29 de 29 trabalho(s) aceito(s)
Composição química dos extratos aquoso e hidroetanólico das folhas e raízes de Gossypium hirsutum por UPLC-QTOF-MS/MS
NAIZA SARAIVA FARIAS; Luciene Ferreira de Lima; Fernanda Santos Sousa Costa; Joara Nályda Pereira Carneiro; Maria Flaviana Bezerra Morais-Braga
Gossypium hirsutum é uma espécie pertencente ao gênero Gossypium, família Malvaceae, que tem apresentado propriedades antimicrobianas e antioxidantes. Nessa perspectiva, o presente estudo teve como objetivo caracterizar o perfil químico dos extratos aquoso e hidroetanólico das folhas e raízes de G. hirsutum. O material vegetal foi coletado em uma área rural do município de Araripe - Ceará, Brasil, após a identificação e depositado no laboratório e o espécime foi registrado no Herbário Cariri Dárdaro de Andrade sob o número de registro 65.2019. Para a preparação dos extratos, as raízes e folhas frescas foram cortadas e secas à temperatura ambiente, e após isso preparado infusão com água destilada ou etanol 70%. A composição química foi analisada através do método de cromatografia líquida de ultra eficiência acoplada ao sistema quadrupolo/tempo de voo (UPLC-QTOF-MS/MS). As amostras foram analisadas através de uma “interface” de ionização negativa por eletrospray (ESI). Nos resultados obtidos foram encontrados 21 compostos químicos em ambos os extratos, dentre os compostos encontrados estão o ácido cítrico, catequina, ácido clorogênico, ácido p -cumárico, ácido cafeico, epicatequina, quercetina O -hexosídeo-pentosídeo e rutina. Os compostos identificados em ambos os extratos, apresentaram grau de intensidade relativa diferente, onde o extrato hidroetanólico apresentou maior intensidade relativa para ácido cumaroilglucárico, catequina, ácido clorogênico e epicatequina, e o extrato aquoso apresentou maior intensidade relativa para quercetina e O -hexosídeo-pentosídeo. Diante dos resultados obtidos, concluiu-se que os extratos apresentaram predominância para a classe química dos flavonoides e ácidos fenólicos.
Palavras-chave: Malvaceae,Extrato vegetais,Constituintes quimicos
Resumo Simples
Abrir o trabalhoARBORIZAÇÃO URBANA E A VALORIZAÇÃO DA FLORA NATIVA NA CIDADE DE SABOEIRO-CEARÁ
ANDREZA RIBEIRO DE SOUZA; Maria Dandara Cidade Martins; Antonio Álamo Feitosa Saraiva
Resumo Sapindus saponaria L. pertencente à família Sapindaceae, conhecida vulgarmente por saboneteira, saboeiro, sabão-de-macaco, sabonete e fruta-de-sabão, é uma árvore nativa, perenifólia ou semidecídua, heliófita, de pequeno porte (até 8m), utilizada em paisagismo e em modelos de recuperação de áreas degradadas. O município de Saboeiro em outrora, contava com uma ocorrência significativa dessa árvore conhecida popularmente como nome que foi a inspiração para o nome da cidade. Culturalmente, a mesma é marcada por forte agricultura familiar o que contribuiu para erradicação da espécime em questão, falta de atenção do poder público perante a arborização urbana, que conta em sua maioria com espécies exóticas, como o Azadirachta indica (Nim indiano), que conseguiu um sucesso adaptativo incontestável e consequentemente descaracterizou nosso meio e tornou-se ofensiva para a fauna. O objetivo desse trabalho se configura na respectiva quebra de dormência e produção de mudas para arborização urbana da cidade de Saboeiro com a utilização da Sapindus saponaria. Em busca de acelerar de forma significativa o processo de germinação foi feito um processo de quebra de dormência com água quente, retirada da casca marrom do fruto e foram mergulhadas em água quente. Desta leva foram plantadas 50 sementes de tamanhos diferentes. Mesmo com tamanhas particularidades em seu processo germinativo é notório a possibilidade de produção de mudas para reinserção da mesma na cidade, sendo possível contratação de mão de obra local para produção de mudas, o que seria um ponto positivo no cenário econômico, como também, uma possível parceria com as escolas visando a qualidade da educação e conscientização ambiental.
Palavras-chave: Saboeiro, Sapindus, Conscientização
Oral
Abrir o trabalhoA REGRA DE BERGMANN PARA A ESPÉCIE Macrobrachium jelskii (MIERS, 1877) NO SEMIÁRIDO BRASILEIRO
JOSÉ IAGO MUNIZ; Thiálida Sabrina Duarte Viração; Lidiana de Souza Rodrigues; Thiago Andrade Silva; Suelen Doroth Cavalcante Sobral; Mariana dos Santos Santana; Allysson Pontes Pinheiro; Carlos Eduardo Rocha Duarte Alencar
A Regra de Bergman (RB) dita que em organismos endotérmicos, dentro de um gênero, conforme a latitude aumenta, os indivíduos apresentaram tamanhos maiores em temperaturas mais baixas. A espécie Macrobrachium jelskii é um camarão de ampla distribuição para a América do Sul, além de possuir um grande interesse para aquicultura, pesca e alimentação, mas mesmo assim ainda é uma espécie pouco estudada. Dessa forma, o presente estudo tem por objetivo avaliar se a espécie M. jelskii sofre influência latitudinal, conforme dita a RB. Para realização do estudo, foram obtidos dados de tamanho médio do Comprimento da Carapaça (CC) a partir do material presente na coleção do Laboratório de Crustáceos do Semiárido – LACRUSE, utilizando paquímetro digital (precisão 0,01 mm), e sexados (presença do apêndice masculino). Foram analisadas populações para os estados da Paraíba, Pernambuco, Piauí e Ceará abrangendo 5 graus de latitude em escala espacial. Uma regressão do tipo II, Reduced Major Axis, foi usada para testar a RB. Os resultados mostraram que no semiárido brasileiro a espécie segue a RB, ou seja, quanto maior a latitude maior o tamanho de CC para a espécie. Em temperaturas mais frias, crustáceos podem apresentar uma frequência da muda mais lenta, consequentemente um maior tamanho é alcançado. No entanto, para o M. jelskii não foi observado diferenças relevantes na temperatura da água entre as populações do semiárido. Portanto, valores anuais de temperatura ou outras condições podem estar contribuindo para que a espécie siga a RB. Dessa forma, a realização de um estudo de maior amplitude e mais apurado pode contribuir para uma melhor compreensão dos fatores que estão contribuindo para que a espécie siga a RB.
Palavras-chave: Macroecologia,Camarão-Sossego,Caatinga
Resumo Simples
Abrir o trabalhoA VALORIZAÇÃO DOS SEMINÁRIOS TEMÁTICOS COMO FORMA AVALIATIVA DENTRO DO CURSO DE BIOLOGIA
SHEILA ALVES GONÇALVES; Yedda Maria Lobo Soares de Matos
O presente trabalho objetiva discutir acerca da importância e da valorização de seminários temáticos como requisito avaliativo no curso de Biologia. Para tal estudo, foi feita uma pesquisa bibliográfica, de caráter qualitativo, exploratória, de natureza básica, com ênfase no estudo de fontes de pesquisa secundárias, publicados no período entre 2016 e 2022 a partir de um levantamento feito no Google Acadêmico. Destarte, o estabelecimento da pesquisa compreende como uma possibilidade de mudança na cultura do ensino baseada no método tradicional, ainda enraizado em algumas instituições educacionais. Ele é obsoleto, baseia-se apenas na transmissão de conteúdos, tidos como verdades absolutas fora da realidade vivida, a partir de exposições verbais da matéria pelo professor e da aplicação de exercícios, sem que haja a oportunidade de o aluno fazer reflexões com os demais colegas ou levantar discussões com os educadores. Nesse contexto, os seminários são vistos como uma técnica de aprendizagem restrita ao cumprimento de uma formalidade acadêmica como forma avaliativa. No entanto, propõem a busca pelo conhecimento através da indagação e da investigação, principalmente na área da biologia, diante da importância da pesquisa para a produção da ciência e do saber para a população. Além disso, têm caráter coletivo, utilizam a interação, a troca de conhecimentos e sua socialização por meio da discussão, do debate, da parceria, do diálogo entre alunos e do raciocínio, para possíveis intervenções e transformações da realidade. Diante disso, evidencia-se a necessidade de um estabelecimento de uma interação entre a teoria e a prática que instigue uma maior participação e atuação crítica do aluno, lhe dando um senso de entendimento do conteúdo abordado.
Palavras-chave: Seminário temático, Ensino, Biologia
Oral
Abrir o trabalhoAVALIAÇÃO DOS EFEITOS FARMACOLÓGICOS DE TERPENOS FRENTE A INIBIÇÃO VIRAL DO HPVI & HPVII
JOAO EUDES LEMOS DE BARROS; Cicera Alane Coelho Gonçalves; José Bruno lira da Silva; Ana Cecilia Calixto Donelardy; Saulo Relison Tintino
Os terpenos são compostos promissores na ação antiviral, sendo uma via para o controle e tratamento de infecções oriundas de microrganismos em geral. A revisão integrativa objetiva-se pesquisar a extração dos metabólicos secundários e os seus efeitos farmacológicos agindo na ação do HPV-I e HPV-II, inibindo as atividades biológicas. Somente os artigos originais foram selecionados, e utilizando as Palavras-chaves na língua inglesa (EN) “metabólicos secundários”, “inibição viral”, “efeito terapêutico” e “HPV” foram analisadas as bases de dados EMBASE, PubMed e Web of Science, obtendo 06, 10, 09 artigos, respectivamente, entre os anos de 2016 a 2022. Os diterpenos-C20, monoterpenos-C10, sesquiterpenos-C15, tetraterpenos-C40 e triterpenos-C30 são estudados usando sua atividade biológica in vitro. Extração supercrítica, solvente, destilação a vácuo, a vapor e cromatografia gasosa acoplada à espectrometria de massas-GC/MS, aplicados para extração dos terpenos. Na manutenção das placas, as concentrações do soro variaram entre 5% a 7%. Testes de citotoxicidade: avaliados em cultura de células com tecidos conectivos de camundongos C57/BL6 e Swiss, através de ensaios colorimétricos, difusão em ágar e incorporação do vermelho neutro. Com atividade citotóxica baixa, os terpenos testados têm um CC50 alto. As doses de IC encontra-se variando entre valores de 1,4 μg/ml a 34,5 μg/ml. Ação dos terpenos em inibidores nucleosídicos da transcriptase reversa, não nucleosídicos, DNA-polimerase e inibidores de protease, são significantes. Vias Piruvato + 3GPA e Mevolonato são rotas de ação na metabolização dos terpenos. Todos os terpenos apresentaram um índice de inibição viral anti-HPV-I e ant-iHPV-II significativo. O IS-IT > 4 induz que os terpenos são considerados in vitro candidatos terapêuticos promissores com potencial atividade anti-HPV.
Palavras-chave: Atividade viral,HPV , Terpenos
Oral
Abrir o trabalhoAtividade intrínseca e combinada com o fluconazol de extratos de Gossypium hirsutum L. contra Candida spp.
ANDRESSA BRANDÃO DE SOUZA; LUCIENE FERREIRA DE LIMA; MARIA ELENILDA PAULINO DA SILVA; JOSÉ WEVERTON ALMEIDA BEZERRA; MARIA FLAVIANA BEZERRA MORAIS BRAGA
Candida spp é um gênero de leveduras comensais patógeno oportunista capaz de desenvolver resistência microbiana e, portanto, está associada a altas taxas de infecções em humanos. A planta Gossypium hirsutum L apresenta potencial antimicrobiano em atividades antifúngicas. Portanto, este estudo teve como objetivo investigar a curva de viabilidade celular e concentração fungicida mínima (CFM) de extratos aquosos e hidroetanólicos de G. hirsutum contra os isolados padrão e clínicos de Candida albicans e Candida tropicalis. O estudo utilizou extratos preparados com folhas secas de G.hirsutum e os isolados clínicos (CA URM 4387 e CT URM 4262). As cepas padrão de CA INCQS 40006, CT INCQS 40042. Foi utilizada uma solução de DAS e inóculo e desta solução foi distribuído nas placas de microdiluição e adicionado o extrato, posteriormente incubadas em 37ºC e após 24h a leitura foi realizada em um espectrofotômetro. Para a concentração fungicida mínima (MFC) foi inserido uma haste estéril em cada poço de microdiluição e transferido para uma placa de petri contendo caldo Sabouraud. Os resultados da atividade intrínseca mostraram que ambos os extratos aquosos e hidroetanolicos exibiram atividade antifúngica fraca a moderada inibindo o crescimento C. albicans URM 4387 e C. tropicalis INCQS 40042. Na concentração fungicida mínima, o extrato e FCZ não apresentaram valor de MFC, então todos os testes foram baseados na concentração matriz MC - 16.384 µg/mL. Enquanto os isolados exibiram efeitos fungistáticos, o hidroetanólico combinado com FCZ resultou num efeito fungicida contra C. albicans URM 4387. Em conclusão, ambos os extratos de G. hirsutum exibiram atividade antifúngica, o aquoso potencializou a atividade antifúngica do fluconazol contra C. albicans INCQS 40006 e C. tropicalis URM 4262, e o extrato hidroetanólico combinado com fluconazol mostrou efeitos inibitórios sobre C. albicans INCQS 40006.
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Abrir o trabalhoA COLEÇÃO DE ARANHAS FÓSSEIS DO LABORATÓRIO DE PALEONTOLOGIA DA URCA
ELIS MARIA GOMES SANTANA; GUSTAVO GOMES PINHO; IVAN LUIZ FIORINI DE MAGALHÃES; ANTÔNIO ÁLAMO FEITOSA SARAIVA
A Formação Crato, camada componente do Grupo Santana, da Bacia do Araripe, é uma das mais importantes localidades no estudo das aranhas do Cretáceo, por ser um dos poucos depósitos em estratos de rochas sedimentares a preservar tais animais. Entretanto, poucas espécies de aranhas fósseis foram descritas para a Formação Crato até o momento. Neste trabalho foi realizado o estudo de doze aranhas fósseis depositadas na coleção do Laboratório de Paleontologia da URCA: LPU 897, LPU 1088, LPU 1596, LPU 1604, LPU 1704, LPU 1788, LPU 1789 e LPU 1600 (placa calcária contendo cinco aranhas preservadas). Foram obtidas imagens dos espécimes através do estereomicroscópio Leica série E e máquina fotográfica Cannon EOS 60D, e as medições foram realizadas a partir das fotografias utilizando a ferramenta de medição no Adobe Photoshop Cs6. Das doze aranhas analisadas, seis foram identificadas como Cretaraneus martinsnetoi, espécie de Araneomorphae abundante na Formação Crato. Outros representantes da infraordem foram identificados em LPU 1600, porém, não foi possível atribuir a níveis taxonômicos menores devido a falta de caracteres diagnósticos preservados. Afora estas, apenas LPU 1789 foi identificado como pertencente a Mygalomorphae, também com posicionamento taxonômico incerto, considerando o baixo grau de preservação. Diante do quadro de escassez de publicações da paleoaraneofauna da Formação Crato, se faz necessária a ampliação de pesquisas científicas voltadas à análise e descrição morfológica desse grupo, expandindo o conhecimento desta fauna na América do Sul. Novas técnicas de obtenção de imagem podem aprimorar a visualização de outros caracteres, auxiliando na descrição e classificação destes espécimes.
Palavras-chave: Bacia do Araripe, Araneae,Mesozoico
Resumo Simples
Abrir o trabalhoDETERMINAÇÃO DOS NÍVEIS DE FERRO (II) EM Drosophila melanogaster TRATADAS COM MELATONINA EXÓGENA
RITA DE CASSIA GONÇALVES DE LIMA; Jean Paul Kamdem
A melatonina (MLT) é um neuro-hormônio que apresenta-se sob a forma endógena quando é produzida naturalmente na glândula pineal dos vertebrados e na forma exógena quando apresentada na forma de suplemento ou medicamento. Muitos estudos apontam que ambas as MLT podem exercer atividade antioxidante, antiinflamatória e proteção contra o estresse oxidativo, tais atividades já foram evidenciadas em modelos convencionais de teste. No entanto, pouco se sabe sobre os efeitos da MLT em modelos alternativos como a espécie Drosophila melanogaster (mosca da fruta). Neste contexto, este trabalho teve como objetivo determinar os níveis de ferro (II) em D. melanogaster após exposição à MLT exógena. Para o experimento as moscas foram atribuídas a quatro grupos constituídos por 50 moscas cada, o grupo controle recebeu alimentação padrão e os demais foram expostos a dieta suplementada com MLT nas concentrações 0,33, 1,65, e 3,3 mg/g. Para a determinação dos níveis de ferro (II) a mistura de reação foi constituída por 110 μL de solução salina a 9%, 60 μL de Tris- HLC (0,1 M, pH 7,4), 20 μL do sobrenadante e 10 μL de fenantrolina a 25%. Posteriormente, a mistura foi incubada durante 1h a temperatura ambiente. Em seguida a absorbância foi medida usando o leitor de microplacas em 405 nm. Os resultados demostraram que a exposição das moscas a MLT provocou uma redução significativa nos níveis de ferro (II) nas duas maiores concentração testada (1,65 e 3,3 mg/g). Esses resultados sugerem a capacidade da MLT de combater espécies reativas de oxigênio. Porém é preciso que mais ensaios sejam realizados para elucidar estes mecanismos de ação da MLT.
Palavras-chave: Ferro (II),Melatonina,Drosophila melanogaster
Oral
Abrir o trabalhoEFEITOS FARMACOLÓGICOS DE APITOXINAS APLICADOS À INIBIÇÃO DO FATOR NUCLEAR KAPPA B NF-kB
CICERA ALANE COELHO GONÇALVES; João Eudes Lemos de Barros; Maria Gabriely de Lima Silva; Ana Cecília Calixto Donelardy; José Bruno Lira da Silva; Gabriel de Lima Pereira; Luana de Freitas Libório; Saulo Relison Tintino
A busca por novos tratamentos frente a patologias que acomete a humanidade vem aumentando exponencialmente. Apitoxinas são compostos bioativos oriundos de abelhas, potencialmente promissores no âmbito terapêutico e farmacológico. Esta revisão objetiva-se buscar os efeitos farmacológicos de apitoxinas atuando no complexo de inibição NF-KB. Foram utilizadas as bases de dados: PubMed, EMBASE e Web Of Science, obtendo 11, 15, 12 artigos respectivamente. Na língua inglesa, com as palavraschaves; “Apitoxinas”, “NF-kB” e “Efeito terapêutico”, entre os anos de 2020 à 2021. Somente artigos originais foram utilizados. Os trabalhos trazem estudos in vivo, modelo: camundongos. Além disso, são utilizados agentes flogísticos inflamatórios, crônicos e nociceptivos. Carregenina, CFA, LPS e formalina são compostos presentes na indução. É observado que após a indução há um nível significativo da expressão COX-2, óxido nítrico, prostaglandina E2 e fosfolipase A2. A ativação da via do ácido araquidônico também é descrita. Os estudos corroboram com o potencial terapêutico do veneno da abelha. Apis melífera é a espécie presente em todas as pesquisas. Em alguns trabalhos os testes são semelhantes, então, quando aplicado (pequenas agulhas) doses periódicas da apitoxinas in vivo é nítido a redução da inflamação e inibição dos genes da COX-2; NFKB1 e NF-KB2 e até mesmo a proteína quinase. É discutido que a indução do fator NFKB por apitoxinas é um salto promissor nos processos terapêuticos, uma vez que este está presentemente envolvido à estímulos celulares, como antígenos de microrganismos, citocinas, estresses, oxidação- LDL, radiação ultravioleta e radicais livres. Até o momento, estudos com apitoxinas são significantes, in vivo e in vitro. No entanto, ainda há barreiras, não sendo possível a comercialização, utilizando-se somente para ensaios clínicos e acadêmicos.
Palavras-chave: Agentes farmacológicos,Inibição celular,Processos inflamatórios
Oral
Abrir o trabalhoMEDIÇÃO DOS NÍVEIS DE TIÓIS PROTÉICOS NO ORGANISMO MODELO Drosophila melanogaster APÓS EXPOSIÇÃO DIETÉTICA A MELATONINA
RITA DE CASSIA GONÇALVES DE LIMA; Adrielle Rodrigues Costa; Jailson Renato de Lima Silva; Antonia Eliene Duarte; Jean Paul Kamdem
A melatonina (MLT) é um neuro-hormônio pertencente ao grupo das indolaminas que tem com principal função a indução ao sono, além disso, podem exercer proteção contra o estresse oxidativo, atividade antiinflamatória e estimular atividade de enzimas antioxidantes, tais atividades já foram evidenciadas em modelos convencionais de testes. No entanto, pouco se sabe sobre os efeitos da MLT em modelos alternativos como a espécie Drosophila melanogaster (mosca da fruta). Diante do exposto, este trabalho objetivou avaliar os níveis de tióis protéicos em D. melanogaster após exposição dietética a melatonina exógena. Para o experimento as moscas foram atribuídas a quatro grupos constituídos por 50 moscas cada, expostas por 7 dias consecutivos a concentrações de MLT (0,33, 1,65, e 3,3 mg/g). O grupo controle recebeu alimentação padrão. Após o período de tratamento, as moscas foram anestesiadas, pesadas e homogeneizadas em 0.1 M de tampão fosfato, posteriormente o homogenato foi centrifugado a 4000 x g durante 10 min. Para determinação dos níveis de tiois protéicos a mistura de reação constituiu em 170 μL da solução tampão fosfato de potássio 0,1 M, 20 μL do sobrenadante e 10 μL de DTNB. A mistura foi incubada durante 30 minutos, após a absorbância foi medida usando o leitor de microplacas em 405 nm. Os resultados demonstraram que a exposição das moscas a MLT provocaram um aumento significativamente nos níveis de tióis protéicos. Esses resultados sugerem a capacidade da MLT de poder combater espécies reativas de oxigênio. Mas, é preciso que mais ensaios sejam realizados para elucidar estes mecanismos de ação da MLT.
Palavras-chave: melatonina,tióis proteicos,Drosophila melanogaster
Oral
Abrir o trabalhoCIANOBACTÉRIAS EM UM RESERVATÓRIO DE ABASTECIMENTO PÚBLICO NO SEMIÁRIDO CEARENSE, NORDESTE, BRASIL
NATALIA MARCO DE OLIVEIRA; JOICE LAYANNE GUIMARÃES RODRIGUES; NAARA VASQUES COSTA LANDIM; ELIZÂNGELA MARIA FERREIRA RICARTE; SÍRLEIS RODRIGUES LACERDA
Os reservatórios são ambientes destinados a retenção de água, sendo uma solução para problemas de escassez de água na estação seca. Nesses ecossistemas aquáticos encontrasse o fitoplâncton, grupo de organismos fotossintéticos adaptados a viver parcial ou continuamente em águas abertas, as microalgas responsáveis pela produção de oxigênio do meio, além de serem bioindicadores da qualidade da água. Entre os principais componentes do fitoplâncton, destacam-se as Cianobactérias, uma atenção dada a sua presença nos sistemas aquáticos se dá especialmente pela capacidade de formar florações e da produção de toxinas danosas ao homem e aos componentes da microbiota aquática, sendo essencial a identificação para o monitoramento dos mananciais. Assim, esse estudo teve como objetivo avaliar as espécies de Cianobactérias presentes no Reservatório Thomaz Osterne de Alencar/Umari, Crato-CE buscando identificar possíveis representantes tóxicos. As amostras de água foram coletadas mensalmente,no período seco e chuvoso entre os meses de outubro de 2020 a outubro a 2021 , através de arrastos horizontais com auxílio da rede de plâncton malha 20µm, acondicionadas em frascos, fixadas com formol a 4% e armazenadas no Laboratório de Botânica da Universidade Regional do Cariri-URCA, para posterior análise em microscopia óptica. A diversidade de Cianobactérias esteve representada por 31 táxons, sendo os mais representativos Microcystis aeruginosa (Kutzing) Kutzing,1846, Aphanocapsa delicatissima W.West & G.S.West,1912 e Oscillatoria limosa Gomont,1982 foram consideradas muito frequentes durante o estudo. Conclui-se que a ocorrência de Microcystis, necessita de um monitoramento da qualidade da água deste reservatório, devido ser um gênero nocivo e inibir a produção das toxinas evitando a morte dos indivíduos aquáticos.
Palavras-chave: Reservatórios,Fitoplâncton,Cianobactérias
Oral
Abrir o trabalhoESTUDO CIENTOMÉTRICO DAS PLANTAS MEDICINAIS DE USO INDÍGENA
CARLOS ALONSO LEITE DOS SANTOS; Larisse Bernardino dos Santos; Bárbara Rayanne da Silva Teles; Antonia Eliene Duarte; Luiz Marivando Barros
O uso de plantas medicinais como remédio é muito antigo e remonta aos primórdios da civilização. O amplo uso de plantas medicinais no Brasil deve-se, principalmente na maioria à abundância e diversidade de plantas nativas. Os índios Yanomami que vivem na parte norte do rio amazonas (Brasil e Venezuela) representam o maior grupo tradicional ainda existente na Amazônia brasileira, e grande parte da sua medicina tradicional é baseada no xamanismo. Estas ervas são usadas para tratar várias doenças, como febre, diarreia, dores de estômago, inflamações oculares, dor de dente e resfriados. As plantas são frequentemente usadas sozinhas ou com várias espécies que atendem a mais de uma doença. A maioria é administrada como infusões, banhos ou decocções, com mais de 50% para uso tópico. As partes das plantas mais comumente utilizadas são as folhas e/ou casca. Este estudo teve como objetivo obter parâmetros referentes aos anos e países com maior número de publicações sobre plantas medicinais de uso indígena durante o período 2011 – 2021. A Coleta de dados foi realizada usando o banco de dados multidisciplinar SCOPUS "Elsevier" nos últimos 10 anos. A pesquisa resultou em um total de 2.780 documentos publicados no intervalo de 2011-2021, exibindo um aumento gradual em 2018 e um pico de publicações em 2021 com 356 documentos. Em relação aos países, apontou a Índia liderando a pesquisa de plantas medicinais de uso indígena com 829 publicações seguido da África do sul, e o Brasil ocupando a 8º posição com 86 publicações. Contudo, concluiu-se que há um pequeno número de pesquisas sobre o referido tema, principalmente no Brasil, e há carência de estudos etnobotânicos sobre esse tema em particular.
Palavras-chave: Cientométrico, entobotânica,plantas medicinais,indígenas
Resumo Simples
Abrir o trabalhoHistoquímica de folhas de Byrsonima gardneriana A.Juss. (Malpighiaceae)
ALANA DE OLIVEIRA SILVA ; Leiliane Pereira da Costa; Maria Amanda Nobre Lisboa
As espécies do gênero Byrsonima Rich. ex Kunth, são conhecidas popularmente como “murici”. No Brasil ocorrem 99 espécies de Byrsonima, das quais 55 são endêmicas, dentre elas Byrsonima gardneriana A. Juss., espécie endêmica presente no Nordeste e em alguns estados do Sudeste e Norte. Objetivou-se examinar as características histoquímicas da folha de Byrsonima gardneriana, conhecida como murici verdadeiro, coletadas em área de Cerradão na Chapada do Araripe, Crato, Ceará, contribuindo para o conhecimento farmacobotânico e taxonômico das espécies desse gênero. Utilizando folhas frescas, à mão livre, foram obtidas secções transversais do pecíolo e da lâmina foliar. Os cortes foram submetidos aos reagentes: Sudan IV, para detecção de lipídios; Dicromato de potássio e Cloreto férrico, para compostos fenólicos não estruturais; e azul de Coomassie, para proteínas. Observou-se a presença de lipídios na cutícula, epiderme e parênquima paliçádico, este último presente na lâmina foliar. Em relação aos compostos fenólicos encontrados com o cloreto férrico, estes podem ser encontrados no floema e parênquima da lâmina foliar. Em relação ao pecíolo podem ser encontrados no floema, epiderme e colênquima angular. Com o dicromato de potássio os compostos fenólicos foram observados na epiderme, parênquima e floema da lâmina foliar, e no pecíolo foram observados na epiderme e floema. Quanto às proteínas, foram encontradas na epiderme, parênquima, xilema e floema, tanto do pecíolo quanto da lâmina foliar. Dessa forma pode ser verificada a presença de diversos metabólitos importantes presentes nas estruturas das folhas da espécie B. gardneriana, contudo, se faz necessária a conclusão dos experimentos com folhas da espécie ocorrente em diferentes fitofisionomias da Chapada do Araripe e coletadas durante eventos fenológicos distintos, a fim de se investigar diferenças relacionadas à presença e ausência dos constituintes atribuídas a fatores ambientais.
Palavras-chave: Byrsonima gardneriana,Chapada do Araripe,Histoquímica
Resumo Simples
Abrir o trabalhoHistoquímica de folhas de Byrsonima sericea DC. (Malpighiaceae)
LEILIANE PEREIRA DA COSTA; Alana de Oliveira Silva; Maria Amanda Nobre Lisboa; João Tavares Calixto Júnior
O gênero Byrsonima Rich. ex Kunth, cujas espécies são popularmente conhecidas como “murici” é constituído por cerca de 130 espécies com predominância de ocorrência na América do Sul, das quais 93 espécies encontram-se distribuídas no Brasil. Objetivou-se, com este estudo, o conhecimento das características histoquímicas de folhas de Byrsonima sericea DC. (murici-de-carrasco), coletadas em área de Cerradão na Chapada do Araripe, Crato, Ceará, contribuindo para o conhecimento farmacobotânico e taxonômico das espécies desse gênero. Utilizando folhas frescas, à mão livre, foram obtidas secções transversais do pecíolo e da lâmina foliar. Os cortes foram submetidos aos reagentes: Sudan IV; Floroglucina ácida; Azul de Coomassie; Cloreto férrico; Dicromato de potássio; Vanilina clorídrica; Reagente de Dittamar e Reagente de Vagner. As análises histoquímicas detectaram a presença de lipídios somente na cutícula da lâmina foliar e pecíolo. Foi detectada lignina em fibras e em células esclerenquimáticas, como no xilema da folha e em braquiesclereídes, presentes no pecíolo. Proteínas foram encontradas na epiderme, parênquima, xilema e floema do pecíolo. Observou-se a presença de taninos na epiderme e em células esclerenquimáticas do pecíolo. Os reagentes de Wagner e de Dittmar evidenciaram a presença de alcaloides no pecíolo. Os compostos fenólicos não estruturais foram observados com os reagentes dicromato de potássio e cloreto férrico, sendo encontrados, principalmente no floema e parênquima paliçádico da lâmina foliar. Observou-se que folhas de B. sericea apresentam importantes classes de metabólitos secundários, contudo, se faz necessária a conclusão dos experimentos com folhas da espécie ocorrente em diferentes fitofisionomias da Chapada do Araripe e coletadas durante eventos fenológicos distintos, a fim de se investigar diferenças relacionadas à presença e ausência dos constituintes atribuídas a fatores ambientais.
Palavras-chave: Byrsonima,Histoquímica,Malpighiaceae
Resumo Simples
Abrir o trabalhoHistoquímica foliar de Ocotea fasciculata (Nees) Mez
LEILIANE PEREIRA DA COSTA; Maria Amanda Nobre Lisboa; Alana de Oliveira Silva; Leonardo Vitor Alves da Silva; João Tavares Calixto Júnior
Ocotea fasciculata (Nees) Mez, conhecida popularmente por louro cheiroso, está distribuída em 14 estados brasileiros. A espécie é utilizada popularmente no tratamento de neuralgia, dispepsia e anorexia. Este trabalho visa a análise histoquímica foliar de O. fasciculata, a fim de fornecer subsídio para estudos farmacobotânicos. Manualmente foram realizadas secções transversais da lâmina foliar e do pecíolo. Utilizou-se o material fresco para verificar a presença de: compostos fenólicos não estruturais, taninos, lignina, amido, lipídios totais, proteínas e alcaloides. Na lâmina foliar e no pecíolo observou a presença de todos os compostos testados, exceto taninos. Os compostos fenólicos não estruturais ficaram evidentes utilizando tanto o método de coloração com dicromato de potássio, quanto com cloreto férrico, sendo encontrados, principalmente, nas células epidérmicas. Por ter ampla propriedade fisiológica, esses compostos possuem propriedades antialérgica, anti-inflamatória, antimicrobiana, antioxidante entre outros. Em relação aos compostos fenólicos estruturais, observou a presença de lignina em fibras e células esclerenquimáticas, como nas braquiesclereídes e no xilema. A presença de alcaloides ficou evidente com a utilização dos reagentes de Wagner e de Dittmar. Os lipídios foram evidenciados somente na cutícula. O. fasciculata apresenta metabólitos secundários interessantes do ponto de vista farmacológico e químico, sendo necessário pesquisas mais aprofundadas em fitoquímica, utilizando os dados obtidos nesse estudo para conduzi-las.
Resumo Simples
Abrir o trabalhoUSO DAS MACRÓFITAS PISTIA STRATIOTES E EICHORNIA CRASSIPES COMO POTENCIAIS AGENTES FITORREMEDIADORES DE EFLUENTES AQUÁTICOS CONTAMINADOS POR METAIS TÓXICOS
MARIA DANDARA; Hênio do Nascimento Melo Júnior; Raimundo Nonato Pereira Teixeira
Macrófitas aquáticas atuam como fitorremediadoras na descontaminação de efluentes em ambientes aquáticos, sendo considerada uma solução de baixo custo e de grande efetividade para amenizar problemas ambientais hídricos em países em desenvolvimento. Estudos sobre fitorremediação indicam uma ordem de intensidade de utilização de macrófitas dando destaque para Pistia stratiotes L. e Eichornia crassipes Mart. (Solms), 1883, como biorremediadoras efetivas. É pretendido avaliar a aptidão destas para absorção e bioacumulação dos metais tóxicos oriundos da atividade de galvanoplastia analisando a eficiência da taxa de incorporação de metais pelas macrófitas cultivadas. As macrófitas utilizadas serão coletadas do cultivo que será realizado no Laboratório de Limnologia e Aquicultura-URCA. Após a coleta as mesmas serão lavadas com água destilada, secas e passarão por tratamento térmico a 55°C/24h em estufa com circulação de ar. O material será triturado e peneirado com malha de 0,60mm e os ensaios ocorrerão em batelada a 24°C/24h, na sequência sendo agitado a 200prm. Serão testados 0,2g de biomassa em soluções de íons metálicas. Ao final as amostras serão filtradas e o material separado será conduzido para análise. Em virtude da ampla adaptação das macrófitas flutuantes aos ambientes do semiárido, bem como, a sua intensa capacidade reprodutiva, esperamos que os resultados deste trabalho apresentem uma boa resposta de adsorção e remoção de metais tóxicos em macrófitas a partir do processo de fitorremediação e que possa originar informações relevantes sobre suas aptidões fisiológicas para suportar as concentrações de metais tóxicos a que os corpos hídricos da região metropolitana do Cariri estão submetidos.
Palavras-chave: Fitorremediação, metais pesados, macrófitas aquáticas
Oral
Abrir o trabalhoCIENTOMETRIA DO CAMARÃO DULCÍCOLA MACROBRACHIUM AMAZONICUM
THIÁLIDA SABRINA DUARTE VIRAÇÃO; José Iago Muniz; João Eudes Lemos de Barros; Natalia Correia Aguiar; Thiago Andrade Silva; Shaskya Vitória Oliveira; Josivania Texeira de Sousa; Allysson Pontes Pinheiro
O camarão de água doce Macrobrachium amazonicum, apresenta ampla distribuição e abundância na América do Sul, encontram-se principalmente naturalmente ou introduzidos, nas bacias dos rios Orenoco, Paraguai e Amazonas e são muito abundantes nas águas brancas, ricas em sedimentos e sais dissolvidos. A partir disso, o estudo cientométrico tem o intuito de realizar levantamentos no andamento da ciência, analisando produções, e compreendendo como a espécie, técnica ou produção em si, está inserida no âmbito científico. O objetivo do trabalho foi analisar como a espécie M.amazonicum está inserida no meio científico, através dos trabalhos realizados com a mesma, baseando-se em indicadores bibliométricos, mensurando qualitativamente os artigos publicados nos últimos 10 anos. Ultilizando a base de dados Scopus realizou-se a pesquisa pela palavra-chave Macrobrachium amazonicum, restringindo a busca pela língua inglesa e pelos anos entre 2012 e 2022. Obtendo assim, o levantamento de 95 artigos, os quais adquiriu-se dados diante da quantidade de artigos publicados em cada ano, autores, áreas e países em que foram publicados, a partir disso, foi possível realizar a elaboração de gráficos através da ferramenta GraphPAD Prism. Os gráficos elaborados, simplificaram os dados obtidos na pesquisa, com isso, ao analisar as publicações nos anos, observou-se que no ano de 2019 houve maior número de produções, com 19 artigos, seguidos de 2020 e 2021 com 11 artigos cada. O autor que obteve mais publicações foi Valente, WC com 22 produções, seguidos de Leone, FA e McNamara, JC com 8 cada. A área com maior registro foi a de Ciências Agrárias e Biológicas com 72 publicações. E o país que obteve mais produções foi o Brasil com 89 artigos científicos. A busca pela espécie apresenta um número consideravelmente relevante de publicações, apresentando 95 publicações, e diante da distribuição há mais produções no Brasil, principalmente pela maior ocorrência da espécie no país.
Palavras-chave: Macrobrachium amazonicum,Cientometria,Ecologia
Oral
Abrir o trabalhoEFEITOS DE AGENTES TERATOGÊNICOS E MUTAGÊNICOS AMBIENTAIS EM MODELO ANIMAL NA SUBCLASSE MAMMALIA
NATÁLIA CORREIA AGUIAR; João Eudes Lemos de Barros; Suieny Rodrigues Bezerra; Thiago Andrade Silva; Cicera Alane Gonçalves Coelho; José Bruno Lira; Waltécio de Oliveira Almeida
A contaminação ambiental por produtos químicos cresce exponencialmente. O descarte inadequado é um dos fatores. Os agentes teratogênicos químicos ambientais, são substâncias, estado de deficiência que estando presente durante a vida embriofetal, produz alterações na estrutura ou função de descendência. A revisão tem por objetivo buscar os efeitos teratogênicos e mutagênicos em mamíferos como modelo, decorrente da contaminação química ambiental. Somente a literatura cinzenta foi utilizada. Pesquisando nas bibliotecas virtuais da USP, UNESP, UFMG, UFPEL, UFRJ e UFRRJ. fazendo-se parte os indicadores; “Agentes Mutagênicos”, “malformação” e “Agentes teratogênicos”. Obtendo 30, 27, 22, 15, 16 e 12 trabalhos, respectivamente, entre 2016 a 2021. Discute-se que agentes teratogênicos são, em sua maioria, nas causas ambientais relacionadas à radiação ionizante, metilmercúrio e ao chumbo, responsáveis por afetar as primeiras semanas de gestação em mamíferos. A contaminação ambiental por fármacos, afeta significativamente o desenvolvimento do embrião. Em diversos grupos de mamíferos, anomalias cromossômicas estão associadas aos mutagênicos. Os danos teratogênicos, são descritos, principalmente; anencefalia, morte do concepto, malformações, retardo de crescimento intrauterino, deficiências funcionais, gravidez ectópica e atrofia mental. Os trabalhos versam sobre os cursos de ciências biológicas, medicina veterinária e zootecnia. Além de alguns programas de pós-graduação relacionados a área. Substâncias químicas potencialmente teratogênicas e mutagênicas à subclasse mammalia é imensa, no entanto, é discutido que somente uma fração dessas substâncias afeta diretamente o desenvolvimento fetal, principalmente por dificuldades de investigação. Assim, a frequência de malformações congênitas varia entre diferentes populações animais.
Palavras-chave: Contaminação ambiental,Substâncias químicas,Malformação congênita
Oral
Abrir o trabalhoTOXICIDADE E CONTAMINAÇÃO DE AMBIENTES NATURAIS ATRAVÉS DO DESCARTE INADEQUADOS DE ANTIBIÓTICOS
JOAO EUDES LEMOS DE BARROS; Cicera Alane Coelho Gonçalves; Ana Cecilia Calixto Donelardy; José Bruno Lira da Silva; Saulo Relison Tintino
O descarte inadequado de antibióticos ao meio ambiente causa complicações na agricultura, indústria e na saúde de diversos organismos, sendo um fator de intoxicação e degradação ambiental. Esta revisão objetiva-se em analisar riscos do descarte inadequado de medicamentos antibacterianos observando a relação com o meio ambiente e a saúde humana e animal. A metodologia remonta a revisão bibliográfica, na qual somente os artigos originais foram utilizados. Os descritores foram “Antibioticos”, “intoxicação”, “meio ambiente” e “saúde” na língua inglesa (EN). Foram analisadas as bases de dados EMBASE, PubMed e Web of Science, obtendo 09, 10, 09 artigos, respectivamente, entre os anos de 2019 a 2021. Os resultados demonstraram casos encontrados de descartes inadequados são oriundos de residências domésticas: Lixo comum e na água. Casos DI em Estabelecimentos, indústria e até mesmo hospitais já são descritos nos trabalhos analisados. O DI de fármacos é uma força motriz para à degradação do meio ambiente, tornando-se percursor da contaminação dos lençóis freáticos, corpos d’águas e solos, gerando níveis de intoxicações aos organismos que usufruíram desses recursos. Antibióticos, analgésicos e anti-inflamatórios, são predominantes, os medicamentos mais descartados em ambientes domésticos. O fenômeno da bioacumulação, é uma dinâmica direta com a cadeia alimentar, atingindo todos os níveis tróficos desse sistema. Essas drogas influenciam os mecanismos de resistências bacteriana. Os antibióticos, em sua essência, quando expostos a intemperes ambientais, principalmente, torna-se em compostos tóxicos, afetando a homeostase do ambiente, teias alimentares, indústria, comercio e à saúde da biodiversidade, tornando-se um perigo a vida.
Oral
Abrir o trabalhoO PAPEL DA FISIOLOGIA VEGETAL NA FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL BIÓLOGO E SUA CONTRIBUIÇÃO NAS PRÁTICAS EDUCATIVAS AMBIENTAIS
AMANDA MARIA TAVARES MOREIRA; PATRIC ANDERSON GOMES DA SILVA; CARLOS VINICIUS BARROS OLIVEIRA; LUIZ MARIVANDO BARROS; KÁTIA REGINA RODRIGUES LIMA; ANTONIA ELIENE DUARTE
O Curso de Ciências Biológicas da Universidade Regional do Cariri (URCA) visa à formação um ser social generalista, crítico e ético com bases filosóficas, epistemológicas e conceituais das Ciências Biológicas. Objetivou-se investigar o papel da Fisiologia Vegetal na formação do Profissional Biólogo e sua contribuição nas práticas educativas ambientais. O estudo bibliográfico do tipo exploratório e descritivo utilizou a base de dados Google Acadêmico e os descritores “Fisiologia Vegetal”, “Educação Ambiental” e “Ensino”. Foi encontrado um total de 446 publicações e, aplicando-se os critérios de inclusão e exclusão, foram selecionadas 31 publicações. O campo de estudo da Fisiologia vegetal investiga como as plantas crescem, desenvolvem-se e atuam à medida que se relacionam com o ambiente. A Educação Ambiental (EA) é uma ferramenta que emprega atividades para a preservação e conservação do meio ambiente. A articulação entre essas áreas de estudo fornece mecanismos de conscientização para preservação e uso sustentável das espécies vegetais pela população, ajudando na manutenção da biodiversidade e no processo de ensino e aprendizagem pois, aliam numa perspectiva crítica conceitos complexos da Fisiologia Vegetal – como fotossíntese, respiração celular, dentre outros – e atividades teóricas e práticas, contribuindo na formação do profissional biólogo como agente de transformação social. A grade curricular do curso apresenta-se como mediador das práticas pedagógicas. Nesse contexto, o campo de estudo da Fisiologia Vegetal e da Educação Ambiental estão associadas em práticas e atividades que remetem aos aspectos fisiológicos, morfológicos e metabólicos dos vegetais, demonstrando o papel das plantas para a biosfera.
Palavras-chave: Fisiologia das Plantas, Educação Ambiental,Meio Ambiente
Resumo Simples
Abrir o trabalhoUMA PROPOSTA LÚDICA NO ENSINO DE CIÊNCIAS PARA AUXILIAR NA APRENDIZAGEM DE EDUCANDOS DISLÉXICOS
THAIS FAUSTINO BEZERRA; José Wellington Macêdo Viana
A dislexia é um distúrbio neurológico do processo de aprendizagem que afeta negativamente as habilidades de leitura e de escrita dos que a apresentam. No âmbito educativo, devem-se empregar práticas pedagógicas lúdicas para facilitar o aprendizado dos educandos disléxicos nas mais variadas disciplinas, incluindo a disciplina de Ciências. Quando associada ao lúdico, o ensino de Ciências traz estímulo ao aprender, pois abre portas para o conhecimento real e ativo do mundo que nos cerca, o que é basilar na construção de uma aprendizagem significativa. Diante do exposto, objetivou-se apresentar uma proposta educativa lúdica baseada no conteúdo “Aves” para auxiliar na aprendizagem de educandos com dislexia na disciplina de Ciências. Esta proposta centra-se nos resultados parciais de um projeto educativo e inclusivo no Instagram e denominado “Cantinho da Dislexia” (@cant.inhodadislexia). A primeira etapa do trabalho deu-se a partir de uma breve revisão da literatura. A segunda parte compreendeu a análise do planejamento pedagógico de um livro didático de Ciências e a construção do material educativo usando os recursos do Canva, uma ferramenta de design gráfico. A terceira e última etapa envolveu a postagem do conteúdo no Instagram em março de 2022. As atividades lúdicas desenvolvidas constituíram-se de cinco jogos educativos: “Jogo da Memória das Aves”, “Escrevendo o Nome das Aves”, “Circulando as Palavras de Acordo com as Imagens”, “Colocando o Nome das Aves em Ordem Alfabética” e “Ligando os Nomes às Imagens”. Espera-se que estas atividades possam ser readequadas de acordo com as particularidades do educando disléxico e, assim, proporcionem a construção dos saberes pela ludicidade do conteúdo abordado.
Palavras-chave: Ciências,Dislexia,Ensino-Aprendizagem,Ludicidade
Oral
Abrir o trabalhoUSO DE MODELOS DIDÁTICOS NO ENSINO DE BIOLOGIA MOLECULAR: ESTRATÉGIAS METODOLÓGICAS PARA O PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM
LAURINETE FREITAS ARAÚJO; Rita de Cássia Gonçalves de Lima; Hidemburgo Gonçalves Rocha
O ensino de biologia molecular é considerado conteúdista ,e, abstrato por muitos alunos nos últimos anos, e com isto vêm apresentando diversos desafios em sua efetivação requerendo novos métodos, que permitam diferentes possibilidades didáticas e potencializem o processo de ensino e aprendizagem. Nesse contexto destaca-se a utilização de modelos didáticos tridimensionais, que possibilitam aos estudantes conhecer de forma muito ampliada estruturas microscópicas. Diante do exposto, o objetivo do presente trabalho foi observar como a inserção de modelos didáticos potencializa a aprendizagem. Esta atividade de ensino e pesquisa desenvolveu-se, em uma turma do 1º ano do ensino médio de uma escola pública de Juazeiro do Norte-CE, ao se trabalhar em sala com modelos didáticos que representam as moléculas de DNA e RNA. As atividades foram desenvolvidas em três momentos: oficina sobre o conteúdo das estruturas dos matérias genéticos; observação das estruturas e suas respectivas funções utilizando os modelos didáticos do DNA e RNA; e gincana entre equipes abordando as estruturas estudadas. Diante da prática realizada percebeu-se que a utilização de modelos tridimensionais tornou a aula mais atrativa, despertou a curiosidade e o interesse dos estudantes, principalmente nos momentos que utilizaram os modelos tridimensionais. Pode-se considerar que as utilizações desses modelos são importantes para o processo ensino e aprendizagem de biologia molecular, em virtude de facilitar a assimilação do conteúdo, contribuindo positivamente no processo de ensino-aprendizagem.
Palavras-chave: Biologia molecular.,Aprendizagem,Modelos didáticos
Oral
Abrir o trabalhoATIVIDADE REPELENTE E TOXICIDADE DO ÓLEO ESSENCIAL DE CALYPTRANTHES CONCINNA UTILIZANDO O INSETO MODELO DROSOPHILA MELANOGASTER
CICERA LAURA ROQUE PAULO; TALYSSON FELISMINO MOURA; MARIA ANESIA SOUSA DE ALENCAR; MARIA DO SOCORRO COSTA; HENRIQUE DOUGLAS MELO COUTINHO
A utilização de inseticidas sintéticos é atualmente um dos principais métodos de combate a insetos no Brasil. O uso exagerado desses inseticidas têm causado grandes problemas clínicos tanto humana, animal como ambientais. Conhecida popularmente como camboim-ferro, guamirim-facho e guamirim, a espécie Calyptranhes concinna, da família Myrtaceae, possui tronco acinzentado podendo chegar até 5 metros de altura. As plantas e óleos essenciais tem sido utilizados como meios alternativos para controles de insetos e repelência. No estudo em questão utilizou-se o inseto Drosophila melanogaster, sendo o mesmo já bastante utilizado em pesquisas de caráter científico. Objetivou-se descrever a atividade repelente do óleo essencial da espécie C. concinna, sua toxicidade, avaliação e mostrar o dano a habilidade de locomoção através do inseto D. melanogaster. As folhas de C. concinna foram coletadas na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Butuguara em Palmeira no Paraná. O óleo essencial foi extraído de C. concinna pelo método de hidrodestilação em aparelho Clevenger. A D. melanogaster foi utilizada como modelo para o experimento para a avaliação da toxicidade e avaliação da atividade repelente. Para a determinação do dano à capacidade de locomoção, foi realizada por meio do ensaio de geotaxia negativa. Os resultados foram verificados utilizando a ANOVA. O óleo essencial em estudo mostrou baixa toxicidade frente a D. melanogaster, o que indica ser bastante promissor para a possível utilização como repelente. Através do presente estudo podemos perceber que há um grande número de trabalhos acerca da família pertencente a espécie na literatura, e que este estudo corrobora como os dados encontrados nas fontes de pesquisas.
Palavras-chave: TOXICIDADE,REPELÊNCIA,ÓLEO ESSENCIAL
Oral
Abrir o trabalhoEfeito antifúngico e antivirulência de Cynophalla flexuosa frente à Candida tropicalis
FERNANDA SANTOS SOUSA COSTA; Naiza Saraiva Farias; Antonia Thassya Lucas dos Santos; Gerson Javier Torres Salazar; Maria Flaviana Bezerra Morais Braga
O gênero Candida contempla diversos fungos capazes de habitar o corpo humano de forma comensal ou infecciosa. Candida tropicalis desponta em várias partes do mundo como segundo ou terceiro agente mais comum de candidemia em indivíduos debilitados, sobretudo em pacientes oncológicos ou com doenças hematológicas graves. Devido sua alta virulência e baixa sensibilidade à terapia antifúngica convencional, surge a necessidade de perscrutar novas alternativas terapêuticas, com ênfase no potencial farmacológico associado a substâncias de origem vegetal. Cynophalla flexuosa, popularmente conhecida como Feijão-bravo, apresenta-se como espécie forrageira, amplamente utilizada na medicina popular. O presente estudo buscou avaliar a atividade antifúngica do extrato hidroetanólico das folhas de C. flexuosa (EHECF) sobre C. tropicalis, tanto de forma intrínseca quanto combinada ao fluconazol. A concentração inibitória mínima (CIM) foi determinada a partir do método de microdiluição em caldo. Para estipular a atuação de EHECF frente à micromorfologia fúngica, câmaras úmidas estéreis foram preparadas para a observação de leveduras. A ação inibitória do extrato ocorreu em altas concentrações, com CIM superior a 4096 μg/mL. Quando associado ao fluconazol, o EHECF potencializou a ação do fármaco. A atuação do EHECF sobre o dimorfismo fúngico foi observada a partir da concentração subinibitória (512µg/mL), com significativa redução da formação de hifas. A despeito da efetividade de EHECF quanto à inibição da transição morfológica de C.tropicalis, esta é a primeira análise do potencial biológico para a espécie, sendo necessária a realização de estudos mais aprofundados para elucidação de mecanismos de ação.
Palavras-chave: Antivirulência,Capparaceae,Resistência microbiana
Resumo Simples
Abrir o trabalhoEFEITOS DE EXTRATOS DAS FOLHAS DE Gossypium hirsutum L. NA ERRADICAÇÃO DE BIOFILME DE CEPAS DE Candida
MARIA ELENILDA PAULINO DA SILVA; Luciene Ferreira de Lima; Mariana dos Santos Santana; Maria Hellena Garcia Novais; Maria Flaviana Bezerra Morais Braga
O gênero Candida é encontrado na microbiota gastrointestinal e reprodutiva de 50 a 70% de indivíduos saudáveis, em determinadas condições esses microrganismos podem se tornar patogênicos, atingindo a mucosa e a pele. O surgimento de resistência aos antifúngicos mais eficazes estimulou a busca de novos compostos antifúngicos, tanto de origem sintética quanto natural. O gênero Gossypium (Malvaceae), tem sido utilizado na medicina popular no tratamento de doenças microbianas, sendo caracterizado pela presença de terpenos, flavonoides, fenóis e alcaloide. Este trabalho investigou efeitos de extratos das folhas de G. hirsutum na erradicação de biofilme por cepas de Candida. Inicialmente foi avaliada a capacidade da formação de biofilme por meio da coloração com Fucsina, e a intensidade da coloração foi classificada em: forte, média e fraca. A indução da formação de biofilme e os tratamentos in vitro foram quantificados com cristal violeta a 0,4%. Obteve-se como resultados que as linhagens estudadas mostraram capacidade de produção de biofilme, com Candida tropicalis mostrando a maior capacidade. A análise dos efeitos mostrou que o extrato hidroalcoólico estimulou a produção de biofilme por cepas padrão de C. albicans e C. tropicalis e o isolado clínico de C. albicans em todas as concentrações analisadas. O extrato aquoso inibiu significativamente a produção de biofilme pelo isolado de C. tropicalis em 512 e 128 g/mL. Concluiu-se que o extrato aquoso de G. hirsutum possui capacidade de erradicação de biofilme.
Palavras-chave: Malvaceae, Biofilme, Candida
Resumo Simples
Abrir o trabalhoEfeitos dos extratos das folhas de Gossypium hirsutum L. na transição morfológica de fungos oportunistas.
MARIANA DOS SANTOS SANTANA ; Luciene Ferreira de Lima; Victor Juno Alencar Fonseca; Andressa Brandão de Souza; Maria Flaviana Bezerra Morais Braga
O gênero Candida pode sofrer uma transição morfológica de levedura para pseudo-hifas e hifas, representando um importante fator de virulência para fungos oportunistas. Gossypium hirsutum L. é uma planta com propriedades antimicrobianas, atividade antifúngica, antibacteriana, antiparasitária e antiviral. O estudo visou pesquisar os efeitos anti-Candida do extrato aquoso (EAFG) e extrato hidroalcoólico (EHFG) das folhas de G. hirsutum na transição morfológica de leveduras de Candida spp. Em teste de câmara úmida estéril, visando sua capacidade de inibir a emissão de hifas pelas cepas fúngicas. O teste de transição morfológica foi avaliado usando concentrações sub-inibitórias de MC/4: 4,096 μg/mL, MC/8: 2,048 μg/mL, MC/16: 1,024 μg/mL baseadas na concentração matriz MC/16.384. Em C. albicans URM 4387, verificou-se que ambos os extratos inibiram totalmente o crescimento de hifas nas concentrações relativas de MC/4 e MC/8, enquanto o crescimento do filamento foi estimulado em MC/16. O extrato aquoso também mostrou efeitos inibitórios significativos contra a cepa padrão de C. albicans, mas teve pouco impacto na transição morfológica no isolado clínico de C. tropicalis. Em relação ao extrato hidroetanólico, este inibiu o crescimento de hifas somente na cepa C. albicans URM 4387. Concluindo, os extratos aquosos e hidroetanólicos mostraram efeitos inibitórios sobre o crescimento das hifas dependentes da cepa. Diante disso, esta pesquisa evidenciou que G. hirsutum tem potencial para inibir a virulência de isolados padrão e clínicos de Candida albicans e Candida tropicalis in vitro.
Palavras-chave: Pleomorfismo fúngico,Candida spp,Malvaceae
Resumo Simples
Abrir o trabalhoIDENTIFICAÇÃO DE Spirochaetes NO SISTEMA DIGESTÓRIO DA BARATA-LAGOSTA Nauphoeta cinerea Oliver, 1789 (Insecta:Blattodea)
CARLOS VINICIUS BARROS OLIVEIRA; Maria Elenilda Paulino da Silva; Josué Leandro Alves Leite; Amanda Maria Tavares Moreira; Luiz Marivando Barros; Antonia Eliene Duarte
A barata-lagosta (Nauphoeta cinerea) é um modelo invertebrado promissor na avaliação toxicológica de marcadores oxidativos, pois apresenta alterações comportamentais e bioquímicas observadas em modelos convencionais e é facilmente criada em cativeiro por ser incapaz de voar. Assim, se faz importante conhecer a composição da microbiota intestinal desses animais, uma vez que essa possa abrigar espécies de bactérias patogênicas para humanos. Portanto o presente trabalho objetivou identificar a presença de espécimes pertencentes ao notável filo Spirochaetes em N. cinerea. Para tanto 32 baratas foram dissecadas em meio contendo solução salina de barata modificada, seus conteúdos intestinais analisados através de microscopia de campo claro com aumento de 1000x e documentações fotográficas analisadas no software ImageJ 1.8.0_172 com Java 64-bit. A identificação morfológica das bactérias foi feita por meio de comparações com dados da literatura especializada. As observações indicaram que a região posterior dos intestinos, que começa no íleo e termina no ânus, era intensamente colonizada por espécimes de Spirochaetes (5-10µm) com motilidade espasmódica semelhante a saca-rolhas característica do filo, sendo raramente encontradas em outras regiões do sistema digestório, como na região medial, que se inicia na moela e termina no íleo. Existem quatro gêneros com espécies clinicamente importantes do filo Spirochaetes: Treponema, Borrelia e Leptospira, causadoras da sífilis, doença de Lyme e leptospirose, respectivamente. Desse modo, estudos adicionais devem ser realizados para averiguar a capacidade patogênica e infecciosa desses microrganismos.
Palavras-chave: Nauphoeta cinerea,Spirochaetes,Patogênica
Oral
Abrir o trabalhoRUTINA: DEFINIÇÃO E IMPORTÂNCIA ASSOCIADAS ÀS FUNÇÕES FARMACÊUTICAS A PARTIR DA ALIMENTAÇÃO
SHEILA ALVES GONÇALVES; Yedda Maria Lobo Soares de Matos
O presente trabalho pretende discorrer sobre a rutina e sua importância no corpo humano a partir da alimentação e com isso expor para outras pessoas e incentivar a pesquisa acerca de seu consumo e sua utilização na pesquisa, contribuindo para a produção da ciência e construção do saber. Com isso, para a realização de tal estudo foi feita uma pesquisa bibliográfica, exploratória, de natureza básica, e caráter qualitativo, com ênfase no estudo de fontes de pesquisa secundárias a partir de um levantamento feito no Google Acadêmico. A rutina é um flavonóide pertencente à classe dos flavonóis, encontrado em frutas, vegetais e bebidas, com molécula originada a partir da fusão de uma molécula de quercetina com as de D-glicose e L-ramnose, perceptível em alimentos de diversas cores. Ela apresenta uma grande diversidade de atividades biológicas benéficas para o ser humano, as quais têm sido extensamente pesquisadas, principalmente na microbiologia, atuando nas células dos organismos vivos com atividade antioxidante, anti-inflamatória, anticarcinogênica e outras, melhora os sintomas de insuficiência dos vasos linfáticos e venosos associados com algumas doenças hemorrágicas ou de hipertensão. Além disso, ela tem grande importância terapêutica por melhorar a resistência e permeabilidade dos vasos capilares, o tratamento de inflamações e doenças gastrointestinais. Esses efeitos podem ser isoladamente, ou associada a outras substâncias, como, por exemplo, o ácido ascórbico, cuja absorção melhora quando administrado com a rutina. Evidenciando-se, portanto, a relevância da rutina no corpo humano, sendo ela essencial para a alimentação, atuando na prevenção e combate a diversas enfermidades.
Palavras-chave: Rutina, Flavonóides, Microbiologia
Oral
Abrir o trabalhoPRIMEIRO REGISTRO DE Henneguya sp. EM Leporinus piau FOWLER, 1941 NO AÇUDE DO CUMBE, BARRO, CEARÁ
ANA JÚLIA FERREIRA LOPES; Carlos Bezerra da Silva; Wallas Benevides Barbosa de Sousa; Maria Fernanda Barros Gouveia Diniz; Fábio Hideki Yamada
Leporinus piau Fowler, 1941 é um peixe de água doce de importância nos ecossistemas e nas diversas interações ecológicas, tais como o parasitismo. Dentre os parasitos de peixes, destaca-se os myxozoários do gênero Henneguya Thélohan, 1892, que possuí aproximadamente 200 espécies e é conhecido por parasitarem brânquias, estômago e fígado de peixes marinhos e dulcícolas. O objetivo desse estudo foi registrar a ocorrência de Henneguya sp. parasitando brânquias de L. piau. Foram coletados 11 espécimes de L. piau utilizando uma vara de pesca, entre o período de fevereiro de 2019 a agosto de 2021 no açude do Cumbe, município de Barro, sudeste do Ceará. Durante a necropsia, os arcos branquiais foram analisados e os myxozoários recuperados foram conservados em álcool 100% e depois montados em lâminas permanentes em meio Gray & Wess. Os descritores ecológicos analisados foram: Prevalência (P), Intensidade Média (IM) e Abundância Média (AM). Dos 11 hospedeiros amostrados, quatro estavam parasitados por myxozoários, onde um total de 17 cistos de Henneguya sp. foram recuperados. Com a análise dos descritores ecológicos, o parasito apresentou: P = 36,36%, IM = 4,25 e AM = 1,56. Estudos anteriores registraram oito espécies de Henneguya parasitando o gênero Leporinus, entretanto, esse é o primeiro registro para a espécie L. piau. Assim, o presente estudo além de registrar pela primeira vez a ocorrência de Henneguya sp. parasitando L. piau, contribui para os estudos ictioparasitológicos do semiárido cearense. Sendo, desse modo, o ponto de partida para futuros estudos da fauna parasitaria de L. piau e de outras espécies da localidade.
Palavras-chave: Anastomidae,Ictioparasitologia,Myxozoa
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