
20 a 25 de setembro de 2021
Universidade Regional do Cariri (URCA) - Virtual
Carga horária: 30h
artefatoscnegra@urca.br

Congresso Internacional Artefatos da Cultura Negra é um evento acadêmico voltado à formação de professores(as) da educação básica, gestores(as) públicos, pesquisadores(as), estudantes, integrantes de movimentos sociais, interessados no tema.
Memória
O Artefatos teve a sua primeira edição em 2009, então denominado de Seminário Artefatos da Cultura Negra no Ceará. Nesses doze anos de realização, muitos objetivos foram pensados, planejamentos elaborados, desafios encontrados, sempre com a finalidade de fortalecer e mobilizar o movimento da luta antirracista, de maneira a buscar a efetivação de uma verdadeira democracia racial, e assim, procurar refletir a inserção e a permanência da população negra nos mais variados espaços políticos, acadêmicos e lugares sociais. Nesta luta contra o racismo, o Artefatos, desde seu embrião, vem conglomerando a sociedade civil, movimentos sociais, grupos artísticos e culturais, bem como as universidades públicas no enfrentamento do racismo estrutural.
Em sua 5ª edição, realizada no ano de 2014, o Seminário Artefatos da Cultura Negra no Ceará tornou-se um evento internacional e, a partir desse momento, inicia, ao tempo que amplia, muitas reflexões da população negra no Brasil e em diálogo com outros países, naquele momento, um entre Brasil, Nigéria e Estados Unidos foi efetivado. O Artefatos avançou a passos largos e em sua 9ª Edição, em 2018, com ampla dimensão de atuação, redimensionou-se como Congresso Internacional da Cultura Negra, concomitante a um crescimentos dos desafios que o acompanhavam no que se referia à continuidade da sua luta antirracista pela concretização da Democracia Racial para a população negra brasileira e sua ancestralidade africana.
No ano de 2020, um novo desafio emergiu para todo o planeta e de forma, consequente, se abateu sobre o fazer do Congresso Internacional Artefatos. 2020 foi ano da pandemia e o Artefatos além dos já velhos desafios vieram novos, como pensar e refletir uma luta antirracista, uma efetivação da democracia racial ao tempo que se recaia com grande peso a pandemia sobre a população negra. Inédita forma de fazer o Artefatos foi pensada, planejada e realizada, o ano de 2020 foi o ano do Artefatos Virtual. Dessa reflexão surgiu o tema: “Contra a Pandemia do racismo e pelo bem viver: redes de lutas antirracistas no século XXI”.
XII Edição
Neste ano de 2021, ainda sobre o efeito da Pandemia, posto que no Brasil se registra quase 600 mil vidas ceifadas pela COVID-19, tem-se uma política nacional de genocídio da população brasileira, com foco mais forte sobre as populações negra, indígenas e periféricas. É sobre este contexto que se pretende refletir novos e velhos desafios no XII Congresso Artefatos da Cultura Negra. Aos novos, somam-se os Desafios de outrora, que já se conhecem: o racismo anti-negro, a negação aos direito básicos à população negra, a falsa democracia racial; e, novos desafios a se refletir, que estão atrelados ao racismo anti-negro junto a situação de pandemia. Esta tem recaído mais intensamente sobre negras e negros. Pesquisas têm mostrado uma maior incidência de morte entre as populações negras, ao passo que, são os que menos se beneficiaram com os programas de vacinação.
A pandemia e a conjuntura política atual brasileira tem dado a triste sensação de retorno ao tempo, trazido com mais ênfase problemas que outrora estavam em processo de superação, levando a situação de fome, desemprego e miséria com recorte racial e dessa forma atingindo com maior intensidade a população negra. Assim, fazendo refletir também essas consequências sobre velhos problemas, o XII Congresso Internacional Artefatos da Cultura Negra traz como tema, para ano de 2021, “Democracia racial, ações afirmativas e educação: dos movimentos de luta antirracista à universidade pública” e ocorrerá no período de 20 a 25 de setembro.
Mediante todo esse panorama apresentado como ações do Artefatos, é interessante destacar sua atuação junto à sociedade civil, uma vez que esse Congresso resulta da parceria entre a Academia e os Movimentos Sociais. E esses setores (os Movementos Sociais) são responsáveis pela incidência política, pautando aspectos atrelados à Juventude Negra, bem como outros atinentes a ela, desde a inserção no mundo acadêmico como a denúncia de que esse grupo é a principal vítima do genocídio da população negra. É preciso destacar, também, a atenção reivindicada para com as mulheres negras, quer na manutenção e ensinamentos dos saberes populares, quer como sujeitos sociais transformadoras. Em constante diálogo com esses segmentos, sempre incidindo sobre eles politicamente, ações e práticas políticas são pensadas e realizadas, tais como o combate ao racismo religioso (Caminhada pela Liberdade Religiosa) e reivindicação por políticas afirmativas, que ainda estão muito distantes de serem efetivamente aplicadas. Por esses apontamentos e pela certeza de que um novo mundo é possível, que o Congresso Internacional Artefatos da Cultura Negra se apresenta como um espaço de disputas de narrativas e tem se consolidado como um espaço de articulação política e de visibilidade dos artefatos negros.
A programação envolve mesas redondas, rodas de conversa, feiras, atividades culturais, exposições artísticas, lançamento de livros, o Congresso Artefatos terá sua 2ª edição no formato virtual. Do Cariri cearense para as redes e destas para o mundo, o XII Artefatos estabelecerá diálogos com pesquisadores, movimentos sociais, artistas, grupos culturais, comunidades, ativistas de vários estados brasileiros e do exterior, objetivando fortalecer a luta e as redes antirracistas.
Objetivo
Promover o diálogo entre professores(as) da educação básica, gestores(as) públicos, pesquisadores(as), estudantes, integrantes de movimentos sociais, visando fortalecer o enfrentamento do racismo estrutural por meio do debate sobre a promoção da igualdade racial, das ações afirmativas e da educação; através de atividades acadêmicas, culturais e pedagógicas.
Objetivos específicos
Reunir e refletir sobre o racismo estrutural e a promoção da igualdade racial;
Ecoar a arte africana, afro-diaspórica e afro-brasileira como processo de resistência e afirmação;
Fomentar e fazer circular a produção científica nas temáticas africanas e afro-diaspóricas e afro-brasileira;
Visibilizar o processo histórico dos Movimentos Sociais e as contribuições no processo de luta, construção e implementação das políticas públicas afirmativas;
Refletir a atual conjuntura internacional de pandemia e as consequências sobre a população negra, e sobre o processo migratório brasileiro.

Revista África e Africanidades
Chamada Pública Caderno Temático Olhares Docentes
A Revista África e Africanidades (RAA), convida todos(as) os(as) pesquisadores(as), professores (as) da educação básica, mestres e mestras da cultura para submeterem textos no formato livre a serem publicados no Caderno Olhares Docentes na RAA. Os mestres e mestras da cultura também poderão enviar gravações de arquivos orais de no mínimo 5 e máximo de 10 minutos.
O Caderno Olhares reunirá artigos de opinião e relatos de experiência em projetos de pesquisa, ensino e extensão produzidos por estudantes de cursos de licenciaturas, cursos de pós-graduação na área de Educação e docentes da Educação Básica e Superior, relatos de experiências escritos ou arquivos orais de Mestres e Mestras da Cultura refletindo a relação entre educação, memória e oralidade com enfoque nas afrodescendências e conhecimentos indígenas. Também são aceitos materiais produzidos por representantes de coletivos negros e indígenas que dialoguem de forma direta com a produção de novos olhares e práticas pedagógicas.
Acesse a Chamada através do link: REVISTA ÁFRICA E AFRICANIDADES - CHAMADA PÚBLICA CADERNO TEMÁTICO OLHARES DOCENTES
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Declaração de autorização textos: acesse aqui.
Noite
18h - Atividade Cultural - Coco dos Souza da Mestra Maria de Tiê
18:30h - ACOLHIDA
Cícera Nunes (URCA)
Reginaldo Ferreira (UFCA)
Carlos Dias (GRUNEC)
19h - Mesa redonda: Da poética individual à coletiva prática de publicar: Cuti (Luiz Silva), Esmeralda Ribeiro e Márcio Barbosa em conversa com Dawn Duke
Palestrantes:
Esmeralda Ribeiro (Cadernos Negros)
Márcio Barbosa (Cadernos Negros)
Cuti (Luiz Silva) (Cadernos Negros)
Mediação:
Dawn Duke (University of Tennessee)
19h - Mesa Redonda - COVID e os impactos para a população negra
Palestrante:
Luciene Lacerda (psicóloga da UFRJ, Doutoranda em Educação - PPGE / UFRJ)
Mediação:
Alex Josberto Andrade Sampaio (Fonoaudiólogo, educador popular em saúde, membro do GRUNEC)
Tarde
14h - Mesa redona - Os corpos insurgentes da juventude negra: ações afirmativas e redes de afetos na educação física e ciências do esporte
Palestrantes:
Pâmela Tavares Monteiro (UFES)
Ivy Guedes Mattos (UEFS)
Carlos Alex Soares (UFRGS)
Mediadores:
Ramon Matheus dos Santos e Silva (UFES)
Gabriela Nobre Bins (UFRGS)
14h - Mesa redona - Política de cotas étnico-raciais na universidade: luta, conquistas, desafios, resultados
Palestrantes:
Prof. Dina Maria Rosário dos Santos (UNEB - Pró-Reitoria de Ações Afirmativas)
Natálha Sant' Anna Gomes(estudantes, Coletivo Preto Henrietta Lacks / UERJ)
Beatriz Mágna de O. Sant'Ana (estudantes, Coletivo Preto Henrietta Lacks / UERJ)
Mediação:
Reginaldo Ferreira (UFCA)
16h - Mesa redona - Cotas no serviço público: como avançar?
Ementa: Apresentar a potencialidade da legislação; discutir as articulações no estado do Ceará, com a promulgação em março de 2021 e problematizar a “dificuldade” de implementação das cotas nos concursos para magistério superior nas universidades públicas brasileiras, discutindo as saídas encontradas pela Universidade Federal da Bahia.
Palestrantes:
Arilson dos Santos Gomes (UNILAB)
Carlos Augusto da Silva Junior (UFBA)
Mediador:
Leandro Santos Bulhões de Jesus (UFC)
Tarde
14h - Mesa Redonda - Quem tem medo de escolas afrocentradas?
Debater a necessidade da construção de espaços institucionais de educação centrados na experiência afro-brasileira e indígena que possam oferecer uma formação que os africanos da diáspora no Brasil necessitam, mas não somente. Escolas contra hegemônicas que viabilizem de modo adequado as leis 10.639/03 e 11.645/08, bem como as Diretrizes Curriculares de 2004 para o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Escolas para o enfrentamento cotidiano da desigualdade em uma sociedade orientada pelos princípios do eurocentrismo e da branquitude. Desvelando a fragilidade das escolas atuais em atender adequadamente tanto as exigências educacionais dos afro-brasileiros quanto às exigências de uma educação intercultural.
Debatedoras: Bárbara Carine (UFBA, idealizadora da Escola Maria Felipa), Giane Elisa Sales Almeida (Dramaturga, pedagoga, secretária de cultura da Prefeitura de Juiz de Fora)
Mediadora: Maria Inês Escobar – UFC/ADUFC
14h - Mesa Redonda - Implantação da História e Cultura Africana e Afro-brasileira no currículo escolar: Lei Nº. 10.639/03, Nº. 11.645/08 e a Educação Escolar Quilombola (DNCs 2012)
Discutir a implemantação das Leis 10.639/2003 e 11.645/2008 e a diretrizes da implantação da Educação escolar Quilombola (DCNs 08/2012), propondo ações de efetivação para tais temas.
Palestrantes:
Profa Dra. Ana Paula dos Santos (URCA)
Profa. Dra. Jusciney Carvalho Santana (UFAL)
Mediação:
Profa Dra. Alexsandra Flávia de Oliveira (Sec.Educ PE)
15h - Mesa Redonda - El establecimiento y desarrollo del Programa de Estudios Afrodescendientes en la Universidad de Puerto Rico
La mesa presentará el nacimiento e historia del Programa de Estudios Afrodescendientes y Racialidad en la Universidad de Puerto Rico. Explicará la misión y visión del proyecto para proponer la diversificación académica en la Universidad de Puerto Rico. Relevancia de la Fundación Mellon para el Programa. Dialogarán sobre las definiciones de raza, la lucha por los Derechos Civiles una violencia enraizada en el racismo, como por ejemplo los linchamientos, las matanzas de hombres y mujeres negros, y la necesidad de una epistemología de la negritud africano-americana bien definida (su contrapunteo claramente con la blanquitud) son temas centrales a la identidad y la naturaleza de los Programas de Estudios Negros en Estados Unidos. Sin embargo, América Latina y por ende Puerto Rico se marca por un conjunto de experiencias históricas y auto percepciones de su identidad étnico-racial diferentes. ¿Entonces, cuál será la agenda ideológica que al final de cuentas determinará la dirección del Programa bien como decisiones sobre el contenido, la investigación y las agendas que deben incluir (excluir)?
Palestrantes:
Dra. Mayra Santos-Febres (Escritora ,Investigadora principal y Directora del Programa de Estudios en Afrodescendencia y Racialidad, Universidad de Puerto Rico, Recinto de Río Piedras)
Dra. María Elba Torres Muñoz (Directora del Instituto Interdisciplinario Multicultural (INIM), UPRRP, Historiadora del Arte y Catedrática en el Programa de Estudios en Afrodescendencia y Racialidad)
Dra. Zaira Rivera Casellas (Crítica literaria, Investigadora y Catedrática de Estudios Graduados en Departamento de Estudios Hispánicos y Programa de Estudios Afrodescendientes y Racialidad)
Dr. Pablo Luis Rivera Rivera (Gestor Cultural, Historiador y Catedrático del Programa de Estudios Afrodescendientes y Racialidad.)
Mediadora:
Dra. Marie Ramos Rosado (Investigadora, Activista y Catedrática de Español-Literatura)
Manhã
09h - Mesa Redonda - ROUNDTABLE DISCUSSION: “EQUATORIAL GUINEA AND THE GLOBAL HISPANOPHONE: AFRICAN LITERARY TRADITION IN SPANISH” / GUINEA EQUATORIAL E O HISPANOFO GLOBAL: A TRADIÇÃO HISPANOFONA, LITERARIA AFRICANA EN ESPAÑOL
In this roundtable, four scholars with expertise in the history, literature, and culture of Equatorial Guinea –the only sub-Saharan African country in which Spanish is the official language— will discuss postcolonial literary production between the coming of independence in 1968 and the present day, examining the emerging canon of cultural production. Poetic traditions, theater, novels and short stories, chronicles and essays, are all informed by the country’s struggles with dictatorship, social inequality, and colonial legacies, as well as by Equatorial Guinea’s complex links with Europe, Asia and the Americas (including Brazil).
Nesta mesa redonda, quatro estudiosos com experiência em história, literatura e cultura da Guiné Equatorial - o único país da África Subsaariana em que o espanhol é a língua oficial - discutirão a produção literária pós-colonial entre a independência em 1968 e o presente dia, examinando o cânone emergente da produção cultural. Tradições poéticas, teatro, romances e contos, crônicas e ensaios, todos são informados pelas lutas do país com a ditadura, a desigualdade social e os legados coloniais, bem como pelos complexos vínculos da Guiné Equatorial com a Europa, Ásia e Américas (incluindo o Brasil).
Debater / Debatedoras:
Alain Lawo-Sukam (Texas A&M University)
Baltasar Fra-Molinero (Bates College)
Elisa Rizo (Iowa State University)
Moderator / Mediadora:
Benita Sampdro Vizcaya (Hofstra University)
09h - Mesa Redonda - SAÚDE MENTAL DA POPULAÇÃO NEGRA
Racismo e saúde. Atenção psicossocial e cuidado em saúde mental para a juventude negra, comunidades quilombolas e povos de terreiro. Políticas públicas de saúde mental, experiências e estratégias de vida para o povo negro. Questões para a luta antimanicomial e o povo negro na região do Cariri.
Palestrantes:
Moema Alves Macedo, Psicóloga (CRP-11/06760). Coordenação Estadual da ANPSINEP-CE (Articulação Nacional de Psicólogas/os Negras/os e pesquisadoras/es)
Leda Mendes Gimbo - Psicóloga, CRP 11-04648. Membra da Frente de Mulheres de Movimentos do Cariri
Tauanaiara Nogueira de Morais, pesquisadora de saúde da população negra e quilombola
Filipe da Silva Oliveira: Poeta, Artista visual, Produtor da zine Sus-T-ância.
Mediação:
Francisco Anderson Carvalho de Lima. Psicólogo Sanitarista (CRP 11/10604), Fórum Cearense da Luta Antimanicomial
Tarde
14h - Mesa Redonda - Mobilidade Urbana Ativa: território, gênero e raça – corpo político no enfrentamento às violências contra mulheres negras periféricas
A presente mesa temática tem por finalidade discutir as diversas formas de violência, contra a corporeidade de mulheres negras no espaço público, a partir dos deslocamentos a pé e de bicicleta, no comparativo dos territórios centrais e periféricos das cidades de São Paulo e de Santo Amaro (Bahia). As subjetividades e realidades atravessadas nas corpas femininas negras, nos deslocamentos como pedestre e/ou ciclistas, trazem à discussão atravessamentos de violências como: o assédio, o racismo, a aporofobia, o sexismo. A motricidade humana afetada pelo modo de mobilidade utilizada, podendo levar à baixa estima, ao isolamento, às doenças mentais, ao sedentarismo, às comorbidades crônicas, traz à tona a reflexão sobre a construção social de “corpas negras femininas periféricas” em contraponto ao experenciado pela branquitude feminina centralizada. O direcionamento da temática para a Ciência da Cultura do Movimento, pode agregar ferramentas e estratégias de combate às violências impetradas contra a população citada, através do pedestranismo e ciclismo direcionados como Direitos Humanos e à Cidade, em uma abordagem de educação e incidência política.
Palestrantes:
Profa. Esp. Josivete Pereira da Silva (Jô Pereira) – Pedal na Quebrada
Profa. Jamile Santana da Conceição (Jam Santana) – Rede Afrociclo
Mediadores:
Profa. Dra. Cristiane Sousa da Silva (CAD/PROEXT)
Prof. Mtdo. Paulo Tiago Oliveira Alves (IFCE)
Noite
19:30h - Atividade Cultural - Sarau Virtual Loas à Calunga
Como parte da programação artístico-cultural do XII Artefatos da Cultura Negra, com o tema “Democracia Racial, Ações Afirmativas e Educação: dos Movimentos de Luta Antirracista à Universidade Pública”, ocorrerá o Sarau Virtual Loas à Calunga, em parceria com o Centro Cultural Banco do Nordeste – Cariri (CCBNB Cariri).
Esta será a segunda edição do Sarau, que ocorreu a primeira vez durante o XI Artefatos da Cultura Negra, e visa ser um momento para dar visibilidade à Cultura Negra e às manifestações artísticas de negras, negros e negres, por meio de vídeos curtos de intervenções nas mais variadas linguagens artísticas como poesia, performance, dança, música etc.
Duração: 30 minutos
Programação:
Sâmia Ramare - Teatro
Jéssika Cariri - Poesia
Daniel Batata - Poesia
Samuel Quixote - Pintura
Gerson Moreno - Dança
Tiago Manguebixa - Literatura
Edson Xavier – Poesia
21h - Atividade Cultural - Show MOACPES: Nossos passos vêm de longe
Manhã
Tarde
14h - Mesa Redonda - Crítica e autocrítica do intelectualismo sobre as culturas juvenis negras: corpos e linguagens
como (re)existências na escola
A presente mesa temática tem por finalidade discutir o posicionamento da esquerda em
relação às manifestações culturais populares brasileiras. O uso de termos “esquerda
cirandeira”, “esquerda festiva” e expressões análogas, ao serem adotados e utilizados por
intelectuais e segmentos ditos progressistas, no cenário acadêmico, político e dos
movimentos sociais, está recheado de preconceitos, desconhecimento, marcadores sociais,
dentre outros, o que causa interpretações equivocadas, sobretudo, em relação aos
fenômenos culturais juvenis. Neste contexto, dentre outras expressões, incluem-se as
análises sobre os corpos-território na/da escola e as linguagens nos contextos de
resistências e existências da diversidade em diálogo com essas culturas juvenis no espaço
escolar. Destaca-se ainda que práticas corporais, e outras manifestações culturais ligadas
às juventudes negras, grupos sociais marginalizados, menosprezadas e interpretadas de
forma reducionista, dentro e fora da escola, mesmo entre intelectuais de esquerda,
produzindo uma perspectiva epistemológica equivocada, já que centra suas análises muito
mais nas ideias pré-concebidas e na arrogância intelectual do que nos fenômenos em seus
contextos de desigualdades e historicamente racistas.
Palestrantes:
Profa. Dra. Maria Aparecida Costa dos Santos (Coorda. de POLO – UNICEU Pq Anhanguera/ Prefeitura Municipal de São Paulo) e Profa. Dra. Marie Luce Tavares (IFMG - Campus Ouro Branco)
Mediação:
Profa. Dra. Luciana Venâncio (IEFES/UFC/PPGEF-UFRN)
16h - Mesa Redonda - O antirracismo na conduta de professores-pesquisadores de educação física no Ceará, Rio Grande do Sul e São Paulo
Em 1500, portugueses invadiram o Brasil. Tratava-se de um projeto de expansão capitalista em busca de novos territórios para a exploração. Escravizaram povos indígenas; depois a população negra, sequestrada da África, e continuaram com os quilombolas, e nativos. As marcas dessa invasão colonial continuam até hoje, quando temos um Estado que discrimina əs negrəs, reduz os seus salários, nega o acesso à ciência, cultura e arte. É uma obrigação de todəs aqueləs que acreditam na construção de uma sociedade mais justa, atuarem a partir dos seus espaços para colocar abaixo esse sistema racista, que é o capitalismo. Nesse sentindo, é necessário discutirmos a hierarquia e manutenção dos privilégios raciais das pessoas brancas no país e suas implicações para o ensino e para o trabalho docente e debater ações nos cursos de educação física, tratando da cultura corporal e formação do povo brasileiro, para conscientizarmos um movimento de reflexão que permite hoje lutar de forma colaborativa e intersubjetivamente para uma educação antirracista numa perspectiva libertadora, que navegue de forma complexa como parte de uma comunidade de conhecimento de professorəs-pesquisadorəs, este é um caminho a ser seguido
Palestrantes:
Luiz Sanches Neto (UFC e PPGEF-UFRN)
Luciano Nascimento Corsino (IFRS)
Eduardo Vinícius Mota e Silva (UFC)
Mediação:
Iury Crislano de Castro Silva (PPGEF-UFRN)
Michell Platini Gomes (URCA)
XII Congresso Internacional Artefatos da Cultura Negra
Período de Inscrição: 23 de agosto a 20 de setembro
Realização do Evento: 20 a 25 de setembro
Revista África e Africanidades
Chamada Pública Caderno Temático Olhares Docentes
Prazo de submissão (textos e áudios): 10/09/2021 a 25/09/2021
PRORROGAÇÃO DO PRAZO DE SUBMISSÃO: 04/10/2021
Divulgação dos resultados no e-mail dos participantes indicados na inscrição: A partir de 01/11/2021
Publicação do Caderno Olhares Docentes: Até janeiro de 2022 de no site da RAA
REALIZAÇÃO
ALDEIAS - Ponto de Cultura
Grupo de Valorização Negra do Cariri – GRUNEC
Movimento de Arte e Cultura do Sopé e Serra do Araripe - MOACPÉS
Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação, Gênero e Relações Étnico-Raciais do Departamento de Educação da Universidade Regional do Cariri – NEGRER/Departamento de Educação/URCA
Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas da Instituto Federal do Ceará campus Juazeiro do Norte – NEABI/IFCE Juazeiro do Norte
Núcleo de Estudos em Educação, História, Diversidade, Raça, Etnia e Movimentos Sociais do Instituto de Formação de educadores da Universidade Federal do Cariri - NEEHDREM/IFE/UFCA
Pró-Reitoria de Cultura da Universidade Federal do Cariri - Procult/UFCA
PARCERIAS
Blog Negro Nicolau
Cáritas Diocesana de Crato
Centro Cultural Banco do Nordeste - CCBNB
Centro de Formação de Professores - Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
Coletivo Camaradas
Departamento de Tecnologia da Informação - URCA
Escola Livre Balé Baião - UECE/Itapipoca – CE
Fórum Itinerante de Cinema Negro
Frente de Mulheres do Cariri
Grupo de Estudo e Pesquisa de História, Cultura e Ensino Afro-Brasileiro, Americano e Africano - GEPAFRO - URCA
Grupo de Estudos Discurso, Identidades, Raça e Gênero – GEDIRG UECE/MIHL-Quixadá-CE
Grupo de Pesquisa Novos Ziriguiduns Internacionais e Nacionais Gerados nas Artes Visuais - NZINGA - Artes Visuais/URCA
Grupo de Trabalho Classe, Raça e Gênero do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais do Estado do Ceará - GT/ADUFC Sindicato
Grupo Interdisciplinar de Estudo em Pesquisa em Etnomatemática – GIEPEm - UNILAB
Laboratório de Espaço, Memória e Cultura Aplicadas à Educação (LEMCAE/URCA)
Laboratório de Imagem e Estéticas Comunicacionais - Limbo - UFCA
Mestrado Acadêmico Intercampi em Educação e Ensino - MAIE - UECE
Mestrado Acadêmico Interdisciplinar em História e Letras - MIHL - UECE
Núcleo de Acessibilidade - NUARC - URCA
Núcleo de Descolonização do Saber – NEDESA - História/URCA
Núcleo de Estudos Comparados em Corporeidades, Alteridade, Ancestralidades, Gênero e Gerações - NECAGE - UFCA
Núcleo de Estudos de Descolonização do Saber - NEDESA - História/URCA
Núcleo de História e Cultura Afro-Indígena e Africana - NIAFRO - URCA
Núcleo de História Oral, Tradições e Diversidades – NHISTAL - URCA
Núcleo de Pesquisas em Raças, Gêneros e Performances – Coletivo Erês – Mensageiras do Vento – Belo Horizonte – MG
Pós-Graduação em Educação Brasileira da Universidade Federal do Ceará (PPGE/UFC)
Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Regional do Cariri (URCA)
Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Regional do Cariri (URCA)
Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Regional do Cariri (URCA)
Revista África e Africanidades
Sistema FECOMERCIO / SESC - Ceará
Universidade do Tennessee
Noite
19h - Mesa Redonda - ARTE AFROCENTRADA DIASPÓRICA E EDUCAÇÃO
Traçar um panorama geral da arte de matriz africana visando destacar os atravessamentos sociocultural e histórico da produção artística contemporânea e os desafios da implementação da Lei 10.639/2003.
Palestrantes:
Profa. Dra. Maria Cecília Felix Calaça (Faculdade Paiva Andrade - FPA)
Profa Dra. Nelma Barbosa (IF Baiano)
Mediação:
Patrícia Pereira de Matos (UFC)
21h - Atividade Cultural - Reisado Mirim Menino Deus
Tarde
14h - Mesa Redonda - Políticas de ações afirmativas étnico-raciais na pós-graduação: luta, conquistas e resultados
Discutir políticas afirmativas focado nas cotas raciais nas pós-graduações nas Instituições Públicas do Brasil, destacando o processo histórico de luta, as conquistas e os atuais resultados.
Palestrantes:
Profa Dra. Maria Nilza da Silva (UEL)
Profa Dra. Vera Regina Rodrigues da Silva (UNILAB)
Mediação:
Prof. Ms Francisco Raule de Sousa (UFCA)
Noite
19h - Mesa Redonda - Fotografia preta e olhares afrodiaspóricos
A mesa propõe discutir olhares afrodiaspóricos na fotografia, incluindo perscpectivas intelectuais e práticas artísticas de seus componentes. Como a fotografia é transformada por olhares negros? O que seria a fotografia preta? São algumas questões que guiarão o debate.
Palestrantes:
Marcela Bonfim (Rondônia)
Vilma Neres (Bahia)
Daniel Meirinho (UFRN)
Mediação:
Elane Abreu (UFCA)
20h - Mesa Redonda - Negritude, Crioulidade/Crioulização e as Políticas de Raças, Identidades e Diversidades - um diálogo entre Brasil e Caribe
Esta mesa-redonda tem por objetivo aproximar as reflexões de especialistas em pesquisas sobre as diásporas negras caribenhas, com destaque para os pensadores negros martinicanos, cujas reflexões alcançaram grande repercussão internacional, não apenas na perspectiva da diáspora negra, mas também no âmbito dos estudos das desccolonizações. No Brasil, pensadores negros martinicanos são ainda muito pouco lidos e discutidos, quando não desconhecidos. A ideia dessa mesa-redonda é refletir sobre as questões identitárias e raciais no Caribe a partir das noções fundamentais trazidas pela negritude (Césaire), as discussões sobre relações coloniais (Fanon), sobre crioulização (Glissant) e crioulidade (Chamoiseau), e tecer possíveis apoximações com as dinâmicas brasileiras.
Palestrantes:
Mamadou Badiane (University of Missouri)
Clément Akassi (Howard University)
Mediação:
Thiago Florencio (URCA)
21h - Atividade Cultural - Show Cantando Marias
https://www.youtube.com/watch?v=sIDXKEA8CJI
Noite
18h - Mesa Redonda - Experiências Compartilhadas. Os Altos e Baixos: Diálogos entre Estudantes de Doutorado e Recem Doutores no Brasil e nos Estados Unidos
A próxima mesa redonda discute a dificuldade de escrever e pesquisar durante a pandemia de COVID-19, mas também busca oportunidades únicas de sucesso em um mundo cada vez mais virtual. Nossa conversa examinará os pontos fortes e fracos nos programas de doutorado de nossas respectivas universidades e os obstáculos para o estudante internacional. Considerando o processo de escrever, a pandemia e os efeitos fisiopsicológicos de sobreviver em um doutorado, os participantes darão relatos pessoais que atestam essas duras realidades. Além de examinar se a atual estrutura do currículo universitário está funcionando ou não, discutimos como nossa pesquisa atual pode ter impacto no contexto sociopolítico atual e aumento da presença do ativismo.
Palestrantes:
Cecily Bernard (University of Tennessee)
Fabio Gomes (Universidade Federal do Ceará - UFC)
Ana Paula Santos (Universidade Federal do Ceará - UFC)
Catalina Rojas (University of Tennesse)
Mediação:
Jerry (Kiko) Scruggs (University of Tennessee)