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CONSTRUÇÃO DE MAPAS TÁTEIS: RECURSOS DIDÁTICOS PARA AS AULAS DE ESTUDOS REGIONAIS
CARLOS JEFFERSON GOMES DA SILVA; Claudiana Sales Pinto; Antonio Marcos da Silva; Antônia Carlos da Silva
Este trabalho trata do conhecimento relacionado à Educação Cartográfica, destacando a Cartografia Tátil numa perspectiva inclusiva com estudantes da Escola Cívico Militar de Ensino Fundamental Dr. Edward Teixeira Ferrer, localizada na cidade do Juazeiro do Norte, no Ceará. Tem como propósito apresentar as práticas pedagógicas implementadas no formato de oficina com alunos do 9º ano objetivando contribuir para o desenvolvimento do conhecimento espacial das pessoas com Deficiência Visual (DV). As práticas escolares com a Cartografia Tátil, numa perspectiva inclusiva, têm assumido, nos últimos anos, carácter fundamental nas propostas educativas tanto para a formação de professores no ensino superior, quanto para as práticas nas escolas de educação básica, pois são referências que poderem ampliar os conhecimentos espaciais das pessoas com DV. Nesse aspecto situa-se o uso dos mapas inclusivos como um caminho para discutir possibilidades e práticas de ensino nas disciplinas curriculares e, em especial, para a abordagem na disciplina Estudos Regionais. Entende-se que os mapas atualmente são acessíveis para as pessoas, pois com às inovações tecnológicas, podem ser encontrados em aplicativos nos celulares, em papéis impressos, nas nuvens digitais, entre outras maneiras de acesso. No entanto, um aspecto que precisa ser considerado diz respeito a acessibilidade, pois considerando-se que existe um seguimento da população que é desprovido do sentido da visão, parcial ou totalmente, que tem limitações para leitura dos mapas. No currículo da Geografia escolar, os conteúdos da disciplina Estudos Regionais expressam dificuldades para as pessoas com DV por apresentar abordagens sobre a história das regiões e as modificações do espaço geográfico que necessitam de recursos didáticos como os mapas que podem ajudar na percepção e interpretação espacial. Frente a esse contexto, emergem as questões norteadoras desse trabalho: Que caminhos metodológicos podem contribuir com o processo de aprendizagem do estudante com DV? Como a Cartografia Tátil pode contribuir para o entendimento espacial? Quais materiais didáticos podem auxiliar na educação, orientação e mobilidade do aluno com DV? Refletir sobre esses questões torna-se necessário para que os professores possam ter um melhor entendimento de como é possível desenvolver as potencialidades e aprendizagens dos conteúdos escolares. Um dos desafios é saber como lidar com as dificuldades de inclusão existentes na escola, pois precisamos pensar estratégias que incluam esses alunos nas atividades escolares. Nesse sentido, é que destacamos os mapas táteis como recurso didático especificamente produzidos para atender as necessidades dos alunos com DV, e como incluir estas pessoas na dinâmica das aulas e na vida social. 2. A construção dos mapas táteis para estudantes com deficiência visual As atividades foram desenvolvidas em formato de oficinas com alunos do 9º ano no período da tarde, nos dias 03, 04, 10, 17, 24, 27 e 31 de outubro de 2022, na Escola Dr. Edward Teixeira Ferrer. A carga horária total da oficina foi de 40 horas aulas, na qual foram trabalhadas as noções básicas da cartografia escolar, a produção dos mapas táteis e as diferentes formas de representação do espaço. Os procedimentos de ensino adotados foram realizados com o auxílio do professor da disciplina Estudos Regionais e seguiram as seguintes orientações: (a) planejamento da oficina Cartográfica com a proposta de trabalhar as noções básicas da cartografia escolar, como: orientação espacial, localização, representação, mapas táteis; (b) delimitação do recorte espacial, no qual ficou estabelecido como referencia de representação o mapa político do estado do Ceará e o da Região Metropolitana do Cariri, por ser o recorte de estudo abordado na disciplina Estudos Regionais; (c) escolha dos materiais de baixo custo que foram utilizados na produção dos mapas táteis, tais como: papelão, E.V.A, algodão, isopor, tecido, E.V.A com Glitter, bolinhas artesanais (Esses materiais foram selecionados devido as texturas diferenciadas para facilitar o sujeito com sua sensibilidade tátil); (d) confecção da escrita em Braille (essa ferramenta nos mapas permite aos sujeitos identificar através do tato os caracteres em relevo dos nomes das áreas do recorte da pesquisa); (e) construção dos mapas táteis e (f) Socialização do material produzido pelos alunos. O trabalho possui abordagem qualitativa e para sua construção foi realizado um levantamento bibliográfico com importantes contribuições teóricas de autores relacionados à Cartografia escolar e a Cartografia inclusiva: Almeida (2001); Castellar (2011); Passini (2012); Loch (2008); e outros. A Cartografia Tátil trabalha com confecção de mapas e de diversos instrumentos cartográficos, com a finalidade de atender pessoas com necessidades visuais, possibilitando que os alunos com DV tenham uma melhor percepção e mobilidade espacial. Os mapas táteis são fundamentais para orientação e mobilidade dos DVs nos ambientes externos e internos, proporcionando eficiência e independência dessas pessoas. Essas ferramentas sendo recursos educativos podem auxiliar os estudantes a compreender as noções básicas de escala, localização, distância, orientação. Durante a oficina discutiu-se os conteúdos e os conceitos básicos da Cartografia escolar, bem como os produtos cartográficos, como plantas, croquis e cartas. Como aprofundamento, tratou-se da Cartografia Tátil como um ramo específico da Cartografia, que se ocupa da confecção de mapas e de outros produtos que possam ser lidos por pessoas com baixa visão ou perda total. Os mapas táteis ampliam a percepção de mundo e dão autonomia para os alunos com deficiência visual. A seguir, apresentamos e discutimos os produtos construídos pelos alunos durante a oficina. No que se refere a representação do estado do Ceará, o mapa tátil produzido expressou as regiões de planejamento do Ceará e a região do Cariri (FIGURA 1). Os mapas táteis produzidos durante a oficina expressaram possibilidades para os estudantes e professores trabalharem os conteúdos geográficos, as questões conceituais referentes aos assuntos de Estudos Regionais, favorecendo as trocas de experiências durante as aulas e facilitando o entendimento dos conteúdos da disciplina. Nesse sentido, vale destacar que apesar das escolas desenvolverem ações voltadas à inclusão, ainda reconhecemos que há carências de materiais pedagógicos e falta conhecimento dos profissionais educadores para poder construir materiais adequados para alunos com DV. As práticas docentes voltadas à inclusão ainda são poucas trabalhadas nas escolas e precisam fazer parte da pauta das discussões pedagógicas, visando proporcionar um preparo teórico e metodológico adequado para lidar com estudantes e com as pessoas com deficiência visual nas escolas. Os mapas táteis produzidos pelos alunos foram apresentados nos dias 10 e 11 de novembro durante a I Feira Científica de Juazeiro do Norte (FECIJUNO), como material do projeto “Cartografia Inclusiva: possibilidades de ensino para alunos com deficiência visuais”, sendo contemplado com o 2° lugar na área de Ciências Humanas e o 3° lugar geral da Feira Científica. Uma importante conquista e reconhecimento pelo trabalho e engajamento dos alunos pela inclusão. (FIGURA 2). Assim, ressaltamos a importância da educação inclusiva no programa de ensino de Estudos Regionais e das demais disciplinas escolares para que os professores possam criar efetivas situações de aprendizagem para os alunos com deficiências visuais. Nesse contexto, o aluno precisa se apropriar dessa linguagem Cartográfica numa perspectiva inclusiva para ler e interpretar os mapas de sua região. Os mapas táteis foram confeccionados para atender as necessidades da educação e orientação das pessoas com DV. São materiais didáticos importantes para o campo da educação principalmente como referência para os procedimentos metodológicos. Nesse viés, a Feira Cientifica mostrou que a Cartografia tátil desperta a atenção, convida para pensar as situações de inclusão e a pensar a necessidade de desenvolver políticas públicas para as escolas, de forma que contribua com a disponibilidade de ferramentas pedagógicas, de espaços para estudos e de apoio institucional para práticas efetivas e inclusivas para ajudar os sujeitos com deficiências visuais, ao tempo que promove um ensino de igualdade e proporciona um acesso mais democrático aos estudos das disciplinas.
Corpo território: uma análise geográfica do corpo feminino como território (r)existência
TAYAN CAVALCANTE ROSAL SAMPAIO ; Clesley Maria Tavares do Nascimento
1. Introdução O território é um dos principais conceitos da ciência geográfica, sendo base de diversas pesquisas, que por sua vez ampliam as formas de se conhecer e entender o território dentro da geografia. De acordo com Lucena, “território é um conceito gerado por indivíduos organizando o espaço segundo seus próprios objetivos”. 2012, p 523). Entretanto, cabe elucidar que o presente trabalho se propõe discutir uma nova visão a respeito do território, o de corpo-território. Conceituação estabelecida e estudada por pesquisadoras de movimentos feministas e ecofeministas que consideram o corpo feminino como um território de poder e (r)existência. O conceito de território em nosso contexto vai muito além da associação clássica com escala e/ou lógica estatal se expandindo, passando por diferentes escalas, mas no eixo de proteção da vida, existência ou ontologia/territorialidade secular. ao legado do modelo colonial moderno de destruição e genocídio do capitalismo extrativista, que até hoje questiona a existência de subgrupos, especialmente os povos indígenas. (HAESBAERT,2020) O conceito de corpo-território feminino, utiliza dos elementos que caracterizam e definem uma parcela do espaço como território, trazendo esse conceito para o corpo humano que por sua vez é um território delimitado e marcado pelo próprio indivíduo que também irá impor regras a seu corpo que é o seu território pessoal, sendo um território marcado e transformado pelo ambiente e cultura no qual se encontra, não se mantendo neutro no espaço e trazendo consigo uma força, que faz com que antes de tudo o corpo território feminino seja um espaço de resistência. No qual o corpo feminino de mulheres indígenas que tem seu território destruído ou expropriado irá melhor definir esse conceito, visto que o território é tirado delas de tal forma que a única maneira de resistir e preservar a sua cultura é por meio de seus corpos, sendo uma forma de defesa e de combate à invisibilidade. (HAESBAERT,2020; ROCHA, 2019) O corpo feminino como um território, é por si só um ato de rebeldia em meio a uma sociedade patriarcal, que a todo custo tenta oprimir e invisibilizar esses territórios e as lutas e pautas que esses corpos carregaram, mostrando que o corpo ele é indissociável do conceito de território. Os movimentos ecofeministas na América Latina demonstraram que qualquer estratégia de resistência é sempre territorial e envolve nossos corpos. Assim, tais movimentos de mulheres indígenas argumentam que para cada resistência há uma resposta masculinizada contínua de um espaço que viola (diferentemente) as comunidades e seus corpos, ameaçando aquele território fazendo com o corpo se torne uma ferramenta de (r)existência (HAESBAERT,2020; ROCHA, 2019) 2. Objetivos: 2.1. Objetivo geral: O presente trabalho tem como principal objetivo discutir um novo olhar em relação ao conceito de território na escala primordial do corpo-feminino. É pertinente salientar que o termo corpo território provém de estudos de pesquisadoras feministas e ecofeministas e do movimento de mulheres indígenas, que perceberam a sua corporeidade como instrumento de poder e (r)existência. 2.2. Objetivos especificos: Entender a aplicação do conceito de corpo-território dentro dos movimentos feministas; Conhecer a percepção que as mulheres militantes de movimentos feministas têm em relação ao seu corpo como um instrumento de resistência. 3. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa qualitativa realizada a partir de um projeto de iniciação científica (IC). Este tipo de pesquisa estuda aspectos subjetivos de fenômenos sociais que ocorrem em determinado tempo, local e cultura, visando um entendimento mais aprofundado de um assunto ou questão a partir da perspectiva do indivíduo. Os procedimentos metodológicos ocorreram em etapas: levantamento bibliográfico, pesquisa imagética em sites, entrevistas com mulheres militantes de movimentos sociais. Vale destacar que entrevistas foram filmadas com o intuito de produzir a posteriori um vídeo documentário com a temática. 4. Resultados: Os resultados demonstraram que o conceito de território pode ser compreendido em diferentes escalas, da global a corporal. Sendo alvo constante do controle e opressão capitalista patriarcal, as mulheres militantes vão as ruas manifestarem sua indignação frente ao machismo estrutural e a usurpação de seus direitos, verdadeiros corpos-territórios de (r)existência e luta por uma sociedade mais justa e menos intolerante com aqueles considerados minorias (mulheres, pretos e LGBTQI+). 5. Conclusão: O corpo não apenas habita o espaço, ele é marcado e transformado pela cultura, assim, não pode ser tratado como algo neutro e universal, uma vez que tem etnia, gênero, sexualidade e classe econômica. Daí a pertinência de trazer para o debate o corpo-território feminino invisibilizado pela colonialidade do patriarcado, mas que historicamente se manifesta nas ruas como território de resistência e luta. O corpo território feminino é de suma importância, reflete a luta e resistência das mulheres, que enfrentam em seu dia a dia tentativas de desterritorialização e invisibilidade. Como no caso de mulheres indígenas que residem em tribos, e tem seus territórios diminuídos e usam seus corpos como instrumentos de luta contra o epistemicídio de seu povo, não é coincidência que o termo corpo-território tenha surgido nessas manifestações. Referências Bibliográficas HAESBAERT, Rogério. Do corpo-território ao território-corpo(da terra): Contribuições decoloniais . GEOgraphia, Niterói , v. 22, n. 48, p. 76-90, jun./2019. Disponível em: https://doi.org/10.22409/GEOgraphia2020.v22i48.a43100. Acesso em: 13 nov. 2022. LUCENA, Gleydson. Jean Gottmann : evolução do conceito de território . Boletim campineiro de geografia , Campinas, v. 2, n. 3, p. 523-545, 2012. Disponível em: https://doi.org/10.54446/bcg.v2i3.86. Acesso em: 13 nov. 2022 ROCHA, A. A. D. Corpo-território como argumento curricular de resistência : Outras epistemologia e metodologias nas investigações sobre currículo. Teia, Rio de Janeiro , v. 20, n. 59, p. 56-71, dez./2019. Disponível em: https://doi.org/10.12957/teias.2019.46858. Acesso em: 13 nov. 2022.
ESTUDO DOS IMPACTOS SOCIOAMBIENTAIS DAS OBRAS DO TÚNEL CUNCAS 1, TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO, NO DISTRITO DE SÃO MIGUEL, MAURITI, CEARÁ
MIKE GRANGEIRO BELÉM; LUIZA DIAS DE SANTANA; ROSA MARIA RAMOS MARANHÃO
1. Introdução A Transposição do Rio São Francisco é a maior obra de infraestrutura hídrica do país, dentro da Política Nacional de Recursos Hídricos. A integração das bacias se dá em dois eixos (Leste e Norte), totalizando 477 quilômetros de extensão e tem o objetivo de garantir a segurança hídrica de 12 milhões de pessoas em 390 municípios nos estados de Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, onde a estiagem é frequente (BRASIL, Ministério da Integração, 2004). Mauriti está situado no eixo norte e recebe as águas do Rio São Francisco que vem de Pernambuco, passando pelos municípios de Pena Forte, Jati e Brejo Santo, no estado do Ceará. As águas abastecerão o Açude Quixabinha, passando pelos distritos de Umburanas, Coite e São Miguel onde se encontra o túnel Cuncas 1, na localidade Curtume, que segue levando as águas até o estado da Paraíba, para depois bifurcar em dois eixos: um para o Cinturão das Águas no Ceará e chegar até a Região Metropolitana de Fortaleza (CE), e outro segue para Sousa (PB) para seguir ao Rio Grande do Norte. O túnel Cuncas 1 é considerado o maior da América Latina para transporte de água. A estrutura tem 15 quilômetros de extensão e seção de 9 metros de altura por 9 de largura e liga a sub bacia do Salgado no Ceara e a Bacia do Pinhas-Açu na Paraíba (BRASIL, MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO, 2004 e 2004a; FERREIRA, 2017). Todas as obras estruturantes buscam benefícios para a sociedade, no caso da Transposição do Rio São Francisco (TSF) a segurança hídrica do semiárido é o seu maior objetivo e justificativa. Entretanto obras de grande porte trarão sempre impactos socioambientais relevantes e que devem ser previstos nos instrumentos EIA/RIMA (VAINER, 2007; SANCHEZ, 2008; STOLF et al, 2012). Apesar das tentativas de mitigar esses danos, muitas comunidades sofrem impactos negativos, em curto prazo ou de duração permanente, que se interligam provocando efeitos diretos ou indiretos uns nos outros. A supressão de vegetação, a movimentação do solo, produção de matérias e resíduos da construção civil, provocam danos aos corpos d’agua devido processos erosivos, aterrando pequenos cursos e alterando a qualidade da agua (SANCHEZ, 2008). Vale ressaltar os impactos socioeconômicos sobre as comunidades pela desapropriação de terras, que obrigam o deslocamento de pessoas e atividades, gerando conflitos entre a comunidade e os “empreendedores” (STOLF et al, 2012; GONÇALVES, 2014;SILVA et al., 2020). Os impactos antrópicos requerem abordagens apropriadas devido a tratar-se de impactos sobre seres humanos e suas relações familiares, culturais, econômicas e afetivas com seu lugar de origem, configurando uma situação delicada e que demanda de atenção e cuidado. Desse modo, a partir do levantamento das propriedades afetadas, bem como do perfil socioeconômico dos atingidos, deve-se avaliar se existem comunidades extrativistas, tradicionais, indígenas, quilombolas, entre outras de relevância sociocultural e econômica e quais possibilidades de ações mitigadoras e de menores danos nesse deslocamento. (VAINER, 2007; GONÇALVES, 2014; FERREIRA 2019; SILVA et al., 2020). O Objetivo principal dessa pesquisa é reconhecer os impactos socioambientais das obras do túnel Cuncas 1, Transposição do Rio São Francisco, na localidade Curtume, distrito de São Miguel. Pretende-se Realizar levantamento bibliográfico e cartográfico e visitas de campo para determinar a melhor metodologia de coleta de dados junto a população impactada pela obra, é cabível que haja um estudo aprofundado por um corpo técnico ambiental a fim de trazer resolutivas de médio e longo prazo sobre a temática referente, é aconselhável que haja plano de ação pelas autoridades responsáveis. BRASIL. MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL – Projeto São Francisco. 2004. Disponível em: <http://integracaosaofrancisco.gov.br/>. Acessado em 23/06/2022.. BRASIL. MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL. Relatorio de Impacto Ambiental - RIMA. Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional. Ecology Brasil. Julho 2004a. FERREIRA, José Gomes. A transposição das águas da bacia do rio São Francisco no contexto da resposta à seca do Nordeste, Conference Paper. Research Gate. October 2017. https://www.researchgate.net/publication/320214882. FERREIRA, José Gomes. A transposição das águas do Rio São Francisco na resposta à seca do Nordeste brasileiro. Cronologia da transformação da ideia em obra. Article• Research Gate. November 2019. https://www.researchgate.net/publication/336990274. GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2007. GONÇALVES, Cláudio Dias Barbosa . Impactos, conflitos e tensões do projeto de integração do Rio São Francisco no município de São José de Piranhas/PB. DISSERTAÇÃO DE MESTRADO. PRODEMA/UEPB Univerisdade Estadual da Paraíba.2014. LIMA , Túlio Venâncio Pires carvalho. OS IMPACTOS DA TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO NA SUA REGIÃO DE INFLUÊNCIA. Trabalho de Conclusão de Curso. Curso de Geografia da Universidade de Brasília. 2013. SÁNCHEZ, L. E. Avaliação de impacto ambiental: conceitos e métodos. São Paulo: Oficina de Textos, 2008. SILVA, Maicon Miguel Vieira da; DINIZ, Paulo Cesar Oliveira; MEDEIROS, Paulo da Costa . Conflitos pelo acesso à água: impactos da Transposição do rio São Francisco sobre a Vila Lafayete, Monteiro/PB. Edição especial - Sociedade e ambiente no Semiárido: controvérsias e abordagens Vol. 55, p. 166-185, dez. 2020. STOLF, R.; PIEDADE, S. M. S.;SILVA, J. R.; SILVA, L. C. F.; MANIERO, M. A. . Water transfer from São Francisco river to semiarid northeast of Brazil: technical data, environmental impacts, survey of opinion about the amount to be transferred. Engenharia Agrícola (Impresso), v. 32, p. 998-1010, 2012. VAINER, CARLOS B. Recursos hidráulicos: questões sociais e ambientais. Estudos Avançados v.21, 2007 p.121-137
A EXPERIÊNCIA DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO II NO CURSO DE LICENCIATURA EM GEOGRAFIA: um relato de experiência
CAMILA OLIVEIRA GOMES; Heibe Santana da Silva
O estágio supervisionado possibilita compreender a grande magnitude do ser docente e identificar como esse futuro docente está se adaptando a sua futura profissão. No que se refere à prática de estágio supervisionado, de acordo com Tardif (2002) é uma das etapas mais importantes na vida acadêmica dos alunos de licenciatura, pois, o mesmo cumpre as exigências da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Tem o objetivo de oportunizar ao aluno a observação, a pesquisa, o planejamento, a execução e a avaliação de diferentes atividades pedagógicas com o intuito de aproximar a teoria acadêmica com a prática em sala de aula. Diante disto, o presente trabalho originou-se a partir da experiência de na disciplina de Estágio Supervisionado II, obtida no 6º semestre do curso de Licenciatura em Geografia, na Universidade Regional de Cariri (URCA). Essa disciplina possui uma carga horária de 70/horas aulas, sendo 10 horas-aula de observação sistemática e 60 horas-aula de atividades de regência. Assim, o objetivo geral é relatar a experiência de estágio supervisionado II, vivenciada na E.E.F José Marrocos, e sua correlação com o aprendizado discente a partir da prática pedagógica. 2 Procedimentos Metodológicos O presente trabalho corresponde a uma pesquisa qualitativa, onde Creswel (2007) chama a atenção para o fato de que, na perspectiva qualitativa, o ambiente natural é a fonte direta de dados e o pesquisador, o principal instrumento, sendo que os dados coletados são predominantemente descritivos. Para a realização desta pesquisa foram desenvolvidas leituras de artigos científico que abordassem uma discussão sobre o estágio supervisionado, como também foram usadas as seguintes palavras-chave e associações: Estágio; teoria/prática; Ensino/aprendizagem para se ter um norte na realização deste trabalho. |Ao mesmo tempo, os resultados, a partir da perspectiva discente, foi correlacionada com o referencial teórico, a fim de servir de suporte teórico para os pontos identificados em sala de aula. 3 Experiência de Estágio Supervisionado II em Geografia: um relato de experiência Entende-se que o estágio é um período único, em que o aluno deve estar apto para conhecer o seu futuro local de trabalho, sendo que, por meio dele, o discente buscará formas para ministrar este momento no qual é tão quanto dele como do aluno, que é considerado a chave principal para quer-se possa acontecer. Diante das diversas formas metodológicas de ensino, Paulo Freire (2015, p.25) afirma que o “ensinar não é uma mera prática de ensino, mas também construir conhecimentos, que não há docência sem discência”, apesar das diversas diferenças que os conotam. É essencial que o professor veja as dificuldades que estão sendo impostas naquele ambiente de estudo, para que o mesmo busque melhorias significativas através de práticas pedagógicas que irão trazer mudanças naquele espaço. Segundo Imbernón (2001), crescer é ter acesso a informações, é ter atitude fazendo o aluno participar, é ser cidadão. Desta forma, a experiência de estágio supervisionado ocorreu na Escola José Marrocos, que está localizada na Rua 7 de Setembro, Nº 60 bairro - Pio XII, zona urbana da cidade de Juazeiro do Norte – CE (Figura 1). Atende não só os alunos que residem no bairro citado, mas atende todos os bairros próximos. A Unidade Escolar traz como missão contribuir para a formação e melhoria da interação e educação, visando assegurar a qualidade de ensino para todos, trazendo a permanência com o sucesso do aluno. A escola também visa democratizar o direito de garantia de aprender de todos os cidadãos e do respeito às diferenças na perspectiva de construir uma escola eficaz.O estágio de regência deu-se início no dia 29/11/2021 e concluiu-se dia 16/03/2022, possibilitando uma compreensão mais a fim acerca da profissão docente. Além do conhecimento, é preciso adquirir habilidades pedagógicas para realizar a função de professor, mas ser professor não é só isso, é aprender com seus alunos e, constantemente, renovar suas aprendizagens, buscando sempre ter um atendimento igualitário a todos que compõem a escola, sejam eles professores, funcionários, núcleo gestor, alunos ou até mesmo a comunidade em geral. Diante das indagações já mencionadas acima, apresentamos algumas aulas que foram ministradas abordando a temática “Os recursos hídricos”, que é o nome dado ao recurso natural da água. Dentre os recursos naturais disponíveis ao homem, a água é o mais importante, uma vez que é insubstituível à vida na Terra, na turma do 8º ano C, como mostra a (Figura 2). E apresentamos também a aula que foi ocorrida na turma do 7º Ano C, onde foi discorrido sobre os Índios Kariris, como mostra a Figura 3. Para entender a importância dos povos originários, foi-se realizado dinâmicas de acordo com os conteúdos para melhor estimular o desenvolvimento dos discentes, buscando sempre uma interação entre eles. O Estágio Supervisionado é o período em que conseguimos nos autoavaliar, onde percebemos e descobrimos nossos pontos fracos, como também nossas qualidades. Percebe-se que a regência é parte de aprendizados coletivos sobre o ensinar e aprender em um espaço que possui uma sala com diversos instrumentos e personagens. Tal ambiente é o ponto de incertezas, medo, ansiedades, de olhares e direcionamentos. Desta forma, posso concluir para que o Estágio Supervisionado II funcione com excelência para os estudantes de graduação, pois, a realidade vivenciada no ambiente escolar é vista como uma parte excepcional ao professor que está se formando, proporcionando conhecer a realidade da sua profissão escolhida.
EXPERIÊNCIAS OBTIDAS ATRAVÉS DAS GEOTECNOLOGIAS: UMA ABORDAGEM A PARTIR DO SOFTWARE QGIS
LUCIANO OLIVEIRA BATISTA; Ana Karolyne Ferreira Nascimento; Maria de Lourdes Carvalho Neta
1. Introdução Esse trabalho tem em seu segmento a apresentação das geotecnologias através da aplicação do minicurso “QGIS para iniciantes (Turma 02)”, que ocorreu de forma remota através da plataforma Google Meet e foi organizado pelo Laboratório de Geoprocessamento – LABGEO, da Universidade Regional do Cariri – URCA. O minicurso ocorreu no mês de setembro entre os dias 22 à 30, com uma carga horária de 30 horas e teve em sua aplicação e metodologia a apresentação e utilidades das ferramentas do software QGIS, contando com o total de 10 participantes, tendo como objetivo conhecer as potencialidades desse SIG, tendo como resultado final a manipulação de dados e a elaboração de mapas. O QGIS é um software que possibilita a manipulação de dados vetoriais e raster, além de possibilitar a elaboração de mapas e plantas de vários tipos e abrangendo as diversas áreas das ciências. Por ter uma fácil acessibilidade esse software possibilita uma abrangência em sua utilização. É de suma importância que haja a disseminação de conhecimentos na inserção do aprendizado geográfico através das geotecnologias, isso vem sendo feito através de um projeto intitulado “Capacitação em Geotecnologias”, coordenado pela Professora Maria de Lourdes Carvalho Neta do Departamento de Geociências (DEGEO) da Universidade Regional do Cariri - URCA e financiado pela Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (FUNCAP). O minicurso teve como objetivo apresentar as potencialidades do software QGIS apresentando a partir de suas ferramentas as potencialidades que essa geotecnologia traz para o Ensino de Geografia, como recurso auxiliar, fazendo com que pessoas de diversas áreas, cidades, estados e idades pudessem aprender e participar de forma remota para que todos tivessem acessibilidade. Os objetivos específicos foram: integrar os participantes às geotecnologias a partir de uma linguagem de fácil acessibilidade e didática; compreender as possibilidades de utilização das geotecnologias no dia-a-dia; apresentar as ferramentas do QGIS abordando suas possibilidades no Ensino de Geografia. Metodologicamente este minicurso foi desenvolvido em quatro etapas, primeiramente foi realizado o planejamento da atividade no Laboratório de Geoprocessamento (LABGEO); na segunda etapa foi apresentada uma breve introdução teórica sobre o geoprocessamento e os Sistemas de Informação Geográfica (SIG); na terceira etapa foi realizada a prática na qual subdividida em duas fases: na primeira foi realizada a manipulação de dados vetoriais; e na segunda fase foi realizada a manipulação de dados raster e a composição de layout do mapa; e na quarta etapa foram apresentados os resultados obtidos no minicurso. 2. Referencial Teórico As geotecnologias se fazem cada vez mais presentes no cotidiano das pessoas, se apresentando nos mais diversos segmentos socioambientais e no planejamento e manejo do espaço geográfico. Conforme Fitz (2008, p.11) “As geotecnologias podem ser entendidas como as novas tecnologias ligadas às geociências e correlatas, as quais trazem avanços significativos no desenvolvimento de pesquisas, em ações de planejamento, em processos de gestão, manejo e em tantos outros aspectos relacionados à estrutura do espaço geográfico.” (FITZ, 2008, p. 11) A compreensão do espaço geográfico pode ser feita de diversas maneiras, uma delas é através da exploração dos recursos que as geotecnologias oferecem. Com base nisso, Nunes (2019, p.13), afirma que: “[...] o espaço geográfico pode ser percebido e representado em toda sua complexidade, permitindo ao sujeito que manipula a ferramenta desenvolver habilidades de análise e interpretação do espaço geográfico em suas mais variadas formas, seja sobre aspectos físico-naturais, sociais, econômicos e até políticos.” (NUNES, 2019, p. 13). O uso das geotecnologias no ensino de Geografia deve ser feito com cautela, pois essas ferramentas devem ser usadas de forma que seus recursos sejam explorados de maneira adequada para fins de representação e entendimento do espaço geográfico através das suas várias possibilidades de representação. Sabendo disso, Nunes (2019, p.14), afirma que “As geotecnologias podem e devem ser utilizadas no processo educativo como recursos didáticos, adaptadas pelo professor de acordo com o conteúdo a ser trabalhado e os objetivos do ensino.” Pensar no uso das geotecnologias enquanto recurso didático a ser trabalhado em sala de aula não é algo simples, uma vez que a exploração desse recurso exige um entendimento técnico sobre a ferramenta e sua aplicabilidade no conteúdo trabalhado. Levando isso em conta, Nunes afirma (2019, p.14), diz que, “Nesse sentido, infere-se que o professor, além de possuir o domínio do conteúdo geográfico, precisa de um mínimo de conhecimento acerca da técnica para manusear a ferramenta geotecnológica, para que dessa forma, ela seja utilizada associada ao conhecimento geográfico.” Os aparatos tecnológicos estão presentes em todos os segmentos da sociedade atualmente. Com as geotecnologias não é diferente, já que este importante segmento é responsável por diversas formas de abordagem e estudos do espaço geográfico, abordando todos os seus aspectos socioambientais. As Geotecnologias segundo MENEZES et al. (2017, p. 59): “As geotecnologias podem ser entendidas como as novas tecnologias ligadas às geociências e correlatas, as quais trazem avanços significativos no desenvolvimento de pesquisas, em ações de planejamento, em processos de gestão, manejo e em tantos outros aspectos relacionados à estrutura do espaço geográfico.” (MENEZES ET AL, 2017 p. 59). Sabendo disso, podemos afirmar que as Geotecnologias são importantes ferramentas, tendo em vista sua utilidade nos mais diversos ramos, englobando não só as geociências, mas também diversas áreas. Tais como, gestão ambiental, planejamento urbano, mapeamentos na área da saúde, dentre outras possibilidades. 3. Resultados Como resultados, os participantes elaboraram mapas a partir do uso do software QGIS. Os participantes tiveram livre escolha quanto ao recorte espacial que desejavam representar no mapa. A figura 01 traz a representação de um mapa de declividade do município de Juazeiro do Norte – CE. Este mapa foi elaborado pela estudante Francisca Patrícia, do 4º semestre do curso de Geografia da Universidade Regional do Cariri (URCA). Figura 03: Mapa de declividade do município de Juazeiro do Norte – CE. Fonte: Francisca Patrícia (2022). Através dos resultados obtidos ao término das práticas com o Google Earth Pro e do QGIS nas duas instituições de ensino citadas acima, é possível analisar que os objetivos estabelecidos antes das práticas, foram alcançados satisfatoriamente. 4. Considerações finais Com base na atividade realizada e nos resultados obtidos, foi possível observar a relevância que as geotecnologias têm para o Ensino de Geografia e outras áreas das ciências, tendo em vista suas potencialidades, podendo contribuir para a formação acadêmica e social dos participantes, oferecendo possibilidades através do uso do software QGIS desenvolver e elaborar mapas de diversas temáticas. Vale ressaltar que houveram dificuldades no decorrer do minicurso, tendo em vista que uma parcela dos participantes não tinha nenhuma vivência com o QGIS. Outra dificuldade observada foi em relação a conexão de rede, a qual apresentou oscilações impedindo que alguns participantes usufruíssem do curso de forma satisfatória, influenciando a desistência de alguns participantes. 5. Agradecimentos Agradecemos aqui a coordenadora do projeto “Capacitação em Geotecnologias” Dra. Maria de Lourdes Carvalho Neta. A equipe do Laboratório de Geoprocessamento – LABGEO, pelo empenho e contribuição nas atividades do projeto, agradecemos a Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) pelo apoio nas certificações dos cursos. 6. Referências FITZ, P.R. Geoprocessamento sem complicação - São Paulo, SP: Oficina de Textos, 2008. NUNES, Keila Alves de Campos. As geotecnologias no ensino de Geografia: o uso do Google Earth nos processos de ensino-aprendizagem sobre a cidade. 2019. 139 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) - Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2019. MENEZES, Sady Júnior Martins da Costa de. ET AL. GEOTECNOLOGIAS APLICADAS À GESTÃO AMBIENTAL. Rio de Janeiro. Diversidade e Gestão 1(1): 57-69. 2017. Volume Especial. Gestão Ambiental: Perspectivas, Conceitos e Ca
Palavras-chave: MAPAS TÁTEIS,RECURSOS DIDÁTICOS ,ESTUDOS REGIONAIS ,ENSINO
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Abrir o trabalhoResumo Expandido
Abrir o trabalhoPalavras-chave: impactos socioabientais,tunel cuncas 1, transposição do rio são francisco
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Abrir o trabalhoPalavras-chave: Estágio, Experiencia ,formação docente
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Abrir o trabalhoA implementação da Lei 10.639/03 e do parecer CNE/CP 01 de 2004 nos cursos de Geografia
RAFAEL FERREIRA DA SILVA
O objetivo desse artigo é analisar quais estratégias estão sendo construídas para a implementação das políticas públicas de ações afirmativas para a população negra nos cursos de geografia das universidades públicas. Para tanto, utilizamos como referencial teórico os estudos de Gomes (2009), Bairros (2005) Nunes (2011, 2015, 2022) e as africanidades e afrodescendências pensadas pelo professor Henrique Cunha Junior (2001,2013). Dentre as políticas de ações afirmativas apresentamos a Lei 10.639/03 e o parecer CNE/CP 01 de 2004 que tem como relatora a professora Petronilha Beatriz e Silva. Esse parecer do Conselho Nacional de Educação-CNE propõe a criação de disciplinas nos cursos de licenciaturas das universidades públicas que discuta sobre a cultura africana no Brasil, bem como a ampliação dessa discussão na formação continuada dos docentes. Acreditamos que é preciso construir uma educação antirracista, em especial, uma geografia preocupada com o debate das relações raciais brasileira. Palavras-Chave: Educação antirracista, ações afirmativas, Lei 10.639/03. Palavras-Chave: Educação antirracista, ações afirmativas, Lei 10.639/03. O objetivo desse artigo é analisar quais estratégias estão sendo construídas para a implementação das políticas públicas de ações afirmativas para a população negra nos cursos de geografia das universidades públicas. Para tanto, utilizamos como referencial teórico os estudos de Gomes (2009), Bairros (2005) Nunes (2011, 2015, 2022) e as africanidades e afrodescendências pensadas pelo professor Henrique Cunha Junior (2001,2013). Dentre as políticas de ações afirmativas apresentamos a Lei 10.639/03 e o parecer CNE/CP 01 de 2004 que tem como relatora a professora Petronilha Beatriz e Silva. Esse parecer do Conselho Nacional de Educação-CNE propõe a criação de disciplinas nos cursos de licenciaturas das universidades públicas que discuta sobre a cultura africana no Brasil, bem como a ampliação dessa discussão na formação continuada dos docentes. Acreditamos que é preciso construir uma educação antirracista, em especial, uma geografia preocupada com o debate das relações raciais brasileira. Palavras-Chave: Educação antirracista, ações afirmativas, Lei 10.639/03. Palavras-Chave: Educação antirracista, ações afirmativas, Lei 10.639/03. O objetivo desse artigo é analisar quais estratégias estão sendo construídas para a implementação das políticas públicas de ações afirmativas para a população negra nos cursos de geografia das universidades públicas. Para tanto, utilizamos como referencial teórico os estudos de Gomes (2009), Bairros (2005) Nunes (2011, 2015, 2022) e as africanidades e afrodescendências pensadas pelo professor Henrique Cunha Junior (2001,2013). Dentre as políticas de ações afirmativas apresentamos a Lei 10.639/03 e o parecer CNE/CP 01 de 2004 que tem como relatora a professora Petronilha Beatriz e Silva. Esse parecer do Conselho Nacional de Educação-CNE propõe a criação de disciplinas nos cursos de licenciaturas das universidades públicas que discuta sobre a cultura africana no Brasil, bem como a ampliação dessa discussão na formação continuada dos docentes. Acreditamos que é preciso construir uma educação antirracista, em especial, uma geografia preocupada com o debate das relações raciais brasileira. Palavras-Chave: Educação antirracista, ações afirmativas, Lei 10.639/03. Palavras-Chave: Educação antirracista, ações afirmativas, Lei 10.639/03. O objetivo desse artigo é analisar quais estratégias estão sendo construídas para a implementação das políticas públicas de ações afirmativas para a população negra nos cursos de geografia das universidades públicas. Para tanto, utilizamos como referencial teórico os estudos de Gomes (2009), Bairros (2005) Nunes (2011, 2015, 2022) e as africanidades e afrodescendências pensadas pelo professor Henrique Cunha Junior (2001,2013). Dentre as políticas de ações afirmativas apresentamos a Lei 10.639/03 e o parecer CNE/CP 01 de 2004 que tem como relatora a professora Petronilha Beatriz e Silva. Esse parecer do Conselho Nacional de Educação-CNE propõe a criação de disciplinas nos cursos de licenciaturas das universidades públicas que discuta sobre a cultura africana no Brasil, bem como a ampliação dessa discussão na formação continuada dos docentes. Acreditamos que é preciso construir uma educação antirracista, em especial, uma geografia preocupada com o debate das relações raciais brasileira. Palavras-Chave: Educação antirracista, ações afirmativas, Lei 10.639/03. Palavras-Chave: Educação antirracista, ações afirmativas, Lei 10.639/03. O objetivo desse artigo é analisar quais estratégias estão sendo construídas para a implementação das políticas públicas de ações afirmativas para a população negra nos cursos de geografia das universidades públicas. Para tanto, utilizamos como referencial teórico os estudos de Gomes (2009), Bairros (2005) Nunes (2011, 2015, 2022) e as africanidades e afrodescendências pensadas pelo professor Henrique Cunha Junior (2001,2013). Dentre as políticas de ações afirmativas apresentamos a Lei 10.639/03 e o parecer CNE/CP 01 de 2004 que tem como relatora a professora Petronilha Beatriz e Silva. Esse parecer do Conselho Nacional de Educação-CNE propõe a criação de disciplinas nos cursos de licenciaturas das universidades públicas que discuta sobre a cultura africana no Brasil, bem como a ampliação dessa discussão na formação continuada dos docentes. Acreditamos que é preciso construir uma educação antirracista, em especial, uma geografia preocupada com o debate das relações raciais brasileira. Palavras-Chave: Educação antirracista, ações afirmativas, Lei 10.639/03. Palavras-Chave: Educação antirracista, ações afirmativas, Lei 10.639/03.
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Abrir o trabalhoA UTILIZAÇÃO DE FILMES COMO UM RECURSO METODOLOGICO PARA AS AULAS DE GEOGRAFIA
JOSÉ RAMON DE BRITO MACEDO; Ana Karolyne Ferreira Nascimento
A UTILIZAÇÃO DE FILMES COMO UM RECURSO METODOLOGICO PARA AS AULAS DE GEOGRAFIA José Ramon de Brito Macedo Universidade Regional do Cariri - URCA E-mail: ramon.macedo@urca.br Ana Karolyne Ferreira Nascimento Universidade Regional do Cariri - URCA E-mail: nascimento.karol@urca.br 1. Introdução É certo que a Geografia abrange enormes possibilidades no que se diz respeito a produção social e artística do homem, sendo ela a forma própria dessa produção, tratando do Ensino de Geografia sabe-se que o mesmo tem sido atribuído ao tradicionalismo e ao decoreba, com isso em vista esse trabalho visa analisar e apresentar uma proposta didático-metodológica entre a Geografia e o Cinema. Para isso deve-se buscar recursos e ideias em sua aplicação, pois sabe-se que em sala de aula o tempo é simplório para relevância que a Geografia tem enquanto ciência, associá-la a uma forma de expressão artística as vezes pode ser um desafio, todavia que essa vinculação contribuiria para que houvesse um interesse genuíno do aluno para com a Geografia enquanto disciplina, sabendo que, a geração que está em ascensão dominam o consumo de filmes e series em todo mundo, esse trabalho tem em seu objetivo explorar formas de atribuir o cinema ao Ensino de Geografia. Sendo assim, o trabalho aqui desenvolvido teria o cinema como forma de recurso didático nas aulas de Geografia, tem-se um leque extenso de produções cinematográficas que expressão através das artes cênicas e da fotografia representações geográficas, e através dos filmes e suas representações o discente pode visualizar realidades além da sua. 2. Metodologia Para a estruturação desse trabalho, foi demarcado inicialmente uma área de estudos, sendo essa a utilização de filmes como um recurso didático pedagógico no ensino de Geografia. Essa pesquisa consiste em uma pesquisa de cunho bibliográfica.Para isso, buscamos nos procedimentos técnicos adotar fontes de papel, ou seja, pesquisa documental e pesquisa bibliográfica (PRODANOV; FREITAS, 2013). Assim, essa pesquisa tem enfoque nos estudos de Campos (2006), Pontuschka (2007), Napolitano (2003) e Romagnani (2008). 3. Objetivos Objetivo geral: Ressaltar a importância dos recursos metodológicos utilizados em suas aulas, como o cinema, sendo uma ferramenta capaz de auxiliar o professor no processo de ensino-aprendizagem. Objetivos específicos: • Entender como os filmes possam ser inseridos nas aulas de geografia. • Compreender a importância do uso dos filmes como um recurso didático pedagógico. • Estimular nos alunos o interesse pela linguagem dos filmes. 4. Fundamentação Teórica A função do professor, pode parecer uma tarefa fácil, mas ao contrário do que se pensa, pode-se perceber que essa é uma profissão com uma grande complexidade, dessa maneira, a partir da metodologia e prática do professor em sala de aula, os alunos podem criar um interesse em aprender os conteúdos e/ou ao contrário, uma repulsa. Assim, traz-se o uso dos filmes como um recurso didático pedagógico para as aulas de geografia, a qual por muito tempo foi tida como uma disciplina escolar limitada, tradicional e decoreba. Com isso, esse trabalho tem o principal intuito de ressaltar a importância do uso de filmes enquanto um recurso didático o qual possa auxiliar o professor no processo de ensino-aprendizagem do aluno. Dessa maneira, buscamos fazer com que os alunos busquem esse interesse em aprender os conteúdos a partir do uso de filmes nas aulas. Desse modo,Campos (2006, p. 3) ressalta que “o filme deve ser inserido naquilo que se pretende trabalhar em processo de buscas de interpretações com base em referências como o saber escolar e o saber do mundo”. Assim, o filme deve estar inserido nos conteúdos a serem abordados em sala, estabelecendo mediações sobre as relações do filme para a vida real. Pontuschka (2007) aponta que para nós, professores de Geografia, o filme tem uma grande importância como um recurso metodológico, pois ele serve como uma mediação para o desenvolvimento das noções de tempo e de espaço na abordagem dos problemas socioeconômicos e políticos. Assim, Campos (2006) ainda diz em sua obra que, o filme é um recurso usado para como um instrumento de complementação do conteúdo e até mesmo uma metodologia de transição de um material e/ou aula tradicional. Assim, sabendo da importância da utilização dos filmes em sala de aula, podemos destacar alguns passos para a seleção e exposição do filme de acordo com Romagnani (2008) a qual destaca quatro pontos importantes: 1º Escolha do filme, 2º Planejamento, 3º Exibição e o 4º Debate. Assim, de acordo com Napolitano (2003) diz que para que o filme seja utilizado, é necessário que siga três elementos básicos para a utilização dos filmes, a) Conteúdo curricular, b) Habilidades e competências, c) Conceitos. Assim é preciso realizar uma análise crítica do filme como arte e de certo modo seja repleto de conteúdos, sendo ficcionais ou fatos, podendo provocar uma rica discussão entre professor e aluno, afirma Pontuschka (2007). Posto isso, entende-se que para fazer utilização do filme em sala de aula é necessário fazer a escolha do filme pontuando: qual a relação do filme com o conteúdo, os conceitos que vão ser trabalhados, qual será a temática a ser abordado. Posto isso, Napolitano (2003) também afirma que o filme que foi escolhido pelo professor deve estar incluso em seu planejamento, articulando aos conteúdos e/ou conceitos que serão trabalhados, sendo que o filme deve ser voltado aos interesses da disciplina, tendo coerência entre assunto do filme e assunto da aula, assim, tendo uma relação entre esses. Desse modo, o professor que pretende utilizar um filme em sala deve conhecê-lo bem e elaborar um roteiro de análise que ajude o aluno a interpretá-lo e que no debate, o aluno consiga relacionar os assuntos trabalhados em sala com o filme, possibilitando a discussão dos temas e conceitos que estão sendo trabalhados em sala de aula, aproveitando ao máximo as informações do filme, e assim, realize o debate em sala. 5. Discussão e resultados Quando utilizamos os filmes em nossas aulas, seja qual for o gênero e/ou temática escolhida pelo professor, organizamos uma aula que pode proporcionar a construção do conhecimento, e ao mesmo tempo em que a aula seja divertida, dinâmica e prazerosa, permitindo aos alunos que possam se aproximar dos conteúdostendo um interesse por estes que estarão sendo discutidos em sala de aula, entendendo-os de forma mais autêntica, e assim, permite aos mesmos, a liberdade de pensar e aprender de uma forma mais lúdica e prazerosa. Com isso, pode-se perceber que o uso de filmes como um recurso didático-pedagógico em sala de aula, é muito importante, pois podemos abordar vários temas, conceitos e conflitos humanos. Assim, podemos abordar esses assuntos de forma mais dinâmica, facilitando o entendimento desses assuntos tratados em sala de aula. Referências CAMPOS, R. R. Cinema, Geografia e Sala de Aula. Estudos Geográficos (UNESP), v. IV, p. 01-22, 2006. NAPOLITANO, M. Como usar o cinema em sala de aula. São Paulo: Contexto, 2003. ROMAGNANI, P. Cinema em cena. Revista A&E: atividades e experiências, Curitiba, n.4, p.45, setembro 2008. PRODANOV, C. C.; FREITAS, E. C. Metodologia do Trabalho Científico: Métodos e Técnicas da Pesquisa e do Trabalho Acadêmico - 2ª Edição. 2. ed. Novo Hamburgo: Editora Feevale, 2013. v. 1. 276p. PONTUSCHKA, N. N.; PANGANELLI, T. I.; CACETE, N. H. Para ensinar e aprender Geografia. 1ª. ed. São Paulo: Cortez, 2007. 384 p. ISBN 978-85-249-1348-8.
Palavras-chave: ensino de geografia, cinema,filmes
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Abrir o trabalhoCANAL DO RIO GRANJEIRO: ANÁLISE SOBRE O AVANÇO DA URBANIZAÇÃO E O PROCESSO DE CANALIZAÇÃO EM CRATO- CE, UMA PROPOSTA PARA O ENSINO DE GEOGRAFIA
KELLY RAYANE SILVA COSTA ; Jeilson Rodrigues da Silva Júnior; Allison Silva do Nascimento; Davi Alencar Tavares; Francisco Edmar de Sousa Silva Pinheiro
1. Introdução Essa pesquisa tem como tema o avanço da urbanização e o processo de canalização na cidade do Crato- CE. Tendo como proposta a ser levada para a sala de aula, tem como objetivo primordial o enriquecimento do conhecimento do patrimônio ambiental do município do Crato, através de uma análise do avanço da urbanização e o processo de canalização do Rio Granjeiro. O município localiza-se na região metropolitana do cariri do Estado do Ceará, a cerca de 540 km da capital Fortaleza. Diante disso, é preciso discutir sobre a urbanização da cidade do Crato, visto a notoriedade da falta de planejamento urbano, e de políticas públicas que contribuam para o melhoramento da cidade. O contexto histórico do Rio Granjeiro é perceptível a evolução dos papeis assumidos por muitas pessoas, ou seja, a relação homem e natureza contribuíram para a transformação do Rio para um Canal que, atualmente, há forte presença de resíduos. Além disso, segundo Andrade (2008), Tal crescimento econômico e sua distribuição por países ou setores têm causado impacto ambiental. Assim, a análise do avanço da urbanização e o processo de canalização na cidade do Crato tem como os objetivos específicos: realizar um levantamento bibliográfico, seguido de uma análise de dados afim de compreender o processo de povoamento e territorialização e analisar as medidas tomadas pelo poder público municipal para a mitigação dos problemas decorrentes de enchentes; contribuir no conhecimento dos alunos sobre o contexto histórico no município do Crato, visto o risco em todo período chuvoso. Além do mais, conscientizar os estudantes acerca do que se refere as principais ações da sociedade, e os possíveis impactos. Desta forma, a Geografia escolar, como base no conhecimento dos estudantes, procura – se contribuir para a diminuição de fatores de riscos presente no município através dos assuntos abordados. Materiais e métodos O presente projeto tem como caráter uma abordagem qualitativa, pois durante o percurso metodológico é realizado uma análise bibliográfica acerca do município do Crato e o Rio Granjeiro. Como segunda etapa é será planejada uma aula de campo próximo a encosta do Seminário, e por fim atentamos em aplicar um questionário que sonda os conteúdos trabalhados, objetivando contribuir para uma possível integração de dados referente ao canal, tanto a urbanização como também o processo de canalização, como proposta para o ensino de Geografia em escolas de ensino médio. Ademais, do que se refere a posposta já citada, faz se necessário dar autonomia ao professor para desenvolver atividades voltadas para o crescimento intelectual dos estudantes, permitindo que os mesmos tenham uma capacidade critica. Diante disso, é de extrema valia contribuir para que o estudante analise, tanto a história do Crato, mas também os problemas presentes através do estudo. Segundo Castro (2007, p. 56): Há a carência de mais estudos consistentes de quantificação dos reais impactos no ciclo hidrológico de diferentes padrões de urbanização. Esses estudos poderiam levar a indicadores que dar subsídio a Planos Diretores de Desenvolvimento Urbano, Planos de Ocupação dos Solos e ao planejamento para o desenvolvimento de condomínios ou crescimento de áreas urbanizadas. Tal situação deixa notória que tanto a poluição como também a ocupação indevida próximo a essas áreas são consequências do crescimento desordenado da urbanização sem o planejamento necessário. Assim, não se pode restringir essa análise apenas para o âmbito do poder público, mas a população deve contribuir no processo de organização da cidade, como por exemplo: evitar jogar lixo nas vias públicas. Sobre a problemática contextualiza Carvalho que: O problema na cidade do Crato é bastante complexo, comum nas grandes e médias cidades em que existem rios e com o crescimento acelerado acabam por ocupar as áreas naturais de inundações dos rios. Esses eventos não vão deixar de acontecer, por isso a importância de novas medidas de prevenção, que envolvam os órgãos públicos e a população. (CARVALHO, 2017, p. 6). Diante disso, é visível os problemas ambientais na cidade do Crato principalmente ocasionadas pelas ações humanas, para reverter essa situação além da contribuição do poder público e da conscientização da população faz se necessário que ocorra uma rigidez no que se refere a fiscalização, já que o crescimento acelerado do meio urbano gera consequências. 2. Resultados Esperados No que se refere aos resultados esperados, busca- se que os estudantes a partir da aula apresentada compreendam o processo de urbanização da cidade do Crato- CE e a transformação do rio granjeiro para canal e como resultados deixe notório a necessidade de mitigara as ações antrópicas. De forma a levar em consideração aspectos importantes sobre o tema apresentado, baseando-se em análises socioeconômicas e ambientais permitindo o aprofundamento do docente à aplicação da proposta já citada. Referências bibliográficas ANDRADE, D,C.Economia e meio ambiente: aspectos teóricos e metodológicos nas visões neoclássica e da economia ecológica. Leituras de Economia Política, Campinas, (14): 1-31, ago. Dez. 2008 CASTRO, L. M. A. Proposição de metodologia para a avaliação dos efeitos da urbanização nos corpos de água. 2007. Tese (Doutorado em Saneamento, Saúde e Recursos Hídricos) - Escola de Engenharia, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2007. CARVALHO, F. C. S. Degradação Ambiental no Riacho Bom Fim, na Zona Rural do Município de Barras – Piauí. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento, [s.l.], v. 1, p. 189-200, abr. 2017. Disponível em: https://www.nucleodoconhecimento.com.br/meio-ambiente/degradacao-ambiental. Acessado em: 24 agosto. 2022.
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Abrir o trabalhoDEBATE GEOGRÁFICO - LEMCAE: RELATO DE EXPERIÊNCIA NO PERÍODO REMOTO
EMANUEL SILVA DOS SANTOS; GEOVANI CALIXTO BARBOSA
Durante a pandemia do Covid-19, as formas de organização e atuação de diversas práticas sociais tiveram que ser adaptadas ou reformuladas para acompanhar as mudanças impostas pelo Sars-CoV-2. A educação teve que acompanhar essa mudança conjuntural de práticas e hábitos, haja vista que uma nova forma de ensinar e aprender se fez necessária neste período. Para que não houvesse a paralisação das atividades acadêmicas e escolares, adentrou-se às práticas educativas no formato remoto, a partir das experiências no ciberespaço e com auxílio das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). Partindo desse contexto, o Laboratório de Espaço, Memória e Cultura aplicado a Educação (LEMCAE), vinculado a Universidade Regional do Cariri (URCA) e ao Grupo de Pesquisa Espaço e Subjetividade, em parceria com a Escola de Saberes de Barbalha (ESBA), realizou webconferências intituladas “Debate Geográfico - LEMCAE”. Estas atividades buscavam articular o cenário pandêmico às temáticas de pesquisa do laboratório, de maneira interdisciplinar, realizando palestras e debates, contando com a participação de diversos pesquisadores e discentes de várias instituições de ensino. Malta (2021) afirma que as webconferências “geralmente possuem, além da característica de conversação interativa e em tempo real, a capacidade de compartilhar arquivos, aplicativos, telas do computador e outras ferramentas que auxiliam na condução de aulas, palestras, eventos, etc.” Desta forma, é um recurso que possibilita a interação de maneira oral ou escrita entre os interlocutores, e que possibilita a articulação entre pessoas de localidades diferentes, proporcionando momentos únicos, como afirma o autor. Em síntese, este trabalho tem como objetivo apresentar as contribuições e experiências do Debate Geográfico para a formação docente e sua potencialidade como ferramenta de pesquisa científica. Está estruturado em Introdução, Metodologia, Discussão da Experiência, Considerações Finais e Referências Bibliográficas. Trata-se de um relato de experiência de caráter descritivo. “O Relato de experiência é um tipo de produção de conhecimento, cujo texto trata de uma vivência acadêmica e/ou profissional em um dos pilares da formação universitária (ensino, pesquisa e extensão), cuja característica principal é a descrição da intervenção.” (MUSSI; FLORES; ALMEIDA, 2021). As atividades do projeto ocorreram no período de 22 de abril a 09 de dezembro de 2020, pelas plataformas Google Meet e Youtube, respectivamente, contando com uma média de 100 participantes e com mais de 5.000 visualizações nas suas 18 realizações. O projeto obteve a participação de palestrantes e participantes de todas as regiões do Brasil, bem como de outros países. As temáticas de discussão permeavam diversas áreas, como patrimônio cultural, espaços sagrados, festejos religiosos, turismo e territórios tradicionais, metodologias, dentre outros. Este projeto buscou proporcionar aos participantes uma alternativa a ociosidade das atividades acadêmicas, de maneira dinâmica e com temas pertinentes a nível local e nacional, no campo da cultura e educação. Graças ao ciberespaço, condicionado pela globalização, a troca de conhecimentos tornou-se mais acessível e abrangente. O Debate Geográfico - LEMCAE ganhou notoriedade, sendo manchetes de publicações no site oficial da Universidade Regional do Cariri - URCA. Durante a graduação os discentes vivenciam diversas ações que refletem no seu desenvolvimento pessoal e profissional voltadas ao ensino, pesquisa e extensão; que buscam corroborar com a prática pedagógica do graduando em meio a grandes desafios. Aqui destacamos as contribuições deste projeto extracurricular na formação profissional-docente em Geografia e demais licenciaturas. Esta atividade proporcionou aos participantes, discentes e docentes, correlacionar a Ciência Geográfica com outros saberes teóricos; a interação com pesquisadores reconhecidos nacionalmente; participação na coordenação, organização e mediação de eventos científicos através do uso das TICs e condicionados pelo ensino remoto, que contribuiu para a superação de distâncias geográficas para a realização dos eventos. As contribuições para a prática docente relacionam-se a formação contínua exigida pelo ofício. Com a inserção das tecnologias no âmbito educacional, os profissionais tiveram que se adaptar a essa condição imposta pela pandemia, moldando sua prática pedagógica. Bezerra, Veloso e Ribeiro (2021) apontam que as inserções das tecnologias na sociedade acompanham as conjunturas políticas e socioeconômicas e que no âmbito acadêmico essa discussão ainda não faz parte dos currículos, o que potencializou o Debate Geográfico como uma forma de apropriação desse conhecimento. Além disso, este projeto contribui como forma de pesquisa científica, uma vez que suas palestras podem servir como referências bibliográficas em trabalhos acadêmicos. Dentre os desafios durante a sua realização, a vulnerabilidade encontrada na internet tornam esse tipo de atividade suscetível a invasões de hackrs, algo comum no período remoto, retirando a maestria e as contribuições teóricas possibilitadas aos participantes, ponto que requer nossa atenção. Esta atividade pode potencializar pesquisas e discussões de como a comunicação realizada por meio de ferramentas tecnológicas podem contribuir com o professor em formação e como a mesma pode ser inserida em sala de aula no ensino básico ou superior como ponte para discussões e construção de saberes teóricos-geográficos, seja remota ou presencialmente.
Palavras-chave: Webconferência,Ensino Remoto, Educação
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Abrir o trabalhoENSINO DE GEOGRAFIA E FECHAMENTO DAS ESCOLAS DO CAMPO: O CASO DO ASSENTAMENTO 10 DE ABRIL, EM CRATO - CEARÁ
PAULO HENRIQUE DE SOUZA LIMA; ADELIANE VIEIRA DE OLIVAIRA
1. Introdução O fechamento de escolas no campo brasileiro é uma problemática que vem se acentuando nos últimos tempos. Os direitos dos povos do campo durante muito tempo foram negados, de modo que estes sujeitos eram vistos como atrasados tendo seus direitos negados, como ao acesso à terra, à saúde, ao trabalho e à educação. Nesse sentido, no final dos anos 1990 surge, de forma intensa, a articulação dos movimentos sociais em prol de uma educação que valorize os sujeitos camponeses. A Educação do Campo é fruto da luta camponesa pelo acesso à educação e ao direito de serem educados e estudarem no campo. A luta é constante, sobretudo, contra o fechamento de escolas no/do campo. Nesse sentido, neste trabalho buscamos compreender os impactos do fechamento da escola do campo para ensino e aprendizagem de Geografia no Assentamento 10 de Abril, em Crato/CE. 2. Metodologia O trabalho realizado possuiu um cunho qualitativo. De acordo com Minayo (2002, p. 21-22), nesse tipo de abordagem se analisa a realidade não quantificável, ou seja, “significados, motivações, aspirações, crenças, valores e atitudes”. Com isso, foi desenvolvido um estudo bibliográfico com os principais estudiosos da temática, alguns como Caldart (2012), Callai (2006), Malheiro (2019), Barbosa (2021), dentre outros. Posteriormente foi realizada uma visita de campo ao Assentamento 10 de Abril, em que na ocasião participamos de uma roda de conversa previamente organizada por um dos líderes e moradores da comunidade. Na oportunidade estavam presentes os antigos professores e professoras da escola do assentamento, que contaram suas memórias sobre a escola e suas práticas. Além do diálogo com os professores, ainda houve realização de entrevistas semiestruturadas com antigos estudantes da escola e por fim, após a análise das informações, foi realizada a sistematização e escrita do trabalho. 3. Objetivos O objetivo geral do trabalho é compreender os impactos do fechamento da escola do campo no ensino e aprendizagem de Geografia no Assentamento 10 de Abril, no Crato/CE. Os objetivos específicos foram: identificar os principais referenciais teóricos que tratam sobre a Educação do Campo e sobre o fechamento das escolas do campo para a educação e o Ensino de Geografia; apontar as principais consequências do fechamento da escola do campo no Assentamento 10 de Abril para a comunidade local; e apresentar a importância do Ensino de Geografia nas escolas do campo. 4. Fundamentação teórica A Educação do Campo é um importante assunto quando se fala em educação e em propostas que a tornem significativa. Segundo Caldart (2012) a Educação do Campo é um evento recente na história brasileira, onde surge do processo de luta e resistência dos povos do campo e as organizações ligadas ao movimento por reivindicação de políticas educacionais que atendam as necessidades dos camponeses, como o direito a terra, a educação entre outros. As abordagens sobre os lugares de vivências dos sujeitos são importantes para que o ensino proposto de Geografia passa servir de base para o estudante compreender o mundo a partir de seu lugar, esses espaços vividos podem trazer uma rica contribuição no processo de ensino-aprendizagem relacionando o cotidiano do estudante com os conceitos e teorias geográficas (CALLAI, 2006). Assim, o Ensino de Geografia nas áreas de reforma agrária, acampamentos locais de vivências dos sujeitos do campo vem a contribuir para a formação destes sujeitos a partir de sua realidade. Nesse aspecto, O espaço construído resulta da história das pessoas, dos grupos que nele vivem, das formas como trabalham, como produzem, como se alimentam e como fazem/usufruem do lazer. Isso resgata a questão da identidade e a dimensão do pertencimento. É fundamental, neste processo, que se busque reconhecer os vínculos afetivos que ligam as pessoas aos lugares, às paisagens e tornam significativo seu estudo. (CALLAI, 2006, p. 84). Dessa forma, é reconhecida a importância dos territórios e locais de vivências dos sujeitos e suas relações sociais e espaciais no processo de ensino-aprendizagem de Geografia possibilitando a relevância dos conhecimentos para o seu cotidiano das comunidades do campo. Nas escolas, o Ensino de Geografia tem como objetivo o estudo dos conhecimentos no tocante ao espaço geográfico. Com base nos conhecimentos científicos elaborados pela humanidade que são importantes para a formação dos estudantes, ou seja, a partir dos conhecimentos geográficos pode-se compreender as espacialidades existentes, suas complexidades por meio de conhecimentos que lhe sejam relevantes (CAVALCANTI, 2012). O website do Movimento dos Sem Terra utilizando dados levantados por o Instituto de Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - INEP, enfatiza que entre os anos de 1997 a 2018, um número aproximado de quase 80 mil escolas teve encerradas suas atividades no campo, onde só no Nordeste mais de 40 mil escolas foram fechadas (ALENTEJANO; CORDEIRO; ALC NTARA, 2019). Para o município/estado é melhor desativar uma escola do campo e convencer os pais dos alunos a matricularem seus filhos na cidade do que investir em políticas que favorecem a comunidade do campo com uma escola e educação de qualidade para os filhos dos sujeitos do campo, empregando também na formação continuada dos professores que trabalham nas escolas do campo (MALHEIRO, 2019, p. 10). De acordo com os estudos de Barbosa (2021), o fechamento de escola na localidade do Sítio Currais em Crato/CE teve um de seus pontos mais impactantes na comunidade sobre a história e identidade dos seus moradores, pois a escola além de um local de acesso aos estudos científicos também fazia parte das relações sociais e memórias da população residente na comunidade. Com isso, percebe-se que o fechamento das escolas é uma problemática que impacta não só os estudantes, mas toda comunidade. 5. Discussão e resultados Ao estudar o fechamento de escola do campo, identificamos que a Escola Construindo Caminho, no Assentamento 10 de Abril foi fechada no ano de 2009. Com a realização das entrevistas percebemos que a escola desempenhava uma importante função para a comunidade. Nas matérias presentes no currículo escolar, a Geografia estava ligada ao cotidiano dos estudantes com um ensino contextualizado com a realidade local, como também desenvolvia a história de luta e resistência do povo Sem Terra, características que permite admiti-la como uma escola do campo. O fechamento da escola causou várias dificuldades. Uma delas foi o deslocamento dos estudantes, em transportes inadequados, para a escola do distrito de Monte Alverne. Com estradas impróprias para o deslocamento dos estudantes, por vezes chegaram a faltar aulas. Outro problema foi o preconceito sofrido pelos estudantes, pelo fato de serem do Movimento Sem Terra – MST. Com isso, se tem o impacto no Ensino de Geografia, como nas demais matérias do currículo para os estudantes onde além das dificuldades mencionadas se tem um ensino descontextualizado. O papel que o ensino de Geografia, como também as demais matérias, tem para essas comunidades é de proporcionar um conhecimento que some com os saberes que essas populações já trazem consigo a partir de seu cotidiano. Compreendendo as relações espaciais e sociais de suas lutas por seus direitos como cidadãos, de se reconhecerem como sujeitos que possuem uma identidade territorial, de participação nos movimentos sociais. Contudo, com o fechamento da escola no Assentamento 10 de Abril em Crato/CE os conhecimentos geográficos que eram trabalhados no assentamento, relacionado ao cotidiano, ao trabalho camponês, a identidade e a história que a comunidade possui de luta e conquista do Assentamento, foram sendo cada vez mais difícil de ser trabalhados com os estudantes da comunidade. Um destes desafios é a perda da identidade pelos estudantes que não possuíam a oportunidade de estudar no Assentamento. Referências bibliográficas ALENTEJANO, Paulo.; CORDEIRO, Tássia.; ALC NTARA, Fernanda. 80 mil escolas fechadas no campo brasileiro em 21 anos. [S. l.]: Disponível em:https://mst.org.br/2019/11/28/80-mil-escolas-fechadas-no-campo-brasileiro-em-21-anos/. Acesso em: 8 fev. 2022. BARBOSA, Sâmia Eufrásio. Fechamento das escolas no campo: o que a geografia tem a dizer? um estudo a partir da Escola Dedé Pinheiro no Sítio Currais, no município de Crato-CE. Orientador:Prof. Me. Antonio Marcos Gomes da Silva. 2021. 35 p. Trabalho de conclusão de c
Palavras-chave: Ensino de Geografia, Educação do Campo,Fechamento de escola do campo
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Abrir o trabalhoO novo ensino médio: características e impactos na geografia escolar
MARCELO SANTANA VITORINO
O NOVO ENSINO MÉDIO: CARACTERÍSTICAS E IMPACTOS NA GEOGRAFIA ESCOLAR Marcelo Santana Vitorino Universidade Regional do Cariri E-mail: Marcelo.santana@urca.br 1. Introdução No ano de 2022 entra em vigor nas escolas do Brasil a chamada reforma do Ensino Médio. A mesma teve seu início com a medida provisória N° 746, de setembro de 2016, que posteriormente se transformou na Lei 13.415 de fevereiro de 2017. O referido trabalho busca em seu texto trazer algumas características presentes na mencionada Lei, assim como analisar como estas mudanças impactam na Geografia escolar. Para isso, foi utilizada como metodologia a pesquisa bibliográfica que de acordo com Gil (2002) é aquela desenvolvida tendo como fonte materiais já elaborados, como livros e artigos. Aqui, além da investigação bibliográfica se deu também a leitura de documentos, como por exemplo, a Lei 13.415. 2. O Novo Ensino Médio e suas características Ao analisar o texto da Lei 13.415/2017 e da Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio, é possível notar uma tendência mais voltada a direcionar parte dos jovens para um ensino técnico-profissionalizante, fato já recorrente em outras reformas educacionais ocorridas neste nível da educação no Brasil. Além do mencionado, Frigotto (2016) acrescenta que em sua configuração o novo Ensino Médio apresenta como características principais os seus aspectos dual, desigual e minimalista. É dual porque leva a um tipo de educação mais completa e geral para os estudantes de escolas particulares, viabilizando seu ingresso nas universidades, enquanto que nas instituições publicas, tem-se um ensino mais voltado para as necessidades do mercado de trabalho. No que se refere ao seu aspecto desigual, este fica explicito no próprio texto da Lei, que em seu artigo 4, que altera o artigo 36 da Lei 9.394/96 dizendo que O currículo do ensino médio será composto pela Base Nacional Comum Curricular e por itinerários formativos, que deverão ser organizados por meio da oferta de diferentes arranjos curriculares, conforme a relevância para o contexto local e a possibilidade dos sistemas de ensino [...] (BRASIL, 2017). Ao deixar a formação dos currículos acontecerem a partir das possibilidades dos sistemas de ensino, a Lei acaba gerando uma desigualdade no Ensino Médio e, por consequência no acesso ao conhecimento entre os discentes. Isto se dá, mais uma vez, porque as escolas privadas têm mais condições financeiras do que as escolas públicas. Ademais, um ponto de destaque da referida reforma é o fato de tornar o ensino em tempo integral obrigatório, devendo os três anos somarem uma carga horária total de 3.000 horas. Porém, o que se tem em realidade é uma diminuição da carga horária das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, constituídas de História, Filosofia, Sociologia e Geografia, que fica mais explicita no artigo 35-A da Lei 13.415, onde diz que A carga horária destinada ao cumprimento da Base Nacional Comum Curricular não poderá ser superior a mil e oitocentas horas do total da carga horária do ensino médio, de acordo com a definição dos sistemas de ensino (BRASIL, 2017). Ou seja, o que existe efetivamente é uma redução de 2.400 horas para apenas 1.800 que atingirá principalmente as Ciências Humanas e Sociais aplicadas no geral e a Geografia em particular. Neste sentido, cabe a explicitação de alguns pontos, onde tal disciplina foi tocada mais diretamente. 3. A Geografia Escolar no Novo Ensino Médio Ao observar na prática como estas mudanças implementadas a partir da reforma do Ensino Médio percebe-se que as mesmas trazem modificações no que se refere à Geografia. Uma das primeiras a serem mencionadas é o fato de a disciplina perder espaço, passando a ter apenas uma aula semanal de 40 minutos, o que é muito pouco levando em conta a importância dos saberes geográficos para a formação cidadã dos alunos. Outro ponto relevante é a questão da mudança no livro didático, que agora passa a ser um único manual para englobar os conteúdos de História, Sociologia, Filosofia e Geografia. Neste ponto, o grande problema está na retirada de conteúdos significativos da disciplina, causando o seu esvaziamento, e por muitas das vezes uma aprendizagem superficial e descontextualizada. 4. Considerações finais Assim, é possível constatar, em conformidade com Frigotto (2016) que o novo Ensino Médio implementado a partir da Lei 13.415/2017 apresenta como principais características o seu aspecto minimalista, dual e desigual, impactando diretamente no acesso aos saberes das disciplinas integrantes das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas no geral e na Geografia em particular. Tal fato implica numa perda de carga horária da disciplina, bem como traz modificações na configuração dos livros didáticos, que são os principais materiais usados pelos professores tendo em vista o contexto das escolas publicas brasileiras. Portanto, se continuada nos atuais moldes, a referida reforma tende mais a prejudicar a Geografia escolar do que ajudar na evolução da disciplina e por consequência da aprendizagem dos discentes deste nível da educação. Referências BRASIL. Lei Nº 13.415 de 16 de Fevereiro de 2017. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13415.htm. Acesso em: 10 de Novembro de 2022. FRIGOTTO, Gaudêncio. Entrevista. In: Portal de Periódicos Fiocruz. 2016. Disponível em: https://campusvirtual.fiocruz.br/portal/?q=node/13614. Acesso em: 10 de Novembro de 2022. GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. – 4.ed – São Paulo: Atlas, 2002.
Palavras-chave: Geografia, Novo ensino Médio, Impactos
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Abrir o trabalhoO PAPEL DA MONITORIA PARA FORMAÇÂO DO LICENCIANDO NA DISCIPLINA DE ESTÁGIO II EM GEOGRAFIA
MARIA DE SOUZA VIEIRA; CLESLEY MARIA TAVARES DO NASCIMENTO
O PAPEL DA MONITORIA PARA FORMAÇÃO DO LICENCIANDO NA DISCIPLINA DE ESTÁGIO ll EM GEOGRAFIA Maria de Souza vieira Universidade Regional do Cariri - URCA E-mail: maria.souzaa@urca.br Clesley Maria Tavares do Nascimento Universidade Regional do Cariri - URCA E-mail: clesley.tavares@urca.br 1. Introdução Este trabalho tem como objetivo apresentar a importância do papel da monitoria na formação acadêmica do licenciando, e como essa experiência é vivenciada durante o semestre letivo, mais especificamente na disciplina de estágio supervisionado II, ministrada no VI semestre do curso de licenciatura em Geografia da Universidade Regional do Cariri - URCA. Sabemos que a monitoria é parte da graduação e tem entre seus objetivos dar oportunidade de aprimoramento na formação do licenciando e ainda despertar a valorização do ensino aprendizado de sua prática bem como estimular a seguir a carreira docente. Dessa maneira o intuito é fornecer para o graduando experiência significativo durante o curso, além de enriquecer o seu currículo para futuras oportunidades em sua vida profissional. Durante a monitoria o estudante participa de todas as orientações propostas pelo professor da disciplina auxiliando os discentes em sala ou fora do ambiente acadêmico colaborando na retirada de dúvidas oriundas das atividades realizadas nas aulas. A experiência como monitoria se faz presente com uma perspectiva mais realista, pois entende a realidade de ser docente conduzido na teoria e prática, são observações feitas por analisar sobre como o professor procede em determinadas situações durante suas aulas, além de participar de maneira ativa com os outros graduandos. Para Lins et al (2009, p.1) “Os ensinamentos adquiridos junto ao professor orientador e aos alunos monitorados integram-se à carga intelectual e social do aluno monitor, revelando lhe novos horizontes e perspectivas acadêmicas.” Cabe ressaltar que nem sempre os discentes têm a oportunidade de vivenciar a monitoria, devido alguns fatores: vagas limitadas, disponibilidade de tempo, ou em certos casos, por não enxergarem a importância da monitoria no seu processo de formação. . 2. Metodologia O presente trabalho foi desenvolvido através de uma pesquisa qualitativa com análises teóricas das práticas-pedagógicas apresentadas interna e externamente em sala de aula, uma vez que essas atividades foram replicadas pelos docentes nas escolas onde estagiavam. Neste aspecto a monitora teve a oportunidade de auxiliar os discentes nas atividades acadêmicas realizada durante o período de regência na escola até chegar à finalização de carga horária de 126 h/a, sendo 56h/a teóricas e 72h/a de estágio de regência. A disciplina ocorreu nas quartas-feiras no turno da noite, com uma turma formada essencialmente por alunos e alunas trabalhadoras, que na maioria das vezes iam do emprego direto para a universidade. A escala temporal dessa pesquisa abrangeu os meses de maio, junho, julho e agosto de 2022, correspondentes ao retorno das aulas presenciais pós pandemia da Covid 19. 3. Resultados e Discursões A experiência da monitoria acadêmica contribuiu significativamente no processo de formação docente, pois possibilitou estudar melhor alguns conteúdos, ter mais autonomia nos estudos e, ainda, desenvolver habilidades essenciais para o mercado de trabalho e para a pesquisa científica. Uma vez que na condição de estudante-monitora foi possível analisar as dificuldades que alguns discentes enfrentam na disciplina de estágio II, principalmente na construção do relatório. Outro aspecto observado, em relação aos discentes, foi que a condição de estudante-trabalhador impacta diretamente no aproveitamento da disciplina. De acordo com os dados analisados 5 alunos não conseguiram atingir a nota da disciplina devido não seguirem as normas estabelecidas do trabalho proposto, isso se deu devido à falta de atenção do graduando no seu processo de ensino ou até mesmo pela falta de um vínculo maior durante o período seja com o monitor ou a professora orientadora o que levou a reprovação, deste citados tiveram dificuldades básicas na escrita, visto que é um fator preocupante por estarem na metade do curso; por fim o que é importante ressaltar é que a maioria das reprovações foram por questões de desistência. A condição de estudante-trabalhador impacta diretamente, além de relatar suas dificuldades perante as atividades proposta da professora orientadora, o IV – AVALIAÇÃO DA DISCIPLINA 1. Avaliação da quantitativa do desempenho dos alunos Alunos Total Aprovados 11 Reprovados 5 Trancamento Não especificado Reprovados por falta 6 Total de matriculados 22 Fonte: Relatório de monitoria, 2022 V – AUTOAVALIAÇÃO COMO MONITOR Itens péssimo Ruim Regular Bom Ótimo Motivação x Disponibilidade x Iniciativa x Relacionamento com os alunos x Resposta ao treinamento/ orientação x No geral considera um monitor x Fonte: Relatório de monitoria, 2022 4. Conclusão O papel da monitoria é necessário para referida disciplina de Estágio Supervisionado II, pois resulta na possiblidade do monitor contribuir e adquirir conhecimentos e experiências durante o semestre juntamente com os outros discentes em sala, também eleva no incentivo ao trabalho em conjunto com a professora orientadora onde desenvolve atividades para fornecer um bom desempenho profissional, sobretudo desempenhando e conhecendo o processo das práticas de ensino-aprendizagem estabelecidas nos objetivos da disciplina. A partir de todo esse ponto positivo entendemos que apesar das contribuições em sala alguns alunos enfrentam dificuldades referente a disciplina de estágio pela parte do próprio graduando, pois alguns não conseguem finalizar o estágio devido ao conflito de horário com o trabalho. Apesar desses fatores cada momento presente como monitor é de grande valia sobretudo no auxílio das atividades com os discentes contribuindo de maneira positiva para seu desenvolvimento da prática na escola e no desenvolvimento interpessoal acadêmico. Agradecimentos Agradeço pela força que recebo pela professora Clesley Maria Tavares, que disponibilizou o apoio e a orientação durante o período de monitoria durante as aulas de estágio II, aos amigos da graduação que contribui de forma indireta ou direta e por fim a Universidade que proporciona no crescimento profissional dos estudantes. Referências Bibliográficas LINS, Leandro Fragoso et al. A importância da monitoria na formação acadêmica do monitor. Jornada de ensino, pesquisa e extensão, IX, 2009.
Palavras-chave: Monitoria,Ensino,Estágio, Geografia
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Abrir o trabalhoPOSSIBILIDADES DA OBRA LITERÁRIA MORTE E VIDA SEVERINA COMO RECURSO DIDÁTICO NAS AULAS DE GEOGRAFIA.
ANA KAROLYNE FERREIRA NASCIMENTO; ROBERTO TADIELLO GOMES DA SILVA; FRANSCICO FELIPE DA SILVA ROSENDO; HEIBE SANTANA DA SILVA
1. Introdução A literatura é um dos pilares fundamentais para a formação e desenvolvimento de um pensamento crítico. Quando bem explorada, tem o poder mágico de romper o véu da ignorância, ampliando os horizontes do indivíduo, revelando as mais distintas questões que influem e modificam o mundo ao seu redor, desvendando os processos dinâmicos que regem o seu cotidiano, processos estes que sempre estiveram presentes, porém, antes imperceptíveis, se revelam nitidamente aos olhos de quem lê. No que concerne à pratica da leitura, não importa o gênero literário, os livros podem ser de ficção cientifica, bibliografias, divulgação cientifica, entre outros. O simples ato de ler traz diversos benefícios para os alunos, o que é de suma importância para a vida escolar dos estudantes. Dito isto, é inegável as contribuições que a literatura com sua vastidão de temas e conteúdos pode trazer, imprimindo modificações no desenvolvimento intelectual do indivíduo que se submete as aventuras que o conhecimento proporciona, desenvolvendo e aprimorando o seu pensamento crítico. Perante isso, a obra “Morte e Vida Severina”, poema que relata a vida de um sertanejo que, cansado da violência dos latifundiários e da guerra por terra, além da fome e miséria, decide ir embora para o litoral acreditando que nessa região a vida será menos severa e mais justa. Essa obra foi escolhida para ser utilizada como proposta de um recurso didático pois, apresenta uma contribuição rica em detalhes e grandeza sobre temas importantes que são trabalhados nas aulas de Geografia como: o desenfreamento do êxodo rural, a violência na zona rural do Brasil, assim como, a Urbanização desigual. Tendo isso em vista, o objetivo do presente trabalho e apresentar o uso do livro “Morte e Vida Severina” como recurso didático que pode ser utilizado nas aulas de Geografia, por ser um livro de uma leitura mais “complexa” o ideal seria que fosse aplicado nas turmas de 2° e 3° do Ensino Médio, para que assim se pudesse trabalhar temas relacionados à questão agrária e a urbanização. O presente trabalho é de cunho bibliográfico, pois, buscou-se analisar o livro “Morte e Vida Severina” do autor João Cabral de Melo Neto, e com isso, apresentar possibilidades de aplicação de trechos da obra no Ensino de Geografia, com ênfase na Geografia Agrária. 2. Análise do livro e discussões Publicado em 1955, pelo escritor João Cabral de Melo Neto, a obra faz parte da terceira fase do Modernismo. A obra literária retrata a trajetória de Severino, que deixa o sertão nordestino em direção ao litoral em busca de melhores condições de vida. Severino encontra no caminho outros nordestinos que, como ele, passam pelas privações impostas ao sertão. A aridez da terra e as injustiças contra o povo são percebidas em medidas nada sutis do autor. O poema choca pelo realismo demonstrado na universalidade da condição miserável do retirante, desbancando a identidade pessoal das condições retratadas pelos pequenos “proprietários” da terra, das dificuldades. É uma espécie de poema estendido em forma de peça teatral, que narra a vida de Severino, um retirante nordestino que resolve deixar o sertão pernambucano em busca de uma vida melhor. Com o passar das páginas e o desenrolar da história, logo a questão agrária se apresenta diante os olhos de quem ler. Seca, disputa por terras, falta de oportunidades, terras inférteis, fome… Essa denúncia também é extremamente evidente no funeral de um lavrador, onde ele retrata o enterro de um homem assassinado a mando de latifundiários. Também é possível observar o destaque dado a urbanização desigual, onde os retirantes nordestinos iam buscar na cidade (zona urbana) melhores condições de vida, um emprego, uma boa moradia e um melhor estilo de vida, só que chegando lá percebiam que faltava emprego até para as pessoas que na área moravam. Com essa breve análise é possível concordar com o que cita Garcia (2019), que é de fundamental importância trabalhar conteúdos geográficos com alunos tanto no Ensino Fundamental quanto no Ensino Médio utilizando a literatura, pois promove a ampliação de categorias de análises, contribuindo para formação crítica e domínio das linguagens. Na mesma linha de pensamento Costa (2022), cita que: “Quando o aluno tem o hábito de ler livros, ele desenvolver e aperfeiçoa capacidades como: boa interpretação de texto, vasto vocabulário de palavras, melhora sua escrita, aumenta sua capacidade de raciocínio e criatividade, como também, adquiri um vasto conhecimento sobre vários assuntos do seu dia-a-dia.” (COSTA, 2022, p. 81) Com isso, no que concerne aos elementos supracitados, é possível destacar que a obra “Morte e Vida Severina” apresenta temáticas da Geografia que podem e devem ser trabalhadas a partir da utilização de um recurso didático alternativo, que rompa com as práticas tradicionais em sala de aula, 3. Resultados Após a leitura da obra que é objeto deste trabalho, observou-se uma série de temas que podem ser utilizados em sala de aula com temas que o currículo da geografia contempla. Portanto, foi feita uma leitura minuciosa e, a partir dessa leitura, trechos foram escolhidos para servirem como pontos norteadores para discussões em sala de aula. A seguir temos uma tabela elaborada com trechos da obra e suas respectivas temáticas. 4. Considerações finais Após a leitura integral do livro, trechos foram escolhidos para serem abordados em sala de aula. Os cinco temas escolhidos foram: fome, questão agrária, migração, urbanização desigual, seca/miséria (Quadro 1). Por fim, espera-se que a realização da prática proposta por este trabalho possa tornar as aulas de geografia mais interativas e menos tradicionais, em que os alunos possam debater estes temas já citados de uma forma mais livre e menos engessada, como nas aulas comuns em que o professor apenas expõe os conteúdos, além de trazer uma interdisciplinaridade entre a Geografia e a Literatura, temas centrais para a apreensão e percepção de mundo para todos os discentes nos seus anos de formação. Agradecimentos Agradecemos aqui ao Professor Dr. Heibe Santana da Silva, coordenador do Laboratório GEA da Universidade Regional do Cariri – URCA por nos dar suporte na elaboração desse trabalho, aos conselhos do professor Dr. Emerson Ribeiro, coordenador do Laboratório Quatro Elementos localizado na mesma instituição de ensino já citada e, por fim, fica aqui o agradecimento à professora Tatiana Feltrin, atualmente criadora de conteúdo sobre livros na internet pela plataforma do Youtube pela inspiração e incentivo à leitura e à cultura no nosso país. Referências GARCIA, Gabriel. Literatura como proposta didática para o Ensino de Geografia. 14° Encontro Nacional de Prática de Ensino de Geografia, Maringá, 2019. COSTA, Natalia. Geografia vista a partir da literatura brasileira: uma análise da obra Iracema e suas possibilidades no ensino e aprendizagem. (Monografia) - Universidade Regional do Cariri – URCA. Crato, 2022. CABRAL, João. Morte e vida severina. Alfaguara, Rio de Janeiro, 2007.
Palavras-chave: Geografia, Literatura, Didática, Agrária, Urbanização desigual
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Abrir o trabalhoRELATO DE EXPERIÊNCIA DO ESTÁGIO NA ESCOLA E.E.I.E.F. CATARINA TAVARES, NO DISTRITO DE CUNCAS, EM BARRO - CE.
ALINE FERREIRA DE SOUSA; Maria Alessandra Andrade de Lucena
O Estágio Supervisionado de regência compreende um momento muito importante na vida acadêmica do graduando. Entende-se que para a plena execução do mesmo, a lei N 11.788 de Setembro de 2008, determina o estágio de estudantes graduandos, onde no Artigo 1 define-se que, o Estágio supervisionado corresponde a um ́ ́ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho, que visa a preparação para o trabalho produtivo de educandos que estejam frequentando o ensino regular em instituições de educação superior (...)``. Dessa forma, no percurso da prática do estágio, ampliam-se as ideias e percepções sobre as dimensões do ser e fazer pedagógico, partindo da experiência a partir da regência no contexto das aulas no ambiente escolar sendo este presencial e/ou virtual. Assim, a teoria e prática são de certo modo etapas que permitem o estagiário observar os desafios e por conseguinte, avaliar as vivências no que tange às metodologias utilizadas e as que podem ser realizadas. Em virtude da pandemia da covid19 que eclodiu em 2020, as escolas precisaram se reinventar para continuar as aulas de modo remoto, onde as tecnologias muito ajudaram principalmente aos professores e alunos desta escola. As aulas virtuais não substituem as aulas presenciais, mas torna-se um meio para não cessar a educação. Este relatório tem como principal objetivo apresentar as atividades desenvolvidas na disciplina Estágio Supervisionado II, que foram realizadas na Escola de Ensino Fundamental Professora Catarina Tavares, Cuncas, Barro-CE, com a disciplina de Geografia nas turmas do 6o ano A e B, 7o ano A e B, 8o ano e 9° A e B, sobretudo, pelas plataformas digitais whatsapp e google meet. O objetivo desse estágio de acordo com o programa da disciplina é propiciar ao licenciando em Geografia práticas de ensino que promovam a construção de competências docentes para atuar no contexto do Ensino Fundamental, tendo como referência teórica o conhecimento científico e como encaminhamento metodológico a construção de posturas ética, responsável, investigativa e comprometida com a aprendizagem do aluno. O estágio deu-se de modo remoto e posteriormente as aulas voltaram à modalidade presencial. Este trabalho foi realizado com o intuito de relatar as experiências adquiridas acerca do estágio de regência nas turmas do ensino fundamental II, baseado em avaliações e análises de práticas educativas. Os alunos da Escola E.E.I.E.F Professora Catarina Tavares, são alunos provenientes da própria comunidade, dos sítios próximos ao Distrito, que necessitam de transporte para se deslocar até a escola, e de diversas classes sociais, porém a maioria depende de uma renda mínima, mais da metade são filhos de pais agricultores, são famílias de baixa renda. Dentro desse quadro, estudar, para a maioria dos alunos, torna-se a única forma de trilhar um caminho com melhor êxito, sendo a educação instrumento de superação, sobrevivência e transformação. Atualmente com dados atualizados, a escola recebe mais de 220 alunos. A comunidade acredita no potencial da referida escola, como instituição capaz de formar e transformar e como lugar de vivência e convivência, destacando-se como pólo dos acontecimentos pedagógicos artísticos culturais dessa comunidade. Segundo o Projeto Político Pedagógico-PPP da escola, a principal missão da mesma é promover uma educação de qualidade garantindo ao educando o acesso, a permanência e o sucesso escolar, formando cidadãos participativos e críticos para a construção de uma sociedade justa e igualitária, trabalhando e resgatando valores como, qualidade, criatividade, ética, participação, respeito e afetividade. Assim, busca-se reduzir o abandono e a repetência, elevando o nível de aprendizagem dos alunos, valorizando e capacitando os profissionais que nela atuam. A realização do estágio aconteceu no período de 25/11/2021 a 30/03/2022 na E.E.I.F. Professora Catarina Tavares, Cuncas- Barro-CE, nas turmas de 6, 7, 8 e 9 anos, no período da tarde, supervisionado pela professora Maria Nalba de Oliveira. Assim sendo, ao analisar o atual cenário, em virtude da pandemia do covid-19, as aulas que eram presenciais passaram a ser virtuais, de modo remoto. As formas organizacionais, sociais e comportamentais foram adaptadas às condições exigidas para o combate à pandemia. Nesse sentido, assim como outros setores, a educação sofreu drásticas mudanças. Nesse sentido, ressalta-se que ensinar no período da pandemia não foi e não é uma tarefa fácil, tendo em vista a necessidade de dominar as tecnologias. Muitos professores, assim como os alunos, tiveram muita dificuldade de adaptar-se ao novo modo de ministrar e assistir aula. Nessa perspectiva, os professores realizavam suas aulas por meio da utilização de aparelhos celulares, notebooks e computadores, através de aplicativos de comunicação, como o google meet, whatsApp e google sala de aula. Um fato importante é que nem todos os alunos possuem celulares, pois às vezes compartilham com outro membro da família, não diferente do professor que muitas vezes desfruta somente de um único celular para todas as atividades, onde o mesmo fica sobrecarregado.
Palavras-chave: Estágio Supervisionado, Geografia Escolar, Eperiência
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Abrir o trabalhoRELATO DE EXPERIÊNCIA DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO II NA ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL CENTRO EDUCACIONAL, MAURITI - CE.
MARIA ALESSANDRA ANDRADE ; Aline Ferreira de Sousa
O presente relatório reúne reflexões sobre a prática de conclusão do estágio de regência II, disciplina regular do quinto semestre do curso de licenciatura em Geografia na Universidade Regional do Cariri - URCA. O estágio visa o acompanhamento das aulas de Geografia no ensino fundamental II, na modalidade de regência. A escola escolhida para o estágio foi o Centro Educacional de Mauriti-CE, Localizada na cidade de Mauriti-CE, destacando a predominância de atividades remotas devido ao atual contexto no qual vivemos. Por fim, pôde-se entender como está se estruturando as aulas no ensino básico neste período pandêmico, bem como, os aprendizados e desafios enfrentados pelo corpo docente, núcleo gestor e estagiários. O estágio supervisionado é uma fase essencial na vida acadêmica, principalmente dos cursos de licenciaturas, em virtudes de promover uma relação entre a teoria e a prática, bem como a aquisição de conhecimentos pedagógicos no campo de ensino-aprendizagem. Além de conhecer a sistematização do ambiente escolar, é importante no que tange os aspectos profissionais. Os desafios enfrentados atualmente na educação brasileira são diversificados e em vários âmbitos, nesse sentido, é válido ressaltar que a educação tem sofrido em diversos aspectos envolvendo o setor político, social, econômico e não poderíamos deixar de pensar sobre o pandêmico. O estágio de regência é um componente obrigatório do ensino superior nos cursos de graduação\licenciatura, buscando enfatizar quão importante torna-se para desenvolver um ensino de qualidade. Segundo o projeto político do curso (PPC) de Licenciatura em Geografia da Universidade Regional do Cariri - URCA, aprovado pelo Degeo em outubro de 2013, é apresentado, a partir da estrutura curricular do curso, quatro estágios obrigatórios, do 5 ao 8 semestre, totalizando 27 créditos e 405 horas. No que diz respeito à prática de estágio II, tem-se 74 horas de aulas a serem ministradas sistemáticas e vivência na escola, visando conhecer a estrutura, o funcionamento, colocando em prática os conteúdos aprendidos na faculdade, e o projeto político da escola e demais documentos da educação básica. A educação transforma-se em uma ferramenta essencial para a formação cidadã no seu mais amplo conceito. As questões educacionais se invocam em objeto de discussões entre as diferentes esferas do poder - Municipal, Estadual e Federal - a fim de garantir uma educação gratuita e de qualidade, uma vez que enfrentamos a pandemia do Covid-19. As mazelas e as desigualdades sociais emergiram de forma mais acentuada ganhando proporções gigantescas. Faz-se necessário, observar que diante de tantos descasos no setor educacional com a falta de estrutura e investimentos adequados para educação pública torna-se cada dia mais objeto de reflexão para os profissionais da área. Nesse sentido, buscou-se desenvolver as atividades de estágio no Centro Educacional de Mauriti - CEM, localizada na cidade de Mauriti-CE, destacando-se a predominância de atividades remotas devido ao atual contexto em que vivemos. A referida escola destaca-se por desenvolver o seu arcabouço educacional pautado na valorização do estudante, levando em consideração aspectos sociais que se tornam fundamentais na formação dos discentes, os quais estão inseridos no Projeto Político Pedagógico da instituição - PPP. A Escola era direcionada inicialmente ao ensino de professores, mais conhecido como ensino profissionalizante, que eram técnicas agropecuárias, comerciais, industriais e práticas integradas do lar. Dispondo aos alunos desses cursos práticas de quatro aulas semanais, e de outras modalidades de ensino como, as aulas das disciplinas de núcleo comum (língua portuguesa, matemática, ciências físicas e biológicas e estudos sociais) tendo essas aulas convencionais regularmente. A Escola era dirigida por Maria de Fátima Martins e assumiu a direção do Centro Educacional, permanecendo até meados de 2015. O Centro Educacional de Mauriti é uma instituição que tem personalidade própria, por refletir o pensamento do seu coletivo. A escola levou em consideração as práticas e necessidades da comunidade escolar, as diretrizes nacionais, e as normas, regulamentos e orientações curriculares e a BNCC no que tange os critérios de organização das habilidades (com a explicitação dos objetos de conhecimento aos quais se relacionam e do agrupamento desses objetos em unidades temáticas) expressam um arranjo possível (dentre outros). No cenário atual de pandemia do Covid-19, as formas de organização e atuação de diversas práticas sociais tiveram que ser adaptadas. Nesse aspecto, a educação no que tange aos fatores sociais de prática sociocultural para a vida em comunidade, bem como desenvolvimento escolar tiveram de acompanhar essa mudança na conjuntura de práticas e hábitos sociais haja vista uma nova forma de ensinar e aprender que requer dos professores novas práticas de ensino. O ensino de Geografia é um processo cognitivo das ações apreendidas no espaço escolar, porém, vale ressaltar, que as práticas pedagógicas exercidas na escola fazem menção ao espaço vivido pelos educandos.
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Abrir o trabalhoRELATO DE EXPERIÊNCIA DO PIBID SUBPROJETO EDUCAÇÃO GEOGRÁFICA: AÇÕES DOCENTES DE ABORDAGENS DA IDENTIDADE ESPACIAL DO CARIRI CONTEXTUALIZADA NA PATRIMONIALIZACÃO DA CHAPADA DO ARARIPE PELA UNESCO
DIOGO ALVES DOS SANTOS; Francisco Edmar de Sousa Silva Pinheiro
Visto o potencial natural e cultural do Brasil, os setores extrativista, imobiliário, do agronegócio pelo seu caráter capitalista tende a esgotar os recursos naturais conflitando muitas vezes com as políticas públicas de preservação do espaço e da cultura. No período pré-pandemia o mundo ocidental estava em um período de ascensão do neoliberalismo, o Brasil que até então era conhecido mundialmente pelas boas práticas ambientais, ouviu incentivos do chefe do estado Jair Bolsonaro ao dia do fogo, conhecido no Brasil pelos grileiros e agentes do agronegócio. Desde a posse de Michel Temer em 2016 as leis ambientais foram enfraquecidas, a eleição de Bolsonaro em 2018 foi um terremoto para institutos e fundações e órgãos como o MEC, CNPQ, IMPE, IBAMA, IPHAN, FUNAI e PALMARES, que trata das diretrizes curriculares, ciência, sensoriamento remoto, áreas desmatadas e proteção cultural de povos de minoria étnica. Para uma possível prevenção de desmontes de leis de proteção ambiental e cultural se faz necessário que esses espaços e culturas atinjam os maiores patamares de proteção que é uma área reconhecidamente como um patrimônio material ou imaterial da humanidade pela UNESCO, que incentiva os agentes públicos a aplicarem políticas públicas de melhoria locais, no âmbito social, econômico e ambiental. Porém, o processo de pratrimonialização até o reconhecimento pela UNESCO é burocrático que passa primeiramente pelas instâncias municipais, estaduais e federais, isso demanda tempo e interesse público. Por isso se faz necessário a fomentação de pesquisas em um conjunto de áreas estratégicas para que o processo de patrimonialização atinja a maior área e culturas disponíveis possível, afim de, proteger o povo e território do assédio do capitalismo predatório. A boa prática ambiental está mais que nunca em evidência, a pandemia de COVID-19 nos mostrou o quanto é importante uma meio ambiente saudável para a manutenção da vida na terra, novas ameaças podem aparecer, as mudanças climáticas já é um fato a necessidade de um novo na realidade do homem, se faz necessário, iniciativas como energia renováveis, ecoturismo, agricultura familiar, agroflorestas, extrativismo sustentável, crédito de carbono e reciclagem são alternativas para o início do processo desaceleramento de uso predatório dos recursos naturais. Essas boas práticas ambientais junto ao processo de patrimonialização pode ser um bom indicativo de retorno econômico para a sociedade. O entendimento do processo de patrimonialização se dá em poucas camadas da sociedade, sobretudo acadêmicos, políticos, ambientalistas e setores privados que fazem pressão contra esse processo. O objetivo central deste estudo é um relato de experiência do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), que esteve em execução de outubro de 2020 a março de 2022 com o subprojeto “Educação geográfica: ações docentes de abordagens da identidade espacial do Cariri contextualizada na patrimonializacão da Chapada do Araripe pela UNESCO.” As escolas contempladas foram EEM PREFEITO ANTÔNIO CONSERVA FEITOSA com a professora Regina e EEM VIGÍLIO TÁVORA com a professora Patrícia com autoria nas figuras deste trabalho, escolas localizadas nos municípios do Juazeiro do Norte e Barbalha respectivamente. O período em questão coincidiu com o auge da Pandemia de COVID-19 que resultou nas aulas remotas, forçando os docentes a se reinventarem para atenderem a essa nova realidade. Os bolsistas do PIBID tiveram como proposta diante desse fato novo, produção de mini-cursos, oficinas, palestras, lives, aula de campo e jogos todos de forma remota. Essas iniciativas obrigatoriamente tinham que ter o tema central o trabalho da identidade espacial do Cariri associado à patrimonialização da Chapada do Araripe. As primeiras reuniões de diálogo aconteceram para a apresentação do subprojeto de Geografia contando com os profissionais que trabalham na escola e supervisores do subprojeto, e bolsistas com a interação entre a escola e universidade. A partir desse momento, o primeiro contato com os profissionais da educação básica da escola, campo onde as atividades e ações foram realizadas durante o período de duração do subprojeto. Esses primeiros contatos foram muito importantes, pois como sendo um momento de socialização de idéias e diálogos, todas essas atividades e interações foram de forma remota devido à pandemia de COVID-19 que assolou e assola o mundo até a data presente. Em distintos momentos houve rodas de conversas, inicialmente as rodas de conversas foram importantes para o desenvolvimento das atividades e aquisição de conhecimento com momentos de orientação e formação sobre as características em torno do ambiente escolar, das atividades docentes para pensar o processo de educação como um todo posteriormente houve outras rodas de conversas realizadas com os mestres da cultura trazendo o contato e conhecimento sobre esses e toda sua história e trabalhos desenvolvidos A todo o momento de atuação do subprojeto de Geografia ocorreu com diversas bases teóricas, algumas vezes através de artigos como o texto Paisagem cultural e patrimônio do autor Rafael Winter, outros momentos com livros que pertenciam ao âmbito da patrimonialização como o e sempre baseado na Base Nacional Comum Curricular a (BNCC), seja para apresentação do subprojeto, ou para fomentar o entendimento do conceito de patrimonialização para com os alunos envolvidos, conciliando também atividades extracurriculares em formato de lives que ocorreram por meio de plataformas, apresentando seminários que também dialogavam com a temática do subprojeto alguns deles o IV Simpósio Nacional Sobre o Patrimônio e Práticas Culturais, evento realizado pela Universidade Regional do Cariri e Escola de saberes de Barbalha-CE, a I Semana Povo e Território evento organizado por Centro Pró-Memória de Barbalha-CE, dentre outros seminários e simpósios organizados pela universidade e demais instituições de ensino superior. Todas essas atividades foram desenvolvidas de forma remota, mas contribuíra para o processo de formação a docência. Os grupos de estudos ocorriam quinzenalmente e contava com a presença de todos os bolsistas, professores, supervisores e coordenadores eram feito a leitura de artigos, textos, livros e artigos científicos e posteriormente havia um debate refletindo sobre estes documentos. Esses momentos foram escolhidos textos que dialogavam entre sí, sempre compatíveis com os conceitos básicos da Geografia e ainda apresentando características ímpares de locais como o da Chapada do Araripe para uma formação de conceito de patrimonialização da mesma. As turmas que foram trabalhadas essa atividade demonstrou um conhecimento básico da Geografia pelos alunos da escola, visto que a Geografia escolar é duramente criticada por ser considerada decoreba e enfadonha, porém ao decorrer das atividades essa imagem foi gradativamente desconstruída, pois, foi agregado ao conhecimento prévio dos alunos conceitos da Geografia como espaço, lugar, região, etc. junto à questão cultural que é presente nas vidas dos moradores da região do Cariri, ao falarmos de movimentos culturais como o Pau da Bandeira de Santo Antônio em Barbalha houve uma grande aceitação dos alunos, que posteriormente conheceu outros movimentos como o reisado e após esse momento foi comentado a importância da proteção da Chapada do Araripe pelo fato de ter espécies endêmicas de plantas, animais e ser uma importante reserva de água com suas fontes naturais Visto que durante grande parte de execução do subprojeto de Geografia foi de forma remota, houve uma série de atividades que necessitou de ser adaptada, gerando um desafio jamais enfrentado por agentes da escola pública, porém esse obstáculo foi superado com êxito e houve a apresentação de projetos e aulas por meio remoto, atividades como o geozine foi a prova de que era possível ser produtivo mesmo com o distanciamento social imposto por razão da pandemia de COVID-19 e posteriormente com a flexibilização e volta as aulas presenciais foi possível efetivar a oficinas como, por exemplo a criação das bonecas mandacá. Os minicursos assim como as demais atividades e ações que foram realizadas puderam trazer a pauta e a relevância dos conhecimentos geográficos no cotidiano dos estudantes em meio as espacialidades da Região do Cariri e o contexto da patrimonialização da Chapada do Araripe. Os conhecimentos sobre as temáticas trabalhadas em cada atividade.
Palavras-chave: PIBID,Patrimônio ,imaterial,cultura,material,ensino
Oral
Abrir o trabalhoUSO DE RECURSO DIDÁTICO LÚDICO NO ENSINO DE GEOGRAFIA: ALTERNATIVA PARA A ABORDAGEM DA REGIONALIZAÇÃO BRASILEIRA ENTRE A CRIATIVIDADE E À ATUALIDADE.
IGOR CARDOSO TAVARES NOBRE; MAYARA RIBEIRO DA SILVA; FRANCISCA PATRÍCIA MOREIRA FERNANDES
Introdução Conceitualmente, podemos nos referir aos recursos didáticos como mediadores do processo de ensino-aprendizagem, ou melhor, são ferramentas que permitem uma forma mais dinâmica de ensino, podendo ser utilizado desde os mais simples materiais, como maquete, globo terrestre, dentre outros, até mesmo utilizar ferramentas modernas, como os componentes eletrônicos e computacionais. Nesse sentido, a respectiva produção científica se apresenta como um suporte teórico e prático para professores e busca consolidar os aspectos entre a geografia acadêmica e a geografia escolar dispondo da utilização de um mapa temático da mais recente divisão regional do país, com o intuito de extrair os recursos primordiais da abordagem de regionalização, expressando os elementos cruciais a serem analisados no estudo da disciplina, seja no âmbito político, cultural, natural, econômico ou entre outros eixos essenciais para as discussões geográficas. O estudo parte das necessidades que a geografia detém em sua abordagem escolar, entre elas a abordagem monótona que dificulta conquistar a atenção e o interesse dos discentes, nesse sentido a proposta é suprir as carências apresentadas no uso do mapa temático como recurso didático em auxílio com imagens que representam cada complexo regional para promover uma maior dinamização e interação em sala de aula. Então, na hipótese de superar os déficits de aprendizagem, propomos investigar como esse recurso pode contribuir para o ensino de geografia e até mesmo de outras disciplinas. Metodologia Para a elaboração do Mapa Temático que o presente trabalho busca abordar, utilizou-se além da análise do conteúdo na Base Nacional Comum Curricular (BBCC), de elementos dos elementos cartográficos e elementos visuais relacionados ao tema do mapa. Em sala de aula, a dinâmica ocorre em três etapas, inicialmente é realizada a abordagem do conteúdo de regionalização brasileira, em seguida a dinâmica lúdica é aplicada, essa etapa consiste na associação das imagens as suas respectivas regiões pelo educando, na terceira etapa ocorre a seleção de perguntas acerca da temática dividindo a turma em equipes e ao fim, usufruir da criatividade e solicitar a produção de mapas temáticos de um determinado recorte territorial e destacar nele suas principais representatividades. Objetivo Geral Pensar o uso de um recurso didático lúdico nas aulas de geografia da 7° série do ensino fundamental II, com o intuito de suprir as principais dificuldades no ensino da regionalização brasileira de modo que se faça uso da criatividade dos discentes, se enquadrando na dinâmica social atual, despertando a atenção e o interesse. Objetivos Específicos Relacionar os conhecimentos dos discentes em relação aos elementos cartográficos da série anterior com a utilização de um mapa temático da atual divisão regional; Destacar através de imagens alguns dos principais destaques locais, culturais e naturais que remetem suas associações com cada uma das regiões; Utilizar de atributos que remetem a modernidade e ao mundo globalizado para superar o ensino tradicional; Referencial Teórico Silva (2018) trata por meio do “geozine” uma das propostas bastante categóricas nas experiências de ensinar geografia com base nesse próprio material didático, que o possibilita expressar diversas temáticas geográficas de uma maneira lúdica, posto isso é nesse sentido que propomos a utilização do mapa temático como recurso didático para realizar a associação entre os aspectos regionais do país a cada uma de suas respectivas regiões. Supomos a atuação do(a) professor(a) em sua prática docente, habitualmente os estudantes situam-se dispersos e conseguem demonstrar a falta de interesse pela temática e pela metodologia monótona. Diante disso, buscamos por meio desse suporte teórico metodológico dinamizar a prática educativa no ensino da regionalização brasileira com base no uso de um recurso que relacione seus suportes teóricos com os aspectos que dão ênfase a modernidade e a dinamicidade social atual, com o intuito de despertar o interesse dos discentes, concedendo ênfase aos principais destaques locais, políticos, culturais, naturais, econômicos, religiosos, artísticos, arquitetônicos, cinematográficos e todos os aspectos que contribuam para caracterizar o perfil de cada região do Brasil. O educador brasileiro, Paulo Freire (1996) com “pedagogia da autonomia” vem afirmar que o conhecimento humano é pautado em 2 momentos: o que o docente ensina e o discente aprende, e o conhecimento já existente que o estudante já detém, ou seja, o aprendizado prévio, assim optamos por englobar temáticas abordadas nas séries anteriores, como é o caso da cartografia, vista na 6º série. Portanto, o referido recurso abrange princípios do raciocínio geográfico como: Analogia, Conexão, Diferenciação, Distribuição e Localização. Abarca alguns dos seus principais conceitos: Lugar, Região, Território e Paisagem. E engloba todas as habilidades postas na BNCC para a 7º série, que vai desde a EF07GE01 até a EF07GE12. No sentido indubitável, a disciplina de geografia no ensino fundamental é importante para a compreensão da cidadania como uma participação social e política por parte dos alunos, além disso, é nesta fase que o educando passa a desenvolver o seu pensamento crítico frente os fatos do espaço geográfico e, então perceber-se como integrante e agente transformador do espaço local e global. Os materiais cartográficos, a exemplo do mapa temático destacado na Figura 1, quando associados à construção de conceitos e conteúdos empregados no ensino de Geografia, se caracterizam como importantes recursos didáticos, pois possibilitam uma melhor compreensão do espaço geográfico e da realidade vivenciada pelos educandos, por meio da leitura do espaço próximo ou distante, onde ocorrem os fenômenos em estudo e sua representação cartográfica. Discussão e Resultados Diante das considerações, nosso intuito não objetivou estabelecer receitas para o ensino de Geografia, mas contribuir para uma aprendizagem significativa nesta disciplina a partir da produção e utilização do mapa temático da atual divisão regional brasileira como recurso a ser trabalhado em sala de aula, considerando a sua potencialidade no que diz respeito a forma de despertar a curiosidade, a atenção e o interesse do educando acerca do assunto abordado com a utilização das imagens (Figura 2), bem como contribuição com o desempenho da criatividade individual, levando como base os prévios conhecimentos dos escolares e resultando em um melhor aproveitamento do processo de ensino-aprendizagem, posto isso a conquista dos educandos se dá na maneira de destacar os principais aspectos da atualidade que faz com que eles sejam inseridos e passem a sentir prazer e identificarem com a temática, por isso a aplicação de recursos didáticos lúdicos nas escolas (Figura 3), dinamizam a ação docente que se infere na importância de utilizar diferentes métodos que possibilitem oferecer suporte a construção e a busca por conhecimentos.
Palavras-chave: Ensino de Geografia, Mapa temático,Regiões,Criatividade
Resumo Expandido
Abrir o trabalhoPalavras-chave: GEOTECNOLOGIAS,QGIS
Resumo Expandido
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