13 de 13 trabalho(s) aceito(s)
A GEOESTATÍSTICA COMO FERRAMENTA DE APOIO PARA ESTUDOS SOBRE DESIGUALDADE RACIAL NO MERCADO DE TRABALHO BRASILEIRO: UMA APLICAÇÃO COM BASE NO MORAN’S I LOCAL DIFERENCIAL
SABRINA NOGUEIRA TAVARES
A necessidade de classificar elementos em grupos por suas características está presente em várias áreas do conhecimento, como nas ciências biológicas, ciências sociais e comportamentais, ciências da terra, medicina, informática, entre outras. E tendo em vista a dificuldade de examinar todas as combinações de grupos possíveis em um grande volume de dados, desenvolveram-se diversas técnicas capazes de auxiliar na formação dos agrupamentos (Doni, 2004). O trabalho tem como objetivo central mensurar tanto a evolução na média de anos de estudos de pessoas não-brancas em relação à população branca, quanto na taxa de ocupação no mercado de trabalho brasileiro, entre os anos de 2013 e 2023, focando na análise espacial, a partir dos microdados da PNAD Contínua. Essa abordagem busca fornecer uma perspectiva quantitativa e espacial para entender como a desigualdade racial se manifesta geograficamente, contribuindo para a formulação de políticas públicas mais direcionadas e eficientes. A desigualdade racial no Brasil é um fenômeno estrutural que permeia diversos aspectos da vida social, econômica e política, com impactos diretos na distribuição de oportunidades educacionais e de emprego. No mercado de trabalho, as populações não-brancas historicamente enfrentam maiores dificuldades de acesso, permanecendo sub-representadas em posições de maior prestígio e remuneração e super-representadas em ocupações de baixa qualificação. Uma das dimensões mais relevantes para compreender essas desigualdades é o acesso à educação formal, que influencia diretamente a inserção e a mobilidade no mercado de trabalho. Conforme a teoria do capital humano, níveis mais elevados de escolaridade aumentam as chances de ingresso em empregos de melhor qualidade.
Palavras-chave: geoestatística,mercado de trabalho,análise espacial
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GERAÇÃO NEM-NEM DO CEARÁ NA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL
NARJARA SERAFIM CHAGAS
EFEITOS DA PRODUÇÃO AGRÍCOLA SOBRE AS EMISSÕES DE DIÓXIDO DE CARBONO NAS REGIÕES BRASILEIRAS (2000-2021)
MARIA AVYLA BATISTA DA SILVA; MANOEL ALEXANDRE DE LUCENA; ELIANE PINHEIRO DE SOUSA
A produção agrícola mundial tem se concentrado em monoculturas como estratégia para manter altos níveis de produtividade. Embora essa abordagem aumente a produção, também impõe grandes pressões ecológicas sobre os solos e contribui para a perda de biodiversidade (Zimmermann, 2009). Essa intensificação produtiva, frequentemente associada ao uso excessivo e descontrolado de recursos naturais, tem gerado impactos significativos, como elevados níveis de poluição, escassez de água e degradação de biomas naturais (Souza; Sousa, 2022). Isso tem impulsionado a expansão de áreas cultivadas, muitas vezes à custa de ecossistemas nativos, resultando na perda de habitat e redução da biodiversidade (Tisott; Schmidt, 2021). As monoculturas, embora produtivas, levam à degradação do solo, esgotamento de nutrientes e aumento da vulnerabilidade a pragas, demandando o uso intensivo de pesticidas e fertilizantes (Pereira; Bandeira, 2020). Em uma perspectiva de longo prazo, esses fatores são responsáveis por comprometer a sustentabilidade e ampliam os efeitos ambientais, incluindo as emissões de gases do efeito estufa. Reisch (2021) destaca o potencial do Brasil para reduzir as pressões sobre o meio ambiente, devido à sua alta biodiversidade, à capacidade de reflorestamento e à possibilidade de promover práticas agrícolas sustentáveis. Por outro lado, Arcanjo, Silva e Perobelli (2024) ressaltam o setor primário como um dos principais responsáveis pelas emissões de gases de efeito estufa no Brasil, especialmente em decorrência da expansão da fronteira agrícola. Em paralelo, dados do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG, 2024) apontam que o setor agrícola brasileiro é responsável por uma parte significativa das emissões, fundamentalmente em atividades como desmatamento, pecuária e monoculturas. Em vista dos fatos supracitados, o presente estudo objetiva mensurar os efeitos da produção agrícola sobre as emissões de CO2 nas cinco regiões brasileiras durante os anos de 2000 a 2021 utilizando dados em painel.
Palavras-chave: Produção agrícola,Dados em painel,Emissões
Resumo Expandido
IPC E METAS DE INFLAÇÃO: UMA ANÁLISE PARA O PERÍODO 1999-2022
RAIMUNDO IVAN DE ARAUJO; Raimundo Ivan de Araújo Filho; Ávila Kleyzi da Silva Pereira; Cícero Vinicius Souza Brito; Marcos Antonio Carvalho Alves de Souza Júnior
O regime de metas de inflação é uma estratégia de política monetária que visa a redução no nível e na volatilidade da inflação, bem como a concessão de grande previsibilidade e transparência nas decisões de política monetária, pois estabelece uma meta para a inflação no início de um período com determinados intervalos para sua variação, de forma a garantir a estabilidade dos preços. Este regime surgiu na década de 1990 e tornou-se um instrumento utilizado por vários países que procuravam institucionalizar a busca da estabilidade de seus preços, dar maior transparência à condução da política monetária, eliminar os problemas ligados ao viés inflacionário e, por conseguinte, fazer com que a sua autoridade monetária tenha maior credibilidade (CARRARA e CORREIA, 2012). No Brasil, o regime de metas para inflação foi adotado em 1999, por meio do Decreto Presidencial Nº 3.088, de 21.06.1999, onde a meta para a inflação é definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), tendo como base o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Este último é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) desde dezembro de 1979 (BANCO CENTRAL DO BRASIL, 2023). Acerca do regime de metas inflacionárias no contexto brasileiro, tem-se que: O regime monetário de metas de inflação foi implantado no Brasil em um cenário de fortes desvalorizações decorrentes de ataques especulativos, fruto dos desdobramentos da política econômica do Plano Real, que procurou combater o alto processo inflacionário vivido pela economia brasileira a partir de uma política de estabilização da moeda nacional e da liberalização econômica. (CARRARA; CORREA, 2012, p.445) Com a adoção do regime de metas de inflação no Brasil, o Conselho Monetário Nacional (CMN), ao definir uma meta para a variação do IPCA, passou a tornar comum as decisões de política monetária do Banco Central (BC), tomadas todos os meses pelo Comitê de Política Monetária (Copom). As decisões referentes à taxa Selic são tomadas com base em um modelo no qual a hipótese adotada quanto à taxa de juros e à cotação cambial gera um certo resultado da inflação, nos termos deste mesmo modelo. Dessa forma, em teoria, caso a variação dos preços resultante de incorporar às equações uma hipótese correspondente à taxa de juros Selic vigente na época se apresentasse abaixo da meta, “o BC estaria em condições de reduzir os juros, enquanto, se a inflação estimada fosse superior à meta, o BC deveria subir os juros” (GIAMBIAGI et al., 2011, p. 177). Vale destacar que o sistema de metas utiliza uma margem de tolerância acima ou abaixo da meta para acomodar possíveis impactos de variáveis exógenas, procurando evitar grandes flutuações do nível de atividade. No Brasil, ainda que as metas de inflação sejam avaliadas com base no IPCA, há também outros indicadores de inflação no país, como o Índice de Preço ao Consumidor (IPC). Enquanto o IPCA apresenta uma cobertura mais ampla da população, abrangendo famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos (IBGE, 2024), o IPC concentra-se em famílias com renda situada entre 1 e 33 salários mínimos mensais, para as 7 principais capitais brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e Brasília (FGV, 2020). Ademais, ambos indicadores são ferramentas cruciais para monitorar o comportamento dos preços na economia. O IPCA, como índice oficial, tem um papel crucial nas decisões de política monetária. Por outro lado, o IPC oferece uma visão mais específica e segmentada da inflação, em uma perspectiva útil para avaliação do poder de compra do consumidor (FGV, 2020). A vantagem em utilizar o IPC como métrica para avaliar as metas de inflação no Brasil está no fato deste indicador oferecer representatividade na variação dos preços de uma cesta de bens e serviços consumidos pelas famílias das principais capitais do país. Tendo como foco o consumidor, é possível facilitar a compreensão do público geral a respeito das políticas econômicas, pois o IPC mede a variação no custo de vida das famílias ao longo do tempo. Assim, por mais que o IPC não seja o índice oficial para o regime de inflação, busca-se por meio de outra métrica, avaliar se as metas de inflação estão sendo cumpridas no Brasil. Neste sentido, o referido trabalho objetiva analisar se as taxas efetivas de inflação medidas pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) estão de acordo com a meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, no período de 1999 a 2022.
EFEITO DO PROGRAMA BOLSA FAMÍLIA SOBRE AS HORAS DE TRABALHO DO CHEFE DO DOMICÍLIO: ANÁLISE PARA A REGIÃO NORDESTE DO BRASIL
PATRÍCIA DE MONTE DOS SANTOS OLIVEIRA ; Cicero Francisco de Lima
Considerado o maior programa de transferência de renda do Brasil, o Bolsa Família vem desempenhado um papel relevante nas duas últimas décadas, transformando a vida de milhões de brasileiros. Estabelecido em 2003, o Programa Bolsa Família (PBF) tem com o objetivo combater a pobreza e promover a redução da desigualdade de renda no país. Nesse contexto, o presente trabalho tem como objetivo analisar o impacto do programa nos indicadores de renda e mercado de trabalho dos beneficiários, comparando-os com os não beneficiários na região Nordeste do Brasil. Foram utilizados os microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua de 2022). Como método econométrico, foi empregado o modelo Logit para identificar as chances de participação no Bolsa Família, e o modelo Propensity Score Matching (PSM) para analisar os efeitos do programa. O PSM é um método semiparamétrico que busca avaliar a diferença de médias entre um grupo de controle e um grupo de tratamento com base em um conjunto de características observáveis. Os resultados da estimação do modelo Logit indicam que pessoas com baixos níveis de escolaridade, não brancas e aquelas que residem em áreas rurais apresentam maior probabilidade de participar do programa. De acordo com o PSM, os chefes de domicílios beneficiários do Programa Bolsa Família tendem a trabalhar, em média, 5,63 horas por semana a menos do os chefes não beneficiários do programa. A princípio, esses resultados sugerem que o PBF gera um desincentivo à oferta de trabalho na região Nordeste, o que pode estar associado a uma maior dedicação aos filhos ou mesmo à melhoria do nível de escolaridade.
Palavras-chave: Transferência de renda,Programa Bolsa Família,Propensity Score Matching
Oral
MAPEAMENTO TERRITORIAL DOS SERVIÇOS DE SANEAMENTO BÁSICO DISPONÍVEIS NA CIDADE DE JUAZEIRO DO NORTE-CEARÁ
NARJARA SERAFIM CHAGAS; Patrícia de Monte dos Santos Oliveira
O presente estudo buscou investigar as escolhas dos jovens do Ceará na região Nordeste do Brasil, por não trabalhar e não estudar, levando em consideração um conjunto de variáveis, por exemplo, o sexo dos jovens, raça ou cor, idade, número de pessoas no domicílio, escolaridade, localização de moradia, renda, faz tarefa doméstica e recebe bolsa família. Foram utilizados os microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD Contínua) de 2022, extraída do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Como método econométrico, foi utilizado Logit, o qual estima as chances de o indivíduo participar do grupo de jovens nem-nem. Os principais resultados evidenciam que no Ceará as mulheres jovens têm maior chance de não trabalhar e não estudar. Em 2022 a maior contribuição de jovens nem-nem está entre a faixa etária de 20 a 24 anos representando 43%. Os jovens que trabalham e estudam, só estuda, só trabalha tem a participação dos homens que corresponde a 54% e 46% tem a participação das mulheres, 72% declaram de cor não branca (preto, pardo ou indígena) e 42% tem a faixa etária entre 15 a 19 anos de idade. Sobre o nível de instrução 42% tem até o ensino médio e 73% tem sua residência em área urbana. Em relação aos rendimentos domiciliar per capita, 48% tem ganhos de até 1/2 salário mínimo, 66% realizam tarefas domésticas no próprio domicílio e 95% não receberam o benefício do bolsa família no mês de referência da pesquisa, reforçando a importância de políticas públicas de estímulo ao emprego e educação continuada.
Oral
MIGRAÇÕES NAS CIDADES MÉDIAS NÃO METROPOLITANAS DA BAHIA EM 2000 E 2010
RICARDO MONTEIRO DE CARVALHO; WELINGTON TAVARES BELÉM JÚNIOR
O objetivo deste estudo é analisar as migrações inter-regional (longa distância), intrarregional (média distância) e intraestadual (curta distância) das e para as cidades médias não metropolitanas da Bahia, em 2000 e 2010, para observar quem ganha ou perde população. Para tanto, foram utilizados os microdados do Censo Demográfico de 2000 e 2010. O estudo mostrou uma maior migração bruta (soma de imigrante e emigrante) no fluxo de longa e, principalmente, curta distância, resultado também encontrado em outros estudos que tratam sobre o tema, mostrando a importância da migração intraestadual no século XXI, diferente da dinâmica observada na Bahia, notadamente, entre 1950 até 1990. Todas as cidades médias (aquelas de 100 até 500 mil habitantes) no escopo da presente pesquisa registram perda de migrantes no fluxo inter-regional (longa distância), mas demonstraram um papel relevante na atração intrarregional (média distância), com destaque para o fluxo intraestadual (curta distância). Os resultados apontam que no fluxo inter-regional, em ambos os Censos Demográficos, todas as cidades médias do estudo apontaram saldo migratório negativo, prevalecendo as perdas de longa distância. Contudo, no fluxo intrarregional, Juazeiro foi o mais atrativo, enquanto no deslocamento intraestadual, os maiores saldos migratórios foram em Barreiras e Porto Seguro, em 2000 e 2010, respectivamente. Portanto, fica evidente que algumas cidades médias não metropolitanas da Bahia são importantes para atrair migrantes e reduzir a concentração populacional nas metrópoles e capitais, como a RMS e Salvador.
Palavras-chave: Bahia,Cidades médias,Não metropolitanas,Migrações
Oral
Abrir o trabalhoO PAPEL DA UNIVERSIADES PUBLICAS NO ENVELHECIMENTO POPULACIONAL: O CASO DO PROGRAMA UNIVERSIDADE ABERTA À TECEIRA IDADE-UNATI URCA
ROQUE THAYRON SANTIAGO SILVA
O envelhecimento populacional exige políticas públicas que promovam inclusão social e bem-estar para a terceira idade. O Programa Universidade Aberta à Terceira Idade (UNATI-URCA), da Universidade Regional do Cariri, é uma iniciativa exemplar nesse sentido, ao proporcionar atividades educativas, culturais e sociais para pessoas com mais de 60 anos. Este estudo analisou os impactos do programa por meio de entrevistas com bolsistas, idosos participantes e a coordenadora do projeto. Os resultados revelam que o UNATI-URCA contribui significativamente para o envelhecimento ativo, reduzindo o isolamento social, fortalecendo a autoestima e ampliando as redes de convivência. As oficinas incluem artesanato, dança, economia doméstica, saúde, autocuidado e empreendedorismo, promovendo aprendizado contínuo e autonomia financeira. Idosos relataram melhorias na qualidade de vida, maior interação social e aumento da autoestima. Alguns participantes destacaram ainda ganhos financeiros e até o início de pequenos negócios. Bolsistas envolvidos no programa relataram o desenvolvimento de habilidades profissionais e sociais, como empatia e comunicação, além de maior compreensão sobre políticas públicas voltadas à terceira idade. Apesar de desafios, como falta de recursos e necessidade de ampliação da infraestrutura, o programa reforça a importância das universidades públicas na criação de uma sociedade mais acolhedora e inclusiva. Por meio da valorização da experiência da terceira idade e do incentivo ao protagonismo social, o UNATI-URCA evidencia que o envelhecimento pode ser ativo, produtivo e digno, contribuindo para um ambiente acadêmico que valoriza todas as etapas da vida.
Oral
PENDULARIDADE E PERFIL DOS GRADUANDOS EM ECONOMIA DA UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI (CAMPUS PIMENTA)
ANA LETICIA ALVES DE SOUSA; MARCOS JARDEL DE OLIVEIRA VICENTE
Estudos sobre mobilidade espacial aprofundam a compreensão dos espaços urbanos, desde a década de 1980 destaca-se os deslocamentos pendulares para fins de estudo, devido à mudança dos espaços urbanos que provocam o desenvolvimento de algumas cidades e estagnação de outras, impulsionando a necessidade desses deslocamentos que, geralmente, são diários. Em décadas passadas as pessoas precisavam migrar para determinadas regiões, mas com o desenvolvimento dos meios de transporte e o crescimento das cidades médias e/ou cidades polos no país, inclusive no Nordeste, intensificou-se esse movimento diário. Assim, este estudo tem como objetivo geral traçar o perfil sociodemográfico e socioeconômico dos graduandos em economia, da Universidade Regional do Cariri (URCA), matriculados no período diurno e noturno, do Campus Pimenta, no município do Crato – CE, que pendulam diariamente. Para alcançar este objetivo destaca-se a pesquisa de campo, realizada entre abril e outubro de 2020. Os principais resultados mostram que o discente que pendula diariamente para estudar no curso de Economia (URCA) é notadamente do sexo masculino, com idade entre 21 a 30 anos, da raça/cor parda, solteiro, em grupo familiar de 3 até 5 membros e sem filhos. Quanto a origem, mais de 24 municípios do estado do Ceará e do Pernambuco enviam diariamente a URCA estudantes pendulares, tornando a Universidade um grande polo educacional no interior do estado, com destaque para os municípios de Juazeiro do Norte (CE) e Moreilândia (PE), evidenciando o papel importante da URCA no crescimento e desenvolvimento da região do Cariri, municípios limítrofes e, inclusive, do estado de Pernambuco.
Palavras-chave: Mobilidade espacial,Deslocamentos pendulares,Perfil sociodemográfico e socioeconômico
Oral
Abrir o trabalhoVALORIZAÇÃO CULTURAL E DESAFIOS NO MERCADO DE TRABALHO: ANÁLISE DAS INICIATIVAS DA ALDEIAS PONTO DE CULTURA, NA REGIÃO METROPOLITANA DO CARIRI
AMANDA KELLE DE SOUSA; SILVANA NUNES DE QUEIROZ; ARTHUR HÁLAMO BEZERRA OLIVEIRA LEITE
RESUMO Este estudo tem como objetivo analisar como as iniciativas da ALDEIAS Ponto de Cultura contribuem para a valorização da cultura popular e da economia criativa na Região Metropolitana do Cariri (RM Cariri), identificando os desafios enfrentados por artistas e profissionais da cultura em relação à remuneração, inserção no mercado de trabalho e acesso as políticas públicas. A metodologia envolve uma entrevista com uma das fundadoras da ALDEIAS, além de levantamentos bibliográficos. Os resultados destacam a importância do mercado cultural como motor de desenvolvimento econômico e social, especialmente em regiões ricas em tradições artísticas e cultural. Embora a RM Cariri seja diversa e atraente, persistem desafios como a inadequação dos valores pagos aos artistas locais em comparação com os profissionais de fora. A análise revela a busca por alternativas ao financiamento tradicional e a necessidade de políticas públicas mais inclusivas. Conclui-se que é crucial que as políticas culturais reconheçam e apoiem o valor dos trabalhadores culturais, assegurando condições dignas de trabalho e ampliando o acesso ao financiamento para pequenos produtores. ABSTRACT This study aims to analyze how the initiatives of ALDEIAS Ponto de Cultura contribute to the promotion of popular culture and the creative economy in the Metropolitan Region of Cariri (RM Cariri), identifying the challenges faced by artists and cultural professionals regarding remuneration, market access, and public policies. The methodology includes an interview with one of the founders of ALDEIAS, as well as bibliographic surveys. The results highlight the importance of the cultural market as a driver of economic and social development, especially in regions rich in artistic and cultural traditions. Although RM Cariri is diverse and attractive, challenges persist, such as the disparity in compensation for local artists compared to outside professionals. The analysis reveals the search for alternatives to traditional funding and the need for more inclusive public policies. It concludes that cultural policies must recognize and support the value of cultural workers, ensuring fair working conditions and expanding access to funding for small producers.
Palavras-chave: Cultura,Emprego,Renda,ALDEIAS Ponto de Cultura,Região Metropolitana do Cariri
Resumo Expandido · Oral
Abrir o trabalhoEFEITOS DO PROGRAMA NACIONAL DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR SOBRE O DESENVOLVIMENTO MUNICIPAL CEARENSE EM 2018
CÍCERO VINICIUS SOUZA BRITO; MANOEL ALEXANDRE DE LUCENA; ELIANE PINHEIRO DE SOUSA
Os mercados institucionais correspondem ao poder de compra do Estado, sendo este um importante veículo de estímulo a diferentes processos de desenvolvimento rural e alterações nos hábitos alimentares (Aleixo, 2021). As políticas instituídas federais como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF), o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), relacionadas ao mercado institucional, têm contribuído para fortalecer a agricultura familiar (Paula; Kamimura; Silva, 2014). Para Leal (2019), quando a agricultura familiar é introduzida ao mercado, ela fortalece o desenvolvimento local, aumenta a produção, e revitaliza a sociedade. Andrade, Araújo e Santos (2019) identificam que a agricultura familiar além de ser um setor estratégico para o país, é uma das bases do projeto nacional de desenvolvimento. Visto essa importância da agricultura familiar, o PNAE é uma política pública que visa adquirir alimentos desse setor para a merenda escolar. Este programa destina recursos financeiros federais para atender estudantes de todas as etapas e modalidades da educação básica na rede pública, objetivando a promoção do crescimento e desenvolvimento biopsicossocial, a aprendizagem, o rendimento escolar e a formação de hábitos alimentares saudáveis dos estudantes, mediante ações de educação alimentar e nutricional e da oferta de refeições que atendam às suas necessidades nutricionais ao longo do período letivo (FNDE, 2024b). O artigo 14 da Lei n.º 11.947/2009 determina que, no mínimo, 30% do valor dos recursos repassados pelo FNDE para o PNAE devem ser destinados às aquisições da agricultura familiar. Esta medida estimula o desenvolvimento econômico e sustentável das comunidades (FNDE, 2024b). A esse respeito, Silva (2019) ressalta que a reformulação do PNAE em 2009, especialmente com o artigo 14, objetivou fazer com que o programa atuasse como um instrumento para a inclusão produtiva e o desenvolvimento local, já que, por meio da chamada pública, assegura uma compatibilidade de preços com os praticados no mercado, possibilitando uma ampliação das oportunidades de participação de agricultores familiares nos processos licitatórios para atender a demanda deste programa. Para Troian et al. (2020), este programa reconhece e valoriza a agricultura familiar, já que se constitui em um mercado institucional capaz de fomentar o desenvolvimento local. Para que o programa colabore com o desenvolvimento da agricultura familiar e ofereça alimentos de qualidade aos alunos, conforme Breitenbach, Troian e Parizotto (2021), torna-se necessário o cumprimento da referida lei. Para Triches e Schneider (2010), a atuação do PNAE resulta de um modelo de desenvolvimento que promove o crescimento econômico, garante a justiça social, a conservação ambiental e a saúde pública. Nunes et al. (2018) corroboram que o PNAE comporta-se, especialmente na região Nordeste, como uma ferramenta política de expressiva relevância para a transformação econômica e social, a partir da agricultura familiar e de suas organizações coletivas, com potencial para impulsionar o desenvolvimento local e regional. Nesse contexto, diante da importância do PNAE não somente para a alimentação escolar, mas também para a promoção do desenvolvimento local, este trabalho pretende analisar os efeitos do PNAE sobre o desenvolvimento municipal, representado aqui pelo Índice de Desenvolvimento Municipal (IDM), no estado do Ceará, considerando o ano de 2018.
Palavras-chave: PNAE,Ceará,Desenvolvimento
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MODERNIZAÇÃO DA PECUÁRIA NOS MUNICÍPIOS CEARENSES
MARCOS ANTONIO CARVALHO ALVES DE SOUSA JÚNIOR; MANOEL ALEXANDRE DE LUCENA; ELIANE PINHEIRO DE SOUSA
A pecuária consiste em uma atividade econômica voltada para a criação de animais destinados aos serviços de lavoura, consumo doméstico ou fins industriais e comerciais (Rodrigues; Sousa, 2014) e é uma das responsáveis pelo fornecimento de alimentos, como carne, leite e ovos, e de matérias-primas, como couro e lã, para os mercados interno e externo. De acordo com a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), em 2023, o valor da produção pecuária alcançou R$122,4 bilhões, um aumento de 5,4% em relação ao ano anterior (IBGE, 2024). Segundo Sousa e Brito (2010), as principais atividades que compõem a pecuária brasileira incluem a bovinocultura, tanto de corte quanto de leite, a avicultura, abrangendo a criação de frangos, galinhas e a produção de ovos, e a suinocultura. Além dessas, outras práticas, como caprinocultura, ovinocultura, equideocultura e bubalinocultura, também integram o setor pecuário nacional. No geral, a pecuária desempenha um papel de destaque no contexto socioeconômico nacional, uma vez que contribui significativamente para a geração de emprego e renda, beneficiando uma parcela expressiva da população. Nas últimas décadas, a pecuária brasileira passou por um processo de modernização sustentado por avanços no nível tecnológico dos sistemas de produção e na organização da cadeia produtiva (Freitas Junior; Barros, 2021). Fatores como a estabilização monetária, a desregulamentação do mercado com a eliminação do controle estatal sobre os preços, a abertura econômica e as mudanças nos padrões de consumo da população têm promovido a modernização do setor pecuário, à medida que incentivam a busca por maior competitividade e adaptação às novas exigências do mercado (Lemos et al., 2003). Assim como as demais Unidades Federativas (UFs), o Ceará vem passando por uma série de transformações em seu setor pecuário, que visam não apenas o aumento da produtividade, mas também objetivam outras finalidades, como a sustentabilidade. Tal fato é objeto de estudos como Sousa e Brito (2010) e Paiva e Lima (2024). No estado do Ceará, a pecuária desempenha um papel fundamental no desenvolvimento socioeconômico, contribuindo para a geração de emprego e renda para milhares de famílias que residem nas áreas rurais da região (Paiva; Lima 2024). Em 2023, o estado registrou um valor recorde de R$6,1 bilhões em sua produção pecuária, representando um crescimento de 11,9% em relação ao ano anterior. Dentre os segmentos da pecuária, destaca-se a bovinocultura de leite, que atingiu 1,1 bilhão de litros, impulsionada pelo número recorde de 696,5 mil vacas ordenhadas. Apesar da atividade pecuarista deter uma expressiva relevância econômica e histórica para o estado do Ceará, observa-se uma escassez de estudos específicos sobre a modernização pecuária cearense. A maior parte das pesquisas existentes aborda o tema em uma perspectiva mais ampla, seja em nível nacional ou internacional, negligenciando as especificidades e particularidades do estado. Essa lacuna acadêmica dificulta uma compreensão mais profunda dos desafios, potencialidades e transformações da pecuária regional. Diante desse contexto, o presente estudo tem como objetivo mensurar um Índice de Modernização Pecuária (IMP) para os municípios cearenses, buscando contribuir para o preenchimento dessa lacuna. Estudos desta natureza oferecem subsídios para a formulação de políticas públicas e estratégias que fortaleçam o setor, valorizando a relevância histórica e econômica dessa atividade no Ceará.
Palavras-chave: Modernização pecuária, Ceará,Análise fatorial
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Palavras-chave: inflação,indicadores,ipc
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Este artigo apresenta uma nova metodologia para realizar o mapeamento territorial dos serviços de saneamento básico disponíveis na cidade de Juazeiro do Norte/CE, considerando-se a cobertura desses serviços. Foram utilizados para caracterização do saneamento básico as bases cartográficas e dados do Plano Diretor Municipal de Juazeiro do Norte de 2023, da Secretaria de Infraestrutura e Urbanismo da Prefeitura, e do Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento – SNIS. Para as áreas com menor aderência a rede de esgoto, foram utilizados os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, dos setores censitários de 2023. A aplicação da metodologia ao município de Juazeiro do Norte/CE, adotado como estudo de caso, resultou em informações oportunas para serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, coleta e tratamento dos resíduos sólidos e drenagem urbana que exigem investimentos para a universalização. Cerca de 23,8% da população de Juazeiro do Norte-CE não tem acesso à água tratada, e apenas 24,1% contam com coleta de esgoto. Com esses índices a cidade encontra-se nas 20 piores no ranking de saneamento das 100 maiores cidades brasileiras, segundo o Instituto Trata Brasil. Sobre a coleta de lixo, que atinge uma média de 280 toneladas diárias, é insuficiente e agravando-se durante romarias religiosas com o aumento da população, sobrecarregando os serviços de limpeza e gerando problemas ambientais e de saúde pública. A infraestrutura urbana também é deficiente, no bairros como Lagoa Seca, Jardim Gonzaga, Cidade Universitária e Planalto sofrem com alagamentos devido à falta de drenagem de águas pluviais, o que intensifica doenças e problemas sociais. A cidade precisa de planejamento e ações eficazes para oferecer serviços de saneamento que atendam à população, protejam o meio ambiente e melhorem a saúde pública.
Oral
MICROCRÉDITO, GERAÇÃO DE RENDA E INCLUSÃO FINANCEIRA: UM ESTUDO COM BASE NOS PROGRAMAS AGROAMIGO E CREDIAMIGO DO BANCO DO NORDESTE.
FRANCISCO WANDERSON DE SOUSA LIMA; Rosymary de Matos Cordeiro
O microcrédito, enquanto solução desenvolvida para enfrentar a dificuldade de acesso a crédito dos microempreendedores, surgiu inicialmente em Bangladesh, nos anos 1970, a partir da experiência exitosa do professor Muhammad Yunus. No Brasil, os programas Agroamigo e Crediamigo, coordenados pelo Banco do Nordeste tem desempenhado um papel central na ampliação do microcrédito na região Nordeste. O presente artigo tem como objetivo analisar o efeito dos programas de microcrédito Agroamigo e Crediamigo na geração de renda e na criação de postos de trabalho nas áreas rurais do Nordeste brasileiro. A análise usara como base de dados os relatórios anuais de microfinanças do Banco do Nordeste nos anos de 2019 a 2020. Quanto aos fins será adotada uma pesquisa bibliográfica e quantitativa, uma tem como objetivo descrever as características de determinadas populações ou fenômenos. A análise evidenciou as diferenças entre os perfis de atediementos urbanos e rurais, uma inversão nos números de atendimentos por sexo, com o Crediamigo apresentando maior número de mulheres 53%, e o Agroamigo apresentando homens 68,6%. Os dados também apresentam uma tendência de acrescimento por empréstimos no período da pandemia entre 2021 e 2022, sem contar a grande contribuição para a união em forma de imposto, além de sua análise quantitativa, o artigo demonstra a contribuição dos programas para a inclusão social e o papel crucial do microcrédito no combate às desigualdades regionais no Nordeste brasileiro.
Palavras-chave: Microcrédito,Agroamigo,Crediamigo,Banco do Nordeste,Inclusão financeira
Oral
Abrir o trabalho