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A INTERFERÊNCIA DO DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL NA ENFERMAGEM E NAS PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS: MODIFICAÇÕES AMBIENTAIS E PROFISSIONAIS.
ANA CLARA LIMA VIEIRA ALMEIDA; Maria Andressa Pereira dos Anjos; Maria Eduarda Gonçalves de Oliveira; Helena Victoria Pereira Gonçalves; João Eudes Correia Neto
Em toda a trajetória histórica do desenvolvimento mundial, verificou-se avanços significativos em diversas áreas devido a episódios transformadores, como o fortalecimento do capitalismo, a revolução industrial e a globalização. Contudo, ocasionou desafios complexos para a saúde que impactaram o ambiente e a comunidade, decorrente das atividades mercantis irregulares, o saneamento inadequado e a alta poluição. Nesse viés, manifestou-se altos índices de surgimentos e propagação de doenças, tornando essencial a execução de uma nova abordagem preventiva e assistencial, a cargo da enfermagem. Diante disso, este estudo justifica-se pela importância de refletir sobre o papel da enfermagem frente às mudanças ambientais causadas pela industrialização. Objetiva-se analisar as interferências da evolução industrial, bem como os desafios e táticas para uma prática profissional alinhada à sustentabilidade. O método baseia-se em revisão literária nas bases de dados Scielo e Latindex aplicando os descritores “desenvolvimento industrial”, “enfermagem” e “sustentabilidade” com o operador booleano AND para a seleção. Do quantitativo de 6 materiais encontrados, 2 foram utilizados. Como preceitos de inclusão, estudos relevantes sobre a interferência do desenvolvimento industrial no planejamento de ações sustentáveis aplicadas à área de enfermagem. Quanto à exclusão, artigos fora do período dos últimos cinco anos. Ao revisar a literatura, discute-se como o processo de industrialização trouxe novas questões sócio-ambientais que suscitaram um olhar atento à institucionalização da saúde pública, entendendo como o ambiente físico e social impacta a integridade humana. Sob essa ótica, a enfermagem emerge como protagonista do cuidado ambiental e físico diante dos dilemas advindos da industrialização, haja vista que o avanço tecnológico propiciou a modernização dos equipamentos, mas motivou a geração excessiva de resíduos hospitalares, exigindo dos enfermeiros mudanças abruptas na elaboração de estratégias em saúde, baseadas na ética sustentável e na qualidade de vida. Entretanto, nota-se ainda a insciência da aplicabilidade da sustentabilidade ao exercício de enfermagem, decorrente do foco restrito ao cuidado do paciente. Posto isto, as modificações ambientais e profissionais na enfermagem, oportuniza a integração da saúde alinhada à sustentabilidade, incentivando práticas renováveis, durante sua assistência, que promovam a mitigação dos efeitos adversos e o bem-estar da comunidade.
CUIDADO PRECARIZADO E CRISE CLIMÁTICA - TENSÕES NO ATENDIMENTO DE IDOSOS PELA ENFERMAGEM NO CONTEXTO NEOLIBERAL
LAIZA MARIA CAVALCANTE DE AZEVEDO; Francisco Rael Campos Alves
A enfermagem, como profissão essencial, enfrenta desafios crescentes no cuidado a pessoas idosas diante dos impactos das mudanças climáticas. O aquecimento global e os eventos extremos aumentam a vulnerabilidade dos idosos, cuja menor termo-regulação os torna mais propensos a desfechos cardiovasculares e respiratórios. Paralelamente, a precarização do trabalho de enfermagem intensificada pela reestruturação neoliberal da saúde compromete a qualidade e a continuidade do cuidado. Este estudo analisou como a enfermagem tem atuado no cuidado a idosos frente a esses impactos, considerando as limitações impostas pela precarização laboral. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada exclusivamente na base LILACS, com critérios de inclusão definidos: publicações dos últimos 10 anos, em português ou inglês. Foram selecionadas 21 publicações (entre artigos, dissertações e teses), a partir de três cruzamentos entre os descritores: (1) idoso AND mudanças climáticas, (2) enfermagem AND mudanças climáticas, e (3) enfermagem AND precarização do trabalho. Todos os cruzamentos utilizaram o operador booleano AND, visando garantir a intersecção dos temas centrais e um escopo analítico mais preciso. Os resultados indicam que os idosos são altamente vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas e que a enfermagem exerce papel estratégico, indo além da assistência direta, com atuação em educação preventiva, resiliência comunitária e adaptação de protocolos clínicos. Contudo, a precarização do trabalho representa uma barreira significativa: escassez de recursos, sobrecarga, rotatividade e lacunas na formação em saúde ambiental dificultam o cuidado contínuo e humanizado. O adoecimento físico e psíquico dos profissionais também compromete a oferta de um cuidado empático, essencial para uma população com múltiplas vulnerabilidades. Conclui-se que a precarização fragiliza a resposta da enfermagem às mudanças climáticas, comprometendo o cuidado a idosos. Enfrentar esse cenário exige políticas públicas integradas e investimentos nas condições de trabalho, formação crítica e estrutura adequada para o exercício do cuidado.
Palavras-chave: Pessoa idosa, Enfermagem, Mudanças climáticas
HUMANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA.
ANA KAROLINA BEZERRA DA COSTA ; Vitoria Emilly Fernandes de Sousa; Maria Jessyca Calou da Cruz; Dandara Guerra Bezerra; Antonia Jussara Olinda Oliveira
A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é um ambiente hospitalar destinado ao cuidado de pacientes em estado crítico, que demandam vigilância contínua. O uso de recursos tecnológicos e a qualificação da equipe são fundamentais para assegurar uma assistência segura e eficaz. Contudo, diante da complexidade e do alto grau de tecnicidade presentes na UTI, torna-se um desafio manter práticas de cuidado que valorizem o aspecto humano do paciente. A humanização da assistência de enfermagem nesse ambiente busca resgatar a sensibilidade, o respeito e a empatia no atendimento, mesmo em situações de urgência e gravidade. Objetiva-se descrever a importância da humanização na assistência de enfermagem prestada em UTI. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura. A pesquisa bibliográfica foi realizada no mês de abril de 2025, a amostra foi selecionada por meio das Bases de Dados LILACS, BDENF, via Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Os descritores utilizados foram: enfermagem, unidade de terapia intensiva e assistência humanizada com a utilização do operador booleano AND. Após aplicação dos critérios de inclusão como, texto completo disponível no idioma português, publicados nos últimos 5 anos, totalizou em uma amostra de 26 artigos. Após a leitura dos resumos na íntegra, foram excluídos os estudos duplicados e que não respondiam ao objetivo da pesquisa, perfazendo uma amostra final de 7 artigos. O profissional de enfermagem é um componente essencial para o bom funcionamento das UTIs, sendo o principal prestador de cuidados e gerenciamento da saúde. O saber técnico deste profissional se faz imprescindível numa unidade de vigilância, entretanto o cuidado com um olhar humanizado e preconizado no bem-estar não só físico, mas emocional, psicológico e espiritual se faz inteiramente relevante para agregar à assistência prestada. Ademais, para reforçar esta ideia, o Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar (PNHAH) surge no ano de 2001, com o objetivo de enfatizar que o cuidado precisa ser integral, seguida pela criação da Política Nacional de Humanização (PNH-2004). Portanto, conclui-se que o cuidado deve estar focado no paciente de forma holística, abrangendo suas necessidades integralmente, ressaltando que a humanização é um processo complexo, que constrói vínculos, sendo tão imprescindível quanto o conhecimento técnico, afinal a enfermagem é a arte do cuidar e o cuidado não se centraliza somente no processo saúde-doença, mas sim no ser humano.
SEXUALIDADE E ENVELHECIMENTO: EDUCAÇÃO EM SAÚDE COMO FERRAMENTA DE CUIDADO INTEGRAL
MARIA VICTÓRIA VIANA ALVES; Maria Jaquelyne Rodrigues dos Santos; Liliane Araújo Silva; Heloisa Navlidi Góes de Sousa; Ana Karolina Bezerra da Costa
A sexualidade no envelhecimento é um tema estigmatizado nos diversos contextos da saúde, sendo considerado como algo irrelevante na saúde da pessoa idosa. Essa visão limitada apresenta raízes culturais que associam a idade avançada à perda do desejo sexual e à diminuição da capacidade de vivenciar a sexualidade de maneira plena. Nesse sentido, é importante ressaltar que a negligência no reconhecimento da sexualidade no envelhecimento compromete a promoção de um cuidado integral e humanizado, essencial para a qualidade de vida da pessoa idosa e deve ser compreendida de forma ampla, respeitando a particularidade de cada pessoa idosa. Por conseguinte, a educação em saúde é uma ferramenta que proporciona espaço para que os idosos possam discutir sobre suas necessidades sexuais. Objetiva-se analisar como a educação em saúde pode promover uma sexualidade saudável no envelhecimento, destacando o papel dos profissionais de saúde no cuidado integral aos idosos. Trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa, com abordagem qualitativa, realizada na Biblioteca Virtual em Saúde, LILACS, Medline via PUBMED. Utilizaram-se os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) “Sexualidade”, “Educação em Saúde” e “Saúde da Pessoa Idosa”, sendo analisados vinte e quatros artigos que atenderam aos critérios de inclusão: artigos originais completos, disponíveis gratuitamente na íntegra, nos idiomas português e inglês e que estivesse de acordo com a temática Os estudos enfatizam que a falta de preparo adequado de profissionais de saúde para tratar sobre a temática pode resultar em um acompanhamento deficiente. Neste contexto, o enfermeiro deve atuar diretamente na promoção da saúde sexual, devido ao contato contínuo e a relação de vínculo e confiança com os idosos, sensibilizando-os sobre a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis, além da ressignificação do conceito de sexualidade. Portanto, a educação em saúde é uma ferramenta essencial para promover o reconhecimento da sexualidade como um direito da pessoa idosa. Através de estratégias educativas, é possível desconstruir mitos e tabus, oferecer informações adequadas e estimular uma prática de cuidado que respeite a integralidade da pessoa idosa, considerando todo o aspecto biopsicossocioespiritual. Nesse sentido, a integração da sexualidade de saúde da pessoa idosa corrobora para a melhora da qualidade de vida e contribui para um envelhecimento mais saudável e ativo.
PORTFÓLIO GERONTOLÓGICO COMO FERRAMENTA DE EDUCAÇÃO TRANSFORMADORA: PROMOVENDO O CUIDADO INTEGRAL DA PESSOA IDOSA.
ANA KAROLINA BEZERRA DA COSTA ; MIKAELLE BATISTA DA SILVA; VANESSA CARLOS SANTOS; SORAYA MAGNARYA FELIX MIRANDA; MARIA VICTORIA VIANA ALVES
O envelhecimento populacional impõe desafios crescentes à formação dos profissionais de saúde, exigindo não apenas competências técnicas, mas também uma compreensão ampliada do cuidado integral aos idosos em um contexto global de mudanças socioambientais. No Brasil, o aumento da expectativa de vida reforça a urgência de reformular a formação em Enfermagem, integrando dimensões biológicas, psicológicas, sociais e ambientais. Nesse cenário, a disciplina de Saúde do Idoso emerge como espaço essencial de reflexão crítica e desenvolvimento de habilidades que transcendem o cuidado biomédico. A construção de um portfólio para acompanhamento da pessoa idosa, utilizada como estratégia metodológica, fortalece essa formação ao articular teoria, prática e os princípios da educação transformadora, que busca formar profissionais críticos e atuantes frente às desigualdades e aos impactos planetários sobre a saúde. Esta pesquisa objetiva descrever a construção de um portfólio gerontológico como ferramenta de aprendizagem para o desenvolvimento de competências no cuidado gerontológico, com ênfase em uma educação transformadora que integre as dimensões do envelhecimento. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, baseado na vivência acadêmica da construção de um portfólio na disciplina de Saúde do Idoso no curso de graduação em enfermagem da Universidade Regional do Cariri. A vivência mostrou a importância da avaliação multidimensional, não apenas para promover a autonomia e o envelhecimento saudável, mas também para sensibilizar os estudantes sobre os determinantes ambientais e sociais que impactam diretamente a saúde da população idosa. O uso de instrumentos padronizados potencializou a junção entre teoria e prática, ao mesmo tempo em que fomentou habilidades interpessoais, como empatia, escuta qualificada e pensamento crítico. Conclui-se que essa experiência proporcionou uma formação enriquecedora e comprometida com a preservação da vida em suas diversas formas, reforçando a necessidade de práticas pedagógicas que integrem os desafios globais da saúde planetária e o cuidado ético e humanizado à pessoa idosa.
Palavras-chave: Saúde do idoso, Aprendizagem, educação em enfermagem
APLICAÇÃO DE UM CHECKLIST SOBRE VIVÊNCIAS INTRAPARTO EM MÃES UNIVERSITÁRIAS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
SABRINA QUESADO BESERRA ; Camila da Silva Pereira; Gerliane Filgueira Leite; Antonio Germane Alves Pinto
A vivência da gestação entre mulheres universitárias pode impactar em momentos marcantes, como o parto. O conhecimento adquirido durante a formação acadêmica pode influenciar na escolha do tipo de parto, na comunicação com os profissionais de saúde e na busca por informações, contribuindo significativamente na percepção da experiência de parto dessas mulheres. Nesse sentido, compreender como a vida acadêmica afeta a construção dessas percepções é fundamental para promover práticas inclusivas, respeitosas e com foco nas necessidades dessas mulheres. Objetivou-se relatar a experiência de estudantes acerca da aplicação de um checklist sobre vivências intraparto em mães universitárias. Trata-se de um relato de experiência acerca da aplicação de um checklist em mães universitárias no período de novembro de 2024 a abril de 2025 em uma universidade do cariri cearense. O público-alvo foi composto por discentes dos cursos de graduação em educação física, medicina e biologia, que passaram pelo processo de parturição a partir do ano de 2018, totalizando 10 participantes. O checklist foi aplicado por uma estudante do curso de graduação em enfermagem, o qual continha questões direcionadas ao último parto das acadêmicas, baseado nas recomendações da OMS (2018) sobre os cuidados intraparto para uma experiência de parto positiva. Assim, seguiram-se as etapas de captação das participantes, preenchimento do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e aplicação do questionário. Dessa forma, a realização do checklist possibilitou uma aproximação prática com as vivências das mães universitárias durante o período intraparto. A escuta ativa e o contato com relatos reais promoveram reflexões sobre a importância do cuidado humanizado, da comunicação efetiva e do respeito à autonomia da mulher, possibilitando o reconhecimento de suas vulnerabilidades, a necessidade de atuação crítica diante de práticas obstétricas nesse contexto e a valorização das queixas e vivências das mesmas. Por outro lado, as informações colhidas indicam que, embora existam avanços na aplicação de boas práticas de atenção ao parto, ainda persistem desafios relacionados à comunicação, autonomia da mulher e redução de práticas intervencionistas desnecessárias. Diante do exposto, reforça-se a necessidade da implementação efetiva e integral das recomendações da OMS como possibilidade de saída do modelo assistencial visualizado ainda hegemônico.
Palavras-chave: desenvolvimento industrial,enfermagem, sustentabilidade
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A PRÁTICA DA FITOTERAPIA NO CONTROLE GLICÊMICO DE PACIENTES COM DIABETES MELLITUS TIPO 2
ANA JANIELLY VIANA ALVES; Ana Francisca Pereira Lourenço; Cícera Livia Alves de Oliveira; Jessica Alves Araujo; Guilherme Fernandes Teixeira
O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença crônica caracterizada por hiperglicemia, decorrente da resistência à insulina pela redução do hormônio no organismo. O tratamento inclui mudança no estilo de vida e uso de hipoglicemiantes orais, esses tratamentos convencionais podem apresentar efeitos adversos sendo necessário uma terapia complementar. A fitoterapia, tem se destacando como abordagem complementar no tratamento glicêmico de pacientes com DM2 pois, a acessibilidade é facilitada ao material herbáceo, que pode ser cultivado na própria casa e seu preparo é simples, sendo um contribuinte importante no tratamento da doença. Objetiva-se neste estudo discutir o uso da fitoterapia como prática complementar no controle do diabetes mellitus tipo 2. Trata-se de uma revisão da literatura realizada em abril de 2025, utilizando as bases de dados: PubMed, SciELO e Google Scholar. Foram utilizados os descritores: “fitoterapia”, “diabetes mellitus”, “plantas medicinais”, em conjunto com os operadores booleanos “AND”. Os critérios de inclusão foram artigos publicados entre 2019 e 2025, sendo excluídos aqueles que não abordaram a temática proposta. Após análise foram utilizados cinco artigos para compor a fundamentação teórica. Evidenciou-se que há grandes variedades de fitoquímicos que possuem eficácia na terapia complementar do DM2. A Bauhinia forficata, popularmente conhecida como pata-de-vaca, é a mais utilizada por pacientes e destaca-se entre os estudos por sua ação hipoglicemiante onde estimula a secreção de insulina pelas células beta pancreáticas, possuindo também ação antioxidante e anti-inflamatória, sendo comprovada cientificamente. Outro fitoterápico citado com frequência são Carqueja (Baccharis trimera) e azeitona roxa (Syzygium jambolanum), reconhecidas por seu potencial na redução de glicemia. O uso de plantas medicinais apresenta uma abordagem significativa em pacientes com DM2, sendo uma terapia viável, em contexto de baixa renda. No entanto, os estudos se baseiam em limitações metodológicas, reforçando a necessidade de ensaios pré-clínicos e clínicos para validar a eficácia e segurança dessas plantas. Além disso, é essencial a integração de fitoterapia nas práticas clínicas com o acompanhamento profissional contribuindo para uma abordagem mais acessível no tratamento de DM2.
Palavras-chave: Diabetes mellitus tipo 2, Hiperglicemia,Plantas Medicinais
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APLICAÇÕES FARMACOLÓGICAS DA OZONIOTERAPIA: PERSPECTIVAS TERAPÊUTICAS
LIVIA TEIXEIRA DE SOUSA ; Isadora Gomes de Souza; Pedro Henrile Dimas Fernandes; Nathylle Régia de Sousa Caldas
Ozonioterapia, prática terapêutica baseada na administração controlada de ozônio medicinal, visa promover aumento da oxigenação tecidual, estímulo metabólico e atividade antimicrobiana, anti-inflamatória e imunomoduladora, além de contribuir para a redução do estresse oxidativo. O uso terapêutico pode ocorrer por vias sistêmicas ou tópicas, com concentrações ajustadas conforme a patologia do paciente. Em 2018, a técnica foi reconhecida como Prática Integrativa e Complementar no Sistema Único de Saúde, despertando crescente interesse na pesquisa científica, especialmente em sua aplicação associada à farmacologia. Objetivou-se, neste estudo, descrever as aplicações clínicas e seu potencial de integração com tecnologias farmacológicas e terapêuticas. Trata-se de uma revisão de literatura, realizada em abril de 2025. As informações foram obtidas em artigos indexados na Biblioteca Virtual em Saúde, na base de dados LILACS e PUBMED, e em publicações da Associação Brasileira de Estomaterapia. Os descritores utilizados foram: ozonioterapia e inovações farmacológicas. Como critérios de inclusão: textos disponíveis na íntegra publicados nos últimos 5 anos, assunto principal: Aplicações farmacológicas e efeitos terapêuticos da ozonioterapia. Como critérios de exclusão: trabalhos que não respondiam ao objetivo da pesquisa e baixo rigor metodológico. Os resultados indicam que a ozonioterapia pode ser utilizada como um tratamento complementar em várias condições de saúde, como feridas crônicas, osteoartrite, doenças infecciosas e síndromes dolorosas. Há relatos de benefícios, como diminuição da inflamação, estímulo à regeneração das células e aumento da oxigenação nos tecidos. Todavia, estudos experimentais que combinaram o ozônio com óleos terapêuticos em queimaduras, mostram efeitos variados, indicando a necessidade de protocolos mais rigorosos e padronizados para o desenvolvimento de tecnologias farmacológicas seguras e eficazes no âmbito clínico. Portanto, a ozonioterapia apresenta potencial positivo para integrar às novas práticas farmacológicas, principalmente na criação de terapias combinadas como novas formulações farmacológicas, seja por via tópica ou sistêmica. No entanto, é fundamental a realização de estudos clínicos controlados para estabelecimento de protocolos assistenciais, para que haja eficácia e segurança na aplicação da ozonioterapia.
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ASSOCIAÇÃO ENTRE SONO, TEMPO DE TELAS E COGNIÇÃO EM CRIANÇAS: UMA PERSPECTIVA DE REDES BAYESIANAS
KAWANNY VITURINO RODRIGUES; Camila Hemille Matias Morais; Ruânia Soares de Sousa; Mykaelly Pereira Clemente; Ana Clara Cassimiro Nunes
O sono adequado e a exposição equilibrada às telas, exerce uma influência notável sobre o desenvolvimento cognitivo. Nesse sentido, a avaliação dessas variáveis na infância se mostra crucial, uma vez que o desenvolvimento saudável das funções executivas (FE) como flexibilidade cognitiva, memória de trabalho, controle inibitório, vocabulário e número, é fundamental para o sucesso acadêmico, social e emocional futuro da criança. Este estudo tem como objetivo analisar as associações entre tempo de tela, sono e funções executivas em crianças pré-escolares, a partir de redes bayesianas. Trata-se de um estudo quantitativo e transversal, aprovado no Comitê de Ética da URCA (2.683.488) e foi conduzido em Centros de Educação Infantil no município de Juazeiro do Norte. Participaram 85 crianças de 3 a 6 anos de idade e seus respectivos pais e/ou responsáveis. A coleta de dados ocorreu por meio da aplicação de questionários aos responsáveis, abordando a exposição a telas e as horas de sono das crianças, categorizando os dados de acordo com as recomendações nacionais. Além disso, foram coletados dados de funções executivas das crianças, utilizando a Bateria EYT Toolbox. Para a análise dos dados, foram empregados os Grafos Acíclicos Direcionados (DAGs) para construir a rede bayesiana, os pacotes bnlearn e Rgraphviz no software RStudio foram utilizados, assim como o algoritmo hill-climbing. Os principais resultados indicam a idade como uma variável a montante (início do fluxo das relações) que influencia negativamente a quantidade de sono (-0.22) e positivamente o controle inibitório (0.10), isto é, crianças menores apresentaram uma melhor qualidade do sono, porém o aumento da idade proporciona o aumento do controle inibitório. Crianças que dormem mais, também passam mais tempo em frente a telas (0.21), isso pode ser um fator de risco para a qualidade do sono a longo prazo. Destacamos ainda que outra variável a montante encontrada foram as habilidades de numeracia, que influencia a flexibilidade cognitiva (0.08), e, em consequência, o vocabulário (1.12) e a memória de trabalho (-0.15). Os achados reforçam a necessidade de estratégias de saúde pública que incentivem a administração equilibrada da exposição às telas e regulação do sono em crianças, além de alertar a demanda de um acompanhamento mais atento do desenvolvimento cognitivo na infância.
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Autorregulação e funções executivas em crianças com e sem TEA: uma perspectiva de redes complexas
ANA KAROLINA LEANDRO MOREIRA; Rebeca Leite Peixoto; Ruth Emilly Silva Torres; Mykaelly Pereira Clemente; Ana Clara Cassimiro Nunes
O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é um transtorno do desenvolvimento neurológico que compromete a autorregulação (AR), processo fundamental relacionado aos desfechos adaptativos ao longo do desenvolvimento, como por exemplo, modular as situações e desafios sociais. Além disso, a AR é um preditor importante para as funções executivas (FE) que são um conjunto de habilidades cognitivas como controle inibitório, memória de trabalho, flexibilidade cognitiva e outras relacionadas ao desempenho escolar, como números e vocabulário. O objetivo do estudo foi comparar a estrutura de rede da AR e FE em crianças com e sem TEA. Trata-se de uma pesquisa de campo, quantitativa e transversal, aprovada no comitê de ética da Urca (2.683.488). Participaram 120 crianças (32 com TEA) com idade entre 3 e 5 anos. O diagnóstico de TEA foi realizado por avaliação clínica por profissionais de saúde. A AR foi avaliada a partir do teste de Head-Toes-Knees-Shoulders (HTKS) e as FE's foram avaliadas a partir da bateria de tarefas computadorizadas em Early Years Toolbox (EYT). As análises de redes foram realizadas com o pacote qgraph do Rstudio. A esparsidade foi estimada para calcular a conectividade das redes. Os principais resultados indicam que a rede das crianças com desenvolvimento típico apresenta maior conectividade (0,50) indicando uma estrutura cognitiva mais integrada. Nessa rede, destacam-se as associações positivas e fortes do controle inibitório com memória de trabalho (0,530) e com vocabulário (0.516). A rede das crianças com TEA demonstrou menor conectividade (0,70), com apenas três interações identificadas: uma positiva e forte entre números e flexibilidade cognitiva (0,947), uma fraca entre memória de trabalho e controle inibitório (0,370), e uma muito fraca entre flexibilidade cognitiva e controle inibitório (0,053). A variável vocabulário não apresentou qualquer conexão na rede das crianças com TEA, sinalizando isolamento desta habilidade em relação às demais. Conclui-se que as crianças com TEA apresentam uma rede menos conectada, o que pode impactar negativamente seu desenvolvimento cognitivo e social. Os achados reforçam a necessidade de políticas públicas eficazes que promovam intervenções precoces e específicas para o fortalecimento das habilidades autorregulatórias e executivas dessas crianças, contribuindo para sua inclusão e desenvolvimento integral.
Palavras-chave: TEA,Autorregulação,Funções Executivas,Crianças
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Câncer de mama em mulheres de 15 a 34 anos na região Triângulo CRAJUBAR do Cariri cearense.
RUÂNIA SOARES DE SOUSA; Camila Hemille Matias Morais; Kawanny Viturino Rodrigues; Livia Teixeira de Sousa; Esther Máysa de Sousa Alves
O câncer de mama representa um desafio crescente para o sistema de saúde pública brasileiro, caracterizando-se pela formação de um tumor, de crescimento rápido ou lento, que pode invadir outros órgãos devido à multiplicação desordenada de células anormais da mama. A mamografia é o principal exame recomendado para o rastreamento e detecção precoce da doença. No Triângulo CRAJUBAR, a conurbação dos municípios de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, no Ceará, os dados mais recentes sobre a incidência de casos de câncer de mama em mulheres de 15 a 34 anos, no período de 2020 a 2024, evidenciam a dimensão do problema. Objetivou-se, com o presente estudo, analisar a incidência de casos de câncer de mama em adolescentes e jovens adultas dos últimos cinco anos no Triângulo CRAJUBAR, no estado do Ceará. Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem quantitativa, utilizando dados secundários do Sistema de Informação do Câncer (SISCAN) do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), referentes aos casos de câncer de mama em adolescentes e jovens adultas, com idades entre 15 e 34 anos, diagnosticados nos municípios de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, no intervalo de 2020 a 2024. Os dados foram tabelados e analisados a fim de comparar a incidência de casos entre os três municípios durante esse período. Entre os anos investigados, foram registrados 240 casos, com destaque para Juazeiro do Norte, com 106 (44,16%) registros, seguido de Barbalha com 82 (34,16%) e Crato com 53 (22,08%). Observa-se uma concentração significativa de casos em Juazeiro, porém Barbalha, mesmo com menor população, apresenta uma expressiva taxa relativa de incidência. Enquanto o Crato registrou uma queda brusca em 2022, com posterior aumento discreto. Dessa maneira, apesar de Juazeiro do Norte apresentar o maior número absoluto de casos da doença, a análise revela um cenário preocupante em Barbalha, sugerindo possíveis fragilidades no diagnóstico precoce, no acesso ao tratamento e na cobertura de prevenção na cidade. Diante disso, é fundamental o fortalecimento de estratégias públicas integradas entre os municípios da região, com foco na conscientização, rastreamento e melhoria da estrutura assistencial, especialmente para a população jovem, visando reduzir desigualdades e combater o avanço da doença de forma mais eficaz, promovendo maior equidade no acesso à saúde.
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CÂNCER DE MAMA: ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DA PRINCIPAL CAUSA DE MORTALIDADE NEOPLÁSICA EM MULHERES NO BRASIL
TARCILÂNDIA VIEIRA GOMES BRITO ; Esther Máysa de Sousa Alves; Maria Gabriela Izídio Rodrigues; Aline da Silva Ribeiro; Maria Catarina Xavier de Barros
O câncer de mama é a neoplasia maligna mais incidente entre mulheres brasileiras e representa a principal causa de morte por câncer no país. Apesar dos avanços no diagnóstico e tratamento, a mortalidade permanece elevada, especialmente devido às desigualdades regionais no acesso aos serviços de saúde. Assim, compreender o perfil epidemiológico dos óbitos é fundamental para embasar estratégias mais eficazes de prevenção, detecção precoce e tratamento. Objetivou-se analisar o perfil epidemiológico dos óbitos femininos por câncer de mama no Brasil no período de 2013 a 2023. Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo, baseado em dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Foram incluídos óbitos femininos classificados sob o CID-10 C50 (neoplasia maligna da mama), ocorridos entre os anos de 2013 e 2023, discriminados por região geográfica. No período analisado, foram registrados 187.896 óbitos por câncer de mama no Brasil. A Região Sudeste concentrou o maior número de mortes (93.731), seguida pelas regiões Nordeste (41.167), Sul (32.852), Centro-Oeste (12.259) e Norte (7.887). Observou-se uma tendência crescente de óbitos, com aumento de 14.206 registros em 2013 para 20.165 em 2023. Tal crescimento é refletido pelas desigualdades no acesso ao diagnóstico e tratamento, predisposições genéticas e fatores ambientais, como alimentação inadequada, sedentarismo, tabagismo e consumo excessivo de álcool. Embora a maior concentração de óbitos permaneça na Região Sudeste, o aumento proporcional foi mais expressivo nas regiões historicamente menos assistidas. No Norte, o número de mortes cresceu aproximadamente 77% entre 2013 e 2023, no Centro-Oeste, o aumento foi de 56%, e no Nordeste, de 48%. Em comparação, a Região Sul apresentou crescimento de 43% e o Sudeste, de 35% no mesmo período. A elevada concentração de óbitos na Região Sudeste reflete a carga da doença em áreas mais populosas, enquanto o aumento proporcional em regiões historicamente menos assistidas reforça a necessidade de fortalecer políticas públicas com foco na equidade de acesso ao rastreamento e tratamento. Nesse contexto, é essencial promover ações de educação em saúde, estimular hábitos de vida saudáveis e ampliar o acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento de qualidade, especialmente para mulheres em situação de vulnerabilidade social, contribuindo para a redução da mortalidade e a melhoria da qualidade de vida.
Palavras-chave: Cânce de Mama, Mortalidade, Epidemiologia
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ENDOMETRIOSE COMO PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA: UMA REVISÃO NARRATIVA SOB O OLHAR DA ENFERMAGEM
ALZENIR ROSA VIANA; Ana Janielly Viana Alves; Antonio William Modesto de Oliveira; Kethylen Yasmin Lucena Furtado; Larisse Beserra Luna
A Endometriose é uma doença inflamatória caracterizada pela presença de tecido endometrial fora do útero, resultando em sangramento intenso, dismenorreia, dispareunia, irregularidades menstruais e infertilidade, afetando principalmente mulheres em idade reprodutiva. O diagnóstico é realizado por meio de uma abordagem combinada entre a avaliação clínica detalhada e exames de imagem como ultrassonografia transvaginal, com preparo intestinal ou ressonância magnética. Entretanto, a endometriose representa um ponto da saúde pública que é negligenciada, tanto pelo tempo prolongado até o diagnóstico quanto pelo acesso desigual ao tratamento. Este estudo tem como objetivo analisar, sob a perspectiva da enfermagem, os desafios e os avanços no enfrentamento da endometriose enquanto problema de saúde pública. Trata-se de uma pesquisa de caráter descritivo, com abordagem qualitativa, tem como base uma revisão narrativa da literatura, realizada em abril de 2025, por meio da Biblioteca Virtual da Saúde, utilizando as bases de dados SCIELO, IBECS, LILACS, BDENF e PubMed. Utilizaram-se os descritores: endometriose, enfermagem, saúde pública. Foram incluídos artigos publicados entre 2015 e 2025, em português e inglês, que abordassem a atuação da enfermagem, os desafios e políticas públicas relacionadas à temática. Após triagem, foram selecionados cinco artigos para compor a análise. Evidenciou-se, que a doença ainda é subdiagnosticada, com atraso médio de sete a dez anos entre o início dos sintomas e a confirmação da patologia. A ausência de capacitações específicas dos profissionais para o reconhecimento precoce dos sinais e sintomas, a escuta ativa e qualificada das queixas, ainda é uma lacuna que precisa ser superada. Assim como, a escassez de políticas públicas voltadas à saúde menstrual e ginecológica, as barreiras de acesso a exames especializados e centros de referência contribuem para o atraso no diagnóstico e tratamento. Em contrapartida, os avanços são visíveis, como a crescente visibilidade da doença por meio de campanhas de conscientização, a inclusão da doença em pautas legislativas e a produção crescente de pesquisas sobre o impacto dessa condição. Outrossim, destaca-se a atuação mais sensível da enfermagem no acolhimento e orientação das mulheres, especialmente nos programas de atenção primária à saúde onde o enfermeiro tem papel essencial na educação em saúde, acolhimento humanizado, além de atuar na articulação do cuidado contínuo e interdisciplinar.
Palavras-chave: Endometriose,Enfermagem,Saúde Pública
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FORMAÇÃO CIENTÍFICA E CAPACITAÇÕES EM ENFERMAGEM: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DA SECAPHE
LARISSE BESERRA LUNA ; Alzenir Rosa Viana; Marta Carol Taveira da Silva; Sarah de Lima Pinto
Eventos científicos tem como finalidade a disseminação de conhecimento, atualização profissional por meio da educação continuada, e o estímulo ao pensamento crítico e científico entre os discentes, docentes, pesquisadores e profissionais. No contexto da enfermagem, tais eventos desempenham papel primordial na formação contínua, permitindo a troca de experiências, o aprofundamento de temas específicos, além da integração ensino e serviço, por meio da junção da teoria com a prática. O presente trabalho, objetivou relatar a experiência do evento da 3ª Semana de Capacitação em Práticas Hospitalares para a Enfermagem (SECAPHE) e o 2º Simpósio Segurança do Paciente. Trata-se de um relato de experiência de um evento científico promovido pela Liga Acadêmica de Cuidados de Enfermagem em Saúde do Adulto em Ambiente Hospitalar (LACESAH). O evento ocorreu nos dias 21 e 22 de novembro de 2024, durante os períodos da manhã, tarde e noite nos horários das 07:30 às 21:30, tendo uma carga horária de 30 horas, sendo 25 horas das palestras e cinco horas das oficinas práticas ofertadas. Tendo como objetivo central do evento a disseminação do conhecimento e estimular o pensamento científico, discutindo temas de grande relevância na área da Enfermagem. A programação contou com palestras e mesas redondas sobre temas relacionados à saúde do adulto nas diversas situações clínicas e atualizações sobre o conhecimento dos enfermeiros. Entre os tópicos discutidos estavam: simulação clínica, cuidados com estomias, atualizações sobre feridas, segurança do paciente entre outras e oficinas focadas em assuntos pertinentes à prática profissional e na capacitação dos participantes. Além das palestras, foram oferecidas cinco oficinas, que contemplaram as seguintes temáticas: ventilação mecânica, técnica de acesso venoso periférico, preparação e administração de medicamentos, sutura simples e interpretação de eletrocardiograma (ECG). Cada oficina se estruturou em dois momentos, teóricos, com exposição dialogada dos principais conceitos, e prático, onde os participantes puderam aplicar os conhecimentos ofertados anteriormente. O evento configurou-se como uma importante estratégia, que enfatizar sua importância como um momento formativo, reforçando ações para a construção de uma enfermagem mais qualificada e fundamentada em ciência, sempre em compromisso em ofertar com excelência e humanização a melhor assistência ao paciente.
Palavras-chave: Evento Científico,Enfermagem,Capacitação
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FUNÇÕES EXECUTIVAS EM CRIANÇAS COM E SEM ALEITAMENTO MATERNO ADEQUADO: UMA PERSPECTIVA DE REDES COMPLEXAS
CLARA VIDAL DE SOUZA; Itauana Ismério Santos; Kawanny Viturino Rodrigues; Lucas Pereira Inácio; Mykaelly Pereira Clemente
O aleitamento materno é um processo fisiológico importante para o desenvolvimento humano. Ele, ao compreender essencialmente os seis primeiros meses de vida do bebê, garante benefícios indispensáveis ao crescimento ao citar o aperfeiçoamento do conjunto de habilidades que um indivíduo utiliza na realização de uma atividade, que conceitua as funções executivas (FE). Elas são responsáveis pela interação entre campos cognitivos de estudo estratégico, regulação sentimental e resolução de problemas. Assim, compara-se a estrutura de rede das FEs entre crianças com e sem amamentação ideal. Trata-se de uma pesquisa quantitativa e transversal, aprovada pelo Comitê de Ética da URCA (2.683.448) e realizada em Centros de Educação Infantil de Juazeiro do Norte. Participaram 184 crianças com idades de 3 e 5 anos (140 com amamentação adequada). O aleitamento foi avaliado por um questionário aplicado aos responsáveis, com perguntas sobre amamentação ("Sim" ou "Não"). A avaliação das FEs (controle inibitório, memória de trabalho, flexibilidade cognitiva, números e vocabulário) foi realizada por meio da bateria de tarefas computadorizadas em Early Years Toolbox (EYT). Para a identificação das medidas mais sensíveis à intervenção foi utilizada a influência esperada (IE). Foram realizadas duas análises de redes para avaliar a estrutura dos dois grupos: o pacote qgraph do programa RStudio foi utilizado. O grupo de crianças que tiveram aleitamento materno adequado apresentou uma estrutura cognitiva mais conectada, prevalecendo relações positivas, destacando-se a conexão de números com flexibilidade cognitiva (0.38) e com vocabulário (0.27). Observou-se ainda uma relação negativa entre memória de trabalho e flexibilidade cognitiva (-0.07). No grupo de crianças que tiveram amamentação inadequada, a estrutura mostrou-se desconectada e com apenas uma relação positiva entre flexibilidade cognitiva e números (0.4). As demais conexões entre números e memória de trabalho (-0.14) e entre memória de trabalho e flexibilidade cognitiva (-0.15), foram negativas. A maior IE para os dois grupos foi em relação aos números. Os achados demonstram a importância da amamentação nos primeiros meses de vida como um fator promotor para uma estrutura cognitiva mais eficiente. Ademais, os resultados reforçam a necessidade de estratégias de saúde pública que incentivem e apoiem a amamentação, além de alertar a demanda de um acompanhamento mais atento do desenvolvimento cognitivo em crianças.
Palavras-chave: Amamentação, cognição,crianças
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LIGAS ACADÊMICAS DE GERONTOLOGIA E O PROTAGONISMO ESTUDANTIL NO CUIDAR DA PESSOA IDOSA
BEATRIZ DE SA BARRETO VIEIRA ; Lo-Ruama Silva do Nascimento; Ana Cecília Pontes Ribeiro Moreira; Ana Karolina Bezerra da Costa
O envelhecimento populacional é uma realidade crescente no Brasil e no mundo, impulsionado pelos avanços na área da saúde, nas condições de vida e nas políticas de saúde pública. Esse cenário impõe desafios importantes à formação de profissionais capacitados para atender de forma integral e humanizada às demandas da pessoa idosa. No entanto, muitas graduações ainda abordam de forma superficial as questões relacionadas ao envelhecimento, deixando lacunas na formação técnica e ética dos estudantes. Diante disso, as Ligas Acadêmicas de Gerontologia se consolidam como espaços de protagonismo estudantil, oferecendo oportunidades para o aprofundamento teórico, o desenvolvimento de habilidades práticas e a promoção de uma atuação mais empática e comprometida com o cuidado à população idosa. Este estudo tem como objetivo discutir, por meio de revisão bibliográfica, a importância das ligas na formação profissional e no protagonismo estudantil. Trata-se de uma pesquisa reflexiva-descritiva, fundamentada em publicações científicas e na experiência vivenciada em uma liga de gerontologia. As ligas gerontológicas incentivam o aprofundamento teórico, a empatia, a responsabilidade social e a atuação prática dos estudantes por meio de projetos, eventos e ações de extensão. Além disso, promovem o engajamento em temas pouco abordados no currículo formal, fortalecendo a formação crítica e interdisciplinar. A exemplo, tem-se a Liga de Cuidado Integral em Gerontologia (LIAG), da Universidade Regional do Cariri, representando uma estratégia enriquecedora na formação acadêmica, pois proporciona aos ligantes uma vivência ampliada e crítica sobre o processo de envelhecimento, as especificidades do cuidado à pessoa idosa, estímulo à pesquisa e à educação em saúde, contribuindo para a formação de futuros profissionais mais sensíveis às demandas do envelhecimento populacional e comprometidos com práticas inovadoras e transformadoras. Conclui-se que as Ligas Acadêmicas de Gerontologia são ferramentas relevantes para a formação de profissionais mais sensíveis, éticos e preparados para os desafios do envelhecimento, além de incentivarem o protagonismo discente e a integração
Palavras-chave: protagonismo ,liga acadêmica, gerontologia, estudante
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PANORAMA DA MORTALIDADE MATERNA NO CEARÁ NO ANO DE 2023
MARIA DALVA MAIA FECHINE; Antonio Germane Alves Pinto; Solange Pereira Queiroz; Maria Virlânia de Santana Cruz Gomes; Claudia Regina Damaceno
A mortalidade materna é um dos principais indicadores da qualidade da atenção à saúde da mulher e reflete as condições de acesso e assistência no pré-natal, parto e puerpério. Esse indicador está diretamente relacionado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 3 da Organização das Nações Unidas que tem por meta, até 2030, reduzir a razão de mortalidade materna (RMM) global para menos de 70 óbitos por 100.000 nascidos vivos no país. No Brasil, o acompanhamento desses eventos é realizado de forma contínua através dos sistemas oficiais de informação em saúde, com o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc), ambos disponibilizados pela plataforma DATASUS. O objetivo deste estudo é apresentar os dados de mortalidade materna no Ceará no ano de 2023, identificando o número de óbitos, suas principais causas e o perfil dessas mulheres. Foi realizada uma análise descritiva dos dados públicos disponíveis no DATASUS, por meio da plataforma TABNET no dia 26 de abril de 2025, considerando registros de óbitos maternos por causas diretas e indiretas. Foram incluídos os dados mais recentes dos óbitos registrados no ano de 2023. Em 2023, o Ceará registrou 51 óbitos maternos, cujas causas mais frequentes foram complicações obstétricas diretas, especialmente hemorragias, hipertensão gestacional e infecções no pós-parto. Embora haja uma tendência de redução no número absoluto de mortes, a RMM ainda permanece acima dos índices desejáveis. Em 2023, a RMM no Ceará foi de 50,0 óbitos por 100.000 nascidos vivos, representando uma redução de 11,1% em relação aos anos anteriores. A maior parte dos óbitos ocorreu em mulheres jovens, com baixa escolaridade e residentes em regiões de menor acesso a serviços de saúde de alta complexidade. Assim, os dados analisados indicam que, embora o Ceará tenha avançado em políticas de ampliação do acesso ao pré-natal e qualificação da atenção obstétrica, a mortalidade materna ainda representa um desafio significativo. Para reduzir de forma consistente a mortalidade materna, é necessário fortalecer a assistência pré-natal de qualidade, garantir atendimento obstétrico adequado em tempo oportuno, promover a educação continuada dos profissionais de saúde e intensificar a vigilância ativa dos óbitos.
Palavras-chave: Mortalidade Materna,Ceará,DATASUS
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PLANTAS MEDICINAIS NO TRATAMENTO DE SINTOMAS ASSOCIADOS ÀS INFECÇÕES DO TRATO URINÁRIO: UMA REVISÃO NARRATIVA
DÉBORA GEISIANE DA SILVA BRITO ; Lauane da Silva Batista
As infecções do trato urinário (ITU) são uma das condições infecciosas mais comuns. A resistência crescente aos antibióticos, impulsionada pelo uso indiscriminado, tem fomentado a busca por terapias complementares. Nesse cenário, as plantas medicinais surgem como alternativas promissoras, por apresentarem propriedades antimicrobianas, anti-inflamatórias e diuréticas. O estudo tem como objetivo identificar as espécies mais utilizadas no tratamento dos sintomas associados às ITU. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com seleção intencional dos estudos conforme a relevância para o tema. As buscas foram realizadas nas plataformas Google Acadêmico e SciELO. As palavras-chave utilizadas foram: “fitoterapia”, “infecção do trato urinário” e “plantas medicinais”. Foram selecionadas cinco espécies vegetais com potencial terapêutico documentado para ITU. As ITU podem ocorrer de forma assintomática ou com manifestações clínicas como disúria, urgência miccional, febre e dor lombar, podendo afetar desde a bexiga (cistite) até os rins (pielonefrite). A principal bactéria envolvida é a Escherichia coli, mas outras, como Klebsiella spp. e Staphylococcus saprophyticus, também são frequentes. O estudo identificou cinco plantas medicinais com propriedades relevantes no tratamento das ITU: Cranberry (Vaccinium macrocarpon): rica em proantocianidinas, que inibem a aderência bacteriana ao urotélio, além de compostos antioxidantes e anti-inflamatórios; Uva-ursina (Arctostaphylos uva-ursi): contém arbutina, com ação antimicrobiana urinária; não recomendada em gestantes e lactantes; Quebra-pedra (Phyllanthus niruri): conhecida por sua ação antiespasmódica e diurética, e possui compostos com ação antioxidante; Cavalinha (Equisetum arvense): planta com reconhecida ação diurética, também possui propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias e a Urtiga (Urtica dioica): rica em polifenóis e flavonoides, contribui com ação diurética, antioxidante e anti-inflamatória. Essas espécies vegetais demonstram eficácia na prevenção e controle dos sintomas urinários, podendo complementar o tratamento convencional e contribuir para a redução da resistência bacteriana. As plantas medicinais representam uma abordagem terapêutica complementar viável no manejo das ITU, especialmente frente ao desafio da resistência antimicrobiana. As referidas espécies possuem respaldo científico para seu uso auxiliar, desde que sejam respeitadas suas contraindicações e dosagens seguras.
Palavras-chave: Fitoterapia,Infecção do trato urinário,Plantas medicinais
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PRECARIZAÇÃO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA E O SEU REFLEXO NO DESENVOLVIMENTO DA SÍFILIS CONGÊNITA
NÁRRIDA PEREIRA GOMES ; Ana Francisca Pereira Lourenço; Cícera Lívia Alves Oliveira; Jessica Alves Araujo; Maria Carolina Alencar Bastos
Resumo: A Atenção Primária à Saúde - APS é o primeiro nível de atenção em saúde e se caracteriza por um conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo, com o objetivo de desenvolver uma atenção integral que impacte positivamente na situação de saúde das coletividades. Objetivou-se relacionar a precarização da atenção primária com o desenvolvimento da sífilis congênita. Trata-se de um estudo epidemiológico e analítico com abordagem quantitativa, baseado nas diretrizes para o controle da sífilis congênita, de 2006, e no Boletim epidemiológico de Sífilis, de 2023, além de buscas bibliográficas usando as bases de dados: SCIELO, PubMed e Google Acadêmico. O boletim epidemiológico, juntamente com a pesquisa bibliográfica realizada, permitiu a visualização dos parâmetros indicativos da sífilis congênita tanto na Região Nordeste, quanto no próprio Estado do Ceará. A análise do boletim epidemiológico expõe que o Nordeste apresentou uma taxa de 10,3% da sífilis congênita no ano de 2022, igualmente a média brasileira, além disso, observou-se a taxa de detecção de sífilis em gestantes onde, no Nordeste, chegou a 24,0%. Ademais, verificou-se a taxa de ocorrência da sífilis congênita segundo unidade de federação e capitais no ano de 2022, que evidenciou o estado do Ceará ultrapassando significativamente a média brasileira de 10,3%, e Fortaleza ultrapassando a taxa de 20% de incidência da enfermidade. Diante desta perspectiva, pode-se inferir que a existência elevada de sífilis congênita evidencia claramente falhas na atenção primária a saúde, sobretudo no pré-natal, na maior parte dos casos devido a falta de acesso ao serviço pelas mulheres grávidas ou pela baixa qualidade do serviço motivada pelas altas demandas para os profissionais; a falta de diagnóstico precoce da sífilis em razão da limitada oferta de testes rápidos e exames laboratoriais, e o tratamento inadequado da gestante e do seu parceiro também são fatores que contribuem para a problemática da patologia em estudo. Portanto, é necessário que as unidades de saúde da Região Nordeste, inclusive as do Ceará, busquem medidas efetivas para diminuir a incidência da sífilis congênita, buscando a qualidade de vida da mãe e do recém-nascido.
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PREVALÊNCIA E FATORES DETERMINANTES DA DOENÇA RENAL EM PACIENTES COM DIABETES MELLITUS TIPO 2
ANTONIO JEFFERSON AMORIM DE FREITAS ; Ashiley Isadora Alves Ferreira; Milleny Sampaio da Silva; Raimundo Monteiro da Silva Neto; Kenya Waléria de Siqueira Coelho Lisboa
A Doença Renal do Diabetes Mellitus Tipo 2 (DRD) é uma das complicações mais comuns e graves entre pessoas com diabetes, e representa importante causa de morbimortalidade. A doença se desenvolve de forma silenciosa e progressiva, sendo frequentemente diagnosticada apenas em estágios avançados. Diversos fatores estão associados ao seu surgimento, o que reforça a importância de compreender sua frequência e os elementos que contribuem para sua ocorrência. Diante disso, objetivou-se identificar a prevalência e os principais fatores determinantes da doença renal em pacientes com diabetes mellitus tipo 2. Trata-se de uma revisão narrativa, por meio de pesquisa na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), nas bases de dados LILACS e MEDLINE. Foram utilizados os descritores “Diabetes Mellitus”, “Nefropatia Diabética” e “Prevalência”, combinados pelo operador booleano AND. Adotaram-se como critérios de inclusão textos completos publicados entre 2020 e 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol. Foram excluídos os artigos que não corresponderam aos critérios de inclusão ou que estavam disponíveis em literatura cinzenta, assim, 46 estudos foram identificados, sendo selecionados cinco artigos originais. Os estudos incluídos mostram que a DRD acomete grande parte dos pacientes com diabetes, com prevalência entre 40% e 50%. Trata-se de uma das principais causas de insuficiência renal crônica e terminal. Entre os principais fatores associados à sua ocorrência e agravamento estão a hiperglicemia crônica, hipertensão arterial, dislipidemia, obesidade e a ausência de diagnóstico precoce, o que reforça a necessidade de estratégias que promovam o rastreamento regular e o acompanhamento contínuo dos pacientes.. Além disso, os estudos apontam a influência de fatores genéticos, como polimorfismos nos genes ELMO1 e AGTR1, que aumentam a suscetibilidade à doença, especialmente em populações como afro-americanos e nativo-americanos. Conclui-se, portanto, que a Doença Renal do Diabetes Mellitus Tipo 2 apresenta impacto significativo no agravamento da função renal. Os estudos evidenciam que fatores metabólicos desempenham um papel fundamental no seu desenvolvimento e agravamento. Compreender os fatores determinantes da DRD é essencial para prevenir sua progressão e melhorar a qualidade de vida dos indivíduos acometidos.
Palavras-chave: Diabetes mellitus tipo 2,nefropatia diabética,prevalência
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Relação entre Disfunção do Assoalho Pélvico e Diabetes Mellitus: Uma Revisão Integrativa
MILLENY SAMPAIO DA SILVA ; Ana janielly Viana Alves; Ana Francisca Pereira Lourenço; Antonio Jefferson Amorim de Freitas; Nathylle Régia de Sousa Caldas
A disfunção do assoalho pélvico refere-se à um conjunto de condições e alterações anatômicas que afetam a integridade da musculatura, ligamentos e tecidos que sustentam órgãos pélvicos, resultando em incontinência urinária, prolapso de órgãos e disfunção sexual. O diabetes mellitus, é uma condição que pode estar associada a complicações que agravam a função do assoalho pélvico, devido à alterações metabólicas e vasculares que enfraquecem e atrofiam os músculos pélvicos. Objetiva-se investigar a relação entre o diabetes mellitus e disfunção do assoalho pélvico, identificando alterações metabólicas e vasculares que contribuem para fragilidade muscular e comprometimento da função pélvica.Trata-se de uma revisão da literatura, realizada em abril de 2025, por meio da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), e base de dados Medline, Lilacs e Vetindex, empregando os descritores "diabetes mellitus" e "disfunção do assoalho pélvico" combinados pelo operador booleano AND. Foram encontrados 10 artigos publicados nos últimos cinco anos, onde 5 foram selecionados por atenderem ao objetivo do estudo. Os resultados evidenciam a correlação entre o diabetes mellitus e disfunção do assoalho pélvico, onde pacientes tipo II possuem maior prevalência de sintomas como incontinência urinária e fecal, prolapso de órgãos pélvicos e disfunção sexual, causados por alterações metabólicas relacionados à hiperglicemia crônica, comprometimento vascular e neuropatia diabética, relacionada à perda de sensibilidade local e neuromuscular do assoalho pélvico. Conclui-se que o diabetes mellitus é um fator predominante nas disfunções do assoalho pélvico devido ao prejuízo que a hiperglicemia causa a longo prazo no sistema nervoso, vascular e muscular. Achados reforçam a necessidade do acompanhamento multidisciplinar ao paciente diabético, com atenção ao tratamento à disfunções pélvicas e a importância de pesquisas que explorem intervenções voltadas para esse público.
Palavras-chave: Diabetes mellitus,assoalho pélvico,incontinência,hiperglicemia
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SIMULAÇÃO DO ENVELHECIMENTO OSTEOARTICULAR NA MONITORIA DA DISCIPLINA DE SAÚDE DA PESSOA IDOSA
HELOISA MENDES SÁTIRO XENOFONTE ; VICTÓRIA VIANA ALVES
O envelhecimento traz diversas alterações no corpo humano, especialmente no sistema osteoarticular, diminuição da flexibilidade, aumento da rigidez nas articulações, impactando na mobilidade e na qualidade de vida da pessoa idosa. Neste contexto, a monitoria configura-se como uma estratégia fundamental no processo de ensino-aprendizagem em saúde da pessoa idosa, ao promover o aprofundamento teórico-prático, estimular o protagonismo discente e fortalecer a construção coletiva do conhecimento voltado ao cuidado integral e humanizado desse público. A monitoria da disciplina de Saúde da Pessoa Idosa buscou promover a compreensão das mudanças entre os estudantes do 7° semestre do curso de Graduação de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri - URCA. Objetivou-se relatar a experiência vivenciada com os estudantes durante o encontro de monitoria, através da aplicação de uma simulação que abordasse as limitações e sensações comuns no processo de envelhecimento, com foco nas alterações osteoarticulares. A simulação foi realizada no mês de abril do ano vigente, envolvendo acadêmicos do 7º semestre do referido curso, no contexto da disciplina de Saúde da Pessoa Idosa. A atividade prática consistiu na utilização de materiais simples e acessíveis, como luvas, ataduras e brinquedos adaptados, os quais foram estrategicamente empregados para reproduzir, de forma lúdica e realista, as limitações osteoarticulares típicas do processo de envelhecimento. Essa metodologia permitiu aos discentes vivenciarem, de maneira experiencial, as dificuldades motoras e funcionais enfrentadas pela pessoa idosa, favorecendo a empatia e a compreensão crítica sobre as necessidades específicas deste público. Foram propostas tarefas que envolvessem as atividades do cotidiano como pegar objetos e vestir-se. Os discentes participantes relataram a sensação de rigidez, dificuldade de movimentos e maior esforço para realizar as tarefas simples do dia a dia. Essas atividades com os materiais lúdicos despertaram reflexões sobre como a pessoa idosa com alterações osteoarticulares se sente ao realizar as atividades de vida diária e seus respectivos desafios. Conclui-se, portanto, que a simulação se revelou uma ferramenta eficaz para ilustrar as alterações osteoarticulares e as limitações de movimento inerentes ao processo de envelhecimento, proporcionando aos discentes uma compreensão mais aprofundada e sensível das condições que impactam a funcionalidade e a qualidade de vida da pessoa idosa.
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USO INDISCRIMINADO DE PRÉ-TREINOS COM CAFEÍNA: IMPACTOS NA SAÚDE E PROMOÇÃO DO USO CONSCIENTE
MARIANA RIBEIRO PINHEIRO ; Marta Carol Taveira da Silva; Mikaelle Batista da Silva; Antônio Coelho Sidrim
O uso de suplementos de forma indiscriminada tem se tornado prática rotineira e entre esses, tem-se a cafeína, com efeito ergogênico, que além de potencializar o desempenho físico, traz efeitos adversos, como a insônia. Seu mecanismo de ação está associado ao aumento da pressão arterial, por isso, é importante a investigação das diversas implicações e a atuação da Enfermagem na educação consciente para esse uso, tendo em vista os riscos para a saúde humana e planetária. Objetivou-se elucidar os efeitos adversos e cardiovasculares do uso indiscriminado de suplementos com cafeína. Estudo descritivo, transversal, com abordagem quantitativa, realizado com praticantes regulares de atividade física em Crato. A seleção dos participantes ocorreu por meio de abordagem direta nas academias desportivas e da técnica de amostragem por bola de neve, com a coleta realizada mediante formulário semiestruturado e medida dos dados antropométricos e de pressão arterial. Os dados foram tabulados e organizados em planilhas do Microsoft Excel® 2016 e a pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética da Universidade sob parecer 6.391.223. Foram entrevistados 164 participantes, sendo que a maioria (95%) utilizava os pré-treinos a base de cafeína sem indicação profissional, 55% possui histórico familiar de hipertensão, 42% estavam com excesso de peso e níveis pressóricos classificados como pré-hipertensão e hipertensão estágio 1. Além disso, 77% não possuíam conhecimento sobre os efeitos adversos dos suplementos. Dos participantes que sentiram efeitos adversos (56% do total), o principal foi a euforia (31%), sendo que a quantidade de cafeína isolada ingerida era de 200mg (32,9%). No entanto, alguns participantes também faziam uso de suplementos combinados. Os achados demonstram que o uso indiscriminado dos suplementos, aliados ao desconhecimento dos efeitos e, quando associado aos dados dos hábitos de vida, histórico familiar e quantidade ingerida, é possível perceber a ocorrência de alterações hemodinâmicas e de níveis pressóricos que podem aumentar o risco de doenças cardiovasculares, sendo essencial a atuação da Enfermagem na promoção de hábitos saudáveis e conscientes para a saúde social e ambiental.
Palavras-chave: Cafeína,risco cardiovascular,suplementos dietéticos
Oral
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PRÁTICAS DE TRABALHO EM URGÊNCIA NAS CRISES CLIMÁTICAS: A ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM EM CENÁRIOS EXTREMOS
JOANA SILVA NUVENS; Patrícia Dias dos Santos; Tamires Soares Inácio
Nos últimos anos, cerca de 2,6 bilhões de pessoas do mundo inteiro foram afetadas pelas mudanças climáticas. Em um contexto de desastres ambientais com impacto a massas humanas, temos o destaque do enfermeiro emergencista como protagonista na saúde pública, sendo aquele profissional que chega ao contexto de cena na avaliação primária e realiza a triagem das pessoas afetadas de modo a seguir uma linha de atendimento visando a diminuição de óbitos e sequelas. O objetivo deste estudo é analisar as práticas de trabalho da enfermagem em serviços de urgência diante de eventos climáticos extremos, identificando os desafios, estratégias de atuação e implicações para o cuidado do profissional e da sociedade impactada. Tratando de uma revisão narrativa da literatura com abordagem qualitativa, foram usados os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), bem como a Medical Subject Headings (MeSH) juntamente dos marcadores booleanos AND e OR na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e PUBMED. Após minuciosa análise dos artigos selecionados, ficaram apenas 7 artigos de relevância para complementação da pesquisa. O enfermeiro desempenha diversas funções em cenários extremos estando presente antes (pré-impacto), durante (impacto) e depois (pós-impacto) dos desastres com o fornecimento de educação, engajamento comunitário e promoção da saúde, além da implementação de intervenções para proteger a saúde pública. Além disso, a enfermagem também possui destaque em planos de organização de operações em casos de emergência e no comando de hospitais improvisados com uma liderança e supervisão firmes. Na linha de frente, promove seus cuidados com a triagem de vítimas, promoção de primeiros socorros, fornecimento de suporte básico de vida e cuidados clínicos, além do manejo de medicações para manutenção da vida, orientação, manejo adequado de materiais em casos de escassez e avaliação contínua dos pacientes até a sua recuperação total e pós recuperação com um olhar sempre clínico e crítico para o cuidado adequado e específico para cada vida.
Palavras-chave: Desastres Naturais,Condições de Trabalho,Serviços Médicos de Emergência
Oral
Palavras-chave: Enfermagem, Unidade de terapia intensiva, Assistência humanizada
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A IMPORTÂNCIA DA QUALIDADE DAS COMPRESSÕES TORÁCICAS NA EFICÁCIA DA REANIMAÇÃO CARDIOPULMONAR: UMA REVISÃO NARRATIVA
PAULO ERMESON FERREIRA DUTRA ; Luyse Tavares Veloso de Queiroz; Sofia Martins Teixeira; Maria Clara de Alencar Sousa; Aparecida Kamilly Sousa dos Passos
Parada Cardiorrespiratória (PCR) é definida como uma interrupção súbita das atividades respiratórias e circulares, também é considerada uma condição de emergência grave e é considerada uma das principais causas de morte no âmbito mundial. Para isso, precisa-se realizar alguns procedimentos para que seja revertido os casos, reestabelecendo a circulação e oxigenação. O estudo objetivou-se analisar a importância das compressões torácicas na eficácia da ressuscitação cardiopulmonar (RCP). Trata-se de uma revisão da narrativa da literatura desenvolvida em fevereiro de 2025. Para a identificação dos estudos foi utilizado a Biblioteca virtual em Saúde, através das seguintes bases de dados: Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Base de Dados em Enfermagem (BDENF) e Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE). Além disso, utilizou-se os Descritores em Ciência da Saúde (DeCS): “Parada Cardiopulmonar”, “Tempo de Resposta” e “Reanimação Cardiopulmonar”, incluindo estudos dos últimos 5 anos, em português ou inglês, completos e que respondesse ao objetivo do presente estudo. Após a triagem, foram selecionados 7 artigos para compor o presente estudo. As compressões torácicas são fundamentais para manter a circulação sanguínea durante a reanimação cardiopulmonar (RCP). Para serem realizadas compressões torácicas eficazes, é fundamental considerar alguns aspectos como o posicionamento diante da vítima, profundidade correta e número de compressões entre 100 a 120 por minuto, permitindo o retorno completo do tórax e interrupção mínima. Compressões torácicas eficazes melhoram o fluxo sanguíneo coronariano, aumentando a chance de sucesso da desfibrilação. Também potencializam a ação dos medicamentos durante a RCP. São essenciais para garantir o funcionamento da cadeia de sobrevivência. Estudos demostram que compressões de baixa qualidade reduzem as chances de retorno da circulação espontânea e aumentam o risco de sequelas neurológicas, tendo em vista que, as células dos órgãos nobres, como coração, pulmão e cérebro começam a morrer a partir de 4 minutos de isquemia. É de suma importância destacar que, os pacientes em PCR perdem 10% de chance de sobrevida e cada minuto de atraso do início das manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP). Conclui-se que a compressões eficazes e de alta qualidade são indispensáveis na ressuscitação cardiopulmonar, aumentando assim, as chances de sobrevivência do paciente.
Palavras-chave: Parada Cardiopulmonar,Tempo de Resposta,Reanimação Cardiopulmonar
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Aplicabilidade da Teoria do Autocuidado de Dorothea Orem no ensino de pacientes com estomas de eliminação.
ELYSA MARIA GOMES DA SILVA ; Gisele Gomes de Braga; Gabriela Albuquerque Ramalho; Maria Eduarda Andrade dos Santos; Bruna Neves de Lima
A estomia de eliminação é um procedimento cirúrgico cuja finalidade é abertura de uma parte do sistema digestivo ou urinário de forma temporária ou permanente. Trata-se do redirecionamento do conteúdo desses sistemas para uma bolsa coletora. O uso temporário ou permanente dessa bolsa causa impacto direto na vida do paciente, pois afeta suas relações interpessoais e sociais, autoimagem, qualidade de vida, econômicos e sexualidade. Nessa perspectiva, a enfermagem age pautada na Teoria de Orem. Objetiva-se relacionar a Teoria do Autocuidado de Dorothea Orem com a qualidade de vida dos pacientes com estomas de eliminação. Trata-se de um método qualitativo, mediado a partir da seguinte questão-norteadora:Como a teoria de Orem pode contribuir para a qualidade de vida dos pacientes com estomas de eliminação?A pesquisa foi realizada através do levantamento bibliográfico na Virtual Health Library (VHL= BVS) com uso do Operador Booleano AND para associação dos descritores: “Teoria de Enfermagem” AND “Autocuidado” AND “Estomia”. A coleta de dados foi realizada na base de dados da Literatura Latino-Americana em Ciências da Saúde (LILACS), Medical Literature end Retrieval System on Line (Medline) e na Base de Dados em Enfermagem (BDENF) dos últimos cinco anos. Foram selecionados 5 artigos para compor a amostra final. A teoria do autocuidado de Dorothea Orem é fundamentada na premissa de que o paciente tenha participação ativa no seu cuidado, bem como realizar ações visando a prevenção de agravos para sua saúde. A visão holística da teoria aplicada aos pacientes estomizados contém aspectos voltados para o desenvolvimento pessoal e satisfação das suas necessidades com o intuito de promover a qualidade de vida do paciente. Vale salientar que a teoria envolve o cuidado além das condições dos estomas, envolve os aspectos biossociais dos pacientes. É importante destacar o envolvimento familiar , visto que capacitar a família para desenvolver habilidades inerentes ao cuidado melhora o prognóstico do paciente. Diante do exposto,é correto afirmar que a assistência de enfermagem voltada para essa teoria envolve um atendimento humanizado e mais afetivo proporcionando ao paciente uma maior segurança no que diz respeito à qualidade de vida. Em suma, a Teoria do Autocuidado de Dorothea Orem é imprescindível para o cuidado dos pacientes estomizados , pois envolve o paciente no plano de cuidado e ações.
Palavras-chave: Teoria de enfermagem ,Autocuidado ,Estomia
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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AO ADOLESCENTE COM COMPORTAMENTOS AUTOLESIVOS E IDEAÇÃO SUICIDA NA EMERGÊNCIA HOSPITALAR
JADE KELLY HONORATO LOPES; Kaylane Gomes Bezerra Silva; Anna Rebeca Lima Monteiro; Jéssica Vitória Barros dos Santos
A autolesão e a ideação suicida entre adolescentes constituem uma problemática crescente no campo da saúde pública no Brasil, com prevalência de autolesão variando de 10 a 21% na faixa etária entre 10 a 19 anos, evidenciando a necessidade de qualificar a assistência de enfermagem nas fases iniciais do atendimento em serviços de emergência hospitalar, promovendo cuidado humanizado e reduzindo estigmas sociais. Objetivou-se analisar os desafios enfrentados pela equipe de enfermagem no atendimento a adolescentes com comportamentos autolesivos e ideação suicida em serviços de emergência hospitalar, além de identificar estratégias de cuidado humanizado. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, com levantamento e análise crítica de estudos, conduzidos no mês de abril de 2025, por meio das bases de dados LILACS, BDENF, SciELO, PubMed, e PePSIC. Foram utilizados os seguintes descritores controlados: “Enfermagem”, “Adolescentes”, “Autolesão”, “Ideação suicida”, “Emergência hospitalar” e “Brasil”. Foram incluídos estudos publicados no período de 2020 a 2025, em língua portuguesa, que abordassem direta ou indiretamente a temática proposta. A amostra incluiu estudos qualitativos, revisões sistemáticas e pesquisas transversais. Os principais desafios identificados foram: (1) Barreiras estruturais, como sobrecarga de trabalho e lacunas de capacitação em saúde mental; (2) Articulação com rede de saúde mental e continuidade do cuidado pós-alta, incluindo acompanhamento familiar e comunitário. Quanto às estratégias de cuidado humanizado, destacaram-se: (1) Acolhimento humanizado e vínculo terapêutico imediato, com escuta qualificada e confidencialidade; (2) Uso de protocolos para triagem rápida de risco suicida e de autolesão, adaptados ao fluxo de emergência; (3) Intervenções psicossociais breves com comunicação terapêutica, regulação emocional e encaminhamento interprofissional. Conclui-se que a enfermagem em emergências deve integrar fluxos de acolhimento ágeis, protocolos padronizados e formação continuada em comunicação terapêutica. Recomenda-se, ainda, a realização de estudos que avaliem a efetividade de programas de intervenções específicas para o ambiente hospitalar de emergência, com o intuito de reduzir a recorrência de comportamentos autolesivos e fortalecer as redes de apoio, assegurando, assim, maior efetividade na assistência prestada.
Palavras-chave: Enfermagem, Adolescentes,Autolesão , Ideação Suicida, Emergência Hospitalar , Brasil
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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM DE QUALIDADE VOLTADA PARA PACIENTES COM ESPONDILODISCITE: relato de experiência
ANA FRANCISCA PEREIRA LOURENÇO; Ana Janielly Viana Alves; Cícera Lívia Alves Oliveira; Jessica Alves Araujo; Nárrida Pereira Gomes
A espondilodiscite é definida como uma infecção que acomete os discos intervertebrais e os corpos vertebrais adjacentes, caracterizada pelo alto poder destrutivo, sendo a causa de complicações significativas, como abscessos epidurais. Estudos evidenciam que os principais patógenos causadores são Staphylococcus aureus e Mycobacterium tuberculosis. Considerando o caráter agressivo da doença, a enfermagem desempenha um papel fundamental no manejo do paciente, a fim de garantir a adesão ao tratamento e a melhora do respectivo quadro clínico. Diante disso, este estudo tem como objetivo salientar, através da vivência de estudantes, a importância da assistência de enfermagem voltada para pacientes com espondilodiscite. Trata-se de um estudo descritivo, caracterizado como relato de experiência de estudantes do curso de Enfermagem do quinto semestre da Universidade Regional do Cariri, desenvolvido a partir das práticas hospitalares em março de 2025, na disciplina de Enfermagem no Processo de Cuidar do Adulto. No campo de estágio, ao verificar o diagnóstico e analisar a sintomatologia da espondilodiscite, o grupo situou-se acerca da natureza limitante que a patologia impõe sobre o paciente, causando-lhe dor e rigidez da coluna, favorecendo a fraqueza muscular e, em alguns casos, até mesmo impedindo a deambulação do cliente, restringindo-o ao leito. Por conseguinte, o desenvolvimento de condutas de enfermagem foi discutido a fim de buscar o melhor tratamento para o paciente. O grupo de estágio salientou a importância de ações voltadas principalmente para o manejo da dor, garantia do conforto e tratamento medicamentoso do paciente, considerando que as principais implicações estavam relacionadas à dor resultante do processo infeccioso da patologia, limitação ao leito como consequência da dor e a necessidade de extinguir o agente causador da infecção dos discos vertebrais. Desse modo, o estágio permitiu que as discentes visualizassem a relevância do manejo da enfermagem voltada para pacientes com espondilodiscite, expondo os benefícios resultantes do desenvolvimento da assistência.
Palavras-chave: Assistência de enfermagem, Espondilodiscite,relato de experiência
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BEM-ESTAR E SUSTENTABILIDADE NO COTIDIANO HOSPITALAR: RELATO DE UMA INTERVENÇÃO COM PROFISSIONAIS DE SAÚDE
ANNA REBECA LIMA MONTEIRO; Jade Kelly Honorato Lopes; Jéssica Vitória Barros dos Santos; Kaylane Gomes Bezerra Silva; Lucas Mateus Figueiredo Nascimento
Ambientes hospitalares saudáveis e acolhedores favorecem a saúde dos pacientes e dos profissionais e estão em consonância com a saúde planetária, esses ambientes não apenas cuidam da saúde humana, mas também promovem práticas sustentáveis no cuidado à saúde. Justifica-se, assim, a análise de práticas de autocuidado como estratégias para reduzir o estresse ocupacional e fortalecer a sustentabilidade institucional. Este estudo teve como objetivo relatar uma intervenção de saúde mental voltada para profissionais de saúde de um hospital da microrregião do Cariri, articulando bem-estar humano, equilíbrio e autocuidado. Assim, o estudo caracteriza-se como descritivo, do tipo Relato de Experiência, de abordagem qualitativa e foi conduzido no mês de março de 2025. A ação foi realizada no contexto das atividades de promoção da saúde da disciplina Processo de Cuidar em Saúde Mental, no curso de Graduação de Enfermagem de uma instituição de ensino superior pública regional. A atividade foi desenvolvida em unidade hospitalar, após contato prévio e envio do plano de ação para aprovação. Foi reservada sala de convivência adaptada na própria unidade, com participação voluntária média de 18 trabalhadores com vínculo ativo e disponibilidade no horário. A intervenção seguiu um roteiro planejado, incluindo: alongamento corporal, massagem relaxante em ombros e mãos, limpeza facial com argila, sessões de musicoterapia com repertório tranquilo e o “Bingo do Autocuidado”, no qual os participantes marcaram práticas de autocuidado realizadas ao longo do mês. Os dados foram obtidos por meio de observação participante e escuta ativa, com registro espontâneo de falas. Como resultados, evidenciaram-se percepções ampliadas de acolhimento, valorização do ambiente de trabalho e estímulo à adoção contínua de hábitos promotores de saúde física e mental. Desse modo, foi observado que iniciativas de autocuidado integradas ao cotidiano hospitalar favorecem não apenas o bem-estar individual e coletivo, mas também contribuem para práticas institucionais sustentáveis. Recomenda-se a realização periódica dessas ações, com diversificação de intervenções e acompanhamento longitudinal dos indicadores sobre a saúde dos trabalhadores e a ambiência hospitalar.
Palavras-chave: Indicadores de Desenvolvimento Sustentável, Saúde Mental,Bem-Estar Psicológico
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CUIDADOS DE ENFERMAGEM PARA PACIENTE COM SÍNDROME NEFRÓTICA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
CÍCERA LÍVIA ALVES OLIVEIRA ; Ana Francisca Pereira Lourenço; Ana Janielly Viana Alves; Jessica Alves Araujo; Nárrida Pereira Gomes
A síndrome nefrótica é caracterizada pelo quadro de proteinúria maior do que 3,5g/dia, hiperlipidemia, lipidúria, hipoalbuminemia, hipertensão arterial sistêmica e edema progressivo, surgem frequentemente relacionada a uma glomerulonefrite primária. O diagnóstico é feito por Critérios clínicos (edema, urina espumosa) e critérios laboratoriais (proteinúria, hipoalbuminemia associada ou não a dislipidemia). Os cuidados de enfermagem são essenciais para obter uma melhora do prognóstico do paciente. O estudo tem por objetivo relatar uma experiência acadêmica acerca dos cuidados de enfermagem para um paciente com síndrome nefrótica. O estudo é um relato de experiência, desenvolvido nos meses de março e abril de 2025, durante práticas hospitalares da disciplina de Processo de Cuidar do Adulto em Situações Clínicas e Cirúrgicas, do curso de Graduação de Enfermagem, de uma universidade pública. Durante as práticas deparamo-nos com um caso de síndrome nefrótica, na qual a busca pelo pronto atendimento e posterior encaminhamento à clínica médica deu-se por episódio de cólica renal, acompanhada por dor abdominal e edema. Dentre os cuidados de enfermagem implementados, destacaram-se: restrição/balanço hídrico, avaliação nutricional e dieta para paciente com doença renal, outros cuidados implementados envolveram: aferição da pressão arterial (PA), administração de medicamentos prescritos: sinvastatina (em virtude da hiperlipidemia, pela alteração no metabolismo das gorduras), albumina (associada à proteinúria), furosemida (para manejo do edema) e ondansetrona (náuseas). Além disso, realizamos a avaliação física focalizada no edema e na ascite (complicação do estado hipervolêmico e proteinúria), bem como avaliação da urina (aspecto e volume). Outros cuidados de enfermagem relevantes para pacientes com síndrome nefrótica incluem: monitoramento dos eletrólitos e da função renal, observar sinais de sobrecarga volêmica, tais como dispneia e dor torácica, além da prevenção de infecções e suporte emocional. Desse modo, observamos que a assistência de enfermagem ao paciente com síndrome nefrótica deve ser direcionada para a vigilância clínica, prevenção de complicações e adesão ao tratamento. A experiência vivenciada possibilitou observarmos a relevância do cuidado de enfermagem para melhores desfechos clínicos no contexto da síndrome nefrótica.
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DESAFIOS ENFRENTADOS PELOS ENFERMEIROS NA APLICAÇÃO DO SISTEMA DE TRIAGEM MANCHESTER EM PRONTO SOCORRO
LARA ELLEN BRANDÃO BATISTA LIMA; REBECA LEITE PEIXÔTO; WONESKA RODRIGUES PINHEIRO
O Sistema de Classificação de Risco (SCR) é uma ferramenta essencial utilizada em ambientes hospitalares para identificar pacientes que necessitam de atendimento imediato, sendo uma atribuição privativa do enfermeiro. Nesse contexto, destaca-se o Sistema de Triagem de Manchester (STM), o protocolo mais utilizado no Brasil, baseado na aplicação de um sistema de cores — vermelho, laranja, amarelo, verde e azul — que indica o grau de risco de vida do paciente. O objetivo deste estudo é identificar os desafios enfrentados pelos enfermeiros na utilização do Protocolo de Manchester em pronto-socorro. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, de natureza qualitativa, do tipo narrativa, guiada pela seguinte questão norteadora: “Quais os desafios enfrentados pelo enfermeiro na utilização do STM em pronto-socorro?” A investigação foi realizada em abril de 2025, utilizando os operadores booleanos AND e OR, com os descritores: triagem, enfermagem e urgência, na base de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Foram incluídos estudos disponíveis em texto completo, sem delimitação de ano ou idioma. Excluíram-se trabalhos que não abordavam o contexto hospitalar ou que não respondiam à pergunta norteadora, resultando na seleção de seis estudos. A análise evidenciou que os enfermeiros, ao conduzirem a classificação de risco, sentem-se mais seguros na avaliação, pois contam com embasamento ético e legal para sua atuação, além do direcionamento proporcionado pelo protocolo STM, que orienta a ordenação das cores conforme o grau de risco. Apesar de sua ampla adoção, ainda existem desafios na aplicação do protocolo, como o não cumprimento dos tempos de atendimento estabelecidos. Outro desafio recorrente é o desconhecimento da população sobre o funcionamento da triagem por prioridade, o que gera descontentamento e conflitos entre pacientes e profissionais. Conclui-se que o STM é uma ferramenta de grande importância para a atuação do enfermeiro, por oferecer respaldo técnico e legal, além de padronizar a priorização dos atendimentos nos serviços de urgência. No entanto, sua efetividade pode ser comprometida por desafios como o desconhecimento da população e a dificuldade em cumprir os tempos previstos. Tais questões geram tensões no ambiente hospitalar e impactam o bem-estar dos profissionais. Destaca-se a necessidade de estratégias educativas voltadas à população e capacitações contínuas para os profissionais, a fim de otimizar o uso do protocolo e o fluxo no pronto-socorro.
Palavras-chave: ENFERMAGEM,URGÊNCIA,TRIAGEM
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EFICÁCIA DO MÉTODO CANGURU NO QUADRO CLÍNICO DE RECÉM-NASCIDOS NA UTI NEONATAL
VITÓRIA EMILLY FERNANDES DE SOUSA; Maria Jessyca Calou da Cruz
Segundo a Organização Mundial de Saúde, mundialmente cerca de 30 milhões de recém-nascidos nascem prematuros ou com baixo peso, necessitando de cuidados intensivos logo nos primeiros dias de vida. Considera-se Recém-Nascido Pré-Termo (RNPT) aquele que nasce antes da 37ª semana de gestação. Globalmente, a prematuridade é a principal causa de mortes em crianças menores de cinco anos, e em muitos países esse índice vem aumentando. O uso de métodos e tecnologias para os cuidados neonatais vem sendo discutidos como alternativas viáveis, a OMS afirma que 75% dos RNPT podem ser salvos com cuidados de baixo custo, entre eles está o Método Canguru (MC). Objetiva-se a partir desse estudo compreender a eficácia na melhora do quadro clínico de recém-nascidos internados em unidade de terapia intensiva. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada no mês de abril de 2025. A amostra foi selecionada a partir das Bases de Dados LILACS, MEDLINE e BDENF via Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Os descritores utilizados foram os seguintes: recém-nascido, método canguru, unidade de terapia intensiva neonatal, com a utilização do operador booleano AND. Os critérios para inclusão no estudo foram: artigos em português, disponíveis na íntegra, publicados nos últimos 5 anos, totalizando 21 artigos. Após a exclusão dos artigos que não respondiam ao objetivo do estudo e artigos duplicados, obteve-se uma amostra final de 7 artigos. O Método Canguru foi adotado no Brasil pela primeira vez no ano de 1991, originalmente criado na Colômbia em 1979 denominado Kangaroo Mother Care, consiste em um modelo de cuidado para recém-nascidos, especialmente os prematuros, baseado no contato pele a pele com os pais, em que o RN fica apenas de fralda em uma posição vertical em contato com a mãe/pai. As evidências científicas comprovam que o MC reduz riscos de infecção, favorece o ganho de peso mais rápido e diminui complicações como a apneia e a bradicardia. Seus benefícios também indicam redução da morbidade, evolução clínica satisfatória, reduz o tempo de internação, além de favorecer o vínculo mãe/pai e bebê. Por fim, é possível concluir que o MC é uma importante estratégia utilizada em unidades de cuidado intensivo na redução da mortalidade infantil, se fazendo benéfico não somente para o recém-nascido, mas também para os pais, já que proporciona o contato e fortalecimento do vínculo, estimula a autonomia do cuidado e a amamentação precoce, sendo imprescindível no cuidado humanizado
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FATORES QUE INTERFEREM NO ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO APÓS A ALTA DA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL: REVISÃO INTEGRATIVA
MARIA JESSYCA CALOU DA CRUZ; Raimundo Domiciano de Souza Neto; Vitoria Emilly Fernandes de Sousa
A hospitalização do recém-nascido em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) pode interferir na adesão ao aleitamento materno exclusivo (AME) após a alta. Este estudo teve como objetivo observar os principais fatores associados à não adesão do aleitamento materno exclusivo após alta hospitalar da UTIN. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada em abril de 2025, nas bases de dados MEDLINE BDENF e LILACS, que partiu da seguinte questão norteadora: quais os principais fatores associados à não adesão do aleitamento materno exclusivo após alta hospitalar da UTIN? Foram utilizados os descritores em saúde (DeCS): UTI Neonatal, Aleitamento Materno Exclusivo e Recém-nascido, combinados com o operador booleano AND. Realizou-se o cruzamento dos descritores e obteve-se uma amostra inicial de 860 artigos, após a aplicação dos critérios de inclusão como texto completo disponível nos idiomas português, inglês e espanhol, publicados nos últimos 5 anos, resultou-se uma amostra parcial de 80 estudos. Após a leitura dos títulos e resumos, houve a exclusão dos artigos duplicados e aqueles que não contemplaram o objetivo proposto, o que resultou em um total de 05 referências que foram discutidas em conformidade com a literatura atual para contemplar o estudo. Diante dos achados, os principais fatores associados à não adesão do aleitamento materno exclusivo após alta hospitalar da UTIN são: a prematuridade, primeiro contato do binômio de forma tardia, o não estabelecimento do vínculo mãe-filho, utilização da fórmula infantil, problemas e dificuldades na sucção, pega incorreta, o tipo de parto, entre outros fatores. Concluiu-se que a equipe multidisciplinar de saúde é de suma importância nesse processo para promover apoio, orientações e melhorar as taxas de adesão ao AME de recém-nascidos após a alta da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal.
Palavras-chave: UTI Neonatal, Aleitamento Materno Exclusivo, Recém-nascido
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IMPACTO DAS LESÕES POR PRESSÃO NO TEMPO DE PERMANÊNCIA EM AMBIENTE HOSPITALAR
MARIA SUZANA BEZERRA ; Marcos Davi Barbosa Nascimento; Gisele Gomes de Braga; Lucas Custodio de Oliveira Silva; Elysa Maria Gomes da Silva
As lesões por pressões (LP) são uma das principais intercorrências que podem surgir em pacientes hospitalizados especialmente na unidade de terapia intensiva (UTI) devido à instabilidade hemodinâmica, limitação da mobilidade, idade e fatores nutricionais. Os pacientes que apresentam LP têm sua internação prolongada, relacionada às complicações cutâneas, óssea e podendo levar a sepse e óbito. O presente estudo tem por objetivo verificar o impacto das lesões por pressão no tempo de internação do indivíduo. O estudo é do tipo revisão narrativa da literatura com abordagem qualitativa guiado pela seguinte questão central de investigação: Qual o impacto da lesão por pressão no tempo de internação do paciente?. A pesquisa sucedeu-se na base de dados da National Center for Biotechnology Information (PubMed) e Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) com a utilização dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) e utilização do Operador Booleano AND descritos da seguinte maneira: “ Unidades de Terapia Intensiva” AND “Úlcera por Pressão” AND “Hospitalização”. Dos artigos disponíveis na íntegra, foram incluídos no estudo aqueles que apresentaram consonância com a temática. Os resultados evidenciam que os pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva tem uma maior probabilidade de desenvolver as LPP comparado aos que estão nos demais setores. Sua ocorrência se dá principalmente devido à qualidade da assistência prestada. Hodiernamente, existem métodos de avaliação de risco para prevenir as LP, porém requer mais tempo na assistência. Diante do exposto, fica evidente que as LP contribuem significativamente para a prolongação da internação do paciente, visto que são feridas que além de comprometer a integridade da pele do paciente , interferem em sua recuperação clínica e consequentemente no processo de alta hospitalar. Em suma, é imprescindível que o processo de enfermagem seja realizado corretamente, além da adoção de práticas preventivas a fim de minimizar os impactos da LP na duração da hospitalização de pacientes em unidade de terapia intensiva.
Palavras-chave: unidade de terapia intensiva,úlcera por pressão,hospitalização
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IMPACTO GLICÊMICO POR USO DE GLICOCORTICOIDES EM PESSOAS HOSPITALIZADAS: UMA REVISÃO DA LITERATURA
ANA VITÓRIA BEZERRA MANGUEIRA ; Bianca Gabryelle Araújo dos Santos; Maria Clarice Agustinho Alves; Mateus Sampaio de Oliveira; Raimundo Monteiro da Silva Neto
A hiperglicemia induzida por esteroides é definida como um aumento anormal da glicemia associado ao uso de glicocorticoides (GC) em um paciente com ou sem história de diabetes mellitus. Os GC são potentes anti inflamatórios e imunossupressores, com ampla indicação terapêutica. Entretanto, o uso de fármacos deve ser avaliado com cuidado, pois são a principal causa de hiperglicemia induzida por medicamentos. Além disso, vários mecanismos podem estar associados a este efeito adverso, incluindo resistência à insulina, aumento da gliconeogênese e disfunção das células beta. Nesse sentido, o impacto glicêmico causado em decorrência do uso de GC, objetivou-se identificar a elevação glicêmica em pessoas hospitalizadas que fizeram uso desses medicamentos. Trata-se de uma revisão integrativa, realizada em Abril de 2025 na National Library of Medicine (PUBMED). Utilizou-se o cruzamento com operadores booleanos AND para a associação dos descritores em ciências da saúde (DeCS): “Hyperglycemia” AND “Corticosteroids” AND “Adverse Effects” e como critérios de inclusão estudos publicados entre 2020 a 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol. Ao todo, seis artigos foram selecionados para compor a revisão por atenderem ao objetivo do estudo. Os resultados obtidos evidenciaram elevação significativa da glicemia em indivíduos em uso de GC, inclusive na ausência de diagnóstico prévio de diabetes. A variação desse aumento esteve relacionada à dose, ao tempo de uso dos corticosteroides e a fatores individuais dos pacientes, como idade avançada e índice de massa corporal elevado. Diante dessas alterações, esses pacientes demandaram maiores intervenções terapêuticas para o controle glicêmico, apresentando prolongamento do tempo de hospitalização e maiores taxas de complicações infecciosas, além de demandarem um manejo abrangente do estilo de vida de cunho preventivo. Nesse âmbito, observou- se que mais de um terço dos pacientes hospitalizados, tratados com GC apresentam hiperglicemia. Conclui-se, que apesar de ser uma condição comum, a hiperglicemia induzida por GC ainda é uma questão clínica negligenciada. Portanto, é fundamental aplicar uma estratificação de risco por meio de avaliação detalhada para identificar pacientes com maior probabilidade de descontrole glicêmico, considerando fatores como idade e comorbidades associadas, e também, realizando o monitoramento frequente e sistemático da glicemia, visando identificar precocemente possíveis complicações e preveni-las.
Palavras-chave: Hiperglicemia,Corticosteroides,Efeitos Adversos
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RELATO DE EXPERIÊNCIA: A IMPORTÂNCIA DA COMUNICAÇÃO HOSPITALAR EFETIVA ENTRE PROFISSIONAIS DE SAÚDE E PACIENTES
JESSICA ALVES ARAUJO ; Ana Francisca Pereira Lourenço; Ana Janielly Viana Alves; Cícera Lívia Alves de Oliveira; Luiza Vitória de Sousa Araújo Silva
A comunicação eficaz entre profissional-paciente no ambiente hospitalar é fundamental para alcançar melhores resultados na assistência à saúde, impactando na recuperação e segurança do paciente. Quando bem conduzida, promove a compreensão da doença pelo paciente, bem como o entendimento das orientações para melhor adesão ao tratamento, durante e após a internação hospitalar, a fim de evitar complicações na recuperação. O ato de orientar não se limita a transmissão de informações, ela exige clareza, empatia e respeito ao contexto sociocultural de cada indivíduo. Desse modo, este estudo tem objetivo de relatar a experiência de estudantes de enfermagem sobre a comunicação entre profissionais de saúde e paciente, durante a realização de estágio curricular em ambiente hospitalar. Trata-se de um estudo descritivo, caracterizado como relato de experiência sobre a vivência de estudantes do curso de Enfermagem do quarto semestre da Universidade Regional do Cariri, localizada no interior do Ceará, durante a realização do estágio curricular em dezembro de 2024, na disciplina de Semiologia e Semiotécnica. Durante o estágio, foi possível observar diversas situações que evidenciam tanto impactos positivos quanto negativos da comunicação entre profissionais de saúde e paciente. Um dos principais achados foi a comunicação ineficaz, especialmente no período pós-operatório, que dificultou o esclarecimento de dúvidas e comprometeu a compreensão adequada das orientações dadas ao paciente que havia sido submetido ao procedimento de drenagem pleural. Diante disso, os estudantes esclareceram as dúvidas do paciente e do acompanhante sobre a ingestão de água, explicando que ela não interfere no aumento de líquido pleural, e orientaram sobre a importância da hidratação na recuperação do paciente. O estágio permitiu aos discentes compreender a relevância da comunicação e de seus impactos na recuperação do paciente, destacando a importância de estratégias de comunicação interpessoal, desde a formação acadêmica, com o objetivo de formar profissionais mais sensíveis e eficazes no cuidado ao paciente.
Palavras-chave: PROFISSIONAL DA SAÚDE, ENFERMAGEM, COMUNICAÇÃO
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REVISÃO NARRATIVA ACERCA DA SEGURANÇA DO PACIENTE NOS SERVIÇOS DE DIÁLISE E ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
THAIS VITÓRIA ALENCAR LUNA ; Dandara Guerra Bezerra; Gabrielly Silva de Oliveira; Maria Jessyca Calou da Cruz; Vitória Emilly Fernandes de Sousa
A doença renal crônica (DRC) caracteriza-se pela diminuição progressiva e irreversível da função renal, exigindo, em estágios avançados, terapias de substituição renal, sendo a hemodiálise intermitente a estratégia mais adotada dentre as terapias dialíticas. Os profissionais de enfermagem capacitados são fundamentais em todas as etapas: preparação do paciente e do equipamento, monitoramento durante a sessão e orientação à família, além da identificação precoce de fatores de risco. Este trabalho tem como objetivo abordar ações relevantes da enfermagem no manejo da segurança do paciente nos serviços de hemodiálise, desde a preparação do paciente, até o acompanhamento durante e após o procedimento. Utilizou-se Revisão narrativa da literatura (2017–2023) em Google Acadêmico e SciELO, usando “segurança do paciente”, “cuidados de enfermagem” e “diálise”. Incluíram-se estudos em português sobre segurança do paciente adulto em hemodiálise, sem restrição de desenho. Os artigos selecionados totalizaram 16 artigos, a seleção foi feita de forma intencional e não-probabilística, considerando a relevância dos estudos para os objetivos propostos. Viu-se então, que a segurança do paciente em hemodiálise é frequentemente ameaçada por procedimentos invasivos, uso de dispositivos e medicamentos de risco, exigindo vigilância contínua da equipe de enfermagem para identificar e prevenir eventos adversos como infecções de cateter, falhas de punção, instabilidade hemodinâmica e reações ao dialisador. A equipe de enfermagem no serviço de diálise deve: avaliar os SSVV do paciente, conferir a prescrição médica e da diálise, checar o funcionamento da máquina, checar os medicamentos pré-dialíticos, avaliar e intervir em casos de queixas ou desconforto do paciente, desconectar o paciente da máquina, realizar o curativo para CDL, registrar intercorrências e avaliar queixas pós-procedimento. Conclui-se que é essencial que os enfermeiros monitorem sinais vitais, ajustem volumes de líquido, inspecionem acessos vasculares e eduquem pacientes e familiares, minimizando riscos e garantindo qualidade e segurança no tratamento. Assim, torna-se evidente a necessidade de controles rigorosos na rotina dialítica por parte da equipe de enfermagem, a fim de garantir uma assistência segura ao paciente nos serviços de diálise.
Palavras-chave: Enfermagem, Segurança do Paciente, Doença Renal Crônica, Hemodiálise
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URGÊNCIAS E EMERGÊNCIAS EM SAÚDE DO IDOSO: DESAFIOS PARA A ATENÇÃO QUALIFICADA E HUMANIZADA
NILO EMANUEL SOARES DE SOUSA; Ana Heloisa dos Santos; Márcia de Souza Queiróz; Maria do Socorro Costa Gregório; Gabriel Aran dos Santos Leonel
O envelhecimento populacional tem impactado significativamente os serviços de saúde, especialmente nas unidades de urgência e emergência, onde cresce a demanda por atendimento a idosos com condições agudas ou descompensações de doenças crônicas. O cuidado a essa população requer conhecimentos específicos, humanização, agilidade e segurança clínica, considerando a maior vulnerabilidade funcional e o risco elevado de eventos adversos. Este estudo teve como objetivo analisar os principais desafios e estratégias para o atendimento de idosos em situações de urgência e emergência, com foco na qualificação da assistência prestada por profissionais da saúde, especialmente da enfermagem. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura científica nacional, de abordagem qualitativa, com seleção de publicações entre 2019 e 2024, priorizando estudos sobre protocolos de atendimento, políticas públicas e capacitação de profissionais no cuidado ao idoso em contextos críticos. Os dados revelam que as causas mais frequentes de atendimento emergencial em idosos incluem quedas, síndromes coronarianas agudas, acidente vascular cerebral, infecções e descompensações de doenças crônicas. Contudo, a ausência de protocolos específicos, a comunicação deficiente entre equipes e a carência de preparo quanto às particularidades geriátricas impactam negativamente a qualidade do atendimento. Estratégias como capacitação contínua, triagem qualificada, uso da Avaliação Geriátrica Ampla e implantação de fluxos assistenciais direcionados demonstraram-se eficazes na melhoria de indicadores clínicos e da satisfação dos pacientes. Conclui-se que o cuidado ao idoso em urgência e emergência exige mais que competência técnica: requer sensibilidade, preparo e estrutura adequada. Investir em protocolos específicos, educação permanente das equipes e políticas de saúde voltadas à atenção ao idoso é essencial para garantir um atendimento seguro, eficiente e humanizado, respeitando as necessidades e limitações dessa população.
Palavras-chave: Idoso, Urgência e emergência, Cuidados de enfermagem
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USO RACIONAL DE ANTIBIÓTICOS E SEUS IMPACTOS NA RESISTÊNCIA MICROBIANA: IMPORTÂNCIA DA ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM
NILO EMANUEL SOARES DE SOUSA; Ana Heloisa dos Santos; Márcia de Souza Queiróz; Maria Larissa de Oliveira Saraiva; Maria do Socorro Costa Gregório
O uso inadequado de antibióticos é um dos principais fatores para o aumento da resistência microbiana em ambientes hospitalares, impactando negativamente a qualidade da assistência e a segurança do paciente. Este estudo teve como objetivo analisar a importância da atuação da enfermagem na promoção do uso racional de antibióticos e na prevenção da resistência microbiana. Trata-se de uma revisão integrativa de literatura realizada nas bases de dados SciELO, Google Acadêmico, PubMed e BVS. Foram utilizados os descritores “uso racional de antibióticos”, “resistência microbiana” e “enfermagem”, combinados com o operador booleano AND. Foram incluídos artigos publicados entre 2019 e 2024, disponíveis na íntegra, em português e inglês, que abordassem diretamente a prática da enfermagem nesse contexto. Excluíram-se trabalhos duplicados, artigos de opinião, editoriais e estudos sem relação com a temática. Após aplicação dos critérios, 11 artigos foram selecionados e analisados criticamente para a construção dos resultados.. Os estudos analisados evidenciam que práticas inadequadas, como a automedicação, a interrupção precoce do tratamento e o uso indiscriminado de antimicrobianos, favorecem o surgimento de microrganismos resistentes. A enfermagem desempenha papel fundamental ao realizar ações educativas, monitorar a administração correta dos medicamentos e participar ativamente de programas de controle de infecções. A atuação consciente e baseada em protocolos institucionais contribui para otimizar o tratamento, reduzir complicações e preservar a eficácia dos antimicrobianos. A promoção do uso racional de antibióticos é essencial para o enfrentamento da resistência microbiana cabendo a enfermagem atuar de forma ativa na educação dos pacientes e na vigilância do uso correto dos medicamentos, colaborando para uma assistência mais segura e eficaz.
Palavras-chave: Antibióticos, Resistência microbiana , Enfermagem
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VIVÊNCIA DE MONITORES NA SIMULAÇÃO REALÍSTICA DE TRANSFUSÃO SANGUÍNEA: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
LUANNA ÁQUILA RODRIGUES DUARTE ; Alexandre Cordeiro Rodrigues; Lívia Karen Ferreira Costa Aguiar; Maria Letícia de Oliveira Silva
A terapêutica transfusional é um procedimento complexo, cujas indicações incluem manter o transporte de oxigênio, volume sanguíneo e a hemostasia. Por essas razões, envolve riscos clínicos, sobretudo quando realizada sem capacitação, justificando a necessidade de treinamentos que promovam a prática segura. A simulação permite esse aprimoramento técnico e previne erros por inexperiência. Objetivou-se descrever a experiência vivenciada por monitores em uma atividade de simulação realística sobre transfusão sanguínea. Trata-se de um relato de experiência resultante da participação em um contexto de simulação sobre hemotransfusão para acadêmicos de enfermagem da Universidade Regional do Cariri. O cenário aconteceu no laboratório de semiologia da instituição e replicou as etapas transfusionais, com recurso material apropriado, permitindo a prática em um ambiente próximo à realidade. No pré-briefing: as regras, o caso clínico e cenário foram apresentados, criando um ambiente seguro de aprendizado; no briefing o cenário foi desenvolvido com aplicação dos conhecimentos; e o debriefing propiciou reflexão crítica das ações, consolidando o aprendizado e a autoavaliação. Os monitores do Laboratório de estudos e práticas em simulação clínica organizaram o cenário e participaram ativamente na simulação, atuando como personagens: médico responsável pela prescrição na requisição de transfusão; técnico da agência transfusional encarregado da entrega do hemocomponente e envolvido na dupla checagem junto ao discente que atuava como enfermeiro responsável pela transfusão; acompanhante que dava pistas do cenário e indagava sobre o procedimento; e outro monitor que acompanhava a execução de cada etapa transfusional, observando erros e destacando-os para o momento do debriefing. Dessa forma, esse momento proporcionou aos monitores participação ativa no processo de ensino-aprendizagem, a prática no planejamento e execução da simulação, e reforçou a atuação do enfermeiro em hemoterapia, aprimorando a tomada de decisão e as condutas terapêuticas. Ainda na percepção deles, a simulação ofereceu aos alunos uma excelente oportunidade de aprendizado e aplicação do conhecimento teórico-prático em um ambiente controlado. Portanto, a simulação clínica revela-se fundamental na associação entre teoria e prática, permitindo no contexto da transfusão sanguínea a aquisição de habilidades seguras, com potencial de aplicação nas ações extensionistas de monitores em futuras atividades de ensino.
Palavras-chave: Transfusão de Sangue, Segurança do Paciente, cuidados de enfermagem
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Palavras-chave: Sexualidade, Educação em Saúde, Saúde da Pessoa Idosa
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ABORDAGEM EDUCATIVA SOBRE DIREITOS DA PESSOA IDOSA EM UM PROGRAMA DE EXTENSÃO
ANA CECÍLIA PONTES RIBEIRO MOREIRA; Juliana do Nascimento Farias; Capricy Batista Sousa; Adriana de Moraes Bezerra
Os direitos da pessoa idosa são garantias legais que visam proteger, promover e assegurar o bem-estar, a dignidade e a cidadania das pessoas com 60 anos ou mais. No Brasil, esses direitos estão consolidados principalmente no Estatuto da Pessoa Idosa, Lei nº 10.741/2003, que estabelece normas de proteção em diversas áreas da vida social, como o acesso à saúde, gratuidade no transporte público, prioridade no atendimento em órgãos públicos e privados, e proteção contra a violência e o abandono. O Estatuto também reforça o direito à convivência familiar e à participação ativa na sociedade. A partir disso, o objetivo deste estudo é relatar a experiência de discentes na realização de uma oficina voltada para o público da terceira idade. Trata-se de um relato de experiência de acadêmicas da Universidade Regional do Cariri – Crato-CE, sobre uma atividade realizada com um grupo de idosos em abril do ano vigente, por meio do Programa de Extensão Universidade Aberta à Terceira Idade (UNATI). A oficina intitulada “Direitos da Pessoa Idosa” foi desenvolvida por acadêmicas dos cursos de Direito e Enfermagem para 14 idosas integrantes da UNATI, sob supervisão das coordenadoras do Programa de extensão. Na ocasião, realizou-se uma apresentação expositiva-dialogada com ênfase no Estatuto da Pessoa Idosa e nas garantias legais relacionadas à saúde, transporte, assistência social e proteção contra a violência à pessoa idosa. A oficina teve como objetivo informar e sensibilizar as participantes sobre seus direitos, promovendo o empoderamento e o acesso à cidadania. Ao final, houve um espaço para esclarecimento de dúvidas com explanação geral acerca do assunto e troca de experiências, onde as idosas demonstraram interesse e engajamento, favorecendo um diálogo enriquecedor entre os integrantes do grupo. A realização da oficina evidenciou a importância de abordar essa temática, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dessa classe, garantindo o reconhecimento de suas necessidades específicas. Além disso, a atividade foi uma experiência enriquecedora para as acadêmicas, proporcionando aprendizado prático e fortalecendo o vínculo com os membros presentes. Conclui-se que a oficina foi essencial para fortalecer o conhecimento sobre seus direitos, promovendo valorização, autonomia e protagonismo, e ressaltando a importância de ações educativas no contexto do envelhecimento.
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AÇÃO DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE SOBRE HIPERTENSÃO ARTERIAL PARA PESSOAS IDOSAS: RELATO DE EXPERIÊNCIA
ANA BEATRIZ DOS SANTOS PEREIRA ; Mariana Ribeiro Pinheiro; Livian Gabriele Galdino Gonçalves; Dandara Guerra Bezerra
A hipertensão arterial é uma doença crônica caracterizada por níveis frequentemente elevados de pressão arterial, que contribuem de forma significativa para o desenvolvimento de agravos cardiovasculares, renais, cerebrais, entre outros. Embora possa acometer diferentes faixas etárias, sua prevalência é maior em pessoas idosas, o que pode ser atribuído tanto a alterações fisiológicas ao longo da vida, pelo enrijecimento dos vasos sanguíneos e alterações hormonais, quanto ao acúmulo de fatores de risco ao longo dos anos, como sedentarismo, tabagismo, etilismo e alimentação inadequada. Assim, ações de educação em saúde são essenciais para o enfrentamento da hipertensão, pois promovem conscientização sobre os principais fatores de risco associados ao surgimento da condição. Objetiva-se conscientizar o público alvo sobre os principais fatores de risco da hipertensão, além de esclarecer as principais formas de prevenção. Trata-se de um relato de experiência sobre uma ação de educação em saúde que ocorreu em um setor privado que realiza reuniões periódicas com um grupo de pessoas idosas. A ação foi realizada por quatro discentes de Enfermagem sob supervisão de uma docente, que agindo de maneira dinâmica, promoveram a interação entre os idosos. Na ocasião, foram expostas e distribuídas aleatoriamente imagens ilustrativas de alimentos saudáveis e não saudáveis, práticas e hábitos diários, de forma que os participantes deviam identificar quais hábitos eram positivos ou negativos para a saúde cardiovascular. A dinâmica possibilitou o esclarecimento de dúvidas, a conscientização sobre hábitos que promovem melhor qualidade de vida, orientações sobre os principais meios de prevenção de doenças e, consequentemente, o envelhecimento saudável. Conclui-se que essas ações voltadas à educação em saúde promovem, além do conhecimento, o vínculo comunidade-universidade, contribuindo para a formação, empoderamento e autonomia às acadêmicas de Enfermagem, permitindo que as discentes desenvolvam uma perspectiva crítica sobre os desafios da prática profissional, como a adaptação de conteúdos de saúde para diferentes públicos e a promoção de mudanças sustentáveis de comportamento. Assim, essa experiência não apenas contribui para o empoderamento e cuidado dos idosos, mas também fortalece a formação prática e o protagonismo de acadêmicos de Enfermagem, preparando-os para futuros desafios na carreira profissional.
Palavras-chave: Hipertensão Arterial, Pessoas Idosas, Educação em Saúde
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AÇÃO EDUCATIVA PARA JOVENS DO ENSINO MÉDIO: RELATO DE EXPERIÊNCIA
BIANCA GABRYELLE ARAUJO DOS SANTOS; Maria Clarice Agustinho Alves; Mateus Sampaio de Oliveira; Hildânia Alves Pereira de Morais; Ashiley Isadora Alves Ferreira
As Infecções Sexualmente Transmissíveis são tidas como importante problema de saúde pública, especialmente entre adolescentes e jovens, faixa etária com maior vulnerabilidade devido à carência de informações e comportamentos de risco. Segundo o Ministério da Saúde, jovens entre 15 e 24 anos representam um número expressivo dos casos de infecções sexualmente transmissíveis. Essa condição também pode surgir em decorrência de violência sexual, sendo as mulheres as mais afetadas. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública de 2022 evidenciam que uma em cada três brasileiras com mais de 16 anos sofreu algum tipo de violência, o que reforça a importância de abordar esse tema em espaços educativos. Assim, objetivou-se relatar a experiência sobre a realização de uma ação educativa para jovens do terceiro ano do ensino médio sobre a violência contra a mulher e as infecções sexualmente transmissíveis. A ação foi realizada presencialmente em novembro de 2024, em uma escola da rede pública no município de Crato - Ceará, tendo participação de 30 alunos e três facilitadores bolsistas de um programa de extensão, que utilizaram metodologia ativa durante o encontro. A ação foi desenvolvida por meio de uma oficina expositiva com espaço para diálogo e esclarecimento de dúvidas. Foram utilizados folders informativos como material de apoio, buscando facilitar a assimilação dos conteúdos abordados. Os estudantes demonstraram interesse, participaram ativamente com perguntas, especialmente relacionadas aos tipos de violência e à prevenção das infecções sexualmente transmissíveis, o que indicou que a temática gerou reflexões relevantes no grupo. A experiência se mostrou enriquecedora tanto para os estudantes da referida escola quanto para os bolsistas. A troca de saberes permitiu identificar lacunas no conhecimento dos alunos, como dúvidas básicas sobre transmissão das doenças e dificuldades em reconhecer outras formas de violência além da física e psicológica, ao mesmo tempo em que reafirmou a potência das ações de extensão universitária no processo de formação cidadã e promoção da saúde. Conclui-se que atividades como essa são fundamentais para o fortalecimento do vínculo entre universidade e comunidade, além de contribuírem significativamente para a construção de uma cultura de prevenção, respeito e responsabilidade entre os jovens.
Palavras-chave: Infecções Sexualmente Transmissíveis,Violência contra a Mulher,Educação em Saúde
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AÇÃO EDUCATIVA SOBRE FATORES DE RISCO CARDIOVASCULAR PARA ESTUDANTES TÉCNICOS EM ENFERMAGEM: RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARIANA RIBEIRO PINHEIRO ; Mikaelle Batista da Silva; Emilia Gabrielle Costa Araújo Macedo; Maria Luiza Saraiva de Lima Souza; Maria Vitória Lobo Bertone
O estilo de vida é caracterizado pelo conjunto de comportamentos relacionados à saúde e caso não sejam adotados bons hábitos durante a infância e adolescência, há probabilidade elevada de as doenças cardiovasculares se desenvolverem no indivíduo adulto, sendo importante identificar precocemente o que pode ser fator de risco para essas doenças. Objetiva-se relatar a experiência sobre uma ação de educação em saúde para estudantes do ensino médio integrado ao curso técnico em Enfermagem, que abordou os principais fatores de risco cardiovasculares. Trata-se de um relato de experiência descritivo, sobre a ação de educação em saúde desenvolvida por três acadêmicas de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri e duas estudantes do ensino médio bolsistas, todas bolsistas do Grupo de Pesquisa e Extensão em Saúde Cardiovascular, que ocorreu em uma escola de ensino médio integral de rede pública estadual de ensino. Participaram da ação cerca de 40 alunos da turma do 1º ano do ensino médio, que inicialmente assistiram à apresentação de slides com a anatomia e fisiologia cardíaca. Como os alunos ainda não haviam tido aula sobre o sistema cardiovascular, mostraram feições de dúvidas e interesse. Em seguida, foi explicitado sobre os fatores de risco cardiovasculares modificáveis e não modificáveis e, nesse momento, a conversa tornou-se mais dinâmica e foi possível perceber a maior retenção da atenção pelos alunos, por meio de exemplos do dia-a-dia deles. À medida que os fatores de risco iam sendo mostrados, muitos alunos contribuíram com experiências pessoais e mostravam um bom conhecimento se a ocorrência desses fatores era positiva ou negativa, com comentários interessantes e pertinentes. A ação durou cerca de 1 hora e foi positiva, tendo em vista a receptividade, o engajamento e a participação dos alunos, possibilitando que a educação em saúde ocorresse de maneira dinâmica e interativa. Conclui-se que experiências como essas reforçam a importância do vínculo entre comunidade e universidade, sendo possível a troca de conhecimentos e contribuir para a formação acadêmica de ambos os públicos, além de promover saúde da população em longo prazo, visto que ao conhecer o que é prejudicial, há possibilidade de intervenção precoce nos fatores de risco cardiovasculares.
Palavras-chave: Educação em Saúde,Fatores de Risco de Doenças Cardíacas,Enfermagem
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AGOSTO LILÁS: RELATO DE EXPERIÊNCIA NA SENSIBILIZAÇÃO E ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
MATEUS SAMPAIO DE OLIVEIRA; Maria Clarice Agustinho Alves; Bianca Gabryelle Araújo dos Santos; Hildânia Alves Pereira de Morais; Raissa Cardozo De Souza
A violência contra a mulher é um problema de saúde pública mundial que persiste na sociedade atual. Segundo a Organização das Nações Unidas, quase uma a cada três mulheres, no mundo, já sofreu violência física e/ou sexual cometida por parceiro íntimo ou terceiros ao longo da vida. Diante desses dados alarmantes, a campanha Agosto Lilás surgiu para reforçar a sensibilização e o enfrentamento desta problemática. Assim sendo, objetivou-se relatar a experiência de acadêmicos de enfermagem em uma ação da campanha Agosto Lilás. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, realizado por membros do Programa de Educação Tutorial Enfermagem da Universidade Regional do Cariri em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), direcionado a estudantes dos cursos de Gastronomia e Informática Básica da unidade. A oficina educativa foi realizada no dia 30 de agosto de 2024, na Unidade do SENAC no município do Crato, com a participação de 48 estudantes. Durante o momento, foram abordados aspectos conceituais e esclarecimentos sobre a violência contra a mulher. Os conferencistas apresentaram informações ao público, destacando as diversas formas de manifestação da violência na sociedade, muitas vezes disfarçadas como situações consideradas normais. A participação dos estudantes foi bastante produtiva, demonstrando interesse em compreender os conceitos relacionados à violência. Além disso, surgiram dúvidas acerca da prática da episiotomia e uso da ocitocina durante o trabalho de parto, sendo esclarecido que essas intervenções, quando realizadas sem consentimento ou indicação clínica adequada, configuram violência obstétrica. Também foram compartilhados fortes relatos pessoais pelas mulheres presentes, incluindo casos de violências que, até então, não eram reconhecidos como tais pelas vítimas. Após a escuta dos relatos, os facilitadores instruíram aos estudantes a respeito das redes de apoio disponíveis e sobre as medidas a serem adotadas diante destas situações. Dessa forma, a experiência foi enriquecedora para os estudantes do SENAC, que puderam ampliar seus conhecimentos sobre a violência contra a mulher, bem como, proporcionou aos conferencistas a oportunidade de compreender situações reais e orientar as vítimas quanto às formas de enfrentamento. A parceria entre o Programa de Educação Tutorial Enfermagem da URCA e SENAC contribuiu para o desenvolvimento profissional e social de todos os envolvidos na ação.
Palavras-chave: Violência contra a Mulher,Palestra,Conscientização Pública
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AMAMENTAÇÃO E SAÚDE MENTAL MATERNA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
VANESSA CARLOS SANTOS; ANA KAROLINA BEZERRA DA COSTA; BEATRIZ DE SA BARRETO VIEIRA; LORENA FARIAS RODRIGUES CORREIA; MIKAELLE BATISTA DA SILVA
A amamentação é conhecida por seus benéficos a saúde do bebê, ela também pode acarretar em benefícios para saúde materna. A experiência da amamentação pode influenciar significativamente o bem-estar psicológico das mães, sendo afetada por uma variedade de fatores psicossociais e emocional. Desse modo, este estudo busca explorar como a prática da amamentação se relaciona com a saúde mental das mães e examinar intervenções que possam fortalecer esse aspecto durante o período de lactação. Objetiva-se descrever a relação da amamentação para saúde mental materna. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura de caráter qualitativa descritiva, desenvolvida no mês de julho, nas bases de dados BDENF, MEDLINE, E LILACS, através da Biblioteca Virtual em Saúde. Para a busca foram utilizados os descritores em saúde:"amamentação" and "saúde mental materna" and "promoção da saúde". Foram incluídos estudos dos últimos cinco anos e que estivessem disponíveis na íntegra nos idiomas inglês, português e espanhol, e exclui-se aqueles duplicados e os que não se encaixavam na temática. Foram selecionados 98 estudos, que após os critérios de elegibilidade obteve-se 10 para a amostra final. Evidencia-se que a amamentação pode ter efeitos benéficos na saúde mental materna, atuando como um fator de proteção contra depressão pós-parto (DPP). Estudos mostram que mães que amamentam têm menores índices de DPP em comparação com aquelas que não amamentam. A amamentação promove a liberação de ocitocina, um hormônio que facilita o vínculo afetivo entre mãe e bebê e pode reduzir os níveis de estresse e ansiedade. Contudo, a relação entre amamentação e saúde mental não é unidirecional. Mães que enfrentam dificuldades na amamentação, como dor, fissuras mamilares ou produção insuficientes de leite, podem experimentar aumento do estresse e risco de desenvolver DPP. Desse modo, intervenções específicas, como programas de apoio à amamentação, educação pré-natal e grupos de apoio mostraram-se eficazes em melhorar a experiência de amamentação e reduzir a incidência de problemas de saúde mental. Conclui-se que, a amamentação, quando bem-sucedida, pode atuar como um importante aliado na promoção da saúde mental materna. Portanto, as estratégias que facilitem a amamentação e proporcionem suporte emocional são essenciais para melhorar os resultados tanto para as mães quanto para os bebês.
Palavras-chave: AMAMENTAÇÃO, SAÚDE MENTAL MATERNA,PROMOÇÃO DA SAÚDE
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AMBULATÓRIO DO BRINCAR E SUA ARTICULAÇÃO COM A ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARIA VICTÓRIA VIANA ALVES; Heloisa Navlidi Góes de Sousa; Alzenir Rosa Viana; Mirian Cecilia Silva Matias
O Ambulatório do Brincar é um projeto de extensão vinculado à Universidade Regional do Cariri - URCA, que tem como objetivo oferecer sessões de terapia baseada em LEGO® (TBL) ou Legoterapia. Essa abordagem fomenta a intervenção em crianças com autismo que possuam atraso no desenvolvimento, sobretudo no domínio sócio emocional. Dessa forma, o projeto de extensão aliado a atenção primária à saúde estimula os domínios do desenvolvimento como a comunicação, cognição, adaptação, e o físico habilidade motoras. Objetiva relatar a experiência vivenciada no ambulatório do brincar na atenção primária à saúde. É uma intervenção que ocorre no Centro Integrado de Atenção em Saúde da Família (CIASF) na URCA, com crianças do município do Crato, por profissionais e acadêmicos de enfermagem de forma voluntária uma vez por semana, esse estudo, é de caráter descritivo e abordagem qualitativa, do tipo relato de experiência. A vivência no ambulatório permite observar a identificação e evolução das crianças com terapeutas e voluntários. Nesse sentido, as sessões de TBL acontecem inicialmente individualmente e posteriormente passam a ser em grupo com três crianças por terapeuta, as crianças escolhem um cenário para desempenharem papéis colaborativos, realizando as funções de engenheiro, fornecedor e construtor. Estas sessões, promovem diversos benefícios para as crianças, dentre eles: a criatividade, pois os blocos de LEGO® permitem inúmeras combinações, estimulando a imaginação e criatividade; as habilidades motoras relacionadas a manipulação das pequenas peças, desenvolvendo a motricidade fina, importante para a coordenação e desenvolvimento das habilidades manuais; a interação social na qual requer a comunicação entre as crianças no processo de construção; o raciocínio lógico, para entender onde as peças de lego se encaixam e para que servem; persistência, paciência e autoconfiança ao concluir os cenários e desafios, estimulando o ganho da confiança em suas habilidades. Portanto, observa-se que o Ambulatório do Brincar contribui de forma significativa para o desenvolvimento dos profissionais com relação o autismo, bem como para a formação prática e humanizada dos estudantes da área da saúde, além do desenvolvimento e aprimoramento das habilidades das crianças atípicas e seu bem-estar por meio de intervenções não-farmacológicas dentro da atenção primária à saúde.
Palavras-chave: Ambulatório do Brincar, Saúde da Criança, Terapia Baseada em Lego
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APLICAÇÃO DA FERRAMENTA 5W3H COMO INSTRUMENTO TRANSFORMADOR NA ADESÃO AO PRÉ-NATAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARIA DO SOCORRO GISELLY ALVES LIMA ; Capricy Batista Sousa; Liliane Araujo Silva; Heloisa Mendes Sátiro Xenofonte; Ana Paula Agostinho Alencar
O pré-natal consiste em um conjunto de ações voltadas à assistência da gestante na Estratégia de Saúde da Família (ESF), com o objetivo principal de promover a saúde do binômio mãe-filho, e prevenir eventuais complicações durante a gestação. Nesse contexto, o estudante assume um papel crucial ao participar ativamente durante o planejamento e execução dessas ações, contribuindo para um cuidado integral, seguro e qualificado. Entretanto, a não adesão ao pré-natal representa um obstáculo à promoção da saúde e à prevenção de doenças dentro dessa população. Diante desse cenário, o presente estudo visa descrever a experiência de acadêmicos do curso de Enfermagem durante a construção de um plano de ação voltado à baixa adesão ao pré-natal na disciplina de Gestão das ações e serviços de saúde em enfermagem, no período de março a maio de 2025. Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência envolvendo a utilização da ferramenta de gestão 5W3H, que utiliza sete perguntas-chave para organizar e detalhar o plano de ação, considerando os seguintes aspectos: o que foi feito (What?), por que foi feito (Why?), onde foi realizado (Where?), quando ocorreu (When?), quem participou (Who?), como foi executado (How?), quanto custou (How much?) e a avaliação (How many?). Para a construção do plano de ação, foram realizadas discussões em equipe para identificar o problema, e as causas e as consequências envolvidas, por exemplo. Por fim, houve a elaboração do plano de ação 5W3H, visando planejar intervenções viáveis e alinhadas à realidade. Diante disso, foram identificadas, por meio de levantamento de dados, elevadas taxas de absenteísmo nas consultas de pré-natal. Com isso, as ações definidas foram visitas domiciliares semanais, rodas de conversa mensais, educação em saúde e consultas compartilhadas.As intervenções ocorreram na própria unidade, com participação ativa dos agentes comunitários de saúde e da equipe multidisciplinar. Dessa forma, a utilização do plano 5W3H permitiu clareza na organização das ações, definição de responsáveis e periodicidade, além de estimular o protagonismo discente e o cuidado centrado na gestante. Assim, o instrumento utilizado proporcionou uma experiência inovadora, uma vez que, mesmo em nível acadêmico, há a contribuição significativa para a resolução de problemas práticos na Atenção Primária à Saúde.
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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO MANEJO DAS SÍNDROMES HIPERTENSIVAS GESTACIONAIS
LETÍCIA VITÓRIA RODRIGUES DE SOUZA ; Lara Nelice Magalhães Luna
A gestação é um fenômeno fisiológico e sua evolução ocorre, na maioria dos casos, sem intercorrências. No entanto, alguns fatores individuais podem aumentar o risco de surgimento de patologias ou agravar condições pré-existentes durante a gravidez, comprometendo o bem-estar do binômio materno-fetal. As Síndromes Hipertensivas Gestacionais (SHG) são as intercorrências clínicas mais frequentes do período gestacional e correspondem a principal causa de morbimortalidade materna no Brasil e segunda causa no mundo. São identificadas pela elevação dos níveis pressóricos, com valores de pressão arterial sistólica ≥ 140 mmHg e/ou diastólica ≥ 90 mmHg, sendo classificadas em distintas categorias clínicas: hipertensão arterial crônica, hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia, eclâmpsia e pré-eclâmpsia sobreposta à hipertensão crônica. Este estudo teve como objetivo analisar, através da literatura científica, as práticas de assistência de enfermagem prestadas às gestantes acometidas por SHG. Trata-se de uma revisão de literatura, realizada no mês de abril de 2025. A busca ocorreu através da Biblioteca Virtual em Saúde, nas bases de dados LILACS, BDENF - Enfermagem e MEDLINE, com a utilização dos Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): Hipertensão Induzida pela Gravidez e Enfermagem. Ao todo, foram analisados na íntegra 12 artigos. A enfermagem frequentemente constitui o primeiro ponto de contato no cuidado à gestante e sua atuação se estende desde o pré-natal até os casos de emergências obstétricas em ambiente hospitalar. Nesse contexto, destacam-se como elementos essenciais dessa assistência: a educação em saúde, o monitoramento das funções vitais e a administração do tratamento. Além disso, é fundamental que os profissionais possuam conhecimento abrangente para desenvolver e aplicar um plano de cuidados adequeado aos períodos pré-natal e intraparto. A triagem eficaz, com a detecção precoce dos sinais e sintomas iniciais indicativos de síndromes hipertensivas, associada à implementação de medidas preventivas, é crucial para minimizar as repercussões dessas condições. Logo, é imprescindível que sua prática assistencial esteja embasada em diretrizes clínicas e evidências científicas atualizadas. Nesse cenário, o papel da enfermagem é decisivo não apenas na identificação precoce e no acompanhamento contínuo, mas também na promoção da segurança materno-fetal, contribuindo para a prevenção de complicações graves e desfechos adversos.
Palavras-chave: Hipertensão Induzida Pela Gravidez,Enfermagem
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Atuação da Enfermagem na Promoção da Saúde em Unidade Básica: Vivência de Práticas em Atenção Primária
MARIA CATARINA XAVIER DE BARROS; Tarcilândia Vieira Gomes Brito; Maria Érica Pietra Gomes Alves; Cicera Shirley Carvalho da Silva; Leticia Matos Sousa
A Atenção Primária à Saúde (APS) caracteriza a porta de entrada da população com o sistema de saúde, sendo muito importante para a promoção, prevenção e cuidado contínuo. Esse trabalho tem o objetivo de descrever práticas vivenciadas durante o estágio supervisionado 1 em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), com base nas ações de promoção da saúde praticadas pela equipe de enfermagem. As atividades foram desenvolvidas em uma UBS da região do Cariri cearense, com população limitada de perfil socioeconômico vulnerável. Durante o período, foram acompanhadas consultas de enfermagem, visitas domiciliares, ações educativas em sala de espera e monitoramento de grupos prioritários, como gestantes, hipertensos e diabéticos. Ressalta-se a importância da escuta qualificada, da abordagem humanizada e da educação em saúde como estratégias essenciais para o fortalecimento do vínculo entre pacientes e profissionais. As práticas observadas mostram o papel central do enfermeiro na articulação entre os níveis de cuidado e no incentivo ao autocuidado e à responsabilidade da população pelo seu processo de saúde-doença. Conclui-se que a atuação da enfermagem na APS vai além do cuidado técnico, sendo também um apoio de transformação social e fortalecimento da cidadania, especialmente em territórios marcados por desigualdades sociais.
Palavras-chave: Atenção primária à saúde,Unidade Básica de Saúde,educação em saúde
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ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO FRENTE ÀS DOENÇAS CRÔNICAS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: ESTRATÉGIA DO CUIDADO
LUYSE TAVARES VELOSO DE QUEIROZ; Sofia Martins Teixeira; Paulo Ermeson Ferreira Dutra; Ana Maria dos Santos da Silva; Emylle Pereira Silva
A Atenção Primária à Saúde (APS), segundo o Ministério da Saúde, é a principal porta de entrada ao Sistema Único de Saúde (SUS) e tem papel fundamental no cuidado contínuo das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como hipertensão, diabetes e asma. Nesse contexto, o enfermeiro desempenha funções essenciais, como a realização de consultas, monitoramento dos pacientes, educação em saúde e coordenação do cuidado, promovendo estratégias do cuidado. Este estudo tem como objetivo analisar o exercício profissional do enfermeiro frente às doenças crônicas na Atenção primária à saúde, destacando as abordagens assistenciais utilizadas no acompanhamento dos pacientes. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura com busca realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) “Enfermeiro”, “Doenças Crônicas” e “Atenção primária à saúde”, conectados pelo operador booleano AND. Foram incluídos artigos completos, publicados nos últimos cinco anos, em português e inglês; e excluídas pesquisas que não abordassem o tema. Após a triagem de 261 artigos, três estudos foram selecionados. Os achados desta revisão indicam que o Enfermeiro estabelece plano de cuidado contínuo, atua na prescrição de medicamentos segundo os protocolos e no fortalecimento do vínculo com os usuários, além de realizar visitas domiciliares e o uso de tecnologias para fortalecimento dos métodos de intervenção em saúde para melhores resultados no controle das DCNT. No entanto, o profissional enfrenta desafios devido à alta demanda, escassez de recursos e dificuldade na adesão dos pacientes ao tratamento. Percebe-se, portanto a importância do modelo de atenção ofertado pelo enfermeiro nas unidades de Atenção primária à saúde, como condutor do cuidado humanizado para monitoramento de doenças crônicas não transmissíveis, e assim promover melhor organização do cuidado em saúde.
Palavras-chave: Enfermeiro,Doenças Crônicas,Atenção Primária à Saúde
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AUTOMEDICAÇÃO ENTRE ADOLESCENTES: A ESCOLA COMO ESPAÇO DE CONSCIENTIZAÇÃO E PREVENÇÃO.
MARIA DO SOCORRO COSTA GREGÓRIO ; Márcia de Souza Queiróz; Maria Larissa de Oliveira Saraiva; Gabriel Aran dos Santos Leonel; Ana Heloisa dos Santos
A automedicação é uma prática frequente entre adolescentes e representa um risco à saúde pública, especialmente pelo potencial de intoxicações, reações adversas e resistência microbiana. Durante a pandemia de COVID-19, esse comportamento foi intensificado pela desinformação, influência midiática e dificuldades no acesso a serviços de saúde. Nesse contexto, a escola se apresenta como um espaço estratégico para ações de promoção da saúde e conscientização sobre o uso racional de medicamentos. Este trabalho teve como objetivo promover a conscientização sobre os riscos da automedicação entre adolescentes do ensino médio da rede pública do município de Abaiara, localizada no interior do estado do Ceará, por meio de estratégias educativas. Trata-se de um relato de experiência desenvolvido na disciplina Práticas de Extensão Curricular II, com 172 estudantes do 1º e 2º anos do ensino médio (14 a 18 anos). Inicialmente, foi investigado o conhecimento prévio dos discentes sobre o tema. Em seguida, realizou-se uma apresentação expositiva com slides abordando tipos de medicamentos, riscos e formas adequadas de uso, seguida por um momento de diálogo, distribuição de folders explicativos e aplicação de um quizz interativo. A atividade teve caráter exclusivamente educativo, sem coleta de dados identificáveis, o que dispensa a necessidade de aprovação por Comitê de Ética em Pesquisa. A atividade demonstrou eficácia na construção de saberes sobre automedicação, estimulando a participação ativa dos alunos e a troca de experiências. A intervenção fortaleceu o vínculo entre educadores e discentes, fomentando atitudes responsáveis em relação ao uso de medicamentos. A oficina se revelou uma estratégia efetiva de educação em saúde, permitindo a articulação entre teoria e prática e o desenvolvimento de competências como comunicação, criatividade e responsabilidade social, essenciais à formação cidadã e profissional dos envolvidos. Palavras-chave: Automedicação; Adolescentes; Promoção da Saúde.
Palavras-chave: Automedicação, Adolescentes,Promoção de saúde
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CAPACITAÇÃO DOS AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE NO MANEJO INTEGRAL DO DIABETES MELLITUS: RELATO DE EXPERIÊNCIA
ANA GABRIELA SILVA ROCHA ; Alysson Nelson Delmondes Araújo; Iran Nunes da Silva; Maria do Socorro Giselly Alves Lima; Yvinna Marina Santos Machado
O Diabetes Mellitus (DM) é uma doença crônica caracterizada pela hiperglicemia, resultante da deficiência na produção de insulina ou da ineficiência na sua utilização pelo organismo. A Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda uma classificação baseada na etiopatogenia, englobando o diabetes tipo 1, tipo 2, gestacional e outros tipos menos comuns. Os principais parâmetros de avaliação incluem a hemoglobina glicada A1c e as glicemias capilares em jejum, pré e pós-prandial. O controle eficaz da glicemia exige práticas de autocuidado, como alimentação saudável, atividade física e uso correto da medicação prescrita. Diante disso, o presente estudo teve como objetivo relatar a experiência de uma capacitação ofertada às Agentes Comunitárias de Saúde (ACS) sobre o DM e a importância do autocuidado. Trata-se de um relato de experiência desenvolvido por voluntários do projeto de extensão Autocuidado Apoiado à Atenção Primária à Saúde (GAAPS) e da Liga de Doenças Negligenciadas (LIDONE), da Universidade Regional do Cariri (URCA). A capacitação ocorreu em 9 de abril de 2025, na Secretaria Municipal de Saúde de um município do interior do Ceará-CE e contou com a participação de oito ACS. A atividade foi promovida pelo GAAPS, com apoio de discentes da disciplina Estágio Supervisionado I, um membro da LIDONE e uma mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da URCA. A capacitação foi estruturada em quatro etapas. Inicialmente, realizou-se uma roda de conversa para avaliar o conhecimento prévio das participantes sobre o DM. Em seguida, foi ministrada uma aula expositiva com uso de slides ilustrativos e protocolos da Atenção Primária à Saúde (APS). Os temas abordados incluíram: fisiopatologia do DM, sinais e sintomas, critérios diagnósticos, complicações, cuidados com os pés, controle glicêmico, tipos de insulina, indicações, formas de administração e atribuições do ACS no acompanhamento de pessoas com diabetes. Na etapa seguinte, realizou-se uma dinâmica com perguntas sobre o conteúdo apresentado, na qual todas obtiveram pontuação máxima, demonstrando domínio do tema e alto nível de engajamento com a capacitação. A atividade foi encerrada com sorteio de brinde, fortalecendo os vínculos entre os participantes. Ao final, as ACS relataram satisfação com a capacitação, destacando a relevância do conteúdo para a prática profissional. Além disso, sentiram-se mais seguras e preparadas para aplicar os conhecimentos adquiridos, fortalecendo sua atuação na APS.
Palavras-chave: Diabetes Mellitus,Agentes Comunitários de Saúde, Autocuidado
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CAPACITAÇÃO SOBRE A IMPORTÂNCIA DA AMAMENTAÇÃO PARA UM GRUPO DE GESTANTES: RELATO DE EXPERIÊNCIA
ANA LAÍS PEREIRA CASTRO ; Mayne Alves da Silva; Sara Maria da Costa; Beatriz de Sa Barreto Vieira; Jakeline Maria Tomaz Melo
A amamentação, prática essencial à promoção da saúde infantil, oferece – do ponto de vista – nutricional, o que há de mais completo e equilibrado em termos de macronutrientes e micronutrientes, tanto em quantidade quanto em qualidade. A Organização Mundial da Saúde recomenda que a amamentação deve ser mantida na forma de aleitamento materno exclusivo sem adição de qualquer tipo de alimento sólido/semissólido ou líquidos nos primeiros seis meses de vida, e, a partir de então, iniciar a introdução à alimentação complementar adequada associada ao aleitamento materno por dois anos ou mais. Dessa forma, objetivou-se relatar a experiência de acadêmicos de enfermagem na realização de uma oficina educativa sobre amamentação para as gestantes do grupo do Mercadinhos São Luiz, em Juazeiro do Norte, Ceará. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, realizado por acadêmicos de Enfermagem da disciplina do Estágio Supervisionado I na Atenção Básica, da Universidade Regional Regional Cariri, em parceria com o Mercadinhos São Luiz. A ação foi realizada no dia 15 de abril de 2025 no auditório da unidade Novo Juazeiro, com a participação de gestantes funcionárias da rede de supermercados. Foram abordados temas como: fisiologia da lactação, benefícios da amamentação para a mãe e para o bebê, mitos e verdades, aleitamento materno exclusivo e início da introdução alimentar, extração, armazenamento e oferta do leite materno, complicações, pega correta e técnicas de amamentação. O evento foi subdividido em duas etapas sequenciais: inicialmente foi ministrada a oficina, na qual foram discutidos os conceitos de cada tema e técnicas de amamentação por meio da exposição dialogada, com imagens ilustrativas e, em seguida, houve um momento dedicado ao esclarecimento de dúvidas. Nesse contexto, as gestantes participaram ativamente, compartilhando experiências anteriores e esclarecendo dúvidas, especialmente no que se refere à técnica correta de amamentação, extração, congelamento e oferta do leite materno. Desse modo, a vivência possibilitou uma reflexão mais aprofundada acerca da relevância da oferta de capacitações à comunidade, tratando de temas diretamente relacionados à sua realidade, com o fito de viabilizar intervenções mais eficazes. Além disso, a prática estimulou uma postura crítica por parte dos estudantes, evidenciando a importância do seu papel profissional na condução dessas ações.
Palavras-chave: Amamentação,Capacitação,Gestante
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CAPACITAÇÃO TEÓRICO-PRÁTICA SOBRE HANSENÍASE: RELATO DE EXPERIÊNCIA DE ACADÊMICOS.
ANNA MOÉSIA FECHINE PEREIRA ; Andreza Gysllaynny Delmondes Saraiva; Ana Cecilia Pontes Ribeiro; Lo-Ruama do Nascimento Silva; Gleidson Carlos Da Silva Gonçalves
A hanseníase é uma das doenças mais antigas da humanidade e ainda representa um desafio para a saúde pública global, principalmente devido à subnotificação e ao diagnóstico tardio, que podem causar sequelas permanentes nos indivíduos acometidos. Nesse contexto, torna-se essencial promover capacitações sobre a doença e incentivar a busca ativa, visando à identificação precoce dos casos. Assim objetivou-se descrever a experiência dos acadêmicos do Grupo Autocuidado Apoiado na Atenção Primária à Saúde (GAAPS) referente à capacitação sobre hanseníase e busca ativa. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência. A capacitação foi realizada no dia 14 de abril de 2025, na Universidade Regional do Cariri, e foi ministrada por alunas do Estágio Supervisionado I, integrantes do GAAPS, sob mediação da líder dos grupos GAAPS, Liga Acadêmica de Doenças Negligenciadas e Habilidades e Práticas em Saúde Coletiva. A capacitação teve como foco transmitir informações sobre a patologia, seus sinais e sintomas, classificação clínica e busca ativa. Utilizou-se o questionário de suspeição de hanseníase, tubos de ensaios, algodão e alfinetes. Essa atividade foi preparatória para uma atividade prática de busca ativa de hanseníase, programada para maio, no município de Farias Brito - CE. O minicurso contou com 19 participantes, e foi dividido em dois tempos: o primeiro, teórico, abordou os aspectos clínicos e epidemiológicos da hanseníase por meio de aula expositiva; o segundo, prático, envolveu os participantes em dinâmicas em duplas, com o preenchimento do questionário de busca ativa e a realização dos testes de sensibilidade térmica, dolorosa e tátil. A atividade possibilitou, além da aquisição de conhecimentos teóricos, o desenvolvimento de habilidades práticas e a integração entre os participantes. Ao final, os alunos demonstraram grande engajamento durante as atividades e mostraram-se aptos para o momento prático em campo. Ressalta-se, por fim, a importância de capacitações contínuas sobre hanseníase, para que futuros profissionais da saúde estejam preparados para atuar de forma ativa na identificação precoce da doença, contribuindo para o seu controle e para a redução de complicações no âmbito da Atenção Primária à Saúde, especialmente no cotidiano das ações dos agentes comunitários de saúde.
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COBERTURA VACINAL CONTRA A POLIOMIELITE NA REGIÃO METROPOLITANA DO CARIRI NO PERÍODO DE 2012 A 2022
GIOVANA DIAS ANJOS ; CICERA HELLEN DA SILVA; LARA ELLEN BRANDÃO BATISTA LIMA; ANNA MOÉSIA FECHINE PEREIRA
A Poliomielite (paralisia infantil), é uma doença infectocontagiosa aguda causada pelo poliovírus, que acomete crianças e adultos, podendo, em estágios críticos, provocar a destruição de células nervosas responsáveis pelo controle muscular, resultando em disfunções motoras e paralisia. A vacinação é a principal estratégia de prevenção, sendo fundamental para a manutenção da erradicação do vírus em áreas livres da circulação endêmica. Objetivou-se descrever os índices de cobertura vacinal contra a poliomielite na Região Metropolitana do Cariri (RMC) no período de 2012 a 2022. Este estudo trata-se de uma pesquisa descritiva e quantitativa. Os dados foram coletados utilizando o Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI) disponíveis no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). A análise comparou os valores anuais de cobertura com a meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde (MS). A análise dos dados da cobertura vacinal contra a poliomielite na RMC, no período de 2012 a 2022, evidenciou variações importantes entre os municípios e ao longo dos anos. A média anual de cobertura na RMC durante o período foi de 97,15%, superando a meta estabelecida pelo MS. Entre os municípios, Santana do Cariri (115,93%) e Crato (104,2%) apresentaram as maiores médias de cobertura vacinal, enquanto Barbalha (86,41%) e Jardim (87,27%) ficaram abaixo da meta. A partir de 2019, observou-se queda acentuada, com médias regionais de 110,18% em 2020 e 71,45% em 2021. O município de Crato apresentou uma cobertura atípica em 2020 (259,17%), enquanto nesse mesmo ano, Missão Velha (72,43%) e Nova Olinda (76,92%) registraram quedas significativas. Em relação ao número absoluto de doses aplicadas, o total administrado na RMC foi de 358.804 doses, sendo Juazeiro do Norte responsável pelo maior volume (152.315 doses), seguido pelo Crato (93.854 doses). Municípios menores como Nova Olinda e Farias Brito aplicaram, respectivamente, 8.052 e 10.628 doses. Apesar da média geral de cobertura vacinal entre 2012 e 2022 ter sido de 97,15%, acima da meta de 95%, o estudo identificou variações importantes entre municípios e anos. A partir de 2019, observou-se queda expressiva nas coberturas, intensificadas nos anos de 2020 e 2021. Esses resultados evidenciam a necessidade de reforçar estratégias de vigilância, ampliar campanhas de vacinação e fortalecer a atenção primária à saúde, especialmente em contextos de crise.
Palavras-chave: Vacinas contra Poliomielite,Cobertura Vacinal,Vacinação
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COBERTURA VACINAL DA dTpa EM GESTANTES NO CEARÁ: UMA ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA
VIVIAN DE OLIVEIRA CAVALCANTE; VIVIANE DE OLIVEIRA CAVALCANTE; MARIA CLARICE AUGUSTINHO ALVES; ANA VITORIA BEZERRA MANGUEIRA; VITORIA DE OLIVEIRA CAVALCANTE
A vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis (acelular) dTpa é uma composição combinada que acrescenta o componente pertussis (acelular) prevenindo contra a difteria, tétano e coqueluche, administrada principalmente em adolescentes, adultos e gestantes, como forma de reforço da imunidade. Em gestantes, a dTpa é fundamental para proteger tanto a mãe quanto o recém-nascido, sendo recomendada a partir da 20ª semana de gestação já que a transferência de anticorpos através da placenta oferece proteção ao bebê nos primeiros meses de vida, no estado do Ceará, entre 2019 e 2022, foram notificados 207 casos de tétano, 163 casos de coqueluche e 2 casos de difteria evidenciando falhas na cobertura vacinal, na adesão da população às campanhas de imunização. Objetivou-se analisar a cobertura vacinal do imunizante dTpa no Ceará entre 2019 e 2022. Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo e com abordagem quantitativa, realizado no mês de abril de 2025. Foram analisados dados secundários referentes aos anos de 2019 a 2022, que detalham a cobertura vacinal do imunizante dTpa em gestantes no estado do Ceará. . Esses dados foram obtidos no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI) por meio da plataforma Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) para análise estatística descritiva. Constatou-se que a cobertura vacinal da dTpa no estado do Ceará variou ao passar dos anos, com 70,4% em 2019, 54% em 2020, 50,6% em 2021 e 61,4% no ano de 2022. Foi analisado uma queda significativa na vacinação de 2019 a 2021, Segundo estudiosos essa redução pode ter sido influenciada por uma variedade de fatores, tais como negacionismo, questões de cunho social e político, desafios na produção e distribuição da vacina e hesitação vacinal em virtude da da pandemia de COVID-19, no entanto em 2022 tivemos um aumento de 10% na cobertura vacinal em relação ao ano anterior, isso se dá devido ao maior número de campanhas e efetividade, a estratégias eficazes de conscientização das gestantes sobre a importância da vacinação durante a gravidez, investimento na infraestrutura de saúde e capacitação dos profissionais de saúde quanto à técnica de vacinação, que reflete a eficácia nas campanhas de vacinação. Dessa forma, medidas preventivas são necessárias para manter esses índices, destacando a importância da vigilância e implementação de estratégias para garantir a efetividade das campanhas de imunização da dTpa em gestantes.
Palavras-chave: VACINAS,dTpa,GESTANTES,ENFERMAGEM
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CONHECIMENTOS DA POPULAÇÃO SOBRE OS SINAIS DE INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO: REVISÃO NARRATIVA
ALEXANDRE CORDEIRO RODRIGUES; Lívia Karen Ferreira Costa Aguiar; Lívian Gabriele Galdino Gonçalves; Maria Letícia de Oliveira Silva
O infarto agudo do miocárdio (IAM) é uma doença que compromete o aporte sanguíneo para o coração. Essa patologia está entre as principais afecções cardíacas associadas à morte e internação hospitalar, geralmente associada a doença aterosclerótica, que promovem altas demandas cirúrgicas por necessidade de revascularização. No Brasil, o IAM é a primeira causa de morte dentre as doenças cardiovasculares. Entretanto, o atraso no reconhecimento dos sinais e sintomas do IAM ainda é frequente, retardando a procura por atendimento hospitalar e agravando o prognóstico dos pacientes. Diante desse cenário, torna-se fundamental identificar o nível de conhecimento da população acerca dos sinais do infarto, visto que o reconhecimento precoce favorece a busca imediata por assistência médica, e consequentemente a evolução clínica dos indivíduos acometidos. Objetivou-se identificar na literatura o conhecimento da população leiga quanto aos sinais e sintomas do infarto agudo do miocárdio. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura de abordagem qualitativa, desenvolvida durante o mês de abril de 2025. A revisão foi conduzida em duas etapas: a primeira consistiu na busca e seleção dos artigos nas bases de dados previamente definidas — Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), PubMed, Medline e Cochrane. Na segunda etapa, os dados extraídos foram organizados em tabelas e categorizados. Foram encontrados 423 estudos, que após exclusão dos duplicados e daqueles que não respondiam ao objeto de estudo, resultaram em 24 os selecionados para compor a amostra. Evidenciou-se que a maioria dos estudos apontam para a categoria “reconhecimento do IAM” em que os sintomas clássicos do IAM, como dor no peito irradiando para o braço esquerdo, náusea e vômitos, são de conhecimento da população, assim como a conduta em acionar o serviço de urgência e emergência. Na categoria “sinais desconhecidos do IAM” aparecem sua relação com a dor epigástrica com ou sem irradiação, desconforto abdominal (náuseas e vômito), dispneia e tosse seca, revelando o desconhecimento quanto aos sintomas atípicos do IAM. Portanto, embora haja reconhecimento dos sintomas clássicos do infarto, a principal lacuna permanece no reconhecimento dos sintomas atípicos, ressaltando a necessidade de intensificar as ações de educação em saúde voltadas para sua identificação.
Palavras-chave: Enfermagem, Saúde cardiovascular, infarto agudo do miocardio
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CONSTRUÇÃO DE SABERES SOBRE O TEA E A PROMOÇÃO DA SAÚDE MENTAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA
NICOLE BATISTA SOUSA ; Ruth Emilly Silva Torres; Kely Vanessa Leite Gomes da Silva
Resumo: A atuação em ligas acadêmicas representa uma oportunidade valiosa de aprofundamento teórico-prático para estudantes da área da saúde. Este relato objetiva descrever a experiência vivenciada por acadêmicas de enfermagem na Liga Acadêmica de Saúde Mental (LISAME) da Universidade Regional do Cariri (URCA), em relação as demandas vivenciadas por crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e suas famílias, proporcionando maior compreensão sobre os impactos dessa condição no bem-estar e rotina familiar. As acadêmicas se integraram a um evento promovido pela Liga de Neurociências (LIENEURO) em abril de 2025. Foi proposto a construção de material educativo, produzido após revisão de literatura atualizada sobre o TEA e autocuidado do cuidador. Desse estudo, emergiram folhetos que abordavam o autocuidado para os cuidadores de crianças com Autismo, oferecendo estratégias práticas para fortalecer a saúde mental e a qualidade do cuidado prestado. Os estudos revelaram que há resiliência das famílias nos desafios cotidianos, como a busca por diagnóstico precoce, adaptação às demandas de cada criança, o estigma social e o manejo da sobrecarga emocional. Foram evidenciados sobreposição de papéis e o comprometimento da saúde mental, especialmente entre os pais. Estudos referem sintomas de ansiedade, depressão e sentimentos de isolamento, ressaltando a urgência por estratégias de suporte integral que contemplem a criança diagnosticada e sua família. Enquanto estratégias de autocuidado, destacaram-se: tempo para si, desfrutando de atividades que causem satisfação; compartilhar o cuidado da criança com TEA com outros familiares, para evitar sobrecarga; engajamento em grupos de apoio ou profissionais de saúde mental para compartilhar suas necessidades e buscar soluções, bem como para obter informações e suporte entre famílias e cuidadores. A experiência na Liga consolidou a compreensão de que o cuidado em saúde mental demanda uma postura empática, escuta ativa e uma abordagem integral, unindo o conhecimento técnico-científico com a humanização do cuidado e acolhimento. Essa vivência inspiradora impulsionou a busca por aprofundamento nos estudos e consolidou o anseio por uma atuação profissional engajada e transformadora nessa área essencial da saúde.
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CONSTRUÇÃO E VALIDAÇÃO DE TECNOLOGIA EDUCATIVA PARA GESTANTE COM SÍNDROMES HIPERTENSIVAS
ANA GABRIELA SILVA ROCHA
A gestação é um processo fisiológico que, na maioria dos casos, transcorre sem intercorrências. No entanto, estima-se que cerca de 22% das gestantes em todo o mundo sejam classificadas como de alto risco. Dentre as principais complicações, destacam-se as Síndromes Hipertensivas Gestacionais, que incluem hipertensão arterial crônica, hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia/eclâmpsia e pré-eclâmpsia sobreposta à hipertensão. Diante desse cenário, torna-se essencial a adoção de cuidados sistematizados e atualizados, baseados em diretrizes e protocolos que orientem a prática assistencial. Assim, a Nota Técnica Conjunta nº 251/2024 do Ministério da Saúde, estabelece a suplementação universal de cálcio para gestantes a partir da 12ªº semana de gestação como medida preventiva. A adoção dessa prática no âmbito da APS, na rotina das Unidades Básicas de Saúde, possibilitará o cuidado integral às gestantes durante o pré-natal. Objetiva-se, portanto, construir e validar uma tecnologia educativa para o cuidado às gestantes com síndromes hipertensivas. Trata-se de um estudo metodológico fundamentando na Teoria do Déficit de Autocuidado na Enfermagem e no referencial de Reberte, Hoga e Gomes. O processo de construção e validação será operacionalizado em cinco fases: i) sistematização do conteúdo por meio de revisão integrativa da literatura; ii) seleção das ilustrações; iii) composição do conteúdo e diagramação do material; iv) validação por juízes utilizando escala Likert de quatro pontos e cálculo do Índice de Validade de Conteúdo (IVC ≥ 0,80); e v) validação de aparência e compreensão pelo público-alvo. Na sistematização do conteúdo, a revisão da literatura destacou a importância do acompanhamento pré-natal efetivo e de qualidade, aliado a adoção de tecnologias pelos profissionais que conduzem a assistência pré-natal, com destaque para o enfermeiro. A tecnologia em construção deve abordar ações preventivas como a suplementação de cálcio, a captação precoce até a 12ª semanas de gestação, alimentação adequada, promoção de hábitos de vida saudáveis e monitorização da pressão arterial. Assim, espera-se que tecnologia em construção contribua para a educação em saúde das gestantes, facilite o registro das intervenções e condutas, promovendo um cuidado pré-natal baseado em evidências, fortalecendo a integração entre a comunidade acadêmica e os serviços de saúde.
Palavras-chave: Gravidez, Hipertensão Gestacional, Cuidado Pré-natal
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CORPO NA ATIVA: A ATIVIDADE FÍSICA COMO ESTRATÉGIA DE PROMOÇÃO DA SAÚDE NA COMUNIDADE RURAL
LUÍS FERNANDO DOS SANTOS SILVA; LUIZA BRITO SILVINO GOMIDES; RENATA DUARTE FERNANDES
INTRODUÇÃO: Realizar atividade física em grupo de forma frequente é uma importante aliada nos processos de promoção da saúde, visto que fortalece os laços entre as pessoas e contribui para a manutenção da autonomia dos indivíduos. Entretanto, em comunidades rurais, a prática da atividade física pode se tornar um fator limitante devido à distância entre suas residências e os centros urbanos, dificultando a realização regular de exercício físico em espaços estruturados, como por exemplo em academias. Dessa forma, o grupo Corpo na Ativa atua como estratégia para incentivar a prática de atividade física nas regiões mais afastadas, reunindo os moradores em atividades coletivas, contribuindo para o seu bem-estar físico e emocional. OBJETIVO: Relatar as atividades desenvolvidas por um grupo voltado ao incentivo de práticas de atividades físicas e ressaltar a sua importância enquanto fator promotor positivo das relações interpessoais e, ao mesmo tempo, na promoção da qualidade de vida dos moradores da comunidade rural. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo exploratório descritivo do tipo relato de experiência fundamentado nas práticas vivenciadas por um grupo, mobilizado por uma equipe de saúde da família e efetivado por residentes em saúde coletiva do programa de residência da URCA, realizadas, semanalmente, na comunidade rural do Crato-CE, com a promoção de alongamentos, execução de exercícios monitorados e dinâmica corporal. RESULTADOS: Durante o decorrer das práticas, alguns participantes verbalizam que se encontram mais dispostos fisicamente e percebem a redução de suas dores corporais. Eles ainda expressam um sentimento de mais ânimo em manter uma atividade cotidiana mais saudável. A adesão ainda é fragilizada, alguns fatores individuais externos podem afetar diretamente a presença dos participantes. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Por meio da experiência foi possível compreender que a atividade física em grupo é uma alternativa eficaz na promoção da qualidade de vida de comunidades rurais. Além disso, outros aspectos, como as relações interpessoais e o bem-estar coletivo devem ser mensurados. A atuação do grupo revela o quanto as ações comunitárias podem ser eficazes em prol da saúde na comunidade rural.
Palavras-chave: Atividade física, Qualidade de vida, Saúde na comunidade rural
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EDUCAÇÃO AMBIENTAL COMO FERRAMENTA TRANSFORMADORA PARA A SAÚDE GLOBAL
ANTONIO WILLIAM MODESTO DE OLIVEIRA; ANA LUISA RODRIGUES GONÇALVES; MARIA EDUARDA DE ALMEIDA SILVA; LUIZ FERNANDO SANTOS DA SILVA; EDUARDO DA SILVA GUIMARÃES
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são uma convocatória de caráter global da Organização das Nações Unidas - ONU, para promoção da paz, alternativas sustentáveis, erradicação da pobreza e da fome, oferta de educação de qualidade ao longo da vida para todos e proteção do planeta terra até 2030. O programa de extensão URCA na Comunidade, vinculado ao Geopark Araripe e a Universidade Regional do Cariri - URCA, tem como meta, a promoção e fortalecimento das ODS, em especial, os objetivos 03, 06, 11 e 16, que tratam da vida, sustentabilidade e justiça. A enfermagem, diante da diversidade de atuação, olha para as realidades ambientais que a cercam, considerando que os fatores ambientais interferem no processo de saúde doença. Tendo em vista que a Enfermagem e sua capacidade transformadora pode promover uma ampliação do olhar crítico e da conscientização, este trabalho tem por objetivo evidenciar a importância da Educação ambiental como uma ferramenta estratégica para qualidade de vida de todos os povos. Este trabalho é um relato de experiência, do qual os membros do programa URCA na Comunidade atuaram em um evento realizado pelo TEDx, ocorrido no dia 06 de abril de 2025 em uma cidade da região do Cariri cearense. Com o tema “Raízes que impulsionam”, a iniciativa teve como propósito valorizar a identidade cultural, fortalecer o sentimento de pertencimento e promover o reconhecimento do território local, por meio de palestras, oficinas, feiras populares e outras atividades, onde foram beneficiadas um total de 100 participantes. Como metodologia, foram utilizadas rodas de conversas, atividades, escuta ativa e troca de saberes, onde os participantes participaram ativamente das dinâmicas. Na ocasião, os bolsistas desenvolveram ações voltadas à educação ambiental, com oficinas de pintura, exposições de fósseis, falas pautadas na preservação da fauna e flora do Geopark Araripe, além da montagem e apresentação do estande institucional do geoparque. Durante o evento, tornou-se perceptível que o público presente demonstrou grande interesse pelo estande, em especial, crianças e adolescentes, além de exporem suas opiniões sobre a importância da educação ambiental no cotidiano. Com a realização deste evento, tornou-se evidente que a promoção da saúde através da educação ambiental pode ser usada como uma ferramenta de para promover um mundo mais sustentável, pois esse é o primeiro passo para garantir um mundo com mais saúde para todos.
Palavras-chave: Educação ambiental,Enfermagem,Sustentabilidade
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EDUCAÇÃO E CAPACITAÇÃO PARA O PREPARO E APLICAÇÃO DA INSULINA EM PESSOAS COM DIABETES MELLITUS: RELATO DE EXPERIÊNCIA
ASHILEY ISADORA ALVES FERREIRA ; Ana Vitória do Nascimento; Bianca Gabryelle Araujo dos Santos; Maria Clarice Agustinho Alves; Kenya Waléria de Siqueira Coelho Lisboa
O diabetes mellitus é uma condição crônica que exige manejo contínuo, sendo o uso adequado da insulina um dos pilares do tratamento. No entanto, muitas pessoas enfrentam dificuldades relacionadas ao preparo e à aplicação correta da insulina, seja por falta de conhecimento, medo ou insegurança. Nesse contexto, ações educativas voltadas para a capacitação de pessoas com diabetes tornam-se fundamentais, contribuindo para a adesão ao tratamento, prevenção de complicações e melhoria da qualidade de vida. Objetiva-se descrever a experiência prática de acadêmica de enfermagem extensionista em atividades de educação em saúde. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência. As ações foram realizadas nos meses de março a abril, de 2025 nas terças-feiras à tarde, no Centro de Especialidades e Diagnóstico do município de Barbalha, pela acadêmica extensionista acompanhada pela docente coordenadora do projeto. As ações tinham como objetivo orientar as pessoas usuárias de insulina e seus familiares e/ou cuidadores, sobre o manejo do preparo e aplicação, com ênfase no autocuidado. Foram discutidos aspectos relacionados aos tipos de insulinas, seleção do instrumental ( agulhas e seringas), manuseio de seringa ou caneta, locais de aplicação, indicação de prega cutânea, ângulo de inserção, armazenamento e descarte de resíduos. As atividades foram desenvolvidas por meio de oficinas educativas grupais e quando necessário, de forma individualizada, priorizando a interação entre os participantes e a acadêmica. Importante destacarmos que os aspectos discutidos eram selecionados com base nas necessidades das pessoas envolvidas, a partir das dúvidas e questionamentos delas. As atividades eram finalizadas com ênfase na importância do seguimento do tratamento correto para uma melhoria do controle glicêmico e da qualidade de vida, com valorização de cada participante no processo. Conclui-se que a educação em saúde focada na orientação sobre o manejo correto do preparo e aplicação da insulina é uma prática crucial para a promoção de saúde na comunidade, destacando-se a importância da escuta e consideração das necessidades singulares das pessoas envolvidas.
Palavras-chave: insulina,diabetes mellitus,educação em saude
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EDUCAÇÃO EM SAÚDE COMO ESTRATÉGIA DE PREVENÇÃO E CONTROLE DA HIPERTENSÃO ARTERIAL NA ATENÇÃO BÁSICA.
MÁRCIA DE SOUZA QUEIRÓZ ; Ana Heloísa dos Santos; Maria do Socorro Costa Gregório; Nilo Emanuel Soares de Sousa; Gabriel Aran dos Santos Leonel
A hipertensão arterial é uma condição crônica de elevada prevalência e representa um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, como infarto, acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca. Muitas vezes assintomática, ela pode evoluir silenciosamente, o que torna urgente a necessidade de ações preventivas e educativas. Este estudo tem como objetivo promover ações de educação em saúde junto à comunidade atendida pela Estratégia Saúde da Família (ESF) no bairro São Miguel, em Juazeiro do Norte - CE, visando à prevenção e ao controle da hipertensão. A metodologia utilizada envolveu oficinas práticas e educativas com orientações sobre riscos e sintomas da hipertensão, aferição correta da pressão arterial, alimentação saudável, uso adequado de medicamentos e incentivo à atividade física. A intervenção incluiu ainda alongamentos leves, dinâmicas de relaxamento e encaminhamento de casos suspeitos. Observou-se uma maior conscientização sobre a hipertensão, adoção de hábitos saudáveis e fortalecimento do vínculo entre equipe de saúde e comunidade. Houve fortalecimento do vínculo entre a equipe da Estratégia Saúde da Família e os moradores, com maior procura por acompanhamento médico. Ações de extensão como esta são eficazes no empoderamento da população para o cuidado com a própria saúde e na prevenção de complicações associadas à hipertensão arterial.
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EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA E SAÚDE DA PESSOA IDOSA: VIVÊNCIAS EM UMA CAMPANHA DE VACINAÇÃO
ANA CECÍLIA PONTES RIBEIRO MOREIRA; LO-RUAMA DO NASCIMENTO SILVA; JULIANA DO NASCIMENTO FARIAS; BEATRIZ DE SÁ BARRETO VIEIRA; MARIA DE FÁTIMA ESMERALDO RAMOS FIGUEIREDO
O processo de envelhecimento acontece de forma gradual e contínuo. Com o aumento da longevidade, torna-se essencial desenvolver estratégias que promovam um envelhecimento ativo, saudável e participativo. Nesse contexto, as universidades assumem um papel importante ao integrar a pessoa idosa em seus espaços, oferecendo oportunidades de educação, convivência social e cuidado. O programa Universidade Aberta à Terceira Idade (UNATI), vinculado à Universidade Regional do Cariri (URCA), exemplifica essa proposta ao realizar vivências inclusivas e educativas para o público idoso. Esse trabalho tem o objetivo de relatar a vivência de acadêmicas de enfermagem em uma campanha de vacinação e promoção da saúde. Trata-se de um relato de experiência de uma ação realizada no dia 30 de abril de 2025, na referida Instituição de Ensino Superior. A ação teve como objetivo principal vacinar as idosas acompanhadas pelo Programa UNATI contra a influenza as mulheres idosas participantes da UNATI. Contudo, ao considerar as demandas desse grupo, a atividade foi ampliada para incluir aferição da pressão arterial, avaliação física (peso, IMC, circunferência abdominal e da panturrilha), preenchimento da Caderneta da Pessoa Idosa e testes rápidos para HIV e hepatites B e C. Participaram 13 idosas, sendo 8 já integradas à UNATI e 5 que participaram pela primeira vez. A receptividade foi positiva, reforçando a importância de ações extensionistas no fortalecimento dos vínculos entre universidade e comunidade. As participantes demonstraram satisfação e engajamento, sentindo-se valorizadas e cuidadas. Para as discentes envolvidas, a atividade proporcionou uma vivência prática essencial, promovendo o desenvolvimento de competências técnicas, empatia e sensibilidade social. Conclui-se que iniciativas como essa são fundamentais para promover saúde e inclusão, ao mesmo tempo em que contribuem para a formação ética e comprometida das futuras profissionais da área da saúde.
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FATORES DE RISCO ASSOCIADOS A OCORRÊNCIA DE QUEDAS EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS
LARA NELICE MAGALHÃES LUNA; Letícia Vitória Rodrigues de Souza
O processo de envelhecimento humano é gradual e contínuo, sendo responsável pelas alterações naturais das funções corporais do indivíduo. É caracterizado por transformações biológicas, psicológicas e sociais próprias, relacionadas ao avanço do tempo. Nas últimas décadas, o mundo tem passado por um intenso processo de envelhecimento populacional, fator relacionado diretamente ao aumento da demanda em instituições de longa permanência para idosos (ILPI). A queda configura-se como um evento frequente entre indivíduos idosos, destacando-se aqueles que residem em ILPIs, quando comparados aos que vivem em ambientes domiciliares. Objetivou-se identificar, através da literatura científica, os principais fatores que levam a ocorrência de quedas em idosos institucionalizados. Trata-se de uma revisão de literatura, realizada no mês de abril de 2025. A busca ocorreu através da Biblioteca Virtual em Saúde, por meio das bases de dados LILACS, BDENF e MEDLINE, com a utilização dos Descritores em Ciências da Saúde: Instituição de Longa Permanência para Idosos, Acidentes por Quedas e Fatores de Risco. Ao todo, foram analisados na íntegra 17 referências. Em síntese, os principais fatores de risco identificados para quedas foram: comprometimento do estado mental, incontinência urinária, hipotensão, tontura, alterações sensoriais (déficits de visão, audição e equilíbrio), fraqueza muscular, depressão e disfunção dos membros inferiores. Destacaram-se também a incapacidade para realizar atividades básicas e instrumentais da vida diária, anormalidades na marcha, polifarmácia, uso de contenções físicas e a utilização de dispositivos auxiliares de marcha, sendo este último o fator de risco mais frequentemente observado. Além disso, o medo de cair foi identificado tanto como causa quanto como consequência dessa condição. Nos casos com ocorrência de duas ou mais quedas, a fadiga foi reconhecida como um fator de risco adicional. Estes acidentes acarretam repercussões negativas para a qualidade de vida da pessoa idosa, frequentemente levando ao declínio funcional, incapacidade e maior dependência. Os achados frente aos fatores de risco reforçam a necessidade de avaliações periódicas e intervenções preventivas direcionadas, com foco em estratégias interdisciplinares para minimizar o risco e promover a segurança dessa população vulnerável residente em ILPI.
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FATORES PREDITORES DE ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO EM ADULTOS JOVENS: UMA REVISÃO NARRATIVA
EMILIA GABRIELLE COSTA ARAÚJO MACEDO ; Érica Barros Luciano
O acidente vascular encefálico (AVE) é uma das principais causas de mortalidade e incapacidade no mundo, sendo tradicionalmente associado a indivíduos idosos. Contudo, observa-se um aumento da incidência de AVE em adultos jovens, reforçando a importância da identificação de seus fatores preditores. A relevância deste estudo reside em subsidiar estratégias preventivas para essa faixa etária. O objetivo foi identificar, por meio de uma revisão narrativa da literatura, os principais fatores preditores de acidente vascular encefálico em jovens adultos. Trata-se de uma revisão narrativa, de natureza qualitativa, realizada nas bases de dados PubMed e Lilacs e na biblioteca Scielo, com seleção de artigos publicados entre 2020 e 2024. Foram incluídos estudos originais em inglês, português ou espanhol que abordassem fatores preditores de AVE em adultos jovens de 18 a 45 anos, enquanto revisões, editoriais, cartas ao editor, estudos restritos a idosos ou crianças e artigos indisponíveis gratuitamente foram excluídos. A coleta de dados ocorreu mediante análise crítica dos artigos selecionados. Como se trata de um estudo de revisão, não houve necessidade de submissão a um Comitê de Ética em Pesquisa. Os resultados evidenciaram que hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia, diabetes mellitus, tabagismo, uso de contraceptivos orais, enxaqueca com aura, doenças cardíacas congênitas e consumo de substâncias ilícitas são os principais fatores de risco associados ao AVE em adultos jovens. Além disso, fatores genéticos e histórico familiar de doenças cerebrovasculares foram destacados. Verificou-se também a influência de estilos de vida sedentários e níveis elevados de estresse. A presença concomitante de múltiplos fatores de risco potencializa significativamente a probabilidade de ocorrência do evento. Conclui-se que o AVE em adultos jovens possui etiologia multifatorial, predominantemente influenciada por condições modificáveis. A identificação precoce e o manejo adequado dos fatores de risco são essenciais para a redução da incidência do AVE nesta população. Recomenda-se o fortalecimento de políticas públicas voltadas à promoção de estilos de vida saudáveis e à implementação de programas de rastreamento e intervenção precoce. Como limitação, destaca-se a escassez de estudos de coorte específicos para adultos jovens, sugerindo a necessidade de futuras pesquisas longitudinais.
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FATORES QUE INFLUENCIAM A GESTANTE NA ESCOLHA PELA CESARIANA EM DETRIMENTO DO PARTO VAGINAL
KARINE DE LIMA PIRES; Anne Alice Lucena Alves; Gleice Adriana Araújo Gonçalves; Rachel de Sá Barreto Luna Callou Cruz
Objetivou-se identificar, a partir das evidências presentes na literatura, os fatores que influenciam na escolha da gestante pela via de nascimento cesariana em detrimento da via de parto vaginal. O estudo trata-se de uma revisão integrativa da literatura. Foram incluídos: artigos originais e gratuitos, publicados na língua portuguesa, inglesa e espanhola, que pudessem responder à pergunta de pesquisa “Quais fatores influenciam na decisão da gestante em optar pela cesariana em detrimento do parto vaginal?” Como critérios de exclusão teve-se artigos duplicados, textos não científicos, e aqueles que não apresentassem correlação com a questão em discussão. A busca na literatura ocorreu de forma pareada durante o mês de maio de 2024, concluindo a revisão em fevereiro de 2025, através das bases de dados Medical Literature Analyses and Retrieval System Online (MEDLINE), Scientific Electronic Library Online (SciELO), Base de Dados em Enfermagem (BDENF) e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS). Os operadores booleanos AND e OR foram utilizados para cruzamento dos descritores “gestantes, tomada de decisões, parto normal, parto, cesárea” e seus correlatos em inglês. A busca resultou em 1.946 estudos, após a leitura superficial, foram excluídos 1.890, desses, 1.068 foram removidos por duplicidades, sendo 59 publicações selecionadas para leitura na íntegra, e sete que estavam diretamente relacionados com a temática compuseram a amostra final da revisão. Os achados apontaram que os principais determinantes que influenciam na escolha da via de nascimento foram o modelo biomédico como detentor do conhecimento sobre o modo de parir e o medo da dor no parto vaginal decorrente da falta de preparação durante o pré-natal. Mediante esse contexto, a insegurança gerada nas gestantes as deixam vulneráveis ao procedimento cirúrgico que se apresenta como alternativa mais rápida e segura, apesar de pesquisas demostrarem maior benefício do parto vaginal. Por fim, a presente revisão integrativa reafirma que as gestantes sofrem influência significativa na escolha da via de nascimento, através das relações com a equipe de saúde, influência cultural, além das opiniões de familiares e/ou através de informações do meio midiático. Diante disso, é indispensável a atuação do enfermeiro da atenção básica por meio das consultas de pré-natal no que diz respeito às orientações sobre o momento do parto, riscos e benefícios das vias de nascimento existentes.
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HANSENÍASE EM JUAZEIRO DO NORTE ENTRE 2020 E 2024: OCORRÊNCIA E ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS.
ITAUANA ISMÉRIO SANTOS ; Clara Vidal de Souza; Isley de Sousa Sales; Nicole Batista Sousa; Anna Moésia Fechine Pereira
A hanseníase é uma doença infecciosa que, apesar do tratamento eficaz, ainda representa um desafio de saúde pública em países em desenvolvimento. No Brasil, o país segue com o segundo maior número de casos, mesmo com avanços na prevenção e tratamento. Este trabalho busca analisar os fatores epidemiológicos da hanseníase em Juazeiro do Norte (CE), com base nos boletins de 2020 a 2024, para compreender o impacto da doença na população local. Trata-se de estudo descritivo de natureza quantitativa. Para o levantamento documental, foram utilizados como fonte de informação os boletins epidemiológicos do estado do Ceará sobre hanseníase, com recorte geográfico para os dados sobre a ocorrência em Juazeiro do Norte, entre os anos de 2020 e 2024. A descrição pautou-se na média de casos nos últimos cinco anos, com base em dados sobre novos casos e contatos positivos para a doença. A proporção de notificações da hanseníase em Juazeiro do Norte no período de 2020 a 2024, demonstram as maiores notificações da região de saúde Sul-Cariri, bem como na Área Descentralizada de Saúde (ADS) de Juazeiro do Norte. De acordo com dados, a cidade registrou um total de 220 casos no período, com prevalência entre homens com faixa etária entre 50 e 69 anos. O menor índice de notificações ocorreu em 2020, com 34 casos, provavelmente, devido a pandemia da COVID-19. A partir do ano seguinte, visualiza-se tendência crescente das notificações. Além disso, novas manifestações e detecções são realizadas em pessoas menores de 15 anos, com registros em pessoas com até 2 anos. Quanto aos critérios de cura, este tipo de alta se apresentou em aproximadamente 80% das ocorrências. A descrição dos casos notificados de hanseníase em Juazeiro do Norte revela uma complexidade que exige atenção especial. A redução de 24,3% na detecção de casos novos na região de saúde sugere uma tendência regional relevante. Com a descrição da distribuição temporal dos casos e aspectos associados, é importante que se implementem estratégias eficazes de vigilância e controle para proteger a saúde de sua população
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IDENTIFICAÇÃO DAS DIVERSAS FORMAS DE VIOLÊNCIA E SUAS VULNERABILIDADES NA SOCIEDADE
GABRIELLY SILVA DE OLIVEIRA; Roberta Gabriela Carvalho de Andrade; Sara Maria da Costa; Angélica Giliane Soares dos Santos; Grayce Alencar Albuquerque
A violência é um fenômeno complexo e multicausal, cuja relevância como problema de saúde pública tem ganhado destaque nas últimas décadas. Envolve fatores históricos, sociais, culturais, econômicos e individuais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a violência como o uso intencional de força ou poder que pode resultar em lesão, morte, dano psicológico ou privação, classificando-a em três categorias: autodirigida, interpessoal e coletiva. O objetivo deste estudo foi identificar, na literatura, os principais fatores de vulnerabilidade associados à ocorrência de diferentes formas de violência na sociedade. Trata-se de uma revisão de escopo, conduzida conforme as diretrizes do Instituto Joanna Briggs (JBI) e utilizando o fluxograma Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses Extension for Scoping Reviews (PRISMA-ScR). As buscas foram realizadas nas bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), PubMed e SciELO. Foram incluídos artigos publicados nos últimos dez anos, em português ou inglês, com texto completo gratuito, que abordassem qualquer tipo de violência e suas vulnerabilidades associadas. Foram incluídos 13 artigos após a triagem. A análise evidenciou quatro categorias principais de vulnerabilidade relacionadas à violência: (1) vulnerabilidade socioeconômica e estrutural marcada por pobreza, desemprego, insegurança alimentar e acesso precário a serviços básicos, que favorecem a violência doméstica e comunitária; (2) gênero e violência contra a mulher e mulheres em situação de vulnerabilidade enfrentam múltiplas formas de violência, agravadas pela insuficiência de políticas de proteção e apoio; (3) infância, adolescência e violência intergeracional em crianças e adolescentes expostos à violência familiar, negligência e desestruturação familiar estão mais suscetíveis à perpetuação de comportamentos violentos; (4) limitações institucionais fragilidades nos serviços públicos, especialmente na Estratégia Saúde da Família, dificultam o reconhecimento, notificação e enfrentamento dos casos de violência. Conclui-se que a violência incide de forma mais intensa em grupos sociais historicamente vulneráveis, como mulheres, crianças, adolescentes e populações de baixa renda. A revisão evidencia a necessidade de aprimorar a assistência ofertada pelos profissionais de saúde e de fortalecer políticas públicas que atuem tanto na prevenção quanto na redução dos fatores que expõem esses grupos à violência.
Palavras-chave: Violência,Vulnerabilidade Social,Saúde Pública
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IMPACTO DA LEGOⓇ TERAPIA NA ANSIEDADE DE CRIANÇAS COM AUTISMO USANDO CDH: ESTUDO DE CASO
HELOISA NAVLIDI GÓES DE SOUSA ; Maria Érica Pietra Gomes Alves; Maria Victória Viana Alves; Mírian Cecília Silva Matias
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizado por desenvolvimento atípico, manifestações comportamentais, déficits na comunicação e na interação social. A ansiedade em indivíduos com TEA define-se como conjunto de comportamentos e respostas, como evitação, expressões faciais indicativas de medo e angústia. Nesse sentido, existe um instrumento de intervenção precoce em brincar estruturado que avalia o nível de ansiedade nas crianças com TEA, denominado Child Drawing Hospital Manual (CDH). Avaliar Impacto da LEGOⓇ Terapia no nível de ansiedade de crianças com autismo usando a Child Drawing Hospital Manual. Trata-se de uma pesquisa retrospectiva, que se baseia no fato em analisar dados coletados anteriormente para investigação e acompanhamento das mudanças ocorridas no período de tempo do acompanhamento do indivíduo. Tem como estratégia de intervenção o uso da escala Child Drawing Hospital Manual (CDH) ocorrendo durante as sessões de Terapia Baseada em LEGOⓇ (TBL) realizadas no Ambulatório do Brincar com intuito de avaliar o impacto das mesmas nos níveis de ansiedade infantil de crianças com TEA, aplicadas durante as 3 primeiras sessões de avaliação inicial e durante a 12 sessão de Clube LEGOⓇ. Realizado quando a criança é solicitada para sentar na mesa e, em seguida, oferecido uma folha de papel A4 e oito gizes de cera nas cores vermelha, laranja, amarela, verde, azul, roxo, castanho e preto. Estas cores são padronizadas com uma pontuação específica, da mesma forma, o número de cores utilizadas também é avaliado. O projeto foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Universidade Regional do Cariri (URCA), sendo aprovado conforme o parecer n° 6.935.930. Os resultados demonstraram uma diminuição nos níveis de ansiedade dos participantes. Foi notória que as crianças que participaram de todas as sessões do clube tiveram resultados satisfatórios. Entretanto, foi perceptível que os participantes faltosos, tiveram uma menor redução nos níveis de ansiedade, muitas vezes se mantendo no mesmo nível, Portanto, conclui-se a necessidade de novas pesquisas com uma maior amostra, para aprimoramento das capacidades de sensibilidades da TBL em relação à ansiedade das crianças com TEA.
Palavras-chave: Autismo,Terapia baseada em lego,Ansiedade
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INOVAÇÕES TERAPÊUTICAS NO ÂMBITO DA ENFERMAGEM: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA.
MARIA CLARICE AGUSTINHO ALVES ; Bianca Gabryelle Araujo dos Santos; Mateus Sampaio de Oliveira; Ashley Isadora Alves Ferreira; Hildânia Alves Pereira de Morais
O tema inovações tecnológicas têm obtido cada vez mais protagonismo no setor da saúde, uma vez que possui relação importante com a implementação e a melhoria das novas terapêuticas utilizadas no cuidado. Os enfermeiros, por sua vez, estão expostos diariamente a essas inovações terapêuticas e devem, portanto, conhecê- las e dominá- las a fim de avançar como profissionais e ampliar o seu campo de atuação. Assim, a participação de acadêmicos em eventos com essa temática é de fundamental importância para o seu futuro profissional. Objetivou-se, portanto, relatar a experiência vivenciada no evento “Inovações Terapêuticas na Área da Saúde e Enfermagem”, destacando as aprendizagens e aspectos relevantes da organização e conteúdo do evento. Trata- se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência, proveniente de uma análise observacional. O evento científico ocorreu nas dependências da Universidade Regional do Cariri nos dias 08 e 10 de outubro de 2024 e contou com a presença de quatro profissionais facilitadores e cerca de 80 participantes ouvintes . No primeiro dia teve-se um momento expositivo voltado à enfermagem estética, que abordou as principais inovações, procedimentos e técnicas neste âmbito. No segundo dia ocorreu uma mesa redonda composta por outras três enfermeiras que abordaram ozonioterapia e laserterapia no tratamento de feridas; legoterapia aplicada ao transtorno do espectro autista e sutura em enfermagem. Ambos os momentos propiciaram compartilhamento de experiências e aprofundamento de conhecimentos. As dúvidas mais recorrentes dos participantes foram quanto aos benefícios de cada terapêutica, possibilidades de atuação da enfermagem, especializações necessárias à aplicação das tecnologias apresentadas e como o mercado de trabalho tem acolhido a enfermagem dentro destes novos campos de atuação. Assim, a troca de saberes e a aproximação com a vida profissional foram aspectos importantes que contribuíram com a formação dos futuros profissionais da saúde. Conclui- se que a experiência vivenciada não apenas propiciou um importante contato com conteúdos atualizados e pertinentes, mas também suscitou discussões enriquecedoras com profissionais capacitadas sobre conhecimentos, técnicas, questões éticas e morais acerca das inovações na prática de enfermagem.
Palavras-chave: Difusão de inovações, Tecnologia,Enfermagem
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INTERSETORIALIDADE EM SAÚDE, O PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA EM UMA UNIDADE DE SAÚDE RURAL
RENATA DUARTE FERNANDES; LUÍS FERNANDO DOS SANTOS SILVA; LUIZA BRITO SILVINO GOMIDES
INTRODUÇÃO: O Programa Saúde na Escola (PSE) é uma política pública intersetorial que visa promover a saúde e o bem-estar dos estudantes da rede pública de ensino, por meio da integração entre os setores da saúde e da educação. A implementação de ações de promoção, prevenção e cuidado no ambiente escolar é especialmente relevante em territórios rurais, onde as barreiras de acesso aos serviços de saúde são mais evidentes. OBJETIVO: Relatar e analisar criticamente a experiência de execução de ações do PSE com foco na de atualização do esquema vacinal dos alunos, identificação de agravos bucais incentivo à alimentação saudável e práticas de cuidados com a saúde em escolares. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo exploratório descritivo, do tipo relato de experiência acerca da realização de uma ação em duas escolas da zona rural, implementada por uma equipe de saúde da família na comunidade do Baixio das Palmeiras no município de Crato-CE, ocorrida em abril de 2025. A atividade foi conduzida por uma enfermeira-preceptora, um cirurgião-dentista, três residentes do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva da URCA, e quatro agentes comunitários de saúde (ACS’s) e contou com a participação de 152 estudantes. RESULTADOS: A ação proporcionou alta participação e adesão dos alunos, evidenciando interesse nas atividades educativas. Foram realizadas busca ativa de situação vacinal com respectiva atualização dos esquemas vacinais. Identificação de alterações bucais leves com encaminhamentos para atendimento odontológico especializado. Observou-se, ainda, um aumento significativo na conscientização dos escolares em relação aos cuidados com a saúde, à alimentação saudável e à prevenção de doenças. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A ação demonstrou a importância da articulação intersetorial e interprofissional entre saúde e educação na promoção da saúde de escolares, proporcionando uma assistência integral e reforçando a necessidade de continuidade dessas atividades para garantir o desenvolvimento saudável das crianças em territórios rurais.
Palavras-chave: Programa Saúde na Escola, Educação em Saúde, Vacinação, Alimentação Saudável, Saúde Coletiva
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MANEJO DO DESCARTE DOS RESÍDUOS PROVENIENTES DO USO DA INSULINA PELAS PESSOAS COM DIABETES MELLITUS.
ASHILEY ISADORA ALVES FERREIRA ; Ana Vitória do Nascimento; Antônio Jefferson Amorim de Freitas; Raimundo Monteiro da Silva Neto; Kenya Waléria de Siqueira Coelho Lisboa
O uso domiciliar de insulina por pessoas com diabetes mellitus é uma prática cada vez mais comum, especialmente com o avanço das estratégias de autocuidado e a descentralização do tratamento. No entanto, essa prática também gera resíduos perfurocortantes, como agulhas, seringas, lancetas, que, quando descartados de forma inadequada, representam risco à saúde pública e ao meio ambiente. Objetiva- se identificar o manejo do descarte dos resíduos provenientes do uso da insulina pelas pessoas com diabetes mellitus.Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada em abril de 2025, por meio de buscas na Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), utilizando-se como Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), interrelacionados com operadores booleanos AND: Insulina AND Resíduos de Serviços de Saúde AND diabetes mellitus, com base na pergunta norteadora: Como as pessoas com diabetes mellitus descartam os resíduos provenientes do uso da insulina? Constatou-se que o descarte dos resíduos é feito em garrafas pet e em sacos plásticos, tendo majoritariamente, como destino, aterros sanitários ou lixões. Identificou-se ainda que a maioria da população dos estudos investigados não leva estes resíduos até o serviço de saúde mais próximo, para destino adequado, como recomendado. Essa prática incorreta, representa riscos para os manipuladores do serviço de coleta, além de contribuir para a contaminação do meio ambiente. Conclui-se que na maioria das vezes os resíduos domésticos advindos da insulinoterapia são descartados de forma incorreta, tornando-se imprescindível a elaboração de estratégias educativas pelos profissionais de saúde para que haja a adoção de hábitos seguros e sustentáveis, envolvendo promoção de saúde e cuidados com o meio ambiente.
Palavras-chave: Insulina,Resíduos de serviços de saúde, diabetes mellitus
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MONITORAMENTO DE PACIENTES COM HIPERTENSÃO ARTERIAL E DIABETES MELLITUS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
ELYSA MARIA GOMES DA SILVA ; Lo-Ruama do Nascimento Silva; Ana Cecília Pontes Ribeiro Moreira; Cicera Rayane da Silva; Yvinna Marina Santos Machado
As doenças crônicas não transmissíveis, como a Hipertensão Arterial e o Diabetes Mellitus, representam importantes desafios para a Atenção Primária à Saúde devido à sua alta prevalência e evolução muitas vezes silenciosa. Diante disso, o monitoramento regular desses pacientes torna-se essencial para o controle clínico e a prevenção de complicações, o que justifica a relevância da experiência aqui relatada, cujo objetivo é descrever uma ação de monitoramento direcionada ao acompanhamento de indivíduos com essas doenças crônicas. Trata-se de um relato de experiência sobre o monitoramento e controle de hipertensos e diabéticos por meio de uma ação em saúde realizada em uma microárea da unidade de saúde para facilitar o acesso da população. Foi desenvolvido em abril de 2025, no âmbito da disciplina de Estágio Supervisionado I, em parceria com o Grupo de Autocuidado Apoiado na Atenção Primária à Saúde (GAAPS) em uma unidade de saúde de um município do interior do Ceará. A iniciativa surgiu da necessidade de cadastramento dos usuários hipertensos e diabéticos no Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC), onde as acadêmicas realizavam suas atividades. A ação foi articulada com quatro Agentes Comunitárias de Saúde, por meio da divulgação e convite em suas microáreas de abrangência, informando a população acerca do local e do horário de atendimento. Durante a atividade, procedeu-se à aferição da pressão arterial dos 23 usuários presentes, objetivando o monitoramento e controle dos casos de hipertensão e diabetes. Na ocasião foi solicitado o exame de hemoglobina glicada para monitoramento dos diabéticos. Foi também realizada uma educação em saúde, pelas acadêmicas em conjunto com as residentes de Saúde Coletiva da Universidade Regional do Cariri, com distribuição de panfletos sobre o autocuidado em doenças crônicas, tais como orientações sobre fatores de risco, sinais e sintomas, além de práticas preventivas (atividade física regular e a adoção de hábitos alimentares saudáveis). A experiência demonstrou que a avaliação periódica dos pacientes é crucial para a manutenção dos níveis pressóricos e glicêmicos adequados. Assim, conclui-se que o monitoramento e a educação em saúde representam estratégias essenciais para o controle das doenças crônicas não transmissíveis, principalmente diante da pouca adesão dos usuários ao serviço de saúde. Além de contribuírem significativamente para o aprimoramento da formação acadêmica das futuras profissionais de saúde.
Palavras-chave: Hipertensão,Diabetes,Promoção a saúde
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MORTALIDADE POR DOENÇAS HIPERTENSIVAS NO CEARÁ: ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS
MARIA CAROLINA MORAIS PEREIRA QUEIRÓS; Ana Karolina Leandro Moreira; Ruth Emilly Silva Torres; Victoria Lavigne Chagas de Oliveira; Esther Máysa de Sousa Alves
As doenças hipertensivas são um conjunto de condições e agravos caracterizadas por pressão arterial cronicamente elevada, o que pode causar danos à saúde se não for tratado corretamente. Podem ser classificadas em hipertensão primária, hipertensão secundária e complicações, tais como as doenças cardíacas e renais hipertensivas. As doenças hipertensivas são um importante fator de risco para outras doenças cardiovasculares, como AVC, infarto, aneurisma arterial, insuficiência renal e insuficiência cardíaca. Objetivou-se identificar a ocorrência de óbitos por doenças hipertensivas no Ceará durante intervalo de 5 anos. Desse modo, trata-se de um estudo descritivo, com abordagem quantitativa, baseado em dados secundários extraídos de documentos oficiais de informação em saúde. As informações foram obtidas por meio do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), acessado através do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Foram incluídos os registros codificados segundo a Classificação Internacional de Doenças, 10ª Revisão (CID-10), especificamente os códigos I10 a I15, que correspondem às doenças hipertensivas. A análise incluiu dados referentes ao período de 2019 a 2023, abrangendo os municípios do estado do Ceará, com estratificação por sexo, faixa etária, cor/raça e escolaridade. Segundo os dados obtidos, neste período foi registrado o total de 11.623 óbitos no estado, sendo a maioria: pessoas do sexo feminino (6355 óbitos); idades de 80 ou mais anos (6634 óbitos); autodeclarados pardos (7833 óbitos); e sem escolaridade (5101 óbitos). Dentre os municípios contabilizados, três apresentaram maior mortalidade: Fortaleza, registrou 1646 óbitos; Iguatu, 322 e Acopiara, 256. Além disso, verificou-se que, no ano de 2021 foram registrados 2.549 óbitos, o maior número durante os 5 anos do período. Portanto, a ocorrência de óbitos não reflete apenas a gravidade das doenças hipertensivas, mas também destaca a necessidade de fortalecer a Atenção Primária à Saúde. Esta desempenha um papel crucial no diagnóstico precoce, na intervenção, orientação e promoção de hábitos saudáveis. Por isso, é fundamental implementar políticas públicas eficazes, como programas de educação em saúde, prevenção, acompanhamento contínuo e acesso facilitado a tratamentos e medicamentos, uma vez que é possível prevenir complicações graves e garantir um cuidado integral para pessoas com essa comorbidade.
Palavras-chave: mortalidade, hipertensão, atenção primária à saúde
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Musicoterapia como Tratamento Complementar em Pacientes com Doença de Alzheimer: Uma Revisão de Literatura
CAMILA HEMILLE MATIAS MORAIS
A Doença de Alzheimer (DA) é um transtorno neurodegenerativo progressivo, caracterizado pela deterioração cognitiva, comprometendo significativamente a realização de atividades diárias, além de provocar uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e alterações comportamentais. Embora a causa não tenha sido ainda bem estabelecida, acredita-se que fatores genéticos e ambientais expliquem a sua ocorrência, acometendo principalmente a população idosa. Apesar da disponibilidade de fármacos para o tratamento dos sintomas e retardo da progressão da doença, é fundamental a implementação de outras estratégias para garantir melhora significativa da qualidade de vida destes pacientes. Dessa forma, a literatura indica que a musicoterapia tem se mostrado uma possível intervenção terapêutica para auxiliar no tratamento e alívio dos sintomas da DA. Este trabalho teve como objetivo descrever as evidências disponíveis na literatura sobre os efeitos da musicoterapia como tratamento complementar em pacientes com DA. Trata-se de uma revisão de literatura descritiva, realizada por meio de uma busca sistemática em bases de dados científicas (LILACS e Scielo), utilizando os seguintes descritores em Ciências da saúde: musicoterapia e Doença de Alzheimer. Os critérios de inclusão foram: textos disponíveis na íntegra, escritos em português, inglês e espanhol e publicados nos últimos cinco anos. Foram excluídos os estudos que não apresentavam relações com a temática e duplicados. Após a leitura dos artigos por título e resumo, foram selecionados para a amostra final três artigos. Os resultados sugerem que a utilização da musicoterapia como intervenção auxiliar pode ser bastante promissora, devido à capacidade de aliviar sintomas de ansiedade, depressão e irritabilidade, ajudando também na preservação das habilidades sociais e de expressão do paciente. Isso pode contribuir para maior conexão com os familiares ou cuidadores, bem como para a melhora do bem-estar do paciente. Além disso, a musicoterapia promoveu significativas repercussões na modulação das emoções e de memórias autobiográficas. Tomados em conjuntos, a musicoterapia acompanhada ao tratamento farmacológico, pode ser uma intervenção valiosa e promissora para pacientes com DA, auxiliando no alívio dos sintomas e melhora da qualidade de vida. Entretanto, ainda são necessários estudos mais específicos para definir melhor a eficácia e aplicabilidade da musicoterapia para o tratamento da DA.
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O ALEITAMENTO MATERNO COMO PROMOTOR DE SAÚDE E SUSTENTABILIDADE: UMA REVISÃO NARRATIVA
MARIA CLARA DE ALENCAR SOUSA; Paulo Ermeson Ferreira Dutra; Geovania da Silva Lourenço
O aleitamento materno é uma prática essencial que promove a saúde da criança e da mãe, além de contribuir significativamente para a sustentabilidade ambiental e social. Este estudo teve como objetivo identificar e descrever como o aleitamento materno contribui para a promoção da saúde e para práticas sustentáveis, visando subsidiar políticas públicas e estratégias educativas. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada em abril de 2025. Foram utilizados as seguintes bases de dados: Google Acadêmico, Base de Dados em Enfermagem (BDENF) e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), utilizando os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): "Aleitamento Materno", "Sustentabilidade Ambiental", "Saúde Pública" e "Impacto Ambiental". Inicialmente, foram encontrados 40 artigos. Após a aplicação de critérios de inclusão, como estudos completos disponíveis nos idiomas português, inglês ou espanhol, dos últimos 5 anos e aderência direta ao tema. Apenas 6 artigos foram selecionados para a amostra final. Os resultados evidenciaram que a amamentação exclusiva nos primeiros seis meses de vida reduz a incidência de doenças infantis, fortalece o vínculo afetivo entre mãe e filho e diminui os riscos de câncer de mama e ovário nas mulheres. Além dos benefícios à saúde, o aleitamento materno é uma alternativa sustentável, pois o leite materno é um recurso natural, renovável e produzido sem impactos ambientais, ao contrário das fórmulas infantis que demandam processos industriais, transporte e embalagens, gerando resíduos e consumo de recursos naturais. Economicamente, a amamentação reduz os custos com saúde pública ao prevenir doenças e internações, e socialmente, contribui para a redução das desigualdades, especialmente em populações vulneráveis. Portanto, incentivar e proteger o aleitamento materno é uma estratégia eficaz de saúde pública que também promove o desenvolvimento sustentável, sendo fundamental a implementação de políticas públicas e ações educativas que apoiem as mães nesse processo.
Palavras-chave: Aleitamento materno,Sustentabilidade ambiental,Saúde pública,Impacto ambiental
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O IMPACTO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE NA REDUÇÃO DE COMPLICAÇÕES DO PÉ DIABÉTICO
MARIA SUZANA BEZERRA ; Lucas Custodio de Oliveira Silva; Cicera Dionara Leite; Évilla Taylanna Marcelino Cardoso dos Santos; Thalita kalinny Lourenço Gonçalves lôbo
Os indivíduos com diagnóstico de Diabetes Mellitus (DM), são frequentemente afetados por complicações, como a neuropatia periférica. Esta condição contribui para o aparecimento de lesões nos pés, ocasionando em úlceras, infecções e quando tratadas tardiamente, amputações. Os profissionais, bem como enfermeiros(as) devem atuar no manejo dessas lesões, principalmente na educação em saúde, tendo em vista que os pacientes desconhecem sobre os cuidados necessários para a prevenção desse acometimento, como higiene correta e inspeção diária. Compreender a importância da educação em saúde como ferramenta essencial, minimizando os riscos e prevenindo o Pé Diabético. Trata-se de uma revisão integrativa, norteada pela questão: “Qual o papel da educação em saúde para prevenir complicações associadas ao pé diabético?”. O levantamento bibliográfico realizou-se por meio da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), nas bases de dados LILACS, BDENF e MEDLINE. Foram utilizados os descritores em Ciências da Saúde (DeCS) ‘Úlcera Diabética do Pé’, ‘Educação em saúde’ e ‘Complicações do Diabetes’, combinados pelo operador Booleano ‘AND’. Foram escolhidos 3 artigos disponíveis na íntegra dos últimos cinco anos, que abordassem a questão proposta. Entre os achados, destaca-se o uso de uma tecnologia de educação em saúde para prevenção do pé diabético. A tecnologia denomina-se “Cuidados com os pés para a prevenção de complicações: OUVIR-VER FAZER”. A prática dessa atividade tem como objetivo proporcionar aos pacientes com DM e familiares como os cuidados devem ser feitos. Através do “OUVIR” são repassados como deve ser feito, no “VER” os indivíduos visualizam a realização dos cuidados em um pé modelo, e no “FAZER” os devidos cuidados são feitos nos próprios pés. A tecnologia foi aplicada com foco na participação ativa dos pacientes e familiares. Foram utilizados materiais que facilitassem a visualização e compreensão, como um pé modelo, sabonetes, hidratantes, corta unhas, meias e sapatos. Conclui-se que, hodiernamente pessoas são afetadas por essa comorbidade e muitas progridem para complicações que comprometem sua qualidade de vida. O uso de tecnologias em educação em saúde são essenciais para a prevenção do Pé Diabético, assim como a supracitada. Portanto, a criação e desenvolvimento de tecnologias de educação em saúde contínuas são ligeiramente funcionais e com benefícios satisfatórios.
Palavras-chave: Úlcera Diabética do Pé, Educação em saúde,Complicações do Diabetes
Resumo Simples · Oral
O IMPACTO DO ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO NA SAÚDE INFANTIL
LILIANE ARAÚJO SILVA; MARIA VICTÓRIA VIANA ALVES; HELOISA NAVLIDI GÓES DE SOUSA
O aleitamento materno exclusivo até os seis meses é fundamental para a promoção da saúde infantil, proporcionando benefícios relacionados ao fortalecimento do vínculo afetivo entre a mãe e o filho, à prevenção de doenças, fortalecendo o sistema imunológico e o estímulo ao desenvolvimento cognitivo, psicomotor, psicossocial e socioemocional da criança. Objetivou-se analisar as evidências científicas sobre o impacto do aleitamento materno exclusivo na saúde infantil. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura. A busca foi realizada no mês de abril de 2025, nas bases de dados e bibliotecas: PubMed, LILACS, Scientific Electronic Library Online (SciELO) e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Utilizaram-se os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Aleitamento Materno”, “Saúde Materno-Infantil”, “Desenvolvimento Infantil” e Medical Subject Headings (MeSH) “Breast Feeding”, “Infant Health”, “Child Development”. Foram incluídos artigos completos e disponíveis na íntegra relacionados ao impacto do aleitamento materno exclusivo até os seis meses na saúde infantil, nos idiomas português e inglês. A busca inicial identificou 120 artigos. Destes, 60 foram excluídos por não tratarem do aleitamento materno exclusivo, 35 por estarem duplicados ou indisponíveis na íntegra, e 15 estudos foram excluídos por não apresentarem relação direta com a saúde infantil. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados dez artigos para análise minuciosa do estudo. Os estudos expõem que o aleitamento materno exclusivo reduz significativamente a incidência de doenças, infecções respiratórias do trato inferior e superior, como pneumonia, bronquiolite, resfriados, asma, e otite média aguda nas crianças, além de alergias como rinite alérgica, e também fortalece o sistema imunológico das crianças. Outro fator importante é o fortalecimento do vínculo do binômio mãe-filho, influenciando de forma positiva na saúde mental infantil, no desenvolvimento cognitivo, contribuindo para o bem-estar materno-infantil. Portanto, conclui-se que o aleitamento materno exclusivo, até os seis meses, é uma prática de grande impacto no crescimento e desenvolvimento saudável das crianças, além de oferecer benefícios nutricionais e imunológicos para o bem-estar infantil. Dessa maneira, promover o aleitamento materno representa um investimento em saúde pública e no fortalecimento de práticas eficazes para a população e a sociedade.
Palavras-chave: Aleitamento Materno,Saúde Materno-Infantil,Desenvolvimento Infantil
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O PAPEL TRANSFORMADOR DA ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO DE DOENÇAS ASSOCIADAS ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS
RAISSA CARDOZO DE SOUZA; Hildânia Alves Pereira de Morais; Maria Érica Pietra Gomes Alves; Maria Letícia de Oliveira Silva; Mateus Sampaio de Oliveira
No cenário planetário atual, entre as diversas questões que envolvem o contexto de saúde global, nota-se a degradação da natureza com um efeito danoso à saúde humana, a exemplo das alterações climáticas. Desse modo, a saúde planetária é um juízo direcionado à atenção cuidadosa em conceitos socioambientais e enfatiza a inter-relação entre o ser humano e ecossistema, através de agentes transformadores. Assim, objetivou-se analisar o papel do profissional de enfermagem acerca da saúde planetária, como incentivador da comunidade à práticas sustentáveis e agente prioritário no combate às mudanças climáticas. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada no mês de abril de 2025, utilizando-se os descritores “enfermagem”, “saúde ambiental” e “mudança climática”, nas bases de dados SCIELO e LILACS. Como preceitos de inclusão foram adotadas publicações que associavam diretamente a enfermagem com as mudanças climáticas, excluindo artigos que ultrapassam o período dos últimos cinco anos, garantindo fatos atualizados. Do quantitativo de 9 artigos encontrados, 3 foram utilizados na fundamentação deste trabalho. Ao revisar a literatura, observa-se as alterações climáticas como uma consequência da ação do homem, que em suma, gera múltiplos malefícios à sua saúde, a exemplo de complicações cardiovasculares e respiratórias, propagação de vetores, intoxicação alimentar e disseminação de doenças parasitárias. Nesse sentido, a enfermagem, desde seu princípio, atenta-se às condições do meio ambiente e valoriza ações de combate às questões prejudiciais à saúde ambiental. Sabe-se que a redução dos agravos à natureza se dá por ações sociais e coletivas, seguindo estratégias para a construção de uma sociedade sustentável, cujos enfermeiros desempenham papel ativo e integral no âmbito educacional da população. Desta forma, o enfermeiro torna-se um promotor fundamental de educação em saúde planetária por sua interação direta com a comunidade, na elaboração de campanhas de conscientização, abordagens preventivas, protocolos de cuidados e implementação de políticas públicas sobre o contexto clínico associado às mudanças climáticas, parte inerente do trabalho em atenção primária à saúde. Dessa forma, estes profissionais são protagonistas nas respostas aos desafios de saúde global, promovendo cuidado e prevenção das consequências ocasionadas pelas transformações do meio ambiente.
Palavras-chave: Enfermagem, saúde ambiental, mudança climática
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OS IMPACTOS DA DIABETES MELLITUS NA QUALIDADE DE VIDA DA POPULAÇÃO IDOSA NO BRASIL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
MARIA CLARA DE ALENCAR SOUSA; Paulo Ermeson Ferreira Dutra; Geovania da Silva Lourenço
A diabetes mellitus (DM) é uma doença crônica não transmissível (DCNT) caracterizada pela incapacidade do organismo de regular adequadamente os níveis de glicose no sangue. No Brasil, mais de 13 milhões de indivíduos convivem com a doença (6,9% da população). Este estudo analisa os impactos da DM na qualidade de vida da população idosa por meio de uma revisão integrativa da literatura (outubro a novembro de 2024). Utilizando os descritores DeCS “Diabetes Mellitus”, “População Idosa” e “Impacto da Doença na Qualidade de Vida” (operador booleano “AND”) nas bases de dados LILACS, IBECS e MEDLINE (acessadas via BVS e Portal de Periódicos da CAPES), foram definidos critérios de inclusão: artigos completos, dos últimos 10 anos, disponíveis na íntegra em inglês, português ou espanhol, e que contemplassem a temática. Dos 2.101 estudos encontrados, 864 foram excluídos após a leitura de títulos e resumos; após nova análise, 10 estudos compuseram o escopo da pesquisa. Os resultados evidenciaram que os maiores impactos negativos da DM em domínios específicos da vida (“relacionamento pessoal próximo”, “vida sexual”, “autoconfiança”, “motivação para alcançar coisas”, “sentimentos sobre o futuro”, “liberdade para comer” e “liberdade para beber”) são identificados na presença de complicações (agudas e crônicas): nefropatia (possível evolução para insuficiência renal); retinopatia (possibilidade de cegueira); neuropatia; úlceras nos pés (evolução para amputações); artropatia de Charcot; e disfunção autonômica (incluindo disfunção e impotência sexual). Conclui-se que o estudo permitiu conhecer as dimensões mais negativas causadas pelo diabetes, possibilitando o planejamento de ações de promoção de saúde e prevenção voltadas para o idoso com DM, visando escolhas mais saudáveis e melhoria da qualidade de vida.
Palavras-chave: Diabetes Mellitus,População Idosa,Qualidade de vida
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PLANEJAMENTO E PLANO DE AÇÃO LOCAL NA ATENÇÃO AO HIPERTENSO E DIABÉTICO: RELATO DE EXPERIÊNCIA
DANDARA GUERRA BEZERRA ; Mariana Ribeiro Pinheiro; Maria Jaquelyne Rodrigues dos Santos; Mikaelle Batista da Silva Lobo; Roberta Gabriela Carvalho de Andrade
A equipe de saúde local é responsável pelo planejamento e organização das ações e serviços de saúde, uma vez que, deve-se utilizar estratégias e ferramentas da gestão. Entre estas, a Matriz “5W3H” que tem acrônimo das palavras em inglês “What; why; where; when; who; how; how much; how to measure” que traduzidas ficam “O que; por que; onde; quando; como; quanto; e como medir”, possibilita a elaboração de plano de ação factível e de fácil visualização pelos componentes da equipe. Objetiva-se relatar a experiência de acadêmicos de enfermagem do 8º semestre, na construção da Matriz “5W3H” durante a disciplina de Gestão das Ações e Serviços de Saúde em Enfermagem. Estudo descritivo, tipo relato de experiência realizado durante os meses de março a abril de 2025, vivenciado em sala de aula na Universidade Regional do Cariri. Identificado previamente pela equipe o macroproblema, com foco na fragilidade da Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas (RAS-DCNT) e consensualizado a Diabetes Mellitus (DM) tipo 2 e Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) como principais problemáticas. Após a técnica de brainstorming e construção da árvore explicativa foi estabelecido o principal nó crítico “Desconhecimento sobre a importância da adesão das pessoas com hipertensão e diabetes mellitus ao tratamento” em sequência, criada a matriz SWOT/FOFA e a Matriz “5W3H”. A SWOT/FOFA foi aplicada como instrumento para detectar a ambiência externa e interna relacionada a Unidade Básica de Saúde (UBS). Em seguida, foi elaborado o plano de ação através da “5W3H” em que foram selecionadas cinco intervenções para a equipe multidisciplinar, com a participação do enfermeiro e outros profissionais da saúde. A elaboração da ferramenta teve como foco principal a realização de educação em saúde e rodas de conversas, com encontros mensais durante seis meses em diversos lugares da comunidade, com panfletagem, aferição da pressão arterial, verificação da glicemia capilar e entre outras ações. Durante a sua elaboração surgiram diversas dúvidas sendo estas, sanadas pela professora no momento da socialização com a turma. Conclui-se que, esta experiência possibilitou ampliar a concepção acadêmica no contexto de planejamento sendo esta, essencial para a formação profissional, contribuindo para o pensamento crítico e estratégico e posteriormente para a ascensão no processo de trabalho.
Palavras-chave: Doenças Crônicas,Gestão,Intervenção de Enfermagem
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PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO SITUACIONAL NA ATENÇÃO PRIMARIA Á SAÚDE: RELATO DE EXPERIÊNCIA
HELOISA NAVLIDI GÓES DE SOUSA ; Maria Victória Viana Alves; Maria Jessyca Calou da Cruz; Ana Beatriz dos Santos Pereira; Ana Paula Agostinho de Alencar
O Planejamento Estratégico Situacional (PES) é um processo dinâmico e contínuo que enfatiza a colaboração entre a equipe de saúde conduzida por ações que solucionam os impasses identificados na atenção primária. Nesse sentido, o PES é norteado por ferramentas de gestão entre estas a árvore explicativa, matriz Swot e a ferramenta 5W3H, que visam identificar o problema, compreender a ambiência interna e elaborar o plano de ação, respectivamente. O termo 5W3H é um acrônimo formado pelas palavras em inglês “What”, “Why”, “Where”, “When”, “Who”, “How”, “How much”, “How many”, em português significa “O que será feito”, “Por que será feito”, “Onde será feito”, “Quando será feito”, “ Por quem será feito”, “Como será feito”, “Quanto vai custar”, “Como avaliar”. Objetivou-se relatar a experiência vivenciada na elaboração de um plano de ação relacionado a baixa adesão à prevenção do câncer de colo de útero na Atenção Primária à Saúde. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, na qual foi realizado um plano de ação da matriz 5W3H, por discentes do 8° semestre do Curso de Enfermagem da disciplina Gestão das Ações e Serviços de Saúde e Enfermagem, no período de março a abril de 2025, construído em três etapas, tendo como macroproblema a linha de cuidado em oncologia, o problema central sendo a baixa adesão à prevenção de câncer de colo de útero e o nó crítico sendo o desconhecimento por parte da mulher sobre a importância da adesão à prevenção do câncer do colo uterino. Diante disso, a primeira etapa foi a identificação do problema principal, na segunda etapa foi construído o planejamento estratégico situacional com 6 ações, como a busca ativa de mulheres para realizar o exame; campanhas sobre a importância do exame Papanicolau; educação em saúde em espaços públicos; capacitação de agentes comunitários e agente de endemias; fortalecimento da vacinação através do Programa Saúde na Escola; atendimento itinerante a populações vulneráveis, e a terceira etapa socialização do grupo e ajustes pela equipe. Foi notória a evolução da equipe em relação ao aprendizado sobre a montagem do planejamento e sintetização dos conteúdos sobre a gestão. Portanto, conclui-se que a experiência vivenciada proporcionou aos discentes reflexões acerca do desenvolvimento do planejamento estratégico situacional sobre a situação problema e a importância do trabalho em equipe para ter uma resolutividade completa e eficaz, resultando em uma assistência integral à população.
Palavras-chave: Gestão em Saúde,Estratégia de Saúde,Câncer de colo do útero
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PRIMEIRA CORRIDA DO CORAÇÃO: PRÁTICA ESPORTIVA COMO FERRAMENTA PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE
LO-RUAMA DO NASCIMENTO SILVA; ANDREZA GYSLLAYNNY DELMONDES; DANDARA GUERRA BEZERRA; MARIANA RIBEIRO PINHEIRO; EDILMA GOMES ROCHA CAVALCANTE
As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil e no mundo, associadas a fatores de risco como tabagismo, colesterol elevado, hipertensão, obesidade, estresse, depressão e diabetes. Nesse contexto, o Grupo de Pesquisa em Saúde Cardiovascular da Universidade Regional do Cariri realiza ações voltadas à promoção da saúde e prevenção de doenças cardiovasculares. Sabendo que a prática regular de exercícios físicos é reconhecida como estratégia eficaz na prevenção e controle dessas condições, sabemos que a corrida se destaca como modalidade esportiva no impacto positivo na saúde física e mental, justificando a relevância desta ação. Tem-se o objetivo relatar a experiência da organização de uma corrida como incentivo à prática de atividade física e prevenção da hipertensão, em referência ao Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, celebrado em 26 de abril. Trata-se de um relato de experiência de uma corrida recreativa. Após discussão, foram definidas a data, o horário e as categorias de participação (kids, 2, 4 e 6km) e abertas as inscrições. Os inscritos adquiriram a camiseta e uma pulseira de acesso à medalha, além de doarem 1kg de alimento não perecível para instituições de caridade. Artes de divulgação foram elaboradas e publicadas nas redes sociais do grupo, que também concentrou as inscrições. O evento contou com apoio dos grupos Autocuidado Apoiado e APH na Comunidade da URCA, que realizaram aferição de pressão arterial, orientações preventivas e apoio de primeiros socorros, do grupo Ibilewá, com a oferta gratuita de testes rápidos para infecção sexualmente transmitida e do DEMUTRAN na organização das vias. Quase 200 pessoas realizaram inscrição antecipada. No dia do evento, foi realizado aquecimento coletivo, com pontos de hidratação no percurso e distribuição de frutas ao final da corrida. As diferentes categorias permitiram a participação de variados públicos, promovendo integração e incentivo à prática esportiva de pessoas. Conclui-se que participar da organização da corrida foi uma experiência muito boa, enriquecedora e descontraída. Além de não ter sido cansativa, proporcionou aprendizados, habilidades de organização e noções úteis para futuros eventos. Contribuiu para a formação profissional na promoção da saúde e mostrou-se uma estratégia eficaz para estimular o exercício físico, prevenir a hipertensão e promover hábitos saudáveis e bem-estar físico, mental e social.
Palavras-chave: Promoção da saúde, Hipertensão, Saúde cardiovascular,exercício físico
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PROJETO TERAPÊUTICO SINGULAR NO CUIDADO À FAMÍLIA EM SITUAÇÃO DE VULNERABILIDADE: RELATO DE EXPERIÊNCIA
JOSÊNARIA BEZERRA DA SILVA; Raiane Nunes de Lima; Izadora Gonçalves Ribeiro Amorim; Maria Suzana Bezerra
A família é um sistema dinâmico, complexo e aberto, cujos membros compartilham o mesmo contexto social. Na ótica assistencial, as ferramentas de abordagem familiar ajudam os profissionais de saúde a compreenderem os diferentes contextos que influenciam a vida de pacientes. Objetivou-se relatar a experiência da construção coletiva do Projeto Terapêutico Singular (PTS) a uma família em vulnerabilidade. Estudo descritivo, do tipo relato de experiência, baseado em visitas domiciliares realizadas em setembro/2024. A família foi indicada por uma agente comunitária de saúde e era atendida por uma Unidade Básica de Saúde (UBS) de um município do Cariri cearense. Participaram dois membros do projeto de extensão 'Habilidades e Práticas em Saúde Coletiva (HPSC) e a coordenadora. Utilizou-se do genograma, ecomapa e Projeto Terapêutico Singular (PTS). A família era composta pela genitora analfabeta e quatro filhos; apresentava relações conflituosas, com baixa renda e dificuldades sociais. Potencialidades: boa relação com vizinhos, suporte da ACS e vacinação atualizada. Vulnerabilidades: despesas maiores que a renda, ausência de água potável, falta de suporte para o filho mais velho (autista) na escola, terapias, bullying na escola e rede de apoio frágil. Foram estabelecidas metas para a atenção individualizada e integral com metas de: Curto Prazo – elaboração de folder educativo sobre o consumo de água potável; avaliou-se a possibilidade de compra de água mineral/filtro; orientado questão judicial com advogado; educação sobre dentição; estimulou-se à adesão a redes de apoio sociais (igreja, esportes, caminhadas); encaminhamento ao serviço de saúde para solicitação de exames laboratoriais e prescrição de anti-helmíntico para todos, além do manejo da ansiedade. Médio prazo - Avaliação periódica de saúde, educação em saúde quanto ao consumo de água potável, reunião com coordenação escolar para tratar questão do bullying e cuidadora. Longo Prazo - Realização de consulta, acompanhamento do consumo de água potável, controle da ansiedade, resolução do bullying e frequentar locais de apoio social. Nesse sentido, pode-se constatar que as ações planejadas na construção coletiva, desse projeto, buscaram melhorar a higiene, alimentação e controle da ansiedade de uma família em situação de vulnerabilidade por meio de ações multidisciplinares entre os membros do projeto de extensão e comunicação com outros profissionais de saúde.
Palavras-chave: Famíla,vulnerabilidade social ,Assistência Integral à Saúde
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PROMOÇÃO À SAÚDE: PREVENÇÃO DO CÂNCER DE COLO UTERINO E ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA SEXUAL.
KETHYLEN YASMIN LUCENA FURTADO
A violência sexual contra a mulher é um grave problema de saúde pública, cujas consequências vão além dos traumas físicos e psicológicos imediatos. Estudos indicam que mulheres que sofreram violência sexual apresentam maior risco de infecção pelo papilomavírus humano (HPV), principal agente etiológico do câncer de colo do útero. Além disso, a experiência de violência pode levar à evasão dos serviços de saúde, dificultando a realização de exames preventivos, como o Papanicolau, comprometendo a detecção precoce da doença. Diante desse cenário, torna-se essencial promover ações educativas que ampliem o conhecimento sobre essa realidade. Os projetos de extensão das universidades cumprem papel fundamental nesse processo, ao aproximar os discentes da comunidade. O presente trabalho tem como objetivo relatar a experiência vivenciada em uma roda de conversa sobre a prevenção do câncer de colo do útero e sua relação com a violência sexual contra a mulher. A atividade foi desenvolvida no âmbito do projeto de extensão “Violência contra a Mulher: Orientações acerca do Agravo e Enfrentamento” e integrou a programação da campanha “Agosto Lilás”, promovida pela Casa da Mulher Barbalhense. Durante a atividade, foram discutidos os tipos de violência sexual, os direitos das mulheres ao atendimento profilático, a importância do exame de Papanicolau e os sinais de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Foram distribuídos materiais educativos com linguagem acessível para facilitar o entendimento. Algumas mulheres compartilharam experiências sobre o diagnóstico tardio de câncer de colo do útero, devido à falta do exame preventivo, reforçando a importância da conscientização e diagnóstico precoce. A roda de conversa também trouxe reflexões sobre as barreiras ao acesso à saúde, como medo, vergonha e desinformação, que afastam mulheres em situação de violência dos cuidados necessários. A ação revelou que espaços de diálogo são essenciais para fortalecer o vínculo entre profissionais, estudantes e comunidade, e para garantir o acesso das mulheres aos seus direitos à saúde. Conclui-se que ações educativas voltadas à prevenção do câncer de colo do útero, associadas ao enfrentamento da violência sexual, promovem empoderamento e favorecem o acesso seguro e informado das mulheres aos serviços de saúde.
Palavras-chave: Promoção da Saúde,Violência contra a mulher,Neoplasias do Colo do Útero
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RELATO DE EXPERIÊNCIA: CONSTRUÇÃO DA ÁRVORE DE PROBLEMAS SOBRE A BAIXA ADESÃO AO PRÉ-NATAL
GABRIELLY SILVA DE OLIVEIRA; Ana Karolina Bezerra da Costa; Soraya Magnarya Felix Miranda; Vitória Emilly Fernandes de Sousa; Ana Paula Agostinho Alencar
O pré-natal é uma etapa indispensável para a promoção da saúde materna e neonatal, sendo um dos pilares da atenção primária à saúde. Contudo, a baixa adesão ao pré-natal representa um desafio significativo, especialmente em comunidades mais vulneráveis, refletindo questões sociais, estruturais e individuais. Nesse contexto, a utilização de ferramentas metodológicas, como a árvore de problemas, possibilita analisar e compreender a complexidade de uma problemática, e possibilita a identificação e a análise crítica de fatores que contribuem para a baixa adesão, proporcionando uma visão estruturada e facilitando a elaboração de estratégias resolutivas. Objetiva-se descrever a experiência de acadêmicos do 8º semestre do curso de Enfermagem na construção de uma árvore de problemas sobre a baixa adesão ao pré-natal, realizada durante a disciplina de Gestão das Ações e Serviços de Saúde em Enfermagem. Estudo descritivo, tipo relato de experiência realizado no período de março a abril de 2025, em sala de aula na Universidade Regional do Cariri. Elaborada em três momentos presenciais e em momentos extra sala de aula. Inicialmente, foi realizada uma “chuva de ideias” para levantar percepções, experiências e conhecimentos prévios sobre o tema. A partir dessa troca, foi definido o problema central “baixa adesão ao pré-natal”, e por meio de discussões foi determinado o nó crítico, “Fragilidade da assistência ofertada ao Pré-natal pela Estratégia Saúde da Família- ESF”. A construção da árvore possibilitou organizar visualmente as relações entre os diferentes elementos, favorecendo uma análise clara e objetiva do problema, suas causas e consequências. Sendo assim, é possível visualizar quais as melhores estratégias para o enfrentamento do problema, facilitando o entendimento do mesmo. Ao longo do processo, foram levantadas as causas raízes do problema: vulnerabilidade social, rede de apoio frágil, criminalidade, assistência inadequada, situação de rua, desestrutura familiar etc. Resultando nas seguintes consequências: riscos para a mãe e o bebê, risco para futuras gestações, risco de IST, prematuridade, aumento da morbidade/mortalidade, possíveis complicações no parto e pós parto etc. Conclui-se que, a construção da árvore favoreceu a análise crítica da realidade e o desenvolvimento de estratégias possibilitando o planejamento local para enfrentamento da baixa adesão ao pré-natal, contribuindo para a formação de profissionais mais reflexivos e comprometidos.
Palavras-chave: Cuidado Pré-Natal, Estratégia de Saúde da Família, Gestão em Saúde
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RELATO DE EXPERIÊNCIA: CONSTRUÇÃO DE PORTFÓLIO COMO FERRAMENTA DE CUIDADO HUMANIZADO À PESSOA IDOSA
SORAYA MAGNARYA FELIX MIRANDA; ANA BEATRIZ DOS SANTOS PEREIRA; ANA KAROLINA BEZERRA DA COSTA
O envelhecimento é um processo natural e progressivo que envolve mudanças biológicas, sociais e psicológicas. A atenção à saúde da pessoa idosa, com o aumento da expectativa de vida em nível global, tornou-se uma prioridade para os sistemas de saúde. Uma assistência de qualidade para essa população é crucial para um envelhecimento saudável, o gerenciamento de condições crônicas e a garantia de uma boa qualidade de vida, exigindo qualificação dos profissionais. Objetiva-se relatar experiências vivenciadas no acompanhamento de pessoas idosas por acadêmicas de enfermagem, articulando a prática com os fundamentos teóricos da atenção gerontológica. Trata-se de um relato de experiência sobre a construção de um portfólio como produto da disciplina de saúde do idoso. A construção do material se deu a partir do acompanhamento a um casal de idosos, onde eram realizados testes específicos, exames de avaliação gerontológica e aferições de pressão arterial. Em cada visita eram coletadas informações e registros fotográficos para o portfólio. Para além do aspecto científico, o acompanhamento semestral favoreceu um vínculo afetivo com as pessoas idosas, tornando a experiência e o cuidado humanizado e especializado, viabilizando uma vivência intergeracional única. Durante a prática, observou-se que, embora a teoria ofereça fundamentos essenciais para o cuidado, a realidade demanda competências que vão além da mera aplicação de conhecimentos técnicos, exigindo habilidades interpessoais, tomada de decisão e adaptação às singularidades de cada contexto. A experiência revelou a necessidade de enxergar a pessoa idosa como sujeito de história e de direitos, respeitando seu tempo, sentimentos e limitações. Conclui-se que a experiência relatada permitiu não apenas a aplicação prática dos conteúdos vistos por meio de um arcabouço teórico, mas também, o desenvolvimento de habilidades essenciais como empatia, valorização da história de vida e reconhecimento das especificidades físicas, emocionais e sociais do envelhecimento e escuta ativa para atender as demandas gerontológicas. Dessa forma, a construção do portfólio permitiu uma compreensão mais ampla e sensível sobre as múltiplas dimensões que envolvem o acompanhamento de pessoas idosas.
Palavras-chave: Cuidado Humanizado,Gerontologia,Enfermagem
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RISCO CARDIOVASCULAR E TEMPO DE TELA: REVISÃO NARRATIVA SOBRE UM COMPORTAMENTO DE RISCO EMERGENTE
SORAYA MAGNARYA FELIX MIRANDA; AMANDA SOUSA RODRIGUES
As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil e no mundo. Entre os fatores de risco mais significativos estão a hipertensão arterial, dislipidemia, obesidade, sedentarismo, tabagismo, diabetes mellitus e histórico familiar. Com o avanço da tecnologia, observa-se uma crescente preocupação com os impactos à saúde, especialmente no que diz respeito ao tempo prolongado em frente às telas. Estudos indicam que o tempo excessivo de tela está associado a um risco elevado de doenças cardiovasculares, tornando-se um fator de risco emergente. É fundamental considerar estratégias que promovam a redução do tempo sedentário e incentivem a adoção de hábitos saudáveis para mitigar esses riscos. Objetiva-se analisar a literatura científica sobre a associação entre o tempo de tela e fatores de risco cardiovasculares, considerando como um comportamento emergente de impacto na saúde. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, que buscou identificar qual a relação do uso prolongado de telas com os fatores de risco cardiovascular. A busca dos artigos foi realizada nas bases de dados Web of Science, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Scientific Electronic Library Online (Scielo), a pesquisa foi realizada no mês de abril de 2025. Utilizou-se como descritores: “screen Time” e “heart disease risk factors” e o operador booleano “And” para a montagem da estratégia de busca. Observou-se que o tempo prolongado do uso de telas, está associado ao sedentarismo, pois é uma atividade que não requer um gasto elevado de energia, além disso o comportamento sedentário prolongado está relacionado com alterações das taxas metabólicas, entre elas, o aumento de triglicerídeos, resistência à insulina e ganho de peso. Portanto, trata-se de um dado preocupante considerando que o sedentarismo já é um fator de risco para doenças cardiovasculares e ao ser associado ao uso de telas em um lazer passivo pode potencializar os efeitos negativos no sistema cardiovascular. Desse modo, também possui relação direta com a obesidade, pelo fato da alimentação de forma automática e falta de percepção de saciedade, favorecendo uma ingestão calórica excessiva. Conclui-se, portanto, que é de extrema importância, a promoção da saúde cardiovascular para o público jovem, evidenciando o quanto o uso de forma indiscriminada de tela afeta a saúde cardiovascular, sendo assim, necessários novos estudos para consolidar o entendimento sobre os mecanismos envolvidos.
Palavras-chave: Risco Cardiovascular,Tempo de Tela,Saúde Cardiovascular
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SEXUALIDADE E SEXO SAUDÁVEL: RELATO DE EXPERIÊNCIA
MARIA CAROLINA ALENCAR BASTOS ; Andreza Gyslaynne Delmondes Saraiva; Sofia Martins Teixeira; Luyse Tavares Veloso de Queiroz; Ana Gabriela Silva Rocha
A sexualidade e a saúde sexual são temas que devem ser discutidos ao longo de toda a vida, sendo especialmente cruciais durante a adolescência. Nesse período, inicia-se a puberdade, fase marcada por diversas mudanças físicas e emocionais. A falta de informação adequada sobre esse novo ciclo pode acarretar sérios problemas no futuro, como gravidez não planejada e a transmissão de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Assim, é fundamental trabalhar temas como a educação sexual na adolescência, a fim de auxiliar os jovens a compreenderem o próprio corpo, estabelecerem relacionamentos saudáveis e adotarem práticas seguras. Objetivou-se relatar a experiência de uma ação educativa sobre sexualidade e sexo seguro na adolescência. Trata-se de um relato de experiência desenvolvido por graduandos de Enfermagem, integrantes do Grupo Autocuidado Apoiado na Atenção Primária à Saúde. A atividade de educação em saúde foi realizada no dia 30 de abril de 2025, em uma escola localizada no interior do Ceará, com a participação de 50 alunos do 8º ano do ensino fundamental, tendo como tema principal “Sexualidade e Sexo Saudável”. A atividade foi planejada e desenvolvida com o intuito de orientar adolescentes sobre sexualidade, anatomia corporal, prevenção de ISTs, gravidez não planejada, consentimento e respeito, promovendo saúde, segurança e responsabilidade nas relações interpessoais. A ação foi dividida em três momentos. Iniciou-se com uma dinâmica de mitos e verdades, na qual foram utilizadas placas com perguntas para que os alunos identificassem se as afirmações eram verdadeiras ou mitos. Em seguida, ocorreu o momento expositivo, abordando sexualidade, puberdade, métodos contraceptivos e prevenção de ISTs, seguido de uma demonstração prática sobre o uso correto do preservativo masculino, e ao final foi concedido um espaço para elucidação de dúvidas. Os estudantes demonstraram grande interesse e engajamento, tirando dúvidas e compartilhando experiências. Observou-se que muitos possuíam informações incompletas ou equivocadas sobre o tema. Assim, a atividade permitiu criar um espaço de escuta, diálogo e acolhimento. Portanto, é notório que iniciativas como essa fortalecem a promoção da saúde sexual e reprodutiva, contribuindo para a formação de adolescentes mais conscientes, responsáveis e preparados para lidar com seus corpos, emoções e relações.
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SÍFILIS ADQUIRIDA: OCORRÊNCIAS NOTIFICADAS DE CASOS NO NORDESTE BRASILEIRO (2020-2024)
ESTHER MÁYSA DE SOUSA ALVES; ALINE DA SILVA RIBEIRO; MARIA GABRIELA IZIDIO RODRIGUES; TARCILÂNDIA VIEIRA GOMES BRITO; MARIA JAQUELYNE RODRIGUES DOS SANTOS
A sífilis adquirida é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), de natureza curável e própria do ser humano, provocada pela bactéria Treponema pallidum. Esta infecção pode ser caracterizada por três estágios sequenciais: sífilis primária, secundária e terciária e apresentar períodos de latência (sífilis latente). O presente estudo teve como objetivo analisar os casos notificados de sífilis adquirida na Região Nordeste do Brasil, no período de 2020 a 2024. Trata-se de estudo descritivo, documental e quantitativo. Utilizaram-se dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), disponíveis no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Os critérios de inclusão consistiram em casos confirmados de sífilis adquirida nos anos de 2020 a 2024, contemplando UF de notificação, sexo e faixa etária. Os critérios de exclusão corresponderam aos dados de anos fora do período estabelecido, informações incompletas ou ausentes relativas ao sexo e faixa etária. Os dados foram tabulados e descritos com estatística simples, frequência absoluta e relativa. No decorrer dos últimos 5 anos, ocorreram 86.180 casos confirmados de sífilis adquirida, uma média de 17.236 casos anuais. O ano de 2023 registrou um número superior de casos, totalizando 28.244, em comparação aos anos anteriores. No entanto, em 2024, observou-se uma redução, com somente 3.458 casos registrados. Pernambuco foi o estado do Nordeste com o maior número de registros, totalizando 25.772 casos, correspondendo a 29,90% do total. Logo após, estão a Bahia, com 24.144 casos (28,01%), e o Ceará, com 12.140 casos (14,10%). Há uma maior incidência em pessoas do sexo masculino, correspondendo a 54.356 (63,07%) notificações. O grupo etário com maior número de casos foi o de 20 a 39 anos, com 49.703 ocorrências, representando 57,70% do total. Portanto, a sífilis adquirida permanece como um importante desafio de saúde pública, os dados reforçam a necessidade de ações intersetoriais, sustentadas e contínuas, que visem à redução dos índices da doença, à ampliação da testagem e ao tratamento oportuno dos casos identificados. Ademais, o controle efetivo da doença está intrinsecamente vinculado ao fortalecimento das estratégias de vigilância epidemiológica e à ampliação do acesso qualificado aos serviços de atenção à saúde.
Palavras-chave: Sífilis,Incidência,Vigilância Epidemiológica
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SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DOS CASOS DE HIV/AIDS NO CEARÁ, BRASIL
GEIZIMAYRA CAMPOS PEREIRA ; Rebeca Leite Peixoto; Maria Isabel Nepomuceno Carvalho; Anna Moésia Fechine
A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é uma condição crônica tratável causada pelo vírus HIV, que ataca e destrói os linfócitos TCD4+, comprometendo o sistema imunológico e deixando o organismo vulnerável a outras doenças. A AIDS representa um dos principais desafios de saúde pública no Brasil, pela sua grande magnitude e extensão dos danos causados às populações. É transmitida por meio do contato com fluidos corporais, e o tratamento é feito com o uso de antirretrovirais. Objetivou-se descrever a ocorrência dos casos de AIDS nos últimos 5 anos no estado do Ceará e os aspectos epidemiológicos associados. Trata-se de um estudo descritivo de caráter quantitativo. Foi realizado um levantamento de informações sobre as ocorrências no Sistema de Agravos de Notificação (SINAN), disponibilizado eletronicamente com acesso livre. Selecionaram-se as ocorrências dos casos registrados entre os anos de 2019 a 2023 no estado do Ceará, Brasil. Os resultados demonstraram que foram registrados um total de 3.690 novos casos no Ceará no decorrer desse período. No ano de 2019, o número de casos foi de 952, representando o maior índice de diagnósticos registrados nos últimos anos. Em 2020, houve uma diminuição para 806 ocorrências. Em 2021, a queda continuou, totalizando 761 registros. Já no ano de 2022, houve um crescimento no número de casos para 814. Em 2023, a quantidade de diagnósticos diminuiu significativamente para 357 casos. Considerou-se que houve variações importantes nos registros de AIDS no estado do Ceará entre os anos de 2019 e 2023. Além disso, é válido destacar fatores externos como a pandemia do COVID-19, que dificultou a busca por serviços de saúde, impossibilitando esses registros. Diante disso, urge a necessidade do fortalecimento das políticas públicas para rastreamento e prevenção, visando a diminuição da incidência e um maior controle do número de casos dessa infecção crônica e a compreensão da evolução da doença implementa o direcionamento de estratégias de enfrentamento para uma melhor efetividade.
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TUBERCULOSE NO CEARÁ ENTRE 2020 E 2024: NOTIFICAÇÕES E FATORES ASSOCIADOS
LORENA LEITE PIRES DA SILVA; Esther Máysa de Sousa Alves
A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis. Apesar de contar com tratamento gratuito disponibilizado pelo SUS, a enfermidade ainda representa um grande desafio para a saúde pública no Brasil, devido aos elevados índices de infecção e ao constante registro de novos casos — com uma média anual de 70 mil notificações e cerca de 4,5 mil mortes. Objetivou-se descrever as notificações de casos de Tuberculose entre os anos de 2020 a 2024 no estado do Ceará. Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem quantitativa, realizado no mês de abril de 2025. A busca ocorreu através do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Durante os anos estudados, foram registrados 22.117 casos de tuberculose no estado do Ceará. Fortaleza apresentou o maior índice de notificações, com 16.127 (72,92%), em seguida Sobral com 3046 (13,77%), Cariri 1.898 (8,58%). A predominância de notificações está provavelmente associada à alta densidade populacional, além de fatores como vulnerabilidade social e maior capacidade de diagnóstico pela extensa rede pública. No interior do estado, Sobral e Cariri se destacam como os principais polos de casos de tuberculose, representando respectivamente 13,77% e 8,58% do total. Ambas as regiões são importantes centros urbanos no interior, e seus números refletem não somente a concentração populacional, mas também a existência de serviços de saúde que possibilitam o diagnóstico e a notificação da doença. Por outro lado, as regiões do Sertão Central e do Litoral Leste/Jaguaribe apresentam números bem mais baixos, com somente 2,67% e 2,06% dos casos, respectivamente. Esses dados podem refletir tanto uma menor densidade demográfica nessas áreas quanto possíveis desafios de subnotificação e dificuldades no acesso aos serviços de saúde. Portanto, os dados analisados evidenciam que a tuberculose permanece como um importante desafio de saúde pública no estado do Ceará, com concentração significativa dos casos em áreas mais populosas e urbanizadas. A distribuição dos casos reforça a necessidade de fortalecimento das estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento, especialmente em regiões com menor cobertura de saúde e possíveis dificuldades de notificação. Dessa forma, é fundamental a continuidade e o aprimoramento das políticas públicas para o controle da doença em todo o estado.
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UMA ANÁLISE SOBRE A ENFERMAGEM NA PROMOÇÃO DO PLANEJAMENTO FAMILIAR NA ATENÇÃO PRIMÁRIA
HILDÂNIA ALVES PEREIRA DE MORAIS; Bianca Gabryelle Araújo dos Santos; Maria Clarice Agustinho Alves; Mateus Sampaio de Oliveira; Raissa Cardozo Souza
O planejamento familiar é uma prática fundamental para a promoção da saúde sexual e reprodutiva, sendo oferecido como parte integrante da atenção primária à saúde, por meio de ações educativas e assistenciais. O objetivo deste programa é garantir que indivíduos e casais possam tomar decisões conscientes e seguras quanto ao número de filhos, se desejam ou não tê-los, quanto ao espaçamento entre gestações e uso de métodos contraceptivos. Este estudo teve como objetivo analisar a atuação do enfermeiro no planejamento familiar, com ênfase em sua função educativa e no aconselhamento sobre métodos contraceptivos e saúde sexual e reprodutiva. Foi realizada uma revisão integrativa da literatura nas seguintes bases de dados: Scielo, Lilacs, BVS, Pubmed, e sites de órgãos ligados à Organização Mundial de Saúde, utilizando-se os termos “planejamento familiar” e “atenção primária à saúde”. Foram identificados aproximadamente 475 estudos relacionados à temática, dos quais foram selecionados 36 com base na leitura dos títulos e resumos, na atualidade das publicações e na sua relevância para o contexto atual, considerando pesquisas realizadas entre o ano de 2023 até o presente momento. Observou-se que a grande maioria das pessoas que recorrem ao planejamento familiar procuram diretamente pelo uso específico de determinado método contraceptivo, sem qualquer entendimento sobre a diversidade de métodos que podem ser aplicados e a necessidade de compreender melhor sobre a educação em saúde e educação sexual. Assim, o enfermeiro responsável pelas consultas deve desempenhar um papel central, sendo responsável pelo acolhimento dos que buscam realizar a consulta e acompanhamento para o planejamento familiar, agindo não apenas na oferta de algum tipo de método contraceptivo, mas também, no aconselhamento e no desenvolvimento de atividade voltadas para educação sexual e reprodutiva.
Palavras-chave: planejamento familiar,atenção primária à saúde
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UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS PARA PLANEJAMENTO DE GESTÃO DE ENFERMAGEM NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
ANA BEATRIZ DOS SANTOS PEREIRA ; Vanessa Carlos Santos; Anderson Diego de Sá Sampaio; Ana Beatriz Alves do Nascimento
O planejamento em saúde é um processo que permite organizar as ações e recursos da saúde de forma eficaz para atender as necessidades da população, estabelecendo prioridades e metas e identificando as principais fragilidades para se alcançar resultados concretos. Assim, surge o Planejamento Estratégico Situacional (PES), que utiliza diversas ferramentas para analisar problemas e definir estratégias para transformá-los. Deste modo, utilizando-se da Árvore de Problemas, que tem o problema central (tronco), e suas causas e consequências (raízes e galhos), possibilita compreender as relações de causa e efeito, para solucioná-las e a Matriz SWOT/FOFA, que representa: Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças do ambiente local, analisa os fatores positivos e negativos, no ambiente interno e externo, auxiliando o gestor a ter uma visão ampla da situação, o que favorece a criação de um plano de ação estratégico. Objetivou-se identificar as causas da baixa adesão de mulheres ao exame de prevenção ao câncer de colo de útero no Sistema Único de Saúde (SUS). Trata-se de um estudo descritivo, tipo relato de experiência sobre a vivência de oito discentes de enfermagem, orientados por docente da disciplina de Gestão das Ações e Serviços de Enfermagem, na utilização de duas ferramentas de planejamento de saúde na Atenção Primária à Saúde, realizado no período de março à abril de 2025, em três momentos interligados. A partir da construção da Árvore, foi identificado como macroproblema a baixa adesão ao exame Papanicolau, e como nó crítico o desconhecimento da mulher sobre a importância da adesão ao exame. Sendo observado como principais causas a falta de informação das mulheres, o medo do exame e as dificuldades de acesso ao serviço de saúde, que acarretam consequências como diagnóstico tardio e aumento do risco de mortalidade. Na Matriz SWOT/FOFA, foi relatado como força, a disponibilidade de exames gratuitos; como oportunidade, ações de educação em saúde; como fraqueza, a vergonha e desconforto com o exame; e como ameaça, possíveis atrasos para entrega do resultado do exame. Conclui-se, que o uso de ferramentas para planejamento favorece a criação de estratégias para o enfrentamento de problemas, contribuiu para o fortalecimento do pensamento crítico dos discentes e desenvolvimento de competências na gestão de processo de trabalho na Atenção primária à saúde.
Palavras-chave: Planejamento em Saúde, Gestão, Ferramentas Estratégicas
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VISITA DOMICILIAR: EXPERIÊNCIA DE ACADÊMICAS COM IDOSOS HIPERTENSOS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE.
ANDREZA GYSLLAYNNY DELMONDES SARAIVA ; Ana Gabriela Silva Rocha; Ana Cecilia Pontes Ribeiro; Lo-Ruama do Nascimento Silva
A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma condição crônica de origem multifatorial, altamente prevalente entre os idosos brasileiros. Suas complicações figuram entre as principais causas de mortalidade nessa faixa etária, exigindo estratégias eficazes de identificação, monitoramento e controle. Nesse cenário, a visita domiciliar destaca-se como uma ferramenta essencial para o cuidado individualizado, ao possibilitar o conhecimento de práticas de saúde, dinâmicas familiares e fatores que influenciam no manejo da doença. Este relato tem como objetivo descrever a experiência de visitas domiciliares voltadas à busca ativa de idosos com HAS, com foco na promoção do autocuidado apoiado e na prevenção de complicações. A ação foi realizada por quatro acadêmicas de Enfermagem da Universidade Regional do Cariri, durante o Estágio Supervisionado I, sob orientação docente e com o apoio de uma Agente Comunitária de Saúde, em um município do interior do Ceará. As visitas ocorreram nos dias 21 e 28 de março de 2025, contemplando 20 idosos hipertensos. Durante as ações, foram efetuadas aferições da pressão arterial e orientações educativas quanto ao uso correto dos medicamentos, horários apropriados, riscos da automedicação e consequências da interrupção do tratamento. As orientações foram pautadas no incentivo ao autocuidado apoiado, estimulando os idosos a assumirem um papel mais ativo no gerenciamento da sua condição de saúde, com o suporte contínuo da equipe de saúde. Também foram abordados temas relacionados à alimentação saudável e prática regular de atividade física. Durante as visitas, aplicou-se o Índice de Vulnerabilidade do Idoso, ferramenta que possibilitou identificar fragilidades e direcionar intervenções personalizadas. Uma das dificuldades enfrentadas foi a ausência de moradores no momento da visita ou a recusa em receber a equipe. Apesar disso, a realização das visitas domiciliares configurou-se como uma experiência enriquecedora, que proporcionou às acadêmicas o aprimoramento técnico e educativo, além de fortalecer o vínculo com a comunidade. Conclui-se que as visitas domiciliares contribuíram para a fortalecimento do autocuidado entre a população, promovendo maior adesão ao tratamento, prevenção de complicações e incentivo à autonomia. Além disso, a atividade despertou nas acadêmicas o senso de responsabilidade social e empatia, fundamentais para a formação de profissionais comprometidos com o cuidado integral e contínuo em condições crônicas.
Palavras-chave: Visita Domiciliar,Atenção Primária à Saúde,Hipertensão,Autocuidado
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VIVER COM SAÚDE: CAMINHOS PARA O BEM VIVER, EM UMA EQUIPE DE SAÚDE RURAL.
LUIZA BRITO SILVINO GOMIDES; Luís Fernando dos Santos Silva; Renata Duarte Fernandes
A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e o Diabetes Mellitus (DM) são doenças crônicas de alta prevalência entre a população idosa brasileira, especialmente associadas a complicações que podem levar a desfechos negativos. Em áreas rurais, onde o acesso aos serviços de saúde é muitas vezes limitado, torna-se essencial desenvolver estratégias educativas que promovam a conscientização e a prevenção de agravos relacionados a essas condições. O presente estudo se propõe a relatar as atividades de promoção emancipatória em saúde voltada aos portadores de condições crônicas em uma unidade de saúde rural. Este trabalho trata-se de um estudo exploratório descritivo do tipo relato de experiência sobre a realização de atividade de promoção emancipatória em saúde em uma comunidade rural no município de Crato, Ceará, ocorrido em abril de 2025. Participaram da atividade três residentes do Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva da Universidade Regional do Cariri (URCA), uma enfermeira preceptora, duas Agentes Comunitárias de Saúde (ACS) e 22 idosos da comunidade. A ação foi desenvolvida em dois momentos, nas dependências da igreja local. Inicialmente, foram realizadas aferições de pressão arterial e glicemia capilar dos participantes. Em seguida, desenvolveu-se uma abordagem dialógica através de roda de conversa com o tema “Alimentação Saudável”, abordando a composição do prato ideal e a quantidade de açúcar presente em alimentos industrializados, com o intuito de estimular hábitos alimentares mais saudáveis e conscientes. A experiência demonstrou a importância de ações de promoção de saúde emancipatória como ferramenta de empoderamento da população idosa, especialmente em comunidades rurais. A abordagem dialógica favoreceu o engajamento dos participantes e possibilitou a troca de saberes, fortalecendo o vínculo entre profissionais de saúde e comunidade. Iniciativas como essa contribuem para a promoção emancipatória em saúde e autocuidado apoiado, sendo fundamentais para o fortalecimento da atenção primária em saúde. Reforça-se, portanto, a necessidade de continuidade e ampliação dessas práticas no território.
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A CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS EM AMBIENTE HOSPITALAR COMO FERRAMENTA TECNOLÓGICA NO CUIDADO PEDIÁTRICO
ISLEY DE SOUSA SALES ; Clara Vidal de Souza; Rebeca Leite Peixoto; Valterlúcio dos Santos Sales.
A estratégia de contação de histórias é uma ferramenta que demonstra potencial para o alívio do sofrimento emocional, ressignificando a experiência hospitalar, aumentando o vínculo entre paciente e a equipe profissional e fortalecendo a humanização nos cuidados prestados aos pacientes. Neste sentido, o presente estudo teve o objetivo de explorar na literatura os efeitos desta ferramenta em pacientes pediátricos no ambiente hospitalar. Trata-se de uma revisão de literatura realizada em abril de 2025, utilizando os descritores Child, Hospitalized e Storytelling, combinados com o operador booleano AND. Após cruzamento inicial dos descritores obteve-se 12 artigos, conseguinte a leitura na íntegra dos textos para identificação, 7 artigos foram selecionados para compor a amostra. Os resultados obtidos apontam a necessidade de institucionalizar essas práticas nos serviços de saúde, com investimentos por parte de órgãos competentes, como o Conselho Federal de Enfermagem, favorecendo no investimento e qualificação profissional. A incorporação sistematizada do lúdico como um meio de tecnologia leve no cuidado pediátrico é essencial para a integração de aspectos sociais, emocionais, culturais ao tratamento hospitalar. Conclui-se que a ampliação de pesquisas direcionada para os efeitos terapêutica da contação de histórias e sua aplicação em diferentes contextos no ambiente hospitalar é fundamental para a consolidação de uma abordagem mais humanizada e centralizadas nas crianças, assegurando não somente uma recuperação física, mas também a promoção de um bem-estar emocional durante a hospitalização. Coautor 6 : Andressa de Alencar Silva
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ATENÇÃO HUMANIZADA AO PACIENTE CRÍTICO: EXPERIÊNCIA ACADÊMICA NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA
MARIA IDELÂNIA SIMPLÍCIO DE LIMA; Marta Carol Taveira da Silva; Luanna Áquila Rodrigues Duarte; Angélica Giliane Soares dos Santos; Gleice Aparecida Camilo Jerônimo
A Unidade de Terapia Intensiva é um ambiente hospitalar voltado à assistência de pacientes graves, necessitando monitoramento contínuo e intervenções rápidas. Nesse contexto, a formação em enfermagem deve ir além da competência técnica, onde o cuidado humanizado emerge como elemento essencial para garantir uma assistência integral. Diante dos desafios globais à saúde e à sustentabilidade, essa abordagem representa uma educação transformadora, voltada à formação de profissionais éticos e sensíveis às necessidades do ser humano e do planeta. Objetivou-se relatar a experiência acadêmica vivenciada em uma Unidade de Terapia Intensiva, destacando a humanização do cuidado ao paciente crítico como prática transformadora na formação em enfermagem e promotora da saúde planetária. Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, fundamentado nas atividades desenvolvidas durante o estágio supervisionado II, em uma unidade de terapia intensiva adulto de um hospital público do interior do Ceará. A vivência ocorreu entre fevereiro e abril de 2025, com supervisão docente e acompanhamento da equipe assistencial de enfermagem. Observou-se o atendimento a pacientes em estado grave, que demandavam monitoramento constante e cuidados específicos. A vivência destacou a relevância de ações humanizadas, como oferecer atenção à dor, alívio da angústia e apoio aos pacientes e familiares em momentos de fragilidade. Mesmo diante de um ambiente altamente tecnificado, ações simples da equipe continuam essenciais: tratar o paciente pelo nome, esclarecer etapas do tratamento, cuidar da higiene e do bem-estar, além de manter a família informada. Como acadêmico, participar ativamente dessas ações permitiu compreender que o cuidado humanizado é também uma forma de resistência ética e social frente à automatização das relações de saúde. Além disso, observou-se que práticas conscientes, como a racionalização do uso de materiais e o respeito aos recursos disponíveis, também fazem parte do cuidado responsável e sustentável. A vivência acadêmica na unidade de cuidados intensivos permitiu notar que o cuidado humanizado ao paciente grave é uma prática essencial e transformadora na formação do enfermeiro. Além de melhorar a recuperação e o bem-estar, essa abordagem reforça uma enfermagem ética, empática e comprometida com os desafios sociais e ambientais atuais. A atenção humanizada, nesse contexto, se consolida como um caminho necessário para a promoção da saúde planetária.
Palavras-chave: unidade de terapia intensiva, humanização da assistência, educação em enfermagem
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EDUCAÇÃO EM SAÚDE: A IMPORTÂNCIA DA VACINA TRÍPLICE VIRAL PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE PÚBLICA
ROSÁLIA ALVES RODRIGUES ; Francisco Gabriel da Silva; Fabrícia Franklin do Nascimento; Maria Sofia de Melo Feitosa
A vacinação é uma das estratégias mais eficazes na promoção da saúde coletiva, desempenhando um papel fundamental na prevenção de doenças e na erradicação de enfermidades graves, como sarampo, varíola, poliomielite e rubéola. As campanhas de imunização têm sido essenciais para controlar a disseminação de doenças que podem se tornar endêmicas. No entanto, apesar das evidências científicas sobre a eficácia da vacina tríplice viral no fortalecimento do sistema imunológico da população, a cobertura vacinal tem diminuído, o que representa um risco iminente para o retorno de doenças já erradicadas. Este estudo tem como objetivo destacar a importância da vacina tríplice viral para a saúde pública, ressaltando seu papel na redução da morbimortalidade associada a essas doenças. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, baseada em artigos científicos das bases de dados SciELO e PubMed, além de documentos da Organização Mundial da Saúde (OMS), focando na eficácia da vacina, seu impacto na saúde coletiva e nas ações de educação em saúde relacionadas à imunização. Os resultados demonstraram que o Programa Nacional de Imunizações (PNI), iniciado em 1973, foi crucial para a eliminação de doenças como sarampo, caxumba e rubéola no Brasil até 2016. Contudo, após uma epidemia de sarampo em 1986 e o aumento da resistência à vacinação, houve o retorno dessas doenças. Entre 2018 e 2022, o Brasil registrou milhares de casos de sarampo, e a baixa adesão à segunda dose da vacina, com menos de 80% de cobertura, tem facilitado a propagação da doença, apesar de uma boa cobertura na primeira dose. Portanto, este estudo reforça a importância da vacina tríplice viral para a prevenção de sarampo, caxumba e rubéola, e destaca a necessidade de intensificar as campanhas de vacinação e melhorar a educação em saúde, especialmente em áreas com baixa adesão. A atuação dos enfermeiros é fundamental na identificação de não vacinados e na promoção da confiança nas vacinas. O sucesso das estratégias vacinais depende da combinação de políticas públicas eficazes, educação de qualidade e o comprometimento dos profissionais de saúde.
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EDUCAR PARA CUIDAR: ENFERMAGEM E O ENFRENTAMENTO DA HESITAÇÃO VACINAL NA SAÚDE COLETIVA
NICOLE HORRARA GONÇALVES AMORIM; EDILANIA PEREIRA NASCIMENTO
A vacinação é uma das mais importantes estratégias de promoção e preservação da vida, tendo permitido, ao longo da história, o controle e a erradicação de doenças infectocontagiosas. No entanto, o Brasil enfrenta atualmente o desafio crescente da hesitação vacinal, fenômeno caracterizado pela recusa ou relutância em aceitar vacinas, mesmo quando estão disponíveis. Essa hesitação é multifatorial, sendo influenciada por desinformação, desconfiança nas instituições, baixa escolaridade, barreiras socioeconômicas e pela circulação de conteúdos falsos, especialmente em meios digitais. Diante desse cenário, a atuação da enfermagem na atenção básica é essencial para o enfrentamento da hesitação vacinal. Este artigo, por meio de revisão de literatura qualitativa, analisa criticamente o papel estratégico do enfermeiro na promoção da imunização consciente, destacando a educação em saúde e o letramento vacinal como ferramentas fundamentais para empoderar a população. Ao assumir funções que vão além da técnica, como escuta qualificada, acolhimento e mediação de saberes, o profissional de enfermagem atua como agente de transformação social. A integração entre ações educativas e comunicação clara contribui para fortalecer a confiança nos serviços de saúde e ampliar a cobertura vacinal. Além disso, a articulação com lideranças locais, escolas e meios de comunicação comunitários fortalece estratégias intersetoriais que promovem o acesso à informação confiável. Considerando os determinantes sociais da saúde, defende-se que o combate à hesitação vacinal exige uma abordagem sensível, voltada para territorialidade e comprometida com a equidade. Assim, investir na formação crítica da enfermagem e na educação transformadora constitui um caminho concreto para preservar vidas, reduzir desigualdades e consolidar os princípios do SUS.
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INSTITUIÇÃO DE LONGA PERMANÊNCIA PARA IDOSOS: ENCONTRO ENTRE TEORIA E PRÁTICA
HELOISA MENDES SÁTIRO XENOFONTE ; CAPRICY BATISTA SOUSA; MARIANA RIBEIRO PINHEIRO; VICTÓRIA VIANA ALVES; ANA BEATRIZ ALVES DO NASCIMENTO
A Resolução de Diretoria Colegiada nº 502/2021, que dispõe sobre o funcionamento de Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI), estabelece uma padronização mínima para o funcionamento das ILPI. Objetivou-se relacionar os aspectos teóricos concernentes à estrutura física e organizacional de uma ILPI com a realidade observada, por meio de uma visita técnica. Consistiu em uma visita técnica realizada no mês de outubro de 2024 por discentes do sétimo semestre, matriculados na disciplina Enfermagem no processo de cuidar em saúde do idoso, do curso de enfermagem da Universidade Regional do Cariri. A princípio, houve a apresentação dos setores pela coordenadora da instituição, e posteriormente, ocorreu a interação junto aos idosos institucionalizados e os discentes. A ILPI contava com 14 apartamentos, separados por sexo masculino e feminino e seis camas em cada quarto; hall de entrada, pátio aberto com jardim, refeitório, sala da diretoria e coordenação, salão de atividades com capela, almoxarifado, rouparia, dormitório adaptado para uso dos profissionais, ambulatório para atendimento médico e enfermaria, lavanderia e um pomar. Nesse contexto estrutural, para segurança dos residentes, alguns espaços contam com rampas - para facilitar o acesso para aqueles que fazem uso de cadeira de rodas - e corrimões, principalmente nos banheiros de cada alojamento. Assim, observou-se uma coerência significativa entre a teoria e a prática, evidenciada na adequação da estrutura física, organização dos serviços e no cumprimento dos critérios de cuidado e segurança para a população idosa institucionalizada. Desse modo, a visita técnica à ILPI permitiu uma vivência enriquecedora, ao possibilitar a análise concreta dos aspectos físicos e organizacionais da instituição à luz dos referenciais teóricos trabalhados em sala de aula, especialmente os preconizados pela RDC vigente.
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Mesa redonda interdisciplinar sobre o transtorno do espectro autista: Relato de experiência
IRAN NUNES DA SILVA ; Anna Moésia Fechine Pereira; Joedison Silva Santana; Maria Clara de Alencar Sousa
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por alterações no neurodesenvolvimento, que afetam a comunicação verbal e não verbal, a interação social e o comportamento, como ações repetitivas, hiperfoco em objetos específicos e restrição de interesses. Dentro do espectro, os níveis variam de leve, com independência e dificuldades discretas de adaptação, até casos de total dependência nas atividades diárias. A identificação dos sinais do TEA é realizada a partir da observação da criança, entrevistas com os pais e métodos de monitoramento do desenvolvimento infantil durante as consultas de crescimento nas unidades da Atenção Primária à Saúde (APS). Diante disso, o presente estudo teve como objetivo relatar a experiência de alunos na realização do evento da conscientização e a compreensão sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), destacando a importância da identificação precoce, do acolhimento humanizado e da construção de práticas inclusivas através da integração multiprofissional. Trata-se de um relato de experiência realizado pelos ligantes da Liga de Enfermagem em Neurociências (LieNeuro), por meio de uma mesa redonda promovida no dia 08 de abril na Universidade Regional do Cariri. O público-alvo incluiu acadêmicos, profissionais da área da saúde e pessoas interessadas na temática. A mesa redonda contou com uma equipe multiprofissional que abordou temas relevantes sobre o TEA. A psicóloga apresentou o perfil neuropsicológico do transtorno; o médico destacou os sinais e sintomas sugestivos; o enfermeiro discutiu os benefícios da LEGO terapia no desenvolvimento da criança com autismo, além dos cuidados de enfermagem; a advogada abordou os direitos da pessoa com autismo; e a psicopedagoga compartilhou suas experiências de intervenção sob a perspectiva de mãe atípica.Conclui-se que participar da organização evento foi extremamente enriquecedor, onde para nós futuros enfermeiros, aprendemos a trabalhar em equipe, ter espírito de liderança, organizar horários da apresentação das palestras, alem de enxergar o TEA de uma forma mais ampla e humana. Percebemos que cada pessoa dentro do espectro é única e que a escuta sensível e o respeito às individualidades são essenciais, além de compreender ainda mais a importância da empatia e da paciência no processo de inclusão. Sem dúvida, essa experiência trouxe crescimento pessoal e profissional, dando ferramentas para agir com mais responsabilidade e consciência em espaços inclusivos.
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MUDANÇAS CLIMÁTICAS E SAÚDE DO IDOSO RURAL: DESENVOLVIMENTO DE CARTILHA PARA A PRÁTICA DE ENFERMAGEM NA ATENÇÃO PRIMÁRIA
LAIZA MARIA CAVALCANTE DE AZEVEDO; Francisco Rael Campos Alves; Sofia Martins Teixeira
As mudanças climáticas têm intensificado seus efeitos sobre populações vulneráveis, como os idosos residentes em áreas rurais, exigindo a requalificação da prática dos profissionais de saúde. Este estudo teve como objetivo elaborar uma cartilha educativa voltada a enfermeiros da Atenção Primária à Saúde, com foco na atenção à saúde da pessoa idosa em contexto rural frente às mudanças climáticas. Trata-se de uma pesquisa metodológica, desenvolvida em duas etapas: a primeira consistiu em uma revisão narrativa da literatura realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), na Base de Dados de Enfermagem (BDENF), com os descritores “pessoa idosa”, “rural”, “enfermagem” e “educação em saúde” como critérios de inclusão tem-se de estar nos idiomas português e inglês, com recorte temporal dos últimos 10 anos, depois da leitura do resumo resultou-se em 6 publicações analisadas; a segunda envolveu a construção de uma tecnologia educacional em formato de cartilha no software Figma. Os achados evidenciam que, embora idosos rurais apresentem, melhores indicadores de saúde funcional e cognitiva que seus pares urbanos, persistem fragilidades na rede de apoio formal e na preparação para eventos extremos, o que acentua sua vulnerabilidade em situações de crise climática. Além disso, riscos ambientais como a exposição a agrotóxicos já demonstram impacto significativo na saúde mental e física dessas populações, ilustrando lacunas no reconhecimento e enfrentamento de agravos ambientais, sobretudo aqueles menos tangíveis, como os relacionados ao clima. A literatura também aponta deficiências na formação dos enfermeiros e agentes comunitários de saúde em temas relacionados ao envelhecimento, aos determinantes ambientais da saúde e às políticas públicas voltadas à população idosa. A cartilha desenvolvida busca preencher essa lacuna, oferecendo subsídios para uma prática mais crítica, sensível e orientada à prevenção de agravos ambientais em idosos do meio rural. Conclui-se que a produção de tecnologias educativas voltadas à capacitação profissional constitui uma estratégia eficaz para ampliar a integralidade do cuidado, especialmente em territórios vulneráveis às emergências ambientais crescentes.
Palavras-chave: Pessoa idosa, Educação em saúde, Enfermagem
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RELATO DE EXPERIÊNCIA: VIVÊNCIAS INTERINSTITUCIONAIS SOBRE A IMPLEMENTAÇÃO DA SISTEMATIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM
LARISSA ELLEN DE SOUZA OLIVEIRA; Taiane Rodrigues da Costa
O presente estudo visa relatar a experiência da participação de acadêmicos de enfermagem como ouvintes em uma mesa redonda realizada em uma Universidade na cidade do Crato no estado do Ceará em novembro de 2024, durante um evento do curso acadêmico em enfermagem, com a temática: Implantação da SAE nos diferentes níveis de atenção: estratégias e boas práticas na assistência de enfermagem. Além disso, trata-se de um relato de experiência com abordagem qualitativa e descritiva. Compuseram a mesa uma enfermeira da Estratégia saúde da Família (ESF), uma enfermeira de uma unidade de saúde especializada com atendimento ambulatorial e uma enfermeira da área hospitalar, contemplando assim os três níveis de atenção à saúde do Brasil. Ademais, havia uma enfermeira com expertise no tema a ser abordado como mediadora da discussão. No primeiro momento da exposição sobre o tema, a enfermeira da ESF correlacionou o uso do Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC), que se trata de uma ferramenta informatizada desenvolvida pelo Ministério da Saúde (MS) para padronização e qualificação dos registros clínicos no âmbito da atenção básica, com as etapas do Processo de Enfermagem (PE). Assim foi exposto a presença do histórico de saúde do cidadão e o método SOAP, acrônimo para quatro componentes: Subjetivo (S), onde são registradas as queixas e relatos do paciente; Objetivo (O), que compreende os dados mensuráveis e observações do profissional; Avaliação (A), que inclui a análise clínica ou o diagnóstico de enfermagem; e Plano (P), referente às intervenções e condutas propostas, que também estão presentes nas etapas do PE. Em continuidade, as enfermeiras da atenção secundária e terciária destacaram em suas falas a importância dos Protocolos Operacionais Padrão (POPs) para a organização do processo de trabalho nas instituições de saúde, garantindo a padronização das condutas e a prática baseada em evidências, promovendo mais segurança tanto para o profissional como para o público assistido. Desse modo, conclui-se que a mesa redonda permitiu a troca de saberes de forma intersetorial, evidenciando que a SAE deve estar presente independentemente do nível de atenção à saúde. Com isso, devido a participação neste momento, foi promovida uma visão da versatilidade da SAE e da presença do PE nos diferentes locais de atuação da enfermagem.
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SIMULAÇÃO CLÍNICA E PDCR PARA A AQUISIÇÃO DE COMPETÊNCIAS: UMA SÍNTESE DAS EVIDÊNCIAS.
KARINE DE SOUZA OLIVEIRA ; Kethylen Yasmin Lucena Furtado; Ana Janielly Viana Alves; Jessica Alves Araujo; Maria Haryadya Pereira Deodato
Introdução: A simulação clínica é uma prática ativa de ensino onde se aplica uma ou mais situações está relacionada à realidade. A Prática Deliberada em Ciclos Rápidos é uma variação da simulação clínica onde se aplica a repetição de tarefas baseada em evidências. Essas duas metodologias promovem o aluno desenvolver o raciocínio crítico e aquisição de competências. Método: Trata-se de uma revisão narrativa, que busca a literatura existente sobre um tema ou tópico específico, realizado em abril de 2025, com utilização da Base de Dados em Enfermagem acessada pela Biblioteca Virtual em Saúde. Após a busca, foram encontrados 105 trabalhos, dos quais foram escolhidos oito artigos completos e de acesso livre, publicados entre 2020 e 2025. Discussão: A simulação clínica e o PDCR mostraram-se como estratégias eficazes no aprimoramento de competências técnicas e não técnicas dos estudantes de enfermagem, quando usadas juntas, essas metodologias ativas potencializam o aprendizado e a satisfação dos participantes. Por isso, recomenda-se sua inclusão na formação em enfermagem. Conclusão: Com base na análise feita, constatou-se que a simulação clínica e a PDCR são métodos eficazes para aprimorar habilidades na enfermagem, tornando o aprendizado mais prático e relevante. A junção dessas abordagens com o ensino convencional ajuda na capacitação de profissionais mais aptos, confiantes e focados no atendimento ao paciente.
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TECNOLOGIA E EDUCAÇÃO: IMPACTO DA SAÚDE DIGITAL NA ASSISTÊNCIA
MARIA CLARA BARBOSA DA SILVA; APARECIDA KAMILLY SOUSA DOS PASSOS; LAURA BEATRIZ DOS SANTOS DA SILVA; PAULO ERMESON FERREIRA DUTRA; PATRÍCIA DIAS DOS SANTOS
Saúde digital, de acordo com Organização Mundial de Saúde (OMS), é a utilização Tecnologias de informação e comunicação (TICs) para melhorar a assistência e alcance à saúde, por meio de inteligência artificial, prontuário eletrônico, aplicativos de saúde, consultas por videochamada, dentre outras. A evolução das TICs favoreceu a acessibilidade do conhecimento, por meio das plataformas digitais, oferecendo informações de qualidade, através de recursos personalizados e interativos, permitindo a aprendizagem de forma independente, de qualquer lugar e no seu próprio tempo. O objetivo principal desta pesquisa é analisar os impactos da utilização de métodos digitais na educação e qualidade da assistência dos profissionais de saúde. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada no mês de abril de 2025. A busca por artigos foi realizada nas bases de dados Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Medical Literature Analysis and Retrievel System Online (MEDLINE) e Base de Dados de Enfermagem (BDENF). Os textos completos dos estudos potencialmente relevantes foram analisados de forma crítica e descritiva, considerando sua relevância para o tema, clareza metodológica e contribuição científica. Foram encontrados 43 artigos, dos quais 20 foram excluídos, e 8 foram selecionados para o estudo. A presente pesquisa mostrou que as TICs impactaram de maneira positiva na educação dos profissionais de saúde, através do ensino remoto, que se consolidou como principal ferramenta digital utilizada durante a pandemia. Esses métodos favoreceram o acesso à informação e autonomia dos estudantes. Além de proporcionar a otimização do trabalho, eficiência no diagnóstico e acompanhamento contínuo dos pacientes. E apesar da sua crescente utilização nos atendimentos remotos, ainda existem desafios a serem enfrentados, na segurança de informações e sigilo profissional, limitações clínicas do atendimento remoto, desigualdade digital e infraestrutura tecnológica insuficiente. Dessa forma, conclui-se que apesar do contínuo avanço tecnológico e seus benefícios associados, é necessário continuar investindo para alcançar seu potencial máximo e superar as barreiras associadas, e que a saúde digital e todos os meios nela inclusos, devem ser vistos como complemento e suporte em meio a necessidades e contextos específicos, e não escolhidas para substituir completamente os cuidados tradicionais
Palavras-chave: Educação,Saúde digital,Tecnologia
Oral
TECNOLOGIA LÚDICA PARA A CONSCIÊNCIA CLIMÁTICA: UMA HIPERMÍDIA SOBRE SAÚDE AMBIENTAL PARA CRIANÇAS
FRANCISCO RAEL CAMPOS ALVES; Sofia Martins Teixeira; Laiza Maria Cavalcante de Azevedo; Amanda Soares
A educação ambiental e climática voltada para crianças do Ensino Fundamental é cada vez mais urgente diante da crise climática e da importância da escola como espaço de promoção da saúde e conscientização. Crianças de 6 a 10 anos são altamente receptivas à aprendizagem e podem se tornar multiplicadoras de práticas sustentáveis, mas ainda há lacunas nas práticas educativas quanto à articulação entre meio ambiente, saúde e clima. Este estudo teve como objetivo desenvolver uma hipermídia educativa para educação em saúde ambiental para crianças. Trata-se de um estudo metodológico dividido em duas etapas: uma revisão narrativa da literatura e o desenvolvimento da tecnologia educacional. A revisão foi realizada na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), com os descritores "educação em saúde", "criança" e "saúde planetária", como critérios de inclusão tem-se de estar nos idiomas português e inglês, com recorte temporal dos últimos 10 anos, depois da leitura do resumo resultou-se em 9 publicações analisadas. Posteriormente foi desenvolvida a hipermídia no Figma, utilizando ilustrações e grafismos como linguagem central, com estrutura interativa voltada para o engajamento do público infantil. Seu conteúdo explicita as conexões entre crise ambiental, saúde humana e responsabilidade coletiva, alinhando-se com as lacunas apontadas na literatura. A análise confirmou a importância da escola como espaço privilegiado de educação em saúde ambiental e o potencial das crianças como agentes de transformação, destacando que metodologias ativas, lúdicas e digitais são mais eficazes. Conclui-se que, a revisão forneceu embasamento para a construção eficaz da tecnologia. A hipermídia, intitulada Aventuras de Luma representa uma contribuição concreta para o ensino crítico e criativo em saúde planetária, sendo recomendada a sua futura aplicação em contextos escolares, bem como a realização de estudos que avaliem sua eficácia e aceitação. Do ponto de vista da Enfermagem, sua atuação educativa ganha potência ao utilizar tecnologias inovadoras e sensíveis às infâncias, promovendo práticas de cuidado ampliado, com foco na prevenção e na sustentabilidade.
Palavras-chave: Criança,Tecnologia Educacional,Saúde Ambiental
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“QUANDO A CRIANÇA FALA, A ENFERMAGEM ESCUTA?” – SABERES INFANTIS (OU SUA AUSÊNCIA) NA EDUCAÇÃO EM SAÚDE AMBIENTAL
FRANCISCO RAEL CAMPOS ALVES; Sofia Martins Teixeira; Laiza Maria Cavalcante de Azevedo; Amanda Soares
Diante do avanço das mudanças climáticas e das crescentes vulnerabilidades ambientais, torna-se urgente repensar as práticas de educação em saúde voltadas às infâncias, especialmente na atuação da enfermagem. O estudo teve como objetivo analisar como a enfermagem tem realizado ações de educação em saúde com crianças frente às mudanças climáticas. Realizou-se uma revisão narrativa da literatura, nas bases SciELO, LILACS e BDENF (estas últimas via BVS), por meio dos descritores "infância", "educação em saúde", "enfermagem" e "educação ambiental", com uso dos operadores booleanos AND e OR. Após aplicação dos critérios de inclusão (estar em português ou inglês, publicados nos últimos dez anos), 22 artigos foram selecionados para análise, após a leitura, descartou-se 7 deles. Os resultados indicam uma presença significativa da temática das mudanças climáticas nas ações de educação em saúde conduzidas por enfermeiros com crianças. A maioria dos estudos limita-se a enfoques normativos, com ênfase na higiene, no saneamento básico e na segurança alimentar, sem problematizar as causas estruturais das vulnerabilidades ambientais. As iniciativas que abordam educação ambiental frequentemente partem de abordagens escolares pontuais, majoritariamente conduzidas por estudantes em atividades de extensão, e não como parte de uma práxis da enfermagem. Embora alguns estudos mencionem o uso de estratégias dialógicas e lúdicas, como histórias em quadrinhos e oficinas, essas experiências são episódicas e pecam em consistência metodológica, avaliação crítica e replicabilidade. A crítica à verticalização do saber aparece como um ideal, mas não se traduz em práticas educativas robustas. O protagonismo infantil, quando citado, restringe-se a ações de autocuidado e não à inserção da criança como sujeito político em debates socioambientais. Ademais, a ausência de uma formação sólida em saúde ambiental, denunciada em diversos estudos, contribui para a fragilidade das ações e para a incapacidade de articular saúde, território e clima de forma crítica. Assim, longe de um cenário de avanços, os achados revelam a marginalidade da agenda climática na prática educativa da enfermagem com crianças, revelando uma lacuna formativa, política e metodológica que compromete a resposta da categoria aos desafios socioambientais atuais. Conclui-se que, embora existam experiências inovadoras, a educação em saúde ambiental com crianças ainda carece de maior articulação com a vulnerabilidade vivida.
Palavras-chave: Criança,Enfermagem,Educação em Saúde,Mudanças Climáticas
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Palavras-chave: cheklist,mães,universitárias,vivências, intraparto
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TERRITORIALIZAÇÃO HOSPITALAR: EXPERIÊNCIA EXITOSA DE RESIDENTES EM TRAUMATOLOGIA-ORTOPEDIA
ANTONIA ELIZANGELA ALVES MOREIRA; Sarah Laís da Silva Rocha; Alicia Vitória Domingos Constantino; Tácio Bernardo Coelho Feitoza; Gilson Domingos Gomes Júnior
A formação multiprofissional auxilia no desenvolvimento da competência do ser enfermeiro como membro da equipe. As ações em serviços de saúde como a territorialização hospitalar fortalece essa formação e norteia a identificação das melhorias do local quanto ao quadro de saúde do indivíduo. Objetiva-se relatar a experiência de residentes em traumatologia-ortopedia na territorialização no ambiente hospitalar. Trata-se de um relato de experiência, ocorrido nos meses de março/abril de 2025, em um hospital de referência de média e alta complexidade da região do Cariri, Ceará. Realizado por quatro residentes na modalidade multiprofissional de Enfermagem; Fisioterapia; Farmácia e Nutrição, vinculados à escola de saúde pública do Ceará. O estudo foi dividido em duas etapas: 1) Identificação dos cuidados ofertados no hospital e organização do fluxo em traumatologia-ortopedia; 2) Observação dos residentes sobre os cuidados a serem desempenhados no serviço na linha de traumatologia-ortopedia. Usado como instrumento de coleta um diário de campo das percepções dos residentes e a ferramenta de gestão de fragilidades (F) e forças (F), ameaças (A) e oportunidade (O) conhecida como matriz FOFA, ao perpassar todos os setores. Dispensou-se o comitê de ética e pesquisa devido ao tipo do estudo. Na primeira etapa, os residentes visualizaram como funcionava os setores na linha de traumatologia-ortopedia e os caracterizaram, percebeu-se adesão na instituição de um protocolo de trauma. Na segunda etapa, a elaboração da matriz FOFA permitiu a análise de quais pontos necessitavam de melhorias na linha de traumatologia-ortopedia. A experiência fortaleceu o olhar crítico diante das ameaças e fraquezas, também apontou para os residentes as forças e oportunidades do campo de prática, pontos que serão usados durante os dois anos da residência. Portanto, a experiência dos residentes em traumatologia-ortopedia na territorialização hospitalar serviu como orientação, olhar crítico do campo e quais protocolos institucionais aplicarão. O trabalho colaborativo permitiu observar o papel de cada profissão no percurso de cuidado aos pacientes dentro da instituição. Além do uso de diário de campo e ferramenta matriz FOFA que serviram de guia da experiência colaborativa e fortalecimento do olhar multiprofissional e quais pontos precisam ser melhorados e fortalecidos para uma qualidade do atendimento em traumato-ortopedia.
Palavras-chave: Pesquisa Interdisciplinar,Ensino,Equipe de Assistência ao Paciente
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ALEITAMENTO MATERNO COMO PRÁTICA SUSTENTÁVEL DE PROMOÇÃO À SAÚDE PLANETÁRIA
JESSICA VITÓRIA BARROS DOS SANTOS ; Kaylane Gomes Bezerra Silva; Anna Rebeca Lima Monteiro; Jade Kelly Honorato Lopes
O conceito de saúde planetária reconhece a conexão intrínseca entre a saúde humana e a preservação dos ecossistemas terrestres. Nesse contexto, o aleitamento materno se destaca como uma prática natural que promove não apenas a saúde perinatal, mas também a sustentabilidade ambiental. De modo diverso das fórmulas lácteas industrializadas, a amamentação além de não gerar resíduos sólidos, reduz o consumo de recursos naturais e evita a emissão de gases poluentes associados à produção e transporte de produtos substitutivos. Ademais, proporciona segurança alimentar e nutricional, sendo uma estratégia de baixo custo para a promoção da saúde coletiva e planetária. Essa prática está diretamente relacionada a diversos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente: o ODS 2 (Fome Zero e Agricultura Sustentável), ao assegurar nutrição adequada desde os primeiros dias de vida; o ODS 3 (Saúde e Bem-Estar), ao promover a saúde materno-infantil; o ODS 12 (Consumo e Produção Responsáveis), ao reduzir o uso de recursos e resíduos; e o ODS 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima), ao mitigar emissões associadas à produção de substitutos do leite materno. Este estudo tem como objetivo refletir sobre o aleitamento materno como uma prática sustentável e de promoção à saúde, alinhada aos princípios da saúde planetária e às ações de enfermagem voltadas para a preservação da vida em todas as suas formas. Trata-se de um estudo de reflexão, fundamentado em revisão narrativa da literatura científica atual sobre amamentação, sustentabilidade e saúde pública. Constatou-se que a amamentação impacta diretamente e positivamente o meio ambiente ao reduzir o impacto ambiental associado à alimentação infantil, reforçando seu papel na luta contra as mudanças climáticas e na proteção dos ecossistemas. A atuação da enfermagem é fundamental na promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, em especial nos múltiplos cenários de cuidado, principalmente no âmbito da atenção primária à saúde, tornando-se agentes transformadores de práticas sustentáveis. Conclui-se que investir em políticas e práticas de incentivo ao aleitamento materno, é investir não apenas na saúde materno-infantil, mas também na saúde do planeta, constituindo-se um compromisso ético e ambiental da profissão de enfermagem.
Palavras-chave: Aleitamento Materno,Sustentabilidade,Saúde Pública
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ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DA INCIDÊNCIA DA TOXOPLASMOSE GESTACIONAL NO ESTADO DO CEARÁ NO ANO DE 2024
JOSÉ GLEDSON RODRIGUES DA SILVA ; Irwin Rose Alencar de Menezes; Valterlúcio dos Santos Sales; Kêmilly Leite Barros
Resumo: A toxoplasmose é uma zoonose causada pelo protozoário intracelular obrigatório Toxoplasma Gondii que parasita animais como bovinos, suínos, caprinos, felinos, aves e seres humanos. Os felinos são seus hospedeiros definitivos, onde o parasita completa seu ciclo de vida. A prevalência mundial da toxoplasmose varia de 20 a 90% da população, com diferenças relacionadas a localizações geográficas e exposição a fatores de risco. Quando contraída durante a gestação, pode causar aborto, hidrocefalia, calcificações cerebrais, alterações do neurodesenvolvimento, retinocoroidite, retardo no crescimento, icterícia e hepatoesplenomegalia. Diante desse quadro, a realização de pesquisas epidemiológicas é essencial para o desenvolvimento de estratégias que possam reduzir possíveis complicações. Portanto, este estudo analisa a incidência da toxoplasmose gestacional no estado do Ceará durante o ano de 2024. Trata-se de uma análise epidemiológica quantitativa realizada com dados do Sistema de Informações de Agravos de Notificações (SINAN). Durante o ano de 2024, foram registrados 528 casos de toxoplasmose gestacional no Ceará, com um aumento significativo em agosto e uma queda abrupta em setembro. Em relação a faixa etária das mulheres acometidas 77,65% possuíam idade entre 20 e 39 anos. Entre os casos registrados, a maioria das gestantes era da etnia/raça parda, representando 79,54% dos casos. O SINAN não disponibilizou dados por micro/macrorregiões e municípios, mesmo tais dados sendo importantes para melhor direcionar os programas de saúde. Portanto, dada a gravidade da toxoplasmose gestacional e suas potenciais complicações, é imperativo que se invista em pesquisas contínuas e em estratégias de prevenção. A análise dos dados de 2024 no estado do Ceará revela a necessidade de ações mais eficazes para reduzir a incidência da doença, especialmente durante a gestação. A implementação de programas de educação e conscientização, bem como o fortalecimento das políticas de saúde pública, são essenciais para minimizar os riscos de contágio e suas consequências. Apoio/Auxílio Financeiro: Apoio/Auxílio Financeiro: Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES.
Palavras-chave: Toxoplasma gondii,Infecções na Gravidez,Epidemiologia,Saúde Pública,Sistema de Informação em Saúde
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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO ATENDIMENTO INICIAL AO PACIENTE POLITRAUMATIZADO: UMA REVISÃO NARRATIVA
PAULO ERMESON FERREIRA DUTRA ; Tatielly da Silva Santos; Maria Clara Barbosa da Silva; Laura Beatriz dos Santos da Silva; Bianca Fernandes Marcelino
O trauma é uma das principais causas de mortalidade entre jovens e indivíduos em idade produtiva, configurando-se como um desafio significativo para os sistemas de saúde em todo o mundo. O objetivo deste estudo é identificar e descrever as principais evidências científicas sobre a assistência de enfermagem atendimento inicial ao paciente politraumatizado disponível na literatura. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura desenvolvida em 2025. Foi utilizado os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Atendimento Pré-Hospitalar’’, “Traumatismo Múltiplo’’ e “SAMU’’, realizado o cruzamento através do operador booleano “AND”, com o intuito de ampliar os resultados, diante disso, foram encontrados 167 estudos. Após a leitura minuciosa de títulos e resumos foram excluídos 138, subsequentemente os artigos restantes passaram por uma nova análise e foram selecionados 13 estudos para compor o escopo desta pesquisa. As bases de dados utilizadas através da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) foram: BDENF, LILACS, MEDLINE, IBECS e o Portal Periódicos da CAPES. Identificou-se que que o enfermeiro desempenha papel central no acolhimento e no atendimento inicial, sendo responsável por coordenar as ações da equipe, garantir a avaliação rápida e eficiente do quadro clínico e estabelecer condutas que priorizem a manutenção da vida. É importante salientar que o mnemônico “XABCDE” é amplamente utilizado para padronizar o atendimento inicial a pacientes politraumatizados, estabelecendo prioridades no manejo do trauma. Em 2018, o Prehospital Trauma Life Support (PHTLS) foi atualizado com a inclusão da letra “X” ao mnemônico, destacando a importância do controle imediato de hemorragias exsanguinantes. Conclui-se que o enfermeiro não apenas executa procedimentos técnicos, mas também lidera, organiza, avalia e educa, sendo peça fundamental para o sucesso do atendimento ao paciente politraumatizado. Portanto, deve-se seguir protocolos bem estruturados e padronizados para que não ocorra complicações na assistência ao paciente.
Palavras-chave: Atendimento pré-hospitalar.,Traumatismo múltiplo,SAMU
Oral
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NO PÓS-OPERATÓRIO AO PACIENTE COM TRANSPLANTE PULMONAR: REVISÃO INTEGRATIVA
SABRINA GONÇALVES ARAÚJO ; Kaylane Gomes Bezerra Silva; Tamires Soares Inácio
O transplante caracteriza-se como a substituição de um órgão ou tecido com perda total da sua funcionalidade,por um outro saudável doado por um paciente vivo ou em processo de morte encefálica.Logo, a atuação do enfermeiro na captação e transplante de órgãos é fundamental,sendo assegurada pela Resolução Cofen-710/2022(SOUSA,et al 2022).Os pacientes apresentam amplo desconforto respiratório ao mínimo esforço,com padrão respiratório instável,além de dispneia constante,o que causa redução da qualidade de vida e aumenta os episódios de internação.Portanto,a assistência de enfermagem se apresenta como indispensável Duarte(2014).Relatar as condutas assistenciais de enfermagem ao paciente submetido ao transplante pulmonar no período pós-operatório.Uma revisão integrativa qualitativa,elaborada de acordo com as seis etapas propostas por Mendes,Silveira e Galvão(2019),as quais são:elaboração da pergunta da revisão;busca e seleção dos estudos primários;extração de dados dos estudos;avaliação crítica dos estudos selecionados;síntese dos resultados;apresentação da revisão.Para a realização desta busca foram utilizados os Medical Subject Headigs- MeSH,nas bases de dados Scopus,através do Portal de Periódicos da Capes e Lilacs e Bdenf,por meio da Biblioteca Virtual em Saúde com o auxílio do operador booleano and e or.Estabelecidos critérios de inclusão para a seleção da amostra,sendo esses:artigos primários,que atendessem ao objetivo desta pesquisa e que fossem da área da enfermagem.Os critério de exclusão:estudos duplicados,trabalhos de revisão,que não fossem possíveis de serem lidos na íntegra.Ao realizar o cruzamento dos descritores:Nursing Care and Postoperative Period or Postoperative Care and Lung Transplantation,foi identificado um total de 25 estudos na base de dados Scopus e 2 estudos na BVS.Foi utilizado check-list PRISMA 2020 para categorização da amostra.Por fim, a amostra selecionada contou com a quantidade de 4 artigos.O enfermeiro deve ter a expertise clínica de identificar precocemente possíveis complicações no pós-operatório imediato,além de estabelecer os cuidados rotineiros,os quais devem seguir,principalmente,os bundles de prevenção de PAV:elevar a cabeceira a 30º, higiene oral,verificar pressão do cuff e realizar aspiração TET Duarte,Linch,Caregnato(2014).Portanto, conclui-se que a assistência de enfermagem é fundamental e indispensável para a qualidade de vida do paciente transplantado,assim como para a prevenção de possíveis complicações.
Palavras-chave: Assistência de Enfermagem,Transplante Pulmonar,Pós-operatório
Oral
Associação entre métodos não farmacológicos para alívio da dor no parto e a presença de acompanhante
RUTH EMANUELLE DA SILVA GUEDES; Francisco Costa de Sousa; Ana Paula da Silva Gonçalves; Larisse Ellen de Souza; Milleny Sampaio da Silva
A presença do acompanhante de escolha da mulher durante todo o período de internação hospitalar é uma prerrogativa legal, além de traz segurança, diminuição do medo, da insegurança e a da dor. Objetivou-se analisar a associação entre a utilização de métodos não farmacológicos (MNF) para alívio da dor durante o trabalho de parto com a presença de acompanhante em uma maternidade do Cariri. Metodologia. Trata-se de um estudo descritivo e quantitativo realizada em uma maternidade de referência na região do Cariri, Ceará. A coleta dos dados primários foi realizada no período de novembro a dezembro de 2022, mediante entrevista utilizando formulário semiestruturado, com duração média de 20 minutos. As associações deste recorte foram analisadas em outubro de 2024, associando MNF e paridade. Puérperas com 12 horas pós-parto, independente da via de parto foram selecionadas para a inclusão no estudo. Os critérios de exclusão das participantes foram: limitação de comunicação, complicações nas condições clínicas que impedissem a participação na pesquisa e parto com filho natimorto. Resultados. A amostra envolveu 269 puérperas, das quais 114 (42,7%) referiram ter utilizado algum MNF de alívio da dor no trabalho de parto. 244 (91,0%) das participantes tiveram acompanhante, enquanto 24 (9,0%) não contataram com pessoas de apoio no trabalho de parto. Das que utilizaram MNF, metade utilizou movimentação com livre deambulação, enquanto as demais técnicas tiveram menos de um quarto de frequência. Banho de aspersão e aromaterapia não foram métodos utilizados pelas participantes. A utilização de MNF pelas parturientes que contaram com acompanhantes foi: Massagem com aparelhos (100%), cavalinho (100%), focalização (100%), musicoterapia (100%), mudança de posição (98,5%), técnicas respiratórias (98,4%), banho de chuveiro (98,3%), deambulação (97,2%), massagem manual (89,3%) e bola suíça (89,7%). Houve associação entre a presença de acompanhante e a utilização de deambulação, banho de chuveiro, massagem manual, bola suíça, técnicas respiratórias e mudança de posição. Houve cinco mais vezes de chance de deambulação e sete vezes mais chance de utilização de banho de chuveiro para as parturientes que contaram com acompanhante. Conclusão. Houve baixa utilização global dos MNF pelas parturientes, contudo a presença de acompanhante evidenciou prevalência elevada de MNF e sua influência na utilização dos MNF investigados, realçando a importância do acompanhante no trabalho de parto.
Palavras-chave: dor no parto,métodos não farmacológicos,trabalho de parto,alívio da dor
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ATENDIMENTOS RESPIRATÓRIOS EM SERVIÇOS DE EMERGÊNCIA RELACIONADOS AO CALOR: UMA REVISÃO NARRATIVA GLOBAL E DEMOGRÁFICA
PATRÍCIA DIAS DOS SANTOS; Maria Clara Barbosa da Silva; Aparecida Kamilly Sousa dos Passos; Joana Silva Nuvens; Tamires Soares Inácio
Com as mudanças climáticas na atualidade há muitas discussões acerca da contribuição da elevação de temperatura e o aumento de doenças na população mundial, podendo agravar algumas delas, como as respiratórias, sendo crianças, pessoas idosas, gestantes, pessoas com deficiência e pessoas com doenças crônicas os mais vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas. Este trabalho tem como objetivo analisar a relação entre a ocorrência de atendimentos respiratórios em Serviços de Emergência e a exposição a altas temperaturas, considerando aspectos globais e demográficos. Trata-se de uma pesquisa de caráter bibliográfico, revisão narrativa da literatura, com abordagem qualitativa, realizada no mês de abril de 2025. As bases de dados selecionadas foram: MEDLINE (Medical Literature Analysis and Retrievel System Online), LILACS (Literature Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e IBECS (Índice Bibliográfico Espanhol em Ciências de la Salud), acessadas por meio da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Os DeCS (Descritores em Ciências da Saúde) utilizados na pesquisa foram: “Serviço Hospitalar de Emergência”, “Doenças Respiratórias” e “Temperatura”, alternados pelo operador booleano “AND”. Os critérios de inclusão adotados foram: artigos disponíveis gratuitamente na íntegra, publicados em inglês, português e espanhol. Como critérios de exclusão consideram-se: trabalhos incompletos, duplicados e pagos. A amostra inicial foi composta por 44 artigos, dos quais 8 foram selecionados para a discussão. Os estudos foram organizados em duas categorias principais: (1) geográficas e (2) análise demográfica. Na geográfica, percepções similares foram observadas em diversos países no mundo sobre a temática de elevação da temperatura e sua relação com o acréscimo de atendimentos em Serviços Hospitalares de Emergência por sintomas associados ao trato respiratório. Países como Estados Unidos da América, China e Taiwan. Sobre a análise demográfica dos grupos mais acometidos, observou-se uma predominância de pessoas idosas (idade > 65 anos), e também constataram que as mulheres eram mais suscetíveis a temperaturas extremas do que os homens, além do grupo infantil que também é citado. Esses dados ressaltam a necessidade de implementação de políticas públicas que visem à mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, nesse caso da alta temperatura, com foco na adaptação das cidades e no fortalecimento dos sistemas de saúde.
Palavras-chave: Alta Temperatura,Sistema Respiratório,Emergência
Oral
ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM NA REABILITAÇÃO PÓS AVC: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
MARIA JAQUELYNE RODRIGUES DOS SANTOS; Mariana Ribeiro Pinheiro; Maria do Socorro Giselly Alves Lima; Ana Beatriz Alves do Nascimento; Esther Máysa de Sousa Alves
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) acontece quando há uma interrupção do fluxo sanguíneo, consequentemente acarretando a perda de algumas funções, as incapacidades. Neste sentido, o processo de reabilitação é extremamente necessário para recuperação funcional do indivíduo. O profissional de saúde, em especial o enfermeiro tem como principal foco restaurar a funcionalidade, minimizar sequelas, orientar e desenvolver a independência do paciente. Objetivou-se neste estudo, analisar por meio da literatura presente, o papel da assistência de enfermagem na reabilitação de pessoas que sofreram Acidente Vascular Cerebral (AVC). Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, na qual foram analisados 798 artigos científicos provenientes de diversas bases de dados, como a Base de Dados de Enfermagem (BDENF), a Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e o Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE), acessadas por meio da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS). Foram incluídos apenas 17 artigos, conforme os critérios estabelecidos. Os resultados indicaram que a assistência de enfermagem desempenha um papel essencial no processo de reabilitação de pessoas afetadas pelo AVC, sendo fundamental para a saúde física, social e emocional dos indivíduos. Dessa forma, a assistência de enfermagem se mostra particularmente importante na reabilitação pós-AVC, com ênfase na educação em saúde e na capacitação de cuidadores e pacientes. Além disso, a prática de enfermagem, baseada em evidências, contribui para a reintegração social e adaptação dos pacientes, sendo fortalecida pelo apoio multiprofissional e por planos de cuidado individualizados, o que impacta positivamente na qualidade de vida tanto dos pacientes quanto de suas famílias.
Palavras-chave: Enfermagem, Reabilitação do AVC, AVC, Cuidados de enfermagem
Oral
ATUAÇÃO DE SOCORRISTA EM CRISES HIPERTENSIVA: UMA ANÁLISE NO CONTEXTO PRÉ-HOSPITALAR
APARECIDA KAMILLY SOUSA DOS PASSOS; Laura Beatriz dos Santos da Silva; Paulo Ermeson Ferreira Dutra; Maria Clara Barbosa da Silva; Patricia Dias dos Santos
A hipertensão arterial sistêmica é uma condição crônica que, quando descompensada, pode evoluir para crises hipertensivas, exigindo intervenção rápida e eficaz, especialmente no contexto pré-hospitalar. Este estudo teve como objetivo analisar a atuação de socorristas em situações de crise hipertensiva, destacando a importância da avaliação clínica humanizada e da identificação precoce dos sinais de gravidade. A pesquisa foi construída a partir de revisão de literatura, enfatizando a necessidade de constante capacitação dos profissionais e a valorização dos recursos disponíveis para o atendimento qualificado. Os resultados apontam que a abordagem ágil, o acolhimento adequado e o correto manejo da pressão arterial são fatores determinantes para a prevenção de complicações graves, como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca. Conclui-se que a estruturação dos serviços de emergência, aliada à formação contínua dos socorristas, é essencial para promover a qualidade da assistência e reduzir os índices de morbimortalidade relacionados às crises hipertensivas.
Palavras-chave: Pré-Hospitalar, Crise hipertensiva, Socorrista
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Capacitação sobre suspeição de Hanseníase: Relato de Experiência
MARIA DO SOCORRO GISELLY ALVES LIMA ; Ana Beatriz Alves do Nascimento; Heloísa Mendes Sátiro Xenofonte; Ana Karolina Bezerra da Costa; Yvinna Marina Santos Machado
A hanseníase é uma doença infectocontagiosa causada pelo Mycobacterium leprae e que pode causar múltiplas incapacidades. Assim, a identificação precoce e o tratamento oportuno, podem impactar significativamente na qualidade de vida das pessoas. Diante disso, a busca ativa constitui-se uma alternativa para identificação precoce dos casos de hanseníase. Nesse sentido, destaca-se a importância da capacitação de estudantes da área da saúde para realização dessa ação. Objetivou-se descrever o relato de experiência sobre a capacitação de hanseníase no contexto da extensão universitária. Estudo descritivo, do tipo relato de experiência acerca de uma capacitação sobre hanseníase realizada na Universidade Regional do Cariri, Crato-CE. A ação em parceria com os projetos Liga Acadêmica de Estudo, Pesquisa e Extensão sobre Enfrentamento de Doenças Negligenciadas (LIDONE), o Grupo de Autocuidado Apoiado na Atenção Primária (GAAPS), Habilidade e Práticas em Saúde Coletiva (HPSC) e a Disciplina Supervisionado I. A capacitação foi dividido em dois momentos: primeiro teórico - os membros do GAAPS e alunos de enfermagem ministraram uma aula expositiva sobre Hanseníase, abordando aspectos conceituais da doença, sintomatologia e o esquema terapêutico preconizado pelo Ministério da Saúde. No momento prático ministrado pela professora coordenadora dos projetos, procedeu-se à aplicação do Questionário de Suspeição da Hanseníase (QSH) e a avaliação dermatoneurológica com a aplicação dos testes de sensibilidade: térmico, doloroso e tátil. Como resultado, participou 18 alunos de diversos cursos da saúde (enfermagem, fisioterapia e odontologia) e teve duração de quatro horas. Observou-se que a maioria dos participantes contava com conhecimento prévio sobre o assunto, em atividades anteriores e aulas das disciplinas. Ressalta-se que a articulação de conhecimento teórico e prático foi importante para o desenvolvimento de habilidade, aprendizagem e elucidações de dúvidas. O Questionário de Suspeição da Hanseníase foi compreendido e aplicado pelos os integrantes. Conclui-se que a capacitação em hanseníase direcionada aos discente e vinculados aos projetos de extensão demonstrou-se uma estratégia eficaz para fortalecer a formação em saúde e prevenção de doenças. Salienta-se a importância de integrar as ações de extensão universitária, ensino e serviço para a formação dos futuros profissionais de saúde comprometidos com a detecção, o manejo e o controle da hanseníase.
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COLETA DE INDICADORES DE SAÚDE NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: RELATO DE EXPERIÊNCIA
ROBERTA GABRIELA CARVALHO DE ANDRADE; Roberta Gabriel Carvalho de Andrade; Gabrielly Silva de Oliveira; Maria Nizete Tavares Alves
A Atenção Primária à Saúde (APS) como ordenadora da rede de saúde agrega grandes contribuições para o sistema de saúde nacional, incluindo registro de dados geradores de indicadores de saúde, entre outras atribuições. Os indicadores de saúde são medidas que contêm informações de extrema importância e assim, formam uma ferramenta de grande impacto no sistema de saúde brasileiro, pois a partir deles é possível a formulações de políticas de saúde que visam a mitigação das inequidades em saúde e situações de vulnerabilidade, entre estas podemos citar a Rede Interagencial de Informações para a Saúde (RIPSA). O Sistema Único de Saúde (SUS) dispõe de uma rede integrada através do software Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC) que contem as mais diversas informações sobre os pacientes cadastrados no serviço. Descrever a coleta de dados do e-SUS APS para realização da identificação de indicadores de vulnerabilidades socioeconômica. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, realizada em dezembro de 2024 na Secretária Municipal de Saúde de Juazeiro do Norte, Ceará. Realizada coleta de dados através do e-SUS em busca de indicadores referentes a indivíduos e família com ênfase em renda familiar, condições de moradia, sexo, escolaridade, entre outros, das famílias do bairro João Cabral localizado no município. Desenvolvido em três momentos, sendo eles, encontro com o técnico de saúde do município, de dados coletados pelo Agente Comunitário de Saúde (ACS) através do cadastramento de famílias, processamentos e análise dos dados coletados através de planilhas no Excel e elaboração de tabelas. No primeiro momento, foi realizado contato e agendamento com o técnico responsável pelo e-SUS. Essa parceria com a Secretaria Municipal de Saúde foi fundamental para a obtenção dos dados tendo em vista que o acesso é restrito ao sistema pelo setor. Em Seguida realizado a análise e processamento dos dados, nessa etapa verificou-se que a incompletude de informações por cada ESF do bairro gerou víeis na analise dos dados. A APS desempenha valioso papel na coleta e consequentemente para a elaboração dos iniciadores em saúde contribuindo para a tomada de decisão e possíveis intervenções locais e para as políticas pública de saúde. Entretanto, há fragilidades na coleta e alimentação desses dados gerando discrepâncias sejam elas, socioeconômicas, composição familiar e até mesmo acesso ao saneamento básico.
Palavras-chave: Indicadores básicos de saúde,Vulnerabilidade social,Atençaõ primária
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COMO A ENFERMAGEM PROMOVE A SUSTENTABILIDADE DA VIDA NAS SITUAÇÕES DE VULNERABILIDADE PSICOSSOCIAL? REVISÃO NARRATIVA
AMANDA LEAL BEZERRA ; Karine de Souza Oliveira; Kethylen Yasmin Lucena Furtado; Cícero Damon Carvalho de Alencar; Grayce Alencar Albuquerque
Introdução:As vulnerabilidades psicossociais e as dificuldades no acesso aos serviços de saúde estão frequentemente ligadas a fatores socioeconômicos e ambientais, que impactam diretamente a saúde mental dos indivíduos.A Atenção Primária à Saúde (APS), como porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), e a Estratégia Saúde da Família (ESF) são essenciais para promover saúde mental e direitos humanos, no entanto, o atendimento ineficiente a grupos vulneráveis, resulta em barreiras no acesso aos cuidados necessários. Portanto, ações de enfermagem que implementam práticas sustentáveis e priorizam acessibilidade são essenciais para garantir um atendimento integral e humanizado.Objetivo: Descrever as ações de enfermagem para sustentabilidade da vida de pessoas em situação de vulnerabilidade e seus desafios nas redes de saúde, conforme a literatura científica.Método:Trata-se de uma revisão narrativa da literatura,que se configura como uma análise e discussão das bibliografias existentes acerca de um tema ou área da pesquisa.Resultados:Os estudos ilustram as dificuldades de acesso aos serviços de saúde na Atenção Primária,enfrentadas por diversos grupos vulneráveis.Os achados revelam os estigmas e desafios que esses grupos enfrentam ao buscar cuidados de saúde, os problemas de saúde mental associados a essas barreiras e como a participação dos profissionais de saúde interferem nessas vertentes.Discussão:A partir da análise dos resultados, foi possível verificar que a enfermagem desempenha um papel crucial na promoção da saúde de indivíduos em situação de vulnerabilidade, enfrentando barreiras como preconceito e falta de recursos,através da adoção de estratégias de cuidado que ressignifica o sofrimento e garante o acesso igualitário aos serviços de saúde. Sendo assim, a prática de enfermagem, alinhada à atenção primária, deve considerar fatores sociais,econômicos, culturais e ambientais, para enfrentar vulnerabilidades psicossociais e dificuldades ao acesso aos serviços de saúde, implementando suporte psicológico e um ambiente acolhedor.Conclusão:constata-se que a enfermagem desempenha um papel estratégico através de ações como orientação, acolhimento, educação em saúde e promoção do autocuidado, contribuindo para a construção de comunidades mais saudáveis e sustentáveis, especialmente para aqueles que enfrentam grandes desafios devido à vulnerabilidade social.
Oral
CUIDADOS DE ENFERMAGEM AO PACIENTE EM VENTILAÇÃO MECÂNICA COM DISFUNÇÕES RESPIRATÓRIAS
TAMIRES SOARES INACIO ; JOANA SILVA NUVENS; KAYLANE GOMES BEZERRA SILVA; PATRÍCIA DIAS DOS SANTOS; SABRINA GONÇALVES ARAÚJO
A ventilação mecânica é um tipo de especialidade clínica que possui o objetivo de substituir parcialmente ou totalmente a função fisiológica ventilatória do indivíduo. O enfermeiro dentro da unidade de terapia intensiva desempenha um papel indispensável no cuidado ao paciente criticamente enfermo. A assistência de enfermagem possui atribuição profissional na organização, planejamento e julgamento profissional, desenvolvendo a promoção em saúde e a sintetização da assistência em saúde com maior qualidade no cuidado e na segurança ao paciente. O objetivo desta revisão foi identificar na literatura, os cuidados de enfermagem ao paciente em ventilação mecânica com disfunções respiratórias. Esse estudo, trata-se de uma revisão integrativa, onde os resultados foram apresentados de forma discursiva, trazendo informações diretamente interligadas ao objeto de estudo, identificando as etapas implementadas para seleção dos artigos. Concluindo-se que os cuidados de enfermagem ao paciente em ventilação mecânica com disfunções respiratórias incluem inicialmente a prevenção à saúde. Ressalta-se que os cuidados de enfermagem devem ser baseados e mediados por meio dos protocolos assistenciais, incluindo fluxogramas validados, checkin list, além do bundle ventilatório, especialmente ao paciente com disfunção respiratória. Essas etapas de cuidados ao paciente, possui a finalidade de oferecer otimização no suporte ventilatório artificial fornecendo ao paciente com disfunção respiratória maior segurança na assistência e eficácia positiva nos cuidados intensivos em saúde.
Oral
CUIDADOS DE ENFERMAGEM EM TERAPIA DIALÍTICA: IMPACTOS AMBIENTAIS E PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS NOS SERVIÇOS
MARTA CAROL TAVEIRA DA SILVA; Larisse Beserra Luna; Elis Regina de Sousa Alves
A terapia dialítica é um tratamento vital para pacientes com doença renal crônica dialítica, sendo uma expressiva terapia renal substitutiva (TRS), com destaque para a hemodiálise. No entanto, seu impacto ambiental é significativo, destacando-se o elevado consumo de água potável — estimado em aproximadamente 9 bilhões de litros ao ano — e a geração de mais de 35 mil toneladas de resíduos sólidos por centros de diálise no Brasil. Diante desse cenário, os cuidados de enfermagem emergem como elementos-chave na adoção e execução de práticas sustentáveis voltadas à redução dos danos ambientais associados à terapia dialítica. O presente trabalho, objetivou analisar na literatura os impactos ambientais da terapia dialítica e descrever as práticas sustentáveis no cuidado de enfermagem. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, de abordagem qualitativa, realizada em abril de 2025, na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), nas seguintes bases de dados: MEDLINE, LILACS e BDENF. Foram utilizados os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “diálise”, “impacto ambiental” e “enfermagem”, combinados por meio do operador booleano “AND”. Foram incluídos artigos publicados nos últimos cinco anos, disponíveis na íntegra, nos idiomas português, inglês ou espanhol, com aderência direta ao tema proposto. Excluíram-se artigos de opinião, duplicados ou que não respondiam à pergunta norteadora. Após a aplicação dos critérios de elegibilidade, nove estudos foram selecionados para análise. Os resultados evidenciaram que os serviços de diálise constituem pontos críticos no que se refere à sustentabilidade ambiental, especialmente pela alta demanda de recursos naturais. Contudo, foi possível observar a inserção progressiva de práticas sustentáveis conduzidas por profissionais de enfermagem, tais como: segregação correta de resíduos, uso racional de materiais, reutilização segura de equipamentos não descartáveis conforme regulamentações sanitárias, além do incentivo à redução de insumos descartáveis. Conclui-se que a atuação da enfermagem na terapia dialítica vai além da assistência técnica, assumindo papel fundamental na implementação de ações sustentáveis. Ao integrar o cuidado ambientalmente responsável à prática assistencial, os profissionais de enfermagem contribuem para a construção de serviços de saúde mais conscientes, éticos e alinhados aos princípios da sustentabilidade.
Palavras-chave: Diálise,Impacto ambiental,enfermagem
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Cuidados e orientações gerais para as pessoas com estomias de eliminação: relato de experiência
CICERA HELLEN DA SILVA ; Levi Santos da Paixão; Luis Rafael Leite Sampaio; Maria Gabriela Izidio Rodrigues; Nathylle Regia de Sousa Caldas
As estomias de eliminação são confeccionadas via intervenção cirúrgica para exteriorizar parte do trato gastrointestinal ou urinário em decorrência de uma patologia, sendo colostomia ou ileostomia para eliminação das fezes e urostomia para saída da urina. Através das atividades de educação em saúde, a enfermagem desenvolve um papel fundamental na vida da pessoa com estomia e sua rede de apoio, favorecendo a autonomia do paciente e a participação da família nesse processo. Além disso, é importante no processo de reabilitação social, pois promove reinserção na sociedade e melhoria quanto a autoimagem e autoestima. Objetivou-se descrever uma capacitação para acadêmicos de enfermagem quanto aos cuidados e orientações gerais para as pessoas com estomias de eliminação. Trata-se de um estudo descritivo do tipo relato de experiência desenvolvido por acadêmicos de enfermagem, realizado em abril de 2025 em um ambulatório de enfermagem em estomaterapia localizado na macrorregião do Cariri, Ceará. Foram abordados conceitos fundamentais, incluindo a definição de estomias, os diferentes tipos, suas variações em tamanhos e formas, e equipamentos coletores disponíveis. Ademais, foi discutido qual tipo de bolsa é mais adequado para cada tipo de estoma, considerando as características específicas de cada caso. Em seguida, foram apresentadas as técnicas corretas para higienização do estoma, com ênfase na importância de identificar complicações. O processo de medição do estoma foi detalhado, incluindo a verificação de altura e largura, etapa essencial para garantir a escolha e o ajuste adequado da bolsa. Nesse momento, a capacitação adotou uma abordagem de metodologia ativa. Uma dinâmica prática foi realizada, permitindo aos participantes recortar as bolsas de acordo com o tamanho correto do estoma. Após o recorte, os participantes tiveram a oportunidade de realizar a troca de bolsas em manequins, consolidando os conhecimentos adquiridos por meio da prática simulada. As capacitações impactam positivamente ao promover o aprimoramento técnico e prático dos participantes, aumentando sua segurança e habilidades para atender pacientes estomizados. Além disso, beneficiam os pacientes ao oferecer orientação mais eficientes e precisas, além de apoio emocional. Dada a complexidade dos cuidados necessários e a importância da abordagem humanizada, iniciativas como esta capacitação são fundamentais para promover uma assistência de qualidade a pacientes estomizados.
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DESASTRES AMBIENTAIS E ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM EM SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA: REVISÃO NARRATIVA
LUCAS PEREIRA INÁCIO ; Rayane de Souza Silva; Rayssa Geovana de Barros; Sumaya da Silva Lima; Esther Máysa de Sousa Alves
Desastres ambientais ocorrem com maior frequência e intensidade, afetando gravemente populações e aumentando casos de doenças respiratórias, infecciosas e agravando vulnerabilidades sociais. Diante dessas emergências, a atuação da enfermagem torna-se essencial, principalmente no atendimento rápido, humanizado e eficaz às vítimas. Objetivou-se descrever a atuação da enfermagem frente aos desastres ambientais, destacando seu papel nas ações de emergência e nos cuidados prestados às vítimas relatadas na literatura científica. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada por meio da busca de artigos científicos em bases de dados como SciELO e Google Acadêmico. Foram utilizados os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Enfermagem”, “Desastres”, “Emergências” e “Cuidados de Enfermagem”. Adotaram-se como critérios de inclusão: textos completos, disponíveis gratuitamente na íntegra e sem restrição de idioma. Como critérios de exclusão, consideraram-se publicações repetidas e que não apresentavam relação com a temática do estudo. A análise evidenciou que a atuação do profissional de enfermagem em contextos de desastres ambientais é imprescindível para a mitigação dos danos à saúde coletiva. Observou-se que a enfermagem desempenha um papel estratégico na avaliação inicial das vítimas, na priorização de atendimentos (triagem), na administração de cuidados emergenciais e na articulação com demais profissionais da saúde. A formação acadêmica e a capacitação contínua em protocolos de emergência e defesa civil foram apontadas como fatores determinantes para a eficácia da resposta às crises. A atuação preventiva, o engajamento comunitário e a participação em planos de contingência foram identificados como pilares fundamentais para a construção de uma resposta mais resiliente frente aos desastres ambientais. O enfermeiro, enquanto profissional capacitado, assume um papel estratégico tanto na assistência imediata e humanizada às vítimas quanto na execução de ações que visam à mitigação dos danos e à promoção da saúde em cenários de crise. Assim, conclui-se que o fortalecimento contínuo da formação acadêmica e a capacitação específica em gestão de desastres são essenciais para a enfermagem poder exercer sua função de maneira resolutiva, contribuindo para a preservação da vida, redução de sequelas e reestruturação do bem-estar das comunidades atingidas.
Palavras-chave: Emergências,Desastres Ambientais,Cuidados em Enfermagem
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DESENVOLVIMENTO DE CADERNETA DE ACOMPANHAMENTO E PROMOÇÃO DA SAÚDE DE PESSOAS COM HIPERTENSÃO E DIABETES
MARIA LETÍCIA DE OLIVEIRA SILVA; LIVIA KAREN FERREIRA COSTA AGUIAR; ALEXANDRE CORDEIRO RODRIGUES; MAYARA ALEXANDRE LIMA; ANA ÉRIKA SANTOS DE SOUSA
O aumento das doenças crônicas, como Hipertensão Arterial e Diabete Mellitus tipo 2 tem se tornado um problema recorrente de saúde pública, especialmente em países em desenvolvimento. Apesar do diagnóstico ser simples, o manejo dessas condições exige ações educativas e de acompanhamento contínuo na Atenção Primária à Saúde. Este estudo teve como objetivo desenvolver uma caderneta para o acompanhamento e promoção da saúde de pessoas com essas condições. Trata-se de uma pesquisa metodológica, com abordagem qualitativa, fundamentada nas diretrizes de hipertensão arterial e diabetes. Sua construção foi dividida em duas fases: Levantamento das demandas em conjunto com a equipe de saúde da família e tipo de tecnologia; e a construção da caderneta. A caderneta contempla informações clínicas, orientações sobre hábitos saudáveis, sinais de alerta e cuidados específicos, organizados de forma didática. Portanto, essa ferramenta certamente apoiará a atuação da equipe de saúde, a interação de informações multiprofissionais, além de incentivar a participação ativa dos pacientes no acompanhamento do cuidado, facilitando o acesso à informação de saúde, promovendo maior participação terapêutica e adesão ao tratamento pelos usuários.
Palavras-chave: Hipertensão arterial,Diabetes Mellitus,Tecnologia Educacional,Educação em saúde,Atenção primária à saúde
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Enfermagem como agente de transformação na promoção da saúde ambiental nas unidades básicas de saúde
SOFIA MARTINS TEIXEIRA ; FRANCISCO RAEL CAMPOS ALVES; Laiza Maria Cavalcante de Azevedo; luyse tavares veloso de queiroz; paulo ermeson ferreira dutra
A qualidade de vida de uma comunidade está intrinsecamente relacionada à saúde do meio ambiente, sendo afetada por elementos como saneamento básico, manejo de resíduos, contaminação e utilização dos recursos naturais. Os enfermeiros, nas Unidades Básicas de Saúde, têm um papel fundamental na promoção da saúde ambiental, por meio de iniciativas educativas, orientações à comunidade e estímulo a práticas sustentáveis. Portanto, a enfermagem se posiciona como um agente de transformação ao integrar cuidados de saúde e preservação ambiental ao cotidiano da atenção primária. O estudo tem como finalidade examinar a função da enfermagem como um catalisador de mudança na promoção da saúde ambiental nas Unidades Básicas de Saúde, ressaltando suas iniciativas, táticas e contribuições para práticas sustentáveis no âmbito da Atenção Primária à Saúde. Foi realizada uma revisão narrativa na literatura através da base de dados da Biblioteca Virtual de Saúde( BVS) utilizando os descritores “Enfermagem Atenção”, “Primária à Saúde”, “Saúde Ambiental”. Resultando em 6 artigos, dos quais foram selecionados 3 que atendiam aos critérios de inclusão: artigos completos, publicados nos últimos 5 anos, nas línguas portuguesa e inglesa e relacionados à proposta do estudo. Os estudos apontam que enfermeiros têm atuado de forma relevante na promoção da sustentabilidade, seja por meio de ações comunitárias frente às mudanças climáticas ou em debates sobre saúde planetária na atenção primária. No entanto, ainda existem lacunas quanto à definição clara das responsabilidades ambientais da enfermagem nesse nível de atenção. Percebe-se, portanto que a enfermagem possui grande potencial para liderar ações em saúde ambiental, especialmente na atenção primária. No entanto, é fundamental investir em capacitação, reconhecimento institucional e definição clara de responsabilidades para fortalecer sua atuação frente aos desafios ambientais.
Palavras-chave: Atenção Primária à Saúde,Enfermagem,Educação em Saúde Ambiental
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ENFERMAGEM E SUSTENTABILIDADE: IMPLEMENTAÇÃO DE PRÁTICAS ECOLÓGICAS EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA.
MARIA DO SOCORRO COSTA GREGÓRIO ; Márcia de Souza Queiróz; Nilo Emanuel Soares de Sousa; Gabriel Aran dos Santos Leonel; Maria Larissa de Oliveira Saraiva
A crise ambiental global e seus impactos diretos na saúde humana têm impulsionado a busca por práticas sustentáveis em todos os setores, incluindo a saúde. As Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), devido à complexidade assistencial e ao alto consumo de recursos, são ambientes críticos para a promoção de ações que minimizem danos ambientais. Este estudo teve como objetivo relatar a experiência de implementação de práticas ecológicas conduzidas por equipes de enfermagem em uma UTI de um hospital público de grande porte na Região Nordeste do Brasil. As intervenções incluíram a redução do uso de plásticos descartáveis, otimização do consumo de água e energia, e capacitação dos profissionais sobre descarte correto de resíduos hospitalares. Além disso, foi adotado um sistema de auditoria participativa, envolvendo toda a equipe multiprofissional, com ênfase na avaliação contínua dos resultados e na sugestão de melhorias. As ações sustentáveis resultaram na diminuição de 35% no volume de resíduos não recicláveis e em uma economia significativa de recursos, sem comprometer a qualidade assistencial. Também foi observada uma mudança cultural entre os profissionais, que passaram a incorporar a sustentabilidade como parte de sua prática diária. Cabe ressaltar que, por se tratar de relato de experiência institucional sem coleta de dados pessoais identificáveis ou intervenção direta em pacientes, não houve necessidade de submissão à apreciação por Comitê de Ética em Pesquisa, conforme as normativas vigentes. Conclui-se que a atuação crítica da enfermagem é fundamental para integrar práticas sustentáveis na assistência intensiva, conciliando cuidado de excelência com responsabilidade ambiental. Tais estratégias não apenas contribuem para a preservação do planeta, mas também reforçam o papel da enfermagem como agente transformador em tempos de desafios globais.
Palavras-chave: Enfermagem,Sustentabilidade, Unidade de Terapia Intensiva
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ENFERMAGEM NOS CUIDADOS PALIATIVOS: REVISÃO NARRATIVA SOBRE DILEMAS ÉTICOS E VULNERABILIDADES EM SITUAÇÕES DE CRISE
GEOVANIA DA SILVA LOURENÇO; Paulo Ermeson Ferreira Dutra; Maria Clara de Alencar Sousa; Aparecida Kamilly Sousa dos Passos
Os cuidados paliativos são uma abordagem centrada na melhoria da qualidade de vida de pacientes com doenças ameaçadoras da vida, por meio da prevenção e alívio do sofrimento, com tratamento adequado da dor e de outros sintomas físicos, sociais, psicológicos e espirituais. Essa forma de cuidado valoriza o conforto, a autonomia e a dignidade do paciente, independentemente da possibilidade de cura. Em condições ideais, são oferecidos por equipe interdisciplinar, garantindo atenção integral e contínua. No entanto, em situações de escassez de recursos — como desastres ambientais, crises econômicas ou falhas no sistema de saúde — a aplicação desses princípios torna-se um desafio ético significativo. Este estudo objetivou descrever as estratégias adotadas pela enfermagem na promoção dos direitos humanos em situações de cuidados paliativos e seus dilemas éticos durante crises, com base na literatura científica. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada em abril de 2025. A seleção dos estudos ocorreu no Google Acadêmico e nas bases MEDLINE e LILACS, por meio da Biblioteca Virtual em Saúde, utilizando os Descritores em Ciências da Saúde: “cuidados paliativos”, “direitos humanos”, “ética em enfermagem”, “desastres naturais” e “racionamento de recursos em saúde” . Foram incluídos artigos dos últimos 10 anos, em português ou inglês. A pesquisa foi isenta de apreciação ética por não envolver seres humanos. Os resultados mostraram que, em cenários de crise, a enfermagem atua para além da assistência técnica, incorporando dimensão ética e humanitária. A falta de analgésicos, oxigênio e suporte tecnológico dificulta a continuidade do cuidado. A ausência de diretrizes para priorização de recursos gera sofrimento moral na equipe. Pacientes em situação de vulnerabilidade, como idosos frágeis e pessoas em extrema pobreza, são os mais impactados. Profissionais também demonstram limitações quanto à justiça distributiva e à tomada de decisão ética, o que evidencia a necessidade de educação permanente. A comunicação terapêutica e a advocacia do paciente são ferramentas essenciais para garantir respeito às preferências individuais. Conclui-se que a atuação da enfermagem em cuidados paliativos durante crises exige sensibilidade ética, preparo técnico e compromisso com os direitos humanos. Investir na formação ética e no reconhecimento dos cuidados paliativos como prioridade é fundamental para assegurar um cuidado digno, mesmo diante da escassez.
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EVIDÊNCIAS DO USO DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PARA A HEMOTRANSFUSÃO SEGURA: REVISÃO NARRATIVA
MARIA LETÍCIA DE OLIVEIRA SILVA; RAISSA CARDOSO DE SOUZA; MARIA ÉRICA PIETRA GOMES ALVES; MATEUS SAMPAIO DE OLIVEIRA
A hemoterapia consiste no emprego de hemocomponentes como um procedimento terapêutico, e, incluído nessa área, é ressaltado a hemotransfusão como uma prática comum na assistência hospitalar. Esse procedimento não é isento de complicações que podem colocar em prova a segurança do paciente. Assim, a aplicação de sistemas, principalmente embasados no machine learning e nas inovações tecnológicas representam uma realidade promissora para contornar e minimizar os riscos associados a essa terapêutica. Assim, objetiva-se listar evidências disponíveis sobre a utilização de inteligência artificial no contexto da hemotransfusão segura. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada no mês de abril de 2025 nas seguintes bases de dados: PUBMED, LILACS e COCHRANE por meio da interseção dos descritores: “Artificial intelligence’’, “Blood transfusion” e “Patient safety”, através do operador booleano “AND” . Foram utilizados como critérios de inclusão artigos completos, publicados com um intervalo de cinco anos e que respondessem a pergunta de pesquisa, sendo excluídos artigos que não contemplavam a temática da pesquisa, duplicados, e artigos de revisão narrativa. Foram encontrados 102 artigos, e após a aplicação dos filtros dez artigos foram selecionados para compor a amostra. Foi observado que a utilização da inteligência artificial, somado ao machine learning tem alcançado vários espaços em todo processo de manejo do sangue transfundido que vai desde a coleta do doador até a devida transfusão para o paciente. Essa condição minimiza o manejo humano durante os processos de triagem, possibilitando a redução de erros associados ao processamento das bolsas, além de apresentar um potencial promissor na previsão da necessidade da transfusão, e na predição de possíveis desfechos para o paciente, com base em algoritmos associados ao machine learning. No entanto, a aplicação desse tipo de tecnologias passa por viés que envolve a necessidade de treinamento adequado, o alto custo e a falta de regulamentação quanto a garantia da privacidade do paciente. Assim, é possível destacar que a aplicação de inteligência artificial somada a machine learning apresenta evidências encorajadoras para garantir a segurança do paciente na hemotransfusão, embora a aplicação desse recurso deve ser feita de forma cautelosa e sempre priorizando o julgamento clínico.
Palavras-chave: Inteligência artificial,Hemotransfusão,Segurança do paciente, Cuidado hospitalar
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FERRAMENTAS EDUCATIVAS PARA A PREVENÇÃO DE ACIDENTES NO TRABALHO: UMA ABORDAGEM BASEADA NA NR-5
LO-RUAMA DO NASCIMENTO SILVA; ANA GABRIELA SILVA ROCHA
A Norma Regulamentadora nº 5 (NR-5), instituída pelo Ministério do Trabalho e Emprego, trata da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Assédio (CIPA) que tem a finalidade de prevenir acidentes e doenças ocupacionais, promovendo um ambiente de trabalho mais seguro e saudável. Com os avanços tecnológicos, as Tecnologias Digitais vêm sendo amplamente utilizadas como ferramentas de educação e capacitação em diversas áreas. Seu uso na segurança do trabalho tem se mostrado eficaz na disseminação de informações e no reforço de boas práticas, contribuindo para a redução de riscos e acidentes, o que justifica a realização desse trabalho que tem como objetivo relatar a experiência da construção de ferramentas educativas com base na NR-5. Trata-se de um relato de experiência realizado em outubro de 2024 como atividade avaliativa da disciplina de Saúde do Trabalhador. Após aula expositiva sobre as normas regulamentadoras, a docente da disciplina propôs que os alunos desenvolvessem ferramentas educativas com base em uma NR específica. A deste trabalho foi a NR-5, que trata da CIPA. A escolha dos recursos a serem elaborados partiu de uma reflexão sobre a praticidade e a atratividade das ferramentas, de modo que pudessem captar a atenção dos trabalhadores e serem eficazes na promoção da segurança. O resultado foi a criação de um vídeo expositivo e de um checklist de segurança. O vídeo expositivo foi idealizado para ser exibido durante o expediente, com lembretes e orientações sobre atitudes que contribuem para a prevenção de acidentes e minimização de danos. O checklist diário de segurança foi elaborado para ser preenchido antes e após o turno de trabalho. Contém questões sobre o uso dos Equipamentos de Proteção Individual, percepção de sintomas após a jornada, entre outros pontos relevantes à saúde e segurança ocupacional. Essas ferramentas visam estimular a reflexão diária sobre os riscos presentes no ambiente laboral e promover o autocuidado entre os trabalhadores. A construção das ferramentas educativas proporcionou às acadêmicas uma experiência enriquecedora, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades críticas e percepção dos riscos inerentes ao ambiente ocupacional. Além disso, os recursos produzidos demonstram potencial para uso prático, auxiliando na promoção da saúde e na prevenção de acidentes de forma acessível e eficiente, fortalecendo a segurança nos ambientes de trabalho.
Palavras-chave: Enfermagem em saúde do trabalhador,prevenção de acidentes,saúde ocupacional
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IMPLICAÇÕES DOS CUIDADOS DE ENFERMAGEM NA DETECÇÃO E MANEJO PRECOCE DA HEMORRAGIA PÓS-PARTO
MÔNICA FRUTUOSO DA SILVA OLIVEIRA ; TAMIRES ALVES DIAS; CAMILA DA SILVA PEREIRA; GERLIANE FILGUEIRA LEITE; VYVYANE DE CASTRO DA SILVA
Este trabalho teve como objetivo apresentar com base na literatura científica, como os cuidados de enfermagem podem contribuir para a detecção e manejo precoce da hemorragia pós-parto. Trata-se de uma revisão da literatura, realizada em abril de 2025. Utilizou-se a estratégia PVO, a busca foi realizada na Biblioteca Virtual em Saúde e PubMed, utilizando os Decs: Hemorragia pós-parto, Cuidados de Enfermagem, Assistência hospitalar, com emprego dos Mesh correspondentes: Postpartum hemorrhage, Nursing care, Hospital care, cruzados através do operador booleano AND. A busca resultou em 310 estudos, dos quais 271 foram excluídos após o emprego dos critérios de inclusão e exclusão que foram eles: 1) Critérios de inclusão: Estudos que contemplam a questão norteadora; Estudos primários; Estudos disponíveis na íntegra; 2) Critérios de exclusão: Estudos duplicados e incompletos. Assim, 39 artigos foram selecionados para leitura na íntegra e 07 compuseram a amostra final. Analisando os estudos, percebeu-se que o trabalho em equipe e a comunicação entre os profissionais da saúde são cruciais para uma identificação rápida dos sinais e sintomas da hemorragia pós-parto, o que permite um manejo mais amplo e adequado, para isso é essencial que os enfermeiros tenham acesso a materiais e treinamentos que os auxiliem e os capacitem sobre os conhecimentos e habilidades acerca dos cuidados essenciais no tratamento da hemorragia pós-parto. Embora seja um evento de surgimento repentino, deve-se rastrear os fatores de risco, para isso, é importante que a assistência na hemorragia pós-parto seja caracterizada nas fases de prevenção e de tratamento. É fundamental o uso de estratégias direcionadas ao manejo de hemorragia pós-parto, como a observação constante da perda volêmica, avaliação da contração uterina, administração eficaz de fluidos e ocitocina intramuscular após o parto, bem como o implemento de protocolos. Conclui-se que, os enfermeiros assumem um papel crucial na detecção e manejo precoce da hemorragia pós-parto, visto que, são eles que notificam os primeiros sinais e sintomas da puérpera e, rapidamente iniciam as intervenções, a fim de minimizar as complicações advindas da hemorragia pós-parto, tornando-se profissionais indispensáveis no cuidado.
Palavras-chave: CUIDADOS DE ENFERMAGEM,HEMORRAGIA PÓS-PARTO,ASSISTÊNCIA HOSPITALAR
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INTERRELAÇÃO DA MORTALIDADE POR DOENÇA CARDIOVASCULAR E IMPACTO AMBIENTAL EM MULHERES CEARENSES: ANÁLISE ESPACIAL
ÉRICA BARROS LUCIANO ; Emilia Gabrielle Costa Araújo Macedo
Objetiva-se analisar espacialmente a mortalidade por doença cardiovascular em mulheres cearenses e sua relação com fatores ambientais no Estado. Trata-se de um estudo ecológico com base em dados secundários extraídos do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/DATASUS), abrangendo o período de 2013 a 2023, e em dados ambientais obtidos do Superintendência Estadual do Meio Ambiente e Sistema Nacional de Informações sobre a qualidade do ar. As taxas de mortalidade foram calculadas por município, suavizadas por métodos bayesianos e analisadas com o uso dos Índices de Moran Global e Local (LISA), além de modelos de regressão. Os dados revelaram uma distribuição geográfica heterogênea dos óbitos, com maiores concentrações nas regiões metropolitanas e urbanizadas, como Fortaleza. Evidenciaram-se desigualdades territoriais associadas a fatores sociodemográficos, como maior mortalidade em municípios com maior proporção de população preta e parda e com maior escolaridade. Também foram identificadas correlações significativas entre a mortalidade e níveis de poluentes atmosféricos, como ozônio (O₃) e material particulado (PM10). Conclui-se que a integração entre determinantes ambientais e indicadores de saúde é essencial para compreender a mortalidade cardiovascular feminina, e que a análise espacial constitui uma ferramenta estratégica para orientar políticas públicas eficazes. O estudo reforça a necessidade de ações que incorporem o monitoramento ambiental e enfoques intersetoriais na prevenção das doenças cardiovasculares em populações vulneráveis.
Palavras-chave: Mulheres, Fatores de risco cardiovascular para doenças cardíacas,Saúde ambiental
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PAPEL DA ENFERMAGEM NA IDENTIFICAÇÃO PRECOCE E INTERVENÇÃO EM PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
LAURA BEATRIZ DOS SANTOS DA SILVA; Aparecida Kamilly Sousa dos Passos; Paulo Ermeson Ferreira Dutra; Maria Clara Barbosa da Silva; Bianca Fernandes Marcelino
A parada cardiorrespiratória (PCR) é uma emergência médica caracterizada pela interrupção abrupta das funções respiratória e circulatória, exigindo resposta imediata para preservar a vida. A identificação precoce dos sinais clínicos e a rápida intervenção são determinantes para o prognóstico do paciente. Nesse cenário, o papel da enfermagem é essencial, tanto na identificação precoce quanto na execução de manobras de suporte básico de vida (SBV), incluindo o uso do desfibrilador externo automático (DEA). Este estudo, uma revisão integrativa da literatura, teve como objetivo analisar as evidências disponíveis sobre o papel da enfermagem na identificação precoce e intervenção em casos de PCR. A busca foi realizada na BVS, com os descritores “Parada Cardiorrespiratória”, “Enfermagem” e “Reanimação Cardiopulmonar” sendo selecionados 10 artigos publicados entre 2020 e 2025. A análise revelou que o preparo técnico e científico da equipe de enfermagem está diretamente relacionado à melhoria dos desfechos clínicos em situações de PCR. A capacitação contínua, o uso adequado do DEA e a atuação educativa dos enfermeiros são fatores que impactam positivamente na sobrevida dos pacientes. No entanto, ainda existem desafios, como a carência de recursos e a ausência de protocolos padronizados. Conclui-se que a enfermagem tem papel crucial na prevenção, no reconhecimento precoce e na intervenção diante da PCR, devendo ser fortalecida por meio de educação permanente, protocolos institucionais e investimentos em infraestrutura.
Palavras-chave: Primeiros Socorros, Enfermagem, Doenças Cardiovasculares, Emergências, Reanimação cardiopulmonar
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PERSPECTIVAS DOS RESIDENTES MULTIPROFISSIONAIS EM NEUROLOGIA E NEUROCIRURGIA E NEUROCIRURGIA NA TERRITORIALIZAÇÃO HOSPITALAR.
ANTONIA ELIZANGELA ALVES MOREIRA; Geanderson Ferreira Silva; Letícia Viana Vieira; Sarah de Fátima Alcântara Viana; Francisco Alysson Dias de Melo
A territorialização é um processo de identificação do espaço e é vista como um meio de viabilizar e compreender a construção do cuidado em saúde. No âmbito hospitalar, esse processo contribui para entender as demandas de uma sociedade, bem como as potencialidades e fragilidades da assistência. Objetivou-se descrever a experiência em territorialização hospitalar de residentes do programa de neurologia e neurocirurgia.Trata-se de um relato de experiência, que foi realizado no período de março a abril de 2025, em um hospital de média e alta complexidade da região metropolitana do Cariri, na região Sul Cearense. O processo de territorialização foi realizado pelos residentes na modalidade multiprofissional de Assistência social, Enfermagem, Fisioterapia e Nutrição do programa de Neurologia e Neurocirurgia da Escola de Saúde Pública (ESP). A vivência na prática hospitalar ocorreu de duas formas: atuação prática no serviço hospitalar, na Unidade de Acidente Vascular Cerebral (AVC), e rastreio ativo pelos diferentes setores do hospital. Para conhecer e entender a dinâmica da Linha de Cuidado de AVC, os residentes investigaram cada etapa do fluxo dos pacientes com AVC e descreveram suas percepções na observação do percurso nos setores. A partir disso, foi possível observar que o hospital destaca-se como um centro de referência no tratamento do AVC, sobretudo o isquêmico. A abordagem multiprofissional nesse setor é fundamental para o aprimoramento e fortalecimento do cuidado ao paciente. Assim, os residentes puderam compreender a linha de cuidado e se integrar como participantes ativos da equipe, vivenciando práticas de avaliação precoce, reabilitação e acompanhamento multidisciplinar, o que enriqueceu significativamente na formação e contribuiu para a otimização dos processos assistenciais.Conclui-se, que o processo de territorialização foi de fundamental importância para a introdução dos residentes no contexto hospitalar, sendo possível observar as fortalezas e fraquezas dos serviços que envolvem o programa de residência de neurologia e neurocirurgia, bem como da Linha de cuidado do AVC. A busca ativa nos diferentes setores do hospital permitiu aos residentes o entendimento sobre os fluxos hospitalares, função de cada setor e quais os profissionais envolvidos e sobre o papel do residente de neurologia no hospital.
Palavras-chave: Territorialidade, Pesquisas sobre Atenção à Saúde, Equipe de Assistência ao Paciente.
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PROMOÇÃO DO CUIDADO INTERCULTURAL NO SUS: MOSTRA DE SABERES COMO ESTRATÉGIA EMANCIPATÓRIA NO CAMPO
KEILA FORMIGA DE CASTRO; Luís Fernando dos Santos Silva; Renata Duarte Fernandes; Luiza Brito Silvino Gomides; Erika Roméria Formiga de Sousa
O cuidado em saúde nos territórios rurais demanda práticas culturalmente sensíveis, dialógicas e comprometidas com a valorização dos saberes locais. A competência cultural e a educação popular, articuladas sob a perspectiva da Ecologia de Saberes proposta por Boaventura de Sousa Santos, constituem caminhos para o fortalecimento da autonomia dos sujeitos e das práticas emancipatórios em saúde. Neste contexto, a Mostra de Saberes do Baixio das Palmeiras, realizada por uma Equipe de Saúde da Família (ESF) em parceria com o Programa de Residência Multiprofissional em Saúde Coletiva da URCA e coletivos culturais locais - a enfermeira da equipe exerce a função de preceptoria e também articuladora das atividades desenvolvidas - configura-se como experiência potente de produção de cuidado e resistência no território rural do município de Crato-CE. O presente estudo se propõe a descrever as ações intersetoriais desenvolvidas, analisar suas repercussões no território e discutir a intervenção à luz da Ecologia de Saberes. Trata-se de um estudo descritivo, de caráter exploratório, do tipo relato de experiência, com foco na realização da Mostra de Saberes nos anos de 2019, 2020 e 2023. As atividades envolveram articulação entre saúde, cultura e educação, com participação de grupos culturais, benzedeiras, mezinheiras e lideranças comunitárias. Os resultados evidenciam a força das práticas emancipatórias em saúde para promover o diálogo entre saberes científicos e populares, consolidando estratégias de cuidado enraizadas na realidade local. As atividades desenvolvidas incluíram rodas de conversa, oficinas culturais, apresentações artísticas e práticas integrativas em saúde. A interculturalidade emergiu como eixo fundamental, ao permitir o reconhecimento das cosmologias locais e sua incorporação nas práticas do SUS. Conclui-se que a experiência rompe com lógicas hegemônicas e promove o cuidado emancipador ancorado na autonomia, solidariedade e diálogo. A interculturalidade e a educação popular reafirmam-se como fundamentos ético-políticos indispensáveis para o fortalecimento de uma atenção básica transformadora, que reconhece os territórios do campo como espaços potentes de cuidado, cultura e resistência.
Palavras-chave: Atenção Primária à Saúde,Saúde da População Rural,Educação em Saúde,Competência Cultural
Resumo Expandido · Oral
Revisão Narrativa Sobre Assistência Profissional Em Parto Com Intervenções E Boas Práticas
MARIA ÉRICA PIETRA GOMES ALVES ; Maria Letícia de Oliveira Silva; Maria Catarina Xavier de Barros; Raissa Cardozo de Souza; Tarcilandia Vieira Gomes Brito
As intervenções durante o trabalho de parto são definidas como procedimentos e práticas realizadas para facilitar, monitorar ou acelerar o nascimento do concepto, utilizadas somente quando necessário para garantir o bem estar da mãe e do bebê. Métodos como alimentação, deambulação, uso de métodos não farmacológicos durante esse processo são as boas práticas na assistência ao parto. Assim, objetivou-se realizar uma revisão narrativa de literatura sobre a assistência profissional de saúde em parto com necessidades de intervenções. É um estudo objetivo de abordagem qualitativa, do tipo revisão narrativa, desenvolvido nas bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde, no período de Abril de 2025, utilizando-se os descritores “violência obstétrica AND intervenção”, foram encontrados 23 artigos e utilizados 13 na amostra. Atualmente, o modelo assistencial obstétrico vigente no Brasil possui características de excesso de intervenções durante o parto. Segundo pesquisas, esse fator tem contribuído para o aumento da morbimortalidade materna e perinatal. Em 2002 o número de mortes maternas foi de 2.000 mulheres por complicações do ciclo gravídico-puerperal. Em 2010-2020 foram registrados 18.662 mortes maternas no Brasil, sendo frequente entre mulheres de 30 a 39 anos. Segundo o Ministério da Saúde, as intervenções devem ser utilizadas de forma parcimoniosa e apenas em situações de necessidade, visto que essas, além de exporem as mulheres e seus recém-nascidos, também desconsideram os aspectos emocionais, humanos e culturais envolvidos no mesmo. São consideradas como intervenções: a episiotomia, o uso de ocitocina, a cesariana, aspiração nasofaríngea, e outras. Uma pesquisa de 2014, evidenciou que as boas práticas ocorrem em menos de 50% mais acometidas durante o trabalho de parto. Enquanto isso, a manobra de Kristeller, episiotomia e litotomia foram realizadas em, respectivamente, 37%, 56% e 92% dos trabalhos de parto realizados. Reitera-se que essas práticas de intervenção, não possuem dados científicos comprobatórios e corroboram para a sua utilização durante a assistência ao parto, além de terem sido realizadas no passado. Atualmente, esses procedimentos são relatados como meios de violências obstétricas por vários autores, pois essas são vistas como prejudiciais para o binômio mãe-bebê. Conclui-se então a necessidade de reavaliar a utilização dessas técnicas consideradas obsoletas pelos profissionais de saúde, visto que não há respaldo clínico para sua utilização.
Palavras-chave: Violência obstétrica , parto normal , intervenções, boas práticas
Oral
SANEAMENTO BÁSICO COMO FATOR DE PROMOÇÃO DA SAÚDE: ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE ARARIPINA-PE E CRATO-CE
LUIZA VITÓRIA DE SOUSA ARAÚJO SILVA ; Jessica Alves Araujo
O saneamento básico é um dos pilares essenciais para a garantia da promoção da saúde e da preservação ambiental, sendo considerado primordial para a saúde planetária. Objetivou-se analisar os indicadores de saneamento de Araripina-PE e Crato-CE e seus impactos na saúde pública. Trata-se de um estudo epidemiológico, de natureza descritiva e comparativa, com abordagem quantitativa. A busca se deu a partir da análise de dados secundários, obtidos através de fontes oficiais. Os dados foram criticamente tabulados e analisados, com foco no percentual de cobertura de esgotamento sanitário adequado, no acesso da população à água potável e realizou-se a comparação entre os municípios. Verificou-se que em Araripina, com cerca de 85.000 habitantes, apenas 48,75% da população recebe água potável por Rede Geral de Distribuição, em torno de 30.000 habitantes não possuem água encanada em seus domicílios. 41,34% da população afasta seus esgotos por meio de Rede geral, rede pluvial ou fossa ligada à rede. 43,83% da população de Araripina tem acesso aos serviços de esgotamento sanitário, o município gera 2.381,26 mil m³ de esgoto por ano, em 2022, foram despejados 177,26 mil m³ de esgoto sem tratamento na natureza. Por sua vez, em Crato, com cerca de 131.000 habitantes, 89,29% da população recebe água potável por Rede Geral de Distribuição, 2.210 habitantes não possuem água encanada e reabastecem utilizando outros recursos. 41,72% da população afasta seus esgotos por meio de Rede geral, rede pluvial ou fossa ligada à rede. 29,28% da população de Crato tem acesso aos serviços de esgotamento sanitário. O município gera 6.905,49 mil m³ de esgoto por ano, em 2022, foram despejados 2.557,93 mil m³ de esgotos sem tratamento. Constata-se que ambos os munícipios enfrentam dificuldades para garantir a universalização do fornecimento de água potável e a coleta e tratamento de esgoto eficaz, evidenciando a necessidade de investimento em políticas públicas e infraestrutura, além da divulgação de informes educativos sobre a proliferação de agentes contaminantes e como a população pode se precaver, já que esse fato está ligado ao favorecimento de doenças relacionadas ao saneamento inadequado, como diarreias, hepatite A, leptospirose e infecções parasitárias. A disseminação de informações e medidas de prevenção de doenças é um papel fundamental da enfermagem.
Palavras-chave: Saneamento básico,saúde ambiental,saúde planetária
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VIVÊNCIAS E SENTIMENTOS DE PESSOAS COM DIABETES MELLITUS TIPO 2: REVISÃO NARRATIVA
ANA VITÓRIA DO NASCIMENTO ; Ashiley Isadora Alves Ferreira; Raimundo Monteiro da Silva Neto; Kenya Waleria de Siqueira Coêlho Lisboa
O diabetes mellitus tipo 2 (DM2) é uma condição crônica que afeta milhões de pessoas mundialmente. Além de complicações agudas e crônicas relacionadas a esta doença, há também impactos significativos no bem estar emocional dessas pessoas, relacionadas ao diagnóstico e manejo da condição, afetando a qualidade de vida delas. Objetivou-se, conhecer os sentimentos de pessoas com diabetes mellitus tipo 2 frente ao processo de viver com a doença. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada no mês de abril de 2025, de acordo com os critérios da estratégia Population, Variables and Outcomes (PVO): população ou problema (pessoas com diabetes mellitus tipo 2), variáveis (sentimentos) e desfecho (significados atribuídos a essas vivências). A partir dessa estratégia, elaborou-se a questão da pesquisa: “Qual o significado dos sentimentos de pessoas com diabetes mellitus tipo 2 frente ao processo de viver com a doença?”. A busca foi realizada utilizando-se a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), empregando os descritores "diabetes mellitus tipo 2" e "sentimentos", combinados pelo operador booleano AND, abrangendo publicações entre 2020 e 2025 nos idiomas português, inglês e espanhol. Foram encontrados 73 artigos, destes, 6 foram selecionados por atenderem aos critérios de elegibilidade para o tema. A análise dos estudos evidenciou elevada prevalência de sofrimento psicológico e emocional entre pessoas com diabetes mellitus tipo 2 (DM2), dos fatores associados, destacam-se baixo nível de escolaridade, insuficiente rede de apoio familiar, déficit no controle glicêmico (HbA1c) e resistência à insulina. Observou-se a revelação de que a insulina atua como moduladora das atividade dos neurônios serotoninérgicos na rede dorsal, promovendo regulação emocional; contudo, em condições de resistência insulínica, tal modulação é comprometida, o que favorece o desenvolvimento de transtornos de humor, como ansiedade e depressão. Complementarmente, baixos níveis de educação em saúde sobre a doença, dificuldades socioeconômicas e baixa prática de atividade física agravaram o sofrimento psicológico. A identificação de perfis psicológicos singulares apontam para a necessidade de intervenções terapêuticas personalizadas e individualizadas. Assim sendo, a integração de estratégias de cuidado psicossocial no manejo do DM2 é essencial para otimização do controle metabólico, promoção do autocuidado, e melhoria da qualidade de vida dessas pessoas.
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