11 de 11 trabalho(s) aceito(s)
CHECKLIST DO GÊNERO Lycoperdon PERS. (BASIDIOMYCOTA, AGARICALES) PARA O DOMÍNIO DA CAATINGA
FRANCISCO RÔMULO LEITE FERREIRA DE SOUZA ; Natália Luane Moreira Alves; Monalissa Dias de Souza; Francisco Guilherme Mendes de Lima; Luciara Ferreira Luna; Sírleis Rodrigues Lacerda
Os fungos gasteroides constituem um grupo morfológico diversificado artificial, com ampla distribuição geográfica e participação importante nos processos ecológicos dos ecossistemas. Entretanto, o conhecimento sobre sua diversidade e distribuição no domínio da Caatinga permanece fragmentado, especialmente para alguns gêneros. A heterogeneidade ambiental e a existência de áreas ainda pouco amostradas reforçam a necessidade de sistematizar registros e ampliar estudos micológicos. Nesse contexto, este trabalho teve como objetivo elaborar um checklist das espécies do gênero Lycoperdon registradas para o domínio da Caatinga, reunindo informações sobre ocorrência e distribuição geográfica. Foi realizada revisão bibliográfica sistematizada em bases de dados e literatura especializada, considerando espécies, estados, municípios, localidades e vouchers. Foram incluídos registros com identificação taxonômica e indicação precisa da localidade, com padronização nomenclatural conforme bases taxonômicas especializadas e controle das duplicidades. Foram identificadas três espécies de Lycoperdon para a Caatinga, distribuídas nos estados da Bahia, Ceará, Paraíba e Pernambuco, abrangendo cinco municípios: Mucugê, Guaramiranga, Tianguá, Caruaru e Areia. Os registros apresentaram distribuição geográfica fragmentada, concentrando-se em poucas localidades conhecidas. Destacam-se as ocorrências de Lycoperdon fuligineum em Guaramiranga e Tianguá (CE) e de Lycoperdon nudum em Areia (PB), associadas a brejos de altitude e ambientes com condições distintas das áreas semiáridas adjacentes. Os resultados indicam lacunas significativas no conhecimento sobre a distribuição de Lycoperdon na Caatinga, especialmente em áreas pouco amostradas. Conclui-se que o checklist sistematiza os registros conhecidos e contribui para ampliar significativamente o conhecimento sobre os fungos gasteroides no Semiárido e da biodiversidade regional, subsidiando estudos taxonômicos, ecológicos, biogeográficos e conservacionistas
Palavras-chave: Gasteromycetes,Taxonomia,Lycoperdaceae,Micobiota
Resumo Expandido · Oral
Abrir o trabalhoAÇÃO DO ÓLEO FIXO DE BURITI FRENTE Trichomonas vaginalis
MATHEUS DOS SANTOS LOURENÇO ; Ingrid Gonçalves Pereira Dantas; Isaac Moura Araújo; José Weverton Almeida-Bezerra; Saulo Almeida de Menezes; Tiana Tasca; Cícera Datiane de Morais Oliveira-Tintino
A tricomoníase é a infecção sexualmente transmissível não viral mais comum no mundo, sendo causada pelo parasita flagelado Trichomonas vaginalis. A doença é conhecida por causar complicações na saúde reprodutiva feminina, predisposição ao câncer de colo do útero e de próstata, além de aumentar a transmissão e aquisição do HIV (vírus da imunodeficiência humana). Além disso, a tricomoníase é considerada uma das doenças tropicais negligenciadas, uma vez que não recebe a atenção necessária pelas autoridades e sistemas de vigilância epidemiológica. Apesar de existir tratamento para a doença, a dependência excessiva de uma única classe de antimicrobianos aumenta a vulnerabilidade caso a resistência clínica se dissemine. Nesse sentido, os óleos fixos são vistos como alternativas tradicionais eficazes e seguras para ampliar o tratamento antiparasitário. Dentre eles, o óleo fixo da Mauritia flexuosa, conhecido como óleo de buriti, destaca-se por apresentar atividades antimicrobiana, anti-inflamatória e antioxidante amplamente descritas na literatura científica. O objetivo desse estudo foi verificar a capacidade anti-trichomonas do óleo fixo de buriti. Para a verificação da atividade antiparasitária, foram realizados ensaios de viabilidade celular, utilizando o isolado clínico de T. vaginalis ATCC 30236. O óleo fixo de buriti foi avaliado na concentração de 1 mg/mL. Após incubação de 24 horas, a viabilidade celular foi determinada por contagem utilizando o azul de tripan, utilizando um controle negativo somente com os trofozoítos e um controle veículo contendo DMSO. Todos os testes foram realizados em triplicata (n = 3). Observou-se que a viabilidade celular de Trichomonas vaginalis caiu de 100 (+- 9.8) para 59,06% (+- 10), havendo uma redução de aproximadamente 41% na viabilidade celular do protozoário estudado. Demonstrando assim que o óleo de buriti pode ser mais explorado em ensaios antiparasitários utilizando menores concentrações afim de verificar seu potencial clínico.
Palavras-chave: Tricomoníase, Antiparasitário, Compostos Naturais, Doenças Tropicais Negligenciadas
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoDESIGUALDADES DE GÊNERO NA PRODUÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA
MARIA VICTÓRIA LANDIM SILVA ; Rebeca Leite Peixoto
Um dos objetivos da ONU para 2030 é alcançar a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres. Embora existam políticas públicas para reduzir desigualdades, as mulheres ainda enfrentam barreiras institucionais, sociais e culturais que limitam sua participação. No âmbito científico e tecnológico, essa desigualdade também está presente. Nesse contexto, Ada Lovelace, pioneira da computação, evidencia a participação feminina na produção científica e as barreiras historicamente enfrentadas. Dessa forma, compreender as desigualdades de gênero na ciência e tecnologia é fundamental para identificar obstáculos e fortalecer estratégias que promovam participação mais equitativa. Objetivou-se analisar as desigualdades de gênero presentes na produção científica e tecnológica. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, utilizando os descritores “gender inequity” e “technology”, cruzados pelo operador booleano “AND”, na base Google Scholar. Foram incluídos artigos publicados nos últimos cinco anos, em português e inglês, com texto completo gratuito; excluíram-se duplicados, estudos sem relação com a temática e trabalhos incompletos. Os resultados evidenciaram desigualdades de gênero na ciência e tecnologia em diferentes contextos. No âmbito familiar, observou-se falta de apoio e incentivo para que meninas participem de atividades científicas e tecnológicas. Nas escolas, identificaram-se diferenças de oportunidades, estímulo e participação entre meninos e meninas. No mercado de trabalho, políticas de licença parental insuficientes e a falta de flexibilidade dificultam a conciliação entre carreira e vida pessoal. Entre os países analisados, os Estados Unidos apresentaram maior igualdade, associada à adoção de políticas de igualdade salarial. Conclui-se que as desigualdades de gênero na ciência e tecnologia são estruturais e manifestam-se por vieses de contratação, barreiras à ascensão profissional e ambientes de trabalho desfavoráveis. Sua superação requer fiscalização das leis de igualdade salarial e combate à discriminação, além de políticas institucionais de conciliação entre trabalho e vida pessoal, como creches, distribuição equilibrada de cargas e licenças parentais inclusivas. Ademais, a inserção precoce de meninas na educação tecnológica deve ser estimulada por meio de atividades científicas desvinculadas de padrões tradicionais de gênero.
Palavras-chave: Igualdade de gênero; Tecnologia; Informação
Mudanças no uso e cobertura da terra na Chapada do Araripe, Nordeste do Brasil, entre 2004 e 2024
LUANA AGUIAR COSTA ; Maria Amanda Nobre Lisboa; Leonardo Vitor Alves da Silva; Alana de Oliveira Silva; Mardonio Freitas Rodrigues Ferreira; Arthur da Silva; Sara Cardoso Ferreira da Silva
As mudanças no uso e cobertura da terra constituem importantes indicadores das transformações ambientais em regiões semiáridas. Este estudo analisou a dinâmica da paisagem da Chapada do Araripe, Nordeste do Brasil, nos anos de 2004, 2014 e 2024, utilizando dados do MapBiomas. As classes de cobertura foram agrupadas em formações naturais e usos antrópicos, permitindo avaliar as alterações ocorridas entre os anos analisados. A Formação Savânica permaneceu como a principal classe da paisagem, porém apresentou redução contínua, passando de 65,8% da área em 2004 para 63,3% em 2014 e 56,1% em 2024, representando uma perda de 102.905,86 ha. Em sentido oposto, a agricultura aumentou de 1,21% para 6,3% da área, com acréscimo de 54.615,15 ha entre 2004 e 2024, enquanto as pastagens passaram de 15,8% para 19%. A Formação Florestal apresentou menor variação, já a área urbana aumentou aproximadamente 91%, destacando também a expansão da ocupação urbana na região. Apesar da redução da cobertura natural, os índices de vegetação NDVI e SAVI aumentaram entre 2004 e 2024, com incremento médio de 14,4% e 13,0%, respectivamente, enquanto a temperatura da superfície apresentou redução média de 1,43 °C. Os dados indicam que ocorreram aumentos nos índices de vegetação que podem refletir uma maior atividade fotossintética sem necessariamente indicar a persistência ou recuperação da cobertura natural . Observou-se ainda uma forte correlação negativa entre NDVI e temperatura da superfície , além de que áreas em maiores altitudes estão associadas a maiores valores de índices de vegetação e menores temperaturas. O estudo aponta uma transformação progressiva da paisagem da Chapada do Araripe, caracterizada principalmente pela redução da cobertura savânica e pela expansão da agricultura, das pastagens e das áreas urbanas. Essas alterações indicam aumento da pressão antrópica sobre as formações naturais e reforçam a importância do acompanhamento temporal do uso da terra para subsidiar ações de conservação e planejamento ambiental na região.
Palavras-chave: Caatinga,MapBiomas,Semiárido
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoTAXONOMIA, CARACTERES DIAGNÓSTICOS E DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DE Staheliomyces E. FISCH. (PHALLACEAE, BASIDIOMYCOTA)
NATÁLIA LUANE MOREIRA ALVES; Luciara Ferreira Luna; Monalisa Dias de Souza; Francisco Rômulo Leite Ferreira de Souza; Lilian Almeida dos Santos; Sírleis Rodrigues Lacerda; Renato Juciano Ferreira
O gênero Staheliomyces compreende fungos gasteroides de distribuição predominantemente neotropical, caracterizados por basidiomas com pseudoestipe e uma constrição próxima ao ápice, onde se localiza a gleba, estrutura fértil do basidioma. Descrito por Ludwig Eduard Fischer, em 1921, a partir de material proveniente do Suriname, o gênero foi considerado monotípico por quase um século, tendo Staheliomyces cinctus como única espécie reconhecida. Entretanto, variações morfológicas observadas em diferentes espécimes atribuídos a S. cinctus levantaram questionamentos sobre a delimitação das espécies e a diversidade real do gênero. Estudos posteriores demonstraram que parte dessa variação correspondia a espécies distintas, ampliando o conhecimento sobre a diversidade taxonômica de Staheliomyces. Diante disso, este trabalho objetiva sintetizar o histórico taxonômico do gênero, analisar os principais caracteres morfológicos diagnósticos utilizados na delimitação de suas espécies e sistematizar sua distribuição geográfica na Região Neotropical. Foi realizada uma revisão bibliográfica abrangendo trabalhos taxonômicos, descrições originais, revisões e registros de ocorrência. As informações foram organizadas em um checklist por espécie, reunindo caracteres morfológicos, localidades, países, biomas e herbários associados aos registros. Também foram consultadas bases de dados e informações referentes a espécimes depositados em herbários. A literatura evidencia uma ampliação significativa do conhecimento taxonômico de Staheliomyces, que passou de uma única espécie reconhecida para cinco: S. cinctus (Amazônia e Mata Atlântica, Brasil, Suriname, Guiana Francesa, Equador e Bolívia), S. candeliformis (Amazônia, Brasil), S. costariquensis (Costa Rica), S. cylindricus (Mata Atlântica, Brasil) e S. quadratus (Amazônia, Brasil). As novas espécies foram delimitadas com base na combinação de caracteres morfológicos, análises moleculares e revisão nomenclatural. Entre os principais caracteres diagnósticos identificamos a forma e dimensão do basidioma, a morfologia do pseudoestipe e da constrição, a posição e características da gleba e os caracteres dos basidiósporos. Registros históricos de S. cinctus em outras áreas da Região Neotropical (Brasil, Guiana Francesa, Equador e Bolívia) também indicam a necessidade de reavaliação taxonômica, uma vez que parte dessas ocorrências pode representar espécies ainda não delimitadas. Os dados reforçam a necessidade de novas coletas e da revisão de materiais previamente identificados como S. cinctus, especialmente em regiões pouco investigadas. Conclui-se que Staheliomyces apresenta diversidade maior do que a reconhecida durante grande parte de sua história taxonômica, sendo a integração de caracteres morfológicos, dados moleculares e informações de distribuição fundamental para uma delimitação mais consistente das espécies e para o avanço do conhecimento sobre a diversidade e biogeografia do gênero na região Neotropical.
Resumo Simples · Pôster/Banner
Abrir o trabalhoUMA NOVA ESPÉCIE DE Geastrum PERS. (GEASTRACEAE, BASIDIOMYCOTA) NA CAATINGA CEARENSE
LUCIARA FERREIRA LUNA ; JOSÉ ANDERSON SOARES DA SILVA; FRANCISCO GUILHERME MENDES DE LIMA; FRANCISCO RÔMULO LEITE FERREIRA DE SOUZA; LILIAN ALMEIDA DOS SANTOS; MONALISSA DIAS DE SOUZA; SÍRLEIS RODRIGUES LACERDA; RENATO JUCIANO FERREIRA
O gênero Geastrum, conhecido popularmente como estrela-da-terra, reúne fungos gasteroides amplamente distribuídos, ocorrendo principalmente em regiões tropicais e temperadas. Esses organismos exercem importante papel na ciclagem de nutrientes, atuando na decomposição da matéria orgânica de origem vegetal e, em alguns casos, estabelecendo associações micorrízicas. Além de sua relevância ecológica, os basidiomas de espécies de Geastrum são utilizados por diferentes etnias tanto como recurso alimentar quanto na medicina tradicional. O gênero está entre os mais diversificados de fungos gasteroides no Brasil, com cerca de 75 espécies catalogadas. Entretanto, os registros disponíveis ainda não são suficientes para compreender a real diversidade do gênero no país, sobretudo em áreas de Caatinga, que constituem importantes lacunas de conhecimento. Nesse contexto, o presente estudo tem como objetivo contribuir para o conhecimento da diversidade de Geastrum por meio do registro de uma nova espécie proveniente de uma área de Caatinga. As amostras foram coletadas no período chuvoso de 2018 no Parque Estadual Sítio Fundão. Após a coleta, o material foi encaminhado ao laboratório, onde passou pelo processo de desidratação em estufa artesanal, a aproximadamente 40 °C, durante um período mínimo de 48 horas. Posteriormente, as amostras foram submetidas às análises morfológicas e taxonômicas, e a identificação da espécie foi realizada com base em literatura especializada para o gênero. As análises permitiram identificar uma espécie nova para a ciência, caracterizada principalmente por possuir o basidioma expandido fornicado, 15 mm de altura × 24 mm de largura; raios arqueados; endoperídio subgloboso, glabro, pruinoso, pedicelado, apófise franjada, peristômio sulcado, não-delimitado e cônico. A identificação desse novo táxon amplia o conhecimento sobre a diversidade do gênero Geastrum no Semiárido brasileiro. Os resultados obtidos evidenciam a expressiva diversidade do gênero na região e reforçam a necessidade de intensificar os esforços de coleta, especialmente em áreas de Caatinga, a fim de ampliar o conhecimento sobre a distribuição geográfica e a diversidade taxonômica de fungos gasteroides. Dessa forma, os dados gerados poderão subsidiar futuras pesquisas taxonômicas e ecológicas, além de contribuir para o desenvolvimento de estratégias voltadas à conservação da funga regional.
Resumo Simples · Pôster/Banner
Abrir o trabalhoATIVIDADE ANTIFÚNGICA DO SESQUITERPENO VALENCENO FRENTE A CEPA DE Candida albicans
CLARA SOL ANNY GOMES DA HORA; Joara Nályda Pereira Carneiro; Antonia Thassya Lucas dos Santos; Elita de Sousa Santos; Reinaldo Nunes dos Santos; Francisco Bernardo de Barros; Maria Flaviana Bezerra Morais-Braga
A espécie Candida albicans (CA) compõe o microbioma natural humana, coabitando de forma comensal partes do corpo, como mucosa oral, trato gastrointestinal e trato geniturinário. Entretanto, essas leveduras podem se tornar patogênicas quando ocorre um desequilíbrio corporal, resultando em infecções fúngicas graves, que acometem principalmente indivíduos imunossuprimidos. No combate a essas infecções o desenvolvimento de resistência aos fármacos utilizados gera preocupações significativas pois essa condição torna esses microrganismos menos suscetíveis a agentes antifúngicos. Neste cenário, uma fonte alternativa para o tratamento são os produtos naturais, que vem sendo explorados na busca de formular novos fármacos ou potencializar os já existentes. Diante disso, esse trabalho buscou avaliar a ação antifúngica do sesquiterpeno valenceno (VLC) frente a cepa padrão de Candida albicans (CA INCQS 40006), avaliando a atividade intrínseca e combinada ao antifúngico fluconazol (FCZ). Foram realizados ensaios pelo método de microdiluição em caldo com concentrações que variaram de 2 a 1024 μg/mL para determinar a curva de viabilidade celular e Concentração Inibitória de 50 % (CI50) da população fúngica. Na atividade combinada ao FCZ, o VLC foi utilizado em concentração subinibitória. A determinação da Concentração Fungicida Mínima (CFM) foi obtida por subcultivo de alíquotas do teste de microdiluição em placas de Petri. Os resultados mostraram que o valenceno inibiu o crescimento fúngico em 99,2 %, e o fluconazol inibiu 100 % das colônias fúngicas, ambos de forma intrínseca, na concentração 1024 μg/mL. A associação de VLC ao FCZ resultou na potencialização de efeito do fármaco, reduzindo a curva de viabilidade celular em 82,1 % já na concentração 2 μg/mL. A CI50 observada foi de 268,5 μg/mL; 18,6 μg/mL e 1,91 μg/mL para VLC, FCZ e VLC + FCZ respectivamente. A CFM foi >2048 μg/mL para o valenceno e o fluconazol isoladamente, sendo verificado efeito fungicida na concentração de 128 μg/mL para sua combinação (VLC + FCZ). Conclui-se que o valenceno possui efeito antifúngico promissor frente a Candida albicans, sobretudo quando associado ao fluconazol, potencializando a ação do fármaco através da redução de sua concentração de efeito. O uso combinado de VLC + FCZ indica um possível papel do valenceno como agente adjuvante em estratégias terapêuticas e como composto bioativo capaz de contribuir para a reversão da resistência fúngica.
Palavras-chave: Produto Natural,Antifúngico,Potencializador,Resistência Fúngica
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoAVALIAÇÃO DA ATIVIDADE INIBITÓRIA DE HIDRALAZINA FRENTE A LINHAGEM BACTERIANA DE Staphylococcus aureus 1199B
INGRID GONÇALVES PEREIRA DANTAS ; Matheus dos Santos Lourenço; Ana Joyce de Morais Bento; Êmily do Nascimento Rodrigues; Janaína Esmeraldo Rocha; Hélcio Silva dos Santos; Cícera Datiane de Morais Oliveira-Tintino
A resistência bacteriana tem se consolidado como uma ameaça crescente à saúde global, sendo intensificada principalmente pelo uso inadequado de antibióticos. Esse cenário favorece a disseminação de cepas resistentes, entre as quais se destaca Staphylococcus aureus 1199B, que apresenta a bomba de efluxo NorA, que atua no transporte de diferentes compostos, como os agentes antibacterianos para o meio extracelular, contribuindo para a redução da concentração intracelular dos fármacos e, consequentemente, para a diminuição de sua atividade antibacteriana. Diante desse cenário, o reposicionamento de fármacos vem sendo investigado como uma estratégia alternativa, permitindo a utilização de medicamentos já estabelecidos para o tratamento de outras doenças, o que pode reduzir os custos e o tempo necessário para a validação de novos medicamentos. Dentre esses fármacos, destaca-se a hidralazina, um vasodilatador usado para o tratamento de hipertensão e de insuficiência cardíaca, que apresenta potencial para a investigação quanto à sua atividade moduladora da ação de antibióticos, considerando que a atividade antitumoral desse composto já foi descrita na literatura. Nesse sentido, o objetivo deste trabalho é analisar o potencial modulador da Hidralazina frente a linhagem bacteriana de S. aureus 1199B, portadora da bomba de efluxo NorA. Para isso, avaliou-se o potencial da Hidralazina em reduzir a Concentração Inibitória Mínima (CIM) em comparação ao controle negativo, por meio do método de microdiluição em caldo. Dentre os fármacos disponíveis, foi selecionado o norfloxacino, o qual pertence à classe das fluoroquinolonas, para ser investigado. Na avaliação da ação potencializadora de antibióticos, verificou-se que a Hidralazina foi capaz de reduzir significativamente a CIM do norfloxacino, em comparação ao grupo controle negativo, reduzindo de 128 µg/mL para aproximadamente 64 µg/mL. Dessa forma, embora a modulação da atividade do norfloxacino surgira uma possível interferência em mecanismos relacionados à resistência bacteriana, a substância apresenta potencial para investigações futuras visando ao desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas frente à resistência bacteriana.
Palavras-chave: Resistência bacteriana, Bomba de efluxo, Potencialização
Pôster / Banner
Abrir o trabalhoDOR MUSCULOESQUELÉTICA EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS: REPERCUSSÕES NA SAÚDE E DESEMPENHO ACADÊMICO
LARISSA SOUSA RIBEIRO ; VINICIUS KAUAM NARCISO DE ALBUQUERQUE; ANA GABRIELY PINHEIRO DE ARAÚJO; CLEANE RAFAELE MEDEIROS GALVÃO; KÁSSIA APARECIDA MONTEIRO DE ARAÚJO; LUIZA STELLA ALENCAR DA COSTA; MARIA IDERLANIA FREITAS DE SOUSA
A dor musculoesquelética constitui condição frequente, caracterizada por manifestações dolorosas que acometem músculos, articulações e demais estruturas do sistema musculoesquelético, podendo comprometer a funcionalidade e o bem-estar. Entre universitários, pode relacionar-se à rotina acadêmica, marcada por longos períodos em postura sentada, uso de dispositivos eletrônicos, elevada carga de estudos e hábitos de vida inadequados. Além do impacto físico, pode repercutir na qualidade de vida, sono, concentração e atividades acadêmicas, interferindo na saúde e no desempenho universitário. Analisar as repercussões da dor musculoesquelética sobre a saúde e o desempenho acadêmico de estudantes universitários. Trata-se de uma revisão da literatura, de caráter descritivo, realizada por meio de buscas na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Utilizaram-se os descritores “Dor Musculoesquelética”, “Estudantes” e “Desempenho Acadêmico”, combinados pelos operadores booleanos AND e OR. Foram incluídos estudos publicados entre 2021 e 2025, que abordassem dor musculoesquelética em universitários e suas repercussões sobre a saúde e o desempenho acadêmico. Os estudos foram analisados qualitativamente. Os estudos evidenciaram alta frequência de manifestações musculoesqueléticas, com destaque para as regiões cervical e lombar, associadas a fatores acadêmicos, posturais e comportamentais. Destacaram-se redução do sono, sofrimento psicológico, estresse, ansiedade, longos períodos de estudo, movimentos repetitivos e uso prolongado de dispositivos digitais. Maiores níveis de estresse e ansiedade associaram-se à presença de dor, enquanto menor duração do sono relacionou-se a maior ocorrência de manifestações, especialmente cervical e lombar. O uso frequente de celulares e tablets e movimentos repetitivos também se associaram a maior número de problemas musculoesqueléticos. As repercussões incluíram comprometimento da qualidade de vida, concentração, atividades acadêmicas e desempenho universitário. Observou-se ainda baixa procura por atendimento profissional e ocorrência de automedicação, podendo favorecer a negligência e progressão dos sintomas. Os achados demonstram caráter multifatorial da dor, envolvendo aspectos físicos, acadêmicos e psicossociais. A dor musculoesquelética apresenta elevada ocorrência entre universitários e relação com fatores físicos, comportamentais e psicossociais. Suas repercussões podem comprometer a saúde, qualidade de vida e desempenho acadêmico, reforçando a importância de estratégias de prevenção e promoção da saúde no contexto universitário.
Resumo Simples · Pôster/Banner
Abrir o trabalhoEFEITO VASORRELAXANTE DO ÁLCOOL PERÍLICO SOBRE A CONTRATILIDADE DE VEIA UMBILICAL HUMANA DE PARTURIENTES NORMOTENSAS: PARTICIPAÇÃO DAS VIAS DE DESPOLARIZAÇÃO POR K+ E POR 5-HT
MARIA JÉRICA DA SILVA SOUSA; Carla Mikevely de Sena Bastos; Luis Pereira de Morais; Maria Raquel da Silva Duarte; Jamily Fechine Cruz; Édylla Rilânny Laura de Araújo; Emmily Peticia do Nascimento Sales; Roseli Barbosa
Introdução: O álcool perílico (AP) é monoterpenoide encontrado majoritariamente nos óleos essenciais de hortelã e gengibre. Estudos anteriores descrevem efeitos antifúngicos, anticancerígenos e vasorrelaxantes, inclusive em artéria umbilical humana. Entretanto, estudos envolvendo seus efeitos em veia umbilical humana (VUH) ainda são limitados. Objetivo: Investigar efeitos vasorrelaxantes de AP sobre VUH de gestações sem complicações. Métodos: Após aprovação ética (CEP/URCA nº 3.832.881), segmentos de cordão umbilical de gestantes sem complicações foram coletados após consentimento livre e esclarecido. O cordão foi dissecado para obtenção de anéis venosos umbilicais (3–5 mm), montados em banhos de órgãos sob condições controladas (solução de Krebs-Henseleit, pH 7,4, 37 °C, carbogênio). Após estabilização (90 min), os anéis foram pré-contraídos com KCl (60 mM) ou serotonina (10 µM) para avaliar a despolarização por K+ e por 5-HT, respectivamente. Na fase de platô (10–15 min), curvas concentração-resposta cumulativas para AP foram obtidas em ampla faixa de concentrações. Resultados: O AP (1-2000 µM) relaxou completamente a vasoconstrição evocada por KCl (≥ 30 µM; ANOVA two-way; p < 0,01). Da mesma forma, contrações evocadas por serotonina foram relaxadas completamente (≥100 µM; ANOVA two-way: p < 0,001). Na análise para produzir 50% da resposta máxima (CE50), foi demonstrado que a despolarização por K+ (161,1 ± 6,9 μM) teve efeito vasorrelaxante significativamente mais potente que a despolarização por 5-HT (269,8 ± 7,8 μM). Conclusão: O AP apresenta propriedades vasorrelaxantes por vias farmacológicas relevantes, apoiando seu potencial como molécula promissora em desordens vasculares associadas ao aumento da vasoconstrição dos vasos. Agradecimentos: CNPq; CAPES; FUNCAP.
Palavras-chave: Álcool Perílico,Vasorrelaxamento,Veia Umbilical Humana,Contratilidade Vascular,Saúde Materno-fetal
Resumo Expandido · Oral
Abrir o trabalhoESTRESSE E MANIFESTAÇÕES MUSCULOESQUELÉTICAS: MECANISMOS FISIOLÓGICOS E REPERCUSSÕES FUNCIONAIS
KASSIA APARECIDA MONTEIRO DE ARAÚJO ; Larissa Sousa Ribeiro; Cleane Rafaele Medeiros Galvão; Luiza Stella Alencar da Costa; Ana Gabriely Pinheiro de Araújo; Maria Iderlânia de Freitas Sousa
INTRODUÇÃO: O estresse é uma resposta do organismo diante de situações percebidas como desafiadoras, envolvendo alterações fisiológicas que permitem ao indivíduo lidar com diferentes demandas. Quando essa resposta se prolonga, pode favorecer alterações na tensão muscular e na percepção da dor, contribuindo para manifestações musculoesqueléticas. Essas alterações podem acometer regiões como pescoço, ombros e coluna, interferindo nas atividades diárias e laborais e comprometendo o desempenho profissional e a qualidade de vida. Portanto, compreender a relação entre estresse e manifestações musculoesqueléticas é relevante para a promoção da saúde e a prevenção de limitações funcionais.OBJETIVO: Analisar a relação entre o estresse e as manifestações musculoesqueléticas,destacando os mecanismos fisiológicos envolvidos e suas repercussões funcionaiS. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão da literatura, realizada por meio de buscas na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando descritores relacionados ao estresse, fatores psicossociais e manifestações musculoesqueléticas, combinados pelos operadores booleanos AND e OR. Foram selecionados estudos publicados entre 2021 e 2025 que abordassem a relação entre estresse, fatores psicossociais e manifestações musculoesqueléticas, considerando seus mecanismos fisiológicos e repercussões funcionais. RESULTADOS: Os estudos analisados evidenciaram uma relação entre fatores psicossociais e a ocorrência de manifestações musculoesqueléticas, reforçando o caráter multifatorial dessas condições. Maior demanda de trabalho, baixo controle sobre as atividades, alta tensão ocupacional e baixa segurança no emprego foram associados principalmente a sintomas na região lombar, sendo esta uma das regiões mais frequentemente acometidas, seguida por ombros e pescoço. Os achados também indicaram associação entre a exposição prolongada a fatores psicossociais e alterações relacionadas ao estresse fisiológico, envolvendo a desregulação do sistema nervoso simpático, do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal e do sistema imunológico, podendo contribuir para o surgimento ou agravamento de sintomas musculoesqueléticos. Observou-se ainda uma relação dose-resposta entre o tempo de exposição a determinadas condições de trabalho, como o uso prolongado de estações de computador, e o risco de manifestações em pescoço, ombros e região lombar. Além disso, os estudos apontaram que fatores físicos, psicossociais e organizacionais atuam conjuntamente na ocorrência dessas manifestações, destacando a necessidade de intervenções que considerem tanto as condições físicas quanto o ambiente psicossocial de trabalho. CONCLUSÃO: Os estudos analisados revelam uma relação entre fatores psicossociais, estresse e distúrbios musculoesqueléticos, que podem comprometer a funcionalidade e o desempenho ocupacional Desse moda, compreender essa relação é fundamental para uma abordagem mais ampla da saúde musculoesquelética e da qualidade de vida.
Oral · Oral + Pôster/Banner
Abrir o trabalhoResumo Simples
Abrir o trabalho