34 de 34 trabalho(s) aceito(s)
ECOCARIRI: Agência de produção de conteúdo socioambiental
YANNE VIEIRA BARBOSA; Wallyson Roberto Leite dos Santos; Victor Arraes Rocha Felix
A ECOCARIRI iniciou em 2018, sendo a culminância de um trabalho já desenvolvido anteriormente através do Programa de Extensão da Universidade Federal do Cariri - UFCA. Trata-se de um projeto de comunicação e mídia, vinculado ao curso de Jornalismo da UFCA e ao Araripe UGGP, engajada nos temas ambientais envolvendo prioritariamente informações e notícias acerca do território do Araripe Geopark Mundial da UNESCO. Assim, pautas como descobertas científicas, comunidades, biodiversidade, história e cultura são desenvolvidas de forma lúdica e atrativa, dentro das prerrogativas do jornalismo ambiental, o que inclui o engajamento dos profissionais envolvidos juntamente à população, em prol das causas ambientais. O trabalho é desenvolvido através de pesquisa de campo (para a definição das pautas) e as publicações são elaboradas na plataforma do instagram (@ecocariri), atentando-se para o alinhamento com os objetivos para o desenvolvimento sustentável publicados na Agenda 2030 da ONU, promovendo-os. Em 2018, de julho até outubro, o alcance das publicações praticamente quadruplicou, se expandindo de 1.917 visualizações para 4.429. Vale ressaltar que, inicialmente, apenas a região do Cariri era meta e o trabalho provocou exatamente esse público, conforme apontaram os dados estatísticos. Contudo, posteriormente, o alcance se disseminou por outros estados do Nordeste e até mesmo a nível de Brasil. Atualmente, a Ecocariri se encontra em fase de expansão para plataforma de site próprio, objetivando diversificar sua plataforma de produtos oferecidos. A ideia é gerar maior interatividade e participação das comunidades, estudantes, cientistas, e demais interessados em promover o Programa de Geoparques da UNESCO e o Araripe Geopark Mundial da UNESCO como fundamentais à uma política de desenvolvimento sustentável com inclusão social, para a região do Cariri cearense.
Palavras-chave: Meio ambiente, Geopark Araripe,Comunicação,Jornalismo
Oral
PROJETO GEOPARK MORRO DO CHAPÉU E AGENDA 2030 DA ONU: GARANTIA DE QUALIDADE SUSTENTÁVEL
RAFAEL CELESTINO SOARES; EDUARDO DA SILVA GUIMARÃES; CARLOS EDUARDO RIOS FÉLIX; NORMÉLIA DE OLIVEIRA BORGES; MICHEL MACÊDO MARQUES
ANÁLISE DAS POTENCIALIDADES DE GEOPRODUTOS NA REGIÃO DO CARIRI – CE: UM PROJETO DO ARARIPE GEOPARQUE MUNDIAL DA UNESCO
IALLISON ARAUJO DE OLIVEIRA; Antônia Camila Branca da Silva; Lucenilda Pereira de Lima
A criação e implementação de um geoparque contribui para a valorização de uma região, incentivando a comunidade na elaboração, desenvolvimento e oferta de aspectos materiais e imateriais que despertem a atenção dos visitantes e que ajudem na definição e reconhecimento pela identidade territorial. Nesse contexto, encontram-se os geoprodutos, que trazem em suas características físicas simbologias de um território, atraindo a atenção do Araripe Geoparque Mundial da UNESCO para a identificação de produtos que tragam aspectos representativos da cultura, patrimônio material e imaterial, flora ou fauna do Cariri - CE. Primeiramente, foram realizados eventos e reuniões com artesãos e associações para o entendimento mais adequado sobre o tema, facilitando o desenvolvimento do projeto, o conhecimento quanto à diversidade dos produtos feitos e sendo firmada a importância de um diálogo mais frequente entre os artesãos e o Geopark Araripe. Posteriormente partiu-se para a aplicação de questionários aos artesãos entre setembro e outubro de 2018 objetivando avaliar cada um destes no que se refere aos produtos criados, desenvolvidos e comercializados e que deveriam ser respondidos conforme a realidade das atividades de cada um, possibilitando identificar características regionais nos produtos e detectar pontos de melhorias para a implantação apropriada do projeto. Para entendimento mais adequado, a pesquisa foi dividida em três grupos temáticos: com relação à qualidade, percebeu-se que o produto passa por uma análise com base em um modelo ou protótipo que zele pela garantia de sua funcionalidade, redução de erros e falhas e a oportunidade de reparos ou trocas. O segundo grupo voltou-se para a sustentabilidade, onde foi identificada a preocupação quanto à geração e descarte de resíduos, as ferramentas mais utilizadas no processo produtivo, e o destino final do descarte, reciclagem ou reutilização, não gerando prejuízos para a comunidade do entorno geográfico deste artesão. Os geoprodutos bem orientados podem ser autossustentáveis e possibilitar vantagem socioeconômica e o interesse das novas gerações em dar continuidade a produção. O último grupo avaliou a identidade cultural, onde obteve-se a informação de que há a preocupação em poder representar a região do Cariri em seus produtos, seja por forma, imagem ou cor. Compreende-se, portanto, que muitas das respostas obtidas induzem a identificação de características de geoprodutos, o que viabiliza a aplicação do projeto do Geopark Araripe.
SISTEMA DE MONITORAMENTO SUSTENTÁVEL PARA MANEJO AGRÍCOLA NO TERRITÓRIO DO GEOPARK ARARIPE
ITALO THALES BARROS GOUVEIA DINIZ; Roberta Rayana Machado Bantim; Francisco Idalécio de Freitas
O programa de geoparques da UNESCO trata do reconhecimento de territórios, ao tempo em que reconhece neles um amplo projeto de desenvolvimento sustentável. O território do Geopark Araripe se caracteriza especialmente pela diversidade cultural, e existência de múltiplas comunidades. No entorno dos geossítios, pode-se destacar as comunidades rurais. Sabe-se que a agricultura é o setor que mais consome recursos hídricos no Brasil e no mundo, com aproximadamente 70% do consumo total. Além disso, a região Nordeste do Brasil é conhecida pelos enfrentamentos relacionados à falta de água. Tendo em vista essa problemática, foi elaborada uma proposta para construção de um dispositivo de monitoramento baseado na leitura e análise do pH e da umidade do solo. Assim, é possível acompanhar o desenvolvimento da vegetação baseando-se no limite de umidade exigida de acordo com a cultura, condicionando-a com os objetivos desejados, e ainda possibilitando a prevenção quanto ao risco de contaminação química. O sistema foi composto por um sensor de pH, um sensor capacitivo de umidade do solo modelo SEN0193 e um arduino uno acoplado a um computador, compondo um sistema de baixo custo e acessível ao público. Desse modo, automatiza-se o processo de irrigação aproveitando o recurso hídrico sem desperdícios. A estratégia de geoconservação proposta está em fase de seleção de uma comunidade teste. Ela foi elaborada na perspectiva da Agricultura de Precisão (cooperação entre a agricultura e as ciências da computação), objetivando o manejo agrícola consciente, redução de impactos ambientais, e aumento da produtividade.
Palavras-chave: Sistemas embarcados,Agricultura,Automação,Geoparques,Manejo do Solo
Oral
ELABORAÇÃO DE APLICATIVO PARA USO DE TRILHAS E ECOTURISMO NA CHAPADA DO ARARIPE: TRILHAS CARIRI
KLEBER RIBEIRO FIDELIS; Karine Dias Lacerda; Leocassia Galvão dos Santos; Jozana Anadia Pinheiro
A tecnologia da informação possibilita a criação de aplicativos para auxiliar as pessoas na busca de melhorar sua qualidade de vida. Tal afirmação compete com o uso de aplicativo que permite aos seus usuários a busca por mapas e guias de pontos turísticos de regiões visitadas pelos mesmos. A crescente procura por experiências turísticas em ambientes naturais, relativamente intactos, fazendo do ecoturismo um segmento do mercado com um dos maiores índices de crescimento na demanda turística. Tendo a possibilidade de desenvolver cada vez mais ativamente o ecoturismo na região do Cariri e sendo de grande importância em várias esferas, contribui-se de forma significante com a divulgação e facilitação das oportunidades de lazer em meio natural, assim também contribui para a valorização do meio ambiente de modo que sensibilize para a promoção da preservação do meio ambiente. Nesse intuito apresenta-se um cenário favorável ao turismo sustentável, buscou detectar e mapear as áreas propícias para atividades de trilhas e caminhadas na região do Cariri, com o levantamento de imagens, mapas e catalogação das principais trilhas da região que permitam aos usuários do aplicativo, visualizar via satélite as regiões que deseja percorrer. O aplicativo a ser desenvolvido auxiliará nas dificuldades de encontrar mapas e trilhas da região do Cariri por meio da localização delimitada pelo usuário. As trilhas poderão ser cadastradas para ofertar imagens e descrições de cada área. O planejado é reunir todas os dados e publicar numa plataforma de fácil acesso, com abas para guias de trilhas se cadastrarem, para denúncias de crimes ambientais, comentários, sugestões ou dúvidas. Como resultado temos os dados das trilhas já percorridas e classificadas pelos pesquisadores, embasados nos critérios regidos pela ABNT, essa classificação auxilia o turista com respostas simples como, insolação, declividade, exposição de riscos, situação de comunicação, dentre outros fatores importantes para escolha da trilha mais adequada. Para localizar áreas com aptidão para implantar trilhas ecoturísticas, considerando as restrições ambientais, sendo capaz de aproximar o usuário ao meio ambiente, de forma simples e interativa, evitando toda a burocracia de contratação de guias turísticos, diminuindo os riscos de percas e perigos nas trilhas, através de um prático e completo software, capaz de oferecer ofertas de trilhas da região do Cariri.
CAMINHADAS NA NATUREZA NA TERCEIRA IDADE: A EXPERIÊNCIA DAS PARTICIPANTES DO PROJETO MAIS VIDA NO PARQUE ESTADUAL DO SÍTIO FUNDÃO E GEOSSÍTIO BATATEIRAS
PAULO RICARDO DA SILVA SANTOS; Lázaro Ranieri de Macêdo
A prática de exercício físico tem papel fundamental no que diz respeito à melhoria do estilo de vida, permitindo assim um envelhecimento saudável. Uma opção são os esportes de aventura que possibilitam uma maior aproximação com a natureza, bem estar, superação de desafios e extravasamento das emoções. Uma modalidade que tem crescido nessa área é o trekking, ou caminhadas na natureza, que se constituem como elemento cultural e histórico presente nas sociedades humanas desde os tempos remotos, hoje é uma forma de atividade física sustentável, acessível e para todas as idades. Este trabalho tem por objetivo relatar a prática de caminhada na natureza realizada pelas participantes do projeto Mais Vida da Universidade Regional do Cariri – URCA no Parque Estadual do Sítio Fundão e Geossítio Batateiras na Cidade de Crato-CE. Trata-se de um relato de experiência, classificado como uma pesquisa bibliográfica, de campo e descritiva. Utilizou-se como instrumento de pesquisa para obtenção dos dados o diário de campo através de observação participante. O cenário foi o projeto de extensão “Mais Vida” da Universidade Regional do Cariri (URCA), tendo como amostra oito idosas participantes da ação acadêmica. A equipe da organização e realização da trilha é composta por seis Monitores e um Professor Orientador, vinculados à URCA. Previamente aconteceu uma visita diagnóstica com o objetivo de avaliar o local a ser visitado, definindo as rotas a serem percorridas pelas idosas de acordo com as possibilidades do grupo. Inicialmente foi realizado alongamento e aquecimento com o grupo sob a orientação dos monitores envolvidos na ação. Na sequência iniciou-se a caminhada no trecho planejado pela equipe da Universidade. No desenvolvimento da trilha aconteceram momentos destinados à conscientização ambiental. Durante o percurso foram visitados os principais pontos turísticos como as Ruínas do Engenho e o leito do Rio Batateiras, finalizando com uma visita ao Museu e centro de visitantes na Casa de Taipa de primeiro andar. As idosas durante o trajeto não relataram dificuldades em relação à distância ou aos aclives e declives encontrados no caminho, mas somente incômodo em relação a alta temperatura. A prática de caminhada na natureza evidencia-se como uma oportunidade de lazer ativo para o público idoso com benefícios fisiológicos, sociais e psicológicos. Esta atividade possibilita um importante momento de educação com conhecimentos sobre a história da região, socialização entre os participantes, superação de desafios e cooperação colaborando para sua qualidade de vida.
JOIAS NA COROA DA RAINHA DA BORBOREMA
ELISSANDRA N. MOURA-LIMA; Israel Adonay Mendes Marinho; Matheus Amador Nicchio
Reunindo acervos minerais, há importantes museus reconhecidos nacionalmente, concentrados nas regiões Sul e Sudeste. O objetivo deste trabalho é contribuir na divulgação de acervos minerais públicos nacionais, em especial, no Nordeste brasileiro. Foi feito um levantamento a respeito de um museu na Paraíba que abriga coleções de minerais e gemas. As informações foram obtidas através de pesquisa bibliográfica, visitas técnicas e, principalmente, por comunicação verbal com o responsável pelo museu. A riqueza de Campina Grande-PB inclui importantes polos cultural, tecnológico, industrial e universitário. Coroando a nobreza desta cidade, chamada de Rainha da Borborema, está o Centro Gemológico do Nordeste (CGN), da Unidade Acadêmica de Mineração e Geologia (UAMG) da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). O CGN conta com um museu e laboratório que dão suporte a cursos como Gemologia, microscopia, Mineralogia, Petrografia e laminação de gemas. O museu abriga aproximadamente 500 amostras de diferentes minerais, distribuídos em vitrines específicas para minerais do Rio Grande do Norte, da Paraíba, do Brasil e do mundo. Cerca de 200 amostras são de minerais considerados raros no mundo, a exemplo: colquirina, carlhintzeíta e pollucita. Há ainda minerais recém-descobertos, como a serrabrancaíta e fluornatromicrolina. O CGN foi inaugurado há 30 anos, foi montado e mantido pelo apaixonado professor alemão Reinhard Richard Wegner, vulcanologista e mineralogista. Embora aposentado, o prof. Wegner continua se dedicando ao CGN. O museu recebe visita de turmas de estudantes, desde a educação infantil à universitários de várias outras instituições e ainda colecionadores de renome mundial. Com sorte, os visitantes podem ser guiados pelo museu pelo professor Wegner, enriquecendo-os com seus conhecimentos científicos sobre os minerais e as histórias de aquisição destes. As belas amostras costumam viajar o mundo, acompanhando o professor nos cursos que ele ministra na Alemanha e África do Sul. O CGN também conta com a experiência do professor Alcides Ramos de Brito, um geógrafo com pós-graduação em Geologia de minas. O prof. Brito ministra cursos gratuitos de lapidação de gemas para a comunidade. Locais como o CGN cooperam com a formação acadêmica e profissional dos estudantes, ajudam a divulgar a Geociência na sociedade e contribuem para que o povo tenha consciência da riqueza de sua terra. Sendo Campina Grande a Rainha da Borborema, o Centro Gemológico do Nordeste é a coroa, onde estão cravejados cristais de minerais do mundo, em especial, do Seridó.
COQUINAS DA BACIA DO ARARIPE: PATRIMÔNIO GEOLÓGICO E PALEONTOLÓGICO DO ARARIPE GEOPARK MUNDIAL DA UNESCO
RAFAEL CELESTINO SOARES; Wellington Ferreira da Silva Filho; Eduardo da Silva Guimarães; Roberta Rayana Machado Bantim
Diversos autores têm desenvolvido pesquisas com os níveis mais superiores do Membro Romualdo da Formação Santana, na Bacia do Araripe, especialmente desde a descoberta da presença de coquinas contendo comumente fósseis de bivalves, gastrópodes, ostracodes, e mais raramente equinodermas. Sedimentologicamente, esses materiais variam entre packstones a wackstones bioclásticos com porções fortemente desmicritizadas que originam grainstones. De modo geral, podem ser interpretados também como biomicritos. A localização geográfica é determinante na variação da palheta sedimentológica que abriga os materiais fósseis. Do mesmo modo, ela é definitiva na diferenciação de espécies nos grupos, na presença restrita de equinodermas inteiros e fragmentados, e na qualidade geral de preservação dos bioclastos. Isso atesta uma dinâmica deposicional complexa e variada, provavelmente associada a um paleoambiente transicional, incluindo-se o envolvimento de eventos de rápida sedimentação e retrabalhamentos influenciados por episódios esporádicos de tempestades. Dado a significância da interpretação desses materiais, da sua heterogeneidade sedimentológica, e da variedade de organismos fósseis envolvidos, sugere-se sua valorização e maior reconhecimento enquanto patrimônio geológico/ paleontológico associado ao Araripe Geopark Mundial da UNESCO. Afloramentos existentes nas proximidades dos Geossítios Pedra Cariri, Ponte de Pedra, Pontal de Santa Cruz, e Parque dos Pterossauros poderiam ser incluídos como opcionais nas visitas. Sugere-se que as variedades das coquinas já descritas também componham uma coleção para ser exposta no Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, em Santana do Cariri.
Palavras-chave: Geodiversidade,Sítio Geológico,Tempestitos,Formação Santana,Geoparques
Oral
NOVA OCORRÊNCIA DE COQUINA DA FORMAÇÃO ROMUALDO, BACIA DO ARARIPE, NO MUNICÍPIO DE ARARIPE, CEARÁ.
JOSE ORESTE DE OLIVEIRA ; RAFAEL CELESTINO SOARES; LUDMILA ALVES CADEIRA DO PRADO; NATHÁLIA DE SOUSA FERNANDES; MARIA ANDRESSA ALENCAR CARDOSO
CORDELTECA LEANDRO GOMES DE BARROS: PRESERVAÇÃO DOS FOLHETOS DE CORDEL E REVITALIZAÇÃO DAS PRÁTICAS CULTURAIS
TATIANA OLEGARIO DA SILVA; Maria Daiane da Silva Sousa
Este trabalho objetiva relatar nossa experiência enquanto bolsistas do programa “Lira Nordestina: revitalização das práticas culturais e formação de novos agentes em cordel e xilogravura” durante o período de Janeiro à Agosto de 2018, em que consistiu na preservação de várias obras de poetas populares através da organização de uma cordelteca que homenageia no ano de seus cem anos de morte, um dos mais importantes poetas cordelistas do Brasil que é Leandro Gomes de Barros. Localizada em um dos mais significativos exemplares do patrimônio cultural do Cariri, a Lira Nordestina, antiga Tipografia São Francisco de José Bernardo da Silva, era outrora um dos mais influentes centros irradiadores de folhetos do Brasil. Desde 1988 está sob a administração da Universidade Regional do Cariri – URCA. A metodologia utilizada para catalogação dos folhetos da cordelteca Leandro Gomes de Barros foi uma ficha adaptada do manual Catalogação de Folhetos de Cordel da Fundação Nacional de Artes (FUNARTE) e Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP). Catalogamos mais de seiscentos cordéis dos mais variados ciclos temáticos: seca, imigração, cangaço, religiosidades, assombração, atualidades, biografias, astúcia, fantasias, heroísmo, históricos, humor, intempéries, pelejas, e romances. Na ficha catalográfica, além dos dados relativos título, autor, data, entre outros, acrescentamos o estado de conservação dos folhetos tendo como fonte o Suporte do Acervo dos Ateliês de Gravura do IAD/UFPEL: catalogação e estudo de conservação. Com nosso trabalho de organização e catalogação dos cordéis da Cordelteca Leandro Gomes de Barros esperamos disponibilizar, através de um banco de dados com todas as fichas cadastradas, material para pesquisadores, cordelistas, poetas, xilógrafos e toda comunidade interessada na literatura de cordel tornando a cordelteca um espaço de promoção dessa literatura a partir de rodas de conversa e visitas e pesquisas in loco.
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ETNOCIÊNCIA DO KONSERVAT FOSSIL LAGERSTAETTE DA FORMAÇÃO CRATO NO GEOPARK ARARIPE (CE-BRASIL): OBSERVAÇÕES PRELIMINARES
Projeto Geoparque Corumbataí
LUCIANA CORDEIRO DE SOUZA FERNANDES
O projeto do Geoparque Corumbataí, no estado de São Paulo, Brasil, desponta como o primeiro geoparque do mundo delimitado por uma bacia hidrográfica. A Bacia do Corumbataí é dotada de inúmeros atributos naturais, com parte do território localizado junto a Serra de Itaqueri, formação geológica característica da borda oeste da Depressão Periférica denominada Cuesta Basáltica, e compreende oito municípios: Analândia, Charqueada, Corumbataí, Ipeúna, Itirapina, Piracicaba, Rio Claro e Santa Gertrudes. Neste território de 1.708 km2 já foram catalogadas mais de uma centena de geossítios. A escolha desta Bacia como área-alvo para o desenvolvimento de um projeto de Geoparque se deve ao fato de constituir uma área territorial com limites claramente definidos, que inclui notável geodiversidade em todos os seus valores (intrínseco, cultural, estético, econômico, funcional, didático e científico) e abrigar no seu subsolo o Sistema Aquífero Guarani (SAG) – aquífero transfronteiriço internacional - considerado patrimônio mundial. A região é bastante diferenciada, possuindo imensa riqueza geológica, hídrica, ambiental, paisagística, arqueológica, paleontológica, histórica e cultural, de importância nacional e internacional, a ser conservada e aproveitada como fonte de renda sustentável pela população local. Diversas ações estão sendo empreendidas nesta Bacia, com a realização de trabalhos de pesquisa e extensão pela Unicamp e Unesp Rio Claro, com a identificação de novos geossítios, elaboração de roteiros e trilhas para prática do geoturismo, concepção e produção de material e de jogos educativos. Além de identificação dos produtos locais e o resgate dos modos de fazer – culinária, artesanato, artes em geral – para que tais produtos se qualifiquem como geoprodutos. Ainda, ações propostas pelo Poder Público e comunidades locais voltadas ao geoturismo visando proteção e conservação ambiental, com a modernização e construção de novos espaços destinados a receber turistas e empoderar os locais, vem sendo desenvolvidas. Assim, todas estas ações científicas, educacionais e comerciais se publicizam e se fortalecem por meio da realização de eventos, da utilização da comunicação comunitária através da mídia impressa e televisiva, sites e redes sociais voltadas à população dos oito municípios, para que seja possível efetivar este território como um Geopark Unesco.
Oral
Do ponto de vista geológico, o Projeto Geopark Morro do Chapéu se credencia ao Programa de Geoparques da UNESCO por tratar diretamente da geodiversidade relacionada à Chapada Diamantina, formação geomorfológica sui generis que caracteriza a identidade de uma região da Bahia com dezenas de municípios, incluindo o município de Morro do Chapéu. Essa geodiversidade é marcante nos processos inerentes ao desenvolvimento econômico da região. Existe um grande potencial a ser transformado em ações permanentes e norteadores para que esse desenvolvimento ocorra com sustentabilidade, sendo este o objetivo fundamental do Projeto Geopark Morro do Chapéu. Desse modo, a proposta tem sido construída democraticamente, considerando o feedback das representações populares. A Prefeitura Municipal de Morro do Chapéu reconheceu a ideia e passou a canalizar seus esforços no sentido de tornar o geoparque um programa mestre para as iniciativas públicas nos diversos setores. Nesse processo, a cooperação com o Araripe Geoparque Mundial da UNESCO foi fundamental, principalmente para o alinhamento do projeto Geopark Morro do Chapéu aos objetivos para o desenvolvimento sustentável estabelecido pela Organização das Nações Unidas, sob título de Agenda 2030 da ONU. O trabalho passou pela fase de inventariação e definição de geossítios, e paralelamente veio sendo estabelecido o contato com os potenciais stakeholders, em nível local, regional e nacional. Posteriormente seguiu-se o estudo de viabilidade para adequação estrutural dos geossítios definidos para inicialização prática do geoparque, já concluído. Nas próximas etapas, além da continuidade dos trabalhos dentro das recomendações já estabelecidas, se iniciará o inventário cultural, componente essencial ao reconhecimento da identidade territorial. Do mesmo modo, se definirá a agenda para o processo de formação de pessoal em diversas áreas, com destaque para as áreas do Turismo, Educação, Línguas, Mídias Virtuais, Rádio e TV, a fim de garantir a atuação e empoderamento do povo morrense no Projeto Geopark Morro do Chapéu.
Palavras-chave: Desenvolvimento Sustentável,Cultura,Identidade,Geodiversidade
Oral
TESTE TITULO
ERLÂNIO FREIRE BARROS; TESTE
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Palavras-chave: EFWEFWEF,WFWEF,WWE,FWEF,WEF
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Palavras-chave: Geoproduto,Geopark Araripe,Cariri,UNESCO
Oral
GEOPARK ARARIPE MÚLTIPLAS DIMENSÕES PARA SUSTENTABILIDADE
LÁZARO RANIERI DE MACEDO ; Pedrina França Pereira; Maria Neuma Clemente Galvão
O GeoPark Araripe (GA) único do Brasil está em plena consolidação. A interação através de redes é um dos principais mecanismos que os geoparques têm para seu fortalecimento e propagação da sua missão, que é pautada na sustentabilidade local e territorial que possibilite um bem-estar social, econômico, cultural, ambiental, e político para as populações. Essa pesquisa apresenta a dinâmica do trabalho realizado pelo GeoPark Araripe, o primeiro das Américas e o único do Brasil, membro da Rede Global de geoparques, com doze anos de existência no Cariri Cearense. Para fins metodológicos, foram realizadas análises de produções bibliográficas sobre geoparques e de documentos produzidos pelo GeoPark Araripe, a partir de consultas à sede administrada do GA e pesquisas na internet. Nesse sentindo, trabalhos focados na sustentabilidade realizados pelo GeoPark Araripe na região, têm despertado o interesse de diversas instituições governamentais, do terceiro setor, do setor produtivo e do setor privado, formalizando parcerias e desenvolvendo trabalhos em conjunto para que possam possibilitar que atividades econômicas dos setores regionais sejam impulsionadas à inclusão social, considerando a participação da sociedade como um dos pilares do desenvolvimento do GeoPark Araripe enquanto território de ciência, de educação e de cultura. Assim, ações e atividades realizadas no tripé Geoeducação, Geoconservação e Geoturismo que norteiam esse projeto, tem possibilitado que as comunidades e a população tenham acesso a atividades sustentáveis e ainda interajam com o G.A. Portanto, é possível identificar que a atuação desse geoparque tem possibilitado que a população tenha acesso a práticas sustentáveis e interajam com o GA na construção coletiva do bem estar desse território múltiplo .
Oral
GESTÃO E ESTRATÉGIAS DE DESENVOLVIMENTO DO/NO GEOPARK ARARIPE
PATRIC ANDERSON GOMES DA SILVA; Deivyson Bruno Leite da Cunha; Hyarlla Morais Silva; Emmanoel Lima Ferreira
Os geoparques integram a Rede Global de Geoparques (Global Geoparks Networks – GGN/UNESCO) e passam por um processo de revalidação (revalidation process) quadrianual. O Geopark Araripe, criado em 2006, por iniciativa da Universidade Regional do Cariri (URCA) é o único geoparque do Brasil. Em 2015, tornou-se Programa da UNESCO. A gestão de um geoparque pode ser realizada de diversas formas e por diferentes atores (poderes locais, entidades de direito privado sem fins lucrativos, empresários, parceria poder local e comunidade, instituição acadêmica, dentre outras). A pesquisa objetiva identificar a forma de gestão e estratégias de desenvolvimento do/no Geopark Araripe. O estudo descritivo com abordagem qualitativa teve como trilha metodológica a pesquisa bibliográfica e de campo com realização de entrevistas semi-estruturadas com membros da equipe gestora do Geopark. Schobbenhaus (2010), Medeiros, Gomes e Nascimento (2015), Lima Júnior (2017), dentre outros, deram suporte teórico à investigação. A gestão do Geopark Araripe é realizada pela Universidade Regional do Cariri, diferentemente de outros geoparques que são geridos por Prefeituras, iniciativa privada, em parceria ou não com o setor público, dentre outras formas. Este fato é compreendido como um elemento positivo pois a URCA foi criada para promover o desenvolvimento regional e isto está em sintonia com os objetivos do Geopark Araripe, fortalecendo assim suas estratégias. Foram destacados elementos fundamentais para a gestão do Geopark Araripe: a) Financiamento. Há uma verba destinada para a gestão do dia a dia (viagens, intercâmbio, publicações, etc.), embora não suficiente. O investimento em infraestrutura é feito em parceria com a Secretaria da Cidade; propaganda e material de divulgação com a Secretaria do Turismo; e a Sede foi construída pelo governo federal; b) Educação ambiental permanente é um diferencial para a construção de um Território sustentável; c) Os poderes públicos dos municípios pertencentes ao Território precisam contribuir mais efetivamente para essa estratégia de produzir desenvolvimento. As parcerias locais celebradas, mediante convênio, com àqueles que comungam com as ideias-forças do Geopark é uma estratégia importante de desenvolvimento sustentável. O diálogo da Universidade com os saberes locais e a valorização de elementos da identidade é outra estratégia relevante. Na visão dos membros responsáveis pela gestão do Geopark Araripe, o gestor precisa ter liderança e capilaridade no interior do Território, ser o animador do Programa nesse contexto.
Palavras-chave: Geopark Araripe,Gestão, Desenvolvimento Sustentável, Desenvolvimento Regional, UNESCO
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PRODUÇÃO DE LITOGRAVURA, PRÁTICAS EDUCATIVAS AMBIENTAIS E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NO GEOPARK ARARIPE
MARIANA NUNES DA SILVA
O mundo vivencia graves problemas ambientais, decorrentes da forma estabelecida na relação homem-natureza. Na região do Cariri, encontramos uma riqueza inestimável — patrimônio geológico, paleontológico, arqueológico, antropológico — e singular. Com o objetivo de salvaguardá-la foi criado o Geopark Araripe em 2006, como projeto sob os auspícios da UNESCO e, em 2015 este tornou-se Território UNESCO. Dentre os problemas ambientais encontrados nesse Território, identificamos: a extração da pedra cariri que produz uma quantidade exorbitante de rejeito, pois, apenas 40% do que é explorado é utilizado na construção civil. A pesquisa teve como objetivo refletir sobre o uso da litogravura e de intervenções educativas ambientais para difusão das ideias de sustentabilidade e preservação dos fósseis na região do Cariri. O trabalho teórico-metodológico teve início com a pesquisa bibliográfica e de campo mediada por intervenções educativas ambientais em espaços do Geopark Araripe (escolas, universidade) e fora dele. A criação de um geoparque — Geopark Araripe — na região do Cariri foi uma estratégia de desenvolvimento sustentável abrangendo aspectos sociopolíticos, econômicos e culturais. A litogravura é uma arte imprescindível para a preservação e divulgação desse patrimônio paleontológico para as gerações futuras e contribui com o desenvolvimento regional sustentável à medida que diminui os problemas ambientais causados pelo rejeito do calcário laminado produzido na exploração da pedra cariri e serve como fonte de movimentação econômica gerando renda para a comunidade local. Além disso, auxilia na divulgação do patrimônio cultural e, na sensibilização e formação de novos profissionais (artesãos). As práticas educativas ambientais são de grande valor no interior do Território e para tanto, faz-se necessário recursos humanos qualificados e comprometidos com os princípios: conscientização, coletividade e sustentabilidade.
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PROJETO GEOPARQUE SERIDÓ: AÇÕES INOVADORAS E EMPREENDEDORAS EM CURRAIS NOVOS/RN
JANAINA LUCIANA DE MEDEIROS; CHANKLEA ANTÔNIA RIBEIRO ARAGÃO; DOLORES BEATRIZ ROMEU DO NASCIMENTO; ANA LÚCIA LOPES DE ALBUQUERQUE
O projeto “Geoparque Seridó: Ações inovadoras e empreendedoras no município de Currais Novos/RN” surgiu na intenção de proporcionar experiências inovadoras e empreendedoras tendo referencia o projeto Geoparque Seridó, projeto esse que é uma forma de gestão territorial, onde trabalha os três pilares conservação, educação e turismo, buscando o desenvolvimento socioeconômico pautado na sustentabilidade, e no empreendedorismo dentro do seu território. No tocante a esse objetivo, o município visa trabalhar os conceitos voltados à temática da geodiversidade, buscando capacitar à comunidade, urbana e rural, do município de Currais Novos, para serem propagadores e sensibilizadores em prol da valorização e conservação do meio ambiente, fortalecendo o empreendedorismo, por meio desses pilares, como também fomentando os pequenos negócios e fortalecendo o desenvolvimento econômico e turístico da região. Assim, algumas soluções propostas foram: melhorias na acessibilidade e sinalização quanto aos Geossítios (Pico do Totoró, Cânions dos Apertados, Mina Brejuí, Morro do Cruzeiro) inseridos no Projeto Geoparque Seridó, dentro do município de Currais Novos, proporcionando uma melhoria na localização e direcionamentos dos geossítios. Como também, o desenvolvimento de um aplicativo “Geoparque Seridó”, que tem como objetivo unir, catalogar e simplificar o acesso ao turismo e os serviços prestados por empresas em Currais Novos, como locais turísticos, os hotéis, restaurantes, farmácias, entre outros, opções de contato e mapa de localização. Portanto, o projeto Geoparque Seridó: Ações inovadoras e empreendedoras no município de Currais Novos é de extrema importância no âmbito do desenvolvimento não só da cidade, mas de toda região, por fortalecer a economia e proporcionar aos prestadores de serviços, sejam eles, artesãos, guias, empresários e culinaristas, uma maior visibilidade e promoção na divulgação dos seus serviços. A atuação do município, através da gestão municipal, bem como o apoio das secretarias, torna-se um pilar fundamental na consolidação de todas essas ações, partindo de idéias criativas, apoio na logística e principalmente atuação, pois um projeto como esse, mostra o quanto o trabalho em equipe pode proporcionar uma reviravolta em diversos cenários em que se atua, e nesse caso, no âmbito turístico, proporcionando a cidade de Currais Novos uma expansão nos quatro cantos do mundo. Tudo isso, por tornar a visão de “empreender” algo coletivo em que todos os cenários podem avançar e tornar-se grandioso e de muito sucesso.
Palavras-chave: PROJETO GEOPARQUE SERIDÓ, CURRAIS NOVOS,EMPREENDEDORISMO, AÇÕES INOVADORAS
Oral
SOCIEDADE, ECONOMIA E SUSTENTABILIDADE: CONSTRUÇÃO DE UM MODELO DE RECICLAGEM PARA O MUNICÍPIO DE ARARIPE - CE
ANGELA ALEXANDRE DOS SANTOS; FABRICIO FERREIRA DA SILVA; ISABELA LEANDRO DA SILVA; PATRÍCIA SALATIEL DE ALENCAR; TAÍS BARBOSA ALVES
Os conceitos de sustentabilidade são norteados pela integração entre manutenção da natureza e desenvolvimento econômico, objetivando a satisfação das necessidades fundamentais da sociedade de forma não agressiva ao meio ambiente. Nesse sentido, o desenvolvimento de programas de reciclagem e reeducação social se sobressaem enquanto ação, em tentativa de manter uma política que funcione a longo prazo. Em Araripe, Ceará, uma lei municipal foi criada para assegurar os direitos dos catadores de resíduos, objetivando também efetivar a coleta seletiva no município. Contudo, na prática, não se obteve êxito e o projeto descontinuou. Esse trabalho se desenvolve a fim de propor um modelo ao processo de reciclagem, viável aos catadores de Araripe. Para tanto, considerou-se o levantamento bibliográfico das bases conceituais estabelecidas para a temática, bem como dos modelos existentes já descritos e aplicados, com a finalidade de compará-los e contextualizá-los à realidade de Araripe. Posteriormente (fase atual do trabalho), se propôs uma agenda de encontro com o grupo de catadores no intuito de: a) organizá-los em uma associação regularizada; b) socializar o estudo, avaliar as opções existentes em conjunto, e construir coletivamente uma proposta atrativa aos trabalhadores e interessante à Prefeitura, esta última já ciente do processo que estamos desenvolvendo. Em um terceiro momento, se fará a apresentação da proposta à Secretaria de Meio Ambiente, a fim de se oficializar o modelo desenvolvido e legitimar sua aplicação. Desse modo, espera-se a consolidação de um projeto permanente, com benefícios em curto, médio e longo prazo aos catadores e à população, inserido nos princípios da agenda 2030 da ONU para o desenvolvimento sustentável.
Palavras-chave: Desenvolvimento sustentável, Inclusão social, Geração de renda, Resíduos Sólidos
Oral
“GEOPARK ARARIPE: CONHECENDO O QUE É NOSSO!”: UM EVENTO E SEUS RESULTADOS
IALLISON ARAUJO DE OLIVEIRA; Antônia Camila Branca da Silva
Elaborado e organizado pelo Araripe Geoparque Mundial da UNESCO visando difundir conhecimentos sobre o território, o evento "Geopark Araripe: Conhecendo o que é Nosso!" ocorreu no dia 06 de dezembro de 2018 na Universidade Regional do Cariri (URCA) campus Crajubar em Juazeiro do Norte - CE. Participaram 300 pessoas entre estudantes, representantes de instituições públicas e privadas e demais interessados. A programação contou com palestras, oficinas, exposições de artesanatos, produtos e serviços de associações, secretarias municipais e empresas parceiras, projetos junto às comunidades desenvolvidos por instituições de ensino superior e associações civis, assim como os visitantes tiveram a oportunidade de visualizar réplicas de dinossauros encontrados no Cariri e realizar pinturas em réplicas de fósseis e soldadinho-do-araripe. Em complemento, aplicou-se também uma pesquisa de avaliação com o propósito de os participantes opinarem sobre o evento e, com os resultados, detectar pontos de melhorias para as próximas programações, totalizando o quantitativo de 30 respondentes. Os resultados desta pesquisa mostraram que 53% destes não conheciam o Geopark Araripe antes do evento, induzindo a criação de um elo com as escolas e empresas objetivando a divulgação de sua imagem e gerando conhecimentos sobre suas atividades, impactos e importância para o Cariri. Dos entrevistados, 90% já tinham visitado algum dos geossítios pertencentes ao território, percebendo que por mais que a pessoa não conheça o Geopark Araripe e sua contribuição para a região, a mesma já esteve presente em algum dos sítios turísticos considerados território mundial da UNESCO. A pesquisa também mostrou que grande parte do público se encontrava satisfeita com a programação devido a sua diversidade, promovendo a participação não só em palestras sobre a instituição e o território, mas nas demais atividades do evento. Segundo identificado, o acontecimento possibilitou uma divulgação maior quanto ao conceito sobre o território Geopark Araripe, incentivando a melhoria quanto ao significado e ao potencial desenvolvimento territorial que a instituição possui para o Cariri, estimulando a realização de mais eventos, oficinas e exposições que possam mostrar a sua importância e impactos para a região pertencente. De modo geral, o evento "Geopark Araripe: Conhecendo o que é Nosso!" foi proveitoso para os participantes, pois agregou um misto de atividades para o conhecimento sobre o Geopark Araripe, deixando valorosa para cada pessoa que esteve presente na ocasião.
Palavras-chave: Geopark Araripe, Cariri, UNESCO
Oral
Palavras-chave: Turismo, Tecnologia, Impacto Ambiental, Software
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GEOCONSERVAÇÃO E ACESSIBILIDADE NO GEOSSÍTIO FLORESTA PETRIFICADA, ARARIPE GEOPARK MUNDIAL DA UNESCO
ROBERTA RAYANA MACHADO BANTIM; FRANCISCO IDALÉCIO DE FREITAS; ITALO THALES BARROS GOUVEIA DINIZ
O Geossítio Floresta Petrificada está localizado no município de Missão Velha, Sul do Ceará, especificamente no sítio Olho D’agua Comprido. Faz parte do território do GeoPark Araripe, compondo o grupo de nove geossítios. É um importante local com função científico-didático e recebe anualmente uma média de 850 visitantes, em geral, pesquisadores, professores e alunos de diversas áreas. Esse geossítio é de propriedade particular e funciona através de parceria, com visitas controladas. Apesar de ser um grande instrumento científico, sempre existiram dificuldades em relação à acessibilidade dos visitantes. Nessa localidade, predominam arenitos friáveis, advindos da Formação Missão Velha. A erosão desse material e a deposição nas áreas de trilhas dificulta o acesso para algumas localidades interessantes no geossítio. Tendo em vista essa problemática, o setor de Geoconservação do Araripe GeoPark Mundial da UNESCO elaborou um projeto que visa dar mais mobilidade ao usuário, especialmente na área do “terraço um”, onde se localizam os totens com informações sobre o geossítios e do território. Foi proposta uma escada rudimentar composta por barrotes de madeira, utilizando também o próprio solo do local, e o arenito da formação Missão Velha. Assim, a parte superior ficou mais acessível. A próxima etapa do projeto constará da construção de outro acesso para o terraço dois, onde se encontram amostras de troncos fósseis. Paralelamente à execução das obras de infraestrutura e acessibilidade, será trabalhado um projeto de conservação ambiental em acordo com o proprietário do local, tendo em vista preservar a biodiversidade do local, e principalmente a mata ciliar do córrego Grota Funda.
Palavras-chave: Geodiversidade,Biodiversidade,Educação Ambiental
Oral
GEOTURISMO E GEODIVERSIDADE NO GEOSSÍTIO RIACHO DO MEIO DE BARBALHA-CE
EDSON MOREIRA COSTA NETO; Joelma Pereira da Silva; Deborah Dianey de Alencar; Marcelo Ferreira de Sousa
O Geossítio Riacho do Meio está localizado a sete quilômetros da sede do município de Barbalha, entre 450m e 900m de altitude, está encravada na encosta da Chapada do Araripe ao sul do estado do Ceará, onde possui um rico patrimônio natural geológico como principal atrativo, e tem como propósito desenvolver atividades sustentáveis como o geoturismo e educação ambiental, visando promover atividades sustentáveis atuantes no local. Este geossítio tem uma área de vegetação densa e úmida, onde existem fontes naturais de água, conferindo ao local uma relevante importância hidrológica. O presente estudo tem como objetivo, mostrar a importância do geoturismo e a geodiversidade que o Geossítio Riacho do Meio de Barbalha possui, tendo como o fator principal seu patrimônio geológico e o Soldadinho do Araripe (Antilophia bokermanni), ave endêmica que está em extinção, este pássaro mede cerca de 15cm de comprimento e pesa cerca de 20g. O macho e a fêmea diferem nas suas características físicas. Enquanto a fêmea é de cor verde-oliva, o macho é branco, tem a cauda e as penas de voo das asas negras e sobre a cabeça um “topete” vermelho, utilizado para se exibir para as fêmeas. Também existem espécies de piteridófilas (Dicksonia sellowiana) samambaia açú, a mesmas já existiam entre o período Triássico e Cretáceo. Tendo como principal fonte de ameaça a ação antrópica existente no local. A metodologia utilizada foi partir de pesquisas, do levantamento das principais obras literárias, incluindo artigos científicos, pesquisas na internet e observações das atividades de geoturismo desenvolvidas no interior do geossítio com alunos, visitantes, turistas, pesquisadores e com a comunidade local do Riacho do Meio. Portanto é de grande relevância cuidar do meio ambiente, pois o mesmo transmiti conhecimento sobre diversas espécies tanto da fauna quanto da flora. No entanto o geoturismo e a geodiversidade tem um papel fundamental nas atividades turísticas, respeitando os princípios da auto sustentabilidade, onde a informação geológica, geomorfológica e ciências da terra, transmitida adequadamente, tem papel predominante. A geodiversidade existente dentro do geossítio materializa-se através dos afloramentos com características especiais, que merecem atenção e cuidados para as gerações futuras. No geossítio também existe a pedra do Morcego, um monumento natural onde abrigava o último reduto de cangaceiros da região do Cariri, fato ocorrido em 05 de janeiro de1928, na cidade de Barbalha e ficou conhecido como o fuzilamento no alto do leitão.
Palavras-chave: Geoturismo, Geodiversidade, Geossítio Riacho do Meio, Patrimônio Geológico
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GEOTURISMO, CONSERVAÇÃO DOS ECOSSISTEMAS E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO LOCAL
TIAGO JOSÉ LOPES ALVES
A prática do geoturismo, atividade econômica consolidada em várias partes do planeta, se destaca pela geração de emprego e renda, assim como no fortalecimento das organizações comunitárias, conservação e preservação dos recursos naturais das comunidades. O desenvolvimento do geoturismo necessita de um arranjo básico, prioridades organizacionais precisam ser elencadas para que ocorra uma materialização dessa atividade econômica. Existem atualmente cooperativas e associações comunitárias que contribuem para a consolidação dessa demanda econômica dos turistas, nos ambientes locais, destacando com suas especificidades próprias. Cabe destacar, como primeira prioridade, que as iniciativas para fins de consolidação dessa atividade econômica precisam se ancorar nas necessidades sentidas pela população e não apenas em orientações técnicas, por mais bem intencionadas que sejam. A gestão ambiental do geoturismo, segunda prioridade, consiste em planejar, desenvolver e executar projetos que visam à preservação do meio ambiente natural e cultural, estudando o funcionamento do meio ambiente e suas relações com o ser humano frente ao desenvolvimento do turismo. Assim, com um direcionamento técnico voltado a cada atrativo a proposta de gestão deve guardar ligação com as premissas do desenvolvimento sustentável, de modo que possa garantir a interação do homem com o ambiente, ponto fulcral do geoturismo. A referida interação poderá resultar em diversas maneiras de se organizar e se relacionar com a natureza e a cultura transformando estes ativos em fonte de lazer, entretenimento, conhecimento para os visitantes e inserção socioeconômica da população local nas atividades relacionadas ao geoturismo. A necessidade de avaliação do impacto do turismo sobre o meio ambiente é de suma importância para que através dela se possa encontra maneiras viáveis de desenvolver essa prática sem comprometer os ecossistemas e serviços ecossistêmicos. Nesse interim é salutar conceber programas para a conscientização da população sobre a importância de preservar o meio ambiente, tanto para a comunidade quanto para os visitantes deixando claro a importância dessa educação ambiental, pontos esses fundamentais e a serem desenvolvidos cotidianamente para a obtenção de bons resultados socioambientais. Considerando este contexto constata-se que o território da Chapada do Araripe é repleto de comunidades com potenciais geoturísticos a serem aproveitados.
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ÍNDICE DE GEODIVERSIDADE DO GEOPARK UNESCO ARARIPE (BRASIL)
MARIA DE LOURDES CARVALHO NETA; Antonio Carlos de Barros Côrrea; François Bétard
O Geopark UNESCO Araripe, localizado no sul do Ceará (Brasil), possui uma alta diversidade geológica, principalmente paleontológica, amplamente reconhecida mundialmente. Foi calculado um Índice de Geodiversidade (IG) da área, a partir da soma da diversidade dos elementos abióticos (geologia, geomorfologia, hidrografia e pedologia), com base na metodologia de Bétard (2017). Os valores de geodiversidade foram organizados em cinco classes: muito baixa, baixa, média, alta e muito alta. Como um todo, observamos que o território do Geopark Araripe possui níveis muito altos de geodiversidade e que essa alta diversidade é também geomorfológica, hidrológica e pedológica. Em alguns desses setores ou nas proximidades dos geossítios abertos à visitação, como é o caso do geossítio Riacho do Meio. No entanto, outras áreas mapeadas como de alta e muito alta geodiversidade não apresentam geossítios ou sítios de geodiversidade demarcados. Observa-se também a proximidade dos geossítios às principais cidades, que, por um lado, é avaliada como fator positivo, em prol da acessibilidade; por outro lado, considera-se a pressão que esta proximidade de áreas urbanas pode causar aos geossítios e à geodiversidade em geral. Os resultados também mostram que: (i) o índice muito baixo tem uma grande representação no topo do planalto sedimentar do Araripe, sustentado pelos arenitos da Formação Exu, que se caracteriza pela ausência de recursos hídricos superficiais e uma vasta área dominada por Latossolos; (ii) o baixo índice foi identificado nos setores da baixa encosta do Araripe e em alguns setores da depressão periférica; (iii) os valores médios estão relacionados às áreas de contato da escarpa com a inclinação do planalto, bem como em algumas áreas do vale do Cariri; (iv) o alto índice destaca-se por uma ampla variação litológica e geomorfológica, relacionada ao contato da escarpa com a encosta do Araripe, bem como a presença de cursos fluviais e a ampla potencialidade hidrogeológica da Formação Missão Velha; (v) os valores muito altos estão concentrados na linha de contato da cimeira com a escarpa rochosa e nas vertentes do Araripe. Como o mapeamento do IG permite, de maneira fácil, a visualização dos setores com a mais ampla geodiversidade, ele é considerado como uma ferramenta eficiente e acessível à geocientistas e não geocientistas, como os gestores públicos. Assim, a IG pode auxiliar diferentes atividades, representando uma ferramenta de planejamento territorial e educação ambiental que pode favorecer o desenvolvimento econômico e social dos municípios do Geopark Araripe.
Oral
O PERFIL DO TURISTA NO TERRITÓRIO PROPOSTO PARA O PROJETO DO GEOPARQUE SERRA DO SINCORÁ/BAHIA.
NATÁLIA AUGUSTA ROTHMANN ESCHILETTI; Flávio Henrique Rodrigues; Renato Azevedo
Dada à sua geodiversidade e alto potencial turístico, a Serra do Sincorá, na Chapada Diamantina, centro do Estado da Bahia, é objeto do presente estudo. Nesta região, ocorrem rochas meso e neoproterozoicas, sedimentares e metassedimentares de baixo grau, sendo a Formação Tombador a principal condicionante lito-estrutural do relevo. Associado às paisagens naturais, o turismo é motivado ainda pela riqueza histórico-cultural, com destaque para festas tradicionais e arquitetura colonial, que remonta às antigas Lavras Diamantinas, no século XVIII. Com objetivo de apoiar à implantação de um Geoparque nesta região, foi identificado e classificado o perfil dos turistas, tendo como área piloto, a cidade de Lençóis, a melhor estruturada para o turismo. Foram aplicados questionários com foco na satisfação dos visitantes quanto aos serviços e atrativos turísticos, além de buscar identificar a motivação dos mesmos, a fim de reconhecer o quanto os elementos da geodiversidade influenciam na decisão em visitar a área estudada, permitindo assim, traçar o perfil dos potenciais geoturistas. Os resultados apresentados consistem na análise de 148 questionários de satisfação, parcialmente analisados, e de 50 dos 130 questionários aplicados para o perfil. Os geossítios mais visitados são o Serrano (52%), o Mucugezinho (42%), Morro do Pai Inácio (78%) e o Poço Azul (50%). Observou-se que a maioria dos turistas (58%) são mulheres entre 25 a 34 anos (54%), solteiras, viajando acompanhadas, com formação superior e pós-graduação e renda superior a cinco salários mínimos. Quanto à satisfação dos turistas, destacam-se algumas deficiências referentes principalmente à pouca quantidade de lixeiras, acesso e sinalização aos atrativos e opções culturais noturnas. O turismo de aventura corresponde a 90% das atividades desenvolvidas, com destaque para as caminhadas de curta e longas distâncias. Em segundo lugar, o turismo gastronômico representa 56% das respostas analisadas, vindo em seguida o ecoturismo (52%), city tour (36%), contemplação da beleza cênica (34%), turismo cultural (30%) e geoturismo (18%). O lazer (94%) e a natureza (28%) são as principais motivações, seguidos pela prática de esportes (10%), aspectos histórico-culturais (6%) e elementos da geodiversidade (4%). Apesar de somente 18% dos entrevistados se enquadrarem no perfil de geoturista típico, os resultados preliminares indicam o grande potencial deste setor turístico, tendo em vista o expressivo índice de turistas motivados pela natureza e que buscam atividades sustentáveis como ecoturismo, esporte e contemplação cênica.
Palavras-chave: Geoturismo, Perfil de turista, Geoparque, Serra do Sincorá,Geodiversidade
Oral
Palavras-chave: Caminhada,Idoso,Atividade Física
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CAMINHADAS NA TERCEIRA IDADE: A EXPERIÊNCIA DAS PARTICIPANTES DO PROGRAMA UNIVERSIDADE ABERTA À MELHOR IDADE DA UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI – URCA
MARIA DE FATIMA OLIVEIRA SANTOS ; Lazaro Ranieri de Macêdo; José André Matos Leal
A prática de atividades físicas pode ser realizada também no meio natural através de trilhas ecológicas que se constituem como elemento cultural presente nas sociedades humanas desde os tempos antigos e serviam como via de comunicação entre diferentes localidades, tornando-se hoje um meio de contato efetivo com a natureza. O objetivo do presente estudo é relatar a experiência das participantes do programa Universidade Aberta à Melhor Idade da Universidade Regional do Cariri-URCA em relação à prática de caminhadas na natureza realizadas na região do Cariri cearense. Este trabalho caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa, bibliográfica, descritiva e de campo do tipo relato de experiência. A escolha das trilhas considerou aspectos como localização, acessibilidade, características estruturais e ambientais, extensão e possibilidades de adaptação de percursos. Os integrantes do referido relato pertencem ao grupo de alunos matriculados no Programa Universidade Abertos à Melhor Idade da Pró-Reitoria de Extensão-PROEX da Universidade Regional do Cariri – URCA. Foram realizadas trilhas localizadas na região do Cariri cearense no Geossítio Colina do Horto na cidade de Juazeiro do Norte e no Parque Estadual Sítio Fundão/Geossítio Batateira em Crato-CE. Este estudo colaborou para o processo de integração do grupo observado, além de perceber a superação das possíveis limitações físicas através de cuidados especiais e alerta redobrada, respeitando a individualidade de cada sujeito e seus respectivos interesses sem, no entanto, perder a noção de coletividade.
Palavras-chave: Caminhada, atividade física, idoso
Oral
GEOEDUCAÇÃO: ESTRATÉGIAS DE ENSINO E POPULARIZAÇÃO EM GEOCIÊNCIAS
THAIS DE OLIVEIRA GUIMARÃES; Luciana Silveira Lacerda
O processo educacional, seja ele de ensino formal ou não formal, pode ocorrer de diferentes formas, utilizando-se de estratégias e ferramentas de acordo com suas especificidades. O presente trabalho tem como objetivo ressaltar a importância, incentivar a elaboração e o uso de jogos geoeducativos dentro e fora do ambiente escolar e acadêmico. As atividades desenvolvidas por meio de jogos são construídas principalmente de forma multi e interdisciplinar, de tal forma que, além de informar, possibilita, por exemplo, o desenvolvimento da geoconservação e do geoturismo. Atualmente os territórios Geoparks da UNESCO se configuram como grandes espaços territoriais de incentivo à geoeducação, geoconservação e desenvolvimento territorial sustentável, promovidos, por exemplo, por meio da atividade geoturística. Possuem em seus limites escolas, universidade e muitos “espaços de ensino não formais” a exemplo de museus, centros de interpretação e geossítios. Tais territórios são verdadeiros laboratórios a céu aberto. Entretanto, levando-se em consideração um número ainda reduzido de geoparques da UNESCO e projetos geoparques em território brasileiro, as iniciativas independentes inspiradas nesses projetos são de suma importância para educação, conservação e promoção de territórios que apresentam geodiversidade e patrimônio geológico relevantes. Norteados por experiências de geoeducação vivenciadas em alguns geoparques da UNESCO, o presente trabalho destaca a importância da elaboração e aplicação de jogos geoeducativos voltados para alunos e professores de diferentes níveis de escolaridades. Tais atividades visam a abordagem de temas como: fauna, flora, meio ambiente, geologia e paleontologia, destacando especificidades locais e regionais. Conforme exposto, entende-se que ferramentas de ensino alternativas aplicadas em espaços formais e/ou não formais possibilitam a promoção e a valorização do patrimônio tangível e intangível, bem como a popularização das Geociências nos territórios trabalhados. Agradecimentos: a Universidade de Pernambuco (UPE), especialmente ao colegiado de Geografia - campus Petrolina e a Universidade Regional do Cariri (URCA), em especial ao Departamento de Geociências - campus Pimenta.
Palavras-chave: geoeducação, geocomunicação,geoturismo,interdisciplinaridade,jogos geoeducativos
Oral
PROJETO OS CINCO SENTIDOS DO GEOPARQUE SERIDÓ: GEODIVERSIDADE, GEOPATRIMÔNIO, GEOCONSERVAÇÃO, GEOEDUCAÇÃO, GEOTURISMO
JANAINA LUCIANA DE MEDEIROS
A região Seridó Potiguar apresenta um Geopatrimônio com expressão e significado ambiental singular, decorrente dos inúmeros processos naturais a qual foi submetida ao longo da história da Terra. Com base nas potencialidades ambientais e culturais do território do projeto Geoparque Seridó, foi pensado um projeto para a valorização do geopatrimônio desse território intitulado “Os cinco sentidos do Geoparque Seridó/RN: Geodiversidade, Geopatrimônio, Geoconservação, Geoeducação, Geoturismo”. O Projeto prima pela interpretação dos conceitos voltados à temática da Geodiversidade, buscando capacitar crianças e adolescentes, de escolas municipais e estaduais do município de Currais Novos, para serem propagadores e sensibilizadores em prol da valorização e da conservação do meio ambiente, fortalecendo o projeto Geoparque Seridó, através dos pilares “Educação, Conservação e Turismo”. Após o município de Currais Novos, tal projeto será levado aos demais municípios do território que compõe o Geoparque Seridó. Para alcançar os objetivos traçados foram adotados procedimentos técnico-metodológicos que partem de atividades relacionadas à Geoeducação e à Geocomunicação. Inicialmente decorreram ações de articulação e mobilização por meio da exposição dos conteúdos base do projeto para os responsáveis pedagógicos das escolas. Um segundo momento foi marcado pela realização de atividades com os estudantes. Salienta-se que em cada momento a linguagem utilizada foi adaptada ao público alvo. O conjunto das atividades buscou aliar a teoria em sala de aula com as práticas em campo nos geossítios. Proporcionou uma nova experiência, uma nova visão sobre o meio ambiente e da importância de sua valorização, auxiliando no amadurecimento das atitudes desses atores (crianças e adolescentes) através do processo educacional que auxiliará numa sensibilização ambiental e turística em conservar a biodiversidade e a geodiversidade do local. Nesse contexto, busca-se envolver cada vez mais alunos, gestores e comunidade, transformando o projeto em uma ação permanente nas políticas públicas do município voltada aos direitos da criança e do adolescente, contribuindo com a inclusão social, educacional, ambiental, turística e cultural, fortalecendo os vínculos sociais e a promoção de uma melhor qualidade de vida para essas crianças e adolescentes.
Oral
Palavras-chave: Acervo mineral, museu, gemas,Campina Grande
Oral
Esse trabalho apresenta um novo sítio contendo invertebrados fósseis, localizados em área rural do município de Araripe, sul do Ceará. Objetiva-se desenvolver um estudo taxonômico, bioestratinômico e diagenético da tafocenose identificada, correlacionando-a com outras já descritas na referida bacia. Nessa pesquisa foi considerado, inicialmente, um levantamento bibliográfico acerca dos fósseis existentes na Formação Romualdo da Bacia do Araripe, com enfoque na concentração de invertebrados dos bancos calcários/calcarenitícos. O recolhimento das novas amostras foi realizado seguindo os procedimentos indicados na literatura para a execução de estudos tafonômicos: localização do ponto in situ, coleta das amostras, medição do tamanho dos blocos, descritivo de direção azimutal, e armazenamento para transporte. Uma análise preliminar já evidencia uma concentração densamente empacotada, com moluscos e gastrópodes predominantemente fragmentados e sem clareza quanto à orientação preferencial, indicando uma condição de transporte, possivelmente relacionada à ocorrência de tempestades. Os resultados a serem obtidos com a continuidade da pesquisa poderão ampliar o conhecimento sobre a diversidade de espécies de invertebrados fósseis já conhecidos, atualização na distribuição geográfica dos grupos fósseis reconhecidos, bem como nas interpretações paleoambientais e paleogeográficas inerentes ao contexto da transgressão marinha cretácea associada à deposição de sedimentos da Formação Romualdo.
Palavras-chave: CRETÁCEO,TAFONOMIA , INVERTEBRADOS FÓSSEIS
Oral
PATRIMÔNIO GEOLÓGICO COMO BASE PARA O GEOTURISMO E PARA O ENSINO DE GEOCIÊNCIAS: EXEMPLO DO SERTÃO CENTRAL DO CEARÁ, NORDESTE DO BRASIL
PÂMELLA MOURA; Maria da Glória Motta Garcia; José Brilha
O Sertão Central do Ceará, representado neste trabalho pelos municípios de Mombaça, Pedra Branca, Quixadá, Quixeramobim e Senador Pompeu, apresenta relevante vulnerabilidade socioeconômica expressa, principalmente, em baixos índices de desenvolvimento humano. Apesar disso, esse território contempla um conjunto de importantes registros geológicos, sobretudo resultantes do amálgama do Gondwana Oeste, além de uma extensa paisagem semiárida de cultura sertaneja, que podem ser direcionados para estratégias de geoconservação e geração de renda com base nos recursos não extraíveis da geodiversidade. Neste sentido, este estudo teve por objetivo delinear roteiros geológicos temáticos como subsídio para o desenvolvimento do geoturismo e do ensino de geociências na região. Para tanto, considerou-se o inventário do patrimônio geológico, os potenciais usos educativo e turístico dos geossítios avaliados no aplicativo GEOSSIT e os aspectos culturais e históricos do território. O inventário do patrimônio geológico é formado por vinte geossítios que representam os principais aspectos da evolução geológica do terreno. Sob o viés histórico, sobressaem-se construções do Período Colonial e Imperial do Brasil, além de elementos associados à dinâmica climática da região. Do ponto de vista cultural, destaca-se uma rica cultura sertaneja de estreita relação com a geodiversidade, expressa em toponímias, símbolos geográficos e contos populares. Com base nestes dados foram propostos dois roteiros: o primeiro, com enfoque nas rochas graníticas neoproterozoicas do Sertão Central e sua configuração geomorfológica na construção da paisagem do semiárido nordestino - com destaque para o campo de inselbergues de Quixadá, e tem como público principal turistas e moradores locais, sem conhecimento significativo em geociências. O segundo aborda um conjunto de rochas metamórficas arqueanas e paleoproterozoicas, com enfoque no entendimento do tempo e da evolução geológica destes terrenos, e tem como público alvo estudantes de ensino fundamental, médio e superior. Os roteiros geológicos aqui propostos podem ser o ponto de partida para a promoção da identidade cultural, do sentido de pertencimento da comunidade sobre o patrimônio geológico e para a geração de renda da população local. Agradecimentos: O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código de Financiamento 001 e auxílio PDSE nº 88881.132168/2016-01.
Palavras-chave: Desenvolvimento Sustentável,Geodiversidade,Roteiros geológicos,geoturismo
Oral
SALVAMENTO PALEONTOLÓGICO NO TERRITÓRIO DO GEOPARK ARARIPE: ESTUDO DE CASO NAS OBRAS DO CINTURÃO DAS ÁGUAS DO CEARÁ - CAC
ARTUR FERNANDES DE SOUZA ARAUJO; Renan Alfredo Machado Bantim; Flaviana Jorge de Lima; João Marcelo Moreira Sampaio Xavier; Paulo Silas de Sousa; Marcos César Feitosa
O Projeto Cinturão das Águas (CAC) visa garantir o abastecimento de água e tornar mais eficiente a condução das vazões desde o Cariri cearense até a Região Metropolitana de Fortaleza, utilizando como principal abastecimento, as águas do Rio São Francisco. Esta obra consiste na construção de canais, sifões, túneis e bueiros ao longo de 9 trechos, totalizando um comprimento total de 1.300 km. Com a realização destas obras na região do Cariri e consequentemente no território do Geopark Araripe, tornou-se essencial harmonizar as obras, com ações de prospecção e salvamento paleontológico, visto que as obras são realizadas em áreas fossilíferas onde ocorrem afloramentos das formações geológicas da Bacia do Araripe. Compreendendo a suma importância de preservar o patrimônio geológico e paleontológico para as futuras gerações, educar e ensinar ao público temas relativos a geologia e paleontologia, elaborou-se o presente trabalho com o intuito de divulgar as atividades de resgate de fósseis, desempenhada pela equipe do Laboratório de Paleontologia da URCA (LPU), através de acompanhamento em consultoria de assistência técnica. As localidades do CAC percorrem os municípios de Jati, Porteiras, Brejo Santo, Missão Velha, Barbalha, Crato e Nova Olinda. O trabalho de prospecção e resgate aconteceu durante um ano e quatro meses de atividades em campo, nos quais alguns trechos foram percorridos à procura de depósitos fossilíferos e, nos locais onde havia evidências concretas da presença de fósseis, o trabalho foi intensificado. Nesses casos, foi utilizada a metodologia padrão para coleta de material fóssil, utilizando-se a coleta manual dos espécimes expostos em superfície e a escavação dos sedimentos, quando necessário. Devido ao estudo prévio da área, as obras percorreram trechos com pouca ocorrência de fósseis, tendo sido registrada a ocorrência de ostracodes, conchostráceos, restos de peixes e restos de plantas, em uma breve camada de calcário com aspecto brechoide denominada “camadas Batateira” da Formação Barbalha no Lote 3 do CAC da localidade Cabeceiras, município de Barbalha. Este acompanhamento resultou em relatórios de estudos, interpretações e avaliação geológica das escavações das áreas, que serão compilados em dados para publicações futuras, após a finalização das obras do CAC no território do Geopark Araripe.
Palavras-chave: Geopark Araripe,Bacia do Araripe,Salvamento Paleontológico,Cinturão das Águas,Prospecção
Oral
WELLINGTON FERREIRA DA SILVA FILHO; Janaine de Lima Felix; Leonardo Corecco de Queiroz; Daniel Rodrigues do Nascimento Junior; João Hermínio da Silva
Etnociência é o estudo de sistemas de conhecimento e cognição típicos de uma dada cultura, identificando taxonomias, ou seja, modos particulares e tradicionais de classificação de seu universo material e social. As taxonomias da natureza elaboradas por comunidades tradicionais frequentemente difundem-se oralmente, sendo seu registro e interpretação uma tarefa para a etnografia. Essa ciência é uma maneira de estudar a cultura de comunidades e sociedades e é eminentemente uma tarefa de campo. Para o estudo da cultura dos trabalhadores (pedreiros) de lavras de calcário laminado denominado "Pedra Cariri" em relação a etnoestratos (níveis tradicionalmente diferenciados dentro da camada de calcário lavrado) e fósseis a eles associados, utilizou-se um questionário semiestruturado associado a um catálogo com imagens de representantes de grupos fósseis mais comuns. O levantamento foi feito nos “talhados” (frentes de lavra) “Idemar” e “Wellington”, adjacentes ao Geossítio Pedra Cariri (Formação Crato/Grupo Santana) do Geopark Araripe. A amostragem inicial foi por conveniência e prosseguiu pelo método “bola de neve”. Pediu-se aos pedreiros, devidamente esclarecidos e com seu livre consentimento, que identificassem o fóssil da imagem, associando-o ao seu nome tradicional e etnoestrato de ocorrência, indicando sua localização no paredão da frente de lavra. Foram obtidas taxonomias de etnoestratos (empilhamento etnoestratigráfico) e de fósseis (denominações tradicionais) que estão em fase de validação através de triangulação (confronto com outras fontes de informação, especialmente trabalhos científicos). O empilhamento etnoestratigráfico preliminar das principais unidades é o seguinte (base para topo): "lajão dos sete cortes”, “matracão”, “lajão branco”, “veio da piaba”, “lajão do besouro”. A distribuição dos fósseis, segundo as representações dos pedreiros, ainda está sendo analisada. Entretanto, é evidente pelas denominações dos etnoestratos que as formas juvenis de Dastilbe, denominadas “piabas”, juntamente com artrópodes (principalmente insetos), ocorrem no topo da seção, no “veio da piaba” e “lajão do besouro”, respectivamente.
Palavras-chave: Geopark Araripe, Calcário laminado,Fossil lagerstaette,Etnoestratigrafia,Etnociência
Oral
ETNOESTRATIGRAFIA E PETROGRAFIA DE UMA SEÇÃO DO CALCÁRIO LAMINADO DA FORMAÇÃO CRATO, BACIA DO ARARIPE-CE
WELLINGTON FERREIRA DA SILVA FILHO; Leonardo Corecco de Queiroz; Daniel Rodrigues do Nascimento Junior; João Hermínio da Silva; Janaine de Lima Félix
O Membro Nova Olinda, base da Formação Crato, representa um Konservat Fossil Lagerstaette e é composto por calcários laminados micríticos explorados comercialmente com o nome de “Pedra Cariri”. A nomenclatura particular dos trabalhadores das lavras para a identificação e empilhamento dos diferentes estratos lavrados possibilitou uma organização em etnoestratos baseada em características físicas como coloração, conteúdo fossilífero e particularidades da extração. Os etnoestratos identificados foram (base para topo): “lajão sete cortes”, “caroço”, “embombado”, “matracão”, “lajão branco”, “pão de milho”, “veio da piaba”, “veio doidão”, “lajão amarelo”, “veio do besouro” e “capa”. Onze amostras nesses estratos foram coletadas e analisadas por petrografia em seção delgada e por difratometria/fluorescência de raios-X. O comportamento geoquímico detectado caracterizou-se pelo aumento de CaO e diminuição de FeO acima do etnoestrato “embombado”, com o comportamento inverso desses óxidos associado ao aumento de teor matéria orgânica e argilominerais na base da seção (“sete cortes”). Foi identificada uma anomalia de SiO associada ao “caroço”, representando um nível de nódulos silicosos. As camadas associadas às fácies rítmicas argila-carbonato (“lajão dos sete cortes”) e às fácies mais carbonáticas (“matracão” a “veio do besouro”) foram depositadas em ambiente lacustre distal ao suprimento terrígeno. Conclui-se que a maioria das camadas nomeadas empiricamente pelos trabalhadores locais pode ser individualizada pela petrografia. Neste estudo de caso, concluiu-se que a etnoestratigrafia se mostrou útil como um procedimento auxiliar no detalhamento de intervalos aparentemente monótonos ante a abordagem litoestratigráfica convencional.
Palavras-chave: Bacia do Araripe,Etnoestratigrafia,Formação Crato,Membro Nova Olinda
Oral
GEOPARK ARARIPE, PATRIMÔNIO MATERIAL E IMATERIAL
DEIVYSON BRUNO LEITE DA CUNHA; Patric Anderson Gomes da Silva; Hyarlla Morais Silva; Emmanoel Lima Ferreira
O programa da UNESCO Geopark Araripe está situado no sul do Ceará. Possui território definido com patrimônio geológico natural de interesse internacional, identidade cultural e potencialidades para o desenvolvimento sustentável e melhoria da qualidade de vida das pessoas do Território. O objetivo da pesquisa é identificar o patrimônio material e imaterial presentes nos geossítios que integram o Geopark Araripe. A pesquisa bibliográfica, documental e de campo foi ancorada na produção de estudiosos: Brilha (2009), Onary-Alves et al (2015), Mochiutti et al (2012), dentre outros. O patrimônio cultural compreende os bens materiais e imateriais relevantes para a formação da identidade de uma determinada sociedade. Compõem o patrimônio material os bens que podem ser: paisagístico, arqueológicos, históricos, etnográficos, artísticos etc. O patrimônio imaterial está relacionado aos saberes, às crenças, às habilidades, às práticas, dentre outros aspectos. No Geopark Araripe, essa riqueza patrimonial é singular e pode ser identificada nos geossítios Parque dos Pterossauros, Floresta Petrificada, Pedra Cariri, Riacho do Meio, Colina do Horto, Batateiras, Ponte de Pedra, Cachoeira de Missão Velha e Pontal de Santa Cruz. No Parque dos Pterossauros (Santana do Cariri), Floresta Petrificada (Missão Velha) e Pedra Cariri (Nova Olinda) a riqueza patrimonial material paleontológica é evidente. No geossítio Riacho do Meio o central é a biodiversidade com suas fontes, nascentes, a presença do soldadinho do Araripe etc. No geossítio Colina do Horto, merecem destaque: o paisagístico, o histórico, o etnográfico, o geológico, o antropológico, o cultural, os saberes e crenças, as romarias. O geossítio Batateiras (Crato) está intrinsecamente associado ao patrimônio antropológico, cultural e hidrológico; o geossítio Ponte de Pedra (Nova Olinda) expressa o antropológico, cultural, arqueológico e geológico; o geossítio Cachoeira de Missão Velha (Missão Velha) é característico do patrimônio, paleontológico, cultural e histórico; e o geossítio Pontal de Santa Cruz (Santana do Cariri) é representativo do patrimônio geomorfológico, cultural, histórico e paisagístico. A presença do patrimônio material e imaterial no Território é muito forte. Referente ao último, merece destaque ainda o artesanato, a culinária, as festas populares e religiosas. O Geopark Araripe é uma estratégia de desenvolvimento econômico, territorial e cultural, e busca a preservação do patrimônio material e imaterial e à melhoria da vida da comunidade local.
Palavras-chave: Geopark Araripe,Patrimônio Cultural,Geossítios,Desenvolvimento Sustentável,Patrimônio Material e Imaterial,UNESCO
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LENDAS E HISTÓRIAS: UM PATRIMÔNIO CULTURAL DO ARARIPE GEOPARQUE MUNDIAL DA UNESCO
PEDRINA FRANÇA PEREIRA; Lázaro Ranieri de Macedo
As lendas, assim como as montanhas, as árvores, as cachoeiras constituem o espaço geográfico e fazem parte da paisagem. O autor Jean-Pierre Bayard, em seu estudo História das Lendas, destacou a possibilidade de reconhecer nesse tipo de narrativa, contada e repetida de geração em geração por um determinado grupo social, um documento aceitável para a construção do conhecimento histórico. Posto que, a lenda carrega em si mesma, indícios e sinais de relações que foram estabelecidas em um dado momento. Ou seja, ainda que fabulosa, é um artifício para que sejam narrados o passado, o presente e o futuro de maneira que isto contribua para a construção da identidade do grupo que a preserva. Assim, neste trabalho, utilizei o conceito de lenda como sendo um artifício para a narrativa das origens da região e de seu povoado, que subsiste como folclore e que está destituído de um caráter religioso ou divino. Por outro lado, não fora ignorada a narrativa de fatos ocorridos na região e que modificaram o ambiente criando pontos de visitação e turismo, mas que não tem qualquer presunção de se constituir numa explicação fantástica, embora contribuam também para a formação identidaria da região. Por essa razão, consideramos este trabalho em duas unidades distintas, quais sejam: a primeira, com a narrativa de famosas lendas que narram a região e suas origens; e a segunda, que narra histórias, fatos ocorridos, que tiveram lugar no Cariri e que marcou sua paisagem e história Por último, é necessário ressaltar a compreensão de que as lendas constituem também o espaço geográfico do Cariri. A noção de espaço, longe de uma separação entre lugar e mundo físico, típico da ciência clássica, é aqui entendida como sendo o mundo percebido. Nesse sentido, o Cariri só pode ser compreendido se consideradas todos os aspectos que constituem sua paisagem. Por isso, as mesmas não poderiam ser ignoradas. Aqui, o trabalho ganha sua principal justificativa, pois, não se pode permitir que as lendas, que fazem parte do território do Araripe Geoparque Mundial da UNESCO e que compõem sua paisagem e a identidade de seu povo, sejam esquecidas e deixem de existir. Fez-se necessário para a construção do trabalho o colhimento de relatos orais dos moradores do entorno dos Geossitios que são conhecedores dessas lendas e histórias, utilizando-se da História oral. Sendo crucial o estudo bibliográfico e o ajuntamento de um acervo fonográfico para organizar este material em forma de cartilha e também a criação de um acervo fonográfico para que venha a ser utilizado para consultas e pesquisas futuras.
Oral
LIRA NORDESTINA: ESPAÇO DE CULTURA E PRESERVAÇÃO DA LITERATURA DE CORDÉIS DA REGIÃO DO CARIRI.
MARIA DAIANE DA SILVA SOUSA; Tatiana Olegário da Silva; Marcelo Miranda dos Santos; Maria Aparecida de Sousa Santos
O presente trabalho tem como foco a preservação da literatura de cordel, segundo vários estudiosos o cordel tem sua origem aos romanceiros da Península Ibérica. Na Espanha, eram denominados de Pliégos sueltos; em Portugal, folhas volantes ou avulsas e na França, littératura de colportage. O termo literatura de cordel, de acordo com Diegues Júnior (1976), vem de Portugal e segundo vários estudiosos, encontra referência na forma de expor os folhetos que, presos em barbantes cordéis, (o que é contestado por alguns autores como Aderaldo Luciano e Abrãao Batista), eram e continuam sendo comercializados nas feiras, nas lojas, nas praças e, mais recentemente, na internet, o que confirma sua permanência e dinâmica cultural. Em relação à produção de cordéis, o Nordeste é detentor da mais famosa e importante Gráfica de cordel - A Lira Nordestina, denominação dada por Patativa do Assaré a Tipografia S. Francisco, uma das mais antigas gráficas de cordel do Brasil, localizada em Juazeiro do Norte – CE, responsável, até o início da década de 1980 por quase toda a produção de folhetos vendidos no Ceará e demais estados nordestinos. Portanto, não sendo o foco da pesquisa a Lira Nordestina faz parte do patrimônio da Universidade Regional do Cariri-URCA. Nosso trabalho tem por objetivos, além da catalogação dos cordéis de variados autores, a preservação desses através do fichamento do cordel, para compor um banco de dados em que o pesquisador tenha as principais informações sem que precise manusear o cordel, especialmente os do início do século XX que estão bastante danificados e encontram-se envoltos em papel manteiga. A metodologia utilizada para catalogação dos folhetos da cordelteca Leandro Gomes de Barros foi uma ficha adaptada do manual Catalogação de Folhetos de Cordel da Fundação Nacional de Artes (FUNARTE) e Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP). O estado de conservação foi baseado no Acervo dos Ateliês de Gravura do IAD/UFPEL: catalogação e estudo de conservação. Nesse sentido, esperamos que sendo o cordel um dos meios de divulgação da cultura popular nordestina através da literatura, e sempre presentes no cotidiano do nordestino, estes folhetos na verdade são meios de expressões de ideias e mensagens, utilizadas pelos poetas populares, que são agentes disseminadores da cultura popular, onde a grande maioria não tem acesso aos meios tradicionais de comunicação para divulgarem a sua sabedoria e sua arte.
Oral
Os milagres das fontes do Cariri no século XIX
ITALO MATHEUS AGOSTINHO SILVA
O presente trabalho tem como objetivo pensar os relatos de milagres das fontes milagrosas que aparecem no periódico A Voz da Religião no Cariri. Esse jornal teve sua circulação do ano de 1868 ao ano de 1870, e tinha como discussão central a propagação dos princípios religiosos e morais. Caminhando pelas possibilidades da nova história, a pesquisa vê nesse periódico uma rica impressão da mentalidade, do imaginário e do contexto do cariri cearense do final do século XIX. A fé, nesses relatos, estabelece uma troca com a natureza e com a riqueza ambiental e aquífera que caracteriza a Chapada do Araripe e nos possibilita ver como essa relação, que podemos rastrear desde tempos referentes ao povo Cariri, é no século XIX ressignificada com elementos católicos. Não é nossa intenção realizar uma problematização metafísica que venha a discutir a veracidade dos eventos ocorridos nas fontes miraculosas, pelo contrário. Tentaremos aqui ser fiel ao método científico e pensar como a dimensão do espiritual, naquele contexto, é convertida e passa a opera pelos primores da natureza que em tempos atuais vêm a tornar a Chapada do Araripe e a Região do Cariri um patrimônio ambiental, cultural e social da humanidade.
Palavras-chave: Milagre,Natureza,Cariri
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