17 de 17 trabalho(s) aceito(s)
ASSENTAMENTO 10 DE ABRIL: UM PROCESSO DE LUTA E RESISTÊNCIA
MÁRCIA MOREIRA DOS SANTOS; ROSÁLIA RODRIGUES DE SOUSA
A presente pesquisa resulta de um trabalho de campo realizado no primeiro semestre de 2019, na disciplina de Geografia Agrária no Assentamento 10 de Abril, localizado na região Sul do Estado do Ceará, no município de Crato – CE, com alunos do V semestre do curso de Geografia, da Universidade Regional do Cariri - Urca. Este trabalho visa abordar e discutir o processo de organização e construção do Assentamento 10 de Abril. Para tanto, torna-se relevante destacar que, no ano de 1984, ocorreu o primeiro Congresso Nacional que discutiu questões camponesas, pessoas que já estavam engajadas na luta, estes organizaram-se para formar o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), para reivindicar de forma organizada o direito à terra e trabalho. No ano de 1990 ocorreu à primeira ocupação de Terras pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terras- (MST) no Ceará na Fazenda Ameixas, em Santana do Acaraú, com 400 famílias que reivindicaram a desapropriação de área de 15 mil hectares, a partir daí, ocorreu uma intensa mobilização dos sem-terra do Ceará, organizados pelo MST na luta pela reforma agrária. Foram registradas ocupações em outras cidades, entre elas: Crato, Tamboril, Canindé, Massapé, Quixadá, Ocara, entre outros municípios. Nesse estudo, nos detemos em uma dessas ocupações que resultou na conquista da terra e no assentamento de 46 famílias em duas fazendas no município de Crato-CE, Fazenda Gerais e Carnaúba Gerais, denominada pelos sem terras de Assentamento 10 de Abril. O objetivo deste trabalho é entender como se deu o processo de ocupação, assim como também analisar as lutas dos trabalhadores em prol dos seus direitos pela a terra de trabalho, justificando, também, o caráter do cenário histórico da época em que tais protagonistas atuaram. A metodologia aqui utilizada para o desenvolvimento desse trabalho consistiu a partir de narrativas orais dos assentados e da pesquisa bibliográfica realizada em artigos científicos e livros que tratam da questão agrária, reforma agrária e assentamentos que nos ajudaram na fundamentação teórica, aonde podemos caracterizar a nossa pesquisa de natureza qualitativa. Com base nas narrativas dos assentados, percebe-se o laço de cooperação e união na vivencia e construção do espaço que reúne todos que residem no local. Os relatos foram importantes para entendemos a importância do MST na mobilização e organização de camponeses na luta pela a Reforma Agrária no Cariri cearense, uma vez que, anteriormente os mesmos viviam subjugados aos donos de terras dos municípios de: Araripe, Crato, Juazeiro do Norte, Nova Olinda, Santana do Portanto, falar do Assentamento 10 de Abril no momento político e econômico que estamos vivendo na atualidade tem o papel de fortalecer a memória e historicidade de uma comunidade, dando a ela visibilidade e possibilitando debates sobre esta temática que muitas vezes é silenciada ou cai no esquecimento da história
A EXPERIÊNCIA DO MOVIMENTO FEMINISTA NO CARIRI CEARENSE: MEMÓRIA, NARRATIVA E IDENTIDADE.
FRANCISCO FELIPE SILVA; Camila Gonçalves Santos
RESUMO: O trabalho que ora se apresenta, pretende investigar as experiências de luta (KOSELECK, 2006) das integrantes do movimento feminista no Cariri cearense a partir de suas memórias e narrativas. Vários relatos indicaram que a militância não enfraqueceu durante o tempo, e que pelo contrário, ganharam reconhecimento regional e nacionalmente. Tendo visto os altos índices de violência contra a mulher no Cariri cearense, como consequência, as mulheres foram levadas a uma organização e atuação mais efetiva, constituindo o movimento feminista mais concretizado, dessa forma, a partir das narrativas orais das militantes feministas que atuaram e atuam na região, buscaremos compreender a polissemia destes grupos, a estruturação dos movimentos e estratégias de luta, como é mantida a relação com as instituições e a esfera política, assim como esses coletivos colaboraram para a reconstrução de uma trajetória de luta na região, tendo em vista como resultado final, discutir a experiência que as militantes e integrantes do movimento feminista passaram a construir desde o início de sua jornada por reivindicações de direitos como também as expectativas esperadas levando em consideração os esforços do movimento frente as configurações de repressões ainda hoje presentes. Através da oralidade, procuramos também perceber como o processo historiográfico cria vínculo com uma prática social ao mesmo tempo em que passa a ser cultural. Nessa perspetiva, é igualmente nosso objetivo discutir como as narradoras visualizam a conjuntura atual do movimento, o que nos leva a apontar as relações e diferenças entre passado e presente vivido descritos pelas narrativas das militantes.
Oral
Abrir o trabalhoOral
Abrir o trabalhoCAMPOS DE CONCENTRAÇÃO: FATOS E ALGUMAS CONSIDERAÇÕES
JARDEL DO NASCIMENTO SOUSA; Wellington Rodrigues da Silva
1930, proporcionaram o surgimento dos campos de concentração, apesar do nome remeter-se aos campos de concentração nazistas na Alemanha, no Estado do Ceará, esses campos tiveram como principal objetivo a construção de locais para proteção e ajuda das pessoas do Estado contra a seca, de acordo com o livro "Isolamento e poder: Fortaleza e os campos de concentração na Seca de 1932", da autora Kênia Rios. Assim, o foco desse minicurso é proporcionar um debate acerca da temática, criando opiniões e possíveis estudos a respeito dos campos de concentração. Desta forma utilizaremos de materiais paradidáticos para que possamos fazer uma boa compreensão do que foram os campos de condenações e como os retirantes era tratados.Kênia explica que foram construídos, ao todo, sete campos de concentração no Ceará, distribuídos em lugares estratégicos para garantir o encurralamento de um maior número de retirantes, sendo dois em Fortaleza e os outros em Ipu, Quixeramobim, Senador Pompeu, São Mateus e Crato. De acordo com estatísticas oficiais, pouco mais de um mês após a abertura dos campos, os espaços somavam 73.918 aprisionados. "Eles ficavam próximos a vias férreas, porque os sertanejos se deslocavam de trem. Quando eles desciam, eram encaminhados para os campos. Lá era um confinamento, eles eram vigiados e não podiam sair sem autorização. Os que saíam, eram considerados fugitivos e a ocorrência era registrada na delegacia. Havia um grande número de pessoas confinadas em um espaço para duas mil, e aí aconteceu o inevitável. Muitas doenças, epidemias e o número de mortes diárias era grande. A alimentação, além de ser escassa, era ruim".A professora relata em seu livro que entre abril de 1932 e março de 1933 foram registrados mais de 1.000 mortos somente no Campo de Concentração de Ipu. Ela ainda relata que era possível perceber distinções na estrutura arquitetônica dos campos. Alguns eram cercados de forma circular e outros recebiam uma conformação mais quadrangular, entretanto, havia uma estrutura básica presente em todos: posto médico, cozinha, barbearia e casebres separados por família.A professora conta que a construção dos locais se insere na política de obras contra a seca. "A proposta do projeto era de salvar os flagelados, oferecer comida e assistência médica. O que ocorreu foi que essas pessoas ficaram amontoadas,campo escasso, de dor e acima de tudo marcado pela morte,onde a cidade grande se sentia no direito de afastamos da cidade grande, a vida não era fácil...
Oral
Abrir o trabalhoDOMINAÇÃO E RESISTÊNCIA: AS DISPUTAS EM TORNO DAS PEQUENAS PROPRIEDADES DE TERRA NO CARIRI CEARENSE (1840- 1889)
FRANCISCO LEONARDO SILVA ALENCAR; Ester Alves de Lacerda
As questões entorno da propriedade agraria no Brasil, vem desde seu processo de colonização, que com o início de sua exploração se dá pelas cartas de cesmaria, que concentrava grandes posses de terras nas mãos de poucos, o que torna o Brasil um país que foi colonizado através do latifúndio. Esse processo de colonização deixa resquícios até a nossa atualidade, hoje a terra está em mãos de poucos grandes proprietários, o que causa uma luta constante dos pequenos proprietários e posseiros. Por isso necessitamos de uma história vista de baixo, a história dos pequenos posseiros e camponeses que perderam seus pequenos “pedaço” de terra para os senhores de terra, estudar a história social da propriedade no século XIX, nos traz a possibilidade, de entender os conflitos sociais e a luta por reforma agraria nos tempos presente, pois a problematização do processo de colonização, depois as leis e legislações do Império, nos deixa vestígios desses conflitos sociais e dessas tomadas e abarcamento das terras dos pequenos posseiros pelos grandes donatários de terra. Analisar essas querelas é sobretudo, buscar entender a construção do poder, da legitimação da pobreza e dos conflitos. Então visamos assim que essa análise é de grande contribuição para a construção de uma história social dos brasis, uma história vista de baixo, sendo considerado também o que se refere aos que era usurpado e oprimido pelos grandes senhores, ou seja nossa pesquisa busca ver também o lado do trabalhador, assim como desconfiar da história oficial, visando-a com uma história crítica, olhando não só para os derrotados, mas também analisando o discursos do vencedor e buscando entender seu lugar na história, mas sobretudo procurando os vestígios da resistência daqueles que perdia seu único meio de sobrevivência a terra. Então pensando por esses aspectos, vemos como essencial o estudo sobre a história social da propriedade, para que possamos avançar nas discussões e contribuições sobre a formação do poder e do grande latifúndio no Brasil.
Oral
Abrir o trabalhoEMPODERAMENTO DAS MULHERES NEGRAS DO CARIRI CEARENSE: IDENTIDADE ÉTNICA E ESTÉTICA
MILENA LUNA BARROS OLIVEIRA
A escolha do tema Empoderamento das mulheres negras do cariri cearense: identidade étnica e estética para a pesquisa desse projeto, movimenta aspectos pessoais e culturais, com abrangências e significados diversos, inclusos nas variações do racismo dentro da sociedade e das suas demais ramificações ao longo do tempo, desafiando as estruturas sociais vigentes. Dentre os assuntos que iremos abordar as divergências entre feminismo e feminismo da mulher negra no Brasil será uma delas, levando em consideração as mudanças de posicionamento político, social e cultural, e dos costumes que as duas vertentes já carregam desde os seus primórdios. Uma das questões mais importantes de serem faladas ou até mesmo questionada é: De qual mulher estamos falando? De onde essas mulheres falam? Sabemos que as condições históricas constituídas no Brasil para os negros são muito adversas a do branco, onde no primeiro observamos claramente uma relação de coisificação, enquanto o outro se constrói de maneira totalmente contrária a isso. Dito isso, o feminismo em regras de vias gerais tem como vertente em sua base teórica a ideia da igualdade gênero, liberdade dos padrões de vida ditados pelo patriarcado baseados nas normas de gênero, o feminismo negro por sua vez seria um movimento que além de lutar pelas ideologias já citadas também terá pautas políticas, intelectuais e a construção de teorias para a promoção de uma mudança social com projetos consistentes e engajados em debates que possam realmente ser eficazes. Os discursos e estudos que comprovam os fatores pertinentes, como o da baixa autoestima das jovens negras, que desde a sua infância são aparentemente subordinadas a seguirem os padrões estéticos impostos pela sociedade, que não fazem parte da sua condição biológica, implica assim no falo do seu auto reconhecimento provocando as jovens a aceitarem algo ao qual foram coagidas a aderir, e em consequência a isso, o alisamento do cabelo é uma opção pertinente, e uma das mais fáceis. A pesquisa presente neste trabalho irá se desenvolver a partir de discussões sobre a transição capilar e a autoestima das mulheres negras, procurando estabelecer e evidenciar o lugar da mulher negra e sua posição delimitada nos espaços sociais, mostrando a sua estética como um fator referente a essa condição, obtendo foco ainda nas suas relações pessoais antes e após transição, como ela se sente sobre si e para si. A relevância do trabalho será dar voz ativa e efetiva para as mulheres.
Palavras-chave: transição capilar,identidade étnica,estética,cariri cearense
Oral
Abrir o trabalhoNegras e Negros no Cariri no século XIX: fontes, temáticas e problemáticas para o ensino de História
NATÁLIA PINHEIRO BEZERRA; Daniel Alves de Alencar
RESUMO O presente trabalho se trata de uma pesquisa de iniciação cientifica coordenada pela professora Maria Telvira da Conceição, do departamento de História da URCA. A pesquisa se encontra, atualmente, em período de desenvolvimento e vai na perspectiva de construção de um enfrentamento às narrativas de invisibilização e inexistência de negros no Ceará e na região do Cariri, além de pensar questões voltadas para o ensino de História, sobretudo no que diz respeito a História dos afrodescendentes e africanos, como institui a lei n° 10.639/03. Nesse sentido, a pesquisa em questão surge da necessidade de identificar quem era essa população negra que povoava as terras do Cariri no século XIX, bem como idealizar a produção de materiais que possam servir de suporte para o ensino de história e serem utilizados para auxiliar o trabalho de professores do ensino básico, com enfoque na trajetória dos afrodescentes da região. A pesquisa tem por objetivo geral mapear fontes cartoriais e jornalísticas, referentes a segunda metade do século XIX, acerca da presença dos africanos e afrodescendentes no Cariri, visando a produção dos materiais de apoio já mencionados. O acervo base da pesquisa é do Centro de Documentação do Cariri- CEDOCC, sendo selecionado para o trabalho dois tipos de fontes cartoriais, inventários pós-mortem e processos criminais variados, documentos cujos indícios referentes a presença de afrodescendentes e africanos são identificados e investigados ao longo do desenvolvimento da pesquisa. A metodologia desenvolvida envolve a preparação teórica dos bolsistas pesquisadores, levantamento e seleção dos documentos, seguida da leitura e tematização das fontes e a construção de uma cronologia histórico-temática no que diz respeito a presença dos descendentes africanos na sociedade caririense na segunda metade do século XIX. Palavras-chave: Negrxs, Cariri, século XIX, fontes cartoriais, ensino de História.
Palavras-chave: negrxs,cariri,século XIX,fontes cartoriais,ensino de História
Oral
Abrir o trabalhoRepresentação feminina no atual sistemas eleitoral e partidário no Brasil
TERESA LOUISE FELIX TAVARES; Jaiane Ribeiro; Maria Clara Souza
XX SEMANA DE HISTÓRIA “Usos públicos e políticos da história: a verdade e a negação dos fatos”. REPRESENTAÇÃO FEMININA NOS ATUAIS SISTEMAS ELEITORAL E PARTIDÁRIO NO BRASIL. Autora: Teresa Louise Co-autoras: Jaiane Ribeiro Maria Clara Orientadora: Francisca Alselmo Resumo: Este trabalho discutirá a participação da mulher no sistema político brasileiro, a partir da Reforma de 1985 e da Constituição de 1988. Busca, desse modo, observar a representação feminina nos atuais sistemas eleitoral e partidário desde então. Nesse sentido, observará em que medida tem-se ampliado o espaço de participação das mulheres no congresso Nacional, principal instância das decisões políticas do governo. Ao mesmo tempo, destacará as lutas empreendidas pelos movimentos feministas ao longo do referido período e de suas conquistas no que se refere á ampliação de sua representação nos espaços de decisão política. Começando seus estudos com os primeiros movimentos das mulheres , pelo direito ao voto , inicialmente pelo sufrágio os EUA e seguindo para o pais de estudos , Brasil. A importância desse estudo justifica-se em razão das dificuldades que as mulheres se defrontam no cenário político nacional em se fazer representarem, mesmo se constituindo maioria no eleitorado brasileiro, em relação aos homens. Tal desproporção foi evidenciada nas últimas eleições para o Congresso Nacional, conforme esse estudo demonstrará através de uma quadro demonstrativo como se deu a representação feminina nas eleições de 2018, levando em conta tudo , como direitos atribuídos as mulheres para aumentar seus números na politica. E também levando em conta que até mesmo tendo inciativas para aumentar o numero feminino dentro da politica em geral , ainda existe fraudes , preconceitos e problemas que as mulheres tem que enfrentar. Percebe-se a desvalorização da mulher na politica quando ate mesmo o Brasil , sendo um dos países com maior população da américa Latina , é o com menos representação feminina em toda a politica , dentre os países sul-americanos. Objetivos: Buscar de uma forma clara falar sobre a representatividade da mulher na politica em meio ao congresso nacional, principalmente nas ultimas eleições Metodologia : O trabalho será apresentado de forma expositiva através de banner e um manual, que será distribuído , durante a apresentação do trabalho. Palavras-chave: Representação- Mulheres – Política Congresso Nacional. URCA, História , louisetavaresfelix@gmail.com URCA, História, jayannersilva@
Palavras-chave: representação,mulheres,politíca
Oral
Abrir o trabalhoA NARRATIVA COMO FERRAMENTA DE CONSTRUÇÃO DA MEMÓRIA; ANÁLISE DO DOCUMENTÁRIO 15 FILHOS.
FELÍCIO FERREIRA DA SILVA
Este artigo tem como objetivo fazer uma análise do documentário “15 filhos”, buscando intercalar discussões acerca da importância das narrativas para a construção da memória sobre a ditadura militar, ao passo em que incorpora as questões sobre os espaços de disputa na constituição destas narrativas e ainda busca discutir a correlação do que é tomado como expressão da memória individual em relação ao coletivo. Levando em consideração o crescente movimento negacionista no que diz respeito ao período em que o Brasil foi governado pelos militares a partir do golpe de 1964, esta que se torna marco histórico brasileiro e que desde seu fim é aquecido assunto não só no campo historiográfico, mas de modo geral, principalmente em virtude do atual cenário de disputas da memória do que foi o período ditatorial brasileiro. Vamos através deste analisar as estratégias de resgate da memória, não só da Ditadura Militar, mas também dos que dela foram vítimas, que se utiliza a produção documental “15 filhos”, tratando ainda da importância das vídeobiorafias e como elas logo ao fim do processo ditatorial começam a surgir como artifício para a constituição da memória do evento. buscamos também discutir o papel que elas assumem nos atuais espaços de disputa a que estão sujeitas estas construções narrativas e por consequência os de memória. E por fim, nos voltamos para a questão de como a memória da ditadura se caracteriza como espaço de disputa nos dias atuais e de que forma as narrativas se tornam ferramentas de construção e preservação desta memória.
Oral
Abrir o trabalhoCÍCERO CLARA: MEMÓRIAS SOBRE OS CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO NO CEARÁ EM 1932
ALISON RODRIGUES FURTADO DE SOUSA; ANA CRISTINA RODRIGUES FURTADO
Resumo: No presente trabalho iremos refletir sobre as experiências vivenciadas por um sobrevivente do campo de concentração durante a seca de 1932 no Ceará. Localizado na cidade de Senador Pompeu, interior do Estado do Ceará, criado no ano de 1930 pelo Governo Federal, para aqueles que buscavam um refúgio da seca que assolava a região naquele período. O sobrevivente Francisco Ferreira da Silva, conhecido por Cícero Clara, se refugiou da seca juntamente com sua família no ano de 1932 nesse campo. Para realizarmos essa análise selecionamos o curta-metragem intitulado Cícero Clara – memórias da seca de 1932 (Fram Paula, Karla Samara, 2017). Produção que foi construída a partir das memórias de Cícero Clara, com 96 anos de idade em 2017, ano de produção do curta. Ele narra a sua história a partir de memórias que construiu quando esteve no campo ainda criança. Ele fala da alimentação reduzida e da fome, das famílias que dormiam pelo chão, do frio as noites, dos amontoados de pessoas sobre as outras por conta do frio, das pessoas que estavam mortas ao amanhecer por conta desses fatores, da morte de suas irmãs, das dores de sua mãe Clara ao perder as filhas, e pensar na possibilidade de tirarem uma parte de seu fígado, da extensão territorial do cemitério, a situação em que as pessoas eram enterradas, dos corpos mortos e empilhados, da ida deles de trem para outro campo de concentração localizado em Fortaleza – Ce, conhecido como Curral, lugar do qual sua mãe já havia estado na seca de 1915. A partir de sua narrativa propomos refletir sobre a memória desse sobrevivente, na construção da história de um lugar. Universidade Regional do Cariri – URCA, Graduando do 3º semestre do curso de História. E-mail: alissonfurtado10@gmail.com. Universidade Federal de Campina Grande – UFCG, Mestre em História. E-mail: cristinaclick9@gmail.com.
Oral
Abrir o trabalhoCONTEXTUALIZAÇÃO SOBRE A EMERGÊNCIA/PERMANÊNCIAS DOS DISCURSOS AUTORITÁRIOS E CONSERVADORES NO BRASIL CONTEMPORÂNEO
CICERO ANDERSON DE ALMEIDA BEZERRA
Este trabalho se propõe a discutir a emergência/permanências dos discursos conservadores e autoritários no Brasil contemporâneo. Para tal, faremos uma análise do avanço desse fenômeno no mundo e suas manifestações no Brasil. Na ultima década deste século, temos assistido a ascensão espetacular da extrema-direita, na forma de governos e de partidos políticos que ainda não governam, mas têm uma ampla base eleitoral e influenciam a vida política de diversos países. Não dispomos de uma análise global para um fenómeno que é mundial, e que ocorre em um momento histórico tão particular. Também não temos, ainda, estados totalitários comparáveis aos da pré-guerra. Em cada país, esta extrema direita tem características próprias. Em alguns casos, o nacionalismo e o racismo xenofóbicos prevalecem, em outros o fundamentalismo religioso, ou o ódio pela esquerda, o feminismo e os homossexuais. Podemos encontrar semelhanças ou analogias, mas os fenômenos atuais são bem diferentes dos modelos do passado Apesar desta diversidade, existem algumas caraterísticas comuns à maioria, senão a todos: uma ideologia repressiva, o culto da violência policial, o apelo ao restabelecimento da pena de morte e a distribuição de armas à população, autoritarismo, nacionalismo fundamentalista e suas variantes locais: religiosas ou intolerância étnica, violência policial / militar como única resposta aos problemas sociais e ao crime. É difícil propor uma explicação geral para fenômenos tão complexos e diferentes, expressivos de contradições específicas para cada país ou região do mundo. Mas como se trata de uma tendência planetária, devemos pelo menos considerar algumas hipóteses. Uma delas é a globalização capitalista, que é também um processo de homogeneização cultural, produz e reproduz, em escala mundial, levando a manifestações nacionalistas e / ou religiosas intolerantes e favorecendo conflitos étnicos ou confessionais. Outra explicação seria a crise financeira do capitalismo, desde 2008, o que teria favorecido a vitória de partidos e políticos com ideias conservadoras e discursos autoritários a chegarem ao poder pelas vias democráticas, com a ajuda de uma parte da mídia e da disseminação de Fake News. Esses processos ocorrem nos países onde o capitalismo domina desde os anos 80, destruindo laços sociais e solidariedades, aprofundando as desigualdades sociais, as injustiças e a concentração de riqueza. Devemos também o enfraquecimento da esquerda no mundo e as dificuldades de ocupar o espaço político. No Brasil, a falácia da luta contra a corrupção continua conseguindo manipular a indignação popular desde os anos de 1950. O ódio à esquerda manifestado em discursos violentamente anticomunistas de alguns políticos, a brutalidade de suas falas e a apologia a ditadura militar e a tortura tem ganhado a cena pública, aumentando o número de adeptos dessas ideias.
Palavras-chave: Conservadorismo,Autoritarismo,Extrema-direita,Contemporaneidade
Oral
Abrir o trabalhoGuardiões da Memória: uma análise dos elementos constituintes de memória a partir da obra Vozes de Tchernóbil.
CLEYTON DA SILVA SANTOS
Este ensaio tem como finalidade discutir os elementos que constitui a memória a partir de uma experiência traumática e, como se dá a construção de temporalidades diversas a partir do relato oral. Para tal, usaremos como fonte de análise, um monólogo presente no livro: Vozes de Tchernóbil, da autora ucraniana Svetlana Aleksiévicth. Assim, conceitos como memória e identidade, história e memória, memória coletiva e individual serão discutidos no decorrer do texto. Para iniciarmos a discussão, retornamos ao fato, a explosão da base nuclear da Belarús que ocorreu em 1986, a maior catástrofe tecnológica do século. A partir dos registros orais capturados pela a autora, buscamos discutir como se dá a construção de uma memoria traumática e a construção de uma identidade. A partir desta análise, buscamos fazer uma distinção entre história e memória e em que seus usos influem. Como referencial teórico, usamos autores como Fernando Catroga para discutir a relação entre memória e história. Verena Alberti nos mostra a riqueza de se trabalhar com história oral. A partir da recordação é possível dá novas versões ao passado, logo se essa re-presentificação não for praticada, a memória se degradará com a ação do tempo. Com François Hortog discutiremos as experiências no tempo, entre diversos autores que nos auxiliam a compreender a memoria como um lugar de disputas. Fazemos uso da história das sensibilidades para analisarmos os modos de ver e de sentir transmitido a partir dos relatos orais. Sendo assim, mergulhamos na individualidade, buscando resgatar emoções, sentimentos, ideias, temores ou desejos.
Palavras-chave: História,Memória,Testemunho
Oral
Abrir o trabalhoMEMÓRIA, MORTE E O VIRTUAL: memoriais aos mortos no Facebook e a recordação no espaço virtual.
MANOEL MONTEIRO LEITE NETO
Esse texto apresenta reflexões sobre a morte, a memória e o esquecimento no espaço virtual, tendo como objeto de analise os memoriais de pessoas mortas na rede social Facebook. Um espaço de recordação “eternamente disponível” que pode trazer mudanças significativas na experiência humana da morte e do luto. Para entender esse “lugar aos mortos” realizo um diálogo constante com as reflexões do filosofo Byung-Chul Han, para quem o espaço virtual é um mecanismo de controle, exposição e aceleração que possibilita a produção de dados, melhorando assim a geração de capital. E do filosofo e historiador Walter Benjamin, para quem as novas relações com a natureza, e principalmente as relações entre os humanos, que surgem com a modernidade, desmoraliza a experiência que agora está sempre voltada para o presente. Para entender a “temporalidade virtual” faço um diálogo com o conceito de presentismo do historiador François Hartog, que entende a contemporaneidade, que vive graças a aceleração produzida pelos novos meios de produção e comunicação, uma relação estagnada, comprimida com seu tempo. Tudo que é registrado no virtual, e consequentemente não for apagado, está disponível para ser revisitado, por qualquer pessoa em qualquer lugar, ou como coloca o sociólogo Zygmunt Bauman “eternamente disponível para consumo”, nossa principal suposição é que essa corrupção da memória, impossibilitando o esquecimento, possa vim a interferir na experiência humana do luto, trazendo assim um novo “lugar” de recordação e consequentemente de superação.
Oral
Abrir o trabalhoNOTAS SOBRE A MEMÓRIA: UM DISCURSO ACERCA DA NARRATIVA MNEMÔNICA E DO PODER
DEYVILLANNE SANTOS OLIVEIRA DOS ANJOS
O trabalho tem como objetivo discutir a problemática do uso de documentos historiográficos enquanto tema de estudos históricos no século XX, bem como analisar as disputas de memória relacionadas à historiografia do país nos últimos anos. A “nova história”, a qual começa a ser contada após o término da segunda guerra mundial, é justamente representativa do momento em que as narrativas ganham força, indicando assim o início de um período marcado pelo distintivo jeito de pensar, refletir e repercutir experiências. Nesse sentido, é essencial discutir algumas das concepções convergentes e divergentes a respeito da memória, a qual vem tomando grandes proporções de debate nos meios sociais mais amplos (que têm como base os relatos que, ao serem “estudados”, sofrem modificações e recortes para se tornar, em alguns casos, narrativas negacionistas, passando a imagem de se remeter a uma “história não contada” ou a um suposto “novo olhar”). É nesse contexto que o trabalho do historiador vem a ser primordial para a verificação da linha tênue existente entre a verdade e a alteração, principalmente levando em consideração o fluxo constante de informações no que se refere à velocidade com que as informações chegam (e como chegam) através das mídias sociais (Whatsapp, Facebook, Instagram), as quais estão vulneráveis a sofrer com a manipulação de dados que atinge, preferencialmente, uma massa populacional menos familiarizada que pode tomar essas narrativas forjadas como verídicas. Nesse viés, para pensar o social, a fim de posicionar-se diante da mudança dos tempos face à constituição da consciência coletiva sobre os fatos sociais que estão sendo erigidos a partir da entrada deste século, o conceito de “enquadramento da memória”, pensado por Michael Pollak, referindo-se tanto ao individual quanto ao coletivo, é essencial para tecermos nossas considerações a respeito dessa problemática, haja vista que o autor põe em questão o aspecto mnemônico, renovando as perspectivas de análise para o seu estabelecimento e conformação. Como as leituras do passado ao serem inseridas em uma sociedade de forma errática traz consequências para a construção de uma memória coletiva eficaz para que seja perpetuação da mesma, uma conscientização dos acontecimentos marcantes na história de uma nação, e assim as memorias coletivas posam exercer corretamente o seu papel que é de agir não somente para impedir de acontecer mas de que a população reconheça os sinais de um governo autoritário surge
Palavras-chave: memória, história
Oral
Abrir o trabalhoO livro Didático e a Ditadura militar(1964-1985): O silenciamento da tortura do projeto História, sociedade e cidadania.
JULIANA SISNANDO AVELINO ; Raimundo Vítor Barros Gomes
RESUMO Este estudo tem como foco de analise o Livro Didático do projeto História Sociedade e Cidadania partindo do esquecimento da tortura acometida pelos os militares na qual, material didático não se encontra destacado. Quando se é analisado o Livro Didático, é necessário entende-lo a partir de suas estruturas, sejam elas narrativas, como também conjunturais, pois toda narrativa traz um significado e um significante e autores sociais e políticos como também coadjuvantes e esquecimentos. Nesta pesquisa a necessidade de colocar em debate a História Cultural e o conceito de esquecimento utilizado por RICOEUR (2014) é de extrema necessidade para se analisarmos como as narrativas sobre a Ditadura Militar (1964-1985), se proliferam na contemporaneidade na sua legitimação de ações antidemocracias e o constante ataque as instituições e o seu completo desmerecimento. Quando colocamos em questionamento o material didático utilizado pelo o professor como os estudantes, localizamos como o esquecimento pode se apresentar num primeiro momento algo leviano, mas se não for compreendido para que outros autores se apresentam se torna uma arma para a legitimidade de toda a barbárie acometida nesse momento histórico do país. Analisar esse jogo de interesses e percebe-los como o livro didático os apresenta, é entender os limites e as potencialidades do livro didático como uma importante ferramenta na atuação do professor como também produto social político e histórico que necessita ser estudado e compreendido. 1964, entra no imaginário do brasileiro repleto de dúvidas e questionamentos sobre esse período da história nacional, aonde as disputas narrativas se proliferam no jogo político e social. Entre todas as violências acometidas entre o governo a tortura, é a principal marca de atuação dos militares, se encontra bastante viva e presente aonde o livro Brasil Nunca Mais apresenta toda a barbárie como a total desumanização de um ser humano para outro. Toda a história carrega em seu cerne a sua sensibilidade, e quando mais distanciamos do objeto que se encontra questionado e analisado outras narrativas surgem colocando outros sujeitos e experiencias politicas e sociais, a História como campo cientifico tem a sua responsabilidade de questionar as narrativas pautados no método cientifico para só assim conseguir produzir uma cientificidade histórica. Tendo como principais autores CHARTIER Roger (2012), SALLES, André (2011) e RICOEUR Paul (2014).
Oral
Abrir o trabalhoO papel da mulher na realidade distópica de o conto da aia (the handmaid’s tale): uma revisão bibliográfica.
RAYANY GONÇALVES PEREIRA
O presente estudo tem como objetivo analisar a série O Conto da Aia (The Handmaid’s Tale), de 2017, como se estrutura e se categoriza o papel da mulher dentro daquele espaço que tem como base de organização social elementos e rituais religiosos para a condição de sujeição do gênero feminino, categorizado na série em Aias, esposas e martas. Baseada na obra homônima da escritora canadense Margaret Atwood. A série se passa na República de Gileade, antigo território dos Estados Unidos, uma teonomia cristã, cujo impacto é gerado através das “mulheres férteis”, denominadas aias. Devido ao seu gênero, as mulheres dessa sociedade são subordinadas a várias práticas abusivas e desumanizadas, com o objetivo de gerar filhos para os seus comandantes. De natureza qualitativa e com abordagem explanatória, o trabalho que ora se apresenta é resultado de uma revisão bibliográfica de artigos produzidos sobre a série em questão, cujo levantamento focou em artigos produzidos dentro do período compreendido entre os anos de 2017 e 2019. Para a coleta de informações e dados, foram utilizados como fontes de busca o Portal de Periódicos CAPES, o Portal brasileiro de publicações científicas Oasisbr e o Google Acadêmico. Após a leitura e análise do material coletado optamos pela divisão do tema em dois eixos de analise: 1. O olhar feminista sobre o papel dessas mulheres no desenvolvimento da série; 2: A categoria de gênero para análise das relações e funções que são imputadas e pré-estabelecidas pelo regime. E de dessa forma compreender o papel dessas mulheres no espaço social retratado por esta obra distópica que tem despertado muitas discussões sobre as relações de gênero.
Palavras-chave: Feminismo, The Handmaid's Tale, Gênero
Oral
Abrir o trabalho“CLAMORES INJUSTIFICADOS”: UMA ANÁLISE SOBRE A SECA DE 1932 NOS JORNAIS DO CEARÁ
LUIZA MARIA SOUSA NUNES
“CLAMORES INJUSTIFICADOS”: UMA ANÁLISE SOBRE A SECA DE 1932 NOS JORNAIS DO CEARÁ O artigo tem como objetivo abordar análises feitas sobre a seca que assolaram o estado do Ceará no ano de 1932, a partir das visões de dois jornais: ‘A Ordem: Trabalho e Justiça’ e ‘A Razão: Independente, Político e Noticioso’, que circulavam no estado do Ceará naquele período. O artigo busca compreender o conceito de seca para aquela sociedade, além de como elas a entendiam, e repassavam para seus leitores, levando em conta seu contexto social, econômico e político que a sociedade como um todo, estava inserida naquele período de seca. A Ordem foi um jornal do interior do Estado do Ceará, da cidade de Sobral, que era órgão do Partido Republicano Conservador Sobralense, que tinha como proprietário e diretor, Craveiro Filho, e nos anos mais tarde teve também como diretor, o futuro engenheiro das obras contra a seca no Ceará, Plinio Pompeu. De cunho nacionalista, evidencia-se em suas reportagens, sua credulidade no governo frente às ações tomadas contra a seca. Fora esse jornal, de oposição ao governo, é possível perceber outro, ‘A Razão’, que se declarando como ‘independente, político e noticioso’, defendia os “interesses sociais, econômicos e políticos do Estado”. O artigo analisa a influência que esses jornais exercem doravante de seu contexto, repensando uma nova interpretação da História, suas dificuldades, enfoques e objetos, visando escrever uma compreensão da história por meio da imprensa. O contraponto com outras fontes é indispensável, para dar chã a pesquisa histórica, por isso à consulta a periódicos, como não pode ser feita sem uma criteriosa análise, é fundamental que não se estude o jornal de maneira isolada. Portanto, usarei dois relatórios, neste caso, os Relatórios da Inspetoria de Obras Contra a Seca (1915; 1931/33) e o relatório apresentado pelo interventor do estado Roberto Carneiro de Mendonça (22/09/31 a 05/09/34) para o Presidente da República da época.
Palavras-chave: Seca,Ceará,Jornal
Oral
Abrir o trabalho“Para que as pessoas recordam”: Analise dos aspectos da memória através dos relatos do livro Vozes de Tchernóbil.
LAYS RIBEIRO DO NASCIMENTO
“Para que as pessoas recordam”: Analise dos aspectos da memória através dos relatos do livro Vozes de Tchernóbil. Lays Ribeiro do Nascimento Esse trabalho faz uma análise dos aspectos da memoria nos testemunhos do livro Vozes de Tchernóbil. O livro Vozes de Tchernóbil traz diversos testemunhos sobre a explosão que destruiu o reator e o prédio do quarto bloco da Central Elétrica Atômica (CEA) de Tchernóbil, perto da fronteira de Belarús. A tragédia que ocorreu em Tchernóbil transformou-se no maior e mais grave desastre nuclear/tecnológico do século XX. A Svetlana constrói o seu livro com relatos de pessoas sobreviventes de Tchernóbil, é importante destacar a importância do testemunho na construção de uma obra como essa. Os testemunhos são de suma importância, pois não há testemunho sem experiência. E a narração do testemunho e da experiência está unida ao corpo e a voz. As experiências são irrepetíveis e todas estão ao perigo da experiência. Logo, o cuidado aumenta, pois quando a narração se separa do corpo, a experiência se separa do sentido. Nesse livro ela traz as experiências dessas pessoas, e os depoimentos são ligados a realidade dessas pessoas. David Thelen nos lembra que, “como as memórias conferem segurança, autoridade, legitimidade e, por fim, identidade ao presente”. Vozes de Tchernóbil é um livro onde encontramos relatos de pessoas que vivenciaram a explosão, o livro é dividido em três partes, a primeira intitulada como “A terra dos mortos”, a segunda parte chama-se “A coroa da criação” e a terceira é “Admiração pela tristeza”. A autora Svetlana escreve no seu livro relatos de como as pessoas tiveram acesso à informação sobre o que aquela explosão realmente causou, como elas seguiram a vida e o que o desastre causou nelas e em suas famílias, mas principalmente sobre o que aquelas pessoas sofreram. Nesse trabalho também destacamos a diferença da memória e da História. A historiografia é um dos lugares da memória, como a fotografia, as cartas, depoimentos, etc. cabe lembrar que a história é diferente da memória. Para SARLO, O passado é sempre conflituoso. A ele se referem, em concorrência a história e a memória, porque nem sempre a história consegue acreditar na memória, e a memória desconfia de uma reconstituição que não coloque em seu centro os direitos da lembrança. (P.9, 2007). Este presente artigo tem como objetivo analisar os aspectos da memória nos seguintes monólogos do livro Vozes de Tchernóbil: “Monólogo sobre para que as pessoas recordam”, “Monólogo sem nome- um grito” e “Monólogo sobre o que não sabíamos: que a morte pode ser tão bela”. A metodologia para a construção desse trabalho deu-se através das leituras. Primeiro a leitura do livro logo depois a leituras dos textos que tratam sobre a questão da memória. Logo foi feito um diálogo do livro com os textos fazendo a reflexão dos aspectos da memória nos testemunhos presentes no livro.
Oral
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