
24 a 25 de setembro
Laboratório de geografia agrária - LABGEA da Universidade Regional do Cariri - URCA, campus Pimenta, Crato – Ceará
Carga horária: 15h
labgea@urca.br

Sobre o III Ciclo de Debates GEA
O III Ciclo de Debates GEA – “A Chapada do Araripe como fronteira, o que isso significa?” acontece nos dias 24 e 25 de setembro de 2026, em Crato/CE. Promovido pelo Laboratório de Estudos e Pesquisas sobre Espaço Agrário da Universidade Regional do Cariri (LABGEA/URCA), o evento reúne pesquisadores/as, estudantes, movimentos sociais, instituições públicas e comunidades para pensar as transformações territoriais em curso na Chapada do Araripe e os desafios que elas apresentam para interpretar o Ceará e o Brasil.
Nos últimos anos, pesquisas desenvolvidas pelo LABGEA têm identificado mudanças importantes no espaço agrário caririense. Entre elas, destacam-se a formação de grandes propriedades, a nacionalização do mercado de terras, a territorialização do agronegócio, a expansão de empreendimentos de luxo e da especulação imobiliária, além dos conflitos envolvendo comunidades camponesas, indígenas, quilombolas e tradicionais. Esses processos revelam novas dinâmicas de apropriação e uso do território. Entendemos que essas transformações estão relacionadas à implantação de grandes projetos de desenvolvimento que, nas últimas décadas, vêm reestruturando o Semiárido brasileiro e produzindo novos fluxos, interesses e disputas em torno da terra, da água, dos recursos do subsolo e dos bens comuns.
É diante dessas transformações que propomos uma pergunta: o que significa a Chapada do Araripe ser tomada como uma fronteira. O III Ciclo de Debates GEA pretende construir um espaço para colocar diferentes saberes em diálogo para pensar o Brasil a partir da Chapada do Araripe. Interessa-nos compreender a Chapada a partir das experiências de quem pesquisa, ensina, vive, trabalha, organiza-se politicamente e atua na produção, gestão e defesa dos territórios.
Durante os dois dias de atividades – painel, mesa-redonda e Oficina de Cartografia Social – dialogaremos a partir de pesquisas científicas, práticas docentes, atividades de extensão e saberes territoriais. Pretendemos com o evento estimular convergências entre grupos de pesquisas, laboratórios, entidades, agendas, sobre a Chapada do Araripe.
Tarde
Painel
Diálogos sobre a Chapada do Araripe: convergências de agendas, análises e práticas
Local: Auditório do Geopark, 14 horas
Verônica Neves Carvalho (GRUNEC)
Vanda Kariri (Poço Dantas - Umari)
Basílio Silva Neto (IFCE)
Francisco Campelo (Fundação Araripe)
Mediação: Liro Nobre
Noite
Mesa-redonda
A Chapada do Araripe como Fronteira, o que isso significa?
Local: Auditório do Geopark, 18:30 horas
Andrea Crispim (UECE - FAFIDAM)
Nelzilane Oliveira (ACB, Crato/CE)
Vilmar Lermer (Agrodória)
Mediação: Anderson C. R. Brito
Tarde
II Oficina de Cartografia Social
Local: Terreiro das Fuxiqueiras, Baixio do Muquém, 13:30 horas
Atividade relacionada ao Projeto de Extensão de Cartgografia Social dos Baixios desenvolvido pelo LABGEA/URCA, pela Casa de Quitéria e Escola Rosa Ferreira. Vagas limitadas, em breve divulgaremos informações sobre inscrição.
Incrições: Até o dia 25 de setembro de 2026
Inscrição de Monitoria: a partir do dia 15 de setembro
Credenciamento: 24 de setembro, local de realização das atividades
Painel Diálogos sobre a Chapada do Araripe: convergências de agendas, análises e práticas. 24 de setembro às 14 horas no Auditório do Geopark Araripe.
Veronica Neves Carvalho (GRUNEC), Vanda Kariri (Poço Dantas - Umari), Basílio Silva Neto (IFCE), Francisco Campello (Fundação Araripe). Mediação: Liro Nobre (Casa de Quitéria).
Mesa Redonda A Chapada do Araripe como Fronteira, o que isso significa?, 24 de setembro às 18:30 no Auditório do Geopar Araripe.
Andrea Crispim (UECE/FAFIDAM), Nelzilane Oliveira (ACB), Vilmar Lermer (Agrodóia). Mediação: Anderson C. R. Brito (URCA).
Oficina de Cartografia Social: Terreiro das Fuxiqueiras, Chapada do Baixio, Crato/CE, 25 de setembro a partir das 13:30.
Informações sobre pagamento
Estudantes de Graduação: R$ 10,00
Estudantes de Pós-Graduação (Lato ou Stricto Sensu): R$ 20,00
Professores/as e Pesquisadores/as: R$ 30,00
Ativistas de Movimentos Sociais: inscrição gratuita (mediante envio de comprovação).
Chave Pix: labgea@urca.br
O pagamento deverá ser realizado via Pix após o preenchimento da inscrição.
A inscrição será liberada após a conferência do pagamento pela organização do evento.
Informações sobre os/as convidados/as
Verônica Neves Carvalho
Verônica Neves Carvalho é um dos pilares fundamentais da construção do debate racial na Região do Cariri. Educadora popular, assistente social e bióloga, é Doutora Honoris Causa pela Universidade Regional do Cariri (URCA) e uma das fundadoras do Grupo de Valorização Negra do Cariri (GRUNEC). Sua trajetória de décadas de atuação nos movimentos sociais articula a luta antirracista, a organização das mulheres negras, a educação popular e a defesa dos direitos da população negra. É também uma importante referência na mobilização e na visibilização das comunidades quilombolas do Cariri, contribuindo para afirmar a presença, a história e os territórios negros na região.
Vanda Kariri
Vanda Kariri é uma importante liderança indígena do Ceará, integrante do povo Kariri da comunidade Poço Dantas–Umari, no Crato. Professora e bióloga, é doutora em Geografia pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) e possui uma longa trajetória dedicada à educação, à organização do movimento indígena e à defesa dos territórios e da cultura do povo Kariri. Atua na articulação das atividades culturais e políticas de sua comunidade e participa de diferentes espaços de mobilização dos povos indígenas no Ceará. Atualmente, representa o povo Kariri no Conselho dos Povos Indígenas do Ceará. Sua trajetória articula educação, produção de conhecimento, cultura e luta pelo reconhecimento e pelos direitos territoriais dos povos indígenas.
Basílio Silva Neto
Basílio Silva Neto é geógrafo, professor e ambientalista, com uma longa trajetória de estudos e atuação em defesa da Chapada do Araripe. Graduado em Geografia pela Universidade Regional do Cariri (URCA), é mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente e doutor em Geografia pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Atualmente, é professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), campus Juazeiro do Norte. Desenvolve pesquisas nas áreas de Cartografia, Climatologia e análise geoambiental, com especial atenção às transformações da paisagem e à perda da vegetação natural na Chapada do Araripe. Sua trajetória articula pesquisa, educação e atuação ambiental, contribuindo para o debate público sobre desmatamento, conservação e os impactos das diferentes formas de ocupação e uso do território no Araripe.
Francisco Carneiro Barreto Campello
Francisco Carneiro Barreto Campello é engenheiro florestal e mestre em Ciências Florestais pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), com ampla trajetória profissional dedicada ao manejo florestal sustentável, à conservação da Caatinga e ao enfrentamento da desertificação no Semiárido brasileiro. Analista ambiental do IBAMA, exerceu diferentes funções de gestão no Instituto e no Ministério do Meio Ambiente, além de atuar em projetos de cooperação com organismos internacionais. Possui uma relação histórica com a Chapada do Araripe, onde atuou na gestão da FLONA Araripe e em estudos e ações voltados à conservação, ao manejo sustentável dos recursos naturais e às relações entre desenvolvimento e sustentabilidade no território.
Vilmar Luiz Lermen
Vilmar Luiz Lermen é agricultor agroflorestal e uma referência na construção e difusão da Agroecologia e dos Sistemas Agroflorestais no Semiárido. A partir de sua experiência na Serra dos Paus Dóias, em Exu/PE, desenvolve há décadas práticas de convivência com a Caatinga, articulando agricultura familiar, conservação da sociobiodiversidade, educação e organização comunitária. É mestre em Extensão Rural e doutorando em Agroecologia e Desenvolvimento Territorial pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF). Sua trajetória articula o conhecimento construído na prática agroflorestal, a pesquisa acadêmica e a atuação em redes e organizações sociais do Sertão do Araripe.
Nelzilane Pereira de Oliveira
Nelzilane Pereira de Oliveira é geógrafa formada pela Universidade Regional do Cariri (URCA), educadora e comunicadora popular, com ampla trajetória de atuação junto às organizações e comunidades rurais do Semiárido. É uma importante referência no Cariri nos debates sobre convivência com o Semiárido, agroecologia, gestão comunitária da água e relações de gênero no espaço agrário. Sua trajetória está vinculada à Associação Cristã de Base (ACB) e ao Fórum Cearense pela Vida no Semiárido (FCVSA), articulando formação popular, mobilização social e desenvolvimento de tecnologias sociais de acesso à água. Atualmente, atua na Associação Programa Um Milhão de Cisternas (AP1MC), acompanhando ações do FCVSA. Ao longo de sua trajetória, tem desenvolvido e coordenado ações junto a agricultores/as familiares, mulheres e comunidades camponesas, quilombolas e tradicionais, aproximando agroecologia, justiça territorial, acesso à água e organização comunitária.
Andrea Bezerra Crispim
Andrea Bezerra Crispim é geógrafa, mestre e doutora em Geografia pela Universidade Estadual do Ceará (UECE) e professora do curso de Geografia da UECE/FAFIDAM, em Limoeiro do Norte. Desenvolve atividades de ensino, pesquisa e extensão voltadas à Geografia Ambiental, cartografia e às relações sociedade-natureza, com atenção aos processos de vulnerabilidade e injustiça ambiental no Semiárido. Sua trajetória de pesquisa inclui estudos sobre fragilidade ambiental e transformações territoriais em diferentes regiões do Ceará e, mais recentemente, ações relacionadas às zonas de sacrifício ambiental e à violação de direitos no Baixo Jaguaribe. Sua atuação contribui para compreender como grandes projetos, diferentes formas de uso do território e conflitos ambientais produzem desigualdades e transformações no Semiárido cearense.
Informações sobre os Mediadores
Anderson C. R. Brito
Professor do Departamento de Geociências da Universidade Regional do Cariri (URCA), Doutor em Geografia pela UFPE, pesquisador do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Geografia Agrária (LABGEA/URCA) e do Laboratório de Estudos e Pesquisas sobre Espaço Agrário e Campesinato (UFPE), Editor da Revista Mutirõ. Importante referência nos estudos sobre águas no semiárido. Desenvolve atividades de ensino, pesquisa e extensão no campo da Geografia Agrária, com estudos sobre conflitos e transformações territoriais, territorialização do agronegócio e comunidades camponesas e tradicionais. Atualmente, dedica-se especialmente à investigação das transformações no Vale do Cariri e na Chapada do Araripe, articulando pesquisa, Cartografia Social e diálogo com comunidades e movimentos sociais.
Francisco Wlirian Nobre (Liro Nobre)
Professor da rede pública estadual do Ceará (SEDUC) e doutor em Geografia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Atua na educação, na pesquisa e em iniciativas culturais e comunitárias no Cariri. É uma importante referência sobre o tema dos conflitos por água no Ceará. É gestor da Casa de Quitéria, espaço de articulação de ações voltadas à cultura, à formação e ao diálogo com comunidades e movimentos sociais da região. Autor do livro: Baixio das Palmeiras. Apontamentos geográficos e historiográficos (2015). Em sua tese de Doutorado realizou estudos sobre o Cinturão das Águas do Ceará.
Realização
Laboratório de Estudos e Pesquisas sobre Espaço Agrário (LABGEA)
Departamento de Geociências - DEGEO
Mestrado Profissional em Ensino de Geografia
Casa de Quitéria, Baixio das Palmeiras
Parcerias
Escola Rosa Ferreira de Macêdo
Terreiro das Fuxiqueiras
Casa de Farinha Mestra Zé Gomes
UBS Baixio das Palmeiras
Secretaria Municipal de Cultura do Crato
Coordenação Geral
Prof. Dr. Anderson C. R. Brito
Profa Dra. Ana Roberta Duarte Piancó
Prof. Me. Antonio Wallas Vitorino Pereira
Prof. Dr. Francisco Wilrian Ferreira Nobre
Profa. Esp. Cristina Ferreira Nobre
Enf. Me. Keila Formiga
Vicente de Paulo Silva Souza
Comissão Organizadora
Michel Gomes Lima
Ana Lívia Venceslau dos Santos
Eduardo Pereira Teixeira
José Carlos Martins Pereira
Maria Sabrina Batista Braz
Letícia Kauanna Alves de Souza
Damiana Macedo de Menezes
Jhonata Higor Alves da Silva
Ana Priscila Furtado Martins
Thais Nascimento Oliveira
Estefânia Trajano Braga
Ana Laura Lacerda Fernandes
Bianca Azevedo de Sousa
Felipe Geymisn Ramos Bernardo
Lécia Olívia
Isaac Verissimo Olimpio dos Santos