
02 a 05 de abril de 2019
Universidade Regional do Cairiri - URCA
Carga horária: 40h
franciscoalencar8@gmail.com

Este ano completam-se trinta anos das primeiras eleições livres desde de o fim da Ditadura civil-militar de 1964 à 1985, desde aquele momento tivemos avanços e retrocessos no sentido do reconhecimento do direito à memória por parte das famílias dos desaparecidos e de garantia de justiça aos torturados pelo regime. A comissão da Verdade fez, há alguns anos, muito barulho e nada mais. Algumas multas foram pagas por militares aposentados envolvidos na guerra contra a oposição durante o regime ditatorial, para as vítimas estas multas nada mais são do que “prêmios de consolação”, longe do rigor esperado para executores de tortura, um dos crimes contra a humanidade segundo o artigo 5 da declaração dos direitos humanos da ONU: “Ninguém será submetido a tortura” (ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS, 2019).
Vivemos também em uma época em que as feridas da ditadura foram abertas com a maior brutalidade possível, existem movimentos na sociedade que negam a existência do próprio regime ou culpam os torturados pelos crimes perpetuados contra seus corpos! De, fato, é mais importante do que nunca meditar sobre tão nefasto período da História brasileira, suas causas, suas marcas, suas consequências e, mais, nos perguntarmos sobre o que sobra da ditadura em nossa chamada “Nova República”. O que há de velho na Nova República? Que contradições permanecem? Que condições estruturais permitiram que, em apenas trinta anos, todas as chamadas conquistas democráticas fossem colocadas em xeque? Esse é o tempo para responder a tais perguntas e, principalmente, é tempo para perceber que deve-se buscar respostas e não criar mais perguntas. O Brasil precisa de análises conclusivas sobre um problema que constantemente volta para atormenta-lo: O Fantasma do autoritarismo.
O seminário de Memória e Justiça tem como seu objetivo analisar estruturalmente, de forma histórica, o que foi o regime civil-militar, a que interesses representou e o que significou, historicamente, olhando de nossos dias, aquele momento e o que ainda temos da Ditadura em nossa estrutura política, jurídica, educacional, militar e no cotidiano.
Manhã
MESA: REVOLUÇÃO MILITAR NÃO! GOLPE MILITAR: HISTÓRIA E DITADURA
Essa mesa terá como objetivo analisar os antecedentes políticos, econômicos e sociais que explodiriam em um regime militar e como, durante este período, se deram diversas transformações no escopo institucional e no cotidiano dos brasileiras.
Convidada: Sônia Maria de Meneses Silva
Doutora em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF), mestre em História Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É professora adjunta da Universidade Regional do Cariri URCA. Tem como áreas de atuação: História do Tempo Presente, História e Mídia, História Pública, Teoria da História, Ensino de História, Brasil Contemporâneo, América Latina, especialmente, ditaduras e memórias públicas, Imprensa. Faz parte do corpo docente do Mestrado Profissional em História-ProfHistoria-URCA. É coordenadora institucional do DINTER em história URCA-Universidade Federal Fluminense e do Laboratório de Pesquisas em História Cultural-LAPEHC. Recentemente publicou o Livro "Operação Midiográfica: o Golpe de 1964 e a Folha de São Paulo, pela editora Intermeios, produto da tese de doutorado desenvolvida na Universidade Federal Fluminense. Organizou, juntamente com Juniele Rabelo de Almeida, o livro História Pública em Debate - Patrimônio, Educação e Mediações do Passado pela editora Letra e Voz. Atualmente, realiza estágio pos-doutoral na Universidade de São Paulo. É bolsista produtividade do CNPQ com o projeto intitulado: "Imprensa, Leitores e Internautas: os embates pela memória sobre ditaduras na América Latina nos jornais Folha de São Paulo e La Nación"
Noite
MESA: O MOVIMENTO POLÍTICO ESTUDANTIL A DITADURA MILITAR NO CRATO.
Essa mesa tem como objetivo discutir os anos de chumbo no Crato-CE e na região do Cariri como um todo. Buscando a memória daqueles que resistiram a ditadura no interior do país, também trazendo a desmistificação da ideia de que não existiu repressão no interior.
Convidos: Professor Aurélio
Disertação: Resistência, Rota de Fuga e Refúgio: O Cariri Cearense na ditadura militar
Cícero Aurelisnor Matias Simião é professor da Educação Básica do Estado do Ceará. É graduado em História pela Universidade Regional do Cariri (URCA), especialista em História e Sociologia pala URCA/UFC. É mestre em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). É autor do livro O Poder Político em Juazeiro do Norte, mudança e permanências, as eleições de 2000, edição em 2008. Foi professor de Sociologia da URCA e da UVA; Coordenador Escolar do Liceu de Juazeiro; Diretor Escolar do Centro de Educação de Jovens e Adultos em Juazeiro do Norte, CEJA; Secretário Municipal de Esporte e Juventude da Prefeitura de Juazeiro do Norte, 2009-2012, atualmente Prof. Aurélio é diretor do sindicato dos trabalhadores em educação do Ceará- APEOC.
Possui graduação em Letras pela Universidade Regional do Cariri (1993), graduação em Direito pela Universidade Regional do Cariri (1998), Mestrado em Letras pela Universidade Federal da Paraíba (2001) e Doutorado em Linguística e Língua Portuguesa pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2007), com estágio no CEDITEC (Centre détudes des discours, images, textes, écrits e communications) - Sorbonne - Paris XII E Pós-Doutorado em Linguística pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Professora Adjunta do Departamento de Línguas e Literaturas da Universidade Regional do Cariri (URCA). Líder do DISCULTI (Grupo de Estudos em Discurso, Cultura e Identidades), pesquisadora do ADAL - Analyse de Discours en Amérique Latine e do GRUDIOCORPO - Grupo de Estudos do Discurso e do Corpo da UNEB Pesquisa na área de Análise do Discurso os temas: Discurso Político, Discurso Religioso, Mídias, Poéticas da Oralidade, Multimodalidades, Literatura de Cordel e Música Popular Brasileira.
Manhã
O período diretamente anterior e os primeiros anos da Ditadura foram marcados por uma efervescência artística de contestação inédita: Cinema Novo, Teatro do oprimido, os primeiros passos do rock n’roll no país, etc. Como tais movimentos participaram, viram o processo do golpe e as formas de resistência por eles desenvolvidas é o tema desta mesa.
Convidados:
Mateus Gonçalves
Ator, Professor de Teatro e Pesquisador. Professor Assistente do Curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Regional do Cariri - URCA/CE. Mestre em Artes Cênicas pelo PPGAC da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, possui graduação em Educação Artística - Habilitação Artes Cênicas pela mesma Universidade, e especialização em Juventude pela Universidade do Vale do Sinos/RS. Coordenador do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência - PIBID Subprojeto Teatro da Universidade Regional do Cariri - URCA. Líder do Grupo de Pesquisa Pedagogias do Teatro do Cariri onde coordena a pesquisa Teatro do Oprimido no Cariri - TOCA. Atua principalmente nos seguintes temas: educação, teatro, artes cênicas, Teatro do Oprimido, formação de professores e arte.
Graduação, Bacharelado e Licenciatura, em História (2003) e Mestrado em História Social da Cultura (2007) pela PUC-RIO. Pós-graduação Latu Sensu em História da África e do Negro no Brasil (2005) pela Universidade Cândido Mendes. Doutorado em Literatura, Cultura e Contemporaneidade (2014) pela PUC-RIO. Membro do FICINE (Fórum Itinerante de Cinema Negro). Atualmente é Professor Adjunto de História Afro-Brasileira e Indígena da Universidade Regional do Cariri. Vem realizando pesquisas e reflexões nas áreas de História, Estudos Culturais e Estudos Decoloniais com ênfase em presenças Negras, Africanas e Indígenas na História do Brasil colonial e nas produções audiovisuais.
Noite
MOVIMENTO ESTUDANTIL NA RESISTÊNCIA: A IMPORTANCIA DO MOVIMENTO ESTUDANTIL ONTEM E HOJE.
Essa mesa tem como objetivo colocar o importância da luta dos estudantes contra a ditadura e nos processos de resistência em nosso país, e como o movimento estudantil mantem-se em constante luta até os dias de hoje. E como é de suma importância para garantia de direitos para nosso povo.
João Pedro Góis
Diretor de grêmios da União Brasileira de estudantes Secundaristas - UBES
Francisco Leonardo Silva Alencar
Membro do Movimento Correnteza, Atual gestão do Centro Acadêmico Assentamento 10 de Abril.
Graduando em Licenciatura Plena em História pela Universidade Regional do Cariri. Membro do Núcleo de Estudos em História Social e Ambiente - NEHSA, atuando na linha de pesquisa "História Social do Trabalho e da Propriedade". Foi bolsista de Iniciação Científica/FUNCAP do projeto ;Mundos do trabalho: escravidão, campesinato e o trabalho "livre"; - o Cariri cearense (1830-1880); (2016/2017). Tem interesse em temáticas que abordem questões acerca dos mundos do trabalho e questões agrárias.
É membro do Movimento Correnteza, faz parte da atual gestão do Centro Academico de Ciências Sociais Florestan Fernandes.
Graduando em Ciências Sociais pela Universidade Regional do Cariri- URCA. Bolsista do Programa Residência Pedagógica. bolsista voluntária no projeto de iniciação cientifica: As Ciências Sociais Vão á Feira Cariri Criativo. Pesquiso cultura popular.
Manhã
Mesa de encerramento, destinada a tratar do que resta do período militar em nossos dias, nas leis, no papel das polícias e do exército, nas mentalidades e na própria organização do Estado.
convidados (as)
Tem experiência na área de docência, tendo lecionado como professor substituto em escolas de ensino médio no decorrer do segundo semestre do ano de 2013 e como mediador no Museu Casa Padre Cícero em Juazeiro do Norte no segundo semestre de 2015 e parte de 2016, também em 2016 foi bolsista do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID); no ano de 2017 atuou no SESC de Juazeiro do Norte-CE como monitor de sala de ciências, passando, em 2018, após concurso público para o cargo de professor de História pela secretaria de educação do Estado da Paraíba.
Jose Pereira de Sousa Sobrinho
Professor da Universidade Regional do Cariri (URCA), Departamento de Educação Física. Grupo de Pesquisa em Educação Física, Esporte e Lazer (GPEEL). Doutor (2014) em Educação Brasileira pela Universidade Federal do Ceará. Mestre em Educação (2009) pela Universidade Federal do Ceará. Graduado em Educação Física (2005) pela Universidade Estadual do Ceará. . Pesquisas desenvolvidas nas área de Educação, com ênfase nas áreas de Trabalho e Formação, economia política e teoria das classes sociais.
02/04/2019
-A mesa 1 vai acontecer no salão de Atos da Urca, Apartir das 8 h da manhã.
-Mesa 2, noite, salão de Atos, apartir das 19 h
03/04/2019
Mesa da manhã salão de atos URCA a partir das 8 h
Mesa da Noite Salão de Atos URCA a partir das 19 h
04/04/2019
A mesa acontecerá na UNILÂO, auditorio, Campi CRAJUBA, A partir das 19 h
05/04/2019
A Mesa acontecera na UFCA, Auditorio, Campi Juazeiro do Norte, a Partir das 19 h