14 de 14 trabalho(s) aceito(s)
Educação Financeira Emancipatória para Professores do Ensino Médio
MARIA SÂMIA QUINDERÉ SILVA ; Letícia Rosendo Costa; Maísa Cidrão Justino
Apresentamos nesse trabalho, os resultados parciais do projeto de extensão “Educação Financeira Emancipatória para Professores do Ensino Médio”, desenvolvido na EEMTI Dona Maria Amélia Bezerra, em Juazeiro do Norte-CE. O objetivo é analisar as atividades de ensino-aprendizagem (AEA) elaboradas pelos participantes do minicurso “Planejamento de atividades sobre Educação Financeira”, fundamentando-se no processo objeto-objetivo-tarefa proposto pela Teoria da Objetivação (TO) (Radford, 2021). O minicurso ocorreu em um único encontro de 4 horas/aula, no qual foram apresentados o conceito de Educação Financeira emancipatória, bem como os principais fundamentos da TO. Em seguida, foram apresentados exemplos de AEA, elaboradas anteriormente pelos ministrantes do minicurso, estruturadas por meio de situação-problema, ações e questões, possibilitando aos participantes compreenderem como elaborar atividades fundamentadas nessa teoria. Ao final, os professores, organizados em três equipes, elaboraram atividades sobre o planejamento financeiro de uma festa de formatura, o empreendedorismo por meio da venda de churros e o planejamento de uma viagem dos sonhos. A coleta de dados foi realizada por meio de gravações de áudio e vídeo, sendo analisada com base no método multimodal da Teoria da Objetivação, que considera falas, gestos, expressões e demais formas de interação durante o labor conjunto. Os resultados parciais evidenciaram que os participantes compreenderam os princípios da Teoria da Objetivação e da Educação Financeira crítica, sendo capazes de elaborar atividades contextualizadas que articulam conteúdos matemáticos a situações do cotidiano, favorecendo uma aprendizagem significativa, reflexiva e voltada à formação de cidadãos críticos.
Palavras-chave: Educação Financeira, Formação de Professores, Teoria da Objetivação, Ensino Médio
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Educação Financeira para a Formação Inicial de Professores de Matemática
MAÍSA CIDRÃO JUSTINO; MARIA SÂMIA QUINDERÉ SILVA; LETÍCIA ROSENDO COSTA
Apresentamos nesse trabalho, os resultados parciais do projeto de pesquisa “O planejamento de práticas pedagógicas de Educação Financeira na formação inicial de professores de matemática”. Nele, investigamos a Educação Financeira e sua articulação na formação inicial de professores de matemática por meio da perspectiva da Teoria da Objetivação (TO) (Radford, 2021), que articula aspectos sociais, históricos e culturais no processo de ensino-aprendizagem, permitindo-nos, considerar não apenas a dimensão curricular do tema, mas também a ontologia do cenário econômico brasileiro. Nesse sentido, buscamos investigar a tomada de consciência de licenciandos em Matemática da Universidade Regional do Cariri (URCA) a respeito de práticas pedagógicas emancipatórias em Educação Financeira realizadas em labor conjunto. Para isso, elaboramos uma atividade de ensino-aprendizagem (AEA) sobre os meios de produção e o papel do sujeito inserido na dinâmica econômica atual. Adotamos a abordagem qualitativa sob a perspectiva metodológica da Teoria Histórico-Cultural (THC), utilizando recursos de gravação de áudio e vídeo e de registros escritos para coletas de dados e análise multimodal (Radford, 2021), com base em diferentes registros semióticos, permitindo observar interações, diálogos e produções coletivas que ocorreram durante um encontro de quatro horas/aula, com os sete participantes organizados em dois pequenos grupos. Os resultados parciais revelam que o labor conjunto impulsiona a transformação do futuro docente rumo a práticas não-alienantes, oferecendo subsídios para que a formação inicial consolide o entendimento de uma Educação Financeira que transcenda o viés instrumental, transformando e atualizando o saber em conhecimento com compromisso ético.
A Matemática da Criptografia: Da equação do 1º grau à Máquina Enigma
EUDES FELIPE SOUZA DA SILVA ; Luiz Fernando Costa Silva; Cléber Félix de Almeida
Esse trabalho tem por objetivo comentar sobre a matemática por trás da criptografia que, durante à guerra, possibilitou a troca de mensagens fazendo uma conexão entre letras e números. Estes conceito futuramente passariam a ser chamadas de cifras clássicas simétricas com módulo 26, que a partir de um mapeamento do alfabeto de A a Z, de 0 até 25, usando a aritmética modular como ferramenta primordial. É necessário descarta que este trabalho é de natureza aplicada e abordagem qualitativa com objetivo exploratório-descritivo, estruturando-se em três etapas teóricas: levantamento bibliográfico com embasamento aritmético e modular, funções afim e criptografia clássica. Mostrando, assim, um potencial pedagógico onde uma série de números pode dar origem a palavras ou frases onde em sala de aula se usado para engajar os estudantes a trocarem mensagens e informações entre si utilizando os princípios matemáticos abordados. A abordagem é feita de maneira lúdica por meio da espionagem e das mensagens codificadas, o que reflete até os dias atuais. A decifração correta de KRX MRJ (utilizando uma cifra de César com deslocamento de +9) como BOM DIA demonstra que, com a chave correta e o módulo 26, nos permite decifrar informações que antes estavam escondidas. Quando conectamos essa mesma lógica à Máquina Enigma, é preciso um cuidado conceitual, pois embora a Máquina Enigma também faça uso da aritmética modular o nível de complexidade por meio do avanço mecânico de seus rotores, torna sua essência matemática distinta das cifras afim.
Palavras-chave: Aritmética Modular,Enigma,Alan Turing,Cifra afim
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GEOMETRIA FRACTAL: PADRÕES MATEMÁTICOS EM ESTRUTURAS NATURAIS
CRISTIANA MARIA DE ALENCAR; Joyce Saraiva Sindeaux
A Geometria Fractal é um ramo da Matemática que estuda formas complexas e irregulares que não podem ser representadas de maneira satisfatória pela Geometria Euclidiana. Essas formas, chamadas de fractais, aparecem por toda a natureza, muitas vezes de maneiras surpreendentes. Diferente das figuras geométricas simples que aprendemos na escola, como quadrados ou círculos, os fractais descrevem estruturas irregulares que se repetem de forma auto similar. Exemplos disso são encontrados em quase todos os cantos da natureza, podendo ser observado em árvores, cujos galhos reproduzem padrões da árvore inteira, em folhas e samambaias, onde pequenas estruturas imitam o todo, em rios, que apresentam curvas e irregularidades em diferentes escalas, e até em nuvens e flocos de neve, cuja estrutura revela repetição mesmo quando parecem aleatórios. Ao estudar esses padrões com a Geometria Fractal, pesquisadores podem medir a complexidade e compreender melhor fenômenos naturais que seriam muito difíceis de descrever com a Geometria Tradicional. O objetivo principal do estudo foi compreender o conceito de Geometria Fractal e analisar como ele explica e descreve padrões presentes na natureza. O trabalho foi desenvolvido utilizando uma abordagem bibliográfica para compreender os fundamentos da Geometria Fractal e sua relação com os padrões presentes na natureza. Para a realização do estudo, foram consultados, artigos científicos, revistas acadêmicas e materiais digitais que abordavam o tema de forma teórica e aplicada. Conclui-se que, a Geometria Fractal tornou-se uma ferramenta essencial para entender padrões naturais. Ela nos mostra que, mesmo no que parece irregular ou caótico, existem estruturas que seguem regras matemáticas, permitindo que a ciência explore a complexidade do mundo de maneira organizada.
A diferencial: definição e aplicação no estudo inicial de geometria diferencial
YASMIN FERREIRA CARLOS
A presente elaboração trata do conceito de diferencial, o qual está atrelado ao estudo de derivadas dentro da análise no Rn. A diferencial é uma transformação linear que surge na definição de diferenciabilidade; ela se confunde com a derivada quando a função é definida em R, mas para Rn com n ≥2, fica nítida a natureza matricial, já que se trata de uma matriz associada a uma transformação linear. Todavia, a definição utilizada é via composição de curvas, uma vez que é considerada mais adequada ao contexto da geometria diferencial. Além de apresentar a definição, serão abordados três casos diferentes ao tocante ao domínio e contradomínio da diferencial: domínios R, R3, R2, e os respectivos contradomínios R, R, R3, além de explicitar a matriz da transformação em cada caso. Uma vez que haja a familiaridade com o conceito, é possível estudar a injetividade e sobrejetividade. Assim, pode-se começar o estudo de geometria diferencial, em específico a definição de superfície parametrizada regular e de ponto crítico, valor crítico e valor regular. Na primeira, usa-se a injetividade da diferencial para garantir que existe plano tangente em todos os pontos da superfície; já na segunda, a sobrejetividade determina se aquele ponto é crítico ou não o é, e também o valor regular.
Palavras-chave: superfície parametrizada, transformação linear,diferenciabilidade
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FÓRMULA DA SOMA DOS ÂNGULOS DE UM TRIÂNGULO: PARTINDO DE EUCLIDES, PASSANDO PELA FÓRMULA DE GIRARD ATÉ O TEOREMA ELEGANTISSIMUM DE GAUSS
PEDRO GABRIEL FERREIRA FREITAS
Neste trabalho, consideramos a fórmula da soma dos ângulos internos de um triângulo plano, esférico ou contido em uma superfície regular orientável. Estudamos as expressões obtidas por Euclides no caso plano, utilizando apenas os postulados da geometria Euclidiana, a fórmula de Girard para o caso esférico e Teorema Elegantissimum de Gauss, onde aborda-se o caso geral de um triângulo geodésico. No livro 1 de Os Elementos, Euclides apresenta a seguinte proposição: Tendo sido prolongado um dos lados de todo triângulo, o ângulo exterior é igual a soma dos dois outros ângulos interiores e opostos. Em particular, os três ângulos interiores do triângulo são iguais a dois retos. A demonstração segue diretamente dos postulados e de que ângulos alternos internos determinados por paralelas são congruentes. Portanto, em um triângulo plano, a soma de seus ângulos internos é de π. Albert Girard em seu trabalho Invention nouvelle en l’algèbre, traz como um de seus resultados o Teorema de Girard, o qual afirma que para qualquer polígono regular de k lados esférico delimitado por grandes arcos de círculos máximos possui tantos graus superficiais quanto o excesso da soma de todos os seus ângulos internos sobre a soma dos ângulos internos de um polígono retilíneo de mesmo número de lados. Em particular, para um triângulo esférico vale que a soma dos ângulos internos é igual a π somado a área dividida pelo raio ao quadrado. Notando que a área é positiva, concluímos que a soma dos ângulos internos de um triângulo esférico é maior que π. Johann Carl Friedrich Gauss em seu artigo Disquisitiones Generales circa Superficies Curvas, propõe descrever superfícies por parametrizações locais e introduz o conceito de curvatura gaussiana. Neste trabalho, é apresentado o Teorema Elegantissimum, que afirma que para todo triângulo geodésico ideal ∆ de uma superfície regular orientável S, a integral de K (curvatura gaussiana) sobre a região ∆ é igual a soma do ângulos internos de ∆ menos π.
Palavras-chave: Educação Financeira,Teoria da Objetivação,Tomada de Consciência,Formação Inicial de Professores
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ENADE Licenciaturas: contextualização, importância e impactos institucionais
ANTONIA IARA DE ALMEIDA SANTOS; Eliene do Nascimento Pereira; María Vanessa Ernesto da Silva Veloso
O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE) constitui um dos principais instrumentos do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES), sendo responsável por avaliar a qualidade dos cursos de graduação. Este estudo tem como objetivo analisar as mudanças implementadas no ENADE das licenciaturas, especialmente a reformulação ocorrida em 2024, e discutir seus impactos para as Instituições de Ensino Superior (IES) e para a formação docente. A pesquisa caracteriza-se como bibliográfica e documental, de abordagem qualitativa, fundamentada em documentos oficiais do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), do Ministério da Educação (MEC) e na legislação que regulamenta o SINAES. A análise evidenciou que o novo modelo do ENADE passou a ser aplicado anualmente, incorporando uma avaliação teórica, por meio da Prova Nacional Docente, e uma avaliação prática durante a regência do estágio supervisionado, permitindo um acompanhamento mais contínuo da qualidade dos cursos de licenciatura. Além disso, constatou-se que os resultados obtidos influenciam diretamente o credenciamento institucional, a formulação de políticas públicas, a oferta de programas como FIES e ProUni e a percepção da qualidade das instituições pela sociedade. Conclui-se que a reformulação do ENADE fortalece o processo de avaliação da formação inicial de professores e amplia seu papel como instrumento de melhoria da educação superior brasileira.
Palavras-chave: ENADE das licenciaturas, Avaliação educacional, Educação superior
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MATEMÁTICA VIVA: MINI LABORATÓRIO ITINERANTE DE MATEMÁTICA COMO ESTRATÉGIA DE FORMAÇÃO DOCENTE E DIVULGAÇÃO DE RECURSOS DIDÁTICOS
LEILYANNE S DE MORA; Anderson Gabriel de Sousa; Francisco Martins da Silva; Gabriel Silva Soares; Maria Kellyanne Patricio de Lira
Os baixos índices de aprendizagem em Matemática evidenciados por avaliações como o SAEB e o PISA reforçam a necessidade de estratégias pedagógicas mais eficazes (Cordeiro, 2024). Nesse contexto, o uso de materiais didáticos manipuláveis e jogos matemáticos destaca-se como uma alternativa capaz de tornar a aprendizagem mais significativa, estimulando o interesse, a participação e o protagonismo dos estudantes. Diante deste cenário a implementação do projeto Matemática Viva – Mini Laboratório Itinerante de Matemática, foi desenvolvido com o objetivo de promover uma exposição interativa de recursos didáticos voltados ao ensino da Matemática e fortalecer a formação inicial e continuada de professores. A proposta foi realizada durante a Semana da Matemática do instituto Federal da Paraíba (IFPB – campus Cajazeiras) e na I Encontro científico Interdisciplinar, em Cedro – CE. Reunindo licenciandos, professores da Educação Básica, pesquisadores e estudantes em um ambiente de interação, experimentação e compartilhamento de práticas pedagógicas. A iniciativa foi concebida para aproximar teoria e prática, evidenciando o potencial dos recursos manipuláveis e jogos matemáticos na aprendizagem da Matemática. A exposição foi organizada em estações temáticas contemplando jogos matemáticos, materiais de geometria, recursos para aritmética e álgebra e materiais sustentáveis, possibilitando aos participantes manipular os recursos, resolver desafios, conhecer propostas metodológicas e discutir suas aplicações em sala de aula. A experiência apresentou resultados positivos, evidenciados pelo interesse e participação dos visitantes, pelas discussões promovidas durante a exposição e pelo reconhecimento da relevância dos recursos apresentados para a prática pedagógica. Conclui-se que o Mini Laboratório Itinerante constitui uma estratégia eficaz para incentivar práticas inovadoras, favorecer a aprendizagem significativa e contribuir para a formação de professores.
Palavras-chave: Recursos Didáticos, Formação de Professores,Laboratório de Ensino de Matemática,Divulgação Científica
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Monitoria de Ensino em Filosofia da Matemática e da Educação Matemática
EDILANIA FLOR DA SILVA
Este trabalho apresenta as ações desenvolvidas no projeto de monitoria da disciplina Prática de Ensino III - Filosofia da Matemática e da Educação Matemática, ofertada no 5º período do curso de Licenciatura em Matemática da Universidade Regional do Cariri (URCA). O objetivo é analisar as contribuições da monitoria de ensino para a formação e a atuação dos futuros professores de matemática. As atividades foram realizadas semanalmente, entre os meses de abril e junho de 2026, utilizando a plataforma Google Meet e o PowerPoint para apresentação de slides como suporte às discussões dos textos relacionadas à disciplina, a qual fundamentou-se, entre outros referenciais, nas contribuições de Paulo Freire (2019), Arlete de Jesus Brito (2004), Maria Aparecida Viggiani Bicudo (2009; 2010), Cury (1996; 1999) e João Pedro da Ponte (1997), favorecendo reflexões sobre a natureza da Matemática, seu ensino, sua aprendizagem e a formação docente. Durante os encontros, os estudantes participaram ativamente das discussões, dialogaram sobre as temáticas abordadas, esclareceram dúvidas e compartilharam reflexões acerca dos conteúdos estudados. Os resultados evidenciam que a monitoria constituiu um importante espaço de apoio ao processo de ensino e aprendizagem, contribuindo para o aprofundamento dos conteúdos da disciplina e para o fortalecimento da formação inicial dos futuros professores de Matemática.
Palavras-chave: Monitoria de Ensino, Filosofia da Matemática, Filosofia da Educação Matemática, Formação de Professores
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REGISTROS MATEMÁTICOS NA TÁBUA B6063: INDÍCIOS DE ABSTRAÇÃO NA MESOPOTÂMIA
JÁDERSON CAVALCANTIE DA SILVA ; Maria Leticia Oliveira Raquel
A matemática desenvolvida na antiga Mesopotâmia é conhecida, na contemporaneidade, por múltiplas tábuas de argila. Nesse sentido, esta pesquisa está inserida em um estudo mais amplo sobre a Matemática Mesopotâmica e com isso parte do seguinte problema: quais características matemáticas podem ser identificadas na tábua B6063? Desse modo, o objetivo consiste em descrever os registros matemáticos presentes no artefato B6063. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa exploratória, de abordagem qualitativa e de natureza bibliográfica, fundamentada, sobretudo, em Roque (2012), D'Ambrosio (2012), ISAW (2010a, 2010b) e outros autores. Os resultados iniciais evidenciam dois aspectos principais: (1) localização – a tábua B6063 encontra-se preservada no Museu de Arqueologia e Antropologia da Universidade da Pensilvânia, na cidade de Filadélfia, Estados Unidos; e (2) conteúdo matemático – o anverso do artefato apresenta três colunas em escrita cuneiforme que, quando interpretadas em notação indo-arábica, revelam, além de uma sequência numérica de 1 a 13, seus respectivos múltiplos de 18, escritos em notação sexagesimal. Conclui-se, preliminarmente, que a B6063 constitui uma tabuada de multiplicação por 18, evidenciando um procedimento sistemático de cálculo e indícios de abstração matemática na antiga Mesopotâmia.
Palavras-chave: Mesopotâmia,Escrita_cuneiforme,Artefato_B6063
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VAT 7858: INDÍCIOS DE ABSTRAÇÃO MATEMÁTICA NA MESOPOTÂMIA
JÁDERSON CAVALCANTIE DA SILVA ; Jáderson Cavalcante da Silva; Maria Leticia Oliveira Raquel
A matemática desenvolvida na antiga Mesopotâmia vem sendo revelada a partir de artefatos históricos. Entre esses registros, destacam-se as tábuas matemáticas. Nesse contexto, esta pesquisa, vinculada a um estudo mais amplo sobre a Matemática Mesopotâmica, busca responder ao seguinte problema: quais características matemáticas podem ser identificadas na tábua VAT 7858? Assim, o objetivo geral deste trabalho consiste em descrever os registros matemáticos presentes na tábua VAT 7858. Os procedimentos metodológicos desse estudo englobam uma pesquisa exploratória, de abordagem qualitativa e natureza bibliográfica, fundamentada, sobretudo, em Boyer e Merzbach (2012), Roque (2012) e nas informações disponibilizadas em sites. Os resultados iniciais do estudo evidenciam dois pontos, são eles: (1) localização - verificou-se a dificuldade de identificar a procedência primária da tábua VAT 7858 em bases digitais de acesso público. (2) conteúdo - no anverso do artefato VAT 7858, observa-se uma tábua composta por três colunas com escrita cuneiforme. Da esquerda para a direita, quando traduzida para o sistema indo-arábico, verifica-se uma rasura na primeira coluna; na segunda, uma sequência numérica crescente de 1 a 13; e, na terceira, uma sequência crescente de múltiplos de 10. Conclui-se que o artefato VAT 7858 indica um procedimento sistemático para a obtenção de uma tabuada de multiplicação por dez, evidenciando indícios de abstração Matemática na antiga Mesopotâmia, ao mesmo tempo em que revela a necessidade de ampliar o acesso aos registros primários de artefatos mesopotâmicos em acervos digitais.
Palavras-chave: Mesopotâmia, Escrita cuneiforme,Artefato VAT7858
Resumo Simples
Palavras-chave: Fractais, Autossimilaridade, Irregularidade,Natureza
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Modelo Híbrido CNN-GRU para Previsão Horária da Velocidade do Vento no Ceará
MIQUEIAS SMITH LUCENA MARQUES ; Kerolly Kedma Felix do Nascimento
A crescente participação da energia eólica na matriz elétrica brasileira demanda métodos de previsão capazes de lidar com a natureza intermitente do vento. Este trabalho propõe um modelo híbrido CNN-GRU para previsão horária da velocidade do vento em estações meteorológicas do Ceará, no qual uma camada convolucional extrai padrões locais de curto prazo e uma unidade recorrente do tipo GRU modela as dependências temporais dentro de uma janela de 24 horas. Foram utilizados dados horários do Instituto Nacional de Meteorologia referentes ao período de 2010 a 2017, com pré-processamento específico, engenharia de atributos cíclicos e de médias móveis, normalização por MinMaxScaler e divisão cronológica treino-teste. O modelo foi avaliado em quatorze estações meteorológicas, alcançando coeficiente de determinação superior a 0,89 em oito delas, desempenho intermediário em quatro e desempenho crítico em duas, Campos Sales e Quixeramobim, cuja distribuição de vento mais heterogênea, quantificada pelo coeficiente de variação elevado e correlacionada ao desempenho do modelo, explica parcialmente essa limitação. Conclui-se que o modelo CNN-GRU é competitivo com o estado da arte em regimes de vento regulares, evidenciando também a sensibilidade dessas arquiteturas à heterogeneidade climática local, contribuição relevante para estudos futuros de previsão eólica multiestação no semiárido nordestino.
Palavras-chave: Previsão de vento,Aprendizado profundo,CNN-GRU,Energia eólica,Ceará
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Usando Geometria Diferencial para provar que a Terra NÃO é plana
GEOVAN MANOEL DE SOUSA DA SILVA; Leidiane Alves Costa; Danilo Ferreira da Silva
Entre os movimentos negacionistas, que se caracterizam pela perda de credibilidade de importantes instituições da sociedade, destaca-se, pela ampla repercussão e pelo elevado número de adeptos, o terraplanismo. Sustentada por falácias, o terraplanismo afronta o conhecimento lógico-formal-dedutivo. Perante o exposto, o presente trabalho tem por objetivo contrapor essa narrativa, apresentando uma demonstração fundamentada na Geometria Diferencial da não planicidade da superfície terrestre. Para tanto, a metodologia consistiu em uma revisão bibliográfica, fundamentada em Carmo (2005) e Mõnico (2008). Os procedimentos metodológicos consistiram, na dedução das equações paramétricas da superfície terrestre, a partir das coordenadas geodésicas, longitude (θ) e latitude (φ), por meio do vetor gradiente e do raio de curvatura N(φ). Posteriormente, realizou-se o cálculo da distância euclidiana e do comprimento de arco entre o Marco Zero, em Macapá (Brasil) e a Ciudad Mitad del Mundo, em Quito (Equador), comparando essas duas grandezas e, também, analisando o comportamento da reta definida entre esses pontos. Obteve-se a parametrização analítica do elipsoide de revolução, dada por X(x,y,z)=(N(φ)∙cos(φ)∙cos(θ),N(φ)∙cos(φ)∙sen(θ),(1-e^2 )∙N(φ)∙sen(φ)), validada por uma demonstração direta da identidade da equação do elipsoide. Além disso, verificou-se que a distância euclidiana é estritamente menor do que o comprimento de arco e ao analisar a reta entre os pontos selecionados notou-se que todos os pontos intermediários do segmento pertencem estritamente ao interior do elipsoide. A partir da disparidade entre as métricas e o comportamento analítico da reta, conclui-se que a hipótese de planaridade do planeta é incompatível com o modelo geodésico adotado.
Palavras-chave: Coordenadas Polares,Elipsoide,Geometria Diferencial,Planaridade,Superfície
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Palavras-chave: Geometria Diferencial,Ângulos Internos,Teorema Elegantissimum,Teorema de Girard,Triângulo Geodésico
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Localização Geométrica das Raízes Imaginárias de uma Equação do Segundo Grau
ARTHUR MEDEIROS DE SOUSA SAMPAIO
Este trabalho se propõe a apresentar um estudo sobre a localização geométrica das raízes imaginárias de uma equação do segundo grau, com base na abordagem proposta por Fernando Trotta, no artigo publicado na Revista do Professor de Matemática (RPM), edição de número 54. Apresentaremos, com mais detalhes, o estudo relacionado à função quadrática complexa, restringindo-a de modo a procurar apenas as raízes dessa função, anulando sua parte imaginária, e reduzindo o problema a um conjunto de pontos reais, que podem ser analisados geometricamente. Além disso, aplica-se também uma restrição ao domínio. Após essas restrições, analisaremos a função considerando os valores do domínio implicados por essa condição, chegando, assim, a uma parábola. Por fim, determinaremos a interseção dessa parábola com o plano em que a função se anula, obtendo-se os pontos cujas coordenadas correspondem às partes real e imaginária das raízes complexas da equação quadrática. Desse modo, a pesquisa fornece uma interpretação geométrica para as raízes complexas, o que difere da abordagem habitual, visto que, geralmente, seu estudo é desenvolvido predominantemente sob uma perspectiva mais algébrica do que geométrico. Assim, a pesquisa amplia a representação clássica das soluções de equações do segundo grau.
Palavras-chave: Raizes Imaginárias,Equação do Segundo Grau,Função Polinomial,Função Complexa
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