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A IMPORTÂNCIA DA FILOSOFIA NO CONTEXTO ESCOLAR: TRANSFORMAÇÃO DA SOCIEDADE
MARIA GLEICIANE DA SILVA; THAIS FAUSTINO BEZERRA
RESUMO O presente artigo, irá relatar a importância de se trabalhar a filosofia no contexto escolar, pois a filosofia é uma disciplina que possibilita ao aluno, desenvolver sua criticidade, e capacidade de desenvolver suas próprias escolhas, tanto no meio escolar quanto, em sua vida futuramente. A filosofia promove ao aluno enxergar uma veracidade muito complexa de saberes, tanto do meio social em diferentes épocas, quando de sabres empíricos. A filosofia faz com que o aluno pense, seja reflexivo, consiga lê dar com, seus obstáculos do dia a dia, consiga resolver problemas com agilidade e coerência. Apesar de que para muitos a disciplina de filosofia não é dada a devida importância, pois não, cair em vestibulares, e apontada como uma disciplina chata, exaustiva e que simplesmente esta, no currículo educacional, para completar carga horária. Mas a filosofia está muito além disso, é uma disciplina de conhecimentos específicos sobre os seres humanos, seus costumes, e vivencia no mundo. Apesar de que vivemos em uma sociedade altamente tecnológica, que se dá pouca importância para questionar, buscar, pesquisar, pensar, que está acomodada, a tirar suas dúvidas por meio da internet, não se tem mais um diálogo formal entre pessoas. Comunicação esta que fazia com que as pessoas, através de conversas com as outras podiam questionar opiniões, darem seus pontos de vistas, e não aceitavam tudo como, é informado pela internet. Neste trabalho serão apontados a importância da filosofia, do diálogo entre pessoas, da pesquisa, questionamentos e como a filosofia é vista em cada ponto deste. PALAVRAS-CHAVE: Educação; Escola; Filosofia; Sociedade; Transformação. 1- INTRODUÇÃO Atualmente, é necessário pessoas criticas e reflexivas sobre diversos assuntos da nossa sociedade, pois facilitar o processo de transformação da coletividade. Uma forma de transformar isso em realidade é através do processo de ensino-aprendizagem temos uma disciplina bastante importante para ajudar nesta construção, por exemplo, a disciplina de filosofia. Segundo Freire (2003 p.114): Toda compreensão de algo corresponde, cedo ou tarde, uma ação. Captado um desafio, compreendido, admitidas as hipóteses de respostas, o homem age. A natureza da ação corresponde à natureza da compreensão. Se a compreensão é crítica ou preponderantemente crítica, a ação também será. Se e mágica a compreensão, mágica será a ação. A disciplina de filosofia oferece a capacidade de pensar, expor, debater, criticar e defender seu ponto de vista, ela era pra ser trabalhada desde cedo no contexto escolar pelos professores. Ela é responsável por proporcionar garantir novas formas de pensamentos para os alunos, pois desta maneira eles vão racionar e se questionar sobre certas coisas, eles vão criar seus próprios questionamentos e conclusões. Para Cotrim (1988, P.19), Desenvolver no estudante o senso crítico, que implica a superação das concepções ingênuas e superficiais sobre os homens, a sociedade e a natureza, concepções estas forjadas pela “ideologia” social dominante. Para isso, é necessário que o ensino da Filosofia estimule o desenvolvimento da reflexão do estudante e forneça-lhe um conjunto de informações sobre reflexões já desenvolvidas na história do pensamento filosófico. O resultado desse processo é a ampliação da consciência reflexiva do estudante, voltada para dois setores fundamentais: * a consciência de si mesmo: crítica de si próprio enquanto pessoa e de seu papel individual e social (autocrítica); * a consciência do mundo: compreensão do mundo natural e social e de suas possibilidades de mudança. É uma disciplina que tem o poder de abrir novos horizontes, ela pode se encaixar em muitos setores da sociedade, mas é fundamental mais apoios no sentindo de colocar ela no ensino fundamental I, ensino fundamental II e no ensino médio, porém não se tem muito investimento acerca de um ensino-aprendizagem revolucionário. De acordo com Guimarães, [...] provocar o estranhamento e a desnat
NÚCLEO DE ESTUDOS SOBRE GÊNERO E DIVERSIDADE: UMA FERRAMENTA DE FOMENTO PARA O EXERCÍCIO DO PENSAR FILOSÓFICO NO AMBIENTE ESCOLAR
DAYANE EVELLIN DE SOUSA COSTA; Alexsandra Dos Santos Barbosa
É fato observado que na escola se aprende a diferença, e que historicamente a escola trata de colocar para fora sujeitos que resistem a normatização de suas identidades sexuais e de gênero a partir de padrões hegemônicos, assim como também exclui quando tratam de identidades raciais ou de classes desvalorizadas socialmente. O pensamento de Foucault nos alerta quando trata a escola como uma instituição disciplinadora dos corpos, tanto para ensinar aqueles que resistem, o preço da não normatização, quanto para aqueles que não fazem parte da resistência o que deve ser normalmente aceito. Desta maneira reforçando um entendimento que o diferente deve ser encarado como errado e o que foi institucionalizado deve ser encarado sem questionamentos. A escola precisa ser um espaço amplo de debate sobre as questões de gênero e diversidade sexual, para tanto, é preciso que se adote uma perspectiva de autonomia dos indivíduos em seu pensar. Amparados pela aventura do pensamento onde se possa estabelecer uma crítica à normatização dos corpos e comportamentos construídos socialmente, será preciso reconhecer os conceitos relacionados, produzir dentro de sua própria experiência e fundamentação de seus conceitos e desenvolver uma atitude de diálogo frente as reflexões de si mesmo, da sua comunidade escolar e do mundo ao seu redor. A escola onde foi realizada esta experiência, chama-se Escola Estadual de Educação Profissional Presidente Roosevelt e já conta com quase oitenta anos de existência, no entanto ela só ganha esse acréscimo de “Educação Profissional’’ ao seu nome em 2009 quando é escolhida para fazer parte da então nova política de educação do estado do Ceará. No ano de 2014 começa a surgir o debate de gênero em nossa escola quando um grupo de alunos entra em contato com a obra O Segundo Sexo da filósofa francesa Simone de Beauvoir e começam a questionar acerca dos modelos sociais que são reproduzidos dentro da escola em relação ao gênero e sexualidade. Um grupo de pesquisa foi formado com seis integrantes, visando a leitura do material e a realização de uma pesquisa de iniciação científica a respeito do tema. Desde então, o interesse pela temática tem aumentado, de modo que em 2017, o número de grupos de pesquisa já chegava a nove. A partir desse número expressivo de estudantes interessados nas mais diversas nuances sobre gênero, foi criado um Núcleo de estudos. Esse núcleo tem encontros mensais onde são lidos e debatidos textos relacionados a conceitos que embasam o tema como o próprio gênero e suas construções, orientação sexual, liberdade, disciplinarização dos corpos, normatização e repressão sexual. A intenção é promover um olhar filosófico para essas questões, indo de encontro ao discurso de senso comum que regularmente ampara atos de preconceito na escola, seja por reprodução ou mesmo omissão da comunidade escolar. Foi elaborada uma proposta de ações fixas dentro do calendário escolar que entra em concordância com o calendário de direitos humanos, buscando aproveitar a maior parte das datas sobre visibilidade e combate às violências. Essa proposta teve início com o momento da semana pedagógica onde, por sugestão do núcleo, a gestão escolar, abriu um espaço para dialogar com os professores acerca do tema, convidando a Célula de direitos humanos e diversidade da Secretaria de Educação. Também houveram ações relacionadas ao respeito ao corpo e identidades no Carnaval, bem como no dia 8 de março onde o núcleo promoveu um momento de roda de conversa com toda a escola. Considerando importante dialogar com a interação das redes sociais, foi criada de uma página do núcleo, no Instagram, com a possibilidade de todos os recursos que oferecem para a problematização para além dos muros da escola.
A EDUCAÇÃO HUMANIZADORA FRENTE À TECNICIDADE DO ENSINO. BUBER, A FILOSOFIA E A REFORMA DO ENSINO MÉDIO.
YSLIA BATISTA ALENCAR; Vitória Jeankessya da Silva Pereira
Sabe-se que o sistema de ensino sob o qual estamos submetidos prioriza uma formação especializada de acordo com o mercado de trabalho em detrimento de uma formação humana dos educandos. É uma estrutura preparada e pensada para forma mão-de-obra para os diferentes tipos de trabalho. Sendo assim, cada dia mais se pensa em “aperfeiçoar” este sistema para o devido fim supracitado. Nesse contexto, nos propomos aqui pensar a importância de uma Educação que se preocupe com a formação humana dos estudantes muito mais do que com as necessidades do mercado. Tendo como conjuntura de discussão a Reforma do Ensino Médio de 2016 – LEI Nº 13.415/2017 – que especialmente preconiza as áreas de conhecimento das Ciências Humanas e Sociais, e a disciplina de Filosofia no Ensino Médio. Nos propomos, a realizar uma análise do texto da Lei citada e uma pesquisa bibliográfica de textos da obra de Martin Buber buscando relacionar o conceito de “Relação Dialógica”, conforme o filósofo coloca, à proposta de uma Educação Humanizadora repensando a prática docente. O presente trabalho se propõe, também a resgatar e defender a importância do Ensino de Filosofia no Nível Básico atrelado a ideia de uma Educação Humanista. Tendo que apesar do Ensino Tecnicista encontrar mecanismos que o consolide cada vez mais é, sem dúvidas, necessário que a Filosofia reivindique um lugar nesse sistema, mesmo que este seja um sistema escravizante e opressor que aliena e condiciona os indivíduos a um estado de apatia para com a realidade e de submissão ao sistema. Pois não basta criticar o sistema de fora para dentro, apontar suas falhas e seus resultados negativos. É necessário romper com as estruturas do sistema de dentro para fora, inserindo-se nessa estrutura usando-se da denúncia de sua conduta e do exemplo de seus próprios instrumentos de controle para desfazê-lo. Compreendendo a lógica do próprio sistema e se apoderando desses mecanismos de forma a invertê-los de modo que sirvam-nos de ferramentas que desmistifique a estrutura ilusória e ludibriante que se criou para encobrir a realidade. Entretanto, isto não é possível sem a tomada de consciência da nossa posição hierárquica na estrutura, logo da nossa situação enquanto sujeitos que constroem e reconstroem o próprio mundo. É nesse ponto em que a Filosofia tem legitimidade para tal papel, pois é ela quem possibilita o desvelamento da realidade, a desmistificação de uma ideologia negativa promovendo um pensamento crítico e de reflexão aos sujeitos, sobre si e o mundo a sua volta. É por este fato que a Filosofia é tão temida e que, portanto, é tão precarizada no Ensino Básico e ameaçada de exclusão na nova Reforma do Ensino Médio tal como foi na Ditadura Militar de 64. Nesse sentido, é indubitavelmente necessário além de repensar o lugar da Filosofia, defender sua permanência nos espaços que ela por si só reivindicou e que mal se consolidou neles já procuram destituí-la.
Bachelard e o método
GABRIEL KAFURE DA ROCHA
O presente trabalho pretende fazer uma análise do papel do método em Bachelard. Para isso, nos valeremos do livro "Engajamento racionalista". Nesse sentido, os capítulos “O problema filosófico dos métodos científicos” e “Universo e realidade” serão fundamentais para essa análise e aproximação da questão acerca dos problemas filosóficos do método dirigidos aos fenômenos sociais, como o campo das ciência humanas e sua relação com a fenomenologia e a problemática do mundo e dos sistemas fechados.
Palavras-chave: fenomenologia,ciências humanas,pluralismo racional
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FILOSOFIA NA REDE: OS DESAFIOS DO USO DAS TECNOLOGIAS DE EDUCAÇÃO NO ENSINO DE FILOSOFIA
EMANUEL MARCONDES DE SOUZA TORQUATO
O Projeto Filosofia na Rede está relacionado às disciplinas Capacitação para o Ensino de Filosofia III e IV do Curso de Licenciatura em Filosofia do Instituto Interdisciplinar de Sociedade, Cultura e Artes – IISCA – da Universidade Federal do Cariri - UFCA, como um projeto de monitoria e extensão do Programa de Integração Ensino e Extensão –PEEX das Pro-Reitoria de Extensão e Pro-Reitoria de Ensino. Este projeto visa oferecer um apoio na preparação dos estudantes de licenciatura em filosofia para o trabalho com hipermídia, ao mesmo tempo que, como resultado desta capacitação, intenciona disponibilizar materiais didáticos híbridos. Planejado para acontecer no período de oferta destas unidades curriculares, destina-se aos estudantes do sétimo e oitavo semestres do Curso de Licenciatura em Filosofia e aos professores e estudantes do Ensino Médio das cidades de Juazeiro do Norte e Crato no Ceará, através das redes informacionais e de visitas in loco programadas às escolas. Nas disciplinas de Capacitação para o Ensino de Filosofia III e IV, pretende-se habilitar para o uso da linguagem hipermidiática na docência em filosofia. Como metodologia pedagógica utiliza-se a concepção de José Manoel Moran quanto ao uso das tecnologias da educação (MORAN, 2000.) Esta concepção defende uma hibridização entre as linguagens lógico-sequencial (escrita), hipertextual e midiática como necessária para uma aprendizagem significativa. O educador deve desenvolver a habilidade de manipular a linguagem midiática da mesma maneira que faz com a linguagem escrita, construindo-a, desconstruindo-a e reconstruindo-a. Como concepção filosófica tomamos como referência a filosofia de Vilém Flusser, defendendo um pensar crítico a partir das imagens técnicas, as imagens produzidas pelas máquinas. Tendo esta referência como base da reflexão, a turma de estudantes foi orientada pelo professor e monitores a desenvolver uma análise crítica da cultura contemporânea produzida a partir da tecnociência. Alicerçadas nesta análise, atividades de prática pedagógica serão construídas no intuito de dialogar com as linguagens atualmente em voga, sobretudo a linguagem midiática e a relação com o papel do educador, especificamente do professor de filosofia. Flusser procura mostrar que, numa cultura saturada pelas máquinas, já não se sabe onde começa o humano e onde termina a máquina, onde começa a máquina e o que sobra de humano. É necessário então, para resguardar o legitimamente humano num mundo pós-humano, esgotar a máquina na sua programação. A obra de arte oferece esta possibilidade quando procura descobrir novos usos para a tecnologia a partir da criatividade e que fujam ao limitadamente programado, ou seja, esgotar a máquina em seus usos, para descobrir novos usos.
Educação Brasileira: Libertação ou Prisão?
ENRIQUE BRUNO LIMA BRUNO
No livro VII de “A República”, Platão nos conta a tão conhecida alegoria da caverna. A trajetória do homem que se liberta da prisão em uma caverna, onde via apenas sombras e depois, se livrando das correntes, conseguindo se mover e sair da caverna, conhece o mundo real. Nesta alegoria, o filósofo traz o conhecimento como peça fundamental para a libertação do homem e para a criação de cidadãos críticos, livres das imposições que os tornam ignorantes. Tudo isso para a formação da pólis perfeita que seria governada por um rei-filósofo, pois, segundo Platão, só um filósofo conhece a justiça e o bem, logo ele seria o único apto a governar a cidade. A alegoria nos conta sobre a importância da busca pelo conhecimento para nos livrarmos do que nos cega e isso pode ser usado em inúmeras situações cotidianas da atualidade. Essa busca por sabedoria é difícil e dolorosa, assim como foi para o homem da narrativa de Platão que saiu da caverna. O primeiro passo é a percepção de que há algo a mais do que aquilo que ele sempre via. Depois o indivíduo se força ou é forçado a se levantar e seguir para fora da caverna. De início seria problemático ver o real porque a luz do sol lhe ofusca, já que seus olhos não são acostumados àquelas cores e àquele brilho, pois tudo que ele via em toda sua vida eram sombras. Ao analisar o que vê ele reconhece as formas que apareciam nas paredes, só que materializadas, com outras cores e tamanhos. Ao entender a realidade que o cerca e perceber que outrora estava preso e vivia em um mundo de aparência, ele sente o impulso de voltar e contar aos seus colegas de cárcere sobre tudo que viu e de levá-los à liberdade que ele conseguiu. Essa filosofia platônica de liberdade pelo conhecimento trazida nessa alegoria é comumente lida como uma metáfora da educação, que seria o único meio de nos libertarmos das amarras impostas por culturas e tradições e de tudo que não nos permite conhecer o real. Mas aqui eu me pergunto: seria a nossa educação ferramenta de libertação ou só mais uma caverna que nos aprisiona e nos permite ver apenas a sombra do real? O plano educacional idealizado por Platão era fundamentado na verdade e no conhecimento dela. A educação brasileira condiz com isto? o presente trabalho se propõe a analisar a nossa educação pela perspectiva da alegoria da caverna, analisando traços da prisão descrita por Platão dentro do nosso sistema educacional e tentar propor medidas que pautem uma reparação a isso, já que, pelo mito contado pelo filósofo, a caverna nos afasta do conhecimento da verdade e isso não é bom.
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CAMINHAR E EDUCAR: O TRILHAS FILOSÓFICAS E A PROPOSTA PARA UM NOVO “VELHO” ENSINO DE FILOSOFIA
LUIS VITOR DA SILVA ABREU
A filosofia é o modo de pensar que prevalece na história do ocidente. A Grécia Antiga exportou para boa parte do mundo as ideias bases sobre ética, estética, política, lógica e etc. “A mãe de todas as ciências” (máxima que dá sinônimo à filosofia) se construiu, muitas vezes, de modo erudito e pouco acessível à comunidade, deixando de ocupar espaços que dela podem se beneficiar para se tornar somente objeto contemplativo nas academias de ensino. No Brasil, a Filosofia pode ser encontrada em três ambientes pedagógicos mais comuns: nas universidades, nas instituições cristãs para a formação de sacerdotes e na educação básica. O certo é que a presença da filosofia nesta última sempre foi marcada por tensões externas e internas. A característica principal da primeira tensão é que, em nosso país sua permanência no ensino médio varia de acordo com o contexto político de cada época. Sua obrigatoriedade foi extinta em 1961 e novamente retomada em 2008, atualmente voltou a condição de optativa por ato do presidente ilegítimo Michel Temer. Por outro lado há um debate interno em que a história do ensino da filosofia fora fortemente marcada pela máxima kantiana que afirma: “Não se ensina filosofia, ensina-se a filosofar”. Com base no que Kant defende, abriu-se uma rachadura sobre a situação da filosofia desde os ginásios modernos até as escolas contemporâneas. Aqueles que defendem o ensino da história da filosofia se dividem entre os que preferem a abordagem cronológica e outros que optam por uma abordagem temática. Um segundo grupo acredita que só é possível ensinar a filosofar, e por último, no extremo desse espectro há aqueles que, por pensarem que da forma que vem ocorrendo não há uma fidelidade à tradição, são portanto contra a disciplina de filosofia nas escolas. Diante dos desafios da educação, o sentimento que nós professores temos é de falta; especificamente a falta de uma pedagogia que oriente o ensino de filosofia na educação básica contemporânea. O fato é que de modo optativo ou obrigatório, a depender de cada lugar, a filosofia está presente e ela deve ser trabalhada de alguma forma. E ao meu ver, esse trabalho deve ser conduzido de modo que respeite dois pontos importantes: o direito de aprendizagem do discente e a fidelidade à tradição. É possível ensinar filosofia como também é possível instigar o filosofar, o que não é possível é que isto seja feito entre quatro paredes, com cadeiras enfileiradas, quadro branco e pincel. A “mãe de todas a ciências” não cabe nesse ambiente claustrofóbico. Filosofia se faz do lado de fora, de preferência com o fluxo das mudanças (devir) proporcionado por uma simples caminhada. Não apresento esta metodologia como uma inovação; o uso do caminhar enquanto forma de reflexão e pensamento remonta de forma densa o início da história da filosofia e se perde aos poucos até a contemporaneidade, portanto para dar possibilidade de fazer filosofia na educação básica, é necessário retornar aos antepassados a fim de fugir da tradição pela tradição.
Palavras-chave: Caminhar,Educação Básica,Ensino Médio,Filosofia,Trilhas Filosóficas
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JOGOS NA DISCIPLINA DE FILOSOFIA: ENSINO MÉDIO
VIVIANA FREITAS ARAÚJO; Thais Faustino Bezerra; Welia Pereira de Araújo
No momento atual, são imprescindíveis novas metodologias de ensino para ser trabalhadas na disciplina de filosofia, por exemplo, jogos. A filosofia é uma disciplina muito interessante para ser inserida na educação por meio de jogos, ou seja, atividades lúdicas, pois vão ajudar no processo de aprendizagem dos adolescentes, de uma forma arrojada, empreendedora e aventureira. Ela pode ser aplicada em práticas por meio de jogo ou de conteúdos repassados, porém vai depender das metodologias de cada professor, pois muitos não vão querer por despreparação de capacitação ou preguiça de inovar. É viável que, o professor de filosofia trabalhe jogos dinâmicos e significativos para a assimilação da temática abordada em sala, ou seja, formas diversificadas e discernidas. Na fase do ensino médio é praticável uma abordagem acessível e nítida para os adolescentes, pois elas iram compreender e fixar o teor de maneira clara e formadora de seus próprios conceitos, o jogo é executável para essa questão de aquisição e absorção de conhecimento. Através dos jogos, o professor estará modificando e alterando as formas de ensino habitual em sala de aula, sendo assim, haverá uma interação proativa e resolutiva de ensino-aprendizagem. Por intermédio de pesquisa bibliográfica, buscamos autores para incentivar as aulas lúdicas, ou seja, jogos, pois é uma prática viável no ensino médio na disciplina de filosofia. Em vista dos argumentos apresentados sobre aulas lúdicas, ou melhor, jogos no ensino de filosofia é evidente e relevante mais práticas por meio de jogos, porque assegura e possibilita uma maior aprendizagem para os alunos na sala de aula. Os jogos na disciplina de filosofia garante mais participação, melhoramento acadêmico, profissional e pessoal, pois é uma prática que estará fixando o conteúdo na cabeça do aluno, é considerável para os discentes do ensino médio.
Palavras-chave: Ensino Médio,Filosofia,Jogos
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Abrir o trabalhoO ENSINO DE FILOSOFIA E O USO DO LIVRO DIDÁTICO
ANTONIA EUGENIA DE OLIVEIRA
O presente trabalho tem como finalidade situar a importância da discussão sobre o ensino de Filosofia e o uso do livro didático como recurso valioso para a prática pedagógica, proporcionando a sua valorização e reconhecimento levando em consideração a escolha dos livros adotados. O livro didático tem o intuito de conduzir o professor em suas aulas servindo de base para a elaboração e explanação dos conteúdos a serem abordados. É fato, que existem outros recursos para que o professor trabalhe o ensino de Filosofia em sala de aula, porém o uso do livro específico pode auxiliá-lo por ser considerada a identidade do ensino de Filosofia já que estará fundamentando historicamente o processo filosófico. Contudo, a proposta de se trabalhar um determinado conteúdo depende muito dos alunos, das condições de trabalho, dos recursos que dispõe o professor para permitir as diversas possibilidades no sentido de fazer com que as aulas de Filosofia sejam dinâmicas e que possam despertar nos estudantes a criticidade, a argumentação, sobretudo provocando o exercício da reflexão. A filosofia sempre esteve presente na nossa história juntamente com a Educação, provocando a capacidade de os educandos terem um pensamento autônomo estimulando-os a pensar filosoficamente, compreendendo a realidade que o cerca na busca de caminhos para reflexões frente a uma educação filosófica. Cabe ao professor organizar o seu material didático de forma adequada a contemplar o seu interesse e, principalmente o interesse dos discentes. Assim sendo, este trabalho tem como objetivo geral refletir sobre o livro didático como instrumento basilar para a preparação das aulas de Filosofia. Nesse contexto é importante levarmos em consideração que propomos como objetivos específicos a) compreender o ensino de Filosofia como construtor do conhecimento e b) perceber a importância da utilização de material de apoio como norteador das aulas de Filosofia. O caminho metodológico foi traçado a partir de textos filosóficos que discorrem sobre o assunto e que fundamentaram a pesquisa na busca de um melhor entendimento sobre a temática em questão. Os resultados desta pesquisa partem do interesse e necessidade de abrir discussões sobre o ensino de Filosofia, destacando a utilização dos recursos que o docente dispõe como forma de contribuição para a sua prática pedagógica. Conclui-se, portanto, que a Filosofia é um instrumento de reflexão, e que pode ocorrer de forma interativa e dialógica, já que é por meio da educação que o ser humano constrói o seu saber, e que permite pensar sobre suas ações e reações na sociedade. Assim o uso de material didático de Filosofia é um importante aliado para o campo de estudo na educação contribuindo para a formação de um indivíduo crítico e participativo na sociedade.
Palavras-chave: Filosofia, Livro didático
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Abrir o trabalhoO PRINCÍPIO RESPONSABILIDADE DE HANS JONAS: INCLUSÃO E ABORDAGEM NO ENSINO DIDÁTICO
JOÃO LEANDRO NETO; Tayronne de Almeida Rodrigues
A nossa responsabilidade diante da sociedade e dos meios de ensino tem se tornado cada vez mais, um problema a ser trabalho em nosso presente, diversos aspectos apontam para onde a raça humana está caminhando, talvez podemos até nos perguntar se estamos agravando a crise que já se vive a nossa educação. A reflexão sobre este tema mostra-nos a necessidade de uma analise a ser feita, para a construção de uma educação preocupada com um futuro responsável. O Princípio Responsabilidade de Hans Jonas vem sendo um tema bastante abordado na contemporaneidade. Os drásticos efeitos de nossas ações apontam qual tamanha crise geramos no campo moral e tecnológico e que tem se alastrado cada vez mais. Portanto este princípio deve ser trabalhado pelas escolas e universidades como base para uma da vida futura, preocupada com o desenvolvimento de tecnologias responsáveis e não destrutivas. Investigar a possibilidade de fundamentação para a inserção na grade de formação de ensino escolar e superior uma ética filosófica de responsabilidade que trabalhe a formação humana para se adaptar aos grandes saltos tecnológicos como as tecnologias de computadores e celulares que muitas vezes deveriam ser utilizados para o auxílio na construção do conhecimento e não o são, bem como as demais tecnologias que visam promover o bem-estar social, mas que ao mesmo tempo não se tornem o meio dominante na cultura de um povo, preocupando-se com uma prática consciente e responsável para com a sociedade em que se está inserida. A sociedade em sua grande parcela é influenciada pelo seu progresso, mas para que possa ocorrer tal desenvolvimento e realização de transformações, faz-se necessário que esse progresso esteja atrelado a resultados. O avanço tecnológico, vai tornando as pessoas cada vez mais ambiciosas em suas conquistas, causando atrofias em alguns setores da sociedade que se tornam compulsivos por essa tecnologia produzida, dependendo dela para seu desenvolvimento. Se observarmos os traços do método científico, podemos constatar que as relações entre sujeito e objeto do conhecimento na experimentação são, basicamente uma relação de dominação: o ser humano dominante, de certa forma uma dominação impositiva sobre acepção da natureza dos seres pondo-os em ocasiões monitorados para averiguar como se dimanam no comportamento e, dessa maneira, poder conhecer e ter controle sobre sua dinâmica. Dá-se uma ênfase voltada ao pensamento do filósofo Hans Jonas, dirigindo o máximo de consciência para fomentar dentro da realidade onde a ciência deveria se comprometer com a defesa da humanidade, para que se tenha acesso distinto à integração da informação e que consista no ponto central das obras e ações dos homens. A obra de Jonas, age para fundamentar o aprendizado para a ética do futuro, sempre a traçar uma afinidade parental, um padrão da responsabilidade. Pode-se recorrer nesse quesito a uma dedução de um princípio que aponta a conduta do indivíduo em seu estado particular, onde a responsabilidade está penetrada em nós, e essa é a exclusiva forma de expressão completamente altruísta. Portanto, existe uma carência na formação ético-filosófica na rede de ensino que pode ser melhorada com o aprofundamento dos estudos do Princípio Responsabilidade estabelecendo a partir da prova da transformação em consequência da técnica moderna bem como a tecnologia desenvolvida, alcançando efeitos amplificados e alargando pesquisas sobre as consequências extremas dessa tecnologia no sentido do futuro. O filósofo Hans Jonas fomenta a importância de uma reflexão renovada e que dentro da ética seja capaz de atender as necessidades do ser humano.
Palavras-chave: ETICA,HANS JONAS,PRINCIPIO RESPONSABILIDADE,ENSINO,FILOSOFIA
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Abrir o trabalhoPROJETO CATARSE FILOSÓFICA: A UTILIZAÇÃO DA FILOSOFIA COMO FERRAMENTA DE SUPERAÇÃO DA IDEIA DE PERFEIÇÃO AMOROSA E EXISTENCIAL
SANTIAGO PONTES FREIRE FIGUEIREDO
JUSTIFICATIVA: Freud (2001), citado por Chauí (2001), afirma que: “É possível curar-se de experiências traumáticas através da explicitação das angústias por meio da expressão verbal e artística”. Sendo assim, poderíamos propor uma espécie de Catarse aos discentes, para que, conscientes da efemeridade da vida, pudessem, através da Filosofia, buscar soluções para suas angústias. Para Aristóteles (2003) “Suscitando a compaixão e o terror, a tragédia tem por efeito obter a purgação dessas emoções”. Neste contexto, gera-se o seguinte questionamento: Como utilizar a filosofia enquanto ferramenta pedagógica e socioemocional para ajudar os alunos a compreenderem e superarem as suas angústias amorosas? OBJETVOS: Utilizar a Catarse Filosófica como ferramenta socioemocional e pedagógica, fortalecendo as relações de convivência e confiança entre os jovens através da expressão verbal, artística e do diálogo na vida real, de maneira que compreendam a angústia e as decepções como elementos constitutivos de uma existência efêmera, possibilitando o autoconhecimento para a construção de uma vida autêntica e feliz. MÉTODOS: O presente projeto vem sendo desenvolvido na EEEP Guilherme Teles Gouveia, em Granja/Ce, desde 2016. Ao longo dos anos letivos, os alunos e o professor de filosofia fizeram um levantamento bibliográfico, onde foram escolhidos três filósofos que apresentavam conceitos distintos sobre o amor: Platão, citando o mito do andrógino presente na obra “O Banquete”, Nietzsche, desenvolvendo uma concepção mais realista, amor-fati, que aceitaria qualidades e defeitos, e Bauman, inserindo a ideia de liquidez, levando os jovens à reflexão do papel das redes sociais nos relacionamentos. A partir das discussões e pesquisas, foram elaborados questionários e um evento denominado “Café Filosófico: o amor e suas contradições”, que uniu música e diálogo. Após a realização do evento na escola com alunos de todas as séries, levamos o projeto para outras escolas da região, nas cidades de Camocim e Martinópole. Foram colhidos relatos, com autorização, que viraram um livreto, apresentado à comunidade em um momento realizado pela escola. Além disso, foi criada uma página no Facebook para socialização do mesmo. Em 2018 o grupo de desenvolvimento do projeto conta com a participação de 10 alunos, de todas as séries do ensino médio, e está na fase do estudo bibliográfico. CONCLUSÕES: O incentivo à Catarse filosófica proporcionou aos participantes uma educação para as mudanças, autonomia e felicidade possível, trabalhando a reflexão dos jovens para a formação de um cidadão consciente de seus potenciais. O livro foi apresentado em um evento cultural e postado na página do Facebook. Na avaliação realizada, todos os integrantes confirmaram sua melhoria na capacidade de exposição dos sentimentos e na possibilidade de superação dos mesmos gerando uma melhor convivência no ambiente escolar, familiar, colaborando com o melhoramento da aprendizagem. A maioria dos estudantes afirmou que pretendem incentivar outros jovens a dialogarem mais sobre o tema. REFERÂNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ARISTÓTELES. Arte Poética. Trad. Pietro Nassetti, São Paulo, Editora Martin Claret, 2003. BAUMAN, Zygmunt. Amor líquido: sobre as fragilidades dos laços humanos; tradução Carlos Alberto Medeiros. – 1ª ed. – Rio de Janeiro: Jorde Zahar Ed., 2004. CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. 12ª ed. São Paulo, SP. Editora Ática, 2001. GALLO, S.; KOHAN, W. Crítica de alguns lugares-comuns ao se pensar a filosofia no ensino médio. In: GALLO, S.; KOHAN, W. (Org). Filosofia no Ensino Médio. Petrópolis, RJ : Vozes, 2000, p. 174- 196. NIETZSCHE, Friedrich. A gaia ciência; tradução Paulo César de Souza. – 1ª ed. – São Paulo : Companhia das Letras, 2012. PLATÃO. Apologia; Banquete; e Fedro; tradução: Edson Bini, Albertino Pinheiro. – 1. ed. – São Paulo: Folha de S. Paulo, 2010. 128p. ; 25cm. – (Coleção Folha: livros que mudaram o mundo; v. 5).
Palavras-chave: Filosofia, Catarse, Superação, Ferramenta Socioemocional
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Abrir o trabalhoOlhar intertransdisciplinar: Uma perspectiva de educação filosófica para além da disciplina de Filosofia
RAYANNE ALVES DA SILVA
Diante da atual conjuntura, onde os discursos e as condutas reacionárias estão se alastrando freneticamente e se tornando polo de subversão, em que desqualificam e descaracterizam através de ações sistematizadas e organizadas, os pontos estratégicos que são bases para a formação das esferas sociais, culturais e educacionais, que fundamentam e dão sentido a construção dos sujeitos, entende-se a necessidade da reflexão sobre as ferramentas que podem ser utilizadas para se combater essas problemáticas. Entendendo a importância das instituições de ensino e dos profissionais de educação, é cabível dentro desse contexto pensarmos na contribuição da Filosofia e das demais disciplinas como instrumentos que permitam fazer os jovens pensarem criticamente sobre a sociedade, o seu cotidiano e entender a importância de se posicionarem diante de atitudes que indicam retrocessos, sobretudo quando estas afetam a formação humana. Esse texto traz um recorte da pesquisa e tem por objetivo refletir a partir da fala dos professores o papel e o caráter intertransdisciplinar da Filosofia no ensino médio. O professor é uma chave fundamental para pensarmos esse processo de inter e transdisciplinaridade, porque se ele conseguir refletir para além daquilo que está posto no currículo enquanto conteúdo programático da sua disciplina, e conseguir fazer uma correlação entre o ensino sistematizado da escola e o ensino adquirido através da realidade dos educandos, será possível fazer com que os mesmos compreendem como o teor filosófico perpassa várias instâncias. A filosofia, nessa perspectiva abre para os jovens a capacidade de pensarem criticamente sobre situações cotidianas, e que percorre diversas circunstâncias. Fazer com que a Filosofia converse com outras disciplinas é transcender a ideia de conteúdo como algo imutável e fixo, o qual não pode permear outras vertentes. Dessa maneira, podemos analisar que se as disciplinas de naturais e humanas pensam programaticamente sobre questões que fazem parte da condição/sobrevivência humana, sejam elas biologicamente, historicamente ou culturalmente, transitar esses contextos com a Filosofia nos dar a possibilidade de enxerga-los como processos articuladores de uma educação mesmo programática e mais paradigmática. Então, podemos perceber o quanto consideram necessária uma didática que faça despertar nos jovens o seu poder de questionar, problematizar e perceber os conteúdos como algo habitual as suas vidas e não a parte dela. Além da preocupação em formar pessoas éticas e questionadoras ao conhecimento, e que não apenas reproduza tudo que lhe é apresentado. E se constituir enquanto sujeito autônomo e ativo.
Palavras-chave: Itertransdisciplinaridade,Filosofia,Ensino de Filosofia,Educação
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PROJETO HUMANIDADE EM CENA: UMA EXPERIÊNCIA INTERDISCIPLINAR A FAVOR DA CONSOLIDAÇÃO DA EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS NA CULTURA ESCOLAR
FRANCISCA KARLA FERREIRA DE QUEIROZ; Wolfgans Amadeus Pongitori Soares
Na sociedade contemporânea, quer seja no âmbito internacional quer seja no âmbito nacional, as discussões acerca da problemática dos Direitos Humanos assumem centralidade. O reconhecimento e a afirmação dos Direitos Humanos como essenciais à vida em sociedade entram em conflito com os discursos que os qualificam como impeditivos à aplicação da justiça, estando esses discursos muito disseminados no senso comum. No Brasil, a Constituição Federal de 1988 institucionalizou os Direitos Humanos no país, destacando a cidadania e a dignidade da pessoa humana como princípios fundamentais do Estado Brasileiro e, a partir do ano de 2003, a Educação em Direitos Humanos tornou-se política pública. Diante disso, em consonância com os documentos legais, especialmente, as Diretrizes Nacionais para Educação em Direitos Humanos, este trabalho objetiva relatar a experiência de efetivação do Projeto Humanidade em Cena, desenvolvido conjuntamente pelos professores da área de Ciências Humanas, no ano de 2017, na Escola Estadual de Educação Profissional Maria Ângela da Silveira Borges, localizada na capital Fortaleza (CE). Tal projeto nasceu do anseio de se debater situações de violência cotidianamente vivenciadas pelos estudantes, especialmente, a homofobia, a violência doméstica, o bullying e o racismo. Perante um contexto social violento, reconheceu-se a escola como um espaço primordial para a efetivação dos princípios democráticos e para a discussão acerca dos Direitos Humanos. O Projeto Humanidade em Cena buscou fomentar a Educação em Direitos Humanos, a partir de uma perspectiva multidisciplinar na área das Ciências Humanas (Filosofia, Sociologia, História e Geografia) da base curricular do ensino médio, de modo a estimular que os alunos confrontassem suas percepções sobre Direitos Humanos em nível de senso comum com o arcabouço teórico produzido pelas Ciências Humanas. Para atingir esse objetivo, promoveram-se espaços educativos, especialmente oficinas temáticas para os discentes, como também, estimulou-se que eles representassem a realidade social, através da produção de mídias audiovisuais (curtas-metragens). A partir dessas considerações, defende-se que este trabalho impactou de forma positiva a mentalidade e o comportamento dos estudantes de modo a contribuir para que esses passassem a se reconhecer como agentes conscientes e comprometidos com a defesa e com a promoção dos Direitos Humanos. Almeja-se também que esse projeto impulsione outros no espaço escolar de maneira que as discussões acerca dos Direitos Humanos se consolidem na cultura escolar.
Palavras-chave: Direitos Humanos; Educação em Direitos Humanos; Cultura escolar.
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Abrir o trabalhoPalavras-chave: Buber, Filosofia,Educação Humanizadora
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Abrir o trabalhoA IMPORTÂNCIA DA DISCIPLINA DE FILOSOFIA NA FORMAÇÃO DO JOVEM
ANTONIA JAÍNE SILVA DOS SANTOS
Este trabalho traz um recorte da pesquisa: “A filosofia no ensino médio: a formação e a pratica do ensino do ensino de filosofia da crede 18” na qual foram investigados os professores de filosofia e das demais disciplinas e o núcleo gestor (gestor e coordenador pedagógico) das escolas de ensino médio vinculadas a Crede 18. Neste texto discutiremos a percepção dos coordenadores pedagógicos e dos gestores sobre a importância da disciplina de filosofia na formação do jovem. No momento em que a obrigatoriedade da filosofia enquanto disciplina nesse nível de ensino é novamente questionada, em que o governo publica uma lei n° 13415/2017 que reformula o ensino médio sem considerar as discussões e formulação da Base Nacional Curricular Comum-BNCC, consideramos de suma importância conhecer como os gestores e coordenadores pedagógicos que estão atuando diretamente nesse nível de ensino compreendem essas proposições legais e como esses se posicionam diante dos desafios que advém dessas mudanças. Conhecer qual o significado que gestores e coordenadores de escolas públicas estaduais de ensino médio atribuem a importância da disciplina de filosofia na formação do jovem e, em que medida, o saber filosófico pode contribuir para o desenvolvimento integral do educando é o objetivo geral desse estudo. Esta investigação de abordagem qualitativa foi realizada com uma pesquisa bibliográfica, documental e de campo. O levantamento bibliográfico constou de aprofundamento da problemática da importância da disciplina de filosofia na formação do jovem com a leitura dos autores: Kohan (2000,2002), Cerletti (1996), Nóvoa (2017), Gallo (2003), Cepas (2004), Severino(2002), Favero (2002), Paviane (2008), Cassol (2008), Leopoldo e Silva(1995), Freire(1996). Em seguida, realizamos a análise da segunda versão da proposta da Base Nacional Curricular Comum - BNCC, etapa “ensino médio”, da lei n° 13.415/2007- que reformula o ensino médio, e a LDB-n°9.394/1996, o que nos possibilitou uma compreensão sobre os princípios e finalidades desse nível de ensino e o lugar da filosofia na formação dos jovens segundo o ordenamento legal. A pesquisa de campo constou de visita as escolas e aplicação de questionário junto ao núcleo gestor. Dos questionários entregues nas escolas recebemos de 05 (cinco) gestores e 07 (sete) coordenadores pedagógicos de 09 (nove) escolas respondidas. A tabulação e análise dos dados foi feita a luz do referencial teórico. O enfoque do discurso dos coordenadores pedagógicos e gestores das escolas as quais participaram da pesquisa, em relação aas finalidades do ensino médio, está na função formadora, no sentido de preparar os jovens para a vida e a cidadania oferecendo uma formação crítica e reflexiva com o objetivo de despertar o protagonismo e as competências sócio emocionais do jovem. Defendem, portanto, que os fins do ensino médio devem favorecer uma formação que habilite o jovem ao questionamento, a crítica e a uma inserção consciente na realidade da qual faz parte, dessa forma se faz necessário prepará-lo para buscar soluções criativas aos problemas sem esquecer a dimensão social e coletiva na busca de interação, compreensão e convívio com as diferenças. No discurso do núcleo gestor das escolas que participaram da pesquisa há uma defesa que o ensino médio cumpra um papel formador, no qual o jovem se desenvolva integralmente, e saia deste nível de ensino capaz de escolher conscientemente que direção seguir. Nesse conteúdo, compreendem a importância de disciplinas como a filosofia e saberes que possam preparar os jovens para a vida, a cidadania, e o trabalho, e nessa perspectiva atribuem a filosofia um papel formador, na medida em que ela pode auxiliar de forma direta e essencial ao desenvolver nos jovens o senso crítico, a reflexão sobre a existência e sua inserção e papel no meio social.
Palavras-chave: Filosofia, Formação, Ensino Médio, Jovem, Núcleo Gestor
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Abrir o trabalhoA Mudança Topológica da Violência na Escola
MARCELO CAVALIERI TEIXEIRA
Reflexo da nossa sociedade, a educação está sobrecarregando o aluno até a exaustão. Temos pelo menos três grandes excessos que colaboram para essa situação, são eles: o excesso de informação, produção e desempenho. O filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, da Universidade de Berlim, nos explica que esse arranjo neoliberal é proveniente de um conceito ainda maior, que ele originalmente intitula de excesso de positividade.
Palavras-chave: POSITIVIDADE, BYUNG-CHUL HAN, SOFRIMENTO, EXCESSO
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Abrir o trabalhoCONTRIBUIÇÕES DA FILOSOFIA PARA UMA EDUCAÇÃO EMANCIPADORA
MARIA CINTHIA MARQUES VIANA
Atualmente discute-se muito sobre a relevância do ensino da filosofia à educação dos jovens e, mesmo assim, ainda não se consegue fazer com que compreendam como essa disciplina pode contribuir na sua formação. Muitos autores discutem sobre a importância da filosofia na formação não apenas dos jovens, mas também das crianças, evidenciando os benefícios de uma educação filosófica para estes. Sua importância é tão significativa que a formação filosófica, em todo e qualquer estágio escolar, deveria ter presença fundamental nas etapas de formação, principalmente, de crianças e adolescentes (SEVERINO, 2002). Pensando nisso, o objetivo geral desse texto é conhecer as contribuições da filosofia para uma educação emancipadora, a qual desperte os envolvidos para agir com autonomia crítica. Partiremos do pressuposto de que a filosofia poderá contribuir para que os jovens compreendam e ressignifiquem sua existência, pois possibilita o questionamento e a reflexão em relação à realidade histórico-social em que estão inseridos. É necessário que os indivíduos tenham a oportunidade de apropriar-se de experiências que viabilizem a construção, o desenvolvimento de sua autonomia, que se emancipem e tornem-se atuantes ao passo que também possam proporcionar a outros a emancipação. Utilizando uma abordagem qualitativa, realizamos uma pesquisa bibliográfica. Iniciamos com um levantamento bibliográfico sobre a problemática da emancipação, onde foram priorizados os autores: Adorno (1995), Severino (2002), Gimbo (2017), Oliveira (2016). Adorno (1995) menciona que Kant, no ensaio “Reposta à pergunta: o que é esclarecimento?”, ao definir a menoridade e a emancipação, afirma que o estado de menoridade é auto inculpável se não for a falta de esclarecimento e, sim, a falta de decisão e coragem para incumbir-se de entendimento sem o auxílio de outro indivíduo. O esclarecimento, ou a emancipação, seria a saída do homem deste estado de menoridade, sair de uma posição em que se encontra impotente, saber agir em diversas situações sem precisar de alguém para dizer o que fazer, tornar-se responsável pelos seus atos. Alguns autores discutem a importância da igualdade para que se possa garantir uma educação de qualidade e prover uma formação emancipadora. Gimbo (2017) afirma que é possível recuperar uma ideia humanista de formação fundada na ideia de igualdade em potência de inteligências, que assim poderíamos constituir uma compreensão de educação capaz de criticar os pressupostos da ideia de capital humano. Ou seja, podemos combater a desigualdade que se perpetua na educação, que favorece uns em detrimento de outros que são considerados menos importantes, se conseguirmos trabalhar a igualdade, valorizar o potencial que cada indivíduo possui de aprender e de se desenvolver. Considera-se com tudo que já foi exposto que é importante avaliar a forma que os conhecimentos científicos e filosóficos estão sendo abordados na escola e dar atenção à relação de construção mútua de saberes compartilhada em sala de aula. As desigualdades presentes na sociedade, quando levadas à escola, apenas são perpetuadas, por isso devemos trabalhar com essas questões em sala e não permitir que elas encontrem forças maiores que as defendam. Defender a igualdade é lutar por uma sociedade justa, por uma democracia que esteja pautada na garantia da participação do povo nas decisões, e que este possa ser emancipado, que tenham poder de escolha. Valorizar o diálogo e pôr em prática experiências que possibilitem a obtenção de novos repertórios linguísticos aos estudantes. Dessa forma, eles poderão argumentar de forma contundente, terão como sustentar suas opiniões e decidir por si, ou seja, libertar-se. A emancipação potencializa ao indivíduo condições de adquirir autonomia crítica, de superar suas limitações e alcançar melhores condições de vida, no sentido de que possa defender o que acredita, decidir por si, confiar em sua capacidade de conquistar o que deseja.
Palavras-chave: Emancipação, Filosofia, Educação, Escola,Professor de Filosofia
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Abrir o trabalhoFORMAÇÃO CONTINUADA DO PROFESSOR DE FILOSOFIA: UMA BREVE ANALISE
THAIS FAUSTINO BEZERRA; Maria Gleiciane da Silva; Welia Pereira de Araújo
É de fundamental importância uma formação diferenciada, ou seja, formação continuada para se ensinar filosofia no contexto atual do Brasil, pois é de grande preocupação o rumo que as coisas estão tomando, por diversos fatores, seja na política, educação ou saúde, por exemplo. O professor de filosofia tem o poder de transformar esse cenário lastimável da sociedade brasileira, um cenário que cada vez mais se decai prejudicando as classes menos desfavorecidas ou classes elevadas. É de suma importância uma formação continuada para o professor de filosofia, uma formação que busque trabalhar a filosofia para ele de forma critica, reflexiva, estimulante, uma formação que faça entender o seu lado profissional e pessoal, diante da grande evolução do mundo. A formação continuada irá abrir novos horizontes para os docentes de filosofia, onde eles iram passar por contastes evoluções nas suas maneiras de ensinar para o discente, pois eles não se interessam mais por uma simples aula de filosofia, e sim, por uma aula diferenciada. A formação continuada vem para oferecer mais estratégias para os docentes da filosofia, eles iram modificam seus métodos de ensino-aprendizagem. O professor é responsável por uma educação diferenciada/continuada na disciplina de filosofia, porém é necessária uma maior especialização e força de vontade para buscar estratégias de ensino para suas aulas. A filosofia é uma área cheia de maneiras para se ensinar, mas é necessário que o professor trabalhe bem isso, ou seja, um engrandecimento pessoal, profissional e social para suas aulas de filosofia em sala. Não pode ser uma forma de desanimo as aulas de filosofia, mas uma forma de estimulação para todos os envolvidos. O professor de filosofia é capaz de ser um mediador de aprendizagem e percussor de modificações na vida de seus alunos no contexto escolar e no contexto social. O referente artigo, procurou investigar de forma minuciosa por meio de analise bibliográfica a importância da formação diferenciada/continuada para os professores de filosofia. Entende-se que, a formação diferenciada/continuada para os professores de filosofia, é de grande importância para os docentes, pois irá proporcionar uma maior aprendizagem diante da evolução da sociedade. A formação diferenciada/continuada é a maneira de procurar e desenvolver a otimização, elevação e avanço do docente de filosofia, ou seja, essa formação diferenciada/continuada do profissional de filosofia tende-se a ser um enriquecimento de ensino-aprendizagem para todos os envolvidos.
Palavras-chave: Formação, Filosofia, Continuada, Professor,Importância
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Abrir o trabalhoO ENSINO DE FILOSOFIA ENQUANTO ESPAÇO PARA A DIALÉTICA NA ESCOLA
JOSÉ MESSIAS PEREIRA DE OLIVEIRA
O artigo propõe uma abordagem sobre o ensino de filosofia na escola, auxiliado por reflexões sobre a estrutura social atual a partir de Hegel, Marx, István Mészáros e Paulo Freire. Trata-se de uma crítica a educação especializada que não contesta e castra o espaço para a passagem do ser em si, para o ser em processo, em sua abertura para o mundo. A educação que a partir da dialética e do negativo proporciona a identificação do nosso inacabamento, possibilita uma intervenção no mundo, os passos em direção a esse movimento de contestação são introduzidos através da escola pelo efetivo exercício do filosofar, seu conteúdo não abstrato põe a si mesmo em movimento, e seu agir, torna o sujeito indiferente a acomodação. Nesse sentido, conclui-se a importância do ensino de filosofia enquanto espaço para a dialética na escola, fundamentado pela fenomenologia que se demora junto do negativo na realização em ato da potência dos indivíduos frente ao seu inacabamento ontológico. Nos chama a atenção uma antiga verdade freireana: “não se educa sem a capacidade de se indignar diante de injustiças”. Esse enunciado, nos remete a ausência de neutralidade que Freire tanto ressaltou em seus escritos, o caráter sempre político da educação inúmeras vezes destacado ao longo de sua obra: o fato de que estando no mundo, com o mundo e com os outros, era desde já, o suficiente para não sermos alheios a esses; no entanto, um contraponto chama a atenção, o contraditório caráter utópico do processo educacional, os ideais de especialização e fidelidade dos sujeitos através de uma racionalização mecânica. István Mészáros, em sua obra, " A educação para além do capital ", condensa questionamentos resgatados pelo presente trabalho ao longo da discussão que ecoam nos dias de hoje e que resgatam o papel da educação no contexto atual: “Qual o papel da educação na construção de um outro mundo possível? Como construir uma educação cuja principal referência seja o ser humano? Como se constitui uma educação que realize as transformações políticas, econômicas, culturais e sociais necessárias? Pretendemos identificar a anulação do poder criativo, os estimulos à ingenuidade dos sujeitos frente à sua realidade, a condução da aula para a naturalização das violências do dia a dia. Simultaneamente, a perca de um pensar autêntico e crítico, que possibilite autonomia e a tomada de decisões por parte de sujeitos conhecedores de causa, tencionando a partir de Paulo Freire, seus apontamentos em meio aos estimulos de adaptação e acomodação dos oprimidos dentro da ordem social vigente, revelando dessa forma o papel social da escola na lógica neoliberal, e da dialética critíca que o ensino de filosofia proporciona.
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Os desafios e conquistas do Pibid Filosofia UFCA
FRANCISCO JOSE DA SILVA
No que diz respeito à formação docente para a educação no Brasil e o ensino de Filosofia de forma específica, poucas foram as iniciativas para consolidar aquilo que se aprende nos cursos de licenciaturas. Com a criação do Pibid (Programa Institucional de Bolsa de Iniciação a Docência) supre-se uma carência e uma lacuna não apenas na formação docente, mas na iniciação e incentivo a docência. O Pibid alcançou, pela sua abrangência, um lugar de destaque entre as políticas de formação de professores. Apesar de todos esses avanços tardios ainda existem grandes dificuldade e desafios na formação dos professores de Filosofia no Ensino Médio e para o Pibid de Filosofia. O curso de Filosofia da UFC (Campus Cariri) desenvolveu o projeto Pibid Filosofia de 2010 a 2014. Com o desmembramento da UFC e a criação da UFCA (Universidade Federal do Cariri) em 2014, o curso de Filosofia elabora um novo projeto do Pibid em parceria com o curso de Musica para o novo edital, surge assim o Pibid Filosofia como um subprojeto do Pibid UFCA, tendo como pretensão elaborar atividades e vivências pedagógicas de iniciação a docência com bolsistas do curso de Filosofia desta Universidade, sob a coordenação de supervisores nas escolas de ensino médio. O Pibid Filosofia da UFCA iniciou suas atividades no ano de 2014. Neste relato de experiência, apresentaremos de forma breve a criação do Pibid Filosofia UFCA, suas dificuldades, seus projetos nas escolas de Juazeiro do Norte, suas conquistas e seus desafios. Entre as atividades desenvolvidas nas escolas está a participação na comunidade escolar, nos planejamentos, nas aulas de filosofia e acima de tudo a elaboração e execução de projetos e atividades, envolvendo bolsistas do curso de filosofia e alunos das escolas, sempre sob orientação de um professor efetivo da escola que tem a função de planejar e coordenar tais atividades e projetos. As atividades exercidas nas escolas são grupos de estudos, palestras, minicursos e eventos que tratam de temas filosóficos e de interesse da comunidade escolar. Os supervisores atuam como orientadores das ações, participando ativamente das atividades. Em nossa primeira conformação, implantamos o Pibid Filosofia nas escolas de Juazeiro do Norte e a consolidação do projeto anterior, com a formação continuada dos bolsistas e suas atividades, em um segundo momento pretendia-se ampliar as atividades para outras escolas dos municípios da região do Cariri que se encontram no raio mais próximo de atuação da UFCA, que são os municípios de Crato e Barbalha. Infelizmente devido a redução do orçamento ficamos impossibilitados de implementar a expansão do projeto para esses municípios.
Palavras-chave: Filosofia,Pibid ,UFCA
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Palavras-chave: Ensino de Filosofia,Tecnologias da Educação, Hipermídia
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Abrir o trabalhoPROJETO CATARSE FILOSÓFICA: A UTILIZAÇÃO DA FILOSOFIA COMO FERRAMENTA DE SUPERAÇÃO DA IDEIA DE PERFEIÇÃO AMOROSA E EXISTENCIAL
SANTIAGO PONTES FREIRE FIGUEIREDO
OBJETVO GERAL: Utilizar a Catarse Filosófica como ferramenta socioemocional e pedagógica, fortalecendo as relações de convivência e confiança entre os jovens através da expressão artística e do diálogo, de maneira que compreendam a angústia e as decepções como elementos constitutivos de uma existência efêmera, possibilitando o autoconhecimento para a construção de uma vida autêntica e feliz. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: Estimular a troca de experiências entre os jovens através do diálogo filosófico acerca dos conceitos de amor apresentados por Platão, Nietzsche e Bauman; Compreender a angústia e a decepção como processos naturais que devem ser superados através do autoconhecimento e da prática filosófica. MÉTODOS: O presente projeto vem sendo desenvolvido na EEEP Guilherme Teles Gouveia, em Granja/Ce, desde 2016. Ao longo dos anos letivos, alunos e o professor de filosofia se reuiniram para pesquisar temas relacionados ao amor e Catarse. Foram escolhidos filósofos que apresentavam conceitos distintos sobre o amor: Platão, citando o mito do andrógino presente na obra “O Banquete”, Nietzsche, desenvolvendo uma concepção mais realista, amor-fati, que aceitaria qualidades e defeitos, e Bauman, inserindo a ideia de liquidez, levando os jovens à reflexão do papel das redes sociais nos relacionamentos. A partir das discussões e pesquisas, foram elaborados questionários e um evento denominado “Café Filosófico: o amor e suas contradições”, que uniu arte e filosofia, através da música e do diálogo. Após a realização do evento na escola com alunos de todas as séries, levamos o projeto para outras escolas da região, nas cidades de Camocim e Martinópole. Foram colhidos relatos, com autorização, que viraram um livreto, apresentado à comunidade em um momento realizado pela escola. Além disso, foi criada uma página no Facebook para socialização do projeto. RESULTADOS: O desenvolvimento do projeto proporcionou uma mudança de postura dos participantes em relação à exposição dos seus sentimentos. Foi percebido um maior interesse deles em expor as suas angústias possibilitando um aumento da autoconfiança entre os mesmos facilitando a identificação e resolução dos conflitos existenciais e amorosos. O livreto foi apresentado em um evento cultural e postado na página do Facebook. Na avaliação realizada, todos os integrantes confirmaram a melhoria na possibilidade de superação das frustrações dos mesmos, gerando uma melhor convivência no ambiente escolar e familiar, colaborando com a aprendizagem. CONCLUSÕES: Neste sentido, podemos perceber que o maior contato com as discussões filosóficas, possibilita aos jovens uma consciência de si, do outro e do mundo que os cercam. Gallo e Kohan (2000, p. 195) defendem que: “Pensamos que uma educação para a autonomia, no sentido da formação de indivíduos que possam escolher por si mesmos em que mundo querem viver, só pode ser tal se nela tiver lugar a filosofia”. A filosofia possui uma influência que ultrapassa os limites da escola, auxiliando o estudante do ponto de vista da educação integral. Não se trata apenas de incentivá-los a se dar bem em exames ou vestibulares, mas o sucesso de suas aprendizagens passa diretamente pela capacidade de compreender os “como” e “porquê” da vida, abordagem em que a Filosofia se destaca e é competente. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BAUMAN, Zygmunt. Amor líquido: sobre as fragilidades dos laços humanos; tradução Carlos Alberto Medeiros. – 1ª ed. – Rio de Janeiro: Jorde Zahar Ed., 2004. GALLO, S.; KOHAN, W. Crítica de alguns lugares-comuns ao se pensar a filosofia no ensino médio. In: GALLO, S.; KOHAN, W. (Org). Filosofia no Ensino Médio. Petrópolis, RJ : Vozes, 2000, p. 174- 196. NIETZSCHE, Friedrich. A gaia ciência; tradução Paulo César de Souza. – 1ª ed. – São Paulo : Companhia das Letras, 2012. PLATÃO. Apologia; Banquete; e Fedro; tradução: Edson Bini, Albertino Pinheiro. – 1. ed. – São Paulo: Folha de S. Paulo, 2010. 128p. ; 25cm.– (Coleção Folha: livros que mudaram o mundo; v. 5)
Palavras-chave: Filosofia, Catarse, Superação, Ferramenta Socioemocional
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ENSINO DE FILOSOFIA NO BRASIL E SEUS DESAFIOS: PROXIMIDADES ENTRE A REFORMA EDUCACIONAL DE 1971 E A MEDIDA PROVISÓRIA 746/2016
CICERO RODRIGO ALVES DIAS; Jerliete Maria do Nascimento
O presente artigo constitui uma discussão relativa ao ensino de filosofia na educação secundária brasileira com o propósito de apresentar e problematizar alguns entraves que dificultam a permanência da filosofia no nível educacional em questão. A discussão neste trabalho dar-se-á em três momentos. Primeiramente, faremos uma análise da reformulação do ensino de 1971, Lei 5.692/71 – instituída durante o regime militar brasileiro – a partir dos impactos na educação e, especificamente, no ensino de filosofia. Em seguida, apresentaremos uma série de questionamentos em torno do texto da Medida Provisória 746, a qual também prevê uma reformulação no ensino médio, com repercussões no ensino de Filosofia. E, por fim, ponderaremos alguns aspectos que podem ser apontados como dificultosos à consolidação da filosofia na educação média, subsidiados pelas contribuições da pesquisadora Lídia Maria Rodrigo. Vez ou outra é retomada a discussão em torno da importância ou não – e da real necessidade – do ensino de filosofia nas escolas secundárias brasileiras. Frente a outras disciplinas, como Língua Portuguesa e Matemática, corriqueiramente a Filosofia é menosprezada e relegada à inutilidade. De antemão, é preciso reafirmar a necessidade em dar profundidade a tal debate, de modo que possamos evitar a emissão de juízos com pouca ou nenhuma fundamentação. Ao passo que reconhecemos a necessidade de trazer para o centro do debate o estudo e a análise dos impasses à consolidação do ensino de filosofia no ensino médio, pretendemos com este artigo apresentar as proximidades entre a proposta de reformulação do ensino de 1971 e a Medida Provisória 746/2016, assim como tratar introdutoriamente da necessidade de uma didática específica para o ensino de filosofia.Este nosso estudo trata-se basicamente de uma discussão teórica, com centralidade na obra Filosofia em sala de aula: teoria e prática para o ensino médio, de Lidia Maria Rodrigo. Num primeiro momento, faremos uma breve análise da reformulação do ensino de 1971, Lei 5.692/71 – instituída durante o regime militar brasileiro – e quais seus impactos para o ensino de filosofia. Em seguida, apresentaremos uma série de problematizações em torno do texto da Medida Provisória 746, a qual também prevê uma reformulação no ensino médio e, por fim, elencaremos alguns aspectos que podem ser apontados como dificultosos à consolidação da filosofia na educação secundária. Talvez a filosofia seja uma possibilidade de mediação e ampliação de referências culturais, em outra perspectiva talvez seja um componente útil e contribua à formação cidadã e crítica dos estudantes, ou até mesmo possa ser usada como um instrumento à tomada de consciência de si e das ações práticas, entre outras possíveis utilidades que fogem à lógica que relega a disciplina às margens e à inutilidade. Entretanto, não podemos negar a existência de alguns entraves, que de certo modo corroboram com este discurso de “inutilidade prática” imputado à filosofia. A EXPERIÊNCIA DA REFORMA EDUCACIONAL DE 1971 Instituída na conjuntura histórica de pleno regime militar e fruto de objeções autoritárias, evidências apontam que a reforma educacional de 1971 (Lei 5.692/71) tinha como impulso pretensões com forte viés de implantação de um modelo de ensino altamente tecnicista. Relata-se a existência de acordos entre o Ministério da Educação (MEC) e a agência norte-americana United States Agency for International Development (USAID) (NASIASENE, 2012), os quais previam assistência técnica e financiamento norte-americanos na implantação de tal método de ensino. Denota-se, assim, que a perspectiva de educação do governo militar estava a serviço de interesses econômicos, como podemos ver nitidamente nos seguintes termos: [...] a assistência técnica, visava a adaptação do ensino à concepção taylorista da mentalidade empresarial tecnocrática. Por isso temos o planejamento e organização racional do trabalho pedagógico, a operacionalização dos objetivos.
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