
08 a 11 de outubro de 2018
Universidade Regional do Cariri - URCA
Carga horária: 40h
todasasvozes2018@gmail.com

Primeiramente, FORA TEMER! e #ELENÃO
A XIX Semana de História da URCA tem como objetivo principal reunir alunos, professores e pesquisadores da área de História para fomentar debates e discussões acerca das diversidades na atual conjuntura sociopolítica, assim como tecer diálogos sobre as relações políticas e de poder na conjuntura atual. Durante o evento, cuja duração será de quatro dias, serão debatidos assuntos voltados à reflexão sobre os novos campos de pesquisa na área de História. A tônica do debate será em torno da questão sobre as maneiras com as quais a universidade vem construindo suas narrativas sobre diversidades, política e poder nos diversos espaços sociais e ainda, indagar como essas narrativas dialogam com as diversas realidades que existem para além dos muros da universidade.
O Brasil é um dos primeiros países do mundo com a maior população prisional feminina, mas não consegue sequer atender às especificidades biológicas desses corpos. Se prisões são ambientes desconfortáveis para os homens, para as mulheres, então, acabam sendo um verdadeiro martírio, e aqui nem estamos incluindo mulheres grávidas e lactantes, que enfrentam condições ainda mais absurdas. O descaso com a saúde íntima e a higiene das presas é o nosso foco no momento. Além da falta de assistência médica ginecológica, elas ainda precisam lidar com uma limitação ou mesmo com a ausência de determinados produtos de higiene. A situação chega ao ponto de as mulheres precisarem compartilhar entre si supositórios ou usar miolo de pão para "substituir" o absorvente íntimo. São situações absurdas, que demonstram como os ambientes de cadeia são inumanos e extremamente inadequados para mulheres, que acabam por depender da ajuda dos familiares para o fornecimento desses produtos. Algumas mulheres, porém, não podem contar com a ajuda da família, principalmente por motivo de abandono. Por isto é importante o trabalho realizado por movimentos feministas, que ofertam o quanto for possível de produtos para essas mulheres. E tendo em vista essas questões, o Centro Acadêmico de História Francisca Fernando Anselmo opta por adotar como forma de pagamento da XIX Semana de História, além dos valores de R$10,00/15,00 um pacote de absorvente ou um acrescimo de 5,00 que o moviemnto de mulheres se reponsabiliza pela compra, sendo recebido no ato do credenciamento. Os absorventes serão levados para doação em presídios da região do Cariri através dos movimentos sociais que realizam acompanhamento e apoio a mulheres presidiárias. Esperamos que todos entendam a grandiosidade desse ato, e convidamos também quem não irá participar do evento a fazer sua doação. Desde já agradecemos à colaboração de todxs.
7 atividades
ESCOLA, RACISMO E SOCIEDADE
O CEARÁ DO OITOCENTOS EM DUAS FACES: MOVIMENTOS SOCIAIS E ENSINO DE HISTÓRIA.
– AULA DE HISTÓRIA NO ENSINO MÉDIO: TEORIA E PRÁTICA COMO ELEMENTOS DE RESISTÊNCIA.
AS TECNOLOGIAS MIDIÁTICAS E DIGITAIS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TMDICS) E O ENSINO DE HISTÓRIA
CARTOGRAFIA HISTÓRICA: O USO DOS MAPAS COMO FONTE.
DOCUMENTO, ARQUIVO E PRÁTICAS PALEOGRÁFICAS
COTAS RACIAIS: CONTEXTO, LEGISLAÇÃO E REAÇÃO SOCIAL
Manhã
CREDENCIAMENTO 08:00 ÀS 12:00
Tarde
CREDENCIAMENTO 13:00 ÀS 17:00
Noite
MESA DE ABERTURA: Política, Poder e Diversidade em debate: Diálogo entre Universidade e Comunidade.
Manhã
MESA 2: Genocídio contra a juventude negra no Ceará.
Tarde
MINICURSO E OFICINA
Noite
MESA 3: A criminização dos movimentos Sociais
Manhã
MESA 4: Gênero, sexualidade e diversidade: nas pespectivas da academia e sociedade contemporanea.
Tarde
SIMPÓSIOS TEMÁTICOS
Noite
MESA 5: Etnocentrimos religioso: A perseguição aos povos de religião de matriz africana.
Manhã
MESA 6 : A crise político-ideológica no Brasil: o crescimento do neoliberalismo dentro das universidades públicas.
Tarde
SIMPÓSIOS TEMÁTICOS
Noite
MESA 7: Feminicidio: Parem de nos matar!
Comissão Organizadora do Evento
membros da atual gestão do Centro Acadêmico de História Francisca Fernando Anselmo e discentes do curso de licenciatura em História.