tivemos a realização de visitas de campo e orientação aos alunos em locais em que os mesmos pudessem estar presentes. Nesse sentido foram realizados duas visitas ao município de Ceará Mirim – RN (em março e novembro de 2016) e uma visita ao município de Crateús - CE (em agosto de 2016) a fim de garantir o diálogo com os licenciandos e as devidas orientações bem como conhecer em alguns casos os objetos de estudo dos mesmos. A partir dessas práticas e experiências compreendemos que o exercício de monitoria além de servir para ampliar o conhecimento do aluno-monitor e sua inserção na pesquisa científica, auxilia também no processo de formação do professor pesquisador. Visto que o que deve ficar marcado é a ideia da formação de profissionais pesquisadores para o campo da educação geográfica. Assim sendo consideramos que o constante contato com o professor orientador, com os orientandos juntamente com as frequentes leituras realizadas contribui significativamente para a socialização de saberes e conhecimentos que não se pode prescindir. Nesse sentido ao expor essas práticas e experiências de monitoria no PRONERA/UVA apontamos o importante papel desse exercício no processo de formação docente do aluno monitor e consideramos essa prática imprescindível nos curso de Licenciatura em Geografia.
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A IMPLANTAÇÃO DO MODELO DE AGROFLORESTA E SUA IMPORTÂNCIA PARA A RECUPERAÇÃO DE TERRAS IMPRODUTIVAS
PEDRO WALLAS SOARES DE ARAÚJO FELIX; MARCO ANTÔNIO GONÇALO DA COSTA
A IMPLANTAÇÃO DO MODELO DE AGROFLORESTA E SUA IMPORTÂNCIA PARA A RECUPERAÇÃO DE TERRAS IMPRODUTIVAS Autores: Pedro Wallas Soares de Araújo Felix Marco Antônio Gonçalo da Costa O trabalho que ora apresentamos pretende demonstrar as transformações que ocorreram em lotes de terra do Sr. Zé Arthur a partir da implantação do modelo de agrofloresta no Sítio Tabuleiro que fica localizado no município de Nova Olinda/CE, desde o fim do século XX. O modelo agroflorestal do Sr. Zé Arthur, está articulado na integração de árvores nativas com conjuntos consociados com culturas de subsistência e animais na mesma área. Nessa área também esta fortemente ligada com a utilização de defensivos naturais, rotação de plantio, na qual visa um manejo sustentável das atividades agrícolas desenvolvidas em sua propriedade. Deve se salientar a diversificação da produção que é refletida em produtos comercializados todos os meses do ano. Justifica-se trabalhar com esse tema pela proporção que o sistema agroflorestal tem para aquela localidade, além da importância para a recuperação do solo e para produção mais saudável dos alimentos. A implantação desse sistema é uma inovação frente às outras técnicas implantadas no cultivo da terra como uma prática ecológica que reduz o uso de fertilizante os quais são prejudiciais para o solo e as pessoas. Agroflorestas são plantios biodiversificados cuja forma de manejo se assimila ecologicamente com mecanismos de sucessão natural que se encontra no ecossistema, na qual estabelece um aumento da biodiversidade devido ao cultivo diversificado e da interação entre as diversas espécies de arvores, em conjunto com criação de animais e seres humanos na tentativa de se obter uma melhor e mais eficaz sustentabilidade ambiental, conforme explica (MOREIRA et al.,2010). O objetivo do estudo é analisar as mudanças causadas pelo sistema agroflorestal e quais benefícios proporcionaram para o meio ambiente, agricultores e consumidores. Metodologicamente fizemos uma visita à localidade do Sr. Zé Arthur para conhecermos como foi o processo de implantação do sistema e o que resultou, fizemos uma entrevista com o mesmo o qual expôs desde o início da implantação até os dias atuais e quais as dificuldades enfrenta para continuar mantendo esse modelo agroflorestal nas suas terras. Buscamos fazer uma revisão bibliográfica sobre o sistema agroflorestal para obter uma melhor compreensão sobre a temática trabalhada. Espera-se com esta pesquisa demonstrar que existe uma alternativa para o uso e recuperação de terras improdutivas dando uma nova vida para elas e transformando-as em áreas verdes e sustentáveis que contribuem com o meio-ambiente. Palavras-Chave: Sistema. Implantação. Agrofloresta
Palavras-chave: Sistema,Implantação ,Agrofloresta
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A IMPORTÂNCIA DA APA DA CHAPADA DO ARARIPE PARA A CONSERVAÇÃO DO PATRIMÔNIO NATURAL
FRANCISCO EDMAR DE SOUSA SILVA; JÚLIA LEOPOLDINO SILVA; CIRLÂNDIA FIRMINO BEZERRA; JAQUELINE PINHEIRO
O processo de industrialização experimentado pela humanidade a partir do século XVIII acompanhado de um processo de urbanização intenso acabou por criar um nível de depleção dos recursos naturais jamais experimentado na história da humanidade. Em países como o Brasil, de industrialização e urbanização tardias, esses processos se deram de maneira rápida, intensa e desordenada, quase sempre a expensas da dinâmica natural. Nesse sentido, diversas áreas do território nacional, revestidas pelos mais variados ecossistemas naturais, foram profundamente modificados. A biodiversidade foi profundamente alterada mediante a supressão, redução ou fragmentação dos habitats. Não obstante tenha experimentado, de maneira mais aguda, o seu processo de industrialização/urbanização na década de 1930 e tenha apresentado os seus primeiros códigos de acesso aos recursos naturais na mesma década, bem como tenha avançado em um código florestal no ano de 1965, apenas no ano de 1981 o país irá aprovar, através de duas leis federais (nº 6.902 de 27 de abril e nº 6.938 de 31 de agosto), um conjunto legislativo que conceberá uma Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) e, dentro dele, um Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA). A PNMA e o SISNAMA regulamentam alguns espaços que seriam legalmente protegidos, a exemplo das Áreas de Proteção Ambiental e as Estações Ecológicas. No início do século XXI, através da promulgação da lei federal nº 9.985/2000, o Brasil estabelece um Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC). Dentro do escopo do SNUC as Áreas de Proteção Ambiental foram englobadas dentro do grupo de Unidades de Uso Sustentável. De maneira geral, pode-se compreender uma APA como um espaço territorialmente extenso, com relativo grau de ocupação humana, mas que guarda algum aspecto geoambiental relevante para fins de conservação. Como estão quase sempre dentro de áreas privadas, as APAs podem auxiliar, quando devidamente manejadas, no ordenamento dos processos de uso e ocupação. Nesse contexto, em 04 de agosto de 1997, através do decreto federal s/n, foi criada a APA da Chapada do Araripe, com extensão territorial de 972.605,18 hectares. O bioma principal protegido é o das caatingas, mas a área apresenta um mosaico de ecossistemas bastante significativo. Em breve análise bibliográfica, especialmente nos documentos legais e literatura especializada, identificou-se algumas ameaças à integridade dos ecossistemas presentes na referida APA. O principal deles é a inexistência de um plano de manejo. A inexistência desse supracitado documento torna ainda mais difícil a gestão da unidade, uma vez que por se configurar como um documento técnico, que além de traçar um panorama geral da biota, também estabelece um zoneamento para a própria unidade de conservação, o seu entorno imediato e eventuais corredores ecológicos, o plano de manejo é ferramenta essencial no processo de conservação dos ecossistemas. Ademais, focos de desmatamento e queimadas, além do comprometimento dos recursos hídricos, se apresentam como ameaças a biodiversidade. Dada a sua amplitude territorial, riqueza de espécies da fauna e da flora, bem como sua beleza cênica, advoga-se um maior comprometimento dos órgãos públicos e privados, incluindo os centros de produção de conhecimento, bem como da sociedade em geral, na implementação de estratégias de conservação que atendam as premissas do desenvolvimento sustentável, de maneira a garantir a utilização racional dos recursos naturais presentes na APA da Chapada do Araripe. O atendimento das premissas do desenvolvimento ajudará a garantir, ao mesmo tempo, a conservação da biota local e um nível de desenvolvimento econômico ecologicamente sustentável ao longo do tempo. Nesse sentido, será necessário o estabelecimento de um processo contínuo de conscientização, em espaços formais ou não, da importância da proteção dos ecossistemas e serviços ecossistêmicos presentes nessa área.
Palavras-chave: BIODIVERSIDADE, ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL ,PATRIMÔNIO NATURAL ,CONSERVAÇÃO
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A luta pelo reconhecimento de direitos quilombolas: como é tratado a efetivação do direito à educação?
LAURA BEATRIZ SANTOS SOUSA; Helenildo de Oliveira Francelino
A africanidade vem influenciando a construção da realidade brasileira desde a diáspora a que os irmãos e irmãs africanas foram submetidos. Porém, as culturas africanas e afro-brasileiras têm sido vítimas da ignorância, preconceito e folclorização. Os quilombolas brasileiros que existem desde o século XVI, é uma demonstração de resistência sociopolítica e cultural. A maioria das comunidades quilombolas está situada na zona rural e não usufruem de políticas públicas que são disponibilizadas para a população em geral. No contexto educacional, a lei nº 10.639/2003, que alterou a Lei nº 9.394/1996 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira (LDB), implementa a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas públicas e privadas de Ensino Fundamental e Médio e estabelece medidas pertinentes. A referida lei foi promulgada porque faz-se urgente uma educação que valorize a história de Zumbi, Conselheiro, Beato José Lourenço, a resistência do Caldeirão, de Palmares, Canudos e do Pau de Colher, entre outros. Uma situação que tem pressionado negativamente a implementação de uma educação que respeite e valorize as africanidades é o fechamento das escolas rurais nas comunidades negras do cariri, sob o argumento da nucleação (processo de fechamento de escolas para o fortalecimento de outras). Nessa nucleação os gestores preferem arriscar a vida dos alunos no transporte escolar, a que manter e qualificar a escola rural. Como afirma Arroyo (1987) a escola rural deve ser reconhecida como uma árvore vigorosa e florescente dos movimentos sociais, pois esse caminho permite que o trabalhador passe da condição de receptor para a de produtor do conhecimento. A proposta de uma educação contextualizada visa reconstruir uma educação pública que considere as subjetividades e apontando para uma nova racionalidade. De acordo com Tavares (2009, p. 143) “a educação contextualizada se baseia na realidade social dos educadores e educandas e possibilita contextualizar o processo ensino-aprendizagem com a diversidade cultural de cada lugar, promovendo a produção do conhecimento apropriada a cada realidade”. A educação, à luz do pensamento de Paulo Freire, considera a realidade existencial, o singular, o local, sem perder o plural e o global. É a Pedagogia da Vida, em que as pessoas participam ativamente do processo educativo. Essa proposta, portanto, não é de passividade, apenas reproduzindo modelos, mas de integração e mudança a fim de que a comunidade se reconheça através do reconhecimento de sua identidade. É uma reação à educação do colonizador, que coloniza mentes e corações. A educação contextualizada não deve ser um método isolado, mas uma práxis (ação refletida que se estrutura a partir de eixos como: natureza, trabalho, conhecimento e história da humanidade) que segue princípios como a defesa incondicional da escola pública, gratuita e de qualidade; integridade dos direitos; gestão democrática; equidade; interdisciplinaridade; formação contextualizada e integral; sustentabilidade ambiental, social, econômica e cultural. Assim é preciso pautá-la com os gestores municipais e as coordenadorias regionais de educação. Tratando de escolarização quilombola uma perspectiva é de que a proposta educacional esteja relacionada com o projeto de presente e futuro das comunidades, onde a escola seja lugar de reflexão e ação e práticas baseadas na multiplicidade de estar no mundo. As diretrizes curriculares educacionais visam a implementação de políticas afirmativas para a população negra ao mesmo tempo em que se tem um reconhecimento e valorização da história construída por eles. A discussão da educação contextualizada deve compor as políticas de educação dos municípios. Então pode-se acreditar que é possível pensar uma educação que considere as especificidades e potencialidades da população rural quilombola melhorando não só a qualidade da educação, mas sim a vida de crianças, jovens e adultos, ainda excluídos de direitos básicos.
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A ORGANIZAÇÃO GEOURBANÍSTICA DAS RUAS DE POTENGI, CEARÁ
JOSÉ ALYSON DOS SANTOS SILVA; MARIA JAQUELINE DINIZ BATISTA
Potengi é um pequeno município que fica localizado na Região do Cariri, Sul do estado do Ceará. Com uma população estimada de 10.918 habitantes e com 338 km² (IBGE, 2017). O presente trabalho possibilita um aprendizado para a vida dos potengienses, tendo como destaque a história e a organização geourbanística das ruas que compõem o bairro Centro desta cidade. Com o auxílio dos alunos do 9º A (2018) da Escola E.I.E.F. Antonio de Figueiredo Taveira, catalogou-se os logradouros apanhando os dados históricos vindo dos moradores, o qual foram obtidos através de 380 entrevistas com pessoas adultas da dita urbe e os dados geográficos que versavam em colher os pontos do Sistema de Posicionamento Global (GPS), latitude e longitude do início e fim de cada rua, para isso usou-se o aplicativo Mobile Topographer. Coletou-se as informações relativas a indicação inicial e final de cada logradouro, com o auxílio de uma bússola e a simples posição do sol, indicando os pontos cardeais, colaterais ou subcolaterais que as ruas possuem. As medidas métricas também foram obtidas, calculou-se a largura médio e o comprimento de cada logradouro. Das 17 (dezessete) ruas que compõem o referido bairro apenas 09 (nove) possuem leis que denominam tais logradouros centrais, que são: Rua 04 de Setembro (Lei 207/02), Rua Francisco Rodrigues da Fonsêca (Lei 019/85), Rua Jeconias Carvalho (Lei 023/67), Rua José Edmilson Rocha (Lei 061/91), Rua Maria Guedes da Silva (066/92), Rua Mestre Nêgo (122/95), Rua Santana Guedes (Lei 019/85), Rua Sargento Dudu (Lei 52B/90) e Rua Severino Paulino (Lei 109/94). Mesmo com o uma lei denominando, faz necessário acrescer informações, pois as leis são bastantes genéricas e não as caracterizam adequadamente. A exemplo disso tem-se a Rua Francisco Rodrigues da Fonsêca onde a Lei 019/85 diz que o referido logradouro fica na rua no Ginásio e da L.B.A. O que é Ginásio ou L.B.A.? Percebe-se que os mecanismos usados outrora não são eficazes. Já as ruas que não possui registro são: Av. Herculino Marrocos, Rua Antonio Almino de Alencar, Rua Antonio Guedes Neto, Rua Antonio Guedes Silva, Rua Carmelita Menezes, Rua Francisco Guedes, Rua Mãe dos Santos, Rua Manoel Monteiro. A denominação de logradouros (ruas, avenidas, praças ... travessas) é de competência do poder legislativo municipal de cada município correspondente. Além dos aspectos geourbanísticos trabalhou-se com as histórias das ruas que compõe o centro daquela urbe. O grande objetivo deste trabalho consistiu em estimular os alunos a conhecer a história do município através das denominações das ruas. Juntamente com os fatos históricos os mesmos aprenderam técnicas geográfica quando realizaram a coleta de dados nas ruas (GPS, latitude, longitude, ... pontos da rosa dos ventos). Ao término deste trabalho, pode-se compreender um pouco mais sobre a estrutura organizacional dos logradouros do Bairro Centro de Potengi. Desta forma, os alunos envolvidos estão contribuindo no apanhado de dados que regularizará os logradouros em estudo. A aprovação do projeto de lei aprovado na Câmara Municipal de Potengi que gerou o sancionamento da Lei Municipal nº 381 de 05 de julho de 2018, que delimita e organiza as ruas do bairro Centro de Potengi, Ceará e adota outras providências, por parte do poder executivo, culminou a façanha do trabalho, dando relevância aos documentos produzidos nas aulas de campo. É mister salientar que no universo de 380 questionários apenas 6 souberam fornecer dados seguros sobre a história das ruas. Contra 260 pessoas que não souberam responder por qual motivo as ruas do centro receberam as denominações. No entanto 114 responderam de forma genérica, ou seja, apenas informações soltas. Desta feita, os alunos envolvidos contribuíram no apanhado de dados comprovando que as ruas de fato contam histórias.
Palavras-chave: Rua,Potengi,Organização
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ANALISE DA CONCEPÇÃO DOS DOCENTES SOBRE A GESTÃO AMBIENTAL
MARIA RENATA FURTADO DE SOUSA; CICERA JOSEVANIA DANIEL CORDEIRO
Atualmente, a Educação Ambiental vem assumindo uma crescente importância na sociedade. Por meio do desenvolvimento sustentável e a inserção de práticas educacionais voltadas para a conservação do meio ambiente, busca-se então uma melhor qualidade de vida para a sociedade, onde está deve-se manter em equilíbrio com o ecossistema. A gestão Ambiental vêm se constituindo em um saber que objetiva a articulação das ações dos diferentes agentes sociais que interagem em um dado espaço com vistas a garantir a adequação dos meios de exploração dos recursos naturais, econômicos, sócio culturais, às especificidades do meio ambiente, com base em princípios e diretrizes previamente acordados/definidos nos territórios. O presente trabalho teve por objetivo investigar as concepções dos docentes da Escola Estadual de Ensino Médio André Cartaxo, localizada no município de Mauriti - CE sobre a Gestão Ambiental, evidenciando que essa área de conhecimento e ocupação profissional nova apoia sua pratica na busca pela mobilização de instauração de processos de mudanças nas pessoas, instituições que levem ao desenvolvimento de ações que primem por uma postura ética e cidadã no tratamento da questão ambiental de forma contínua e sustentável. Para tanto, a metodologia foi desenvolvida por meio da pesquisa qualitativa. Diversos tipos de ferramentas foram usados, entre eles: questionários, formação docente, práticas interdisciplinares, sensibilização da comunidade e oficinas teórico-práticas. Participaram do estudo 31 (Trinta e um) docentes com idade compreendida entre 30 a 60 anos. Por meio da análise dos 31 (Trinta e um) questionários respondidos pelos professores, pode-se constatar que 41% (quarenta e um por cento) das docentes participaram de formações sobre o tema Meio Ambiente e 66% (sessenta e seis por cento) responderam que são poucas as ações de sustentabilidade realizadas na escola. Os professores se mostraram instigadas pelo tema, mesmo que, em um primeiro momento, este lhes tenha parecido alheio aos seus conhecimentos e/ou interesses. Os dados demonstram que as ações desenvolvidas na escola foram sementes plantadas em solo fértil, pois crianças e jovens, quando bem orientados, são disseminadores de boas ideias e de ações concretas em prol da preservação ambiental. Verificou-se que, a maioria dos profissionais de educação da escola participante se encontrava distante da realidade demonstrada com o desenvolvimento do trabalho, sobre GA na escola, transparecendo conhecimentos superficiais e necessitando de formações continuadas mais frequentes, como as atividades aqui propostas, no intuito de garantir a atualização e complementação teórico-prática. Tornando, assim, significativa e satisfatória a inserção de atividades de GA, por meio de um planejamento organizado, cooperativo, consciente e qualificado, dentro e fora do ambiente escolar, seja em momentos teórico-práticos com os alunos e professores, seja em reuniões formativas com pais e comunidade. Neste sentido, ressalta-se que a EA contribui para a GA e que esta contribui para tornar a sociedade mais consciente e ecologicamente justa, possuindo como suporte a solidariedade, o respeito e o amor, entre seus iguais e com todos os demais seres vivos.
Palavras-chave: Docentes,Desenvolvimento sustentavel,Gestão Ambiental
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ANÁLISE DAS CONDIÇÕES ATUAIS DO GEOSSÍTIO PARQUE DO PTEROSSAUROS, SANTANA DO CARIRI – CE.
JÚLIA LEOPOLDINO SILVA; FRANCISCO EDMAR DE SOUSA SILVA
O objetivo primordial dessa exposição de ideias é discorrer, de maneira concisa, sobre a importância, e ao mesmo tempo chamar a atenção, para a extraordinária importância ambiental e paleontológica do Parque do Pterossauros. O supracitado parque, situado no sopé da Chapada do Araripe, em território pertencente ao município de Santana do Cariri, faz parte do grupo de geossítios pertencentes ao Geopark e atualmente encontra-se, em grande medida, desassistido em termos de infraestrutura básica e pessoal qualificado para fins de atendimento das demandas exigidas para uma efetiva conservação ambiental. A área do Parque dos Pterossauros pertence à Universidade Regional do Cariri (URCA) e é um dos principais sítios de achados de fósseis em todo o Nordeste. O referido geossítio oferece um belo panorama paisagístico através do qual é possível ter uma vista para das partes mais férteis da bacia do Araripe. Historicamente, essa área mais fértil está caracterizada pelo plantio de feijão e milho e criação de gado. Ademais, como o Parque dos Pterossauros é uma das áreas mais antigas de achados fósseis, desde muito cedo chamou a atenção de garimpeiros e cientistas. No processo de uso e ocupação da área cabe destacar a chegada de um empresário americano que tentou se aventurar no comércio desses achados e, para tanto, adquiriu glebas de terras dos proprietários locais. Entretanto, houve uma grande reação e as terras foram devolvidas para a Universidade Regional do Cariri. A referida instituição é responsável pela administração de uma área de 18,2 há de extensão. O sítio atualmente pode ser visitado e continua sendo palco de escavações e pesquisas paleontológicas, reunindo especialistas de todo o Brasil. Quando se considera a importância do Geopark Araripe, que possui geossítios com grande valor científico, histórico, cultural e ambiental (dentre os quais o Parque dos Pterossauros), espaços que apresentam extraordinária raridade, riqueza geológica e paleontológica, destaca-se a sua importância para uma ampla compressão sobre a história e evolução do planeta Terra e das formas de vida pretéritas. Os argumentos aqui expostos estão balizados em levantamentos bibliográfico e cartográfico e em levantamentos de campo. Os resultados iniciais apontam que o geossítio não dispõe de infraestrutura de qualidade, a qual necessita de várias melhorias. Como principais problemas encontrados na área de estudo, elencam-se as seguintes: as escavações paleontológicas aos poucos estão sendo soterradas naturalmente devido a quadra chuvosa e com indicio de escavações ilegais; o estacionamento está coberto pela vegetação e falta segurança no local, sendo um dos principais pontos de achados fossilífero. Nesse sentido, advoga-se a necessidade de um planejamento adequado, considerando temporalidades de curto, médio e longo prazo, para o desenvolvimento de pesquisas e visitações no local, de modo a garantir a integridade dos ecossistemas naturais no Parque dos Pterossauros.
Palavras-chave: Bacia do Araripe,Paleontologia,Geopark Araripe
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Abrir o trabalhoANÁLISE DOS IMPACTOS AMBIENTAIS, NO RIO JAGUARIBE NA EXTENSÃO DA CIDADE DE IGUATU- CE, NOS BAIRROS VILA NEUMA, PRADO E SÃO SEBASTIÃO.
ANA NÁDIA VIEIRA DE OLIVEIRA; Francisco Wlirian Nobre
Este presente trabalho tem a finalidade de fazer uma análise dos impactos ambientais que vem sofrendo o rio Jaguaribe no município de Iguatu, no estado do Ceará, nos perímetro urbano nos bairros Vila Neuma, Prado e São Sebastião. Diante da importância do rio para o Ceará, uma das principais fonte hídrica do Estado, bem como a crescente preocupação quanto à disponibilidade e à qualidade hídrica, faz necessário um estudo mais abrangente dos diversos usos a que foi e está sendo submetido o referido rio. O município está localizado na mesorregião do Centro-Sul Cearense, e ainda é banhado por várias lagoas e cortado pelo rio Jaguaribe, as águas que se depositam nas lagoas escorre para o rio, onde as que ficam no perímetro urbano recebe até mesmo os despejos de esgotos da cidade. Mas também, o rio recebe despejos de esgotos de outras cidades do Alto Jaguaribe, onde seguem o curso do rio até chegar no açude Orós, o segundo maior do Ceará e o mesmo abastece outras cidades e comunidades, no qual é visto para sobrevivência de pessoas que utilizam os seus recursos. Fazer uma análise da situação que vem se agravando a cada ano no rio Jaguaribe na extensão da cidade, onde a poluição e crescente, onde mostra a falta de ações concretas para reverter o quadro de devastação. Isso revela que a comunidade faz pouco caso com os recursos naturais que a mesma contém, no qual, esse recurso de grande importância deu a origem a seu nome em Tupi Iguatu “terra de água boa”. Pode se observar nessas localidades que o rio Jaguaribe vem sendo penalizado pelas alterações antrópica, onde moravam algumas famílias, consumindo alguma água e produzindo poucos detritos, agora moram várias famílias, exigindo imensos mananciais e gerando milhares de toneladas de lixos e esgoto por dia. E nesses bairros não tem tratamento de esgoto, e a produção diária de dejetos e águas provenientes de esgotos domésticos, comerciais e de fossas, tudo isso escorre por canaletas ou por infiltração no subsolo e são despejados diretamente no rio Jaguaribe na área urbana, sem nenhuma preocupação, é visto, longos trechos que o rio que apresenta água de esgoto, onde existe pessoas da localidade que passam por essas águas todos os dias. Havendo assim,- uma degradação de um dos mais importantes curso de água do Ceará, é evidente que a falta de políticas públicas voltadas para a preservação do meio ambiente em que a sociedade e inserida. Conforme observações através de conversas com moradores locais, imagens obtidas no local da pesquisa, atualmente os principais impactos detectados resultantes de ações degradantes do rio Jaguaribe, são: a poluição hídrica, deposição de sedimentos, pois é encontrado muito lixo e entulhos espalhados pelas margens e no leito do rio, dejetos de esgotos nessa parte do rio que se localiza entre estes três bairros, o soterramento do rio, e em que uma faixa de 20 km do curso do rio, é visível a destruição de suas barreiras naturais, das matas ciliar e de seus bancos de areia que antes era protegidos, ocasionando aterramentos, assoreamentos e redução da biodiversidade, ficando agora só edificações, com a cidade crescendo para dentro do rio como se o mesmo nunca fosse sofrer uma enchente. Um dos grandes problemas ambientais visto no local é a grande quantidade de lixo, onde são lançados com grandes volumes de resíduos de toda natureza no meio ambiente, isso é relatado por moradores, que muitas pessoas de outa localidade jogar lixo e entulhos dentro do rio, resolvendo o seu problema individual não se dando conta do impacto que estar causando e favorecendo o desenvolvimento de insetos e animais transmissores de doenças.
Palavras-chave: alterações antrópica,Rio Jaguaribe,Iguatu, impactos ambientais
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AS DIFICULDADES DE REALIZAR AULA DE CAMPO NO ENSINO MÉDIO: ESTUDO DE CASO NA ESCOLA EREM PRESIDENTE MEDICI MOREILÂNDIA-PE
FRANCISCO LEANDRO COELHO; FRANCISCO BRÁZ MATOS; MARIA SOARES DA CUNHA
Esse trabalho parte da vontade de conhecer as dificuldades e as possibilidades de realizar aula de campo no ensino médio, na disciplina de Geografia. Nesse sentido, nota-se que a prática de campo é um recurso fundamental para os alunos(as) na relação ensino e aprendizagem, pois a mesma permite a aproximação entre o conteúdo teórico e a realidade (prática), porém o que se tem verificado nas escolas é que as práticas de campo, principalmente na disciplina de Geografia, não tem acontecido, por diversos motivos, como a falta de transporte escolar para deslocamento dos alunos(as), muitas das vezes a escola não permite a saída dos alunos(as), para além da sala de aula. Todos esses casos citados têm acarretado em sérios problemas para a formação dos alunos(as), pois os mesmos não enxergam na prática aquilo que está sendo debatido em sala de aula, e o conteúdo fica restrito à teoria. Dessa forma, reproduz a antiga história das aulas de Geografia chatas e enfadonhas. Yves Lacoste (1988). O presente trabalho é um estudo de caso na escola EREM Presidente Médici, localizada no município de Moreilândia-PE. O recorte espacial é o município de Moreilândia que está localizado no sertão Pernambucano. O município é formado pelos distritos sede, Caririmirim e Vila São João. Tem uma população de 11.132 (IBGE, 2010). A escola em questão é EREM Presidente Médici, localizada no município de Moreilândia-PE, que atende aos alunos do ensino médio. Nesta perspectiva, o objetivo desse trabalho éidentificar as dificuldades e as possibilidades de realizar aula de campo no ensino médio, realizando um levantamento empírico na escola EREM Presidente Médici, Moreilândia-PE. Metodologicamente, para obter os resultados desse trabalho será realizado um levantamento bibliográfico preliminar, analisando artigos, textos de revistas, sobre a presente temática em questão. Em seguida, será feito um levantamento empírico, mediante contato direto com professores da escola EREM Presidente Médici, Moreilândia-PE, na qual será aplicado questionários estruturados aos professores e coordenadores, com perguntas abertas e fechadas, como possibilidade de entender as dificuldades de realizar práticas de campo com os alunos(as) do ensino médio.Os resultados preliminares deste trabalho foram adquiridos através da aplicação de um pré-teste, que foi realizado com três professores e a coordenadora pedagógica da escola. Todas as questões foram de fácil compreensão e os informantes (professores) e a coordenadora da escola, conseguiram entender e responder todas as perguntas do questionário. Dessa forma, as respostas iniciais apontam que a grande dificuldade de realizar aula de campo, está no transporte escolar, que não é liberado para a escola. Assim, tornando inexequível a realização de aula de campo. Assim sendo, pretende-se com este trabalho analisar essas dificuldades da realização da aula de campo, focando a importância da prática de campo para a formação dos alunos(as), e para estabelecer uma melhor relação ensino e aprendizagem, na qual os alunos(as) visualizem na realidade os assuntos debatidos nas aulas de geografia.
Palavras-chave: AULA DE CAMPO, ENSINO MEDIO,ENSINO E APRENDIZAGEM
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Cartografando a reestruturação urbana do município de Brejo Santo (CE)
GABRIELI MARTINS DA SILVA; Cássio Expedito Galdino Pereira
CARTOGRAFANDO A REESTRUTURAÇÃO URBANA DO MUNICÍPIO DE BREJO SANTO (CE) Gabrieli Martins da Silva 1 Universidade Regional do Cariri- URCA gabrielibalbina2015@gmail.com Cássio Expedito Galdino Pereira 2 Universidade Regional do Cariri- Urca cassio.expedito@gmail.com O presente trabalho faz parte de uma pesquisa em andamento, no qual tenta entender as (trans)formações socioculturais, ambientais e econômicas no processo de urbanização ou reestruturação urbana de Brejo Santo (CE) através da Cartografia. Essa pesquisa nasceu da necessidade de estudar de forma mais aprofundada as transformações ocorridas nesse município após a chegada de grandes obras e importante indústria. Brejo Santo está localizado no estado do Ceará, na mesorregião sul cearense e microrregião de Brejo Santo. Foi observado o crescente aumento da área urbana após a chegada de grandes obras federais, sendo essas a Transnordestina e a transposição das águas do rio São Francisco. Foi instalado também a fábrica de calçados Dilly Sports. Essas obras colocam em ação nos últimos dez anos o que está posto no plano diretor do município, no qual é transforma-se em um pólo sub-regional do Cariri. Além disso, houve um aumento nos índices nos setores de educação, saúde e segurança pública, que contou com os investimentos do Estado para o seu desenvolvimento, tendo obras e programas importantes na cidade. Tais ações resultaram em um constante processo de reestruturação urbana na cidade, com foco em se tornar um grande centro industrial do Cariri. Vale ressaltar que o processo de reestruturação urbana consiste na transformação sócio-espacial, da economia e da política de um determinado local. Ela traduz as transformações pela qual a vida urbana passa durante os tempos e principalmente a relação do ser com o espaço. Esse processo é um fator de peso na mudança do espaço. É nítido que a urbanização traz consigo a possibilidade de transformação social, política e ambiental, alterando o modo de vida das pessoas que antes acostumados com um modo de vida mais singelo se deparam com a modernização eminente no seu dia a dia. Como o planejamento territorial do município de Brejo Santo trouxe transformações para o espaço habitado? Quais são as transformações? Beneficia quem? Prejudica quem? Até que ponto a urbanização pode alterar na vida das pessoas? Partido dessa conjectura, essa pesquisa vem com o objetivo geral entender como o planejamento urbano trouxe (trans)formações espaciais no modo de vida dos citadinos através da cartografia. O objetivo específico será averiguar se o mapa como linguagem pode expressar as dinâmicas que vem ocorrendo no espaço brejo-santense, bem como verificar os fatores que contribuíram para sua expansão e (trans)formação do espaço. A metodologia adotada na pesquisa inicialmente se deu pela leitura de referencial teórico, nas quais tratam sobre Geografia Urbana, Cartografia, planejamento territorial e modo de vida. Logo após houve a pesquisa documental e cartográfica, no qual teve recolhimento de dados em órgãos municipais, estaduais e federais, como também em organizações não-governamentais. Logo após essas ações será realizada uma atividade de campo com o objetivo de reconhecer a área de estudo e realizar uma apresentação aos habitantes locais.Feito isso, serão aplicados entrevistas semiestruturada aos moradores a respeito das mudanças ocorridas na cidade e em seu modo de vida..Será realizado também pesquisas com o mapa a qual os citadinos poderão apontar as regiões que mais sofreram alterações com esse processo. Tendo em vista o que é tratado no trabalho, é esperado que ao final seja possível obter uma visão sobre o processo urbano sofrido no município, seus aspectos, causa e consequências para os citadinos. palavras chaves: Reestruturação urbana, cartografia, Brejo Santo área temática: Planejamento, economia e políticas territoriais.
Palavras-chave: Reestruturação urbana,Cartgrafia
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CARTOGRAFIA E PLANEJAMENTO DAS CIDADES EM SALA DE AULA: MAPAS TEMÁTICOS SOBRE QUALIDADE DE VIDA PELAS FACES DE CHERNOFF DA REGIÃO METROPOLITANA DO CARIRI CEARENSE
RAQUELINE LANDIM NASCIMENTO; CASSIO EXPEDITO GALDINO PEREIRA; JOÃO CESAR ABREU DE OLIVEIRA
A cidade pode ser entendida como local que se apresenta a partir de manifestações individuais e da experiência coletiva dos atores sociais, construindo assim a produção e sociabilidade do espaço urbano. Levando-se a compreensão do que foram e são, as indústrias e os novos meios de produção atual tem impulsionado o grande contingente de habitantes nas cidades. Os progressos e avanços alcançados pela humanidade, a partir do seu modo de produção, geraram também uma ampliação das desigualdades sociais, tanto nos bens de serviços e condições de vida, bem como na natureza, com as duras degradações ambientais. Nesse sentido, a falta de planejamento seria hoje um fator decisivo para a (des)estrutura do espaço urbano, criando inúmeros problemas, dentre os quais a falta de qualidade de vida dos citadinos. Salienta-se que qualidade de vida é uma definição que engloba não somente as condições necessárias a sobrevivência, sendo elas saúde, educação, moradia, renda entre outros, mas também as necessidades individuais, coletivas e ambientais. Nesse contexto, falar de qualidade de vida é de extrema importância, mas há uma carência em reflexão sobre a temática. Mesmo sabendo que a qualidade de vida abrange várias áreas do conhecimento, ela tem sido pouco falada, especialmente onde detém todo presente e futuro da humanidade, na educação. Sobre isso, é a Geografia que detém um esboço para falar de qualidade de vida urbana na educação, tendo em vista que o empoderamento do conhecimento traz subsídios e reflexões sobre essa problemática. Além disso, a Geografia com uso da linguagem cartográfica traz levantamentos sobre a situação territorial, contribui no planejamento de ações orientadas e possibilita um banco de dados sobre as informações geográficas. Assim, a cartografia serve para entender o espaço e a partir do entendimento transformá-lo. É nessa afirmação que aqui apresenta-se uma proposta de entender e buscar planejamento territorial em sala de aula com um mapeamento temático a partir das faces de Chenoff. As faces de Chernoff é um método desenvolvido com o objetivo de visualizar dados multidimensionais, sendo utilizados para a representação iconográfica de informação, na qual a cartografia se vale. A essência do método é um rosto humano como símbolo, utilizando dos seus traços (olho, nariz, lábios, orelhas, etc). Desse modo, o presente trabalho aqui disposto vem mostrar uma possibilidade de estudo da temática qualidade de vida nos espaços urbanos da Região Metropolitana do Cariri cearense a partir do desenvolvimento e produção de mapas temáticos que usem o método das faces de Chernoff para o ensino básico. A pesquisa, ainda em andamento, tem-se estruturado uma metodologia de cunho participativo entre pesquisadores, discentes, docentes e comunidade, que possam contribuir no seu andamento e aprimoramento. Dessa forma, em um primeiro momento foi feito um levantamento bibliográfico sobre as temáticas referentes sobre cartografia temática, educação cartográfica, faces de Chernoff, espaço urbano e qualidade de vida. Além disso, foi realizado um levantamento cartográfico e documental sobre a área de estudo. No passo seguinte está sendo feito o tratamento de dados sobre a qualidade de vida, produzindo um banco de dados, bem como as primeiras tentativas de produção de mapas utilizando a metodologia das faces de Chenoff. Os dados e mapas obtidos serão estudados e aprimorados para posteriormente serem apresentados em oficinas que serão realizadas em escolas da área de estudo. Espera-se que com sua prática na educação básica possa intermediar nos saberes e interesses dos atores sociais nas áreas estudadas, contribuindo para estes pensarem e agirem sobre os problemas sociais existente, buscando planejamento territorial/urbano participativo para uma boa qualidade de vida. Tem-se em vista também um ganho no processo de ensino e aprendizagem dos participantes, ao passo que irão compreender a realidade, favorecendo a criticidade e reflexão em sala de aula.
Palavras-chave: FACES DE CHENOFF, PLANEJAMENTO TERRITORIAL,QUALIDADE DE VIDA URBANA
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Abrir o trabalhoCONFLITOS POR TERRA NA CIDADE DE POTENGI: ANÁLISE DA COMUNIDADE QUILOMBOLA DE CARCARÁ
JONAS GONÇALVES ALMEIDA; CÍCERO ANTONIO JATANAEL DA SILVA TAVARES; LUCIANO RODRIGUES DOS SANTOS
As comunidades quilombolas juntamente com suas experiências sempre estiveram inseridas no contexto histórico brasileiro, principalmente nas áreas que o regime escravista estruturou-se e desenvolveu-se. O Ceará foi o primeiro Estado do Brasil a abolir a escravidão, porém atualmente o reconhecimento e valorização daqueles que viveram as injustiças sociais mostram-se mínimas, principalmente quando se trata dos remanescentes de quilombos. Dessa forma, torna-se necessário um melhor estudo desses espaços e suas relações de identidade, bem como os conflitos territoriais existentes. O presente trabalho pretende analisar as dinâmicas territoriais a partir da identidade quilombola na comunidade remanescente do quilombo Carcará na cidade de Potengi-CE. A partir desse objetiva-se também analisar os possíveis conflitos territoriais existentes na comunidade, verificar o auto reconhecimento enquanto quilombola e diagnosticar as principais formas de resistência. A presente pesquisa é de caráter inicial e foi de fundamental importância a realização de levantamentos e pesquisas bibliográficas que abordassem as relações entre os estudos geográficos atrelados a identidade e território, destaco as visitas a campo, as conversas informais com os moradores e a participação de reuniões da associação de agricultores da comunidade que contribuíram de forma significativa para se entender as dinâmicas espaciais e suas relações. O recorte espacial em estudo é carente em pesquisas que abordem os conflitos territoriais e as relações de identidade, assim é necessário o entendimento dos conceitos de lugar, território, cultura e identidade. Atualmente residem por volta 97 famílias no quilombo de Carcará onde maioria delas se auto reconhecem quilombolas, essas tiram o seu sustento da terra, sem ao menos ter a sua posse por meio do arrendamento, fato esse que muitas vezes causam conflitos entre os próprios moradores que disputam as melhores áreas para se cultivar dentro do território concedido. Dessa forma, nota-se um silenciamento de parte de membros da comunidade que cedem seus direitos garantidos na Constituição Federal de 1988, em troca do uso da terra. Esses direitos, durante muitos anos estiveram sob invisibilidade social, e após a garantia na constituição citada, mais de 30 milhões de hectares de terras quilombolas vieram à tona no Brasil, sendo que durante anos estiveram ocultas para o uso na produção, é como se a categoria tivesse deixado de existir e agora estivesse ressurgindo. É nessa perspectiva que torna-se necessário uma aproximação da academia com essas comunidades tradicionais que sempre tiveram seus direitos negados, invisíveis ao poder público, dessa forma saliento a ideia de que o compromisso da universidade deve ser com as comunidades, traçando um diálogo de forma horizontal, objetivando um retorno para os sujeitos envolvidos e que esses não sejam vistos apenas como mero objetos de estudos mas como a essência da pesquisa.
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CRESCIMENTO POPULACIONAL DA CIDADE DE NOVA OLINDA – CE NOS ÚLTIMOS ANOS
MARIA JAQUELINE DINIZ BATISTA; JOSE ALYSON DOS SANTOS SILVA
Nova Olinda é um município do Estado do Ceará que se encontra na Região Metropolitana do Cariri-RMC, que possui uma população estimada de 15.433 mil habitantes e um território de 256 km² (IBGE, 2017). Não há um padrão mundial que defina uma cidade. Entende-se por cidade o espaço urbano de um município delimitado por um perímetro urbano, variando de país para país. Algumas estatísticas internacionais estabelecem um marco de 20 mil hab. para as pequenas cidades. Em alguns países, os órgãos públicos consideram a existência de uma cidade balizado em critérios quantitativos, em outros, a classificação é feita segundo critérios qualitativos ou administrativos. No Brasil, a definição utilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografa e Estatística (IBGE) segue critérios qualitativos e administrativos adotando as classificações realizadas pelas prefeituras municipais. De acordo com este órgão, a cidade corresponde ao distrito sede do município. Para classificar cidades com menos de 50 mil habitantes são usadas expressões como Corrêa (1999) que denominou as pequenas cidades que possui ínfimos centros ou pequenos núcleos. Santos (1982) denominou as pequenas cidades como um espaço capaz de responder as necessidades vitais mínimas. Comparando a população dos municípios que compõe a RMC, comprova-se que Nova Olinda foi a municipalidade que mais cresceu em números percentuais sem arredondamento nos últimos censos de 2010 e a estimativa de 2017 do IBGE, temos os seguintes percentuais: Barbalha 55.323 hab (2010) e 59.811hab (2017), crescendo 8,1%; Caririaçu 26.393 hab (2010) e 26.892 hab (2017), crescendo 1,8%; Crato 121.428 hab (2010) e 130.604 hab (2017), crescendo 7,5%; Farias Brito 19.007 hab (2010) e 18.720 hab (2017), decrescendo -1,5%; Jardim 26.688 hab (2010) e 27.076 hab (2017), crescendo 1,4%; Juazeiro do Norte 249.939 hab (2010) e 270.383 hab (2017), crescendo 8,1%; Missão Velha 34.274 hab (2010) e 35.409 hab (2017), crescendo 3,3%; Nova Olinda 14.256 hab (2010) e 15.433 hab (2017), crescendo 8,2%; Santana do Cariri 17.170 hab (2010) e 17.489 hab (2017), crescendo 1,8%. Nova Olinda apresentou também crescimento na população urbana passando de 42,29% no ano de 1991 para 68,01% no ano de 2010. Foram realizadas entrevistas a alguns moradores dos bairros da Vila Alta, Cajueiro, Lagoinha, Antônia Domingos (Portelinha), Terreiro Duro, Francy Teles (Populares), Boião e João Miguel (Juremão). O motivo para esse crescimento que se diferencia de outras cidades vizinhas além de empregos públicos foram as oportunidades oferecidas por fábricas e a exploração mineral (calcário laminado, gipsita e argila) presentes na cidade. Atrelado ao crescimento vieram também problemas típicos de cidade grande como: a violência, uso de drogas, saúde e educação precárias, problemas ambientais e a falta de emprego, devido o número crescente de pessoas. Para tais problemas propõem-se o aumento de emprego. As empresas teriam que aumentar o número de postos de trabalhos, como também a prefeitura aumentar as contratações de servidores, para que isso aconteça é necessário uma retomada do crescimento econômico brasileiro do qual reflete na cidade de Nova Olinda-CE. Para passar por esse período existem algumas atitudes que podem ser tomadas tais como: manter os jovens mais tempo na escola, a oferta de crédito para micro empreendedores (assim poderiam fazer novas contratações) incentivar ainda mais o turismo na região (gerando assim renda através de pousadas, restaurantes ... transportes) incentivando a produção agropecuária (para que as pessoas possam continuar a viver diminuindo o êxodo rural). Para a falta de saneamento, precariedade na saúde e educação dentre outros problemas se faz necessário uma maior cobrança e investigação quanto a aplicação do dinheiro público, se realmente está sendo usado para suas devidas finalidades. Contar a prole de um município é mais que um ato numérico, consiste em compreender as relações sócio e ambientais de cada espaço.
Palavras-chave: Nova Olinda,população,crescimento
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DO TEÓRICO AO PRÁTICO: (RE)PENSAR METODOLOGIAS ALTERNATIVAS NO ENSINO DE UMA GEOGRAFIA REFLEXIVA, ATUANTE E RENOVADORA
WIANDERSON SOUZA DE ALENCAR; ANTÔNIA CARLOS DA SILVA
A referente pesquisa faz uma discussão sobre os procedimentos metodológicos no processo de ensino em Geografia na escola, considerando as possíveis contribuições da prática docente para a aprendizagem dos aluno em relação ao entendimento dos conceitos geográficos. No âmbito escolar, a disciplina Geografia é necessária para os alunos em seu percurso formativo, pois tem contribuições relevantes para formação do pensar crítico, reflexivo e propositivo relacionado as questões sociais que marcam o espaço geográfico. Em linhas gerais, a pesquisa objetiva investigar as concepções didático-pedagógicas que norteiam a Geografia escolar, considerando as metodologias de ensino e os recursos didáticos utilizados pelo professor que efetivamente contribuem para a aprendizagem geográfica. Na estruturação conceitual da temática, algumas indagações foram norteadoras: Quais as metodologias de ensino que estão marcando as práticas dos professores de Geografia do Ensino Fundamental? As metodologias utilizadas pelo professor são eficientes e atendem a realidade do aluno? Essas indagações são basilares e se fazem presentes como eixo articulador da pesquisa para entender as práticas em curso, sem perder de vista o contexto que interfere nas ações docente. Com essa preocupação, essa pesquisa é a proposta a ser desenvolvida na disciplina Estágio Supervisionado III, ministrada no VIII semestre no curso de licenciatura em Geografia da URCA, pois a mesma nos coloca a possibilidade da formação docente a partir da pesquisa e da regência na escola. No âmbito da pesquisa somos orientados a desenvolver um artigo cientifico na área de ensino em Geografia. Entendemos que as escolhas metodológicas docentes refletem perspectivas de ensino, percepções de conteúdo, concepções de aprendizagem, investimentos públicos, dentre outros. Conhecer esse processo atende a uma preocupação como futuro professor de Geografia em relação ao fortalecimento de posturas que expressem intencionalidade pedagógica propositiva e que contribua eficazmente para promoção da aprendizagem do aluno. Nesse estudo, autores como Cavalcanti (2010), Pimenta (2002), Araújo (1991), Castrogiovanni (2007), foram essenciais para compreender como os recursos didáticos podem contribuir para uma aprendizagem significativa e que possibilite ao aluno compreender de diferentes formas os conteúdos geográficos. O campo teórico atendeu ao aprofundamento conceitual da temática pesquisada a partir da seleção de referenciais bibliográficos que possibilitaram a construção e ampliação da base teórica. Já os procedimentos metodológicos do trabalho envolvem aspectos teóricos e empíricos. Quanto aos aspectos referentes a pesquisa de campo são considerados como procedimentos metodológicos: aplicação de questionários aos alunos do oitavo e nono ano do Ensino Fundamental II da Escola Estado da Paraíba, localizada em Crato –CE e, também, com os professores de Geografia. O propósito é investigar sobre as metodologias de ensino e recursos didáticos utilizados em sala de aula e de que forma contribuem para a aprendizagem do aluno. Associado a esses procedimentos serão realizadas observações das aulas de Geografia e análise documental do plano da disciplina e do material didático adotado pelos professores. Essa pesquisa quanto a análise dos dados se insere em uma abordagem qualitativa. Através das etapas de execução da pesquisa, teremos como culminância o artigo científico foco do Trabalho de Conclusão de Curso – TCC, a ser desenvolvido na disciplina Estágio Supervisionado III. Entendemos que o ensino de Geografia na escola deve ser desafiador, transformador e acima de tudo renovador, levando ao aluno a diferentes formas de enxergar o espaço em que este encontra-se inserido e que o docente procure incorporar mudanças nas suas práticas em sala de aula. A essência da prática docente é a aprendizagem do aluno, de maneira que possa garantir que a aprendizagem seja o reflexo da intencionalidade pedagógica.
Palavras-chave: Geografia,linguagens alternativas,Ensino,Aprendizado
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Abrir o trabalhoENSINO DE GEOGRAFIA E EDUCAÇÃO DE SURDOS: METODOLOGIAS
GABRIEL EMANUEL LEITE DE LIMA
O objetivo da pesquisa consiste em analisar como as metodologias utilizadas pelos professores de Geografia da Escola de Ensino Fundamental Centro Educacional de Mauriti – CEM, podem contribuir para um melhor desenvolvimento do aluno surdo no ensino e aprendizagem dos conteúdos geográficos. O presente trabalho caracterizou-se por ser um estudo descritivo com uma abordagem qualitativa. Na pesquisa, inicialmente realizamos um levantamento do referencial teórico para agregar conhecimento sobre o assunto, constituindo como principais temas abordados: Geografia, ensino, metodologias e inclusão, caracterizado pelos seguintes autores: Almeida; Passini (2010); Andrade (2013); Bezerra (2014); Brito (2012); Casseti (2002); Dias (2013); Eugênio et al (2016); Fernandes (2016); Fonseca; Torres (2014); Freitas (2008); Gonçalves; Festa (2013); Guerra et al (2013); Kaercher (1998); Pena; Sampaio (2012); Santana (2015) e Veltrone; Mendes (2007) entre outros. Utilizamos algumas etapas para a análise como: entrevistas e observações. O primeiro procedimento partiu das observações das aulas das professoras de Geografia, que ocorreram nas terças, quintas e sextas feiras, constituindo-se em seis observações nas turmas do 6º e 7° anos respectivamente, onde se encontram os educandos surdos. Buscamos entender como são utilizadas as metodologias desenvolvidas pelas professoras, bem como estas ajudam na aprendizagem dos conteúdos geográficos, destacando que a partir delas a sala de aula pode se tornar um espaço inclusivo. O segundo procedimento versar sobre as entrevistas que foram realizadas com as professoras de Geografia, intérprete e aluno. As entrevistas foram realizadas nos dias de planejamentos das professoras, na terça feira à tarde e na sexta feira pela manhã. Para realização da entrevista foi elaborado um roteiro para nortear a conversa com os participantes, tomando como ponto de partida o levantamento do referencial teórico e as observações realizadas. Concluímos que não há mudanças significativas nas metodologias utilizadas pelas professoras de Geografia que trabalham com os alunos Surdos, desta forma não tendo uma contribuição efetiva no ensino e aprendizagem dos conteúdos de Geografia para os alunos Surdos. As aulas são expositivas e dialogadas e utiliza-se o livro didático como ferramenta principal. Desta forma, é necessário que as professoras desenvolvam estratégias de ensino que contemplem a todos e não somente aos alunos ouvintes. É importante utilizar no ensino dos conteúdos de Geografia uma linguagem baseada principalmente no visual e gestual. Logo, os recursos visuais se tornam uma boa estratégia para que os professores possam ensinar os conteúdos, valorizando as experiências visuais dos alunos surdos. Foi interessante perceber que as professoras demonstram a consciência de que o fato da Libras ser utilizada exclusivamente pelo intérprete em sala de aula não se constitui em uma condição suficiente para promover a inclusão dos alunos surdos no espaço escolar. Sendo que esta abrange muitos outros aspectos do ambiente escolar e do processo de ensino e aprendizagem. O espaço educacional precisa de mudanças que venham contribuir para um ambiente inclusivo que favoreça o desenvolvimento pleno dos alunos Surdos, como por exemplo: a introdução da Libras no currículo da escola, metodologias, estratégias, matérias adequados e avaliações que contemplem as especificidades dos educandos surdos; capacitação para os professores que estão diretamente envolvidos com o processo de inclusão; disponibilizar atendimento educacional especializados nas áreas de Língua Portuguesa escrita e Libras para os alunos Surdos em contraturno. Nesta perspectiva, é necessário repensarmos o espaço escolar e as metodologias desenvolvidas pelos professores de Geografia.
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ÉTICA DA GESTÃO AMBIENTAL E PRINCÍPIOS DE PRESERVAÇÃO DA NATUREZA
JOÃO LEANDRO NETO; Tayronne de Almeida Rodrigues
ÉTICA DA GESTÃO AMBIENTAL E PRINCÍPIOS DE PRESERVAÇÃO DA NATUREZA Nos registros mais distantes na história da humanidade, encontram-se diversas passagens e grandes momentos da evolução da ciência e intelecto do Homem. Cabe notar que estão agregadas a esses fatos passados as relações que os seres humanos desenvolveram com a natureza a sua volta e de que forma elas foram progredindo a ponto de favorecer somente ao ser explorador e degradar totalmente o meio ambiente explorado. Após a revolução industrial, muitas matérias primas passaram a ser fundamentais para a expansão dos grandes impérios. Cabe mencionar as explorações de minérios pesados, a poluição dos rios e oceanos com dejetos humanos das grandes cidades e produtos químicos provenientes das fábricas, tais como o mercúrio e outros tóxicos, dizimando a vida marinha, transformando água potável em imprópria para consumo, assim deslanchando danos quase que irreparáveis e chegando a pôr em risco de extinção diversas espécies de seres vivos. Em determinado momento foi colocado em pauta nas ações universais, de que forma se estaria contribuindo para o bem-estar de futuras gerações com o ritmo que se destruía na atualidade, uma busca sensata de liberdade de pensamento e expressão e ao mesmo tempo um chamado a responsabilidade nas ações de intervenção nas questões relevantes da natureza. Vislumbra-se um aceno no que diz respeito a quebra de preconceitos individualistas e a adoção de visões mais amplas em enfoques interdisciplinares ligados a questões da natureza, tecnologia, ciência, bioética. Esse conjunto produz desafios interligados e várias soluções surgem em várias dimensões dentro da moral e ética. Faz-se mister ressaltar as várias perspectivas de sustentabilidade desenvolvidas em países com industrialização tardia, pois requer um esforço muito grande para igualar os processos de superação de condições de desigualdade social e acentuada miséria, bem como a implantação de novo modelo ético que possa render bom retorno. Isso se deve em razão do tardio desenvolvimento que impossibilita uma concorrência justa com os que já possuem tecnologias avançadas e custos mais baratos, sem necessidade da exacerbada exploração da mão de obra ali existente. Cabe permitir que a prudência atue sobre a segurança do meio ambiente já vislumbrando as consequências futuras prevendo grandes impactos e já os sanando de forma eficaz. A espécie humana dentro de suas várias fases, desenvolve-se em pontos cruciais no que diz respeito a criação de novas ciências e articulação na comunicação e interação com as ferramentas a ele proporcionadas pelos recursos naturais que o cercam. São vários os códigos culturais ligados ao desenvolvimento humano da percepção a respeito das condutas no mundo em que está inserido cada indivíduo, está expresso sua visão de natureza, seus significados e particularidades, dentro dos conceitos próprios que são frutos de sua carga cultural e valores individuais trazidos pelo meio em que vive, cria-se uma visão que pode colocar esse mesmo homem como centro de tudo. Um fator que conta para tal centralização é a posse da razão sobrepondo-se aos demais seres, capaz de preservá-los, deveria fazê-lo e não agir somente em detrimento de interesses próprios que por vezes chega a pôr em risco sua autopreservação. Considera-se a liberdade uma escolha pertinente ao ser humano, fazendo dele único, com particularidades, vontades e responsabilidades estando acima de quaisquer relações que envolvam quesitos sociais, haja vista que essas contenham mecanismos que cerceiam a vontade de cada indivíduo, dando um sinal em sua consciência de decisões.
Palavras-chave: educação ambiental,ética,geografia política,sociedade,responsabilidade ambiental
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ÉTICA DA GESTÃO AMBIENTAL E PRINCÍPIOS DE PRESERVAÇÃO DA NATUREZA
JOÃO LEANDRO NETO; Tayronne de Almeida Rodrigues
Nos registros mais distantes na história da humanidade, encontram-se diversas passagens e grandes momentos da evolução da ciência e intelecto do homem. Cabe notar que estão agregadas a esses fatos passados as relações que os seres humanos desenvolveram com a natureza a sua volta e de que forma elas foram progredindo a ponto de favorecer somente ao ser explorador e degradar totalmente o meio ambiente explorado. Após a revolução industrial, muitas matérias primas passaram a ser fundamentais para a expansão dos grandes impérios. Cabe mencionar as explorações de minérios pesados, a poluição dos rios e oceanos com dejetos humanos das grandes cidades e produtos químicos provenientes das fábricas, tais como o mercúrio e outros tóxicos, causando sérios impactos à vida marinha, transformando água potável em imprópria para consumo, assim deslanchando danos quase que irreparáveis e chegando a colocar em risco de extinção diversas espécies da fauna e da flora. Em determinado momento foi colocado em pauta nas ações universais de que forma se estaria contribuindo para o bem-estar de futuras gerações com o ritmo que se destruía na atualidade, uma busca sensata de liberdade de pensamento e expressão e ao mesmo tempo um chamado a responsabilidade nas ações de intervenção nas questões relevantes da natureza. Vislumbra-se um aceno no que diz respeito à quebra de preconceitos individualistas e a adoção de visões mais amplas em enfoques interdisciplinares ligados a questões da natureza, tecnologia, ciência, bioética. Esse conjunto produz desafios interligados e várias soluções surgem em várias dimensões dentro da moral e ética. Faz-se mister ressaltar as várias perspectivas de sustentabilidade desenvolvidas em países com industrialização tardia, pois requer um esforço muito grande para igualar os processos de superação de condições de desigualdade social e acentuada miséria, bem como a implantação de novo modelo ético que possa render bom retorno. Isso se deve em razão do tardio desenvolvimento que impossibilita uma concorrência justa com os que já possuem tecnologias avançadas e custos mais baratos, sem necessidade da exacerbada exploração da mão de obra ali existente. Cabe permitir que a prudência atue sobre a segurança do meio ambiente já vislumbrando as consequências futuras prevendo grandes impactos e já os sanando de forma eficaz. A espécie humana dentro de suas várias fases, desenvolve-se em pontos cruciais no que diz respeito a criação de novas ciências e articulação na comunicação e interação com as ferramentas a ele proporcionadas pelos recursos naturais que o cercam. São vários os códigos culturais ligados ao desenvolvimento humano da percepção a respeito das condutas no mundo em que está inserido cada indivíduo, está expresso sua visão de natureza, seus significados e particularidades, dentro dos conceitos próprios que são frutos de sua carga cultural e valores individuais trazidos pelo meio em que vive, cria-se uma visão que pode colocar esse mesmo homem como centro de tudo. Um fator que conta para tal centralização é a posse da razão sobrepondo-se aos demais seres, capaz de preservá-los, deveria fazê-lo e não agir somente em detrimento de interesses próprios que por vezes chega a pôr em risco sua autopreservação. Considera-se a liberdade uma escolha pertinente ao ser humano, fazendo dele único, com particularidades, vontades e responsabilidades estando acima de quaisquer relações que envolvam quesitos sociais, haja vista que essas contenham mecanismos que cerceiam a vontade de cada indivíduo, dando um sinal em sua consciência de decisões.
Palavras-chave: educacao ambiental,etica,geografia politica,sociedade,responsabilidade ambiental
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GEOZINE: LINGUAGEM PARA O ENSINO DO CONTEÚDO DE REGIÃO
ANTONIO MARCOS GOMES DA SILVA
Este trabalho que ora apresentamos é originário das reflexões da dissertação de Mestrado Profissional em Geografia-GEOPROF da Universidade Federal do Rio Grande do Norte-URFN e tem como temática a linguagem no ensino de Geografia, onde apontamos o Geozine como linguagem. O Geozine se constitui uma linguagem didática que combina esteticamente diferentes elementos artísticos textos em prosa e versos, imagens, história em quadrinhos, colagens para que o aluno construa o conceito de região. As reflexões são embasadas na nossa prática enquanto professor do Ensino Básico, e coordenador pedagógico em escolas privadas de Juazeiro do Norte-CE, bem como, na condição de docente do curso de Licenciatura em Geografia da Universidade Regional do Cariri-URCA, sobretudo na disciplina ‘Prática curricular II: conceitos do ensino e da pesquisa em Geografia’, na qual instigamos os alunos a pensar o ensino de Geografia com uma proposição de construção de conceitos. Neste direcionamento, essa investigação que também se configura como um plano de trabalho, tendo em vista o foco do mestrado profissional, surge o seguinte problema de pesquisa: o que é linguagem à Geografia escolar? O que é um Geozine? Como essa linguagem contribui no pensar o espaço geográfico? É possível usá-lo para ensinar o conceito de região? O objetivo desse trabalho consiste em construir teórica e metodologicamente a linguagem didática do Geozine como possibilidade de ensino do conteúdo conceitual de região, na Geografia escolar, sobretudo, no 7º ano do Ensino Fundamental II. Metodologicamente realizou-se uma pesquisa etnográfica em educação com base em André (1995) usando a técnica da observação e registro das aulas de Geografia no 7º ano sobre o conteúdo conceitual com o propósito de diagnosticar o trato metodológico e o uso das linguagens no ensino de região; análise documental, dos Projetos Políticos Pedagógicos-PPP, Regimentos Escolares-RE, e do livro didático de Geografia para compreender a dimensão das indicações sobre região no currículo. Analisamos documentalmente os currículos de três escolas públicas de Juazeiro do Norte, a Escola Professora Zila Belém, José Geraldo da Cruz e Mário da Silva Bem, e a observação das aulas de Geografia de três professores que ministram a disciplina de Geografia no 7º ano. Na tessitura desse trabalho foram importantes as contribuições de Deleuze e Guatarri (2001) e Vygotsky(1998) para o entendimento do conceito e sua formação na mente humana, respectivamente; a dimensão do conceito de região na ciência geográfica e a relação com o ensino na escola a partir de Cavalcanti (1998) e Couto (2006), Magalhães (2013) sobre os fanzines; Bordenave (1982) para diferenciar comunicação analógica e digital, Mikhail Bakhtin (1981), Chauí (2001) na discussão sobre linguagem; e Costa (1971 e 1972) onde essa insere os seus estudos sobre a linguagem didática, e Pontuschka, Paganelli e Cacete (2007) na perspectiva do uso das linguagens na Geografia escolar e Ferraz(2017) na discussão sobre o apreender a Geografia no fora . Após a identificação de como se ensina região foi realizada uma oficina com os professores da pesquisa intitulada: Geozine: linguagem didática e metodologia para o ensino de região na Geografia escolar. O Geozine já foi incorporado Concluímos que se convencionou usar objetos da comunicação digital e atribuir ao conceito de linguagem, pois linguagem é relativo ao sentido denotativo. Usa-se na sala de aula de ícones e outros elementos que exigem o sentido conotativo, neste sentido, como o Geozine é uma revista livre que utiliza a comunicação analógica e digital e é voltada para o ambiente escolar, configura-se na linguagem porque comunica geograficamente e é didática por ser própria para escola.
Palavras-chave: Geozine,Ensino,Região,Metodologia
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LUTAS E MOVIMENTOS SOCIAIS: O CASO DO ASSENTAMENTO 10 DE ABRIL EM CRATO-CE
JUSSIANE GONÇALVES DE OLIVEIRA
O histórico processo de má distribuição fundiária no Brasil provocou o surgimento de um expressivo número de expropriados, obrigando os trabalhadores do campo a buscar formas alternativas de organizações capazes de recriar as condições para se perpetuarem enquanto classe, garantindo a preservação de seus interesses, cultura e dignidade, obtidas através do trabalho com a terra, segundo o modo camponês de produção. (da Silva e Piancó, 2005: 01). Dessa forma, explica-se a existência de diversos movimentos como o dos quilombos, os messiânicos, o do cangaço e, mais recentemente, os movimentos de organização dos trabalhadores rurais como as Ligas Camponesas, a atuação da CPT (Comissão Pastoral da Terra) e do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra), entre outros, que lutam para reconquistar um espaço para que o campesinato possa se reestruturar, a partir da criação desses movimentos, que são o símbolo da resistência dos trabalhadores rurais que lutam para se inserir numa estrutura fundiária desigual que se arrasta no Brasil desde o século XVI. Os resultados dessas lutas podem ser observados em quase todo o território nacional, inclusive na região do Cariri Cearense. Assim, procuramos através dessa pesquisa compreender a criação deste tipo de movimento e a sua importância no processo de conquista da terra, no caso do assentamento 10 de abril. O assentamento pesquisado localiza-se no município de Crato-ce, região do cariri, sul do Ceará. Sua conquista se deu a partir de uma ocupação de terras onde no passado existiu a comunidade do Caldeirão da Santa Crus do Deserto, liderada pelo Beato José Lourenço, e que foi destruída em 1936, após o massacre de sua população pelo então governo do estado do Ceará, que tinha a sua frente Menezes Pimentel. Sendo assim, o assentamento repleto de fatos e de memórias marcantes na historias cearense, carrega uma conotação simbólica de resistência e referencia a essa região, principalmente por ser fruto primeiro da primeira ocupação de terras no Cariri Cearense, dando inicio a luta pela reforma agrária ocorrida de maneira organizada, a partir de ações do movimento sem terra. A escolha do objeto, e conseqüentemente da área de estudos, justificam por razões de caráter pessoal e acadêmico. A razão primeira da escolha da temática foi por adveio dos relatos orais rememorados por agricultores. Segundo motivo está relacionada a carência de estudos de caráter acadêmico, referente a temática em discussão na região do cariri. Em terceiro lugar o reconhecimento da importância das lutas e movimentos sociais daquela comunidade para a história do município do Crato-Ce. Diante desse cenário, a pesquisa objetivou fortalecer as discussões acerca da importância dos movimentos sociais que se torna cada vez mais evidente a necessidade e relevância de estudos.
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MOVIMENTOS SOCIAIS E A LUTA PELA TERRA NO ASSENTAMENTO 10 DE ABRIL E NO CALDEIRÃO DE SANTA CRUZ DO DESERTO
ÉVILA CARINE NUNES DE ARAÚJO; ALAÍNE SOARES MARTINS
O presente trabalho tem como objetivo mostrar o contexto histórico do Sitio Caldeirão e sua importância para o Cariri relatando as atividades que foram praticadas na comunidade e a fé como resistência e ousadia contra os latifúndios dos coronéis que cada vez se enriqueciam, além disso, buscou-se relatar sobre o assentamento 10 de abril especificando a conquista da terra através da luta pela Reforma Agrária organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terras- MST. Para tanto, fizemos pesquisa bibliográfica para nortear o referencial teórico da presente pesquisa em consonância com o trabalho de campo realizado no dia 01/ 2017. Percebemos o crescimento das injustiças sociais do aumento da concentração de terra que vem desde o período colonial da forma como a terra foi dividida concedida apenas a uma elite. Essa realidade, somente poderá ser alterada a partir de ações de sujeitos militantes diante das suas lutas resistindo aos confrontos, passando necessidades, sofrendo para ter a conquista da terra. Na pesquisa bibliográfica nos baseamos em João Pedro Stédile (2011), Ariovaldo Umbelino Oliveira (1997), José de Sousa Martins (2000) e Lopes (1991). Nessas duas histórias vimos o passado e o presente retratando a luta pela terra, uns sonharam e vivenciaram e outros concretizaram através do assentamento. As memórias do caldeirão despertaram anseios novos e lutas camponesas no cariri e o exemplo é a história do assentamento 10 de abril, mesmo marcado pela opressão fizeram da historia do caldeirão um espelho denunciando a situação do campo e pressionando o governo no intuito de assentar as famílias que estavam sem terra. O assentamento localiza-se ao sul do estado do Ceará, possuindo uma área aproximadamente de 1280 ha, está a uma distância de 30 km da sede do município de Crato tendo como acesso a estrada que liga em direção a Dom Quintino. As principais atividades são agricultura e criação de animais, as vias de acesso são barrentas e dificultosas devido aos declínios do relevo. Esse assentamento foi o primeiro no cariri a lutar pela reforma agrária do movimento dos trabalhadores sem terras (MST). Já o caldeirão foi uma comunidade camponesa fundada em 1926 na região do cariri ao sul do Ceará na serra do Araripe e tinha como liderança o beato José Lourenço. Devido à religiosidade acreditava que a fartura e a dignidade dependiam de muito trabalho e oração e seus seguidores sabiam disso almejando ficar seu lado por meio da devoção e do trabalho na agricultura, assim se sentiam protegidos com uma vida mais digna, pois, o que se produzia era distribuído de forma igualitária. Na produção camponesa o motor que gera a produção é a própria família, não há rigidez no horário, o plantio (policultura), a colheita é realizada em períodos determinados do ano onde, as crianças também participam da socialização das atividades para que haja o prosseguimento do campesinato. Nesse caso os que iam chegando trabalhavam na terra para a subsistência da comunidade Caldeirão e os produtos eram divididos entre as pessoas, assim essa realidade é perceptível no assentamento 10 de abril a forma de convivência, do plantio para a subsistência em que o excedente é comercializado através da feira, nesse caso pode- se constatar que muitos projetos como solares, a rádio comunitária, além de muitos outros foram conquistados, através da luta. Essa pesquisa é de grande importância, pois retrata a realidade dos camponeses e a relação entre o Caldeirão e o Assentamento, além da forma de vida e os objetivos alcançados despertando o anseio de outros movimentos a resistirem as elites para a concretização dos seus sonhos e a garantia de seus direitos.
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MÚSICA COMO METODOLOGIA DE ENSINO DE GEOGRAFIA: A UTILIZAÇÃO DO RAP PARA COMPREENSÃO DE CONCEITOS
LÉON DENIS FERREIRA XAVIER
O presente trabalho resulta de uma pesquisa realizada em estágio sobre a música como metodologia de ensino. Sabe-se que a escola, como qualquer outra instituição da sociedade é formada por sujeitos diversos com ideais pluralizados, porém como se sabe atualmente o modelo de educação desconsidera esta pluralidade e acaba reproduzindo determinado padrão imposto pelo sistema. Como em outras, a EEFM Professor Hermenegildo Firmeza, além dos problemas estruturais, apresenta alguns problemas em relação ao ensino, como a falta de interesse por parte dos estudantes devido as metodologias tradicionais utilizadas em sala, com isso surge a possibilidade utilização de metodologias alternativas que concentrem a atenção dos alunos. A Geografia em específico permite um vasto leque de opções, como o uso de maquetes, ou a utilização da música, que no ensino desta pode ser uma linguagem que se articula com ideias sobre diversos aspectos sociais, como desigualdade, preconceito ou luta de classes, se relacionando a Geografia Crítica. A pesquisa permite que haja o momento prático da carga teórica obtida na Universidade e um espaço de experimentação de maneiras diferentes de ensinar Geografia. A partir desta, é possível contribuir para o aprendizado dos estudantes e ter um papel significativo na compreensão do conteúdo de Geografia. Como objetivos pode-se incluir a identificação de fatores limitantes a novas metodologias na escola e pensar a música como uma ferramenta educacional com foco no rap e compreender como este se relaciona com o sentimento de pertença. Sabendo que este ritmo é predominante das periferias, onde se encontram de forma geral os estudantes das escolas públicas, e é algo que faz parte do cotidiano do estudante, trabalhar isto pode servir como ferramenta para prender a atenção dos estudantes, pois para Oliveira e Holgado (2016, p. 85) é necessário pensar um ensino no qual o aluno encontre sua identidade, para que se crie interesse pelo espaço escolar e pelo conteúdo ensinado, além disso, se aproximar da realidade dos educandos é um procedimento sugerido pelo PCN+, pois facilita a associação com dia-a-dia do cidadão e consequentemente sua compreensão. Tendo como foco o ensino de Geografia e os conceitos de lugar e identidade se torna possível a utilização do rap, pois ao se analisar as letras, muitas vezes há a fala sobre o sentimento de pertença em relação ao seu local de origem ou a identificação com sua posição na sociedade. Como procedimento metodológico, a pesquisa tem um viés qualitativo, a primeira técnica empregada foi o levantamento bibliográfico seguida da coleta de dados, para complementar foram realizadas intervenções com o uso de músicas junto a proposição de debates acerca dos temas trabalhados.
Palavras-chave: Música,Ensino de Geografia,Rap,Conceitos Básicos
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O CONCEITO DE ETNOGEOMORFOLOGIA NO ENSINO DE GEOMORFOLOGIA: REFLEXÕES INICIAIS
FRANCISCO BRÁZ MATOS; LUCAS DANYEL CLEMENTE DE SOUZA; SIMONE CARDOSO RIBEIRO
A nomenclatura “etnociência” que começou a ser usado na segunda metade do século XX, que segundo Diegues (2001) é definido como “Um enfoque cientifico que contribui para o estudo das populações tradicionais sobre os processos naturais, que, partindo da linguística, busca descobrir a lógica do conhecimento humano sobre o mundo natural, as taxonomias e classificações”, vem ganhando destaque em meio as novas discussões. Muitas ciências já vêm usando a “etno”, como maneira de compreender os conhecimentos de populações tradicionais, fazendo esse elo entre o conhecimento tradicional e o conhecimento científico. Logo, sendo a Geomorfologia, uma ciência que está diretamente ligada com o ser humano, pois toda ação humana se dá sobre o relevo, seu objeto de estudo. Tem a necessidade de buscar possibilidades didáticas para aproximar o saber empírico e o cientifico. Nesse viés a Geomorfologia está se firmando na vertente da etnogeomorfologia. A etnogeomorfologia estudada por Ribeiro (2012), que pode ser definida como “uma ciência híbrida, que estuda o conhecimento que uma comunidade tem acerca dos processos geomorfológicos, levando em consideração os saberes sobre a natureza e os valores da cultura e da tradição local[...]”. Dessa forma, considerando que o aluno(a), tem conhecimento, ainda que pouco, sobre o meio ambiente. Esse etnoconhecimento que foi adquirido com o seu contato direto com a realidade, e que vem sendo passado por gerações de forma vernácula, pode ser (re)significado para entender o conteúdo científico ensinado na escola. Logo, o presente trabalho tem como objetivo discutir como o conceito de etnogeomorfologia, voltado para ensinar geomorfologia, na perspectiva de considerar o conhecimento que o aluno traz da sua vivência com o mundo o “etnoconhecimento”, pode facilitar para abstrair os conteúdos geomorfológicos, ensinados na escola através do livro didático. Partiremos metodologicamente, de uma revisão bibliográfica conceitual sobre a temática, logo em seguida uma revisão sobre o termo etnociência, e ensino de geomorfologia, fazendo uma análise no livro didático, pois o mesmo é o principal recurso utilizado pelo professor para ensinar os conteúdos de geomorfologia na escola, assim é necessário avaliar como o conteúdo geomorfológico está organizado. Dessa forma, mostraremos o conceito de etnogeomorfologia para o ensino de Geomorfologia. Assim sendo, procurar novas alternativas de ensinar Geomorfologia, é um passo importante para formar cidadãos que possam se conscientizar do ambiente em que vivem, na alternativa de evitar impactos socioambientais, bem como de organizar o espaço, considerando suas características físicas. Logo, a etnogeomorfologia, se faz como uma importante metodologia na forma de compreender os processos geomórficos. Podemos considerar isso como um primeiro passo que pode ser trilhado para o ensino de Geomorfologia em sala de aula.
Palavras-chave: ETNOGEOMORFOLOGIA,ETNOCONHECIMENTO,ETNOCIÊNCIA
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O FILME “O SOM DO TEMPO” DE PETRUS CARIRY NO ENSINO DE GEOGRAFIA
BRUNO MATHEUS DE MELO SILVA; Antonio Marcos Gomes da Silva
O trabalho tem por objetivo apresentar o filme “O som do tempo” de Petrus Cariry como uma linguagem didática no ensino de Geografia, discutindo o conceito de lugar. Nossa intensão, portanto, é contribuir para a reflexão do uso de filmes como linguagem didática nas abordagens dos conteúdos trabalhados em sala de aula. A pesquisa é exploratória de caráter qualitativo, fundamentada no levantamento bibliográfico e a análise do filme. Alguns autores contribuíram para o desenvolvimento da pesquisa, podemos citar Catelli (2010), que aborda a introdução do cinema na educação brasileira na década de 20 e 30, no século XX, pela Escola nova e os homens de cinema; Horkheimer e Adorno (2002), na reflexão da indústria cultural; Pontuschka, Paganelli e Cacete (2007), discutindo a importância da utilização de filmes no ensino de Geografia; Tuan (1983), aborda o conceito de lugar percebido, de experiência e afetividade; e Santos (1994), aborda as resistências e os conflitos dos lugares em meio a globalização. O uso de filmes nas aulas de Geografia, contribuem para os alunos observarem e interpretarem os fatos ocorridos no espaço. Essa linguagem agrega contribuições contundentes na leitura do espaço geográfico, ao mesmo tempo que, aguça a curiosidade dos alunos e permitem os mesmos conhecerem novas culturas e realidades na sociedade. O filme “O som do tempo” de Petrus Cariry é um curta metragem que retrata o avanço do concreto, ou seja, a metrópole verticalizada em torno de Dona Fátima, personagem central que habita e se relaciona no espaço “moderno” com as práticas rotineiras herdadas no convívio do sertão, em meio a dinâmica da cidade, a mesma continua vivendo pacientemente com suas ocupações cotidianas. O cenário é todo articulado a partir da residência de Dona Fátima, em uma casa de taipa em meio a metrópole de Fortaleza – CE, indica a dimensão do lugar em suas mais variadas formas, principalmente os vestígios da cultura dos lugares interioranos do Sertão Nordestino. A partir disso, o curta permite através de suas imagens e sons, o professor de Geografia tratar didaticamente e pedagogicamente com conteúdos geográficos distintos, como podemos citar: urbanização, migração, paisagem, espaço e lugar, relação campo-cidade, metropolização, cidade, uso e ocupação do solo, ordenamento territorial, empiricização do tempo dentre outros. O conceito de lugar no ensino de Geografia torna-se um aparato para o professor-pesquisador esclarecer a verdadeira razão do educando e o educado, pois, somos sujeitos transformadores do espaço, assim, a existência só terá sentido se tivermos um lugar, e nesse lugar as experiências caminham para o ponto de partida e de chegada na perspectiva do raciocínio espacial. O conceito de lugar para Tuan (1983, p.10), é um mundo de significado organizado e com características imóvel, em que permeia a percepção e principalmente a experiência, pois afirma que “[...] a experiência implica a capacidade de aprender a partir da própria vivência [...] Experienciar é aprender; significa atuar sobre o dado e criar a partir dele. O dado não pode ser conhecido em sua essência. [...]” pois, a construção da experiência é uma criação de sentimento e pensamento. Podemos indicar que o lugar torna-se individual e íntimo, que aparece na sua forma mais estático, o lar. Já para Santos (1994), o lugar se afirmar nesse período técnico-científico-informacional como resistente aos fatores externos, ou seja, a globalização e transformação lógica do capital da sociedade moderna, entre o novo e velho. As contribuições didáticas e metodológicas dos filmes nas aulas de Geografia podem fomentar conexões preponderantes nas relações de ensino e aprendizagem, uma vez que, a linguagem cinematográfica expressa comunicação entre o emissor e o receptor, ou seja, direto ou indiretamente potencializando dessa maneira, uma relação dialética.
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O TRABALHO DE CAMPO COMO METODOLOGIA DE ENSINO DE GEOGRAFIA: A EXPERIÊNCIA DAS TRILHAS URBANAS
MARIANA INGRID SOUSA MELO; Léon Denis Ferreira Xavier
O projeto Trilhas Urbanas é feito a partir do trabalho de campo, com base na perspectiva geográfica, se utilizando de cartas e mapas sobre o tema e o local a ser pesquisado; professores e alunos realizam a preparação das Trilhas Urbanas, unido ensino, pesquisa e extensão. Com o intuito de gerar interesse nos participantes pela história e geografia de Fortaleza e assim poder analisar vários aspectos da cidade, desde a área física até as relações humanas ali existente, como: maritimidade, o espaço urbano, etc. Estudando a área do bairro do Centro de Fortaleza, para permitir a compreensão de uma parte da história do Ceará e sua relação com Geografia. Tendo como público-alvo os alunos de diversas instituições de ensino básico de Fortaleza, principalmente de escola pública. Como posto por Vesentini e Vlach (2004, p. 8) as aulas práticas de Geografia (trabalho de campo) significa o estudo realidade in loco, havendo sempre um lugar onde vale a pena levar a classe para observar. Com base nisso as Trilhas são realizadas por meio do guiamento pelo Centro de Fortaleza, onde são realizadas explicações sobre a história do local visitado, o percurso permite ao participante ter uma noção de espaço e ainda entender um pouco da identidade da região. Segundo Neris e Lopes (2012) esse tipo de atividade possibilita a análise do espaço urbano e oferece, para professores e alunos, a oportunidade de identificar permanências e transformações espaciais, assim permitindo que se alcance uma visão mais crítica dos processos de produção do espaço e a valorização do patrimônio histórico e cultural. As Trilhas são realizadas a partir da observação e compreensão dos espaços formadores de Fortaleza, como Espaço de Vida e Morte, através da visitação de cemitérios; Geometria Territorial do Poder, que aborda os aspectos políticos da formação de Fortaleza; Espaços de Lazer, Trabalho e Consumo, que trata das áreas de lazer, como praças, e de trabalho e consumo como as feiras comerciais; Fortaleza e o Mar, explicando a relação da cidade com o litoral. Foi perceptível através de observações preliminares o quanto os alunos ficaram curiosos para entender o local visitado e como a participação deles aumentou durante o percurso e o que estava sendo ensinado, gerando a partir disso o debate entre eles sobre o assunto. Com isso podemos compreender a importância de momentos práticos no ensino de Geografia e como eles possibilitam uma fácil absorção do conhecimento, colocando-se como uma importante ferramenta didática.
Palavras-chave: Trabalho de Campo, Ensino de Geografia,Trilhas urbanas
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OS CONTEÚDOS DE ENSINO E AS PRÁTICAS DOCENTES NO SETOR DE CARTOGRAFIA NO CURSO DE LICENCIATURA EM GEOGRAFIA DA URCA
CARLOS JEFFERSON GOMES DA SILVA; Antônia Carlos da Silva; Antonio Marcos Gomes da Silva
Este trabalho, na área de ensino de Geografia, tem como temática de estudo a Cartografia escolar no âmbito da formação docente no curso de licenciatura em Geografia da Universidade Regional do Cariri – URCA. Na estruturação conceitual da temática, consideramos algumas questões norteadoras: Quais as concepções de ensino e de aprendizagem que estão norteando as práticas dos professores em sala de aula em relação à cartografia escolar? Como os formadores, professores do curso de Geografia, veem a cartografia como conteúdo de ensino na escola? Como planejam as aulas para torná-las efetivas e adequadas às condições de ensino do professor na escola? Essas questões serviram como eixo articulador da pesquisa, sem perder de vista o contexto que interfere na ação docente. Quanto aos procedimentos metodológicos realizados no trabalho, consideramos inicialmente as contribuições teóricas que proporcionaram um maior esclarecimento sobre a cartografia escolar, os conteúdos de ensino, os processos de aprendizagem e os pressupostos da formação docente. Através de autores como: Almeida (2001, 2007 e 2014); Castrogiovanni (2000); Passini (2012); dentre outros, foi possível aprofundar as questões que norteiam a formação de professores com o olhar na cartografia escolar. Na pesquisa de campo, realizamos: (a) identificação e análise do Projeto Pedagógico do Curso – PPC de Geografia (Proposta 2013-2014), particularizando as referências voltadas para as disciplinas do Setor de Instrumental, (b) análise das ementas das disciplinas e (c) aplicação de questionário aos professores que ministram disciplinas no referido Setor. Quanto à análise do plano de Curso identificamos que o mesmo está organizado em eixos ou núcleos estruturantes, dentre os quais destacamos o núcleo denominado “Os fundamentos teórico-práticos da Geografia Instrumental”, que é relacionado à temática de pesquisa. Pertencente a esse núcleo temos as seguintes disciplinas: Cartografia Básica, no primeiro semestre, Cartografia Temática, no terceiro semestre, Noções e Práticas em Geotecnologias, no sexto semestre, e as disciplinas optativas Educação Cartográfica e Sensoriamento Remoto para o Ensino de Geografia. As ementas dessas disciplinas especificam propostas que têm profunda relação com as competências e habilidades exigidas para o profissional docente e sua atuação na escola de ensino básico. Quanto a análise dos questionários: em relação às competências e habilidades voltadas para cartografia escolar, os professores demostram que as disciplinas do Setor de Instrumental do curso de Geografia têm grande relevância para desenvolvimento e conhecimentos dos discentes, contribuindo para compreensão da realidade do aluno através da localização, orientação e das representações cartográficas. Os conteúdos das disciplinas apontam várias possibilidades de trabalhar na escola, através dos desenhos, uso dos livros didáticos, atividades práticas e outras linguagens. No que se refere ao entendimento da leitura de mapas, as disciplinas Cartografia Básica e Cartografia Temática, atendem as necessidades dos discentes e docente para interpretar os mapas. Entendemos a necessidade de que os conteúdos formativos tenham aproximações com as práticas docentes na escola, atendendo ao processo de desenvolvimento das capacidades cognitivas do aluno.
Palavras-chave: Formação docente,Cartografia escolar ,Ensino,Aprendizagem
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OS IMPACTOS CAUSADOS PELO PROCESSO DE CANALIZAÇÃO DO RIO GRANJEIRO
JOSÉ RODRIGUES DE MORAIS
Desde o processo de aldeamento do município de Crato-CE, que teve início junto a catequização dos índios Kariris, vemos a importância do Rio Granjeiro para as pessoas que ali viviam. Vale destacar que o rio nessa época não era visto como um meio de crescimento econômico e sim de sobrevivência. A água que o rio fornecia foi de grande relevância, já que oferecia abastecimento e irrigação para as pessoas que ali viviam. É nítido que muitos municípios surgem nas margens dos rios, fazendo uso da água vinda do mesmo como uma fonte de sobrevivência não só biológica, mas também econômica. Com o Crato não foi diferente, a medida em que o tempo passava a população de uma maneira desordenada aos poucos vinha ocupando o território, diminuindo cada vez mais o leito natural do rio. É sabido que a relação do homem para com a natureza não é amigável, então a medida em que a mesma vai sendo modificada pela a ação humana em prol do desenvolvimento urbano e econômico de um determinado lugar. Para isso vários fatores têm que ser levado em consideração, como por exemplo: ter a noção de espaço a ser ocupado; saber onde são os limites de inundação de um rio para assim evitar futuras tragédias ambientais, criando importante laço para o desenvolvimento urbano. Porém, sabemos que raramente isso acontece. Podemos ver isso na cidade de Crato, a cidade viu o aumento de sua população ao redor do Rio Granjeiro de modo que para se desenvolver e ter um crescimento urbano tomou como medida a canalização do rio.Com o processo de canalização que aconteceu, vários são os impactos para o meio ambiente, ao invés de fazer uma construção onde conciliem crescimento econômico com preservação do meio ambiente ocorre totalmente ao contrário, o rio passa a ser o principal meio de escoamento de esgotos, sofre com a poluição, assoreamento, desvio de seu curso natural e com a destruição das matas ciliares. Além disso, a paisagem na cidade passa a ser composta por um canal enorme, com mau cheiro passando a ser um grande esgoto a céu aberto, perdendo totalmente a capacidade de uso original de seus recursos. Em decorrência deste fato a cidade passou a sofrer com as inundações vindas a cada período chuvoso, trazendo com elas as consequências de uma ocupação desordenada, as pessoas que residem nas proximidades do canal obviamente são as mais afetadas, o centro da cidade passa a ser o palco de alagamento, um exemplo disso é a tragédia que aconteceu na cidade em 2011. Tendo em vista a realidade da cidade esta pesquisa possui como tema “os impactos causados pelo processo de canalização do Rio Granjeiro”. E objetiva averiguar de que forma a cidade de Crato no Ceará foi ou está sendo prejudicada no processo de canalização desse rio?
Palavras-chave: Natureza,canalização,Rio Granjeiro
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REFLEXÕES SOBRE A FORMAÇÃO CONTINUADA EM GEOGRAFIA: ESTUDO DE CASO NA ESCOLA PEDRO FELÍCIO CAVALCANTE, EM CRATO/CE
CÍCERO ANTONIO JATANAEL DA SILVA TAVARES; JONAS GONÇALVES ALMEIDA
O presente trabalho busca abordar sobre a importância de uma formação continuada no ensino de Geografia. Neste sentido, objetiva-se realizar uma discussão a respeito da necessidade de uma constante qualificação profissional do corpo docente para que tanto o professor quanto o aluno possam obter resultados satisfatórios no processo de ensino-aprendizagem. Este trabalho surge essencialmente a partir de uma experiência de estágio na escola Pedro Felício Cavalcante, em Crato/CE, onde identificou-se uma quantidade considerável de professores em que não se dispuseram para um aprimoramento de habilidades, o que nos levantou algumas inquietações a respeito da formação continuada desses profissionais. Afirma-se que isso pode influenciar diretamente no processo de ensino-aprendizagem de Geografia, uma vez que o professor precisa atualizar-se e adequar-se as realidades e situações que surgem constantemente em sala de aula. Este trabalho apoia-se em inquietações que serão norteadoras para o seu desenvolvimento, dentre outros à saber: Como as tecnologias e as novas problemáticas do mundo moderno podem influenciar no processo de ensino-aprendizagem? Os professores estão preparados para lidar com essas mudanças e possibilidades? Quanto a educação inclusiva, os professores têm buscado qualificação profissional nessa área? Neste sentido, fez-se levantamentos bibliográficos em autores como Freire (1997), Imbernón (2006) e Cavalcanti (2010). Em Freire (1997) compreende-se a importância de uma formação continuada durante toda a carreira docente, uma vez que surgem novos recursos didáticos e o professor precisa estar apto a essa funcionalidade; em Imbernón (2006) discute-se sobre os desafios da formação docente, perpassando pelas novas formas de opressões que estão a surgir e que interferem diretamente no meio escolar; e em Cavalcanti (2010) aborda-se sobre recursos didáticos através da reflexão do conceito de lugar e como usar tais recursos a partir dessa referência espacial, sendo este considerado uma metodologia alternativa pertinente a formação continuada, por necessitar de uma capacitação docente qualificada para exercer esta atividade. Será realizado entrevistas com os professores de Geografia, na intenção de identificar questões pertinentes a sua formação. O recorte espacial utilizado para essa etapa da pesquisa será a escola Pedro Felício Cavalcante, localizada no bairro São Miguel, em Crato/CE. A escolha por essa instituição de ensino se dá pela acessibilidade de informação, devido ter sido na mesma em que foi possível vivenciar a experiência de estágio durante a Graduação. Em linhas gerais, espera-se a concretização das hipóteses lançadas, dentre essas suposições, estão: que exista uma quantidade considerável de professores carentes de aprimoramento de habilidades e que essa omissão interfira diretamente no processo de ensino-aprendizagem de Geografia. Neste sentido, espera-se identificar as causas dessa estagnação a uma qualificação profissional. Almeja-se ainda que diante dessa abordagem se possa compreender as contribuições da formação continuada, sendo concebida como essencial para o corpo docente, sobretudo, em decorrência das adversidades vivenciadas no dia-a-dia da sala de aula.
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REGIÃO DO CARIRI CEARENSE: ASPECTO PARA SE PENSAR NA EDUCAÇÃO BÁSICA DE GEOGRAFIA NO ENSINO FUNDAMENTAL II E MÉDIO
PAULO CEZAR DE FIGUEIREDO; : Antonio Marcos Gomes da Silva
A geografia trabalha temas que pode levar o aluno a compreender melhor o espaço que habita, é nessa perspectiva que o artigo se desenvolve fazendo uma relação entre o tema abordado e a educação básica de geografia. Traz a proposta de trabalhar a percepção do aluno na realidade do seu cotidiano, nesse caso, a Região do Cariri cearense. . Os tópicos foram desenvolvidos com a intenção de ser um ponto de partida para pesquisas posteriores, no entanto o artigo traz informações e comentários que pode ser discutido e aprofundado com professores e alunos da educação básica de geografia no ensino fundamental II e médio. A Região do Cariri cearense traz uma série de questões, àqueles que procuram compreender a razão de sua formação. RESUMO O presente artigo tem como objetivo discutir os aspectos geográficos na formação da região do Cariri cearense, sobretudo os aspectos que norteiam a educação básica de geografia no ensino fundamental II e médio no Colégio Salesiano São João Bosco, na cidade de Juazeiro do Norte-CE. Como encaminhamento metodológico seguiu os seguintes pontos: pesquisa bibliográfica, em livros didáticos de uso comum aos professores e alunos, bem como material de conceitos científicos sobre região, além de pesquisas e consultas na internet, e como campo empírico conversas com alunos e professor de geografia do ensino fundamental II e médio da escola citada. Como resultados da pesquisa a abordagem teórica aponta para os aspectos geomorfológicos da região, ou seja, geografia física (CEARÁ, 2012); os povos nativos e sua história na transformação do espaço geográfico (PINHEIRO, 2010) O favorecimento do clima no desenvolvimento econômico com a criação de gado e plantação de cana, a partir do povoamento no século XVIII-XIX (ARAUJO, 2011); o fator religioso do catolicismo popular configurando os municípios de Crato e Juazeiro do Norte como potenciais, sobretudo e a partir da figura do Padre Cícero Romão Batista, com o milagre da hóstia e consequentemente as romarias num viés cultural (SANTIS, 2015); no livro didático aparece o conceito de região, no entanto, na perspectiva do regionalismo brasileiro, deixando de lado a região do Cariri cearense, de importância histórica e geográfica do Brasil e ainda mais deixando de abordar a escala local. Consideramos que esse artigo pode contribuir na perspectiva de relação entre o tema abordado e o ensino de geografia na escola pode ser viabilizado desde que haja uma compreensão do espaço que os alunos e professores habitam, neste caso entender a região de origem é importante para se aprofundar nas regionalizações brasileiras, por exemplo.
Palavras-chave: Região do Cariri, Ensino de Geografia, Origens Históricas
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Abrir o trabalhoRelato de experiência de campo na disciplina de Geografia Agrária: O modelo agroflorestal no contexto de uma agricultura sustentável.
KEZIA CAROLLINE GOMES DE LAVOR; JOYCE FERREIRA GOMES
O trabalho de campo é um recurso educacional de grande valor para os estudos geográficos, a exemplo de muitas outras áreas do conhecimento. Nesse sentindo o presente trabalho tem por finalidade compreender através do relato de experiência de campo as principais características e aspectos do tema agroflorestal de seu Zé Arthur que está localizado no município de Nova Olinda/CE. O sistema agroflorestal surge como uma pratica alternativa e inovadora na sustentabilidade do agro ecossistema com a implantação de novas técnicas. Ela é uma técnica que pode ser aplicada na agricultura familiar, já que a mesma oferece vantagens econômicas e ambientais, pois esta utiliza-se dos recursos naturais de forma sustentáveis, sem que haja uma dependência de serviços externos, proporcionando uma segurança alimentar para o produtor e consumidor. A exemplo temos o modelo agroflorestal do seu Zé Arthur. O campo na disciplina de geografia agrária contribuiu de uma forma significativa para integrar os conteúdos ministrados pela professora, visto que o mesmo proporciona a compreensão da realidade vivida pelos alunos. Homem simples e do campo, Zé Arthur usa sempre o termo nós quando fala de si. Sua experiência, no final da década de 1990, rendeu os melhores resultados na região, mostrando a viabilidade do modelo inovador trazido pela ACB para a Chapada do Araripe. Num segundo momento, em sua experiência, o entrevistado teve a oportunidade de comparar melhor os resultados de sua produção, com outros apresentados pelos proprietários vizinhos. No campo podemos observar como é feito todo o manejo para que o solo venha ser tanto produtivo como para que o mesmo venha conservar seus nutrientes. O SAFs são sistemas produtivos que podem se basear na sucessão ecológica, análogos aos ecossistemas naturais, em que árvores exóticas ou nativas são consorciadas com culturas agrícolas, trepadeiras, forrageiras, arbustivas, de acordo com um arranjo espacial e temporal pré estabelecido, com alta diversidade de espécies e interações entre elas. Em geral, nos SAFs são realizados plantios de sementes e/ou de mudas. Na entrevista de campo seu Zé Artur relatou que sua propriedade tem 18 hectares, o ano de aquisição é de 1979 na qual foi comprada com muito esforço. As atividades praticadas na sua propriedade é a horta, criação de galinha e de bode. É importante cuidar da terra, pois as queimadas acabam prejudicando o solo, levar isso para o agricultor é uma educação ambiental, sustentável e saudável. Primeiro planta o algodão, utiliza-se garrafas pets para plantar e balizar a floresta. Vivenciamos uma experiência bastante rica para o nosso conhecimento através dessas técnicas e práticas sustentável, utilizada por esse pequeno produtor rural, que já foi para diversas cidades e Estados brasileiros relatar suas experiências para poder ajudar outros produtores rurais aplicar o mesmo método agroflorestal. A diversidade de conhecimentos que se pode aprender através das praticas de campo nos ajuda a estabelecer um vinculo didático dentro da sala de aula, pois gera um novo olhar para poder se relacionar melhor com a natureza e garantir o sustento que necessitamos. Dessa forma o trabalho de campo é importante, no sentido de mostrar a realidade articulada a prática, proporcionando aos alunos um maior aprendizado, a partir da observação de tudo aquilo que é falado na teoria. O sistema agroflorestal mantém a biodiversidade, pois nele se realiza o plantio de vários tipos de árvores frutíferas em uma mesma área, resultando numa produção diversificada de alimentos, que além de melhorarem a qualidade de vida da família, em termos de uma alimentação saudável, também contribui para o aumento de sua renda mensal.
Palavras-chave: CAMPO,AGRÁRIA,AGROFLORESTA,SUSTENTAVEL
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