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A ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA INSERÇÃO DO IMPLANTE SUBDÉRMICO: UMA REVISÃO NARRATIVA
ISABELLY FERNANDES TEOTONIO; Emily Ferreira Andrade de Assis
O Implante Subdérmico de Etonogestrel é um Método Contraceptivo Reversível de Longa Ação (LARC) incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) pela Portaria SCTIE/MS nº 13/2021, após a deliberação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologia do SUS (CONITEC). Em 2025, um novo relatório de recomendações foi publicado pela CONITEC ampliando o uso do implante subdérmico, que antes era destinado apenas a mulheres em situações de vulnerabilidade, e passa a ser disponibilizado para todas as em mulheres adultas em idade reprodutiva, tornando-se uma estratégia prioritária no planejamento familiar e reprodutivo brasileiro. Diante da sua crescente oferta nos serviços de Atenção Primária à Saúde, este estudo tem busca analisar o respaldo legal que ampara a atuação do enfermeiro na inserção do implante subdérmico. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com busca realizada no mês de abril de 2026, nas bases de dados BVS/LILACS, SciELO e PubMed, documentos oficiais do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), Ministério da Saúde e CONITEC. A trajetória regulatória do tema foi marcada por controvérsia, com posicionamentos divergentes apresentados por Conselhos Regionais de Enfermagem. O COREN-PR reconhecia a aptidão técnica do enfermeiro, desde que devidamente capacitado, enquanto o COREN-SP entendia que tal ato seria de competência exclusiva do médico. Essas divergências foram solucionadas pelo COFEN por meio do Parecer nº 277/2017, reafirmando a competência legal, técnica e científica do enfermeiro para realização da inserção do implante subdérmico, em consonância com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). A Resolução COFEN Nº 690/2022, posteriormente atualizada pela Resolução COFEN Nº 802/2026, normatizou a atuação do enfermeiro no Planejamento Familiar e Reprodutivo, estabelecendo requisitos mínimos de capacitação para a inserção do implante subdérmico. Do ponto de vista técnico, o procedimento envolve avaliação clínica, consentimento informado, inserção sob anestesia local na face medial do braço, acompanhamento pós-inserção e manejo de intercorrências. Conclui-se que a legislação brasileira confere ao enfermeiro habilitado legitimidade para inserir o implante subdérmico, representando um avanço significativo para a autonomia profissional da categoria e para ampliação e garantia do acesso da mulher ao planejamento reprodutivo no SUS.
ATIVIDADE ANTIOXIDANTE DA LAVANDULA ANGUSTIFOLIA NA MODULAÇÃO DO ESTRESSE OXIDATIVO NO PROCESSO CICATRICIAL
MATHEUS SILVA; Grazielly Raabe Campos Diniz; Livia Teixeira de Sousa; Ana Luiza Araújo dos Santos; Nathylle Régia de Sousa Caldas
O óleo essencial de Lavandula angustifolia destaca-se devido à presença de seus componentes químicos, como o linalol e o acetato de linalila, reconhecidos pelos seus efeitos significativos quanto à redução da inflamação e controle do estresse oxidativo, otimizando o tempo de cicatrização e viabilizando uma reparação tecidual efetiva. Este estudo tem como objetivo investigar na literatura a atividade antioxidante da Lavandula angustifolia no processo de cicatrização. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada em abril de 2026, na qual, foi realizada uma busca de artigos indexados na Biblioteca Virtual em Saúde e nas bases de dados National Library of Medicine (PubMed), Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde e Scientific Electronic Library Online. Utilizaram-se os os Descritores em Ciências da Saúde “Lavandula”, “Antioxidantes”, “Cicatrização”, “Estresse Oxidativo” aplicados na BVS e Medical Subject Headings “Lavandula”, “Antioxidants”, “Wound Healing”, “Oxidative Stress” nas bases de dados combinados pelo operador booleano AND. A partir disso, foram incluídos 8 artigos originais disponíveis na íntegra, publicados nos últimos dez anos e que respondiam aos objetivos da pesquisa. Os estudos evidenciam que a ação antioxidante da Lavandula angustifolia é atribuída à presença de compostos bioativos, como linalol, acetato de linalila, e compostos fenólicos, como o ácido rosmarínico, neutralizando as espécies reativas de oxigênio, através da doação de elétrons, minimizando o potencial oxidativo e prevenindo danos às estruturas celulares. Ademais, observa-se a capacidade de aumentar a atividade das enzimas superóxido dismutase, catalase e glutationa peroxidase, permitindo a detoxificação de radicais livres. No processo de cicatrização, essa modulação do sistema antioxidante endógeno favorece a viabilidade dos fibroblastos e protege o DNA celular de danos citotóxicos e da apoptose. Consequentemente, otimiza-se a síntese de colágeno e a transição da fase inflamatória para a proliferativa, assegurando uma regeneração tecidual mais eficiente. Concluiu-se que o óleo essencial de Lavandula angustifolia tem resultados satisfatórios na modulação do estresse oxidativo no processo de cicatrização, qualificando-a como uma alternativa ao tratamento convencional. Todavia, ainda há necessidade de mais pesquisas para verificar a segurança quanto a dosagem e método de aplicação do fitoterápico.
A IMPORTÂNCIA DA HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS NA PREVENÇÃO DE INFECÇÕES EM TERAPIA INTENSIVA
ELYSA MARIA GOMES DA SILVA ; Jéssica Myllena da Silva Santos; Vitória Soares Lima; Francisco Narlém Gonçalves dos Santos
Introdução: A higienização das mãos é uma técnica bastante utilizada dentro dos hospitais, principalmente na Unidade de Terapia Intensiva, onde os cuidados prestados aos pacientes graves necessitam de uma atenção dobrada. A correta lavagem das mãos contribui de forma significativa para redução das infecções relacionadas à assistência à saúde, sendo considerada uma das medidas mais simples, eficazes e de baixo custo para prevenção da transmissão de microrganismos.Objetivo: Destacar a importância da higienização das mãos como forma de prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde dentro da Unidade de Terapia Intensiva.Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa realizada por meio de levantamento bibliográfico na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando as bases de dados SciELO e LILACS a partir dos seguintes descritores: “infecção hospitalar”, “higienização das mãos” e “terapia intensiva”. Foram selecionados 3 estudos publicados nos últimos 5 anos.Resultados: Os dados apresentados evidenciaram que os pacientes que tiveram infecções relacionadas à assistência à saúde, apresentaram um maior tempo de internação hospitalar, parada cardíaca e 10 vezes mais chance de evoluírem para óbito. Nesse contexto, destaca-se que os cuidados de enfermagem prestados nas unidades de terapia intensiva desempenham um papel importante na prevenção e recuperação dos pacientes. Tais cuidados devem ser pautados em conhecimento científico e habilidades técnicas avançadas, sendo a higienização das mãos, antes e após o contato com cada paciente, uma medida imprescindível para reduzir o risco de infecções.Conclusão: Conclui-se que, apesar dos avanços científicos, ainda existe uma elevada incidência de infecções bacterianas provavelmente relacionadas à falhas nas boas práticas de higienização das mãos com água e sabão. Tais falhas podem estar associadas ao uso incorreto da técnica ou à inadequação dos insumos disponibilizados pelas instituições, sendo, portanto, necessária a implementação de ações de educação permanente visando a padronização dessa prática e o fortalecimento da segurança do paciente.
Palavras-chave: Higienização das mãos, Prevenção primária,Unidade de terapia intensiva
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A ASSISTÊNCIA AO IDOSO NA ATENÇÃO BÁSICA: DESAFIOS DA POLIFARMÁCIA NO CONTEXTO DO ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL
LUCAS CUSTODIO DE OLIVEIRA SILVA ; CLEIDIANE LARYSSA SOUZA DE ARAUJO; CICERA MARIA DE FIGUEREDO SILVA; IONNY ELLEM PEREIRA ALVES
No Brasil, o envelhecimento populacional cresce progressivamente, graças aos serviços de saúde e a melhores condições de vida, resultando no aumento da expectativa de vida. Devido ao aumento da longevidade, alguns idosos tornam-se mais vulneráveis para o acometimento de muitas doenças crônicas, como depressão, hipertensão e diabetes, que exigem frequentemente utilização de muitos medicamentos, de forma contínua. A presença de múltiplos medicamentos em casa (polifarmácia), indicados ou não, configura-se como um problema de saúde. Para alguns idosos, essa diversidade de terapias representa baixa compreensibilidade, gerando uso indevido, reações adversas e interações medicamentosas que podem prejudicar a saúde dos idosos. Objetiva-se analisar os impactos da polifarmácia na saúde de idosos. Trata-se de uma revisão da literatura, conduzida pela seguinte questão: "Quais são os impactos da polifarmácia na saúde de idosos assistidos na Atenção Primária à Saúde?". Para responder a problemática, utilizou-se da Biblioteca Virtual em Saúde, nas bases LILACS e BDENF, utilizando os DeCS, "Saúde da Pessoa Idosa", "Polimedicação", e "Estratégia Saúde da Família", combinados pelo operador booleano "AND". Foram incluídos estudos completos disponíveis na íntegra, em inglês, português, e espanhol, com delimitação temporal de 10 anos, e estudos que abordassem a questão proposta. Ao final da busca, foram selecionados 8 estudos. Os resultados evidenciam que os idosos acompanhados nas unidades básicas de saúde, utilizam de diversas medicações para tratamento de agravos crônicos, farmacoterapias para diabetes, complicações cardiovasculares, hipertensão, transtornos mentais e dislipidemias foram os mais recorrentes. Em sua maioria, de acordo com os resultados, os maiores índices apontam para indivíduos do sexo feminino, com 60 anos ou mais, e também com menor nível de escolaridade. A utilização de diversas classes medicamentosas dificulta a adesão ao tratamento e consequentemente sua eficácia, efeitos adversos e interações entre os fármacos se tornam comuns e dificultam o tratamento. Conclui-se que a presença de uma polifarmácia na rotina dos idosos não traz efeitos benéficos e muito menos garantem adesão ao tratamento correto, o acompanhamento deve ser realizado pela equipe da atenção básica. Por meio de visitas domiciliares e consultas, torna-se capaz a avaliação das terapias prescritas e a utilização correta, diminuindo riscos e garantindo adesão ao tratamento.
CUIDADO DOMICILIAR À PESSOA IDOSA EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE FUNCIONAL
ANA KAROLINA BEZERRA DA COSTA ; Soraya Magnarya Felix Miranda; Mikaelle Batista da Silva Lobo; Vanessa Carlos Santos; Adriana de Moraes Bezerra; Célida Juliana de Oliveira
O envelhecimento é um processo multifatorial, progressivo e heterogêneo, influenciado por determinantes biológicos, sociais e ambientais, que resulta na redução da capacidade funcional e da autonomia da pessoa idosa. No Brasil, o aumento expressivo da população idosa reforça a necessidade de estratégias de cuidado no âmbito da Atenção Primária à Saúde (APS), com destaque para o cuidado domiciliar como ferramenta essencial de acompanhamento integral. Este estudo tem como objetivo relatar a experiência de acadêmicos de Enfermagem no acompanhamento domiciliar de uma pessoa idosa em situação de dependência funcional, analisando o cuidado como prática social no território. Trata-se de um estudo descritivo, realizado entre setembro e dezembro de 2025, durante estágio supervisionado em uma Unidade de Saúde da Família no interior do Ceará, com sete visitas domiciliares que envolveram avaliação clínica, funcional e social por meio da observação participante, escuta qualificada, Avaliação Geriátrica Ampla e aplicação de instrumentos como Índice de Katz, Escala de Lawton e APGAR Familiar. A idosa apresentava dependência funcional total decorrente de Acidente Vascular Cerebral e fratura de fêmur, com acamamento prolongado e importantes limitações físicas, além de vulnerabilidades sociais e ambientais, como risco de quedas, sobrecarga do cuidador e dificuldades de acesso a recursos de saúde. A atuação dos estudantes possibilitou identificação de necessidades, orientações sobre cuidados no domicílio, manejo de dispositivos, prevenção de complicações e articulação com a rede de serviços do SUS. Conclui-se que o acompanhamento domiciliar realizado por acadêmicos de Enfermagem contribui para a qualificação do cuidado à pessoa idosa, fortalecendo a integralidade, o vínculo e a compreensão dos determinantes sociais da saúde no contexto da Atenção Primária à Saúde.
Palavras-chave: saúde do idosa, Atenção Primária à Saúde, Enfermagem
Oral
EDUCAÇÃO EM SAÚDE SOBRE OBESIDADE E RISCO CARDIOVASCULAR COM ESTUDANTES DE ESCOLA PROFISSIONALIZANTE: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
CUIDADOS DE ENFERMAGEM NO PRÉ-OPERATÓRIO DE RETOSSIGMOIDECTOMIA:RELATO DE EXPERIÊNCIA EM UNIDADE CIRÚRGICA
MIKAELLE BATISTA DA SILVA; Ana Karolina Bezerra da Costa; Vanessa Carlos Santos.; Soraya Magnarya Felix Miranda; Lucas Vieira Araujo; Ana Maria Parente Garcia Alencar
O período pré-operatório é uma fase de alta complexidade clínica e emocional, exigindo da enfermagem uma assistência sistematizada, segura e humanizada. Na retossigmoidectomia, indicada em doenças intestinais e neoplasias, o paciente pode apresentar ansiedade, medo e alterações na imagem corporal, evidenciando a necessidade de cuidados que vão além da técnica. No entanto, o pré-operatório ainda é frequentemente centrado em rotinas assistenciais, reforçando a importância de ações educativas e de acolhimento. Objetiva-se relatar a experiência de cuidados de enfermagem no pré-operatório de retossigmoidectomia. Trata-se de um relato de experiência, descritivo, realizado por acadêmicos de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri, em estágio supervisionado em unidade cirúrgica de um hospital filantrópico da região do Cariri, em março de 2026. A experiência envolveu um paciente adulto, com realização de avaliação clínica, verificação de sinais vitais, checagem dos exames laboratoriais, de imagens e histológicos, checagem do jejum de no mínimo oito horas, avaliação do acesso venoso periférico, preparo do cólon com realização de clister prescrito, retirada de adornos e vestimenta específica, acolhimento emocional e retirada de dúvidas Durante a assistência, identificou-se ansiedade relacionada ao pré-operatório e possível necessidade de estomia. Diante disso, foram realizadas intervenções de escuta qualificada e educação em saúde, com explicações simples sobre a cirurgia, recuperação, mobilização precoce e cuidados neste período. Também foram abordados aspectos emocionais e de adaptação à possível mudança na imagem corporal, o que contribuiu para redução da ansiedade e maior segurança do paciente. Foram identificadas necessidades humanas básicas afetadas, como segurança, conforto e informação, permitindo um cuidado mais individualizado e integral. Conclui-se que o cuidado de enfermagem no pré-operatório de retossigmoidectomia é essencial para a segurança do paciente e qualificação da assistência, integrando ações técnicas, educativas e emocionais. A experiência demonstrou que a escuta, a orientação e o acolhimento fortalecem o vínculo terapêutico e tornam o processo pré-operatório mais humanizado. Como limitação, destaca-se tratar-se de um relato de experiência único, não permitindo generalizações, sendo necessários novos estudos sobre o tema no contexto perioperatório.
Palavras-chave: Implante subdérmico, Enfermagem, Planejamento Familiar, Saúde da Mulher, Legislação em Enfermagem
Resumo Simples
Aplicação de metodologias ativas no ensino em saúde na disciplina de Gestão das Ações e Serviços de Saúde: relato de experiência
FRANCISCO PEREIRA ALVES
As metodologias ativas de ensino-aprendizagem se destacam na formação em saúde por promoverem maior participação discente e integração entre teoria e prática, aprofundando a inserção do aluno nas temáticas e os tornando centro e responsável pelo desenvolvimento ativo da construção do seu saber e exposição dos problemas encontrados frente ao grupo. Este estudo tem como objetivo relatar a experiência da aplicação da Aprendizagem Baseada em Problemas (Problem-Based Learning – PBL em inglês) na disciplina de Gestão das Ações e Serviços de Saúde no oitavo semestre de enfermagem da Universidade Regional do Cariri. A metodologia foi utilizada como estratégia para o estudo da legislação em saúde, tendo como referência a Constituição Federal de 1988, seus artigos 196,197 e 198, e a Lei Orgânica do Sistema Único de Saúde - SUS, especialmente a Lei nº 8.080/1990. Durante a atividade, os acadêmicos, 20 no total, foram organizados em 2 grupos de 10 integrantes e instigados a analisar e relacionar à gestão dos serviços de saúde, confrontando os dispositivos constitucionais com a legislação infraconstitucional, identificando erros e acertos da compatibilidade dos dispostos legais da Constituição e da Lei Orgânica do SUS. Observou-se que o Art. 196 da Constituição Federal, ao definir a saúde como direito de todos e dever do Estado, encontra operacionalização na Lei nº 8.080/1990, que detalha as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde. Da mesma forma, o Art. 197, que atribui ao poder público a regulamentação e fiscalização das ações e serviços de saúde, é concretizado pela Lei Orgânica ao estabelecer as responsabilidades das três esferas de governo (Municipal, Estadual e Federal). O Art. 198, que define as diretrizes do SUS, como descentralização, integralidade e participação social, é complementado pelos dispositivos legais que organizam a gestão e o financiamento do sistema. Em cada um dos seus artigos foram encontradas inconsistências entre as legislações e debatido sobre a reflexão na aplicabilidade prática, gerenciamento das ações e realidade brasileira do SUS. Desse modo, a utilização do método PBL favoreceu a compreensão crítica da legislação, ampliou o engajamento dos estudantes e contribuiu para o desenvolvimento de competências relacionadas à gestão em saúde evidenciando que as metodologias ativas constituem estratégias eficazes para o ensino da gestão das ações e serviços de saúde, especialmente no estudo da estruturação legal do SUS.
Palavras-chave: Metodologias ativas,Aprendizagem baseada em problemas,Sistema Único de Saúde,Legislação em saúde,Gestão em saúde
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ÁRVORE DE PROBLEMAS E MATRIZ FOFA NA REDE DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
ANNA REBECA LIMA MONTEIRO; Ana Vitória Coelho Alves; Francisco Pereira Alves; Jade Kelly Honorato Lopes; Jéssica Vitória Barros dos Santos
A formação em Enfermagem demanda o desenvolvimento de competências críticas para análise e planejamento em saúde, especialmente na Rede de Urgência e Emergência, caracterizada por elevada complexidade e desafios organizacionais, o que evidencia a necessidade de estratégias pedagógicas que favoreçam a compreensão ampliada da realidade. Justifica-se o uso de metodologias ativas por possibilitar a integração entre teoria e prática, sendo relevante para a formação de profissionais capazes de intervir de forma qualificada nos serviços de saúde. Objetivou-se relatar a experiência de acadêmicos de Enfermagem na aplicação da árvore de problemas e da matriz FOFA associadas ao Método da Espiral Construtivista no contexto do Planejamento Estratégico Situacional. Trata-se de um estudo descritivo, qualitativo, do tipo relato de experiência, desenvolvido na disciplina de Gestão das Ações e Serviços de Saúde e Enfermagem, no período letivo de 2026.1, com acadêmicos matriculados, organizados em grupos de trabalho. A atividade ocorreu em sala de aula, a partir da construção de uma árvore de problemas relacionada à Rede de Urgência e Emergência e elaboração da matriz FOFA. A coleta de dados deu-se por discussões orientadas e integração dos conhecimentos teórico-práticos, com análise descritiva das informações. Adotou-se o Método da Espiral Construtivista, cuja esquematização representa o movimento coletivo de identificação de conhecimentos prévios e construção de novos significados (LIMA, 2017; LIMA; PADILHA, 2018), contemplando as etapas: identificação do problema por meio da árvore explicativa; formulação de explicações com chuva de ideias; elaboração de questões a partir dos nós críticos; busca de novas informações com matriz FOFA; construção de novos significados mediante socialização em grupo; e avaliação do processo com a matriz 5W3H. A atividade possibilitou compreensão ampliada da rede, evidenciando fragilidades como déficit de recursos, falhas na comunicação e gestão, e potencialidades como trabalho multiprofissional e protocolos assistenciais, além de oportunidades e ameaças relacionadas às políticas públicas e financiamento. Conclui-se que a experiência favoreceu o raciocínio crítico, a participação ativa e o desenvolvimento de competências em planejamento e tomada de decisão, embora limitada ao contexto de uma única turma, sugerindo-se sua ampliação em diferentes cenários formativos.
Palavras-chave: Planejamento em Saúde,Educação em Enfermagem,Serviços de Emergência.
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EFEITOS DA SUPLEMENTAÇÃO DE CÁLCIO NA GRAVIDEZ COMO REDUÇÃO DA PRÉ-ECLÂMPSIA
JULIA ALENCAR SILVA ; Carla Mikevelly de Sena Sales; Valterlúcio dos Santos Sales; Roseli Barbosa; Luis Pereira de Moraes; Andressa de Alencar Silva
A pré-eclâmpsia (PE) é uma doença hipertensiva da gestação, com início após a 20ª semana, podendo estar associada à proteinúria e/ou edema. Trata-se de uma condição relevante, uma vez que está associada a importantes desfechos materno-fetais, como a redução da perfusão placentária. Nesse contexto, fatores nutricionais têm sido investigados como possíveis moduladores do risco para o desenvolvimento da doença, destacando-se a deficiência de cálcio na dieta. Nesse sentido, desde 2011, a Organização Mundial da Saúde recomenda a suplementação de 1,5 g/dia como medida preventiva e mais recentemente a nota técnica Nº 251/2024 do Ministério da Saúde também fez essa recomendação. Diante disso, este estudo teve como objetivo revisar desfechos, limitações e perspectivas da suplementação de cálcio na gestação. A busca foi realizada nas bases BVS e PubMed, utilizando os descritores “Preeclampsia”, “Calcium supplementation” e “Brazil”, combinados pelo operador booleano AND, com adaptação para a BVS. Foram incluídos estudos publicados entre 2021 e 2026, disponíveis na íntegra e que abordassem o tema no título ou resumo, com foco no contexto brasileiro. Devido à escassez de estudos, incluiu-se uma tese. Foram identificados quatro artigos na PubMed e um na BVS, sendo dois excluídos (um por se tratar de projeto e outro por indisponibilidade do texto). Os resultados evidenciam heterogeneidade quanto aos efeitos da suplementação de cálcio. Um ensaio clínico randomizado, com mais de 1300 mulheres, demonstrou pouca ou nenhuma diferença na incidência de pré-eclâmpsia, perda gestacional, parto prematuro e outros desfechos maternos e perinatais, além de baixa certeza da evidência. Outro estudo não avaliou desfechos clínicos, mas identificou modulação de marcadores inflamatórios, purinérgicos e de estresse oxidativo, sugerindo possível efeito fisiológico, sem comprovação de impacto clínico direto. A tese analisada apontou potencial redução na incidência e gravidade da doença, especialmente em populações com baixa ingestão de cálcio, embora destaque a necessidade de maior definição quanto à dose, momento de início e fonte do nutriente. Diante destes achados, percebe-se que as evidências são inconclusivas e limitadas, que há lacunas importantes, especialmente quanto à resposta vascular placentária e umbilical, indicando a necessidade de estudos experimentais mais robustos sobre o tema e que avaliem o efeito dessa suplementação a nível experimental.
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ESPIRAL CONSTRUTIVISTA E PES NA GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM: SABERES E HABILIDADES PARA O PLANEJAMENTO LOCAL
YANNE NOGUEIRA DOS SANTOS ALENCAR; Ana Vitória Bezerra Mangueira; Mateus Sampaio de Oliveira; Antônio Jefferson Amorim de Freitas; Vívian de Oliveira Cavalcante
O Planejamento Estratégico Situacional (PES) apresenta-se como uma ferramenta estratégica essencial para a análise de problemas e a tomada de decisão no âmbito da gestão em saúde, especialmente em contextos reais e complexos do SUS. Nesse sentido, aplicado a graduação de enfermagem, por meio das metodologias ativas, promove maior participação dos estudantes e desenvolvimento do pensamento crítico-reflexivo para a solução de problemas em contexto local. Utilizou-se a Espiral Construtivista como estratégia de organização do processo de ensino-aprendizagem, favorecendo uma dinâmica participativa e reflexiva, que parte dos conhecimentos prévios dos estudantes e avança na construção de novos saberes. Essa abordagem favorece a problematização, a troca de experiências e a articulação entre teoria e prática imprescindíveis para a formação em enfermagem. Objetiva-se descrever a aplicação da Espiral Construtivista no desenvolvimento do PES em sala de aula, destacando suas contribuições para a qualificação do processo de ensino-aprendizagem em saúde. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, vivenciado por 20 discentes da disciplina Gestão em Saúde e Enfermagem da Universidade Regional do Cariri-URCA, realizado no período de março a abril de 2026. Inicialmente, a partir da estratégia árvore explicativa foi identificado um problema relacionado à gestão em saúde com foco na Rede de Atenção à Saúde, seguido pela formulação de hipóteses explicativas por meio de discussões em grupo. Em seguida, definiram-se os nós críticos, priorizando os principais pontos para intervenção. A busca por novas informações, com o uso da matriz SWOT, contribuiu para uma análise estratégica da situação. A etapa de socialização favoreceu a construção coletiva do conhecimento, promovendo a integração entre teoria e prática. Por fim, foi elaborada a matriz 5W3H, a qual possibilitou a avaliação do processo e subsidiou a construção do Plano de Ação. A articulação entre a Espiral Construtivista e o PES favoreceu uma aprendizagem ativa e contextualizada, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades de planejamento em saúde no nível local. Evidenciou-se como estratégia potente na formação em enfermagem, ao promover autonomia, reflexão e integração entre teoria e prática.
Palavras-chave: Processo Ensino-Aprendizagem, Gestão em Saúde , Planejamento Estratégico
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ESTRUTURAÇÃO DO DEBRIEFING NA SIMULAÇÃO CLÍNICA: EVIDÊNCIAS NA LITERATURA CIENTÍFICA
KARINE DE SOUZA OLIVEIRA ; Kethylen Yasmin Lucena Furtado; Amanda Leal Bezerra; Nárrida Pereira Gomes; Amanda Souza Rodrigues
A simulação clínica é uma estratégia de ensino que se desenvolve em etapas, finalizando com o debriefing, momento essencial de reflexão crítica e integração entre teoria e prática. Na literatura, há diferentes formas de condução do debriefing, que buscam favorecer o aprendizado e o pensamento crítico na enfermagem. Este estudo objetivou identificar e descrever as formas de estruturação do debriefing na simulação clínica, a partir da literatura científica. Trata-se de uma revisão da literatura realizada no mês de abril, na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Base de Dados de Enfermagem (BDENF), Medical Literature Analyses and Retrieval System Online (MEDLINE) e Scientific Eletronic Library Online (SCIELO), utilizando os descritores “simulação clínica”, “debriefing” e “enfermagem”, combinados com o operador booleano AND. Foram incluídos estudos publicados com recorte temporal de cinco anos, que abordassem a estrutura do debriefing na simulação clínica. Inicialmente, 161 artigos foram identificados, dos quais 148 foram excluídos por serem duplicatas, não abordarem diretamente a estrutura do debriefing ou aqueles em que o texto completo não estava disponível para acesso, permanecendo 16 para análise, os quais foram classificados quanto à utilização de instrumentos, formas de condução e utilização ou não de modelos teóricos. Os resultados evidenciaram que o debriefing, na simulação clínica, tem sido estruturado de diferentes formas, com o uso de modelos teóricos organizados em etapas sequenciais, como o ciclo de Gibbs, reflexão em etapas progressivas, e o debriefing holístico, organizado em fases focada, formativa e sumativa. Ademais, identificou-se a utilização de instrumentos estruturados, como checklists, que abordam competências técnicas, comportamentais e comunicacionais, bem como o uso de perguntas norteadoras para estimular a reflexão crítica. Também foram evidenciadas as diferentes formas de condução, incluindo facilitador único e múltiplos facilitadores, com predominância do uso de checklists. Desse modo, conclui-se que o debriefing apresenta diferentes formas de estruturação, com destaque para instrumentos padronizados. Entretanto, há pouca uniformidade na descrição das estratégias, limitando a compreensão de sua organização. Assim, são necessárias novas investigações para fortalecer práticas na formação em enfermagem.
Palavras-chave: Treinamento por simulação,Debriefing,Educação em enfermagem
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EVIDÊNCIAS DA SIMULAÇÃO CLÍNICA NO ENSINO DO CATETERISMO VESICAL DE DEMORA NA GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM
LIVIAN GABRIELE GALDINO GONÇALVES ; Elis Regina de Sousa Alves; Aline da Silva Ribeiro
O cateterismo vesical de demora (CVD) é um procedimento privativo da enfermagem, amplamente utilizado na prática assistencial, cuja execução inadequada pode resultar em complicações relevantes, como infecções do trato urinário, lesões traumáticas e posicionamento incorreto do dispositivo. Assim,a simulação clínica tem se consolidado como uma estratégia pedagógica essencial para o ensino de procedimentos invasivos na graduação em enfermagem, permitindo o desenvolvimento seguro de competências. O presente estudo objetiva sintetizar evidências sobre a efetividade da simulação clínica no desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e segurança/autoeficácia de estudantes de graduação em enfermagem na realização do CVD. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de caráter descritivo, conduzida em abril de 2026, com busca nas bases PubMed/MEDLINE, LILACS e Biblioteca Virtual em Saúde. Foram utilizados os seguintes descritores controlados DeCS/MeSH, (“Simulação Clínica”/“Clinical Simulation”, “Educação em Enfermagem”/“Nursing Education”, “Cateterismo Urinário”/“Urinary Catheterization” “Treinamento por Simulação” /“Simulation Training”), combinados por operadores booleanos. Esse tipo de revisão caracteriza-se pela flexibilidade metodológica, não exigindo a adoção de protocolos rígidos de busca e seleção. Foram incluídos 9 estudos disponíveis na íntegra, publicados em português e inglês, que apresentassem pertinência com a temática proposta. Destaca-se que, em consonância com a natureza da revisão narrativa, a seleção dos estudos teve caráter analítico e intencional, priorizando a relevância e contribuição teórica da temática. A literatura indica que a simulação clínica contribui para o aprimoramento do conhecimento teórico dos estudantes de enfermagem, especialmente quanto às indicações do procedimento, à técnica asséptica e à prevenção de infecções relacionadas ao cateter. Além disso, essa estratégia favorece o desenvolvimento de habilidades psicomotoras e o aumento da autoeficácia, aspectos essenciais para a execução segura do CVD. Observa-se também elevada satisfação discente, frequentemente associada ao ambiente controlado de aprendizagem e à possibilidade de repetição das práticas. Embora os impactos diretos na segurança do paciente nem sempre sejam mensurados objetivamente, a simulação clínica configura-se como uma estratégia pedagógica promissora na formação em enfermagem, contribuindo para o preparo de profissionais mais capacitados e seguros.
Palavras-chave: Simulação clínica,Cateterismo vesical, Educação em enfermagem,Enfermagem,Competência clínica
Resumo Simples
EVIDÊNCIAS E LIMITAÇÕES DO GENERAL COMFORT QUESTIONNAIRE NA ASSISTÊNCIA A PACIENTES RENAIS CRÔNICOS
ALINE DA SILVA RIBEIRO ; Elis Regina de Sousa Alves; Mateus Sampaio de Oliveira
A Doença Renal Crônica (DRC) é uma condição de prevalência significativa, caracterizando-se como um dos grandes desafios de saúde pública em vários países. Considerando as diversas incapacidades biopsicossociais causadas pela DRC, evidencia-se a importância de discutir sobre os aspectos associados ao conforto dos pacientes. Dessa forma, objetiva-se analisar as evidências disponíveis na literatura sobre a validade, confiabilidade e utilização do General Comfort Questionnaire (GCQ) na identificação das necessidades de conforto e formulação de intervenções de enfermagem no contexto dos pacientes renais crônicos. Trata-se de uma Revisão Integrativa (RI) da literatura, com questão norteadora versada em: o GCQ é válido, confiável e aplicável para ser utilizado na identificação das necessidades de conforto e no planejamento de intervenções de enfermagem em pacientes com doença renal crônica? A busca de dados ocorreu na Biblioteca Virtual em Saúde, utilizando-se dos seguintes descritores e operadores booleanos: (Doença Renal Crônica) AND (Teoria de Enfermagem OR Questionário) AND (Conforto do Paciente). Os critérios de inclusão incluíram: artigos disponíveis na íntegra, de acesso gratuito, que abordassem o GCQ na assistência ao paciente com DRC, nos idiomas português, inglês e espanhol, nas bases de dados LILACS, BDENF e MEDLINE. Foram excluídos artigos duplicados, revisões e artigos que não respondiam ao objetivo de pesquisa. Após triagem e leitura completa foram incluídos na amostra final seis artigos. Acerca das propriedades psicométricas do GCQ concluiu-se que este é um instrumento válido e confiável para a identificação das necessidades de conforto em pacientes com DRC. Contudo, apesar da validade e confiabilidade, evidenciou-se lacuna crítica na literatura a respeito do uso dos achados sobre necessidades de conforto para formulação de intervenções e tecnologias que subsidiem o cuidado, como mapas de necessidades identificadas, fluxogramas, bundles ou protocolos de intervenções de enfermagem sistematizadas. Portanto, apesar do GCQ mostrar-se válido, confiável e aplicável, há a necessidade de estudos que o apliquem na população hemodialítica, objetivando identificar necessidades de conforto e investigar a contribuição direta do GCQ na operacionalização do Processo de Enfermagem, especialmente tratando-se do planejamento e implementação de intervenções voltadas à promoção do conforto.
Palavras-chave: Doença Renal Crônica,Teoria de Enfermagem,Questionário,Conforto do Paciente
Oral
I JUHSIM: PIONEIRISMO EM SIMULAÇÃO NA FORMAÇÃO EM SAÚDE NO CARIRI CEARENSE
ROSA MIRLEY DE SOUZA LIMA ; Esther Máysa de Sousa Alvesano; Maria Carolina Alencar Bastos; Anna Moésia Fechine Pereira
A formação em saúde tem incorporado metodologias ativas que fortalecem a integração entre teoria e prática, com destaque para a simulação realística como estratégia de ensino capaz de reproduzir situações clínicas em cenários controlados e promover o desenvolvimento de competências em ambiente seguro. Apesar de sua reconhecida relevância, o acesso a essa abordagem ainda é restrito no Brasil, assim como no Cariri Cearense, o que evidencia a necessidade de iniciativas voltadas à ampliação de sua implementação no processo formativo. O presente trabalho tem por objetivo relatar a realização da I Jornada Universitária de Habilidades em Simulação Realística (JUHSIM), com ênfase nas inovações metodológicas aplicadas à formação acadêmica em saúde. Trata-se de um relato de experiência, de caráter descritivo, referente a um evento acadêmico promovido pela Liga Acadêmica de Habilidades e Simulação Realística (LAHSIM), realizado na Universidade Regional do Cariri (URCA), nos dias 23 e 24 de abril de 2026. O evento reuniu 109 participantes, entre estudantes de Enfermagem e Medicina, profissionais de saúde e professores, e contou com a participação de 13 palestrantes de reconhecida expertise na área. A programação foi estruturada em 1 mesa-redonda, 2 conferências, 6 minicursos práticos baseados em simulação, 1 mostra de moulage e 1 experiência cênica imersiva. A jornada demonstrou elevada adesão e engajamento nas atividades, com destaque para os minicursos, nos quais os participantes revelaram grande interesse pelo tema, com troca ativa de experiências e esclarecimento de dúvidas. As interações evidenciaram que parte significativa do público tinha contato limitado com a simulação realística, o que reforça o papel do evento na ampliação do conhecimento e na compreensão das potencialidades dessa abordagem como estratégia pedagógica. A I JUHSIM estimulou a integração entre ensino e prática clínica e consolidou a simulação como abordagem inovadora e versátil em diferentes áreas da saúde. Iniciativas como essa fortalecem a formação acadêmica, contribuem para a disseminação da simulação realística na região do Cariri e colaboram para a qualificação de profissionais mais preparados, críticos e seguros diante das práticas clínicas.
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METODOLOGIAS ATIVAS NA GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM: COMPETÊNCIAS GERENCIAIS E A INTERFACE ENTRE CIÊNCIA E SABERES
JOEDISON SILVA SANTANA ; Kaylane Gomes Bezerra Silva; Levi Santos da Paixão; Karenne Jessen dos Santos Vieira; Mônica Frutuoso da Silva Oliveira
As metodologias ativas configuram abordagens pedagógicas que colocam o estudante no centro do processo de ensino-aprendizagem, estimulando autonomia, pensamento crítico e participação ativa. No contexto da formação em enfermagem, destacam-se por favorecerem não apenas a construção do conhecimento, mas também o desenvolvimento de competências gerenciais essenciais à prática profissional, como liderança, comunicação, tomada de decisão e trabalho em equipe. Nesse cenário, o presente estudo teve como objetivo analisar o potencial dessas metodologias no desenvolvimento de competências gerenciais em enfermagem, a partir da aplicação de estratégias lúdicas e interativas em contexto educacional. Trata-se de um relato de experiência, de abordagem qualitativa e caráter descritivo, realizado em abril de 2026, com 20 acadêmicos do 8º semestre do curso de enfermagem de uma instituição de ensino superior localizada no município de Crato–CE. O processo de ensino-aprendizagem foi estruturado com base em metodologias ativas, com destaque para a estratégia “Escape Room”, organizada em quatro estações temáticas (gerenciamento, ética, liderança e empreendedorismo), nas quais os estudantes resolveram questões em tempo determinado, seguidas de um momento de debriefing. Posteriormente, foi aplicada a gamificação no formato “Passa ou Repassa”. A coleta das percepções ocorreu por meio de questionários, observação e relatos verbais, sendo os dados analisados de forma descritiva. Observou-se elevado engajamento e participação dos discentes, além de maior compreensão dos conteúdos e melhor articulação entre teoria e prática. As atividades favoreceram o desenvolvimento de competências gerenciais, como tomada de decisão, resolução de problemas, comunicação e trabalho em equipe. O debriefing contribuiu para a reflexão crítica sobre as experiências vivenciadas, e os estudantes avaliaram a atividade como dinâmica, motivadora e eficaz. Evidencia-se, portanto, que a utilização de metodologias ativas, aliadas a estrategias lúdicas como Escape Room e gamificação, constitui uma abordagem eficaz no ensino em enfermagem, contribuindo significativamente para o desenvolvimento de competências gerenciais e para a formação de profissionais críticos, reflexivos e preparados para atuar nos serviços de saúde
Palavras-chave: Aprendizagem baseada em problemas,Gestão em Saúde,Enfermagem
Oral
MONITORIA ACADÊMICA NA FORMAÇÃO EM ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA NA SAÚDE DO TRABALHADOR(A)
EVELLY DA SILVA NASCIMENTO ; Letícia Vitória Rodrigues de Souza; Livian Gabriele Galdino Gonçalves; Elis Regina de Sousa Alves; Milleny Sampaio da Silva; Rosely Leyliane dos Santos
A saúde do trabalhador configura-se como eixo estruturante da formação em enfermagem, considerando a identificação de riscos ocupacionais e a promoção de ambientes laborais seguros. Nesse contexto, a monitoria acadêmica destaca-se como estratégia que fortalece o processo ensino-aprendizagem, favorecendo a construção do conhecimento de forma participativa e crítica. Objetivou-se descrever a experiência desenvolvida no âmbito da monitoria da disciplina Enfermagem no Processo de Cuidar da Saúde do Trabalhador. Trata-se de um relato de experiência desenvolvido durante o período letivo, a partir de atividades que vêm sendo realizadas no contexto da monitoria na referida disciplina. As atividades envolvem o apoio na elaboração de materiais didáticos, organização de conteúdos e acompanhamento das aulas, além da participação ativa na condução de momentos educativos. Foram utilizadas estratégias baseadas em metodologias ativas, como aplicação de questões em formato lúdico, dinâmicas interativas e estímulo à participação discente, com o intuito de tornar o ambiente mais dinâmico e favorecer o engajamento dos estudantes. A experiência possibilitou maior interação entre discentes e monitora, contribuindo para a compreensão dos conteúdos e interação em sala de aula. Observou-se que o uso de abordagens diferenciadas favoreceu a aprendizagem significativa, estimulando o pensamento crítico e a participação ativa dos estudantes. Além disso, a monitoria contribui para o desenvolvimento de habilidades pedagógicas, comunicativas e de liderança. Conclui-se que a monitoria acadêmica se configura como importante ferramenta no processo formativo em enfermagem, promovendo inovação no ensino, fortalecimento das práticas educativas e qualificação da aprendizagem, especialmente quando associada ao uso de metodologias ativas no contexto da saúde do trabalhador(a).
Palavras-chave: Saúde do Trabalhador, Educação em Enfermagem, Monitoria Acadêmica
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MONITORIA EM SAÚDE DA PESSOA IDOSA: COMPETÊNCIAS E SABERES NA GRADUAÇÃO
HELOISA MENDES SÁTIRO XENOFONTE ; MARIA VICTÓRIA VIANA ALVES
A monitoria é uma importante ferramenta que auxilia no desenvolvimento de habilidades teórico-práticas, proporcionando o crescimento individual e profissional dos acadêmicos. Outrossim, a monitoria permite a discussão de temáticas relevantes para a solidificação de saberes, conduzindo os estudantes ao pensamento crítico sobre a atuação profissional no campo de estudo. Objetivou-se relatar a experiência de monitoria ministrada no curso de graduação em enfermagem. Trata-se de um relato de experiência acerca da vivência de monitoria na disciplina de Enfermagem no Processo do Cuidar em Saúde do Idoso, executada junto à turma do 7ª semestre do curso de enfermagem da Universidade Regional do Cariri. A experiência foi procedida durante um período de março a outubro de 2025, sob a orientação da docente coordenadora da disciplina. As atividades de monitoria consistiram em apoio pedagógico à discentes; execução de atividades teórico-práticas e dinâmicas em grupo; auxílio e esclarecimento de dúvidas acerca dos conteúdos ministrados na disciplina e construção do portfólio de acompanhamento da pessoa idosa; discussão de casos e resolução de questões de bancas de concurso. Conclui-se que a monitoria proporcionou um aprimoramento de habilidades em oratória e comunicação assertiva, bem como impulsionou o desenvolvimento de competências em docência, liderança e criatividade. Ademais, a experiência contribuiu para evidenciar relevância dos conhecimentos na educação em saúde da pessoa idosa na graduação em enfermagem.
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O território como espaço de cuidado: O papel de visitas domiciliares no cuidado à saúde
ANA CLARA ALVES DOMINGOS; Larissa de Aquino Soares; Maria Jordanna dos Santos Silva; Maria Lívia de Brito Lima; Nágila Silva Fernandes
As visitas domiciliares são ferramentas da Atenção Básica de Saúde e do Sistema Único de Saúde (SUS) que levam os cuidados necessários aos pacientes conforme as necessidades e limitações de seus quadros clínicos. No Brasil, a enfermagem atua diretamente no gerenciamento das demandas em saúde e na prevenção e promoção em saúde da comunidade. O objetivo do estudo consiste na análise de estudos referentes à temática em conjunto com a reflexão sociopolítica acerca da importância da realização desse procedimento para a promoção da saúde comunitária. Nessa perspectiva, apesar da importância da realização dessas práticas, ainda existem limitações geográficas e financeiras que restringem a realização de visitas domiciliares, como a insuficiência de transportes para a equipe multiprofissional.[Grayce Al1] Trata-se de uma revisão narrativa, de aspecto qualitativo e descritivo, realizada em abril de 2026, com busca na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando os descritores “visita domiciliar” AND “enfermagem”. Para a realização do estudo foram encontrados 13 artigos publicados, sendo selecionados 7 artigos publicados nos últimos 5 anos, recorte realizado em função da tramitação do projeto. Os artigos evidenciaram a importância da realização de visitas domiciliares em diversos aspectos, como para fornecimento de educação em saúde na comunidade e na promoção de um atendimento íntegro para as pessoas com quadros de saúde mais limitados. As visitas domiciliares são medidas que apresentam ações de impacto social direto, atuando na promoção de uma relação fortalecida entre profissional e usuário, no fornecimento de cuidados à saúde física como na realização de tratamentos de feridas e no apoio a saúde mental, na disseminação de informações acerca de cuidados básicos para a saúde individual e coletiva e até mesmo na redução de ações nocivas à integridade corporal. Apesar de sua grande importância, a realização de visitas domiciliares permanece como uma prática estigmatizada pelas comunidades, em alguns casos por ser considerada pouco útil ou muito invasiva. Atualmente, são realizados com frequências variáveis. Portanto, conclui-se que a realização de visitas domiciliares é uma ferramenta que apresenta grande impacto na saúde social comunitária e que necessita de mais investimentos de caráter político, buscando promover a democratização do acesso à atendimentos de saúde, em casos de limitações mecânicas, além de, fornecer informações da Atenção Primaria e Secundária.
Palavras-chave: visita, cuidado, enfermagem
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O TRAUMA TORÁCICO DO DIAGNÓSTICO À INTERVENÇÃO: UMA EXPERIÊNCIA ATIVA DE FORMAÇÃO ACADÊMICA.
MILLENY SAMPAIO DA SILVA ; Bianca Gabryelle Araújo dos Santos; Ana Vitória Bezerra Mangueira; Vivian de Oliveira Cavalcante; Kelly Fernanda Silva Santana
O trauma torácico é uma importante causa de morbimortalidade, presente em cerca de 20% a 25% das mortes por trauma, segundo o Advanced Trauma Life Support (ATLS). O atendimento inicial adequado é fundamental para reduzir complicações e óbitos, evidenciando a importância da capacitação dos profissionais de saúde na formação acadêmica. Nesse contexto, atividades educativas contribuem na identificação precoce e manejo inicial dessas condições, fortalecendo o raciocínio clínico em situações críticas. Objetiva-se relatar a experiência de acadêmicos de enfermagem e medicina em uma atividade educativa sobre trauma torácico, com foco na identificação e manejo inicial das principais complicações. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, desenvolvido por acadêmicos de enfermagem da Universidade Regional do Cariri (URCA), referente à realização de uma atividade sobre trauma torácico, realizada pela Liga Acadêmica Multidisciplinar de Trauma do Cariri (LIMTRAC), em abril de 2026. A atividade ocorreu no laboratório de práticas e habilidades de Enfermagem da Urca, abordando os principais tipos de trauma torácico e suas complicações, com ênfase na identificação precoce e manejo inicial. Foi utilizada a estratégia pedagógica de sala de aula invertida, com envio prévio de material de estudo, seguida da prática em laboratório estruturada a partir de casos clínicos de trauma torácico de atendimento pré-hospitalar, conduzido através do protocolo do ATLS. A vivência possibilitou observar a integração dos alunos e a compreensão dos conteúdos abordados, observou-se o desenvolvimento do raciocínio clínico e a capacidade de priorização de condutas iniciais frente a situações que exigem maior agilidade no atendimento à vítima de trauma. Os participantes foram estimulados a reconhecer achados sugestivos de alterações torácicas, como pneumotórax, hemotórax e sinais como desvio de estruturas mediastinais e comprometimento da expansão pulmonar, favorecendo a identificação precoce e a tomada de decisão clínica, contribuindo para o aprimoramento da formação acadêmica e preparação para a atuação em situações de urgência e emergência. Conclui-se que a atividade sobre trauma torácico contribuiu para o aprimoramento do conhecimento dos acadêmicos da LIMTRAC, promovendo o desenvolvimento do raciocínio clínico e tomada de decisão em situações de emergência, evidenciando a relevância de estratégias educativas ativas na formação em saúde.
Palavras-chave: TRAUMA TORÁCICO,EDUCAÇÃO EM SAÚDE,ENFERMAGEM
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Saúde mental, atenção primária e práticas de enfermagem: uma revisão narrativa
SAMILE ALVES FERREIRA; Janaína Tavares Moura; Luyse Tavares Veloso de Queiroz; Sofia Martins Teixeira
A saúde mental vem trazendo um importante desafio para a saúde pública, com alta incidência de transtornos mentais e seus impactos na vida dos indivíduos. A atenção primária vem se fortalecendo como porta de entrada, sendo essencial para a promoção e prevenção. A enfermagem tem o papel central atuando no acolhimento, na construção de vínculo e na organização do cuidado, porém, ainda existem desafios em ações específicas e qualificação. O objetivo deste estudo é analisar as práticas dos profissionais da saúde voltadas à qualidade da vida emocional, identificando seus avanços e desafios, compreender o papel do enfermeiro na elaboração do cuidado, no fortalecimento da relação com os pacientes e nas ações no âmbito da rede de atenção psicossocial. Este estudo tem a característica como uma revisão narrativa, qualitativa, realizada por meio de buscas na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Foram utilizados os descritores “Saúde mental”, “Cuidados de enfermagem” e “Atenção primária”. A coleta dos dados ocorreu nas bases LILACS, BDENF e MEDLINE. Os artigos incluídos disponíveis foram publicados nos idiomas português e inglês, no período de 2021 a 2026, que apresenta associação com o tema recomendado. Eliminando estudos que não atendem ao objetivo da pesquisa e que são duplicados. Foram identificados 522 estudos, após a etapa da leitura e seleção, 3 artigos considerados pertinentes e constituíram a análise final. Os resultados mostraram que as principais demandas em saúde mental na atenção primária à saúde incluem ansiedade, depressão, uso de substâncias e crises psicóticas. Identificou-se que os profissionais desempenham a responsabilidade pelo cuidado, acolhimento, escuta qualificada e a construção de vínculo. Nesse contexto, a enfermagem sobressai como elemento central atuando na organização, na atenção, compondo a equipe multiprofissional. Contudo, as dificuldades como a falta de capacitação e sobrecarga de trabalho faz que essa efetividade reduza as atividades em saúde mental na APS.
Palavras-chave: Saúde mental, atenção primária , cuidados de enfermagem
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SIMULAÇÃO CLÍNICA COMO METODOLOGIA ATIVA NA FORMAÇÃO EM ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA
SORAYA MAGNARYA FELIX MIRANDA; ANA KAROLINA BEZERRA DA COSTA; ANA BEATRIZ DOS SANTOS PEREIRA; KÊMILLY LEITE BARROS; EMILIANA BEZERRA GOMES; SARAH DE LIMA PINTO
A formação em enfermagem tem demandado profissionais mais qualificados, críticos e preparados para atuar em situações complexas do cuidado em saúde. Nesse contexto, as metodologias ativas surgem como estratégias que tornam o estudante protagonista do processo de aprendizagem, favorecendo o desenvolvimento do raciocínio clínico, da autonomia e da integração entre teoria e prática. Destacando-se a simulação clínica, por possibilitar a vivência de cenários próximos à realidade em ambiente seguro, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades técnicas e não técnicas, como comunicação, tomada de decisão e trabalho em equipe. Objetiva-se descrever a experiência vivida por acadêmicos de enfermagem em atividades baseadas em simulação clínica como metodologia ativa no ensino de assistência ao paciente com necessidade de hemotransfusão, em parada cardiorespiratória e com hipotermia perioperatória. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, desenvolvido a partir da vivência de acadêmicos de enfermagem em atividades de simulação clínica realizadas em instituições de ensino superior e em ambiente hospitalar. As simulações ocorreram entre 2023 e 2026, abordando cenários de hemotransfusão, parada cardiorrespiratória e manejo da hipotermia perioperatória. As atividades seguiram as etapas de briefing, execução e debriefing, conforme os padrões da INACSL, permitindo a participação ativa dos estudantes e a reflexão crítica sobre a prática. Inicialmente, os estudantes apresentaram insegurança na execução dos procedimentos, dificuldades na tomada de decisão, organização da equipe e comunicação. Após as simulações observou-se maior autonomia, segurança, raciocínio clínico e melhor desempenho nas situações. A vivência em campo real permitiu aplicar os conhecimentos adquiridos nas simulações, fortalecendo competências como trabalho em equipe, segurança do paciente e pensamento crítico. A simulação clínica é uma estratégia eficaz no ensino em enfermagem, por favorecer a integração entre teoria e prática, a reflexão sobre a assistência e o preparo dos estudantes para situações complexas da prática profissional. Conclui-se que a simulação clínica contribuiu para o desenvolvimento do raciocínio clínico, da segurança, da comunicação e das habilidades práticas dos estudantes de enfermagem, favorecendo a integração entre teoria e prática e fortalecendo a formação profissional.
Palavras-chave: Treinamento por simulação,Enfermagem,Segurança do paciente
Oral
SIMULAÇÃO REALÍSTICA NO ENSINO DE URGÊNCIA E EMERGÊNCIA: TEORIA DA APRENDIZAGEM EXPERIENCIAL DE KOLB
JOANA SILVA NUVENS; Patrícia Dias dos Santos; Kaylane Gomes Bezerra Silva
A assistência em urgência e emergência por parte de enfermeiros requer uma formação ampla que proporcione ao profissional quando atuante, confiança em suas ações e planejamento de condutas de maneira assertiva. A simulação realística entra no contexto formativo, como forma de otimizar o aprendizado de estudantes de enfermagem, já que diante de situações emergentes há a necessidade de rápida conduta e raciocínio lógico. O objetivo deste estudo é analisar na literatura as contribuições da simulação realística no ensino de urgência e emergência à luz da Teoria da Aprendizagem Experiencial de David Kolb e suas implicações na formação de estudantes de enfermagem. Tratando de uma revisão narrativa da literatura com abordagem qualitativa, a estratégia de busca dos estudos foi realizada entre os meses de março e abril de 2026. Foram usados os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), bem como a Medical Subject Headings (MeSH) juntamente dos marcadores booleanos AND e OR na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e PUBMED. A Teoria de Aprendizagem Experiencial, nos diz que o aprendizado eficaz de uma pessoa progride por meio de um ciclo de quatro estágios, chamado de Ciclo Reflexivo em que o estudante de enfermagem por exemplo: tem uma experiência, observa e reflete sobre a experiência vivida, analisa o vivido que leva a conclusões sobre seu aprendizado, e sequencialmente formula novas hipóteses para situações futuras resultando em experiências novas. Dessa forma, se relacionarmos com as simulações, percebemos que o ciclo disposto na teoria é bem semelhante as etapas que se seguem em uma simulação real. Assim, o docente presente no ensino de futuros enfermeiros por meio disso, pode aplicar de maneira efetiva a teoria experiencial de ensino e complementando a aprendizagem de discentes de enfermagem em práticas, como exemplo, a ressuscitação cardiorrespiratória (RCP). Conclui-se que o conhecimento repassado em cenários simulados demonstra um acréscimo na aquisição de conhecimentos e o aumento de competências de profissionais enfermeiros como confiança, raciocínio crítico e tomada de decisão baseada em evidências.
Palavras-chave: Simulação, Educação em Enfermagem, Serviços Médicos de Emergência
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TEORIA DAS NECESSIDADES HUMANAS BÁSICAS NO CONTEXTO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM: REVISÃO NARRATIVA
MARIA DO SOCORRO GISELLY ALVES LIMA ; ANDREZA GYSLLAYNNY DELMONDES SARAIVA
A Teoria das Necessidades Humanas Básicas (TNHB) desenvolvida em 1979, pela enfermeira brasileira Wanda de Aguiar Horta, é uma das mais difundidas no contexto da enfermagem brasileira. A teoria surgiu do entendimento de que o ser humano é um ser dinâmico, sujeito a constantes estados de equilíbrio e desequilíbrio em interação com o meio em que está inserido. Nesse sentido, destaca-se a importância da Teoria das Necessidades Humanas Básicas, no âmbito da assistência de enfermagem. Objetivou-se identificar na literatura a Teoria das Necessidades Humanas Básicas e sua aplicabilidade na assistência de enfermagem de forma geral. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada em agosto a setembro de 2025. Para coleta utilizou-se os comandos de busca “Nursing care and Needs ”, “Health Services Needs and Demands and Nursing¨” e “ Nursing Theory and Needs”, na base de dados Pubmed, na Biblioteca Virtual (BVS) e no mecanismo de busca Google Acadêmico, resultando na seleção final de 8 estudos. Como resultado, observou-se que a TNHB é considerada um marco na enfermagem brasileira, pois foca nas singularidades de cada indivíduo com foco nas suas necessidades, contemplando o biopsicossocial. Nessa perspectiva, a teoria auxilia e amplia à assistência de enfermagem, tornando-a mais qualificada, menos tecnicista e focada no cuidado integral. Além disso, evidencia-se a consonância da teoria com os princípios do Sistema Único de Saúde, principalmente com o da integralidade. Alguns pesquisadores, afirmam que o desenvolvimento da TNHB, criada por Horta, alienado ao Processo de Enfermagem contribui para o cuidado de enfermagem no Brasil. Conclui-se que o cuidado de enfermagem deve estar voltado à identificação e ao atendimento das necessidades humanas básicas, visando ando à manutenção ou recuperaçãodo equilíbrio do indivíduo, aliado à Teria das Necessidades Humanas Básicas. Por tanto, pode-se concluir que a TNHB, possui uma ótima aplicabilidade no âmbito da assistência de enfermagem.
Palavras-chave: Teorias de Enfermagem, Necessidades de Saúde , Cuidado
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Palavras-chave: biotenlogia , produtos naturais, lavandula,antioxidante,farmacologia,fitoterápico
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ATIVIDADE DA TURNERA SUBULATA Sm. NA MODULAÇÃO DA CASCATA INFLAMATÓRIA E ESTABILIDADE VASCULAR
LIVIA TEIXEIRA DE SOUSA; GIOVANA DIAS ANJOS; GEIZIMAYRA CAMPOS PEREIRA; PEDRO HENRILE DIMAS FERNANDES; NATHYLLE RÉGIA DE SOUSA CALDAS
Embora a inflamação seja um mecanismo essencial para a homeostase, o seu desajuste crônico pode ser o fator crucial para a origem de diversas doenças. A partir disso, a Turnera subulata (T. subulata) apresenta um papel crucial em pesquisas científicas que visam avaliar a aplicação dos seus bioprodutos como alternativa ou complemento farmacológico no controle da cascata inflamatória. O estudo tem por objetivo descrever a atividade anti-inflamatória da Turnera subulata. Trata-se de uma revisão narrativa realizada em abril de 2026, com busca de artigos indexados na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e nas bases de dados National Library of Medicine, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde e Scientific Electronic Library Online. Utilizaram-se os Descritores em Ciências da Saúde “Turnera subulata”, “Farmacologia” e o termo alternativo “Agente Anti-Inflamatório” aplicados na BVS, e os Medical Subject Headings “Turnera subulata” e “Anti-Inflammatory Agents” nas bases de dados combinados pelo operador booleano AND. Foram incluídos 8 artigos disponíveis na íntegra, publicados nos últimos dez anos, o recorte justifica-se devido a estudos anteriores que identificaram produção crescente na última década, e que respondiam ao objetivo da pesquisa. Os estudos evidenciaram que o extrato etanólico de T. subulata promove efeito inibitório dose-dependente sobre o edema abdominal, em modelo Danio rerio, induzido por agentes flogísticos, carragenina e dextrano, reduzindo a liberação de histamina e serotonina. O extrato aquoso (EA), usado em macrófagos RAW 264.7, provocou a redução de expressão dos receptores CD40 e RAGE ao inibir a fosforilação de ERK-1/2, bloqueando a cascata e secreção de citocinas inflamatórias, como TNF- e IL-1. Com método semelhante, o EA demonstrou capacidade de inibição da translocação nuclear do fator NF-kB, interrompendo a liberação de mediadores inflamatórios. Quanto à estabilidade vascular, os extratos de clorofórmio e etanol, em modelos in vitro HRBC, permitiram visualizar a atuação de flavonoides, contidos na planta, na preservação da barreira endotelial, evitando a degranulação de mastócitos e exsudação plasmática. Conclui-se que T. subulata age de modo satisfatório na modulação da cascata inflamatória, tornando-a uma alternativa farmacológica promissora em ensaios clínicos no tratamento de desordens inflamatórias. Todavia, há necessidade de mais estudos para validação terapêutica segura no controle de processos flogísticos.
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Doenças Negligenciadas No Brasil: Desafios e Papel da Enfermagem na Doenças de Chagas no Nordeste
ANA DÉBORA DE OLIVEIRA PEREIRA ; Hémilly Maria Leite Carvalho; Edna Gizelle Da Conceição Arrais; Vitoria Fernandes Pastor De Lima; Laissa Vieira Da Silva; Kenya Valéria De Siqueira Coelho Lisboa
A Doença de Chagas, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, permanece como um importante problema de saúde pública no Brasil, especialmente na região Nordeste, afetando populações em situação de vulnerabilidade social e apresentando elevada morbimortalidade. Apesar dos avanços no controle vetorial e na triagem de doadores, a transmissão ainda persiste, principalmente em ambientes domiciliares e peridomiciliares, além de suas manifestações crônicas, como complicações cardíacas e digestivas, que podem surgir anos após a infecção. Nesse contexto, o estudo teve como objetivo analisar os principais desafios clínicos relacionados à Doença de Chagas no Brasil, discutindo o papel da enfermagem no enfrentamento dessa condição. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada em abril de 2026, por meio de buscas nas bases Biblioteca Virtual em Saúde e no PubMed. Utilizando-se os descritores: Trypanosoma cruzi, assistência em enfermagem, doenças negligenciadas e diagnóstico. Foram inicialmente identificados 24 estudos, dos quais 8 foram selecionados após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, considerando trabalhos completos, recorte temporal (2021 a 2026) e enfoque na região Nordeste. Os resultados evidenciaram ampla distribuição de triatomíneos, especialmente em áreas com condições socioeconômicas desfavoráveis, além de heterogeneidade na taxa de infecção e persistência do diagnóstico tardio e dificuldades no acesso ao tratamento. Observou-se ainda a relevância da atuação da enfermagem na atenção primária, com destaque para educação em saúde, monitoramento clínico e incentivo à adesão terapêutica, contribuindo para a redução de complicações e melhoria da qualidade de vida. Conclui-se que a Doença de Chagas ainda apresenta desafios significativos relacionados ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento, sendo essencial o fortalecimento de estratégias de vigilância e políticas públicas. Destaca-se, nesse cenário, o papel fundamental da enfermagem na assistência integral e no enfrentamento dessa doença negligenciada.
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Efeitos adversos da exposição contínua a agrotóxicos em populações rurais e urbanas
SARAH MARIA CELESTINO SANTOS; Maria Eduarda Pereira da Silva; Matheus Silva Menezes; Yasmin Persefany Ferreira Furtado
O uso de agrotóxicos no Brasil representa uma importante problemática para a saúde, especialmente entre populações expostas a esses produtos. A exposição recorrente pode ocasionar uma série de patologias e malformações, sendo particularmente prejudicial para gestantes, crianças e idosos, considerados grupos de risco. Diante disso, este justifica-se pela reflexão dos malefícios e perigos oferecidos pelo contato prolongado com agrotóxicos. Objetiva-se evidenciar os principais efeitos da exposição recorrente a agrotóxicos em populações rurais e urbanas. Trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa da literatura no portal da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e PubMed, por meio das bases SciELO, MEDLINE e LILACS. Foram utilizados os descritores “enfermagem”, “saúde ambiental” e “agrotóxicos”, combinados com o operador booleano AND. Do total de 12 estudos encontrados, 8 foram utilizados. Como critérios de inclusão, consideraram-se trabalhos completos, incluindo artigos e dissertações, em qualquer idioma e que abordassem a temática. Como exclusão, foram descartados estudos que abordavam parcialmente o tema ou classificados como revisões de literatura. Ao revisar a literatura, evidenciou-se a associação consistente entre exposição a agrotóxicos e o adoecimento, com destaque para trabalhadores rurais e grupos de risco. As intoxicações agudas permanecem subnotificadas, embora haja frequência de sintomas como cefaléia, tontura, náuseas e irritações cutâneas e respiratórias, sugerindo fragilidades na vigilância em saúde. A exposição crônica relaciona-se a alterações neurológicas, endócrinas, reprodutivas e maior risco de doenças crônicas, incluindo neoplasias. Em gestantes e crianças, destacam-se malformações, baixo peso ao nascer e prejuízos no desenvolvimento. Evidenciam-se ainda fatores como baixa adesão ao uso de EPIs, insuficiência de capacitação e limitações em políticas de educação em saúde. Em áreas urbanas, resíduos em alimentos e água ampliam o problema. Em síntese, agrotóxicos podem causar intoxicações graves e comprometer sistemas fisiológicos, anatômicos e psicológicos, a depender do tipo e tempo de exposição. As exposições podem ser agudas ou crônicas, sendo os grupos de risco mais vulneráveis. O uso adequado de EPIs, práticas agrícolas sustentáveis, consumo de alimentos orgânicos minimizam riscos à saúde e ao meio ambiente.
Palavras-chave: Enfermagem,Saúde Ambiental,Agrotóxico
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ICHOMONAS VAGINALIS: UMA VISÃO INTEGRATIVA SOBRE DETERMINANTES SOCIAIS, EPIDEMIOLOGIA E ENFRENTAMENTO NA REGIÃO NORDESTE
MARIANA ESTEFANY DO NASCIMENTO SANTOS; Larissa Borges do Nascimento; Clara Leite Queiroz; Rosa Mirley de Souza Lima; Andressa de Alencar Silva; Emmily Petícia do Nascimento Sales
A tricomoníase, causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis, permanece como uma infecção sexualmente transmissível (IST) prevalente e frequentemente negligenciada. A complexidade do seu enfrentamento no Nordeste brasileiro é agravada pela subnotificação de casos assintomáticos e pelo estigma social, que dificultam o diagnóstico oportuno na rede de saúde. O objetivo deste trabalho é analisar os determinantes sociais e padrões epidemiológicos da infecção por T. vaginalis na região Nordeste, discutindo estratégias de enfrentamento e a importância da conscientização para a prevenção da infecção em todas as faixas etárias, sob a perspectiva da Atenção Primária à Saúde (APS). Trata-se de uma revisão narrativa de caráter descritivo, realizada nas bases de dados PubMed e BVS, com publicações de 2021 a 2026. Foram selecionados estudos completos, incluindo análises metodológicas sobre o Censo Nacional de Unidades Básicas de Saúde (2024) e conhecimentos contemporâneos sobre a patogenia do protozoário, utilizando os descritores: Trichomonas vaginalis; Prevenção de Doenças; Atenção Primária à Saúde. A literatura consultada, alinhada aos dados do Censo Nacional de UBS (2024), indica que a eficácia no controle da tricomoníase depende da capacidade resolutiva das unidades básicas. Identificou-se que a negligência no diagnóstico advém de falhas no rastreamento sindrômico e da invisibilidade da infecção em populações assintomáticas. A integração dos achados revela que, embora a APS seja o cenário ideal para o enfrentamento, a falta de insumos e as barreiras culturais no Nordeste ainda limitam o manejo integral dos infectados e de seus parceiros. Conclui-se que o enfrentamento da tricomoníase exige que a Enfermagem, na APS, articule o conhecimento clínico atualizado sobre o parasita com práticas de educação em saúde transversais a todas as faixas etárias. Portanto, o fortalecimento das ações de enfermagem, pautado em uma vigilância epidemiológica robusta dentro das Unidades Básicas, é indispensável para romper a cadeia de transmissão e atenuar as iniquidades que sustentam essa patologia na região.
Palavras-chave: Trichomonas vaginalis,Prevenção de Doenças ,Atenção Primária à Saude
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Infecções respiratórias em crianças menores de cinco anos no Brasil: revisão integrativa da literatura
ALÍCIA EMILY MACIEL NASCIMENTO TENORIO ; N/I
As infecções respiratórias configuram-se como uma das principais causas de morbimortalidade infantil, especialmente em crianças menores de cinco anos, representando um importante problema de saúde pública. Sua ocorrência está associada a fatores socioeconômicos, ambientais e assistenciais, como condições precárias de moradia, dificuldade de acesso aos serviços de saúde e reconhecimento tardio dos sinais clínicos, o que justifica a relevância do estudo diante das desigualdades regionais ainda presentes no Brasil. Diante disso, questiona-se quais fatores contribuem para a morbimortalidade infantil por infecções respiratórias e como a enfermagem pode atuar na sua prevenção e redução. O estudo teve como objetivo analisar os fatores associados às infecções respiratórias e sua relação com a morbimortalidade infantil, bem como discutir a atuação da enfermagem nesse contexto. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de natureza qualitativa, realizada entre janeiro e março de 2026, nas bases LILACS, SciELO, Biblioteca Virtual em Saúde e Google Scholar. Foram incluídos artigos publicados entre 2014 e 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol, disponíveis na íntegra e relacionados ao tema, sendo excluídos estudos duplicados ou que não atendiam aos critérios propostos. A análise dos dados ocorreu de forma descritiva, com organização dos achados em categorias temáticas. Os resultados evidenciaram desigualdades regionais, com maiores coeficientes de mortalidade na região Norte, além de redução gradual dos óbitos ao longo dos anos. Destacaram-se como principais causas de morte a pneumonia e a bronquiolite, com maior incidência em crianças menores de um ano. Fatores como vulnerabilidade social, acesso limitado à saúde e condições ambientais inadequadas mostraram-se determinantes. Conclui-se que, apesar da redução da mortalidade, as infecções respiratórias permanecem relevantes, sendo necessária a intensificação de estratégias preventivas e de promoção da saúde. A enfermagem desempenha papel essencial nesse processo, por meio da educação em saúde, acompanhamento infantil e orientação às famílias. Como limitação, destaca-se o uso de dados secundários, sugerindo-se a realização de novos estudos para aprofundamento da temática.
Palavras-chave: Infecções Respiratórias, Mortalidade Infantil,Saúde da Criança,Morbimortalidade,saúde publica
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Leishmaniose tegumentar no Nordeste: determinantes sociais, perfil epidemiológico e atuação da enfermagem.
MARCIELLY DE SOUSA PANTALEÃO ; Larissa de Aquino Soares; Maria Jordanna dos Santos Silva; Maria Lívia de Brito Lima; Nagila Silva Fernandes
Leishmaniose, transmitida pela picada de flebotomíneos infectados, principalmente do gênero Lutzomyia no Brasil. Caracteriza-se pelo comprometimento da pele e, em alguns casos, das mucosas. Apresenta diferentes formas clínicas, incluindo leishmaniose cutânea localizada, disseminada e difusa, além da forma mucosa, com manifestações que variam conforme o perfil da resposta imunológica do hospedeiro. Trata-se de um agravo associado a determinantes socioambientais, como condições de moradia, saneamento básico e características ambientais, mantendo relevância no cenário da saúde pública brasileira, especialmente na região Nordeste. Objetivou-se analisar o perfil epidemiológico identificando os determinantes sociais da leishmaniose tegumentar na região Nordeste do Brasil. O estudo trata-se de revisão narrativa, com análise de dados epidemiológicos quantitativos especificamente da região Nordeste, disponibilizados publicamente pelo Ministério da Saúde através da plataforma ElastiCNES, sendo realizado em abril de 2026. Encontrou-se que entre 2020 e 2024, foram registrados 14.581 casos, com aumento entre 2020 e 2021, redução gradual até 2023 e queda acentuada em 2024. A forma cutânea predominou (95,85%). Os municípios com maior número de casos foram Wenceslau Guimarães (BA), Valença (BA), Mutuípe (BA), Barreirinhas (MA) e Açailândia (MA). Observou-se maior ocorrência no sexo masculino (63,37%) e predominância da população parda (10.522 casos). As faixas etárias mais acometidas foram de 20 a 39 anos (4.956 casos) e de 40 a 59 anos (4.004 casos). Houve maior concentração entre indivíduos com baixa escolaridade. As recidivas foram mais frequentes em 2022 (214 casos) e apresentaram redução em 2024 (69 casos). Conclui-se que a leishmaniose tegumentar mantém elevada relevância epidemiológica, fortemente associada a fatores ambientais e à vulnerabilidade social, com maior ocorrência entre homens, adultos jovens e indivíduos com baixa escolaridade. Nesse cenário, destaca-se o papel da enfermagem na Atenção Primária à Saúde atuando na identificação precoce dos casos, no acompanhamento dos pacientes e na realização de ações educativas voltadas à prevenção da doença e, as ações de extensão universitária, que aproximam a formação acadêmica das necessidades reais da comunidade. Essas ações favorecem a educação em saúde, a prevenção e o acompanhamento dos casos, contribuindo para o fortalecimento da vigilância e do controle da doença em populações mais vulneráveis.
Palavras-chave: Leishmaniose tegumentar, Nordeste, Epidemiologia
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TENDÊNCIAS EPIDEMIOLÓGICAS DA DIÁLISE NO BRASIL: ANÁLISE DOS CENSOS DE DIÁLISE NO PERÍODO DE 2016-2024
ALINE DA SILVA RIBEIRO ; Herbert Luiz Vieira Sales; Livian Gabriele Galdino Gonçalves; Maria Andressa Pereira dos Anjos; Tarcilândia Vieira Gomes Brito
A Doença Renal Crônica (DRC) caracteriza-se por possuir progressão gradual, com falência renal nos estágios mais avançados, necessitando da diálise e suas diversas modalidades como medidas terapêuticas. No Brasil, o custo associado ao tratamento dialítico é financiado pelo governo, por meio do Sistema Único de Saúde, para a maioria da população. Dessa forma, investigar dados epidemiológicos e clínicos dos pacientes em diálise torna-se essencial para subsidiar a construção de políticas públicas e tornar a assistência mais qualificada. Portanto, objetiva-se analisar os dados disponibilizados pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) referentes aos censos realizados no período de 2016 a 2024. É um estudo descritivo, de caráter quantitativo, que utiliza dados secundários dos Censos Brasileiros de Diálise disponibilizados pela SBN. Como critérios de inclusão consideraram-se: os censos disponibilizados referentes aos anos de 2016 a 2024, com dados acerca dos centros participantes, número de pacientes, indicadores epidemiológicos, modalidades dialíticas e comorbidades associadas. Os dados coletados foram organizados em tabela no programa Microsoft Excel para serem analisados segundo os anos de realização dos censos. Observou-se maior participação dos centros de diálise em 2024 (42,7%), assim como o quantitativo de indivíduos em diálise, que se apresentou maior no referido ano, com um total de 172.585 pacientes. Em relação a prevalência e incidência, estas se mantiveram com crescimento gradual no decorrer dos anos, enquanto que a taxa anual de mortalidade bruta registrou um pico significativo em 2020 (24,5%), possivelmente associado a óbitos por COVID-19 no mesmo período. Quanto aos números de pacientes em hemodiálise, as taxas se mantiveram acima dos 90% em todo o período analisado. Já a diálise peritoneal que apresentava-se em declínio atingiu um valor de 5,6% em 2024, representando um aumento acentuado em relação aos anos anteriores. A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e o Diabetes Mellitus (DM) representaram as principais doenças base para a DRC, apresentando prevalência constante durante o período analisado, com 33% e 31%, respectivamente. Estes dados realçam uma fragilidade presente na Atenção Primária à Saúde (APS) em relação à prevenção e controle dessas comorbidades. Portanto, reafirma-se a necessidade de políticas públicas voltadas à APS para promoção da saúde, educação em saúde, prevenção de agravos e controle de condições crônicas.
Palavras-chave: Insuficiência Renal Crônica, Diálise, Epidemiologia
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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA ADMINISTRAÇÃO DA NUTRIÇÃO PARENTERAL TOTAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA
LUCAS VIEIRA DE ARAUJO; Soraya Magnarya Felix Miranda; Ana Beatriz dos Santos Pereira; Ana Karolina Bezerra da Costa; Mikaelle Batista da Silva Lobo; Ana Maria Parente Garcia Alencar
A nutrição parenteral total constitui uma terapia essencial para pacientes que apresentam incapacidade de utilização do trato gastrointestinal, sendo indicada para garantir o aporte adequado de nutrientes em situações clínicas específicas. Sua administração ocorre por meio de acesso venoso central, devido à elevada osmolaridade das soluções, o que exige rigor técnico e cuidado especializado. Nesse contexto, a assistência de enfermagem desempenha papel fundamental em todas as etapas do processo, incluindo o preparo, a administração e a monitorização da terapia. Objetiva-se relatar a experiência de discentes sobre a assistência de enfermagem na nutrição parenteral total.Trata-se de um relato de experiência desenvolvido a partir de vivências práticas realizadas durante o estágio supervisionado em ambiente hospitalar, no setor de clínica cirúrgica, em um hospital filantrópico da região do Cariri. O estágio integra a matriz curricular obrigatória do curso de graduação em Enfermagem e ocorreu entre fevereiro e abril de 2026, sob supervisão da enfermeira docente. Durante o estágio acadêmico, observou-se a assistência de enfermagem na administração da nutrição parenteral total, com destaque para a conferência da prescrição médica, identificação do paciente e avaliação do acesso venoso central, com manutenção da técnica asséptica, visando à prevenção de infecções. Destaca-se ainda a monitorização contínua do paciente, incluindo sinais vitais, controle glicêmico e identificação precoce de complicações. A experiência aponta a necessidade de conhecimento contínuo e atualizado sobre a assistência ao paciente em nutrição parenteral, com ênfase no trabalho em equipe, para garantir a segurança do paciente. Assim, a experiência contribuiu para o desenvolvimento de competências práticas pelos discentes e para a compreensão da relevância da atuação da enfermagem na qualidade da assistência e na prevenção de eventos adversos relacionados à terapia. Ainda, o estágio supervisionado possibilita a integração entre teoria e prática, o desenvolvimento de competências essenciais à formação acadêmica e reforça o papel da enfermagem na assistência hospitalar.
Palavras-chave: Cuidados de EnfermagemNutrição Parenteral Total ; Segurança do Paciente
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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA TERAPIA TROMBOLÍTICA DO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO: UMA REVISÃO NARRATIVA
CICERA RAYANE DA SILVA ; CICERA LÍVIA ALVES OLIVEIRA; NICOLLE HORRARA GONÇALVES AMORIM; MARIA HARYADYA PEREIRA DEODATO
As doenças cardiovasculares representam a principal causa de morte no Brasil e no mundo, sendo a síndrome coronariana aguda, incluindo o Infarto Agudo do Miocárdio, a principal causa específica de óbito cardiovascular. Seu tratamento inclui a intervenção coronária percutânea e a trombólise, ambas visando restaurar o fluxo sanguíneo do miocárdio, acometido por uma isquemia devido à obstrução coronariana. Nesse contexto, a enfermagem é essencial ao cuidado, monitorização, manejo da dor, realização de eletrocardiograma, ofertando oxigênio suplementar e administrando terapias farmacológicas, refletindo assim nos desfechos clínicos do paciente. Objetivou-se analisar na literatura científica como se dá a assistência de enfermagem ao paciente com infarto agudo do miocárdio e sua influência no desfecho relacionado à terapia trombolítica. Trata-se de uma revisão narrativa realizada em abril de 2026, nas bases Web of Science, SciELO, LILACS, BDENF, Medline via PUBMED e Biblioteca Virtual em Saúde, sem recorte temporal durante a busca. Foram encontrados 179 estudos, dos quais após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, resultaram em sete estudos que foram incluídos no trabalho. Os resultados evidenciaram que a assistência de enfermagem na terapia trombolítica reduz o tempo do atendimento e o tempo porta-agulha quando realizada pela enfermagem, favorece melhores desfechos clínicos e melhora a segurança do paciente ao reduzir os efeitos adversos, além de detectar e evitar complicações após o procedimento, impactando em seu prognóstico. Porém, há desafios como a falta de capacitação para realização do procedimento, educação permanente e limitações estruturais nos serviços. Em suma, a enfermagem se torna um componente essencial no manejo da terapia trombolítica no IAM, com potencial para melhoria dos resultados clínicos e segurança do paciente no ambiente hospitalar.
Palavras-chave: Assistência de Enfermagem, Infarto Agudo do Miocárdio, Trombólise
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ATONIA UTERINA COMO CAUSA PRINCIPAL DE HEMORRAGIA PÓS PARTO:ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NO RECONHECIMENTO PRECOCE
LAUANE DA SILVA BATISTA; Nicolle Horrara Gonçalves Amorim
A atonia uterina é uma das causas mais frequentes de hemorragia obstétrica, caracterizada pela incapacidade do útero de se contrair adequadamente após o parto, ocasionando perda sanguínea ≥ 500 mL em parto vaginal e ≥ 1000 mL nas intervenções cirúrgicas. O reconhecimento precoce dessa condição é essencial para reduzir complicações graves, prevenir desfechos maternos adversos e contribuir para a diminuição da morbimortalidade materna associada às hemorragias obstétricas. O presente estudo tem como objetivo descrever a atuação da enfermagem no reconhecimento precoce da atonia uterina como causa principal de hemorragia pós-parto. Trata-se de uma revisão descritiva da literatura, com abordagem qualitativa, realizada por meio da análise de publicações científicas e manuais técnicos sobre assistência obstétrica e cuidados no puerpério imediato. Os resultados demonstram que a atuação atenta e preparada da equipe de enfermagem é essencial para identificar precocemente a atonia uterina, permitindo intervenções rápidas que diminuam riscos e evitem complicações graves para a mulher, sendo a avaliação sistemática do tônus uterino, do sangramento vaginal e dos sinais vitais fundamental para essa identificação, favorecendo intervenções imediatas como massagem uterina e comunicação rápida com a equipe multiprofissional. Conclui-se que a atuação vigilante e qualificada da enfermagem no pós-parto imediato é determinante para a redução de complicações e para a promoção da segurança materna.
Palavras-chave: Atonia uterina,Hemorragia pós parto ,Cuidado de enfermagem
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ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM EM DISTÚRBIOS ÁCIDO-BASE E OXIGENOTERAPIA EM PACIENTE COM DPOC EXACERBADA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARIA CAROLINA MORAIS PEREIRA QUEIRÓS; Ruth Emilly Silva Torres; Ana Karolina Leandro Moreira; Victoria Lavigne Chagas de Oliveira
A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) caracteriza-se pela limitação crônica ao fluxo de ar, não totalmente reversível, associada a uma resposta inflamatória anormal à inalação de partículas ou gases nocivos. Nesse contexto, a enfermagem desempenha papel fundamental no cuidado a esses pacientes, especialmente na monitorização clínica, na interpretação de parâmetros respiratórios e na prevenção de complicações associadas ao manejo inadequado da oxigenoterapia. Este estudo tem como objetivo relatar a experiência de acadêmicas de enfermagem no manejo de pacientes com DPOC exacerbada, com foco na interpretação de gasometrias e na condução do suporte ventilatório. Trata-se de um relato de experiência, desenvolvido no contexto da prática hospitalar da disciplina Enfermagem no Processo de Cuidar ao Adulto em Situações Clínicas e Cirúrgicas, durante o mês de abril. A vivência refere-se ao acompanhamento de paciente com diagnóstico prévio de DPOC e insuficiência respiratória aguda associada à pneumonia adquirida na comunidade. Durante as práticas, foram realizadas gasometrias seriadas que evidenciaram distúrbio ácido-base misto, com alcalemia, hipercapnia persistente e elevação significativa do bicarbonato, compatíveis com retenção crônica de CO₂ associada à compensação metabólica. A partir da interpretação das gasometrias e da avaliação clínica contínua, a equipe realizou monitorização rigorosa do padrão respiratório, posicionamento adequado, identificação precoce de sinais de fadiga muscular e oferta de suporte ventilatório conforme prescrição, além da vigilância de sinais indicativos da necessidade de ajuste da oferta de oxigênio. A vivência evidenciou a importância da qualificação profissional para a análise crítica de exames, especialmente diante de distúrbios ácido-base mistos, bem como a compreensão da complexidade fisiopatológica da DPOC exacerbada. Destaca-se, ainda, o papel da enfermagem na prevenção de condutas iatrogênicas relacionadas à oxigenoterapia em pacientes retentores de CO₂, reforçando a monitorização contínua como elemento essencial para a segurança do paciente. Assim, a experiência contribuiu para o desenvolvimento de competências analítico-críticas, além de demonstrar que a atuação fundamentada em raciocínio clínico e em evidências científicas contribui diretamente para a tomada de decisão segura e para a efetividade do cuidado em pacientes com instabilidade respiratória.
Palavras-chave: Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica,Equilíbrio Ácido-Base,Cuidados de Enfermagem, Oxigenoterapia
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ATUAÇÃO DE ENFERMAGEM NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA: RELEVÂNCIA DA ASSISTÊNCIA AO PACIENTE CRÍTICO
GABRIELA ALBUQUERQUE RAMALHO ; Rogério Bernardo de Siqueira; Maria Suzana Bezerra
A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) configura-se como um ambiente de elevada complexidade, destinado ao suporte de pacientes críticos com instabilidade hemodinâmica severa. Nesse cenário, a equipe de enfermagem desempenha papel central na vigilância contínua e na execução de intervenções especializadas, visando a segurança do paciente e a mitigação de riscos. O presente estudo objetivou analisar a atuação da enfermagem na UTI e a importância da assistência sistematizada frente a esse público. Para tanto, realizou-se uma revisão bibliográfica da literatura, de natureza descritiva e abordagem qualitativa, fundamentada em buscas no portal da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), abrangendo as bases BDENF, LILACS e MEDLINE. A seleção pautou-se nos descritores controlados “Unidades de Terapia Intensiva”, “Cuidados Críticos” e “Cuidados de Enfermagem”. A busca inicial totalizou 1.034 publicações; após a aplicação dos filtros de texto completo, idioma português e recorte temporal dos últimos cinco anos, o quantitativo foi reduzido a 99, sendo selecionados 03 artigos após análise criteriosa. Os achados evidenciam que a assistência ao paciente crítico ancora-se no binômio vigilância clínica e suporte tecnológico, demonstrando que a adoção de protocolos e a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) são determinantes para a redução de eventos adversos. Ademais, destaca-se que o adequado dimensionamento da equipe, pautado na complexidade do cuidado, é variável crucial para a melhoria dos indicadores de sobrevida e eficiência dos custos institucionais. Conclui-se que a excelência na atuação do enfermeiro em UTI exige competência técnico-científica aliada a uma abordagem holística e à educação permanente, fatores indispensáveis para a garantia de um prognóstico favorável e a otimização da gestão do cuidado crítico.
Palavras-chave: Unidades de Terapia Intensiva,Cuidados Críticos,Cuidados de Enfermagem
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CUIDADOS DE ENFERMAGEM AO PACIENTE PEDIÁTRICO NO PÓS-CIRÚRGICO DE APENDICECTOMIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
ANA BEATRIZ ALVES DO NASCIMENTO.; Heloisa Mendes Sátiro Xenofonte
A apendicite é a emergência cirúrgica mais comum em crianças, sua manifestação mais comum começa com dor abdominal migratória na região periumbilical progredindo para a fossa ilíaca direita, podendo ser acompanhada de náusea, vômito, febre e anorexia, entretanto, crianças podem apresentar sintomas atípicos e inespecíficos, sendo os cuidados de enfermagem no pós-operatório fundamentais para assegurar uma boa recuperação. Objetivou-se relatar a experiência de acadêmicas de enfermagem na assistência pós-operatória a crianças submetidas à apendicectomia em um hospital pediátrico. Trata-se de um relato de experiência baseado na observação direta e na prática assistencial dos cuidados de enfermagem no pós-operatório de apendicectomia em pacientes pediátricos hospitalizados na macrorregião do Cariri Cearense, vivenciado por alunas do curso de enfermagem da Universidade Regional do Cariri (URCA) durante o período de fevereiro a abril de 2026. Ao longo do estágio supervisionado II foi possível vivenciar essa realidade. Durante o período foram acompanhados quatro pacientes pediátricos em pós-operatório mediato de apendicectomia, três pacientes do sexo masculino e um paciente do sexo feminino, todos operados em decorrência de apendicite grau III e em idade escolar, estando entre o segundo e quinto dia pós-operatório, com estado geral regular, estáveis, normocorados, respirando em ar ambiente, em uso de medicação para dor conforme prescrição médica, com acesso venoso periferico, sendo realizado curativo diariamente e todos evoluindo com boa recuperação. Os principais cuidados realizados incluiram: avaliação do sítio cirúrgico para detecção precoce de sinais flogísticos; administração de analgésicos conforme prescrição médica; avaliação da dor através de escala; limpeza e troca de curativo; apoio emocional à criança e familiares; e estímulo à deambulação precoce. Observou-se que todos os pacientes evoluíram sem infecção do sítio cirúrgico, com controle adequado da dor e retorno precoce à alimentação oral em até 48 horas. Os cuidados de enfermagem no pós-operatório de apendicectomia em pacientes pediátricos foram de suma importância para garantir uma recuperação efetiva. Desta maneira, evidencia-se que a sistematização da assistência de enfermagem no pós-operatório de apendicectomia pediátrica reduz complicações, promove recuperação mais rápida e conforto à criança, sendo a presença ativa do enfermeiro essencial nesse processo.
Palavras-chave: Criança hospitalizada,Apendicectomia,Cuidados de enfermagem
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EFICÁCIA E SEGURANÇA DOS PROTOCOLOS DE SEDAÇÃO EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA PEDIÁTRICA
PAULO ERMESON FERREIRA DUTRA ; Aparecida Kamilly Sousa dos Passos; Maria Clara de Alencar Sousa; Sofia Martins Teixeira; Bianca Fernandes Marcelino
Medicamentos sedativos e analgésicos opioides são amplamente utilizados no cuidado de crianças com doenças graves internadas em unidades de terapia intensiva pediátrica, com o intuito de promover sedação e controle da dor. Este estudo teve como objetivo, analisar as evidências científicas sobre a eficácia e a segurança dos protocolos de sedação utilizados em pacientes pediátricos em unidades de terapia intensiva. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, desenvolvida entre janeiro e março de 2026. A busca foi realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), nas bases BDENF, LILACS, PubMed, Google Acadêmico e SciELO, utilizando os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Enfermagem”, “Unidades de Terapia Intensiva Pediátrica”, “Protocolos” e “Sedativos”, combinados pelo operador booleano AND. Foram identificados 472 estudos, dos quais 414 foram excluídos após análise de títulos e resumos, restando 58 para avaliação completa. Ao final, 11 estudos foram incluídos, enquanto 47 foram excluídos por não atenderem aos critérios estabelecidos. Os resultados evidenciaram que a implementação de protocolos de sedação contribui para um manejo mais seguro e sistematizado, favorecendo a padronização das práticas e a atuação da equipe multiprofissional. Além disso, observou-se redução no uso acumulado de sedativos, bem como possível diminuição do tempo de ventilação mecânica e de internação. Contudo, o uso prolongado desses fármacos pode estar associado ao desenvolvimento de síndrome de abstinência em pacientes pediátricos. Conclui-se que a adoção de protocolos padronizados pode reduzir o uso excessivo de sedativos e prevenir efeitos adversos, como a síndrome de abstinência.
Oral
MINICURSO ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE ONCOLÓGICO: RELATO DE EXPERIÊNCIA
BIANCA GABRYELLE ARAUJO DOS SANTOS; Maria Clarice Agustinho Alves; Mateus Sampaio de Oliveira; Ashiley Isadora Alves Ferreira; Tarcilândia Vieira Gomes de Brito
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer, a estimativa para o triênio 2026-2028 é de cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano no Brasil, sendo as regiões Sul e Sudeste responsáveis por 70% da incidência. A enfermagem, por sua atuação humanizada e contato direto com os pacientes, ocupa papel central no tratamento oncológico, exigindo do profissional competências técnicas e científicas, a fim de garantir uma assistência de qualidade, humanizada e eficaz. Assim, objetivou-se relatar a experiência sobre a realização de um minicurso intitulado “Assistência de enfermagem ao paciente oncológico”. Trata-se de um relato de experiência acerca de minicurso realizado pelo Programa de Educação Tutorial em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC) em de agosto de 2025. O momento foi conduzido por uma enfermeira atuante na área oncológica de um hospital de referência do Cariri e contou com a participação de 15 estudantes do curso técnico em enfermagem. Durante o minicurso, destacaram-se as dúvidas levantadas pelos participantes, concentradas principalmente nas formas de identificação precoce do câncer e no papel da enfermagem no acolhimento de pacientes e familiares. Essa recorrência evidencia possíveis lacunas na formação técnica, especialmente quanto ao reconhecimento de sinais e sintomas iniciais e à atuação na atenção básica. Além disso, as dificuldades relacionadas ao acolhimento indicam fragilidade no desenvolvimento de competências comunicacionais e humanísticas. Um aspecto de destaque foi a ênfase dada pela facilitadora sobre a importância da aproximação entre equipe de saúde e familiares, promovendo assistência integral e humanizada, o que dialoga diretamente com as inseguranças apresentadas. A interação ativa dos participantes demonstrou interesse e engajamento com a temática, favorecendo a consolidação dos conhecimentos discutidos. Conclui-se que a experiência representou uma oportunidade de aprendizado, ampliando a compreensão dos estudantes sobre a assistência de enfermagem ao paciente oncológico. Além disso, a atividade estimulou reflexões acerca da importância da humanização no cuidado, do trabalho em equipe e da comunicação efetiva com pacientes e familiares. Dessa forma, eventos como esse contribuem para a formação de profissionais sensíveis, críticos e preparados para atuar de maneira integral e qualificada no contexto oncológico.
Palavras-chave: Assistência de Enfermagem,Enfermagem Oncológica,Educação em Saúde
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PROTOCOLO DE MANUSEIO MÍNIMO EM PREMATUROS COMO ESTRATÉGIA PARA NEUROPROTEÇÃO: RELATO DE EXPERIÊNCIA
GISLAIANE LOIOLA S DE FREITAS ; Bruna Lorena de Oliveira Souza
O cuidado ao recém-nascido pré-termo em unidades de terapia intensiva neonatal (UTIN) exige estratégias que minimizem estímulos nocivos e promovam neuroproteção. Este estudo tem como objetivo descrever a implementação de um protocolo de manuseio mínimo e seus impactos na qualidade assistencial. Trata-se de um relato de experiência a partir da vivência clínica durante 6 anos enquanto enfermeira neonatologista em uma UTIN de referência no Cariri. Baseou-se na aplicação de protocolo institucional voltado a recém-nascidos com idade gestacional inferior a 30 semanas e/ou peso inferior a 1200g. O protocolo preconiza a redução de manipulações nas primeiras 72 horas de vida, organização do ambiente, agrupamento de cuidados e atuação multiprofissional integrada. Observou-se melhora na estabilidade clínica, redução de sinais de estresse e maior organização comportamental dos neonatos, além de fortalecimento da assistência humanizada. Conclui-se que o manuseio mínimo é uma estratégia eficaz para promoção da segurança do paciente, contribuindo para melhores desfechos clínicos e desenvolvimento neuropsicomotor.
Palavras-chave: recém-nascido pré- termo, neuroproteção, UTI neonatal, segurança do paciente, humanização da assistência
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A ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NA CONSULTA DE PUERICULTURA
CLEIDIANE LARYSSA SOUZA DE ARAÚJO ; LUCAS CUSTÓDIO DE OLIVEIRA SILVA; MARIA EDUARDA ANDRADE DOS SANTOS; CICERA MARIA FIGUEIREDO SILVA; IONNY ELLEM PEREIRA ALVES
A puericultura é uma estratégia fundamental na Atenção Primária à Saúde (APS), voltada ao acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança, com o objetivo de promover a saúde e prevenir agravos. O enfermeiro possui papel essencial nesse processo, atuando na orientação familiar e identificação precoce de alterações no desenvolvimento no âmbito da atenção básica. Identificar de forma integrada, a atuação do enfermeiro nas consultas de puericultura e suas contribuições para a saúde e o desenvolvimento infantil. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura que utilizou as bases de dados BDENF, MEDLINE, LILACS e CUMED. Foram empregados os descritores “puericultura”, “enfermagem” e “cuidado da criança”, combinados por meio do operador booleano “AND”. A seleção de artigos considerou o período de 2021 a 2026 e seguiu critérios de inclusão que englobam textos disponíveis na integra, gratuitos e publicados em língua portuguesa. Foram excluídos textos incompletos, duplicados e livros. Inicialmente foram identificados 48 artigos dos quais restaram apenas 5 após leitura e seleção detalhada. A pesquisa mostra que o enfermeiro, atuante da Atenção Primária a Saúde (APS) possui papel fundamental na consulta de puericultura por meio do acompanhamento do peso, estatura, perímetro cefálico, esquema vacinal e marcos do desenvolvimento psicomotor, o estudo aponta um poderoso papel da enfermagem na detecção precoce de agravos em saúde. O enfermeiro também exerce papel educativo, estabelecendo um vínculo entre profissional e responsáveis, incentivando maior adesão ao acompanhamento. Conclui-se que a atuação do enfermeiro é de suma importância na promoção de saúde e prevenção de agravos, garantindo um serviço de forma humanizada e qualitativa à criança.
Palavras-chave: PUERICULTURA, ENFERMAGEM,CUIDADO DA CRIANÇA
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Acompanhamento de gestante com beta-talassemia: relato de um caso de sucesso acompanhado pelo Pré-Natal de Alto Risco
CICERO LUYAN DE SOUZA SANTANA; Tainã Brito Siebra de Oliveira; Gabriella Bitu Bezerra Meira; Maurício Menezes Ferreira; Ana Carolina Carvalho Ferraz; Mário Ítalo Oliveira Silva; Andréa Maria Casado Marques
A talassemia é a doença monogênica mais prevalente no mundo, e a triagem pré-natal constitui método eficaz e de fácil execução. Gestantes com talassemia maior ou intermediária apresentam maior risco de complicações maternas, como insuficiência cardíaca, aloimunização, infecções virais, trombose, distúrbios endócrinos e alterações ósseas. Nesse cenário, o diagnóstico genético pré-natal precoce e preciso é fundamental para prevenir tais eventos. O acompanhamento rigoroso das condições maternas e fetais durante a gestação é indispensável, podendo demandar intervenções como transfusões sanguíneas e profilaxia para tromboembolismo no pós-parto. No puerpério, recomenda-se a reintrodução da terapia de quelação de ferro e o uso de bifosfonatos, além de orientações sobre amamentação e contracepção. O presente estudo trata-se de relato de caso realizado em hospital de referência em Obstetrícia, na região sul do Ceará, entre janeiro e abril de 2026, com o objetivo de descrever o acompanhamento de uma primípara com beta-talassemia intermediária em pré-natal de alto risco. A paciente, primigesta, inicialmente acompanhada em pré-natal habitual, foi encaminhada ao alto risco com 18 semanas e 5 dias, após diagnóstico de beta-talassemia intermediária, mantendo seguimento no hemocentro. Na primeira consulta, foi orientada a manter acompanhamento simultâneo na Unidade Básica de Saúde e no serviço especializado. Durante a gestação, utilizou ferripolimaltose, suspensa às 36 semanas após normalização hematimétrica. A internação foi programada para a 40ª semana. Na admissão, apresentava contrações irregulares e optou por parto vaginal. Foram indicados misoprostol, amniotomia e sonda de Foley. Após consentimento, iniciou-se misoprostol, com oito doses e medidas não farmacológicas. Realizou-se amniotomia, evoluindo para parto vaginal assistido. Mãe e recém-nascido permaneceram em alojamento conjunto, com alta após 48 horas e retorno à unidade de origem. Conclui-se que a beta-talassemia exige avaliação clínica adequada, manejo criterioso e monitoramento contínuo para reduzir riscos e desfechos adversos.
Palavras-chave: Gestante,Gestantes de alto risco,Beta-talassemia
Oral
AMBULATÓRIOS ITINERANTES NA AMPLIAÇÃO DO ACESSO E PROMOÇÃO DA EQUIDADE EM SAÚDE.
ANA JANIELLY VIANA ALVES; Antônio Jefferson Amorim de Freitas; Alana Emily da Silva; Ana Francisca Pereira Lourenço
O acesso aos serviços de saúde ainda representa importante desafio, especialmente quanto à universalidade e equidade do cuidado. Em diferentes sistemas de saúde, essa garantia é ainda mais limitada para populações vulneráveis e rurais, exigindo políticas públicas específicas. Nesse contexto, destaca-se a itinerância como estratégia para operacionalização de ações em saúde nos territórios. Essas iniciativas possibilitam atendimentos clínicos, monitoramento de condições crônicas e ações educativas, contribuindo para a equidade do cuidado. Objetivou-se analisar o papel dos ambulatórios itinerantes na ampliação do acesso aos serviços de saúde, destacando contribuições e desafios no contexto do Sistema Único de Saúde. Trata-se de revisão narrativa sistematizada, de abordagem qualitativa, realizada em março de 2026, nas bases SCIELO, LILACS, BDENF e PubMed. Utilizaram-se os descritores Atenção Primária à Saúde, Acesso aos Serviços de Saúde, Equidade em Saúde e Enfermagem em Saúde Pública, combinados pelo operador booleano AND. Incluíram-se artigos publicados nos últimos cinco anos, em português e inglês, relacionados à temática. Inicialmente, identificaram-se oito artigos, dos quais cinco compuseram a amostra final após triagem e aplicação dos critérios de elegibilidade. Os estudos apontaram que o acesso aos serviços ainda é marcado por desigualdades, sobretudo entre populações vulneráveis e áreas de difícil acesso. Pessoas em situação de rua enfrentam barreiras adicionais e estigma. Destaca-se o papel das equipes multidisciplinares, especialmente da enfermagem, sendo a qualidade assistencial e o vínculo com os usuários determinantes para adesão e continuidade do cuidado. Conclui-se que os ambulatórios itinerantes configuram estratégia relevante para ampliação do acesso à saúde, ao aproximarem os serviços das comunidades e reduzirem iniquidades. Ademais, favorecem o diagnóstico precoce, a promoção da saúde e o fortalecimento da Atenção Primária. Contudo, persiste a necessidade de fortalecimento das políticas públicas voltadas à equidade e valorização dos profissionais de saúde na condução dessas estratégias.
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ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE E SÍFILIS NA GESTAÇÃO: CONTRIBUIÇÕES DA PRÁTICA ASSISTENCIAL DE ENFERMAGEM EM UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
LETÍCIA VITÓRIA RODRIGUES DE SOUZA ; Elis Regina de Sousa Alves; Evelly da Silva Nascimento; Milleny Sampaio da Silva; Livian Gabriele Galdino Gonçalves
No âmbito da Atenção Primária à Saúde, o pré-natal constitui a principal estratégia para assegurar o desenvolvimento saudável da gestação, assim como o rastreio precoce de infecções e doenças, como por exemplo a sífilis. A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível, cujo agente etiológico é a bactéria Treponema pallidum, que, quando não identificada e tratada de forma oportuna, pode acarretar desfechos adversos maternos e fetais, como o elevado risco de transmissão vertical, aborto, natimorto e parto prematuro. O enfermeiro é fundamental para a identificação e prescrição do tratamento precoce. Objetivou-se relatar a experiência das práticas de enfermagem no manejo da sífilis na gestação, no contexto da Atenção Primária à Saúde. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, desenvolvido por acadêmicas da Universidade Regional do Cariri, durante o estágio curricular supervisionado na Atenção Primária, realizado em abril de 2026. Conduziu-se a primeira consulta de pré-natal, iniciado no segundo trimestre, com 15 semanas de idade gestacional. A consulta de enfermagem seguiu o método SOAP, que estrutura o registro clínico no Prontuário Eletrônico do Cidadão, pelas etapas: Subjetivo, Objetivo, Avaliação e Plano. Após o acolhimento e escuta qualificada da gestante, seguiu-se com o preenchimento do Prontuário Eletrônico, da ficha perinatal e da caderneta da gestante. Na sequência, procedeu-se com o aconselhamento pré-teste e à realização dos testes rápidos para sífilis, HIV, hepatites B e C. Diante do resultado reagente para sífilis, reforçou-se o acolhimento e as orientações sobre a infecção, incluindo formas de transmissão, riscos na gestação e a importância do tratamento da gestante e do parceiro. Em seguida, foi prescrita a benzilpenicilina benzatina injetável como tratamento eficaz para a sífilis na gestação e prevenção da sífilis congênita, tendo sido administrada pela técnica de enfermagem da unidade de saúde. Foi preenchida a ficha de notificação de sífilis em gestante para o município. Diante do exposto, o enfermeiro atua de forma sistematizada no rastreio, identificação, instituição do tratamento e acompanhamento ao longo da gestação, além do cuidado direcionado ao acolhimento, educação em saúde e medidas preventivas, contribuindo de maneira decisiva para a redução de complicações e repercussões clínicas na saúde do binômio materno-fetal.
Palavras-chave: Atenção Primária à Saúde,Sífilis Gestaciona,enfermagem,pré-natal
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ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO DAS INFECÇÕES DO TRATO URINÁRIO EM GESTANTES NA ATENÇÃO PRIMÁRIA
DÉBORA GEISIANE DA SILVA BRITO ; Nicole Horrara Gonçalves Amorim
As infecções do trato urinário (ITU) em gestantes decorrem da proliferação bacteriana no trato urinário, sendo favorecidas pelas intensas alterações anatômicas e hormonais próprias do período gestacional. Quando não diagnosticadas e tratadas de forma adequada, podem acarretar complicações relevantes tanto para a mãe quanto para o feto, o que reforça a necessidade de uma assistência preventiva qualificada e oportuna. Nesse contexto, o presente estudo tem como objetivo descrever o papel da enfermagem na prevenção das ITU em gestantes no âmbito da Atenção Primária à Saúde. Para a elaboração deste estudo, optou-se por uma revisão de natureza narrativa, caracterizada pela flexibilidade metodológica e pela não exigência de um protocolo de busca rigorosamente estruturado. A seleção dos estudos ocorreu por conveniência, a partir de buscas nas bases SciELO, LILACS e BDENF, utilizando os termos “infecção urinária”, “gestação” e “cuidados de enfermagem”. Foram considerados quatro artigos publicados entre 2023 e 2025, escolhidos com base na relevância para a temática proposta. A análise dos dados foi conduzida de forma qualitativa, visando à síntese e à discussão das principais contribuições científicas relacionadas ao tema. Os resultados evidenciam que a atuação do enfermeiro é multifacetada, abrangendo desde o rastreamento da bacteriúria assintomática até a realização de orientações quanto à higiene íntima adequada e ao aumento da ingestão hídrica. Destaca-se, ainda, que o estabelecimento de vínculo de confiança entre profissional e gestante constitui elemento central para a adesão às práticas preventivas durante o pré-natal. Assim, a autonomia da enfermagem na Atenção Básica mostra-se fundamental para o diagnóstico precoce e para a promoção da saúde, contribuindo para a segurança do binômio mãe-filho. Como limitação, observa-se a dificuldade de adesão contínua de algumas gestantes aos protocolos estabelecidos, o que indica a necessidade de desenvolvimento de estratégias educativas mais dinâmicas, bem como de estudos futuros que avaliem o impacto de tecnologias inovadoras no acompanhamento pré-natal.
Palavras-chave: Infecção urinária,Gestação,Cuidados de enfermagem
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ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NO PRÉ-NATAL NA PROMOÇÃO DO ALEITAMENTO MATERNO: REVISÃO NARRATIVA DE LITERATURA
MARIA JORDANNA DOS SANTOS SILVA; Maria Lívia de Brito Lima; Nagila Silva Fernandes; Ana Clara Alves Domingos; Larissa de Aquino Soares
O pré-natal, desenvolvido na Atenção Primária à Saúde (APS), constitui uma estratégia essencial para o acompanhamento do ciclo gravídico da mulher, contando com a atuação estratégica do enfermeiro para assegurar a qualidade e segurança do processo. Nesse contexto, aborda-se o aleitamento materno, que oferece benefícios ao binômio mãe-filho, reduzindo a morbimortalidade infantil e contribuindo para a saúde materna. Todavia, ainda persistem barreiras relacionadas à promoção e adesão ao aleitamento materno durante o pré-natal, evidenciando falhas no desempenho do cuidado em saúde. Este trabalho tem como objetivo analisar a atuação da enfermagem no pré-natal na promoção do aleitamento materno. Trata-se de um estudo de natureza bibliográfica, configurado como uma revisão narrativa, realizado no mês de abril de 2026, com abordagem qualitativa. As buscas foram realizadas por meio da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE) e Base de Dados em Enfermagem (BDENF). Foram utilizados os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Enfermagem”, “Pré-Natal”, “Aleitamento Materno” e “Saúde” combinados com o operador booleano “AND”. Os parâmetros de inclusão adotados foram: artigos disponíveis gratuitamente de forma completa, publicados em português e com cronologia de publicação dos últimos 10 anos. Foram encontrados 145 estudos; após a aplicação dos filtros, restaram 59, dos quais 8 compuseram a amostra final. A análise evidencia que a atuação da enfermagem no pré-natal colabora para a promoção do aleitamento materno por meio de ações educativas em grupo e orientações individuais que ampliam a confiança da gestante no processo de amamentação. No entanto, fatores socioculturais e falta de informações dificultam a adesão ao aleitamento materno, sobretudo o exclusivo. Conclui-se que o enfermeiro desempenha papel essencial no pré-natal como promotor do aleitamento, por meio de ações educativas e de apoio à gestante. Ademais, sua atuação e destaque relacionam-se à qualidade do exame físico, motivações e habilidades técnico-científicas, contudo, observa-se como limitação a ausência de evidências específicas do exame das mamas nos artigos. Dessarte, destaca-se a necessidade de fortalecer essas ações na APS para ampliar a adesão e reduzir agravos e a mortalidade materno-infantil.
Palavras-chave: Enfermagem, Pré-Natal, Aleitamento Materno.
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DESAFIOS DA EQUIPE DE ENFERMAGEM FRENTE À BAIXA ADESÃO VACINAL DE CRIANÇAS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA.
FRANCISCO NARLÉM GONÇALVES DOS SANTOS ; Maria Eduarda Andrade dos Santos; Cícera Maria de Figueiredo Silva; Cleidiane Laryssa Souza de Araújo; Talytha Maria Ferreira de Alencar
A imunização visa diminuir as taxas de morbidade e mortalidade de doenças infecciosas que apresentam alta transmissibilidade, garantindo promoção e prevenção de agravos e doenças. No entanto, observa-se uma baixa adesão de vacinação na atenção primária à saúde(APS), tornando-se um desafio para a saúde pública. Desse modo, a enfermagem tem papel fundamental na prática de promoção e educação do aumento da cobertura vacinal na APS.Este estudo tem como finalidade avaliar os desafios que a equipe de enfermagem enfrenta na baixa adesão de vacinação de crianças na atenção primária à saúde.Trata-se de uma revisão integrativa da literatura de abordagem qualitativa, realizada através das bases de dados BVS(Biblioteca Virtual de Saúde), SciELO e PubMed, utilizando os descritores “enfermagem” AND “cobertura vacinal” AND “atenção primária à saúde” AND “vacinação” combinados por meio do operador booleano AND, conforme os Descritores em Ciência da Saúde(DeCS).Como critérios de inclusão foram selecionados 7 artigos, disponíveis gratuitamente, nos idiomas inglês e português entre os anos de 2019 a 2026. Assim, o critério de exclusão se deu naqueles artigos duplicados e que não apresentavam relação ao objetivo proposto. A maior parte das evidências científicas indicam que a baixa cobertura vacinal está associada a múltiplos fatores , como a fake news, que contribui para a baixa adesão vacinal. Outra evidência abordada é a desigualdade social, que dificulta o acesso ao serviço de saúde. De forma complementar o baixo nível de escolaridade que pode comprometer a compreensão da adesão às vacinas. Além da falta de capacitação com os profissionais de saúde para abordar esses obstáculos de forma eficaz. Nesse cenário, a equipe de enfermagem assume papel fundamental na educação em saúde, no combate à desinformação e na implementação de estratégias que promovam maior adesão da população às campanhas de imunização. Nesse sentido, conclui-se que a enfermagem na atenção básica desempenha práticas para garantir uma melhor cobertura vacinal, onde fixa trabalhar o combate a desinformação, campanhas de vacinação, acompanhamento da caderneta, ações educativas, comunicação eficaz, suporte social e uma comunicação profissional, assim garante uma melhor hesitação vacinal e diminui a morbimortalidade de doenças infecciosas.
Palavras-chave: Vacinação, Enfermagem,Atenção primária a saúde
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DESAFIOS EPIDEMIOLÓGICOS E ESTRATÉGIAS DE ENFRENTAMENTO DA LEISHMANIOSE VISCERAL NO NORDESTE BRASILEIRO
MARCELA DUARTE DUMONT NATIVIDADE; Ana Josicleide Maia; Freed Luan de Sousa Santos; Julia Bianca dos Santos Vieira; Olavo Pereira Roberto; Kenia Waleria de Siqueira Coêlho Lisboa
A leishmaniose visceral é uma doença negligenciada e um relevante problema de saúde pública no Nordeste brasileiro, região marcada por elevada incidência associada à vulnerabilidade social, urbanização desordenada e precariedade sanitária. Diante desse cenário, questiona-se: quais são os principais desafios epidemiológicos e clínicos da leishmaniose visceral no Nordeste e quais estratégias têm sido adotadas para seu enfrentamento? O presente estudo teve como objetivo analisar esses desafios e identificar medidas de controle descritas na literatura. Trata-se de uma revisão de literatura descritiva, com abordagem qualitativa, realizada a partir de artigos publicados entre 2021 e 2025, disponíveis nas bases SciELO, PubMed e periódicos nacionais. Foram incluídos estudos completos, em português, que abordassem a leishmaniose visceral na região Nordeste, sendo excluídos aqueles que não atendiam à temática proposta. A análise dos dados foi realizada por meio de categorização temática. Por se tratar de revisão de literatura, não houve necessidade de aprovação por comitê de ética. Os resultados evidenciam maior incidência da doença em homens, adultos jovens e populações em situação de vulnerabilidade, tais como indivíduos residentes em áreas urbanas periféricas e rurais, com baixa renda, baixa escolaridade, condições precárias de saneamento básico, moradias inadequadas e maior exposição a reservatórios domésticos, com destaque para o estado do Ceará. Entre os principais desafios epidemiológicos, destacam-se a subnotificação, a expansão urbana da doença e sua associação a fatores socioeconômicos. No âmbito clínico, observam-se dificuldades no diagnóstico precoce, acesso limitado a exames laboratoriais e ocorrência de coinfecção com HIV, agravando o prognóstico. Quanto às estratégias de enfrentamento, destacam-se ações de vigilância epidemiológica, controle vetorial, manejo de reservatórios, ampliação do acesso ao diagnóstico e tratamento, além de ações educativas em saúde. Conclui-se que, apesar dos avanços nas políticas públicas, a leishmaniose visceral permanece como importante desafio na região, exigindo o fortalecimento das ações de controle e maior integração entre os serviços de saúde. Como limitação do estudo, destaca-se a restrição a artigos disponíveis na íntegra e em bases específicas, sugerindo-se a ampliação de pesquisas futuras com foco nas particularidades regionais.
Palavras-chave: Leishmaniose Visceral, Epidemiologia, Saúde Pública
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Educação em Saúde Como Estratégia de Prevenção do Colo do Útero: Março Lilás
CICERA MARIA DE FIGUEIREDO SILVA ; Ionny Ellem Pereira Alves; Maria Eduarda Andrade dos Santos; Lucas Custódio de Oliveira Silva; Cleidiane Laryssa Souza de Araújo
O câncer do colo do útero configura-se como um importante problema de saúde pública no Brasil, ocupando posição de destaque entre os tipos de câncer mais incidentes na população feminina. Apesar de apresentar alto potencial de prevenção, muitos casos ainda são diagnosticados em estágios avançados, o que compromete o prognóstico. Diante disso, o presente estudo teve como objetivo promover uma ação educativa voltada à prevenção e ao incentivo à realização do exame Papanicolau. Trata-se de um relato de experiência realizado no dia 16 de março de 2026, na sala de espera de uma unidade da Estratégia de Saúde da Família, localizada no bairro José Geraldo da Cruz, em Juazeiro do Norte-CE. A atividade foi direcionada às mulheres presentes, especialmente aquelas na faixa etária recomendada para o rastreamento. A abordagem ocorreu de forma dialogada e participativa, contemplando fatores de risco, formas de prevenção, sinais e sintomas da doença, além de orientações detalhadas sobre o exame preventivo, visando reduzir medos e tabus. Observou-se participação ativa do público e maior conscientização acerca da importância do autocuidado. A ação também favoreceu a busca ativa e o incentivo ao agendamento do exame. Conclui-se que a educação em saúde, especialmente no contexto do Março Lilás, é fundamental para ampliar a adesão ao rastreamento, contribuindo para a redução da morbimortalidade e promoção da saúde da mulher na Atenção Primária.
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EDUCAÇÃO EM SAÚDE NO CUIDADO DE FERIDAS: RELATO DE EXPERIÊNCIA
HELOÍSA FERREIRA GUEDES ; Cícera Hellen da Silva; Nathylle Régia de Sousa Caldas; Lucas Mateus Figueiredo Nascimento; Maria Gabriela Izidio Rodrigues
Feridas de difícil cicatrização são lesões cutâneas que têm atraso ou interrupção no processo normal de cicatrização. A presença de uma ferida provoca impactos significativos na vida dos pacientes, tanto nos aspectos físicos quanto nos psicológicos. Nesse contexto, a enfermagem desempenha um papel essencial no manejo de feridas, sendo a responsável tanto pela prescrição de coberturas e tratamentos quanto na educação em saúde, ferramenta essencial para favorecer autonomia e adesão ao tratamento. O estudo tem como objetivo relatar a experiência de acadêmicos de enfermagem na promoção de atividades educativas com pacientes com feridas em acompanhamento ambulatorial. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, desenvolvido por acadêmicos de enfermagem participantes da liga acadêmica de enfermagem em estomaterapia, atuando na sala de espera do ambulatório de estomaterapia da Universidade Regional do Cariri, onde são realizadas orientações destinadas aos pacientes e seus acompanhantes sobre o cuidado com feridas através de conversas, panfletos e vídeos educativos que estimulam o conhecimento e a identificação de dúvidas. Essa prática educativa favorece a construção de vínculos, amplia a compreensão dos conteúdos e fortalece o acolhimento. As orientações abordam diferentes tópicos, dentre eles: a higienização adequada das feridas, troca correta de curativos e os diferentes tipos de cicatrização, com ênfase nos cuidados necessários para favorecer um bom processo cicatricial, bem como, fatores que podem dificultá-lo, são realizadas orientações sobre doenças crônicas, como diabetes mellitus e hipertensão, que podem retardar o processo cicatricial. Dessa forma, busca-se garantir ao paciente maior independência no cuidado com a ferida, promovendo qualidade de vida e participação ativa no tratamento. Para os estudantes, essa experiência proporciona contato direto com a prática profissional, favorecendo o desenvolvimento de competências técnicas, acadêmicas e humanas, que se complementam e contribuem para uma formação profissional qualificada. Dessa forma, a articulação entre ensino, pesquisa e extensão se efetiva, promovendo a aproximação entre teoria e prática e evidenciando o impacto social das ações da liga acadêmica. Conclui-se que a atuação da liga tem papel ativo na orientação e promoção do cuidado com as feridas pelos pacientes e, simultaneamente, aprimora a formação dos estudantes, evidenciando o papel transformador da educação em saúde.
Palavras-chave: Educação em saúde, Enfermagem, Feridas
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EDUCAÇÃO EM SAÚDE NO MANEJO DA INSULINOTERAPIA EM DIABETES MELLITUS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: REVISÃO NARRATIVA
ANA VITÓRIA DO NASCIMENTO ; Ashiley Isadora Alves Ferreira; Paloma de Aguiar Lopes
O Diabetes mellitus (DM) é uma condição crônica que requer manejo contínuo, sendo a insulinoterapia um dos pilares do tratamento para o controle glicêmico. Entretanto, é comum que pessoas com DM tenham dificuldades relacionadas ao manejo da insulina e dos dispositivos, e sintam medo e insegurança quanto à técnica correta de aplicação, comprometendo a adesão ao tratamento. Nesse contexto, ações de educação em saúde voltadas à capacitação de pessoas com DM e seus cuidadores na Atenção Primária tornam-se essenciais, favorecendo a adesão terapêutica, a prevenção de complicações e a melhoria do bem-estar físico, mental e social. Objetivou-se analisar como as ações de educação em saúde influenciam o manejo adequado da insulinoterapia em pessoas com DM no âmbito da Atenção Primária à Saúde . Trata-se de uma revisão narrativa baseada na estratégia PVO: população (pessoas com diabetes), variável (educação em saúde) e desfecho (manejo da insulinoterapia). Formulando-se a questão norteadora: “Como as ações de educação em saúde influenciam o manejo da insulinoterapia na atenção primária à saúde?”. Realizou-se buscas nas bases PubMed e LILACS, utilizando descritores “Diabetes mellitus”, “Educação em Saúde”, “Insulina” e "Atenção Primária à Saúde”, combinados pelo operador booleano AND. Foram incluídos estudos nos idiomas português, inglês e espanhol, sem recorte temporal, contemplando artigos originais, revisões e estudos qualitativos. Após análise dos critérios de elegibilidade, foram selecionados 10 estudos relevantes para a composição da amostra final. Os estudos mostraram que a educação em saúde exerce grande impacto na adesão e no manejo da insulinoterapia. Intervenções educativas, como programas estruturados, grupos educativos e uso de tecnologias, mostraram-se eficazes na melhoria do conhecimento e do autocuidado. Observou-se ainda que essas ações contribuem para a redução de erros no manejo, melhora do controle glicêmico e autonomia do paciente. Entretanto, condições socioeconômicas e suporte insuficiente foram identificados como fatores que dificultam o manejo adequado. Ações em saúde influenciam de forma positiva e significativa o manejo da insulinoterapia em pessoas com Diabetes mellitus na APS, promovendo maior adesão, autonomia e segurança no tratamento. Estratégias educativas permanentes e individualizadas são essenciais para superar barreiras e qualificar o cuidado, contribuindo para o controle glicêmico e a melhoria da qualidade de vida dessa população.
Palavras-chave: Diabetes mellitus, Educação em Saúde, Insulina, Atenção Primária à Saúde
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FATORES ASSOCIADOS AO DESMAME PRECOCE E ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE.
FRANCISCO NARLÉM GONÇALVES DOS SANTOS ; Maria Eduarda Andrade dos Santos; Maria Grazielly Nascimento de Oliveira; Alícia Emily Maciel Nascimento Tenorio; Elysa Maria Gomes da Silva
O leite materno exclusivo é reconhecido como principal alimento para nutrir uma criança desde o seu nascimento até os seis meses de vida. No entanto, o desmame precoce ocorre com frequência, estando associado a diversos fatores que interrompem essa prática. Desse modo, a equipe de enfermagem tornase essencial na promoção e manutenção da amamentação na atenção primária à saúde. O presente estudo tem por objetivo analisar os principais fatores que levam ao desmame precoce do aleitamento materno e a importância da atuação da enfermagem frente ao desmame precoce na atenção primária à saúde. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura de abordagem qualitativa, norteada pela seguinte questão: quais são os fatores relacionados ao desmame precoce e qual a importância da enfermagem na atenção primária à saúde frente a esse fenômeno? A busca foi realizada nas bases BVS (Biblioteca Virtual de Saúde), SciELO, PubMed utilizando os descritores “enfermagem” AND “desmame precoce” AND “Aleitamento materno”. Foram incluídos artigos dos últimos cinco anos, nos idiomas inglês e português, sendo excluídos artigos duplicados e/ou que não atendem ao objetivo proposto. A análise dos 6 estudos selecionados evidenciou que o desmame precoce do aleitamento materno exclusivo está associado a múltiplos fatores de ordem social, assistencial e materna. Desse modo, observa-se o baixo nível de escolaridade, o retorno precoce ao trabalho, e a falta de apoio familiar. O leite materno assegura uma boa nutrição para a criança, onde protege o seu corpo protegendo contra agravos e fortalecendo o seu sistema imunológico. Nesse sentido, vale ressaltar a importância da equipe de enfermagem de se trabalhar na promoção da amamentação exclusiva dentro da atenção primária à saúde, no acompanhamento do pré-natal e pós-natal. Conclui-se que a equipe de enfermagem dentro da atenção primária à saúde, torna-se o meio mais viável de se trabalhar a importância da amamentação exclusiva e o que seus impactos podem causar tanto para o bebê quanto para a mãe, então torna-se indispensável o fortalecimento de estratégias educativas e assistenciais na atenção primária à saúde, desde o pré-natal até o período do puerpério.
Palavras-chave: Aleitamento materno,Enfermagem, Desmame precoce
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GESTÃO E ASSISTÊNCIA EM FERIDAS NUM AMBULATÓRIO ESPECIALIZADO EM ESTOMATERAPIA NO CARIRI: RELATO DE EXPERIÊNCIA
BRENDA DUARTE DA SILVA; Cícera Hellen da Silva; Lorena Leite Pires da Silva; Lucas Mateus Figueiredo Nascimento; Nathylle Regia de Sousa Caldas
A enfermagem desempenha papel fundamental na articulação entre assistência e gestão nos serviços de saúde, sendo o enfermeiro responsável não apenas pelo cuidado direto, mas também pela organização dos processos de trabalho e pela qualidade da atenção prestada. Destacam-se, nesse contexto, competências como planejamento, tomada de decisão e coordenação do cuidado, as quais devem ser desenvolvidas ainda durante a graduação, a fim de formar profissionais críticos, reflexivos e capacitados para a prática. Assim, a inserção de acadêmicos em cenários que favoreçam o exercício dessas atribuições contribui significativamente para a qualificação do processo formativo. Dessa forma, o presente estudo tem como objetivo relatar a experiência de acadêmicos de enfermagem na atuação na gestão de um programa de cuidado a pessoas com feridas, desenvolvido em um ambulatório de estomaterapia vinculado a uma universidade pública na macrorregião do Cariri cearense. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, construído a partir das vivências de acadêmicos durante o período de fevereiro a abril de 2026. O gerenciamento do programa de feridas envolve atividades como o agendamento de pacientes conforme a complexidade das lesões, o preenchimento e a análise de banco de dados, a esterilização de instrumentais, além da organização e solicitação de materiais de acordo com a demanda do serviço. Tais atividades contribuem para o desenvolvimento de habilidades essenciais, como responsabilidade, organização, raciocínio crítico, autonomia, comunicação, trabalho em equipe e constante aprimoramento técnico-científico. No serviço, as estudantes tiveram contato com pacientes em diferentes contextos sociais e econômicos, participaram ativamente da prática clínica e lidaram com demandas administrativas, vivenciando situações que exigem postura ética, humanizada e responsável. Essa experiência favoreceu o desenvolvimento de competências relacionadas à gestão do tempo, definição de prioridades, tomada de decisão e resolução de problemas. Conclui-se que a vivência na gestão em um ambulatório de estomaterapia é fundamental para a formação acadêmica, contribuindo para o desenvolvimento de competências indispensáveis à prática da enfermagem com excelência, como liderança, comunicação eficaz e capacidade de análise crítica.
Palavras-chave: Estudantes de enfermagem,gestão em saúde , estomaterapia
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INTERAÇÕES ENTRE HABILIDADES MOTORAS FUNDAMENTAIS, FUNÇÕES EXECUTIVAS E COVID-19: UMAS ABORDAGEM DE REDE MULTICAMADAS
ANA KAROLINA LEANDRO MOREIRA; Maria Carolina Morais Pereira Queiros; Ruth Emilly Silva Torres; Morgana Alves Correia da Silva; Emmilly Petícia do Nascimento Sales; Paulo Felipe Ribeiro Bandeira
As Habilidades Motoras Fundamentais (HMF) são movimentos desenvolvidos na infância, organizados em dois conjuntos: habilidades de locomoção e de controle de objetos. Seu desenvolvimento depende de estímulos adequados para a posterior execução de atividades mais complexas. As HMF possuem natureza cognitivo-motora e estão interligadas às Funções Executivas (FE), especialmente aos construtos controle inibitório, memória de trabalho e flexibilidade cognitiva. A COVID-19, doença infecciosa causada pelo SARS-CoV-2 em 2019, gerou uma pandemia com repercussões sobre o desenvolvimento infantil. Estudos indicam que crianças que contraíram, apresentaram impactos nas HMF e FE, incluindo, redução da prática de atividades físicas, dificuldades de atenção, memória e concentração. Trata-se de pesquisa de campo, quantitativa e transversal, aprovada pelo comitê de ética da URCA (2.683.488). Participaram 127 crianças (14 histórico de COVID-19), entre 3 e 5 anos. As FE foram avaliadas pela bateria Early Years Toolbox e as HMF pelo Test of Gross Motor Development-3. A análise de rede multicamadas foi conduzida com 19 variáveis distribuídas em quatro camadas: Locomoção, Controle de Objeto, Funções Executivas e COVID-19. A força das conexões foi estimada pela Informação Mútua Normalizada, e a posição de cada variável foi caracterizada por métricas de centralidade de grau, força, betweenness e closeness. A rede resultante apresentou 65 arestas e conectividade plena. O nó de maior centralidade foi corrida, hub primário com conexões expressivas para múltiplas HMF; no domínio do controle de objeto, chutar emergiu como principal nó intermediário. O nó COVID-19 integrou-se à rede com quatro conexões: Números, Controle Inibitório, Flexibilidade Cognitiva e Chutar. A associação com Números foi a mais intensa da matriz, sugerindo que o histórico de infecção compartilha padrões de variabilidade sistêmica principalmente com funções de memória verbal de curto prazo, consistente com relatos de comprometimento do span verbal em efeitos cognitivos pós-covid. Os achados sugerem que as sequelas se manifestam de forma cognitivamente seletiva, sem repercussão motora detectável em avaliações transversais. Avaliações cognitivas, especialmente de memória verbal, mostram-se mais sensíveis para identificar crianças em risco. Os resultados reforçam a pertinência da ciência da complexidade e da análise de redes como ferramentas complementares às abordagens tradicionais no campo do comportamento motor.
Palavras-chave: COVID-19,Funções Executivas,Desenvolvimento Infantil,Análise de Redes,Habilidades Motoras
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MARÇO LILÁS: RELATO DE EXPERIÊNCIA MULTIPROFISSIONAL NA PREVENÇÃO DO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO
GIOVANNA DA SILVA GIRÃO NOBRE PITOMBEIRA; Maria Alice Sales Rodrigues
O câncer do colo do útero configura-se como um dos principais desafios da saúde pública no Brasil, apesar de ser uma condição evitável. Segundo o INCA (2026), é o terceiro tumor mais incidente entre mulheres no país, com maior prevalência na região Nordeste. A relevância deste estudo reside na necessidade de ampliar o acesso à informação e enfrentar barreiras socioculturais que dificultam a adesão ao rastreamento. Nesse contexto, destacam-se os estigmas e a baixa procura pelo exame citopatológico em comunidades rurais, demandando estratégias de busca ativa e educação em saúde. Diante disso, o estudo tem como objetivo relatar a experiência de uma ação educativa e preventiva voltada à promoção da saúde da mulher e à prevenção do câncer cervical. Trata-se de um relato de experiência, de natureza descritiva e abordagem qualitativa, desenvolvido no âmbito da Atenção Primária à Saúde. A intervenção ocorreu em março de 2026, durante a campanha Março Lilás, em uma unidade de saúde de área rural no município de Crato, Ceará, com a participação de usuárias do serviço. A ação foi conduzida por residentes da Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva da URCA, em parceria com a equipe da Estratégia de Saúde da Família. As atividades incluíram a elaboração e distribuição de folders informativos sobre HPV e exame Papanicolau, a dinâmica lúdica “Mito ou Verdade”, prática de dança circular e apresentação cultural local. A análise baseou-se na observação participante, com devolutiva coletiva. Observou-se elevado engajamento das participantes e maior compreensão sobre a importância e periodicidade do rastreamento. A dinâmica “Mito ou Verdade” favoreceu o diálogo horizontal e contribuiu para a desconstrução de preconceitos relacionados ao exame citopatológico. O uso de estratégias lúdicas, aliado à dança circular, potencializou a comunicação em saúde e fortaleceu o vínculo entre a equipe e a comunidade. Os resultados evidenciam que a atuação multiprofissional, associada a metodologias ativas, contribui para a efetividade das ações de prevenção no território. Conclui-se que estratégias educativas baseadas no lúdico são eficazes na promoção da saúde e na redução de estigmas relacionados ao câncer cervical.
Palavras-chave: Neoplasias do colo do útero, Educação em Saúde, Saúde Coletiva, Saúde da Mulher
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O PAPEL DA ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO E NO MANEJO DA OBESIDADE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: UMA REVISÃO NARRATIVA DA LITERATURA
LARISSA DE AQUINO SOARES ; Maria Jordanna dos Santos Silva; Maria Lívia de Brito Lima; Nágila Silva Fernandes; Ana Clara Alves Domingos
A obesidade caracteriza-se como um agravo de caráter multifatorial decorrente de balanço energético positivo, que favorece o acúmulo de gordura corporal e está associada a riscos à saúde, como alterações metabólicas, incluindo hipertensão, dislipidemias e resistência à insulina. Nesse contexto, configura-se como importante problema de saúde pública, com crescente prevalência mundial e nacional, sendo considerada uma condição crônica não transmissível que compromete a qualidade de vida, demandando a atuação de profissionais de saúde, com destaque para a enfermagem na Atenção Primária à Saúde (APS). Este estudo objetiva analisar a atuação da enfermagem no contexto da prevenção e do manejo da obesidade na APS. Trata-se de um estudo de revisão narrativa da literatura, de abordagem qualitativa, realizado em abril de 2026, por meio de busca na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e da análise de documentos oficiais do Ministério da Saúde. Foram utilizados os descritores em Ciências da Saúde (DeCS): Obesidade; Atenção Primária à Saúde; Promoção da Saúde, combinados pelo operador booleano AND. Foram incluídos artigos na íntegra, em português e inglês, publicados nos últimos dez anos, além de manuais e diretrizes oficiais. Inicialmente, foram identificados 830 estudos, após aplicação dos filtros, 227 apresentados, por fim, sete selecionados, incluindo artigos e documentos oficiais. A atuação da enfermagem na APS desempenha papel central no enfrentamento da obesidade, englobando ações de vigilância alimentar, educação em saúde, acompanhamento longitudinal e incentivo à adoção de hábitos de vida saudáveis, contribuindo para o cuidado integral e a prevenção de agravos. Observou-se, ainda, que a obesidade está associada a fatores de risco como sedentarismo, consumo de alimentos ultraprocessados e condições socioeconômicas desfavoráveis. Ademais, foram identificados impactos econômicos relevantes para o Sistema Único de Saúde, bem como, repercussões sociais e psicológicas nos pacientes, incluindo estigma e discriminação, que devem receber atenção da enfermagem. Apesar disso, persistem limitações na assistência, como a baixa priorização da obesidade nos atendimentos, dificuldades na adesão ao tratamento e entraves estruturais. Conclui-se que a obesidade possui caráter multifatorial, demandando ações integradas e intersetoriais da enfermagem na APS, com vistas à redução de seus impactos e à promoção de condições mais equitativas de saúde para a população.
Palavras-chave: Obesidade, Atenção Primária à Saúde, Promoção da Saúde.
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PAPEL DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE NO ACOMPANHAMENTO DO PRÉ-NATAL DE ALTO RISCO.
PALOMA BEATRIZ FELIX ALMEIDA DO NASCIMENTO ; Igor Victor Xavier Bezerra; Joice Cruz Barbosa; Laura Bianca Ferreira Lopes; Adriana de Moraes Bezerra
INTRODUÇÃO: A Atenção Primária à Saúde (APS) constitui a principal porta de entrada do sistema de saúde e desempenha papel estratégico na coordenação do cuidado, inclusive no acompanhamento de gestantes de alto risco, que demandam atenção contínua, integral e articulada entre os níveis assistenciais. OBJETIVO: Compreender por meio da literatura científica o papel da APS no acompanhamento do pré-natal de alto risco, evidenciando suas atribuições e desafios na garantia da integralidade do cuidado. METODOLOGIA: Trata-se de revisão narrativa, qualitativa, baseada em publicações nacionais em português, dos últimos 5 anos, além de documentos do Ministério da Saúde. A busca foi realizada em bases de dados científicas, utilizando-se descritores como ‘atenção primária à saúde’, ‘pré-natal de alto risco’ e ‘qualidade do pré-natal. RESULTADOS: Os achados evidenciam que a APS exerce papel fundamental na identificação precoce de fatores de risco, no encaminhamento oportuno para serviços especializados e no acompanhamento longitudinal das gestantes, contribuindo para o fortalecimento do vínculo e continuidade do cuidado. Entretanto, persistem desafios significativos que impactam a efetividade da atuação da APS no acompanhamento do pré-natal de alto risco, destacando-se a fragilidade na articulação entre os níveis de atenção, especialmente no que se refere aos mecanismos de referência e contrarreferência, frequentemente descontinuados ou ineficientes. Soma-se a isso a dificuldade de acesso oportuno a serviços especializados, decorrente de barreiras geográficas, limitações na oferta assistencial e organização inadequada dos fluxos na rede de atenção à saúde. Ademais, observam-se limitações estruturais nas unidades de APS, incluindo insuficiência de recursos humanos, sobrecarga das equipes e lacunas na qualificação profissional para o manejo de situações de maior complexidade. Tais fatores comprometem a coordenação do cuidado, a continuidade assistencial e a resolutividade das ações, podendo repercutir negativamente nos desfechos maternos e perinatais. CONCLUSÃO: Conclui-se que a APS é essencial no acompanhamento do pré-natal de alto risco, sendo necessário fortalecer a integração da rede de atenção, qualificar os profissionais e aprimorar a organização dos serviços, a fim de garantir um cuidado integral, equânime e humanizado.
Palavras-chave: Atenção Primária a Saúde,Pré Natal,Gravidez de Alto Risco
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Perfil Epidemiológico das Lesões Precursoras do Câncer do Colo do Útero em Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha.
LILIANE CARVALHO DA SILVA; Maria Clarisse Matias Bezerra; Ana Caroline Gomes Carneiro; Ânderson Carlos de Sousa; João Marcos Francelino Macedo
O estudo analisa o perfil epidemiológico das lesões precursoras do câncer do colo do útero nos municípios de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, no Ceará, entre os anos de 2020 e 2025. A pesquisa possui caráter quantitativo, descritivo e retrospectivo, utilizando dados extraídos de sistemas de informação em saúde da Rede de Atenção Primária à Saúde (APS). Foram avaliadas variáveis como produção de exames, distribuição sociodemográfica, resultados laboratoriais e indicadores de acompanhamento clínico. Os resultados demonstram um crescimento progressivo no volume total de exames na região, saltando de 23.900 em 2020 para 53.248 em 2025, o que representa um aumento de aproximadamente 123% e evidencia a recuperação dos serviços após o período crítico da pandemia de COVID-19. Juazeiro do Norte consolidou-se como o principal polo de testagem, sendo responsável por cerca de metade dos procedimentos anuais, enquanto Barbalha destacou-se pela maior proporção de exames alterados e Crato pela maior concentração de lesões de alto grau (NIC II e NIC III). Verificou-se o surgimento de casos de adenocarcinoma invasor e carcinoma epidermoide a partir de 2024, indicando a detecção de lesões em estágios avançados. Conclui-se que, apesar da ampliação do acesso ao diagnóstico citopatológico, persistem desafios significativos na continuidade do cuidado e no seguimento clínico das pacientes, com quedas acentuadas nos registros de acompanhamento em 2024 e 2025, reforçando a necessidade de fortalecer as linhas de cuidado oncológico para reduzir a morbimortalidade na região.
Palavras-chave: Neoplasias do Colo do Útero; Região do Cariri; COVID-19; Citodiagnóstico; Enfermagem; Perfil Epidemiológico; Atenção Primária à Saúde; Saúde da Mulher.
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PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE ACIDENTES POR ANIMAIS PEÇONHENTOS RELACIONADOS AO TRABALHO NO CEARÁ
MARIA CLARA DE SOUSA FERREIRA ALENCAR; Ana Nayara da Silva; Victória Oliveira Figueirêdo Morais; Igor Almeida Santos Alencar
Os acidentes por animais peçonhentos constituem um relevante problema de saúde pública no Brasil, especialmente entre trabalhadores expostos a ambientes naturais, como na zona rural, gerando impactos clínicos, sociais e econômicos. A elevada incidência desses agravos, associada à subnotificação e à baixa qualidade dos registros, reforça a necessidade de estudos que subsidiem ações de vigilância e prevenção. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo descrever o perfil epidemiológico dos acidentes por animais peçonhentos relacionados ao trabalho no estado do Ceará, no período de 2019 a 2024. Trata-se de um estudo descritivo, de natureza quantitativa, realizado a partir de dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), abrangendo casos notificados no referido período. Foram analisadas variáveis sociodemográficas, ocupacionais e clínicas por meio de estatística descritiva. Por utilizar dados de domínio público, o estudo dispensa apreciação por comitê de ética. Identificaram-se 3.546 casos relacionados ao trabalho, com predominância no sexo masculino e na faixa etária de 20 a 49 anos. A maior ocorrência foi na zona rural, sobretudo entre trabalhadores da agricultura. Os principais agentes causadores foram escorpiões, serpentes e abelhas. A maioria dos casos foi classificada como leve, com evolução para cura, embora tenham sido registrados óbitos. Observou-se fragilidade no preenchimento das fichas de notificação, especialmente quanto à ocupação e relação com o trabalho. Conclui-se que esses acidentes permanecem como importante agravo à saúde do trabalhador no Ceará, evidenciando a necessidade de fortalecimento das ações de vigilância, qualificação dos registros e implementação de estratégias de prevenção e educação em saúde. Como limitações, destacam-se a subnotificação e inconsistência dos dados, sugerindo-se a realização de estudos futuros mais aprofundados.
Palavras-chave: Animais Peçonhetos, Acidente de trabalho,Epidemiologia ,óbito
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PET-SAÚDE DIGITAL NA ATENÇÃO PRIMÁRIA : INOVAÇÃO E INTEGRAÇÃO INTERPROFISSIONAL - RELATO DE EXPERIÊNCIA
ISLEY DE SOUSA SALES ; Valeria Soares da Silva; Maria Beatriz Sanxo De Azevedo; Danielle de Norões Mota; Patrícia Pereira Tavares de Alcântara; Larissa Rolim de Oliveira
O Programa Rede Colaborativa Transforme SUS Digital Cariri: Trabalho, Formação e Métodos de Inovações Digitais em Saúde no Cariri Cearense surge no contexto da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde como estratégia para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS), diante da necessidade de qualificar a gestão da informação e a formação profissional. A relevância deste estudo reside na integração ensino-serviço-comunidade para desenvolver soluções tecnológicas na Atenção Primária, enfrentando a fragmentação do cuidado e a carência de dados digitalizados no território. O objetivo é relatar a experiência de estudantes do PET-Saúde no projeto “Transforme SUS Digital Cariri”, destacando atividades, aprendizados e contribuições para a formação profissional. Trata-se de relato de experiência descritivo, realizado no Centro Integrado de Assistência à Saúde da Família (CIASF), em Crato-CE, no primeiro semestre do projeto (iniciado em agosto de 2025).A população consistiu em grupo interdisciplinar com 12 monitores acadêmicos dos cursos de Enfermagem, Medicina, Biologia, Economia e Sistemas de Informação. Os procedimentos envolveram encontros formativos, oficinas pedagógicas, territorialização e análise de indicadores socioterritoriais e clínico-epidemiológicos das microáreas. A coleta de dados utilizou ferramentas de georreferenciamento, como o Google My Maps, para construção de mapas temáticos. A análise baseou-se na reflexão crítica das práticas em saúde, respeitando os princípios do SUS.O estudo seguiu a Resolução CNS nº 466/12, com aprovação por Comitê de Ética (parecer nº 8.373.145). Os resultados evidenciaram desenvolvimento de competências interprofissionais e caracterização do território, identificando fragilidades estruturais e potencialidades como o vínculo comunitário. Destaca-se a criação de sala de situação para monitoramento de 10 gestantes, associando vulnerabilidade ao risco clínico, otimizando a busca ativa e o pré-natal. Conclui-se que o projeto fortaleceu a formação crítica e colaborativa, evidenciando que a saúde digital qualifica a tomada de decisão na Atenção Primária. Como limitações, destacam-se dificuldades de conciliação de horários, sugerindo ampliar o uso de tecnologias e a articulação entre universidade e rede de saúde.
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PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA: AÇÕES INTERSETORIAIS NO COMBATE À OBESIDADE INFANTIL E FORTALECIMENTO DA VIGILÂNCIA
MARIA ALICE SALES RODRIGUES; Giovanna da Silva Girão Nobre Pitombeira
O Programa Saúde na Escola (PSE), instituído pelo Decreto nº 6.286/2007, é uma importante estratégia de integração entre os setores da saúde e educação. Este estudo parte da preocupação com dois desafios atuais: o aumento da obesidade infantil e a baixa cobertura vacinal, fatores que impactam diretamente o desenvolvimento das crianças no ambiente escolar. O objetivo é descrever a experiência da implementação de ações preventivas e educativas do PSE junto a estudantes do ensino fundamental, focadas na promoção de hábitos saudáveis e na atualização da situação vacinal. Trata-se de um relato de experiência de natureza descritiva e qualitativa, realizado em uma escola de Ensino Infantil e Ensino Fundamental, no município do Crato-CE, no dia 30 de março de 2026. A população-alvo consistiu em alunos do 1º e 2º ano do ensino fundamental e as atividades foram conduzidas pela Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva da Universidade Regional do Cariri em parceria com a Estratégia de Saúde da Família e eMULT. As ações incluíram o uso de uma ferramenta visual pedagógica sobre o açúcar em ultraprocessados, atividade lúdica de pintura, exercícios físicos orientados e verificação dos cartões de vacina. A técnica de análise foi a observação participante com devolutiva coletiva imediata. Por se tratar de um relato de experiência sem identificação nominal, respeitou-se os preceitos éticos de autonomia e sigilo. A análise demonstrou que os discentes atingiram domínio satisfatório dos conceitos, diferenciando alimentos nutritivos de prejudiciais. A estratégia do "açúcar oculto" funcionou como um potente dispositivo de sensibilização, gerando surpresa e reflexão crítica imediata sobre a obesidade. A verificação vacinal permitiu identificar pendências específicas em tempo real, integrando a vigilância epidemiológica ao cotidiano escolar e transformando a escola em um polo de cuidado integral e busca ativa. Conclui-se que ações intersetoriais de promoção à saúde são eficazes e possuem alto potencial transformador no ambiente escolar. Os resultados alcançados reforçam a importância do lúdico na educação em saúde. Como limitações, aponta-se o caráter pontual da intervenção, sugerindo o acompanhamento longitudinal do impacto dessas ações nos indicadores antropométricos, nutricionais e de cobertura vacinal da UBS do território.
Palavras-chave: Obesidade infantil,Vigilância vacinal,Colaboração intersetorial,Saúde na escola
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MIKAELLE BATISTA DA SILVA; Vanessa Carlos Santos; Dandara Guerra Bezerra; Mariana Ribeiro Pinheiro; Lara Ellen Brandão Batista Lima; Célida Juliana de Oliveira
A obesidade configura-se como um importante problema de saúde pública, estando diretamente associada ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial, diabetes mellitus e dislipidemias. Entre adolescentes e jovens, observa-se crescimento significativo da prevalência de excesso de peso, relacionado a hábitos alimentares inadequados e ao sedentarismo. De acordo com o Ministério da Saúde do Brasil, cerca de 19,4% dos adolescentes brasileiros apresentam excesso de peso e 6,7% já se encontram obesos, evidenciando o crescimento desse problema nessa população. Objetivou-se relatar a experiência de uma oficina educativa sobre obesidade e os fatores de risco cardiovascular realizada com estudantes de uma escola profissionalizante. Trata-se do relato da experiência de uma oficina educativa realizada com estudantes do ensino médio integrado ao técnico profissionalizante localizada no interior do Ceará. A atividade foi desenvolvida por acadêmicos de enfermagem vinculados ao Grupo de Pesquisa em Saúde Cerebrovascular da Universidade Regional do Cariri em abril de 2026, com a participação de 35 estudantes, com faixa etária entre 14 e 17 anos. Para o desenvolvimento da oficina, foram utilizadas metodologias ativas, incluindo roda de conversa, exposição dialogada e dinâmicas interativas, como um jogo de tabuleiro, abordando temas como obesidade, alimentação saudável, prática de atividade física e prevenção de doenças cardiovasculares. Observou-se que os estudantes já possuíam conhecimento acerca da obesidade e sua relação com as doenças cardiovasculares, demonstrando familiaridade com fatores como alimentação inadequada e sedentarismo, os quais foram fortalecidos e aprofundados durante a atividade. A utilização de uma estratégia lúdica mostrou-se eficaz para promover o engajamento, a participação ativa e a troca de saberes entre os participantes. Destaca-se a importância de ações educativas no ambiente escolar como estratégia para a promoção da saúde e prevenção de doenças cardiovasculares, especialmente entre jovens. Além disso, a experiência contribuiu para a formação acadêmica dos estudantes de Enfermagem, ao possibilitar o desenvolvimento de habilidades relacionadas à educação em saúde e ao cuidado integral.
Palavras-chave: Obesidade, Doenças Cardivasculares, Educação em Saúde
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OFICINA EDUCATIVA COM ADOLESCENTES SOBRE RECONHECIMENTO E PREVENÇÃO DA VIOLÊNCIA NAS RELAÇÕES AMOROSAS: RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARIA HARYADYA PEREIRA DEODATO ; CICERA RAYANE DA SILVA; KÊMILLY LEITE BARROS
A violência nas relações amorosas é um crescente problema de saúde pública, tendo impactos relevantes nas questões físicas,psicológicas e sociais das vítimas e pessoas próximas,especialmente crianças e jovens. Nesse contexto, a promoção de ações de educação em saúde são fundamentais para o enfrentamento e superação dessa problemática.Objetivou-se, portanto, relatar a vivência de uma proposta de oficina educativa voltada ao reconhecimento e prevenção da violência nas relações amorosas com adolescentes. Este estudo se trata de um relato de experiência, desenvolvido por uma acadêmica de Enfermagem de uma universidade pública localizada na cidade de Crato-Ce. A atividade ocorreu com estudantes do ensino médio em uma escola pública da região, em abril de 2026, estruturada em cinco momentos: acolhimento, apresentação da problemática, exposição dialogada sobre os tipos de violência, consequências, orientações de prevenção e enfrentamento, e encerramento com debriefing. Evidenciou-se que a participação integrada foi fundamental para o desenvolvimento coletivo do conhecimento, possibilitando reflexão crítica sobre a violência nas relações. Ademais,por meio de uma dinâmica com cartões ilustrativos que abrangem situações vivenciadas por casais,os participantes deveriam classificá-las como indicativas de relacionamento saudável ou abusivo,notou-se que, embora os adolescentes tenham demonstrado evolução na compreensão sobre os tipos de violência nas relações amorosas, ainda persistem concepções que dificultam a identificação de comportamentos abusivos, especificamente os de natureza psicológica e emocional. Nesse sentido, a oficina consistiu em uma estratégia importante para a ampliação do debate e da problematização de comportamentos abusivos enraizados, oportunizando a ressignificação de conceitos previamente estabelecidos, além de reforçar a legitimidade da educação em saúde como uma prática profissional transformadora. Além disso, o uso de metodologias ativas demonstrou ser uma estratégia eficaz que promove o engajamento dos participantes e que facilita a construção do saber. Portanto, conclui-se que a oficina educativa contribuiu de forma significativa para a ampliação do debate e conhecimento dos adolescentes sobre a violência nas relações amorosas, pois promoveu um maior reconhecimento de práticas abusivas. Entretanto, compreende-se a necessidade de abordagens contínuas a respeito dessa temática, visando maior independência e senso crítico entre jovens.
Palavras-chave: Exposição à violência, Adolescentes, Educação em saúde
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VIVÊNCIAS E ESTÁGIOS NA REALIDADE DO SUS (VER-SUS): RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARIA CLARICE AGUSTINHO ALVES ; Ashiley Isadora Alves Ferreira; Bianca Gabryelle Araújo dos Santos; Mateus Sampaio de Oliveira; Tarcilândia Vieira Gomes Brito
O Sistema Único de Saúde (SUS) foi instituído em 1988 pela Constituição Federal e é fundamentado nos princípios da universalidade, integralidade e equidade. Nesse contexto, o programa Vivências e Estágios na Realidade do SUS (VER-SUS) é uma iniciativa do Ministério da Saúde, fundamentado a partir do Plano Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS) que propõe uma imersão educativa nas múltiplas realidades do SUS. Objetivou- se, portanto, relatar a experiência vivenciada por estudantes de graduação em saúde durante uma das edições do VER-SUS, destacando os aprendizados construídos. Trata-se de um relato de experiência, de caráter descritivo e reflexivo, baseado na participação em uma vivência imersiva no SUS que ocorreu na região do Cariri cearense entre 02 e 06 de março de 2026. As atividades ocorreram nos municípios de Crato, Salitre e Juazeiro do Norte, incluindo comunidades rurais, quilombolas, população indígena e equipamentos da rede de saúde. Além dos 30 viventes, estiveram presentes três facilitadores, um grupo de monitores composto por alunos da Universidade Regional do Cariri e equipes locais de trabalho. Para tanto, houveram atividades em campo durante o dia e, no período noturno, momentos formativos compostos por oficinas, rodas de conversa e reflexões acerca das experiências. Nesse sentido, a convivência integral dos estudantes potencializou a construção coletiva de conhecimento, o compartilhamento de vivências e a problematização crítica, elementos fundamentais para a consolidação de uma prática profissional ética, sensível e socialmente comprometida. Ademais, foram realizadas visitas a Unidades Básicas de Saúde, ao Centro de Saúde do Trabalhador, e a espaços de relevância sociocultural, como bibliotecas e museus comunitários. Destacaram-se, ainda, debates multidisciplinares com profissionais da saúde e interações significativas com a população, que compartilhou aspectos valiosos de sua cultura, saberes e desafios enfrentados na contemporaneidade. Com isso, a vivência possibilitou compreender o SUS para além da teoria, evidenciando suas potencialidades, desafios e a importância da participação popular. Participar do VER-SUS Cariri 2026 contribuiu para o desenvolvimento de um olhar crítico acerca do cuidado em saúde, compreendendo-o de forma integral, bem como, fortaleceu o compromisso ético e humanizado de utilizar os aprendizados construídos para atuar de forma transformadora em comunidades como as vivenciadas.
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A contação de histórias como ferramenta de educação em saúde em neurociência para crianças
SUMAYA DA SILVA LIMA; Fabrícia Franklin Do Nascimento; Lucas Pereira Inácio; Rayane de Souza Silva; Emmily Petícia do Nascimento Sales
A contação de histórias configura-se como uma estratégia pedagógica lúdica que favorece o processo de ensino-aprendizagem na infância, especialmente quando associada à educação em saúde. Ao estimular imaginação, linguagem, memória e atenção, contribui para a compreensão de conteúdos complexos, como os da neurociência. Considerando que o aprendizado ocorre por meio de estímulos que promovem a formação de conexões neurais, a infância representa uma fase fundamental para esse desenvolvimento. Nesse sentido, o uso de narrativas torna o conhecimento mais acessível e significativo, além de favorecer a adoção de hábitos saudáveis e o desenvolvimento integral da criança. Este estudo tem como objetivo analisar as contribuições da contação de histórias no ensino de conceitos básicos de neurociência para crianças, no contexto da educação em saúde. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada nas bases Google Acadêmico e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando os descritores “Neurociência”, “Ensino”, “Criança” e “Educação em saúde”, combinados pelo operador booleano AND. Foram incluídos textos completos, gratuitos e sem restrição de idioma, sendo excluídas publicações duplicadas ou não relacionadas ao tema.A amostra final foi composta por 5 estudos onde os resultados desta pesquisa evidenciaram que a contação de histórias é uma estratégia eficiente no processo cognitivo infantil, especialmente no ensino de neurociência. O uso de narrativas facilita a compreensão de conteúdos complexos, tornando-os mais acessíveis ao público infantil. Além disso, integra elementos lúdicos, como estímulos visuais, auditivos e emocionais, favorecendo a formação de conexões neurais e estimulando atenção, imaginação, memória e linguagem, funções ligadas ao sistema nervoso central. Nesse sentido, a contação de histórias contribui não apenas para o aprendizado, mas também para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais. Conclui-se que a contação de histórias aproxima conteúdos complexos da realidade das crianças, tornando o aprendizado mais ativo, natural e significativo. O uso de personagens amplia o envolvimento e a compreensão, além de contribuir para a formação de hábitos saudáveis desde a infância.
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A IMPORTÂNCIA DO VIGIAGUA FRENTE A PROMOÇÃO E PREVENÇÃO A SAÚDE
YASMINE DE SOUSA MUNIZ; Maria Eduarda da Silva Santos; Rita de Cássia Gonçalves da Silva; Wisla de Lima Aquino.
O Programa Nacional de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (VIGIAGUA) é uma iniciativa do Ministério da Saúde, que atua diretamente no Sistema Único de Saúde, este, monitora de forma contínua a qualidade da água destinada ao consumo humano. O programa desenvolve ações voltadas à saúde pública, como meio de promoção à saúde e prevenção de doenças de transmissão hídrica, levando em conta as diferentes esferas da sociedade. Este estudo tem objetivo de descrever a importância do programa VIGIAGUA na promoção à saúde, através do monitoramento de água saudável para população. Trata-se de um estudo descritivo, realizado na Universidade Regional do Cariri (URCA). A coleta de dados foi realizada no mês de abril de 2026, por meio de pesquisa no portal oficial do Ministério da Saúde, com foco nas publicações mais recentes sobre o Vigiagua. O Programa Nacional de vigilância da qualidade da água para consumo humano (VIGIAGUA) atua na vigilância da qualidade da água destinada ao consumo humano. Por meio de monitoramento dos parâmetros básicos de qualidade da água realizado rotineiramente pelo setor da saúde nos três tipos de abastecimento de água para consumo humano: sistemas de abastecimentos de água (SAA); soluções alternativas coletivas (SAC); e solução de alternativas individuais (SAI). Onde esse monitoramento segue a Diretriz Nacional do plano de amostragem de vigilância da qualidade da água para o consumo humano, abrangendo os seguintes parâmetros: microbiológicos, físico-químicos e químicos. O Programa realiza a coleta e avaliação da água, além de fiscalizar os sistemas de abastecimentos de água identificando possíveis riscos à saúde da população. Dessa maneira, a partir destes dados coletados o VIGIAGUA promove uma orientação para a população sobre a importância do consumo dessa água segura, formas corretas de abastecimento, contribuindo assim para uma conscientização. Além disso, o VIGIAGUA exerce um papel fundamental na prevenção de doenças de veiculação hídrica, ao identificar precocemente possíveis contaminações e permitir intervenções rápidas reduzindo os riscos à saúde coletiva. Dessa forma, o programa contribui significativamente ao diagnosticar a situação dos abastecimentos de água, avaliar e gerenciar os riscos à saúde a partir das informações geradas e da avaliação do comprimento da norma de potabilidade vigente. Conclui-se que o programa vigiagua constitui um pilar essencial na prevenção de doenças e promoção à saúde da sociedade,fisca
Palavras-chave: Vigiagua,saúde, Prevenção,portabilidade, abastecimento
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ABORDAGEM EDUCATIVA SOBRE HANSENÍASE COM ESTUDANTES DO ENSINO MÉDIO: RELATO DE EXPERIÊNCIA
ELIS REGINA DE SOUSA ALVES ; Livian Gabriele Galdino Gonçalves; Milleny Sampaio da Silva; Evelly da Silva Nascimento; Letícia Vitória Rodrigues de Souza
A hanseníase constitui um importante desafio para a saúde pública. O Brasil é o segundo país em número de casos da doença no mundo. Diante desse contexto epidemiológico, é fundamental romper as barreiras relacionadas à educação em saúde e ampliar o acesso à informação para combater a desinformação e o preconceito, além de impactar na redução da transmissão e do número dos casos. Assim, objetivou relatar uma atividade de educação em saúde realizada por graduandos de Enfermagem junto aos alunos do ensino médio. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, desenvolvido por graduandos de enfermagem da Universidade Regional do Cariri, supervisionados pela preceptora, durante a prática da disciplina de Supervisionado I, em abril de 2026. Foi realizada uma intervenção educativa, em uma escola pública de um município cearense, a qual incluiu a aplicação de um pré-teste, aula expositiva dialogada sobre a hanseníase abordando sinais e sintomas, transmissão e prevenção. Além do uso de tecnologia educacional por meio do bingo educativo em grupos, com as mesmas questões iniciais delineadas sobre o tema. A atividade ocorreu no período diurno com tempo médio de 50 minutos. Os dados foram registrados em um diário de campo, fotos e anotações, sendo posteriormente organizados e analisados. Inicialmente, foi observado o conhecimento limitado dos estudantes, com dúvidas e concepções equivocadas, sobretudo quanto à transmissão e cura da doença. Após a intervenção, verificou-se melhora na compreensão, evidenciada pela participação ativa e maior segurança dos grupos quantos aos acertos das respostas durante o bingo edutativo. Essa estratégia lúdica favoreceu o engajamento dos participantes e a fixação do conteúdo, além de contribuírem para a redução do estigma e maior valorização do reconhecimento dos sinais sugestivo da doença e na busca do diagnóstico precoce. Conclui-se que a intervenção educativa sobre hanseníase junto ao ensino médio, permitiu aos graduandos de enfermagem colaborar com a promoção do conhecimento sobre a temática, auxiliar na desconstrução de equívocos e redução do estigma. Isso reforça a importância da atuação do enfermeiro na educação em saúde no ambiente escolar, como estratégia para disseminação de informações e contribuição na melhoria dos indicadores de saúde pública.
Palavras-chave: Hanseníase,Enfermagem,Educação em Saúde
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AÇÃO COMUNITÁRIA DE SAÚDE REALIZADA POR ESTUDANTES DE ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA
JADE KELLY HONORATO LOPES; Anna Rebeca Lima Monteiro; Ashiley Isadora Alves Ferreira; Bianca Gabryelle Araújo dos Santos; Maria Clarice Agustinho Alves
A promoção da saúde, enquanto estratégia prioritária do Sistema Único de Saúde (SUS), é orientada a partir da Política Nacional de Promoção à Saúde (PNPS), que propõe ações voltadas à melhoria das condições de vida da população. Nesse contexto, a universidade configura-se como um importante agente promotor de saúde, podendo atuar na comunidade através de ações de promoção e prevenção. Além disso, a relação entre universidade e comunidade é também benéfica aos estudantes, pois desenvolvem competências práticas essenciais frente às necessidades reais da população. Assim, objetivou-se relatar a experiência vivenciada por acadêmicos e enfermagem em uma ação comunitária com foco na promoção da saúde. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, desenvolvido em abril de 2026. A ação denominada “Dia D da Saúde Coletiva”, foi realizada no dia 14 de abril de 2026, por acadêmicos do 8° semestre de enfermagem da Universidade Regional do Cariri e discentes da disciplina “Enfermagem no Processo de Cuidar em Saúde Coletiva II”, em uma praça pública na cidade de Crato-CE, contando com a participação de aproximadamente 80 pessoas da comunidade. Durante a ação, foram realizados testes rápidos, aferição de pressão arterial, mensuração de medidas antropométricas e verificação da glicemia capilar. Assim, evidenciou-se a relevância da inserção de estudantes de enfermagem em espaços públicos como estratégia de promoção da saúde. As intervenções desenvolvidas contribuíram para a ampliação do acesso à informação, incentivo ao autocuidado e prevenção de agravos. Observou-se, ainda, o fortalecimento do vínculo e a integração entre os pilares do ensino, serviço e comunidade, além do desenvolvimento de competências técnicas e comunicacionais pelos acadêmicos. A experiência mostra-se alinhada aos princípios da promoção da saúde, ao valorizar práticas participativas, educativas e voltadas às necessidades do território, reforçando o papel da extensão universitária na formação profissional e no impacto social. Conclui-se que a vivência proporcionada pela ação comunitária foi fundamental para a promoção da saúde no território, ampliando o acesso à informação e incentivando práticas de autocuidado. Ademais, destacou-se como estratégia relevante para a formação acadêmica, ao possibilitar a articulação entre teoria e prática, reforçando o papel social da universidade.
Palavras-chave: Promoção da Saúde,Relações Comunidade-Instituição,Saúde Coletiva
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AÇÃO DE ENFERMAGEM EM PRAÇA PÚBLICA PARA PREVENÇÃO E PROMOÇÃO DA SAÚDE COLETIVA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
KARENNE JESSEN DOS SANTOS VIEIRA; Kaylane Gomes Bezerra Silva; Mônica Frutuoso da Silva Oliveira; Yanne Nogueira dos Santos Alencar; Débora Geisiane da Silva Brito
A promoção da saúde e a prevenção de agravos são fundamentais na saúde coletiva, especialmente na Atenção Primária. Porém persistem lacunas no conhecimento sobre condições crônicas e fatores de risco, o que reforça a importância de intervenções educativas contínuas e acessíveis. Logo, o objetivo deste estudo é relatar a experiência de uma ação de enfermagem em praça pública e suas contribuições para a saúde coletiva. Trata-se de um relato de experiência de uma ação realizada em abril de 2026, na macrorregião do Cariri Cearense, por acadêmicos de enfermagem do 8º semestre. A ação foi organizada em quatro estações (medidas antropométricas, glicemia capilar, aferição da pressão arterial e testes rápidos), associadas ao uso de metodologias ativas, como a trilha educativa e a roleta da saúde, com perguntas norteadoras, orientações dialogadas e incentivo à participação dos usuários durante toda a atividade. Observou-se expressiva adesão da comunidade, com participação heterogênea quanto à faixa etária e sexo, incluindo adultos e idosos. Na avaliação antropométrica, identificou-se elevada frequência de sobrepeso e obesidade, além de circunferência abdominal aumentada, indicando risco cardiovascular. Na aferição da pressão arterial, foram observados níveis elevados, incluindo indivíduos sem diagnóstico prévio ou acompanhamento regular. Em relação à glicemia capilar, observaram-se valores alterados compatíveis com risco para diabetes mellitus. Muitos participantes relataram desconhecimento sobre seu estado de saúde, ausência de acompanhamento periódico e dificuldade de acesso aos serviços. Também foram identificados hábitos inadequados, como sedentarismo, alimentação inadequada e baixa adesão a práticas preventivas. As metodologias ativas promoveram maior interação entre equipe e participantes, facilitando a identificação de conhecimentos prévios e equívocos. Essas estratégias estimularam o diálogo, ampliaram o interesse dos usuários e favoreceram a construção do conhecimento de forma acessível. As orientações individualizadas possibilitaram maior compreensão sobre prevenção, autocuidado e mudanças no estilo de vida. Evidencia-se que ações em espaços públicos são eficazes na promoção da saúde e detecção precoce de agravos, além de fortalecer o vínculo com a comunidade e consolidarem o protagonismo da enfermagem, mas seu caráter pontual reforça a necessidade de continuidade dessas intervenções no território para ampliar o impacto na saúde coletiva.
Palavras-chave: Enfermagem,Educação em Saúde Pública,Saúde Coletiva
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AÇÕES EDUCATIVAS DE ACADÊMICOS EM ENFERMAGEM SOBRE DIABETES MELLITUS EM PRAÇA PÚBLICA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
FRANCISCO PEREIRA ALVES; Ana Vitória do Nascimento; Jessica Vitória Barros dos Santos; Levi Santos da Paixão; Ana Vitoria Coelho Alves
A educação em saúde é uma estratégia essencial na enfermagem, promovendo autonomia, segurança e autocuidado dos pacientes. No contexto do Diabetes mellitus, doença crônica caracterizada por hiperglicemia decorrente de alterações na insulina, destacam-se sintomas como poliúria, polidipsia, polifagia, perda de peso, fadiga e visão turva, que, muitas vezes, passam despercebidos, sobretudo em populações com menor acesso aos serviços de saúde. Diante disso, ações educativas acessíveis tornam-se fundamentais. O presente trabalho tem como objetivo relatar a experiência de acadêmicos de enfermagem da Universidade Regional do Cariri (URCA) em uma ação de educação em saúde, como parte da disciplina de saúde coletiva II,, realizada em praça pública no município de Crato-CE. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, conduzido por cinco estudantes do VIII semestre, sob supervisão docente, no dia 14 de abril de 2026. A atividade integrou diversas ações, incluindo verificação de glicemia capilar, pressão arterial, medidas antropométricas e testes rápidos, sendo o foco deste relato a educação sobre Diabetes mellitus. A escolha da praça como local da intervenção mostrou-se eficaz por alcançar um público que nem sempre frequenta unidades de saúde, como pessoas idosas do sexo masculino que frequentam rotineiramente o local. A abordagem despertou interesse, especialmente pela possibilidade de aferir a glicemia, favorecendo a participação e permitindo identificar possíveis alterações. Além disso, fortaleceu o vínculo entre os acadêmicos e a comunidade. Durante a ação, mais de 60 pessoas foram atendidas, sendo utilizadas estratégias educativas com linguagem acessível, como folders informativos elaborados pelos estudantes, abordando prevenção, sinais, sintomas e manejo do diabetes, incluindo os tipos 1, 2 e gestacional. Quando necessárias orientações foram oferecidas para mudanças no estilo de vida, além de encaminhamento para avaliação em casos de alterações glicêmicas. A realização de atividade educativa para além da universidade e unidades de saúde teve impacto positivo tanto para a população quanto para os acadêmicos, ao promover conscientização, prevenção e possível diagnóstico precoce. Além disso, reforça a importância de ações educativas em espaços não convencionais e o papel da enfermagem na promoção da saúde.
Palavras-chave: Educação em saúde,Diabetes mellitus,enfermagem
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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA ATENÇÃO DE SAÚDE À MULHER CLIMATÉRICA: UMA REVISÃO DA LITERATURA
LARA ELLEN BRANDÃO BATISTA LIMA
O climatério representa uma fase fisiológica de transição reprodutiva na mulher, marcada por alterações hormonais que impactam no conforto e na qualidade de vida, manifestando sintomas como ondas de calor, insônia, ressecamento vaginal e ganho de peso, podendo ser considerados como ‘’síndrome climatérica". Na Atenção Primária à Saúde (APS), é ideal que o cuidado seja planejado e direcionado para a promoção de autonomia e bem-estar longitudinal, o que justifica a pergunta: como a enfermagem atua no cuidado à mulher climatérica na APS?. O objetivo baseia-se em compreender , com base na literatura científica, a atuação da enfermagem no cuidado à mulher climatérica na APS. Trata-se de uma revisão da literatura, de abordagem qualitativa, realizada em abril de 2026. Buscou-se artigos na Biblioteca Virtual em Saúde, selecionando-se as bases de dados (LILACS, MEDLINE, BDENF, CVSP-Brasil), publicados nos últimos dez anos e utilizando-se os Descritores em Ciências da Saúde (Atenção Primária; Enfermagem; Saúde da Mulher; Climatério), resultando, então, em uma amostra de 9 artigos que foram lidos e analisados na íntegra Os resultados revelam que o enfermeiro deve se basear no cuidado integral holístico, sistematizado mediante o Processo de Enfermagem, realizando escuta ativa e orientações em diversos aspectos. A identificação precoce de Síndrome Geniturinária da Menopausa por meio da anamnese e do exame físico permite a implementação de modalidades terapêuticas como estrogenioterapia tópica, indicação de lubrificantes e outras medidas que visam reduzir as complicações. Além da monitoração, em especial, da pressão arterial, para o acompanhamento integral e prevenção de riscos cardiovasculares. Porém, as ações limitam-se a demandas pontuais, exames e encaminhamentos, devido a insegurança e escassez de capacitação nesta temática. Conclui-se, então, que a enfermagem na APS desempenha um papel essencial quanto ao acolhimento, orientação e prevenção, promovendo qualidade de vida pela sistematização da assistência e pela educação em saúde. Entretanto, autores afirmam a necessidade de educação permanente e políticas para capacitação a fim de promover um cuidado seguro e de qualidade para as mulheres assistidas.
Palavras-chave: Saúde da Mulher, Atenção Primária, Climatério
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Atuação do PET Saúde no mapeamento territorial e análise de riscos em comunidade urbana
MARIA LUANA FIDELES DOS SANTOS ; Sandra Nyedja de Lacerda Matos; Sthefanny Bernardino Dantas de Oliveira; Marco Antônio Andrade Audi de Menezes; Dávilla Vitória Pinheiro Barbosa de Souza
O Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde) constitui uma importante estratégia de integração entre ensino, serviço e comunidade, contribuindo para a formação acadêmica e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse contexto, a atuação do PET-Saúde no mapeamento territorial e na análise de riscos em comunidade urbana possibilita a identificação das necessidades locais, vulnerabilidades sociais e fatores que interferem no processo saúde-doença. O presente estudo tem como objetivo descrever a contribuição do PET-Saúde no reconhecimento territorial e na análise situacional de riscos em uma comunidade urbana. Trata-se de um relato de experiência, desenvolvido por acadêmicos e profissionais vinculados ao programa, por meio de visitas nas ruas, observação do território, coleta de dados sociodemográficos e identificação de riscos ambientais, sanitários e sociais. Entre os principais achados, destacaram-se áreas com saneamento precário, acúmulo de resíduos sólidos em terrenos baldios, presença de vetores, vulnerabilidade socioeconômica. A experiência favoreceu a construção de estratégias intersetoriais, ações educativas e planejamento de intervenções voltadas à promoção da saúde e prevenção de agravos. Conclui-se que o PET-Saúde desempenha papel relevante no fortalecimento da atenção primária, ao estimular a formação crítica dos estudantes e promover ações baseadas nas reais demandas do território.
Palavras-chave: Territorialização, Vulnerabilidade em saúde, Pet-saúde, Atenção primária a saúde, Comunidade urbana
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CAPACITAÇÃO EM ALEITAMENTO MATERNO NO PROJETO AMAMENTA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
JESSICA VITÓRIA BARROS DOS SANTOS ; Vivian de Oliveira Cavalcante; Heloisa Navlidi Góes de Sousa; Simone Soares Damasceno
O aleitamento materno exclusivo até os seis meses configura-se como estratégia essencial para redução da morbimortalidade infantil, fortalecimento do vínculo materno-infantil e promoção da saúde materna. Entretanto, dificuldades relacionadas à pega incorreta, insegurança materna e ausência de orientação qualificada podem favorecer o desmame precoce e o aparecimento de intercorrências, como a fissura mamilar. Objetivou-se relatar a experiência de acadêmicas de Enfermagem durante capacitação para atuação no Projeto de Extensão AmamentaURCA: ambulatório de assistência de enfermagem em aleitamento materno no contexto hospitalar. Trata-se de estudo descritivo, do tipo relato de experiência, vivenciado no período de junho a setembro de 2025, composto por três encontros teóricos e seis momentos de práticas supervisionadas no setor de Alojamento Conjunto do Hospital e Maternidade São Camilo, em Crato-CE. As capacitações abordaram bases fisiológicas da lactação, benefícios do aleitamento materno, manejo clínico, técnicas de posicionamento e pega correta, prevenção de fissuras mamilares e estratégias de educação em saúde para promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno. Nas vivências práticas, as acadêmicas prestaram apoio às parturientes e puérperas com dificuldades na amamentação, realizando orientações individualizadas, correção de pega inadequada, incentivo à livre demanda e acolhimento emocional. Observou-se elevada frequência de dúvidas, ansiedade e desconhecimento sobre o processo de amamentar, evidenciando a necessidade de assistência especializada ainda no ambiente hospitalar. A experiência favoreceu o desenvolvimento de competências técnico-científicas, comunicação terapêutica, empatia e maior segurança profissional das discentes. Conclui-se que as capacitações do referido contribuíram significativamente para a formação acadêmica e para o fortalecimento das práticas de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, reafirmando a relevância da extensão universitária na articulação ensino-serviço-comunidade.
Palavras-chave: Aleitamento Materno,Educação em enfermagem,Maternidade
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CLUBE DE LEITURA “PALAVRAS QUE CUIDAM”: ESTRATÉGIA EXTENSIONISTA PARA A FORMAÇÃO HUMANÍSTICA EM SAÚDE
LUYSE TAVARES VELOSO DE QUEIROZ; SOFIA MARTINS TEIXEIRA
A formação em saúde, ao longo do tempo, tem sido marcada pela valorização de aspectos técnico-científicos, deixando em segundo plano dimensões subjetivas, culturais e humanísticas do cuidado. Nesse contexto, estratégias que promovam a reflexão crítica, a escuta sensível e a ampliação do olhar sobre o processo saúde-doença tornam-se essenciais. A literatura, nesse sentido, configura-se como uma ferramenta potente para favorecer a sensibilização, a empatia e a construção de sentidos no cuidado em saúde. O objetivo deste estudo é relatar a experiência de alunas na implementação de um clube de leitura como estratégia extensionista voltada à humanização na formação em saúde. Trata-se de um relato de experiência vivenciado por discentes participantes do projeto de extensão “Clube de Leitura: Palavras que Cuidam”, implementado em 2026 e vinculado à Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Regional do Cariri. O projeto conta atualmente com 18 colaboradores, entre estudantes do curso de Enfermagem da URCA, do curso de Licenciatura em Letras Português/Espanhol do Instituto Federal do Ceará (IFCE), Campus Crato, além de docentes e profissionais da assistência. A experiência, até o momento, compreende a curadoria das obras literárias, realizada pelos acadêmicos de Letras do IFCE, fortalecendo a interdisciplinaridade; articulações com instituição hospitalar para definição do cronograma de atividades, bem como para viabilizar a participação ativa dos profissionais de saúde nas discussões; realização de reunião com representante da Rede HumanizaSUS, visando alinhar a proposta às diretrizes da Política Nacional de Humanização e reunião com representante da Rádio Carrapato, com o intuito de ampliar a divulgação do projeto e fomentar o diálogo com a comunidade. Como marco inicial do planejamento, destaca-se a escolha do conto Fita verde no cabelo, de João Guimarães Rosa, cuja abordagem possibilita reflexões sobre finitude, cuidado, subjetividade e sentidos da experiência humana no processo saúde-doença. Espera-se, portanto, aprofundar o diálogo com políticas públicas de humanização, fortalecendo a integração entre ensino, serviço e comunidade. Desse modo, conclui-se que o “Clube de Leitura: Palavras que Cuidam” configura-se como uma estratégia extensionista promissora ao integrar cultura, educação e saúde, contribuindo para a formação de profissionais mais críticos, sensíveis e comprometidos com o cuidado integral e humanizado.
Palavras-chave: Literatura, Humanização da Assistência,Ensino
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CUIDADO QUE BROTA: DIÁLOGO ENTRE SABER POPULAR E FITOTERAPIA CIENTÍFICA NA ATENÇÃO AMBULATORIAL ESPECIALIZADA
MARIA ALICE SALES RODRIGUES; Cicera Marinho Gonçalves
A Fitoterapia, pilar da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), constitui uma estratégia de cuidado integral que valoriza o conhecimento tradicional na Saúde Coletiva. Entretanto, o senso comum de que substâncias naturais são isentas de riscos fomenta o uso indiscriminado, prática alertada por órgãos sanitários devido aos riscos de toxicidade e interações medicamentosas. A vulnerabilidade do uso empírico sem orientação exige mediação técnica para assegurar a eficácia terapêutica e a segurança do paciente. Diante desse cenário, o objetivo é descrever uma ação de educação em saúde para o uso racional da fitoterapia, integrando saberes populares às evidências científicas. Trata-se de um relato de experiência de natureza qualitativa e descritiva, realizado em uma Policlínica nível II, localizada na região do Cariri, no Ceará, durante a Residência em Saúde Coletiva (URCA),em abril de 2026, com usuários da unidade. A intervenção ocorreu em salas de espera, em dois momentos diferentes, nas datas 16 e 24, mediante utilização de folders e momentos de educação em saúde. A avaliação da ação baseou-se na observação das interações e nos feedbacks coletados durante a atividade. Os preceitos éticos foram resguardados pelo sigilo profissional e pela natureza assistencial da atividade. Os resultados demonstram que a maioria utiliza a fitoterapia, baseando-se na herança familiar, persistindo o mito da inocuidade em quase a totalidade dos participantes. Identificou-se que menos da metade dos usuários reconhecem o risco de interações com medicamentos alopáticos, a maioria omite o uso das plantas aos profissionais de saúde e uma minoria relatou mal-estar após o consumo. A escuta ativa permitiu identificar usos inadequados e promover orientações sobre toxicidade, identificação botânica via Memento Fitoterápico, além da distinção técnica entre infusão e decocção. Conclui-se que o saber popular, quando respaldado pela ciência, potencializa o autocuidado e a autonomia. Intervenções breves em salas de espera mostram-se eficazes na educação em saúde, apesar da rotatividade do público. Sugere-se a implementação de protocolos de registro do uso da fitoterapia nos prontuários para monitoramento da segurança do paciente.
Palavras-chave: Fitoterapia,Educação em saúde,Conhecimento popular,Segurança do paciente
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Documentário à reflexão crítica: aplicação do arco de Maguerez no ensino das políticas públicas de saúde
ANA VITÓRIA DO NASCIMENTO ; Ashiley Isadora Alves Ferreira; Bianca Gabryelle Araújo dos Santos; Maria Clarice Agustinho Alves; Paloma de Aguiar Lopes
Historicamente, as políticas públicas de saúde no Brasil foram marcadas por desigualdades no acesso, influenciadas por interesses político-econômicos, o que evidencia desafios na compreensão crítica desses processos no contexto da formação em saúde. Nesse sentido, emerge como problema do estudo a necessidade de estratégias pedagógicas que favoreçam a aprendizagem crítica e reflexiva sobre a construção e os desafios do Sistema Único de Saúde (SUS). Justifica-se a adoção de metodologias ativas por sua capacidade de aproximar teoria e prática, estimulando o protagonismo discente e a análise contextualizada da realidade. O estudo apresenta como relevância a contribuição para a qualificação do ensino em saúde, fortalecendo a formação de profissionais comprometidos com os princípios do SUS. Objetivou-se relatar a experiência de ensino-aprendizagem a partir da utilização da Metodologia da Problematização, com base no Arco de Maguerez, por meio da exibição de um documentário sobre a história das políticas públicas de saúde no Brasil. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, realizado em abril de 2026, no contexto da disciplina de Gestão em Saúde. A atividade foi estruturada em cinco etapas: observação da realidade, mediante exibição do documentário; identificação dos pontos-chave, destacando desigualdades históricas, conflitos e determinantes sociais; teorização, articulando os achados com referenciais do SUS e da Reforma Sanitária; elaboração de hipóteses de solução, com proposição de estratégias para enfrentamento dos desafios do sistema; e aplicação à realidade, refletindo sobre a prática profissional no SUS. A análise evidenciou a construção histórica das políticas de saúde, marcada por avanços e persistência de desafios, como subfinanciamento e desigualdades regionais, além do fortalecimento da participação social como conquista democrática. Conclui-se que a utilização do Arco de Maguerez favoreceu a aprendizagem crítica e reflexiva, contribuindo para a formação de profissionais mais preparados para atuar no SUS.
Palavras-chave: Políticas Públicas de Saúde, Sistema Único de Saúde, Educação em Saúde
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EDUCAÇÃO EM SAÚDE COMO ESTRATÉGIA PARA ADESÃO AO TRATAMENTO EM PESSOAS COM DOENÇAS CRÔNICAS
ASHILEY ISADORA ALVES FERREIRA ; Ana Vitória do Nascimento; Mateus Sampaio de Oliveira; Bianca Gabryelle Araujo dos Santos; Maria Clarice Agustinho Alves
O diagnóstico de uma doença crônica impõe mudanças significativas no estilo de vida, exigindo adaptação ao uso contínuo de medicamentos, acompanhamento regular e reorganização da rotina, o que pode demandar tempo até a plena aceitação da condição. Nesse cenário, a educação em saúde configura-se como ferramenta essencial, por possibilitar a construção de conhecimentos, o fortalecimento da autonomia e o estímulo à adesão terapêutica. Diante disso, objetivou-se analisar, na literatura científica, a relevância da educação em saúde como estratégia promotora da adesão ao tratamento em pessoas com doenças crônicas. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada em abril de 2026, nas bases de dados BDENF, LILACS (via Biblioteca Virtual em Saúde) e PubMed, utilizando os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Educação em Saúde”, “Doença Crônica” e “Autocuidado”, combinados pelo operador booleano AND. Foram incluídos artigos completos, disponíveis na íntegra, nos idiomas português, inglês e espanhol, que respondessem à questão norteadora do estudo. Excluíram-se publicações duplicadas, literatura cinzenta e estudos que não abordavam a temática proposta. Após a triagem inicial de 21 artigos, cinco estudos compuseram a amostra final. Os achados evidenciaram que a educação em saúde constitui estratégia indispensável para ampliar o conhecimento e promover autonomia de pacientes e cuidadores, especialmente entre indivíduos com baixa escolaridade ou em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Observou-se melhora na adesão ao tratamento, no autocuidado e no controle clínico, além da redução de impactos psicossociais relacionados à doença crônica. Destacou-se ainda que intervenções educativas associadas ao suporte contínuo favorecem mudanças sustentáveis no estilo de vida, fortalecimento do vínculo entre profissionais e usuários, bem como maior participação familiar no processo de cuidado. Os estudos ressaltam que tais ações devem ser conduzidas por profissionais qualificados, capazes de estabelecer relação de confiança e comunicação efetiva com o público assistido. Conclui-se que a educação em saúde deve ser incorporada como estratégia permanente nos serviços de saúde, visando capacitar pacientes e cuidadores para o autocuidado, promover troca de saberes e experiências e fortalecer a corresponsabilização no tratamento.
Palavras-chave: Educação em saúde, autocuidado,doença crônica
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EDUCAÇÃO EM SAÚDE COMO FERRAMENTA DE EMPODERAMENTO COMUNITÁRIO DE ENFERMAGEM: UMA REVISÃO NARRATIVA
JANAINA TAVARES MOURA ; LUYSE TAVARES VELOSO DE QUEIROZ; SOFIA MARTINS TEIXEIRA
A educação em saúde tem se consolidado como uma estratégia fundamental no fortalecimento das práticas de cuidado no âmbito da enfermagem, especialmente diante das transformações sociais e das necessidades crescentes de promoção da saúde e prevenção de agravos. Nesse sentido, justifica-se a relevância do tema pela necessidade de práticas mais participativas e inclusivas, que favoreçam o empoderamento comunitário e a corresponsabilidade no cuidado em saúde. Este estudo tem como objetivo analisar a educação em saúde como ferramenta de empoderamento comunitário na enfermagem. Trata-se de uma revisão narrativa, de natureza qualitativa, realizada em Abril de 2026 por meio de levantamento bibliográfico em bases de dados científicas na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), nas bases de dados SCIELO, LILACS e BDENF, utilizando os Descritores em Ciência da Saúde (DeCS) “educação em saúde”, ”enfermagem”, “participação da comunidade”. Foram incluídos estudos publicados entre 2016 e 2026, nos idiomas português, inglês e espanhol, que abordassem a temática de práticas educativas em saúde no contexto comunitário e a atuação da enfermagem. Foram selecionados artigos científicos, revisões de literatura e documentos oficiais disponíveis na íntegra. Foram excluídos estudos duplicados, publicações fora do recorte temporal, textos incompletos e aqueles que não apresentavam relação direta com o tema proposto. Do total de 961 estudos identificados, 4 foram selecionados para compor a revisão. Os resultados evidenciam que a educação em saúde fortalece o protagonismo dos indivíduos, estimula a participação social e contribui para a construção coletiva do cuidado, ampliando o vínculo entre profissionais de enfermagem e comunidade. Além disso, favorece a promoção da saúde e a prevenção de doenças por meio de estratégias como rodas de conversa, círculos de cultura e ações educativas participativas. Conclui-se que a educação em saúde é uma ferramenta potente para o empoderamento comunitário, possibilitando uma prática de enfermagem mais crítica, reflexiva e transformadora. Desse modo, fortalece-se a autonomia dos sujeitos e a construção coletiva do cuidado em saúde.
Palavras-chave: Educação em saúde, Enfermagem,Participação da Comunidade
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EDUCAÇÃO EM SAÚDE E PREVENÇÃO DO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO EM IDOSOS: RELATO DE EXPERIÊNCIA
NICOLE HORRARA GONÇALVES AMORIM; Cícera Rayane Silva; Cícera Lívia Alves Oliveira
O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) configura-se como uma das principais causas de óbitos e hospitalizações no Brasil, sendo a população idosa a mais vulnerável devido às alterações fisiológicas do envelhecimento e à presença de comorbidades. Na terceira idade, o IAM frequentemente apresenta uma clínica silenciosa ou atípica, o que retarda a busca por assistência médica e piora o prognóstico. Diante desse cenário, este trabalho relata uma ação de educação em saúde realizada por uma bolsista do projeto de extensão "Cuide do Coração", desenvolvida em parceria com o programa Universidade Aberta à Terceira Idade (UNATI). A atividade objetivou promover o letramento em saúde sobre a prevenção cardiovascular por meio de uma abordagem interativa e dialógica. Inicialmente, discutiu-se a fisiopatologia do infarto, enfatizando a obstrução do fluxo sanguíneo coronariano e a importância do controle de fatores de risco como a hipertensão arterial e a dislipidemia. Um diferencial da ação foi a orientação sobre sinais de alerta atípicos, desmistificando a dor precordial como único sintoma. Para consolidar o aprendizado, utilizou-se a estratégia lúdica “Semáforo do Coração”, onde os participantes classificavam condutas de risco e proteção através de cores, verde (hábitos saudáveis), amarelo (atenção) e vermelho (hábitos nocivos).. Em conjunto, realizou-se a aferição da pressão arterial e orientações individualizadas de enfermagem para o autocuidado e prevenção do IAM.. A intervenção permitiu observar que a articulação entre projetos de extensão universitária é capaz de reduzir lacunas de conhecimento e fortalecer a autonomia do idoso no autocuidado. Conclui-se que o compartilhamento de saberes científicos em linguagem acessível é uma ferramenta eficaz na prevenção primária do infarto agudo do miocárdio e na promoção da saúde cardiovascular comunitária.
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Educação em saúde no contexto escolar: relato de experiência de acadêmicos de enfermagem com adolescentes
VANESSA CARLOS SANTOS; Ana Karolina Bezerra da Costa; Mikaelle Batista da Silva Lobo; Soraya Magnarya Félix Miranda; Marcela Duarte Dumont Natividade
A adolescência constitui um período marcado por intensas transformações biopsicossociais, frequentemente associado a vulnerabilidades relacionadas à saúde, como baixa adesão ao autocuidado, exposição a comportamentos de risco e fragilidades no acesso à informação qualificada. Nesse contexto, a escola configura-se como espaço estratégico para o desenvolvimento de ações de promoção da saúde, justificando a realização de intervenções educativas que favoreçam a formação de sujeitos críticos e autônomos. Diante disso, objetivou-se relatar a experiência de acadêmicos de enfermagem no desenvolvimento de ações de educação em saúde com adolescentes no ambiente escolar. Trata-se de um estudo descritivo, de natureza qualitativa, do tipo relato de experiência, vinculado ao projeto de extensão “Saúde na Escola: Adolescer com Saúde”, realizado em uma escola pública. As atividades ocorreram ao longo do período letivo, de agosto a dezembro de 2025 com participação de adolescentes regularmente matriculados, selecionados por adesão às ações. As intervenções foram planejadas a partir de demandas identificadas junto à comunidade escolar, em articulação com professores e gestores. A coleta de dados ocorreu por meio de observação participante, registros em diário de campo e escuta qualificada durante as atividades. Utilizaram-se metodologias ativas, como rodas de conversa, oficinas educativas, dinâmicas de grupo e atividades lúdicas, abordando temas como saúde mental, autoestima, alimentação saudável, prevenção de infecções sexualmente transmissíveis, uso de álcool e outras drogas, autocuidado e cultura de paz. A análise deu-se de forma descritiva e interpretativa. Foram respeitados os princípios éticos, garantindo anonimato dos participantes. Observou-se elevada adesão dos adolescentes, com participação ativa e interesse nas temáticas abordadas, favorecendo a construção coletiva do conhecimento e o fortalecimento do protagonismo juvenil. Evidenciou-se ampliação do entendimento sobre práticas de promoção da saúde e prevenção de agravos. Para os acadêmicos, a experiência contribuiu para o desenvolvimento de competências comunicativas, educativas e críticas. Logo, as ações extensionistas no ambiente escolar são estratégias eficazes para promoção da saúde, redução de vulnerabilidades e fortalecimento da formação em enfermagem. Como limitação, destaca-se o caráter descritivo da experiência, sugerindo-se novos estudos que avaliem o impacto dessas ações a longo prazo.
Palavras-chave: Adolescente, educação em saúde,enfermagem, promoção da saúde
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EDUCAÇÃO EM SAÚDE PARA CUIDADORES DE PESSOAS COM ESTOMIA DE ELIMINAÇÃO ACAMADAS : RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARIA GABRIELA IZIDIO RODRIGUES; Cicera Hellen da Silva; Levi Santos da Paixão; Nathylle Regia de Sousa Caldas; Lucas Mateus Figueiredo Nascimento
A estomia de eliminação consiste em uma abertura cirúrgica destinada à excreção de fezes ou urina quando o trânsito natural encontra-se comprometido. Após a alta hospitalar, o manejo desse dispositivo passa a integrar o cotidiano domiciliar, exigindo cuidados contínuos e educação em saúde voltada ao paciente e seus cuidadores, especialmente quando se trata de indivíduos acamados, cuja responsabilidade recai integralmente sobre o cuidador familiar. Desse modo, o trabalho objetiva descrever a atuação de acadêmicos de enfermagem na educação em saúde de cuidadores de pessoas com estomia de eliminação acamadas, em ambulatório de estomaterapia, destacando sua contribuição para a continuidade do cuidado. Trata-se de um estudo descritivo, qualitativo, do tipo relato de experiência, desenvolvido a partir das vivências de acadêmicos de enfermagem em um ambulatório de estomaterapia de uma universidade pública do interior do Ceará, entre julho e dezembro de 2025. Os participantes foram cuidadores de pacientes restritos ao leito, impossibilitados de comparecer presencialmente ao serviço. As ações educativas ocorreram por meio de atendimentos presenciais, contemplando orientações sobre troca da bolsa coletora, cuidados com a pele periestomal e identificação de complicações, além de atividades práticas com simulação e uso de bonecos. Os resultados evidenciaram inicialmente elevado nível de insegurança e medo dos cuidadores quanto ao manejo do estoma, associado ao desconhecimento técnico e ao receio de complicações. A implementação de estratégias educativas e práticas favoreceu a redução dessas barreiras, promovendo o desenvolvimento de habilidades, o aumento da confiança e a execução segura dos cuidados domiciliares. A escuta qualificada permitiu o compartilhamento de experiências, angústias e dificuldades, fortalecendo o vínculo entre cuidadores e acadêmicos, contribuindo para um cuidado mais humanizado. Conclui-se que a educação em saúde é uma estratégia essencial para a promoção da autonomia, prevenção de complicações e qualificação do cuidado domiciliar em pessoas com estomia intestinal acamadas. Destaca-se a relevância da atuação dos acadêmicos de enfermagem, que, ao integrarem teoria e prática, contribuem para a melhoria da assistência e para sua própria formação, desenvolvendo competências clínicas, comunicacionais e humanas essenciais para o cuidado em saúde.
Palavras-chave: Educação em saúde,Estomias,Pessoas acamadas
Oral
EDUCAÇÃO EM SAÚDE SOBRE AVC COMO ESTRATÉGIA DE CUIDADO À POPULAÇÃO IDOSA
LARA ELLEN BRANDÃO BATISTA LIMA; ANA KAROLINA BEZERRA DA COSTA; LETÍCIA DÍVINA DE SOUSA GOMES
O Acidente Vascular Cerebral trata-se de uma condição clínica de emergência causada pela interrupção súbita do fluxo sanguíneo para o cérebro, atingindo cerca de uma a cada quatro pessoas e apresentando predomínio de mortalidade em pessoas com idade superior aos 65 anos. Nessa perspectiva, a educação sobre a temática voltada para o público idoso é essencial para a promoção da saúde, envolvendo aspectos como informação em práticas preventivas, identificação de sinais e possíveis manejos de intervenção. Além de proporcionar qualidade de vida, participação ativa, autonomia e independência para a população, se configurando como uma ferramenta fundamental na prática da enfermagem para o cuidado ampliado. Portanto, o presente estudo tem como finalidade relatar a experiência de participantes do projeto de extensão ‘’Minhas Rugas, Minha História’’ na promoção de educação em saúde sobre o AVC como estratégia de fortalecimento do conhecimento da população idosa. Trata-se de um relato de experiência, de abordagem qualitativa, sucedido no ano de 2025 em uma instituição parceira do projeto, vinculado à Universidade Regional do Cariri. Participaram da ação em educação 50 alunas, com idades entre 50 e 70 anos. O momento educacional foi sistematizado entre: apresentação inicial, exposição informativa sobre a temática, roda de conversa e finalização com atividade lúdica. A partir da experiência realizada, observou-se interesse significativo por parte das alunas acerca da temática, mantendo-se atentas e engajadas no que refere à exposição do material introdutório. O momento de orientação teve a intenção de ser instigativo quanto ao conhecimento prévio das mesmas, e assim, frente a troca intergeracional, foi possível desenvolver de modo mais fluído e natural o aprimoramento de práticas preventivas, identificação de um possível AVC e intervenções a respeito da doença. A experiência também reforçou a educação em saúde como estratégia eficaz, uma vez que houve, por meio da atividade, o favorecimento da ampliação do conhecimento, contando com o formato adotado pelas extensionistas que busca facilitar a compreensão e a participação ativa. Conclui-se então, que a educação em saúde desempenha forte papel construtor para a autonomia e conhecimento do público idoso, promovendo saúde e informação de relevância para a população. Principalmente, quando desenvolvida de forma apropriada e estratetizada pela enfermagem para o maior engajamento e sucesso das atividades extensionistas.
Palavras-chave: Educação em saúde, Idoso, Enfermagem
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ENFERMAGEM COMO PRÁTICA SOCIAL NA PREVENÇÃO, MANEJO E TRATAMENTO DA DIABETES MELLITUS TIPO 2
NAGILA SILVA FERNANDES ; Ana Clara Alves Domingos; Larissa de Aquino Soares; Maria Jordanna dos Santos Silva; Maria Lívia de Brito Lima
A Diabetes Mellitus de Tipo 2 define-se como um distúrbio metabólico complexo, atingindo diversas interfaces do metabolismo, estando associada à interação genes/ambiente. A enfermidade, compreendida como um significativo problema de saúde pública, atingindo dimensões globais, acomete cerca de 463 milhões de pessoas. Assim, a DM2 é uma das condições crônicas não transmissíveis mais prevalentes, tendo a enfermagem papel central no seu controle, prevenção e tratamento. Destaca-se como objetivo relatar a importância da enfermagem na prevenção, manejo e tratamento de pacientes diagnosticados com DM2. O trabalho trata-se de uma revisão narrativa, baseada em documentos publicamente disponibilizados pela Sociedade Brasileira de Diabetes, e em materiais presentes na base de dados da Biblioteca Virtual em Saúde. Utilizou-se os seguintes descritores DeCS: Diabetes Mellitus de Início no Adulto, Cuidado Centrado no Paciente, Assistência de Enfermagem e Diabetes do Tipo 2 com operador booleano “AND”, resultando em 356 materiais. Após aplicação de filtro para os últimos dez anos e textos completos obteve-se 170 artigos, que após seleção, teve-se como amostra final 10 trabalhos. Realizado em abril de 2026. A atuação profissional da enfermagem compreende ações de assistência à prevenção contra a DM2, manejo e tratamento de pacientes com tal manifestação, a citar na Atenção Básica. A abordagem terapêutica dos casos detectados, o monitoramento, controle da glicemia, obesidade ou sobrepeso, bem como a implementação da educação em saúde são fundamentais para mitigar complicações e promover qualidade de vida. Dessa maneira, as ações mencionadas compreendem e orientam a atuação do enfermeiro, visando o acompanhamento do quadro clínico do paciente e o desenvolvimento do cuidado à pessoa diabética. Ademais, entende-se o processo de enfermagem imprescindível para a identificação de sinais clínicos durante a consulta de enfermagem, permitindo o diagnóstico de enfermagem, o planejamento de ações, aplicações e avaliação de enfermagem da pessoa ou coletividade, possibilitando a detecção de fatores de risco, investigação da História natural da doença e desenvolvimento do autocuidado. Em suma, esta condição crônica apresenta-se como uma pandemia com alta morbimortalidade, sendo a enfermagem indispensável para o desenvolvimento de orientações preventivas contra a DM2 e ações para o manejo e tratamento em um contexto comunitário, baseados em evidências científicas, transformando o cuidar.
Palavras-chave: Diabetes mellitus de tipo 2,Cuidado de enfermagem, Prevenção
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ENTRE HÁBITOS E AMBIENTE: FATORES ASSOCIADOS À OBESIDADE INFANTIL
TARCILÂNDIA VIEIRA GOMES BRITO ; MATEUS SAMPAIO DE OLIVEIRA; MARIA CLARICE AGUSTINHO ALVES; ALINE DA SILVA RIBEIRO; BIANCA GABRYELLE ARAÚJO DOS SANTOS
A obesidade infantil é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal em crianças, resultante de fatores biológicos, comportamentais e ambientais. Apesar de prevenível, apresenta crescimento nas últimas décadas, tornando-se um problema de saúde pública, associado a hábitos inadequados. Assim, este estudo objetivou descrever os fatores que contribuem para o desenvolvimento da obesidade infantil no Brasil. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada no mês de abril de 2026, utilizando as bases de dados Literatura Latino Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE) e a Base de Dados em Enfermagem (BDENF) acessadas através da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Utilizou-se os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Obesidade Infantil”, “Estilo de Vida” e “Fatores de Risco" associados ao operador booleano AND. Após a busca obteve-se um resultado de 373 trabalhos. Foram incluídos artigos completos, gratuitos e publicados entre 2016-2026 nos idiomas inglês, português e espanhol. Foram excluídos artigos duplicados, sem acesso gratuito e que não se encaixam na temática debatida. Após a aplicação dos critérios de inclusão, restaram 42 artigos, sendo esta a amostra final elegível. Para esse estudo utilizou-se dados secundários, não necessitando de aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa. A análise evidenciou que a obesidade infantil está associada a diversos fatores. Entre eles, destacam-se o consumo de alimentos ultraprocessados, como doces, refrigerantes, fast food, batatas fritas e massas, além do tempo em atividades sedentárias relacionadas ao uso de telas e curta duração do sono. Ademais, inclui-se sobrepeso ou obesidade materna antes da gestação e ganho excessivo de peso durante a gravidez, além de condições de vulnerabilidade social, como baixa renda, menor escolaridade dos responsáveis e dificuldade de acesso a alimentos saudáveis e espaços para prática de atividade física. Destacou-se também o alto peso ao nascer, ser grande para a idade gestacional, ausência de amamentação e ganho de peso acelerado no primeiro ano de vida. Mesmo com estratégias de promoção da saúde, persistem fatores que favorecem o aumento da obesidade infantil. Enfrentar esse cenário exige ações voltadas à promoção de hábitos saudáveis, prática de atividade física e fortalecimento da atenção primária, contribuindo para a prevenção da obesidade e melhoria da qualidade de vida da população.
Palavras-chave: Obesidade infantil, Estilo de vida, Fatores de risco
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Entre Riscos e Evidências: A Vigilância em Saúde frente aos Contaminantes Químicos no Ceará
RENATA RODRIGUES PEREIRA; Carla Yasmim Alves dos Santos
A crescente utilização de substâncias químicas no contexto industrial e cotidiano tem ampliado significativamente os riscos à saúde humana e ao meio ambiente. A exposição a esses contaminantes pode ocorrer por diferentes vias, ocasionando efeitos agudos e crônicos. Nesse contexto, a vigilância em saúde ambiental assume papel estratégico na produção de informações e no direcionamento de ações preventivas. Assim, o Programa de Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Contaminantes Químicos (VIGIPEQ) destaca-se como instrumento essencial para subsidiar o planejamento e a implementação de medidas de controle e proteção à saúde. O presente estudo tem como objetivo, analisar a vigilância em saúde relacionado à exposição a contaminantes químicos no Ceará no ano de 2025, destacando a importância do VIGIPEQ na organização das ações de saúde pública. Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem qualitativa, fundamentado em dados secundários oriundos do SISSOLO e do SINAN, com foco nas áreas potencialmente contaminadas e nos casos de intoxicação exógena referente ao ano de2025. Os resultados indicam um aumento significativo no número de áreas cadastradas, totalizando 1.832 registros, predominantemente em áreas potencialmente contaminadas, com predominância de exposição humana classificada como suspeita. Ademais, no cenário epidemiológico, foram registradas 7.054 notificações de intoxicação exógena, com destaque para exposições no domicílio e relevante proporção vinculada a tentativas de suicídio. Observou-se maior frequência de casos em indivíduos do sexo feminino e na faixa etária de 20 a 29 anos. Esses achados evidenciam um cenário de relevância para a saúde pública, caracterizado pela presença de áreas de risco e pela ocorrência de agravos relacionados à exposição química. Esse contexto aponta para a necessidade de ações contínuas e articuladas, com foco no monitoramento dos territórios, na qualificação das informações e na implementação de estratégias eficazes de prevenção. Dessa forma, torna-se essencial o fortalecimento da vigilância em saúde, aliado à integração entre setores e à ampliação de políticas públicas que promovam a redução de riscos, a proteção da população e o enfrentamento dos fatores associados às intoxicações no estado.
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EXPERIÊNCIAS DE PARTO DE MULHERES NEGRAS: REVISÃO NARRATIVA
VIVIAN DE OLIVEIRA CAVALCANTE; ANA VITORIA BEZERRA MANGUEIRA; BIANCA GABRYELLE ARAÚJO DOS SANTOS; MATEUS SAMPAIO DE OLIVEIRA; MARCIA EDUARDA NASCIMENTO DOS SANTOS
O parto é um momento singular na vida das mulheres, permeado por intensas transformações físicas e emocionais. Embora seja compreendido como um fenômeno natural que deve ocorrer de forma segura e respeitosa, essa experiência não se dá de maneira igual entre todas as mulheres. Fatores sociais, raciais e estruturais influenciam diretamente o cuidado ofertado, sendo que mulheres negras frequentemente enfrentam desigualdades no acesso e na qualidade da assistência. Assim, o estudo busca compreender através da literatura a experiência de parto de mulheres negras. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada em abril de 2026, por meio do método de busca avançada nas plataformas Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) utilizando os descritores “mulheres”, “parto” e “população negra” definidos através dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), com o operador booleano AND. Como critérios de inclusão foram definidos artigos publicados que versassem acerca da temática, nos idiomas português, inglês e espanhol e que estivessem disponíveis na íntegra de forma gratuita. Critérios de exclusão, estudos duplicados, que não atenderam ao objetivo do estudo e indisponíveis para download. Foram encontrados 28 estudos, após os critérios de elegibilidade seis artigos compuseram a amostra. Os estudos mostram que as experiências de parto de mulheres negras são atravessadas por desigualdades raciais que impactam diretamente a qualidade da assistência, dificuldade no acesso a serviços resolutivos, menor oferta de práticas de cuidado humanizado e limitação da autonomia das mulheres durante o processo de parturição. Identificou-se maior exposição a intervenções desnecessárias, relatos de negligência, banalização da dor e comunicação ineficaz por parte dos profissionais de saúde. No que se refere ao cuidado de enfermagem, destacam-se fragilidades no acolhimento, na escuta qualificada e no estabelecimento de vínculo, o que contribui para sentimentos de insegurança e desamparo. Por outro lado, quando presente, uma assistência de enfermagem humanizada, baseada no respeito, apoio emocional e valorização da autonomia, mostrou-se fundamental para a construção de experiências mais positivas de parto mulheres negras vivenciam o parto em contextos de desigualdades raciais que impactam negativamente a assistência. Reforça-se a necessidade de uma atuação de enfermagem mais humanizada, equitativa e sensível às especificidades dessas mulheres.
Palavras-chave: PARTO,MULHERES,POPULAÇÃO NEGRA
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FATORES QUE INFLUENCIAM A ADESÃO TERAPÊUTICA DE PESSOAS COM HIPERTENSÃO NA APS: REVISÃO NARRATIVA
MARIANA RIBEIRO PINHEIRO ; Maria Victória Viana Alves; Dandara Guerra Bezerra; Mikaelle Batista da Silva; Ana Vívian Pinheiro Rangel
A hipertensão arterial sistêmica é uma doença crônica não transmissível, sendo uma condição multifatorial, podendo ser definida pela elevação persistente da pressão arterial sistólica maior ou igual a 140 mmHg e/ou da pressão arterial diastólica maior ou igual a 90 mmHg. O tratamento da hipertensão arterial sistêmica se dá principalmente pela mudança do estilo de vida, associado aos medicamentos, para isso, é necessária a adesão terapêutica, definida como a relação entre o cumprimento pelo usuário das orientações do profissional da saúde, quanto ao uso de medicamentos ou mudanças de hábitos, sendo essencial a atenção primária à saúde para promoção da adesão, bem como a atuação da enfermagem frente aos cuidados do paciente com hipertensão arterial sistêmica. Objetiva-se analisar, por meio da literatura, os fatores que influenciam a adesão terapêutica de pessoas com hipertensão arterial sistêmica na Atenção Primária à Saúde. Trata-se de uma revisão narrativa, de abordagem qualitativa, utilizando as bases de dados LILACS, BDENF, SciELO e MEDLINE, por meio do Portal de Periódicos da Capes, com os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS/MeSH): “Cooperação e Adesão ao Tratamento”, “Hipertensão” e “Atenção Primária à Saúde”, dos quais após a leitura na íntegra e análise do conteúdo, 11 artigos foram utilizados nesta revisão. Fatores que influenciam a adesão terapêutica de pessoas com hipertensão arterial sistêmica atendidas na Atenção Primária à Saúde estão relacionados, principalmente, com a renda e nível econômico, nível de escolaridade e de instrução em saúde, sexo, etnia/raça, idade, acessibilidade à prática de atividade física (sedentarismo), situações psicológicas (depressão, estresse), ambiente familiar, disponibilidade alimentar, efeitos adversos dos medicamentos anti-hipertensivos e insatisfação com o atendimento em saúde. São múltiplos os fatores que impactam na adesão terapêutica, tanto pela complexidade do indivíduo em suas esferas biopsicossociais, como pela complexidade da manutenção da hipertensão arterial sistêmica, fatores esses que devem ultrapassar os muros das unidades de saúde e expandir-se para intervenções educativas e de suporte psicossocial, bem como o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde como estratégia para o enfrentamento dos fatores negativos e fortalecimento dos positivos, além do importante papel da enfermagem enquanto facilitadora, coordenando o cuidado e atuando no acompanhamento e tratamento das pessoas com hipertensão.
Palavras-chave: Cooperação e Adesão ao Tratamento,Hipertensão,Atenção Primária à Saúde
Oral
GÊNERO NA FORMAÇÃO ACADÊMICA EM ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA
LARISSA BARROS DE OLIVEIRA SILVA ; Suyane de Souza Leite Mitre; Júlia Moraes Pereira; Ellen Januario Freitas; Sara Cristina Guedes Ferreira
O gênero como categoria analítica é uma dimensão social complexa, historicamente construída, relacionada às desigualdades e aos determinantes sociais da saúde, ainda apresentando lacunas no aparato teórico da formação em enfermagem, o que reforça sua relevância e a necessidade de maior aprofundamento no campo acadêmico e assistencial. Este estudo relata a experiência na disciplina de Gênero, Sexualidade e Saúde Reprodutiva, considerando suas nuances, seu contexto histórico e interface com a enfermagem, compreendendo o cuidado de enfermagem como prática social, política e comunitária. Tratou-se de um relato de experiência, desenvolvido no contexto acadêmico durante a referida disciplina, um componente curricular optativo do curso de graduação em Enfermagem da Universidade Regional do Cariri. A coleta de dados foi feita por registros reflexivos e vivências pedagógicas, com análise crítica do conteúdo produzido, respeitando princípios éticos aplicáveis às pesquisas no âmbito educacional. As atividades envolveram discussões teóricas e análises críticas sobre gênero como construção sociocultural, diversidade sexual, acesso aos serviços de saúde, direitos reprodutivos e políticas públicas voltadas para a população de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros no Sistema Único de Saúde, evidenciando que normas sociais, estereótipos e relações de poder contribuem para a perpetuação de desigualdades e diferentes formas de violência, incluindo dimensões simbólicas, institucionais e estruturais, além de revelar que populações vulneráveis relacionadas aos gênero, especialmente mulheres e lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros, enfrentam barreiras no acesso aos serviços de saúde devido ao estigma, discriminação e despreparo profissional, comprometendo a integralidade do cuidado de enfermagem. Destacou-se que práticas como acolhimento humanizado e respeito à identidade de gênero são essenciais para promover a equidade, assim como a identidade de gênero ou orientação sexual do enfermeiro/a não interfere em sua competência técnica, sendo o cuidado de enfermagem fundamentado em princípios éticos e conhecimento qualificado. Conclui-se que a experiência contribuiu para uma formação crítica e ético-política, evidenciando a enfermagem como prática comprometida com a equidade, embora limitada ao contexto acadêmico, sugerindo a ampliação de estudos e intervenções que fortaleçam a formação e atuação profissional no enfrentamento das desigualdades de gênero.
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GESTAÇÃO DE ALTO RISCO: ABORDAGEM SOBRE SÍNDROMES HIPERTENSIVAS E DIABETES MELLITUS GESTACIONAL EM OFICINA EDUCATIVA
MATEUS SAMPAIO DE OLIVEIRA; Bianca Gabryelle Araújo dos Santos; Maria Clarice Agustinho Alves; Aline da Silva Ribeiro; Tarcilândia Vieira Gomes Brito
A gestação de alto risco é aquela em que mãe e feto apresentam maior probabilidade de complicações em relação à população geral. Entre os fatores dessa classificação estão as síndromes hipertensivas, como hipertensão crônica, hipertensão gestacional e pré-eclâmpsia, e o diabetes mellitus gestacional. Essas condições devem ser abordadas com acadêmicos da área da saúde, para que estejam aptos ao diagnóstico precoce e à assistência efetiva aos pacientes. Nesse contexto, objetivou-se descrever a experiência de acadêmicos de enfermagem em uma oficina educativa sobre gravidez de alto risco. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, realizado por membros do Programa de Educação Tutorial Enfermagem da Universidade Regional do Cariri , em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), com mediação de duas facilitadoras com domínio na temática, destinado a estudantes do curso técnico em enfermagem. A oficina educativa foi realizada no dia 22 de setembro de 2025, na unidade do SENAC no município do Crato, Ceará, com a participação de 15 estudantes. Durante a atividade, foram abordadas diversas informações sobre gravidez de alto risco, com ênfase nas síndromes hipertensivas e no diabetes mellitus gestacional. Inicialmente, as facilitadoras instigaram os alunos por meio de uma dinâmica voltada a identificar o nível de conhecimento sobre os temas. Em seguida, ocorreu uma discussão a respeito dos pontos mencionados pelos estudantes, esclarecendo acertos e equívocos. As conferencistas apresentaram definições, manifestações clínicas, formas de tratamento e atualizações recentes, proporcionando compreensão integral dos temas e permitindo entender por que determinadas gestantes são classificadas como de risco. Além disso, os discentes expressaram dúvidas sobre administração de medicamentos e identificação de sinais de complicações, que foram sanadas com explicações e relatos de vivências práticas no cuidado às gestantes de alto risco. Portanto, a experiência mostrou-se valiosa para os estudantes do curso técnico em Enfermagem do SENAC, ampliando os conhecimentos acerca da assistência e das condutas adequadas frente às condições apresentadas por gestantes de alto risco. A parceria entre o Programa de Educação Tutorial Enfermagem da URCA e o SENAC favoreceu o desenvolvimento profissional dos participantes, além de representar oportunidade de aprimoramento da comunicação e da atuação dos facilitadores durante a atividade.
Palavras-chave: Gravidez de Alto Risco,Educação em Saúde,Diabetes Gestacional
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IMPLEMENTAÇÃO DO PISO SALARIAL DA ENFERMAGEM: DESAFIOS, VALORIZAÇÃO E IMPLICAÇÕES SOCIOPOLÍTICAS NO BRASIL.
MARIA LÍVIA DE BRITO LIMA; Nagila Silva Fernandes; Ana Clara Alves Domingos; Larissa de Aquino Soares; Maria Jordanna dos Santos Silva
A enfermagem é essencial para o funcionamento dos sistemas de saúde, sendo responsável pela maior parte da assistência direta à população. No Brasil, especialmente no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), a categoria enfrenta histórica desvalorização, marcada por baixos salários e condições de trabalho precárias. Nesse contexto, o Projeto de Lei nº 2564/2020 instituiu o piso salarial da enfermagem, configurando-se como uma conquista histórica resultante de anos de mobilização. Contudo, sua implementação ainda apresenta entraves que dificultam sua efetivação. Objetiva-se analisar na literatura científica, os desafios relacionados à implementação do piso salarial da enfermagem no Brasil, destacando percurso histórico, impactos na valorização profissional e implicações sociais e políticas. Trata-se de uma revisão narrativa, de caráter qualitativo e descritivo, realizada em abril de 2026, com busca na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando os descritores “piso salarial” AND “enfermagem”. Foram encontrados 13 artigos, sendo selecionados 5 artigos dos últimos 5 anos, recorte definido em função do período de tramitação do projeto. Os estudos evidenciam que o piso salarial resulta de um processo histórico de mobilização coletiva, condições de trabalho, remuneração digna e reconhecimento social. Sua tramitação ganhou maior visibilidade durante a pandemia de COVID-19, que evidenciou a centralidade da enfermagem no cuidado em saúde e no enfrentamento de crises sanitárias. Em 2022, sua sanção representou avanço significativo; entretanto, surgiram entraves jurídicos, incluindo suspensão temporária da lei e debates sobre financiamento, sobretudo nos setores público e privado. Apesar de medidas posteriores, persistem dificuldades na aplicação do piso, especialmente no setor privado e entre regiões, evidenciando desigualdades na efetivação dessa política e reflexos nas condições de trabalho. Conclui-se que o piso salarial constitui uma conquista histórica e importante instrumento de valorização profissional, relacionado ao compromisso ético-político da enfermagem com a justiça social, equidade e qualidade do cuidado prestado à população. Nesse sentido, a valorização da enfermagem integra a prática social do cuidado, sendo atravessada por determinantes sociais, políticos e econômicos. Contudo, a efetivação do piso depende de fatores estruturais, exigindo fiscalização contínua, financiamento adequado e fortalecimento das políticas públicas voltadas à categoria.
Palavras-chave: Enfermagem, Piso salarial, Implementação.
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Interação entre renda e funções executivas em crianças com e sem aleitamento ideal: uma análise bayesiana
ITAUANA ISMÉRIO SANTOS ; Morgana Alves Correia da Silva; Danielly Cesário de Oliveira
O aleitamento ideal se configura como a amamentação exclusiva até os 6 meses de vida, sendo importante para o desenvolvimento humano. Quando esse processo ocorre sem interrupções, aspectos cerebrais são intensamente estimulados, favorecendo a o aprimoramento das Funções Executivas (FEs) expressas por Memória de Trabalho (MT), Controle Inibitório (CI), Flexibilidade Cognitiva (FC), habilidades numéricas (NUM) e vocabulário (VOC). Assim, esse estudo busca comparar, pela lógica bayesiana, a dinâmica entre renda familiar e FEs em crianças com e sem aleitamento ideal, entendendo o impacto da amamentação na relação entre essas variáveis. O estudo de caráter quantitativo e transversal, aprovado no Comitê de Ética da URCA (2.683.448), envolveu 107 crianças em idade pré-escolar matriculadas em Centros de Educação Infantil na cidade de Juazeiro do Norte - CE. As informações sobre renda e aleitamento foram coletadas a partir de um questionário sociodemográfico aplicado aos responsáveis legais com uma pergunta de “sim” e “não” sobre amamentação e outra questão acerca da renda mensal total da família. A bateria de tarefas da Early Years Toolbox foi utilizada para avaliação das FEs. Duas redes bayesianas foram estimadas no Rstudio, com os pacotes qgraph, bootnet e ggplot2. Na rede de crianças com amamentação ideal a variável de renda condiciona as funções de NUM (-1.51) e VOC (-9.23) de forma negativa, enquanto influencia positivamente MT (0.00). Na mesma rede, FC apresenta caráter montante de influência positiva sobre NUM (2.41) e VOC (7.59), ao contrário do observado com renda. A variável CI também exerce influência importante sobre VOC (2.01), NUM (1.86), MT (-0.89) e renda, enquanto VOC é exclusivamente jusante. Na rede de aleitamento não ideal a variante de renda destaca-se por exercer influência negativa sobre VOC (-0.00) e positiva sobre MT (6.47). Além disso, VOC condiciona NUM (0.24) e FC (0.12) de forma positiva, enquanto MT influência VOC (-1.19) de forma negativa. Nesse desenho CI é unicamente receptor. Os resultados indicam que, na rede de aleitamento ideal, a variável de renda adota papel montante e também jusante em relação às FEs, enquanto VOC aparece somente como variável receptora. Já nas crianças com aleitamento inadequado, nota-se que a renda age como variável influente, ao passo que CI é influenciada pelas demais variáveis. Isso demonstra que a amamentação, associada a fatores contextuais como renda, podem influenciar o curso do processo cognitivo.
Palavras-chave: Aleitamento,Função Executiva,Saúde,Desenvolvimento Infantil
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O Cuidado de Enfermagem na Vulnerabilidade Geriátrica: Relato de Experiência de Visita Domiciliar
LIVIAN GABRIELE GALDINO GONÇALVES ; Elis Regina de Sousa Alves; Evelly da Silva Nascimento; Letícia Vitória Rodrigues de Souza; Milleny Sampaio da Silva
A visita domiciliar constitui-se como uma importante tecnologia de cuidado fundamental no âmbito da Atenção Primária à Saúde, permitindo que a equipe de saúde compreenda as relações entre determinantes sociais e o processo saúde-doença, especialmente no contexto do envelhecimento. Nesse cenário, a identificação de idosos em situação de fragilidade é essencial para intervenções que assegurem dignidade e cuidado integral. Dessa forma, o estudo objetivou relatar a experiência de acadêmicos de enfermagem em visitas domiciliares realizadas no acompanhamento de idosa com múltiplas comorbidades e fragilidade social.Trata-se de um relato de experiência de caráter descritivo e reflexivo, desenvolvido em duas visitas domiciliares realizadas por estudantes de enfermagem durante a disciplina Estágio Supervisionado I, no âmbito da Atenção Primária à Saúde. A atividade teve supervisão da preceptora da disciplina e contou com o apoio da Agente Comunitária de Saúde (ACS) da unidade de referência. As observações das visitas foram registradas e analisadas segundo a vulnerabilidade social.. Identificou-se que a idosa apresentava doenças crônicas, residia sozinha em casa alugada, enfrentava risco por dependência física, pois apresentava limitação severa de mobilidade devido a escoliose, dor crônica sugestiva de fratura não tratada, incontinência urinária e importante déficit de autocuidado. Além da ausência de suporte familiar, configurando alto risco de quedas. No aspecto psíquico, observou-se quadro sugestivo de depressão grave, com desesperança, perda de sentido da vida e ideação suicida recorrente e isolamento social. Além dos aspectos gerais de inapetência com risco de desnutrição, pressão arterial descompensada, baixa adesão ao tratamento e tabagismo. Nesse contexto, a visita evidenciou que o cuidado à pessoa idosa vulnerável exige uma abordagem que ultrapassa o manejo técnico, permitindo avaliação integral no contexto domiciliar. Essa atividade mostrou-se fundamental para identificar risco e necessidades invisíveis, que demandam ações multidisciplinares e intersetoriais, na perspectiva de assegurar o vínculo com os familiares, promover o cuidado humanizado e superar o abandono e negligência a que os idosos estão sendo submetidos. Assim, reafirma-se o papel do enfermeiro na defesa da dignidade e na promoção de um envelhecimento mais saudável e integral.
Palavras-chave: Enfermagem,Visita Domiciliar na APS,Saúde da Pessoa Idoss
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O OLHAR DA ENFERMAGEM PARA O DESENVOLVIMENTO INFANTIL DE CRIANÇAS NEURODIVERGENTES
KÊMILLY LEITE BARROS01; Luiza Vitória de Sousa Araújo Silva; Nathylle Régia de Sousa Caldas; Kaline Oliveira de Sousa; Morgana Alves Correira da Silva
O desenvolvimento infantil é multidimensional, pois envolve aspectos motores, cognitivos, sociais e emocionais, sendo essencial para o desempenho de atividades e funções indispensáveis ao contexto social. Por isso, objetivou-se analisar o olhar da Enfermagem para o desenvolvimento de crianças neurodivergentes, destacando a detecção precoce e cuidados de Enfermagem que possibilitam maior qualidade de vida para essas crianças.Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, desenvolvida em abril de 2026. A busca dos estudos foi realizada na Biblioteca Virtual em Saúde, sendo utilizados os descritores em ciências da saúde “Desenvolvimento infantil”, “Enfermagem” e “Transtornos do neurodesenvolvimento”, intercalados pelo operador booleano AND, alcançando o quantitativo de 4 estudos. Os resultados abordam que os enfermeiros são responsáveis por identificar as necessidades de saúde da criança, como atraso nos marcos motores que podem indicar possíveis alterações neuropsicomotoras, além das demandas familiares, uma vez que o conceito de saúde infantil envolve múltiplos fatores, que afetam diretamente o desenvolvimento neurocognitivo, comportamental e emocional da criança. Destaca-se, nesse sentido, a aplicação de escalas e instrumentos validados para avaliar as necessidades em cuidados de saúde, monitorar o alcance dos marcos do desenvolvimento, avaliar funções motoras, cognitivas e psicossociais e analisar apoio familiar. Nesse contexto, intervenções de Enfermagem voltadas ao estímulo psicomotor podem ser realizadas de acordo com a demanda individual de cada criança, que pode ter déficit motor grosso, fino, cognitivo, social ou emocional. Os estudos também trazem a coordenação do cuidado à criança pela equipe profissional e família como um pilar essencial para o desenvolvimento das funções prejudicadas, abordando também aspectos de saúde mental dos pais e cuidadores. Para isto, recursos avaliativos parentais podem ser utilizados para verificar estresse e preocupação, indicando a necessidade de encaminhamento para serviços especializados. Destacam-se atividades como aulas de parentalidade, grupos de apoio familiar, acompanhamento por telemedicina e visitas domiciliares, além de ludoterapia, terapia cognitivo-comportamental e atividades de mindfulness. Portanto, torna-se visível que o olhar da Enfermagem ultrapassa a condição neurológica, valorizando suas especificidades e potencialidades, envolvendo também a estrutura familiar no processo de cuidado.
Palavras-chave: Cuidado de Enfermagem,Desenvolvimento infantil,Cuidado integral
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POPULAÇÕES TRADICIONAIS E FORMAÇÃO EM SAÚDE: RELATO DE EXPERIÊNCIA NO VER-SUS CARIRI
MILLENY SAMPAIO DA SILVA ; Mateus Sampaio de Oliveira; Ana Vitória Bezerra Mangueira; Maria Clarice Agustinho Alves; Vivian de Oliveira Cavalcante
O Programa de Vivências e Estágios na Realidade do Sistema Único de Saúde (VER-SUS) constitui estratégia formativa que aproxima estudantes da área da saúde dos territórios, serviços e sujeitos que compõem o Sistema Único de Saúde (SUS). A edição VER-SUS Cariri 2026 teve como eixo temático as populações tradicionais da região, favorecendo o contato com realidades diversas que atravessam o processo saúde-doença e desafiam a formação acadêmica a reconhecer a diversidade dos modos de vida presentes nos territórios. Objetivou-se relatar a experiência vivenciada no VER-SUS Cariri, destacando suas contribuições para a formação em saúde no âmbito do SUS. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, desenvolvido por acadêmicos de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri, a partir da participação no VER-SUS Cariri, realizado entre os dias 02 e 06 de março de 2026, no Cariri cearense. A vivência contou com 30 estudantes e três facilitadores de diferentes áreas da saúde, com atividades realizadas em territórios e serviços das cidades de Crato, Juazeiro do Norte e Salitre. O relato baseou-se na observação direta, participação nas atividades e registros reflexivos, organizados de forma descritiva e analisados criticamente. Durante os cinco dias de vivência, foram realizadas rodas de conversa, debates, momentos formativos, atividades culturais e diálogos com moradores, lideranças e profissionais de saúde. As experiências mostraram que o cuidado em saúde precisa partir da realidade dos territórios, considerando os saberes e as necessidades das populações. As visitas evidenciaram que vulnerabilidades sociais e ambientais, agravadas por fatores externos às comunidades, dificultam o acesso aos serviços de saúde, alteram os territórios e impactam nos modos de vida das populações tradicionais, exigindo práticas de cuidado mais sensíveis às suas realidades. Ao mesmo tempo, revelaram potências na organização comunitária, nas expressões culturais, na transmissão de conhecimentos e nas estratégias de resistência das localidades. Conclui-se que a participação no VER-SUS Cariri representou uma experiência formativa significativa, ao ampliar a compreensão sobre o SUS e sobre a relação entre saúde, território, cultura, ambiente e condições de vida. A vivência reforçou a importância da formação crítica, interprofissional e comprometida com a equidade, contribuindo para práticas de saúde mais humanas, integradas e próximas das necessidades da população.
Palavras-chave: SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE,FORMAÇÃO PROFISSIONAL,EDUCAÇÃO EM SAÚDE
Oral
RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE CAPACITAÇÃO DE AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE PARA FORTALECER A BUSCA ATIVA DA HANSENÍASE
EVELLY DA SILVA NASCIMENTO ; Letícia Vitória Rodrigues de Souza; Livian Gabriele Galdino Gonçalves; Milleny Sampaio da Silva; Andreza Gysllaynny Delmondes Saraiva; Edilma Gomes Rocha Cavalcante
A hanseníase permanece como um relevante problema de saúde pública no Brasil, especialmente em regiões endêmicas, exigindo estratégias eficazes para sua detecção precoce. Nesse contexto, destaca-se a importância da atuação dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), que desempenham papel fundamental na identificação de casos suspeitos no território, por meio da busca ativa e de ações educativas. O presente relato tem como objetivo descrever a experiência de capacitação de ACS voltada ao aprimoramento das práticas de busca ativa de casos suspeitos de hanseníase no âmbito da Atenção Primária à Saúde. Trata-se de um relato de experiência desenvolvido em município localizado na região Nordeste do Brasil, a partir de demanda da Secretaria Municipal de Saúde, com ênfase no setor de Vigilância Epidemiológica, diante da identificação de fragilidades no processo de detecção precoce da doença. A capacitação foi direcionada a ACS vinculados a equipes de Saúde da Família atuantes em áreas endêmicas, contemplando conteúdos relacionados aos sinais e sintomas da hanseníase, formas de transmissão, diagnóstico, tratamento e estratégias de busca ativa. As atividades foram conduzidas por meio de abordagem teórico-prática, incluindo momentos de exposição dialogada, discussão de casos e orientação quanto ao uso de instrumentos de apoio, como o Questionário de Suspeição de Hanseníase. A experiência evidenciou a ampliação do conhecimento dos ACS acerca da doença, especialmente no reconhecimento de sinais precoces e na importância da busca ativa no território. Observou-se, ainda, maior segurança dos profissionais na abordagem da população durante visitas domiciliares, bem como fortalecimento das ações educativas voltadas à orientação comunitária. Além disso, os ACS relataram melhor compreensão sobre seu papel no controle da hanseníase e na articulação com a equipe de saúde. Conclui-se que a capacitação em serviço constitui uma estratégia essencial para o fortalecimento das ações de vigilância em saúde, contribuindo para a qualificação do processo de trabalho dos ACS e para a detecção precoce da hanseníase. Destaca-se a relevância de iniciativas contínuas de educação permanente como forma de aprimorar a assistência e reduzir os impactos da doença na comunidade.
Palavras-chave: Hanseníase, Atenção Primária à Saúde, Agentes Comunitários de Saúde
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TERRITORIALIZAÇÃO COMO INSTRUMENTO DE PLANEJAMENTO EM SAÚDE COLETIVA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
STEPHANNI BERNARDINO DANTAS DE OLIVEIRA ; Maria Luana Fideles dos Santos; Dávilla Victoria Pinheiro Barbosa de Souza; Marco Antonio Andrade Audi de Menezes; Sandra Nyeja de Lacerda Matos; Amanda Gomes dos Santos
A territorialização em saúde constitui ferramenta essencial para o reconhecimento das dinâmicas sociais e das condições de vida da população, subsidiando o planejamento das ações na Atenção Primária. Diante da necessidade de qualificar o planejamento em saúde com base nas especificidades locais, destaca-se a relevância da territorialização como estratégia para identificação de demandas e organização dos serviços. Este estudo tem como objetivo relatar a experiência de acadêmicos participantes do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde Informação e Saúde Digital) no processo de territorialização no município de Crato, Ceará. Trata-se de um relato de experiência, de caráter descritivo, desenvolvido ao longo das atividades do PET-Saúde, a partir de vivências em campo em áreas adscritas à Estratégia Saúde da Família, com a participação de discentes, profissionais de saúde e preceptores vinculados ao programa. As ações envolveram o mapeamento territorial, identificação e atualização de dados domiciliares, bem como a observação de condições socioambientais relevantes, como presença de esgotamento sanitário inadequado, risco estrutural de moradias e outros fatores associados à vulnerabilidade social. As informações coletadas foram registradas e organizadas com o auxílio de ferramentas digitais, contribuindo para a atualização do território e subsidiando o planejamento das ações das equipes de saúde. Observou-se que o processo de territorialização possibilitou maior compreensão das necessidades da população, identificação de áreas prioritárias e fortalecimento do vínculo entre comunidade e serviços de saúde. Além disso, favoreceu o desenvolvimento de competências dos discentes no âmbito da saúde coletiva, especialmente no uso de tecnologias aplicadas ao cuidado. Conclui-se que a territorialização se configura como instrumento fundamental para o planejamento em saúde, promovendo maior efetividade das ações e contribuindo para a oferta de um cuidado integral, equânime e orientado às necessidades do território.
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“DIA D” EM SAÚDE COLETIVA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
ANTONIO JEFFERSON AMORIM DE FREITAS ; Ana vitória Bezerra mangueira; Mateus Sampaio de Oliveira; Paloma de Aguiar lopes; Vivian de Oliveira Cavalcante
As ações de saúde coletiva desempenham papel fundamental na promoção da saúde, prevenção de doenças e ampliação do acesso da população aos serviços de saúde, especialmente quando realizadas em espaços públicos. Nesse contexto, iniciativas como o "Dia D" em saúde destacam-se por aproximar os serviços da comunidade, favorecendo o diagnóstico precoce, o monitoramento de condições crônicas e o fortalecimento das práticas de educação em saúde. Objetivou-se descrever a realização de um "Dia D" em saúde coletiva e as ações desenvolvidas junto à comunidade. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, realizado por discentes da disciplina de Enfermagem no Processo de Cuidar em Saúde Coletiva II, do curso de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri (URCA), sob organização das docentes da disciplina. A ação ocorreu no período da manhã do dia 14 de abril de 2026, na Praça Siqueira Campos, no município de Crato, Ceará, sendo direcionada à população adulta e idosa que circulava pelo local. Na ocasião, foram realizados mais de 80 atendimentos, incluindo verificação da pressão arterial, glicemia capilar, aferição de medidas antropométricas e testes rápidos para sífilis e hepatite C. Observou-se uma expressiva adesão dos usuários às atividades propostas, com destaque para a procura por aferição da pressão arterial e testes de glicemia, evidenciando a preocupação da comunidade com condições crônicas, como hipertensão arterial e diabetes mellitus. No que se refere às atividades desenvolvidas por um dos grupos responsáveis pelos testes rápidos, foram realizadas orientações pré e pós-teste, abordando aspectos como formas de transmissão, medidas de prevenção, importância do diagnóstico precoce e adesão ao tratamento. Esse momento favoreceu o esclarecimento de dúvidas e a desconstrução de estigmas relacionados às infecções sexualmente transmissíveis. Conclui-se que a realização do “Dia D” de saúde coletiva configurou-se como uma experiência formativa significativa, ao possibilitar a inserção dos discentes em ações extramuros e o contato direto com as demandas da comunidade, evidenciadas durante os atendimentos realizados. A vivência contribuiu para o desenvolvimento de habilidades práticas, comunicação e educação em saúde, além de fortalecer a relação entre ensino e serviço. Também evidenciou a importância de iniciativas comunitárias na ampliação do acesso às ações de saúde e no fortalecimento da atenção primária.
Palavras-chave: Enfermagem em Saúde Comunitária,saúde coletiva,educação em saude
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Palavras-chave: Enfermagem, Cirugia colorretal, Cuidados de Enfermagem
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O PAPEL DA ENFERMAGEM NO DIAGNÓSTICO PRECOCE DA DEPRESSÃO PÓS-PARTO: UMA REVISÃO NARRATIVA
MÔNICA FRUTUOSO DA SILVA OLIVEIRA
O puerpério é um período que começa logo após a expulsão da placenta e durante essa fase a mulher passa por muitas alterações hormonais, físicas e emocionais. Nesse período, é comum o aparecimento de alterações de humor conhecidas como baby blues, que geralmente surgem entre o terceiro e o quinto dia após o parto. No entanto, algumas mulheres podem evoluir para quadros mais graves, como a depressão pós-parto (DPP), um transtorno de humor que surge nas primeiras semanas do após o parto. Logo, o objetivo deste estudo é analisar o papel da enfermagem no diagnóstico precoce da depressão pós-parto. Trata-se de uma revisão narrativa, realizada em abril de 2026, com busca na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), nas bases BDENF-Enfermagem, PubMed e MEDLINE. Foram utilizados os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) "Cuidados de Enfermagem ", “Depressão pós-parto” e “Saúde materna”, combinados pelo operador booleano AND. Inicialmente foram encontrados 582 estudos, que após a aplicação dos critérios de inclusão (texto completo, idiomas inglês, português e espanhol e dos últimos 5 anos) e de exclusão (estudos que não abordam a temática, duplicados e indisponíveis), restaram 83 estudos. Desse total, apenas 12 foram selecionados para a amostra final. A depressão pós-parto exerce efeitos que vão além da saúde mental da mulher, alcançando também a qualidade do vínculo estabelecido com o bebê, o desenvolvimento da criança e o equilíbrio das relações familiares. Esses impactos tendem a ser mais intensos em contextos de maior vulnerabilidade social, como entre adolescentes ou mulheres imigrantes, especialmente quando há dificuldades de acesso aos serviços de saúde e redes de apoio pouco estruturadas. A adoção de protocolos sistemáticos de triagem, inclusive durante atendimentos pediátricos, tem se mostrado uma estratégia eficaz na identificação dos casos e favorecendo o encaminhamento oportuno para acompanhamento adequado. Além disso, abordagens não farmacológicas, como práticas terapêuticas complementares, têm apresentado resultados positivos na diminuição de sintomas de ansiedade e depressão durante a gestação e o período pós-parto, contribuindo para uma abordagem mais integral e humanizada no cuidado. Conclui-se que, a depressão pós-parto é um problema complexo de saúde pública que requer ações integradas de prevenção, identificação e tratamento. Melhorar o acesso à saúde mental e capacitar profissionais são medidas essenciais para melhores resultados para mães e bebês.
Palavras-chave: CUIDADOS DE ENFERMAGEM,DEPRESSÃO PÓS-PARTO,SAÚDE MATERNA
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TECNOLOGIAS DE CUIDADO DE ENFERMAGEM SOBRE INCONTINÊNCIA URINÁRIA PARA MULHERES MENOPAUSADAS
ANA KAROLINA BEZERRA DA COSTA ; Thiago Nascimento Moura; Eglidia Carla Figueirêdo Vidal
A incontinência urinária é a perda involuntária de urina, frequente em mulheres na menopausa, com impacto físico, emocional e social e tendência de aumento com a idade. Nesse contexto, a enfermagem atua na prevenção e no manejo da condição por meio de tecnologias de cuidado. O estudo tem como objetivo analisar produções científicas sobre essas tecnologias aplicadas por enfermeiros no cuidado de mulheres menopausadas com incontinência urinária. O estudo caracteriza-se como uma investigação de caráter descritivo, voltada à caracterização das produções científicas acerca das tecnologias de cuidado de enfermagem relacionadas à incontinência urinária em mulheres menopausadas, com buscas realizadas nas seguintes bases de dados: National Library of Medicine (PubMed), Base de Dados de Enfermagem (BDENF), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS/BVS), Scientific Electronic Library Online (SciELO), Web of Science e Elsevier Abstract and Citation Database (Scopus), através do portal de periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). As buscas não tiveram restrição quanto ao idioma ou período de publicação, o que garantiu maior abrangência e rigor metodológico. A busca foi conduzida no período de janeiro a fevereiro de 2026. A partir de uma seleção de 1.634 artigos, publicados de 1999 a 2023, segundo a aplicação do fluxograma Prisma, foram incluídos quatro estudos na síntese final com diferentes delineamentos metodológicos. As tecnologias identificadas foram classificadas em leves, leve-duras e duras, incluindo intervenções educativas, aplicativos móveis, vídeos, instrumentos clínicos e estratégias de reabilitação do assoalho pélvico. Os resultados evidenciam que tais tecnologias contribuem para o aumento do conhecimento, melhora da adesão ao tratamento, fortalecimento muscular e redução dos sintomas urinários. Destaca-se o potencial das tecnologias educativas e digitais como ferramentas de apoio ao cuidado, favorecendo o autocuidado, a autonomia das mulheres e a qualificação da prática de enfermagem. No entanto, observa-se lacuna na produção científica, especialmente em países em desenvolvimento, evidenciando a necessidade de novos estudos. Conclui-se que as tecnologias de cuidado em enfermagem apresentam impacto positivo no manejo da incontinência urinária em mulheres menopausadas, contribuindo para uma assistência mais qualificada, humanizada e centrada nas necessidades dessa população.
Palavras-chave: menopausa,pós-menopausa,incontinecia urinaria,tecnologias de enfermagem
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A ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO GESTACIONAL: SUPERANDO O PREENCHIMENTO MANUAL ATRAVÉS DE UM PROTÓTIPO DIGITAL
TICIANA MARIA GOMES GUEDES; Mário Ítalo Oliveira Silva; Francisca Natália Silvestre Araújo; Murad Sousa Pontes; Cicero Luyan de Souza Santana; Gabriella Bitu Bezerra Meira
A estratificação de risco gestacional constitui-se como estratégia estruturante na Rede de Atenção à Saúde (RAS) da mulher e da criança, sendo fundamental para a qualificação da assistência pré-natal e redução da morbimortalidade materno-infantil. No cenário atual, a identificação precoce de risco esbarra em um grave entrave operacional: o preenchimento da ficha de estratificação de risco, na Atenção Primária à Saúde (APS), ocorre predominantemente, de forma manual, analógica e fragmentada. Essa forte dependência de registros em papel, compromete substancialmente a continuidade da assistência em saúde, provoca a perda de dados essenciais no trânsito da gestante entre os níveis de atenção e inviabiliza a comunicação ágil com os serviços especializados. O preenchimento manual afasta a integralidade do cuidado, atrasando tomadas de decisão clínica e expondo a gestante a desfechos adversos que poderiam ser evitados com o fluxo adequado e imediato de informações. Diante dessa realidade de obsolescência na gestão dos dados pré-natais, o presente estudo tem como objetivo problematizar as fragilidades do registro manual e propor o desenvolvimento de um protótipo digital da ficha de estratificação de risco gestacional da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará. Trata-se de um estudo de natureza metodológica, com abordagem teórico-reflexiva, construído no âmbito do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde Digital) da Universidade Regional do Cariri (URCA). Em resposta à desarticulação crônica das informações em saúde, fundamentou-se a prototipagem nos critérios clínicos, obstétricos e sociodemográficos da ficha estadual vigente, traduzindo-os para um ambiente digital que agiliza a classificação do risco em habitual, intermediário ou alto. A elaboração do protótipo demonstra que a transição tecnológica pode sanar as principais falhas do registro analógico, centralizando o histórico da paciente e garantindo sua rastreabilidade fluida na RAS. Constata-se que superar a cultura do papel é uma urgência sistêmica, de modo que o protótipo se apresenta não apenas como inovação técnica, mas como intervenção estrutural necessária para resgatar a continuidade e a segurança do cuidado, exigindo, contudo, investimentos em infraestrutura e capacitação para sua futura aplicabilidade no SUS.
Palavras-chave: Tecnologia em Saúde, Estratificação de risco gestacional, Assistência pré-natal
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A PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO E IMPACTOS NA SAÚDE MENTAL DE ENFERMEIROS EM URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
REBECA RAYSSA DE OLIVEIRA SILVA ; Helena Victória Pereira Gonçalves; Maria Andressa Pereira dos Anjos; Stephanni Bernardino Dantas de Oliveira; Kelly Fernanda Silva Santana; Natália Pinheiro Fabrício Formiga
A precarização do trabalho da enfermagem no âmbito emergencista caracteriza-se por rotinas de trabalho exaustivas, que podem causar repercussões emocionais e físicas decorrentes das demandas de alta complexidade assistenciais e gerenciais, aliadas a péssimas condições de trabalho, justificando-se o investimento de pesquisas que evidenciem o impacto a longo prazo na saúde dos profissionais. Portanto, têm-se por objetivo identificar repercussões do ambiente de trabalho na qualidade da saúde mental dos enfermeiros emergencistas. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada a partir de artigos disponíveis nas bases LILACS, BDENF e MEDLINE, via Biblioteca Virtual em Saúde, mediante uso dos descritores “Saúde Mental”, “Riscos Ocupacionais” e “Enfermagem em Emergência”, interligados pelo operador booleano AND. Adotou-se os critérios de inclusão, publicações nos últimos cinco anos, em texto completo, gratuitas, em língua portuguesa. Para critérios de exclusão, considerou-se cartas ao editor, resumos científicos e a não pertinência ao tema proposto. Do total de 54 materiais identificados, 7 foram selecionados para compor a amostra final. Ao revisar a literatura, verificou-se que o ambiente ocupacional emergencial é visto como um cenário dinâmico e complexo, com altas metas e indicadores de protocolos clínicos, com intensa sobrecarga profissional, exaustão emocional, exposição contínua ao estresse e desmotivação. Nesse sentido, observa-se que os danos psicológicos, também, são resultantes de condições precárias, como elevada jornada de trabalho, desvalorização salarial e profissional, comprometendo significativamente a saúde mental e a qualidade de vida, contexto social e familiar e, sobretudo, a assistência prestada aos pacientes. Sob essa ótica, a pressão por produtividade e a responsabilidade inerente ao cuidado, em situações críticas, intensifica o adoecimento mental dos enfermeiros, com transtornos de ansiedade generalizada, pânico e síndrome de burnout, que podem incapacitá-los à realização das atividades. Desse modo, tal cenário reforça o caráter multifatorial do adoecimento psíquico, que perpassa tanto aspectos individuais quanto organizacionais. Logo, destaca-se a importância da adoção de estratégias institucionais voltadas à melhoria das condições de trabalho, ao acompanhamento clínico individual e à promoção da saúde mental, contribuindo para o bem-estar dos profissionais e para a qualificação da assistência à saúde.
Palavras-chave: Saúde Mental,riscos ocupacionais ,Enfermagem em Emergência
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AÇÕES DE ENFERMAGEM QUE PROMOVEM A SEGURANÇA DO PACIENTE CRÍTICO EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA
PATRÍCIA DIAS DOS SANTOS; Kaylane Gomes Bezerra da Silva; Joana Silva Nuvens; Cintia de Lima Garcia
Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) são setores hospitalares especializados, destinados ao atendimento de pacientes críticos. Este estudo justifica-se pela relevância das ações e segurança do paciente no contexto da saúde pública, especialmente no ambiente das UTIs. O objetivo deste estudo é identificar na literatura científica quais as ações de enfermagem que promovem a segurança do paciente crítico na UTI. É uma pesquisa bibliográfica, revisão narrativa, qualitativa, realizada no mês de abril de 2026. As bases de dados selecionadas foram: BDENF, MEDLINE, LILACS e IBECS, acessadas pela BVS. Os DeCS usados foram: “Assistência de Enfermagem”, “Segurança do Paciente”, “Unidades de Terapia Intensiva”, combinados pelo operador booleano “AND”. critérios de inclusão: disponíveis gratuitamente na íntegra, publicados em inglês, português e espanhol. De exclusão: trabalhos incompletos, duplicados e pagos. 403 artigos foram encontrados, utilizou-se a plataforma Rayyan para triagem. 10 artigos foram selecionados para compor a os resultados e discussão. Ações de enfermagem: avaliação clínica criteriosa, o uso de evidências científicas na prática assistencial, a tomada de decisão assertiva e o desenvolvimento de um cuidado centrado no paciente, comunicação eficaz, liderança e planejamento do cuidado, manejo adequado de drogas vasoativas, prevenção e o controle das infecções relacionadas ao cateter venoso central, realização de curativos e implementação de ações de educação continuada, elevação da cabeceira da cama entre 30 e 45º, higiene oral com clorexidina, medir e padronizar adequadamente o cuff , adoção de Bundles voltados à prevenção de Infecção do Trato Urinário (ITU) associados ao uso de Cateter Vesical, escala de Braden, alternância de decúbito, manter a pele hidratada, higiene corporal e usar colchão piramidal. A adoção de tecnologias e protocolos assistenciais contribui para a padronização do cuidado e redução da variabilidade nas práticas clínicas, uso de POPs e estratégias de boas práticas. As ações de enfermagem realizadas de forma adequada, fundamentadas e práticas baseadas em evidências, são essenciais para a redução de eventos adversos e para a promoção de uma assistência segura e de qualidade ao paciente crítico. Cabe investimento contínuo na capacitação dos profissionais de enfermagem, com treinamentos periódicos e atualizações constantes, contribuindo para a melhoria dos resultados em saúde e para a minimização de riscos no ambiente da UTI.
Palavras-chave: Ações de Enfermagem,UTI,Segurança do Paciente
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Aleitamento Materno no Puerpério Imediato: Construção de um Instrumento Clínico
VITÓRIA EMILLY FERNANDES DE SOUSA; Maria Jessyca Calou da Cruz; Raimundo Domiciano de Souza Neto
O leite materno se apresenta como um alimento completo para o bebê, rico em inúmeros nutrientes importantes em todas as fases da vida. Além de ser livre de custos, o aleitamento materno promove o vínculo com a mãe e o estreitamento do laço do binômio mãe-filho, por meio de um processo fisiológico que acontece através da estimulação dos receptores sensoriais do mamilo, enviando sinais ao cérebro liberando a ocitocina, que por sua vez atua nas glândulas mamárias liberando o leite na boca do bebê. O presente trabalho tem como objetivo construir um instrumento clínico para avaliação e manejo do aleitamento materno no puerpério imediato. Trata-se de um estudo metodológico com vistas à construção de um instrumento clínico, a partir dos estudos encontrados na literatura, a ser utilizado pela equipe de enfermagem no ambiente hospitalar. Foi realizada uma revisão integrativa da literatura durante o mês de setembro de 2025. A amostra foi selecionada a partir das Bases de Dados LILACS, BDENF, MEDLINE, INDEX, Coleciona SUS, via Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Os descritores utilizados foram os seguintes: período pós-parto, recém-nascido, aleitamento materno, avaliação em saúde, com a utilização do operador booleano AND. Os critérios para inclusão no estudo foram, artigos publicados nos últimos 5 anos, nos idiomas português, inglês e espanhol, disponíveis na íntegra, totalizando 524 artigos. Após a exclusão dos artigos que não respondiam ao objetivo do estudo e artigos duplicados, obteve-se uma amostra final de 16 artigos. Por meio da análise dos estudos foi realizada uma revisão integrativa da literatura que versou sobre o conhecimento prévio da puérpera sobre aleitamento materno, principais fatores que dificultam o processo de amamentação e o apoio profissional do enfermeiro para amamentação no puerpério imediato, os quais embasaram a construção do instrumento clínico. Esse estudo poderá contribuir para a identificação das principais dificuldades iniciais materno-infantis relacionadas à amamentação, possibilitando traçar estratégias mais objetivas de cuidado e manejo do aleitamento materno, a fim de intervir de forma rápida nas intercorrências e colaborar para melhoria das taxas de AM. Com isso, será possível contribuir para uma infância saudável e uma maternidade mais prazerosa no que se diz respeito ao aleitamento materno.
Palavras-chave: Aleitamento materno,período pós-parto, recém-nascido
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ATIVIDADE LÚDICA COMO ESTRATÉGIA DE ESTÍMULO COGNITIVO NA SAÚDE DA PESSOA IDOSA
LETÍCIA DÍVINA DE SOUSA GOMES ; Ana Karolina Bezerra da Costa; Lara Ellen Brandão Batista Lima; Lauane da Silva Batista; Ana Beatriz dos Santos Pereira; Adriana de Moraes Bezerra
O envelhecimento populacional impõe à enfermagem o desafio de promover o envelhecimento ativo e prevenir o declínio cognitivo. Nesse contexto, estratégias que promovam a participação ativa dos sujeitos e integrem ações educativas mostram-se essenciais, destacando-se as atividades lúdicas por seu potencial de estimular funções cognitivas, favorecer a socialização e fortalecer a autonomia. Associadas às práticas extensionistas, essas ações possibilitam a articulação entre saberes acadêmicos e populares, contribuindo para um cuidado mais humanizado e integral. Este estudo objetivou relatar a experiência da realização de atividades lúdicas como estímulo cognitivo para idosas participantes do projeto de extensão "Minhas Rugas, Minha História". Trata-se de um relato de experiência, de abordagem qualitativa, vivenciado ao longo do ano de 2025, em uma instituição social parceira do projeto, vinculado a Universidade Regional do Cariri. Participaram das ações uma média de 50 idosas, com idades entre 50 e 70 anos, em encontros periódicos com duração média de 60 minutos, organizados em momentos de acolhimento, alongamento, exposição da temática, orientações, atividades lúdicas e lanche coletivo. As vivências incluíram: bingo tradicional (estimulando atenção e memória), alongamentos em grupo (consciência corporal e coordenação motora), rodas de conversa dialógicas sobre hipertensão, diabetes e alimentação saudável (promovendo letramento em saúde) e brincadeiras com balão na cabeça, nas quais as idosas dançavam e tentavam equilibrar o balão (trabalhando equilíbrio, função executiva e interação social). Os resultados evidenciaram alta adesão e engajamento nas atividades propostas, especialmente no bingo e nas brincadeiras com balão. Observou-se melhora na interação social, redução de ansiedade, resgate de memórias afetivas durante os debates e relatos espontâneos de pertencimento. A ludicidade facilitou a compreensão de orientações sobre doenças crônicas, tornando o aprendizado mais leve e significativo. Conclui-se que as atividades lúdicas configuram-se como estratégias eficazes para a qualidade do cuidado de enfermagem, contribuindo para a estimulação cognitiva e a promoção da saúde da pessoa idosa. Ademais, a experiência extensionista evidenciou seu potencial transformador tanto para a comunidade quanto para a formação acadêmica, fortalecendo práticas de cuidado humanizado e integral.
Palavras-chave: Idoso,Enfermagem,Estimulação Cognitiva
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ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NA ASSISTÊNCIA AO PACIENTE COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA:RELATO DE EXPERIÊNCIA
VICTORIA LAVIGNE CHAGAS DE OLIVEIRA ; Nicole Batista Sousa
A atuação da enfermagem frente ao Transtorno do Espectro Autista (TEA) fundamenta-se na articulação do cuidado transdisciplinar, no qual o enfermeiro assume a responsabilidade de mediar a assistência técnica e o suporte emocional, adaptando o sistema de saúde às especificidades da neurodiversidade. Nesse cenário, a vivência proporcionada pela mesa-redonda sobre o TEA, promovida por discentes do curso de enfermagem que integram a Liga Acadêmica de Neurociências (LIENEURO), constituiu uma oportunidade ímpar de imersão crítica sobre o manejo assistencial e o papel desses profissionais como elos fundamentais no cuidado integral. Durante os debates, evidenciou-se que a prática da enfermagem deve transcender o pragmatismo de protocolos rígidos, concentrando-se em estratégias que priorizem a adaptação do ambiente e a mediação entre o núcleo familiar e a equipe multidisciplinar para assegurar a adesão terapêutica. As discussões ressaltaram que o manejo clínico de pacientes autistas impõe desafios cotidianos que permeiam desde as barreiras na comunicação verbal e não verbal até a imperativa necessidade de mitigar gatilhos de desorganização sensorial nos cenários de cuidado. Ficou patente que a atuação profissional enfrenta obstáculos substanciais, notadamente pela lacuna na formação acadêmica, o que reverbera em insegurança perante comportamentos disruptivos e crises de desorganização. Ademais, a escassez de fluxogramas padronizados e as limitações estruturais dos serviços de saúde dificultam o acolhimento qualificado de famílias em situação de vulnerabilidade. Por outro lado, a vivência ratificou que estratégias baseadas em evidências, como o suporte visual e a paciência na construção progressiva do vínculo, são ferramentas poderosas para garantir a segurança e a dignidade do paciente. A imersão acadêmica validou a centralidade do enfermeiro como agente catalisador da humanização, capaz de transpor o modelo biomédico ao articular o cuidado técnico à inclusão. Sob essa ótica, as reflexões mediadas pela LIENEURO consolidaram a percepção de que a assistência à pessoa com TEA demanda uma enfermagem protagonista, apta a converter limitações institucionais em práticas inclusivas. Para a formação acadêmica enquanto estudantes e futuros profissionais da saúde, tal vivência revelou-se fundamental ao expandir o olhar clínico e fortalecer a segurança necessária para que o rigor profissional e a sensibilidade humana resultem em uma assistência verdadeiramente resolutiva.
Palavras-chave: Transtorno do Espectro Autista, Enfermagem, Neurociências
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ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO ESTOMATERAPEUTA NO MANEJO DO PROLAPSO DE ÓRGÃO PÉLVICO: DESAFIOS E PERSPECTIVAS
MARIA EDUARDA GONÇALVES DE OLIVEIRA; Ana Maria dos Santos da Silva; Maria Andressa Pereira dos Anjos; Maria Gabriela Izidio Rodrigues; Lucas Mateus Figueiredo Nascimento
O prolapso de órgãos pélvicos (POP) consiste na descida ou exteriorização de estruturas pélvicas como reto, útero e bexiga, em decorrência de alterações dos músculos e ligamentos que são responsáveis por sustentá-los. Nesse sentido, o estomaterapeuta executa papel crucial no cuidado ao paciente com POP por meio da sistematização da assistência em enfermagem visando reabilitar a musculatura do assoalho pélvico e, sobretudo, a promoção da qualidade de vida a esses indivíduos. Contudo, durante esse percurso, são encontrados desafios que retardam a prática clínica. O presente estudo, objetiva identificar os obstáculos e as perspectivas encontradas na atuação do enfermeiro estomaterapeuta durante o manejo do prolapso de órgãos pélvicos. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura no portal da Biblioteca Virtual em Saúde, nas bases BDENF e LILACS, com o operador booleano AND, utilizando os descritores “Prolapso ” e “Enfermagem”. Considerando como critérios de inclusão, publicações dos últimos cinco anos, em português e que abordassem a atuação da enfermagem, como exclusão, estudos fora do período e aqueles que relacionados ao prolapso de estomias. Do total de 8 estudos encontrados, 5 foram selecionados para a amostra. Ao revisar a literatura, denota-se que a estomaterapia atua no manejo conservador do POP, a partir da união dos fatores causais, avaliação clínica e implementando estratégias, como exercícios de fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico e uso do pessário. Entretanto, evidencia-se dilemas importantes, tratando-se do âmbito profissional, fragilidade de protocolos operacionais que fundamentam as técnicas aplicadas, escassez de estudos relacionados à temática, quanto aos fatores sociais, constrangimentos durante a avaliação ou por portar a patologia, desconhecimento do problema e execução inadequada dos exercícios estabelecidos. Conclui-se que a atuação do estomaterapeuta no manejo do POP enfrenta barreiras que ultrapassam os saberes teóricos-práticos. Nesse contexto, torna-se necessário atualizações dos protocolos operacionais, aliada ao fortalecimento da capacitação dos profissionais, além de incentivar práticas da educação em saúde junto aos pacientes com o intuito de desmistificar o prolapso de órgão pélvico e promover maior adesão ao tratamento. Por fim, evidencia-se a necessidade de investimentos na produção científica voltada ao tema a fim de subsidiar assistência mais qualificada e baseada em evidências.
Palavras-chave: Estomaterapeuta,Prolapso de Órgão Pélvico,Enfermagem
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Atualizações na classificação das queimaduras e na reposição volêmica no atendimento pré-hospitalar: revisão da literatura
LEONEIDE DOS SANTOS SILVA ; Isley de Sousa Sales; Ana Clara Alves da Silva; Maria Clara de Sousa Ferreira Alencar; Kelly Fernanda Silva Santana; Natália Pinheiro Fabrício Formiga
MODELO DE RESUMO EIXO 3 Atualizações na classificação das queimaduras e na reposição volêmica no atendimento pré-hospitalar: revisão da literatura Leoneide dos Santos Silva Isley de Sousa Sales Ana Clara Alves da Silva Maria Clara de Sousa Ferreira Alencar Kelly Fernanda Silva Santana Natália Pinheiro Fabrício Formiga As queimaduras representam importante agravo à saúde pública e exigem atendimento rápido e preciso, especialmente no contexto pré-hospitalar. Nos últimos anos, atualizações científicas trouxeram mudanças na classificação das queimaduras e nas estratégias de reposição volêmica inicial, priorizando abordagens mais individualizadas e baseadas na resposta clínica. Diante disso, este estudo objetivou discutir as evidências sobre as atualizações da classificação de queimaduras e reposição volêmica e suas implicações para a assistência pré-hospitalar. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada em abril de 2025, a partir da questão: Quais são as evidências sobre as atualizações da classificação das queimaduras e reposição volêmica e implicações para a assistência pré-hospitalar? Realizou-se a busca nas fontes MEDLINE, PubMed e Google Acadêmico, por meio da estratégia (Queimaduras) AND (Reposição de fluidos) AND (Assistência pré-hospitalar). Adotou-se os critérios de inclusão: artigos disponíveis na íntegra, no idioma português, nos últimos cinco anos, e os critérios de exclusão: resumos científicos e estudos não alinhados à questão de pesquisa. Obteve-se a amostra final de cinco estudos, cuja leitura exploratória e analítica se apoiou nas recomendações de diretrizes internacionais. Os resultados evidenciaram atualização na classificação das queimaduras, categorizadas em superficiais, de espessura parcial, de espessura total e subdérmicas, conforme a profundidade do tecido afetado. Em relação à reposição volêmica, observa-se que a infusão do volume calculado nas primeiras 16 horas após a lesão reduz o atraso na restauração de fluidos e minimiza os riscos de hiperhidratação, o PHTLS passou a recomendar a Regra dos 10, método mais simples para a reposição volêmica em adultos com >20% da superfície corporal queimada, enquanto o ATLS modificou a fórmula de Parkland. As mudanças promoveram padronização, melhoria da qualidade do atendimento e melhores desfechos, tornando a abordagem mais precisa, segura e centrada na resposta clínica do paciente. Conclui-se que a classificação por profundidade tecidual e reposição volêmica
Palavras-chave: Queimaduras ,Atendimento pré-hospitalar ,reposição volêmica ,assistência de enfermagem
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AVALIAÇÃO DE PERDAS URINÁRIAS E FATORES DE RISCO EM GESTANTES
ISABELLY FERNANDES TEOTONIO; Alcione Feitosa de Matos; Luis Rafael Leite Sampaio; Rhuana Alves Moreira; Thiago Nascimento Moura; Eglídia Carla Figueirêdo Vidal
A Incontinência Urinária (IU) é definida pela Sociedade Internacional de Continência (ICS) como qualquer perda involuntária de urina, classificada em 3 tipos: Esforço (IUE), Urgência (IUU) e Mista (IUM). No Brasil, a IU atinge mais de dez milhões de pessoas, majoritariamente mulheres, sendo a gravidez um dos principais fatores predisponentes, em razão das alterações hormonais, anatômicas e biomecânicas que sobrecarregam a musculatura do assoalho pélvico (MAP), afetando negativamente a qualidade de vida das gestantes. O presente estudo objetivou avaliar o perfil de perdas urinarias em gestantes. Trata-se de um estudo observacional, descritivo e de corte transversal. A pesquisa foi desenvolvida em ação itinerante do Ambulatório de Enfermagem em Estomaterapia da Universidade Regional do Cariri (URCA), no município de Crato, Ceará, em 3 unidades de saúde da família. A coleta de dados ocorreu em janeiro de 2025, por meio de entrevista semiestruturada com variáveis sociodemográficas, obstétricas e de queixas urinárias, com 30 gestantes, maiores de 18 anos, selecionadas por conveniência. Os dados foram analisados através do software SPSS®. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da URCA, Parecer nº 5.648.550, atendendo à Resolução CNS nº 466/2012. A prevalência de IU foi de 80%, com predomínio da IUM em 37% dos casos, seguida da IUU em 33% e da IUE em 10%. A frequência das perdas ocorreu predominantemente uma vez por semana ou menos (33,3%), em “pequena quantidade” (69,6%), com cerca de 85% das participantes afirmando impacto moderado na qualidade de vida. Foram identificados fatores de riscos obstétricos para IU: multigestação, multiparidade, via de parto vaginal, trauma perineal e sobrepeso ou obesidade. Em relação ao risco gestacional, 46,7% foram estratificadas como alto risco, 10% com Diabetes Mellitus Gestacional e 13,3% com Síndrome Hipertensiva Gestacional, reforçando a associação entre comorbidades gestacionais e IU. Concluiu-se que há alta prevalência de perdas urinárias na gestação e que os fatores de risco identificados reforçam a necessidade de rastreamento no pré-natal. Ademais, destaca-se a necessidade de ações que promovam a conscientização, o diagnóstico precoce e o encaminhamento adequado para o tratamento da IU durante a gestação. Além disso, é fundamental que os profissionais de saúde que atuam nas disfunções do assoalho pélvico (DAP) ampliem sua abordagem, com vistas à promoção da qualidade de vida e bem-estar dessas mulheres.
Palavras-chave: Incontinência Urinária, Gestantes, Assoalho Pélvico, Doenças do Trato Urinário, Enfermagem
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Círculo de Memórias: Estratégia de Estimulação Cognitiva e Afetiva em Idosos
CARLA HELLEN CORDEIRO RIBEIRO E SILVA; Isaac David Lobo da Silva; Maria Kamyla Alexandre; Julia Bianca dos Santos Vieira; Adriana de Moraes Bezerra; Maria de Fátima Esmeraldo Ramos Figueiredo
O envelhecimento saudável envolve dimensões físicas, cognitivas, emocionais e sociais, sendo essencial a valorização das experiências de vida, da identidade e das relações afetivas construídas ao longo do tempo. Nesse contexto, estratégias de cuidado que estimulam a memória, a escuta e a socialização tornam-se fundamentais para a promoção da saúde e do bem-estar da pessoa idosa, especialmente em ambientes coletivos de aprendizagem e convivência. Este estudo tem como objetivo relatar a experiência de uma oficina denominada “Círculo de Memórias”, realizada comparticipantes da Universidade Aberta à Terceira Idade (UNATI), com foco na estimulação da memória afetiva, na socialização e no fortalecimento de vínculos interpessoais entre as participantes. Trata-se de um relato de experiência, de caráter descritivo, desenvolvido a partir de uma atividade grupal em formato de roda de conversa. A atividade ocorreu em abril de 2026 e contou com a participação de 23 idosas. Cada participante foi convidado a levar um objeto significativo que representasse uma lembrança importante de sua trajetória de vida, funcionando como disparador de memórias, emoções e narrativas pessoais. Durante a atividade, foram compartilhados diversos objetos, como fotografias, acessórios antigos, objetos de uso pessoal, lembranças de viagens e itens herdados de familiares, todos carregados de valor simbólico e afetivo. A dinâmica favoreceu um ambiente acolhedor, respeitoso e participativo, estimulando a expressão verbal e emocional das participantes. Observou-se elevado engajamento do grupo, com momentos de emoção, identificação e troca de experiências entre as participantes. A atividade promoveu escuta ativa, interação social, fortalecimento da autoestima e resgate de memórias significativas, além de estimular funções cognitivas relacionadas à memória e à comunicação. Conclui-se que o Círculo de Memórias configura-se como uma estratégia simples, acessível e eficaz de intervenção em enfermagem, contribuindo para o bem-estar emocional, a integração social e o fortalecimento de vínculos na população idosa. Ressalta-se, ainda, a importância de práticas humanizadas e centradas na subjetividade no cuidado à pessoa idosa, reforçando o papel da enfermagem na promoção de espaços de convivência que valorizem a história de vida e a dignidade dos participantes.
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CONTRIBUIÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA NEUROPLASTICIDADE PÓS-AVC: REVISÃO DA LITERATURA
VICTORIA LAVIGNE CHAGAS DE OLIVEIRA ; Nicole Batista Sousa; Camila Hemille Matias Morais; Maria Carolina Morais Pereira Queirós; Ruth Emilly Silva Torres
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) caracteriza-se como um déficit neurológico focal agudo resultante da interrupção abrupta do fluxo sanguíneo cerebral, seja por obstrução vascular, isquêmico, ou pela ruptura de um vaso, hemorrágico, culminando em hipóxia progressiva e morte neuronal irreversível, que gera elevado potencial incapacitante para o indivíduo. Diante desse cenário, a neuroplasticidade surge como um mecanismo biológico essencial para a reabilitação funcional, definindo-se pela capacidade intrínseca do sistema nervoso de reorganizar suas estruturas e funções por meio da proliferação neuronal, migração celular e adaptação sináptica. O objetivo central deste estudo foi analisar a contribuição direta da assistência de enfermagem na estimulação ativa da neuroplasticidade para a recuperação pós AVC, por meio de uma revisão narrativa da literatura, com dados coletados entre os dias 22 e 23 de abril de 2026 na Biblioteca Virtual em Saúde e diretrizes do Ministério da Saúde. Foram aplicados os descritores: Acidente Vascular Cerebral; Enfermagem; Reabilitação Neurológica e Neuroplasticidade, selecionados artigos publicados entre 2013 e 2023, resultando em uma amostra final de três estudos que subsidiaram esta análise. Os resultados evidenciam que a assistência de enfermagem exerce um papel central na modulação neural através de intervenções sistematizadas que favorecem o remodelamento cortical, com destaque para o posicionamento terapêutico e a mobilização precoce no leito, que preservam a integridade sensorial e estimulam o recrutamento de circuitos neuronais remanescentes. Além disso, a organização do plano de cuidado integral transforma atividades cotidianas simples em estratégias complexas de reeducação funcional, empregando a repetição orientada como ferramenta primordial para consolidar novas trilhas motoras e sensitivas. O suporte psicossocial e educativo oferecido pelo enfermeiro também fortalece o engajamento do binômio paciente-família, garantindo a continuidade do tratamento no domicílio. Em suma, evidencia-se que a enfermagem não se limita ao cuidado convencional, atuando de forma decisiva na estimulação da plasticidade cerebral e na restauração de funções vitais. Sua atuação, fundamentada em evidências científicas, integra intervenções técnicas qualificadas a uma abordagem integral do indivíduo, promovendo não apenas a reabilitação funcional, mas também a preservação da dignidade e o fortalecimento da autonomia do paciente.
Palavras-chave: Acidente Vascular Cerebral, Enfermagem, Neuroplasticidade
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CUIDADOS DE ENFERMAGEM FRENTE ÀS ALTERAÇÕES SEXUAIS DE PUÉRPERAS: REVISÃO NARRATIVA
KARINE DE LIMA PIRES
A sexualidade no período puerperal pode ocasionar alterações significativas na vida das mulheres. As modificações físicas, hormonais e psicológicas decorrentes desse período são potenciais fatores para a desregulação da função sexual feminina, logo, é necessário um olhar minucioso da enfermagem para essas situações. O objetivo do trabalho é avaliar o cuidado de enfermagem direcionado as puérperas com alterações sexuais. Trata-se de uma revisão narrativa, com abordagem qualitativa. A busca bibliográfica foi feita em abril de 2026, através da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), e pelo Portal de Periódicos CAPES, com artigos disponíveis nas bases de dados SciELO, LILACS, E PUBMED, por meio dos descritores em ciência da Saúde (DECS) e Medical Subject Heasding (MeSH), tais como: Cuidados de enfermagem, período pós-parto e sexualidade, combinados pelo operador booleano AND. Foram incluídos artigos publicados nos últimos 5 anos, disponíveis na íntegra, sem delimitação de idioma. Os artigos excluídos consistiram nos estudos duplicados, resumos, e aqueles que não apresentaram relação com o objetivo da revisão. Quanto à seleção, foi realizada a triagem através de títulos e resumos, e posteriormente a leitura na íntegra dos artigos selecionados. Por se tratar de uma revisão narrativa, não foram adotados protocolos rígidos de sistematização, possibilitando maior flexibilidade na inclusão dos estudos, organizados de forma crítica e descritiva. Foram encontrados 80 artigos dos quais 13 compuseram a revisão, a análise possibilitou a organização dos achados em 2 categorias temáticas: alterações na sexualidade no puerpério e estratégias de cuidado de enfermagem. Na categoria 1 os estudos evidenciaram que a mulher passa por um período de insegurança, além de apresentar diminuição da libido, desconforto no ato sexual e alterações na percepção corporal. Em relação à categoria 2, observou-se que a atuação do enfermeiro é fundamental na promoção da saúde, a realização de um pré-natal bem direcionado com orientações sobre a sexualidade no pós-parto foi um dos pontos de destaque, somando com orientações pertinentes a respeito do tempo de retorno a atividade sexual, uso de lubrificantes e o incentivo do diálogo da mulher com sua parceria. Conclui-se que a enfermagem é crucial na condução do atendimento da puérpera, o cuidado deve ser ofertado de forma integral, e acolhedora, visando melhores desfechos diante ao medo e à adaptação da mulher ao retorno da atividade sexual.
Palavras-chave: Cuidados de enfermagem, Período pós-parto, Sexualidade
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CUIDADOS DE ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO DA PNEUMONIA ASSOCIADA À VENTILAÇÃO MECÂNICA
MARIA CLARICE AGUSTINHO ALVES ; Vivian de Oliveira Cavalcante; Bianca Gabryelle Araujo dos Santos; Ashiley Isadora Alves Ferreira; Mateus Sampaio de Oliveira
A pneumonia associada à ventilação mecânica (PAVM) é uma das infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) de maior incidência em pacientes críticos, com impacto direto na morbimortalidade, tempo de internação e custos hospitalares. Nesse contexto, a equipe de enfermagem desempenha papel essencial na implementação de medidas preventivas e na qualidade da assistência prestada. O presente estudo teve como objetivo apresentar os principais cuidados de enfermagem descritos na literatura científica acerca da prevenção da PAVM. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada em setembro de 2025, por meio de busca nas bases Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE/PubMed), utilizando descritores em português, inglês e espanhol. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 9 artigos para compor a análise. Os resultados evidenciaram que medidas como a higienização das mãos, o uso adequado de equipamentos de proteção individual, a monitorização da pressão do cuff, a higiene oral com clorexidina, a elevação da cabeceira, a aspiração orofaríngea e a implementação dos bundles de prevenção são estratégias eficazes para a redução da PAVM. Contudo, observou-se baixa adesão institucional à padronização de protocolos e o distanciamento do profissional enfermeiro das práticas respiratórias relacionadas a esses manejos , o que reforça a necessidade de novas pesquisas acerca dessa temática. Conclui-se que a enfermagem é fundamental na prevenção da PAVM, devendo atuar com base em evidências, na padronização dos protocolos e na educação em saúde continuada a fim de garantir a qualidade da assistência e a segurança dos pacientes.
Palavras-chave: Cuidados de enfermagem,Pneumonia associada à ventilação mecânica,Prevenção
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CUIDADOS DE ENFERMAGEM PARA MANUTENÇÃO DA FUNCIONALIDADE E PREVENÇÃO DE COMPLICAÇÕES DO ACESSO VASCULAR EM HEMODIÁLISE
ELIS REGINA DE SOUSA ALVES ; Aline da Silva Ribeiro; Livian Gabriele Galdino Gonçalves
A doença renal crônica (DRC) é uma condição progressiva e irreversível que compromete a função renal, sendo a hemodiálise uma das terapias mais utilizadas nos estágios avançados. Para a realização desse tratamento, o acesso vascular constitui elemento essencial, demandando cuidados específicos para sua manutenção e prevenção de complicações. Este estudo teve como objetivo descrever os cuidados de enfermagem voltados à funcionalidade e à prevenção de complicações do acesso vascular em pacientes em hemodiálise. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de caráter descritivo e abordagem qualitativa, conduzida em abril de 2026. Esse tipo de revisão caracteriza-se por não exigir a adoção de um protocolo rígido e previamente estruturado de busca e seleção, permitindo maior flexibilidade metodológica e aprofundamento interpretativo do fenômeno investigado. A seleção dos estudos ocorreu de forma intencional, orientada pela relevância teórica e pela contribuição para a compreensão do objeto de estudo. A busca foi realizada nas bases de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), incluindo MEDLINE, BDENF e LILACS, além da Scientific Electronic Library Online (SciELO), utilizando descritores em Ciências da Saúde (DeCS): (Cuidados de Enfermagem OR Assistência de Enfermagem) AND (Hemodiálise OR Diálise Renal) AND (Acesso Vascular OR Fístula Arteriovenosa OR Cateter) AND (Prevenção OR Manutenção). Foram incluídos estudos disponíveis na íntegra, nos idiomas português, inglês e espanhol, que apresentassem pertinência com a temática investigada. Realizou-se uma busca complementar no Google Acadêmico, com o intuito de ampliar o escopo de identificação de produções relevantes, reforçando o caráter não exaustivo, exploratório e intencional da revisão. Cinco estudos compuseram a amostra final, considerando-se a aderência ao tema e potencial de contribuição para a análise proposta. Os resultados evidenciaram que a fístula arteriovenosa é o acesso de escolha, devido à maior durabilidade e menor incidência de complicações, embora ainda sujeita a eventos como infecções, tromboses e estenoses. Destacou-se o papel do enfermeiro na avaliação clínica, no manejo adequado do acesso, na adoção de práticas assépticas e na educação em saúde, promovendo autonomia do paciente e prevenção de complicações. Conclui-se que a assistência de enfermagem sistematizada e baseada em evidências é fundamental para a preservação do acesso vascular e melhoria da qualidade de vida dos pacientes.
Palavras-chave: Assistência de Enfermagem,Hemodíalise,Acesso Vascular
Oral
CUIDAR EM SITUAÇÕES CRÍTICAS: DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS NO ESTÁGIO EM URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
ANA BEATRIZ DOS SANTOS PEREIRA ; Maria Jaquelyne Rodrigues dos Santos; Maria Eugênia Alves Almeida; Adriana de Moraes Bezerra; Yury Tavares de Lima
O estágio supervisionado constitui uma etapa fundamental na formação dos profissionais da área da saúde, possibilitando a articulação entre teoria e prática. No contexto da urgência e emergência, esta etapa torna-se ainda mais relevante, uma vez que exige competências clínicas específicas para situações críticas. Objetiva-se relatar a experiência discente no estágio supervisionado de enfermagem, evidenciando a construção de competências clínicas no cuidado em urgência e emergência. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência desenvolvido a partir das vivências de duas acadêmicas de Enfermagem no estágio supervisionado em Urgência e Emergência, realizado em um Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). O estágio foi desenvolvido entre os meses de março e abril de 2026, na base operacional do serviço, sob supervisão de profissionais de Enfermagem. Durante a experiência foi possível acompanhar e participar do atendimento a pacientes com diferentes idades, quadros clínicos e níveis de gravidade. O ambiente dinâmico e imprevisível da urgência e emergência promoveu o desenvolvimento de competências clínicas como tomada de decisão, liderança, responsabilidade, comunicação eficaz e trabalho em equipe. Além disso, também proporcionou maior segurança na execução de procedimentos técnicos da enfermagem, tais como monitorização de sinais vitais, administração de medicamentos, ações de primeiros socorros e realização de exames. Outro aspecto relevante foi a possibilidade de refletir sobre a humanização do atendimento, mesmo em situações de alta demanda e pressão, onde a escuta qualificada e o acolhimento são elementos fundamentais para garantir um cuidado integral e ético para o paciente e com o acompanhante. Conclui-se que o estágio supervisionado no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) representou uma experiência essencial para a formação em Enfermagem, ao possibilitar a prática em um cenário de alta dinamicidade. A atuação nesse contexto favoreceu a integração entre conhecimento teórico e prática assistencial, além de estimular o desenvolvimento de habilidades técnicas e comportamentais indispensáveis ao cuidado em situações críticas.
Palavras-chave: Enfermagem,Atendimento Pré-Hospitalar,Educação em Enfermagem
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DESAFIOS CONTEMPORÂNEOS E AVANÇOS NA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO PACIENTE TRAUMATIZADO
JESSICA ALVES ARAUJO ; Ana Francisca Pereira Lourenço; Antonio Jefferson Amorim de Freitas; Mateus Sampaio de Oliveira; Kelly Fernanda Silva Santana
O trauma consiste em lesão tecidual decorrente da transferência súbita de energia por causas externas, configurando importante problema de saúde pública pelo impacto nos serviços de saúde. Nesse contexto, a enfermagem destaca-se na prevenção, atendimento e reabilitação, sendo a pesquisa fundamental para o aprimoramento de práticas seguras e qualificadas. Este estudo objetivou identificar os desafios da enfermagem na assistência ao paciente traumatizado e o impacto dos avanços científicos na qualificação do cuidado. Trata-se de revisão integrativa, descritiva, norteada pela questão: Quais os desafios da enfermagem na assistência ao paciente traumatizado e de que forma os avanços científicos têm contribuído para a qualificação do cuidado? A busca foi realizada nas bases PubMed e CINAHL, via Portal CAPES, em abril de 2026, utilizando a estratégia: (“Nursing Care” OR “Emergency Nursing”) AND (“Wounds and Injuries” OR “Trauma”) AND (“Quality of Health Care” OR “Patient Safety”), resultando em 61 estudos. Incluíram-se artigos publicados nos últimos dez anos, disponíveis gratuitamente e na íntegra, sendo excluídos duplicados e aqueles não pertinentes ao objetivo. Utilizou-se o software Rayyan para seleção dos estudos. A coleta e análise ocorreram por formulário próprio, com síntese em duas categorias temáticas: “avanços” e “desafios”, além da avaliação do nível de evidência. A amostra final foi composta por 15 estudos. Os resultados evidenciaram como desafios a sobrecarga de trabalho, limitação de recursos humanos, falhas na comunicação entre equipes e dificuldades na implementação de práticas baseadas em evidências, comprometendo a segurança do paciente e a qualidade assistencial. Em contrapartida, os avanços relacionaram-se à adoção de protocolos assistenciais, frameworks estruturados de avaliação clínica, qualificação profissional e incorporação de tecnologias, fortalecendo a organização da assistência, a tomada de decisão clínica e a redução de eventos adversos. Conclui-se que os avanços identificados qualificam a assistência de enfermagem, enquanto os desafios revelam fragilidades institucionais e de gestão. Destaca-se a necessidade de integrar evidências científicas à prática, com fortalecimento da sistematização do cuidado e educação permanente. Recomenda-se que estudos futuros avaliem o impacto de tecnologias e protocolos na linha de cuidado ao trauma.
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DESAFIOS E ESTRATÉGIAS PARA A HUMANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM SERVIÇOS DE EMERGÊNCIA HOSPITALAR
CICERA RAYANE DA SILVA
Os serviços de emergência são ambientes de alta complexidade e demanda, onde a enfermagem desempenha papel central na avaliação e classificação de risco. Fatores como sobrecarga e assistência com foco no modelo biomédico podem comprometer a humanização do cuidado. Nesse contexto, a humanização torna-se essencial para promover acolhimento, empatia e vínculo com o paciente. O objetivo do estudo é identificar os desafios enfrentados e as estratégias adotadas para promover a humanização da assistência de enfermagem em serviços de emergência hospitalar. Trata-se de uma revisão narrativa realizada em abril de 2026, guiada por seis etapas metodológicas. A questão norteadora foi elaborada pela estratégia PCC (População, Conceito e Contexto). A busca ocorreu nas bases de dados: Scopus e Web of Science, por meio do Portal de Periódicos da Capes, além de Lilacs, Bdenf e Medline através da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e PubMed, delimitados dos critérios de inclusão e exclusão. Foi utilizado o software Rayyan para otimização e adequação do rigor metodológico dos estudos, apresentando o processo de seleção por meio do fluxograma PRISMA e categorização em um quadro. De um total de 302 estudos encontrados nas bases de dados, foram selecionados sete trabalhos originais nos idiomas inglês, portugês e espanhol que respondem à pergunta de pesquisa para compor a amostra. A partir dos resultados, os achados foram organizados em duas categorias principais contendo os desafios e estratégias usadas para humanizar a assistência. A humanização na emergência enfrenta desafios como superlotação, falta de recursos, sobrecarga profissional e desconhecimento dos usuários sobre protocolos de triagem, o que compromete a qualidade do cuidado. Como estratégias, destacam-se o uso do Acolhimento com Classificação de risco, comunicação efetiva, trabalho em equipe, simulações interprofissionais e a valorização de aspectos emocionais e espirituais, apoiados na teoria de Jean Watson. Conclui-se que a humanização da assistência de enfermagem na emergência é essencial, mas enfrenta desafios como sobrecarga e falta de recursos, sendo necessários mais estudos, estratégias e políticas para fortalecer uma assistência de enfermagem mais humanizada.
Palavras-chave: Assistência de Enfermagem, Humanização, Emergência
Oral
DESAFIOS E INTERVENÇÕES DO ENFERMEIRO NA SAÚDE MENTAL DE MULHERES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
MARIA ANDRESSA PEREIRA DOS ANJOS ; Herbert Luiz Vieira Sales; Aline da Silva Ribeiro; Helena Victória Pereira Gonçalves; Maria Eduarda Gonçalves de Oliveira; Grayce Alencar Albuquerque
A violência contra a mulher é identificada como um grave problema de saúde pública, sendo mais incidente a violência doméstica, definida na Lei nº 11.340, Lei Maria da Penha, como qualquer ação ou omissão baseada em gênero que cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial, com maior prevalência de casos envolvendo impactos psicológicos. Diante disso, o enfermeiro pode constituir o primeiro contato da vítima após a ocorrência da violência, em qualquer nível da rede de atenção à saúde. Assim, objetivou-se analisar barreiras e estratégias da enfermagem na atenção à saúde mental de mulheres em situação de violência doméstica. A metodologia baseia-se em revisão literária realizada no mês de abril de 2026, no portal da Biblioteca Virtual em Saúde, nas bases MEDLINE e LILACS com aplicação do operador AND entre os descritores “Assistência à Saúde Mental”, “Enfermagem” e “Violência Doméstica”. Como preceitos de inclusão teve-se publicações que abordassem sobre a assistência de enfermagem em saúde mental direcionada a esse público, com delimitação temporal de dez anos e como critérios de exclusão, descartaram-se aquelas que não contemplavam o contexto do estudo, assim como os artigos duplicados. Do quantitativo de 10 materiais encontrados, seis foram utilizados. Ao revisar a literatura, observa-se que os agravos psicológicos advindos da violência doméstica estão intrinsecamente relacionados aos sentimentos de medo, culpa e vergonha, o que resulta na dificuldade da mulher em buscar ajuda. Nesse sentido, a omissão ou minimização do dano pela vítima, associada ao despreparo profissional ou desconhecimento sobre a sistematização da assistência de enfermagem, constitui uma barreira para a enfermagem na identificação de sinais indicativos de violência doméstica contra a mulher, o que compromete a prestação de uma assistência equânime entre as necessidades terapêuticas e a prática do cuidado, especialmente no campo da saúde mental. Sob esta ótica, os enfermeiros intervêm na saúde psicológica da mulher por meio de estratégias como a escuta ativa, o vínculo de confiança na relação profissional-usuária e a aplicação de protocolos que orientam encaminhamentos e condutas necessárias. Conclui-se que a enfermagem deve fortalecer práticas qualificadas de acolhimento, identificação precoce e intervenção frente aos danos psicológicos decorrentes da violência doméstica, de forma integrada às diferentes dimensões do cuidado e do bem-estar.
Palavras-chave: Assistência à Saúde Mental, Enfermagem, Violência Doméstica
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DESENVOLVIMENTO DE JOGO DIGITAL EDUCATIVO PARA O ENSINO DE PRIMEIROS SOCORROS A CRIANÇAS: ESTUDO METODOLÓGICO
FRANCISCO RAEL CAMPOS ALVES; Sofia Martins Teixeira
Trata-se de um estudo metodológico com o objetivo de desenvolver um protótipo de jogo digital educativo para o ensino de primeiros socorros a crianças. A construção da tecnologia foi orientada pelas diretrizes de elaboração de materiais educativos em saúde, incluindo revisão integrativa da literatura e análise de documentos institucionais da área. A busca foi realizada em bases como LILACS, MEDLINE e BDENF, resultando em 13 estudos analisados, os quais subsidiaram a identificação de estratégias pedagógicas e clínicas relevantes. Os achados evidenciam predominância de tecnologias voltadas a públicos mediadores (profissionais e cuidadores), com lacuna de intervenções direcionadas diretamente às crianças. Destacam-se como elementos eficazes no ensino: aprendizagem ativa, simulação contextualizada, lógica sequencial de ações, feedback imediato e uso de recursos multimodais. Tais estratégias demonstraram potencial para reduzir a carga cognitiva, favorecer a retenção do conhecimento e qualificar a tomada de decisão em situações de emergência. Com base nessa sistematização, foi desenvolvido um jogo digital estruturado em cenários simulados, nos quais a criança interage por meio da organização sequencial de condutas de primeiros socorros. A tecnologia incorpora feedback contínuo, progressão por níveis, elementos de gamificação e interface adaptada ao desenvolvimento infantil, priorizando a construção de competências operacionais em detrimento da memorização de protocolos. Como limitação, destaca-se a ausência de validação empírica com o público-alvo. Ainda assim, o produto apresenta potencial de aplicação em contextos educacionais e de educação em saúde, contribuindo para a promoção da autonomia infantil e para a redução da lacuna entre conhecimento e ação em situações de baixa complexidade.
Palavras-chave: Primeiros Socorros,Crianças,Educação em Saúde,Tecnologia
Oral
EFEITO DO COVID-19 NAS HABILIDADES MOTORAS FUNDAMENTAIS E COGNIÇÃO DE CRIANÇAS: UMA PERSPECTIVA DE REDES
KAWANNY VITURINO RODRIGUES; Danielly Cesário de Oliveira
A COVID-19, infecção respiratória grave provocada pelo SARS-CoV-2, pode comprometer a cognição e a competência motora em crianças. Dentre os domínios afetados, destacam-se as Funções Executivas (FE), Flexibilidade Cognitiva (FC), Memória de Trabalho (MT), Controle Inibitório (CI), Números (NUM) e Vocabulário (VOC), estreitamente relacionadas às Habilidades Motoras Fundamentais (HMF), movimentos desenvolvidos na infância que constituem a base para atividades físicas complexas e para a prática esportiva futura. Compreender as inter-relações entre essas variáveis é, portanto, fundamental para subsidiar estratégias de monitoramento e intervenção precoce no desenvolvimento infantil pós-pandemia. Este estudo tem como objetivo analisar a influência da COVID-19 na estrutura de rede das HMF e das FE em crianças pré-escolares. Pesquisa quantitativa e transversal, realizada em Centros de Educação Infantil de Juazeiro do Norte, aprovada pelo Comitê de Ética da URCA (2.683.448). Participaram 127 crianças de três a cinco anos, das quais 14 tiveram COVID-19 e 113 não foram infectadas. A ocorrência da infecção foi identificada por questionário sociodemográfico aplicado aos responsáveis. As HMF foram avaliadas pelo Test of Gross Motor Development-Third Edition (TGMD-3) e as FE pela bateria Early Years Toolbox (EYT). Uma rede Bayesiana foi estimada no RStudio com os pacotes bnlearn e ggplot2. A rede apresentou estrutura conectada, com a variável COVID-19 exercendo influência expressiva sobre os demais nós. A variável mais impactada foi Skip, com associações predominantemente negativas, sendo a mais intensa proveniente do CI (−0,83). A conexão mais forte da rede foi entre Salto com um pé e FC (−7,55). Crianças com histórico de infecção apresentaram prejuízos nas FE e HMF: a MT foi a variável mais afetada (−0,23), seguida do CI (−0,15). Nas HMF, as mais comprometidas foram Rebatida com uma mão (−0,71) e Skip (−0,37). Em contrapartida, crianças não infectadas exibiram associações positivas mais consistentes, com destaque para NUM (12,06) e VOC (1,38) nas FE, e Corrida lateral (1,09) e Salto horizontal (1,04) nas HMF. Os resultados evidenciam que a infecção pela COVID-19 impacta negativamente tanto as FE quanto as HMF em crianças pré-escolares, com efeitos mais pronunciados sobre a memória de trabalho e o controle inibitório, reforçando a necessidade de monitoramento cognitivo-motor em crianças com histórico de infecção pelo SARS-CoV-2.
Palavras-chave: COVID-19,Cognição,Habilidades Motoras Fundamentais
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EFEITOS DO ALEITAMENTO MATERNO NAS FUNÇÕES EXECUTIVAS E ANSIEDADE EM CRIANÇAS: UMA PERSPECTIVA DE REDES
RUÂNIA SOARES DE SOUSA; Kawanny Viturino Rodrigues; Ana Clarisse Álvaro Januário; Danielly Cesário de Oliveira
O aleitamento materno, recomendado de forma exclusiva até os seis meses e complementar até os dois anos e meio ou mais, influencia diretamente o desenvolvimento cognitivo e emocional durante o período de intensa maturação cerebral da primeira infância. As funções executivas (FE), Memória de Trabalho (MT), Controle Inibitório (CI) e Flexibilidade Cognitiva (FC), bem como Vocabulário (VOC) e Números (NUM), constituem os principais aspectos da capacidade de autorregulação. A ansiedade, caracterizada pela antecipação de perigo ou ameaça, representa um fator que compromete essa capacidade, tornando relevante investigar a associação entre a história de amamentação e o perfil executivo e emocional de crianças pré-escolares. Analisar a influência do aleitamento materno ideal sobre as FE e os níveis de ansiedade em crianças pré-escolares. Estudo quantitativo e transversal conduzido em Centros de Educação Infantil de Juazeiro do Norte, aprovado pelo Comitê de Ética da URCA (parecer 2.683.448). Participaram 126 crianças de 3 a 5 anos, divididas em dois grupos: aleitamento ideal (n=51) e não ideal (n=75). A prática de amamentação e os níveis de ansiedade foram investigados por questionário sociodemográfico aplicado aos responsáveis. As FE foram avaliadas pela bateria gamificada Early Years Toolbox. Duas redes foram estimadas no RStudio, com os pacotes qgraph, bootnet e ggplot, uma para cada grupo. No grupo com aleitamento ideal, "fica grudado nos adultos ou é muito dependente" atuou como nó-montante, com forte conexão positiva em NUM (6,16) e conexões negativas em MT (-0,33) e em "fica sem jeito na frente das pessoas" (-0,02). A variável mais influenciada foi NUM. No grupo com aleitamento não ideal, a rede mostrou-se mais fragmentada: CI atuou como montante, com conexão positiva em VOC (16,08), mas negativa em FC (-6,43), NUM (-2,78) e em indicadores de ansiedade como "dependência dos pais" (-1,12) e "triste ou deprimido" (-0,35). O nó mais influenciado foi "parece infeliz sem um bom motivo", com maior peso negativo em "Timidez" (-0,27). Os resultados evidenciam que o aleitamento materno nos primeiros anos de vida favorece uma estrutura cognitiva e emocional mais integrada e eficiente, com redes de FE mais coesas e menores indicadores de ansiedade. Esses achados reforçam a necessidade de políticas e estratégias de saúde pública que promovam e apoiem o aleitamento materno.
Palavras-chave: Aleitamento materno,Ansiedade,Desenvolvimento infantil
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ENFERMAGEM NA ESTRATIFICAÇÃO DE RISCO E VULNERABILIDADE GESTACIONAL: RELATO PET-SAÚDE E RESIDÊNCIA EM SAÚDE COLETIVA
ISLEY DE SOUSA SALES ; Guilherme de Macedo; Simplicio Gonçalo Gonçalves Machado Dias; Helena Victória Pereira Gonçalves; Patrícia Pereira Tavares de Alcântara; Larissa Rolim de Oliveira
A Atenção Primária à Saúde (APS) constitui o eixo estruturante do Sistema Único de Saúde (SUS), sendo estratégica a incorporação da saúde digital para subsidiar decisões clínicas, qualificar a vigilância em saúde e fortalecer a organização do cuidado nos territórios, com destaque para a Enfermagem. Nesse contexto, o Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde) destaca-se como dispositivo de integração ensino-serviço-comunidade e promoção da educação interprofissional. Este estudo objetiva relatar a experiência da Enfermagem no PET-Saúde Informação e Saúde Digital, articulado à Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva, na coleta, organização, análise e territorialização de dados de gestantes acompanhadas na APS. Trata-se de relato de experiência, descritivo, desenvolvido no Centro Integrado de Assistência à Saúde da Família (CIASF)/ UBS Dr. Ailton Esmeraldo, em Crato-CE, entre Outubro e Dezembro de 2025. Participaram acadêmicos de Enfermagem, outros cursos e residentes multiprofissionais, analisando dados de 10 gestantes obtidos de prontuários, registros de Agentes Comunitários de Saúde e fichas do e-SUS Território. As informações foram sistematizadas em planilhas com variáveis sociodemográficas e clínicas, com pontuação para estratificação da vulnerabilidade familiar e risco clínico-gestacional, seguida de análise integrada e territorialização dos dados. O estudo seguiu a Resolução CNS nº 466/12, com aprovação por Comitê de Ética (parecer nº 8.373.145). Observou-se predominância de baixo risco e baixa vulnerabilidade (50%). Entretanto, 20% apresentaram alto risco clínico mesmo em baixa vulnerabilidade social e 10% alto risco com vulnerabilidade média, evidenciando a limitação da análise isolada dessas dimensões. As oficinas formativas quinzenais favoreceram a análise coletiva e educação permanente, com protagonismo da Enfermagem, enquanto a territorialização com Google My Maps subsidiou a busca ativa e organização do cuidado. Conclui-se que a atuação da Enfermagem e a interprofissionalidade associada às tecnologias digitais qualifica a vigilância em saúde, favorece o cuidado equitativo e fortalece a formação interprofissional na APS, apesar do número reduzido de casos e uso de instrumento não validado.
Oral
Ensino baseado em simulação: Impactos na formação em enfermagem
SARA CRISTINA GUEDES FERREIRA ; Isaac David Lobo da Silva; Ellen Januario Freitas; Carla Hellen Cordeiro Ribeiro e Silva
No contexto da formação em enfermagem, a simulação realística tem se destacado como uma estratégia relevante para aproximar teoria e prática, por permitir ao estudante vivenciar situações clínicas com segurança. Nesse ambiente controlado, desenvolvem-se o raciocínio clínico, a tomada de decisão e o trabalho em equipe, fortalecendo a confiança e contribuindo para a formação de profissionais mais capacitados para uma assistência segura, ética e de qualidade. Este estudo teve como objetivo avaliar o impacto dos cenários simulados na qualidade da assistência em enfermagem, considerando sua contribuição para a formação acadêmica e a prática clínica, bem como para o desenvolvimento do raciocínio clínico e o aprimoramento das habilidades práticas por meio da repetição de cenários. Para isso, realizou-se uma revisão narrativa da literatura, abrangendo o período de 2019 a 2025 e utilizando as bases SciELO, LILACS, BVS e PubMed. Foram analisados 10 artigos científicos, com foco na utilização da simulação realística no ensino da enfermagem, adotando critérios metodológicos rigorosos que asseguraram a relevância, consistência e confiabilidade dos achados. Os resultados evidenciam que a simulação realística promove melhora significativa no conhecimento teórico, com maior retenção e entendimento dos conteúdos, além de aprimorar as habilidades práticas, garantindo maior precisão e segurança na prática dos procedimentos. Observa-se também impacto positivo na comunicação, no pensamento crítico e no julgamento clínico, fundamentais para a tomada de decisão rápida e segura em situações complexas. Evidenciou-se ainda redução da ansiedade e aumento da autoconfiança dos estudantes, favorecendo melhor desempenho na prática clínica. Estratégias como o debriefing e a repetição de cenários fortalecem o aprendizado. Apesar dos benefícios, persistem desafios como limitações estruturais e a necessidade de capacitação docente. Conclui-se que a simulação realística no ensino da enfermagem contribui para a melhoria da qualidade da assistência, ao fortalecer a formação acadêmica e a prática clínica, além de desenvolver competências essenciais para uma atuação segura e eficaz.
Palavras-chave: Simulação realistica,treinamento simulado,treinamento com simulação de alta fidelidade
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FERRAMENTAS DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO DIAGNÓSTICO CITOPATOLÓGICO E CUIDADO DE ENFERMAGEM NA SAÚDE DA MULHER
LAISSA VIEIRA DA SILVA ; Ana Vitória Coelho Alves; Eliana Ribeiro Beserra; Andréa Maria Casado; Tainã Brito Siebra de Oliveira; Aretha Feitosa Araujo
O câncer do colo do útero permanece como um importante problema de saúde pública, especialmente em países de baixa renda, sendo uma das principais causas de morbimortalidade entre as mulheres. Apesar de ser uma doença prevenível por meio da vacinação contra o HPV e do rastreamento citopatológico, ainda persistem desafios relacionados à variabilidade na interpretação dos resultados, à dependência do avaliador e à possibilidade de inconsistências diagnósticas. Nesse contexto, a inteligência artificial surge como uma inovação promissora, capaz de otimizar o diagnóstico citopatológico por meio da identificação automatizada de alterações celulares, contribuindo para maior precisão e redução de erros. O estudo tem como objetivo analisar de que forma as ferramentas de inteligência artificial podem qualificar a atuação da enfermagem na detecção precoce e no cuidado integral à saúde da mulher. Trata-se de uma revisão bibliográfica, de caráter descritivo e abordagem qualitativa, realizada em bases de dados como SciELO, LILACS e PubMed, utilizando descritores relacionados à temática, combinados por operadores booleanos. Foram encontrados 15 estudos, dos quais 8 foram selecionados após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, considerando aqueles disponíveis na íntegra e diretamente relacionados ao tema. Os resultados evidenciaram que a inteligência artificial apresenta elevada acurácia na identificação de alterações celulares, contribuindo para maior sensibilidade e especificidade diagnóstica, além de reduzir a subjetividade e o tempo de análise. Observou-se ainda que essa tecnologia amplia o acesso ao rastreamento, especialmente em regiões com escassez de profissionais especializados. No âmbito da enfermagem, a utilização dessas ferramentas fortalece a prática assistencial, subsidia a tomada de decisão e qualifica o acompanhamento das pacientes, tornando o cuidado mais eficiente e baseado em evidências. Conclui-se que a inteligência artificial representa uma importante aliada na detecção precoce do câncer do colo do útero, contribuindo para a melhoria da qualidade do cuidado e para a atuação mais estratégica da enfermagem, embora ainda existam desafios relacionados à infraestrutura, capacitação profissional e questões éticas.
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FUNÇÕES EXECUTIVAS E AUTORREGULAÇÃO EM CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA PREMATURAS E NASCIDAS A TERMO: Uma abordagem de hipergrafos
RUTH EMILLY SILVA TORRES; Josimar Andrade Silva; Ana Karolina Leandro Moreira; Maria Carolina Morais Pereira Queiros; Emmily Petícia do Nascimento Sales
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por prejuízos persistentes nas dimensões social, cognitiva e motora, domínios diretamente implicados no desenvolvimento das Funções Executivas (FE) e da Autorregulação (AR). A prematuridade, definida pelo nascimento antes de 37 semanas de gestação, constitui um importante fator de risco para alterações nesses mesmos domínios, podendo comprometer a maturação de circuitos neurais subjacentes às FE mesmo na ausência de condições clínicas associadas. Dado que TEA e prematuridade frequentemente coocorrem e que suas influências sobre o desenvolvimento cognitivo e emocional tendem a se sobrepor de maneira complexa, abordagens analíticas tradicionais mostram-se insuficientes para capturar a natureza simultânea e não linear dessas interações. Nesse cenário, os hipergrafos emergem como ferramenta metodológica que permite representar conexões de ordem superior entre variáveis de forma simultânea, superando a limitação informacional dos modelos diádicos e possibilitando uma caracterização mais fidedigna do desenvolvimento infantil. O objetivo foi analisar as relações entre FE e AR em crianças com TEA, prematuras ou não. Participaram 16 crianças com diagnóstico de TEA, sendo 8 prematuras, com faixa etária de 4 a 6 anos, de ambos os sexos, de uma escola pública em Juazeiro do Norte-CE. As FE foram avaliadas pela bateria Early Years Toolbox, contemplando Flexibilidade Cognitiva (FC), Memória de Trabalho (MT) e Controle Inibitório (CI). A AR foi avaliada pelo Head-Toes-Knees-Shoulders-Revised (HTKS-R). Os hipergrafos foram estimados no Python com o pacote hypernetx. A análise das entropias revelou valores similares entre os grupos, com CI e VOC apresentando maior diversidade de interações em ambos (a termo: CI = 3,16, VOC = 3,10; prematuros: CI = 3,17, VOC = 3,09), e FC registrando a menor entropia (a termo = 2,58; prematuros = 2,60). No grupo a termo, o CI ocupou posição central no complexo simplicial, conectando-se a todos os nós e evidenciando elevada interdependência entre FE e AR. No grupo prematuro, a estrutura mostrou-se mais dispersa, sugerindo organização funcional mais difusa. Embora as entropias sejam semelhantes, a organização topológica difere entre os grupos, indicando que a prematuridade impacta a arquitetura funcional das FE e da AR, o que reforça a importância de estratégias de estimulação precoce voltadas a crianças com TEA nascidas prematuras.
Palavras-chave: Autorregulação emocional,Cognição,Análise da complexidade
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Humanização da assistência em enfermagem nos serviços de urgência e emergência na sociedade contemporânea
YASMIN PERSEFANY FERREIRA FURTADO; Ana Clara Lima Vieira Almeida
A emergência hospitalar configura-se como um campo que exige do profissional agilidade, raciocínio crítico e habilidade técnica alinhada, sobretudo, à oferta de uma assistência humanizada, visto que os pacientes, em sua maioria, encontram-se em uma condição de alto risco que repercute nos aspectos psicossociais. Diante disso, este justifica-se pela reflexão da dinâmica da humanização, reconhecendo o ser como integral, para além da doença, e compreendendo todo o histórico do indivíduo. Objetiva-se identificar as dificuldades para a implementação de condutas que caracterizam a assistência humanizada no pronto-atendimento. O presente estudo baseia-se em uma revisão bibliográfica narrativa no portal da Biblioteca Virtual em Saúde por meio das bases SciELO, BDENF e LILACS, aplicando os descritores “enfermagem”, “assistência humanizada” e “emergência” com o operador booleano AND. Do quantitativo de 29 resultados, 8 foram utilizados, entre os quais, como critérios de inclusão, selecionados artigos publicados em português e/ou espanhol e os que contemplaram a temática. Para a exclusão, elencou-se os que atenderam parcialmente o tema analisado e aqueles classificados apenas como revisão. Ao revisar a literatura, evidenciou-se o cuidado integral sujeito a múltiplos fatores, com aspectos referentes aos profissionais de enfermagem, bem como à instituição e à dinâmica organizacional. Institucionalmente, constata-se, principalmente, a alta demanda associada ao tempo de permanência dos pacientes, à insuficiência de leitos e fragilidades no sistema de classificação de risco. Este que, por sua vez, prioriza, comumente, o atendimento por ordem de chegada e não por complexidade, resultando no impacto emocional dos pacientes e comprometendo a rapidez assistencial. Quanto aos profissionais, nota-se a sobrecarga de trabalho, horários inflexíveis e a tensão devido às condições institucionais, como a precariedade laboral que atinge diretamente a atuação da enfermagem, que atua com recursos limitados para garantir a qualidade do cuidado. Em suma, a enfermagem enfrenta percalços para a efetivação do atendimento humanizado no serviço emergencial, permanecendo como um princípio essencial e que deve ser priorizado. Nesse viés, a organização dos serviços e a melhoria das condições de trabalho configuram-se como elementos cruciais para favorecer a consolidação de uma atuação efetiva, tornando-se necessárias novas classificações de risco, melhoria na infraestrutura e horários flexíveis.
Palavras-chave: Enfermagem,Assistência humanizada, Emergência
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HUMANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA: CONTRIBUIÇÃO PARA O CUIDADO DE ENFERMAGEM À PESSOA COM ESTOMIA DE ELIMINAÇÃO
ANA CAMILA MATOS FIGUEIREDO; Maria Gabriela Izidio Rodrigues; Cicera Hellen da Silva; Lucas Figueiredo Nascimento; Levi Santos da Paixão
Resumo: A confecção de uma estomia corrobora para uma mudança significativa na vida das pessoas que a realizam, nos aspectos físicos, psicológicos e socioeconômicos, além da necessidade da assistência de enfermagem especializada, qualificada e humanizada. Justifica-se pela relevância da humanização no cuidado em saúde diante das dificuldades emocionais, inseguranças e medos vivenciados pelos indivíduos. Objetivou-se descrever a experiência de acadêmicos de enfermagem diante da humanização da assistência, com ênfase na contribuição para o cuidado de enfermagem às pessoas com estomias de eliminação em um ambulatório de estomaterapia. Trata-se de um relato de experiência, de natureza descritiva, desenvolvido a partir da participação discente em práticas no cuidado de enfermagem à pessoa com estomia no Ambulatório de Enfermagem em Estomaterapia na Universidade Regional do Cariri. A vivência ocorreu durante os atendimentos de enfermagem com pessoas com estomias, onde foram observadas estratégias de acolhimento, escuta ativa e educação em saúde para o autocuidado relacionados às orientações sobre o manejo e higienização do equipamento coletor, além de orientações quanto a realização do autocuidado com a finalidade de colocar o paciente como protagonista do seu cuidado. Conclui-se, portanto, que a comunicação humanizada possui um papel essencial na assistência de enfermagem à pessoa com estomia, contribuindo de maneira significativa para promoção de uma boa adaptação do paciente, na escuta ativa e no incentivo do autocuidado.
Palavras-chave: Estomaterapia,Humanização da Assistência,Enfermagem,Estomias
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IMPACTO DO USO DE TELAS NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL E AS INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM: REVISÃO NARRATIVA
VERIDIANA BEZERRA DO NASCIMENTO ; DÉBORA GEISIANE DA SILVA BRITO; GOMEZ FERMIN MIROSLAVA GETSEMANI
A contemporaneidade é marcada por uma imersão digital, onde as crianças apresentam uso precoce e irrestrito às telas, com uma constante e crescente exposição cotidiana nos espaços digitais. Todavia, apesar de ser uma prática comum, os impactos causados no desenvolvimento infantil são um desafio emergente na assistência à saúde, demandando maior aprofundamento clínico do profissional de enfermagem. Diante disso, o presente estudo tem como objetivo analisar a relação das intervenções de enfermagem no desenvolvimento infantil frente ao uso de telas. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura. A busca dos estudos foi realizada no Google Acadêmico, no mês de Abril de 2026, utilizando os descritores: "Enfermagem", "Desenvolvimento Infantil" e "Exposição às Telas". Foram adotados como critérios de inclusão artigos publicados nos últimos 5 anos, resultando em uma amostra final de 04 estudos após a triagem. As análises da literatura evidenciaram que os principais impactos identificados foram: dificuldades emocionais, comportamentais, desenvolvimento escolar, além de mudanças no processo cognitivo e atraso expressivo de fala. Ademais, a exposição pode estar associada a um risco maior de obesidade infantil, dificuldades alimentares, distúrbios do sono e comprometimento da saúde mental. Nesse cenário, o enfermeiro desempenha papel crucial na consulta de puericultura, atuando na identificação precoce desses agravos e no incentivo de hábitos saudáveis. Cabe a esse profissional orientar os cuidadores sobre a restrição do tempo de tela, incentivando a substituição por atividades que estimulem o desenvolvimento socioemocional e cognitivo, tais como jogos lúdicos, leitura compartilhada, expressões artísticas e brincadeiras ao ar livre. Conclui-se que a exposição irrestrita às telas impõe desafios significativos ao desenvolvimento infantil, reafirmando que a atuação da enfermagem é determinante para a mitigação desses efeitos através da educação em saúde. Como limitação deste estudo, destaca-se a natureza da revisão bibliográfica, que restringe a generalização dos achados a cenários clínicos específicos. Sugere-se, portanto, que pesquisas futuras realizem o acompanhamento longitudinal dos impactos dessas intervenções no ambiente familiar, visando fortalecer as estratégias de cuidado e assistência de enfermagem na infância.
Palavras-chave: Exposição às Telas, Desenvolvimento Infantil, Enfermagem
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IMPACTO NOS COMPORTAMENTOS TIPICAMENTE AUTÍSTICOS APÓS LEGO® TERAPIA: ESTUDO QUASE-EXPERIMENTAL
MARIA VICTÓRIA VIANA ALVES; Mirian Cecília dos Santos Matias; Kaline Oliveira de Sousa; Heloisa Navlidi Góes de Sousa; Emmily Petícia do Nascimento Sales; Joseph Dimas de Oliveira
O Transtorno do Espectro Autista afeta o neurodesenvolvimento ocasionando prejuízos na comunicação, interação social e imaginação. Com a evolução de pesquisas e práticas terapêuticas, várias intervenções têm sido desenvolvidas para as crianças com autismo. Destaca-se a Terapia Baseada em LEGO®, que utiliza os blocos de montar através da divisão de papéis como engenheiro, fornecedor e construtor, envolvendo interação, cooperação e respeito às regras para uma boa desenvoltura de crianças. Assim, a investigação sobre o comportamento das crianças autistas atendidas com a TBL através da escala Modified Checklist for Autism in Toddlers Revised with and Follow-up (M-CHAT R/F), pode viabilizar a compreensão de que forma as estratégias lúdicas e os instrumentos de rastreamento impactam no desenvolvimento infantil. O objetivo deste estudo é comparar o perfil de comportamento de crianças autistas utilizando uma escala que rastreia comportamentos tipicamente autísticos após 12 sessões da LEGO® terapia. Trata-se de um estudo quase-experimental de abordagem quantitativa. O estudo se desenvolveu no Ambulatório do Brincar e a amostra populacional foi composta por 36 crianças. Na primeira etapa, foram coletados os dados sociodemográficos das crianças com base nos prontuários clínicos; na segunda etapa, as famílias e as crianças realizaram o preenchimento das escalas de avaliação do autismo, incluindo a M-CHAT R/F; na terceira etapa, ocorreu a reavaliação dessa escala. A análise dos dados foi feita por meio da estatística descritiva e os resultados obtidos foram organizados em planilha do Excel. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Regional do Cariri, conforme o parecer n° 6.935.930 de 07 de julho de 2024. Os resultados indicaram, mediante o uso da M-CHAT R/F na identificação dos comportamentos tipicamente autísticos, que após a TBL houve aumento dos comportamentos de menor nível de suporte e redução dos comportamentos que sinalizam maior nível de suporte, isto é, houve aumento de comportamentos que denotam autonomia das crianças e diminuição dos comportamentos que denotam falta de autonomia. Conclui-se que a TBL possui influência na mudança comportamental das crianças com TEA.
Palavras-chave: Saúde da Criança, Transtorno do Espectro Autista, Transtornos do Comportamento Social
Oral
IMPORTÂNCIA DO ALEITAMENTO MATERNO PARA PREVENÇÃO DE INFECÇÕES NEONATAIS
MARIA JESSYCA CALOU DA CRUZ; Vitória Emilly Fernandes de Sousa; Gleice Adriana Araujo Gonçalves
O período neonatal compreende os primeiros 28 dias de vida de um recém-nascido e é considerado crítico devido a imaturidade fisiológica, ademais, o sistema imunológico está em um período de desenvolvimento tornando-o mais susceptível a infecções. Nas primeiras semanas de vida, a capacidade funcional do sistema imunológico é imatura, tornando assim, as infecções como principais causas de morbidade e mortalidade neonatal. Recomenda-se que o aleitamento materno se inicie na primeira hora de vida, pois o leite humano é o alimento mais completo, desde vitaminas e minerais, à transferência de anticorpos que garante proteção contra infecções. O presente estudo tem como objetivo identificar a eficácia do aleitamento materno para prevenir infecções em recém-nascidos. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada do mês de abril de 2026, nas bases de dados MEDLINE, LILACS e BDENF, via Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando os seguintes Descritores em Saúde (DeCS): aleitamento materno, sistema imunológico e recém-nascido, combinados com o operador booleano AND. Inicialmente, obteve-se uma amostra de 25 artigos, ao aplicar os critérios de inclusão e aplicação de filtros como texto completo disponível nos idiomas inglês, português e espanhol, publicados nos últimos 5 anos, resultou em uma amostra de 20 artigos. Após leitura dos resumos, 16 estudos foram excluídos pois não contemplava o objetivo do estudo, perfazendo uma amostra final de 04 referências. O leite materno apresenta todas as propriedades importantes para o desenvolvimento do recém-nascido, possui uma composição nutricional completa, rico em anticorpos, principalmente a imunoglobulina A e, contém macrófagos e linfócitos que combatem diretamente microrganismos patogênicos. Portanto, considerando a imaturidade do sistema imunológico dos recém-nascidos e sua vulnerabilidade a infecções, pode-se afirmar que o aleitamento materno reduz significativamente a incidência e a gravidade de infecções, além de contribuir para o desenvolvimento do sistema imunológico do recém-nascido. Por isso, o profissional enfermeiro deve sempre realizar ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, como estratégia que contribuem para reduzir morbimortalidade por infecção no período neonatal.
Palavras-chave: Aleitamento Materno, Sistema Imunológico,Recém-nascido
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INCIDÊNCIA DA INCONTINÊNCIA URINÁRIA NO PERÍODO GESTACIONAL: UMA REVISÃO NARRATIVA DA LITERATURA
ANA MARIA DOS SANTOS DA SILVA ; Maria Eduarda Gonçalves de Oliveira; Herbert Luiz Vieira Sales; Lucas Mateus Figueiredo do Nascimento; Nathylle Régia de Sousa Caldas
A gestação é um período marcado por intensas transformações fisiológicas no organismo feminino, dentre as quais se destacam as mudanças no sistema do trato urinário e na musculatura do assoalho pélvico. Nesse contexto, a incontinência urinária (IU) se configura como uma das manifestações mais prevalentes resultante da incapacidade das estruturas de suporte em manter a pressão intrauretral superior à pressão intra-abdominal. Sob essa ótica, o enfermeiro exerce um papel estratégico ao atuar na identificação precoce e na desmistificação da IU como algo inerente à gravidez. Desse modo, objetiva-se analisar a incidência da incontinência urinária no período gestacional, bem como os principais fatores associados e suas repercussões na qualidade de vida. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com busca realizada na Biblioteca Virtual em Saúde na base de dados LILACS e SciELO, utilizando os Descritores em Ciências da Saúde “Incontinência Urinária”, “Gravidez” e “Assoalho Pélvico”, cruzados pelo operador booleano AND. Como critérios de inclusão compreendem artigos completos, publicados nos últimos cinco anos; quanto à exclusão, estudos duplicados, pesquisas in vivo ou in vitro. No quantitativo de 20 estudos, 4 foram selecionados para compor a amostra final. A partir da análise, pode-se destacar que a incidência da incontinência urinária aumenta progressivamente ao longo da gestação, atingindo seu pico especialmente no terceiro trimestre. A literatura demonstra que esse fenômeno decorre da sobrecarga mecânica do útero gravídico sobre a musculatura do assoalho pélvico, aliada às alterações hormonais que reduzem a pressão de fechamento uretral. Fatores como a multiparidade e a redução da força muscular perineal mostraram-se diretamente correlacionados à perda involuntária de urina, repercutindo negativamente sobre a qualidade de vida das gestantes, produzindo constrangimento social, prejuízo nas atividades diárias alterando a autoestima da grávida. Dessa forma, conclui-se que, a incidência de incontinência urinária durante a gravidez é elevada e possui etiologia multifatorial, fundamentada no estresse biomecânico intrínseco ao estado gravídico. Nesse sentido, torna-se imprescindível a atuação do enfermeiro no pré-natal, realizando o rastreio precoce da IU e implementando intervenções para o fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico e promoção da saúde materna, consolidando seu papel como protagonista no cuidado integral à saúde das gestantes.
Palavras-chave: Incontinência Urinária, Gravidez, Assoalho Pélvico
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INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO EM JOVENS ADULTOS: SÉRIE TEMPORAL DE ANO 2015 A ANO 2025
KYOHANA MATOS DE FREITAS CLEMENTINO; Sarah Laís da Silva Rocha; Kayky Matos de Freitas Clementino; Clara Liz Macedo Isidoro
A incidência de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) em indivíduos jovens tem aumentado gradativamente ao longo dos anos. Muitos deles agregam fatores de risco como tabagismo, obesidade, inatividade física e consumo de álcool, além de histórico familiar de dislipidemias e níveis elevados de lipoproteína. Objetiva-se analisar a série temporal e epidemiológica do infarto agudo do miocárdio em jovens-adultos no período de 2015 a 2025. Trata-se de um estudo retrospectivo, descritivo, com dados quantitativos, provenientes do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), do Departamento de Informática do SUS (DATASUS) referentes ao casos de IAM no que se refere às internações e média de permanência, óbitos, taxa de mortalidade e sexo, na faixa etária de 25 a 29 anos. A pesquisa dispensa parecer ético por se tratar de dados secundários de domínio público. Observou–se que no intervalo entre 2015 e 2025, foram notificadas 6.385 internações por IAM em jovens de 25 a 29 anos no Brasil, com elevação progressiva das hospitalizações, passando de 422 casos em 2015, para 806 em 2025, um crescimento de 91%. Foram 296 desfechos fatais, uma taxa de mortalidade de 4,64%, com predominância do sexo femino (6,90%) embora fosse a prevalência maior de casos de IAM no sexo masculino. Apesar da elevação na amostra global das internações, com média de 5,4 dias, acompanhou uma redução (4,98% para 2,48%) de eventos coronarianos graves em jovens-adultos. Embora tenha ocorrido um crescimento acentuado nas internações ao longo da década estudada, a taxa de mortalidade hospitalar demonstrou uma redução significativa. No entanto, é primordial que o enfermeiro amplie sua atuação para além do cuidado imediato, incorporando estratégias de vigilância dos grupos com piores desfechos.
Palavras-chave: Enfermagem Cardiovascular, Infarto do Miocárdio, Síndrome Coronariana Aguda, Adulto Jovem
Oral
INFORMAÇÃO DIGITAL NA ESTRATIFICAÇÃO E TERRITORIALIZAÇÃO NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: RELATO DE EXPERIÊNCIA
HELENA VICTORIA PEREIRA GONÇALVES ; Rebeca Rayssa de Oliveira Silva; Isley de Sousa Sales
A Atenção Primária à Saúde (APS) configura-se como eixo estruturante da organização do cuidado no Sistema Único de Saúde, sendo a territorialização e a estratificação instrumentos essenciais para o planejamento das ações em saúde. Tais ferramentas possibilitam a estruturação dos serviços de forma eficiente e equitativa, ao orientarem a tomada de decisão baseada nas necessidades da população adscrita. Nesse contexto, a integração da informação digital destaca-se como estratégia inovadora para qualificar o processo de trabalho das equipes, ao favorecer a identificação de potencialidades e vulnerabilidades por meio de ferramentas digitais, conferindo maior dinamismo às práticas em saúde. Têm-se por objetivo descrever a integração da informação digital no processo de territorialização e estratificação em uma Unidade Básica de Saúde. O estudo trata-se de um relato de experiência desenvolvido no âmbito do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde e Informação Digital, sob aprovação do CEP com parecer de número: 8.373.145, envolvendo a atuação de uma equipe multiprofissional composta por preceptores, residentes em Saúde Coletiva e discentes de diferentes áreas acadêmicas, inseridos na Atenção Primária. Durante as atividades, foram utilizados sistemas de informação em saúde e dados territoriais extraídos do aplicativo E-SUS, com vistas à identificação de vulnerabilidades, ao mapeamento da população adscrita por meio da ferramenta Google My Maps e classificação do grau de vulnerabilidade dos usuários. Observou-se que o uso da informação digital contribuiu significativamente para a organização do território, facilitando o planejamento das ações de saúde da equipe de enfermagem e multidisciplinar, a priorização do cuidado e o processo decisório. Ademais, verificou-se que a utilização dessas ferramentas promoveu maior integração entre profissionais e acadêmicos, possibilitando um acompanhamento mais efetivo das condições de saúde da comunidade. No entanto, foram identificados desafios relacionados à atualização dos dados, devido a falhas no preenchimento do PEC e às dificuldades de manuseio dos sistemas. Dessa forma, conclui-se que a integração da informação digital na territorialização e estratificação potencializa a qualidade da assistência na APS, ao mesmo tempo em que fortalece o papel da equipe na promoção do cuidado integral.
Palavras-chave: Territorialização da Atenção Primária,Estratificação, Saúde Digital
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INOVAÇÕES NO CUIDADO DE ENFERMAGEM PARA A PROMOÇÃO DA ALTA SEGURA DE PUÉRPERAS: REVISÃO NARRATIVA
ANA VITÓRIA BEZERRA MANGUEIRA ; Vívian de Oliveira Cavalcante; Antonio Jefferson Amorim de Freitas; Mateus Sampaio de Oliveira; Camila da Silva Pereira
O puerpério é o período que se inicia imediatamente após o parto, caracterizado pelo retorno dos processos fisiológicos e pelas alterações anatômicas e psíquicas decorrentes da gestação. Nesse contexto, a enfermagem desempenha papel essencial na promoção de uma alta hospitalar segura, reduzindo risco de complicações futuras. As tecnologias em saúde contribuem para qualificar a assistência e melhorar os desfechos. Diante disso, objetivou-se analisar na literatura as inovações no cuidado de enfermagem para a promoção da alta segura de puérperas.Trata-se de uma revisão narrativa, cuja bibliografia foi realizada em Abril de 2026, através do portal: Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e National Library of Medicine (PUBMED). Foram utilizados os descritores “Postpartum Period” , “Technology”, “Maternal Health” e “Obstetric Nursing” associados ao operador AND. Utilizou-se o software Rayyan, que auxiliou no processo de triagem. Ao final, seis artigos atenderam ao objetivo proposto e compuseram a amostra final da revisão. Foram identificadas seis tecnologias voltadas à promoção da alta segura no puerpério, com foco na prevenção de complicações e qualificação do cuidado. Os resultados, destacaram ferramentas para predição e manejo da hemorragia pós-parto (nomogramas, gravimetria com modelagem 3D e tamponamento uterino), além de tecnologias educativas e digitais, como aplicativos e materiais educativos, que promovem o cuidado, autonomia e apoio à prática de enfermagem. Também se evidenciou o plano de parto como estratégia que fortalece a participação da mulher e melhora a qualidade da assistência. Conclui-se que as inovações tecnológicas no cuidado de enfermagem podem contribuir para a alta segura no puerpério, melhorando o monitoramento, a tomada de decisão e a educação em saúde. A enfermagem tem papel central na aplicação dessas tecnologias, promovendo um cuidado mais qualificado. Contudo, ainda há escassez de estudos sobre o tema, indicando a necessidade de novas pesquisas.
Palavras-chave: Período Pós-Parto,Tecnologia,Saúde Materna,Enfermagem Obstétrica
Oral
INOVAÇÕES NO CUIDADO DE FERIDAS: POTENCIAL DA TURNERA SUBULATA PARA O REPARO TECIDUAL
GEIZIMAYRA CAMPOS PEREIRA ; Giovana Dias Anjos; Lívia Teixeira de Sousa; Pedro Henrile Dimas Fernandes; Nathylle Régia de Sousa Caldas
Feridas agudas e crônicas são um importante problema de saúde pública devido à alta morbidade, recidivas frequentes e necessidade de tratamentos prolongados, gerando consumo intenso de recursos e tempo de assistência. Feridas crônicas destacam-se pelo impacto econômico expressivo e repercussões na qualidade de vida do paciente. Assim, a Turnera subulata, planta de fácil acesso tradicionalmente utilizada na medicina popular, apresenta evidências farmacológicas apontando potenciais efeitos antioxidantes, anti-inflamatórios, analgésicos, antifúngicos e antimicrobianos. Entretanto, há escassez de produções científicas sobre sua aplicação em feridas e na estomaterapia. Objetivou-se analisar as evidências disponíveis na literatura sobre o uso de Turnera subulata no cuidado de feridas, discutindo suas implicações para a prática da enfermagem. Realizou-se uma revisão narrativa, no período de abril de 2026. A busca foi realizada nas bases PubMed, Web of Science e BVS, com descritores relacionados à planta e processos cicatriciais. Foram incluídos cinco artigos que abordam a T. subulata em desfechos biologicamente relacionados ao cuidado de feridas. A análise envolveu leitura na íntegra e fichamento das principais informações. Os resultados evidenciaram que a planta apresenta propriedades farmacológicas relevantes para o processo de reparação tecidual, demonstrando atividade antibacteriana que previne infecções, efeito antifúngico, ação moduladora sobre resistência microbiana quando combinada a antibióticos e redução de mediadores pró-inflamatórios, favorecendo a progressão da cicatrização. Todavia, as evidências provêm majoritariamente de estudos experimentais in vitro e in vivo, havendo ausência de ensaios clínicos que avaliem aplicação tópica em humanos, o que limita sua incorporação na prática da estomaterapia. Conclui-se que embora a T. subulata possua potencial farmacológico relevante para o cuidado de feridas, há ausência de ensaios clínicos controlados, necessidade de padronização fitoquímica, definição de doses seguras, avaliação de toxicidade cutânea e possíveis interações medicamentosas. Para a prática em enfermagem, a planta pode representar futuramente recurso terapêutico promissor, porém são necessárias pesquisas mais direcionadas à prática clínica para subsidiar incorporação segura e efetiva no cuidado de feridas.
Palavras-chave: biotecnologia,assistência à saúde,cicatrização de feridas,fitoterapia
Oral
INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS APLICADAS AO CUIDADO DE ENFERMAGEM NA CIOPAER: SEGURANÇA DO PACIENTE AEROMÉDICO CRÍTICO
KAYLANE GOMES BEZERRA SILVA; BIANCA FERNANDES MARCELINO; JOANA SILVA NUVENS; PATRÍCIA DIAS DOS SANTOS; PAULO EMERSON FERREIRA DUTRA
As tecnologias em saúde contribuem para a qualificação das práticas assistenciais. Em consonância ao cuidado de enfermagem favorecem a elaboração de planejamentos inovadores sustentados pela ciência e ao integrar a CIOPAER, intervenções são potencializadas garantindo a segurança do paciente. Logo, o objetivo deste estudo é analisar as tecnologias em saúde aplicadas ao cuidado de enfermagem no contexto da CIOPAER, destacando suas contribuições para a segurança do paciente crítico em atendimento aeromédico.Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada em abril de 2026, com a questão norteadora: Quais são as tecnologias em saúde aplicadas ao cuidado de enfermagem na CIOPAER e como elas contribuem para a segurança do paciente aeromédico crítico? A busca foi realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), nas plataformas MEDLINE, LILACS e BDENF, além da PubMed, utilizando os Decs: Inovação; Resgate Aéreo e Enfermagem e do uso dos Medical Subject Headings (MeSH): Innovation; Air Ambulances e Nursing, cruzados com operador booleano AND. Para categorização da amostra utilizou-se o fluxograma PRISMA, apresentando 22 estudos, 11 excluídos, 11 lidos na íntegra e 08 selecionados para amostra final. Identificaram-se diferentes categorias de tecnologias em saúde, incluindo: tecnologias de transporte, como UTIs móveis; tecnologias de comunicação, voltadas à coordenação da equipe; tecnologias educacionais, que enfatizam a capacitação profissional baseada em evidências; tecnologias organizacionais, relacionadas à implementação de protocolos, fluxos e checklists; tecnologias de segurança e padronização do cuidado; além de sistemas de monitorização fisiológica em tempo real. Destacam-se ainda a simulação realística, a realidade virtual e a inteligência artificial, bem como tecnologias do tipo cognitiva (não material) e de informação, que auxiliam na gestão e no monitoramento de indicadores. Essas inovações contribuem para a redefinição do papel da enfermagem no contexto aeromédico. Portanto, é notório que as inovações tecnológicas aplicadas ao cuidado de enfermagem na CIOPAER são essenciais na qualificação da assistência ao paciente aeromédico crítico, fortalecendo a formação profissional, raciocínio clínico e atuação baseada em evidências em ambientes de alta complexidade.
Oral
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL COMO SUPORTE NO PROCESSO DE ENFERMAGEM
REBECA LEITE PEIXOTO ; Maria Victória Landim Silva; Maria Eduarda Carvalho da Silva; Vitória Peixoto Rocha de Morais; Paloma Beatriz Felix Almeida do Nascimento
O Processo de Enfermagem (PE) é uma ferramenta metodológica, composta por 5 etapas que tornam o trabalho da enfermagem sistematizado, trazendo segurança e autonomia para o enfermeiro, além de promover para os usuários do serviço de saúde um cuidado integral e individualizado. Entretanto, ainda apresenta desafios significativos para sua implementação como sobrecarga de trabalho, tempo reduzido e deficiências na formação profissional. Atrelado a isso, a inteligência artificial (IA) é uma ferramenta que consegue analisar milhões de informações em segundos, podendo ser uma firme aliada na execução do PE. Este estudo teve como objetivo analisar na literatura científica como o uso de IA pode auxiliar na elaboração e implementação do Processo de Enfermagem. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com abordagem qualitativa, cruzado com os operadores booleanos “AND” e “OR”, utilizando os descritores “IA”; “Inteligência Artificial” e “Processo de Enfermagem” na base de dados Biblioteca Virtual de Saúde (BVS). Foram selecionados 3 artigos utilizando os critérios de inclusão: textos completos, gratuitos, publicados nos últimos 5 anos, em português e inglês, e os critérios de exclusão: artigos incompatíveis com o objetivo do estudo. Os resultados demonstraram que quando pré-treinado, baseado na literatura científica, nos protocolos de enfermagem e de modo assertivo e ético, o uso de IA funciona como um suporte competente nas etapas do PE, potencializando sua implementação efetiva e contribuindo com a integralidade, individualização e efetividade do cuidado, além de auxiliar na redução da sobrecarga de trabalho e na otimização do tempo assistencial. Diante disso, conclui-se que, embora seja um método de suporte eficiente, a inteligência artificial não substitui a atuação crítica, ética e humanizada do enfermeiro no Processo de Enfermagem, sendo indispensável o raciocínio clínico-crítico do profissional.
Palavras-chave: Inteligência artificial, Processo de enfermagem,enfermagem
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INTERVENÇÃO MOTORA COM CRIANÇAS EM FASE PRÉ-ESCOLAR: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARIA ISABEL NEPOMUCENO CARVALHO; NATHYLLE REGIA DE SOUSA CALDAS
O desenvolvimento infantil é um processo sequencial e contínuo que envolve a maturação neurológica, o crescimento físico e a aquisição de habilidades motoras, cognitivas, sociais e emocionais. A primeira infância representa um período sensível para o aprimoramento dessas capacidades, que não derivam apenas de processos fisiológicos, mas emergem das interações dinâmicas entre o indivíduo, a tarefa e o ambiente, princípio central do pensamento sistêmico aplicado ao desenvolvimento humano. Compreender a criança sob essa perspectiva implica reconhecê-la como um sistema complexo e adaptativo, no qual nenhuma dimensão se desenvolve de forma isolada: o avanço motor repercute sobre a cognição, a cognição influencia as relações sociais, e estas modulam o comportamento emocional. A enfermagem desempenha papel essencial no rastreamento e na vigilância dos marcos do desenvolvimento, e o ambiente escolar surge como cenário privilegiado para a promoção da saúde e o acompanhamento integral desse processo. O presente estudo tem por finalidade descrever a experiência de membros do Grupo de Estudo, Aplicação e Pesquisa em Avaliação Motora (GEAPAM – URCA) durante uma aula de intervenção motora, discutindo as observações registradas e suas contribuições para a vivência acadêmica e profissional dos discentes. Trata-se de um relato de experiência, de caráter descritivo e abordagem qualitativa, desenvolvido em uma escola pública de Crato-CE, com turmas do Infantil IV e V, em abril de 2026. A aula abordou jogos e brincadeiras populares organizados em estações a partir de um método de ensino baseado na motivação e autonomia, com tarefas de salto horizontal, corrida, equilíbrio e estimulação das funções executivas. No momento inicial, realizou-se a acolhida dos alunos para o estabelecimento de vínculos e explicação das atividades. Durante o desenvolvimento, observou-se euforia e ansiedade na maioria das crianças que, embora bem-sucedidas nas tarefas propostas, manifestaram comportamentos conflituosos como retenção de materiais, recusa em compartilhar e resistência à participação, registrados em diário de campo. Tais situações evidenciaram a necessidade de uma postura empática e flexível por parte dos mediadores e ampliaram a compreensão dos processos inerentes à intervenção no ambiente escolar. Para a enfermagem, essa vivência potencializa a atuação em saúde escolar, aprimora a observação clínica e fortalece o acompanhamento integral do desenvolvimento infantil.
Palavras-chave: DESENVOLVIMENTO INFANTIL,HABILIDADES MOTORAS,ENFERMAGEM
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INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM NO PERÍODO PÓS-OPERATÓRIO: ESTRATÉGIAS PARA A RECUPERAÇÃO SEGURA DO PACIENTE
KÊMILLY LEITE BARROS01; Luiza Vitória de Sousa Araújo Silva; Soraya Magnarya Felix Miranda; Maria Haryadya Pereira Deodato
O período pós-operatório é considerado uma fase crítica da assistência ao paciente cirúrgico, devido às possíveis complicações hemodinâmicas, respiratórias e neurológicas e à necessidade de monitorização contínua pela equipe de saúde, principalmente da enfermagem, que possui um papel central para a prevenção e o manejo dessas complicações. Objetivou-se, com este estudo, identificar intervenções de Enfermagem voltadas ao restabelecimento seguro da saúde do paciente cirúrgico durante o período pós-operatório. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada nas bases de dados Scielo e PubMed, no mês de março de 2026. Foram incluídos artigos publicados nos últimos cinco anos, disponíveis na íntegra e relacionados à temática proposta e descartou-se estudos do tipo trabalho de conclusão de curso e duplicados. Para a busca dos estudos na Pubmed, foram utilizados os MeSH “Nursing care”, “Postoperative period” e “ Patient Safety”. Para a busca de estudos na Scielo, foram utilizados os Descritores em Ciências da Saúde (DECS) “Cuidados de Enfermagem” e “Período pós-operatório”. Em ambas as buscas, os termos foram cruzados com o operador booleano AND. Foram identificados 47 estudos que, após a leitura de título e resumo, foram selecionados 15 para a leitura na íntegra, visto que os demais não atendiam ao objetivo desta pesquisa. Após a leitura completa e análise dos dados apresentados, 6 artigos foram selecionados para compor a amostra final. Os resultados demonstraram que as principais intervenções de Enfermagem incluem o manejo da dor por meio de analgesia multimodal e monitoramento contínuo de sinais vitais, implementação de medidas não farmacológicas para redução da sede, dor e ansiedade, suporte psicológico, monitorização rigorosa de sinais vitais, cuidados respiratórios, cuidados com a ferida pós-operatória, suporte nutricional, avaliação da perfusão periférica e intervenções motoras. Percebeu-se também que há uma carência de qualificação profissional relacionada ao cuidado ao paciente crítico, o que limita a atuação profissional e pode contribuir para o aumento do tempo de permanência hospitalar. Conclui-se que a assistência de Enfermagem no pós-operatório, quando ocorre de forma sistematizada e baseada em evidências científicas, contribui significativamente para a segurança e recuperação efetiva do paciente, reforçando também a necessidade de investimentos em educação permanente em saúde.
Palavras-chave: Cuidados de enfermagem,Segurança do paciente,Cuidados pós-operatórios
Oral
NOVAS DIRETRIZES E IMPLICAÇÕES NA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO INFARTO E DOR TORÁCICA: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
KETHYLEN YASMIN LUCENA FURTADO ; Karine de Souza Oliveira; Amanda Leal Bezerra; Nárrida Pereira Gomes; Amanda Sousa Rodrigues
O infarto agudo do miocárdio é uma condição grave que precisa de atendimento rápido na emergência, pois o tempo de resposta influencia diretamente no desfecho do paciente. Nesse cenário, a enfermagem tem papel importante desde a triagem até o cuidado contínuo. Este estudo tem como objetivo analisar diretrizes atualizadas sobre infarto agudo do miocárdio e dor torácica, identificando as principais ações da enfermagem no atendimento ao paciente. Trata-se de uma revisão bibliográfica de natureza qualitativa, realizada no período de abril de 2026, baseada em diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia sobre infarto agudo do miocárdio e dor torácica na unidade de emergência. A análise foi feita a partir da leitura e interpretação das diretrizes, com foco nas principais ações da enfermagem no atendimento e manejo do paciente com infarto agudo do miocárdio e dor torácica. A análise das diretrizes evidenciou que a enfermagem é fundamental desde a triagem, atuando no reconhecimento precoce da dor torácica e de outros sinais e sintomas sugestivos, realizando acolhimento inicial e classificação de risco, priorizando pacientes com dor torácica como alta prioridade, na estratificação de risco e na realização do eletrocardiograma em tempo oportuno, em até 10 minutos, contribuindo para a redução do tempo até o diagnóstico. Destaca-se a importância da aplicação de protocolos institucionais de dor torácica, permitindo a identificação precoce de condições graves e melhor organização do fluxo de atendimento. A enfermagem também participa da coleta e monitorização de biomarcadores cardíacos, como a troponina seriada, além da vigilância contínua do paciente e seus sinais vitais e deterioração. Nas intervenções agudas, atua na administração de terapias prescritas e na monitorização clínica, conforme protocolos institucionais. Além disso, a educação em saúde, com orientação sobre sinais de alerta e prevenção de novos eventos cardiovasculares são ações importantes de enfermagem na alta do paciente. Conclui-se que a enfermagem exerce função importante na equipe multidisciplinar, no manejo do paciente com infarto agudo do miocárdio e dor torácica, impactando diretamente na agilidade do atendimento e no prognóstico do paciente. Como limitação, destaca-se o curto período para inclusão e comparação com outras diretrizes. Sugere-se a realização de estudos comparativos e revisões sistematizadas.
Palavras-chave: Infarto Agudo do Miocárdio,Diretrizes Clínicas, Cuidados de Enfermagem
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PARADA CARDIORRESPIRATORIA DURANTE A GESTAÇÃO: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
PAULO ERMESON FERREIRA DUTRA ; Laura Beatriz dos Santos da Silva; Kaylane Gomes Bezerra Silva; Bianca Fernandes Marcelino
A parada cardiorrespiratória (PCR) em gestantes é um evento raro, a qual prejudica o sistema respiratório, cardiovascular e/ou cérebro. Torna-se evidente a importância dos profissionais de saúde possuírem o conhecimento acerca de como realizar as manobras, caso aconteça, pois trata-se de um evento que envolve a mãe e o feto. No cenário contemporâneo, a incidência varia entre 1 a cada 12.000 casos. O presente estudo objetivou-se identificar e descrever as causas da parada cardiorrespiratória e a realização correta da ressuscitação cardiopulmonar (RCP) em gestantes. Trata-se de revisão integrativa da literatura, realizada nos meses de junho a agosto de 2025. A busca ocorreu através da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) nas seguintes bases de dados: LILACS, BDENF, MEDLINE, posteriormente foi realizado uma busca no Portal de Periódicos da CAPPES e PUBMED. Utilizou-se o Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Gestação”, “Parada cardiorrespiratória” e “Ressuscitação cardiopulmonar”, alternados pelo operador booleano “AND”. Incluindo estudos completo, nos idiomas português, inglês e espanhol e que respondesse ao objetivo da pesquisa. Diante disso, foram encontrados 1037 estudos. Após a leitura minuciosa de títulos e resumos, foram excluídos 964, posteriormente, os restantes passaram por uma nova análise, sendo eliminados 59, foram selecionados 14 artigos. Os resultados evidenciaram que as causas a qual têm potencial para levar a parada cardiorrespiratória em mulheres gestantes podem ser classificadas em obstétricas, sendo a Hemorragia, pré-eclâmpsia, eclâmpsia, síndrome do HELLP, embolia do líquido amniótico, cardiomiopatia periparto e complicações anestésicas, ou causas não obstétricas, que incluem embolia pulmonar, choque séptico, doença cardiopulmonar, alterações endócrinas, doenças do colágeno e traumatismo. É importante a realização das compressões torácicas de alta qualidade, obtendo uma profundidade de 5 cm, frequência de pelo menos 100 por minuto e em relação a compressão/ventilação de 30:2, o profissional deve permitir a reexpansão torácica entre as compressões, e interrupções mínimas, de no máximo 10 segundos, para intervenções, como ventilação, desfibrilação, intubação ou troca de profissionais. Ademais, deve realizar o deslocamento uterino à esquerda para o alívio da compressão aortocava. Conclui-se que, reconhecer as causas obstétricas, não obstétricas e como realizar uma intervenção correta, as chances de sobrevivência pode aumentar.
Oral
PERFIL DE PACIENTES COM IAM SUBMETIDOS À TROMBÓLISE NO MUNICÍPIO DO CRATO-CE
CÍCERA LÍVIA ALVES OLIVEIRA ; Ana Janielly Viana Alves; Cicera Rayane da Silva; Nicolle Horrara Gonçalves Amorim; Vitória Alves de Moura
O infarto agudo do miocárdio é uma condição causada pela obstrução das principais artérias coronárias, levando à interrupção do fluxo sanguíneo resultando em necrose tecidual é uma condição tempo-dependente, que exige intervenção rápida, sendo uma das principais causas de mortes evitáveis no Brasil. No Ceará, especialmente no interior, onde a distância dos centros especializados dificulta o acesso ao tratamento, a trombólise no atendimento pré-hospitalar torna-se essencial para reduzir óbitos. O estudo teve como objetivo descrever o perfil epidemiológico e clínico dos pacientes com infarto do miocárdio submetidos a trombólise entre 2023/2024, no município do Crato/CE. Trata-se de um estudo descritivo, de abordagem quantitativa com dados secundários dos relatórios de atendimento das ocorrências do SAMU 192 Ceará. Foram incluídos dados do período de abril de 2023 a abril de 2024 do município Crato/CE. As variáveis analisadas incluíram idade, sexo e presença de comorbidades e fatores de risco dos pacientes, tipo e dose do trombolítico utilizado. A análise dos dados foi realizada por meio de estatística descritiva. O estudo integra um projeto sobre análise do infarto agudo do miocárdio no Ceará, com parecer nº 6.888.145. No período foram realizados 21 procedimentos de trombólise na base pólo Crato, do SAMU 192 Ceará. Houve predominância do sexo masculino, com 17 (81,0%) com idade média de 59 anos. A idade das mulheres variou de 54 a 85 anos. Em relação às comorbidades e fatores de risco cardiovascular, a hipertensão arterial sistêmica foi a condição mais frequente, presente em 12 (57,1%) pacientes. O tabagismo foi identificado em oito (38,1%) casos, seguido pelo diabetes mellitus em cinco deles (23,8%). Outras condições apresentaram menor frequência, incluindo dislipidemia, infarto agudo do miocárdio prévio e obesidade. Todos os pacientes trombolisados foram encaminhados para o hospital de referência. Conclui-se que os pacientes trombolisados apresentam perfil de predominância masculina e elevada frequência de fatores de risco modificáveis. Os achados reforçam a importância da trombólise pré-hospitalar em regiões com acesso limitado a serviços especializados e evidenciam a necessidade de fortalecimento das estratégias de prevenção e controle das doenças cardiovasculares na atenção primária.
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POTENCIAL TERAPÊUTICO DO OZÔNIO COMO AGENTE ANTIOXIDANTE: UMA REVISÃO NARRATIVA DA LITERATURA
GRAZIELLY RAABE CAMPOS DINIZ ; Ana Luiza Araujo dos Santos; Matheus Silva Menezes; Livia Teixeira de Sousa; Nathylle Régia de Sousa Caldas
O ozônio é um gás composto por três átomos de oxigênio que possui diversas propriedades terapêuticas, dentre elas destacam-se as funções anti-inflamatória e antioxidante. A ozonioterapia consiste na administração de uma mistura gasosa, entre o oxigênio e o ozônio, para fins terapêuticos, podendo ser aplicada por via tópica, injetável ou sistêmica. É uma prática integrativa e complementar, empregada no tratamento de diversas doenças e nos processos de cicatrização. O presente estudo teve como objetivo investigar na literatura o potencial terapêutico da ozonioterapia como agente antioxidante. Trata-se de uma revisão narrativa, de natureza descritiva, realizada por meio de consulta na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Scientific Electronic Library Online (SciELO) e National Library of Medicine (PUBMED). Utilizou-se os Descritores em Ciências da Saúde “Ozonioterapia”, “Cicatrização” e “Antioxidantes” para a busca na BVS, LILACS e SciELO e os Medical Subject Headings “Ozone Therapy”, “Antioxidants” e “Healing” na base de dados PUBMED com o auxílio do operador booleano “AND”. Os critérios de inclusão utilizados foram artigos, originais e de revisão, publicados nos últimos dez anos, disponíveis em texto completo e que abordassem os efeitos antioxidantes da ozonioterapia. Com isso, foram encontrados 40 artigos e, após a aplicabilidade dos critérios de inclusão, 8 artigos foram selecionados para compor a amostra final. Após a análise dos artigos foi possível observar que o tratamento com ozônio é capaz de ativar mensageiros secundários que atuam na regulação do sistema antioxidante. Além disso, aumenta a produção de enzimas que eliminam o excesso de radicais livres e promove o metabolismo local, auxiliando no processo de cicatrização. A ozonioterapia também estimula a produção e o acúmulo de fator nuclear eritroide 2 (Nrf2) que atua na indução da síntese de elementos que medeiam a resposta antioxidante do organismo. Em suma, a ozonioterapia demonstrou ser um potencial agente antioxidante no tratamento de patologias associadas ao estresse oxidativo e no reparo tecidual, através da ativação de enzimas, segundos mensageiros e a via de transcrição Nrf2, que modulam o excesso de radicais livres. Com isso, tem se que, além de ser uma terapia não invasiva, também é uma terapia eficaz diante do controle oxidativo, auxiliando no controle da inflamação e promovendo o reparo tecidual.
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Potencialidades e Desafios na Atuação Interdisciplinar da Enfermagem no GEAPAM: Um relato de experiência.
LUCAS PEREIRA INÁCIO ; Maria Janaíne Correia da Silva; Josimar de Andrade Silva; Antônio Germane Alves Pinto
A atuação interdisciplinar de discentes nas atividades acadêmicas de ensino, pesquisa e extensão contribui significativamente para o fortalecimento da formação acadêmica, ao favorecer o desenvolvimento de competências científicas e o pensamento crítico. Nesse sentido, a inserção da enfermagem em diferentes cenários interdisciplinares instiga os estudantes na busca por novos saberes, favorecendo a integração entre teoria e prática, bem como uma compreensão mais ampliada acerca das múltiplas possibilidades de atuação profissional futura em distintos contextos. O presente estudo objetivou relatar as potencialidades e os desafios da atuação interdisciplinar da enfermagem no Grupo de Estudo, Aplicação e Pesquisa em Avaliação Motora (GEAPAM). Trata-se de um estudo descritivo, de abordagem qualitativa, do tipo relato de experiência, desenvolvido a partir das vivências de um discente participante do grupo, vinculado à Universidade Regional do Cariri (URCA). O GEAPAM desenvolve atividades desde 2018 e possui caráter interdisciplinar, integrando discentes e profissionais de diversas áreas do conhecimento. O grupo tem como marca distintiva a aplicação da ciência de redes e da teoria da complexidade ao estudo do desenvolvimento infantil, investigando as relações entre domínios motores, cognitivos e sociais em crianças a partir de uma perspectiva sistêmica. A participação do estudante de enfermagem teve início em março de 2025, com dedicação de 20 horas semanais, abrangendo: capacitações sobre instrumentos de avaliação motora, cognitiva e social; análises estatísticas; coleta de dados; intervenção motora e cognitiva; e elaboração de produções científicas. Como potencialidades, destaca-se o aprofundamento teórico sobre o desenvolvimento infantil, tema pouco explorado na graduação em enfermagem, bem como a compreensão da importância de avaliações e intervenções integradas ao contexto real da criança. A vivência favoreceu competências de observação clínica e trabalho em equipe interdisciplinar. Embora tenham surgido desafios no domínio técnico dos instrumentos de avaliação motora e na apropriação dos fundamentos da ciência de redes, tais dificuldades converteram-se em oportunidades de aprendizado, reforçando o valor da interdisciplinaridade na formação. A participação no GEAPAM proporcionou trocas enriquecedoras com pesquisadores de diferentes níveis, fortalecendo o trabalho colaborativo e ampliando o olhar do discente sobre o cuidado integral ao desenvolvimento infantil.
Palavras-chave: Enfermagem,Comportamento Motor,Desenvolvimento Infantil
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PROTOCOLO E-FAST NA EMERGÊNCIA:UMA REVISÃO DA ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO, DESAFIOS E POTENCIALIDADES
LETÍCIA DÍVINA DE SOUSA GOMES ; Isley de Sousa Sales; João Emmanuel de Sousa Lopes; Maria Vitória Gonçalves Campos; Natália Pinheiro Fabrício Formiga; Kelly Fernanda Silva Santana
O atendimento à vítima de trauma nos serviços de urgência e emergência exige rapidez e precisão diagnóstica, sendo essencial o uso de ferramentas que auxiliem na identificação precoce de condições graves. Nesse contexto, o protocolo e-FAST destaca-se como método eficaz, no entanto, persistem lacunas relacionadas à capacitação e à atuação do enfermeiro, evidenciando a relevância do tema. Objetivou-se analisar desafios e potencialidades na prática assistencial do enfermeiro na aplicação do protocolo e-FAST em serviço de emergência. Trata-se de estudo qualitativo, descritivo, do tipo revisão narrativa, norteado pela questão de pesquisa: “Quais são os desafios e as potencialidades na prática do enfermeiro na aplicação do protocolo e-FAST em serviços de emergência?”, realizado nas bases de dados PubMed, SciELO, LILACS via portal de Periódicos CAPES. Utilizou-se a estratégia de busca: (e-FAST) AND (Enfermagem) AND (Emergência). Foram incluídos artigos publicados nos últimos cinco anos, em texto completo, idiomas português, inglês ou espanhol. Foram excluídos resumos científicos e estudos duplicados. Obteve-se uma amostra final de 6 estudos. A coleta de dados ocorreu por meio de leitura exploratória e seletiva, com análise temática. O estudo dispensou parecer ético por se tratar de dados secundários de domínio público. Os resultados evidenciaram que o uso do E-FAST, na emergência, amplia a capacidade de reconhecer rapidamente condições ameaçadoras à vida. É uma ferramenta rápida, beira leito e não invasiva que permite ao enfermeiro capacitado identificar alterações sugestivas de pneumotórax, hemotórax, tamponamento cardíaco e hemoperitônio para maior agilidade na tomada de decisão, não para finalidade diagnóstica, mas para cuidados de maior complexidade técnica. A simulação clínica se mostrou como ferramenta pedagógica eficaz para desenvolvimento de competências quanto ao uso do protocolo. A revisão evidenciou como potencialidades a autonomia profissional e a redução do tempo para intervenções e como desafios a resistência institucional, a ausência de protocolos padronizados e lacunas na capacitação profissional. Conclui-se que a aplicação do e-FAST pelo enfermeiro eleva o nível de sua assistência para manejo clínico mais eficiente, sobretudo em condições graves de vítimas de trauma. Contudo, persistem desafios relacionados à qualificação profissional na educação permanente. Como limitação da pesquisa, destaca-se a heterogeneidade dos estudos incluídos.
Palavras-chave: E-Fast,Enfermeiro,Emergência
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REALIZAÇÃO E AVALIAÇÃO DO ELETROCARDIOGRAMA PELO ENFERMEIRO NO ATENDIMENTO AO INFARTO DO MIOCÁRDIO: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
CLARA VIDAL DE SOUZA
O infarto agudo do miocárdio (IAM) é definido como a interrupção do fluxo sanguíneo a uma região do músculo cardíaco, provocando lesão e morte tecidual. A intervenção rápida tem relação com o prognóstico positivo do paciente em redução dos danos sistêmicos e mortalidade. O eletrocardiograma (ECG), é uma ferramenta imprescindível no atendimento à pessoa com suspeita de IAM devendo ser feita em até 10 minutos, de acordo com as diretrizes. O enfermeiro, hábil a realizá-lo, é essencial nesse contexto de triagem e avaliação do exame junto a equipe médica, contribuindo na diminuição do tempo, tomada de decisão e tratamento com a equipe multidisciplinar. A relevância centra-se na necessidade de aprimoramento assistencial de enfermagem e interpretação dos padrões associados ao IAM promovendo agilidade, segurança e eficácia no cuidado crítico. O estudo analisa a importância do enfermeiro na avaliação do ECG para detecção precoce do IAM. Trata-se de uma revisão da literatura realizada em abril de 2026, que se delineia a partir da busca de artigos publicados na base de dados PUBMED (31), MEDLINE (3), BDENF (1), LILACS (1) e Biblioteca Virtual de Saúde pelos descritores “eletrocardiograma”, “enfermeiro” e “infarto”, no idioma português, publicados entre 2016 e 2026. Aplicados os filtros: diretrizes, treinamentos hospitalares e revisão integrativa sobre enfermeiros. A busca resultou 36 publicações, 32 excluídas por título e incompatibilidade, oito passaram pela leitura e foram selecionadas ao final quatro, como amostra. Os resultados mostram a participação do enfermeiro na realização do ECG em cuidados hospitalares e em urgências e emergências. A assistência ancora-se em quatro pilares: triagem, realização do exame, interpretação com identificação de alterações do traçado e implementação de medidas interventivas com a equipe multiprofissional. Estudos sugerem que apesar de ser um exame de fácil acesso, indicado como primeira escolha para confirmação de doenças cardíacas obstrutivas, são vistas lacunas no conhecimento do enfermeiro quanto à interpretação, uma vez que este atua na classificação de risco clínico e pode agilizar o acionamento da equipe. Os hospitais que aderem ao treinamento demonstram aumento dos diagnósticos e declínio de mortes. O conhecimento técnico-científico do enfermeiro é essencial na detecção do IAM, sendo essa participação promotora de autonomia profissional, segurança no tratamento e melhora dos desfechos clínicos do paciente.
Palavras-chave: Enfermagem cardiovascular, Eletrocardiograma, Infarto do Miocárdio
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RELAÇÕES DO CLIMA E CULTURA ORGANIZACIONAL HOSPITALAR RELACIONADOS AOS SINTOMAS DE BURNOUT EM ENFERMEIRAS
ANNA KAROLINE SARAIVA ARAÚJO; Bárbara Luísa Teixeira de Morais; Laiza Maria Cavalcante de Azevêdo
O trabalho hospitalar intermedia a relação entre paciente e cuidadores em contextos majoritariamente desagradáveis e atravessados por questões subjetivas de ambos. A enfermagem, em especial, enfrenta desafios relacionados à gravidade dos pacientes e às condições de trabalho desfavoráveis. Nesse cenário, cerca de 86% dos trabalhadores são mulheres, que frequentemente conciliam dois ou mais domínios de vida. Essa realidade contribui para desgastes psicológicos associados ao surgimento de sintomas da Síndrome de Burnout. O objetivo deste estudo foi compreender como a cultura organizacional hospitalar pode influenciar o surgimento e o desenvolvimento de sintomas de burnout em mulheres dessa profissão. Trata-se de uma revisão narrativa realizada nas bases SciELO, rPOT e PePSIC, utilizando os descritores “mulheres”, “trabalho”, “família”, “contemporaneidade”, “hospital”, “clima”, “burnout” e “cultura organizacional”, nos idiomas português e inglês. Foram incluídos estudos que abordassem o gênero feminino no contexto hospitalar e excluídos aqueles referentes a profissionais gerais da saúde, cultura organizacional não hospitalar e atuação feminina fora desse contexto. A busca resultou em 244 artigos, dos quais 17 foram selecionados, priorizando-se aqueles encontrados nas referências que tinham maior consolidação de dados, além de obras seminais do campo para fundamentar a discussão. A análise foi organizada em quatro eixos temáticos: clima hospitalar, burnout, cultura organizacional e jornada feminina. Observou-se que enfermeiros apresentam altos níveis de exaustão, impactando a saúde integral, o clima organizacional e o cuidado ao paciente. As mulheres, em geral, enfrentam dupla jornada, dividindo-se entre trabalho e família; desequilíbrios nessas áreas afetam o bem-estar psicológico. O burnout é caracterizado como uma síndrome de esgotamento emocional comum em profissões de cuidado, nas quais há constante demanda para resolver ou minimizar problemas sociais, físicos ou psicológicos. Esse desgaste contínuo favorece seu desenvolvimento, sendo mais frequente em mulheres devido a processos de socialização que diferenciam a força de trabalho entre os gêneros. Apesar disso, há lacunas na literatura sobre a relação entre cultura organizacional e burnout, indicando a necessidade de mais estudos que contribuam para a promoção de ambientes de trabalho mais saudáveis para mulheres na enfermagem.
Palavras-chave: Enfermeiras, clima organizacional, hospitalar
Oral
Simulação realística em ambiente virtual como estratégia inovadora no ensino na área da saúde: revisão narrativa
ALANA EMILY DA SILVA ; Ana Janielly Viana Alves; Antônio Jefferson Amorim de Freitas; Ana Francisca Pereira Lourenço; Amanda Leal Bezerra
Na atual esfera educacional, torna-se necessário desenvolver estratégias que fortaleçam o ensino teórico- prático na formação em saúde. Nesse contexto, a simulação realística em ambiente virtual destaca-se como uma abordagem educacional capaz de favorecer o desenvolvimento de competências técnicas e raciocínio clínico em diferentes cenários assistenciais. Objetivou-se analisar a relevância da simulação realística em ambiente virtual como estratégia de ensino para estudantes da área da saúde. Trata-se uma pesquisa de caráter descritiva , com abordagem qualitativa, fundamentando-se em revisões narrativas da literatura ,realizada Março de 2026 , utilizando as bases de dados Pubmed,Scielo, Lilacs, Google Acadêmico como fonte complementar. Foram utilizados os descritores: "simulação realística", "ambiente virtual" e "área da saúde", considerando artigos publicados nos últimos dez anos. Os critérios de inclusão adotados foram: artigos disponíveis na íntegra, publicados nos idiomas português, inglês ou espanhol, publicados nos últimos dez anos e respondiam à questão de pesquisa. Como critérios de exclusão, foram considerados resumos simples, cartas ao editor e estudos duplicados. As pesquisas relacionadas a simulação em ambiente virtual demonstram que esse método de aprendizado é de fácil reprodutibilidade , possibilita a criação de diversos cenários, possui baixo custo e dispensa a utilização de cenários físicos ; já que atualmente se tem simuladores virtuais em 3d e inteligências artificiais que criam ambientes de acordo com os comandos repassados. Dessa maneira, os docentes possui uma nova perspectiva educacional, onde a tecnologia torna-se um aliado no processo ensino e aprendizagem, oferecendo soluções para a escassez de ambientes físicos e materiais universitários. Conclui-se que a simulação realística em ambiente virtual constitui uma estratégia relevante para o ensino na área da saúde, contribuindo significativamente para o desenvolvimento de competências técnicas, raciocínio clínico e tomada de decisão em ambiente seguro. Ademais, sua aplicabilidade e viabilidade econômica favorecem sua adoção em instituições de ensino, ampliando as possibilidades de aprendizagem e fortalecendo a formação de profissionais mais preparados para a prática assistencial. Descritores: Simulação realística; Ambiente virtual; Área da saúde
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SIMULADOR PARA CONTROLE DE HEMORRAGIA EXSANGUINANTE COM BRAÇO DE PUNÇÃO VENOSA REUTILIZADO: RELATO DE EXPERIÊNCIA
ESTHER MÁYSA DE SOUSA ALVES; RAIMUNDO MONTEIRO DA SILVA NETO
A inovação tecnológica tem impulsionado transformações na enfermagem, o que demanda a implementação de novas estratégias de ensino. Em situações críticas, como hemorragias exsanguinantes, são necessárias habilidades técnicas, raciocínio clínico e tomada de decisão rápida. A simulação realística contribui para o desenvolvimento dessas competências, embora seu uso seja limitado pelo alto custo dos simuladores de alta fidelidade. Este estudo teve como objetivo descrever a construção de um simulador para controle de hemorragia exsanguinante a partir da reutilização de um braço de punção venosa inutilizado. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência. Utilizou-se como base um braço simulador de acesso venoso com a camada de silicone danificada. Realizaram-se adaptações estruturais para criar dois sítios de sangramento: um distal, no antebraço, e outro na fossa antecubital. Para a construção da estrutura, foram utilizados cano de PVC, cânulas internas e sangue artificial à base de água e pigmento vermelho não tóxico. Aplicou-se a técnica de moulage para conferir realismo visual às lesões. O protótipo apresentou funcionalidade para a simulação de sangramentos ativos e pulsáteis, o que permite a reprodução de cenários clínicos de maior gravidade. Além disso, permitiu o treinamento de intervenções como o tamponamento de feridas e a aplicação de torniquetes, e contribuiu para a simulação de situações relacionadas ao controle de hemorragias exsanguinantes. A construção do simulador a partir de materiais reutilizados mostrou-se uma estratégia viável, inovadora e sustentável no ensino em saúde, além de contribuir para o desenvolvimento de habilidades no manejo de situações críticas. Destaca-se como uma alternativa acessível aos simuladores de alta fidelidade e como uma ferramenta útil, replicável e com potencial de aprimoramento no processo de ensino-aprendizagem.
Palavras-chave: Material de Ensino,Tecnologia de Baixo Custo,Treinamento por Simulação,Hemorragia
Oral
TECNOLOGIAS NO CUIDADO DE ENFERMAGEM AO TRAUMA PRÉ-HOSPITALAR: UMA REVISÃO DE INOVAÇÕES E DESAFIOS
LARISSA BARROS DE OLIVEIRA SILVA ; Sabrina Franco Silva; Rayane de Souza Silva; Francisco Pereira Alves; Kelly Fernanda Silva Santana
O trauma é uma demanda frequente nos serviços de urgência e emergência, exigindo intervenção rápida, segura e baseada em protocolos clínicos. No atendimento pré-hospitalar, a enfermagem tem papel central na qualidade do cuidado e o uso de tecnologias em saúde tem aprimorado a organização, a comunicação entre equipes e a tomada de decisões. Diante desse cenário, o estudo teve como objetivo compreender o papel das tecnologias no cuidado de enfermagem ao trauma em ambiente pré-hospitalar, destacando suas contribuições e desafios. Trata-se de uma revisão narrativa de literatura com abordagem qualitativa, norteada pela questão de pesquisa: Quais as contribuições e desafios das tecnologias no cuidado de enfermagem ao trauma no atendimento pré-hospitalar? Realizada busca nas fontes de dados SciELO, BDENF, LILACS e Google Acadêmico, a partir dos Descritores em Ciências da Saúde: “atendimento pré-hospitalar”, “enfermagem”, “tecnologia em saúde” e “trauma”, combinados pelo operador booleano AND, obtendo-se 118 resultados. Tendo como critérios de inclusão: estudos gratuitos disponíveis na íntegra, idioma (português, inglês ou espanhol), recorte temporal dos últimos cinco anos, e critérios de exclusão foram resumos científicos que não respondem à questão de pesquisa. Em seguida, realizou-se leitura exploratória e analítica para coleta de dados da revisão. A amostra final foi composta de oito estudos, que evidenciaram que as tecnologias no cuidado de enfermagem classificadas como duras (equipamentos, dispositivos) como desfibriladores e ventiladores mecânicos portáteis, leve-duras (instrumentos, protocolos e ferramentas de decisão clínica) como prontuário eletrônico, e leve (ferramentas relacionais e organizacionais do sistema). No trauma pré-hospitalar, as tecnologias potencializam a agilidade na decisão clínica, organização e comunicação, reduzindo erros, melhorando o tempo-resposta e a sobrevida, além de favorecer o monitoramento e a capacitação profissional. Contudo, persistem desafios como desigualdade de acesso, necessidade de capacitação contínua, dificuldades de integração aos sistemas e sobrecarga de trabalho, exigindo investimentos institucionais e políticas públicas. Desse modo, conclui-se que as tecnologias são essenciais no atendimento pré-hospitalar, contribuindo para um cuidado mais seguro e eficiente, porém seu impacto está diretamente relacionado à qualificação profissional contínua e às condições estruturais dos serviços.
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TECNOLOGIAS SIMPLES NO CUIDADO EM ESTOMIAS: O CHECKLIST COMO FERRAMENTA DE SEGURANÇA ASSISTENCIAL
LEVI SANTOS DA PAIXÃO; Maria Gabriela Izidio Rodrigues; Lucas Mateus Figueiredo Nascimento; Ana Camila Matos Figueiredo; Nathylle Régia de Sousa Caldas
O uso de tecnologias no cuidado de enfermagem tem assumido crescente relevância, especialmente na organização do trabalho e na segurança do paciente. No contexto da estomaterapia, destacam-se as tecnologias leves, leve-duras e duras. Desse modo, o checklist é caracterizado como tecnologia leve-dura ao tempo em que articula conhecimento técnico-científico e a organização do processo assistencial. Sua utilização se dá diante da necessidade de controle sistematizado dos atendimentos e da documentação dos pacientes do programa de estomias. Assim, o estudo objetivou relatar a experiência da implementação de um checklist em planilha digital (Google Sheets) para controle de envio das documentações para a secretaria de saúde do ceará (SESA) e padronização dos atendimentos do programa de estomias de um ambulatório de estomaterapia da macrorregião do Cariri Cearense. Trata-se de um relato de experiência, de caráter descritivo, com abordagem qualitativa, desenvolvido por bolsistas vinculados a um ambulatório de enfermagem em estomaterapia. A ferramenta foi implementada em planilha digital compartilhada para registro e monitoramento dos atendimentos. Foram analisados dados como número de atendimentos, classificação entre primeira consulta, reavaliação e pendências documentais, além da percepção dos profissionais. Os resultados evidenciaram que o checklist contribuiu para redução de falhas assistenciais, melhor organização do serviço e maior controle das documentações, além de favorecer o monitoramento do envio de dados à secretaria de saúde do Ceará. Também se destacou a importância de capacitações periódicas, realizadas conforme disponibilidade dos bolsistas para uso adequado da ferramenta. A estratégia possibilitou identificar pendências, orientar pacientes e fortalecer o vínculo e a continuidade do cuidado. Conclui-se que o checklist digital é uma ferramenta eficaz na organização do processo de trabalho em estomaterapia, promovendo segurança assistencial e melhoria na qualidade do cuidado prestado, atendendo ao objetivo proposto de relatar sua implementação para padronização assistencial e envio de dados para a SESA. A utilização do checklist contribuiu diretamente para o acompanhamento sistemático das informações, facilitando o envio organizado e completo das documentações. Dessa forma, evidenciou-se que a ferramenta favorece a segurança assistencial, eficiência na gestão do cuidado e qualidade dos serviços prestados no ambulatório.
Palavras-chave: Estomas Intestinais, Tecnologia, Cuidados de Enfermagem
Oral
TELENFERMAGEM NO ACOMPANHAMENTO DE PACIENTES RESTRITOS AO LEITO COM ESTOMIAS DE ELIMINAÇÃO: RELATO DE EXPERIÊNCIA
CICERA HELLEN DA SILVA ; Maria Gabriela Izidio Rodrigues; Lucas Mateus Figueiredo Nascimento; Ana Camila Matos Figueiredo; Nathylle Regia de Sousa Caldas
O envelhecimento populacional e o aumento das doenças crônicas no Brasil têm ampliado a demanda por cuidados de saúde, exigindo estratégias inovadoras que assegurem assistência contínua e qualificada. Nesse contexto, a telenfermagem destaca-se como ferramenta relevante, capaz de promover acompanhamento remoto, orientação em saúde e fortalecimento do vínculo entre profissionais, pacientes e cuidadores. Objetivou-se relatar a experiência de acadêmicos de enfermagem na implementação da telenfermagem no acompanhamento de pacientes com estomias de eliminação restritos ao leito, vinculados a um ambulatório especializado em estomaterapia na região do Cariri, Ceará. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, desenvolvido entre setembro e dezembro de 2025. A assistência foi organizada em três etapas: triagem dos pacientes, consulta presencial de orientação ao cuidador e consultas remotas por videochamada, possibilitando intervenções voltadas ao autocuidado, prevenção de complicações e uso adequado de dispositivos coletores. Foram acompanhados dez pacientes, cujos principais desafios incluíram déficit de conhecimento dos cuidadores, irritações na pele periestomal e dificuldades no uso das tecnologias. Apesar das limitações observadas, como instabilidade da conexão de internet e dificuldades no manuseio de dispositivos, a telenfermagem demonstrou potencial para ampliar o acesso ao cuidado, promover autonomia e qualificar a assistência, além de contribuir para a formação dos acadêmicos envolvidos. Conclui-se que a incorporação da telenfermagem configura-se como estratégia viável e promissora para o fortalecimento da prática de enfermagem, especialmente em contextos que exigem inovação e adaptação às necessidades de pacientes com restrição de mobilidade.
Palavras-chave: Telenfermagem,Estomaterapia,Estomias,Tecnologia
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TEMPO É MÚSCULO: ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO COM TROMBÓLISE
ANA BEATRIZ DOS SANTOS PEREIRA ; Maria Jaquelyne Rodrigues dos Santos; Maria Eugênia Alves Almeida; Adriana de Moraes Bezerra; Yury Tavares de Lima
O infarto agudo do miocárdio (IAM) é um evento cardíaco proveniente da obstrução de uma artéria coronária, causando isquemia ao músculo cardíaco, resultando na necrose do tecido e na liberação de biomarcadores na corrente sanguínea, sendo uma das principais causas de morbimortalidade global. Nesse contexto, o tempo entre o início dos sintomas e a intervenção determina o prognóstico do paciente, sendo o atendimento pré-hospitalar essencial para garantir a sobrevida do paciente. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), aliado à Central de Regulação de Urgência e à telemedicina, possibilita diagnóstico e conduta em tempo hábil, incluindo a terapia trombolítica com tenecteplase. Objetiva-se relatar a experiência de discentes do curso de enfermagem no atendimento pré-hospitalar ao infarto agudo do miocárdio, com destaque para a administração de terapia trombolítica no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, desenvolvido a partir da vivência de acadêmicas de enfermagem em estágio supervisionado no SAMU, entre março e abril de 2026. A experiência baseou-se na observação e atuação no atendimento a um paciente com quadro sugestivo de IAM, envolvendo avaliação clínica, monitorização, realização de eletrocardiograma, uso da telemedicina, administração de terapia trombolítica e transferência para hospital de referência. O paciente apresentava dor torácica intensa com irradiação, sendo identificado IAM com supra de segmento ST. Após confirmação dos critérios clínicos e ausência de contraindicações, foi iniciado o protocolo assistencial, com administração de tenecteplase precedida de anticoagulação. Após reavaliação, o paciente foi encaminhado com segurança ao hospital. A experiência evidenciou a importância da rápida tomada de decisão, da comunicação em equipe e da aplicação de protocolos assistenciais, além de possibilitar o desenvolvimento de habilidades como pensamento crítico, responsabilidade e trabalho em equipe. Conclui-se que a vivência contribuiu para a formação acadêmica, ao proporcionar a aplicação prática de um atendimento eficaz, seguro e ágil, reforçando a importância da assistência pré-hospitalar na redução da mortalidade por síndrome coronariana aguda.
Palavras-chave: Infarto do miocárdio,Terapia trombolítica,Atendimento pré-hospitalar
Oral
USO DA FITOTERAPIA PARA O MANEJO DE FERIDAS: IMPLICAÇÕES PARA A ENFERMAGEM
GIOVANA DIAS ANJOS ; Ana Luiza Araujo dos Santos; Geizimayra Campos Pereira; Lívia Teixeira de Sousa; Nathylle Régia de Souza Caldas
Feridas de difícil cicatrização são um problema de saúde pública, decorrentes da ruptura da integridade da pele e o longo período de cicatrização, e resultam em impactos no sistema de saúde. Com isso, a enfermagem desempenha um importante papel no tratamento de feridas, buscando estratégias que garantam o cuidado integral do paciente. Nesse contexto, destacam-se os fitoterápicos como uma tecnologia promissora por apresentarem propriedades antioxidantes, antimicrobianas e antiinflamatórias. Com isso, objetivou-se discutir o uso de fitoterápicos e a sua aplicabilidade na assistência de enfermagem como tecnologia complementar no manejo de feridas. Trata-se de uma revisão narrativa, realizada no mês de abril de 2026, a partir de buscas na Biblioteca Virtual em Saúde e nas bases Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e Scientific Eletronic Library Online (SciELO), utilizando os Descritores em Ciências da Saúde “Fitoterapia”, “Cicatrização”, “Cuidados de Enfermagem” e “Plantas Medicinais”, e os Medical Subject Headings “Phytotherapy” e “Wound Healing” aplicados na National Library Online of Medicine (PubMed), combinados com o operador booleano “AND”. Também foram utilizados documentos institucionais para enriquecer o estudo. Como critérios de inclusão artigos disponíveis na íntegra e documentos institucionais que descreviam o uso da tecnologia, foram excluídos trabalhos duplicados. Para a amostra final foram selecionados 8 documentos. Os estudos analisados apontam que os fitoterápicos possuem metabólitos secundários, como flavonoides, alcaloides e compostos fenólicos, que garantem propriedades que auxiliam o processo de reparação tecidual. Assim, foi evidenciado que a fitoterapia é aplicada como terapia complementar ao cuidado de feridas de difícil cicatrização, com o intuito de ampliar o acesso e reduzir custos assistenciais. Entretanto, nota-se uma limitação na aplicação da prática devido à carência de profissionais capacitados, a baixa disponibilidade nos serviços e escassez de protocolos para aplicação clínica. Diante disso, conclui-se que os fitoterápicos podem ser úteis no manejo de feridas de difícil cicatrização, porém sua implementação exige avaliação e monitorização contínua do processo de reparo tecidual, bem como desenvolvimento de mais estudos que respaldam cientificamente a terapia, garantindo a segurança do paciente.
Palavras-chave: Fitoterapia,Cicatrização,Plantas Medicinais,Cuidados de Enfermagem
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USO DA TELESSAÚDE PELA ENFERMAGEM NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: DESAFIOS E POTENCIALIDADES
HERBERT LUIZ VIEIRA SALES ; Maria Andressa Pereira dos Anjos; Aline da Silva Ribeiro; Ana Clara Lima Vieira Almeida; Ana Maria dos Santos da Silva
A telessaúde tem sido difundida como estratégia pertinente para ampliação do acesso e qualificação da assistência, especialmente na Atenção Primária à Saúde (APS), caracterizada pela necessidade de cuidado contínuo. Nesse contexto, a enfermagem destaca-se na utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), como telemonitoramento e teleconsulta, favorecendo o acompanhamento remoto dos usuários. Entretanto, persistem desafios vinculados à implementação dessas ferramentas, como limitações estruturais e barreiras de acesso. Diante disso, objetivou-se analisar o uso da telessaúde pela enfermagem no âmbito da Atenção Primária à Saúde, evidenciando desafios e contribuições. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada em abril de 2026, utilizando os descritores “enfermagem”, “telemedicina” e “atenção primária à saúde”, com uso do operador booleano AND, nas bases de dados LILACS e MEDLINE. Como critérios de inclusão, foram selecionados artigos completos publicados nos últimos cinco anos, recorte temporal justificado pelo tempo e impacto da pandemia de COVID-19, o que intensificou a expansão e o uso da telessaúde pela enfermagem na Atenção Primária à Saúde, além de estudos que tratassem da pergunta de pesquisa. Do quantitativo, de dezenove publicações encontradas, sete foram utilizados na amostra deste trabalho. Ao revisar a literatura, evidenciou-se que a telessaúde contribui significativamente para a assistência de enfermagem na Atenção Primária à Saúde, favorecendo o acompanhamento remoto de usuários, como no manejo de condições crônicas, refletindo a continuidade do cuidado. Ademais, observou-se o fortalecimento do vínculo entre profissionais e usuários, bem como a qualificação da comunicação e do acompanhamento clínico. Ademais, a implementação das TICs contribui para a otimização do processo de trabalho da categoria e apresenta potencial para a redução de custos assistenciais. Contudo, a literatura ressalta limitações, como insuficiente capacitação profissional, fragilidades na infraestrutura tecnológica dos serviços de saúde e dificuldades de utilização por parte de usuários com menor letramento digital, evidenciando a necessidade de investimentos em qualificação e adequação dos sistemas de saúde. Portanto, conclui-se que a incorporação da telessaúde na prática de enfermagem representa um avanço no modelo assistencial da APS, o que exige reestruturação e qualificação profissional para que ocorra a sua efetiva implementação.
Palavras-chave: Enfermagem, Telemedicina, Atenção Primária À Saúde
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USO DO PRONTUÁRIO ELETRÔNICO NA EVOLUÇÃO DE ENFERMAGEM NA UTI: RELATO DE EXPERIÊNCIA
SORAYA MAGNARYA FELIX MIRANDA; Ana Karolina Bezerra da Costa; Vanessa Carlos Santos; Mikaelle Batista da Silva Lobo; Woneska Rodrigues Pinheiro; Cíntia de Lima Garcia
A incorporação das tecnologias da informação no setor saúde tem contribuído para a melhoria da assistência e da organização dos serviços. Nesse contexto, o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) destaca-se por possibilitar registros mais seguros, organizados e acessíveis em tempo real, por favorecer a comunicação entre a equipe multiprofissional e a continuidade do cuidado. Na enfermagem, o PEP fortalece a Sistematização da Assistência de Enfermagem e auxilia na tomada de decisão, especialmente em Unidades de Terapia Intensiva, onde os pacientes demandam monitoramento contínuo e cuidado complexo. Objetiva-se relatar a experiência de discentes de enfermagem do 10º semestre na utilização do prontuário eletrônico na evolução de pacientes em UTI. Trata-se de um estudo descritivo, qualitativo, do tipo relato de experiência, realizado por seis acadêmicos de enfermagem durante estágio supervisionado em uma Unidade de Terapia Intensiva, entre fevereiro e abril de 2026. Ao longo da prática assistencial, utilizou-se o Prontuário Eletrônico do Paciente para registro das informações clínicas e evoluções de enfermagem, fundamentadas na Sistematização da Assistência de Enfermagem. A análise considerou a contribuição do sistema para a prática assistencial, suas facilidades, dificuldades e impactos na qualidade do cuidado. Durante o estágio em uma Unidade de Terapia Intensiva, o Prontuário Eletrônico do Paciente foi utilizado como principal ferramenta para registro das informações clínicas e evoluções de enfermagem. O sistema favoreceu a organização e o acesso em tempo real aos dados, contribuindo para a comunicação da equipe, continuidade do cuidado e desenvolvimento do raciocínio clínico dos acadêmicos. Entre os benefícios destacaram-se a legibilidade dos registros e maior segurança na assistência. Também foram identificados desafios relacionados à adaptação ao sistema e instabilidades ocasionais. A experiência evidenciou a importância do prontuário eletrônico para a qualificação da assistência de enfermagem em ambientes de alta complexidade. Conclui-se que o PEP contribui para a organização, segurança e qualidade da assistência de enfermagem em Unidade de Terapia Intensiva. A experiência favoreceu o desenvolvimento do raciocínio clínico e das habilidades de registro dos acadêmicos. Entretanto, desafios relacionados à adaptação ao sistema e à capacitação profissional evidenciam a necessidade de investimentos em educação permanente e infraestrutura tecnológica.
Palavras-chave: Prontuário Eletrônico do Paciente,Enfermagem,Unidade de Terapia Intensiva de Adulto
Oral
Vigilância epidemiológica em desastres: atuação da enfermagem no Ceará
MARIA KAMYLA ALEXANDRE ; Isaac David Lobo da Silva; Carla Hellen Cordeiro Ribeiro e Silva; Raniely Targino Alves
Os desastres, sejam naturais ou tecnológicos, configuram eventos de grande relevância epidemiológica, por alterarem o perfil de morbimortalidade das populações afetadas e favorecerem o surgimento e agravamento de agravos à saúde, especialmente em contextos de vulnerabilidade. Nesse cenário, a vigilância em saúde assume papel estratégico na identificação, monitoramento e resposta oportuna aos riscos, permitindo a análise contínua do comportamento das doenças e subsidiando ações de prevenção e controle. Assim, este estudo teve como objetivo analisar a vigilância epidemiológica e o processo de notificação de agravos relacionados a desastres no estado do Ceará em 2024, destacando a atuação da enfermagem no registro, monitoramento e resposta aos eventos. Trata-se de um estudo descritivo, de abordagem quantitativa, com uso de dados secundários provenientes de sistemas oficiais. Foram analisadas variáveis como tipo de desastre, população afetada, óbitos e principais agravos, por meio de estatística descritiva. No período, registraram-se 172 desastres, com predomínio de eventos naturais (91,7%), afetando 861.055 pessoas e resultando em 6 óbitos. No cenário epidemiológico, destacam-se as Doenças Diarreicas Agudas (DDA), com 369.991 casos notificados no estado, evidenciando a relação entre desastres e comprometimento da qualidade da água, seja pela escassez hídrica ou por inundações, que favorecem o consumo de água contaminada. Observou-se maior concentração de casos na região de Fortaleza, seguida por Sobral, Cariri, Litoral Leste e Sertão Central, com aumento a partir da semana epidemiológica 5 e pico entre as semanas 10 e 11. Além disso, foram identificados casos de arboviroses, como dengue e chikungunya, com maior incidência no primeiro semestre e pico entre as semanas 13 e 17, evidenciando o impacto dos desastres na proliferação de vetores, seja pelo acúmulo de água em períodos chuvosos ou pelo armazenamento inadequado em contextos de estiagem. Esses achados demonstram alterações importantes no perfil epidemiológico, incluindo o aumento de doenças transmissíveis e maior demanda por serviços de saúde. Nesse contexto, a vigilância epidemiológica mostra-se essencial para o monitoramento contínuo e a resposta rápida aos agravos, destacando-se o papel da enfermagem na notificação adequada, análise dos dados, educação em saúde e implementação de ações de cuidado, contribuindo para a redução de riscos e para uma assistência mais segura e resolutiva à população.
Palavras-chave: Vigilância Epidemiológica, Desastres Naturais, Saúde Pública, Enfermagem
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Vivências de monitoria técnica no Laboratório de Práticas e Habilidades em Enfermagem: contribuições para a formação acadêmica
SOFIA MARTINS TEIXEIRA ; Emylle Pereira Silva; Francisco Rael Campos Alves; Janaina Tavares Moura; Luyse Tavares Veloso de Queiroz; Paulo Ermeson Ferreira Dutra; Samile Alves Ferreira
A formação em enfermagem demanda integração entre teoria e prática, tornando indispensáveis estratégias pedagógicas que favoreçam o desenvolvimento de competências técnicas, gerenciais e crítico-reflexivas. Nesse contexto, o Laboratório de Práticas e Habilidades em Enfermagem configura-se como espaço estratégico para o ensino prático, possibilitando simulações clínicas e desenvolvimento de habilidades em ambiente seguro e controlado. Objetivou-se relatar a experiência de monitoria técnica vivenciada em um Laboratório de Práticas e Habilidades em Enfermagem, destacando suas contribuições para a formação acadêmica. Trata-se de um relato de experiência, de abordagem qualitativa e caráter descritivo, desenvolvido a partir das vivências de monitoria técnica realizadas no período de fevereiro a abril de 2026, em universidade localizada no município de Acopiara, Ceará. A construção do estudo foi fundamentada nos pressupostos metodológicos de Mussi, Flores e Almeida (2021). As atividades envolveram organização do espaço físico, controle de materiais e equipamentos, reposição de insumos, apoio à preparação de aulas práticas e simulações clínicas, além da elaboração e adaptação de materiais educativos, como placas de leito, gestograma, régua de IMC e banco de sangue didático. Observou-se que a atuação na monitoria técnica favoreceu melhor compreensão sobre processos organizacionais e logísticos que sustentam o ensino prático, além de contribuir para desenvolvimento de autonomia, responsabilidade, liderança, planejamento e gerenciamento de recursos. A experiência também evidenciou que a preparação adequada de cenários e materiais impacta diretamente a qualidade das atividades práticas e a segurança discente. Conclui-se que a monitoria técnica constitui importante estratégia de formação ampliada, ao desenvolver competências pouco exploradas na formação convencional e aproximar o estudante da realidade profissional, fortalecendo a segurança do cuidado e a qualificação da formação em enfermagem.
Palavras-chave: Enfermagem,Ensino,Simulação, Formação profissional,Monitoria
Oral
VIVÊNCIAS NO PET-SAÚDE DIGITAL: DESAFIOS E POTENCIALIDADES DA GESTÃO EM SAÚDE
ANA FRANCISCA PEREIRA LOURENÇO; Alana Emily da Silva; Amanda Leal Bezerra; Ana Janielly Viana Alves; Jessica Alves Araujo
O Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde – PET-Saúde Digital constitui uma iniciativa do Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação, com o objetivo de qualificar estudantes e profissionais para o fortalecimento da transformação digital no Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse contexto, o conhecimento acerca dos serviços que compõem a rede assistencial possibilita a identificação de lacunas operacionais e estruturais que impactam a gestão e a qualidade do cuidado. O estudo foi desenvolvido no em município localizado na Região do Cariri - CE, caracterizado por elevada densidade populacional, intensa dinâmica socioeconômica e relevante papel como polo regional de saúde. Diante desse cenário, objetivou-se descrever as vivências e ações de campo realizadas no âmbito do PET-Saúde Digital, no contexto da gestão em saúde e da utilização de tecnologias digitais em localizado na Região do Cariri - CE. Trata-se de um estudo descritivo, de abordagem qualitativa, do tipo relato de experiência, fundamentado nas vivências e observações decorrentes das atividades desenvolvidas no âmbito do PET-Saúde Digital. A partir das visitas aos serviços e da análise dos dados obtidos, evidenciou-se que a gestão municipal ainda enfrenta desafios para o alcance das metas estabelecidas pelo Ministério da Saúde, com repercussões diretas na organização e na resolutividade da Atenção Primária à Saúde. Embora sejam reconhecidos avanços no uso de tecnologias digitais, observou-se que as plataformas apresentam limitações operacionais, instabilidades e necessidades de aprimoramento, o que pode comprometer a eficiência dos processos de trabalho. Adicionalmente, identificou-se a necessidade de reestruturações no próprio serviço, com vistas à qualificação da assistência e ao fortalecimento da integração entre os níveis de atenção. A vivência no PET-Saúde Digital possibilitou uma compreensão ampliada da Atenção Primária à Saúde, evidenciando sua relação intrínseca com os processos de gestão e organização do sistema de saúde. Conclui-se que, apesar do potencial integrador das ferramentas digitais no apoio à gestão, faz-se necessário o contínuo aprimoramento dessas tecnologias, de modo a fortalecer o desempenho dos gestores municipais, estaduais e federais e contribuir para a efetivação dos princípios do SUS.
Palavras-chave: Saúde Digital, Sistemas de Informação em Saúde,Atenção Primária à Saúde,Educação Interprofissional em Saúde
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