88 de 88 trabalho(s) aceito(s)
A ETNOMATEMÁTICA NA FORMAÇÃO INICIAL DE DOCENTES: CONTRIBUIÇÕES NO CURSO DE PEDAGOGIA DA UNILAB
NATÁLIA MARIA OLIVEIRA MATA; EMANUEL PEREIRA MARTINS; PEDRO BRUNO LIMA PEREIRA
Considerando a matemática como uma das áreas do conhecimento que mais amedrontam a maioria dos estudantes do curso de pedagogia, buscamos responder se: um outro olhar voltado para essa área do conhecimento poderia ser um contributo ou não para a quebra de paradigma do distanciamento entre matemática e pedagogia? Apontamos como alternativa para diminuir essa lacuna o estudo da etnomatemática, tornando-a mais enriquecedora para o reconhecimento dos sujeitos da territoriedade, valorizando os saberes adquiridos dentro do meio no qual o indivíduo está inserido. O artigo tem o objetivo de evidenciar a importância da etnomatemática para a formação dos futuros docentes do curso de pedagogia. Para tanto, foi feito um estudo de caso na primeira universidade brasileira que tem Etnomatemática enquanto disciplina obrigatória - UNILAB - Percorremos três caminhos para efetivação dessa pesquisa: 1) levantamento bibliográfico, tomando como base Ubiratan D’Ambrosio (2002) e Santos (2012); 2) análise do PPC do curso de Pedagogia da UNILAB/2017; 3) entrevista com ex-alunos da pedagogia que cursaram a disciplina etnomatemática. Por fim, apontando a relevância e contribuições da etnomatemática para o curso de pedagogia, quanto para a educação básica no geral, na voz de ex-alunos e atuais profissionais
Palavras-chave: PEDAGOGIA,ETNOMATEMATICA,UNILAB,FORMAÇÃO INICIAL
Oral
A ETNOMATEMÁTICA NO CURRÍCULO ESCOLAR: REFLEXÕES SOBRE OS DESAFIOS E POSSIBILIDADES
ELIZA TÁVORA DE ALBUQERQUE; Antonio Flávio Maciel de Souza Júnior; Eliane Costa Santos
O objetivo desse trabalho é discutir sobre a Etnomatemática nos currículos escolares, os seus desafios e os caminhos possíveis, a partir do que foi vivenciado no decorrer da componente Etnomatemática, ofertada pelo curso de Pedagogia da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira. Apontamos a Etnomatemática como caminho para se aprender matemática com um olhar voltado para cultura, para ludicidade e questões comunitárias. Como metodologia utilizou-se o estudo bibliográfico dos teóricos tais como (D'AMBROSIO, 2005), (GOMES, 2012) e (LARAIA, 2014). Também nos apoiamos nas vivências realizadas e anotações feitas em sala de aula durante o semestre letivo 2017.2 / UNILAB. Como considerações finais trazemos que a partir desse estudo e das atividades desenvolvidas, a exemplo dos jogos, foi possível perceber a importância da Etnomatemática tanto na formação de futuros\as docentes, quanto nas diferentes possibilidades de aprendizado em sala de aula. Os desafios em torno da inserção da mesma nos currículos escolares da rede de ensino básico e da prática docente, está pautada na perspectiva de conseguir a quebra de paradigmas acerca da matemática e introduzir uma educação matemática pautada na decolonialidade do saber.
A MULHER BRASILEIRA NA MÍDIA PORTUGUESA: A CONSTRUÇÃO DO ESTEREÓTIPO LIGADO À VIOLÊNCIA
LÍCIA MAIA BARBOSA; Emanoelle Santos
Pensando na influência direta entre os meios de comunicação e a construção social da imagem da mulher brasileira em Portugal, o presente artigo tem por objetivo problematizar a presença da mulher brasileira na mídia portuguesa, dando maior atenção à relação destas com os estereótipos, pera, dessa forma, contribuir com a discussão cerca da representatividade feminina e assimetria de poderes entre os gêneros nos meios de comunicação. Após relacionar a abordagem com conceitos-chave como estereótipo, preconceito, mídia e discriminação, será realizada uma análise acerca da relaçao da mulher brasileira em dois jornais online portugueses: Jornal de Notícias e Diário de Notícias. O recorte será feito a partir das seguintes palavras-chave: mulher, brasileira, Portugal. A partir da busca serão analisadas duas notícias por ordem de relevância, pertinentes às palavras-chave, mostrando criticamente o discurso, com enfoque na questão da imigração, violência, etnia e gênero. Para compor a proposta deste trabalho o método utilizado será a Análise Crítica do Discurso (ACD). É importante salientar que dentro da ACD divos são os autores e autoras, trabalhos, formas, conceitos e aplicações, no entanto, neste estudo, utilizaremos principalmente os estudos de Teun A. Van Dijk.
Palavras-chave: gênero, imigração, estereótipo
Oral
CONSTRUINDO APRENDIZADOS APARTIR DO REISADO: PROPOSTAS DE ENSINO BASEADA NA LEI 10.639/2003 NA EDUCAÇÃO INFANTIL
RAYANNE PEREIRA DO NASCIMENTO; Cicera Nunes
O presente artigo vem trazendo abordagens discursivas, tanto teóricas como práticas acerca da Lei nº 10.639/2003 e das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana (2004), por meio de propostas de ensino que foram desenvolvidas na Escola de Ensino Infantil e Ensino Fundamental Educar SESC – Unidade Juazeiro – CE. O projeto realizado foi intitulado como “Brincar reisado no nosso chão”, desenvolvido do final do mês de agosto até o início de dezembro de 2017, em uma turma de Grupo 5, na Educação Infantil, do turno vespertino na escola já mencionada. O principal objetivo foi construir, juntamente com a turma, vivências sobre o reisado cearense, através de valores, músicas, danças e brincadeiras, de modo que pudessem perceber a relação da cultura local com a cultura africana, e assim sentirem-se participantes desta no processo histórico-cultural. Sendo assim, tomamos como base à pesquisa-ação para construir uma proposta pedagógica para o estudo do ensino das africanidades na escola. Portanto, com a realização deste trabalho pudemos aprofundar os nossos estudos sobre a temática, e poder contribuir por meio de um projeto pedagógico a uma turma, em que pôde se reconhecer como integrante da cultura local e fortalecer a sua identidade. Como também, deixamos outras propostas com a mesma temática para serem utilizadas por docentes que também estejam dispostos a implementar a Lei nº 10.639/03 e estar ajudando nossas crianças a se reconhecerem como afrodescendentes.
A construção da Identidade Negra no Ambiente Escolar: Outras Pedagogias Possíveis
SÂMIA MARIA LIMA DOS SANTOS ; LUAN DA SILVA NASCIMENTO
As considerações que este trabalho apresenta ao seu final são fruto de uma experiência vivenciada por uma docente que leciona nos anos iniciais da Educação Básica em uma escola do município de Missão Velha - CE. As motivações para a realização do presente estudo nasceram das narrativas de alunos e alunas negras do quarto ano do Ensino Fundamental, que no cotidiano escolar externaram as suas experiências traumáticas resultantes do preconceito e discriminação racial. Foi na tentativa de combater o preconceito racial, bem como trabalhar o empoderamento da criança negra, que possibilitamos momentos de reflexão, trabalho em grupo e oficinas utilizando o turbante como ferramenta de resistência às representações inferiorizantes que confere à criança negra o lugar no qual a mesma não é bem vista, ou seja, não é aceita. Com base na literatura produzida por autores renomados e nas práticas vivenciadas enquanto professora da Educação Básica, esperamos ao término deste trabalho contribuir com as discussões em torno da temática, bem como servir de norte para a prática daqueles que exercem a docência na Educação Básica e que podem contribuir significativamente na construção de uma identidade positiva da criança negra.
Palavras-chave: Educação Básica,Formação de professores
Oral
APONTAMENTOS PARA O ENSINO DE HISTÓRIA EM UMA PERSPECTIVA ANTIRRACISTA
EDIVÂNIA FERREIRA AGOSTINHO
A educação em geral e, especialmente, o ensino de história, têm sido utilizados no Brasil como uma importante ferramenta de manutenção e perpetuação das desigualdades étnico-raciais. A escola, enquanto instituição social, constantemente reproduz os comportamentos preconceituosos, discriminatórios e racistas existentes na sociedade brasileira, além de ser um lócus privilegiado que contribui para a permanência e o agravamento das discrepâncias socioeconômicas no país; o ensino de história, por sua vez, ainda se encontra fortemente marcado pelo etnocentrismo europeu que, na realidade, perpassa toda produção do conhecimento histórico brasileiro. Percebendo a educação como um importante campo na luta antirracista e para a promoção da justiça social, o movimento negro organizado passou a reivindicar a criação de leis, em especial, ligadas a educação que buscassem o rompimento com quadro descrito acima. Compartilhando com a concepção desse movimento social, este trabalho se propõem a problematizar a relação entre ensino de historia, educação e antirracismo no Brasil, buscando assinalar a premente necessidade da sua utilização como instrumento de valorização da população negra, e consequentemente da constituição de identidades positivas.
A CONSTRUÇÃO E A AFIRMAÇÃO DA IDENTIDADE NEGRA NO AUDIOVISUAL
MARIA ELAINE DE CARVALHO CRUZ
O artigo é uma análise dos curtas: Kbela, uma produção da diretora negra carioca Yasmin Thayná que trata do empoderamento da mulher negra através da relação com seu cabelo e com o descobrir-se negra. O curta coloca em cena os vários processos que permeiam a negação da identidade e estética negra. E Yellow Fever da diretora negra queniana Ng’endo Mukk.O filme problematiza o padrão eurocêntrico de beleza e como ele é enraizado e disseminado pela mídia e publicidade a ponto de mulheres africanas se sentirem desconfortáveis com sua própria imagem, fazendo assim uma busca incessante para atingir esse padrão de beleza através do uso de cremes de branqueamento. O trabalho ainda aponta para a representatividade de mulheres negras na cinematografia, e a possibilidade de acesso a alguns espaços que ainda são muito difíceis para a mulher negra.
Palavras-chave: mulher negra,identidade,estética
Oral
Abrir o trabalhoA HOMOSSEXUALIDADE É AFRICANA: A IDENTIDADE ATRAVÉS DAS LENTES DO ATIVISMO VISUAL DE ZANELE MUHOLI
SARAH PEREIRA GOMES; Elane Abreu de Oliveira
Este artigo discute a fotografia como arquivo de uma identidade através do trabalho Faces and Phases da fotógrafa e ativista visual sul-africana Zanele Muholi. Os retratos da artista buscam, de forma inédita, assegurar que as narrativas coletivas visuais e imaginários dos negros queers façam parte da memória coletiva da África do Sul, traçando uma cartografia visual diversa das diferentes identidades de gênero e sexualidade do País em prol de invocar e subverter a retórica comum de que a homossexualidade não é africana. Iniciado em 2006, a partir da constatação da fotógrafa de que lésbicas negras sul-africanas não possuíam uma história visual, o trabalho e foi finalizado em 2014 após coletar, de forma inédita, mais de 250 imagens de indivíduos queers da África do Sul, Canadá e Estados Unidos. Especializada em retratos em preto e branco, Zanele buscou através da técnica oferecer novas perspectivas de beleza e subjetividade e atribuir uma sensação de atemporalidade às imagens capaz de orientar a ideia de que vidas LGBTQ's sempre estiveram presentes na narrativa visual da África do Sul. Faces and Phases revela a potência que a produção visual tem de criar uma lógica inclusiva de pertencimento ao atribuir uma face contra o vazio sistêmico de representações lésbicas sul-africanas.
AÇÕES AFIRMATIVAS NO ENSINO SUPERIOR: O PROCESSO DE IMPLEMENTAÇÃO DAS COTAS RACIAIS NA UNIVERSIDADE FEDERAL DO CARIRI
JARDEL PEREIRA DA SILVA; ZULEIDE FERNANDES DE QUEIROZ
Este trabalho visa discutir o processo de implementação e inclusão das ações afirmativas e das cotas raciais na Universidade Federal do Cariri, sob os seguintes aspectos: Discutir a trajetória de implementação das cotas na educação superior pública brasileira; conhecer o contexto e inserção da politica na Universidade Federal do Cariri (UFCA); Analisar os impactos que a politica de cotas procedeu após a implementação para estudantes negros e pardos, bem como o impacto na comunidade acadêmica e no território que está inserida. A abordagem metodológica e procedimentos adotadas são de cunho e natureza qualitativa: documental, descritiva, no qual tivemos como técnicas de coletas de dados a pesquisa documental em diversas fontes oficiais, na legislação, nos dados públicos disponíveis, estes considerados dados primários, como base teórica o estudo se estrutura em: Gomes (2003, 2006), Silva (2011), Munanga (2008) e Jesus (2011). A perspectiva de análise que norteou o trabalho foi a Análise de Discurso, estruturada sob o aporte de: Amossy (2010, 2011) e Lima (2006), dialogando com os dados da pesquisa documental. O trabalho apontou uma maior inserção de estudantes negros e de escolas públicas na educação superior pública, evidenciando a necessidade de permanência desta política, bem como
Palavras-chave: Ação Afirmativa,Cotas,Educação Superior,Racismo,UFCA
Oral
ADOLESCENTES EM CONFLITO COM A LEI: UM RECORTE ÉTNICO-RACIAL
JULIAN BRUNO GONÇALVES SANTOS; ANTONIO DOS SANTOS PINHEIRO; FRANCISCA SABRINA MORAIS SILVA
Estatísticas são quantificações de dados organizados para um determinado objeto social. Mas não apenas isso. Estatísticas são mapas que oferecem coordenadas a seguir e estratégias para intervir. Quando tratamos do tema Adolescentes em conflito com a lei cada dado sociobiodemográfico é importante e deve ser devidamente computado. Os principais efeitos de se conhecer esses adolescentes é a criação de políticas públicas, de redes de apoio, e de se fazer investimentos que objetivem o reconhecimento e superação de suas vulnerabilidades sociais. Idade, local de moradia e escolaridade são importantes elementos de identificação. No entanto, um dos dados mais relevantes é o registro étnico-racial, ou seja, a cor, e também um dos mais negligenciados. Enquanto estatísticas nacionais apontam a população negra como alvo preferencial da violência, da marginalização e da penalização de condutas, as estatísticas locais ignoram a cor da pele daqueles adolescentes em condição de infratores. Mas quais serão as razões para a ausência do elemento “cor” do conjunto de dados? Quais as consequências? A partir de um relato de pesquisa, este trabalho objetiva trazer discussões sobre adolescentes em conflito com a lei, medidas socioeducativas e a importância do registro étnico-racial.
DESCOBERTAS E TRILHAS DE UMA TRAJETÓRIA AFROINDÍGENA DESCOLONIZADA: VIVIÊNCIAS DA CIRANDA AO TORÉ.
MARIA ELIENE MAGALHÃES DA SILVA; José Ernesto Rodrigues Sales (Fcla)
RESUMO O artigo trata de abordagens da experiência com a nossa ancestralidades em quilombos de Caucaia com foco na Pretagogia trabalhada em quilombos de Caucaia na pesquisa do mestrado entre 2013-2015 e hoje contextualizados com uma novas experiências em aldeias indígenas. Sabemos da revelancia a cerca desse assunto e com isso existem uma construção na afirmação de reflexões racistas através das religiosidades indígenas e africanas e isso favorece as ideias colonizadoras, que contribui e dificulta para negação das relações étnicaO objetivo será conectar as experiências desde a Aldeia Anacé de Japuará, em Caucaia, a aula de campo na Aldeia Pitaguary de Monguba de minha bisavó à Farinhada, na festa da Mandioca Com os Tremembés, além de referenciar trabalho com alunas Tapebas e Anacés do curso de Pedagogia da Faculdade Kirius. Com isso, vimos a necessidade de trabalhar e potencializar para isso à Educação diferenciada Indígena e Quilombola. Fundamentamos em SILVA (2012), (2015), (2016); PETIT (2015); BÂ (1982), CUNHA (2013), ADAD, PETIT & GAUTHIER dentre outros. A partir das rezadeiras, negros e índios e olharmos com profundidade às nossas origens ancestrais de base africana e indígena, como medicina tradicional.
Oral
EWÉ CARIRI: FOLHAS SAGRADAS E ORALIDADE NO CARIRI CEARENSE
SANDRO ALVES DE MOURA; Cicero Darlan Andrade Araruna
RESUMO: O presente artigo tem como objetivo estudar aspectos da oralidade nos terreiros de candomblé e umbanda do Cariri cearense envolvendo o universo mítico, místico e religioso das ervas sagradas, com intuito de promover uma discussão critica e didática sobre a manutenção e continuidade da cultura e religiosidade ancestral de base afro–indígena, enfatizando sua importância para afirmação do povo de santo e entidades ligadas aos cultos que utilizam ervas em sua ritualística. Busca aprofundar discussões acerca do curandeirismo, da conceituação das práticas de magia das folhas e sua simbologia para as comunidades de terreiro como elementos de cura física e espiritual, levando em consideração o conhecimento dos mais velhos, como aspecto primordial para fundamentar a eficácia do poder sagrado das ervas como prática milenar. Visa ainda, colaborar para valorização das religiões de matriz africana e afro-brasileira. A pesquisa se baseia na vivência dos povos tradicionais, buscando fundamentar sua utilidade no âmbito em que estão inseridos e para fins de estudo da linguagem, analisar o discurso pragmático como fundamentação teórica. Para referência foram utilizados o livro Ewé, O uso das plantas na sociedade Iorubá, Pierre Verger e a Estética da criação verbal, Mikhail Bakhin.
A DANÇA DO COCO: BEM IMATERIAL DA CULTURA POPULAR
JOSÉ DE CALDAS SIMÕES NETO; Vanderleia da Silva
Patrimônio é um fenômeno de preservação e conservação de determinados de bens, que podem ser materiais ou imateriais, e estes estão intimamente ligados a história, estática e originalidade do qual foram oriundos. O bem da cultura imaterial vem trazendo as relações dos seus hábitos, os comportamentos e costumes associação aos seus grupos sociais. Nessas perspectivas, buscamos como objetivo perceber a dança do coco como bem imaterial da cultura popular na comunidade de Sousa no município de Porteiras – CE. Por meio de uma abordagem qualitativa e descritiva a partir da observação, em buscar de descrever a complexidade da realidade social. Foram realizadas duas visitas na comunidade, durante apresentações destinadas a prática da dança do coco, abertas ao público geral no território quilombola. Na visita foi realizada filmagens e fotografias da manifestação cultural no espaço do terreiro da comunidade destinados as práticas culturais e festivas. E foi observado que a dança é reconhecida pela comunidade como uma estratégia de ensinagem para as novas gerações, que percebem a dança como prática permanente, e que vai além do saber e do conhecimento em sua prática, ela está associada em seus ritos, história e ancestralidade da comunidade.
Palavras-chave: Dança do Coco,Educação,Cultura,Bem Imaterial
Oral
A RELEVÂNCIA DA PESQUISA AFRODESCENDENTE PARA O TRATO DAS AFRICANIDADES E AFRODESCENDÊNCIAS BRASILEIRAS
MERYELLE MACEDO DA SILVA; Henrique Cunha Junior; Cicera Nunes
A sistematização desse trabalho partiu da relação educação-espaço “afro”- práticas interventivas. Nessa concepção as ações educacionais formais podem promover a apreensão das espacialidades africanas e afrodescendentes no Brasil. Com a posse de tal conhecimento, elaboram-se condutas para o ensino formal, no intuito de transformar a sociedade, no sentido do respeito à diversidade étnica, sobretudo da afrodescendência. A historiografia dita oficial marginaliza os africanos e afrodescendentes quanto à produção do espaço geográfico brasileiro, invisibilizando os artefatos materiais e imateriais da cultura negra. Assim, é preciso que as pesquisas acadêmicas, impelidas das temáticas afrodescendentes, tenham uma fundamentação teórico-prática pertinente na busca da superação do discurso dominante no Brasil, que marginaliza a população negra, impedindo sua ascensão social. Acreditamos que a concepção de pesquisa afrodescendente é favorável a tal finalidade, pois, tendo como arcabouço conceitual as africanidades e afrodescendências brasileiras, possibilita em decorrência de uma ação interventiva a transformação da realidade estudada, nesta, o pesquisador afrodescendente pode ser caracterizado pelo processo dialético do aprender-ensinar-aprender.
O PLURALISMO JURIDICO NA GUINÉ-BISSAU: ANÁLISE DAS ESTRATÉGIAS COSTUMEIRAS DE RESOLUÇÃO DE CONFLITOS RELATIVOS À PROPRIEDADE NA ETNIA MANDJAKU
POLICARPO GOMES CAOMIQUE; ADENAUER MARCOS DA COSTA
Este trabalho visa empreender uma análise das estratégias costumeiras de resolução de conflitos relativos à propriedade na etnia Mandjaku de Guiné-Bissau, buscando compreender a sua relação com os preceitos legais do direito positivo estatal, e entender igualmente, a apreciação da população guineense sobre os procedimentos costumeiros de resolução de conflitos, principalmente dos conflitos relativos à propriedade. Antes da chegada dos portugueses na região hoje chamada de Guiné-Bissau, já existia um grupo heterogêneo de povos vivendo nessa área, e eles já tinham previamente estabelecidos às diretrizes do funcionamento político, social, econômico, jurídico e religioso das suas comunidades, visando estabelecer o controle social e banir os comportamentos desviantes em vários aspectos da vida social. Tendo em mente o objetivo principal desse trabalho, decidiu-se adotar o conduto metodológico qualitativo e de caráter bibliográfico, dito de outro modo, trabalhamos com a bibliografia existente sobre essa temática. Os resultados apontam que a resolução dos conflitos relativos à propriedade nessa etnia se dá com base nos princípios do direito costumeiro, podendo numa situação em que estão esgotados os meios da sua resolução recorrer à justifica estatal.
Oral
UMA HISTÓRIA, UMA VOZ PARA ALÉM DAS SALAS
MICHELLY MAIER PIMENTEL; Amancio Leandro Correa Pimentel
UMA HISTÓRIA, UMA VOZ PARA ALÉM DAS SALAS Michelly Maier Pimentel Amancio Leandro Correa Pimentel RESUMO Compreendendo que a formação humana, individual e coletiva, seja fruto de uma construção que se dá ao longo da vida; a presente reflexão, de caráter biográfico, procura relatar caminhos percorridos que resultaram na formação de Zuleide Fernandes de Queiroz, educadora da Universidade Regional do Cariri-URCA, negra e da periferia de Fortaleza. O tecer das linhas adiante, de abordagem qualitativa, partiu de entrevista concedida pela referida educadora bem como de associações entre seus relatos com postulados de alguns autores tais como: Freire, Marx e Munanga que pensaram a educação, a sociedade e as relações humanas em suas diversas dimensões. Dessa forma, o texto, de modo sintético e atrelado ao relato vivencial de Zuleide, também se propõe a relevar problemas estruturais presentes na lógica vigente capitalista. Começando na infância, “caminha-se” pela adolescência e vida adulta, debruçando-se em questões de gênero, raça, religiosidade, educação formal e luta social destacando os percalços e dificuldades que se apresentaram no percurso, tanto da própria família como de amigos e amigas próximos. Destacou-se, por fim, o valor que a educadora sempre deu à luta por uma sociedade justa e ao coletivo na estruturação de sua formação. Palavras-chave: Memória. Vivência. Luta. Simpósio temático: Símbolos sagrados, gênero e relações étnico-raciais.
IMPLICAÇÕES DO LIVRO DIDÁTICO NO ENSINO DE LITERATURA AFRO-BRASILEIRA, EM QUIXERAMOBIM-CE
SAMUEL MACIEL MARTINS
Este trabalho pretende evidenciar a problemática que o livro didático Português: linguagens (2015), de Cereja e Magalhães, pode levar ao ensino de literatura afro-brasileira em Quixeramobim-CE. Temos o intuito de questionar a necessidade da leitura desta literatura, bem como as propostas formuladas pelos autores, que pretende pensar o conceito utilizado de literatura afro-brasileira, de acordo com Duarte (2011), o porquê da escolha de determinados (as) autores (as) e suas consequências. O livro foi utilizado na E.E.E.P. Dr. José Alves da Silveira, pelas turmas de 3º ano do ensino médio, em 2017. A partir de sua leitura, entrevista com as professoras das turmas de 3º ano, análises críticas, literárias e teóricas pudemos avaliar as nossas inquietações. Percebemos que a perspectiva de literatura afro-brasileira abordada nesse livro reverbera uma pretensa ideia de democracia racial. Vemos que termos e conceitos fundamentais são pouco elucidativos, p.ex. literatura afro-brasileira, literatura africana, literatura negra etc. Finalmente, pleiteamos o valor social que esta leitura crítica pode garantir ao estudante do ensino médio, como coloca Rezende (2013). Refletimos sobre a importância desses processos de leitura e identificação para a construção identitária e emancipação do sujeito.
Palavras-chave: Educação antirracista,Literatura Afro-brasileira,Livro didático
Oral
LITERATURA INFANTIL CLÁSSICA, POUCAS REFERÊNCIAS PARA MUITA DIVERSIDADE
JESSICA ARAUJO DE SOUSA; SARA TAIS ARAUJO ALVES
Esta pesquisa foi realizada como exigência parcial para conclusão da disciplina Pesquisa Educacional II, no ano de 2014 na Universidade Regional do Cariri – URCA. O objetivo foi conhecer se as estórias clássicas da literatura infantil podem semear a formação de preconceito racial nas crianças de 2 a 6 anos. Com base bibliográfica e de campo, nossa metodologia teve uma abordagem qualitativa, com coleta de entrevistas e organização de dados a partir do Discurso do Sujeito Coletivo - DSC. O referencial teórico traz autores como Bruno Bettelheim (2002) e Fanny Abramovich (1997) que nos auxiliaram a entender melhor as facetas e peculiaridades dos contos de fadas. Esta temática é importante pois as estórias infantis são o primeiro contato que as crianças têm com a literatura, elas aumentam sua compreensão de mundo pois as relacionam com os fatos ocorridos na realidade ao seu redor, no entanto, essas estórias em sua maioria apresentam princesas ricas, esbeltas e brancas, o que pode causar um estranhamento enorme em crianças pobres, negras e/ou gordas. Sendo assim, concluímos que é necessário termos uma visão crítica sobre essa temática, pois somente estudando e compreendendo os fatos podemos de alguma maneira tentar amenizar ou reverter essa situação.
Palavras-chave: Etnomatemática,Educação,Currículo
Oral
AFROETNOMATEMÁTICA: REPENSANDO O ENSINO DE MATEMÁTICA NUMA ABORDAGEM ETNORRACIAL
WILLYAN RAMON DE SOUZA PACHECO ; JOSÉ EMIDIO DA SILVA NETO
Compreender a Matemática numa perspectiva histórica, política e cultural, enraizada nas influências africanas e afrodescendentes, torna-se relevante para reconfigurarmos o modo eurocêntrico de ensinar e aprender Matemática nos espaços escolares. Com isso, objetivamos apresentar a Afroetnomatemática enquanto prática que evidencia as múltiplas dimensões na constituição do conhecimento matemático, descolonizando o modo eurocêntrico de pensar e trabalhar o ensino, viabilizando uma educação centrada nos aspectos culturais, nas relações sociais e nas influências históricas que oportunizam uma abordagem etnorracial no ensino de Matemática. Para tal, adotaremos enquanto metodologia de estudo a pesquisa bibliográfica, utilizando-se como aporte teórico estudos e pesquisas de autores como: Cunha Júnior (2017); Freire (2017); Forde (2008); D´Ambrosio (2005); Munanga (2005), entre outros. Discutir e evidenciar as contribuições africanas e afrodescendentes no desenvolvimento do pensamento matemático é imprescindível para o processo de desconstrução de uma Matemática hegemônica, tendo em vista a possibilidade formativa de oportunizar um ensino antirracista, inclusivo, colaborativo e emancipatório, que subsidie a abertura de espaços para a reflexão e a ressignificação do conhecimento matemático.
Palavras-chave: Afroetnomatemática,Multiculturalismo,Ensino
Oral
ETNOMATEMÁTICA : CAMINHO PARA DECOLONIALIDADE DO SABER
SAMORA CAETANO; ELIANE COSTA SANTOS
ETNOMATEMÁTICA : CAMINHO PARA DECOLONIALIDADE DO SABER Samora Caetano Eliane Costa Santos Resumo: Neste trabalho, pretendemos apontar a etnomatemática como uma ferramenta para pensar a decolonialidade do saber das culturas ditas periféricas, em especifico da Guiné Bissau. Para nossa discussão, trazemos um jogo africano chamado mancala apontando técnicas e a lógica do raciocínio matemático que ele aborda, bem como a forma de trabalha-los na sala de aula. Para realização deste trabalho, tomamos como base: D´Ambrósio (2001) para pensar epistemologia etnomatemático; Powel e Bairral (2006) acerca da linguagem matemática; Quijano (2005) e Sousa Santos (2009) para pensar a decolonialidade do saber e Santos (2018) para entender a etnomatemática e cultura africana. O jogo foi desenvolvido na sala de aula, semestre 2017.2, durante as aulas da disciplina de etnomatemática componente curricular de curso de Pedagogia da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab). Em seguida, foi aplicado em turmas do ensino fundamental, Jose Neves de Castro do município de Acarape, bem como em formação de professores com propósito de promover o ensino da matemática a partir de outras referências, ou seja, referências dos povos ditos periféricos da humanidade, assim contr
Oral
ETNOMATIMÁTICA: UMA PROPOSTA LÚDICA PARA O ENSINO APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO BÁSICA
MILENA DA SILVA GARCIA; VANUSA PEREIRA TAVARES
O presente resumo refere-se a uma pesquisa bibliográfica de cunho qualitativo intitulada “Etnomatematica: Uma proposta lúdica para o ensino aprendizagem na educação básica”, que objetiva referenciar a etnomatematica como instrumento pedagógico lúdico no processo de ensino aprendizagem, dando ênfase à matemática. Hoje, essa ciência é tomada com distanciamento dos saberes e fazeres e indicada como uma das áreas de conhecimento responsáveis pelo insucesso escolar. Considerando a presença de inúmeras dificuldades neste aprendizado tratamos a etnomatimática como uma ferramenta com importantes implicações pedagógicas na aprendizagem interdisciplinar. Para tanto nossa base teórica está respaldada em Santos (2002), Santos (2008) e D’Ambrosio (2001-2002). Para desenvolvimento desse trabalho buscamos conceitos e informações sobre a proposta da etnomatematica, em seguida contextualizamos a temática fazendo uma ponte entre ensino aprendizagem –ludicidade - etnomatemática com o objetivo de apontar para a educação formal alternativas lúdicas que favoreçam a compreensão do que se é estudado. Por fim, trazemos algumas propostas de brincadeiras e jogos etnomatemáticos como meios lúdicos para se trabalhar matemática na educação básica e despertar o interesse pela aprendizagem.
Palavras-chave: Etnomatematica, Ensino aprendizagem, Ludicidade
Oral
ETNOMATIMÁTICA: UMA PROPOSTA LÚDICA PARA O ENSINO APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO BÁSICA
VANUSA PEREIRA TAVARES; MILENA DA SILVA GARCIA
O presente resumo refere-se a uma pesquisa bibliográfica de cunho qualitativo intitulada “Etnomatematica: Uma proposta lúdica para o ensino aprendizagem na educação básica”, que objetiva referenciar a etnomatematica como instrumento pedagógico lúdico no processo de ensino aprendizagem, dando ênfase à matemática. Hoje, essa ciência é tomada com distanciamento dos saberes e fazeres e indicada como uma das áreas de conhecimento responsáveis pelo insucesso escolar. Considerando a presença de inúmeras dificuldades neste aprendizado tratamos a etnomatimática como uma ferramenta com importantes implicações pedagógicas na aprendizagem interdisciplinar. Para tanto nossa base teórica está respaldada em Santos (2002), Santos (2008) e D’Ambrosio (2001-2002). Para desenvolvimento desse trabalho buscamos conceitos e informações sobre a proposta da etnomatematica, em seguida contextualizamos a temática fazendo uma ponte entre ensino aprendizagem –ludicidade - etnomatemática com o objetivo de apontar para a educação formal alternativas lúdicas que favoreçam a compreensão do que se é estudado. Por fim, trazemos algumas propostas de brincadeiras e jogos etnomatemáticos como meios lúdicos para se trabalhar matemática na educação básica e despertar o interesse pela aprendizagem.
Palavras-chave: Etnomatematica, Ensino aprendizagem, Ludicidade
Oral
JOGOS AFRICANOS NO ENSINO DA MATEMÁTICA: MANCALA O JOGO COMO UMA PRÁTICA CULTURAL
MARIA THAYNNÁ SOUSA NASCIMENTO; ANNA KARLA SILVA DO NASCIMENTO; MATEUS MAXIMO DE LIMA
O Mancala é um jogo de origem africana que lembra o ato de semear e colher. Nos primórdios, teve grande relação a ritos sagrados e era exaltado por apresentar um espírito de solidariedade entre jogadores. Além do valor histórico e cultural o Mancala apresenta e leva aos seus jogadores um potencial de raciocínio e agilidade bastante elevado, pelo fato de ser um jogo extremamente estratégico. Dessa forma, através do projeto de extensão intitulado “Jogos de origem africana e educação matemática: um olhar etnomatemático” da UFCA (Brejo Santo) são desenvolvidas pesquisas sobre sua origem, representatividade e formas de inserção do jogo como recurso pedagógico para o ensino de matemática. A pesquisa está na fase de análise do referencial bibliográfico e a aplicação de tal jogo será realizada no segundo semestre de 2018, nas turmas de sétimo ano dos anos finais do ensino fundamental de algumas escolas da cidade de Brejo Santo - Ceará. A proposta é que seja feita a construção de tabuleiros e aprimoramento das regras integrando uma visão matemática ao jogo, possibilitando a interação e contribuindo com o desenvolvimento do raciocínio lógico dos alunos, por se tratar de um jogo de tabuleiro.
Palavras-chave: CULTURA, EDUCAÇÃO,MATEMÁTICA,JOGOS MATEMÁTICOS
Oral
JOGOS AFRICANOS NO ENSINO DE MATEMÁTICA: O YOTÉ COMO FERRAMENTTA PEDAGOGICA.
MARIA GABRIELA DE FIGUEIREDO FURTADO; Anna Karla Silva do Nascimento; Luiz Eduardo da Silva Santos
É notável que o baixo rendimento na disciplina de Matemática e a inserção da cultura afro-brasileira no currículo escolar tem sido um desafio para as escolas de todo o Brasil. Assim, apesenta-se uma experiência educacional com o yoté, jogo de origem africana no ensino de Geometria e aplicação da cultura afrodescendente em escolas da rede municipal de ensino de Brejo Santo/CE. Esta experiência utilizou-se da observação e do questionário para coleta dos dados. Em relação ao yoté, foi destacada pelos estudantes a importância da sua interação entre conceitos matemáticos e histórico-culturais. Dentre as dificuldades relacionadas a manipulação do jogo os discentes, apresentaram como maior desvantagem o reconhecimento dos personagens afrodescendentes presentes nas peças do jogo. É fundamental que as escolas empreendam práticas direcionadas não apenas aos conteúdos conceituais e procedimentais, mas ainda aos conteúdos atitudinais, essenciais para a formação de cidadãos que respeitem a diversidade e diferenças em uma sociedade multicultural. Palavras-chave: Ensino e aprendizagem. Educação Matemática. Jogo africano Simpósio Temático: Etnomatemática. Saberes tradicionais. Educação intercultural dentro e fora da Escola.
Oral
JOGOS AFRICANOS NO ENSINO DE MATEMÁTICA: UMA EXPERIÊNCIA EDUCACIONAL COM O JOGO MORABARABA
MATEUS MAXIMO DE LIMA; ANNA KARLA SILVA DO NASCIMENTO; MARIA THAYNNÁ SOUSA NASCIMENTO
Ensinar a matemática em um contexto interdisciplinar é um desafio para as escolas do país, principalmente por apresentar pouca afinidade com a abordagem de conteúdos de cunho cultural e também pela aversão que os alunos têm pela disciplina. A obrigatoriedade do ensino da temática História e Cultura Afro-Brasileira e Africana no currículo escolar abre espaço para que se trabalhe no ensino da matemática a cultura africana. Assim sendo, este trabalho apresenta uma experiência educacional com o jogo africano Morabaraba, jogo de estratégia, popular na África do Sul adaptado à abordagem de diversos assuntos matemáticos atrelado com a valorização e reconhecimento da cultura africana, realizada em uma escola da rede de ensino municipal da cidade de Brejo Santo - CE. Tem como objetivo geral verificar em que medida o Morabaraba, que é um jogo africano, utilizado sob o aporte da Etnomatemática é relevante para o desenvolvimento da cultura na formação do conhecimento matemático da escola que foi realizado o projeto. A metodologia envolveu a aplicação de questionários, execução do jogo na sala de aula e observação para a realização da coleta de dados. O uso do morabaraba em sala de aula foi uma forma de proporcionar o desenvolvimento de habilidades e competências para que os alunos obtenham ê
Palavras-chave: Educação Matemática,Aprendizagem,Jogo africano
Oral
JOGOS MANCALA- SEMEANDO COM A ÁFRICA
LUZIA CLÉA PAIXÃO DA CONCEIÇÃO; CICERA NUNES
Esse trabalho propõe relatar as atividades realizadas no período de março a julho de 2018 no projeto de extensão: Jogos Mancala – Semeando com a África. Esse projeto está sendo desenvolvido com estudantes das series do quarto ano do ensino fundamental da Escola de Educação Infantil e de Ensino Fundamental 18 de Maio situado na cidade de Crato-CE. Como aponte teórico foi utilizada as propostas por CUNHA JR (2005), PEREIRA (2016), SANTOS (2008). Esse projeto tem como objetivo trabalhar as temáticas determinadas pela lei Nº 10.639/03 através dos Jogos Mancala aprimorando a compreensão da África, da cultura e tradição dos povos africanos e Afrodescendentes com o intuito de que os Jogos Mancala possam contribuir na aprendizagem dos conteúdos matemáticos e de uma certa forma encaixando temáticas que possibilitem cada vez mais reflexões e questões afrodescendentes nas escolas do cariri e que este projeto, que na qual tem a finalidade de aproximar as pessoas do seu passado, possa envolver cada vez mais de nossos ancestrais e que possibilite a interação de jovens e crianças e outros públicos envolvido nessa luta que não é fácil de trabalhar com as temáticas envolvendo a história da África.
Oral
O ESTUDO DE JOGOS DE ORIGEM AFRICANA E A EDUCAÇÃO MATEMÁTICA
ANNA KARLA SILVA DO NASCIMENTO; Reginaldo Ferreira Domingos
Este trabalho é um diálogo entre a Educação Matemática, o ensino da História e da Cultura Africana e Afro-Brasileira na Educação Básica e a formação inicial de professores da educação básica em escolas públicas de cidades do interior do estado do Ceará, Brasil. Partindo desse contexto emergiu-se o seguinte problema: em que medida os Jogos Africanos, utilizados sob o aporte da Etnomatemática, contribuem com a aprendizagem da Matemática? Como objetivo geral buscou-se estudar os Jogos Africanos no processo de ensino aprendizagem na formação docente. Em relação aos objetivos específicos foram considerados: Estudar aspectos técnicos, matemáticos e pedagógicos de Jogos Africanos; Elaborar e aplicar sequências didáticas com a utilização dos jogos sob o aporte da Etnomatemática; Destacar as contribuições africanas para a formação do conhecimento matemático. A pesquisa-ação foi realizada em duas etapas, estudos teóricos acerca de Jogos no ensino de Matemática e Etnomatemática e pesquisa de campo que corresponderá às seguintes ações: catalogação de jogos de origem africana; elaboração e aplicação de sequências didáticas permeadas pela utilização dos jogos selecionados dentre os catalogados. A aplicação desses jogos nas escolas contribuíram para um olhar matemático mais leve, do ponto de vi
Palavras-chave: Jogos matemáticos, Etnomatemática, Africanidades
Oral
O uso de jogos africanos no ensino de polinômios: uma experiência com o jogo Dara Algébrico
LUIZ EDUARDO DA SILVA SANTOS; Anna Karla Silva do Nascimento; Maria Gabriela de Figueiredo Furtado
A inserção da “História e Cultura Afro-brasileira” no currículo escolar trouxe implicações pedagógicas no que tange à forma de trabalhá-la na disciplina de Matemática. Buscamos, então, verificar em que medida os jogos africanos podem contribuir com a aprendizagem matemática no contexto dos anos finais do ensino fundamental. A pesquisa teve, inicialmente, caráter bibliográfico, desenvolvida a partir do levantamento de possíveis jogos de tabuleiro com origem africana que apresentassem possível potencial pedagógico, além da construção de um histórico sobre sua origem. Apresentamos, então, impressões iniciais da ação de extensão “Jogos de origem africana e educação matemática: um olhar etnomatemático”, vinculada à Universidade Federal do Cariri (UFCA) e realizada com alunos da educação básica da cidade de Brejo Santo – CE. Tal ação envolveu o levantamento de jogos de tabuleiro africanos que apresentassem potencial pedagógico e um processo de adaptação de um dos jogos para trabalhar um conteúdo curricular da Matemática. Esse estudo culminou na elaboração do Dara Algébrico, jogo que trata de polinômios e expressões polinomiais. A adaptação de jogos foi satisfatória, possibilitando o andamento de outros trabalhos que envolvessem conhecimento matemático a partir de jogos africanos.
Oral
POSSIBILIDADES E PERSPECTIVAS DA ETNOMATEMATICA NO ENSINO DA MATEMÁTICA
HELEM DIANY PARENTE DE VASCONCELOS; Maria Rozileia da Silva. Bezerra; Milena de Lima de Andrade
O seguinte trabalho tem como objetivo levantar possibilidades e perspectivas da etnomatemática para o ensino da matemática a partir das diferentes abordagens na prática pedagógica. Tendo como hipótese que a cultura local, deve ser levada em consideração no processo de ensino aprendizagem de toda e qualquer área do conhecimento. Em matemática em especifico consideramos como importante não apenas as resoluções dos problemas mais a compreensão de todo contexto que perfaz essa área. Para tanto tomamos como base alguns autores da etnomatemática, entre estes o Ubiratan D. Ambrósio(2001), Benerval(2000), Pereira (2001), Santos(2002) que apontam o nosso cotidiano como cheios de gatilhos que podem ser acessados dentro do processo de ensino e aprendizagem - a todo tempo estamos medindo, classificando, avaliando dentro das nossas vivencias culturais. Nesse sentido, buscamos responder quais são os desafios e quais são os benefícios em se pensar um ensino na qual se vivencia o cotidiano como ferramenta? Para tanto, nesse cenário, foi feito uma revisão bibliográfica na qual analisamos a teoria de alguns autores no que diz respeito aos procedimentos de ensino visando a aprendizagem a partir de uma realidade cultural.
Oral
Oral
CORPOS DEMARCADOS: O ENCARCERAMENTO FEMININO SOB O ENFOQUE DE GÊNERO E RAÇA.
CICERA WYLLIANA DO NASCIMENTO SILVA; Gabriel dos Santos Barbosa; Maria de Fátima Silva
CORPOS DEMARCADOS: O ENCARCERAMENTO FEMININO SOB O ENFOQUE DE GÊNERO E RAÇA. Cicera Wylliana do Nascimento Silva Gabriel dos Santos Barbosa Maria de Fátima Silva RESUMO: O encarceramento massivo proporcionado pelo Estado hodiernamente consiste em uma problemática menosprezada pela esfera pública de modo geral, refletindo-se nos espaços que tem por finalidade a produção do conhecimento científico. Os estudos limitam-se em sua maioria a uma visão genérica acerca da punição e das prisões, corroborando com a invisibilização de grupos historicamente marginalizados, a exemplo das especificidades femininas e negras atrás das grades, que consistem no foco do presente artigo. As narrativas sobre mulheres em situação de cárcere provocam a sensação de que estamos lendo a mesma história com personagens distintas; notadamente expressam as consequências de um contexto patriarcal, racista e de poder que se intercruzam, e que, marca, através das suas diversas instituições sociais quais perfis de mulheres devem ser sujeitas ao cárcere. O intuito precípuo desta pesquisa consiste em descortinar as especificidades que experienciam mulheres negras em situação de cárcere, considerando o contexto histórico, político e sociocultural como pressuposto a compreensão da trajetória por elas percorrida até o aprisionamento. A metodologia engloba a pesquisa bibliográfica (análise narrativa) enquanto instrumento de pesquisa qualitativa, presumindo sê-la suficiente para atingir o objetivo do presente artigo.
Oral
HISTÓRIAS DE HEROÍNAS NEGRAS: UMA ABORDAGEM PEDAGÓGICA DE EMPODERAMENTO
DOMINIQUE FERREIRA ALVES; CICERA NUNES
Com o intuito de darmos visibilidade ao protagonismo da luta travada pelas mulheres negras ao longo da história, desenvolvemos no ano de 2017 uma pesquisa-ação com crianças do 4º ano da Escola de Educação Infantil e Ensino Fundamental Educar SESC (Unidade Juazeiro do Norte). Tal pesquisa culminou em um trabalho monográfico que apresentou a análise dos resultados obtidos. Conscientes da necessidade de socializarmos de tais resultados, consideramos oportuno trazermos um recorte do trabalho supracitado, com o objetivo de compartilhar com educadores e educadoras propostas de intervenção pedagógica que fortaleçam a superação de pensamentos e práticas racistas/machistas, ao passo que, contribuam para o empoderamento da mulher negra em nossa sociedade. É importante ressaltar que os resultados obtidos encontram-se fundamentados nos escritos de Gomes ( 1995; 1996; 1999; 2003; 2005; 2007; 2011); Lima (2005); Cavalleiro (2003).
Palavras-chave: mulher negra, protagonismo, propostas pedagógicas, empoderamento
Oral
NEGRX E TRANSGÊNERO: UM LUGAR DE LUTA, RESISTÊNCIA E INVISIBILIZAÇÃO.
CICERA IDEVANIA MONTEIRO SANTOS; Carlos António liberalino da Silva filho; Marina da Glória Ribeiro Alencar
O trabalho tem o intuito de discutir a representação do ser transgênero e negro na sociedade atual tendo em vista a onda conservadora que vem surgindo, perceber por meio de jornais, noticiários e através das redes sociais a repressão e violência que esse grupo vem sofrendo dando evidencia aos casos de transfobia ocorridos nos últimos anos no estado e na região do cariri que são uma prova de que o problema é grave e em suma analisando o papel da ascensão de artistas como a Liniker da banda Liniker e os Caramelows , a Assucena Assucena e a Raquel Vigínia ambas da banda As Bahias e a Cozinha Mineira como essas pessoas publicas que são negras e transgênero influenciam, dão voz a luta. O lugar de interseção de repressões, ser negro em uma sociedade que ainda não superou os duzentos anos de escravidão, que promoveu a eugenia e é racista, ser transgênero em um país que mais mata membros da comunidade LGBTQ++ (com ênfase nesse trabalho para a transfobia) faz com que esse grupo que está inserido nesse lugar seja um grande alvo de violência e sua existência em si resistência. O intuito desse trabalho é dar visibilidade a esse grupo colocando em evidencia à opressão, o preconceito e a luta que essas pessoas travam no seu resistir.
Oral
NEGRX E TRANSGÊNERO: UM LUGAR DE LUTA, RESISTÊNCIA E INVISIBILIZAÇÃO.
CARLOS ANTONIO LIBERALINO DA SILVA FILHO; Cicera Idevania Monteiro dos Santos; Marina da Gloria Ribeiro Alencar
O trabalho tem o intuito de discutir a representação do ser transgênero e negro na sociedade atual tendo em vista a onda conservadora que vem surgindo, perceber por meio de jornais, noticiários e através das redes sociais a repressão e violência que esse grupo vem sofrendo dando evidencia aos casos de transfobia ocorridos nos últimos anos no estado e na região do cariri que são uma prova de que o problema é grave e em suma analisando o papel da ascensão de artistas como a Liniker da banda Liniker e os Caramelows , a Assucena Assucena e a Raquel Vigínia ambas da banda As Bahias e a Cozinha Mineira como essas pessoas publicas que são negras e transgênero influenciam, dão voz a luta. O lugar de interseção de repressões, ser negro em uma sociedade que ainda não superou os duzentos anos de escravidão, que promoveu a eugenia e é racista, ser transgênero em um país que mais mata membros da comunidade LGBTQ++ (com ênfase nesse trabalho para a transfobia) faz com que esse grupo que está inserido nesse lugar seja um grande alvo de violência e sua existência em si resistência. O intuito desse trabalho é dar visibilidade a esse grupo colocando em evidencia à opressão, o preconceito e a luta que essas pessoas travam no seu resistir.
Palavras-chave: Transfobia,Negritude,Resistencia,Invisibilização
Oral
O EMPODERAMENTO FEMININO COMO ARMA DE ENFRENTAMENTO A EVASÃO ESCOLAR DE ALUNAS NEGRAS
KAROLINY MONTEIRO VIANA LIMA
Esse artigo se propõe a analisar a temática de Gênero fazendo um recorte que se refere às mulheres, especificamente as mulheres negras nas escolas, trabalhando o empoderamento dessas mulheres como uma arma para a diminuição da evasão escolar, articulando os conhecimentos sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e aplicação da temática de Gênero como tema transversal nas escolas. Esse artigo surgiu como produto da disciplina de “Educação, gênero e etnia” ofertado pelo curso de Sociologia da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (Unilab) ministrada pela professora Dra. Janaina Lobo. A pesquisa desenvolvida nesse trabalho é de natureza qualitativa, sendo realizada com base em um levantamento bibliográfico. Este artigo visa debater sobre um problema recorrente nas escolas publicas brasileiras, a evasão escolar, mas não apenas debater de forma generalizada aqui faremos um recorte de intersecionalidades referentes a gênero e raça, para a compreensão entre o entrelaçamento das temáticas aqui propostas é importante considerar as normas e legislações relacionadas à igualdade de gênero e igualdade racial nas escolas. A principal abertura para a implementação da discursão da igualdade de gênero e prevenção do sexismo nas escolas começou a partir do período de 1995 a 1998, cujo Ministério da Educação e Desportos elaborou a partir de pressões externas dos movimentos sociais, Movimento dos Direitos Humanos e da Organização das Nações Unidas (ONU) os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) juntamente com à Lei de Diretrizes e Bases ( LDB) – 9.394, que visavam estabelecer diretrizes para o currículo do ensino fundamental e ser referência nacional para a prática educacional e as ações políticas no campo da educação. Nesses PCNs constavam os temas transversais onde se incluía a discursão de Gênero como sendo construções sociais para combater as desigualdades de gênero como mostra o Plano Curricular Nacional de 2000, A discussão sobre as relações de gênero tem como objetivo combater relações autoritárias, questionar a rigidez dos padrões de conduta estabelecidos para homens e mulheres e apontar para sua transformação. Ou seja, o desenvolvimento dessa temática visava desconstruir através da educação esse imaginário machista que determina os papeis que seriam cabíveis a homens e mulheres. Quanto a diretrizes e leis sobre como trabalhar as questões étnicos-raciais na escola temos a lei 10.639/03 que torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileiras e africanas nas escolas públicas e privadas do ensino fundamental e médio, mas a lei não surgiu do dia para a noite como afirmam PERREIRA & SILVA A referida lei não foi sancionada de um dia para o outro. Ao contrário, antes de ser sancionada, passou por diversos estágios, resultando dos movimentos negros da década de 1970 e do esforço de simpatizantes da causa negra na década de 1980, quando diversos pesquisadores alertaram para a evasão e para o déficit de alunos negros nas escolas, em razão, entre outras causas, da ausência de conteúdos afrocêntricos que valorizassem a cultura negra de forma abrangente e positiva. (PERREIRA & SILVA) Tal preocupação também fez surgir a Resolução CNE/CP 01/2004, que aponta quais os direitos e as obrigações para a implementação da lei compondo um conjunto de dispositivos legais considerados como propulsores de uma política educacional voltada para a afirmação da diversidade cultural nas escolas a partir dos anos 2000, em seguida em 2009 foi aprovado o Plano Nacional das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana (BRASIL, 2009).
Oral
O HORTO DIDÁTICO COMO INSTRUMENTO DE INCLUSÃO NA ESCOLA
MARIA ISABELI PEREIRA GONÇALO; Francisca Cinthia Oliveira Nascimento; Francione Charapa Alves
O objetivo desse texto é apresentar os resultados de uma ação desenvolvida em um programa de extensão da Universidade Federal do Cariri, denominado Horto Didático: cultivo de plantas bioativas no município de Brejo Santo-Ce, através do qual públicas municipais e estaduais aderem à criação de uma horta de cultivo de plantas medicinais, bem como palestras e oficinas. A metodologia para esse artigo é a descrição das atividades e análise dos resultados do trabalho realizado em uma das escolas, de abril a junho de 2018. Nesta instituição, foram desenvolvidas palestras, debates com os alunos sobre diversas temáticas sociais pertinentes à realidade atual, envolvendo interdisciplinaridade e inclusão. Também houve a criação de uma logomarca para o Horto Didático, em que, através de encontros semanais, os alunos foram reunidos em rodas de conversas para debater sobre as características e as representatividades que iriam compor a logomarca. Após debates sobre preconceito, representatividade negra e deficiência física, pudemos observar a importância da imagem e do seu significado no tocante ao debate sobre o uso de plantas medicinais, bem como a inclusão, e acreditamos que esses temas estão representados no desenho escolhido para o projeto, que deverá ser trabalhado em várias escolas.
Oral
O PAPEL DA ASSESSORIA JURÍDICA UNIVERSITÁRIA POPULAR NA INCLUSÃO DO DEBATE SOBRE COMBATE ÀS OPRESSÕES NOS CURSOS DE DIREITO
LIVIA MARIA NASCIMENTO SILVA; AMANDA OLIVEIRA DE SOUSA; DJAMIRO FERREIRA ACIPRESTE SOBRINHO
O trabalho apresenta como as Assessorias Jurídicas Universitárias Populares - AJUPs contribuem para a formação do pensamento crítico dos estudantes de Direito, proporcionando uma nova visão sobre a função do ensino jurídico que paute questões relacionadas aos direitos das minorias sociais e o combate às opressões. A expressão minorias se refere a grupos sociais marginalizados e em situação de vulnerabilidade devido algum tipo de opressão, seja ela de raça, gênero, orientação sexual, classe econômica, dentre outras formas de discriminação, que necessitam de melhor atenção para que tenham seus direitos garantidos a partir da implementação de políticas públicas de inclusão social para promover o combate as desigualdades. Com esta finalidade, os movimentos sociais têm papel fundamental na reivindicação dos direitos que foram historicamente negados a esses grupos, e entre eles se incluem as AJUPs. Para o desenvolvimento dessa pesquisa, insere-se ao longo do estudo o levantamento bibliográfico a partir de obras científicas já publicadas sobre o tema, com o objetivo de aprofundar melhor a compreensão acerca do histórico da formação dos cursos de Direito no Brasil, em contraponto a atuação das AJUPs, ressaltando sua importância na formação de operadores/as militantes das causas sociais.
Palavras-chave: Ensino jurídico,Assessoria Jurídica Universitária Popular,Combate às opressões
Oral
“A SENZALA MODERNA É O QUARTINHO DA EMPREGADA”: VIVÊNCIAS DE UMA MULHER NEGRA E EMPREGADA DOMÉSTICA
MARIA ELAINE DE CARVALHO CRUZ; Leidiane dos Santos pereira
O trabalho objetiva analisar as vivências de uma mulher negra e empregada doméstica, que desde sua infância trabalha em “casa de família”.. Historicamente as mulheres negras são silenciadas e excluídas de diversos espaços, estando abaixo da pirâmide social. Essa realidade se repete no momento de procurar emprego onde a falta de oportunidades desse grupo se evidencia. Grande parte de mulheres negras são empregadas doméstica, trabalho visto como menos qualificado socialmente. Quando trabalhando são alvos de diversas opressões que podem ser facilmente ligadas ao período escravista, onde mulheres negras tinham seus corpos violados. As mazelas do racismo se estrutura em uma sociedade de sistema antigo que ainda se mantém com novas roupagens, e as mais atingidas com esses mecanismos são as mulheres negras. Alguns desses meios se manifestam em diversos momento, por exemplo onde a estrutura familiar contratante considera a empregada como “quase da família” ao mesmo tempo em que esse grupo mantém-se em um lugar de marginalidade. O trabalho foi realizado por meio de entrevista e história oral.
Palavras-chave: mulher negra,empregada doméstica,vivências
Oral
Abrir o trabalhoPalavras-chave: educação,ensino de história,identidade negra
Oral
Bailarinxs Negrx Sim!
ALYSSON AMANCIO DE SOUZA
O balé clássico, criado na corte italiana, no século XVI e difundido pela França no século XVII, tornou-se um marco no que se refere à dança cênica. Luís XIV, também chamado de Rei Sol, criou a Academia Real de Dança e Música, oficialmente a primeira escola formativa em dança. Criada então para nobres, o balé desenvolveu-se, difundiu-se em diversos países, especialmente no ocidente, mas durante muito tempo permaneceu sendo uma arte muito elitista e excludente. Nas grandes companhias de Balé, raros são os bailarinxs negrxs, sobretudo nos primeiros papeis. A dança contemporânea com sua pluralidade estética nos últimos cinquenta anos tem dado visibilidade a outros corpos, negros, brancos, magros, gordos, com ou sem deficiência e isso tem refletido em outras técnicas de dança, inclusive na clássica. Em Juazeiro do Norte, a Associação Dança Cariri, instituição de fomento e difusão da dança tem democratizado a dança no âmbito da criação e também da formação. Estudantes negrxs estão presentes nas aulas de baby class, nas aulas avançadas, nos grupos jovens e na Companhia Profissional. Dança é/de/para todas as cores. Para descrever este fenômeno trazemos como aporte teórico Inaicyra Falcão, Isabel marques, Stuart Hall, Suely Rolnik e Helena Katz/Christine Greiner.
Palavras-chave: Dança,Negros,Resistência
Oral
Abrir o trabalhoCOMUNIDADE QUILOMBOLA DO BOQUEIRÃOZINHO, CAUCAIA: RESISTINDO E RESGATANDO A SUA IDENTIDADE CULTURAL
PAULO JOÃO BAPTISTA FUNGULANE
O presente artigo é resultado de uma de campo na disciplina de Antropologia e Sociologia da educação, do curso de licenciatura plena em Pedagogia pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro – Brasileira UNILAB, realizada na Comunidade Quilombola do Boqueirãozinho, Caucaia, CE, e que tinha como objetivo principal conhecer e compreender o que é uma comunidade quilombola, as características de suas práticas educativas e culturais na construção da sua identidade e avaliar sua contribuição para a educação escolar. A visita foi feita através de encontros com a comunidade e seus líderes, rodas de conversas sobre o cotidiano das suas comunidades e das suas práticas. O presente trabalho se caracteriza por ser um relatório etnográfico o que implica uma coleta direta, a mais minuciosa possível, dos fenômenos que observamos, por uma impregnação duradoura e contínua e um processo que se realiza por aproximações sucessivas, como é composta? Como está estruturada? Os seus hábitos e costumes? A sua importância? E como foi formada? Essas e muitas outras perguntas que com ajuda do relato etnográfico poderemos responder. É uma observação direta dos comportamentos sociais a partir de uma relação humana, isto é, observar costumes, hábitos, tendências de outros grupos para conhecer a nós mesmos. O quilombo é muitas vezes visto como um lugar de negros e muitas das vezes, negros escravos e fugidos, algo que pretendemos através deste relato desmitificar, possibilitando a um olhar mais real a esses espaços de refúgio de todos e qualquer ser que sofria algum tipo de opressão.
Palavras-chave: Quilombola, Educação, Costumes, Comunidade, Identidade
Oral
GUINÉ-BISSAU E CABO VERDE A LUTA COMUM PARA LIBERTAÇÃO E A FORMAÇÃO DE ESTADO-NAÇÃO
TUGNA IMBANA BRANCO
O presente resumo discute o processo de luta comum para libertação e a formação de Estada-nação da Guiné-Bissau e de Cabo Verde, organizado pelo Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) sob a liderança de guineense-caboverdiano Amílcar Lopes Cabral contra o domínio do império português no território guineense. O PAIGC defendia o princípio da unidade e luta. A unidade seria para a luta e a luta para construir a unidade conta o colonialismo portugueses. Em 1960, iniciou a luta contra o regime colonial. Sete anos depois, o PAIGC proclamou a independência unilateral e procurou o reconhecimento internacional dos dois países, reconhecidos por vários países e pelo regime português em setembro de 1974. Apesar dos esforços de Amílcar Cabral em criar a unidade em uma única nação a ser dirigido por um único partido PAIGC, houve posteriormente o rompimento e o fim da política de unidade e luta através de um golpe de Estado em 1980, evidenciando a crise interna no PAIGC. Com o golpe, Guiné-Bissau e Cabo Verde adotam modelos distintos de formação de Estado-nação, introduzindo programas de reformas políticas sociais no sentido de construção da nação. Em Cabo Verde chama atenção o modelo de estado colonial, mantido na sociedade, enquanto na Guiné-Bissau, o Estado ficou marcado pelo conflito interno, presença militar, presença de partido, mas forte do que em Cabo Verde. A metodologia consiste em pesquisa bibliográfica para aprofundamento do tema, na qual a análise de alguns documentos sobre a crise no PAIGC poderá nos ajudar a esclarecer questões não devidamente postas no estudo bibliográfico, no contexto dos anos de luta de libertação.
Oral
Lei 10.639/2003: da pesquisa a extensão - a formação docente continuada
ALIANA FRANCISCA DA SILVA; Reginaldo Ferreira Domingos; Anna Karla Silva do Nascimento
A proposta que aqui se pretende expor traz como ponto axial a lei 10.639/2003, a qual coloca como obrigatório o ensino de História e da Cultura Africana e Afro-brasileira no currículo escolar brasileiro das escolas públicas e privadas. O presente trabalho é fruto de uma ação de extensão que, por sua vez, emergiu de uma pesquisa PIBIC no âmbito da Universidade Federal do Cariri. Nas inquirições iniciais acerca da aplicação da lei nas escolas públicas do município de Brejo Santo, de Ensino Infantil e fundamental I e II, constataram dificuldades em abordar a temática. Diante deste exposto surgiu a proposta de extensão visando à formação continuada desses docentes. Ressalvando que a ação de extensão se encontra em andamento e que os primeiros procedimentos metodológicos foram: articulação da participação nestas formações, seguida da apresentação do projeto, o qual promoverá a próxima formação dos/as professores/as do município em questão. Sendo realizadas discursões sobre a temática, repasse de estratégias de abordagem e identificação da cartografia africana. Parcialmente conclui-se, que há uma deficiência nesta forma de abordagem, ressaltando a importância desta ação de formação continuada.
Oral
MEMÓRIA E ORALIDADE: VISITANDO O TERREIRO CULTURAL-CAPOEIRA ARTE E TRADIÇÃO
MERYELLE MACEDO DA SILVA; Lavina Maria Soares; Cicera Nunes
A espacialização da cultura africana no Brasil uma herança cultural material e imaterial, hoje, marca social afrodescendente. Dentre os artefatos da cultura negra, temos a Capoeira, considerada Patrimônio Cultural Imaterial brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional-IPHAN. Nesse contexto realizamos uma pesquisa participante, no Terreiro Cultural-Capoeira, Arte e Tradição, localizado na Cidade de Barbalha-Ce. Nosso intuito, sobretudo, foi analisar a capoeira como legado cultural de matriz africana, sendo marca de resistência frente as ideologias do poder dominante que marginalizou a população africana, quando do escravismo criminoso, e ainda o faz, na vigência social, a medida que impede através de preconceitos e racismos a não ascensão social da negritude brasileira. Como resultado da pesquisa, temos a Capoeira como inerência da cosmovisão africana, onde vigora a oralidade, o culto ao sagrado, a existência na coletividade, os movimentos corporais de hoje, que são expressões da ginga de ontem. Conscientes de sua ancestralidade, a comunidade do Terreiro, representada pelo Mestre Chico Ceará deseja propagar sua cultura, expressa na complexidade da capoeira e demais simbologias culturais.
Palavras-chave: Cultura,Capoeira,afrodescendência
Oral
NARRATIVAS SOBRE OS BIJAGÓS: UM ESTUDO A PARTIR DA REVISTA SORONDA 1984-1998
SAMUEL DOS SANTOS COMPRIDO; LARISSA OLIVEIRA E GABARRA
Diante da proposta teórica de produção do conhecimento sobre os processos de resistências africanas contra o colonialismo europeu na África, durante século XIX até início da quinta década do século XX, busca-se nesse trabalho compreender os sentimentos atribuídos ou silenciados à essas iniciativas africanas em diferentes produções cientificas da revista Soronda do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa da Guiné-Bissau (INEP-GB). Tem como objeto os “bijagós” – grupo étnico da Guiné-Bissau, considerados eficazmente resistentes por ser primeiros habitantes da colônia a entrar em conflito militar com os portugueses e últimos a serem derrotados antes do estabelecimento do acordo da pax lusitana (Mendy, 1992). Revalida-se toda bibliografia publicada na Soronda sobre os bijagós, entrecruzando-as com artigos publicados no volume VII na História Geral da África pelo UNESCO em 2010 e entre outras publicações independentes sobre o tema. Alguns efeitos da resistência africana que em simultâneo ocorrem nas regiões de penetração europeia são vinculadas ao fato de que na concepção europeia da época não havia soberania em África - em particular quando a igreja católica sanciona o princípio de Terra nullius; a ideia jurídica que a soberania dos povos não cristãos não precisava ser respeitada; as terras dos povos não europeus são terras vazias. Por isso, foi-nos importante recuperar a história da resistência dos bijagós e as origens dos movimentos africanos, sobretudo discutir as suas lógicas. De fato, o debate sobre resistência africana no período colonial passa pelo debate sobre a concepção tradicional do povo bijagó a respeito do seu território e de consagração do ritual sagrado, identidade singular e entre outros aspectos que justificam sua ética da resistência (Bonnici, 2009).
Oral
QUILOMBO & UNIVERSIDADE: LUTAS, TRAJETOS E AÇÕES AFIRMATIVAS NO CONTEXTO DA UNILAB/CE
ANTONIO JEOVANE DA SILVA FERREIRA; FRANCISCA MARLEIDE DO NASCIMENTO; ELIANE COSTA SANTOS
No cenário da educação superior brasileira é recente a adoção de políticas de ações afirmativas direcionadas especificamente para os segmentos étnico-raciais e sociais presentes em nossa sociedade. A implementação de tais políticas, advinda em grande parte através das demandas sociais, tomam como pressuposto central a correção das desigualdades em determinados campos, objetivando assim equidade de oportunidades e acesso destes sujeitos em espaços outrora hegemônicos e dominados por uma determinada classe social. Neste sentido, o presente trabalho objetiva discutir a trajetória de luta da juventude quilombola por acesso a universidade pública cearense, trazendo como recorte a implementação da política de ação afirmativa na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira – Unilab, referente ao 1º Processo Seletivo Específico (PSE) para Quilombolas e Indígenas do Estado do Ceará. A metodologia se delineia através da pesquisa bibliográfica e de campo, percebendo a articulação do movimento e seus atores, bem como a trajetória deste pleito. Assim, a reserva de vagas para indígenas e quilombolas através do primeiro PSE/Unilab demarca o atendimento as reivindicações sociais impactando na democratização do ensino superior no Ceará.
Palavras-chave: Ações Afirmativas, Indígenas, Quilombolas,Unilab
Oral
RESISTÊNCIA NA PELE, FORÇA NA POESIA: A PALAVRA COMO FORMA DE RESISTÊNCIA E VISIBILIDADE DA LUTA NEGRA FEMININA.
NATÁLIA PINHEIRO BEZERRA; Soraya Sousa Pereira
RESUMO Ao longo do tempo a literatura foi se constituindo como campo restrito a uma elite composta majoritariamente por pessoas do sexo masculino e de pele branca, estas, consideradas detentoras da erudição, contribuindo, assim, para que o campo em questão adquira caráter extremamente excludente, pondo à margem e silenciando as mulheres que têm existência visível apenas nas idealizações do imaginário daqueles que estão sob o domínio da escrita, a partir da imagem de musa. Juntamente a isso vemos, historicamente, no Brasil também a marginalização da mulher negra. Tendo que encarar uma dupla luta- uma relacionada à sua cor, e outra a seu gênero- cotidianamente carrega sozinha a solidão e as dores de sua existência duplamente invisibilizada. O presente trabalho consiste em um estudo que se propõe a pensar a inserção de mulheres negras no campo da literatura, mais especificamente a poesia, e como a resistência, em face de toda essa opressão, consegue se configurar na arte poética, passando, com isso, a se constituir como caminho de luta e grito de sua existência e suas dores, anseios, sensibilidades enquanto mulheres negras que relutam em permanecer silenciadas.
Palavras-chave: Mulher Negra,Literatura, Resistência, Poesia, Sensibilidade
Oral
Palavras-chave: Zanele Muholi,Fotografia,Ativismo Visual,LGBTQ+,Arquivo
Oral
BLOGUEIRAS NEGRAS NA LUTA ANTIRRACISTA
MONA LISA DA SILVA
Baseando-se no fato de que a blogosfera enquanto fenômeno social é um espaço de criação, produção de saberes e resistência, o presente trabalho objetiva apresentar e refletir sobre como a rede de blogs enquanto um ambiente de produção de consumo e de informação serve como elemento de resistência, luta, afirmação de negritude e identidade de mulheres negras que se sentem – assim como a população negra em geral - invisibilizadas nos meios de comunicação como a televisão, as revistas publicitárias, os jornais, dentre outros ou que não se percebem representadas nestes meios quando, por exemplo, há representações e/ou sub-representações carregadas de estereótipos, uma vez que a mídia apresenta quase sempre uma imagem distorcida da/do negra/o brasileiro o que acaba por além de limitar sua presença, segregar, fazendo com que negras e negros não se reconheçam nas representações feitas pelas mídias tradicionais brasileiras. Face ao exposto, a metodologia utilizada será a análise de discurso, onde utilizaremos como objeto empírico de estudo sete (07) blogs que abordam questões relacionadas ao universo feminino a partir da visão feminina negra, tendo dessa forma um recorte de gênero e raça.
Palavras-chave: Blogueiras Negras ,Feminismo Negro,Mídia,Negritude
Oral
MORTE SIMBÓLICA E MORTE FACTUAL: OS PROCESSOS DE GENOCÍDIO ATRAVÉS DA IMAGEM DO POVO NEGRO
CAUÊ HENRIQUE AYO CHAVES ALVES
Este trabalho é fundamentado em analisar teórica e praticamente as relações entre os processos eugênicos, o genocídio da população negra e os contrapontos na formação de identidades e imagens. A fim de tal, o artigo transitará pelo contexto histórico no qual a população negra foi introduzida formalmente à sociedade brasileira, atentando para a dualidade na qual a branquitude insere a identidade dos povos descendentes e remanescentes de África. Seguinte a isso, há a análise dos efeitos ocasionados, a imediatismo e a longos prazos, pelo violento enquadramento da imagem negra segundo a percepção colonizadora. Por finalizar, conceituação e análise dos conceitos de morte simbólica e morte factual, segundo o que foi anteriormente abordado quando tratando-se da, ora falsa ora criminalizadora, inserção do indivíduo negro na sociedade brasileira. O trabalho utiliza-se de método qualitativo, compondo-se de autores como Florestan Fernandes e Stuart Hall para a construção de suas análises.
Palavras-chave: Genocídio, Negro, Identidade, Imagem
Oral
MULHER NEGRA E A LITERATURA BRASILEIRA: ANÁLISE SÓCIOHISTÓRICA DOS ESCRITOS DE CAROLINA MARIA DE JESUS
MARIA JUSSARA XAVIER DOS SANTOS; Raul Azevedo de Andrade Ferreira
Esse artigo trata da presença da mulher negra na literatura brasileira enquanto produtora de uma narrativa em que ela se coloca como sujeito de voz ativa, construtora de sua história e em luta constante por empoderamento. Perpassando a análise crítica da aceitação da mulher negra produtora de literatura e não mais produto mercantilizado e caricaturado pelo cânone literário brasileiro – composto essencialmente por homens, brancos e de ascensão econômica no Brasil -, o presente trabalho partirá de uma análise marxista sobre o ser social, endossado pelo discurso enquanto ferramenta no processo emancipatório das tidas minorias sociais brasileiras. Esse estudo debruça-se sobre os escritos da autora negra Carolina Maria de Jesus, analisando suas obras do ponto de vista literário, histórico e social. Embarcar-se-á sobre o universo de uma Carolina semianalfabeta, negra, mãe solteira e catadora de papel que encontra na leitura e na escrita sua luta e denúncia contra a miséria e a marginalização dos sequelados pela injustiça social no Brasil. Dantas (1958), classificou os escritos de Carolina como antiquados e pobres, porém, para a surpresa do jornalista e crítico literário, Quarto de Despejo(1960) foi um sucesso nacional assim que lançado. Perpassando-se autores como Toni C. (2009), Mano Cákis (2011), Bacocina (2012) dialoga-se sobre o conceito de Literatura Periférica e como os escritos de Carolina desaguam nesse contexto. Imergindo na teoria da paratopia do autor em Maingueneau (2001, p. 28), analisar-se-á Carolina autora e Carolina ser social, interagindo aqui com a crítica feminista de Zolin (2003) de mulher-sujeito e mulher-objeto. A metodologia de pesquisa abarcará a pesquisa bibliográfica e documental para as análises das obras da autora.
Oral
Perspectivas imagéticas de um Ceará negrx
FRANCISCO LEVY FREITAS RAFAEL; Francisco Savio da Costa Souza
Mesmo com o crescente avanço dos famigerados estudos e pesquisas elaborados a partir de perspectivas pós-coloniais em algumas áreas de conhecimento ainda temos um longo caminho a percorrer. Aqui, chamo atenção para as que se debruçam e/ou se dedicam de alguma forma sobre os estudos das imagens e suas reverberações sociais como agentes geradoras de sentido, principalmente agora, em um período que como aponta Mbembe(2014) a história, as coisas e (nós mesmos) nos voltamos para nós como parte de um contexto bem mais extenso e intenso onde a Europa deixa de ser um centro referencial do mundo ( em partes). No Ceará, estado conhecido pela negação de sua população negrx e em consequência de tudo que estivesse ligado a mesma as imagens que venham a despertar uma memória visual negrx são desconhecidas/inexistentes, assim como xs são também, nossas referências. Considerando o campo de geração de imagens assim como de reflexões sobre as mesmas ainda um espaço privilegiado esse trabalho surge no instante em que o Ceará se destaca como um celeiro de produtorxs e criadorxs (áudio)visuais despertando um novo momento para novos arquivos, com outras narrativas e consequentemente outras referências possíveis dando espaço a geração/imaginação/reflexão sobre imagens de um Ceará negrx.
Palavras-chave: Ceará,negrxs,imagens
Oral
TECENDO IDENTIDADES A PARTIR DA ESTÉTICA: TRAJETÓRIAS E TRANSIÇÕES POLÍTICAS DE ATIVISTAS NEGRAS DO CARIRI CEARENSE
CLESSIANA DE OLIVEIRA LOPES; cicera nunes
A presente comunicação tece reflexões acerca de estéticas corporais em consonância com discursos de negritude e tem como objetivo compreender como esses dois elementos se relacionam e convergem no processo de construção identitária de ativistas negras do Cariri cearense. Tendo em vista que os sentidos atribuídos às características fenotípicas dos sujeitos são elementos importantes para se compreender as relações raciais no contexto brasileiro, refletimos como esses elementos foram utilizados como justificativa para a diferenciação e hierarquização social. Iniciativas de valorização estética são ferramentas históricas do movimento negro, tendo sido o mote de várias iniciativas que propunha romper com a negação e sujeição que a população negra foi submetida em relação a suas experiências corporais. Por outro lado, um tema que evoca questões de cunho intimista, como a autoaceitação e a relação com o corpo, indica a importância atribuída à dimensão subjetiva e aos enfrentamentos individuais. Nesse sentido, nossas reflexões são tecidas a partir de entrevistas com duas ativistas negras que desenvolvem projetos sobre questões raciais na região para que compreendamos tais discussões tanto a partir de suas trajetórias, como a partir de seus engajamentos políticos.
Palavras-chave: identidade,estética negra,movimentos sociais
Oral
Oral
ENEGRECENDO O WHATSAPP: UMA ANÁLISE SOBRE A (RE) APROPRIAÇÃO DA IDENTIDADE CULTURAL DO GRUPO JUVENTUDE NEGRA KALUNGA PELO USO DO APLICATIVO
LUIZETE VICENTE DA SILVA
A presente a pesquisa tem o objetivo de analisar a produção sociopolítica do ativismo digital negro por meio da observação do uso do aplicativo WhatsApp pela “Juventude Negra Kalunga”, grupo formado por jovens negros que se propõe a discutir as relações raciais, dando ênfase à prática do empoderamento juvenil e à identidade da juventude. Pretende-se observar como o grupo interage neste ciberespaço e quais os desdobramentos que esse ambiente virtual desenvolve nas relações presenciais e na construção de espaços de discussão para o exercício da cidadania da juventude negra. Discorrer sobre a interação da juventude negra brasileira pode ser considerado um grande desafio, principalmente, da juventude negra cearense que tem suas especificidades regionalizadas. Isso porque acessar um campo sobre significado de juventude e, em especial, juventude negra, é entrar em local de fala tomado de suposições e incertezas sobre as violações desse grupo com marcadores determinantes como o gênero, orientação sexual, geracional, social, geográfico, dentre outros. Seria difícil não reconhecer que esse tópico traz diferentes afetos e sensações, pois se trata de uma parte significativa do projeto pesquisado. Compreendendo isso, queremos apresentar alguns apontamentos que pode ajudar nesta reflexão.
Palavras-chave: Ativismo digital, Mídias sociais ,Juventude negra ,Whatsapp
Oral
IGUALDADE RACIAL E DIREITO: RELEVÂNCIA DAS AÇÕES AFIRMATIVAS NA UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI
JULIAN BRUNO GONÇALVES SANTOS; ANTONIO DOS SANTOS PINHEIRO; JEFFERSON JHONATAN MARTINS DOS SANTOS
De acordo com o Conselho Nacional de Justiça 15,6% dos magistrados do Brasil se declaram negros. Esses dados revelam o que, cotidianamente, é perceptível: o judiciário brasileiro é majoritariamente branco. A gênese desse processo encontra-se na formação dos juristas e no acesso às universidades. E é flagrante a diferença nas condições de entrada entre brancos e negros. Considerado tradicional e elitizado, o curso de Direito é um dos mais disputados. O bacharelado possibilita exercer as carreiras jurídicas, a advocacia, além de ser base para concursos diversos, oferecendo, assim, mobilidade social e qualificação para o mercado de trabalho. No entanto, tantas possibilidades ainda seguem distantes da realidade e dos sonhos da população negra. Em um cenário marcado pela marginalização do negro e negação de seus direitos fundamentais, a Universidade Regional do Cariri cria, no ano de 2018, ações afirmativas, abrindo espaço para a superação das desigualdades raciais através do acesso à universidade, assim como visibilidade e protagonismo negro no campo das ciências jurídicas. O presente trabalho discute aspectos constitucionais, legais e socio-históricos que fundamentam as ações afirmativas e aponta sua relevância para o curso de Direito.
Oral
TRILHAS DE UMA EDUCAÇÃO DESCOLONIZADORA: A Luta pela EJA Em Escolas de Caucaia e Fortaleza
MARIA ELIENE MAGALHÃES DA SILVA; Raquel Di Paula Mesquita Lima de Oliveira; Ricardo Magno Mesquita Lima
O artigo trata de experiências realizadas em Escolas de Caucaia e Fortaleza, que faz parte de temas de pesquisas realizadas no mestrado na Universidade Federal do Ceará e Universidade Interamericana em Asunción Paraguay, que discorremos no campo pedagógico de resistência e luta por uma EJA- Educação de Jovens e Adultos com mais oportunidades para a comunidade em que está inserido o trabalho, pontuando nossas diversidades e afinidades com as culturas africanas e indígenas que pertencemos. Sabemos do racismo e da falta de oportunidades, desconsiderando a formação étnica africana e indígena. Com isso, vimos a necessidade de trabalhar na escola a partir de nossas ancestralidades embebidas em nossas práticas que nem percebemos, quão grande é o preconceito que foi implantado no país. Sendo assim possibilitamos construirmos nossa identidade étnico-racial nos projetos trabalhados. Para isso apontaremos neste trabalho alguns reflexões fundamentada na abordagem da afro-indígena, inspiração nos projetos das escolas: Francisca Alves do Amaral na cidade de Caucaia e Deputado Manoel Rodrigues no município de Fortaleza, refletirmos nossa identidade. Trabalharemos a Pretagogia que é o referencial teórico para negros, índios e brancos e com os marcadores das Africanidades, que embasa metodologica
Oral
Palavras-chave: Oralidade; candomblé; cultura afro-brasileira cultura afro-indigena.
Oral
HISTÓRIA, CULTURA E MEMÓRIA DA DANÇA DE SÃO CONÇALO NA COMUNIDADE QUILOMBOLA SERRA DO EVARISTO
ANTONIO LEONARDO MOREIRA DE AQUINO; JULIO CESAR LOPES DE OLOVEIRA; VERIDIANA TORRES DA SILVA
Esta pesquisa tem como objetivo mostrar a história e memoria da Dança de São Gonçalo e a sua importância para os moradores da comunidade Quilombola Serra do Evaristo, em Baturité, Ceará. Esta se apresenta como um ritual de pagamento de promessa realizado na forma de dança e cantos. Dança de origem portuguesa em seu inicio era apresentada nos templos religiosos cristão com o objetivo de catequizar os ainda não conhecedores da fé cristã. A dança na comunidade é praticada principalmente por mulheres, e que esta é praticada na comunidade a mais de cem anos. O objetivo desse trabalho é analisar os pontos em que sagrado e profano se apresentam nesse ritual religioso e ao mesmo tempo tentar compreender o papel da mulher nesse ritual e também este dentro da própria comunidade. A metodologia utilizada foi à pesquisa de campo com o uso de entrevistas abertas, com a observação dos rituais de São Gonçalo, a coleta e uso de fotografias, das vestimentas e de trechos de cânticos do ritual. Conclui-se que apesar dos inúmeros trabalhos realizados sobre a Dança é certíssimo e evidente que a discussão acerca da questão do encontro entre devoção e diversão no ritual dessa fé cristã tão mencionada nas entrevistas deve ser preservada não somente no ambiente familiar e sim no próprio sistema, à cultura
Palavras-chave: Dança de são Gonçalo Cultura. Memoria. Religião
Oral
MARIA DE ARAÚJO UM MARCO APAGADO NO TEMPO
TAYRONNE DE ALMEIDA RODRIGUES; JOÃO LEANDRO NETO
Este trabalho é uma pesquisa sobre Maria Magdalena do Espirito Santo de Araújo, conhecida como a Beata Maria de Araújo, um ícone feminino de referência na vida de Padre Cicero Romão Batista, fundador de Juazeiro do Norte e referência de santidade na devoção popular, como também na luta da mulher negra pela conquista de seu espaço em uma sociedade marcada pelo domínio masculino. No contexto onde vive Maria de Araújo, encontra-se uma sociedade que vive o período do império. Traz alguns dados e fatos sofridos pela personagem Maria de Araújo em seu trajeto de vida. Dentro deste trabalho se faz um apanhado da trajetória dessa mulher simples e de fibra, muito à frente para sua época que quando passa a ser figura de santidade assim eleita pelos primeiros romeiros de Juazeiro do Norte, incomoda a aristocracia, a igreja católica, pois para a época não se concebia que uma mulher negra pudesse ter uma alta relação com o divino. É fato que por pertencer a uma classe menos abastada não lhe dava tal direito. Em 01 de março de 1889, quando a hóstia dada por Padre Cícero “virou” sangue na boca da beata, pode se dizer que é um marco de transformação nas estruturas culturais, religiosas e sociais, um convite a sociedade para uma mudança que até então não havia iniciado.
Palavras-chave: maria de araujo,mulher,religiosidade,romarias,juazeiro do norte
Oral
SECA E DEVOÇÃO: A CONSTRUÇÃO DO CRUZEIRO DE SÃO BOM JESUS EM CARIUTABA NO MUNICÍPIO DE FARIAS BRITO - CE
EMANUEL MATEUS DA SILVA
Seca fenômeno natural que assola a vida do agricultor e do povo sertanejo; devoção, comportamento de fé em algo que condiz a esperança por dias melhor. É sobre essa junção entre Seca, Fé e Devoção que o estudo trata, sobretudo da construção do Cruzeiro de São Bom Jesus. O campo de estudo foi o Distrito de Cariutaba localizado na zona rural a 18km da sede do município de Farias Brito – CE. Para realização da pesquisa utilizamos como instrumento metodológico a aplicação de entrevistas, visitação ao lócus em destaque buscando delinear de fato o como, quando e por que da construção desse espaço de cultuação da fé cristã. A discussão inicialmente procura apresentar a relação entre o fenômeno natural e a religiosidade do povo sertanejo. Em seguida apresentaremos o contexto histórico, político e geográfico do Distrito de Cariutaba e especificamente a do Cruzeiro. A partir do embasamento teórico e da oralidade das pessoas mais velhas da comunidade que o corpus foi escrito. Vale salientar que a pesquisa histórica é inconclusa tendo em vista que ela é construída a partir do viés de cada cidadão, entretanto, conseguimos esse trabalho nos permitiu compreender que o sagrado entra em simbiose com as questões da seca e religiosidade popular.
Oral
Palavras-chave: africanidades,afrodecendência,pesquisa afrodescendente
Oral
A REPRESENTAÇÃO DO NEGRO NO FUTEBOL: UMA ANÁLISE SOBRE A COPA DO MUNDO
SIONY ROCHA DE SOUSA; ALINE ROCHA DOS SANTOS
A presença do negro em lugares que “naturalmente” era negada sua participação não é algo novo, contudo é necessário refletir que ainda há espaços onde sua atuação deve ser ampliada, como no caso do futebol, onde a manifestação do racismo se faz presente. O objetivo do estudo é analisar a representação (ou não) do negro no futebol, a partir da análise da copa do mundo de 2018. Trata-se de um estudo qualitativo realizado a partir do conteúdo de publicações e comentários em redes sociais, matérias e reportagens on line, o período de recorte foi entre junho de 2017 e julho de 2018. A coleta dos dados foi realizada nas plataformas de pesquisa do Google e Instagram. O tratamento dos dados foi feito com base na análise de conteúdo, seguindo a proposta de Bardin (2011). A quantidade de jogadores negros é relevante, mas apenas um técnico negro esteve presente na copa do mundo em 2018, o que mostra a condição da própria sociedade, onde a presença do negro em papéis de autoridade e comando ainda é pequena. Os comentários racistas realizados por torcedores atribuem os fracassos aos negros, enquanto nas situações de conquista não há o mesmo protagonismo. O futebol enquanto fenômeno social necessita ser democratizado, já que em determinadas situações se mostra um ambiente hostil aos negros.
Oral
ÁFRICAS NEGRAS PERIFÉRICAS: DEBATENDO EM SALA DE AULA EPISTEMOLOGIAS E RESISTÊNCIAS DO HIP HOP FORTALEZENSE
PAULO HENRIQUE FERREIRA DE FREITAS; Everton Yago Bezerra da Silva; Carlos Eduardo Carvalho Bernardino; David Miguel Freitas; Larissa Oliveira e Gabarra
Neste artigo buscaremos relatar um conjunto de observações e inquietações derivadas de experiências em sala de aula com praticantes da cultura hip hop, especificamente o breaking (dança) e o rap (música) do grupo É Nois Crew, particularmente jovens negros e brancos. Compartilhamos trajetórias, resistências e referências, junto com estudantes de ensino médio do Maciço de Baturité e da periferia de Fortaleza, com faixa etária entre 14 a 19 anos. Utilizamos a metodologia abordada pela Pretagogia (PETIT, 2015) para desenvolvimento das oficinas, além da utilização dos recursos práticos da dança e de debate. Esses momentos se deram por meio da oficina que denominou-se “Culturas de Matrizes Africanas na Contemporaneidade - Hip Hop”, do curso “Histórias e Culturas do Negro” organizado pela equipe do Projeto de Extensão Áfricas do Joá. Durante 5 oficinas discutimos bastante temas e levantamos diversos questionamentos, portanto apontamos aqui, apenas algumas das principais discussões centrais para a construção da análise das questões raciais presentes nas oficinas como, subdivididos em duas perspectivas, a primeira epistemológica através de referências revolucionárias, artistas negras/os e intelectuais negras/os e a segunda discute a produção de resistências no cotidiano e nas comunidades.
Oral
Abrir o trabalhoCAPOEIRA INCLUSIVA NA EJA EM OCARA-CE: DANÇANDO, CANTANDO, LUTANDO E SUPERANDO
JULIO CESAR LOPES DE OLIVEIRA; Carlos Mendes Tavares; Antonio Roberto Xavier
O texto aborda a prática da Capoeira como uma atividade vinculada a arte, a dança, a música, o canto, o esporte, a saúde e a educação pedagógica e estética. Neste sentido, o texto apresenta a capoeira, especificamente a capoeira regional, no caso a Quibungo Capoeira do município de Ocara como expressão cultural tradicional, popular e afro-brasileira integrante e integradora da história e memória da construção do patrimônio material e imaterial da nação. Neste sentido, a capoeira necessita está indissociavelmente integrada na base curricular no âmbito da educação patrimonial. É relevante ressaltar que desde 25/11/2014, a Roda de Capoeira, passou a fazer parte integrante da relação representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). No Brasil, a prática da capoeira, além de fazer parte do patrimônio cultural material e imaterial do povo brasileiro, integra o contexto curricular nacional, precisando ser protegida, difundida e ampliada, continuamente com ações pedagógicas que ampliem as abordagens sobre a Capoeira como uma atividade multi, inter e transdisciplinar na vida das pessoas, sobretudo das crianças e jovens que podem utilizá-la como ferramenta promotora para o exercício.
Palavras-chave: Capoeira,Patrimônio,Ocara,Cidadania,Ensino
Oral
CIADI :UM DIALOGO ENTRE A ETNOMATEMÁTICA E A CAPOEIRA
THALYSSE SOUZA DA SILVA; Marcia Maria Souza Silva; Eliane Costa Santos
O presente artigo é resultado de uma pesquisa feita durante a Componente Curricular “Ensino da Etnomatemática”, cursada durante o curso de Licenciatura Plena em Pedagogia pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), em 2018. Utilizamos como pesquisa bibliográfica D’Ambrosio (2001) e Santos (2018), e tomamos como metodologia de pesquisa a observação participativa em atividades de capoeira realizadas na Casa Encantada de Redenção, em parceria com o Centro Integrado de Atenção ao Desenvolvimento Infantil (CIADI), espaço que reúne membros da comunidade acadêmica e entorno, para desenvolver ações integradas e interdisciplinares para o atendimento de crianças, com vistas à promoção de seu desenvolvimento integral. Nesse sentido, tratamos de uma manifestação cultural de matriz africana e afro-brasileira, trabalhando o corpo físico e os conhecimentos matemáticos a partir dos conceitos da Etnomatemática, embasando-se na prática da Capoeira. Tomamos como apoio didático os movimentos, instrumentos, ritmos e letras das músicas. Nesse sentido, trazemos como considerações finais as diversas possibilidades de expressões dos movimentos da capoeira associando à diversos conteúdos que podem ser apreendidos nesse momento, como noções de tempo e espaço.
Palavras-chave: Educação, Etnomatemática, Cultura, Capoeira
Oral
Corpo negro e território: fronteiras tangíveis na integração universitária
DANIELLE STEPHANIE MELO FERNANDES; LUANA LESSA COSTA; LUIZINHO JORGE CÁ
O presente artigo tem o objetivo de entender as relações entre o corpo negro e o território no cotidiano da Universidade Internacional da Integração da Lusofonia Afro-Brasileira, partindo da hipótese que o corpo é elemento que cria espaços e transforma-se no deslocamento, ao mesmo tempo, que carrega relações familiares, sociais, domésticas, além das línguas, das nacionalidades e das etnias. Para isso, utilizamos autores como Milton Santos, Kabengele Munanga, Michel de Certeau, Leila González e Claude Raffestin. A metodologia é composta por entrevistas semiestruturadas e revisão bibliográfica. As entrevistas propôem diálogos sobre diferenças de negritude entre brasileiros e estrangeiros, além das estratégias de hierarquização dos corpos e da violações desses “territórios-corpos” a partir de pressupostos racistas. Consideramos a Unilab, não apenas como território brasileiro físico (lugar), mas como um lugar ocupado pelas pessoas e que está em uso permanente de humanidade. Com base nas entrevistas, percebe-se que os entrevistados confirmam a existência de fronteiras entre o corpo negro e corpo branco na Universidade, questionando a integração e a representação dos corpos deles em monumentos na cidade de Redenção, uma das sedes da instituição.
Palavras-chave: corpo,território,negritude
Oral
DESCOLONIZAÇÃO DO CURRÍCULO ESCOLAR NA GUINÉ- BISSAU: PARTINDO DA EXPERIÊNCIA QUE DESCOLONILIZOU O CURRICULO BRASILEIRO
RUGANA INDAFÁ; Rosangela Ribeiro da Silva
RESUMO: O presente resumo tem o objetivo discutir estratégias de descolonização do currículo escolar na Guiné-Bissau, partindo da experiência do Brasil descolonizando o currículo implementando a obrigatoriedade do ensino de história e cultura africana e afro-brasileira no ensino brasileiro, através da obrigatoriedade da Lei 10.639/03, percebendo como tais experiências podem contribuir com práticas educativas libertadoras (Freire,1982) em Guiné-Bissau. Partindo deste pressuposto, apontar sugestões de como essa experiência brasileira na desconstrução pode contribuir na desconstrução e elaboração de um currículo desconstruído, e na construção de uma educação com alicerce no pais, e tomar em conta a tamanha diversidade cultural que se encontra na Guiné-Bissau. No entanto, este trabalho vai ter como metodologia a revisão bibliográfica de Ocuni Cá (2015), Ribeiro (2001), Freire (1982, 1970), Moreira e Candeau (2014), Arroyo (2013), Gomes (2012) dentre outros, bem como a análise documentos nacionais que são referência para o tratamento da temática em tela, como as Diretrizes Curriculares Nacionais para as Relações Étnico-Raciais, e os relatórios dos organismos internacionais que têm determinado as diretrizes para a educação dos países ditos em desenvolvimento, como na Guiné-Bissau.
Oral
DESMISTIFICANDO AS NARRATIVAS: ÁFRICA A PARTIR DE UM PRISMA ENDÓGENO E HETERODOXO
POLICARPO GOMES CAOMIQUE
Este artigo visa analisar as abordagens críticas a respeito dos estudos africanos, trazendo a ribalta o universo temático que contrapõe as construções arbitrárias e estereotipadas propagadas pela literatura ocidental com o intuito de perpetuar a lógica da superioridade da civilização europeia. Tendo em vista o ensejo basilar deste artigo que é desvelar a incongruência entre o discurso de alguns escritores ocidentais e africanos a respeito da África decidi seguir o conduto metodológico fundamentalmente centrado na análise bibliográfica, ou seja, na avaliação dos trabalhos existentes sobre a temática. A história nos evidência que o advento do colonialismo e crescimento da interação dos europeus com os povos africanos aumentou drasticamente o interesse por parte de alguns antropólogos, historiadores e filósofos europeus em explanar a realidade das sociedades africanas. Infelizmente essas interpretações foram carregadas de idealizações subjetivas e posturas pseudocientíficas que resultaram numa interpretação afro-pessimista e simplista da realidade africana. Em contraposição a essas lógicas, emergiram alguns trabalhos dos africanos e afro-diaspôricos identificando as atitudes pseudocientíficas dos antigos estudos africanos, assim como de alguns pesquisadores e instituições africanos
Oral
DO ATABAQUE À TELA: PERSPECTIVAS CINEMATOGRÁFICAS NO ENSINO DA HISTÓRIA E CULTURA AFRO-BRASILEIRA
RODRIGO ALVES DA SILVA
Resumo: O presente trabalho busca discutir o cinema como instrumento no auxílio ao ensino de história, bem como indicar produções cinematográficas que tratem sobre as questões afro-brasileiras, em consequência da carência de materiais didáticos que abordem esse tema, detectado através de experiências na disciplina de Estágio Supervisionado I do Curso de História, do Centro de Formação de Professores – CFP, da Universidade Federal de Campina Grande – UFCG, em uma escola localizada em um bairro periférico de Cajazeiras PB. A lei 10.639/03 determinou a inserção do ensino Afro-brasileiro e africano nas escolas de ensino básico, porém, como afirmam Medeiros e Almeida (2007) ao aplicar a lei, o governo não considerou a realidade desafiando o professor para a produção de material didático pedagógico comprometido com uma escola e uma sociedade antiracista. Diante dessa conjuntura, os professores precisam buscar mecanismos para obter uma formação contínua e o acesso a apoios didáticos ao lecionar as temáticas citadas. Para Pereira e Silva (2014) o cinema também faz possível a absorção da História e dos processos de cognição na interpretação das ações humanas em diferentes tempos e espaços.
Palavras-chave: Ensino,Cinema,História,Cultura Afro-brasileira
Oral
EDUCAÇÃO PARA RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS NO ENSINO DE GEOGRAFIA: REFLEXÕES A PARTIR DA LEI 11.645/08
FRANCISCO JOEDSON DA SILVA NASCIMENTO
O presente trabalho tem como objetivo teorizar sobre as determinações estabelecidas pela lei 11.645/08 que modifica a lei 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB), alterada pela lei 10.639/03, afim de estabelecer a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena na esfera de todo o currículo escolar em todas as séries da educação básica. No presente trabalho buscamos discutir tanto o porquê da necessidade da referida lei, bem como possíveis caminhos para sua implementação no âmbito do ensino de geografia. Para tanto, adotamos como referências Renato Nogueira (2012), Aníbal Quijano (2005), Sousa Neto (2008), Anjos (2005), Renato Emerson dos Santos (2009), Ratts (1998), Carmo Cruz (2017), Brighenti (2016), Bernardino-Costa & Grosfoguel (2016), dentre outros. Esta pesquisa perpassa pela discussão do currículo escolar, pois num contexto em que o discurso e a leitura do mundo são majoritariamente eurocentrados, revisar a perspectiva ideológica da formulação dos currículos é crucial. Neste ínterim, os conceitos da Geografia Escolar – espaço, região, lugar, território, paisagem – são ricos instrumentos para a abordagem dessas temáticas, podendo contribuir significativamente para a superação do racismo institucional ainda vigente em boa parte das instituições escolares brasileiras, este que é responsável pelas violências epistêmica e simbólica praticadas no interior desses espaços. A lei 11.645/08 traz o desafio de construir uma outra educação, uma educação baseada no dialogo intercultural, e, portanto, antirrascista.
Palavras-chave: Lei 11.645/08, Educação para as Relações Étnico-Raciais,Ensino de Geografia
Oral
ENSINO BÁSICO: REFLETINDO A IMPLEMENTAÇÃO E APLICABILIDADE DA LEI 10.639/2003
FELIPE FABRICIO GENUINO SAMPAIO; ROSÁLIA FELIPE DA SILVA; REGINALDO FERREIRA DOMINGOS
Pesquisadores afirmam que a educação brasileira silenciou e excluiu as questões que remetem à história da população negra no Brasil e suas contribuições para a sociedade, outros falam das dificuldades encontradas por professores em trabalhar a temática, mesmo sendo obrigatória por lei. Deste modo o presente trabalho trata-se de uma pesquisa de campo realizada no âmbito da Universidade Federal do Cariri no curso de Licenciatura Interdisciplinar, a qual portou-se de um caráter qualitativo e quantitativo. Tendo como objetivo principal analisar a aplicabilidade e o conhecimento acerca da Lei 10.639/03 por parte do núcleo gestor e corpo docente das escolas de ensino infantil e do fundamental I e II da cidade de Brejo Santo-CE. Lei esta que torna obrigatório o ensino de História e Cultura Africana e Afro-brasileira na educação básica. É válido ressaltar ainda que o estudo possibilitou a análise dos Projetos Políticos Pedagógicos (PPP’s) das escolas foco da pesquisa. Além da análise dos PPP’s, buscou-se angariar dados a partir de entrevistas que foram dirigidas aos gestores e docentes. Diante das respostas obtidas e das análises feitas dos PPP’s, concluiu-se que existem deficiências no processo de implementação da Lei 10.639/03, tanto quanto o desconhecimento da mesma.
Oral
Gênero e Diversidade Sexual na Experiência Familiar de Graduando(a)s em Pedagogia
CLÊNIA VALÉRIA GONÇALVES SOARES; Alexandre Martins Joca
Neste artigo apresento e analiso as questões de gênero e sexualidade na experiência familiar do(a)s graduando(a)s em Pedagogia da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). O estudo teve caráter de pesquisa qualitativa e os procedimentos metodológicos utilizados se deram por meio de entrevistas semi-estruturadas com 04 (quatro) graduando(a)s em Pedagogia da UFCG – Câmpus de Cajazeiras, participantes do curso de extensão “Educação Sexual e Cidadania” e pela observação-participante durante o referido curso. O estudo possibilita conhecer as experiências familiares que contribuíram para a formação dos sujeitos no que diz respeito à educação sexual. Aponta, ainda, que a educação familiar é relevante para a produção de conhecimentos sobre a sexualidade, em especial, na (re)produção de preconceitos e discriminações de gênero e de orientação sexual. Concluímos que o espaço familiar, desde a infância, influencia significativamente na educação sexual dos sujeitos, determinando como estes devem se comportar, ensinando os papéis sociais para “meninos” e “meninas”, a partir de uma diversidade de estratégias de reafirmação da binaridade de gênero e dos preceitos heteronormativos instituídos.
Palavras-chave: Educação Sexual, Gênero, Sexualidade
Oral
Abrir o trabalhoGRUNEC: RESISTÊNCIA E CONTRIBUIÇÕES PARA A EDUCAÇÃO DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS NO CARIRI CEARENCE
CHARLENICE FEITOSA PAIVA; LEDIVÂNIA FARIAS GOMES; LUIZ CARLOS CARVALHO SIQUEIRA
Partindo da premissa de que a educação popular e dos movimentos sociais tem se constituído como temática relevante para o atual contexto educacional e tidas, sobretudo, como um campo de diálogo para formação docente, este trabalho tem como objetivo buscar por meio de uma atividade de campo, identificar e compreender os movimentos sociais no contexto regional do Cariri, em especifico o Grupo de Valorização Negra do Cariri - GRUNEC, para tanto foi necessário fazer um apanhado de alguns teóricos para melhor fundamentar a pesquisa, foi estudado autores como: Allene Lage (2013), Maria da Glória Gohn (1994, 2013), Nilma Lino Gomes (2005), Dolglas Verrangia (2010) e utilizamos a entrevista sobre o GRUNEC feita com um dos membros fundadores do mesmo. A pesquisa tem abordagem qualitativa e se constitui em pesquisa exploratória. Fomos contempladas com duas atividades ligadas ao GRUNEC que possibilitou reflexões significativas da atuação do movimento na região do cariri. Portanto, foi possível conhecer de perto o movimento social supracitado, suas pautas, processos educativos, como ele atua na sociedade, nos possibilitando assim relacionar teoria e prática, e a pesquisa contribuindo para nossa formação docente e para repensar práticas educativas voltadas para as relações étnico-raciais.
Palavras-chave: Movimentos Sociais,GRUNEC,Educação,Formação Docente
Oral
LEI 10. 639/03: UMA PROPOSTA DE ANÁLISE DOS LIVROS DIDÁTICOS DE CIÊNCIAS E MATEMÁTICA DO ENSINO FUNDAMENTAL II
ROSÁLIA FELIPE DA SILVA; REGINALDO FERREIRA DOMINGOS
Discutir a presença da população negra e afrodescendente na educação é algo de total relevância, ainda mais levando em consideração suas contribuições ás várias áreas de conhecimento tanto no ensino de ciências naturais como no ensino da matemática, bem como em outras disciplinas existentes na prática escolar. Diante disto, este trabalho trata-se de um projeto de pesquisa documental em fase inicial, ao qual parte de um caráter qualitativo, quantitativo e exploratório. Tendo como objetivo fazer uma análise nos livros didáticos de ciências naturais e matemática do ensino fundamental II com relação à abordagem acerca da Lei 10.639/2003. Sancionada no ano de 2003 em que evidencia como obrigatoriedade o ensino de História e Cultura Africana e Afro-brasileira e suas contribuições para educação em todos os campos do conhecimento. Busca-se a priori construir uma análise a partir dos suportes teóricos pertinentes à temática, adentrar a campo na intenção de buscar os livros didáticos, estes que serão instrumentos principais para esta pesquisa e posteriormente, fazer uma análise no sumário, imagens e conteúdo desses livros na tentativa de saber se direta e/ou indiretamente os mesmos trazem em seu escopo, algo que remeta a lei, por fim estabelecer a quantificação dos resultados alcançados.
Oral
MATERNIDADE E ACESSO À UNIVERSIDADE: UMA ANÁLISE INTERSECCIONAL
LIVIA MARIA NASCIMENTO SILVA; CAIO TAVARES ARRAES; CICERA NUNES
Conforme registrado na base de dados DATASUS, no intervalo de 10 anos, entre 2007 e 2016, a média anual, entre mães com idades de 10 a 19 anos, foi de 560 mil nascimentos. Além dos desafios de uma maternidade precoce, essas jovens, e agora mães, se deparam com outras dificuldades, como a árdua tarefa de conciliar os cuidados maternos com as obrigações educacionais. Deste modo, compreendendo este alto índice e as dificuldades que envolvem a falta de políticas públicas que garantam à permanência e o acesso à educação formal, este estudo tem como objetivo analisar a efetividade do direito ao acesso ao ensino superior de mulheres que são mães. Adota-se como abordagem metodológica a pesquisa qualitativa, tendo como instrumento de coleta de dados a revisão bibliográfica de artigos publicados em periódicos sobre o tema proposto, além de dados estatísticos que comprovem a vulnerabilidade da mulher que é mãe perante o ingresso e trajetória na universidade. A pesquisa segue os métodos e parâmetros discursivos da interseccionalidade, reforçando a importância da compreensão da sobreposição de identidades sociais e sistemas de opressão, dominação e discriminação a partir de fatores biológicos, culturais e sociais, como o sexo, o gênero, a raça, a classe, a idade, a gravidez, o estado civil entre outras. O entendimento dessas categorias a partir de uma perspectiva relacional, como a da interseccionalidade, pode proporcionar contribuições na percepção das causas e consequências da desigualdade e da marginalidade na vida das mulheres negras.
Palavras-chave: Mulher,Maternidade,Interseccionalidade,Acesso a universidade
Oral
NARRATIVAS NEGRASCENDENTES NAS ARTES VISUAIS: YABARTE E A PRODUÇÃO FEMININA NEGRA CONTEMPORÂNEA
MARIA CLAUDINEIDE ALVES MACEDO ; ELIANA BARBOSA DE AMORIM; RENATA APARECIDA FELINTO DOS SANTOS
O artigo apresenta os objetivos e contribuições do Projeto de Pesquisa YABARTE: Processos gestacionais na arte contemporânea a partir dos pensares e fazeres negros femininos, para a produção de conhecimento científico e a construção da história da arte brasileira. O nome YABARTE surge da junção da palavra Yabá e Arte, sendo as Yabás orixás, deusas oriundas do povo Iorubá. O projeto funciona dentro do grupo de pesquisa NZINGA- Novos Ziriguiduns Internacionais e Nacionais Gerados nas Artes Visuais/CNPq, liderado pela Dra. Renata Felinto, que em seu cerne faz-se local de acolhimento de investigações e iniciativas que contemplem as produções dos grupos tidos como “excluídos” dentro de alguns segmentos sociais, étnico-raciais e sexuais nos protagonismos registrados e propagados pelas narrativas hegemônicas nas histórias das artes visuais. Neste sentido, o YABARTE busca mapear, visibilizar e organizar, as produções negrascendente femininas de artistas brasileiras atuantes na contemporaneidade. Realizamos um levantamento com mais de 130 artistas de distintas idades, regiões, técnicas e procedimentos artísticos, somando a esse material textos e imagens que serão utilizados na produção de artigos/verbetes e de um catálogo que contará com o material elaborado pela pesquisa.
Palavras-chave: Narrativas,Arte Contemporânea,Artistas negras
Oral
NEEHDREM: FORMAÇÃO DE IDENTIDADES PROFISSIONAIS DOS DISCENTES DA LICENCIATURA INTERDISCIPLINAR EM CIÊNCIAS NATURAIS E MATEMÁTICA
ANDRESSA RIBEIRO SILVA; Maria Heloisa Félix da Silva; Reginaldo Ferreira Domingos
Estudos demonstram incompreensões e equívocos no tocante às questões raciais e o racismo brasileiro os quais, originaram movimentos de combate a tais acontecimentos. Na Universidade Federal do Cariri (UFCA), no Núcleo de Estudos em Educação, História, Diversidade, Raça, Etnia e Movimentos Sociais (NEEHDREM) há estudos que se constatam fatos análogos a outras pesquisas no Brasil no que se refere ao racismo, a implementação da lei 10.639/2003 e assuntos correlatos. Destarte, pretende-se abordar estudo sobre o núcleo almejando entender as suas contribuições na formação dos discentes do curso de Licenciatura Interdisciplinar em Ciências Naturais e Matemática (LICNM). Questionários semiestruturados e online estão sendo utilizados na coleta de informações junto aos participantes. Objetiva-se averiguar como a identidade docente pode ser construída a partir da inserção no grupo e os reflexos na formação dos vindouros professores. Conclui-se, diante das inquirições iniciais, que o núcleo tem contribuído nessa formação de maneira significativa a partir de estudos de referenciais teóricos e debates, permitindo assim a construção da identidade docente e de um cidadão mais reflexivo quando se trata das questões étnico-raciais, do racismo anti-negro, dos/as negros/as na educação, etc.
Oral
O DISCURSO HETEROBIOGRÁFICO E A VIOLÊNCIA DE GÊNERO E RACIAL CONTRA A CRIANÇA E O ADOLESCENTE- UMA ANÁLISE DA OBRA “QUARTO DE DESPEJO”
JARDEL PEREIRA DA SILVA; JÚLIO CÉSAR FEIJÃO MATOS; MARIA DO SOCORRO CORDEIRO DE SOUSA; ZULEIDE FERNANDES DE QUEIROZ; GILTON SAMPAIO DE SOUZA
Muito se analisa o gênero autobiografia partindo-se do olhar observador da narradora sobre si própria. O presente trabalho vem em uma análise diferente: a partir dos relatos de Carolina Maria de Jesus investigar a violência de gênero e racial contra a criança e o adolescente na obra Quarto de Despejo. Para tanto, realizou-se um recorte nas categorias (I) violência doméstica, (II) violência de crianças e adolescentes para com outras crianças e adolescentes dentro da favela do Canindé e (III) as ações e omissões do Estado perante o fenômeno da violência. O intuito deste trabalho é instigar as academias das Letras e das Ciências Sociais para o caráter denunciativo que o discurso heterobiográfico pode assumir, pois a narradora de Quarto de Despejo não fala somente de si. É testemunha ocular de intensas violências em que as vítimas eram crianças e adolescentes. Constitui-se ainda como desejo desse trabalho, a ideia de ser apenas um motivador para o desenvolvimento de outros estudos mais aprofundada e detalhados sobre esta temática, uma vez que há pouco destaque na literatura afro-descente na bibliografia e no conjunto de obras literarias nacionais, a metodologia adotada é de cunho qualitativo, descritivo, documental e com análise crítica do discurso.
Palavras-chave: Discurso heterobiográfico, Violência,Quarto de Despejo,Racismo
Oral
O ENSINO DE HISTÓRIA E A IMPLEMENTAÇÃO DA LEI 10.639/2003 NA EEEP MONSENHOR ODORICO DE ANDRADE
ANTONIA LANNUZZA GOMES LOUREIRO
A pesquisa em andamento, objetiva investigar o Ensino de História e a implementação da lei 10.639/2003 na Escola Estadual de Educação Profissional Monsenhor Odorico de Andrade em sua primeira década de funcionamento (2008 – 2018). A Unidade Educacional de Ensino Profissionalizante localiza-se no município de Tauá, na região dos Inhamuns, no estado do Ceará. No ano de 2007, o Governo Federal lança o programa Brasil Profissionalizado, com o objetivo de fortalecer as redes estaduais de educação profissional e tecnológica, através do repasse de recursos para que os estados investissem na criação, modernização e expansão das redes públicas de ensino médio integrada à educação profissional. Em 2008, o Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria da Educação, criou a rede estadual de Escolas de Educação Profissional – EEEP. É exatamente nesse contexto que surge a escola objeto de nossa pesquisa.Reconhecida por seus bons índices de inserção de alunos nas universidades e no mercado de trabalho; seus projetos pedagógicos são comumente replicados em outras escolas da região. Portanto, ao investigarmos e colaborarmos com a significativa implementação da lei 10.639/2003 nessa escola, estaremos influenciando sua adequada aplicação nas demais unidades educacionais da 15ª Crede. A lei federal 10.639/2003, que determina a inclusão no currículo da rede de ensino o estudo da História e Cultura Afro-Brasileira, é considerada um marco efetivo nas ações afirmativas que visam o reconhecimento da diversidade étnicorracial na educação brasileira. As considerações iniciais da pesquisa estão sendo formuladas sob a luz das teorias e conceitos formulados por Selva Guimarães, Tomaz Tadeu Silva, Nilma Lino Gomes, Kabengele Munanga, dentre outros. Ao final do projeto, será construído um Manual Pedagógico, com sugestões para auxiliar na implementação adequada da lei.
Palavras-chave: História, Ensino, Diversidade, Educação
Oral
O PARADIGMA EPISTEMOLÓGICO AFRICANO EM QUESTIONAMENTO
HEULER COSTA CABRAL
O objetivo desse trabalho consiste, por um lado, em questionar a construção do paradigma epistêmico em África e a busca de melhoramento do mesmo, e em mostrar, chamar atenção e questionar sobre as sombras eurocêntricas nessa construção, sendo que devido o relacionamento de África com o ocidente no passado e na contemporaneidade, o modelo do saber africano não podia de isentar das influências eurocêntricas, pois isso dificulta no “desenvolvimento” cultural e na “enquadrabilidade” mental do indivíduo com a realidade. Visto que essa ligação do processo histórico, principalmente, o colonialismo continua a ter uma certa influência nos modos de interpretar a realidade nesse continente. Conquanto na África se procura construir um paradigma “especifico africano”, a globalização continua a reproduzir e impor um tipo de paradigma hegemônico eurocêntrico. A partir desse olhar, acredita-se que é sempre necessário questionar a epistemologia africana para que não fica nem tão pouco vazia de reflexo da sociedade africana. O trabalho é realizado com base na pesquisa bibliográfica, textos escritos pelos alguns autores africanos e outros, que de certo modo, trazem argumento importante para tentar compreender esse fenômeno.
Oral
O PRECONCEITO RACIAL PRESENCIADO EM CRECHE INFANTIL NA CIDADE DE CAJAZEIRAS-PB
CRISTINA DA SILVA GOMES
O presente artigo tem como objeto principal estimular as reflexões acerca do preconceito étnico-racial dentro do âmbito escolar na educação infantil. Este estudo surgiu a partir de uma experiência durante o estágio supervisionado da educação infantil proposto pela Universidade Federal de Campina Grande – Campus Cajazeiras, em que presenciei o preconceito racial na educação infantil em creche na cidade de Cajazeiras/PB. Para isso, abordarei sobre a nossa diversidade étnico-racial, evidenciando a miscigenação brasileira composta pelas misturas étnicas dos indígenas, portugueses e africanos, para assim, ressaltar os conceitos de racismo e preconceito, que devido a historicidade brasileira foram se mantendo até os dias atuais de forma conservadora. E como evidência disto, discutirei como essa experiência de preconceito na educação infantil que nega a existência da nossa diversidade, podem trazer consequências para formação da identidade negra nas crianças receptoras, além disso, podendo influenciar para que elas perpetuem o racismo posteriormente. Com isso, salientarei formas de nós, professores, trabalharmos as questões étnico-raciais com práticas pedagógicas que contemplem a nossa diversidade, tendo em vista o grande papel da educação na desconstrução desses preconceitos.
Palavras-chave: étnico-racial, preconceito, educação infantil
Oral
O REISADO CARIRIENSE: MEMÓRIA PRETA, PATRIMÔNIO E MÍDIA
ROMÊNIA GOMES DE OLIVEIRA
Tendo em vista as dimensões sobre o conceito de cultura e a grande abrangência da mesma, este artigo tem como objetivo refletir sobre como manifestações culturais populares, especificamente como o Reisado ou Folia de Reis, que canta e encena uma mesma história de uma maneira educativa diferente da ensinada nas escolas, no caso, a história do nascimento do menino Jesus, pôde contribuir para fortalecer uma história e cultura não reconhecida para seu público, em questão a história do povo negro escravizado, que foi apagada ao longo do tempo pelas instituições brasileiras que queimou documentos oficiais, expulsou negros de seus bairros, aumentou o investimento na mão de obra europeia, inclusive no apoio em sua imigração, na tentativa de apagar o passado escravocrata do Brasil da memória da nova sociedade que surgia após o período abolicionista. Em seguida, vamos analisar os sentidos dados pela mídia a essas manifestações dos grupos de reisado da região do Cariri, através das postagens do portal Cariri Atual, e como a midiatização dessa manifestação cultural se torna importante para a documentação e constituição de um acervo digital em imagem-texto da história da cultura popular e do povo negro na região executado pelos realizadores dessa manifestação.
Oral
ORFEU DA CONCEIÇÃO: UMA ANÁLISE CRÍTICA DA REPRESENTAÇÃO AFRO-BRASILEIRA.
PAMELA LOPES DINIZ SILVEIRA
O presente trabalho se propõe a analisar a peça Orfeu da Conceição, de Moraes (1956) como atividade da disciplina de Teoria da Literatura II, do Curso de Letras da Universidade Federal de Campina Grande – UFCG, do Centro de Formação de Professores. Esta tragédia carioca foi inspirada no mito grego de Orfeu e Eurídice, transposto para um morro carioca, com personagens negros, em que se busca a representação e homenagem à cultura afro-brasileira. Apesar disso, a partir da leitura da obra pude perceber o modo como a mulher, o homem negro e o candomblé são apresentados de forma pejorativa, marcados pelo racismo e hipersexualização dos seus corpos, a partir de uma visão eurocêntrica e cristã, como aponta Oliveira (2012), atrapalhando assim, diretamente no processo de aceitação das crianças e jovens negros, devido à falta de representatividade e estudos a cerca da cultura africana dentro das escolas. Desse modo, julgo ser de extrema importância utilizar obras literárias brasileiras que tratem das relações étnicorraciais na escola de forma crítica, visando refletir e levantar problemáticas, reconhecendo a população negra como sujeitos políticos e históricos, além do direito à memória e sua história, bem como, a valorização sociocultural brasileira, apresentado por Rocha e Filho (2018).
Oral
PESQUISA AFRODESCENDENTE NO CARIRI CEARENSE
LARISSA ARAÚJO ALVES; Cicera Nunes
Larissa Araújo Alves Cícera Nunes RESUMO Na presente proposta discutimos os resultados preliminares de uma pesquisa de iniciação científica que está sendo desenvolvida no âmbito do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação, Gênero e Relações Étnico-Raciais NEGRER/URCA que tem como propósito analisar a produção cientifica com a temática da afro descendência desenvolvida no período de 2000 a 2018 no Cariri cearense. Esperamos, com o desenvolvimento desse trabalho, construir um banco de dados que possa auxiliar outros pesquisadores no estudo do tema. O trabalho está sendo desenvolvido a partir de uma abordagem quantitativa e qualitativa, caracterizando-se como uma pesquisa exploratória e a técnica documental. Faremos o uso do banco digital de teses e dissertações da Capes, bem como a visita a bibliotecas das instituições de ensino superior da região. A pesquisa encontra-se em andamento e percebe-se a sua relevância no sentido de impulsionar o PESQUISA AFRODESCENDENTE NO CARIRI CEARENSE desenvolvimento de outros estudos sobre o tema na região. Simpósio Temático1: Questões Etnicoraciais e Diversidades
Oral
POR QUE EDUCAÇÃO SEXUAL? IMPLICAÇÕES EPISTEMOLÓGICAS PARA A PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO EM GÊNERO E SEXUALIDADE NA GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA
ALEXANDRE MARTINS JOCA; Clênia Valéria Gonçalves Soares
Neste artigo discutimos questões epistemológicas da produção do conhecimento em gênero e sexualidade na graduação em pedagogia. Tomamos como ponto de partida as implicações ocorridas na produção do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) intitulado “Educação Sexual: gênero e diversidade sexual nas experiências e na formação de graduando(a)s em Pedagogia”, no âmbito da Universidade Federal de Campina Grande - Câmpus de Cajazeiras. Na dimensão metodológica, trazemos as questões observadas e compartilhadas entre a pesquisadora e o orientador no percurso da pesquisa, com ênfase nas questões que nos remetem às especificidades apresentadas pelo objeto de estudo. No decorrer da pesquisa, observamos, entre outras questões, a existência da interpelação, em tom de estranhamento e reprovação, sobre a escolha da temática, especialmente, no âmbito das relações pessoais da pesquisadora, entre familiares e amigos, assim como a existência de desafios epistemológicos na apropriação teórico-conceitual em torno da temática, de modo que concluímos que essa temática ainda enfrenta resistências no campo da produção de conhecimento na graduação em pedagogia, dificultando a formação do(a)s graduando(a)s em educação sexual, no entanto, possibilita, em torno de sua elaboração a práxis.
Palavras-chave: Educação sexual, gênero,sexualidade,Produção de conhecimento
Oral
Reflexos da Discriminação Racial no Processo Ensino/Aprendizagem
KETLY SOUZA PINHEIRO; MARIA SUZANA DE OLIVEIRA NASCIMENTO; REGINALDO FERREIRA DOMINGOS
Comenta-se com frequência a respeito da discriminação racial, esta que gera, por consequência, exclusão de pessoas do meio social, por motivos de cor, raça, etnias entre outras distinções. Dentre essas consequências estruturais e estruturantes do racismo brasileiro a população negra sofre um processo de segregação e invisibilidade na composição social, política, econômica e cultural, por ser narrada uma história de sofrimento e inferioridade desde o período na escravidão. O fato de que vivemos em uma democracia ainda é enfatizado na escola, mas é notória grandes problemas como o racismo na entidade escolar, nos livros didáticos e na própria composição curricular, que nos fazem pensar um pouco sobre estes quesitos no âmbito educacional. Com base no que foi dito, objetiva-se analisar os reflexos que a discriminação racial acarreta no processo de ensino/aprendizagem, para isto tornou-se necessário uma pesquisa de cunho bibliográfico analisando e levantando dados de fontes secundárias, tendo embasamento teórico. Em que concluímos que a discriminação racial é prejudicial aos alunos não apenas no seu desenvolvimento escolar, mas em todo um contexto social, profissional e intelectual e, por conseguinte, atingindo direta ou indiretamente toda a sociedade.
Palavras-chave: Sociedade,Racismo,Entidade escolar
Oral
REISADO E GEOGRAFIA: INFERÊNCIAS
ANTONIO MARCOS GOMES DA SILVA
A Geografia, por estudar as relações sociais que se inserem no espaço geográfico, e a interpretação espacial decorrente dessas relações monta o lado da essência, no que diz respeito aos fenômenos culturais, neste sentido, as manifestações culturais que compreendem o período da Folia de Reis também contemplam análises para a Geografia, como ciência social e humana. Este trabalho tem por objetivo entender como o reisado em sua expressão corporal e representatividade pode ser estudada com o propósito de espacialização e surgiu mediante uma provocação do professor Alex Ratts da Universidade Federal do Goiás-UFG. Metodologicamente esse trabalho se qualifica de revisão bibliográfica, neste contexto, foram utilizadas as seguintes referências: Carneiro (1982) na dimensão da caracterização da folia de reis; Fernandes (1978) na perspectiva do fato folclórico, pois o reisado se enquadra nessa concepção; Santos (s/d) sobre o conteúdo corporificado, tendo em vista a maneira de ser um brincante de reisado e Silveira (2006) sobre o conjunto de situações, pois o conteúdo corporificado configura-se na possibilidade de situações; já Nunes (2011) apresenta a característica do reisado como sendo o legado africano no Cariri Cearense, no qual o fator do ‘catolicismo de preto’ assume a representatividade. Consideramos que a Geografia pode adentrar na reflexão espacial por meio do reisado, sobretudo na realidade de Juazeiro do Norte, onde existem diversos grupos, principalmente nos bairros João Cabral e Frei Damião. A religiosidade na sua forma hibrida é o elemento que liga os membros dos grupos, por agregar características do catolicismo e das africanidades.
Palavras-chave: Geografia,Reisado
Oral
RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS NO CONTEXTO ESCOLAR
ANDRÊSSA GLAUCYARA SILVA RAMOS ; Kássia Mota de Sousa
O presente trabalho integra uma pesquisa em andamento, sendo referente a um projeto de trabalho de conclusão de curso (TCC), cujo objetivo geral consiste em analisar as relações inter-raciais entre crianças no contexto escolar. Os objetivos específicos são: 1) analisar como desenvolvem-se as relações entre as crianças no contexto escolar, 2) compreender, a partir das crianças, as características das relações inter-raciais, 3) investigar se há um ensino que contemple as questões referentes à diversidade racial. Os sujeitos da pesquisa serão crianças regularmente matriculadas na escola pública, de uma turma dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Para o aporte teórico, serão utilizadas obras de autores como: Munanga (2005), Amaral (2011), Fazzi (2004), Santos (2006) e Cavalleiro (2003) que, por meio dos seus estudos referentes à infância, relações étnico-raciais e discriminação racial entre crianças no contexto escolar, contribuirão sobremaneira para a realização do trabalho. Há previsão de trabalhar com a seguinte metodologia: abordagem do tipo qualitativa, utilizando o método etnográfico, cuja coleta de dados será feita por meio de observação, diário de campo e entrevista semiestruturada.
Palavras-chave: Escola, Relações inter-raciais, Crianças
Oral
TRILHAS DE UMA EDUCAÇÃO DESCOLONIZADORA: A Luta pela EJA Em Escolas de Caucaia e Fortaleza
RAQUEL DI PAULA MESQUITA LIMA DE OLIVEIRA; MARIA ELIENE MAGALHÃES DA SILVA; RICARDO MAGNO MESQUITA LIMA
Pontuando nossas diversidades e afinidades com as culturas africanas e indígenas que pertencemos. Sabemos do racismo e da falta de oportunidades, desconsiderando a formação étnica africana e indígena. Com isso, vimos a necessidade de trabalhar na escola a partir de nossas ancestralidades embebidas em nossas práticas que nem percebemos, quão grande é o preconceito que foi implantado no país. Sendo assim possibilitamos construirmos nossa identidade étnico-racial nos projetos trabalhados. Para isso apontaremos neste trabalho alguns reflexões fundamentada na abordagem da afro-indígena, inspiração nos projetos das escolas: Francisca Alves do Amaral na cidade de Caucaia e Deputado Manoel Rodrigues no município de Fortaleza, refletirmos nossa identidade. Trabalharemos a Pretagogia que é o referencial teórico para negros, índios e brancos e com os marcadores das Africanidades, que embasa metodologicamente o trabalho, também a Pedagogia da Esperança e do Oprimido. Para isso, usaremos o estudo bibliográfico para responder algumas indagações, tais como: O que possibilitará a metodologia-teórica da Pretagogia? Como esperançar através de Paulo Freire? Fundamentamos em SILVA (2012) (2015), PETIT (2015); BÂ (1982), CUNHA (2013) FREIRE (1996) (1998) dentre outros.
Palavras-chave: EDUCAÇÃO, DESCOLONIZADORA, LUTA, EJA, PRETAGOGIA
Oral
TRILHAS DE UMA EDUCAÇÃO DESCOLONIZADORA: A Luta pela EJA Em Escolas de Caucaia e Fortaleza
RICARDO MAGNO MESQUITA LIMA; RAQUEL DI PAULA MESQUITA LIMA DE OLIVEIRA; MARIA ELIENE MAGALHAES DA SILVA
Discorremos no campo pedagógico de resistência e luta por uma EJA- Educação de Jovens e Adultos com mais oportunidades para a comunidade em que está inserido o trabalho, pontuando nossas diversidades e afinidades com as culturas africanas e indígenas que pertencemos. Sabemos do racismo e da falta de oportunidades, desconsiderando a formação étnica africana e indígena. Com isso, vimos a necessidade de trabalhar na escola a partir de nossas ancestralidades embebidas em nossas práticas que nem percebemos, quão grande é o preconceito que foi implantado no país. Sendo assim possibilitamos construirmos nossa identidade étnico-racial nos projetos trabalhados. Para isso apontaremos neste trabalho alguns reflexões fundamentada na abordagem da afro-indígena, inspiração nos projetos das escolas: Francisca Alves do Amaral na cidade de Caucaia e Deputado Manoel Rodrigues no município de Fortaleza, refletirmos nossa identidade. Trabalharemos a Pretagogia que é o referencial teórico para negros, índios e brancos e com os marcadores das Africanidades, que embasa metodologicamente o trabalho, também a Pedagogia da Esperança e do Oprimido. Para isso, usaremos o estudo bibliográfico para responder algumas indagações, tais como: O que possibilitará a metodologia-teórica da Pretagogia?
Palavras-chave: Educação. Descolonizadora. Luta. EJA. Pretagogia
Oral
Voz negra, mídia branca: processos de luta de cantores negros no brasil contemporâneo
EDUARDO TROTSKY GONÇALVES SIQUEIRA; Carlos Antonio Liberalino da Silva FIlho; Marina da Glória Ribeiro Alencar
O presente trabalho consiste em um estudo crítico sobre as vozes dos artistas negros brasileiros dentro da mídia branca do nosso país. Nele são levantadas hipóteses acerca de como a mídia trata esses artistas nas diferentes esferas de suas vidas e como eles são percebidos no seu cotidiano, no seu espaço pessoal e profissional e ainda quanto ao seu lugar de fala, exercendo sua negritude em seu trabalho e meios de comunicação como as redes sociais e programas de televisão; além do levantamento de questões como: ainda somos um país racista? A mentalidade escravocrata já foi superada? Tais artistas ainda sentem o peso da discriminação? Os protagonistas que nos ajudaram a responder e refletir sobre essas perguntas incluem: Gilberto Gil, Raça Negra, Seu Jorge e Alcione como representantes dos artistas que estão há mais tempo no cenário musical brasileiro e Liniker, MC Carol, Gabi Amarantos e Karol Conka para compor a representação dos artistas negros contemporâneos. Destaca-se a importância deste trabalho sobretudo para a sociedade uma vez que debates sobre questões raciais está em alta nos últimos anos no país e, também, através dessa reflexão, é possível identificar a mentalidade que as pessoas têm em face a negritude.
Palavras-chave: Mídia,Musica,Negritude,Voz Negra
Oral
VOZ NEGRA, MÍDIA BRANCA: PROCESSOS DE LUTA DE CANTORES NEGROS NO BRASIL CONTEMPORÂNEO.
CARLOS ANTONIO LIBERALINO DA SILVA FILHO; Marina da Gloria Ribeiro Alencar; Eduardo Trotsky Gonçalves Siqueira
O presente trabalho consiste em um estudo crítico sobre as vozes dos artistas negros brasileiros dentro da mídia branca do nosso país. Nele são levantadas hipóteses acerca de como a mídia trata esses artistas nas diferentes esferas de suas vidas e como eles são percebidos no seu cotidiano, no seu espaço pessoal e profissional e ainda quanto ao seu lugar de fala, exercendo sua negritude em seu trabalho e meios de comunicação como as redes sociais e programas de televisão; além do levantamento de questões como: ainda somos um país racista? A mentalidade escravocrata já foi superada? Tais artistas ainda sentem o peso da discriminação? Os protagonistas que nos ajudaram a responder e refletir sobre essas perguntas incluem: Gilberto Gil, Raça Negra, Seu Jorge e Alcione como representantes dos artistas que estão há mais tempo no cenário musical brasileiro e Liniker, MC Carol, Gabi Amarantos e Karol Conka para compor a representação dos artistas negros contemporâneos. Destaca-se a importância deste trabalho sobretudo para a sociedade uma vez que debates sobre questões raciais está em alta nos últimos anos no país e, também, através dessa reflexão, é possível identificar a mentalidade que as pessoas têm em face a negritude.
Palavras-chave: Mídia,Música,Negritude,Voz Negra
Oral
Palavras-chave: Memória,Vivência,Luta
Oral
Palavras-chave: Literatura Infantil, Preconceito Racial,Diversidade
Oral
OS IMPÉRIOS AFRICANOS DO OURO: GANA, MALI E SONGAI
LÍLIAN CAVALCANTI FERNANDES VIEIRA
OS IMPÉRIOS AFRICANOS DO OURO: GANA, MALI E SONGAI Lílian Cavalcanti Fernandes Vieira RESUMO A história contada neste livro é real e pouco conhecida por nós brasileiros. Os impérios descritos existiram de fato na África e o objetivo desta leitura é fazer com que reconheçamos a relevância do povo africano e seu papel na construção do Brasil, transpondo o silêncio e as barreiras existentes em prol da visibilidade e da participação da cultura negra na formação social da nação. Assim, o trabalho com a história da África atende, sobremaneira, os objetivos da lei no. 10.639/03, pois cria muitas oportunidades para que os aspectos culturais, históricos e sociais da África e Brasil sejam discutidos, criando oportunidades para incentivar o pensamento crítico sobre nossas diversas realidades. Justifica-se o trabalho para mostrar que, entre essas regiões, há mais do que a exuberância das roupas coloridas, a miséria e o analfabetismo, levando à desconstrução de um imaginário preconceituoso onde a produção literária e o pensamento intelectual, sobretudo o enfoque dos conceitos de identidade e cultura, não estão inseridos. O objetivo é mostrar a importância da história da África que, em muitos aspectos é desconhecida para nós, brasileiros. Falar deste período é uma necessidade da pedagogia brasileira, em razão da importância dos africanos para a história do Brasil. Além disso, contribui de forma efetiva para a consolidação da Lei 10.639/03, cujo teor institui a obrigatoriedade do ensino da História e Cultura Africana e Afro-brasileira em escolas públicas e particulares. A partir do estudo e do conhecimento desses três grandes impérios, podemos ressaltar alguns aspectos civilizatórios que nos permitem afirmar que havia uma unidade cultural e estrutural na África antes da invasão europeia.
Palavras-chave: História da África, Afrodescendência, Cultura
Oral